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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO CAPÍTULO I – O MERCADO DE CARBONO

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1.1 Histórico do Mercado de Carbono 3 1.2 MDL X Mercado de Carbono 5 1.3 A Escolha do Tipo de Mercado a Trabalhar: MDL ou Mercado de Carbono Voluntário? 5

CAPÍTULO II – ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO Conceitos Básicos Fase Conceitual Pré-Projeto ou Anteprojeto CAPÍTULO III – ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 CAPÍTULO IV – ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2

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INTRODUÇÃO

A relevância ambiental do plantio de árvores supera o fato de sequestrar carbono, como se fosse máquinas de sequestro de carbono, é muito mais que isto. Plantar árvores significa preservar os recursos hídricos, proteger a biodiversidade, integrar mais homem e natureza. Quem planta uma árvore não planta para si e sim para as futuras gerações. Ao desejarmos fazer uma ação, devemos considerar a riqueza dos Ecossistemas terrestres (Amazônia, Caatinga, Campos e Campos Sulinos, Cerrado, Mata Atlântica, Araucárias, Cocais e Pantanal) e os Ecossistemas Aquáticos (Costeiros de Restingas, Manguezais e Sapais; e Oceânicos. O panorama é grave e requer ação imediata por partes dos agentes de transformação, para termo uma idéia, estima-se que 269 espécies de animais, sendo 88 de aves endêmicas da Mata Atlântica, estão ameaçadas de extinção. Segundo o relatório mais recente do IBAMA, entre essas espécies estão o muriqui, mico-leão-dourado, bugio, entre outros. No Brasil, 61% da população vivem na área de domínio da Mata Atlântica, que mantém as nascentes e mananciais que abastecem as cidades e comunidades do interior, regula o clima (temperatura, umidade, chuvas) e abriga comunidades tradicionais, incluindo povos indígenas. Cada bioma brasileiro possui características que exige cuidado no desenvolvimento do projeto em todas as suas etapas, notamos variações como a quantidade de carbono quando se trata de mudanças de bioma. A gestão florestal e a prática de mensuração florestal são indispensáveis para quantificar o estoque de carbono de cada parcela de floresta implantada. O presente manual tem por objetivo transmitir aos executores de projetos para captação de recursos no Mercado Voluntário de Carbono por meio da restauração florestal, as orientações para elaboração de projetos e execução do plano de trabalho, bem como informar sobre as regras pertinentes e padrões utilizados pelo IBF para o desenvolvimento dos mesmos. Diversos fatores têm levado a um aumento do número e frequência de projetos de carbono nas organizações, dentre estes fatores - a necessidade de constantes inovações e a escassez de recursos - trazem a necessidade do mínimo da técnica e gestão eficiente de projetos. Um dos instrumentos mais importantes de esclarecimento do escopo do trabalho para cuja implementação se solicita o crédito de carbono é o Documento de Projeto (DP). É por meio dele que são transmitidas informações básicas sobre os objetivos a serem atingidos, o plano de trabalho a ser implementado, padrão de mercado a ser trabalhado, os mais necessários e os prazos de execução previstos, entre outros dados. Outros elementos que ganha importância no mercado voluntário são ações complementares que busca reconhecer o financiador como agente de transformação social. Face a importância do Documento de Projeto, este Manual apresenta, ainda que de forma sucinta, a metodologia de concepção e formulação de projetos cuja a adoção é recomendada na elaboração de propostas a serem submetidas à potenciais financiadores.

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Esta metodologia enfatiza o conceito de subdivisão do projeto em atividades correlacionadas à obtenção de resultados e ao alcance dos objetivos almejados. Trata-se de um procedimento que permite a definição mais precisa das tarefas a serem executadas e, consequentemente, dos recursos humanos e materiais exigidos. A justificativa para a implementação do projeto constitui também um tópico de grande importância, a ser cuidadosamente formulada pelas instituições ou empresas proponentes. É fundamental ter em mente que a justificativa para a implementação de um projeto de Carbono Voluntário não são os recursos a ele alocados nem necessariamente o que é construído ou produzido diretamente (viveiros, laboratórios, torres de observação, etc.), mas sim os benefícios ensejados por aqueles recursos e os produtos obtidos, em termos de contribuição para o desenvolvimento socioambiental do país (estoque de carbono sequestrado, geração de renda, melhoria da qualidade da água, aumento da biodiversidade, etc.). Esses são os elementos fundamentais a serem ponderados na análise das propostas de projetos e nas reuniões de apresentação promovidas pelas empresas financiadoras. Uma vez aprovados e implementados os projetos, os elementos aos quais se reportarão as equipes de monitoramento da empresa ou agente financiador serão aqueles explicitados no documento de projeto. Desta forma, o pressuposto básico é de que o detalhamento do Projeto de Carbono Voluntário e a avaliação de sua execução são partes de um todo: o Documento de Projeto.

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Higino Martins Aquino Júnior Diretor de Desenvolvimento Institucional do IBF

CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO HISTÓRICO DO MERCADO DE CARBONO O Mercado de Carbono surgiu a partir da criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC, em inglês), durante a ECO-92, no Rio de Janeiro. Em 1997, com a assinatura do Protocolo de Kyoto, que estabeleceu metas de redução de gases poluentes pelos países desenvolvidos que se comprometeram em reduzir as emissões, em média, 5% abaixo dos níveis registrados em 1990, para o período entre 2008 e 2012, também conhecido como primeiro período de compromisso. Foi através do Protocolo de Kyoto, que surgiu então o mercado mundial de carbono, dando origem ao mercado de carbono regulado ou Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). (GUTIERREZ, 2007) O MDL é o mercado resultante da negociação (compra e venda) de permissões de emissão ou créditos de redução, de modo a capacitar os agentes (países ou empresas) a atingir suas metas de redução de gases de efeito estufa (GEE). Para ajudar os países a alcançar suas metas de emissões e para encorajar o setor privado e os países em desenvolvimento a contribuir nos esforços de redução das emissões, os negociadores do Protocolo incluíram três mecanismos de mercado, além das ações de caráter nacional ou esforços de redução individuais: a) Comércio de emissões: Países do Anexo I que tiverem limites de emissões sobrando (emissões permitidas, mas não usadas), podem vender esse excesso para outras nações do Anexo I que estão emitindo acima dos limites. Uma das principais corretoras para o Comércio de emissões é a European Climate Exchange. b) Implementação Conjunta: Mecanismo onde os países do Anexo I podem agir em conjunto para atingir suas metas. Assim, se um país não vai conseguir reduzir suficientemente suas emissões, mas o outro vai, eles podem firmar um acordo para se ajudar. O mecanismo de Implementação Conjunta permite de maneira flexível e com eficiência em custo que um país possa atingir suas metas de redução, enquanto o país hospedeiro se beneficia de investimentos estrangeiros e transferência de tecnologia. Um projeto desta natureza deve fornecer uma redução de emissões por fonte, ou um aumento das remoções por sumidouros, que seja adicional ao que ocorreria se nada fosse feito.

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CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO c) Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): Este mecanismo permite projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento, que não possuem metas de redução de emissões no âmbito do Protocolo de Kyoto. Estes projetos podem se transformar em reduções certificadas de emissões (CER), que representam uma tonelada de CO2 equivalente, que podem ser negociados com países que tenham metas de redução de emissões dentro do Protocolo de Kyoto. Projetos MDL podem ser implementados nos setores energético, de transporte e florestal. Este mecanismo estimula o desenvolvimento sustentável e a redução das emissões por dar flexibilidade aos países industrializados na forma de conseguir cumprir suas metas de redução, enquanto estimula a transferência de tecnologia e o envolvimento da sociedade nos países em desenvolvimento. Os projetos devem ser qualificados perante um sistema de registro público e rigoroso, que foi desenvolvido para assegurar que os projetos sejam reais, verificáveis, reportáveis e adicionais ao que ocorreria sem a existência do projeto. Para serem considerados elegíveis, os projetos devem primeiro ser aprovados pela Entidade Nacional Designada de cada país (DNA), que no caso do Brasil é a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, composta por representantes de onze ministérios. Funcionando desde 2006, este mecanismo já registrou mais de 1.000 projetos, representando mais de 2,7 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes, representando o “Mercado Regulado”, também chamado Compliance, onde os países possuem metas de reduções a serem cumpridas de forma obrigatória. Existe, por sua vez, um Mercado Voluntário, onde empresas, ONGs, instituições, governos, ou mesmo cidadãos, tomam a iniciativa de reduzir as emissões voluntariamente. Os créditos de carbono (VERs - Verified Emission Reduction) podem ser gerados em qualquer lugar do mundo e são auditados por uma entidade independente do sistema das Nações Unidas.
Atualmente, o Brasil é o país que tem o terceiro maior número de projetos registrados, ficando atrás apenas da China e da Índia. A empresa brasileira que estiver interessada em participar do mercado de compra e venda de carbono pode fazê-lo, desde o dia 15 de setembro, através da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). A BM&F criou um sistema eletrônico, chamado Banco de Projetos, desenhado para apresentar à compradores projetos de redução de emissões, focando inicialmente os projetos feitos por empresas brasileiras. O mercado de venda de carbono é bastante recente e está em formação. O interesse por esse mercado cresce na mesma medida em que se amplia a atenção mundial ao aquecimento global e às consequentes mudanças climáticas. Entre 2005 e 2007, os conhecedores do mercado estimam que a demanda dos países europeus (obrigados a reduzir) ficará entre 150 e 250 milhões de toneladas de gás carbônico; e vai crescer para 3,5 bilhões de toneladas entre 2008 e 2012, quando os signatários do Protocolo de Kyoto deverão ter alcançado a meta de redução prevista no tratado (SIMÕES, 2005).

