XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006

Aplicação da metodologia de balanceamento de linhas na empresa Atlas Eletrodomésticos Ltda.
Jefferson R. Festugatto (UTFPR/PG)jefferson@pb.cefetpr.br Norma Brambilla (UTFPR/PG) normabrambi@hotmail.com Alex Felipe Follmann (UTFPR/PB) alexfollmann@hotmail.com Gilson A. Oliveira (UTFPR/PB) gilson@pb.cefetpr.br

Resumo Este trabalho tem o propósito de demonstrar a aplicação prática da metodologia de Balanceamento de Linhas, através da análise de uma linha de montagem de fogões 4 bocas, na empresa Atlas Eletrodomésticos Ltda. Neste processo foram mapeadas as estações de trabalho, tomados os tempos necessários à execução das operações, empregando as técnicas de cronoanálise e elaborado gráficos de distribuição de capacidade produtiva e diagramas de precedência. Após detecção das estações gargalo e estações ociosas com a definição da seqüência de montagem pode-se apresentar então uma nova configuração para a linha de montagem em questão. O processo de balanceamento de linhas proposto teve como ferramenta a redistribuição de funções. Como resultado obteve-se a redução de 26% para 11% no índice de ociosidade da linha e redução de 6 funcionários neste processo. Palavras-chave: Balanceamento; Tempo de ciclo; Cronoanálise. 1. Introdução A produção de um bem ou serviço ao menor custo possível é um objetivo permanente de toda e qualquer organização. A dimensão custo, que pode traduzir-se em menor preço de venda, é o grande fator decisório do consumidor. Não há dúvida que uma estratégia de redução de custos terá enorme impacto na vantagem competitiva. Assim, ser competitivo é ter condições de concorrer com um ou mais fabricantes ou fornecedores de um produto ou serviço em um determinado mercado. À medida que crescem as vantagens competitivas de uma empresa, aumenta sua parcela do mercado. Portanto, em uma situação normal de mercado oligopolista, uma empresa só sobrevive enquanto mantém alguma vantagem competitiva sobre seus concorrentes. A empresa Atlas Eletrodomésticos atua em um mercado onde seus principais concorrentes são grupos estrangeiros de alto poder econômico e Know-How tecnológico: Brastemp (grupo Whirpool), Dako (grupo General Eletric) e Continental (grupo Bosch). Nesse contexto, a constante busca de alternativas para redução dos custos de produção tem se tornado a principal estratégia desta empresa para garantir o posicionamento de seus produtos frente à poderosa concorrência. As atividades desenvolvidas por uma empresa visando atender seus objetivos de curto, médio e longo prazo, se inter-relacionam muitas vezes de forma extremamente complexa. Como tais atividades, na tentativa de transformar insumos em produtos acabados ou serviços, consomem recursos e, nem sempre agregam valor ao produto final, este trabalho procurou balancear os diferentes postos que compõem uma linha de montagem na empresa Atlas Eletrodomésticos

