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3 Mat2

O documento aborda conceitos de Matemática, focando em fatorial, números binomiais e o Triângulo de Pascal. Ele apresenta definições, propriedades e exemplos práticos relacionados a esses tópicos. Além disso, inclui exercícios e resoluções para reforçar o aprendizado.

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C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.

qxp 18/12/2023 13:45 Página I

MATEMÁTICA
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Álgebra FRENTE 1

MATEMÁTICA
MÓDULO 16 Fatorial e Números Binomiais

1. Fatorial (Relação de Stifel)

O fatorial de n ∈ ⺞ é representado por n! e é definido  nk  +  k +n 1  =  nk ++ 11 


por (Relação de Fermat)
n–k
 nk  . –––––– =
n
1
 n! = n . (n – 1)!, ∀n ∈ ⺞*
0! = 1 k +
k+1

Consequência

Decorre da definição que 0! = 1! = 1 e, para


n ⭓ 2, temos n! = n . (n – 1) (n – 2) ... 3 . 2 . 1

Exemplo
6! = 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 720
1. (UA-AM) – Simplifique a expressão:
2. Números Binomiais (n + 1)! + n!
–––––––––––––, (n ∈ ⺞, n ≥ 1)
(n + 2)!
Definição
Resolução
Sendo n, k ∈ ⺞, o número binomial de ordem n e
(n + 1)! + n!
classe k, ou binomial de n sobre k, representado por A experessão –––––––––––––, pode ser reescrita
(n + 2)!
n
 
k , é definido por da forma:
(n + 1) . n! + n!


n n!
k  = ––––––––––––, se n ≥ k
k! (n – k)!
––––––––––––––––––
(n + 2) . (n + 1) . n!

n
 k  = 0, se n < k No numerador da fração, n! é fator comum,
então podemos colocá-lo em evidência:
Exemplos n! [(n + 1) + 1]
––––––––––––––––––
(n + 2) . (n + 1) . n!
 
1. 2 = 0, pois 2 < 7.
7
Simplificando n! do númerador com n! do deno-
10! 10 . 9 . 8 . 7!
 
2. 10 = ––––– = –––––––––––– = 120
3 3! 7! 3 . 2 . 1 . 7!
minador, obteremos:

(n + 1) + 1 (n + 2)
10! –––––––––––––– = ––––––––––––––
 
3. 10 = ––––– = 10 =120
7 7! 3! 3   (n + 2) . (n + 1) (n + 2) . (n + 1)

3. Propriedades Simplificando n + 2 do numerador com n + 2 do


denominador, chegamos ao resultado:
(Binomiais Complementares)
1
  
n
k
=
n
n–k 
, para n ≥ k. –––––
n+1

–1
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2. (UFF-RJ) – O produto 20 · 18 · 16 ·14 · … · 6 · 4 · 2 é equivalente a:


20! 20! 20!
d) 210 .10!
MATEMÁTICA

a) –––– b) 2 . 10! c) –––– e) ––––


2 210 10!
Resolução
O produto 20 · 18 · 16 ·14 · … · 6 · 4 · 2 equivale ao produto 2 ·10 · 2 · 9 · 2 · 8 · 2 · 7 · … · 2 · 3 · 2 · 2 · 2 · 1.
Teremos portanto 210 · (10 · 9 · 8 · 7 · … · 3 · 2 · 1)
Isso leva ao resultado da alternativa d:
210 . 10!

1. Calcule o valor de: 2. (ESPCEX) – Determine o algarismo das unidades da


2016
21!
a) ––––– = seguinte soma S =  n! , em que n! é o fatorial do
19! n=1

número natural n.
21! – 20! a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4
b) –––––––––– =
19!
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO: 2016

21! 21 . 20 . 19! 1) S =  n! = 1! + 2! + 3! + 4! + 5! + 6! + ... + 2016!


a) ––––– = ––––––––––––– = 21 . 20 = 420 n=1
19! 19!
2)
n! algarismo das unidades
21! – 20! 21 . 20 . 19! – 20 . 19!
b) –––––––––– = –––––––––––––––––––––– = 1! 1
19! 19!
2! 2
= 420 – 20 = 400 3! 6
4! 4
5! 0
6! 0
 
2016! 0

Cada parcela de 5! até 2016! da soma pedida, tem


o zero (0) como algarismo das unidades. Então, o
algarismo das unidades de n! é igual ao algarismo
das unidades de
1 + 2 + 6 + 4 + 0 + 0 + ... + 0 = 13, isto é 3.
Resposta: D

2–
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3. Calcule o valor de cada número binomial dado a 5. Sendo n ∈ ⺞, a solução da equação


seguir.
  =  é um número:
4. n+2 n+3
12! 12 . 11 . 10 . 9 . 8 . 7! 2 3
 
12

MATEMÁTICA
a) = ––––––– = –––––––––––––––––––– = 792
5 5! 7! 5 . 4 . 3 . 2 . 1 . 7! a) par b) primo
c) múltiplo de 5 d) quadrado perfeito
e) cubo perfeito

RESOLUÇÃO:
7=
12
 
12! 12
b) ––––––– = = 792
7! 5! 5
   n 3+ 3  ⇔
4. n+2 =
2

(n + 2)! (n + 3)!
⇔ 4 . –––––––––––––– = –––––––––––––– ⇔
2! (n + 2 – 2)! 3! (n + 3 – 3)!
0=
5 5!
c) ––––––– = 1
0! 5! (n + 2)(n + 1)n! (n + 3)(n + 2)(n + 1)n!
⇔ 4 . –––––––––––––––– = ––––––––––––––––––––– ⇔
2 . n! 6 . n!
(n + 3)
⇔ 2 = –––––––– ⇔ n + 3 = 12 ⇔ n = 9
  = –––––––
5 5! 6
d) 5 =1
5! 0!
Resposta: D

 2x – 5  =  x  ⫽ 0.
13 13
4. Resolver, em ⺪, a equação

RESOLUÇÃO:
2x – 5 = x ⇔ x = 5 ou 2x – 5 + x = 13 ⇔ x = 6
Resposta: V = {5; 6}

–3
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MÓDULO 17 Triângulo de Pascal (ou Tartaglia)


MATEMÁTICA

Saiba mais

Triângulo de Pascal
1
O Triângulo de Pascal tem várias aplicações na área
de análise combinatória e probabilidade, facilitando 1 1
cálculos graças às suas propriedades.
O Triângulo de Pascal é uma ferramenta bastante 1 2 1
antiga da Matemática. Ao longo da história, ele recebeu
vários nomes, mas os mais adotados atualmente são 1 3 3 1
triângulo aritmético e Triângulo de Pascal. O segundo
nome é uma homenagem ao matemático que fez 1 4 6 4 1
várias contribuições no estudo desse triângulo, o que
não significa que o triângulo foi inventado por ele, mas 1 5 10 10 5 1
foi ele quem fez um estudo mais aprofundado dessa
ferramenta.

1. Definição Substituindo-se cada número binomial pelo seu valor,


resulta
É uma tabela de números binomiais dispostos como se
segue. 1
1 1
 00 
1 2 1

 
1
0  
1
1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
 
2
0  
2
1  
2
2 ...……………………………………

 30   31   32   33  Observações
1. Se dois números binomiais têm o mesmo
.....................................................
“numerador”, dizemos que estão na mesma
.....................................................
linha do triângulo.
n n n n n n 2. Se dois números binomiais têm o mesmo
 0   1   2   3   4  … n  “denominador”, dizemos que estão na mesma
..................................................... coluna do triângulo.

.....................................................

4–
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2. Propriedades Em símbolos

 k  +      =k + 1
k k+1 k+2 n n+1
1. A soma de dois números binomiais consecutivos de + +…+
k k k

MATEMÁTICA
uma mesma linha é igual àquele situado na linha se-
guinte e na coluna do que possui maior “deno- 4. A soma dos binomiais de uma diagonal (“paralela ao
minador” (Relação de Stifel). lado oblíquo do triângulo”), a partir do primeiro, é igual
ao binomial abaixo da última parcela.
Em símbolos
Em símbolos

     
n n n+1
+ =
 0  +      = n – k
k k+1 k+1 k k+1 k+2 n n+1
+ +…+
1 2 n–k
2. A soma de todos os binomiais da linha n é 2n.
5. Em qualquer linha, a partir da segunda, dois binomiais

        =2
n n n n n equidistantes dos extremos são iguais, pois são
+ + +…+
0 1 2 n binomiais complementares.

3. A soma dos binomiais da coluna k, a partir do Em símbolos


primeiro, é igual ao binomial localizado na próxima
 k  + n – k 
n n
linha e na próxima coluna.

1. O Triângulo de Pascal é uma tabela de números Reescreva o triângulo, substituindo cada número binomial
binomiais, dispostos como se segue. pelo seu valor e, em seguida, verifique as seguintes
propriedades: dos binomiais equidistantes dos extremos,
das linhas, das colunas e das diagonais.
0
0

0 1
1 1

 20   21   22 
 30   1   32   33 
3

 40   41   42   43   44 
.....................................................................................
.....................................................................................
.....................................................................................

 n0   n1   n2  …  nn 

–5
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RESOLUÇÃO: 3. O número natural que satisfaz a equação

n +2 1 + n +3 1 =  38  é
MATEMÁTICA

a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6

RESOLUÇÃO:

  3 ⇔
8
     3 ⇔ 
n+1 n+1 8 n+2
+ = =
2 3 3

⇔n+2=8⇔n=6

Resposta: E

4. Calcular o valor de
  +   é:
20 20
2. O valor de
13 14
 60  +  61  +  62  +  36  +  64  +  65  +  66  .
   15   14 
20 20 21
a) b) c)
14
RESOLUÇÃO:

 15   13 
21 21
d) e)  60  +  61  +  62  +  63  +  46  +  65  +  66  = 26 = 64

RESOLUÇÃO: Resposta: 64

 20
13 
+  20
14 

 21
14 
Resposta: C

6–
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4 10
5. Calculando  n+7

n , obtém-se 6. O valor de   3n  é
n=0 n=3

MATEMÁTICA
a) 120 b) 464 c) 495 d) 792 e) 912 a) 120 b) 165 c) 210 d) 330 e) 360

RESOLUÇÃO: RESOLUÇÃO:
10
 n3  =  33  +  43  +  53  + …+ 103 
4
 n+7
n
7
      
8 9 11 12
= 0 + 1 + 2 + …+ 4 = 4     
n=3
n=0
(soma na diagonal do Triângulo de Pascal)  33 
 07   43 
 81   53 

 29 
 
10
3

 114  114 
=

 124  114  = ––––––––


11!
4! . 7!
=
11 . 10 . 9 . 8
––––––––––––– = 330
4.3.2.1

12 . 11 . 10 . 9 Resposta: D
 124  = ––––––––––––– = 495
4.3.2.1
Resposta: C

–7
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MÓDULO 18 Teorema do Binômio de Newton

A importância de 1. Teorema
MATEMÁTICA

Isaac Newton na Matemática


Sejam x, y ∈ ⺢ e n ∈ ⺞. Demonstra-se que

Fique Atento! (x + y)n =  0  xny0 +  1  xn – 1y1 +  2  xn – 2y2 + ... +


n n n

BINÔMIO DE NEWTON
 kn  x n – ky k  n  x0yn
n
+ + ... +

O desenvolvimento de (x – y)n é feito lembrando que


(x – y)n = [ x + (– y) ]n.

Exemplo

(x + y)10 = 100  x10y0 + 101 x9y1 + 102  x8y2 … +


10x y
10 0 10
+ = x10 + 10x9y + 45x8y2 + ... + 10xy9 + y10
Isaac Newton

Binômio de Newton é qualquer binômio 2. Termo Geral


elevado a um número n, em que n é um número
 k  xn – k y k
n
natural. Graças aos estudos do filósofo Isaac Tk + 1 = , para os expoentes de x em
Newton sobre as potências de binômios, foi possível
ordem decrescente.
verificar regularidades que facilitam a represen-

 k  xk y n – k
tação do polinômio gerado a partir da potência de n
Tk + 1 = , para os expoentes de x em
um binômio.
Observadas essas regularidades, tornou-se ordem crescente.
possível também encontrar somente um dos
termos do polinômio, sem ter de calculá-lo todo, 3. Soma dos Coeficientes
utilizando a fórmula do termo geral de um binômio.
Além disso, Newton percebeu uma relação entre a Para obter a soma S dos coeficientes dos termos do
Análise Combinatória e os binômios, que depois desenvolvimento de (ax ± by)n, em que a, b ∈ ⺢* são
seriam ditos binômios de Newton, o que fez do constantes e x, y ∈ ⺢* são as variáveis, basta substituir,
Triângulo de Pascal uma ótima ferramenta para o em (ax ± by)n, x e y por 1.
desenvolvimento mais prático de um binômio de
Assim, S = (a ± b)n .
Newton.

8–
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1. Desenvolver: 4. O termo independente de x do desenvolvimento de

MATEMÁTICA
12

 
1 é:
x + –––
a) (x + y)0 = 1 x3
a) 26 b) 169 c) 220 d) 280 e) 310
b) (x + y)1 = 1x + 1y

RESOLUÇÃO:
c) (x + y)2 = 1x2 + 2xy + 1y2 12

 
1
O termo geral do desenvolvimento de x + ––– é
d) (x + y)3 = 1x2 + 3x2y + 3xy2 + 1y3 x3
k

e) (x + y)4 = 1x4 + 4x3y + 6x2y2 + 4xy3 + 1y4


 
k
1
T k+1 = 12 x 12 – k . –––
x3
  =  12k  x 12 – 4k,

f) (x + y)5 = 1x5 + 5x4y + 10x3y2 + 10x2y3 + 5xy4 + 1y5 com k ∈ {0; 1; 2; ...; 12}

Para independer de x devemos ter 12 – 4k = 0 ⇔ k = 3


g) (x + y)n =  n0  x y +  n1  x
n 0 n – 1y1 +  n2  x n – 2y2 +
Assim,

+…+  nk  x n – kyk +…+  nn  2x y0 n T3+1 =  


12
3
12 . 11 . 10
x12 – 4 . 3 = –––––––––– . x0 = 220
3.2.1
Resposta: C

2. Calcular o 6o. termo do desenvolvimento de (x + y)15,


feito segundo expoentes decrescentes para x.

RESOLUÇÃO:
15 15 5. A soma dos coeficientes do desenvolvimento de
T6 = T5 + 1 = 5 .x 15 – 5 y5 = 5 x 10y5 = 3003x10y5
(7x – 6y)39 é

Resposta: 3003x10y5 a) 0 b) 1 c) 239 d) 739 – 639 e) 1339

RESOLUÇÃO:
Substituindo x por 1 e y por 1 em (7x – 6y) 39
3. Obtenha o quarto termo do desenvolvimento de obtém-se a soma pedida que é
9

x + –––
x 
1 S = (7 . 1 – 6 . 1) 39 = 1 39 = 1
para os expoentes de x em ordem decrescente.
2
Resposta: B

RESOLUÇÃO:

 
n
Sendo Tk + 1 = k xn – k . yk temos

 3
9
T4 = x9 – 3 . (x – 2) 3 =

9!
 3  3  3
9 9 9
= x6 . x –6 = x0 = = –––––– = 84
3! 6!

–9
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Princípio Fundamental da Contagem e


MÓDULO 19
Arranjos Simples
MATEMÁTICA

1. Introdução Note que há 12 possibilidades de escolha, mas era


possível chegar a esse número realizando a simples
O que é o princípio fundamental da contagem? multiplicação das possibilidades por meio do princípio
O princípio fundamental da contagem é uma técnica fundamental da contagem, logo o número de com-
para calcularmos de quantas maneiras decisões binações de pratos possíveis poderia ser calculado por:
podem combinar-se. Se uma decisão pode ser tomada 2 · 3 · 2 = 12.
de n maneiras e outra decisão pode ser tomada de m Perceba que, quando meu interesse é saber somente
maneiras, o número de maneiras que essas decisões o total de possibilidades, realizar a multiplicação é muito
podem ser tomadas simultaneamente é calculado pelo mais rápido do que construir qualquer esquema para
produto de n · m. analisar, o que pode ser bastante trabalhoso, caso haja
Analisar todas as combinações possíveis sem utilizar mais e mais possibilidades.
o princípio fundamental da contagem pode ser bastante
trabalhoso, o que faz com que a fórmula seja muito
2. Contagem
eficiente.
Para se chegar a 50 063 860 jogos na Megassena As quantidades obtidas nas resoluções dos
(total de agrupamentos de 6 números escolhidos entre problemas variam de poucas unidades a muitos milhões.
um total de 60) ou a 4 782 969 resultados possíveis na Em alguns casos é vantagem contar, uma a uma,
Loteria Esportiva (palpites para 14 partidas de futebol), todas as possibilidades, anotando de maneira ordenada
são usados princípios de Análise Combinatória. os possíveis agrupamentos que satisfazem o problema.
Esse ramo da Matemática aborda problemas de Exemplo 1
contagem e nos permite descobrir, ainda, de quantas ma- Um quadrado ABCD de lado 3 centímetros teve seus
neiras diferentes podem ser formadas filas de pessoas lados divididos em partes de 1 centímetro cada uma e os
ou quantas senhas distintas um banco consegue emitir pontos ligados por segmentos de reta, como ilustra a
para seus clientes, além de possibilitar a resolução de figura a seguir.
inúmeras situações da vida prática.
A B

Exemplo 1 2 3
Em um restaurante, é oferecido o famoso prato feito.
Todos os pratos possuem arroz, e o cliente pode escolher 4 5 6
uma combinação entre 3 possibilidades de carne (bovina,
de frango e vegetariana), 2 tipos de feijão (caldo ou 7 8 9
tropeiro) e 2 tipos de bebida (suco ou refrigerante). De
quantas maneiras distintas um cliente pode fazer o D C
pedido?
Para saber quantos quadrados podem ser des-
suco
vegetariano
refrigerante
tacados do desenho, devemos levar em conta que, além
suco do quadrado ABCD e dos 9 “quadradinhos”, numerados
caldo bovino
refrigerante de 1 a 9, temos mais 4 de lado 2 centímetros cada um.
suco
frango O total, portanto, é 1 + 4 + 9 = 14 quadrados.
refrigerante
Essa contagem pode ser feita como se segue.
vegetariano
suco I) 1 quadrado de lado 3 centímetros;
refrigerante
II) 4 quadrados de lado 2 centímetros, que são os
suco
tropeiro bovino constituídos pela união dos “quadradinhos” (1, 2, 4, 5),
refrigerante
suco (2, 3, 5, 6), (4, 5, 7, 8) e (5, 6, 8, 9);
frango
refrigerante
III) 9 quadrados de lado 1 centímetro.

10 –
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Exemplo 2 4. Técnicas de Contagem


Para determinar quantas sequências de 7 elementos
cada uma podem ser formadas com os elementos distintos Basicamente, são dois os tipos de agrupamentos

MATEMÁTICA
A e B, sendo exatamente 3 deles iguais a “A” e que utilizados em Análise Combinatória: arranjos e combi-
devem estar em posições consecutivas, não é difícil nações.
escrever e contar as 5 possibilidades, que são (A, A, A, Para diferenciar um do outro, tomemos os seguintes
B, B, B, B), (B, A, A, A, B, B, B), (B, B, A, A, A, B, B), (B, B, B, exemplos:
A, A, A, B) e (B, B, B, B, A, A, A). Exemplo 1
Conclui-se, entretanto, que, sem nenhuma res- Considere quatro pontos, A, B, C e D, distintos de um
trição, são 128 sequências com 7 elementos cada uma, mesmo plano, de modo que três quaisquer deles não
formadas com A e B. Porém, chegar a tal número de estejam alinhados, como na figura.
sequências, escrevendo e contando todas, seria uma
A• •B
tarefa muito trabalhosa. Veremos, a seguir, como resolver
D• C•
esse tipo de problema utilizando o Princípio Fundamental
da Contagem.
Os triângulos ABC e ABD são diferentes. Diferem
pela natureza (C ⫽ D) de pelo menos um de seus
3. Princípio Fundamental da Contagem elementos.
No entanto, ABC e ACB representam o mesmo
Considere um acontecimento composto de dois triângulo. A ordem de leitura dos vértices não dife-
estágios sucessivos e independentes. rencia um do outro.
Se o primeiro estágio pode ocorrer de m modos Esses agrupamentos que diferem apenas pela
distintos e, em seguida, o segundo estágio pode ocorrer natureza de pelo menos um de seus elementos (não pela
de n modos distintos, então o número de maneiras de ordem) são chamados combinações.
ocorrer esse acontecimento é igual ao produto m.n.
No caso das sequências com os elementos A e B, Exemplo 2
sem restrições, citadas anteriormente, devemos notar Considere, agora, os algarismos 1, 2, 3 e 4.
que cada uma pode iniciar-se de dois modos distintos Os números 123 (cento e vinte e três) e 124 (cento e
(A ou B). Para cada uma dessas possibilidades, existem vinte e quatro) são diferentes. Diferem pela natureza
outras duas (A ou B) para a segunda posição e assim (3 ⫽ 4) de pelo menos um de seus elementos.
sucessivamente. Os números 123 e 132, embora constituídos pelos
Até o terceiro estágio, os 8 casos podem ser mesmos algarismos, também são diferentes. Diferem
dispostos de acordo com o seguinte diagrama: pela ordem de seus elementos.
Esses agrupamentos que diferem pela natureza de
pelo menos um de seus elementos e também diferem
pela ordem deles são chamados arranjos.

5. Arranjos Simples

Como vimos, são agrupamentos que diferem entre si


pela ordem ou pela natureza de seus elementos. O
número de arranjos simples de n elementos tomados k a
k, ou classe k, com n ≥ k, é dado por

n!
An,k = n(n – 1)(n – 2)…(n – k + 1) = ––––––––
Observe que, seguindo esse raciocínio, chega-se ao (n – k)!
número total, que é 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 = 27 = 128.

– 11
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Exemplo 1 Exemplo 3
Com os algarismos de 1 a 9 podem ser formados
10! 10 . 9 . 8 . 7!
A10,3 = –––––––––– = –––––––––––––– = A9,4 = 3024 números de 4 algarismos distintos. Note que
(10 – 3)! 7!
MATEMÁTICA

cada número difere de outro pela natureza ou pela


= 10 . 9 . 8 = 720 ordem de seus elementos.

6. Arranjos com Repetição


Exemplo 2
O número de arranjos com repetição de n elementos
9! 9 . 8 . 7 . 6 . 5!
A9,4 = ––––––– = –––––––––––––– = k a k é dado por
(9 – 4)! 5!

= 9 . 8 . 7 . 6 = 3024 A*n, k = nk

1. Num avião, uma fila tem 7 poltronas dispostas como 2. (FATEC) – Dispondo de cinco cores distintas, uma
na figura abaixo. pessoa pretende pintar as letras da palavra FATEC de
corredor corredor
acordo com os seguintes critérios:
Os modos de João e Maria ocuparem duas poltronas • na palavra, letras que são equidistantes da letra T terão
dessa fila, de modo que não haja um corredor entre eles, a mesma cor;
são em número de: • letras adjacentes serão pintadas de cores distintas, e
a) 6 b) 7 c) 8 d) 10 e) 12 • cada letra será pintada com uma única cor.
O número de modos distintos de se realizar essa pintura
RESOLUÇÃO:
é
J M
a) 120. b) 90. c) 80. d) 50. e) 40.
M J
J M
RESOLUÇÃO:
M J O número de modos distintos de se realizar essa
J M pintura é 5 . 4 . 4 . 1 . 1 = 80
M J
Resposta: C
J M
M J
M J 10 modos
J M Resposta: D

12 –
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3. (PUC) – Uma pessoa coloca, em seu celular, uma 5. (FUVEST) – Um aplicativo de videoconferências
senha de 4 dígitos, todos diferentes de zero, de modo estabelece, para cada reunião, um código de 10 letras,
que o primeiro e o quarto dígitos sejam iguais, e o usando um alfabeto completo de 26 letras. A quantidade

MATEMÁTICA
segundo dígito seja o dobro do terceiro. Sabendo que o de códigos distintos possíveis está entre
segundo e o terceiro dígitos são sempre diferentes do a) 10 bilhões e 100 bilhões.
primeiro, então o número de possibilidades que essa b) 100 bilhões e 1 trilhão.
pessoa tem de montar essa senha é c) 1 trilhão e 10 trilhões.
a) 36. b) 32. c) 28. d) 24. d) 10 trilhões e 100 trilhões.
e) 100 trilhões e 1 quatrilhão.
RESOLUÇÃO: Note e adote: log1013  1,114; 1 bi = 109
Existem 4 possibilidades de o segundo dígito da
senha ser o dobro do terceiro: RESOLUÇÃO:
2 1 4 2 6 3 A quantidade de códigos existentes é:
; ; e
26 . 26 . 26 . 26 . 26 . 26 . 26 . 26 . 26 . 26 = 2610
8 4 2610 = (2 . 13)10 = 210 . 1310 = 1024 . 1310
Do enunciado, tem-se: log1013  1,114
O primeiro e o quarto algarismos são iguais e podem
101,114 = 13 ⇔ (101,114)10 = (13)10 ⇔ 1011,14 = 1310
ser escolhidos de 7 maneiras diferentes, pois não
Assim, a quantidade de códigos pode ser escrita
podem ser iguais a zero e nem iguais aos dois dígitos
como
centrais.
1024 . 1310 = 1,024 . 103 . 1011,14 = 1,024 . 1014,14 ⇔
O número total de possibilidades é, pois, 4 . 7 = 28
⇔ 1014 < 1,024 . 1014,14 < 1015 ⇔
Resposta: C
⇔ 1 . 1014 < 1,024 . 1014,14 < 10 . 1014
Este número está entre 100 trilhões e 1 quatrilhão.
Resposta: E

4. Considerando os números de três algarismos


distintos do sistema decimal de numeração obtenha
a) quantos são no total;
b) quantos são pares;
c) quantos são maiores que 500.

RESOLUÇÃO:
a) 1o. modo: 9 . 9 . 8 = 648
2o. modo: A10,3 – A9,2 = 720 – 72 = 648
b) Os terminados por 0 (zero) são 9 . 8 = 72.
Os terminados por 2, por 4, por 6 e por 8 são
4 . 8 . 8 = 256.
Então, a quantidade de números pares com
3 algarismos distintos do sistema decimal de
numeração é igual a 72 + 256 = 328.
c) Os maiores que 500 são os que começam por
5, 6, 7, 8 ou 9 e totalizam 5 . 9 . 8 = 360
Respostas: a) 648 b) 328 c) 360

– 13
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MÓDULO 20 Permutações Simples e com Repetição


1. Permutações Simples O número de permutações distintas que podemos
MATEMÁTICA

obter com esses n elementos é


São arranjos simples de n elementos tomados k a k
(α, β, γ, ..., �) n!
em que n = k. Assim, permutações simples são agru- Pn = ––––––––––––––––
α! . β! . γ! … λ!
pamentos que diferem entre si apenas pela ordem de
seus elementos.
Podemos dizer que uma permutação de n elementos
é qualquer agrupamento ordenado desses n elementos.
Por exemplo, as permutações dos elementos distintos
A, B e C são ABC, ACB, BAC, BCA, CAB e CBA.

O número de permutações simples de n elementos


é dado por De quantas maneiras quatro livros diferentes de
Matemática, seis de Física e três de Química podem ser

n! dispostos em uma prateleira, de modo que os de uma


Pn = An,n = ––––––––– = n! mesma matéria fiquem juntos?
(n – n)!
Resolução
Pn = n! Só os de Matemática: P4
Só os de Física: P6
Só os de Química: P3
2. Permutação com Repetição Como para cada uma dessas maneiras podemos permutar
ostrês grupos, obtém-se
Sejam α elementos iguais a a, β elementos iguais a
b, γ elementos iguais a c, …, λ elementos iguais a i, num (P4 . P6 . P3) . P3 = (24 . 720 . 6) . 6 = 622 080.

total de α + β + γ + … + λ = n elementos. Resposta: 622080

Saiba mais

PERMUTAÇÃO COM REPETIÇÃO X PERMUTAÇÃO SIMPLES

A diferença entre a permutação com repetição e a permutação simples é que na permutação simples
temos mais possibilidades de agrupamentos, pois ela não tem repetição.
A quantidade de números com três algarismos que podemos formar com os algarismos
{1, 2, 2} é diferente da quantidade de números com três algarismos que podemos formar com os algarismos
{1, 2, 3}.
Acontece que quando há repetição, a inversão de números repetidos não gera novos agrupamentos. Já na
permutação sem repetição, a inversão dos números será um novo agrupamento, pois a ordem desses números
importa.

14 –
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1. Considere os anagramas da palavra ESCOLA e 2. (FGV) – O número de anagramas da palavra COMUM

MATEMÁTICA
calcule: nos quais as duas letras M não aparecem juntas é
a) quantos são no total; a) 18 b) 24 c) 36 d) 48 e) 60
b) quantos começam em vogal e terminam em
consoante; RESOLUÇÃO:
c) quantos começam em vogal ou terminam em 1) Anagramas da palavra COMUM:
consoante; 2 5! 120
P = –––– = –––– = 60
d) quantos têm as vogais juntas. 5
2! 2

RESOLUÇÃO: 2) Anagrama da palavra COMUM com as letras M


a) P6 = 6! = 720 juntas:
P4 = 4! = 24
b) 3 . 3 . P4 = 9 . 4! = 9 . 24 = 216
O número de anagramas da palavra COMUM
c) 3 . 5! + 3 . 5! – 3 . 3 . 4! = 360 + 360 – 216 = 504
nos quais as letras M não aparecem juntas é
60 – 24 = 36 anagramas.
d) EOA SCL
Resposta: C
P4 . P3 = 4!3! = 24 . 6 = 144

Respostas: a) 720 b) 216 c) 504 d) 144

– 15
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3. (UNICAMP) – Cinco pessoas devem ficar em pé, Obtenha o número de maneiras possíveis de Eddie se
uma ao lado da outra, para tirar uma fotografia, sendo que deslocar:
duas delas se recusam a ficar lado a lado. O número de a) de A até B; b) de A até C;
MATEMÁTICA

posições distintas para as cinco pessoas serem c) de C até B; d) de A até B passando por C.
fotografadas juntas é igual a
a) 48. b) 72. c) 96. d) 120. RESOLUÇÃO:

a) O número de caminhos possíveis de A até B é


RESOLUÇÃO:
igual ao número de anagramas da “palavra”
O número de posições, levando em conta que duas
10!
pessoas não devem ficar juntas, é dada por DDDDDFFFFF, isto é, ––––– = 252.
5! 5!
P5 – P4 . P2 = 5! – 4! . 2! = 120 – 48 = 72 posições b) O número de caminhos possíveis de A até C é igual
Resposta: B
ao número de anagramas da “palavra” DDDDFF,
6!
resultando ––––– = 15.
4! 2!
c) Analogamente, de C até B o número de caminhos
é igual ao número de anagramas da “palavra”
4!
DFFF que é ––– = 4.
3!
d) 15 . 4 = 60

Respostas: a) 252 b) 15 c) 4 d) 60
4. (UFU) – Um projeto piloto desenvolvido em um curso
de Engenharia Mecânica prevê a construção do robô
“Eddie”, cujos movimentos estão limitados apenas a
andar para frente (F) e para a direita (D). Suponha que
Eddie está na posição A e deseja-se que ele se desloque
até chegar à posição B, valendo-se dos movimentos que
lhe são permitidos. Admita que cada movimento feito por
Eddie o leve a uma posição consecutiva conforme ilustra
um esquema a seguir, em que foram realizados 10
movimentos (as posições possíveis estão marcadas por
pontos e o percurso de A até B é representado pela
sequência ordenada de movimentos DFDDFFDFFD).

