Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo

Ciências Naturais – 3º Ciclo Preparação para o teste intermédio
Isto é apenas um resumo! O estudo pelos manuais é fundamental, bem como a resolução de exercícios!

Tema I – A Terra no espaço
Capítulo 1 - Ciência, tecnologia, sociedade e ambiente 1.1. Ciência, produto da atividade humana

•Teorias Geocêntrica e Heliocêntrica Desde a Antiguidade que os homens se questionavam sobre a origem do Universo. Mas no século II depois de Cristo, Cláudio Ptolomeu defendeu a Teoria Geocêntrica que se caracterizava por defender que a Terra ocupa o centro do Universo e todos os astros giram à sua volta. Para além de ser defendida por Ptolomeu foi apoiada pela Igreja Católica dado que esta colocava o Homem numa posição privilegiada: o centro. Mas séculos depois uma outra teoria surgiu, a Teoria Heliocêntrica. Esta teoria consiste em apoiar a ideia em que o Sol ocupa o centro do Universo e todos os astros giram à sua volta. Foi defendida por Aristarco dos Santos (já antes de Cristo), Nicolau Copérnico e Galileu Galilei. Estes astrónomos tiveram inúmeras dificuldades para explicar o movimento aparente do Sol mas, principalmente, ultrapassar as ideias apoiadas pela Igreja Católica. Atualmente, estas teorias apenas têm uma importância histórica porque representam o esforço que os astrónomos tiveram para prová-las. Mas a nível científico não têm nenhuma viabilidade dado que a incógnita existente ao tamanho do Universo, e do seu princípio e fim não oferece informações suficientes para concluirmos que o Sol seja o seu centro. Por outro lado, é impossível afirmar que a Teoria Geocêntrica seja correta porque a Terra orbita em torno do Sol e não os outros astros em torno dela.

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1.2.

A ciência e o conhecimento do universo de Pesquisa

•Instrumentos Espacial

1) Satélites Artificiais – objetos colocados em órbita, à volta da Terra ou de outros corpos celestes para investigar inúmeros fenómenos de aspetos científicos, meteorológicos ou relativos às telecomunicações e outros. 2) Sondas Espaciais – naves não tripuladas interplanetárias que enviam informações científicas para a Terra. 3) Telescópios /Radiotelescópios – instrumentos de observação/ ou reprodução de ondas sonoras astronómica que podem ser utilizados na Terra ou no Espaço. 4) Naves Tripuladas – veículos espaciais pilotados mas não são completamente recuperáveis. 5) Vaivéns Espaciais – naves espaciais tripuladas e praticamente reutilizáveis e permitem o transporte de astronautas que no espaço elaboram inúmeras experiências. 6) Robô de Exploração – viatura de exploração de outros corpos celestes que funcionam a energia solar. 7) Estações Espaciais – Laboratórios orbitais que se mantêm no Espaço onde os astronautas vivem e investigam.

Capítulo 2 – A Terra um planeta com vida 2.1. Condições da Terra que permitem a existência de vida As duas características principais da Terra, que determinam as diversas condições para a existência de vida, são a sua massa moderada e a distância a que se encontra do Sol. A massa e a distância da Terra ao Sol não só criam condições de vida, mas também geram fenómenos geológicos externos e internos muito diversificados, que conduzem ao desenvolvimento de uma série de ambientes muito variados que sustentam uma enorme diversidade de formas de vida,

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contribuindo estas também, activamente, para a manutenção desse ambiente de vida. • É a massa da Terra, nem muito grande nem muito pequena, que lhe permite, por um lado, ter uma atmosfera, que ficou presa pela gravidade, e por outro, produzir no seu interior uma quantidade de energia que lhe permite ser um planeta com uma grande dinâmica interna, a partir da qual se geram sismos e vulcões, se formam montanhas e se movem os continentes, entre outros fenómenos geológicos. • Efeito da distância da Terra ao Sol: a distância de cerca de 150 milhões de quilómetros faz com que a maior parte da superfície da Terra seja nem muito quente nem muito fria. O nosso planeta localiza-se numa "zona de vida" do Sistema Solar onde a água pode existir no estado líquido. Esta água líquida permitiu a origem e evolução da vida e ainda é, actualmente, o garante da vida na Terra, sendo o principal constituinte dos seres vivos. Outros aspetos: • A água no estado líquido ajuda a manter a temperatura média à superfície da Terra em valores moderados, pois retira dióxido de carbono da atmosfera para a formação de rochas como o calcário. O dióxido de carbono, em valores moderados, faz a atmosfera funcionar como um "cobertor" mantendo o planeta relativamente quente, quer de dia quer de noite. Sem este efeito a Terra seria muito mais fria e, provavelmente, os oceanos congelariam. Por outro lado, se existisse tanto dióxido de carbono na nossa atmosfera como em Vénus, provavelmente a temperatura da Terra seria de centenas de ºC.

Assim, a massa da Terra aliada à sua distância ao Sol permitem a existência de água no estado líquido e esta a manutenção de temperaturas compatíveis com a vida... a ligação entre vida e água é tão profunda que... "viemos" da água e a maior parte do nosso organismo é água. 2.2. A Terra como um sistema Sistema é um conjunto de entidades que interagem entre si. Sistema Aberto: há troca de energia e de matéria

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Hidrosfera Atmosfera 2. Seres unicelulares Organismos vivos formados por uma única célula Seres pluricelulares Organismos vivos formados muitas células por pg. • a unidade de reprodução de todos os seres vivos – todas as células têm origem em outras células. Ex: bactérias • material Eucariótica – com material genético dentro de uma estrutura membranar. 4 . o núcleo. Biosfera CÉLULA – A UNIDADE BÁSICA DA VIDA A célula é: • a unidade mais pequena de todos os seres vivos.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo O sistema Terra é constiuído po 4 subsistemas. Podem existir em animais e plantas. Geosfera 3. e estão em permanente interação: 1. o genético encontra-se disperso pelo citoplasma constituindo um nucleóide. que são abertos. • a unidade morfológica (forma) e fisiológica (de processos internos) de todos os seres vivos. Tipos de células: • Procariótica – sem nucleo definido.