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dirigidos à solução de problemas específicos. não pode vê-la. Muitas vezes os administradores se vêem colocados entre duas ou mais alternativas e necessitam tomar uma decisão que melhor atenda aos interesses da empresa. tempos de ociosidade. Tendo em vista que o custo é um fator importante na realização dos objetivos de lucro da empresa. ANDER-EGG apud MARCONI & LAKATO (1992) afirma que “a pesquisa aplicada caracteriza-se por seu interesse prático”. a produtividade alcança os patamares almejados. reduzindo ao máximo as ociosidades de equipamentos e pessoas. Analisar o produto e construir o diagrama de precedências. através de um conjunto de políticas funcionais orientadas para este objetivo básico. A eficiente administração da produção deve apoiar a estratégia. 1. Intensa atenção administrativa ao controle de custos é exigida para alcançar essa liderança. esta pesquisa foi do tipo pesquisa aplicada. 9 a 11 de Outubro de 2006 Ltda. 2. índices de eficiência e o tempo de ciclo). em uma das linhas de montagem de fogões 4 bocas da empresa Atlas Eletrodomésticos. as técnicas e conceitos do sistema de balanceamento de linhas de produção. buscando informações no departamento de Engenharia da empresa. pois visou tornar explícito o problema e a construção de hipóteses.XXVI ENEGEP . p. contudo sem deixar de lado a qualidade. Também foi uma pesquisa documental. Através dos dados obtidos e do diagrama de precedências.. buscando coletar informações relevantes ao balanceamento de linhas (nº. desenvolver recursos para que forneçam as condições necessárias para permitir que a organização atinja seus objetivos estratégicos.2 Procedimentos Metodológicos Como a pesquisa objetivou gerar conhecimento para aplicação prática. selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo. seqüência de processo. a pesquisa experimental é caracterizada quando se determina um objeto de estudo. isto é.34) afirma que “o custo de cada alternativa deve ser considerado na medida em que afeta o custo total das operações. buscando a gestão eficaz destas atividades. tanto nas operações diárias como no planejamento a curto e em longo prazo”. você não pode tocar uma estratégia. A Atlas Eletrodomésticos é uma empresa que tem por estratégia garantir a liderança de custo ENEGEP 2006 ABEPRO 2 . Do ponto de vista dos procedimentos técnicos esta foi uma pesquisa experimental. Quando a racionalização é conseguida e as perdas evitadas. Segundo PORTER (1986) a estratégia em custos consiste em atingir a liderança no custo total em uma indústria. CE. tentar esboçar novas configurações mais produtivas. de estações de trabalho. O custo baixo é o objetivo principal. A análise dos dados obtidos efetuou-se através de técnicas administrativas e contábeis. buscou-se também: Efetuar um diagnóstico da situação atual da linha de montagem. definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. resultando em menores custos de produção. Foi uma pesquisa exploratória. LEONE (2001. Para que este objetivo fosse alcançado. Brasil. Estratégia com foco em custos Um dos papéis da produção é implementar a estratégia empresarial.Fortaleza. 2000). “Afinal. Para GIL (1991). visando encontrar a quantidade de postos de trabalho que proporciona um fluxo constante ao processo. O objetivo principal deste estudo é: Aplicar. tudo o que você pode ver é como a produção se comporta na prática” (SLACK. A maioria das empresas possui algum tipo de estratégia. visando o custo benefício. mas é a produção que a coloca em prática.

fazendo com que as empresas cada vez mais procurem otimizar suas despesas. D. A primeira etapa do estudo realizou um diagnóstico da estrutura atual da linha de montagem coletando informações sobre a quantidade de postos de trabalho. pode-se compor uma estação de trabalho formada por vários postos de embalamento. esmaltação e montagem. gasta menos tempo unitário. visando equilibrar o sistema e fazer as duas estações terem tempos iguais ou aproximadamente iguais. Nesse contexto é clara a compreensão por parte dos empresários e profissionais do setor industrial de que a sobrevivência e sucesso das empresas brasileiras passam pelo estudo e prática dos grandes temas ligados ao processo produtivo. 2. estampagem. as operações realizadas em cada posto. lucrativa ou não. testar o funcionamento do produto é um posto de trabalho e embalar o produto é outro. ambos na versão com acendimento automático ou simples. balancear uma linha de produção é ajustá-la às necessidades da demanda. o balanceamento não tem problema. 9 a 11 de Outubro de 2006 do produto no mercado em que atua e é com esse propósito.Fortaleza. Nesse sistema produtivo observou-se que 46% da mão-de-obra direta está alocada no setor de montagem. Se os tempos são diferentes. Brasil. depende do êxito em geral de todas as suas operações tanto administrativas como fabril/operacional. por exemplo. Assim. Contextualização A necessidade de sobrevivência da empresa moderna. visualizou-se a possibilidade de aplicação. processo que não agrega valor ao produto pelo fato deste setor apenas efetuar a montagem e fixação das peças manufaturadas em outros setores ou compradas via fornecedores externos. buscando unificar o tempo unitário de execução do produto em suas sucessivas operações. de qualquer natureza e finalidade. o tempo gasto por operador em cada estação de trabalho e o tempo de ciclo da ENEGEP 2006 ABEPRO 3 .XXVI ENEGEP . Se o teste de funcionamento anda mais rápido que o embalamento do produto. Se o tempo que cada uma das estações gasta para fazer um produto é o mesmo. Ele já acontece e produzir mais ou menos depende somente da cadência ou velocidade imposta ao sistema. por este representar aproximadamente 50% do mix produzido. cada posto ou estação de trabalho gasta determinado tempo para executar a tarefa que lhe cabe. ou seja. pintura. A empresa Atlas Eletrodomésticos é uma empresa que apresenta um processo produtivo complexo e que possibilita a aplicação direta das técnicas de engenharia de produção. estudo adicional se faz necessário. A empresa produz fogões 4 e 6 bocas. CE. contando com processos de corte. que o balanceamento se apoia e com tal foco foi aqui estudado. Nas etapas de fabricação do produto. A empresa produz fogões a gás de uso doméstico. de uma das técnicas da engenharia de produção. (ROCHA.1 Balanceamento de linhas Para ROCHA (2005). A análise de balanceamento de linha foi efetuada em uma linha de montagem estruturada para a montagem do fogão 4 bocas simples. Uma otimização dos recursos neste setor pode trazer redução de despesas e conseqüente redução de custos de produção. o Balanceamento de Linhas. objeto da Engenharia de Produção. maximizando a utilização dos seus postos ou estações. 2005) 3. Numa indústria de fogões. nas linhas de montagem da empresa. de otimizar recursos. tanto relacionadas diretamente a produção ou indiretamente como nas áreas de suporte e administrativa.

