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Rel Goiana

O documento apresenta o diagnóstico do município de Goiana, Pernambuco, no contexto do Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, que visa aumentar a oferta hídrica na região semiárida do Nordeste. A CPRM, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, busca promover a gestão integrada dos recursos hídricos, abordando a escassez de água e suas consequências socioeconômicas. O projeto também se alinha a iniciativas sociais, como o Programa Fome Zero, para melhorar o abastecimento e combater a fome nas comunidades locais.
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Rel Goiana

O documento apresenta o diagnóstico do município de Goiana, Pernambuco, no contexto do Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, que visa aumentar a oferta hídrica na região semiárida do Nordeste. A CPRM, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, busca promover a gestão integrada dos recursos hídricos, abordando a escassez de água e suas consequências socioeconômicas. O projeto também se alinha a iniciativas sociais, como o Programa Fome Zero, para melhorar o abastecimento e combater a fome nas comunidades locais.
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GOIANA

PROJETO CADASTRO
DE FONTES DE
ABASTECIMENTO POR
ÁGUA SUBTERRÂNEA

PERNAMBUCO

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO
DE GOIANA

Secretaria de Geologia,
Mineração e Transformação Mineral
Secretaria de
Desenvolvimento Energético
Ministério de
Minas e Energia

Outubro/2005
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Silas Rondeau Cavalcante Silva
Ministro de Estado

SECRETARIA EXECUTIVA
Nelson José Hubner Moreira
Secretário Executivo

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO


DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Márcio Pereira Zimmermam Cláudio Scliar
Secretário Secretário

PROGRAMA LUZ PARA TODOS SERVI ÇO GEOL ÓGICO DO BRASIL – CPRM


Aur élio Pav ão
Diretor Agamenon S érgio Lucas Dantas
Diretor-Presidente
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
ENERG ÉTICO DOS ESTADOS E Jos é Ribeiro Mendes
MUNICÍPIOS Diretor de Hidrologia e Gest ão Territorial
PRODEEM
Luiz Carlos Vieira Manoel Barretto da Rocha Neto
Diretor Diretor de Geologia e Recursos Minerais

Álvaro Rog ério Alencar Silva


Diretor de Administra ção e Finan ças

Fernando Pereira de Carvalho


Diretor de Rela ções Institucionais e
Desenvolvimento

Frederico Cláudio Peixinho


Chefe do Departamento de Hidrologia

Fernando Antonio Carneiro Feitosa


Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Explora ção

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Superintendente Regional de Salvador

Jos é Wilson de Castro Tem óteo


Superintendente Regional de Recife

Hélbio Pereira
Superintendente Regional de Belo Horizonte

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Resid ência de Fortaleza

Francisco Batista Teixeira


Chefe da Resid ência Especial de Teresina
Ministério de Minas e Energia
Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral
Programa Luz Para Todos
Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municí pios - PRODEEM
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial

PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR


Á GUA SUBTERRÂ NEA
ESTADO DE PERNAMBUCO

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍ PIO DE GOIANA

ORGANIZAÇÃO DO TEXTO

Breno Augusto Beltrão


João de Castro Mascarenhas
Jorge Luiz Fortunato de Miranda
Luiz Carlos de Souza Junior
Manuel Julio da Trindade G. Galvão
Simeones Neri Pereira