16 –
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MÓDULO 21 Combinações Simples

1. Combinações Simples

MATEMÁTICA
São agrupamentos que diferem entre si apenas pela
natureza de seus elementos.
Podemos dizer que uma combinação de n elementos
distintos tomados k a k ( n ≥ k) é uma escolha não
ordenada de k dos n elementos dados.
Por exemplo, as combinações dos 4 elementos
distintos A, B, C e D, tomados 3 a 3, são ABC, ABD, ACD
e BCD. Um time de futebol é composto de 11 jogadores,
É bom notar que ABC e BAC, bem como todas as
sendo 1 goleiro, 4 zagueiros, 4 meio campistas e
permutações de A, B e C, representam a mesma com-
binação. O mesmo acontece com cada um dos agrupa- 2 atacantes. Considerando-se que o técnico dispõe
mentos ABC, ACD e BCD. de 3 goleiros, 8 zagueiros, 10 meio campistas e
O número de combinações simples de n elementos, 6 atacantes, determine o número de maneiras
tomados k a k, ou classe k (n ≥ k), é dado por possíveis que esse time pode ser formado.
An,k n!
 
n Resolução
Cn,k = –––––– = –––––––––– =
Pk k!(n – k)! k
C3,1 · C8,4 · C10,4 · C6,2 = 3 · 70 · 210 · 15 =
n! = 661 500 maneiras possíveis.
Cn,k = ––––––––––
k!(n – k)!

Saiba mais

Como calcular uma combinação?

Em primeiro lugar, é importante saber identificar quando um problema


é uma combinação. Para exemplificar, encontre todas as combinações
possíveis do conjunto {A, B, C, D} com dois elementos:
Listando as combinações com dois elementos, são elas: {A,B}, {A,C}, {A,D},
{B,C}, {B,D} e {C,D}. Nesse caso é possível ver que há 6 combinações possíveis,
e vale ressaltar também que os subconjuntos {A,B} e {B,A} são iguais, pois, na
combinação, a ordem não é importante.
Acontece que nem sempre é possível listar todas as combinações possíveis
ou até mesmo não é necessário, pois o interesse maior está na quantidade de
combinações e não na listagem de cada uma delas. Para isso, é bastante prático o uso da fórmula.

– 17
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1. (FUVEST-2023) – Um professor precisa elaborar uma 2. Um grupo é formado por 7 enfermeiros e 5 médicos.
MATEMÁTICA

prova multidisciplinar que consta de duas questões de Considerando esses 12 elementos, obtenha quantas
Matemática e seis de Física. Ele deve escolher questões comissões de 5 pessoas
de um banco de dados que contém três questões de a) podem ser formadas no total;
Matemática e oito de Física. O número de provas distintas b) são constituídas por 3 enfermeiros e 2 médicos;
possíveis, sem levar em conta a ordem em que as c) possuem exatamente 1 médico;
d) possuem pelo menos 1 médico.
questões aparecem, é:
a) 42 b) 54 c) 62 d) 72 e) 84
RESOLUÇÃO:
a) C12,5 = 792
RESOLUÇÃO:
b) C7,3 . C5,2 = 35 . 10 = 350
3! c) C7,4 . C5,1 = 35 . 5 = 175
Existem C3,2 = –––––– = 3 modos de escolher as duas
2! . 1! d) C12,5 – C7,5 = 792 – 21 = 771;
8! neste item pode-se fazer
questões de matemática e existem C8,6 = –––––– = 28
6! . 2!
C5,1 . C7,4 + C5,2 . C7,3 + C5,3 . C7,2 + C5,4 . C7,1 + C5,5 =
modos de escolher as seis questões de Física. = 5 . 35 + 10 . 35 + 10 . 21 + 5 . 7 + 1 =
Portanto, o número de provas distintas é dado por = 175 + 350 + 210 + 35 + 1 = 771
3 . 28 = 84. Respostas: a) 792 b) 350 c) 175 d) 771
Resposta: E

18 –
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3. (VUNESP) – A comissão organizadora de um 4. (FUVEST) – Doze pontos são assinalados sobre


congresso irá escolher 5 nutricionistas, entre as 7 partici- quatro segmentos de reta de forma que três pontos sobre
pantes, para formar uma mesa de debates. Sabendo que três segmentos distintos nunca são colineares, como na

MATEMÁTICA
duas dessas nutricionistas, por motivos pessoais, não figura.
poderão participar juntas dessa mesa de debates, é
correto concluir que o número de maneiras diferentes que
a comissão organizadora terá para formar essa mesa será:
a) 15 b) 13 c) 11 d) 14 e) 12

RESOLUÇÃO:
1) O número total possível de escolhas das cinco
nutricionistas, entre as sete participantes é
C7,5 = 21. O número de triângulos distintos que podem ser dese-
2) O número de maneiras das duas nutricionistas, que nhados com os vértices nos pontos assinalados é
não poderão participar juntas dessa mesa de a) 200. b) 204. c) 208. d) 212. e) 220.
debates, estarem juntas é C (7 – 2),3 = C5,3 = 10
De (1) e (2) temos que o número de maneiras RESOLUÇÃO:
diferentes das duas referidas nutricionistas não
participarem juntas da mesa de debates é
C7,5 – C5,3 = 21 – 10 = 11.
Resposta: C

O número de triângulos distintos que podem ser


formados é C12,3 – 2 . C4,3 pois os pontos A, B, C e D
são alinhados o mesmo acontecendo com M, N,
P e Q.
Assim:
12! 4!
C12,3 – 2 . C4,3 = ––––––– – 2 . ––––––– =
3! 9! 3! 1!
12 . 11 . 10
= –––––––––––– – 2 . 4 = 220 – 8 = 212
6
Resposta: D

– 19
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MÓDULO 22 Permutações Circulares e Combinações Completas


1. Permutações Circulares
MATEMÁTICA

O número de permutações circulares de n elementos é dado por

P’n = (n – 1)! .

2. Exemplo de Permutação Circular

De quantas maneiras podem ser distribuídas 5 crianças em uma roda?


Primeiro, faremos como uma permutação simples. P5 = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120
Veja que para cada permutação simples, são criados 5 casos que representam a mesma configuração em uma
permutação circular.
A E D C B

E B D A C E B D A C

D C C B B A A E E D

Tal figura representa a rotação desse círculo nas 5 posições.


Assim como no caso de permutação com repetição, para retirar esses casos repetidos, dividimos a permutação
simples pela quantidade que eles aparecem.
(5 · 4 · 3 · 2 · 1)
PC5 = ––––––––––––––––– = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5

Generalizando, podemos obter a fórmula de permutação circular: PCn = (n−1)!

Outra forma de chegar à fórmula de permutação circular é fixar um elemento para ser o “referencial”. Assim, os
elementos ficam em posições relativas a este referencial e o valor da permutação circular é a permutação dos outros
elementos: (n – 1)!.

3. Combinações com Repetição

A combinação com repetição ou combinação completa é um entre os vários tipos de agrupamentos possíveis,
estudados na Análise Combinatória. Em um conjunto com n elementos, encontraremos a quantidade de
agrupamentos não ordenados que podemos formar com k elementos, todos pertencentes ao conjunto, sabendo que
um mesmo elemento pode ser escolhido mais de uma vez.
Veja uma situação que envolve uma combinação com repetição: dado um conjunto {A, B, C, D}, encontraremos
todos os conjuntos possíveis com dois elementos.
Sabemos que, em um conjunto, a ordem dos elementos não é importante, ou seja, {A, B} e {B, A} formam um
mesmo conjunto. Além disso, como é uma combinação com repetição, um mesmo elemento do conjunto pode repetir-
se, então, as combinações possíveis são: {A, A}; {B, B}; {C, C}; {D, D}; {A, B}; {A, C}; {A, D}; {B, C}; {B, D}; {C, D}
O número de combinações com repetição de n elementos k a k é dado por

 
n+k–1
C*n,k = Cn+k – 1,k = .
k

20 –
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1. (UFG) – Um restaurante tem em seu cardápio oito 2. Uma família é composta por seis pessoas: o pai, a

MATEMÁTICA
pratos de diferentes tipos de massas, e esses pratos são mãe e quatro filhos. Num restaurante, essa família vai
dispostos, para os clientes se servirem, em uma mesa ocupar uma mesa redonda. Em quantas disposições
circular, conforme a figura a seguir. diferentres essas pessoas podem se sentar em torno da
mesa de modo que o pai e a mãe fiquem juntos?

RESOLUÇÃO:
Sabendo que pai e mãe devem ficar juntos, vamos
amarrar os dois e tratá-los como se fossem um único
elemento. Veja a figura 1 abaixo:

De quantas maneiras diferentes podem ser colocados


esses oito pratos na mesa, tendo como base a forma
indicada na figura?
a) 2520 b) 5040 c) 20160 d) 40320

RESOLUÇÃO:
Esses oito pratos poderão ser dispostos na mesa de Ao tratar o pai e mãe como um único elemento,
P8’ = (8 – 1)! = 7! = 5040 passamos a ter somente 5 elementos. Portanto,
Resposta: B utilizando a permutação circular de 5 elementos,
calculamos o número de possibilidades desta família
sentar-se ao redor da mesa com pai e mãe juntos
sendo que o pai está à esquerda da mãe.
Permutação circular (P’) de 5 elementos calcula-se:
P’5 = (5–1)! = 4! = 4.3.2.1 = 24
Portanto, para o pai a esquerda da mãe, temos
24 posições diferentes. Mas o pai pode estar a direita
da mãe, como na figura 2, e então teremos mais
24 posições diferentes para contar (novamente P’5 ).
Portanto, o número total de disposições é 48.

– 21
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3. (UNESP) – Paulo quer comprar um sorvete com 4. Doze notas de R$ 50,00 deverão ser distribuídas
4 bolas em uma sorveteria que possui três sabores de entre quatro pessoas de modo que cada uma receba no
sorvete: chocolate, morango e uva. De quantos modos mínimo duas notas. O número de maneiras de se fazer
MATEMÁTICA

diferentes ele pode fazer a compra? essa distribuição é:


a) 4 b) 6 c) 9 d) 12 e) 15 a) 21 b) 35 c) 45 d) 50 e) 72

RESOLUÇÃO: RESOLUÇÃO:
6! Sejam A, B, C e D os números de notas das 4 pessoas.
C*3,4 = C3 + 4 – 1, 4 = C6,4 = ––––– = 15 Então,
2!4!


A=2+x
Poder-se-iam, também, escrever as 15 soluções pos- B=2+y
⇒ x + y + z + w + 8 = 12 ⇒ x + y + z + w = 4
síveis. Representando por C, M e U os sabores C=2+z
D=2+w
chocolate, morango e uva, as soluções são:
• C C C C, M M M M, U U U U O número de maneiras de se fazer a distribuição é
• C C C U, C C C M, M M M C, M M M U, U U U C, igual ao número de soluções inteiras e não negativas
UUUM da equação x + y + z + w = 4, isto é,
C*4;4 = C4 + 4 – 1, 4 = C7, 4 = 35 ou
• C C M M, C C U U, M M U U
• C C U M, M M U C, U U M C (4, 3) 7!
1+1+1+1 P7 = ––––– = 35
Resposta: E 4! 3!
Resposta: B

22 –
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Combinações Simples e
MÓDULO 23
Arranjos e Combinações com Repetição

MATEMÁTICA
1. (UNESP) – Quantos são os números naturais que 3. Deseja-se criar uma senha para os usuários de um
podem ser decompostos em um produto de quatro sistema, começando por três letras escolhidas entre A,
fatores primos, positivos e distintos, considerando que os B, C, D e E seguidas de quatro algarismos escolhidos
quatro sejam menores que 30? entre 0, 2, 4, 6 e 8.
Calcule
RESOLUÇÃO: a) quantas senhas são possíveis no total;
I) Os fatores primos positivos, menores que 30, são b) o número total de senhas possíveis se entre as letras
10; são eles: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29. puder haver repetição mas se os algarismos forem
todos distintos;
II) Supondo que os números citados no enunciado
c) o número total de senhas possíveis se entre os algaris-
tenham somente quatro fatores e que os quatro
mos puder haver repetição mas se as letras forem
sejam distintos, a quantidade desses números é
todas distintas.
10!
C10,4 = ––––– = 210
4!6!
RESOLUÇÃO:
Resposta: 210 a) A*5,3 . A*5,4 = 53 . 54 = 78.125
b) A*5,3 . A5,4 = 53 . (5 . 4 . 3 . 2) = 15.000
c) A5,3 . A*5,4 = (5 . 4 . 3) . 54 = 37.500
Respostas: a)78.125 b) 15.000 c) 37.500

2. Obtenha o número de soluções inteiras e não 4. (CESGRANRIO) – Solicitou-se que João criasse uma
negativas das equações: senha de segurança bancária formada por 5 dígitos, a
a) x + y = 3 serem tomados entre 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, de tal
b) x + y + z + w = 6 forma que o segundo dígito fosse par, o primeiro dígito
fosse igual ao quarto dígito, e o terceiro dígito fosse igual
RESOLUÇÃO: ao quinto dígito.
Seguindo tais critérios, quantas senhas distintas podem
a) C*2,3 = C2 + 3 – 1, 3 = C4, 3 = 4
ser criadas por João?
b) C*4,6 = C4 + 6 – 1,6 = C9,6 = 84 a) 25 b) 27 c) 450 d) 500 e) 1.000

ou
RESOLUÇÃO:
(3) 4! 1) Para o primeiro e o quarto dígito, temos 10 . 1 = 10
a) 1 1+1 : P 4 = –––– = 4
3! possibilidades;
(6, 3) 9! 2) Para o segundo dígito ser par, são cinco hipóteses;
b) 1 1+1+1 1+1 : P 9
= –––––– = 84 3) Para o terceiro e o quinto dígito, existem 10 . 1 = 10
6! 3!
possibilidades.
Respostas: a) 4
Assim, de (1), (2) e (3), o número de senhas distintas
b) 84
que podem ser criadas por João é
10 . 1 . 5 . 10 . 1 = 500.
Resposta: D

– 23
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MÓDULO 24 Probabilidades: Definição e União de Eventos


1. Conceito de Probabilidade
MATEMÁTICA

Seja uma experiência em que pode ocorrer qualquer


um de n resultados possíveis. Cada um dos n resultados
possíveis é chamado ponto amostral e o conjunto S de
todos os pontos amostrais é chamado espaço amostral;
qualquer subconjunto A do espaço amostral S é chamado
de evento.
Chama-se probabilidade de ocorrer um evento A de
Se A  B = Ø, A e B são chamados eventos mutua-
n(A)
um espaço amostral S ⫽ Ø ao número P(A) = ––––– , mente exclusivos. Neste caso,
n(S)
em que n(A) é o número de elementos de A, e n(S) é o P(A  B) = P(A) + P(B)
número de elementos de S.

Na prática, costuma-se dizer que probabilidade é o


quociente entre o número de casos favoráveis, que é
n(A), e o número de casos possíveis, que é n(S).

2. Propriedades

Sendo S ⫽ Ø um espaço qualquer, A, um evento de



S e A, o complementar de A em S, valem as seguintes
Se A  B = Ø e A  B = S, A e B são chamados
propriedades:
eventos exaustivos.
• P(Ø) = 0
• P(S) = 1 Então,

• 0 ≤ P(A) ≤ 1
P(A  B) = P(A) + P(B) = 1

• P(A) + P(A) = 1

3. União de Dois Eventos

Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral


S ⫽ Ø.
A probabilidade de ocorrer A ou B é dada por

P(A  B) = P(A) + P(B) – P(A  B)

Generalizando: sejam n eventos A1, A2, A3, ..., An de


Observe que o número de elementos de A  B,
um espaço amostral S, tais que
n(A  B), é dado por n(A  B) = n(A) + n(B) – n(A  B) ⇔
n(A  B) n(A) n(B) n(A  B) A1  A2  A3  ...  An = S.
⇔ –––––––– = ––––– + ––––– – ––––––––– ⇔
n(S) n(S) n(S) n(S) Assim, P(A1  A2  A3  ...  An) = P(S) = 1
⇔ P(A  B) = P(A) + P(B) – P(A  B).

24 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 25

Além disso, se A1, A2, A3, ... , An são, dois a dois, mutuamente exclusivos, então eles são eventos exaustivos.

MATEMÁTICA
Assim sendo, P(A1  A2  A3  ...  An) = P(A1) + P(A2) + P(A3) + ... + P(An) = 1

Aplicação da Probabilidade na Genética

Regra do “E”

Usamos a regra da multiplicação, ou regra do “e”, para determinar a


probabilidade de dois ou mais eventos independentes ocorrerem
simultaneamente.
O cálculo de probabilidade em Genética segue as mesmas regras para o cálculo de probabilidade em diversos
jogos. Ela é determinada por valores que vão de 0 a 1, sendo 0 a probabilidade de um evento não ocorrer de forma
alguma e 1 a certeza de que esse evento ocorrerá.
Usamos a regra da multiplicação, ou regra do “e”, para determinar a probabilidade de dois ou mais eventos
independentes ocorrerem simultaneamente. Em um jogo de dados, seria como calcular a probabilidade de
lançarmos dois dados simultaneamente, por exemplo, e ambos caírem com a face 2 para cima. Como um dado tem
seis faces e apenas uma face 2, para cada dado, teremos 1 chance em 6 (1/6) de cair com a face 2 para cima.
Para saber a probabilidade de um dado cair com a face 2 para cima e o outro dado também, utilizamos a regra
do “e”, multiplicando a probabilidade de um evento com a probabilidade do outro evento ocorrer. Nesse caso,
1/6 x 1/6 = 1/36. Então, a probabilidade de dois dados lançados simultaneamente caírem com a face 2 para cima é
de 1/36 ou, aproximadamente, 0,028.

Aplicação em Genética
Em Genética, podemos calcular a probabilidade de um casal ter dois filhos, por exemplo, sendo um menino e
uma menina. O fato de um dos filhos do casal ser um menino não influencia o sexo do segundo filho, pois são
eventos independentes. A probabilidade de nascer uma criança do sexo masculino é de 1 em 2 (1/2). Assim, a
probabilidade do segundo filho nascer com sexo feminino também é de 1/2. Para saber a probabilidade de um filho
do casal ser menino e o outro ser uma menina, utilizamos a regra do “e” e multiplicamos as duas probabilidades:
1/2 x 1/2= 1/4 ou 0,25.

Resultado em porcentagem
Podemos apresentar esse resultado também em porcentagem. Basta multiplicar o resultado por

100: 0,25 x 100 = 25%.

A probabilidade de o casal ter um filho menino e uma menina é de 25%.

– 25
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MATEMÁTICA

Numa urna, existem 10 bolas numeradas de 1 a 5) P(A  B) = P(A) + P(B) – P(A  B).
10. Retirando-se, ao acaso, uma bola dessa urna, Logo,
qual a probabilidade de se ter 5 3 1 7
a) um múltiplo de 2 ou um múltiplo de 3? P(A  B) = ––– + ––– – ––– = ––– = 70%
10 10 10 10
b) um número ímpar ou um múltiplo de 6?
b)1) O evento “número ímpar” é
Resolução
A = {1; 3; 5; 7; 9} e n(A) = 5.
O espaço amostral é
2) O evento “múltiplo de 6” é
S = {1; 2; 3; ... ; 10} e n(S) = 10.
B = {6} e n(B) = 1.
a) 1) O evento “múltiplo de 2” é 3) A  B = Ø e n(A  B) = 0
A = {2; 4; 6; 8; 10} e n(A) = 5. (A e B são mutuamente exclusivos).
2) O evento “múltiplo de 3” é n(A) 5
4) P(A) = ––––– = ––– ,
B = {3; 6; 9} e n(B) = 3. n(S) 10
3) A  B = {6} e n(A  B) = 1. n(B) 1
P(B) = –––– = ––– e
n(A) 5 n(S) 10
4) P(A) = ––––– = ––– ,
n(S) 10 P(A  B) = 0.
5) P(A  B) = P(A) + P(B) – P(A  B) = P(A) + P(B)
n(B) 3
P(B) = ––––– = ––– e Logo,
n(S) 10 5 1 6
P(AB)= –– + –– = –– = 60%.
n(A  B) 1 10 10 10
P(A  B) = –––––––– = ––– .
n(S) 10 Respostas: a) 70% b) 60%

1. Em uma urna foram colocadas 20 bolas, numeradas 10 1


a) p = ––– = –––
de 1 a 20, e que são indistinguíveis pelo tato ou pela 20 2
massa. Determinar a probabilidade de se obter na retirada 8 2
b) p = ––– = –––
de uma única bola dessa caixa um número: 20 5
a) ímpar b) primo 7
c) p = –––
c) ímpar e primo d) ímpar ou primo 20
d) Lembrando que p(A  B) = p(A) + p(B) – p(A  B)
RESOLUÇÃO: resulta
Considerando os elementos do conjunto
10
p = ––– 8 7 11
S = {1; 2; 3; …; 20}, temos que + ––– – ––– = –––
20 20 10 20
(I) 10 deles são ímpares.
(II) 10 deles são pares.
(III) 8 deles são primos, sendo 1 par e 7 ímpares.

26 –
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2. (ALBERT EINSTEIN) – Estudantes de uma classe 3. (FGV) – Uma loteria consta de 20 bilhetes,
composta por homens e mulheres tiveram o direito de numerados de 1 a 20, que são vendidos aos apostadores.
escolher uma de duas opções para a data de uma prova. O sorteio é feito da seguinte forma: 20 bolinhas são

MATEMÁTICA
A tabela mostra alguns dados da apuração, em que os numeradas de 1 a 20 e duas bolinhas são sorteadas
dados correspondentes às células pintadas foram sucessivamente e sem reposição. O portador do primeiro
omitidos. número sorteado ganha um prêmio de
Estudantes Opção 1 Opção 2 Total R$ 5 000,00 e o do segundo, de R$3 000,00.
Se um apostador comprar bilhetes com os números 5, 7,
Mulheres 4
12 e 18, a probabilidade dele ganhar ao menos um prêmio
Homens 10 é um número:
a) maior que 0,5. b) menor que 0,2.
Total 19 30 c) entre 0,3 e 0,4. d) entre 0,4 e 0,5.
Sorteando-se ao acaso um estudante dessa classe, a e) entre 0,2 e 0,3.
probabilidade de que seja uma mulher ou que tenha
votado na opção 1 é igual a RESOLUÇÃO:
6 2 8 1 2 Tendo comprado 4 dos 20 bilhetes, a probabilidade
a) –– b) –– c) ––– d) –– e) ––
5 3 15 2 5 de nenhum dos dois serem premiados é

RESOLUÇÃO: 16 15 240
P(nenhum) = –––– . –––– = ––––
20 19 380
Estudantes Opção 1 Opção 2 Total
A probabilidade de ganhar pelo menos um prêmio é
Mulheres 4 9 13 240 140 7
P(ao menos um) = 1 – –––– = –––– = ––– ≅ 0,37
Homens 7 10 17 380 380 19
Resposta: C
Total 11 19 30

De acordo com os dados da tabela, é possível preen-


cher as células pintadas. Assim sendo, a proba-
bilidade de que a pessoa sorteada seja uma mulher
ou que tenha votado na opção 1 é
7+4+9 20 2
–––––––––– = –––– = –––
30 30 3
Resposta: B

– 27
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4. (ALBERT EINSTEIN) – Em uma urna vazia foram 5. (UNICAMP) – Um caixa eletrônico de certo banco
colocadas fichas iguais, em cada uma das quais foi escrito dispõe apenas de cédulas de 20 e 50 reais. No caso de
apenas um dos anagramas da palavra HOSPITAL. A um saque de 400 reais, a probabilidade do número de
MATEMÁTICA

probabilidade de que, ao sortear-se uma única ficha dessa cédulas entregues ser ímpar é igual a
urna, no anagrama nela marcado as letras inicial e final a) 1/4. b) 2/3. c) 2/5. d) 3/5.
sejam ambas consoantes é
5 3 4 9 RESOLUÇÃO:
––
a) 14 b) –– c) –– ––
d) 14
7 7 A tabela a seguir mostra todas as possibilidades de
se retirar R$ 400,00 desse caixa eletrônico.
RESOLUÇÃO: Notas de Notas de Total de
I) O número total de anagramas da palavra R$ 50,00 R$ 20,00 cédulas
HOSPITAL é P8 = 8!
8 0 8
II) O número de anagramas da palavra HOSPITAL
que começam e terminam em consoante é 6 5 11

5 . 4 . P6 = 20 . P6 = 20 . 6! 4 10 14
III) A probabilidade pedida é
2 15 17
20 . 6! 20 . 6! 20 5
––––––– = –––––––– = ––––– = –––
8! 8 . 7 . 6! 8.7 14 0 20 20

Resposta: A
Dos cinco casos possíveis, em apenas dois o total de
cédulas entregues é ímpar. A probabilidade desse fato
2
ocorrer é ––– .
5
Resposta: C

28 –
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MÓDULOS Probabilidade Condicional


25 e 26 e Intersecção de Eventos

MATEMÁTICA
1. Probabilidade Condicional 2. Eventos Independentes

Dados dois eventos, A e B, de um espaço amostral Os eventos A e B de um espaço amostral S são


S ⫽ Ø, chama-se probabilidade de A condicionada a B independentes se
a probabilidade de ocorrer A, sabendo-se que já ocorreu .
P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B)
ou vai ocorrer o evento B. Indica-se por P(A / B).
P(A 傽 B)
P(A/B) = ––––––––––– 3. Intersecção de dois eventos
P(B)

Observe que P(A 傽 B) = P(A) . P(B/A) = P(B) . P(A/B)


n(A 傽 B)
–––––––––
n(A 傽 B) n(S)
Propriedade
P(A/B) = ––––––––– ⇔ P(A/B) = –––––––––––– ⇔
n(B) n(B)
––––
n(S) A e B independentes ⇔ P(A 傽 B) = P(A) . P(B)
P(A 傽 B)
⇔ P(A/B) = ––––––––
P(B)
A e B dependentes ⇔ P(A 傽 B) ⫽ P(A) . P(B)

Se A e B são independentes, então P(B/A) = P(B) e

P(A 傽 B) = P(A) . P(B) .

MÓDULO 25 RESOLUÇÃO:
O diagrama correspondente é do tipo
1. Em um grupo de 600 mulheres e 400 homens, a mulheres homens total
probabilidade de uma mulher estar com tuberculose é de
10% e a probabilidade de um homem estar com com tuberculose 60 20 80
tuberculose é de 5%.
sem tuberculose 540 380 920
Escolhe-se, ao acaso, uma pessoa desse grupo.
a) Obtenha a probabilidade de essa pessoa estar com 600 400 1000
tuberculose;
b) Se a pessoa escolhida está com tuberculose, calcule a 80
a) p = –––––– = 0,08 = 8%
probabilidade de ela ser uma mulher. 1000

60 3
b) p = –––– = ––– = 0,75 = 75%
80 4

– 29
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2. (UNICAMP) – Uma moeda balanceada é lançada 3. Um total de 16 balas, sendo 9 de chocolate e 7 de


quatro vezes, obtendo-se cara exatamente três vezes. A hortelã, foram embaladas e distribuídas em duas caixas,
probabilidade de que as caras tenham saído consecutiva- A e B. Na caixa A ficaram 3 de chocolate e 5 de hortelã.
MATEMÁTICA

mente é igual a As restantes, 6 de chocolate e 2 de hortelã, foram


a) 1/4 b) 3/8 c) 1/2 d) 3/4 colocadas na caixa B.
Laércio retirou ao acaso uma bala de A e, sem saber o
RESOLUÇÃO: seu sabor, depositou-a na caixa B. Em seguida, Maurício
Jogando-se quatro vezes uma moeda balanceada, as escolheu, também ao acaso, uma bala da caixa B.
possibilidades de se obter exatamente três caras são: Nessas condições, obtenha a probabilidade de
Ca Ca Ca Co a) Laércio ter tirado uma bala de chocolate;
Ca Ca Co Ca b) Laércio ter tirado uma bala de hortelã;
Ca Co Ca Ca c) Maurício ter tirado uma bala de chocolate.
Co Ca Ca Ca
Dessas quatro possibilidades, em apenas duas delas as RESOLUÇÃO:
três caras são consecutivas (Ca Ca Ca Co; Co Ca Ca Ca). O conteúdo das caixas, inicialmente, era
2 1
A probabilidade pedida é, pois, ––– = –––
4 2
Resposta: C

3 5
a) p = ––– b) p = –––
8 8
c) Neste caso devem ser consideradas duas hipó-
teses:
1) Laércio tirar uma bala de chocolate de A, colocá-
la em B e, após este fato ocorrer, Maurício tirar
uma bala de chocolate de B. A probabilidade,
3 7 21
nesta hipótese, é p1 = –– . –– = ––––
8 9 72

2) Laércio tirar uma bala de hortelã de A, colocá-la


em B e, após este fato ocorrer, Maurício tirar
uma bala de chocolate de B.
A probabilidade, nesta hipótese, é
30
5 . 6 = –––
p2 = –– ––
8 9 72

A probabilidade pedida é
21 30 51 17
p = p1 + p2 = ––– + ––– = ––– = –––
72 72 72 24
3 5 17
Respostas: a) –– b) –– c) –––
8 8 24

30 –
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4. Um adolescente vai a um parque de


diversões tendo, prioritariamente, o desejo
de ir a um brinquedo que se encontra na área IV, entre as

MATEMÁTICA
áreas I, II, III, IV e V existentes. O esquema ilustra o mapa
do parque, com a localização da entrada, das cinco áreas
com os brinquedos disponíveis e dos possíveis caminhos
para se chegar a cada área. O adolescente não tem
conhecimento do mapa do parque e decide ir caminhando
da entrada até chegar à área IV.

