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CONTOS DE FADAS Fundamental é despertar nas crianças o gosto pela leitura em virar uma

CONTOS DE FADAS

Fundamental é despertar nas crianças o gosto pela leitura

Fundamental é despertar nas crianças o gosto pela leitura em virar uma Cinderela, ter uma carruagem

em virar uma Cinderela, ter uma carruagem e um lindo vestido e encontrar seu príncipe encantado, ou ser como Peter Pan, viver na

Terra do Nunca e ser criança sem- pre? Todo esse processo faz par-

te da imaginação, da fantasia vivi-

da durante a contação de história. Os assuntos tratados nos con- tos são reais, tais como os medos que a criança pequena enfrenta:

medo do escuro, do cachorro, da mãe deixá-la na escola e não buscá-la mais, etc., medos que fa- zem parte da nossa vida e, de uma maneira ou de outra, aprendemos

a enfrentá-los. E é claro, não se poderia deixar de falar no amor, presente nas his- tórias, o amor que um Príncipe, muito rico e bonito, sentiu ao ver pela primeira vez a jovem menina que calçava um delicado sapatinho de cristal e que atendia pelo nome de Cinderela. Esse mesmo amor

aparece no conto da Branca de Neve, escrito pelos irmãos Grimm, onde uma linda jovem está ador- mecida em uma redoma de vidro na floresta e aparece um Príncipe que com um simples olhar se apai- xona pela moça e com um beijo a faz acordar. Existem temas polêmicos co- mo na história contada pelos Grimm, Chapeuzinho Vermelho, onde a menina muito ingênua pára para conversar com o Lobo, sem

saber que ele é mau, e acaba colo- cando a vida da sua vovozinha em risco. Esse conto mostra para a criança que não devemos falar com estranhos, que não se pode confiar

em qualquer um

temas como a fome, a carência, tanto alimentar como afetiva, tra- tada no conto João e Maria, tam- bém dos Grimm, onde, por falta de dinheiro, o paie a madrasta deixam os dois filhos na floresta sozinhos, para não vê-los morrer de fome. Só quando encontram a casa da bruxa, repleta de guloseimas, é que as crianças se acalmam, sem saber que os seus problemas estão ape- nas começando.

Encontramos

• LUCIANE KNÜPPE Licenciada em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar. Pós-Graduada em Educação Infantil. Professora da 2 a série do Ensino Fundamental da Escola Monsenhor Roncato. Porto Alegre/RS.

Os contos de fadas encantam e cativam crianças até os dias de hoje, com suas histórias fantásti- cas que, de uma forma indireta, as ensinam a aceitarem o medo, a per- da, a conhecer o amor, o valor de

Sem falar, é claro,

dasbruxas, fadas, lobosmaus, prín- cipes encantados, princesas e tan-

tos outros personagens que apare- cem, geralmente para nos ofere- cerem alguma mensagem. Os contos de fadas apresentam sempre um mundo de fantasia, às vezes, distante da realidade das crianças, outras, bem próximo, mas que alimentam seus sonhos e, por isso, fazem tanto sucesso. A criança fica tão envolvida com

a história que nos pede para repeti-

la uma, duas, três vezes, quantas ela

achar necessário. E é através des-

sas histórias que elas vão trabalhan- do dentro das suas cabecinhas e dos seus coraçõezinhos certos confli- tos, buscam soluções, procuram respostas para aquilo que não está bem. O interessante, nesses casos,

é que a criança pode se identificar

com o personagem, transferir todos os seus conflitos para aqueles vivi- dos na história, e por isso pede para repeti-la. Quando o problema esti- ver resolvido, ela simplesmente não pedirámais esse conto. E nós, como professores, possuímos a difícil ta- refa de ajudá-la a encontrar signifi- cados na vida. A criança se envolve tanto com os contos de fadas que, muitas vezes, começa a viver como os personagens. Quem nunca sonhou

uma amizade

REVISTA DO PROFESSOR,

Porto Alegre,

18

(72):