pg. que. A fossilização necessita de algumas condições específicas para a criação de um fóssil: • Condições Ambientais: ausência de contacto com o ar e com a água para evitar a decomposição do cadáver e protegê-lo de animais necrófagos. etc. principalmente partes duras. poeiras entre outros particulas designadas por sedimentos. preferencialmente sedimentares1. vestígios ou marcas da atividade dos seres vivos mais antigos. o paleontólogo. conchas. que ao encobrir o cadáver permitem a fossilização. Os fósseis podem surgir no meio de rochas. Exemplos: Homem e outros animais. etc. 5 . • Condições do Próprio Organismo: partes duras (ossos. Os Fósseis e a sua importância para a recosntituição da história da Terra Os únicos testemunhos que permites conhecer existência de Vida na Terra no passado são os fósseis. A Fossilização e os seus Processos O processo do qual resultam os fósseis denomina-se de Fossilização. é o conjunto de fenómenos físicos e químicos e biológicos que permitem a formação de um fóssil. _ Mineralização: a matéria orgânica que constitui o ser vivo é substituída por matéria mineral. por sua vez. dentes. leveduras.1. 1 – estas rochas formam-se através de várias camadas de areias. _ Moldagem: o ser vivo desaparece totalmente deixando apenas moldes das suas partes moles (Molde interno) e duras (Molde externo). • Total: consiste na conservação de todo o corpo.paramécias Podem ser aquáticos ou terrestres amibas.) fossilizam mais rapidamente do que as partes moles (músculos. mais especificamente.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo São todos aquáticos Exemplos: bactérias. fungos Tema II – A Terra em transformação Capítulo 1 . O cientista que estuda os fósseis é. mas sob a forma de: •Pegadas Vestígios da atividade •Ovos •Coprólitos (Fezes Fossilizadas) reprodutora. plantas.) Os principais tipos de fossilização são: _ Conservação/Mumificação: • Parcial: consiste na conservação de algumas partes de organismo.A Terra conta a sua história 1. locomotora e •Moldes dos próprios seres relativas à alimentação •O ser conservado numa espécie de resina. âmbar Os fósseis são estudados por uma ciência designada de Paleontologia. que consistem em restos.

Exemplos: Trilobites e amonites Características: • teve uma ampla distribuição geográfica • viveu durante um curto período • existiu em grande número 3) Fósseis de fácies 2) Fósseis de idade Um fóssil de fácies dá-nos informações sobre o tipo de ambiente que existia quando ocorreu a sua fossilização. Entre eles está o Náutilo que é denominado de fóssil vivo dado que é uma espécie ainda existente na Terra. Para além deste princípio.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo . Charles Darwin Princípio de Sobreposição de Estratos Se não ocorrer qualquer deformação (falha.Contramolde: obtenção de um molde a partir de um molde externo. ao longo do tempo geológico. 6 . Charles Darwin [1809-1892] ficou principalmente conhecido pela sua colaboração à paleontologia com a sua Teoria de Evolução na qual ele explica como as formas de vida atuais são produto de modificações sucessivas de seres vivos mais antigos. é possível realizar-se a datação relativa dos estratos. Segundo este princípio. no local onde é encontrado. …) os sedimentos dispõem-se em estratos. que ajudam quando é pg. estando os mais recentes dispostos sobre os mais antigos. dobra. houve animais que se conseguiram adaptar e ainda existem atualmente. Tipos de Fósseis 1) Fósseis vivos Os seres vivos sofreram inúmeras alterações desde o início da formação da Terra muitas vezes devido à falta de adaptação. Exemplos: Fósseis de Corais Informações fornecidas pelos fósseis 1) 2) 3) 4) Seres vivos do passado e a sua evolução Climas do passado (paleoclimas) Ambientes do passado (através dos fósseis de fácies) Idade das rochas (datação absoluta e relativa) Princípio das Causas Atuais O Princípio das Causas Atuais diz-nos que os processos que atuaram ao longo de toda a história da Terra são os mesmos que atuam hoje. Mas mesmo assim. Um fóssil de idade permite datar as rochas onde se encontra. Se estes contiveram fósseis. logo estes fósseis não têm nenhum interesse científico.

Fig. 1 – Fósseis Estratigráficos Caso qualquer estrutura geológica tenha uma deformação não podemos utilizar o princípio de sobreposição de estratos. 3 – Esquema representativo da datação relativa 2. por exemplo. ex.Recente Fig. Estrato D + Recente Estrato C Estrato B Estrato A . Existem vários tipos de falhas Fig. Fig.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo necessário fazer uma datação mais específica.2 Datação Absoluta Este método de datação é determinado através de cálculos. 1. podem ocorrer em grande número de estratos  Falhas: são estruturas resultantes de deformações causadas por forças. 7 .1 Formação de Diferentes Sequências de Estratos  Dobras: são estruturas visíveis a diferentes escalas. utilizando instrumentos que medem a radioatividade de outros minerais.1 Datação Relativa Este método de datação consiste em realizar-se a datação relacionando a idade com a posição de dois estratos numa coluna estratigráfica. estes denominam-se fósseis estratigráficos. 2 – deformados Estratos Métodos de Datação 2. 4 – Esquema que demonstra a datação relativa no Grand Canyon pg.

8 .1 Pré-Câmbrico (4600-540 M. dáse uma transgressão. o mar avança sobre a linha de costa. 3.a.)  Aparecimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos  Aparecem as angiospérmicas (plantas com flor terrestres)  Os grandes répteis dominam o meio terrestre 4.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Transgressões e Regressões 3.1 Transgressão Numa determinada época geológica.a.)  Formação da Terra (4600 M. o mar recua sobre a linha de costa.a.8 M.4 Era Cenozóica  Expansão das angiospérmicas  Variedade de aves e de mamíferos  Aparecimento do Homem (1.3 Era Mesozóica (250-65 M.5 Mudanças de Eras – Motivos  Pré-Câmbrico Era Paleozóica: aparecimento de grande variedade de seres vivos  Era Paleozóica Era Mesozóico: extinção em massa de seres do meio marinho e terrestre  Era Mesozóica Era Cenozóica: extinção em massa de seres do meio marinho e terrestre pg.) 4.)  Primeiros seres multicelulares 4.a. Eras Geológicas 4.)  Invertebrados marinhos com concha ou carapaça  Aparecimento dos primeiros vertebrados marinhos  Conquista do meio terrestre  Primeiras gimnospérnicas (plantas sem flor) 4.a. dáse uma regressão.2 Era Paleozóica (540-250 M.)  Aparecimento dos primeiros seres vivos (3800 M.a.2 Regressão Numa determinada época geológica.

este continente começou a dividirse formando: • Laurásia (atuais América do Norte.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Capítulo 2 . Teoria da Deriva Continental e tectónica de placas Segundo Wegener. Antártida e Índia) Wegener defendia que as massas continentais ter-se-iam movimentado até às posições actuais.Dinâmica interna da Terra 2. 9 . Europa e Ásia) • Gondwana (atuais África. 6 – Esquema que demonstra a distribuição dos continentes atualmente Argumentos utilizados por Wegener  Argumentos Morfológicos: o recorte dos continentes parece permitir o seu encaixe quase perfeito. Oceânia. o que leva a supor que os continentes teriam estado unidos no passado  Argumentos Geológicos: Wegener encontrou correspondência entre as rochas que se encontravam dum lado e do outro do Oceano Atlântico  Argumentos Paleontológicos: foram encontrados fósseis animais e vegetais semelhantes em zonas atualmente separadas por milhares de quilómetros ou extensos oceanos  Argumentos Paleoclimáticos: foi observada a existência de determinados sinais de alguns climas em locais onde não é natural a sua existência pg. Fig. América do Sul. todos as atuais massas continentais já estiveram unidas num super continente (Pangeia) rodeado por um só oceano (Pantalassa). Segundo esta teoria.a.1. por volta de 200 M. 5 – Esquema representativo da Pangeia Fig.

