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CAPITULO

2

CAPITULO 2

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

Notas de Aula:

Prof. Gilfran Milfont

As anotações, ábacos, tabelas, fotos e gráficos contidas neste texto, foram retiradas dos seguintes livros:

-RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS- Beer, Johnston, DeWolf- Ed. McGraw Hill-4ª edição-2006 - RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS-R.

C. Hibbeler-Ed. PEARSON -5ª edição-

2004

-MECÂNICA DOS MATERIAIS-James

M. Gere-Ed. THOMSON -5ª edição-2003

-MECÂNICA DOS MATERIAIS- Ansel C. Ugural-Ed. LTC-1ª edição-2009 -MECÂNICA DOS MATERIAIS- Riley, Sturges, Morris-Ed. LTC-5ª edição-2003

Tensão e Deformação

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Tensão e Deformação: Carga Axial

 

O projeto de estruturas e máquinas deve levar em conta não somente a análise das tensões envolvidas, mas também, as deformações impostas, não permitindo que estas se tornem tão grandes a ponto de impedirem que as estruturas ou

máquinas desempenhem a função para a qual são destinadas.

Cosiderando as estruturas e órgãos de máquinas como deformáveis, nos

permitem determinar forças e reações que são estaticamente indeterminadas.

Este capítulo é dedicado ao estudo das deformações causadas por cargas axiais.

Definições:

deformação total ou elongação

 

deformação específica def unitária ou simplesmen te deformação

,

.

tensão normal

 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Deformação

 
 
 
 

P

tensão

A

2 P P

2 A A

P

A

 

2

Deformação unitária

L

L

2 L L

 
 

1

- 3

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Diagrama Tensão-Deformação – Máquina de Ensaio 1 -
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Diagrama Tensão-Deformação – Máquina de Ensaio
1
- 4
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Diagrama Tensão-Deformação (Mat. Dúctil) No caso do
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Diagrama Tensão-Deformação (Mat. Dúctil)
No caso do alumínio e de vários outros materiais
dúcteis, não existe o patamar de escoamento. As
tensões continuam aumentando, porém de forma
não linear. Convencionou-se tomar a Tensão de
Escoamento o ponto onde a deformação
permanente atinge: ε p =0,2%
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- 5

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Diagrama Tensão-Deformação (Mat. Frágil)

 

Sendo :

Sendo :  
Sendo :  
 

Alangament o Percentual

L

R

L

O

100

 

L

O

A

A

O

 

Re

dução Percentual de Área

R

 

100

 

A

O

Distingue-se um material dúctil de um frágil pelo Alongamento Percentual que os dúcteis apresentam, maior que 5%.

 

Para o aço estrutural, é comum uma RPA da ordem de 60 a 70%.

 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Lei de Hooke: Módulo de Elasticidade

 
• Até o Limite de Proporcionalidade  

Até o Limite de Proporcionalidade

 
 

E

E

Módulo de Elasticidade ou Módulo de Young

 

Observamos que todos os materiais representados no diagrama ao lado têm o mesmo Módulo de Elasticidade, ou seja, sua rigidez é a mesma, dentro da região elástica.

 

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Deformações Sob Carga Axial

 
   

Da Lei de Hooke:

E

P

 
 

 
  E AE  
 

E AE

 
 

Da definição de deformação:

 

L

Logo:

PL

AE

Se temos variação nas cargas,

área da seção ou propriedades

 

P

i

A

L

i

E

do material:

i

i

i

Muitos cientistas utilizam as tensões e as deformações específicas verdadeiras nos seus estudos:

 

(

L

)

O engenheiro, tem a responsabilidade de

   

v

ou

L

 

L

determinar se uma determinada carga leva à

tensões e deformações aceitáveis, usando

L

0

dL

ln

L

dados fáceis de avaliar. Usará então, o

v

L

L

0

diagrama tensão-deformação obtido através

e

dos valores originais da área e do

P

 

comprimento do corpo de provas.

 
 

v

A

v

 
 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Comportamento Elástico e Plástico do Material

• Se a deformação desaparece quando a carga é removida, o material deformou elasticamente.

Se a deformação desaparece quando a carga é removida, o material deformou elasticamente.

A maior tensão onde isto ocorre é

chamada de Limite de Elasticidade .