Recife
Setembro/2005
COORDENA ÇÃO GERAL RECENSEADORES Saulo Moreira de Andrade -CPRM
Frederico Cl áudio Peixinho - DEHID Ac ácio Ferreira Júnior S érvulo Fernandez Cunha
Adriana de Jesus Felipe Thiago de Menezes Freire
COORDENA ÇÃO T ÉCNICA Alerson Falieri Suarez Valdirene Carneiro Albuquerque
Fernando Ant ônio C. Feitosa - DIHEXP Almir Gomes Freire – CPRM Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM
Ân gela Aparecida Pezzuti Vilmar Souza Leal – CPRM
COORDENA ÇÃO ADMINISTRATIVO- Antonio Celso R. de Melo - CPRM Wagner Ricardo R. de Alkimim
FINANCEIRA Antonio Edílson Pereira de Souza Walter Lopes de Moraes Junior
Jos é Emílio C. de Oliveira – DIHEXP Antonio Jean Fontenele Menezes
Antonio Manoel Marciano Souza TEXTO
APOIO T ÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Antonio Marques Honorato
Sara Maria Pinotti Benvenuti-DIHEXP
Armando Arruda C. Filho - CPRM ORGANIZA ÇÃO
COORDENA ÇAO REGIONAL Carlos A. G óes de Almeida - CPRM Breno Augusto Beltr ão
Jaime Quintas dos S. Colares - REFO Celso Viana Marciel Jo ão de Castro Mascarenhas
Francisco C. Lages C. Filho - RESTE Cícero Ren é de Souza Barbosa Jorge Luiz Fortunato de Miranda
Jo ão Alfredo C. L. Neves - SUREG-RE Cl áudio Marcio Fonseca Vilhena Luiz Carlos de Souza Junior
Jo ão de Castro Mascarenhas – SUREG-RE Claudionor de Figueiredo Manuel Julio da Trindade G. Galv ão
Jos é Alberto Ribeiro - REFO Cleiton Pierre da Silva Viana Simeones Neri Pereira
Jos é Carlos da Silva - SUREG-RE Cristiano Alves da Silva
Luiz Fernando C. Bomfim - SUREG-SA Edivaldo Fateicha - CPRM CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICIPIO E
Oderson A. de Souza Filho - REFO Eduardo Benevides de Freitas DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS
Eduardo Fortes Cris óstomos CADASTRADOS
EQUIPE T ÉCNICA DE CAMPO Eliomar Coutinho Barreto Breno Augusto Beltr ão
Emanuelly de Almeida Le ão Jo ão de Castro Mascarenhas
SUREG-RE Emerson Garret Menor Luiz Carlos de Souza J únior
Ari Teixeira de Oliveira Emicles Pereira C. de Souza
Breno Augusto Beltr ão Ér ika Peconnick Ventura ASPECTOS SOCIOECON ÔMICOS
Cícero Alves Ferreira Erval Manoel Linden - CPRM Breno Augusto Beltr ão
Cristiano de Andrade Amaral Ewerton Torres de Melo Liliane Assunção Serra Ramos Campos
Dunaldson Eliezer G. A. da Rocha F ábio de Andrade Lima Maria L úcia Acioli Beltr ão
Franklin de Moraes F ábio de Souza Pereira
Frederico Jos é Campelo de Souza F ábio Luiz Santos Faria FIGURAS ILUSTRATIVAS
Jardo Caetano dos Santos Francisco Augusto A. Lima Aloízio da Silva Leal
Jo ão de Castro Mascarenhas Francisco Edson Alves Rodrigues Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Jorge Luiz Fortunato de Miranda Francisco Ivanir Medeiros da Silva Jaqueline Pontes de Lima
Jos é Wilson de Castro Temoteo Francisco Jos é Vasconcelos Souza N úbia Chaves Guerra
Luiz Carlos de Souza J únior Francisco Lima Aguiar Junior Waldir Duarte Costa Filho
Manoel Julio da Trindade G. Galv ão Francisco Pereira da Silva - CPRM
Saulo de Tarso Monteiro Pires Frederico Antonio Araújo Meneses MAPAS DE PONTOS D’ ÁGUA
S érgio Monthezuma Santoianni Guerra Geancarlo da Costa Viana Felipe Jos é Alves de Albuquerque
Simeones Néri Pereira Genivaldo Ferreira de Ara újo Robson de Carlo Silva
Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho Gustavo Lira Meyer Silas César de Castro Junior
Vanildo Almeida Mendes Haroldo Brito de Sá
Henrique Cristiano C. Alencar BANCO DE DADOS
SUREG-SA
Jamile de Souza Ferreira
Edmilson de Souza Rosas Desenvolvimento dos Sistemas
Jaqueline Almeida de Souza
Edvaldo Lima Mota Josias Barbosa de Lima
Jeft é Rocha Holanda
Hermínio Brasil Vilaverde Lopes Ricardo C ésar Bustillos Villafan
Jo ão Carlos Fernandes Cunha
Jo ão Cardoso Ribeiro M. Filho
Jo ão Luis Alves da Silva
Jos é Cl áudio Viegas Coordena ção
Joelza de Lima Enéas
Luis Henrique Monteiro Pereira Francisco Edson Mendonça Gomes
Jorge Hamilton Quidute Goes
Pedro Ant ônio de Almeida Couto
Jos é Carlos Lopes - CPRM Administração
V ânia Passos Borges
Joselito Santiago Lima Eriveldo da Silva Mendon ça
SUREG-BH Josemar Moura Bezerril Junior
Ang élica Garcia Soares Julio Vale de Oliveira EDITORA ÇÃO ELETR ÔNICA
Eduardo Jorge Machado Sim ões K ênia Nogueira Di ógenes Aline Oliveira de Lima
Ely Soares de Oliveira Marcos Aurélio C. de G óis Filho Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Haroldo Santos Viana Matheus Medeiros Mendes Carneiro Jaqueline Pontes de Lima
Reynaldo Murilo D. Alves de Brito Michel Pinheiro Rocha Miviam Gracielle de Melo Rodrigues
Narcelya da Silva Ara újo
REFO Nic ácia Débora da Silva SUPORTE T ÉCNICO DE EDITORA ÇÃO
Ân gelo Tr évia Vieira Oscar Rodrigues Acioly Júnior Claudio Scheid
Felicíssimo Melo Paula Francinete da Silveira Baia Jos é Pessoa Veiga Junior
Francisco Alves Pessoa Paulo Eduardo Melo Costa Manoel J úlio da T. Gomes Galv ão
J áder Parente Filho Paulo Fernando Rodrigues Galindo
Jos é Roberto de Carvalho Gomes Pedro Hermano Barreto Magalh ães ANALISTA DE INFORMA ÇÕE S
Liano Silva Veríssimo Raimundo Correa da Silva Neto Dalvanise da Rocha S. Bezerril
Luiz da Silva Coelho Ramiro Francisco Bezerra Santos
Rob ério B ôto de Aguiar Raul Frota Gon çalves

