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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ

AULA 02 – DAS PESSOAS: Pessoas Naturais: Existência. Personalidade. Capacidade. Nome. Estado. Direitos da Personalidade. Ausência. Pessoas Jurídicas: Constituição. Associações. Sociedades. Fundações. Desconsideração da personalidade jurídica. Responsabilidade. Extinção. BENS: Diferentes classes de bens. DOMICÍLIO.

PESSOA NATURAL: Existência. Personalidade. Capacidade. Nome. Estado. Direitos da Personalidade. Ausência.

O Título I do Código Civil brasileiro trata do tema “Das Pessoas”, dividindo-o em: “Das Pessoas Naturais” e “Das Pessoas Jurídicas”. Vou esgotar o tema Pessoas Naturais, iniciando do zero e abordando o modo como é cobrado, as pegadinhas, cascas de bananas, bem como a doutrina pesada sobre o tema! Após, o estudo da pessoa natural, esgotarei nos mínimos detalhes a Pessoa Jurídica com todas as inovações que modificaram artigos do Código Civil. Então vamos lá. Mãos à obra! Questão 01. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro.

1 Prof. Márcia Albuquerque

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PERSONALIDADE - PESSOA FÍSICA NATURAL O QUE SIGNIFICA TER PERSONALIDADE?

JURIDICAMENTE: O QUE SIGNIFICA TER PERSONALIDADE?

O QUE SIGNIFICA SER PESSOA?

SER PESSOA É TER PERSONALIDADE TER PERSONALIDADE É SER PESSOA

2 Prof. Márcia Albuquerque

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Ser pessoa é ter personalidade. Ter personalidade significa ser pessoa. A pessoa natural é todo “ser humano”, sujeito de direitos e obrigações. Juridicamente “pessoa” é o “sujeito de direitos e obrigações (deveres)”; é o “titular de direitos e obrigações”. São duas as espécies de pessoas: a) pessoa natural ou física: ser humano; e b) pessoa jurídica ou moral: são, por exemplo, as organizações que visam a realização de objetivos.

SUJEITO DE DIREITOS

SUJEITO DE OBRIGAÇÕES (DEVERES)

Poder contrair direitos

Poder contrair deveres

Mas, juridicamente, a partir de quando se é considerado pessoa? Qual o momento, qual o marco a partir do qual se é considerado pessoa? A partir de qual momento a ciência do Direito considera alguém como pessoa? Essa pergunta é importante para concurso porque aqui não se leva em consideração o que nenhuma outra ciência aceita como sendo o marco inicial para alguém ser considerado pessoa. E a prova tentar te empurrar para essas opções. Aqui, leva-se em consideração somente a ciência jurídica e nada mais. Juridicamente, ser pessoa, ter personalidade só depende de: NASCER COM VIDA!

Ser PESSOA, a PERSONALIDADE civil da pessoa começa do NASCIMENTO COM VIDA.

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Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

Para ser considerado PESSOA NATURAL basta NASCER COM VIDA, basta que o homem exista. A personalidade é atributo de qualquer pessoa; é o atributo necessário para ser sujeito de direito: ser sujeito de direitos é ter a capacidade para adquirir direitos e deveres (obrigações) na ordem civil. Todo homem é dotado de personalidade, isto é, sujeito de direitos e deveres/obrigações.

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Cuidado! Várias são as pegadinhas e cascas de bananas acerca da personalidade da pessoa natural. Exemplo: A personalidade tem início: a) Com o nascimento. b) A partir da concepção. c) Com o nascimento com vida. d) A partir da capacidade de exercício. A questão induz o candidato ao erro, levando-o a pensar que basta nascer para ser considerada pessoa. Como você aprendeu, não basta nascer. Tem que nascer com vida! E você pode perguntar: Professora, e por acaso tem alguém que nasce morto? Sim, tem! O “natimorto”, aquele que é expulso do ventre materno, morto. Natimorto é a expressão jurídica dada ao feto que morreu dentro do útero ou durante o parto, ou seja, quando ocorre óbito fetal. Óbito fetal é a morte de um produto da concepção ocorrida antes da expulsão ou de sua extração completa do corpo materno, independentemente da duração da gestação.

Professora e como se constatar aqueles casos em fica dúvidas: 1) Nasceu, respirou durante 1 segundo e morreu, ou 2) Já nasceu morto?

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ O nascimento se constata com a respiração (docimásia hidrostática de Galeno). Enfim: para ser pessoa, ter personalidade é necessário nascer COM VIDA (Teoria Natalista). Antes disso, juridicamente não é considerado pessoa. Porém, o Código Civil brasileiro protege desde a concepção aquele que está sendo gerado no ventre materno. Veja que eu não chamei de pessoa o ser que está sendo gerado no ventre materno. E por que o CC protege aquele ser que está sendo gerado no ventre materno? Porque ele é futura pessoal em potencial; há uma expectativa de que em breve será pessoa. Nesse caso já recebe proteção da lei. Antes do nascimento não há personalidade, mas a lei, todavia, lhe resguarda os direitos do NASCITURO. NASCITURO: É o que está sendo gerado no ventre materno.

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

O NASCITURO é o que está por nascer, mas já se encontra concebido no ventre materno. É o ente concebido, mas ainda não nascido. A Lei atribui direitos ao nascituro (protege, põe a salvo os seus direitos) desde a concepção. 6 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários à questão 01: Correto. Segundo o art. 2º do CC, a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. De acordo com o art. 1779, parágrafo único do CC, se a mulher estiver interdita, seu curador será o do nascituro. O curador do nascituro é conhecido como curador ao ventre.

Veja a questão: Questão 02. (ESAF/PFN/2005) A lei confere personalidade jurídica material ao nascituro. (Errada). Veja que o nascituro NÃO possui personalidade jurídica material .

Vou aprofundar a questão: Várias teorias explicam a personalidade. A Teoria Natalista prega que a aquisição da personalidade ocorre com o nascimento com vida. A Teoria Concepcionista divide a personalidade jurídica em formal e material: a aquisição da personalidade jurídica formal ocorre com a concepção e a personalidade jurídica material com o nascimento com vida. Do art. 2o extrai-se dois enunciados: 1) "A personalidade civil do homem começa com o nascimento com vida", e 2) "A lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro". Interprete-se assim: o nascituro não possui personalidade, apesar de ser protegido por direitos, dos quais necessariamente, ainda, não pode ser titular. Várias teorias explicam a personalidade. A Teoria Natalista prega que a aquisição da personalidade ocorre com o nascimento com vida. A Teoria Concepcionista divide a personalidade jurídica em formal e material: a aquisição da personalidade jurídica formal ocorre com a concepção e a personalidade jurídica material com o nascimento com vida. O artigo é claro e transparente: Ao nascituro é assegurada a proteção de direitos de “nascituro”, dele enquanto nascituro. E quanto aos direitos da pessoa natural, somente lhe é assegurado o direito à vida.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Não sendo pessoa, o nascituro possui mera expectativa de direitos, direitos CONDICIONAIS, em potencial. Só adquire esses direitos SE NASCER COM VIDA! O NASCITURO possui direitos CONDICIONAIS (CONDIÇÃO SUSPENSIVA), só os adquirindo SE nascer COM VIDA. Por exemplo: o nascituro poderia receber uma doação. Nesse caso o contrato de doação é realizado entre o doador e o represente do nascituro. Um futuro tio (futuro padrinho) do nascituro doaria um imóvel (terreno) ao nascituro. Essa doação seria condicional: será concretizada a depender do nascimento com vida! A doação sob condição suspensiva é plenamente válida (admitida pelo direito brasileiro), mas como doação condicional somente se concretizará a depender de acontecimento futuro e incerto (nascimento com vida). Ao nascituro é assegurado o direito personalíssimo como direito à vida (direito à realização do exame de DNA, para efeito de aferição de paternidade, o direito à proteção pré-natal, direito a alimentos, por não ser justo que a genitora suporte todos os encargos da gestação sem a colaboração econômica do seu companheiro reconhecido), direito a doação condicional, direito de ser beneficiado por herança, de ser-lhe nomeado curador para a defesa de seus interesses. Veja o exemplo através do desenho abaixo:

Doador (tio) -------------- Contrato de doação ------ Representante do nascituro Contrato sob condição suspensiva (do nascituro nascer com vida).

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Ao nascituro é assegurado o direito personalíssimo como direito à vida (direito à realização do exame de DNA, para efeito de aferição de paternidade, o direito à proteção pré-natal, direito a alimentos, por não ser justo que a genitora suporte todos os encargos da gestação sem a colaboração econômica do seu companheiro reconhecido), direito a doação condicional, direito de ser beneficiado por herança, de ser-lhe nomeado curador para a defesa de seus interesses. E você pode perguntar: Professora, caso esse nascituro venha a nascer com vida, ele passa a ter obrigações, deveres? Sim. Caso nasça com vida, adquire o imóvel (casa) que seu tio deu de presente. Nesse caso, surge para o recém nascido a obrigação de pagar IPTU. O IPTU tem como fato gerador a propriedade urbana, inclusive o Código Tributário Nacional dispõe que o pagamento do tributo INDEPENDE da capacidade. Tendo ou não capacidade plena, vindo a ocorrer o fato gerador, ele passa a ser sujeito passivo da obrigação tributária. Questão 03. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2011) A personalidade civil da pessoa natural começa com a concepção, pois, desde esse momento, já começa a formação de um novo ser, sendo o nascimento com vida mera confirmação da situação jurídica preexistente. Nesse sentido, o Código Civil adota, a respeito da personalidade, a teoria concepcionista. Comentários: De acordo com o art. 2º do CC, a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Assim, percebe-se o que o Código Civil não adotou a teoria concepcionista (na qual a personalidade é adquirida com a concepção), e sim a teoria natalista (na qual a personalidade é adquirida com o nascimento com vida). Gabarito: Errado. Questão 04. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) A personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida, o que se constata coma respiração. Entretanto, a lei também resguarda os direitos do nascituro, que, desde a concepção, já possui todos os requisitos da personalidade civil. Comentários: O nascituro tem proteção legal (art. 2º), mas não possui todos os requisitos da personalidade, que só começa com o nascimento com vida. Gabarito: Errado 9 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 05. (CESPE – Promotor – MPMT/2004) O nascituro tem personalidade jurídica no que se refere aos direitos personalíssimos e aos da personalidade. No entanto, somente após o nascimento com vida adquire a personalidade jurídica material, alcançando os direitos patrimoniais. Comentários: O nascituro possui algumas proteções jurídicas, porém, só adquire a personalidade civil com o nascimento com vida (art. 2º). Gabarito: Correto

CAPACIDADE Veja as questões da banca CESPE em relação ao tema capacidade: Questão 06. (CESPE – Técnico Judiciário – área administrativa – TRTES/2009) A capacidade é a medida da personalidade, sendo que para uns a capacidade é plena e para outros, limitada. Questão 07. (CESPE – Analista – MPS/2010) Para adquirir capacidade de fato, uma pessoa deve preencher determinadas condições biológicas e legais. Questão 08. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A capacidade é conceito básico da ordem jurídica, o qual se estende a todos os homens, consagrado na legislação civil e nos direitos constitucionais de vida, liberdade e igualdade. Questão 09. (CESPE – Analista jurídico - FINEP-MCT/2009) A capacidade de fato é inerente a toda pessoa, pois se adquire com o nascimento com vida; a capacidade de direito somente se adquire com o fim da menoridade ou com a emancipação. Questão 10. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil.

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CAPACIDADE de DIREITO ou de GOZO CAPACIDADE CAPACIDADE de FATO, de EXERCÍCIO ou de AÇÃO

Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Leia assim: Art. 1o Toda pessoa (natural e jurídica) é capaz (possui capacidade) de adquirir direitos e deveres na ordem civil. Toda pessoa é sujeito de direito. Ser sujeito de direitos significa ser capaz de adquirir direitos e deveres (obrigações).

A capacidade é medida da personalidade. Como assim? A lei afirma que toda pessoa, seja natural ou jurídica, é sujeito de direitos e deveres e por isso, é capaz, possui capacidade para adquirir direitos e deveres (obrigações) na ordem civil. Pessoa é a característica do indivíduo dotado de personalidade. Todo direito pressupõe um titular que possa exercê-lo. Pessoa é ente a que se atribue direitos e deveres. Todo ente humano é pessoa. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Não somente as pessoas naturais podem adquirir direitos e contrair obrigações, mas certas pessoas, como a pessoa jurídica, a qual a lei atribuiu personalidade jurídica, também são sujeitos de direitos, vindo a ter capacidade para aquisição de direitos e deveres. Mas, em que medida essa pessoa sujeito de direitos e deveres é capaz de por si só (sozinho) adquirir e exercer esses direitos de deveres? 11 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Em que medida a pessoa pode exercer pessoalmente os atos da vida civil, isto é, adquirir direitos e contrair deveres em nome próprio? Assim, a doutrina divide a capacidade em duas espécies: CAPACIDADE DE DIREITO OU DE GOZO: é a capacidade genérica para adquirir direitos e deveres. A capacidade de direito ou de gozo decorre unicamente e automaticamente da personalidade. NASCIMENTO COM VIDA = PERSONALIDADE = CAPACIDADE DE DIREITO ou de GOZO. A CAPACIDADE DE DIREITO ou de GOZO PRESSUPÕE (tem como requisito) unicamente a PERSONALIDADE, o NASCIMENTO COM VIDA. NASCIMENTO COM VIDA = É PESSOA = PERSONALIDADE

AUTOMATICAMENTE CAPACIDADE PARA ADQUIRIR DIREITOS E DEVERES = CAPACIDADE DE DIREITO OU DE GOZO

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A capacidade de direito ou de gozo é a aptidão genérica para titularizar direitos e contrair obrigações e depende somente do nascimento com vida, de ser pessoa, ter personalidade. Adquirida a personalidade, a pessoa passa a atuar, na qualidade de sujeito de direito (pessoa natural ou jurídica), praticando atos e negócios jurídicos. A capacidade de direito é atributo inerente à pessoa, ocorrendo imediatamente no momento da aquisição da personalidade. A capacidade de direito ou de gozo é própria de todo ser humano, que a adquire assim que nasce (começa a respirar) e só a perde quando morre; Em face do ordenamento jurídico brasileiro a personalidade se adquire com o nascimento com vida, ressalvados os direitos do nascituro desde a concepção. A pessoa pode ter a capacidade de direito ou de gozo (capacidade genérica para adquirir direitos e contrair obrigações) sem, necessariamente ter a capacidade de fato, de exercício ou de ação. Porém, a pessoa que possua somente a capacidade de direito não pode exercitar por si só os atos da vida civil. Quando o CC diz no art. 1o que “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres” afirma que o fato de ser pessoa, ter nascido com vida, ter personalidade, possui automaticamente a capacidade genérica para adquirir direitos e deveres. CAPACIDADE DE FATO ou EXERCÍCIO ou de AÇÃO: é a aptidão para adquirir e exercer pessoalmente (por si só) direitos e deveres, praticar sozinho todos os atos da vida civil. Quando se adquire a capacidade de fato, reúne-se os dois atributos (capacidade de direito e capacidade de fato) e a pessoa passa a ter a capacidade civil plena. A capacidade civil plena ocorre aos 18 anos, desde que a pessoa não esteja incapacidade por outros motivos elencados na lei. A capacidade de fato condiciona-se a existência da capacidade de direito. Pode-se ter capacidade de direito sem capacidade de fato (adquirir o direito e não poder exercê-lo por si).

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PERSONALIDADE CAPACIDADE DE DIREITO ou de GOZO CAPACIDADE DE FATO, DE EXERCÍCIO ou DE AÇÃO

Nascimento 16 anos 18 anos

Absolutamente Incapaz

Relativamente Incapaz

Capacidade Plena (caso não seja acometido das deficiências)

Para se ter a capacidade de fato, de exercício ou de ação, necessariamente, deve ter personalidade, já é pessoa, possui capacidade de direito ou de gozo. Veja agora a sequência: NASCIMENTO COM VIDA = PERSONALIDADE = CAPACIDADE DE DIREITO ou de GOZO. CAPACIDADE DE FATO PRESSUPÕE A CAPACIDADE DIREITO, que PRESSUPÕE A PERSONALIDADE. DE

A CAPACIDADE DE DIREITO ou de GOZO NÃO PRESSUPÕE (não possui como requisito) A CAPACIDADE DE FATO (porque esta só se adquire posteriormente a depender de certos requisitos).

Veja as pegadinhas: A capacidade de gozo pressupõe a Capacidade de fato (falsa). A capacidade de fato pode subsistir sem a capacidade de gozo (falsa) A capacidade de fato, de exercício ou de ação pressupõe a capacidade de direito ou de gozo, que pressupõe a personalidade (verdadeira). Pois bem! Se nem todas as pessoas possuem a capacidade plena, se nem todos podem exercer pessoalmente os atos da vida civil, diz-se que estes são incapazes. O CC trata das incapacidades nos arts. 3 o e 4o. 14 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários às questões: Questão 06. (CESPE – Técnico Judiciário – área administrativa – TRTES/2009) A capacidade é a medida da personalidade, sendo que para uns a capacidade é plena e para outros, limitada. Comentários: A capacidade plena é adquirida com a maioridade (art. 5ºdo CC) ou com a emancipação (art. 5º, parágrafo único). A capacidade é limitada para os incapazes (arts. 3º e 4º). Gabarito: correto Questão 07. (CESPE – Analista – MPS/2010) Para adquirir capacidade de fato, uma pessoa deve preencher determinadas condições biológicas e legais. Comentários: Para adquirir a capacidade de fato a pessoa tem que, além de possuir capacidade de direito (condição biológica: nascer com vida), tem que preencher os requisitos legais, como a maioridade civil. Gabarito: correto Questão 08. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A capacidade é conceito básico da ordem jurídica, o qual se estende a todos os homens, consagrado na legislação civil e nos direitos constitucionais de vida, liberdade e igualdade. Comentários: A capacidade de direito é realmente um conceito básico da ordem jurídica, uma vez que ela é inerente ao ser humano. Porém, a capacidade de fato não é, uma vez que nem todos a têm (por exemplo, o menor de 16 anos não possui essa capacidade). Gabarito: errado Questão 09. (CESPE – Analista jurídico - FINEP-MCT/2009) A capacidade de fato é inerente a toda pessoa, pois se adquire com o nascimento com vida; a capacidade de direito somente se adquire com o fim da menoridade ou com a emancipação. Comentários: Na verdade, é ao contrário. A capacidade de direito se adquire com o nascimento com vida, sendo inerente a toda pessoa (art. 1º do CC) e a capacidade de fato é adquirida com o alcance da maioridade (art. 5º do CC) ou pela emancipação (art. 5º, parágrafo único do CC). Gabarito: errado 15 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 10. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil. Comentários: Com a maioridade, adquire-se a capacidade de fato ou de exercício. A capacidade de direito é inerente ao ser humano. Gabarito: errado Questão 11. (CESPE – Analista judiciário – TJ-CE/2008) A capacidade de exercício ou de fato pressupõe a de gozo, mas esta pode subsistir sem a capacidade de exercício. Comentários: A capacidade de gozo ou de direito é inerente à personalidade. Segundo o art. 1º do CC, toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Já a capacidade de exercício ou de fato é a capacidade que a pessoa tem de exercer por si os atos da vida civil. Assim, o menor relativamente capaz tem capacidade de direito (toda pessoa tem), mas não tem a de fato. Gabarito: correto Questão 12. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) No que respeita à capacidade de gozo ou de direito, as pessoas naturais absolutamente incapazes estão privadas da capacidade de adquirir direitos e obrigações na ordem civil. Comentários: A capacidade de gozo ou de direito é inerente a toda pessoa (art. 1º do CC). As pessoas absolutamente incapazes podem adquirir direitos e obrigações. O que elas não possuem é a capacidade de exercício ou de fato, ou seja, exercer esses direitos por si. Gabarito: errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ INCAPACIDADE Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) Considera-se absolutamente incapaz o indivíduo que não pode exprimir, mesmo que temporariamente, sua vontade. Comentários: Segundo o art. 3º, III do Código Civil, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Gabarito: correto Questão 14. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O indivíduo que dissipa seu patrimônio torna-se absolutamente incapaz de exercer qualquer ato da vida civil. Comentários: Quem dissipa seu patrimônio é denominado pródigo, que é considerado relativamente incapaz pelo Código Civil (art. 4º, IV). Gabarito: errado Questão 15. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Nos termos da legislação em vigor, os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. Comentários: De acordo com o art. 4º, III, eles são relativamente incapazes. Gabarito: errado

ABSOLUTA – art. 3o INCAPACIDADE RELATIVA – art. 4o

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INCAPACIDADE ABSOLUTA: A pessoa NÃO possui aptidão para exercer pessoalmente (por si só, sozinho) os atos da vida civil. Falta de aptidão para praticar pessoalmente atos da vida civil. Não possuem a capacidade de fato, de exercício ou de ação. Só possuem a capacidade de direito ou de gozo. Capacidade Limitada é a do à quando do INCAPAZ (possui somente a capacidade de direito), e necessita de outra pessoa que a substitua, auxilie e complete a sua vontade. Ao absolutamente incapaz é suprimento da incapacidade REPRESENTAÇÃO. dado um absoluta REPRESENTANTE. O se dá através da

Os menores de 16 anos são representados por pais ou tutores. Os enfermos ou deficientes mentais, privados de discernimento serão representados por seus curadores. O representante pratica o ato pelo incapaz. Caso o incapaz venha a praticar o ato, este é NULO de pleno direito, NULIDADE ABSOLUTA.

Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

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Para qualquer questão literal, você vai decorar assim: São absolutamente incapazes:  Os menores de dezesseis anos e  NÃO (vocábulo “NÃO”)

INCAPACIDADE RELATIVA: disciplinado no art. 4o.

o

relativamente

incapaz

está

Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos ; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. Note que o CC “espalhou” os deficientes mentais, tanto no rol dos absolutamente quanto nos relativamente incapazes. V eja que o art. 3 e 4 contemplam os deficientes mentais. Como fazer para não errar nenhuma questão literal?

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Você já sabe que os absolutamente incapazes são: os menores de 16 anos (<16) e o NÃO. Não: o absolutamente incapaz NÃO possui discernimento, NÃO pode exprimir sua vontade. É o enfermo ou o deficiente que NÃO (NUNCA) tem discernimento para praticar atos da vida civil. Mesmo que transitoriamente NÃO (NUNCA) pode exprimir sua vontade. TABELA DOS RELATIVAMENTE INCAPAZES 16 > 18 anos

Ébrios habituais

Viciados em tóxicos

Deficiente mental (discernimento reduzido); os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.

Pródigos

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Note que o relativamente incapaz é o deficiente mental que tem o discernimento reduzido. Responda uma coisa: Quem tem discernimento reduzido, tem algum discernimento? Tem sim! Tem discernimento, porém reduzido. O absolutamente incapaz NÃO possui discernimento, NÃO pode exprimir sua vontade, enquanto que o relativamente possui discernimento reduzido. O relativamente incapaz é o excepcional sem desenvolvimento mental completo. Ele possui algum desenvolvimento mental, só não é completo. O absolutamente NÃO possui desenvolvimento mental. Ao relativamente incapaz é dado um ASSISTENTE. Supre-se a incapacidade relativa pela ASSISTÊNCIA. O relativamente incapaz pratica certos atos, sendo-lhe exigido que seja assistido, que o assistente ratifique (confirme) a prática do ato. Caso o relativamente incapaz pratique o ato sem assistência, o ato será ANULÁVEL.

ABSOLUTAMENTE INCAPAZ

RELATIVAMENTE INCAPAZ

REPRESENTANTE

Pratica o ato pelo incapaz Se o incapaz praticar o ato

Incapaz pratica o ato sendo ASSISTIDO pelo ASSISTENTE

Se o incapaz praticar o ato sem ASSISTÊNCIA

O ato será NULO

O ato será ANULÁVEL

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ÉBRIO HABITUAL: é a pessoa que vive em estado de embriaguez eventual reduzindo-o, sem o privar totalmente, a capacidade de discernimento do homem. PRÓDIGO: É aquele que desordenadamente gasta e destrói (dilapida) seu patrimônio, reduzindo-se à miséria por sua culpa. A incapacidade do pródigo é apenas para os atos que dizem respeito à alienação (transferência) do seu patrimônio. Para os outros atos ele é plenamente capaz. Vale lembrar que, para que seja declarada qualquer espécie de incapacidade, faz-se necessário um processo de interdição, em que o Juiz declare se a pessoa é absolutamente ou relativamente incapaz.

INDIO, AUSENTE, SURDO MUDO

Art. 4o Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial.

Cuidado com essas pessoas: INDIO, AUSENTE e SURDO MUDO. Veja que o Art. 4o Parágrafo único dispõe que a capacidade dos índios será regulada por legislação especial. O CC não inseriu o índio nem como absolutamente nem como relativamente incapaz. E você também não pode inseri-lo! A capacidade do índio será regulada pela legislação especial e essa legislação não está no seu edital! Para qualquer questão literal e para toda e qualquer alternativa que coloque essas pessoas como absolutamente ou relativamente incapaz, a alternativa estará errada. O surdo mudo é capaz, desde que saiba exprimir sua vontade, desde que tenha discernimento. A 22 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ mesma coisa se diga para o ausente. Mas preste atenção para as questões do tipo:   O surdo mudo que não tem discernimento é absolutamente incapaz (correto). O surdo mudo que não sabe exprimir sua vontade é absolutamente incapaz (correto).

Nesses casos ele é incapaz porque “cai” na nossa regra do “ NÃO”. Ele não possui discernimento, não sabe exprimir sua vontade e não pelo fato de ser surdo mudo. Legitimidade (legitimação) é a aptidão para a prática de determinados atos processuais. Só os plenamente capazes (maiores de 18 anos, desde não acometidos das enfermidades e deficiências mentais) as possuem. Consiste em saber se uma pessoa tem, no caso concreto, CAPACIDADE para praticar PESSOALMENTE atos processuais (em juízo). A falta de legitimação não retira a capacidade e pode ser suprida. Comentários às questões: Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) Considera-se absolutamente incapaz o indivíduo que não pode exprimir, mesmo que temporariamente, sua vontade. Comentários: Segundo o art. 3º, III do Código Civil, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Gabarito: correto Questão 14. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O indivíduo que dissipa seu patrimônio torna-se absolutamente incapaz de exercer qualquer ato da vida civil. Comentários: Quem dissipa seu patrimônio é denominado pródigo, que é considerado relativamente incapaz pelo Código Civil (art. 4º, IV). Gabarito: errado Questão 15. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Nos termos da legislação em vigor, os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 23 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: De acordo com o art. 4º, III, eles são relativamente incapazes. Gabarito: errado Questão 16. (ESAF/Analista de Controle Externo/2006/TCU) Aponte a opção falsa. a) A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. b) O portador de doença neurológica degenerativa progressiva por não ter discernimento é tido como absolutamente incapaz. c) A capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, deverá ser regida por leis especiais. d) Admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (p. ex. naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. e) A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade. Comentários: A alternativa “a” está correta. A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. A alternativa “b” está correta. O portador de doença neurológica degenerativa progressiva por não ter discernimento é tido como absolutamente incapaz. Cai no bizu do “NÃO”. Ele não é incapaz por ter doença neurológica, mas por NÃO ter discernimento. A alternativa “c” está correta. Art. 4o Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. A alternativa “d” está correta. Admite-se sim a morte presumida sem decretação de ausência (art. 7o). Tratarei do tema no tópico “fim da personalidade”. A alternativa “e” está errada. Tutor se dá ao menor ante a ausência dos pais e curador se dá à pessoa maior incapaz ou enfermo. A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor é um munus público, cometido por lei a alguém não somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazêlo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade, mas para praticar todos os atos da vida civil até e enquanto durar a incapacidade. Gabarito: e 24 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ MAIORIDADE (CAPACIDADE PLENA)

Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

EMANCIPAÇÃO MODO DE SUPRIR A INCAPACIDADE PARA OS MENORES

A emancipação é o modo de suprimento da incapacidade para o menor. É, em outras palavras, tornar um menor, maior. Ou seja: com a emancipação o menor se torna maior, capaz plenamente e, portanto, habilitado a praticar pessoalmente os atos da vida civil. A emancipação é irrevogável, irretratável. Uma vez tornado maior não pode voltar a ser menor.

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Questão 17. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Admite-se a outorga, por concessão dos pais, de capacidade civil a menor com dezesseis anos de idade completos, mediante instrumento público, e independentemente de homologação legal. Questão 18. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se separar judicialmente aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. Questão 19. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) A emancipação pela concessão dos pais ocorre mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial.

Art. 5o. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: Voluntária: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou / Judicial: por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; Legal: II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

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EMANCIPAÇÃO

Voluntária

Judicial

Legal

Inciso I: concessão dos pais ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento público, independente de homologação judicial, desde que o menor haja completado 16 anos completos.

Inciso I: concedida pelo juiz, ouvido o tutor, se o menor contar com 16 anos completos.

II: casamento; III: exercício de emprego público efetivo; IV: colação de grau em curso de ensino superior; V: estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

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EMANCIPAÇÃO VOLUNTÁRIA Inciso I: concessão dos pais ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento público, independente de homologação judicial, desde que o menor haja completado 16 anos. A emancipação é concedida pelos pais. Na falta (morte) de um deles é concedida pelo outro. Caso haja conflito entre os pais, será levado ao Juiz para decisão. Três informações importantíssimas para concurso: 1) A emancipação concedida pelos é realizada mediante instrumento público e não instrumento particular. Os pais vão ao Cartório e emancipam o filho (a), declaram suas vontades em emancipar o filho. 2) A emancipação concedida pelos pais independente de homologação judicial, ou seja, não há necessidade de se levar o documento do Cartório para o Juiz homologar. O documento já se traduz na própria emancipação. Não teria sentido sair do Cartório e levar para o Juiz homologar. Seria, nesse caso, emancipação judicial e não voluntária. 3) A emancipação voluntária requer que o menor tenha 16 anos completo. Pai vai ao Cartório e solicita a emancipação do filho (menor com 16 anos)

Emancipação: Instrumento Público (redigido pelo Tabelião)

Independe de homologação judicial 28 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Pegadinhas: A concessão dos pais ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento particular, independente de homologação judicial, desde que o menor haja completado 16 anos completos (falso). A concessão dos pais ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento público e dependente de homologação judicial, desde que o menor haja completado 16 anos completos (falso). A concessão dos pais ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento público, independente de homologação judicial, desde que o menor haja completado 16 anos incompletos (falso).

EMANCIPAÇÃO JUDICIAL Inciso I: concedida pelo juiz, ouvido o tutor, se o menor contar com 16 anos completos. Também aqui se exige que o menor tenha 16 anos completos. Juiz ouve o tutor do menor (com 16 anos completos)

Sentença de emancipação

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EMANCIPAÇÃO LEGAL

Veja as pegadinhas: Inciso II: O casamento é hipótese de emancipação e mesmo que venha a se separar logo após, não retroage a emancipação.

III: exercício de emprego público efetivo. As bancas costumam cobrar assim: “cargos em comissão” (errado).

IV: colação de grau em curso de ensino superior. As bancas costumam cobrar assim: “colação de grau em ensino médio” (errado).

São duas as hipóteses: V: estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. As bancas não costumam abordar o que seria a economia própria. Pressupõe que a pessoa possa suprir sua sobrevivência. Comentários às questões: Questão 17. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Admite-se a outorga, por concessão dos pais, de capacidade civil a menor com 30 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ dezesseis anos de idade completos, mediante instrumento público, e independentemente de homologação legal. Comentários: Essa é a previsão do art. 5º, parágrafo único, inciso I. Na falta de um dos pais, o outro pode exercer esse direito nos mesmos termos. Gabarito: correto Questão 18. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se separar judicialmente aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. Comentários: A emancipação é definitiva, irrevogável, ou seja, uma vez emancipado, não há mais volta. Assim, nem o divórcio nem a morte do outro cônjuge têm o condão de incapacitar o emancipado. Há exceções, como no caso de o casamento ser nulo, pois, nesse caso, nunca houve emancipação. Gabarito: errado Questão 19. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) A emancipação pela concessão dos pais ocorre mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. Comentários: É o que prevê o art. 5º, parágrafo único, inciso I do CC. Vale ressaltar que na falta de um dos pais, ou outro pode conceder nesses mesmos termos. Gabarito: correto Questão 20. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. ( ) Os recém-nascidos e os amentais possuem a capacidade de direito e de fato ou de exercício, visto que podem herdar. ( ) Presume-se a morte, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. ( ) Os atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação serão registrados em registro público. a) V, V, F, V b) F, V, F, V 31 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) F, F, V, F d) V, F, F, F e) F, F, F, F Comentários: O Item I está errado. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. O Item II está errado. Os recém-nascidos (menores de 16 anos) e os amentais (deficientes mental sem discernimento) somente possuem a capacidade de direito. O Item III está errado. Presume-se a morte, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva – art. Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. O tema será tratado no tópico “fim da personalidade”. O Item IV está errado. Art. 10. Far-se-á averbação (e não registro) em registro público: II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. Gabarito: e Questão 21. (ESAF/SEFAZ/PI/2001) Assinale a opção falsa. a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência. b) O instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável. c) A legitimação é a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo. d) A capacidade é a regra e a incapacidade é a exceção. e) A capacidade de gozo é a aptidão para exercer por si os atos da vida civil. Comentários: A alternativa “a” está correta. Supre -se a incapacidade por meio da representação (absolutamente incapaz) ou assistência (relativamente incapaz). 32 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A alternativa “b” está correta. A incapacidade visa proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável (que pode ser medida, podendo ser absoluta ou relativa). A alternativa “c” está correta. Legitimidade é a aptidão para a prática de atos processuais e decorre da capacidade de fato. Possui legitimidade para a prática de atos processuais a pessoa maior de idade. A legitimação é a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo. A alternativa “d” está correta. A capacidade é a regra porque basta ser pessoa, nascer com vida, ter personalidade para que se tenha a capacidade de direito ou de gozo, aptidão genérica para adquirir direitos e deveres. A incapacidade é a exceção. Somente as pessoas elencadas nos arts. 3o e 4o a possuem. A alternativa “e” está errada. A capacidade de fato, exercício ou de ação é a aptidão para exercer por si os atos da vida civil. A capacidade de direito ou de gozo é a aptidão genérica para adquirir os atos da vida civil. Gabarito: e Questão 22. (ESAF/TRT 7a Região/Juiz Substituto/2005) Os usuários de psicotrópicos, que sofram redução na sua capacidade de entendimento, não poderão praticar atos na vida civil sem assistência de um curador, desde que interditos. Comentários: Note que a questão diz “sofram redução na sua capacidade“, ou seja, a pessoa não está totalmente privada da sua capacidade. Os usuários de psicotrópicos, que têm a capacidade de entendimento reduzida, se forem interditados, são considerados relativamente incapazes, necessitando de assistência para que sejam assistidos na prática dos atos da vida civil. Gabarito: correta. Questão 23. (ESAF/CGU/Correição/2006) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. Comentários: A capacidade é a medida da personalidade. Mesmo o preso possui os direitos decorrentes da personalidade, possuindo também capacidade. Além disso, a condenação criminal não é causa de incapacidade civil. Gabarito: errada. 33 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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SENILIDADE: senilidade significa velhice, idade avançada. A senilidade (velhice) não significa incapacidade. A pessoa senil é plenamente capaz. Ela pode ser incapaz por algum motivo dos arts. 3o e 4o, mas não por velhice.

NÃO É INCAPAZ EXTINÇÃO (FIM) DA PERSONALIDADE (Pessoa Natural) Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ O início da personalidade da pessoa natural ocorre com o nascimento com vida. O término, o fim da existência da pessoa natural se dá com a morte (Art. 6º CC). A morte causa os seguintes efeitos: extinção do poder familiar, dissolução do vínculo conjugal, abertura da sucessão dos bens, extinção de contrato personalíssimo, dentre outros. A pessoa natural e, portanto, a personalidade se extinguem com a morte. A personalidade acompanha o indivíduo durante toda sua vida, tendo início com o nascimento e tem fim com sua morte. A personalidade do indivíduo extingue-se com a morte. A das pessoas jurídicas, com a sua dissolução e liquidação. A morte se prova com a Certidão de Óbito e para se ter esta certidão, necessário que se tenha um corpo. O Direito brasileiro admite vários tipos de morte:

REAL SEM Decretação de Ausência – Art. 7º MORTE PRESUMIDA COM Decretação de Ausência – art. 22

COMORIÊNCIA ou MORTE SIMULTÂNEA MORTE REAL: É a morte natural e se prova com a Certidão de Óbito. Necessita-se de um corpo para que seja expedida a Certidão de Óbito. MORTE PRESUMIDA: Nem sempre as pessoas morrem de morte natural. Algumas vezes são vítimas de desastre, por exemplo, naufrágio; outras vezes desaparecem se tornando ausente, enfim, nesses casos não é possível encontrar o corpo do morto. Nesses casos é necessário que se faça o que se chama JUSTIFICAÇÃO DE ÓBITO, que consiste num processo (procedimento de justificação) requerendo-se a decretação da morte presumida. Presumida porque se presume que a pessoa esteja morta. O Direito civil brasileiro admite a decretação da morte presumida com ou sem decretação de ausência. 35 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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MORTE PRESUMIDA SEM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA Questão 24. (CESPE - Juiz Federal - TRF - 1ª Região/2009) Na sistemática do Código Civil, não se admite a declaração judicial de morte presumida sem decretação de ausência. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, SEM decretação de ausência:

I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;

II - se alguém, desaparecido em campanha (guerra) ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.

Comentários à questão: O art. 7º do Código Civil estabelece expressamente que pode ser declarada a morte presumida sem decretação de ausência, nos casos em que: for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; e, se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. 36 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: errado Conforme ressaltado, há casos em que não foi possível encontrar o cadáver (corpo) como também não há testemunhas que presenciaram ou constataram a morte, mas é extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. Nesses casos, não há certeza da morte, porém, se houver um conjunto de circunstâncias que levem à presunção de que a pessoa que estava em perigo de vida possa estar morta, a lei autoriza ao Juiz a declaração da morte presumida. Note que nas hipóteses acima a pessoa não estava ausente; por isso, se quer que se declare a morte sem decretação de ausência. A pessoa estava em perigo de vida ou na guerra (e ou desapareceu durante a guerra ou foi feito prisioneiro e não foi entrado até dois anos após o término da guerra). A declaração judicial de morte presumida é somente admitida em casos excepcionais, “para viabilizar o registro do óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis, apenas depois de esgotadas todas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do óbito” (Maria Helena Diniz). O Direito brasileiro admite e autoriza ao Juiz a declarar de morte presumida em duas hipóteses: quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida e quando alguém, desaparecido em campanha (guerra) ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Perigo de vida é situação extremamente subjetiva e por isso as bancas não costumam colocar situações abordando constituem ou não essa situação; elas costumam cobrar de maneira literal.

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MORTE PRESUMIDA COM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA AUSENTE é aquele que desapareceu de seu domicílio sem dele haver deixado notícia: Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador. O Direito brasileiro também admite a decretação da morte presumida COM decretação de ausência. Aqui se declara a ausência e a morte presumida. Observação: note que na decretação da morte presumida SEM decretação da ausência, se sabe onde a pessoa estava antes da provável morte: estava em perigo de vida ou em campanha (guerra). Aqui não se sabe onde ela está. Veja: a pessoa desapareceu (sumiu) e dentro de determinadas circunstância (que iremos ver em seguida) será decretada sua ausência bem como a morte presumida.

PROCEDIMENTO para a DECRETAÇÃO da MORTE PRESUMIDA COM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA

PRIMEIRA FASE: CURADORIA DOS BENS DO AUSENTE O curador administra os bens do ausente

Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará (por SENTENÇA) a ausência, e nomear-lhe-á curador.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ DESAPARECENDO A PESSOA DO SEU DOMICÍLIO Requerimento de qualquer INTERESSADO ou do Ministério Público ao Juiz para que este declare a ausência Juiz SENTENÇA: Declara a ausência + Nomeia curador.
O art. 22: O ausente possui bens, não constituiu representante, procurador ou mandatário antes de seu desaparecimento, com poderes suficientes e sem impedimento, para administrar todos os seus bens. Haverá um patrimônio com titular, mas sem ninguém que administre os bens. Nesse caso, qualquer interessado, (não precisa ser parente ou herdeiro) ou o Ministério Público poderão requerer ao juiz que declare a ausência e nomeie curador para administrar os bens do ausente.

O mesmo acontece se o ausente deixar representante que se recuse ou não possa exercer ou continuar o mandato (seja pelo término do prazo do mandato, seja por não serem os poderes deferidos ao mandatário suficientes para a administração de todo o seu patrimônio), enfim, ocorrendo qualquer dessas hipóteses, o Juiz poderá declarar a ausência e lhe nomear curador, conforme o art. 23 do Código Civil: “Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes forem insuficientes”.

Quem é o curador? Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador. § 1o Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos descendentes, nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. § 2o Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais remotos. § 3o Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador. Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e obrigações, conforme as circunstâncias, observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores.

O juiz também arrecadará os bens do ausente, entregando a administração deles para o curador; mandará publicar editais durante um ano, reproduzidos de dois em dois meses, anunciando a arrecadação e chamando o ausente a entrar na posse dos bens. Após um ano (se ele não deixou representante ou procurador para administrar os bens) da publicação do primeiro edital, ou três anos se deixou procurador, permanecendo a ausência, segue o procedimento para a segunda fase (art. 26 do CC).

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ SEGUNDA FASE: SUCESSÃO PROVISÓRIA Imissão dos herdeiros na posse dos bens

Desaparecimento

1 ano (se não deixou procurador)

ou

3 anos (se deixou Procurador)

Interessados requerem a Abertura da Sucessão Provisória

Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão (SUCESSÃO PROVISÓRIA).

Conta-se um prazo ou outro: o prazo de UM ANO conta-se da arrecadação dos bens do ausente (ele não deixou procurador) ou o prazo de TRÊS ANOS ocorre para o caso do ausente antes do desaparecimento, constituir representante, e este efetivamente o representar, caso em que não será nomeado curador dos bens do ausente. Art. 28. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. Quem são os INTERESSADOS? Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados: I - o cônjuge não separado judicialmente ; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte ; IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. Com a sucessão provisória ainda não há a declaração definitiva da morte, bem como NÃO há a transferência dos bens para o patrimônio dos herdeiros porque não se ainda certeza da morte. O §1º do art. 28 do Código Civil determina que se após o prazo de um ou três anos, caso não haja interessados na sucessão provisória, ou se havendo interessados, nenhum deles a requerer, cabe ao Ministério Público requerê-la ao juiz competente.

Juiz = SENTENÇA SUCESSÃO PROVISÓRIA

Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeitos (trânsito em julgado) após 180 dias (contados da publicação), prazo concedido ao ausente para, caso tenha ciência, apareça. Após o prazo, quando passará em julgado, é possível proceder à abertura de testamento, se houver, e ao inventário e à partilha de bens, como se morto estivesse o ausente. § 2o Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até trinta dias depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos arts. 1.819 a 1.823. Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, ordenará a conversão dos bens móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos garantidos pela União.

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SUCESSÃO PROVISÓRIA
IMISSÃO (“entrada”) DOS HERDEIROS NA POSSE DOS BENS: Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. § 1o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigida neste artigo, será excluído, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador, ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa garantia. § 2o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. Art. 31. Os imóveis do ausente só se poderão alienar, não sendo por desapropriação, ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína. Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente, fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém, deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo o disposto no art. 29, de acordo com o representante do Ministério Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente . Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada, perderá ele, em favor do sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos. Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória poderá, justificando falta de meios, requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente, considerar-se-á, nessa data, aberta a sucessão em favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo. Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega dos bens a seu dono. Com a abertura da sucessão provisória, os herdeiros poderão ficar na posse dos bens (não será transferida a propriedade ainda). A posse tem a finalidade de resguardar os bens do ausente. Os ascendentes (pais, avós) e descendentes (filhos, netos) e o cônjuge não necessitam prestar garantias.

Os imóveis do ausente só poderão ser alienados (transferidos, vendidos) por ardem do Juiz e mesmo assim para evitar a ruína.

A sucessão provisória cessa com o aparecimento do ausente, com a prova da sua existência com vida, ou com a sua transformação em sucessão definitiva. Se o ausente aparecer, mandar notícias suas, ou se lhe provar a existência, cessarão para logo as vantagens dos sucessores provisórios, ficando, obrigados a tomar as medidas assecuratórias necessárias, até a entrega dos bens ao ausente.

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TERCEIRA FASE: SUCESSÃO DEFINITIVA Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções (garantias) prestadas. Sentença Abertura Sucessão Provisória
180 dias Trânsito em julgado

Sentença Abertura Sucessão Definitiva

10 anos

OU

Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele.

80 anos
+

Ausência (Desaparecimento)

Últimas notícias

5 anos 42 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Explicando: São duas as hipóteses em que pode ser decretada a abertura da sucessão definitiva: 1) Após o trânsito em julgado (180 dias) da sentença que decretou a abertura da sucessão provisória, os interessados poderão requerer a abertura da sucessão definitiva. 2) Pode-se requerer a qualquer tempo a abertura da sucessão definitiva (não necessita esperar 10 anos do trânsito em julgado da sentença que decretou a abertura da sucessão provisória) quando o ausente possui oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele. Ocorrida qualquer das hipóteses, os interessados (art. 27) poderão requerer a abertura da sucessão definitiva. Poderão também requerer também o levantamento das garantias prestadas. Os sucessores que capitalizaram metade dos frutos e rendimentos terão direito a resgatá-los. Sentença Abertura Sucessão Definitiva 10 anos

AUSENTE REGRESSA até 10 anos após a decretação da abertura da Sucessão Definitiva: Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes,

AUSENTE NÃO REGRESSA até 10 anos após a decretação da abertura da Sucessão Definitiva: Art. 39. Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o ausente não regressar, e nenhum interessado promover a sucessão definitiva,

O ausente, os descendentes ou ascendentes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo.

