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Acidez

⬜ pH = log ( H+ ) = log 1/( H + )

⬜O pH varia de 0 a 14. Em solos brasileiros a faixa


de pH mais comum é de 4,0 à 8,0.
⬜ Concentração de 0,000001 molar de H, ou 10-6 , o
pH será 6,0.
Tipos de Acidez
⬜ Acidez Ativa: H da solução do
solo (pH)

⬜ Acidez Trocável: Al3+ e H+


trocável retidos na superfície dos
coloides do solo.

⬜ Acidez não Trocável: H+ de


ligação covalente.

⬜ Acidez Potencial = Soma da


Acidez Trocável e não Trocável. É
a que limita o desenvolvimento
das raízes das plantas, havendo a
necessidade de ser corrigida.
Causas da Acidez
• Pobreza em bases do material de
origem.

• Rochas ácidas (arenitos e granitos) ➔ Tendem a formar


solos ácidos

• Rochas básicas (calcários/basaltos) ➔ Formam solos


menos ácidos e alcalinos
Causas da Acidez
• Dissociação do CO2 presente no solo.
CO2 + H2O ➔ H+ + HCO3

• Remoção e perdas de elementos


básicos como K, Ca, Mg,
Na, etc.
Causas da Acidez
● Acidez gerada pelas adubações:

● Amoniacal: 2NH4 + 3O2➔ 2NO2 + 4H+

● Uréia: CO(NH2)2 + 2H2O ➔ (NH4)2 + CO3


● (NH4 formado reage como explicado)

● Hidrólise do Alumínio
Al³ + 3H2O ➔ Al(OH)3 + 3H+
Causas da Acidez
⬜ Decomposição da
Matéria Orgânica.

2NH3 + 3O2➔2NO3
+ 6H+
Causas da Acidez
●Secreções ácidas das plantas.
As raízes liberam Hidrogênio, que substitui o cátion
adsorvido, o qual pode ser absorvido ou lixiviado.
Efeitos Nocivos do Al Tóxico
Efeito do Alumínio nas raízes do milho
Foto 1 – milho tolerante Al em solo corrigido
Foto 2 – milho tolerante Al em solo ácido
Foto 3 – milho sensível Al em solo corrigido
Foto 4 – milho sensível Al em solo ácido

• O maior problema para as


plantas não é o pH, e sim o
Alumínio Trocável, que em
solos ácidos com pH < 5,5
começa a ser tóxico. Em
muitos solos do Brasil, em
condições ácidas, também
existe a toxidez causada pelo
Ferro e Manganês.
Efeito do Al no sistema radicular
Os micronutrientes (Cu, Fe,
Mn e Zn) tem sua
disponibilidade reduzida com
a elevação do pH. Em solos
alcalinos é comum o
aparecimento de deficiências.
Solubilidade do Zinco em função do pH
(Coelho, 1973)

pH
Solubilidade do boro em função do pH (Coelho,
1973)

pH
Solubilidade do Ferro em função
do pH

pH Solubilidade em
mg/m3
8,5 3.10-8
8,0 4.10-7
7,0 4.10-3
6,0 5.10-3
Fonte: Scholler, 1962
Os fertilizantes fosfatados tem a sua eficiência
reduzida em solos com pH alto (> 7,5). O fósforo
solúvel passa para formas insolúveis (tricálcica),
indisponíveis para as plantas.

Retrogradação do Fósforo
Resposta de Pastagem ao Calcário
Neutralização de um Solo Ácido

K Al

Mg
H
+ 2CaCo3 + H2O

K Al

K Ca

Mg Ca + Al(OH)3 +
2CO2
K Ca
Neutralização Solo Ácido
Al3+

Al3+
+ Al(OH)3
Al3+
Precipita

Os carbonatos de cálcio e magnésio reagem com o H+ liberando água e


CO2. O Al3+ é insolubilizado na forma de hidróxido, que é precipitado.
CALAGEM
• Método Saturação em Bases (V%)

• NC = (V2 – V1) x CTC/PRNT

• NC = Calcário em t/ha.
• V2 = Saturação Bases desejada (manga 80 a 90%).
• V1 = Saturação Bases do solo (análise).
• CTC = Capacidade Troca Cátions (análise).
• PRNT = Qualidade do Corretivo
Método do Alumínio
⬜ NC = Al x 2/PRNT

⬜ NC = Necessidade calcário em t/ha.


