STRUCTURAL EQUATIONS MODEL (SEM) COMO INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO DOS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO (IDE) EM PORTUGAL

Cristiano Cechella

VI Workshop – Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR) – Modelos Operacionais de Economia Regional

Angra do Heroísmo, 30 de abril de 2010

designadamente as motivações das empresas brasileiras para investir no mercado português em conjunto com as empresas alemãs. . • A partir de um modelo teórico (conhecido como estrutural) construído a partir de um modelo de medidas (ou mensuração). americanas e japonesas.Objecto da pesquisa • Estimar os determinantes dos investimento directo estrangeiro em Portugal através de um modelo comparativo entre diversas nacionalidades. italianas. associando os construtos do modelo hipotetizado. espanholas. é verificado um conjunto de relações de dependência. • Optou-se pelo desenvolvimento de modelos a confirmação de determinadas relações a partir da teoria do IDE.

• Resultados e conclusões.Sumário • Evolução de economia portuguesa e a sua internacionalização. . • O modelo de análise. • Abordagens teóricas sobre as motivações do investimento directo estrangeiro relacionadas ao modelo.

estabelecimento de padrões.1986). • Participação nos movimentos de internacionalização (EFTA. • União Européia: reequilíbrio do BP.1960. . • Principais contribuições do IDE: . GATT.Emprego industrial.FBCF.das mais elevadas no mundo. Banco Mundial.Exportações e inovação. 1963.A economia portuguesa e o IDE • Taxa de investimento chega a 36% em 1973 . CEE. 1962. . . aumento exportações.

dimensão do mercado ou proximidade a grandes mercados. • . ao invés de licenciar ou exportar os seus produtos. economias de aglomeração).Abordagens teóricas • A posse de vantagens de propriedade em relação a firmas localizadas nos mercados de destino (Ownership advantages). Internalization Advantages: derivam da capacidade da empresa para coordenar a cadeia de de valor acrescentado internamente (sem passar pelo mercado). • Localization Advantages: relacionadas com as características do país de destino. marcas. da integração vertical ou da diversificação geograficamente. como custos de produção. economias de escala. patentes. sistemas de inovação… Derivam tanto das imperfeições do mercado como da possibilidade de reduzir os custos de transacção. Portanto. tecnologia. relacionadas com o controlo de recursos específicos (recursos humanos qualificados. a firma prefere internalizar suas vantagens através da extensão de actividades.

Teve como variável depedente a performance e independentes os factores relacionados as motivações para investir (activos. a Espanha (41). • • . para logo após medir até que ponto as motivações das empresas multinacionais de um conjunto de países estabelecidas em Portugal variam. japonesas. e o Japão (18). internalização e localização). baseado na metodologia das equações estruturais (através do software SPSS AMOS 6.0). temos o Brasil (50). a Alemanha (37). alemãs.O método de pesquisa • Identificar-se-á um modelo geral. italianas. a Itália (35). de vários sectores e dimensões. em que foram validadas 219 respostas de um total de 250. Baseado em questionário respondido pelas empresas brasileiras. Por país. os EUA (38). espanholas e americanas presentes em Portugal.

é verificado o conjunto de relações de dependência. • Análise confirmatória: verificação do ajustamento estatístico do modelo proposto a partir da teoria com intuito de provar a sua confirmação ou rejeição (testar o nível de ajustamento entre o modelo e os dados da amostra). .O modelo de equações estruturais • Permite ao investigador testar hipóteses de relacionamentos entre variáveis latentes e observáveis. • A partir de um modelo teórico (conhecido como estrutural). sendo um importante recurso para a avaliação de teorias e relações causais. associando os construtos do modelo que se quer mostrar.

• • . optou-se por fazer a análise factorial para auxiliar a detectar as de maior relevância para o modelo.Os “rectângulos” indicam as variáveis manifestas (observáveis) . . A notação utilizada é a seguinte: .“e” corresponde aos erros de mensuração. é constituído o diagrama de caminhos.O modelo de equações estruturais • A partir da proposição de um modelo teórico e da definição de relações entre os construtos. que consiste na representação gráfica e esquemática das relações causais entre os construtos.As “elipses” correspondem às variáveis latentes ou construtos. de acordo com a teoria. Devido ao elevado número de variáveis manifestas provenientes do questionário.

45 .46 .665 RMSEA=.43 .852.000 Internalização .10 .10 . p(rmsea<=0.09 e54 CustoTransp Potencialmerc .040.26 .23 .32 AlargUE RH Compra .47 .21 . PGFI=.000.07 Performance e55 Infraestruturas Localização .produtos Activos .31 .94 Logística .48 .32 .02 -.16 .42 e46 e45 e44 e43 e47 e48 e49 e58 e59 e60 e61 e62 e64 e65 e66 Estabilidade .685.45 .47 Imagem Qual.694 CFI=.31 .25 .Modelo Global X2(492)=833.05)=1.15 . GFI=.28 .451.12 Distância CustoMO Lucratividade .Modelo todos os países .03 .44 .48 .47 .22 Finanças .82 .20 Tecnologia .89 .21 .83 Parcerias Receptividade . X2df=1.22 .50 .53 .23 -. PCFI=.19 .09 e41 e67 e68 Escala .794.91 Activosestrat Análise Factorial Confirmatória .10 .22 .42 . p=.