Os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território federal.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Decretada a abertura da sucessão definitiva, o CC ainda concede um prazo de 10 anos para a volta do ausente. Garante ao ausente que regressar nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou qualquer de seus herdeiros (que só aparecerem nesse momento), o direito aos bens existentes. Mas terão os bens no estado em que se acharem (veja que já se passou muito tempo desde o início do processo), ou terão os bens sub-rogados (substituídos no caso, por exemplo, de ter sido vendido um imóvel para evitar a ruína e ter comprado outro bem) em seu lugar, ou ao preço (dinheiro aplicado proveniente da venda do bem) que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. Terá o mesmo direito o ascendente ou descendente do ausente, que aparecer até dez anos após a abertura da sucessão definitiva. Após 10 anos da abertura da sucessão definitiva, se o ausente, ou qualquer de seus herdeiros regressarem, não terão direito a mais nada. Nesse caso, os bens serão transferidos, nessa ordem: a) Município ou Distrito Federal: se o bem estiver situado em Município será transferido para esse Município. Se estiver localizado no Distrito Federal, será transferido para o Distrito Federal (isso porque o DF não é dividido em Municípios); ou b) União: caso o bem esteja localizado em Território, será transferido para a União. Atualmente o Brasil não possui Território Federal, mas a CF permite que seja criado. ATENÇÃO! O Estado NÃO concorre aos bens do ausente . As bancas costumam colocar alternativa contemplando o Estado (errado). Veja a sequência da decretação da morte presumida com decretação da ausência: Fases: 1) Curadoria dos bens do ausente: o curador administra os bens do ausente. 2) Sucessão provisória os herdeiros se imitem na posse dos bens do ausente. 3) Sucessão definitiva os herdeiros adquirem a propriedade dos bens do ausente. É na abertura da sucessão definitiva que o ausente é declarado morto. 44 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Observe:
DESAPARECIDO Art. 22

Requerimento de qualquer INTERESSADO ou do Ministério Público ao Juiz para que este declare a ausência.

Juiz SENTENÇA: Declara a AUSÊNCIA e nomeia CURADOR

SENTENÇA: efeito (trânsito em julgado): 180 dias

1 ano (se não deixou procurador)

3 anos (se não deixou procurador)

Interessados requererem a abertura da Sucessão Provisória

A qualquer tempo: Ausente conta com 80 anos + Últimas notícias datam de 5 anos OU

Juiz sentença: Abertura da Sucessão Provisória
Herdeiros: Imissão na posse

10 anos após o trânsito em julgado

Interessados requerer e o Juiz decreta Abertura da Sucessão Definitiva

10 anos Ausente retorna Ausente NÃO retorna

Recebem só os bens existentes no estado em que se acharem, os subrogados em seu lugar, ou o preço.

Os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território federal.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ COMORIÊNCIA ou MORTE SIMULTÂNEA

Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. Existem situações em que duas ou mais pessoas em razão do mesmo evento (causa) vêm a falecer na mesma ocasião, porém não se sabe ao certo a ordem cronológica de qual delas faleceu primeiro. Nesses casos, resolve-se com uma fórmula simples: presumir-se-ão simultaneamente mortos. Exemplo: pai e filho viajam de carro; ocorre um acidente; os dois vêm a falecer, porém não se sabe quem precedeu ao outro (quem faleceu primeiro). Qual a importância prática disso?

NÃO há TRANSMISSÃO DE BENS e DIREITOS entre os COMORIENTES. No exemplo acima, caso o pai venha a falecer primeiro que o filho, haverá transmissão de bens e direitos para o filho e, embora este venha a falecer minutos depois recebeu bens/direitos do pai, bem como os transmitirá aos seus herdeiros.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Para que ocorra a comoriência ou morte simultânea é necessário que se materialize cumulativamente os seguintes requisitos: a) Duas ou mais pessoas b) Morte na mesma ocasião c) Dúvidas acerca de quem faleceu primeiro Nesse caso: presumir-se-ão simultaneamente mortos e NÃO haverá transmissão de bens e direitos.

REGISTRO CIVIL E AVERBAÇÃO Art. 9o Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ TABELA DO REGISTRO CIVIL DECORE assim: o homem NASCE, se EMANCIPA, CASA, FOGE, DESAPARECE (AUSÊNCIA), é INTERDITADO e MORRE. (rsrs)

NASCIMENTO

EMANCIPAÇÃO

CASAMENTO

FOGE, DESAPARECE (AUSÊNCIA)

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INTERDITADO

MORTE (ÓBITO)

MORTE PRESUMIDA

POR EXCLUSÃO, AS DEMAIS SÃO HIPOTESES DE AVERBAÇÃO! O registro civil é a instituição administrativa que tem por objetivo imediato a publicidade dos fatos jurídicos de interesse das pessoas e da sociedade. Sua função é dar autenticidade, segurança e eficácia aos fatos jurídicos de maior relevância para a vida e os interesses dos sujeitos de direito. Registro civil é a perpetuação, mediante anotação por agente autorizado, dos dados pessoais dos membros da coletividade e dos fatos jurídicos de maior relevância em suas vidas, para fins de autenticidade, segurança e eficácia. Tem por base a publicidade, cuja 49 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ função específica é provar a situação jurídica do registrado e torná-la conhecida de terceiros. AVERBAÇÃO (Modificação / Alteração) Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação.

Decorar os arts. 9o e 10 porque as bancas trocam as hipóteses. Questão 25. (ESAF/2010/SMF-RJ/Fiscal de Rendas) Assinale a opção correta. a) O registro da pessoa jurídica declarará o modo por que se ministra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente. b) A capacidade de fato ou de exercício é inerente a todo o ser humano, já que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. c) As pessoas com mais de 70 anos são consideradas relativamente incapazes, pois a lei presume que elas não têm o necessário discernimento para praticar os atos da vida civil. d) O recém-nascido, por não poder exercer pessoalmente os atos da vida civil, não pode ter direitos e obrigações de qualquer espécie. e) Os funcionários públicos consideram-se domiciliados no lugar onde exercem suas funções, mesmo que periódicas ou temporárias. Comentários: Gabarito: a Questão 26. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor Fiscal da Receita Federal) Se uma pessoa, que participava de operações bélicas, não for encontrada até dois anos após o término da guerra, configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida, sem decretação de ausência. b) comoriência. c) morte civil. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência. 50 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) morte real. Comentários: Art. 7º. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Morte Presumida: Via Sentença declaratória de falecimento, sem o cadáver. Comoriência ou simultaneamente. morte simultânea: Pessoas que morreram

Declaração de Ausência: formalização de desaparecimento de alguém que não indicou seu paradeiro. Sem o cadáver. Morte Real: Via certidão de óbito. Com o cadáver. A morte presumida sem decretação de ausência quando: - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; - se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Gabarito: a Questão 27. (ESAF/2006/CGU/Analista de Finanças e Controle/Área Correição) Assinale a opção verdadeira. a) O estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. b) Artista plástico menor, com 16 anos de idade, que, habitualmente, expõe, mediante remuneração, numa galeria, não adquire capacidade. c) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. d) A capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. e) Se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, seus parentes poderão requerer ao juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. Comentários: São dois os critérios para atribuição de nacionalidade primária (originária: resultado do fato natural: o nascimento): 51 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Origem sanguínea - ius sanguinis: funda-se no vínculo do sangue, segundo o qual será nacional todo aquele que for filhos de nacionais, independente do local de nascimento. Origem territorial - ius solis: atribui à nacionalidade a quem nasce no território do Estado que o adota, independentemente da nacionalidade dos ascendentes. O Brasil adota o critério ius solis, enquanto outros países, como a Alemanha, adota o critério ius sanguinis. Portanto, filho de alemães, nascidos no Brasil são alemães natos e brasileiros natos. O ESTADO CIVIL (solteiro, casado, viúvo, separado judicialmente ou divorciado) cria direitos e deveres específicos; assim como o parentesco, que dá nascimento a deveres e direitos, nos campos do direito de família e das sucessões. O ESTADO INDIVIDUAL pode ser encarado sob o aspecto da idade (maiores ou menores); do sexo (homens e mulheres) e da saúde (do ponto de vista da saúde mental, que pode tornar a pessoa relativa ou absolutamente incapaz e, conforme certos defeitos físicos, como cegueira, surdo-mudez etc., inibir o indivíduo para certos e determinados atos da vida civil). O estado, portanto, qualifica a pessoa dentro da sociedade. Quando desejamos situar uma pessoa, diferençando-a de outra, devemos verificar sua qualificação, isto é, o status, nessas três esferas, ocupado pelo indivíduo na sociedade." A individualização é o modo particular da pessoa existir. Aspectos do estado da pessoa natural são: individual, familiar e político. O estado individual é o modo de ser da pessoa quanto à idade, sexo, cor, altura, saúde, etc. Vale salientar que algumas dessas particulares (idade e saúde) exercem influência sobre a capacidade civil (maioridade e menoridade). O estado familiar é que indica a situação da pessoa na família em relação ao matrimônio (solteiro, casado, separado, divorciado, viúvo) e ao parentesco consanguíneo (pai, filho, irmão) ou afim (sogro, genro, etc.). O estado político é a qualidade jurídica que decorre da posição do indivíduo na sociedade política, podendo ser nacional, podendo ser nato (art. 12, I, Constituição Federal) ou naturalizado (art. 12, II, a, 52 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Constituição Federal) ou estrangeiro (art. 12, II, b, Constituição Federal). Alternativa “d” está errada: Evite a confusão: Capacidade de direito ou de gozo e Capacidade de fato ou de exercício. A segunda não subsiste sem a primeira (e não o contrário, como na alternativa). Capacidade de direito = capacidade de gozo. Todos possuem. Capacidade de exercício = capacidade de fato. Nem todos possuem. Portanto, a capacidade de exercício/fato pressupõe a existência da capacidade de direito/gozo, e esta subsiste de qualquer forma, pois todos, sem exceção, a possuem. Atenção! Alternativa “b” está errada = pegadinha. Nessas condições, ele não adquire a EMANCIPAÇÃO. Pela emancipação uma pessoa incapaz torna-se capaz. Da forma como a alternativa foi exposta, presume-se que o artista plástico com 16 anos de idade que habitualmente expõe, mediante remuneração, possui economia própria, enquadrando-se em uma das possibilidade previstas no art. 5º, parágrafo único, V, CC: cessação da incapacidade pela existência de relação de emprego que proporcione economia própria para o mnenor com 16 anos completos. A alternativa "e" está errada porque a ação proposta não é a declaratória de ausência, mas sim a de "justificação de óbito". A alternativa “a” está correta: O estado é indivisível porque, apesar de serem muitas suas designações, não pode ser considerado a não ser em seu conjunto. Assim, uma pessoa não se considera solteira e casada ao mesmo tempo. O estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. A alternativa “c” está errada. A condenação criminal não está prevista nos arts. 3º (incapacidade absoluta) e 4º (incapacidade relativa) do CC. A alternativa “e” está errada: Se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, seus parentes poderão requerer ao juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. Será declarada a morte presumida, sem decretação de ausência (art. 7º, CC). Nesse caso, será aberta a sucessão definitiva. Gabarito: a 53 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 28. (ESAF/2006/MTE/Auditor Fiscal do Trabalho) Assinale a opção falsa. a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência, o que lhes dá segurança, quer em relação a sua pessoa, quer em relação ao seu patrimônio, possibilitando-lhes o exercício de seus direitos. b) A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação da ausência. c) A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato, porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicopático. d) O assento da sentença de interdição no registro de pessoas naturais e a publicação editalícia não são dispensáveis para lhes assegurar eficácia erga omnes. e) Em relação à menoridade, a incapacidade cessa quando o menor completar 18 anos ou for emancipado. Comentários: A alternativa “a” está correta: A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação (absolutamente incapaz) ou assistência (relativamente incapaz). A alternativa “b” está correta: A morte presumida pode dar -se com ou sem decretação da ausência. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomearlhe-á curador, caso em que SERÁ DECRETADA A MORTE PRESUMIDA COM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA. A alternativa “c” está correta: A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato, porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicopático. A alternativa “d” está falsa: não há necessidade de publicação no processo de interdição, apenas o assento no registro de pessoas naturais. 54 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Segundo o art. 1.184 do CPC, a sentença de interdição produz efeitos desde logo, apesar de sujeita a assentamento em registro e de publicação editalícia e em imprensa local. Aí está o erro. A expressão erga omnes, de origem latina (latim erga, "contra", e omnes, "todos"), é usada principalmente no meio jurídico para indicar que os efeitos de algum ato ou lei atingem todos os indivíduos de uma determinada população ou membros de uma organização, para o direito internacional. A alternativa “e” está correta: Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. EMANCIPAÇÃO: Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Gabarito: d

DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Questão 29. (CESPE – Procurador – AGU/2010) O titular de um direito da personalidade pode dispor desse direito, desde que o faça em caráter relativo. Comentários: Os direitos de personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, porém, é possível sua disposição, desde que de forma relativa. É o caso do art. 13 do CC, que dispõe que salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Gabarito: correto

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ CONCEITO: são atributos (prerrogativas) inerentes à própria qualidade (essência) de ser pessoa. O fato de ser pessoa, ter personalidade, nascer com vida já se atribui os direitos de personalidade. São direitos que decorrem da Constituição (art. 5º, caput, que consagra alguns dos direitos fundamentais da pessoa natural): direito à vida, liberdade, honra, vida privada, intimidade, imagem, ao nome, etc. Uma das principais mudanças do CC 2002 consiste na inserção de um capítulo próprio, a tratar dos direitos da personalidade (arts. 11 a 21). O Código Civil de 2002 trouxe um capítulo especialmente tratando dos direitos de personalidade, muito cobrado em concurso público! Os direitos da personalidade podem ser conceituados como sendo aqueles direitos inerentes à pessoa e à sua dignidade e formado por cinco ícones principais: vida/integridade física, honra, imagem, nome e intimidade. Essas cinco expressões-chave demonstram a concepção dos direitos de personalidade. Não só a pessoa natural possui os direitos de personalidade, mas também a pessoa jurídica, regra expressa do art. 52 do CC, que confirma o entendimento jurisprudencial já existente, pelo qual a pessoa jurídica poderia sofrer um dano moral, em casos de lesão à sua honra objetiva, com repercussão social (súmula 226 do STJ). Protege três princípios básicos constitucionais: o princípio dignidade da pessoa humana, da igualdade e da solidariedade. da

Direitos da Personalidade X Direitos Fundamentais Direitos da Personalidade: criados para proteger os indivíduos de si mesmos e de terceiros (direito privado). Direitos Fundamentais: criados para proteger os indivíduos do Estado (direito público). CARACTERÍSTICAS: Os direitos de personalidade são: ABSOLUTOS, Intransmissíveis, Irrenunciáveis, não podem sofrer limitação voluntária. CUIDADO! Absolutamente TODAS as bancas de concursos têm como verdadeiro que os direitos de personalidade são ABSOLUTOS! E você pode estar se perguntando: “mas o meu professor de constitucional disse que não existe direito absoluto”. O seu professor de constitucional está corretíssimo! Mas lembre-se que você está na 56 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ prova de Direito Civil. Vamos ver porque eles são absolutos, bem como verificar as outras características. ABSOLUTO: são oponíveis contra todos (erga omnes), impondo à coletividade o dever de respeitá-los; INDISPONIBILIDADE: nem por vontade própria do indivíduo o direito da personalidade pode mudar de titular. IMPRESCRITIBILIDADE: inexiste um prazo para seu exercício, não se extinguindo pelo seu não-uso. IMPENHORABILIDADE: os direitos da personalidade não são passíveis de penhora. VITALICIEDADE: são inatos e permanentes, acompanhando a pessoa desde seu nascimento até sua morte. GENERALIDADE: os direitos da personalidade são outorgados a todas as pessoas, pelo simples fatos de existirem; EXTRAPATRIMONIALIDADE: não direto, aferível objetivamente. possuem conteúdo patrimonial

ILIMITADO: em regra é ilimitado, NÃO podendo sofrer limitação voluntária, salvo quando a lei dispuser que pode sofrer limitação. Art. 11. (Exceção): Com exceção dos casos previstos em lei, (regra): os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Veja que a regra é: os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Exceção: somente por LEI, só a lei pode excepcionar os direitos da personalidade podem ser transmissíveis e renunciáveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Mesmo que a pessoa queira voluntariamente renunciar a tais direitos, tal renúncia NÃO valerá; valerá em casos excepcionais, por exemplo num acordo sobre direitos patrimoniais.

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Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e (+) reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. O art. 12 trata da prevenção e reparação integral dos direitos de personalidade, caso haja ameaça ou lesão a estes direitos. Note que é possível cumular o pedido para que cesse a ameaça ou lesão à direitos de personalidade com o pedido de perdas e danos: Ameaça CESSAR ou Lesão Cuidado! As bancas costumam colocar uma alternativa assim: Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, ou reclamar perdas e danos (falsa). Veja que em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo (cessação da ameaça ou lesão a direito + perdas e danos), o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. O parágrafo único do art. 12 consagra o direito do morto, prevendo a legitimidade de seus ascendentes, descentes e cônjuge e colaterais até o quarto grau de pleitearem indenização de perdas e danos em caso de dano à personalidade de pessoa falecida. Cuidado! As bancas costumam colocar uma alternativa assim: Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo (cessação da ameaça ou lesão a direito + perdas e danos), o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o terceiro grau ou segundo grau (falso). 58 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br + (e) perdas e danos

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 13. (Exceção): Salvo por exigência médica, (Regra): é defeso (proibido) o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Regra: é defeso (proibido) o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Segunda exceção: diz respeito à disposição (poder dispor) do corpo: exigência médica e transplante. O art. 13 veda a disposição de partes do próprio corpo, salvo por exigência médica, mas desde que tal disposição não traga inutilidade do órgão ou contrarie os bens costumes. No caso dos transexuais para que eles possam ter o seu bem estar garantido, é permitido a dispor do corpo, podendo realizar a cirurgia para mudança de sexo. Garante-se, assim, a dignidade da pessoa humana sem nenhuma discriminação. O transplante de órgãos é válido e permitido, desde que de órgão duplos. A lei especial vai regular o transplante.

Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico (convicções filosóficas, religiosas), a disposição (requisitos): gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Terceira exceção à disposição dos direitos de personalidade: objetivo científico, ou altruístico (convicções filosóficas, religiosas).

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Disposição do corpo é válida – três requisitos: 1) Objetivo científico, ou altruístico (convicções filosóficas, religiosas). 2) Disposição gratuita. As bancas costumam colocar uma alternativa “disposição onerosa” (paga) = falsa. 3) Disposição após a morte, não em vida. Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica .

O art. 15 contempla os direitos do paciente dispondo que ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. Os arts. 16 ao 19 cuidam da proteção ao nome e ao pseudônimo (apelido) da pessoa natural. O nome é o sinal que representa a pessoa e é direito inerente a qualidade da personalidade. Nome da pessoa: Nome da pessoa natural é o sinal exterior mais visível de sua individualidade, sendo através dele que a identificamos no seu âmbito familiar e no meio social. Nome é marca indelével do indivíduo, como um atributo de sua personalidade. O nome civil É matéria de ordem pública – todo nascimento deve ser registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais. O nome da pessoa só pode alterado por determinação da lei e somente podem justificar-se por um motivo realmente relevante, como por exemplo: o nome foi escrito de forra errada na Certidão de Nascimento (conheço - eu juro! – um rapaz que se chama Orlando e na Certidão de Nascimento consta Rolando (rsrs). Ele teve que interpor ação judicial de retificação do nome). Outras causas de retificação do nome: as decorrentes da modificação do estado de filiação (reconhecimento/contestação de paternidade ou realização de adoção) ou alteração do próprio nome dos pais, casamento, separação judicial, divórcio, dentre outras. 60 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Os principais elementos individualizadores da pessoa natural são: o nome civil – designação que a distingue das demais e a identifica no seio da sociedade; o estado civil – que indica sua posição na família e na sociedade política; o domicílio civil – que é a sua sede jurídica Individualização da pessoa natural. Estado da pessoa: O “estado” da pessoa natural indica sua situação jurídica nos contextos político, familiar e individual. Estado (status), em direito privado, é noção técnica destinada a caracterizar a posição jurídica da pessoa no meio social. Espécies de estado: a) Estado político: classifica as pessoas em nacionais ou estrangeiros: posição do individuo em face do Estado; b) Estado familiar: situações de cônjuge (casada, solteira, viúva, divorciada ou judicialmente separada / direito matrimonial) e parente (vinculam-se umas às outras por consanguinidade ou afinidade, nas linhas retas ou colaterais); c) Estado individual: condição física do individuo influente em seu poder de agir (idade, sexo e saúde); menor ou maior, capaz ou incapaz, mulher ou homem; d) Estado civil: Diz-se estado civil a posição jurídica que alguém ocupa, em determinado momento, dentro do ordenamento jurídico. O estado nasce de fatos jurídicos, como o nascimento, a idade, a filiação, a doença; de atos jurídicos, como o casamento, a emancipação; de decisões judiciais, como a separação, o divorcio, a interdição. Tais circunstâncias levam a caracterização de três estados: o familiar, o político e o pessoal ou individual. O estado civil indica posição da pessoa na família e na sociedade política. Estado individual: é o modo de ser da pessoa quanto à idade, sexo, cor, altura, saúde (são ou insano e incapaz) etc. aspectos que exercem influência sobre a capacidade civil. Estado Familiar : é o que indica a sua situação na família, em relação ao matrimônio (solteiro, casado, viúvo, divorciado) e ao parentesco por consanguinidade (pai, filho, irmão, avô), ou por afinidade (sogro, sogra, cunhado etc.) Estado político : é a qualidade que advém da posição do indivíduo na sociedade política podendo ser nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Características do Estado civil: Individualidade: é uno e indivisível. Note que já foi objeto de questão da ESAF (veja questão 09). Não é possível ter mais de um estado (casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro. A obtenção de dupla nacionalidade constitui exceção a regra. Indisponibilidade: é relação fora do comércio por se tratar de reflexo da personalidade; é inalienável e irrenunciável. Imprescritibilidade: não se perde nem se adquire o estado pela prescrição. É elemento integrante da personalidade e, assim, nasce com a pessoa e com ela desaparece. Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda (mesmo) quando não haja intenção difamatória. O artigo contempla o direito de proteção ao nome. Para que uma pessoa use o nome de outrem em publicações ou representação, necessita deste uma autorização. Caso alguém use o nome de outrem, ainda que não haja a intenção difamatória, cabe uma indenização de perdas e danos por parte daquele que teve seu nome usado sem sua autorização. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.

Art. 19. O pseudônimo (apelido: xuxa, lula, pelé) adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. O pseudônimo é o apelido que certas pessoas adotam de forma LÍCITA (de acordo, em conformidade com a lei). Este goza de igual proteção que se dá ao nome e pode também ser objeto de ação de indenização de perdas e danos caso venha a sofrer um dano moral, por exemplo.

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Art. 20. (Exceções): Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. O artigo trata da proteção à imagem (direito fundamental consagrado pela CF/88), tanto no que diz respeito a foto (imagem física) e imagem atributo (repercussão social da imagem). A utilização da imagem somente é possível com a autorização da pessoa cuja imagem vai ser divulgada. O dispositivo prevê exceções: a) no caso de administração da justiça, por exemplo, a pessoa que está sob investigação; b) manutenção da ordem pública, por exemplo, alguém que esteja sendo procurado pela justiça e c) autorização da própria pessoa. Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável , e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. Dispositivo decorre do comando constitucional da inviolabilidade da vida privada, da intimidade do indivíduo. Quadro comparativo dos arts. 12 e 20:
Art. 12, parágrafo único: direitos da personalidade em geral: Art. 20, parágrafo único – direito à imagem:

Em

se

tratando

de

morto,

terão Em

se

tratando

de

morto,

terão

legitimidade, pela lei, os descendentes, legitimidade, pela lei, os descendentes, ascendentes, cônjuge e colaterais até

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quarto grau. Pelo nosso entendimento ascendentes e cônjuge. está incluído o companheiro ou convivente.

Questão 30. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo sofrer exceção e nem o seu exercício sofrer limitação voluntária. ( ) É ampla a permissão do ato de disposição do próprio corpo, inclusive para fins de transplante, in vida. ( ) O nome da pessoa pode ser empregado por outrem, sem autorização, em propaganda comercial, desde que não a exponha ao desprezo público. ( ) O pseudônimo adotado para atividades lícitas não goza da proteção que se dá ao nome. a) V, V, F, V b) F, V, F, V c) F, F, V, F d) V, F, F, V e) F, F, F, F Comentários: O Item I está falso: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Ou seja: a lei é exceção à regra. O Item II está falso: não é ampla a disposição do corpo. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. O Item III está falso: Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. O Item IV está falso: Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Gabarito: e

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PESSOA JURÍDICA

Questão 31. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As pessoas jurídicas de direito privado adquirem sua existência própria com a assinatura de seu ato constitutivo. Esse ato constitutivo deverá revestir-se de forma pública, por instrumento público ou por testamento, salvo quando se tratar de fundações de direito público, que são criadas por lei. Comentários: Art. 45: a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, ou seja, Registro Público de Empresas Mercantis (Lei nº 8.934/94), para sociedades de caráter empresarial, ou Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Lei nº 6.015/73), para sociedades de caráter não empresarial. As fundações públicas não são criadas por lei; têm sua instituição autorizada por lei (art. 37, XIX da CF). Gabarito: errado Conceito: as pessoas jurídicas são entidades que a lei empresta personalidade, capacitando-as a serem sujeitos de direitos e obrigações, capazes, portanto, de adquirir direitos e deveres (obrigações) na ordem civil. Não possuem realidade física. Várias são as teorias que explicam a natureza jurídica e a personalidade atribuída às pessoas jurídicas: Teorias da realidade: para estas teorias a pessoa jurídica não é mera abstração; ao contrário, possuem existência própria assim como a pessoa natural. Subdividem-se em: Teoria da realidade objetiva ou orgânica: a pessoa jurídica é uma realidade sociológica com vida própria, nascendo por imposição da sociedade, representadas pela vontade privada ou pública. Porém, referida teoria não esclarece como esses entes sociais podem adquirir personalidade que são próprios da pessoa natural. Teoria da realidade jurídica ou institucionalista : considera as pessoas jurídicas como organizações sociais destinadas a um serviço útil à sociedade e, por isso, com personalidade. Não considera que a vontade humana seja preponderante na criação da pessoa jurídica. 65 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Teoria da realidade técnica: a personificação das pessoas jurídicas é-lhe conferida pela lei para reconhecer a existência de pessoas, que se unem para alcançar determinados fins, nas mesmas condições em que o fariam as pessoas naturais, e que, por isso, necessitam de personalidade. A personalidade da pessoa jurídica é uma atribuição estatal em certas condições. Esta é a teoria adotada pelo direito brasileiro e a que melhor explica a personalidade jurídica das pessoas jurídicas.

CLASSIFICAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA 1. Quanto à nacionalidade: nacionais ou estrangeiras.

2. Quanto à função ou órbita de sua atuação: Direito Público ou Direito Privado. 3. Quanto à estrutura interna: Corporações e Fundações:

* Corporações (universitas personarum): Conjunto ou reunião de pessoas. Podem ser: Associações, Sociedades, Sociedades Comerciais. * Fundações (universitas bonorum): Conjunto ou reunião de bens.

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Interno Art. 41

Direito Público

União; Estados, Distrito Federal e os Territórios, Municípios; as autarquias, inclusive as associações públicas e as demais entidades de caráter público criadas por lei. Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.

Pessoa Jurídica Art. 40

Externo Art. 42

Direito Privado Art. 44

Associações; Sociedades; Fundações, Organizações religiosas; Partidos políticos e as Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada – EIRELI.

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O CC dispõe sobre as pessoas jurídicas a partir do art. 40: Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.

Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios; IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei nº 11.107, de 2005) V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código.

Observação quanto às pessoas jurídicas de direito público interno: o inciso IV assim dispõe: as autarquias, inclusive as associações públicas. Esse inciso foi objeto de modificação do CC decorrente da Lei 11.107/05 (Lei dos Consórcios Públicos) e é muito cobrado em concurso. O que são as associações públicas? Você vai entender e se situar partindo do zero! CF, Art. 241. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. A CF autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a realizarem mediante lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos. Os consórcios públicos são uma nova forma de se prestar serviço público. 68 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Pois bem, após o comando constitucional do art. 241, surgiu a lei dos consórcios públicos: Lei 11.107/05. Art. 1o Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios contratarem consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum e dá outras providências. § 1o O consórcio público constituirá associação pública ou pessoa jurídica de direito privado. O consórcio público será viabilizado através da criação de uma associação pública ou pessoa jurídica de direito privado. A associação pública nada mais é do que uma autarquia (pessoa jurídica de direito público interno). A lei 11.107 modificou o CC para introduzir no art. 41 a associação pública como espécie de autarquia. Cuidado para as questões do tipo na prova de direito administrativo: a associações públicas são uma nova espécie de entidades da administração indireta (falso). Não são nova espécie de pessoas; são autarquias. RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO INTERNO: Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade (de agente público) causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. A responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público por ato de seus agentes é objetiva, sob a modalidade do risco administrativo. A vítima não tem o ônus de provar a culpa ou dolo do agente público, mas somente o dano e nexo causal. Admite-se a inversão do ônus da prova. Excludentes da responsabilidade: O Estado se exonerará da obrigação de indenizar se provar culpa exclusiva da vítima, força maior e fato exclusivo de terceiro. Em caso de culpa concorrente da vítima, a indenização será reduzida pela metade (Constituição Federal, artigo 37, §6º; Código Civil, artigo 43).

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Exemplos: ONU, UNESCO, FAO, etc.) Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: I - as associações; II - as sociedades; III - as fundações. IV - as organizações religiosas; V - os partidos políticos. VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada EIRELI. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência) Sindicatos: embora não mencionados no artigo 44 do Código Civil, têm a natureza de associação civil (Constituição Federal, artigo 8º).

PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO Vou me deter no estudo das pessoas jurídicas de direito privado. Esse é o objeto do nosso estudo aqui no Direito Civil. Além disso, é aqui que começa a sua base para o Direito Empresarial. A Pessoa Jurídica de Direito Privado é a entidade constituída de pessoas físicas e que possui personalidade própria, distinta da de seus membros, capaz de adquirir direitos e contrair obrigações. Para que venha a possuir personalidade jurídica, a lei exige a INSCRIÇÃO (registro) do seu “Ato Constitutivo” (Contrato ou Estatuto) no registro competente, bem como averbação da alterações, modificações e extinção. Rege-se por um contrato ou Estatuto celebrado entre os seus componentes.

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Requisitos p/ a constituição da Pessoa Jurídica de Direito Privado: a) vontade humana (“affectio”): se materializa no ATO DE CONSTITUIÇÃO que se denomina Estatuto (associações sem fins lucrativos), Contrato Social (sociedades simples ou empresárias) e Escritura Pública ou Testamento (fundações). b) Registro: o ato constitutivo deve ser INSCRITO, ser levado à Registro para que comece, então, a existência legal da pessoa jurídica de Direito Privado. Antes do Registro, não passará de mera “sociedade de fato”. c) Autorização do Governo (quando necessário para funcionar): algumas pessoas jurídicas necessitam de AUTORIZAÇÃO DO GOVERNO para existir e funcionar. Ex.: seguradoras, factoring, financeiras, bancos, administradoras de consórcio, casa lotéricas, etc. CLASSIFICAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA Vou aprofundar o quadro antes visto: 1. Quanto à nacionalidade: nacionais ou estrangeiras.

2. Quanto à função ou órbita de sua atuação: Direito Público ou Direito Privado. · Direito Privado: são as corporações (associações e sociedades simples e empresária) e as fundações particulares. 3. Quanto à estrutura interna: Corporações e Fundações:

* Corporações (universitas personarum): Conjunto ou reunião de pessoas. · Visam à realização de FINS INTERNOS, estabelecidos pelos sócios. · Os objetivos são voltados para o bem de seus membros. · Existe Patrimônio, mas ele é elemento secundário, apenas um meio para a realização de um fim.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Podem ser: · Associações – não tem fins lucrativos, mas religiosos, morais, culturais, desportivos ou recreativos (Ex.: igrejas, clubes de futebol, clubes desportivos, etc.). · Sociedades Simples: têm fins econômicos e visam lucro, que deve ser distribuído entre os sócios. (Ex.: escritórios contábeis, escritórios de engenharia e advocacia, etc). Podem, eventualmente, praticar atos de comércio, mas não alterará sua situação, pois o que se considera é a atividade principal por ela exercida. · Sociedades Empresárias: Visam unicamente o lucro. Distinguemse das sociedades simples porque praticam HABITUALMENTE, atos de comércio. · A única diferença entre a Sociedade Simples e a Associação é a finalidade econômica. * Fundações (universitas bonorum): Conjunto ou reunião de bens (e não de pessoas). · recebe personalidade para a realização de FINS PRÉDETERMINADOS; · têm objetivos externos, estabelecidos pelo instituidor; ·o Patrimônio é o elemento essencial; · Não visam lucro. · São sempre civis. DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: I - as associações; II - as sociedades; III - as fundações. IV - as organizações religiosas; V - os partidos políticos. VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada EIRELI. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência) Sindicatos: embora não mencionados no artigo 44 do Código Civil, têm a natureza de associação civil (Constituição Federal, artigo 8º). 72 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS: Art. 43, § 1º. São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. PARTIDOS POLÍTICOS: Art. 43, § 3º. Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica. Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada – EIRELI: em que pese ser matéria eminente de Direito Empresarial, pela importância do tema vou trata-lo aqui. A EIRELI, como você pode ver foi criação da Lei 12.441/2011; veja: lei de 2011, lei objeto de mudança no art. 44 do CC. Eu não tenho a menor dúvida que vai cair na sua prova. Antes dessa lei toda e qualquer atividade econômica poderia ser exercida de duas maneiras: a) isolada (sem sócios) de modo individual através do Empresário ou Firma; e b) coletiva, através de uma sociedade. O Empresário (Firma) possui responsabilidade ilimitada perante os credores da Firma, respondendo com seus bens pessoa natural e não havendo o chamado benefício de ordem (o credor executa ao mesmo tempo os bens da pessoa natural e da Firma). A regra do direito societário é a de que a pessoa natural não se confunde com a pessoa jurídica (sociedade) e por isso há a separação patrimonial e o benefício de ordem (o credor segue uma ordem na cobrança do seu crédito: primeiro executa os bens sociais e nãos sendo suficiente para satisfazer seu crédito, a depender do tipo societário e de determinadas condições, executa os bens da pessoa física dos sócios). Pois bem! As pessoas desejam exercer atividade econômica. Muitos querem exercê-la de maneira individual, mas não querem a responsabilidade ilimitada (responder pelas dívidas da Firma com seus bens pessoas naturais). Também não desejam ter sócios; desejam exercer individual, mas sem a responsabilidade ilimitada. de modo

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Qual era, então, a solução? Pra se ver livre da responsabilidade ilimitada, constituíam sociedade com um sócio, porém esse sócio apenas emprestava seu nome, mas na realidade era apenas de “fachada”. Diante de tais fatos, surgiu a nova lei. A EIRELI é a forma de exercer a atividade econômica de modo individual com a responsabilidade limitada. A ATIVIDADE ECONÔMICA, com a nova lei, pode ser exercida de três modos: a) Individual: Empresário ou firma; e, b) Coletiva: quando revestir-se de forma societária. c) Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI Explicando: Empresário: exerce atividade econômica sem sócios:

Sociedade: conjunto de pessoa dos sócios: Você está vendo a pessoa jurídica “x” e 5 sócios

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI A Lei 12.441, que institui como pessoa jurídica de direito privado a empresa individual de responsabilidade limitada.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ De acordo com a nova Lei, a empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 vezes o maior salário-mínimo vigente no País – 54,5 mil e sem comprometer os bens individuais do empresário com as dívidas da empresa. Cada pessoa natural só poderá ter uma única empresa individual. Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas. DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA CC: Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. § 1º O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada. § 2º A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§ 3º A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração. § 4º ( VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência) § 5º Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional. § 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas. 75 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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OBSERVE AGORA AS DIFERENÇAS SOCIEDADE E FUNDAÇÃO:

ENTRE

ASSOCIAÇÃO,

ASSOCIAÇÃO: é definida no art. 53.: Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. SOCIEDADE: é definida no art. Art. 981.: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados. FUNDAÇÃO: é definida no art. 62.: Para criar uma fundação, o seu instituidor (fundador) fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres (...). Observe que as associações e as sociedades se formam pela união de PESSOAS, enquanto a fundação se forma em torno de BENS e não de pessoas! Qual a diferença então entre as associações e as sociedades já que eles possuem em comum o fato de ambas serem pessoas jurídicas de direito privado? A diferença está em que: enquanto nas associações, a união de pessoas que se organizem para fins não econômicos, na sociedade a união de pessoas partilham, entre si, dos resultados. O que significa um e outro? A expressão “fins não econômicos” quer dizer que a associação não partilha, não distribui, não divide o lucro entre os associados. A associação pode e deve ter lucro (a expressão não significa que não possa ter lucro, como pensam alguns). Tudo o que não tiver lucro, está fadado à quebrar! A associação pode exercer atividade econômica. Mas o lucro dele deve necessariamente ser investido na própria associação.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A sociedade, ao contrário, deve necessariamente, repartir, dividir, partilhar o resultado (lucro ou prejuízo entre os sócios). Essa é a característica marcante da sociedade e que a distingue da associação. Não existe sociedade que não partilhe os resultados, porque é proibido por lei: Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas . Na sociedade, a pessoa dos sócios contribuem com bens/serviços para o exercício da atividade e partilham, entre si, os resultados (lucro/prejuízo). Art. 43, § 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.

PERSONALIDADE – INICIO PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO

PERSONALIDADE – INICIO: Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a INSCRIÇÃO do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

A personalidade da pessoa natural tem início com o nascimento COM VIDA! A personalidade da pessoa jurídica de direito privado ocorre com a INSCRIÇÃO do Ato Constitutivo (Contrato Social ou Estatuto) no órgão competente (Junta Comercial para as sociedades empresárias e Registro Civil de Pessoas Jurídicas – Cartório – para as sociedades simples, associações e fundações):

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Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150). Art. 1.150. O empresário (firma) e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.

Art. 46. O registro declarará: I - a denominação (nome empresarial), os fins (finalidade, objeto social: indústria, comércio), a sede (local), o tempo de duração (prazo indeterminado, determinado) e o fundo social (capital social), quando houver; II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.

Você aprendeu que a lei confere personalidade jurídica para as pessoas jurídicas de direito privado. Mas quem vai administrá-la? De quem é a responsabilidade pelos atos praticados em nome da pessoa jurídica?

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Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo.

A empresa pratica atos através do seu Administrador

Contratos,

jurídicos do ADMINISTRADOR OBRIGAM a pessoa jurídica, desde que exercidos nos exatos limites dos poderes que lhe foram conferidos no Constitutivo (Contrato Social ou Estatuto).

Negócios,

Compras,

Vendas,

Atos

Contratos Negócios Compras Vendas Atos jurídicos com terceiros, outras pessoas jurídicas, naturais: : fornecedores, clientes, etc.

Ato

Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva (todos), as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.

ANULAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA PESSOA JURÍDICA: Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato (constitutivo: Contrato Social ou estatuto) respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

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ANULAÇÃO DAS DECISÕES DOS ADMINISTRADORES: Art. 48, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude. Em ambos os casos ANULAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA PESSOA JURÍDICA e ANULAÇÃO DAS DECISÕES DOS ADMINISTRADORES o prazo é de 3 anos e é prazo DECADENCIAL (direito potestativo) e não prescricional porque não se trata de relação de crédito e débito!

Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer interessado, nomear-lhe-á administrador provisório.

DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA (Disregard Doutrine) Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. A desconsideração da personalidade jurídica é o “afastamento” da personalidade jurídica de uma sociedade para buscar corrigir atos que atinjam-na, em decorrência de fraudes, desvio do patrimônio, confusão patrimonial (transferência dos bens da sociedade para a pessoa dos sócios e/ou administradores) realizada por um de seus sócios/administradores. Não se trata, necessariamente, de suprimir, extinguir ou tornar nula a sociedade desconsiderada.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Com o afastamento da personalidade jurídica busca-se no patrimônio dos sócios trazer de volta os bens que fraldulentamente lhe foram transferidos, transferência esta para fraudar os credores da pessoa jurídica. No popular: os sócios desviam os bens para o seu próprio patrimônio formando a confusão patrimonial com a finalidade de fraudar, não pagar os credores; assim, o Juiz estende as obrigações (dívidas, deveres, débitos) para o patrimônio, deles, sócios. Quem pode requerer a desconsideração? a requerimento da parte (credor, terceiro prejudicado) ou do Ministério Público. Quem pode decretar a medida? SOMENTE o Juiz! Cuidado! As bancas costumam fazer pegadinhas do tipo:  Pode a autoridade policial (delegado) decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica (errado). Pode o Ministério Público decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica (errado). Repito: somente o Juiz pode decretar. É medida judicial.

Observações importantes:  Para a realização da desconsideração da pessoa jurídica NÃO há a necessidade de dissolução ou extinção da pessoa jurídica. As bancas costumam dizer que é necessário à extinção da empresa. Mesmo antes de ser positivada no CC, a doutrina e a jurisprudência (decisão dos Tribunais) já se utilizavam da desconsideração da personalidade jurídica. A Disregard Doutrine nasceu no direito norte americano e durante muito tempo o Brasil utilizou esse instituto tendo como base a doutrina e jurisprudência. O Brasil já admitia a desconsideração antes mesmo de ser positivada. As bancas costumam cobrar www.pontodosconcursos.com.br

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ que antes da positivação no CC de 2002 ela não era admitida no Brasil. DISSOLUÇÃO DAS PESSOAS JURIDICAS DE DIREITO PRIVADO Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua. § 1o Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução. § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber, às demais pessoas jurídicas de direito privado. § 3o Encerrada a liquidação, promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica.

DIREITOS DE PERSONALIDADE: Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

ASSOCIAÇÕES

CONCEITO: Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.

Vou me reservar o direito de repetir os comentários acima, como forma de fixação: Qual a diferença então entre as associações e as sociedades já que eles possuem em comum o fato de ambas serem pessoas jurídicas de direito privado? 82 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A diferença está em que: enquanto nas associações, a união de pessoas que se organizem para fins não econômicos, na sociedade a união de pessoas partilham, entre si, dos resultados. O que significa um e outro? A expressão “fins não econômicos” quer dizer que a associação não partilha, não distribui, não divide o lucro entre os associados. A associação pode e deve ter lucro (a expressão não significa que não possa ter lucro, como pensam alguns). Tudo o que não tiver lucro, está fadado à quebrar! A associação pode exercer atividade econômica. Mas o lucro dele deve necessariamente ser investido na própria associação. A sociedade, ao contrário, deve necessariamente, repartir, dividir, partilhar o resultado (lucro ou prejuízo entre os sócios). Essa é a característica marcante da sociedade e que a distingue da associação. Não existe sociedade que não partilhe os resultados, porque é proibido por lei: Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas . Na sociedade, a pessoa dos sócios contribuem com bens/serviços para o exercício da atividade e partilham, entre si, os resultados (lucro/prejuízo). Art. 43, § 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. ESTATUTO: Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá: I - a denominação, os fins e a sede da associação; II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados; III - os direitos e deveres dos associados; IV - as fontes de recursos para sua manutenção; V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos; VI - as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. 83 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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DIREITOS DOS ASSOCIADOS: Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Art. 58. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido , a não ser (salvo) nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto. INTRANSMISSIBILIDADE: Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.

EXCLUSÃO DE ASSOCIADO: Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto.

Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral: I – destituir os administradores; II – alterar o estatuto. Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la.

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DISSOLUÇÃO DA ASSOCIAÇÃO: Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes. § 1o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo valor, as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. § 2o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União.

FUNDAÇÕES O CC trata das fundações instituídas e mantidas por um particular. Fundações (universitas bonorum): Conjunto ou reunião de bens (e não de pessoas). · recebe personalidade para a realização de DETERMINADOS; · têm objetivos externos, estabelecidos pelo instituidor; ·o Patrimônio é o elemento essencial; · Não visam lucro. · São sempre civis. FINS PRÉ-

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CRIAÇÃO DA FUNDAÇÃO: Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor (fundador) fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência.

Fundador/Instituidor DOAÇÃO

Escritura doação

pública e a dos Bens livres e desembaraçados

Testamento (ato causa mortis): A transferência dos bens ocorre Após a morte do instituidor.

(ato inter vivos): a transferência vida.

bens são feitos em

O instituidor especificando (obrigatoriamente) o fim (a finalidade) a que se destina, e declarando, se quiser (opção), a maneira de administrá-la (Estatuto). As bancas costumam trocar: O instituidor especificando (obrigatoriamente) a maneira de administrá-la e declara, se quiser, o fim (a finalidade) da fundação (falso). ESTATUTO

Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas PERSONALIDADE JURÍDICA 86 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Sua formação passa por 4 (quatro) fases: a) Dotação ou instituição: é a reserva de bens livres, com a indicação dos fins a que se destinam. Faz-se por escritura pública ou testamento. Art. 64. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos (testamento), o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer, serão registrados, em nome dela, por mandado judicial. E quando a dotação de bens for insuficiente para constituir a fundação? Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. b) Elaboração dos Estatutos: Pode ser direta ou própria (feita pelo próprio instituidor) ou fiduciária (feita por pessoa de sua inteira confiança, por ele designado). Caso não haja a elaboração do Estatuto, o Ministério Público poderá tomar a iniciativa de fazê-lo.

Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público. c) Aprovação dos Estatutos: São encaminhados ao Ministério Público, para aprovação. O objetivo deve ser LÍCITO e os bens suficientes. d) Registro: Feito no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Só com ele começa a existência legal da Fundação.

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FINALIDADES para as quais a fundação pode ser constituída: Art. 62. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência . Características das Fundações:    Os Estatutos são sua Lei básica; Os administradores devem prestar conta ao Ministério Público; Não existe proprietário, nem titular, nem sócios.

