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Acessibilidade Na Web: Uma Análise Do Antigo Portal UFSM Autor (A) e Apresentador (A) : Co-Autores: Orientação: Introdução

O documento analisa a acessibilidade do antigo Portal UFSM, focando em alunos com deficiência visual e utilizando o modelo de acessibilidade e-MAG. A pesquisa identificou falhas na estrutura do portal que dificultam a navegação e propôs soluções técnicas para melhorar a acessibilidade, destacando a importância de uma comunicação pública eficaz. Constatou-se que, apesar das deficiências, o modelo e-MAG é viável para adequar portais às normas de acessibilidade.
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Acessibilidade Na Web: Uma Análise Do Antigo Portal UFSM Autor (A) e Apresentador (A) : Co-Autores: Orientação: Introdução

O documento analisa a acessibilidade do antigo Portal UFSM, focando em alunos com deficiência visual e utilizando o modelo de acessibilidade e-MAG. A pesquisa identificou falhas na estrutura do portal que dificultam a navegação e propôs soluções técnicas para melhorar a acessibilidade, destacando a importância de uma comunicação pública eficaz. Constatou-se que, apesar das deficiências, o modelo e-MAG é viável para adequar portais às normas de acessibilidade.
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Acessibilidade na web: uma análise do antigo Portal UFSM

Autor(a) e apresentador(a): Aline Lorini


Co-autores:
Orientação: Prof.ª Dr. Janaína Gomes
INTRODUÇÃO
A abordagem referente ao conceito de deficiência evoluiu nas últimas décadas.
Segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF,
divulgada pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization -
WHO) em 20011, entende a incapacidade como um resultado tanto da limitação das
funções e estruturas do corpo quanto da influência de fatores sociais e ambientais sobre
essa limitação. Seguindo essa abordagem, o público-alvo deste trabalho são alunos com
deficiência visual da Universidade Federal de Santa Maria.
De acordo com o Censo – 20102, 35.744.392 milhões de pessoas no país se
declaram deficientes visuais, sendo em torno de 18% da população total brasileira.
Esses dados do Censo referem-se a todas as pessoas que possuem algum tipo de
dificuldade de visão, independente do seu grau. Nesse contexto, estudos sobre
acessibilidade em mídias digitais tornam-se fundamentais, tendo em vista o desafio que
programadores, comunicadores e webdesigners têm para atender esse público.
Conforme a Lei Federal da Acessibilidade n° 10.098/2000 Capítulo VII art. 17 é
responsabilidade do Poder Público promover a eliminação de barreiras na comunicação,
além de criar alternativas para que os sistemas de comunicação e sinalização sejam
acessíveis às pessoas com algum tipo de dificuldade, garantindo-lhes o direito ao acesso
à informação, educação, transporte, trabalho, comunicação, cultura, esporte e lazer.
Além da Lei Federal há a Portaria nº 3/2007 que institucionaliza o Modelo de
Acessibilidade em Governo Eletrônico – e-MAG, este consiste em um conjunto de
recomendações para tornar os portais governamentais acessíveis a todos os cidadãos.
Também para dar embasamento ao estudo, alguns conceitos referentes à comunicação
pública, cidadania e cidadania digital, são necessários, pois permeiam a comunicação
que ocorre entre a universidade e seus públicos, no nosso caso específico, os alunos da
Universidade Federal de Santa Maria, com deficiência visual.