Suponha que relativamente a cada ramificação, as opções


existentes de percurso pelos caminhos apresentem
iguais probabilidades de escolha, que a caminhada foi
feita escolhendo ao acaso os caminhos existentes e que,
ao tornar um caminho que chegue a uma área distinta da
IV, o adolescente necessariamente passa por ela ou
retorna.
Nessas condições, a probabilidade de ele chegar à área IV
sem passar por outras áreas e sem retornar é igual a
1 1 5 1 5
a) –––– b) –––– c) –––– d) ––– e) ––––
96 64 24 4 12

RESOLUÇÃO:
A probabilidade pedida é
1 1 1 1 1 1 1 1 5
––– . ––– . ––– + ––– . ––– . ––– = ––– + ––– = –––
2 2 2 2 2 3 8 12 24
Resposta: C

– 31
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MATEMÁTICA

MÓDULO 26 Assim, a probabilidade de a face voltada para o juíz


1
ser vermelha é p = –– .
1. (UEG) – A tabela a seguir apresenta a preferência de 2
homens e mulheres em relação a um prato, que pode ser Resposta: D
doce ou salgado, típico de certa região do estado de
Goiás.

Preferência
Sexo
Doce Salgado

Masculino 80 20
3. (VUNESP) - Entre as várias questões de uma prova
Feminino 60 40 de Matemática, uma delas é sobre Trigonometria e outra
sobre Estatística. Sabendo que a probabilidade de acerto
Considerando-se os dados apresentados na tabela, a da questão de Trigonometria é 0,2, que a probabilidade
probabilidade de um desses indivíduos preferir o prato de acerto da questão de Estatística é 0,4 e que esses
típico doce, sabendo-se que ele é do sexo feminino, é de: eventos são independentes, a probabilidade de um aluno
a) 0,43 b) 0,50 c) 0,60 d) 0,70 acertar pelo menos uma dessas duas questões é:
a) 0,48 b) 0,52 c) 0,54 d) 0,50 e) 0,56
RESOLUÇÃO:

Como 60 das 100 mulheres preferem doce, a proba- RESOLUÇÃO 1:


60 Para acertar pelo menos uma das duas questões, o
bilidade pedida é p = –––– = 0,60.
100 aluno deve acertar uma e errar a outra ou acertar as
duas, A probabilidade pedida é, portanto,
Resposta: C
p = (0,2 . 0,6 + 0,8 . 0,4) + (0,2 . 0,4) =
= (0,12 + 0,32) + (0,08) = 0,44 + 0,8 = 0,52.

RESOLUÇÃO 2:
A probabilidade de o aluno acertar pelo menos uma
2. (EFOMM) – Um juiz de futebol trapalhão tem no
das duas questões é 1 menos a probabilidade de ele
bolso um cartão amarelo, um cartão vermelho e um
errar ambas. Resulta, então, que a probabilidade
cartão com uma face amarela e uma outra face vermelha.
procurada é p = 1 – 0,8 . 0,6 = 1 – 0,48 = 0,52.
Depois de uma jogada violenta, o juiz mostra um cartão,
Resposta: B
retirado do bolso ao acaso, para um atleta. Se a face que
o jogador vê é amarela, a probabilidade de a face voltada
para o juiz ser vermelha será:
1 1 2 1 3
a) –– b) –– c) –– d) –– e) ––
6 3 3 2 2

RESOLUÇÃO:
Se a face que o jogador vê é amarela, então a face
voltada para o juíz será amarela se o cartão escolhido
ao acaso possuir as duas faces amarelas ou vermelha
se o cartão em questão possuir faces de cores
diferentes.

32 –
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4. (UNESP) – Em um jogo de tabuleiro, o jogador A probabilidade pedida é, pois,


desloca seu peão nas casas por meio dos pontos obtidos 4 3 1 144 + 3 + 1
––– + ––––– + ––––– = –––––––––––– =
no lançamento de um par de dados convencionais e não 36 1296 1296 1296

MATEMÁTICA
viciados. Se o jogador obtém números diferentes nos
148 37
dados, ele avança um total de casas igual à soma dos = ––––– = –––––
1296 324
pontos obtidos nos dados, encerrando-se a jogada. Por
outro lado. se o jogador obtém números iguais nos dados, Resposta: A
ele lança novamente o par de dados e avança seu peão
pela soma dos pontos obtidos nos dois lançamentos,
encerrando-se a jogada.
A figura a seguir indica a posição do peão no tabuleiro
desse jogo antes do início de uma jogada.

Iniciada a jogada, a probabilidade de que o peão encerre


a jogada na casa indicada na figura com a bomba é
igual a
37 49 23
a) ––––– b) ––––– c) –––––
324 432 144

23 23
d) ––––– e) –––––
135 216

RESOLUÇÃO:
O peão chegará à casa que contém a bomba nos
seguintes 3 casos possíveis:
1) Se os números encontrados nos dois dados forem
1;5 ou 2;4 ou 4;2 ou 5;1 e a probabilidade disso
4
acontecer é ––– .
36

2) Se os números encontrados no primeiro lança-


mento forem 1;1 e neste caso, ao jogar novamente
os dados, devem-se obter 1;3 ou 2;2 ou 3;1.
A probabilidade disso acontecer é
1 3 3
–––– . –––– = –––––
36 36 1296

3) Se forem encontrados no primeiro lançamento os


números 2;2 e ao jogar novamente os dois dados,
deve-se obter 1;1. A probabilidade é
1 1 1
–––– . –––– = ––––––
36 36 1296

– 33
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 34

MÓDULO 27 Lei Binomial de Probabilidade


MATEMÁTICA

Considere uma experiência que é realizada várias


vezes, sempre nas mesmas condições, de modo que o Observações
resultado de cada uma seja independente das demais.
a) Fala-se em lei binomial de probabilidade,
Considere, ainda, que cada vez que a experiência é reali-
porque a fórmula representa o termo Tk + 1 do
zada, ocorre, obrigatoriamente, um evento A cuja proba-
— desenvolvimento de [p + (1 – p)]n.
bilidade é p ou o complemento A cuja probabilidade
é 1 – p.
b) O número Cn, k pode ser substituído por
1. Problema
Cn, n – k ou Pnk, n – k, já que
Realizando-se a experiência descrita exatamente n n!
Cn, k = Cn, n – k = Pnk, n – k = ––––––––– .
vezes, qual é a probabilidade de ocorrer o evento A k! (n – k)!
somente k vezes?

2. Resolução do Problema

a) Se ocorre apenas k vezes o evento A, num total


de n experiências, então deverá ocorrer exatamente

n – k vezes o evento A .

b) Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do



evento A é 1 – p, então a probabilidade de ocorrer k

vezes o evento A e n – k vezes o evento A , numa certa
ordem, é
Cinco parafusos são escolhidos ao acaso da produção
p . p . p . ... . p . (1 – p) . (1 – p) . (1 – p) . ... . (1 – p) =
de certa máquina, que apresenta 10% de peças
k fatores (n – k) fatores defeituosas. Qual a probabilidade de dois deles serem
defeituosos?
= pk . (1 – p)n – k Resolução

P = Cn,k · pk · (1 – p)n – k
c) As k vezes em que ocorre o evento A são
quaisquer entre as n vezes possíveis. O número de ma- P = C5,2 · 0,12 · (1 – 0,1)5 – 2
neiras de escolher k vezes o evento A é, pois, Cn, k. P = 10 · 0,12 · 0,93
d) Existem, portanto, Cn,k eventos diferentes, todos
P = 10 · 0,01 · 0,729
com a mesma probabilidade pk . (1 – p)n – k e, assim
P = 0,0729
sendo, a probabilidade procurada é
P = 7,29%
Cn,k . pk . (1 – p)n – k

34 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 35

1. A probabilidade de um atirador acertar um tiro em um 2. Numa avenida existem 10 semáforos. Por

MATEMÁTICA
alvo é 80%. Considerando que ele dê 4 tiros consecu- causa de uma pane no sistema, os semá-
tivos, nesse alvo, calcule a probabilidade de esse atirador foros ficaram sem controle durante uma hora, e fixaram
a) acertar o 1o. e o 2o. tiro; suas luzes unicamente em verde ou vermelho. Os
b) acertar apenas o 1o. e o 2o. tiro; semáforos funcionam de forma independente; a proba-
c) acertar apenas o 2o. e o 4o. tiro; 2
bilidade de acusar a cor verde é de –– e a de acusar a cor
d) acertar apenas 2 tiros; 3
1
e) acertar apenas 3 tiros; vermelha é de –– . Uma pessoa percorreu a pé toda essa
3
f) acertar pelo menos 1 tiro.
avenida durante o período da pane, observando a cor da
luz de cada um desses semáforos.
RESOLUÇÃO:
Qual a probabilidade de que esta pessoa tenha observado
a) p = 0,8 . 0,8 . 1 . 1 = 0,64 = 64%
exatamente um sinal na cor verde?
b) p = 0,8 . 0,8 . 0,2 , 0,2 = (0,8)2 . (0,2)2 = 0,0256 = 2,56%
c) p = 0,2 . 0,8 . 0,2 . 0,8 = (0,8)2 . (0,2)2 = 2,56% 10 x 2 10 x 29 210
a) ––––––– b) ––––––– c) –––––
d) p = C4,2 . (0,8)2 . (0,2)2 = 6 . 0,0256 = 0,1536 = 15,36% 310 310 3100
e) p = C4,3 . (0,8)3 . (0,2) = 4 . 0,512 . 0,2 = 290 2
d) –––––– e) ––––
= 0,4096 = 40,96% 3100 310
f) p = 1 – (0,2)4 = 1 – 0,0016 = 0,9984 = 99,84%
Respostas: a) 64% b) 2,56% c) 2,56%
RESOLUÇÃO:
d) 15,36% e) 40,96% f) 99,84%
Dos 10 semáforos, temos 1 verde e, consequente-
mente, 9 vermelhos. A probabilidade pode ser
expressa por:
1 9

   
2 1 2 1 10 x 2
p = C10;1 . –– . –– = 10 . –– . ––– = –––––––
3 3 3 39 310
Resposta: A

– 35
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3. (ESPCEX) – A probabilidade de um casal ter um filho 4. (UNICAMP) – Um atleta participa de um torneio


1 composto por três provas. Em cada prova, a probabilidade
de olhos azuis é igual a –– . Se o casal pretende ter
3 de ele ganhar é de 2⁄3, independentemente do resultado
MATEMÁTICA

4 filhos, a probabilidade de que no máximo dois tenham das outras provas.


olhos azuis é Para vencer o torneio, é preciso ganhar pelo menos duas
1 7 8 2 1 provas. A probabilidade de o atleta vencer o torneio é
a) –– b) –– c) –– d) –– e) ––
9 9 9 3 2 igual a

2 4 20 16
RESOLUÇÃO: a) ––– b) ––– c) –––– d) ––––
A probabilidade de que no máximo dois dos quatro 3 9 27 81
filhos do casal tenham olhos azuis é RESOLUÇÃO:
0 4 1 3

  .  ––3    .  ––3 
1 2 1 2 2
p = C4,0 . –– + C4,1 . –– +
3 3 Sabendo que –– é a probabilidade de vencer, a
3
2 2
1
probabilidade de não vencer é –– . Para ser campeão,
   
1 2 16 8 4
+ C4,2 . –– . –– = ––– + 4 . ––– + 6 . ––– = 3
3 3 81 81 81
é necessário vencer pelo menos 2 das 3 provas.
72 8
= ––– = –– Assim, temos:
81 9
2
2 1 2 3
Resposta: C p = C3;2 .
3      
–– . –– + ––
3 3
14444244443 123
vencer 2 provas vencer
e não vencer 1 3 provas

4 1 8
p = 3 . –– . –– + –––
9 3 27
12 8
p = ––– + –––
27 27
20
p = –––
27

Resposta: C

36 –
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Álgebra FRENTE 2

MATEMÁTICA
MÓDULO 11 Progressões Aritméticas


1. Definição de Sequências a1 = 2
a2 = a1 + 2 . 1 = 2 + 2 = 4
Chama-se SEQUÊNCIA DE NÚMEROS REAIS, ou, a3 = a2 + 2 . 2 = 4 + 4 = 8
simplesmente, sequência real, a qualquer função f de a4 = a2 + 2 . 3 = 8 + 6 = 14
⺞* em ⺢. 
f : ⺞* → ⺢
Se (an) = (a1, a2, a3, …, an,…) = (2, 4, 8, 14, 22, …),
n → f(n) = an
então:
D(f) = ⺞*, CD(f) = ⺢,
lm(f) = {2, 4, 8, 14, 22,…}.

3. Classificação das Sequências

Sequências monotônicas
1. (an) é ESTRITAMENTE CRESCENTE se, e somente
Notações se, an < an+1, ᭙n ∈ ⺞*.
2. (an) é CRESCENTE se, e somente se, an ⭐ an+1,
f = (an) = (a1, a2, a3, …, an, …)
᭙n ∈ ⺞*.
Os números reais a1, a2, a3, …, an, … são chama-
3. (an) é ESTRITAMENTE DECRESCENTE se, e
dos TERMOS da sequência.
somente se, an > an+1, ᭙n ∈ ⺞*.
Exemplo 4. (an) é DECRESCENTE se, e somente se, an ⭓ an+1,
Determine o domínio, o contradomínio e a imagem ᭙n ∈ ⺞*.
da sequência f : ⺞* → ⺢, tal que f(n) = an = (–1)n+1. 5. (an) é CONSTANTE se, e somente se, an = an+1,
᭙n ∈ ⺞*.


a1 = (–1)1+1 = (–1)2 = 1
a2 = (–1)2+1 = (–1)3 = –1
a3 = (–1)3+1 = (–1)4 = 1 Sequências alternantes
a4 = (–1)4+1 = (–1)5 = –1 Uma sequência (an) é ALTERNANTE se, e somente

se, (an) NÃO é MONOTÔNICA.
Se (an) = (a1,a2,a3,…,an,…) = (1; –1; 1;…(–1)n+1,…),
então: D(f) = ⺞*, CD(f) = ⺢, lm(f) = {–1, 1}. 4. Definição de PA

2. Leis de Formação
Sejam a e r dois números reais. Chama-se PRO-
Lei de recorrência GRESSÃO ARITMÉTICA (PA) à SEQUÊNCIA f = (an), tal
Fornece o 1o. termo a1 e expressa um termo qualquer que:
an+1 em função do seu antecedente an.
a
a1 = a
n + 1 = an + r, ᭙n ∈ ⺞*,
Exemplo
Determine o domínio, o contradomínio e a imagem
ou seja, (an) = (a, a + r, a + 2r, a + 3r, ...).
da sequência f : ⺞* → ⺢, tal que a1 = 2 e an+1 = an + 2n.

– 37
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 ⇒a
O número real r chama-se RAZÃO da PA a10 = a1 + (10 – 1) . r
10 = 5 + 9 . 3 = 32
Segue da definição que: a1 = 5 e r = 3

r = an + 1 – an, ᭙n ∈ ⺞* ou
MATEMÁTICA

Assim, r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = ...
a10 = a3 + (10 – 3) . r
a3 = 11 e r = 3  ⇒a 10 = 11 + 7 . 3 = 32

Exemplos
(an) = (– 10, – 8, – 6, – 4, ...) é uma PA de razão 2. Saiba mais
(an) = (10, 8, 6, 4,...) é uma PA de razão – 2.

(an) = (10, 10, 10, 10, ...) é uma PA de razão 0. Juros simples, funções e
progressões aritméticas (PA)

5. Classificação Admita um capital (C) de R$ 1000,00, aplicado à taxa


(i) de 10% ao mês, no regime de juros (j) simples, em
Se (an) é uma PA, então:
t meses.
• (an) é estritamente crescente ⇔ r > 0
Os juros simples serão obtidos em função do tempo,
• (an) é estritamente decrescente ⇔ r < 0 por meio da equação
• (an) é constante ⇔ r = 0
j = C . i . t ⇔ j = 1000 · 0,10 · t ⇔ j = 100 · t (reta)

j(em reais)
t j
6. Termo Geral de uma PA
0 0
300
Pela definição de PA, podemos concluir que: 1 100

2 200 200
an = a1 + (n – 1) . r
3 300 100

Se an e am são dois termos quaisquer de uma PA


então: 0 1 2 3 t(meses)

an = am + (n – m) . r E os juros obtidos, mês a mês, são termos de uma


PA, de primeiro termo 0 e razão 100.
Exemplo (0; 100; 200; 300; …)
Na progressão aritmética (an) = (5, 8, 11, ...), o dé- +100 +100 +100
cimo termo pode ser obtido por:

38 –
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MATEMÁTICA
1. (UNICAMP) – No centro de um mosaico formado Assim, na 10.a camada cinza, existem
apenas por pequenos ladrilhos, um artista colocou (16 . 10 – 12) = 148 quadrados cinza.
4 ladrilhos cinza. Em torno dos ladrilhos centrais, o Resposta: D
artista colocou uma camada de ladrilhos brancos,
seguida por uma camada de ladrilhos cinza, e assim 2. (UNESP) – Carla foi escrevendo nas casas de um
sucessivamente, alternando camadas de ladrilhos tabuleiro 100 por 100 os múltiplos positivos de 5, em
brancos e cinza, como ilustra a figura abaixo, que ordem crescente, conforme a figura:
mostra apenas a parte central do mosaico. Observando
5 10 15 20 25 ... 495 500
a figura, podemos concluir que a 10a. camada de
ladrilhos cinza contém 1000 995 990 985 980 ... 510 505

1005 → → → → ... → →

...

→ → → → → → → →
1.a camada cinza ← ← ← ← ← ← ← ←
1.a camada branca
2.a camada cinza → → → → → → → →
2.a camada branca
3.a camada cinza U

a) 76 ladrilhos. b) 156 ladrilhos.


Que número Carla escreveu onde se encontra a
c) 112 ladrilhos. d) 148 ladrilhos.
letra U?
Resolução
As quantidades de quadrados cinza nos lados de cada Resolução
faixa cinza são termos da progressão aritmética Observe que Carla preencheu as casas do tabuleiro
(2; 6; 10; …), de razão 4. A n-ésima faixa cinza terá “caminhando” uma linha da esquerda para a direita, a
2 + (n – 1) . 4 = 4n – 2 quadrados de cada lado e outra linha da direita para a esquerda e assim por
2 . (4n – 2) + 2 . (4n – 4) = 16n – 12 quadados no total, diante, conforme a figura.
conforme a figura. Nesta sequência, a casa onde se encontra a letra U é
a de número 100 . 100 – 99 = 9901, pois, após
preenchê-la, faltaram 99 casas para completar o
tabuleiro (vide a última linha do tabuleiro).
Dessa forma, o número escrito na casa U é o 9901.o
(4n - 4) quadradinhos
termo da progressão aritmética (an) = (5; 10; 15; 20; …)
de razão 5.
Assim: a9901 = 5 + (9901 – 1) . 5 = 49 505.
Resposta: 49 505

(4n - 2) quadradinhos

– 39
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1. Após o Fórum Nacional Contra a Pirataria


MATEMÁTICA

(FNCP) incluir a linha de autopeças em


campanha veiculada contra a falsificação, as agências
fiscalizadoras divulgaram que os cinco principais produtos
de autopeças falsificados são: rolamento, pastilha de
freio, caixa de direção, catalisador e amortecedor.
Disponível em: www.oficinabrasil.com.br.
Acesso em: 25 ago. 2014 (adaptado).

Após uma grande apreensão, as peças falsas foram


cadastradas utilizando-se a codificação
1: rolamento, 2: pastilha de freio, 3: caixa de direção,
4: catalisador e 5: amortecedor.
Ao final obteve-se a sequência; 5, 4, 3, 2, 1, 2, 3, 4, 5, 4,
3, 2, 1, 2, 3, 4, 5, 4, 3, 2, 1, 2, 3, 4, … que apresenta um
padrão de formação que consiste na repetição de um
bloco de números. Essa sequência descreve a ordem em
que os produtos apreendidos foram cadastrados.

O 2 015o. item cadastrado foi um(a)


a) rolamento. b) catalisador.
c) amortecedor. d) pastilha de freio
e) caixa de direção.

RESOLUÇÃO:
Observando o padrão de formação da sequência
temos o 8°, o 16°, o 24° termos iguais a 4, ou seja, os
termos cuja posição é um múltiplo positivo de 8 são
iguais a 4.
Assim, o 2016° termo é igual a 4 e portanto o 2015°
termo é igual a 3 que corresponde a uma caixa de
direção.

5, 4, 3, 2, 1, 2, 3, 4 / 5, 4, 3, 2, 1, 2, 3, 4 / …

8o. 16o.

…5, 4, 3, 2, 1, 2, 3, 4

2016.o
2015.o

Resposta: E

40 –
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2. O isopor é um material composto por um polímero chamado poliestireno. Todos os produtos de isopor
são 100% recicláveis, assim como os plásticos em sua totalidade. O gráfico mostra a quantidade de
isopor, em tonelada, que foi reciclada no Brasil nos anos de 2007, 2008 e 2009. Considere que o aumento da quantidade

MATEMÁTICA
de isopor reciclado ocorrida de 2008 para 2009 repita-se ano a ano de 2009 até 2013 e, a partir daí, a quantidade total
reciclada anualmente permaneça inalterada por um período de 10 anos.

Disponível em: www.plastivida.org.br. Acesso em: 31 jul. 2012 (adaptado).

Qual é a quantidade prevista para reciclagem de isopor, em tonelada, para o ano de 2020?
a) 21 840 b) 21 600 c) 13 440 d) 13 200 e) 9 800

RESOLUÇÃO:
Considerando a produção por ano, em toneladas:

2008: 7200
+ 1200
2009: 8400
+ 1200
2010: 9600
+ 1200
2011: 10800
+ 1200
2012: 12000
+ 1200
2013: 13200

Como a quantidade será mantida nos próximos 10 anos, em 2020 ela será de 13 200 toneladas.

Resposta: D

– 41
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3. Uma confeiteira pretende divulgar em um 4. Quantos múltiplos de 9 existem entre os números


sitio da internet os doces que produz. mas 105 e 1000?
só fará isso se acreditar que o número de acessos por
MATEMÁTICA

semana compensará seu gasto com a divulgação. Por RESOLUÇÃO:


isso, pediu que lhe enviassem dados sobre o número de Seja a PA (108, 117, 126, …, 990, 999) formada pelos
acessos ao sítio nas últimas 5 semanas e recebeu o múltiplos de 9 entre 105 a 1000. O número de
gráfico a seguir. elemento dessa PA é calculada pelo termo geral
an = a1 + (n – 1)R.
Assim, temos:
999 = 108 + (n – 1) . 9 ⇔ 891 = (n – 1) . 9 ⇔
⇔ 99 = n – 1 ⇔ n = 100

A confeiteira acredita que se o número de acessos


mantiver o mesmo crescimento semanal para as
próximas 5 semanas, ao final desse período valerá a pena
investir na divulgação.
O número de acessos que a confeiteira acredita ser
suficiente para que a divulgação no sitio valha a pena é
a) 162. b) 170. c) 172. d) 312. e) 320.

RESOLUÇÃO:
O número de acessos forma uma progressão
aritmética (PA) de primeiro termo 152 e razão 2,
portanto: a10 = a1 + 9 . r ⇒ a10 = 152 + 9 . 2 = 170
Resposta: B

42 –
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MÓDULOS 12 e 13 Propriedade e Soma dos Termos de uma PA

1. Termos Equidistantes dos Extremos Assim:

MATEMÁTICA

(a1 + an) . n
Definição Sn = ———––––––– (1 + 2n – 1) . n
2 ⇒ Sn = ———––––––––– = n2
Dois termos são chamados equidistantes dos ex- 2
a1 = 1 e an = 2n – 1
tremos se o número de termos que precede um deles é
igual ao número que sucede o outro.
a1,............, ap,............, ak,..........., an
(p – 1) termos (n – k) termos

Se ap e ak são termos equidistantes, então:

p–1=n–k⇔ p+k=1+n

Teorema
A soma de dois termos equidistantes dos extremos
1. Ronaldo é um garoto que adora brincar
é igual à soma dos extremos, isto é,
com números. Numa dessas brinca-
ap + ak = a1 + an deiras, empilhou caixas numeradas de acordo com a
sequência, conforme mostrada no esquema a seguir.
2. Propriedade da Progressão Aritmética
1
“Cada termo de uma PA é a MÉDIA ARITMÉTICA 1 2 1
entre o termo anterior e o posterior.”
1 2 3 2 1
Seja a PA: (a1, a2, a3, ..., ap–1, ap, ap+1, ...), então:
1 2 3 4 3 2 1
ap – 1 + ap + 1
ap = ––––––––––––––– …
2
Ele percebeu que a soma dos números em cada
3. Soma dos Primeiros n Termos de uma PA
linha tinha uma propriedade e que, por meio dessa
Teorema propriedade, era possível prever a soma de qualquer
linha posterior às já construídas.
Se (an) é uma PA e Sn é a SOMA DOS PRIMEIROS n
A partir dessa propriedade, qual será a soma da
termos de (an), então:
9a. linha da sequência de caixas empilhadas por
(a1 + an) . n Ronaldo?
Sn = –——––—––– a) 9 b) 45 c) 64 d) 81 e) 285
2
Resolução
Exemplo
A soma dos elementos da linha n é dada por
Obter a soma dos n primeiros números naturais ím-
(1 + n) . n
pares: Sn = 2 . ––––––––– – n = n2
2
Resolução
A soma da 9.a linha da sequência de caixas é
Na PA (an) = (1, 3, 5, 7, …), tem-se:
S9 = 92 = 81
an = a1 + (n – 1). r
a1 = 1 e r = 2  ⇒ Resposta: D

⇒ an = 1 + (n –1) . 2 ⇒ an = 2n – 1

– 43
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2. (UNICAMP) – Se (a1, a2, …, a13) é uma progres- Resolução


são aritmética (PA) cuja soma dos termos é 78, então Os raios R1, R2, R3, …, em centímetros, são respec-
MATEMÁTICA

a7 é igual a tivamente os termos da sequência (1; 2; 3; …). Desta


a) 6 b) 7 c) 8 d) 9 forma, R3 = 3cm e R4 = 4cm.
Resolução a) A região destacada é composta por dois semi-
Considerando que (a1, a2, …, a13) é uma progressão círculos, um de raio R3 e outro de raio R4, e tem
aritmética (P.A.) e que a7 é seu termo médio, temos:
área, emcm2, igual a
a1 + a13
a7 = –––––––– . π . 32 π . 42 25π
2 –––––– + –––––– = –––––
2 2 2
Sendo S13 a soma dos treze termos, concluímos:
(a1 + a13) . 13
S13 = ––––––––––––– = 78 ⇔ a7 . 13 = 78 ⇔ a7 = 6
2
Resposta: A

3. (UNICAMP) – Uma curva em formato espiral,


composta por arcos de circunferência, pode ser cons-
truída a partir de dois pontos, A e B, que se alternam
como centros dos arcos. Esses arcos, por sua vez, são
semicircunferências que concordam sequencialmente
nos pontos de transição, como ilustra a figura a seguir,
na qual supomos que a distância entre A e B mede
1cm.

b) Os arcos de circunferência que compõem a espiral


têm comprimentos, emcm, dados pelos termos da
progressão aritmética

 –––––– ; –––––– ; –––––– ; –––––– ; …  ,


2π . 1 2π . 2 2π . 3 2π . 4
2 2 2 2

2π . 20
cujo vigésimo termo é ––––––– .
2

A soma dos 20 primeiros termos dessa PA é

–––––––
2π . 1
2
+ –––––––. 20
2π . 20
2
–––––––––––––––––––––––– = 210 π
2

25π
a) Determine a área da região destacada na figura. Respostas: a) –––––– cm2
2
b) Determine o comprimento da curva composta pelos
primeiros 20 arcos de circunferência. b) 210π cm

44 –
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MÓDULO 12 Sabendo-se que o ano de 1600 foi bissexto, pode-se

MATEMÁTICA
afirmar que entre 1601 e 2007 ocorreram
1. (UFF-RJ) – A Terra demora aproximadamente a) 97 anos bissextos.
365,2422 dias para dar uma volta completa ao redor do b) 98 anos bissextos.
Sol, enquanto o ano-calendário comum (por convenção) c) 99 anos bissextos.
tem 365 dias solares. As horas excedentes são somadas d) 100 anos bissextos.
e adicionadas ao calendário na forma inteira de um dia e) 101 anos bissextos.
(4 . 6h = 1 dia). Assim, surge a ideia de se criar, para efeito
de correção, o ano bissexto. No calendário juliano, o ano RESOLUÇÃO:
bissexto ocorria de três em três anos, tendo passado a No período de 1601 a 2007, foram bissextos os anos
ocorrer de quatro em quatro anos no calendário dados pelos termos da progressão aritmética (1604,
augustiano. Já a regra atual (no calendário gregoriano) é 1608, 1612, ..., 2004), com exceção dos anos 1700,
dada da seguinte forma: 1800 e 1900. Assim, sendo a1 = 1604 e an = 2004,
temos:
an = a1 + (n – 1) . r ⇒
⇒ 2004 = 1604 + (n – 1) . 4 ⇒ n = 101
Excluídos os três anos acima, temos 101 – 3 = 98 anos
bissextos.
Resposta: B

2. (ITA) – O valor de n que torna a sequência


2 + 3n; –5n; 1 – 4n uma progressão aritmética pertence
ao intervalo:
a) [–2; –1] b) [0; 1] c) [2; 3]
d) [–1; 0] e) [1; 2]

RESOLUÇÃO:
2 + 3n + 1 – 4n 1
1) – 5n = ––––––––––––––– ⇔ 3 – n = –10n ⇔ n = – –––
2 3
1
2) n = – ––– pertence ao intervalo [–1; 0]
3
• São bissextos todos os anos múltiplos de 4 e não
múltiplos de 100. Resposta: D
• Também são bissextos todos os anos múltiplos de
400.
• Não são bissextos todos os demais anos.

