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Falas Do Roteiro

O documento retrata a luta de Carolina, uma mulher negra e pobre, que enfrenta injustiças sociais e pessoais, incluindo uma prisão sem motivo e a opressão em seu ambiente de trabalho. Apesar das dificuldades, Carolina se recusa a se submeter e busca um mundo mais justo através da escrita. A narrativa destaca a indignação e a resistência de Carolina diante das adversidades que enfrenta na sociedade.

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Falas Do Roteiro

O documento retrata a luta de Carolina, uma mulher negra e pobre, que enfrenta injustiças sociais e pessoais, incluindo uma prisão sem motivo e a opressão em seu ambiente de trabalho. Apesar das dificuldades, Carolina se recusa a se submeter e busca um mundo mais justo através da escrita. A narrativa destaca a indignação e a resistência de Carolina diante das adversidades que enfrenta na sociedade.

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personagem - CAROLINA

1 CENA - PRISÃO

Fernanda: Carolina, você precisa parar com isso. Eles já estão te vigiando.

Carolina: E eu vou parar por quê? Porque pobre não pode sonhar? Porque negro tem
que abaixar a cabeça? Não é justo…

Fernanda: Mas o mundo não é justo.

Carolina: Então eu escrevo para que ele seja.

(Batidas fortes na porta. Dois policiais entram.)

Policial Álvaro: Carolina Maria de Jesus e Fernanda Maria de Jesus? Estão presas.

Carolina: Por quê? Minha única arma é esse lápis.

Policial Armando: Denúncia anônima. Vem com a gente, agora. (Carolina se levanta lentamente,
encara os homens e respira fundo antes de ser levada.)

Carolina e sua mãe, ambas assustadas, estão sentadas em um canto frio da cela. O delegado
Fagundes entra, analisando as duas com desdém.)

Delegado Fagundes: Duas mulheres negras e pobres presas sem motivo... Não vejo razão para
mantê-las aqui.

Carolina: (com firmeza) Então por que nos prenderam?

Delegado Fagundes: Pergunte à sociedade, menina. Agora vão. Não quero mais
problemas.

O delegado manda os policiais abrir a cela e liberar as duas .

(Carolina segura a mão da mãe e ambas saem, sentindo alívio misturado com indignação.)

CENA 2-
(Carolina está esfregando o chão, enquanto Dona Silvana observa com desprezo.)

Dona Silvana
Carolina: Eu escrevo porque quero algo melhor que isso.

Dona Silvana

(Narrador: A mesma sociedade que a prendeu, agora a condena à submissão.)

( Carolina se distrai e quebra a xícara que está na mesa )

Dona silvana

(dona silvana pega uma cinta do marido que ficava pendurada na parede presa a um prego)

(Narrador: Carolina, que havia sido presa injustamente, agora é castigada dentro do seu
ambiente de trabalho, mostrando que sua luta não acabou.)

Narrador-Ela machucada sai correndo para os fundos e vai ao banheiro para lavar o seu
rosto quando Beto, marido de Silvana aparece .

(Beto entra, observa Carolina e se aproxima perigosamente.)

Beto

Carolina: (fria) Meu trabalho não inclui isso.

Narrador-Ela sai e vai para o quarto de hóspede avista algo chocante: seu amado nos
braços de Dona Silvana no quarto dos fundos quando foi pegar as chaves de casa .

(Silêncio pesado. Carolina respira fundo, sem lágrimas agora, só fúria contida.)

Narrador -Carolina volta para casa furiosa. Ao chegar, ordena que os meninos se ajeitem,
pois iriam para a casa de seu tio Arnaldo. Irritada, reclama por não terem lavado a louça. O
mais velho questiona sua agressividade, e ela responde com desdém:

Carolina-Seu pai, aquele infeliz! O menino, confuso, retruca:

João Carlos

Carolina-Ninguém mandou nascer com a cara dele!

João Carlos

Carolina-Cala a boca e faz o que eu tô mandando!

(narrador -Tomada pela raiva, Carolina sai bufando, enquanto o menino, injuriado,
começa a arrumar suas coisas.)
3 CENA -
4 CENA-
5 CENA
6 CENA
7 CENA
8 CENA
9 CENA
Personagem- Fernanda
Fernanda: Carolina, você precisa parar com isso. Eles já estão te vigiando.

(Carolina)

Fernanda: Mas o mundo não é justo.

(Carolina)

(Batidas fortes na porta. Dois policiais entram.)

(Policial Álvaro)

(Carolina)

(Policial Armando)

Carolina e sua mãe, ambas assustadas, estão sentadas em um canto frio da cela. O delegado
Fagundes entra, analisando as duas com desdém.)

(Delegado Fagundes)

(Carolina)

(Delegado Fagundes)

O delegado manda os policiais abrir a cela e liberar as duas .

(Carolina segura a mão da mãe e ambas saem, sentindo alívio misturado com indignação.)
Personagem- Alvaro
1 CENA
Batidas fortes na porta. Dois policiais
entram.)
Policial Álvaro: Carolina Maria de Jesus e Fernanda Maria de Jesus? Estão presas.

(Carolina)

(Policial Armando)

Carolina e sua mãe, ambas assustadas, estão sentadas em um canto frio da cela. O delegado
Fagundes entra, analisando as duas com desdém.)

(Delegado Fagundes)

O delegado manda os policiais abrir a cela e liberar as duas .

(Carolina segura a mão da mãe e ambas saem, sentindo alívio misturado com indignação.)
Personagem- Armando
(Batidas fortes na porta. Dois policiais entram.)

Policial Álvaro

Carolina

Policial Armando: Denúncia anônima. Vem com a gente, agora. (Carolina se levanta lentamente,
encara os homens e respira fundo antes de ser levada.)

Carolina e sua mãe, ambas assustadas, estão sentadas em um canto frio da cela. O delegado
Fagundes entra, analisando as duas com desdém.)

Delegado Fagundes

os policiais abriram a cela e liberaram as duas

Carolina

Delegado Fagundes

O delegado manda os policiais abrir a cela e liberar as duas .


Personagem-Silvana
(Carolina está esfregando o chão, enquanto Dona Silvana observa com desprezo.)

Dona Silvana: Mais rápido, Carolina. Você trabalha como se ainda estivesse escrevendo
aquelas tolices.

Carolina

Dona Silvana: Melhor? Aceite sua realidade, menina

(Narrador: A mesma sociedade que a prendeu, agora a condena à submissão.)

( Carolina se distrai e quebra a xícara que está na mesa )

Dona silvana ‘ maldita você não presta para nada mesmo

(dona silvana pega uma cinta do marido que ficava pendurada na parede presa a um prego)

(Narrador: Carolina, que havia sido presa injustamente, agora é castigada dentro do seu
ambiente de trabalho, mostrando que sua luta não acabou.)

Narrador-Ela machucada sai correndo para os fundos e vai ao banheiro para lavar o seu
rosto quando Beto, marido de Silvana aparece .
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