CE. necessidades pessoais. enquanto que o de menor capacidade produz no máximo 141 fogões por hora. em relação a uma linha mediana. O tempo gasto por operador em cada estação de trabalho foi obtido pela média resultante de 15 tomadas de tempo em cada posto. O posto de trabalho de maior capacidade produtiva pode produzir até 465 fogões por hora. com os dados referentes à capacidade produtiva de cada estação. para mais ou para menos. etc.Fortaleza.). Para uma análise mais apurada formulou-se primeiramente um relatório estatístico. Linha1 Média 207 Erro padrão 11 Mediana 195 Desvio padrão 62 Variância da amostra 3783 Mínimo 141 Máximo 465 Soma 6836 Contagem 33 Tabela 1 – Capacidade Produtiva Linha 1 ENEGEP 2006 ABEPRO 4 . e acrescido de fatores de correção utilizados em cronoanálise (fadiga. e depois construído um diagrama de dispersão para demonstrar quanto cada posto de trabalho está desbalanceado. Com as informações do tempo de operação por posto de trabalho criou-se um gráfico demonstrando a capacidade de produção de fogões por hora em cada posto de trabalho. 9 a 11 de Outubro de 2006 linha de montagem. C A P A C ID A D E H O R Á R IA D E M O N T A G E M G R É C IA 4B C 500 465 450 400 350 305 300 QUANTIDADE DE FOGÕES 262 271 250 233 265 240 222 188 195 167 196 174 180 199 206 261 257 250 205 210 169 154 154 200 160 158 141 162 157 159 179 179 146 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 NÚMERO D A O PER AÇ ÃO GRÁFICO 1 – Capacidade de produção A análise do gráfico demonstra que a linha de montagem apresenta um desbalanceamento. A linha de montagem em questão conta com 33 postos de trabalho operando com tempo de ciclo de 24 segundos.XXVI ENEGEP . Brasil.

a soma dos tempos ociosos da linha de montagem em questão (tempos corrigidos) resultou no total de 206.Aumentar a capacidade produtiva das estações que estão abaixo do ponto de equilíbrio (gargalos). Sabe-se que para aumentar a capacidade produtiva de um processo muitas vezes são necessárias mudanças complexas no layout deste processo. Assim. quando a capacidade não está balanceada em todas as etapas.1 Análise do diagnóstico O balanceamento de linha é conseguido quando todos os postos de trabalho executam operações com tempos de atividade muito parecidos.XXVI ENEGEP . O resultado obtido já justifica um estudo de balanceamento de linhas neste processo. estruturada para o fogão 4bocas simples.34 segundos. CE. Para atingir tal equilíbrio em uma linha de produção as alternativas são: . Para uma quantificação do nível do desbalanceamento é então calculado o percentual de ociosidade da linha. . a capacidade de todo o sistema é limitada pela etapa gargalo . 3.141 fogões. segundo SLACK (2000).34 / (33 x 24) = 26. O cálculo é obtido pela fórmula: % de ociosidade = Σ tempos ociosos / N. Esse tempo de ociosidade da linha de montagem. visando redução no número de elementos de ENEGEP 2006 ABEPRO 5 . 9 a 11 de Outubro de 2006 Distribuição Carga/ Posto de trabalho 500 450 Nº de fogões por hora 400 350 300 250 200 150 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nº do posto de trabalho GRÁFICO 2 – Diagrama de dispersão da carga de trabalho Neste gráfico fica claramente evidenciado como os postos de trabalho estão desbalanceados em relação a uma linha mediana.Diminuir a ociosidade das estações que estão com capacidade produtiva acima do ponto de equilíbrio. pois ¼ do tempo total disponível não é utilizado.º de estações x tempo de ciclo O tempo ocioso de uma estação de trabalho é a diferença entre o tempo de ciclo e o tempo utilizado pelo operador para executar a função. Brasil.05%. é um tempo de ociosidade relativamente alto.Fortaleza. utilização de equipamentos mais avançados ou alterações na concepção das peças. Assim. Mesmo que os cálculos apontem para uma linha mediana em 195 unidades por hora. os postos que apresentam capacidade produtiva acima no ponto mediano estarão ainda mais ociosos e os pontos que estão abaixo do ponto mediano estarão mais próximos à situação de gargalo. Logo: % de ociosidade = 206.

