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Apostila para Construção Civil

Apostila para Construção Civil

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Apostila para

Construção
Civil
Soluções Amanco
9325_amc_apostila_treinamento_SENAI2_V2.indd 1 8/2/10 10:05 AM
2
Estados Unidos
da América
México
9
2
1
Costa Rica
1
Nicarágua
1
Honduras
1
El Salvador
1
Guatemala
1
Equador
1
Panamá Colômbia
2 2
1
Venezuela
1
Peru
4
Brasil
1
Chile
1
Argentina
Plantas Mexichem
Amanco
Mexichem
45 fábricas
em 15 países
Mexichem é um grupo mexicano de
empresas químicas e petroquímicas e con-
troladora do Grupo Amanco. Com respaldo de
mais de 50 anos de trajetória, a Mexichem atua
nas cadeias produtivas de fúor e cloro-vinil, sendo
líder em toda América Latina nos dois segmentos de
negócio. Com exportações para mais de 50 países, a
Mexichem possui certifcação internacional ISO 14001 em
todas as suas fábricas, além de programas permanentes que
buscam sempre os melhores índices de ecoefciência.
CADEIA FLÚOR
A Mexichem possui a maior mina de fuorita do mundo,
sendo também o maior produtor mundial do mineral e
segundo produtor de ácido fuorhídrico, com presença nas
Américas, Europa e Ásia. A fuorita é usada na fabricação de
vários produtos essenciais no setor da construção civil e de
grandes obras de infraestrutura como: aço, cimento,vidro e
cerâmica. A fuorita também está nos combustíveis nucleares,
nos equipamentos refrigeradores e nos circuitos integrados.
CADEIA CLORO-VINIL
Na Mexichem, a cadeia cloro-vinil se encontra estrategica-
mente integrada, desde a extração do sal, a fabricação da
soda, o cloro, a resina de PVC, até a fabricação de tubos e co-
nexões de PVC, chegando direto ao consumidor fnal. A trans-
formação do sal em cloro é um processo fundamental para a
vida. É o cloro que purifca a água que consumimos, além de
ser essencial na produção de diferentes produtos de limpeza,
branqueadores e pigmentos. O grupo é um dos cinco maiores
e mais efcientes produtores de resina de PVC do mundo e
líder absoluto na América Latina na fabricação da resina.
A Mexichem
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O Grupo Amanco
Amanco Brasil Fábricas
Amanco
Um dos líderes mundiais em
tubos e conexões
O Grupo Amanco é uma companhia industrial,
parte do Grupo Mexichem, uma das líderes mundiai na
produção e comercialização de TUBOS E CONEXÕES
para a condução de fuidos, principalmente água.
Os produtos Amanco são comercializados em 35
países do mundo através de uma extensa rede de
mais de 50.000 pontos de venda. A Amanco conta
com 24 fábricas em 15 países da América Latina,
oferecendo soluções inovadoras, produzidas com
a mais alta tecnologia, ecoefciência e qualidade.
Te c n o l o g i a | I n o v a ç ã o | Qu a l i d a d e | L i d e r a n ç a
A Amanco Brasil conta atualmente com 1.700
colaboradores, em quatro unidades fabris localiza-
das em Joinville-SC, Sumaré-SP, e Suape-PE, além
de sua sede em São Paulo, capital.
A Amanco é comprometida com a qualidade,
sendo a única empresa fabricante de tubos
e conexões do Brasil a ter a tripla certifcação
em suas fábricas:
ISO 9001: Sistema de Gestão de Qualidade
ISO 14001: Sistema de Gestão Ambiental
OHSAS 18001: Sistema de Gestão de Saúde
Ocupacional e Segurança dos Colaboradores
ES
SE
Origem do
Grupo Amanco
1991 - Aquisição da empresa Fortilit
1999 - Aquisição da empresa Akros
2000 - Fusão das marcas Akros / Fortilit
2006 - Lançamento da marca Amanco
Sumaré - SP
Suape - PE
Joinville - SC
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A América Latina é uma região de contrastes e de
grandes desafos em matéria de água. Apesar de
contar com quatro dos 25 rios mais caudalosos do
mundo, 55 milhões de latino-americanos não pos-
suem acesso a água limpa, 116 milhões de pessoas
não contam com serviços sanitários e somente 14%
das águas residuais recebem tratamento.
A Amanco responde a esta realidade não somente
com produtos inovadores para condução e controle
da água, mas implementando ações para sensibi-
lizar os habitantes da região sobre a necessidade
do uso efciente do recurso hídrico e promovendo
a participação das autoridades governamentais, a
empresa privada e a sociedade civil na busca de
solucionar os problemas que impedem a universa-
lização dos serviços de água e saneamento em toda
a América Latina.
BLOG E REVISTA AQUA VITAE
WWW.AQUAVITAE.COM
O Blog e a Revista Aqua Vitae são publicações
especializadas no tema da água patrocinadas por
Amanco-Mexichem, com um enfoque latino-
americano. Aqua Vitae busca ser uma tribuna para
sensibilizar sobre os desafos da gestão do recurso
hídrico, expondo soluções inovadoras, analisando
propostas e fomentando o diálogo multisetorial
sobre este importante recurso do planeta.
Conduzimos Água,
Levamos Vida
AQUA VITAE
Revista especializada na
questão da água com um
enfoque Latino-americano.
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Para a Amanco sustentabilidade é uma gestão
empresarial sustentada pelo Triplo Resultado,
buscando equilíbrio entre três resultados: social,
ambiental e econômico. A sustentabilidade integra
a estratégia de negócios da Amanco e está inserida
no dia-a-dia da empresa. Toda e qualquer ação ou
produto desenvolvido pela Amanco deve apre-
sentar vantagens econômicas, oferecer benefícios
para a sociedade e primar pela preservação e
sustentabilidade do meio ambiente.
A empresa acredita que para alcançar êxito empre-
sarial deve contribuir fortemente para desenvolver
e melhorar a sociedade no qual está inserida, a
fm de que esta prospere junto com a Amanco.
A sustentabilidade prega a responsabilidade de
gerir negócios e recursos naturais de forma a não
comprometer as futuras gerações.
Responsabilidade
Socioambiental
Certifcações concedidas à Amanco:
Te c n o l o g i a | I n o v a ç ã o | Qu a l i d a d e | L i d e r a n ç a
PARCERIA AMANCO – SENAI
Umas das maiores iniciativas da
Amanco no campo social, forma e
capacita milhares de profssionais
por ano na área hidráulica.
REUSO DE ÁGUA nos processos de fabricação e coleta seletiva
de resíduos: iniciativa em todas as unidades da Amanco.
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As imagens contidas neste catálogo são meramente ilustrativas.
Consulte sempre a disponibilidade do produto junto à Equipe Comercial Amanco.
O conteúdo desta apostila foi elaborado pela equipe de Marketing de Relacionamento da Amanco, com apoio dos
instrutores técnicos do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). A reprodução total ou parcial desta obra é
permitida desde que sejam citadas a fonte e autores.
Introdução
Caro Instrutor
A Amanco sempre atenta ao crescimento do mercado de construção civil, reconhece que você, Instrutor, é um multiplicador
dos ensinamentos de hidráulica. Por isso, esta colocando à sua disposição esta apostila.
O conteúdo vai ajudá-lo a transmitir seus conhecimentos de normas e procedimentos hidráulicos aos futuros instaladores de
tubos e conexões através de seu treinamento técnico de qualidade.
Além de reconhecer e agradecer os seus esforços, o seu trabalho e a sua didática adequada ao tema, a Amanco sabe que você
é uma das peças mais importantes em todo esse processo de aprendizado.
Muito obrigado e que este novo material seja efciente na transmissão dos seus ensinamentos.
Atenciosamente,
Amanco Brasil Ltda.
Equipe Marketing de Relacionamento
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Apostila de Treinamento para Construção Civil
Índice
Apostila para
Construção Civil
Soluções Amanco
01 APOSTILA BÁSICA | pág. 16
APOSTILA ESPECÍFICA | pág. 49 02
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1. Os plásticos .............................................................................................................................................................................................. 17
1.1 Os plásticos se classifcam em: ........................................................................................................................................... 17
1.2 História do PVC .................................................................................................................................................................... 17
1.3 Características do PVC ........................................................................................................................................................ 17
1.4 Campos de aplicação .......................................................................................................................................................... 17
1.5 E o PVC que utilizamos nos tubos e conexões? Qual sua composição? .......................................................................... 17
1.6 As cores dos tubos, quem as defne? ................................................................................................................................. 17
1.7 A origem da matéria prima ................................................................................................................................................ 17
1.8 A cadeia do PVC ................................................................................................................................................................... 18
1.9 Os produtos Amanco são fabricados de acordo com as seguintes normas: .................................................................. 18
1.10. Cuidados com o PVC – transporte e armazenagem ...................................................................................................... 18
2. Sistemas prediais ..................................................................................................................................................................................... 18
2.1 Instalações prediais de água e esgoto............................................................................................................................... 18
2.2 Os sistemas prediais hidro-sanitários se dividem em: ..................................................................................................... 19
2.3 Instalador hidráulico predial.............................................................................................................................................. 19
3. Qualidade ................................................................................................................................................................................................. 19
3.1 Normas de qualidade da ABNT .......................................................................................................................................... 19
3.1.1Normas da ABNT ............................................................................................................................................................... 19
3.2 Normas “ISO” de qualidade ................................................................................................................................................ 19
3.2.1 Normas ISO ....................................................................................................................................................................... 19
4. Educação ambiental ................................................................................................................................................................................ 19
4.1 A educação ambiental no Brasil ........................................................................................................................................ 20
5. Riscos ambientais............................ ........................................................................................................................................................ 20
5.1 Fatores que podem causar riscos ambientais são: ........................................................................................................... 20
6. Segurança e saúde no trabalho .............................................................................................................................................................. 20
6.1 Segurança do Trabalho ....................................................................................................................................................... 20
6.2 Conceitos ............................................................................................................................................................................. 21
6.3 Prevenção de Acidente do Trabalho .................................................................................................................................. 21
6.3.1 Conceito Legal (Lei 6367/76) ........................................................................................................................ 21
6.3.2 Conceito Perfeccionista ................................................................................................................................ 21
6.3.3 Benefícios Previdenciais (Acidentários) ...................................................................................................... 22
6.3.4 Aposentadoria por invalidez acidentária.................................................................................................... 22
6.3.5 Pecúlio por morte acidentária...................................................................................................................... 22
6.3.6 Auxílio-doença acidentária .......................................................................................................................... 22
6.3.7 Auxílio-acidente ............................................................................................................................................ 22
6.3.8 Auxílio suplementar ...................................................................................................................................... 22
6.3.9 Pensão ............................................................................................................................................................ 22
6.3.10 Custeio ......................................................................................................................................................... 22
6.4 Acidentes do Trabalho ........................................................................................................................................................ 22
6.4.1 Atos Inseguros ............................................................................................................................................... 22
6.4.2 Condições Inseguras ..................................................................................................................................... 22
6.4.3 Maneira de se trajar no local de trabalho.................................................................................................... 23
6.5 Segurança e saúde no trabalho compreendem questões relativas a: Acidente no trabalho,
Prevenção e Saúde .................................................................................................................................................................... 23
6.5.1 As causas de acidentes de trabalho ............................................................................................................. 24
6.5.2 Como prevenir acidentes? ............................................................................................................................ 24
6.5.3 Equipamento ................................................................................................................................................. 24
6.6 Saúde e higiene ................................................................................................................................................................... 24
6.6.1 Higiene pessoal ............................................................................................................................................. 24
6.6.2 Cuidados com o seu corpo ............................................................................................................................ 25
6.6.3 Na hora das refeições .................................................................................................................................... 25
6.6.4 No banheiro ................................................................................................................................................... 25
6.6.5 No alojamento ............................................................................................................................................... 25
6.6.6 Convivendo com os colegas ......................................................................................................................... 25
7. Ética e cidadania ...................................................................................................................................................................................... 26
7.1 Auto-estima ......................................................................................................................................................................... 26
7.2 Conceito de Ética ................................................................................................................................................................. 26
7.3 Ética: A origem do termo .................................................................................................................................................... 26
7.4 Costume ............................................................................................................................................................................... 26
7.5 Hábito .................................................................................................................................................................................. 26
7.6 O cidadão ............................................................................................................................................................................. 26
Í N D I C E
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7.7 O cidadão ético .................................................................................................................................................................... 26
7.8 Cidadania ............................................................................................................................................................................. 26
7.9 Identidade ........................................................................................................................................................................... 26
7.10 A construção da identidade individual ........................................................................................................................... 26
7.11 A construção da identidade coletiva ............................................................................................................................... 26
8. Relações humanas ................................................................................................................................................................................... 26
8.1 Eu e os outros ...................................................................................................................................................................... 26
8.2 As primeiras impressões ..................................................................................................................................................... 26
8.3 As relações interpessoais ................................................................................................................................................... 27
8.4 Competência interpessoal .................................................................................................................................................. 28
9. Gestão de Recursos Humanos na Construção Civil ............................................................................................................................... 28
9.1 Recursos humanos .............................................................................................................................................................. 28
9.1.1 Fatores relacionados ..................................................................................................................................... 28
9.1.2 Os cinco processos básicos na gestão de pessoas ...................................................................................... 28
9.1.3 Fatores de infuência na mudança ............................................................................................................... 28
9.1.4 Cenário ........................................................................................................................................................... 28
9.1.5 Necessidades.................................................................................................................................................. 29
9.1.6 Funções da mão-de-obra de produção ........................................................................................................ 29
9.1.7 Organograma funcional de uma obra ......................................................................................................... 29
10.Empreendedorismo ............................................................................................................................................................................... 29
10.1 Empreendedorismo no Brasil .......................................................................................................................................... 29
10.2 Razões do empreendedorismo ........................................................................................................................................ 29
10.3 As habilidades requeridas de um empreendedor .......................................................................................................... 29
10.3.1 Técnicas ........................................................................................................................................................ 29
10.3.2 Gerenciais..................................................................................................................................................... 29
10.3.2.1 Noções de gerenciamento empresarial ...................................................................................... 29
10.3.3 Características pessoais .................................................................................................................. 29
10.4 Caminhos do empreendedor ........................................................................................................................................... 30
10.5 A síndrome do empregado designa um empregado e não um empreendedor quando ele: ..................................... 30
11. Uso racional da água ............................................................................................................................................................................. 30
11.1 Você sabia? ........................................................................................................................................................................ 30
11.2 Disponibilidade de água no planeta ............................................................................................................................... 30
11.3 Uso doméstico ................................................................................................................................................................... 30
11.4 Uso público ........................................................................................................................................................................ 31
11.5 Uso industrial .................................................................................................................................................................... 31
11.6 Uso rural ............................................................................................................................................................................. 31
11.7 O uso da água e o cenário atual no Brasil. O Brasil tem a maior reserva hidrológica do planeta .............................. 31
11.8 Desperdício ....................................................................................................................................................................... 31
11.9 Fatores de infuência no desperdício .............................................................................................................................. 31
11.10 Legislação ........................................................................................................................................................................ 31
11.10.1 O Código de Águas, de 1934, previa: ....................................................................................................... 31
11.10.2 A Lei Federal nº. 9.433, a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), estabelece: ....................... 31
11.11 Usando a água racionalmente ....................................................................................................................................... 31
11.12 Gerenciamento de consumo da água ............................................................................................................................ 32
11.12.1 Técnica ........................................................................................................................................................ 32
11.12.2 Comportamental ....................................................................................................................................... 32
11.13 Reuso da água ................................................................................................................................................................. 32
11.13.1 Reuso indireto não planejado .................................................................................................................. 32
11.13.2 Reuso indireto planejado ......................................................................................................................... 32
11.13.3 Reuso planejado ou reuso intencional .................................................................................................... 32
11.13.4 Reciclagem de água .................................................................................................................................. 32
12. Equipamentos economizadores de água ............................................................................................................................................ 32
12.1 Torneiras ............................................................................................................................................................................ 32
12.2 Arejadores ......................................................................................................................................................................... 33
12.3 Mictórios convencionais ................................................................................................................................................... 33
12.4 Mictórios sem água ........................................................................................................................................................... 33
12.5 Dispositivos de descarga para mictórios ........................................................................................................................ 33
12.6 Duchas e chuveiros ........................................................................................................................................................... 34
12.7 Bacias sanitárias ................................................................................................................................................................ 34
12.8 Dispositivos para acionamento de descarga para bacias sanitárias ............................................................................ 34
12.9 Redutores de vazão e de pressão .................................................................................................................................... 34
12.10 Tabela comparativa de consumo de água..................................................................................................................... 34
Í N D I C E
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12.11 Individualização de consumo ........................................................................................................................................ 35
13. Produtividade e desperdício na construção civil ................................................................................................................................ 35
13.1 Tempo X Produtividade .................................................................................................................................................... 35
13.1.1 Tempo produtivo ........................................................................................................................................ 35
13.1.2 Tempo não produtivo ................................................................................................................................. 35
13.1.3 Tempo ocioso .............................................................................................................................................. 35
13.1.4 Trabalho produtivo ..................................................................................................................................... 36
13.1.5 Intensifcação do trabalho .......................................................................................................................... 36
13.1.6 Racionalização do tempo ........................................................................................................................... 36
13.2 Desperdício na construção civil ....................................................................................................................................... 36
13.2.1 Perdas ........................................................................................................................................................... 36
13.2.2 Desperdício .................................................................................................................................................. 36
13.2.3 Retrabalho ................................................................................................................................................... 36
13.2.4 Desperdícios e perdas – um exemplo ........................................................................................................ 37
14. Contabilidade básica ............................................................................................................................................................................. 37
14.1 Princípios básicos .............................................................................................................................................................. 37
14.1.1 Princípio da competência ........................................................................................................................... 37
14.1.2 Princípio da realização da receita e confrontação da despesa ................................................................ 37
14.1.3 Custo como base de valor ........................................................................................................................... 37
14.1.4 Princípio do denominador comum monetário ......................................................................................... 37
14.2 Funções da contabilidade ................................................................................................................................................ 37
14.2.1 Registrar ....................................................................................................................................................... 37
14.2.2 Organizar ..................................................................................................................................................... 37
14.2.3 Demonstrar .................................................................................................................................................. 37
14.2.4 Analisar ........................................................................................................................................................ 37
14.2.5 Acompanhar ................................................................................................................................................ 37
14.3 Exercício Social .................................................................................................................................................................. 37
14.4 Balanço Patrimonial .......................................................................................................................................................... 37
14.4.1 Ativo ............................................................................................................................................................. 38
4.4.2 Passivo ............................................................................................................................................................ 38
14.4.3 Capital social ................................................................................................................................................ 38
14.4.4 Patrimônio líquido ...................................................................................................................................... 38
14.4.5 Direitos ......................................................................................................................................................... 38
14.4.6 Obrigações ................................................................................................................................................... 38
14.5 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ............................................................................................................ 38
14.5.1 Receitas ........................................................................................................................................................ 38
14.5.2 Despesas ...................................................................................................................................................... 38
14.5.3 Prejuízos acumulados ................................................................................................................................. 38
14.5.4 Lucros acumulados ...................................................................................................................................... 38
14.5.5 Resultado operacional (lucro ou prejuízo operacional) ........................................................................... 38
15. Noções de Metrologia ........................................................................................................................................................................... 39
15.1 Áreas da Metrologia ......................................................................................................................................................... 39
15.1.1 Metrologia Científca ................................................................................................................................... 39
15.1.2 Metrologia Industrial .................................................................................................................................. 39
15.1.3 Metrologia ................................................................................................................................................... 39
15.2 Instrumentação ................................................................................................................................................................. 39
15.3 Medição..............................................................................................................................................................................40
15.4 Medida................................................................................................................................................................................40
15.5 Sistema Internacional de Unidades (SI) .......................................................................................................................... 40
15.6 Grandezas....... ................................................................................................................................................................... 40
15.7 Unidade de medida........................................................................................................................................................... 40
15.8 Sistema de Unidades de medida ..................................................................................................................................... 40
15.9 Unidades geométricas ...................................................................................................................................................... 40
15.9.1 Metro ............................................................................................................................................................ 40
15.9.2 Metro cúbico ................................................................................................................................................ 41
15.9.3 Metro quadrado........................................................................................................................................... 41
15.9.4 Metro por segundo ...................................................................................................................................... 41
15.9.5 Segundo ....................................................................................................................................................... 41
15.9.6 Metro cúbico por segundo .......................................................................................................................... 41
15.10 Instrumentos de Medição .............................................................................................................................................. 41
15.10.1 Metro articulado ........................................................................................................................................ 41
15.10.2 Régua metálica .......................................................................................................................................... 41
15.10.3 Trena ........................................................................................................................................................... 41
15.10.4 Paquímetro ................................................................................................................................................ 42
15.10.4.1 Tipos de paquímetro .............................................................................................................................. 42
15.10.5 Micrômetro ................................................................................................................................................ 42
Í N D I C E
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15.10.5.1 Tipos de micrômetros .............................................................................................................. 42
15.10.5.2 Leitura no micrômetro ............................................................................................................. 42
15.11 A origem do metro .......................................................................................................................................................... 43
16. Noções básicas de matemática ............................................................................................................................................................. 44
16.1 Geometria .......................................................................................................................................................................... 44
16.1.1 Triângulo ...................................................................................................................................................... 44
16.1.2 Quadrado ..................................................................................................................................................... 44
16.1.3 Retângulo ..................................................................................................................................................... 44
16.1.4 Círculo .......................................................................................................................................................... 45
16.1.5 Cubo ............................................................................................................................................................. 45
16.1.6 Paralelepípedo ............................................................................................................................................ 45
16.1.7 Cilindro ......................................................................................................................................................... 45
16.1.8 Cilindro oco .................................................................................................................................................. 46
16.1.9Tronco de cone ............................................................................................................................................. 46
17. Leitura e interpretação de projetos hidráulicos ................................................................................................................................. 50
17.1 Projeto ............................................................................................................................................................................... 50
17.2 Escala ................................................................................................................................................................................. 50
17.3 Escalímetro ........................................................................................................................................................................ 50
17.4 Folha de projeto (Prancha) ............................................................................................................................................... 50
17.4.1 Confguração da folha de projeto .............................................................................................................. 50
17.5 Projeto Hidráulico ............................................................................................................................................................. 51
17.5.1 Exemplo de planta baixa ............................................................................................................................ 51
17.5.2 Exemplo de vista isométrica ....................................................................................................................... 51
17.5.3 Exemplo de cortes verticais ........................................................................................................................ 53
17.5.4 Detalhes construtivos ................................................................................................................................. 53
18. Sistemas de água fria e caixas d’água .................................................................................................................................................. 53
18.1 Ramal Predial e de alimentação....................................................................................................................................... 53
18.2 Reservatórios .................................................................................................................................................................... 54
18.2.1 Cálculo de Volume para uma Residência ................................................................................................... 54
18.2.2 Saídas e componentes da caixa d’água ..................................................................................................... 54
18.2.3 Tipos de Reservatório (Caixa d’água) ......................................................................................................... 54
18.2.3.1 Características dos Reservatórios Amanco ................................................................................. 54
18.2.4 Cisterna ........................................................................................................................................................ 55
18.3 Recomendações de uma Boa Instalação ......................................................................................................................... 55
18.3.1 Material ........................................................................................................................................................ 55
18.3.2 Passo a Passo ............................................................................................................................................... 55
18.3.3 Sobre Base Plana ......................................................................................................................................... 58
18.3.4 Duas ou mais caixas instaladas em conjunto (Vasos Comunicantes) ...................................................... 58
18.3.5 Flanges de descarga .................................................................................................................................... 58
18.3.6 Local de instalação ...................................................................................................................................... 59
18.4 Vantagens Amanco ........................................................................................................................................................... 59
19. Amanco Eco Caixa .................................................................................................................................................................................. 59
19.1 Características e atributos ............................................................................................................................................... 59
19.2 Instalação .......................................................................................................................................................................... 60
20. Leitura e interpretação de projetos hidráulicos ................................................................................................................................. 61
20.1 Legenda....... ...................................................................................................................................................................... 61
20.2 Projeto de esgoto .............................................................................................................................................................. 61
20.3 Linha esgoto ...................................................................................................................................................................... 62
20.3.1 Características ............................................................................................................................................. 62
20.3.2 Esgoto Série Normal .................................................................................................................................... 62
20.3.3 Esgoto Série Reforçada ............................................................................................................................... 62
20.3.4 Exemplo ........................................................................................................................................................ 62
20.3.5 Amanco Silentium® PVC .............................................................................................................................. 62
20.3.5.1 Transmissão de ruído de esgoto na edifcação ........................................................................... 63
20.3.5.2 Campos de aplicação .................................................................................................................... 63
20.3.6 Tubos Amanco Silentium® PVC .................................................................................................................. 63
20.3.6.1 Junta Elástica Bilabial Integrada (JEBI) ....................................................................................... 64
20.3.7 Caixa sifonada completa ............................................................................................................................ 64
20.3.8 Amortecedor Acústico para Caixa Sifonada .............................................................................................. 64
20.3.9 Amortecedor Acústico para Vaso Sanitário ............................................................................................... 64
20.3.10 Abraçadeiras Amanco Silentium® PVC .................................................................................................... 65
20.3.11 Vantagens adicionais ................................................................................................................................ 65
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20.3.12 Adaptações em instalações existentes .................................................................................................... 65
21. Dimensionamento da instalação hidráulica ....................................................................................................................................... 66
21.1 Sistema Máximo Provável ................................................................................................................................................ 66
21.2 Sistema Máximo Possível ................................................................................................................................................. 66
21.3 Como dimensionar? .......................................................................................................................................................... 66
21.3.1 Soma dos pesos das peças de utilização ................................................................................................... 66
21.4 Instalação de água quente ............................................................................................................................................... 67
21.4.1 Colunas de distribuição .............................................................................................................................. 67
21.4.2 Altura da Instalação .................................................................................................................................... 67
21.5 Projeto do esgoto sanitário de um banheiro .................................................................................................................. 68
21.5.1 Legenda ........................................................................................................................................................ 69
21.5.2 Detalhes de projeto ..................................................................................................................................... 69
21.6 Pontos de Alimentação ..................................................................................................................................................... 70
21.7 Símbolos e abreviaturas para projetos ........................................................................................................................... 70
21.8 Pressão........... .................................................................................................................................................................... 71
21.9 Golpe de aríete .................................................................................................................................................................. 71
21.10 Diâmetros da tubulação ................................................................................................................................................. 71
21.11 Velocidades......................................................................................................................................................................71
21.12 Vazão............ .................................................................................................................................................................... 72
21.13 Dimensionamento das tubulações ................................................................................................................................ 72
21.14 Dimensionamento da carga ou energia ........................................................................................................................ 72
21.14.1 Perdas de carga ......................................................................................................................................... 72
21.14.1.1 Perdas distribuídas .................................................................................................................. 73
21.14.1.2 Perdas localizadas .................................................................................................................... 73
21.15 Verifcação da pressão .................................................................................................................................................... 73
21.15.1 Tipos de projetos em relação à pressão ................................................................................................... 73
21.15.1.1 Construções térreas ................................................................................................................. 73
21.15.1.2 Edifícios com vários pavimentos ............................................................................................ 73
21.15.1.3 Caso particular de edifícios altos ............................................................................................ 74
21.16 Normas técnicas .............................................................................................................................................................. 74
21.17 Componentes do sistema hidráulico ............................................................................................................................. 74
21.17.1 Reservatório para água ............................................................................................................................. 74
21.17.1.1 Elementos complementares do reservatório ........................................................................ 75
21.18 Coluna de distribuição ................................................................................................................................................... 76
21.19 Aparelhos sanitários ....................................................................................................................................................... 76
21.19.1 Pia de cozinha ............................................................................................................................................ 76
21.19.2 Lavabo (ou lavatório) ................................................................................................................................ 76
21.19.3 Banheira ..................................................................................................................................................... 76
21.19.4 Vasos Sanitários......................................................................................................................................... 76
21.19.5 Bidê ............................................................................................................................................................. 77
21.19.6 Mictórios .................................................................................................................................................... 77
21.19.7 Controladores de fuxos ............................................................................................................................ 77
21.19.8 Registros de pressão ................................................................................................................................. 77
21.19.9 Registros de gaveta ................................................................................................................................... 77
21.19.10 Aparelhos misturadores ......................................................................................................................... 77
21.19.11 Engates ou rabichos ................................................................................................................................ 78
21.20 Noção de declividade ..................................................................................................................................................... 78
21.21 Dimensionamento do sistema de esgoto ..................................................................................................................... 78
21.22 Ramais de descarga ........................................................................................................................................................ 78
21.23 Ramal de esgoto ............................................................................................................................................................. 79
21.24 Tubo de queda ................................................................................................................................................................. 79
21.25 Coletor predial e subcoletor .......................................................................................................................................... 80
21.26 Esquema geral com tubo de queda, subcoletor predial .............................................................................................. 80
21.27 Ventilação.... .................................................................................................................................................................... 80
21.28 Detalhes de projeto ........................................................................................................................................................ 81
22. Orçamento – Materiais e Quantitativo ................................................................................................................................................ 82
22.1 Levantamento de quantitativo de materiais .................................................................................................................. 82
22.2 Orçamento ......................................................................................................................................................................... 82
22.2.1 Elaboração de orçamentos ......................................................................................................................... 82
23. Tubos e conexões – Dimensões e bitolas ............................................................................................................................................. 83
23.1 Linha roscável para água fria ........................................................................................................................................... 83
23.1.1 Execução de junta roscável ........................................................................................................................ 83
23.1.2 Execução de instalações com rosca ............................................................................................................ 84
23.1.3 Fita Veda Rosca ............................................................................................................................................ 85
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23.1.4 Tubo roscável ............................................................................................................................................... 85
23.1.5 Luva simples roscável.................................................................................................................................. 85
23.1.6 Nípel roscável .............................................................................................................................................. 85
23.1.7 Bucha de redução roscável ........................................................................................................................ 85
23.2 Linha soldável para água fria ........................................................................................................................................... 86
23.2.1 Execução de junta soldável ........................................................................................................................ 86
23.2.2 Execução de junta soldável ........................................................................................................................ 86
23.2.3 Adesivo Plástico Extra Forte ....................................................................................................................... 87
23.2.4 Tubo soldável ............................................................................................................................................... 87
23.2.5 Joelho de redução 90º soldável .................................................................................................................. 87
23.2.6 Joelho 90º Soldável ..................................................................................................................................... 87
23.2.7 Tê Soldável com rosca na bolsa central ...................................................................................................... 87
23.2.8 Tê Soldável com bucha de latão na bolsa central ...................................................................................... 88
23.2.9 Luva de redução Soldável ........................................................................................................................... 88
23.2.10 Bucha de redução soldável longa ............................................................................................................ 88
23.2.11 Adaptador Soldável curto com bolsa e rosca para registro ................................................................... 88
24. Instalações Hidrosanitárias .................................................................................................................................................................. 88
24.1 Pressão ............................................................................................................................................................................... 88
24.1.1 Qual dos dois reservatórios tem maior pressão? ...................................................................................... 89
24.2 Vazão .................................................................................................................................................................................. 89
24.3 Velocidade ......................................................................................................................................................................... 89
24.3.1 Qual reservatório encherá primeiro? ......................................................................................................... 89
24.4 Perda de carga ................................................................................................................................................................... 89
24.4.1 Perda de carga localizada ........................................................................................................................... 89
24.4.2 Perda de carga distribuída.......................................................................................................................... 90
24.5 Golpe de Aríete ................................................................................................................................................................. 90
25. Sistemas prediais hidro-sanitários ...................................................................................................................................................... 90
25.1 Sistema predial de suprimento de água fria .................................................................................................................... 90
25.1.1 Conceito ........................................................................................................................................................ 90
25.1.2 Objetivos ....................................................................................................................................................... 90
25.1.3 Interdependência entre sistemas de abastecimento de água, de esgoto e pluviais
com as instalações hidráulicas prediais ................................................................................................................. 90
25.1.4 Várias áreas de utilização de água e geração de esgoto ........................................................................... 90
25.1.5 Sistema de distribuição direta .................................................................................................................... 90
25.1.6 Sistema indireto de distribuição, sem bombeamento .............................................................................. 91
25.1.7 Sistema indireto de distribuição, com bombeamento .............................................................................. 91
25.1.8 Sistema indireto de distribuição, com bombeamento .............................................................................. 91
25.1.9 Sistema indireto hidropneumático de distribuição .................................................................................. 91
25.1.10 Sistema misto de distribuição ................................................................................................................... 92
25.2 Componentes do sistema de água fria ............................................................................................................................. 92
25.2.1 Rede predial de distribuição ....................................................................................................................... 92
25.2.2 Alimentador predial (Cavalete) ................................................................................................................... 92
25.2.3 Reservatório inferior .................................................................................................................................... 92
25.2.4 Conjunto elevatório ..................................................................................................................................... 92
25.2.5 Reservatório superior .................................................................................................................................. 93
25.2.6 Barrilete ......................................................................................................................................................... 93
25.2.7 Coluna de distribuição ................................................................................................................................. 93
25.2.8 Ramal... .......................................................................................................................................................... 93
25.2.9 Sub-ramal ...................................................................................................................................................... 93
25.2.10 Ponto de utilização (da água) .................................................................................................................... 93
25.3 Sistema predial de esgoto sanitário ................................................................................................................................. 94
25.3.1 Conceito ........................................................................................................................................................ 94
25.3.2 Objetivos ....................................................................................................................................................... 94
25.3.3 Tubulações de esgoto primário ................................................................................................................... 94
25.3.4 Tubulações de esgoto secundário ............................................................................................................... 94
25.3.5 Tubulação de ventilação .............................................................................................................................. 94
25.3.6 Dimensionamento do sistema de esgoto ................................................................................................... 94
25.3.7 Ramais de descarga ...................................................................................................................................... 94
25.3.8 Ramal de esgoto ........................................................................................................................................... 95
25.3.9 Tubo de queda .............................................................................................................................................. 95
25.3.10 Coletor predial e subcoletor ...................................................................................................................... 96
25.3.11 Esquema geral com tubo de queda, subcoletor predial ......................................................................... 96
25.3.12 Ventilação ................................................................................................................................................... 96
25.3.13 Declividade ................................................................................................................................................. 97
25.4 Componentes do sistema predial de esgoto sanitário ................................................................................................... 97
25.4.1 Sifão..... .......................................................................................................................................................... 97
25.4.1.2 Passo a passo ............................................................................................................................................. 98
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25.4.2 Ramal de Descarga ....................................................................................................................................... 99
25.4.3 Ramal de Esgoto ........................................................................................................................................... 99
25.4.4.Ramal de Ventilação ..................................................................................................................................... 99
25.4.5 Tubo de Queda .............................................................................................................................................. 99
25.4.6 Coluna de Ventilação .................................................................................................................................. 100
25.4.7 Subcoletor ................................................................................................................................................... 100
25.4.8 Poço de Águas Servidas ............................................................................................................................. 100
25.4.9 Coletor predial ............................................................................................................................................ 100
25.4.10 Caixa de inspeção ..................................................................................................................................... 100
25.4.11 Caixa de gordura ...................................................................................................................................... 101
26. Águas Pluviais e Cisternas ................................................................................................................................................................... 101
26.1 Linha Predial - Captação Pluvial ..................................................................................................................................... 101
26.1.1 Defnições .................................................................................................................................................... 101
26.2 Descrição...........................................................................................................................................................................101
26.2.1 Componentes do Sistema .......................................................................................................................... 101
26.3 Descrição...........................................................................................................................................................................101
26.3.1 Características ............................................................................................................................................ 101
26.4 Cisternas Amanco ............................................................................................................................................................ 101
26.4.1 Descrição ..................................................................................................................................................... 102
26.5 Conceito de Sistema de Águas Pluviais .......................................................................................................................... 102
26.5.1 Calhas...........................................................................................................................................................102
26.5.2 Condutores.................................................................................................................................................. 102
26.5.2.1 Condutores Verticais ................................................................................................................... 102
26.5.2.2 Condutores Horizontais .............................................................................................................. 102
26.5.3 Caixa de Águas Pluviais ............................................................................................................................. 102
26.5.4 Águas Pluviais em Marquises e terraços - Buzinotes ............................................................................... 102
26.6 Cuidados especiais e Precauções .................................................................................................................................... 103
26.6.1 Capacidade de Escoamento ....................................................................................................................... 103
26.7 Instalação das Calhas ....................................................................................................................................................... 103
26.7.1 Passo a Passo .............................................................................................................................................. 103
26.7.2 Utilização dos Perfs Metálicos .................................................................................................................. 105
26.8 Particularidades dos Sistemas ........................................................................................................................................ 105
26.8.1 Pluviais ........................................................................................................................................................ 105
26.9 Cisternas............................................................................................................................................................................106
26.9.1 Amanco Cisterna......................................................................................................................................... 106
26.9.2 Instalação .................................................................................................................................................... 106
26.9.2.1 Material......................................................................................................................................... 106
26.9.2.2 Passo a passo ................................................................................................................................ 107
26.9.2.3 Recomendações ........................................................................................................................... 108
26.9.2.4 Adaptador Auto-ajustável (Flanges) .......................................................................................... 110
26.9.3 Esquema de Funcionamento ..................................................................................................................... 110
26.9.4 Instruções de limpeza ................................................................................................................................ 110
26.9.5 Içamento ..................................................................................................................................................... 111
26.9.6 Transporte recomendado .......................................................................................................................... 111
26.9.7 Garantia ....................................................................................................................................................... 111
27. Sistema de abastecimento de água quente ....................................................................................................................................... 112
27.1 Sistemas de aquecimento de água ................................................................................................................................. 112
27.2 Sistema predial de suprimento de água quente ........................................................................................................... 112
27.2.1 Conceito ...................................................................................................................................................... 112
27.2.2 Objetivos ..................................................................................................................................................... 112
27.2.3 Finalidade de uso e temperatura da água ................................................................................................ 112
27.2.4 Fontes de energia ....................................................................................................................................... 112
27.2.5 Modalidades de fornecimento de água quente ....................................................................................... 113
27.2.5.1 Sistema individual ....................................................................................................................... 113
27.2.5.2 Sistema central privado .............................................................................................................. 113
27.2.5.3 Sistema central coletivo .............................................................................................................. 114
27.3 Componentes do sistema de água quente .................................................................................................................... 114
27.4 O que é o Amanco PPR ? .................................................................................................................................................. 114
27.4.1 Qualidade internacional Amanco ............................................................................................................. 114
27.4.2 Uma linha completa para a sua instalação ............................................................................................... 114
27.4.3 Características técnicas .............................................................................................................................. 114
27.4.4 Características de aplicação da linha PPR ................................................................................................ 115
27.4.5 Passos para a instalação ............................................................................................................................ 116
27.4.6 Equipamentos de instalação ..................................................................................................................... 117
27.4.7 Reparos em tubulações .............................................................................................................................. 117
27.4.7.1 Tarugos para reparos ................................................................................................................... 117
27.4.7.2 Luva simples F/F - PPR ................................................................................................................. 118
27.4.7.3 Luva Eletrofusão para .................................................................................................................. 119
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27.4.8 Cuidados especiais e precauções .............................................................................................................. 119
27.4.9 Equipamentos de reparo ........................................................................................................................... 120
27.4.10 Cuidados especiais e precauções ............................................................................................................ 120
27.4.11 Instalação Estádio Santiago Bernabeu - Real Madrid ........................................................................... 120
27.4.12 Atributos ................................................................................................................................................... 120
27.4.13 Equivalência de diâmetros ...................................................................................................................... 121
28. Dimensionamento para corte de tubos .............................................................................................................................................. 121
28.1 Determinando o comprimento do tubo ......................................................................................................................... 121
28.1.1 Referencial de medida ............................................................................................................................... 121
29. Junta soldável PVC – Esgoto ................................................................................................................................................................ 122
29.1 Execução de Juntas soldáveis para esgoto secundário ................................................................................................ 122
29.2 Execução de junta elástica .............................................................................................................................................. 123
30. Registros e válvulas .............................................................................................................................................................................. 123
30.1 Tipos...................................................................................................................................................................................124
30.1.1 Bloqueio ...................................................................................................................................................... 124
30.1.2 Regulagem .................................................................................................................................................. 124
30.1.3 Fluxo em um só sentido ............................................................................................................................. 124
30.1.4 Controle de Pressão.................................................................................................................................... 124
30.1.5 Registro de Esfera em PVC ......................................................................................................................... 124
30.1.5.1 Vantagens ..................................................................................................................................... 124
30.1.5.2 Montagem do Registro de Esfera em PVC ................................................................................. 124
30.1.6 Registro de gaveta ...................................................................................................................................... 125
30.1.7 Registro de pressão .................................................................................................................................... 125
30.1.8 Registro globo ............................................................................................................................................ 125
30.1.9 Registro de acionamento restrito ............................................................................................................. 125
30.1.10 Válvula de esfera ...................................................................................................................................... 125
30.1.11 Válvula de descarga ................................................................................................................................. 125
30.1.12 Cartucho de reparo .................................................................................................................................. 126
30.1.13 Válvula de retenção .................................................................................................................................. 126
30.1.14 Válvulas de sucção ou de pé (com retenção) .......................................................................................... 126
30.1.15 Torneiras, duchas e misturadores ........................................................................................................... 126
30.1.15.1 Linha completa Cozinha ............................................................................................................ 126
30.1.15.2 Linha completa para Banheiro ................................................................................................. 127
31. Detectando Vazamentos ..................................................................................................................................................................... 128
31.1 Hidrômetro ....................................................................................................................................................................... 128
31.2 Tubos alimentados diretamente pela rede pública ...................................................................................................... 128
31.3 Tubos alimentados pela caixa d’água ............................................................................................................................ 128
31.4 Caixa d’Água ..................................................................................................................................................................... 128
31.5 Vaso Sanitário................................................................................................................................................................... 128
32. Patologias no uso de tubos e conexões .............................................................................................................................................. 129
32.1 Instalações prediais de água fria .................................................................................................................................... 129
32.1.1 Rompimento por tensionamento na instalação ...................................................................................... 129
32.1.2 Rompimento por desbitolamento ............................................................................................................ 130
32.1.3 Rompimento por impacto ......................................................................................................................... 130
32.1.4 Rompimento por diminuição da rigidez................................................................................................... 131
32.1.5 Rompimento por excesso de aperto ......................................................................................................... 131
33. Patologias das instalações hidráulicas – Esgoto predial ................................................................................................................... 132
33.1 Curvas por aquecimento ................................................................................................................................................. 132
33.2 Curvas “forçadas” pelo aquecimento ............................................................................................................................. 132
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Soluções Amanco
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Introdução à Hidráulica
Joelho 90º
40mm
Ramal de
Ventilação
Ø 40mm
Ramal e Esgoto
Te 90º de
Redução
Ø 50 x 40mm
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1. Os Plásticos

A palavra “plástico” deriva do grego plastikos, que signifca “próprio
para ser moldado ou modelado”;

De acordo com o Dicionário de Polímeros (Andrade et al., 2001),
plástico é o “termo geral dado a materiais macromoleculares que
podem ser moldados por ação de calor e/ou pressão";

Tanto os egípcios quanto os romanos usaram materiais resinosos,
como seladores e cimento;

Um dos plásticos mais antigos efetivamente criado foi descoberto por
Alexander Parkes, em Birmingham, na Inglaterra, em 1862. Numa ten-
tativa de imitar marfm ele misturou a nitro-celulose, recentemente
descoberta, com cânfora, na presença do álcool, para fazer Parkesine*.
* Parkesine é a marca do primeiro plástico feito pelo homem. Ele foi inventado
por Alexander Parkes em 1862. Foi uma importante invenção, pois podia ser
transparente, na sua forma de celulóide, como provou seu desempenho no
início do cinema e nos primeiros pára-brisas de automóveis.
1.1. Os plásticos se classifcam em:

Termoplásticos: aqueles materiais capazes de serem moldados vá-
rias vezes devido à sua capacidade de se tornarem fuidos sob ação
da temperatura e depois retornarem às características anteriores,
quando há um decréscimo de temperatura. Exemplos: PVC, PP, PE,
poliestireno (isopor) e nylon.

Termorrígidos: são maleáveis apenas no momento da fabricação do
objeto. Depois de prontos não há como remodelá-los, já que as ca-
deias macromoleculares estão unidas entre si por ligações químicas
(reticulação). Exemplos: resinas de poliéster (piscinas), baquelite (bo-
las de bilhar) e resinas epóxi (cola, massa epóxi).
1.2. História do PVC
Nas últimas décadas, o policloreto de vinila, mais conhecido como PVC,
tornou-se parte do vocabulário de consumidores e encanadores, subs-
tituindo, a partir dos anos 1960, os velhos tubos de ferro. E não foi por
acaso. Elemento mais comum entre as famílias de tubos e conexões,
o PVC compõe a maioria das instalações de água fria no Brasil e reina
absoluto quando o assunto é esgoto. A construção civil e arquitetura
são responsáveis pelo consumo de mais de 60% do mercado brasileiro
de PVC. No mundo, o percentual se mantém similar.