ALTERAÇÃO DO ESTATUTO: Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação; II - não contrarie ou desvirtue o fim (a finalidade) desta; III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. ALTERAÇÃO NÃO APRIVADA POR VOTAÇÃO UNÂNIME: Art. 68. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público, requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em dez dias. Extinção das Fundações · No caso de se tornarem nocivas (objetivo ilícito); · caso se torne impossível sua manutenção; · se vencer o prazo de sua existência; · Uma vez extinta uma fundação, o destino do seu patrimônio será o previsto nos estatutos. Caso os estatutos forem omissos, destinar-seão a outras fundações de fins semelhantes. Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante (a fundação extinta). 88 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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PROTEÇÃO DAS FUNDAÇÕES: Art. 66. Velará (zelará, protegerá, defenderá) pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. § 1o Se funcionarem no Distrito Federal, ou em Território, caberá o encargo ao Ministério Público Federal. (Vide ADIN nº 2.794-8) O STF considerou esse parágrafo inconstitucional. No caso se a fundação estiver situada no Distrito Federal ou em Território, caberá o encargo ao Ministério Público do Distrito Federal (que corresponde ao MP Estadual) e não ao MP Federal. § 2o Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo Ministério Público.

QUESTÕES Questão 01. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro. Comentários: Art. 2º: a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. De acordo com o art. 1779, parágrafo único do CC, se a mulher estiver interdita, seu curador será o do nascituro. O curador do nascituro é conhecido como curador ao ventre. Gabarito: Correto Questão 02. (ESAF/PFN/2005) A lei confere personalidade jurídica material ao nascituro. Comentários: Veja que o nascituro NÃO possui personalidade jurídica material. Várias teorias explicam a personalidade. A Teoria Natalista prega que a aquisição da personalidade ocorre com o nascimento com vida. A Teoria Concepcionista divide a personalidade jurídica em formal e material: a aquisição da personalidade jurídica formal ocorre com a 89 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ concepção e a personalidade jurídica material com o nascimento com vida. Do art. 2o extrai-se dois enunciados: 1) "A personalidade civil do homem começa com o nascimento com vida", e 2) "A lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro". Interprete-se assim: o nascituro não possui personalidade, apesar de ser protegido por direitos, dos quais necessariamente, ainda, não pode ser titular. Várias teorias explicam a personalidade. A Teoria Natalista prega que a aquisição da personalidade ocorre com o nascimento com vida. A Teoria Concepcionista divide a personalidade jurídica em formal e material: a aquisição da personalidade jurídica formal ocorre com a concepção e a personalidade jurídica material com o nascimento com vida. O artigo é claro e transparente: Ao nascituro é assegurada a proteção de direitos de “nascituro”, dele enquanto nascituro. E quanto aos direitos da pessoa natural, somente lhe é assegurado o direito à vida. Não sendo pessoa, o nascituro possui mera expectativa de direitos, direitos CONDICIONAIS, em potencial. Só adquire esses direitos SE NASCER COM VIDA! O NASCITURO possui direitos CONDICIONAIS (CONDIÇÃO SUSPENSIVA), só os adquirindo SE nascer COM VIDA. Por exemplo: o nascituro poderia receber uma doação. Nesse caso o contrato de doação é realizado entre o doador e o represente do nascituro. Um futuro tio (futuro padrinho) do nascituro doaria um imóvel (terreno) ao nascituro. Essa doação seria condicional: será concretizada a depender do nascimento com vida! A doação sob condição suspensiva é plenamente válida (admitida pelo direito brasileiro), mas como doação condicional somente se concretizará a depender de acontecimento futuro e incerto (nascimento com vida). Ao nascituro é assegurado o direito personalíssimo como direito à vida (direito à realização do exame de DNA, para efeito de aferição de paternidade, o direito à proteção pré-natal, direito a alimentos, por não ser justo que a genitora suporte todos os encargos da gestação sem a colaboração econômica do seu companheiro reconhecido), direito a doação condicional, direito de ser beneficiado por herança, de ser-lhe nomeado curador para a defesa de seus interesses. Gabarito: Errado 90 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 03. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2011) A personalidade civil da pessoa natural começa com a concepção, pois, desde esse momento, já começa a formação de um novo ser, sendo o nascimento com vida mera confirmação da situação jurídica preexistente. Nesse sentido, o Código Civil adota, a respeito da personalidade, a teoria concepcionista. Comentários: Art. 2º: a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Assim, percebe-se o que o Código Civil não adotou a teoria concepcionista (na qual a personalidade é adquirida com a concepção), e sim a teoria natalista (na qual a personalidade é adquirida com o nascimento com vida). Gabarito: Errado Questão 04. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) A personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida, o que se constata coma respiração. Entretanto, a lei também resguarda os direitos do nascituro, que, desde a concepção, já possui todos os requisitos da personalidade civil. Comentários: O nascituro tem proteção legal (art. 2º), mas não possui todos os requisitos da personalidade, que só começa com o nascimento com vida. Gabarito: Errado Questão 05. (CESPE – Promotor – MPMT/2004) O nascituro tem personalidade jurídica no que se refere aos direitos personalíssimos e aos da personalidade. No entanto, somente após o nascimento com vida adquire a personalidade jurídica material, alcançando os direitos patrimoniais. Comentários: O nascituro possui algumas proteções jurídicas, porém, só adquire a personalidade civil com o nascimento com vida (art. 2º). Gabarito: Correto Questão 06. (CESPE – Técnico Judiciário – área administrativa – TRTES/2009) A capacidade é a medida da personalidade, sendo que para uns a capacidade é plena e para outros, limitada. Comentários: A capacidade plena é adquirida com a maioridade (art. 5ºdo CC) ou com a emancipação (art. 5º, parágrafo único). A capacidade é limitada para os incapazes (arts. 3º e 4º). Gabarito: correto 91 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 07. (CESPE – Analista – MPS/2010) Para adquirir capacidade de fato, uma pessoa deve preencher determinadas condições biológicas e legais. Comentários: Para adquirir a capacidade de fato a pessoa tem que, além de possuir capacidade de direito (condição biológica: nascer com vida), tem que preencher os requisitos legais, como a maioridade civil. Gabarito: correto Questão 08. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A capacidade é conceito básico da ordem jurídica, o qual se estende a todos os homens, consagrado na legislação civil e nos direitos constitucionais de vida, liberdade e igualdade. Comentários: A capacidade de direito é realmente um conceito básico da ordem jurídica, uma vez que ela é inerente ao ser humano. Porém, a capacidade de fato não é, uma vez que nem todos a têm (por exemplo, o menor de 16 anos não possui essa capacidade). Gabarito: errado Questão 09. (CESPE – Analista jurídico - FINEP-MCT/2009) A capacidade de fato é inerente a toda pessoa, pois se adquire com o nascimento com vida; a capacidade de direito somente se adquire com o fim da menoridade ou com a emancipação. Comentários: Na verdade, é ao contrário. A capacidade de direito se adquire com o nascimento com vida, sendo inerente a toda pessoa (art. 1º) e a capacidade de fato é adquirida com o alcance da maioridade (art. 5º) ou pela emancipação (art. 5º, parágrafo único). Gabarito: errado Questão 10. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil. Comentários: Com a maioridade, adquire-se a capacidade de fato ou de exercício. A capacidade de direito é inerente ao ser humano. Gabarito: errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 11. (CESPE – Analista judiciário – TJ-CE/2008) A capacidade de exercício ou de fato pressupõe a de gozo, mas esta pode subsistir sem a capacidade de exercício. Comentários: A capacidade de gozo ou de direito é inerente à personalidade. Segundo o art. 1º, toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Já a capacidade de exercício ou de fato é a capacidade que a pessoa tem de exercer por si os atos da vida civil. Assim, o menor relativamente capaz tem capacidade de direito (toda pessoa tem), mas não tem a de fato. Gabarito: correto Questão 12. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) No que respeita à capacidade de gozo ou de direito, as pessoas naturais absolutamente incapazes estão privadas da capacidade de adquirir direitos e obrigações na ordem civil. Comentários: A capacidade de gozo ou de direito é inerente a toda pessoa (art. 1º). As pessoas absolutamente incapazes podem adquirir direitos e obrigações. O que elas não possuem é a capacidade de exercício ou de fato, ou seja, exercer esses direitos por si. Gabarito: errado Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) Considera-se absolutamente incapaz o indivíduo que não pode exprimir, mesmo que temporariamente, sua vontade. Comentários: Art. 3º, III, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Gabarito: correto Questão 14. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O indivíduo que dissipa seu patrimônio torna-se absolutamente incapaz de exercer qualquer ato da vida civil. Comentários: Quem dissipa seu patrimônio é denominado pródigo, que é considerado relativamente incapaz pelo Código Civil (art. 4º, IV). Gabarito: errado Questão 15. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Nos termos da legislação em vigor, os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 93 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: De acordo com o art. 4º, III, eles são relativamente incapazes. Gabarito: errado Questão 16. (ESAF/Analista de Controle Externo/2006/TCU) Aponte a opção falsa. a) A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. b) O portador de doença neurológica degenerativa progressiva por não ter discernimento é tido como absolutamente incapaz. c) A capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, deverá ser regida por leis especiais. d) Admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (p. ex. naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. e) A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade. Comentários: A alternativa “a” está correta. A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. A alternativa “b” está correta. O portador de doença neurológica degenerativa progressiva por não ter discernimento é tido como absolutamente incapaz. Cai no bizu do “NÃO”. Ele não é incapaz por ter doença neurológica, mas por NÃO ter discernimento. A alternativa “c” está correta. Art. 4o Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. A alternativa “d” está correta. Admite-se sim a morte presumida sem decretação de ausência (art. 7o). Tratarei do tema no tópico “fim da personalidade”. A alternativa “e” está errada. Tutor se dá ao menor ante a ausência dos pais e curador se dá à pessoa maior incapaz ou enfermo. A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor é um munus público, cometido por lei a alguém não somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazêlo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade, mas para 94 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ praticar todos os atos da vida civil até e enquanto durar a incapacidade. Gabarito: e Questão 17. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Admite-se a outorga, por concessão dos pais, de capacidade civil a menor com dezesseis anos de idade completos, mediante instrumento público, e independentemente de homologação legal. Comentários: Essa é a previsão do art. 5º, parágrafo único, inciso I. Na falta de um dos pais, o outro pode exercer esse direito nos mesmos termos. Gabarito: correto Questão 18. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se separar judicialmente aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. Comentários: A emancipação é definitiva, irrevogável, ou seja, uma vez emancipado, não há mais volta. Assim, nem o divórcio nem a morte do outro cônjuge têm o condão de incapacitar o emancipado. Há exceções, como no caso de o casamento ser nulo, pois, nesse caso, nunca houve emancipação. Gabarito: errado Questão 19. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) A emancipação pela concessão dos pais ocorre mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. Comentários: É o que prevê o art. 5º, parágrafo único, inciso I. Vale ressaltar que na falta de um dos pais, ou outro pode conceder nesses mesmos termos. Gabarito: correto Questão 20. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. ( ) Os recém-nascidos e os amentais possuem a capacidade de direito e de fato ou de exercício, visto que podem herdar. 95 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ( ) Presume-se a morte, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. ( ) Os atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação serão registrados em registro público. a) V, V, F, V b) F, V, F, V c) F, F, V, F d) V, F, F, F e) F, F, F, F Comentários: O Item I está errado. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. O Item II está errado. Os recém-nascidos (menores de 16 anos) e os amentais (deficientes mental sem discernimento) somente possuem a capacidade de direito. O Item III está errado. Presume-se a morte, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva – art. Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. O tema será tratado no tópico “fim da personalidade”. O Item IV está errado. Art. 10. Far-se-á averbação (e não registro) em registro público: II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. Gabarito: e Questão 21. (ESAF/SEFAZ/PI/2001) Assinale a opção falsa. a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência. b) O instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável. c) A legitimação é a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo. d) A capacidade é a regra e a incapacidade é a exceção. 96 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) A capacidade de gozo é a aptidão para exercer por si os atos da vida civil. Comentários: A alternativa “a” está correta. Supre -se a incapacidade por meio da representação (absolutamente incapaz) ou assistência (relativamente incapaz). A alternativa “b” está correta. A incapacidade visa proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável (que pode ser medida, podendo ser absoluta ou relativa). A alternativa “c” está correta. Legitimidade é a aptidão para a prática de atos processuais e decorre da capacidade de fato. Possui legitimidade para a prática de atos processuais a pessoa maior de idade. A legitimação é a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo. A alternativa “d” está correta. A capacidade é a regra porque basta ser pessoa, nascer com vida, ter personalidade para que se tenha a capacidade de direito ou de gozo, aptidão genérica para adquirir direitos e deveres. A incapacidade é a exceção. Somente as pessoas elencadas nos arts. 3o e 4o a possuem. A alternativa “e” está errada. A capacidade de fato, exercício ou de ação é a aptidão para exercer por si os atos da vida civil. A capacidade de direito ou de gozo é a aptidão genérica para adquirir os atos da vida civil. Gabarito: e Questão 22. (ESAF/TRT 7a Região/Juiz Substituto/2005) Os usuários de psicotrópicos, que sofram redução na sua capacidade de entendimento, não poderão praticar atos na vida civil sem assistência de um curador, desde que interditos. Comentários: Note que a questão diz “sofram redução na sua capacidade“, ou seja, a pessoa não está totalmente privada da sua capacidade. Os usuários de psicotrópicos, que têm a capacidade de entendimento reduzida, se forem interditados, são considerados relativamente incapazes, necessitando de assistência para que sejam assistidos na prática dos atos da vida civil. Gabarito: correta. 97 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 23. (ESAF/CGU/Correição/2006) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. Comentários: A capacidade é a medida da personalidade. Mesmo o preso possui os direitos decorrentes da personalidade, possuindo também capacidade. Além disso, a condenação criminal não é causa de incapacidade civil. Gabarito: errada. Questão 24. (CESPE - Juiz Federal - TRF - 1ª Região/2009) Na sistemática do Código Civil, não se admite a declaração judicial de morte presumida sem decretação de ausência. Comentários: O art. 7º do Código Civil estabelece expressamente que pode ser declarada a morte presumida sem decretação de ausência, nos casos em que: for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; e, se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Gabarito: errado Questão 25. (ESAF/2010/SMF-RJ/Fiscal de Rendas) Assinale a opção correta. a) O registro da pessoa jurídica declarará o modo por que se ministra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente. b) A capacidade de fato ou de exercício é inerente a todo o ser humano, já que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. c) As pessoas com mais de 70 anos são consideradas relativamente incapazes, pois a lei presume que elas não têm o necessário discernimento para praticar os atos da vida civil. d) O recém-nascido, por não poder exercer pessoalmente os atos da vida civil, não pode ter direitos e obrigações de qualquer espécie. e) Os funcionários públicos consideram-se domiciliados no lugar onde exercem suas funções, mesmo que periódicas ou temporárias. Comentários: Gabarito: a Questão 26. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor Fiscal da Receita Federal) Se uma pessoa, que participava de operações bélicas, não for encontrada até dois anos após o término da guerra, configurada está a: 98 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) declaração judicial de morte presumida, sem decretação de ausência. b) comoriência. c) morte civil. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência. e) morte real. Comentários: Art. 7º. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Morte Presumida: Via Sentença declaratória de falecimento, sem o cadáver. Comoriência ou simultaneamente. morte simultânea: Pessoas que morreram

Declaração de Ausência: formalização de desaparecimento de alguém que não indicou seu paradeiro. Sem o cadáver. Morte Real: Via certidão de óbito. Com o cadáver. A morte presumida sem decretação de ausência quando: - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; - se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Gabarito: a Questão 27. (ESAF/2006/CGU/Analista de Finanças e Controle/Área Correição) Assinale a opção verdadeira. a) O estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. b) Artista plástico menor, com 16 anos de idade, que, habitualmente, expõe, mediante remuneração, numa galeria, não adquire capacidade. c) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. d) A capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. e) Se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, seus parentes 99 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ poderão requerer ao juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. Comentários: São dois os critérios para atribuição de nacionalidade primária (originária: resultado do fato natural: o nascimento): Origem sanguínea - ius sanguinis: funda-se no vínculo do sangue, segundo o qual será nacional todo aquele que for filhos de nacionais, independente do local de nascimento. Origem territorial - ius solis: atribui à nacionalidade a quem nasce no território do Estado que o adota, independentemente da nacionalidade dos ascendentes. O Brasil adota o critério ius solis, enquanto outros países, como a Alemanha, adota o critério ius sanguinis. Portanto, filho de alemães, nascidos no Brasil são alemães natos e brasileiros natos. O ESTADO CIVIL (solteiro, casado, viúvo, separado judicialmente ou divorciado) cria direitos e deveres específicos; assim como o parentesco, que dá nascimento a deveres e direitos, nos campos do direito de família e das sucessões. O ESTADO INDIVIDUAL pode ser encarado sob o aspecto da idade (maiores ou menores); do sexo (homens e mulheres) e da saúde (do ponto de vista da saúde mental, que pode tornar a pessoa relativa ou absolutamente incapaz e, conforme certos defeitos físicos, como cegueira, surdo-mudez etc., inibir o indivíduo para certos e determinados atos da vida civil). O estado, portanto, qualifica a pessoa dentro da sociedade. Quando desejamos situar uma pessoa, diferençando-a de outra, devemos verificar sua qualificação, isto é, o status, nessas três esferas, ocupado pelo indivíduo na sociedade." A individualização é o modo particular da pessoa existir. Aspectos do estado da pessoa natural são: individual, familiar e político. O estado individual é o modo de ser da pessoa quanto à idade, sexo, cor, altura, saúde, etc. Vale salientar que algumas dessas particulares (idade e saúde) exercem influência sobre a capacidade civil (maioridade e menoridade). O estado familiar é que indica a situação da pessoa na família em relação ao matrimônio (solteiro, casado, separado, divorciado, viúvo) 100 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e ao parentesco consanguíneo (pai, filho, irmão) ou afim (sogro, genro, etc.). O estado político é a qualidade jurídica que decorre da posição do indivíduo na sociedade política, podendo ser nacional, podendo ser nato (art. 12, I, Constituição Federal) ou naturalizado (art. 12, II, a, Constituição Federal) ou estrangeiro (art. 12, II, b, Constituição Federal). Alternativa “d” está errada: Evite a confusão: Capacidade de direito ou de gozo e Capacidade de fato ou de exercício. A segunda não subsiste sem a primeira (e não o contrário, como na alternativa). Capacidade de direito = capacidade de gozo. Todos possuem. Capacidade de exercício = capacidade de fato. Nem todos possuem. Portanto, a capacidade de exercício/fato pressupõe a existência da capacidade de direito/gozo, e esta subsiste de qualquer forma, pois todos, sem exceção, a possuem. Atenção! Alternativa “b” está errada = pegadinha. Nessas condições, ele não adquire a EMANCIPAÇÃO. Pela emancipação uma pessoa incapaz torna-se capaz. Da forma como a alternativa foi exposta, presume-se que o artista plástico com 16 anos de idade que habitualmente expõe, mediante remuneração, possui economia própria, enquadrando-se em uma das possibilidade previstas no art. 5º, parágrafo único, V, CC: cessação da incapacidade pela existência de relação de emprego que proporcione economia própria para o mnenor com 16 anos completos. A alternativa "e" está errada porque a ação proposta não é a declaratória de ausência, mas sim a de "justificação de óbito". A alternativa “a” está correta: O estado é indivisível porque, apesar de serem muitas suas designações, não pode ser considerado a não ser em seu conjunto. Assim, uma pessoa não se considera solteira e casada ao mesmo tempo. O estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. A alternativa “c” está errada. A condenação criminal não está prevista nos arts. 3º (incapacidade absoluta) e 4º (incapacidade relativa) do CC. A alternativa “e” está errada: Se alguém desaparecido em campanha 101 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, seus parentes poderão requerer ao juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. Será declarada a morte presumida, sem decretação de ausência (art. 7º, CC). Nesse caso, será aberta a sucessão definitiva. Gabarito: a Questão 28. (ESAF/2006/MTE/Auditor Fiscal do Trabalho) Assinale a opção falsa. a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência, o que lhes dá segurança, quer em relação a sua pessoa, quer em relação ao seu patrimônio, possibilitando-lhes o exercício de seus direitos. b) A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação da ausência. c) A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato, porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicopático. d) O assento da sentença de interdição no registro de pessoas naturais e a publicação editalícia não são dispensáveis para lhes assegurar eficácia erga omnes. e) Em relação à menoridade, a incapacidade cessa quando o menor completar 18 anos ou for emancipado. Comentários: A alternativa “a” está correta: A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação (absolutamente incapaz) ou assistência (relativamente incapaz). A alternativa “b” está correta: A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação da ausência. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomearlhe-á curador, caso em que SERÁ DECRETADA A MORTE PRESUMIDA COM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A alternativa “c” está correta: A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato, porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicopático. A alternativa “d” está falsa: não há necessidade de publicação no processo de interdição, apenas o assento no registro de pessoas naturais. Segundo o art. 1.184 do CPC, a sentença de interdição produz efeitos desde logo, apesar de sujeita a assentamento em registro e de publicação editalícia e em imprensa local. Aí está o erro. A expressão erga omnes, de origem latina (latim erga, "contra", e omnes, "todos"), é usada principalmente no meio jurídico para indicar que os efeitos de algum ato ou lei atingem todos os indivíduos de uma determinada população ou membros de uma organização, para o direito internacional. A alternativa “e” está correta: Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil . Parágrafo único. EMANCIPAÇÃO: Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Gabarito: d Questão 29. (CESPE – Procurador – AGU/2010) O titular de um direito da personalidade pode dispor desse direito, desde que o faça em caráter relativo. Comentários: Os direitos de personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, porém, é possível sua disposição, desde que de forma relativa. Exemplo: art. 13, que dispõe que salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Gabarito: correto 103 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 30. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo sofrer exceção e nem o seu exercício sofrer limitação voluntária. ( ) É ampla a permissão do ato de disposição do próprio corpo, inclusive para fins de transplante, in vida. ( ) O nome da pessoa pode ser empregado por outrem, sem autorização, em propaganda comercial, desde que não a exponha ao desprezo público. ( ) O pseudônimo adotado para atividades lícitas não goza da proteção que se dá ao nome. a) V, V, F, V b) F, V, F, V c) F, F, V, F d) V, F, F, V e) F, F, F, F Comentários: O Item I está falso: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Ou seja: a lei é exceção à regra. O Item II está falso: não é ampla a disposição do corpo. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. O Item III está falso: Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. O Item IV está falso: Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Gabarito: e Questão 31. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As pessoas jurídicas de direito privado adquirem sua existência própria com a assinatura de seu ato constitutivo. Esse ato constitutivo deverá revestir-se de forma pública, por instrumento público ou por 104 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ testamento, salvo quando se tratar de fundações de direito público, que são criadas por lei. Comentários: Errado. Segundo o art. 45 o Código Civil, a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, ou seja, Registro Público de Empresas Mercantis (Lei nº 8.934/94), para sociedades de caráter empresarial, ou Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Lei nº 6.015/73), para sociedades de caráter não empresarial. As fundações públicas não são criadas por lei; têm sua instituição autorizada por lei (art. 37, XIX da CF). Gabarito: errado Questão 32. CESPE - 2012 - TJ-AL - Analista Judiciário - Área Judiciária No que se refere às pessoas naturais e jurídicas, assinale a opção correta. a) Capacidade de fato é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. b) De acordo com a teoria da realidade objetiva, a pessoa jurídica equipare-se à pessoa natural. c) No ordenamento jurídico brasileiro, não está prevista a desconsideração indireta da personalidade jurídica. d) O nascituro e o embrião possuem personalidade jurídica formal, e apenas a partir do nascimento com vida se adquire a personalidade jurídica material e se alcançam os direitos patrimoniais e obrigacionais. e) Capacidade de gozo ou de exercício é a aptidão para exercer, por si, os atos da vida civil. Comentários: Capacidade jurídica Geral ou Plena= Capacidade de Direito + Capacidade de Fato: A capacidade de gozo ou de direito é ínsita ao ente humano, toda pessoa normalmente tem essa capacidade; nenhum ser dela pode ser privado pelo ordenamento jurídico.CC- art. 1°: "Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil". a) Capacidade de fato é a aptidão para obrigações na vida civil. Errado. O enunciado traz a definição (gozo). Capacidade de fato (exercício) por si os atos da vida civil. b) De acordo com a teoria da realidade equipare-se à pessoa natural. 105 Prof. Márcia Albuquerque adquirir direitos e contrair da capacidade de direito é a aptidão para exercer objetiva, a pessoa jurídica

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Errado. O enunciado traz a definição da teoria da equiparação. A teoria da realidade objetiva afirma que a pessoa jurídica possui existência e vontade própria distinta da de seus membros. c) No ordenamento jurídico brasileiro, não está prevista a desconsideração indireta da personalidade jurídica. Errado. A desconsideração indireta da personalidade jurídica é uma faceta da desconsideração inversa da personalidade jurídica, aplicada nos casos que envolvam pessoas jurídicas organizadas em grupo (coligadas, controlador-controlada). A desconsideração inversa da personalidade jurídica possui guarita no ordenamento jurídico brasileiro. d) O nascituro e o embrião possuem personalidade jurídica formal, e apenas a partir do nascimento com vida se adquire a personalidade jurídica material e se alcançam os direitos patrimoniais e obrigacionais. Certo. Esse enunciado parece ter sido claramente retirado do livro de direito civil da Maria Helena Diniz: "Na vida intrauterina tem o nascituro e na vida extrauterina tem o embrião, concebido in vitro, personalidade jurídica formal, no que atina aos direitos de personalidade, visto ter carga genética diferenciada desde a concepção, passando a ter personalidade jurídica material, alcançando os direitos patrimoniais e obrigacionais, que se encontram em estado potencial, somente com o nascimento com vida". (Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil Vol. 1, pg. 205, 27ª edição). e) Capacidade de gozo ou de exercício é a aptidão para exercer, por si, os atos da vida civil. Errado. Capacidade de gozo, que não se confunde com a capacidade de exercício (capacidade de fato), é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. Gabarito: d Questão 33. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. Ao pseudônimo adotado para atividades lícitas será conferida a mesma proteção dada ao nome. Comentários: literalidade do art. 19: Art. 19 o pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Gabarito: correto Questão 34. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. O nome é direito de toda pessoa, no entanto, nele não se compreende o sobrenome. 106 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 16: toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendido o prenome e o sobrenome Gabarito: errado Questão 35. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e intransmissíveis, salvo exceção prevista em lei, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Comentários: Art. 11: Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Gabarito: errado Questão 36. CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Processual Julgue o item que se segue, relativo a pessoas jurídicas. Todo grupo social constituído para a consecução de uma finalidade comum é dotado de personalidade, como a massa falida, por exemplo, que é representada pelo síndico. Comentários: O erro da questão está na primeira parte onde fala que "Todo grupo social constituído para a consecução de uma finalidade comum é dotado de personalidade". Reza o Código de Processo Civil: Art. 12. § 2º - As sociedades sem personalidade jurídica, quando demandadas, não poderão opor a irregularidade de sua constituição. Já a segunda está perfeita, vejamos o que diz o código: Art. 12 Serão representados em juízo, ativa e passivamente: III - a massa falida, pelo síndico; Gabarito: errado Questão 37. CESPE - 2007 - MPE-AM - Promotor de Justiça A respeito das pessoas naturais e jurídicas, assinale a opção correta. a) Aquisição da personalidade jurídica da pessoa natural opera-se desde a sua concepção. Por isso, embora ainda não nascida, a pessoa tem capacidade jurídica e pode ser titular de direitos e obrigações. b) Poderá ser declarada judicialmente a morte presumida de uma pessoa desaparecida, depois de esgotadas todas as possibilidades de encontrá-la. Nesse caso, a sentença que decretar a ausência reconhece o fim da personalidade da pessoa natural, nomeia-lhe um curador e, por fim, determina a abertura da sucessão definitiva. c) A desconsideração da personalidade jurídica é instrumento apto a responsabilizar a pessoa física pelo uso abusivo daquela, exigindo-se para a decretação o atendimento de pressupostos específicos 107 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ relacionados com a fraude ou o abuso de direito em prejuízo de terceiros. Todavia, dispensa- se a propositura de ação autônoma, podendo referida desconsideração ser concedida incidentalmente no próprio processo de execução, a requerimento da parte ou do MP. d) No ato constitutivo da pessoa jurídica de direito privado, faz- se necessária a inscrição de seu domicílio, que deve coincidir com a sede de sua administração, ou com a residência de seu proprietário ou de seu administrador, salvo no caso de se eleger domicílio especial. Quando a pessoa jurídica tiver multiplicidade de domicílios, ela pode ser demandada em qualquer um deles. e) A emancipação voluntária pode ser revogada por sentença judicial, desde que os pais comprovem que o filho, por fato superveniente, tornou-se incapaz de administrar a si e aos seus bens. Nesse caso, o emancipado retorna à anterior situação de incapacidade civil, e os pais podem ser responsabilizados solidariamente pelos danos causados pelo filho que emanciparam. Comentários: A) INCORRETA. CC, Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. B) INCORRETA. CC, Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. C) CORRETA. D) INCORRETA. CC. Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: (...) IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. E) INCORRETA. A emancipação é irrevogável. Porém, tratando-se de emancipação inválida, torna-se plenamente possível a sua anulação por sentença judicial. Atente-se, entretanto, para o fato de que não se trata de revogação, pois esta é o desfazimento de um ato válido. Diferente da anulação que é o cancelamento de um ato inválido, ou seja, fruto de erro, dolo, coação. Gabarito: c Questão 38. CESPE - 2009 - SEAD-SE (FPH) - Procurador Julgue os itens seguintes de acordo com o Código Civil e sua respectiva lei de introdução. Alguém pode validamente dispor, com objetivo científico, 108 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Tal disposição, porém, será irrevogável. Comentários: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Direito ao corpo: Há a doação inter vivos e a post mortem. A inter vivos é limitada pela indisponibilidade do direito à saúde do doador. Em regra, podem ser doadas partes destacáveis do corpo humano, como as renováveis ou regeneráveis (leite, sangue, medula óssea, pele, óvulos, esperma, fígado) e órgãos duplos (rins). Quanto a receber por doar tais órgãos: doação de órgãos internos e sangue não podem ser remunerados, é um ato de caridade. Não é admitida a doação de órgãos por seres-humanos em situação de vulnerabilidade, ex.: crianças, idoso, doentes e presos. Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Na doação em vida de órgãos, pode-se indicar o beneficiário, o destinatário da doação. Quanto à doação post mortem, é feita uma divisão pela doutrina: Finalidade altruística – é aquela que tem por objetivo o transplante de órgãos. A redação original do art. 4º da Lei 9434/97 trazia o princípio do Presumed consent – princípio do consentimento reduzido (se nada dissesse, era porque era doador) – revogado! Em regra, assim, prevalece a vontade do falecido, autorizando ou proibindo a doação. Somente no silêncio do falecido é que deve ser observada a manifestação de vontade dos parentes. Finalidade científica – é aquela que a pessoa destina o seu corpo inteiro ou em parte a pesquisas de caráter científico e a escolas de medicina. 109 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 2º da Lei 8.501/92: O cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de tinta dias, poderá ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de caráter científico. Gabarito: errado Questão 39. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária Acerca da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC) e da personalidade das pessoas, julgue os itens a seguir. De acordo com a sistemática adotada pelo Código Civil, a personalidade da pessoa natural tem início com o nascimento com vida. Por outro lado, no que tange às pessoas jurídicas de direito privado, em especial as sociedades, a personalidade tem início com a formalização de seus atos constitutivos, mediante a assinatura do contrato social pelos seus sócios ou fundadores. Comentários: Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Gabarito: errado Questão 40. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária Com referência a tutela, curatela, ausência, casamento, relações de parentesco e sucessão, julgue os próximos itens. Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro. Comentários: “NASCITURO. Derivado do latim nasciturus, particípio passado denasci, quer precisamente indicar aquele que há de nascer. Designa, assim, o ente que está gerado ou concebido, tem existência no ventre materno: está em vida intrauterina. Mas 110 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ não nasceu ainda, não ocorreu o nascimento dele, pelo que não se iniciou sua vida como pessoa“. Código Civil - artigo 2º. “A personalidade civil do homem começa com o nascimento; mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”. Art. 1.779. Dar-se-á curador ao nascituro, se o pai falecer estando grávida a mulher, e não tendo o poder familiar. Parágrafo único. Se a mulher estiver interdita, seu curador será o do nascituro. Gabarito: correta Questão 41. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária - específicos Com referência a tutela, curatela, ausência, casamento, relações de parentesco e sucessão, julgue os próximos itens. A ausência é uma causa de incapacidade reconhecida pelo Código Civil, de maneira que, se ela for declarada judicialmente, deve-se nomear curador ao ausente. Comentários: Considera-se ausente pessoa de que deixa o seu domicílio, sem deixar notícias suas e nem representante ou procurador que administre os seus bens. Nestes casos, a requerimento do MP ou de outro interessado, o juiz declarará a ausência e nomeará curador provisório. Artigo 22: somente no caso do ausente desaparecer sem deixar mandatário é que o juiz declarará desde logo a ausência. Declarar-se-á também a ausência, e normear-se-á curador, quando o mandatário nomeado pelo ausente se recusar ou não puder continuar a exercer o mandato ou, ainda, quando os poderes a ele conferidos forem insuficientes (art. 23). CAPACIDADE CIVIL De acordo com a definição clássica, capacidade é a medida da personalidade. A capacidade de direito (aquisição ou gozo de direito) é a que todos possuem. Já a capacidade de fato ( de exercício de direito) é a aptidão para exercer pessoalmente (por si só) os atos da vida civil. A capacidade civil não deve ser confundida com a legitimação, pois esta é a aptidão para a prática de determinados atos jurídicos. A incapacidade de direito que é a restrição legal imposta ao exercício da vida civil, classifica-se da seguinte forma no novo Código Civil Brasileiro. A ausência não tem nada haver sobre uma das formas de incapacidade da pessoa. Os arts. 22 e 23 dispõem sobre os requisitos para nomear curador ao ausente: 111 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Desaparecer Não deixar sem representante deixar ou notícias procurador

- Mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou tenha poderes insuficientes. - Requerimento de qualquer interessado ou do MP. Gabarito: errado Questão 42. CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito das pessoas naturais e jurídicas, julgue os itens subsequentes. Nos termos do Código Civil de 2002, a proteção dos direitos da personalidade aplica-se, indistintamente, às pessoas naturais e às pessoas jurídicas, desde que constituídas na modalidade de associações. Comentários: Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. Falso como observado, os direitos de personalidade aplicam-se, NO QUE COUBER, a proteção dos direitos de personalidade das pessoas Jurídicas (ou seja, qualquer tipo de pessoa jurídica). Gabarito: errado Questão 43. CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Em relação a pessoas, domicílio e atos jurídicos, julgue os itens subsequentes. De acordo com o que dispõe o Código Civil, um indivíduo maior de 18 anos de idade que faz uso eventual de entorpecente é considerado relativamente incapaz. Comentários: Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: II - os ébrios habituais, OS VICIADOS EM TÓXICOS, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. De acordo com o que dispõe o Código Civil, um indivíduo maior de 18 anos de idade que faz uso eventual de entorpecente NÃO é considerado relativamente incapaz. Apenas será considerado relativamente incapaz se a dependência física e psíquica comprometer a saúde e sanidade do viciado de forma a diminuir sua capacidade mental. A habitualidade é que é 112 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ determinante para a incapacidade relativa, no caso da questão tratase de eventual uso, eis o erro. Gabarito: errado Questão 44. CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário - Execução de Mandados Com base na Lei n.º 10.406/2002, que dispõe sobre o Novo Código Civil, julgue os itens a seguir. Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil. Comentários: Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Capacidade de direito - nascimento, ressalvado os direitos do nascituro. Capacidade de fato - com a maioridade civil. Com a maioridade civil (aos 18 anos de idade) adquirir-se a capacidade de fato ou de exercício para todos os atos da vida civil (capacidade plena). Insta ressaltara que a capacidade de gozo ou de direito é adquirida com o nascimento com vida (o CC/02 adota a teoria natalista), ficando a salvo os direitos do nascituro desde a concepção. Portanto todo sujeito possui capacidade de direito mas nem todo sujeito possui capacidade de fato. Gabarito: errado Questão 45. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia A propósito da personalidade e dos direitos a ela inerentes, julgue os itens que se seguem. O direito civil vigente tutela a imagem e a honra em vida, ou após a morte da pessoa, sejam elas atingidas por qualquer meio de comunicação. Comentários: A existência da pessoa natural termine com a morte (art.6); porém a lei protege alguns bens jurídicos do morto, que uma vez lesionados, reflexamente (dano moral reflexo ou dano em ricochete) atingem seus parentes, entes queridos. Tal entendimento está positivado no ordenamento na forma de alguns dispositivos. São eles: Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento 113 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. Quanto à pessoa atingida, o dano moral pode ser assim classificado: a) Dano moral direto – aquele que atinge a própria pessoa, a sua honra subjetiva (auto estima) ou objetiva (repercussão social da honra). b) Dano moral indireto ou "dano em ricochete"- aquele que atinge a pessoa de forma reflexa, como no caso de morte de uma pessoa da família. Em casos tais, terão legitimidade para promover a ação indenizatória os lesados indiretos. Essa categoria de dano moral, gerada a partir de acontecimento envolvendo determinada pessoa, mas com o condão de causar sofrimento a diversas outras que não foram diretamente atingidas, é denominada de dano moral reflexo ou de dano moral em ricochete. Dano moral em ricochete é aquele que, embora decorrente de um fato ocorrido com determinada pessoa, possui o condão de atingir o patrimônio moral de terceiros, notadamente daqueles que possuem vinculação afetiva mais estreita com a vítima direta. O acidente de trabalho, com óbito, é um dos fatos, na seara trabalhista, que mais comumente podem gerar danos morais indiretos, atingindo, em ricochete, familiares e parentes que gozavam de convivência próxima com o trabalhador falecido. Gabarito: correto Questão 46. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia A propósito da personalidade e dos direitos a ela inerentes, julgue os itens que se seguem. A publicidade comercial que divulgue nome alheio ou pseudônimo adotado para fins lícitos, sem autorização, configura violação a direito da personalidade. Comentários: A prática descrita no enunciado da questão constitui violação porque o ordenamento jurídico protege o nome, bem como o pseudônimo para fins lícitos. Art.2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 114 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art.18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Art.19. O pseudômino adotado para atividades lícitas goza da proteção que se da ao nome. Gabarito: correto Questão 47. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia Com relação à capacidade jurídica da pessoa natural, julgue os próximos itens. No regime do novo Código Civil, os menores com dezesseis anos de idade podem ser emancipados, a requerimento dos pais, em ato conjunto, ou de um deles na falta do outro, condicionado à homologação judicial. Comentários: Quando os pais requerem, conjuntamente, ou unilateralmente na falta do outro, a emancipação no menor relativamente incapaz, não há se falar em necessidade de homologação judicial. O procedimento descrito pode ser feito desimpedidamente. Art. 5 - A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; Gabarito: errado Questão 48. (CESPE – EXAME DE ORDEM 136º – OAB-SP/2008) O conceito de pessoa jurídica pode ser entendido como o conjunto de pessoas ou de bens arrecadados que adquire personalidade jurídica própria por uma ficção legal. Entre as teorias que procuram justificar a existência da pessoa jurídica, a adotada no Código Civil de 2002 é a teoria da realidade técnica. Comentários: A teoria adotada pelo CC/2002 foi a teoria da realidade técnica, pela qual a pessoa jurídica não é uma simples abstração, tendo existência de fato. Gabarito: Correto