RESTE
Antonio Reinaldo Soares Filho
Carlos Ant ônio Luz CPRM - Serviç o Geoló gico do Brasil
Cipriano Gomes Oliveira Projeto cadastro de fontes de abastecimento por á gua subterrâ nea. Diagnó stico do municí pio
Heinz Alfredo Trein de Goiana, estado de Pernambuco / Organizado [por] Joã o de Castro Mascarenhas, Breno Augusto
Beltrã o, Luiz Carlos de Souza Junior, Manoel Julio da Trindade G. Galvã o, Simeones Neri Pereira,
Ney Gonzaga de Souza Jorge Luiz Fortunato de Miranda. Recife: CPRM/PRODEEM, 2005.
11 p. + anexos
EM DESTAQUE
Almir Ara újo Pacheco- SUREG-BE “ Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrâ nea, estado de Pernambuco”
Ana Cl áudia Vieiro – SUREG-PA
Bráulio Rob ério Caye - SUREG-PA 1. Hidrogeologia – Pernambuco - Cadastros. 2. Água subterrâ nea – Pernambuco - Cadastros. I.
Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA Mascarenhas, Joã o de Castro org. II. Beltrã o, Breno Augusto org. III. Souza Jú nior, Luiz Carlos de
Geraldo de B. Pimentel – SUREG-PA org. IV. Galvã o, Manoel Julio da Trindade G. org. V. Pereira, Simeones Neri org. VI, Miranda, Jorge
Luiz Fortunato de org. VII Tí tulo.
Paulo Pontes Ara újo – SUREG-BE
Tom ás Edson Vasconcelos - SUREG-GO
CDD 551.49098134

Permitida a reprodução desde que mencionada a fonte


APRESENTAÇÃ O

A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir


conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do
Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia,
ações visando o aumento da oferta hí drica, que estão inseridas no Programa de
Água Subterrânea para a Região Nordeste, em sintonia com os programas do
governo federal.

Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial,


desde o iní cio o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e
interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social
e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras
instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular,
dos recursos hí dricos subterrâneos, de forma compatí vel com as demandas da
região nordestina.

É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de


Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que
engloba os estados do Piauí , Ceará, Rio Grande do Norte, Paraí ba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe, Bahia, norte de Minas Gerais e do Espí rito Santo. Embora com
múltiplas finalidades, este projeto visa atender diretamente as necessidades do
PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de
receber sistemas de bombeamento por energia solar.

Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de


Minas e Energia, em parceria com a Secretaria de Geologia, Mineração e
Transformação Mineral e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar
suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações
consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsí dios ao Programa Fome Zero, no
tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das
comunidades sertanejas do semi-árido nordestino.

José Ribeiro Mendes


Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
CPRM – Serviço Geológico do Brasil
SUMÁ RIO

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO 1

2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA 1

3. METODOLOGIA 2

4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍ PIO DE ABREU E LIMA 2

4.1 - LOCALIZAÇÃO E ACESSO 2


4.2 - ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS 3
4.3 - ASPECTOS FISIOGRÁFICOS 3
4.4 - GEOLOGIA 4

5. RECURSOS HÍ DRICOS 4

5.1 - ÁGUAS SUPERFICIAIS 5


5.2 - ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 5

5.2.1 - DOMÍ NIOS HIDROGEOL ÓGICOS 5

6. DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS 5

6.1 - ASPECTOS QUALITATIVOS 8

7. CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES 10

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS 11

ANEXOS

1 - PLANILHAS DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO

2 - MAPA DE PONTOS DE ÁGUA

3 - ARQUIVO DIGITAL - CD ROM


Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

1. INTRODU ÇÃO

O Polígono das Secas apresenta um regime pluviom étrico marcado por extrema irregularidade
de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cen ário, a escassez de água constitui um forte entrave ao
desenvolvimento socioecon ômico e, at é mesmo, à subsist ência da população. A ocorr ência cíclica
das secas e seus efeitos catastr óficos s ão por demais conhecidos e remontam aos prim órdios da
hist ória do Brasil.
Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regi ões, atrav és de uma
gest ão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterr âneos. Entretanto, a car ência de estudos
de abrang ência regional, fundamentais para a avaliação da ocorr ência e da potencialidade desses
recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gest ão
eficiente. Al ém disso, as decis ões sobre a implementa ção de a ções de conviv ência com a seca
exigem o conhecimento b ásico sobre a localiza ção, caracteriza ção e disponibilidade das fontes de
água superficiais e subterr âneas.
Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto
emergencial, como é o caso das secas, merece aten ção a utilização das fontes de abastecimento de
água subterr ânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população
e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os
setores, tanto do n úmero, quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se
observa a grande quantidade de capta ções de água subterr ânea no semi- árido, principalmente em
rochas cristalinas, que se encontram desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta,
em muitos casos passíveis de serem solucionados com ações corretivas de baixo custo.
Para suprir as necessidades das institui ções e demais segmentos da sociedade atuantes na
regi ão nordestina, no atendimento à popula ção quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente
nos momentos críticos de estiagem, a CPRM est á executando o Projeto Cadastro de Fontes de
Abastecimento por Água Subterrânea em conson ância com as diretrizes do Governo Federal e dos
prop ósitos apresentados pelo Minist ério de Minas e Energia.
Este Projeto tem como objetivo a realiza ção do cadastro de todos os po ços tubulares, po ços
2
escavados representativos e fontes naturais, em uma área de 722.000 km da regi ão Nordeste do
Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regi ões metropolitanas.

2. ÁREA DE ABRANG ÊNCIA

A área de abrang ência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do


Piauí, Cear á, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e
Espírito Santo.