• Quando a deformação não retorna a zero após a remoção da carga, o material

Quando a deformação não retorna a zero após a remoção da carga, o material deformou plasticamente. Para que haja deformação plástica, o material precisa atingir a Tensão de Escoamento .

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Fadiga • O diagrama ao lado mostra a
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
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Fadiga
• O diagrama ao lado mostra a
relação entre a tensão de falha
por fadiga e o número de ciclos
de aplicação da mesma.
• Um membro pode falhar por
fadiga, sob
uma tensão
significantemente inferior a sua
Tensão Última, se submetido a
vários ciclos de
carga.
aplicação da
Quando a tensão é reduzida para
um nível abaixo do Limite de
Duração, não ocorre a falha por
fadiga.
Este assunto será melhor estudado na disciplina de Elementos de Máquinas.
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.01

Determine a deformação da barra de aço da figura, sob ação das cargas indicadas  

Determine a deformação da barra de aço da figura, sob ação das cargas indicadas

 

(E=200GPa).

 

P

1

P

2

P

3

KN

 

KN KN

100

400

200

Calculando a deformação total:

 

P i L

i

1

P L

1

1

P L

2

2

P L

3

3

  i A i E i  400 1  10 E 3 

i

A

i

E

i

400

1

10

E

3

0,3

A

(

1

100

A

2

3

10 )

0,3

A

3

200

10

3

0,4

 

200

10

9

600

2,75103 m 2,75mm

10

6

600

10

6

 

200

10

6

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Exemplo 2.2

A barra rígida BDE é suportada por duas barras AB e CD .

A barra AB é de aluminio ( E = 70 GPa) e tem uma seção transversal de 500 mm 2 . A Abarra CD é de aço ( E = 200 GPa) e tem uma seção transversal de 600 mm 2 .

Para a força de 30-kN mostrada, determine a deflexão:

Para a força de 30-kN mostrada, determine a deflexão:  
 

a) de B ,

b) de D ,

c) de E .

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.2

 

SOLUÇÃO:

 

Deformação total de AB :

 

Diagrama Corpo Livre: BDE

Diagrama Corpo Livre: BDE  B   PL AE   60  3 

B

PL

AE

60

3

10 N 0.3m

 
    500 10  -6  514 10   m 2 6
 

500 10

-6

514 10

m

2

6

m



70

9

10 Pa

 

M

B

0

       

Deformação total de C D :

 
 

0

30 kN

0.6 m

F

CD

0.2 m

  0    30 kN  0.6 m   F CD  0.2
 

F

CD

M

D

90 kN

tension

0

D

PL

AE

90

3

10 N 0.4m

0

F

AB

30 kN

0.4 m

F

AB

60 kN

compression

0.2 m

 

600 10

-6

6

m

2



200

9

10 Pa

   

300 10

m

       
 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Exemplo 2.2 Deslocamento de E: BB  BH
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Exemplo 2.2
Deslocamento de E:
BB 
BH
DD 
HD
0.514
mm
200 mm
 x
mm
x  73.7 mm
0.300
x
EE 
HE
DD 
HD
400
73.7 mm
E
0.300 mm
73.7 mm
 1.928 mm
E
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Sistemas Estaticamente Indeterminados

 
• Também chamados de sistemas hiperestáticos , são aqueles onde o número de equações da

Também chamados de sistemas hiperestáticos , são aqueles onde o número de equações da estática aplicaveis ao problema é menor que o número de incógnitas a resolver.

Para a sua solução, lança-se mão de equações auxiliares, conseguidas a partir das condições de deslocamento.

• Um dos métodos de solução é o método da

Um dos métodos de solução é o método da

superposição, que consiste em considerar uma

das reações como superabundante.

 

Isto é, as deformações devidas às cargas externas e devido à reação superabundante são calculadas separadamente e depois superpostas.

L R 0

 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Exemplo 2.04

Determine as reações em A e B para a barra de

Determine as reações em A e B para a barra de

aço e o carregamento mostrado na figura.

 

SOLUÇÃO:

V=0 => R A +R B =900KN (I)

 

AD + DC + CK + KB =0

F KB = -R B

F CK = -R B +600= F DC

F AD = -R B +900

K = -R B +600= F D C F A D = -R B +900  
K = -R B +600= F D C F A D = -R B +900  
K = -R B +600= F D C F A D = -R B +900  
   

R

B =577KN

 

e

R

A =323KN

 

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- 16

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Exemplo 2.04 (Método da Superposição)

 
Determine as reações em A e B para a barra de
Determine as reações em A e B para a barra de

Determine as reações em A e B para a barra de

aço e o carregamento mostrado na figura.