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 49. (CESPE/Defensor Público/DPE/ES/2009) A União, os estados, o DF e os municípios são, de acordo com o Código Civil, as únicas pessoas jurídicas de direito público interno. Comentários: Cuidado com os vocábulos “talvez”, “únicas”, “sempre”, “nunca”, etc. Muitas vezes tornam o item incorreto. Art. 41: além dessas, as autarquias, as associações públicas e outras entidades de caráter público criadas por lei. Gabarito: Errado Questão 50. (CESPE - Juiz Federal - TRF - 1ª Região/2009) Segundo o Código Civil, a União, os estados, o DF e os municípios legalmente constituídos possuem personalidade jurídica e, por isso, podem ser sujeitos de direitos e obrigações. Tal prerrogativa estende-se às câmaras municipais. Comentários: A União, os estados, o DF e os municípios estão previstos expressamente no art. 41 como pessoas jurídicas de direito público interno. As câmaras municipais são órgãos públicos e não possuem personalidade jurídica. Gabarito: Errado Questão 51. (CESPE - Analista judiciária - TRE-BA/2009) A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios são pessoas jurídicas de direito público interno. Comentários: Esses entes estão previstos expressamente no art. 41 como pessoas jurídicas de direito público interno. Gabarito: Correto Questão 52. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno; já as pessoas jurídicas regidas pelo direito internacional público são de direito público externo. Comentários: As autarquias são pessoas jurídicas de direto público interno (art. 41, IV). Art. 42: são pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Gabarito: Correto Questão 53. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As sociedades são pessoas jurídicas de direito privado, mesmo que tenham como sócios ou acionistas entes de direito público interno. 116 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 44, II: as sociedades são pessoas jurídicas de direito privado. É possível que entes de direito público interno sejam sócios de sociedades, o que não as tornam empresas com personalidade de direito público. Gabarito: Correto Questão 54. (CESPE – Agente Administrativo – AGU/2010) Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito público interno. Comentários: Art. 44, inciso V diz expressamente que os partidos políticos como pessoas jurídicas de direito privado. Gabarito: Errado Questão 55. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) Os partidos políticos não são considerados pessoas jurídicas, pois não detêm personalidade. Comentários: Art. 44, V: os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. Gabarito: Errado Questão 56. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) O Código Civil não prevê hipótese de convalescência de defeitos relativos ao ato de constituição de pessoa jurídica de direito privado. Comentários: O parágrafo único do art. 45 dispõe que decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Passados três anos, os possíveis defeitos são convalidados. Gabarito: Errado Questão 57. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) De acordo com a sistemática adotada pelo Código Civil, a personalidade da pessoa natural tem início com o nascimento com vida. Por outro lado, no que tange às pessoas jurídicas de direito privado, em especial as sociedades, a personalidade tem início com a formalização de seus atos constitutivos, mediante a assinatura do contrato social pelos seus sócios ou fundadores. Comentários: Art. 2º: a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida. Em relação às pessoas jurídicas de direito 117 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ privado, sua existência legal começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro (art. 45). Gabarito: Errado Questão 58. (CESPE – Procurador – SEAD-SE/2008) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. Na hipótese de alguém pretender anular a constituição de uma pessoa jurídica de direito privado, por defeito do ato respectivo, deverá fazê-lo em até dois anos, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro, sob pena de prescrição. Comentários: Art. 45, parágrafo único: o prazo é decadencial e de três anos. Gabarito: Errado Questão 59. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) O início da existência legal das associações ocorre com a formalização do estatuto. Comentários: Art. 45: a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, que, no caso das sociedades de caráter não empresarial, como as associações, deve ser feito no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Lei nº 6.015/73). Gabarito: Errado Questão 60. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com o início das atividades. Comentários: Art. 45: a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, ou seja, Registro Público de Empresas Mercantis (Lei nº 8.934/94), para sociedades de caráter empresarial, ou Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Lei nº 6.015/73),para sociedades de caráter não empresarial, como as associações. Gabarito: Errado Questão 61. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As pessoas jurídicas de direito privado adquirem sua existência própria com a assinatura de seu ato constitutivo. Esse ato constitutivo deverá revestir-se de forma pública, por instrumento público ou por 118 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ testamento, salvo quando se tratar de fundações de direito público, que são criadas por lei. Comentários: Art. 45: a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, ou seja, Registro Público de Empresas Mercantis (Lei nº 8.934/94), para sociedades de caráter empresarial, ou Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Lei nº 6.015/73), para sociedades de caráter não empresarial. As fundações públicas não são criadas por lei, e sim têm sua instituição autorizada por lei (art. 37, XIX da CF). Gabarito: Errado Questão 62. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) De acordo com o que dispõe o Código Civil, se a administração da pessoa jurídica vier a faltar por ato voluntário ou involuntário do administrador, o juiz deverá nomear, de ofício, administrador provisório. Comentários: Art. 49: se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer interessado, nomear-lhe-á administrador provisório. Portanto, não cabe ao juiz fazer essa nomeação de ofício. Gabarito: Errado Questão 63. (CESPE – Advogado – SERPRO/2008) No caso de desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial da pessoa jurídica de direito privado, o juiz, a requerimento do Ministério Público ou da parte, poderá determinar que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigação sejam estendidos aos bens particulares dos administradores. Comentários: Chamada de “teoria da desconsideração da personalidade jurídica” - art. 50 do Código Civil. Gabarito: Correto Questão 64. (CESPE – Analista judiciário – TSE/2007) Os bens pertencentes a pessoa jurídica e os bens que integrem o estabelecimento empresarial são de propriedade dos seus sócios, em comunhão ou condomínio, na proporção representada pelas quotas da sociedade limitada ou pelas ações da sociedade anônima. Comentários: Os bens das empresas não se confundem com os bens dos seus sócios. Assim, os bens integrantes do estabelecimento empresarial e os atribuídos à pessoa jurídica pertencem exclusivamente a elas. 119 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: Errado Questão 65. (CESPE – Defensor Público – DPU/2004) Os bens integrantes do estabelecimento empresarial e os atribuídos à pessoa jurídica são de propriedade dos seus sócios em comunhão ou condomínio, na proporção representada pelas quotas da sociedade limitada ou pelas ações da sociedade anônima. Comentários: Os bens das empresas não se confundem com os bens dos seus sócios. Assim, os bens integrantes do estabelecimento empresarial e os atribuídos à pessoa jurídica pertencem exclusivamente a elas. Gabarito: Errado Questão 66. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) Para fins de desconsideração da autonomia patrimonial da pessoa jurídica, o Código Civil adotou a teoria menor. Comentários: O CC adotou a teoria maior, ou seja, aquela em que se exige a ocorrência de desvio de finalidade ou confusão patrimonial (art. 50) para que possa ser desconsiderada a personalidade jurídica (traz hipóteses mais restritas para ensejar a desconsideração). A teoria menor adota um maior número de hipóteses em que se pode desconsiderar a personalidade, como a simples prova de insolvência da pessoa jurídica. Essa teoria é aplicada no direito ambiental e no direito do consumidor. Gabarito: Errado Questão 67. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) Para desconsiderar personalidade jurídica, não se tratando de relação de consumo, o magistrado deve verificar se houve intenção fraudulenta dos sócios que aponte para desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Comentários: Não é necessário se provara intenção de fraudar, e sim se houve desvio de finalidade ou confusão patrimonial (art. 50). Gabarito: Errado Questão 68. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos não são atingidas pela teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Comentários: Não existe nenhum dispositivo legal que faça essa exclusão. 120 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: Errado Questão 69. (CESPE – Promotor – MPE-RN/2009) Para a validade e eficácia da aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica no que concerne ao abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou confusão patrimonial, é imprescindível a demonstração do estado de insolvência da pessoa jurídica. Comentários: Não é necessário demostrar a insolvência da pessoa jurídica. Necessário é a ocorrência de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial - art. 50. Gabarito: Errado Questão 70. (CESPE – Advogado - Correios/2011) Há abuso de personalidade jurídica quando os atos destinados à sua representação e gestão, editados sob a aparência da legalidade da forma, exorbitam os interesses da pessoa jurídica e atingem resultados que, ao mesmo tempo em que a prejudicam, produzem, ilicitamente, benefícios ou vantagens diretas ou indiretas aos seus sócios ou administradores. Comentários: O abuso pode levar à desconsideração da personalidade jurídica, permitindo com os bens particulares dos sócios respondam pelas dívidas da empresa. Gabarito: Correto Questão 71. (CESPE – Delegado – SESP-AC/2007) O patrimônio social da pessoa jurídica não se confunde com os bens particulares dos sócios ou de seus administradores; por isso, ainda quando desconsiderada a personalidade jurídica, os bens dos sócios e administradores não respondem pelas obrigações assumidas pela sociedade. Comentários: A regra é realmente essa, a separação dos bens entre os sócios e a pessoa jurídica. Porém, a desconsideração da personalidade jurídica produz exatamente o efeito de permitir o acesso aos bens dos sócios para responderem pelas obrigações sociais. Gabarito: Errado Questão 72. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) Para a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica, é imprescindível a demonstração de insolvência da pessoa jurídica. 121 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Pelo art. 50 não há necessidade de se mostrar insolvência da pessoa jurídica, bastando que haja abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. A insolvência é uma das hipóteses no caso do Código de Defesa do Consumidor (art.28). Gabarito: Errado Questão 73. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Considerando a situação hipotética acima, a decisão de José implica desconsideração da personalidade jurídica, mas, não poderia ter sido tomada, nessa situação, pois depende exclusivamente de pedido das partes, e não, do Ministério Público. Comentários: Art. 50: em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Gabarito: Errado Questão 74. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, é crucial que se comprove a insolvência da pessoa jurídica. Comentários: Art. 50 - não há necessidade de se mostrar insolvência da pessoa jurídica, bastando que haja abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. A insolvência é uma das hipóteses no caso do Código de Defesa do Consumidor (art.28). Gabarito: Errado Questão 75. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Na hipótese de abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, deve o juiz, de ofício, determinar que os efeitos de certas e determinadas obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. 122 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: O juiz só age de ofício em situações muito específicas, essa não é uma delas. É necessário que haja requerimento do interessado ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo (art. 50). Gabarito: Errado Questão 76. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) Ainda que reste caracterizado o abuso da personalidade jurídica, não pode o juiz decidir de ofício pela desconsideração da personalidade jurídica. Comentários: Art. 50 prevê que o juiz pode decidir, a requerimento da parte ou do Ministério Público, ou seja, precisa ser demandado, não podendo decidir de ofício. Gabarito: Correto Questão 77. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) A pessoa jurídica é dotada de autonomia patrimonial, no entanto, em caso de abuso da personalidade jurídica, pode o juiz, após extinguir a pessoa jurídica, estender os efeitos de certas e determinadas obrigações aos bens particulares dos sócios proprietários. Comentários: No caso de abuso da personalidade jurídica, o juiz não deve extinguir a pessoa jurídica e sim desconsiderar sua personalidade, estendendo os efeitos de certas e determinadas obrigações ao patrimônio pessoal dos sócios. Gabarito: Errado Questão 78. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Nessa situação, José aplicou corretamente o que a doutrina denomina de desconsideração inversa da personalidade jurídica, atingindo-se o patrimônio da pessoa jurídica para garantir a satisfação da obrigação assumida pela pessoa física que compõe o quadro societário da primeira. Comentários: A teoria da desconsideração inversa da personalidade jurídica é exatamente o contrário da desconsideração comum, ou seja, o patrimônio da pessoa jurídica responde por dívidas adquiridas pelos sócios. 123 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: Correto Questão 79. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) A autonomia da pessoa jurídica pode ser desconsiderada para responsabilizá-la por obrigações assumidas pelos sócios. Comentários: É a chamada teoria da desconsideração inversa da personalidade jurídica, em que o patrimônio da pessoa jurídica responde por dívidas adquiridas pelos sócios. Gabarito: Correto Questão 80. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Por ser necessariamente interpretada de forma estrita, a teoria da personalidade jurídica não é admitida na forma inversa. Comentários: A teoria inversa da desconsideração da personalidade é doutrinariamente admitida e permite que o patrimônio da sociedade responda por dívidas dos sócios. Gabarito: Errado Questão 81. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) Para que o juiz decida pela desconsideração da pessoa jurídica, é necessário que haja abuso da personalidade jurídica, o que se caracteriza pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Comentários: É o entendimento do art. 50: para que se possa desconsiderar a personalidade jurídica é necessário que haja o abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Gabarito: Correto Questão 82. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) A teoria da desconsideração tem sido alvo de críticas por impedir a preservação da empresa. Comentários: Essa teoria não impede a preservação da empresa, apenas permite que, em casos específicos, o patrimônio pessoal dos sócios seja atingido pelas dívidas da empresa. Gabarito: Errado Questão 83. (CESPE – tenha sido fruto de desconsideração da passou a ser aplicada Procurador do estado – PGE-AL/2008) Embora construção jurisprudencial, hoje a teoria da personalidade jurídica tem respaldo legal e como regra. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica foi fruto de construção jurisprudencial, sendo, atualmente positivada no CC (CDC, CC, etc.); não é aplicada como regra, e sim como exceção. A regra continua sendo a separação entre o patrimônio dos sócios e o da empresa. Gabarito: Errado Questão 84. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Considerando a situação hipotética acima, a decisão foi correta, eis que aplicou a chamada teoria da desconsideração da personalidade jurídica, que, no Direito brasileiro, possui fonte exclusivamente jurisprudencial, sem que haja previsão legal expressa desta possibilidade no CC. Comentários: A desconsideração da personalidade jurídica está prevista expressamente no art. 50 do CC. Além disso, também há previsão em outros normativos, como no Código de Defesa do Consumidor. Gabarito: Errado Questão 85. (CESPE – Defensor público – DPU/2008) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade é permitida nos casos em que há desvio de seu objetivo social, independentemente da verificação de abuso da personalidade jurídica, da intenção de fraudar a lei ou de causar prejuízos à própria sociedade ou a terceiros. Por isso, depois de despersonalizada a sociedade, os bens particulares dos sócios e dos administradores respondem pela dívida da pessoa jurídica. Comentários: Art. 50 o abuso da personalidade jurídica é caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Gabarito: Errado Questão 86. (CESPE – Técnico Judiciário – TRT-PR/2009) As pessoas jurídicas têm personalidade distinta da dos seus membros. No entanto, em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz extinguir a pessoa jurídica e atingir o patrimônio dos sócios. 125 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Trata-se da desconsideração da personalidade jurídica, prevista no art. 50, que não autoriza a extinção da pessoa jurídica, apenas a desconsideração da personalidade em determinados casos para que se possa atingir o patrimônio dos sócios. Gabarito: Errado Questão 87. (CESPE – Procurador Municipal – Vitória-ES/2007) No caso de abuso da personalidade jurídica, isto é, quando os sócios de uma empresa causarem prejuízos a outrem pelo mau uso de sua autonomia patrimonial, o juízo pode desconsiderar de ofício a personalidade jurídica e determinar a extinção dessa empresa, ou afastar a separação patrimonial entre a sociedade e seus membros. Comentários: A desconsideração da personalidade jurídica não autoriza a extinção da pessoa jurídica, e sim o afastamento da separação patrimonial entre a sociedade e seus sócios, de modo que o patrimônio destes possa responder pelas dívidas da empresa. Gabarito: Errado Questão 88. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) Se o juiz decidir pela desconsideração da pessoa jurídica, a consequência mediata será a invalidade do seu ato constitutivo. Comentários: Não se extingue a pessoa jurídica, apenas se permite que o patrimônio pessoal dos sócios seja atingido. Gabarito: Errado Questão 89. (CESPE – Defensor – DP-SE/2005) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica conduz à extinção da sociedade, pois deixa de existir a separação patrimonial dos sócios e da sociedade. Comentários: A desconsideração da personalidade jurídica não autoriza a extinção da sociedade, e sim apenas a desconsideração sua personalidade, estendendo os efeitos de certas e determinadas obrigações ao patrimônio pessoal dos sócios. Gabarito: Errado Questão 90. (CESPE – Analista Judiciário – STJ/2004) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica conduz à extinção da sociedade, pois põe fim à separação entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade. 126 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: A desconsideração da personalidade jurídica não autoriza a extinção da sociedade, e sim apenas a desconsideração sua personalidade, estendendo os efeitos de certas e determinadas obrigações ao patrimônio pessoal dos sócios. Gabarito: Errado Questão 91. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) As pessoas jurídicas de direito privado não detêm direitos da personalidade, razão pela qual não cabe a reparação por dano material ou moral, no caso de ofensa à honra objetiva. Comentários: De acordo com o art. 52 do Código Civil, aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. Gabarito: Errado Questão 92. (CESPE - Analista judiciária - TJDFT/2007) Não se aplica às pessoas jurídicas a proteção dos direitos da personalidade. Comentários: Art. 52: aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. Gabarito: Errado Questão 93. (CESPE – Analista judiciário – TRT-RN/2007) Nos termos do Código Civil de 2002, a proteção dos direitos da personalidade aplica-se, indistintamente, às pessoas naturais e às pessoas jurídicas, desde que constituídas na modalidade de associações. Comentários: Art. 52: a proteção dos direitos da personalidade é aplicada, no que couber, às pessoas jurídicas, e não indistintamente, nem sendo necessário que sejam associações. Gabarito: Errado Questão 94. (CESPE – Delegado – SESP-AC/2007) O direito de personalidade é atributo exclusivo da pessoa natural, razão pela qual não se estende a proteção desse direito às pessoas jurídicas, notadamente, porque o seu objetivo principal é a preservação do respeito e da dignidade da pessoa humana. Comentários: Art. 52 reza que sejam aplicadas às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. Gabarito: Errado 127 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 95. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) A associação deverá ter fim estritamente econômico. Comentários: Art. 53 estabelece expressamente que as associações se constituem pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos. Gabarito: Errado Questão 96. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) O exercício de atividade que forneça recursos financeiros à associação descaracterizará a sua finalidade. Comentários: É proibido às associações a distribuição de lucro; o lucro deve ser reinvestido na associação. Gabarito: Errado Questão 97. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) Não há impedimento para uma associação desenvolver atividades econômicas para geração de renda, desde que não partilhe os resultados decorrentes entre os associados, mas, sim, os destine integralmente à consecução de seu objetivo social. Comentários: Atividade sem fins lucrativos não significa que não se possa ter renda. O que não pode é distribuir os resultados. Gabarito: Correto Questão 98. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Entre os associados de uma associação, há direitos e obrigações recíprocos. Comentários: O art. 53, parágrafo único dispõe exatamente o contrário disso: “Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos”. Gabarito: Errado Questão 99. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) As associações são constituídas pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos, inexistindo entre os associados direitos e obrigações recíprocos. Comentários: Art. 53: constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Já o parágrafo único desse mesmo artigo estabelece que não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. Gabarito: Correto 128 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 100. (CESPE – Analista Judiciário – TRT-ES/2009) Nas associações, não há direitos e obrigações recíprocos entre os associados. Comentários: Art. 53, parágrafo único: não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. Gabarito: Correto Questão 101. (CESPE – Juiz de Direito – TJ-SE/2007) A associação civil é uma pessoa jurídica de direito privado criada a partir da união de pessoa sem torno de uma finalidade que não seja lucrativa. No entanto, não há qualquer impedimento para que uma organização sem fins lucrativos desenvolva atividades econômicas para geração de renda, desde que não partilhe os resultados decorrentes entre os associados. Comentários: Art. 53: constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. O que é proibido às associações é a distribuição de lucro, o que caracteriza finalidade lucrativa. A associação pode perfeitamente realizar atividades que lhe deem renda. Gabarito: Correto Questão 102. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) As associações constituem-se pela união de pessoas que se organizaram com fins não econômicos, e não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocas. Comentários: Segundo o art. 53 do CC, constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos (art.53, parágrafo único). Gabarito: Correto Questão 103. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) Os associados devem ter iguais direitos, não podendo haver categorias com vantagens especiais. Comentários: Art. 55: os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Gabarito: Errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 104. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) O estatuto da associação poderá instituir categorias de associados com vantagens especiais. Comentários: Art. 55 dispõe que os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Gabarito: Correto Questão 105. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) O estatuto da associação não poderá dispor sobre a transmissibilidade da qualidade de associado. Comentários: Art. 56 dispõe que a qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Assim, veja que o estatuto pode sim dispor sobre a transmissibilidade da qualidade de associado. Gabarito: Errado Questão 106. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) A exclusão de associado será inadmissível, pois associação não pode excluir associado. Comentários: O associado pode ser excluído - art. 57 - que dispõe que a exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. Gabarito: Errado Questão 107. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) A transferência de quota atribui, de per si, a qualidade de associado. Comentários: Art. 56, parágrafo único: a transferência da quota não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto. Gabarito: Errado Questão 108. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) Somente por justa causa será possível haver a exclusão de um associado. Comentários: Art. 57: a exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. 130 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: Correto Questão 109. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) O quorum mínimo de presentes à assembleia geral para destituição de administradores é fixado pela lei. Comentários: O quórum mínimo é estabelecido no estatuto (art. 59, parágrafo único), e não em lei. Gabarito: Errado Questão 110. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Pessoa jurídica não pode instituir fundação. Comentários: Não há vedação legal a que pessoa jurídica institua fundação. Gabarito: Errado Questão 111. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Fica ao arbítrio do instituidor declarar a maneira de administrar a fundação por ele criada. Comentários: Se o instituidor quiser, pode declarar a maneira de administrar a fundação - art. 62. Gabarito: Correto Questão 112. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) A criação de uma fundação pode ser feita por ato causa mortis , por meio de testamento de qualquer modalidade — público, cerrado, particular —, o qual produz efeito apenas somente após a morte do testador, com a abertura da sucessão. A fundação também poderá surgir por ato inter vivos, e a declaração de vontade pode revestir-se de forma pública ou particular. Comentários: A criação de uma fundação por ato causa mortis pode ser feita por qualquer modalidade de testamento, porém, por ato inter vivos tem que ser realizada por meio de escritura pública (art. 62). Gabarito: Errado Questão 113. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) As fundações, pessoas jurídicas de direito privado, somente podem ser constituídas para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência, cabendo ao Ministério Público doestado onde estiverem situadas as fundações velar por elas. 131 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 62, parágrafo único: a fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. De acordo com o art. 66, velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. Gabarito: Correto Questão 114. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) A fundação que recebe personalidade jurídica para realização de fins religiosos, morais, culturais ou de assistência pode ser criada por escritura pública, instrumento particular ou testamento. Comentários: A fundação só pode ser criada por escritura pública ou testamento (art. 62). Gabarito: Errado Questão 115. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) A criação da fundação de direito privado pode-se dar oralmente ou por escrito, devendo, no segundo caso, ser formalizada por instrumento público ou testamento. Comentários: Art. 62: para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Assim, não pode ser oralmente. Gabarito: Errado Questão 116. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Sendo os bens insuficientes para constituir a fundação, devem ser convertidos em títulos da dívida pública. Comentários: Art. 63: se os bens não forem suficientes, deverão, regra geral, ser incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. Gabarito: Errado Questão 117. (CESPE – Defensor – DP-SE/2005) As fundações de direito privado, por não exercerem atividades de interesse coletivo, não sofrem a fiscalização do Ministério Público. Comentários: Art. 66: o Ministério Público deve velar pelas fundações de direito privado. Gabarito: Errado 132 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 118. (CESPE – Procurador – AGU/2008) Se uma fundação estender suas atividades por mais de um estado, independentemente de ser federal ou estadual, sua veladura caberá ao Ministério Público Federal. Comentários: Art. 66 dispõe que velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. Gabarito: Errado Questão 119. (CESPE – Procurador – AGU/2008) De acordo com o STF, cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF, sem prejuízo da atribuição, ao Ministério Público Federal, da veladura das fundações federais de direito público que funcionem, ou não, no DF ou nos eventuais territórios. Comentários: O STF, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 2794-8/DF, declarou a inconstitucionalidade do §1º do art. 66do Código Civil, que atribuía à veladura das fundações em funcionamento no Distrito Federal ao Ministério Público Federal. Dessa forma, cabe, atualmente, ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF e cabe ao Ministério Público Federal a veladura das fundações federais de direito público que funcionem, ou não, no DF ou nos eventuais territórios. Gabarito: Correto Questão 120. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) Compete ao membro do MPF a fiscalização das fundações que tiverem atividades em diversos estados da Federação, com a finalidade de evitar eventual divergência entre os representantes do MP de cada estado. Comentários: De acordo com o art. 66, §2º do CC, se as fundações estender em a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo Ministério Público. Gabarito: Errado Questão 121. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) O MPF deve velar pelas fundações que se estenderem por mais de um estado. Comentários: De acordo com o art. 66, §2º do CC, se as fundações estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo Ministério Público. Gabarito: Errado 133 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 122. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Alterações estatutárias que não contrariem ou desvirtuem o fim da fundação prescindem da aprovação do MP. Comentários: O art. 67, inciso III: condição obrigatória para as alterações, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, mesmo que não contrariem ou desvirtuem o fim da fundação. São condições cumulativas. De todo jeito, caso o Ministério Público não aprove, o juiz pode suprir a aprovação, a requerimento do interessado. Gabarito: Errado Questão 123. (CESPE – Procurador – SEAD-SE/2008) Na hipótese de pretender-se alterar o estatuto de uma fundação, é necessário que referida reforma seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação, não contrarie ou desvirtue o fim desta e seja aprovada pelo órgão do Ministério Público. Se não houver aprovação do órgão ministerial, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. Comentários: Art. 67: para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I – seja deliberada por dois terços dos componentes para gerir e representar a fundação; II -não contrarie ou desvirtue o fim desta; III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. Gabarito: Correto Questão 124. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) Se for extinta uma fundação, por decisão administrativa, seu patrimônio deverá ser alienado pelo melhor preço de mercado, exigindo-se autorização da maioria absoluta dos integrantes do conselho curador e aprovação do MP. Comentários: Art. 69: tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante. Gabarito: Errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 125. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) De acordo com entendimento do STJ, a pessoa jurídica, desde que sem fins lucrativos, é beneficiária da gratuidade de justiça. Comentários: O entendimento do STJ é de ser possível a concessão do benefício da justiça gratuita à pessoa jurídica, mesmo que tenha fins lucrativos, desde que demonstre não poder arcar com as despesas do processo sem que isso prejudique sua manutenção. Gabarito: Errado Questão 126. (ESAF/PROCURADOR DF/2006) O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou do contrato social. Comentários: Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Gabarito: correto. Questão 127. (ESAF/PROCURADOR DF/2006) O juiz também poderá desconsiderar a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. Comentários: Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. A desconsideração da personalidade jurídica não se presta a ressarcir prejuízo a consumidores, mas a ser aplicada nas hipóteses do art. 50. Gabarito: errado. Questão 128. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Quanto aos direitos de personalidade, pode-se afirmar que: a) é vedado, seja qual for a hipótese, à pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo 135 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ vivo, pois os direitos de personalidade, entre os quais se pode citar a integridade física, são irrenunciáveis. b) é viável a utilização, por terceiro, da imagem de uma pessoa, desde que tal uso não lhe atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destine a fins comerciais. c) os direitos de personalidade, além de irrenunciáveis, não admitem limitações voluntárias, razão pela qual o Ordenamento Jurídico Pátrio permite que um filho, seja ele capaz ou incapaz, seja reconhecido pelo verdadeiro pai ainda que não almeje tal reconhecimento. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas, ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. Comentários: A alternativa “a” está errada. Regra: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Mas a lei admite exceções: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Também se excepciona a regra por exigência médica, bem como para fins de transplante: Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. A alternativa “b” está errada: Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. A alternativa “c” está correta: os direitos de personalidade, além de irrenunciáveis, não admitem limitações voluntárias, razão pela qual o Ordenamento Jurídico Pátrio permite que um filho, seja ele capaz ou incapaz, seja reconhecido pelo verdadeiro pai ainda que não almeje tal reconhecimento. Ainda que o pai não deseje reconhece-lo como 136 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ filho, a lei permite que o filho intente ação de investigação de paternidade para tal reconhecimento. A alternativa “d” está errada: Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. A alternativa “e” está errada: Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. Gabarito: c Questão 129. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Os Procuradores de um determinado Ente da Federação criaram uma Associação para a defesa dos seus interesses. Sabe-se que o ato constitutivo da Associação foi corretamente levado a registro. Quanto a essa entidade, é correto afirmar: a) omisso o estatuto quanto às cláusulas de exclusão de associado, é vedado, ainda que por deliberação da Assembleia, que um Procurador seja expulso da Associação. b) para que se possa alterar o estatuto da associação é mister que a reforma seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a associação, não contrarie ou desvirtue o fim dessa e seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso esse a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. c) os associados devem ter iguais direitos, sendo vedado, pelo Código Civil, ao estatuto, instituir categorias, entre os associados, com vantagens especiais. d) constatada a inadimplência de alguns sócios quanto às obrigações sociais, estão todos os demais autorizados a, em nome próprio, demandar contra os inadimplentes para exigir o cumprimento das obrigações estatutárias. e) dissolvida a Associação, silentes os associados e o estatuto, os bens remanescentes da extinta pessoa jurídica deverão ser devolvidos à Fazenda Pública do Estado, do Distrito Federal ou da União, caso não exista no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no Território, em que a associação tiver sede, instituição com fins idênticos ou semelhantes ao da Associação de Procuradores. Comentários: A alternativa “a” está correta: a primeira exigência para que um associado possa ser expulso, é a de que conste esta previsão no Estatuto. Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das 137 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ associações conterá: II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados (...) quando ocorrer uma das hipóteses (justa causa) o procedimento de expulsão deverá assegurar direito de defesa e recurso: Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. A alternativa “b” está errada: Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral: I – destituir os administradores; II – alterar o estatuto. Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. A regra contemplada pela alternativa “b” é a para as fundações e não associações: Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação; II - não contrarie ou desvirtue o fim desta; III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. A alternativa “c” está errada: Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. A alternativa “d” está errada: constatada a inadimplência de alguns sócios quanto às obrigações sociais, estão todos os demais autorizados a, NÃO em nome próprio, mas em nome da associação demandar contra os inadimplentes para exigir o cumprimento das obrigações estatutárias. A alternativa “e” está errada: Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes. § 1o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo 138 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ valor, as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. § 2o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União. Gabarito: a Questão 130. (ESAF/PFN/2005) Assinale a opção correta a respeito de prescrição. a) A prescrição somente pode ser interrompida uma vez. b) A prescrição atinge as ações pessoais que protegem os direitos a uma prestação. c) A interrupção da prescrição promovida por um credor aproveita aos demais. d) O juiz não pode decretar de ofício a prescrição, mesmo para favorecer a absolutamente incapaz. e) Antes de consumar-se a prescrição pode haver renúncia expressa ou tácita por parte do interessado. Comentários: A alternativa “a” está correta: Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á (...). A alternativa “b” está errada: a prescrição atinge a pretensão (direito de ação): Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição. A alternativa “c” está errada: Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor (comum) não aproveita aos outros. A alternativa “d” está errada: art. 219, parágrafo quinto: o Juiz pode decretar de ofício a prescrição. A alternativa “e” está errada: Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. Gabarito: a Questão 131. (ESAF/2009/AFRF) Na criação de fundação há duas fases: 139 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, podendo revestir-se da forma particular, e a do registro público. b) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, pois requer instrumento particular ou testamento, e a do assento no registro competente. c) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, e a da aprovação do Poder Executivo Federal. d) a da elaboração do estatuto por ato inter vivos, (instrumento público ou particular), sem necessidade de conter a dotação especial, e a do registro. e) a do ato constitutivo, que só pode dar-se por meio de escritura pública ou testamento, e a do registro. Comentários: A formação da fundação se passa por 4 (quatro) fases: a) Dotação ou instituição: é a reserva de bens livres, com a indicação dos fins a que se destinam. Faz-se por escritura pública ou testamento. Art. 64. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos (testamento), o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer, serão registrados, em nome dela, por mandado judicial. E quando a dotação de bens for insuficiente para constituir a fundação? Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. b) Elaboração dos Estatutos: Pode ser direta ou própria (feita pelo próprio instituidor) ou fiduciária (feita por pessoa de sua inteira confiança, por ele designado). Caso não haja a elaboração do Estatuto, o Ministério Público poderá tomar a iniciativa de fazê-lo.

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Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.

c) Aprovação dos Estatutos: São encaminhados ao Ministério Público, para aprovação. O objetivo deve ser LÍCITO e os bens suficientes. d) Registro: Feito no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Só com ele começa a existência legal da Fundação. Gabarito: e Questão 132. (ESAF/Auditor do Tesouro Municipal/Recife-PE/2003) Assinale a opção correta. a) Pelo Código Civil (art.14, parágrafo único) não está nítida a consagração do princípio do consenso afirmativo, pelo qual cada um deve manifestar sua vontade de doar seus órgãos e tecidos para depois de sua morte, com objetivo terapêutico. b) A senilidade, por si só, é causa de restrição da capacidade de fato. c) O agente diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade, sem indicar seu domicílio no País, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território nacional onde o teve. d) Os portadores de deficiência mental, que sofram apenas uma redução na sua capacidade de entendimento, poderão praticar atos na vida civil sem assistência de curador, mesmo que interditos. e) A capacidade de gozo não se distingue da legitimação. Comentários: A alternativa “a” está errada: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. A alternativa “b” está errada: A senilidade (velhice, idade avançada) NÃO é causa de incapacidade. A alternativa “c” está correta: Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar 141 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. A alternativa “d” está errada: Os portadores de deficiência mental, que sofram apenas uma redução na sua capacidade de entendimento são relativamente incapazes e exercem os atos da vida civil sendo assistido pelo assistente legal. A alternativa “e” está errada: A capacidade de gozo se distingue da legitimação. Há distinção entre a capacidade a legitimação. A legitimação é poder praticar atos processuais em juízo e depende da capacidade de fato (maior de 18 anos e não incapaz pelas outras hipóteses). A incapacidade (deficiência jurídica) pode se apresentar sob duas formas: • Incapacidade absoluta: acarreta a proibição total da prática dos atos da vida civil. Tal deficiência é suprida pela representação; • Incapacidade relativa: permite a prática dos atos civis, desde que o incapaz seja assistido por seu representante. Tal deficiência é suprida pela assistência. Gabarito: c Questão 133. (ESAF/2010/TEM/Auditor Fiscal do Trabalho) Assinale a opção incorreta. a) As pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado são regidas, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelo Código Civil, salvo disposição em contrário. b) A existência civil das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. c) Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas, ativa e passivamente, por quem os respectivos estatutos designarem, porém, não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus prepostos. d) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. e) A constituição das pessoas jurídicas de direito privado pode ser anulada, por defeito do ato respectivo, dentro do prazo decadencial de 3 anos, contado a partir da data da publicação de sua inscrição no registro. 142 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: A alternativa “a” está correta: As pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado são regidas, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelo Código Civil, salvo disposição em contrário. Art. 41, parágrafo único, do CC/2002. a alternativa “b” está correta: A existência civil das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Art. 45 do CC/2002. A alternativa “c” está errada: Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas, ativa e passivamente, por quem os respectivos estatutos designarem, porém, não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus prepostos. FALSA. As pessoas jurídicas podem ser públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, quando públicas de administração direta ou indireta, sendo que em cada uma delas existe a sua forma de representação, não se podendo generalizar sobre as regras estatutárias. Ainda, existem em cada uma delas exigência legal de composição da administração, sendo que a expressão: “não havendo designação estatutária” incorre em erro. Art. 12. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: (...) VI - as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos designarem, ou, não os designando, por seus diretores; (...). A alternativa “d” está correta: As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. Art. 43 do CC/2002. A alternativa “e” está correta: A constituição das pessoas jurídicas de direito privado pode ser anulada, por defeito do ato respectivo, dentro do prazo decadencial de 3 anos, contado a partir da data da publicação de sua inscrição no registro. Art. 45, parágrafo único, do CC/2002. Gabarito: c Questão 134. (ESAF/ACE/TCU/2005) As associações públicas são a) pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta. 143 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ b) empresas públicas. c) autarquias federais especiais. d) agências reguladoras. e) pessoas jurídicas de direito público interno de administração direta. Comentários: associações públicas são espécies de autarquias. Gabarito: c Questão 135. (ESAF/Analista Jurídico/SEFAZ/CE 2006) Para que uma fundação particular adquira personalidade jurídica será preciso: a) elaboração de seu estatuto pelo instituidor ou por aquele a quem ele cometer a aplicação do patrimônio. b) aprovação do seu estatuto pelo Ministério Público. c) dotação e aprovação da autoridade competente com recurso ao juiz. d) dotação e registro do seu estatuto. e) dotação, elaboração, aprovação dos estatutos, e registro. Gabarito: e Questão 136. (ESAF/Auditor/TCE/GO/2007) Assinale a opção abaixo que representa uma afirmação correta, consoante o ordenamento jurídico pátrio. a) A morte presumida da pessoa natural não poderá ser declarada, sem que ocorra a decretação de ausência. b) O cancelamento da inscrição da pessoa jurídica dar-se-á a partir do início da sua dissolução, não sendo necessário aguardar o encerramento da liquidação. c) O direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, não se sujeita aos prazos decadenciais ou prescricionais. d) Um sócio de uma sociedade limitada não poderá ceder suas quotas a outro sócio, se não houver previsão expressa no contrato de constituição da sociedade. e) É decadencial o direito de anular as decisões tomadas por órgão de administração coletiva de pessoa jurídica, quando eivadas de simulação. Comentários: A alternativa “a” está errada: Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ A alternativa “b” está errada: somente depois da liquidação é que ocorre o cancelamento: Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua. § 1o Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução. § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber, às demais pessoas jurídicas de direito privado. § 3o Encerrada a liquidação, promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica. A alternativa “c” está errada: Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. A alternativa “d” está errada: qualquer sócio de sociedade limitada poderá ceder suas quotas a outro sócio, ainda que não haja previsão expressa no contrato de constituição da sociedade A alternativa “e” está correta: Art. 48, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude. Gabarito: e Questão 137. FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Administrativa Serão representados nos atos da vida civil a) os relativamente incapazes. b) os absoluta ou relativamente incapazes. c) somente os menores de 16 anos. d) somente os menores de 18 anos. e) os absolutamente incapazes. Comentários: Serão representados os absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil, quais sejam: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Serão assistidos os relativamente incapazes, sendo estes: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. III os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. 145 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ R.I.A = Relativamente leia-se: Incapaz Assistido. Incapaz -

R.I.A ao contrário Representado Gabarito: e

Absolutamente

Questão 138. FCC - 2012 - TJ-PE - Oficial de Justiça - Judiciária e Administrativa A respeito da personalidade e da capacidade, considere: I. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência, se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até um ano após o término da guerra. II. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. III. A incapacidade cessará, para os menores, dentre outras hipóteses, pela colação de grau em curso de ensino médio. IV. São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em a) I, II e IV. b) I, II e III. c) II, III e IV. d) I e IV. e) II e IV. Comentários: Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. 146 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ITEM I - ERRADO Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. ITEM II – CERTO - Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. ITEM III – ERRADO - Art. 5º Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; ITEM IV – CERTO - Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; Gabarito: e Questão 139. FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo Controle Externo - Jurídica São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil a) os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. b) os ébrios habituais. c) os pródigos. d) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. e) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Comentários: Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. Gabarito: e Questão 140. FCC - 2012 - TJ-PE - Técnico Judiciário - Área Judiciária - e Administrativa Marcelo, solteiro, faleceu em um acidente de carro. 147 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ De acordo com o Código Civil brasileiro, terá legitimidade para exigir que cesse ameaça, ou lesão, a direito da personalidade de Marcelo e reclamar perdas e danos qualquer parente em linha reta a) ou colateral até o segundo grau. b) ou colateral até o terceiro grau. c) ou colateral até o quarto grau. d) até o quarto grau, apenas. e) até o terceiro grau, apenas. Comentários: Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. Gabarito: c Questão 141. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área Judiciária Berilo, cinquenta anos de idade, desapareceu de seu domicílio, sem deixar notícias de seu paradeiro e sem designar procurador ou representante a quem caiba a administração de seus bens. Foi declarada a sua ausência e nomeado curador através de processo regular requerido por sua esposa. Neste caso, os interessados poderão requerer a sucessão definitiva a) após o trânsito em julgado da decisão judicial que declarou a ausência de Berilo e nomeou curador. b) três anos depois de passada em julgado a sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória. c) cinco anos depois do trânsito em julgado da declaração de ausência, independentemente de abertura de sucessão provisória. d) sete anos depois do trânsito em julgado da declaração de ausência, independentemente de abertura de sucessão provisória. e) dez anos depois de passada em julgado a sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória. Comentários: Art. 26: O artigo trata do momento de se declarar a ausência e abrir a sucessão provisória. Há duas situações: 1) Ocasião em que o ausente não deixa procurador: Depois de UM ano da fase de curadoria dos bens! a) Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente + "não houver deixado representante ou procurador a quem caiba 148 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ administrar-lhe os bens" (letra do artigo 22, do CC. Necessidade da leitura combinada com o artigo 22). b)Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente + "o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes forem insuficientes" (letra do artigo 23, do CC. Necessidade da leitura combinada com o artigo 23). 2) Ocasião em que o ausente deixou procurador: Depois de TRÊS anos de administração do procurador! Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele. Poderá a sucessão provisória converter-se em definitiva se satisfeitas as seguintes condições: a) quando houver certeza da morte do ausente; b) a requerimento dos interessados, dez (10) anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória, com o levantamento das cauções prestadas; c) provandose que o ausente conta 80 (oitenta) anos de nascido, e que de 5 (cinco) datam as últimas notícias suas, note-se que a disposição não tem natureza alternativa, de modo que as duas exigências — o ausente contabilizar 80 (oitenta) anos e suas últimas notícias datarem de cinco anos — devem figurar simultaneamente para a incidência do comando legal. Autorizada a abertura da sucessão definitiva, presume-se a morte do ausente, porém a conversão não é desde logo tão definitiva quanto a denominação dá a entender. O nosso ordenamento jurídico encara a ausência como fenômeno transitório, embora capaz de deflagrar a sucessão provisória e, em seqüência, a sucessão definitiva. A abertura da sucessão definitiva e a consequente entrega do patrimônio do ausente aos interessados não implicam, necessariamente, o perdimento ou a transferência irreversível do patrimônio do suposto morto para os sucessores. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão somente os bens existentes no estado em 149 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. Há, porém um limite temporal de dez anos a essa reversibilidade, em homenagem à segurança e a certeza das relações que se consolidaram ao longo do período da ausência. O regresso do ausente, após os dez anos subseqüentes à abertura da sucessão provisória, não lhe conserva o acervo patrimonial, porque agora a transferência dos seus bens que se operou, está definitivamente consolidada e coberta pela intangibilidade, por força da decadência, isto é, extinção de um direito por haver decorrido o prazo legal prefixado para o seu exercício. Se, entretanto, o ausente não regressar nesses dez anos, e nenhum interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do município ou do Distrito Federal, a depender de sua localização, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território federal. Gabarito: e Questão 142. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Joana possui dezesseis anos e cinco meses de idade. Seu pai é falecido e sua mãe, Jaqueline, pretende torná-la capaz para exercício dos atos da vida civil. De acordo com o Código Civil brasileiro, cessará a incapacidade de Joana a) quando ela completar dezoito anos de idade, tendo em vista que Jaqueline não poderá fazer esta concessão. b) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento público dependente de homologação judicial. c) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento público independentemente de homologação judicial. d) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento particular dependente de homologação judicial. e) apenas por sentença do juiz, ouvindo-se o tutor, tendo em vista que Jaqueline não poderá fazer esta concessão. Comentários: Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o 150 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Emancipação (ato extrajudicial): É aquela concedida pelos pais, ou por um deles na falta de outro, em caráter irrevogável, mediante instrumento público, independente de homologação do juiz, desde que o menor tenha 16 anos completos, mas deve ser levada a registro civil. Emancipação Legal (automática): 1- Pelo casamento; 2- Pelo exercício de emprego público efetivo; 3- Pela colação de grau em curso de ensino superior; 4- Pelo estabelecimento civil ou comercial, 5- Pela existência de relação de emprego, desde que o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. OBS: Uma vez celebrado o casamento, caso este venha ser dissolvido por morte ou divórcio antes de o menor atingir a maioridade, ainda assim perdurarão os efeitos da emancipação, a capacidade é mantida, não há revogação da emancipação. Emancipação Volutária 1 - Concedida pela vontade dos pais, bastando para tanto instrumento público independente de homologação judicial se o menor tiver 16 anos. Gabarito: c Questão 143. FCC - 2011 - MPE-CE - Promotor de Justiça A respeito da personalidade e da capacidade, é correto afirmar que a) os menores de dezoito anos têm capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. b) a proteção que o Código Civil confere ao nascituro não alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade. c) os ausentes são considerados absolutamente incapazes para os atos da vida civil. d) a emancipação do maior de dezesseis anos pelos pais através de escritura pública só produz efeitos após homologação judicial, com prévia audiência do Ministério Público. e) não merece proteção a imagem de pessoa falecida porque os direitos da personalidade são intransmissíveis. 151 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro." Observe que o legislador não impôs limite mínimo. Logo, qualquer pessoa (física ou jurídica, maior ou menor, pública ou privada) é dotada de personalidade e capaz de direitos e deveres. O examinador se referiu à personalidade, que é a capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações... foi uma pegadinha com o termo capacidade A) CORRETA - Conforme Prof. Pablo Stolze: " Personalidade jurídica é a aptidão genérica para se titularizar direitos e contrair obrigações na ordem jurídica. Ou seja, é a qualidade para ser sujeito de direito, que tanto pode ser a pessoa física/natural, como a pessoa jurídica." Em que momento a Pessoa Física adquire personalidade jurídica? Literalmente, a resposta desta pergunta estaria na primeira parte do art. 2º/CC: Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Logo, o menor, que é dotado de personalidade jurídica, tem capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações. B) INCORRETA - entendimento no sentido de que o natimorto teria direitos personalíssimos (nome, imagem e sepultura). C) INCORRETA - Ausente não é caso de incapacidade absoluta, mas sim de extinção presumida da personalidade (morte) nos termos do arts. 6º e 7º, do CC. C) INCORRETA - Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; E) INCORRETA - Em se tratando de pessoa falecida, terá legitimação para as medidas judiciais cabíveis, o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral, até o quarto grau, independentemente da violação à imagem ter ocorrido antes ou após a morte do tutelado (art. 22, § único, C.C.). 4. Relativamente ao direito à imagem, a obrigação da reparação decorre do próprio uso 152 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ indevido do direito personalíssimo, não havendo de cogitar-se da prova da existência de prejuízo ou dano. O dano é a própria utilização indevida da imagem, não sendo necessária a demonstração do prejuízo material ou moral. Precedentes CAPACIDADE JURÍDICA: É a aptidão para praticar atos da vida civil relativos aos direitos e deveres (adquirir direitos e contrair obrigações). A capacidade pode ser: Capacidade DE FATO ou de exercício: aptidão para praticar atos da vida civil pessoalmente (a pessoa a adquire a partir dos 18 anos). Capacidade DE DIREITO ou de gozo: aptidão para praticar atos da vida civil representado ou assistido (caso do incapaz). Logo, os capazes possuem capacidade de fato + capacidade de direito. Já os incapazes só possuem capacidade de direito. Gabarito: a Questão 144. FCC - 2011 - MPE-CE - Promotor de Justiça Far-se-á a averbação em registro público a) dos nascimentos, casamentos e óbitos. b) da interdição por incapacidade absoluta. c) da sentença declaratória de ausência. d) dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem, anularem ou reconhecerem a filiação. e) das sentenças que decretarem anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal. Comentários: "Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: 1- Das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; 2- Dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação; 3- (revogado)" a) dos nascimentos, casamentos e óbitos. Submetem-se a REGISTRO (art. 9º, I CC). b) da interdição por incapacidade absoluta. Submete-se a REGISTRO (art. 9º, III CC). c) da sentença declaratória de ausência.Submete-se a REGISTRO (art. 9º, IV CC). 153 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem, anularem ou reconhecerem a filiação.=> A anulação não é caso de AVERBAÇÂO (art. 9º, I CC). e) das sentenças que decretarem anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal. Submetem-se a AVERBAÇÃO (art.10º, I CC). Diferença entre os arts. 9º e 10º do CC: Averbação é o ato de fazer constar à margem de um assento (registro), um fato ou referência que o altere ou o cancele.No plano do Registro Público, é utilizado com frequencia por profissionais que trabalham como registradores e notários. Esses profissionais que prestam um serviço privado através de delegação do poder público, irão averbar sentenças judiciais nos livros de registro que ficam guardados sob os cuidados dos titulares em seus cartórios. Registro Civil/Público é o termo jurídico que designa o assentamento dos fatos da vida de um indivíduo, tais como o seu nascimento, casamento, divórcio ou morte (óbito). Também são passíveis de registro civil as interdições, as tutelas, as adoções, os pactos pré-nupciais, o exercício do poder familiar, a opção de nacionalidade, entre outros fatos que afetam diretamente a relação jurídica entre diferentes cidadãos BIZU: Frase: O homem nasce, cresce, fica louco, casa e morre. NASCE – nascimento CRESCE – emancipação FICA LOUCO - interdição absoluta ou relativa CASA – casamento FOGE: ausência MORRE - óbito e a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. Gabarito: e Questão 145. FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Área Judiciária Considere as seguintes publicações: I. Foto de criminoso foragido, condenado e procurado pela Justiça em locais públicos e em jornais de grande circulação. II. Imagem de sambista em anúncio, com objetivo comercial, sem a sua autorização. III. Imagem de grupo folclórico em jornal destinado à divulgação das 154 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ atividades artísticas da cidade.