– 45
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3. (UNICAMP) – O perímetro de um triângulo retângulo 4. As idades de cinco pessoas, quando colocadas em


é igual a 6,0 m e as medidas dos lados estão em pro- ordem crescente, formam uma progressão aritmética cuja
gressão aritmética (PA). A área desse triângulo é igual a soma é de 190 anos. O mais velho é 44 anos mais velho
MATEMÁTICA

a) 1,5 m2. b) 3,0 m2. c) 2,0 m2. d) 3,5 m2. que o mais novo. A soma das idades daqueles cuja idades
são quadrados perfeitos é:
RESOLUÇÃO: a) 53 b) 58 c) 65 d) 85 e) 130
Sendo x – r, x e x + r as medidas, em metros, dos
lados do triângulo, tem-se: RESOLUÇÃO:
Sendo a1, a2, a3, a4 e a5 as idades das cinco pessoas
tais que (a1, a2, a3, a4, a5) é uma progressão aritmética
de razão r temos:
a1 = x – 2r, a2 = x – r, a3 = x, a4 = x + r e a5 = x + 2r.
Além disso,

 (x + 2r) – (x – 2r) = 44
(x – 2r) + (x – r) + x + (x + r) + (x + 2r) = 190

I) O perímetro do triângulo é 6,0 m, então:


 4r = 44
5x = 190
x – r + x + x + r = 6 ⇔ 3x = 6 ⇔ x = 2 ⇔ ⇔ x = 38 e r = 11
II) De acordo com o Teorema de Pitágoras, temos:
(x + r)2 = x2 + (x – r)2 ⇒ (2 + r)2 = 22 + (2 – r)2 ⇔ As idades das pessoas são (16; 27; 38; 49; 60).
1 São quadrados perfeitos 16 e 49, cuja soma é 65.
⇔ 4 + 4r + r2 = 4 + 4 – 4r + r2 ⇔ 8r = 4 ⇔ r = –––
2 Resposta: C

Assim, a área do triângulo, em metros quadrados, é:

 
1 3
2 . 2 – –– 2 . ––
x . (x – r) 2 2 3
–––––––––– = ––––––––––––– = –––––––– = ––– = 1,5
2 2 2 2

Resposta: A

46 –
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MÓDULO 13 2. Considere a sequência dos números ímpares posi-

MATEMÁTICA
tivos (1, 3, 5, 7, ...). Calcule:
1. (PASUSP) – Na Grécia Antiga, Pitágoras estudou a) a soma dos 25 primeiros termos;
várias propriedades dos chamados números figurados, b) a soma dos n primeiros termos, em função de n.
como, por exemplo, os números triangulares. Os
primeiros cinco números triangulares são: RESOLUÇÃO:
a25 = 1 + (25 – 1) . 2
a25 = 49

(a1 + a25) . 25
a) S25 = ––––––––––––––
2
(1 + 49) . 25 50 . 25
S25 = ––––––––––––– = ––––––– = 252 = 625
O número triangular Tn é a soma dos n números naturais 2 2
de 1 a n. A soma da sequência dos números inteiros de b) an = 1 + (n – 1) . 2 = 2n – 1
1 a n pode ser obtida considerando-se que a soma do
(a1 + an) . n
primeiro termo com o último é igual à do segundo termo Sn = ––––––––––––
com o penúltimo e assim por diante. Desse modo, o 2
resultado pode ser obtido somando-se o primeiro termo
(1 + 2n – 1) . n 2n2
ao último e multiplicando-se o valor encontrado pela Sn = ––––––––––––––– = ––––– = n2
metade do número de termos da sequência. 2 2
O nono número triangular T9 é:
Observe:
a) 66 b) 55 c) 45 d) 36 e) 28
1 = 12 = 1 1→ ● ● ● ●
1 + 3 = 22 = 4 3→ ● ● ● ●
RESOLUÇÃO:
1 + 3 + 5 = 32 = 9 5→ ● ● ● ●
A partir da definição de número triangular, temos:
1 + 3 + 5 + 7 = 42 = 16 7→ ● ● ● ●
T9 = S9 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9
que pode ser obtido por:
(1 + 9) . 9
T9 = S9 = —–———––––––––– = 45
2
Resposta: C

– 47
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3. (IFSP) – Numa progressão aritmética, a soma de seus 4. (FUVEST) – Uma empresa construiu um poço para
n primeiros termos é 4n2 + n. O décimo termo dessa armazenar água de reúso. O custo para construir o
sequência é: primeiro metro foi de R$ 1 000,00, e cada novo metro
MATEMÁTICA

a) 58 b) 77 c) 95 d) 106 e) 122 custou R$ 200,00 a mais do que o imediatamente


anterior. Se o custo total da construção foi de
RESOLUÇÃO: R$ 48.600,00, a profundidade do poço é:
a10 = (a1 + a2 + … + a9 + a10) – (a1 + a2 + … + a9) = a) 15 m b) 18 m c) 21 m d) 24 m e) 27 m
= S10 – S9 = (4 . 102 + 10) – (4 . 92 + 9) = 410 – 333 = 77
Resposta: B RESOLUÇÃO:
Os custos formam uma progressão aritmética de
Outra resolução: primeiro termo 1000 e razão 200, cuja soma é:
Sn = 4n2 + n
1 000 + 1 200 + 1 400 + … + an = 48 600 ⇔
S1 = a1 = 4 . 12 + 1 = 5
  123 123 123 123
a1 = 5
⇒ custo do custo do custo do custo do
S2 = a1 + a2 = 4 . 22 + 2 = 18 a2 = 13
1o. metro 2o. metro 3o. metro no. metro

Desta forma a razão (r) é tal que (1 000 + 1 000 + (n – 1) . 200) . n


r = 13 – 5 = 8; portanto ⇔ –––––––––––––––––––––––––––––– = 48 600 ⇔
2
a10 = a1 + (n – 1)r
(1 800 + 200n) . n
a10 = 5 + (10 – 1) . 8 ⇔ ––––––––––––––––– = 48 600 ⇔
2
a10 = 77
200(9 + n) . n
⇔ –––––––––––––– = 48600 ⇒
2

⇒ (9 + n) . n = 486 ⇒ n = 18 (n > 0)
Resposta: B

48 –
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MÓDULO 14 Progressões Geométricas


1. Definição Exemplo

MATEMÁTICA
Sejam a e q dois números reais. Chama-se Na PG (an) = (1, 2, 4, 8, ...), o décimo termo pode ser

Progressão Geométrica (PG) à SEQUÊNCIA f = (an), obtido por:


tal que: a10 = a1.q10 – 1
⇒ a10 = 1 . 29 = 512
a1 = 1 e q = 2
a1 = a
 an + 1 = an . q, ᭙n ∈ ⺞* ou


a10 = a4.q10 – 4
Portanto: ⇒ a10 = 8 . 26 = 512
a4 = 8 e q = 2
(an) = (a, aq, aq2, aq3,...)

O número real q chama-se RAZÃO DA PG

Segue da definição que, se a1 ≠ 0 e q ≠ 0, então:


an + 1 Saiba mais
q = ——––, ᭙n ∈ ⺞*
an
a2 a3 a4
Assim, q = ––– = ––– = ––– = ... Juros compostos, funções e
a1 a2 a3
progressões geométricas (PG)
2. Classificação
Admita um capital (C) de R$ 1000,00, aplicado à taxa
Se (an) é uma PG, então: (i) de 10% ao mês, no regime de juros compostos,
em t meses.
• (an) é ESTRITAMENTE CRESCENTE
O montante (M) será obtido em função do tempo, por


a1 > 0 e q > 1
meio da equação M = C . (1+ i)t ⇒
⇒ ou
⇒ M = 1000 (1 + 0,10)t ⇔ M = 1000(1,10)t
a1 < 0 e 0 < q < 1
(exponencial).
• (an) é ESTRITAMENTE DECRESCENTE


a1 > 0 e 0 < q < 1 M(em reais)
t M
⇒ ou 1331
0 1000
a1 < 0 e q > 1
1 1100
• (an) é CONSTANTE ⇒ q = 1 e a1 ≠ 0 2 1210 1210

• (an) é SINGULAR ⇒ a1 = 0 ou q = 0 3 1331 1100


1000
• (an) é ALTERNANTE ⇒ a1 ≠ 0 e q < 0
0 1 2 3 t(meses)
3. Termo Geral de uma PG

Pela definição de PG, podemos concluir que: E os montantes obtidos, mês a mês, são termos de
uma PG, de primeiro termo 1000 e razão 1,10.
an = a1 . qn – 1
(1000; 1100; 1210; 1331; …)
Se an e am são dois termos quaisquer de uma PG
(1000; 1100; 1210; 1331; …)
NÃO SINGULAR, então:
x1,10 x1,10 x1,10
an = am . qn – m

– 49
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MATEMÁTICA

1. (UNICAMP) – Para construir uma curva “floco de Resolução


neve”, divide-se um segmento de reta (Figura 1) em Notando que em cada etapa cada segmento da linha
três partes iguais. Em seguida, o segmento central poligonal dá origem a 4 novos segmentos poligonais de
sofre uma rotação de 60°, e acrescenta-se um novo 1
segmento de mesmo comprimento dos demais, como medidas iguais a –– da anterior, os comprimentos da
3
o que aparece tracejado na Figura 2.
curva em cada etapa são os termos da progressão geo-
Nas etapas seguintes, o mesmo procedimento é
1 1 1
aplicado a cada segmento da linha poligonal, como está métrica (1 . 1; 4 . –– ; 16 . –– ; 64 . ––– ; ...) de primeiro
3 9 27
ilustrado nas Figuras 3 e 4.
4
termo 1 e razão q = –– .
3

Logo, na sexta figura, teremos o comprimento igual a


5

 
4
–– .
3

Resposta: C

2. (UNESP) – O artigo Uma estrada, muitas florestas


relata parte do trabalho de reflorestamento necessário
após a construção do trecho sul do Rodoanel da cidade
de São Paulo.
O engenheiro agrônomo Maycon de Oliveira mostra
uma das árvores, um fumo-bravo, que ele e sua equipe
plantaram em novembro de 2009. Nesse tempo, a
árvore cresceu – está com quase 2,5 metros –,
floresceu, frutificou e lançou sementes que germi-
Se o segmento inicial mede 1 cm, o comprimento da naram e formaram descendentes [...] perto da árvore
principal.
curva obtida na sexta figura é igual a
O fumo-bravo [...] é uma espécie de árvore pioneira,

 –––––  cm  –––––
4!3! 
6! 5! que cresce rapidamente, fazendo sombra para as
a) b) cm
4!3! espécies de árvores de crescimento mais lento, mas
de vida mais longa.
5 6

    cm
4 4 (Pesquisa FAPESP, janeiro de 2012. Adaptado.)
c) ––– cm d) –––
3 3

50 –
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espécie da árvore fumo-bravo Considerando que a referida árvore foi plantada em


1.o de novembro de 2009 com uma altura de 1 dm e

MATEMÁTICA
que em 31 de outubro de 2011 sua altura era de 2,5 m
e admitindo ainda que suas alturas, ao final de cada
ano de plantio, nesta fase de crescimento, formem
uma progressão geométrica, a razão deste cresci-
mento, no período de dois anos, foi de
a) 0,5 b) 5 × 10–1/2 c) 5
d) 5 × 101/2 e) 50

Resolução
Admitindo que as alturas, ao final de cada ano, formam
uma progressão geométrica de razão q, temos:

P.G. ( 1dm; ………; 25dm; ………)


123 123
1.o de novembro 31 de outubro
de 2009 de 2011

a3 = a1 . q2 ⇔ 25 = 1 . q2 ⇔ q = 5, pois q > 0

(w3.ufsm.br/herbarioflorestal) Resposta: C

1. Determine os cinco primeiros termos da sequência


cuja fórmula do termo geral é

an = 3 . 2n – 1

RESOLUÇÃO:
a1 = 3 . 21–1 = 3
a2 = 3 . 22–1 = 6
a3 = 3 . 23–1 = 12
a4 = 3 . 24–1 = 24
a5 = 3 . 25–1 = 48
(an) = (3; 6; 12; 24; 48; …)

– 51
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2. O segundo e o quinto termos da progressão 4. (UNICAMP) – Considere que as medidas dos lados
8 e 25. O sétimo
geométrica valem respectivamente ––– de um triângulo retângulo estão em progressão
5 geométrica. Sendo a a medida do menor lado e A a área
termo dessa progressão é
MATEMÁTICA

desse triângulo, é correto afirmar que


125 625 32 32 25
a) –––– b) –––– c) –––– d) –––– e) –––
2 4 25 125 32 2 5 +2 2 5 –2
a) A = a2 –––––––––– b) A = a2 ––––––––––
4 4
RESOLUÇÃO:
Sejam a1 e q o primeiro termo e a razão dessa 2 5 +2 2 5 –2
c) A = a2 –––––––––– d) A = a2 ––––––––––
progressão: 2 2


a2 = a1 . q = ––– RESOLUÇÃO:
5 a1q4 25
⇒ ––––– = ––––– ⇔
a5 = a1 . q4 = 25 a1 q 8
–––
5

125 5
⇔ q3 = –––– ⇔ q = –––
8 2

5 8 16
Dessa forma, a1 . ––– = ––– ⇔ a1 = ––– e
2 5 25

16 5 625
25 2 4 
a7 = a1 . q7–1 = ––– . ––– = ––––
Seja q ∈ ⺢, com q > 1 a razão da Progressão

Resposta: B Geométrica.

I) No triângulo retângulo ABC, temos:


(a . q2)2 = a2 + (a . q)2 ⇒ a2q4 = a2 + a2q2 ⇒
3. (FAMEMA) – A progressão geométrica (a1, a2, a3, …)
1± 5
3 ⇒ q4 – q2 – 1 = 0 ⇒ q2 = ––––––– ⇒
tem primeiro termo a1 = ––– e razão 5. A progressão 2
8
5 . Se a = b ,
geométrica (b1, b2, b3, …) tem razão ––– 1+ 5
⇒q= 2 +2 5 2 +2 5
––––––– ⇒ q =
5 4
2 ––––––– = –––––––
2 4 2
então b1 é igual a
a.a.q 1 2 +2 5
25 3 9 II) A = –––––––– = ––– . a2 . ––––––––– ⇒
a) ––– b) 5 c) ––– d) 15 e) –– 2 2
4 20 2 2

RESOLUÇÃO: a2 2 5 + 2
⇒ A = ––––––––––––
1) A progressão geométrica (a1, a2, a3, …) = 4

   
3 3 Resposta: A
= –– ; a2; a3; a4; –– . 54; …
8 8
2) A progressão geométrica (b1, b2, b3, …) =
3
   ; …
5
= b1; b2; b3; b1 . ––
2
3) Como a5 = b4, temos:
3
  =  ––8  . 54 ⇔ b1 . ––––
5 3 125 3
b1. –– = –– . 625 ⇔ b1 = 15
2 8 8
Resposta: D

52 –
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Progressão Geométrica:
MÓDULO 15
Propriedades e Fórmula do Produto

MATEMÁTICA
1. Termos Equidistantes a2 –3
• q = –––– = –––– = – 3
a1 1
“O produto de dois termos equidistantes dos extre-
mos é igual ao produto dos extremos.” • a8 = a1 . q7 ⇒ a8 = 1.(–3)7 = (–1) . 37

ap . ak = a1 . an , com p + k = 1 + n • P8 = (a1 . a8)8 = (1. (–1).37)8 = 356 ⇔

⇔ P8 = 328
2. Média Geométrica
• Dos 8 termos, 4 são estritamente positivos e 4 são
“Cada termo de uma PG, a partir do segundo, é a estritamente negativos.
MÉDIA GEOMÉTRICA entre o termo anterior e o Assim, como a quantidade dos negativos é par (4), o
posterior”. produto será positivo.
Logo, P8 = 328
Seja a PG: (a1, a2, ..., ap – 1, ap, ap + 1...)
4. Soma dos n Primeiros Termos de uma PG
Então: a2p = ap – 1 . ap + 1
Teorema
Exemplo
Se (an) é uma PG de razão q e Sn é a soma dos n
Se (an) = (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, ...) é uma
primeiros termos de (an), então:
PG, então
2
a1 . a9 = a2 . a8 = a3 . a7 = a4 . a6 = a5 , Sn = n . a1 , se q = 1
pois 1 . 256 = 2 . 128 = 4 . 64 = 8 . 32 = 162
a1 . (1 – q n )
3. Produto dos n Primeiros Termos de uma PG Sn = —————––– ou
1–q
Teorema
Se (an) é uma PG e Pn é PRODUTO DOS n PRIMEI- a1 . (q n – 1)
Sn = ——–——–– , se q ⫽ 1
ROS TERMOS, então: q–1

|Pn| = (a1 . an)n Exemplo


A soma dos 10 primeiros termos da PG

Observação (an) = (1, 3, 9, 27, 81, …) é 29524, pois:


A fórmula acima nos permite calcular o módulo do a2 3
• q = ––– = –– = 3
produto; para obter o sinal de Pn, basta analisar o a1 1
sinal dos termos.
a1 . (q10 – 1)
• S10 = ––––––––––––– ⇔
q–1
Exemplo
1 . (310 – 1) 310 – 1
Na PG (an) = (1, – 3, 9, – 27, 81 …), o produto dos ⇔ S10= ––––––––––– = ––––––– ⇔ S10 = 29524
3–1 2
8 primeiros termos é 328, pois:

– 53
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MATEMÁTICA

1. (UNESP) – Em uma determinada região de Resolução


floresta na qual, a princípio, não havia nenhum Com o S = 1 + 2 + 4 + . . . + 2048 é a s o m a d os
desmatamento, registrou-se, no período de um ano, 12 pri mei ros termos da progressão geométrica
uma área desmatada de 3 km2, e a partir daí, durante 1 . 2 . 4..., 211, temos que o total dos depósitos, em reais,
um determinado período, a quantidade de área até o filho completar 21 anos é
desmatada a cada ano cresceu em progressão 1 . (212 – 1)
21 . S = 21 . –––––––––– = 21 . 4 095 = 85 995, isto é,
geométrica de razão 2. Assim, no segundo ano a área 2–1
total desmatada era de 3 + 2 . 3 = 9 km2. Se a área R$ 85 995,00.
total desmatada nessa região atingiu 381 km2 nos n
Resposta: D
anos em que ocorreram desmatamentos, determine
o valor de n. 3. (UNESP) – Desejo ter, para minha aposentadoria,
Resolução 1 milhão de reais. Para isso, faço uma aplicação finan-
A quantidade de área desmatada a cada ano, em km2, são ceira, que rende 1% de juros ao mês, já descontados
os termos da progressão geométrica (3; 6; 12; 24; …). o imposto de renda e as taxas bancárias recorrentes.
A área total desmatada nos n anos em que ocorreram Se desejo aposentar-me após 30 anos com aplicações
desmatamentos, em km2, é a soma dos n primeiros mensais fixas e ininterruptas nesse investimento, o
termos dessa progressão. valor mínimo, aproximado, em reais, que devo disponi-
Desta forma, bilizar mensalmente é:
a1 [qn – 1] 3 . [2n – 1] Dado: 1,01361 ≈ 36
Sn = ––––––––––– = ––––––––––– = 381 ⇔ a) 290,00 b) 286,00 c) 282,00
q–1 2–1
d) 278,00 e) 274,00
⇔ 2n – 1 = 127 ⇔ 2n = 128 = 27 ⇔ n = 7 Resolução
Resposta: n = 7 30 anos equivalem a 360 meses. A primeira aplicação,
de x reais, é corrigida 360 vezes, resultando em
x . 1,01360
2. (UNESP) – Após o nascimento do filho, o pai
A segunda aplicação, também de x reais, é corrigida
comprometeu-se a depositar mensalmente, em uma
359 vezes, resultando em x . 1,01359
caderneta de poupança, os valores de R$ 1,00,

R$ 2,00, R$ 4,00 e assim sucessivamente, até o mês
A penúltima aplicação, de x reais, é corrigida 1 vez,
em que o valor do depósito atingisse R$ 2.048,00. No
resultando em x . 1,01
mês seguinte o pai recomeçaria os depósitos como
A última aplicação, feita no mês do resgate, não sofre
de início e assim o faria até o 21° aniversário do filho. correção.
Não tendo ocorrido falha de depósito ao longo do Desta forma, o resgate será de
período, e sabendo-se que 210 = 1.024, o montante x + x . 1,01 + x . 1,012 + … + x . 1,01360 =
total dos depósitos, em reais, feitos em caderneta de
x . [1,01361 – 1] x . [36 – 1]
poupança foi de = ––––––––––––––– = ––––––––––– =
1,01 – 1 0,01
a) 42.947,50. b) 49.142,00.
c) 57.330,00. d) 85.995,00. = 3 500 . x = 1 000 000 ⇒ x 285,71 286,00
e) 114.660,00. Resposta: B

54 –
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1. A sequência de números reais positivos dada por 3. A progressão geométrica (a1, 2, a3, …) é tal que

MATEMÁTICA
(x – 3; x + 1; 3x + 3; …) é uma progressão geométrica, a4 . a12 = 46. Determine o décimo quarto termo desta
cuja soma do sexto termo com a razão é progressão.
a) 489 b) 497 c) 503 d) 529 e) 635
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO: a4 . a12 = a2 . a14 = 46, pois 4 + 12 = 2 + 14,
Se (x – 3; x + 1; 3x + 3; …) é uma PG de termos Assim, temos: a14 . 2 = 46 ⬖ a14 = 23
positivos então Resposta: 23
(x + 1)2 = (x – 3) (3x + 3) e x – 3 > 0 ⇔
⇒ x2 + 2x + 1 = 3x2 + 3x – 9x – 9 e x > 3 ⇔
⇔ x2 – 4x – 5 = 0 e x > 3 ⇔ x = 5
A progressão geométrica é (2; 6; 18; 54; 162; 486; …)
4. O produto dos 7 primeiros termos da progressão
cuja razão é 3.
geométrica (2; 4; 8; …) é:
A soma do sexto termo com a razão é 486 + 3 = 489
a) 264 b) 432 c) 816 d) 642 e) 1284
Resposta: A

RESOLUÇÃO:

2. Três irmãos estão no banco da praça quando uma a7 = 2 . 27 – 1 = 128


moça passa e diz “nossa que meninos lindos, qual a idade P7 = (a1 . a7)7 = (2. 128)7 = 2567 = 167 = 228 = 1284
de vocês?”. Foi então que o irmão, que não é o mais Como P7 > 0, temos P7 = 1284.
velho nem o mais novo, disse: Resposta: E
– As nossas idades formam uma progressão aritmética
de razão 4. E o mais velho completou:
– Se somarmos um a cada uma das idades deles e cinco
à minha idade, nossas idades formarão uma progressão
geométrica.
Foi então que a moça respondeu: 5. Calcular o produto dos 9 primeiros termos da
“Essa não é a forma de se falar com uma moça, até PG (–1, 2, – 4, …).
porque a minha idade é igual a de vocês três juntos”.
A idade da moça é: RESOLUÇÃO:
a) 17 b) 18 c) 19 d) 20 e) 21 1) O nono termo da PG é a9 = (–1) . (–2)8 = – 28
2) O módulo do produto é
RESOLUÇÃO:
P9 = (a1 . a9)9 = [(–1).(–28)]9 = 272
Se as idades (a1, a2, a3) formam uma progressão
aritmética de razão 4 então a1 = x – 4, a2 = x e P9 = 236
a3 = x + 4. Conforme enunciado
3) O produto é negativo pois, dos noves termos,
(x – 4 + 1; x + 1; x + 4 + 5) = (x – 3; x + 1; x + 9) formam
5 serão negativos e 4 positivos.
uma progressão geométrica.
Assim, (x + 1)2 = (x – 3) . (x + 9) ⇔ Resposta: P9 = – 236
⇔ x2 + 2x + 1 = x2 + 9x – 3x – 27 ⇔ 4x = 28 ⇔ x = 7
Desta forma, as idades dos meninos são 3, 7 e 11 e a
idade da moça é 3 + 7 + 11 = 21.
Resposta: E

– 55
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MÓDULOS Soma dos Termos de uma


16 e 17 Progressão Geométrica e Progressão Harmônica
MATEMÁTICA

1. Soma dos n Primeiros Termos de uma PG 3. O Limite da Soma dos Infinitos


Termos de uma PG
Se (an) é uma PG de razão q ⫽ 1 e Sn é a soma dos
n primeiros termos de (an), então:
Seja (an) uma PG de razão q tal que – 1 < q < 1 .
a1 . (1 – q n) a1 . (qn – 1)
Sn = –––––––––––– = –––––––––––– A soma S dos infinitos termos da PG existe, é finita
1–q q–1
e pode ser obtida calculando-se lim Sn.
n → +∞

Exemplo
De fato
A soma dos dez primeiros termos da PG
–1<q<1→ lim (qn) = 0, portanto,
 
1 1 1 1023 n → +∞
(an) = 1, –– , –– , –– , ... é ––––– , pois
2 4 8 512
S = a1 + a2 + a3 + ... = lim Sn =
n → +∞
1 10
a1 . (1 – q10)
1 . 1 – ––
2   
1023 a1 . (1 – qn) a1 . (1 – 0) a1
S10 = ––––––––––––– = ––––––––––––––– = –––––– –––––––––––– = ––––––––––––
1–q 1 512 = lim = –––––––
n → +∞ 1–q
1 – ––– 1–q 1–q
2

2. Progressão Harmônica (PH) Assim sendo, a soma dos infinitos termos de uma PG

de razão q, com – 1 < q < 1, é


Seja (an) uma sequência de termos não nulos. A
sequência (an) é uma PROGRESSÃO HARMÔNICA (PH) a1
1 S = ––––––
se, e somente se, a sequência
 ––––
an  é uma PRO- 1–q

GRESSÃO ARITMÉTICA (PA). Isto é, a sequência (a1, a2,


..., an ...) é uma PH se, e somente se, a sequência: O limite da soma dos infinitos termos da PG

 ––– a 
1 1 1 1
 1, ––– 
; –––; –––; …; ––– … é uma PA. (an) = 1 1 1
, –––, –––, … é 2, pois
a1 a a 2 3 n 2 4 8

Exemplo 1 1
S = a1 + a2 + a3 + ... = 1 + ––– + ––– + ... é o limite
2 4
O nono termo da PH
1
9
1 , 1 , 1 , … é – 1 , pois:
(an) = ––– ––– –––
7 5
–––
7  de Sn quando n tende a infinito com a1 = 1 e q = –––.
2

 
1 , 1 , 1 , … é PH, então (9, 7, 5 …) é PA.
• Se ––– ––– –––
9 7 5
Assim,

a1(1 – qn)
S= lim S lim
n = n → +∞ ––––––––––– =
• Na PA (9, 7, 5, ...), o nono termo é: n → +∞ 1–q
a9 = a1 + 8r ⇒ a9 = 9 + 8 . (– 2) ⇒ a9 = – 7
a1 1
1 = –––––– = –––––––– = 2
1 1–q 1
• O nono termo da PH é ––––– = – ––– 1 – ––
–7 7 2

56 –
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Saiba mais

MATEMÁTICA
As principais fórmulas de PA e PG estão na tabela a seguir.

PA de razão R PG de razão q
(a1; a2; a3; a4;…; an)
(a1; a1 + R; a1 + 2R; a1 + 3R; …) (a1; a1·q; a1·q2;…)

an = a1 + (n – 1)·R an = a1·qn–1
Termo geral a10 = a1 + 9·R a10 = a1·q9
a10 = a4 + 6·R a10 = a4·q6

(a + c)
(a; b; c) b = ––––––– b2 = a·c
2

a
Representações especiais (…; a – 2R; a – R; a; a + R; a + 2R; …)
…; –––
q
; a; a·q; …

Termos equidistantes
a1 + a6 = a2 + a5 = a3 + a4
(a1; a2; a3; a4; a5; a6) a1·a6 = a2·a5 = a3·a4

a1(qn – 1)
Sn = ––––––––– ; (q ≠ 1)
q–1
Soma dos n (a1 + an) · n
Sn = ––––––––––––
primeiros termos 2
a1
S∞ = –––––– ; (–1 < q < 1)
1–q

– 57
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MATEMÁTICA

1. (UNESP) – Uma partícula em movimento descreve O comprimento da trajetória é a soma desses arcos, a
sua trajetória sobre semicircunferências traçadas a saber:
partir de um ponto P0, localizado em uma reta a1 πR
horizontal r, com deslocamento sempre no sentido S = –––––– = –––––––– = 2π R
1–q 1
horário. A figura mostra a trajetória da partícula, até o 1 – ––
2
ponto P3, em r. Na figura, O, O1 e O2 são os centros
das três primeiras semicircunferências traçadas e R, Observação: O enunciado não condiz com a figura, pois

R R deveríamos ter O0, ao invés de O, centro On – 1 em


––– e ––– seus respectivos raios.
2 4 R R , em
lugar de On e Rn – 1 = ––––– , em lugar de Rn = –––
n – 1 2n
2
que n é a ordem da circunferência.

Resposta: E

2. (FUVEST) – Um “alfabeto minimalista” é cons-


tituído por apenas dois símbolos, representados por

A trajetória resultante do movimento da partícula será * e #. Uma palavra de comprimento n, n ≥ 1, é formada


obtida repetindo-se esse comportamento indefinida- por n escolhas sucessivas de um desses dois sím-
mente, sendo o centro e o raio da n-ésima bolos. Por exemplo, # é uma palavra de comprimento
R 1 e #**# é uma palavra de comprimento 4.
semicircunferência dados por On e Rn = –––
2n , respec- Usando esse alfabeto minimalista,
tivamente, até o ponto Pn, também em r. Nessas a) quantas palavras de comprimento menor do que 6
condições, o comprimento da trajetória descrita pela podem ser formadas?
partícula, em função do raio R, quando n tender ao b) qual é o menor valor de N para o qual é possível
infinito, será igual a formar 1.000.000 de palavras de tamanho menor ou
a) 22 . π . R b) 23 . π . R c) 2n .π.R igual a N?

