FORMAÇÃO BOMBEIRO CIVIL
Manuseio, Transporte
Interno e Armazenamento
de Produtos Perigosos
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Introdução
Objetivo: Orientar quanto aos riscos de incidentes
inerentes ao manuseio, transportes internos e
armazenamento de produtos perigosos.
Conhecer as normas/procedimentos para evitar e
reduzir o risco de poluição ao Meio Ambiente.
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Organograma de Responsabilidades
Processo de Auditoria de Segurança, Higiene
Industrial e Saúde.
Segurança em Manipulação, Transporte e
Armazenamento de Produtos Químicos
Perigosos.
Empresa: fornecer as condições Usuários: seguir as Normas da
adequadas de Segurança e meio Empresa agindo com Segurança
ambiente, para garantir a saúde no manuseio de Produtos químicos
dos funcionários e da comunidade. perigosos.
Gerentes, Técnicos de Supervisores: sob orientação Compradores: Atender
Segurança: apoiar os da Engenharia, Técnicos de rigorosamento as
supervisores para permitir o Segurança e Químicos, fazer especificações dos produtos
cumprimento do programa. cumprir o Programa do seu perigosos nos processos de
Aperfeiçoar continuamente os setor e orientar a sua equipe compra.
procedimentos de Segurança corretamente.
para manipulação com
produtos perigosos.
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Vias de Absorção dos Produtos Químicos pelo
Organismo
• Via Respiratória: inalação de vapores. Podem passar aos
pulmões e ao sangue causando graves intoxicações ou
doenças. Ex: benzeno.
• Via Digestiva: ingestão de produtos contaminados. Ex:
fumar e ingerir alimentos na área industrial, não lavar as
mãos antes de comer.
• Via Cutânea: contato do corpo com produtos químicos
sem uso do EPI. Ex: não tomar banho após o trabalho, ou
contato direto do produto químico com a pele.
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Vias de Absorção dos Produtos Químicos pelo
Organismo
Intoxicações por Exposição à Vapores e Gases Tóxicos:
• Intoxicação Aguda: curta exposição e alta concentração.
Ex: derramamento de produtos químicos.
• Intoxicação Crônica: longa exposição e baixa
concentração.
Ex: doenças após longo período.
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Agentes causadores de Doenças das Vias Respiratórias
e Pulmonares
• Irritantes das Vias Respiratórias:
vapores ácidos.
• Não Irritantes das Vias Respiratórias:
pós finos (podem levar a morte).
Dermatoses
• Doenças de Pele: contato com produto químico.
Ex: ácidos, alcalis, solventes.
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Proteção Respiratória
• Máscara e Respiradores apropriados à cada atividade;
• os Operadores devem estar aptos a usar, manter e limpar os
Equipamentos;
• Desinfectar o Equipamento após cada uso; e
• Trocar filtros regularmente.
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Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e
Emergência
Chuveiros de Emergência: O chuveiro de emergência é um
equipamento projetado para promover uma descontaminação
eficiente, por meio de um fluxo controlado de água, com
velocidade relativamente alta para o fim ao qual se destina,
porém inofensiva ao usuário.
Desenvolvido com alta tecnologia, o chuveiro de
emergência passa por rígidos padrões de qualidade, em
conformidade com as orientações contidas na norma americana
ANSI/ISEA Z358.1-2009 e NBR 16291, de modo que possa
oferecer máxima segurança e eficiência.
• Ex: limpeza de matrizes e tratamento de soda.
• Lava-olhos: utilizados para limpeza dos olhos, em caso de
incidente. Ex: Laboratório.
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Chuveiros de Emergência e Lava olho :
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Retirada de Produtos Perigosos
• Retirada e Movimentação de Produtos Perigosos na
Unidade só poderá ser feita por pessoas devidamente
autorizadas (vide lista na Portaria e no Almoxarifado).
• O Almoxarifado e a Portaria não poderão liberar o
produto ao Requisitante sem que o mesmo conste da
relação.
• Não se pode retirar o Produto, em seu nome, e passar a
outro Funcionário não Autorizado.
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Movimentação de Produtos Perigosos
Considerações:
1. Estado do Material: sólido (ou pastoso), líquido ou gasoso.
Tipo de Embalagem, Volume, Forma, Peso e Características
Químicas,Mecânicas, Radioativas etc.
2. Quantidades a Estocar e Frequência.
3. Percurso: de onde sai e para onde vai, se o plano é
inclinado, largura de corredores, altura de passagem etc.
4. Deslocamento: contínuo ou intermitente, velocidade de
produção.
5. Forma de Empilhamento e Força de Trabalho:
- definir, então o sistema de transporte, manual, carrinhos de
mão, carros motorizados, empilhadeiras, transportadores etc.
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Recomendações para o uso de equipamentos de
proteção respiratória.
• Pessoas a serem designadas para trabalhar com máscaras e
respiradores, é necessário que sejam habilitadas fisicamente
para realizar este tipo de trabalho.
• A seleção dos equipamentos deve ser de acordo com os
produtos químicos e a concentração a que o operador estará
exposto.
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• Deve-se ter por escrito os procedimentos de operações
que regem a seleção e o uso dos equipamentos de
proteção para a respiração (Programa de Proteção
Respiratória) .
• Deve-se dar o devido treinamento para os operadores no
uso, manutenção e limpeza dos equipamentos.
• Equipamentos usados por mais de um operador devem
ser limpos e desinfectados após cada uso.
• A manutenção deve ser regular e periódica, no que se
refere à limpeza, desinfecção, troca de filtros e
substituição das partes danificadas.
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Transporte de Materiais e Produtos Químicos
De acordo com as estatísticas, quase 1/3 dos incidentes do
trabalho são causados pela movimentação e manuseio de
materiais. Portanto, é muito importante numa empresa, todos
conhecerem alguns princípios fundamentais, que devem ser
sempre praticados visando:
a) diminuir os riscos e reduzir os incidentes.
b) facilitar a execução de um trabalho com qualidade.
c) melhorar a organização e limpeza nos locais de trabalho.
d) aumentar a produtividade na empresa.
e) aumentar o bem estar de todos no trabalho.
A N.R. - 11 do Ministério do Trabalho é a Norma que rege o
transporte, movimentação e manuseio os materiais.
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Planejamento
A movimentação de materiais exige um
“planejamento”, para se determinar o melhor modo de se
transportar, bem como os tipos de equipamentos ou
dispositivos auxiliares e serem utilizados.
Deve-se considerar:
1- Tipo de material:
Estado físico: sólido (ou pastoso), líquido ou gasoso.
Natureza do material: granel, embalagens (frágil ou
resistente), volumoso, forma, peso, características químicas,
mecânicas, readioativas, etc.
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2- Quantidades estocadas ou a serem movimentadas e a
frequência de recebimento ou entrega.
3- Percurso, de onde sai e para onde vai. Local plano ou
inclinado, tipo de piso, largura dos corredores, altura das
passagens, etc.
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Planejamento
4- Deslocamento será contínuo (quantidade por hora) ou
irregular. A velocidade deverá estar sincronizada com a
produção ?
5- Terá ou não empilhamento, qual a forma mais segura ? Qual
a força de trabalho disponível ou necessária?
Somente após conhecer essas informações é que se
poderá planejar e definir o melhor sistema, que poderá ser:
transporte manual, carrinhos de mão, carros motorizados,
empilhadeiras, transportadores, etc.
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Empilhadeiras
O uso de empilhadeiras ou outros carros de transporte
motorizados simplificam muito o trabalho e economizam
tempo, porém pode introduzir alguns novos riscos devido à
falta de treinamento ou negligência dos operadores
responsáveis, levando a incidentes bastante sérios.
Recomendações úteis:
• Ter um programa de Inspeção e manutenção
permanente.
• Deve possuir buzina.
• Esses carros motorizados devem ser dirigidos por
operadores treinados e habilitados pela empresa.
• Não utilizar máquinas transportadoras movidas a
motores de combustão, em áreas de pouca
ventilação.
