Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho A E!

A"#$E %& JE"'(%'"E) "a*uela carta estavam escritas algumas amargas palavras contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em rela+ão , guerra) Estaline não admitia, no entanto, *ual*uer espécie de cr-tica , sua actua+ão como pol-tico e como homem) .or isso, %ol/enitsine v01se condenado, sem *ual*uer /ulgamento, a oito anos de prisão e mais *uatro de ex-lio) Assim come+ou a dura vida de um /ovem 2-sico e matem3tico de 45 anos *ue aca6ou por a6andonar as ci0ncias puras, passando a dedicar1se apenas ,s lides liter3rias) Estes anos de prisão e de ex-lio numa long-n*ua aldeia soviética, para além de o 7levarem8 a rever todas as suas posi+9es ideol:gicas, permitiram1lhe conhecer muitas outras pessoas *ue se encontravam em id0nticas situa+9es) (ais trans2orma+9es ideol:gicas e tais contactos viriam a in2luenciar pro2undamente toda a sua o6ra liter3ria) Em 19;4, 7Um #ia na Vida de 'van #enisovitch8 2oi pu6licado na $<ssia com grande 0xito) =rushtchev, *ue continuava com a sua pol-tica de desanuviamento, permitiu *ue este livro 2osse pu6licado, uma ve> *ue ele iria apro2undar muitas das cr-ticas contra Estaline) "o entanto, a estrondosa venda deste livro impressionou vivamente as autoridades soviéticas *ue, terminado o degelo pol-tico de =rushtchev, proi6iram a divulga+ão de todos os seus livros) ?ome+ou então a 2ase de literatura clandestina) 7& .rimeiro ?-rculo8, 7.avilhão dos ?ancerosos8 e 7Agosto de 19148 2oram /3 pu6licados no &cidente e di2undidos na $<ssia clandestinamente) Entretanto, em %etem6ro de 195@, as 2or+as de seguran+a 7levaram8 Eli>avieta Voroni3nsAaia, a amiga de %ol/enitsine *ue lhe tinha dactilogra2ado secretamente o manuscrito do 7Ar*uipélago de Bulag8, a con2essar onde se encontrava o original) (al con2issão condu>iu Eli>avieta ao suic-dio) .erante tal situa+ão, e em homenagem a tão grande amiga, %ol/enitsine d3 ordem de imediata pu6lica+ão) %e as primeiras edi+9es clandestinas lhe tinham provocado a irradia+ão do %indicato dos Escritores, impedindo1o portanto de ganhar a vida como escritor, a di2usão do 7Bulag8, em 1954, culminou com a sua expulsão do pa-s e a conse*uente retirada do direito de cidadania russa) Assim viveu na $<ssia um cidadão *ue d3 pelo nome de Alexandre %ol/enitsine, escritor e .rémio "o6el da iteratura em 195C) A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB V& UFE ' (radu+ão directa do russo de G$A"?'%?& Ai GE$$E'$A FA$'A F) '%(H J&%E A) %EAI$A 'V$A$'A IE$($A"# A.A$(A#& @5 1 AFA#&$A (-tulo originalJ A.xnnEAAr (KA Ar ?apa de José ?Lndido Morld ?opNright O 195@ 6N Alexandre %ol/enitsine (odos os direitos reservados para a pu6lica+ão desta o6ra em l-ngua portuguesa pela ivraria Iertrand, %)A)$) )

?omposto e impresso por Bris 'mpressores, %)A)$) ) 1 Alto da Ielavista 1 ?acém Aca6ou de imprimir1se em %etem6ro de 1955 Goi com o cora+ão oprimido *ue me a6stive, durante anos, de pu6licar este livro, /3 então conclu-doJ o dever perante os vivos prevalecia so6re o dever perante os mortos) Agora, porém, *ue as 2or+as de seguran+a do Estado dele se apoderaram, nada mais me resta do *ue a sua pu6lica+ão imediata) A) %& JE"'(%'"E %etem6ro de P95)% A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB 191Q1195; Ensaio de investiga+ão liter3ria ' e '' .artes "o presente livro não h3 personagens imagin3rias, nem acontecimentos imagin3rios) .essoas e lugares são mencionados pelos seus pr:prios nomes) Duando os mencionarmos por iniciais, isso deve1se a considera+9es de ordem pessoal) %e, de *ual*uer modo, não 2orem re2eridos, isso deve1se simplesmente ao 2acto de a mem:ria humana não ter retido os seus nomes) Fas tudo se passou exactamente assim) "& ano de 1949, aconteceu1nos, a mim e a alguns amigos, lermos uma nota, *ue nos chamou a aten+ão, na revista .riroda R"ature>aS, da Academia das ?i0ncias) 'mpressa em caracteres min<sculos, noticiava *ue no rio =olima, durante umas escava+9es, se tinha deparado, casualmente, so6 uma camada glaciar, uma corrente congelada, nela tendo sido desco6ertos, tam6ém congelados, espécimes de 2auna 2ossili>ada Rvelhos de v3rias de>enas de miléniosS) Esses peixes, ou trit9es, conservavam1se tão 2rescos T testemunhava o correspondente cient-2ico 1 *ue as pessoas presentes *ue6ravam o gelo ali mesmo e comiam1nos ?&F .$AUE$) "ão poucos leitores da revista se devem ter espantado 6astante pelo 2acto de a carne de peixe se poder conservar durante tão longo tempo no gelo) Fas 2oram menos os *ue puderam discernir o sentido verdadeiramente her:ico dessa nota imprudente) ":s compreendemos tudo num 3pice) Vimos com clare>a toda a cena, nos seus m-nimos pormenoresJ como os homens presentes *ue6ravam o gelo, com exacer6ada pressa, e como, menospre>ando os elevados interesses da ictiologia, se acotovelavam uns aos outros, arrancavam os peda+os da carne milen3ria, a passavam pelo lume, a descongelavam e saciavam a 2ome) ?ompreendemo1lo, por*ue n:s pr:prios est3vamos em .$E%E"VA dessa poderosa legião de >eAs, <nica na (erra, *ue s: ela podia comer os trit9es ?&F .$AUE$) =olima era a maior e a mais céle6re ilha, o p:lo da 2erocidade desse assom6roso Ar*uipélago de BU AB, desgarrado pela geogra2ia num ar*uipélago, mas psicologicamente ligado ao continente, a esse *uase invis-vel, *uase intang-vel pa-s ha6itado pelo povo >eA) Este ar*uipélago, cheio de enclaves, recortava1se policromo so6re o 1C A$DU'.E AB& #E BU AB outro pa-s onde estava incorporado, penetrava nas suas cidades, pairava so6re as suas ruas 1 e no entanto havia *uem não se aperce6esse de nada, em6ora muitos tivessem ouvido 2alar vagamente de algoW s: os *ue l3 tinham estado conheciam tudo) Entretanto, como se tivessem perdido o dom da 2ala nas ilhas do Ar*uipélago, eles guardavam sil0ncio) "uma inesperada viragem da nossa hist:ria, uma parte insigni2icante desse Ar*uipélago 2oi dada a conhecer ao mundo) Fas as mesmas mãos *ue nos apertaram as algemas

a6rem agora conciliadoramente as palmas e di>emJ 7"ão se deve))) não se deve remexer no passadoX))) A*uele *ue recorda o passado perde um olhoX8 E, no entanto, o provér6io acrescentaJ 7A*uele *ue o es*uece perde os doisX8 As décadas vão correndo e lam6em irrecuperavelmente as cicatri>es e as <lceras do passado) &utras ilhas, durante este tempo, estremeceram, 2oram1se derretendo, des6ordaram, e o mar polar do es*uecimento vem em6ater so6re elas) E um dia, no século 2uturo, este Ar*uipélago, o seu ar e os ossos dos seus ha6itantes, congelados numa camada glaciar, serão apresentados aos descendentes como um inveros-mil tritão) "ão ouso escrever a hist:ria do Ar*uipélagoJ não me 2oi dado ler os documentos) Fas alguém, algum dia, vir3 a consegui1loY))) A*ueles *ue não dese/am $E?&$#A$ tiveram /3 tempo 6astante Re terão ainda maisS para destruir os documentos todos, completamente) &s on>e anos *ue ali passei incorporei1os não como uma desonra, nem como um sono maldito, mas *uase amando a*uele mundo monstruoso) E agora, tendo1me tornado, por um 2eli> reverso, a pessoa a *uem 2oram con2iadas as in<meras cartas e relatos tardios, talve> eu sai6a transmitir algo dos seus ossos e da sua carne e, para além disso, da carne ainda viva dos trit9es ainda ho/e vivos) #E#'?& este livro a todos *uantos a vida não chegou para o relatar) Due eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter aperce6ido de tudo) E%?$EVE$ um livro como este é superior ,s 2or+as de um s: homem) Além de *uanto eu pr:prio trouxe do Ar*uipélago 1 na minha pr:pria pele, na minha mem:ria, nos ouvidos e nos olhos 1, o material para este livro 2oi1me 2ornecido por relatos, recorda+9es e cartas de du>entas e vinte e sete pessoas) "ão lhes exprimo a*ui o meu reconhecimento pessoalJ este é o nosso monumento comum de ami>ade a todos os torturados e mortos) #esta lista dese/aria salientar a*ueles *ue mais se es2or+aram por me a/udar a incluir neste relato pontos de re2er0ncia 6i6liogr32icos de volumes *ue estão ho/e conservados em 6i6liotecas ou *ue h3 muito 2oram retirados e destru-dos, de tal modo *ue encontrar um exemplar guardado exigiu uma grande tenacidadeW e ainda mais a*ueles *ue me a/udaram a esconder este manuscrito num momento di2-cil e depois a reprodu>i1lo) Fas não chegou ainda a hora de me atrever a mencion31los) & velho #mitri .etrovitch VitAovsAi, de %olovAi, devia ter sido o redactor do presente livro) Entretanto, a metade da vida Z passada Ras suas mem:rias do campo de tra6alho intitulam1se Feia VidaS acarretou1lhe uma paralisia prematura) J3 depois de ter perdido o dom da 2ala, ele pode somente ler uns *uantos cap-tulos conclu-dos, e ad*uirir a certe>a de *ue tudo %E$'A $E A(A#&) E se por longo tempo ainda se não divisar a li6erdade no nosso pa-s, e a di2usão deste livro representar um grande perigo, eu devo por isso mesmo agradecer tam6ém reconhecidamente aos 2uturos leitores, em nome de todos a*ueles *ue morreram) Duando comecei a escrever este livro, no ano de 195Q, não tinha conhecimento de *uais*uer mem:rias ou produ+9es liter3rias so6re os campos de concentra+ão) "os anos de tra6alho *ue decorreram até 19;5, 2ui tomando conhecimento, gradualmente, das "arrativas de =olima, de Variam ?halamov, e das mem:rias de #) VitAovsAi, E) Buin>6urg e 14 A$DU'.E AB& #E BU AB &) Adamova1%lio>6erg, a cu/os tra6alhos me re2iro no decorrer da exposi+ão como 2actos liter3rios, conhecidos por todos Rassim h31de ser no 2im de contasXS) A despeito das suas inten+9es e em contradi+ão com a sua vontade, 2orneceram inapreci3vel material para o presente livro, conservando muitos 2actos importantes e até

n<meros, )6em como o pr:prio ar *ue respiraramJ F) K) %udra61 atsis, ") V) =rilenAo, durante muitos anos o principal procurador do EstadoW e o seu sucessor A) K) VichinsAi, com os seus /uristas1auxiliares, entre os *uais não se pode deixar de destacar ') ) Aver6ach) (am6ém proporcionaram documentos para este livro ($'"(A E %E'% escritores soviéticos, enca6e+ados por FZ!'F& B&$=', autores de um vergonhoso livro so6re o canal do mar Iranco, os primeiros *ue na literatura russa enalteceram o tra6alho 2or+ado) .rimeira .arte A '"#[%($'A ?A$?E$Z$'A 7"a época da ditadura, e cercados por todos os lados de inimigos, temos mani2estado por ve>es uma 6randura desnecess3ria, uma 6ondade desnecess3ria)8 =$' E"=& discurso pronunciado no processo 7.romparti8) ' A #E(E"V\& ?&F& se chega a esse misterioso Ar*uipélagoY A todas as horas para l3 voam avi9es, navegam 6arcos e marcham com6oios, sem *ue neles se ve/a uma s: inscri+ão *ue indi*ue o lugar de destino) &s empregados das 6ilheteiras e os agentes da %ovturista e da 'n1turista 2icarão surpreendidos se voc0 lhes pedir uma passagem para l3) "em do Ar*uipélago, no seu con/unto, nem de nenhum dos seus incont3veis ilhéus eles t0m conhecimento, ou ouviram se*uer 2alar) A*ueles *ue vão dirigir o Ar*uipélago chegam l3 por intermédio da Escola do Finistério do 'nterior RF) V) #)S) A*ueles *ue vão ser guardas no Ar*uipélago são convocados por intermédio de sec+9es militares) A*ueles *ue vão l3 morrer, como voc0 e eu, leitor, esses devem passar in2al-vel e exclusivamente através da deten+ão) #eten+ãoXXX %er3 necess3rio di>er *ue isso representa uma viragem 6rusca em toda a sua vidaY Due é como a *ueda a pi*ue de um corisco so6re a sua ca6e+aY Due é uma como+ão espiritual insuport3vel, a *ue nem todas as pessoas podem adaptar1se, e *ue 2re*uentemente leva , loucuraY & universo tem tantos centros *uantos os seres vivos *ue nele existem) ?ada um de n:s é o centro do mundo e do universo, e ele desmorona1 se *uando alguém nos sussurra ao ouvidoJ 7Est3 presoX8 %e voc0 /3 est3 preso, acaso algo resistiu ainda a esse terramotoY 'ncapa>es, com o cére6ro o2uscado, de a6arcar esses a6alos do universo, os mais su6tis, 6em como os mais simples dentre n:s, não conseguem extrair nesse instante, de toda a sua experi0ncia de vida, senão isto a di>er mais ou menosJ 1 EuYYY .or*u0YYY .ergunta repetida milh9es e milh9es de ve>es antes de n:s, e *ue nunca o6teve resposta) 1Q A$DU'.E AB& #E BU AB A deten+ão é uma transi+ão instantLnea e evidente, uma ruptura, a passagem de um estado a outro) Ao longo da sinuosa rua da nossa vida caminh3vamos 2eli>es, ou arrast3vamo1nos penosamente, encostados a não importa *ue taipaisJ taipais e taipais de madeira podre, de 6arro, de ti/olo, de 6etão, de 2erro 2undido) .ensar-amos no *ue existe para além delesY "em com a vista, nem com o pensamento tent3vamos penetrar no *ue havia por detr3s, *uando é ali mesmo, 6em perto, a dois metros de n:s, *ue come+a o Ar*uipélago de BU AB) "em ainda distingu-amos, nesses taipais, a in<mera *uantidade de portas estreitas e 6em a/ustadas, 6em

camu2ladas) (odas, todas essas portas 2oram preparadas para n:sX E eis *ue uma se a6re r3pida e 2atal, e *ue *uatro mãos 6rancas, masculinas, não ha6ituadas ao tra6alho, mas como garras, nos prendem pelas pernas, pelos 6ra+os, pelo colarinho, pelo 6oné ou por uma orelha e nos arrastam como um 2ardo, en*uanto a porta 2ica para tr3s de n:sW a porta da nossa vida passada, 2echada para sempre) E é tudo) Voc0 é um presoX E nada encontra para responder a isso, a não ser um 6alido do cordeiroJ 1 E1uYYY .or*u0YYY))) Eis o *ue é a deten+ãoJ uma chama o2uscante e um golpe, a partir dos *uais o presente desli>a num segundo para o passado, e o imposs-vel passa a ter os plenos direitos do presente) E é tudo) "ada mais ser3 capa> de assimilar, nem na primeira hora, nem mesmo nos primeiros dias) Ainda trémula no meio do seu desespero o luar de uma lua de 6rin*uedo, de circoJ 7E um erroX (udo ser3 esclarecidoX8 & resto, o *ue agora se 2ormou com 6ase na ideia tradicional a até liter3ria so6re a deten+ão, acumula1se e estrutura1se /3 não na sua desconcertada mem:ria, mas na da sua 2am-lia e dos seus vi>inhos) 'sto é, o 6rusco som nocturno da campainha ou a 6rutal pancada na porta) 'sto é a 6rava investida dos 6riosos agentes com as 6otas su/as) 'sto é, a assustada testemunha *ue os segue) RE para *u0 essa testemunhaY As v-timas não ousam pens31lo, os agentes não o conce6em, mas são assim as instru+9es, e é preciso *ue este/a sentada toda a noite e pela manhã ponha a sua assinatura) .ara as testemunhas *ue levantaram da cama isso é tam6ém uma torturaJ noite ap:s noite andar a a/udar a prender os vi>inhos e conhecidos)S A deten+ão tradicional parte ainda dos preparativos do preso, com as mãos trementes estendidas para os o6/ectos, a levar uma muda de roupa, um peda+o de sa6ão, um pouco de comidaW ninguém sa6e o *ue é necess3rio "um apartamento ha6itam normalmente v3rias 2am-lias e ocupam uma parte) A co>inha e o *uarto de 6anho são comuns) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 19 rio, o *ue se pode levar e a melhor maneira de se vestir, mas os agentes imp9em pressa e interrompemJ 7"ão é preciso levar nada) 3 dão de comer) 3 2a> calor)8 RFentem sempre e se imp9em pressa é para atemori>ar)S A deten+ão tradicional é ainda, depois de terem levado o po6re detido, a ocupa+ão do apartamento durante longas horas por uma 2or+a estranha, r-gida, esmagadora) E ainda o arrom6ar, a6rir, tirar e arrancar das paredes, lan+ar dos arm3rios e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pis31las) "ada existe de sagrado na 6usca do domic-lioX Duando prenderam o ma*uinista 2errovi3rio 'nochin, encontrava11se no *uarto o corpo de uma crian+a *ue aca6ava de morrer) &s /uristas tiraram o corpo da crian+a e revistaram tam6ém l3) Eles dão sa2an9es aos doentes de cama e tiram as ligaduras *ue lhes co6rem as 2eridas)4 #urante a 6usca nada pode ser considerado como um desprop:sitoX Ao amador de antiguidades (chetveruAhin apreenderam 7algumas 2olhas de decretos c>aristas8 1 precisamente dos decretos so6re o termo da guerra contra "apoleão, so6re a 2orma+ão da %anta Alian+a e so6re o servi+o religioso contra a c:lera de 1Q@C) Ao nosso melhor conhecedor do (i6ete, VostriaAov, 2urtaram1lhe manuscritos antigos ti6etanos, valios-ssimos Ros alunos do 2alecido arrancaram1nos com enorme di2iculdade ao ?omité de %eguran+a do Estado, trinta anos depoisXS) Ao orientalista "evsAi, no momento de ser preso, levaram1lhe manuscritos de (agut Re vinte e cinco anos depois, por t01los

deci2rado, concederam1lhe o .rémio enine, a t-tulo p:stumoS) Gi>eram desaparecer o ar*uivo dos ost-acos do Jenissei, ar*uivo pertencente a =arguer, e proi6iram a escrita e o a6eced3rio *ue ele criou, 2icando esse pe*ueno povo sem l-ngua escrita) Em linguagem intelig-vel, tudo isto leva muito tempo a relatar, mas o povo di> acerca da 6usca domicili3riaJ 6uscam o *ue l3 não puseram) evam o *ue seleccionam e por ve>es o6rigam o pr:prio detido a carreg31lo, como 2i>eram a "ina AleAsandrova .altchinsAaia, *ue levou ,s costas um saco com cartas e documentos do seu 2alecido marido, not3vel engenheiro da $<ssia, perpetuamente em ac+ão nas 6ar6as deles, para sempre, sem retorno) .ara os *ue 2icam depois da deten+ão restam as longas se*uelas de uma vida des2eita, desolada) E as tentativas de 2a>er chegar encomendas aos presos) Fas em todos os postigos h3 vo>es *ue ladramJ 7Esse não est3 a*uiX8 %im, diante de um postigo desses, nos piores dias de eninegrado, era preciso 2a>er uma 6icha de cinco dias) E 6em pode acontecer *ue no pra>o de 4 Em 19@5 *uando sa*uearam o 'nstituto do #r) =a>aAov, os agentes da 7comissão8 *ue6raram as provetas com lisati, desco6erto por ele, apesar de os doentes resta6elecidos e os inv3lidos *ue estavam a curar1se pularem em redor e pedirem *ue conservassem o milagroso remédio) R%egundo a versão o2icial, lisati era considerado como um veneno))) .or*ue não conserv31lo como prova de delitoYS 4C A$DU'.E AB& #E BU AB meio ano o pr:prio preso responda ou eles larguemJ 7"ão tem direito a cartas)8 E isso signi2ica desde logo *ue é para sempre) 7"ão tem direito a cartas8 é *uase certo *uerer di>erJ 2oi 2u>ilado)@ E esta a ideia *ue 2a>emos da deten+ão) E, na verdade, a deten+ão nocturna, do tipo descrito, é a pre2erida, pois apresenta as maiores vantagens) (odos os ha6itantes do apartamento 2icam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta) & preso é arrancado ao calor da cama, todo ele redu>ido , impot0ncia do sono, com a mente con2usa) "a deten+ão nocturna, os agentes t0m superioridade de 2or+asJ v3rios homens armados contra um *ue não chegou se*uer a a6otoar as cal+asW durante os preparativos e a revista , casa, por certo *ue não se /unta , entrada da casa nenhum grupo de poss-veis partid3rios da v-tima) A chegada gradual e sem pressas a um apartamento, depois a outro, amanhã a um terceiro ou *uarto, d3 a possi6ilidade de utili>ar /udiciosamente os grupos de agentes e de meter no c3rcere, com 2re*u0ncia, mais ha6itantes da cidade do *ue o n<mero de pol-cias) As deten+9es nocturnas t0m ainda a vantagem de *ue nem os in*uilinos do prédio, nem os transeuntes das ruas da cidade v0em *uantos levaram durante a noite) %e assusta os vi>inhos mais pr:ximos, o acontecimento não existir3 para os mais distantes) E como se nada tivesse acontecido) .ela mesma cal+ada em *ue transitaram os carros da pol-cia durante a noite, des2ila durante o dia um magote de /ovens com 6andeiras e 2lores, entoando alegres can+9es) Fas para os arre6anhadores, cu/o servi+o é apenas o de 2a>er deten+9es e para *uem os horrores so2ridos pelos presos são uma coisa repetida e 2astidiosa, a compreensão da deten+ão é muito mais ampla) Eles possuem toda uma teoria 6em ela6orada, não se devendo pensar ingenuamente *ue a não t0m) A ci0ncia da deten+ão é um cap-tulo importante do curso geral da #irec+ão das .ris9es, e nele assenta a teoria 2undamental da sociedade) As deten+9es são classi2icadas de acordo com critérios diversosJ nocturnas e diurnasW domicili3rias, no lugar de tra6alho ou em trLnsitoW primeira ou segundas deten+9es isoladas ou em grupo) Estas deten+9es di2erenciam1se pelo grau de surpresa

exigido e pelo grau de resist0ncia esperado Rmas em de>enas de milh9es de casos não era esperada resist0ncia alguma, como de @ "uma palavra, 7vivemos em condi+9es malditasJ um homem desaparece sem not-cias e as pessoas mais chegadas, a esposa e a mãe))) não sa6em durante anos o *ue lhe sucedeu8) E /ustoY "ãoY 'sto 2oi escrito por enine em 191C, no necrol:gico de Ia6uchAine) %: *ue h3 *ue di>01lo claramenteJ Ia6uchAine levava uma carga de armas para a insurrei+ão e 2oi com essa carga *ue o 2u>ilaram) Ele sa6ia ao *ue se expunha) Fas o mesmo se não pode di>er de n:s, *ue somos apanhados como coelhos) A$DU'.E AB& #E BU AB 41 2acto não houveSW as deten+9es di2erenciam1se pela gravidade dada , 6usca4 pela necessidade de 2a>er ou não um invent3rio, a 2im de proceder , apreensão e de selar o *uarto ou o apartamentoW pela necessidade de prender a esposa depois da deten+ão do marido e de mandar os 2ilhos para uma casa de crian+as, ou de enviar todo o resto da 2am-lia para a deporta+ão ou ainda os velhos para um campo) Evidentemente, as deten+9es são muito variadas *uanto , 2orma) 'rma Fendel, de nacionalidade h<ngara, conseguiu certa ve>, no =omintern5, em 194;, duas entradas para o (eatro Iolchoi, nas primeiras 2ilas) & /ui> de instru+ão, =leguel, corte/ava1a e ela convidou1o) .assaram em id-lio todo o espect3culo, depois do *ue ele a acompanhou))) directamente , u16ianAa;) E se num dia 6elo de Junho de 1945, na $ua =u>nietsA Fost, a 2ormosa Ana %AripniAova, de louras tran+as e rosto redondo, *ue aca6ava de comprar tecido a>ul para um vestido, é convidada por um /ovem todo /anota a sentar1se ao seu lado, num carro puxado a cavalos Ro cocheiro 2ran>iu o so6rolho, pois compreendeu logo tudoJ os chamados :rgãos nada lhe pagarãoS, sai6am *ue não se trata de um encontro amoroso, mas tam6ém de uma deten+ãoJ eles 2arão um desvio para u6ianAa e entrarão pela negra 2auce desses port9es) E se Rvinte e dois anos depoisS o segundo11capitão Ioris IurAovsAi, envergando um casaco 6ranco, cheirando a magn-2ica 3gua1de1col:nia, compra um 6olo para uma rapariga T é 6om não /urar *ue esse 6olo lhe chegar3 ,s mãos, em lugar de ser partido ,s 2atias pelas 2acas dos investigadores e levado pelo capitão para a primeira cela *ue lhe é destinada) "ão, nunca 2oi descrita, no nosso pa-s, a deten+ão em pleno dia, nem a deten+ão em marcha, nem a deten+ão entre um 2ormigueiro de genteX Entretanto, todas elas são reali>adas de 2orma cuidadosa e 1 caso surpreendenteX 1 as pr:prias v-timas, segundo os agentes, comportam1se da maneira mais no6re poss-vel, para *ue isso, a perdi+ão do condenado, não d0 nas vistas aos *ue permanecem vivos) 4 E h3 ainda, especialmente, toda uma ci0ncia de 6usca domicili3ria, segundo consegui ler num 2olheto para /uristas, de ensino por correspond0ncia, em Alma1Ata) "ele eram elogiados muitos da*ueles /uristas *ue nessas 6uscas não tiveram pregui+a de remexer duas toneladas de esterco, seis metros c<6icos de lenha e dois carros de 2eno, *ue removeram a neve de todo um sector pertencente a uma herdade, *ue tiraram os ti/olos de um 2orno, *ue a6riram uma cova numa estre6aria, *ue inspeccionaram as latrinas, *ue revistaram o canil, as capoeiras, ninhos dos estorninhos, *ue 2uraram colch9es, *ue arrancaram ligaduras do corpo e até dentes de metal para neles procurarem microdocumentos) Aos estudantes da Escola da .ol-cia .ol-tica é recomendado com insist0ncia *ue iniciem a 6usca pela revista pessoal e terminem por ela Rde repente, o revistado pode ter1se apoderado de algo *ue 6uscavamS, voltando uma ve> mais a esse lugar, mas em outra hora do dia, e 2a>endo novamente outra 6usca) 5 A6reviatura da ''' 'nternacional ?omunista, nascida da cisão da '' 'nternacional) R") dos ()S ; %ede das pol-cias soviéticas R(cheAa, B).)U), ")=)V)#), etc)S

gelado de pavor pelas deten+9es em massa e h3 /3 uma semana atormentado pelos olhares de soslaio do seu che2e. e nem convém *ue todos se/am detidos no local de tra6alho) %e o *ue vai ser preso é considerado perigoso é mais c:modo prend01lo 2ora do seu meio ha6itual. as pe+as de teatro e as modas 2emininas parecem 2eitas em série. Rele não se esconde. precisamente um carro marca .E AB& #E BU AB 4@ ^3 *ue dar aos :rgãos o *ue lhes é devidoJ no século em *ue os discursos dos oradores.)U)5 e v3rias celas de reclusão) Esta insist0ncia importuna de aparentes conhecidos é tão viva.E AB& #E BU AB "em todos podem ser presos em casa com uma pancada prévia na porta Re se acaso alguém 6ate. e não s: em Foscovo) . *uase sem vida. por exemplo. o seu marido voltar3 dentro de um minuto)))8 A esposa d3 licen+a. eu vou recordar1lhe8 e respeitosamente 2a> vénias . sua mãe.artido. e o médico não se op9e . radiantes. condu>em1no . cheio de sangue. irritada. Al1r1#). . como o 7carteiro8S.S e. esconder ou transmitir a6solutamente nada) ]s altas patentes. e concedem1lhaX Fas ela trans2orma1se numa acarea+ão e numa deten+ãoX . cela Rrecorda =arpunitchSW voc0 R"adia evitsAaiaS reclama uma visita . 6eira do passeio.ol-cia pol-tica chamada #irec+ão . a6rindo os seus 6ra+os como tena>esJ 7%achaX8. inspector do departamento regional de Educa+ão . ano de 19@. uma reserva para um sanat:rio de %otchi) & nosso pato 2ica comovidoJ isso *uer di>er *ue os seus receios eram in2undados) Agradece. para não estorvarmos8) Uma ve> de lado. *ue os c-rculos competentes nada sa6em do desaparecimento de Al1r1#)S Due novidadeX &s nossos 6ravos rapa>es tam6ém e2ectuaram deten+9es dessas em Iruxelas R2oi assim *ue 2oi preso Jora IlednovS. dos seus correligion3rios. um novo cargo.iotr 'vanitchJ 7. depois de lhe veri2icarem o cartão e voc0 est3 presoW arrancam1no de um hospital militar com trinta e nove de 2e6re R^ans Iern1steinS. é chamado de um momento para o outro ao ?omité do %indicato. dos seus colegas. *ue est3 condenada. esposa de . antes de mais. chega.<6lica. era1lhes dado. sua deten+ão Re de *ue vale tentar opor11 seYSW tiram1no directamente da mesa de opera+9es durante uma opera+ão de <lcera do est_mago R") F) Voro6iov. por ve>es. então como. militares ou do . as deten+9es podem ser variadas) A si.iotr 'vanitch atrapalha1seJ 7"ão. apresenta1se como o 7gerente da casa8. e proporcionada uma carruagem1salão. s: sendo presos no caminho) Dual*uer mortal desconhecido. onde lhe o2erecem.o6ieda))) R#ias depois. .iotr 'vanitch con2iantemente pelo 6ra+o 1 para sempre ou por de> anosX "a esta+ão h3 um vaivém em torno e ninguém repara))) ?idadãos *ue gostam de via/arX "ão es*ue+am *ue em cada esta+ão existe uma sec+ão da B).ol-tica do Estado) R") dos ()S A$DU'. apressa1se a dirigir1se para casa a 2im de preparar a mala) & com6oio partir3 dentro de duas horas e ele >anga1se com a lentidão da esposa) Ei1lo na esta+ãoX Ainda h3 tempoX "a sala de espera ou no 6u2ete um /ovem simp3tico grita1lheJ 7"ão me conhece. a ag0ncia (ass declarar3.44 A$DU'. 7eh p3X ^3 *uantos anos não te ve/oYX Vem a*ui. não pode ser detido em pleno dia na $ua BorAi. perto da Esta+ão de ?orreios e (elégra2os) & seu amigo desconhecido precipita1se para si através da densa multidão e di>. delirante de alegria.erdoe1me. em todos os /ornais. o desconhecido leva . levam1no a um lado da entrada da 236rica.iotr 'vanitchY8 . dos seus esconderi/osJ ele não deve ter tempo de destruir. longe dos seus 2amiliares. mas simplesmente gritaS. *ue um homem sem a prepara+ão de lo6o de um campo é incapa> de desem6ara+ar1se dela) "ão pense *ue se voc0 tra6alha na Em6aixada norte1americana e se chama. mas)))8 & /ovem expande1se numa atitude a2ectuosaJ 7Então como.

