Resumo1 - Érico Rodrigues - 999 576 456
Na cultura musical ocidental, somos acostumados com os sons de um total de 12 notas, do Dó até o Si, que podemos
usar como quisermos. Repetem infinitamente: Antes do primeiro Dó tem outro Si, e depois do último Si tem outro Dó.
Assim, não importa realmente onde começamos a contar e onde paramos.
Por exemplo, também podemos contar a partir do Lá e ir até o SolG/LáH que fica 12 notas depois, pois antes do
primeiro Lá tem um SolG/LáH , e depois do último SolG/LáH tem um Lá, também. DóG...
Dó RéH...
LáG
Si
SolG Lá SiH
FáG
Sol LáH
repete
Fá MiH
RéG
Mi
DóG
Ré MiH
Dó RéH
...LáG
Si
...SiH 12 notas da ‘escala cromática’
repete
Na ‘escadaria’, se a distância de uma nota pra outra é de apenas 1 'degrau', dizemos que ela está a "meio-tom" de
distância. O Dó está meio-tom acima do Si. O SolG/LáH está meio-tom abaixo do Lá. Já se a distância for de 2 'degraus',
ela está a "um tom" de distância.
Dito isso, a maioria das músicas que ouvimos utilizam uma seleção de apenas 7 notas do total de 12. A essa seleção,
chamamos de “escala” (ou “tom”). Por exemplo, vamos ver a “escala de Dó maior” abaixo.
Note o padrão tom - tom - semitom - tom - tom - tom - semitom construindo a escala, do Dó até o outro Dó.
Você não precisa decorar esse padrão! Com o tempo, se acostuma naturalmente com ele.
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó
Esse é o padrão de todas as escalas “maiores”. Por exemplo, seja na “escala de SiH maior”, ou “DóG maior”, “Sol maior”,
o padrão não muda, e assim encontramos as notas de cada uma dessas escalas:
SiH Dó Ré MiH Fá Sol Lá SiH
DóG RéG MiG FáG SolG LáG SiG DóG
Sol Lá Si Dó Ré Mi FáG Sol
O padrão se repetir assim é ótimo para baixistas e guitarristas (e outros instrumentos de corda): significa que você
pode aprender só 1 desenho (que você vai fazer com os dedos no braço do instrumento), e aplicar esse mesmo
desenho em todas as músicas que usam a “escala maior”, mudando apenas a região do braço onde o aplica.
Obs.: Você percebeu que acima na escala de DóG maior tem um MiG (ao invés do Fá normal) e um SiG (ao invés de um Dó)? Não é confuso?
Se você quiser entender o porquê...
Isso é pra evitar repetir os nomes de algumas notas, e ‘comer’ os nomes de outras notas. Senão, teríamos nessa escala duas notas com nomes
repetidos, enquanto outros nomes sumiriam. Teria um Fá (o tal do MiG) seguido de um FáG, o que faria o nome da nota Mi desaparecer.
Ficaria assim: “DóG - RéG - Fá - FáG - SolG ...." - repetindo duas notas Fá enquanto a Mi sumiu! Mas qual o problema de repetir nomes de notas e
sumir com outras, se as notas continuam as mesmas e é só o nome que muda? Na verdade não tem problema nenhum... até que você tente
escrever (ou ler) uma partitura. Porque na partitura a leitura fica mais difícil quando tem notas com nomes que repetem o tempo todo (nesse
caso, Fá e FáG e depois Dó e DóG), ao mesmo tempo que fica um espaço vazio pras notas que deveriam estar ali mas não estão (nesse caso,
”Mi” e depois “Si”). Mas se você raramente lê partitura, isso não importa tanto.
Resumo2 - Érico Rodrigues - 999 576 456
As escalas que chamamos de “maior”, como da página anterior, tem uma sonoridade mais alegre, ou energética, ou
brilhante. Mas existem muitos tipos diferentes de escalas, com sonoridades diferentes, tendendo a sentimentos
diferentes. Vamos ver agora um exemplo de uma “escala menor”, no caso a “escala de Dó menor”. A “escala menor”
tem uma tendência a soar mais triste, ou calma, ou escura. Repare que ela usa um padrão diferente da “escala de Dó
maior” - mas ela ainda tem 7 notas, e ainda tem uma combinação de dois intervalos de semitom e cinco intervalos
de tom , igual a a “escala maior”, só mudou a ordem!
Dó Ré MiH Fá Sol LáH SiH Dó
Agora vamos comparar lado a lado, diretamente, as escalas de Dó maior e Dó menor, para ver melhor as diferenças:
Dó maior Terça maior Sexta maior Sétima maior
DóG RéG FáG SolG LáG
Dó RéH Ré MiH Mi Fá MiH Sol LáH Lá SiH Si Dó
Dó menor
DóG RéG FáG SolG LáG
Dó RéH Ré MiH Mi Fá MiH Sol LáH Lá SiH Si Dó
Terça menor Sexta menor Sétima menor
O que mudou de uma escala pra outra?