Cabe proibição, a requerimento da pessoa cuja imagem foi exposta, publicada ou utilizada e sem prejuízo da indenização que couber, APENAS em a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II. e) I. Comentários: Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas , a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. ITEM I = Nesse caso não se pode exigir a proibição da imagem por ser necessária à administração da justiça. ITEM II = AQUI PODE-SE EXIGIR, POIS SUA IMAGEM FOI UTILIZADA PARA FINS COMERCIAIS SEM A SUA AUTORIZAÇÃO. ITEM III = Nesse caso poderiamos ficar em dúvida pois a pessoa poderia ser exibida sem autorização, mas observe que as pessoas que participam do grupo folclórico são vistas como um grupo, mas, se por exemplo a pessoa que filmou ficar "mirando" em determinada pessoa de forma que a individualize no meio do grupo já caberia exigir a proibição. Ainda: Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. HIPÓTESES EM QUE O DIREITO À IMAGEM NÃO PRECISA SER AUTORIZADO · Divulgação de imagens de políticos, artistas e outras pessoas públicas: podem ter a imagem divulgada com relação a atos que 155 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ digam respeito a suas atividades, mas não à intimidade ou privacidade. · Divulgação de imagens em nome do interesse público: a divulgação da imagem pode ser realizada para fins de segurança pública (ex: divulgação da imagem ou do retrato falado de um criminoso), saúde pública (ex: divulgação da imagem de uma pessoa acometida por uma doença contagiosa e muito grave que fugiu do hospital), bem como para fins de administração pública (identificação compulsória em cadastros e carteiras: RG, OAB, Habilitação de Veículo, etc.). · Divulgação de imagens de fatos, eventos ou locais públicos: é permitida desde que o destaque seja para o acontecimento e não para a pessoa. A pessoa é apenas parte do cenário, do contexto. Ex: fotos de uma praça, uma praia, uma passeata, uma festa etc. Divulga-se o fato e não a pessoa objeto da foto. Gabarito: d Questão 146. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Declarada a ausência e aberta provisoriamente a sucessão, a) se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, não cessarão as vantagens dos sucessores nela emitidos, as quais perdurarão até a entrega dos bens a seu dono. b) os bens do ausente poderão ser livremente alienados, sem autorização judicial, para lhes evitar a ruína. c) os sucessores provisórios empossados nos bens do ausente não o representarão ativa ou passivamente e contra eles não correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. d) os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. e) o descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente deverá capitalizar, na forma de lei, metade dos frutos e rendimentos que a este couberem e prestar contas anualmente ao juiz. Comentários: Art. 30, § 2o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. 156 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ COM DECRETAÇÃO DE AUSÊNCIA (art. 6º do CC): pessoa com paradeiro desconhecido. Existe a necessidade de que alguém represente os bens do ausente. Fases: 1 - curadoria dos bens do ausente ---> o curador administra os bens do ausente. 2 - sucessão provisória --->os herdeiros se imitem na posse dos bens do ausente. 3 - sucessão definitiva dos bens do ausente. --->os herdeiros adquirem a propriedade

a) Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega dos bens a seu dono. b) Art. 31. Os imóveis do ausente só se poderão alienar, não sendo por desapropriação, ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína. c) Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. d) CORRETA: art. 30, §2. e) Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente, fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém, deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo o disposto no art. 29, de acordo com o representante do Ministério Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente. Gabarito: d Questão 147. FCC - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária Os descendentes que, na qualidade de herdeiros, se imitirem na posse dos bens do ausente, a) darão garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. 157 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ b) estão desobrigados de prestar garantia, desde que provada a sua qualidade de herdeiros. c) estão desobrigados de prestar garantia, bem como de provar a qualidade de herdeiros, tratando-se de direitos presumidos legalmente. d) darão garantia da restituição deles, mediante caução em dinheiro feita através de depósito em estabelecimento bancário oficial equivalente aos quinhões respectivos. e) deverão requerer a nomeação de administrador judicial do imóvel pelo prazo mínimo de cinco anos. Comentários: ART.30 Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos (REGRA). §2. os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. Gabarito: b

LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS Questão 01. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro. Questão 02. (ESAF/PFN/2005) A lei confere personalidade jurídica material ao nascituro. Questão 03. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2011) A personalidade civil da pessoa natural começa com a concepção, pois, desde esse momento, já começa a formação de um novo ser, sendo o nascimento com vida mera confirmação da situação jurídica preexistente. Nesse sentido, o Código Civil adota, a respeito da personalidade, a teoria concepcionista.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 04. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) A personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida, o que se constata coma respiração. Entretanto, a lei também resguarda os direitos do nascituro, que, desde a concepção, já possui todos os requisitos da personalidade civil. Questão 05. (CESPE – Promotor – MPMT/2004) O nascituro tem personalidade jurídica no que se refere aos direitos personalíssimos e aos da personalidade. No entanto, somente após o nascimento com vida adquire a personalidade jurídica material, alcançando os direitos patrimoniais. Questão 06. (CESPE – Técnico Judiciário – área administrativa – TRTES/2009) A capacidade é a medida da personalidade, sendo que para uns a capacidade é plena e para outros, limitada. Questão 07. (CESPE – Analista – MPS/2010) Para adquirir capacidade de fato, uma pessoa deve preencher determinadas condições biológicas e legais. Questão 08. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A capacidade é conceito básico da ordem jurídica, o qual se estende a todos os homens, consagrado na legislação civil e nos direitos constitucionais de vida, liberdade e igualdade. Questão 09. (CESPE – Analista jurídico - FINEP-MCT/2009) A capacidade de fato é inerente a toda pessoa, pois se adquire com o nascimento com vida; a capacidade de direito somente se adquire com o fim da menoridade ou com a emancipação. Questão 10. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil. Questão 11. (CESPE – Analista judiciário – TJ-CE/2008) A capacidade de exercício ou de fato pressupõe a de gozo, mas esta pode subsistir sem a capacidade de exercício. Questão 12. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) No que respeita à capacidade de gozo ou de direito, as pessoas naturais absolutamente incapazes estão privadas da capacidade de adquirir direitos e obrigações na ordem civil. 159 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) Considera-se absolutamente incapaz o indivíduo que não pode exprimir, mesmo que temporariamente, sua vontade. Questão 14. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O indivíduo que dissipa seu patrimônio torna-se absolutamente incapaz de exercer qualquer ato da vida civil. Questão 15. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Nos termos da legislação em vigor, os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. Questão 16. (ESAF/Analista de Controle Externo/2006/TCU) Aponte a opção falsa. a) A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. b) O portador de doença neurológica degenerativa progressiva por não ter discernimento é tido como absolutamente incapaz. c) A capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, deverá ser regida por leis especiais. d) Admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (p. ex. naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. e) A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade. Questão 17. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Admite-se a outorga, por concessão dos pais, de capacidade civil a menor com dezesseis anos de idade completos, mediante instrumento público, e independentemente de homologação legal. Questão 18. (CESPE – Analista judiciário – STM/2011) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se separar judicialmente aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. Questão 19. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) A emancipação pela concessão dos pais ocorre mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 20. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. ( ) Os recém-nascidos e os amentais possuem a capacidade de direito e de fato ou de exercício, visto que podem herdar. ( ) Presume-se a morte, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. ( ) Os atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação serão registrados em registro público. a) V, V, F, V b) F, V, F, V c) F, F, V, F d) V, F, F, F e) F, F, F, F Questão 21. (ESAF/SEFAZ/PI/2001) Assinale a opção falsa. a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência. b) O instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável. c) A legitimação é a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo. d) A capacidade é a regra e a incapacidade é a exceção. e) A capacidade de gozo é a aptidão para exercer por si os atos da vida civil. Questão 22. (ESAF/TRT 7a Região/Juiz Substituto/2005) Os usuários de psicotrópicos, que sofram redução na sua capacidade de entendimento, não poderão praticar atos na vida civil sem assistência de um curador, desde que interditos. Questão 23. (ESAF/CGU/Correição/2006) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. Questão 24. (CESPE - Juiz Federal - TRF - 1ª Região/2009) Na sistemática do Código Civil, não se admite a declaração judicial de morte presumida sem decretação de ausência. Questão 25. (ESAF/2010/SMF-RJ/Fiscal de Rendas) Assinale a opção correta. 161 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) O registro da pessoa jurídica declarará o modo por que se ministra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente. b) A capacidade de fato ou de exercício é inerente a todo o ser humano, já que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. c) As pessoas com mais de 70 anos são consideradas relativamente incapazes, pois a lei presume que elas não têm o necessário discernimento para praticar os atos da vida civil. d) O recém-nascido, por não poder exercer pessoalmente os atos da vida civil, não pode ter direitos e obrigações de qualquer espécie. e) Os funcionários públicos consideram-se domiciliados no lugar onde exercem suas funções, mesmo que periódicas ou temporárias. Questão 26. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor Fiscal da Receita Federal) Se uma pessoa, que participava de operações bélicas, não for encontrada até dois anos após o término da guerra, configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida, sem decretação de ausência. b) comoriência. c) morte civil. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência. e) morte real. Questão 27. (ESAF/2006/CGU/Analista de Finanças e Controle/Área Correição) Assinale a opção verdadeira. a) O estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. b) Artista plástico menor, com 16 anos de idade, que, habitualmente, expõe, mediante remuneração, numa galeria, não adquire capacidade. c) A condenação criminal acarreta incapacidade civil. d) A capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. e) Se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, seus parentes poderão requerer ao juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. Questão 28. (ESAF/2006/MTE/Auditor Fiscal do Trabalho) Assinale a opção falsa. 162 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) A proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou assistência, o que lhes dá segurança, quer em relação a sua pessoa, quer em relação ao seu patrimônio, possibilitando-lhes o exercício de seus direitos. b) A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação da ausência. c) A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato, porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicopático. d) O assento da sentença de interdição no registro de pessoas naturais e a publicação editalícia não são dispensáveis para lhes assegurar eficácia erga omnes. e) Em relação à menoridade, a incapacidade cessa quando o menor completar 18 anos ou for emancipado. Questão 29. (CESPE – Procurador – AGU/2010) O titular de um direito da personalidade pode dispor desse direito, desde que o faça em caráter relativo. Questão 30. (ESAF/AFC/CGU/2008) Analise os itens a seguir e marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo sofrer exceção e nem o seu exercício sofrer limitação voluntária. ( ) É ampla a permissão do ato de disposição do próprio corpo, inclusive para fins de transplante, in vida. ( ) O nome da pessoa pode ser empregado por outrem, sem autorização, em propaganda comercial, desde que não a exponha ao desprezo público. ( ) O pseudônimo adotado para atividades lícitas não goza da proteção que se dá ao nome. a) V, V, F, V b) F, V, F, V c) F, F, V, F d) V, F, F, V e) F, F, F, F Questão 31. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As pessoas jurídicas de direito privado adquirem sua existência própria com a assinatura de seu ato constitutivo. Esse ato constitutivo deverá revestir-se de forma pública, por instrumento público ou por testamento, salvo quando se tratar de fundações de direito público, que são criadas por lei. 163 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 32. CESPE - 2012 - TJ-AL - Analista Judiciário - Área Judiciária No que se refere às pessoas naturais e jurídicas, assinale a opção correta. a) Capacidade de fato é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. b) De acordo com a teoria da realidade objetiva, a pessoa jurídica equipare-se à pessoa natural. c) No ordenamento jurídico brasileiro, não está prevista a desconsideração indireta da personalidade jurídica. d) O nascituro e o embrião possuem personalidade jurídica formal, e apenas a partir do nascimento com vida se adquire a personalidade jurídica material e se alcançam os direitos patrimoniais e obrigacionais. e) Capacidade de gozo ou de exercício é a aptidão para exercer, por si, os atos da vida civil. Questão 33. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. Ao pseudônimo adotado para atividades lícitas será conferida a mesma proteção dada ao nome. Questão 34. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. O nome é direito de toda pessoa, no entanto, nele não se compreende o sobrenome. Questão 35. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir. Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e intransmissíveis, salvo exceção prevista em lei, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Questão 36. CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Processual Julgue o item que se segue, relativo a pessoas jurídicas. Todo grupo social constituído para a consecução de uma finalidade comum é dotado de personalidade, como a massa falida, por exemplo, que é representada pelo síndico. Questão 37. CESPE - 2007 - MPE-AM - Promotor de Justiça A respeito das pessoas naturais e jurídicas, assinale a opção correta. a) Aquisição da personalidade jurídica da pessoa natural opera-se desde a sua concepção. Por isso, embora ainda não nascida, a pessoa tem capacidade jurídica e pode ser titular de direitos e obrigações. b) Poderá ser declarada judicialmente a morte presumida de uma pessoa desaparecida, depois de esgotadas todas as possibilidades de encontrá-la. Nesse caso, a sentença que decretar a ausência 164 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ reconhece o fim da personalidade da pessoa natural, nomeia-lhe um curador e, por fim, determina a abertura da sucessão definitiva. c) A desconsideração da personalidade jurídica é instrumento apto a responsabilizar a pessoa física pelo uso abusivo daquela, exigindo-se para a decretação o atendimento de pressupostos específicos relacionados com a fraude ou o abuso de direito em prejuízo de terceiros. Todavia, dispensa- se a propositura de ação autônoma, podendo referida desconsideração ser concedida incidentalmente no próprio processo de execução, a requerimento da parte ou do MP. d) No ato constitutivo da pessoa jurídica de direito privado, faz- se necessária a inscrição de seu domicílio, que deve coincidir com a sede de sua administração, ou com a residência de seu proprietário ou de seu administrador, salvo no caso de se eleger domicílio especial. Quando a pessoa jurídica tiver multiplicidade de domicílios, ela pode ser demandada em qualquer um deles. e) A emancipação voluntária pode ser revogada por sentença judicial, desde que os pais comprovem que o filho, por fato superveniente, tornou-se incapaz de administrar a si e aos seus bens. Nesse caso, o emancipado retorna à anterior situação de incapacidade civil, e os pais podem ser responsabilizados solidariamente pelos danos causados pelo filho que emanciparam. Questão 38. CESPE - 2009 - SEAD-SE (FPH) - Procurador Julgue os itens seguintes de acordo com o Código Civil e sua respectiva lei de introdução. Alguém pode validamente dispor, com objetivo científico, do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Tal disposição, porém, será irrevogável. Questão 39. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária Acerca da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC) e da personalidade das pessoas, julgue os itens a seguir. De acordo com a sistemática adotada pelo Código Civil, a personalidade da pessoa natural tem início com o nascimento com vida. Por outro lado, no que tange às pessoas jurídicas de direito privado, em especial as sociedades, a personalidade tem início com a formalização de seus atos constitutivos, mediante a assinatura do contrato social pelos seus sócios ou fundadores. Questão 40. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária Com referência a tutela, curatela, ausência, casamento, relações de parentesco e sucessão, julgue os próximos itens. Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse 165 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro. Questão 41. CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito Área Judiciária - específicos Com referência a tutela, curatela, ausência, casamento, relações de parentesco e sucessão, julgue os próximos itens. A ausência é uma causa de incapacidade reconhecida pelo Código Civil, de maneira que, se ela for declarada judicialmente, deve-se nomear curador ao ausente. Questão 42. CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito das pessoas naturais e jurídicas, julgue os itens subsequentes. Nos termos do Código Civil de 2002, a proteção dos direitos da personalidade aplica-se, indistintamente, às pessoas naturais e às pessoas jurídicas, desde que constituídas na modalidade de associações. Questão 43. CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Em relação a pessoas, domicílio e atos jurídicos, julgue os itens subsequentes. De acordo com o que dispõe o Código Civil, um indivíduo maior de 18 anos de idade que faz uso eventual de entorpecente é considerado relativamente incapaz. Questão 44. CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário - Execução de Mandados Com base na Lei n.º 10.406/2002, que dispõe sobre o Novo Código Civil, julgue os itens a seguir. Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil. Questão 45. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia A propósito da personalidade e dos direitos a ela inerentes, julgue os itens que se seguem. O direito civil vigente tutela a imagem e a honra em vida, ou após a morte da pessoa, sejam elas atingidas por qualquer meio de comunicação. Questão 46. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia A propósito da personalidade e dos direitos a ela inerentes, julgue os itens que se seguem. A publicidade comercial que divulgue nome alheio ou pseudônimo adotado para fins lícitos, sem autorização, configura violação a direito da personalidade.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 47. CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia Com relação à capacidade jurídica da pessoa natural, julgue os próximos itens. No regime do novo Código Civil, os menores com dezesseis anos de idade podem ser emancipados, a requerimento dos pais, em ato conjunto, ou de um deles na falta do outro, condicionado à homologação judicial. Questão 48. (CESPE – EXAME DE ORDEM 136º – OAB-SP/2008) O conceito de pessoa jurídica pode ser entendido como o conjunto de pessoas ou de bens arrecadados que adquire personalidade jurídica própria por uma ficção legal. Entre as teorias que procuram justificar a existência da pessoa jurídica, a adotada no Código Civil de 2002 é a teoria da realidade técnica. Questão 49. (CESPE/Defensor Público/DPE/ES/2009) A União, os estados, o DF e os municípios são, de acordo com o Código Civil, as únicas pessoas jurídicas de direito público interno. Questão 50. (CESPE - Juiz Federal - TRF - 1ª Região/2009) Segundo o Código Civil, a União, os estados, o DF e os municípios legalmente constituídos possuem personalidade jurídica e, por isso, podem ser sujeitos de direitos e obrigações. Tal prerrogativa estende-se às câmaras municipais. Questão 51. (CESPE - Analista judiciária - TRE-BA/2009) A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios são pessoas jurídicas de direito público interno. Questão 52. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno; já as pessoas jurídicas regidas pelo direito internacional público são de direito público externo. Questão 53. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As sociedades são pessoas jurídicas de direito privado, mesmo que tenham como sócios ou acionistas entes de direito público interno. Questão 54. (CESPE – Agente Administrativo – AGU/2010) Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito público interno. Questão 55. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) Os partidos políticos não são considerados pessoas jurídicas, pois não detêm personalidade. 167 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 56. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) O Código Civil não prevê hipótese de convalescência de defeitos relativos ao ato de constituição de pessoa jurídica de direito privado. Questão 57. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) De acordo com a sistemática adotada pelo Código Civil, a personalidade da pessoa natural tem início com o nascimento com vida. Por outro lado, no que tange às pessoas jurídicas de direito privado, em especial as sociedades, a personalidade tem início com a formalização de seus atos constitutivos, mediante a assinatura do contrato social pelos seus sócios ou fundadores. Questão 58. (CESPE – Procurador – SEAD-SE/2008) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. Na hipótese de alguém pretender anular a constituição de uma pessoa jurídica de direito privado, por defeito do ato respectivo, deverá fazê-lo em até dois anos, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro, sob pena de prescrição. Questão 59. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) O início da existência legal das associações ocorre com a formalização do estatuto. Questão 60. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com o início das atividades. Questão 61. (CESPE – Defensor público – DPE-CE/2008) As pessoas jurídicas de direito privado adquirem sua existência própria com a assinatura de seu ato constitutivo. Esse ato constitutivo deverá revestir-se de forma pública, por instrumento público ou por testamento, salvo quando se tratar de fundações de direito público, que são criadas por lei. Questão 62. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) De acordo com o que dispõe o Código Civil, se a administração da pessoa jurídica vier a faltar por ato voluntário ou involuntário do administrador, o juiz deverá nomear, de ofício, administrador provisório. Questão 63. (CESPE – Advogado – SERPRO/2008) No caso de desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial da pessoa jurídica de direito privado, o juiz, a requerimento do Ministério Público ou da 168 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ parte, poderá determinar que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigação sejam estendidos aos bens particulares dos administradores. Questão 64. (CESPE – Analista judiciário – TSE/2007) Os bens pertencentes a pessoa jurídica e os bens que integrem o estabelecimento empresarial são de propriedade dos seus sócios, em comunhão ou condomínio, na proporção representada pelas quotas da sociedade limitada ou pelas ações da sociedade anônima. Questão 65. (CESPE – Defensor Público – DPU/2004) Os bens integrantes do estabelecimento empresarial e os atribuídos à pessoa jurídica são de propriedade dos seus sócios em comunhão ou condomínio, na proporção representada pelas quotas da sociedade limitada ou pelas ações da sociedade anônima. Questão 66. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) Para fins de desconsideração da autonomia patrimonial da pessoa jurídica, o Código Civil adotou a teoria menor. Questão 67. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) Para desconsiderar personalidade jurídica, não se tratando de relação de consumo, o magistrado deve verificar se houve intenção fraudulenta dos sócios que aponte para desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Questão 68. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos não são atingidas pela teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Questão 69. (CESPE – Promotor – MPE-RN/2009) Para a validade e eficácia da aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica no que concerne ao abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou confusão patrimonial, é imprescindível a demonstração do estado de insolvência da pessoa jurídica. Questão 70. (CESPE – Advogado - Correios/2011) Há abuso de personalidade jurídica quando os atos destinados à sua representação e gestão, editados sob a aparência da legalidade da forma, exorbitam os interesses da pessoa jurídica e atingem resultados que, ao mesmo tempo em que a prejudicam, produzem, ilicitamente, benefícios ou vantagens diretas ou indiretas aos seus sócios ou administradores.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 71. (CESPE – Delegado – SESP-AC/2007) O patrimônio social da pessoa jurídica não se confunde com os bens particulares dos sócios ou de seus administradores; por isso, ainda quando desconsiderada a personalidade jurídica, os bens dos sócios e administradores não respondem pelas obrigações assumidas pela sociedade. Questão 72. (CESPE - Juiz - TJPB/2010) Para a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica, é imprescindível a demonstração de insolvência da pessoa jurídica. Questão 73. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Considerando a situação hipotética acima, a decisão de José implica desconsideração da personalidade jurídica, mas, não poderia ter sido tomada, nessa situação, pois depende exclusivamente de pedido das partes, e não, do Ministério Público. Questão 74. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, é crucial que se comprove a insolvência da pessoa jurídica. Questão 75. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Na hipótese de abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, deve o juiz, de ofício, determinar que os efeitos de certas e determinadas obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Questão 76. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) Ainda que reste caracterizado o abuso da personalidade jurídica, não pode o juiz decidir de ofício pela desconsideração da personalidade jurídica. Questão 77. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) A pessoa jurídica é dotada de autonomia patrimonial, no entanto, em caso de abuso da personalidade jurídica, pode o juiz, após extinguir a pessoa jurídica, estender os efeitos de certas e determinadas obrigações aos bens particulares dos sócios proprietários.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 78. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Nessa situação, José aplicou corretamente o que a doutrina denomina de desconsideração inversa da personalidade jurídica, atingindo-se o patrimônio da pessoa jurídica para garantir a satisfação da obrigação assumida pela pessoa física que compõe o quadro societário da primeira. Questão 79. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) A autonomia da pessoa jurídica pode ser desconsiderada para responsabilizá-la por obrigações assumidas pelos sócios. Questão 80. (CESPE – Juiz Federal – TRF - 5ª Região/2011) Por ser necessariamente interpretada de forma estrita, a teoria da personalidade jurídica não é admitida na forma inversa. Questão 81. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) Para que o juiz decida pela desconsideração da pessoa jurídica, é necessário que haja abuso da personalidade jurídica, o que se caracteriza pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Questão 82. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) A teoria da desconsideração tem sido alvo de críticas por impedir a preservação da empresa. Questão 83. (CESPE – tenha sido fruto de desconsideração da passou a ser aplicada Procurador do estado – PGE-AL/2008) Embora construção jurisprudencial, hoje a teoria da personalidade jurídica tem respaldo legal e como regra.

Questão 84. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor. Considerando a situação hipotética acima, a decisão foi correta, eis que aplicou a chamada teoria da desconsideração da personalidade jurídica, que, no Direito 171 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ brasileiro, possui fonte exclusivamente jurisprudencial, sem que haja previsão legal expressa desta possibilidade no CC. Questão 85. (CESPE – Defensor público – DPU/2008) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade é permitida nos casos em que há desvio de seu objetivo social, independentemente da verificação de abuso da personalidade jurídica, da intenção de fraudar a lei ou de causar prejuízos à própria sociedade ou a terceiros. Por isso, depois de despersonalizada a sociedade, os bens particulares dos sócios e dos administradores respondem pela dívida da pessoa jurídica. Questão 86. (CESPE – Técnico Judiciário – TRT-PR/2009) As pessoas jurídicas têm personalidade distinta da dos seus membros. No entanto, em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz extinguir a pessoa jurídica e atingir o patrimônio dos sócios. Questão 87. (CESPE – Procurador Municipal – Vitória-ES/2007) No caso de abuso da personalidade jurídica, isto é, quando os sócios de uma empresa causarem prejuízos a outrem pelo mau uso de sua autonomia patrimonial, o juízo pode desconsiderar de ofício a personalidade jurídica e determinar a extinção dessa empresa, ou afastar a separação patrimonial entre a sociedade e seus membros. Questão 88. (CESPE – Procurador do estado – PGE-AL/2008) Se o juiz decidir pela desconsideração da pessoa jurídica, a consequência mediata será a invalidade do seu ato constitutivo. Questão 89. (CESPE – Defensor – DP-SE/2005) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica conduz à extinção da sociedade, pois deixa de existir a separação patrimonial dos sócios e da sociedade. Questão 90. (CESPE – Analista Judiciário – STJ/2004) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica conduz à extinção da sociedade, pois põe fim à separação entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade. Questão 91. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) As pessoas jurídicas de direito privado não detêm direitos da personalidade, razão pela qual não cabe a reparação por dano material ou moral, no caso de ofensa à honra objetiva. 172 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 92. (CESPE - Analista judiciária - TJDFT/2007) Não se aplica às pessoas jurídicas a proteção dos direitos da personalidade. Questão 93. (CESPE – Analista judiciário – TRT-RN/2007) Nos termos do Código Civil de 2002, a proteção dos direitos da personalidade aplica-se, indistintamente, às pessoas naturais e às pessoas jurídicas, desde que constituídas na modalidade de associações. Questão 94. (CESPE – Delegado – SESP-AC/2007) O direito de personalidade é atributo exclusivo da pessoa natural, razão pela qual não se estende a proteção desse direito às pessoas jurídicas, notadamente, porque o seu objetivo principal é a preservação do respeito e da dignidade da pessoa humana. Questão 95. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) A associação deverá ter fim estritamente econômico. Questão 96. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) O exercício de atividade que forneça recursos financeiros à associação descaracterizará a sua finalidade. Questão 97. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) Não há impedimento para uma associação desenvolver atividades econômicas para geração de renda, desde que não partilhe os resultados decorrentes entre os associados, mas, sim, os destine integralmente à consecução de seu objetivo social. Questão 98. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Entre os associados de uma associação, há direitos e obrigações recíprocos. Questão 99. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) As associações são constituídas pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos, inexistindo entre os associados direitos e obrigações recíprocos. Questão 100. (CESPE – Analista Judiciário – TRT-ES/2009) Nas associações, não há direitos e obrigações recíprocos entre os associados. Questão 101. (CESPE – Juiz de Direito – TJ-SE/2007) A associação civil é uma pessoa jurídica de direito privado criada a partir da união de pessoa sem torno de uma finalidade que não seja lucrativa. No entanto, não há qualquer impedimento para que uma organização 173 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ sem fins lucrativos desenvolva atividades econômicas para geração de renda, desde que não partilhe os resultados decorrentes entre os associados. Questão 102. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) As associações constituem-se pela união de pessoas que se organizaram com fins não econômicos, e não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocas. Questão 103. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) Os associados devem ter iguais direitos, não podendo haver categorias com vantagens especiais. Questão 104. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) O estatuto da associação poderá instituir categorias de associados com vantagens especiais. Questão 105. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) O estatuto da associação não poderá dispor sobre a transmissibilidade da qualidade de associado. Questão 106. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) A exclusão de associado será inadmissível, pois associação não pode excluir associado. Questão 107. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) A transferência de quota atribui, de per si, a qualidade de associado. Questão 108. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) Somente por justa causa será possível haver a exclusão de um associado. Questão 109. (CESPE – Procurado Especial de Contas – TCE-ES/2009) O quorum mínimo de presentes à assembleia geral para destituição de administradores é fixado pela lei. Questão 110. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Pessoa jurídica não pode instituir fundação. Questão 111. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Fica ao arbítrio do instituidor declarar a maneira de administrar a fundação por ele criada.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 112. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) A criação de uma fundação pode ser feita por ato causa mortis , por meio de testamento de qualquer modalidade — público, cerrado, particular —, o qual produz efeito apenas somente após a morte do testador, com a abertura da sucessão. A fundação também poderá surgir por ato inter vivos, e a declaração de vontade pode revestir-se de forma pública ou particular. Questão 113. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) As fundações, pessoas jurídicas de direito privado, somente podem ser constituídas para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência, cabendo ao Ministério Público doestado onde estiverem situadas as fundações velar por elas. Questão 114. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE-TO/2008) A fundação que recebe personalidade jurídica para realização de fins religiosos, morais, culturais ou de assistência pode ser criada por escritura pública, instrumento particular ou testamento. Questão 115. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) A criação da fundação de direito privado pode-se dar oralmente ou por escrito, devendo, no segundo caso, ser formalizada por instrumento público ou testamento. Questão 116. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Sendo os bens insuficientes para constituir a fundação, devem ser convertidos em títulos da dívida pública. Questão 117. (CESPE – Defensor – DP-SE/2005) As fundações de direito privado, por não exercerem atividades de interesse coletivo, não sofrem a fiscalização do Ministério Público. Questão 118. (CESPE – Procurador – AGU/2008) Se uma fundação estender suas atividades por mais de um estado, independentemente de ser federal ou estadual, sua veladura caberá ao Ministério Público Federal. Questão 119. (CESPE – Procurador – AGU/2008) De acordo com o STF, cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF, sem prejuízo da atribuição, ao Ministério Público Federal, da veladura das fundações federais de direito público que funcionem, ou não, no DF ou nos eventuais territórios. 175 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 120. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) Compete ao membro do MPF a fiscalização das fundações que tiverem atividades em diversos estados da Federação, com a finalidade de evitar eventual divergência entre os representantes do MP de cada estado. Questão 121. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) O MPF deve velar pelas fundações que se estenderem por mais de um estado. Questão 122. (CESPE – Promotor – MPE-ES/2010) Alterações estatutárias que não contrariem ou desvirtuem o fim da fundação prescindem da aprovação do MP. Questão 123. (CESPE – Procurador – SEAD-SE/2008) Na hipótese de pretender-se alterar o estatuto de uma fundação, é necessário que referida reforma seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação, não contrarie ou desvirtue o fim desta e seja aprovada pelo órgão do Ministério Público. Se não houver aprovação do órgão ministerial, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. Questão 124. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) Se for extinta uma fundação, por decisão administrativa, seu patrimônio deverá ser alienado pelo melhor preço de mercado, exigindo-se autorização da maioria absoluta dos integrantes do conselho curador e aprovação do MP. Questão 125. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) De acordo com entendimento do STJ, a pessoa jurídica, desde que sem fins lucrativos, é beneficiária da gratuidade de justiça. Questão 126. (ESAF/PROCURADOR DF/2006) O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou do contrato social. Questão 127. (ESAF/PROCURADOR DF/2006) O juiz também poderá desconsiderar a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. Questão 128. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Quanto aos direitos de personalidade, pode-se afirmar que: 176 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) é vedado, seja qual for a hipótese, à pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo vivo, pois os direitos de personalidade, entre os quais se pode citar a integridade física, são irrenunciáveis. b) é viável a utilização, por terceiro, da imagem de uma pessoa, desde que tal uso não lhe atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destine a fins comerciais. c) os direitos de personalidade, além de irrenunciáveis, não admitem limitações voluntárias, razão pela qual o Ordenamento Jurídico Pátrio permite que um filho, seja ele capaz ou incapaz, seja reconhecido pelo verdadeiro pai ainda que não almeje tal reconhecimento. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas, ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. Questão 129. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Os Procuradores de um determinado Ente da Federação criaram uma Associação para a defesa dos seus interesses. Sabe-se que o ato constitutivo da Associação foi corretamente levado a registro. Quanto a essa entidade, é correto afirmar: a) omisso o estatuto quanto às cláusulas de exclusão de associado, é vedado, ainda que por deliberação da Assembleia, que um Procurador seja expulso da Associação. b) para que se possa alterar o estatuto da associação é mister que a reforma seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a associação, não contrarie ou desvirtue o fim dessa e seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso esse a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. c) os associados devem ter iguais direitos, sendo vedado, pelo Código Civil, ao estatuto, instituir categorias, entre os associados, com vantagens especiais. d) constatada a inadimplência de alguns sócios quanto às obrigações sociais, estão todos os demais autorizados a, em nome próprio, demandar contra os inadimplentes para exigir o cumprimento das obrigações estatutárias. e) dissolvida a Associação, silentes os associados e o estatuto, os bens remanescentes da extinta pessoa jurídica deverão ser devolvidos à Fazenda Pública do Estado, do Distrito Federal ou da União, caso não exista no Município, no Estado, no Distrito Federal ou 177 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ no Território, em que a associação tiver sede, instituição com fins idênticos ou semelhantes ao da Associação de Procuradores. Questão 130. (ESAF/PFN/2005) Assinale a opção correta a respeito de prescrição. a) A prescrição somente pode ser interrompida uma vez. b) A prescrição atinge as ações pessoais que protegem os direitos a uma prestação. c) A interrupção da prescrição promovida por um credor aproveita aos demais. d) O juiz não pode decretar de ofício a prescrição, mesmo para favorecer a absolutamente incapaz. e) Antes de consumar-se a prescrição pode haver renúncia expressa ou tácita por parte do interessado. Questão 131. (ESAF/2009/AFRF) Na criação de fundação há duas fases: a) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, podendo revestir-se da forma particular, e a do registro público. b) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, pois requer instrumento particular ou testamento, e a do assento no registro competente. c) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, e a da aprovação do Poder Executivo Federal. d) a da elaboração do estatuto por ato inter vivos, (instrumento público ou particular), sem necessidade de conter a dotação especial, e a do registro. e) a do ato constitutivo, que só pode dar-se por meio de escritura pública ou testamento, e a do registro. Questão 132. (ESAF/Auditor do Tesouro Municipal/Recife-PE/2003) Assinale a opção correta. a) Pelo Código Civil (art.14, parágrafo único) não está nítida a consagração do princípio do consenso afirmativo, pelo qual cada um deve manifestar sua vontade de doar seus órgãos e tecidos para depois de sua morte, com objetivo terapêutico. b) A senilidade, por si só, é causa de restrição da capacidade de fato. c) O agente diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade, sem indicar seu domicílio no País, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território nacional onde o teve. d) Os portadores de deficiência mental, que sofram apenas uma redução na sua capacidade de entendimento, poderão praticar atos na vida civil sem assistência de curador, mesmo que interditos. 178 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) A capacidade de gozo não se distingue da legitimação. Comentários: Questão 133. (ESAF/2010/TEM/Auditor Fiscal do Trabalho) Assinale a opção incorreta. a) As pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado são regidas, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelo Código Civil, salvo disposição em contrário. b) A existência civil das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. c) Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas, ativa e passivamente, por quem os respectivos estatutos designarem, porém, não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus prepostos. d) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. e) A constituição das pessoas jurídicas de direito privado pode ser anulada, por defeito do ato respectivo, dentro do prazo decadencial de 3 anos, contado a partir da data da publicação de sua inscrição no registro. Questão 134. (ESAF/ACE/TCU/2005) As associações públicas são a) pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta. b) empresas públicas. c) autarquias federais especiais. d) agências reguladoras. e) pessoas jurídicas de direito público interno de administração direta. Questão 135. (ESAF/Analista Jurídico/SEFAZ/CE 2006) Para que uma fundação particular adquira personalidade jurídica será preciso: a) elaboração de seu estatuto pelo instituidor ou por aquele a quem ele cometer a aplicação do patrimônio. b) aprovação do seu estatuto pelo Ministério Público. c) dotação e aprovação da autoridade competente com recurso ao juiz. d) dotação e registro do seu estatuto. 179 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) dotação, elaboração, aprovação dos estatutos, e registro. Questão 136. (ESAF/Auditor/TCE/GO/2007) Assinale a opção abaixo que representa uma afirmação correta, consoante o ordenamento jurídico pátrio. a) A morte presumida da pessoa natural não poderá ser declarada, sem que ocorra a decretação de ausência. b) O cancelamento da inscrição da pessoa jurídica dar-se-á a partir do início da sua dissolução, não sendo necessário aguardar o encerramento da liquidação. c) O direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, não se sujeita aos prazos decadenciais ou prescricionais. d) Um sócio de uma sociedade limitada não poderá ceder suas quotas a outro sócio, se não houver previsão expressa no contrato de constituição da sociedade. e) É decadencial o direito de anular as decisões tomadas por órgão de administração coletiva de pessoa jurídica, quando eivadas de simulação. Questão 137. FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Administrativa Serão representados nos atos da vida civil a) os relativamente incapazes. b) os absoluta ou relativamente incapazes. c) somente os menores de 16 anos. d) somente os menores de 18 anos. e) os absolutamente incapazes. Questão 138. FCC - 2012 - TJ-PE - Oficial de Justiça - Judiciária e Administrativa A respeito da personalidade e da capacidade, considere: I. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência, se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até um ano após o término da guerra. II. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. III. A incapacidade cessará, para os menores, dentre outras hipóteses, pela colação de grau em curso de ensino médio. IV. São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em a) I, II e IV. b) I, II e III. c) II, III e IV. d) I e IV. e) II e IV. Questão 139. FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo Controle Externo - Jurídica São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil a) os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. b) os ébrios habituais. c) os pródigos. d) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. e) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Questão 140. FCC - 2012 - TJ-PE - Técnico Judiciário - Área Judiciária - e Administrativa Marcelo, solteiro, faleceu em um acidente de carro. De acordo com o Código Civil brasileiro, terá legitimidade para exigir que cesse ameaça, ou lesão, a direito da personalidade de Marcelo e reclamar perdas e danos qualquer parente em linha reta a) ou colateral até o segundo grau. b) ou colateral até o terceiro grau. c) ou colateral até o quarto grau. d) até o quarto grau, apenas. e) até o terceiro grau, apenas. Questão 141. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área Judiciária Berilo, cinquenta anos de idade, desapareceu de seu domicílio, sem deixar notícias de seu paradeiro e sem designar procurador ou representante a quem caiba a administração de seus bens. Foi declarada a sua ausência e nomeado curador através de processo regular requerido por sua esposa. Neste caso, os interessados poderão requerer a sucessão definitiva a) após o trânsito em julgado da decisão judicial que declarou a ausência de Berilo e nomeou curador. b) três anos depois de passada em julgado a sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória. c) cinco anos depois do trânsito em julgado da declaração de ausência, independentemente de abertura de sucessão provisória. d) sete anos depois do trânsito em julgado da declaração de ausência, independentemente de abertura de sucessão provisória. 181 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) dez anos depois de passada em julgado a sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória. Questão 142. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Joana possui dezesseis anos e cinco meses de idade. Seu pai é falecido e sua mãe, Jaqueline, pretende torná-la capaz para exercício dos atos da vida civil. De acordo com o Código Civil brasileiro, cessará a incapacidade de Joana a) quando ela completar dezoito anos de idade, tendo em vista que Jaqueline não poderá fazer esta concessão. b) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento público dependente de homologação judicial. c) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento público independentemente de homologação judicial. d) pela concessão de Jaqueline mediante instrumento particular dependente de homologação judicial. e) apenas por sentença do juiz, ouvindo-se o tutor, tendo em vista que Jaqueline não poderá fazer esta concessão. Questão 143. FCC - 2011 - MPE-CE - Promotor de Justiça A respeito da personalidade e da capacidade, é correto afirmar que a) os menores de dezoito anos têm capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. b) a proteção que o Código Civil confere ao nascituro não alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade. c) os ausentes são considerados absolutamente incapazes para os atos da vida civil. d) a emancipação do maior de dezesseis anos pelos pais através de escritura pública só produz efeitos após homologação judicial, com prévia audiência do Ministério Público. e) não merece proteção a imagem de pessoa falecida porque os direitos da personalidade são intransmissíveis. Questão 144. FCC - 2011 - MPE-CE - Promotor de Justiça Far-se-á a averbação em registro público a) dos nascimentos, casamentos e óbitos. b) da interdição por incapacidade absoluta. c) da sentença declaratória de ausência. d) dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem, anularem ou reconhecerem a filiação. e) das sentenças que decretarem anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 145. FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Área Judiciária Considere as seguintes publicações: I. Foto de criminoso foragido, condenado e procurado pela Justiça em locais públicos e em jornais de grande circulação. II. Imagem de sambista em anúncio, com objetivo comercial, sem a sua autorização. III. Imagem de grupo folclórico em jornal destinado à divulgação das atividades artísticas da cidade. Cabe proibição, a requerimento da pessoa cuja imagem foi exposta, publicada ou utilizada e sem prejuízo da indenização que couber, APENAS em a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II. e) I. Questão 146. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Declarada a ausência e aberta provisoriamente a sucessão, a) se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, não cessarão as vantagens dos sucessores nela emitidos, as quais perdurarão até a entrega dos bens a seu dono. b) os bens do ausente poderão ser livremente alienados, sem autorização judicial, para lhes evitar a ruína. c) os sucessores provisórios empossados nos bens do ausente não o representarão ativa ou passivamente e contra eles não correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. d) os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente. e) o descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente deverá capitalizar, na forma de lei, metade dos frutos e rendimentos que a este couberem e prestar contas anualmente ao juiz. Questão 147. FCC - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária Os descendentes que, na qualidade de herdeiros, se imitirem na posse dos bens do ausente, 183 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) darão garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. b) estão desobrigados de prestar garantia, desde que provada a sua qualidade de herdeiros. c) estão desobrigados de prestar garantia, bem como de provar a qualidade de herdeiros, tratando-se de direitos presumidos legalmente. d) darão garantia da restituição deles, mediante caução em dinheiro feita através de depósito em estabelecimento bancário oficial equivalente aos quinhões respectivos. e) deverão requerer a nomeação de administrador judicial do imóvel pelo prazo mínimo de cinco anos. GABARITO 01. c 06. c 11. c 16. e 21. e 26. a 31. e 36. e 41. e 46. c 51. c 56. e 61. e 66. e 71. e 76. c 81. c 86. e 91. e 96. e 101. c 106. e 111. c 116. e 121. e 126. c 02. e 07. c 12. e 17. c 22. c 27. a 32. d 37. c 42. e 47. e 52. c 57. e 62. e 67. e 72. e 77. e 82. e 87. e 92. e 97. c 102. c 107. e 112. e 117. e 122. e 127. e 03. e 08. e 13. c 18. e 23. e 28. d 33. c 38. e 43. e 48. c 53. c 58. e 63. c 68. e 73. e 78. c 83. e 88. e 93. e 98. e 103. e 108. c 113. c 118. e 123. c 128. c 04. e 09. e 14. e 19. c 24. e 29. c 34. e 39. e 44. e 49. e 54. e 59. e 64. e 69. e 74. e 79. c 84. e 89. e 94. e 99. c 104. c 109. e 114. e 119. c 124. e 129. a 05. c 10. e 15. e 20. e 25. a 30. e 35. e 40. c 45. c 50. e 55. e 60. e 65. e 70. c 75. e 80. e 85. e 90. e 95. e 100. c 105. e 110. e 115. e 120. e 125. e 130. a

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ 131. 136. 141. 146. e e e d 132. 137. 142. 147. c e c b 133. c 138. e 143. a 134. c 139. e 144. e 135. e 140. c 145. d

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BENS: Diferentes classes de bens.

Você aprendeu que a pessoa é sujeito de direitos. Ser sujeito de direitos significa que a pessoa é capaz de adquirir direitos e deveres, obrigações. Os bens são objeto de direitos. Ser objeto de direitos significa que sobre os bens pode pairar relações jurídicas, como por exemplo, a venda de uma casa, a doação de um veículo. CONCEITO

BEM

COISA

É o gênero

É espécie de BEM

É tudo o que é útil às pessoas; tudo o que pode proporcionar utilidade ao homem. Tudo o quanto existe na natureza (exceto a pessoa).

É todo bem suscetível de avaliação econômica e apropriação pela pessoa.

Sol, mar, lua.

Imóvel, móvel (veículo, computador), semovente (animal), imaterial (crédito a receber).

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Cumpre-me, de imediato, informar que a diferença entre bem e coisa não é unânime. Para parte da doutrina bem é gênero e coisa espécie de bem; para outros, coisa é o gênero, do qual o bem é espécie. Porém, para concurso, a doutrina majoritária adota que: bem é gênero e coisa é espécie de bem. BEM é tudo o que é útil às pessoas; tudo o que pode proporcionar utilidade aos homens. Diferencia da “coisa”. COISAS são espécies de bem: é todo bem suscetível de avaliação econômica e apropriação pela pessoa. Coisas têm duas características marcantes:   São bens que podem ser atribuídos a eles um valor econômico; e É passível de ser apropriado (apropriação) pelo homem.

Bem é tudo o que quanto existe na natureza, exceto a pessoa, mas como coisa só é considerada aquele bem que existe proporcionando ao homem uma utilidade, porém com os requisitos essenciais: apropriação e avaliação. Assim, todos os bens são coisas, mas nem todas as coisas são bens. O sol, o mar, a lua são bens, mas não são coisas, porque não podem ser apropriados pelo homem, bem como não se pode atribuir a eles um valor econômico. Três requisitos para que um bem seja objeto de uma relação jurídica: 1. Interesse econômico: entende-se que o bem deve representar um interesse de ordem econômica 2. Gestão econômica: por gestão econômica entende-se que os bens devem ser passíveis de individualização e de valoração. 3. Subordinação: o bem deve ser passível de subordinação a uma pessoa. Relação entre o bem e uma pessoa

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ AS DIFERENTES CLASSES DE BENS Os bens são classificados em três diferentes categorias: 1. Bens considerados em si mesmos 2. Bens reciprocamente considerados 3. Bens quanto a pessoa (ou titularidade ou patrimônio) DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS     Por natureza Por acessão natural Por acessão artificial Para os efeitos legais

Imóveis

Móveis

   

Semoventes Propriamente ditos Por antecipação Para os efeitos legais

Dos Bens considerados em si mesmos

Fungíveis Infungíveis Consumíveis Inconsumíveis Divisíveis Indivisíveis Singulares Coletivos

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DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS Dos Bens Imóveis Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: (continuam sendo imóveis): I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. BENS IMÓVEIS

POR NATUREZA POR ACESSÃO NATURAL IMÓVEIS POR ACESSÃO ARTIFICIAL (INDUSTRIAL) PARA OS EFEITOS LEGAIS

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Bens imóveis por natureza (art. 79, I): o SOLO (abrangendo o subsolo e o espaço aéreo correspondente).

O solo (sem construção) é o melhor exemplo de imóvel por natureza. Bens imóveis por acessão natural (art. 79, I): tudo quanto se incorporar naturalmente ao solo: uma semente que cai do bico do pássaro, vindo a nascer uma árvore. Exemplo: a árvore é bem imóvel por acessão natural. Imóvel por natureza (solo)

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Bens imóveis por acessão artificial (art. 79, I): tudo quanto se incorporar artificialmente ao solo: o homem lança a semente na terra, vindo a nascer uma árvore; nesse caso, a árvore é bem imóvel por acessão artificial; a casa construída pelo homem. Imóvel por natureza (solo) Imóvel por acessão natural (árvore)

Imóveis por acessão artificial (casa, árvore que o homem plantou) CUIDADO! NÃO MAIS EXISTE A CLASSIFICAÇÃO DOS BENS IMOVEIS POR ACESSÃO INTELECTUAIS. Atualmente estes se transformaram nas pertenças (bens móveis). Vou explicar: tome como exemplo um trator numa fazenda:

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Este trator serve para arar a terra. Ele está ligado a uma terra “X”; atrelado com finalidade única de arar essa terra. Ninguém tem dúvida que ele é um bem móvel. Pois bem! Porém, o Direito Civil classificava o trator como “Bem imóvel por acessão intelectual”, que seria nada mais do que: o homem imobilizava (tornava imóvel) um bem naturalmente móvel. Atualmente, pelo Código Civil de 2002, os imóveis por acessão intelectual se transformaram em pertenças (iremos estudar em detalhes adiante). As pertenças são BENS MÓVEIS. Irei tratar do tema adiante.

