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Crianças que enfrentam dificuldades com sua autoimagem

Profª Msc. Beatriz Acampora

Autoconceito
“A soma total dos modos como o indivíduo se vê a si mesmo”. Auto-imagem = componente descritivo Auto-estima = componente avaliativo
O senso de valor próprio e competência, a avaliação pessoal que uma pessoa faz de si, nomeia-se auto-estima. Já a imagem interna ou descrição interna que um indivíduo tem de si mesmo, nomeia-se auto-imagem.

• O TRABALHO DO TERAPEUTA *Acolhê-la num primeiro momento; *Entrar no seu mundo, entender como ela se sente em relação a si mesma e a sua Vida; *Trazê-la para o contato com o seu próprio potencial, oferecendo a possibilidade da auto-descoberta; *Orientar os pais e a família; *Possibilitar encontros (intra e interpessoais)

ARTETERAPIA
As crianças que enfrentam dificuldades com sua auto-imagem, necessitam de atividades que envolvam experiências com seus sentidos de forma que possam estabelecer diferenças entre elas e os mais diversos tipos de coisas: objetos, outras pessoas, frutas, vegetais, animais, minerais, etc.

ARTETERAPIA

Para oferecer a possibilidade de um sentido forte de eu, o trabalho com consciência corporal é muito importante. Exercícios de relaxamento, respiração e movimentos corporais ajudam nesse sentido, pois a auto-imagem, bem como a imagem corporal, é um aspecto da autoaceitação.

ARTETERAPIA Crianças que representam a si mesmas de modo empobrecido geralmente estão pouco familiarizadas com seus corpos, com seus sentimentos, com que podem ou não fazer e, ainda podem não gostar de sua aparência.

ARTETERAPIA
Possibilidades de trabalhos terapêuticos: • Desenhos e auto-retratos; • Olhar-se no espelho; • Conversar com a imagem no espelho; • Olhar velhas fotografias do tempo de bebê; • Olhar fotografias mais recentes (que o próprio terapeuta pode tirar); • Desenhar um contorno do corpo numa grande folha de papel; • Entrar dentro do corpo em fantasia; • O terapeuta desenhar um retrato da criança numa grande folha de papel e discutir junto com ela cada traço, parte do corpo, peça de roupa, etc.

PROCESSO - ARTETERAPIA NA CLÍNICA
• A avaliação deve considerar a idade da criança, pois crianças muito pequenas tendem a produções mais pobres em função do desenvolvimento cognitivoafetivo. A avaliação, bem como o processo arteterapêutico, é mais indicada para crianças a partir de 5 anos de idade.

PROCESSO - ARTETERAPIA NA CLÍNICA
As sessões iniciais são a base para: Estabelecimento do vínculo terapêutico Conhecer a criança e suas necessidades Conhecer as relações da criança com a família, escola, amigos... Conhecer as vias de expressão emocional da criança e sua afetividade Avaliar o nível de dificuldade com a auto-imagem Desenvolver em conjunto com a criança uma base para a construção do trabalho arteterapêutico

PROCESSO – ARTETERAPIA NA ESCOLA • A escola é, na maioria das vezes, o primeiro ambiente de separação dos pais por tempo prolongado. • O trabalho arteterapêutico na escola é diferenciado da clínica em função do número de pessoas envolvidas, do grupo social em questão, da idade dos membros do grupo, da organização das sessões terapêuticas, da quantidade de material a ser utilizado e das técnicas escolhidas.

PROCESSO – ARTETERAPIA NA ESCOLA • O trabalho dar-se-á nas turmas letivas, com crianças a partir de 5/6 anos de idade, durante aproximadamente uma ou duas horas semanais, através de oficinas de arteterapia e técnicas específicas. Variáveis para processo arteterapêutico: • Trabalho de respiração e conscientização corporal; trabalho com ritmo, sonoridade, música e expressão corporal; diferentes experiências sensoriais; dramatização; escrita criativa; dança; fotografia; composição; desenho individual; desenho compartilhado; desenho coletivo; outras técnicas de desenho; técnicas com argila; trabalho com sucata; técnicas de pintura; confecção de máscaras; corpo humano no papel pardo;

PROCESSO – ARTETERAPIA NA ESCOLA

• oficina de grandes artistas com a discussão: quem sou eu e quem é o outro? (Cada criança escolhe um artista para a realização de uma produção: Van Gogh, Picasso, dentre outros); e a construção de jogos diversificados utilizando a arteterapia, como por exemplo: baralho dos sentimentos, jogo da memória de mandalas, dominó complete a frase: “como estou me sentindo hoje....”, entre outros jogos de acordo com a demanda do grupo.

Conclusão
• Se faz relevante um trabalho sério com arteterapia nas escolas, com grupos de crianças, visando o fortalecimento da auto-estima, o desenvolvimento do processo de individuação e de como lidar consigo mesmo e com suas emoções, visto que isso não é aprendido nas escolas de forma clara, não faz parte do currículo escolar. A isso chamamos “trabalho preventivo”.

Conclusão
• Na clínica, ao atendermos crianças com dificuldades de auto-estima, embora o processo arteterapêutico seja de reconstrução e fortalecimento da autoestima e auto-imagem, precisamos compreender que o nível de comprometimento dessa criança em relação a si mesma pode ser altamente diferenciado quanto ao prejuízo emocional.