 ––74  π . R
Resolução
d) e) 2 . π . R
A tabela abaixo fornece o número de palavras possíveis
Resolução de serem escritas, com apenas 2 símbolos (#, *), em
Os comprimentos das semicircunferências que função do comprimento da palavra.
compõem a trajetória descrita pela partícula são os
comprimento
termos da progressão geométrica: 1 2 3 4 … N
da palavra

π R; π –––2 ; π –––4 ; … de razão q = –––2 .


R R 1 número de
21 22 23 24 … 2N
palavras

58 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 59

a) O número de palavras de comprimento menor que 3. (UNESP) – Para cada n natural, seja o número
6 é:
2 . (25 – 1)

MATEMÁTICA
21 + 22 + 23 + 24 + 25 = –––––––––– = 2 . 31 = 62 Kn = 3 . 3 . 3.(…). 3 – 2 . 2 . 2.(…). 2
2–1 144424443 144424443
n vezes n vezes
b) O valor de N para o qual é possível formar 1 000 000
Se n → + ∞, para que valor se aproxima Kn?
de palavras de tamanho menor ou igual a N é tal
que: Resolução

2 + 22 + 23 + … + 2N > 1 000 000, então Se n → + ∞, então:

2 . (2N – 1)
–––––––––– > 1 000 000 ⇔ 2N – 1 > 500 000 ⇔ Kn = 3. 3. 3.(…). 3 – 2. 2. 2.(…). 2 =
2–1
1 1
1 1 1 ––– 1 1 1 –––
–– –– –– –– –– ––
2n 2n
⇔ 2N > 500 001 =3
2
.3
4
.3
8
. (…) . 3 –2
2
.2
4
.2
8
. (…) . 2 =

1 1 1 1 1 1
Observando que ––
2 + ––
4 + ––
8 +… ––
2 + ––
4 + ––
8 +…
=3 –2 =
218 = 210 . 28 = 1024 . 256 = 262 144
2 19 = 210 . 29 = 1024 . 512 = 524 288
1
––
2
–––––––
1
––
2
–––––––
1 1
1 – –– 1 – ––
2 2
concluímos que o menor valor de N é 19. =3 –2 = 3 1 – 21 = 1
Respostas: a) 62 b) 19 Resposta: 1

MÓDULO 16

1. (UFRN) – José foi contratado com a proposta de, no


primeiro dia, receber um centavo de real; no segundo dia, o
dobro do dia anterior, e, assim sucessivamente. Após
14 dias, o valor total recebido por José foi de
a) R$ 81,92. b) R$ 327,68.
c) R$ 163,83. d) R$ 655,35.

RESOLUÇÃO:
As quantias em reais, diárias recebidas por José são
os termos da progressão geométrica (0,01; 0,02;
0,04; …) cuja soma dos quatorze primeiros termos é

a1 [q14 – 1] 0,01 [214 – 1]


S14 = ––––––––––– = ––––––––––––– =
q–1 2–1

= 0,01 . 16383 = 163,83


Resposta: C

– 59
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2. (FAMERP) – José deseja fazer uma poupança mensal 1) A partir da semelhança de triângulos, conclui-se
durante 10 anos, sempre acrescentando 0,5% a mais em que cada lado do 2o. triângulo é a metade do
relação ao valor poupado no mês anterior. Adotando correspondente lado paralelo do 1o. triângulo e,
MATEMÁTICA

1,005120 = 1,819 em seu cálculo final, se José começar portanto, o perímetro do 2o. triângulo é a metade
sua poupança depositando R$ 100,00 no primeiro mês, do perímetro do 1.o triângulo. Isso acontece
ao final do último mês de depósito ele terá depositado sucessivamente com os outros triângulos assim
um total de construídos.
a) R$ 69.600,00. b) R$ 6.645,00. 2) Trata-se de calcular a soma dos termos da PG
c) R$ 32.760,00. d) R$ 16.380,00. 1
infinita com a1 = 20 e q = ––
e) R$ 6.500,00. 2
5 20
3) 20 + 10 + 5 + –– + … = ––––––– = 40
RESOLUÇÃO: 2 1
1 – ––
Os depósitos mensais, começando com R$ 100,00 e 2
Resposta: 40
sempre acrescentando 0,5% a mais em relação ao
valor poupado no mês anterior, formam uma
progressão geométrica de primeiro termo R$ 100,00
e razão q = 1,005.
Logo, ao final de 10 anos, o total depositado, em
reais, será:
a1 . (qn – 1) 100 . (1,005120 – 1)
Sn = –––––––––––– = –––––––––––––––––– =
q–1 1,005 – 1
4. (FUVEST) – Seja Sn a soma dos n primeiros termos
100 . (0,819)
= –––––––––––– = 16380 da sequência infinita: 10–1, 10–2, 10–3, ..., 10–n,...
0,005 a) Calcule S5.
Resposta: D b) Qual o limite de Sn, quando n tende a ∞?

RESOLUÇÃO:
1 1 1 1 1
a) S5 = ––– + –––– + ––––– + –––––– + –––––––
10 100 1 000 10 000 100 000

S5 = 0,1 + 0,01 + 0,001 + 0,0001 + 0,00001


3. Dado um triângulo de perímetro 20, unindo os pontos
S5 = 0,11111
médios de seus lados forma-se um segundo triângulo;
1 1
unindo os pontos médios dos lados desse segundo a1 ––– –––
10 10 1
triângulo forma-se um terceiro triângulo, e assim, por b) lim Sn = S∞ = –––––– = ––––––––– = ––––– = –––
1–q 1 9 9
diante, indefinidamente. Calcule a soma dos perímetros 1 – ––– –––
10 10
de todos esses triângulos.

RESOLUÇÃO:

60 –
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MÓDULO 17 2. (FUVEST) – Dadas as sequências an = n2 + 4n + 4,

MATEMÁTICA
bn + 1
bn = 2n2, cn = an + 1 – an e dn = –––––– , definidas para
 ––3 , a, 24 , em que a > 0,
2
1. (FMABC) – A sequência bn

é uma progressão geométrica, e a sequência (x – r, x, x + r) valores inteiros positivos de n, considere as seguintes


é uma progressão aritmética crescente, cujo produto dos afirmações:
3 termos é igual a 192. Sabendo-se que o segundo termo I. an é uma progressão geométrica;
da progressão aritmética é igual à razão da progressão II. bn é uma progressão geométrica;
geométrica, conclui-se que a soma dos três termos da III. cn é uma progressão aritmética;
progressão aritmética é igual a IV. dn é uma progressão geométrica.
a) 16. b) 12. c) 14. d) 20. e) 18.
São verdadeiras apenas
RESOLUÇÃO: a) I, II e III. b) I, II e IV. c) I e III.
Considerando que a = ␣, temos: d) II e IV. e) III e IV.
2
1) a2 = ––– . 24 ⇒ a2 = 16 ⇒ a = 4, pois a > 0
3 RESOLUÇÃO:
24
 
2 I) an = n2 + 4n + 4 ⇔ an = (n + 2)2
2) ––– , 4, 24 é uma uma PG com razão ––– = 6
3 4
II) bn = 2n2
3) Como o segundo termo da PA é igual a razão da PG
III) cn = an + 1 – an = (n + 3)2 – (n + 2)2 ⇔ cn = 2n + 5 ⇒
então x = 6, (6 – r, 6, 6 + r) é PA e
⇒ (cn) = (7; 9; 11; …) que é uma progressão
(6 – r) + 6 + (6 + r) = 18
Resposta: E aritmética de razão 2
bn + 1 2(n + 1)
2
2 2
IV) dn = –––––– = –––––––– = 2(n + 1) – n ⇔
bn 2
2n

⇔ dn = 22n + 1 ⇒ (dn) = (8; 32; 128; …) que é uma


progressão geométrica de razão 4.
Resposta: E

– 61
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3. (FUVEST) – Os números a1, a2, a3 formam uma 4. (UNICAMP) – Dizemos que uma sequência de
progressão aritmética de razão r, de tal modo que números reais não nulos (a1, a2, a3, a4, …) é uma
a1 + 3, a2 – 3, a3 – 3 estejam em progressão geométrica. progressão harmônica se a sequência dos inversos
MATEMÁTICA

Dado ainda que a1 > 0 e a2 = 2, conclui-se que r é igual a (1/a1, 1/a2, 1/a3, 1/a4, …) é uma progressão aritmética
(PA).
3 3
a) 3 + 3 b) 3 + –––– c) 3 + –––– a) Dada a progressão harmônica (2/5, 4/9, 1/2, …),
2 4
encontre o seu sexto termo.
3
d) 3 – –––– e) 3 – 3 b) Sejam a, b e c termos consecutivos de uma progressão
2
harmônica. Verifique que b = 2ac/(a + c).
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO:
Se (a1, a2, a3, …) é uma PA de razão r, com a2 = 2,
 
2 4 1
a) (I) Já que –– , –– , –– ,... é uma progressão
temos 5 9 2

(2 – r; 2; 2 + r). 
harmônica, ––5 , ––
2 4
9 , 2,... é uma progressão
Se (a1 + 3; a2 – 3; a3 – 3) é uma PG, temos 9 5 1
aritmética de razão –– – –– = – ––
(2 – r + 3; 2 – 3; 2 + r – 3) = (5 – r; –1; r – 1) e, portanto: 4 2 4

(–1)2 = (5 – r) . (r – 1) ⇔ r2 – 6 . r + 6 = 0 ⇔ (II) O sexto termo da progressão aritmética é


⇔r=3+ 3 ou r = 3 – 3 ––
2 
5 + 5 . – ––
4 
1 = ––
5
4
Como a1 > 0, tem-se r < 2, resultando r = 3 – 3 4
(III) O sexto termo da progressão harmônica é –– .
Resposta: E 5
b) Se a, b e c são termos consecutivos de uma
1 1 1
progressão harmônica, então –– , –– e –– são
a b c
termos consecutivos de uma progressão

aritmética e portanto:
1 1 1 2 a+c 2ac
2 . –– = –– + –– ⇔ –– = –––––– ⇔ b = –––––
b a c b ac a+c
4
Respostas: a) –– b) Demonstração
5

62 –
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MÓDULO 18 Matrizes: Definições e Operações


1. Definições Matriz unidade (ou identidade de ordem n)

MATEMÁTICA
Definição de matriz m x n In = (xij)nxn tal que:

a11 a12 ... a1n xij = 1 se i = j


a21 a22 ... a2n xij = 0 se i ⫽ j
M= …………………...
…………………...
am1 am2 ... amn 1 0 0 .......... 0
0 1 0 .......... 0
ou M = (aij)mxn In = ……………...................
0 ................... 1 0
m = número de linhas 0 0 .............. 1 nxn

n = número de colunas Exemplo

m ⫽ n ⇒ matriz retangular 1 0 0
I3 = 0 1 0
m = n ⇒ matriz quadrada 0 0 1

m = 1 ⇒ matriz linha é a matriz identidade de ordem 3.

n = 1 ⇒ matriz coluna Matriz oposta


Sendo A = (aij)mxn e B = (bij)mxn, define-se
Exemplo
B = (– A) ⇔ bij = – aij.
M = [aij]2x3 tal que aij = i + j é a matriz retangular de
a11 a12 ............. a1n
ordem 2x3 com ....................................
A=
.................................... ⇔
a11 = 1 + 1 = 2; am1 am2 .......... amn
a12= 1 + 2 = 3;
– a11 – a12 ....... – a1n
a13= 1 + 3 = 4 ......................................
⇔–A=
......................................
a21 = 2 + 1 = 3; – am1 – am2 ....... – amn
a22= 2 + 2 = 4;

a23= 2 + 3 = 5 Matriz transposta


Sendo A = (aij)mxn, define-se a matriz transposta de A
como sendo a matriz
Logo:
At = (a'ji)nxm tal que a'ji = aij
2 3 4
M=
3 4 5 a11 a12 ......... a1n
a21 a22 ......... a2n
A=
.............................. ⇔
Matriz nula de ordem m x n
am1 am2 ........ amn mxn
0 = (xij)mxn tal que xij = 0
a11 a21 ......... am1
0 ... 0 ...... 0 a12 a22 ......... am2
0 ... 0 ...... 0 . . .
0mxn = ⇔ At = . . .
…………….... . . .
0 ... 0 ...... 0 mxn a1n a2n ......... amn nxm

– 63
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Exemplo (a11 + b11) (a12 + b12) ... (a1n + b1n)


= .......................................................
A matriz linha Mt = (1 2 3) é a matriz transposta da
(am1 + bm1) (am2 + bm2) ... (amn + bmn)
matriz coluna
MATEMÁTICA


1 Exemplo
M = 2
3 1 2 c d
2. Igualdade + =
a b 3 4
Sendo A = (aij)mxn e B = (bij)mxn, define-se
A = B ⇔ aij = bij 1 + c 2 + d
=
a + 3 b + 4
a11 a12 ... a1n b11 b12 ... b1n
…………………... = ………………….. ⇔
am1 am2 ... amn bm1 bm2 ... bmn Subtração
A – B = A + (– B)

a11 = b11 Multiplicação escalar (de número real por matriz)


a12 = b12 Sendo A = (aij)mxn, B = (bij)mxn e α um número real
....................
⇔ qualquer, define-se: B = α . A ⇔ bij = α . aij
a1n = b1n
.................... a11 a12 ... a1n
amn = bmn α. .......................... =
am1 am2 ... amn
3. Operações

Adição (α . a11) (α . a12) … (α . a1n)


= ...........................................
Sendo A = (aij)mxn, B = (bij)mxn e C = (cij)mxn, define-se
(α . am1) (α . am2)…(α . amn)
C = A + B ⇔ cij = aij + bij
Exemplo
a11 a12 ... a1n b11 b12 ... b1n
............................ ............................... a b c 5a 5b 5c
+ = 5 . =
am1 am2 ... amn bm1 bm2 ... bmn 1 2 3 5 10 15


a11 a12 a13 a14 a15 a16
1. (UNICAMP) – Em uma matriz, chamam-se a21 a22 a23 a24 a25 a26
elementos internos aqueles que não pertencem à
M= a31 a32 a33 a34 a35 a36
primeira nem à última linha ou coluna. O número de
elementos internos em uma matriz com 5 linhas e a41 a42 a43 a44 a45 a46
6 colunas é igual a a51 a52 a53 a54 a55 a56
a) 12 b) 15 c) 16 d) 20 Para obtermos os elementos internos, devemos excluir
Resolução a primeira e a última linha, e a primeira e a última coluna,
Uma matriz com 5 linhas e 6 colunas possui resultando uma nova matriz com 3 linhas, 4 colunas e,
5x6 = 30 elementos, conforme exemplo a seguir: portanto, 12 elementos.
Resposta: A

64 –
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2. (PUC) – Da equação matricial Resolução


x 1
+ 2 y
= 3 2
, resulta: x 1
+
2 y
=
3 2
⇔

MATEMÁTICA
1 2 0 –1 z t
1 2 0 –1 z t
a) x = y = z = t = 1

 
b) x = 1, y = 2, z = t = 0 x+2=3 x=1
c) x = 1, y = 1, z = 3, t = 2 1+y=2 y=1
⇔ ⇔
d) x = 2, y = 0, z = 2, t = 3 1+0=z z=1
2–1=t t=1
3
e) x = –– , y = 2, z = 0, t = – 2
2 Resposta: A

1. Uma empresa avaliou os cinco aparelhos Logo, o aparelho celular avaliado como melhor é o T4.
de celulares (T1, T2, T3, T4 e T5) mais Resposta: D
vendidos no último ano, nos itens: câmera, custo-
benefício, design, desempenho da bateria e tela, repre-
sentados por I1, I2, I3, I4 e I5, respectivamente. A empresa
atribuiu notas de 0 a 10 para cada item avaliado e
organizou essas notas em uma matriz A, em que cada
elemento aij significa a nota dada pela empresa ao
2. A matriz quadrada A, de ordem 3, tem seus
aparelho Ti no item Ij. A empresa considera que o melhor
elementos definidos por aij = (i + j)i. A soma dos
aparelho de celular é aquele que obtém a maior soma das
notas obtidas nos cinco itens avaliados. elementos da 3a. linha da matriz transposta de A é
a) 405 b) 144 c) 245 d) 9 e) 75
6 9 9 9 8
9 6 7 8 10
RESOLUÇÃO:
A= 7 10 10 7 10
Sr. Professor, aproveite esta questão para definir
8 8 10 10 9
8 8 8 9 9 matriz transposta de A.
a11 = (1 + 1)1 = 2 a21 = (2 + 1)2 = 9
Com base nessas informações, o aparelho de celular que
a31 = (3 + 1)3 = 64 a12 = (1 + 2)1 = 3
a empresa avaliou como sendo o melhor é o
a22 = (2 + 2)2 = 16 a32 = (3 + 2)3 = 125
a) T1. b) T2. c) T3. d) T4. e) T5. a13 = (1 + 3)1 = 4 a23 = (2 + 3)2 = 25
a33 = (3 + 3)3 = 216
RESOLUÇÃO:

 
2 3 4 2 9 64
i (linha) → tipo (Ti)
aij A= 9 16 25 e At = 3 16 125
j (coluna) → item (Ij) 64 125 216 4 25 216

Melhor celular → melhor soma nos cinco itens A soma dos elementos da 3a. linha de At é
T1 = 6 + 9 + 9 + 9 + 8 = 41 4 + 25 + 216 = 245

T2 = 9 + 6 + 7 + 8 + 10 = 40 Resposta: C

T3 = 7 + 10 + 10 + 7 + 10 = 44

T4 = 8 + 8 + 10 + 10 + 9 = 45 (T4)
T5 = 8 + 8 + 8 + 9 + 9 = 42

– 65
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 eB=  duas matrizes



1 2 10 11 3 x 7
3. Sejam A =
4 1 12 13 5. Considere as matrizes A = 2 4 5 e
e I a matriz identidade de ordem dois. O traço da matriz y 5 6


0 3 –4
MATEMÁTICA

X = B – A + 3 I é igual a:
B= –3 0 z .
a) 9 b) 15 c) 21 d) 27 e) 30
4 –2 0
RESOLUÇÃO: Se A é simétrica e B é antissimétrica então o valor de

   (x + y)z é:
10 11 1 2 1 0
X= – +3. =
12 13 4 1 0 1
a) 36 b) 49 c) 64 d) 81 e) 144

+  ⇔X= 
9 9 3 0 12 9
= 0 3
8 12 8 15 RESOLUÇÃO:
Assim, T(x) = 12 + 15 = 27 Se A é simétrica então, AT = A. Ao transpor, ela
Resposta: D continua igual a ela mesma. Isto só ocorre se os
elementos situados de um lado da diagonal principal
são respectivamente iguais aos elementos situados
do outro lado. Assim, x = 2 e y = 7.
Se B é antissimétrica então BT = – B. Ao transpor, seus
elementos trocam de sinal. Para isto acontecer os
elementos situados na diagonal principal são nulos e
4. (UNICENTRO-adaptado) – Considerando-se as os elementos situados de um lado são os opostos dos

 101 
3 elementos situados do outro lado. Assim, z = 2.
matrizes X e Y, tais que X + Y = e
– 10 Desta forma (x + y)z = (2 + 7)2 = 81.

3X – Y =  72 5
6  , pode-se afirmar que a soma dos elementos Resposta: D

da matriz X é igual a:
a) – 10 b) – 8 c) 0 d) 6 e) 10

RESOLUÇÃO:

+ ⇔
1 3 7 5
(X + Y) + (3X – Y) = 10 – 10 2 6

 ⇔ X = ––– ⇔
8 8 1 8 8
⇔ 4X = 12 – 4 .
4 12 – 4

⇔X=
2 2
3 –1 
, cuja soma dos elementos é

2 + 2 + 3 + (– 1) = 6

Resposta: D

66 –
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Trigonometria e Geometria Analítica FRENTE 3

MATEMÁTICA
Estudo das Variações do Período e
MÓDULO 11
do Gráfico das Funções Trigonométricas

1. Variações do Período nas Funções p π


P = –––– = ––– = 2π
Trigonométricas 1 1

Seja y = f(x) uma função trigonométrica de período p


||
––
2
––
2

e seja y = g(x) uma outra função, obtida de y = f(x), com (caso IV)
período P. Sendo K um número real não nulo, as relações
6) y = cos x tem período p = 2π
entre p e P, nos quatro casos importantes que se
seguem, são as seguintes: y = 1 + 3 . cos(π . x) tem
2 .π 2π
I g(x) = K + f(x), verifica-se que P = p período P = ––––– = ––– = 2
π
| | π
II g(x) = K . f(x), verifica-se que P = p (casos I, II e IV)

III g(x) = f(x + K), verifica-se que P = p


2. Variações no Gráfico das Funções
p Trigonométricas
IV g(x) = f(K . x), verifica-se que P = ––––
K
Exemplos
Considerando os quatro casos mais importantes,
Determinação do período nas funções a seguir.
temos as seguintes alterações nos gráficos das funções
1) y = sen x tem período p = 2π
trigonométricas:
y = 2 + sen x tem período
P = p = 2π
(caso I) I g(x) = K + f(x) , verifica-se que o gráfico da

2) y = tg x tem período p = π função da função g(x) é obtido através de um desloca-


y = 3 . tg x tem período
P=p=π mento na vertical (igual a K ) do gráfico da função f(x):
(caso II)
o gráfico de f(x) sobe quando k > 0, ou desce quando
3) y = cos x tem período p = 2π
y = cos (x + π) tem período K < 0. Se f(x) é a função seno (ou cosseno), então a ima-
P = p = 2π
gem da função g(x) será o intervalo [– 1 + k; 1 + k].
(caso III)
4) y = sen x tem período p = 2π
y = sen(2 . x) tem período II g(x) = K . f(x) , verifica-se que o gráfico da
p 2π função g(x) é obtido através de uma deformação na
P = ––– = ––– = π
| 2| 2
(caso IV) vertical do gráfico da função f(x): o gráfico de f(x) abre

5) y = tg x tem período p = π || ||
quando K > 1 ou fecha quando K < 1. Se K < 0, além

 
x
y = tg –– tem período dessa deformação, o gráfico gira 180° em torno do eixo x.
2

– 67
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Se f(x) é a função seno (ou cosseno), então a imagem da Exemplo

função g(x) será o intervalo [–1. |K|; 1 . K ]. Representação gráfica da função y = 3 . sen(2 . x), em
um período.
MATEMÁTICA

III g(x) = f(K + x) , verifica-se que o gráfico da 2.π


Notando que o período da função é P = ––––– = π
2
função g(x) é obtido através de um deslocamento na
(caso IV ) e que sua imagem é igual ao intervalo [– 3; 3]
horizontal (igual a K ) do gráfico da função f(x): o gráfico

de f(x) desloca para a direita quando K < 0 ou para a (caso II ), temos o seguinte gráfico para a função:

esquerda quando K > 0.

IV g(x) = f(K . x) , verifica-se que o gráfico da

função g(x) é obtido através de uma deformação na

horizontal do gráfico da função f(x); graças a uma mu-


p
 
dança no período da função P = –––– : o gráfico de f(x)
K
abre quando K < 1 ou fecha quando K > 1. | |
Nos itens III e IV , se f(x) é a função seno (ou cos-

seno), então a imagem da função g(x) será o intervalo

[– 1;1].

1. Esboce entre 0 e 2π o gráfico da função y= 1 + sen x. RESOLUÇÃO:

P = 2π Im = [0; 2]
A alteração que ocorre com o gráfico da função
y = k + sen x é o deslocamento na vertical (sobe ou
desce) do gráfico da função y = sen x; o período não se
altera. Nesse caso, haverá apenas mudança na
imagem da função.

Conclusões:
Período: P =
Imagem: Im =

68 –
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2. Esboce entre 0 e 2π o gráfico da função y = 2 . sen x. 3. Esboce um período do gráfico da função


π

y = sen x + –– .
4 

MATEMÁTICA
Conclusões:
Período: P = Imagem: Im =

RESOLUÇÃO:

Conclusões:
Período: P = Imagem: Im =

RESOLUÇÃO:

P = 2π Im(f) = [–1; 1]
A alteração que ocorre com o gráfico da função
y = sen(k + x) é o deslocamento na horizontal (direita ou
esquerda) da função y = sen x. O período e a imagem
da função não se alteram.

P = 2π Im = [– 2; 2]
A alteração que ocorre com o gráfico da função
y = k . sen x é uma deformação na vertical (aumenta
ou diminui) do gráfico da função y = sen x; o período
não se altera. Nesse caso, haverá apenas mudança na
imagem da função.
Obs.: Se a constante que multiplica a função for
negativa, então o gráfico “girará” em torno do eixo x.

– 69
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4. Esboce um período do gráfico da função 5. (FUVEST) – A figura abaixo mostra parte do gráfico
y = sen (2 . x). da função
MATEMÁTICA

 
x
a) cos x b) 2 . cos –– c) 2 . cos x
2
Conclusões:
Período: P = d) 2 . cos (2x) e) cos 2x
Imagem: Im =
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO: O aspecto do gráfico é o da função cosseno.
Observando que

 ––2 
x
1o. ) P = 4π = 2 . (2π) resulta

2o. ) Im(f) = {y ∈ ⺢ – 2 ≤ y ≤ 2} resulta função mul-


tiplicada por 2.
Conclui-se que a função representada é

 
x
y = 2 . cos ––
2
Resposta: B


P = ––– = π Im = [–1; 1]
2

A alteração que ocorre com o gráfico da função


y = sen(k . x) é uma deformação na horizontal (abre ou
fecha) do gráfico da função y = sen x, devida a uma
mudança no seu período, segundo a regra a seguir:
p
y = f(k . x) → P = ––– .
k
A imagem da função não se altera.

70 –
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6. (SANTA CASA-2023) – A figura indica o gráfico da


função f : ⺢ → ⺢, definida por f(x) = x · sen(x), e a
abscissa de dois dos seus pontos, cujas ordenadas são

MATEMÁTICA
P e Q.
T(x)

0 p 7p x
2 6
Q

Nas condições descritas, P + Q é igual a


π π π π π
a) – ––– b) ––– c) – –– d) – –– e) – –––
12 18 3 6 18

RESOLUÇÃO:
Senfo f(x) = x . sen (x), temos:
π π π π π
 
I) f –– = –– . sen –– = –– . 1 = ––
2 2 2 2 2


   
7π 7π 7π 7π 1
II) f ––– = ––– . sen ––– = ––– . – –– = – –––
6 6 6 6 2 12

π 7π π 7π π
Logo, P = –– , Q = – ––– e P + Q = –– – ––– = – –––
2 12 2 12 12

Resposta: A

– 71
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MÓDULO 12 Adição e Subtração de Arcos

Se a e b são as determinações de dois arcos, verifica- Tangente de (a + b)


MATEMÁTICA

se que:
sen(a + b)
Cosseno de (a + b) tg(a + b) = –––––––––––– =
cos(a + b)
cos(a + b) = cos a . cos b – sen a . sen b
sen a . cos b + cos a . sen b
= ––––––––––––––––––––––––––
cos a . cos b – sen a . sen b
Cosseno de (a – b)
cos(a – b) = cos[a + (– b)] = Dividindo o numerador e o denominador por
= cos a . cos(– b) – sen a . sen (– b) cos a . cos b ⫽ 0, temos
Como cos (– b) = cos b e sen (– b) = – sen b, temos:
sen a sen b
—–—— + ––——–
100cos(a – b) = cos a . cos b + sen a . sen b cos a cos b
tg(a + b) = ––––––––––––––––––––
sen a sen b
1 – ——— . –——–
cos a cos b
Seno de (a + b)
Portanto:
π
sen (a + b ) = cos ––– – (a + b) =
2  tg a + tg b
tg(a + b) = —–––——–––—––
1 – tg a . tg b
π
= cos  –––
2
–a – b =
Observação
π π π

= cos ––– – a
2  . cos b + sen  –––
2
– a  . sen b a, b e (a + b) devem ser diferentes de ––– + n . π
2
(n ∈ ⺪).
π
Como cos  –––
2
– a  = sen a
Tangente de (a – b)
e tg a + tg (– b)
π tg (a – b) = tg [a + (– b)] = –––––––––––––––––
sen  ––– – a
2  = cos a, temos: 1 – tg a . tg (– b)

sen (a + b) = sen a . cos b + cos a . sen b Como: tg(– b) = – tg b, temos:

tg a – tg b
Seno de (a – b) tg(a – b) = —––——–––—–––
1 + tg a . tg b
sen(a – b) = sen[a + (– b)] =
= sen a . cos(– b) + cos a . sen (– b)
Como cos (– b) = cos b e Observação
π
sen (– b) = – sen b, temos: a, b e (a – b) devem ser diferentes de ––– + n . π
2
sen(a – b) = sen a . cos b – cos a . sen b (n ∈ ⺪).

72 –
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MATEMÁTICA
1. (MACKENZIE) – A circunferência da figura tem raio 2 2. (INSPER) – Na figura abaixo, em que o quadrado
e centro O. Se sen 10° + cos 10° = a, a área do triângulo PQRS está inscrito na circunferência trigonométrica, os
 
OAB é igual arcos AP e AQ têm medidas iguais a α e β,
respectivamente, com 0 < α < β < π.

