Excelentíssima Senhora Doutora Juíza de Direito da Vara da Família, Infância
e Juventude, Idoso, Órfãos e Sucessões da Comarca de ..............
FULANA DE TAL, brasileira, industriária, auxiliar de produção,
portadora da cédula de identidade nº .........., inscrita no CPF/MF sob o
nº ............ e BELTRANO DE TAL, brasileiro, industriário, auxiliar de produção,
portador da cédula de identidade nº ..........., inscrito no CPF/MF sob o
nº ..........., casados entre si, residentes e domiciliados na Rua ...........,
Bairro .........., CEP ..........., ............/SC, por sua procuradora signatária
(instrumento de procuração em anexo), comparecem respeitosamente à
presença de VOSSA EXCELÊNCIA, para manifestar por seu mútuo e livre
consentimento em pleitear DIVÓRCIO, de forma consensual, cumulado com
PARTILHA DE BENS, GUARDA E ALIMENTOS, o que fazem pelos fatos e
razões que passam a expor:
1. PEDIDO DE JUSTIÇA GRATUITA:
Os Requerentes declaram a este juízo que não possuem
condições financeiras de arcar com o pagamento das custas e despesas
processuais sem prejuízo ao seu sustento e de sua prole, preenchendo os
requisitos da lei para a concessão do benefício ora pleiteado.
Pelo disposto na Lei nº 1.060/50 e artigos 98 e 99, do Código de
Processo Civil, os autores r. requerem a VOSSA EXCELÊNCIA o deferimento
do pedido de gratuidade da justiça, anexando para tanto à declaração exigida
em lei.
2. DO DIVÓRCIO:
Os Requerentes casaram-se no dia 21 de janeiro de 2000, o que
é atestado pela Certidão de Casamento registrada sob nº ....., às folhas ..........,
do livro .........., de Registro de Casamentos expedida pelo Cartório do Registro
Civil das Pessoas Naturais do Município de ............./SC, no qual adotaram o
regime da “Comunhão Universal de Bens” (doc. anexo).
Em virtude de manifesta incompatibilidade de gênios, desejam
mutuamente expressar de forma decisiva, ato que é livre e espontâneo,
requerendo o presente divórcio, que optam pela modalidade consensual que
pactuam, registrando que se regerá respeitando as condições abaixo.
3. DA PROLE, GUARDA, DIREITO DE CONVIVÊNCIA E
ALIMENTOS:
Da união nasceu o filho .................., nascido em ...........,
atualmente com 16 (dezesseis) anos de idade, portador do DNI nº .............
(doc. anexo).
O menor ............. permanecerá sob a responsabilidade dos
genitores, que ajustam exercer a guarda na forma compartilhada, competindo a
ambos o dever de educá-lo, alimentá-lo, prestar-lhe assistência médica,
odontológica, orientação moral, religiosa, enfim, prover a ele uma vida digna.
A custódia física será exercida por ambos os genitores, vez que,
embora divorciados, permanecerão residindo no mesmo imóvel, visto se tratar
de uma casa de dois pisos independentes, ou seja, duas moradias.
Os divorciandos laboram na empresa ..........., em turnos distintos,
a Sra. ............... das .......... e o Sr. ............... das .................Ajustam que, em
seus contra turnos de trabalho, irão atender as necessidades do filho e
supervisioná-lo.
Em razão do formato que ora ajustam para, em cooperação,
educar e manter seu único filho, os divorciandos deixam de fixar regras para o
direito de visitas, visto que terão livre convivência com o filho.
Em relação à verba alimentar, considerando que o menor
Jonathan irá coabitar, em alternância de lar, com os divorciandos, os quais se
comprometem a custear as despesas do menor enquanto estiver em sua
companhia, deixam de fixar verba alimentar em relação às despesas
ordinárias.
Quanto às despesas extraordinárias do menor, ajustam os
divorciandos que irão dividir, proporcionalmente, as despesas de vestuário,
material escolar, medicação, odontológica.
O divorciando se compromete a manter o filho vinculado à
assistência médica oferecida pela empregadora, suportando, com
exclusividade, o valor das mensalidades e coparticipações.