SOLUÇÃO:

Considere a reação em B como superabundante, libere a barra deste suporte e calcule as deformações causadas pelas cargas externas aplicadas.

Calcule as deformações causadas pela reação superabundante em B.

O sistema requer que haja compatibilidade entre as deformações causadas pelas cargas externas e pela reação, ou seja, sua soma é nula neste caso.

 

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- 17

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.04 (Método da Superposição)

 
 

SOLUÇÃO:

 
• Deformação total devida às cargas externas:  

Deformação total devida às cargas externas:

 

P

1

A

L

1

1

0

P

2

P

3

A

L

 

2

 

2

400 10

L

3

L

4

600

6

m

2

10

3

N

A

3

0.150 m

 

P

i

L

i

1.125 10

9

P

4

A

4

900

10

3

N

250 10

6

m

2

 

L

i A i E i E • Deformação total devida à reação:  

i

A

i

E

i

E

Deformação total devida à reação:

 

P

P 1  

2

1

L

2

R

B

400 10

L 1 0.300 m

A

6

m

2

A

2

δ

P

L

i  

i

1.95 10

3

250 10

R

B

6

m

2

R

i

A

i

E

i

E

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- 18

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Exemplo 2.04 (Método da Superposição) • Compatibilidade das
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Exemplo 2.04 (Método da Superposição)
• Compatibilidade das deformações:
 
 0
L
R
9
3
 
1.125 10
1.95 10
R
B
 0
E
E
3
R
577
10
N
577 kN
B
• Cálculo da reação em A:
 F
0
R
300kN
600kN
577kN
y
A
R
 323kN
A
R
A
R
B
577kN 323kN
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Tensões Devido a Variações de Temperatura

 
• Uma variação de temperatura resulta em uma variação no comprimento da barra ou dilatação

Uma variação de temperatura resulta em uma variação no comprimento da barra ou dilatação térmica . Se a barra está livre para deformar, nenhuma tensão é induzida à mesma. Porém, se ela é impedida de deformar pelos suportes, surge uma tensão, chamada de tensão térmica.

T

T L

P

PL

AE

 

coeficient e de dilatação térmica

 

A deformação térmica e a deformação causada pela

reação superabundate precisam ser compativeis:    T   P  0 

reação superabundate precisam ser compativeis:

T

P

0

T

P

0

 
 

PL

 

P

 

AE

T

T L

0

P

T

 

AE

 

 

E

 

A

 

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- 20

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Coeficiente de Poisson

 
• Para uma barra sujeita a uma carga axial, temos:

Para uma barra sujeita a uma carga axial, temos:

 

x

0

 

x

 

E

y

z

A

elongação

na

direção

 

do

eixo

x

é

acompanhada de uma contração nas outras

direções.

 

Assumindo

que

o

material é

isotropico.

 
 

y z 0

 
• O Coeficiente de Poisson é definido como:  

O Coeficiente de Poisson é definido como:

 
 

deformação transversal

    y   z   x x
 
y
 
z
x
x
 
 

 

deformação axial

 
 

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- 21

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Generalização da Lei de Hooke

 
• Para um elemento submetido a um estado multi-

Para um elemento submetido a um estado multi-

axial de tensões, a componente da deformação normal pode ser determinada pelo princípio da superposição . Isto requer:

1) a deformação varia linearmente com a tensão. 2) as deformações são pequenas.

