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Universidade de Brasília Programa de pós graduação

em geotecnia

Seminário
Seminário em
em Geotecnia
Geotecnia II
METODOLOGIA DE CARACTERIZAÇÃO DE REJEITOS DE MINERAÇÃO DE
METODOLOGIA
OURO DE CARACTERIZAÇÃO
E FERRO DE
PARA FUTURO REJEITOS DE MINERAÇÃO DE
REAPROVEITAMENTO
OURO E FERRO PARA FUTURO REAPROVEITAMENTO

Discente: Thaís Guimarães dos Santos


Orientador: Luís Fernando Martins Ribeiro, PhD
Coorientadora: Evelin Rodríguez Sosa, DSc

Brasília, Abril de 2017


ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO
1. • INTRODUÇÃO
2. • OBJETIVOS
2.1 • Objetivos Específicos
3. • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
3.1 • Perspectiva da Produção Mineral no Brasil
3.2 • Resíduos Sólidos
3.2.1 • Resíduos Sólidos da Indústria de Mineração
3.3 • Aspectos Gerais da Caracterização de Rejeitos
3.4 • Aproveitamento dos rejeitos
4. • ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS
4.1 • Rejeito de ferro – Pilha Monjolo, mina Morro Agudo
4.2 • Rejeito de ouro – Barragem de rejeitos Santo Antônio, Paracatu
5. • METODOLOGIA
6. • RESULTADOS ESPERADOS
7. • CRONOGRAMA
1. INTRODUÇÃO

- Importância da mineração
- Brasil e a mineração de bens metálicos

- Geração de resíduos

- Comumente, o armazenamento é a céu aberto: pilhas e barragens


- Segurança e danos potenciais em decorrência de alguma falha de funcionamento

Av -Avaliar a possibilidade de reaproveitamento de rejeitos de ferro e ouro em obras civis


1. INTRODUÇÃO

- Importância da mineração
- Brasil e a mineração de bens metálicos
1. INTRODUÇÃO

Geração de resíduos
1. INTRODUÇÃO

- Comumente, o armazenamento é a céu


aberto: pilhas e barragens
- Aspectos relacionados a segurança e danos
potenciais em decorrência de alguma falha de
funcionamento.
1. INTRODUÇÃO

-Avaliar a possibilidade de reaproveitamento


de rejeitos de ferro e ouro em obras civis
2. OBJETIVOS

Aplicar e ajustar a metodologia proposta por Sosa (2016) relacionada à caracterização de rejeitos
de mineração com enfoque geoambiental em rejeitos provenientes do beneficiamento de
minérios metálicos para o estabelecimento de propostas de reaproveitamento como alternativa
sustentável.
2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.
2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.

Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.


2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.

Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.

Estabelecer correlações entre os resultados obtidos das caracterizações e alternativas de


aproveitamento dos rejeitos.
2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.

Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.

Estabelecer correlações entre os resultados obtidos das caracterizações e alternativas de


aproveitamento dos rejeitos.

Avaliação do comportamento destes novos materiais e as suas potencialidades de reuso.


2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.

Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.

Estabelecer correlações entre os resultados obtidos das caracterizações e alternativas de


aproveitamento dos rejeitos.

Avaliação do comportamento destes novos materiais e as suas potencialidades de reuso.

Estudo final de viabilidade técnica e econômica das possíveis propostas de reuso desses resíduos.
2.1 Objetivos Específicos

2.1 Objetivos Específicos

Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos rejeitos de mineração


de ouro e ferro.

Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.

Estabelecer correlações entre os resultados obtidos das caracterizações e alternativas de


aproveitamento dos rejeitos.

Avaliação do comportamento destes novos materiais e as suas potencialidades de reuso.

Estudo final de viabilidade técnica e econômica das possíveis propostas de reuso desses resíduos.