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O MDL é composto basicamente por:   6 Compradores: agentes que estão emitindo acima das suas metas de redução de emissões (emissões > permissões (meta)). Dentre os requisitos de elegibilidade de um Projeto de MDL destacam-se:    Participação voluntária das Partes envolvidas. a tonelada de carbono está sendo vendida no Brasil. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente. Essa medida internacional foi criada com o objetivo de medir o potencial de aquecimento global (GWP – Global Warmig Potencial) de cada um dos seis gases causadores do efeito estufa. os quais demonstram a quantidade de dióxido de carbono a ser removida ou a quantidade de gases do efeito estufa que deixará de ser lançada na atmosfera com a efetivação de um projeto. muito mais poderoso que o CO2 e que o CH4. reais e mensuráveis relacionados com a mitigação da mudança do clima. devido ao risco Brasil. não há obrigatoriedade por Lei de se executar o projeto. o metano possui um GWP de 23. chamada Redução Certificada de Emissão (RCE). Por exemplo.700. Segundo a Ecosecurities. ou seja. Vendedores: agentes que estão emitindo abaixo das suas metas de redução de emissões (emissões < permissões (meta)) A quantificação do carbono é feita com base em cálculos. . Esses países estão desenvolvendo projetos de MDL baseados na utilização de tecnologias para coletar e dissolver este gás. por cerca de US$ 5. Essas diretrizes encontram-se nas Decisões das Conference of Parties (COPs). Promoção de benefícios de longo prazo. Em países como a China e a Índia. pois seu potencial causador do efeito estufa é 23 vezes mais poderoso que o CO2. que poderá ser negociada no mercado mundial. um gás chamado HFC 23 que possui um GWP de 11. Para que um Projeto de MDL seja elegível e possa gerar créditos de carbono.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO MDL X MERCADO VOLUNTÁRIO DE CARBONO Mercado de MDL A proposta de MDL consiste na implantação de um projeto em um país em desenvolvimento com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) e contribuir para o desenvolvimento sustentável local. Redução de emissões adicionais as que ocorreriam na ausência do projeto. esta deverá atender às diretrizes de um Conselho Executivo (Executive Board) designado pelas Partes. Cada tonelada de CO2 equivalente deixada de ser emitida ou retirada da atmosfera se transforma em uma unidade de crédito de carbono. ainda é utilizado na indústria de refrigeração. isto é.

Monitoramento 7. aprovação de metodologia) e risco de crédito. risco regulatório (risco de aprovação pelas autoridades. Submissão do Relatório de Monitoramento 13. Verificação/Certificação 8. Registro 6. condições e garantias dos contratos (ausência de padronização) 7  Trajetória de um projeto de MDL 1.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO Fatores que compõe o Preço de um Projeto:   Competição do Mercado – Se o mercado é pouco ou muito competitivo Riscos envolvidos (alto/ baixo) – Risco de implementação (performance). Emissão de CER 9. Validação 5. Nacional para validação 12. Submissão do PDD e do Relatório de Aprovação 11. Aprovação Nacional 4. Submissão do PDD e do Relatório de Validação 10. Submissão do pedido de emissão de CER . Identificação do Projeto 2. Custos de transação (altos/ baixo) – Custos envolvidos na obtenção de informação (ausência de transparência) e nas negociações das cláusulas. Formulação do Projeto 3.

int .unfccc.Status de aprovação dos projetos brasileiros apresentados ao Comitê Executivo do MDL 8 Fonte: www.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO TABELA 1 .

É financiado por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. comprometendo-se a reduzir voluntariamente suas emissões entre 36. Para o Brasil e a América Latina. mostrou maturidade e consistência. Em janeiro de 2010.9% até 2020. como o REDD. O mercado voluntário representou apenas uma pequena parcela das transações realizadas no período. o mercado voluntário representa uma grande oportunidade frente às mudanças climáticas. contudo. Características do Mercado Voluntário     Não podem ser deduzidos das metas a cumprir no Protocolo de Kioto ( não gera crédito certificado de carbono). além de ressaltar os benefícios socioeconômicos e ambientais atrelados às atividades. Para isso. mais que o quádruplo das 94 MtCO2 e negociadas em 2009. No Brasil. as possibilidades de desenvolvimento do mercado aumentam com as metas voluntárias anunciadas pelo governo federal na Política Nacional de Mudanças Climáticas. 9 O mercado mundial de carbono em 2009 transacionou mais de 4 717 MtCO2 e movimentou mais de 144 bilhões de dólares. investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de GEEs. O valor da doação não pode ser descontado da meta de redução dos países doadores. Os principais Fundos são o “Forest Carbon Partnership Facility”. como São Paulo e o Amazonas. influenciando as perspectivas dos principais participantes que acreditam no aumento das transações brasileiras para aproximadamente 400 MtCO2 em 2012. uma vez que permite maior flexibilidade no desenvolvimento de novos projetos de redução e remoção de emissões.Verified Emission Reductions). do Banco Mundial e o Fundo Amazônia. e por outros estados que desenvolvem leis específicas de redução de emissões. são consideradas ações voluntárias. . do governo brasileiro.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO MERCADO VOLUNTÁRIO DE CARBONO O mercado de carbono voluntário abrange todas as negociações de créditos de carbono e neutralizações de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) que são realizadas por empresas que não possuem metas sob o Protocolo de Kyoto e.1% e 38. por isso. a pouca regulamentação do mercado e a falta de conhecimento gera incertezas para muitos participantes. Estes são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs . o Brasil enviou sua meta de redução doméstica para a Convenção do Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC). Embora seja notável e crescente demanda por compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do mercado voluntário. Podem entrar projetos com estruturas não reconhecidas pelo mercado regulado. os quais representam uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida. através da compra de créditos de compensação.

por meio de uma estrutura que reduza o risco para todos os participantes. frequência e variação do preço das RVE.   Para garantir que as reduções de emissão realmente se concretizem. e Previsibilidade: atribuir preços corretos aos produtos é imprescindível para que o mercado assuma sua função econômica. A melhor maneira de se atender a este critério é a utilização de padrões que regulamentam o desenvolvimento de projetos. volume e comportamento de transações. Quanto maior a facilidade de acesso aos dados. os compradores tendem a preferir os tipos de certificação que mais se aproximam de seu objetivo ao comprar RVE. no mercado voluntário. é importante estabelecer mecanismos que diminuam as incertezas do mercado para todos os participantes em relação ao preço de demanda. claras e divulgadas de maneira confiável. minimize o custo das transações e aumente a eficiência operacional do próprio mercado.acima de €10 . Os créditos que são avaliados por estes padrões normalmente conseguem obter um preço melhor no mercado voluntário.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO Para o sucesso do mercado voluntário no Brasil. Preços dos créditos: VERs . compradores ou demais atores. Por isso. o GS exige comprovação da adicionalidade. Para projetos de grande escala. desenvolvedores de projetos. um ambiente de negócios idôneo e que atenda às suas necessidades. investidores. sejam acessíveis. como preço. Atualmente. Neste caso.€10 a 20 e CERs . de maneira a garantir a todos os participantes. de maneira a trazer uniformidade par elas. trazendo benefícios reais para a região onde o projeto é desenvolvido. É essencial para consolidação do mercado voluntário nacional considerar os seguintes aspectos:  Padronização: é ideal em um mercado de commodities que as suas propriedades sejam bem definidas e mensuráveis. foram criados padrões internacionais de qualidade. existem diferentes padrões de certificação para reduções verificadas de emissões (RVE). Certifica tanto projetos de MDL quanto os do mercado voluntário. diferentemente do MDL. Em mercados líquidos. é necessário que alguns parâmetros básicos para o desenvolvimento dos mercados de carbono globais sejam atendidos. 10  Liquidez é um aspecto significante para a segurança do mercado e pode ser medida em termos de volumes transacionados. maior a segurança que o mercado oferece a todos os participantes. por exemplo. A liquidez pode ser atingida com o aumento do mercado. Transparência: convém que todas as informações referentes ao mercado. as grandes transações não interferem no preço da commodity de maneira significativa. Principais padrões de qualidade de projetos voluntários: Gold Standard – O GS foi criado por ONGs ambientais (como a WWF) com o objetivo de garantir a qualidade das neutralizações de carbono e aumentar os benefícios extras melhorando e aumentando os processos já estabelecidos pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). que definem regras para o desenvolvimento de projetos. os pré-requisitos do GS são iguais ao do MDL. Para projetos de pequena escala.

5 a 9. e APX Inc. Bank of New York Mellon.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO Voluntary Carbon Standard – O VCS pretende ser um padrão de qualidade universal. Tais ferramentas ainda não foram desenvolvidas.. porém esta escolha vai depender de uma série de fatores. O CCBS é apenas um Padrão de Desenho de Projetos e não verifica a quantidade de emissões reduzidas. TZ1.2 a 3. criado por ONGs ambientais e sociais. mas é recomendada.1 Voluntary Offset Standard – O VOS foi criado por indústrias financeiras e empresas do setor para diminuir os riscos para os compradores do mercado voluntário. fornecedora de infraestrutura de mercado na América do Norte. Preços dos créditos: €5 a 15 VER – O VER. a Associação VCS divulgou o nome de quatro empresas que ficarão responsáveis pelo registro destes projetos: Caisse des Depots. a Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA) e o Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD). O VCS foi criado por instituições que atuam no mercado de carbono como o Climate Group. tem por objetivo promover a sustentabilidade da vida rural através de recursos financeiro ligados ao carbono. A verificação por uma terceira parte não é exigida. Preço dos créditos: R$ 12 a 40 A ESCOLHA TIPO DE MERCADO A TRABALHAR: MDL OU MERCADO DE CARBONO VOLUNTÁRIO? Alguns fatores irão contribuir para decisão de qual é a melhor opção MDL ou Mercado Voluntário. Preço dos créditos: €5 a 10 Plan Vivo – O Plan Vivo. mais de 6 milhões de toneladas em fases intermediárias. na França. Preço dos créditos: €1. Community and Biodiversity Standards – O CCBS foi criado por ONGs ambientais como a Nature Conservancy e grandes empresas para dar apoio ao desenvolvimento sustentável e conservação da biodiversidade. com obrigações administrativas e custos reduzidos. nos Estados Unidos. Preço dos créditos: €5 a 15 Programa de compensações da Bolsa do Clima de Chicago (CCX) – A CCX foi pioneira em estabelecer um mercado de carbono nos EUA. Preço dos créditos: €2. Por isso antes da formulação de um projeto é necessário escolher antes o mercado que irá atuar. atualmente gerencia 30 mil toneladas monitoradas. e planeja desenvolver testes de desempenho bases para garantir a adicionalidade. Este padrão de neutralizações faz parte do programa de „cap-and-trade‟ (metas e comércio) da bolsa. e mais de 30 milhões de toneladas em fase de registro. 11 Climate. oferece uma abordagem similar ao MDL para desenvolvedores de projetos que já estão familiarizados com os procedimentos de projetos que estão fora do escopo do MDL. criado por empresas do setor como a TÜV SÜD. seque fielmente os requisitos do MDL. por isso. fundada pela Bolsa de Valores da Nova Zelândia. Em julho de 2008. .5 Plante Árvore – O Programa Plante Árvore de carbono florestal desenvolvido pelo IBF tem como foco projetos de restauração florestal de APPs. integrando ações voluntárias do setor privado.