9 – Esquema representativo do Argumento Paleontológico Fig. 8 – Esquema representativo do Argumento representativo do Argumento Morfológico Geológico Fig. que se movem relativamente às outras. pg. 7 – Esquema Fig. deslizando sobre a astenosfera. 10 .Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Fig. 10 – Esquema representativo do Argumento Paleoclimático Constituição Interna da Terra Teoria da Tectónica de Placas A Teoria da Tectónica de Placas admite que a litosfera se encontra dividida em placas tectónicas (ou litosféricas).

o rifte. É o local por onde o magma ascende. Dorsal oceânica: cadeia montanhosa submarina. que arrefece e solidifica criando nova crosta oceânica 6. cortado transversalmente por falhas transformantes 5. o magma arrefece. em direção aos continentes pg. Plataforma Continental: prolongamento dos continentes sob o nível do mar 2. Fossa Abissal: depressão profunda e alongada no fundo oceânico muitas vezes paralela ao bordo dos continentes Magnetismo das Rochas Devido à lentidão do processo de criação e destruição de litosfera. solidifica e “empurra” a crosta oceânica de cada lado da dorsal. descobriuse que ao longo do tempo a polaridade das rochas em relação à Terra foi-se alterando de modo simétrico. de um lado e do outro do rifte. algumas elevações isoladas que correspondem a cones vulcânicos 4. Na parte central existe um vale. Planície Abissal: zona do fundo marinho. ascende à superfície através do rifte 2º Ao atingir a superfície. Movimento das Placas Tectónicas  As placas litosféricas sofrem várias fases antes da criação de litosfera: 1º O magma do manto. 11 . Rifte: vale situado no centro da dorsal oceânica. por vezes. plana.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Morfologia do Fundo dos Oceanos Legenda: Continente 1. Talude Continental: superfície muito inclinada que define e limita o fim da plataforma e o início das planícies 3. situado sob a litosfera. que apresenta.

as duas elevam-se formando uma cadeia montanhosa.existem nas dorsais oceânicas/rifte • Limites Convergentes . Resultam de deformações irreversíveis e permanentes originadas por forças do tipo compressivo. Limites entre Placas Litosféricas • Limites Divergentes .ocorrência de sismos .formação de litosfera . estas cadeias montanhosas estão em constante crescimento. Exemplo: os Andes Colisão entre Placa Continental com Continental A Placa Oceânica é totalmente fundida mas a Placa Continental choca com outra da mesma densidade.destruição da litosfera na zona de subducção .2. Exemplo: os Himalaias 2. O “motor” capaz de deslocar a litosfera é o próprio calor interno produzido no interior da Terra.as placas afastam-se .ocorrência de fenómenos vulcânicos . devido à densidade das placas. Nestes casos. é necessário que as rochas pg. 12 .as placas deslizam uma em relação à outra .existem nas fossas abissais • Limites Conservativos . ao pé dos continentes há destruição.formação da litosfera devido à actividade vulcânica . Assim forma-se um vulcão na placa continental.ocorrência de fenómenos vulcânicos . Ocorrência de Dobras e Falhas • Dobras As dobras são estruturas visíveis a diferentes escalas.ocorrência de sismos .as placas aproximam-se . Para a formação destas estruturas.ocorrência de sismos . Assim. a placa oceânica (que é mais densa) “mergulha” sob a continental – zona de subducção 4º A placa destruída funde-se e ascende sob a forma de magma  Este movimento ocorre continuamente devido às correntes de convecção do manto.não há destruição nem formação de litosfera Formação de Cadeias Montanhosas Colisão entre Placa Oceânica com Continental/ Vulcanismo A Placa Oceânica ascende sob a forma de magma.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo 3º Enquanto existe criação de litosfera ao pé do rifte.

esta falha faz com que as rochas se fraturem e originem dois compartimentos que se deslocam ao longo da superfície da falha. Tipos de Falhas  Falha Normal: resultante de forças distensivas. é necessário que as rochas apresentem um comportamento frágil. criando barreiras naturais que não permitiram uma igual distribuição dos seres vivos nos vários continentes. por forças do tipo compressivo e distensivo. Este tipo de falhas é frequente nas cadeias montanhosas  Desligamento: resultante de forças horizontais opostas. essencialmente. Este tipo de falhas é frequente nas dorsais Biogeografia A Teoria das Placas Tectónicas apoiou a biogeografia porque o movimento das placas tectónicas originou a separação dos continentes.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo apresentem um comportamento dúctil de modo que se deformem sem fraturarem. Para a formação destas estruturas. esta falha faz com que as rochas se fraturem e originem dois compartimentos que se deslocam horizontalmente ao longo da superfície da falha.Consequências da dinâmica interna da Terra 3. Capítulo 3 . Este tipo de falhas é frequente nos riftes  Falha Inversa: resultante de forças compressivas.1. Atividade vulcânica Vulcanismo Eruptivo ou vulcanismo principal (pressupõe a existência de vulcões) pg. de modo a fraturarem-se. Tipos de Dobras 1) Dobras Verticais 2) Dobras Inclinadas 3) Dobras Deitadas 4) Dobra-Falha • Falhas As falhas são estruturas resultantes de deformações causadas. 13 . esta falha faz com que as rochas se fraturem e originem dois compartimentos que se deslocam ao longo da superfície da falha.

