Estudos Amazônicos – 7º ano
História de Belém do Pará
A região onde Belém se localiza era ocupada pelos índios Tupinambás.
O estabelecimento do núcleo da cidade remonta à conquista da foz do Rio Amazonas,
fundamental para a defesa da Amazônia por parte de Portugal. No ponto estratégico escolhido
para se estabelecer a defesa do território foi fundado, em 12 de janeiro de 1616, o Forte do
Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, hoje, conhecido como Forte do Castelo.
O povoado que se formou ao redor do forte foi denominado, inicialmente, de Feliz
Lusitânia. Depois, chamou-se Santa Maria do Grão Pará, Santa Maria de Belém do Grão Pará e,
finalmente, Belém do Pará.
No início do século XIX (em 1807), a corte portuguesa embarcava em direção ao Brasil,
numa viagem que mudaria completamente o rumo da nossa história. A família real foi parar no Rio
de Janeiro, embora Belém tenha se preparado para recebê-la.
Entre 1835 e 1840, a cidade explodiu em sangrento movimento popular independentista: a
Cabanagem. Também denominada como Guerra dos Cabanos, foi uma revolta de cunho social
ocorrida na então Província do Grão-Pará, no Brasil.
Entre as causas dessa revolta citam-se a extrema miséria do povo paraense e a
irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil.
A denominação Cabanagem remete ao tipo de habitação da população ribeirinha mais
pobre, formada principalmente por mestiços, escravos libertos e índios. A elite fazendeira do
Grão-Pará, embora morasse muito melhor, ressentia-se da falta de participação nas decisões do
governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.
Desde a emancipação política do Brasil, em 1822, o Grão-Pará vivia um clima tenso.
Distante das decisões do sul do país e fortemente ligada a Portugal, Belém somente reconheceu
a Independência do Brasil em 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.
A independência não provocara mudanças na estrutura econômica nem modificara as más
condições em que vivia a maior parte da população: índios, negros e mestiços.
Em janeiro de 1835, os cabanos dominaram Belém e executaram o governador, Lobo de
Sousa, e outras autoridades. O primeiro governador cabano foi o fazendeiro Félix Antonio
Malcher, que, fiel ao imperador, foi, também, executado e substituído por Francisco Vinagre. O
Governo Regencial retomou Belém. Eduardo Angelim assumiu a liderança dos cabanos, mas a
guerra já estava perdida.
Apesar do reconhecimento, por parte do Pará, da independência do Brasil, Portugal
continuou mandando no estado. Navios de madeira de lei partiam rotineiramente com destino a
Lisboa. Somente na década de 1970, com a construção da Rodovia Belém-Brasília, isso acabou.
No chamado Ciclo da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém
passou a ter grande importância comercial no cenário internacional e ficou conhecida como Paris
N'América. Neste período, foram construídos importantes prédios da cidade, como o Palácio
Lauro Sodré, o Teatro da Paz, o Palácio Antônio Lemos e o Mercado do Ver-o-Peso, entre outros.
Paralelamente, chegavam ao Pará levas de imigrantes portugueses, chineses, franceses,
japoneses, espanhóis e outros grupos menores, com a finalidade de desenvolverem a agricultura
na zona bragantina. Particularmente, os japoneses transformaram o Pará num dos maiores
exportadores mundiais de pimenta do reino, a mais nobre das especiarias da Índia.
Assim se compôs a rica cultura paraense, na qual predominam os traços das culturas
portuguesa e indígena amazônida.
ATIVIDADES
1) Qual a data da fundação de Belém?
2) Quais nomes a cidade de Belém recebeu antes do atual?
3) Explique o que foi a cabanagem? Quais foram suas principais causas?
4) Qual a vantagem que o ciclo da borracha trouxe para Belém?
5) Qual o tipo de atividade que os imigrantes que chegaram a Belém desenvolviam?
6) Quais os traços que predominam na cultura paraense?