⬜ Al = Alumínio do solo (cmolc/dm³).

⬜ A dose de calcário recomendada por este


método, pode ser insuficiente para elevar o pH
do solo até valores de 6,0.
⬜ Para os solos do semiárido NE este método é
falho, pois os solos apresentam teores muito
baixos de Al.
Método do Alumínio e (Cálcio +
Magnésio).

• NC = (2 x Al + (2 – Ca + Mg))/PRNT%

• NC = Calcário em t/ha.
• Al, Ca e Mg do solo (cmolc/dm3).
• PRNT = Qualidade do Corretivo

• Para todos os métodos de recomendações, é


considerada a profundidade de 0 a 20 cm, faixa que
normalmente se incorpora os corretivos aos solo.
Al e (Ca + Mg) separados
⬜ NC = 2 x Al/PRNT%
⬜ NC = F – (2x(Ca + Mg))/PRNT%

⬜ NC = Calcário em t/ha.
⬜ F = 2 para solos arenosos

⬜ F = 3 para solos argilosos

⬜ Al, Ca e Mg do solo (cmolc/dm3)

⬜ Obs.: Usar a maior dosagem


Método Saturação em Bases
⬜ Análise de solo: ⬜ Cultura Manga
⬜ V% = 37 ⬜ Elevar V% para 85%
⬜ CTC = 3,34 cmolc/dm3
⬜ Al = 0,4 cmolc/dm3 ⬜ NC = (V2 – V1) x CTC/PRNT
⬜ Ca = 0,8 cmolc/dm3 ⬜ NC = (85 – 37) x 3,34/75
⬜ Mg = 0,3 cmolc/dm3 ⬜ NC = (48 x 3,34)/75

⬜ PRNT = 75%
⬜ NC = 2,2 t/ha
Método do Al e (Ca + Mg)
⬜ Análise de solo: ⬜ NC = (2 x Al + (2-Ca+Mg))/PRNT%
⬜ V% = 37
⬜ CTC = 3,34 cmolc/dm3 ⬜ NC = (2 x 0,4 + (2 -1,1)/PRNT
⬜ Al = 0,4 cmolc/dm3 ⬜ NC = (0,8 + 0,9)/PRNT
⬜ Ca = 0,8 cmolc/dm3 ⬜ NC = 1,7 /PRNT
⬜ Mg = 0,3 cmolc/dm3 ⬜ NC = 1,7/0,75

⬜ PRNT = 75%
⬜ NC = 2,27 t/ha
Método do Al e (Ca + Mg)
Separados
⬜ Análise de solo: ⬜ NC = 2 x Al/PRNT%
⬜ V% = 37 ⬜ NC = (2 x 0,4)0,75
⬜ CTC = 3,34 cmolc/dm3 ⬜ NC = 1,1 t/ha
⬜ Al = 0,4 cmolc/dm3
⬜ Ca = 0,8 cmolc/dm3
⬜ Mg = 0,3 cmolc/dm3 ⬜ NC = ( (F - (Ca + Mg))/PRNT%
⬜ F = 2 (Solo arenoso)
⬜ PRNT = 75% ⬜ F = 3 (Solo argiloso)
⬜ NC = (2 – ( 1,1))/PRNT%
⬜ NC = ( 0,9) /PRNT%
⬜ NC = 0,9/0,75
⬜ NC = 1,2 t/ha
⬜ Usar a maior dosagem
Classificação do Calcário
Denominação % CaO % MgO
Calcário Calcítico 40 a 45 1a5
Calcário Magnesiano 31 a 39 6 a 12
Calcário Dolomítico 25 a 30 13 a 20

No caso de necessidade de se adicionar Cálcio e Magnésio no solo, dar


preferência pelo Dolomítico.
Poder Neutralizante dos
Corretivos
Materiais Poder Nutralizante Relativo

CaCO3 – carbonato cálcio 100


MgCO3 – carbonato magnésio 119

CaO – óxido de cálcio 178

MgO – óxido de magnésio 250

Ca(OH2) – hidróxido de cálcio 135

Mg(OH2) – hidróxido magnésio 172


Fonte: ANDA
Comercialização corretivos

Corretivos PN %CaCO3 Soma CaO e MgO


Calcários 67 38
Cal Virgem agrícola 125 68
Cal hidratada agrícola 94 50
Calcário calcinado 80 43
Outros 67 38

Fonte: ANDA

Para os calcários valores mínimos de 67% para PN e 45% PRNT


Outros corretivos
⬜ Filler Agrícola : Calcário muito fino, passando 100% na
peneira ABNT 50.
⬜ Cal Virgem Agrícola: Calcinação completa do calcário.
Pó fino e reativo.
⬜ Cal Hidratada Agrícola: Hidratação da cal virgem. Pó
fino e reativo.
⬜ Calcário Calcinado: Calcinação parcial do calcário. Pó
fino.