• Adaptar dispositivos adequados (catalizadores)
para eliminar os gases poluentes do motor de
combustão. SESMT - Alcoa Pinda
Armazenagem de Produtos Perigosos
Considerações Gerais:
• A armazenagem não é colocar os produtos químicos de
qualquer maneira.
• Deve-se obedecer a critérios rígidos para não incorrer em
riscos de incidentes graves.
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Planejamento:
• Deve-se fazer um planejamento levando em conta os
diferentes tipos de produtos químicos, evitando armazenar
juntos os produtos incompatíveis que podem reagir entre si...
• Ordem de armazenamento, tamanhos e tipos das
embalagens.
• Fluxo de entrada e saída de estoque, e programação de
consumo. Seguir o principio: “Primeiro que entra e o
Primeiro que saí”.
• Aceleração no tempo de seleção e distribuição dos materiais
requisitados, redução de custos de áreas de estocagem, ou de
avarias e finalmente o máximo aproveitamento da mão de
obra.
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Armazenagem de Produtos Perigosos
Local de Armazenagem:
• Arejado, bem iluminado e com as sinalizações de segurança
necessárias.
• Cuidados com rebaixamento de piso, quando não adequados.
• Prateleira resistentes aos materiais armazenados.
• Fácil acesso para movimentação manual e principalmente
movimentação por carrinhos, empilhadeiras, etc.
• Corredores com mínimo de “1 metro” maior que o maior dos
veículos utilizados
• Corredores limpos desimpedidos para evitar golpes e danos nas
embalagens ou nos materiais estocados.
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Armazenagem de Produtos Perigosos
• Separar os produtos incompatíveis por grupos. Ver tabela de
produtos químicos incompatíveis neste manual.
• Cuidado com os rótulos para não desprender e correr o risco
de se trocar de embalagem ou perder a identificação do
produto.
• Não armazenar produtos sem identificação. Consultar seu
supervisor. Se necessário, mandar analisar.
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Reagente Incompatível com:
Fósforo Enxofre, composto oxigenados,
cloratos
percloratos, nitratos,
permanganatos.
Hidrocarbonetos (butano, Ácido crômico, Flúor, Cloro,
Bromo,
propano,GLP, tolueno, etc.) peróxidos.
Iodo Acetileno, hidróxido de amônio,
Hidrogênio.
Líquidos inflamáveis Ácido Nítrico, nitrato de amônio,
óxido
(álcools, cetonas, (VI), de Cromo
éteres) peróxidos, Flúor, Cloro, Bromo,
Hidrogênio, Oxigênio, óxido nitroso.
Mercúrio Acetileno, Ácido Fulmínico, Amônea.
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Reagente Incompatível com:
Metais alcalinos (Sódio, Água, halogenetos de alcanos,
halogênios,
Potássio, Lítio) tetracoreto de carbano, anidrido
arbônico.
Nitrato de amônio Ácidos, pós metálicos, líquidos inflamáveis,
cloretos, Enxofre, compostos orgânicos
em pó.
Prata metálica Aceleno, ác. tartárico, ác. oxálico,
compostos de amônio.
Peróxico de Hidrogênio Alcools, anilina, Cobre, Cromo, Ferro,
Líquidos inflamáveis, sais
metálicos, compostos orgânicos em pó,
nitrometano, SESMT - Alcoa Pinda
Reagente Incompatível com:
Peróxido de Sódio Ácido Acético, anidrido acético,
benzaldeído, etanol, metanol,
etilenoglicol, acetatos de metila e
etila,
furfural.
Permanganato de Glicerina, etilenoglicol, ácido
sulfúrico, Potássio benzaldeído.
Óxido de Cromo (VI) Ác. acétileno, glicerina, benzina de
petróleo, líquidos inflamáveis,
naftaleno.
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Armazenagem de Produtos Perigosos
Os produtos químicos são oferecidos em embalagens
adequadas para cada tipo de produto químico, isto é, para
resistir ao produto sem se danificar. Assim sendo, NUNCA
podemos transferir produtos químicos de uma embalagem
para outra diferente, sem conhecimento e autorização dos
superiores, pois, pode haver reação do produto com a nova
embalagem e causar vazamentos e outros acidentes graves.
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Empilhamentos
Sacarias (Soda Cáustica - sacos de 25kg)
• Empilhar sobre estrados para evitar umidade nas sacarias ou
fardos e evitar problemas com pisos irregulares.
• O cruzamento dos sacos, permite maior segurança evitando
desmoronamentos.
• As copas dos sacos devem ficar posicionadas para dentro das
pilhas.
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• Empilhamento manual, não deve exceder a 2 metros de
altura para facilitar o acesso.
• As pilhas não devem permanecer próximo a máquinas sem
proteção ou equipamentos elétricos não isolados que
podem produzir faíscas.
• Saber para cada produto, o número de fiadas máximo
possível, para não danificar as embalagens e, evitar
desmoronamentos das sacarias ou fardos. Ver a indicação
na embalagem, com o Supervisor, ou consulte o fabricante
do produto.
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Empilhamentos
• Intercalar tábuas ou estrados para evitar desmoronamentos.
• Deve-se deixar o tôpo das pilhas a uma distância mínima de
60cm do fôrro, dos “sprinklers” ou de lâmpadas.
• As pilhas devem ficar afastadas no mínimo de 01 metro das
paredes, para facilitar a ventilação, não forçar a estrutura do
prédio, e permitir o acesso para inspeções e combate a
incêndios.
• Estocagem de materiais pesados e ou volumosos, quando
em prateleiras de escaninho, somente deve ser nas
prateleiras inferiores, de largura suficiente e não deixando
formação de pontas de alinhamento nos corredores.
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Empilhamentos
Empilhamento de tambores e barris
• Deve ser armazenados de forma deitada e presos, de
preferência, com calços de madeira na camada de baixo.
• As pilhas devem ser na forma de pirâmide.
• Tambores e barris também podem ser empilhados de pé em
camadas desencontradas, com tábuas ou estrados entre
camadas.
• Empilhamento produtos inflamáveis em tambores ou outras
embalagens metálicas, sobre estrados metálicos, estes
devem ser “aterrados”.
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Armazenamentos
Armazenagem de Produtos Inflamáveis
• Quando em embalagens metálicas e prateleiras também
metálicas, estas devem ser aterradas para não produzir
faíscas.
• Recipientes “containers” com sistema “corta-chama” e
armários especiais para armazegem de produtos
inflamáveis com maior segurança.
• No local de armazenagem de grandes estoques de produtos
inflamáveis, deve ser proibido fumar, usar fogareiros,
chapas aquecedoras. Ser dotado de sistema de
exaustão/ventilação e as instalações elétricas à prova de
explosão (sem faiscamentos quando se liga-desliga).
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Armazenamentos
Armazegem de Produtos Ácidos e Corrosivos
• Nunca devem ser colocados em prateleiras altas. devem ser
armazenados próximos do chão e se possível em recipientes
tipo bandejas de contenção.
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Derramamentos/Vazamentos de Produtos Químicos
Controle:
Os derramentos e vazamentos de produtos químicos na área
industrial se não forem tomadas providências corretas, como
veremos a seguir poderão causar graves consequências para os
trabalhadores, para as instalações ou ao meio ambiente.
Procedimentos:
• Procurar “identificar” o produto derramado, saber se é
inflamável corrosivo, muito tóxico, etc.
• Isolar a área e comunicar a todos trabalhadores do setor, bem
como a equipe de segurança. Acionar o alarme dependendo da
gravidade do incidente.
• Para entrar na áea do sinistro, proteger-se com os devidos
equipamentos de proteção individual (EPI’s).
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Derramamentos/Vazamentos de Produtos
Químicos
• Providenciar o reparo para cessar o vazamento ou o
derramamento (Usar o Kit de Emergência).
• Desligar equipamentos, máquinas ou motores que possam
produzir faíscas, principalmente quando o produto for
inflamável. É importante saber que, diversos produtos
químicos não inflamáveis podem produzir “misturas
explosivas” com o ar, tais como ácido acético, ácido nítrico
amoníaco, gás sulfídrico, etc.