Mas CUIDADO com as questões de prova. Se a prova trouxer um item contendo como opção “Bens imóveis por acessão intelectual” e (+) todas as outras alternativas estiverem erradas = não há um item contendo a opção “pertenças”, aí você marca aquela opção como verdadeira. Bens imóveis para os efeitos legais (art. 80): consideram-se imóveis para os efeitos legais: a) os direitos reais sobre imóveis asseguram; b) o direito à sucessão aberta; e as ações que os

O direito abstrato à sucessão aberta é considerado bem imóvel, ainda que os bens pelo de cujus sejam todos móveis. Neste caso, o que se considera imóvel não é o direito aos bens componentes da herança, mas o direito a esta, como uma unidade. A lei não cogita das coisas que estão na herança, mas o direito a esta. Somente depois da partilha é que se poderá cuidar dos bens individualmente.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ NÃO PERDEM O CARATER DE IMOVEIS imóveis): (continuam sendo

As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; exemplo: casa de madeira.

Os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. Exemplo: tijolos provenientes da derrubada de uma parede para serem reempregados novamente no imóvel. Note que normalmente os tijolos são bens móveis, porém como estão apenas separados provisoriamente do imóvel, a lei atribuiu a ele deu a categoria de bens imóveis para os efeitos legais.

Vamos estudar o art. 81 combinado com (c/c) o art. 84: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: (continuam sendo imóvel): I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Art. 84. Primeira parte: Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; Segunda parte: readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Vamos agora ver no desenho como ficam os artigos: Art. 84. Primeira parte: Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis. 193 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Bem móvel

Os materiais entraram no prédio; ninguém tem dúvida: esse material é um bem imóvel (por acessão artificial).

Agora vamos ver a saída desse material; ele será móvel ou imóvel a depender da DESTINAÇÃO que for dada a ele. Art. 81, II. Imóveis: Materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem (retira a parede e contrói outra parede com os tijolos). Art. 84. Segunda parte: readquirem a qualidade de móveis os provenientes da DEMOLIÇÃO (retirada de uma parede para aumentar um cômodos).

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 81, I. Não perdem o caráter de imóveis: (continuam sendo imóvel): I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. O exemplo muito cobrado em concurso é a casa de madeira.

BENS MÓVEIS Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Propriamente ditos MÓVEIS Semoventes Por antecipação Para os efeitos legais 195 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Além desses, são também bens móveis: os fungíveis, os consumíveis ESPÉCIES DE BENS MÓVEIS Bens móveis Semoventes: São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio: animais.

Bens móveis propriamente ditos: os de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômicosocial: mesa, cadeira, etc. São os móveis em geral.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Bens móveis por antecipação: exemplo: o homem planta a árvore no solo = imóvel por acessão artificial. Caso o homem plante a árvore com a intenção de transformá-la em madeira = móvel por antecipação. Antecipadamente o homem intencionalmente já havia dado a destinação de transformá-la em móveis (madeira). Intenção

Bens móveis para os efeitos legais:  as energias que tenham valor econômico;  os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;  os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações;

COMO DECORAR: EFEITOS MOVEIS PARA EFEITOS LEGAIS Energias Direitos reais sobre IMÓVEIS Direitos reais sobre MÓVEIS Direito à sucessão aberta Direitos pessoais (p. ex., CONTRATO) IMOVEIS LEGAIS PARA

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ BENS FUNGÍVEIS E CONSUMÍVEIS Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. FUNGÍVEL SUBSTITUIÇÃO

BENS FUNGÍVEIS: São fungíveis os MOVEIS (sempre) que podem SUBSTITUIR-SE por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Exs: gêneros alimentícios, dinheiro, gasolina, etc. Os infungíveis não podem se substituir. Todo bem fungível é bem móvel. “A” pede emprestado R$ 100,00 a “B”; recebe uma nota de R$ 100,00; ao pagar seu débito, paga com duas notas de R$ 50,00:

Outro exemplo: comecei a fazer um bolo e vi que estava faltando açúcar. Peço emprestado a minha vizinha 1 kg de açucar para depois devolver. Ele me emprestou um tipo de açúcar cristal do tipo “A”; vou devolver outro açúcar da mesma espécie, quantidade e quantidade.

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BENS INFUNGÍVEIS

BENS INFUNGÍVEIS: São os bens individualizados e especificados estritamente, sendo insubstituíveis mesmo que por outros de idêntica qualidade e quantidade. Ex. obra de arte (móvel), um relógio (móvel) ou qualquer outro objeto individualizado e especificado, etc. Os bens infungíveis podem ser móveis ou imóveis. Exemplo: peço sua casa de praia emprestada para passar o final de semana; na segunda feira terei que devolver a própria casa; não poderei devolver outra casa do mesmo gênero, qualidade ou quantidade, já que o imóvel é bem infungível. BENS CONSUMÍVEIS

BENS CONSUMÍVEIS: São consumíveis os bens móveis cujo USO importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Exs: alimentos, batom, etc.

CONSUMÍVEL 199 Prof. Márcia Albuquerque

USO www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Muito cuidado com as pegadinhas: o concurso costuma trocar os bens fungíveis com os consumíveis, questões do tipo São fungíveis os bens móveis cujo USO (ERRADO): a fungibilidade tem a ver com a possibilidade de ser ou não substituído! São consumíveis os bens móveis que podem ser SUBSTITUÍDOS (ERRADO): a consuntibilidade é a qualidade de um bem ser destruído ao primeiro USO! Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação (destinados à venda: um livro de uma livraria exposto à venda, por exemplo). BENS INCONSUMÍVEIS

BENS INCONSUMÍVEIS: São os bens duráveis, isto é, não são destruídos logo com o uso; possuem uma durabilidade longa, principalmente. Ex. veículos, livros, etc. BENS DETERIORÁVEIS

BENS DETERIORÁVEIS: São os bens de durabilidade média, ou seja, não duram tanto quanto um bem inconsumível (automóvel), mas também não são destruídos de imediato com o uso, como acontece com os bens consumíveis (alimentos), estão no meio termo. Ex. roupas, sapatos, etc. 200 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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BENS DIVISÍVEIS Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Dos Bens Singulares e Coletivos Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. BENS DIVISÍVEIS

BENS DIVISÍVEIS: Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. Ex. Um quilo de feijão, se for repartido em dois, formará meio quilo de feijão em cada uma. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Exemplo: um anel valioso, por exemplo, com 50 diamantes, deixado de herança para cinco irmãs pode se tornar indivisível por vontade da parte que assim 201 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ dispôs. Nesse caso terá que ser vendido e o dinheiro dividido entre as mesmas. BENS INDIVISÍVEIS

BENS INDIVISÍVEIS: Bens indivisíveis são os que não podem ser objetos de divisão. Ex. Um animal vivo (cavalo de raça), um quadro de arte, etc. BENS SINGULARES

BENS SINGULARES: São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Ex.: folha de papel, vaca leiteira, crédito (imaterial), etc. BENS COLETIVOS

BENS COLETIVOS: São os bens reunidos e que formam um conjunto (UNIVERSALIDADES) que passa a ter individualidade.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ DE FATO UNIVERSALIDADES DE DIREITO

Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária: biblioteca, estabelecimento comercial, rebanho. Na universalidade de fato, os bens individuais estão formando um único bem por vontade do titular, proprietário. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias.

Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico: massa falida, herança. Na universalidade de direito os bens individuais formam um único bem por determinação da lei (legal). Um bem pode ser classificado em mais de uma condição. Ex: PIANO VALIOSO: constitui um bem infungível, inconsumível e indivisível.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ OS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS

Principais

Frutos Dos Bens Reciprocamente Considerados

   

Pendentes Estantes Percipiendos Consumidos

Acessórios

Produtos Pertenças    Úteis Necessárias Voluptuárias

Benfeitorias

Dos Bens Reciprocamente Considerados PRINCIPAL

Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente (Solo).

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Acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. (Casa em relação ao solo, bem principal). Bem Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; EXISTE POR SI SÓ, NÃO DEPENDE DE OUTRO BEM PARA EXISTIR; uma casa para existir depende do terreno; Bem acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. PERTENÇAS Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. PERTENÇAS: são os bens MÓVEIS (mesa, cadeira, cama) que, não constituindo partes integrantes (não integram o imóvel que é o bem principal), se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento (embelezamento) de outro.

As pertenças são os móveis que guarnecem os imóveis. Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário 205 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Os negócios jurídicos (p. ex., contrato de venda do imóvel) que dizem respeito ao bem principal (imóvel) não abrangem as pertenças (os móveis), salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Regra geral quando se vende um imóvel, a venda não inclui os móveis, salvo se expressamente se ajustou. Para qualquer prova de concurso, você precisa saber cinco “coisas” sobre as pertenças: São MÓVEIS Não é parte integrante do imóvel (bem principal = casa). Por esse motivo: Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo (...) Se vender o imóvel as pertenças não estão incluídas, salve ajuste prévio. Não seguem a regra: “o acessório segue o principal”. É exceção a essa regra. Se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento (embelezamento) de outro (bem principal = casa). 206 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

PERTENÇAS

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FRUTOS FRUTO é uma utilidade que se reproduz periodicamente. São bens ou utilidades provenientes de outras preexistentes, sejam móveis ou imóveis. São utilidades renováveis, ou seja, que a coisa principal periodicamente produz, e cuja percepção não diminui a sua substância. Três ESPÉCIES de frutos:  Naturais: frutos de árvores e crias de animais.  Artificiais ou industriais: produzidos pelo homem: sapato; laticínios.  Civis: resultam de uma relação de direito. São os rendimentos de uma coisa frutífera: aluguéis, juros. Quanto ao ESTADO (em que se encontram), se frutos podem ser:

Pendentes: ainda não separados do bem principal.

Estantes (percebidos): separados e armazenados.

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Percipiendos: já poderiam ter sido separados (colhido), mas não o foram ainda.

Colhidos (percebidos): já consumidos.

Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. FRUTOS E PRODUTOS: Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Ou seja, a safra pode ser vendida antes da colheita.

PRODUTOS: São as utilidades retiradas de outra, diminuindo-lhe a quantidades. São os bens esgotáveis: pedras e metais preciosos. 208 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ BENFEITORIAS Benfeitorias são OBRAS realizadas pelo homem. Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.

§1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.

§ 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem.

§ 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. BENFEITORIAS: São obras feitas pelo homem, com a intervenção humana. Se não houver intervenção humana não se considera benfeitorias. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias: Voluptuárias: São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. Ex: piscina, sauna. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. Construção de um quarto, garagem. São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Conserto na parede rachada. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. DOS BENS QUANTO AS PESSOAS (TITULARIDADE, PATROMÔNIO)

De Uso Comum do povo
Inalienáveis

PÚBLICOS BENS

De Uso Especial Dominical ou Dominial
Alienáveis

Imprescritíveis

PRIVADOS

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DOS BENS PÚBLICOS Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. Art. 99. São bens públicos:

I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;

II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;

III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Art. 101. Os bens públicos dominicais observadas as exigências da lei. podem ser alienados,

Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. TODOS os bens públicos não estão sujeitos a usucapião (são imprescritíveis) e o seu uso pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. São bens públicos: Bens de uso comum do povo: são os de uso geral por toda a coletividade: tais como rios, mares, estradas, ruas e praças. Os bens públicos de uso comum do povo são inalienáveis (intransferíveis), enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Bens de uso especial: são os edifícios ou terrenos destinados (afetados) a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. Os bens de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Bens dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. São os bens desafetados (não possuem destinação. Ex: terras devolutas. Em regra são alienáveis. 212 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DE BENS BEM DE FAMÍLIA: Podem os cônjuges, ou a entidade familiar, mediante escritura pública ou testamento, destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família, desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição, mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em lei especial. O bem de família, segundo o Código Civil, consistirá em prédio residencial urbano ou rural, com suas pertenças e acessórios, destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar, e poderá abranger valores mobiliários, cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. BENS EXCLUSIVOS: São os bens obtidos com o trabalho rentável, único e exclusivo de um dos consortes. BENS EREPTÍCIOS: São os bens que deveriam ser herdados pelo herdeiro declarado indigno e tais bens devem retornar ao espólio para a partilha entre os demais herdeiros. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer dos casos de indignidade, estabelecidos em lei, será declarada por sentença. BENS PROFECTÍCIOS: São os bens que fazem parte do dote constituído pelo pai, mãe, ou qualquer ascendente. BENS ADVENTÍCIOS: São os bens cuja aquisição se dá por herança não advinda diretamente de um ascendente, pode ser um legado feito em testamento a favor de uma pessoa não pertencente à família do testador ou ainda uma sucessão colateral. Assim diferem dos bens profectícios.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ QUESTÕES CESPE Questão 01. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia O princípio da gravitação jurídica é o princípio norteador dos bens reciprocamente considerados. Comentários: Item Correto. Pelo princípio da gravitação jurídica o acessório segue a natureza do principal. Porém não devemos aplicar essa regra as pertenças Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Principal: É o bem que existe por si mesmo, abstrata ou concretamente, como a vida ou um terreno, não dependendo de nenhum outro para sua existência. Acessório: É o bem cuja existência depende do principal. Não existindo por si mesmos. A casa, por exemplo, é acessória do solo, e é principal em relação a si própria. Esta não existe sem aquela. O princípio da gravitação jurídica é: "o acessório segue o principal". Gabarito: correto Questão 02. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia Pode-se classificar as uvas colhidas na época da safra da uva vermelha como frutos percipiendos e aquelas que ainda estão na videira, como frutos pendentes. Comentários: Frutos Percipiendos são aqueles que deviam ter sido percebidos, mas que não foram. Ex: uva que devia ser colhida, mas que está apodrecendo porque não foi colhida. Na questão as uvas já foram colhidas: são frutos Percebidos. Já as que ainda estão na videira, são frutos Pendentes. Gabarito: errado Questão 03. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia Uma garrafa de vinho de 1.830 da reserva especial, clausulada com inalienabilidade por testamento é um bem classificado como consumível fático e, ao mesmo tempo, como bem inconsumível do ponto de vista jurídico. Comentários: Classificação - bem consumível e inconsumível: 214 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Consuntibilidade física ou de fato: se o consumo do bem implica em sua destruição física imediata. Pensemos por exemplo em uma maça, que é um bem consumível de fato, assim como o vinho da questão. Consuntibilidade jurídica: devemos levar em conta aqui se o bem pode ou não ser alienado. No caso do vinho, por estar com uma cláusula de inalienabilidade, ele é inconsumível do ponto de vista jurídico. Um bem assim pode ser ao mesmo tempo consumível e inconsumível. Consumíveis: são bens móveis, cujo uso importa na destruição imediata da própria coisa (consuntibilidade física), bem como aquelas destinados à alienação (consuntibilidade jurídica) - art. 86. Inconsumíveis: são aqueles que proporcionam reiteradas utilizações, permitindo que se retire a sua utilidade, sem deterioração ou destruição imediata (inconsuntibilidade física), bem como aqueles que são inalienáveis (inconsuntibilidade jurídica). Gabarito: correto Questão 04. CESPE - 2012 - TRE-RJ - Analista Judiciário - Área Administrativa Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são, enquanto conservarem essas características, inalienáveis. Por sua vez, os bens públicos dominicais podem ser alienados, desde que sejam observadas as determinações legais. Comentários: Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Art. 101. Os bens públicos dominicais observadas as exigências da lei. Gabarito: correto podem ser alienados,

Questão 05. CESPE - 2012 - TJ-AL - Analista Judiciário - Área Judiciária Assinale a opção correta em relação a bens. a) O direito à sucessão aberta é considerado, por disposição legal, um bem imóvel. b) A universalidade de fato refere-se ao conjunto de bens singulares corpóreos ou incorpóreos, aos quais a norma jurídica confere unidade. c) Bens infungíveis são aqueles suscetíveis de substituição por outro da mesma espécie. 215 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) A indivisibilidade dos bens somente ocorre por sua natureza ou por determinação legal. e) Aquilo que poderia ser mantido intencionalmente no imóvel, para sua exploração, aformoseamento ou comodidade, como, por exemplo, o trator, é considerado pelo Código Civil bem imóvel por acessão intelectual. Comentários: a) Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:

I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. b) Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. c) Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. d) Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. e) Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Universalidade de fato o conjunto de coisas materiais singulares, simples ou compostas reunidas em coletividade pela vontade da pessoa, tendo distinção comum, ou seja, objetos iguais, de mesma natureza, como, por exemplo, um rebanho, uma biblioteca, uma frota de automóveis. Universalidade de direito o conjunto de coisas (matérias ou imateriais) corpóreas ou incorpóreas que tem seu caráter coletivo, mas que a lei atribui caráter unitário, como um patrimônio, uma herança, uma massa falida, bem como direitos e obrigações. Este tipo de universalidade caracteriza-se por ser formada por um complexo de relações jurídicas, por ter seu vínculo resultante exclusivamente de lei e pela indiferença de seus elementos, sejam materiais ou imateriais, simples ou compostos. Gabarito: a Questão 06. CESPE - 2012 - TJ-RR - Agente de Proteção Por constituir bem de uso comum do povo, o jardim de uma praça pública pode 216 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ servir ao lazer da população em geral, sem necessidade de permissão especial de uso. Comentários: Bens de uso comum do povo: Bens de uso geral, que podem ser utilizados livremente por todos os indivíduos. Ex: praças, rios, praias, etc. Bens de uso especial: São aqueles nos quais são prestados serviços públicos, tais como hospitais públicos, escolas e aeroportos. Bens dominicais: São bens públicos que não possuem uma destinação definida, como as terras devolutas e prédios públicos desativados. Gabarito: correto Questão 07. TJ-PR - 2012 - TJ-PR - Assessor Jurídico Com base nas disposições do Código Civil acerca dos bens, assinale a alternativa correta. a) O direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel. b) São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, ainda que com alteração da substância ou da destinação econômico-social. c) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens imóveis. d) Os bens públicos somente estarão sujeitos a usucapião se obedecidas as disposições legais e constitucionais sobre o tema. Comentários: a) O direito à sucessão aberta é considerada bem imóvel: correta (art. 81, inciso II). b) São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, ainda que com alteração da substância ou da destinação econômico-social: Errada. O correto é sem alteração da substância (art. 82). c) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens imóveis: Errada. O correto é móveis. (art. 83, III). d) Os bens públicos somente estarão sujeitos a usucapião se obedecidas as disposições legais e constitucionais sobre o tema: Errada. O correto é os bens públicos não estão sujeitos a usucapião (art. 102). Gabarito: correto Questão 08. FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho De acordo com a Lei no 8.009/90, 217 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) inclui-se na impenhorabilidade do bem de família o veículo utilizado pelos integrantes da entidade familiar. b) pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do maior cotista da sociedade empresária. c) pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do sócio que administre a sociedade empresária. d) considera-se bem de família o único imóvel da entidade familiar e o pequeno comércio de seus integrantes. e) o bem de família pode ser penhorado para execução de sentença penal condenatória. Comentários: Lei n. 8009/90: Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória a ressarcimento, indenização ou perdimento de bens. Todos os dispositivos que fundamentam essa questão foram retirado da Lei 8.009/90 (Indisponibilidade do Bem de Família): a) ERRADO: inclui-se na impenhorabilidade do bem de família o veículo utilizado pelos integrantes da entidade familiar. Art. 2º Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte , obras de arte e adornos suntuosos. b) ERRADO: pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do maior cotista da sociedade empresária. Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido (..). c) ERRADO: pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do sócio que administre a sociedade empresária. Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido (...). d) ERRADO: considera-se bem de família o único imóvel da entidade familiar e o pequeno comércio de seus integrantes. Art. 5º Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se 218 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ residência um único imóvel utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente. e) CORRETO: o bem de família pode ser penhorado para execução de sentença penal condenatória. Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória a ressarcimento, indenização ou perdimento de bens. Gabarito: e Questão 09. CESGRANRIO - 2012 - Caixa - Advogado A respeito do princípio da gravitação jurídica, sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal, salvo disposição legal ou contratual em contrário. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. d) é norma geral no ordenamento, podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boafé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. Comentários: O princípio da gravitação jurídica é aquele, segundo o qual, o acessório segue o principal. Exemplo de acessório são os frutos e os produtos. Um contrato principal também pode um acessório, como a fiança. Assim, extinto o contrato principal, a fiança também se extingue. Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. Gabarito: a Questão 10. TRT 2R (SP) - 2011 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Juiz do Trabalho Analise as seguintes proposições, em relação aos bens móveis, quanto à sua classificação legal: I. São bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. II. São bens móveis os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. 219 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ II. São bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. IV. São bens móveis os materiais provenientes de demolição. Responda: a) São corretas as assertivas I e Ill. b) São corretas as assertivas Il e Ill. c) São corretas as assertivas Ill e IV. d) São corretas as assertivas Il e IV. e) São corretas as assertivas I e IV Comentários: I. São bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local: errada: Trata-se de bem IMÓVEL: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II. São bens móveis os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem: errada: Também é um bem IMÓVEL: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. III. São bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados: correta: Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. IV. São bens móveis os materiais provenientes de demolição: correta: Idem item III. Temos bens imóveis por natureza, art. 79 do CC/2002, e bens móveis por determinação legal, art. 80. Os bens móveis também podem ser por natureza, art. 82 do CC/02 e por determinação legal, art. 83. O critério adotado é o finalístico, ou seja, a destinação que será dada a estes bens. O Código Civil elencou as hipótese em que os bens não perdem a característica de móveis e de imóveis. Isso que era cobrado na questão. Estas hipóteses estão nos arts. 81 e 84. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 220 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. I – errada: é justamente o contrário, não perdem o caráter de imóveis, art. 81, I. II - errada - se serão reempregados, não perdem o caráter de imóveis, art. 81, II. III - certo - primeira parte do art. 84. IV - certo - segunda parte do art. 84. Gabarito: c Questão 11. CESPE - 2012 - TJ-CE - Juiz Caso uma pessoa adquira um trator para melhor explorar sua propriedade rural, esse bem, de acordo com o Código Civil brasileiro, caracteriza-se como a) bem infungível. b) bem imóvel por determinação legal. c) bem imóvel por acessão industrial. d) benfeitoria. e) pertença. Comentários: As pertenças são aqueles bens que se destinam de modo duradouro ao uso, serviço ou aformoseamento de outro, e não se constituem partes integrantes (art. 93). Assim, os móveis (sofá, cama), um quadro, um piano são pertenças em relação casa. O arado e o trator serão pertenças em relação à fazenda. As pertenças NÃO SEGUEM a sorte da coisa principal, salvo por disposição expressa das partes ou determinação legal. Portanto, o trator, em que o uso é para melhorar a propriedade rural, é uma pertença. As benfeitorias, são as obras realizadas com o objetivo de embelezar, melhorar ou conservar a coisa principal. São sempre construções efetivadas pelo homem em uma coisa já existente. Não são criações novas. Os imóveis por acessão artificial ou industrial, acessão significa 221 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ justaposição ou aderência de uma coisa a outra. O homem também pode incorporar bens móveis, como materiais de construção e sementes, ao solo, dando origem às acessões artificiais ou industriais. As construções e plantações são assim denominadas porque derivam de um comportamento ativo do homem, isto é, do trabalho ou da indústria do homem. Constituem, igualmente, modo originário de aquisição da propriedade imóvel. Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa, até que se prove o contrário (art. 1.253). O bem imóvel por determinação legal, é aquele que a Lei assim determina – arts. 80 e 81. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. Bem infungível é aquele que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. Alternativa a: bens fungíveis: são aqueles de natureza insubstituível, ex.: uma obra de arte. Alternativa b: bem imóvel por determinação legal: são aqueles considerados por força de lei, estão previstos no art. 80, inciso I e II: os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; o direito à sucessão aberta. Alternativa c: bem imóvel por acessão industrial, física ou artificial: é tudo quanto o homem incorporar permanentemente ao solo, como a semente lançada à terra, os edifícios e construções, de modo que se não o possa retirar sem destruição ou dano (art. 79). Acessão significa incorporação união física com o aumento de volume da coisa principal. Alternativa d: benfeitoria: é toda obra artificial realizada pelo homem com o propósito de conservação (benfeitoria necessária), melhorá-la (benfeitoria útil) ou propiciar prazer (benfeitoria voluptuária). Toda benfeitoria é artificial e nunca natural. Alternativa e: pertença: são os bens que o proprietário intencionalmente destina e mantém no imóvel para exploração 222 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ industrial, arfomoseamento ou comodidade. Pertença não constitui parte integrante do principal, ela nunca integra a coisa principal. Gabarito: e Questão 12. CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Processual No que tange à disciplina do direito civil referente aos bens, julgue o item a seguir. De acordo com a sistemática adotada pelo direito civil, constitui objeto da relação jurídica todo bem que puder ser submetido ao poder dos sujeitos de direito. Comentários: O CC trata os bens como objeto das relações jurídicas (tudo aquilo que se pode submeter ao poder dos sujeitos de direito). Esse objeto pode constituir em coisas, em ações humanas e em certos atributos da personalidade, como o direito à imagem, o usufruto de crédito, poder familiar etc. A palavra coisa muitas vezes corresponde à palavra bem. Há bens que não são coisas (liberdade, a vida). Bens são coisas materiais, concretas, úteis aos homens e de expressão econômica, suscetíveis de apropriação, bem como as de existência imaterial economicamente apreciáveis (direitos autorais, invenção). Certas coisas, insuscetíveis, de apropriação pelo homem, como o ar atmosférico, o mar etc., são chamados de coisas comuns – não são objetos da relação jurídica. Gabarito: correto Questão 13. CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo Julgue os itens que se seguem, relativos à disciplina dos bens públicos e do negócio jurídico. Os bens públicos de uso especial, integrados no patrimônio do ente político e afetos à execução de um serviço público, são inalienáveis e imprescritíveis. Comentários: Art. 99, II, os bens públicos são: II - OS DE USO ESPECIAL, tais como EDIFÍCIOS OU TERRENOS DESTINADOS A SERVIÇO ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. A questão da INALIENABILIDADE do bem público encontra-se prevista no Art. 100: Art. 100. Os bens públicos DE USO COMUM DO POVO E OS DE USO ESPECIAL são INALIENÁVEIS, ENQUANTO CONSERVAREM A SUA QUALIFICAÇÃO, na forma que a lei determinar.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Já no que se refere à IMPRESCRITIBILIDADE do bem público, devemos analisar o disposto no Art. 102: Art. 102. Os bens públicos NÃO ESTÃO SUJEITOS A USUCAPIÃO. A usucapião também recebe a denominação de PRESCRIÇÃO AQUISITIVA, já que terceiro adquire a propriedade de determinado bem, conferindo-lhe melhor destinação social (função social da propriedade), em virtude da inércia, do abandono do citado bem por parte de seu proprietário. Ora, se os bens públicos NÃO ESTÃO SUJEITOS A USUCAPIÃO (OU SEJA, NÃO ESTÃO SUJEITOS À PRESCRIÇÃO AQUISITIVA), correta a questão quando menciona que os bens públicos são, também, imprescritíveis. Gabarito: correto

LISTAS DAS QUESTÕES APRESENTADAS Questão 01. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia O princípio da gravitação jurídica é o princípio norteador dos bens reciprocamente considerados. Questão 02. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia Pode-se classificar as uvas colhidas na época da safra da uva vermelha como frutos percipiendos e aquelas que ainda estão na videira, como frutos pendentes. Questão 03. CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia Uma garrafa de vinho de 1.830 da reserva especial, clausulada com inalienabilidade por testamento é um bem classificado como consumível fático e, ao mesmo tempo, como bem inconsumível do ponto de vista jurídico. Questão 04. CESPE - 2012 - TRE-RJ - Analista Judiciário - Área Administrativa Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são, enquanto conservarem essas características, inalienáveis. Por sua vez, os bens públicos dominicais podem ser alienados, desde que sejam observadas as determinações legais. Questão 05. CESPE - 2012 - TJ-AL - Analista Judiciário - Área Judiciária Assinale a opção correta em relação a bens. a) O direito à sucessão aberta é considerado, por disposição legal, um bem imóvel. 224 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ b) A universalidade de fato refere-se ao conjunto de bens singulares corpóreos ou incorpóreos, aos quais a norma jurídica confere unidade. c) Bens infungíveis são aqueles suscetíveis de substituição por outro da mesma espécie. d) A indivisibilidade dos bens somente ocorre por sua natureza ou por determinação legal. e) Aquilo que poderia ser mantido intencionalmente no imóvel, para sua exploração, aformoseamento ou comodidade, como, por exemplo, o trator, é considerado pelo Código Civil bem imóvel por acessão intelectual. Questão 06. CESPE - 2012 - TJ-RR - Agente de Proteção Por constituir bem de uso comum do povo, o jardim de uma praça pública pode servir ao lazer da população em geral, sem necessidade de permissão especial de uso. Questão 07. TJ-PR - 2012 - TJ-PR - Assessor Jurídico Com base nas disposições do Código Civil acerca dos bens, assinale a alternativa correta. a) O direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel. b) São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, ainda que com alteração da substância ou da destinação econômico-social. c) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens imóveis. d) Os bens públicos somente estarão sujeitos a usucapião se obedecidas as disposições legais e constitucionais sobre o tema. Questão 08. FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho De acordo com a Lei no 8.009/90, a) inclui-se na impenhorabilidade do bem de família o veículo utilizado pelos integrantes da entidade familiar. b) pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do maior cotista da sociedade empresária. c) pode ser penhorado, para pagamento de qualquer dívida trabalhista, bem de família do sócio que administre a sociedade empresária. d) considera-se bem de família o único imóvel da entidade familiar e o pequeno comércio de seus integrantes. e) o bem de família pode ser penhorado para execução de sentença penal condenatória. 225 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 09. CESGRANRIO - 2012 - Caixa - Advogado A respeito do princípio da gravitação jurídica, sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal, salvo disposição legal ou contratual em contrário. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. d) é norma geral no ordenamento, podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boafé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. Questão 10. TRT 2R (SP) - 2011 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Juiz do Trabalho Analise as seguintes proposições, em relação aos bens móveis, quanto à sua classificação legal: I. São bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. II. São bens móveis os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. III. São bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. IV. São bens móveis os materiais provenientes de demolição. Responda: a) São corretas as assertivas I e Ill. b) São corretas as assertivas Il e Ill. c) São corretas as assertivas Ill e IV. d) São corretas as assertivas Il e IV. e) São corretas as assertivas I e IV Questão 11. CESPE - 2012 - TJ-CE - Juiz Caso uma pessoa adquira um trator para melhor explorar sua propriedade rural, esse bem, de acordo com o Código Civil brasileiro, caracteriza-se como a) bem infungível. b) bem imóvel por determinação legal. c) bem imóvel por acessão industrial. d) benfeitoria. e) pertença. Questão 12. CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Processual No que tange à disciplina do direito civil referente aos bens, julgue o item a seguir. De acordo com a sistemática adotada 226 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ pelo direito civil, constitui objeto da relação jurídica todo bem que puder ser submetido ao poder dos sujeitos de direito. Questão 13. CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo Julgue os itens que se seguem, relativos à disciplina dos bens públicos e do negócio jurídico. Os bens públicos de uso especial, integrados no patrimônio do ente político e afetos à execução de um serviço público, são inalienáveis e imprescritíveis. GABARITO 01. c 06. c 11. e 02. e 07. c 12. c 03. c 08. e 13. c 04. c 09. a 05. a 10. c

QUESTÕES FCC Questão 01. FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário Área Judiciária São benfeitorias úteis a) as que aumentam ou facilitam o uso do bem. b) as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. c) as de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual. d) somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais agradável o bem. e) as indispensáveis à conservação do bem. Comentários: Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. § 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Alternativa A - BENFEITORIAS ÚTEIS. 227 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Alternativa Alternativa Alternativa Alternativa B - BENFEITORIAS NECESSÁRIAS. C - BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS. D - BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS. E - BENFEITORIAS NECESSÁRIAS.

• Benfeitorias voluptuárias: As benfeitorias voluptuárias, de mero deleite ou recreio, têm por escopo tão-somente dar comodidade àquele que as fez, não tendo qualquer utilidade por serem obras para embelezar a coisa (p. ex., construção de piscina numa casa particular, revestimento em mármore de um piso de cerâmica em bom estado, decoração luxuosa de um aposento etc.). • Benfeitorias úteis: As benfeitorias úteis são as que visam aumentar ou facilitar o uso do bem, apesar de não serem necessárias (RT, 516/157) (p.ex., instalação de aparelhos sanitários modernos, construção de uma garagem). • Benfeitorias necessárias: As benfeitorias necessárias (RT, 682 (142) são obras indispensáveis à conservação do bem, para impedir a sua deterioração (p. ex., serviços realizados num alicerce da casa que cedeu, reconstrução de um assoalho que apodreceu, colocação de cerca de arame farpado para proteger a agricultura). Gabarito: a Questão 02. FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário Execução de Mandados Considere: I. Praça da Sé - São Paulo - Capital. II. Gonzaga - Praia da Cidade de Santos - SP. III. Rio Tietê. IV. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W. V. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X. De acordo com o Código Civil brasileiro considera-se bem público de uso especial os indicados APENAS em a) I e IV b) I, II e III. c) I, IV e V. d) III, IV e V. e) IV e V. Comentários: Art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 228 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Alternativa I. Praça da Sé - São Paulo - Capital. BENS DE USO COMUM DO POVO. Alternativa II. Gonzaga - Praia da Cidade de Santos - SP. BENS DE USO COMUM DO POVO. Alternativa III. Rio Tietê. "BENS DE USO COMUM DO POVO". Alternativa IV. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W. V BENS DE USO ESPECIAL. Alternativa V. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X. BENS DE USO ESPECIAL. Gabarito: e Questão 03. FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária No tocante à classificação de bens, segundo o Código Civil brasileiro, considere as seguintes benfeitorias realizadas em um apartamento tipo cobertura com trinta anos de construção visando a habitação de um casal de meia idade, sem filhos: I. Impermeabilização do terraço com a aplicação de manta e colocação de pisos novos. II. Substituição da fiação elétrica do apartamento. III. Colocação de tela nas varandas. IV. Criação de painel de pastilhas azuis com mosaico na entrada do apartamento visando diferenciá-la do apartamento vizinho. V. Construção de um lavabo em parte da sala de almoço. Com relação aos bens reciprocamente considerados, são benfeitorias úteis as indicadas APENAS em a) IV e V. b) I, II, III e V. c) I, III e V. d) III e V. e) I, II e III.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: As benfeitorias podem ser de três tipos: necessárias, úteis e voluptuárias (elencadas aqui desde a indispensável até a que serve para simples aformoseamento). Alternativa I. Impermeabilização do terraço com a aplicação de manta e colocação de pisos novos. - Voluptuária - o piso novo e a manta são meramente estéticos, não são indispensáveis e tampouco melhoram o uso do apartamento. Alternativa II. Substituição da fiação elétrica do apartamento. Necessária - Uma fiação de 30 anos precisa ser trocada. Alternativa III. Colocação de tela nas varandas. - Útil - Melhora o uso do apartamento, não chegando a ser necessária, pois o casal não tem filhos. Alternativa IV. Criação de painel de pastilhas azuis com mosaico na entrada do apartamento visando diferenciá-la do apartamento vizinho. - Voluptuária - Este é o item mais fácil, pois fica evidente se tratar de uma reforma apenas estética. Alternativa V. Construção de um lavabo em parte da sala de almoço. - Útil - Melhora o uso do apartamento, tornando mais cômodo o uso da sala de almoço. "Benfeitorias úteis e necessárias são conceitos bem próximos. Mas preste atenção a essa rápida definição de benfeitorias e você vai entender o gabarito: Benfeitoria necessária: conservação do bem. Benfeitoria útil: melhorar, facilitar a utilização do bem. Benfeitoria voluptuária: melhoramento estético. Assim, a impermeabilização do terraço com a aplicação de manta e colocação de pisos novos, sendo que a questão até fez questão de falar que o prédio tinha 30 anos, é uma benfeitoria necessária pois se destina a conservação da integridade do apartamento. A substituição da fiação elétrica do apartamento, também. A criação de painel de pastilhas azuis com mosaico na entrada do apartamento visando diferenciá-la do vizinho tem por fim o melhoramento do bem, mas tem caráter estético. A diferenciação do prédio do vizinho não se destina a melhorar o uso do bem. Foi só pra 230 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ficar bonitinho, pra não ficar igual ao do vizinho... perceba que foi uma benfeitoria que com certeza foi ideia da esposa! Por fim, a colocação de telas nas varandas e a construção de um lavabo em parte da sala de almoço, visa melhorar a utilização do bem. Essas benfeitorias tem por objetivo tornar o uso do bem mais prático, mais seguro no caso da tela na varanda. Mas estético e destinado a conservação não foi." Gabarito: d Questão 04. FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Administrativa Considera-se imóvel para efeitos legais a) o direito à sucessão aberta. b) apenas a ação que assegura os direitos reais sobre imóveis. c) tudo o que se incorporar natural ou artificialmente ao solo. d) somente o que se incorporar artificialmente ao solo. e) somente o direito real sobre os imóveis alheios. Comentários: Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Gabarito: a Questão 05. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Podem ser considerados bens imóveis para os efeitos legais, a) as cisternas e as energias que tenham valor econômico. b) os direitos pessoais de caráter patrimonial e as ener- gias que tenham valor econômico. c) o direito à sucessão aberta e os direitos pessoais de caráter patrimonial. d) os direitos reais sobre imóveis, as máquinas de uma indústria e o direito à sucessão aberta. e) os direitos personalíssimos e o carvão. Comentários: Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. 231 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. As máquinas são consideradas pertenças: Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. O art. 94 faz uma ressalva em relação às pertenças. Apesar delas não dizerem respeito ao bem principal num negócio jurídico, contudo elas podem fazer parte do negócio em três situações: a) se o contrário resultar da lei (no caso de ser elemento essencial do negócio). b) Da manifestação de vontade (contrato). c) Das circunstâncias do caso. A questão no enunciado usa a expressão "podem ser considerados". Então concluo, que de fato, em determinadas situações, as pertenças podem sim ser consideradas bem imóveis. Acessão Intelectual X Pertença: A acessão intelectual corresponde a instituto disciplinado pelo CC/16, que era descrita como aqueles bens móveis que não se incorporando fisicamente ao imóvel, eram voluntariamente destinados ao melhor aproveitamento do imóvel, havendo uma acessão intelectual. Falava-se em uma acessoriedade por vontade e não por fator físico. A acessão intelectual não foi contemplada pelo CC/02, porque o legislador preferiu dar maior amplitude à figura das pertenças nos arts. 93 e 94. Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Gabarito: d

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 06. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área Judiciária Um fundo de comércio, uma biblioteca e um rebanho são uma universalidade de a) direito, direito e de fato, respectivamente. b) direito. c) fato. d) fato, fato e de direito, respectivamente. e) fato, direito e de direito, respectivamente. Comentários: São universalidade de fato conforme interpretação dos arts. 89 a 90: Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. UNIVERSALIDADE Bens singulares, homogêneos. DE FATO UNIVERSALIDADE DE DIREITO

e Bens singulares corpóreos heterogêneos ou incorpóreos (complexo de relações jurídicas). Ligados entre si pela vontade A norma jurídica dá a eles humana. unidade por serem dotados de valor econômico. Ex.: biblioteca, rebanho, Ex.: o patrimônio, a massa falida, estabelecimento empresarial, o FGTS, o fundo de negócio, a galeria de quadros. herança ou o espólio, etc. Fundo de comércio (conjunto de bens copóreos e incorpóreos para a execução de uma determinada atividade empresarial) - é composto de um conjunto de bens corpóreos ou incorpóreos que facilitam o exercício da atividade mercantil. No Brasil, emprega-se, também, a expressão estabelecimento comercial para denominar o fundo de comércio. No Brasil, para o direito empresarial, não se aplica a Teoria da universalidade de direito ao fundo de comércio, mas sim a Teoria da universalidade de fato. 233 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

