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Escola Básica Padre Donaciano Abreu Freire

História e Geografia de Portugal

Donaciano Abreu Freire História e Geografia de Portugal Os Muçulmanos na Península Ibérica Mapa da Expansão

Os Muçulmanos na Península Ibérica

Geografia de Portugal Os Muçulmanos na Península Ibérica Mapa da Expansão Muçulmana O O s Muçulmanos

Mapa da Expansão Muçulmana

OOs Muçulmanos têm origem na Arábia, da Península Arábica, no Médio Oriente. Eram tribos nómadas que vivem do comércio e pastorícia e, que no século VII, se organizam em volta de uma nova religião: o Islamismo. A partir daqui começam a anexar os territórios vizinhos com o objectivo de espalhar a religião e conquistar territórios mais ricos do que a Arábia, região semidesértica. Na sua conquista, os Muçulmanos começaram por dominar todos os territórios perto da Arábia, depois, grandes áreas da Ásia e norte de África e, no ano 711, atravessaram o Estreito de Gibraltar e iniciaram a conquista da Península Ibérica.

Gibraltar e iniciaram a conquista da Península Ibérica. A A conquista da península é muito rápida.

AA conquista da península é muito rápida. Os Muçulmanos aproveitam os desentendimentos entre os chefes visigodos por causa da escolha de um novo rei. Passam pelo Estreito de Gibraltar e só são travados na zona montanhosa das Astúrias e Pirenéus (norte), região onde os chefes visigodos se refugiam e iniciam a reconquista, chefiados por Pelágio. A primeira grande vitória dos cristãos foi em 722, na batalha de Covadonga. Aos poucos, os Cristãos voltaram a alargar as suas terras para sul.

Pelágio – rei cristão das Astúrias A A P. Ibérica dominada pelos Muçulmanos chamava-se Al-Andaluz

Pelágio – rei cristão das Astúrias

AA P. Ibérica dominada pelos Muçulmanos chamava-se Al-Andaluz. O principal centro político era a cidade de Córdova, capital do Califado, território governado por um Califa. Muitos cristãos visigodos continuaram nas suas terras, agora sob domínio muçulmano. Podiam praticar a sua religião e continuar os seus costumes em troca do pagamento de um imposto. Porém, tinham de se vestir à maneira muçulmana. Aqueles que se convertiam ao Islamismo passavam a ter os mesmos direitos dos muçulmanos podendo até trabalhar na administração do território.

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EECCOONNOOMMIIAA

QQuando os muçulmanos chegaram à nossa península, a economia já não tinha nada a ver com a economia desenvolvida da época dos romanos. A agricultura, nos séculos V e VI, era uma agricultura pouco desenvolvida e de subsistência, ou seja, produziam apenas o necessário para sobreviver. A produção artesanal era pouca e muito cara. O comércio deixou praticamente de existir porque não havia produtos para vender, não havia moeda para fazer as trocas e a insegurança no Reino Visigodo era muito grande. Havia muitos bandos de ladrões que pilhavam (roubavam) e matavam quem se aventurasse pelas estradas.

Os Muçulmanos vieram modificar esta situação. Nas regiões conquistadas, desenvolveram a agricultura introduzindo novas plantas, como a amendoeira, laranjeira, limoeiro, figueira e continuando o cultivo da oliveira e cereais. Vão introduzir novas técnicas de aproveitamento de água como a nora, a picota, as levadas, os açudes, entre outros, e divulgar os moinhos de vento e de maré.

de água como a nora, a picota, as levadas, os açudes, entre outros, e divulgar os

Desenvolveram também o artesanato: as indústrias de azulejos e mosaicos, armas, arreios, couro, tapetes, entre outras.

e mosaicos, armas, arreios, couro, tapetes , entre outras. Azulejo árabe Exploraram os recursos naturais dos

Azulejo árabe

Exploraram os recursos naturais dos mares, rios e subsolos, desenvolvendo a pesca, a salicultura (sal) e a extracção mineira (metais). O comércio era muito dinâmico graças à abundância de produtos agrícolas e artesanais, à circulação da moeda, às rotas comerciais entre o Ocidente e Oriente dominadas pelos Muçulmanos, entre outros factores.