O cloreto de vinila, matéria-prima base da produção do PVC, foi sin-
tetizado pela primeira vez em 1835, no laboratório do cientista ale-
mão Justus Von Liebig;

O PVC é um material que se diferencia por não ser feito 100% de
petróleo. Ele é constituído de 57% de seu peso em cloro (derivado
do cloreto de sódio, o sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do
petróleo);

O PVC é um plástico muito versátil e leve, características que facili-
tam o seu manuseio e aplicação.
1.3. Características do PVC
Dentre as suas principais características destacam-se:

Leveza (1,4 g/cm³), o que facilita seu manuseio e aplicação;

Resistência à ação de fungos, bactérias, insetos e roedores;

Resistência à maioria dos reagentes químicos;

Bom isolamento térmico, elétrico e acústico;

Resistência a choques;

Impermeabilidade a gases e líquidos;

Resistência às intempéries (sol, chuva, vento e maresia);

Durabilidade: sua vida útil em construções é superior a 50 anos;

Não propagação de chamas: é auto-extinguível;

Versatilidade;

100% reciclável e reciclado;

Fabricação com baixo consumo de energia;

Atóxico.
1.4. Campos de aplicação
Aprovado por órgãos como ANVISA (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) e FDA (Food and Drug Administration) entre outros, o PVC é
utilizado em setores sensíveis como:

Área médica (bolsas de sangue e soro, tubos para transfusão e he-
modiálises, artigos cirúrgicos, cateteres, luvas etc.);

Alimentos, onde é utilizado como embalagem, acondicionando os
alimentos com segurança, impedindo que a umidade e as bactérias
os estraguem.
1.5. E o PVC que utilizamos nos tubos e conexões?
Qual sua composição?
O PVC é constituído de:

Resina de PVC;

Carbonato de cálcio: carga que adicionada à resina de PVC traz al-
guns benefícios como, por exemplo, aumento da estabilidade di-
mensional e aumento da dureza;

Estabilizante: serve para dar resistência ao PVC durante o processa-
mento evitando a sua degradação. No produto acabado ele apre-
senta resistência ao intemperismo;

Pigmento: função estética e de proteção à radiação UV, melhorando
assim sua resistência ao intemperismo.
1.6. As cores dos tubos, quem as defne?
A cor dos tubos e conexões é determinada pelas normas da ABNT - As-
sociação Brasileira de Normas Técnicas.
1.7. A origem da matéria prima
Torre de Destilação de Petróleo:
Este é o princípio da obtenção de um dos componentes que
mais tarde se tornará a resina PVC.
A medida em que o petróleo é aquecido, os componentes vão se
separando na torre de acordo com seu ponto de ebulição. Um dos
gases de topo é o etileno, também conhecido como eteno.
O eteno em conjunto com um outro componente chamado cloro,
formará um monômero chamado MVC.
O processo de obtenção do cloro é por eletrólise.
Cloro + Eteno = MVC
MVC = monômero de cloreto de vinila.

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Gases de topo
Gasolina
Querosene
Gasóleo
Óleo para
aquecimento
Óleos pesados
Resíduos
Petróleo em Bruto
Aquecido
Tabuleiros
Os compostos condensados
com um determinado pon-
to de ebulição se depositam
em cada um dos tabuleiros
1.8. A cadeia do PVC
Resina
de PVC
Soda
Cáustica
Água + Sal
Eletrólise
Mistura
PVC +
Aditivos
Composto
de PVC
Cloro
Etileno
Refnação
MONÔMERO
DE CLORETO DE
VINILA
Mas até aqui obtivemos o monômero de cloreto de vinila.
Para obtermos o policloreto de vinila necessitamos de um pro-
cesso chamado polimerização, que consiste em dentro de um rea-
tor com temperatura e pressão, adicionarmos no MVC um ativador,
transformando atráves de uma reação química o Monômero em
Polímero.
Entrada de
Matéria-
Prima
Armazenagem
de Matéria-
Prima
Mistura das
Matérias-
Primas
(Resina,
carbonato
etc...)
Armazenagem
de Compostos
Abasteci-
mento das
Extrusoras
e Injetoras
1.9. Os produtos da linha predial Amanco são fabrica-
dos de acordo com as seguintes normas:

NBR 5648/99: Sistemas prediais de água fria – Tubos e conexões de
PVC 6,3, PN 750 kPa, com junta soldável – Requisitos;

NBR 5688/99: Sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e
ventilação - Tubos e conexões de PVC, tipo DN – Requisitos;

NBR 5626/98: Instalação predial de água fria;

NBR 8160/99: Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução;

NBR 7198/93: Projeto e execução de instalações prediais de água
quente.
1.10. Cuidados com o PVC – transporte e armazenagem
Um trabalho de qualidade começa nos pequenos detalhes, na preocu-
pação em fazer reparos sem improvisos, em utilizar produtos de quali-
dade e propor sempre aos clientes uma manutenção preventiva para
evitar transtornos e problemas que podem se agravar com o passar
do tempo.
Antes mesmo de começar a instalação, o profssional deve se preocu-
par com o transporte e a estocagem dos produtos que vai utilizar, para
garantir o perfeito funcionamento das instalações que vai fazer.
Vamos apresentar algumas dicas de como fazer o transporte e a arma-
zenagem do seu produto:
1. Nunca arraste tubos pelo chão, pois isso pode causar avarias nas
pontas e bolsas;
2. Prefra sempre carregar tubos amarrados;
3. Evite jogar os tubos de qualquer jeito, deixando-os em situação
de balanço;
4. O contato com as peças metálicas e salientes também deve ser
evitado;
5. Os tubos devem ser organizados de forma alinhada no caminhão,
sempre retos, para não serem deformados;
6. No momento de descarregar, não jogue os tubos no chão, em-
pilhe-os com cuidado e de forma nivelada sobre uma superfície
plana;
7. Para armazenar, vale a mesma regra. Deixe os tubos sempre bem
nivelados, organize-os com cuidado para evitar deformações;
8. Outro cuidado necessário é guardar os tubos com pontas e bolsas
alternadas, apoiando a primeira fleira numa estrutura de madeira
plana e não deixando a pilha exceder 1,5m de altura;
9. Em caso de armazenamento por mais de 6 meses deve-se prote-
ger os tubos de PVC da estocagem descoberta, pois o sol pode
danifcar os produtos;
10. Quanto às conexões, guarde-as sempre em local coberto, não jo-
gue e tome cuidado para não danifcá-las;
11. Os adesivos e a solução limpadora são elementos infamáveis e,
portanto, devem ser transportados e guardados de forma segura,
protegidos do sol e da chuva e em temperatura ambiente;
12. Não se esqueça de sempre verifcar o prazo de validade na emba-
lagem antes de utilizar.
2. Sistemas prediais
2.1 Instalações prediais de água e esgoto
As instalações prediais têm como fnalidade fazer tanto a distribuição
da água como a coleta do esgoto, garantindo o consumo de água para
todos e a retirada e encaminhamento dos esgotos para os locais ade-
quados e determinados.
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2.2. Os sistemas prediais hidro-sanitários se dividem
em:

Abastecimento de água fria;

Abastecimento de água quente;

Coleta de esgoto;

Escoamento pluvial.
2.3. Instalador hidráulico predial
Um bom instalador de hidráulica deve apresentar as seguintes habili-
dades:

Habilidade numérica;

Capacidade de manuseio e montagem de peças pequenas;

Capacidade de manuseio de equipamentos e ferramentas;

Conhecimento básico de sistemas prediais;

Conhecimento básico de metrologia;

Conhecimento básico de hidráulica (vazão, pressão);

Interpretação de projetos;

Conhecimento de normas de segurança;

Relacionamento interpessoal;

Capacidade de negociação.
3. Qualidade
A Qualidade pode ser defnida sob vários aspectos, entre eles:

Satisfação
Quando as características do produto vão ao encontro das ne-
cessidades dos clientes, proporcionando satisfação em relação ao
produto.

Excelência
Do ponto de vista da excelência, qualidade signifca o melhor que
se pode fazer, ou seja, o padrão mais elevado de desempenho em
qualquer campo de atuação.

Valor
Como valor, qualidade signifca ter mais atributos; usar materiais ou
serviços raros, com custos maiores ou que assim o sejam percebi-
dos, já que valor é um conceito relativo, que depende do cliente e
seu poder aquisitivo.

Especifcações
Qualidade planejada; projeto do produto ou serviço; defnição de
como o produto ou serviço deve ser.

Conformidade
Produto ou serviço de acordo com as especifcações do projeto.

Regularidade
Uniformidade; produtos ou serviços idênticos.

Adequação ao uso
Qualidade de projeto e ausência de defciências: projeto excelente
e produto/serviço de acordo com o projeto.
3.1. Normas de qualidade da ABNT
São os documentos que formalizam o nível de consenso a respeito
dos processos referentes à qualidade. Estas normas são estabelecidas
como base para a realização ou avaliação da gestão da qualidade nas
empresas.
3.2.1. Normas da ABNT
São defnidas pelo Comitê Brasileiro da Qualidade - ABNT/CB-25, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas, que têm como objetivo pro-
duzir e disseminar as normas de:

Sistemas de Gestão da Qualidade

Sistemas de Garantia da Qualidade

Sistemas de Avaliação da Conformidade e suas técnicas correlatas
3.3 . Normas “ISO” de qualidade
A “ISO” (International Organization for Standardization) é uma organiza-
ção não-governamental que coordena a elaboração e a divulgação de
normas técnicas internacionais.
3.3.1. Normas ISO
As normas ISO constituem um padrão internacional para a gestão de
qualidade, sendo um dos requisitos básicos à implementação bem su-
cedida de um processo de qualidade total. Elas são aplicáveis a qual-
quer organização, de todos os setores e atividades econômicas.

Normas ISO 9000 (ISO 9000 a ISO 9004): tratam do sistema de gestão
da qualidade de uma empresa.

Normas ISO 14000: tratam do Sistema de Gestão Ambiental de uma
organização e o gerenciamento do desempenho ambiental.

Normas OHSAS 18001(Occupational Health and Safety Assessment
Series): estabelecem requisitos relacionados à Gestão da Saúde e Se-
gurança Ocupacional.
A Amanco é única empresa do segmento que possui a Tripla
Certifcação.
4. Educação ambiental
Educação ambiental é um ramo da educação cujo objetivo é a dissemi-
nação do conhecimento sobre o ambiente, a fm de contribuir para a
sua preservação e a utilização sustentável dos seus recursos.
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4.1. A educação ambiental no Brasil
A educação ambiental no Brasil segue os preceitos da Lei N° 9.795 27 de
Abril de 1999 que, numa perspectiva bem abrangente, direciona para a:

Proteção e uso sustentável de recursos naturais;

Proposta de construção de sociedades sustentáveis.
"A educação ambiental é um componente essencial e permanente da
educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em to-
dos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e
não-formal".( Artigo 2° da Lei N° 9.795).
5. Riscos ambientais
Riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos
ou biológicos que, presentes nos ambientes de trabalho, são capazes
de causar danos à saúde do trabalhador em função de sua natureza,
concentração, intensidade ou tempo de exposição.
A Norma Regulamentadora Nº. 9 – NR-9 estabelece a obrigatoriedade
da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores
e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Pro-
grama de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preserva-
ção da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipa-
ção, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência
de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente
de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e
dos recursos naturais.
5.1. Fatores que podem causar riscos ambientais são:

Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas
extremas, radiações etc;

Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores
que podem ser absorvidos por via respiratória ou através da pele
etc;

Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoá-
rios e vírus, entre outros.
6. Segurança e saúde no trabalho
6.1. Segurança do Trabalho
A extraordinária importância da prevenção dos acidentes do trabalho
e, conseqüentemente, do bem-estar do trabalhador ainda não foi am-
plamente reconhecida, quer por trabalhadores, quer por empregado-
res. Há inúmeras empresas que não instalam programas de segurança
do trabalho, estão se limitando a atender ao requisito legal, sem ne-
nhuma motivação por parte da gerência e com o total desinteresse dos
empregados. Infelizmente, o espírito de empresa e o espírito perfec-
cionista ainda não fazem parte de muitas organizações industriais, não
havendo verdadeira compreensão de que a prevenção de acidentes e
o bem-estar social dos trabalhadores concorrem para uma maior pro-
dutividade por parte dos mesmos, ocasionando maior progresso da
indústria.
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O resultado disso são os choques e as incompreensões, que geram
irritação, agressividade e insolência, sentimentos envenenadores das
relações humanas, criadores de ambientes intoleráveis nos locais de
trabalho e de clima propício a acidentes, pelo alheamento e pela fadiga
adicional que provocam.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em sua publicação Au-
mento da Produtividade nas Indústrias Manufaturarias, afrma que nos
últimos anos dedicou-se uma atenção crescente ao elemento humano
como causa dos acidentes e comprovou-se que esse fator é mais com-
plexo e mais importante que qualquer outro.
Uma coletividade, normalmente heterogênea, na qual o sentimento
de solidariedade humana nem sempre consegue sobrepor-se a in-
sensatez, a vaidade e a ambição, carece conseqüentemente de um
programa de segurança, em meio as suas atribuições, para que possa
humanizá-la e torná-la tão compreensiva quanto efciente.
6.2. Conceitos
Não se sabe ao certo quando o homem começou a se preocupar com
os acidentes e doenças relacionadas com o trabalho. Já no séc. V a.C.,
faziam-se referências a existência de moléstias entre mineiros e meta-
lúrgicos.
Mas foi com a Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no fnal do
séc. XVIII e com o aparecimento das máquinas de tecelagem movidas
a vapor que a ocorrência de acidentes aumentou.
A produção, que antes era artesiana e doméstica, passa a ser realizada
em fábricas mal ventiladas, com ruídos altíssimos e em máquinas sem
proteção. Mulheres, homens e principalmente crianças foram as gran-
des vítimas.
A primeira legislação no campo da proteção ao trabalhador, Lei das
Fábricas, surgiu na Inglaterra em 1833, determinando limites de idade
mínima e jornada de trabalho.
No Brasil, onde a industrialização tomou impulso a partir da 2a Guerra
Mundial, a situação dos trabalhadores não foi diferente: nossas condi-
ções de trabalho mataram e mutilaram mais pessoas que a maioria dos
países industrializados do mundo.
Com o objetivo de melhorar as condições de saúde e trabalho no Brasil,
a partir da década de 30 várias leis sociais foram criadas; dentre elas,
ressalta-se a obrigatoriedade de formação da Comissão Interna de Pre-
venção de Acidentes – CIPA.
Desde a divulgação das primeiras estatísticas de acidentes do trabalho
pelo então Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, tem-se co-
nhecido a gravidade da situação de Segurança do Trabalho no Brasil.
Diante dos dados, uma série de medidas foram tomadas pra tentar re-
verter a situação.
Essas medidas têm colaborado para a redução do número de aciden-
tes e doenças do trabalho ofcialmente divulgados. Porém, a com-
plexidade das questões relativas ao registro de acidentes e doenças
profssionais, torna difícil precisar o índice dessa redução, pois uma
quantidade muito grande de trabalhadores não é registrada e, portan-
to, seus acidentes e doenças não são comunicados ao INSS e a unidade
descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.
Diante da persistência de elevados índices de acidentes de trabalho,
com grandes perdas humanas e econômicas, surgem o Mapa de Riscos
Ambientais, o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), o
PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional).
Estes instrumentos representam a busca do comprometimento e en-
volvimento dos empresários e dos trabalhadores na solução de um
problema que interessa a todos superar.
6.3. Prevenção de Acidente do Trabalho
6.3.1. Conceito Legal (Lei 6367/76)
Art. 2º Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício
do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
§ 1º item II. - Equipara-se ao acidente do trabalho, o acidente sofrido
pelo empregado no local e no horário do trabalho, em
conseqüência de:
a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro, inclusive
companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa
relacionada com o trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro in-
clusive companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação ou incêndio;
f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.
De acordo com o item II. do § 2º, “Nos períodos destinados a refeição
ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fsio-
lógicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado será consi-
derado a serviço da empresa”.
Segundo o § 1º, item V, também serão considerados acidentes do tra-
balho “o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e
horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade
da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe
evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, seja qual for o meio de locomoção
utilizado, inclusive veículo de propriedade do empregado;
d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela.
Equiparam-se ao acidente do trabalho, para os fns desta lei, de acordo
com o parágrafo 1o. art. 2o:
I - a doença profssional ou do trabalho, assim entendida a inerente
ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante de rela-
ção organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social
(MPAS);
II - o acidente que, ligado ao trabalho, embora não tenha sido a causa
única, haja contribuído diretamente para a morte, ou a perda, ou
redução da capacidade para o trabalho;
V - a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal de
área médica, no exercício de sua atividade;
§ 3º Em casos excepcionais, constatando que doença não incluída na
relação prevista no item I do § 1º resultou de condições especiais
em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamen-
te, o Ministério da Previdência e Assistência Social deverá conside-
rá-la como acidente do trabalho.
§ 4º Não poderão ser consideradas, para os fns do disposto no parágra-
fo, a doença degenerativa, a inerente a grupo etário e a que não
acarreta incapacidade para o trabalho.
§ 5º Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profssio-
nal ou do trabalho, a data da comunicação deste à empresa ou, na
sua falta, a da entrada do pedido de benefício do INSS, a partir de
quando serão devidas as prestações cabíveis.
Art. 3º Não será considerada agravante ou complicação de acidente
do trabalho lesão que, resultante de outro acidente, se associe ou se
superponha às conseqüências do anterior.
6.3.2. Conceito Perfeccionista
Acidente de trabalho é uma ocorrência não programada, inesperada
ou não, que interrompe ou interfere no processo normal de uma ativi-
dade, ocasionando perdas de tempo útil e/ou lesões nos trabalhadores
e/ou danos materiais.
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6.3.3. Benefícios Previdenciais (Acidentários)
Segurados que têm direito:

o trabalhador regido pela CLT;

o trabalhador temporário;

o trabalhador avulso;

o presidiário que exerce trabalho remunerado.
6.3.4. Aposentadoria por invalidez acidentária
Quando o acidentado está defnitivamente incapacitado para o traba-
lho. Valor mensal: igual ao salário de contribuição do segurado no dia
do acidente. Este valor é aumentado em 25% se o acidentado necessi-
tar da assistência permanente de outra pessoa.
O aposentado por invalidez receberá também um pecúlio, que é uma
importância equivalente a 15 salários-referência.
6.3.5. Pecúlio por morte acidentária
Aos dependentes do segurado que falecer em decorrência do aciden-
te do trabalho. Valor: importância equivalente a 30 salários-referência.
6.3.6. Auxílio-doença acidentária
A partir do 16° dia de constatação do acidente, até o segurado fcar
curado. Trabalhador avulso: a partir do dia seguinte ao do acidente.
Valor mensal: 92% do salário de contribuição do segurado, vigente no
dia do acidente.
6.3.7. Auxílio-acidente
Quando o acidentado não tem mais condição de trabalhar no mesmo
serviço e precisa mudar de função. Valor: o acidentado receberá pelo
resto de sua vida 40% do valor da aposentadoria por invalidez aciden-
tária.
6.3.8. Auxílio suplementar
Quando o acidentado se recupera, mas passa a trabalhar com difcul-
dade, ou quando apresenta perda anatômica como seqüela. Valor: 20%
do salário de contribuição vigente no dia do acidente.
6.3.9. Pensão
Aos dependentes do segurado que faltar em decorrência do acidente.
Valor mensal: igual à aposentadoria por invalidez, qualquer que seja o
número de dependentes.
6.3.10. Custeio
É atendido pelas contribuições previdenciárias a cargo do segurado, da
empresa e da União.
O encargo das empresas (ou das entidades) varia em função dos riscos,
que são classifcados em leves (0,4%), médios (1,2%) e graves (2,5%),
percentuais estes que incidem sobre o total da folha de pagamento.
6.4. Acidentes do Trabalho
6.4.1. Atos Inseguros
Os atos inseguros são, geralmente, defnidos como causas de aciden-
tes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano, isto é,
aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária as
normas de segurança.
É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comporta-
mento humano. Na verdade, é possível analisar os fatores relacionados
com a ocorrência de atos inseguros e controlá-los. Seguem-se, para
orientação, alguns fatores que podem levar os trabalhadores a pratica-
rem atos inseguros:
A) Inadaptação entre homem e função por fatores constitucio-
nais como:

Sexo;

Idade;

Tempo de reação aos estímulos;

Coordenação motora;

Estabilidade x instabilidade emocional;

Extroversão / introversão;

Agressividade;

Impulsividade;

Problemas neurológicos;

Nível de inteligência;

Grau de atenção;

Percepção;

Coordenação visual / motora etc.
B) Fatores circunstanciais (fatores que infuenciam o desempe-
nho do indivíduo no momento):

Problemas familiares;

Abalos emocionais;

Discussão com colegas;

Alcoolismo;

Grandes preocupações;

Doença;

Estado de fadiga etc.
C) Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma como
evitá-los, causado por:

Seleção inefcaz;

Falhas de treinamento;

Falta de treinamento.
D) Desajustamento (relacionado com certas condições específ-
cas do trabalho):

Problemas com a chefa;

Problemas com os colegas;

Política salarial imprópria;

Política promocional imprópria;

Clima de insegurança etc.
E) Fatores que fazem parte das características de personalida-
de do trabalhador e que se manifestam por comportamentos
impróprios:

O desleixado;

O machão;

O exibicionista calado;

O exibicionista falador;

O desatento;

O brincalhão.
6.4.2 Condições Inseguras
São aquelas que, presentes no ambiente de trabalho, colocam em risco
a integridade física e/ou mental do trabalhador, devido a possibilida-
de do mesmo acidentar-se. Tais condições manifestam-se como falhas
técnicas, podendo apresentar-se:
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na construção e instalações em que se localiza a empresa – áreas in-
sufcientes, pisos fracos e irregulares, excesso de ruído e trepidações,
falta de ordem e de limpeza, instalações elétricas impróprias ou com
defeitos, falta de sinalização;

na maquinaria – localização imprópria das máquinas, falta de prote-
ção em partes móveis e pontos de agarramento, máquinas apresen-
tando defeitos;

na proteção do trabalhador – proteção insufciente ou totalmente
ausente, roupas e calçados impróprios, equipamento de proteção
com defeito. Essas causas são apontadas como responsáveis pela
maioria dos acidentes. No entanto, deve-se levar em conta que, às
vezes, os acidentes são provocados pela presença de condições in-
seguras e atos inseguros ao mesmo tempo.
6.4.3. Maneira de se trajar no local de trabalho
É sabido que as partes móveis das máquinas formam pontos de agar-
ramento que representam constante fonte de perigo para o operador.
São exemplos de pontos de agarramento:

Cilindros;

Polias;

Correias;

Correntes;

Partes sobressalentes;

Engrenagens.
Partes que poderão ser agarradas:

Cabelos compridos e soltos;

Roupas soltas;

Camisa desabotoada;

Camisa de mangas compridas;

Calças de boca larga;

Enfeites;

Colares;

Cordões;

Brincos;

Relógios;

Pulseiras;

Anéis.
O calçado inadequado é também um grande problema no ambiente
de trabalho porque, geralmente, os tipos usados pelo trabalhador são
desaconselháveis e ninguém está livre do perigo de que algo pesado
caia sobre os pés ou que algo perfure ou ultrapasse a sola dos sapatos.
Todos os sapatos citados precisam ser observados, estudados e trata-
dos para se conseguir resultados duradouros ou defnitivos, mas algu-
mas providências podem ser tomadas de imediato para minimizar os
riscos de acidentes, como:

Usar toca ou gorro para prender os cabelos compridos;

Usar a camisa abotoada e dentro da calça;

Usar mangas compridas com os punhos abotoados ou então usar
mangas curtas;

Usar calças de boca estreita com as barras frmemente costuradas e
sem vira;

Usar calçados de sola de couro, fechados e baixos;

Usar sapatos de segurança com biqueira e palmilha de aço, onde se
fzerem necessário;

Não usar quaisquer enfeites no pescoço, braços, mãos ou dedos;

Usar roupas ajustadas no corpo, sem serem apertadas ou largas demais.
6.5. Segurança e saúde no trabalho compreendem
questões relativas a:

Acidente no trabalho;

Prevenção;

Saúde.
Acidente no trabalho
É toda perturbação funcional, lesão corporal ou doença produzida
pelo trabalho ou em conseqüência dele.
Lesão corporal
É todo ferimento e/ou contusão causado por qualquer acidente no
ambiente de trabalho, seja pelas condições propícias ao acontecimen-
to de acidentes, seja pelo não uso dos equipamentos de segurança por
parte do trabalhador.
Doença do trabalho
É toda perturbação de saúde adquirida no ambiente de trabalho em
virtude das condições em que se realiza o trabalho, seja pelos riscos
profssionais relativos a execução deste ou pela falta de prevenção da
segurança do trabalho.
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6.5.1. As causas de acidentes de trabalho
Atos inseguros
1. Fatores constitucionais;
2. Fatores circunstanciais;
3. Desconhecimento dos riscos da função e/ou das formas de evitá-los;
4. Desajustamento – relacionado a certas condições específcas do tra-
balho;
5. Fatores ligados à personalidade do indivíduo.
Condições inseguras
1. Áreas insufcientes;
2. Pisos irregulares, lisos e desnivelados;
3. Excesso de ruídos;
4. Falta de limpeza;
5. Desorganização;
6. Instalações inadequadas (elétricas, hidráulicas, mobiliários);
7. Falta de sinalização;
8. Máquinas sem as devidas proteções, com defeitos e/ou mal instaladas;
9. Falta de proteção adequada ao trabalhador.
6.5.2. Como prevenir acidentes?
Campanhas de segurança

Cartazes;

Filmes;

Palestras;

Divulgação dos acidentes;

Caixa de sugestões;

Comunicação;

Treinamento.
6.5.3. Equipamentos
Cuidado com os equipamentos
Manutenção

Limpar e guardar tudo que for usado!
Critérios

Devem possuir CA;

Usar o equipamento certo para cada atividade.
6.6. Saúde e higiene
Sua saúde afeta o seu trabalho!
6.6.1. Higiene pessoal

Tome banho todos os dias após o trabalho;

Escovar os dentes após as refeições;

Manter limpos e penteados os cabelos (aparência);

Conservar as unhas limpas e cortadas;

Manter a barba feita;

Manter roupas limpas.
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6.6.2 Cuidados com o seu corpo

Dobrar os joelhos quando levantar pesos;

Consulta médica se estiver com problemas de saúde;

Fazer uso do preservativo sempre;

Consultar periodicamente dentista.

6.6.3. Na hora das refeições

Lavar as mãos antes das refeições;

Usar talheres e copo individual;

Jogar resto de comida no lixo.
6.6.4. No banheiro

Jogar papel higiênico no lixo;

Dar descarga no sanitário;

Lavar as mãos após usar o banheiro;

Zelar pela manutenção da limpeza.
6.6.5. No alojamento

Guardar roupas e equipamento em local adequado;

Não guardar nada molhado no armário;

Não perturbar o descanso do colega;

Não fumar no alojamento, pode causar incêndio. O hábito de fumar
além de causar danos a saúde pode causar incêndio no alojamento;

Não fazer refeições no vestiário.
6.6.6. Convivendo com os colegas

Respeite o seu colega de trabalho;

Não faça algazarra;

Não faça uso de álcool, drogas ou qualquer tipo de entorpecentes;

Não traga nenhum tipo de arma para o trabalho;

Evite brincadeiras que distraiam ou irritem o colega durante o horá-
rio de trabalho.
Segurança e saúde não são necessárias somente no seu trabalho,
mas na sua vida.
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7.Ética e cidadania
7.1 Auto-estima
Auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mes-
ma como sendo positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gre-
gg, 2003).
7.2 Conceito de Ética
Conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um in-
divíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.
7.3. Ética: a origem do termo
A palavra ética origina-se do grego "ethos" que apresenta dois signi-
fcados:

Morada do homem, no sentido de abrigo protetor > estilo de vida >
ação no espaço do mundo > costume.

Comportamento resultante da repetição dos mesmos atos > o ato
do indivíduo > manifestação do costume > hábito.
7.4. Costume
Modo de pensar e agir característico de pessoa, grupo social, povo, na-
ção etc.
7.5. Hábito
Maneira usual de ser, fazer, sentir, comportar-se individual ou coletiva-
mente, que leva a um conhecimento ou prática.
Tanto o costume quanto o hábito são construídos.
7.6 O cidadão
É indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direitos civis
e políticos garantidos pelo mesmo Estado e desempenha os deveres
que, nesta condição, lhe são atribuídos. Em resumo, é a pessoa que
goza de direitos constitucionais e respeita as liberdades democráticas.
7.7. O cidadão ético
O cidadão ético é aquele que conhece os seus direitos e os direitos dos
outros, direitos que são regulados pelo Estado.
7.8. Cidadania
A cidadania é um processo que se efetiva através do conhecimento
e conquista dos direitos humanos, por meio daquilo que se constrói.
“Ninguém nasce cidadão, mas torna-se cidadão pela educação. Porque
a educação atualiza a inclinação potencial e natural dos homens à vida
comunitária ou social.” Luis Carlos Ludovikus Moreira de Carvalho
7.9. Identidade
Conjunto de características e circunstâncias que distinguem uma pes-
soa ou grupo, dando a estes uma forma única.
7.10. A construção da identidade individual
A construção da identidade individual é um processo que acontece
durante toda, ou grande parte, da vida dos indivíduos, no meio familiar
e social e que estabelece o conjunto de valores e crenças que defnirão
a sua pessoa.
7.11. A construção da identidade coletiva
A construção da Identidade coletiva é um processo social de constitui-
ção de um conjunto de valores e ações a partir das relações interativas
em espaço geográfco, entre indivíduos e/ou grupos que organizam
sua vida em torno de atividades semelhantes, tendo como base um
conjunto de valores compartilhados.
A identidade coletiva regula e é regulada:
1) Pelos sentimentos de pertencimento;
2) Pela defnição de práticas sociais grupais (cultura política);
3) Pelo partilhamento de valores, crenças e interesses;
4) Pelo estabelecimento de redes sociais; e
5) Pelas relações intra e entre grupos.
8. Relações humanas
8.1. Eu e os outros
Vivemos, convivemos e trabalhamos com pessoas. Basta estar em con-
tato com alguém para que algum tipo de sentimento seja despertado
(simpatia, antipatia, inveja, atração...). As pessoas reagem às pessoas
com que têm contato.
8.2. As primeiras impressões
Fatores envolvidos na formação das primeiras impressões:
Impacto que cada um causa no outro

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Relações de simpatia

Distanciamento sem confito

Relacionamento difícil e tenso

8.3. As relações interpessoais

O que é relação interpessoal?
São as ações e relações entre os membros de um grupo ou entre gru-
pos de uma sociedade, ocorridas através das interações.

Fatores que infuenciam as relações interpessoais
Espontaneidade

Difculdade de fazer e receber críticas

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Difculdade de lidar com confitos

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Difculdade de rever nossas primeiras impressões

8.4. Competência interpessoal
É a habilidade de lidar efcazmente com relações interpessoais, de lidar
com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada uma
e às exigências da situação. Ela é resultante da percepção realística das
situações interpessoais e habilidades comportamentais que levam ao
relacionamento autêntico e satisfatório.
9. Gestão de Recursos Humanos na Constru-
ção Civil
Gestão de recursos humanos é a atividade que tem por fnalidade re-
crutar, selecionar e qualifcar os recursos humanos com o objetivo de
alcançar um desempenho que possa combinar as necessidades indivi-
duais das pessoas com as da organização.
9.1. Recursos humanos
São as pessoas com seus talentos, habilidades, conhecimentos e capa-
cidades, que estão envolvidas nos processos organizacionais.
“A efciência das pessoas, das atividades e a efcácia das organizações
são resultados da adoção de metodologias e procedimentos direcio-
nados à gestão das pessoas”. Idalberto Chiavenato
9.1.1. Fatores relacionados

Recrutamento, seleção e admissão;

Desenvolvimento de pessoal;

Treinamento, aperfeiçoamento e qualifcação;

Análise e descrição do trabalho e de cargos;

Competências e habilidades;

Planos de remuneração;

Salários, benefícios e gratifcações;

Trabalho em equipe;

Liderança e formação de líderes;

Comunicação e informação;

Segurança, saúde e higiene no trabalho;

Gestão pela qualidade total em RH.
9.1.2. Os cinco processos básicos na gestão de pesso-
as
Processo Objetivo Atividades envolvidas
Provisão Quem irá trabalhar
na organização

Pesquisa de mercado de RH

Recrutamento de pessoas

Seleção de pessoas
Aplicação O que as pessoas
farão na organi-
zação

Integração de pessoas

Desenho de cargos

Descrição e análise de cargos

Avaliação de desempenho
Manutenção Como manter as
pessoas trabalhan-
do na organização

Remuneração e compensação

Benefícios e serviços sociais

Higiene e Segurança do Trabalho

Relações sindicais (trabalhistas)
Desenvolvimento Como preparar
e desenvolver as
pessoas

Treinamento

Desenvolvimento organizacional
Monitoração Como saber o que
são e o que fazem
as pessoas

Banco de dados / sistemas de
informação

Auditoria de RH
9.1.3. Fatores de infuência na mudança

A racionalização e automatização dos processos produtivos;

A crise no setor > utilização de serviços terceirizados;

A terceirização imprudente > competitividade caótica > prejuízos
por pendências tributárias e trabalhistas de terceiros.
9.1.4. Cenário

Desenvolvimento da indústria da construção civil > tecnologias,
produtos e novos conceitos de gestão;

Os modelos de gestão desenvolvidos em empresas de grande porte
estão adaptados para empresas de pequeno e médio porte;

Maior aumento anual do custo da mão-de-obra se comparado às ta-
xas de reajuste de preço de insumos em construções de edifcações.;

Imaturidade na gestão de pessoas no que se relaciona ao real apro-
veitamento de suas capacidades;

Baixa quantidade de construtoras a adotar a gestão de RH de forma
estratégica;

As estratégias desenvolvidas nem sempre visam à melhoria das con-
dições de trabalho;

As necessidades de RH não são normalmente citadas como priori-
dades na defnição das estratégias.
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9.1.5. Necessidades

Investimentos no desenvolvimento dos profssionais;

Redução de falhas, custo e aumento da efciência nos respectivos
processos de produção e gerenciamento;

Melhoria nas condições de trabalho > aumento da efciência da em-
presa;

Conhecimento e aproveitamento integral de seus recursos huma-
nos;

Busca da reciprocidade de benefícios.
9.1.6. Funções da mão-de-obra de produção

Execução dos serviços;

Distribuição de pessoal e suprimentos;

Defnir e solicitar os suprimentos do dia-a-dia;

Trabalhos de medição;

Defnição do layout do canteiro de obras;

Garantir o cumprimento das especifcações, prazos, custos e qualidade;

Aplicação dos procedimentos de segurança;

Medicina do Trabalho.
9.1.7. Organograma funcional de uma obra
Engenheiro Supervisor
Engenheiro Residente
Estagiários Almoxarife, Apontador
Mestre de Obras
Técnicos
Encarregados
Ofciais de produção
Auxiliares
10. Empreendedorismo
Origem - A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista
Joseph Schumpeter em 1950 para defnir uma pessoa com criatividade
e capaz de fazer sucesso com inovações.
“Empreendedorismo é aprendizado pessoal que, impulsionado pela mo-
tivação, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a per-
cepção de oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal."
Robert Menezes

O termo Empreendedorismo designa os estudos relativos ao em-
preendedor, seu perfl, suas origens, seu sistema de atividades, seu
universo de atuação.

O termo Empreendedor é utilizado para designar principalmente as
atividades de quem se dedica à geração de riquezas, seja na trans-
formação de conhecimentos em produtos ou serviços, na geração
do próprio conhecimento, ou na inovação em áreas como marke-
ting, produção e organização entre outras.
10.1. Empreendedorismo no Brasil
No Brasil, o empreendedorismo começou a ganhar força nos anos de
1990, durante a abertura da economia nacional, que surtiria os seguin-
tes efeitos:

A entrada de produtos importados > controle dos preços > cresci-
mento econômico;

Problemas para alguns setores > perda de competitividade com os
importados;

Modernização das empresas para poder competir e voltar a crescer.
10.2. Razões do empreendedorismo

A auto-realização;

Estimular o desenvolvimento pessoal e local;

Apoiar a pequena empresa;

Ampliar a base tecnológica;

Criar empregos;

Acompanhar a velocidade das mudanças e novas tendências inter-
nacionais;

Adaptar-se ao novo mercado, com ética e cidadania.
10.3. As habilidades requeridas de um empreendedor
10.3.1. Técnicas

Saber escrever;

Saber ouvir as pessoas;

Captar informações;

Ser organizado;

Saber liderar e trabalhar em equipe.
10.3.2. Gerenciais
10.3.2.1. Noções de gerenciamento empresarial

Marketing;

Administração;

Finanças;

Operacional;

Produção;

Tomada de decisão;

Planejamento e controle.
10.3.3. Características pessoais

Ser disciplinado;

Assumir riscos;

Ser inovador;

Ter ousadia;

Persistente;

Visionário;

Ter iniciativa;

Coragem;

Humildade;

Ter paixão pelo que faz.
10.4. Caminhos do empreendedor
Caminho 1 (Autoconhecimento):
Espaço de si estreito (Teoria X) versus Espaço de si amplo (Teoria Y).
Caminho 2 (Perfl do empreendedor):
Comparação das características do empreendedor e da pessoa.
Caminho 3 (Aumento da criatividade):
Dominar os processos internos para gerar inovação e criatividade.
Caminho 4 (Processo visionário):
Desenvolver uma visão e aprender a identifcar oportunidades.
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Caminho 5 (Rede de relações):
Estabelecer relações que possam servir de suporte ao desenvolvimen-
to e aprimoramento da idéia do negócio e sua sustentação.

Caminho 6 (Avaliação das condições para iniciar um plano):
Reunir e avaliar todas as condições para elaborar um plano.
Caminho 7 (Plano de negócio):
Metas mensuráveis, fexibilidade no plano, indicadores de evolução,
compromisso coletivo, revisão de metas, aprender com a experiência.

Caminho 8 (Capacidade de negociar e apresentar uma idéia):
Cooperação entre pessoas, parceiros ou empresas para alcançar objeti-
vos de tal forma que todos saiam ganhando.
10.5. A síndrome do empregado designa um empre-
gado e não um empreendedor quando ele:

É desajustado e infeliz, com visão limitada;

Tem difculdade para identifcar oportunidades;

É dependente no sentido de que necessita de alguém para se tornar
produtivo;

Sem criatividade;

Sem habilidade para transformar conhecimento em riqueza, descui-
da de outros conhecimentos que não sejam voltados à tecnologia
do produto ou a sua especialidade;

Tem difculdade de auto-aprendizagem, não é auto-sufciente, exige
supervisão e espera que alguém lhe forneça o caminho;

Domina somente parte do processo, não busca conhecer o negócio
como um todo: a cadeia produtiva, a dinâmica dos mercados, a evo-
lução do setor;

Não se preocupa com o que não existe ou não é feito: tenta enten-
der, especializar-se e melhorar somente no que já existe;

Mais faz do que aprende;

Não se preocupa em formar sua rede de relações, estabelece baixo
nível de comunicações;

Tem medo do erro, não o trata como uma aprendizagem;

Não se preocupa em transformar as necessidades dos clientes em
produtos/serviços;

Não sabe ler o ambiente externo: ameaças;

Não é pró-ativo.
11. Uso racional da água
11.1. Você sabia?
Você sabia que a Terra possui 1,4 milhões de quilômetros cúbicos de
água, mas que apenas 2,5% deste total é doce. Os rios, lagos e reserva-
tórios de onde a humanidade retira o que consome só correspondem
a 0,26% desse percentual. Daí a necessidade de preservação dos re-
cursos hídricos. Em todo mundo, 10% da utilização da água vai para o
abastecimento público, 23% para a indústria e 67% para a agricultura.
A água doce utilizada pelo homem vem das represas, rios, lagos, açu-
des, reservas subterrâneas e, em certos casos, do mar (após um proces-
so chamado dessalinização).
Água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde
vivemos. Nós dependemos dela para viver.
Um bom instalador hidráulico é aquele que possui conhecimento
técnico completo para realizar um bom trabalho, seja levando água e
saneamento básico a novas casas ou mesmo consertando tubulações
em residências já construídas. O material apresentado aqui o ajudará
muito nisso!

11.2. Disponibilidade de água no planeta
Água
Salgada
97,5%
Água Doce,
nas calotas
polares e lençois
profundos 99,7%
Nos rios e
lençois subterrâneos
profundos 0,3%
Água
Doce
2,5%
11.3. Uso doméstico
A água é utilizada para beber, preparar alimentos, cuidar da higiene
pessoal, da habitação e das roupas, além de irrigar hortas e criar ani-
mais. Ela deve ser de primeira qualidade e preencher os requisitos de
potabilidade.

11.4. Uso público
A água é utilizada para a limpeza de logradouros públicos, irrigação de
parques e jardins, prevenção de incêndios, recreação etc.
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11.5. Uso industrial
A água é utilizada para gerar energia, mover máquinas, resfriar peças,
fabricar bebidas e alimentos etc.
11.6. Uso rural
A água é utilizada para a irrigação de plantações e a criação de animais
de um modo geral.
11.7 O uso da água e o cenário atual no Brasil. O Brasil
tem a maior reserva hidrológica do planeta. Veja:

11, 6 % da água doce disponível no planeta;

53% dos recursos hídricos da América do Sul;

80% concentram-se na Amazônia, onde vivem apenas 5 % dos habi-
tantes do país;

Os 20% restantes abastecem 95% dos brasileiros;

O consumo per capita no país dobrou em 20 anos;

A disponibilidade de água fcou três vezes menor;

Cada brasileiro possui, em tese, 34 milhões de litros ao ano;

Conforme as estimativas da ONU é possível se levar uma vida con-
fortável com 2 milhões de litros ao ano.
11.8. Desperdício
Pelas contas do Ministério do Planejamento, perdem-se até 40% dos
10,4 milhões de litros distribuídos anualmente pelo país.

Cerca de 30% da água tratada é perdida em vazamentos pelas ruas;

A grande São Paulo desperdiça 10 m³ de água por segundo;

Várias cidades de SP, RJ, BA, PE, GO e MG convivem com oferta anual
inferior a 2 milhões de litros por habitante.
11.9. Fatores de infuência no desperdício

Comportamentais: torneira da pia aberta, tomar banhos interminá-
veis ou lavar calçadas com jatos de água;

Sociais: concentração da população nas cidades, crescimento da
população maior que a capacidade de fornecimento;

Políticos e legais: legislação pouco abrangente, baixa implementa-
ção de programa de uso.
11.10. Legislação
11.10.1. O Código de Águas, de 1934, previa:
Utilização dos rios brasileiros para a produção de energia elétrica.
11.10.2. A Lei Federal nº. 9.433, a Política Nacional de
Recursos Hídricos (PNRH), estabelece:

Bacia hidrográfca como unidade de gestão dos recursos hídricos;

A valorização dos múltiplos usos da água, como:

Abastecimento;

Saneamento público;

Transporte;

Irrigação.
E o Reconhecimento da água enquanto valor econômico.
11.11. Usando a água racionalmente
O uso racional e responsável da água é fundamental para o futuro da
humanidade, uma vez que os mananciais existentes vêm sofrendo
maiores pressões em razão de fatores como o crescimento demográ-
fco e o desenvolvimento das atividades humanas, com mudança na
intensidade de consumo e aumento do custo da água.
O Uso Racional da Água é defnido como a prática, as técnicas e as
tecnologias que aperfeiçoam a efciência no uso da água.
A aplicação do uso racional da água ocorre através de um programa
de medidas permanentes denominado Programa de Uso Racional da
Água (PURA), que pode ser implementado em qualquer edifício, co-
mercial, residencial ou industrial, e em concessionárias de água.
11.12. Gerenciamento de consumo da água
É a atividade de estudo, planejamento e implementação de programas
de uso racional da água, como o Programa de Uso Racional da Água,
que prevê medidas de ordem:
11.12.1. Técnica

Projetos, instalações, equipamentos, medição e manutenções;

Exploração, reuso, reciclagem, tratamento etc;

Racionalizar exploração e consumo.
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11.12.2. Comportamental

Educação, conscientização etc;

Campanhas, ensino, consumo etc;

Reduzir consumo.
11.13. Reuso da água
O reaproveitamento ou reuso da água é o processo pelo qual a água,
tratada ou não, é reutilizada para o mesmo ou outro fm. Essa reutiliza-
ção pode ser direta ou indireta, decorrente de ações planejadas ou não.
11.13.1. Reuso indireto não planejado
Acontece quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é
descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em
sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada.

Uso
Uso
Rio
11.13.2. Reuso indireto planejado
Quando os efuentes, depois de tratados, são descarregados de forma
planejada em corpos de águas superfciais ou subterrâneos, para ser
utilizados a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum
uso benéfco.

Uso 1 Uso 2
Rio
Lago
11.13.3. Reuso planejado ou reuso intencional
Quando o reuso da água é resultado de uma ação humana consciente,
a partir de uma descarga de efuentes, podendo ser de forma direta ou
indireta. Neste caso, pressupõe-se a existência de um sistema de trata-
mento de efuentes que atenda aos padrões de qualidade requeridos
pelo uso objetivado.