Propor uma metodologia de caracterização de rejeitos de mineração de bens metálicos,


principalmente de ouro e ferro com fins de reaproveitamento.
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 Perspectiva da Produção Mineral no Brasil

830 complexos de água mineral

8.400 minas

80 substâncias minerais

Fonte: IBRAM(2015)
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 Perspectiva da Produção Mineral no Brasil

Recordes em produções minerais Maiores reservas minerais do mundo:

2014 Ferro: 411,18 Mt


Ouro: 81 t

2015 Ferro: 430,836 Mt


Ouro: 80 t

Quadriláterro Ferrífero:
• 60% de todo o ferro do país
• 40% de todo o ouro do país
8% das reservas de ferro do
Figura X – Quadrilátero Ferrífero
mundo estão no Brasil
Fonte:
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 Perspectiva da Produção Mineral no Brasil

Recordes em produções minerais Maiores reservas minerais do mundo:

2014 Ferro: 411,18 Mt


Ouro: 81 t

2015 Ferro: 430,836 Mt


Ouro: 80 t

Província Mineral de Carajás


• Reserva mais rica de ferro do mundo
• S11D – Maior projeto de mineração do mundo

8% das reservas de ferro do


mundo estão no Brasil Figura X – Carajás, S11
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.2 Resíduos Sólidos

- Resíduos secos
Natureza Física
- Resíduos úmidos

- Resíduos Orgânicos
Composição Química
Classificação

- Resíduos Inorgânicos

Riscos Potenciais ao Meia - Resíduos Perigosos


Ambiente - Resíduos Inertes
(NBR 10004: 2004) - Resíduos não inertes

- Resíduos de saúde
Origem da fonte de geração - Resíduos industriais
- Resíduos domiciliares e urbanos
Figura x – Classificação dos resíduos sólidos
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.2.1 Resíduos Sólidos da Indústria de Mineração

Outros
(0,03%)

Rejeitos
(40%)

Estéril ( 59,97 %)
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.2.1 Resíduos Sólidos da Indústria de Mineração

Principais destinações dos estéreis dentro da


Principais destinações de rejeito dentro da
mineração - MG
mineração - MG
100
100
90
90
80
80
70
70
60
60
50
%

50

%
40 40
30 30
20 20

10 10

0 0
Pilha de estéril Bota Fora Obras de Incorporação em Outros Barragens Pilha Tanques Cavas Outros
Infraestrutura solo Impermeáveis exauridas
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.3 Aspectos Gerais da Caracterização de Rejeitos

Grupos de caracterizações:
• físicos (tamanho e morfologia das partículas, densidade,
Sustentabilidade porosidade, etc.);
ambiental • mineralógicos (identificação das fases minerais,
comportamento das fases, etc.);
• químicos-geoquímicos (composição química elementar,
pH, E redox, especiação, potencial de drenagem ácido de
Reaproveitamento minas, hidrogeológicos, etc.);
de rejeito • geotécnicos (ensaios mecânicos, hidromecânicos, etc.);

Crescente volume
de rejeitos gerado IMPORTANTE:
em razão dos baixos Conhecer a natureza do minério bruto, técnicas
teores de minérios usadas na lavra, beneficiamento ao qual foi
atualmente submetido, o método de deposição do rejeito e
condições de intemperismo
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.4 Aproveitamento de rejeito

Reutilizações para rejeitos de ferro:

Substituição da areia artificial para reboco, massa corrida, pisos misturando-se em brita (Colturato et
al., 2000).

Substituição de areia artificial em filtro de barragem (Echeverri, 2012).

Fíler em misturas asfálticas (Andrade, 2014).

Pavimentação, em camadas de reforço e sub base (Colturato et al., 2000).

Incorporação no cimento, fabricação de concretos, argamassas e cerâmicas e utilização em obras de


pavimentação (Andrade, 2014).
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.4 Aproveitamento de rejeito

Reutilizações para rejeitos de ouro

Produção de ácido sulfúrico, visando à fabricação de fertilizantes (Oliveira Júnior, 2011).