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• Adicionar o pó absorvente adequado para o produto
químico derramado.
• Recolher com o auxílio de uma vassoura e pá adequadas,
colocar em saco plástico ou recipiente adequado e
encaminhar para o descarte.
• Fazer a limpeza final da área, promover
ventilação/exaustão.
• Se o produto for muito tóxico, só voltar a usar a área após
monitorização dos gases ou vapores no ar, e autorização da
Equipe de Segurança.
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Pós Absorventes de Produtos Químicos
Para ácidos usar: Vermiculita, Mantas de Polipropileno,
Barrilha
Hidróxido de Cálcio, Terras diatomáceas tipo CELITE
OBS.: não usar soda ou outros álcalis que na reação liberam
muito calor.
Contenção de Derramamentos:
Diversos dos produtos acima são oferecidos na forma de
“almofadas” ou em forma de cordões para facilitar a
contenção e o espalhamento dos derramamentos.
(Vide Procedimento 613 0012013 - Kit de Emergência)
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Descarte de Resíduos Químicos
Recomendações:
• Armanezar resíduos do mesmo tipo em recipientes apropriados.
• Não misturar resíduos desconhecidos pois pode causar reações
químicas exalando gases perigosos, incêndios ou explosões.
• Resíduos de produtos inflamáveis devem ser armazenados em local
fresco arejado e em recipientes apropriados, os “containers com
sistema corta-chama”.
• NUNCA jogar produtos ou resíduos inflamáveis no esgoto, pois pode
provocar explosões e incêndios de grandes proporções.
• O transporte de resíduos industriais para fora da unidade fabril, deve
seguir Normas Oficiais e o responsável pelo resíduo é sempre o
gerador do resíduo.
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Norma de Risco NBR-8285 para transporte de
Produtos Perigosos.
Tabela 1 - Significado do 1º Algarismo
NÚMERO SIGNIFICADO
2 GÁS
3 LÍQUIDO INFLAMÁVEL
4 SÓLIDO INFLAMÁVEL
5 SUBSTÂNCIA OXIDANTE OU PERÓXIDO ORGÂNICO
6 SUBSTÂNCIA TÓXICA
7 SUBSTÂNCIA RADIOATIVA
8 SUBSTÂNCIA CORROSIVA
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Norma de Risco NBR-8285 para transporte de
Produtos Perigosos.
Tabela 2 - Significado do 2º e ou 3º Algarismo
NÚMERO SIGNIFICADO
0 AUSÊNCIA DE RISCO
1 EXPLOSIVO
2 EMANA GÁS
3 INFLAMÁVEL
5 OXIDANTE
6 TÓXICO
7 RADIOATIVO
8 CORROSIVO
9 PERIGO DE REAÇÃO VIOLENTA RESULTANTE DA
DECOMPOSIÇÃO EXPONTÂNEA OU DE POLIMER.
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Classificação de Risco para Produtos Perigosos
PRODUTO Nº DA ONU Nº DE RISCO
GASOLINA 1203 33
QUEROSENE 1223 30
CLORO 1017 266
G.L.P. 1075 23
ÁCIDO SULFÚRICO 1830 88
SODA CAUSTICA (Sol.) 1824 88
BENZENO 1114 33
TOLUENO 1293 33
XILENO 1307 30
ETILENO 1962 23
ETILENO REFRIGER. 1038 223
PROPILENO 1077 23
BUTADIENO 1010 239
BUTENO 1012 23
CARBETO DE CÁLCIO 1402 43
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Manuseio, Transporte e Armazenamento de Cilindros
de Gases
O manuseio de cilindros de gases, inflamáveis ou não
inflamáveis, porém sob pressão, oferece altíssimos riscos em casos
de acidentes com vazamentos ou quedas do cilindro com a quebra
do registro (válvula) da cabeça do cilindro.
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Armazenagem de Cilindros de Gás
Procedimentos
• Nunca manusear os cilindros sem o devido capacete
instalado e rosqueado.
• Nunca deixar o cilindro exposto em locais de transito de
pessoas ou carros.
• Não movimentar cilindros de gás com o regulador de pressão
instalado.
• Somente transportar cilindros de gás em carrinhos
apropriados.
• Manter os cilindros de gás sempre presos à parede com
cintas metálicas ou correntes.
• Manter cilindros de gases combustíveis separados de
oxidantes por uma parede.
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Armazenagem de Cilindros de Gás
• Armazenar os cilindros em local arejado, com área delimitada e
com sinalizações de segurança. Ex: PROIBIDO FUMAR, etc.
• Se o local de armazenagem de gases inflamáveis dispor de
instalações elétricas, estas devem ser à prova de explosão.
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Produtos perigosos
cores X classes
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Produtos perigosos
produtos X cores
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Produtos perigosos
produtos X cores
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Produtos perigosos
Armazenamento e identificação
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Produtos perigosos
Descartes de vasilhames
Preparar as embalagens vazias para
devolvê-las nas unidades de
recebimento; • Embalagens rígidas
laváveis: efetuar a lavagem das
embalagens (Tríplice Lavagem ou
Lavagem sob Pressão); • Embalagens
rígidas não laváveis: mantê-las
intactas, adequadamente tampadas e
sem vazamento; • Embalagens
flexíveis contaminadas: acondicioná-
las em sacos plásticos padronizados.
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Produtos perigosos
Descartes de vasilhames
Armazenar, temporariamente, as
embalagens vazias na propriedade;
c) Transportar e devolver as embalagens
vazias, com suas respectivas tampas, para a
unidade de recebimento mais próxima
(procurar orientação junto aos revendedores
sobre os locais para devolução das
embalagens), no prazo de até um ano,
contado da data de sua compra;
d) Manter em seu poder os comprovantes de
entrega das embalagens e a nota fiscal de
compra do produto.
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Produtos perigosos
Transporte
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Produtos perigosos
Transporte
Os Painéis de Segurança instalados nas laterais, deverão
estar afixados da metade para a traseira do veículo,
podendo ser instalados sobre o tanque, chassis, carroçaria
de madeira ou metal ou pára-lamas traseiros. Devem
apresentar ótimas condições de conservação e
perfeitamente legíveis. Nas partes dianteira e traseira, os
painéis deverão estar afixados do centro do veículo para o
lado do motorista, instalados no pára-choque dianteiro ou
traseiro, grades ou qualquer lugar perfeitamente visível,
não obstruindo a iluminação do veículo. Acompanhe a
figura abaixo:
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Produtos perigosos
Transporte
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Sistema de identificação
de produtos perigosos
Nro. Classe de
Perigo DESCRIÇAO
Nações Unidas
1 Explosivos
2 Gases inflamáveis, não inflamáveis e não tóxicos
3 Líquidos inflamáveis
4 Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea e
substâncias, em contato com a água emitem gases inflamáveis
5 Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos
6 Substâncias tóxicas (venenosas) e substâncias infectantes
7 Materiais radioativos
8 Corrosivos
9 Substâncias perigosas diversas
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Dos mais de 1.400 produtos perigosos regulamentados pela
administração de transporte do DOT e segundo os
regulamentos da mesma administração no Título 49, código
de regulamentos federais, parte 172, sub-parte f, utilizam-se
de símbolos e cores específicas nos rótulos de riscos que
devem ser colocados nos tanques e reboques, bem como nos
recipientes e embalagens que transportam produtos perigosos.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Os regulamentos do DOT são aplicados ao transporte
de produtos perigosos tanto dentro como entre os
estados da União Americana. A partir dos útlimos
anos da década de 80 e início dos anos 90, muitos
países da Região têm executado esta regulamentação
no transporte e armazenagem dos produtos perigosos
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Cada produto perigoso possui um número de identificação. Os
números precedidos pelas letras "UN" (classificação das Nações
Unidas) estão associados às descrições consideradas adequadas
tanto para a carga internacional como para dentro do país. Os
produtos perigosos precedidos pelas letras "NA" estão associados
às descrições que não estão reconhecidas como carga
internacional, exceto para ou desde o Canadá. Cada painel de
segurança, rótulo de risco ou nota fiscal e ficha de emergência
devem conter o número de risco UN e IMO (Organização
Marítima Internacional) e quando seja adequado, o número da
subclasse.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
O número deverá ser preto ou de alguma outra cor
autorizada e localizada no ângulo inferior do rótulo,
ou na especificação do produto perigoso nas notas
fiscais. O número deve medir meia polegada (12.7
mm) ou menos de altura. Em certos casos, o número
de classe ou subclasse pode substituir o nome escrito
da classe de risco na inscrição do documento de
envio. Os números das classes e subclasses das
Nações Unidas têm os seguintes significados.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 1 Explosivos
Subclasse 1.1 Explosivos com perigo de explosão e massa
Subclasse 1.2 Explosivos com perigo de projeção
Subclasse 1.3 Explosivos com perigo predominante de incêndio
Subclasse 1.4 Explosivos com perigo de explosão não significativa
Subclasse 1.5 Explosivos muito sensíveis
Subclasse 1.6 Explosivos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa
Classe 1 Explosivos
Símbolo Bomba preta explodindo; fundo alaranjado e texto preto.