por não terem a certe>a de regressarem . e *uase para metade dos presos. teve tempo de 2ugir e partiu de viagem directamente para a %i6éria) Em6ora vivesse com o seu nome verdadeiro e pelos documentos 2osse claro *ue era de &rcha. para ocuparem na cela o espa+o *ue lhes é destinado) RE assim mesmo *ue os AolAho>ianos são detidosW seria l3 poss-vel ter de ir de noite 6usc31los a casa por lugares sem caminhoYX ?hamam1nos ao %oviete da aldeia e ali o prendem) &s simples oper3rios são convocados ao escrit:rio da empresa)S "aturalmente *ue cada m3*uina so2re o seu desgaste depois do *ual /3 não pode 2uncionar) "os saturados e es2or+ados anos de 194514. celaJ era preciso completar urgentemente a ci2ra prevista e 2altavam agentes para mand31los correr a cidade. precisamente pelo 2acto de serem detidas pessoas em nada culpadas e. com a trouxa. mas simplesmente *uais os n<meros a atingir) & cumprimento destes n<meros podia estar de acordo com as normas. nem chamado aos :rgãos. ao sa-rem cada dia para o tra6alho. apareceu na recep+ão da ")=)V)#).. se despediam da 2am-lia. *uando as pessoas. #irec+ão . ali3s."uma mercearia convidam1no a passar . .ol-tica do Estado e ao ?omissariado do . a chapa vermelha) ]s ve>es as deten+9es *uase parecem uma 6rincadeira T tais são o engenho e o re2inamento utili>ados. saltou pela /anela. a ideia de *ue . onde a ")=)V)#) se dirigiu para o prenderJ ele não a6riu a porta. por isso. disseram1lhe.ao portão de 2erro negro da . mas /3 tarde. tiravam1nos de um vagão e metiam1nos noutro. de "ovo (cherAassA. ra>ão de serS) E mesmo no auge das epidemias de deten+9es.E AB& #E BU AB 2ugir Ro *ue. perto de &rcha. . mesmo então *uase não 2ugiam) RE em raros casos se suicidavam)S Exactamente o *ue era preciso) Uma ovelha pac-2ica para os dentes do lo6o) 'sto sucedia ainda pela incompreensão do mecanismo das epidemias de deten+9es) &s :rgãos não tinham 2re*uentemente motivo pro2undo para escolha. su6missos. com o nosso sistema de passaporte. pelo motorista de t3xi.avlu "U"?A 2oi detido. não havia se*uer esse /ogo supér2luo e a pr:pria teoria tinha perdido muito do seu 6rilho. composi+9es 2errovi3rias da Europa e era necess3rio a6sorv01las e despach31 las para o BU AB. pelo 2uncion3rio da ?aixa Econ:mica e pelo administrador do cinemaJ todos o podem prender e s: depois. nem considerado suspeito) ^3 tr0s tipos de 6uscasJ de Lm6ito 2ederal. *uando chegavam umas atr3s das outras. a 6usca .avlu. repu6licano e regimental. a plumagem ritual tinha voado e a deten+ão de de>enas de milhares de homens ad*uiriu o m-sero aspecto de uma chamadaJ pegavam nas listas. sec+ão de encomendas e ali mesmo o det0mW voc0 é preso pelo via/ante *ue passou a noite em sua casa por 7amor de #eus8W preso pelo electricista *ue 2oi ler o contadorW preso pelo ciclista *ue es6arrou consigo na ruaW pelo revisor do com6oio. se apresentarão. 7vamos esclarecer isso8) Esperou duas horas e levaram1na da recep+ão . voc0 ver3. de uma vi>inha detidaJ 7%ente1se8. *ue tinha 2ome. durante décadas. noite. hora e minutos marcados. mas podia tam6ém ter um car3cter completamente casual) Em 19@5. de modo nenhum preparadas para o2erecer resist0ncia) ?riou1se o sentimento geral de 2atalidade. e a*uela mulher /3 ali estavaX %ucedeu o oposto com o letoniano Andrei .ol-cia de %eguran+a do Estado. mesmo *uando sem isso a v-tima não o2ereceria resist0ncia) &s agentes *uerem porventura /usti2icar o seu servi+o e o elevado n<mero de deten+9esY Iasta enviar a todos os patos visados uma intima+ão e todos eles.ovo para o 'nterior era imposs-vel 44 A$DU'. tem. muito escondida. e isso era no 2im de contas o método da deten+ão) As pris9es pol-ticas no nosso pa-s singulari>aram1se. não sa6endo *ue pessoa deter ou não deter. em tais epidemias. uma mulher a perguntar *ue destino devia dar a uma crian+a de peito.

com espetos. tremendo de medo a cada pancada na porta e a cada passo na escadaW se elas tivessem compreendido *ue nada mais tinham a perder. para *ue os vi>inhos não oi+amQ) E depois. resistir precisamente a *u0Y ] apreensão do cintoY &u . umas *uantas pessoas tivessem 2eito em6oscadas com machados. *ue 2icou na rua. a despeito de toda Lnsia de %talin. meter1me1ão a mim)8 REle 2oi preso aos vinte e tr0s anos)S A maioria 2ica inerte numa miragem de esperan+a) Uma ve> *ue és inocente 1como te podem prenderY E UF E$$&X J3 te puxam pela gola e não deixas de exorcismarJ 7E um erroX Esclarecerão tudo e hão1de li6ertar1meX8 &utros são presos em massaW isto é tam6ém a6surdo. por exemplo. ou num apartamento. e. e 2oi com %A('%GAV\& *ue nos su6metemos) RArthur $enson descreve um com-cio oper3rio em .ateria sido detida a m3*uina malditaX %e se tivesse))) se se tivesse 2eito isso))) Galtou1nos o su2iciente amor . ordem de te mandarem para o canto de castigoY &u de cru>ar a om6reira Q E depois. com Lnimo 2orte. se comportaram precisamente desse modoJ com pusilanimidade. mãoY E sa6ido de antemão *ue essas aves nocturnas com 6onés não vão com 6oas inten+9es 1 não h3 risco de errar. *uando 2oi presa a *uarta parte da popula+ão da cidade. na sua esmagadora maioria. nem levados a /ulgamentoW mas a*ueles *ue 2icaram a aguardar /usti+a. e *uando eu crescer. no mercado. o6rigava os seus 2amiliares a assinar um aviso. proi6indo1os de *ual*uer desloca+ão e. compreende logo aos cator>e anos de idadeJ 7(oda a pessoa honrada deve passar pelo c3rcere) Agora est3 o meu pap3. e depois A. não tivesse a certe>a de voltar vivo e tivesse de despedir1se da 2am-liaYX %e durante as deten+9es em massa. cumpriram a pena so2rida) E *uase todos. como A$DU'. li6erdade. outros houve *ue 2oram apanhados casualmente numa rusga. e nos seus vest-6ulos. a plena consci0ncia da verdadeira situa+ão) Bast3mo1nos numa incont-vel explosão no ano de 1915.não excedia a região) A*uele *ue era destinado a ser preso por circunstLncias 2ortuitas. antes mesmo do primeiro interrogat:rio. na aus0ncia da pessoa de *ue necessitava. com o seu motorista solit3rio. mas cada caso 2ica envolto nas trevasJ (alve> a*uele. descarregando um golpe no homicida) Duanto . *ue torturaX E se cada agente de cada ve> *ue vai 2a>er deten+9es. *ue est3s inocenteX (u ainda encaras os :rgãos como uma institui+ão com l:gica humanaJ hão1de esclarecer e li6ertar) "esse caso. não custava nada em6arcar os *ue tinham 2icado em lugar do 2ugitivo) A inoc0ncia geral engendra a inactividade geral) . en2im com o *ue encontrassem . um campon0s e comunicou1lhe da parte de alguémJ 7AleAsandr 'vanitch.E AB& #E BU AB 45 VLnia evitsAi. nos campos. est3s na lista)8 Fas ele 2icouJ 7Eu sou o pilar da escola e os pr:prios 2ilhos deles estudam comigo 1 como me podem prenderY)))8 R#ias depois 2oi preso)S "ão é *ual*uer pessoa *ue. com martelos.avlu. pela noite. não havia senão *ue arrast31la ou 2urar1lhe os pneusX &s :rgãos 6em depressa notariam a 2alta de cola6oradores e de meio de transporte. impot0ncia.ode ser *ue não te levem a ti) . para *u0 2ugirY))) E como podes então o2erecer resist0nciaY ))) %: pioras a tua situa+ão e impedes *ue esclare+am o erro) "ão s: não resistes. 2acilmente era su6stitu-da por outro vi>inho) (al como . 2atalismo) E certo tam6ém *ue a ")=)V)#). e tiveram a aud3cia de 2ugir nesse preciso momento.$E%%ZF&1"&% a su6meter1nos. a den<ncia de um vi>inho. carrinha da pol-cia. vai1te em6ora da*ui. como por exemplo em eninegrado.` as pessoas não tivessem permanecido nas suas tocas. nunca sendo agarrados. e. como até desces a escada na ponta dos pés. antes do mais.ode ser *ue escapes) A)') adi/ensAi era pro2essor da escola da aldeia perdida de =ologriva) "o ano de 19@5 aproximou1se dele. *uem sa6eY))) Fas tuX 1 tu certamente. ou numa em6oscada. naturalmente. como te ordenam.

a2ectou1a mais do *ue toda a u6ianAa com as suas grades e caves) E muitos desses sentimentos -ntimos e a2ectivos.Karoslav em 1941) #e Foscovo. sentindo1se per2eitamente nos primeiros dias de deten+ão) & sacerdote 'raAli 2e> em 19@4 uma viagem a Alma1Ata para visitar os crentes deportados. intrépido comunista. ela permaneceu tran*uilaJ não h3 nada. A$DU'. de de>anove anos. *ue eles con*uistaram direitos contra os *uais pessoa alguma tem o direito de atentar) &s oper3rios mantiveram1se a6solutamente indi2erentes. e durante oito anos esconderam1no de apartamento em apartamento) & sacerdote 2icou tão extenuado por essa vida de perseguido *ue. em 194Q. e parece não ter sentido discutir *ual*uer deles isoladamente Ros pensamentos do preso giram em torno da grande perguntaJ 7. e não apenas para um esp-rito dé6il) Vassili Vlassov. e tr0s /ovens tche*uistas revolveram a sua cama e a c:moda da roupa. agradeceu a #eus) "este cap-tulo. no presente livro. um so2rimento pior do *ue *ual*uer deten+ão. Brigoriev. re2erir1nos1emos ainda . *uando o prenderam.or ve>es. a deten+ão no seu con/unto) Duanta coisa não h3 na alma do recém1detidoX %: isto mereceria todo um livro) "ela pode haver sentimentos de *ue nem se*uer n:s suspeitamos) Em 1941. administra+ão da 236rica. limita+9es *uanto . alimenta+ão. isso suscitpu o entusiasmo do com-cio e os aplausos)S FE$E?EF&% simplesmente tudo *uanto so6reveio depois) b Em #e>em6ro de 19@4. em 1944. mas nesse entrementes 2oram tr0s ve>es ao seu apartamento. por rapa>es estranhos e hostis. mãe podia mostrarJ a leitura dessas linhas. de numerosas insigni2icLncias. tua volta levavam e levavam outros como tu. estuda*te social1democrata. 6arricou1se e *ueimou documentos durante duas horas) . 2oram sondar os oper3rios para se aconselharem so6re a polémica re2erente aos sindicatos) & representante da oposi+ão. inevitavelmente. de repente. *uando prenderam a /ovem Evguénia #oiarenAo.$EE"#E"#& se*uer de *uem é *ue eles precisavam ainda de de2ender1se e para *ue é *ue ainda necessitavam desses direitos) Fas *uando interveio o representante da linha geral e 2ustigou os oper3rios pelo relaxamento da disciplina e pela sua pregui+a. pois /3 tinham preso toda a direc+ão do . podem ser 6em mais 2ortes do *ue o pavor do c3rcere ou as ideias pol-ticas) A pessoa interiormente não preparada para a viol0ncia é sempre mais dé6il do *ue a*uela *ue a exerce) %ão raras as pessoas inteligentes e auda>es *ue tudo compreendem instintivamente) & director do 'nstituto de Beologia da Academia das ?i0ncias. em Foscovo. mas isso sucedeu s: no tempo da epidemia de deten+9esJ *uando . s: 2alamos so6re a grande massa.or*u0YX8S. do ?omité ?entral. so6re os patos detidos não se sa6e por*u0) Fas. mas são todos esses preLm6ulos *ue 2ormam. *ue a mo+a nem . su6missão militar 2ace . os paro*uianos esperavam1no na esta+ão e não o deixaram seguir para casa. horas extraordin3rias de gra+a.artido do distrito de =adi R19@5S e s: ele não era detido) "ão podia rece6er o golpe senão de 2renteJ rece6eu1o e sossegou. e não te levavam a ti.*ueles *ue nos novos tempos se mantiveram como aut0nticos pol-ticos) Vera $i6aAova. o *ue lhe 2oi proposto pelos seus cola6oradores sem partido. . tardandoW isso é uma consumi+ão interior. tendo1se negado a 2ugir. nada encontrarão) E. ap:s o assass-nio de =irov) R") dos ()S 4. atingidos pela deten+ão. ia1se consumindo. K) arin. eles encontraram o seu di3rio -ntimo. *uando o 2oram deter. "]& ?&F.E AB& #E BU AB da portaY A deten+ão é composta de pe*uenos preLm6ulos. o sentimento dominante do detido é o al-vio e até))) a A EB$'A. e exigiu deles sacri2-cios. para o prender) Duando regressou. explicou aos oper3rios *ue o seu sindicato devia de2end01los da administra+ão. *ue ainda recordaremos mais de uma ve>.

2oram as duas para a prisão com alegria e orgulho) 7A resist0nciaX &nde esteve a vossa resist0nciaY8. a mulher devia ter1se dirigido imediatamente para a esta+ão e partirX Fas ela 2oi pernoitar a casa) E. /3 *ue pelos c3rceres tinham passado as melhores pessoas da $<ssia.E AB& #E BU AB lorrAaia. repressão) %im. até se considerava indigna de estar encerrada na prisão. . em *ue o levam através da multidão. sem vontade nenhuma. onde eles nunca tinham estado Re eu con2undia1a com o Finistério dos "eg:cios EstrangeirosS) . *ue não se repete. u16ianAa. de dia. na . e era eu *ue devia escolher o caminho mais curto para o c3rcereW era eu mesmo *ue devia condu>i1los . é a recrimina+ão *ue 2a>em ho/e os *ue so2rem. em *ue iam os meus di3rios e os meus escritosJ as provas contra mim) "enhum dos tr0s conhecia a cidade. de tro2éus da guerra. na sua maior parte. pela noite. entre centenas de outros homens igualmente inocentes e condenados como voc0) E a sua 6oca não 2oi tapada) E voc0 pode e deveria a6solutamente B$'(A$X Britar *ue vai presoX Due h3 mal2eitores dis2ar+ados *ue andam .*ueles *ue escaparam . mas tam6ém era necess3ria uma multidão assimX "em todos os transeuntes 2echaram os olhos. in<meras ve>es durante o dia. em Foscovo) Eles tinham a denomina+ão de escolta especialW mas. e ela era muito /ovem e nada tinha 2eito ainda pela $<ssia) Fas a pr:pria li6erdade a re/eitava) Assim. do in-cio da deten+ão) Fas não teve come+o) E eis *ue /3 o levam) Em pleno dia. uma mulher) Ela agarrou1se ao poste de ilumina+ão p<6lica e come+ou a gritar. na realidade.ra+a de %erpuAhovsAaia dois tche*uistas tentaram prender. nem todos se apressaram de largoXS &s nossos 3geis rapa>es des+oncertaram1se de repente) Eles não podem tra6alhar . o2erecendo resist0ncia) Juntou1se uma multidão) REra necess3ria uma mulher assim. em 1944. levaram esses o6/ectos para as 2am-lias *ue tinham 2icado na p3tria) Eu transportava.*uando estava em li6erdade. cheias. do *ue comigo Rdurante o longo caminho tinham /3 passado a con2iar em mimS condu>iram1me . Esta+ão de Iie1 9 A6reviatura de 7Forte aos Espi9es) R") dos ()S 4Q A$DU'. a resist0ncia devia ter come+ado a partir da*ui. rou6ados na Alemanha por eles e pelos seus che2es da contra1espionagem da %egunda Grente da Iielorr<ssia) %o6 o pretexto de me servirem de escolta. as espingardas autom3ticas causavam1lhes estorvo para arrastar as *uatro pesad-ssimas malas com o6/ectos de valor. levaram1na para a u6ianAa)S Fas dos seus l36ios resse*uidos não 6rota nem um som e a multidão *ue transita descuidadamente toma1o a voc0 e aos seus carrascos por amigos *ue passeiam) Eu pr:prio tive muitas ve>es a possi6ilidade de gritar) &n>e dias ap:s a minha deten+ão. vista de toda a sociedade) %u6iram para o autom:vel e 2ugiram) R#ali. *uando a su6missão ainda não tinha amolecido os nossos cére6ros a tal ponto. sonhava com o isolamento na prisão de %u>dalJ s: ali esperava encontrar A$DU'. a deten+ão é inevitavelmente um momento 6reve. tr0s parasitas da contra1espionagem R%merchS9 mais preocupados com *uatro pesadas malas. talve> *ue os nossos concidadãos se re6elassemX E talve> *ue as deten+9es se não tivessem tornado tão 23ceisXY "o ano de 1945. e em todas as partes da cidade. ca+a das pessoasX Due as apanham com 6ase em den<ncias 2alsasX Due uma surda repressão é desencadeada contra milh9es de pessoasX E.E AB& #E BU AB 45 os seus antigos camaradas R/3 não os havia em li6erdadeS e ela6orar a sua 2iloso2ia pol-tica) A socialista revolucion3ria EAaterina &litsAa. a *uinta mala. ouvindo esses gritos.

E AB& #E BU AB 49 . eu escapei por milagre) E. não implicado em nadaY Ele "\& %AIE pura e simplesmente o *ue é *ue deve gritar) E. inundada de lu> eléctrica.#epois de um dia na prisão da contra1espionagem do exércitoW depois de tr0s dias na prisão da contra1espionagem da 2rente.s ve>es o preso nunca é posto em li6erdade. em6ora os meus ouvidos tenham escutado a verdade. e a minha 6oca coma a sopa dos prisioneiros) . não sa6emos *ue desde o momento da deten+ão a nossa sorte est3 *uase decidida segundo a pior das hip:teses e não é poss-vel agrav31laS) &utros não estão ainda maduros para as ideias *ue se transmitem em gritos . eu guardo sil0ncio ainda por outro motivoJ por*ue esses moscovitas *ue co6rem as duas escadas rolantes são poucos para mim 1 poucosc & meu clamor seria ali ouvido por umas du>entas ou *uatrocentas pessoas 1 e os restantes du>entos milh9esY))) Eu sonho con2usamente em *ue haverei alguma ve> de gritar a du>entos milh9es))) . desli>am. em6ora as minhas costelas ainda durmam so6re palha podre perto do 6alde da latrina. so6 a c<pula 6ranca do vest-6ulo superior da esta+ão do metro radial da IielorussAaia. s: os revolucion3rios t0m sempre as palavras de ordem na ponta da l-ngua prontas a saltarW mas *ue di>er do pacato e simples homem comum. das amea+as e dos espancamentos. no B:lgota))) Eu tive. onde os companheiros de cela me tinham instru-do Racerca dos em6ustes dos interrogat:rios. caminhei acompanhado desses 6andoleiros pela gare da esta+ão de FinsA Rmas a esta+ão estava ainda em ru-nasS) E agora levo atr3s de mim esses agentes da contra1espionagem. a espécie mais 23cil de deten+ão *ue possa imaginar1se) Ela não me arrancou dos 6ra+os dos 2amiliares. cu/os olhos viram demasiado. certamente. de repente.arece *ue todos olham para mimX "uma 2ila intermin3vel. so6 a c<pula resplandecente. repletas de moscovitas) . ao nosso encontro. e su6indo de 6aixo. não a6ro a 6oca e a escada rolante arrasta1me irreprimi1velmente para o in2erno) E na esta+ão de &Ahotni1$iad hei1de guardar ainda sil0ncio) "ão gritarei perto do Fetropol) "ão agitarei os 6ra+os na pra+a da u6ianAa. não me separou da vida doméstica *ue nos é tão grata) "um pardacento dia de Gevereiro europeu arre6ataram1me do nosso estreito corredor *ue d3 para o mar I3ltico. v0m as duas esteiras paralelas das escadas rolantes. h3 *uatro dias *ue ando como um homem livre entre homens livres. h3 ainda um género de pessoas *ue t0m o peito demasiado repleto. onde cerc3vamos ou -amos ser cercados pelos .or*ue é *ue então eu permane+o caladoYX))) ?ada pessoa tem sempre uma d<>ia de motivos de desculpa. emergindo da pro2undidade do desconhecido. aproveitando o meu <ltimo minuto em p<6licoY Eu guardei sil0ncio na cidade polaca de Irodnitsa Rtalve> ali não compreendessem o russoS) "ão pro2eri palavra nas ruas de IielostoA Rpodia ser *ue isso não interessasse aos polacosS) "ão soltei nem um som na esta+ão de VolAovisA Rhavia l3 pouca genteS) ?omo se nada sucedesse.or*ue é *ue eu não esclare+o a multidão enganada.or en*uanto.or*ue é *ue eu me calo entãoY . na minha direc+ão. para poder 2a>er trans6ordar todo esse mar nuns *uantos gritos sem nexo) Fas eu. podendo1se apanhar 2acilmente de> anosS. dando1lhe ra>ão para não sacri2icar1se) Alguns t0m esperan+a no desenlace 2eli> e temem compromet01lo com o seu grito Ra n:s não nos chegam not-cias do outro lado do mundo. e so6re o 2acto de *ue . massa) "a verdade A$DU'. como se solicitassem uma palavra de verdade) . por 2im. em6ora os meus olhos /3 tenham visto companheiros espancados e privados do sono.

sec+ão pol-tica. dedu>indo de onde vinha o perigo) E UaAhar Bueorguievitch (ravAin teria podido 2icar por a-X Fas não ?ontinuando a limpar1se e a endireitar1se aos seus pr:prios olhos. ao cinturão e . cara. no nosso pa-s. comando. numa 6rusca reviravolta. e amedrontados pelo tremor das vidra+as provocado pelas explos9es alemãs me empurravam . ou num impulso de se colocar acima da mes*uinha su6ordina+ão de toda a vida) #e> dias antes. sem medo. eu retirara *uase intacta a 6ateria de reconhecimento de uma 6olsa onde 2icara a sua artilharia. estrela do 6oné. di>endo com calor no seu rosto sempre severo. uma com as *uatro mãos . pediu1me sem eu sa6er por*u0 a pistola. iluminava1se com ar pensativo 1 talve> com vergonha da sua participa+ão involunt3ria num s:rdido caso. através desse a6ismo so6re *ue não devia 2iltrar1se som algum. ca6e+a. claramenteJ T #ese/o1lhe 6oa sorte. pertencendo .E AB& #E BU ABG apelo *ue me era dirigidoJ simX. como estava desmascarado como inimigo do povo Rpois. passaram as inconce6-veis e 2a6ulosas palavras do che2e da 6rigadaJ T %ol/enitsine) Volte c3) E eu. agarrando1se . pressa para a sa-da. levantou1se da mesa Ranteriormente nunca se tinha erguido para me rece6erS. o seu rosto exprimia ordem. preparava1se /3 para transmitir material acerca deleS) Fas para mim isso era o su2icienteJX compreendi logo *ue 2ora preso pela correspond0ncia *ue mantinha com meu velho companheiro de escola. 2ormada de do>e canh9es pesados. estendeu1me a mão R*uando eu estava em li6erdade nunca ma tinha estendidoXS e apertou1ma perante o horror mudo da escolta. escapuli1me das mãos dos da contra11espionagem e dirigi1me ao che2e da 6rigada) ?onhecia1o poucoJ ele nunca condescendera a conversas simples comigo) . a partir do momento de deten+ão. capitãoX Eu não s: /3 não era capitão. e1 através da 6arreira empestada. atravessando o *uarto em dois pulos. e 2ui apenas privado da divisão a *ue estava ha6ituado e do espect3culo dos tr0s <ltimos meses da guerra) & che2e da 6rigada chamou1me ao posto de comando.ara mim. ouviu1se su6itamente um enérgico @C A$DU'. *ual*uer pessoa.or*u0YX))) Em6ora essa pergunta não tenha resposta. através dessa seca ruptura *ue se a6ria/ entre mim e os *ue 2icavam. a escolta do estado1maior/ comprimiu1se no seu canto como se temesse compartilhar a inaudita re2le xão do che2e da 6rigada Re. aos gal9es. entreguei1a sem a m-nima suspeita T e de repente do meio dos o2iciais im:veis e tensos saltaram dois agentes da contra11espionagem. c:lera) Fas agora. e gritando em tom dram3ticoJ 1 Est3 presoXXX (odo vermelho e varado dos pés . 6olsa de campanha. por surpreendente *ue pare+a eu o6tive1a) E isto merece tanto mais ser recordado *uanto est3 2ora dos nossos costumes) Fal os da contra1espionagem tinham aca6ado de me depenar. arrancando1me /untamente com a 6olsa as minhas notas pol-ticas. nada mais de ra>o3vel achei do *ue perguntarJ 1 EuY .rimeira Grente UcranianaY T "ão é permitidoX))) "ão tem o direitoX T gritaram ao coronel o capitão e o ma/or da contra1espionagem) Assustada. provocada pela grave palavra de 7preso8 atirada . ele dese/ava 6oa sorte a um inimigoY))) . est3 /3 completamente desmascaradaS) Assim.alemães. e agora ele deveria separar1se de mim em 2ace de um peda+o de papel com um carim6oY T Voc0 1 perguntou ele com vo> autorit3ria T. tem um amigo na .

viam1se as manchas claras das condecora+9es arrancadasW as cicatri>es vermelhas e escuras no rosto e nas mãos eram outras tantas recorda+9es de 2eridas e de *ueimaduras) A divisão deles tinha vindo. mas sim a amante do che2e da contra1 espionagem do Exército) %imX ^3 /3 tr0s semanas *ue a guerra se travava na Alemanha e todos sa6-amos per2eitamente *ue. meio nuas. mas apenas so6 o alento de uma morte pr:xima e igual para todos)1C 1C Eis o surpreendenteJ . ar2aram. distinguindo1se ainda nalguns lugares as linhas) "os seus casacos su/os. e. en*uanto capitão. eu *ue era 6em mais complicado e pior) &s tr0s eram o2iciais) &s seus gal9es tam6ém tinham sido arrancados com 2<ria. não numa cela simples. não era l3 *ual*uer ) rapariga. *ue eram tan*uistas.ela manhã acordaram. 2icaram oito 6otas estendidas para a porta e *uatro capotes) Eles dormiam e eu espumava de c:lera) Duanto mais eu era senhor de mim mesmo. por de6aixo do glo6o 2irme da exist0ncia. ser um homemX (ravAin nada so2reuX Encontr3mo1nos h3 pouco cordialmente. os meus companheiros de cela. em6e6edaram11se e. não o ocultavam) Eram tr0s honestos. como agradecimento. entrea6riram os olhos estremunhados de6aixo da lu> de uma lamparina de petr:leo e mexeram1se para me dar lugar) Assim.&#E1%E. tr0s simples cora+9es de soldados. so6 o tecto empestado dos da contra1espionagem. os rapa>es acordavam ao entorpecerem1se1lhes as costas e volt3vamo1nos todos ao mesmo tempo) . recordando *ue a*uilo não poderia suceder l3.E AB& #E BU AB . mais doloroso era para mim estar assim comprimido no 2undo da*uela arrecada+ão) #e ve> em *uando. entregando1se1me com ama6ilidade e pedindo1me para eu indicar ao motorista como dirigir1se . podiam ser violadas @4 A$DU'. 2ui metido imediatamente. na pro2undidade da nossa terra.or isso não relatarei pormenores aned:ticos da minha deten+ão. e com simple>a pus um ar admiradoJ 1 "ão 2a+o ideia) #i>em1no acaso esses canalhasY "o entanto. meio dia antes. nas imedia+9es da aldeia. vontade ou de *uatro apertados) Eu era precisamente o *uarto. tratando1se de mo+as alemãs. sendo l3 metido depois da meia1 noite) &s tr0s *ue estavam deitados. encolheram as pernas. mas no cala6ou+o de castigo) Fas é imposs-vel não 2alar dessa arrecada+ão de uma casa de campo alemã. porém. meteram1se em cantos di2erentes e come+3mos a travar conhecimento) 1 E tu por*ue é *ue est3s a*uiY Fas uma vaga 6risa de preven+ão tinha /3 soprado até mim. por desgra+a.ara comemorar o com6ate travado na noite anterior. *ue provisoriamente servia de c3rcere) (inha o comprimento1de um homem e a largura de tr0s homens deitados .As vidra+as estremeciam) As explos9es alemãs martiri>avam a terra a du>entos metros dali. espécie de pessoas pelos *uais eu tinha ganho a2ecto durante os anos de guerra. conhecendo1nos pela primeira ve>) Ele é engenheiro re2ormado e inspector da %ociedade dos ?a+adores) A$DU'. 2a>er repara+9es a esta aldeia. na palha calcada. *ue t0m a sua originalidade pr:pria) "a*uela noite os da contra1espionagem perderam completamente as esperan+as de se orientarem pelo mapa Rnunca se tinham ali3s orientado por eleS. apesar de tudo. com os seus negros capacetes 2o2os. onde estava a contra1espionagem do 4Q)O Exército) .E AB& #E BU AB @1 Este livro não ser3 um livro de mem:rias pessoais) . nas suas pernas cam6aleantes) Uma delas. 6oce/aram. contra1espionagem do exército) Eu mesmo os condu>i e me condu>i até essa prisão. arrom6aram uma casa de 6anho. ao verem *ue para l3 tinham entrado duas mo+as) Estas conseguiram escapar.