Quantidade de carbono gerada – De acordo com a Ecosecurities. 4. mas para um projeto ser viável financeiramente ele precisa ser maior. Áreas menores tornam-se viáveis somente para desenvolvimento de projetos voltados para o mercado voluntário de reduções. fora de Kyoto. podendo demorar em torno de 7 anos para sua aprovação. a maior exigibilidade para aprovação. um projeto de MDL deve gerar. Valor do projeto – Os projetos de MDL são mais caros devido. onde você pode fazer um projeto ao juntar várias áreas. 2.CAPÍTULO I O MERCADO DE CARBONO Ex: Possibilidade de obtenção de crédito de carbono por meio de um Projeto de Restauração Florestal:   Através de um Projeto de MDL No Mercado de Carbono Voluntário 12 Principais fatores a serem analisados para saber a opção ideal: 1. Um exemplo deste mercado é a Bolsa do Clima de Chicago. já os projetos de carbono voluntário podem ser aprovados em até 1 semana. Tempo de aprovação – Projetos de MDL. são processos mais lentos devido ao grau de complexibilidade e as etapas para sua aprovação. Tamanho da área – O Protocolo de Kyoto não define nenhuma medida mínima. . 10 mil RCEs por ano para pagar todos os custos de transação e obter uma quantidade significativa de benefícios financeiros. no mínimo. no caso dos reflorestamentos. então deve ser levado em conta as condições de pagamento para escolha do tipo de projeto. já os projetos para o mercado voluntário podem ser comercializados com menores quantidades de carbono. com uma área de aproximadamente 3000 hectares. podendo 3. pois não há tantos pré-requisitos a serem cumpridos como em Kyoto.

Uma equipe tem um importante lugar em sua vida profissional e pessoal. Tem de satisfazer às necessidades. Negociador. deixá-lo trabalhar. Comprometimento com os objetivos da equipe. As pessoas precisam ser encorajadas. os membros que não concordam com a decisão tomada. Não interferir no poder do outro. É fundamental conquistar a confiança da equipe e conhecer seus limites.CAPÍTULO II ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO Antes de começar a elaboração de um Pré-Projeto/Projeto é fundamental a composição uma excelente equipe de projetos. Organizado. . O líder tem de dar ao grupo o que ele precisa. 13 A característica especial de uma equipe integrada e a interdependência de seus membros è a satisfação e prazer que os membros desta equipe retiram de sua relação com o grupo. Interesses comuns. Especificamente algumas das mais importantes características de uma equipe totalmente integrada são:        Satisfação das necessidades individuais. Mas nem todo grupo é uma equipe e nem toda equipe é eficiente. e este deve ter algumas habilidades: Habilidades do Gerente de Projetos “É preciso ser sincero. Ético.” Carlos Alberto Parreira Itens fundamentais para ser um bom gerente de projetos       Bom comunicador Líder. honesto. transparente. Por isso o conceito do “CONSENSO” vem sendo cada vez mais usado. Decisões tomadas de forma não consensual acabam excluindo da equipe. não o que ele quer. Desembaraçado. . Uma equipe para ter sucesso também precisa de um líder. e não os desejos. Se sentir parte da equipe. Alto grau de integração entre os componentes da equipe. Orgulho e satisfação da atividade em grupo. Normas precisas de atuação visando os resultados propostos.

CAPÍTULO II ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO CONCEITOS BÁSICOS DE UM PRÉ-PROJETO 14 Em uma visão mais abrangente. um projeto é algo que traz mudanças e tem exigências (objetivos) de tempo. 4. 5. . 4. legal. Fornecer resposta (aproximadas) as seguintes perguntas: O projeto é elegível? Quanto custará o Projeto? Quando o projeto estará disponível? O que o projeto realizará? Qual será a duração do projeto? Qual será o impacto do projeto? O objetivo da fase conceitual é estabelecer uma estimativa geral do custo. política. 10. da viabilidade e da conjunção dos diversos interesses. 5. Planejamento estratégico Desenvolvimento conceitual Estudo de viabilidade Revisão conceitual Pesquisa de mercado Elaboração do projeto Negociação do projeto Implantação do projeto Monitoramento do projeto Implementações de correções necessárias Avaliação do projeto Encerramento do projeto FASE CONCEITUAL A fase conceitual fornece a oportunidade para determinar se um projeto vale a pena ser implantado.       Determinar as necessidades existentes. Definir objetivos a serem alcançados. 3. custo. Uma boa análise fornecerá mais informações em como definir e gerenciar o projeto mais tarde. atividades e recursos necessários para a execução do projeto. O ciclo de vida de um projeto é composto por 12 fases: 1. 3. Examinar caminhos alternativos para alcançar os objetivos do projeto. cronograma. Avaliação inicial da viabilidade técnica. 7.pdf Existem características de um projeto que são dinâmicas. 9. Este dinamismo se manifesta em um projeto no seu ciclo de vida.br/cebds/modelo-concepcao-mdl-cebds. 11. visando determinar de que maneira o projeto como um todo e o planejamento estratégico se encaixam econômica e tecnicamente. Esta fase fornece oportunidade para rever e confirmar a decisão de continuar com a elaboração e implementação do projeto. bem como a elegibilidade da atividade para o sequestro do carbono.cebds. tecnologia. 2. 12. 2. complexidade e abrangência. Além de contribuir significativamente para o sucesso ou fracasso de um empreendimento. Este é o ponto onde ocorrem atividades como: análise do risco. 6. social e econômica do projeto. 8. Existem seis passos básicos nesta fase: 1. http://www.org. Identificar os recursos humanos e materiais necessários ao projeto. 6.

Nesses casos. assim. Caso as licenças já tenham sido emitidas. Seja qual for o caso. negativa de multas e infrações ambientais etc. apresente cópias ou referência a tais licenças. comunitária. por exemplo. Licenças necessárias para a implementação do projeto Descreva as licenças ou as anuências de órgãos governamentais. uma unidade de conservação. ou alguma organização envolvida no projeto. para. Essas características são. ou um projeto de REDD a ser executado em toda uma região específica de um estado da Amazônia. Caso exista algum tipo de disputa pela posse ou pelo direito de uso da área do projeto. Situação fundiária e regularidade ambiental da área do projeto Descreva a situação fundiária da área onde o projeto será executado. entre outras possibilidades. Tais critérios podem relacionar-se à situação fundiária ou à regularidade ambiental da propriedade. comumente. é preciso que sejam descritas as características necessárias para que uma nova área possa ser adicionada ao projeto. de forma inquestionável. a posse ou o direito de uso de longo prazo daquela área. descreva o processo para receber tais licenças e forneça uma previsão sobre o momento do projeto em que essas licenças serão necessárias. composta por várias propriedades rurais. imprescindíveis para a execução das atividades do projeto. possui. . ao tipo de cobertura florestal existente. A área pode ser privada. a qual pode corresponder a uma ou a várias propriedades. O VCS. num processo de certificação. incluindo informações de averbação da reserva legal. um assentamento. ou em um grupo de propriedades. Por exemplo. à data em que a cobertura florestal foi retirada. poder-se avaliar devidamente o projeto. projetos de reflorestamento em uma bacia hidrográfica. Caso contrário. define que uma área só é elegível para um projeto de reflorestamento se a conversão dessa área ocorreu há. pelo menos. o projeto deve demonstrar que o proponente. É importante que os projetos prevejam mecanismos formais de resolução de conflitos. chamadas de critérios de elegibilidade. dez anos da data de início do projeto. é importante que isso seja apresentado de forma bem clara. Alguns sistemas de certificação possuem critérios de elegibilidade específicos.CAPÍTULO II ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO Critérios de elegibilidade 15 Este item é especialmente importante para projetos executados em mais de uma propriedade.Pode também apresentar a situação de regularidade ambiental da propriedade junto aos órgãos governamentais competentes.

os recursos naturais. o que o torna bastante sensível e delicado em um projeto de serviços ambientais. Seja qual for o caso. racional e adequadamente. ou mesmo através de compensações diretas aos responsáveis pela manutenção desses serviços. Nessa situação. Reservas de Desenvolvimento Sustentável. do uso da terra (e. Assentamentos). O pagamento pode ser feito através de créditos gerados pelo sequestro. em especial em terras federais e estaduais destinadas a comunidades (Reservas Extrativistas. PRÉ-PROJETO OU ANTEPROJETO Finalizada a fase conceitual teremos o que chamamos de pré-projeto ou anteprojeto. pela redução das emissões de carbono. ou seja. Se o caso envolver uma comunidade que detém o direito legal. está prestando um serviço à natureza. considerados responsáveis pelo e beneficiários do serviço ambiental. O projeto deve descrever o direito de propriedade sobre os créditos gerados pelo serviço ambiental. Um sócio do projeto é qualquer um que tem interesse no sucesso do projeto. quem tem o direito legal de receber uma compensação econômica pelo serviço. Em alguns casos. aquele com o direito de receber e o que fará a comercialização. geralmente implicam algum mecanismo de pagamento pela prestação desses serviços. portanto. Terras Indígenas. A pesquisa de mercado consiste na busca de sócios para o projeto. ou costumário. por um serviço ambiental. Esse tema ainda carece de uma regulamentação específica no Brasil. o que a torna a detentora do direito legal de receber um pagamento por qualquer serviço ambiental prestado em que se usaram. Outra situação a considerar é a organização responsável pela comercialização dos serviços ambientais não ser a que tem o direito legal de receber pelo serviço. portanto. é do agente que tem direito ao uso da área e que. ou de qualquer outro serviço ambiental. o dono da terra pode ser o Estado. para que fique realmente claro como será o mecanismo de pagamento pelo serviço ambiental. mas o direito de uso da área foi concedido à comunidade. . que contribui ou é afetado pelos objetivos do projeto ou que pode influenciar nos problemas que serão tratados pelo projeto. o direito sobre os créditos gerados pelo serviço ambiental). Apesar disso. tem predominado a concepção de que o direito a receber uma compensação econômica. De posse do pré-projeto iniciaremos a pesquisa de mercado.CAPÍTULO II ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO Direito legal sobre os créditos gerados pelo serviço ambiental 16 Projetos de carbono. é importante que o projeto descreva o direito de propriedade sobre os créditos gerados pelo serviço ambiental. é fundamental demonstrar que a relação entre as partes ocorre segundo acordos firmados com o pleno conhecimento e o consentimento de todos os moradores da área. o projeto deve descrever como se relacionam formalmente as duas partes. ao utilizá-la de forma racional e adequada.

incorporam e/ou apóiam projetos em fase conceitual:       IBF. neste caso é importante determinar o papel de cada parte envolvida.A. Um passo crítico do processo é a identificação dos sócios e a influência de cada um no produto final do projeto. Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S. apoiadores e público alvo. Exemplos de empresas e entidades que compram. Existem instituições especializadas na compra ou no financiamento do projeto ainda na fase conceitual. JMalucelli & CMC Ambiental. PLANT Inteligência Ambiental. 17 Portanto podemos considerar como sócio do projeto agências financeiras. EcoSecurities. financiam.CAPÍTULO II ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO O gerente de um projeto precisa entender que o projeto não pode funcionar como uma unidade isolada e que o projeto depende de vários sócios para o sucesso ou fracasso. . e Outros. bem como os custos de elaboração do pró-projeto. custo de oportunidade e a perspectiva de valorização durante a elaboração do projeto.