Subclasse 1.1 Materiais que têm um risco de explosão de toda a massa (se estende de maneira
praticamente instantânea à totalidade da carga).
Subclasse 1.2 Materiais que têm o risco de projeção mas não um risco de explosão de toda a
massa.
Subclasse 1.3 Materiais que tem risco de incêndio e o risco que pequenos efeitos de onda sejam
produzidos, choque ou projeção ou os dois efeitos, mas não o risco de explosão de
toda a massa.
Incluem-se nesta divisão os seguintes materiais:
a. Aqueles cuja combustão produz uma radiação térmica considerável;
b. Aqueles que ardem sucessivamente, com pequenos efeitos de onda, choque
ou projeção ou com os dois efeitos.
Subclasse 1.4 Materiais que não têm nenhum risco considerável.
Subclasse 1.5 Materiais muito insensíveis que apresentam risco de explosão de toda a massa.
Subclasse 1.6 Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 2 Gases inflamáveis, não inflamáveis, não tóxicos e tóxicos
Subclasse 2.1 Gás Inflamável
Símbolo Chama preta ou branca; fundo vermelho e texto preto
Subclasse 2.2 Gás não inflamável, não tóxico
Símbolo Cilindro de gás preto ou branca, fundo verde e texto preto
Subclasse 2.3 Gás tóxico
Símbolo Caveira e tíbias pretas cruzadas, fundo branco e texto preto.
Classe 3 Líquidos inflamáveis
Símbolo Chama preta ou branca, fundo vermelho e texto preto
Subclasse 3.1 Líquidos com ponto de inflamabilidade baixo
Subclasse 3.2 Líquidos com ponto de inflamabilidade medio. Inclui os líquidos cujo ponto de
inflamabilidade é igual ou superior a 18º C e inferior a 23º C
Subclasse 3.3 Líquidos com ponto de inflamabilidade alto. Inclui os líquidos cujo ponto de
inflamabilidade é igual ou superior a 23º C mas não superior a 61º C
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 4 Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea,
substância que em contato com a água emitem gases inflamáveis
Subclasse 4.1 Sólidos inflamáveis
Símbolo Chama preta, fundo branco com sete barras vermelhas verticais e texto
preto.
Subclasse 4.2 Substância sujeitas a combustão espontânea
Materiais que podem apresentar combustão espontânea.
Símbolo Chama preta com fundo branco (metade superior), fundo vermelho
(metade inferior) e texto preto.
Subclasse 4.3 Substâncias que em contato com a água emitem gases inflamáveis
Perigo ao contato com a água ou com o ar
Materiais que ao contato com a água ou com o ar, desprendem gases
inflamáveis.
Símbolo Chama preta com fundo azul e texto preto.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 5 Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos
Subclasse 5.1 Substâncias oxidantes
Materiais que não são necessariamente combustíveis em si mesmos,
embora possam acrescentar o risco de incêndio e outros materiais com
os que entram em contato ou a intensidade com que estes reagem
quando liberam oxigênio ou através de outros processos semelhantes.
Símbolo Chama sobre um círculo preto, fundo amarelo e texto preto.
Subclasse 5.2 Peróxidos orgânicos.
Materiais orgânicos de estrutura bivalente 0-0 que são considerados
derivados do peróxido de hidrogênio, nos quais um ou os dois átomos
de hidrogênio tenham sido substituídos por radicais orgânicos que
podem experimentar uma decomposição exotérmica auto acelerada.
Além disso, estes têm uma ou várias das seguintes características;
Ser susceptíveis de experimentar decomposição explosiva
Arder rápidamente.
Ser sensíveis ao impacto ou à esfregação
Reagir perigosamente com outras substâncias.
Produzir lesões nos olhos.
Símbolo Chama sobre um círculo preto, fundo amarelo e texto preto.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 6 Substâncias tóxicas (venenosas) e infectantes
Subclasse 6.1 Tóxicas: grupos de risco I e II
Materiais que podem causar a morte ou podem produzir efeitos
gravemente prejudiciais para a saúde do ser humano se forem
ingeridas ou inaladas ou se entrarem em contato com a pele
Símbolo Caveira e tíbias pretas cruzadas, fundo branco e texto preto.
Subclasse 6.1 Nocivos, evitar o contato com os alimentos. Grupo de perigo III.
Símbolo Espiga de milho cruzada por um "X" preto, fundo branco e texto preto.
Subclasse 6.2 Substância infectante
Materiais que contêm microorganismos patogênicos
Símbolo Três círculos que interceptam outro círculo central preto, fundo branco e
texto preto. Só é aplicável para etiquetas.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 7 Materiais Radioativos
Categoria 1 Branca
Símbolo Trevo preto, fundo amarelo (metade superior), texto obrigatório
(metade inferior), "radioativo", "conteúdo...", "Atividade..." Pretos,
categoria vermelha e fundo branco.
Categoria 2 Amarela
Símbolo Trevo preto, fundo amarelo (metade superior) texto obrigatório
(metade inferior em branco) "radioactivo", "conteúdo...", "Atividade..."
Em preto, categoria em vermelho e fundo branco. Em um quadro
preto "índice de transporte".
Classe 8 Corrosivos
Materiais sólidos ou líquidos que em estado natural têm em comum a propriedade de
causar lesões mais ou menos graves nos tecidos vivos. Se uma fuga de um destes
materiais é produzida, o seu recipiente e/ou embalagem, também podem deteriorar
outras mercadorias ou causar danos no sistema de transporte.
Símbolo Líquido que escoa de dois tubos de ensaio sobre uma mão e uma
lâmina de metal preta, fundo branco (metade superior) e fundo preto
(metade inferior) e texto branco.
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Simbolos e cores. Características de
identificação dos produtos perigosos
Classe 9 Substâncias perigosas diversas
Este tipo não está incluído nas classificações anteriores. Possui características especiais;
nesta situam-se todos os materiais que por suas características não podem ser
classificados nos oito tipos anteriores.
Símbolo Sete barras verticais pretas, fundo branco (metade superior) e texto preto,
fundo branco (metade inferior), número nove sublinhado
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1. Conceitos e Definições
Produtos Perigosos: São as substâncias com
propriedades físico-químicas que podem causar
danos à saúde e ao meio ambiente
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Carga Perigosa: Trata-se de qualquer tipo de
carga sendo transportada de forma inadequada,
que acarrete risco de acidentes.
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Carga a granel: produto que é transportado
sem qualquer embalagem, sendo contido
apenas pelo equipamento de transporte.
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Carga Embalada/Fracionada: produto que no
ato do carregamento, descarregamento e
transbordo do veículo transportador é
manuseado juntamente com o seu recipiente
(NBR 7501 ABNT, item 3.15).
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Expedidor: qualquer pessoa, organização ou
governo que prepara uma expedição para
transporte; quem emite o documento fiscal
(NBR 7501, item 3.38).