Uso 1
Tratamento
Uso 2
Rio
11.13.4. Reciclagem de água
É o reuso interno da água em um determinado processo, antes de sua
descarga em um sistema geral de tratamento ou outro local de dispo-
sição.
Uso 1
Tratamento Rio
12. Equipamentos economizadores de água
São equipamentos dotados de dispositivos que têm por fnalidade
propiciar a redução do consumo de água no sistema hidráulico de ali-
mentação das edifcações. A utilização destes equipamentos propor-
ciona uma economia que varia de 32% a 72%.
12.1. Torneiras

Tipo Características Principais
Hidromecânica O controle da vazão é obtido pela regulagem de um registro regulador de vazão,
ou seja, os usuários não interferem na vazão que é convenientemente regulada em
função da pressão existente no ponto.
A temporização do ciclo de funcionamento também resulta na redução do con-
sumo de água. Este tempo não deve ser muito curto, para evitar que o usuário
tenha que acioná-lo várias vezes em uma única operação de lavagem, além de
causar desconforto.
Este sistema pode ser instalado em sanitários/ vestiários de escolas, indústrias,
shopping centers, edificações comerciais, escritórios, estádios de futebol, hospi-
tais, entre outros.
Sensor O comando e ciclo de funcionamento destes equipamentos se dá pela ação de um
sensor de presença. O sensor capta a presença das mãos do usuário, quando este
as aproxima da torneira, liberando assim o fluxo de água. A alimentação elétrica
do sistema pode-se dar pelo uso de baterias alcalinas ou pela rede de distribuição
elétrica do local (127/220V). A presença do sensor no corpo da torneira é uma so-
lução adequada quanto à questão do vandalismo. Este sistema pode ser instalado
em shopping centers, edificações comerciais, escritórios, hospitais e restaurantes,
entre outros.

Funcionamento por
válvula de pé
Este sistema é caracterizado pela presença de um dispositivo de acionamento
instalado no piso, de frente à torneira propriamente dita. Este sistema é adequado
a ambientes onde não se deseja o contato direto das mãos nos componentes
da torneira, como em determinadas áreas de hospitais, cozinhas e laboratórios,
devendo ser instalado apenas onde se espera que os usuários o usem de forma
consciente e correta.
Eletrônicas embutidas
(parede)
Possuem o mesmo princípio de funcionamento das torneiras eletrônicas con-
vencionais (acima), porém por ficarem embutidas na parede possuem grande
resistência a vandalismo e podem ser utilizadas em lavatórios tipo coletivo,
tornando-se o produto ideal para locais como estádios de futebol, escolas, cen-
tros cirúrgicos.
Funcionamento por
pedal;
Este sistema é caracterizado pela existência de um pedal em forma de alavanca.
O pedal libera o fluxo de água até a torneira (bica). Este sistema é geralmente
utilizado quando as tubulações são aparentes. O corpo da válvula onde a alavanca
é instalada pode ser fixado na parede ou no piso, de forma aparente. O fluxo
de água ocorre durante o tempo em que é feito o acionamento da mesma, mas
existem modelos no mercado que apresentam uma trava para evitar que o usu-
ário permaneça acionando o sistema, no decorrer de uma atividade demorada.
Este sistema é adequado para locais onde haja produção, como em indústrias
ou cozinhas industriais. O sistema é de simples instalação e manutenção, não
demandando obras civis. No entanto, para que o sistema seja corretamente utili-
zado, deve haver a capacitação e orientação contínua dos usuários. A vazão pode
ser reduzida colocando-se um restritor de vazão no sistema.
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12.2. Arejadores
Tipo Características Principais
Arejadores Dispositivo regulador e abrandador do fluxo de saída de água usualmente monta-
do na extremidade de torneira e bicas em geral, destinado a promover o direciona-
mento do fluxo de água, evitando dispersões laterais e amortecendo o impacto do
jato de água contra as partes que estão sendo lavadas. É também um componente
que propicia a redução de consumo de água sem comprometimento das opera-
ções de lavagem em geral, desde o uso doméstico até cozinhas industriais. Os are-
jadores funcionam pelo princípio de Venturi incorporando considerável quantidade
de ar ao fluxo de água e reduzindo a vazão e o volume de água utilizado.
Observação: Nas unidades residenciais, onde existem torneiras convencionais,
sugere-se a instalação de arejadores.
O arejador de vazão constante além das características de um arejador convencio-
nal possui um dispositivo que limita a vazão de torneiras em 6 litros por minuto,
reduzindo o consumo em aproximadamente 30% quando comparado com areja-
dores convencionais, além de aumentar o conforto do usuário.
12.3. Mictórios convencionais

Tipo Características Principais
Individual Os mictórios individuais são aqueles utilizados por um único usuário por vez. Estes
mictórios são, caracteristicamente, fabricados industrialmente em série, em geral
em louça cerâmica. A maioria dos mictórios comercializados hoje no Brasil são
deste tipo. Têm a vantagem de propiciar mais economia e higiene que o coletivo
pois o acionamento do aparelho é individual. Existem também mictórios indivi-
duais com entrada de água posterior eliminando a existência do flexível utilizado
para alimentar os mictórios convencionais, o que elimina vandalismos (arrancar o
flexível) e aumenta a facilidade de limpeza total da peça tornando-se o produto
ideal para locais como estádios de futebol, escolas, centros cirúrgicos, indústrias
farmacêuticas, hospitais, etc.
Coletivos Os mictórios coletivos são aqueles que atendem a mais de um usuário simultane-
amente. O mictório coletivo apresenta a conveniência, em relação ao mictório in-
dividual, de propiciar atendimento de mais usuários por metro linear de sanitário,
podendo atender um número maior de usuários em curtos períodos de pico, como
nos sanitários de estádios de futebol. Em geral, os mictórios coletivos são instala-
dos em locais públicos com incidência média/alta de vandalismo como escolas e
estádios. Contudo, as principais desvantagens dos mictórios coletivos, frente aos
individuais, são a manutenção do aparelho, a pouca privacidade e a dificuldade de
uso de um sistema de acionamento de descarga de água para a limpeza de forma
eficiente e econômica. Seria necessário um sistema eletrônico para controlar o flu-
xo de pessoas e acionar seletivamente válvulas apropriadas. O que ocorre, contudo,
é que esse tipo de instalação é muito onerosa. Hoje o que se observa em locais
onde existem mictórios coletivos são sistemas de água corrente ou pessoas que
acionam periodicamente válvula ou registro para limpeza. Face às considerações
acima, esse tipo de solução deve ser evitado nos moldes atuais.
Deve-se ressaltar que por ser um sistema adaptado, não se deve esquecer a in-
trodução de um dispositivo na saída de esgoto que garanta o fecho hídrico do
sistema, como um sifão copo ou uma caixa sifonada, garantindo o desempenho
do sistema quanto à questão do odor do ambiente.

12.4. Mictórios sem água

Tipo Características Principais
Individual É um sistema que não utiliza água na operação. O mictório sem água é constituído
dos seguintes componentes: bacia cerâmica, suporte do cartucho, cartucho, líqui-
do selante, chave para troca do cartucho e protetor para a superfície do cartucho
- opcional.
O líquido selante é uma substância composta por mais de 90∞ de álcoois graxos e
o restante de biocida e corantes. Sua cor predominante é o azul e apresenta densi-
dade menor que a da água e da urina, permanecendo em suspensão nas mesmas.
O líquido selante se localiza em suspensão na primeira ciamara do cartucho.
A urina entra pelos orifícios da parte superior do cartucho, penetrando na primeira
câmara através do líquido selante que está em suspensão e preenchendo toda a
superfície superior do líquido desta câmara. Pelo sistema de vasos comunicantes,
a urina é expelida pelo orifício de saída do cartucho, sendo coletada pelo copo do
suporte e de lá para a rede de esgoto. A manutenção requerida pelo sistema é a
substituição periódica do cartucho, que se trata de uma peça descartável. A dura-
bilidade do cartucho está associada à obstrução de suas cavidades por material
bioquímico que se acumula em seu interior e pelo carreamento do líquido selante.
12.5. Dispositivos de descarga para mictórios
Tipo Características Principais
Válvula de
acionamento
hidromecânico
Esta válvula é caracterizada por um corpo metálico externo que controla e conduz a água
até o mictório. Para o acionamento da descarga, o usuário deve pressionar o acionador
da válvula liberando o fluxo de água para a bacia do mictório. Após o acionamento pelo
usuário, ocorre o fechamento temporizado pela ação hidromecânica da válvula. Este tipo
de equipamento pode ser utilizado, entre outros, nas seguintes tipologias de edificações:
industriais, escolas, shopping centers, hospitais, clubes, escritórios, estádios, terminais de
passageiros.
Válvula
temporizada
Este é um sistema em que os produtos são vendidos separadamente, sendo necessária
a montagem dos componentes pelo instalador. A descarga deste tipo de equipamento
pode ser obtida por um sistema temporizador eletrônico. O temporizador pode ser fa-
cilmente encontrado no mercado e adaptado às instalações existentes. No temporizador
eletrônico pode ser feita a regulagem do intervalo entre descargas e do tempo de duração
da descarga. O temporizador envia um sinal a uma válvula solenóide elétrica que faz
a liberação do fluxo de água conforme os parâmetros definidos no temporizador. Este
sistema pode ser empregado em mictórios coletivos e em baterias de vários mictórios
individuais. Tem a desvantagem de não diferenciar picos e vales de fluxo de usuários.
Válvula de
acionamento
por sensor
de presença
Neste tipo de equipamento, quando o usuário se aproxima e se posiciona de frente ao
mictório, o sensor que emite continuamente um sinal imperceptível ao usuário, infraver-
melho ou ultrasom, detecta a sua presença.
Em geral, na maioria dos equipamentos, o fluxo de água só é liberado após o afasta-
mento do usuário, o que garante um menor consumo de água. O sensor, associado a um
microprocessador, emite um sinal até uma válvula do tipo solenóide, de funcionamento
elétrico, que libera o volume de água da descarga. Neste tipo de equipamento, o tempo
médio de acionamento dos produtos encontrados no mercado encontra-se em torno de
5 a 6 segundos.
O sistema elétrico do equipamento pode ser alimentado por baterias alcalinas de
6 e 9 VDC, ou pelo próprio sistema predial elétrico de 127/220V. Estas característi-
cas físicas devem ser observadas quando da aquisição do equipamento e em fun-
ção das características físicas do local a ser instalado. Uma das principais vantagens
deste sistema frente aos demais é quanto à questão da higiene do usuário, uma
vez que este não entra em contato direto com nenhum componente do sistema.
Existem também válvulas eletrônicas que por serem embutidas na parede possuem
grande resistência a vandalismo e permitem higienização completa do mictório por não
necessitar do flexível para alimentar o mictório (mictório com entrada de água posterior),
tornando-se apropriado para locais como estádios de futebol, escolas, centros cirúrgicos,
indústrias farmacêuticas, hospitais, etc.
12.6 Duchas e chuveiros

Tipo Características Principais
Registro regulador
de vazão para
chuveiros e duchas
Há uma grande variedade de tipos e modelos de duchas no mercado, com as mais
diversas vazões. Uma intervenção passível tanto em duchas de ambientes sani-
tários públicos como de residências é a introdução de um registro regulador de
vazão que é empregado para reduzir vazões excessivas, normalmente existente
em condições de alta pressão. Tais dispositivos podem ser aplicados em chuveiros
e duchas e possibilitam a regulagem da vazão a níveis de conforto e economia
conforme o tipo de chuveiro empregado, a pressão existente no ponto e hábitos
de usuários. Outro procedimento também pode ser a instalação de um dispositivo
restritor de vazão. Uma das vantagens do uso do restritor de vazão é que a mesma
permanece constante dentro de uma faixa de pressão, geralmente de 10 mca a
40 mca. Existem restritores de vazão com os mais diferentes valores de vazão, por
exemplo, para 6, 8, 10, 12 e 14 litros/minuto. Ressalta-se que são recomendados
para valores de pressão hidráulica superiores a 10 mca.
As desvantagens dos restritores de vazão são: impossibilidade de regulagem
da vazão quando há diferencial de pressão entre água quente e fria, para evitar
"queimadas" e também o fato que tais restritores entopem com certa facilidade
ocasionando o problema acima apontado ou a necessidade periódica de desmon-
tagem para limpeza.
Válvula de
fechamento
automático para
chuveiros e duchas
Outra forma para redução do consumo de água nos chuveiros é a instalação de
válvulas de fechamento automático para chuveiros, que funciona nos mesmos
moldes, por exemplo, das torneiras hidromecânicas, porém com ciclo de funcio-
namento em torno de 35 segundos. Contudo o aparelho mais encontrado nas ins-
talações hidráulicas é o registro de pressão. A desvantagem do registro de pressão
é que o mesmo pode ser mal fechado, ou permanecer aberto desnecessariamente,
resultando em consumo excessivo. A instalação dessas válvulas de fechamento
automático para chuveiro, juntamente com os registros reguladores de vazão para
chuveiro, propiciam os melhores resultados em nível de redução do consumo de
água.
Nesse sentido, é muito importante lembrar que os chuveiros são responsáveis
em média por 41% do volume de água em apartamentos, 78% do consumo de
água em apartamento tipo flat e também consumos elevados em vestiários de
uso coletivo em geral.
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12.7. Bacias sanitárias
Tipo Características Principais
Com válvulas de
descarga de ciclo
seletivo
As bacias sanitárias para instalação com válvulas que hoje são encontradas no
mercado caracterizam-se por necessitar de apenas 6 litros para propiciar a limpeza
completa.
Com caixa acoplada Apresentam funcionamento com 6 litros. Estas bacias apresentam funcionamento
sinfônico ou de arraste.

12.8. Dispositivos para acionamento de descarga
para bacias sanitárias

Tipo Características Principais
Válvula de descarga
de ciclo seletivo
A válvula de descarga de ciclo de funcionamento seletivo, mais comumente
empregada em instalações sanitárias, caracteriza-se por propiciar ao usuário a
possibilidade de descargas de 2 a 7 litros conforme o material existente na bacia
sanitária. No caso de material líquido ou pequenos dejetos, que são 90% do uso
em uma residência, o volume de água necessário para limpeza de bacia situa-se
entre 3 e 4 litros, o que pode representar considerável economia com relação a
sistemas com volume de descarga fixo. Para maior eficiência e maiores resultados
em nível de redução do consumo de água, essas válvulas possuem um registro in-
tegrado que convenientemente regulado propicia a vazão ideal para o sifonamento
da bacia, ou seja, a vazão que permitirá o completo sifonamento da bacia com o
maior volume de água.
Válvula de descarga
ciclo fxo
O acionamento se dá por um dispositivo, presente no corpo da válvula, em forma
de alavanca. O usuário aciona esta alavanca, resultando na descarga. Por mais que
o usuário permaneça acionando a alavanca, somente o volume previamente re-
gulado para a descarga será liberado. Para a liberação de novo volume de água, a
alavanca deverá ser acionada novamente.
Válvula de descarga
de duplo acionamento
Existem dispositivos conhecidos como "duo-flush" que possibilitam dois tipos de
acionamento da válvula de descarga. A válvula de descarga, contém dois botões:
um deles, quando acionado, resulta em uma descarga completa para o arraste de
efluente com sólidos. O acionamento do outro botão resulta em uma meia des-
carga, geralmente de 3 litros, para limpeza apenas de efluente líquido na bacia
sanitária.
Válvulas de descarga
por sensor
Outro tipo de válvula é com acionamento por sensor de presença. A alimentação
elétrica deste sistema pode ser feita com o uso de baterias alcalinas ou por rede
elétrica, 127/220V. O usuário deve permanecer por um período de tempo mínimo
no raio de alcance do sensor, normalmente 5 segundos, para que o sistema se
arme e após a saída do usuário do alcance é efetuada a descarga pela válvula sole-
nóide. O volume por descarga pode ser regulado para 6 litros de água.
Mecanismo
para válvula de
desccarga com
duplo acionamento
Existem dispositivos conhecidos como "duo-flush" que possibilitam dois tipos de
acionamento da descarga de água. O dispositivo de descarga, geralmente incorpo-
rado na caixa acoplada, contém dois botões: um deles, quando acionado, resulta
em uma descarga completa para o arraste de efluente com sólidos. O acionamento
do outro botão resulta em uma meia descarga, geralmente de 3 litros, para limpe-
za apenas de efluente líquido na bacia sanitária.

12.9. Redutores de vazão e de pressão
Tipo Características Principais
Registro regulador de
vazão para lavatórios
Além dos registros reguladores de vazão para chuveiros, conforme descrito acima,
estão também disponíveis no mercado os registros reguladores de vazão para
lavatórios, que podem ser aplicados, tanto para torneiras como para misturado-
res. Esses registros possibilitam reduções muito significativas quando regulados
adequadamente e instalados com as torneiras de fechamento automático de fun-
cionamento hidromecânico.
Caso uma determinada área da edificação apresente uma pressão elevada, pode
ser mais conveniente a instalação de uma válvula redutora de pressão na tubula-
ção de entrada de água da área. Estes dispositivos mantêm a vazão constante em
uma faixa de pressão, em geral, de 100 a 400 kPa (10 a 40 mca).
12.10. Tabela comparativa de consumo de água
Produto Tempo
(Min.)
Baixa Pressão 2
a 10 m.c.a. Casa/
Sobrado
Alta Pressão
10 a 40 m.c.a.
Apart./Indústria
Dispositivos
Economizado-
res de Água
Chuveiro 5
10
75 l
150 l
100 l
120 l
70 l
140 l
Torneira de
Lavatório
1
5
10 l
50 l
20 l
100 l
8 l
40 l
Misturador de
Cozinha
1
5
60 l
120 l
100 l
200 l
30 l
60 l
Torneira de jar-
dim/tanque
5
10
60 l
120 l
100 l
200 l
40 l
80 l
Mictório c/
Registro
0,25
0,50
2,5 l
5,0 l
3,75 l
7,5 l
2 l
4 l
12.11. Individualização de consumo
Os principais objetivos da individualização de consumo de água são:

Proporcionar justiça social, onde cada morador paga somente a
água que consome;

Proporcionar redução de consumo de forma geral, em até 30%;

Detectar vazamentos, analisando a regularidade de consumos;

Minimizar o desperdício de água no condomínio.
13. Produtividade e desperdício na constru-
ção civil
A Produtividade é a relação entre os recursos utilizados e os resultados
alcançados. Ela mede a capacidade que o trabalhador tem de aumen-
tar o valor do conjunto de materiais e serviços que compõem um de-
terminado produto. A produtividade no Brasil é menor que um quinto
da produtividade dos países industrializados:

Apresenta baixos índices de produtividade em relação a outros países
- Brasil - 45 hh/m
2
,
- Dinamarca - 22 hh/m
2


A infuência dos processos
- Processo artesanal primitivo- 80 hh/m
2

- Processo industrializado - 10 hh/m
2

* hh = horas homem
“Produtividade é minimizar cientificamente o uso de recursos materiais,
mão-de-obra, máquinas, equipamentos etc., para reduzir custos de
produção, expandir mercados, aumentar o número de empregados, lu-
tar por aumentos reais de salários e pela melhoria do padrão de vida, no
interesse comum do capital, do trabalho e dos consumidores”. (Japan
Productivity Center for Social – Economics Development ).
O aumento da produtividade é conseqüência da utilização otimizada
e integrada dos diversos fatores que contribuem na formação, movi-
mentação e comercialização de um produto. Podem-se destacar os
seguintes fatores que afetam a produtividade:

Capacitação e treinamento da mão-de-obra;

Metodologia de trabalho utilizada;

Layout do canteiro de obras;

Práticas gerenciais de controle;

Processos de produção;

Utilização de insumos;

Estrutura organizacional da empresa.
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O grau de produtividade de um agente econômico (pessoa, empresa,
país etc.) é, via de regra, um dos melhores indicadores para a medição
dos seus níveis de efciência e efcácia.
13.1 Tempo X Produtividade
13.1.1 Tempo produtivo
Tempo consumido para elaborar produtos ou serviços que atendem
as necessidades dos clientes.
13.1.2. Tempo não produtivo
Tempo consumido para elaborar produtos ou serviços que não aten-
dem as necessidades dos clientes.
13.1.3. Tempo ocioso
Tempo consumido pela não elaboração de produtos ou serviços, mas
ocorre o consumo de recursos disponibilizados.
13.1.4 Trabalho produtivo
Ser produtivo não é trabalhar duramente, mas sim trabalhar com sa-
bedoria, empregando seus talentos e competências àquilo que traz
resultados impactantes, efetivos e duradouros.
13.1.5 Intensifcação do trabalho
Executar o trabalho o mais rápido possível, levando ao grande desgas-
te físico, riscos de acidente e desperdício de material.
13.1.6 Racionalização do tempo
Realizar suas tarefas da melhor maneira possível sem perder tempo.
Para tanto é necessário planejar, implementar e controlar a execução
dos serviços.
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13.2 Desperdício na construção civil
13.2.1 Perdas
As perdas são consideradas inevitáveis (perdas naturais) e evitáveis.
Segundo sua natureza, podem acontecer por:

Superprodução;

Substituição;

Espera;

Transporte;

No processamento em si;

Nos estoques;

Nos movimentos;

Elaboração de produtos defeituosos;

E outros fatores, como roubo, vandalismo, acidentes etc.
Conforme a origem, as perdas podem ocorrer no próprio processo
produtivo, como nos que o antecedem, como fabricação de materiais,
preparação dos recursos humanos, projetos, planejamento e supri-
mentos. Em todos os casos a qualifcação do trabalhador está presente.
Qualquer utilização de recursos além do necessário à produção de
determinado produto é caracterizada como desperdício classifcado
conforme seu controle, sua natureza e sua origem.
13.2.2. Desperdício
O desperdício não pode ser visto apenas como o material refugado
no canteiro, mas sim como toda e qualquer perda durante o processo.
13.2.3. Retrabalho
O retrabalho é a ação implementada sobre um produto não confor-
me de modo que ele atenda aos requisitos especifcados. O retrabalho
consiste em fazer os reparos necessários detectados durante proces-
sos de inspeção de produtos que não atendam aos padrões previa-
mente estabelecidos e pela mão-de-obra adicional gasta no reparo e
nas re-inspeções.
Para a melhoria da produtividade é necessário evitar o retrabalho, o
que se consegue otimizando as ações. Mas para isto é necessário:

Planejamento: depois de planejada, a execução fca muito mais fá-
cil;

Ter um processo de decisão ágil;

Disponibilização de informações de forma instantânea, clara e segura;

Estabelecimento de melhoria contínua de processos;

Identifcação de pontos fracos e defeitos;

Ação preventiva;

Mudanças de tecnologia com base em análises de custo/benefício.
O Retrabalho leva ao desperdício, pois ele geralmente envolve:

Consumo de tempo;

Consumo de material;

Desgaste físico e mental;

Desgaste profssional;

Descrédito da marca;

Redução do lucro.
13.2.4. Desperdícios e perdas – um exemplo
Alvenaria

1m² de alvenaria consome em média 25 tijolos;

Com 1.000 tijolos se faz em média 40m² de alvenaria;

Numa construção se perde em torno de 10% dos tijolos por quebras
no transporte, manuseio e corte para o assentamento;

Em um prédio de 15 lajes (padrão);

Temos em média 940m² de alvenaria/laje;

Totalizando 14.100m² de alvenaria;

Consumindo 352.500 tijolos;

Considerando uma perda de 3 tijolos por m²;

Então pela média se perde 42.300 tijolos;

Que custam 42.300 x 0,28 = R$11.844,00;

Que dariam para executar 1.692,00m² de alvenaria.
Resumindo, com o desperdício:

Os custos aumentam;

Os ganhos diminuem;

A qualidade é reduzida;

O esforço é dobrado.
14. Contabilidade básica
"A Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas,
manter um controle permanente do patrimônio da empresa".
As fnalidades fundamentais da Contabilidade referem-se à orientação
da administração das empresas no exercício de suas funções.
A Contabilidade é o controle e o planejamento de toda e qualquer en-
tidade sócio-econômica.
14.1. Princípios básicos
14.1.1 Princípio da competência:
As despesas e receitas devem ser contabilizadas como tais, no mo-
mento de sua ocorrência, independentemente de seu pagamento ou
recebimento.
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14.1.2. Princípio da realização da receita e confronta-
ção da despesa:
As receitas realizadas no período devem ser confrontadas, no mesmo
período, com as despesas que a geraram.
14.1.3. Custo como base de valor:
As aquisições de ativos deverão ser contabilizadas pelo seu valor histó-
rico, pelo seu valor de compra ou aquisição.
14.1.4. Princípio do denominador comum monetário:
Este princípio diz que a contabilidade deve ser feita numa única moeda
e que todos os itens devem ser avaliados por essa moeda.
14.2. Funções da contabilidade
As principais funções da Contabilidade são: registrar, organizar, de-
monstrar, analisar e acompanhar as modifcações do patrimônio em
virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no
contexto econômico.
14.2.1. Registrar:
Todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor mo-
netário.
14.2.2. Organizar:
Um sistema de controle adequado à empresa.
14.2.3. Demonstrar:
Com base nos registros realizados, expor periodicamente por meio de
demonstrativos, a situação econômica, patrimonial e fnanceira da em-
presa.
14.2.4. Analisar:
Os demonstrativos podem ser analisados com a fnalidade de apura-
ção dos resultados obtidos pela empresa.
14.2.5. Acompanhar:
A execução dos planos econômicos da empresa, prevendo os paga-
mentos a serem realizados, as quantias a serem recebidas de terceiros
e alertando para eventuais problemas.
14.3. Exercício Social
É o espaço de tempo (12 meses), fndo o qual as pessoas jurídicas apu-
ram seus resultados. Ele pode coincidir ou não com o ano-calendário,
de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. .
14.4. Balanço Patrimonial
É um documento contábil que resume as atividades da empresa, num
determinado período, nos seus aspectos patrimoniais e fnanceiros,
sendo atualmente obrigatório o seu levantamento anual, coincidente
com o ano civil.
Balanço Patrimonial
Empresa: xoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxox
Ano Exercício 2006
Ativo Passivo
Circulante 0,00 Elegível a Longo
Prazo
0,00
Clientes 0,00 0,00
Estoques 0,00 Patrimônio Líquido 0,00
Permanente 0,00 0,00
Total do Ativo 0,00 Total do Ativo 0,00
14.4.1. Ativo:
Todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade. Contas do
ativo têm saldos devedores, à exceção das contas retifcadoras (como
depreciação acumulada e provisões para ajuste ao valor de mercado).
14.4.2. Passivo:
Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do
exercício seguinte; duplicatas a pagar, contas a pagar, títulos a pagar,
empréstimos bancários, imposto de renda a pagar, salários a pagar.
14.4.3. Capital social:
O valor previsto em contrato ou estatuto, que forma a participação (em
dinheiro, bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa.
14.4.4. Patrimônio líquido:
Valor que os proprietários têm aplicado. Contas do patrimônio líquido
têm saldos credores, divide-se em: Capital social; Reservas de capital; Re-
servas de reavaliação, Reservas de lucros; e Lucros/Prejuízos acumulados.
14.4.5. Direitos:
Valores a serem recebidos de terceiros por vendas a prazo ou valores de
nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros.
14.4.6. Obrigações:
Dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos
perante terceiros, ou bens de terceiros que se encontram em nossa pos-
se.
14.5. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício,
diante do confronto das receitas, custos e despesas apuradas segundo
o regime de competência.
Demonstração de Resultado do Exercício
Empresa : xoxoxoxoxoxoxoxoxox
Ano Exercício 2006
Conta Valor
Receita de Vendas 100.000,00
(-)Custo Prod. Vendido - CPV 30.000,00
(=)Lucro Bruto 70.000,00
(-)Despesas OperacionaiS 27.000,00
De Vendas 20.000,00
Administrativas 5.000,00
Financeiras Líquidas 2.000,00
(=)Lucro Operacional 43.000,00
(+/-)Resultado não Operacional 2.000,00
(=) Lucro Líquido antes do IR 45.000,00
(-) Provisão para o IR 10.000,00
(=)Lucro Líquido após o IR 35.000,00
(-) Participação dos Empregados 10.000,00
(=) Lucro Líquido do Período 25.000,00
14.5.1. Receitas:
Entradas de elementos para o ativo da empresa, na forma de bens ou
direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida.
14.5.2. Despesas:
Gastos incorridos para, direta ou indiretamente, gerar receitas. As des-
pesas podem diminuir o ativo e/ou aumentar o passivo exigível, mas
sempre provocam diminuições na situação líquida.
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14.5.3. Prejuízos acumulados:
Conta que registra as perdas acumuladas da entidade, já absorvidas
pelas demais reservas ou lucros acumulados.
14.5.4. Lucros acumulados:
Resultado positivo acumulado da entidade, legalmente fcam em des-
taque, mas tecnicamente, enquanto não distribuídos ou capitalizados,
podem ser considerados como reservas de lucros.
14.5.5. Resultado operacional (lucro ou prejuízo ope-
racional):
Aquele que representa o resultado das atividades, principais ou aces-
sórias, que constituem objeto da pessoa jurídica
Balanço Patrimonial
Empresa : xoxoxoxoxoxoxoxoxox
Ano Exercício 2006
Ativo Passivo
Circulante 40.000,00 Circulante 38.000,00
Disponível 20.000,00 Fornecedores 15.000,00
Caixa 15.000,00 Contas a Pagar 10.000,00
Aplicação 5.000,00 Imposto de Renda a
Pagar
3.000,00
Clientes 8.000,00 Participações a Pagar 5.000,00
Clientes 8.000,00 Dividendos a Pagar 2.000,00
Estoques 12.000,00 Empréstimo Curto Prazo 3.000,00
Estoque Produto Aca-
bado
10.000,00 Exigível a Longo Prazo 30.000,00
Estoque Matéria Prima A 2.000,00 Empréstimo Longo Prazo 30.000,00
Permanente 60.000,00 Patrimônio Líquido 32.000,00
Máquinas 30.000,00 Capital Social 28.000,00
Prédios e Instalações 40.000,00 Lucros Acumulados no
Ano
4.000,00
(-) Depreciação Acumu-
lada
10.000,00
Total do Ativo 100.000,00 Total do Passivo 100.000,00
15. Noções de Metrologia
A defnição formal de metrologia, palavra de origem grega, é a seguinte:

Metron = medida

Logos = ciência
Portanto, Metrologia é a ciência da medição. Trata dos conceitos bá-
sicos, dos métodos, dos erros e sua propagação, das unidades e dos
padrões envolvidos na quantifcação de grandezas físicas.

Metrologia também diz respeito ao conhecimento dos pesos e medi-
das e dos sistemas de unidades de todos os povos, antigos e modernos.
15.1. Áreas da Metrologia
A metrologia está dividida em três grandes áreas:
15.1.1. Metrologia Científca
Utiliza instrumentos laboratoriais, pesquisas e metodologias científcas
que têm por base padrões de medição nacionais e internacionais para
o alcance de altos níveis de qualidade metrológica.
15.1.2. Metrologia Industrial
Sistemas de medição que controlam processos produtivos industriais
e são responsáveis pela garantia da qualidade dos produtos acabados.
15.1.3. Metrologia Legal
Relacionada a sistemas de medição usados nas áreas de saúde, segu-
rança e meio ambiente.
15.2. Instrumentação
Instrumentação é o conjunto de técnicas e instrumentos usados para
observar, medir e registrar fenômenos físicos. A instrumentação preo-
cupa-se com o estudo, o desenvolvimento, a aplicação e a operação
dos instrumentos.

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15.3. Medição
Conjunto de operações que tem por objetivo determinar um valor de
uma grandeza.
15.4. Medida
A medida é o valor correspondente ao valor momentâneo da grandeza
a medir no instante da leitura. A leitura é obtida pela aplicação dos pa-
râmetros do sistema de medição à leitura e é expressa por um número
acompanhado da unidade da grandeza a medir.
15.5. Sistema Internacional de Unidades (SI)
É um conjunto de defnições utilizado em quase todo o mundo mo-
derno, que visa uniformizar e facilitar as medições.

15.6. Grandezas
Atributo de um fenômeno, corpo ou substância que pode ser quali-
tativamente distinguido e quantitativamente determinado. O termo
“grandeza” pode referir-se a:

Grandezas em um sentido geral:

Comprimento

Tempo

Temperatura

Grandezas específcas:

Comprimento de uma barra

Resistência elétrica de um fo

Concentração de etanol em uma amostra de vinho

Grandezas que podem ser classifcadas, uma em relação à outra, em
ordem crescente ou decrescente, são denominadas grandezas de
mesma natureza.

Grandezas de mesma natureza podem ser agrupadas em conjuntos
de categorias de grandezas, por exemplo:

Trabalho, calor, energia

Espessura, circunferência, comprimento de onda
Os símbolos das grandezas são dados na norma ISO 31.
15.7. Unidade de medida
Grandeza específca, defnida e adotada por convenção, com a qual
outras grandezas de mesma natureza são comparadas para expressar
suas magnitudes em relação àquela grandeza. Unidades de medida
têm nomes e símbolos aceitos por convenção, assim, o símbolo de
uma unidade de medida (sinal convencional) designa esta unidade de
medida.
Exemplos:
a) m é o símbolo do metro
b) A é o símbolo do ampère.
15.8. Sistema de Unidades de medida
Conjunto das unidades de base e unidades derivadas, defnido de
acordo com regras específcas, para um dado sistema de grandezas.
Exemplos:
a) Sistema Internacional de Unidades SI;
b) Sistema de Unidades CGS.
15.9. Unidades geométricas
15.9.1. Metro
Defnição - metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no
vácuo, durante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo.
Plural do nome: metros
Símbolo: m
Grandeza: comprimento (a extensão de um objeto considerado na sua
maior dimensão).

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15.9.2. Metro Cúbico
Defnição - Volume de um cubo cuja aresta tem 1 metro de compri-
mento.
Plural do nome: metros cúbicos
Símbolo: m³
Grandeza: volume (a quantidade de espaço ocupada por um corpo.
Volume tem unidades de tamanho cúbicas como, por exemplo, cm³,
m³, in³ etc.).

15.9.3. Metro quadrado
Defnição - Área de um quadrado cujo lado tem 1 metro de compri-
mento.
Plural do nome: metros quadrados
Símbolo: m²
Grandeza: área (medida da superfície de uma fgura geométrica).
15.9.4. Metro por segundo
Defnição - Velocidade de um móvel que, em movimento uniforme
percorre a distância de 1 metro em 1 segundo.
Plural do nome: metros por segundo
Símbolo: m/s
Grandeza: velocidade (a relação entre espaço percorrido e tempo de
percurso, no movimento uniforme).
15.9.5. Segundo
Defnição - Duração de 9.192.631.770 períodos da radiação correspon-
dente à transição entre os dois níveis hiperfnos do estado fundamen-
tal do átomo de césio 133.
Plural do nome: segundos
Símbolo: s
Grandeza: tempo (um determinado período considerado em relação
aos acontecimentos nele ocorridos).
15.9.6. Metro cúbico por segundo
Defnição - Vazão de um fuído que, em regime permanente através
de uma superfície determinada, escoa o volume de 1 metro cúbico do
fuído em 1 segundo.
Plural do nome: Metros cúbicos por segundo
Símbolo: m³/s
Grandeza: vazão (o volume de um fuido que escoa através da seção
transversal de um conduto por unidade de tempo).
15.10. Instrumentos de Medição
Dispositivos destinados a reproduzir ou fornecer, de maneira perma-
nente durante seu uso, um ou mais valores conhecidos de uma dada
grandeza.
15.10.1. Metro articulado
O metro articulado é um instrumento de medição linear, fabricado em
madeira, alumínio ou fbra, que contém graduação conforme o sistema
métrico universal.

15.10.2. Régua metálica
A régua apresenta-se normalmente em forma de lâmina de aço-carbo-
no ou de aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as medidas em
centímetro (cm) e milímetro (mm), conforme o sistema métrico, ou em
polegada e frações, conforme o sistema inglês.
15.10.3. Trena
Instrumento de medição constituído por uma fta de aço, fbra ou te-
cido, graduada em uma ou em ambas as faces, no sistema métrico e/
ou no sistema inglês, ao longo de seu comprimento, com traços trans-
versais.

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15.10.5.1. Tipos de micrômetros

Profundidade;

Arco profundo;

Com disco nas hastes;

Para medição de roscas;

Interno.

15.10.5.2. Leitura no micrômetro
1º passo - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.
2º passo - leitura dos meios milímetros, também na escala da bainha.
3º passo - leitura dos centésimos de milímetro na escala do tambor.

17mm
Exemplos:
a)
0,5mm
17,00mm (escala dos mm da bainha)
0,50mm (escala dos meios mm da bainha)
0,32mm (escala centesimal do tambor)
17,82mm Leitura total
0,32mm
15.10.4. Paquímetro
O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões line-
ares internas, externas e de profundidade de uma peça. Consiste em
uma régua graduada, com encosto fxo, sobre a qual desliza um cursor.

15.10.4.1. Tipos de paquímetro

Paquímetro universal: é utilizado em medições internas, externas,
de profundidade e de ressaltos.

Paquímetro universal com relógio: o relógio acoplado ao cursor
facilita a leitura, agilizando a medição.

Paquímetro com bico móvel: empregado para medir peças côni-
cas ou peças com rebaixos de diâmetros diferentes.

Paquímetro de profundidade: serve para medir a profundidade
de furos não vazados, rasgos, rebaixos etc.

Paquímetro duplo: serve para medir dentes de engrenagens.

Paquímetro digital: utilizado para leitura rápida, livre de erro de
paralaxe, e ideal para controle estatístico.
15.10.5. Micrômetro
É um instrumento de medição linear, que possibilita a realização de
medições de centésimos e milésimos de mm. O micrômetro mede
com exatidão a espessura de revestimentos na construção civil e tem
grande uso na indústria mecânica, medindo toda a espécie de objetos,
como peças de máquinas.
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15.11. A origem do metro
As unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do
corpo humano, que eram referências universais, pois fcava fácil che-
gar-se a uma medida que podia ser verifcada por qualquer pessoa. Foi
assim que surgiram medidas padrão como a polegada, o palmo, o pé,
a jarda, a braça e o passo.

O A Polegada
O Palmo

O Pé

Em geral, essas unidades eram baseadas nas medidas do corpo do rei.
O Antigo Testamento da Bíblia é um dos registros mais antigos da his-
tória da humanidade. E lá, no Gênesis, lê-se que o Criador mandou Noé
construir uma arca com dimensões muito específcas, medidas em cô-
vados. O côvado era uma medida-padrão da região onde morava Noé,
e é equivalente a três palmos, aproximadamente, 66 cm.
Côncavo
Há cerca de 4.000 anos, os egípcios usavam, como padrão de medi-
da de comprimento, o cúbito: distância do cotovelo à ponta do dedo
médio. Como as pessoas têm tamanhos diferentes, o cúbito variava de
uma pessoa para outra, ocasionando as maiores confusões nos resul-
tados nas medidas.
O Cúbito

Nos séculos XV e XVI, os padrões mais usados na Inglaterra para medir
comprimentos eram a polegada, o pé, a jarda e a milha. Na França, no
século XVII, ocorreu um avanço importante na questão de medidas.
A Toesa, que era então utilizada como unidade de medida linear, foi
padronizada em uma barra de ferro com dois pinos nas extremidades
e, em seguida, chumbada na parede externa do Grand Chatelet, nas
proximidades de Paris. Uma toesa é equivalente a seis pés, aproxima-
damente, 182,9 cm.
Inicia-se um movimento no sentido de estabelecer uma unidade na-
tural que pudesse ser encontrada na natureza e, assim, ser facilmen-
te copiada, constituindo um padrão de medida. Havia também outra
exigência para essa unidade: ela deveria ter seus submúltiplos estabe-
lecidos segundo o sistema decimal. Estabelecia-se, então, que a nova
unidade deveria ser igual à décima milionésima parte de um quarto do
meridiano terrestre.
O sistema decimal já havia sido inventado na Índia, quatro séculos antes
de Cristo.
Protótipo Internacional do Metro de 1889 (1ª CGPM) a 1960, quando a
defnição da unidade metro foi alterada, e desde então pode ser repro-
duzido em laboratório; desde 1983 o metro é obtido por meio de um
equipamento que utiliza um laser estabilizado.

Metro é a distância entre os eixos de dois traços principais marcados
na superfície neutra do padrão internacional depositado no B.I.P.M.
(Bureau Internacional dês Poids et Mésures), na temperatura de zero
grau Celsius e sob uma pressão atmosférica de 760 mmHg e apoia-
do sobre seus pontos de mínima fexão.
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Metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, du-
rante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo.

No século XIX, vários países já haviam adotado o sistema métrico.
No Brasil, o sistema métrico foi implantado pela Lei Imperial nº 1157,
de 26 de junho de 1862.

Estabeleceu-se, então, um prazo de dez anos para que padrões anti-
gos fossem inteiramente substituídos.
16. Noções básicas de matemática
16.1. Geometria
É a matemática que estuda as formas, planas e espaciais, com as suas
propriedades.

H V H
16.1.1. Triângulo
h
b
d (Hipotenusa)
Cálculo da Área
Área= b x h/2
Se, b = 8m e h = 6 m
A = 8×6/2
A = 24,00m²
Cálculo da Hipotenusa
d = b² + h²
d = 8² + 6²
d = 64 + 36
d = 100
d = 10m
Calculo do Perímetro
P = b + h + d
P = b + h + b² + h²
P = 8 + 6 + 8² + 6²
P = 8 + 6 + 64 +36
P = 8 + 6 + 100
P = 8 + 6 + 10
P = 24 m
16.1.2. Quadrado
D
L
L
Cálculo do Perímetro
Perímetro = 4 x L
Se, L = 5m
P = 4 x 5
A = 20m
Cálculo da Diagonal
D = 2 x L²
D = 2 x 5²
D = 2 + 25
D = 50
D = 7,07m
Calculo da Área
Área = L x L ou L²
Se, L = 5m
A = 5²
A = 5 x 5
P = 25 m²
16.1.3. Retângulo
d
h
b
Cálculo do Perímetro
Perímetro = 2 x (b + h)
Se, b = 8m e h = 6m
P = 2 x (8 + 6)
P = 28m
Cálculo da Diagonal
D = b² + h²
D = 8² x 6²
D = 64 + 36
D = 100
D = 10m
Calculo da Área
Área = b x h
Se, b = 8m e h = 6m
A = 8 x 6
Área = 48 m²
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16.1.4. Círculo
r
D
Cálculo da Área
Área = π x r²
Sendo: π = 3,1415
Se, D = 4m, então r = 2m
Área = 3,1415 x 2²
Área = 3,1415 x 2 x 2
Área = 3,1415 x 4
Área = 12,56m²
Cálculo do Perímetro
Perímetro da circunferência = 2 x π x r
Sendo: π = 3,1415
Se, D = 4m, então r = 2m
P = 2 x 3,1415 x 2
D = 12,56m
16.1.5. Cubo
a
Cálculo da Área da superfície
A = 6 x a²
Se, a = 2m
A = 6 x (2²)
A = 6 x 4
A = 24m²
Cálculo do Volume
D = A
3
Se a = 2m
V = 2
3
V = 8m
3
Cálculo da Aresta
Quantidade = 12
Comprimento = 12 x a
Ca = 12 x 2
Ca = 24m
16.1.6. Paralelepípedo
a
b
c
Cálculo da Área da superfície
A = 2 (a x b) + (a x c) + (b x c)
A = 2 x (2 x 3) + (2 x 4) + (3 x 4)
A = 2 x (6 + 8 + 12)
A = 52m²
Cálculo do Volume
V = a x b x c
Se a = 2m, b = 3m e c = 4m
V = 2 x 3 x 4
V = 20m
3
Cálculo da Aresta
Quantidade = 12
Comprimento = (4 x a) = (4 x b) = (4 x c)
Ca = (4 x 2) + (4x3) = (4 x 4)
Ca = 8 + 12 + 16
Ca = 36m
16.1.7. Cilindro
r
r
2πr
Cálculo da Área lateral
Área = 2 x π x r x h
Se, r = 2m e h = 4m
Área = 2 x 3,1415 x 2 x 4
A = 50,26m²
Cálculo da Área da base
Área = π x r
2
Sendo π = 3,1415
Se, D = 4m, então r = 2m
Área = 3,1415 x 2
2
Área = 3,1415 x 2 x 2
Área = 3,1415 x 4
A = 12,56m²
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h
R
Cálculo da Área total
Área = 2 x π x r x (h + r)
Sendo π = 3,1415
Se, D = 4m, então r = 2m
Área = 2 x 3,1415 x 2 x (4+2)
A = 75,40m²
Cálculo do volume
V = π x r
2
x h
Sendo π = 3,1415
V = 3,1415 x 2
2
x 4
V = 50,26m
3
16.1.8. Cilindro oco
h
r
R
e
Cálculo do Volume (pelo raio menor)
π = 3,1415
R = 4m
r = 3m
h = 6m
V = π x h x (R
2
- r
2
)
V = 3,1415 x 6 x (4
2
- 3
2
)
V = 3,1415 x 6 x (16 - 9)
V = 3,1415 x 6 x 7
A = 131,94m
3
Cálculo da Área Lateral
π = 3,1415
R = 4m
r = 3m
h = 6m
A = 2 x π x hx (R + r)
A = 2 x 3,1415 x 6

x (4 + 3)
A = 2 x 3,1415 x 6

x 7
V = 263,89m
2
16.1.9. Tronco de cone
h L
r
R
Cálculo da Área Lateral
(comprimento do lado)
π = 3,1415
R = 4m
r = 3m
L = 6m
A = π x L

x (R + r)
A = 3,1415 x 6

x (4 + 3)
A = 3,1415 x 6

x 7
A = 131,94m
2
Cálculo da Área Lateral
(pela altura)
π = 3,1415
R = 4m
r = 3m
h = 6m
A = π x (R + r) x h
2
+ (R - r)
2
A = 3,1415 x (4 + 3)

x 6
2
+ (4 - 3)
2

A = 3,1415 x 7x 36 + 1
A = 21,99 x 6,082
V = 133,76m
2
Cálculo do Volume
π = 3,1415
R = 4m
r = 3m
L = 6m
V = [(π x h)/3] x [R
2
+ r
2
+ (R x r)]
V = [(3,1415 x 6)/3] x [4
2
+ 3
2
+ (4 x 3)]
A = (18,84/3) + (16 + 9 + 12)
A = 6,28 x 37
A = 232,36m
3
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Anotações
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Anotações
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Anotações
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17. Leitura e interpretação de projetos
hidráulicos
17.1. Projeto
É o conjunto de desenhos que demonstram as representações gráfcas
constituídas de linhas e símbolos que traduzem tecnicamente aquilo
que se pretende construir.