36 .07 .05)=1.Modelo outros países .07 Distância CustoMO Lucratividade .685.27 .86 Activosestrat Análise Factorial Confirmatória .665 RMSEA=.000.24 .22 .47 Imagem Qual.25 .39 .18 .37 .Modelo Global X2(492)=833.01 .13 .15 Tecnologia .85 Parcerias Receptividade .00 AlargUE RH Compra .21 .05 e54 CustoTransp Potencialmerc .95 .52 . p(rmsea<=0.10 .03 Performance e55 Infraestruturas Localização . PCFI=.35 .13 .33 .97 .05 .26 .39 . PGFI=.42 .040.35 e46 e45 e44 e43 e47 e48 e49 e58 e59 e60 e61 e62 e64 e65 e66 Estabilidade .18 . GFI=.44 .11 .39 .46 .451.694 CFI=.15 Finanças . X2df=1.produtos Activos .794.852.20 -.12 . p=.000 Internalização .13 .93 Logística .22 .19 .06 e41 e67 e68 Escala .45 .

852.42 Finanças .18 .82 e41 e67 e68 Escala .produtos Activos .68 . PGFI=. p=.27 Modelo Brasil .65 .Modelo Global X2(492)=833.48 .52 .39 e54 CustoTransp Potencialmerc .33 .30 Distância CustoMO Lucratividade .66 Logística .25 .01 .32 .68 . X2df=1. PCFI=. p(rmsea<=0.58 .43 .000.40 .34 Tecnologia .23 -.54 .74 .57 .000 Internalização .694 CFI=.65 .040.64 Parcerias Receptividade .05)=1.57 .42 Imagem Qual.33 .794.74 .29 .58 .82 Activosestrat Análise Factorial Confirmatória .55 .18 .11 .55 Performance e55 Infraestruturas Localização ..61 -.685.451. GFI=.665 RMSEA=.16 .19 .83 AlargUE RH Compra .20 -.55 e46 e45 e44 e43 e47 e48 e49 e58 e59 e60 e61 e62 e64 e65 e66 Estabilidade .47 .33 .12 .

37 0.18 0.68 0.36 0.39 0.42 0.65 .97 0.58 0.16 0.39 0.91 0.47 0.74 Tecnologia Imagem e marca Qualidade produtos Finanças saneadas 0.10 0.46 0.33 0.35 0.82 0.12 0.93 0.47 0.94 0.47 0.32 0.46 0.40 0.26 0.48 0.44 0.57 0.54 0.57 0.49 0.31 0.45 0.53 0.82 0.26 0.74 0.45 0.Variável Internalização Modelo Geral Modelo outros países Modelo Brasil Logística Activos estratégicos Localização Estabilidade Portugal Distância geográfica Custo mão-de-obra Potencial do mercado português Infra-estruturas de Portugal Alargamento para a UE Disponibilidade de RH Compra de outras empresas Parcerias locais Receptividade de Portugal Activos 0.52 0.47 0.50 0.44 0.33 0.58 0.42 0.

04 – Aceitável • Invariância entre os doís modelos.Resultados • Quanto às medidas de ajustamento.794 – Quase aceitável .Aceitável . GFI=0. sendo este o que melhor explica a lucratividade e a performance. . RMSEA= 0. PCFI=0. X2/df = 1. P-value= 0.000 – Muito bom .852 – Aceitável .685 . CFI= 0. PGFI= 0. • No modelo geral encontrou-se alta correlação entre os factores de localização e os activos (0.665 – Aceitável .83). . têm-se os seguintes resultados: .694 – Muito bom.

Ressalta-se ainda. no qual o Brasil é mais significativo que os outros países.85). e activos e internalização (0. localização e activos (0.55). coloca pistas de que a afinidade cultural seria uma variável muito importante se a amostra fosso apenas das empresas brasileiras que investem em Portugal. temos equilíbrio na correlação entre as três variáveis latentes: internalização e localização (0. o factor receptividade. também a correlação entre os factores de localização e activos foi elevada (0. Entretanto. não foi significativa neste modelo.61). que a variável afinidade cultural. o factor localização parece ser o que explica um pouco mais a lucratividade e a performance. • • . provavelmente pelo facto de pertencerem a amostra países em que este item é irrelevante. No modelo relacionado com o Brasil. quanto aos aspectos teóricos.64). ligada a escola de Uppsala.Resultados e Conclusões • No modelo de outros países. Entretanto.

4770../0&558.9474./0 ..9.2-F2./0 346:.404.8 831..48 6:0.:9:7...9.807..9.94708/0 4.8/...13/.0203905041..8 9024806:J-743.40.8025708.:808 W 424/04/04:97485..403970481./4./..394 41.47..503.J808026:00890902F 7700../48043./00.5071472./0.:254:.4  4.8.8 97H8.48039073....94890O7.394.:.9.0.7..J808 9.J808 ..02:9425479./...8/06:0.0890202!479:.39080./.850.  39709...13/.0702.5.394 41.4770...9..:2.14884..390 39709.46:0484:97485. . 807.70.24897..3.0 80746:005.403970.059.4.24897...7E.48  0.:9:7.9.43.../..90390839073.7E.48.3/.40.94770.481400. 80.7E.. 6:..42.44..0 424/0470.86:03. W W .3089024/04  574..08...8 -7.9.08..#08:9. 3414831.94/0507903.589.4247.8F2.4   #088.45.