14 . dando-se assim erupções vulcânicas.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Vulcões são aberturas naturais na crosta terrestre que põem em contacto o interior da Terra com a superfície. são expelidos materiais de diversas composições químicas ou estados físicos. dióxido de carbono e dióxido de enxofre. Figura 1: Constituição de um Vulcão O Vulcanismo Eruptivo caracteriza-se por:  Emissão de gases  Emissão de materiais líquidos  Emissão de produtos sólidos (piroclastos) Materiais Vulcânicos  Magma: material de origem profunda e de composição química complexa constituído por gases dissolvidos e.  Materiais vulcânicos gasosos: vapor de água.  Materiais vulcânicos sólidos: cinzas (diâmetro menor do que 2mm) lapilli (diâmetro entre os 2 mm e os 50 mm) bombas (diâmetro superior a 50 mm) Tipos de Erupção Os tipos de erupção têm aspetos e consequências diferentes de acordo com a temperatura e composição química do magma. expelido pelos vulcões. materiais já cristalizados. Estes 2 parâmetros condicionam:  A viscosidade da lava  As condições de expulsão dos gases Assim podemos ter três tipos de erupções vulcânicas: pg. por vezes.  Lava: material rochoso sob a forma de fusão empobrecido em gases. Através dos vulcões.

que podem deslocar-se a grandes velocidades. o cone vulcânico perde o apoio e a zona central abate. Benefícios da Atividade Vulcânica  A atividade vulcânica é benéfica em relação a quatro pontos:  A fertilidade dos solos das regiões vulcânicas. As fumarolas subdividem-se consoante a constituição química dos gases que libertam:  Mofetas: gases ricos em dióxido de carbono  Sulfataras: gases ricos em dióxido de enxofre Fontes ou nascentes termais: nascentes de água a temperaturas elevadas. Quando fica vazia. É frequente estas manifestações sucederem a erupções vulcânicas muitas durante anos ou séculos. ao infiltrarse. Caldeiras As caldeiras formam-se na sequência de erupções vulcânicas sucessivas em que a câmara magmática se vai esvaziando. junto ao solo.  As nascentes termais são utilizadas para tratamentos de pele. destruindo tudo à sua passagem. as caldeiras transformam-se em lagoas. Podem ter origem vulcânica ou ser devidas a água superficial que. por vezes a altas temperaturas. pg. Vulcanismo Residual ou secundário Vulcanismo residual consiste em manifestações menos espetaculares da atividade vulcânica. Podem atingir vários metros de altura. a temperaturas muito elevadas. Com a precipitação. é aquecida devido ao aumento da temperatura com a profundidade.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Nuvem Ardente: é constituída por grandes quantidades de gases e piroclastos incandescentes. a energia geotérmica é transformada em energia elétrica. Fumarolas: consiste na emissão de gases. 15 .  Em certas zonas vulcânicas. Géiseres: repuxos intermitentes de água em ebulição em intervalos regulares (que variam conforme o géiser). aquecendo o ambiente e as águas.  O aproveitamento das cinzas para tratamentos medicinais.

É fundamental o estudo pelos manuais e apontamentos Maremotos e Terramotos Maremoto: tremor de terra em que o epicentro se localiza no mar. que libertam grandes quantidades de energia e. Assim. Tipos de Sismos  Macrossismos: sismos de grande intensidade que sacodem e destroem grandes cidades. ou seja. Hipocentro e Epicentro Hipocentro: é o ponto onde ocorre a libertação de energia. uma dobra pode quebrar-se e dar origem a uma falha. A profundidade varia desde a superfície até 700km. etc. os sismólogos utilizam os sismógrafos. Para além deste tipo de origem há outras provocadas pelo Homem (implosão de edifícios. Origem de um Sismo: as rochas. quando sujeitas a forças têm tendência a dobrar-se. portanto. que são aparelhos que registam continuamente as ondas sísmicas e que podem ser horizontais ou verticais. na superfície terrestre. com efeitos destrutivos. ou seja.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo 3. onde o sismo é mais sentido. Avaliação de Sismos A avaliação de sismos é feita através de duas escalas que se baseiam em dois parâmetros. Atividade sísmica Sismos são movimentos bruscos da crosta terrestre de curta duração.  Microssismos: sismos de pequena intensidade e. 16 . Esses sismógrafos registam as ondas sísmicas em sismogramas. a Escala de Mercalli modificada baseia-se na intensidade pg. normalmente. pode originar ondas gigantes (tsunamis). o local onde o sismo tem origem. Abalos Premonitórios e Réplicas Abalos Premonitórios: abalos de fraca intensidade que ocorrem antes do abalo principal. por exemplo) ou avalanches. Quando as forças ultrapassam determinados limites. não são sentidos pelas pessoas. Deteção e Registo de Sismos Para a deteção de sismos. por isso.2. Terramoto: tremor de terra em que o epicentro se localiza em terra. gráficos que demonstram as ondas sísmicas registadas pelo sismógrafo. situado na vertical do hipocentro. Também se designa de foco sísmico. Epicentro: é o ponto. Sismogramas são. atinge maior intensidade. Réplicas: abalos de fraca intensidade que ocorrem após o abalo principal.

_ Magnitude: corresponde à energia libertada no hipocentro e calculase matemática e graficamente pelos dados registados no sismograma. Escalas _ Escala de Mercalli modificada: mede a intensidade de um sismo. gás e eletricidade        pg. debaixo de algum  Depois do Sismo Manter a calma. Tem doze graus. magnitude essa que é uma medida quantitativa. 1. escritos em numeração romana (I até XII) _ Escala de Richter: mede a magnitude de um sismo. rádio. 3) Principais Zonas de Atividade Vulcânica e Sísmica  Anel de Fogo do Pacífico  Cintura Mediterrânica  Cristas da Dorsal Atlântica Interpretação de dados sísmicos Isossistas Curvas fechadas que unem pontos de igual intensidade sísmica e que não são regulares devido à heterogeneidade do material rochoso e do tipo de construções. intensidade essa que é uma medida qualitativa. isto é. ligar o rádio e cumprir as recomendações Afastar-se das praias devido à possível ocorrência de tsunamis Contar com a ocorrência de réplicas Cortar a água. pilhas.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo dos sismos enquanto que a Escala de Richter é condicionada pela magnitude dos sismos. extintor e primeiros socorros Armazenar água e alimentos enlatados dentro do prazo de validade Preparar a casa de modo a facilitar os movimentos e a impedir •  Regras a Cumprir Durante o Sismo SE ESTÁ NUM EDIFÍCIO: Não se precipitar para as saídas. nem utilizar elevadores Manter-se afastado de janelas. canto de uma divisão. espelhos. telemóvel. Intensidade e Magnitude _ Intensidade: medida das consequências. dos estragos que os sismos provocam e dos efeitos produzidos sobre as populações em relatos descritos pelos habitantes. candeeiros ou móveis Proteger-se no vão de uma porta interior.1Prevenção (alguns exemplos)  Antes do Sismo Ter uma lanterna. 17 . Não tem limites.

Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo  a queda de móveis Ensinar os familiares a desligar a eletricidade. muros.  Não fumar nem acender isqueiro nem mesmo ligar os interruptores Tentar apagar os incêndios. Se não for possível. Mesmo assim é possível retirarem-se algumas conclusões sobre a sua composição Métodos Indiretos: as características estruturais do interior do planeta proveêm do estudo dos métodos indiretos.  Estudo dos meteoritos: estudam-nos porque pensa-se que têm a mesma origem da Terra e que a sua estrutura possa ser idêntica. pressão atmosférica. por exemplo.  Estudo da propagação das ondas: permitem concluir uma grande heterogeneidade na constituição da Terra devido.  Estudo das rochas que aparecem à superfície – afloramentos  Estudo de materiais vulcânicos: os materiais expelidos pelos vulcões são provenientes do interior da Terra. 18 . alertar os bombeiros Não remover os feridos a menos que corram perigo Informar equipas de salvamento em relação a soterrados      A prevenção sísmica é muito importante para diminuir as consequências de um sismo Capítulo 4 .  Estudo de minas/jazigos minerais: explorações efectuadas que permitem conhecer o interior da crosta terrestre  Sondagens: perfurações realizadas em locais que chegam a atingir vários km de profundidade e que permitem obter dados de zonas mais profundas da crosta. … Modelos da estrutura interna da Terra pg. embora o magma tenha sofrido alterações. à rigidez dos materiais que atrevessam. temperatura. Métodos Diretos: todos os estudos realizados por métodos diretos são pouco conclusivos porque só nos permitem investigar uma pequena zona do globo.Estrutra Interna da Terra Métodos Para o estudo da estrutura interna da Terra existem dois métodos de investigação: métodos diretos e métodos indiretos. etc. postes. gás e água •  objeto SE ESTÁ NA RUA: Dirigir-se para um local aberto calma e serenamente Não ir para casa durante o sismo Manter-se afastado de edifícios.

19 .Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Modelo segundo a Composição dos Materiais (modelo químico) Crosta terrestre:  Crosta continental (35-70 km): essencialmente rochas graníticas  Crosta oceânica (5-10 km): essencialmente rochas basálticas Manto:  Estende-se desde a crosta até aos 2900 km de profundidade  Ocupa 80% do volume da Terra  Essencialmente formado por peridotito (tipo particular de rocha magmática)  Divide-se em Manto Superior (desde a crosta até 700 km) e em Manto Inferior (700-2900 km) Núcleo:  Estende-se desde os 2900-6370 km  É a zona central do globo  Essencialmente constituído por ferro e níquel  Divide-se em Núcleo Externo (2900-5140 km) e Núcleo Interno (51406370 km) Modelo segundo a Rigidez dos Materiais (modelo físico) Litosfera:  É constituída pela crosta terrestre e a parte superior do manto superior  É uma zona rígida  Tem uma espessura média de 100 km Astenosfera:  É a zona do manto que se situa desde a base da litosfera até 350 km  É uma zona plástica (menos rígida) devido a alguns dos materiais se encontrarem fundidos Mesosfera:  Estende-se desde a astenosfera até ao fim do manto – 350-2900 km  É uma zona rígida Endosfera:  A zona correspondente ao núcleo externo (2900-5140 km) é líquida  A zona correspondente ao núcleo interno (5140-6370 km) é sólida pg.

devido à sua composição química.…). reagem com os ácidos (ex. topázio.: calcite. de composição química definida. É medida pela Escala de Mohs. 20 . • Traço/Risca: representa a cor do pó do mineral e observa-se riscando uma placa de porcelana não-polida.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Capítulo 5 – Dinâmica externa da Terra Rochas e Minerais Minerais: substância sólida. Caracterizam-se por brilhar de dois modos: • Metálico (semelhante ao dos metais):ex. a quebra designa-se de fratura.: pirite • Não metálico (gorduroso/sedoso/adamantino/vítreo/nacarado) • Dureza: é a resistência que um mineral apresenta ao ser riscado por outros. Se os minerais se partirem de forma irregular. homogénea. sedimentares ou metamórficas. • Brilho: é o modo como os minerais refletem a luz natural e deve ser observado em superfícies de fratura recente. • Clivagem: é a propriedade de alguns minerais que tendem a partir-se segundo superfícies bem definidas (ex.…) Rochas: são constituídas por minerais e classificam-se em relação às suas características e condições de formação podendo ser magmáticas. clorite. formada por processos naturais (de origem inorgânica). Podem ser distinguidos pelas suas características físicas e químicas Características Físicas: • Cor: deve ser observada à luz natural em superfícies de fratura recente. Características Químicas: Reações Químicas: alguns minerais.: calcite. Tipos de Rochas Rochas Magmáticas pg.

IV Sedimentação: deposição dos materiais (sedimentos). temperatura e seres vivos. 21 . A formação das rochas sedimentares implicas as seguintes etapas: I Meteorização: alteração química e física das características originais das rochas. vento e seres vivos. V Diagénese: os sedimentos depositados sofrem alterações e por ação da pressão são ligadas entre si por substâncias designadas por cimento natural. Há três tipos de rochas sedimentares: pg. esqueletos.  Textura holocristalina: toda a matéria está cristalizada  Textura hemicristalina: só parte da matéria está cristalizada  Textura vítrea: não existe matéria cristalizada Rochas Sedimentares As Rochas Sedimentares formam-se à superfície ou muito próximo dela. É feita pela água. É feita principalmente pela água e pelo vento. a partir de sedimentos resultantes da alteração de outras rochas. conchas de animais ou restos de matéria orgânicas. onde se encontram fósseis. Divide-se em compactação e cimentação. II Erosão: remoção dos materiais (partículas) que resultam da meteorização. Geralmente depositam-se em camadas formando estratos. III Transporte: movimento dos materiais após a erosão. É feita pela água.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo As Rochas Magmáticas formam-se por solidificação do magma à superfície ou no interior da Terra em que durante o arrefecimento se vão separando os mineriais. Este tipo de rochas dispõem-se em estratos. vento.

: sal-gema.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Detríticas: formam-se por acumulação de partículas de diferentes tamanhos resultantes da alteração e desagregação de outras rochas. adere à língua e por ação do calor endurece. *A areia é uma rocha sedimentar detrítica não coerente cujas cores são variadas que dependem da sua composição. *A halite/sal-gema é abundante em amostra maciça mas é rara a presença de cristais. Se as partículas se encontram soltas. logo incluem os calcários coralígenos (provenientes dos corais) e conquíferos (provenientes das conchas de animais marinhos) e os carvões – rochas constituídas por restos de vegetais. 22 . a rocha designa-se brecha. As estalagmites e estalactites são exemplos de rochas calcárias presentes em grutas que têm origem em substâncias dissolvidas na água. gesso e alguns calcários). cheira a barro quando é aquecida pelo bafo.: areia) mas se as partículas se encontrarem consolidadas. *Os conglomerados são rochas sedimentares detríticas coerentes constituídas por grão grossos ligados por cimento. O calcário é constituído por um mineral denominado calcite.: arenito. *Calcários são rochas sedimentares que apresentam variadas cores. Se os grãos forem angulosos. por ação da água transforma-se numa pasta moldável. • De Origem Química: resultam de processos que causam a precipitação de substâncias dissolvidas na água (ex. as rochas designam-se de não coerentes (ex. conglomerado). A cor e propriedades destas rochas variam com o tipo de areia e cimento que as constituem. designam-se de coerentes (ex. *O arenito é uma rocha sedimentar detrítica coerente constituída por grãos de areia aglutinados por cimento natural. *A argila é uma rocha sedimentar detrítica não coerente que apresenta variadas cores (quando é branca denomina-se de caulino). Rochas Metamórficas As Rochas Metamórficas formam-se no interior da crosta terrestre a partir de outras pré-existentes. • De Origem Biológica: resultam da acumulação de materiais provenientes de seres vivos. Exemplos: • Xisto (forma-se a partir da argila – rocha sedimentar) • Mármore (forma-se a partir do calcário – rocha sedimentar) • Gnaisse (forma-se a partir do granito – rocha magmática) • pg. O sal-gema e o gesso designam-se de evaporitos porque se evaporam de águas salinas.