Nos projetos aparecem os desenhos, as medidas e outras informa-
ções, como os detalhes construtivos;

Os projetos são elaborados segundo normas técnicas, regulamenta-
das pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

Normalmente para a execução de uma edifcação são elaborados os
projetos de arquitetura, de fundação, de estruturas, de instalações
hidro-sanitárias, elétricas e telefônicas.
17.2. Escala
São dimensões ou distâncias marcadas nas plantas ou projetos, equiva-
lentes às distâncias reais. Para você compreender os projetos, é neces-
sário que você saiba como funcionam as escalas.
Sala/Quarto
Quarto
Quarto
Cozinha
As escalas são utilizadas para reduzir as medidas permitindo que o pro-
jeto possa ser representado em um papel de tamanho menor.

As réguas convencionais são na escala 1:1;

Para desenhar um projeto de uma escola em uma escala 1:1 seria
necessário um papel de tamanho real ao que se deseja construir, o
que seria inviável;

Um projeto hidro-sanitário geralmente é feito na escala 1:50, isto sig-
nifca que o desenho está 50 vezes menor do que seu tamanho real.
17.3. Escalímetro
Para se determinar distâncias não contidas no projeto, utilizamos o es-
calímetro, onde são encontradas geralmente as seguintes escalas: 1:20,
1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125.

1 m
1 m
17.4. Folha de projeto (Prancha)
As normas em vigor, editadas pela ABNT, adotam a seqüência “A” de
folhas, partindo da folha A0, com área de aproximadamente 1,0 m².

A0 A1
A2
b
0 0
0/2 0/2
b
/
4
b
/
4
b
/
2
A3
A4
17.4.1. Confguração da folha de projeto

Espaço para Desenho
Espaço para Desenho
LEG LEG
Espaço para Texto
Espaço
para
Texto
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17.5. Projeto Hidráulico
A instalação predial de água fria é o conjunto de tubulações, equipa-
mentos, reservatórios e dispositivos existentes a partir do ramal pre-
dial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilização de água da
edifcação, em quantidade sufciente, mantendo a qualidade da água
fornecida pelo sistema de abastecimento.
Segundo a norma brasileira NBR 5626 – Instalações prediais de água
fria, as instalações prediais de água fria devem ser projetadas de modo
que, durante a vida útil do edifício, atendam aos seguintes requisitos:

Preservar a potabilidade da água;

Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantida-
de adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o per-
feito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e
demais componentes;

Promover economia de água e de energia;

Possibilitar manutenção fácil e econômica;

Evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente;

Proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização
adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões satisfa-
tórias e atendendo às demais exigências do usuário.
O projeto completo compreende:

Plantas, cortes, detalhes e vistas isométricas com dimensionamento
e traçados dos condutores, e legendas;

Memorial descritivo;

Especifcações do material.
17.5.1. Exemplo de planta baixa
BANHEIRO
32mm 25mm
Escala 1:20
2
5
m
m
17.5.2. Exemplos de vista isométrica
AF
1
2
3
13
4 5 6
12
12
11
11
9
8
7
14
10
6
Ch
25mm 25mm
2
5
m
m
5
0
m
m
25mm 25mm
Cd Bi
Lv
25m
m
DET. “K” - 1º PAV.
ESC - 1/20
Ø 100mm
Ø

1
0
0
m
m
I

=

1
%
Ø
1
0
0
m
m
TQ - 16,22
Ø 75mm
Ø 50mm
CX.SIF.
100X150X50
CX.SIF.
100X150X50
B.S.
S.C
L
Ø 50mm
Ø
4
0
m
m
Ø
5
0
m
m
CV - 16,22
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DET. “J” - 1º PAV.
ESC - 1/20
Ø 40mm
Ø 100mm
Ø
4
0
m
m
Ø
7
5
m
m
A
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C
V
-
1
3
I=1%
Ø 100mm
Ø 100mm
Ø 50mm
Ø 75mm
CV - 13,19
TQ - 13,19
AP - 9
B.S.
S.C..
L
CX.SIF.
100X150X50
R.S.
Ø 75mm
Ø 50
Ø

4
0
m
m
DET. “I” - 1º PAV.
ESC - 1/20
Ø 100mm
Ø

1
0
0
m
m
Ø

5
0
m
m
Ø

4
0
m
m
B.S.
S.C.
CX. SF
100X150X50
Ø
4
0
m
m
Ø

4
0
m
m
Ø 100mm
Ø 75mm
i = 1%
R.S.
i

=

1
%
AP - 7,8
TQ - 11, 12, 17, 18
CV - 11, 12, 17, 18
DET. “L” - 1º e PAV. TIPO
ESC - 1/20
PIA
Ø
5
0
m
m



i
=
2
%




P
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L
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R
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D
E
S.C.
S.C.
COZINHA
DETALHE ESGOTO
TUBO PVC-S DE 100mm i=1%
ESC - 1/20
C
D
PIA
TL
L
SC
BSCA
CX.S-150x15x50mm
WCB
SC
SC
M
L
Ø
7
5
m
m
Ø
5
8
m
m
Ø
5
0
m
m
TV-Ø75mm
AF-ØVAR
Ø
5
0
m
m
Ø
1
0
0
m
m
0
5
0
0
5
0
0
4
0
i=
2
%
i=
2
%
i=
2
%
i=
1
%
i=
2
%
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2
5
m
32m
2
5
m
2
5
m
3
2
m
h
-
h
-
TL
B.S.CX.A
PIA INOX
VP
FOGÃO VEM DA CASA DE GÁS
VEM DA CASA DE GÁS
GÁS
MANGUEIRA FLEX 1/2”
VP
RP 1/2
1/2
1/2 22m
22m
RP
AQUECEDOR
22m
TL - 1/2”
L - 1/2”
1/2”
1/2”
CSA
1/2”
- 1.50m
PIA - 1/2”
25m
2
2
m H
- 1
6
0
m
H
- 1
6
0
m
h - 1.10m
h - 1.10m
RG
RG
RG
RG
17.5.3. Exemplo de cortes verticais
1
,8
0
Ø
2
5
Ø
2
5
A
F
A
F
A
F
AF AF AF
A
F
A
F
A
F
Ø
2
5
1
,2
0
2
,2
0
Ø
2
0
Ø
2
0
Ø25 Ø25
0,10
0,15
0
,5
0
0
,2
5
0
,2
5
0
,2
5
0
,6
0
17.5.4. Detalhes construtivos
Entrada torneira
de bóia Bóia
Base totalmente plana (lisa) e nivelada
*conforme projeto
Barrilete*
Barrilete*
Barrilete*
Flange
descarga
Tubo extravasor
(ladrão)
Ramal
entrada

ATENÇÃO!
USO INCORRETO
Tubulação instalada na
parte inferior central das
caixas d'água.
18. Sistemas de água fria e caixas d’água
18.1. Ramal Predial e de alimentação
Ramal predial ou ramal externo é o trecho que liga a rede pública de
abastecimento ao cavalete (conjunto de tubos, conexões e registro à
instalação do hidrômetro). Esta ligação é executada pela própria con-
cessionária da região da obra. Para isto o proprietário deverá enviar um
requerimento ao órgão.
O alimentador predial é o trecho que compreende o fnal do cavalete
até a torneira de bóia no reservatório que pode ser superior ou inferior.
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18.2. Reservatórios
18.2.1. Cálculo de Volume para uma Residência
Alguns estudos mostram que, por dia, uma pessoa no Brasil gasta de
50 litros a 200 litros de água. Para calcular o consumo diário de água
dentro de uma edifcação, devemos verifcar a taxa de ocupação de
acordo com o tipo de uso do edifício. O consumo diário (Cd) pode ser
calculado pela seguinte fórmula:
Cd = P * q
Onde: Cd = consumo diário (litros/dia);
P = população que ocupará a edifcação;
q = consumo por pessoa (adotar 200 litros).
A capacidade calculada refere-se a um dia de consumo. Entretanto,
recomenda-se adotar o consumo de dois dias, no mínimo. Então, a
quantidade de água armazenada será:
Cr = 2 * Cd
Para casos comuns de reservatórios domiciliares, recomenda-se a se-
guinte distribuição: para reservatórios inferiores, 60% CR, e para reser-
vatórios superiores 40% de CR.
Exemplo: Calcular a capacidade dos reservatórios de um edifício resi-
dencial de 2 pavimentos, com 2 apartamentos por pavimento, sendo
que cada apartamento possui 2 quartos.
Adotamos: 2 pessoas/quarto.
P = (2*2) = 4 pessoas/apto * 2 aptos
P = 8 pessoas
Cd = 8*200 l/dia = 1600 l/dia
Cr = 2 * 1600 = 3200 l/dia por pavimento
2 pavimentos = 6400 l/dia
18.2.2. Saídas e componentes da caixa d’água
O extravasor (ladrão) é uma tubulação destinada a escoar os eventuais
excessos de água do reservatório, evitando o seu transbordamento.
A torneira de bóia é usualmente utilizada quando o abastecimento
ocorre por gravidade. Isto é, não tem recalque (instalado na alimenta-
ção do reservatório predial) e o automático de bóia são dispositivos de
comando automáticos, regulados pelo próprio nível da água.
A tomada de água ou tubulação de saída deve ser localizada na pare-
de oposta à da alimentação, no caso de reservatórios de grande com-
primento, visando evitar a formação de áreas de estagnação de água.
Uma tubulação de limpeza com registro de fechamento é obrigatória
não só para essa fnalidade periódica, como para total esvaziamento
em caso de manutenção.
O barrilete é um conjunto de tubulações que se origina no reservatório
superior e que alimenta as colunas de distribuição. Ele pode ser um
concentrado que abriga os registros de operação em uma área restrita
e pode ser do tipo ramifcado.
18.2.3. Tipos de Reservatório (Caixa d’água)
Podemos observar dois tipos de reservatórios:
a) Reservatórios moldados in loco: são os reservatórios executados na
própria obra, podem ser concreto armado, alvenaria etc.
b) Reservatórios industrializados: são construídos basicamente de f-
brocimento, metal, polietileno ou fbra de vidro, sendo utilizados para
pequenas e médias reservas.
18.2.3.1. Características dos reservatórios Amanco
Dupla Camada
1ª camada (Cinza): proteção exterior que evita a passagem de luz, com
aditivos para resistência ao raio ultravioleta (UV), e agentes antioxidan-
tes (AO);
2ª camada (Branca): conserva melhor a temperatura da água e pro-
porciona visibilidade na limpeza. Aditivada também com antioxidante
(AO) e proteção anti UV.
Medidas aproximadas
Medidas aproximadas
Capacidade
(L)
Altura
(cm)
Diâmetro
(cm)
Peso
(Kg)
Peso caixa c/
água
310 70 90 9,3 319,3
500 70 120 14,4 514,4
750 75 140 18,6 768,6
1.000 90 140 22,2 1.022,2
1.750 110 160 32,6 1.782,6
2.500 175 150 44,25 2.544,25
6.000 230 200 99,9 6.099,9
8.000 215 235 132,9 8.132,9
10.000 255 235 167,0 10.167,0
12.000 305 235 210,0 12.210,0
15.000 360 235 271,8 15.271,8
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Tripla Camada
1ª camada (Bege): proteção exterior que evita a passagem de luz,
com aditivos para resistência ao raio ultravioleta (UV), e agentes antio-
xidantes (AO);
2ª camada (Preta): proteção total contra os raios solares, evitando o
desenvolvimento de musgos, colônias de bactérias e outros microor-
ganismos;
3ª camada (Branca): conserva melhor a temperatura da água e pro-
porciona visibilidade na limpeza. Aditivada também com antioxidante
(AO) e proteção anti UV. Este reservatório permite armazenagem de
líquidos de maior densidade, além da água, com prévia autorização do
departamento técnico da Amanco.
Atenção: para armazenamento de outros líquidos é preciso solicitar
autorização por escrito do Departamento Técnico da Amanco através
do atendimento Amanco: 0800 701 8770.
Caso não haja autorização por escrito do departamento técnico da
Amanco, a perda da garantia será total.
Medidas aproximadas
Capacidade
(L)
Altura
(cm)
Diâmetro
(cm)
Peso
(Kg)
Peso caixa c/ água
310 70 90 10,3 320,3
500 70 120 16,4 516,2
750 75 140 21,1 771,1
1.000 90 140 25,15 1.025,15
1.750 110 160 37,1 1.787,1
2.500 175 150 50,5 2.550,5
6.000 230 200 113,9 6.113,9
8.000 215 235 151,9 8.151,4
10.000 255 235 190,7 10.190,7
12.000 305 235 239,7 12.239,7
15.000 360 235 310,6 15.310,6
18.2.4. Cisternas
O armazenamento da água potável como apoio à rede pública garante
a qualidade da água. Pode ser instalada somente enterrada e/ou no
subsolo, protegida da luz solar.
Também pode ser utilizada como armazenagem das águas das chuvas
para limpeza de pátios e para uso em regas diversas.
É mais fácil de instalar e tem maior facilidade de limpeza pelo seu inte-
rior na cor branca e sua superfície lisa. Por ser impermeável, impede a
entrada de raízes e infltrações.
18.3. Recomendações de uma boa instalação
As caixas d’água Amanco Tinabras e Tinaplas foram projetadas para
uso externo, abrigadas ou expostas ao sol. Conheça todos os procedi-
mentos para fazer uma instalação rápida e segura de caixa d’água de
polietileno.
18.3.1. Material
1. Furadeira;
2. Serra-copo 1.1/2” e 3/4”;
3. Tubos de PVC Amanco (mesmas bitolas dos fanges);
4. Lixa;
5. Chave de grifo;
6. Fita veda-rosca;
7. Adesivo plástico para PVC Amanco;
8. Flanges 1.1/2” e 3/4”;
9. Kit torneira de bóia;
10. Filtro para caixa d’água (item opcional para instalação próximo ao
cavalete de entrada);
11. Solução limpadora.
Leia atentamente as instruções deste manual antes de iniciar a instalação.
18.3.2. Passo a Passo
Passo 1: Retire a tampa para começar a instalação da caixa d’água. O
assentamento deve ser feito somente sobre superfície plana e nivelada.
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Passo 2: Inicie a furação da caixa nos pontos indicados pelo fabricante.
Para isso, utilize serra-copo compatível com o diâmetro das fanges.
Passo 3: Certifque-se que a caixa d’água tenha no mínimo 3 furos,
sendo: um para a entrada d’água, um para a saída d’água e um terceiro
para o extravasor (ladrão).
Passo 4: Em seguida, inicie a fxação das fanges.
Passo 5: Aperte manualmente as fanges pelo lado interno da caixa.
Se necessário utilize uma chave de grifo para ajustá-las. Atenção! Faça
isso com cuidado, de forma a garantir a junção perfeita das peças sem
danifcá-las. O uso de fanges com vedação de borracha dispensa veda-
ção adicional, com silicone, por exemplo.
Passo 6: Depois, inicie a instalação da tubulação utilizando tubos de
bitolas equivalentes às das fanges. Para facilitar a execução, lixe as fan-
ges.
Passo 7: Em seguida, faça o mesmo com a ponta dos tubos que serão
ligados à caixa d’água.
Passo 8: Passe o adesivo plástico para PVC nas fanges e nos tubos
que serão conectados. Mas antes use solução limpadora para melhor
aderência do adesivo para PVC.
Passo 9: Em seguida, conecte os tubos nas fanges.
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Passo 10: Do lado interno da caixa d’água instale a torneira de bóia
junto à fange de entrada de água. Para tanto, fxe a torneira separada
da bóia. Não se esqueça de usar fta veda rosca Amanco para instalar a
torneira de bóia.
Passo 11: Na sequência fxe a bóia roscável na base.
Passo 12: Antes de concluir, limpe toda a caixa d’água com um pano
úmido, em especial o lado interno, para garantir a retirada de partículas
e outros resíduos.
Passo 13: Após ser fechada com a tampa, a caixa d’água estará pronta
para ser conectada à rede hidráulica e utilizada.
18.3.3. Sobre Base Plana
Para todas as capacidades volumétricas de caixas.
Entrada torneira
de bóia Bóia
Base totalmente plana (lisa) e nivelada
*conforme projeto
Barrilete*
Barrilete*
Barrilete*
Flange
descarga
Tubo extravasor
(ladrão)
Ramal
entrada
Atenção: As Caixas d’água Amanco devem obrigatoriamente ser ins-
taladas sobre base plana (lisa), rígida e nivelada, sem contato com su-
perfícies pontiagudas.
Não devem ser enterradas.
Atenção: Em nenhuma hipótese instale as caixas d’água Amanco so-
bre vigas, estrados, grades ou perfs metálicos, seja qual for a capacida-
de volumétrica delas. As caixas devem ser instaladas sempre sobre base
plana (100% lisa) de forma que todo o fundo da caixa esteja apoiado.
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Atenção: Uso incorreto, tubulação instalada na parte inferior central
das caixas d’água. A instalação sobre perfs de madeira deve estar nive-
lada e sem espaçamento, feita com material que não sofra deformação
com o tempo e seja resistente para suportar o peso da caixa cheia.
18.3.4. Duas ou mais caixas instaladas em conjunto
(Vasos Comunicantes)
As caixas d’água fabricadas em materiais plásticos estão sujeitas a uma
deformação do anel inferior devido à pressão exercida pelo peso da
água. Assim sendo, sugerimos que, ao instalar duas ou mais caixas em
conjunto utilize-se o esquema a seguir:
Saída de água
Válvula
Válvula
Entrada de água
(opcional)
Extravasor
(ladrão)
Extravasor
(ladrão)
Entrada
de água
Base
totalmente
plana
Atenção: Não cimentar ou fxar a união entre as caixas. Instalar extrava-
sores (ladrão) em todas as caixas. Para qualquer situação de instalação,
seja ao ar livre, sob telhados ou atuando como cisterna, não enterrar
e sempre instalar extravasor (ladrão) para retirada do excesso de água
em caso de falha da torneira de bóia.
Atenção: Usar as caixas d’água somente com a tampa instalada para
evitar deformações no produto. Quando as caixas estiverem em desní-
vel, cheias e sem a tampa, poderão sofrer deformações e ligeira ovali-
zação, difcultando a colocação da tampa.
18.3.5. Flanges de descarga
As caixas d’água Amanco apresentam locais específcos para perfura-
ção das entradas de tubulações. Os pontos estão ilustrados na fgura
abaixo.
Atenção: Recomendamos apenas serra-copo como ferramenta de
perfuração.
As furações feitas fora dos 6 pontos especifcados não serão cobertas
pela garantia, assim como as furações realizadas com brocas, serras
tico-tico e outras ferramentas que não sejam serras-copo.
1, 2, 3: Furação realizada em fábrica nas
caixas d’água até 1.000 litros.
Locais para perfuração opcional
conforme identificações acima.
4, 5, 6:
3
4
5
6
2 1
18.3.6. Local de instalação
Devemos instalar as caixas d’água Amanco em ambientes ventilados,
caso contrário pode ocorrer a condensação da água e a parede externa
da caixa apresentar micro gotículas (como um copo de água fria).
a) Em lajes
Para instalações em lajes, o local deve estar nivelado, isento de qual-
quer irregularidade e com área superior à base da caixa. O local deverá
ser limpo, retirando-se pedras, pedaços de madeira, ferro e quaisquer
outros objetos que possam vir a danifcar o fundo do reservatório.
b) Sob o telhado
Sempre que a instalação ocorrer sob telhados, o ideal é efetuar 2 pe-
quenas aberturas em paredes opostas para circulação e renovação do
ar aprisionado sob o telhado.
Atenção: As massas de ar quente e úmido, em contato com as pa-
redes do reservatório, provocam condensação da umidade existente
no ar (paredes do reservatório suando), com consequente acúmulo de
água na base do reservatório, causando danos à pintura, forro etc.
c) Circulação ao redor da caixa d’água
Caso o telhado esteja colocado acima da caixa, a distância entre a boca
da caixa e o telhado deve ser sufciente para que uma pessoa de esta-
tura mediana possa entrar pela abertura da caixa sem sofrer danos. A
caixa deverá ter uma distância de no mínimo 45cm em relação a qual-
quer outro ponto fxo que possa ser considerado um obstáculo perma-
nente, seja este de alvenaria, madeira, ou qualquer outro material, de
forma a permitir que a pessoa circunde toda a caixa.
Ao instalar um sistema de fltros para limpeza da água, nunca instale o
fltro próximo à caixa, principalmente quando esta estiver sob telhados,
pois em caso de rompimento, a água desperdiçada não cairá sobre a
laje e não provocará danos à pintura, forros, etc. Instalar os fltros sem-
pre fora da residência/construção, de preferência próximo ao cavalete
(hidrômetro) de entrada.
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Verifque
1. O posicionamento do automático de bóia;
2. A colocação do extravasor em parede oposta à tubulação de ali-
mentação;
3. A colocação de telas de cobre no extravasor e na ventilação;
4. O apoio da caixa do reservatório sobre elemento resistente;
5. A extravasão de água deve estar localizada em local que chame a
atenção do responsável de forma altamente visual, tendo em vista
economizar água e evitar o desperdício;
6. O posicionamento das tubulações, de modo que a tubulação de es-
goto não cruze o reservatório de água potável.
18.4. Vantagens Amanco
As caixas d’água Amanco não necessitam ser instaladas em lugares
cobertos. O polietileno utilizado em sua fabricação é aditivado com
protetores ultravioleta e agentes antioxidantes, o que garante maior
resistência do plástico a rompimentos, ressecamentos e outros danos.
Assim, elas podem ser instaladas também fora do telhado, resistindo à
ação de intempéries como chuva e raios solares.
Devido à alta proteção contra os raios solares e tampa-rosca, as caixas
d’água Amanco têm vedação rápida e segura, impedindo a entrada
de poeira, impurezas e insetos, além de não apresentar formação de
musgos e outras incrustações em suas paredes.
19. Amanco Eco Caixa
19.1. Características e Atributos

Adequada à NBR 15491/07: caixa de descarga para limpeza de ba-
cias sanitárias - Requisitos e métodos de ensaio.

Efciente: produto compacto, realiza limpeza da bacia sanitária com
ótimo desempenho: 6,0 litros.

Economia de água: por ter capacidade volumétrica de 6 litros eco-
nomiza aproximadamente 33% do volume de água quando compa-
rada aos modelos de caixas de descarga de 9 litros.

Controle total da descarga através da corda de acionamento.

Ecológica: produto com preocupação ambiental por utilizar menos
água quando comparada ao modelo de 9 litros.

Inovadora: design moderno com embalagem diferenciada.

Cores: Branco, Caramelo, Cinza Prata e Areia.

Com repositor do Fecho Hídrico ajustável.

Melhor aproveitamento do espaço interno

19.2. Instalação
Passo 1: A altura de instalação deve ser de 2 metros medidos a partir
do piso acabado até o ponto de fxação da caixa de descarga
Você poderá utilizar os Tubos de Descida Amanco nas versões: de em-
butir com curva ou na versão externo.
Recomendamos apenas utilização de tubos de descida com 1,60 me-
tros DN (40) (I).
Atenção: O limite de pressão no ponto de utilização da instalação hi-
dráulica predial deve ser de 400 kPa (4,0kgf/cm
2
segundo NBR 5626/98:
Instalação predial de água fria.
Passo 2: Ponto de fxação: a caixa de descarga deve ser nivelada e pa-
rafusada à parede pelos suportes (A) situados na parte superior traseira
da caixa de descarga.
Passo 3: Encaixar tubo de descida (J) na saída da caixa de descarga
empurrando-o até fcar frme. Para ligar o tubo à bacia sanitária, utilize
o espude Amanco com bolsa de ligação para acabamento.
Atenção: O tubo de descida deve fcar sempre na posição vertical e
a caixa de descarga não deve fcar apoiada sobre o tubo de descida.
Passo 4: Ligação de água: ligar o terminal do engate fexível (B) na
rosca localizada na parte superior da caixa (C). Rosqueie o Nípel (D) no
ponto de espera da água na parede utilizando fta veda rosca Amanco
e em seguida rosqueie o outro terminal (B) do engate fexível. Não há
necessidade de inverter o posicionamento da torneira-de-bóia. Os ter-
minais do engate não necessitam de fta veda rosca.
A
Engate
Flexível Corpo da
Eco Caixa
Corda para
acionamento
D
A
F
B
B C
H
I
J
2

m
1
,
6
0

m
G


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Acionamento da descarga: A descarga ocorre enquanto a corda de
acionamento (E) está puxada. Ao soltá-la, interrompe-se a descarga,
permitindo controle do volume de água pelo usuário.
Engate Flexível: A ligação da caixa de descarga ao ponto hidráulico
é feita através do engate fexível. A Amanco oferece diversos compri-
mentos de engates fexíveis, todos na bitola de 12". Não tensionar, ou
seja, não esticar o engate para não comprometer o funcionamento ade-
quado da çaixa de Descarga.
Errado Correto
Regulagem do nível da água: Este produto vem regulado de fábrica
e não necessita de ajustes na torneira-de-bóia.
Dispositivo de bloqueio de odores: Para repor a água no fundo do
vaso sanitário após a descarga e impedir a passagem do mau cheiro,
acione o dispositivo repositor do fecho hídrico através do botão (F).
Alguns vasos sanitários já realizam reposição de água automaticamen-
te. Para verifcar a necessidade de reposição deste volume de água,
também conhecido como fecho hídrico, faça o seguinte teste após a
instalação da Eco Caixa: deslize o cursor (F) totalmente até a posição (-),
desativando o dispositivo. Em seguida, acione a descarga e aguarde 4
minutos, ou o tempo de enchimento da caixa de descarga. Verifque,
então, se a distância entre a superfície da água do vaso e a borda su-
perior da saída do vaso sanitário (distância G) tem, no mínimo 5 cm.
Nesta condição o vaso não necessita de repositor de água acionado
e o dispositivo deve permanecer desativado com o cursor (F) na po-
sição (-). Caso a distância (G) seja menor que 5 cm, o cursor (F) deverá
ser ajustado gradativamente na direção da posição (+) até completar a
distância (G) de 5 cm.
F
C
A saída de vaso sanitário deve sempre estar bloqueada com água para
impedir o retorno de mau cheiro proveniente da tubulação de esgoto.
Importante: Quando o dispositivo de bloqueio de odor (F) estiver
ajustado na posição (+) sem necessidade, poderá haver maior consu-
mo de água.
Tampa da Caixa de Descarga: Não remova a tampa da caixa de des-
carga sob nenhuma hipótese, pois o mecanismo de funcionamento está
ligado a ela.
Em caso de mau funcionamento verifque:
Problema Verifcação
O produto não funciona
de forma satisfatória
Verifcar se o vaso sanitário utilizado é de 6
litros para que a Eco Caixa funcione perfei-
tamente. Caso o vaso sanitário seja de 9 li-
tros, o desempenho da Eco Caixa poderá ser
comprometido. Recomendamos utilização
de vasos sanitários de 6 litros. Verifcar se há
tensionamento do engate plástico. Verifcar
se o tubo de descida está forçando a Eco Cai-
xa, tornando o fundo da caixa de descarga
abaulado para dentro. Se isso ocorrer o me-
canismo interno pode estar forçado, o que
prejudica o seu funcionamento.
Vazão da descarga insuf-
ciente
Altura de instalação inferior à recomenda-
da - 2,0 metros do piso acabado aos pontos
de fxação da Eco Caixa na parede. Verifcar
encaixe do Tubo de descida. Caso esteja mal
instalado poderá permitir entrada de ar, com-
prometendo o funcionamento da Eco Caixa.
Verifcar se o modelo do vaso sanitário é de
9 litros. Recomendamos utilização de vasos
sanitários de 6 litros.
Vazamento de água den-
tro da bacia
Verifcar se o repositor do fecho Hídrico (F)
está em funcionamento, pois em algumas
regiões de pressão de rede muito baixas, o
tempo para o fechamento total da caixa de
descarga pode ser mais demorado, dando a
impressão de vazamento. Verifcar se o ajus-
te adequado para repositor do fecho hídrico
está conforme teste descrito neste catálogo
Vazamento entre rosca da
tampa da Eco Caixa e ter-
minal do engate fexível
Reapertar o engate fexível ou trocá-lo.
20. Leitura e interpretação de projetos
hidráulicos
20.1. Legenda

SIMBOLOGIA
AM
45º
Água fria
AM
45º
Cruzeta
AM
45º
Água quente
AM
45º
Hidrômetro
AM
45º
Água para incêndio
AM
45º
Válvula de retenção
AM
45º
Registro de gaveta
AM
45º
Joelho de 90 graus
AM
45º
União
AM
45º
Joelho de 45 graus
AM
45º
Plug (terminal)
AM
45º
Curva
AM
45º
Junção simples 45°
AM
45º
Luva
AM
45º
T 90°
AM
45º
Joelho voltado para cima
AM
45º
T saída para cima
AM
45º
Joelho voltado para baixo
AM
45º
T saída para baixo
AM
45º
Redução
AM
45º
Redução Excêntrica
20.2. Projeto de esgoto
As instalações de esgoto sanitário são as destinadas à retirada das
águas servidas nas edifcações, desde os aparelhos ou ralos até a rede
coletora pública ou outro destino fnal qualquer. Os esgotos sanitários
são os despejos provenientes do uso da água para fns higiênicos.

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As instalações prediais de esgotos sanitários devem ser projetadas e
executadas de modo a:

Permitir rápido escoamento dos esgotos sanitários e fáceis desobs-
truções;

Vedar a passagem de gases e de animais das tubulações para o inte-
rior das edifcações;

Não permitir vazamentos, escapamentos de gases ou formação de
depósitos no interior das tubulações;

Impedir a contaminação da água de consumo.
As instalações de esgoto se dividem em três partes:

Esgoto secundário - O esgoto secundário é a parte do esgoto que
não está em contato com os gases provenientes do coletor público
(tubulação que vai dos aparelhos de utilização até a caixa sifonada);

Esgoto primário - O esgoto primário é a parte do esgoto que está
em contato com os gases provenientes do coletor público ou fossa,
ou seja, após a caixa sifonada no sentido do escoamento (vai da cai-
xa sifonada até o tubo de queda ou até a caixa de inspeção);

Ventilação - A tubulação de ventilação é a tubulação que promove a
ventilação do esgoto primário, ou seja, permite o escape dos gases
e mantém a pressão atmosférica dentro da tubulação quando das
descargas nos aparelhos.
LEGENDA
Tubulação de esgoto secundário
Tubulação de esgoto primário
Tubulação de ventilação
20.3. Linha esgoto
20.3.1. Características
Tubos com ponta e bolsa: comprimentos de 3,0 e 6,0 metros, pro-
duzidos conforme NBR 5688 nas bitolas DN 40, DN 50, DN 75, DN 100
e DN 150.
Bolsas com dupla atuação: permitem montagens com junta soldá-
vel ou junta elástica, facilitando sua aplicação na obra.
Juntas soldáveis: efetuadas pelo sistema convencional, cortando a
ponta do tubo em chanfro, lixando levemente a ponta do tubo e a área
de contato interno da bolsa, limpando as superfícies e posteriormente
aplicando o Adesivo Plástico Amanco.
Juntas elásticas: executadas após a limpeza da bolsa e colocação do
anel na virola da bolsa, marcando na ponta do tubo a profundidade da
bolsa, em seguida aplicando-se a Pasta Lubrifcante Amanco na ponta
chanfrada do tubo e na parte interna do anel que fcará em contato
com o tubo.
20.3.2. Esgoto Série Normal
Tubos e conexões indicados para aplicação em sistemas prediais de
esgoto sanitário e ventilação, com escoamento pela ação da gravidade
(sem pressão), com classe de temperatura* (picos) CT 45°C.
20.3.3. Esgoto Série Reforçada
Tubos e conexões com espessuras de paredes maiores que a série nor-
mal, empregados em sistemas prediais de água pluvial, esgoto sani-
tário e ventilação, bem como garagens e subsolos, com escoamento
pela ação da gravidade (sem pressão), com classe de temperatura (pi-
cos) CT 75°C.
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20.3.4. Exemplo
Tubo Série Normal DN 100, com espessura de parede = 1,8mm;
Tubo Série Reforçada DN 100, com espessura de parede = 2,4mm.
Classe de temperatura (CT): Temperatura máxima na qual despejos lí-
quidos de curta duração são lançados no sistema de esgoto sanitário.
20.3.5. Amanco Silentium® PVC

O sistema Amanco Silentium® PVC é a primeira solução ao alcance para
reduzir o problema de ruídos nas instalações de esgoto das edifcações,
com um sistema de qualidade e performance comprovado, acrescen-
tando um valor agregado indispensável: o conforto do silêncio!
Os sons podem se propagar tanto pelo ar quanto por materiais sólidos
e líquidos. Nas edifcações, os ruídos podem se transmitir basicamente
de duas formas:

Via aérea (indireta): conseqüência do movimento e vibração que o
líquido provoca ao passar no interior da tubulação, gerando ondas
que fazem vibrar a parede do tubo e que transmitem sua deforma-
ção ao ar, provocando o chamado Efeito Tambor.

Via estrutural (direta): o som gerado pelos impactos do fuído contra
as paredes internas, especialmente de tubulações verticais, se pro-
pagam pela tubulação até atingirem a estrutura da edifcação.
20.3.5.1. Transmissão de ruído de esgoto na edifcação

PVC Convencional Amanco Silentium® PVC
PVC Convencional Amanco Silentium® PVC

O sistema Amanco Silentium® PVC é o resultado de um processo
de última geração, que resulta na aplicação do PVC Mineralizado,
conferindo propriedades de isolamento acústico superiores aos sis-
temas convencionais;

Devido ao acréscimo na espessura de parede e à elevada densidade
da matéria-prima utilizada nas tubulações, alcançamos níveis consi-
deráveis de redução de ruídos;


A função do PVC Mineralizado nos tubos e conexões é isolar o ruído
causado pelo transporte do fuído através da tubulação (via indireta;

Além do PVC mineralizado, os tubos Amanco Silentium® têm es-
pessuras superiores aos da Série Reforçada, elevando a densidade e
alcançando níveis consideráveis de redução de ruídos.
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Comparativo
Espessuras de parede (em mm)
DN SR Amanco Silentium ®
40 1,8 2,3
50 1,8 2,3
75 2,0 2,6
100 2,5 3,2
150 3,6 4,6
20.3.5.2. Campos de aplicação
A linha Amanco Silentium® PVC é perfeita para a redução de ruídos em:

Edifícios residenciais e comerciais;

Hospitais;

Hotéis;

Bibliotecas;

Laboratórios.

20.3.6. Tubos Amanco Silentium® PVC

Cor laranja;

Super-reforçados. Comparação da espessura de parede para tubos
DN 100:

Amanco Silentium® PVC: 3,2 mm;

Esgoto Série Reforçada (SR): 2,5 mm;


Esgoto Série Normal (SN): 1,8 mm.

Fornecidos com a Junta Elástica Bilabial Integrada (JEBI).
20.3.6.1. Junta Elástica Bilabial Integrada (JEBI)

Não soltam da canaleta por queda ou impacto do tubo ou da cone-
xão no chão;

Formato das aletas garante a dupla vedação entre a superfície do
tubo e o alojamento da conexão;

Além da vedação do sistema, têm a importante função de evitar a
propagação de ruído ao longo da tubulação;

Tem no seu interior uma alma em polipropileno, que impede o des-
locamento da mesma;

Fabricadas em borracha especial EPDM, é resistente aos ataques
químicos e raios ultravioletas.

Lábio Anterior
Aletas
Alma em Polipropileno
Lábio Posterior

A JEBI é formada por dois lábios (dupla vedação), onde o lábio ante-
rior facilita a introdução e já realiza a estanqueidade, que é garantida
pelo lábio posterior

Lábio Anterior
Facilita a introdução e proporciona estanquidade
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Lábio Posterior
Assegura a dupla vedação
20.3.7. Caixa sifonada completa
(a) Grelha;
(b) Antiespuma;
(c) Defetor Antiespuma;
(d) Porta grelha;
(e) Tubo Prolongador;
(f ) Antiinfltração;
(g) Amortecedor Acústico;
(h) Corpo da caixa sifonada;
(i) Sifão removível;
(j) Defetor acústico.
j
g
i
h
a
b
c
d
e
f

20.3.8. Amortecedor Acústico para Caixa Sifonada

Fabricado em borracha com dureza especial

Aplicado entre o Corpo da Caixa Sifonada e o Prolongador

Reduz a transmissão do ruído estrutural

Amortece as vibrações geradas pelo fuxo de fuídos dentro do siste-
ma de esgoto – garante a redução acústica entre pavimentos

Fornecido em conjunto com duas abraçadeiras metálicas

É de fácil e rápida instalação, garantindo total estanqueidade
20.3.9. Amortecedor Acústico para Vaso Sanitário

Fabricado em borracha com dureza especial

Aplicado entre a conexão (ex. Joelho 90°) e o Prolongador da Caixa
Sifonada

Reduz a transmissão do ruído estrutural;

Garante redução acústica entre pavimentos;

Fornecido em conjunto com duas Abraçadeiras Metálicas;

É de fácil e rápida instalação, garantindo total estanqueidade.

20.3.10 Abraçadeiras Amanco Silentium® PVC

O sistema Amanco Silentium® PVC possui abraçadeiras especiais nos
diâmetros de DN 40 até DN 150, que servem para sustentar as tubu-
lações verticais e horizontais do sistema.

Seu formato reduz signifcativamente o ruído causado pelas vibra-
ções das tubulações.
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20.3.11. Vantagens adicionais

O Amanco Silentium® PVC possui alta durabilidade, resistindo tanto
a esforços térmicos quanto aos mecânicos.
Maior resistência mecânica devido
ao aumento de espessura de parede
em relação aos tubos da Série
Reforçada (SR)
Resistência ao impacto
muito superior aos tubos
da Série Normal (SN) e da
Série Reforçada (SR)
Facilidade de encaixe e
rapidez na execução da junta
Dupla segurança em
relação a estanqueidade
Alta resistência a detergentes,
desinfetantes e produtos de
limpeza em geral
Tecnologia em PVC
Mineralizado auto
extinguível
20.3.12. Adaptações em instalações existentes

O Amanco Silentium® PVC é totalmente compatível com os Siste-
mas Amanco Série Normal (SN) e Série Reforçada (SR), pois seus diâ-
metros externos são idênticos e esta disponiveis nas bitolas comer-
ciais do DN 40 a DN150.