⬜ Obs. A escolha de um determinado produto


dependerá do custo, prazo de reação do corretivo e
forma de aplicação.
Reatividade dos Corretivos
Reatividade zero Fração retida peneira 10
Reatividade 20% Passa peneira 10 e fica retida na peneira 20
Reatividade 60% Passa na peneira 20 e fica retida na peneira 50
Reatividade 100% Passa na peneira 50

Peneira ABNT 10 = 2,00 mm


Peneira ABNT 20 = 0,84 mm
Peneira ABNT 50 = 0,30 mm

Partículas com diâmetro maior que 2,00 mm não são consideradas reativas.
Partículas com diâmetro entre 2,00 e 0,84 mm reagem com o solo em 2 a 3 anos.
Partículas com diâmetro menor que 0,30 mm reagem até 6 meses.

A Legislação Brasileira exige que no mínimo 50% das partículas do calcário


passem em peneira 0,30 mm, 70% na de 20 mm e 95% na peneira 10 mm.
Peneiras ABNT para calcários
Reatividade dos Corretivos
• RE = 0.(P10) + 20.P(10 a 20) + 60.(P20-50) + 100.(P50)
• Ex.: RE = 75% Indica que 75% do corretivo agirá num
período de 2 a 3 anos, sendo que no mínimo 50%
reagirá até 6 meses.
Poder de Neutralização
⬜ Equivalente em Carbonato de Cálcio:

⬜ CaO= 1,78
⬜ MgO = 2,48

⬜ Calcáriocom 30% de CaO e 12% de MgO


⬜ 30%CaO x 1,78 = 53,40

⬜ 12%MgO x 2,48 = 29,76

⬜ PN = 83,16% (53,40 + 29,76)


Exemplo:
⬜ Calcário Dolomítico: 30% CaO ⬜ Calcário Calcítico: 40% CaO e
e 20% MgO 2% MgO

⬜ Poder Neutralizante: ⬜ Poder Neutralizante:


⬜ 30 x 1,78 = 53,4% de CaCO3 ⬜ 40 x 1,78 = 71,2% de CaCO3
equivalente equivalente
⬜ 20 x 2,50 = 50,0% de CaCO3 ⬜ 2 x 2,50 = 5,0% de CaCO3
equivalente equivalente
⬜ Total = 103,4% de CaCO3 ⬜ Total = 76,2% de CaCO3
equivalente equivalente

⬜ 100 kg de calcário dolomítico, ⬜ 100 kg de calcário calcítico,


teria o poder neutralizante teria o poder neutralizante
equivalente a 103,4 kg de equivalente a 76,2 kg de
carbonato de cálcio puro. carbonato de cálcio puro.

Diferença = 26%
Poder Relativo de Neutralização Total

• PRNT = (PN x RE)/100


• Considera sua qualidade física ou granulometria
(RE) e qualidade química (PN).
• Calcários com PRNT < 45% não podem ser
comercializados.
• PRNT = 60% significa que 1.000 kg deste
produto terá o mesmo efeito na neutralização da
acidez que 600 kg de Carbonato de Cálcio puro
e finamente moído.
Classificação Calcários Segundo
PRNT
⬜ Faixa A: entre 45,0 e
60,0%
⬜ Faixa B: entre 60,1 e
75,0%
⬜ Faixa C: entre 75,1 e
90,0%
⬜ Faixa D: superior a
90,0%
Preço Efetivo = Preço Fazenda x 100/PRNT
Cálcário A R$120,00 com PRNT 85%

Cálcário A = (120 x 100)/PRNT ➔ 12.000/85 ➔ R$141,20

Cálcário B R$105,00 com PRNT 70%


Cálcario B = (105 x 100)/70 ➔ R$ 150,00

Obs: Na realidade deve-se pagar pelo PRNT do corretivo


Formas de Aplicação do Calcário
• Antes da Implantação
do Pomar:
• Aplicar a dose do corretivo em
área total, de modo uniforme,
fazendo-se a incorporação
profunda ao solo através de
Aplicação em área total gradagem.