5) Ecossistema: é constituído pela comunidade. Os ambientes naturais são aqueles que se formam sem a intervenção humana. a pluviosidade. a temperatura. A Vida na Terra tornou-se um sistema muito complexo. pelo biótopo e por todas as relações que se estabelecem entre eles. 3) Comunidade: conjunto de várias populações de grupos de seres vivos diferentes mas que interagem entre si. 23 . B – FATORES ABIÓTICOS Fatores abióticos são as influências do meio no desenvolvimento dos seres vivos. 1) Luz A luz influencia os seres vivos através de 2 aspetos: • Intensidade (quantidade de luz – luminosidade) • Duração (número de horas de luz por cada 24 horas – fotoperíodo) pg.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Tema III – Sustentabilidade na Terra ECOSSISTEMAS Capítulo 1 .INTERACÇÃO ENTRE SERES VIVOS – AMBIENTE A Vida na Terra depende de vários fatores: • Temperatura • Disponibilidade de Água • Salinidade • Existência de outros seres vivos para a sobrevivência de uma espécie. a humidade e o substrato. O ambiente em que os animais se inserem tornou-se um ponto essencial para o seu desenvolvimento ou extinção. Os Fatores abióticos que exercem maior influência nos seres vivos são a luz. 4) Biótopo: ambiente onde habita a comunidade. 2) População: conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem numa área e durante um período de tempo determinado. A – ECOSSISTEMAS 1) Espécie: conjunto de seres vivos com as mesmas semelhanças que se reproduzem formando descendência fértil.

morcegos.  A luz condiciona a época de reprodução de algumas espécies: ex. • Intensidade:  Plantas Heliófitas ou “Plantas de Sol”: desenvolvem-se melhor em locais bem iluminados (ex: maioria das árvores). logo são plantas que florescem perto do Inverno  Plantas Indiferentes – florescem em qualquer altura do ano.: melga. sendo o fotoperíodo irrelevante.) • Animais lucífugos: os animais preferem locais pouco iluminados (ex: toupeira.)  Em reação à luz. etc. • Duração:  Plantas de “Dia Longo” . mosquito. os animais apresentam diversos aspetos: • Animais lucífilos: procuram locais bem iluminados (ex.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Influência da luz nas plantas Na ausência de luz. 24 . logo são plantas que florescem na Primavera. minhocas. etc.  Plantas de “Dia Curto” – florescem quanto o fotoperíodo é menor ( < 12 h).florescem quando o fotoperíodo é maior (> 12 h).: trutas. 1.)  A luz também influencia o comportamento: hibernação e migração. etc. O movimento que as plantas efetuam em direção a uma fonte de luz ou no sentido contrário designa-se fototropismo: • Fototropismo positivo: as plantas giram em direção à luz.2) Influência da Luz nos Animais:  A luz influencia a atividade dos animais: • Animais noturnos: são mais ativos de noite (ex.: corujas. pg. • Fototropismo negativo: as plantas movimentam-se em direção ao lado contrário da luz. etc.  Plantas Esquiáfitas ou “Plantas de Sombra”: desenvolvem-se em locais com menor intensidade luminosa (ex: musgo).  A luz influencia as adaptações morfológicas: cor da pelagem – clara (Inverno) ou escura (Verão).) • Animais diurnos: realizam as suas atividades durante o dia (ex: homem. o desenvolvimento das plantas é nulo porque a luz é o fator que permite a realização da fotossíntese (processo através do qual as plantas produzem o seu próprio alimento transformando matéria inorgânica (água e sais minerais) em matéria orgânica. utilizando o dióxido de carbono e a energia solar e libertando oxigénio).

Animais de temperatura corporal variável (ex: peixes.2) Influência da Temperatura nas Plantas 2. 2. Animais de temperatura corporal constante (ex: aves e mamíferos).1) Influência da Temperatura nos Animais:  Animais Poiquilotérmicos: a temperatura corporal destas espécies varia com a temperatura do exterior.1. bolbos e rizomas).  Plantas de folha caduca: não resistem e caem nos períodos de baixa temperatura (Inverno)  Plantas que ficam reduzidas às partes subterrâneas – caule (tubérculos. insectos.1) Adaptações das plantas em relação à temperatura:  Plantas de folha persistente: resistem o ano todo e apresentam forma cónica (permite a neve escorregar a partir dos ramos) e cutícula (protecção externa e impermeável.2. raízes e sementes  3) Pluviosidade A pluviosidade é a quantidade de chuva que cai numa região num determinado período de tempo.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo 2) Temperatura 2. 2. com o fim de se instalarem numa zona com temperatura mais favorável e.1) Adaptações dos animais em relação à temperatura: Adaptações Comportamentais  Hibernação – períodos frios (Inverno) estado de dormência realizando  Estivação – períodos quentes (Verão) apenas as actividades vitais mínimas  Migração – deslocamentos dos animais de umas regiões para outras. 25 . portanto. mais alimento. anfíbios e répteis). independentemente da temperatura exterior. que resiste a baixas temperaturas).  Animais Homeotérmicos: têm a capacidade de regular a temperatura interna do seu corpo. A pluviosidade influencia a abundância e o tipo de vegetação na Terra:  Zonas com valores elevados de pluviosidade anual apresentação vegetação abundante  Zonas com valores de pluviosidade quase nulos apresentação vegetação rasteira ou inexistente  4) Humidade pg.