corpóreos

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ O estabelecimento comercial trata-se de universalidade de fato, tendo em vista que: - Reúne bens corpóreos e incorpóreos; - A reunião se dá por vontade do indivíduo e não em decorrência da lei, por exemplo, a massa falida e da herança, exemplos clássicos de universalidade de direito; - Os bens reunidos no estabelecimento comercial podem ser objeto de relações jurídicas próprias, como a venda de uma máquina, a cessão de uso de uma marca e etc... O que define o que é uma universalidade de fato é a vontade humana. São bens singulares que tiveram destinação conjunta por um ato de vontade. Na universalidade de direito os bens são considerados de forma unitária por determinação legal. A nota distintiva é a lei. A herança é um bom exemplo. É formada por um complexo de bens distintos, mas tratada pelo legislador como uma universalidade (de direito, portanto), em função do estado de indivisão do espólio até sua partilha. A mesma coisa ocorre com o "fundo de comércio" (para o novo Código Civil, estabelecimento comercial). Em diversas passagens do Código a lei trata esse complexo de bens, direitos e obrigações do empresário como uma universalidade (como quando permite o trespasse de todo o estabelecimento em negócio jurídico simples). Nessas hipóteses, trata-se de uma universalidade por determinação legal, isto é, de direito. Em outras situações a lei empresta tratamento distinto aos bens do estabelecimento. Nesses casos, se o empresário, mesmo assim e por vontade própria, optar por dar-lhes tratamento universal, teremos uma universalidade (como o exemplo da biblioteca). Na universalidade de direito os bens são considerados de forma unitária por determinação legal. A nota distintiva é a lei. A herança é um bom exemplo. É formada por um complexo de bens distintos, mas tratada pelo legislador como uma universalidade (de direito, portanto), em função do estado de indivisão do espólio até sua partilha. Gabarito: c 234 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 07. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Técnico Judiciário Área Administrativa Considere as seguintes hipóteses: I. Na reforma da residência de Otávio, foi retirada toda a lareira da sala para pintura das paredes e teto para posterior recolocação. II. Márcia comprou sementes e as plantou para fins de cultivo. Nestes casos, a lareira a) é considerada bem móvel e as sementes bens imóveis. b) e as sementes são considerados bens imóveis. c) e as sementes são considerados bens móveis. d) é considerada bem imóvel e as sementes bens móveis. e) e as sementes são considerados bens insuscetíveis de classificação momentânea. Comentários: as árvores e os arbustos, plantadas pelo ser humano, deitadas nos solos, são imóveis. Uma vez que se agregarão ao solo, as sementes são consideradas imóveis se lançadas para germinar. No caso da lareira, os materiais de construção são originalmente coisas móveis, que quando se aderem definitivamente ao solo, passa à categoria de imóveis. Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. (SEMENTES) Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. (LAREIRA) Gabarito: b Questão 08. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito dos bens públicos, é correto afirmar que a) os bens dominicais constituem o patrimônio da pessoa jurídica de direito público e, por isso, são inalienáveis. b) os terrenos e edifícios usados pelo próprio Estado para execução de serviço público especial são considerados bens de uso geral ou uso comum do povo. c) as praças, ruas e estradas podem ser alienadas enquanto destinadas ao uso comum do povo. d) a venda de bens de uso comum do povo pelo Estado denomina-se desafetação. 235 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) os bens de uso comum do povo não perdem essa característica se o Estado regulamentar sua utilização de maneira onerosa. Comentários: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério da destinação do bem para classificar os bens públicos. Bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. Ex: Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I). O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou oneroso, conforme for estabelecido por meio da lei da pessoa jurídica a qual o bem pertencer (art. 103). Ex: Zona azul nas ruas e zoológico. O uso desses bens públicos é oneroso. Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições publicas em geral (art. 99, II). Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III). Os bens dominicais representam o patrimônio disponível do Estado, pois não estão destinados e em razão disso o Estado figura como proprietário desses bens. Ex: Terras devolutas. Alternativa A) INCORRETA -Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III). Os bens dominicais não apresentam nenhuma destinação pública, ou seja, não estão afetados. Assim, são os únicos que não precisam ser desafetados para que ocorra sua alienação Os bens dominicais não precisam de desafetação para que sejam alienados. - “Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei” (art. 101). Alternativa B) INCORRETA - Os citados não são bens comuns, mas sim DE USO ESPECIAL, vejamos: Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições publicas em geral (art. 99, II). Alternativa C) INCORRETA - Retatam bens COMUNS, que poderão ser alienados desde que DESAFETADOS, vejamos: Os bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis enquanto estiverem 236 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ afetados. - “Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar” (art. 100). Alternativa D) INCORETA - Desafetação (desconsagração) consiste em retirar do bem aquela destinação anteriormente conferida a ele. Desafetação é a transformação de um bem de uso comum ou de uso especial em bem dominical. Com isso, o bem passa da classificação de inalienável para alienável. Alternativa E) CORRETA - Os BENS COMUNS, não perdem esta característica se o poder Público regulamentar seu uso, ou torná-lo oneroso, instituindo cobrança de pedágio, como nas rodovias (art. 93). Gabarito: e Questão 09. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Execução de Mandados A respeito dos bens é correto afirmar: a) Uma biblioteca é considerada universalidade de direito e, como tal, é considerada bem indivisível. c) As benfeitorias voluptuárias, de mero deleite ou luxo, de um imóvel são desprovidas de existência material própria e consideradas bens imóveis. d) A energia elétrica é bem de uso comum do povo, divisível e considerada imóvel por determinação legal. e) Tudo o que for incorporado ao solo de forma natural e permanente, como uma árvore, é considerado bem móvel. Comentários: Alternativa A) errada: Biblioteca é universalidade de fato, que é a pluralidade de bens singulares, pertencentes a uma mesma pessoa, que tenham destinação unitária. Os bens coletivos são constituídos por bens singulares que agrupados formam coisa distinta em sua unidade. A importância capital de coisa coletiva ETA na faculdade de sua reivindicação: basta a prova da propriedade do todo. A UNIVERSALIDADE DE FATO é o conjunto de bens reunidos pela vontade humana. A BIBLIOTECA e O REBANHO são exemplos da universalidade de fato (coisas corpóreas). UNIVERSALIDADES não são coisas compostas. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. A biblioteca é universalidade de fato. 237 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias (a biblioteca é divisível). Alternativa B) errada: Quanto a terras devolutas: são devolutas, na faixa de fronteira, nos territórios federais e no Distrito Federal, as terras, que não sendo próprios, nem aplicadas a algum uso público federal, estadual, territorial ou municipal, não se incorporaram ao domínio privado Art. 99. São bens públicos: III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. As terras devolutas constituem bens dominicais e, em regra, integram o patrimônio dos estados, pertencendo aos demais entes federativos apenas algumas faixas mencionadas pela Constituição Federal. Se pertencem aos Estados, têm dono. E são bens imóveis, porque o solo é bem imóvel. Por terras devolutas, entende-se como aquelas que não se acham no domínio particular por qualquer titulo legítimo, sendo pertencentes ao Estado sem que tenham qualquer uso público. A Constituição Federal, determina que as terras devolutas integram o patrimônio dos estados, nos termos do artigo 26, IV, pertencendo aos demais entes federativos apenas algumas faixas mencionadas, consoante art. 20, II. Art. 26: Incluem-se entre os bens dos Estados: IV - as terras devolutas não compreendidas pela União. Art. 20: São bens da União: II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei. Alternativa C) correta: O fato de ser bem imóvel o diferencia da pertença destinada ao aformoseamento, já que esta não constitui parte integrante do imóvel e se destina ao uso, serviço e aformoseamento. Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 238 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ As benfeitorias voluptuárias são bens imóveis por acessão intelectual. Bens imóveis por acessão intelectual são todas as coisas móveis que o proprietário do imóvel mantiver, intencionalmente, empregadas em sua exploração industrial, aformoseamento ou comodidade. Alternativa D) errada: Energia elétrica é bem móvel por determinação legal, art. 83, o legislador assim o fez para evitar as formalidades aplicáveis aos bens imóveis. As energias (gás, corrente elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico) reconhecidas como passíveis de furto e por isso consideradas bens móveis. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico. Alternativa E) errada: O solo e aquilo que a ele se incorpora por natureza são considerados bens imóveis por natureza, conforme art. 79. Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. As árvores são bens imóveis por sua própria natureza. Bens imóveis por sua natureza: abrangem o solo com sua superfície, os seus acessórios e adjacências naturais, compreendendo as árvores e frutos pendentes, o espaço aéreo e o subsolo. OBS: se a árvore decorre de semente plantada pelo homem, lançada à terra intencionalmente, então também será bem imóvel, mas por acessão física. São partes do solo tudo quanto se lhe incorpora natural ou artificialmente, como prédios urbanos e rurais, e ainda os que a lei assim considera. Gabarito: c Questão 10. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Considere: I. A hipoteca de um terreno. II. Os direitos autorais. III. Uma floresta. São bens imóveis os indicados APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. 239 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) II. e) II e III. Comentários: I. A hipoteca de um terreno. BEM IMÓVEL: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. São considerados bens imóveis independentemente de se referir ao uso, à fruição ou à garantia (propriedade, enfiteuse, servidão predial, usufruto, uso, habitação, rendas constituídas sobre imóveis, penhor agrícola, anticrese, hipoteca). II. Os direitos autorais. BEM MÓVEL: Art. 83.Consideram-se móveis para os efeitos legais: III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Os direitos obrigacionais, pessoais, são bens móveis como as respectivas ações quando possuem caráter patrimonial passível de transmissão. Nesse caso incluem-se a propriedade intelectual, o fundo de comércio, as quotas de capital (ações), os tributos de crédito, os direitos autorais, os direitos de patentes. III. Uma floresta. BEM IMÓVEL: Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. As árvores e os frutos pendentes, isto é, até que se destaquem das árvores respectivas, uma vez que fazem parte da coisa que os produz, são imóveis. Bens são as coisas materiais ou imateriais que têm valor econômico e que podem servir de objeto a uma relação jurídica; para que o bem seja objeto de uma relação jurídica é preciso que ele apresente os seguintes caracteres: idoneidade para satisfazer um interesse econômico, gestão econômica autônoma e subordinação jurídica ao seu titular. Bens móveis e imóveis: móveis são os que podem ser transportados por movimento próprio ou removidos por força alheia; imóveis são os que não podem ser transportados sem alteração de sua substância. Bens imóveis por sua natureza: abrange o solo com sua superfície, os seus acessórios e adjacências naturais, compreendendo as árvores e frutos pendentes, o espaço aéreo e o subsolo. 240 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Bens imóveis por acessão física artificial: inclui tudo aquilo que o homem incorporar permanentemente ao solo, como a semente lançada à terra, os edifícios e construções, de modo que não se possa retirar sem destruição, modificação, fratura ou dano. Bens imóveis por acessão intelectual: são todas as coisas móveis que o proprietário do imóvel mantiver, intencionalmente, empregadas em sua exploração industrial, aformoseamento ou comodidade. Bens imóveis por determinação legal: são direitos reais sobre imóveis (usofruto, uso, habitação, enfiteuse, anticrese, servidão predial), inclusive o penhor agrícola e as ações que o asseguram; apólices da dívida pública oneradas com a cláusula de inalienabilidade, decorrente de doação ou de testamento; o direito à sucessão aberta, ainda que a herança só seja formada de bens móveis. Bens móveis por natureza: são as coisas corpóreas que se podem remover sem dano, por força própria ou alheia, com exceção das que acedem aos imóveis, logo, os materiais de construção, enquanto não forem nela empregados, são bens móveis. Bens móveis por antecipação: são bens imóveis que a vontade humana mobiliza em função da finalidade econômica; ex: árvores, frutos, pedras e metais, aderentes ao imóvel, são imóveis; separados, para fins humanos, tornam-se móveis; ex: são móveis por antecipação árvores convertidas em lenha. Bens móveis por determinação de lei: são os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes, os direitos de obrigação e as ações respectivas e os direitos de autor. Gabarito: c Questão 11. FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Considera-se, dentre outros, bem imóvel: a) a energia térmica. b) a energia elétrica. b) a energia elétrica. d) o direito hereditário. e) o direito de patente. Comentários: 241 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Alternativa a) a energia térmica: BEM MÓVEL- ART. 83, incido I. Alternativa b) a energia elétrica: BEM MÓVEL- ART. 83, incido I. Alternativa c) o direito autoral: BEM MÓVEL, ART. 83, III. Alternativa d) o direito hereditário: BEM IMÓVEL, ART 80, II. Alternativa e) o direito de patente: BEM MÓVEL, ART. 83, III. Gabarito: d Questão 12. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa José adquiriu uma área de terras e nela construiu uma pequena casa. Adquiriu cinquenta cabeças de gado, um trator, madeira para construção de um curral e diversas ferramentas para agricultura. Consideram-se bens móveis a) as cabeças de gado e a madeira para construção do curral, somente. b) o trator e as ferramentas para agricultura, somente c) as cabeças de gado, o trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para agricultura. d) as ferramentas para agricultura, somente. e) o trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para agricultura, somente. Comentários: Bens móveis: São aqueles que podem ser removidos, transportados, de um lugar para outro, por força própria ou estranha, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis ; 242 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Bens móveis: gado, trator, ferramentas e madeira. Gabarito: c Questão 13. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Execução de Mandados A respeito dos bens públicos, considere: I. Bens de uso comum do povo. II. Bens de uso especial. III. Bens dominicais. São inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, os bens públicos indicados APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III. Comentários: Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Art. 101. Os bens públicos dominicais observadas as exigências da lei. Gabarito: b podem ser alienados,

Questão 14. FCC - 2011 - TJ-PE - Juiz Os imóveis a seguir mencionados pertencem: Imóvel 1 - a uma pessoa jurídica de direito privado, mas de que o Estado é acionista; Imóvel 2 – a uma autarquia, onde funciona hospital para atendimento gratuito da população; Imóvel 3 – a um loteamento urbano aprovado e registrado, para servir de praça pública, mas cujo terreno não foi objeto de desapropriação; Imóvel 4 – ao município que o recebeu, por ser a herança vacante, e que permanece sem destinação. Esses imóveis são classificados, respectivamente, como bens: a) particular; público de uso especial; público de uso comum do povo; público dominical. b) público de uso especial; público de uso especial; particular por falta de desapropriação; público dominical. 243 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) particular; público de uso comum do povo; público de uso comum do povo; público de uso especial. d) público dominical; público de uso especial; particular, por falta de desapropriação mas que se tornará público pela usucapião; público dominical. e) particular; público de uso especial; particular que só se tornará público por desapropriação; público dominical. Comentários: Imóvel I - (pessoa jurídica de direito privado - Estado acionista): PRIVADO: Art. 98 CC - São bens públicos os bens de domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno, todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a quem pertençam. Imóvel II - (autarquia - hospital gratuito): PÚBLICO DE USO ESPECIAL: Art. 99, II CC - São bens públicos: os de uso especial , tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. Imóvel III - (loteamento urbano - praça pública - não desapropriação): PÚBLICO: Art. 99, I CC - São bens públicos: os de uso comum do povo, tais como, rios, mares, ruas e praças. Destinados ao uso indistinto de toda população, permanecem sob a vigilância e conservação do Poder Público. Imóvel IV - (Município - herança vacante- sem destinação): DOMINICAL: Art. 99, III CC - São bens públicos: dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, real, de cada uma dessas entidades. O Município figura como proprietário desse bem sem destinação. Gabarito: a Questão 15. FCC - 2011 - TRE-RN - Técnico Judiciário - Área Administrativa Uma nota de R$ 100,00 e um saco de arroz são bens a) infungíveis e consumíveis. b) móveis e infungíveis. c) móveis e fungíveis. d) móveis e indivisíveis. e) imóveis e consumíveis. Comentários: Bens móveis: São aqueles que podem ser removidos, transportados, de um lugar para outro, por força própria ou estranha, 244 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Bens fungíveis: São os que podem ser substituídos por outros do mesmo gênero, qualidade e quantidade. Gabarito: c Questão 16. FCC - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Execução de Mandados Um saco de cimento e um saco de arroz são bens a) fungível e infungível, respectivamente. b) infungível e fungível, respectivamente. c) infungíveis. d) fungíveis. e) não consumíveis. Comentários: Um saco de cimento e um saco de arroz são bens FUNGÍVEIS, pois podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Art. 85 do Código Civil: São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Um bem fungível é aquele que pode ser trocado por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Por exemplo: um celular da marca X, se caso você perca o celular, poderá comprar outro da mesma espécie, da mesma qualidade e quantidade. Já o bem infungível é aquele que não pode ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Por exemplo: Um quadro de um pintor famoso, um quadro exclusivo e único. Esta obra de arte não poderá ser substituída, pois não existe outra da mesma espécie, qualidade e quantidade. Gabarito: d Questão 17. FCC - 2011 - TRE-TO - Analista Judiciário - Área Administrativa Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados; os materiais provenientes da demolição de algum prédio e os direitos reais sobre objetos móveis são considerados a) bem móvel, imóvel e móvel, respectivamente. b) bens imóveis. c) bem móvel, móvel e imóvel, respectivamente. d) bem imóvel, móvel e imóvel, respectivamente. e) bens móveis. 245 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. CUIDADO! Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. Não confundir material de demolição - bem móvel -, com materiais separados PROVISORIAMENTE de um prédio - bem Imóvel. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. Não confundir material de demolição - bem móvel -, com materiais separados PROVISORIAMENTE de um prédio - bem Imóvel. Gabarito: e Questão 18. FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal Para o Código Civil, os bens públicos a) têm a gratuidade como inerente a seu uso comum. b) são sempre inalienáveis. c) dominicais e os de uso especial podem ser alienados, enquanto conservarem sua qualificação, observadas as exigências legais. d) são aqueles do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno, inclusive suas autarquias. e) não são passíveis de usucapião, salvo os bens autárquicos. Comentários: Alternativa a) ERRADA: Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Alternativa b) ERRADA: Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Alternativa c) ERRADA: Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Alternativa d) CORRETA: Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. Alternativa e) ERRADA: Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. Gabarito: d Questão 19. FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário Área Judiciária - Execução de Mandados O direito à sucessão aberta, a energia térmica e os animais incluem-se, para os efeitos legais, na categoria dos bens a) móveis. b) imóveis. c) imóveis, imóveis e móveis, respectivamente. d) imóveis, móveis e móveis, respectivamente. e) móveis, imóveis e móveis, respectivamente. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. O direito abstrato à sucessão aberta é considerado bem imóvel, ainda que os bens pelo de cujus sejam todos móveis. Neste caso, o que se considera imóvel não é o direito aos bens componentes da herança, mas o direito a esta, como uma unidade. A lei não cogita das coisas que estão na herança, mas o direito a esta. Somente depois da partilha é que se poderá cuidar dos bens individualmente. Gabarito: d Questão 20. FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário Área Judiciária Os mares, os quartéis e as estradas de ferro são bens públicos a) de uso comum do povo, dominicais e de uso comum do povo, respectivamente. b) dominicais, de uso especial e de uso comum do povo, respectivamente. c) de uso comum do povo, de uso especial e dominicais, respectivamente. d) de uso comum do povo. 247 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) de uso especial. Comentários: - bens de uso comum do povo: - podem ser utilizados por qualquer um do povo. O povo pode usar, mas a propriedade é do Poder Público, que deve administrar, fiscalizar, etc. O uso pode ser gratuito ou não. ex: mares, praças...; - bens de uso especial: os edifícios onde estão instalados os serviços públicos. Utilizados exclusivamente pelo Poder Público; - bens dominicais: constituem o patrimônio da União, Estado ou Municípios, como proprietários comuns. São as terras devolutas, as estradas de ferro, oficinas e fazendas, não precisando ter finalidade específica. Art. 99 do CCB. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Gabarito: c Questão 21. FCC - 2010 - TCE-AP - Procurador Considera-se bem imóvel para os efeitos legais a) o direito pessoal de caráter patrimonial. b) o direito autoral. c) o direito de propriedade industrial. d) o direito à sucessão aberta. e) a energia que tenha valor econômico. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Gabarito: d Questão 22. FCC - 2010 - TRE-RS - Analista Judiciário - Área Administrativa De acordo com o Código Civil brasileiro, com relação aos bens públicos é INCORRETO afirmar: 248 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ a) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. b) São bens públicos de uso comum do povo os rios, mares, estradas, ruas e praças. c) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. d) O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. e) Em regra, consideram-se bem de uso especial os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público, constituindo seu patrimônio, a que se tenha dado estrutura de direito privado. Comentários: Art. 99: São bens públicos: I - os de uso comum do povo tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, territorial ou municipal inclusive o de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades públicas. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Alternativa a) CORRETA - Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios; IV - as autarquias; IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, 249 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código. Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Alternativa b) CORRETA - art. 99 I CC/02 Alternativa c) CORRETA - Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. Para que referidos bens sejam passíveis de alienação é preciso que ocorra o fenômeno da desafetação do bem público, segundo o qual retira-se a destinação pública dos bens de uso comum do povo ou de uso especial, conferindo-lhes a analienabilidade e tornando-os um bem dominical, que nesse caso poderá ser alienado, conforme Código Civil: Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. A Desafetação deve ocorrer por lei ou ato administrativo Alternativa d) CORRETA - por exemplo a cobrança de uma taxa de utilização de um parque. Alternativa e) INCORRETA - tratam-se de bens dominicais - art. 99 III CC/02 Gabarito: e Questão 23. FCC - 2010 - TRE-AM - Analista Judiciário - Área Administrativa Considere as assertivas abaixo a respeito das classificações dos bens. I. Consideram-se móveis para os efeitos legais os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. II. Constitui universalidade de fato a pluralidade o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. III. Consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em a) I, III e IV. b) II, III e IV. c) I, II e III. 250 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) I e IV. e) II e IV. Comentários: Alternativa I. Consideram-se móveis para os efeitos legais os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. CORRETA: Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Alternativa II. Constitui universalidade de fato a pluralidade o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. ERRADA: Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Alternativa III. Consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. CORRETA: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. CORRETA: Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Gabarito: a Questão 24. Questão FCC - 2009 - TJ-SE - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito das diferentes classes de bens, é correto afirmar: a) Os bens naturalmente divisíveis não podem tornar- se indivisíveis por vontade das partes. b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham valor econômico. c) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertencentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. d) Considera-se móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. e) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; 251 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Alternativa a) ERRADA Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis PODEM tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Alternativa b) ERRADA Art. 83. Consideram-se MÓVEIS para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico. Alternativa c) CORRETA art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Alternativa d) ERRADA Art. 80. Consideram-se IMÓVEIS para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. Alternativa e) ERRADA Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 2o São ÚTEIS as que aumentam ou facilitam o uso do bem. Gabarito: c Questão 25. FCC - 2010 - TJ-PI - Assessor Jurídico Quanto à classificação dos bens, segundo as normas preconizadas pelo Código Civil brasileiro é correto afirmar: a) Consideram-se móvel para os efeitos legais os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. b) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. c) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham valor econômico. 252 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal, em regra, abrangem as pertenças. e) São consumíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituirse por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Comentários: Alternativa A - Incorreta: Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Alternativa B - Correta: Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Alternativa C - Incorreta: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Alternativa D - Incorreta: Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Alternativa E - Incorreta: Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Gabarito: b Questão 26. FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária No que concerne aos Bens Reciprocamente Considerados é INCORRETO afirmar: a) São voluptuárias as benfeitorias de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. b) Em regra, os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal abrangem as pertenças. c) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. d) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Comentários: Dos Bens Reciprocamente Considerados Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1º São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. § 2º São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3º São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Gabarito: b Questão 27. FCC - 2010 - TRE-AL - Analista Judiciário - Área Administrativa Considere os seguintes bens: Praça do Coração; Prédio da administração da Prefeitura da cidade X; Rio Alegre que liga a cidade C a cidade B; Prédio da administração da autarquia municipal W. De acordo com o Código Civil Brasileiro estes bens são, respectivamente, de uso a) comum do povo; especial, comum do povo; especial. b) comum do povo; especial, comum do povo; dominical. c) comum do povo; dominical, especial; especial. d) especial; especial, comum do povo; especial. e) especial; comum do povo, especial; comum do povo. 254 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: art. 99. Os bens públicos dividem-se em bens de uso comum do povo (rios, mares, estradas, ruas e praças); bens de uso especial (edifícios ou terrenos destinados a serviços ou estabelecimento da administração, INCLUSIVE DE SUAS AUTARQUIAS) e bens dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. Os bens públicos são inalienáveis e imprescritíveis. Como são imprescritíveis não se sujeitam a usucapião. Poderão ser alienados os bens de uso especial e dos dominicais (de uso comum do povo não pode ser alienado em nenhum circunstância) desde que DESAFETADOS, isto é, por meio de lei ou ato administrativo que autorize a alienação. Art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Os bens públicos são classificados da seguinte maneira: a) de uso comum do povo, que são aqueles que, embora pertencentes à pessoa jurídica de Direito Público, seu uso pode ser facultado aos particulares, tais como as ruas, os mares, as praças. b) de uso especial, que são os edifícios ou terrenos utilizados pelo próprio Poder Público, aplicados aos seus serviços ou ao estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, incluídos os de suas autarquias. Tem uma destinação especial. c) dominicais ou dominiais, que, por exclusão, correspondem aos demais bens da Administração Pública, o patrimônio da pessoa jurídica de direito público, como objeto de direito real ou pessoal, tais como as terras ocupadas pelos índios, os sítios arqueológicos, as estradas de ferro, as terras devolutas, etc. *Praça do Coração: COMUM DO POVO. *Prédio da administração da Prefeitura da cidade X: ESPECIAL. *Rio Alegre que liga a cidade C a cidade B: COMUM DO POVO. *Prédio da administração da autarquia municipal W: ESPECIAL. Gabarito: a 255 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 28. FCC - 2010 - PGE-AM - Procurador São imóveis por definição legal a) somente os bens móveis pertencentes à herança, enquanto não for partilhada. b) o direito à sucessão aberta e os direitos reais sobre bens imóveis. c) somente os direitos reais sobre bens imóveis e as ações que os asseguram. d) tudo quanto se incorpora natural ou artificialmente ao solo. e) os materiais separados de um prédio para nele ou em outro prédio serem reempregados. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Gabarito: b Questão 29. FCC - 2009 - MPE-SE - Técnico do Ministério Público – Área Administrativa Considere: I. Para os efeitos legais, são imóveis, dentre outros, as energias que tenham valor econômico e os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. II. Constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. III. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. IV. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS em a) III e IV. b) I, II e III. c) I e IV. d) II e III. e) II, III e IV. Comentários: Alternativa I – Errada: Art. 83. Consideram-se MÓVEIS para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II Errada. Art. 90. Constitui universalidade de fato A PLURALIDADE DE BENS 256 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ SINGULARES QUE, PERTINENTES DESTINAÇÃO UNITÁRIA. À MESMA PESSOA, TENHAM

Alternativa III – Correta: Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Alternativa IV – Correta: Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Gabarito: a Questão 30. FCC - 2009 - TJ-MS - Juiz A propósito das diferentes classes de bens, é correto afirmar que a) as pertenças são bens acessórios que se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. b) os considerados em si mesmos podem ser principais ou acessórios. c) os reciprocamente considerados podem ser móveis ou imóveis. d) os bens naturalmente divisíveis não podem ser considerados indivisíveis por declaração de vontade das partes, nem por testamento. e) os bens fungíveis são aqueles cujo uso importa destruição imediata da própria substância. Comentários: Bens divisíveis e indivisíveis: divisíveis são aqueles que podem ser fracionados em porções reais; indivisíveis são aqueles que não podem ser fracionados sem se lhes alterar a substância, ou que, mesmo divisíveis, são considerados indivisíveis pela lei ou pela vontade das partes. Bens fungíveis e infungíveis: fungíveis são os bens móveis que podem ser substituídos por outros de mesma espécie, qualidade e quantidade; infungíveis são os insubstituíveis, por existir somente se respeitada sua individualidade. Bens principais e acessórios: principais são os que existem em si e por si, abstrata ou concretamente; acessórios são aqueles cuja existência supõe a existência do principal. Bens consumíveis e inconsumíveis: consumíveis são os que se destroem assim que vão sendo usados (alimentos em geral); inconsumíveis são os de natureza durável, como um livro.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Bens reciprocamente considerados arts. 92 a 97, os bens podem ser: a) principal existem por si, independentemente de outros. (ex.: um lote de terra) b) acessório (regra: o acessório segue o principal) - sua existência pressupõe a de um principal. espécies : frutos, produtos, rendimentos e benfeitorias. Estas se classificam em: necessárias (conservação do bem, por exemplo, conserto do telhado da casa); úteis (facilitam ou aumentam o uso do bem, por exemplo, uma garagem); voluptuárias (embelezamento, deleite ou recreio, por exemplo, pintura artística, piscina). Alternativa A) CORRETA: art. 93, CC: são pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Alternativa B) ERRADA: trata dos bens reciprocamente considerados. Alternativa C) ERRADA: trata dos bens considerados em si mesmos. Alternativa D) ERRADA: art. 88, CC: os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Alternativa E) ERRADA: art. 85, CC: são fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Gabarito: a Questão 31. FCC - 2007 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa Considere as seguintes assertivas a respeito das classes de bens adotadas pelo Código Civil Brasileiro: I. São fungíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ II. Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. III. Os bens que formam uma universalidade de fato não podem ser objeto de relações jurídicas próprias. IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Estão corretas SOMENTE a) I e IV. b) II e III. c) I, II e III. d) I, II e IV. e) II, III e IV. Comentários: Alternativa I. Correto: Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Alternativa II. Incorreto: Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. Alternativa III. Incorreto: Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Alternativa IV. Correto: Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Gabarito: a Questão 32. FCC - 2007 - TRE-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa Mário resolveu mudar-se do Estado da Bahia para o Paraná, uma vez que sua fábrica não estava dando lucro. Tendo em vista que só possuía direito real sobre um terreno na cidade de Curitiba, resolveu levar a casa pré fabricada que residia, fechar sua fábrica e demolir o prédio onde estava sediada. Neste caso é (são) considerado (s), bem (s) imóvel (is) para efeitos legais a) a casa pré-fabricada de Mário e o direito real que ele possui sobre o terreno. b) apenas a casa pré-fabricada de Mário. 259 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) a casa pré-fabricada de Mário e os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. d) apenas os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. e) o direito real que ele possui sobre o terreno e os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. A casa pré-fabricada é considerada imóvel por acepção intelectual já que, embora possa ser transferida de um lugar para outro sem alteração ou perda de suas qualidades, será imobilizada no terreno que Mário possui no Paraná. Já os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa, como não há a intenção de Mário tornar a imobilizá-los na reconstrução do prédio, não mais poderão ser considerados imóveis. Gabarito: a Questão 33. FCC - 2007 - TRF-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Consideram-se bens imóveis a) os materiais provenientes da demolição de algum prédio. b) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. c) os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reintegrarem. d) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. e) as energias que tenham valor econômico. Comentários: Art. 81: Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. 260 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 83: Consideram-se móveis para os efeitos legais: I- as energias que tenham valor econômico. II. os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. III- os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Art. 84: Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Gabarito: c Questão 34. FCC - 2007 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa As praças, os rios e o edifício onde funciona a Prefeitura Municipal são, respectivamente, bens públicos de uso a) especial, dominical e dominical. b) comum do povo, de uso comum do povo e dominical. c) comum do povo, dominical e de uso especial. d) comum do povo, de uso comum do povo e de uso especial. e) especial, de uso comum do povo e dominical. Comentários: Art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Alternativa I. Bens de uso comum do povo ou de domínio público: estradas, ruas, praças, praias. Alternativa II. Bens de uso especial ou do patrimônio :edifícios das repartições públicas, veículos da administração, mercados. Também são chamados de bens patrimoniais indisponíveis Alternativa III. Bens dominiais ou dominicais: bens não destinados ao povo em geral, nem empregados no serviço público, mas sim, permanecem à disposição da administração para qualquer uso ou alienação na forma que a lei autorizar. Também recebem a denominação de bens patrimoniais disponíveis ou bens do 261 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ patrimoniais os bens especiais podem ser desafetados para tornaremse dominiais. Gabarito: d Questão 35. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária De acordo com a classificação dos bens adotada pelo Código Civil brasileiro, é correto afirmar que a) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei, mas não por vontade das partes. b) o direito à sucessão aberta é considerado bem móvel para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido. c) são infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. d) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens imóveis para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido. e) são singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Comentários: Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Alternativa a) Lei ou vontade das partes, como previsto abaixo: Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Alternativa b) Direito à sucessão aberta é considerado um bem IMÓVEL. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. Alternativa c) Chega-se à definição de infungível a partir da de fungível, afinal o CC somente menciona os fungíveis. Vejamos: Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Se os fungíveis são os que podem ser substituídos por outros semelhantes, infungíveis são os insubstituíveis. Alternativa d) As energias de valor econômico são consideradas bens MÓVEIS: Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; 262 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Alternativa e) Bens singulares são consideradas em sua individualidade. Gabarito: e as coisas distintamente

Questão 36. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa Mário possui direito real sobre imóvel; João direito à sucessão aberta e Maria direito pessoal de caráter patrimonial. Neste caso, de acordo com o Código Civil brasileiro, os direitos de Mário, João e Maria são considerados, para os efeitos legais, respectivamente, bem a) imóvel, imóvel e móvel. b) móvel, imóvel e imóvel. c) imóvel, móvel e imóvel. d) imóvel, móvel e móvel. e) móvel, móvel e imóvel. Comentários: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. • Mário possui direito real sobre imóvel: BEM IMÓVEL. • João direito à sucessão aberta: BEM IMÓVEL. • Maria direito pessoal de caráter patrimonial: BEM MÓVEL. Gabarito: a Questão 37. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Administrativa De acordo com o Código Civil brasileiro, constitui universalidade de fato a) a pluralidade de bens singulares que, pertinentes a duas ou mais pessoas, tenham destinação unitária. b) o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico expressivo. c) a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. d) o complexo de relações jurídicas, de duas ou mais pessoas, dotadas de valor econômico expressivo. 263 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas ou não de valor econômico. Comentários: Universalidades de fato são o conjunto de coisas singulares, simples ou compostas, agrupadas pela vontade da pessoa, tendo destinação comum, um rebanho, ou uma biblioteca. Compõem-se de bens corpóreos homogêneos. A unidade baseia-se na realidade natural. A universalidade de fato compõe-se de coisas corpóreas. Universalidades de direito, um complexo de direitos e obrigações a que a ordem jurídica atribui caráter unitário, como o dote ou herança. A unidade é resultante da lei. Compõem-se de coisas e direitos. A herança e patrimônio são casos típicos de universalidades jurídicas, que subsistem ainda que não constem de objetos materiais. Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. Gabarito: c Questão 38. FCC - 2006 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área Administrativa Com relação à classificação dos bens adotada pelo Código Civil Brasileiro, é correto afirmar: a) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. b) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. c) São bens infungíveis os móveis que podem substituir- se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. d) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. e) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público externo. 264 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Alternativa a) correta: art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Universalidades de fato são o conjunto de coisas singulares, simples ou compostas, agrupadas pela vontade da pessoa, tendo destinação comum, um rebanho, ou uma biblioteca. Compõem-se de bens corpóreos homogêneos. A unidade baseia-se na realidade natural. A universalidade de fato compõe-se e coisas corpóreas. Universalidades de direito, um complexo de direitos e obrigações a que a ordem jurídica atribui caráter unitário, como o dote ou herança. A unidade é resultante da lei. Compõem-se de coisas e direitos. A herança e patrimônio são casos típicos de universalidades jurídicas, que subsistem ainda que não constem de objetos materiais. Diz-se da universalidade de fato o conjunto de coisas materiais singulares, simples ou compostas reunidas em coletividade pela vontade da pessoa, tendo distinção comum, ou seja, objetos iguais, de mesma natureza, como, por exemplo, um rebanho, uma biblioteca, uma frota de automóveis. Diz-se da universalidade de direito o conjunto de coisas (matérias ou imateriais) corpóreas ou incorpóreas que tem seu caráter coletivo, mas que a lei atribui caráter unitário, como um patrimônio, uma herança, uma massa falida, bem como direitos e obrigações. Este tipo de universalidade caracteriza-se por ser formada por um complexo de relações jurídicas, por ter seu vínculo resultante exclusivamente de lei e pela indiferença de seus elementos, sejam materiais ou imateriais, simples ou compostos. Não se confundem coisas compostas e coisas coletivas (universais), pois na primeira há síntese de partes, formação de uma coisa inteira (considerada em seu todo) por partes diferentes, enquanto que na segunda há reunião, agrupamento de coisas distintas consideradas em sua individualidade. LEMBRANDO QUE Hipoteca e as ações que a asseguram são bens imóveis;

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; [ex. Hipoteca] II - o direito à sucessão aberta. São igualmente imóveis: São imóveis por acessão intelectual aqueles bens móveis que o proprietário destina ao imóvel para o explorar, aumentar sua utilidade ou o embelezar. Tal imobilização decorre de uma ficção legal que visa a evitar que tais bens móveis se separem do imóvel contra a vontade do proprietário. Mais imóveis: São exemplos de imóveis por disposição legal, a enfiteuse, a servidão predial, o usufruto, o penhor agrícola e o direito à sucessão aberta. Os bens móveis podem sê-lo por sua própria natureza e por disposição legal, sendo exemplos dos últimos o "know-how" (conhecimento técnico de valor econômico, referente à indústria ou a comércio) e as energias que tenham valor econômico. Alternativa b) errada: art. 83,III . Consideram-se MÓVEIS para os efeitos legais os direito pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Alternativa c) errada: art. 85. São FUNGÍVEIS os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Alternativa d) errada: art.80, II. Consideram-se IMÓVEIS, para os efeitos legais o direito a sucessão aberta. Alternativa e) errada: art.98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público INTERNO. Gabarito: a Questão 39. FCC - 2006 - TRE-AP - Analista Judiciário - Área Administrativa Dentre outros, considera-se bem imóvel para os efeitos legais a) o direito à sucessão aberta. b) a energia que tenha valor econômico. c) o direito real sobre objetos móveis. d) o direito pessoal de caráter patrimonial. e) a ação correspondente a direitos pessoais de caráter patrimonial. 266 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Gabarito: a Questão 40. FCC - 2004 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária - Execução de Mandados Consideram-se, dentre outros, bens imóveis para os efeitos legais: a) tijolos, azulejos e pisos provenientes da demolição de algum prédio. b) telhas provisoriamente retiradas de um prédio para nele se reempregarem. c) energias que tenham valor econômico. d) direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. e) direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. Comentários: Art. 81: Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua unidade, forem removidas para outro local; II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. (alternativa b) Art. 83: Consideram-se móveis para os efeitos legais: I- as energias que tenham valor econômico (alternativa c) II- os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes (alternativa e) III- os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações (alternativa d) Art. 84: Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. (alternativa a). 267 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Alternativa a) Errada. Na realidade, são bens móveis. É o que expressamente preceitua o artigo 84 do Código Civil. Alternativa b) Correta. Artigo 81, II do Código Civil. É importante não confundir com a situação vista na alternativa anterior. Aqui os bens fazem parte de um imóvel e foram apenas provisoriamente retirados, mas serão reempregados. Essa retirada temporária não tem o condão de lhes descaracterizar como bens imóveis que são. Já na alternativa anterior, demolindo-se o prédio não subsiste a natureza de imóvel de tais bens, restabelecendo-se seu caráter de bem móvel que já possuíam antes da construção. Alternativa c) Errada. Também um bem móvel, nos termos do artigo 83, I do CC. Alternativa d) Errada. Bem móvel previsto no artigo 83, III do CC. Alternativa e) Errada. Bem móvel previsto no artigo 83, II do CC. Gabarito: b Questão 41. FCC - 2001 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa No que tange à classificação dos bens adotada pelo Código Civil, é INCORRETO afirmar que são a) móveis, os suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia. b) consumíveis, os móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, dentre outros. c) indivisíveis os que se não podem partir sem alteração na sua substância. d) fungíveis, os móveis que não podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. e) considerados imóveis, dentre outros, os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele mesmo se reempregarem. Comentários: Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; 268 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ II - os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem. Art. 85. SÃO FUNGÍVEIS OS MÓVEIS QUE PODEM SUBSTITUIR-SE POR OUTROS DA MESMA ESPÉCIE, QUALIDADE E QUANTIDADE. Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. Gabarito: d Questão 42. FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário Área Judiciária São benfeitorias úteis a) as que aumentam ou facilitam o uso do bem. b) as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. c) as de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual. d) somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais agradável o bem. e) as indispensáveis à conservação do bem. Comentários: Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 269 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ § 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Alternativa Alternativa Alternativa Alternativa Alternativa A - BENFEITORIAS ÚTEIS. B - BENFEITORIAS NECESSÁRIAS. C - BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS. D - BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS. E - BENFEITORIAS NECESSÁRIAS.

• Benfeitorias voluptuárias: As benfeitorias voluptuárias, de mero deleite ou recreio, têm por escopo tão-somente dar comodidade àquele que as fez, não tendo qualquer utilidade por serem obras para embelezar a coisa (p. ex., construção de piscina numa casa particular, revestimento em mármore de um piso de cerâmica em bom estado, decoração luxuosa de um aposento etc.). • Benfeitorias úteis: As benfeitorias úteis são as que visam aumentar ou facilitar o uso do bem, apesar de não serem necessárias (RT, 516/157) (p.ex., instalação de aparelhos sanitários modernos, construção de uma garagem). • Benfeitorias necessárias: As benfeitorias necessárias (RT, 682 (142) são obras indispensáveis à conservação do bem, para impedir a sua deterioração (p. ex., serviços realizados num alicerce da casa que cedeu, reconstrução de um assoalho que apodreceu, colocação de cerca de arame farpado para proteger a agricultura). Gabarito: a

LISTA DAS QUESTOES APRESENTADAS Questão 01. FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário Área Judiciária São benfeitorias úteis a) as que aumentam ou facilitam o uso do bem. b) as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. c) as de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual. 270 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais agradável o bem. e) as indispensáveis à conservação do bem. Questão 02. FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário Execução de Mandados Considere: I. Praça da Sé - São Paulo - Capital. II. Gonzaga - Praia da Cidade de Santos - SP. III. Rio Tietê. IV. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W. V. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X. De acordo com o Código Civil brasileiro considera-se bem público de uso especial os indicados APENAS em a) I e IV b) I, II e III. c) I, IV e V. d) III, IV e V. e) IV e V. Questão 03. FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária No tocante à classificação de bens, segundo o Código Civil brasileiro, considere as seguintes benfeitorias realizadas em um apartamento tipo cobertura com trinta anos de construção visando a habitação de um casal de meia idade, sem filhos: I. Impermeabilização do terraço com a aplicação de manta e colocação de pisos novos. II. Substituição da fiação elétrica do apartamento. III. Colocação de tela nas varandas. IV. Criação de painel de pastilhas azuis com mosaico na entrada do apartamento visando diferenciá-la do apartamento vizinho. V. Construção de um lavabo em parte da sala de almoço. Com relação aos bens reciprocamente considerados, são benfeitorias úteis as indicadas APENAS em a) IV e V. b) I, II, III e V. c) I, III e V. d) III e V. e) I, II e III. Questão 04. FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Administrativa Considera-se imóvel para efeitos legais a) o direito à sucessão aberta. b) apenas a ação que assegura os direitos reais sobre imóveis. 271 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) tudo o que se incorporar natural ou artificialmente ao solo. d) somente o que se incorporar artificialmente ao solo. e) somente o direito real sobre os imóveis alheios. Questão 05. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Podem ser considerados bens imóveis para os efeitos legais, a) as cisternas e as energias que tenham valor econômico. b) os direitos pessoais de caráter patrimonial e as ener- gias que tenham valor econômico. c) o direito à sucessão aberta e os direitos pessoais de caráter patrimonial. d) os direitos reais sobre imóveis, as máquinas de uma indústria e o direito à sucessão aberta. e) os direitos personalíssimos e o carvão. Questão 06. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área Judiciária Um fundo de comércio, uma biblioteca e um rebanho são uma universalidade de a) direito, direito e de fato, respectivamente. b) direito. c) fato. d) fato, fato e de direito, respectivamente. e) fato, direito e de direito, respectivamente. Questão 07. FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Técnico Judiciário Área Administrativa Considere as seguintes hipóteses: I. Na reforma da residência de Otávio, foi retirada toda a lareira da sala para pintura das paredes e teto para posterior recolocação. II. Márcia comprou sementes e as plantou para fins de cultivo. Nestes casos, a lareira a) é considerada bem móvel e as sementes bens imóveis. b) e as sementes são considerados bens imóveis. c) e as sementes são considerados bens móveis. d) é considerada bem imóvel e as sementes bens móveis. e) e as sementes são considerados bens insuscetíveis de classificação momentânea. Questão 08. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito dos bens públicos, é correto afirmar que a) os bens dominicais constituem o patrimônio da pessoa jurídica de direito público e, por isso, são inalienáveis. b) os terrenos e edifícios usados pelo próprio Estado para execução de serviço público especial são considerados bens de uso geral ou uso comum do povo. 272 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) as praças, ruas e estradas podem ser alienadas enquanto destinadas ao uso comum do povo. d) a venda de bens de uso comum do povo pelo Estado denomina-se desafetação. e) os bens de uso comum do povo não perdem essa característica se o Estado regulamentar sua utilização de maneira onerosa. Questão 09. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Execução de Mandados A respeito dos bens é correto afirmar: a) Uma biblioteca é considerada universalidade de direito e, como tal, é considerada bem indivisível. c) As benfeitorias voluptuárias, de mero deleite ou luxo, de um imóvel são desprovidas de existência material própria e consideradas bens imóveis. d) A energia elétrica é bem de uso comum do povo, divisível e considerada imóvel por determinação legal. e) Tudo o que for incorporado ao solo de forma natural e permanente, como uma árvore, é considerado bem móvel. Questão 10. FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Considere: I. A hipoteca de um terreno. II. Os direitos autorais. III. Uma floresta. São bens imóveis os indicados APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) II e III. Questão 11. FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Execução de Mandados Considera-se, dentre outros, bem imóvel: a) a energia térmica. b) a energia elétrica. b) a energia elétrica. d) o direito hereditário. e) o direito de patente. Questão 12. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa José adquiriu uma área de terras e nela construiu uma pequena casa. Adquiriu cinquenta cabeças de 273 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ gado, um trator, madeira para construção de um curral e diversas ferramentas para agricultura. Consideram-se bens móveis a) as cabeças de gado e a madeira para construção do curral, somente. b) o trator e as ferramentas para agricultura, somente c) as cabeças de gado, o trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para agricultura. d) as ferramentas para agricultura, somente. e) o trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para agricultura, somente. Questão 13. FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Execução de Mandados A respeito dos bens públicos, considere: I. Bens de uso comum do povo. II. Bens de uso especial. III. Bens dominicais. São inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, os bens públicos indicados APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III. Questão 14. FCC - 2011 - TJ-PE - Juiz Os imóveis a seguir mencionados pertencem: Imóvel 1 - a uma pessoa jurídica de direito privado, mas de que o Estado é acionista; Imóvel 2 – a uma autarquia, onde funciona hospital para atendimento gratuito da população; Imóvel 3 – a um loteamento urbano aprovado e registrado, para servir de praça pública, mas cujo terreno não foi objeto de desapropriação; Imóvel 4 – ao município que o recebeu, por ser a herança vacante, e que permanece sem destinação. Esses imóveis são classificados, respectivamente, como bens: a) particular; público de uso especial; público de uso comum do povo; público dominical. b) público de uso especial; público de uso especial; particular por falta de desapropriação; público dominical. c) particular; público de uso comum do povo; público de uso comum do povo; público de uso especial. 274 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) público dominical; público de uso especial; particular, por falta de desapropriação mas que se tornará público pela usucapião; público dominical. e) particular; público de uso especial; particular que só se tornará público por desapropriação; público dominical. Questão 15. FCC - 2011 - TRE-RN - Técnico Judiciário - Área Administrativa Uma nota de R$ 100,00 e um saco de arroz são bens a) infungíveis e consumíveis. b) móveis e infungíveis. c) móveis e fungíveis. d) móveis e indivisíveis. e) imóveis e consumíveis. Questão 16. FCC - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Execução de Mandados Um saco de cimento e um saco de arroz são bens a) fungível e infungível, respectivamente. b) infungível e fungível, respectivamente. c) infungíveis. d) fungíveis. e) não consumíveis. Questão 17. FCC - 2011 - TRE-TO - Analista Judiciário - Área Administrativa Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados; os materiais provenientes da demolição de algum prédio e os direitos reais sobre objetos móveis são considerados a) bem móvel, imóvel e móvel, respectivamente. b) bens imóveis. c) bem móvel, móvel e imóvel, respectivamente. d) bem imóvel, móvel e imóvel, respectivamente. e) bens móveis. Questão 18. FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal Para o Código Civil, os bens públicos a) têm a gratuidade como inerente a seu uso comum. b) são sempre inalienáveis. c) dominicais e os de uso especial podem ser alienados, enquanto conservarem sua qualificação, observadas as exigências legais. d) são aqueles do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno, inclusive suas autarquias. e) não são passíveis de usucapião, salvo os bens autárquicos. 275 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 19. FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário Área Judiciária - Execução de Mandados O direito à sucessão aberta, a energia térmica e os animais incluem-se, para os efeitos legais, na categoria dos bens a) móveis. b) imóveis. c) imóveis, imóveis e móveis, respectivamente. d) imóveis, móveis e móveis, respectivamente. e) móveis, imóveis e móveis, respectivamente. Questão 20. FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário Área Judiciária Os mares, os quartéis e as estradas de ferro são bens públicos a) de uso comum do povo, dominicais e de uso comum do povo, respectivamente. b) dominicais, de uso especial e de uso comum do povo, respectivamente. c) de uso comum do povo, de uso especial e dominicais, respectivamente. d) de uso comum do povo. e) de uso especial. Questão 21. FCC - 2010 - TCE-AP - Procurador Considera-se bem imóvel para os efeitos legais a) o direito pessoal de caráter patrimonial. b) o direito autoral. c) o direito de propriedade industrial. d) o direito à sucessão aberta. e) a energia que tenha valor econômico. Questão 22. FCC - 2010 - TRE-RS - Analista Judiciário - Área Administrativa De acordo com o Código Civil brasileiro, com relação aos bens públicos é INCORRETO afirmar: a) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. b) São bens públicos de uso comum do povo os rios, mares, estradas, ruas e praças. c) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. d) O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 276 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) Em regra, consideram-se bem de uso especial os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público, constituindo seu patrimônio, a que se tenha dado estrutura de direito privado. Questão 23. FCC - 2010 - TRE-AM - Analista Judiciário - Área Administrativa Considere as assertivas abaixo a respeito das classificações dos bens. I. Consideram-se móveis para os efeitos legais os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. II. Constitui universalidade de fato a pluralidade o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. III. Consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em a) I, III e IV. b) II, III e IV. c) I, II e III. d) I e IV. e) II e IV. Questão 24. Questão FCC - 2009 - TJ-SE - Analista Judiciário - Área Judiciária A respeito das diferentes classes de bens, é correto afirmar: a) Os bens naturalmente divisíveis não podem tornar- se indivisíveis por vontade das partes. b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham valor econômico. c) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertencentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. d) Considera-se móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. e) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. Questão 25. FCC - 2010 - TJ-PI - Assessor Jurídico Quanto à classificação dos bens, segundo as normas preconizadas pelo Código Civil brasileiro é correto afirmar: a) Consideram-se móvel para os efeitos legais os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. b) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. 277 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ c) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham valor econômico. d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal, em regra, abrangem as pertenças. e) São consumíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituirse por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Questão 26. FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária No que concerne aos Bens Reciprocamente Considerados é INCORRETO afirmar: a) São voluptuárias as benfeitorias de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. b) Em regra, os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal abrangem as pertenças. c) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. d) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. e) Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Questão 27. FCC - 2010 - TRE-AL - Analista Judiciário - Área Administrativa Considere os seguintes bens: Praça do Coração; Prédio da administração da Prefeitura da cidade X; Rio Alegre que liga a cidade C a cidade B; Prédio da administração da autarquia municipal W. De acordo com o Código Civil Brasileiro estes bens são, respectivamente, de uso a) comum do povo; especial, comum do povo; especial. b) comum do povo; especial, comum do povo; dominical. c) comum do povo; dominical, especial; especial. d) especial; especial, comum do povo; especial. e) especial; comum do povo, especial; comum do povo. Questão 28. FCC - 2010 - PGE-AM - Procurador São imóveis por definição legal a) somente os bens móveis pertencentes à herança, enquanto não for partilhada. b) o direito à sucessão aberta e os direitos reais sobre bens imóveis. c) somente os direitos reais sobre bens imóveis e as ações que os asseguram. d) tudo quanto se incorpora natural ou artificialmente ao solo. 278 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ e) os materiais separados de um prédio para nele ou em outro prédio serem reempregados. Questão 29. FCC - 2009 - MPE-SE - Técnico do Ministério Público – Área Administrativa Considere: I. Para os efeitos legais, são imóveis, dentre outros, as energias que tenham valor econômico e os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. II. Constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. III. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. IV. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS em a) III e IV. b) I, II e III. c) I e IV. d) II e III. e) II, III e IV. Questão 30. FCC - 2009 - TJ-MS - Juiz A propósito das diferentes classes de bens, é correto afirmar que a) as pertenças são bens acessórios que se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. b) os considerados em si mesmos podem ser principais ou acessórios. c) os reciprocamente considerados podem ser móveis ou imóveis. d) os bens naturalmente divisíveis não podem ser considerados indivisíveis por declaração de vontade das partes, nem por testamento. e) os bens fungíveis são aqueles cujo uso importa destruição imediata da própria substância. Questão 31. FCC - 2007 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa Considere as seguintes assertivas a respeito das classes de bens adotadas pelo Código Civil Brasileiro: I. São fungíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. II. Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. 279 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ III. Os bens que formam uma universalidade de fato não podem ser objeto de relações jurídicas próprias. IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Estão corretas SOMENTE a) I e IV. b) II e III. c) I, II e III. d) I, II e IV. e) II, III e IV. Questão 32. FCC - 2007 - TRE-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa Mário resolveu mudar-se do Estado da Bahia para o Paraná, uma vez que sua fábrica não estava dando lucro. Tendo em vista que só possuía direito real sobre um terreno na cidade de Curitiba, resolveu levar a casa pré fabricada que residia, fechar sua fábrica e demolir o prédio onde estava sediada. Neste caso é (são) considerado (s), bem (s) imóvel (is) para efeitos legais a) a casa pré-fabricada de Mário e o direito real que ele possui sobre o terreno. b) apenas a casa pré-fabricada de Mário. c) a casa pré-fabricada de Mário e os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. d) apenas os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. e) o direito real que ele possui sobre o terreno e os materiais provenientes da demolição do prédio de sua empresa. Questão 33. FCC - 2007 - TRF-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Consideram-se bens imóveis a) os materiais provenientes da demolição de algum prédio. b) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. c) os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reintegrarem. d) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. e) as energias que tenham valor econômico. Questão 34. FCC - 2007 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa As praças, os rios e o edifício onde funciona a Prefeitura Municipal são, respectivamente, bens públicos de uso a) especial, dominical e dominical. b) comum do povo, de uso comum do povo e dominical. c) comum do povo, dominical e de uso especial. 280 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) comum do povo, de uso comum do povo e de uso especial. e) especial, de uso comum do povo e dominical. Questão 35. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária De acordo com a classificação dos bens adotada pelo Código Civil brasileiro, é correto afirmar que a) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei, mas não por vontade das partes. b) o direito à sucessão aberta é considerado bem móvel para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido. c) são infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. d) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens imóveis para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido. e) são singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Questão 36. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa Mário possui direito real sobre imóvel; João direito à sucessão aberta e Maria direito pessoal de caráter patrimonial. Neste caso, de acordo com o Código Civil brasileiro, os direitos de Mário, João e Maria são considerados, para os efeitos legais, respectivamente, bem a) imóvel, imóvel e móvel. b) móvel, imóvel e imóvel. c) imóvel, móvel e imóvel. d) imóvel, móvel e móvel. e) móvel, móvel e imóvel. Questão 37. FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Administrativa De acordo com o Código Civil brasileiro, constitui universalidade de fato a) a pluralidade de bens singulares que, pertinentes a duas ou mais pessoas, tenham destinação unitária. b) o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico expressivo. c) a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. d) o complexo de relações jurídicas, de duas ou mais pessoas, dotadas de valor econômico expressivo. e) o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas ou não de valor econômico. 281 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 38. FCC - 2006 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área Administrativa Com relação à classificação dos bens adotada pelo Código Civil Brasileiro, é correto afirmar: a) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. b) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. c) São bens infungíveis os móveis que podem substituir- se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. d) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. e) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público externo. Questão 39. FCC - 2006 - TRE-AP - Analista Judiciário - Área Administrativa Dentre outros, considera-se bem imóvel para os efeitos legais a) o direito à sucessão aberta. b) a energia que tenha valor econômico. c) o direito real sobre objetos móveis. d) o direito pessoal de caráter patrimonial. e) a ação correspondente a direitos pessoais de caráter patrimonial. Questão 40. FCC - 2004 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário Área Judiciária - Execução de Mandados Consideram-se, dentre outros, bens imóveis para os efeitos legais: a) tijolos, azulejos e pisos provenientes da demolição de algum prédio. b) telhas provisoriamente retiradas de um prédio para nele se reempregarem. c) energias que tenham valor econômico. d) direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. e) direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. Questão 41. FCC - 2001 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa No que tange à classificação dos bens adotada pelo Código Civil, é INCORRETO afirmar que são a) móveis, os suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia. b) consumíveis, os móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, dentre outros. c) indivisíveis os que se não podem partir sem alteração na sua substância. 282 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ d) fungíveis, os móveis que não podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. e) considerados imóveis, dentre outros, os materiais provisoriamente separados de um prédio para nele mesmo se reempregarem. Questão 42. FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário Área Judiciária São benfeitorias úteis a) as que aumentam ou facilitam o uso do bem. b) as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. c) as de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual. d) somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais agradável o bem. e) as indispensáveis à conservação do bem. GABARITO 01. 06. 11. 16. 21. 26. 31. 36. 41. a c d d d b a a d 02. 07. 12. 17. 22. 27. 32. 37. 42. e b c e e a a c a 03. 08. 13. 18. 23. 28. 33. 38. d e b d a b c a 04. 09. 14. 19. 24. 29. 34. 39. a c a d c a d a 05. 10. 15. 20. 25. 30. 35. 40. d c c c b a e b