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Transportador: qualquer pessoa, organização
ou governo que efetua o transporte de produtos
perigosos por qualquer modalidade de
transporte (NBR 7501, item 3.93)
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Acidente com Produto Perigoso: Evento
repentino e não desejado, onde a liberação de
substâncias perigosas em forma de incêndio,
explosão, derrame ou vazamento, causa danos a
pessoas, propriedades ou ao meio ambiente.
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Incidente com Produto Perigoso: Evento
repentino e não desejado, que foi controlado
antes de afetar elementos vulneráveis (causar
dano ou exposição às pessoas, bens ou ao meio
ambiente). Também denominado de “quase
acidente”.
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Zona Contaminada ou Área de Risco: Área
do acidente com produtos perigosos onde os
contaminantes estão ou poderão surgir.
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2. Resumo da Legislação
O transporte de produtos perigosos é objeto de extensa
e complexa legislação que acompanham a evolução da
preocupação da sociedade em relação à preservação
do meio ambiente.
Resolução n° 3.665/11, que substitui a
Regulamentação do Transporte Rodoviário de
Produtos Perigosos, aprovada pelo Decreto 96.044/88.
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Resolução CNEN- 13/88: Aprova as normas para o
“Transporte de Materiais Radiativos”;
Decreto nº 1.797/1996: Dispõe sobre a execução do
Acordo de Alcance Parcial para a Facilitação do
Transporte de Produtos Perigosos, entre Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai, de 25 de janeiro de
1996;
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Decreto nº 2.866/1998: Aprova o regime de
infrações e sanções aplicáveis ao transporte terrestre
de produtos perigosos;
Lei nº 9.605/1998: Dispõe sobre as sanções penais e
administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente;
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Decreto nº 4.097/2002: Altera os art. 7º e 19 do
RTPP;
Resolução ANTT nº 420/2004 e Resolução n°
701/2004: Aprova as instruções complementares ao
RTPP;
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Resolução MT Nº 1573/2006: Institui o Regime de
Infrações e Penalidades do Transporte Ferroviário de
Produtos Perigosos no âmbito nacional;
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Resoluções do CONTRAN: 14,18, 26, 36, 38, 87,
102, 132, 149, 151, 152,157, 168, 205, 210, 356;
Resolução ANTT nº 1644/2006: Altera o anexo à
Resolução nº 420/04 que aprova as instruções do
RTPP;
Resolução nº. 3.632/2011 da Agencia Nacional dos
Transportes altera o anexo da Resolução nº. 420/04;
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O transporte de produtos perigosos controlados pelo
Exército também está sujeito às exigências previstas
pelo R-105, com redação dada pelo Decreto nº
3665/00, que apresenta a lista de produtos.
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Neste caso, além dos documentos de porte obrigatório,
previsto pelo RTPP (Ficha de Emergência, Envelope
para o Transporte, Documento Fiscal, e Certificado de
Capacitação para o Transporte de Produtos Perigosos a
Granel), também deve portar a guia de Tráfego,
devidamente preenchida e assinada por Oficiais do
Exército Brasileiro, responsáveis pelo controle do
transporte destes produtos.
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Da mesma forma, o transporte de materiais radiativos
é controlado pela Comissão Nacional de Energia
Nuclear (CNEN), que emite a Ficha de
Monitoramento de Materiais Radiativos e a
Declaração do Expedidor de Material Radioativo.
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2.1 Normas Técnicas da ABNT
A ABNT mantém uma comissão permanente, formada
por técnicos dos órgãos, setores e entidades
envolvidos com transporte de produtos perigosos. Esta
comissão é responsável pelo estudo e elaboração de
Normas Técnicas Oficiais, que são editadas e
periodicamente revisadas. Segue abaixo as principais
Normas Técnicas relacionadas ao transporte
rodoviário de produtos perigosos.
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NBR 7500 - Símbolos de risco e manuseio para
o transporte e armazenamento de materiais.
NBR 7501 - Transporte de produtos perigosos –
terminologia.
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NBR 7503 - Ficha de Emergência e Envelope para
transporte para o transporte de produtos perigosos
(características e dimensões).
NBR 9735 - Conjunto de equipamentos para
emergências no transporte rodoviário de produtos
perigosos.
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NBR 10271 - Conjunto de equipamentos para
emergências no transporte rodoviário de ácido
fluorídrico (procedimento).
NBR 12710 - Proteção contra incêndio por extintores
no transporte rodoviário de produtos perigosos.
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NBR 13095 - Instalação e fixação de extintores de
incêndio para carga, no transporte rodoviário de
produtos perigosos
NBR 13221 - Requisitos para o transporte de resíduos.
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NBR 14064 - Atendimento de emergência no
transporte rodoviário de produtos perigosos.
NBR 14095 - Área de estacionamento para veículos
rodoviários de transporte de produtos perigosos.
NBR 14619 - Incompatibilidade química.
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3. Documentos Necessários
CONDUTOR:
Carteira Nacional de Habilitação
Carteira do Curso MOPP
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VEÍCULO:
Documentação de licenciamento do veículo
CIPP - Certificado de Inspeção para o Transporte de
Produtos Perigosos (Certificado de capacitação do
veículo e equipamentos para o transporte a granel)
CIV – Certificado de Inspeção Veicular
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PRODUTO TRANSPORTADO:
Nota Fiscal com manifesto da carga (transporte
nacional).
Declaração de Carga (MERCOSUL).
Ficha de Emergência.
Envelope para o Transporte.
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Licenciamento Ambiental.
Explosivos: Guia de tráfego do Comando do Exército.
Material Nuclear: Autorização da Comissão Nacional
de Energia Nuclear.
Produtos controlados: Autorização do Departamento
de Polícia Federal – DPF.
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4. Equipamento Proteção Individual e Equipamentos
para Situação de Emergência
Equipamento de Proteção Individual - EPI
O Equipamento de Proteção Individual deve ser
usado, pelo motorista, para o manuseio do produto ou
no caso de ocorrência de um acidente.
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EPI básico é composto por Capacete e luvas de
material adequado ao(s) produto(s) transportado(s),
definidos pelo fabricante do produto.
Obs: Além do EPI Básico existem 11 grupos de EPI
específico, que variam de acordo com o produto
transportado (NBR 9735, da ABNT).
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Equipamentos para Situação de Emergência
Consideram-se equipamentos para situação de
emergência o conjunto de equipamentos previstos pela
NBR 9735, da ABNT, que deve acompanhar o
transporte rodoviário de produtos perigosos, para
atender às situações de emergência, acidente ou avaria.
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O conjunto prevê elementos para a sinalização e o
isolamento da área de ocorrência, conforme a ficha de
emergência, e a solicitação de socorro, conforme o
envelope para o transporte.
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Obs: As especificações dos equipamentos, bem como
grupos de equipamentos específicos encontram-se na
NBR 9735, da ABNT.
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5. Classificação dos Produtos Perigosos
A classificação adotada é feita com base no tipo de
risco que estes produtos apresentam e conforme as
Recomendações para o Transporte de Produtos
Perigosos da ONU.
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A mesma estabelece os critérios utilizados para a
classificação destes materiais, os quais determinaram a
criação de 9 classes, que podem ou não ser
subdivididas, conforme as características dos
produtos.
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Classe 1 – Explosivos
Subclasse 1.1 Substâncias e artefatos com risco de
explosão em massa;
Subclasse 1.2 Substâncias e artefatos com risco de
projeção;
Subclasse 1.3 Substâncias e artefatos com risco
predominante de fogo;
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Subclasse 1.4 Substâncias e artefatos que não
representam risco significativo;
Subclasse 1.5 Substâncias pouco sensíveis;
Subclasse 1.6 Substâncias extremamente insensíveis.
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Classe 2 – Gases
Subclasse 2.1 Gases inflamáveis;
Subclasse 2.2 Gases comprimidos não tóxicos e não
inflamáveis;
Subclasse 2.3 Gases tóxicos por inalação.