limita a existência de seres vivos. 4. C.)  • Mesófilos/Mesófitos: vivem em locais com humidade média (ex:  Homem. esquilo. sendo este o principal factor químico que condiciona a existência de diferentes espécies.) NOTA: Usa-se Hidrófilos.  Luminosidade: é o factor físico. algas)  Higrófilos/Higrófitos: habitam em locais com elevada humidade (ex: caracol. salamandra. salgada ou salobra. camelos.FATORES BIÓTICOS Fatores bióticos são as influências que as relações entre os seres vivos podem causar. musgos.1) Água  Salinidade: a biodiversidade é diferente em meios de água doce.  Relações Intra-Específicas: aquelas que se desenvolvem na mesma população. Usa-se Hidrófitos. que com a profundidade. entre a mesma espécie. Higrófitos. Higrófilos. etc. Mesófitos e Xerófitos para plantas. 26 . fetos. Mesófilos e Xerófilos para um animal. pg. …)  • Xerófilos/Xerófitos: vivem em zonas secas (ex: cactos. arroz.1) Adaptações morfológicas em relação à humidade: Adaptações Morfológicas das Plantas a Climas Secos Adaptações Morfológicas dos Animais a Climas Secos 5) Substrato (base pela qual se deslocam: água ou solo) 5.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Classificação dos seres vivos quanto à quantidade de água nos seus ambientes mais favoráveis:  Aquáticos ou Hidrófilos/Hidrófitos: vivem dentro de água (ex: peixes. Os Fatores bióticos dividem-se entre:  Relações Inter-Específicas: aquelas que ocorrem entre seres vivos de espécies diferentes. etc.

 Fotossíntese: processo através do qual as plantas produzem o seu próprio alimento transformando matéria inorgânica (água e sais minerais) em matéria orgânica.1 – RELAÇÕES INTER. prejudicam-se mutuamente (ex: pica-paus de diferentes espécies lutam pelo mesmo território) • Amensalismo/Antibiose (0. utilizando o dióxido de carbono e a energia solar e libertando oxigénio pg. a outra não é afectada (ex: peixe-palhaço/anémona) • Parasitismo (+. +): ambos os seres vivos são largamente dependentes um do outro mas ambos beneficiam dessa união (ex: formigas/tronco de árvores)  Simbiose (mutualismo): união obrigatória entre indivíduos de espécies diferentes. -): uma espécie (inibidora) impede o desenvolvimento de outra (amensal) (ex: elefantes/vegetação) C. -): os indivíduos actuam para garantir a sobrevivência individual e não contribuem para o bem comum 8ex:veados machos lutam entre si pela fêmea na época de acasalamento) • Canibalismo: predação entre a mesma espécie (ex: viúva-negra) CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES 1. +): relação facultativa em que ambos os seres vivos envolvidos beneficiam (ex: insectos/flores) • Mutualismo (+.2 – RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS • Cooperação (+. desfavoráveis (-) ou de indiferença (0) entre os seres vivos envolvidos. 27 . luz ou algo que escasseia no seu território. dependentemente da sua alimentação.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo As relações podem caracterizar-se favoráveis (+). bactérias fotossintéticas e fitoplâncton. espaço. -): relação biótica na qual um dos seres vivos é beneficiado (parasita) e o outro (hospedeiro) tem prejuízo (ex: ténia/Homem)  Ectoparasita: fixa-se no exterior do corpo do hospedeiro (ex: carraças)  Endoparasita: fixa-se no interior do corpo do hospedeiro (ex: lombriga) • Predação (+. -): a espécie predadora mata uma presa para se alimentar (ex: chita/zebra) • Competição (-. 0): benefício para apenas uma das espécies (comensal). da qual depende a sobrevivência de ambos (ex: líquene = alga+fungo) • Comensalismo (+. +): traduz-se pela associação dos membros deuma população para defesa ou captura de alimento.1 SERES VIVOS Os seres vivos. … (ex: sociedade de abelhas) • Competição (-. C. -): as espécies intervenientes que procuram obter alimento. Exemplo: plantas.ESPECÍFICAS • Cooperação (+. assumem diferentes posições em relação ao seu funcionamento:  Seres Vivos Produtores ou Autotróficos: são aqueles que produzem a sua própria orgânica a partir de matéria mineral proveniente do solo através da fotossíntese.

Capítulo 2 . 1.2 CADEIAS ALIMENTARES Cadeias alimentares são.3 TEIAS ALIMENTARES Teias Alimentares consistem na interligação de várias cadeias alimentares. …  Decompositores: são aqueles que se alimento de cadáveres ou excrementos transformando matéria orgânica em matéria mineral que se disponibiliza de novo para ser utilizada pelos produtores.T. denominada de nível trófico. sequências de seres vivos nas quais um ser se alimenta do que o antecede e serve de alimento ao que o segue. Cada ser vivo ocupa uma posição. independentemente da sua alimentação fora da cadeia alimentar em questão. apenas válido para consumidores) NOTA 2: O consumidor de 1ª Ordem é sempre um herbívoro enquanto os outros consumidores são carnívoros.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo  Seres Vivos Consumidores ou Heterotróficos: são aqueles que obtêm as substâncias de que necessitam ingerindo outros seres vivos. 1.= Ordem+1. segundo a fonte principal de alimento. ficando disponível a matéria mineral no solo para os produtores. 28 . Exemplo: animais. por definição.1 FLUXO DE ENERGIA pg. Os cadáveres e excrementos de TODOS os elementos de uma cadeia alimentar são ingeridos pelos decompositores. Nas Teias Alimentares. Exemplo: fungos e bactérias. NOTA 1: O nível trófico de um consumidor equivale à sua ordem mais um (N.FLUXO DE ENERGIA E CICLO DA MATÉRIA 2. é preciso ter atenção a seres que ocupem mais do que um nível trófico.

de novo. estreando-se um novo ciclo. A matéria circula dos produtores para os consumidores e regressa ao solo. pela ação dos decompositores.2 CICLO DA MATÉRIA Num ecossistema a matéria circula de forma cíclica e contínua. a partir daí. incluindo ciclo biogeoquímicos (Biológicos (Vida) + Geológicos (solo) + Químicos (Química)) Um exemplo destes ciclos é o Ciclo da Água: pg.9% 90% x 0. Ocorrem ciclos com muitos materiais. o fluxo de energia é unidirecional (dirige-se sempre dos produtores para os consumidores e não existe reutilização) porque em todos os níveis tróficos ocorrem perdas de energia à volta dos 90% já que: _ Nem todo o alimento é ingerido _ Parte da energia do alimento ingerido é gasta em atividades vitais _ Parte da energia do alimento ingerido é gasto nos excrementos Assim.09% Num ecossistema.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo 90% 90% x 10%=9% 90% x 1%=0. sob a forma de matéria mineral. 2. transformada em orgânica pelos produtores.1%=0. A matéria mineral é. a energia disponível é muito reduzida. 29 . as cadeias alimentares raramente ultrapassam o 5º nível trófico já que.

