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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – CAMPUS

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA CAMPUS I

Química Geral I

PROPRIEDADES PERIÓDICAS PODER OXIDANTE E REDUTOR DAS SUBSTÂNCIAS SIMPLES

COMPONENTES:

ANDRESSA TRINDADE RONALDO PAULILO LUCIANA

Salvador Julho de 2011

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA-CAMPUS I

TÍTULO: PROPRIEDADES PERIÓDICAS PODER OXIDANTE E REDUTOR DAS SUBSTÂNCIAS SIMPLES

DATA DE EXECUÇÃO: 30/06/2011

DATA DE ENTREGA DO RELATÓRIO: 06/07/2011

COMPONENTES DA EQUIPE: ANDRESSA TRINDADE GARCIA LUCIANA RONALDO PAULILO RODRIGUES

PROFESSOR (a): ARNAUD VICTOR SANTOS

DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I

2011.1

SUMÁRIO

I. Objetivo

4

II. Fundamentação teórica

4

III. Parte Experimental

6

III.1 Materiais utilizados

6

III.1.1.

Vidrarias

6

III.1.2. Equipamentos / Outros materiais / Substâncias

6

IV. Observações e Resultados

7

V.

Discussão ...................................................................................................

7

VI. Conclusão

11

VII. Referências consultadas

12

I.

Objetivos:

Correlacionar às propriedades Periódicas com o poder oxidante redutor das substâncias simples;

Compreender o poder da reação envolvendo o Potencial de Ionização e Afinidade Eletrônica dos átomos;

Comparar o poder oxidante e redutor das substâncias;

Entender o comportamento antioxidante da Vitamina C nas reações.

II.

Fundamentação Teórica

A tabela periódica moderna sofreu intervenções, os elementos foram arrumados em ordem crescente de números atômicos nas suas linhas horizontais chamadas de períodos, com este novo arranjo observa-se uma repetição periódica das propriedades químicas. Dentre elas podemos destacar a afinidade eletrônica e a energia de ionização. A carga nuclear associa-se ao número atômico e ao numero de elétrons do átomo no estado neutro. Quando os átomos se combinam durante as reações químicas, são os elétrons que envolvem o núcleo, apenas as camadas externas ficam em contato, portanto a forma com que os elétrons estão arrumados determina as propriedades químicas dos átomos. A formação de uma ligação depende da remoção de um ou mais elétrons de um átomo e sua transferência para um ou outro átomo. A energia necessária para a retirada de um elétron é então de fundamental importância para o entendimento de suas propriedades químicas. A Energia de Ionização é a energia necessária para retirar um elétron de um átomo gasoso, isolado, em seu estado fundamental. Podemos representar este processo pela reação:

Na(g)Na + (g) + e-

Este é um processo endotérmico, porque o elétron está atraído pelo núcleo positivo,

portanto deve-se fornecer energia para removê-lo. Os metais, geralmente, têm baixa Energia de Ionização, sendo facilmente oxidados. A facilidade da oxidação é uma propriedade importante dos metais. A maioria das suas aplicações práticas necessita dessa propriedade, ou da falta destas. A tendência na facilidade de Oxidação acompanha grosseiramente o potencial de Ionização, embora não perfeitamente. Uma razão é que o potencial de Ionização se refere aos átomos isolados e nas reações químicas envolvendo elementos livres os átomos de metais ocorrem normalmente em sólidos. Todos os átomos possuem mais do que um elétron, exceto o hidrogênio, eles possuem mais de um potencial de Ionização. A quantidade de energia necessária para a remoção do primeiro elétron é chamada primeiro potencial de Ionização, a necessária para a remoção do segundo elétron chama-se segundo potencial de Ionização e assim por diante.