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Classe 3 - Líquidos inflamáveis
Classe 4 - Sólidos inflamáveis; Substâncias
autorreagentes e explosivos sólidos insensibilizados
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Subclasse 4.1 Sólidos inflamáveis;
Subclasse 4.2 Substâncias passíveis de combustão
espontânea;
Subclasse 4.3 Substâncias que, em contato com a
água, emitem gases inflamáveis.
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Classe 5 - Substâncias Oxidantes e Peróxidos
Orgânicos.
Subclasse 5.1 Substâncias Oxidantes;
Subclasse 5.2 Peróxidos Orgânicos.
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Classe 6 - Substâncias Tóxicas e Substâncias
Infectantes.
Subclasse 6.1 Substâncias Tóxicas;
Subclasse 6.2 Substâncias Infectantes.
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Classe 7 - Substâncias Radioativas
Classe 8 - Substâncias Corrosivas
Classe 9 – Substâncias Perigosas Diversas .
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5.1 Rótulos de Risco e Painel de Segurança
Atualmente, os produtos perigosos listados pela ONU
ultrapassam 3.400 produtos que são atualizados
periodicamente (ABIQUIM, 2011).
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Estes produtos são identificados através do painel de
segurança. Na parte superior tem-se o número de risco
do produto e na parte inferior o número da ONU,
conforme poderá ser verificado na Figura 01. As
especificações do painel de segurança estão descritas
na NBR 7500, da ABNT.
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FIGURA 01 – Painel de Segurança
Fonte: Adaptado da NBR 7500 da ABNT, 2012.
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O rótulo de risco, placa ilustrada em formato de
losango, é afixado nas laterais e na traseira do veículo,
eles possuem desenhos e números que identificam o
produto (Resolução 3.632/11, da ANTT).
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Na Figura 02 é possível verificar os rótulos de risco,
onde é apresentado o número da classe, a descrição do
perigo e o símbolo correspondente.
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FIGURA 02 - Rótulos de Risco
Fonte: Adaptado da Resolução 3.632/11 da ANTT
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6. Plano Ambiental Emergencial – PAE
Sabe-se que os produtos perigosos, enquanto
devidamente acondicionados e armazenados em
procedimentos comerciais adequados, apresentam
sempre o chamado risco intrínseco ou o potencial de
danos (toxicológico), mas não os riscos acidentais,
cuja periculosidade é promovida pela manipulação e o
transporte desses produtos.
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As ações de segurança previstas para mitigação dos
danos referentes a riscos acidentais estão
consubstanciadas nos Planos de Atendimento a
Emergências, que devem ser elaborados previamente e
conhecidos por todos os envolvidos.
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O Plano Ambiental Emergencial – PAE tem como
objetivo estruturar um conjunto bem planejado de
atividades, informações e procedimentos destinados à
coordenação das ações das diversas instâncias públicas
afetas ao tema, no atendimento e resposta aos
acidentes com produtos perigosos.
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7. Procedimentos de Resposta
O principal aspecto a ser considerado durante o
atendimento de um acidente ambiental que envolva
produtos perigosos diz respeito a segurança das
pessoas envolvidas.
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Para tanto, especialmente em se tratando de
profissionais de primeira resposta, deve-se adotar as
seguintes recomendações básicas
Evitar qualquer tipo de contato com o produto
perigoso, aproximando-se da cena com cuidado, tendo
o vento pelas costas, tomando como referência o ponto
de vazamento do produto;
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Procurar identificar o produto (não aproximar-
se mais do que 100 m da área de risco) e verificar
se há vazamento, derrame, liberação de vapores,
incêndio ou a presença de vítimas;
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Isolar o local do acidente impedindo a entrada
ou a saída de qualquer pessoa. Manter-se afastado
da zona contaminada no mínimo 100 metros até
conseguir informações seguras sobre o tipo de
produto perigoso existente no local;
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Solicitar a presença de socorro especializado
(polícia rodoviária, polícia militar, corpo de
bombeiros, defesa civil, etc.);
Estabelecer as áreas de segurança e isolamento
(proteção) inicial recomendadas no Manual de
emergências da ABIQUIM;
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Determinar as ações iniciais de emergência,
recomendadas no Manual de emergências da
ABIQUIM, até a chegada do socorro especializado.
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7.1 Como Identificar um Produto Perigoso
Identifique o produto por qualquer uma das seguintes
maneiras:
a) Pelo número de quatro algarismos (número da
ONU) existente no painel de segurança (placa laranja)
afixado nas laterais, traseira e dianteira do veículo ou
constante na Ficha de Emergência, no documento
fiscal ou na embalagem do produto. Consulte o
manual da ABIQUIM pelo número da ONU.
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FIGURA 03 – Identificação do Produto Perigoso
Fonte: ABIQUIM, 2006.
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b) Pelo nome do produto constante na Ficha de
Emergência ou no documento fiscal. Consulte o
manual da ABIQUIM pelo nome do produto.
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c) Caso não haja nenhuma informação específica
sobre o produto, verifique o rótulo de risco (placa
ilustrada com formato de losango) afixado nas laterais
e na traseira do veículo e consulte a tabela de rótulos
de risco no manual da ABIQUIM, que lhe indicará o
guia correspondente à classe do produto.
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7.2 Como Utilizar o Manual de Emergências da
ABIQUIM
Utilize o Manual de Emergências para identificar os
produtos perigosos e as ações iniciais de emergência
da forma que segue:
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Páginas amarelas: Relação dos Produtos
Perigosos por ordem numérica crescente;
Páginas azuis: Relação dos Produtos Perigosos
por ordem alfabética;
Páginas laranja: Apresentam os Guias nos quais
são encontradas as recomendações de segurança;
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Páginas verdes: Encontram-se as distâncias de
seguranças para alguns produtos.
Após identificar o número da ONU dos Produtos
Perigosos que estão sendo transportados, devemos
consultar as páginas amarelas do Manual de
Emergência. A coluna GUIA Nº indica a página
laranja que deverá ser consultada.
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Nelas você encontrará informações sobre os riscos
potenciais do produto e as ações de emergência a
seguir.
Não sendo possível identificar o número da ONU ou o
nome do Produto Perigoso, existe uma alternativa;
procurar o rótulo de risco do Produto Perigoso.
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No Manual de Emergências existem duas páginas de
rótulos de risco com seus Guias correspondentes.
Você poderá encontrar uma série de Produtos
Perigosos assinalados com um asterisco (*) nas
páginas amarelas e nas azuis, por exemplo, o cloro, nº
da ONU 1017 *; estes produtos exigem uma atenção
especial nos casos de vazamentos.
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Consulte as páginas verdes, na parte final do manual,
para conhecer as distâncias de isolamento e proteção
inicial.
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Observação: O Manual de Emergências da ABIQUIM
não resolve todos os problemas que podem ocorrer
com os produtos perigosos, porém, seguindo suas
recomendações você poderá controlar o acidente nos
seus primeiros minutos, até a chegada de uma equipe
especializada, evitando riscos e a tomada de decisões
incorretas.
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7.3 Como Isolar a Área de Risco
Após identificar o(s) produto(s) perigoso(s) e tomar as
medidas iniciais de emergência, verifique a direção
predominante do vento e determine se o vazamento é
grande ou pequeno.
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Pequeno vazamento = único recipiente de até 200
litros ou tanque maior que possa formar uma
deposição de até 15 metros de diâmetro;
Grande vazamento = grande volume de produtos
provenientes de um único recipiente ou diversos
vazamentos simultâneos que formem uma deposição
maior que 15 metros de diâmetro.
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Depois, isole a área de risco utilizando a fita ou corda
e seus dispositivos de sustentação, presentes nos
Equipamentos para Situação de Emergência. Utilize os
quatro cones e as quatro placas “Perigo Afaste-se”
para sinalizar o acidente.
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Determine as distâncias adequadas consultando a
tabela existente na seção verde do manual de
Emergências da ABIQUIM e dirija todas as pessoas
para longe do vazamento, seguindo a direção contrária
a do vento. As distâncias mínimas para o isolamento e
evacuação são de 30 e 200 metros, respectivamente.