Localização e identificação da vizinhança: propriedades vizinhas. galpões etc.CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 Um projeto deve ter em seu conteúdo as seguintes informações: Justificativa do projeto:        18 Antecedentes e contexto do projeto Situação atual / apresentação do problema Situação esperada ao final do projeto Beneficiários Parceiros Duração e custo Considerações especiais É neste item que se reúnem todas as informações sobre a área onde o projeto será executado. Localização da área do projeto A localização da área do projeto. Localização da infraestrutura disponível: estradas internas. o agroindustrial etc. incluindo o uso agrícola.. incluindo informações sobre as atividades produtivas já realizadas. a época de conversões da vegetação natural para outros fins. de acordo com a escala e as peculiaridades de cada área. Apresente.. o turístico. casas. também. são:       Limites físicos da área do projeto e de sua área de influência. Uma boa descrição sobre a área. Localização das comunidades afetadas direta e indiretamente. geralmente comuns a todos os projetos. estradas etc. Principais formas de acesso à área do projeto. uma descrição das atividades atualmente realizadas na área do projeto e nas outras áreas da propriedade (caso o projeto ocupe apenas uma parte da área da propriedade). As principais informações. Diversas informações podem compor um ou vários mapas no seu projeto. pode ser apresentada através de mapas. é fundamental para demonstrar que o desenvolvedor do projeto conhece bem as características da área onde as atividades serão executadas. Uso do solo na área do projeto Apresente uma breve descrição do histórico do uso do solo na área do projeto e em seu entorno. a época e o processo da regularização fundiária etc. Terras Indígenas. . Assentamentos ou Florestas Públicas nas proximidades da área do projeto. o florestal. assim como outras informações sobre essa área. além de ser uma exigência em quase todos os padrões de certificação de projetos de carbono. Mapas com informações georreferenciadas da área do projeto facilitam bastante a visualização e o entendimento sobre o local ou a região onde o projeto será executado. Localização de Unidades de Conservação. municípios.

3. é muito importante conhecer bem as exigências do padrão de certificação a utilizar. é necessário fornecer uma descrição dos diferentes ecossistemas existentes na área do projeto. Biodiversidade Solo Clima Recomenda-se que se utilizem metodologias reconhecidas para se fazerem essas mensurações. Os padrões de certificação de projetos de carbono trazem exigências diferenciadas em relação ao nível de detalhamento das informações sobre o ambiente da área do projeto. 2. assim como a sua relação com a fauna. Caso alguns não sejam contabilizados. Definição dos estoques de carbono a serem considerados O projeto de carbono deve indicar as fontes de carbono consideradas nos cálculos de manutenção do estoque ou de sequestro de carbono. as informações disponíveis acerca de: 1. com base nas recomendações da metodologia utilizada. Em geral. As opções a considerar incluem: Biomassa viva Biomassa arbórea acima do solo Biomassa não-arbórea acima do solo Biomassa sob o solo Biomassa morta Serrapilheira Madeira morta no solo (árvores caídas) Solos orgânicos Produtos madeireiros O desenvolvedor do projeto deve consultar os critérios do sistema de certificação e as orientações técnicas da metodologia utilizada. com informações que incluam. Estoque atual de carbono e das emissões de carbono existentes na área do projeto. . assim. a flora e os recursos hídricos presentes na área do projeto. deve apresentar uma justificativa.CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 Descrição do ambiente 19 Uma boa descrição do ambiente onde o projeto será executado é fundamental para demonstrar o conhecimento sobre o serviço ambiental prestado. 4. para decidir os estoques de carbono a utilizar. ao menos.

emitindo novamente o carbono à atmosfera. Adicionalidade Este também é um termo que tem sido muito utilizado nos projeto associados à mitigação das mudanças climáticas. mesmo se não existisse o projeto. que possa ser mensurado e identificado como efeito direto das ações do projeto. A permanência de um projeto pode também ser avaliada através de uma análise que estime os riscos de algum acidente impedir que os benefícios esperados ocorram. os benefícios ao serviço ambiental e que não seriam normalmente executadas. Por exemplo. o risco de que um reflorestamento seja atacado por uma infestação de formigas. . e utilizar esse período em seus cálculos da quantidade de créditos de carbono gerada pelo projeto. A existência desse tipo de risco deve ser considerada na avaliação da permanência em um projeto. ou de um período severo de seca. que as atividades previstas no projeto têm como finalidade específica. ou seja. caso o projeto não fosse implementado. geralmente não são adicionais e. as árvores serão cortadas e utilizadas para gerar energia. O projeto deve descrever como são definidas as potenciais fontes de vazamento e como são calculadas e consideradas na estimativa final da quantidade de carbono sequestrada ou deixada de emitir em decorrência das atividades do projeto. Após esse período. vazamento é o termo utilizado para qualquer aumento na emissão de gases do efeito-estufa fora da área do projeto. O projeto deve demonstrar o horizonte de tempo pelo qual os benefícios esperados estão assegurados.CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 Avaliação de vazamentos 20 Em projetos de carbono. não se qualificam nos atuais sistemas de certificação de projetos de carbono. um projeto de reflorestamento irá sequestrar carbono da atmosfera durante o período de um ciclo. Nesse caso. definido em 20 anos. Permanência É bastante comum em projetos de carbono. ao serem queimadas numa caldeira. uma descrição das medidas adotadas para mitigar os potenciais vazamentos advindos do projeto. é chamado temporário. Demonstrar a adicionalidade de um projeto significa demonstrar que o projeto vai além do negócio usual. Por exemplo. o conceito de permanência está associado ao período pelo qual o projeto assegura os benefícios gerados. também. ou o risco de um incêndio regional queimar a floresta em um projeto de REDD. Inclua. ou que seriam executadas de qualquer maneira. Atividades que já vêm sendo executadas. o projeto não tem permanência. já que os benefícios ao clima durarão apenas um período pré-estabelecido. por isso.

se o projeto conseguir demonstrar essa situação. especialmente quando não há fiscalização e nem cobrança por parte dos órgãos governamentais. 21 Barreira financeira: demonstrar que as atividades do projeto não poderiam ser realizadas sem o investimento financeiro aportado pelo projeto. O melhor exemplo disso é o reflorestamento de áreas de preservação permanente (APPs) no Brasil. serão apresentadas. Projetos submetidos a esses padrões de certificação precisam demonstrar adicionalidade relacionada ao clima. a maior parte dos produtores rurais não atendem a essa exigência e não recompõem suas áreas de preservação permanente. por exemplo. ele poderá ser considerado adicional. Alguns padrões. como nos materiais de orientação do VCS. Em alguns casos. Nesse caso. que traz alguns testes de adicionalidade. A mais completa fonte de informações sobre isso é o padrão do VCS. úteis para a elaboração do projeto. demandam uma análise de adicionalidade que vai além das questões relacionadas aos benefícios do serviço ambiental. atualmente. às comunidades e à biodiversidade. as atividades de um projeto de carbono são custosas e o produtor rural não teria nenhum tipo de compensação financeira por realizá-las. a quantidade de vazamento que será considerada etc. Assim como os demais elementos do componente metodológico do projeto. Mensuração dos benefícios O projeto deve ter uma seção que descreve o método utilizado para mensurar o sequestro ou a redução das emissões de gases do efeito-estufa. recomenda-se utilizar uma metodologia reconhecida e seguir cuidadosamente todos os passos definidos por ela. como o CCB e o Plan Vivo. as fórmulas utilizadas para estimar o crescimento das árvores em uma atividade de reflorestamento. já que as atividades deverão ser executadas de qualquer maneira. Nessa seção. mas alguns sistemas de certificação indicam alguns métodos para testá-la. então o projeto tem grandes chances de não ser considerado adicional. Apesar de ser uma exigência legal. Existem referências sobre os métodos para calcular esses benefícios causados pelo projeto. Os principais testes de adicionalidade são: Requerimento legal: se as atividades do projeto atendem a uma exigência legal. se não fosse a existência do projeto. a quantidade de carbono no solo que será considerada nos cálculos.CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 A adicionalidade de um projeto não pode ser precisamente calculada. Um projeto que pretende realizar aquilo que todos já realizam pode ser considerado não-adicional. Muitas vezes. . Prática comum: demonstrar que as atividades do projeto não são consideradas como “prática comum” na região. as atividades do projeto atendem a uma exigência legal que não seria cumprida sem as atividades do projeto. tanto nas publicações da UNFCCC.

caso o período de seca se estenda por mais de 15 dias .Monitoramento da previsão de chuvas na região.Preferência pelo uso de espécies mais adaptadas a períodos secos . que comprometa o crescimento das mudas .Comunicação aos bombeiros da região .Irrigação da área de plantio.Construção e abastecimento. durante o período de chuvas. em especial no período mais seco do ano . próximas à área do plantio Ações realizadas caso o fator de risco aconteça .000 litros cada.Considerações dos Fatores de Risco e Fatores Mitigantes Objetivo Fator de risco Medidas para mitigar o risco .Levantamento da perda de carbono causada pelo fogo e da redução desse volume nos cálculos de adicionalidade 22 Conter o desmatamento na área do projeto Incêndios provocados periodicamente pelos produtores rurais na região do entorno do projeto que se alastrem para a área do projeto e queimem a floresta Restauração Florestal de uma área de 300 há Período atípico de seca na região durante os dois primeiros anos do plantio. de duas cisternas de 100.Campanhas de conscientização sobre o uso do fogo Formação e capacitação de uma brigada de incêndio com os moradores da comunidade vizinha Monitoramento periódico do risco de incêndios no entorno da área do projeto .Acionamento da brigada de incêndio .Construção de aceiros .

