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Desenhar Pousão

APECV, Museu Nacional Soares


Dos Reis
Projecto Artes Educação e Comunidade I: ‘
DESENHAR POUSÃO’
( Setembro 2009- Fevereiro 2010)

• O espaço do museu pode ser um lugar de refúgio e de resgate, de


conversa e de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global
se interpenetram. Onde as nossas histórias e as histórias dos
outros acontecem. O museu pode converter-se em espaço de
experimentação e laboratório da educação artística que educadores
e educandos constroem à sua medida. Educar a partir do ponto de
vista da arte hoje passa por realizar projectos interdisciplinares,
discuti-las e aplicá-las em sala de aula e fora dela. Este foi o ponto
de partida do Projecto ‘Desenhar Pousão’ realizado pela
Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual
( APECV) em parceria com o Museu Nacional Soares Dos Reis ,
integrando-se no seguimento das comemorações de Henrique
Pousão pelo MSNR e no programa Artes Educação e Comunidade
a desenvolver pela APECV, um programa de promoção de
parcerias entre organismos ligados à educação artística e
instituições culturais.
• O Projecto reuniu 41 professores de artes visuais, 26
escolas e cerca de 600 alunos. Integrou seminários
sobre educação artística, formação em rede de
professores sobre Educação Artística baseada na
Cultura Visual e, fomentou o conhecimento dos alunos
sobre a obra do pintor Henrique Pousão no seu contexto
histórico – social através de visitas orientadas ao museu
e aplicação prática de metodologias de questionamento
e mapas de ideias nas aulas de educação visual.
Culminou com uma exposição de trabalhos
seleccionados a partir do conjunto de obras que os
alunos realizaram sobre Henrique Pousão. A Exposição
foi organizada por um grupo de professores e alunos
participantes no Projecto.
• O museu foi um laboratório de investigação e de
experimentação tanto a nível de formação de
professores como a nível de aprendizagem de alunos,
proporcionando uma viagem única, inesquecível para os
participantes. A viagem passou por repensar a
instituição como território de conhecimento e
aprendizagem das comunidades à medida e ao serviço
das comunidades. A escola e os professores tiveram um
papel importante nesse processo, um processo dialógico
onde cada um teve a sua voz na construção do
conhecimento que emergiu, não só sobre arte e cultura
mas também sobre as mais variadas áreas do saber que
foram convocadas para a compreensão plena da obra
do pintor.
• …, foi uma experiência muito boa! Poder
estar em frente às obras de Pousão e
ainda estar a desenhá-las! ( Luís Miguel).
• Os alunos gostaram muito de trabalhar
neste projecto, para a maioria, senão
todos, foi o primeiro contacto que tiveram
com o mundo da arte. Eles envolveram-se
com gosto, isso sentiu-se... Um deles
disse até que o seu avô do Porto iria ficar
muito orgulhoso quando visse o seu
trabalho exposto "no Museu"....
( Professor Fernando).
• ‘Excelente e inovador este tipo de
abordagem que a propósito das obras me
deixou a ler poemas e textos escritos
pelos alunos (Professora Teresa E) .
• Está a ser espectacular desenhar Pousão!
( Marcelo) .
• “Desenhar Pousão” encaminhou os jovens para
novos horizontes e para a partilha de saberes,
mas também deu lugar ao reencontro com os
seus sonhos e fantasias… Abriu novas
oportunidades para que isoladamente e em
grupo, todos exprimissem as suas ideias,
sensações, emoções, embarcando assim numa
“viagem” original. Nesta “viagem” percorremos
um mundo cheio de realidades vividas
(Professora Eva).
• Todos os alunos foram unânimes em
afirmar que foi um trabalho diferente do
habitual, tornando as aulas mais
divertidas e dinâmicas. Esta forma de ver
a arte e de sentir a obra de Pousão,
contou com o contributo de todos os
elementos, até aqueles que afirmavam
não saber desenhar colaboraram com
empenho ( Professora Emilia).
• “Desenhar Pousão” foi uma experiência que
contribui decididamente para romper com a
monotonia de um currículo de Artes Visuais,
encerrado em si próprio, sem espaço de
manobra, sem visibilidade, numa matriz
curricular ultrapassada, onde a Educação
Artística é serva, vista como um suplemento,
não como o seu valor em si, como uma área
presente em todas as outras áreas do saber
( Professora Dina) .
• Fiquei admirada com o fascínio que
Pousão conseguiu criar nos jovens. O
diálogo foi muito rico, mostraram-me
coisas que não tinha descoberto,
chamaram-me a atenção para detalhes
que tinham ficado de lado (Professora
Lucinda).
• A observação atenta, mas livre das obras,
conforme as experiências dos próprios alunos e
desprendida das convenções a que muitas
vezes nos vemos presos, quando teimosamente
tentamos ver e fazer ver os nossos alunos
segundo a perspectiva dos seus criadores, foi
muitas vezes colocada de parte o que permitiu ir
ao encontro de um tipo de exercício que deve
emergir cada vez mais na educação artística
(Professora Cristina).