LLÍÍNNGGUUAA EE CCUULLTTUURRAA

Os Muçulmanos permaneceram mais de 700 anos na península. Influenciaram muito a Língua Portuguesa, principalmente na designação de produtos e objectos usados no dia-a-dia, alimentos e nomes de terras. Muitas das palavras começadas por al- são de origem árabe.

Algumas palavras de origem árabe

Aduana: do árabe ad-dīwān, que significa o registro, o escritório. Diversos termos árabes na língua portuguesa se referem à organização militar e do Estado. Algoz : do árabe al-gozz, tribo de onde eram recrutados carrascos. Açafrão: do árabe az-za'afran, que quer dizer amarelo. Arroba: do árabe ar-ruba'a, que quer dizer um quarto ou quarta parte. É uma medida antiga e comércio de carne bovina equivale a 15 kg. Fulano: do árabe fula - , alguém, um certo, uma determinada pessoa. Xeque: do árabe xah. Quer dizer ataque ao rei no jogo de xadrez. Armazém: do árabe al-mahazán, que significa sótão, entreposto. Oxalá!: interjeição que quer dizer ‘Quem dera!’, ‘ Se Deus quiser!’ e ‘Queira Deus!’. Vem do árabe in sha allah ou inshallah.

Transmitiram também muitos conhecimentos científicos, principalmente no domínio da Matemática (numeração árabe), na Astronomia (uso da Bússola e Astrolábio), na Medicina (tratamento e descoberta da origem e causa de algumas doenças) e divulgaram o uso do papel e da pólvora.

(tratamento e descoberta da origem e causa de algumas doenças) e divulgaram o uso do papel

Astrolábio

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Deixaram muitos vestígios artísticos como palácios e mesquitas, influências no tipo de construção de casas, principalmente no sul: casas caiadas de branco, com terraços para o aproveitamento de água, terraços interiores, chaminés rendilhadas, uso da pedra mármore, dos arcos em ferradura, das colunas lisas, dos azulejos e mosaicos com motivos decorativos árabes (motivos geométricos, uso de letras e textos árabes).

(motivos geométricos, uso de letras e textos árabes). Mesquita de Mértola Palácio Alhambra – Granada, Espanha

Mesquita de Mértola

uso de letras e textos árabes). Mesquita de Mértola Palácio Alhambra – Granada, Espanha Os Muçulmanos,

Palácio Alhambra – Granada, Espanha

Os Muçulmanos, tal como os Romanos, gostavam de viver nas cidades. As cidades muçulmanas são muito irregulares. As casas são todas iguais por fora: brancas, com terraços, com poucas aberturas para o lado da estrada/rua, quer sejam de ricos ou de pobres. Isto deve-se ao princípio islâmico de não se poder mostrar a riqueza que se tem. Por dentro, as casas mais ricas são cobertas de tapetes valiosos, peças de ourivesaria e com fabulosos jardins interiores. Os edifícios que se destacam pela sua riqueza são os palácios dos chefes e as mesquitas.

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A alimentação muçulmana, também devido aos princípios religiosos, tem muitas restrições. Não podem comer carne de porco, alimentos com sangue, nem beber vinho. Os Muçulmanos vestem-se com vestes compridas e largas, normalmente com turbantes na cabeça. As mulheres, devido a regras religiosas, usam túnicas compridas e mantos e tapam a cara com a burka, um manto que cobre toda a cara e cabelos, deixando apenas os olhos descobertos.

com a burka , um manto que cobre toda a cara e cabelos, deixando apenas os

Muçulmanas usando burka

RREELLIIGGIIÃÃOO

Acreditam num só Deus e o seu profeta é Maomé. O livro sagrado dos muçulmanos é o Corão. Os crentes têm várias obrigações, como adorar Alá, rezar cinco vezes ao dia, jejuar no mês do Ramadão, ir a Meca (cidade sagrada) uma vez na vida, dar esmola e fazer a guerra santa.

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o

Arábia - Península da Ásia fornada por grandes desertos.

o

Árabes - Até ao século VII, viviam em tribos, junto dos Oásis, dedicavam-se à pastorícia e ao comércio.

o

Maomet - Natural de Meca, no ano 612, anunciou-se como profeta e começou a pregar uma nova religião: os Islamismo.

o

Muçulmanos

- Seguidores do Islamismo, acreditavam num único Deus - Alá- e o seu

livro sagrado é o Corão (transcrição da palavra de Deus).

Alunos do Clube de História (5º G e 5º H) Professora Ana Melo