Figura 1 – Área de abrang ência do Projeto

1
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

3. METODOLOGIA

O planejamento operacional para a realização desse projeto teve como base a experi ência da
CPRM nos projetos de cadastramento de po ços dos estados do Cear á e Sergipe, executados com
sucesso em 1998 e 2001, respectivamente.
Os trabalhos de campo foram executados por microrregi ão, com áreas variando de 15.000 a
2
25.000 km . Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois t écnicos da CPRM e
composta, em m édia, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de
Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM.
O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (po ços
tubulares, po ços escavados e fontes naturais), com determina ção das coordenadas geogr áficas pelo uso
do GPS (Global Positioning System) e obten ção de todas as informa ções possíveis de serem coletadas
atrav és de uma visita t écnica (caracterização do poço, instalações, situa ção da captação, dados
operacionais, qualidade da água, uso da água e aspectos ambientais, geol ógicos e hidrológicos).
Os dados coletados foram repassados sistematicamente á Divis ão de Hidrogeologia e
Explora ção da CPRM, em Fortaleza - Cear á, para, ap ós rigorosa an álise, alimentarem um banco
de dados. Esses dados, devidamente consistidos e tratados, permitiram a elabora ção de um
mapa de pontos d’ água, para cada um dos municípios inseridos na área de atua ção do Projeto,
cujas informa ções s ão complementadas por esta nota explicativa, visando um f ácil manuseio e
uma compreens ão acessível aos diferentes usu ários.
Na elabora ção dos mapas de pontos d‘ água, foram utilizados como base cartogr áfica, os
mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo 2000), elaborados a partir das
cartas topogr áficas da SUDENE e DSG – escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os
dados referentes aos po ços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final
e impress ão dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw. A base estadual com os limites
municipais foi cedida pelo IBGE.
H á municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa
municipal. Tais casos ocorrem devido à imprecis ão nos traçados desses limites, seja pela pequena
escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.000), seja por problemas ainda existentes
na cartografia estadual, ou talvez devido a informa ções incorretas prestadas aos recenseadores ou,
simplesmente, erro na obten ção das coordenadas.
Al ém desse produto impresso, todas as informa çõe s coligidas est ão disponíveis em meio
digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualização.

4. CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICÍPIO DE GOIANA

4.1 - Localiza ção e Acesso

O município de Goiana est á localizado na mesorregi ão Mata e na Microrregi ão Mata


Setrentional do Estado de Pernambuco, limitando-se a norte com o estado da Paraíba, a sul com
Itaquitinga, Igarassu, Itapissuma e Itamarac á, a leste com o Oceano Atl ântico e a oeste com Condado
e Itamb é.
A área municipal ocupa 492,1 km2 e representa 0,50% do Estado de Pernambuco e est á
inserido nas Folhas SUDENE Itamarac á (sb25-x-c-vi) e Limoeiro (sb-24-y-c-v) na escala 1:100.000.
A sede do município tem uma altitude aproximada de 13,0 metros e coordenadas geogr áficas 7
graus 33 minutos 38 segundos de latitude sul e 35 graus 00 minutos 09 segundos de longitude oeste,
distando 65,7.km da capital, cujo acesso é feito pela rodovia pavimentada BR101.

2
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

Figura 2- Mapa de acesso rodovi ário

4.2 - Aspectos Socioecon ômicos

O município foi criado em 02 de Outubro de 1742, pela Lei Provincial No 86, sendo formado
pelo Distrito Sede, Tejucupapo e Ponta de Pedras.
De acordo com o censo 2000 do IBGE, a popula ção residente total é de 71.177 habitantes
sendo 43.531 (61,2%) na zona urbana e 27.646 (38,8%) na zona rural. Os habitantes do sexo
masculino totalizam 35.056 (49,3%) enquanto que do feminino totalizam 36.121(50,7%), resultando
numa densidade demogr áfica de 144,6 hab/km2.
A rede de sa úde se comp õe de 0 hospital p úblico, 86 leitos, 22.ambulat órios e n ão possui
Agentes de Sa úde Comunit ária. A taxa de mortalidade infantil, segundo dados da DATASUS é de
85,07 para cada mil crian ças.
Na área de educa ção, o município possui 60 estabelecimentos de ensino fun-
damental com 18.740 alunos matriculados e 09 de ensino m édio com 3.293 alunos
matriculados. A rede de ensino totaliza 450 salas de aula, sendo 58 da rede estadual, 237 da
municipal e 155 particulares.O município tamb ém possui 01 estabelecimento de nível superior- a
Faculdade de Forma ção de Professores de Goiana-.
Dos 17.105 domicílios particulares permanentes, 10.745 (17,5%) são abastecidos pela rede
geral de água, 2.993 (19,7%) são atendidos por po ços ou fontes naturais e 3.367(19,7%) por outras
formas de abastecimento. A coleta de lixo urbano atende 12.804(74,9%) domicílios.
Os gastos sociais per capita s ão R$66,00 em educação e cultura, R$34,00 em habita ção e
urbanismo, R27,00 em sa úde e saneamento e R$15,00 em assist ência e previd ência social (2000).
A economia formal do município se comp õe basicamente da industria de transforma ção,
gerando 3.161 empregos em 37 estabelecimentos, do setor de constru ção civil com 33 empregos em
06 estabelecimentos, do setor de com ércio que gera 890 empregos em 221 estabelecimentos, do
setor de servi ços que gera 758empregos em 92 estabelecimentos, do setor de Ind ústria extrativa
mineral , gerando 49 empregos em 03 estabelecimentos, a administra ção p ública, com 1.777
empregos em 04 estabelecimentos e os setores de Agropecu ária, Extrativismo Vegetal, Ca ça e
Pesca, que geram 2.614 empregos em 384 estabelecimentos.-
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal-IDH-M- é de 0,69. Este índice situa o
o o
município em 24 no ranking estadual e em 3129 no nacional.
O Índice de Exclus ão Social, que é construído por 07 (sete) indicadores (pobreza, emprego
formal, desigualdade, alfabetiza ção, anos de estudo, concentra ção de jovens e viol ência) é de 0,429
a a
ocupando a 12 coloca ção no ranking estadual e a 2847 no nacional.