em especial projetos de carbono. definida de acordo com as características e o nível de risco do projeto. O proponente paga uma taxa periódica à seguradora e. caso os benefícios ambientais não aconteçam da forma como foram previstos. 23 Poupança: alguns projetos optam por criar uma poupança – financeira ou de benefícios ambientais – para ser acionada. a seguradora paga aos investidores – em dinheiro ou em benefícios ambientais de outro projeto. caso o projeto não alcance os benefícios ambientais previstos. Buffer: porcentagem não-comercializável de benefícios ambientais contabilizados. .CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 Seguro: algumas seguradoras já estão trabalhando com projetos de serviços ambientais.

quanto para poder avaliar se o projeto está realmente alcançando seus objetivos e metas. . As atividades de monitoramento devem. o plano de monitoramento periódico deve incluir: baseline. permanência. Benefícios ao serviço ambiental. vazamentos.CAPÍTULO III ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 1 PLANO DE MONITORAMENTO 24 As atividades de monitoramento são fundamentais em um projeto. preferencialmente. as informações do monitoramento devem ser utilizadas para revisar o projeto e minimizar os impactos negativos. Assim. cobertura florestal e taxas de desmatamento na região de referência. incluindo informações sobre a frequência e a intensidade das atividades de monitoramento. aumento do estoque de carbono. incluir os seguintes aspectos sociais e ambientais do projeto. gerados pelo projeto: descrever a metodologia utilizada para o monitoramento periódico. No caso de projetos de carbono. a ser definida de acordo com a escala e com a magnitude dos impactos. tanto para identificar possíveis falhas na execução das atividades e corrigi-las. Caso sejam identificadas falhas de execução e/ou impactos negativos resultantes das atividades do projeto. o projeto deve apresentar um plano detalhado de monitoramento dos impactos positivos e negativos.

das lideranças e dos recursos humano. aquele que atende as expectativas dos sócios em termos de qualidades.Etapas . prazo e orçamento..Atividades .CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Após a definição da justificativa..Anexos       Descrição da instituição e seus membros Memória de Cálculo Modelo dos Projetos Técnicos e Metodologias Descrição detalhada dos recursos humanos com descrição de cada função Descrição detalhada dos recursos materiais Fotos etc. 25 A fase mais importante para o sucesso de um projeto é o planejamento.Fatores de Risco e Fatores Mitigantes . As perguntas chaves são:      Quando cada atividade deve ser concluída? Qual a duração de cada atividade? Quais recursos humanos e materiais serão necessários para executar cada atividade? Quais são os custos estimados e como se encaixam no planejamento orçamentário e financeiro? São as atividades consistentes com os objetivos do projeto e compatível com as proposta da organização? . Autoridades e responsabilidades devem ser planejadas para que os membros de uma equipe saibam quais suas funções e como eles devem se relacionar com os outros membros. e Elaborar o cronograma de desembolso do projeto. o projeto deverá conter os seguintes elementos: . Alocar recursos humanos e materiais. procedimentos e recursos da organização e aquele que continuamente melhora o processo pelo uso de cada vez melhor das experiências.Cronograma .Orçamento .Indicadores e Formas de Verificação .Objetivos específicos . O planejamento do projeto lida com o fato de determinar qual atividade e quais recursos devem ser utilizados para assegurar que o projeto seja adequadamente executado.Objetivos gerais . aquele que trabalha dentro das políticas. Determinar as tarefas a serem completadas durante sua execução. Os objetivos da fase do planejamento são:      Determinar a etapa e os indicadores de verificação mensuráveis. Elaborar o cronograma destas atividades. Entenda-se como um projeto adequadamente executado.

Antecedentes do projeto. Sócios. Importante ter certeza que o seu plano de trabalho responde as seguintes perguntas:        Quais são os objetivos gerais e específicos do projeto? Por que o projeto deve ser feito? Quem são os sócios? (financiadores. maximizar) e peça a uma terceira pessoa que faça uma revisão de seu plano. Etapas. Imprecisões podem causar sérios prejuízos ao cronograma e ao orçamento. otimizar. Indicadores mensuráveis de sucesso.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 PLANO DE TRABALHO 26 O plano de trabalho é o primeiro passo da fase do planejamento. Plano de trabalho são frequentemente mal interpretados devido a uma linguagem imprecisa. e Fatores de risco. Uma das vantagens de um plano de trabalho bem escrito é que pode tornar o resto da fase de planejamento e a fase da implementação mais fácil. seguir um padrão e uma ordem cronológica. Uma forma padronizada pode ajudar a coletar todas as informações pertinentes ao projeto e permitir uma comunicação efetiva entre os seus sócios. Contribuição de cada sócio. Um Plano de trabalho deve identificar as seguintes informações:          Data de término do projeto. Pessoas envolvidas na elaboração do plano de trabalho. colaboradores e beneficiários)? Quais são as etapas? As necessidades técnicas e de treinamento foram identificadas? Qual o orçamento disponível? Qual o tipo de apoio que será fornecido pelos sócios? Pensar nas atividades como pequenos projetos é uma técnica que pode ajudar na sua implantação e controle. Ao escrever um plano de trabalho procure ter uma estrutura. . A identificação dos passos de cada atividade pode ser realizada vindo da etapa até o passo inicial ou vice-versa. Evite usar objetivos como resultados (melhorar. Nome do projeto.

A questão “O que poderia fazer esta suposição falhar? ”é usada para produzir as suposições especificas. a disponibilidade das fontes alternativas e a capacidade de monitoramento e avaliação do pessoal e de instituições particulares como também a disponibilidade dos fundos. Suposições Suposições são fatores críticos no desenvolvimento de um projeto. O valor de um indicador é limitado pelas formas de verificação disponíveis para verificá-lo. Elas são cheias de incertezas e dirigidas por fatores externos sobre os quais temos pouco ou nem um controle. Governo ou ONGs) A escolha das formas de verificação para determinar por importância a informação necessária. a equipe deve destacar a suposições mais criticas ao sucesso do projeto. A forma de verificação é um importante elemento no monitoramento e avaliação do projeto e parte integral do projeto como um todo.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Formas de Verificação 27 O próximo passo em clarificar o Objetivo no Quadro Lógico é formular a seguinte pergunta: “Como vamos ser capazes de verificar nossos indicadores?” Os indicadores nos permitem monitorar o progresso feito. Elas dizem a equipe do projeto ou ao avaliador onde conseguir as informações sobre o projeto. Todas as suposições sobre controle (Hipóteses) e fora de controle (que assumimos) do projeto precisam ser definidas. O passo seguinte é ir das suposições gerais para as especificas. Algumas das mais comuns fontes de informações para medir o sucesso de um projeto são:    Entrevista com sócios do projeto. As formas de verificação devem especificar as fontes de informação usadas para conferir o progresso rumo aos objetivos. sua importância é considerada perguntandose:    A suposição é importante? É pouca a probabilidade dela se tornar realidade? O que pode ser feito sobre isso? Suposições críticas devem ser revistas usando a matriz de suposição critica. Relatórios e arquivos do projeto. Identificar as suposições críticas não as tornas menos criticas. . Estas são as suposições assassinas. dos financiadores aos beneficiários. Uma vez que a lista de suposições específicas foi elaborada. Informações coletadas por outros (Agência. Os elaboradores de projeto devem chegar a uma conclusão sobre estas condições externas. A equipe deve procurar por suposições que são muito criticas e com muita probabilidade de acontecerem. precisamos ainda contorná-las. Uma vez que as suposições básicas tenham sido identificadas em cada nível do projeto.

Abandonar o projeto. Uma vez que objetivos específicos tenham sido formulados. O objetivo especifico ou seus indicadores devem especificar os benefícios esperados para o público alvo. podemos esperar uma contribuição significativa para o alcance do objetivo geral É realístico e preciso. Precisamente definidos. precisamos nós assegurar que:    É consistente com os planos estratégicos da instituição. Uma vez que objetivo geral tenha sido formulado. Adicionar um novo projeto. Objetivos Específicos O objetivo específico é a situação que esperamos prevalecer como consequência do projeto. Uma vez que o projeto esta elaborado assegura se que o público alvo esta:    Especificado na coluna dos indicadores dos objetivos e etapas. precisamos nos assegurar que:      Consiste-se de apenas de um objetivo (preferencialmente). Acompanhar de perto a suposições durante o projeto. O principio básico de todos os projetos de desenvolvimentos é que eles devem ser elaborados para satisfazer as necessidades do povo e não as necessidades internas das instituições. Redesenhar o projeto. Especificado no nível correto. pois apenas estamos contribuindo para ele. logo o objetivo geral não precisa ser mensurável. . É consistente com a política de desenvolvimento da região. pelo o projeto.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Pouco Critica e Pouco Provável MUITO CRITICA e MUITO PROVÁVEL Pouco Critica e Muito Provável Muito Critica e Pouco Provável 28 Existem varias alternativas possíveis para suposições assassinas:      Não faz nada. É mensurável e verificável. Portanto não somos responsáveis por alcançá-los. É suficientemente justificável. Por isto é necessário determinar quem é o publico alvo (Beneficiários diretos) e quem são os outros grupos que serão afetados. O público alvo esta especificado. positiva ou negativamente. Objetivo Geral O objetivo geral é o principal objetivo para qual o projeto contribuirá no longo prazo.