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Zonas de Controle
Toda área do acidente com produto perigoso deverá
estar sob rigoroso controle para se reduzir a
possibilidade de contato com qualquer dos
contaminantes presentes. O método utilizado para
prevenir ou reduzir a migração dos contaminantes é a
limitação de três zonas de trabalho.
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FIGURA 04 – Zonas de Controle de Risco
Fonte: SENASP, 2009.
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Segundo indicação da International Fire Service
Training Association (IFSTA, 1995, p.145) as zonas
de trabalho devem ser delimitadas no local com fitas
coloridas e, se possível, também mapeadas. A
dimensão das zonas e os pontos de controle de acesso
devem ser do conhecimento de todos os envolvidos na
operação.
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A divisão das zonas de trabalho (IFSTA, 1995, p. 144)
deverá constituir-se da forma que segue:
ZONA QUENTE
Localizada na parte central do acidente, é o local onde
os contaminantes estão ou poderão surgir. O
isolamento da área de risco executado pode ser
utilizado como delimitação da zona quente.
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ZONA MORNA
É a localidade que fica posicionada na área de
transição entre as áreas contaminadas e as áreas
limpas. Esta zona deve conter o corredor de
descontaminação. Toda saída da zona quente deverá
ser realizada por esse corredor.
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ZONA FRIA
Localizada na parte mais externa da área é considerada
não contaminada. O posto de comando da operação e
todo o apoio logístico ficam nessa área.
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7.4 A Importância de um Sistema de Comando de
Operações
O Sistema de Comando de Operações (SCO), também
conhecido pela sigla SCI (Sistema de Comando de
Incidente) é reconhecido como um modelo já
documentado, utilizado no manejo eficaz de recursos
disponíveis nas operações de emergência.
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De forma geral, vemos que a organização da cena de
emergência se inicia com a chegada das primeiras
equipes de primeira resposta.
Para evitar comandos múltiplos ou ações
independentes, deverá existir uma única pessoa
responsável pelo comandamento das ações, a qual será
denominada de Comandante da Operação (CO).
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Esse sistema servirá para indicar o responsável pela
operação, estabelecer uma hierarquia de comando e
apresentar uma lista de pessoas chaves e suas
respectivas funções.
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Recomenda-se que o primeiro homem de comando
que chega na cena da emergência assuma formalmente
o comando da operação pela rede de rádio.
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Este profissional permanece na função de CO durante
todo o tempo, a não ser que seja substituído por outro
profissional de maior hierarquia ou capacitação
profissional.
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Utilizando este sistema de comando único o CO
adapta um organograma básico e inicial, de acordo
com suas necessidades administrativas e operacionais,
para controlar a situação emergencial. A magnitude da
ocorrência determinará o tamanho e a complexidade
do organograma necessário.
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Normalmente, os elementos básicos de um SCO são:
Comando, Operações, Planejamento, Logística e
Finanças.
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A questão de quem deverá responder pelo comando de
uma operação pode ser definida através de diretrizes,
protocolos, ou até, por uma questão de tradição, no
entanto, casos documentados de confrontos, até
físicos, entre profissionais de diversas organizações,
nos mostram que a questão “quem manda” ainda
assombra a maioria dos serviços públicos de
emergência.
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Portanto, fica evidente que um conceito de comando
unificado precisa ser rapidamente incorporado pelo
sistema que utiliza talentos e recursos das
organizações visando o melhor resultado do conjunto.
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Certamente, a partir da padronização de condutas
através de protocolos escritos, e aceitos por todas as
organizações, as controvérsias sobre quem está no
comando serão esquecidas.
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Certamente, a partir da padronização de condutas
através de protocolos escritos, e aceitos por todas as
organizações, as controvérsias sobre quem está no
comando serão esquecidas.
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7.5 A Administração de Emergências
Todo serviço de socorro e resposta a emergências
envolvendo produtos perigosos representa uma
atividade de risco e, como tal, deve ser encarada
profissionalmente. Por isso sugere-se a adoção de um
modelo sistematizado de comando e controle que
permita um trabalho em equipe, seguro e eficiente.
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Partindo-se da premissa de que todo acidente
rodoviário com produto perigoso, tem características
particulares, no entanto, existe nelas um fator em
comum que é a necessidade do planejar, organizar,
dirigir (liderar) e controlar as ações de socorro.
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O desempenho dessas quatro funções básicas (PODC)
constitui o verdadeiro processo de trabalho (ações
gerenciais) no local da emergência, e considera-se que
o responsável pelo comando e controle da operação
comporte-se como um administrador profissional ao
desempenhar o seu papel
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Portanto, na sequência, abordaremos cada uma dessas
quatro funções, sob a ótica dos produtos perigosos e
veremos que esse comando e controle de uma
operação é algo dinâmico e interativo que exigirá do
responsável um perfil de profissional dedicado,
íntegro, sereno, disciplinado e tecnicamente muito
bem preparado.
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PLANEJAMENTO: As organizações de resposta não
podem trabalhar na base da improvisação. O
planejamento figura como a primeira das funções
básicas do responsável pelo gerenciamento da resposta
e controle do acidente, por ser exatamente aquela que
serve de base para as demais funções. O planejamento
determina antecipadamente quais são os objetivos que
devem ser atingidos e como se deve fazer para
alcançá-los.
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ORGANIZAÇÃO: A palavra organização significa
qualquer empreendimento humano moldado
intencionalmente para atingir determinados objetivos.
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A função básica da organização se baseia em uma
divisão de tarefas racionais para que os objetivos
possam ser alcançados, os planos, executados e as
pessoas possam trabalhar de forma eficiente.
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Os responsáveis pelo comando e controle dessas
operações sabem que para trabalharem seguros e
conseguirem atingir seus objetivos precisam trabalhar
em equipe e de maneira lógica.
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DIREÇÃO: Definido o planejamento e estabelecida a
organização, resta ao responsável fazer as coisas
andarem e acontecerem. A função básica da direção
(liderança) está vinculada com a ação de se relacionar
com pessoas em todos os níveis da organização.
Liderar significa interpretar os planos para os outros e
dar as instruções sobre como executá-los em direção
aos objetivos a atingir.
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CONTROLE: O controle depende do planejamento,
da organização e da direção para formar o processo
gerencial completo. A finalidade do controle é
assegurar que os resultados daquilo que foi planejado,
organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível
aos objetivos previamente estabelecidos.
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Portanto, em termos de comando e controle em
acidentes rodoviários envolvendo produtos perigosos,
podemos resumir essas quatro funções da seguinte
forma:
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Durante o planejamento o responsável necessita:
1. Fixar objetivos (saber onde se pretende chegar para
se saber exatamente como chegar até lá);
2. Definir a estratégia de controle da emergência
(ofensiva ou defensiva);
3. Definir um plano de ação para alcançar os objetivos
pré-estabelecidos.
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Em seguida, durante a organização, o responsável
precisa:
1. Dividir o trabalho (dividir as tarefas que precisam
ser cumpridas);
2. Designar as pessoas (equipes de profissionais) para
a execução dessas tarefas;
3. Alocar recursos e coordenar esforços para a correta
execução das tarefas determinadas.
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Depois, durante a direção (liderança), o responsável
precisa:
1. Dirigir seus esforços para que as pessoas executem
o plano e atinjam os objetivos pré-estabelecidos;
2. Guiar as pessoas para a ação, dando instruções
claras sobre como executar o plano;
3. Manter a segurança e a motivação incentivando o
trabalho coordenado, seguro, e em equipe.
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Finalmente, durante o controle, o responsável precisa:
1. Avaliar o desempenho das equipes envolvidas;
2. Corrigir ações (se necessário);
3. Tornar a avaliar, de forma a assegurar que os
resultados daquilo que foi planejado, organizado e
dirigido realmente atinjam os objetivos previamente
estabelecidos.