4.3 - Aspectos Fisiogr áficos

O município de Goiana est á inserido na Mata Norte do estado de Pernambuco que condiciona
a vegeta ção, as culturas e a fixa ção do homem ao meio.
O relevo de Goiana faz parte predominantemente da unidade dos Tabuleiros Costeiros e uma
pequena área do município se insere na unidade das Baixadas Costeiras, caracterizada por
restingas, mangues e dunas.

3
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

A unidade dos Tabuleiros Costeiros que acompanha o litoral de todo o nordeste, apresenta
altitude m édia de 50 a 100 metros. Compreende platôs de origem sedimentar, que apresentam grau
de entalhamento vari ável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas
suaves e fundos com amplas várzeas. De modo geral, os solos s ão profundos e de baixa fertilidade
natural.
O clima é do tipo Tropical Chuvoso com ver ão seco. O período chuvoso come ça no outono
tendo início em fevereiro e t érmino em outubro. A precipitação m édia anual é de 1.634.2 mm.
A vegetação é predominantemente do tipo Floresta Subperenif ólia, com partes de Floresta
Subcaducif ólia e cerrado/ floresta.
Os solos dessa unidade geoambiental s ão representados pelos Latossolos e Podzólicos nos
topos de chapadas e topos residuais; pelos Podzólicos com Fregipan, Podzólicos Plínticos e Podzóis
nas pequenas depressões nos tabuleiros; pelos Podzólicos Concrecion ários em áreas dissecadas e
encostas e Gleissolos e Solos Aluviais nas áreas de várzeas.

4.4 - Geologia
O município de Goiana encontra-se inserido, geologicamente, na Província Borborema, sendo
constituído pelos litotipos dos complexos Salgadinho e Vertentes , da Forma ção Beberibe do Grupo
Barreiras e dos Dep ósitos Fl úvio-marinhos, Fl úvio-lagunares e Aluvionares, como pode ser observado
na figura 3.

Figura 3 - Mapa Geol ógico

4
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

5. RECURSOS HÍDRICOS

5.1 - Águas Superficiais

O município de Goiana encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio


Goiana. Seus principais tribut ários s ão os rios Goiana, Capibaribe-Mirim, Tracunha ém, Mega ó, Barra
do Goiana, da Guabiraba, Itapessoca, Itapirema, Corope e Arataca e os riachos: Cupissura, Milagre,
da Pitanga, Farias, Jo ão marinho, Água do Bicho, da Ponta Branca, Ibeapecu e do Boi. Os principais
corpos de acumula ção s ão os a çudes: Jacar é, Zombeiro, da Mata, Sta. Tereza, da Prata e a Lagoa
de Catuama. Todos os cursos d’ água no município t êm regime de escoamento perene e o padr ão de
drenagem é o dendrítico.

5.2 - Águas Subterrâneas

5.2.1 - Domínios Hidrogeol ógicos

O município de Goiana est á inserido no Domínio Hidrogeol ógico Intersticial e no Domínio


Hidrogeol ógico Fissural. O Domínio Intersticial é constituído de rochas sedimentares da Forma ção
Beberibe, Grupo Barreiras, Dep ósitos Aluvionares, Dep ósitos Fl úvio-lagunares e dos Dep ósitos
Fl úvio-marinhos. O Domínio Fissural é formado de rochas do embasamento cristalino que engloba o
sub-domínio rochas metam órficas constituído do Complexo Vertentes e do Complexo Bel ém do S ão
Francisco.

6. DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS

O levantamento realizado no município registrou a exist ência de 30 pontos d’ água, sendo 02


poços escavados e 28 poços tubulares, conforme mostra a fig.6.1.

Poço Poço tubular


escavado 93%
(cacimba /
cisterna)
7%

Poço escavado (cacimba / cisterna)


Poço tubular

Fig.6.1 – Tipos de pontos d’ água cadastrados no município

Com rela ção à propriedade dos terrenos onde est ão localizados os pontos d’ água cadastrados,
podemos ter: terrenos p úblicos, quando os terrenos forem de serventia p ública e, particulares, quando
forem de uso privado. Conforme ilustrado na fig.6.2, existem 19 pontos d’ água em terrenos p úblicos e
11 em terrenos particulares.

5
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

Particular
37%

Público
63%

Particular Público

Fig.6.2 – Natureza da propriedade dos terrenos onde existem po ços tubulares.

Quanto ao tipo de abastecimento a que se destina a água, os pontos cadastrados foram


classificados em: comunit ários, quando atendem a várias famílias e, particulares, quando atendem
apenas ao seu propriet ário. A fig.6.3 mostra que 19 pontos d’ água destinam-se ao atendimento
comunit ário e 11 pontos ao atendimento particular.

Particular
37%

Comunitário
63%

Particular Comunitário

Fig.6.3 – Finalidade do abastecimento dos po ços.