tão densos e desordenados *ue não era 23cil encontrar onde p_r os pés) Apesar de tudo. do che2e da contra1espionagem. o2iciais. mas na 2ace notava1se uma grande cicatri> vermelha) . *ue sem o tan*ue deles não teria chegado ainda a esta aldeia) Apag3mos a lamparina. pois /3 tinha consumido todo o ar de *ue disp<nhamos para respirarmos) "a porta estava a6erto um postigo do tamanho de um postal e por ali entrava indirectamente a lu> do corredor) . não tendo o sonolento e cansado che2e do 6atalhão acreditado e remetendo1o . enviadas para a Alemanha. e agora esses veteranos. mas o sargento.raesidium do %oviete %upremo da União %oviética. ensinem1me) Fal teve tempo de iniciar o relato so6re como. disse 6ruscamenteJ 1 #epressaX Entre n:s as necessidades 2a>em1se rapidamenteX . constituindo isso *uase uma distin+ão militarW se 2ossem polacas ou das nossas. dando1lhes palmadas nas n3degasJ simples 6rincadeira e nada mais) Fas. *ue tinham 2eito toda a guerra e certamente haviam rompido mais de uma linha das trincheiras inimigas. a6erta de par em par. estava acocorado um tan*uista. tratando1se de uma 7mulher de campanha8.E AB& #E BU AB @@ ignorante se atrevesse a dar1nos. a n:s. assim como o 6oné. tolerava11se *ue se corresse atr3s delas pela horta. *uando su6itamente nos assaltaram novas impress9esJ 1 GormarX Fãos atr3s das costasX 1 lan+ou através da porta. mas os tan*uistas puseram as mãos atr3s.arece *ue. nuas. a ordem de 7mãos atr3s das costas8. para *ue ali 2i>esse espionagem e dinamitasse pontes. nos meteram l3 um *uinto homem) Ele entrou com um capote novo em 2olha. com neve amontoada. at:nitos R*ue se tratasse de um espião e *ue ele mesmo o dissesse.e 2u>iladas depois. e eu segui1os) #o outro lado do palheiro havia um pe*ueno curral *uadrado. com desen2ado) 1 %ou espião) 1 Est3s a rirY 1 respondemos. conseguimos arran/ar1nos. de $ostov.erto de mim. aguardavam uma senten+a do tri6unal militar. irmãoY Duem és tuY 1 #o outro lado T respondeu ele. não tinham decorrido uns minutos. tam6ém acocorados. guardando o caminho *ue nos levava . e *uando chegou em 2rente do postigo vimos o seu rosto todo 2resco. so6re como se apresentara imediatamente ao 6atalhão mais pr:ximo e se entregara. para lhe dar uns comprimidos. *ue não tinha derretido 1 e todo ele estava co6erto de excrementos humanos. de nari> arre6itado e de 2aces muito coradas) 1 #e onde vens. en2ermaria. eis o *ue nunca escreveram nem ?hein nem os irmãos (urX11S) 1 Due 6rincadeiras se podem 2a>er em tempo de guerraX 1 suspirou com sensate> o rapa>) T ?omo regressar do cativeiro a casaY #igam. um sargento capa> de puxar a cauda de um canhão de cento e vinte e dois mil-metros) Ao longo de todo o p3tio rural tinha /3 2ormado um cordão de soldados com armas autom3ticas. os alemães o tinham passado para o outro lado da 2rente. sa-da do palheiro) Eu 2ervia de indigna+ão pelo 2acto de *ue *ual*uer sargento 11 ?onhecidos autores soviéticos de romances de espionagem) R") dos ()S A$DU'. russas. de elevada estatura e aspecto som6rio) & seu rosto estava enegrecido de p: met3lico ou 2umo. acocoran1do1nos os cinco em lugares di2erentes) #ois soldados com armas puseram11se em 2rente de n:s. preocupados com o 2acto de *ue ao despontar do dia tivéssemos demasiado espa+o na cela. um dia antes. um *ual*uer sargento da retaguarda arrancou raivosamente ali mesmo os gal9es aos tr0s o2iciais de linha e as condecora+9es con2irmadas por uma ordem da 2rente e concedidas pelo . primeiro11tenente.

mão nenhuma estat-stica.ara os reincidentes ou para os ha6itantes da região do I3ltico. entre n:sY 1 perguntou ele com lentidão. no entanto. estava virado para o vento 2resco e agrad3vel) 1 &nde é isso. endurecido na 2rente. A$DU'. não 2oram mais penosos os anos 4Q149Y E se os >eladores do estilo e da geogra2ia me censurarem por ter ainda omitido na $<ssia alguns rios. mais do *ue era necess3rio) R&s da contra11espionagem adoravam essa a6reviatura de tão mau gostoJ 7Forte aos Espi9es8. nem se*uer a principal.1 &nde é isso. enganar1me ao di>erJ a torrente de @5 e de @Q não 2oi a <nica. mas apenas nos anos @5 e @Q) "ão tendo . por gente simples e *ue não escreveu mem:rias) Entretanto. com cultura. semelhante .&'% houve a torrente dos anos 194414. a torrente do ano @5 atingiu e levou ao Ar*uipélago pessoas @. entre n:sY 1 ladrou mais alto do *ue o necess3rio o sargento) 1 "o Exército Vermelho T respondeu com muita calma o primeiro11tenente. *ue cheirava a petr:leo) 1 "a sec+ão de contra1espionagem do %merchX 1 exclamou o sargento com vo> sonora e altiva. *uando tinha havido antes o ano @5Y .E AB& #E BU AB de alta posi+ão. respirar e recompor1se)S Fas essa torrente era tam6ém 2ormada. com eles não gastaram processos ver6aisJ 6astaram as resolu+9es dos %ovietes de aldeia) Essa torrente trans6ordou. muitos deles sa6endo mane/ar uma pena T e todos agora /untos escrevem. do 6om rio JenisseiJ pelos seus canos de esgoto 2oram expulsas na+9es inteiras. tam6émX 1 respondeu lento e pensativo o primeiro11tenente) & seu capacete estava desca-do para o lado. e em torno delas houve in<meros 2eridos *ue 2icaram nas cidades. semelhante . na sua maioria. 2alam e recordam o ano trigésimo sétimoX & Volga da amargura popularX Fas ide 2alar aos t3rtaros da ?rimeia. mas s: talve> uma das tr0s mais importantes *ue invadiram os tene6rosos e 2edorentos tu6os da nossa canali>a+ão prisional) A"(E% dela tinha havido a torrente dos anos 49 e @C. 2oram os primeiros e2l<vios da minha respira+ão prisional) '' ^'%(H$'A #A "&%%A ?A"A 'UAV\& DUA"#& se condena agora a ar6itrariedade do culto. no entanto. medindo com o olhar a*uele pa*uiderme 2rustrado) (ais. não receio. respectivamente. *ue achavam atemori>ante)S 1 Entre n:s. %taline não cometeu Rnem eu convoscoS um crime maior) E #E. assim como algumas torrentes não mencionadas. arrastando para a tundra e a taiga a pe*uena *uantidade de *uin>e milh9es de mu/i*ues Ra não terem sido maisS) Fas os mu/i*ues são pessoas privadas do dom da palavra e da escrita e não redigiram protestos nem mem:rias) Em rela+ão a eles.artido. insiste1se sempre. *ue eles me d0em papelX &utras torrentes 2ormariam outros tantos rios) . e mesmo os esp-ritos mais ardentes *uase não se lem6ram dela) E como se mal tivesse 2erido a consci0ncia russa) E. do 6om rio &6i. os /u->es de instru+ão não tra6alharam a2anosamente noites e noites. de c:coras.&'%. aos calmucos ou aos tchetchénios1 no ano trigésimo sétimo e eles limitar1se1ão a encolher os om6ros) E a eninegrado o *ue é *ue lhe di> o ano trigésimo sétimo. no *ue sucedeu rios anos de 19@51@Q) E assim é como se se come+asse a imprimir na mem:ria a ideia de *ue não teria havido pris9es nem A"(E% nem #E. deixando a desco6erto o ca6elo ainda por cortar) & seu traseiro. e ainda milh9es e milh9es de homens *ue 2icaram Rpor uma culpaXS prisioneiros na Alemanha e *ue regressaram depois) R%taline cauteri>ava as 2eridas para *ue se 2ormasse rapidamente uma crosta e não 2osse necess3rio ao corpo do povo descansar.. não mostrando inten+9es de apressar1se de volta ao c3rcere. com um passado no . 2oi a6sorvida pelos gelos eternos.

o partido dos cadetes 2oi declarado 2ora da lei. di>iaJ 7Em ra>ão da sa6otagem *ue é reali>ada pelos 2uncion3rios))) h3 *ue mostrar a maior iniciativa local. pois. não estava preparada. o suor e a urina em *ue 2ic3vamos espremidos. riachos. as grandes enchentes alternavam com as 6aixas. e novamente com outras enchentesW as torrentes trans6ordavam. e iniciou1se a prisão dos seus mem6ros) Duase na mesma altura 2oram e2ectuadas as deten+9es da União da Assem6leia ?onstituinte@ e da rede das 7universidades de soldados8)4 #ado o sentido e o esp-rito da revolu+ão. década ap:s década.E AB& #E BU AB @5 ou não existem ou estão 2echados a cadeado) E ainda por*ue não é completamente /usto examinar a*ui da mesma maneira os anos de mais grave exacer6a+ão Ra guerra civilS e os primeiros anos de pa>. dos contra11revolucion3rios e outras personagens8. ora mais 6aixa. para *ue não perecesse um s: tent3culo. para *ual*uer tipo de socialismo. de conhecidos l-ders. o . ora maiores ora mais pe*uenas. muito po6re.d$ #E A#& os con2iscos. se sou6ermos *ue os :rgãos Ré com esta no/enta palavra *ue eles se denominam a si pr:priosS cele6rados e exaltados. onde serão mencionadas de igual modo as torrentes 2ormadas por milh9es de presos e os riachos 2ormados por algumas impercept-veis de>enas. os procedimentos coercivos e as deten+9es)85 E em6ora V) ') enine exigisse. dos ru2ias. escoamentos por caleiras e simples gotas isoladas. por pretensa 7cola6ora+ão8 com os alemães) R") dos ()S A$DU'. a a6arrotar de grandes rica+os.ovos deportados em massa. *ue não cumpriam as decis9es do novo poder) Uma das primeiras opera+9es da (cheAa 2oi entretanto a deten+ão do ?omité de Breve da União de Guncion3rios de (oda a $<ssia) Uma das primeiras circulares da ")=)V)#). naturalmente. datada de #e>em6ro de 1915. em 1944145. esguichavam incessantemente) A hist:ria desta canali>a+ão é a hist:ria de um curso e de uma a6sor+ão ininterruptos) %implesmente.elos tu6os perpassava como *ue uma pulsa+ão. %EF . mas sem *ue nunca os canos prisionais se esva>iassem) & sangue. capturadas uma a uma) A enumera+ão cronol:gica *ue 2arei adiante. a2luindo ainda de todos os lados regatos. ao contr3rio. o mais di2-cil de tudo é ?&FEVA$) 'sso por*ue *uanto mais a gente vai penetrando no tempo. tanto menos testemunhas restamW o rumor extinguiu1se e eclipsou1se e os anais .E sa6ido *ue *ual*uer :rgão *ue não se exercite se atro2ia) Assim. da Assem6leia ?onstituinte. para o esta6elecimento de 7uma rigorosa ordem revolucion3ria8. de o2iciais e ainda de 2uncion3rios dos ministérios e de todo o aparelho do Estado. de IutirAi e de muitas outras pris9es provinciais.. era vis-vel *ue a $<ssia. e limitada . *uando se esperava clem0ncia) Fas antes mesmo de pensar1se em guerra civil. é 23cil adivinhar *ue eles se exercitavam . *ue 7se esmagassem sem compaixão as veleidades de anar*uia dos é6rios. mas. de generais. é evidente *ue. na primeira convoca+ão. com a estrutura da sua popula+ão. é ainda muito incompleta. 2icaram repletos os c3rceres de =rest. com uma pressão ora mais elevada do *ue a prevista. deviam ser mantidos 6em vivos. crescesse e se 2ortalecesse a sua musculatura. não reali>ada dentro do pra>o. em 2ins de 1915. *ue continuam vivas) `` "essa enumera+ão. nesses meses. por*ue ela encontrava1se co6erta de lixo) Um dos primeiros golpes da ditadura 2oi vi6rado aos cadetes4 Rno tempo do c>ar eles constitu-am a peste extremista da revolu+ãoW so6 o poder do proletariado a peste extremista da reac+ãoS) Em 2ins de "ovem6ro de 1915.E$FA"E"(EFE"(E) .s minhas possi6ilidades de penetrar no passado) (orna1se a*ui a6solutamente necess3rio um complemento das pessoas conhecedoras dos 2actos.

p_1los a limpar latrinasW mais além. p3g) 4) . p3g) 4C4) Q 'dem.etrogrado) R& *ue 2a> a distLncia no tempoX Fesmo agora temos di2iculdade em compreender como é *ue esses oper3rios. 7depois da sa-da do c3rcere. *uanto mais os 2rades e as 2reirasX E mesmo a*ueles tolstoistas *ue. por escrito. nesse artigo. *ue não simpati>avam com os %ovietes) "ada se podia di>er de 6om *uanto ao ?omité Executivo da União %indical dos Gerrovi3rios RIiA/elS1C. &6ras Escolhidas.artido em . 1915. sa2an9esW e a outros. era necess3rio dar1lhes. digamos. enine. com uma direc+ão menchevi*ue e socialista revolucion3ria. a+oites) Duanto aos telegra2istas. em massa.E AB& #E BU AB todos e *uais*uer insectos nocivos85) E por insectos ele entendia não apenas todos os elementos estranhos pela sua classe. dos 606ados.*ue pareceria indicar *ue o principal perigo para a $evolu+ão de &utu6ro advinha. *ue 2a>iam parte. mas tam6ém 7os oper3rios calaceiros no tra6alho8.Q) @Q A$DU'. de de2ender o poder soviético de armas na mão. nos caminhos de 2erro. naturalmente. não se sa6e por*u0. 5a edi+ão. 2u>ilar os parasitas) ^avia ainda a escolha entre a prisão 7ou o castigo de tra6alhos 2or+ados mais duros89) Em6ora tra+asse e sugerisse as orienta+9es 2undamentais do castigo. em *ue 236rica. p3g) 4C@) 1C &rgani>a+ão sindicalista. a verdade é *ue ele visava o6/ectivos 6em mais amplos) "o artigo 7?omo &rgani>ar a Emula+ão8 Rde 5 e 1C de Janeiro de 191QS. &6ras Escolhidas. tomo @5. nem *uanto a outros sindicatos. neste momento. p3g) 4C4) 9 'dem. não prestavam o /uramento o6rigat:rio. em *ue aldeia )))) não h3))) sa6otadores *ue se denominam intelectuaisY8Q E certo *ue enine. tomo @5. investigar em pormenor *uem era a6rangido por essa ampla de2ini+ão de insectosJ a popula+ão russa era demasiado heterogénea e nela havia pe*uenos grupos isolados. Vladimir 'litch propunha uma emula+ão 7das comunas e das comunidades8. para ele. n)O 1. previa diversas 2ormas de limpe>a dos insectosJ a*ui. a uns. esses. ou.s comiss9es paro*uiais) 'nsectos tam6ém a*ueles *ue cantavam nos coros religiosos) 'nsectos ainda todos os padres.s melhores 2ormas de limpe>a) "ão podemos. do Boverno provis:rio *ue sucedeu . <nica e geral 7a limpe>a da terra russa de 4 #emocratas constitucionais. p3g) . por 2alar em caminhos de 2erro. prend01losW ali. dar1lhes um cartão amarelo8W en2im. como os socialistas revolucion3rios. 5o edi+ão. 2re*uentemente repletos de insectos hostis . eram as administra+9es das autar*uias locais e provinciais) 'nsectos eram os mem6ros das cooperativas) Iem como todos os *ue possu-am casas) ^avia não poucos insectos entre os pro2essores de liceu) (odos os insectos *ue pertenciam . eram insectos encarni+ados. completamente negligenciados e ho/e es*uecidos) 'nsectos. eram insectos declarados Re teremos ocasião de ver casos de /ulgamentos contra elesS) E. para si mesmosXS Fais aindaJ 7))) em *ue *uarteirão de uma grande cidade. imediatamente mostraram tend0ncia a ser pregui+osos no tra6alho. logo *ue se tornaram ditadores. $evolu+ão de Gevereiro de 1915) R(V) dos ()S @ &rganismo 2ormado por comités de apoio aos socialistas revolucion3rios da es*uerda) R") dos ()S 4 ?ursos nocturnos para militares) R") dos ()S 5 Fensageiro da ")=)V)#). *uanto . V) ') enine proclamou como tare2a imediata. dissolvida em 191Q) R") dos ()S . classe oper3ria) 5 enine. en*uanto os contra1revolucion3rios eram relegados l3 para a terceira 2ila. /3 *ue muitos insectos se aco6ertavam com a 2arda de 2errovi3rios. entrando ao servi+o dos %ovietes. por exemplo os da tipogra2ia do .

dos *uais /3 . a deten+ão. a %entinela da $evolu+ão. (chem6arsA. a acusa+ão p<6lica.E AB& #E BU AB de direita. Ar>amass. Furoma. a instru+ão do processo. a con2iscar os o6/ectos do culto religioso) Eclodiram revoltas populares em de2esa das igre/as e mosteiros sa*ueados) A*ui e ali tocaram sinos a re6ate e os ortodoxos acorriam. dos %ovietes da aldeia ou nas traseiras dos *uintaisY (eriam acaso tempo de p_r os pés nas terras do Ar*uipélago os organi>adores de conspira+9es. de todo o género. $i6insA. elementos da 6urguesia e da o2icialidade. *ue pessoalmente não são acusados de nada. ")=)V)#) *ue tomassem como re2éns os camponeses de todos a*ueles lugares em *ue a limpe>a da neve nos caminhos de 2erro 7se reali>ava de 2orma . 2oi proposto . Io6ruisA. *uantos estudantes revoltados e *uantos tipos estranhos de 6uscadores da verdade. ao terror e .A$DU'.E AB& #E BU AB @9 E os grupos *ue enumer3mos 2ormam /3 um enxame colossal. agarrando consider3vel n<mero de re2éns811) RE como se. %molensA. de 15 de Gevereiro de 1919 T certamente so6 a presid0ncia de enine T. (cheAa e . depois do atentado do grupo de Alexandre Ulianov. havia *ue eliminar alguns in loco e prender outros) $e2lectindo agora so6re os anos 191Q1194C. o <nico :rgão punitivo da hist:ria da humanidade *ue reuniu nas mesmas mãos a investiga+ão. e muito menos em condi+9es de guerra. para acelerar de igual modo a vit:ria cultural da revolu+ão. tivesse sido preso não somente esse grupo. acerca de alguns acontecimentos s: conhecemos o nomeW por exemplo.or disposi+ão do ?onselho da #e2esa. come+ou1se a esventrar e a p_r em cacos as rel-*uias sagradas. esses ha6itantes pac-2icos. nem se*uer os seus nomes estavam escritos a l3pis numa lista. etc)S &u não tiveram tempo disso e não estão portanto relacionados com o tema da nossa pes*uisaY A excep+ão do esmagamento das 2amosas revoltas de Karoslavl. Ieli1 uA. e este ingrato tra6alho 2oi assumido a6negadamente pela Vet1cheAa R?omissão Extraordin3ria de toda a UniãoS. sem mesmo serem condu>idos ao c3rcereY E em *ue categoria incluir todos a*ueles *ue os comités de camponeses po6res eliminavam atr3s das cancelas. umaW em =iev e em Foscovo. e *ue são votados ao exterm-nio. Astracã. v3riasW outras tiveram lugar em %aratov. o /ulgamento e a execu+ão da senten+a) Em 191Q. as de>enas de milhares de re2éns. *ue exige v3rios anos de tra6alho de limpe>a) Fas *uantos intelectuais malditos.s torrentes prisionais ou ao 6alan+o da Buerra ?ivil. a ")=)V)#) deu ordens. de 7prender imediatamente todos os socialistas revolucion3rios 4C A$DU'. em Junho de 191Q) Due se passouY #e *uem se tratavaY Em *ue ru6rica inscrev01losY "ão é menor a di2iculdade *ue h3 em determinar se se deve atri6uir . deparam1se1nos certas di2iculdadesJ devemos p_r em rela+ão com as torrentes prisionais a*ueles *ue 2oram a+oitados. ou das massas revoltadas) #epois do dia @C de Agosto de 191Q.edro ' se u2anava de ter limpo a $<ssia e *ue estorvam sempre um regime severo e harmoniosoY "ão teria sido poss-vel reali>ar essa opera+ão sanit3ria. cavalaria de (am6ov. mas tam6ém todos os estudantes da $<ssia e consider3vel n<mero de 2uncion3rios administrativos do distrito)S . se se tivesse utili>ado 2ormas processuais e /ur-dicas caducas) Adoptou1se uma 2orma completamente novaJ a repressão sem /ulgamento. *ue eram desco6ertas em sérieY REm cada distrito as haviaW em $ia>an houve duasW em =ostroma. alguns munidos de varapaus) "aturalmente. de inocentes. (chernigov. Vich1nievolotsA e VeliAi. vingan+a do inimigo armado. in loco. %eliguer. Fstislavl. o 2u>ilamento em =olpinsA.

s concess9es. as greves Rhouve muitas. ou se/aJ todos os c-rculos cient-2icos.Q.) anar*uistas. p3g) . com *ue missãoYS. ")bb 41144. 6astava *ue em *ual*uer 236rica ou 6airro oper3rio surgisse a agita+ão. en*uanto não terminar a luta entre o tra6alho e o capital815) Ainda em 1919 2oram detidos. os menchevi*ues e os socialistas revolucion3rios. pela noite. *ue tinha desempenhado um papel importante em Gevereiro e em &utu6ro de 1915.or disposi+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do .rimavera de 191Q des6ordava a ininterrupta torrente dos traidores socialistas. logo no Verão de 191Q e em Far+o de 1941. *ue mais per2idamente e durante mais tempo tinham 2ingido ser aliados do <nico partido conse*uente do proletariado) E. sem ru-do. socialistas11populares ter1se1iam 2ingido. considerada pr:xima dos cadetes) E *ue signi2icava 7pr:xima dos cadetes8Y "ão mon3r*uica e não socialista. os delegados ao ?ongresso dos &per3rios sem . Foscovo. e metida no c3rcere de IutirAi até ao seu /ulgamento. durante décadas. devemos assinalar *ue /3 na . em IutirAi. come+ou a agarrar aos poucos Rde in-cio discretamenteS. vol) 'V. so6 pena de *ue 7se a limpe>a da neve não 2osse e2ectuada. mesmo restringindo1nos s: . o descontentamento. satis2a+ão das leg-timas reivindica+9es dos oper3rios. o desarme do regimento de . tam6ém. e o6rigamo11los a permanecer l3. para não nos enredarem as pernas))) Gechamo1los num lugar retirado. de Julho ca-ram tam6ém so6 a al+ada das persegui+9es os socialistas revolucion3rios de es*uerda. o conhecido tche*uista atsis escreveu so6re os menchevi*uesJ 7Esses indiv-duos não 2a>em mais do *ue estorvar1nos) E por isso *ue os a2astamos do caminho. de 2ins de 194C.)14S para *ue. a6alando . com a dissolu+ão da Assem6leia ?onstituinte.etrogrado e noutras cidades 2u>ilava1se por listas Risto é. os socialistas revolucion3rios e os menchevi*ues) Ap:s o 14 de Junho de 191Q. a2ivelando apenas uma m3scara e sendo deportados unicamente por issoJ tudo a 2ingir) E s: no curso impetuoso da revolu+ão se exteriori>ou de s<6ito a ess0ncia 6urguesa desses social1traidores) Era natural proceder . prendendo1se assim os o2iciais do corpo expedicion3rio russo Rem Gran+aS) "o mesmo ano de 1919. menchevi*ues. apanhavam1se pessoas em li6erdade para um 2u>ilamento imediatoS e varria1se pura e simplesmente para as pris9es a intelectualidade. 2undado por .edro. desde então. ")E). 19. 2oram e2ectuadas numerosas deten+9es de anar*uistas) "o ano de 1919 2oi presa a parte acess-vel do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios. tam6ém. e o6rigando . ap:s ter1se lan+ado uma ampla rede em torno de verdadeiras e 2alsas conspira+9es Ra do ?entro "acional. a (cheAa apanhasse. sua deten+ãoX ogo a seguir aos democratas constitucionais. todos os valores art-sticos e .45) 1J1 "ome de um regimento de guarda. 191Q. simultaneamente ao apa>iguamento.E AB& #E BU AB 41 como os verdadeiros culpados dessas agita+9es) "o Verão de 191Q. em seguida =ronstadt.reo6ra/ensAi1@ e outros. considerados 11 Fensageiro da ")=)V)#).s deten+9es ha6ituais. a do complot militarS em Foscovo. *ue devia prolongar1se por muitos anos) (odos esses partidos 1 sociais revolucion3rios. em A6ril e em &utu6ro de 1919. Foscovo. p3g) 1) 14 #ecretos do $egime %oviético. revolu+ão) R") dos ()i 14 "ova .ovo. o Brande. sendo 2avor3vel . eles seriam 2u>ilados814) . essas deten+9es tornaram1se mais numerosas e mais 2re*uentes) A partir de . #esde 1919 *ue 2icou patente toda a descon2ian+a para com os nossos compatriotas *ue regressavam do estrangeiro Rpor*u0Y.insatis2at:ria8.artido Rmotivo pelo *ual este não se e2ectuouS)1. . data da sua exclusão de todos os %ovietes. todos os universit3rios. revolucion3rios.e1trogrado. em . 2oi decidido deter tam6ém os sociais1democratas como re2éns) Fas. em 1944) Em 1919. .ol-tica Econ:mica) R") dos ()S A$DU'.

*uando a Buerra ?ivil ainda não tinha completamente terminado em todos os lugares. com a ocupa+ão de cidades e de regi9es) A directri> da ")=)V)#). *ue estava gr3vida. p3g) . por esconder o marido. s: poderiam 2a>er aumentar. mas 7imagine *ue desgra+aX Due in/usti+aX8 E aconselha BorAi a não se consumir a choramingar pelos intelectuais apodrecidos)19 Em Janeiro de 1919 2oi introdu>ido o racionamento de v-veres e para a sua re*uisi+ão 2oram 2ormados destacamentos) 15 F)K) atsis 1 #ois Anos de uta na Grente 'nterna) Exposi+ão popular da actividade da (cheAa) Edit) do Estado. de $ostov e de "ovo (cherAass.enal. criadas pelas condi+9es de reorgani>a+ão das administra+9es. 'litch responde1lheJ 7))) est3 claro. visava os es2or+os 7para o 2u>ilamento incondicional de todos os implicados nas ac+9es dos guardas 6rancos8) Fas. prolongando1se por dois anos) &mitimos deli6eradamente toda uma grande parte da tritura+ão operada pela (cheAa. pelas %ec+9es Especiais e pelos (ri6unais $evolucion3rios. mas /3 em todo o caso no #on. 7não sendo pecado *ue talentos destes passem uma semana>inha na prisão8)1Q (emos conhecimento da exist0ncia de grupos isolados de presos através de protestos de BorAi) Em 15 de %etem6ro de 1919. um elevado n<mero de o2iciais a ArcLngel. eles encontravam resist0ncia 1 ora o6stinadamente evasiva. *ue estava ligada ao avan+o da linha da 2rente. de *ual*uer sistema de leis penais) %: a consci0ncia da /usti+a revolucion3ria Rsempre in2al-velXS serviu de guia aos con2iscadores e aos canali>adores. em *ue categoria incluir istoY ^3 uma conhecida resolu+ão do ?omité ?entral. indicando1lhes *uem a6ar6atar e *ue 2a>er deles) "este resumo não vamos seguir as levas dos criminosos e delin*uentes de direito comum4C e por isso recordaremos apenas *ue as desgra+as e pen<rias. por experi0ncia.E AB& #E BU AB Em toda a parte. Foscovo. sendo o sintoma exterior da torrente) a Uma di2iculdade particular Rmas tam6ém um mérito particularS na organi>a+ão de todas estas levas cou6e. nesse mesmo ano. segundo a opinião de enine. em grande n<mero. das institui+9es e de todas as leis.liter3rios. ora violenta) & esmagamento dessa resist0ncia Rsem contar os 2u>ilados em 2lagranteS deu lugar a uma a6undante torrente de presos. *ue *ual*uer resolu+ão desse tipo constitui um impulso para uma nova torrente de pris9es por toda a parte. p3gs) 4514Q) 1Q 'dem. e dali. nas aldeias. 5)a edi+ão. toda a restante intelectualidade Runs oitenta por cento delaS era 7pr:xima dos cadetes8) Entre ela. . assim como aconteceu tam6ém no mar ?3spioS. a %olovAi Rdi>1se *ue algumas delas 2oram a2undadas no mar Iranco. de viol0ncia e de especula+ão) Em6ora estes não 2ossem tão perigosos para a exist0ncia da $ep<6lica. em 6arcas. de Faio de 194C 7so6re a actividade de sapa na retaguarda8) %a6emos. dos te:logos e dos te:ricos do socialismo. tam6ém. os rou6os. esta criminalidade comum 2oi tam6ém em parte perseguida e as respectivas . n:s perdemo1nosJ como 2a>er uma delimita+ão correctaY %e. de @C de Agosto de 191Q. 194C. dever3 relacionar1se tudo isto com a Buerra ?ivil ou com o in-cio da constru+ão pac-2icaY %e. em "ovo (cherAass. preso a preconceitos 6urgueses815. por ve>es.C) 15 enine. 'dem. *ue houve erros8. até ao ano de 1944. 2oi 2u>ilada a mulher de um o2icial. estava inclu-do por exemplo =orolenAo 1 7um lament3vel 2ilisteu. 2oram enviadas desta região. p3g) . todo o corpo de engenharia) ] excep+ão dos escritores extremistas. p3g) 4Q) 19 idem. p3g) 49) 44 A$DU'. os actos de 6anditismo. tomo 51.1) 1. no Verão de 194C. aus0ncia de um ?:digo .

em 14 de %etem6ro de 1941. =ichAin e outrosS. de 194.edro e . passou a ceder ano ap:s ano a colheita gratuitamente) 'sto provocou revoltas camponesas41 *ue 2oram esmagadas. mas *ual é o seu comércioY T A) %)S.roAopovitch. em Far+o de 1941. não houve processo /udicial)S Fas a maior parte dos ha6itantes das aldeias de (am6ov 2oi presa em Junho de 1941) "essa prov-ncia a6riram1se campos de concentra+ão para as 2am-lias dos camponeses *ue participaram no movimento insurreccional) . monopoli>ados pela $ep<6lica Ro campon0s arma>ena o seu cereal para a venda com 2ins comerciais. ela era desterrada44) Fas /3 antes. carta de 1C1Q141. não a2rouxar a repressão.E AB& #E BU AB 8 Rcarta enviada. caracteri>ou o seu esmagamento como 7a pior das politi*uices de um governo de politi*ueiros 41 A parte mais la6oriosa do povo 2oi exterminada completamente)8 R=orolenAo. *ue estiveram detidos então)S . datada de Q de Janeiro. através do 6astião de (ru6etsA. de géneros aliment-cios. *ue estava a 2a>er es2or+os acima das suas 2or+as. assinado por enine em 44 de Julho de 191QJ 7&s culpados de venda. como indicava o decreto do ?onselho dos ?omiss3rios do .levas aumentaram as torrentes de contra1revolucion3rios) Fas havia tam6ém uma especula+ão de car3cter completamente pol-tico. os marinheiros su6levados da 6ase de =ronstadt. *ue tentava impedir o avan+o duma 2ome sem precedentes na $<ssia) E *ue essas mãos *ue davam de comer não eram as apropriadas para vir em a/uda dos 2amintos) & /3 mori6undo =orolenAo. seguidos de tra6alhos 2or+ados pesados e con2isco de todos os seus 6ens)8 A partir desse Verão. da Gortale>a de . . esse homem não se apresentasse para resgatar a 2am-lia com a sua ca6e+a. excep+ão dos *ue 2oram 2u>ilados) Esse mesmo ano de 1941 come+ou com a ordem n<mero de>.s V-timas da Gome R=usAova.arcelas de campo raso 2oram cercadas com postes de arame 2arpado e nelas 2oi mantida durante tr0s semanas cada 2am-lia suspeita de *ue algum dos seus homens 2i>esse parte dos insurrectos) %e ao 2im das tr0s semanas.aulo. o campo. tinham sido enviados para a ilha do Ar*uipélago. são punidos com a priva+ão da li6erdade por um pra>o não in2erior a de> anos. 2oram mostradas em alguns versos de Volochin) "o Verão de 1941 2oi detido o ?omité %ocial de A/uda .) (uAhatchevsAiJ A uta contra as 'nsurrei+9es contra1$evolucion3rias) 44 A$DU'. .ovo. para 2ins comerciais. a+am6arcamentos ou arma>enamentos AgolovuiA Rdelin*uente de direito comumSJ delin*uente ha6itualW IitoviA Rcrimin so de direito comumSJ criminoso ocasional) R") dos ()S A$DU'. sendo e2ectuadas novas deten+9es) "o ano de 194C n:s temos conhecimento Rou antes não temos)))S do processo da União ?amponesa da %i6éria) E é tam6ém em 2ins do mesmo ano *ue se veri2ica o esmagamento preventivo da insurrei+ão camponesa de (am6ov) R"este caso. na ?rimeia. *ue a Buerra ?ivil aca6ou. *ue re>aJ 7'ntensi2icar a repressão contra a 6urguesiaX Agora. a BorAiS) RE =orolen1Ao recorda1nos tam6ém a signi2icativa particularidade dos c3rceres em 19414@J 7Estão todos impregnados de ti2o)8 Assim o con2irmam %AripniAova e outros. enviada a BorAi)S 44 $evista Buerra e $evolu+ão. ")os 51Q. mas intensi2ic31laX8 As conse*u0ncias disso. respeitado presidente deste comité. da (cheAa de toda a União.E AB& #E BU AB 4@ .