• Tempo de Reação: 2 a 4 meses.

• Obs.: O calcário reage em


contato íntimo com o solo. Na
implantação é a única
oportunidade de se aplicar o
corretivo de forma adequada.
Cultura Implantada
⬜ Projeção da Copa:
Aplicação manual localizada
embaixo das saias das saias
das plantas.
⬜ Pomares com menos de 3
anos que necessitem desta
modalidade de aplicação, ou
não receberam corretivos, ou
a aplicação foi mal feita.
⬜ Aplicação trabalhosa, custo
mão de obra elevado, e efeito
apenas no local de aplicação.
Cultura Implantada
⬜ Faixas :
⬜ Aplicar o corretivo em faixas, de
modo uniforme, atingindo a
projeção da copa das plantas,
ajustando a dosagem. Em geral
reduz-se em 30% a quantidade
calculada para área total.
Procurar mecanizar a aplicação.
⬜ Efeito também localizado, mas
permite atingir a área do
sistema radicular das plantas
em cultivos irrigados. Forma de
aplicação usada no V.S.F.
Cultura Implantada
⬜ Camalhões : Aplicar o
corretivo em faixas, de modo
uniforme, em cima dos
camalhões. Ajustar a dose
conforme a área que irá
receber o corretivo. Apenas a
faixa que recebeu o corretivo
será beneficiada,
principalmente a superfície
do solo. O ideal é fazer-se
uma pequena incorporação
do corretivo, mesmo que seja
na enxada.
Cultura já Implantada
⬜ Área Total:
⬜ Prática pouco usado no
V.S.F., pois como trata-se de
exploração irrigada, o
sistema radicular das plantas
ficam limitados ao bulbo
úmido.
⬜ Esta modalidade de
aplicação, só tem viabilidade
em irrigações que atingem
100% da área (pivôs,
microaspersão em uva, etc.)
Cultura Implantada
⬜ Sulcos ou Covas:
Aplicação localizada, onde
apenas uma pequena área
será beneficiada. É feita por
ocasião do sulcamento ou
coveamento, também
visando adicionar matéria
orgânica e adubos. Pode ser
lateral às linhas de plantas
ou entre elas.
⬜ Funciona como fornecimento
de cálcio e magnésio, tendo
efeito praticamente nulo na
correção do solo.
Utilização Relativa da Lâmina de
Água pelo Milho, após 25 dias de
Veranico.
Gesso
⬜ Para cada 1 cmolc/dm3
que se queira elevar no
solo na profundidade de
20 – 40 cm, usar 2,5 t/ha
de gesso agrícola.
⬜ Monitorar através de
análises de solo em
profundidade os efeitos
do corretivo, como teor
de Ca e movimentação de
K e Mg.
Efeito de diversas doses de corretivos
após 12 meses de aplicação
Áreas Prof cm pH V Ca Mg K S S.B. CTC Calc Gesso
CaCl2 % t/ha t/ha
A 0 – 20 5,3 61 1,36 0,39 0,31 20 2,06 3,36 1,0 5,0
20-40 4,7 47 0,83 0,34 0,24 24 1,41 3,01
A 0 – 20 6,0 85 4,82 0,65 0,62 716 6,09 7,19
20-40 5,5 70 2,82 0,53 0,40 481 3,75 5,35
B 0 – 20 5,2 65 1,67 0,43 0,36 25 2,46 3,76 1,0 4,0
20-40 5,0 56 1,25 0,36 0,29 23 1,90 3,40
B 0 – 20 5,8 83 5,34 0,50 0,64 641 6,48 7,78
20–40 5,1 61 1,78 0,38 0,39 71 2,55 4,15
C 0 – 20 5,4 68 1,88 0,32 0,34 26 2,54 3,74 1,0 3,0
20-40 5,0 59 1,46 0,34 0,24 31 2,04 3,44
C 0 – 20 5,7 80 4,08 0,46 0,69 180 5,23 6,53
20-40 5,1 61 1,88 0,38 0,29 86 2,55 4,15

Ca, Mg, K, CTC e S.B. (Soma de Bases) = cmolc/dm3 Irrigação: microaspersão


S = Enxôfre em mg/dm3

Obs.: Elevacões nos terores foliares de Ca no período: 6 a 29%


Efeito de diversas doses de corretivos
após 24 meses de aplicação
Áreas Prof pH Al V Ca Mg K S S.B. CTC Calc Gess
cm CaCl % t/ha t/ha
2