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7.6 Ações Operacionais
Ao conduzir o comando e controle de ocorrências
emergenciais, o responsável deverá se guiar pelos
princípios operacionais do planejamento, organização,
comando e controle, segurança e uso racional dos
meios.
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Podemos dizer que no nível estratégico (que cabe ao
responsável pelo comando e controle da operação)
sugere-se que o responsável avalie a situação e decida
se a operação será atendida de forma ofensiva ou
defensiva, com base no modelo gerencial das quatro
ações básicas (planejar, organizar, dirigir e controlar).
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Já no nível tático (que cabe aos demais profissionais
envolvidos em nível gerencial), sugere-se que as
tarefas sejam programadas com base numa série de
princípios já registrados anteriormente (princípio do
planejamento, da organização, do comando e controle,
da segurança e do uso racional dos meios).
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Em termos de produtos perigosos, podemos definir
estratégia como a mobilização dos recursos de uma
determinada organização visando o alcance de
objetivos maiores, enquanto a tática é um esquema
específico de emprego de recursos dentro de uma
estratégia geral.
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Logo, cada estratégia implica na proliferação de ações
ou medidas táticas. A diferença entre estratégia e tática
reside basicamente nos seguintes aspectos: a estratégia
é compostas de várias táticas simultâneas e integradas.
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A estratégia se refere a operação como um todo, pois
procura alcançar uma determinada finalidade
(expressão global dos objetivos da operação),
enquanto a tática refere-se a ações específicas, pois
procura alcançar objetivos isolados.
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Podemos considerar ainda que, a estratégia é definida
pelo responsável pelo comando e controle da
operação, enquanto a tática é partilhada com os
demais gerentes ou responsáveis por setores ou
atividades (responsável pelo controle de vazamentos,
responsável pela proteção contra incêndio, responsável
pelo socorro de vítimas, etc.)
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As decisões estratégicas objetivam basicamente
determinar se as operações se conduzirão de um modo
ofensivo ou defensivo.
Operações Ofensivas: Durante uma operação
ofensiva as condições do acidente permitem a
realização de ações na área quente.
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Geralmente essas ações são desenvolvidas por
profissionais de nível técnico e envolvem resgate de
vítimas, descontaminação de profissionais,
estanqueidade de vazamentos, contenção de produtos
derramados, abatimento de vapores, neutralização ou
remoção de produtos perigosos, combate a incêndios,
recolhimento e transbordo de cargas, etc.).
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Operações Defensivas: São utilizadas quando as
condições do acidente impedem o acesso dos
profissionais devido aos riscos potenciais existentes.
Este trabalho deverá ser orientado muito mais para
ações de isolamento do local, controle de acesso à
zona contaminada, prevenção de incêndios,
monitoramento ambiental, etc.
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7.7 A Rotina dos Oito Passos
Sabe-se que existem diferentes formas de proceder no
atendimento de uma emergência com produtos
perigosos, entretanto, para as tarefas operativas no
local da emergência, sugere-se um modelo
denominado de Rotina dos Oito Passos, o qual foi
desenvolvido a partir do original, intitulado de “The 8
step process”.
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No início dos anos 80, Mike Hildebrand, Greg Noll e
Jimmy Yvorra introduziram o conceito do “Processo
dos 8 Passos” para administrar incidentes com
produtos perigosos, através de uma publicação da
IFSTA, intitulada: Hazardous Materials - Managing
the Incident. (PYE, 2002).
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No início dos anos 80, Mike Hildebrand, Greg Noll e
Jimmy Yvorra introduziram o conceito do “Processo
dos 8 Passos” para administrar incidentes com
produtos perigosos, através de uma publicação da
IFSTA, intitulada: Hazardous Materials - Managing
the Incident. (PYE, 2002).
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O livro é amplamente utilizado por equipes de
bombeiros, técnicos em produtos perigosos, policiais
rodoviários, policiais táticos, equipes industriais de
resposta em emergências e outros profissionais que
lidam com vazamentos e derrames de produtos
químicos perigosos.
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A rotina dos oito passos pode ser assim resumida:
1. Controle inicial da cena de emergência: o primeiro
que chega na cena da emergência deve assumir o
comando da operação, estabelecer um Posto de
Comando e iniciar o controle do local.
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Para isso, deverá identificar a emergência como sendo
um acidente com produtos perigosos, avaliar seu
alcance, e, dimensionar os meios necessários para
controlá-la. Deverá ainda isolar a área e controlar o
acesso ao local do acidente, se necessário, evacuando
áreas de risco;
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2. Identificação do problema (quais os produtos
envolvidos): o responsável deverá identificar o tipo de
produto perigoso envolvido no acidente com base na
observação dos veículos envolvidos e suas cargas e
classificá-lo quanto aos riscos potenciais;
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3. Determinação dos riscos potenciais do acidente: o
responsável deverá avaliar a magnitude do risco com
base na estimativa de probabilidade (frequência) dos
acidentes e seus efeitos (severidade).
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De forma simples, o comandante da operação (sem
expor-se a perigo) deverá verificar o que acontecerá se
não for tomada nenhuma providência, e, a partir daí,
determinar as primeiras ações a seguir, com base nas
recomendações no Manual de Emergências da
ABIQUIM;
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4. Seleção do pessoal, recursos materiais e proteção
pessoal necessária à intervenção: o responsável deverá
identificar os profissionais mais capacitados para
atuarem na resposta à emergência, reunir os
equipamentos de proteção pessoal e demais materiais
necessários ao atendimento seguro da emergência;
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5. Gerenciamento das informações e organização dos
recursos: o responsável deverá gerenciar todas as
informações relativas ao acidente e organizar os
recursos, definindo os níveis da operação e quem será
responsável por cada tarefa. Deverá também liberar o
pessoal e os recursos materiais dispensáveis.
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Manter os materiais e informações pendentes para o
controle da situação e transmitir a todos os envolvidos
as informações relativas ao plano de ação;
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6. Implementação do plano de ação de emergência
para controlar a situação: o responsável deverá dirigir
a sequência de ações para controlar o escape de
produtos de seus contendores, através de ações
ofensivas ou defensivas e controlar as ações,
corrigindo possíveis falhas ou desvios do plano de
emergência;
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7. Realização dos procedimentos de descontaminação:
o responsável deverá identificar o nível exigido para a
descontaminação das vítimas e profissionais de
resposta, bem como o local mais adequado para
executá-la.
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Determinar a execução da descontaminação dos
equipamentos e materiais utilizados e isolar os
instrumentos e equipamentos contaminados,
eliminando os descartáveis;
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8. Coleta e registro dos dados e finalização da
operação: o responsável deverá recapitular todos os
passos e ações executadas, listar e registrar todos os
dados da ocorrência e orientar medidas preventivas e
educacionais para evitar a repetição do evento.
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Finalmente, apresenta-se um resumo esquemático de
toda a proposta metodológica para padronizar a forma
de avaliar e responder acidentes rodoviários com
produtos perigosos, de acordo com o nível de atuação
de cada pessoa dentro de sua respectiva organização,
conforme quadro apresentado a seguir:
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QUADRO 01. Resumo da proposta metodológica por
níveis.
Quem? O quê? De que forma? Qual método?
Responsável pelo Atua no processo Maneira pela qual se Atuação defensiva ou
comando e controle (nível estratégico) realiza a operação ofensiva com base no
da operação modelo gerencial do
PODC
Profissionais de nível Atuam no método Meio ou maneira de Baseados em princípios
gerencial (nível tático) proceder; forma de táticos
agir
Demais profissionais Atuam na técnica Jeito de executar ou Baseados na rotina dos
de nível operativo (nível operativo) fazer algo, oito passos
habilidade
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8. Como Utilizar o Sistema de Informações
O sistema foi concebido tendo como objetivo principal
auxiliar os profissionais envolvidos com acidentes
com produtos perigosos, como policiais rodoviários,
bombeiros, agentes da defesa civil, funcionários da
FATMA, etc., principalmente logo após o acidente, na
tomada das primeiras ações, que são cruciais para
limitar os danos.
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