- A Tônica (Dó) e a Segunda (Ré) continuam no mesmo lugar.
- A Terça caiu meio-tom, de Mi pra MiH. Dizemos, então, que a escala de Dó maior tem uma "Terça maior", enquanto a
escala de Dó menor tem uma "Terça menor", meio-tom abaixo.
- A Quarta (Fá) e a Quinta (Sol) continuam iguais.
- A Sexta (Lá) era "maior" e também ficou "menor", desceu meio-tom, que nem a Terça.
- A Sétima (Si) também desceu meio-tom, virando uma “Sétima menor”.
Parecem mudanças pequenas. Mas tudo isso vai provocar uma diferença ENORME na sonoridade das duas escalas, e
no som dos acordes que construímos a partir delas, e nas emoções que eles passam.
Nota: O que define uma nota (uma Terça por exemplo) como “menor” ou “maior” não é se existe uma outra escala com essa nota meio-tom
acima ou abaixo. O que define sua qualidade é a distância dessa nota para a Tônica. A nota MiH em uma escala de Dó menor é uma Terça menor
porque ela está a 1 tom e meio (ou 3 semitons) de distância da Tônica. Se a distância de uma nota para a Tônica é de 2 tons (4 semitons), é uma
Terça maior. Se a distância é de 1 tom e meio (3 semitons), aí é uma Terça menor. O mesmo vale para todas as outras notas, por exemplo uma
Sétima menor (5 tons / 10 semitons) e uma Sétima maior (5 tons e meio / 11 semitons) sempre estão a essa mesma distância de suas Tônicas.
Na cultura musical ocidental, tudo gira em torno da "harmonia" (ou do "campo harmônico"). Escolhemos algumas das
7 notas da escala e as juntamos em grupos menores de notas (geralmente de 3 a 5 notas), que chamamos de acordes!
E ao tocar acordes em sequência, alternando, eles passam sensações diferentes, e assim direcionamos a atenção (e a
emoção) do ouvinte. Os acordes de cada música criam a sua 'harmonia' / 'campo harmônico' / 'tonalidade'.
Como construir acordes? A maneira mais simples é "empilhando terças". Escolhemos uma nota, contamos a terceira a
partir dela, e repetimos até ter 3 notas no total, que é o número mínimo de notas em um acorde. Por exemplo, na
escala de Dó maior, para criar um acorde de Fá, contamos 3 notas a partir do Fá (Fá > Sol > Lá), chegando no Lá. E aí, a
partir do Lá contamos mais 3 notas (Lá > Si > Dó), chegando no Dó. Isso cria um acorde com as notas Fá, Lá, e Dó. Esse
é um “acorde de Fá maior”, pois a sua Terça (Lá) é uma “Terça maior” - o Lá está a 2 tons (4 semitons) de distância do Fá.
Se quisermos adicionar mais uma nota, podemos empilhar mais uma Terça a partir da última nota do acorde: do Dó
para o Mi (Dó > Ré > Mi). O Mi é uma “Sétima maior” pois está a 5 tons e meio (ou 11 semitons) da cabeça do acorde,
que é o Fá. Com apenas 3 notas, o nosso acorde seria um “acorde de Fá maior”. Mas com essas 4 notas, agora ele é um
“acorde de Fá maior com a Sétima maior”.
Mais pra frente isso vai ficar simples de ver. E também poderemos tocar músicas só lendo os nomes dos acordes!
Além de criar os nossos próprios.
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EXERCÍCIOS
- Precisão é mais importante que velocidade. A velocidade (”BPM” - batidas por minuto) sugerida é de 65 bpm.
Quanto mais devagar, melhor, porque fica mais fácil de focar no movimento dos dedos.
- Tocando devagar, temos conforto e precisão. E tendo conforto e precisão, aí conseguimos tocar mais rápido.
Quando estiver 100% confortável em acertar as notas em uma velocidade, aí você pode aumentar a velocidade em +5
ou +10 bpm, e assim você vai aumentando de pouco em pouco ao longo dos dias de exercício.
O foco do 1o exercício é em alternar os dedos médio e indicador da mão direita. Já a mão esquerda você usa pra
abafar levemente a corda que não está sendo tocada.
- O foco dos próximos exercícios é desenvolver a coordenação entre mão direita e mão esquerda. Assim como no
anterior, deve-se tocar devagar, e com o cuidado de abafar as cordas que não estão em uso.