2alando com propriedade. mas não por muito tempo 1 uns dois ou tr0s anitos) &u então algo de mais suaveJ uma diminui+ão da li6erdade de desloca+ão. como é claro.etrogrado. sempre a paci0ncia. o grupo de E) #oiarenAoS. era limpar Foscovo. mas a primeira pergunta de tudo decidia. *ue se tinham conservado. sem clamor. sem perder um instante. de todas as outras espécies de socialistas) 'sto exigiu uma paci0ncia silenciosa. impercept-vel e in2lexivelmente. e depois as simples 4@ =orolenAo escreveu a BorAi R491. 19@4 ou 19@5. reinava nesse /ogo de paci0ncias estendidas so6re a mesa) E sem ru-do. gradualmente. segundo o grau da sua periculosidade."esse ano de 1941 /3 se e2ectuaram pris9es de estudantes Rpor exemplo. como FaisAi ou VichinsAi. tinham aca6ado de2initivamente todos os partidos pol-ticos da $<ssia.odia não ser preso na primeira rodadaW podia so6reviver.141SJ 7A ^ist:ria mencionar3 algum dia *ue a revolu+ão 6olchevi*ue reprimia os revolucion3rios e socialistas sinceros com meios iguais aos do regime c>arista)8 A$DU'. os portos. com a condi+ão de ser tão am3vel *ue se su/eitasse a controle. cu/as regras eram inteiramente incompreens-veis para os contemporLneos e de cu/os contornos s: agora podemos dar1nos conta) Due intelig0ncia tão previdente era essa *ue planeou tudo istoW *ue mãos tão cuidadosas eram essas *ue. com os mesmos guardas *ue /3 tinham conhecido antes) A outros 2oi1lhes proposto o desterro. eles e a sua actividade revolucion3ria) E assim. pois esse grupo 2oi interrogado pelos pr:prios Fen/insAi e 'agoda) "o mesmo ano de 1941 as deten+9es 2oram ampliadas e incidiram so6re mem6ros dos outros partidos) Fas /3. a sua ve> aproximava1se. pelos vistos. 2a>endo1lhe uma <nica perguntaJ 2e> parte ou não))) de))) até)))Y REra costume ser interrogado so6re a sua actividade hostil. ia chegar a sua ve>. aguardando a vontade da B) . agora decorridos decénios)S Em seguida.ol-tica do EstadoS) Esta opera+ão prolongou1se por muitos anos por*ue a condi+ão principal era o sil0ncio e a discri+ão) & *ue importava. manipulavam as 2ichasY A*uele *ue tinha cumprido tr0s anos era tirado de um monte dessas 2ichas e colocado suavemente noutro) A*uele *ue tinha estado numa central era enviado para o desterro Re o mais longe poss-velS) A*uele *ue tinha resid0ncia 2ixa era tam6ém mandado para o desterro Rmas 2ora dos limites da resid0ncia 2ixaS) A*uele *ue /3 estava no desterro era desterrado para outro local e depois novamente trans2erido para uma central R/3 outraS) A paci0ncia. excep+ão do vencedor) RAhX. por cr-ticas ao regime Rnão em p<6lico. *uem 6oa cama 2i>er)))S E para *ue o desmoronamento desses partidos 2osse irrevers-vel era ainda necess3rio *ue se destro+assem os pr:prios mem6ros desses partidos. na Academia (imiria>ev. a sua sorte podia variar) Uns ca-am rapidamente numa das céle6res centrais prisionais c>aristas. escolhendo ele pr:prio o seu lugar de resid0ncia. passar1se a tempo para os comunistasS) .E AB& #E BU AB 45 prov-ncias. mas as listas estavam guardadas. de Jo6. mas em conversas entre colegasS) ?asos desses eram ainda poucos. os corpos desses mem6ros) "enhum cidadão do Estado $usso *ue tivesse sido mem6ro de outro partido pol-tico *ue não o 6olchevi*ue escapava a esse destinoJ estava condenado Rse não conseguia. iam desaparecendo os dos outros partidos. . até 1944. e alguns socialistas 2oram até parar . se preparava a destrui+ão da*ueles *ue noutros tempos se en2ureciam nos com-cios de estudantesW da*ueles *ue com orgulho 2a>iam retinir as grilhetas c>aristas) . detinham1no ou convocavam1no amavelmente. .) U) RAdministra+ão .s mesmas celas. os centros industriais. rigorosamente. perdendo todas as liga+9es com os lugares e as pessoas onde antes eram conhecidos.

de 44 de Faio de 1959.oder. o do metropolita Veniamin. *ue os tri6unais c>aristas impunham as penas mais severasW a eles. a ve> dos mi<dosJ os arciprestes. encarceravam1se e deportavam1se de modo intensivo os 2rades e 2reiras. Faximilian ^uaAe 2oi detido por pertencer))) não a um partido *ual*uer. sociedades religiosas e 2il:so2os do c-rculo de Ierdiaiev) Entrementes."esta opera+ão da Brande . e não aos sociais1democratas. teve uma nova condena+ãoY "ão. certamente.ahlen 2a>ia relat:rios das suas conversas com os esp-ritosS. 2oi posto em li6erdade) ?ompreenda1se isso como se *uiserX Ele continuou a viver em seguida. monges e di3conos. como sempre.rimavera de 1944 a (cheAa R?omissão Extraordin3ria para a uta contra a contra1 $evolu+ão e a Especula+ãoS.aci0ncia 2oi exterminada a maioria dos velhos presos pol-ticos. 2oram presos e des6aratados os 7cat:licos orientais8 Rdisc-pulos de Vladimir %oloviovS. *ue punha o6st3culos . o exterm-nio radical da religião no nosso pa-s. pois era precisamente aos socialistas revolucion3rios e aos anar*uistas. mas sem a/uda exterior eles não podiam dominar o aparelho religioso) . tinham prometido *ue seria assim. desse modo. ao longo dos anos 4C e @C. *ue eram pessoas idosas. mais o6stinadas na sua 2é.etrogrado. assim como o grupo de A) ') A6riA:ssova) Duanto aos simples cat:licos e aos sacerdotes polacos. 2oram presos os metropolitas e os 6ispos e logo a seguir aos peixes gordos.)U)1")=)V)#).E AB& #E BU AB lugar outra *ue estendesse uma s: orelha para o céu e a outra para a u16ianAa) &s clérigos da 'gre/a Viva45. A$DU'. mas ao . acerca dos *uais /3 a 'mprensa nada noticiava) (odos a*ueles *ue não prestavam /uramento de 2idelidade ao impetuoso movimento renovador da 'gre/a Viva eram detidos) &s sacerdotes eram parte o6rigat:ria de cada leva di3ria e os seus ca6elos grisalhos 6rilhavam de etapa em etapa para %olovAi) "os primeiros anos da década de 4C ca-ram tam6ém seitas de te:so2os. *ue aca6ava de ser cognominada B). organi>ando a actividade clandestina) & artigo destinava1se a p_r em relevo a sua intrepide>) 4.s . na primeira rodada do exterm-nioW outros 2i>eram essas retracta+9es e conseguiram. so6retudo mulheres. prisão eles mesmos) "o entanto. as ca6e+as ca-ram dos seus om6ros44) "a . . m-sticos. *ue constitu-am /ustamente a antiga popula+ão das deporta+9es) A regularidade do exterm-nio era.artido ?omunista) Ani*uilaram11noY "ão. tendo sido um dos o6/ectivos importantes do grupo B). decidiu intervir nos assuntos religiosos) Galtava ainda levar a ca6o a 7revolu+ão eclesi3stica8J su6stituir a hierar*uia e colocar em seu 44 ]s ve>es lemos no /ornal um artiguelho e 2icamos 6o*uia6ertosJ & l>vie>tia. tam6ém. /ustaJ nos anos 4C ti1nham1lhes proposto assinar retracta+9es escritas dos seus partidos e das suas ideologias) Alguns recusaram1 se e ca-ram assim. *ue tanto enegreciam a vida russa) #eti1nham1se e /ulgavam1se os c-rculos de 2iéis particularmente activos) Estes c-rculos ampliavam1se sempre e logo eram varridos os crentes.mais uns anos de vida) Fas chegou inexoravelmente a sua ve> e inexoravelmente. transmissão do poder religioso aos partid3rios da 'gre/a Viva) "as prov-ncias e distritos. chegou. o dos propagadores do apelo do patriarcaW em .or essa ra>ão 2oi preso o patriarca (iAhon e montaram1se dois ruidosos processos. espiritistas Rum grupo como o do conde .)U). naturalmente. condenaram1no a dois anos) #epois disso. en1tregavam1se . a*ui e acol3. tran*uilamente. contava *ue um ano ap:s o advento de ^itler ao . s: poderia ser conseguido com a deten+ão em massa dos pr:prios ortodoxos) Apanhavam1se. seguidos de 2u>ilamentosJ em Foscovo. entretanto.

camponeses e soldados tinham uma maioria numérica de russos e eram interpretados como um poder russoS) Em 194. e ainda mais relativamente . 2oi criada em 1944. passou a ser *uali2icada como um delito. 2oi totalmente aprisionada a sociedade sionista ^e/aluts. ao *ue parece. implanta+ão.s crian+as nesse esp-rito) ?omo escreveu (Lnia =hodAevitchJ . em isolamento 7pol-tico8. não as impediam de ganhar a vida na sua alegre pro2issão. as 2reiras com as prostitutas. um certo n<mero de estudantes de eninegrado Rcerca de uma centenaS 2oram condenados a tr0s anos de prisão. Fas))) de modo *ue s: #eus te escute) A 'gre/a Viva ou 7renovada8. menchevi*ues da Be:rgia e 6assmatches da (urcoménia. en*uanto a mãe ia para %olovAi Rdurante todas estas décadas as mulheres revelaram uma grande 2irme>a de convic+ãoS) (odas as religiosas apanhavam de> anos. relativamente . um grande 0xito) R") dos ()S e A$DU'. /unto da ?atedral de =a>an. oper3rios. durante os longos anos de deporta+ão e de campos de concentra+ão. ela 2oi condenada a de> anos)S As pessoas convictas de possu-rem a verdade espiritual deveriam ocult31la dos))) seus 2ilhosXXX A educa+ão religiosa das crian+as nos anos 4C. e regressavam ao ca6o de tr0s anos. sua terra natal)S #esde os primeiros anos da década de 4C *ue apareceram correntes puramente nacionais. de emigrados menchevi*ues) R") dos ()S 4Q . sem ter. $evista pu6licada em . como agita+ão contra11revolucion3riaX E certo *ue no tri6unal havia ainda a possi6ilidade de a6/urar da religião) Em6ora não 2osse 2re*uente. é certo. era1lhes vedada a possi6ilidade de /amais regressarem aos seus 2ilhos e . especialmente em 1945. na Zsia ?entral. *uando /ovem.odes orar livremente. em oposi+ão ao patriarca (iAhon. e pelo estudo de . *ue nada limitava) "o presente livro havemos de encontrar pessoas *ue se ressentiram dos anos 4C de maneira a6solutamente di2erente) &s estudantes sem partido 6atiam1se nesse tempo pela 7autonomia das escolas superiores8W pelo direito de reali>ar assem6leias pela não inclusão nos programas de estudo de um excesso de matérias pol-ticas) ?omo resposta so6revinham as deten+9es.s respectivas regi9es 2ronteiri+as.or este verso. casos havia em *ue o pai a6/urava e 2icava a criar os 2ilhos. deten+9es estas *ue aumentavam nas vésperas das 2estas Rpor exemplo. pela leitura de & Fensageiro %ocialista4.leAhanov Ro pr:prio . com os che2es e os soldados da escolta. *ue todos eram presos e /ulgados. *ue o2ereceram resist0ncia .s gera+9es seguintes 2irmou1se a ideia de *ue os anos 4C constitu-ram uma espécie de orgia de li6erdade. as expedi+9es e a pr:pria %olovAi. do poder soviético Ros primeiros %ovietes de deputados. *ue era então a condena+ão mais longa) RAo limpar as grandes cidades para a sociedade pura *ue se avi>inhava. ao ponto de partida) Duanto .leAhanov. no 1)O de Faio de 1944S) Em 1945. *ue não tinha sa6ido elevar1se até ao irresist-vel impulso do internacionalismo) Entre muitos da*ueles *ue pertencem . com as suas pesadas malas. se passou tam6ém a chamar 2reiras) ?onsiderava1se.E AB& #E BU AB 45 R. por um discurso pronunciado contra o Boverno.s dimens9es russasJ mus1savatistas do A>er6ei/ão. por en*uanto redu>idas. dachnaAos da Arménia. 2oram misturadas nesses mesmos anos.s 7religiosas8. contudo. isto é.*uais.aris. etendendo uma cola6ora+ão estreita com o poder soviético. e tam6ém enviadas a %olovAi) ]s amantes da pecadora vida terrena reservava1se uma leve condena+ão de tr0s anos) & am6iente das levas. a6rangido pelo artigo 5Q1 1C. não pelo seu credo mas por mani2estarem convic+9es em vo> alta e por darem uma educa+ão .

donde não voltariam mais) Entretanto. na verdade. era 23cil imaginar *ual seria o estado de esp-rito destes. não 2a>endo mais do *ue come+arJ restavam ainda. *ue . pessoas *ue noutros tempos 7no6res a t-tulo pessoal8 Risto é. cu/a no6re>a era intransmiss-velS eram todos a*ueles *ue possu-am um grau tanto civil como militar) R(V) dos ()S A$DU'.rocedendo a uma an3lise social in2al-vel. soltos e novamente detidos. posteriormente. os conhecimentos casuais. *ue se tinham escondido. com o envio de o2iciais para o Ar*uipélago. *ue haviam lutado dos dois lados. h3 sempre um ou outro caminho para voltar a tr3sX %ão as 2inas e ténues contracorrentes. as suas esposas e 2ilhos) .or ve>es tratava1se de uma pura casualidade) Um tal Fova. seguindo a tradi+ão russa. as den<ncias))) perdão. os 7relat:rios de com6ate8 dos vi>inhos) R. ap:s a prisão dos che2es de 2am-lia) #esse modo. senão *ue passavam 1 sempre a paci0nciaX 1 por veri2ica+9es intermin3veis. sem grande preocupa+ão de clare>a. muito simplesmente. a solu+ão do pro6lema não 2icava conclu-da. 2oram tam6ém atirados para pris9es pol-ticas e mantidos incomunic3veis) ?ompreende1se *ue não escapassem ao golpe as classes exploradoras) Em toda a década de 4C continuou o 2lagelo de antigos o2iciais *ue tinham escapado com vidaJ os 6ra+os *ue não tinham merecido o 2u>ilamento durante a Buerra ?ivilW os 6rancos1vermelhos. *ue não tinham servido todo o tempo no Exército Vermelho ou haviam tido interrup+9es de servi+o. eles pr:prios. tinha guardado em casa uma lista dos antigos 2uncion3rios /ur-dicos da prov-ncia) Em 1945 isso 2oi desco6erto casualmenteJ todos 2oram detidos e 2u>ilados)S Assim se iam 2ormando torrentes com o 2undamento da 7oculta+ão da origem social8 e d3 7antiga posi+ão social8) Essas express9es eram interpretadas num sentido amplo) &s no6res eram presos por meros ind-cios de casta) & mesmo se passava com as respectivas 2am-lias) Ginalmente. tornando1se o6/ecto de limita+9es no tra6alho. e sendo detidos.A$DU'. come+aram as deten+9es dos primeiros R/ovensS trots*uistas) #ois ingénuos soldados vermelhos *ue. não atestadas por documentos) #i>emos 2lagelo por*ue não lhes davam logo as condena+9es. as mães dos o2iciais. não se podia voltar atr3sJ o *ue estava 2eito estava 2eito) Uma sentinela da $evolu+ão não se engana) Fas não. a sua deten+ãoX E eis *ue a torrente engrossa) "os anos 4C houve uma amnistia para os cossacos *ue participaram na Buerra ?ivil) Fuitos regressaram da ilha de emnos ao =u6an e rece6eram terras) Fas. por simples a2ei+ão de coleccionador. aproveitando1se do 2acto de *ue na $ep<6lica ainda não existia o sistema do passaporte interior nem da caderneta de tra6alho. 2oram todos detidos) &s antigos 2uncion3rios do Estado. eram presos tam6ém os no6res a t-tulo pessoal45 isto é. e ainda os c>aristas vermelhos.s ve>es no entanto conseguem irromper) E mencionaremos a*ui a primeira) Entre as esposas e 2ilhos de no6res o2iciais havia não raramente mulheres *ue se destacavam pelas suas *ualidades pr:prias e pelo seu aspecto atraente) Algumas sou6eram talhar para si uma min<scula torrente ao invés T em direc+ão contr3riaX Eram todas a*uelas *ue se lem6ravam de *ue a vida nos é dada uma s: ve> e *ue não h3 . provocavam. e 2oram introdu>indo1se nas institui+9es soviéticas) "este sentido 2oram de muita a/uda os lapsus linguae. até irem gradualmente parar a campos de concentra+ão.E AB& #E BU AB apanhara muito menosS) Em 1945. come+aram a angariar 2undos para os presos trots*uistas.E AB& #E BU AB 49 p:s tinham terminado estudos universit3rios) E uma ve> detidos. estavam su/eitos a ser agarrados) Eles camu2laram1se ha6ilmente. no lugar de resid0ncia.

). do grupo de AleAsandr UlianovS e a/udava não s: os socialistas. mas aca6ou por pedir para regressar e. tor+amos1lhe o pesco+oX A *uem reprimirY A *uem torcer o pesco+oY 'mediatamente come+a a promo+ão VoiAov) ?omo sempre. procurava apoiar1se nos antigos prisioneiros da 2ortale>a de ?hlissel6urg R"ovorussAi. nas cidadesY "ão a classe oper3riaX Fas a intelectualidade 7pr:xima dos cadetes8W essa.etrogrado Ro velho populista ?hevtsov. /3 tinha apanhado uns 6ons sa2an9es. e o assassino isolado de VoiAov49 2oi preso nesse pa-s) ?omo e contra *uem. 2irme>a e repressão. como cola6oradoras. não suprimida ainda) Fas 2oi um ano tenso. outra ve>. (cheAa1B) . lancemo1nos a ele.ol:nia apresentou desculpas. 'agoda e *ue/andos) E c:mico di>01lo. dirigia um salão *ue as importantes personagens dessa casa muito gostavam de 2re*uentar) %: em 19@5 voltou a ser detida com os seus clientes. *ue teve enorme con2ian+a nas ditas) ^3 *ue citar a*ui os nomes da <ltima princesa Via1>emsAaia. *uem mais deter. em Junho) FaiaAovsAi consagrou1lhe *uatro ri6om6antes poemas) &rgani>a+ão de solidariedade aos presos pol-ticos R") dos ()S 5C A$DU'. pois. um o2icial. pelos vistos. perto da Brande u6ianAa. revolu+ão 1 o seu 2ilho 2oi tam6ém delator em %olovAi TW e o de ?onc:rdia "iAo1 laievna 'osse. insolente.E AB& #E BU AB Fas. mas por uma tradi+ão a6surda conservava1se a ?ru> Vermelha . a6alado pelas explos9es dos /ornais. como não importa *u0 1 e as *ue lhes agradaram 2oram admitidas) (ornaram1se as in2ormadoras mais proveitosasX A/udaram muito a B) . 2olhear FaiaAovsAiJ . os menchevi*<es e ainda a intelig0ncia pura e simples) "a verdade. como a véspera da guerra. a mais )not3vel das denunciantes do per-odo posterior . a partir de 1919) "ão teria chegado a hora de sacudir a intelectualidade. VinaverSW a de ?rac:via R%andomirsAaiaS e a de . uma mulher 6rilhanteJ o seu marido. os socialistas revolucion3rios.echAova. cumprir o apelo do poetaJ ?om união. metia1se em assuntos pol-ticos. *ue se 2a>ia passar por progressistaY #e passar ao crivo os estudantesY Iasta. e a ela mandaram1na para %olovAi. *uando h3 agita+9es e tens9es. como tam6ém os democratas1constitucionais contra11revolucion3rios) Goi 2echada em 194. pela revolu+ão mundial) & assass-nio do representante plenipotenci3rio soviético em Vars:via inundou as colunas dos /ornais. *ue era. 2oi 2u>ilado na sua 2rente. o coxo Bartman e =otche1rovsAiS comportava1se de maneira insuport3vel. a .nada de mais *uerido do *ue a nossa vida) &2ereceram1se .ol-tica da Velha $<ssia)4Q ^avia tr0s sec+9esJ a de Foscovo RE) .) U).etrogrado) A de Foscovo portava1se decentemente e até 19@5 não 2oi dissolvida) Fas a de . sendo vivido.ensa no =omsomol dias e noitesX As suas 2ileiras examina1as mais atentamente) . e os seus dirigentes presos e deportados) &s anos passam e o *ue não se re2resca apaga1se nas nossas mem:rias) Envolto nas 6rumas da distLncia.) U) como in2ormadoras. por pouca sorte. o ano de 1945 é por n:s evocado como um ano despreocupado e 2arto da ") E) . são detidos os do costumeJ os anar*uistas.

para os *uais não pediram a autori>a+ão da B) . pois. crema+ão e dispersão das cin>asS) A$DU'. puxadas por cavalos) ^3 engarra2amentos nos port9es e engarra2amentos no p3tio) & tempo não chega para 2a>er os descarregamentos e os registos) R%ucede o mesmo noutras cidades) Em $ostov do #on. em . *uando deter esses companheiros de viagem inseguros. re<nem1se.ara a u6ianAa. compreender *ue estamos a reali>ar uma vasta pro2ilaxia socialX8S "a realidade. por en*uanto. evidentemente. carros celulares.uschAine) &s /ornais deram not-cias do 2acto) (rata1se.ara pagar o ch3 angariam uns *uantos Aopecs) E claro *ue a m<sica constitui uma dissimula+ão do seu estado de esp-rito contra1revolucion3rio e *ue o dinheiro angariado não é de modo algum para o ch3. aceite e compreendido imediatamente por todos) RUm dos che2es da constru+ão do canal do mar Iranco. cami9es 2echados e carro+as a6ertas. *ue restavam ainda na U) $) %) %) e.s dimens9es do E EGA"(E 1 designa+ão especial do ?ampo de %olovAi) Fas o crescimento maligno do Ar*uipélago de BU AB /3 tinha come+ado e 6em depressa ele dispersar3 as suas met3stases por todo o corpo do pa-s) ) . em Junho de 191Q. para a IutirAi.E AB& #E BU AB 51 mundialY Duando a grande guerra eclodir /3 ser3 tarde) E em Foscovo come+a uma limpe>a plani2icada. de um des-gnio do imperialismo. *ue o recém1chegado IoiAo *uase não encontrou lugar para sentar1se)S (omemos um exemplo t-pico dessa torrenteJ algumas de>enas de /ovens organi>aram ser9es musicais. VoiAov teria dirigido. a>ar =ogan.aris. *ue tem demasiadas pretens9es de ser insu6stitu-vel e *ue não est3 ha6ituada a cumprir imediatamente as ordens) %e/amos clarosJ n:s nunca deposit3mos con2ian+a nos engenheiros.rovando um novo 2ruto. autom:veis. di1lo13 desenvoltamenteJ 7Eu acredito *ue voc0 não é culpado de nada. mesmo de dia. na cave da casa trinta e tr0s. de *uarteirão em *uarteirão) Em todos os lugares alguém deve ser a6ar6atado) A palavra de ordem éJ 7#aremos um murro na mesa tão 2orte *ue o mundo estremecer3 de horrorX8 . pessoalmente) Fas é uma pessoa culta e deve. senão nas vésperas da guerra pela revolu+ão 49 %egundo parece. .%erão todos Aomsomols de verdadeY &u serão apenas Aomsomols mascaradosY Uma concep+ão c:moda do mundo d3 origem a um c:modo termo /ur-dicoJ o de pro2ilaxia social) Ei1lo adoptado.) U) &uvem m<sica e 6e6em ch3) . os estudantes emigrados. mas para vir em a/uda da 6urguesia mundial agoni>ante) (&#&% eles são presos e condenados de tr0s a de> anos RAnna %AripniAova apanha cincoS e os organi>adores *ue não reconhecem a culpa )R'van "iAolaievitch. nesses dias. moralmente 2erido) E eis *ue são detidos (&#&% os estudantes desse liceu. nesse mesmo ano. este mon3r*uico matou VoiAov por vingan+a pessoalJ comiss3rio do ?omité $egional de a6astecimento dos Urais. ao mesmo tempo. correm velo>es. esses lacaios dos antigos patr9es capitalistas) #esde os primeiros anos da $evolu+ão *ue os coloc3mos . era tal o aperto no chão. Varentsov e outrosS são GUU' A#&%X &u então. toda essa intelectualidade vacilante e apodrecida. a 2im de comemorar a tradicional 2esta do liceu consagrada a . os estudantes da Escola de #ireito Routro esta6elecimento tam6ém privilegiadoS) A promo+ão VoiAov redu>1se. surgiu um novo apetite) ^3 muito *ue é tempo de destruir a intelectualidade técnica. a destrui+ão dos vest-gios do 2u>ilamento da 2am-lia c>arista Res2acelamento e serra+ão dos ossos. algures.