Com estas restrições, temos (Lei de Hooke generalizada):

 

 

x



y



z

1

[

 

E

x

(

y

z

)]

x

E

 

E

E

 



y

 



1

 

 

x

z

 

E

y

[

(

x

)]

y

E

 

E

 

E

z

 





y

 

1

 

 

x

z

 

E

z

[

(

x

)]

z

E

 

E

 

E

y

 

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- 22

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Dilatação Volumétrica

 

Em relação ao cubo de lados iniciais unitários, a variação

unitária de volume é:

iniciais unitários, a variação unitária de volume é:   e   1   x
 

e

1

x

1

y

x

1

z

y

1

z

1

1

x

y

z

 

1

2

x

y

 
 

 

E

z

 

dilatation (change in volume per unit volume)

Variação específica de volume

 

Para um elemento submetido a uma pressão hidrostática p :

 

3 1

2

p

 

 

e

p

 
 

E

k

 

k

 

E bulk modulus

Módulo de elasticidade de volume

3 1

2

Neste caso, a dilatação volumétrica é negativa, embora:

 

1

 

0

2

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Deformação de Cisalhamento

 
• Um cubo elementar submetido a uma tensão de cisalhamento, não sofre alteração no comprimento

Um cubo elementar submetido a uma tensão de cisalhamento, não sofre alteração no comprimento dos seus lados, porém sofre distorção nos seus ângulos, sendo a tensão, uma função desta variação no ângulo: xy f xy

Ou seja, a tensão é proporcional à distorção de

cisalhamento

(Lei

de

Hooke

para

o

Cisalhamento):

xy G xy yz G yz zx G zx

Onde G é o Módulo de Elasticidade Transversal.

 

Temos então:

G

radianos

 

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

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Exemplo 2.10

Um bloco retangular de borracha, com G = 600MPa é colado a duas placas rígidas horizontais. A placa inferior é fixa, enquanto a superior é submetida a uma força horizontal P . Sabendo-se que a placa superior moveu-se de 0,8mm. sob a ação da força, determine:

a) a tensão média de cisalhamento na borracha;

 

b) a força P aplicada.

50mm 160mm
50mm
160mm

40mm

Deformação angular do bloco de borracha.

 

0,8mm

 

0.020rad

 

xy

tan

xy

xy

40mm

Pela Lei de Hooke para o cisalhamento:

 

G

600

 

6

0.020rad

 
0,8mm 40m m
0,8mm
40m
m

10

12 MPa

xy

xy

Multiplique a tensão de cisalhamento pela área resistente para encontrar P .

P

xy

A

12 x10 6 x 0,050 x 0,160

 
 
P  96,0 KN
P
96,0 KN
 

1

- 25

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Relação Entre: E , , e G •
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Relação Entre: E , , e G
• Um carregamento axial atuando em uma
barra, irá alongá-la na direção axial e
contraí-la na direção transversal.
• Um cubo elementar orientado como na
figura acima, irá deformar sob a forma de
um paralelepípedo. O carregamento axial
produz tensão e deformação normal.
• Se o cubo for orientado como na figura
inferior, ele irá deformar sob a forma de
um romboédro e a carga axial irá causar
também tensão e deformação de
cisalhamento
• Componentes normal e de cisalhamento são
relacionadas por:
E
 1 
2G
1
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.5

Um circulo de diâmetro d = 230mm é inscrito em uma placa de alumínio de

Um circulo de diâmetro d = 230mm é inscrito em uma placa de alumínio de espessura t = 20mm. Forças atuando no plano da placa causam as tensões normais x = 84MPa e z =

140MPa.

 

Para

E

= 70GPa

e

= 1/3, determine

a

variação:

 
 

a) No comprimento do diâmetro AB ,

 

b) No comprimento do diâmetro CD ,

c) Na espessura da placa

 

d) No volume da placa.

 

1

- 27

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.5

   

SOLUÇÃO:

Calcule as componentes de deformação:

B

A

x

d

0,533 x 10 3 x 230

Aplique a Lei de Hooke generalizada para encontrar as três componentes de deformação normal.

     

3

B

A

122,6

10

mm

x

1

[

(

 

y

)]

C

D

z

d

1,600 x 10 3 x 230

 
 

E

 

x

z

     
 

 

3

 

C

D

368

10

 

mm

x

0,533 x 10 3

 
 

t

y

t

1,067 x 10 3 x 20

 

y

1

[

(

 

x

z

)]

 

 

21,3

3

10

mm

 

E

 

y

t

   

y

1,067 x 10 3

 

Encontre a variação no volume:

 

z

1

[

(

 

)]

e

x

y

z

1,067 x 10 -3

 
 

E

z

x

y

V

eV

1,067 x 10 -3 x 380 x380 x 20

1,600 x 10 3

 

z

 

V

  3081mm 3

 
 

1

- 28

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

 

Materiais Compostos

 
• Materiais compostos são formados de lâminas de fibras de grafite, vidro ou polimeros embebidos

Materiais compostos são formados de lâminas de fibras de grafite, vidro ou polimeros embebidos em resinas.