devido às características de seqüência de montagem do produto.: A configuração atual da empresa apresenta ociosidade de 26. ENEGEP 2006 ABEPRO 6 .2 Nova configuração proposta A nova configuração proposta apresenta como resultado principal a eliminação de 6 operadores (nº10.05% O Gráfico nº1 representa a capacidade produtiva sem o balanceamento. apresentando possibilidades de seqüência de montagem.XXVI ENEGEP .2% Obs. 3.Fortaleza.56 / (27 x 24) = 11. 18. CE. melhorando o balanceamento do processo. de inicio foi utilizada a ferramenta “Diagrama de precedências”. Assim. Em uma estação de trabalho um homem pode executar mais de uma operação durante o tempo de ciclo. 15. 26. Para que o estudo de redistribuição das operações não viesse a apresentar nenhuma alternativa que pudesse ser impraticável. O diagrama de dispersão (gráfico 2) demonstra que as maiores variações estão nos postos com capacidade produtiva acima da linha mediana (195 fogões) e estas variações ficam ainda maior se comparadas com a linha de gargalo (141 fogões). 29 e 33) e sete estações de trabalho. consequentemente as operações desempenhadas pelos mesmos sejam repassadas a outros operadores. as análises para o balanceamento da linha em questão tiveram como foco principal a redução da ociosidade do sistema através do estudo de redistribuição das operações. Tanto a operação de erguer o produto quanto à operação de fixar 4 rebites exigem tempo e esforço do funcionário e por isso ambas são consideradas como operações de processo. pois com a diminuição de ociosidade a linha mediana é deslocada para mais próxima da linha de gargalo. sendo estudadas individualmente. contribuindo ainda mais para o equilíbrio do sistema. Já para diminuir a ociosidade muitas vezes uma simples redistribuição das operações pode proporcionar bons resultados.º de estações x tempo de ciclo. a seguir o gráfico nº3 apresenta a nova proposta de configuração de linha. com os valores registrados na planilha de tempos. A eliminação destes operadores faz com que. % de ociosidade = 72. A redistribuição das operações visando à redução de ociosidades pode também aliviar uma operação gargalo. Brasil. como por exemplo: Erguer o produto e fixar 4 rebites. reduzindo assim a ociosidade do sistema. % de ociosidade = Σ tempos ociosos/ N. 9 a 11 de Outubro de 2006 fixação.