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DOMICÍLIO

CONCEITO: É a sede jurídica da pessoa onde ela deve ser encontrada para cumprir suas obrigações, ser citada, intimada, para que assim seja possível se estabelecer uma fiscalização quanto as suas obrigações fiscais, políticas, militares e policiais, etc. É o local onde se presume a pessoa presente para efeitos de direito e onde exerce ou pratica, habitualmente, seus atos e negócios jurídicos. É o lugar onde a pessoa estabelece a sede principal de seus negócios (constitutio rerum et fortunarum), o ponto central das ocupações habituais. O domicilio abrange dois aspectos: objetivo e subjetivo. OBJETIVO DOMICILIO SUBJETIVO RESIDÊNCIA

INTENÇÃO ÂNIMO

DOMICILIO – Aspecto OBJETIVO = RESIDÊNCIA

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DOMICILIO – Aspecto SUBJETIVO = INTENÇÃO

O conceito de domicílio é formado por dois aspectos: a) Objetivo: este é a RESIDÊNCIA, espaço físico, casa. Perceba que o DOMICÍLIO é mais amplo que a RESIDÊNCIA. No conceito de domicílio estão presentes dois elementos: um subjetivo e outro objetivo. O elemento objetivo é a caracterização externa do domicílio, isto é, a residência. b) Subjetivo: é o ânimo de permanecer nesse domicílio; ânimo de permanência. O elemento subjetivo é aquele de ordem interna, representado pelo ânimo de ali permanecer. Logo, domicílio compreende a ideia de residência somada com a vontade de se estabelecer permanentemente num local determinado. Não significa que a pessoa não possa mudar de domicílio; você vai ver que a mudança de domicílio exige, também, esses dois aspectos (objetivo = mudança de residência e subjetivo = ânimo de permanecer no novo domicílio). São comuns as questões de concursos abordarem:  O conceito de domicílio é mais amplo do que o de residência (correto).  O conceito de domicílio corresponde ao de residência (errado). 285 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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DOMICÍLIO DA PESSOA NATURAL Regra Geral do domicílio da pessoa natural: Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência (OBJETIVO) com ânimo definitivo (SUBJETIVO). O domicílio representa o lugar no qual alguém habita com intenção de ali permanecer, mesmo que dele se ausente por algum tempo. A chamada moradia ou habitação nada mais é do que o local onde o indivíduo permanece acidentalmente, por determinado lapso de tempo, sem o intuito de ficar (p. ex., quando alguém aluga uma casa para passar as férias). Pluralidade de domicílios e domicílio incerto É perfeitamente possível que uma pessoa possua mais de um domicílio, residindo em um local e mantendo, por exemplo, escritório ou consultório em outro endereço. A pluralidade de domicílios é disciplinada nos arts. 71 e 72, do Código Civil: Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. Há também casos de pessoas que vivem de passagem por vários locais, como os circenses, ciganos, sendo que o Código Civil estabelece, para tanto, a seguinte solução:

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada.

Tal regra aplica-se também em relação às pessoas que têm vida errante, como ambulantes, vagabundos, pessoas desprovidas de moradia, etc. MUDANÇA DE DOMICÍLIO A mudança de domicílio ocorre com a transferência da residência aliada à intenção manifesta de o alterar. A prova da intenção resulta do que declarar a pessoa às municipalidades do lugar que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizerem, da própria mudança, com as circunstâncias que a determinaram (art. 74, CC). CLASSIFICAÇÃO DO DOMICÍLIO QUANTO À NATUREZA O domicílio quanto à natureza pode ser: voluntário, legal ou necessário e de eleição: a) Voluntário: decorre do ato de livre vontade do sujeito, que fixa residência em um determinado local, com ânimo definitivo. b) Legal ou Necessário: decorre da lei, em atenção à condição especial de determinadas pessoas. Assim, temos: (art. 76, CC)

Domicílio do incapaz: é o do seu representante ou assistente.

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Domicílio do servidor público: é o lugar em que exerce permanentemente as suas funções.

Domicílio do militar: é o lugar onde serve, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontra imediatamente subordinado;

Domicílio do marítimo: é o lugar onde o navio estiver matriculado.

cumpre a sentença.

Domicílio do preso: é o lugar em que www.pontodosconcursos.com.br

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve (art. 77, CC). O domicílio necessário poderá ser originário ou legal. Será originário quando adquirido ao nascer, como ocorre com o recém-nascido que adquire o domicílio dos pais. O domicílio legal é aquele que decorre, como o próprio nome já acusa, de imposição da lei. É o caso dos menores incapazes, que têm por domicílio o de seus representantes legais (art. 76, CC). O domicílio do menor acompanha o domicílio dos pais, sempre que estes mudarem o seu. Ocorrendo impedimento ou a falta do pai, o domicílio do menor será o da mãe. Se os pais forem divorciados, o menor terá por domicílio o daquele que detém o poder familiar. E no caso de menores sem pais ou tutor, sob cuidados de terceiros? Levarse-á em consideração o domicílio desses terceiros. Quanto ao militar, se em serviço ativo, consiste o domicílio no lugar onde estiver servindo. Caso esteja prestando serviço à Marinha, terá por domicílio a sede da estação naval ou do emprego em terra que estiver exercendo. Em se tratando da marinha mercante (encarregada do transporte de mercadorias e passageiros), seus oficiais e tripulantes terão por domicílio o lugar onde estiver matriculado o navio. O preso também está sujeito ao domicílio legal, no local onde cumpre a sentença. Se o preso ainda não tiver sido condenado, seu domicílio será o voluntário. c) de Eleição: decorre do ajuste (ACORDO, por exemplo, num contrato, negócio jurídico) entre as partes de um contrato (art. 78, CC e art. 111, CPC). A eleição de foro só pode ser invocada nas relações jurídicas em que prevaleça o princípio da igualdade dos contratantes e de sua correspondente autonomia de vontade (arts. 51, IV, CDC e 9º, CLT). 289 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

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DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA As pessoas jurídicas de direito público interno possuem domicílio especificado em lei: art. 75, do CC, art. 99 do CPC, e art. 109, §§ 1º e 2º da CF/88. O domicílio da pessoa jurídica de direito privado é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, isto quando os seus estatutos não constarem eleição de domicílio especial. O parágrafo 1º do mesmo artigo estabelece que se houver mais de um estabelecimento relativo a mesma pessoa jurídica, em lugares diferentes, cada qual será considerado domicílio para os atos nele praticados. Caso a pessoa jurídica só tenha sede no estrangeiro, em se tratando de obrigação contraída por agência sua, levar-se-á em consideração o estabelecimento, no Brasil, a que ela corresponda, como emana do parágrafo 2º do já citado art. 75, CC. Dispõe a Súmula 363, do STF: "A pessoa jurídica de direito privado pode ser demandada no domicílio da agência, ou do estabelecimento, em que se praticou o ato". Do Domicílio - legislação Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. 290 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar. Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem. Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: I - da União, o Distrito Federal; II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais; III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal; IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. § 1o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. § 2o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder. Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença. Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ QUESTÕES Questão 01. CESPE - 2012 - TJ-RR - Agente de Proteção As partes celebrantes de contrato escrito de prestação de serviço podem eleger como domicílio o local onde os direitos e deveres resultantes do contrato serão cumpridos e exercidos. Comentários: Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. O domicílio voluntário pode ser: a) Geral - se for fixado pela própria vontade do indivíduo, quando capaz; b) Especial - se for estabelecido conforme interesse das partes em um contrato, a fim de fixar a sede jurídica onde as obrigações contratuais deverão ser cumpridas ou exigidas. Domicílio contratual ou de eleição - é o estabelecido contratualmente pelas partes em contrato escrito, especificando onde se cumprirão os direitos e os deveres. Os contratantes deverão estabelecer que a esse tipo de domicílio se submeterão seus herdeiros ou sucessores. Gabarito: correto Questão 02. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. A pluralidade de domicílios pode ser dar tanto no domicílio residencial quanto no domicílio profissional. Comentários: Tendo vários domicílios residenciais, considerar-se-á qualquer um delas. No caso de vários domicílios profissionais, cada um deles será domicílio para as relações que lhe corresponderem. Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. Gabarito: correto Questão 03. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio da União é o Distrito Federal. 292 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: I da União, o Distrito Federal. Domicílio das pessoas jurídicas: União: Distrito Federal. Estados e território: as respectivas capitais. Município: o lugar onde funciona a administração municipal. Das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem suas respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. Gabarito: correto Questão 04. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio da pessoa natural é o local onde ela se estabelece com ânimo de permanência. Comentários: Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. O domicílio compreende, conforme a doutrina, dois aspectos: Objetivo: residência. Subjetivo: A intenção de permanecer. Gabarito: correto Questão 05. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio do incapaz deve ser o mesmo do seu representante ou assistente. Comentários: Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. Gabarito: correto Questão 06. CESPE - 2011 - CBM-DF - Oficial Bombeiro Militar Complementar Acerca do domicílio, julgue os itens subsequentes. O domicílio das pessoas jurídicas de direito privado pode ser mudado a qualquer tempo por simples ato de vontade. Comentários: Regra geral, o domicílio civil da pessoa jurídica de direito privado é a sua sede, indicada em seu estatuto, contrato social ou ato constitutivo equivalente. É o seu domicílio especial. Caso não designe o domicílio no estatuto, supletivamente, seu domicílio “o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações”, ou então, se possuir filiais em diversos lugares, 293 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ “cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados”. Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: IV – das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu ou atos constitutivos. § 1.º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Mudança de domicílio: ocorre a mudança de domicílio com a transferência da residência aliada à intenção manifesta de o alterar. A prova da intenção resulta do que declarar a pessoa às municipalidades do lugar que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizerem da própria mudança, com as circunstâncias que a determinaram (art. 74). A mudança de domicílio, depois de ajuizada a ação, nenhuma influência tem sobre a competência do foro (art. 87, CPC). Classificação do domicílio quanto à natureza: a) Voluntário: decorre do ato de livre vontade do sujeito, que fixa residência em um determinado local, com ânimo definitivo. b) Legal ou Necessário: decorre da lei, em atenção à condição especial de determinadas pessoas. Assim, temos: (art. 76). Gabarito: correto Questão 07. CESPE - 2011 - CBM-DF - Oficial Bombeiro Militar Complementar Acerca do domicílio, julgue os itens subsequentes. O servidor público, caso não tenha elegido seu domicílio na forma da lei, terá domicílio no lugar em que exercer suas funções permanentemente. Comentários: Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença. Gabarito: correto 294 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 08. (CESPE – Assistente administrativo – MPE-RO/2008) O domicílio da pessoa natural pode ser fixado por ela mesma. Para isso, basta que escolha o local de residência e aí se fixe. Comentários: Conforme o art. 70, o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Gabarito: Correto Questão 09. (CESPE – DELEGADO – PC-RN/2009) Residência é o local onde a pessoa vive com ânimo definitivo. Comentários: Residência é o local em que a pessoa habita com o intuito de permanecer. Domicílio é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. 70). Gabarito: Errado Questão 10. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2011) A sede jurídica de uma pessoa é denominada domicílio, entendendo-se como tal o lugar onde a pessoa pode ser encontrada para responder por suas obrigações. Juridicamente, domicílio equivale a residência, morada ou habitação. Comentários: Juridicamente, domicílio difere da residência. Residência é o local em que a pessoa habita com intuito de permanecer. Domicílio é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. 70). Gabarito: Errado Questão 11. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço, no qual se sabe que pernoita, este será seu domicílio. Comentários: Conforme o art. 70, o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. O fato de a pessoa apenas pernoitar em determinado lugar não caracteriza o ânimo definitivo em residir. Gabarito: Errado Questão 12. (CESPE – Oficial de diligência – MPE-RR/2008) O domicílio civil pode ser definido pela própria pessoa.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: É o chamado domicílio voluntário. Segundo o art.70 do Código Civil, O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Gabarito: Correto Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) A casa de praia ocupada de modo ocasional por um indivíduo pode ser considerada seu domicílio. Comentários: De acordo com o art. 70, o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. No caso da questão, não há ânimo definitivo, logo, não há que se falar em domicílio. Gabarito: Errado Questão 14. (CESPE – Agente técnico – MPE-AM/2008) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece residência definitiva, mesmo que dele se ausente. Esse domicílio é único, pois determina o local onde a pessoa deve cumprir suas obrigações e onde é aberta a sucessão hereditária. Comentários: É permitida a pluralidade de domicílios - art. 71. Gabarito: Errado Questão 15. (CESPE – Técnico Judiciário – TRT-ES/2009) No Brasil, não se admite a pluralidade de domicílios. Comentários: É permitida a pluralidade de domicílios - art. 71. Gabarito: Errado Questão 16. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela onde a pessoa reside há mais tempo. Comentários: A pluralidade de domicílios é resolvida pela regra do art. 71 - considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 17. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil, afastando-o do conceito de residência, a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. 296 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: É permitida a pluralidade de domicílios - art. 71. Gabarito: Errado Questão 18. (CESPE – DELEGADO – PC-RN/2009) Quando determinada pessoa tiver diversas residências, ela não terá domicílio. Comentários: Segundo o art. 71, se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 19. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) Considere que Maurício, mesmo mantendo mais de uma residência, passe dois finais de semana por mês naquela em que vive com sua família. Nessa situação, o único domicílio de Maurício é a casa em que vive com a família. Comentários: O art. 71 dispõe que, se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 20. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) O direito brasileiro adotou o sistema da pluralidade de domicílios. Assim, é correto afirmar que a pessoa natural pode ter não apenas várias residências, mas também mais de um domicílio. Comentários: Art. 71. Se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Assim, a pessoa pode ter várias residências e, cada uma delas, pode vir a ser considerada como seu domicílio. Gabarito: Correto Questão 21. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela que a pessoa passou a ocupar por último. Comentários: A pluralidade de domicílios tem regra no art. 71: considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 22. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A lei brasileira não admite que a pessoa natural tenha mais de um domicílio. 297 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: A pluralidade de domicílios tem regra no art. 71: considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 23. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A lei brasileira admite que a pessoa natural não tenha domicílio. Comentários: domicílio para a pessoa natural mesmo que ela tem diversas residências (art. 71) ou não tenha residência habitual (art. 73). Gabarito: Errado Questão 24. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio qualquer uma delas. Comentários: A pluralidade de domicílios tem regra no art. 71: considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Correto Questão 25. (CESPE – Analista – MPS/2010) Considere que Marcos possua três apartamentos, um no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Florianópolis, e que passe, em cada um deles, determinado período do ano. Nessa situação hipotética, considera-se domicílio de Marcos acidade em que ele demonstrar ânimo definitivo de residir. Comentários: A pluralidade de domicílios tem regra no art. 71: considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 26. (CESPE- Analista Judiciário – Área judiciária – TREGO/2008) A Lei Civil admite que uma pessoa tenha mais de um domicílio civil. Comentários: Conforma o art. 71, se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Gabarito: Correto Questão 27. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela que for de propriedade da pessoa.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: A pluralidade de domicílios tem regra no art. 71: considera-se domicílio qualquer delas. Gabarito: Errado Questão 28. (CESPE – Defensor – DPU-ES/2009) No que concerne a domicílio, é correto afirmar que, tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências, qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. Comentários: Se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva (no presente), considerar-se-á domicílio seu qualquer delas (art. 71). Gabarito: Errado Questão 29. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Supondo-se que um representante comercial exerça sua profissão em Goiânia, Anápolis e Brasília, e que possua residência em Brasília, é correto afirmar que cada uma das cidades é considerada domicílio quanto às relações concernentes à profissão. Comentários: O art. 72. Considera o domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem (art. 72, parágrafo único). Gabarito: Correto Questão 30. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pessoa natural que possui mais de um domicílio profissional pode ser demandada em qualquer um desses locais, independentemente de haver correspondência entre a relação profissional e os diversos lugares onde se exerce a profissão. Comentários: O art. 72. Considera o domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem (art. 72, parágrafo único). Gabarito: Errado Questão 31. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pessoa natural que não possuir residência habitual, pode ser demandada no domicílio de seus pais, se lá for encontrada. 299 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Conforme o art. 73, ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. Gabarito: Correto Questão 32. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) O cigano sem residência habitual é considerado sem domicílio. Comentários: Conforme o art. 73, ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. Gabarito: Errado Questão 33. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Pessoa que tenha diversas moradas, sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas, pode ser demandada onde se encontre, conforme a teoria do domicílio aparente. Comentários: A teoria do domicílio aparente está expressa no art.73, ao dispor que a pessoa natural, que não tenha residência habitual, terá por domicílio o lugar onde for encontrada. Gabarito: Correto Questão 34. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A mudança de domicílio é determinada pela transferência de residência com a intenção manifesta de mudar-se, o que se pode demonstrar tanto pelas circunstâncias da própria alteração de endereço como por declarações feitas à municipalidade dos lugares. Comentários: Conforme o art. 74, muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar. O parágrafo único dispõe que a prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem. Gabarito: Correto Questão 35. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O domicílio da pessoa jurídica que possui inúmeros estabelecimentos será o local em que funcionar sua sede administrativa. Comentários: De acordo com o art. 75, parágrafo único, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, 300 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ cada um deles será considerado domicílio para os atos praticados. Gabarito: Errado nele

Questão 36. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) A pessoa jurídica deve estabelecer como domicílio o lugar onde funcionará sua administração, não cabendo fixação de domicílio especial no ato constitutivo da entidade. Comentários: Conforme o art. 75, IV, o domicílio das pessoas jurídicas, em geral, é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. Gabarito: Errado Questão 37. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) No ato constitutivo da pessoa jurídica de direito privado, faz-se necessária a inscrição de seu domicílio, que deve coincidir com a sede de sua administração, ou coma residência de seu proprietário ou de seu administrador, salvo no caso de se eleger domicílio especial. Quando a pessoa jurídica tiver multiplicidade de domicílios, ela pode ser demandada em qualquer um deles. Comentários: Conforme o art. 75, IV, o domicílio das pessoas jurídicas, em geral, é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. Segundo o parágrafo primeiro desse artigo, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Errado Questão 38. (CESPE – Juiz de Direito – TJ-SE/2007) Se uma pessoa jurídica tiver diversos estabelecimentos ou agências em lugares diferentes, será considerado como seu domicílio, para quaisquer atos praticados, o local onde funciona a sua sede ou a matriz onde funcionar a administração da empresa. Comentários: Conforme o art. 75, parágrafo primeiro, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 39. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada empresa do ramo alimentício possui diversas filiais, situadas em diferentes capitais brasileiras. Seu estatuto não traz a declaração de domicílio da empresa. Nessa situação, cada uma das filiais será considerada domicílio no que se refere aos negócios nela efetivados. Comentários: Conforme o art. 75, §1º, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Correto Questão 40. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) A pessoa jurídica pode ser demandada no domicílio de qualquer de seus estabelecimentos, independentemente do local onde for praticado o ato gerador de responsabilidade. Comentários: O art. 75, §1º dispõe que, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Errado Questão 41. (CESPE – Delegado – PC-ES/2006) Determinada pessoa jurídica de direito privado possui estabelecimentos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Nesse caso, cada um dos mencionados estabelecimentos é considerado domicílio da pessoa jurídica para fins de atos nele praticados. Comentários: De acordo com o art. 75, §1º, tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Correto Questão 42. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) Em relação a estabelecimentos ou filiais de empresa, considera-se domicílio, para os atos neles praticados, o local da sede da pessoa jurídica. Comentários: O art. 75, §1º dispõe que tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Gabarito: Errado Questão 43. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Diferentemente do estabelecido para as pessoas naturais, cujo 302 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ domicílio é qualquer uma das diversas residências onde, alternadamente, a pessoa natural viva, para as pessoas jurídicas, cada um de seus diversos estabelecimentos em lugares diferentes é considerado domicílio para os atos nele praticados. Comentários: O art. 71 dispõe que se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Já em relação à pessoa jurídica, tendo ela diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados (art. 75, §1º). Gabarito: Correto Questão 44. (CESPE/ Analista Processual - MPU/2010) De acordo com o Código Civil, o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural; o do preso condenado e do incapaz, o domicílio necessário. Comentários: De acordo com o art. 76, o domicílio do marítimo (que é o local onde o navio estiver matriculado), do militar (que é o local onde servir), do preso (que é o local em que cumprir a sentença) e do incapaz (que é o mesmo de seu assistente ou representante) são todos necessários. Soma-se a essa lista o domicílio do servidor público (que é o local em que exercer permanentemente suas funções). Gabarito: Errado Questão 45. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) O domicílio da pessoa natural pode ser definido voluntária ou obrigatoriamente pela lei. Comentários: O voluntário é o escolhido livremente pelo indivíduo. Já o obrigatório, conhecido como domicílio necessário, atinge o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso (art. 76 ). Gabarito: Correto Questão 46. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) O domicílio residencial prevalece sobre domicílio definido em razão do local de trabalho. Comentários: Como exemplo, podemos citar o servidor público, cujo domicílio necessário é o lugar em que exerce permanentemente suas funções e o militar, cujo domicílio necessário é o lugar onde servir, independentemente do domicílio residencial. Gabarito: Errado 303 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 47. (CESPE – Delegado – SSP-PB/2009) O domicílio do tutelado é necessário e é do seu representante ou assistente legal. Comentários: O tutelado é considerado incapaz, tendo, portanto, domicílio necessário (art. 71). Segundo o art. 76, parágrafo único, o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. Gabarito: Correto Questão 48. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Na hipótese de João e Pedro celebrarem contrato escrito, eles poderão especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações dele resultante. Comentários: Essa o chamado “foro de eleição”: as partes elegem o domicílio em que os direitos e obrigações serão exercidos. Gabarito: Correto Questão 49. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) necessário do preso é o lugar em que for preso. O domicílio

Comentários: Segundo o art. 76, parágrafo único, o domicílio necessário do preso é o lugar onde cumprir a sentença, e não o lugar em que for preso. Gabarito: Errado Questão 50. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Se determinada pessoa for servidora pública, ela não terá domicílio necessário. Comentários: O art. 76 dispõe expressamente que o domicílio do servidor público é necessário. Gabarito: Errado Questão 51. (CESPE – Analista judiciário – TRT-RN/2007) Considere a seguinte situação hipotética. Janete, servidora pública lotada na 1.ªVara do Trabalho de Natal, cidade onde reside, deslocou-se para Brasília com a finalidade de participar de um curso de capacitação oferecido pelo seu órgão, com duração de dez dias. Nessa situação hipotética, o lugar em que Janete for encontrada, em Brasília, será considerado seu domicílio. Comentários: Janete é servidora pública, que tem domicílio necessário (o lugar em que exerce permanentemente suas funções – art. 76, parágrafo único). Seu domicílio é Natal. 304 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Gabarito: Errado Questão 52. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o porto de Santos – SP, onde se encontra atracada a embarcação em que ele trabalha. Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio de José é necessário e é o lugar onde o navio estiver matriculado, ou seja, Salvador – BA. Gabarito: Errado Questão 53. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) O servidor público tem domicílio no lugar em que exercer permanentemente as suas funções. Já o marítimo tem domicílio onde estiver matriculado o navio. Tais situações tratam, respectivamente, de hipóteses de domicílios necessário e voluntário especial onde cumprir a sentença, e não o lugar em que for preso. Comentários: Ambas as hipóteses tratam de domicílio necessário, conforme o art. 76. Gabarito: Errado Questão 54. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência, de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original. Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio do servidor público é o lugar em que exercer permanentemente suas funções, ou seja, o exercício de cargo de confiança em caráter transitório em determinado lugar não caracteriza domicílio. Gabarito: Correto Questão 55. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o lugar em que for encontrado, denominado domicílio aparente ou ocasional.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio de José é necessário e é o lugar onde o navio estiver matriculado, ou seja, Salvador – BA. Gabarito: Errado Questão 56. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) O domicílio do tutelado é voluntário. Comentários: O tutelado é um incapaz - art. 76 - seu domicílio é necessário. Gabarito: Errado Questão 57. (CESPE – Analista Judiciário – TRT-ES/2009) No caso de preso ainda não condenado, o domicílio deste será o voluntário. Comentários: Pelo art. 76, o domicílio do preso é necessário, o entendimento é que só se aplica ao preso condenado, ou seja, o preso temporário (prisão preventiva, prisão temporária, etc.) mantém o domicílio voluntário. Gabarito: Correto Questão 58. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) O domicílio do preso aindanão condenado será o voluntário. Comentários: Pelo art. 76, o domicílio do preso é necessário, o entendimento é que só se aplica ao preso condenado, ou seja, o preso temporário (prisão preventiva, prisão temporária, etc.) mantém o domicílio voluntário. Gabarito: Correto Questão 59. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) O domicílio do marítimo é a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. Comentários: De acordo com o art. 76, o marítimo tem domicílio necessário, que é o lugar onde o navio estiver matriculado (art. 76, parágrafo único). Gabarito: Errado Questão 60. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de 306 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Camaçari – BA. O domicílio de José é Salvador, lugar onde está registrada/matriculada a embarcação. Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio de José é necessário e é o lugar onde o navio estiver matriculado, ou seja, Salvador – BA. Gabarito: Correto Questão 61. (CESPE – Analista de Controle Externo – TCU/2008) Ranulfo, auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR, foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Nessa situação, durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo, Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal, configurando-se o que se denomina domicílio necessário. Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio do servidor público é o lugar em que exercer permanentemente suas funções, ou seja, o exercício de cargo em comissão em determinado lugar não caracteriza domicílio. Gabarito: Errado Questão 62. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) A pessoa pródiga interditada, sem assistência do seu curador, não pode decidir sobre afixação do seu domicílio. Comentários: O pródigo só é limitado em relação aos atos que possam por em risco seu patrimônio, ou seja, alienação, doação, dar quitação, etc. Ele é relativamente incapaz em relação a esses atos. Ele pode fixar seu domicílio perfeitamente. Gabarito: Errado Questão 63. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O domicílio do servidor público será o do local em que firmar moradia, mesmo que outro seja o local em que permanentemente exerça sua atividade funcional. Comentários: Conforme o art. 76, o servidor público tem domicílio necessário, que é o lugar em que exercer permanentemente suas funções (art. 76, parágrafo único). Gabarito: Errado Questão 64. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) A pessoa adquire o domicílio voluntário ao escolher o lugar de sua residência 307 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ habitual e o centro de seus negócios; já o domicílio necessário ou legal é o lugar em que a lei presume que a pessoa resida. Comentários: O domicílio voluntário de uma pessoa pode ser o lugar de sua residência habitual (art. 70) e o centro de seus negócios (art. 72). O domicílio necessário ou legal está previsto no art. 76 e se aplica ao incapaz, ao servidor público, ao militar, ao marítimo e ao preso. Gabarito: Correto Questão 65. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o comando a que estiver imediatamente subordinado. Comentários: Conforme o art. 76, parágrafo único, o domicílio de José é necessário e é o lugar onde o navio estiver matriculado, ou seja, Salvador – BA. Gabarito: Errado Questão 66. (CESPE – Oficial – PMDF/2010) Agente diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade, deverá ser demandado no DF. Comentários: Segundo o art. 77, nesse caso, o agente diplomático pode ser demandado tanto no DF quanto no último ponto do território brasileiro onde teve domicílio. Gabarito: Errado Questão 67. (CESPE – Analista do seguro social – INSS/2008) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial. Comentários: O foro de eleição constitui espécie de domicílio voluntário especial (art. 78). Gabarito: Errado

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS Questão 01. CESPE - 2012 - TJ-RR - Agente de Proteção As partes celebrantes de contrato escrito de prestação de serviço podem eleger como domicílio o local onde os direitos e deveres resultantes do contrato serão cumpridos e exercidos. Questão 02. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. A pluralidade de domicílios pode ser dar tanto no domicílio residencial quanto no domicílio profissional. Questão 03. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio da União é o Distrito Federal. Questão 04. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio da pessoa natural é o local onde ela se estabelece com ânimo de permanência. Questão 05. CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário Acerca de domicílio julgue os itens a seguir. O domicílio do incapaz deve ser o mesmo do seu representante ou assistente. Questão 06. CESPE - 2011 - CBM-DF - Oficial Bombeiro Militar Complementar Acerca do domicílio, julgue os itens subsequentes. O domicílio das pessoas jurídicas de direito privado pode ser mudado a qualquer tempo por simples ato de vontade. Questão 07. CESPE - 2011 - CBM-DF - Oficial Bombeiro Militar Complementar Acerca do domicílio, julgue os itens subsequentes. O servidor público, caso não tenha elegido seu domicílio na forma da lei, terá domicílio no lugar em que exercer suas funções permanentemente. Questão 08. (CESPE – Assistente administrativo – MPE-RO/2008) O domicílio da pessoa natural pode ser fixado por ela mesma. Para isso, basta que escolha o local de residência e aí se fixe. Questão 09. (CESPE – DELEGADO – PC-RN/2009) Residência é o local onde a pessoa vive com ânimo definitivo. Questão 10. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2011) A sede jurídica de uma pessoa é denominada domicílio, 309 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ entendendo-se como tal o lugar onde a pessoa pode ser encontrada para responder por suas obrigações. Juridicamente, domicílio equivale a residência, morada ou habitação. Questão 11. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço, no qual se sabe que pernoita, este será seu domicílio. Questão 12. (CESPE – Oficial de diligência – MPE-RR/2008) O domicílio civil pode ser definido pela própria pessoa. Questão 13. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) A casa de praia ocupada de modo ocasional por um indivíduo pode ser considerada seu domicílio. Questão 14. (CESPE – Agente técnico – MPE-AM/2008) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece residência definitiva, mesmo que dele se ausente. Esse domicílio é único, pois determina o local onde a pessoa deve cumprir suas obrigações e onde é aberta a sucessão hereditária. Questão 15. (CESPE – Técnico Judiciário – TRT-ES/2009) No Brasil, não se admite a pluralidade de domicílios. Questão 16. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela onde a pessoa reside há mais tempo. Questão 17. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil, afastando-o do conceito de residência, a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. Questão 18. (CESPE – DELEGADO – PC-RN/2009) Quando determinada pessoa tiver diversas residências, ela não terá domicílio. Questão 19. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) Considere que Maurício, mesmo mantendo mais de uma residência, passe dois finais de semana por mês naquela em que vive com sua família. Nessa situação, o único domicílio de Maurício é a casa em que vive com a família.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 20. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) O direito brasileiro adotou o sistema da pluralidade de domicílios. Assim, é correto afirmar que a pessoa natural pode ter não apenas várias residências, mas também mais de um domicílio. Questão 21. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela que a pessoa passou a ocupar por último. Questão 22. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A lei brasileira não admite que a pessoa natural tenha mais de um domicílio. Questão 23. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) A lei brasileira admite que a pessoa natural não tenha domicílio. Questão 24. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio qualquer uma delas. Questão 25. (CESPE – Analista – MPS/2010) Considere que Marcos possua três apartamentos, um no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Florianópolis, e que passe, em cada um deles, determinado período do ano. Nessa situação hipotética, considera-se domicílio de Marcos acidade em que ele demonstrar ânimo definitivo de residir. Questão 26. (CESPE- Analista Judiciário – Área judiciária – TREGO/2008) A Lei Civil admite que uma pessoa tenha mais de um domicílio civil. Questão 27. (CESPE – Estagiário – DPE-SP/2008) Se uma pessoa possui duas residências regulares, considera-se como seu domicílio aquela que for de propriedade da pessoa. Questão 28. (CESPE – Defensor – DPU-ES/2009) No que concerne a domicílio, é correto afirmar que, tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências, qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. Questão 29. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) Supondo-se que um representante comercial exerça sua profissão em Goiânia, Anápolis e Brasília, e que possua residência em Brasília, é correto afirmar que cada uma das cidades é considerada domicílio quanto às relações concernentes à profissão. 311 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 30. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pessoa natural que possui mais de um domicílio profissional pode ser demandada em qualquer um desses locais, independentemente de haver correspondência entre a relação profissional e os diversos lugares onde se exerce a profissão. Questão 31. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A pessoa natural que não possuir residência habitual, pode ser demandada no domicílio de seus pais, se lá for encontrada. Questão 32. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) O cigano sem residência habitual é considerado sem domicílio. Questão 33. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) Pessoa que tenha diversas moradas, sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas, pode ser demandada onde se encontre, conforme a teoria do domicílio aparente. Questão 34. (CESPE – Analista judiciário – TRT – 1ª Região/2008) A mudança de domicílio é determinada pela transferência de residência com a intenção manifesta de mudar-se, o que se pode demonstrar tanto pelas circunstâncias da própria alteração de endereço como por declarações feitas à municipalidade dos lugares. Questão 35. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O domicílio da pessoa jurídica que possui inúmeros estabelecimentos será o local em que funcionar sua sede administrativa. Questão 36. (CESPE – Juiz – TJBA/2004) A pessoa jurídica deve estabelecer como domicílio o lugar onde funcionará sua administração, não cabendo fixação de domicílio especial no ato constitutivo da entidade. Questão 37. (CESPE – Promotor – MPE-AM/2007) No ato constitutivo da pessoa jurídica de direito privado, faz-se necessária a inscrição de seu domicílio, que deve coincidir com a sede de sua administração, ou coma residência de seu proprietário ou de seu administrador, salvo no caso de se eleger domicílio especial. Quando a pessoa jurídica tiver multiplicidade de domicílios, ela pode ser demandada em qualquer um deles. Questão 38. (CESPE – Juiz de Direito – TJ-SE/2007) Se uma pessoa jurídica tiver diversos estabelecimentos ou agências em lugares 312 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ diferentes, será considerado como seu domicílio, para quaisquer atos praticados, o local onde funciona a sua sede ou a matriz onde funcionar a administração da empresa. Questão 39. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada empresa do ramo alimentício possui diversas filiais, situadas em diferentes capitais brasileiras. Seu estatuto não traz a declaração de domicílio da empresa. Nessa situação, cada uma das filiais será considerada domicílio no que se refere aos negócios nela efetivados. Questão 40. (CESPE – Juiz do trabalho – TRT-RJ/2010) A pessoa jurídica pode ser demandada no domicílio de qualquer de seus estabelecimentos, independentemente do local onde for praticado o ato gerador de responsabilidade. Questão 41. (CESPE – Delegado – PC-ES/2006) Determinada pessoa jurídica de direito privado possui estabelecimentos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Nesse caso, cada um dos mencionados estabelecimentos é considerado domicílio da pessoa jurídica para fins de atos nele praticados. Questão 42. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) Em relação a estabelecimentos ou filiais de empresa, considera-se domicílio, para os atos neles praticados, o local da sede da pessoa jurídica. Questão 43. (CESPE - Analista judiciário - TJ-ES/2011) Diferentemente do estabelecido para as pessoas naturais, cujo domicílio é qualquer uma das diversas residências onde, alternadamente, a pessoa natural viva, para as pessoas jurídicas, cada um de seus diversos estabelecimentos em lugares diferentes é considerado domicílio para os atos nele praticados. Questão 44. (CESPE/ Analista Processual - MPU/2010) De acordo com o Código Civil, o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural; o do preso condenado e do incapaz, o domicílio necessário. Questão 45. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) O domicílio da pessoa natural pode ser definido voluntária ou obrigatoriamente pela lei.

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CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 46. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2010) O domicílio residencial prevalece sobre domicílio definido em razão do local de trabalho. Questão 47. (CESPE – Delegado – SSP-PB/2009) O domicílio do tutelado é necessário e é do seu representante ou assistente legal. Questão 48. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Na hipótese de João e Pedro celebrarem contrato escrito, eles poderão especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações dele resultante. Questão 49. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) necessário do preso é o lugar em que for preso. O domicílio

Questão 50. (CESPE – Delegado – PC-RN/2009) Se determinada pessoa for servidora pública, ela não terá domicílio necessário. Questão 51. (CESPE – Analista judiciário – TRT-RN/2007) Considere a seguinte situação hipotética. Janete, servidora pública lotada na 1.ªVara do Trabalho de Natal, cidade onde reside, deslocou-se para Brasília com a finalidade de participar de um curso de capacitação oferecido pelo seu órgão, com duração de dez dias. Nessa situação hipotética, o lugar em que Janete for encontrada, em Brasília, será considerado seu domicílio. Questão 52. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o porto de Santos – SP, onde se encontra atracada a embarcação em que ele trabalha. Questão 53. (CESPE – Advogado – SERPRO/2010) O servidor público tem domicílio no lugar em que exercer permanentemente as suas funções. Já o marítimo tem domicílio onde estiver matriculado o navio. Tais situações tratam, respectivamente, de hipóteses de domicílios necessário e voluntário especial onde cumprir a sentença, e não o lugar em que for preso. Questão 54. (CESPE – Defensor – DPE-PI/2009) O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência, de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original. 314 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 55. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o lugar em que for encontrado, denominado domicílio aparente ou ocasional. Questão 56. (CESPE – Analista judiciário – TRE-MA/2009) O domicílio do tutelado é voluntário. Questão 57. (CESPE – Analista Judiciário – TRT-ES/2009) No caso de preso ainda não condenado, o domicílio deste será o voluntário. Questão 58. (CESPE – Promotor – MPE-RO/2008) O domicílio do preso aindanão condenado será o voluntário. Questão 59. (CESPE – servidor nível IV – Direito – MC/2008) O domicílio do marítimo é a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. Questão 60. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é Salvador, lugar onde está registrada/matriculada a embarcação. Questão 61. (CESPE – Analista de Controle Externo – TCU/2008) Ranulfo, auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR, foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Nessa situação, durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo, Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal, configurando-se o que se denomina domicílio necessário. Questão 62. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) A pessoa pródiga interditada, sem assistência do seu curador, não pode decidir sobre afixação do seu domicílio. Questão 63. (CESPE- Analista Judiciário – TRE-GO/2008) O domicílio do servidor público será o do local em que firmar moradia, mesmo que outro seja o local em que permanentemente exerça sua atividade funcional. 315 Prof. Márcia Albuquerque www.pontodosconcursos.com.br

CURSO DE DIREITO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ Questão 64. (CESPE – Técnico judiciário – STJ/2004) A pessoa adquire o domicílio voluntário ao escolher o lugar de sua residência habitual e o centro de seus negócios; já o domicílio necessário ou legal é o lugar em que a lei presume que a pessoa resida. Questão 65. (CESPE – Analista jurídico – FINEP-MCT/2009) José é marítimo e se encontra embarcado no navio Mar Aberto, registrado/matriculado no porto de Salvador – BA, que está atracado no porto de Santos – SP, com carga de produto químico originária de Camaçari – BA. O domicílio de José é o comando a que estiver imediatamente subordinado. Questão 66. (CESPE – Oficial – PMDF/2010) Agente diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade, deverá ser demandado no DF. Questão 67. (CESPE – Analista do seguro social – INSS/2008) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial. GABARITO 03. c 08. c 13. e 18. e 23. e 28. e 33. c 38. e 43. c 48. c 53. e 58. c 63. e

01. 06. 11. 16. 21. 26. 31. 36. 41. 46. 51. 56. 61. 66.

c c e e e c c e c e e e e e

02. 07. 12. 17. 22. 27. 32. 37. 42. 47. 52. 57. 62. 67.

c c c e e e e e e c e c e e

04. 09. 14. 19. 24. 29. 34. 39. 44. 49. 54. 59. 64.

c e e e c c c c e e c e c

05. 10. 15. 20. 25. 30. 35. 40. 45. 50. 55. 60. 65.

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Prezado aluno (a), o tópico Responsabilidade da Pessoa Jurídica será profundamente abordado na aula 04 – Responsabilidade Civil. Abraços, Prof. Márcia Albuquerque

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