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Medeia

Alana Gonçalves
MEDEIA, de Eurípedes

• Tragédia grega em 2 atos


• Lenda mitológica grega
• 3º lugar no Festival
Dionísio em 431 a. C.
• Complexo destrutivo
• Temas: amor e vingança
• Nova visão da “mulher”
Medeia
- Caráter bárbaro
- A feiticeira da Cólquida
- Comparada a Circe (filha
de Hécate deusa grega da
feitiçaria e magia negra)

Recepção para Literatura


latina: diversas versões
Há uma consisa
determinação de Horácio:
sit Medea ferox inuictaque
seja Medeia feroz e invicta
Medeia, por Eugène Delacroix,
1838
Medeia
Não se encaixa nos estereótipos, tem
dons de feitiçaria e oratória - habilidade
com as palavras.
Filha de Eetes, rei da Cólquida, o qual
possuía o velocino de ouro (velo ou de
ouro) que Jasão e os argonautas
buscavam.
Medeia apaixona-se por Jasão e o ajuda
em sua missão – traindo seu pai e
matando seu irmão para que seu amado
Jasão consiga alcançar seu objetivo.
Medeia foge para Iocos, pátria de Jasão, na
Tessália. Mas Jasão não consegue assumir o
trono, então eles vão para Corinto, lá tem
filhos com ele.

Mais tarde, Jasão apaixona-se por Creusa,


filha de Creonte, o rei de Corinto, e abandona
Medeia.

Inconformada com a traição, Medeia


presenteia a noiva de Jasão com uma coroa e
um manto mágico – enfeitiçados.

Depois de vesti-los, Creusa morre, assim


como seu pai Creonte – que tenta salvá-la das
chamas. Ao final, mata os filhos que tivera
com Jasão para que ele sofra.
CENA: Casa de Medeia em Corinto

Personagens
A AMA de Medeia, velha escrava,
O TUTOR dos filhos de Medeia, velho escravo
OS FILHOS de Medeia e Jasão, dois meninos
CORO de mulheres coríntias
MEDEIA
CREONTE, rei de Corinto
JASÃO, célebre herói e explorador
EGEU, rei de Atenas
Civilização (pólis) x barbárie (o outro)
CORO
“Na terra de Medeia todos sabem de venenos e feitiços. São
selvagens e têm a ciência dos selvagens”
EURIPEDES, 1974, p.23.

MEDEIA
“A vós, povo civilizado. A vós,
Helênicos justos e civilizados,
que o ouro tudo compra, até
amizade, até o amor. E de fato
vi a prova: a compra do amor de
Jasão. Pois bem... Comprarei eu
o amor dos gregos.”

EURIPEDES, 1974, p.79.


Paixão desmedida
MEDEIA

“Amei-te muito, Jasão, [...] por ti atraiçoei meu pai,


porque domei o terrível dragão de patas de bronze e
respiração de fogo e te salvei a vida no campo de
batalha; aquele dia azul que tu deverias sempre
lembrar porque envenenei a perigosa serpente e te
trouxe o velo de ouro; fugi para ti, e fugi contigo,
porque matei meu irmão que nos perseguia; porque
por ti me tornei abominável na minha pátria e aos
meus...”

EURIPEDES, 1974, p.51


Vingança
MEDEIA
“Porque a beleza da vida consiste em
ser generoso para amigos e
implacável para inimigos... E todos
sabem como Creusa tem sido minha
amiga. Toda a cidade de Corinto o
sabe.”
(Medeia olha para a veste de ouro e
acaricia-a cautelosamente com a mão.
Dá ideia que sente queimar os dedos.)
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Aniquilar! Palavra de música. Aniquilar!
Aniquilar o passado não é possível,
mas os frutos do passado e que fazem
o presente podem ser destruídos. Terei
de ver sempre Jasão quando Medea, por Frederick Sandys, 1866-
contemplar os olhos dos meus filhos? 68.
Jasão e Medeia, por Charles André van Loo, 1759.
O legado de Medeia
O caráter violento e poderoso da princesa Medeia e sua dupla natureza
— amorosa e destrutiva — tornou-se um padrão para os períodos
posteriores da antiguidade.

Inspirou inúmeras adaptações, tornando-se um cânone para as classes


letradas.
No século IV a.C., a cerâmica de
figuras vermelhas do sul italiano
engloba uma série de representações
de Medeia
A cerâmica mais famosa é essa
ânfora em Munique.
Para Lacan
• Medeia designa a “verdadeira mulher”,
aquela que coloca o amor acima da
maternidade
• Ser mulher é superior a ser mãe.
Medea (1969)
110min
Direção: Pier Paolo Pasolini
MEDEA (1988)
76min
Lançamento: 1 de abril de
1988 (Dinamarca)
Direção: Lars von Trier
Música: Joachim Holbek
Roteiro: Lars von Trier,
Preben Thomsen
Adaptação inspirada nos
autores Eurípides e Carl
Theodor Dreyer
Referências
CÂNDIDO, Maria Regina. Medéia: ritos e magia. Phoînix. Rio de janeiro, v.
2, p. 229-235, 1996.

CULTEBOOK. Medeia - Eurípedes (clássico do Teatro Grego). 2018.


(13min17s). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=Cc6Coxbh7Dk> Acesso em: 13 out.
2018.

EURÍPEDES. Medeia. Lisboa: Publicações Europa-América, 1974.

SILVA, David Lopes. Adaptações de Medeia. Revista Extensão em Debate,


v. 1, n. 3, 2015.

UNIVESP. Literatura Fundamental 70: Medéia - Adriane da Silva Duarte.


2015. (32min47s). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=pjnYq8bQbh> Acesso em: 13 out. 2018.