Quando as atividades estão descritas. localização e público alvo. devemos nos assegurar que:      Eles são especifico em termos de qualidade. devemos assegurar que:      Estão formulados de forma precisa positiva. Se não. Se existem os fatores chamados fatores assassinos o projeto deve ser reformulado para evitá-los ou abandonado. verificar se podem ser gerada a um custo razoável. São com base nas atividades e só nelas que podemos determinar o prazo e o custo de projeto. quantidade. precisamos nos segurar que:    Todas as etapas necessárias para alcançar o objetivo estão incluídas e apenas estes. Uma vez que os indicadores estão definidos. mensurável e verificável. e apenas estas estão incluídas. Estão ligados ao nível correto do projeto.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Etapa 29 A etapa é um artifício usado para agrupar as atividades e assim facilitar a identificação destas. Apenas as etapas que podem ser garantidas pelo projeto estão incluídas As etapas estão especificadas de forma precisa. . Os fatores estão definidos de forma precisa e verificável. As atividades estão especificadas de forma precisa. São relevantes como medidas para o alcance dos objetivos. A etapa é o que pode ser garantido pelo projeto como resultado de suas atividades. prazo. arquivos). Uma vez que os fatores externos tenham sido formulados. mensurável e verificável. A atividade é adequada ao ambiente em que vai se desenvolver. Apenas as atividades a serem realizadas pelo projeto serão incluídas. Uma vez que a etapa tenha sido formulada. preparação e arquivo das informações são atividades do projeto e as atividades necessárias para tal estão especificadas na matriz do projeto. O prazo e o custo de cada atividade serão determinados realisticamente. As formas de verificação são confiáveis e atualizadas. A coleta. observações. precisamos nos assegurar que:      Todas as atividades necessárias para se conseguir as etapas esperadas. Atividades As atividades são as tarefas a serem desenvolvidas pelo projeto. Os fatores que não são importantes não estão incluídos. Fatores Externos É importante identificar os fatores externos tão cedo quanto possível e levá-los em consideração quando da formulação do projeto. Indicadores Os indicadores são úteis somente enquanto as formas de verificação possam ser geradas. As formas de verificação estão disponíveis (estatísticas.

O cronograma tem suas atividades em ordem sequencial e pode ajudar. Atualizado. É bastante comum em projetos que estes sejam o custo mais elevado. modificado quando necessário e flexível em sua aplicação. se tornando uma parte efetiva do sistema de controle. A fim de facilitar o trabalho é fundamental que o levantamento seja feito pelas atividades e que seja acrescido de um fator de risco para cobrir eventuais e não antecipados os problemas. tais como. Custos de pessoal: são determinados multiplicando o valor da hora trabalhada pelo total de horas trabalhadas. Mas para um cronograma ser efetivo. ele precisa ser:         Completo. O cronograma só deve ser montado. Viagens. O tipo de cronograma a ser usado depende da complexidade do projeto e para quem se esta apresentando o cronograma. após a identificação de todas as atividades do projeto. Baseado em estimativas de tempo realistas de acordo com a disponibilidade dos recursos. Capaz de identificar e destacar as atividades e o conjunto de atividades críticas. Claro ao definir o inicio e o fim de cada atividade. equipamento especial. Custos de manutenção: São custos para manter o ambiente em que o pessoal trabalha aqui estão incluídas despesas que vão desde lápis ate o aluguel. hora de computação e reprodução de relatórios são custos típicos destes elementos. Algumas organizações ainda incluem lucros ou investimento. Determinar custos realistas é sempre muito difícil. INSS. Custos de benefícios: São os custos indiretos do salário. . O cronograma é um instrumento gerencial que estabelece os parâmetros de tempo do projeto. em determinar sequência de atividades de controle e em considerar as limitações recursos disponíveis. Compreendido pela equipe do projeto. O orçamento deve ser acompanhado o mais de perto possível. ter todas as atividades listadas.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Cronograma 30 O cronograma é outra atividade da fase de planejamento. Seguro Saúde e outros. O cronograma é uma representação gráfica do tempo de todas as atividades do projeto. Custos diretos diversos: São custos diretamente relacionados com o projeto e que não ocorrem regularmente na organização. 13°. Capaz de mostrar a interdependência entre atividades. em antecipar fatos que podem afetar o projeto. Compatível com os planos dos outros sócios que irão utilizar os mesmo recursos. ORÇAMENTO Os custos de um projeto são geralmente compostos por três elementos. Algumas organizações relacionam estes custos dentro do elemento manutenção.

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO Monitoramento significa acompanhar custo e prazos. que deve surgir os parâmetros estabelecidos durante a elaboração do projeto.001 – 50. como ações de mobilização.000 1. além de conferir sistematicamente todas as atividades do projeto.90 6.000 5. objetivos e etapas? Como estão as atividades em relação ao prazo.001 – 5.000 Preço da Tonelada em R$ 330 132 66 33 19. desenvolvimento técnico. organização e direção do projeto.60 31 Outros custos poderão ser acrescentados ao projeto durante a fase de negociação. custo. Vários são os pontos que uma equipe de projeto deve pensar em relação ao monitoramento e avaliação:      O que monitorar e avaliar? Que instrumento de monitorar usar? Quando monitorar e avaliar? Quem deve monitorar e avaliar? Onde o monitoramento e a avaliação devem ocorrer? . conforme a tabela abaixo: Quantidade de árvores 1 – 100 101 – 500 501 – 1. desenvolvimento técnico. criação de portais.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Nos projetos de carbono do IBF o preço tem sido definido através de uma planilha.000 Acima de 50.001 – 20. custo. O monitoramento permite a avaliação.80 9. O monitoramento deve ser elaborado para fornecer informações a todos os níveis gerenciais e deve ser consistente com a lógica do sistema de planejamento. as funções de monitoramento e avaliação fornecem informações para a equipe do projeto poder de tomar decisões.000 20. inicialmente já incluído por árvore plantada todos os custos do projeto. As perguntas chaves que se deve fazer são:          Onde estamos em relação ao prazo. educação ambiental. fotos individuais de cada árvore plantada. Como uma ligação direta entre o planejamento e o controle. comunicação socioambiental e outros. objetivos e etapas? O que está se desenvolvendo conforme o planejado? O que não está se desenvolvendo conforme o planejado? Quais os problemas que estão surgindo? Que boas possibilidades estão surgindo? A estratégia do projeto continua adequada para objetivos? Existe alguma coisa que deveria ser feita e que não esteja fazendo? Os sócios do projeto estão satisfeitos com os resultados? Monitoramento possibilita fazer ajustes no projeto quando necessário. palestras. variando conforme a quantidade.

qualidade. O gerente de projeto deve estar preparado para mudanças. Clipping do projeto. o gerente do projeto deve ser capaz de apresentar as informações necessárias para que a melhor decisão possa ser feita.  Quais as razões das divergências com cronograma/ orçamento.  Quais atividades foram iniciadas. Orçamento. Solicitar sugestões para o curso de ação. Metas alcançadas. perdidos e por alcançar. . Neste caso. Reuniões e correspondências importantes. Mudanças durante a implementação do Projeto Mudanças gerenciais Mudanças gerenciais em um nível baixo podem ser administradas pela equipe do projeto. A avaliação deve enfocar as partes e o todo de um projeto.  Quais atividades estão prontas para serem iniciadas. Pedir a cada membro que explique como cada mudança o afetará. cronograma e nos objetivos/atividades. o gerente deve iniciar o processo de mudanças por uma reunião de equipe para:      Explicar a mudança. Documentar as mudanças e propô-la no relatório de evolução. mas soluções alternativas e o impacto de cada uma no orçamento. Cronograma. Resuma a evolução das atividades durante o relatório anotado:  Quais as atividades foram completadas. prazos e custos.  A correspondência enviada e o que está planejado para aproximo período. Relatório técnico da área em restauração. Os relatórios são usados para acompanhar as atividades e compará-las com seu cronograma e orçamento. Nas mudanças gerenciais de nível alto. Relatório descritivo e fotográfico O relatório é uma das melhores maneiras de acompanhar a evolução de um projeto e deve ser periódico. Os resultados de uma avaliação devem mostrar o que foi alcançado pelo projeto em relação aos objetivos de desenvolvimento técnico. analisar o impacto no projeto e selecionar o melhor curso de ação.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Todas as atividades que afetam projeto devem ser avaliadas. O gerente deve apresentar não apenas o problema. Este relatório deve conter os seguintes tipos de informação:        32 Situação das atividades do projeto. Enviar esta proposta para o responsável pela aprovação.

. Desenvolver (se não existir) ou rever o plano de trabalho do projeto do momento atual até o seu final. As áreas sugeridas para substituição é importante manter as características ou vantagens da primeira. Estas áreas devem ser colocadas a disposição do financiador durante a negociação. com a participação da equipe do projeto. Outro fator importante é que as mudanças de áreas propostas tenham previsões contratuais. Neste caso deve ser informado ao financiador imediatamente. já tendo em mãos as alternativas para substituição da área e ações para minimizar o impacto negativo da substituição da área do projeto. os dois passos muito importantes devem ser executados para assegurar uma transição tranquila são:   33 Revisão do projeto até o momento atual. já prevendo uma possível desistência do proprietário.CAPÍTULO IV ELABORAÇÃO DO PROJETO – FASE 2 Se um gerente de um projeto assume um projeto em sua fase de implementação. Mudança de área do projeto Um exemplo de mudança importante que deve ser calculado anteriormente é a desistência ou abandono total da área em restauração por parte do proprietário ou detentor da posse.

ANEXO I 34 INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GEE .

a metodologia e suas atualizações estão disponíveis nas publicações e no web site para uso de qualquer organização que tenha interesse. Neste período .  Registro público de emissões. junto às empresas participantes. A metodologia GHG Protocol O GHG Protocol é a metodologia mais utilizada para a realização de inventários de gases de efeito estufa (GEE).Programa Brasileiro . A aplicação no Brasil acontece de modo adaptado ao contexto nacional. com o World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e 27 Empresas Fundadoras. O método é compatível com as normas ISO e com as metodologias de qualificações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Índice Bovespa de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e Global Reporting Initiative (GRI). cálculo. as informações geradas nos inventários de GEE podem ser aplicadas nos relatórios e questionários de iniciativas como Carbon Disclosure Project (CDP). e mesmo assim não possuíam conceitos reconhecidos. Inicialmente o processo de inventariado era mais complexo e exigia uma mão-de-obra cara para a elaboração. elaboração e publicação de relatório de GEE em base voluntária  Capacitação de empresas e organizações  Plataforma online para divulgação pública dos inventários  Espaço de intercâmbio de informações entre instituições públicas e privadas e modelos de gestão Pontos fortes do programa brasileiro  Acesso a instrumentos e padrões de qualidade internacional. Pontos fracos da Metodologia:  Dificuldade no inventariado do etanol. Além disso.  Possui grandes empresas como membros e crescente adesão. a metodologia foi adaptada ao contexto nacional pelo GVces e pelo WRI em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. A aplicação da metodologia do GHG Protocol no Brasil acontece de forma adaptada ao contexto nacional. 35 Apesar dos grupos de trabalho. oficinas para elaboração dos inventários de GEE e suporte técnico serem oferecidos apenas para as empresas participantes do Programa Brasileiro GHG Protocol.  Adaptada ao contexto nacional.  Evento anual do programa. com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). São diferenciais do programa Brasileiro GHG Protocol:  Contabilização. O Programa Brasileiro organiza grupos de trabalho. para o aperfeiçoamento da metodologia e desenvolvimento de novas ferramentas para a contabilização de emissões de GEE de acordo com a realidade brasileira.Metodologia GHG Protocol Em 2008.

oferecendo alternativas para inventários de GEE. 36 . Este processo dificultou o avanço desta atividade. bem como buscar o reconhecimento através do registro público de emissões.muitas empresas se especializaram nesta atividade. através de um trabalho de consultoria. Atualmente através do GHG Protocol as empresas podem realizar seus inventários de maneira mais simples e barata. O IBF orienta as empresas e interessados a fazerem seus próprios inventários utilizando a ferramenta do GHG Protocol.