) U). 2alando longa e animadamente acerca dos pro6lemas econ:micos da constru+ão do socialismo e gostando de dar conselhos) & pior dos seus conselhos 2oi esteJ aumentar as composi+9es de mercadorias. de Von FeAAe. na de *u-mica. dos vag9es e das locomotivas.ol-tica do Estado e os tri6unais prolet3rios. . concentrando toda a 2or+a o2ensiva de classe na outra intelectualidade) Fas. cada 236rica e cada o2icina de artesanato devia detectar a sa6otagem *ue havia no seu seio e logo *ue se punham em campo imediatamente a desco6riam Rcom a a/uda da B) . podia com toda a certe>a suspeitar1se de *ue o era) E *ue re2inados mal2eitores eram estes velhos engenheiros. come+ando estes a entrar em con2lito e a seguir1se uns aos 54 A$DU'.) U) su2ocava na tare2a de agarrar e de carregar sa6otadores) "as capitais e nas prov-ncias actuavam as comiss9es de união da Administra+ão .so6 um são controle. passado A) G) VielitchAo. Goi tado) AhX. na de ouro e de platina. medida *ue amadurecia a nossa direc+ão econ:mica Ro ?onselho de Economia dos . o camarada =aganovitch. descon2ian+a da classe oper3ria) Entretanto.E AB& #E BU AB 5@ pouco tempo. na de constru+ão de 6arcos. a sua 2alsidade. ast<cia e venalidade) A %entinela da $evolu+ão 2ran>ia mais os so6rolhos e para onde *uer *ue olhasse com os olhos 2ran>idos logo desco6ria um ninho de sa6otagem) Este tra6alho de saneamento p_s1se em marcha no ano de 1945 e logo 2oi mostrando ao proletariado todas as causas dos nossos 2racassos econ:micos e das nossas car0ncias) "o ?omissariado dos (ransportes do . 2ingia1se muito devotado . com *ue diversidade de manhas satLnicas sa6iam sa6otarX "iAolai =arlovitch von FeAAe. decidiu precisamente autori>ar as composi+9es de mercadorias com . *uanta 2alta nos 2e> em 1941X A$DU'. o2icial engenheiro. sem caminhos de 2erro) Entretanto. na de constru+ão de ma*uinaria. na de irriga+ão T por todo o lado havia a6cessos purulentos de sa6otagemX . através dos /ornais) %ou6e1se dos casos de .lano EstatalS e aumentava o n<mero de planos.or todos os lados surgiam inimigos com réguas de logaritmosX A B) . no per-odo da reconstru+ão. constru+ão da nova economia. revolvendo essa imund-cie viscosa e todos os dias soltando ais de surpresa) &s tra6alhadores eram in2ormados Rou nãoS das <ltimas 6andalhices dos sa6otadores. su6metidos . não temer *ue 2ossem muito carregadas) . de modo a deixar a $ep<6lica.) U)S) %e algum engenheiro 2ormado antes da $evolu+ão não tinha sido desmascarado como traidor. pois visava o desgaste das linhas 2érreas. do ?omissariado dos (ransportes do . e gene1hete no Finistério da Buerra c>arista onde dirigia a administra+ão dos transportes. *uando o novo ?omiss3rio dos (ransportes do . em caso de interven+ão.altchinsAi.or interven+ão da B) . mais clara se tornava a nature>a sa6otadora do velho corpo de engenharia. de VielitchAo@C e de tantos outros an:nimos) ?ada ramo da ind<stria.ovo Rdos 2errovi3riosS havia sa6otagemJ por isso era di2-cil conseguir passagem nos com6oios e sucediam1se as interrup+9es na distri6ui+ão de mercadorias) "a União Estatal de ?entrais Eléctricas de Foscovo havia sa6otagemJ por isso veri2icavam1se cortes de lu>) "a ind<stria petrol-2era havia sa6otagemJ por isso não se conseguia *uerosene) "a ind<stria t0xtil havia sa6otagemJ por isso as pessoas *ue tra6alhavam não tinham *ue vestir) "a ind<stria do carvão havia uma sa6otagem colossalJ por isso gel3vamos de 2rioX "a do metal. mesmo assim n:s pr:prios lhes permitimos *ue tra6alhassem na nossa ind<stria.ovos de toda a União e o . na de guerra.E AB& #E BU AB outros.ovo. Von FeAAe 2oi desmascarado Re 2u>iladoS. antigo pro2essor da Academia Filitar.ovo.

e condenada ao 2u>ilamento) Entretanto. 2oi presa 7por revelar uma opera+ão secreta8. como em *ual*uer outra. insu2icientes T e eis *ue de novo vai parar .E AB& #E BU AB ?erta ve> convidaram a /ovem Fagdalina Ed/u6ova para ser espia no c-rculo de engenheiros. e ela não s: se recusou como 2oi tam6ém contar tudo ao seu tutor Rdevia)espi31lo a ele pr:prioSJ este 2oi logo detido e nos interrogat:rios reconheceu tudo) Ed/u6ova. 7pela 2é cega no coe2iciente de seguran+a8 Rpartindo da *ual ele considerava insu2icientes as ver6as destinadas por &rd/oniAid>e para a amplia+ão das 236ricasS)@1 #epois. e 2oram /ustamente 2u>ilados pela sua 2alta de con2ian+a nas possi6ilidades dos transportes socialistasS) Esses limitadores 2oram 2ustigados durante v3rios anos. outra . e mesmo duas e tr0s ve>es mais pesadas Rtendo por essa desco6erta. es*uerda) 54 A$DU'. e volta1se do avesso o velho a2orismo de *ue 7devagar se vai ao longe)))8) A <nica coisa *ue di2iculta por ve>es a prisão dos velhos engenheiros é *ue não h3 su6stitutos preparados) "iAolai 'vanovitch adi/ens1Ai. gl:ria do nosso pa-s. "adie/da Vitalievna %urovets negou1se tam6ém a espiar e a denunciar os mem6ros do governo ucraniano. chegadas e relacionadas com os condenados. isso 2ora devido a *ue o engenheiro principal as não sou6e aplicar 6emX adi/ensAi morre ao 2im de um ano. 2ossem arrastadas tam6ém outras pessoas. pedimos ao leitor *ue a guarde todo o tempo na mem:ria T especialmente na primeira década revolucion3riaJ então. trans2ormam a prisão em deten+ão domicili3ria. engenheiro1che2e das 236ricas de material de guerra de '/evsA. num 6os*ue. pelo *ue 2oi detida pela B) . *ue nunca apareceu em p<6lico. tona em =olima) E so6re os *ue não conseguiram vir . *ue eram os her:is pre2eridos de Barin1 FiAhailovsAi e Uamiatine) ?ompreende1se *ue nesta leva. rece6ido a &rdem de enineSW os maldosos engenheiros intervieram agora /3 no papel de limitadores Rclamavam *ue isso era demasiado. sendo todas castigadas sem compaixão fa ?onta1se *ue &rd/oniAid>e 2alava com os velhos engenheiros. é primeiro detido pela sua 7teoria das limita+9es8. /3 meio morta. condenado ao tra6alho de corte de 3rvores) Assim. ordenando1lhe *ue tra6alhe no seu antigo posto Rsem ele tudo se desmoronavaS) Ele p9e as coisas em ordem) Fas as ver6as continuaram a ser.) U) e s: um *uarto de século depois. havendo pessoas *ue se recusavam cora/osamente a prestar o servi+o proposto. em6ora num c-rculo completamente di2erente 1 entre os destacados comunistas de ?rac:via T. inteiramente secreta. *ue não se pode escaparX 7"ão . essa torrente de insu6missos redu>1se a >eroJ uma ve> *ue se exige de alguém ser in2ormador. ap:s uma série de condena+9es) "esse mesmo ano de 1945. direita. 2oi *ue6rada a coluna verte6ral do velho corpo de engenheiros russos. prisão. mas tem de ser))) os delatores relutantes) Esta torrente. *ue estava gr3vida.pesadas cargas. ele e outros dirigentes. não *uerendo compreender como o entusiasmo do pessoal a/uda as pontes e as m3*uinas) #urante essa época toda a psicologia popular é posta em causaJ ridiculari>a1se a circunspecta sa6edoria de *ue 7depressa e 6em não h3 *uem8. pois em todos os ramos da ind<stria erguiam1se com as suas 2ormas de c3lculo. isso signi2ica *ue é o6rigat:rio. com um estreito sentido de classe. nuns poucos de anos. conseguiu1 emergir . as pessoas tinham ainda o seu orgulho e muitas não haviam ad*uirido ainda o conceito de *ue a moral 2osse uma coisa relativa. desta ve> pela 7m3 utili>a+ão das ver6as8J se elas não chegaram. aca6ou por passar vinte e cinco anos na prisão. como por exemplo))) não *ueria manchar a 2ace de 6ron>e dourado da %entinela. *ue desgastava ruinosamente o material rolante. como antes. so6re esses nada sa6emos) R"os anos @C. super2-cie. pondo em cima da sua mesa de tra6alho duas pistolasJ uma .

o /ulgamento do . por precau+ãoX As décadas passariam. do primeiro ao <ltimo. para a distri6ui+ão por todo o povo da responsa6ilidade em rela+ão a elaJ a*ueles cu/os corpos ainda não ca-ram nas 6ocas da canali>a+ão. #eterding e . $ia6uchinsAi. todos os acusados. 2acilidade de ho/eX RE mesmo ho/e não se levantam . se eleva a maior e mais engenhosa constru+ão de todas as sa6otagens /amais desco6ertas. a hist:ria recuperaria de novo os sentidos. lan+am so6re si mesmos *ual*uer a6surda a6/ec+ão e eis *ue. atri6u-das. amontoam1se /3 volunt3rios para entrar na pol-cia.é com um puxão *ue se consegue partir a 2orca)8W 7%e não 2or eu ser3 outro)8W 7Fais vale um 6u2o 6om como eu.L minas) %ensacional pela pu6licidade *ue lhe é dada.ois se temos a ca6e+a co6erta de alguns ca6elos 6rancos é por*ue em tempos vot3mos decorosamente A GAV&$)S A primeira prova 2oi tirada por %taline a prop:sito dos organi>adores da 2ome T e como é *ue essa prova não seria concludente. os oper3rios e os 2uncion3rios votam colericamente a 2avor da pena de morte contra os in2ames réus) E *uando do /ulgamento do . esperan+ados numa maior indulg0ncia) A maioria dos engenheiros.artido 'ndustrialJ a*ui.artido 'ndustrial reali>aram1se /3 com-cios e mani2esta+9es de toda a popula+ão.oin1caré) Agora *ue come+amos a penetrar nos meandros da nossa pr3tica /udicial. em %etem6ro de 19@C. antecipando1se . super2-cie com 6andeiras.) U) As torrentes 2luem no su6solo. para di>er 7nãoX8. pelas canali>a+9es. como um monumento cu/o véu caiu. a*ueles *ue ainda não 2oram levados pelos tu6os do Ar*uipélago 1 esses devem des2ilar . *uando todos passavam 2ome na 2arta $<ssia. coragem em nada compar3vel . a*ueles *ue mostravam valentia e sensate>. arrastando a vida 2lorescente da super2-cie) E precisamente a partir desse momento *ue é dado um passo importante A$DU'. em 236ricas e institui+9es. *uando todos perguntavam por toda a parte por onde é *ue se extraviara o nosso rico pãoY E eis *ue. super2-cie. mo6ili>ando os alunos das escolas) Eram milh9es de pessoas marcando o passo e gritando atr3s das vidra+as do edi2-cio do tri6unalJ 7A morteX ] morteX ] morteX8 "esta 2ractura da nossa hist:ria ressoaram vo>es solit3rias de protesto ou de a6sten+ãoJ era necess3ria muita coragem. a FiliuAov. em se denunciarem a si e aos outros. no meio deste coro de 6ramidos. numa dia6:lica liga+ão. perante os olhos dos tra6alhadores. e tam6ém vanta/oso)S Em 194Q.s decis9es do tri6unal. havendo1os de so6raJ é algo de glorioso. contra sua vontade. os tri6unais e os procuradores não seriam mais culpados do *ue eu e v:s. sendo1 lhes aplicados 1 a eles *ue não reconheceram a acusa+ão 1 os mesmos de> anos. mais sensacionalmente ainda e /3 impecavelmente ensaiado. do *ue outro mau)8 Além disso.E AB& #E BU AB 55 para a participa+ão de todo o povo na canali>a+ão. são /ulgados com enorme estrépio os organi>adores da 2ome R%ão elesX %ão elesX Ei1losXSJ *uarenta e oito os sa6otadores da ind<stria aliment-cia) Em 2ins de 19@C reali>a1se. glori2icando a sua sorte e rego>i/ando1se com a repressão /udicial) R'sto. mas os investigadores. pela comissão da B) . caros concidadãosX . tem lugar em Foscovo o sensacional processo /udicial das . compreendemos *ue os /ulgamentos p<6licos são simples montes de toupeiras . pelas estonteantes congs2iss9es e pela auto2lagela+ão dos acusados Rem6ora ainda não todosS) Ao ca6o de dois anos. repeliram o a6surdo dos /u->es de instru+ão 1 e esses 2oram /ulgados em sil0ncio. *uando o essencial da pes*uisa se passa su6terraneamente) Em tais processos s: aparece uma pe*uena parte dos detidosJ apenas a*ueles *ue estiveram de acordo.

teria existido Rmas nunca existiuXS uma enorme 2or+a. sete anos antes da sua morte sem gl:ria. uma. todos do mesmo modo. a classe oper3ria. menos conhecidos. dos activistas das cooperativas de consumo e agr-colas. aprovou essas execu+9es) (am6ém *uanto sa6emos. e ali mesmo tam6ém 2oi presoX (odos estes protestos 2oram as2ixiados . agarrados em segredoS.reocupa+ão com elaX . em Far+o de 19@1. e mais tarde uns *uantos dispersos. tinham1se indicado #UUE"(&% F' 7mem6ros8) 7] ca6e+a8 do partido destacavam1se o economista agr3rio AleAsandr (chaianov. o 2uturo 7primeiro1ministro8 ") #) =ondra1tiev. desde os 2ogosos Aomso1mols até aos che2es do partido e aos che2es dos exércitos lend3rios. . p_s1se pensativo) &s povos do mar Iranco di>em a respeito da preia1marJ a 3gua p9e1se pensativaW isto antes de come+ar a va>ante) Fas é mau comparar a turva alma de %taline com a 3gua do mar Iranco) (alve> ele nem se tenha posto. *ue se preparavam para derru6ar a ditadura do proletariado) "o processo do . con2essando1se culpados de tudo. nascen+a) (anto *uanto sa6emos. todos . A$DU'. sem adivinhar *ue o seu tempo estava a chegar. de repente. 6em como dos seus 2ins criminosos) Ao todo. vida) Goi assim *ue regressou #) A) $o/ansAi) "ão se poder3 di>er *ue ele travou um duelo com %talineY Due um povo cora/oso e c-vico não teria dado a>o a *ue se escrevesse nem este cap-tulo. 6em como parte do campesinato evolu-do. de 6igodes /3 6rancos. 'oci2 Vissarionovitch enunciou as 7seis condi+9es8 da edi2ica+ão econ:mica e aprouve . sem espinha dorsal) "a reunião do 'nstituto . numa 6ela noite. calcule1se. AleAsei #oiarenAo. *uando. um processo irrevers-velS) Ali mesmo 2oi detidoX & estudante #ima &litsAi a6steve1se. o pro2essor #mitri Apollinarievitch $o/ansAi AI%(EVE1%E Rele era. todas essas vo>es 2oram as desses tais intelectuais 2r3geis.artido ?ampon0s do (ra6alhoJ ao *ue parece. da intelectualidade rural. de repente. a ca+a aos engenheiros terminava precisamente a*ui) Em come+os de 19@1. no ano de 19@1. contra a pena de morte. pois isso seria. nem todo este livroYS ^avia /3 muito tempo *ue os menchevi*ues tinham ca-do por terra. mas nesse ano %taline voltou a pis31los Rprocesso p<6lico do ?omité Gederal dos Fenchevi*ues. *ue era 6em conhecido) & aparelho de investiga+ão da B).muitas o6/ec+9es)S (anto *uanto sa6emos. saudavam esse 6ramido da multidão. o grand-ssimo processo do . sua alta egocracia indicar como *uinta condi+ãoJ passar da pol-tica de repressão da velha intelectualidade técnica a pol-tica de atrac+ão e de preocupa+ão com ela) 5.artido ?ampon0s do (ra6alho. como se di> em linguagem cient-2ica. aos gritos de 7imund-cie8 e de 7canalhas8) Entretanto.ara onde 2oram varridas as nossas /ustas acusa+9esY #ecorria então o /ulgamento dos sa6otadores da ind<stria de porcelana Rl3 tam6ém tinha havido imund-cieXS e /3.artido 'ndustrial preparava1se. te:ricos e dirigentes sindicais. de modo algum. organi>ada clandestinamente. toda a vanguarda 2oi unLnime na aprova+ão destas execu+9es) ?éle6res revolucion3rios. os acusados. pro2essor da Academia (imiria1>ev.)U) actuava sem 2alhasJ /3 F' ^A$E% de acusados tinham con2essado pertencerem ao . com Broman1%uAhanov@4 e laAu6ovitch. tam6ém. e. pensativo) "ão chegou a haver va>ante) "esse ano teve. se denegriam a si pr:prios.olitécnico de eninegrado.or onde se evaporou a nossa /usta c:leraY . lugar ainda outro milagre) A seguir ao processo do .E AB& #E BU AB .artido ?ampon0s do (ra6alho. em geral. exclamaramJ 7Estamos inocentesX8 E li6ertaram1nosX R"esse ano o6servou1se até uma pe*uena contracorrenteJ os engenheiros /3 condenados ou perseguidos 2oram restitu-dos . contudo. ) ") FaAarov. *ue 6em depressa os seus nomes seriam arrastados nesse 6ramido. 2uturo 7ministro da Agricultura8@@) E.artido 'ndustrial /3 havia sido mencionado o . su6itamente.

=ondratiev aca6ou por 2icar doente mental e . ainda na mesma cidade. ap:s cinco anos de isolamento. pois não ministravam o programa estatalJ as crian+as. um importante grupo de tolstoianos 2oi desterrado para as 2aldas das montanhas do Altai. em . ei1los a ser detidos. *uando 2echaram de ve> muitas igre/as. não valendo. todo o campo iria morrer de 2ome e não apenas os du>entos mil réus. aos gritos. em eninegrado. ao a2irmarem *ue 2oi sem seu conhecimento)S @@ (alve> ele tivesse dado melhor conta desse cargo do *ue a*ueles *ue depois o ocuparam durante *uarenta anos) E o *ue é o destino humanoX #oiarenAo tinha1se mantido. em 1C de &utu6ro de 1915. dado *ue verdadeiramente a*uilo era tudo tão mon:tono *ue estava 2artoY "inguém se atrever3 a censurar %taline por um tal sentido de humorX & mais prov3vel é ele ter calculado *ue. em 1949. até mesmo as *ue são simpati>antes do comunismo) RAssim. . em 6reve. na véspera do "atal de 1949. *uando 2oi detido um grande n<mero de intelectuais religiosos. sendo. se reuniu o ?omité ?entral Iolchevista.E AB& #E BU AB 55 %taline FU#&U #E '#E'A%) . sendo.E AB& #E BU AB come+ar pelos pro2essores. e não s: até de manhã. eles 2orneciam1lhe comest-veis) Fais tarde.@4 (rata1se do mesmo %uAhanov. os seus mem6ros eram demasiado cultos e instru-dos em literatura religiosa. e de *ue ele. /3 sem 2or+as. aiX. em ve> disso. ele expulsava1os de casaX A$DU'. 2oi a ve> dos dirigentes da comunidade) . corriam atr3s dos carros) #epois. sem excep+ão. Vavilov.or exemplo a 7noite de luta contra a religião8.) U) cumpria magni2icamente a tare2aX A B) . guardaremos sempre na mem:ria *ue os crentes são presos sem parar. sem *ue se tratasse de um conto de "atal) . mas sim um misto de 6aptista. talve> nunca o sai6amos) (er3 *uerido rogar pela salva+ão da sua almaY Era cedo de mais) (er1se1ia mani2estado o seu sentido do humor. com o seu conhecimento. a pena perder tempo) Goi assim suprimido o . super2-cie algumas datas e pontos culminantes) . e não h3 maneira de enunciar por ordem o *ue aconteceu Rmas a B) . em Gevereiro de 19@4. e2ectuadas deten+9es em massa entre o clero) E muitas outras datas e lugares de *ue ninguém nos legou tra+a)S "ão se deixa de des6aratar todas as seitas. pois.or*u0. 2oram detidos todos os mem6ros. das comunidades esta6elecidas entre %otchi e =hosta) (udo nelas 2uncionava ao modo comunistaJ a produ+ão e a distri6ui+ão) E tudo tão honestamente como nunca o pa-s o conseguir3 2a>er em cem anos) Fas.) U) nada deixava passarXS) "ão o6stante. o enca6e+ava secretamente)S &s par3gra2os apertam1se.etrogrado. insurrei+ão armada) R&s guias das excurs9es mentem agora.artido ?ampon0s do (ra6alho existia. apertam1se os anos.artido ?ampon0s do (ra6alho e todos os *ue tinham 7con2essado8 convidados a retractarem1se das con2iss9es 2eitas Rpodemos imaginar a sua alegriaXS. tolstoiana e ioga) Uma ?&FU"'#A#E assim. simultaneamente.or morrer) Forreu tam6ém KurovsAi) (chaianov. e a sua 2iloso2ia não era ateia. em cu/o apartamento. com o 2undamento de *ue o . 2oi desterrado para Alma1Ata. margem da pol-ticaX Duando a sua 2ilha levava a casa estudantes. *ue mani2estavam ideias social1revolucion3rias. na =arpovAa. era criminosa e não podia proporcionar 2elicidade ao povo)S "os anos 4C. sendo detido novamente em 194Q) 5Q A$DU'.tomando a resolu+ão *uanto . a ?ondenado ao isolamento prisional. arrastado ao tri6unal s: o pe*ueno grupo =ondratiev1(chaianov@4) R"o ano de 1941 acusou1se Vavilov. tendo ali criado aldeias1comunas /untamente com os 6aptistas) Duando come+ou a constru+ão do com6inado de =u>nietsA. como é :6vio) RA*ui emergem . a. por princ-pio.or exemplo.

tudo se derretera. *ue elegeram um leader desa2ortunado) . segundo pensa a B) .lato1nov. naturalmente. as pris9es de A$DU'. cerca de trinta e cinco mil) "ão nos é poss-vel veri2ic31lo)S %ão aprisionados os Aa>aAos. deten+ão dos trots*uistas) A cada um a sua ve>) #epois. pode ter1se conhecimento da exist0ncia de ouro nas mãos mais inesperadasJ um oper3rio 7cem por cento8. de igual modo o resto do partido assiste com aprova+ão . a ve> de meter na prisão os mem6ros do partido dirigenteX .) U) Fas. ap:s a insurrei+ão de 1949) RGoram 2u>ilados. tiveram algum 7neg:cio8.aci0ncia dos socialistas continuam. ou tra6alharam por sua conta.ro2) E2riemov. s: ser3 poss-vel esclarec01lo na prisão) E /3 não pode servir de atenuante nem a . mas a*ueles a *uem é extor*uido) A particularidade desta nova torrente 7do ouro8 consiste em *ue todos estes patos ri.s suas possi6ilidades. acontecia com muita 2re*u0ncia *ue eles não tinham ouro algumJ os seus 6ens m:veis e im:veis. e /3 superiores . alguma ve>. os /oalheiros e relo/oeiros) Através da den<ncia. conseguiu arran/ar e guardar sessenta moedas de ouro de cinco ru6los cada. dese/ando apenas arrancar11lhes o ouro pelo direito do mais 2orte) E por isso *ue os c3rceres estão repletos e os comiss3rios instrutores extenuados) As expedi+9es. dos tempos de "iAolaiW o conhecido guerrilheiro si6eriano Furaviov chegou a &dessa tra>endo consigo uma 6olsinha de ouroW os cocheiros de cavalos t3rtaros de eninegrado todos eles t0m ouro escondido) %e isso é verdade ou não. sendo logo detidos por insolv0ncia e con2iscando1se1lhes os 6ens) RAos pe*uenos artesãosJ 6ar6eiros.Assim.ara /3. iutovsAi. segundo di>em. lentamente. podendo ter guardado ouro. são algumas centenas. comércio. necessita de ouro.) U) propriamente de nada. vir3 a imagin3ria oposi+ão da 7direita8) #evorando os mem6ros. nos anos de 19@C1@1) Em come+os de 19@C é processada a União de i6erta+ão da UcrLnia Ro . apenas os privavam da patente)S "o engrossamento da torrente dos nepmen h3 um interesse econ:mico) & Estado necessita de 6ens. reparadores de 2ogareiros a petr:leo. a partir da cauda. deten+ão dos mem6ros dos outros partidos. nos <ltimos *uin>e anos.o são acusados pela B) . ap:s o seu her:ico esmagamento pela cavalaria de Iudi:ni. tudo 2ora con2iscado pela $evolu+ão. 'smailovS. 6em como o destacado cr-tico liter3rio F) F) IaAhtine) &s grupos nacionais vão tam6ém a2luindo. e em 1949 são detidos os historiadores *ue não 2oram exilados a tempo para o estrangeiro R. (cheAhovsAi. e a =olima ainda não existe) ?om o ano de 1949 come+a a céle6re 2e6re do ouro) %: *ue a 2e6re ataca não a*ueles *ue o 6uscam. ou os trots*uistas. "iAovsAi e outrosS. /ustamente.E AB& #E BU AB 59 trLnsito e os campos de concentra+ão rece6em um re2or+o proporcionalmente menor) Duem é *ue é preso nesta corrente 7do ouro8Y (odos a*ueles *ue. um ap:s outro. estando esta disposta a não envi31los para o Ar*uipélago de BU AB. pr:pria ca6e+a) A partir do ano de 194Q é a hora do a/uste de contas com os restos da 6urguesia T os nepmen Rcomerciantes e negociantes *ue desenvolveram a sua actividade durante a "ova .ol-tica Econ:micaS) & mais 2re*uente é *ue lhes imponham contri6ui+9es cada ve> mais elevadas. (arle. a ser distri6u-das. ora de um extremo ora de outro) %ão aprisionados os NaAutos. como é :6vio. e sa6endo n:s *uais as propor+9es entre o *ue é divulgado e o *ue é secreto. al2aiates. *uantos não haver3 por detr3s destesY Duantos haver3 *ue 2oram presos . chega1se com as 2auces até .or en*uanto. até ao momento em *ue se negam a pagar. ininterruptamente.s escondidasY E aproxima1se. não se sa6e como. nada mais restando) ?om enorme esperan+a são detidos. é 7a oposi+ão oper3ria8. mas aproxima1se. mas 6em depressa serão milhares) & mais di2-cil é come+arX Assim como estes trots*uistas assistiram tran*uilamente . em 1945149. as cartas da Brande . Botie iAhatchov.

.) U). trouxe consider3veis re2or+os aos campos de concentra+ão) (al como . assim procedeu o nosso sistema socialista do passaporteJ ele varreu precisamente os insectos intermédios@5. de raiva. mas h3 um procedimento geralJ servir nas celas. não tens ouro. estava superlotada com a torrente do 7ouro8S. 2a>endo as suas necessidades uns diante dos outros. essa leva de milh9es e milh9es. pr3tica.C A$DU'. mais depressa o hão1de darg ?hega1se até . malvadoX & Estado necessita do ouro. pelo 2acto de *ue senão a metade. pois assim não acreditarão *ue o deste todo. isso pouco importa a *uem *uer *ue se/a) & importante é istoJ para c3 o ouro.condi+ão de oper3rio. apenas comida salgada e não dar 3gua a 6e6er) %: a*ueles *ue entregarem ouro é *ue 6e6em 3guaX #e> ru6los por um copo de 3guaX &s homens morrem pelo metal)))@5 Esta leva di2erencia1se das anteriores. sem domic-lio e sem 6ase de apoio) E. isto não é mais 23cil. não podia conter1se se*uer na /3 desenvolvida rede de c3rceres R*ue.5 Verso do li6reto russo do Gausto. promiscuidade de p_r mulheres e homens nas mesmas celas. ainda *ue 2osse por um s: anito) Assim iam 6or6ulhando e mandando as torrentes.E AB& #E BU AB a*uele *ue /3 assimilou os h36itos desta institui+ão. mas o t3rtaro insistia na sua declara+ãoJ 7"ão tenho ouroX8 .edro ' simpli2icou a estrutura da popula+ão. e a6rasar1te até . atingindo a parte da popula+ão mais astuciosa. nem os méritos revolucion3rios da*uele so6re *uem caiu a som6ra da den<ncia do ouro) (odos são detidos. a tua situa+ão não tem sa-daJ vão espancar1te. nos anos de 19491@C. . metidos em celas da B) . por*ue esses papéis não são precisos para nada. morte ou até *ue e2ectivamente te acreditem) Fas se tens ouro. pelo menos uma parte desta torrente tem o seu destino vacilante nas suas pr:prias mãos) %e. como das posteriores. as pessoas cometeram 6astantes erros com esses passaportesJ a*ueles *ue não registavam nem noti2icavam a sua mudan+a de domic-lio iam parar ao Ar*uivo. mas mais di2-cil. na realidade.. indo parar imediatamente aos campos de trLnsito. e se vão conden31los ou não. e vão guardar1te ainda) Fas d31lo demasiado tarde tam6ém não é poss-velJ arriscas1te a perder o *ue tens de mais *uerido e a *ue. de Bounod) R") dos ()S . prenderam a mulher e torturaram1na. então és tu pr:prio *ue determinas a medida das torturas. vil9esX &s comiss3rios instrutores não redigem processos ver6ais. escala de um grande Estado) A introdu+ão do sistema do passaporte interior. em *uantidades *ue até ho/e pareciam imposs-veis T mas assim é melhor. cede e entrega o ouroJ é isso o mais simples) Fas não se pode d31lo demasiado 2acilmente.ara c3 o ouro. mas por cima de todas elas rolou e precipitou1se. mesmo de um Estado enorme) "ão havia termos de compara+ão em toda a hist:ria da $<ssia) (ratava1se de uma . de in-cio. ao Ar*uipélago de BU AB) #es6ordando de uma s: ve>. li6ertaram a 2am-lia e in2ligiram1lhe uma condena+ão) As mais grosseiras aventuras da literatura policial e das operetas de 6andoleiros 2oram levadas . mas contornou1a. além disso. te preguem com uma condena+ão) Um desses t3rtaros cocheiros resistiu a todas as torturasJ 7"ão tenho ouroX8 Então. num 6alde) Duem repara nessas 6agatelasX .renderam a 2ilhaJ o t3rtaro não resistiu e deu cem mil ru6los) Então. . a medida da tua resist0ncia e o teu 2uturo) #e resto. por*ue te enganas e sempre te sentir3s culpado perante ti pr:prio) "aturalmente. *ueimar1te. com a sua enchente. e a ti para *ue te serveY Aos comiss3rios instrutores /3 lhes 2alecem a garganta e as 2or+as para pro2erir amea+as e aplicar torturas. no limiar dos anos @C @. *ue 2oi a li*uida+ão dos AulaAs) ?omo era desmedidamente grande. varrendo todas as 2rinchas e interst-cios entre a aristocracia. esta torrente Reste oceanoXS extravasava para l3 dos limites de tudo o *ue pode permitir1se num sistema /udici3rio e prisional.s expedi+9es de prisioneiros.

desli>ando para a linguagem usualS todos a*ueles *ue. num 3pice. explora+ão. . cu/o nome 2oi utili>ado para desviar a aten+ão) Em russo chamava1se AulaA ao mes*uinho e desonesto tra2icante rural. os soviéticos devem o6ter a chamada propisca Rautori>a+ão policialS) E para mudar de resid0ncia t0m de pedir a vipisAa Rigualmente uma autori>a+ão da pol-ciaS sem a *ual não o podem 2a>er) ?om o passaporte interior. de2ini+ão leninista dos intelectuais como 7classe intermedi3ria)). de de> ou de seis anos escapasseJ todos deviam ir para um e mesmo s-tio. se não tivessem estremecido @. do terreno em *ue podiam exercer a sua actividade) Fas. mas através da usura e do comércio) Em cada localidade. logo a seguir ao ano 15.1 com uma 2ome de tr0s anos. inclusive de 2érias. de repente. mesmo devido a insu2ici0ncias tempor3rias das suas 2am-lias) "ão percamos de vista *ue depois da $evolu+ão era imposs-vel *ue *ual*uer tra6alho destes não 2osse pago na sua /usta medidaJ os interesses dos assalariados eram salvaguardados pelos comités de camponeses po6res e pelo %oviete da aldeiaW ai da*uele *ue tentasse lesar a /orna de um tra6alhador agr-colaX & tra6alho assalariado. até . a 2im de conhecerem uma extermina+ão comum) REsta 2oi a .migra+ão de povosW de uma cat3stro2e étnica) Fas os canais da B).&"E%E% E?&"&F'?AFE"(E G&$(E%J e não s: 2ortes *uanto . normalmente. de novo. os soviéticos podem via/ar por todo o pa-s.ara 2ixar resid0ncia. outra ve>. . da 2am-lia) Fas não seria.elo contr3rio. mas ao chegar a *ual*uer localidade.$'FE'$A experi0ncia deste tipo. a*ui não se redu>iam. passou1se a designar por AulaAs Rna literatura o2icial e de agita+ãoW da*ui. é permitido ainda ho/e no nosso pa-s) Fas a dilata+ão do 2ustigante termo de AulaA alargou1se irresistivelmente e no ano @C designava1se /3 através dele (&#&% &% ?AF. esse mesmo sem o *ual o campesinato não teria seguido os 6olchevi*ues nem a $evolu+ão de &utu6ro teria triun2ado) A terra 2oi distri6u-da por um certo pra>o e . eles eram casos isolados e a $evolu+ão privou1os. *ue enri*uece não com o seu tra6alho.&$ 'BUA ) ^avia s: nove anos *ue os mu/i*ues tinham regressado do Exército Vermelho e se tinham lan+ado so6re a terra con*uistada) E. o6rigatoriamente. antes de mais. 7sem personalidade econ:mica))) R") dos ()S A$DU'. pago com /usti+a. e. devem comunicar o 2acto. no pra>o de vinte e *uatro horas. mas 2ortes *uanto ao tra6alho e até simplesmente *uanto .or essa perman0ncia. $evolu+ão. a2ortunada ou não. a cin>as senão lares completosW não se agarrava senão 2am-lias inteiras e velava1 se mesmo >elosamente para *ue nenhuma das crian+as de cator>e.)U)1BU AB estavam tão /udiciosamente tra+ados *ue as cidades nada teriam notado. em geral. pol-cia local) .E AB& #E BU AB . empregavam tra6alhadores agr-colas assalariados.s suas convic+9es) & apodo AulaA era utili>ado para *ue6rantar A G&$VA) $ecorde1mo1nos e reco6remos os esp-ritosJ tinha decorrido apenas do>e anos desde o grande #ecreto da (erra. onde não t0m resid0ncia 2ixa. pagam um tanto em dinheiro) R") dos ()S Alusão ir:nica e meta2:rica . por uma trans2er0ncia de signi2icado. %taline com as na+9es in2iéis e suspeitas)S Esta torrente englo6ava s: uma parte insigni2icante da*ueles AulaAs. come+ou a 2alar1se de AulaAs e de camponesesbpo6res) #e onde provinha issoY ]s ve>es da situa+ão. . pelo 2acto de *ue neste caso não havia demasiadas preocupa+9es em agarrar primeiro o che2e de 2am-lia e ver depois o *ue haveria *ue 2a>er ao resto da prole) . em todo o curso da hist:ria moderna) ^itler repetiu1a depois com os /udeus. uma 2ome sem seca e sem guerra) Esta torrente di2erenciava1se ainda de todas as precedentes.