2
a) a 2 b) 2a2 c) 2a 2 d) a2 2 e) –––– . a
2

RESOLUÇÃO: Sabendo que cos α = 0, 8, pode-se concluir que o valor de


Lembrando que sen 55° = sen(10° + 45°) = cos β é
= sen 10° . cos 45° + sen 45° . cos 10° = a) − 0,8. b) 0,8. c) − 0,6. d) 0,6. e) − 0,2.
2 2
= ––– . sen 10° + ––– . cos 10° =
2 2 RESOLUÇÃO:

2 2
= ––– . (sen 10° + cos 10°) = ––– . a
2 2
A área do triângulo OAB é igual a:

2
2 . 2 . –––– . a
OA . OB . sen 55° 2 2
S = ––––––––––––––––– = ––––––––––––––––– = ––– . a
2 2 2

Resposta: E

π
1) Sendo 0 < α < ––– e cos x = 0,8, temos sen α = 0,6,
2
pois sen2 α + cos2 α = 1

2) Sendo PQRS um quadrado, então β = α + 90° e


cos β = cos (α + 90°) = cos α . cos 90° – sen α . sen 90° =
= cos α . 0 – sen α . 1 = – sen α = – 0,6
Resposta: C

– 73
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 74

3. (FUVEST) – Nos triângulos retângulos da figura, 4. (UNICAMP) – A figura abaixo exibe um quadrado
AC = 1cm, BC = 7 cm, AD = BD. ABCD em que M é o ponto médio do lado CD.
Sabendo que sen(a – b) = sen a . cos b – cos a . sen b, o
MATEMÁTICA

valor de sen x é

Com base na figura, tg(θ) + tg(θ) é igual a


a) 7. b) 6. c) 5. d) 4.
2 7 3 4 1
a) ––– b) ––––– c) ––– d) ––– e) ––––
2 5 5 RESOLUÇÃO:
50 50

RESOLUÇÃO:
a)

AB2 = 12 + 72 = 50 ⇒ AB = 50
7 1
sen θ = ––––– e cos θ = –––––
50 50 Seja  a medida do lado do quadrado.
I) No triângulo BCM, temos:
b) Como Δ ABD é isósceles e retângulo, temos
^ 
BAD = 45° tg α = –––––– ⇒ tg α = 2

–––
c) x = θ – 45° ⇒ sen x = sen (θ – 45°) = 2
= sen θ . cos 45° – cos θ . sen 45° = II) No triângulo CEM, temos:

7 2 1 2 6. 2 3 45° + θ + α = 180° ⇒ θ + α = 135° ⇒


= ––––– . –––– – ––––– . –––– = ––––––– = ––– tg θ + tg α
50 2 50 2 50 . 2 5 ⇒ tg (θ + α) = tg 135° ⇒ ––––––––––––––– = –1 ⇒
1 – tg θ . tg α
Resposta: C tg θ + 2
⇒ ––––––––––– – 1 ⇒ tg θ + 2 = –1 + 2tg θ ⇒ tg θ = 3
1 – tg θ . 2

Logo, tg θ + tg α = 3 + 2 = 5
Resposta: C

74 –
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MÓDULO 13 Fórmulas do Arco Duplo


A partir das fórmulas de adição de arcos: b) cos (2.a) = (1 – sen2a) – sen2a

MATEMÁTICA
• cos (a + b) = cos a . cos b – sen a . sen b
cos (2 . a) = 1 – 2 . sen2a
• sen (a + b) = sen a . cos b + cos a . sen b
tg a + tg b
• tg (a + b) = ––––––––––––––– Cálculo de sen (2.a)
1 – tg a . tg b
sen (2.a) = sen (a + a) = sen a . cos a + cos a . sen a
podemos obter as fórmulas do arco duplo.
Fórmulas do arco duplo Assim,
São as expressões das funções trigonométricas de
arcos da forma 2.a. É um caso particular de adição de sen (2 . a) = 2 . sen a . cos a
arcos. É suficiente fazer b = a nas fórmulas acima.
Cálculo de tg (2.a)
Cálculo de cos (2.a)
tg a + tg a
cos (2. a) = cos (a + a) = cos a . cos a – sen a . sen a tg(2.a) = tg (a + a) = ––––––––––––––
Assim, 1 – tg a . tg a
Assim,
cos (2 . a) = cos2a – sen2a ou ainda 2 . tg a
tg (2 . a) = –––––––––––
a) cos (2.a) = cos2a – (1 – cos2a) = cos2a – 1 + cos2a 1 – tg2a

cos (2 . a) = 2 . cos2a – 1 π + n . π e a ⫽ π + n . π (n ∈ ⺪)
com a ⫽ –– –– ––
2 4 2

1. (FUVEST) – O número de soluções da equação 2. (FUVEST) – No quadrilátero plano ABCD, os ângulos


^ ^ —
sen x = sen 2x, no intervalo [0; 2π], é: ABC e ADC são retos, AB = AD = 1, BC = CD = 2 e BD é
uma diagonal.
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 ^
O cosseno do ângulo BCD vale
3 2 3 2 3 4
RESOLUÇÃO: a) –––– b) –– c) –– d) –––– e) ––
5 5 5 5 5
sen x = sen 2x ⇔ sen x – 2 sen x cos x = 0 ⇔
1
⇔ sen x . (1 – 2 cos x) = 0 ⇔ sen x = 0 ou cos x = ––
2
RESOLUÇÃO:

Assim: sen x = 0 e 0 ⭐ x ⭐ 2π ⇒ x = 0, x = π, x = 2π
1 π 5π
cos x = –– e 0 ⭐ x ⭐ 2π ⇒ x = –– , x = –––
2 3 3
Logo, a equação tem cinco soluções, no intervalo
[0; 2π].
Resposta: E

– 75
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 76

I) No triângulo retângulo ABC, tem-se:


2
AC2 = AB2 + BC2 = 12 + 22 = 5 ⇒ AC = 5, pois 2 tg α 2 . ––––
4 4 2
3) tg θ = tg (2α) = –––––––– = –––––––– = ––––––
1 – tg2α
MATEMÁTICA

AC > 0, portanto, 2 7
1 – ––––
BC 2 16
^
cos (B CA) = cos α = –––– = ––––
AC 5 4 2
Resposta: tg θ = ––––––
^ 7
II) cos (BCD) = cos(2α) = 2 . cos2α – 1 =

 
2
2 3
=2. –––– – 1 = –––
5 5

Resposta: C

4. (FUVEST) – Se tg θ = 2, então o valor de


cos (2θ)
–––––––––––– é:
1 + sen (2θ)

1 1 2 3
a) – 3 b) – –– c) –– d) –– e) ––
3 3 3 4

RESOLUÇÃO:
Com tg θ = 2, temos:
cos (2 θ) cos2θ – sen2θ
–––––––––––– = –––––––––––––––––––––––––––– =
1 + sen (2θ) sen2θ + cos2θ + 2 sen θ cos θ

3. (UNIFESP) – Um observador, em P, enxerga uma (cos θ + sen θ) (cos θ – sen θ) cos θ – sen θ
= ––––––––––––––––––––––––––––– = –––––––––––––– =
circunferência de centro O e raio 1 metro sob um ângulo (sen θ + cos θ) 2 cos θ + sen θ
θ, conforme mostra a figura.
sen θ
T 1 – ––––––
cos θ 1 – tg θ 1–2 1
= ––––––––––– = ––––––––– = –––––– = – –––
sen θ 1 + tg θ 1+2 3
1 + ––––––
O cos θ

q
P Resposta: B
S

Calcule tg(θ), dado que a distância de P a O vale 3 metros.

RESOLUÇÃO:
Se OP = 3, então:

1) 32 = 12 + (PT)2 ⇔ (PT)2 = 8 ⇔ PT = 2 2

1 2
2) tg α = ––––––– = ––––
2 2 4

76 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 77

MÓDULO 14 Fórmulas do Arco Triplo e Transformação em Produto


1. Fórmulas do Arco Triplo


p+q

MATEMÁTICA
a = –––––––
2
 a–b=q
São as expressões das funções trigonométricas de a+b=p ⇔
p – q , obtêm-se:
arcos da forma 3 . a. b = –––––––
2

Cálculo de cos (3 . a)
   
p+q p–q
I + II: cos p + cos q = 2 . cos ––––– . cos –––––
cos (3a) = cos (2a + a) 2 2
cos (3a) = cos (2a) . cos a – sen (2a) . sen a p+q p–q
cos (3a) = (2 . cos2a – 1). cos a – (2. sen a . cos a) . sen a
I – II:  
cos p – cos q = – 2 . sen ––––– . sen –––––
2 2  
cos (3a) = 2 . cos3a – cos a – 2 . cos a . (1 – cos2a)
p+q p–q
cos (3a) = 2 . cos3 a – cos a – 2 . cos a + 2 . cos3a  
III + IV: sen p + sen q = 2 . sen ––––– . cos –––––
2 2
 
Assim,
p+q p–q
cos(3 . a) = 4 . cos3a – 3 . cos a
III – IV:
2  
sen p – sen q = 2 . cos ––––– . sen –––––
2  
que são chamadas Fórmulas de Transformação em
Cálculo do sen (3 . a) Produto ou Fórmulas de Prostaférese.
sen (3a) = sen (2a + a)
sen (3a) = sen (2a) . cos a + cos (2a) . sen a
Aplicação
sen (3a) = 2 . sen a . cos a . cos a +
+ (1 – 2 . sen2a) . sen a
• Transformar em produto a expressão:
sen (3a) = 2 . sen a . (1 – sen2a) + sen a – 2 . sen3a
cos 5x + cos 3x
sen (3a) = 2 . sen a – 2 . sen3a + sen a – 2 . sen3a
Resolução
Assim,
cos 5x + cos 3x =
sen (3 . a) = 3 . sen a – 4 . sen3a
   =
5x + 3x 5x – 3x
= 2.cos ––––––– .cos –––––––
2 2
2. Fórmulas de Transformação em Produto = 2 . cos (4x) . cos x

sen 7x + sen 3x
O problema consiste em transformar certas expres- • Simplificar a expressão: E = ––––––––––––––––
cos 7x + cos 3x
sões em que aparecem soma de funções trigonométricas
Resolução
de um ou mais arcos em expressões em que aparecem
sen 7x + sen 3x
apenas produtos de funções trigonométricas dos E = ––––––––––––––––– =
cos 7x + cos 3x
mesmos arcos ou de outros arcos com eles relacionados.

   
7x + 3x 7x – 3x
Foi visto que: 2.sen –––––––– .cos ––––––––
2 2
cos (a + b) = cos a . cos b – sen a . sen b (I) = ––––––––––––––––––––––––––––––– =

   
cos (a – b) = cos a . cos b + sen a . sen b (II) 7x + 3x 7x – 3x
2.cos –––––––– .cos ––––––––
sen (a + b) = sen a . cos b + cos a . sen b (III) 2 2
sen (a – b) = sen a . cos b – cos a . sen b (IV)
2 . sen (5x) . cos (2x)
= ––––––––––––––––––––– = tg (5x)
2 . cos (5x) . cos (2x)
Somando-se (ou subtraindo-se) convenientemente
estas expressões, e fazendo-se

– 77
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 78

1. (FUVEST – Adaptada) – Calcule sen (3x) e cos (3x) 3. (MACKENZIE) – Se cos 15°, cos (a) e cos 75°
MATEMÁTICA

em função de sen x e cos x, respectivamente. formam, nessa ordem, uma progressão aritmética, o valor
de cos (a) é:
RESOLUÇÃO:
2 6 3 6 2
sen (3x) = sen (2x + x) = sen 2x . cos x + cos 2x . sen x = a) –––– b) –––– c) –––– d) –––– e) ––––
3 3 4 4 4
= 2 sen x . cos x . cos x . cos x + (1 – 2 sen2x) sen x =
= 2 sen x . (1 – sen2x) + (1 – 2 sen1x) . sen x =
RESOLUÇÃO:
= 3 . sen x – 4 . sen3x
Como cos 15°, cos (a) e cos 75° formam, nessa ordem,
cos (3x) = cos (2x + x) = cos 2x – cos x – sen 2x . sen x =
uma progressão aritmética, temos:
= (2 cos1 x – 1) . cos x – 2 . sen x . cos x . sen x =
cos 75° + cos 15°
= (2 cos2 x – 1) . cos x – 2 . cos x (1 – cos2 x) = cos(a) = ––––––––––––––––– =
2
= 4 . cos3 x – 3 . cos x.

75° + 15° 75° – 15°


  
2 . cos ––––––––– . cos –––––––––
2 2

= –––––––––––––––––––––––––––––––––––– =
2. (UFSC) – Se cos (2x) = 1/3, em que x ∈ (0; π), então o 2
sen (3x) – sen (x)
valor de y = ––––––––––––––––– é: 2 3 6
cos (2x) = cos 45° . cos 30° = ––– . ––– = –––
2 2 4
3 3 2 3 Resposta: D
a) – 1 b) –––– c) –––– d) ––––– e) 1
3 3 3

RESOLUÇÃO:
sen (3x) – sen x
1) y = –––––––––––––––– = 4. (FUVEST) – Considere a função f(x) = sen 5x + sen x.
cos (2x)
Determine os valores de x, 0 ⭐ x ⭐ π, tais que f(x) = 0.
3x + x 3x – x
  
2 . cos ––––––– . sen –––––––
2 2  RESOLUÇÃO:
= ––––––––––––––––––––––––––––––––– =
cos (2x) f(x) = sen 5x + sen x =

 –––––––  . cos  –––––––  =


2 . cos (2x) . sen x 5x + x 5x – x
= ––––––––––––––––––– = 2 . sen x = 2 . sen
cos (2x) 2 2
= 2 . sen (3x) . cos (2x)
1 1
2) cos (2x) = –– ⇔ 1 – 2 . sen2 x = –– ⇔ f(x) = 0 ⇔ sen (3x) = 0 ou cos (2x) = 0 ⇔
3 3
n.π π π
1 3 ⇔ x = ––––– ou x = –– + n . –– (n ∈ ⺪)
⇔ sen2x = –– ⇔ sen x = –––– , pois sen x > 0 3 4 2
3 3
Para 0 ⭐ x ⭐ π, temos:
3
Portanto: y = 2 . –––– π 2π
3 x = 0, ou x = –– , ou x = ––– , ou x = π,
3 3
Resposta: D π 3π
ou x = –– , ou x = –––
4 4

78 –
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Relações Trigonométricas
MÓDULO 15
em um Triângulo Qualquer

MATEMÁTICA
A trigonometria permite determinar elementos (lados
BC BC
ou ângulos) não dados de um triângulo. ⇔ sen D = –––––– ⇔ 2R = ––––––
2.R sen D
A obtenção desses elementos, em um triângulo qual-
quer, fundamenta-se em relações existentes entre os ^ ^
II) Como BAC  BDC (são ângulos inscritos determi-
elementos (lados e ângulos) do triângulo. As relações 짰
nando o mesmo arco BC), então sen D = sen A.
mais importantes são conhecidas como Lei dos Senos e
Lei dos Cossenos. De I e II, resulta que:
BC a
2 . R = ––––––– ⇔ 2 . R = ––––––
Lei dos Senos sen A sen A
“Em todo triângulo, as medidas dos lados são pro-
Analogamente se demonstra que:
porcionais aos senos dos ângulos opostos e a razão de
proporcionalidade é a medida do diâmetro da circun- b c
2 . R = –––––– e 2 . R = ––––––
ferência circunscrita ao triângulo.” sen B sen C
Consideremos o triângulo ABC, inscrito na circunfe-
rência de raio R. Verifica-se que: Lei dos Cossenos
“Em todo triângulo, o quadrado da medida de um
a b c
–––––– = –––––– = –––––– = 2 . R lado é igual à soma dos quadrados das medidas dos ou-
sen A sen B sen C tros lados, menos o dobro do produto dessas medidas
pelo cosseno do ângulo que eles formam.”
Seja o triângulo ABC, da figura. Verifica-se que:

Demonstração:
a2 = b2 + c2 – 2 . b . c . cos A
Seja o triângulo ABC (da figura abaixo), inscrito na
circunferência de raio R:
b2 = a2 + c2 – 2 . a . c . cos B

c2 = a2 + b2 – 2 . a . b . cos C

Demonstração:

__
I) Se BD = 2 . R é diâmetro da circunferência, então
^
C = 90° e, portanto,
BC
sen D = ––––– ⇔
BD

– 79
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 80

Seja o triângulo ABC (da figura anterior) e h a altura a2 – (b – c . cos A)2 = c2 – (c . cos A)2 ⇔
relativa ao lado AC: ⇔ a2 – b2 + 2 . b . c . cos A – c2 . cos2A =
I) No Δ ABD, temos: = c2 – c2 . cos2A ⇔
MATEMÁTICA

AD ⇔ a2 = b2 + c2 – 2 . b . c . cos A.
cos A = –––– ⇔ AD = c . cos A
AB
Tomando-se as outras alturas do triângulo, de modo
II) CD = b – AD ⇔ CD = b – c . cos A
análogo, obtêm-se:
De I e II e como h2 = c2 – AD2 == a2 – CD2 (Teorema b2 = a2 + c2 – 2 . a . c . cos B
de Pitágoras), resulta que: c2 = a2 + b2 – 2 . a . b . cos C

1. (FUVEST) – 2. (UNESP) – A figura indica o projeto de um braço



a) Na figura 1, calcule x. mecânico em que AB assume função próxima de um
— —
b) Na figura 2, calcule y. bíceps humano, BC de um antebraço e CD de um punho.
— —
Sabe-se que a medida de AB supera a de CD em 11 cm

e que a medida de BC é 8 cm.

RESOLUÇÃO:
x 5 5 6
a) ––––––– = ––––––– ⇔ x = ––––––
sen 45° sen 60° 3

b) y2 = 42 + 62 – 2 . 4 . 6 . cos 60° ⇔


y = – 2 7 (não convém)
⇔ ou
y=2 7

5 6 Se, para α = 60°, a distância entre os pontos A e C do


Respostas: a) x = ––––––– b) y = 2 7
3 mecanismo é igual a 8 3 cm, a extensão máxima hori-
zontal do braço mecânico, em cm, é igual a
a) 31. b) 28. c) 30. d) 27. e) 29.

80 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 81

RESOLUÇÃO: 3. (UNICAMP) – A figura mostra um triângulo retângulo



Sendo x a medida de CD , em centímetros, no ABC. O ponto M o ponto médio do lado AB, que é a
triângulo ABC, temos: hipotenusa.

MATEMÁTICA
O valor de sen α é:
24 5 1 3
(8 3)2 = (x + 11)2 + 82 – 2 . (x + 11) . 8 . cos 60° a) ––– b) –– c) –– d) –––
25 6 2 2
x2 + 14x – 95 = 0 ⇔ x = 5, pois x > 0
Logo, a extensão máxima horizontal do braço RESOLUÇÃO:

mecânico, em cm, é igual a I) O ponto M é o circuncentro do triângulo retângulo

AB + BC + CD = (5 + 11) + 8 + 5 = 29 ABC, pois é o ponto médio da hipotenunsa.

Resposta: E Assim, AM = BM = CM = 5 e, portanto


AB = AM + MB = 5 + 5 = 10
II) No triângulo ABC, temos:
(BC)2 + (AC)2 = (AB)2 ⇒ (BC)2 + 62 = 102 ⇒ BC = 8 e
^ AC 6 ^ 3
sen B = –––– = ––– ⇒ sen B = ––
AB 10 5
III)Aplicando a lei dos senos no triângulo BMC, temos:
CM BC 5 8 24
–––––– = –––––– ⇒ –––– = –––––– ⇒ sen α = ––––
^
sen B sen α 3 sen α 25
––
5

Resposta: A

– 81
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 82

4. (ALBERT EINSTEIN) – FAE é um triângulo, de área


370cm2, que está inscrito em uma circunferência, com
FE = 20cm e ângulo FÂE de medida igual a 30°, como
MATEMÁTICA

mostra a figura.

Considerando π = 3,14, a área da região hachurada da


figura é igual a
a) 886cm2. b) 4 654cm2. c) 2 658cm2.
d) 1 108cm2. e) 924cm2.

RESOLUÇÃO:

Sendo R, em centímetros, o raio da circunferência, da


lei dos senos, temos:
20 20
––––––– = 2R ⇔ –––– = 2R ⇔ R = 20
sen 30° 1
––
2
Assim, a área A, em cm2, da região hachurada é
A = π . 202 – 370 ⇔ A = 3,14 . 400 – 370 ⇔ A = 886
Resposta: A

82 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 83

MÓDULO 16 Coordenadas Cartesianas Ortogonais

MATEMÁTICA
Introdução
P ∈ Ox ⇔ y = 0
→ →
Considere dois eixos, Ox (eixo das abscissas) e Oy
(eixo das ordenadas), perpendiculares no ponto O. O
plano determinado pelos 2 eixos fica dividido em 4 qua-
drantes, numerados conforme a figura.


P ∈ Oy ⇔ x = 0

Tomemos um ponto P do plano e por ele conduza-


→ →
mos as paralelas aos eixos, que cortarão Ox e Oy, res-
pectivamente em P1 e P2.
— →
Nomenclatura AB paralelo a Ox ⇔ yA = yB
• Abscissa de P é o número real x = OP1

• Ordenada de P é o número real y = OP2

• Coordenadas de P são os números reais x e y,


indicados na forma de par ordenado P (x; y)

Observe que:
• Sinais dos pontos nos quadrantes
—– →
AB paralelo a Oy ⇔ xA = xB

– 83
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 84

MATEMÁTICA

1. (UNESP) – Considere os pontos do plano (0,0), (0,1), 2. (MACKENZIE) – Em relação a um sistema cartesiano
(2,1), (2,3), (5,3) e (7,0). Representando geometricamente ortogonal, com os eixos graduados em quilômetros, uma
esses pontos no plano cartesiano e ligando-os por meio lancha sai do ponto (– 6,– 4), navega 7 km para leste, 6 km
de segmentos de retas obedecendo à sequência dada, para o norte e 3 km para oeste, encontrando um porto.
após ligar o último ponto ao primeiro obtém-se uma Depois continua a navegação, indo 3 km para norte e
região limitada do plano. 4 km para leste, encontrando um outro porto. A distância,
Se a unidade de medida é dada em centímetros, a área em quilômetros, entre os portos é
dessa região, em cm2, é: a) 7 b) 3 5 c) 2 3 d) 7 e) 5
a) 9 b) 10 c) 13 d) 14 e) 15
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO:

A lancha sai do ponto P(– 6; – 4), encontra o primeiro


Os pontos O(0; 0), A(0; 1), B(2; 1), C(2; 3), D(5; 3) e porto em P1 (– 2; 2) e o segundo porto em P2 (2; 5).
E(7; 0), são os vértices da região cuja área S é igual à Assim, a distância, em quilômetros, entre os dois
área SI do retângulo OABF, mais a área SII do trapézio portos é a distância de P1 a P2.
CDEF, onde F(2; 0). P1P22 = P1A2 + AP22 ⇒ P1P22 = 32 + 42 = 25 ⇒ P1P2 = 5
Dessa forma, temos: Resposta: E
(5 + 3) . 3
S = SI + SII = 2 . 1 + ––––––––– = 2 + 12 = 14.
2

Se a unidade de medida é dada em centímetros, a


área dessa região é igual a 14 cm2.
Resposta: D

84 –
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3. Devido ao aumento do fluxo de pas- O novo ponto T deve ser instalado nesse percurso e
sageiros, uma empresa de transporte
a distância percorrida entre os pontos P e T deve ser
coletivo urbano está fazendo estudos para a implantação 820
igual a ––––– = 410, assim, o ponto T é

MATEMÁTICA
de um novo ponto de parada em uma determinada rota. 2
A figura mostra o percurso, indicado pelas setas, realizado
por um ônibus nessa rota e a localização de dois de seus (30 + 410; 20) = (440; 20)
atuais pontos de parada, representados por P e Q. Resposta: E

4. (UNIFESP) – No triângulo QPP' do plano cartesiano,


Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser temos Q(a; 0), com a < 0, P(4; 2) e P’o simétrico de P em
instalado, nesse percurso, entre as paradas já existentes relação ao eixo x. Sabendo que a área desse triângulo é
P e Q, de modo que as distâncias percorridas pelo ônibus 16, o valor de a é
entre os pontos P e T e entre os pontos T e Q sejam a) – 5 b) – 4 c) – 3 d) – 2 e) – 1
iguais.
De acordo com os dados, as coordenadas do novo ponto RESOLUÇÃO:
de parada são Se P(4;2), então P’(4;– 2).
a) (290; 20). b) (410;0). c) (410; 20). O triângulo QPP’ é tal que
d) (440; 0). e) (440; 20).

RESOLUÇÃO:

4.h
Então AΔ = 16 ⇒ ––––– = 16 ⇒ h = 8
2
Como a < 0, resulta a = – 4
Resposta: B
Adotando o sistema de coordenadas ortogonais
dado, temos P(30; 20) e Q(550; 320).
A distância percorrida pelo ônibus entre as paradas
P e Q, pelo percurso indicado no enunciado, é:
(550 – 30) + (320 – 20) = 820.

– 85
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MÓDULO 17 Ponto Médio – Distância entre Dois Pontos


1. Ponto médio de um segmento Portanto, as coordenadas do ponto M são
MATEMÁTICA

 
xA + xB yA + yB
M ––––––––– ; –––––––––
2 2

2. Distância entre Dois Pontos

Sejam A(xA; yA), B(xB; yB) e o ponto M(xM; yM),


__
médio de AB.

Pelo Teorema de Tales, conclui-se que:

xA + xB
xM = –––––––––
2
Sejam A (xA; yA) e B (xB; yB). Pelo Teorema de
e Pitágoras, temos:
y A + yB
yM = –––––––––– d = (xB – xA)2 + (yB –yA)2
2

1. (PUC) – A figura abaixo mostra a trajetória percorrida


por uma pessoa para ir do ponto A ao ponto B,
caminhando em um terreno plano e sem obstáculos.

O caminho mais curto para ir de A a B é a distância


entre os dois pontos.
Se ela tivesse usado o caminho mais curto para ir de A a
d= (5 + 3)2 + (15 – 0)2 = 289 = 17
B, teria percorrido
Resposta: C
a) 15 m b) 16 m c) 17 m d) 18 m e) 19 m

RESOLUÇÃO:
Tomando-se eixos coordenados (de modo convenien-
te), podemos obter os pontos A (– 3; 0) B (5; 15)

86 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 87

2. (FUVEST) – No plano cartesiano Oxy, a circun- 4. (FGV) – Dados dois pontos A(a,b) e B(c,d) em um
ferência C é tangente ao eixo Ox no ponto de abscissa 5 sistema de coordenadas cartesianas, definimos a
e contém o ponto (1; 2). Nessas condições, o raio de C “distância do taxista” entre os pontos A e B, represen-

MATEMÁTICA
vale tada por d(A,B), como sendo
a) 5 b) 2 5 c) 5 d) 3 5 e) 10 d(A, B) = a − c + b − d
A distância do taxista para ir do ponto A(−3, 2) ao ponto
RESOLUÇÃO: B(1, −2) e a seguir do ponto B ao ponto C(4, 3) é
a) 13 b) 14 c) 15 d) 16 e) 17

RESOLUÇÃO:
Da definição apresentada temos:
d(A,B) + d(B,C) = – 3 –1 + 2 + 2 + 1 – 4 + –2 –3 =
= – 4 + 4 + –3 + –5 = 4 + 4 + 3 + 5 = 16.
Resposta: D

dAC = r ⇒ (5 – 1)2 + (r – 2)2 = r ⇒

⇒ 16 + r2 – 4r + 4 = r2 ⇔ 4r = 20 ⇔ r = 5
Resposta: C

5. (UDESC) – Sejam A(1,a), B(b,3), C(4,6) e D(1,5) os


5
 
vértices de um paralelogramo e M ––– , 4 o ponto médio
2
da diagonal AC. O produto a . b é igual a:
3. (UNESP) – Num sistema de coordenadas no plano, a) 6 b) 2 c) 4 d) 5 e) 8
considere o ponto P(x; 2), que é equidistante dos pontos
A(3; 1) e B(2; 4). A abscissa x do ponto P é RESOLUÇÃO:
a) 2 b) 1 c) 0 d) – 1 e) – 2
 
5
Sendo M ––– ; 4 o ponto médio das diagonais AC e
2
RESOLUÇÃO:
— — BD, temos:
PA = PB ⇔ (x – 3)2 + (2 – 1)2 = (x – 2)2 + (4 – 2)2 ⇔


a+6
⇔ x2 – 6x + 9 + 1 = x2 – 4x + 4 + 4 ⇔ 2x = 2 ⇔ x = 1 ––––– = 4
2
Resposta: B b+1
a=2
5 ⇔ b=4
––––– = –––

2 2

Logo, o produto a . b = 2 . 4 = 8
Resposta: E

– 87
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 88

MÓDULO 18 Alinhamento de Três Pontos – Curvas


1. Área de um Triângulo 2. Curvas
MATEMÁTICA

Dados três pontos distintos, A(xA; yA), B(xB; yB) e

C(xC; yC), temos duas posições a considerar:

• os três pontos estão alinhados;


• os três pontos constituem um triângulo.

Considerando-se o determinante

| |
xA yA 1
D= xB yB 1 ,
xC yC 1

constituído pelos pontos A, B e C, verifica-se que: Seja s uma curva num sistema de coordenadas carte-
• a condição necessária e suficiente para que A, B e sianas ortogonais e f (x; y) = 0 a sua equação. Note que
• todos os pontos da curva s satisfazem à equação;
C sejam colineares é D = 0 ;
• todas as soluções da equação representam pon-
• a condição necessária e suficiente para que A, B e tos da curva s.
C formem um triângulo é D ⫽ 0 ;
Observações
• se A, B e C formam um triângulo, sua área será Dentre as principais curvas, estudaremos com
igual a detalhes a reta e a circunferência.
No estudo das curvas, dois problemas devem ser
|D|
SΔABC = –––– destacados.
2
1o. ) Interceptos (intersecção da curva com os eixos
coordenados).
Exemplos
Lembrando que, para se obter pontos de uma
1) Obter a área do triângulo com vértices A (– 2; 3), curva, basta atribuir valores a x ou y na equação
B (4; 0) e C (1; 5). da curva, a determinação dos interceptos é feita
Resolução da seguinte maneira:
• interceptos no eixo x: faz-se y = 0, na

| |
–2 3 1
D= 4 0 1 = 3 + 20 – 12 + 10 = 21 equação da curva, calculando-se o valor de x.
1 5 1 • interceptos no eixo y: faz-se x = 0, na
|D| 21 equação da curva, calculando-se o valor de y.
SΔABC = –––– = ––– = 10,5 u.a.
2 2

2) Determinar k, para que os pontos A(k; 2), B(–1; 3)


e (1; 0) sejam colineares.
Resolução
k 2 1

1
|
A, B, C alinhados ⇔ D = 0 ⇔ – 1
1
3
0 1 |
1 =0⇔

Na figura, A (xA; 0) é o intercepto no eixo x e


⇔ 3 . k + 2 – 3 + 2 = 0 ⇔ k = – ––
3
B (0; yB) é o intercepto no eixo y.

88 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 89

2 o. ) Intersecção de duas curvas


As intersecções de duas curvas são os pontos de

MATEMÁTICA
encontro entre elas.

As coordenadas dos pontos de intersecção são


as soluções reais, obtidas na resolução do sistema
determinado pelas equações das duas curvas. Na figura, P(xP; yP) é o ponto de intersecção entre
as curvas s1 e s2.