3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.4 Aproveitamento de rejeitos

Reaproveitamento de outros tipos de rejeito

Mineradora estatal
Queber Cartier São Tomé das Letras, Matias Barbora,
Mikhailovsky Gok, na Borborema, Brasil
Minig, no Canadá Brasil Brasil
Rússia
• Utiliza os rejeitos e  A selagem de um  Resíduos de • Em uma pedreira • Em uma pedreira
estéreis para a canal subterrâneo de quartzito britados e foi verificada a de granito funciona
fabricação de uma barragem de misturados a solos viabilidade técnica do uma usina piloto para
cerâmicas e tijolos. rejeitos foi feita com locais mostraram-se emprego de finos de produção de areia
uma argamassa basalto em concreto artificial a partir dos
obtida com uma aptos e com potencial compactado a rolo finos de brita.
mistura de cimento e para serem utilizados
rejeitos de ferro. em bases e sub-bases
de estruturas de
pavimentação.
4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

As amostras de rejeitos de ferro foram coletadas na pilha Monjolo da mineradora Vale da unidade de Rio
Piracicaba, pertencente ao Quadrilátero Ferrífero. As amostras de rejeitos de ouro foram coletadas na
barragem Santo Antônio, da mineradora Kinross, na cidade de Paracatu, cidade do noroeste de Minas Gerais.
4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

4.1 Rejeito de ferro – Pilha Monjolo, mina Morro Agudo

Dados:
• Origem do minério: Mina Morro Agudo
(atualmente complexo Água Limpa)
• Geologia: ferro hematítico de alto teor e
itabiritos
• Produção atual: 9,6 Mt/ano de minério
bruto (ROM), sendo a produção
beneficiada de 5,1 Mt/ano e a
movimentação de cerca de 10,9 Mt/ano
• REM: 1,12.
4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

4.1 Rejeito de ferro – Pilha Monjolo, mina Morro Agudo

Dados:
• Beneficiamento: britagem primária e
secundária, peneiramento, deslamagem,
espessamento e concentração gravídica
por jigagem e espirais.
• Destino dos resíduos:
• Cavas: estéreis
• Pilhas: rejeitos arenosos
• Barragens: lamas do rejeito

Capacidade da pilha: 14 Mm³


4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

4.2 Rejeito de ouro – Barragem de rejeitos Santo Antônio, Paracatu

Dados:
• Origem do minério: Mina Morro do ouro
• Geologia: muscovita, illita e quartzo,
predominantemente. Minerais acessórios
são clorita, siderita, albita, rutilo e
caulinita. Os minerais traços são a galena,
esfarelita, ilmenita, geothita, pirita e
arsenopirita. Arsenopirita e pirita possuem
uma maior correlação com o ouro.
• Produção: 61 Mt/ano (ROM)
• Menor teor aurífero do mundo: 0,4g/t
4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

4.2 Rejeito de ouro – Barragem de rejeitos Santo Antônio, Paracatu

Dados:
• Beneficiamento: britagem primária e
secundária, moagem primária e
secundária, concentração gravítica por
jigagem e flotação, remoagem, lixiviação,
dessorção do carvão, eletrólise e fundição
do ouro. e depois segue para a lixiviação
• Destino dos resíduos:
• Barragens
Capacidade da barragem: 482 M de m³
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos


rejeitos

Caracterização Física Caracterização Caracterização Caracterização Caracterização Geoambiental


Mineralógica Química geoquímcia
Morfologia Comportamento
Granuloetria Massa específica Superfície Específica e Magnético Mineralogia Periculosidade e
Composição Análise Potencial Solubilidade
dos grãos porosidade pH mobilidade
Química térmica Zeta

Microscópio Avaliação do
Peneiramento e Eletrônico de comportamento Difratometria de solubilidade
sedimentação Varredura magnético Raio X Análises térmicas pHmetro
Pentapyc
Método BET Diferenciais
Fluorescência lixiviação
(superfície
específica) de Raio X AAS
Zetâmetro

Método BJH ICP - AES AAS


(porosidade)

Siglas: Extrações
Sequencias

AAS – Espectrometria de Absorção Atômica por chamas


ICP – AES - Espectrometria de Emissão Atômica por Plasma Acoplado Indutivamente
BET - Método de Brunauer, Emmett e Teller- Análise
BJH - Método de Barrett, Joyner & Halenda
Equipamento ou técnica
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos rejeitos