21. Dimensionamento da instalação hidráulica
Continuando, vamos estudar um pouquinho sobre o dimensionamen-
to, que é fundamental para o bom funcionamento das instalações.
Devemos dimensionar a instalação hidráulica para que o uso de um
aparelho ou peça sanitária seja satisfatório e não prejudique o funcio-
namento de outras partes da instalação.
Para isso é utilizado um dos tipos de sistemas (Sistema Máximo Prová-
vel e Sistema Máximo Possível).
21.1. Sistema Máximo Provável
Admite-se que nem todas as peças são usadas ao mesmo tempo. Mas
existe a possibilidade de algumas funcionarem ao mesmo tempo.
21.2. Sistema Máximo Possível
Neste sistema, considera-se que todas as peças de utilização alimen-
tadas pelo ramal funcionem simultaneamente em locais onde há ho-
rários rigorosos para utilização da água, como por exemplo: indústrias,
estabelecimentos de ensino, quartéis etc. Este é o método mais utiliza-
do pelos projetistas.
Para efeito de nosso estudo, utilizaremos o Sistema Máximo Provável.
Neste sistema, cada peça terá um diâmetro mínimo e será atribuído a
ela um “peso”, que representa a infuência da mesma no funcionamen-
to da instalação.
Através da NRB 5626 da ABNT, obtemos as tabelas 1, 2 e 3, onde encon-
tramos os diâmetros mínimos, os pesos e uma relação entre as somas
dos pesos e os diâmetros correspondentes. Estas tabelas foram adapta-
das para facilitar o dimensionamento prático de instalações hidráulicas
de pequeno porte.
21.3. Como dimensionar?
As quantidades de água (vazões) que cada peça de utilização (tornei-
ras, chuveiros, válvulas) necessita para um perfeito funcionamento
estão relacionadas com um número chamado de peso das peças de
utilização.
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Esses pesos, por sua vez, têm relação direta com os diâmetros mínimos
necessários ao funcionamento das peças. Portanto, para que possamos
determinar os diâmetros dos barriletes, colunas, ramais e sub-ramais,
devemos realizar alguns procedimentos.
Quanto maior o peso, maior o diâmetro
1 kg 10 kg
D
D
21.3.1. Soma dos pesos das peças de utilização
a) Determinar, para cada trecho da instalação, a soma dos pesos das
peças de utilização.
Pontos de utilização para: Peso
Bebedouro 0,1
Bica de banheira 1,0
Bidê (ducha higiênica) 0,1
Caixa de descarga para bacia ou mictório não aspirante 0,3
Chuveiro 0,5
Máquina de lavar prato ou roupa 1,0
Torneira ou misturador (água fria) ou lavatório 0,5
Torneira ou misturador (água fria) de pia de cozinha 0,7
Torneira de pia de despejo ou tanque de lavar roupa 1,0
Válvula de descarga para bacia sanitária 40,0
Válvula de descarga para mictório auto-aspirante 2,8
Válvula de descarga ou registro para mictório não aspirante 0,3
b) Verifcar na tabela, para o valor encontrado, qual o diâmetro de tubo
correspondente.
0 a 1,1 1,1 a 3,5 3,5 a 18 18 a 44 44 a 100 100 a 450 Soma dos Pesos
20mm 25mm 32mm 40mm 50mm 60mm Milímetro
½” ¾” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” Polegada
Exemplo:
Vamos determinar os diâmetros das tubulações da instalação. Inicia-
mos os cálculos, partindo do reservatório.
0 1,1 3,5 18 44 100
SOMA DOS PESOS
Ø SOLDÁVEL (MM) 20 mm
1/2”
25 mm
3/4”
32 mm
1”
40 mm
1.1/4”
50 mm
1.1/2”
Ø ROSCÁVEL (Pol.)
B
C
A
Vaso sanitário Bidê
Lavatório
Chuveiro
Pia da
cozinha
Tanque
1° - Trecho AB (barrilete)
Neste trecho, sabemos que a vazão que por ali escoa é a soma de todas
as vazões das peças de utilização da instalação. Sendo assim, o diâme-
tro mínimo necessário será aquele correspondente a soma total dos
pesos das peças da instalação, ou seja:
Descrição Peso
1 válvula de descarga 40
1 bidê (ducha higiênica) 0,1
1 torneira de lavatório 0,5
1 chuveiro – peso 0,5
1 torneira pia/cozinha 0,7
1 torneira tanque lavar 1,0
Soma total pesos 42,8
No ábaco, este valor de 42,8 encontra-se entre os pesos 18 e 44, cor-
respondendo ao diâmetro de 40 mm (linha soldável) ou de 1.1/4”, caso
optemos por utilizar a linha roscável.
2° - Trecho BC (coluna)
Observando o desenho da instalação, podemos perceber que a vazão
que escoa na coluna é a mesma que a do barrilete (cálculo anterior).
Logo, será desnecessário calcularmos o peso total para esse trecho.
Assim, o diâmetro da coluna será de 40 mm (soldável) ou 1.1/4”(roscável).
3° - Trecho CD (ramal de alimentação do bidê, lavatório, chuvei-
ro, pia de cozinha e tanque)
O processo é o mesmo. Somamos os pesos das peças que são alimen-
tadas por esse ramal, ou seja, 2,8 e, a seguir, localizamos no ábaco o
diâmetro correspondente. Nesse caso, o diâmetro necessário deverá
ser o de 25 mm (soldável) ou ¾” (roscável).
4° - Sub-Ramais
Válvula de Descarga - O peso para válvula é de 40,0. Logo, o diâmetro
será o de 40 mm (soldável) ou 1.1/4” (roscável).
Bidê, Lavatório, Chuveiro, Pia de Cozinha e Tanque - O peso de cada uma
dessas peças, individualmente, não ultrapassa ao valor de 1,1 (esse é o
maior peso para que tenhamos o diâmetro de 20 mm ou ½”). Assim os
diâmetros mínimos para esses sub-ramais deverão ser de 20 mm ou ½”.
21.4. Instalação de água quente
As instalações de água quente destinam-se a banhos, higiene, utiliza-
ção em cozinhas (na lavagem e na confecção de refeições), lavagem de
roupas e a fnalidades médicas ou industriais. O abastecimento de água
quente é feito em encanamentos separados do de água fria e pode ser
de três sistemas:
1 - aquecimento individual ou local (alimenta somente uma peça de
utilização, ex: chuveiro);
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2 - aquecimento central privado (alimenta várias peças de utilização de
uma residência);
3 - aquecimento central do edifício (alimenta várias peças de várias re-
sidências).
Os meios usados para aquecer a água podem ser classifcados em:

Energia elétrica ou solar;

Combustíveis sólidos: madeira, carvão etc.;

Combustíveis líquidos: álcool, querosene, gasolina, óleo etc.;

Combustíveis gasosos: gás de rua, gás engarrafado etc.
21.4.1. Água quente/ Colunas de distribuição
Quando o sistema de aquecimento utilizado for do tipo central coleti-
vo, a distribuição da água quente se faz pelas colunas e pode ser ascen-
dente, descendente ou mista. O diâmetro da coluna deve ser calculado
pelo sistema máximo provável.
21.4.2. Altura da Instalação
Altura dos pontos de utilização dos principais aparelhos e peças.
Chuveiro 2,00m a 220m
Registro de chuveiro 1,15m a 1,35m
Ponto de água para lavatório 60cm a 65cm
Ponto de água para bidê 15cm a 20cm
Ponto de água para tanque 1,10m a 1,20m
Ponto de água para pia 1,10m a 1,20m
Ponto de água para fltro 1,50 a 1,80m a 1,90m
Registro para fltro 1,10m a 1,20m
Válvula de descarga 1,00 a 1,10m
Vaso sanitário 35cm
Ducha higiênica 30 a 60cm
A partir do piso acabado.
Obs.: Se houver projeto, devemos acatar as medidas do mesmo.
Alimentação e distribuição de reservatório domiciliar
TORNEIRA DE BÓIA Ø 3/4
EXTRAVASOR Ø 32
LIMPEZA Ø 32
Ø 50
Ø 50
Ø 20
Ø 20
Ø 20
Ø 20
Ø 20
Ø 25
Ø 25
Ø 25
Ø 25
TUBO DE DESCARGA Ø 36
RG
RG
PIA
FILTRO
V.D.
V.S.
BIDÊ
CHUVEIRO
LAVATÓRIO
ver
DET. e ISO.
“R”
ver
DET. e ISO.
“G”
ver
DET. e ISO.
“L”
TQ -10A
Ø 100mm
TQ -10B
Ø 100mm
AF -10
Ø 60mm
CV -10
Ø 75mm
TQ -10
Ø 100mm
AF -9
Ø 60mm
TQ -9
Ø 100mm
AP -2
Ø 75mm
LAV.
M.L.
SERVIÇO
DESP.
COZINHA
ELEV.
HALL
B.S
D.
CH.
L.
PIA
FILT.
ver
DET. e ISO.
“J”
L.
D.
COZINHA.
PIA
P
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.C
.
S
.C
.
FILT.
B.S.
C.H.
AP -9
Ø 75mm
AF -19
Ø 60mm
TQ -19
Ø 100mm
CV -19
Ø 75mm
T
Q
-
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Ø
1
0
0
m
m
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TQ -16
Ø 100mm
CV -16
Ø 75mm
AF -16
Ø 60mm
CV -13
Ø 75mm
TQ -13
Ø 100mm
AF -13
Ø 50mm
ver
DET. e ISO.
“J”
R.S
B.S
CX.SIF.
CX.SIF.
S.C.
L.
R.S.
B.S.
L.
S.C.
21.5. Projeto do esgoto sanitário de um banheiro
Cl - 1
AF - Ø25
Ø100
Vent.
Ø50
Ø50
Banho

Ø
2
5
Sobe
10
Detalhe do projeto do esgoto sanitário de um banheiro

Desenho esquemático da tubulação de esgoto de uma edifcação
Pia
Caixa sifonada
do chuveiro
Caixa de gordura
Tanque
Saída para fossa séptica
Caixa de inspeção
Respiro
Bacia
Lavatório
21.5.1. Legenda
SIMBOLOGIA
Canalizações
TQ
TV
Esgoto primário
TQ
TV
Esgoto secundário
TQ
TV
Ventilação
Colunas
TQ
TV
Tubo que sobe
TQ
TV
Tubo que desce
TQ
TV
Tubo de queda TQ
TV
Tubo ventilador
Dispositivos
TQ
TV
Ralo
TQ
TV
Sifão
TQ
TV
Ralo sifonado
TQ
TV
Caixa sifonada
TQ
TV
Caixa de gordura
TQ
TV
Caixa de inspeção
TQ
TV
Fossa

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21.5.2. Detalhes de projeto
Altura dos pontos de água e de esgoto

TQ (tanque)

AF (água fria): 110 cm

ESG (esgoto): 58 cm

VCR (vaso sanitário)

AF (água fria): 33,5 cm

DM (ducha higiênica)

AF (água fria): 50 cm
TO VCR DM

LV (lavatório banheiro)

AF (água fria): 60 cm

ESG (esgoto): 58 cm

PIA (cozinha e tanque)

AF (água fria): 60 cm

ESG (esgoto): 58 cm
LV PIA

CH (chuveiro)

AF (água fria): 210 cm

MLR (máquina lavar roupa)

AF (água fria): 90 cm

ESG (esgoto): 90 cm
MLR
AF
ESG
CH
21.6. Pontos de alimentação
Os quadros a seguir indicam as alturas e as distâncias de pontas de
água e esgoto em instalações hidráulicas.
Altura do piso acabado ao ponto de água
Nome Abreviação Medida
Banheira Ban. 30
Bidê Bi. 15
Caixa de descarga convencional Cd. 220
Chuveiro Ch. 210
Ducha higiênica D.Hig. 40
Filtro convencional Fi 220
Filtro Europa ou similar Fi. 120
Lavatório Lav. 60
Máquina de lavar louça Mll. Grande 70
Pequena 110
Pia de cozinha Pi. 110
Registro da banheira 70
Registro de chuveiro 130
Registro para fltro para talha 130
Registro geral 180
Tanque Tq. 10
Torneira de jardim Tj. 50
Torneira de lavagem Tl 40
Válvula de descarga
(fuxo automático) V.F.A. 110
Vaso sanitário V.S./B.S. 33
Vaso com caixa acoplada
do centro do vaso
Observação:
Ponto à esquerda
15
Vaso com caixa acoplada
do centro do piso
25
Nota: medidas em cm
Distância da parede ao centro do ponto do esgoto no piso
Nome Abreviação Medida
Bidê com parede do fundo Bi. 020
Lavatório com coluna com parede do fundo Lav. 018
Vaso sanitário com parede do fundo V.S. 030
Vaso sanitário com parede lateral V.S. 040
Vaso com caixa acoplada com parede do fundo V.S. 031
Nota: medidas em cm
Distância da parede
Nome Abreviação Medida
Lavatório Lav. 055
Máquina de lavar louça Mll. 070
Máquina de lavar roupa Mlr. 080 a 090
Pia de cozinha Pi. 050
Tanque Tq. 038
Nota: medidas em cm
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21.7. Símbolos e abreviaturas para projetos
O quadro a seguir indica os principais símbolos que são encontrados
em projetos de instalações da água e de esgoto. Conhecer estes sím-
bolos é importante para interpretar corretamente um projeto.
Água
Símbolo Nome Abreviação
Canalização de água fria AF
Canalização de água quente AQ
Canalização para incêndio CI
Curvas 90° e 45° C
Joelhos 90° e 45° J
Tê 90° T
Junção 45° Y
Cruzeta CRZ
Redução RD
Torneira de bóia TB
União U
Luva L
Tê com saída para cima TSC
Tê com saída para baixo TSB
Joelho ou curva voltado para baixo 10
Joelho ou curva voltado para cima 050
Junção com o derivante para cima 040
Junção com o derivante para baixo 110
Registro de pressão RP
Registro de gaveta RG
Registro de gaveta com canopla RGC
Torneira de pressão TP
Válvula de descarga VD
Válvula de retenção horizontal VRH
Válvula de retenção vertical VRV
Válvula de pé VP
Hidrante HD
Hidrômetro H
Bomba de recalque BR
Esgoto
Símbolo Nome Abreviação
Tubulação primária TP
Tubo ventilador TV
Tubulação secundária TS
Tuvo ventilado TV
Tubo operculado TO
Plug P
Válvula de retenção VR
Ralo sifonado ou caixa sifonada com
grelhas
RS
Ralo R
Poço de visita PV
Caixa retentora especial CRE
Caixa de inspeção CI
Sifão S
Caixa sifonada CS
Caixa retentora de gordura (dupla) CGS
Fossa F
Caixa de passagem CPs
21.8. Pressão
A pressão é o esforço que a água impõe sobre as tubulações e os equi-
pamentos de instalações de água. A pressão é uma força que atua em
determinada área.
A pressão em uma instalação é gerada pela altura da lâmina ou da co-
luna de água em um ponto da instalação. Assim, com o aumento da al-
tura da caixa d’água haverá o aumento da pressão. Se só aumentarmos
o volume da caixa d’água, não teremos pressão maior na instalação.
Para a instalação não estourar, deve haver uma pressão máxima. Porém,
para os equipamentos funcionarem, deve haver uma pressão mínima.
A pressão em instalação é sempre medida em kPa (quilopascal) ou em
mca (metro de coluna d’água).
A rede de distribuição de água fria deve ter em qualquer dos seus pon-
tos:

Pressão estática máxima: 400kPa (40mca);

Pressão dinâmica mínima: 5kPa (0,5mca).
O valor mínimo de 5kPa (0,5mca) da pressão dinâmica tem por objeti-
vo fazer com que o ponto crítico da rede de distribuição (em geral, o
ponto de ligação do barrilete com a coluna) tenha sempre uma pres-
são positiva. Quanto à pressão estática, não pode ser superior a 400kPa
(40mca) em nenhum ponto da rede. Essa precaução é tomada visando
limitar a pressão e a velocidade da água em função de: ruído, golpe de
aríete, manutenção e limite de pressão nas tubulações e nos aparelhos
de consumo. Dessa maneira, não se deve ter mais de 13 pavimentos
convencionais (pé-direito de 3m x 13 = 39m) abastecidos diretamente
pelo reservatório superior sem a devida proteção do sistema.
A NBR 5626 preconiza: “A abertura de qualquer peça de utilização não
pode provocar queda de pressão (subpressão) tal que a pressão ins-
tantânea no ponto crítico da instalação fque inferior a 5kPa (0,5mca)”.
Eventuais sobrepressões devidas, por exemplo, ao fechamento de vál-
vula de descarga, podem ser admitidas, desde que se limitem ao máxi-
mo de 200kPa (20mca).
Assim, admitindo uma situação limite, com pressão dinâmica máxima
de 400kPa(40mca), havendo a sobrepressão de fechamento de válvula
de descarga, também em seu limite máximo de 200kPa(20mca), tere-
mos um total máximo de 600kPa(60mca), inferior ao valor máximo de
pressão para tubulações prediais de água fria exigida pela NBR 5626,
igual a 750kPa(75mca).
Este conceito de pressão máxima é de fundamental importância para
o correto dimensionamento das tubulações. Note que a utilização de
tubulações fora de norma e/ou de fornecedores desconhecidos coloca
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em risco sua instalação. Observe, também, que o conceito de pressão
máxima independe do tipo de tubulação a ser empregado.
A utilização de tubos galvanizados ou de cobre, sob a premissa de se-
rem “mais fortes” e, portanto, “resistentes a maiores pressões”, não tem
sentido prático, pois todas as tubulações, independentemente do seu
material, devem obedecer ao mesmo limite máximo de pressão.
As pressões limites (mínimas e máximas) devem ser verifcadas nos
pontos mais desfavoráveis.
21.9. Golpe de aríete
Ao se acionar ou desligar uma instalação hidráulica, podem acontecer
tanto um aumento de pressão como uma queda de pressão que po-
dem ocasionar danos.
Nos sistemas elevatórios, quando pára o bombeamento, a água que
está subindo, em razão do impulso da bomba, perde esse impulso e
chega até certo nível da tubulação de recalque. A partir daí, ela retorna
e nessa volta sofre um impacto com as peças do sistema, inclusive com
a bomba que está ainda parando de girar. Ocorre por instantes um
aumento de pressão. Esse aumento de pressão pela abertura e fecha-
mento de válvula e pela parada de bombas chama-se golpe de aríete.
Isso acontece principalmente nas válvulas de descarga das instalações
prediais e é percebido por um ruído característico, muito audível, prin-
cipalmente à noite, quando o silêncio no ambiente é maior. Ocorre, às
vezes, também em quedas de pressão, quando pára o bombeamento
e trechos de tubulação podem fcar com pressões negativas.
Para minimizar o golpe de aríete recomenda-se:

Usar válvulas de descarga com projeto moderno, nas quais o golpe
de aríete é bastante minimizado;

Em instalações elevatórias usar válvula de retenção na tubulação de
recalque ajuda a amortecer o golpe de aríete, pois a válvula absorve
boa parte da energia que é por ele liberado.
Deve-se sempre considerar a possibilidade do uso de caixa de descar-
ga exposta ou embutida, que proporcionam reduzido golpe de aríete.
21.10. Diâmetros da tubulação
Os diâmetros de tubulação utilizados são os comercias. Estes diâmetros
são defnidos em função das vazões e das velocidades exigidas pelos
aparelhos.
Em instalação de água fria e quente, não se recomenda a diminuição
do diâmetro (redução) no sentido inverso ao fuxo ou, o que é o mes-
mo, uma ampliação do sentido do fuxo. Os sub-ramais devem atender
a diâmetros mínimos, indicados em tabela de dimensionamento dos
ramais.
21.11. Velocidades
Não há, nos critérios de projetos, fxação de velocidades mínimas, mas
a velocidade máxima numa tubulação não deve exceder a 2,5m/s. Esta
velocidade máxima tem por fnalidade limitar o ruído nas tubulações,
especialmente nos locais em que possa perturbar as atividades do
imóvel ou o repouso dos usuários, como em hospitais, hotéis, residên-
cias e prédios de apartamento. Atualmente existe uma tendência para
aumentar essa velocidade limite para 3m/s. Paralelamente, há proble-
ma do golpe de aríete, que também é minorado pela limitação da ve-
locidade.
21.12. Vazão
Vazão é o volume de água que passa em uma tubulação por cada uni-
dade de tempo. Em geral, é medida em l/s (litros por segundo) ou em
m³/s (metros cúbicos por segundo).
A vazão em toda a rede de água fria deve ser tal que atenda às condi-
ções mínimas estabelecidas no projeto, evitando que o uso simultâneo
de peças de utilização possa acarretar desconforto para o usuário.
21.13. Dimensionamento das tubulações
Para fazer o dimensionamento de instalações hidráulicas podemos re-
correr a um método prático.
Tabela de número de equivalência
Diâmetro Número de equivalência
½” 1,0
¾” 2,9
1” 6,2
1 ¼” 10,9
1 ½” 17,4
2” 37,0
2 ½” 65,5
3” 110,5
4” 169,0
Exemplo de como encontrar o diâmetro do tubo que deve sair do re-
servatório para água e abastecer os pontos de utilização, simultanea-
mente, sem prejuízo para nenhum deles.
Somar as equivalências:
Diâmetro tubo C Número de equivalência
Misturador para lavatório ½” 1,0
Misturador para bidê ½” 1,0
Torneira para tanque de lavar ¾” 2,9
Total 4,9
Logo, o diâmetro que precisamos instalar no reservatório é uma pole-
gada (1”), pois, é o imediatamente superior.
Veja a seguir o peso de peças por utilização:

Caixa acoplada vaso sanitário – 0,1

Bebedouro – 0,1

Bica de banheira – 1,0

Bidê – 0,1

Caixa de descarga – 0,3

Chuveiro – 0,5

Máquina de lavar – 1,0

Torneira de pia de cozinha – 1,0

Torneira e misturador – 0,7

Torneira ou misturador (água fria) de lavatório – 0,5

Torneira de pia de despejo ou tanque de lavar roupa – 2,8

Válvula de descarga para bacia sanitária – 40,0

Válvula de descarga para mictório – 0,3

Válvula de descarga ou registro para mictório não aspirante – 0,3
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A determinação de uma vazão mínima de projeto somente é exigida
para um bom funcionamento das peças de utilização e, conseqüen-
temente, para os sub-ramais, como se pode ver em tabela junto ao
respectivo cálculo.
Velocidade e vazões máximas
Diâmetro DN (mm) Velocidade máxima (m/s) Vazão máxima (l/s)
20 1,60 0,36
25 1,95 0,72
32 2,25 1,40
40 2,50 2,50
50 2,50 4,00
60 2,50 5,60
75 2,50 8,70
85 2,50 11,20
110 2,50 18,80
21.14. Dimensionamento da carga ou energia
Para que a água se desloque é necessário que ela tenha carga ou ener-
gia. Esta carga pode ser fornecida pela altura do reservatório, pela ve-
locidade da água ou pela pressão.
Nos reservatórios, a carga mais importante é dada pela altura. Nos
pontos de utilização, a carga mais importante é dada pela pressão e
pela velocidade. Podemos dizer que a instalação transforma a carga de
altura no reservatório em carga de pressão e velocidade nos pontos
de utilização. Mas, nesta transformação, há sempre perdas de carga.
21.14.1. Perdas de carga
É uma perda de pressão causada pelo atrito entre o fuxo da água e
as paredes da tubulação, ou pela mudança de direção ou estrangula-
mento causado pelas conexões ou registros
A perda de carga pode ser:

Localizada: as perdas pontuais, ocorridas nas conexões, registros
etc., pela elevação da turbulência nestes locais;

Distribuída: perda de carga ao longo da tubulação por atrito da
água com a mesma.
P
P
21.14.1.1. Perdas distribuídas
Perdas de carga ao longo da tubulação por atrito com água. Essas per-
das são indicadas por intermédio de ábacos e fórmulas, todos prove-
nientes de experiências de laboratório, os quais podem ser utilizados
nos cálculos da perda de carga.
21.14.1.2. Perdas localizadas
Perdas pontuais, ocorridas nas conexões, registros etc., pela elevação
da turbulência nesses locais. Existe a tabela de perda de carga locali-
zada, da NBR 5626, que fornece as perdas localizadas, diretamente em
“comprimento equivalente de canalização”.
O somatório das duas parcelas de perda de carga fornece a perda de
carga total no trecho considerado.
21.15. Verifcação da pressão
Uma vez calculados os diâmetros, desde o sub-ramal até o barrilete,
resta verifcar a pressão do sistema (na instalação), isto é, as sua condi-
ções de funcionamento, que devem estar dentro das condições preco-
nizadas pela NBR 5626. Podem existir trechos com pressão insufciente
e trechos com pressão acima do permitido, quer para tubulação, quer
para os aparelhos.
A pressão insufciente, abaixo da mínima, ocasiona o mau funciona-
mento dos aparelhos; por exemplo, a válvula de descarga não terá a
vazão necessária para funcionar e o chuveiro não propiciará o conforto
esperado, pois não apresentará a vazão mínima.
No caso de pressão acima da permitida, a tubulação e suas conexões
estarão em risco, além dos aparelhos, por exemplo, os aquecedores,
que apresentam pressão máxima de serviço. A NBR 5626 fornece uma
tabela de pressões dinâmicas e estáticas nos pontos de utilização, a
seguir apresentada, com esses limites.
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Tabela – pressões dinâmicas e estáticas nos pontos de utilização
Peças de utilização estática
Pressão dinâmica Pressão estática
Min
(mca)
Max
(mca)
Min
(mca)
Max
(mca)
Aquecedor de alta pressão 0,5 40 1 40
Aquecedor de baixa pressão 0,5 40 1 5
Bebedouro 2 40 - -
Chuveiro de DN 20 mm 2 40 - -
Chuveiro de DN 25 mm 1 40 - -
Torneira 0,5 40 - -
Torneira de bóia para descarga de
DN 20 mm
1,5 40 - -
Torneira de bóia para descarga de
DN 25 mm
0,5 40 - -
Torneira de bóia para reservatórios 0,5 40 - -
Válvula de descarga de alta pressão (B) (B) (C) 40
Válvula de descarga de baixa pressão 1,2 - 2 (C)
Notas:
A: 1mca = 10kPa
B: O fabricante deve especifcar a faixa de pressão dinâmica que garanta vazão mínima
de 1,7 l/s e máxima de 2,4 l/s nas válvulas de descarga de sua fabricação.
C: O fabricante deve defnir esses valores para a válvula de descarga de sua produção,
respeitando as normas específcas.
21.15.1. Tipos de projetos em relação à pressão
Existem basicamente dois grupos de projetos em relação a pressão de
água e de situações distintas: construções térreas e os edifícios com
vários pavimentos. Vejamos cada um deles separadamente.
21.15.1.1. Construções térreas
As construções térreas ou sobrados e até mesmo pequenos edifícios
apresentam situações em que há necessidade de verifcar a pressão
máxima, pois a simples observação da tabela de pressões nos pontos
de utilização indica valores máximos iguais a 40mca, totalmente fora
da faixa de trabalho deste grupo. Portanto, só resta ser verifcada a pres-
são mínima (p min > 0,5 mca).
Os pontos críticos de pressão mínima do sistema (situações mais desfa-
voráveis) ocorrendo sempre no pavimento mais elevado, mais próximo
do reservatório, e nas peças que necessitam mais pressão (válvula de
descarga), ou no ponto mais desfavorável geometricamente, o chu-
veiro, visto ser o ponto mais alto do sub-ramal, portanto, o ponto mais
próximo do reservatório.
Cada cômodo com instalação hidráulica deve ser analisado em cada
caso individualmente, para se verifcar a situação mais desfavorável, em
cada caso, e a pressão mínima do sistema para essa situação e assim as
demais peças, em situação geométrica mais favorável, estarão atendi-
das. A altura do reservatório poderá ser previamente fxada (por razões
arquitetônicas, por exemplo, reservatório localizado sob a cobertura)
ou defnida pelo projeto da hidráulica.
21.15.1.2. Edifícios com vários pavimentos
Além dos pontos de pressão mínima, idênticos aos das residências, há
os pontos onde ocorrerá pressão máxima em edifícios altos, exatamen-
te o pavimento mais baixo, razão pela qual se deve limitar o cálculo a
cerca de treze pavimentos (considerando o pé direito de 3m), o que
daria prédios com altura de 39m; além desse valor, pode-se instalar re-
servatórios intermediários ou válvulas redutoras de pressão, de modo a
solucionar a questão; portanto, feito isso resta apenas a verifcação da
pressão mínima.
A altura do reservatório poderá ser previamente fxada (por razões ar-
quitetônicas, por exemplo, sobre o apartamento da cobertura) ou def-
nida pelo projeto hidráulico, o que raramente ocorre.
Pelo que já foi exposto, a questão restringe-se primeiro à verifcação da
pressão mínima. Para esta, há duas soluções básicas:

Altura do reservatório a ser defnida: efetua-se o cálculo, determina-
do a altura mínima necessária;

Altura predeterminada do reservatório: efetua-se o cálculo, com
base na situação geométrica existente, determinando os diâmetros
mínimos necessários para obter a pressão mínima.
21.15.1.3. Caso particular de edifícios altos
Em edifícios de grande altura devem ser tomadas precauções espe-
ciais para limitação da pressão e da velocidade da água em função de:
ruído, sobrepressões provenientes de golpe de aríete, manutenção e
limite de pressão nas tubulações e nos aparelhos de consumo, limita-
da pela NBR 5626 em 40mca. Portanto, não se pode ter mais de treze
pavimentos convencionais (pé-direito de 3m x 13 = 39m), abastecidos
diretamente pelo reservatório superior, sem a necessária proteção da
instalação.
Nos esquemas a seguir estão soluções alternativas para esse caso, com
a utilização de válvulas redutoras de pressão ou de reservatórios inter-
mediários.
reservatório
superior
reservatório
superior
reservatório
superior
21.16. Normas técnicas
As instalações hidráulicas devem ser projetadas e executadas de acor-
do com as normas técnicas, os regulamentos e leis vigentes. A principal
norma técnica é a NBR 5626 (Instalações prediais de água fria). A NBR
5626 indica as cores que devem ser utilizadas nas tubulações. São elas:
Padrão de cores
das tubulações
Prediais Industriais
Vermelho Incêndio Combate – incêndio
Verde Água fria Água fria
Amarelo gás gases não liquefeitos
Laranja água quente ácido
Marrom águas pluviais -
Branco ar comprimido vapor
Cinza claro - vácuo
Cinza escuro eletricidade eletrodutos
Lilás - álcalis
Azul - ar comprimido
Preto esgoto infamáveis e combustí-
veis de alta viscosidade
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A Portaria no 1469/GM em 29 de dezembro de 2000 aprova a Norma
de Qualidade da Água para consumo humano, que dispõe sobre pro-
cedimentos e responsabilidades inerentes ao controle e á vigilância
da qualidade da água para o consumo humano, estabelece o padrão
de portabilidade da água para o consumo humano, e dá outras pro-
vidências.
Art. 1° Apresente norma dispõe sobre procedimentos e responsa-
bilidades inerentes ao controle e á vigilância da qualidade de água
para o consumo humano, estabelece o padrão de potabilidade da
água para o consumo humano e dá outras providências.
Art. 2° Toda a água destinada ao consumo humano deve obedecer
ao padrão de potabilidade e está sujeita á vigilância da qualidade da
água.
Art. 3° Esta norma não se aplica às águas envasadas e a outras, cujos
usos e padrões de qualidade são estabelecidos em legislação espe-
cífca.
21.17. Componentes do sistema hidráulico
21.17.1. Reservatório para água
O abastecimento pelo sistema indireto, com ou sem bombeamento,
necessita de reservatórios para sua garantia da sua regularidade.
Nas residências sem bombeamento, que é o sistema mais comum,
é necessário apenas o reservatório superior. Em função do volume
necessário, adotam-se várias unidades, no caso de reservatórios pré-
fabricados e nos de grande porte, a partir de 3000 litros, eles devem ser
divididos em câmeras comunicantes entre si.
A NBR 5626 estipula que os equipamentos e os reservatórios devem
ser adequadamente localizados tendo em vista suas características
funcionais, a saber:

Espaço

Iluminação

Ventilação

Proteção sanitária

Operação e manutenção
Estas características são vitais para garantir a qualidade do sistema,
pois os reservatórios, pela sua natureza, são focos potenciais de pro-
blemas de potabilidade da água, devendo ser cuidadosamente pro-
jetados. Além disso, os reservatórios precisam ser instalados em locais
com estrutura sufcientemente dimensionada para suporte.
Em edifícios altos ou edifcações de maior vulto, a reservação inferior
é imprescindível, tendo em vista o volume de água necessário. Essa
reserva inferior se justifca também pelos critérios técnicos e econômi-
cos (área ocupada, peso adicional na estrutura).
A NBR 5626 determina que a reserva total não pode ser inferior ao
consumo diário (garantindo-se um mínimo de abastecimento) e re-
comenda que não deve ser maior que o triplo do consumo diário. So-
mente em casos muito especiais será necessária uma reserva de maior
volume. Caso isso ocorra, deve ser preferencialmente localizada no
reservatório inferior.
Essa reserva visa atender às interrupções do abastecimento público,
seja por manutenção na rede, seja por falta de energia elétrica, e deve
garantir a potabilidade da água no seu período de armazenamento
médio e obedecer a eventuais disposições legais quanto ao volume
máximo armazenável.
Considerando que o reservatório superior atua como regulador de
distribuição, sendo alimentado diretamente pelo alimentador predial
ou pela instalação elevatória, ele deve ter condições de atender às de-
mandas variáveis de distribuição.
Atualmente temos no mercado inúmeros tipos de reservatórios e fabri-
cados nos mais diversos materiais entre eles são:

Aço inoxidável

Fibrocimento

PVC

Ferro

Alvenaria

Fibra de vidro

Polietileno com até 04 camadas (que inclui bóia, fanges instaladas e
fltro em poliéster)
É de fundamental importância que ao instalar um reservatório para
água (caixa d’água), o mesmo deve ser limpo e desinfetado antes que
qualquer pessoa faça uso de sua água.
Em São Paulo existe uma portaria municipal de n° 10.770/89 que dá
providência sobre a limpeza e desinfecção dos reservatórios. A limpeza
e desinfecção do reservatório devem ser feitas a cada 6 meses. A tampa
da caixa d’água deve sempre estar fechada para evitar a entrada de
elementos estranhos.
21.17.1.1. Elementos complementares do
reservatório
O reservatório tem elementos complementares para seu funciona-
mento e limpeza. Eles são o extravasor, o dispositivo de controle de
nível, a tomada de água e a tubulação de limpeza.
a) Extravasor ou ladrão
O extravasor (comumente denominado ladrão) é uma tubulação desti-
nada a escoar os eventuais excessos de água do reservatório, evitando
seu transbordamento. Ele evidencia falha na torneira de bóia ou dispo-
sitivo de interrupção do abastecimento. O extravasor deve escoar livre-
mente, em local visível, de modo a indicar rapidamente a existência de
falha no abastecimento.
b) Dispositivo de controle de nível
Todo reservatório necessita de um dispositivo controlador da entrada
de água e manutenção do nível operacional desejado, além de preve-
nir contra eventuais contaminações do ramal de alimentação do reser-
vatório. Este dispositivo pode ser a torneira de bóia ou o automático
de bóia.
A NBR 10137 (Torneira de bóia para reservatório predial) defne tor-
neira de bóia como: “Registro comandado por bóia, para instalação na
alimentação do reservatório predial, destinado a interromper a entrada
da água quando atingir o nível operacional máximo previsto do reser-
vatório”.
É o dispositivo usualmente utilizado quando o abastecimento ocor-
re por gravidade, isto é, não se tem recalque. Deve-se atentar para a
necessidade de desconexão da rede predial na alimentação do reser-
vatório, de modo a prevenir eventuais refuxos (retrossifonagens ou
pressões negativas), que poderiam contaminar a água da rede pública
com a água eventualmente poluída de reservatórios particulares; por
conseguinte, é necessária uma distância mínima entre a cota do extra-
vasor e a cota da torneira de bóia.
Quando se tem recalque, adotam-se automáticos de bóia, que são
dispositivos de comando automático, acionados pelo próprio nível da
água. Localizados em ambos os reservatórios, em cotas convenientes,
fazem com que contatos elétricos sejam acionados, ligando o motor
da borda tão logo a água atinja o nível mínimo determinado, no reser-
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vatório superior, desligando-se ao atingir o nível máximo do reservató-
rio. Dessa maneira, o sistema funciona por si próprio, o que ocorre vá-
rias vezes ao longo do dia, não necessitando de intervenção humana.
Este sistema deve permitir o acionamento manual.
c) Tomada de água (saída)
A tubulação de saída deve, preferencialmente, ser localizada na parede
oposta à da alimentação, no caso de reservatórios de grande compri-
mento, visando evitar a estagnação da água. Ele também deve bem
como situar-se em cota apropriada, elevada em relação ao fundo do
reservatório.
Tubulação de limpeza, com registro de fechamento, é obrigatória não
só para esta fnalidade periódica, como para total esvaziamento em
caso de manutenção, posicionada num dos cantos, com declividade
em direção a este.
Nos reservatórios inferiores, a retirada da água poderá ser efetuada, até
o nível da válvula de pé, pela bomba de sucção, com a devida ma-
nobra dos registros, caso não haja possibilidade de escoamento por
gravidade.
d) Barrilete
O conjunto de tubulações de saída do reservatório superior que ali-
mentam as colunas de distribuição denomine-se barrilete ou colar de
distribuição.
AF - I
AF - 2 AF - 3
AF - 6
AF - 5
AF - 4
RG RG
Caso todas as colunas se ligassem diretamente ao reservatório, ocor-
reria uma série de problemas, como o excesso de perfurações no re-
servatório, com comprometimento da impermeabilização. Seria tam-
bém antieconômico (excesso de registros, tubulações e serviços), bem
como, em princípio, cada coluna se ligaria a apenas uma seção do re-
servatório e não às duas. Para eliminar esses inconvenientes, adota-se o
barrilete, que pode ter dois tipos: o concentrado (unifcado ou central)
e o ramifcado. A diferença entre ambos é pequena, sendo o tipo rami-
fcado o mais econômico e possibilitando uma quantidade menor de
tubulações junto ao reservatório.
O tipo concentrado permite que os registros de operação se locali-
zem numa área restrita, embora de maiores dimensões, facilitando a
segurança e o controle do sistema, possibilitando a criação de um local
fechado, ao passo que o tipo ramifcado espaça um pouco mais a co-
locação dos registros. Nos reservatórios elevados, externos à edifcação
(castelos de água), por economia e facilidade de operação, o barrilete
deve ter os registros na base, próximos ao piso, e não imediatamente
abaixo do tanque.
O posicionamento dos registros permite total fexibilidade de utiliza-
ção dos reservatórios.
21.18. Coluna de distribuição
Compreende as tubulações que, partindo do barrilete, desenvolvem-
se verticalmente, alimentando os ramais.
Segundo o item 4.7.2 da NBR 5626, caso abasteçam aparelhos passí-
veis de retrossifonagem (pressão negativa ou refuxo, como as válvulas
de descarga), devem dispor de proteção conforme o indicado no item
4.7.2.1 (Sistema de distribuição indireta por gravidade).
Neste sistema pode ser adotada uma das seguintes alternativas:
a) Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem podem ser ins-
talados em coluna, barrilete e reservatório independentes, previstos
com fnalidade exclusiva de abastecê-los;
b) Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem podem ser
instalados em coluna, barrilete e reservatórios comuns a outros
aparelhos ou peças, desde que seu sub-ramal esteja protegido por
dispositivo quebrador do vácuo, nas condições previstas na sua ins-
talação;
c) Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem podem ser
instalados em colunas, barrilete e reservatórios comuns a outros
aparelhos ou peças, desde que a coluna seja dotada de tubulação,
executada de acordo com as características abaixo:

Ter diâmetro igual ou superior ao da coluna, de onde deriva;

Ser ligada à coluna a jusante (refuxo) do registro de passagem exis-
tente;

Haver uma para cada coluna que serve a aparelho possível de pro-
vocar retrossifonagem;

Ter sua extremidade livre acima do nível máximo admissível do re-
servatório superior.
Considerando que qualquer uma das alternativas satisfaz à Norma, o
item 3, sendo o de mais fácil e econômica execução, é o normalmente
adotado. O ponto de ligação da tubulação da ventilação com a coluna
de distribuição será sempre localizado a jusante do registro da coluna,
garantindo-se a continuidade da ventilação, desde o ramal de alimen-
tação dos pontos de utilização. Caso as válvulas de descarga adotadas
comprovem a eliminação do risco de retrossifonagem, podem ser dis-
pensadas as precauções recomendadas.
No caso do sistema de distribuição direta ou da indireta hidropneumá-
tica, os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem só podem ser
instalados com seu sub-ramal devidamente protegido.
Cada coluna deverá conter um registro de fechamento, posicionado a
montante (para o lado da nascente de um rio) do primeiro ramal.
21.19. Aparelhos sanitários
Os aparelhos sanitários são classifcados de acordo com o uso ao qual
são destinados. Podem ser de vários tipos para diferentes exigências
a que devem satisfazer, seja pela vida da pequena comunidade fami-
liar, seja pela mais extensa comunidade social. É possível enumerá-los
quanto ao tipo em: pias de cozinha, lavabos, banheiras, vasos sanitá-
rios, bidês, mictórios.
Os materiais com os quais são feitos os aparelhos sanitários acima ci-
tados são: porcelana comum, porcelana vitrifcada, grés porcelanato e
gusa esmaltada.
As colunas são fornecidas com proteção (papel colante) nas partes sa-
lientes, para evitar danos, tais proteções só devem ser removidas, após
a louça instalada.
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21.19.1. Pia de cozinha
É um aparelho sanitário que serve para lavagem de pratos, louças, ta-
lheres etc. As pias são construídas nas mais variadas dimensões e po-
dem distinguir-se principalmente em pias com uma ou duas peças.
Os materiais mais usados para essas pias são: massa de cascalho, már-
more, gusa esmaltada e aço inoxidável. O aço inoxidável está sendo
usado nas pias de cozinha do tipo conhecido por americano. O már-
more é aplicado nas pias de luxo.
Para evitar que as pias se encham além do determinado limite, algu-
mas são munidas de um dispositivo denominado “ladrão”, instalado no
alto sobre a parede, uns centímetros abaixo da borda e com comuni-
cação com a descarga de fundo.
21.19.2. Lavabo (ou lavatório)
Entende-se por lavabo um aparelho sanitário que serve para a limpeza
pessoal. Os lavabos podem ser de tipo comum para residências, ou
múltiplos para estabelecimentos públicos. São construídos, geral-
mente, de aço inoxidável porcelana ou mármore. Podem ser do tipo
para usar suspensos, fxados na parede ou com suportes metálicos ou
apoiados no piso por meio de coluna.
Como algumas pias, também alguns lavabos são munidos de “ladrão”
para a descarga automática da água se ela encher acima de um deter-
minado nível.
Todos os tipos de lavabos devem ser montados de modo que a borda
superior apresente uma altura mínima do piso de 80 cm e máxima de
83 cm.
21.19.3. Banheira
É um aparelho sanitário que serve para a limpeza pessoal, co possibili-
dade de imersão total ou parcial do corpo. As banheiras são construí-
das com os mesmos materiais citados anteriormente.
No que se refere à sua forma e ao seu acabamento classifcamos em:

Banheiras retangulares com pés de sustentação;

Banheiras retangulares com revestimento;

Banheiras retangulares com avental;

Banheiras com assento.
Quanto às dimensões, são normalmente fabricadas nas medidas de
1,80m x 0,80m; 1,70m x 0,70m e 1,00m x 0,70m.
As banheiras com revestimento são montadas apoiando-se sobre o
pavimento executando a ligação e procedendo em seguida ao reves-
timento dos lados da banheira que fcam descobertos. O revestimento
executa-se geralmente com cerâmica.
As ligações devem ser feitas numa posição tal que possa permitir uma
desmontagem fácil e a substituição dos aparelhos.
Nos aparelhos cujas torneiras são fxadas na cerâmica, evita-se o em-
prego de juntas de ferro; a ligação deverá ser feita com materiais e
guarnições capazes de absorver as dilatações.
O sistema de descarga e de “ladrão” das banheiras é o mesmo dos la-
vabos e das pias.
21.19.4. Vasos sanitários
São aparelhos que servem para a coleta de descarga de materiais re-
siduais, como fezes e urina. Os materiais de que são fabricados são os
do tipo cerâmico.
Os vasos sanitários podem ser classifcados em vasos de assento e
vasos à turca. Em geral, os vasos à turca são utilizados em banheiros
públicos.
Os vasos sanitários podem ser equipados com válvulas automáticas de
fuxo que permitem o acionamento da descarga. Uma alternativa é o
uso de caixas acopladas.
São dotados de um sifão (fecho-hídrico) em seu interior, o qual impe-
de a passagem dos gases contidos no esgoto primário, para o meio
ambiente.
21.19.5. Bidê
Destina-se a higiene íntima do ser humano. É alimentado por água fria
e quente, cujo escoamento é regulado por registros, sendo a mistu-
ra feita pelo misturador. Há tipos dotados de uma ducha, cujo jato de
água funciona de baixo para cima, o que facilita o uso. É dotado de
válvula de descarga no fundo, a qual tem fnalidade de escoar as águas
servidas.
Atualmente, pela redução do tamanho das casas e apartamentos, é
pouco instalado.
21.19.6. Mictórios
São aparelhos sanitários adequados à expulsão da urina por homens,
sendo mais usados em locais públicos.
Podem ser classifcados dois tipos de mictórios: o vertical e o suspenso.
Os materiais de que são construídos são do tipo cerâmico ou de aço
inoxidável. A água de lavagem entra por uma espécie de esguichador
colocado na parte alta, ou furos nas bordas.
21.19.7. Controladores de fuxos
Os controladores de fuxo (registros, válvulas e torneiras) são partes que
permitem o controle e o uso das peças sanitárias.
Os registros bloqueiam e regulam o fuxo de água em uma tubulação.
Os registros mais comuns são o de gaveta e o de pressão. O de gave-
ta serve para bloquear um ramal ou uma coluna. Ele deve sempre ser
aberto completamente ou fechado completamente, não permitindo o
controle do fuxo. O registro de pressão serve para regular a vazão de
água e são utilizados, por exemplo, em chuveiros.
21.19.8. Registros de pressão
Válvula de pequeno porte, instalada em sub-ramal ou em ponto de
utilização, destinada a regular a vazão de água, assim como seu fecha-
mento, pela movimentação de um vedante (borracha) contra uma
sede.
No momento da instalação do registro de pressão, deve-se observar
o sentido do fuxo da água, a rosca interna deve ser sempre a entrada
da água.
Ao usar tubo de ferro galvanizado, deve-se fazer um número reduzido
de fo de rosca (não superior ao do registro), para melhor acomodação
das peças. Não apertar em demasia (este cuidado evita danifcar o re-
gistro).
Na hora de embutir o registro na parede, tomar o cuidado para que o
registro possa receber seu acabamento após a parede acabada (azulejo
ou outro tipo de acabamento). Evitando assim mais gastos com peças
(prolongador para hastes e canopla) ou danifcando o acabamento
(cortar ou amassar a canopla).
½
castelo
sentido
fuido
haste
mus
sede
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21.19.9. Registros de gaveta
Válvula de fecho para instalação hidráulica predial, destinada a inter-
rupção eventual da passagem de água para reparo na rede ou ramal.
Observação: O registro deve fcar completamente aberto para evitar
danos em seus aparelhos.
castelo
haste
cunha
sede
No momento da instalação do registro de gaveta, a cunha deve estar
na posição fechada. Estando aberta a sede do registro (localizada no
corpo) pode deformar quando rosqueado em demasia no tubo.
Ao usar tubo de ferro galvanizado, deve-se fazer um número reduzido
de fo de rosca (não superior ao do registro), para melhor acomodação
das peças. Não apertar em demasia (este cuidado evita danifcar o re-
gistro).
As torneiras permitem a saída e o direcionamento do fuxo de água
para ser utilizado de maneira correta e econômica.
21.19.10. Aparelhos misturadores
Os aparelhos misturadores são um pouco mais complexos.
Aparelho misturador é um conjunto de peças ligadas entre si, que re-
gula a entrada de água quente e fria nas peças sanitárias e outras, nas
instalações hidráulicas domiciliares.
É constituído fundamentalmente de um misturador, dois registros e
acessórios.
Misturador para lavatório Misturador para bidê Misturador para pia
O funcionamento do misturador é idêntico ao registro de pressão co-
mum, com a vantagem de regular a temperatura da água, devido à
existência de dois registros.
21.19.11. Engates ou rabichos
São tubos fexíveis ou rígidos utilizados para conectar peças sanitá-
rias (bidês, caixa de descarga e lavatório) aos ramais de alimentação.
Podem ser de chumbo, plástico ou cobre e ter vários comprimentos.
O engate de PVC é fexível, tendo duas porcas de ligação com um ni-
ple acoplado em uma delas. Existem no comércio em vários tamanhos,
sendo os mais comuns 300 e 400 milímetros.
Engate ou rabicho
Alguns engates, além de serem niquelados (cobre) ou revestidos com
fbra de poliéster (PVC), possuem canoplas para dar um melhor acaba-
mento.
Os engates de PVC só devem ser utilizados para água fria.
21.20. Noção de declividade
Entende-se por declividade a inclinação existente numa instalação ou
numa superfície, que faz com que seus extremos estejam fora de nível.
Aplica-se, em construção civil, nas tubulações de esgoto, de gás, de
águas pluviais etc, com o objetivo de facilitar o escoamento dos fuídos
(líquido e gás). É dada, geralmente, em porcentagem (%). Diremos que
uma tubulação ou uma superfície está com 2% (dois por cento) de
declividade, quando num comprimento de 1m (100 centímetros) há
um desnível de 2 cm.
1m 1m 1m
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Nas instalações de esgoto em geral, a inclinação (ou declividade) é no
mínimo de 2%, porém não deve ser muito maior, pois haveria o risco
de a água escoar-se e os detritos sólidos fcarem obstruindo o tubo,
sem ser carregados.
Nas calhas semicirculares, para a condução das águas pluviais dos
telhados aos condutores, a declividade (inclinação) é geralmente de
0,3%.
1m
0,3%
21.21. Dimensionamento do sistema de esgoto
O sistema de esgoto funciona por gravidade, isto é, existe pressão at-
mosférica ao longo de todas as tubulações características esta manti-
da pela ventilação do sistema.
Assim, o dimensionamento é simples, por tabelas, em função do mate-
rial e da declividade mínima fxada. Não há necessidade de verifcação
da pressão. Com base nas Unidades Hunter de Contribuição (UHC) e
nas declividades mínimas preestabelecidas dimensiona-se todo o sis-
tema.
21.22. Ramais de descarga
O cálculo do diâmetro do ramal de descarga (trecho entre o aparelho e
a caixa sifonada, ou, no caso do vaso sanitário, entre ele e o subcoletor
ou o tubo de queda) é função apenas do número de Unidades Hunter
de Contribuição (UHC), conforme as duas tabelas adiante. Essas UHC,
da mesma maneira como para o cálculo da água fria, facilitam a deter-
minação do diâmetro nominal (DN) do ramal de descarga, de acordo
com o tipo e característica do aparelho sanitário.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, ressaltando-se, apenas, a adoção do diâmetro mínimo DN 40.
Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exem-
plo a seguir é válido tanto para residências como para prédios.
Exemplo de ramais de descarga:

Chuveiro DN 40

Lavatório de residência DN 40

Bidê DN 40

Vaso sanitário DN 100
Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos aparelhos sanitários e
diâmetro nominal dos ramais de descarga
Aparelho Número de uni-
dades Hunter de
contribuição
Diâmetro nominal
do ramal de
descarga DN
Banheira de residência 3 40
Banheira de uso geral 4 40
Banheira hidroterápica-fuxo contí-
nuo-uso geral
6 75
Banheira de emergência (hospital) 4 40
Banheira infantil (hospital) 2 40
Bacia de assento (hidroterápica) 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 2 40
Chuveiro de residência 2 40
Chuveiro coletivo 4 40
Chuveiro hidroterápico 4 75
Chuveiro hidroterápico tipo tubular 4 75
Ducha escocesa 6 75
Ducha perineal 2 40
Lavador de comadre 6 100
Lavatório de residência 1 40
Lavatório geral 2 40
Lavatório de quarto de enfermeira 1 40
Lavabo cirúrgico 3 40
Lava-pernas (hidroterápico) 3 50
Lava-braços (hidroterápico) 3 50
Lava-pés (hidroterápicos) 2 50
Mictório-válvula de descarga 6 75
Mictório-caixa de descarga 5 50
Mictório-descarga automática 2 40
Mictório-de calha por metro 2 50
Mesa de autópsia 2 40
Pia de residência 3 40
Pia de serviço (despejo) 5 75
Pia de lavatório 2 40
Pia de lavagem de instrumentos
(hospital)
2 40
Pia de cozinha industrial-preparação 3 40
Pia de cozinha industrial-lavagem
de panelas
4 50
Tanque de lavar roupa 3 40
Máquina de lavar pratos 4 75
Máquina de lavar roupa até 30 kg 10 75
Máquina de lavar roupa de 30 até
60 kg
12 10
Máquina de lavar roupa acima de
60 kg
14 150
Vaso sanitário 6 100
Nota: O diâmetro indicado, referente ao número de UHC é considerado como
mínimo.
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Unidades Hunter de contribuição para aparelhos
não relacionados anteriormente
Número de unidade Hunter de
contribuição
Diâmetro nominal do ramal de
descarga DN
2 40
3 50
5 75
6 100
21.23 Ramal de esgoto
O diâmetro do ramal de esgoto (trecho entre a saída da caixa sifonada
e a ligação ao ramal da bacia sifonada) é determinado em função do
somatório das Unidades Hunter de Contribuição (UHC), conforme ta-
bela adiante.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, em função do número de UHC de cada aparelho.
Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exem-
plo a seguir é válido tanto para residências como para prédios.
Dimensionamento de ramais de esgoto
Diâmetro nominal do tubo DN Número máximo de unidades
Hunter de contribuição
40 3
50 6
75 20
100 160
150 620
Observação: O DN mínimo do ramal de esgoto de caixa de passagem
que receba efuentes de lavatórios, banheiras, ralos, bidês e tanques é
DN 50.
A partir da tabela de UHC dos aparelhos, determina-se o número de
UHC de cada aparelho:

lavatório 1

bidê 2

chuveiro de residência 2
Total 5UHC
Considerando a tabela anterior, com o somatório, o diâmetro do ramal
de esgoto da caixa sifonada é DN50.
Total de UHC contribuindo para a mesma coluna: ramal da caixa sifona-
da (5) + ramal do vaso sanitário (6) = 11UHC
21.24. Tubo de queda
O dimensionamento também é função do somatório das Unidades
Hunter de Contribuição (UHC) dos ramais de esgoto que se conectam
ao tubo de queda, por pavimento. O tubo de queda deve ter diâmetro
uniforme. A tabela a seguir fornece os diâmetros, subdividida em pré-
dios de até três pavimentos e acima de três pavimentos. Observe-se
que o DN mínimo de um tubo de queda que descarregue vaso sani-
tário é DN 100.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, em função do somatório do número de UHC cada ramal de esgoto
ligado ao tubo de queda. O exemplo a seguir é válido tanto para resi-
dências (sobrados) como para prédios.
Legenda:

CV = Coluna de Ventilação

TQ = Tubo de Queda
Para um prédio de sete pavimentos, a coluna em questão recebe con-
tribuição de cada sanitário, em cada um dos sete pavimentos. Consi-
derando o sanitário do exemplo anterior (ramal de esgoto), com um
somatório de 11UHC em cada pavimento, tem-se um total de 77UHC,
em todo o tubo. Considerando a Tabela de Dimensionamento de Tu-
bos de Queda, tem-se o DN 100.
Caso o somatório fosse inferior a 70, não se poderia adotar o DN 75, em
razão do mínimo DN para tubos de queda que recebem efuentes de
vasos sanitários ser DN 100. Por outro lado, também se teria que utilizar
DN mínimo 100, pois não poderia ser inferior ao menor diâmetro a ele
ligado, no caso o ramal de esgotos do vaso sanitário, DN 100.
Dimensionamento de tubos de queda
Diâmetro
nominal do
tubo DN
Número máximo de unidades Hunter de contribuição
Prédio de até
três pavimentos
Prédio com mais de três pavimentos
em um pavimento em todo o tubo
75 30 16 70
100 240 90 500
150 960 350 1.900
200 2.200 600 3.600
250 3.800 1.000 5.600
300 6.000 1.500 8.400
Notas da NBR 8160:

Nenhum vaso sanitário deve descarregar em tubo de queda de diâmetro nominal in-
ferior a DN 100;

Nenhum tubo de queda deve ter diâmetro inferior ao da maior tubulação ligada a ele;

Nenhum tubo de queda que receba descarga de pias de copa, de cozinha ou de pias
de despejo deve ter diâmetro nominal inferior a DN 75, executando o caso de tubos
de queda que recebam até 6UHC de contribuição em prédios de até dois pavimentos,
quando pode então ser usado o DN 50.
Havendo desvios na vertical, os tubos de queda devem ser dimensionados como a seguir:

Desvio com ângulo menor que 45° com a vertical, o tubo de queda deve ser dimensio-
nado pela tabela de dimensionamento;

Desvio com ângulo maior que 45°:
a) Trechos acima e abaixo do desvio; trata-se de trecho normal, dimensionado pela tabela
de dimensionamento de tubos de queda;
b) Trecho horizontal do desvio: trata-se de um subcoletor, dimensionado pela tabela de
dimensionamento de coletores e subcoletores;
c) O trecho abaixo do desvio não poderá ter diâmetro inferior ao trecho horizontal.
21.25. Coletor predial e subcoletor
O dimensionamento do coletor e subcoletor baseia-se no somatório
das Unidades Hunter de Contribuição (UHC), bem como nas declivi-
dades mínimas da tabela adiante. O diâmetro mínimo exigido é de DN
100. No caso específco de dimensionamento de coletores e subcole-
tores, para prédios residenciais, deve ser considerado apenas o apare-
lho de maior descarga de cada sanitário, para o cálculo do número de
Unidade Hunter de Contribuição (UHC).
O dimensionamento é imediato, em função do somatório do número
de UHC e da declividade a ser estabelecida, utilizando-se a tabela a
seguir.
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Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores
Diâmetro
nominal do
tubo DN
Número máximo de unidades Hunter de contribuição
Declividades mínimas
0,50% 1% 2% 4%
200 1.400 1.600 1.900 2.300
250 2.500 2.900 3.500 4.200
300 3.900 4.600 5.600 6.700
400 7.000 8.300 10.000 12.000
21.26. Esquema geral com tubo de queda, subcoletor
predial
Observem-se os tubos de queda e o somatório do número de UHC
de cada um, bem como as contribuições para cada caixa de inspeção.
Verifque-se o caminhamento do esgoto, pelos subcoletores, para as
diversas caixas de inspeção e, a partir da última caixa, o caminhamen-
to fnal, pelo coletor predial, até o coletor público. A tabela elaborada
permite visualizar as contribuições em cada caixa, o número, o número
total de UHC e o respectivo DN de cada trecho de subcoletor e do
coletor predial, a partir da tabela de dimensionamento de coletores
prediais e subcoletores.
Notas:

Para fns didáticos, adotou-se o somatório total de UHC, apesar de se
adotar apenas a contribuição do aparelho de maior descarga;

Verifcar, pela tabela de dimensionamento de coletores prediais e
subcoletores, a declividade da tubulação. Foi adotado 1%, visto ser a
declividade mínima.
Tubo de
Queda
Número
de UHC
Caixa de
inspeção
Contribui-
ções: tubos
de queda
e subcole-
tores
Número
total de UHC
Diâmetro
nominal
DN
TQ 1 77 ci 1 TQ 1 77 100
TQ 2 144 ci 2 ci 1+TQ 2 77+144=221 150
TQ 3 56 ci 3 ci 2 221 150
TQ 4 72 ci 4 ci 3+ci 8 221+363=584 150
TQ 5 70 ci 5 tq 3 56 100
Ci 6 tq 4 72 100
Ci 7 ci 6+tq 5 70+72=142 100
Ci 8 ci 7+ci 5 142+221=363 150
21.27. Ventilação
O dimensionamento baseia-se, a exemplo dos itens anteriores, em
Unidades Hunter de Contribuição (UHC). Para o ramal de ventilação
e as colunas de ventilação encontram-se adiante as tabelas utilizadas
e, para os demais elementos, verifcar as notas junto às tabelas. A dis-
tância máxima de um desconector a um tubo de ventilação também
está tabelada.
a) Ramal de ventilação – No caso do sanitário abaixo, já se verifcou que
tem o total de 11UHC. Para grupo de aparelhos com vaso sanitário,
para UHC = 11 o diâmetro do ramal de ventilação é DN 50;
b) Coluna de ventilação – No caso do mesmo sanitário, para o mesmo
edifício com sete pavimentos, tem-se o total de 7x11=77UHC. Na
tabela de dimensionamento de colunas e barriletes de ventilação,
entra-se com DN 100 para o tubo de queda e 140 para UHC (adota-
se o primeiro valor acima de 77). A altura do edifício é de no míni-
mo, 3x11=33m, logo, adota-se a coluna DN 75 para DN mínimo da
coluna de ventilação, a qual tem comprimento máximo permitido
de 61m.
Dimensionamento de colunas e
barriletes de ventilação
Diâmetro no-
minal do Tubo
de queda ou
do Ramal de
esgoto DN
Número de
unidades de
Huter de con-
tribuição
Diâmetro nominal mínimo do
40 50 75 100 150 200 250 30
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -
50 12 23 61 - - - - - -
50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -
100 43 - 11 76 299 - - - -
100 140 - 8 61 229 - - - -
100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -
150 1100 - - 8 31 238 - - -
150 2000 - - 7 26 201 - - -
150 2900 - - 6 23 183 - - -
200 1800 - - - 10 73 - - -
200 3400 - - - 7 57 - - -
200 5600 - - - 6 49 186 - -
200 7600 - - - 5 43 171 - -
250 4000 - - - - 24 94 293 -
250 7200 - - - - 18 73 225 -
250 11000 - - - - 16 60 192 -
250 15000 - - - - 14 55 174 -
300 7300 - - - - 9 37 116 287
300 13000 - - - - 7 29 90 219
300 20000 - - - - 6 24 76 186
300 26000 - - - - 5 22 70 152
coluna de ventilação
tubo de queda
Distância máxima do desconector ao tubo ventilador – Observe-se
que a distância do desconector (ralo sifonado) à sua ligação com o ra-
mal de ventilação é mínima, L=0,10m, inferior ao máximo permitido
pela tabela L=1,2m.
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21.28 Detalhes de projeto
Perspectiva da tubulação hidráulica
O projeto de instalações de água fria é composto por um detalhe de
projeto chamado de “perspectiva” ou “isométrica”.
A planta isométrica indica o percurso das tubulações, com os respecti-
vos diâmetros, altura e comprimento. Esse desenho tem como objetivo
facilitar o levantamento de material para orçamento e compra, bem
como facilitar o entendimento do projeto para execução.
Chuveiro
LAV
Torneira de bóia
Reservatório
Registro
de gaveta
Entrada
Chuveiro
Extravasor
Limpeza
Registro
de gaveta
Registro
de pressão
Válvula
de escape
Chuveiro
LAV
Torneira de bóia
Reservatório
Registro
de gaveta
Entrada
Chuveiro
Extravasor
Limpeza
Registro
de gaveta
Registro
de pressão
Válvula
de escape
Detalhe de montagem da tubulação de esgoto
Esses detalhes fazem parte de um projeto hidro-sanitário, procurando
representar como a obra deve ser construída.
B
a
n
h
o
Detalhe de instalação da pia
1) Cuba.
2) Torneira diâmetro (φ) ½ “.
3) Luva de PVC com bucha de latão φ 25x ½ “.
4) Tubo de PVC soldável 20mm x 20cm.
5) Tê em PVC soldável φ variável.
6) Válvula para pia φ 1“x 2”.
7) Sifão para pia φ 1” x 1½ “.
8) Cotovelo 90º PVC com anel de borracha DN 50mm.
9) Luva simples DN 50mm.
10) Tubo de PVC DN 50mm.
11) Tubo de ligação fexível φ ½ “x 20cm.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
Detalhe de instalação do chuveiro
1) Chuveiro elétrico automático.
2) Braço para chuveiro elétrico com canopla φ ½ “x 40 cm.
3) Joelho de redução 90º soldável com bucha de latão φ 25x½“.
4) Tubo de PVC φ 25 mm.
5) Luva de PVC soldável com rosca φ 25x ¾ “.
6) Registro de pressão cromado com canopla φ ¾ “.
7) Adaptador de PVC soldável curto com bolsa e rosca para registro
φ 25x ¾ “.
8) Tê de PVC soldável φ variável.
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Detalhe de instalação do vaso com caixa acoplada
1) Bacia sanitária com caixa acoplada.
2) Assento plástico.
3) Tubo de PVC rígido soldável marrom φ 20 mm.
4) Tubo de ligação fexível φ ½ “x 30cm.
5) Joelho de PVC 90º soldável com bucha de latão φ 20 x ½“.
6) Tê em PVC soldável φ variável.
7) Projeção de dois parafusos de fxação de tocos de madeira com
bucha plástica.
8) Curva de raio curto PVC DN 100 mm.
9) Tubo de PVC DN 100 mm.
10) Tubo de PVC DN 100 mm com ponta superior rente ao piso acaba-
do.
11) Ligação para saída de vaso sanitário (vedação).

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22. Orçamento – Materiais e Quantitativo
22.1. Levantamento de quantitativo de materiais
Conjunto de operações com fnalidade de determinar a quantidade
de materiais que serão consumidos na execução de um determinado
serviço.
De posse dos projetos, memorial descritivo e especifcações técnicas,
deve-se iniciar o trabalho de levantamento quantitativo.

O primeiro passo será a análise dos desenhos, memoriais descritivos
e especifcações técnicas;

Em seguida, as identifcações dos serviços e suas dimensões e/ou
quantidades.
22.2. Orçamento
O orçamento é o cálculo do custo dos materiais, equipamentos e ser-
viços que envolvem uma atividade, ou seja, uma estimativa dos valores
de todos os recursos necessários para a execução desta atividade.
22.2.1. Elaboração de orçamentos
A execução de um orçamento geralmente é composta pelas seguintes
etapas:

Análise preliminar dos documentos;

Identifcação dos itens e discriminação orçamentária preliminar dos
serviços;

Levantamento quantitativo;

Lançamento em sistema (planilha física ou digital);

Listagem e cotação de materiais;

Fechamento do orçamento.
Exemplos de planilhas
Planilha de levantamento
Cliente :
Obra : Local
Item Material Quant Un Incid. Total
01
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03
04
05
06
07
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09
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Observações:
Planilha de orçamento
Cliente :
Obra : Local
Item Material Quant Un Valor Total
01
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Observações: Total
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23. Tubos e conexões – Dimensões e bitolas
23.1. Linha roscável para água fria

 

Disponíveis nas bitolas de 1/2”, 3/4”, 1”, 1 1/4”, 1 1/2” e 2” (para algu-
mas conexões, a bitola máxima disponível é 1 1/2”).
23.1.1. Execução de junta roscável
Passo 1: A extremidade do tubo deve estar isenta de rebarbas e o cor-
te deve estar no esquadro.
Passo 2: Em seguida, deve-se prender o tubo na morsa, sem deformá-lo.
Passo 3: Agora, monte a tarraxa observando a colocação correta do
cossinete.
Passo 4 : O próximo passo consiste em colocar a tarraxa no tubo, fa-
zendo pressão com uma das mãos e girando a ferramenta no sentido
horário.
Passo 5: O desenvolvimento da rosca deverá ser executado dando-
se uma volta para frente e retornando-se um quarto de volta. A bolsa
desenvolvida no tubo deve ter o mesmo comprimento da bolsa onde
for interligada.
23.1.2. Execução de instalações com rosca
Passo 1: Compatibilidade: verifque se o padrão de rosca das peças a
serem unidas é compatível.
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Passo 2: Fita Veda Rosca: aplique a Fita Veda Rosca Amanco no sentido
horário, sobre a rosca da ponta a ser unida.
Passo 3: Cuidado com a Fita Veda Rosca: corte e pressione a Fita sobre
a rosca para que fque frme. Cuidado para não deixar sobras de Fita na
extremidade, pois isso pode difcultar o fuxo normal de água.
Passo 4: Como rosquear: a forma de rosquear é simples, porém muito
importante. Quando bem feita, preserva a tubulação, evita vazamentos
e não causa danos à rosca.
23.1.3. Fita Veda Rosca

Material: PTFE (Politetrafuoretileno), ou simplesmente TEFLON - su-
porta temperaturas de -90°C até 230°C

Disponíveis nas dimensões:

12 mm x 10m;

12 mm x 25m;

18 mm x 10m;

18 mm x 25m;

18 mm x 50m.
Consumo de Fita Veda Rosca
Bitola (pol) Largura (mm) Comprimento (m)
½ 12 0,30
¾ 12 0,40
1 18 0,50
1 ¼ 18 0,90
1 ½ 18 1,40
2 18 2,00
2 ½ 18 4,00
3 18 5,00
4 18 8,00
23.1.4. Tubo roscável

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Bitola Dr B e L (m)
1/2" 1/2" 13,2 2,6 6
3/4" 3/4" 14,5 2,9 6
1" 1" 16,8 3,5 6
1.1/4" 1.1/4" 19,1 3,7 6
1.1/2" 1.1/2" 19,1 4,0 6
2" 2" 23,4 4,7 6
23.1.5. Luva simples roscável

D
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Bitola A D
1/2" 37 1/2"
3/4" 40 3/4"
1" 47,5 1"
1.1/4" 53 1.1/4"
1.1/2" 53 1.1/2"
2" 61,5 2"
23.1.6. Nípel roscável

D
BA
Bitola A B D
1/2" 41 7 1/2"
3/4" 45 8 3/4"
1" 53 9 1"
1.1/2" 60 11 1.1/2"

23.1.7. Bucha de redução roscável

D
B
d
A
Bitola A B D d
3/4" x 1/2" 26,5 8 3/4" 1/2"
1" x 1/2" 31 9 1" 1/2"
1" x 3/4" 31 9 1" 3/4"
1.1/4" x 3/4" 34,5 10 1.1/4" 3/4"
1.1/4" x 1" 34,5 10 1.1/4" 1"
1.1/2" x 3/4" 35,5 11 1.1/2" 3/4"
1.1/2" x 1" 35,5 11 1.1/2" 1"
1.1/2" x 1.1/4" 35,5 10 1.1/2" 1.1/4"
2" x 1" 31,5 9 2" 1"
2" x 1.1/2" 38,5 10 2" 1.1/2"
2.1/2" x 1.1/2" 46 13 2.1/2" 1.1/2"
23.2. Linha soldável para água fria
 

Disponíveis nas bitolas de 20 mm, 25 mm, 32 mm, 40 mm, 50 mm,
60 mm, 75 mm, 85 mm e 110 mm.
23.2.1. Execução de junta soldável
Passo1 - Preparo dos produtos: Após o corte do tubo, deve-se
chanfrar sua ponta e limpar as partes a serem soldadas (ponta do tubo
e bolsa da conexão). Com uma lixa d´água, tire o brilho das superfícies
que receberão o Adesivo Plástico (isso melhora a aderência).
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Passo 2 - Limpeza das superfícies: Limpe as superfícies lixadas com
Solução Limpadora Amanco, eliminando as impurezas que podem im-
pedir a ação do adesivo plástico.
Passo 3 - Aplicação do Adesivo Plástico: Aplique uma camada fna
e uniforme de Adesivo Plástico Amanco na parte interna da bolsa, co-
brindo apenas um terço da mesma, e uma camada igual (um terço) na
parte externa do tubo.

23.2.2. Execução de junta soldável
Passo 4 - Encaixe perfeito: Junte as duas peças, forçando o encaixe
até o fundo da bolsa, sem torcer.
Lembre-se:

É importante retirarmos o excesso de Adesivo Plástico após a solda-
gem, pois isso pode acarretar em problemas futuros.

Além disso, devemos aguardar uma hora para liberar o fuxo de
água e 12 horas para submeter a tubulação à pressão.
23.2.3. Adesivo Plástico Extra Forte
O Adesivo Plástico Extra Forte da Amanco apresenta inúmeras vanta-
gens e benefícios. Observe:

Maior resistência na soldagem: Tempo de pega mais lento, porém
atingindo uma resistência maior do que os adesivos comuns, se
compararmos a resistência dos dois produtos medidos no mesmo
instante após a aplicação;

Rastreabilidade: cor avermelhada permite visualizar a aplicação do
produto;

Tempo de pega mais lento: Facilita correções no ato da instalação,
sendo o ideal para tubos de grandes diâmetros.
23.2.4. Tubo soldável
D
B
L e
Bitola B D L (m) e
20 32 20 3 e 6 1,5
25 32 25 3 e 6 1,7
32 32 32 3 e 6 2,1
40 40 40 3 e 6 2,4
50 50 50 3 e 6 3,0
60 60 60 3 e 6 3,3
75 70 75 3 e 6 4,2
85 76 85 3 e 6 4,7
110 91 110 3 e 6 6,1
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23.2.5. Joelho de redução 90º soldável


D
A
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Bitola A B D d
25 x 20 29,5 29 25 20
23.2.6. Joelho 90º soldável

D
A
B
d
Bitola A D
20 27 20
25 32 25
32 39 32
40 47 40
50 57 50
60 67 60
75 87,2 75
85 97,7 85
110 124 110

23.2.7. Tê soldável com rosca na bolsa central

B
A
D
d
Bitola A B D d
20 x 1/2" 53 29,5 20 1/2
25 x 1/2" 61 34,0 25 1/2
25 x 3/4" 58 32,5 25 3/4
23.2.8. Tê soldável com bucha de latão na bolsa central

B
A
D
d
Bitola A B D d
20 x 1/2" 54 27 20 1/2
25 x 1/2" 59 30,5 25 1/2
25 x 3/4" 65 32 25 3/4

23.2.9. Luva de redução soldável

B1 B2
A
D
2
D
1
Bitola A D1 D2
25 x 20 41 25 20
32 x 25 53 32 25
23.2.10. Bucha de redução soldável longa

D
B
d
A
Bitola A D d
32 x 20 44 32 20
40 x 20 51,6 40 20
40 x 25 51,8 40 25
50 x 20 55,8 50 20
50 x 25 61 50 25
50 x 32 61,3 50 32
60 x 25 70,5 60 25
60 x 32 70,9 60 32
60 x 40 71,3 60 40
60 x 50 71,8 60 50
75 x 50 85,5 75 50
85 x 60 95,1 85 60
110 x 60 140 110 60
110 x 75 130 110 75
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23.2.11. Adaptador soldável curto com bolsa e rosca
para registro

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Bitola A D d
20 x 1/2" 37,1 20 1/2”
25 x 3/4" 40,3 25 3/4"
32 x 1" 50,7 32 1”
40 x 1.1/4" 56,7 40 1.1/4”
50 x 1.1/2" 63 50 1.1/2”
60 x 2” 72,7 60 2”
75 x 2.1/2" 86,3 75 2.1/2”
85 x 3" 94,3 85 3”
110 x 4" 115,9 110 4”
24. Instalações Hidro-sanitárias
24.1 Pressão
Pressão é a força aplicada sobre uma área. Numa tubulação, pressão é
a altura da coluna de água aplicada num determinado ponto.
Nas instalações hidráulicas temos dois tipos de pressão:

Pressão estática: quando não há escoamento de água nas tubula-
ções.

Pressão dinâmica: quando com escoamento de água nas tubulações.
Segundo a NBR 5626:1998:

A pressão estática em qualquer ponto de utilização da rede predial
de distribuição deve ser inferior a 400kPa (40mca).

A pressão dinâmica em qualquer ponto de utilização da rede pre-
dial de distribuição deve ser superior a 5kPa (0,5mca ).
Nível da Água na Caixa
O que é metro de
coluna de água (m.c.a)?
R: uma medida de pressão
Se a linha azul (menor distância entre
produto e nível da água) tem x metros,
o produto está submetido
a x m.c.a. de pressão.
Produto
X m.c.a
24.1.1. Qual dos dois reservatórios tem maior pressão?
Nenhum dos dois! A pressão é a mesma, pois ambos tem a mesma
altura manométrica!
24.2. Vazão
Defne-se por vazão, o volume por unidade de tempo que se escoa
através de determinada seção transversal de uma tubulação. Isto signi-
fca que a vazão é a rapidez com a qual um volume escoa. As unidades
adotadas são geralmente o m³/s, m³/h, l/h ou o l/s.
Diâmetro Menor
Vazão Menor
Diâmetro Maior
Vazão Maior
24.3. Velocidade
É o tempo gasto para a água passar pela tubulação. A velocidade tem
ligação direta com o diâmetro da tubulação e a pressão da água, que
promovem maior ou menor vazão num intervalo de tempo. As tubu-
lações devem ser dimensionadas de modo que a velocidade da água,
em qualquer trecho de tubulação, não atinja valores superiores a 3,0
m/s.
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24.3.1. Qual reservatório encherá primeiro?

Ø = 75mm
Ø = 75mm
24.4. Perda de carga
É uma perda de pressão causada pelo atrito entre o fuxo da água e as
paredes da tubulação, ou pela mudança de direção ou estrangulamen-
to causado pelas conexões ou registros.
A perda de carga pode ser:

Localizada: as perdas pontuais, ocorridas nas conexões, registros
etc., pela elevação da turbulência nestes locais;

Distribuída: perda de carga ao longo da tubulação por atrito da água
com a mesma.
P
P
24.4.1. Perda de carga localizada
Obs.: Sempre que possível dê preferência por curvas ao invés de joelhos.
24.4.2. Perda de carga distribuída


Paredes internas mais lisas = Menor atrito > Menor perda de carga;

Paredes internas rugosas = Maior atrito > Maior perda de carga.
24.5. Golpe de Aríete
Golpe de aríete é a variação da pressão acima e abaixo do valor de
funcionamento normal das tubulações como conseqüência das mu-
danças de velocidade da água, decorrentes de manobras dos registros
de regulagem de vazões.
25. Sistemas prediais hidro-sanitários
As instalações prediais de água e esgotos têm como fnalidade fazer
a distribuição da água em quantidade sufciente e promover o afasta-
mento adequado das águas servidas.

Abastecimento de água fria;

Abastecimento de água quente;

Coleta de Esgoto;

Escoamento Pluvial.
25.1. Sistema predial de suprimento de água fria
25.1.1. Conceito
É o conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos
destinados ao abastecimento de água de boa qualidade, em quanti-
dade e temperatura controláveis pelo usuário, para a sua adequada
utilização.
25.1.2. Objetivos

Que seja contínuo o fornecimento de água aos usuários e em quan-
tidade sufciente;

Armazene ao máximo a um custo mais baixo possível;

Minimize ao máximo os problemas decorrentes da interrupção do
funcionamento do sistema público;

Preserve a qualidade da água;

Limite as pressões;

Limite as velocidades a valores adequados para evitar vazamentos
ou ruídos indesejáveis.
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25.1.3. Interdependência entre sistemas de abasteci-
mento de água, de esgoto e pluviais com as instala-
ções hidráulicas prediais
água de abastecimento
edifcação
esgoto
águas pluviais
25.1.4. Várias áreas de utilização de água e geração
de esgoto

DORM
BANHO
BANHO
DORM
DORM
DORM
DORM
BANHO
BANHO
DORM
DORM
DORM
SALA
SALA
SALA
SALA
A.S
A.S A.S
COZ
COZ
HALL
COZ
A.S
COZ
25.1.5. Sistema de distribuição direta
A alimentação dos aparelhos, torneiras e peças da instalação predial é
feita diretamente através da rede de distribuição.

Vantagens: água de melhor qualidade; maior pressão disponível;
menor custo de instalação.

Desvantagens: falta de água no caso de interrupção; grande varia-
ção de pressão ao longo do dia; limitação de vazão; maior consumo
etc.
25.1.6. Sistema indireto de distribuição, sem bombe-
amento
A água da rede pública é levada diretamente para um reservatório e
a alimentação da edifcação será descendente (de cima para baixo),
ou seja, o reservatório abastece por gravidade os pontos de consumo.
Esse sistema é utilizado quando a pressão da rede é sufciente, mas
sem continuidade.


Vantagens: água de melhor qualidade; fornecimento contínuo de
água; permite a instalação de válvula de descarga.

Desvantagens: fca por conta do maior custo de instalação.
25.1.7. Sistema indireto de distribuição, com bombe-
amento
A água da rede pública é armazenada em um reservatório inferior (Cis-
terna Amanco) e bombeada para outro mais alto, denominado reser-
vatório superior. A água é distribuída a partir do reservatório superior,
no sentido descendente, ou seja, do reservatório a água abastece por
gravidade até os pontos de consumo.
25.1.8. Sistema indireto de distribuição, com bombe-
amento
É utilizado quando a pressão é insufciente para levar a água até o úl-
timo pavimento do edifício e há descontinuidade de fornecimento de
água, que é o caso mais usual em edifícios, é necessário o uso de bom-
bas de recalque.

Vantagens: fornecimento de água contínuo; pequena variação de
pressão nos aparelhos; golpe de aríete desprezível; permite a insta-
lação de válvula de descarga; menor consumo de água.

Desvantagens: possibilidade de contaminação da água reservada;
menores pressões; maior custo de instalação.
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25.1.9. Sistema indireto hidropneumático de distribuição
Este processo dispensa o reservatório superior e a distribuição é ascen-
dente, a partir de um reservatório de aço onde a água fca pressurizada.
A escolha por um sistema hidropneumático para distribuição de água
depende de inúmeros fatores, destacando-se os aspectos arquitetôni-
cos e estruturais, facilidade de execução e instalação das canalizações
e localização do reservatório inferior.
Sistema de distribuição indireto hidropneumático em residência.
Sistema de distribuição indireto hidropneumático em edifício.
25.1.10. Sistema misto de distribuição
Neste processo parte da instalação é alimentada diretamente pela rede
de distribuição e parte indiretamente.

Vantagens: água de melhor qualidade devido ao abastecimento di-
reto em torneiras para fltro, pia e cozinha e bebedouros; permite a
instalação de válvula de descarga; o fornecimento de água é manti-
do contínuo no caso de interrupções no sistema de abastecimento
ou de distribuição.

Desvantagem: maior custo de instalação.
Sistema de distribuição misto em residência.
25.2. Componentes do sistema de água fria
25.2.1. Rede predial de distribuição
Conjunto de tubulações constituído de barriletes, colunas de distribui-
ção, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos, destinado a
levar água aos pontos de utilização.

Coluna de distribuição
Ramal
Ramal predial
Alimentador predial
Estação elevatória
Tubulação de recalque
RS
Barrilete
Sub-Ramal
Cavalete /hidrômetro
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25.2.2. Alimentador predial (Cavalete)
Tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de
água de uso doméstico.
Via Pública
Meio -Fio
Calçada
Caixa p registro
de calçada
Muro
Hidrômetro
Hidrômetro
Registro
Registro
União
da Rua
0
,
1
5
0
,
3
5
para a Casa
25.2.3. Reservatório inferior
Reservatório intercalado entre o alimentador predial e a instalação ele-
vatória, destinado a reservar água e a funcionar como poço de sucção
da instalação elevatória.
0,10 0,10 0,10
0,10
L
B B
0,10
0,60
Projeção da inspeção
Alimentador Predial
Válvula de pé
e crivo
Válvula de pé
e crivo
Extravasor Extravasor
Dreno
Sucção Sucção
Dreno
Projeção da inspeção
Bóia Bóia
0,60
0,60
25.2.4. Conjunto elevatório
Conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados a
elevar a água para o reservatório de distribuição.
Alimentador Predial
Aberturas para
Inspeção
Registro de Gaveta
Bóia Bóia
Válvula
de Retenção
Conjunto
de Recalque
Válvula de Pé
e Crivo
25.2.5. Reservatório superior
Reservatório ligado ao alimentador predial ou a tubulação de recalque,
destinado a alimentar a rede predial ou a tubulação de recalque, para
alimentar a rede predial de distribuição.

Inspeção
Recalque
Extravasor
b
b
0,10
0,10
0,10
0,10 0,10
0,60
0,60
0,60
L
Extravasor
Bóia
Bóia
Inspeção
Incêndio
Incêndio
Distribuição
Distribuição
Dreno
Dreno
R.G.
R.G.
25.2.6. Barrilete
Conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual se
derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento
adotado é indireto.
AF - I
AF - 2 AF - 3
AF - 6
AF - 5
AF - 4
RG RG
25.2.7. Coluna de distribuição
Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais.
RG
RG
RG
RG
5º PAV.
4º PAV.
3º PAV.
2º PAV.
1º PAV.
I VS c/ VD
I LV
I CH
I BD
BARRILETE
AF - 5
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O
25.2.8. Ramal
Tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar
os sub-ramais.
25.2.9. Sub-ramal
Tubulação que liga o ramal à peça de utilização ou à ligação do apare-
lho sanitário.
AF
RG
R
A
M
A
IS
S
U
B
- R
A
M
A
IS
S
U
B
- R
A
M
A
IS
VD
VD
VS
VS
VS
LV
RP
CH
VD
25.2.10. Ponto de utilização (da água)
Extremidade de jusante do sub-ramal a partir de onde a água fria e
quente passa a ser considerada água servida.
A
B
C
D
E
F
G
H
Lavatório
Bidê
Vaso Sanitário
Chuveiro
Pia da Cozinha
Tanque
BANHEIRO COZINHA

25.3. Sistema predial de esgoto sanitário
25.3.1. Conceito
É o conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos
destinados a coletar e afastar da edifcação os despejos provenientes
do uso da água, encaminhado-os para um destino adequado.
COBERTURA
VP CV
4˚ PAV.
3˚ PAV.
2˚ PAV.
1˚ PAV.
PAV.
SUBSOLO
CI
CC
CP
RPES
CALÇADA
RUA
TÉRREO
CV VP
25.3.2. Objetivos
O Sistema Predial de Disposição de Água deve coletar e destinar, quan-
do necessário, a água nele introduzida e os despejos provenientes do
uso desta água, na quantidade, temperatura e de maneira adequada,
de forma a assegurar a qualidade da água para consumo.
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
TELHADO
C
V
1
0
V
P
1
0
C
V
7
V
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7
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3
C
V
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COBERTURA
8º PAV.
3º AO 7ºPAV.
2ºPAV.
1ºPAV.
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
RS
V
V
RS
CS4
CGQ 3
CI4
TQ TQ
TQ
TQ 7 TQ 3
TQ 9 TQ 10
TQ TQ
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A NBR-8160 (1999) estabelece critérios para que o sistema seja projeta-
do e executado de modo a:

Possibilitar o rápido escoamento e facilitar a manutenção;

Impedir que os gases provenientes do interior do (SPES), sistema
predial de esgoto sanitário, atinjam áreas de utilização;

Evitar a contaminação da água potável.
25.3.3 Tubulações de esgoto primário
Tem acesso aos gases provenientes dos coletores e sub-coletores.
Devem obrigatoriamente ser ventilados.

Ramal de esgoto (horizontal);

Tubos de queda (só existem em prédios de mais de um
pavimento) - vertical;

Sub-coletores (funcionam na horizontal);

Coletor predial (horizontal e instalado pela concessionária)
- vai do poço de visita ao coletor público.
25.3.4 Tubulações de esgoto secundário
Não tem acesso aos gases provenientes dos coletores.
A passagem dos gases é bloqueada pelos fechos hídricos dos sifões ou
desconectores (predial e público) e sub-coletores.

Ramais de descarga (lavatório, chuveiro, bidê e banheira);

São tubos DN40 em PVC rígido.
25.3.5 Tubulação de ventilação
Destinada a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o inte-
rior da instalação de esgotos e vice-versa;
Protege contra possíveis rupturas dos fechos hídricos dos desconec-
tores;
Em construções de um ou mais andares denomina-se coluna de ven-
tilação;
A extremidade superior, nesse caso, deve ser aberta à atmosfera e ultra-
passar o telhado em, no mínimo, 30 cm.
25.3.6. Dimensionamento do sistema de esgoto
O sistema de esgoto funciona por gravidade, isto é, existe pressão at-
mosférica ao longo de todas as tubulações, característica esta mantida
pela ventilação do sistema.
Assim, o dimensionamento é simples, por tabelas, em função do mate-
rial e da declividade mínima fxada. Não há necessidade de verifcação
da pressão. Com base nas Unidades Hunter de Contribuição (UHC) e
nas declividades mínimas preestabelecidas dimensiona-se todo o sis-
tema.
25.3.7. Ramais de descarga
O cálculo do diâmetro do ramal de descarga (trecho entre o aparelho e
a caixa sifonada, ou, no caso do vaso sanitário, entre ele e o subcoletor
ou o tubo de queda) é função apenas do número de Unidades Hunter
de Contribuição (UHC), conforme as duas tabelas adiante. Essas UHC,
da mesma maneira como para o cálculo da água fria, facilitam a deter-
minação do diâmetro nominal (DN) do ramal de descarga, de acordo
com o tipo e característica do aparelho sanitário.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, ressaltando-se, apenas, a adoção do diâmetro mínimo DN 40.
Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exem-
plo a seguir é válido tanto para residências como para prédios.
Exemplo de ramais de descarga:

Chuveiro DN 40

Lavatório de residência DN 40

Bidê DN 40

Vaso sanitário DN 100
Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos aparelhos
sanitários e diâmetro nominal dos ramais de descarga.
Aparelho
Número de
unidades
Hunter de
contribuição
Diâmetro
nominal do
ramal de
descarga
DN
Banheira de residência 3 40
Banheira de uso geral 4 40
Banheira hidroterápica-fuxo contínuo-uso
geral
6 75
Banheira de emergência (hospital) 4 40
Banheira infantil (hospital) 2 40
Bacia de assento (hidroterápica) 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 2 40
Chuveiro de residência 2 40
Chuveiro coletivo 4 40
Chuveiro hidroterápico 4 75
Chuveiro hidroterápico tipo tubular 4 75
Ducha escocesa 6 75
Ducha perineal 2 40
Lavador de comadre 6 100
Lavatório de residência 1 40
Lavatório geral 2 40
Lavatório de quarto de enfermeira 1 40
Lavabo cirúrgico 3 40
Lava-pernas (hidroterápico) 3 50
Lava-braços (hidroterápico) 3 50
Lava-pés (hidroterápicos) 2 50
Mictório-válvula de descarga 6 75
Mictório-caixa de descarga 5 50
Mictório-descarga automática 2 40
Mictório-de calha por metro 2 50
Mesa de autópsia 2 40
Pia de residência 3 40
Pia de serviço (despejo) 5 75
Pia de lavatório 2 40
Pia de lavagem de instrumentos (hospital) 2 40
Pia de cozinha industrial-preparaçãoå 3 40
Pia de cozinha industrial-lavagem de panelas 4 50
Tanque de lavar roupa 3 40
Máquina de lavar pratos 4 75
Máquina de lavar roupa até 30 kg 10 75
Máquina de lavar roupa de 30 até 60 kg 12 10
Máquina de lavar roupa acima de 60 kg 14 150
Vaso sanitário 6 100
Nota: O diâmetro indicado, referente ao número de UHC é considerado com mínimo.
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Unidades Hunter de contribuição para
aparelhos não relacionados anteriormente.
Número de unidade
Hunter de contribuição
Diâmetro nominal do ramal
de de descarga DN
2 40
3 50
5 75
6 100
25.3.8. Ramal de esgoto
O diâmetro do ramal de esgoto (trecho entre a saída da caixa sifonada
e a ligação ao ramal da bacia sifonada) é determinado em função do
somatório das Unidades Hunter de Contribuição (UHC), conforme ta-
bela adiante.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, em função do número de UHC de cada aparelho.
Por se tratar de ramal interno, exclusivo do cômodo sanitário, o exem-
plo a seguir é válido tanto para residências como para prédios.
Dimensionamento de ramais de esgoto.
Diâmetro nominal do
tubo DN
Número máximo de unidades
Hunter de contribuição
40 3
50 6
75 20
100 160
150 620
Observação: O DN mínimo do ramal de esgoto de caixa de passagem
que receba efuentes de lavatórios, banheiras, ralos, bidês e tanques é
DN 50.
A partir da tabela de UHC dos aparelhos, determina-se o número de
UHC de cada aparelho:

lavatório 1

bidê 2

chuveiro de residência 2
Total 5UHC
Considerando a tabela anterior, com o somatório, o diâmetro do ramal
de esgoto da caixa sifonada é DN50.
Total de UHC contribuindo para a mesma coluna: ramal da caixa sifona-
da (5) + ramal do vaso sanitário (6) = 11UHC.
25.3.9. Tubo de queda
O dimensionamento também é função do somatório das Unidades
Hunter de Contribuição (UHC) dos ramais de esgoto que se conectam
ao tubo de queda, por pavimento. O tubo de queda deve ter diâmetro
uniforme. A tabela a seguir fornece os diâmetros, subdividida em pré-
dios de até três pavimentos e acima de três pavimentos. Observe-se
que o DN mínimo de um tubo de queda que descarregue vaso sani-
tário é DN 100.
O dimensionamento é imediato, a partir dos valores indicados na tabe-
la, em função do somatório do número de UHC cada ramal de esgoto
ligado ao tubo de queda. O exemplo a seguir é válido tanto para resi-
dências (sobrados) como para prédios.
Legenda:

CV = Coluna de Ventilação

TQ = Tubo de Queda
Para um prédio de sete pavimentos, a coluna em questão recebe con-
tribuição de cada sanitário, em cada um dos sete pavimentos. Consi-
derando o sanitário do exemplo anterior (ramal de esgoto), com um
somatório de 11UHC em cada pavimento, tem-se um total de 77UHC,
em todo o tubo. Considerando a Tabela de Dimensionamento de Tu-
bos de Queda, tem-se o DN 100.
Caso o somatório fosse inferior a 70, não se poderia adotar o DN 75, em
razão do mínimo DN para tubos de queda que recebem efuentes de
vasos sanitários ser DN 100. Por outro lado, também se teria que utilizar
DN mínimo 100, pois não poderia ser inferior ao menor diâmetro a ele
ligado, no caso o ramal de esgotos do vaso sanitário, DN 100.
Dimensionamento de tubos de queda
Diâmetro
nominal do
tubo DN
Número máximo de unidades Hunter de contribuição
Prédio de até
três pavimentos
Prédio com mais de três pavimentos
em um pavimento em todo o tubo
75 30 16 70
100 240 90 500
150 960 350 1.900
200 2.200 600 3.600
250 3.800 1.000 5.600
300 6.000 1.500 8.400
Notas da NBR 8160:

Nenhum vaso sanitário deve descarregar em tubo de queda de diâmetro nominal in-
ferior a DN 100;

Nenhum tubo de queda deve ter diâmetro inferior ao da maior tubulação ligada a ele;

Nenhum tubo de queda que receba descarga de pias de copa, de cozinha ou de pias
de despejo deve ter diâmetro nominal inferior a DN 75, executando o caso de tubos
de queda que recebam até 6UHC de contribuição em prédios de até dois pavimentos,
quando pode então ser usado o DN 50.
Havendo desvios na vertical, os tubos de queda devem ser dimensionados como a seguir:

Desvio com ângulo menor que 45° com a vertical, o tubo de queda deve ser dimensio-
nado pela tabela de dimensionamento;

Desvio com ângulo maior que 45°:
a) Trechos acima e abaixo do desvio; trata-se de trecho normal, dimensionado pela tabela
de dimensionamento de tubos de queda;
b) Trecho horizontal do desvio: trata-se de um subcoletor, dimensionado pela tabela de
dimensionamento de coletores e subcoletores;
c) O trecho abaixo do desvio não poderá ter diâmetro inferior ao trecho horizontal.
25.3.10. Coletor predial e subcoletor
O dimensionamento do coletor e subcoletor baseia-se no somatório
das Unidades Hunter de Contribuição (UHC), bem como nas declivi-
dades mínimas da tabela adiante. O diâmetro mínimo exigido é de DN
100. No caso específco de dimensionamento de coletores e subcole-
tores, para prédios residenciais, deve ser considerado apenas o apare-
lho de maior descarga de cada sanitário, para o cálculo do número de
Unidade Hunter de Contribuição (UHC).
O dimensionamento é imediato, em função do somatório do número
de UHC e da declividade a ser estabelecida, utilizando-se a tabela a
seguir.
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Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores
Diâmetro
nominal do
tubo DN
Número máximo de unidades Hunter de contribuição
Declividades mínimas
0,50% 1% 2% 4%
200 1.400 1.600 1.900 2.300
250 2.500 2.900 3.500 4.200
300 3.900 4.600 5.600 6.700
400 7.000 8.300 10.000 12.000
25.3.11. Esquema geral com tubo de queda, subcole-
tor predial
Observem-se os tubos de queda e o somatório do número de UHC
de cada um, bem como as contribuições para cada caixa de inspeção.
Verifque-se o caminhamento do esgoto, pelos subcoletores, para as
diversas caixas de inspeção e, a partir da última caixa, o caminhamen-
to fnal, pelo coletor predial, até o coletor público. A tabela elaborada
permite visualizar as contribuições em cada caixa, o número, o número
total de UHC e o respectivo DN de cada trecho de subcoletor e do
coletor predial, a partir da tabela de dimensionamento de coletores
prediais e subcoletores.
Notas:

Para fns didáticos, adotou-se o somatório total de UHC, apesar de
se adotar apenas a contribuição do aparelho de maior descarga;

Verifcar, pela tabela de dimensionamento de coletores prediais e
subcoletores, a declividade da tubulação. Foi adotado 1%, visto ser
a declividade mínima.
Tubo de
Queda
Número
de UHC
Caixa de
inspeção
Contribui-
ções: tubos
de queda
e subcole-
tores
Número
total de UHC
Diâmetro
nominal
DN
TQ 1 77 ci 1 TQ 1 77 100
TQ 2 144 ci 2 ci 1+TQ 2 77+144=221 150
TQ 3 56 ci 3 ci 2 221 150
TQ 4 72 ci 4 ci 3+ci 8 221+363=584 150
TQ 5 70 ci 5 tq 3 56 100
Ci 6 tq 4 72 100
Ci 7 ci 6+tq 5 70+72=142 100
Ci 8 ci 7+ci 5 142+221=363 150
25.3.12. Ventilação
O dimensionamento baseia-se, a exemplo dos itens anteriores, em
Unidades Hunter de Contribuição (UHC). Para o ramal de ventilação
e as colunas de ventilação encontram-se adiante as tabelas utilizadas
e, para os demais elementos, verifcar as notas junto às tabelas. A dis-
tância máxima de um desconector a um tubo de ventilação também
está tabelada.
a) Ramal de ventilação – No caso do sanitário abaixo, já se verifcou
que tem o total de 11UHC. Para grupo de aparelhos com vaso sani-
tário, para UHC = 11 o diâmetro do ramal de ventilação é DN 50;
b) Coluna de ventilação – No caso do mesmo sanitário, para o mesmo
edifício com sete pavimentos, tem-se o total de 7x11=77UHC. Na
tabela de dimensionamento de colunas e barriletes de ventilação,
entra-se com DN 100 para o tubo de queda e 140 para UHC (adota-
se o primeiro valor acima de 77). A altura do edifício é de no míni-
mo, 3x11=33m, logo, adota-se a coluna DN 75 para DN mínimo da
coluna de ventilação, a qual tem comprimento máximo permitido
de 61m.
Dimensionamento de colunas e
barriletes de ventilação - NBR:1999
Diâmetro no-
minal do Tubo
de queda ou
do Ramal de
esgoto DN
Número de
unidades de
Huter de con-
tribuição
Diâmetro nominal mínimo do
40 50 75 100 150 200 250 30
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -
50 12 23 61 - - - - - -
50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -
100 43 - 11 76 299 - - - -
100 140 - 8 61 229 - - - -
100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -
150 1100 - - 8 31 238 - - -
150 2000 - - 7 26 201 - - -
150 2900 - - 6 23 183 - - -
200 1800 - - - 10 73 - - -
200 3400 - - - 7 57 - - -
200 5600 - - - 6 49 186 - -
200 7600 - - - 5 43 171 - -
250 4000 - - - - 24 94 293 -
250 7200 - - - - 18 73 225 -
250 11000 - - - - 16 60 192 -
250 15000 - - - - 14 55 174 -
300 7300 - - - - 9 37 116 287
300 13000 - - - - 7 29 90 219
300 20000 - - - - 6 24 76 186
300 26000 - - - - 5 22 70 152
coluna de ventilação
tubo de queda
Distância máxima do desconector ao tubo ventilador – Observe-se
que a distância do desconector (ralo sifonado) à sua ligação com o ra-
mal de ventilação é mínima, L=0,10m, inferior ao máximo permitido
pela tabela L=1,2m.
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25.3.13. Declividade
Entende-se por declividade a inclinação existente numa instalação ou
numa superfície, que faz com que seus extremos estejam fora de nível.
Aplica-se, em construção civil, nas tubulações de esgoto, de gás, de
águas pluviais, etc., com o objetivo de facilitar o escoamento dos fu-
ídos, (líquido ou gás). É dada, geralmente, em porcentagem (%). Di-
remos que uma tubulação ou uma superfície está com 2% (dois por
cento) de declividade, quando num comprimento de 1m (100 centí-
metros) há desnível de 2cm.
1m 1m 1m
Nas instalações de esgoto em geral, a inclinação (ou declividade) é no
mínimo de 2%, porém não deve ser muito maior, pois haveria o risco de
a água escoar-se e os detritos sólidos fcarem obstruindo o tubo, sem
ser descarregados.
Nas calhas semicirculares, para a condução das águas pluviais dos te-
lhados aos condutores, a declividade (inclinação é geralmente de 0,3%.
1m
0,3%
25.4. Componentes do sistema predial de esgoto sa-
nitário
25.4.1. Sifão
Componente separador, um desconector, destinado a impedir a pas-
sagem dos gases do interior das tubulações para o ambiente sanitário.
Ele recebe efuentes da instalação de esgoto sanitário. Esse dispositivo
contém uma camada líquida, chamada “fecho hídrico”, destinada a ve-
dar a passagem dos gases contidos nos esgotos. O fecho hídrico deve
ter altura mínima de 50 mm (5 cm).
Para a instalação da tubulação de esgoto fora de centro em relação à
válvula, temos como solução o Sifão de Copo Universal e o Tubo Exten-
sível Universal Amanco.
Tubo Extensível Universal
Sifão de Copo Universal
25.4.1.2 .Passo a passo
Passo 1: Verifque qual a bitola da válvula.
Passo 2: Coloque a junta de vedação no periscópio do Sifão de Copo
Universal ou Tubo Extensível Universal.
Passo 3: O Sifão de Copo Universal ou Tubo Extensível Universal possi-
bilita três alternativas de instalação, conforme a situação:
Se a válvula for de 1” (7/8”), posicionar o Adaptador Roscável Universal
para a bitola 1” (7/8”).

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Se a válvula for de 1.1/4”, posicionar o Adaptador Roscável Universal
para a bitola 1.1/4”.

Caso a válvula seja de 1.1/2” (Pia Americana), não é necessária a utiliza-
ção do Adaptador Roscável Universal.

Passo 4: Coloque a junta de vedação no Adaptador Roscável Universal,
caso a válvula seja de 1 ou 1.1/4.

Passo 5: Encaixe o Adaptador Roscável Universal na válvula e rosqueie,
fazendo o aperto pelo periscópio do Sifão.
Passo 6: Ajuste a Porca de Entrada do Sifão de Copo Universal. O Tubo
Extensível Universal saída do esgoto permite que sua curvatura tome
o formato de um sifão.
Passo 7: Verifque qual é o diâmetro do Tubo Extensível Universal na
saída do esgoto.
Passo 8: O Sifão de Copo Universal é compatível em todas as cone-
xões de esgoto DN40 e DN50 ou diretamente nos tubos de esgoto
DN40 e DN50 sem a bolsa (DN38 e DN48).
O Terminal DN38/40/48/50 deve ser colocado na saída do esgoto ape-
nas por encaixe, sem a utilização de adesivo plástico.
Passo 9: Ajuste a Porca de Saída do Sifão de Copo.
25.4.2 Ramal de Descarga
Ramal de descarga é a tubulação que recebe os esgotos do aparelho
sanitário.
RAMAIS DE DESCARGA
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25.4.3 Ramal de Esgoto
É a tubulação que recebe os esgotos dos ramais de descarga.

RAMAL DE ESGOTO
25.4.4.Ramal de Ventilação
Tubo de ventilação interligando os desconectores ou ramal de descar-
ga de um ou mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou
tubo ventilador primário.
Joelho 90º
40mm
Ramal de
Ventilação
Ø 40mm
Ramal e Esgoto
Te 90º de
Redução
Ø 50 x 40mm
25.4.5. Tubo de Queda
Tubulação vertical que recebe esgotos dos ramais de esgoto, ramais de
descarga e subcoletores.

Deve ter diâmetro constante;

Preferencialmente não deve ter desvios.
coluna de ventilação
tubo de queda
25.4.6 . Coluna de Ventilação
Tubulação vertical destinada a receber os gases presentes na rede,
produzidos pela decomposição da matéria orgânica, e lavá-las para o
exterior da edifcação.

Junção invertida
Coluna de ventilação
Ramal de ventilação
25.4.7. Subcoletor
Tubo que recebe contribuição de um ou mais tubos de queda ou ra-
mais de esgoto.

Tampa de
concreto
Tubo de queda (T.Q.)
Coluna de ventilação
Tubo de queda (T.Q.)
Coluna de ventilação
Caixa de
inspeção
(C.I.)
Caixa de
inspeção
(C.I.)
Subcoletor
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25.4.8. Poço de Águas Servidas
Reservatório destinado a armazenar as águas servidas (utilizadas) pelo
sistema de abastecimento.
COBERTURA
VP CV
4˚ PAV.
3˚ PAV.
2˚ PAV.
1˚ PAV.
PAV.
SUBSOLO
CI
CC
CP
RPES
CALÇADA
RUA
TÉRREO
CV VP
25.4.9. Coletor predial
É o trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de
subcoletor, o ramal de esgoto ou de descarga e o coletor público ou
particular.
COBERTURA
VP CV
4˚ PAV.
3˚ PAV.
2˚ PAV.
1˚ PAV.
PAV.
SUBSOLO
CI
CC
CP
RPES
CALÇADA
RUA
TÉRREO
CV VP
25.4.10. Caixa de inspeção
Dispositivo visitável quando em pequena profundidade e que permite
inspeção e introdução de equipamentos de limpeza.
Tampa de
concreto
Tubo de queda (T.Q.)
Coluna de ventilação
Tubo de queda (T.Q.)
Coluna de ventilação
Caixa de
inspeção
(C.I.)
Caixa de
inspeção
(C.I.)
Subcoletor
25.4.11. Caixa de gordura
Caixa destinada a reter os óleos e graxas provenientes das pias de cozi-
nha. Devem ser instaladas entre a coluna que recebe os efuentes com
óleos e a caixa de inspeção.

Top Caixa Amanco
26. Águas Pluviais e Cisternas
26.1. Linha Predial - Captação Pluvial
Em épocas de chuvas, as calhas são indispensáveis para a contenção
do volume de água que desce do telhado da casa. Porém não é só
quando chove que é necessário se preocupar com a qualidade do
produto. O cuidado com esse sistema deve ser constante para que o
consumidor não seja surpreendido por infltrações causadas por pro-
blemas na calha.
26.1.1. Defnições

Beiral: parte avançada do telhado sobre o corpo da edifcação, evi-
tando que a água da chuva escorra pela fachada.

Platibanda: pequena parede que costuma esconder o telhado.

26.2. Descrição

Sistema para Calha Pluvial em PVC, utilizada em beiral, para captação
da água da chuva em coberturas de edifcações até 2 pavimentos
(altura aproximada de 6,50m), destinando-a ao sistema coletor de
águas pluviais.
26.2.1. Componentes do Sistema

Perfl para Calha Pluvial;

Condutor;

Caixa de Águas Pluviais;

Conexões e Acessórios.
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Condutores verticais
Condutores horizontais
Sarjeta
Calhas
Chuvas
Rufo
26.3. Descrição
Sistema para Calha Pluvial. Perfs, condutores e conexões para capta-
ção de águas pluviais em coberturas.
26.3.1. Características
Perfs para Calha Pluvial em PVC com barras de 3m, largura 170 mm e
capacidade de vazão de 533 l/min, para declividade mínima de 0,5%.
Condutor para Calha Pluvial de 3m com pontas lisas na bitola DN100.
Os condutores são recomendados para instalações de até dois pavi-
mentos (altura aproximada de 6,50m). O sistema é composto pelos
acessórios e conexões, que são vedados por meio da Vedação para
Calha Pluvial, que garante perfeita estanqueidade.
26.4. Cisternas Amanco

26.4.1. Descrição
Reservatórios adequados para armazenamento de água potável (rede
pública). Indicados para captação de água de chuva ou poços para uso
em sanitários, limpeza em geral, em jardins, etc. São fáceis de limpar e
instalar.
26.4.2.Características
- Fabricadas por rotomoldagem em polietileno de alta densidade;
- Parede interna lisa;
- Impermeável;
- Conserva a temperatura da água;
- Usada exclusivamente enterrada.
26.5. Conceito de Sistema de Águas Pluviais
As águas pluviais são aquelas que se originam a partir das chuvas. A
captação dessas águas tem por fnalidade permitir um melhor esco-
amento, evitando alagamento, erosão do solo e outros problemas.
As instalações pluviais têm como principal função recolher e condu-
zir para um local determinado as águas provenientes da chuva que
atingem a edifcação, garantindo, desta forma, que não haja excessiva
umidade no edifício. Uma solução inadequada pode gerar a umida-
de ou mesmo a entrada de água no ambiente, nas paredes, nos pisos,
etc. Para solucionar este problema de umidade devemos ter telhados e
sistemas de cobertura adequados, impermeabilização das fundações,
boa ventilação nas dependências. Tais instalações são compostas por
calhas e tubos que escoam água através do chamado “escoamento por
gravidade”.
O destino das águas pluviais pode ser:
1. Disposição no terreno, com o cuidado para não haver erosão, usan-
do para isso leito de pedras no local de impacto;
2. Disposição na sarjeta da rua por tubulação enterrada sob o passeio,
pelo sistema público, as águas pluviais chegam até um córrego ou rio;
3. Cisterna (reservatório inferior) de acumulação de água, para uso
posterior.
O sistema de águas pluviais é composto por:

Calha - Sistema normalmente em posição quase horizontal, que
intercepta e recebe as águas da chuva de uma cobertura, nº 1 da
fgura abaixo;

Condutor - Tubo vertical e/ou horizontal que recebe as águas cole-
tadas das calhas e as transporta até o nível do chão, nº 2 da fgura
abaixo.
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Águas da Cobertura - É a área do telhado de uma superfície plana,
que, por sua inclinação, conduz para uma mesma direção as águas
das chuvas, que terão de ser captadas de alguma forma, como ca-
lhas, grelhas etc.
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26.5.1. Calhas
Destacam-se dois tipos de calhas, calha de beiral e calha platibanda. A
calha de beiral é um prolongamento do telhado além das paredes ex-
ternas, normalmente, é projetado para proteger os vãos (portas, varan-
das) das chuvas. A calha platibanda é uma pequena parede utilizada
para esconder o telhado ou simplesmente embutir as calhas.
CALHA DE BEIRAL CALHA DE PLATIBANDA
As calhas representam a primeira etapa no dimensionamento das ins-
talações prediais de águas pluviais, pois são elas que recebem as águas
do telhado, conduzindo-as imediatamente aos condutores verticais.
As calhas devem ter declividade mínima de 0,5%, esse é um item que
os maus construtores alegam ser difícil de atender e na prática cons-
troem as calhas horizontais e, às vezes com declividade invertida, ou
seja, a declividade afasta as águas do ponto de coleta. Outro ponto
que interfere é a existência de curvas na calha quando esta serve duas
ou mais águas do telhado. Diante disto, toda calha com curva terá uma
fator de decréscimo de sua capacidade, se comparada com uma calha
com desenvolvimento reto.
26.5.2. Condutores
26.5.2.1. Condutores Verticais
São tubulações verticais que têm por objetivo recolher as águas cole-
tadas pelas calhas e transportá-las até a parte inferior das edifcações,
despejando-as livremente na superfície do terreno, ou até as redes
coletoras, que poderão estar situadas no terreno ou presas ao teto do
subsolo (pilotis), por meio de braçadeiras, no caso dos edifícios com
esse pavimento.
Os condutores verticais devem ser projetados, sempre que possível,
em uma só prumada. Quando houver necessidade de desvio, devem
ser usadas curvas de 90° de raio longo ou curvas de 45° e previstas
peças de inspeção.
Quando a edifcação estiver localizada em áreas arborizadas, pode
ocorrer o entupimento dos condutores. Nesse caso, é importante que
se coloque uma tela no local das calhas, evitando a introdução de fo-
lhas e pequenos galhos dentro das tubulações e permitir fácil limpeza
e manutenção.
26.5.2.2. Condutores Horizontais
Têm a fnalidade de recolher as águas pluviais dos condutores verticais
ou da superfície do terreno e conduzi-las até os locais permitidos pelos
dispositivos legais. Os condutores horizontais devem ser projetados,
com declividade uniforme, com valor mínimo de 0,5%, de acordo com
a norma, a ligação entre os condutores verticais e horizontais deve ser
feita com curva de raio longo.
26.5.3. Caixa de Águas Pluviais
É um dispositivo aplicado em instalações para águas pluviais, com a
fnalidade de reter produtos sólidos, permitindo a limpeza periódica
do sistema. Pode ser instalada com Tampa ou Grelha, caso necessite
coletar também do próprio local da instalação.
26.5.4. Águas Pluviais em marquises e terraços - Buzino-
tes
Nos terraços, em algumas estruturas de coberturas e marquises, a solu-
ção para escoar águas pluviais é totalmente diferente do visto até aqui.
Nesses casos, usa-se para escoar as águas das chuvas:
1. Ralos recolhendo a água que cai sobre a cobertura;
2. Buzinotes, que são tubos de pequena extensão e pequeno diâmetro,
que esgotam as águas que nele chegam.
Falhas nestes sistemas podem acumular água, gerando um peso que
talvez a estrutura não suporte e ocorra ruína. Em marquises, a defcien-
te disposição de águas pluviais pode provocar o acúmulo de água,
facilitando a oxidação da armadura negativa do concreto armado. A
armadura oxidada gera trincas que aumentam a penetração da água;
agrava-se ainda mais o dano à armadura, levando freqüentemente
ao colapso da marquise. As marquises de concreto armado podem
tornar-se, assim, verdadeiras armadilhas, pois uma defciente drena-
gem as derrubará por umidade. Nem sempre a armadura negativa das
marquises fca, por defciências construtivas, na posição alta desejada,
acentuando a perda de capacidade estrutural da peça. Uma solução
para o afastamento de águas de chuva das marquises é dotá-las de um
sistema composto por:
1. Impermeabilização da sua face superior;
2. Número adequado de buzinotes;
3. Limpeza da marquise e manutenção periódica dos buzinotes;
4. Usam-se buzinotes a cada cinco metros de perímetro da cobertura;
5. O diâmetro mínimo do buzinote deve ser de 50mm;
6. Um mínimo de dois por marquises.
26.6. Cuidados especiais e Precauções
26.6.1. Capacidade de Escoamento
Área Máxima de Contribuição (ac): é a área máxima de cobertura
que drena uma quantidade de chuva suportável pela calha. É calculada
de acordo com a NBR 10844/89: Instalações prediais de águas pluviais,
respeitando-se a intensidade pluviométrica de cada região conforme
tabela abaixo:
Região Intensidade
pluviométrica
(l/min.)
Área máxima de
contribuição p calha
(AC) m
2
Belo Horizonte 277 141
Goiânia 178 180
Curitiba 204 157
Manaus 180 178
Porto Alegre 146 219
Fortaleza 156 205
Rio de Janeiro 142 225
São Paulo 132 242
(at) Área de Contribuição do telhado: é a área da cobertura onde
a água da chuva escoa na calha, calculada conforme fórmula abaixo:
at = (a+h/2)xb
Deve-se comparar a área de contribuição do telhado (At), com a área
máxima de contribuição (Ac), conforme condição:
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At < Ac
Para obter uma melhor efciência no escoamento, recomenda- se que
o bocal de descida seja localizado no centro da cobertura, podendo-se
assim dobrar a área de contribuição do telhado (At), respeitando sem-
pre a área de contribuição máxima (Ac). Se a área de contribuição do
telhado (At) formais que o dobro da área de contribuição máxima (Ac),
recomenda- se a utilização de mais um bocal de descida.
26.7. Instalação das Calhas
26.7.1. Passo a Passo
Passo 1: A Calha Pluvial pode ser instalada diretamente na testeira de
madeira, sendo que a telha deve avançar pelo menos 5 cm para o in-
terior da calha.
Passo 2: Para fxação do suporte, escolha o ponto mais alto da instala-
ção a 30 cm da extremidade do beiral. Amarre a linha no suporte e es-
tique até o último suporte do trecho, ponto mais baixo, com inclinação
mínima de 0,5% (5 mm a cada metro).
Passo 3: A linha servirá como base para colocação dos suportes inter-
mediários, sendo que o espaçamento máximo entre eles deverá ser
de 60 cm.
Passo 4: Os bocais de descida deverão ser instalados sempre no ponto
mais baixo e fxados entre suportes, determinados previamente, res-
peitando o limite da área de contribuição máxima.
Passo 5: Inicie a colocação da calha: fxe a borda interna (reta) da ca-
lha no suporte, girando-a em seguida para baixo até encaixar a borda
externa (redonda).
Passo 6: As conexões devem ser fxadas na própria calha, como no
item 5, usando sempre a Vedação para Calha Pluvial Amanco.
Passo 7: Para trechos de calhas menores que 3 m, marque com um
lápis e corte o perfl com serra metálica.
Passo 8: Nos cantos de telhados, onde há mudança de direção do
escoamento de água, utilize as peças Esquadro Interno ou Esquadro
Externo. Fixe os esquadros entre os suportes.
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Passo 9: No fnal de trechos de calha, utilize as Cabeceiras para Calha
Pluvial Amanco.

Passo 10: Quando o bocal de descida for instalado no fnal do trecho,
utilize sempre mais um trecho de calha com suporte e cabeceira.
Passo 11: A montagem do condutor pode ser feita diretamente, en-
caixando o joelho 600 no bocal de descida, ou com a utilização do
acoplamento e de um segmento de condutor, como na fgura a seguir.
Passo 12: Os condutores deverão ser soldados nas conexões com
Adesivo Plástico Amanco. No fnal do condutor, utilize um joelho 900.
As braçadeiras devem ser fxadas com parafusos, respeitando o espa-
çamento máximo de 1,5 m.
26.7.2. Utilização dos Perfs Metálicos
1. No caso de beiral com caibro recuado ou cortado fora do prumo, a
calha deve ser instalada com o auxílio da haste zincada.

2. O suporte dobrado tem a mesma função da haste, mudando apenas
o sistema de fxação, podendo ser ajustado de acordo com a inclinação
do telhado. Dobre a presilha, prendendo a calha.
26.8. Particularidades dos Sistemas
26.8.1. Pluviais

Água para frente ou para trás: a chuva que cai na casa 1 é recolhida
em calha no ponto A, que joga na rampa inclinada onde existe um
ralo B e tubulação enterrada, que a leva a um ralo em C e D (casa 2),
onde fnalmente ganha a sarjeta da rua. Boa parte dos problemas se
resolveria ligando a água pluvial do telhado da casa 1 diretamente
até o ponto E, eliminando dessa forma o ponto B.
A
B
C
CASA 1
E
RUA
RUA
MURO DE DIVISA
DO TERRENO
N.T.
N.T.
D
CASA 2
MURO DE DIVISA

Jogando água do telhado em telhado: as águas coletadas pelo te-
lhado A caem em calhas e daí são jogadas sobre o telhado B. Telha-
dos são estruturas frágeis e não devem receber vazões concentra-
das (carga de impacto). Caso o telhado B não tenha sido calculado
para isso, o correto seria transportar a água do telhado A até a rua,
por um condutor.

Água despejada em transeunte: este é um caso muito comum, infe-
lizmente. A água do buzinote cai em cima do transeunte. A solução
correta seria transportá-la por tubo, até a sarjeta.

Água levada para local indevido: as duas calhas no início levavam
a água para o coletor central. Com o tempo, as calhas cederam nas
extremidades; a água começou então a carregar o trecho mais de-
formável da calha, que é a parte mais distante do ponto de coleta
junto ao condutor. O problema tende a se agravar e a casa não terá
mais um sistema de calha condutor, e sim dois pontos de despejo
da água, nas extremidades opostas ao ponto do condutor.
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Dicas para Instalação

Antes de indicar a montagem, verifque se possui todas as ferramentas
necessárias à instalação.

Tenha certeza de estar localizando a saída de água dos condutores em
pontos que irão permitir a drenagem da água, de forma adequada.

Sempre trabalhe seguro. Nunca tenha pressa.

Nunca agarre-se à calha quando estiver subindo no telhado da casa.
Região Índice Pluviométrico
(mm/h)*
Área máxima de
Telhado por Condutor
(AMT) m
2
CAL/B 100 CAL/BOC
Belo Horizonte 277 141
Goiânia 178 180
Curitiba 204 157
Manaus 180 178
Porto Alegre 146 219
Fortaleza 156 205
Rio de Janeiro 142 225
São Paulo 132 242
Aracaju
Belém
Florianópolis
João Pessoa
Maceió
Natal
Salvador
São Luis
* Dados de pluviosidade para período de retorno de 5 anos, extraídos da norma NBR
10844 de Dez/1989
Área de contribuição do telhado (AT): A área de contribuição do
seu telhado deve ser calculada da seguinte forma:
AT = (a+h/2) x b
Para telhados com inclinação de até 20 graus, a área máxima por con-
dutor (AMT) que a calha pode esgotar nas principais regiões é dada
pela tabela acima.
O número de condutores (Nc) recomendado para sua instalação é cal-
culado pela fórmula abaixo:
Nc = AT (m²) / AMT (m²)
O resultado desta conta deve ser sempre arredondado para cima. Se
você souber o índice pluviométrico (IP) da sua região você pode cal-
cular a área máxima por condutor do seu telhado (AMT) usando a se-
guinte fórmula:
AMT (m²) = 10800 / Índice Pluviométrico (mm/h).
Posição dos condutores: Quanto à sua posição do condutor reco-
mendamos que seja instalado de forma que mantenha a simetria do
sistema, isto é, a mesma medida da calha nos dois lados do bocal da
saída.
Importante
- Os cálculos apresentados, bem como a capacidade de vazão da
calha, foram obtidos baseados em telhados com inclinação de 20°.
Lembramos que havendo variação na angulação do telhado, a velo-
cidade de enchimento da calha também irá mudar.
- Recomendamos que, na tentativa de adequar o equipamento para
as diversas condições de intensidade de chuvas, o perfl da calha
deve ser instalado mais próximo possível da telha.
26.9. Cisternas
Em regiões não dotadas de rede de água ou de obtenção difícil de
água, é comum o uso de cisternas (reservatório inferior) coletando a
água que cai em telhados. A qualidade destas águas é suspeita, mas
pode ser aceitável como água para uso menos nobre, como a lavagem
de utensílios. Não se deve ingerí-la, pois trazem poluição do ar e sujeira
dos telhados.
O sistema de aproveitamento de águas pluviais em edifcação é uma
prática cada vez mais comum e deve ser planejado durante a elabora-
ção do projeto e chega a gerar uma economia de 50% a 60% da água
fornecida. O sistema é bastante simples: as águas pluviais são captadas
por meio de calhas passam por fltros e seguem para a cisterna. Depois
são bombeadas para uma caixa d’água independente e, de lá, por gra-
vidade seguem para as descargas, irrigação e áreas externas.
26.9.1. Amanco Cisterna
Para que a cisterna tenha correto desempenho funcional é imprescin-
dível o cumprimento das especifcações de instalação e limpeza. Pe-
dimos atenção à qualidade do produto antes de instalá-lo. Qualquer
dano ou perfuração no mesmo deverá ser imediatamente comunica-
do ao seu revendedor para procedimentos de troca. Guarde sua Nota
Fiscal!
Este produto foi fabricado utilizando-se polietileno de alta densidade
(PEAD), permitindo que seja enterrado.
A Amanco Cisterna é fabricada na cor azul (externa) e branca (interna)
e destina-se única e exclusivamente para o armazenamento de água.
Antes de instalar sua Amanco Cisterna, recomendamos que leia todo o
manual de instalação, pois a garantia de seu produto depende destas
instruções.
Aplicação: Reservatórios adequados para armazenamento de água
potável (rede pública). Indicados para captação de água de chuva ou
poços para uso em sanitários, limpeza em geral e jardins.
O polietileno é um material absolutamente atóxico devidamente apro-
vado para contato com alimentos pelo Instituto Adolfo Lutz, Ministé-
rio da Saúde e FDA USA (Food & Drug Administration). Além disso, a
Amanco Cisterna apresenta também:
- Parede interna lisa e branca para visibilidade, facilidade na limpeza e
conservação da temperatura da água;
- Tampa rosca para completa vedação contra a entrada de insetos e
poeira garantindo proteção à água depositada;
- Ausência de emendas, junções ou colagens;
- Leveza e resistência;
- Uma das linhas mais completas do mercado;
- Linha completa de acessórios que complementam o sistema de ar-
mazenamento de água, desenvolvidos para garantir o uso racional
da água, evitando o desperdício. São eles:
- Adaptadores auto ajustáveis, roscáveis ou soldáveis;
- Filtros e velas (para instalação próximo ao cavalete de entrada);
- Eletronível automático (fo de 1,5m);
- Torneiras de bóia com balão plástico ou de latão;
- Fita veda rosca;
- Solução limpadora;
- Bombas d’água elétricas periféricas;
- kit instalação: composto por torneira de bóia com balão
plástico de 3/4”, 2 adaptadores auto ajustáveis de 3/4”, 1
adaptador auto ajustável de 1.1/2” e 1 fltro d’água.
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a
rosca
Mosquito
Importante
Este produto não deve ser utilizado para outro fm que não seja o es-
pecifcado pelo fabricante. A Amanco Cisterna é fabricada para ser en-
terrada exclusivamente, não sendo fornecida garantia para o produto
que estiver instalado sob a ação de intempéries ou em desacordo com
este manual. Em hipótese alguma instale a cisterna sob a ação de in-
tempéries, pois a ação dos raios solares atravessará a parede da cisterna
proporcionando entrada de luz, possibilitando a proliferação de algas
e bactérias.
Características Técnicas
Medidas Aproximadas
Capacidade Altura Diâmetro (cm) Peso (kg)
2.100 120 160 46,6
3.300 180 160 63,6
6.000 230 200 114,6
10.000 255 235 198,6
Atenção: Para armazenamento de outros líquidos, solicitar autoriza-
ção por escrito do Departamento Técnico da Amanco através do aten-
dimento amanco: 0800 701 8770.
Caso não tenha autorização por escrito do departamento técnico da
Amanco, a perda da garantia será total.
26.9.2. Instalação
Conheça todos os procedimentos para fazer uma instalação rápida e
segura de uma cisterna.
26.9.2.1. Material
1. Furadeira;
2. Serra-copo 1.1/2” e 3/4”;
3. Tubos de PVC Amanco (mesmas bitolas dos fanges);
4. Lixa;
5. Chave de grifo;
6. Fita veda-rosca;
7. Adesivo plástico para PVC Amanco;
8. Flanges 1.1/2” e 3/4”;
9. Kit torneira de bóia;
10. Filtro para caixa d’água (item opcional para instalação próximo ao
cavalete de entrada);
11. Solução limpadora.
Leia atentamente as instruções deste manual antes de iniciar a instalação.
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26.9.2.2. Passo a passo
Passo 1: Retire a tampa para começar a instalação da caixa d’água. O
assentamento deve ser feito somente sobre superfície plana e nivelada.
Passo 2: Inicie a furação da caixa nos pontos indicados pelo fabricante.
Para isso, utilize serra-copo compatível com o diâmetro das fanges.
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Passo 3: Certifque-se que a caixa d’água tenha no mínimo 3 furos,
sendo: um para a entrada d’água, um para a saída d’água e um terceiro
para o extravasor (ladrão).
Passo 4: Em seguida, inicie a fxação das fanges.
Passo 5: Aperte manualmente as fanges pelo lado interno da caixa. Se
necessário utilize uma chave de grifo para ajustálas.
Atenção! Faça isso com cuidado, de forma a garantir a junção perfeita
das peças sem danifcá-las. O uso de fanges com vedação de borracha
dispensa vedação adicional, com silicone, por exemplo.
Passo 6: Depois, inicie a instalação da tubulação utilizando tubos de bi-
tolas equivalentes as das fanges. Para facilitar a execução, lixe as fanges.
Passo 7: Em seguida, faça o mesmo com a ponta dos tubos que serão
ligados à caixa d’água.
Passo 8: Passe o adesivo plástico para PVC nas fanges e nos tubos
que serão conectados. Mas antes use solução limpadora para melhor
aderência do adesivo para PVC.
Passo 9: Em seguida, conecte os tubos nas fanges.
Passo 10: Do lado interno da caixa d’água, instale a torneira de bóia
junto à fange de entrada de água. Para tanto, fxe a torneira separada
da bóia. Não se esqueça de usar fta veda rosca Amanco para instalar a
torneira de bóia.
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Passo 11: Na sequência fxe a bóia roscável na base.
Passo 12: Antes de concluir, limpe toda a caixa d’água com um pano
úmido, em especial o lado interno, para garantir a retirada de partículas
e outros resíduos.
Passo 13: Após ser fechada com a tampa, a caixa d’água estará pronta
para ser conectada à rede hidráulica e utilizada.
26.9.2.3. Recomendações
1 - Antes de instalar sua Amanco Cisterna recomendamos que seja feita
a verifcação do solo onde será instalada, bem como a localização do
lençol freático, que deve estar a uma profundidade mínima de 1,5
metro do fundo da cisterna em períodos de cheia (estação chuvosa,
ou maré cheia quando em regiões praianas), a fm de evitar pressões
excessivas do lençol sobre o fundo da cisterna que poderão causar
danos irreversíveis à cisterna, os quais não serão em hipótese algu-
ma cobertos pela garantia fornecida ao produto.
2 - Existem 03 (três) tipos de solos possíveis de instalação:

de alta resistência;

de média resistência;

de baixa resistência.
3 - Para verifcação do solo onde o produto será instalado, recomenda-
mos fazer o teste abaixo:

Faça um buraco de cerca de 1 metro de profundidade. O material
retirado deste buraco deve ser reduzido a terra fna, ou seja, deve-se
eliminar a presença de torrões de terra. Para tanto, utilize um equi-
pamento que permita bater sobre o torrão de terra desfazendo-o;

Espalhe esta terra fna (livre de torrões) por uma superfície e deixe-a
exposta ao sol, a fm de eliminar sua umidade;

Depois que estiver bem seca, pegue uma quantidade sufciente
desta terra e coloque-a em um recipiente de vidro cilíndrico (p. ex:
um copo) até cerca da metade da altura desse recipiente. Meça a al-
tura que esta terra alcançou (altura inicial = Hi) e anote. Em seguida,
adicione água até que a terra existente no copo fque totalmente
coberta (vide fg. 2);

Deixe descansar por mais de uma hora;

Após o descanso, meça a altura de terra novamente (h fnal - Hf ) e
anote;

De posse dos dados inicial e fnal das alturas de terra, aplique a fór-
mula abaixo:
% exp = (Hi - Hf ) x 100
Hi
Onde:
%exp = porcentagem de expansão da terra.
Hi = altura inicial de terra.
Hf = altura fnal de terra.

De posse desse resultado, verifque na Tabela A qual o passo seguin-
te para a instalação de acordo com a situação do solo onde a cister-
na será enterrada.
Terra
Umidade
Torrões de terra
Terra fina
Hi
Terra fina
+
Água
Terra 1 metro
Hf
DEPOIS DE 1 HORA
Sol
fig. 2
Tabela A
% expansão Potencial de expansão Passo seguinte
Menor que 10 Nenhum Passo 4a
10 a 25 Baixíssimo Passo 4 b
26 a 50 Baixo Passo 4c
51 a 100 Médio Passo 4d
Maior que 100 Alto Passo 4e
Atenção: os passos seguintes servem de referência e deverão ser cal-
culados e feitos por um profssional habilitado, não sendo a Amanco
Brasil Ltda. responsável por erros na execução do serviço.
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30 cm
Diâmetro da Cisterna
Diâmetro inf. da Escavação
15 cm 15 cm
Terra Terra
fig. 3

4b - Fazer uma escavação com as bordas inclinadas com uma profun-
didade de 30 cm maior que a altura da cisterna e com um diâme-
tro na parte inferior da escavação 30 cm maior que o diâmetro da
cisterna, 15 cm de cada lado, e na parte superior 70 cm maior que
o diâmetro da cisterna, 35 cm de cada lado (ver fg. 4, com A = 35
cm). Em seguida vá para o passo 5.
4c - Fazer uma escavação com as bordas inclinadas com uma profun-
didade de 30 cm maior que a altura da cisterna e com um diâme-
tro na parte inferior da escavação 30 cm maior que o diâmetro da
cisterna, 15 cm de cada lado, e na parte superior 100 cm maior
que o diâmetro da cisterna, 50 cm de cada lado (ver fg. 4, com A
= 50). Em seguida vá para o passo 5.
4d - Fazer uma escavação com as bordas inclinadas com uma profun-
didade de 30 cm maior que a altura da Amanco Cisterna e com
um diâmetro na parte inferior da escavação 30 cm maior que o
diâmetro da Amanco Cisterna, 15 cm de cada lado, e na parte su-
perior 150 cm maior que o diâmetro da Amanco Cisterna, 75 cm
de cada lado (ver fg. 4, com A = 75 cm). Em seguida vá para o
passo 5.
4e - Fazer uma escavação com as bordas inclinadas com uma profun-
didade de 30 cm maior que a altura da cisterna e com um diâme-
tro na parte inferior da escavação 30 cm maior que o diâmetro da
cisterna, 15 cm de cada lado, e na parte superior 200 cm maior
que o diâmetro da cisterna, 100 cm de cada lado (ver fg. 4, com A
= 100 cm). Em seguida vá para o passo 5.
Diâmetro da Cisterna
Diâmetro inf. da Escavação
15 cm 15 cm
Diâmetro sup. da Escavação
30 cm
A A
Terra Terra
fig. 4
5 - Após abertura do buraco para enterrar sua Amanco Cisterna, ni-
vele o fundo do mesmo e faça um contra-piso liso e nivelado de
10 cm de altura de concreto armado com uma malha de ferro,
com o diâmetro especifcado nas fguras acima, deixando secar.
Atenção: o fundo da escavação onde será depositada a Amanco
Cisterna deverá estar a uma distância mínima de 1,5 metros do
lençol freático em períodos de cheia. Caso a distância seja menor
do que 1,5 metros procure a ajuda de um profssional habilitado
para calcular o contra-piso a ser construído.
6 - Após o contra-piso estar devidamente seco, coloque a cisterna no
buraco, centralizando-a no contra-piso fabricado. Esta operação
deve ser feita com cuidado, utilizando- se sistemas de roldanas ou
guinchos, evitando-se impactos na cisterna que poderiam danifcá-
la.
Atenção: o contra-piso deve ser liso, não deve conter pedras ou
quaisquer outros objetos sobre sua superfície, sejam estes pontia-
gudos ou redondos, a fm de não danifcar o fundo da cisterna.
7 - Com a cisterna instalada no buraco instale os tubos de entrada e
saída de líquidos (ladrão e tubulação de sucção por bomba).
Atenção: faça as furações necessárias de entrada, saída e extra-
vasor (ladrão) utilizando uma serra-copo, nos locais identifcados
por um ponto em baixo relevo. Furações executadas sem o uso
desta ferramenta implicam em perda da garantia, bem como fu-
rações fora dos locais determinados pelo ponto em baixo relevo
sem a permissão por escrito da Amanco.
8 - Encher a cisterna de água até o ponto em que haja transbordo de
líquido pela tubulação de saída de líquidos (ladrão).
9 - Com a terra extraída da escavação sem elementos rochosos, fazer
uma mistura contendo 80% de terra e 20% de cimento. Adicione
água até obter uma massa homogênea e despeje esta massa em
volta da cisterna até o ponto onde termina a parte cilíndrica da
cisterna e inicia-se a parte cônica (ver fg. 5).
Terra
saída
líquido
válvula
de retenção
Boca de inspeção Tubulação de secção por bomba
Terra
entrada
líquido
fig. 6

Atenção: não execute esta operação se a cisterna não estiver
cheia de água.
10 - Deixe secar por no mínimo 72 horas.
11 - Instale as tubulações de entrada e saída (ladrão e tubo de sucção).
Atenção: as furações devem ser feitas com serra-copo, a fm de
não danifcar as paredes da cisterna.
12 - Faça uma furação de 9 mm em uma das bordas superiores da cis-
terna (borda retangular de reforço) utilizando uma furadeira para
passar o fo do eletronível controlador de nível da cisterna.
Terra
Nível max. de compactação
contra-piso
Terra
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Atenção: para efetuar a ligação deste eletronível, da bomba e do
eletronível da cisterna superior sugerimos a contratação de um
eletricista.
13 - A Amanco recomenda o uso do eletronível Amanco e da bomba
d’água Amanco existentes nos distribuidores.
14 - Fechar o buraco de armazenagem da cisterna utilizando uma
laje. Esta laje deverá ser dimensionada por um profssional habili-
tado, pois as dimensões dependem do tráfego que haverá sobre
ela. É de suma importância que seja construída uma área que
permita acesso à boca de inspeção da cisterna.
Atenção: desenhos meramente ilustrativos.
26.9.2.4. Adaptador Auto-ajustável (Flanges)
A Amanco Cisterna apresenta locais específcos para perfuração das
entradas de tubulações.
As furações feitas fora dos 6 pontos especifcados não serão cobertas
pela garantia, assim como as furações realizadas com brocas, serras
tico-tico e outras ferramentas que não sejam serras-copo. Em caso de
dúvida, não evite em consultar a assistência técnica Amanco.