1. (VUNESP) – Num surto de dengue, o departamento 2. (FSMarcelina) – Considere, no plano cartesiano, o


de saúde de uma cidade quer que seus técnicos visitem triângulo ABC, retângulo em B, com A(2, 7), B(6, 11) e
todas as casas existentes na região limitada por um C(k, 5), sendo k um número real positivo.
triângulo de vértices nos três focos em que a doença foi
encontrada. Para facilitar essa ação, colocou o mapa da
cidade sobre um plano cartesiano, com escala 1:1km, e
verificou que os focos se localizavam sobre os pontos
(2; 5), (– 3; 4) e (2; – 3). Como cada especialista será
responsável por 2 km2 de área nessa região triangular,
o número de técnicos necessários e suficientes será
igual a
a) 20. b) 18. c) 16. d) 12. e) 10.

RESOLUÇÃO: Sabendo que a área desse triângulo é 24, o valor de k é


Os 3 focos constituem um triângulo cuja área é a) 10. b) 14. c) 16. d) 8. e) 12.
igual a:
RESOLUÇÃO:
↔ ↔
2 5 1 As retas AB e BC são perpendiculares e portanto, o
–3 4 1
produto dos seus coeficientes angulares é igual a –1.
2 –3 1 40
   –––––––
6–2 
AΔ = –––––––––––– = ––– = 20 km2 11 – 5 11 – 7
2 2 Com efeito, ––––––– . = – 1 ⇒ k = 12.
6–k
Como cada especialista será responsável por 2 km2 Resposta: E
de área, o número de técnicos necessários e
suficientes será 10.
Resposta: E

– 89
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 90

3. (FEMA) – A figura indica o gráfico de uma função 4. Um dos grandes desafios do Brasil é o
polinomial do 1.o grau, de ⺢ em ⺢, no plano cartesiano de gerenciamento dos seus recursos
eixos ortogonais. naturais, sobretudo os recursos hídricos. Existe uma
MATEMÁTICA

demanda crescente por água e o risco de racionamento


não pode ser descartado. O nível de água de um
reservatório foi monitorado por um período, sendo o
resultado mostrado no gráfico. Suponha que essa ten-
dência linear observada no monitoramento se prolongue
pelos próximos meses.

O gráfico dessa função intersecta o eixo y em um ponto Nas condições dadas, qual o tempo mínimo, após o sexto
de ordenada igual a mês, para que o reservatório atinja o nível zero de sua
a) 62,5 b) 31,5 c) 161 capacidade?
d) 34,5 e) 80,5 a) 2 meses e meio. b) 3 meses e meio.
c) 1 mês e meio. d) 4 meses.
RESOLUÇÃO: e) 1 mês.
A reta contém os pontos A(21; 3) e B(23; 0). A inter-
secção dessa reta com o eixo y é um ponto P(0; y). RESOLUÇÃO:
Como A, B e P estão alinhados, resulta Seja x, em meses, o tempo mínimo, após o início do
monitoramento, para que o reservatório atinja o seu
21 3 1
23 0 1 = 0 ⇒ y = 34,5. nível zero.
0 y 1 Os pontos (1; 30), (6; 10) e (x; 0) pertencem à mesma
reta representada no gráfico apresentado. Sendo
Resposta: D assim, temos:
1 30 1
6 10 1 = 0 ⇒ x = 8,5
x 0 1
Assim, em meses, o tempo mínimo, após o sexto
mês, para que o reservatório atinja o seu nível zero é
8,5 – 6,0 = 2,5.
Resposta: A

90 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 19/12/2023 10:17 Página 91

Geometria Plana FRENTE 4

MATEMÁTICA
MÓDULO 11 Teorema de Pitágoras

Enunciado c H b
D C
Num triângulo retângulo ABC, reto em A, vale a
seguinte relação: (BC)2 = (AB)2 + (AC)2 ou “o quadrado
c
da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados a
das medidas dos catetos”. b a G
Demonstração
Seja o triângulo ABC da figura seguinte, no qual
__ __ __ __
AB ⬜ AC e AD ⬜ BC. E
a
b
a
c

A b F c B

Os triângulos ABC e DBA são semelhantes pelo Na figura acima, temos:


critério (AA~). b.c
AEFGH + 4 . AAEF = AABCD ⇒ a2 + 4 . –––– = (b + c)2 ⇒
Assim: 2

AB BC 2 ⇒ a2 + 2bc = b2 + 2bc + c2 ⇒ a2 = b2 + c2
––––– = ––––– ⇔ BC . BD = (AB) (I)
DB BA
Cálculo da medida da diagonal de um quadrado
Os triângulos ABC e DAC são semelhantes pelo em função da medida do seu lado
critério (AA~).
Seja ABCD um quadrado de lado ᐉ e de diagonal d.
Assim:
AC BC
––––– = ––––– ⇔ BC . DC = (AC)2 (II)
DC AC

Somando-se (I) e (II), membro a membro, tem-se:

BC . BD + BC . DC = (AB)2 + (AC)2 ⇔

⇔ BC . (BD + DC) = (AB)2 + (AC)2 ⇔

⇔ BC . BC = (AB)2 + (AC)2 ⇔

⇔ (BC)2 = (AB)2 + (AC)2


Aplicando o Teorema de Pitágoras ao triângulo

Existem várias maneiras de demonstrar o Teorema retângulo ABD, temos: (BD)2 = (AB)2 + (AD)2
de Pitágoras. A seguir, temos uma demonstração do Assim:
Teorema de Pitágoras na qual foi usada a “área das
d2 = ᐉ2 + ᐉ2 ⇔ d2 = 2ᐉ2 ⇔ d = 
2ᐉ2 ⇔ d = ᐉ 
2
figuras planas”.

– 91
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 92

Cálculo da altura h de um triângulo equilátero em Os triângulos MBA e MCA são congruentes pelo
função do lado  critério LLL e assim são retângulos em M.

Seja ABC um triângulo equilátero de lado , cujo


MATEMÁTICA


ponto médio do lado BC é M. Aplicando o Teorema de Pitágoras a um deles, temos:

2

h2 +   =
–––
2
2 32
⇔ h2 = ––––
2
⇔h=
32
–––– ⇔
4

 3
⇔ h = ––––––
2

Aplicação

No exercício a seguir, temos uma aplicação Na figura ao lado, que representa o projeto de uma
prática do Teorema de Pitágoras. escada com 5 degraus de mesma altura, o comprimento
total do corrimão é igual a
a) 1,8m b) 1,9m c) 2,0 m
d) 2,1m e) 2,2 m
Resolução

No triângulo ABC da figura, temos: x 2 = 90 2 + 120 2


⇔ x = 150
O comprimento do corrimão é PC + CB + BR e,
portanto, 30cm + 150cm + 30cm = 210cm = 2,1 m
Resposta: D

92 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 93

1. A altura de um triângulo equilátero de lado “” mede: 2. (UFPE) – Na figura abaixo, o triângulo ABC é equilá-

MATEMÁTICA

tero e cada um de seus lados mede 8 cm. Se AD é uma
  2  3 —
a) ––– b) ––––– c)  2 d) ––––– e)  3 altura do triângulo ABC e M é o ponto médio de AD, então
2 2 2 —
a medida de CM é:
RESOLUÇÃO:

1 
3
a) –– cm b) ––– cm c) 
7 cm
2 2
No triângulo retângulo MBC, de acordo com o
Teorema de Pitágoras, tem-se: 
2
d) 2 
7 cm e) ––– cm
2
32 2
  3
 
h2 + ––
2
= 2 ⇔ h2 = –––– ⇔ h = –––––
4 2
RESOLUÇÃO:
Resposta: D
AB 3 8 3
1) AD = ––––––– ⇔ AD = ––––– ⇔ AD = 4 3
2 2

BC 8
2) DC = –––– ⇔ DC = ––– ⇔ DC = 4
2 2

AD 4 3
3) DM = –––– ⇔ DM = ––––– ⇔ DM = 2 3
2 2

4) (CM)2 = (DM)2 + (DC)2

Assim: (CM)2 = (2 3 )2 + 42 ⇔ (CM)2 = 28 ⇔

⇔ CM =  ⇔ CM = 2 7
28

Resposta: D

– 93
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 94

3. (FUVEST) – No jogo de bocha, disputado num 4. (UNICAMP) – Para trocar uma lâmpada, Roberto
terreno plano, o objetivo é conseguir lançar uma bola de encostou uma escada na parede de sua casa, de forma
raio 8 o mais próximo possível de uma bola menor, de raio que o topo da escada ficou a uma altura de 4 m. Enquanto
MATEMÁTICA

4. Num lançamento, um jogador conseguiu fazer com que Roberto subia os degraus, a base da escada escorregou
as duas bolas ficassem encostadas, conforme ilustra a por 1 m, tocando o muro paralelo à parede, conforme
figura abaixo. A distância entre os pontos A e B, em que ilustração abaixo. Refeito do susto, Roberto reparou que,
as bolas tocam o chão, é: após deslizar, a escada passou a fazer um ângulo de 45°
com o piso horizontal.

a) 8 b) 6 2 c) 8 2 d) 4 3 e) 6 3

RESOLUÇÃO:

A distância entre a parede da casa e o muro equivale a


a) (4 
3 + 1) metros. b) (3 
2 – 1) metros.
c) (4 
3 ) metros. d) (3 
2 – 2) metros.

x2 + 42 = 122 ⇔ x2 = 144 – 16 ⇔ x2 = 128 ⇔ RESOLUÇÃO:


⇔ x = 128 ⇔ x = 8 2
Resposta: C

Na figura 2, temos y2 = x2 + x2 ⇔ y = x 
2.
Na figura 1, temos y2 = 42 + (x – 1)2.
2
Assim, (x 
2 ) = 42 + (x – 1)2 ⇔ 2x2 = 16 + x2 – 2x + 1 ⇔

⇔ x2 + 2x – 17 = 0 ⇔ x = 3 
2 – 1, pois x > 1.
Resposta: B

94 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 95

MÓDULO 12 Relações Métricas nos Triângulos Retângulos

1. Projeção Ortogonal de um Segmento No triângulo retângulo ABC da figura, temos:

MATEMÁTICA
^
–– a) ΔAHB  ΔCAB pelo critério (AA), pois o ângulo B
Dados um segmento de reta AB e uma reta r, cha- ^ ^
–– é comum e AHB = CAB = 90°.
ma-se projeção ortogonal de AB sobre r o segmento de
— b) ΔAHC  ΔBAC pelo critério (AA), pois o ângulo
reta A’B’ determinado pela intersecção da reta r com as re-
^ ^ ^
tas que passam pelos pontos A e B e são perpendiculares C é comum e AHC = BAC = 90°.
a r. Da semelhança dos triângulos, obtêm-se as seguin-
tes relações:
1) O quadrado da medida de um cateto é igual ao
produto da medida da hipotenusa pela medida da
projeção ortogonal deste cateto sobre a hipotenusa
(Relação de Euclides).

(cateto)2 = hipotenusa x projeção

Assim, temos:
2. Elementos de um Triângulo Retângulo
c2 = a . m e b2 = a . n
No triângulo retângulo ABC da figura, temos:
Demonstrações
• A, B, e C são vértices;
–––
• a é a medida da hipotenusa BC ; I) ΔAHB  ΔCAB II) ΔAHC  ΔBAC
–– ––
• b e c são as medidas dos catetos AC e AB, respec-
AB BH AC CH
tivamente; –––– = –––– –––– = ––––
CB BA BC CA
––
• h é a medida da altura AH relativa à hipotenusa;
––– c m b n
• m é a medida da projeção ortogonal BH do cate- ––– = ––– ––– = –––
–– a c a b
to AB sobre a hipotenusa;
–– c2 = a . m
• n é a medida da projeção ortogonal CH do cateto b2 = a . n
––
AC sobre a hipotenusa.
2) Num triângulo retângulo, o quadrado da me-
dida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados das
medidas dos catetos (Teorema de Pitágoras).

(hipotenusa)2 = (cateto)2 + (cateto)2

Assim, temos:
a 2 = b2 + c 2

3. Relações Métricas num Triângulo Retângulo Demonstração


Vamos somar membro a membro as Relações de
Euclides obtidas anteriormente.


c2 = a . m
+
b2 = a . n
––––––––––––––
b2 + c2 = a . m + a . n ⇔ b2 + c2 = a . (m + n) ⇔
⇔ b2 + c2 = a . a ⇔ a2 = b2 + c2

– 95
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 96

3) O quadrado da medida da altura relativa à 4) O produto da medida da hipotenusa pela


hipotenusa é igual ao produto das medidas das medida da altura relativa à hipotenusa é igual ao
projeções dos catetos sobre a hipotenusa. produto das medidas dos catetos.
MATEMÁTICA

(altura)2 = projeção x projeção hipotenusa x altura = cateto x cateto

Assim, temos: Assim, temos:


h2 =m.n a.h=b.c

Demonstração Demonstração

AH HB HA AB
ΔAHB  ΔCHA ⇔ –––– = –––– ⇔ ΔHAB  ΔACB ⇔ –––– = –––– ⇔
CH HA AC CB
h m h c
⇔ ––– = ––– ⇔ h 2 = m . n ⇔ ––– = ––– ⇔ a . h = b . c
n h b a

Aplicações
2. (PUC-SP) – No esquema abaixo, a reta AB
representa a trajetória de um navio e no ponto I localiza-
Nos exercícios a seguir, temos aplicações práticas
se uma ilha.Quando o navio se encontra no ponto A,
das relações métricas nos triângulos retângulos.
AI = 60km e, quando o navio está em B, BI = 48km. Se
BI é a menor das distâncias do navio à ilha, quando o
1. (MACKENZIE) – Considere um poste perpendicular
navio estiver em C, a distância dele à ilha será, em
ao plano do chão. Uma aranha está no chão, a 2m do
quilômetros:
poste, e começa a se aproximar dele no mesmo
instante em que uma formiga começa a subir no poste.
A velocidade da aranha é de 16cm por segundo e a da
formiga é de 10cm por segundo. Após 5 segundos do
início dos movimentos, a menor distância entre a aranha
a) 40 b) 60 c) 80 d) 100 e) 120
e a formiga é:
Resolução
a) 2,0m b) 1,3m c) 1,5m d) 2,2m e) 1,8m
Resolução


Como BI é a menor das distâncias do navio a ilha, pode-
— — —
mos concluir que BI é perpendicular a AC e, portanto, BI
é altura relativa à hipotenusa do triângulo retângulo IAC.
I) No ΔABI, temos:
Após 5 segundos, a aranha andou
(AI)2 = (AB)2 + (BI)2 ⇔ 602 = (AB)2 + 482 ⇒ AB = 36 km
16cm . 5 = 80cm = 0,8m e está a 1,2m do poste.
Após os mesmos 5 segundos, a formiga subiu II) No ΔAIC, temos:
10cm . 5 = 50cm = 0,5m do solo. (AI)2 = (AC) . (AB) ⇔ 602 = (AC) . 36 ⇒ AC = 100 km
Nesse instante, a menor distância entre a aranha e a III) No ΔAIC, temos:
— (AC)2 = (AI)2 + (CI)2 ⇔ 1002 = 602 + (CI)2 ⇒ CI = 80 km
formiga é dada pela hipotenusa AF do triângulo AFP.
Assim sendo, AF2 = AP2 + PF2 ⇒ AF2 = 1,22 + 0,52 ⇔ Assim, quando o navio estiver em C, a distância dele à
⇔ AF = 1,3 m ilha será de 80 km.
Resposta: B Resposta: C

96 –
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1. (CESGRANRIO-RJ) – No retângulo ABCD de lados 2. (FGV) – Queremos desenhar, no interior de um

MATEMÁTICA

AB = 4 e BC = 3, o segmento DM é perpendicular à retângulo ABCD, um losango AICJ com vértice I sobre o
— —
diagonal AC. O segmento AM mede: lado AB do retângulo e vértice J sobre o lado CD. Se as
medidas dos lados do retângulo são AB = 25 cm e
BC = 15 cm, então a medida do lado do losango é:
a) 13 cm b) 15 cm c) 17 cm
d) 18 cm e) 15 2 cm

RESOLUÇÃO:

3 12 5 9
a) ––– b) ––– c) ––– d) ––– e) 2
2 5 2 5

RESOLUÇÃO:

x2 = 152 + (25 – x)2 ⇔ 50x = 850 ⇔ x = 17


Resposta: C

1) No triângulo retângulo BAC, tem-se

AC = 42 + 32 = 5.

2) No triângulo retângulo DAC, tem-se


(AD)2 = AC . AM
9
Assim, 32 = 5 . AM ⇔ AM = –––
5
Resposta: D

– 97
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3. (FUVEST) – Uma folha de papel ABCD de formato 4. (UFTM-MG) – A partir de um quadrado ABCD de lado

retangular é dobrada em torno do segmento EF de medindo 8 cm, desenha-se uma circunferência que passa

maneira que o ponto A ocupe a posição de G como pelos vértices A e D e é tangente ao lado BC. A medida
MATEMÁTICA

mostra a figura. Se AE = 3 e BG = 1 então a medida do do raio da circunferência desenhada, em cm, é:



segmento AF é a) 4 b) 5 c) 4 2 d) 6 e) 5 2

3 5 7 5
a) ––––– b) ––––– RESOLUÇÃO:
2 8

3 5 3 5
c) ––––– d) –––––
4 5

5
e) ––––
3

RESOLUÇÃO:

No triângulo retângulo MOD, em que OD = x, MD = 4


e OM = 8 – x, de acordo com o Teorema de Pitágoras,
tem-se:
(OD)2 = (OM)2 + (MD)2
Assim: x2 = (8 – x)2 + 42 ⇔ x2 = 64 – 16x + x2 + 16 ⇔
⇔ 16x = 80 ⇔ x = 5
Resposta: B

Como os triângulo AEF e GEF são congruentes,


temos:
AF = GF = x e EA = EG = 3.
— —
Sendo EH ⊥ BC, temos HB = 3 e HG = 3 – 1 = 2
Assim, no triângulo EHG, temos:

(EH)2 + 22 = 32 ⇔ EH = 5

Logo, FB = 5 – x e, portanto, no triângulo FBG,

temos:

(GF)2 = (FB)2 + (BG)2 ⇔ x2 = ( 5 – x)2 + 12 ⇔


3 5
⇔ x2 = 5 – 2 5x + x2 + 1 ⇔ 2 5x = 6 ⇔ x = –––––
5
Resposta: D

98 –
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MÓDULO 13 Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer

MATEMÁTICA
1. Triângulo Acutângulo

“Em todo triângulo acutângulo, o quadrado da medida


do lado oposto a um ângulo agudo é igual à soma dos qua-
drados das medidas dos outros dois lados, MENOS duas
vezes o produto da medida de um deles pela medida da
projeção do outro sobre ele.”
Assim, no triângulo acutângulo ABC da figura, Demonstração
tem-se: 1) c2 = h2 + m2 ⇒ h2 = c2 – m2 ⇔ h2 = c2 – (a + n)2
c2 = a2 + b2 – 2 an
2) b2 = h2 + n2 ⇔ h2 = b2 – n2

De (1) e (2), tem-se:

c2 – (a + n)2 = b2 – n2 ⇔ c2 = a2 + b2 + 2 an

3. Natureza de Triângulos

Sejam a, b, e c, respectivamente, as medidas dos


–– –– ––
lados BC, AC e AB do triângulo ABC da figura.

Demonstração

1) c2 = h2 + m2 ⇔ h2 = c2 – m2 ⇔ h2 = c2 – (a – n)2

2) b2 = h2 + n2 ⇔ h2 = b2 – n2

De (1) e (2), tem-se:

c2 – (a – n)2 = b2 – n2 ⇔ c2 = a2 + b2 – 2 an

Lembrando que, num triângulo, ao maior lado se opõe


2. Triângulo Obtusângulo ––
o maior ângulo, e sendo BC o maior lado do triângulo,
temos:
“Em todo triângulo obtusângulo, o quadrado da ^
medida do lado oposto ao ângulo obtuso é igual à soma • a2 = b2 + c2 ⇔ A = 90° ⇔ ΔABC é retângulo
dos quadrados das medidas dos outros dois, MAIS duas (Teorema de Pitágoras).
vezes o produto da medida de um deles pela medida da ^
• a2 < b2 + c2 ⇔ A < 90° ⇔ ΔABC é acutângulo,
projeção do outro sobre ele.”
pois o maior ângulo é agudo.
Assim, no triângulo obtusângulo ABC da figura,
^
tem-se: • a2 > b2 + c2 ⇔ A > 90° ⇔ ΔABC é obtusângulo,
c2 = a2 + b2 + 2 an pois o maior ângulo é obtuso.

– 99
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 100

Aplicação
MATEMÁTICA

No exercício a seguir, temos aplicação prática das


relações métricas nos triângulos quaisquer.

Com os dados da figura seguinte, na qual a = BC,


b = AC, c = AB, m = BD, n = DC e x = AD, prove que:
b2m + c2n = ax2 + amn No triângulo obtusângulo ADC, tem-se:
b2 = x2 + n2 + 2nz ⇔ b2m = mx2 + mn2 + 2mnz (I)
No triângulo acutângulo ABD, tem-se:
c2 = x2 + m2 – 2mz ⇔ c2n = nx2 + m2n – 2mnz (II)
Somando-se (I) e (II), membro a membro, tem-se:
b2m + c2n = mx2 + nx2 + mn2 + m2n ⇔

Resolução ⇔ b2m + c2n = (m + n)x2 + (m + n)mn ⇔


__ __
Seja z a medida da projeção de AD sobre BC . ⇔ b2m + c2n = ax2 + amn

1. Em um triângulo ABC, tem-se AB = 3, AC = 6 e 2. (FUVEST-SP) – No quadrado ABCD de lado 12,


^
BC = 7. Esse triângulo é temos AE = 13 e CF = 3. O ângulo AEF é agudo, reto ou
a) equilátero. b) isósceles. c) retângulo. obtuso? Justifique.
d) acutângulo. e) obtusângulo.

RESOLUÇÃO:


(AB)2 = 9
⇒ (AB)2 + (AC)2 = 45
(AC)2 = 36
(BC)2 = 49
Portanto: (BC)2 ⬎ (AB)2 + (AC)2 RESOLUÇÃO:

Resposta: E

Agudo, pois:
(AF)2 = 152 ⇔ (AF)2 = 225
(AE)2 = 132 ⇔ (AE)2 = 169
(EF)2 = 72 + 32 ⇔ (EF)2 = 58
Como 225 ⬍ 169 + 58, então: α ⬍ 90°
Resposta: agudo.

100 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 19/12/2023 10:42 Página 101

3. (FUVEST) – Os lados de um triângulo medem 


5, 4. (MACKENZIE-SP) – Na figura seguinte, onde as
diagonais do quadrilátero convexo são perpendiculares,

10 e 5. Qual o comprimento da altura relativa ao lado —
AB mede:
maior?

MATEMÁTICA
a) 
1 b) 
2 c) 
3 d) 
5 e) 
15

RESOLUÇÃO:

x2 + h2 = 5
(5 – x)2 + h2 = 10 
⇒ x2 – (5 – x)2 = – 5 ⇔ 10x = 20 ⇔ x = 2
5
a) 
11 b) 
7 c) 
13 d) –– e) 3
Assim, 22 + h2 =5⇒ h2 = 1 ⇒ h = 
1. 2

Resposta: A
RESOLUÇÃO:

De acordo com o teorema de Pitágoras, tem-se:

a2 + d2 = x2
b2 + c2 = 42  ⇒a 2 + b2 + c2 + d2 = x2 + 16 (I)

a2 + c2 = 22
b2 + d2 = 52  ⇒a 2 + b2 + c2 + d2 = 29 (II)

De (I) e (II): x2 + 16 = 29 ⇔ x = 


13
Resposta: C

– 101
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MÓDULO 14 Lugares Geométricos


1. Distância entre Duas Figuras 2. Definição de Lugar Geométrico
MATEMÁTICA

Dadas duas figuras planas, F1 e F2, a distância d entre Uma figura é um lugar geométrico se, e somente se,
elas é a medida do menor segmento de reta que se todos os seus pontos e apenas eles possuem uma
pode obter, tomando um ponto em cada figura. certa propriedade. Apresentaremos, a seguir, os principais
lugares geométricos.

3. Circunferência

A circunferência é o lugar geométrico dos pontos de


um plano, cujas distâncias a um ponto fixo O deste plano
são uma constante r dada.

Exemplos
1) Ponto e reta

2) Retas paralelas O ponto O é o centro da circunferência e a constante


r é a medida do raio.
Observe que qualquer ponto da circunferência está
a uma distância r do ponto O e que qualquer ponto do
plano que está a uma distância r do ponto O pertence à
3) Retas concorrentes circunferência.

4. Par de Paralelas

O lugar geométrico dos pontos de um plano, que


distam uma constante k dada de uma reta r desse plano,
4) Ponto e circunferência é o par de retas paralelas à reta r e a uma distância k
desta reta.

5) Reta e circunferência

Observe que qualquer ponto de uma das retas do par


de paralelas está a uma distância k da reta r, e que
qualquer ponto do plano que está a uma distância k da
reta r é elemento de uma das retas do par de paralelas.

102 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 103

5. Mediatriz

A mediatriz é o lugar geométrico dos pontos de um

MATEMÁTICA
plano que equidistam dos extremos de um segmento
deste plano.

8. Bissetriz no Triângulo

É o segmento com extremos num vértice e na reta


Assim, qualquer ponto da mediatriz mAB do seg- suporte do lado oposto, contido na bissetriz do ângulo do
–– vértice.
mento de reta AB da figura equidista de A e B, e qualquer
ponto do plano que equidista de A e B pertence a mAB. As bissetrizes internas interceptam-se num ponto
chamado “INCENTRO” que é o centro da circunferência
6. Par de Retas Perpendiculares tangente internamente aos lados do triângulo (circun-
ferência inscrita).

Exemplo
— — —
ASA, BSB e CSC são as bissetrizes internas do triân-

gulo ABC.

I é o INCENTRO.

O lugar geométrico dos pontos de um plano, que


equidistam de duas retas concorrentes deste plano, é um
par de retas perpendiculares entre si e que contém as
bissetrizes dos ângulos formados pelas concorrentes.

7. Mediana
Observação
É o segmento com extremos num vértice e no ponto As bissetrizes externas interceptam-se duas a duas
médio do lado oposto. em três pontos denominados EX-INCENTROS e
Todo triângulo tem três medianas, que se intercep- estes são centros das circunferências que tan-
tam num ponto chamado "BARICENTRO". genciam as retas suportes dos lados do triângulo.
O baricentro divide cada mediana na razão 2:1.
Exemplo 9. Mediatriz no Triângulo
–— –— –—
AMA, BMB e CMC são as medianas do triângulo ABC.
É a reta perpendicular ao lado no ponto médio.
G é o BARICENTRO.
Todo triângulo tem três mediatrizes que se inter-
AG BG CG 2 ceptam num ponto chamado “CIRCUNCENTRO”.
–––––– = –––––– = –––––– = ––– O circuncentro é o centro da circunferência que contém
GMA GMB GMC 1
os vértices do triângulo (circunferência circunscrita).

– 103
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Exemplo 11. Particularidades


— , M — e M— são, respectivamente, as media-
MAB BC AC
— — — • Os pontos notáveis do triângulo têm nomes cujas
trizes dos lados AB, BC e AC.
MATEMÁTICA

iniciais formam a sigla "BICO".


O é o CIRCUNCENTRO.
• Em todo triângulo isósceles, os pontos notáveis são
alinhados.
• Em todo triângulo equilátero, os pontos notáveis
são coincidentes.

Aplicações

Nos exercícios 1 e 2 a seguir, temos exemplos


de aplicação prática de lugares geométricos e
pontos notáveis do triângulo, respectivamente.

Observação
1. (FGV) – A cidade D localiza-se à mesma distân-
O circuncentro de um triângulo é interno, ponto
cia das cidades A e B, e dista 10 km da cidade C. Em
médio da hipotenusa ou externo ao triângulo,
um mapa rodoviário de escala 1:100 000, a
conforme este seja acutângulo, retângulo ou obtu-
sângulo, respectivamente. localização das cidades A, B, C e D mostra que A, B
e C não estão alinhadas. Nesse mapa, a cidade D
está localizada na intersecção entre
10. Altura
a) a mediatriz de AB e a circunferência de centro C
É o segmento com extremos num vértice e na reta e raio 10cm.
suporte do lado oposto, sendo perpendicular a esta. b) a mediatriz de AB e a circunferência de centro C

Todo triângulo tem três alturas, cujas retas suportes e raio 1cm.
c) as circunferências de raio 10cm e centros A, B e C.
interceptam-se num ponto chamado "ORTOCENTRO". ^ ^
Exemplo d) as bissetrizes de CAB e CBA e a circunferência de
–—
— –— –— centro C e raio 10cm.
AHA, BHB e CHC são, respectivamente, as alturas ^ ^
e) as bissetrizes de CAB e CBA e a circunferência de
— — —
relativas aos lados BC, AC e AB. centro C e raio 1cm.
Resolução
O é o ORTOCENTRO.
A figura a seguir ilustra uma possível distribuição das
O triângulo HAHBHC é denominado triângulo órtico. cidades A, B, C e D, de acordo com os dados do
enunciado.

Observação
O ortocentro de um triângulo é interno, vértice do
ângulo reto ou externo ao triângulo, conforme este
seja acutângulo, retângulo ou obtusângulo, respec-
tivamente.

104 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 105

I. A cidade D equidista das cidades A e B e, portanto, podemos afirmar que este triângulo
está na mediatriz do segmento AB. a) é acutângulo. b) é retângulo.

MATEMÁTICA
II. A cidade D dista 10km = 1.000.000cm da cidade c) é obtusângulo. d) não é isósceles.
C. Assim, em um mapa de escala 1 : 100 000, a e) pode ser equilátero.
cidade D está na circunferência de centro C e raio Resolução
10cm.
III. De I e II, conclui-se que a cidade D está localizada
na intersecção entre a mediatriz de AB e a
circunferência de centro C e raio 10cm.
Resposta: A

2. (UNESP) – Sejam A, B, C pontos distintos no


interior de um círculo, sendo C o centro dele. Se O triângulo é retângulo, pois o centro da circunferência
construirmos um triângulo inscrito no círculo com um circunscrita é o ponto médio da hipotenusa.
lado passando por A, outro por B e outro por C, Resposta: B

1. Na figura seguinte, o ponto I é o centro da circunfe- 2. (UNESP-SP) – Defina baricentro de um triângulo.


rência inscrita no triângulo ABC.
RESOLUÇÃO:
O baricentro é o centro de gravidade do triângulo. Ele
é determinado pela intersecção das medianas do
triângulo e divide cada mediana na razão 2 : 1.