Caracterização
Física

Massa específica dos Superfície Específica e Comportamento


Granulometria Morfologia
grãos porosidade Magnético

Peneiramento e Microscópio Avaliação do


Método BET Método BJH
sedimentação Pentapyc Eletrônico de comportamento
(superfície específica) (porosidade)
(NBR 7181/2019) Varredura magnético

Análise

Equipamento ou técnica
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos rejeitos

Caracterização
mineralógica

Mineralogia

Difração por raio X Análise

Equipamento ou técnica
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos rejeitos

Caracterização
Química

Composição
Análise térmica
Química

Fluorescência Análises térmicas


Siglas:
de Raio X Diferenciais
Análise
ICP – AES - Espectrometria de Emissão Atômica por Plasma Acoplado Indutivamente
Equipamento ou técnica

ICP - AES
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos rejeitos

Caracterização
Geoquímica

pH Potencial Zeta

Análise

pHmetro Equipamento ou técnica


zetâmetro
5. METODOLOGIA

Metodologia de caracterização dos rejeitos

Caracterização
Geoambiental

r
Solubilidade Periculosidade e
mobilidade

Solubilidade
lixiviação
AAS
AAS Extrações
Sequencias
6. RESULTADOS ESPERADOS

• Dados a respeito da potencialidade, viabilidade técnica e ambiental do reaproveitamento dos rejeitos de


ferro e ouro em obras civis

• Consolidar a metodologia de caracterização de rejeitos de mineração proveniente do beneficiamento de


minérios metálicos, mais especificamente ouro e ferro, para o reaproveitamento em obras civis.
7. CRONOGRAMA

2017 2018
Atividades Fev
Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan

Elaboração do seminário

Apresentação do seminário

Revisão Bibliográfica

Caracterização Física

Caracterização Química e
Geoquímica

Caracterização Mineralógica

Caracterização Geoambiental

Interpretação dos resultados

Propostas de reutilização

Viabilidade técnica e econômica

Redação da dissertação
Entrega
Defesa
Sumário

1.INTRODUÇÃO
2.OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
2.2 Objetivos Específicos
3.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.1 Perspectiva da Produção Mineral no Brasil
3.2 Resíduos Sólidos
3.2.1 Resíduos Sólidos da Indústria de Mineração
3.3 Aspectos Gerais da Caracterização de Rejeitos
3.4 Aproveitamento dos rejeitos
4.ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS
5. METODOLOGIA
6. RESULTADOS ESPERADOS
7. CRONOGRAMA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ESTRUTURA A APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVOS
• 2.1 Objetivos Específicos

3. revisão bibliográfica
• 3.1 Perspectiva da Produção Mineral no Brasil
• 3.2 Resíduos Sólidos
• 3.2.1 Resíduos Sólidos da Indústria de Mineração
• 3.3 Aspectos Gerais da Caracterização de Rejeitos
• 3.4Aproveitamento dos rejeitos

2.4. ESTUDOS PRELIMINARES SOBRE OS REJEITOS

2.5. Metodologia

2.6. Resultados Esperados

2.7. Cronograma
1. OBJETIVOS

Aplicar e ajustar a metodologia proposta por Sosa (2016) relacionada à caracterização de rejeitos de
mineração com enfoque geoambiental em rejeitos provenientes do beneficiamento de minérios
metálicos para o estabelecimento de propostas de reaproveitamento como alternativa sustentável.
1. OBJETIVOS

2.1 Objetivos Específico

• Caracterização física, química, geoquímica, mineralógica e geoambiental dos


rejeitos de mineração de ouro e ferro.
• Avaliar teores metálicos presentes nos rejeitos.
• Estabelecer correlações entre os resultados obtidos das caracterizações e
alternativas de aproveitamento dos rejeitos.
• Avaliação do comportamento destes novos materiais e as suas potencialidades de
reuso.
• Estudo final de viabilidade técnica e econômica das possíveis propostas de reuso
desses resíduos.
• Propor uma metodologia de caracterização de rejeitos de mineração de bens
metálicos, principalmente de ouro e ferro com fins de reaproveitamento.