 

A tensão e a deformação normal seguem a Lei de Hooke, porém o módulo de elasticidade varia de direção para direção:

 
  E x   x x  E y    y y
 

E

x

x

x

E

y

y

y

E

z

z

z

O mesmo ocorre com a deformação transversal, que

depende do coeficiente de Poisson para cada direção.

 
 

xy

 

y

x

 

xz

 

z

x

 
 

Materiais que

têm

suas

propriedades mecânicas

 

variando

com

a

direção

 

são

chamados

de

anisotrópicos.

 
 

1

- 29

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

 

Pricípio de Saint-Venant

 
• Cargas transmitidas através de placas rígidas, resultam em distribuição uniforme de tensão e deformação.
• Cargas transmitidas através de placas rígidas, resultam em distribuição uniforme de tensão e deformação.

Cargas transmitidas através de placas rígidas, resultam em distribuição uniforme de tensão e deformação.

Cargas concentradas resultam em altas

 

concentrações de tensão na região de aplicação das mesmas.

Tensão e deformação passam a ser uniformes em uma região relativamente próxima do ponto de

 
 

aplicação da carga.

 

Princípio de Saint-Venant :

 
A distribuição de tensões pode ser

A

distribuição de tensões pode ser

assumida como uniforme,

independente do modo de aplicação

da

carga, exceto nas vizinhanças do

ponto de aplicação da carga.

 
 

1

- 30

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Concentração de Tensões: Furo

 
GILFRAN MILFONT Concentração de Tensões: Furo   Descontinuidade na seção pode resultar em K  
GILFRAN MILFONT Concentração de Tensões: Furo   Descontinuidade na seção pode resultar em K  

Descontinuidade na seção pode resultar em

K

max

 

altas tensões localizadas ou concentração de tensões.

med

 

K=fator de concentração de tensões

 

1

- 31

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Concentração de Tensões: Mudança de Seção 1 -
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Concentração de Tensões: Mudança de Seção
1
- 32

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.12

 
Determine a maior carga axial P que pode ser suportada com segurança pela barra plana

Determine a maior carga axial P que pode ser suportada com segurança pela barra plana da figura, composta de duas porções, ambas com 10mm de espessura e com largura de 60mm e 40mm, respectivamente, com um raio de adoçamento r=8mm entre elas, adotando uma tensão admissível para o material de 165MPa.

máxima

a admissível, dividindo a tensão admissível pelo fator de concentração

Determine as relações geométricas e encontre o fator de concentração de tensões:

Encontre

tensão

 

D

60mm

1.50

r

8mm

0.20

de tensões:

 

d

40mm

 

d

40mm

adm

165MPa

90.7MPa

K

1.82

max

K

1.82

Encontre a carga máxima, multiplicando a tensão máxima pela área mínima:

P 36.3 A

max

10 N 40mm 10mm 90.7MPa

3





P  36.3kN
P  36.3kN
 

 
 

1

- 33

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

 

Materiais Elastoplásticos

• As análises anteriores besearam-se no trabalho na região elástica, isto é, as tensões estavam
• As análises anteriores besearam-se no trabalho na região elástica, isto é, as tensões estavam

As análises anteriores besearam-se no trabalho na região elástica, isto é, as tensões estavam abaixo da tensão de escoamento do material.

Se a tensão de escoamento, para um material dúctil, é atingida, então passaremos a ter, também, deformações plásticas. A análise de deformações plásticas é simplificada se idealizarmos o material como sendo elastoplástico .

Nestes materiais, adotamos que as deformações sejam compostas por uma região totalmente elástica e outra totalmente plástica. Quando se atinge a região plástica e se descarrega o material, ele permanece com uma deformação permanente.

 

1

- 34

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Deformações Plásticas

• Deformação elástica, enquanto a tensão máxima é menor que a tensão de escoamento. P

Deformação elástica, enquanto a tensão máxima é menor que a tensão de escoamento.

P

med

P

Y

A

max

K

Y

A

K

A tensão máxima atinge o valor da tensão de escoamento.

Se a carga aumenta, a região plastificada aumenta nas proximidades do furo.