11-12,

out./dez. 2002

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Já o conto O Patinho Feio es- crito por Andersen nos fala da di- ferença

Já o conto O Patinho Feio es-

crito por Andersen nos fala da di- ferença – de que não somos todos iguais – e faz com que a criança encontre a sua identidade, que per- ceba o quanto é capaz, que somos iguais como seres humanos mas cada um tem sua personalidade e individualidade, seu modo de ser. Os contos de fadas ensinam as crianças a enfrentar os sentimen- tos, seja de perda, angústia, medo ou amor. Eles mostram que tudo passa, que sempre há uma Fada

)

que nos ajuda a resolver os pro- blemas, e que existem Lobos

Maus (ladrões, seqüestradores

que devemos tomar cuidado ao sairmos à rua e, o mais importan- te, que sempre teremos o amor de alguém, seja de um Príncipe En- cantado (namorado) ou de um Pai (família), e que ela (fada) existe. Transmitem importantes mensa- gens, lidando com problemas hu- manos, encorajando o desenvolvi- mento e ao mesmo tempo alivian- do preocupações. A mensagem que os contos que- rem passar às crianças é que exis- tem coisas na vida que são inevitá- veis. Enquanto diverte, o conto está esclarecendo fatos sobre a própria

),

Boa (mãe, amigos, professora

criança, favorecendo o desenvolvi- mento da sua personalidade.

Eles possuem amagia de nos fa- lar em tristezas, desconfortos, re-

de uma

forma prazerosa e aceitável. Tra- tam da vida e da morte, da dificul- dade que é deixar de ser criança e começar a ser adulto. Cultivam a esperança, o sonhar, o acreditar naquilo que se deseja e, o mais importante, não nos tiram a ilusão de que existem finais felizes. Por isto nós, professores, te- mos o dever de levar para dentro das salas de aula os contos de fa- das, proporcionando aos nossos alunos momentos de fantasia, pois dessa forma também estarão criando o prazer pela leitura. Umahistória paraprendera aten- ção das crianças e despertar a sua curiosidade deve estimular a sua imaginação. Ela vive os persona- gens. Ao explorarmos os contos de fadas com as crianças, estaremos ajudando-as a desenvolverem o seu intelecto, a tornarem claras suas emoções; estaremos oferecendo- lhes meios para reconhecerem suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerindo soluções para os proble- mas que as perturbam. A Hora do Conto nas escolas

velações, amor, amizade

A Hora do Conto nas escolas velações, amor, amizade deveria ser uma atividade diária, alguns minutos

deveria ser uma atividade diária, alguns minutos durante a rotina, o ouvir por prazer. Não são neces- sárias cobranças após o conto, tais como desenhar a parte que mais gostou, fazer fantoches ou drama- tizações. O importante é ouvir, entender, fantasiar, discutir, per- guntar, dar palpites, sugerir, opi- nar e, finalmente, gostar de ouvir para posteriormente gostar de ler. O que pode e deve mudar, sim, é a maneira de contar histórias, bem como o tipo de recursos comple- mentares do livro (fantoches, gra- vuras, varetas, avental, painel, en- tre outros), de modo que as crian- ças criem expectativas antes da audição do conto. O que devemos fazer é propor- cionar aos nossos alunos momen- tos de prazer. Só assim teremos adultos mais felizes e crianças leitoras.

BIBLIOGRAFIA

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil:

gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1995.

BARCELLOS, Gládis M. Ferrão. Hora do con- to, da fantasia ao prazer de ler. São Paulo:

Sagra, 1995.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos con- tos de fadas. Riode Janeiro: Paz eTerra, 1980.

dos con- tos de fadas. Riode Janeiro: Paz eTerra, 1980. NOME ENDEREÇO Nº APTO BAIRRO FONE
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