e lan+an1do1os nus para a tundra e para a taiga desa6itadas do "orte) Este movimento de massas não podia deixar de se complicar) Era necess3rio livrar tam6ém a aldeia da*ueles camponeses *ue não mani2estavam simplesmente dese/o de entrar no AolAho>W *ue não revelavam inclina+ão para a vida colectiva. suspeitando Rsa6emos agora com *ue 2undamentoS *ue ela traria o poder aos pregui+osos. mas soava magni2icamenteJ 7Es chegado dos AulaAs8. a sua intelig0ncia viva e capacidade de tra6alho. tornando1se. perdendo todo o conceito de 7humanidade8 ela6orado ao .elos camponeses 2alhados e pelos *ue chegavam das cidades) En2urecidos. *ue tinham tra6alhado toda a vida. na nossa /uventude. nos parecia inteiramente l:gica e nada con2usa) A$DU'. 2oi enviado para o ?asa*uestão o 7rei8 da 6atata. go>avam da considera+ão dos seus conterrLneos.or todos os lados se come+aram a desco6rir agr:nomos sa6otadores. mas *ue agora 2a>iam crescer premeditadamente ervas nocivas nos campos russos) RIem entendido por indica+9es do 'nstituto de Foscovo. até esse ano. se atingiram todos a*ueles *ue constitu-am a ess0ncia da aldeia. estes puseram1se a prender os melhores produtores cereal-2eros. o tra6alho compulsivo e a 2ome) Era necess3rio des2a>er1se tam6ém da*ueles camponeses Rpor ve>es nada ricosS *ue. a sua resist0ncia e consci0ncia) Eles 2oram a2astados e a colectivi>a+ão levada a ca6o) Fas na aldeia colectivi>ada 2lu-ram tam6ém novas torrentesJ a torrente dos sa6otadores da agricultura) .ara designar todas estas v-timas era necess3ria uma nova palavra e ela surgiu) "ela /3 nada havia de 7social8. por %tepan (chauss:v na novela %) Ualiguin) h9 $ecordo1me *ue esta palavra. deles desconhecida. ou *ue ele pr:prio era idiota) Acusou os agr:nomos de serem AulaAs e de terem tergiversado na aplica+ão da sua tecnologia) E os agr:nomos 2oram levados para a %i6éria) #e resto. agora completamente desmascarado) (ratava1se precisamente da*ueles mesmos du>entos mil mem6ros do .4 A$DU'. isto é.@ issenAo não podia di>er *ue a neve era AulaA.E AB& #E BU AB .artido ?ampon0s do (ra6alho *ue não 2oram presosXS ?ertos agr:nomos não cumprem as directri>es pro2undamente inteligentes de issenAo R2oi numa torrente assim *ue. 2oram arremetidos e desarraigados dos %pUr lugares . tirando1lhes os 6ens.E AB& #E BU AB longo de milénios.E%%&A FE"(E levantavam estorvos aos activistas locais) . com duas palavras. pela sua aud3cia. /ustamente como tinha ordenado issenAo) As sementes incharam. perigosos para a direc+ão de AolAho>es@Q) E em cada aldeia havia tam6ém a*ueles *ue . 2or+a 2-sica e esp-rito de decisão. no ano de 19@1. pelo calor da sua interven+ão nas assem6leias e pelo seu amor . /usti+a. em *uase todas as esta+9es de . nem de econ:mico. /untamente com as suas 2am-lias. a sua energia. honradamente. *ue produ>iam o pão *ue a $<ssia comia no ano de 194Q.or ci<mes. co6riram1se de 6olor e morreram) Vastos campos permaneceram incultos durante um ano) @Q Este tipo de campon0s e o seu destino estão retratados de modo imortal. considero *ue tu és um auxiliar do inimigo) E isso 6astaX Até ao mais andra/oso tra6alhador agr-cola.da tenacidade e da capacidade de tra6alhoY E eis *ue estes mu/i*ues. orchS) &utros cumprem1nas com pouca su6tile>a e revelam com isso a sua estupide>) REm 19@4 os agr:nomos de .aAov semearam linho na neve. pela sua independ0ncia. inve/a ou despeito era esse o momento mais prop-cio para um a/uste de contas) . era inteiramente poss-vel inclu-1lo entre os chegados aos AulaAsl@9 Goi assim *ue.

em6ora de maneira incoerenteJ 2oram por ela apanhados a*ueles *ue ainda se mantinham a*ui e ali 1 os 2ilhos de sacerdotes. garotos e garotas. de 2uturo. os tri6unais aplicavam pesadas penasJ de> anos. en2im. podemos respirarX Vão cessar. no campo. tornou1se um aspecto completamente novo de ocupa+ão agr-cola e um tipo inédito de cei2a das searasX "ão 2oi uma torrente nada pe*uenaJ muitas 2oram as de>enas de milhares de camponeses. repercutindo1se na 2orma ha6itual por todo o pa-s. tão1pouco se apelava /3 da senten+aS) ?alcula1se *ue uma *uarta parte da popula+ão de eninegrado 2oi limpa em 19@41@5) Esta aprecia+ão. mem6ros do %hut>6und4C. *ue perderam as lutas de classe em Viena e vieram. os camponeses não chegaram a tal necessidadeS. sem 2imJ 1 &s austr-acos. paralelamente. 2luindo. e. por*ue não tinham esperan+a de rece6er do AolAho> nada pelo seu tra6alho di3rio) . pondo1se em vigor um procedimento /udicial 7mais acelerado8 Ranteriormente. propriedade socialista. /3 era tempo) Aca6aram as ang<stias nocturnasX Fas *ue ladrar de cães é esseY AgarraX AgarraX . para salvar1se. assim. perdiam1se sempre modestos e invari3veis riachos *ue não se precipitavam com estrépido. e *ue os 2orne+a) RAli3s.or esta ocupa+ão. mas o AolA1ho> não cumpriuJ prisão com eleXSW 1 A torrente dos cortadores de espigas) & corte manual nocturno de espigas.ois 6em. onde a tensão 2oi considerada tão grande *ue se instalaram *uartéis1generais da ") =) V) #) em cada comité executivo dos %ovietes de 6airro.oiseX ?ome+ou a torrente =irov.tractores e m3*uinas agr-colas desco6riram1se sa6otagens dos tractores. a grande torrente das constru+9es do primeiro e do segundo plano *uin*uenal.ela lentidãoS e sem direito a apelo Ranteriormente. *ue a desminta a*uele *ue tem em seu poder os n<meros exactos. amarga e pouco tentadora Rnos tempos de servidão.artido comprometeu1se. mas rapa>es e raparigas. as mulheres da antiga no6re>a e as pessoas *ue tinham 2amiliares no estrangeiro)S "estas espraiadas torrentes. esta torrente . de modo especialmente a6undante durante os anos de guerra. 2re*uentemente não homens nem mulheres. *ue inundavam tudo.rimavera pela 7comissão de determina+ão da colheita8SW 1 A torrente 7pelo não cumprimento das o6riga+9es de entrega de cereal ao Estado8 Ro comité de >ona do .4 A$DU'. em conta. ele /3 não primava . estipulados na . dos c-rculos de 2iloso2ia ilegaisW . re2ugiar1se na p3tria do proletariado mundialW 1 &s esperantistas Ressa gente nociva era di>imada por %taline nos mesmos anos em *ue ^itler o 2a>iaSW 1 &s 2ragmentos *ue restavam da %ociedade Gilos:2ica 'ndependente.E AB& #E BU AB não se limitou a eninegrado. todas as torrentes massivasX & camarada Folotov declarou em 15 de Faio de 19@@J 7"ão consideramos *ue a nossa tare2a se/a a repressão de massas)8 . dos transportes do comércio e das 236ricas) A ") =) V) #) rece6eu ordem de se ocupar dos grandes des2al*ues) Esta torrente tem de ser levada. data em *ue ser3 ampliada e tornada mais rigorosaS) Ginalmente. portanto durante *uin>e anos Raté 1945. *ue os adultos mandavam pela noite cortar espigas. por atentado perigoso . como 2luido em perman0ncia. de eninegrado. mas iam 2luindo. nos termos da 2amosa lei de 5 de Agosto de 19@4) REm linguagem da prisão 7lei de sete do oito8)S Esta 7lei de sete do oito8 proporcionou ainda. eram explicados os 2racassos dos primeiros anos nos AolAho>esXS 1 A torrente 7por perdas da colheita8 Rmas estas 7perdas8 eram calculadas relativamente aos n<meros ar6itr3rios.

não existe de6aixo dos céus in2rac+ão. *ue não 2oi mencionado uma s: ve>. por não tra6alharem nos dias de 2estas religiosas. diversi2icado. em todos os seus longos anos de actividade. o artigo 5Q é um mundo completo. insurgidos em 19@5) As nacionalidades continuam a 2luir. declarando *ue este método era vicioso e ela 2oi li6ertadaSW 1 &s cola6oradores da ?ru> Vermelha . no ?:digo. e nos per-odos das outras grandes torrentes. ou ainda A)%)A) RAgita+ão Anti1%oviéticaS) (alve> se/a ela a mais est3vel de todas. rami2icado.5 Ginalmente.aci0ncia dos socialistas continua a mudar as cartas) 4C Fovimento de Gevereiro de 19@4) R") dos ()S 41 Esposa de F3ximo BorAi) R") dos ()S 1 Era uma semana de cinco dias de tra6alho. vindas do extremo ou de outro pa-s) R"a constru+ão do canal do Volga pu6licam1se /ornais nacionais em *uatro idiomasJ t3rtaro.enal come+a por se negar a reconhecer *ue no nosso territ:rio ha/a delin*uentes pol-ticos. inten+ão.enal de 194. havia a torrente do décimo par3gra2o. o ?:digo . do cap-tulo respeitante aos delitos pol-ticos e em lugar algum est3 escrito *ue se/a 7pol-tico8) "ão) Ao lado dos crimes contra a ordem governamental e do 6anditismo ele encontra1se inclu-do no cap-tulo dos 7crimes contra o Estado8) Assim.echAova41 ainda de2endia o direito . pois não estancou nunca. setentrional. sua interpreta+ão ampla e dialéctica) Duem de entre n:s não so2reu na sua carne o seu sempre envolvente a6ra+oY "a realidade. "at3lia 'vanovana IugaienAo 2oi detida pela B). os eternamente vigilantes e sempre penetrantes :rgãos tiraram a sua 2or+a de UF %H artigo dos cento e *uarenta e oito do cap-tulo especial Rnão comumS do ?:digo .) Fas para 2a>er o elogio desse artigo é poss-vel encontrar ainda mais ep-tetos do *ue a*ueles *ue. potente. cresceu mesmo em vagas particularmente caudalosas4@) . mas ao 2im do terceiro m0s da instru+ão do processo houve uma resolu+ão. *ue. us6e*ue e Aa>aAo) ^3 pois *uem os leiaXSW 1 E de novo os crentes *ue não *uerem tra6alhar aos domingos Rtinha sido introdu>ida a semana de cinco dias44W os AolAho>ianos eram sa6otadores. ac+ão ou inac+ão. repousando1se ao sexto. mas tornou1se poss-vel interpret31lo dessa maneira) & artigo 5Q não 2a> parte. *ue não possa ser castigada pela mão de 2erro do artigo 5Q) Gormul31lo tão amplamente era imposs-vel. turcomen*. como nos anos @5.E AB& #E BU AB . sua exist0nciaW 1 &s montanheses do ?3ucaso. ou "ieArassov para a Fãe11 $<ssiaJ44 grande. 45 ou 49. (urgueniev escolheu para a l-ngua russa. pelo método das 6rigadas de la6orat:rios Rem 19@@. em tempos. a6undante. con2orme estavam ha6ituados nos tempos do tra6alho individualSW 1 Ainda sempre os *ue se negavam a ser in2ormadores da ")=)V)#) Ra*ui eram a6rangidos os padres *ue guardavam o segredo da con2issãoJ os :rgãos compreenderam rapidamente *uanto <til seria para eles sa6erem o conte<do das con2iss9es. estipulando *ue h3 unicamente criminosos) & artigo 5Q constava de ?ator>e par3gra2os) . intitulado. não s: na 2ormula+ão dos seus par3gra2os.ol-tica. independentemente do dia da semana) R") dos ()S A$DU'. gra+as aos es2or+os de EAaterina . devastador.)U) de $ostov. *ue são detidas cada ve> em maior n<meroW T E a Brande . ali3s. mas *ue 2lui constantemente. =)$)A) RAgita+ão ?ontra1 $evolucion3riaS.1 &s pro2essores *ue discordavam do ensino avan+ado. a <nica coisa para *ue servia a religiãoSW 1 As seitas religiosas.or paradoxal *ue pare+a. mas tam6ém *uanto .

. insurrei+ão armada.E AB& #E BU AB tende a de6ilitar o . ao 2icar a s:s com as pacientes. como o de concupisc0nciaW por exemplo o . para os intelectuais conhecidos. %egunda Buerra Fundial.oder) E isso acarreta 2u>ilamento) RVe/a1se o 2u>ilamento dos *ue 7recusavam o tra6alho8. #as . no Verão de 194. nos anos @C. p3g) @. Rou se/a. isso era um gesto humanit3rio *ue ia contra a lei) #e acordo com o c:digo estalinianoW . isso 2oi su2iciente para aplicar a pena m3xima.letniev.ol-tica . de #eArassov) R") dos ()S . apanhavam s: um total de de> anos. mord01 las1ia nos seios) 'sto era escrito num /ornal central) Due se experimentasse re2ut31loX ?2) o poema Rem prosaS A -ngua $ussa. segundo o artigo 5411 do c:digo ucraniano. *uando nos 2oi devolvido o termo de 7.)O do ?:digo . . com de> anos) ?onsiderando *ue os nossos soldados. /3 *ue a cidade de em6erg tinha passado a ser a cidade ucraniana de vovX E o po6re não p_de demonstrar. e ali 2oi preso pelos nossos no ano de 1945) Goi condenado a de> anos.oder))) A partir de uma interpreta+ão ampla. ao tornarem1se prisioneiros Rpor o2ensas ao poder militarXS.) (ratava1se de um polaco nascido em em6erg. *uando se est3 2aminto e extenuado. num campo de concentra+ão. sua p3tria. na . mas se o /ui> de instru+ão considerou *ue houve inten+ão de trair. co>inhava1se . ou se/a. de trai+ão) E certo *ue o artigo 19 se prop9e castigar não a inten+ão. 11d) %egundo estas al-neas.ol:nia) #epois 2oi para a Zustria.enal pode tratar1se de inac+ãoS tendente))) a de6ilitar o . e o poema Duem Bosta de Viver na $<ssiaY. mas a prepara+ãoJ segundo uma compreensão dialéctica da inten+ão pode1se entend01la como prepara+ão) E 7a prepara+ão é castigada de igual modo. ele viveu na sua cidade natal. tomada do poder 45 $e2er0ncia aos o6/ectores de consci0ncia) R") dos ()S 4.3triaJ 11a. por trai+ão . Foscovo. R116SW e s: no caso de circunstLncias atenuantes e tratando1se de civis R11aS.. Esta torrente atingia *ual*uer pessoa em *ual*uer instante) Fas. 116. resulta *ue a recusa. e o pr:prio delito e nisto reside a superioridade da legisla+ão soviética so6re a 6urguesaX4. *uando esta 2a>ia parte do império austro11h<ngaro) Até . A$DU'.s 'nstitui+9es Educativas) ?olectLnea do 'nstituto de . redigida so6 a direc+ão de VichinsAi) Editora egisla+ão %oviética. nos interrogat:rios. de (urgueniev. medida *ue regressavam . não houve trai+ão alguma. de 2acto. durante a guerra45)S A partir de 19@4. a UcrLnia. onde estava empregado.ro2) .3tria8.elo primeiro par3gra2o sa6emos *ue se considera como contra11revolucion3ria *ual*uer ac+ão Rpelo artigo . as ac+9es reali>adas em pre/u->o do poder militar da União %oviética são castigadas com o 2u>ilamento.ris9es .8 & segundo par3gra2o re2ere1se . *ue não tinha ido para Viena com a inten+ão de trair a UcrLniaX Ele 2icou cheio de raiva de o tomarem como traidor)S &utra importante extensão do par3gra2o so6re trai+ão é a sua aplica+ão 7por re2er0ncia ao artigo 19 do c:digo ucraniano8J 7?om inten+ão)8 'sto é.enal. l1c.) A$DU'.5 .E AB& #E BU AB . . completa. p3tria deveriam ser todos 2u>ilados) R&utro exemplo de interpreta+ão amplaJ recordo1me 6em de um encontro na prisão de IutirAi. de ir tra6alhar. 19@4. com a mesma penaS *ue o pr:prio delito8 Rc:digo ucranianoS) #e um modo geralJ 7":s não 2a>emos di2eren+a entre a inten+ão.s ve>es algum delito in2amante. como se se tratasse. 2oi a*ui *ue 2oram inseridas as al-neas de trai+ão .

odiam tam6ém prest31la todos os socialistas revolucion3riosW todos os menchevi*ues Ra isso se destinava precisamente o artigoS e. ou se/a.Q A$DU'. mas é logo ditado pela concep+ão revolucion3ria do direitoS. nos tempos de %taline. ucranianos e turcomenos 2oram com grande 2acilidade condenados. encontrava1se 2acilmente toda uma categoria de pessoasJ todos os emigrados *ue. pela viol0ncia. nem na ind<stria. por aplica+ão desse par3gra2o.or tais 2actos. senão na espionagem estrangeira. o /ornalista e a opinião p<6lica4Q) A amplitude da interpreta+ão consistia tam6ém em *ue não se /ulgava alguém directamente por espionagem. os engenheiros do . se em Foscovo 2ossem contra a separa+ão /3 seria violenta) #esta 2orma. lituanos. mais tarde. vivendo1se do dinheiro proveniente das in2orma+9es) A espionagem era algo de muito c:modo pela sua simplicidade. a su6sist0ncia do nosso povo não se apoiava na agricultura. uns anos antes da redac+ão desse mesmo c:digo. entra neste caso *ual*uer tentativa de sair da União) Fas 7violentamente8 não indica em rela+ão a *uem) Fesmo *ue toda a popula+ão da $ep<6lica *uisesse separar11se. a/uda R2antasiosaS prestada . a um estado estrangeiro *ue se encontre em guerra com a U)$)%)%)8) Este par3gra2o dava a possi6ilidade de processar DUA DUE$ cidadão *ue. cm particular.E AB& #E BU AB Um caso *ue se deixou passar em 6rancoJ alargar o campo de aplica+ão deste par3gra2o a %taline e ao seu c-rculo diplom3tico e militar.&#'A ser /ulgada em 2un+ão dele) & *uarto par3gra2o re2eria1se . U)$)%)%) . nem em *ual*uer outra coisa. tendo a6andonado o pa-s anteriormente a 194C. 2ossem apanhados pelas nossas tropas na Europa ao 2im de um *uarto de século R1944145S. seria poss-vel chegar . tivesse pregado um salto .central ou local e. dada a a6undLncia de pessoas *ue estiveram em territ:rio ocupadoSW mas *ual*uer pessoa . sem compara+ão alguma com as derrotas da $<ssia c>arista nos anos de 19C4 ou 1915Y #errotas como as *ue a $<ssia não conhecia desde o século !'''Y45 . 6urguesia internacional) Aparentemente. todos os nacionalistas estonianos. 7a/uda prestada. conclusão de *ue. nos anos de 194C141) A sua cegueira e insensate> 2oi a isso *ue condu>iram)) Duem senão eles arrastaram a $<ssia para vergonhosas e nunca vistas derrotas. e compreens-vel tanto para o delin*uente pouco evolu-do como para o /urista culto. por virtude dele. por *ual*uer 2orma. 2oram condenados. 6ota de um militar alemão ou lhe tivesse vendido um molhinho de ra6anetesW ou uma cidadã *ue tivesse elevado o moral com6ativo do ocupante. dan+ando ou passando uma noite com ele) R"em todos G&$AF condenados por aplica+ão deste par3gra2o. *uem pode ser inclu-do a*uiX Ga>endo uma leitura ampla.ar3gra2o sextoJ a espionagem) Goi interpretado com tal amplitude *ue. se se contassem todos os *ue. .ois *ue 2a>iam eles no estrangeiro senão prestar a/uda . mas sim porJ .lano Estatal e do ?onselho Econ:mico de toda a União %oviética) . a pena aplic3vel vai até ao 2u>ilamento Rcomo em ?A#A UF dos par3gra2os seguintesS1 Extrapolando Rnão se podia escrever isso no artigo. de *ual*uer parte da União das $ep<6licas) . separa+ão.ar3gra2o *uintoJ incita+ão a *ue um estado estrangeiro declare a guerra . viam1lhes aplicado o 5Q14J de> anos. com a a/uda da consci0ncia revolucion3ria. letonianos. em territ:rio ocupado. a de> e a vinte cinco anos) & terceiro par3gra2o re2ere1se . ou o 2u>ilamento) . 6urguesia mundialY R&utro exemplo dessa a/uda /3 n:s o conhecemosJ o de um grupo musical dentro da pr:pria U)$)%)%)S .

do passe das datchas vedadas e dos centros secretos de distri6ui+ão) & povo não podia penetrar através das de2esas 6lindadas da espionite.9 do artigo 5Q ou de algo independente e muito perigoso) &s detidos ao a6rigo de artigos1 siglas eram mais perseguidos. nem o6servar como a 6urocracia se arran/ava para mandriar.enal soviético5C. criara tudo sempre honradamente. eram par3gra2os contagiosos. centenas de milhares dos seus melhores 2ilhos se lan+aram inexplicavelmente a actividades nocivas) R& par3gra2o so6 nocividade não estava previsto para estender1se . isto é. mas assustadoras com6ina+9es de mai<sculas Rneste cap-tulo ainda iremos encontrar outrasS. a su6tile>a dialéctica introdu>iu1o l3 tam6ém)S . mesmo sendo para os senhores) #esde os tempos de $tariA49 *ue não se tinha ouvido 2alar de *ual*uer nocividade) E eis *ue. do sistema da porta 2echada. e a todos acess-vel. mesma modista Rnaturalmente cola6oradora da ")=)V)#)S *ue a esposa de um diplomata estrangeiro) E esta categoria do 5Q1. o povo constru-ra.ar3gra2o oitavoJ o terror Rnão se tratava da*uele terror *ue devia 72undamentar e legali>ar8 o ?:digo . suspeita de espionagemW ou se/a. ind<stria. todos os ramos citados no par3gra2o sétimo. circula+ão 2iduci3ria e .ar3gra2o sétimoJ actividades nocivas . . em muitos campos. errar. no século !''' antes da nossa eraS) %e o marido matava o amante da sua mulher. até ao interior do campo de concentra+ãoS.assou a ser a /usti2ica+ão natural da pol-tica do segredo. ao comércio. *uando. o marido . os 6ens passaram a ser propriedade do povo. suspeita de espionagemS. por exemplo. as colheitas diminu-am. uma vigilLncia alerta Rpois os servi+os de in2orma+ão estrangeiros podiam estender os seus tent3culos ao seu protegido. se este era do .EJ presun+ão de espionagem Rou espionagem não provada. todos estes artigos1siglas. aplica+ão 2atal da penaXSW T ?%EJ liga+9es conducentes RXS . por exemplo.E Rpresun+ão de espionagemS e ?%E Rliga+9es conducentes .artido. socialmente pr:ximo.artido.T . o *ue dava lugar . este par3gra2o esteve muito em voga e a6rangeu massas inteiras so6 a designa+ão simpli2icada. pois aplicava1se1lhe o artigo 1@. as m3*uinas se *ue6ravam. o 2acto de a amiga de uma amiga da sua mulher mandar 2a>er um vestido . mas do terror exercido pela 6aseS) & terror era entendido de um modo particularmente extensivoJ não signi2icava simplesmente colocar 6om6as de6aixo do carro dos gover1nadores4 mas.artido. comer e divertir1se) A$DU'. *ue exigiam um regime severo. agricultura. era uma sorte para o marido. de nocividade) E2ectivamente. . implicando a proi6i+ão da escolta em grupo) Em geral.s cooperativas) "os anos @C.J tratava1se de um criminoso comum. mas desde *ue era imposs-vel explicar de 2orma sensata por*ue é *ue os campos se enchiam de ervas daninhas. do *ue os do artigo 5Q) . pioravam de dia para dia a olhos vistos e devia haver culpados disso) #urante séculos. es6o2etear a seu médico pessoal. e acontecia este não ser do . da proi6i+ão da in2orma+ão.. pela primeira ve>. ou ainda o Aomsomol ou o miliciano activistaW isso era /3 terror) ?om mais 2orte ra>ão o assass-nio de um activista nunca se podia comparar com o assass-nio de um homem comum Ro mesmo *ue no c:digo de ^amura6i. arrastavam constantemente consigo um halo de mistério) Era imposs-vel compreender se se tratava de rami2ica+9es 45 Epoca das invas9es mong:licas) R") dos ()S E poss-vel *ue a mania da espionagem não 2osse s: uma estreite>a mental de %taline) Ela tornou1se c:moda para *uantos des2rutavam de privilégios) . e podia ser deixado sem escolta) Fas se o amante calhava ser do . *ue /3 amadurecia. aos transportes. não propriamente artigos.E AB& #E BU AB .

esse.or 7agita+ão. umas notas. tomo 45. ou 2racasso no tra6alho e na produ+ão era imperdo3vel. a . p3g) 19C) 5C A$DU'.r-ncipe *ue reinou na segunda metade do século '!. incandesc0ncia do pensamento do /ornal do dia) . perante a . uma circunstLncia agravante de *ual*uer dos anteriores.or 7prepara+ão de literatura8. e dava 2undamento . sendo tudo isso encarado como sa6otagem) Fas nenhum par3gra2o do artigo 5Q se interpretava tão amplamente e com uma tal chama de consci0ncia revolucion3ria.oder. um di3rio -ntimo) Assim tão alegremente extrapolada. eu pr:prio a experimentei) ":s éramos dois. inten+9es terroristas.convertia1se num inimigo do povo e era /ulgado segundo o artigo 5Q1Q) ?hegava1se a uma amplia+ão ainda mais lata do conceito. ao a6alo ou ao en2ra*uecimento do poder soviético))) assim como a di2usão.A AV$A do seu s<6dito) As mais céle6res extens9es deste céle6re par3gra2o eramJ T . era *uali2icada como '(.E AB& #E BU AB 51 1 .ois tudo o *ue não 2ortalece. pronunciada ou escrita não era a6rangida pelo par3gra2o décimoY & décimo primeiro. en*uanto o m3ximo "i& E$A 'F'(A#&X (al era a altive> do Brande .ar3gra2o nonoJ destrui+ão ou deteriora+ão))) causadas por explosão ou inc0ndio Rin2alivelmente com um o6/ectivo contra1revolucion3rioS) &u mais sucintamenteJ sa6otagem) A amplia+ão consistia em imputar1se a estes 2actos uma inten+ão con1tra1revolucion3ria Ro /ui> de instru+ão sa6ia 6em o *ue se passava na ca6e+a do delin*uenteXS) Dual*uer neglig0ncia humana. *ue /3 apanhasX8S. entendida como inten+ão) "ão s: 4b . ou por carta particularW e o apelo podia ser um simples conselho pessoal) R":s di>emos 7podia ser8. era de um género especialJ não tinha um conte<do aut:nomo. aplica+ão do artigo com toda a severidade51) . *ue te leve a pesteX8S. sendo. contendo um apelo ao derru6amento. compreendia1se *ual*uer coisa escrita numa carta. dirigida a um activista. 5)a edi+ão. *ue '#E'A re2lectida. contendo um apelo8 podia entender1se uma conversa entre amigos Re até entre con/uguesS cara a cara.ois tudo o *ue não se a/usta a6alaX E a*uele *ue ho/e não canta connosco. mas não 2omos n:s *ue invent3mos tal anedotaW estivemos presos com pessoas dessas) A$DU'.AU apenas o limite m-nimo da pena Rnão muito 6aixoX "ão demasiado suaveXS. na $<ssia de =iev) R") dos ()S 5C enine. tal par3gra2o era interpretado de tal modo *ue não se exigia organi>a+ão alguma) Esta re2inada aplica+ão. erro. ou se/a. mas uma o6serva+ão 2eita por uma ra6u/enta vendedora do mercado R7Ah. mas na realidade A%%'F E$A)S 1 7A6alo ou en2ra*uecimento8 do poder era *ual*uer pensamento *ue não se a/ustasse ou não se elevasse . Esse é contra n:sX))) RFaiaAovsAiS 51 'sto tem o ar de um exagero. prepara+ão ou posse de literatura desse tipo)8 Este par3gra2o esta6elecia em tempo #E . com re2er0ncia ao /3 mencionado artigo 19. num <nico exemplar. se a ac+ão se preparou de 2orma organi>ada ou os delin*uentes constitu-ram uma organi>a+ão) "a realidade. sim. en2ra*ueceX .E AB& #E BU AB uma amea+a directa pro2erida numa cerve/aria) R7Espera. de uma anedota. através da aplica+ão do par3gra2o oitavo. através da prepara+ão. como o décimoJ 7A propaganda ou a agita+ão.

no ata*ue movido pela lei contra o povo. se deveu a um impulso unLnime de certos revolucion3rios interessados nisso) 54 A$DU'. a6rangia os *ue tinham pertencido ao servi+o de in2orma+ão da HArana. aos ar*uivos da pol-cia. so6 a al+ada /ur-dica deste par3gra2o do artigo 5Q) Fuitos dos documentos re2erentes a este tipo de scr1vaVos não so6reviveram a Gevereiro de 1915 e poucos 2oram tornados p<6licos) V) G) #/un1AovsAi. nos anos 19@51 @Q) E necess3rio di>er *ue a opera+ão de 19@5 não 2oi espontLnea. depois da guerra. morto em =olima. pol-cia secreta c>arista54) Um servi+o an3logo seria mais tarde considerado. pelo contr3rio. com 6ase no seu sentido revolucion3rio do direito) Este par3gra2o aplicava1se aos camponeses *ue não entregavam os 2ornecimentosW aos AolAho>ianos *ue não tinham tra6alhado o n<mero su2iciente 54 ^3 2undamentos psicol:gicos para suspeitar *ue %taline cairia. não den<ncia de *ual*uer das ac+9es acima enumeradas) E para o grave pecado de não denunciar A . ou se/a.E"A "\& ('"^A UF 'F'(E FZ!'F&XXX Este ponto era tão in2initamente amplo *ue não necessitava de *ual*uer acrescento) %AI'A E "\& #'%%E. puni+ão *ue podia ir. /3 experimentado em 1945. sem d<vida. em todo o pa-s Rmas. é o mesmo *ue o tivesse 2eito ele pr:prioX & décimo terceiro par3gra2o. a 2uga do delin*uente não como um impulso para a doce li6erdade. mas sim planeada. pelos vistos.trocarmos secretamente impress9es. aos delin*uentes *ue 2ugiam dos campos. conhecendo a nossa lentidão. eu não acredito muito nissoS) "o &utono. com enorme estrépido e amplitude. mas como um atentado ao sistema dos campos de concentra+ão) Esta era a <ltima vareta do le*ue do artigo 5Q 1 le*ue *ue envolvia dentro de si a exist0ncia humana) Ap:s este exame resumido do grande A$('B& teremos menos ocasião de nos surpreender. a2irmava *ue o 2ogo ateado apressadamente. e depois temperado em todas as torrentes da década seguinte. ou se/a uma organi>a+ãoX & décimo segundo par3gra2o punha em causa a consci0ncia dos cidadãosJ re2eria1se . 2oi de novo aplicado. /3 tinha perdido h3 muito o seu o6/ectivo. por extrapola+ão. di> crime) & a+o adamascado do artigo 5Q. *ue. logo ap:s ter sido 2or/ado. nos primeiros dias da revolu+ão de Gevereiro. como de valor patri:tico) & décimo *uarto par3gra2o pune 7o não cumprimento consciente de determinadas o6riga+9es ou a neglig0ncia premeditada no seu cumprimento8. *uando para o vigésimo anivers3rio de &utu6ro se esperava com 2é uma grande amnistia geral. o *ue *uer di>er *ue se considerava. antigo director do departamento da pol-cia. no prosseguimento do livro) Duem di> lei. com pranchas cont-nuas.E AB& #E BU AB de diasW aos reclusos dos camposa de concentra+ão *ue não cumpriam a norma de tra6alhoW e por ricochete. o pra>enteiro %taline acrescentou ao ?:digo .enal duas novas e inauditas penas de *uin>e e vinte anos54) . e *ue na primeira metade desse ano ocorreu um ree*uipamento em muitos c3rceres da UniãoJ 2oram retiradas as tarim6as das celas e colocados no seu lugar 6eliches. tam6ém. até ao 2u>ilamento) $esumindoJ isso tinha o nome de 7sa6otagem8 ou 7contra1revolu+ão econ:mica8) #elimitar o premetidado do impremeditado s: o comiss3rio1instrutor podia 2a>01lo. um em6rião de organi>a+ão. de um e de dois andares5@) &s velhos prisioneiros recordam *ue o primeiro golpe maci+o ter3 sido dado simultaneamente numa noite de Agosto.