Pode-se afirmar que


a) I é o baricentro do triângulo ABC.
b) I é o ortocentro do triângulo ABC.
c) I é o ponto de intersecção das medianas do triângulo
ABC. PB = 2 . BMP
d) I é o ponto de intersecção das bissetrizes dos ângulos QB = 2 . BMQ
internos do triângulo ABC. RB = 2 . BMR
e) I é o ponto de intersecção das mediatrizes dos lados do
triângulo ABC.

RESOLUÇÃO:
I é o incentro do triângulo ABC e, portanto, trata-se
do ponto de intersecção das bissetrizes dos ângulos
internos do triângulo ABC.
Resposta: D

– 105
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3. Na figura seguinte, o ponto C é o centro da RESOLUÇÃO:


circunferência circunscrita ao triângulo DEF. Ortocentro, pois é sempre o ponto de intersecção das
retas suportes das alturas dos triângulos.
MATEMÁTICA

5. (MACKENZIE-SP) – Se, na figura, T é o incentro do


triângulo MNP, a medida do ângulo α é:
Pode-se afirmar que
a) C é o baricentro do triângulo DEF.
b) C é o incentro do triângulo DEF.
c) C é o ponto de intersecção das medianas do triângulo
DEF.
d) C é o ponto de intersecção das alturas do triângulo
DEF.
e) C é o ponto de intersecção das mediatrizes dos lados
do triângulo DEF.

RESOLUÇÃO:
C é o circuncentro do triângulo DEF e, portanto, trata- a) 45° b) 50° c) 60° d) 70° e) 80°
se do ponto de intersecção das mediatrizes dos lados
do triângulo DEF. RESOLUÇÃO:
Resposta: E

4. Como se chama o ponto H das figuras a seguir?

x + y = 50° e α + 2x + 2y = 180°
Assim: α + 2 . 50° = 180° ⇔ α = 80°
Resposta: E

106 –
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MÓDULO 15 Pontos e Segmentos Notáveis no Triângulo

1. Incentro Circuncentro é o ponto de intersecção das media-

MATEMÁTICA
trizes dos lados do triângulo.
Incentro é o ponto de intersecção das bissetrizes O circuncentro equidista dos vértices do triângulo e é
internas do triângulo. o centro da circunferência circunscrita (que contém os
O incentro equidista dos lados do triângulo e é o cen- vértices) ao triângulo.
tro da circunferência inscrita (circunferência tangente
aos lados) no triângulo.
É importante saber que:

a) O circuncentro do triângulo
acutângulo é sempre um ponto da
região interior do triângulo.

b) O circuncentro do triângulo
obtusângulo é sempre um ponto da
Ex-incentros região exterior do triângulo.
As bissetrizes externas interceptam-se duas a duas
c) O circuncentro do triângulo
em três pontos, denominados ex-incentros, e estes são
retângulo é o ponto médio da hipo-
centros de circunferências que tangenciam as retas
tenusa.
suportes dos lados do triângulo.

3. Baricentro

Baricentro é o ponto de intersecção das medianas


do triângulo.

2. Circuncentro

O baricentro é o centro de gravidade do triângulo e

divide cada mediana na razão 2 : 1.

Assim, PB QB RB 2
––––– = ––––– = ––––– = –––
BMP BMQ BMR 1

– 107
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4. Ortocentro 5. Particularidades

Ortocentro é o ponto de intersecção das retas su- a) No triângulo isósceles, os quatro pontos notáveis
MATEMÁTICA

portes das alturas do triângulo. são alinhados.

É importante saber que:

a) O ortocentro do triângulo
acutângulo é sempre um
ponto da região interior do
triângulo.

b) O ortocentro do triângulo
obtusângulo é sempre um
ponto da região exterior do b) No triângulo equilátero, os quatro pontos notá-
triângulo. veis são coincidentes.

c) O ortocentro do triângulo
retângulo é o vértice do
ângulo reto.

Triângulo órtico
Aplicação
Num triângulo acutângulo ABC, os pontos HA, HB e
— No exercício a seguir, temos uma aplicação prática
HC, que são, respectivamente, os pés das alturas AHA,
de pontos notáveis do triângulo.
— —
BHB e CHC, determinam um triângulo denominado órtico.
Três canos de forma cilíndrica e de
mesmo raio r, dispostos como
O ortocentro do triângulo ABC é o incentro do triân- indica a figura ao lado, devem ser
gulo órtico. colocados dentro de outro cano
cilíndrico de raio R, de modo a
ficarem presos sem folga. Expresse
o valor de R em termos de r para que isso seja
possível.
Resolução
R = OC + r ⇔
2 2r 3
⇔ R = –––
3 . 2 +r⇔
–––––

2 3 r + 3r
⇔ R = ––––––––––– ⇔
3
r(3 + 2 3 )
⇔ R = –––––––––––
O é o incentro do triângulo HA HB HC. 3
r(3 + 2 3 )
Resposta: R = –––––––––––
3

108 –
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1. (UNIFESP-SP) – Tem-se um triângulo equilátero em RESOLUÇÃO:

MATEMÁTICA
→ →
que cada lado mede 6 cm. O raio do círculo circunscrito a As semirretas AI e BI são as bissetrizes dos ângulos
esse triângulo, em centímetros, mede: ^ ^
CAB e CBA, respectivamente.
a) 3 b) 2 3 c) 4 d) 3 2 e) 3 3

RESOLUÇÃO:

Assim, os triângulos DAI e BEI são isósceles, em que


Na figura, O é o circuncentro, que coincide com o AD = DI = x e BE = EI = y.
baricentro do triângulo equilátero ABC, de lado Logo, o perímetro do triângulo CDE é dado por:
 = 6 cm e altura h.
CD + DE + EC = (7 – x) + (x + y) + (8 – y) = 7 + 8 = 15
Assim:
Resposta: B
 3 6 3
1) h = ––––– = ––––– cm = 3 3 cm
2 2
2
2) OA = ––– . h
3
2
Logo: R = ––– . 3 3 cm ⇔ R = 2 3 cm
3
Resposta: B
3. (FUVEST) – Na figura, ABCD é um quadrado de 6 cm

de lado, M é o ponto médio do lado DC e A é o ponto

2. A reta r da figura plana seguinte passa pelo incentro médio de PC.

I do triângulo ABC, é paralela à reta suporte do lado AB
— —
desse triângulo e intercepta os lados CA e CB nos pontos
D e E, respectivamente. Se AB = 9, BC = 8 e CA = 7,
então o perímetro do triângulo CDE é igual a:

––
Calcule a medida do segmento DN.

a) 14 b) 15 c) 16 d) 17 e) 18

– 109
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RESOLUÇÃO: Utilize 1,7 como aproximação para 


3.
O valor de R, em centímetros, é igual a:
a) 64,0 b) 65,5 c) 74,0 d) 81,0 e) 91,0
MATEMÁTICA

RESOLUÇÃO:
E
10 cm
D

N é o baricentro do triângulo DCP. 30 cm

2 2 C
Assim, DN = –– . DA ⇔ DN = –– . 6 ⇔ DN = 4 cm.
3 3 30 cm
R

cm
Resposta: DN = 4 cm

60
O

A B

De acordo com a figura e o enunciado, tem-se:


4. Em um sistema de dutos, três canos
iguais, de raio externo 30 cm, são sol- R = OC + CD + DE
dados entre si e colocados dentro de um cano de raio 2 60 3
Assim: R = ––– . –––––– + 30 + 10 ⇔
maior, de medida R. Para posteriormente ter fácil 3 2
manutenção, é necessário haver uma distância de ⇔ R = 20 
3 + 40 ⇔ R = 34 + 40 ⇔ R = 74
10 cm entre os canos soldados e o cano de raio maior.
Resposta: C
Essa distância é assegurada por um espaçador de metal,
conforme a figura:

110 –
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MÓDULO 16 Ângulos na Circunferência


1. Elementos da Circunferência ––

MATEMÁTICA
t ⬜ OT e dist (T; O) = r
Numa circunferência de centro O e raio r, define-se:
a) Corda
Corda de uma circunferência é qualquer segmento
de reta cujas extremidades são pontos distintos da cir-
cunferência.
b) Diâmetro
Diâmetro de uma circunferência é qualquer corda
que passa pelo centro da circunferência.
A medida do diâmetro da circunferência é o dobro do
raio. Secante
Toda reta que possui dois pontos em comum com
uma circunferência é chamada reta secante ou simples-
mente secante à circunferência.
A distância do centro da circunferência a uma reta
secante é menor que o raio.

Externa
Toda reta que não possui ponto em comum com uma
circunferência é chamada reta externa ou simplesmente
c) Arco
externa à circunferência.
Arco de circunferência é cada uma das partes em
A distância do centro da circunferência a uma reta
que fica dividida uma circunferência quando tomamos
externa é maior que o raio.
dois pontos distintos nela.
d) Semicircunferência
Semicircunferência é todo arco cujas extremidades
são também extremidades de um diâmetro da circun-
ferência.

u é secante à circunferência; dist (O; u) < r

v é externa à circunferência; dist (O; v) > r

3. Ângulos na Circunferência

2. Posições Relativas de Reta e Circunferência Ângulo central


Ângulo central de uma circunferência é todo ângulo
Tangente que tem o vértice no centro da circunferência.

Toda reta com um único ponto em comum com uma


circunferência é chamada reta tangente ou simples-
mente tangente à circunferência.
Se a reta t é tangente à circunferência de centro O e
––
raio r no ponto T, então t é perpendicular a OT e a distân-
cia do ponto O à reta t é igual a r.

– 111
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Na figura, AB é o arco correspondente ao ângulo Ângulo excêntrico interior
^
central AOB. Ângulo excêntrico interior é todo ângulo que tem
Se tomarmos para unidade de arco (arco unitário), o como vértice um ponto (distinto do centro) da região
MATEMÁTICA

arco definido na circunferência por um ângulo central uni- interior de uma circunferência.
^
tário, teremos a medida do ângulo AOB igual à medida

do arco AB .


Assim, α = AB .

Ângulo inscrito
Ângulo inscrito numa circunferência é todo ângulo
que tem o vértice na circunferência e os lados secantes
^
a ela. Na figura, o ângulo APB é excêntrico interior e deter-
짰 ↔ ↔
mina na circunferência o arco AB. As retas PA e PB
interceptam a circunferência nos pontos C e D, respec-

tivamente, determinando o arco CD.
^
A medida do ângulo AP B é a metade da soma dos
짰 짰
arcos AB e CD .

A medida do ângulo inscrito é a metade da medida 짰 짰


AB + CD
do arco que ele determina na circunferência. Assim, Assim, α = ––––––
–––––– .
2

AB
α = –––– .
Ângulo excêntrico exterior
2
Ângulo excêntrico exterior é todo ângulo que tem
como vértice um ponto da região exterior de uma circun-
Ângulo de segmento
Ângulo de segmento é todo ângulo que tem como ferência e lados secantes ou tangentes à circunferência.
vértice um ponto da circunferência, sendo um dos lados
secante e o outro tangente à circunferência.

^
Na figura anterior, o ângulo APB é excêntrico exterior
Na figura, α é um ângulo de segmento e ele deter- 짰 짰
e determina na circunferência os arcos AB e CD.
mina na circunferência o arco ABy. ^
A medida do ângulo de segmento é a metade da A medida do ângulo A PB é a metade da diferença
짰 짰
medida do arco por ele determinado. entre os arcos AB e CD, por ele determinados.

짰 짰 짰
AB AB – CD
α = –––– . Assim, α = ––––––––– .
2
2

112 –
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Aplicação Resolução
Como α é um ângulo
No exercício a seguir, temos uma aplicação prática inscrito, que determina

MATEMÁTICA
de ângulos na circunferência. na circunferência de
centro O, circunscrita
(FUVEST) – Na figura abaixo, ABCDE é um petágono ao pentágono regular, o

regular. A medida, em graus, do ângulo α é: arco CD, temos:

짰 360°
CD = ––––– = 72°
5


CD 72°
Assim: α = ––––– = ––––– = 36°
2 2

a) 32° b) 34° c) 36° d) 38° e) 40° Resposta: C

^
1. (FGV) – A medida do ângulo ADC, inscrito na circun- RESOLUÇÃO:
ferência de centro O, é
C

D
a

70º

35º
A B
O

180º

^
a) 125° b) 110° c) 120° d) 100° e) 135° O ângulo ADC é do tipo inscrito e determina um arco
de 180° + 70°. Assim, a sua medida α é dada por
180° + 70°
α = –––––––––– ⇔ α = 125°
2
Resposta: A

– 113
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2. (MACKENZIE) – Na figura, as circunferências têm o 3. Na figura seguinte, BC é lado do triângulo equilátero
짰 짰 —
mesmo centro O e os menores arcos AB e EF são tais e DE é lado do hexágono regular inscritos na
짰 짰 짰
que AB = EF = 40°. circunferência. A medida do menor arco EC é:
MATEMÁTICA


A medida do menor arco CD é:
a) 50° b) 70° c) 65° d) 60° e) 80° a) 104° b) 114° c) 124° d) 134° e) 144°

RESOLUÇÃO: RESOLUÇÃO:

a
A B
40º

C D
x

E 40º F


40°
α = ––––
2 x – 40° 40°
⇒ ––––––– = –––– ⇒ x = 80°
x – 40° 2 2
α = ––––––– I) x + 120° + y + 60° = 360° ⇒ x + y = 180°
2
x–y
Resposta: E II) –––––– = 54° ⇒ x – y = 108°
2

III)  xx +– yy == 108°
180°
⇒
x = 144°
y = 36°

Resposta: E

114 –
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4. Os lados de um triângulo tangenciam a circunferência


inscrita em pontos que a dividem em três arcos cujas
medidas são diretamente proporcionais aos números 5,

MATEMÁTICA
6 e 7.

As medidas dos ângulos internos desse triângulo são:


a) 40°, 60° e 80°
b) 40°, 50° e 90°
c) 50°, 60° e 70°
d) 30°, 60° e 90°
e) 45°, 55° e 80°

RESOLUÇÃO:
A

a
7K

V
U

6K
5K
b g
B T C

1.o) 5K + 6K + 7K = 360° ⇒ K = 20°


6K + 5K – 7K
2.o) α = ––––––––––––– = 2K = 40°
2

7K + 5K – 6K
3.o) β = ––––––––––––– = 3K = 60°
2

6K + 7K – 5K
4.o) γ = ––––––––––––– = 4K = 80o
2

Resposta: A

– 115
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Potência de um Ponto em
MÓDULO 17
Relação a uma Circunferência
MATEMÁTICA

1. Potência de um Ponto em Relação a uma Circunferência

Dados um ponto P e uma circunferência λ, consideremos uma reta r que passa por P e intercepta λ nos pontos
A e B.
— —
Chama-se potência do ponto P em relação a λ, o produto das medidas dos segmentos PA e PB .

Potência de P em relação a λ = PA . PB

É importante observar que:


a) Se P é um ponto de λ, temos PA = 0 ou PB = 0 e, portanto, a potência é nula.
b) Se P ∉ λ e r é tangente a λ, temos A = B = T e, portanto, a potência do ponto, em relação à circunferência, é
PA . PB = PT . PT = (PT)2.

2. Propriedade da Potência de Ponto

A potência é uma característica do ponto em relação à circunferência, portanto, não depende da reta escolhida,
desde que intercepte a circunferência.

É importante destacar, pois:

116 –
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^ ^
A seguir, vamos demonstrar as propriedades de D AP  B CP, pois são ângulos inscritos que deter-
potência de ponto. minam mesmo arco.
a)

MATEMÁTICA
Como P é ângulo comum, podemos concluir que os
triângulos PAD e PCB são semelhantes.
Assim:
PA PD
––– = ––– ⇔ PA . PB = PC . PD
PC PB

PA . PB = PC . PD c)

Demonstração

D B

A C
PA . PB = (PT)2

^ ^
D AP  B CP, pois são ângulos inscritos que deter- Demonstração
minam mesmo arco.
^ ^
Como A PD  CPB são opostos pelo vértice,
podemos concluir que os triângulos PAD e PCB são
semelhantes.
Assim:
PA PD
––– = ––– ⇔ PA . PB = PC . PD
PC PB
^ ^ ^
A BT  ATP, pois A BT é um ângulo inscrito que deter-
짰 ^
b) mina o menor arco AT e ATP é um ângulo de segmento

que determina o menor AT.

Como P é ângulo comum, podemos concluir que os


triângulos PTA e PBT são semelhantes.
Assim:
PT PA
––– = ––– ⇔ PA . PB = (PT)2
PB PT
PA . PB = PC . PD

d)
Demonstração

A
B

D
C
PA = PB

– 117
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Demonstração
Seja O o centro da circunferência.
— — —
Como OA  OB (raios) e PO é lado comum, podemos
MATEMÁTICA

concluir que triângulos PAO e PBO são congruentes.

Assim, PA = PB .

Aplicações Calculando a potência do ponto C em relação à circun-


ferência da figura, tem-se: (OC)2 = CB . CA
Nos exercícios a seguir, temos aplicações práticas Assim, (OC)2 = 6,4 . 10 ⇔ (OC)2 = 64 ⇔ OC = 8
de potência de ponto.
Resposta: C

1. (UNIFESP) – Na figura, o segmento AC é per- 2. (UNESP) – Em uma residência, há uma área de lazer
pendicular à reta r. Sabe-se que o ângulo AÔB, com O com uma piscina redonda de 5m de diâmetro. Nessa área
sendo um ponto da reta r, será máximo quando O for há um coqueiro, representado na figura por um ponto Q.
o ponto onde r tangencia uma circunferência que
passa por A e B. Se AB representa uma estátua de
3,6m sobre um pedestal BC de 6,4 m, a distância OC,
para que o ângulo AÔB de visão da estátua seja
máximo, é

Se a distância de Q (coqueiro) ao ponto de tangência



T (da piscina) é 6m, a distância d = QP, do coqueiro à
piscina, é:
a) 4m b) 4,5m c) 5m d) 5,5m e) 6m
Resolução
a) 10m b) 8,2m c) 8m
d) 7,8m e) 4,6m
Resolução R 2,5 O 2,5 P d Q

6
T

QP . QR = (QT)2 ⇒ d . (d + 5) = 36 ⇔
⇔ d2 + 5d – 36 = 0 ⇒ d = 4, pois d > 0
Resposta: A

118 –
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1. (FUVEST) – O valor de x, na figura abaixo, é: 3. (MACKENZIE-SP) – Na figura, se MB = 18 cm e A,

MATEMÁTICA
a) 20/3 B e C são pontos de tangência, o perímetro do triângulo
b) 3/5 assinalado é igual a
c) 1
d) 4
e) 15

RESOLUÇÃO:
3
x . 10 = 3 . 2 ⇔ x = ––
5
Resposta: B a) 30 cm b) 32 cm c) 34 cm
d) 36 cm e) 38 cm

RESOLUÇÃO:
De acordo com a figura, e sendo MB = 18 cm, temos:

2. O valor de x na figura seguinte é:

a) 2 b) 4,5 c) 10 d) 16 e) 24

RESOLUÇÃO:
1) MB = MC = 18 cm
x . (x + 8) = 12 . (12 + 3) ⇔ x = 10, pois x > 0
2) PA = PB ⇒ MP + PA = MB = 18 cm
Resposta: C
3) QC = QA ⇒ MQ + QA = MC = 18 cm
4) MP + PQ + MQ = (MP + PA) + (QA + MQ) =
= MB + MC = 18 cm + 18 cm = 36 cm
Resposta: D

– 119
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4. (ITA-SP) – Seja E um ponto externo a uma


––– –––
circunferência. Os segmentos EA e ED interceptam essa
circunferência nos pontos B e A, e C e D, respec-
MATEMÁTICA

–––
tivamente. A corda AF da circunferência intercepta o
–––
segmento ED no ponto G. Se EB = 5, BA = 7, EC = 4,
GD = 3 e AG = 6, então GF vale
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

RESOLUÇÃO:

1) Pela potência do ponto E, tem-se:


EA . EB = EC . ED ⇔12 . 5 = 4 . (4 + 3 + GC) ⇔
⇔ GC = 8
2) Pela potência do ponto G, tem-se:
GA . GF = GC . GD ⇔ 6 . GF = 8 . 3 ⇔ GF = 4
Resposta: D

120 –
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MÓDULO 18 Área das Figuras Planas


1. Definição

MATEMÁTICA
Área de uma figura é um número, associado à sua
superfície, que exprime a relação existente entre esta su-
perfície e a superfície de um quadrado de lado unitário.
Dizemos que duas superfícies são equivalentes
quando possuem a mesma área.
Assim, S=b.h .
2. Área do Retângulo
5. Área do Losango
A área S de um retângulo é o produto das medidas
a e b de dois de seus lados consecutivos. O retângulo ABCD está dividido em oito triângulos
retângulos congruentes. O losango PQRS, cujas diago-
nais medem D e d, é composto por quatro desses triân-
gulos. A área S do losango é, portanto, a metade da área
do retângulo.

Assim,

Assim, S=a.b . D.d


S = ––––––– .
2
3. Área do Quadrado

Sendo o quadrado um caso particular do retângulo, a


área S de um quadrado de lado  é S =  . .
6. Área do Trapézio

O trapézio PQRS, cujas bases medem B e b e cuja


altura mede h, é equivalente ao trapézio P’Q’SR.
A união dos dois trapézios é o paralelogramo PQP’Q’,
cuja base mede B + b e a altura mede h.
A área S do trapézio PQRS é, portanto, a metade da
área do paralelogramo.
Assim, S = 2 .

4. Área do Paralelogramo

Os triângulos RST e QPU são congruentes pelo


critério LAAo e, portanto, são equivalentes.
O paralelogramo PQRS e o retângulo UQRT, ambos (B + b) . h
Assim, S = ––––––––––– .
de base b e altura h, possuem, portanto, a mesma 2
área S.

– 121
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7. Área dos Triângulos

Em função da base e da altura


MATEMÁTICA

O triângulo PQR, cuja base mede b e a altura h, é


equivalente ao triângulo RQ’P.
A área S do triângulo PQR é, portanto, a metade da
área do paralelogramo PQRQ’, cuja base mede b e a
altura mede h. Assim,
a.r b.r c.r
S = SBOC + SCOA + SAOB = –––– + –––– + –––– =
2 2 2
a+b+c a+b+c
=  –––––––
2
 . r = p . r, em que p = –––––––––
2
é o

semiperímetro.
Assim,
S=p.r .
Assim,
b.h Em função de dois lados e do ângulo entre eles
S = –––––– .
2
Sejam a e b as medidas de dois lados de um triân-
Triângulo equilátero gulo ABC e α a medida do ângulo entre eles:

Seja ABC um triângulo equilátero cujo lado mede , a


altura h e a área S.

a altura h relativa ao lado a é dada por h = b . sen α.

Assim, a área S do triângulo ABC é:

a . b . sen α
S = –––––––––––––
2

 3 .h
Lembrando que h = ––––– e S = ––––– , temos:
2 2 Em função do raio da circunferência circunscrita

2 . 3 Sendo S a área do triângulo ABC, cujos lados medem


S = ––––––––
4 a, b e c e cujo raio da circunferência circunscrita mede R,
temos:

Em função do raio da circunferência inscrita

Seja S a área do triângulo ABC, cujo raio da circun-


ferência inscrita mede r. a.b.c
S = –––––––––
Sendo a, b e c as medidas dos lados do triângulo 4R
ABC, podemos calcular sua área somando as áreas dos
triângulos BOC, COA e AOB.

122 –
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Em função dos lados


Aplicações

MATEMÁTICA
Nos exercícios a seguir, temos aplicações práticas
de área das figuras planas.

1. A vazão do Rio Tietê, em São Paulo,


constitui preocupação constante nos
períodos chuvosos. Em alguns trechos, são cons-
Sendo a, b e c as medidas dos lados do triângulo ABC truídas canaletas para controlar o fluxo de água. Uma
de área S, temos: dessas canaletas, cujo corte vertical determina a
forma de um trapézio isósceles, tem as medidas
S= p . (p – a) . (p – b) . (p – c) especificadas na figura I. Neste caso, a vazão da água
é de 1.050 m3/s. O cálculo da vazão Q, em m3/s,
(Fórmula de Hierão) envolve o produto da área A do setor transversal (por
a+b+c onde passa a água), em m2, pela velocidade da água
em que p = –––––––– é o semiperímetro.
2 no local, v, em m/s, ou seja, Q = Av.
Planeja-se uma reforma na canaleta, com as
8. Razão entre Áreas de Figuras Semelhantes dimensões especificadas na figura II, para evitar a
ocorrência de enchentes.
A razão entre as áreas de duas superfícies semelhan-
tes é igual ao quadrado da razão de semelhança.
Exemplo
Se os triângulos ABC e MNP da figura forem
semelhantes e tiverem áreas S1 e S2, respectivamente,
então

(Disponível em: www2.uel.br)

Na suposição de que a velocidade da água não se


alterará, qual a vazão esperada para depois da
reforma na canaleta?
a) 90 m3/s b) 750 m3/s c) 1 050 m3/s
d) 1 512 m3/s e) 2 009 m3/s
b1 h1 Resolução
–––– = –––– = k
b2 h2 1) A área do trapézio da figura I, em m2, é:
30 + 20
(razão de semelhança) ––––––––– . 2,5 = 62,5
2
e
2) A área do trapézio da figura II, em m2, é:
S1
––––– = k2 41 + 49
S2 ––––––––– . 2 = 90
2

– 123
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 124

3) Supondo que a velocidade da água não se altere e Nessa figura, temos quatro quadrados de lados 4cm,
sendo v a vazão após a reforma, em m3/s, temos: 3cm, 2cm e 1cm, respectivamente, colocados em um
MATEMÁTICA

1050 v retângulo ABCD. A área da figura hachurada, em


–––––– = ––– ⇔ v = 1512
62,5 90 centímetros quadrados, é igual a:
a) 10 b) 20 c) 30 d) 15 e) 40
Resposta: D
Resolução

2. (UIT) – Observe a figura: A área S, em centímetros quadrados, da figura


hachurada é dada por:
(4 + 3 + 2 + 1) . 4
S = 42 + 32 + 22 + 12 – ––––––––––––––––– ⇔
2
⇔ S = 16 + 9 + 4 + 1 – 20 ⇔ S = 10

Resposta: A

1. O Esquema I mostra a configuração de Após executadas as modificações previstas, houve uma


uma quadra de basquete. Os trapézios em alteração na área ocupada por cada garrafão, que
cinza, chamados de garrafões, correspondem a áreas corresponde a um(a)
restritivas. a) aumento de 5 800 cm2.
b) aumento de 75 400 cm2.
c) aumento de 214 600 cm2.
d) diminuição de 63 800 cm2.
e) diminuição de 272 600 cm2.

RESOLUÇÃO:
I) A área do trapézio do esquema I, em cm2, é
(600 + 360) . 580
Esquema I: área restritiva antes de 2010 ––––––––––––––––– = 278 400
2
Visando atender as orientações do Comitê Central da II) A área do retângulo do esquema II, em cm2, é
Federação lnternacional de Basquete (Fiba) em 2010, que 580 . 490 = 284 200
unificou as marcações das diversas ligas, foi prevista uma
III)O aumento da área, em cm2, foi de
modificação nos garrafões das quadras, que passariam a
284 200 – 278 400 = 5 800
ser retângulos, como mostra o Esquema II.
Resposta: A

Esquema II: área restritiva a partir de 2010

124 –
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 125

2. (FGV-SP) – Na figura plana abaixo, os triângulos ABC 3. (FUVEST) – A figura representa sete hexágonos
e CDE são equiláteros. regulares de lado 1 e um hexágono maior, cujos vértices
coincidem com os centros de seis dos hexágonos

MATEMÁTICA
menores. Então a área do pentágono hachurado é igual a

a) 3 3

b) 2 3

3 3
Os lados medem 4 cm e 6 cm, respectivamente. c) –––––
2
Calcule a área do quadrilátero ABDE.
d) 3
RESOLUÇÃO:
3
e) ––––
2

RESOLUÇÃO:
A área S do pentágono hachurado é igual à soma das
áreas de dois triângulos equiláteros congruentes de
Sendo S a área do quadrilátero ABDE, em cen- lado 1.
tímetros quadrados, e supondo A, C e E alinhados,
temos:
S = SABC + SCDE + SBCD =

42 3 62 3 4 . 6 . sen60°
= ––––––– + ––––––– + ––––––––––––– =
4 4 2

= 4 3 + 9 3 + 6 3 = 19 3

Resposta: A área do quadrilátero ABDE é 19 3 cm2.

Assim:
12 . 3 3
S = 2 . –––––––– ⇔ S = ––––
4 2
Resposta: E

– 125
C2_3aSERIE_LARANJA_2024_MATEMATICA_ROSE.qxp 18/12/2023 13:45 Página 126

4. (FUVEST-SP) – Na figura, o triângulo ABC é retângulo


com catetos BC = 3 e AB = 4. Além disso, o ponto D
–– ––
pertence ao cateto AB, o ponto E pertence ao cateto BC
MATEMÁTICA

––
e o ponto F pertence à hipotenusa AC, de tal forma que
DECF seja um paralelogramo. Se DE = 3/2, então a área
do paralelogramo DECF vale

63 12 58 56 11
a) ––– b) ––– c) ––– d) ––– e) –––
25 5 25 25 5

RESOLUÇÃO:

Sendo EC = b e DB = h, da semelhança entre os


triângulos retângulos BED e BCA, tem-se:
BE DE BD
––– = ––– = –––
BC AC BA
Logo:


3 21
–– b = –––
3–b 2 h 10
–––––– = –––– = ––– ⇒
3 5 4 6
h = ––
5
Assim, sendo S a área do paralelogramo DECF, tem-se:
21 6 63
S = b . h ⇔ S = ––– . ––– ⇔ S = –––
10 5 25
Resposta: A

126 –

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