Quatro situa ções distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em opera ção,
paralisados, n ão instalados e abandonados. Os poços em operação s ão aqueles que funcionavam
normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas
relacionados à manutenção ou quebra de equipamentos. Os n ão instalados representam aqueles
po ços que foram perfurados, tiveram um resultado positivo, mas n ão foram ainda equipados com
sistemas de bombeamento e distribui ção. E por fim, os abandonados, que incluem po ços secos e
po ços obstruídos, representam os po ços que n ão apresentam possibilidade de produ ção.
A situa ção dessas obras, levando-se em conta seu car áter p úblico ou particular, é apresentada
em n úmeros absolutos no quadro 6.1 e em termos percentuais na fig.6.4.

Quadro 6.1 – Situa ção dos po ços cadastrados conforme a finalidade do uso
Natureza do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido
Comunitário 2 12 1 4 -
Particular - 11 - - -
Indefinido - - - - -
Total 2 23 1 4 -

6
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
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Estado de Pernambuco

Paralisado Abandonado
13% 7%
Não Instalado
3%

Em Operação
77%

Abandonado Em Operação
Não Instalado Paralisado

Fig.6.4 – Situa ção dos po ços cadastrados

Em rela ção ao uso da água, 56% dos pontos cadastrados s ão destinados ao uso dom éstico
prim ário ( água de consumo humano para beber); 22% s ão utilizados para o uso dom éstico prim ário e
secund ário ( água de consumo humano para beber e uso geral); e 22% para outros usos, conforme
mostra a fig.6.5.

Outro uso
22%

Doméstico
Primário
Doméstico 56%
Secundário
22%

Doméstico Primário
Doméstico Secundário
Outro uso

Fig.6.5 – Uso da água

A fig.6.6 mostra a rela ção entre os poços tubulares atualmente em opera ção e os po ços
inativos (paralisados e n ão instalados) que s ão passíveis de entrar em funcionamento
Verificou-se a exist ência de 05 p úblicos n ão instalados ou paralisados e, portanto, passíveis de
entrar em funcionamento, podendo vir a somar suas descargas àquelas dos 23 poços que est ão em
operação.

12
10
8
6
4
2
0

Em Operação Paral/N. Instalado

Particular 11 0
Público 12 5

Fig.6.6 – Rela ção entre po ços em uso e desativados

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Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

Com rela ção à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos po ços, a fig.6.7
mostra que 28 po ços utilizam energia el étrica, sendo 11 particulares e 17 p úblicos.

20

15

10

Energia Elétrica Outras Fontes

Particular 11 0
Público 17 0

Fig. 6.7 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’ água

6.1 - Aspectos Qualitativos

Com relação à qualidade das águas dos pontos cadastrados, foram realizadas in loco medidas
de condutividade el étrica, que é a capacidade de uma subst ância conduzir a corrente el étrica estando
diretamente ligada ao teor de sais dissolvidos sob a forma de íons.
Na maioria das águas subterr âneas naturais, a condutividade el étrica multiplicada por um fator,
que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos s ólidos totais dissolvidos (STD) na água.
Para as águas subterr âneas analisadas, a condutividade el étrica multiplicada pelo fator 0,65 fornece
o teor de s ólidos dissolvidos.
o
Conforme a Portaria n 1.469/FUNASA, que estabelece os padr ões de potabilidade da água
para consumo humano, o valor m áximo permitido para os s ólidos dissolvidos (STD) é 1000 mg/l.
Teores elevados deste par âmetro indicam que a água tem sabor desagrad ável, podendo causar
problemas digestivos, principalmente nas crian ças, e danifica as redes de distribui ção.
Para efeito de classifica ção das águas dos pontos cadastrados no município, foram
considerados os seguintes intervalos de STD (S ólidos Totais Dissolvidos):

0 a 500 mg/ l água doce


501 a 1.500 mg/l água salobra
> 1.500 mg/ l água salgada

Foram coletadas e analisadas amostras de 18 pontos d’ água. Os resultados das an álises


mostraram valores oscilando de 45,50 e 546,65 mg/l, com valor m édio de 228,44 mg/l. Observando o
quadro 6.2 e a fig.6.8, que ilustra a classifica ção das águas subterr âneas no município, verifica-se a
predomin ância de água doce em 94% dos pontos amostrados.

Quadro 6.2 – Qualidade das águas subterr âneas no município conforme a situa ção do po ço
Qualidade da água Em Uso Não Instalado Paralisado Indefinido Total
Doce 16 1 - - 17
Salobra 1 - - - 1
Salina - - - - 0
Total 17 1 0 0 18

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Salobra
6%

Doce
94%

Doce Salobra

Fig. 6.8 – Qualidade das águas subterr âneas do município.