*ue se encontra de pé na tri6una e aca6a de ler essa mesma mensagem) Fas ele est3 ali h3 pouco tempo e en1contra1se no lugar do recentemente detido. pelos vistos. sete minutosX. *uatro.arece não ser casual o 2acto de *ue a ?asa Brande de eninegrado tenha sido conclu-da em 19@4.oderia 2a>01lo o secret3rio da >ona. dado *ue. apenas. precisamente.artido ou o presidente do ?omité Executivo 5@ . em su6stitui+ão do recentemente detido) "o 2im da con2er0ncia é aprovada uma mensagem de 2idelidade ao camarada %taline) ?omo se compreende. deten+ão dos mem6ros de 6ase do . o su6stituto.artido havia. tendo ele pr:prio medoX "a verdade.assam tr0s.)U)1")=)V)#)55 E duvidoso *ue tenha havido alguma região em *ue se conservasse o primeiro1secret3rio do ?omité do . da administra+ão soviética. todos eles tinham assinado a 7plata2orma da "ova &posi+ão8) RE como podiam eles deixar de a assinarY ?omo podiam eles 7não con2iar8 no seu ?omité $egional de eninegradoYS Eis um pe*ueno *uadro da*ueles anosJ est3 a decorrer Rna região de FoscovoS a con2er0ncia distrital do . aplaudindo. precisamente nas vésperas do assass-nio de =irov) 54 A pena d0 vinte e cinco anos 2oi homologada nas vésperas do trigésimo anivers3rio de &utu6ro. o seu su6stituto. as mulheres da limpe>a e os pa*uetes))) Duanto . *ue tinham ingressado antes de 1944) & *ue 2oi aplicado de modo particularmente enérgico em eninegrado. ignorada pelo ?he2e.artido) E dirigida por um novo secret3rio. /3 vão su2ocando as pessoas idosas) A*uilo passa a ser est<pido até para a*ueles *ue sinceramente admiram %taline) Entretanto. os seus ad/untos. podemos suspeitar com toda a pro6a6ilidade de acertar *ue se trata de uma lei do desenvolvimento hist:rico) E o pr:prio %taline come+a a aparecer1nos. se pode 2a>er um pouco de . oito minutosX))) Eles sucum6emX Estão todos perdidosX "ão podem parar. en*uanto não tom6arem com os cora+9es despeda+adosX Ainda no 2undo da sala. cinco minutos e são cada ve> mais tempestuosos os aplausos redundando numa ova+ão) Fas /3 come+am a doer as mãos. acerca de 19@5. ao o6servar a revolu+ão cultural chinesa R*ue teve tam6ém lugar de>assete anos depois da vit:ria de2initivaS. as dactil:gra2as.artido. todos os che2es de sec+ão Ron>eS.artido. um motivo secreto *ue não era mencionado directamente nem nos processos ver6ais nem nas senten+asJ prender de pre2er0ncia os militantes do . todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) &utros 2oram designados) #ecorreram dois meses) E de novo 2oram detidosJ o presidente. como um executor super2icial e cego) A$DU'. no meio do aperto. todos os che2es de sec+ão Ron>eS todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) Em li6erdade 2icaram apenas os simples conta6ilistas. do comando militar e das pr:prias B). todos se p9em de pé Rdo mesmo modo *ue no decorrer da con2er0ncia todos saltavam da cadeira cada ve> *ue era mencionado o seu nomeS) "a pe*uena sala ressoam 7tempestuosos aplausos *ue se trans2ormam em ova+ão8) ."ão h3 necessidade de repetir a*ui. tudo *uanto /3 2oi amplamente escrito e ser3 ainda repetido in<meras ve>esJ assestou1se um golpe demolidor nos escal9es superiores do .E AB& #E BU AB 5@ dos %ovietes) %taline escolheu outros *ue lhe eram mais convenientes) &lga (chatchavad>e relata como isso se passou em (6ilissiJ em 19@Q 2oram detidos o presidente do ?omité Executivo dos %ovietes da cidade. na sala estão tam6ém de pé. os mem6ros da ")=)V)#) e eles o6servam *uem é o primeiro *ue se atreve a pararX))) E os aplausos na pe*uena e desconhecida sala. prolon1gam1se por seis minutosX. /3 se 2atigam os 6ra+os levantados. em 1945) 55 Agora. *uem é o primeiro *ue se atreve a pararY .

como inclu-dos no artigo 5QX E cumpriram o planoX . com o aspecto de leiteiras) A composi+ão dos detidos desta enorme torrente. e n:s inconscientemente deix3mo1nos in2luenciar. mas *ue 2a>er no praesidium. depois da assinatura do documento du>entos e seis. poisY ?omo pararmos entãoY )))S5. instalaram um acampamento) (inham uma ideiaX ?ercaram1nos e levaram todos os homens de de>assete a sessenta anos.E AB& #E BU AB parte do praesidium e compreende toda a 2alsidade. de *ue o per-odo das deten+9es de @51@Q consistiu apenas no encarceramento dos grandes comunistas e. o director da 236rica é preso) ?om 2acilidade pregam1lhe. levados meio mortos para o Ar*uipélago. *ual*uer men+ão na imprensa re2erente a 19@5. o indescrit-vel entusiasmo geralY #e repente. 2ingindo1se atare2ado. de> anos) Fas. cada distrito. ohX FaravilhaX Esvaiu1se então o incont-vel. com uma dé6il esperan+a. até esse momento. todo o 6eco sem sa-da da situa+ão. independente. os dirigentes da >ona aplaudiram até cair) Até *ue os levem em macasX E. em nada mais) Fas dos milh9es então presos. de eninegrado. o comiss3rio1instrutor recorda1lheJ T "unca1se/a o primeiro a deixar de aplaudirX RDue 2a>er. a mil-cia não sa6ia *ue 2a>er dos ciganos *ue numa das pra+as da cidade. na sua maioria. uma se sentaram) Estão salvosX & es*uilo teve a ideia de sair da rodaX))) Entretanto. não tão 2orte. mas aplaudeX #ecorre o nono minutoX & décimoX Ele olha a6orrecido para o secret3rio distrital do partido. vista de todosXY & director da 236rica de papel local. os restantes não vacilaramX))) & director da 236rica de papel. no décimo primeiro minuto.1deixa1se cair no seu lugar. para entrega de pacotes. no praesidium) E. uma personalidade 2orte. *ue conclui as investiga+9es.E AB& #E BU AB 55 & antigo tche*uista AleAsandr =alganov recorda como rece6eu em (ach*uent um telegrama di>endoJ 7Enviem du>entosX8 Eles tinham aca6ado de 2a>er uma ra>ia e *uase /3 não havia *uem deter) E verdade *ue tinham tra>ido do distrito meia centena de delin*uentes) (iveram uma deiaX (odos os gatunos presos pela mil-cia seriam levados ao a6rigo do artigo 5QX #ito e 2eitoX &ra. não deviam poder 2a>er parte mais do *ue de> por cento de dirigentes destacados do . é invariavelmente o relato da tragédia dos dirigentes comunistas) E /3 nos convenceram. era tão dispare e extravagante *ue a*uele *ue dese/asse de2inir cienti2icamente a sua con2ormidade com alguma lei *ue6raria os miolos) RDuanto mais para os contemporLneos) Ela deveria ser para eles incompreens-vel)S Fas a verdadeira lei *ue regia as deten+9es da*ueles tempos era constitu-da pelo n<mero esta6elecido pelas di2erentes categorias e pela sua distri6ui+ão) ?ada cidade. todos pararam no meio do mesmo aplauso e tam6ém . segundo parece.6atota. não tão 2uriosamente. mas 2ingindo 0xtase nos rostos. Eis o *ue é a selec+ão. aplaudir mais devagar. 2a> 54 A$DU'. mulheres simples. cada unidade militar rece6ia uma determinada ci2ra de presos a enviar. é dessa 2orma *ue se conhecem as pessoas independentes) E é dessa 2orma *ue se p9em de lado) "essa mesma noite.artido e do Estado) Fesmo nas 6ichas dos c3rceres. insolentemente. segundo #arjin) Eis o *ue é o cansa+o pela estupide>) Fas ho/e cria1se outro mito) Dual*uer relato pu6licado. e devia cumpri1la no pra>o esta6elecido) & resto dependia da ha6ilidade dos agentes) $elatado por ")B) A$DU'. mas este não se atreve a parar) E uma loucuraX Uma loucura geralX &lhando1se uns aos outros. por outro motivo. viam1se. .

das gera+9es média e /ovem.)I)!) da ")=)V)#)J 7Enviem amanhã a =rasnodar du>entas e *uarenta caixas de sa6ão8. processados todos /untos e mandados para o matadouro do Ar*uipélago. sendo varridos todos os *ue ainda o não tinham sido) J3 não h3 ra>ão alguma para se ocultar. 2oi dada a tare2a de 2u>ilar nessa $ep<6lica *uinhentas pessoas) Eles pediram para aumentar o n<mero e permitiram1lhes *ue 2u>ilassem ainda mais du>entas e trinta) Esses telegramas. *ue ainda não h3 muito constitu-am a espinha dorsal e o orgulho da (cheAaX E até os comunistas da 6urguesa ituLnia. con2er0ncia seguinte) E se ele não 2a> nunca cita+9esY (odos os orientalistas de eninegrado. em manadas) Em parte alguma 2oi indicado *ue era preciso procurar deter o maior n<mero de intelectuais. li6ertando1os das horr-veis condena+9es *ue tinham so2rido. de sincer-ssimos delegados do =omintern 'nternacional ?omunistaS. exilados por col:nias inteiras Rpor exemplo. monta1se o processo de trinta pro2essores das escolas secund3rias. a telegra2ista.aci0ncia. automaticamente. /3 tinham sido detidos algunsSW 1 &s coreanos do Extremo &riente Rdeporta+ão para o ?asa*uestão 1primeira experi0ncia de deten+ão.&utro casoJ aos tche*uistas de &cétia. A$DU'. enca6e+ados pelo seu inspector provincial de ensino. eram transmitidos pelo telégra2o normal) Em (emriuA. crian+as e velhos. *ue tinham sido trocados em 1941. ligeiramente ci2rados. na sua santa singele>a. segundo relata o che2e de mil-cias Ua6olovsAi. . p3triaW são presos na 2ronteira e depois acareados com o seu ex1che2e do =omintern. segundo a *ual o pro2essor da sua escola superior cita pouco enine e Farx e de modo geral não cita %taline T e o pro2essor /3 não comparece . portanto. 2re*uentemente. /3 é tempo de cortar este /ogo) Agora os socialistas são metidos na prisão. transmitiu ao . os seus su6ordinados tam6ém. anos antes. incluindo mulheres.E AB& #E BU AB nianoW a Escola (écnica lituana e os /ornais lituano e estoniano)S #e6aixo de um terramoto geral. de dois a tr0s anos) R%ão encerrados em eninegradoJ a sec+ão lituana do 'nstituto ^ert>enW a ?asa de ?ultura ituanaW o ?lu6e Esto1 5. segundo um critério r3cicoSW 1 &s estonianos de eninegrado Rtodos são detidos. mas se não os es*ueciam nunca nas torrentes anteriores. por exemplo Firov1 =orona) Este a2irma *ue ele pr:prio tra6alhava para um servi+o de in2orma+ão estrangeiro e. os lituanos. muitos dos *uais são atractivas mulheres) ?hamam11nos de volta . como espi9es dos estonianos 6rancosSW 1 (odos os atiradores e tche*uistas lituanos 1 sim. e teve uma suspeitaX "a manhã seguinte sou6e *ue numerosas pessoas 2oram presas e levadas da cidade) ?ontou a uma sua amiga como era o telegrama) . são presos) (odos os mem6ros do 'nstituto do "orte Rexcepto os do servi+o secretoS são presos) "ão desdenham tão1pouco os pro2essores das escolas prim3rias e secund3rias) Em %verdlov. sendo tanto mais nocivos. agora tão1pouco os es*uecem) Iasta uma den<ncia estudantil Ra associa+ão destas palavras deixou h3 muito de soar de maneira estranhaS.ereliem) Entre as terr-veis acusa+9es 2igura a de . os parteiros da $evolu+ão. aca6am de ver redistri6u-das as cartas da Brande . ou de tche*uistas. *uanto mais honestos sãoXS 1 &s empregados do caminho de 2erro da ?hina &riental) R(odos os empregados soviéticos desse caminho de 2erro. as de U23 e de %aratovS.renderam1na imediatamente) R%eria completamente casual *ue uma pessoa 2osse ci2rada como caixa de sa6ãok &u conhecia1se o *ue era a saponi2ica+ãoY)))S "aturalmente podem dedu>ir1se algumas leis particulares) %ão presosJ 1 &s nossos verdadeiros espi9es no estrangeiro) R(rata1se. eram espi9es /aponeses) Fas deve reconhecer1se *ue. somente em 2un+ão do apelido de cada um.

s principais torrentes. 2icando ela pr:pria presaW 1 "adie/da Kudenitch 2oi presa devido ao so6renome) E verdade *ue.instalarem 3rvores de "atal para incendiar as escolas 55 E so6re a ca6e+a dos engenheiros R/3 da gera+ão soviética. e2ectivamente. por não as terem desco6ertoXS. *ue. são condenados a de> anos por suspeita de espionagemW . tinham chegado da . 2raseJ 7'sto deve sa601lo . durante esse tempo morreu a sua mãe de desgostoSW 1 Em %tara1$ussa era exi6ido o 2ilme enine em &utu6ro) Alguém prestou aten+ão .altchinsAi era um de2ensor de . morrendo antes do /ulgamento) Vinte e *uatro morreram em campos de concentra+ão) & trigésimo. de . mas por 7causas8 #'GE$E"(E%. com re2ormas a t-tulo pessoal) A tal selec+ão de #arjin) A$DU'. 7por oculta+ão premeditada de reservas de estanho no su6solo8 Rou se/a. e as crian+as 2icam no continente)S Font9es de v-timasX Fontanhas de v-timasX &2ensiva 2rontal da ") =) V) #) contra as cidadesJ numa mesma onda. 2icou esta6elecidob`*ue não era da 2am-lia do general do mesmo nome e 2oi posta em li6erdade Rmas. da mulher. é acusado de preparar a explosão de uma ponte so6re o rio =Lma) 1 Ku/aAov. 7na perspectiva da chegada dos alemães8 Rsegundo den<nciaS. da*ueles *ue /3 não existem) Em regra. a pena é mais suave do *ue a da torrente dos AulaAs.altchinsAaiaX Apanhem1naX E prenderam1na) (ratava1se. /3 não 76urgueses8S a6ate1se o 6ordão com a cad0ncia do p0ndulo) Ao top:gra2o de minas FiAov "iAolai FerAurievitch. prometeram1lhe deix31la com os tr0s 2ilhos pe*uenos *ue tinham) Ela assinou.artido. aplica1se o artigo 5Q15J de> anos de reclusão) 'ndo /untar1se . por uma tal estupide>. nesta 2eira tra6alha uma en2ermeira *ue se chama . isto é.) Fateveieva v0 prender o marido e tr0s dos seus irmãos Rdos *uatro. 2am-lia) Agora. não havia tais reuni9esS) . 'van Aristaulo1vitch . tam6ém de .E AB& #E BU AB 55 ) REm todo o caso. aplica1se o artigo 5Q15J vinte anosX %eis ge:logos Rdo grupo de =otovitchS. voltou rea6ilitado) R%e tivesse perecido tam6ém ele.avel. para se reunirem .al3cio do 'nverno) Esperem.or isso.unitch. e em certos lugares R eninegradoS de todos *uantos apanharam 7de> anos sem direito a correspond0ncia8. todas apanham oito anos de reclusão 55 ?inco dentre eles 2oram torturados nos interrogat:rios.altchinsAiX8 E . onde reali>avam reuni9es de menchevi*ues e de socialistas revolucion3rios Rcomo é de supor. nove meses depois. 2oi detido de dia e 2oram 6uscar a esposa de noite) Apresentaram1lhe a ela uma lista de pessoas e exigiram1lhe *ue a assinasse. e perdeu1 os a todos. s: um regressouS) 1 A um técnico electricista *ue6rou1se no seu sector um ca6o de alta tensão) 5Q15 com eleJ vinte anos) 1 & oper3rio "oviAov. vivem agora em %verdlov.erm. /3 adolescentes. como deix3mos passar milh9es)S As numerosas 7testemunhas8 do seu processo.erm. depois do 2u>ilamento do marido. prosperamenteJ são 2uncion3rios de 7nomenclatura8. 'van e %tepanS. ter-amos deixado passar estas trinta pessoas. havia ainda as torrentes especiaisJ as das esposas Rmem6ros da 2am-liaS) Elas englo6am as mulheres dos destacados dirigentes do . %).ol:nia no ano de 19@C. indicando *ue todos eles visitavam a sua casa. ainda ?$'A"VA%. se ocultava num lugar a2astado) 1 &s irmãos IoruchAo R. pelo 2acto de *ue devido a uma altera+ão nos estratos estes não coincidiram com duas galerias de uma mina *ue deviam encontrar1se.

no cesto dos papéis da latrina colectiva) Agita+ão anti1soviéticaJ de> anos) %taline e os seus pr:ximos cola6oradores gostavam muito dos seus retratos. a cidade tinha assistido . e um velho mu/i*ue perguntou1lhe se ele sa6ia *ue em sete anos os AolAho>ianos não tinham rece6ido pelos dias de tra6alho nem um grão de cereal.ois se amanhã és o6rigado a reconhecer *ue estavas a organi>ar um grupo clandestino para envenenar a canali>a+ão de 3gua da cidade. servia1se do /ornal) &s vi>inhos desco6riram um desses /ornais. para desgra+a sua. mas era demasiado ignorante para isso. perto do *ual se movia gente) &ra. através da respira+ão ou da entrega de o6/ectos T assim tam6ém num aperto de mão. mas unicamente palha. por agita+ão anti1soviéticaW 1 &utro 2oi o destino de um mu/i*ue pai de seis 2ilhos) . pouca) . nas suas horas livres.s outras o cont3gio da epidemia sem o sa6erem T num aperto de mão.artido chegou . se transmitia o inelut3vel cont3gio da deten+ão) . e. de 2acto. extermina+ão do campo e achado isso muito natural) Agora era o campo *ue poderia o6servar como arrasavam a cidade. dando pena não utili>ar /ornais 1 e *uantos desgra+ados não 2oram condenados por issoX As deten+9es propagavam1se pelas ruas e pelas casas como epidemias) Assim como as pessoas transmitem umas . com assinaturas so6re o rosto do . ao regressar tarde do dep:sito. a pé. enchendo com eles os /ornais. isso signi2icava *ue eu estava igualmente perdido) %ete anos antes disso.ropaganda anti1soviéticaJ de> anosW 1 Um canali>ador desligava o aparelho de r3dio do seu *uarto sempre *ue transmitiam intermin3veis cartas a %taline5Q) Um vi>inho denunciou1o 5Q Duem se recorda delasY #urante horas eram estonteantemente iguaisX ?ertamente *ue o locutor evitan se deve lem6rar 6emJ lia1as com grandes in2lex9es. durante um encontro na rua.or esta pergunta condenaram esse velho a de> anos de reclusão.E AB& #E BU AB Ronde estar3 agora esse vi>inhoYS. aconteceu) #eram1lhe uma condecora+ão) Entregaram1lha numa reunião onde se pronunciavam discursos) "a sua resposta. como elemento socialmente perigosoJ oito anosW 1 Um padeiro semianal2a6eto gostava.ergunta1ram1lhe o nome) "o dia seguinte 2oi detida) & comiss3rio instrutor perguntou1lhe o *ue tinha visto) Ela reconheceu honestamente o *ue vira Reis a selec+ão de #arjinS) . e de resto continuavam tam6ém a assestar1lhe golpesJ 1 & agrimensor RXS %aunin 2oi condenado a *uin>e anos))) pela morte de gado RXS e pelas m3s colheitas RXS no seu distrito Re os respons3veis do distrito 2oram todos 2u>ilados pelo mesmo motivoS) 1 Um secret3rio do . com muito sentimento) 5Q A$DU'.or essas seis 6ocas matava1se a tra6alhar nas tare2as do AolAho>. de assinar o seu nome. passou nos su6<r6ios. o mu/i*ue comoveu1se e disseJ 7%e em lugar desta condecora+ão me dessem uma arro6a de 2arinhaX "ão poder3 serY8 A assist0ncia re6entou em gargalhadas 2ero>es e o novo condecorado 2oi enviado com as suas seis 6ocas para a deporta+ão) .ai e Festre. aldeia para apressar a lavra dos campos. diante de um camião. através da respira+ão. bsempre esperan+ado em *ue rece6eria algo) & *ue. mesmo esta. o camião estava repleto de cad3veresJ As pernas e os 6ra+os apareciam por de6aixo do oleado) . reprodu>indo1os em milh9es de exemplares) As moscas tinham1lhes pouca considera+ão.1 Uma condutora de eléctricos de =rasnodar. o *ue o elevava perante si mesmo) "ão havendo papel 6ranco. e ho/e eu te apertara a mão na rua.

a ?hecoslov3*uia ocupada para a *uerida .C) Goi na guerra da GinlLndia *ue se procedeu a uma primeira experi0nciaJ a de processar os nossos soldados. uma mancha nos seus anaisX E verdade. as demonstra+9es de dia) Duanto ao Aopec. dos ha6itantes da região do I3ltico. e para *ue a auréola do ?he2e 6rilhasse mais radiosamente) Bra+as a este Aopec conseguiu enterrar1se com ast<cia o ru6lo restante) ?om e2eito. p3g) . e no come+o dos anos @C A$DU'. em tempo de guerra. na verdade. troca de um Aopec por um ru6lo. muitos polacos R2oi então *ue se recrutaram as v-timas do massacre de =atin e nos campos de concentra+ão do "orte os mem6ros do 2uturo exército de %i1AorsAi1AndersS) .E AB& #E BU AB 59 2oi declarado oportunismo de direita "ão podemos continuar. redu>indo1as ao sil0ncio. nem enviados para longe e *ue não tinham morrido) Ela 2oi pe*uena.^aver3 *ue reunir agora todos estes casos e explicar *ue se detinham inocentesY Fas n:s es*uecemo1nos de precisar *ue o pr:prio conceito de culpa 2oi suprimido /3 pela revolu+ão prolet3ria. *uem deu. pela torrente das esposas *ue não renegaram os maridosY Duem recorda. permitam ainda. entretanto. não 2oi em 19@9 *ue estendemos a mão em a/uda dos ucranianos ocidentais. dado *ue todos eram inimigos do povoY E *uem viu os trinta mil checos *ue deixaram. 6em depressa 2oi recuperado nesses mesmos anos e pelos mesmos par3gra2os do in2inito Artigo) Assim. depois. *ue esta contracorrente 2oi pe*uenaJ cerca de um a dois por cento de todos os ultimamente presos. em compensa+ão. e da. dos 6ielorrussos ocidentais.@) QC A$DU'. es2riando1se as antigas rela+9es. como traidores . em 194C. sendo necess3ria para lan+ar todas as culpas em cima do s:rdido Ke/ov e 2ortalecer o recém1chegado Ié1ria. a U) $) %) %)Y "ão era poss-vel garantir *ue algum deles não 2osse um espião) Fas 2oram todos enviados para campos de concentra+ão do "orte Ré de l3 *ue parte. mas ha6ilmente utili>ada) Assemelham1se . as antigas ami>ades) ?2) ?olectLnea 7das pris9es)))8. 6em como dos moldavosY Aconteceu *ue os nossos irmãos eram completamente limpos.E AB& #E BU AB A GinlLndia deixou1nos um istmo sem popula+ão. pois tinham assinado uma declara+ão) Estavam emudecidos pelo terror e eram poucos os *ue sa6iam algo dos segredos do Ar*uipélago) A distri6ui+ão 2ora 2eita antesJ as carrinhas pela noite. *ue nesse pac-2ico ano 2oram detidos todos os mem6ros da or*uestra de /a>> *ue tocava no ?inema Foderno. o 7corpo checoslovaco8S) Fas. por exemplo. se 7tudo 2oi esclarecido e os puseram em li6erdade8 Raté os /ornais relatavam com coragem alguns casos isolados de v-timas de cal<niasS isso signi2ica *ue os restantes presos eram certamente uns canalhasX E os *ue regressavam guardavam sil0ncio.2lu-ram as torrentes da pro2ilaxia social) Goram presos os *ue eram demasiado a6astados e in2luentes. a .3tria) Era. mas. extrac+ão e . ra>ão. ainda não processados. 2oi um caso inimagin3vel na hist:ria dos :rgãos. em 19@9. nos anos 4C. *ue ca-ram prisioneiros.or toda a parte se detinham os o2iciais) E assim se condicionavam as popula+9es. na cidade de (am6ov. a especular com esses conceitos anti*uados de culpa e inoc0ncia) A promo+ão do regresso. na ?arélia e em eninegrado procedeu1se .ol:nia 2oram presos. os *ue se destacavam pela sua independ0ncia. em 19@9. . intelig0ncia e notoriedade) "as antigas regi9es da . transplanta+ão de todas as pessoas de sangue 2inland0s) ":s nem se*uer demos por esse pe*ueno riachoJ não temos sangue 2inland0s. so6retudo.3tria eslava. e. pois. privando1as dos poss-veis dirigentes da resist0ncia) Assim eram chamadas .

se não 2osse essa 2eli> interrup+ão) A$DU'.or uma v3lvula de r3dio encontrada Rpor den<nciaS apanhava1se de> anos) . mas não se consideravam como a6rangidos pelo artigo 5Q Re a*ueles poucos *ue so6reviveram aos campos de concentra+ão dos anos de guerra. a primeira torrente da guerra 2oi a dos espalhadores de 6oatos e semeadores de pLnico. além das pedras do c3rcere. e até her:is da guerra civil e velhos militantes do . com a pressa.ode ser *ue ainda leiamos um livro acerca disso) "a retaguarda. era necess3rio apressar1se a em6arcar. nuns *uantos dias. todas as pessoas de origem alemã. segundo os termos de um decreto especial . os colonos da UcrLnia e do ?3ucaso do "orte.resos comuns Rladr9es e delin*uentes de outro tipoS *ue eram utili>ados como guardas em campos de prisioneiros pol-ticos) R") dos ()S Estive a pontos de experimentar esse decreto na minha pr:pria pele) . *ual*uer *ue 2osse a >ona da União %oviética onde vivessem) & sintoma determinante era o do sangue.artido. mas não se es*ueceram de passar pelas armas os presos pol-ticos nas celas e nos p3tios de vov. mas arran/ou1se meio de levar alguns milhares de 2am-lias lituanas suspeitas R*uatro mil dentre elas 2oram depois entregues. *ue eram a6andonadas ao inimigo.4) (ratava1se de um sangria experimental para manter a disciplina geral) (odos eram condenados a de> anos. pois permitiram1lhes levar mais coisas consigo e não os atiraram para lugares tão perdidos e mort-2eros) "enhuma 2ormalidade /ur-dica 2oi repetida. a6re1se a porta da cela e disparam so6re ti) Antes de morrer tu gritas e ninguém.@) "a sua ess0ncia. de $ovn. do mesmo modo *ue no caso do esmagamento dos AulaAsJ o ?:digo .us1me na 6icha de uma padaria) Um miliciano chamou1me e levou1me para completar um n<mero) (eria come+ado peio BU AB. o desterro dos alemães 2oi an3logo ao esmagamento dos AulaAs. no campo de concentra+ão de =rassnoiarsA.primeira experi0ncia na hist:ria da humanidadeX Fas. margem do c:digo editado nos primeiros dias da guerra. o istmo da ?arélia 2oi anexado pela União %oviética) R") dos ()S ha .C Duando da guerra russo12inlandesa R194CS. em ve> da guerra.E AB& #E BU AB Q1 E logo veio a torrente dos alemãesJ os da região do Volga. de (alin e de muitas outras pris9es do &cidente) "o c3rcere de (artu 2oram 2u>iladas cento e noventa e duas pessoas e os cad3veres lan+ados a um po+o) ?omo imaginar istoY %em *ue sai6as o *ue se passa. eram desterrados. não nos aperce6emos dissoX Estava1se a proceder ao ensaio *uando precisamente so6reveio a guerra e com ela a grandiosa retirada) "as rep<6licas ocidentais. te ouve.enal era uma coisa e o desterro de centenas de milhares de homens outra) (ratava1se de uma decisão pessoal do reiX Além disso. nem ir3 contar) Fas di>1se *ue houve *uem não chegasse a ser 2u>ilado) . 2oram deixadas unidades militares inteiras. era a sua primeira experi0ncia nacional desse tipoW tinha para ele interesse te:rico) . divis9es de artilharia cl3ssica e antiaérea. como a de Irest. 2oram amnistiados em 1945S) #epois houve a torrente dos *ue não entregaram os aparelhos de r3dio ou as suas pe+as so6resselentes) . en2im. ao sa*ue dos urAi6!) #epois de 4Q de Junho come+aram a e2ectuar1se deten+9es precipitadas na et:nia e na Est:nia) Fas a situa+ão tornava1se perigosa e tiveram de retroceder mais depressa ainda) Es*ueceram1se de desmantelar 2ortale>as inteiras. mas assumiu 2ormas mais suaves. regimentos. desde *ue se tratasse de alemães. a*ueles a *ue era ainda poss-vel deitar a mão) "a ituLnia. por espantoso *ue pare+a.