A

Com o incremento da carga, a região plástica aumenta, atingindo toda a seção da barra, permanecendo a tensão constante e igual a tensão de escoamento.

 

P

U

K P A

Y

Y

 

1

- 35

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Tensões Residuais

Quando um elemento estrutural é carregado uniformente, atingindo a sua tensão de escoamento, após descarregada ela possuí uma deformação permanente, mas as tensões retornam para zero. Isto, porém, nem sempre acontece.

Tensões Residuais irão aparecer em uma estrutura, após o carregamento e o descarregamento, se :

- Somente parte da estrutura entrar em escoamento

- Diferentes partes da estrutura sofrerem diferentes deformações plásticas.

Tensões Residuais irão surgir em condições especiais de aquecimento ou resfriamento de um elemento estrutural.

 

1

- 36

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.14, 2.15, 2.16

 

Tubo

 

Uma barra cilindrica é colocada dentro de um tubo, de mesmo comprimento.

As extremidades do tubo e da barra

são presas a um apoio fixo e uma placa rígida. Uma carga é aplicada na placa rígida, variando de zero até 24KN e depois retorna para zero.

a) Trace o diagrama Força-Deflexão para o conjunto;

b) Determine a máxima elongação;

800mm
800mm

Barra

Placa

A

b

E

b

48mm 2

200GPa

A

t

E

t

60mm 2

80GPa

c) Determine a deformação; permanente

d) Calcule a tensão residual na barra e no tubo.

σ

Y

b

250MPa

σ

Y t

300MPa

 

,

 

1

- 37

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Exemplo 2.14, 2.15, 2.16

 
P (KN) 12
P
(KN)
12
1,0 (mm) b P (KN) 18 6 3,0 (mm) 1,0
1,0
(mm)
b
P
(KN)
18
6
3,0
(mm)
1,0

a)

Diagrama Força-Deflexão

P

Y

b

Y

A

b b

12 KN

 
 

,

,

 

δ

Y,b

Y

,

b

L

Y

E

Y

,

,

b

b

L

1,0mm

P

Y

,

t

Y

,

t

A

t

18 KN

P P (KN) (KN) 24 30 18 15 (mm) 0,8 1,0 2,0 3,0 (mm)
P
P
(KN) (KN)
24
30
18
15
(mm)
0,8 1,0
2,0 3,0
(mm)

δ

Y,t

Y

,

t

L

P

P

b,

b

P

t

t

Y

E

Y

, t

, t

L

3,0mm

 

1

- 38

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Exemplo 2.14, 2.15, 2.16 b) Ao atingir P
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Exemplo 2.14, 2.15, 2.16
b) Ao atingir P = 12KN, a barra entra em escoamento,
P b (KN)
12
enquanto que o tubo permanece elástico
P
P
12 KN
b
Y b
,
(mm)
2,0
b
P
P  P
24 - 12
  12 KN
t
b
P t (KN)
P
12 x 10 3
t
200 MPa
12
t 
A
-6
t
60 x10
6
200
10
t
L
L
x 0,8
2,0 mm
2,0
(mm)
t
t
max
t
E
9
t
80
10
P
(KN)
c) A curva de descarregamento do conjunto se dá
24
paralelamente à 0 Y b
18
18 KN
m
18,0
KN/mm
declividade
1 mm
P
24
KN
máx
  
 
 
1,333 mm
(mm)
m
18
KN/mm
2,0 mm
0,667 mm
 
2,0
 1,333 = 0,667 mm
p
p
máx
1
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT Exemplo 2.14, 2.15, 2.16 P b (KN) d)
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
Exemplo 2.14, 2.15, 2.16
P b (KN)
d) cálculo das tensões residuais:
12
Calcule a tensão reversa na barra e no tubo causadas
pelo descarregamento e some à tensão máxima
2,0
(mm)
b
atingida por cada um:
P t (KN)
12
1,333 mm
 
 1,67 x 10 3
L
800 mm
2,0
(mm)
P
(KN)
E
  1,67x 10 3  x 200 x 10 9   334 MPa
b
b
24
 
E
  1,67 x 10 3  x 80 x 10 9   134 MPa
18
t
t
 
 250334  84 MPa
 residual b
,
b
b
(mm)
 
 200134  66 MPa
 residual t
,
t
t
2,0mm
1
- 40