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Diagnóstico do Municí pio de Goiana
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7. CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES

A an álise dos dados referentes ao cadastramento de pontos d´ água executado no município


permitiu estabelecer as seguintes conclusões:
• A situa ção atual dos po ços tubulares existentes no município é apresentada no quadro 7.1 a
seguir:
Quadro 7.1 – Situa ção atual dos po ços cadastrados no município.
Natureza Em Não
Abandonado Paralisado Indefinido Total
do Poço Operação Instalado
Público 2 (11%) 12 (63%) 1 (5%) 4 (21%) - 19 (63%)
Particular - 11 (100%) - - - 11 (37%)
Indefinido - - - - - 0 (0%)
Total 2 (7%) 23 (77%) 1 (3%) 4 (13%) - 30 (100%)
• Os 30 pontos d’ água cadastrados est ão assim distribuídos: 28 po ços tubulares e 02 po ço s
escavados, sendo que 23 encontram-se em opera ção e 02 foram descartados (abandonados)
por estarem secos ou obstruídos . Os 05 pontos restantes incluem os n ão instalados e os
paralisados, por motivos os mais diversos. Estes po ços representam uma reserva potencial
substancial, que pode vir a reforçar o abastecimento no município se, ap ós uma an álise
t écnica apurada, forem considerados aptos à recupera ção e/ou instala ção. Cabe à
administra ção municipal promover ou articular o processo de an álise desses po ços, podendo
aumentar substancialmente a oferta hídrica no município.
• Foram feitas analises em 18 amostras, tendo 17 apresentado água doce e 01 apresentou
água salobra ou salgada, evidenciando a necessidade de uma urgente intervenção do poder
p úblico, principalmente no que concerne aos po ços comunit ários, visando a instalação de
dessalinizadores, para melhoria da qualidade da água oferecida à popula ção e redu ção dos
riscos à sa úde existentes.
• Po ços paralisados ou n ão instalados em virtude da alta salinidade e que possam ter uso
o
comunit ário, tamb ém devem ser analisados em detalhe (vaz ão, an álise físico-química, n de
famílias atendidas, etc) para verifica ção da viabilidade da instala ção de equipamentos de
dessaliniza ção.
• Com rela ção ao item anterior, deve ser analisada a possibilidade de treinamento de
moradores das proximidades dos po ços, para manuten ção de bombas e dessalinizadores em
caso de pequenos defeitos, ou ainda, para serem os responsáveis por fazer a comunica ção à
Prefeitura Municipal, em caso de problemas mais graves, para que sejam tomadas ou
articuladas as medidas cabíveis.
• Importante chamar a aten ção para o lan çamento inadequado dos rejeitos dos
dessalinizadores (geralmente direto no solo). É necess ário que as prefeituras se empenhem
no sentido de dotar os po ços equipados com dessalinizadores, de um recept áculo adequado,
evitando a polui ção do aq üífero e a saliniza ção do solo.
• Todos os po ços devem ser submetidos a manuten ção peri ódica para assegurar o seu pleno
funcionamento, principalmente em tempos de estiagem prolongada. Por manuten ção
peri ódica entende-se um período, no mínimo anual, para retirada de equipamento do po ço e
sua manuten ção e limpeza, al ém de limpeza do po ço como um todo, possibilitando a
recupera ção ou manuten ção das suas vaz ões originais.
• Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriol ógico, devem ser
implantadas em todos os poços ativos e paralisados, possíveis de recupera ção, medidas de
proteção sanit ária tais como: selo sanit ário, tampa de proteção, limpeza permanente do
terreno, cerca de prote ção, etc. O que pode ser articulado entre a Prefeitura Municipal e a
pr ópria popula ção benefici ária do po ço. Quanto aos poços abandonados, devem ser tomadas
medidas de conten ção, como a coloca ção de tampas soldadas ou aparafusadas, visando
evitar a contaminação do lençol fre ático por queda acidental de pequenos animais e
introdu ção de corpos estranhos, especialmente por crian ças, fato muito comum nas áreas
visitadas.
• Quanto aos po ços abandonados, devem ser tomadas medidas de conten ção, como a
coloca ção de tampas soldadas ou aparafusadas, visando evitar a contamina ção do lençol
fre ático, provocada pela queda acidental de pequenos animais e/ou pela introdu ção de
corpos estranhos, especialmente os colocados por crianças, um fato muito comum nas áreas
visitadas.

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Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

8. REFER ÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS

ANU ÁRIO MINERAL BRASILEIRO, 2000. Brasília: DNPM, v.29, 2000. 401p.

BRASIL. MINIST ÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Secretaria de Minas e Metalurgia; CPRM – Servi ço
Geol ógico do Brasil [CD ROM] Geologia, tect ônica e recursos minerais do Brasil, Sistema de
Informa ções Geográficas SIG. Mapas na escala 1:2.500.000. Brasília: CPRM, 2001. Disponível
em 04 CD’s

FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Geografia do


Brasil. Regi ão Nordeste. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. Disponível em 1 CD.

FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Mapas Base dos
municípios do Estado de Pernambuco. Escalas variadas. In édito.

RODRIGUES E SILVA, Fernando Barreto; SANTOS, José Carlos Pereira dos; SILVA, Ademar Barros
da et al [CD ROM] Zoneamento Agroecol ógico do Nordeste do Brasil: diagn óstico e
progn óstico. Recife: Embrapa Solos. Petrolina: Semi-Árido, 2000. Disponível em 1 CD

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Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