A afinidade eletrônica de um elemento é a energia liberada quando um elétron é adicionado a um átomo na fase gasosa, formando o íon negativo (ânion), conforme a reação:

X°(g) + e ˉ→

Xˉ (g)

A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo, portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica, maior é a tendência do átomo em receber o elétron. Através de um grupo, de cima pra baixo, as afinidades eletrônicas assumem valores positivos, porque a camada de valência esta progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica, devido ao tamanho do átomo, a carga nuclear efetiva ( efeito real que o núcleo de um átomo exerce sobre os elétrons da camada de valência) é relativamente grande e a necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de um gás nobre.Os metais tem baixa energia de ionização e baixa afinidade eletrônica, conseqüentemente tendem a formar cátion, o que lhe confere uma maior facilidade na remoção de elétrons e alta reatividade. A carga do íon metálico depende do numero de elétrons perdidos pelo átomo, um átomo de sódio perde um elétron formando um íon sódio Na+, um átomo de magnésio dois

elétrons formando um íon Mg++. Como facilmente perdem elétrons, têm na maior parte grande poderes redutores.

III.

Parte Experimental

III.1 Materiais utilizados

III.1.1. Vidrarias

  • Tubos de Ensaio;

  • Béqueres 100 mL;

  • Placa de Petri

  • Pinça metálica

  • Proveta de 50 ml

III.1.2. Equipamentos/Outros Materiais

  • Estante para tubos de ensaio;

  • Pêra de sucção;

  • Papel de filtro

III.1.3. Reagentes e Substâncias

  • Solução etanólica de fenolftaleína;

  • Sódio metálico;

  • Fita de magnésio metálico;

  • Solução aquosa de KI;

  • Solução de cloro em água;

  • Vitamina C( ácido ascórbico);

IV.

Observações e Resultados Obtidos

No primeiro experimento retiramos o sódio metálico imerso em querosene, Ao introduzirmos o sódio na placa de Petri contendo 20 ml de água e o indicador fenolftaleína, pode-se observar que o sólido do sódio se movimentou de forma rápida e desordenadamente sobre a superfície da água. Houve mudança na coloração, deixando a solução rosa, além da presença de pequenas faíscas. No segundo experimento colocamos 5 ml de água destilada em um tubo de ensaio e adicionamos duas gotas de fenolftaleína, a solução permaneceu incolor. Lixamos um pedaço de 2 a 3 cm da fita de magnésio e introduzirmos essa fita no tubo de ensaio contendo a solução já preparada, pode-se observar que ao redor da fita de magnésio houve o aparecimento da coloração rosa, também foi observado o aparecimento de bolhinhas ao redor da fita. Essa reação aconteceu de forma mais lenta. No terceiro experimento foi colocado 2 ml de solução de iodeto de potássio (kI (aq) ), medido pela pipeta graduada em um tubo de ensaio, ao adicionarmos água de cloro(CL 2(aq) ) gota a gota observamos o aparecimento de uma cor amarelada na solução, essa reação aconteceu de forma rápida. No quarto experimento foi colocada uma pequena quantidade de vitamina C no tubo de ensaio, logo após adicionamos 2 ml de iodeto de potássio e foi observado que a solução se manteve incolor. Em seguida introduzimos gota gota de água de cloro, mudando a solução de incolor para amarelada, cada vez que era pingada água de cloro imediatamente a solução retornava para incolor.

  • V. Discussão dos Resultados

No primeiro experimento retiramos o sódio metálico imerso em querosene por causa da sua alta reatividade, não podendo assim, ficar exposto ao ar ou à umidade. Ao introduzirmos o sódio na placa de Petri contendo água e o indicador fenolftaleína, houve mudança na coloração, deixando a solução rosa, devido à formação da base

hidróxido de sódio na solução que contém fenolftaleína. Pode-se observar também pequenas faíscas, devido a liberação de gás hidrogênio na reação que ao reagir com o oxigênio presente no ar sofreu combustão. Essa reação pode ser equacionada por:

2Na (s) + 2H 2 O (l) 2NaOH (aq) + H 2(g)

No experimento dois, a fita de magnésio foi lixada, pois possuía na sua superfície óxido de magnésio, o que impediria a sua reação com a água. Ao introduzirmos a fita de magnésio lixada no tubo de ensaio contendo água e fenolftaleína, pode-se observar que ao redor da fita de magnésio houve o aparecimento da coloração rosa, devido à presença do indicador básico (fenolftaleína), pois houve a formação do hidróxido de magnésio. Também foi observado o aparecimento de bolhinhas ao redor da fita, devido o desprendimento de gás de hidrogênio formado na reação:

Mg (s) + 2H 2 O (l) Mg (OH) 2 ( aq) + H 2(g)

Discutindo os experimentos acima:

A reação do sódio sólido com a água foi muito mais rápida em comparação com a

reação do magnésio sólido, pois os elementos do grupo IA possuem baixo potencial de Ionização e por conseqüência são facilmente Oxidados. Observando as reações de Oxirredução:

2Na (s) + 2H 2 O(l) 2Na + (aq) + OH - (aq) + H 2 (g)

Mg(s) + 2H 2 O (l) Mg +2 (aq) + 2OH - (aq) + H 2 (g)

Logo, conclui-se que o sódio possui maior poder redutor, uma vez que perde elétron com maior facilidade.

No terceiro experimento observamos o aparecimento de uma cor amarelada na solução devido à formação do I 2(aq). O átomo de cloro apresenta alta afinidade eletrônica, devido a seu átomo ser muito pequeno e cujas camadas externas possuem uma alta carga nuclear efetiva, tendo afinidade ao elétron, como conseqüência um átomo de cloro tem alta capacidade de capturar o elétron, formando o ânion.

Observe a reação abaixo:

Cl 2(aq) + 2 KI (aq) 2 KCL (aq) + I 2(aq)

ou

CL 2(aq) + 2 I - 2 CL - (aq) + I 2

°

(aq)

Nessa reação houve deslocamento do iodo, mostrando que o cloro tem poder reativo. O cloro tem maior poder oxidante, uma vez que ganha elétron com maior facilidade, ele é o agente redutor.

Discutindo os experimentos acima:

No caso do experimento três, a coloração amarela se apresentou permanente, pois houve a formação do Iodo (I 2 ). Já no experimento quatro, aparecia a coloração amarela na solução, mas retornava para o incolor, devido a reação do Iodo com a Vitamina C.

Observando as reações:

Tonalidade amarela

Cl 2

(aq) + KI (aq)

2KCl (aq ) + I 2 (aq)

No experimento, a partir da formação do I 2 (aq) , formado a partir da reação da Cl 2 com o KI (aq) , houve a seguinte reação:

+ I 2(aq)  + 2HI (aq) Logo, a coloração amarela ocasionada pelo I desaparecia, pois
+ I 2(aq)  + 2HI (aq)
+ I 2(aq) 
+ 2HI (aq)

Logo, a coloração amarela ocasionada pelo I 2 desaparecia, pois essa substância era reduzida, porque reagia com o agente redutor que é o ácido ascórbico. A Vitamina C contém o ácido ascórbico, embora esta substância não apresente em sua estrutura o grupo funcional Carboxila (-COOH), mas contém hidroxilas ligadas ao carbono com ligação dupla (hidróxi-enólico) que é um tautômero da α-hidroxicetona, o que se oxida nas reações, sendo portanto o agente redutor e tendo um comportamento ácido. Em solução aquosa o ácido ascórbico que contém o grupo hidroxi-enólico, ioniza-se originando a natureza ácida nas seguintes etapas:

+ I 2(aq)  + 2HI (aq) Logo, a coloração amarela ocasionada pelo I desaparecia, pois

Primeira ionização do ácido L-ascórbico

+ I 2(aq)  + 2HI (aq) Logo, a coloração amarela ocasionada pelo I desaparecia, pois

Oxidação do ácido ascórbico ao ácido dehidroascórbico.

O ácido L-ascórbico é um bom agente redutor em solução aquosa, conseqüentemente se oxida com muita facilidade, se tornando assim, um poderoso antioxidante.

VI. Conclusão

A partir dos resultados pode-se concluir que numa reação

VII. Referências Consultadas

Vitamina C na Sociedade Através dos Tempos. Química nova na escola, n.17, p.3-7 maio, 2003;

BRADY, J. E; HUMISTON, G. E. Química geral. São Paulo: 2ed. LTC, vol 1

1986.

ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios de Química- Questionando a vida moderna e o Meio Ambiente. 3 ed.Porto Alegre: Bookman, 2006;

RUSSEL, John B.,Química Geral. 2.ed., Rio de Janeiro: Makron Books, vol. 1,

2004;