1,2,3: Furação realizada em fábrica
nas cisternas até 1.000 litros.
4,5,6: Locais para perfuração opcionais.
3
4
5
6
2 1
fig. 7
26.9.3. Esquema de Funcionamento
Saída de água
Água
armazenada
Tampa para acesso interno
Parede Parede
Entrada
de água
Caixa d`Água
Bomba
centrifuga
Eletronível
Terra
+
Cimento
Torneira
de bóia
Eletronível
15 cm 15 cm
10 cm Contra-piso
Laje Laje

26.9.4. Instruções de limpeza
Devido à alta proteção contra os raios solares e tampa-rosca, a Aman-
co Cisterna tem vedação rápida e segura, impedindo a entrada de po-
eira, impurezas e insetos, além de não apresentar formação de musgos
e outras incrustações em suas paredes. Recomendamos um pano ou
esponja e água para a remoção do limo, formado pela alcalinidade da
água. Esse procedimento deverá ser repetido de seis em seis meses,
para eliminação de impurezas provenientes da água.
Borracha para
revestimento
dos apoios
da escada
Pano

26.9.5. Içamento
O içamento das cisternas maiores de 10.000 litros deve ser realiza-
do da maneira que descreve o esquema a seguir. Para isso você irá
precisar de 1 corda grande e resistente; 2 pedaços de madeira que
tenham o mesmo diâmetro da cisterna e uma roldana.
Roldana
Vista frontal
Madeira
Corda
Vista superior
Roldana
Vista frontal
Madeira
Corda
Vista superior
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26.9.6. Transporte recomendado
A Amanco Cisterna deve ser transportada na posição vertical, sobre
base plana sem empilhamentos.
fig. 11
26.9.7. Garantia
A Amanco Brasil Ltda. garante suas cisternas contra defeitos de fabrica-
ção e de material, desde que estas sejam manuseadas e instaladas de
acordo com as condições de uso e montagens especifcadas no Ma-
nual de Instalação. Esta garantia terá validade somente para o produto
com as características de fábrica e com rigorosa observância ao Manual
de Instalação que acompanha o produto.
Atenção: Cisterna usada sem tampa não terá garantia.
- A Amanco Cisterna que não estiver instalada conforme recomenda-
do perderá imediatamente a garantia.
- A Amanco Cisterna deve ser manipulada e transportada com todo
cuidado.
Condições de Garantia:
A Amanco Brasil Ltda. não será, em nenhuma hipótese, responsável
por qualquer dano causado a cisterna em decorrência de mau uso, má
instalação ou movimentação inadequada (transporte e/ou estocagem)
pelo revendedor ou pelo consumidor fnal.
Itens excluídos desta Garantia
Esta garantia não cobre:
- Defeitos ou danos resultantes de uso da cisterna de outro modo
que não o especifcado no respectivo Manual de Instalação.
- Defeitos ou danos decorrentes de uso, reparo, testes, instalações, al-
terações ou quaisquer outros tipos de modifcações realizadas sem
a autorização por escrito da Amanco.
- Quebra ou danos provocados, exceto se causado diretamente por
defeitos de fabricação ou material quando de sua fabricação.
- Defeitos ou danos causados por derramamento ou uso de outro
produto que não seja água sem a devida autorização por escrito da
Amanco.
- Arranhões, fssuras, trincas ou qualquer outro dano causado à su-
perfície plástica em razão de movimentação (transporte e/ou esto-
cagem) pelo revendedor ou pelo consumidor fnal no uso diferente
do especifcado no Manual de Instalação.
- Defeitos ou danos causados por queda, batidas, perfurações, negli-
gência, acidentes no transporte, acidentes no içamento e/ou qual-
quer movimentação.
- Furações realizadas fora dos locais determinados para tal, sem o
consentimento por escrito da Amanco.
Condições Gerais
Salvo quanto à garantia legal, quando aplicável, esta garantia estabele-
ce a responsabilidade da Amanco com relação a este produto.
As revendas (homecenters, grandes ou pequenas lojas) não são con-
troladas pela Amanco e nenhuma garantia é oferecida quanto a danos
por estes provocados, disponibilidade do produto ou nível de qualida-
de de serviços oferecidos por tais companhias.
A Amanco Brasil Ltda. reserva-se o direito de alterar a forma (design)
ou interromper a produção deste produto a qualquer momento. As
informações deste manual são apresentadas de boa fé.
27. Sistema de abastecimento de água quente
27.1. Sistemas de aquecimento de água
O uso adequado da energia tem sido um dos fatores de maior impor-
tância para a evolução do homem. O uso racional e otimizado de ener-
gia, seja ela mecânica ou elétrica, foi e esta sendo fonte de grandes
estudos em diversas áreas. O aquecimento de água, com a utilização
de resistências, tem sido um dos grandes vilões no gasto da energia
elétrica. Sendo assim outras soluções para o aquecimento da água está
sendo criado, porem estas tem um alto custo inicial.
Para ter água quente nos chuveiros e torneiras, inicialmente é preciso
defnir o sistema de aquecimento durante o projeto arquitetônico da
edifcação. Sistemas de aquecimento de água mais utilizados são o de
gás, elétrica e o solar. Podem ser divididos em sistema central, conhe-
cido também como sistema de acumulação, ou individual, conhecido
também como sistema instantâneo.
27.2. Sistema predial de suprimento de água quente
27.2.1. Conceito
É o conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos
destinados ao abastecimento de água quente de boa qualidade, em
quantidade e temperatura controláveis pelo usuário, para a sua ade-
quada utilização.
Caixa de Água Fria
Uso de misturadores
Tanque Térmico
Altura
recomendada
= 30cm
(entre o topo das
placas e a base do
tanque térmico
Altura máxima
permitida = 5m
(entre a base das
placas e o nível de
água da caixa d’água)
Placas
Coletoras
27.2.2 Objetivos
As instalações prediais de água quente devem ser projetadas e execu-
tadas de modo que:

Garantam o fornecimento de água de forma contínua, em quan-
tidade sufciente e temperatura controlável, com segurança, pres-
sões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos
aparelhos sanitários e das tubulações, proporcionando o nível de
conforto adequado aos usuários;

Preservem a potabilidade da água no interior da tubulação, deven-
do haver plena garantia da impossibilidade prática de a água ser
contaminada com refuxo de esgoto sanitário ou demais águas ser-
vidas;

Racionalizem o consumo de energia através do dimensionamento
correto e escolha do sistema de aquecimento adequado.
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27.2.3. Finalidade de uso e temperatura da água
A temperatura mínima com que a água quente deverá ser fornecida
depende do uso a que se destina. Nos pontos de consumo poderá ser
feita uma dosagem com água fria para obter temperaturas menores,
de acordo com os níveis de conforto dos usuários.
Ambiente Temperatura indicada
Hospitais e laboratórios 100º C ou mais
Lavanderias 75º C a 85º C
Cozinhas 60º C a 70º C
Uso pessoal e banhos 35º C a 50ºC
27.2.4. Fontes de energia

Combustão de sólidos (madeira, carvão etc.)

Combustão de líquidos (óleo, querosene, álcool etc.)

Combustão gases (gás natural, GLP etc.)

Eletricidade

Energia solar
4
8
10
9
7
6
12
11
1
3
5
2
1 - Tanque térmico 7 - Caixa d'água
2 - Placas coletoras 8 - Entrada de alimentação de ´gua fria
3 - Resistência auxiliar 9 - Retorno de água quente
4 - Termostato 10 - Saída de água fria
5 - Tampa hermética 11 - Saída de água quente para consumo
6 - Respiro 12 - Dreno para limpeza

Aquecedor solar: O sistema de aquecimento solar é composto
por dois elementos básicos, o coletor solar, que aquece a água, e
o reservatório térmico (boiler), onde armazena a água aquecida.
A água circula entre o reservatório térmico e os coletores solares,
que possuem serpentinas onde são aquecidos pela transferência
do calor externo gerado pelo sol. Nesse sistema é necessário um
reservatório de água fria para alimentar este sistema.

Aquecedores de Acumulação

Aquecedor de acumulação a gás: a água fria entra no reservató-
rio, fcando ali armazenada por determinado tempo, para ser aque-
cida pelo calor da chama do queimador a gás.

Aquecedor de acumulação elétrico: água fria é armazenada em
um reservatório e aquecida através do calor gerado pela resistência
existente no interior do aquecedor.
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27.2.5. Modalidades de fornecimento de água quente
27.2.5.1. Sistema individual
Nesta modalidade se produz água quente para um único aparelho ou
no máximo, para aparelhos do mesmo ambiente. São aparelhos locali-
zados no próprio banheiro ou na área de serviço.
Aquecedor instantâneo de gás: a água fria entra no aquecedor, per-
corre uma tubulação interna chamada serpentina, que recebe calor
direto da chama do queimador a gás, aquecendo instantaneamente a
água (Aquecedor de Passagem).
Aquecedor instantâneo elétrico: este modelo utiliza uma resistên-
cia elétrica dentro de um pequeno reservatório de água, que transfere
todo este calor para esta água, aquecendo-a instantaneamente, caso
dos chuveiros elétricos.
27.2.5.2. Sistema central privado
Neste sistema se produz água quente para todos os aparelhos de uma
unidade residencial (casa ou apartamento).
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AQ
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AQ
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AQ
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AQ
Respiros
Reservatório Superior
Barrilete
Superior
Barrilete
Inferior
Válvula
Redutora
de Pressão
Aquecedores
de acumulação
nos apartamentos
Ventosas
27.2.5.3. Sistema central coletivo
Neste sistema, se produz água quente para todos os parelhos ou uni-
dades da edifcação.
O aparelho de aquecimento é normalmente situado no térreo ou sub-
solo, para facilitar a manutenção e o abastecimento de combustível.
Reservatório Superior
Barrilete
Superior
Ventosas
Pontos de
Consumo
Bomba de
recirculação
Geradora de
água quente
B
27.3. Componentes do sistema de água quente

Alimentação

Geradoras de Água Quente

Barriletes

Sistema de distribuição

Pontos de utilização

Sistema de retorno

Bombas de recirculação
27.4. O que é o Amanco PPR ?
O Amanco PPR é a abreviação do nome Polipropileno Copolímero Ran-
dom tipo 3, que é um produto que foi projetado de acordo com a nor-
ma Européia ISO 15874, superando as especifcações exigidas pela NBR
7198 referente a Projeto e execução de instalações prediais de água
quente.
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27.4.1. Qualidade internacional Amanco
27.4.2. Uma linha completa para a sua instalação
O Amanco PPR está disponível nos diâmetros de 20, 25, 32, 40, 50, 63,
75, 90 e 110 mm, nas classes PN 20 e PN 25, para atender as instalações
prediais de água quente.
As características do sistema permitem a realização de instalações
hidráulicas nas mais variadas formas, possibilitando a execução de
qualquer projeto hidráulico. Complementando o portfólio, a Amanco
disponibiliza o PPR PN 12 para instalações prediais de água fria, nos
diâmetros 32, 40, 50, 63, 75, 90 e 110 mm. O Amanco PPR PN 12 é iden-
tifcado visualmente com uma gravação na cor azul. Suportando uma
pressão de ate 100 m.c.a para temperaturas médias de 27°. As linhas
PN 20 e PN 25 são identifcadas pelas marcações amarela e vermelha,
respectivamente.
Tubo PPR PN12
para Água Fria
Tubo identifcado
pela linha azul
Exclusivo
para água
fria
27.4.3. Características técnicas

Suporta maiores temperaturas
O Amanco PPR permite operar à temperatura de serviço de 80°C,
a 60 (PN25) ou 40 (PN20), suportando temperaturas ocasionais de
95°C. devido a eventual desregulagem do aparelho de aquecimen-
to.

Isento de toxidade
O Amanco PPR, por ser um termoplástico, está isento de toxidades,
podendo ser usado para condução de vários tipos de fuidos para o
consumo humano.
Exemplo: Laticínios, Vinícolas, Cervejarias...

Livre de corrosão
Produzido em material de última geração, o Amanco PPR tem alta
resistência a ataques químicos de substâncias ácidas ou básicas,
como ferro, cloro ou fúor contidos na água, proporcionando dura-
bilidade e uma instalação livre de corrosão.

Sem incrustações
Por ter paredes internas extremamente lisas e excelente resistência
aos ataques químicos, o Amanco PPR proporciona uma instalação
sem incrustações e sem redução do diâmetro da tubulação ao lon-
go do tempo.

Não requer isolante térmico
Com baixa condutividade térmica, o Amanco PPR não transmite
calor para a face externa da tubulação e permite a manutenção da
temperatura da água por mais tempo, dispensando, assim, o uso de
qualquer tipo de isolante térmico.

Excelente resistência química
O Amanco PPR possui elevada resistência a fuidos agressivos*, tor-
nando-o também aplicável em instalações industriais.
* Consulte tabela de reagentes químicos com a Amanco.

Baixa perda de carga
O Amanco PPR possui a superfície interna lisa, reduzindo a perda de
carga contínua no interior das tubulações.

Maior isolamento acústico
O Amanco PPR tem um alto grau de isolamento acústico, absorven-
do os ruídos ocasionados pelo deslocamento da água na tubulação
e pelo fenômeno do Golpe de Aríete.

Maior fexibilidade
O Amanco PPR tem boa fexibilidade, permitindo, em diâmetros
menores, que sejam feitas curvas longas ou desvios. O Amanco PPR
permite raios de curvatura de até 8 vezes o diâmetro do tubo, de
acordo com a tabela:
Valores Para PN 12, PN 20 E PN 25
Diâmetro (mm) Raio Mínimo De Curvatura (mm)
20 160
25 200
32 256
40 320
50 400
63 500
75 600
90 720
110 760

Maior produtividade
Pela rapidez e simplicidade na instalação, o Amanco PPR proporcio-
na maior ganho de produtividade nas montagens, em relação aos
produtos convencionais. Em poucos segundos se faz fusão entre
tubo e conexão, obtendo maior efciência com total estanqueidade.
A junta realizada por termofusão oferece ao instalador maior agilida-
de e segurança nas instalações.

Garantia total das juntas
Não há união entre tubos e conexões, mas termofusão, isto signifca
que ambos os materiais se fundem molecularmente a 260°C, pas-
sando a formar uma tubulação contínua para a segurança total do
sistema. Os terminais fabricados em bronze niquelado fundido ao
Polipropileno Copolímero Random garantem total estanqueidade e
durabilidade das uniões entre torneiras, registros e válvulas do siste-
ma.
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27.4.4. Características de aplicação da linha PPR
1. Ao instalar o sistema de água quente devemos ter em mente a utili-
zação de todo o equipamento de segurança: utilizar óculos de pro-
teção, luvas de proteção contra agentes térmicos e botas.
2. As instalações embutidas podem ser de dois tipos:
Paredes largas: para embutir e imobilizar a tubulação em paredes
utiliza-se uma cobertura de massa de cimento de espessura igual ou
superior ao diâmetro do tubo.
de = diâmetro externo
do tubo PPR
de
Paredes Largas:
A canaleta poderá ser mais profunda,
com isto o espaçamento preenchi-
do com massa de cimento pode
ocorrer neste espaço, fazendo com
que as duas tubulações fquem mais
próximas.
Paredes estreitas: deve-se aumentar a altura da canaleta, o que pos-
sibilita o distanciamento da tubulação de água fria pelo menos do
mesmo diâmetro da tubulação de água quente. No caso de utiliza-
ção de canaletas individuais, manter a tubulação afastada da parede
da canaleta em pelo menos uma vez o diâmetro da tubulação.
de = diâmetro externo
do tubo PPR
de
Paredes Estreitas:
A canaleta poderá ser estreita, então
os tubos devem ser distanciados
em uma vez o seu diâmetro. Para
isto, deve-se aumentar a altura da
canaleta que possibilite este distan-
ciamento.
3. O teste hidráulico de pressão e estanqueidade para o tubo Amanco
PPR deve ser realizado a uma pressão de prova de 1,5 vezes a pres-
são de trabalho para tubulações até 100 m de distância. Para tre-
chos maiores, recomendamos subdividir em setores menores. Nas
instalações prediais com Amanco PPR, esse teste deve ser realizado
somente 1 hora após a última termofusão.
4. O teste de pressão deve ser medido através de um manômetro afe-
rido. O teste hidráulico é realizado com auxílio de um manômetro
instalado próximo ao ponto a ser testado. O manômetro acusará a
pressão estática normal da tubulação pressurizada.
27.4.5. Passos para a instalação
Apóie o termofusor na bancada e limpe os bocais com um pano em-
bebido em álcool, para iniciar a termofusão.
Corte os tubos com tesoura especial para tubos, evitando possíveis re-
barbas na tubulação.
Limpe a ponta dos tubos e a bolsa das conexões que receberão a ter-
mofusão.
Marque na extremidade do tubo a profundidade da bolsa da conexão,
para certifcar-se que a ponta do tubo não ultrapasse o fnal da bolsa
da conexão.
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Introduza simultaneamente o tubo e a conexão em seus respectivos
lados do bocal já conectado ao termofusor.
A conexão deve cobrir toda a face macho do bocal e o tubo não deve
ultrapassar a marcação feita anteriormente.
Retire o tubo e a conexão do termofusor, quando decorrido o tempo
mínimo de aquecimento, conforme tabela a seguir:

Tempo de termofusão
Tabela Para Intervalo De Tempo De Aquecimento PN 12, PN 20 e PN 25
(são Iguais)
Diâmetro Tempo De Aque-
cimento
Intervalo Para
Acoplamento
Tempo De Res-
friamento
(mm) (segundos) (segundos) (minutos)
20 5 4 2
25 7 4 2
32 8 6 4
40 12 6 4
50 18 6 4
63 24 8 6
75 30 8 6
90 40 8 6
110 50 10 8
Após retirar o tubo e a conexão do termofusor, proceda sem pausa a
união dos dois materiais, ou seja, introduza a ponta do tubo imediata-
mente na bolsa da conexão.
A ponta do tubo deverá ser introduzida até o anel formado pelo aque-
cimento do termofusor.
Após a termofusão da conexão com o tubo, num intervalo de 3 segun-
dos iniciais, existe a possibilidade de alinhar a conexão em até 15 graus.

Lembrete - Lembre–se que para uma instalação correta não podemos
esquecer 3 regras básicas, conhecidas como LMT:
1 - Limpeza (limpe as extremidades do tubo e a bolsa da conexão an-
tes de realizar a termofusão).
2 - Marcação (marcação da profundidade da bolsa nos tubos a serem
termofusionados).
3 - Tempo de aquecimento (ao introduzir tubo e conexão no bocal,
respeitar o tempo correspondente para cada diâmetro).
27.4.6. Equipamentos de instalação

27.4.7. Reparos em tubulações
Existem 3 tipos de reparos a serem executados no Amanco PPR:
1. Reparo com Tarugo – para furos de, no máximo, 11 mm (equiva-
lente ao diâmetro do tarugo).
2. Reparo com Luvas Simples F/F-PPR – para furos maiores que 11
m ou em ambas as faces da tubulação.
3. Reparos com Luva Eletrofusão – utilizado para grandes diâme-
tros (processo mais caro).
Vamos ver cada um deles...
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27.4.7.1. Tarugos para reparos
1. O Tarugo para reparos deve estar seco e livre de gorduras, que po-
dem prejudicar a termofusão. Para isso, limpe o Tarugo e o Bocal para
Reparos com álcool gel.
2. Acople o Bocal para Reparos na termofusora e aguarde até atingir a
temperatura de trabalho (260°C).
3. Introduza a ponta macho do Bocal para Reparos no furo do tubo.
4. Segurando o Bocal para Reparos já alocado no furo, introduza o Taru-
go para Reparos no lado fêmea do Bocal para Reparos.
5. Aguarde 5 segundos e, em seguida, retire o Bocal para Reparos do
tubo e do Tarugo. Com o Tarugo e o furo aquecidos, una as partes.
6. Aguarde 2 minutos para o esfriamento e corte a ponta restante do
Tarugo.
27.4.7.2. Luva simples F/F - PPR
1. Corte perpendicularmente a parte do tubo danifcado.
2. Limpe a superfície externa a fusionar com álcool gel.
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3. Puxe o tubo para fora da canaleta da parede. Introduza, simultanea-
mente, o tubo no bocal fêmea da termofusora e a Luva no bocal ma-
cho. Aguarde o tempo necessário, conforme a tabela de aquecimento,
e introduza a Luva no tubo aquecido.
4. Após a fusão da Luva em uma das pontas do tubo, coloque o bocal
macho na outra bolsa da Luva e mantenha o dobro do tempo reco-
mendado na tabela de aquecimento, retirando a termofusora em se-
guida.
5. Insira imediatamente o bocal fêmea da termofusora na outra ponta
do tubo que está na parede, mantendo o tempo recomendado na ta-
bela de aquecimento.
6. Por fm, insira imediatamente a ponta do tubo na bolsa da Luva, pres-
sionando o tubo para a entrada na posição original da canaleta na pa-
rede.
27.4.7.3. Luva Eletrofusão para Reparos
1. Corte o tubo perpendicularmente.
2. Limpe a parte interna da Luva Eletrofusão. Marque, sobre as extremi-
dades dos tubos, a medida da bolsa da Luva.
3. Introduza as pontas dos tubos nas bolsas da Luva até as marcações
realizadas anteriormente.
4. Conecte os terminais da Eletrofusora aos terminais da Luva Eletro-
fusão. Durante a eletrofusão e a etapa de resfriamento, evite trações e
movimentos durante um intervalo de 5 minutos.
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Não se esqueça...
Aguarde 2 horas após a última termofusão
antes de pressurizar a rede.
27.4.8 . Cuidados especiais e precauções

Raios ultravioletas: Os tubos e conexões devem ser protegidos
da ação direta dos raios ultravioletas. Uma solução efciente é pro-
teger a tubulação com material isolante, como fta de alumínio. Em
instalações com aquecedores solares, proteja os tubos externos de
entrada e saída das placas de aquecimento com material isolante.

Conexões com inserto metálico: Ao utilizar este tipo de conexão,
devem-se evitar torções elevadas na realização de uniões.
27.4.9. Equipamentos de reparo
27.4.10. Cuidados especiais e precauções

Contato com corpos cortantes: O contato eventual com corpos
cortantes provoca entalhes na superfície que podem causar ruptu-
ras. É necessário impedir que isso aconteça, seja durante o armaze-
namento ou a instalação.

Termofusão: As partes a serem termofusionadas devem estar sem-
pre limpas e a termofusora na temperatura adequada.

Tanto durante quanto após a termofusão, deve-se evitar sub meter
as partes unidas a torções.

Manipulação do tubo: O Amanco PPR têm excelente fexibilidade
e ductibilidade, mas não é recomendado que seja exposto a fenô-
menos que sofram excessivas solicitações externas, como golpes,
marteladas e ações similares durante a instalação e o armazenamen-
to.

Manipulação Formação de gelo: O Amanco PPR é resistente às
baixas temperaturas e formação de gelo em seu interior.
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Condensação: Para fuidos em baixas temperaturas, normalmente
aplicados em sistemas de refrigeração, é comum o fenômeno de
condensação. Recomendamos, para estes casos, cobrir a tubulação
com isolante térmico.
27.4.11. Instalação Estádio Santiago Bernabeu - Real
Madrid
27.4.12. Atributos
Normas Técnicas

Norma Européia ISO 15874;

Supera a NBR 7198/93 - Projeto e Execução
de Instalações Prediais de Água Quente.
Toxidade •
Produzido em material totalmente atóxico.
.
Cloro Residual

Os níveis de cloro residual na água tratada
em nada afetam a vida útil de 50 anos do
material.
Corrosão

Resistente a ataques químicos, livre de cor-
rosão;

Coefciente de resistência a corrosão ele-
troquímica 1x1016 Wcm.
Incrustações •
Paredes extremamente lisas, não permitin-
do incrustações.
Condução Térmica

Baixa condutibilidade térmica (0,24 W/
mK);

Coefciente de condutividade térmica
0,00057 (cal x cm)/(cm2 x s x ºC).
27.4.13. Equivalência de diâmetros
AMANCO PPR – PN 25
Diâmetro Exter-
no (mm)
Espessura de
parede (mm)
Diâmetro
Interno (mm)
Equivalência
em polegadas
20 3,4 13,2 ½
25 4,2 16,6 ¾
32 5,4 21,2 1
40 6,7 26,6 1 ¼
50 8,4 33,2 1 ½
63 10,5 42,0 2
75 12,5 50,0 2 ½
90 15,0 60,0 3
110 18,3 73,2 4
AMANCO PPR – PN 20
Diâmetro Exter-
no (mm)
Espessura de
parede (mm)
Diâmetro
Interno (mm)
Equivalência
em polegadas
20 2,8 14,4 ½
25 3,5 18,0 ¾
32 4,4 23,2 1
40 5,5 29,0 1 ¼
50 6,9 36,2 1 ½
63 8,6 45,8 2
75 10,3 54,4 2 ½
90 12,3 65,4 3
110 15,1 79,9 4
AMANCO PPR – PN 12
Diâmetro Exter-
no (mm)
Espessura de
parede (mm)
Diâmetro
Interno (mm)
Equivalência
em polegadas
32 3,0 26,0 1
40 3,7 32,6 1 ¼
50 4,6 40,8 1 ½
63 5,8 51,4 2
75 6,9 61,2 2 ½
90 8,2 73,6 3
110 10,0 90,0 4
28. Dimensionamento para corte de tubos
28.1. Determinando o comprimento do tubo
Há diferentes maneiras de encontrar a medida do comprimento do
tubo, quer partindo do projeto, quer partindo dos pontos determina-
dos no próprio local onde será executada a instalação.

As dimensões apresentadas nos projetos indica a distancia entre os
eixos dos componentes do sistema(tubos, conexões, metais etc.).

Partindo deste princípio, no caso de determinar o comprimento dos
tubos a partir dos pontos no local de execução, usa-se a medida de
“eixo a eixo”.
28.1.1. Referencial de medida
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“De eixo a eixo”signifca de centro a centro da instalação ou das conexões.
(M) é a medida “de eixo a eixo” das conexões representadas, tomada de
“eixo a eixo” das conexões.
(a) é o medida do comprimento do tubo a ser cortado e compreende
a distância entre os limites da bolsa da conexão.
a = comprimento do tubo
M = Medida de “Eixo a Eixo”
a) conexões com diâmetros iguais
Fórmula de cálculo
a = M – D
Sendo:
a = Medida do comprimento do tubo
M = Medida de “Eixo a Eixo” entre as conexões
D = Diâmetro da conexão
a
M
D
D
2
D
D
2
Exemplo:
Se:
M = 100 cm
D = 25 mm = 2,5 cm
Então:
a = 100 - 2,5
a = 97,5 cm
b) conexões com diâmetros diferentes
Fórmula de cálculo
a = M – [(D1/2) + (D2/2)]
Sendo:
a = Medida do comprimento do tubo
M = Medida de “Eixo a Eixo” entre as conexões
D1 = Diâmetro conexão 1
D2 = Diâmetro conexão 2
a
M
D2
D2
2
D1
D1
2
Exemplo:
Se:
M = 100 cm
D1 = 32 mm = 3,2 cm
D2 = 50 mm = 5,0 cm
Então:
A = 100 - [(3,2,/2) + 5,0/2)]
A = 100 - (1,6 + 2,5)
A = 100 - 4,1
A = 95,9 cm
29. Junta soldável PVC – Esgoto
29.1. Execução de Juntas soldáveis para esgoto secundário
O sistema é aplicado em instalações prediais de esgoto, escoamento
por gravidade não submetido à pressão e na ventilação do sistema.
a) Cortar o tubo no esquadro e chanfrar a ponta. Com uma lixa d’água,
tirar o brilho das superfícies a serem soldadas (ponta do tubo e bolsa
da conexão), com o objetivo de melhorar a aderência (soldagem).
b) Limpar as superfícies lixadas com Solução Limpadora Amanco, eli-
minando as impurezas que podem impedir a ação do Adesivo. Esta
ação também prepara o PVC para a soldagem.
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c) Aplicar com pincel uma camada fna e uniforme de Adesivo Plástico
Amanco na parte interna da bolsa, cobrindo apenas um terço da mes-
ma, e uma camada igual (um terço) na parte externa do tubo.
d) Juntar as duas peças, forçando o encaixe até o fundo da bolsa, sem
torcer.
e) Remover o excesso de Adesivo Plástico Amanco e deixar secar.
Aguardar uma hora para liberar o fuxo de água e 12 horas para sub-
meter a tubulação à pressão.
29.2. Execução de junta elástica
1. Limpe com uma estopa a ponta e a bolsa a serem unidas, especial-
mente a virola de encaixe do Anel de Vedação.
2. Marque na ponta do tubo a profundidade da bolsa.
3. Em seguida, encaixe corretamente o Anel de Vedação na virola da
bolsa do tubo.
4. Aplique uma camada de Pasta Lubrifcante Amanco na ponta do
tubo e na parte visível do Anel de Vedação.
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Importante
Não utilize graxas, vaselinas ou outros materiais gordurosas para lubri-
fcar o Anel de Vedação. A Pasta Lubrifcante é uma mistura de óleo ve-
getal, agente saponifcante e emulsionantes, sendo o produto adequa-
do que garante vida útil do Anel e bom desempenho da junta elástica.
5. Introduza a ponta do tubo, forçando o encaixe até o fundo da bolsa.
Depois, recue o tubo aproximadamente 1,0 cm, para permitir eventuais
dilatações na junta.
± 1 cm (FOLGA)
Lembre-se...
Que as tubulações de esgoto possuem juntas de dupla atuação, ou
seja, podem ser executadas tanto com Anel de Vedação (Junta Elástica)
ou com Adesivo Plástico (Junta Rígida). Neste caso, deve-se:

Cortar o tubo no esquadro e chanfrar as pontas cortadas;

Lixar a ponta do tubo e bolsa da conexão por meio de uma lixa
d’água para aumentar a área de ataque do Adesivo Plástico;

Limpar com Solução Limpadora Amanco as superfícies a serem sol-
dadas, preparando as superfícies;

Distribuir uniformemente o Adesivo Plástico Amanco nas superfí-
cies e executar a soldagem.
Mas atenção...

As bolsas de dupla atuação só existem em tubulações de esgoto a
partir de DN 50 (esgoto primário). A bitola DN 40 (esgoto secundá-
rio) só pode ser executada com junta soldada.
30. Registros e válvulas
São dispositivos destinados a estabelecer, controlar e interromper o fu-
xo em uma tubulação. São acessórios muito importantes nos sistemas
de condução e por isso devem merecer o maior cuidado na sua espe-
cifcação, escolha e instalação. Exemplos: registros, torneiras, válvula de
descarga, redutora de pressão, válvula de retenção etc.
30.1. Tipos
30.1.1. Bloqueio
São válvulas que se destinam primordialmente a estabelecer ou inter-
romper o fuxo, isto é, só devem funcionar completamente abertas ou
completamente fechadas.
Tipos: Registro de gaveta, Registro de esfera, Válvula de descarga.
30.1.2. Regulagem
São destinadas especifcamente para controlar o fuxo, podendo por
isso trabalhar em qualquer posição de fechamento.
Tipos: Registro de pressão, Válvula globo, torneiras, misturadores.
30.1.3. Fluxo em um só sentido
São dispositivos que trabalham o fuxo hidráulico em um único sen-
tido.
Tipos: Válvulas de retenção, Válvulas de pé.
30.1.4. Controle de Pressão
São dispositivos destinados a trabalhar no controle e regulação das
pressões que as tubulações estão expostas.
Tipos: Válvulas redutoras e reguladoras de pressão, Válvulas de quebra
vácuo (ventosas).
30.1.5. Registro de Esfera em PVC
Disponível nas bitolas: 20 mm(1/2”), 25 m(3/4”), 32 m(1”), 40 m(1 1/4”),
50 m(1 1/2”) e 60 m(2”).
30.1.5.1. Vantagens

Possibilidade de inversão da posição do volante, podendo o registro
fcar próximo à parede em qualquer situação de instalação;

Dupla vedação da haste: dupla garantia contra vazamentos na mes-
ma

Cor diferente da tubulação: facilita a localização do produto dentro
do sistema;

Seta de direcionamento do fuxo de água que auxilia a instalação no
sentido correto;

Garantia total da produção: produto testado (pressão e estanquei-
dade) em 100% da linha de produção;

Pressão de trabalho: 16 kgf/cm².
30.1.5.2. Montagem do Registro de Esfera em PVC
1. Determinar o alinhamento da tubulação e retirar a porca e a bolsa
destacável. Observar também o sentido do fuxo de água orientado no
corpo do produto.
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2. Para os registros soldáveis, aplicar o Adesivo Plástico Amanco por
igual na extremidade da bolsa do registro e na ponta do tubo.
3. No caso de registros roscáveis, aplicar a Fita Veda Rosca Amanco na
extremidade do tubo.
4. Colocar a porca do registro na outra ponta do tubo.
5. Soldar ou rosquear a ponta destacável.
Atenção

Não é recomendado o uso com líquidos agressivos ou em tempera-
turas acima de 60°C;

Para os registros soldáveis, não deixe que o adesivo plástico entre
em contato com as vedações, o que pode prejudicar seu desempe-
nho;

Os líquidos conduzidos não devem conter partículas sólidas que
provoquem abrasão ou desgaste;

Para fxar o registro, utilize suportes colocados nas extremidades;

A manobra de abertura e fechamento deverá ser gradual para evitar
golpes na tubulação;

O ajuste do torque deve ser feito através da porca com o registro na
posição fechada.
30.1.6. Registro de gaveta
O registro de Gaveta é instalado como registro geral de água.

Deve ser usado totalmente aberto ou totalmente fechado.

Na instalação do registro de gaveta, manter a gaveta sempre fechada.
30.1.7. Registro de pressão
O Registro de Pressão é instalado para controlar a vazão de água em
chuveiros, banheiras, lavatórios e duchas higiênicas. O sistema permite
que o registro trabalhe totalmente aberto ou semi-aberto restringindo
e regulando a vazão de água de acordo com a necessidade.
30.1.8. Registro globo
Registro de Regulagem para aplicações industriais, para condução de
óleos, gases, vapor e água em alta temperatura (260°).
Registro globo com cone Resgistro com Tefon
30.1.9 .Registro de acionamento restrito
Acionado com uma chave destacável que fca com o usuário. Após a
utilização é só retirar a chave para impedir o uso indevido por pessoas
não autorizadas.
Aplicação: estádios de futebol, banheiros públicos, clubes, parques,
praças, indústrias, áreas comuns de condomínios, garagens coletivas,
escolas e todos os lugares com grande circulação de pessoas.
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30.1.10. Válvula de esfera
Interrompem o fuxo do fuído com baixa perda de carga e tem prático
mecanismo de 1/4 de volta.
30.1.11. Válvula de descarga
Controla o fuxo hidráulico para escoamento dos dejetos captados
pelo vaso sanitário.
Chave de
Regulagem
Nipel
Retentor Pistão
Corpo em bronze resistente à
corrosão, que pode ser instalado
em até paredes de 12 tijolo.
Cartucho único de reparo
Sistema auto-limpante, que
dispensa lubrifcação e evita
regulagens.
Mola inoxidável
Parafuso de
regulagem de
tecla de acio-
namento.
Registro integrado
para regulagem de
vazão e manutenção.
Sistema de vedação em borracha
nitrílica garantindo perfeito funcio-
namento em alta e baixa pressão.
Volante do registro para regulagem
manual de vazão e manutenção.
Sede postiça anti-
corrosiva, para maior
durabilidade
30.1.12. Cartucho de reparo
Utilizado na substituição de reparos danifcados, evitando a necessida-
de de quebra de Parede.
1 - Pistão Flux - CPD 6136 2 - Kit Haste Flux - CPD 1583
3 - Kit Registro Flux - CPD 6138 4 - Castelo Completo - CPD 6134
30.1.13. Válvula de retenção
São utilizadas para evitar o refuxo de água em tubulações. Disponível
nas Bitolas: 3/4", 1", 1 1/2", 2".
Válvula de Retenção Vertical
Válvula de Retenção Universal
Valvula de Retenção Horizontal
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30.1.14. Válvulas de sucção ou de pé (com retenção)
Válvulas de retenção de Pé são indicadas para uso no início de tubula-
ções de sucção de bombas impedindo a entrada de corpos sólidos no
interior da bomba e a necessidade de escova freqüente. Disponível nas
Bitolas: 3/4, 1, 1 1/2, 2.
30.1.15. Torneiras, duchas e misturadores
São dispositivos destinados a propiciar a utilização da água nos pontos
de alimentação de água fria e quente.
30.1.15.1. Linha completa Cozinha
Torneira de Mesa
Acabamento para Registro de Base
Torneira de Parede
Misturador de Mesa
Misturador de Parede
30.1.15.2. Linha completa Banheiro
Misturador para Lavatório de Mesa Bica Alta
Misturador para Bidê
Misturador para Lavatório de Mesa
Misturador para Banheira de Parede
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Misturador para Banheira de Mesa
Torneira para Lavatório de Mesa
Ducha Higiênica com Registro e Derivação
Torneira Bica Alta para Lavatório
Acabamento para base
31. Detectando vazamentos
Os vazamentos são a principal causa dos reparos nas instalações e po-
dem causar muitos transtornos a seus clientes. Muitas vezes só perce-
bemos um vazamento muito tempo depois que ele começou, quando
um grande prejuízo já foi criado. É por isso que a manutenção preven-
tiva é tão importante. Vamos conhecer alguns testes* que podem ser
muito úteis para detectar vazamentos.
*informações Sabesp – como detectar vazamentos
31.1. Hidrômetro
Passo 1: Confra o relógio de água (hidrômetro);
Passo 2: Deixe todos os registros internos da residência abertos (nor-
malmente esses registros são instalados nas paredes de banheiros, áre-
as de serviço e, em alguns casos, na cozinha);
Passo 3: Feche bem todas as torneiras, desligue os aparelhos que
usam água e não utilize os sanitários;
Passo 4: Anote o número que aparece ou marque a posição do pon-
teiro maior do hidrômetro;
Passo 5: Depois de uma hora, verifque se o número mudou ou o pon-
teiro se movimentou;
Passo 6: Se isso aconteceu, há algum vazamento na casa.
31.2. Tubos alimentados diretamente pela rede pública
Passo 1: Feche os registros. Abra uma torneira alimentada diretamente
pela rede pública (pode ser a do tanque, se for o caso) e espere a água
parar de sair;
Passo 2: Coloque imediatamente um copo cheio de água na boca da
torneira;
Passo 3: Caso haja sucção da água do copo pela torneira, é sinal que
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existe vazamento no tubo alimentado diretamente pela rede.
31.3. Tubos alimentados pela caixa d’água
Passo 1: Feche todas as torneiras da casa alimentadas pela caixa
d’água e não utilize os sanitários;
Passo 2: Feche bem a torneira de bóia da caixa d’água e verifque, após
uma hora, se ela baixou;
Passo 3: Em caso afrmativo, há vazamento na tubulação alimentada
pela caixa d’água.
31.4. Caixa d’Água
Passo 1: Feche o registro de saída do reservatório e a torneira da bóia.
Marque no reservatório o nível da água e, após uma hora, verifque se
ele baixou;
Passo 2: Se isso ocorreu, há vazamento nas paredes do reservatório
ou nas tubulações de alimentação da caixa d’água ou na tubulação
de limpeza.
31.5. Vaso Sanitário
1. Jogue cinzas (de cigarro, por exemplo) no fundo do vaso sanitário;
2. Se ela fcar depositada no fundo do vaso, ele está livre de vazamen-
tos;
3. Se houver movimentação, é sinal de vazamento na válvula ou na cai-
xa de descarga.
32. Patologias no uso de tubos e conexões
32.1. Instalações prediais de água fria
32.1.1. Rompimento por tensionamento na instala-
ção
a) Conexões em geral

O rompimento por tensionamento na instalação ocorre devido ao
deslocamento do tubo em relação ao seu correto posicionamento
angular com as conexões;

Este tipo de rompimento por tensionamento ocorre sempre no sen-
tido transversal do fuxo e fora da linha de emenda do material (“fo
de cabelo”);

O rompimento poderá ocorrer pelo deslocamento (tensionamento)
da tubulação no sentido de abertura do ângulo da conexão;

Entretanto, mas com menos freqüência, poderá haver rompimento
no sentido da tubulação fechando o ângulo da conexão.
Rompimento pelo deslocamento (tensionamento) da tubulação no
sentido de abertura do ângulo da conexão.
b) Conexão roscável

O rompimento de uma conexão roscável pode-se dar por várias for-
mas de tensionamento:

Compressão (achatamento);

Desbitolamento de rosca;

Incompatibilidade de rosca;

Instalação tensionada.

A seguir, visualizaremos duas conexões onde o rompimento é re-
sultado do tensionamento gerado pela introdução da rosca macho
além do limite máximo de fo de rosca:
Perfl da luva roscável mostra o batente deformado pelo acoplamen-
to da rosca macho acima do limite de fo de rosca fêmea.
Conexão em corte
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Tensionamento no fundo da rosca no batente do tubo
Perfl da rosca mostra o aspecto normal, com batente sem deformação.
Conexão em corte
Tensionamento no fundo da rosca no batente do tubo
Rosca macho foi acoplada além do limite útil de fos de rosca (“encava-
lamento”de peças).
Conexão em corte
Tensionamento no início da rosca pelo amassamento dos primeiros
fletes
c) União roscável e união soldável

Na União Soldável ou na União Roscável encontramos situações que
causam o rompimento por fadiga do material;

Neste caso (rompimento da sobre-porca), a fadiga ocorre em conse-
qüência da extrema situação de tensionamento pela força de tração
causada no momento de instalação da União;

Duas possíveis situações que podem gerar a força de tração são re-
presentadas a seguir:
Forte aperto da sobre-porca:

Mesmo já estando encostadas as faces das fanges, aplica-se com
chave (geralmente grifo) um torque a mais na sobre-porca, criando
o tensionamento;

Geralmente, esta situação é confrmada pela constatação de fortes
marcas de chave na sobre-porca;

O rompimento não ocorre de imediato, mas o tensionamento pro-
vocado no produto causa o rompimento do mesmo pela fadiga do
material.
Distância entre as duas faces das fanges roscável e lisa:

No momento da execução da junta soldável/roscável da União, se as
distâncias das fanges não estiverem bem dimensionadas, fcando
afastadas uma da outra, o aperto da sobre-porca não será apenas
para o encosto das fanges, mas também de tração para aproximá-
las, causando o tensionamento;

O nível de tensionamento neste caso é proporcional à distância en-
tre as fanges e ao nível de rigidez da instalação;

Outro detalhe importante é quando a União está próxima a uma
derivação ou a algum equipamento;

As peças a seguir estavam instaladas nesta situação. Vejamos...
O trecho do tubo acoplado é curto e isto aumenta ainda mais a rigidez
da instalação e, consequentemente, o tensionamento pela distância
dos fanges.
d) Tensionamento na vedação
Deformação do anel de borracha: detalhe que pode justifcar um pos-
sível tensionamento. Na foto nota-se que um dos lados do anel encon-
tra-se amassado.
32.1.2. Rompimento por desbitolamento

Quando ocorre o rompimento de uma conexão na região da bolsa,
longitudinal ao fuxo e fora da linha de emenda do material temos
quase sempre como causador o tensionamento provocado pelo
desbitolamento de uma das peças: bolsa da conexão, tubo ou de
uma Bucha de Redução;

Quando ocorre o rompimento com estas características é comum a
solicitação da análise dimensional da mesma;

Se o tubo estiver acoplado diretamente na bolsa da conexão é pos-
sível a análise dimensional ao menos do diâmetro externo do tubo;

Porém, se o rompimento for na bolsa de uma conexão onde uma
Bucha de Redução estiver acoplada totalmente, não será possível a
identifcação de onde está a não-conformidade, ou seja, se no diâ-
metro externo da Bucha ou no diâmetro interno da conexão onde
ela está acoplada.
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Conexão (Tê Soldável)
Bucha de Redução Tubo Soldável
Rompimento de conexão onde há uma Bucha de Redução acoplada
32.1.3. Rompimento por impacto

Rompimentos causados por forte impacto externo apresentam li-
nhas de rompimento características em forma de estrela;

Geralmente, busca-se na superfície externa a presença de sinais que
identifquem o impacto;

Porém, nem sempre é possível a identifcação da marca externa.
Assim, se faz necessário um corte na peça para visualizar o aspecto
interno da trinca.

Na extremidade de uma bolsa, coincidindo justamente com a re-
gião de rompimento, uma marca que caracteriza uma batida na
conexão.
32.1.4. Rompimento por diminuição da rigidez

O rompimento de um tubo próximo à bolsa soldável de uma co-
nexão, com o tubo apresentando característica de emborrachado
(redução da rigidez), é típico do acúmulo de Adesivo Plástico no in-
terior da conexão ou do próprio tubo;

Os solventes da formulação do Adesivo têm a característica de ata-
que à camada externa do PVC;

À medida que ocorre a volatilização do solvente, ocorre a fusão das
partes em contato; quando do excesso, o composto perde as pro-
priedades de rigidez;

O mesmo problema poderá ocorrer se o produto de PVC estiver em
contato prolongado com a Solução Limpadora.
Acúmulo de Adesivo Plástico no interior de tubo
Aspecto externo de tubo que sofre com o excesso de adesivo em
seu interior.
Acúmulo de adesivo plástico no interior da tubulação.
Acúmulo de adesivo na região do rompimento, decorrente do excesso
aplicado na soldagem: diminuição das características físicas do produto.
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Acúmulo de adesivo plástico no interior da conexão.
32.1.5. Rompimento por excesso de aperto
No lado externo da bolsa, observam-se fortes marcas de ferramenta
usada para dar o aperto da rosca: excesso de esforço mecânico que
compromete a resistência da peça.
Rosca deformada: excesso de esforço mecânico, aplicado no produto
quando do rosqueamento com a chave.
Cor branca na região do rompimento, característica de material dúctil*
* Material Dúctil: absorve a deformação provocada pelo esforço mecânico, ocorren-
do o rompimento somente quando a deformação ultrapassa o limite elástico do
PVC.
33. Patologias das instalações hidráulicas Esgoto
predial
33.1. Curvas por aquecimento
Emenda por aquecimento

Emenda por aquecimento
Curva por aquecimento
33.2. Curvas “forçadas” pelo aquecimento

Curvas por aquecimento
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Curva por aquecimento
Bolsa por aquecimento
Curva por aquecimento
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Considerações Finais

Caro Instrutor!
O bom instalador de hidráulica é aquele que possui conhecimento técnico completo para realizar um bom trabalho, seja ele
levando água e saneamento básico a novas casas, ou mesmo, consertando tubulações em residências já construídas.
A Amanco além de reconhecer e agradecer os seus esforços, o seu trabalho e a sua didática adequada ao tema, sabe que
você é uma das peças mais importantes em todo esse processo de aprendizado e tem a certeza que você realizou seu papel
com muito sucesso.
Parabéns.
Atenciosamente,
Amanco Brasil Ltda.
Equipe Marketing de Relacionamento
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Construção
Civil
Apostila de Treinamento
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Tel.: 0800 701 8770
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