: floresta que inicia o seu crescimento depois de um incêndio).Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo 3. já que pode ter.  Sucessão Ecológica Secundária: ocorre quando o local sofre novo povoamento.1 CATÁSTROFES NATURAIS pg. destruído na parcialidade ou totalidade por catástrofes naturais ou humanas. 3. SUCESSÃO ECOLÓGICA O processo de colonização de um espaço. À medida que nos aproximamos da Comunidade Clímax é possível registar um aumento de solo em relação à Rocha-Mãe.PERTURBAÇÕES NO EQUILÍBRIO DOS ECOSSISTEMAS Catástrofes são acontecimentos inesperados que originam danos materiais e humanos e são provocados por atividades praticadas pelo Homem ou apenas devido ao dinamismo da Terra. A Comunidade Pioneira é o primeiro conjunto de espécies que habita em unido num espaço. Capítulo 3 . anteriormente. As espécies pioneiras são as primeiras a instalar-se no local designam-se de Espécies Pioneiras. (ex. As sucessões ecológicas dividem-se em dois tipos:  Sucessão Ecológica Primária: ocorre quando o espaço povoado é pela primeira vez colonizado. no qual as comunidades se vão substituindo umas às outras até ao equilíbrio dinâmico intitula-se Sucessão Ecológica. a partir da qual se dá o desenvolvimento de outras espécies até ao equilíbrio de todas as espécies: Comunidade Clímax. 30 .

CATÁSTROFES HUMANAS Guerras e Terrorismo: MEDIDAS DE PROTECÇÃO Ligar o 112.2 CATÁSTROFES HUMANAS Catástrofe Humana é qualquer ação negativa provocada diretamente pelo Homem. as que mais se destacam pelo sofrimento e estragos que causam são as apresentadas na tabela seguinte. 31 . De forma a combater os prejuízos provocados pelas catástrofes naturais existem certas medidas de proteção a tomar: 3. Destas muitas. número nacional de emergência Manter a calma Obedecer às autoridades comandam as operações salvamento Evitar ficar a observar Poluição: que de pg.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo Catástrofe Natural é qualquer acidente que ocorre sem a intervenção do Homem e que coloque em perigo a existência de Vida.

infiltrando-se nos solos produzidos tóxicos). Impede que a luz penetre. Estes consomem grandes partes do oxigénio. Postos de combustíveis (depósitos subterrâneos que não vedem bem. 32 • • • .  Pesticidas e fertilizantes provenientes de atividades agrícolas. Eutrofização: os esgotos domésticos ou industriais. impossibilitando a pg. … Agricultura: utilização de fertilizantes e pesticidas que contaminam águas superficiais e  subterrâneas. ricos em substâncias orgânicas.2. • • 3. Petroleiros: acidentes com CONSEQUÊNCIAS Marés negras: o derrame de petróleo provoca a morte de inúmeras espécies marinhas. Águas de infiltração contaminadas por esgotos domésticos e industriais. sem vegetação.2. mares. provocando a morte de algas e das cadeias alimentares marinhas. Atividades domésticas e hoteleiras: águas residuais lançados nos cursos de água sem tratamento prévio. CONSEQUÊNCIAS Destruição de cadeias alimentares: a contaminação dos solos e a desflorestação destroem vários habitats. Exploração mineira (depósitos de resíduos resultantes da exploração de minas que são abandonadas). eliminando e desequilibrando os ecossistemas.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo • Poluição dos Solos • Poluição das Águas • Poluição Atmosférica Desflorestação 3.1 POLUIÇÃO DOS SOLOS CAUSAS • • • • Acumulação de resíduos sólidos  (lixos domésticos.2 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS CAUSAS • Industriais: água utilizada como  dissolvente. Substâncias radioativas (não existe nenhum lugar seguro para  se guardar o lixo radioativo produzido). quando lançados nas águas originam a proliferação dos decompositores. Desabamento das terras e inundações: a desflorestação acelera o processo de erosão e. água e ar em quantidades que permitam o desenvolvimento de plantas. Terrenos pouco férteis: a contaminação e a desproteção dos solos impedem a acumulação da matéria orgânica. na lavagem e no arrefecimento sendo depois devolvida sem tratamento aos  rios. resíduos industriais). ribeiros. menos água é retida no solo.

A classificação dos recursos pode ser efetuada quanto à sua  Natureza: • Minerais: rochas. CONSEQUÊNCIAS Aumento do efeito de estufa que origina o aquecimento global que despoleta a fusão de gelos polares. 33 . por exemplo. 3. Utilização de CFCs (clorofluorcarbonetos) em frigoríficos. Aumento do buraco de ozono devido aos CFCs libertados.3 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA CAUSAS • Utilização de combustíveis fósseis  (derivados do petróleo. • • •  GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS Por desenvolvimento sustentável entende-se o progresso que tem como objetivo satisfazer as necessidades atuais sem comprometer as necessidades de gerações futuras. Indústrias Incêndios (naturais ou  provocados) promovem também temperaturas incompatíveis com a Vida e a desertificação. materiais radioativos. Sol.a alteração do solo e dos meios aquáticos. gás natural e carvão). solos • Hídricos: água doce e salgada • Biológicos: seres vivos para a alimentação e florestas para extração de materiais • Energéticos: combustíveis fósseis (petróleo. Chuvas ácidas resultantes da combinação de alguns gases (dióxido de enxofre – SO2 – e óxidos de azoto – NO2) com a água. As chuvas ácidas provocam. vento e água  Velocidade de Renovação: pg. minerais. Assim. a subida do nível das águas do mar.2. carvão e gás natural) nos automóveis e indústrias.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo petroleiros e água usada lavagem dos tanques. a corrosão de monumentos. originando ácido sulfúrico e nítrico. na  sua utilização por outros seres vivos do ecossistema. Bioacumulação: acumulação de substâncias tóxicas ao longo da cadeia alimentar. etc. sprays e aparelhos de ar condicionado. Recursos naturais são uma variedade de matérias e formas de energia que o Homem obtém do meio para satisfazer as suas necessidades. tornou-se fundamental adotar uma gestão dos recursos de acordo com o desenvolvimento sustentável. provocando a destruição a destruição de inúmeros ecossistemas. submergindo muitas regiões costeiras.

pg. biológicos. minérios. Não Renováveis: recursos que levam milhares ou milhões de anos a formar-se naturalmente e que não podem ser repostos numa escala de tempo humana (poucas gerações). energias alternativas (solar. eólica. …). Ex: energia fóssil e nuclear.Escola Secundária com 3º CEB de Pinhal 2011/2012 Novo • • Renováveis: recursos que após serem utilizados auto repõem se em poucas gerações humanas. hídrica. Ex: recursos hídricos. 34 .

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