ANEXO 1

PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO


Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea


Diagnóstico do Municí pio de Goiana– Estado de Pernambuco
C ÓDIGO LATITUDE LONGITUDE PONTO DE NATUREZA PROF. VAZ ÃO SITUA ÇÃO EQUIPAMENTO DE FONTE FINALIDADE STD
LOCALIDADE
PO ÇO S W ÁGUA DO TERRENO (m) (L/h) DO PO ÇO BOMBEAMENTO DE ENERGIA DO USO (mg/L)
GU935 ENGENHO UMBU 074132,7 345533,2 Poço tubular P úblico 8 Em Opera ção Bomba injetora Monof ásica Dom éstico Prim ário, 169,65
GU936 LOTIAMENTO DOURADO 074105,9 345457,7 Poço tubular Particular 60 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Dom éstico Prim ário, 45,5
GU937 ATAPUS 074125,4 345133,2 Poço tubular P úblico 200 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Dom éstico Prim ário, 330,85
ESCOLA FRANCISCO NICOLAU DA
GU938 SILVA 074124,4 345134,2 Poço tubular P úblico 8 Em Opera ção Bomba centrifuga Trifásica ESCOLA, 458,25
GU939 LAVANDEIRIA DE ATAPUS 074124,7 345133,9 Poço tubular P úblico 15 Abandonado Trifásica ,
GU940 POVOADO IBIAPICU 073722,7 345403,2 Poço tubular P úblico 21 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Doméstico Secund ário, 79,3
GU941 TEJUCUPAPO 073615,2 345352,4 Poço tubular P úblico 50 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Dom éstico Prim ário, 142,35
GU942 MEIA LEGUA 073600,7 345504,1 Poço tubular P úblico 200 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Dom éstico Prim ário, 152,75
GU943 TEJUCUPAPO 073601,2 345353,6 Poço tubular P úblico 250 Em Opera ção Bomba submersa Dom éstico Prim ário, 149,5
GU944 SAO LOURENCO 073511,6 345108,2 Poço tubular P úblico 250 Paralisado Trifásica ,
GU945 SAO LOURENCO 073507,4 345049,4 Poço tubular Particular 200 Em Opera ção Bomba injetora Trifásica Dom éstico Prim ário, 336,05
GU946 SITIO CARRAPICHO 073802,0 345333,3 Poço tubular Particular 33 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Dom éstico Prim ário, 76,05
ESCOLA DR. CLOVIS PORTINELE
GU947 GUIMARAES 073946,5 345524,9 Poço tubular P úblico 60 Em Opera ção Bomba submersa Monof ásica Dom éstico Prim ário, 105,95
GU948 FREXEIRAS 073405,4 350133,1 Poço tubular P úblico 25 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica ESCOLA, 323,05
GU949 SITIO JATOBA 073457,0 350301,0 Poço escavado P úblico 20 N ão Instalado Sarilho Monof ásica , 56,55
GU950 MUTIRAO 073352,8 350040,4 Poço escavado P úblico 20 Em Opera ção Bomba centrifuga Trifásica Dom éstico Prim ário, 234
GU951 SITIO SERAPIO 073600,2 345412,5 Poço tubular Particular 60 Em Opera ção Bomba injetora Dom éstico Prim ário, 263,25
GU952 BARRA DE CATUAMA 074041,6 345013,4 Poço tubular P úblico Abandonado Monof ásica ,
GU953 BARRA DE CATUAMA 074006,4 344949,2 Poço tubular Particular Em Opera ção Bomba centrifuga Trifásica Doméstico Secund ário, 546,65
Dom éstico Prim ário,
GW344 BARRA DO CATUAMA 074042,4 345013,8 Poço tubular P úblico 60 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Doméstico Secund ário, 307,45
LAVANDEIRIA MARCELO ALVES PONTA
GW345 DE PEDRA 073739,1 344840,4 Poço tubular P úblico Paralisado Bomba injetora Trifásica ,
Dom éstico Prim ário,
GW346 RUA DA IGREJA PONTA DE PEDRA 073746,6 344835,2 Poço tubular Particular 300 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Doméstico Secund ário,
ESCOLA MUNICIPAL EDITM GADELMA
GW347 PONTA DE PEDRA 073804,6 344900,4 Poço tubular P úblico Paralisado Bomba centrifuga Monof ásica ,
LOTIAMENTO BULADI PONTA DE Doméstico Primário,
GW348 PEDRA 073803,6 344910,0 Poço tubular Particular 400 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Doméstico Secund ário,
Dom éstico Prim ário,
GW349 CARNE DE VACA 073445,7 344956,6 Poço tubular P úblico 60 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Doméstico Secund ário, 334,75
GW350 CARNE DE VACA UFPE SUDENE 073408,3 344959,9 Poço tubular P úblico Paralisado Bomba submersa Monof ásica ,
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

C ÓDIGO LATITUDE LONGITUDE PONTO DE NATUREZA PROF. VAZ ÃO SITUA ÇÃO EQUIPAMENTO DE FONTE FINALIDADE STD
LOCALIDADE
PO ÇO S W ÁGUA DO TERRENO (m) (L/h) DO PO ÇO BOMBEAMENTO DE ENERGIA DO USO (mg/L)
FABRICA CIMENTO NASSAU POCO DO
GW351 ESTAC. DA GERENCIA 073755,2 345145,0 Poço tubular Particular 149 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Indústria/Comércio,
FAB. CIMENTO NASSAU POCO DA
GW352 CASA DE FORCA 073750,3 345143,5 Poço tubular Particular 160 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Indústria/Comércio,
FAB. CIMENTO NASSAU POCO DO
GW353 PAIOL 073812,0 345204,6 Poço tubular Particular 215 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Indústria/Comércio,
FAB. CIMENTO NASSAU POCO DO
GW354 ALMOXERIFADO 073757,4 345148,4 Poço tubular Particular 114 Em Opera ção Bomba submersa Trifásica Indústria/Comércio,
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Goiana
Estado de Pernambuco

ANEXO 2

MAPA DE PONTOS D’ Á GUA

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