D 0 – 20 5,1 0,01 51 1,10 0,30 0,15 6 1,55 3,05 1,0 1,0


20-40 4,6 0,04 30 0,60 0,20 0,14 11 0,94 3,14
D 0 – 20 5,8 0,00 67 1,40 0,60 0,25 16 2,25 3,35
20-40 5,3 0,00 62 1,20 0,50 0,26 18 1,96 3,16
F 0 – 20 4,5 0,06 40 1,00 0,30 0,17 12 1,47 3,07 1,5 1,5
20-40 4,5 0,05 37 0,80 0,30 0,14 9 1,24 3,34
F 0 – 20 5,7 0,00 63 1,30 0,50 0,21 21 2,01 3,21
20–40 5,2 0,00 60 1,30 0,40 0,23 30 1,93 3,23
Irrigação: gotejo 2 linhas
Ca, Mg, K, CTC e S.B. (Soma de Bases) = cmolc/dm3
S = Enxôfre em mg/dm3
Gesso – Correção Solo Salino

⬜ SOLO + Na + CaSO4 >>>>


SOLO + Ca + Na2SO4

⬜ Como o Cálcio é bem mais


fortemente retido pelo solo do
que o Sódio, este é lixiviado.

⬜ É importante que a área a ser


tratada possua drenagem.
Solos Salinos, Salino-Sódicos e Sódicos

Classe CE (mmhos/cm) RAS pH

Solos Salinos >4 < 15 < 8,4

Solos Salino-sódicos >4 > 15 < 8,4

Solos sódicos
<4 > 15 > 8,4

RAS = Relação de Sódio Adsorvido


Solos Afetados por Sais
⬜ Solos Salinos – Apresentam
crostas brancas na superfície. A
CE é maior que 4 mmhos/cm,
embora tenha pouco Na (RAS <
15). Os sais presentes são
sulfatos, cloretos e carbonatos
de cálcio e magnésio. O pH é
igual ou menor que 8,4.
⬜ Apresentam boa
permeabilidade e são bem
floculados.

⬜ Tratamento: Água em
quantidade para lixiviar sais,
desde que drenados.
⬜ Salino-sódicos – também
apresentam crostas brancas na
superfície, porém apresentam altas
concentrações de Na (RAS > 15) e
CE > 4. O pH é igual ou menor que
8,4.

⬜ Correção: Aplicação de gesso e


água, desde que apresentem boa
drenagem.

⬜ Solos Sódicos – Apresentam baixa


permeabilidade porque a argila se
encontra dispersa. A concentração
de Na é alta (RAS > 15) e o pH
superior a 8,4, podendo chegar a
10. São de pequeno uso agrícola
sem correção.

Correção: Drenagem, seguida de


aplicações de gesso e enxofre.
DRENAGEM SUPERFICIAL
Acúmulo de Sais
Doses de Gesso e Enxofre para
Substituir o Sódio Trocável.
Sódio Trocável Gesso (t/ha.) Enxofre (t/ha.)
cmolc/dm3 20 cm 40 cm 20 cm 40 cm
1 2,1 4,2 0,38 0,77
2 4,2 8,4 0,77 1,55
3 6,3 12,5 1,16 2,33
4 8,4 16,8 1,55 3,10
5 10,5 20,9 1,94 3,88
6 12,5 25,0 2,33 4,66
7 14,6 29,2 2,71 5,43
Formas de Aplicação
⬜ Superficial: Devido ao cálcio
do gesso estar na forma de
sulfato, este apresenta
mobilidade no solo, atingindo
horizontes mais profundos,
mesmo quando aplicado na
superfície do solo.
⬜ Em Profundidade
(Sucos/Covas): Ausência de
chuvas, em irrigação por
gotejo. Apenas como fonte de
Ca e S.
⬜ Área Total: Implantação,
irrigação em área total,
correção solos salinizados.
⬜ Faixas: Camalhões, irrigação
por gotejo/difusor.
CORRETIVOS
⬜ A maneira de se
enriquecer o solo com
cálcio e magnésio é
através dos corretivos.

⬜ Fontes solúveis nestes


nutrientes, visam o
fornecimento imediato
para as plantas, e não
elevar seus teores no
solo.