ANEXO II ESTUDO DE CASO 37 PROPOSTA DE PARCERIA PARA NEUTRALIZAÇÃO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA .

12 de janeiro de 2012 .Proposta de Parceria para Neutralização de Emissões de Gases do Efeito Estufa 38 IBF – Instituto Brasileiro de Florestas São Paulo.

Planos de restauração florestal.br/tropical-estufas) – Apoio ao IBF por meio da doação de Estufa voltada a produção de mudas nativas.  ETH (Grupo Odebrecht) (www. manutenção e monitoramento.ecobrindes.com.com. Principais parceiros  Google (http://www.br/) – Parceria para o plantio de 50 mil árvores.br/aluminox) – Patrocínio ao Programa Semear por meio de doação de tubetes e bandejas. Certificação Ambiental – Selo Plante Árvore CO2 Neutro.org.  Tropical Estufas (http://ibflorestas.Projeto de formação da Floresta Produquímica. ajudando empresas e proprietários rurais na gestão e execução de projetos e programas socioambientais com a missão de promover ações que congregam pessoas e 39 empresas que tenham por finalidade a restauração de florestas nativas em todo território nacional.br) . Assessoria.  Equipesca (http://www.html) – Parceria para a ação do plantio de 200 milhões de árvores.Programa de fomento e adequação ambiental de áreas de Preservação Permanente.  Elektro (www.br) . treinamento e capacitação.  Instituto Ressoar (http://www. Serviços de restauração florestal e Click Mudas – comércio eletrônico de mudas e sementes nativas.br/equipesca/) – Patrocínio ao Programa Semear por meio de doação de sombrite para viveiro.ibflorestas.br) .ibflorestas.florestaproduquimica. Operacionalização do plantio e elaboração do Plano de Recuperação.duke-energy.org.com.Fornecimento de 1 milhão de mudas ano para programa de fomento.br) – Venda de sementes nativas da Mata Atlântica para confecção de brindes. Planejamento e gestão de viveiros florestais. Apoio a projetos. destinado para sequestro de carbono da empresa.florestadoodle.Implantação do projeto de florestamento.br) . Prospecção de áreas degradadas.elektro. Projetos personalizados para empresas. devido ao concurso do Doodle4Google Brasil. Atividades Desenvolvidas Fomento florestal.  Aluminox (http://ibflorestas. .org.Quem Somos O IBF – Instituto Brasileiro de Florestas atua no desenvolvimento do setor ambiental brasileiro.  Duke Energy (www.com.  Ecobrindes (www.  Produquímica S. Educação ambiental. (www.org.com.br/pt/sobre-o-ressoar.com.eth.A.

Diretor Presidente. Gerente Comercial. Assessores: Luiz Bueno. Higino Aquino.Validação e Certificação de projetos. Auditoria e Assessoria Técnica Paula Ferreira. Giovana Montanha. RP e Negociação. Fátima Garcia. . Diretor de Desenvolvimento. Designer.40 Equipe Técnica Solano Martins Aquino. Jurídico. Wiliam Aquino. Diretor de Comunicação. Thiago Iida. Engenheira Florestal e auditor ambiental .

A maior parte dos ecossistemas naturais foi eliminada ao longo de diversos ciclos desenvolvimentistas. A região que abriga este bioma foi tradicionalmente a principal fonte de produtos agrícolas e atualmente. abriga mais de 60% da população brasileira. referente a parceria entre o IBF e o Instituto Ressoar. que detém uma elevada biodiversidade e é considerada um dos mais importantes biomas do mundo. A conservação e recuperação da Mata 41 Atlântica é um desafio.Histórico da Mata Atlântica e Situação Atual A história brasileira está intimamente ligada à degradação da Mata Atlântica. . abriga os maiores pólos industriais. Existem diversos projetos de recuperação da mata que visam recuperar a pequena proporção de floresta remanescente deste bioma. acesse o vídeo ao lado (clique aqui). a Mata Atlântica é responsável por cerca de 70% do PIB nacional. pois nosso conhecimento sobre sua biodiversidade ainda permanece fragmentado e o bioma que corresponde a duas vezes o tamanho da França e mais de três vezes a Alemanha. resultando na destruição de habitats extremamente ricos em recursos biológicos. além dos mais importantes aglomerados urbanos do Brasil. e possui as maiores extensões dos solos mais férteis do país. Além disso. continua sob forte pressão antrópica. silviculturais e canavieiros. Porém a maioria desses mostra-se inconsistentes no seu plano de ação e acabam não se efetivando Para informações adicionais acerca do Bioma da Mata Atlântica.

o objetivo é neutralizar em duas 42 etapas. população da região.220.00 R$ 4. Resumo Financeiro – Neste quadro a empresa elaboradora do projeto informa o resumo das etapas(1º e 2º) que o projeto irá se dividir. valores já incluso as ações complementares. população de um modo em geral. A ferramenta . A proposta sugere o investimento de R$ 14. mobilização para plantios simbólicos. etc Resumo das Ações – As ações/ atividades são as tarefas a serem desenvolvidas pelo projeto. Através das ações é determinado o prazo e custo do projeto Ação Resumo Tem o objetivo de promover a interação entre os Criar Conteúdo de interação – Floresta GreenPlan condutores dos veículos neutralizados e público alvo da LeasePlan através do cartão “GreenPlan” para acompanhamento do crescimento de cada árvore plantada através de um link na página do GreenPlan. – É a explicação do orçamento do projeto.6 árvores para cada tonelada de CO2e emitida.00 Sob demanda (*) Conforme inventário de emissões de 2011.00 Número de Árvores 711(*) Sob demanda Investimento R$ 14. criação de conteúdos. que irá se beneficiar com aumento do número de árvores e aumento da biodiversidade. Quem são os beneficiários/ público alvo . onde a empresa irá informar a contraparte o valor do investimento. através da criação de florestas anuais. sendo 6.cliente) Etapas 1º Etapa 2º Etapa Custo Unitário R$ 20. as atividades a serem desenvolvidas para o cumprimento do objetivo(número de árvores a serem plantadas ao longo do projeto) e orçamento (qual o valor do investimento do projeto para o. a frota de veículos próprios e dos disponíveis para locação.diretos e indiretos .00 por árvore para criação das novas florestas. clientes. selo GreenPlan e ações de comunicação.220.empresa LeasePlan que irá ganhar com o marketing do projeto.00 para implantação da primeira floresta que neutralizará a frota própria da LeasePlan e posterior captação junto aos clientes LeasePlan o valor único de R$ 4.PROPOSTA Objetivo Geral Com intuito de colaborar a preservação do meio ambiente.

gerando conteúdo para inserção nos canais de mídia e interação.CO2 Neutro e demais benefícios de comunicação através dos canais do IBF. plantio e manutenção durante dois anos e monitoramento por cinco anos. escolha. Neste contexto. seguindo os princípios e orientações já reconhecidos.Programa Plante Árvore - O Programa Plante Árvore é uma ação voluntária do IBF que tem por intuito realizar a neutralização de emissões de CO2 de pessoas físicas e jurídicas. executado pela Equipe Plante Árvore que se encarrega da coleta das sementes. cultivo das mudas. Sendo 711 árvores na primeira etapa e plantios gradativos conforme adesão de novos parceiros. Metodologia adotada . a LeasePlan a cessão de utilização do Selo Plante Árvore . . Restauração das áreas eleitas para a neutralização das Criação da Floresta GreenPlan emissões dos veículos certificados por meio do Selo GreenPlan CO2 Neutro. localização geográfica e plug com imagem em kml do Google Earth da Floresta. Os colaboradores plantam em vasos as mudas e levam pra casa para contemplação junto aos seus familiares. voluntariamente. Mobilização no pátio (área verde próxima) para o Evento de plantio simbólico entre os colaboradores LeasePlan envolvimento efetivo da empresa e maior valorização do projeto. retornando para a empresa encaminhar para plantio definitivo pelo IBF. além de informações das sobre ações e 43 complementares.que cria uma ligação entre a pessoa e a árvore plantada com informações sobre as espécies. O Programa de neutralização de CO2 investe no plantio das árvores nativas. importância florestas responsabilidade socioambiental da LeasePLan. negociação e assessoria para o preparo do terreno. Plano de Monitoramento da Floresta Documento composto por relatórios semestrais entregues a LeasePlan e parceiros signatários. Para Criação do Selo Verde identificação da dos veículos da ação neutralizados nos canais e de identificação marca comunicação da ação e sites institucionais. através do plantio de árvores nativas.

localização geográfica e plug com imagem em formato kml do Google Earth da Floresta. Fornecimento de ART´s (Anotações de Responsabilidade Técnica) de prestação . irá garantir ao projeto o resultado das atividades. mensurável e verificável. Florestal.  Criar um evento de mobilização dos colaboradores e amigos da LeasePlan para ação de plantio simbólico. iniciando assim a Campanha de neutralização de GEE. além de informações sobre ações complementares.  Promover a neutralização de emissões de GEE dos veículos de uso próprio e locados da LeasePlan por meio do processo de restauro florestal em áreas degradadas de Área de Preservação Permante (APPs) em propriedades privadas por meio de Contrato de Cessão de Área (anexo 1). Seleção. As etapas devem ser especificadas de forma precisa. conforme orientações contidas no Plano de Restauro Florestal (anexo 2). 1º Etapa – Neutralizar as emissões de GEE da frota de uso próprio: Cada etapa é composta por um conjunto de atividades.44 Objetivos Específicos: Mostra o que deve ser feito para que se possa cumprir o objetivo geral. Desenvolvimento de Projeto Técnico de Restauro Florestal. negociação e contratação da área a ser restaurada. é elaborado de forma mensurável e verificável. Termo de conformidade emitido por Responsável Técnico Habilitado – Eng. importância das florestas e responsabilidade socioambiental da LeasePLan.  Elaborar informações que permita o acompanhamento da floresta pelo condutor e demais envolvidos na ação através do Cartão GreenPLan.  Promover o plantio de 711 árvores (primeira etapa – neutralização da frota própria) e posteriormente 12 árvores (segunda etapa) para cada veículo neutralizado durante 1 (um) ano. com informações sobre as espécies. Atividade atrelada ao processo de plantio por parte do IBF      Produção das mudas a serem utilizadas no projeto. Especifica os benefícios esperados para o público alvo.