sem grandes oscilações. No comparativo estatístico entre a configuração atual e proposta. 9 a 11 de Outubro de 2006 CAPACIDADE HORÁRIA DE MONTAGEM GRÉCIA 4BC 500 450 400 350 300 250 205 200 150 100 50 0 1/2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 190 168 162 154 162 169 167 165 217 198 179 157 160 164 167 177 154 168 198 177 158 167 156 157 161 QUANTIDADE DE FOGÕES GRAFICO 03: Capacidade produtiva balanceada. Configuração Atual Média Erro padrão Mediana Desvio padrão Variância da amostra Mínimo Máximo Soma Contagem 207 11 195 62 3783 141 465 6836 33 Média Erro padrão Mediana Desvio padrão Variância da amostra Mínimo Máximo Soma Contagem Proposta Sugerida 171 3 167 17 285 154 217 4457 26 Tabela 2 . indicando redução de ociosidades. CE. utilizando os dados de capacidade produtiva por estação. e que a linha mediana da proposta sugerida está mais próxima da situação de gargalo (mínimo).Fortaleza. pode-se constatar que a proposta sugerida apresenta um desvio padrão bem inferior ao da configuração atual.Diagrama de dispersão (proposta de configuração) ENEGEP 2006 ABEPRO 7 . Percebe-se que o gargalo passou de 141 para 154 fogões e que a estação de maior capacidade produtiva pode produzir 217 fogões. Este gráfico já apresenta uma linha mais harmônica. Brasil.XXVI ENEGEP .

evitando que o reabastecimento venha a ser um gargalo. o fogão 4 bocas modelo simples representa aproximadamente 50% do mix de produção. Ed 3. pois do contrário não conseguirá executar a operação dentro do tempo de ciclo. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.C. A eliminação de 6 funcionários nesta linha poderá resultar em considerável economia financeira. São Paulo: Saraiva. 2001. A. As técnicas empregadas podem demonstrar com clareza os pontos a serem corrigidos. ENEGEP 2006 ABEPRO 8 . GIL. É importante ressaltar que em uma linha extremamente eficiente o operador não pode perder tempo com inspeções de peças e com reabastecimentos de componentes na estação de trabalho. N. Referências DAVIS. O. São Paulo: Atlas. Brasil. Fundamentos da Metodologia. M. Porto Alegre: Bookman. AQUILANO. assim podendo dedicar uma das linhas exclusivas para a montagem do fogão 4 bocas simples. apenas redistribuindo-se as operações. CHASE R.XXVI ENEGEP . deve-se ter cuidado ao aplicar análises de balanceamento em um processo. 9 a 11 de Outubro de 2006 Distribuição Carga/ Posto de trabalho 500 450 400 Fogões por hora 350 300 250 200 150 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 GRAFICO 04: Relação carga x posto de trabalho 4. Sabe-se que a eliminação destes 6 funcionários da linha de montagem pode prejudicar a montagem de produtos mais complexos (fogão modelo automático).Fortaleza. proporcionando uma redução de 26% para 11% no índice de ociosidade e reduzir 6 funcionários ao longo do processo. Como citado anteriormente. identificando as situações de gargalo e estações de trabalho ociosas. pois esta análise de balanceamento foi projetada exclusivamente para a montagem do fogão 4 bocas modelo simples. 1991. Fundamentos da Administração da Produção. CE. 2001. Considerações finais Ao final desta pesquisa pode-se verificar que a análise de balanceamento é fundamental para a eficiência do processo. Aplicando-se a metodologia de balanceamento de linhas foi possível apresentar uma nova configuração para as linhas de montagem da empresa Atlas. A empresa possui três linhas de montagem para modelos 4 bocas. Assim. FACHIN.

MARTINS. G. 1998. O&M. S. Balanceamento de linha – Um enfoque simplificado: material preparado por Duílio Reis da Rocha em 14/04/05. QUINN. LAKATOS. J. CE. E. LEONE. ROCHA.. Administração da Produção. 1987. 1992. PORTER. Disponível em http://www. J. São Paulo: Saraiva. Metodología do Trabalho Científico. Campus: Rio de Janeiro. 2000. 2001. G. São Paulo: Atlas. SLACK. 9 a 11 de Outubro de 2006 KURATOMI. DOORLEY. São Paulo: McGraw Hill. 14ª edição. PAQUETTE. Campus: Rio de Janeiro. M. S.doc. G. Administração da Produção.fa7.. Além de produtos: Estratégia baseada em serviços. 1986. MONKS. P.XXVI ENEGEP .br/rea7/artigos/volume2/artigos/read3. Acesso em 23/09/05. Custos: Um enfoque administrativo. D. M..R. Mogi das Cruzes. E. A. MARCONI. 1998. ENEGEP 2006 ABEPRO 9 . Estratégia Competitiva: técnicas para Análise de Indústrias e da Concorrência.Fortaleza. M.B. 1ª edição.edu. N. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: FGV. Administração da Produção. Brasil. Cronoanálise base da Racionalização da produtividade da redução de custos.

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