1
Dados disponíveis em: http://www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf
2
Dados disponíveis em: CENSO DEMOGRÁFICO 2010. Disponível em:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_religiao_deficiencia/caracte
risticas_religiao_deficiencia_tab_pdf.shtm
A comunicação pública só ocorre quando há um discurso que facilite o
entendimento frente ao assunto em questão. Matos (2012, p. 45), afirma que “a
comunicação pública deve ser pensada como um processo político de interação no qual
prevalecem a expressão, a interpretação e o diálogo”, tornando-se instrumento
fundamental na construção da cidadania. O indivíduo só se torna cidadão no momento
que passa a participar ativamente da sociedade em que vive, construindo e fazendo parte
da história em busca de um interesse em comum com todos. Segundo Scheer (1997,
apud BRITO, 2006, p. 118 e 119) “o cidadão só é reconhecido na sociedade à medida
que participa da sua história, que possua interesse e relação com a política e com os dela
falam, com orientação para um destino comum”.
Assim é importante que o cidadão tenha a oportunidade de debater sobre seu
futuro na sociedade, criando espaços de comunicação que construam o conhecimento e
a interação com o Estado. Covre (1993, p. 66), traduz de forma clara o objetivo dessa
relação: “é preciso criar espaços para reivindicar os direitos, mas é preciso também
estender o conhecimento a todos, para que saibam da possibilidade de reivindicar”.
Dessa forma, observou-se a necessidade de criar um grupo de pesquisa dedicado
a monitorar a comunicação pública veiculada pela Universidade de Santa Maria nas
mídias digitais. O grupo “Acessibilidade e usabilidade em mídias digitais: um estudo
sobre o relacionamento entre a UFSM e os acadêmicos com deficiência visual, vem,
desde 2013 aplicando os parâmetros de acessibilidade e usabilidade das páginas da
UFSM indispensáveis para a permanência dos alunos com deficiência visual. No
presente trabalho pretende-se divulgar a análise da página principal do Portal UFSM
veiculado até 2014/1, para monitorar as modificações que foram feitas na nova versão, a
fim de compreender como funciona esse modelo e se possui praticabilidade na sua
execução. Para isso a aluna Deficiente Visual (DV) do Curso de Jornalismo da UFSM –
Campus Frederico Westphalen, Rubia Steffens, auxiliou na navegação com o Leitor de
Tela Non Visual Desktop Access (NVDA), o qual tem domínio e experiência de uso.
OBJETIVOS
Tem como objetivo realizar uma análise preliminar da página principal da versão
veiculada até 2014/1 do Portal UFSM, para avaliar a praticabilidade de execução das
recomendações adotadas pelo e-MAG (2013) parâmetros de desenvolvimento utilizados
para garantir a acessibilidade aos portais governamentais.
METODOLOGIA
Analisando o e-MAG (2013) foi possível constatar que o checklist manual,
proposto pelo documento, é uma lista de perguntas que devem ser respondidas de
acordo com cada etapa que o Deficiente Visual acessa em um site. As perguntas são em
relação ao formato que links, atalhos de teclado e outros recursos de programação estão
dispostos em um site. Para responder às perguntas do checklist é necessário analisar
cada parte de uma página proposta. Ao iniciarmos esta análise, notamos que a listagem
de perguntas proposta pelo governo eletrônico é algo fácil de ser utilizado, apesar de
conter alguns termos técnicos de programação que podem ser esclarecidos com pesquisa
e auxílio de um profissional. Neste caso o acompanhamento de um Analista de Sistemas
colaborou para o desenvolvimento e aplicação do questionário na página, pois cada
termo técnico que não estava ao nosso alcance pode ser respondido rapidamente.
O e-MAG foi utilizado inteiramente, aplicado ao Portal UFSM, página
institucional da Universidade. O questionário segue uma hierarquia que nos leva a
constatar se há acessibilidade nos diversas partes que compõem uma página. A listagem
de perguntas inicia com pré-requisitos básicos que devem fornecer autonomia ao DV
para que se possa fazer uma análise consistente da página em questão, conforme seguem
as perguntas, aumenta-se o nível de questionamentos relativos ao emponderamento que
o usuário cego deve ter ao utilizar a plataforma digital. As perguntas feitas pelo e-MAG
são simples e demonstram a facilidade de acessibilidade que um site deve conter, porém
a programação utilizada, muitas vezes, não é planejada e executada para que uma
pessoa cega possa utilizar. Recursos que são inacessíveis para um DV, poderiam ser
facilmente resolvidos se fossem programados com a consciência de que existem muitas
pessoas que precisam desses recursos, para assim obter autonomia e consequentemente
empoderamento nas suas atividades.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a realização do checklist descrito no capítulo anterior foram realizados
estudos com a intenção de apontar soluções técnicas para as falhas ligadas à
acessibilidade do portal. Com a utilização do e-MAG (Modelo de Acessibilidade de
Governo Eletrônico) (e-MAG, 2013) para a orientação, foi possível encontrar soluções
técnicas para os problemas encontrados. Todas as soluções se utilizaram somente de
tecnologias de desenvolvimento web abertas e atuais, como:
 HTML (MACEDO, 2004): É uma linguagem de marcação que descreve
a estrutura, o conteúdo e a apresentação de um documento e sua relação com outros