Os divorciandos declaram estar cientes de que, na hipótese de
descumprimento do ajustado, o genitor que se encontrar prejudicado pela
desigualdade no rateio das despesas ordinárias, poderá ajuizar ação de
alimentos para salvaguardar os direitos do filho Jonathan.
4. DOS ALIMENTOS ENTRE OS DIVORCIANDOS:
Os divorciandos exercem atividade remunerada, renunciando
reciprocamente o pagamento de pensão entre si, pois ambos possuem os
meios necessários de proverem sua subsistência.
5. DOS BENS E DÍVIDAS:
Os divorciandos possuem bens a partilhar, quais sejam:
5.1. ................, avaliado em R$ ..............;
5.2. .............., avaliado em R$ ................;
5.3. ................, avaliado em R$ .......................;
5.4. Móveis e eletrodomésticos em estado de bastante usados,
avaliados em R$ ...............
Ajustam que o veículo ........... descrito na alínea 5.2 passará a
pertencer, com exclusividade, ao divorciando ao passo que o veículo descrito
no item 5.3 e objetos referidos no item 5.4, passarão a pertencer com
exclusividade para a divorcianda;
O imóvel descrito no item 5.1 permanecerá em comunhão, 50%
para cada um dos divorciandos.
Os divorciandos confessam a existência de dívida junto ao
banco ........., proveniente da Cédula de Crédito Bancário contrato nº ..........,
cujo saldo devedor, em ........., constava na ordem de R$ ................, dívida
garantida com a alienação fiduciária do imóvel de propriedade dos
divorciandos.
Ajustam os requerentes que as parcelas vincendas da dívida
informada será suportada por ambos, proporcionalmente, metade cada um,
responsabilizando-se pelo pagamento das parcelas com pontualidade.
Na hipótese de inadimplemento por algum dos divorciandos,
aquele que suportar o pagamento com exclusividade, se reserva ao direito de
cobrar judicial ou extrajudicialmente a parte do inadimplentes, com juros e
correção monetária nos moldes praticados pelo TJSC, além de custas e
honorários advocatícios, além de cláusula penal que estipulam em 30% sobre o
valor da dívida objeto da cobrança.
Além da dívida informada, os divorciandos declaram não haver
outras, ajustando, caso existentes, serão de exclusiva responsabilidade o
pagamento por quem as contraiu.
6. DO NOME DA REQUERENTE:
A divorcianda retornará a usar seu nome de solteira, ou seja,
“...........”, com o que concorda o Divorciando.
7. DISPENSA DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO /
RATIFICAÇÃO:
Por celeridade da Justiça, r. requerem os Divorciando que seja
dispensada a audiência de conciliação, posto que desnecessária, tendo em
visa que ambos assinam a petição inicial, onde declaram suas vontades,
exibindo os documentos que instruem os autos, confessando os requerentes
que não pretendem reconciliar-se.
Afirmam que o pedido dos suplicantes está sendo formalizado de
madeira consciente, sob o princípio da boa-fé.
DOS PEDIDOS:
Diante do exposto r. requer a VOSSA EXCELÊNCIA:
a) O recebimento da presente, registro e distribuição na forma da
Lei, com os documentos que a acompanham;
b) Requerem a VOSSA EXELÊNCIA o deferimento dos
benefícios da justiça gratuita, eis que preenchem todos os requisitos exigidos
em Lei;
c) A intervenção do representante do Ministério Público:
d) Após as formalidades legais, a homologação do presente
acordo e, em consequentemente, decretar o divórcio dos Acordantes,
retornando a Requerente a usar seu nome de solteira, ............;
e) A expedição de mandado de averbação ao Cartório do Registro
Civil das Pessoas Naturais de ............./SC;
f) Dispensa de audiência de conciliação/mediação tendo em vista
o desinteresse das partes em sua realização já que a ação já consigna a
composição amigável entre as partes (artigo 319, inciso VII do CPC);
Dão à causa dão o valor de R$ .............
Nestes termos,
Pedem e esperam deferimento.