de serviços. negociação e contratação da área a ser restaurada. plantio em local definitivo e manutenção durante 05 anos.000 105. Assessoramento e monitoramento para as etapas de preparo do solo. Fornecimento de ART´s (Anotações de Responsabilidade Técnica) de prestação de serviços.00 R$ 4. 45 Custo do plantio: 711 mudas x R$ 20.000 79.000 52.00: R$ 14. Seleção.200 4º Ano (100%) 8. Georreferenciamento da floresta. Termo de conformidade emitido por Responsável Técnico Habilitado – Eng. Florestal. ou proporcionalmente conforme negociação.00 Financiamento da Floresta (1º Etapa): Financiada pela LeasePlan.     Assessoramento e monitoramento para as etapas de preparo do solo.00 R$ 4. Georreferenciamento da floresta. Desenvolvimento de Projeto Técnico de Restauro Florestal. descritivo e fotográfico 6 meses após o plantio.600 Custo unitário R$ 4. plantio em local definitivo e manutenção durante 05 anos. 2º Etapa – Neutralizar as emissões de GEE da frota de veículos locados sob demanda: No contexto de realizar o plantio de 36 árvores para cada carro. Atividade atrelada ao processo de plantio por parte do IBF          Produção das mudas a serem utilizadas no projeto. neutralizando a emissão de GEE durante 3 anos. descritivo e fotográfico 6 meses após o plantio. durante 5 anos. Relatório Técnico.00 . Relatório Técnico.400 31. Cessão do Selo Plante Árvore – CO2 Neutro por 1 ano. Cessão do Selo Plante Árvore – CO2 Neutro por 02 anos.220.680 2º Ano (50%) 4. durante 5 anos.00 R$ 4. Estimativa de adesão da frota: Ano Total de veículos Total de árvores a serem plantadas 1º Ano (30%) 2.800 3º Ano (75%) 6.

46 . apoiada pelo IBF junto aos locadores de veículos o valor de R$ 2.Financiamento da Floresta (2º Etapa): O IBF sugere a criação de um “Fundo Verde” que consiste na captação por parte da LeasePlan.00 por árvore para as atividades de Criação da Floresta e Ações Complementares.

AÇÕES COMPLEMENTARES O IBF auxilia a LeasePlan no processo de criação de conteúdo e gestão do site/link GreenPlan voltada a integração dos envolvidos no plantio de árvores nativas: 47 Figura 1 – Contador de árvores Neste contexto. a empresa pode potencializar a campanha de neutralização de emissões de GEE de sua frota junto às entidades parceiras. os mesmos poderão obter informações quanto a floresta criada com a finalidade de resgate do carbono emitido por seu veículo. criando novas oportunidades de receita e engajamento. a LeasePlan aproximará o condutor da Campanha de neutralização de emissões: . Criação de Cartão “GreenPLan” a ser fornecido aos condutores dos carros da LeasePlan: Por meio deste Cartão. Por meio do cartão “GreenPlan” (explanado abaixo) a ser entregue aos condutores. 1. Como trata-se de uma plataforma aberta. por meio link “Floresta GreenPlan”. a “Floresta GreenPlan” trará integração social junto à empresa. Principais funções da “Floresta GreenPlan”:    Fonte de informações quanto às árvores plantadas.

o Selo visa simbolizar toda a campanha de neutralização: Figura 3 – Exemplo do Selo Veículo Neutro Este Selo pode ser utilizado tanto no site da empresa quanto em adesivos nos carros. o condutor realiza a “validação” de sua floresta. Desencadeia o processo de certificação e rastreabilidade através de Florestas georeferenciadas. o Cartão servirá também como fonte de informação e divulgação junto aos condutores. . Criação de Selo Verde para demonstrar a neutralização das emissões de GEE da frota da LeasePlan: Com intuito de demonstrar o posicionamento da LeasePlan no contexto da sustentabilidade. local. Caso o condutor não tenha conhecimento da neutralização (pelo fato de ser da empresa que aluga os carros da LeasePlan). obtendo assim. informações sobre a espécie plantada. crescimento da árvore e outros. Sendo assim. 2.48 Figura 2 – Exemplo do Cartão "GreenPlan" Através do código existente no verso do Cartão. o Selo:   Promove a sustentabilidade ambiental.

iniciando assim a Campanha de neutralização de GEE. Gerente de Marketing do Google em ação de Plantio do MAM/SP A ação poderá ocorrer com facilidade no pátio (área verde próxima) para o envolvimento efetivo da empresa e maior valorização do projeto. retornando para a empresa encaminhar para plantio definitivo pelo IBF. Move olhares para um país mais consciente. bem como a presença do personagem Homem Árvore. Com os espaços já preparados a ação tem duração média de 30 minutos. Poderá também. Possibilita ao doador maior credibilidade junto às instituições financeiras. Possibilita agregar valor a produtos e serviços oferecidos pelos participantes. 3. No dia. Os colaboradores plantam em vasos as mudas e levam pra casa para contemplação junto aos seus familiares.Flávia Simon. . poderá ser proferida uma mini palestra sobre sustentabilidade no ambiente de trabalho. Dia de Mobilização O objetivo desta ação é criar um evento de mobilização dos colaboradores e amigos da LeasePlan para o plantio simbólico das árvores. a ser ministrada por um dos diretores do IBF. 49 Financiamento dos Cartões e Adesivos Fica por conta do IBF a arte e confecção dos adesivos e cartões.     Garante a empresa o reconhecimento quanto ao uso de práticas ambientais e sociais corretas tendo em vista o desenvolvimento florestal. Figura 4 . Colabora com a conscientização e a educação ambiental. com fotos interatividade lazer e descontração. sendo que cada colaborador se encarrega do plantio simbólico de no mínimo uma árvore. ser convidado agentes públicos para maior valorização e reconhecimento da ação.

Árvores plantadas em vasos personalizados pelas crianças A LeasePLan se encarrega de disponibilizar no local uma mesa para o plantio das mudas. 50 Figura 5 . simbolizando o início da campanha. Repercussão espontânea na mídia .Case Google: Ziraldo e Homem Árvore. fica por conta da LeasePLan a ornamentação do local.O IBF se encarregará de disponibilizar as mudas. Havendo necessidade. e confecção de um banner e faixa inaugural. Figura 6 . vasos personalizados da campanha e equipe de apoio.

Inserção de informações sobre a “Floresta GreenPlan” no www.4.plantearvore.com.br As informações da floresta fomentada pela LeasePlan é inserida no menu “Empresas que Mais Plantam” 51 site Figura 7 – Local do menu "Empresas que Mais Plantam" .

5.ibflorestas.000 visitas diárias.org.br O site do IBF atualmente conta com mais de 5. 52 Figura 8 – Localização da lista de hotsites Figura 9 – Exemplo de hotsite . Criação de hotsite referente a parceria entre a LeasePlan e o IBF no site www.

Pode ser divulgado da maneira que a LeasePlan julgar adequada. 53 Figura 10 – Exemplo de matéria na home do site do IBF 7. Matéria na home do site do IBF Inserção de uma matéria desenvolvida pela área de Comunicação do IBF sobre a parceria. Figura 11 – Modelo de Certificado Empresa Amiga da Floresta . Certificação de Empresa Amiga da Floresta: Esse certificado é emitido pelo IBF para garantir o interesse e contribuição da instituição com o meio ambiente e a sociedade.6.

Inserção da logo e matéria na News do IBF São mais de 400 mil news disparadas quinzenalmente para o mailing de e-mails do IBF.8. 54 Figura 12 – Exemplo de News disparada para mais de 400 mil e-mails . somente para um banco de e-mails válidos e focados.

unindo nossas forças para a manutenção dos trabalhos. Nós do IBF nos interessamos na inserção da mesma em atividades socioambientais. por conta disso. governo e população prezam por um ambiente saudável e preservado. No caso de análise positiva. Ultimamente. Finaliza então a proposta com os ANEXOS. Exemplo de Relatório Técnico Descritivo e Fotográfico. assim como conscientizar nossos parceiros do meio em que vivem. Informações Técnicas. Para tanto. ficamos à disposição para elaboração de termo de parceria e efetivação imediata das ações. acionistas. de forma a atender plenamente os interesses da LeasePlan. incentivando pesquisas para novas técnicas e metodologias de restauração florestal e mensuração do carbono sequestrado na Floresta GreenPlan. a “mídia verde” vem obtendo um grande enfoque e. . como exemplo: Modelo de Contrato de Cessão de Área. O objetivo do IBF é apoiar e divulgar as empresas com iniciativa ecológica. 55 Figura 13 – Momentos de integração Considerações O IBF tem consciência de que as empresas e instituições atualmente necessitam crescer e se desenvolver perante o mercado em que atuam como forma de expandir os seus negócios. Ações de Comunicação / Educação Ambiental. Dirigimos nossos esforços para que nossos parceiros obtenham esse reconhecimento e diferencial no mercado. e Dados Cadastrais do IBF. Deixamos em aberto para qualquer adição ou adequação da proposta. Integração com Universidades e Escolas Firmar parcerias voluntárias com Universidades e Escolas Técnicas para levantamentos florísticos e demarcação de matrizes arbóreas. bem como promover visitas de educação ambiental de alunos do ensino fundamental e médio.9. Plano de Restauro Florestal. A pressão para a criação de atividades ecológicas vem de todos os lados: colaboradores. acreditamos que o Marketing Ambiental possa ser utilizado como uma ferramenta estratégica para a instituição. elas precisam estar atentas aos acontecimentos diários.