documentos. Com ela podemos representar uma informação e vinculá-la a outros tipos
de recursos, como texto, áudio, vídeo, gráfico, entre outros, permitindo que diferentes
tipos de informações seja exibidos de forma simultânea e que esses recursos diferente se
complementem.
 CSS (MACEDO, 2004): É um padrão de formatação para documentos
HTML, basicamente o CSS permite ao designer um controle maior sobre os atributos
tipográficos de um site, como tamanho e cor das fontes, espaçamento entre linhas e
caracteres, margem do texto, entre outros. Introduziu também a utilização de
layers(camadas), permitindo a sobreposição de texto sobre texto ou texto sobre imagem.
 Javascript (MACEDO, 2004): É uma linguagem de script para o HTML.
Scripts são pequenos programas que interagem com o navegador e o conteúdo HTML
de um documento. A sua arquitetura baseada em objetos permite realizar uma ampla
variedade de funções, como validar dados de entradas de usuários, acrescentar
elementos interativos e efetuar cálculos matemáticos. A vantagem de usar javascript
reside no fato de ele ser executado no lado do cliente, ou seja, pelo navegador do
usuário.
Um dos principais problemas em relação à acessibilidade do portal está no fato
do mesmo ser formado por inúmeros formatos de página diferentes, não seguindo um
padrão de design e distribuição de informações. Algumas destas páginas até apresentam
algum grau de acessibilidade, porém outras foram desenvolvidas sem a menor
preocupação com usuários com algum tipo de deficiência. Isto torna a experiência do
usuário especial muito difícil, pois ao navegar entre páginas do portal acaba perdendo a
referência entre elas. Porém este problema em si demanda uma restruturação mais
abrangente no portal, repensando a estrutura de páginas e obedecendo a um padrão entre
todos os segmentos que formam o portal. Porém há muitos elementos da página que
podem ganhar em acessibilidade com alguns ajustes e correções simples.
Tomando como base o checklist realizado com o auxílio de uma aluna com
deficiência visual, foi possível dividir e especificar os problemas relacionados com
acessibilidade da página inicial do portal da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). A partir desta divisão apontamos soluções específicas para cada elemento que
apresenta falhas e reduzem o nível de acessibilidade.
Os problemas e suas formas de resolução variam, mas a maioria pode ser
resolvida com a correta utilização da linguagem de marcação HTML (MACEDO,
2004). Esta tecnologia já prevê e oferece diversos recursos que auxiliam a desenvolver
sites e sistemas web mais acessíveis, porém tais recursos devem ser utilizados de forma
correta e padronizada. Com a correta utilização dos recursos oferecidos pelo HTML, o
leitor de tela, utilizado por deficientes visuais, irá apresentar melhores resultados e
facilitar a navegação do usuário.
CONCLUSÕES
A web é o canal mais rápido e de fácil acesso para a disseminação da
informação, tem um alcance intangível o que possibilita que o conhecimento de uma
mesma informação seja repassado a milhões de pessoas em segundos. Por isso a
importância da comunicação pública bem planejada, pois é preciso saber o tipo de
informação, bem como seu público e a linguagem que será utilizada para sua
divulgação, para que ela atinja seu objetivo de informar de forma clara e consistente a
mensagem repassada.
Por fim ao analisar os resultados, o presente resumo alcançou o objetivo
proposto de analisar a página principal do antigo Portal UFSM, quanto ao uso do e-
MAG para garantir a acessibilidade. Observou-se algumas falhas que podem ser
facilmente corrigidas, o que demonstra que o modelo utilizado pelo Governo Eletrônico
possui praticabilidade de execução, auxiliando dessa forma a adequação dos portais aos
parâmetros por ele recomendado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
BRASIL, Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm. Acesso em: 08 de jun. 2014.
BRASIL, Portaria n. 03, de 07 de maio de 2007. Disponível em:
http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-MAG. Acesso em: 08 de jun.
2014.
CENSO DEMOGRÁFICO 2010. Disponível em:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_religiao_
deficiencia/caracteristicas_religiao_deficiencia_tab_pdf.shtm. Acesso em 08 de jun.
2014.
CHECKLIST e-MAG – Disponível em <http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-
projetos/e-MAG/material-de-apoio> Acesso em: 10 set. 2013.
COVRE, M. de L. M. O que é cidadania. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.
MS – Organização Mundial de Saúde. CIF – Classificação Internacional de
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Lisboa, 2004. Disponível em:
http://www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf. Acesso em: 11 de jun. 2014.
MACEDO, M. S. Construindo Sites Adotando Padrões Web. Rio de Janeiro: Ciência
Moderna, 2004.
MATOS, H. (org.) Comunicação Pública: interlocuções, interlocutores e perspectivas.
São Paulo: ECA/USP, 2012.
SCHEER, L. A Democracia Virtual. In: BRITO, J. A. P. Cibercidadania: a
virtualização na Comunicação Pública Contemporânea. 2006. Disponível em:
http://revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/issue/view/4. Acesso em agosto
de 2013.

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