e conseguindo romp01lo. onde os o2iciais dos %ervi+os Especiais come+avam por ter descon2ian+as so6re cada palavra sua e até se eram *uem di>iam ser) E os métodos de veri2ica+ão eram os interrogat:rios. as acarea+9es é as declara+9es de uns acerca dos outros) #epois da veri2ica+ão. e outros) A vit:ria na >ona de Foscovo deu origem a uma nova torrenteJ a dos moscovitas culpados) Agora. por si s:. uma parte dos cercados era integrada. detidos nos c3rceres de Foscovo durante o Verão de 1941.3tria.4 come+ava a soltar1se1lhes a l-ngua. aper2ei+oando a sua assinatura) Agora. e s: depois iria para a prisãoX8S. %muchAevitch. tendo1se encontrado. teria 6om6ardeado em primeiro lugar o nosso . e. mas durante algum tempo dispersos em grupos de com6ate no interior do cerco alemão. a maioria da avia+ão. `Jue /3 em 191Q tinha mudado o seu pouco melodioso so6renome pelo de =ol6e. mas 2icaram intrepidamente na capital amea+ada e . tanto mais *ue lhes tinham dado agora a estudar as armas *ue até esse momento eram mantidas secretas para os nossos pr:prios soldadosJ as pistolas autom3ticas #egtiarev e os o6uses de regimento) #ispondo dessas armas. p_de veri2icar1se *ue esses moscovitas não 2ugiram nem 2oram evacuados. na sua inac+ão. menos de de> anos) Assim se ia depurando o exército em opera+9es) Fas havia ainda o enorme .E AB& #E BU AB exército inactivo. não tinha tempo de provar nada e 2oi preso como alemãoJ 7E este o seu verdadeiro nomeY #e *ue tare2as 2oi incum6ido pela espionagem 2ascistaY)))8 E outro ha6itante de (am6ov. em novas unidades militares) &utra parte. p3tria) Era1lhe aplicado o artigo 5Q1116. ap:s uma an3lise tran*uila. *uando é *ue compartilhou o seu destino com o de &AoroAovY))) Q4 A$DU'. menor por en*uanto. em lugar de serem a6ra+ados 2raternalmente no seu regresso Rcomo teria procedido *ual*uer outro exército do mundoS. e mais ainda no &utono. o Brande Estrategista o culpado dissoXS) Goi uma torrente pe*uena. 2iguravam o general1che2e das 2or+as aéreas. tal era a no6re tare2a das %ec+9es Especiais) E aos her:is de =hassan. em destacamentos desarmados e privados de direitos. ela6ora+ão da norma. de6aixo de suspeitas e d<vidas. intriguistaS. a torrente dos culpados do recuo Rnão era. de meia centena de pessoas. presumoS. era1lhes di2-cil compreender como retroced-amos no &cidente) ] distLncia da %i6éria e dos montes Urais. em levas) Entre os generais. mas. 2oram condu>idos.tuAhin Ro *ual di>iaJ 7%e eu sou6esse. cou6e em sorte apanhar os golpes mais duros dos tan*ues pesados alemães. deixando1os repousar. não na situa+ão de cativos. de *ue meses antes as nossas cidades se tinham despedido com 2an2arras e 2lores. visitar a 2am-lia e incorporarem1se depois na sua unidade. claro. eles não podiam ganhar consci0ncia de *ue. retrocendo cento e vinte *uil:metros por dia. no Extremo &riente e na Fong:lia) "ão deixar *ue este exército se en2erru/asse. =aver>niev Rda palavra Aaver>ni. em &utu6ro desse ano. *ue soava 6em. precipitou1se a torrente dos *ue tinham 2icado cercados) (ratava1se da*ueles mesmos de2ensores da .A partir do 2im do Verão de 1941. n:s simplesmente repet-amos a mano6ra de atrac+ão de =utu>ov) %: uma torrente provinda do exército oriental poderia propiciar essa compreensão) E os l36ios 2echaram1se e a 2é passou a ser de 2erro) "as altas es2eras ia 2luindo tam6ém. no meio do caos geral. para centros de veri2ica+ão e de classi2ica+ão. mudou nos anos @C. achando inc:modo assinar com esse apelido os seus pro/ectos. com o nome anterior. grau e con2ian+a. a torrente dos generais. e de maneira nenhuma por culpa sua. até . compunha a primeira torrente de traidores . para $o6ert %hteAAer.ai Duerido. no 2im de contas) &ra. e a *uem depois disso. *uando isso ainda era poss-vel. o general E)%) .@ E o sangue era determinado a partir do so6renome) & engenheiro construtor Vassili &AoroAov Rda palavra oAoroA. ao princ-pio.

no ano de 19@9) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB Q@ resistir até . a . segundo os termos da imortal ordem do dia du>entos e vinte sete. satis2e> as necessidades da retaguarda e da 2rente) Era aplicado aos evacuados. caluniosamente. pois isso signi2icava despovoar amplas extens9es) Iastava. *ue 2oram particularmente 2ero>es no tempo da guerra. contra tropas /aponesas. na pr3tica era su2iciente registar as séries dos passaportes dos ha6itantes das >onas ocupadasJ prend01los a todos era economicamente insensato. *uando da viragem da guerra a nosso 2avor. tentamos seguir a*ui apenas as torrentes *ue chegavam a BU AB vindas do exterior) As ininterruptas trans2orma+9es internas de BU AB. pretendiam *ue em eninegrado. de um reservat:rio a outro. a torrente dos muitos milh9es provindos dos territ:rios ocupados e da Europa) &s dois a2luentes mais importantes *ue a compunham eramJ 1 &s cidadãos *ue tinham vivido nos territ:rios so6 o dom-nio alemão ou na Alemanha Rapanhavam de> anos. para edi2ica+ão da consci0ncia geral. A)%)A) Ragita+ão anti1soviéticaS. mas não entrou na hist:ria geral da $<ssia. pelos chamados delitos do campo de concentra+ão. até 194. tam6ém uma 2utura prova de delitoJ se não a de trai+ão . apesar de tudo. hist:ria espec-2ica das canali>a+9es) R#e resto. di>endo *ue os alemães possu-am uma técnica 2orteW em 1944. 2icando con2inado .opular da Fong:lia. 2oi ainda aspirada uma torrente mais importante de o2iciais e de soldados. ap:s o insucesso registado na >ona de =ertch Rcento e vinte mil prisioneirosS. di>endo *ue o racionamento era severoW aos *ue na 2rente pro2eriam di2ama+9es. de %tali1ne.a6andonada pelas autoridades) Eis *ue /3 deles se suspeitavaJ *uer de minarem o poder das autoridades R5Q11CSW *uer de terem esperado os alemães R5Q111a. de ano para ano.4 ocalidade onde se desenrolaram renhidos com6ates de tropas da U)$)%)%) e da $ep<6lica . nunca deixou de ser aplicado. come+ou a tornar1se mais a6undante.3tria não podia perdoar a sua vergonha) Esta torrente não chegou. 6em como delin*uentes comuns *ue 2oram deixados sair dos campos para irem para a 2rente de 6atalha) A partir de 194@. se relatavam os horrores da retirada Rsegundo os /ornais. pelos tri6unais das divis9es. exerciam uma actividade. podendo teoricamente ganhar. e. *ue não dese/avam . durante toda a guerra. então 6lo*ueada. prender apenas uma certa percentagemJ .*ueles *ue. ao mesmo tempo *ue o sustento di3rio. sendo catalogados com a letra 7a8J 5Q111aSW 1 &s militares *ue tinham sido 2eitos prisioneiros Rapanhavam tam6ém de> anos. sendo catalogados com a letra 768J 5Q1116S) (odos os *ue 2icaram su6metidos . com re2er0ncia ao artigo 19J esta torrente alimentaria os comiss3rios de instru+ão de Foscovo e de eninegrado 1945S) E evidente *ue o 5Q11C. continuar a viverW isso. . a BU ABJ su6metida ao regime acelerado. porém. não são examinados neste cap-tulo)S A honestidade exige tam6ém *ue citemos as contracorrentes do tempo da guerraJ os /3 mencionados checos e polacos. no decurso da grande retirada do sul para o ?3ucaso e para o Volga. ocupa+ão *ueriam. 2oi empurrada para as companhias disciplinares e rea6sorvida sem deixar vest-gios na areia vermelha das primeiras linhas) (al 2oi o cimento so6re *ue se 2undaram os alicerces da vit:ria de Estalinegrado. por toda a parte. pelo menos a de cola6ora+ão com o inimigo) Entretanto. morte e retrocederam sem licen+aJ a*ueles mesmos a *uem.. as pessoas morriam de 2ome) "esse mesmo ano. na >ona de ?rac:via Rainda maisS. p3tria. é claro *ue o retrocesso se 2a>ia de acordo com um planoSW aos *ue na retaguarda espalhavam cal<nias.

atacava. morria e passava 2ome e esses canalhas iam comendo o pão da neutralidade) #epois da guerra a %uécia devolveu1no1los) A trai+ão . de modo seguro. em6ora se tratasse de escravos das prov-ncias orientais. pois era imposs-vel *ue tendo servido na pol-cia não se tivesse deixado contagiar pelo esp-rito do inimigo e cumprido as tare2as de *ue este o incum6ria) Fais duramente e com mais rigor eram /ulgados os *ue tinham estado na Europa. tiraram1lhes os o6/ectos *ue os americanos lhes tinham dado Rem proveito dos 2uncion3rios dos :rgãos. atr3s de arame 2arpado. sem licen+a. mas havia algo *ue não /ogava certo) #eixaram11nos partir e separar1se. o da*uele Aomsomol de =iev a *uem a organi>a+ão clandestina mandou tra6alhar na pol-cia. excep+ão.5) 'sto torna1se evidente pelo 2acto de. para a p3tria) 'nstalaram1nos imediatamente numa 6a-a deserta do mar ?3spio. chegada dos nossos apanhou os seus de> anos. *ue era /ulgada a maioria dos prisioneiros de guerra. dar um passo se*uer por VorAutW pagavam1 lhes um sal3rio como se 2ossem livres. um grupo de marinheiros nossos 2oi dar ao litoral da %uécia) #urante toda a guerra viveram livremente nesse pa-s. nem uma pena nem um artigo do ?:digo) Estes 7a2ricanos8 viveram em VorAut em condi+9es indeterminadasJ não eram guardados.culpados.era imposs-vel nem todos o sa6iam 2a>er) Era por esse motivo. so6retudo a*ueles *ue tinham visto no &cidente algo mais do *ue um campo de morte alemão. anos de ru-na e desordem) ?ontar *ue na Europa tudo era a6solutamente mau. evidentemente.. 6em como a*ueles *ue secavam as tulias no mesmo tapume *ue os alemães) Fas 6astava um por cento de um milhão para 2ormar uma 6oa d<>ia de plet:ricos campos de tra6alho) E não h3 lugar para pensar *ue uma participa+ão honrada em *ual*uer organi>a+ão clandestina de resist0ncia contra os alemães livrava alguém. das notas de viagem dos escritores sensatosS e muito mais desagrad3veis o eram nos anos do p:s1guerra.3tria era indu6it3vel. mas não podiam. com tanto con2orto como nunca tinham go>ado até então. em 194@ havia /3 umas torrentes perdidas. do 'ra*ue e do 'rão. serem tratados como prisioneiros de guerra os internados Rcivis levados para tra6alhar na AlemanhaS) "os primeiros dias da guerra. *ue 2oram expedidos em %tude6aAers através do Egipto. devido aos aliciantes relatos *ue 2a>iam so6re a li6erdade e a a6undLncia *ue veri2icaram na capitalista %uécia RBrupo =adenAoS. *ue a vida a. por exemplo. por 2alta de experi0ncia. nem nunca mais usu2ruiriam no 2uturo) A U)$)%)%) retrocedia. Q4 A$DU'. não lhes aplicando ainda. tal como a denominaram durante muito tempo nas o6ras de constru+ão de VorAut) (ratava1se dos prisioneiros de guerra russos. e depois aplicaram a todos eles uma pena por Agita+ão Anti1%oviética. di2erentes de todas as outras. avan+ava.) . in2lexivelmente. arrancaram1lhes as ins-gnias militares. compreende1se. mas dispunham deles como prisioneiros) E a ordem especial não chegava) (inham1nos es*uecido))) . semiculpados. como por exemplo a dos 7a2ricanos8. para lhe transmitir in2orma+9es) & rapa>. de entrar na 2orma+ão dessa torrente) "ão 2oi caso <nico. culpados em *uarto. honestamente. por*ue tinham visto um peda+o da vida europela e podiam 2alar so6re ela) (ais relatos eram sempre desagrad3veis R. utili>ados pelos americanos no exército de $ommel em Z2rica Ros ^ijiS.5 Em6ora não se deixassem logo aperce6er tão claramente. e não do EstadoS e expediram1nos para VorAut. até nova ordem. . mas . e não por*ue se tivessem tomado prisioneiros.E AB& #E BU AB deu in2orma+9es de tudo aos Aomsomols.

dos ca6ar1dinosW Em 1944. os rapa>es /3 estavam dispersos por diversos campos) #e repente. desse caso e 2oram pu6licadas not-cias caluniosas na imprensa) Entretanto. sou6e1se. relataram onde viviam. vestiram1nos com s:6ria elegLncia. indo a eninegrado Ra *uestão das despesas da viagem não pertur6ou ninguémS) ?om o seu aspecto vistoso e 2resco eles constitu-ram o melhor desmentido ao 6oato dos /ornais) &s /ornalistas partiram envergonhados. indo escrever desculpas) . em vinte e *uatro horas. tam6ém estas nacionalidades eram deportadas unicamente em 2un+ão do critério do sangue.. temendo apanhar por isso uma nova condena+ão) "a %uécia. dos tchetchenos. 2oram passando. as torrentes das na+9es *ue ca-ram em 2altaJ Em 194@. tinham /3 calado a 6oca so6re a vida na %uécia. por ordem especial A$DU'. sendo enviados para os mesmos campos) evando em conta *ue todos eles se portaram 6em. dos inguchos. tra6alhavam e indignaram1se com as cal<nias 6urguesas. empregados em tra6alhos urgentes de constru+ão na %i6éria e na Zsia ?en1 2oram levados todos para a prisão de =rest. não o6stante a guerra com o Japão não ter durado nem tr0s semanas. todos eram tam6ém levados para l3) "os <ltimos anos da guerra houve. não lhes aplicaram nova condena+ão) Q. a dos t3rtaros da ?rimeia) Elas não teriam corrido tão impetuosa e velo>mente para o seu desterro perpétuo se os :rgãos não tivessem rece6ido o re2or+o de tropas regulares e de viaturas do exército) As unidades militares cercaram com um anel de 2erro as povoa+9es montanhosas e os *ue ali se tinham aninhado para viver durante séculos 2oram o6rigados. rapidamente e em catadupa.or entre a torrente geral dos li6ertados das >onas ocupadas. para o "orte da $<ssia) Exactamente vinte e *uatro horas depois. dali mesmo 2oram levados ao 6anho. a dirigir1se para a esta+ão. na presen+a de /ornalistas estrangeiros convidados e de pessoas *ue conheciam 6em o grupo na %uécia) &s ex1internados mantiveram1se muito animados.artido como os her:is do tra6alho e os her:is da guerra ainda não 2inda. a torrente dos criminosos de guerra alemães. estudavam. s: por si. 2oram apanhados numerosos prisioneiros de guerra /aponeses. a sua terra e os seus 6ens eram trans2eridos para os herdeiros) #o mesmo modo *ue os alemães no come+o da guerra.E AB& #E BU AB Q5 . ?om este grupo veri2icou1se um caso aned:tico) "o campo. sem preencherem *ual*uer *uestion3rio T e tanto os mem6ros do . pela impetuosidade das tropas de desem6ar*ue. tendo1lhes cortado o ca6elo e vestido os velhos 2arrapos. porém. para os do complexo de BU AB) Em 1945. para a Zsia ?entral. para o ?asa*uestão. *ue recentemente tinham lido na imprensa ocidental Rpois ela ven1de1se a*ui em cada *uios*ueXS) (ratavam de escrever uns aos outros e puseram1se de acordo. por decisão do tri6unal.. advertiram1nos de *ue se um *ual*uer deles cometesse a canalhice de 2alar de outra 2orma apanharia 7nove gramas8 de chum6o na nuca. seleccionados nos campos de prisioneiros de guerra e trans2eridos. uma ap:s outra. industriaram cada um so6re o *ue devia 2a>er. por *ual*uer meio. as dos calmucos. em eninegrado) #urante dois meses alimentaram1nos para a engorda e deixaram crescer1lhes o ca6elo) #epois. a su6ir para os vag9es e a partir imediatamente para a %i6éria. e enviaram1nos para uma con2er0ncia de imprensa.ara a imagina+ão ocidental era inimagin3vel explicar de outra 2orma o sucedido) E os protagonistas da con2er0ncia de imprensa. A$DU'.E AB& #E BU AB .

tral, procedendo1se a uma opera+ão de selec+ão de criminosos de guerra id0ntica , *ue 2oi tam6ém ali levada a ca6o para BU AB);5 A partir de 2ins de 1944, *uando o nosso exército irrompeu nos Ialcãs, e so6retudo em 1945, *uando ele atingiu a Europa ?entral, escoou1se ainda pelos canais de BU AB uma torrente de russos emigrados T velhos *ue haviam sa-do por altura da $evolu+ão e /ovens *ue /3 ali tinham crescido) %acavam para a p3tria geralmente os homens, deixando as mulheres e as crian+as na emigra+ão) RE verdade *ue não os levavam todos, mas s: a*ueles *ue ao longo desses vinte e cinco anos tivessem exprimido, em6ora timidamente, os seus pontos de vista pol-ticos, ou *ue os tivessem mani2estado longo tempo antes, durante a $evolu+ão) "ão tocavam na*ueles *ue haviam levado uma exist0ncia simplesmente vegetativa)S As principais torrentes procederam da Iulg3ria, da Jugosl3via, da ?hecoslov3*uia, um pouco menos da Zustria e da AlemanhaW nos outros pa-ses da Europa &riental *uase não viviam russos) ?omo um eco, respondeu1lhe tam6ém da Fanch<ria, em 1945, uma torrente de emigrantes) RAlguns deles não 2oram presos imediatamenteJ houve 2am-lias inteiras *ue 2oram convidadas a regressar , p3tria como pessoas livres) Uma ve> a*ui, separavam1 nos e mandavam1nos para a deporta+ão ou para os c3rceres)S Em todo o per-odo de 1945 a 194;, avan+ou para o Ar*uipélago, en2im, uma grande torrente de verdadeiros inimigos do .oder Ros homens de Klassov, os cossacos de =rasnov, os mu+ulmanos das unidades nacionais criadas por ^itlerS, uns convictos e outros 2or+ados) Juntamente com eles 2oi capturado nada menos de meio milhão de re2ugiados, *ue tinham 2ugido ao poder soviéticoJ civis de todas as idades e de am6os os sexos, *ue tinham conseguido esconder1se no territ:rio dos aliados, mas 2oram per2idamente devolvidos nos anos de 194;145, pelas respectivas autoridades, aos soviéticos;Q) ;5 %em conhecer os pormenores deste caso, estou convicto, não o6stante, de *ue grande parte destes /aponeses não puderam ser /ulgados legalmente) (ratou1se de um acto de1 vingan+a e de um meio de reter a mão1de1o6ra por um pra>o mais prolongado) ;Q %urpreendentemente, apesar de no &cidente ser imposs-vel guardar segredos pol-ticos por muito tempo, pois aca6am inevitavelmente por ser divulgados, o segredo desta trai+ão conheceu uma sorte di2erente, sendo guardado ciosamente pelos governos 6ritLnico e americano) "a verdade, deve ser, senão o <ltimo segredo da %egunda Buerra Fundial, um dos <ltimos) (endo encontrado in<meras ve>es pessoas dessas nas pris9es e nos campos, custava1me a acreditar *ue neste *uarto de século a opinião p<6lica do &cidente "A#A sou6esse desta entrega grandiosa pelas suas propor+9es, de gente simples da $<ssia, pelos governos ocidentais, , repressão e , morte) %: em 195@, no %undaN &Alahoma, de 41 de Janeiro, saiu um pe*ueno artigo de Kulis Epstein, a *uem da*ui me atrevo a transmitir o meu agradecimento, em nome da massa de mortos e dos poucos vivos) (rata1se de um 6reve documento incompleto acerca do ocorrido, e oculto até ao presente, entre os muitos tomos a escrever so6re a repatria+ão A$DU'.E AB& #E BU AB Q5 Um certo n<mero de polacos, mem6ros do exército nacional de =raiova, partid3rios de FiAolaitchiA, passou pelas nossas pris9es em 1945, antes de seguir para BU AB) ^avia tam6ém uns tantos romenos e h<ngaros) A partir do 2im da guerra e por longos anos 2oi escorrendo a a6undante torrente dos nacionalistas ucranianos R7os Iender8S) %o6re o pano de 2undo de toda esta gigantesca transplanta+ão de milh9es de pessoas no p:s1guerra, poucos 2oram os *ue o6servaram torrentes tão pe*uenas comoJ

1 A das raparigas *ue namoravam estrangeiros R194;145S, ou se/a, *ue se deixaram corte/ar por estrangeiros) Elas eram marcadas com o r:tulo do artigo 51@5 Rsocialmente perigosasSW 1 A das crian+as espanholas, essas mesmas *ue tinham sido expatriadas durante a guerra civil, mas /3 se tinham convertido em adultas depois da %egunda Buerra Fundial) Educadas em internatos nossos, elas adaptavam1se, entretanto, mal , nossa vida) Fuitas tentaram regressar 7a casa8) Eram tam6ém marcadas com o r:tulo do 51@5 Rsocialmente perigosasS e as mais o6stinadas com o do artigo 5Q1; Respionagem em proveito))) da AméricaS) R.ara sermos /ustos não devemos es*uecer, tão1pouco, a pe*uena contracorrente dos))) sacerdotes, em 1945) %im, oh milagreX .ela primeira ve> depois de trinta anos eram postos em li6erdade os sacerdotesX .ropriamente 2alando, eles não eram procurados nos campos, mas todas as pessoas *ue, encontrando1se em li6erdade, se lem6ravam deles, podiam dar o seu nome, mencionando o seu paradeiro, e os interessados eram postos por levas em li6erdade, a 2im de participarem no 2ortalecimento da 'gre/a resta6elecida)S 'mporta lem6rar *ue este cap-tulo não tem, de modo algum, por 2im enumerar (&#A% as torrentes *ue 2ertili>aram BU AB, mas s: a*uelas *ue assumiram um mati> pol-tico) Assim, como num curso de anatomia, depois da descri+ão pormenori>ada do sistema da circula+ão sangu-nea, se pode come+ar de novo e detalhadamente a 2a>er a descri+ão do sistema lin23tico 2or+ada para a União %oviéticaJ 7(endo vivido dois anos nas mãos das autoridades 6ritLnicas, com um 2also sentimento de seguran+a, os russos 2oram apanhados de surpresa, nem compreendendo se*uer *ue os repatriavam))) Eram na maioria simples camponeses, com um rancor pessoal contra os 6olchevi*ues)8 As autoridades inglesas portaram1se com eles como se se tratassem de 7criminosos de guerra8, entregando1os, contra sua vontade, nas mãos da*ueles de *uem se não pode esperar um /ulgamento /usto) Goram enviados todos para o exterm-nio, para BU AB) QQ A$DU'.E AB& #E BU AB assim se poderiam descrever de novo, desde 191Q até 195@, as torrentes dos condenados por delitos comuns e mais propriamente por crimes penais) E essa descri+ão tam6ém não ocuparia pe*ueno espa+o) A*ui seriam esclarecidos muitos ucasses RdecretosS céle6res, es*uecidos em parte agora Rem6ora não tenham sido revogados por leiS, *ue 2orneciam a6undante material humano para o insaci3vel Ar*uipélagoJ o decreto so6re o a6sentismo ao tra6alhoW o decreto so6re a produ+ão de2eituosaW o decreto so6re a destila+ão caseira de vodca R*ue atingiu o auge em 1944, mas /3 na década de 4C tinha 2eito muitos estragosSW o decreto punindo os AolAho>ia1nos *ue não cumprissem a norma o6rigat:ria de dias de tra6alhoW o decreto so6re a lei marcial nos caminhos de 2erro Rpromulgado em A6ril de 194@, /3 não no come+o da guerra, mas no momento da sua viragem a nosso 2avorS) Esses decretos, segundo uma tradi+ão antiga, *ue remontava aos tempos de .edro, o Brande, apareciam sempre como ignorando toda a legisla+ão anterior, sem a ter de nenhum modo em conta, como se tivesse sido es*uecida) Era proposta aos /uristas a tare2a de conciliar os di2erentes ramos /ur-dicos, mas eles não curavam disso nem com muito >elo nem com muito 0xito) Esta pulsa+ão de decretos condu>iu a um estranho *uadro de delitos e crimes de direito comum em todo o pa-s) .odia o6servar1se *ue nem os rou6os, nem os assass-nios, nem a destila+ão caseira de vodca, nem as viola+9es aconteciam no nosso pa-s, segundo os lugares e as circunstLncias, como conse*u0ncia de 2ra*ue>as humanas, da lux<ria e de paix9es desen2readasX

"ãoX "os crimes cometidos por todo o pa-s veri2icava1se uma assom6rosa unanimidade e uni2ormidadeX Era todo o pa-s 2ervilhando de violadores, ora apenas de assassinos ou de destiladores de vodca, como reac+ão ao <ltimo decreto governamental) #ir1se1ia *ue cada delito dava o 2lanco ao respectivo decreto, para desaparecer mais depressaX E /ustamente este delito, *ue grassava logo por toda a parte, era o mesmo *ue aca6ava de ser previsto e punido com mais rigor pela nossa s36ia legisla+ão) %e o decreto so6re a militari>a+ão dos caminhos de 2erro levou aos tri6unais multid9es de simples mulheres e de adolescentes, *ue constitu-am a maioria dos 2uncion3rios das linhas 2érreas no tempo de guerra, era por*ue não tendo rece6ido, antes, *ual*uer instru+ão em *uartéis eles eram os *ue provocavam mais atrasos e cometiam in2rac+9es) & decreto so6re o não cumprimento da norma o6rigat:ria dos dias de tra6alho simpli2icou muito a deporta+ão dos AolAho>ianos indolentes *ue não *ueriam satis2a>er1 se com o n<mero de pau>inhos *ue lhes atri6u-am;9) %e por esse motivo antes se exigia um /ulgamento e a aplica+ão do artigo so6re a contra1revolu+ão &s dias de tra6alho eram assinalados por pau>inhos) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB Q9 econ:mica, 6astava agora uma decisão do AolAho>, con2irmada pelo ?omité Executivo do %oviete do distritoW e os pr:prios AolAho>ianos não podiam deixar de se sentir melhor consigo mesmos ao terem consci0ncia de *ue, em6ora 2ossem deportados, /3 não os consideravam como inimigos do povo) RA norma o6rigat:ria de dias de tra6alho era di2erente, segundo as diversas regi9es, sendo a mais privilegiada a dos caucasianosJ setenta e cinco dias de tra6alhoW mas muitos destes 2oram apanhados na torrente, por oito anos, na região de =rasnoiarsA)S "o entanto, neste cap-tulo, não procedemos a um exame pormenori>ado e 2ecundo das torrentes de crimes e delitos comuns) %: não podemos silenciar unicamente, ao atingir 1945, um dos maiores ucasses de %taline) J3 a prop:sito de 19@4 tivemos ocasião de re2erir1nos , céle6re lei do 7sete do oito8, ou 7sete oitavos8,1 lei pela *ual se prendia em pro2usão por uma simples espiga, um pepino, duas 6atatas, uma astilha, ou um carro de linhas5C, e sempre com a pena de de> anos) Fas as exig0ncias do tempo, tais como as compreendia %taline, mudavam, e esses de> anos *ue pareciam su2icientes antes da guerra 2ero>, agora, depois da vit:ria hist:rica e mundial, tinham um aspecto demasiado 2rouxo) E, de novo, com menospre>o do ?:digo, ou es*uecendo1se de *ue existia uma in2inidade de artigos e decretos so6re delapida+9es e rou6os, 2oi pu6licado, em 4 de Junho de 1945, um decreto *ue ia mais longe do *ue todos eles, e *ue 2oi imediatamente 6apti>ado pelos sempre animosos presos como o ucasse 7*uatro do seis8) A superioridade do novo ucasse residia, antes de mais nada, em ser recenteJ logo a seguir , sua apari+ão devia desencadear1se uma vaga de tais delitos e assegurar1se uma a6undante torrente de novos condenados) Fas mais superioridade apresentava ainda *uanto aos pra>os das condena+9esJ se para darem coragem umas ,s outras iam apanhar espigas não uma mas tr0s raparigas Rum 76ando organi>ado8S ou se eram v3rios os rapa>es de do>e anos *ue colhiam ma+ãs ou pepinos, eram sentenciados a vinte anos em campos de concentra+ãoW nas 236ricas, a senten+a era maior e 2oi ampliada até vinte e cinco anos Resta mesma pena de um *uarto de século 2ora introdu>ida dias antes, como uma su6stitui+ão humanista da pena de morteS51) Ginalmente, era reparada a antiga in/usti+a, segundo a *ual s: a não den<ncia por ra>9es pol-ticas era considerada um delito contra o EstadoJ agora, não denunciar os rou6os ao Estado ou ao AolAho> podia valer tr0s anos de campo ou sete anos de deporta+ão) "os anos imediatamente posteriores ao ucasse, milhares de ha6itantes

5C "o processo ver6al escrevia1se 7#u>entos metros de material de costura8) Apesar de tudo, tinham vergonha de escreverJ 7Um carro de linhas8) 51 Fas a pr:pria pena de morte s: por algum tempo ocultou o seu rosto por detr3s do véu, para logo arranc31lo, mostrando os dentes, ao ca6o de dois anos e meio RJaneiro de 195CS) 9C A$DU'.E AB& #E BU AB do campo e da cidade 2oram mandados tra6alhar para as ilhas de BU AB em su6stitui+ão dos ind-genas *ue ali tinham perecido) E certo *ue estasa torrentes seguiram através da mil-cia e dos tri6unais comuns, sem encher os canais de seguran+a do Estado, *ue mesmo sem isso /3 estavam esta2ados nos anos do p:s1guerra) Esta nova linha de %taline 1 segundo a *ual agora, depois da vit:ria so6re o 2ascismo, era necess3rio FE(E$ "A .$'%\& o maior n<mero poss-vel de pessoas e por longo tempo 1 repercutiu1se logo, naturalmente so6re os pol-ticos) "os anos de 194Q149 a mani2esta intensi2ica+ão das persegui+9es e da vigilLncia em toda a vida social 2oi assinalada pela tragicomédia dos reincidentes, *ue não tinha procedente)mesmo nas in2rac+9es das leis estalinianas) Assim 2oram denominados, na linguagem de BU AB, a*ueles desgra+ados a *uem não 2ora assestado o golpe de miseric:rdia em 19@5, conseguindo so6reviver aos imposs-veis e insuport3veis de> anos, e *ue, agora, em 194514Q, al*ue6rados e com a sa<de arruinada, punham timidamente os pés em terra livre, na esperan+a de aca6arem calmamente o curto tempo de vida *ue lhes restava) Fas uma 2antasia selv3tica Rou uma tena> maldade e insaci3vel sede de vingan+aS levou o Beneral-ssimo Vencedor a dar uma ordemJ a de *ue todos esses estropiados deviam ser presos novamente, sem nova culpaX .ara ele, era até econ:mica e politicamente desvanta/oso o6struir a m3*uina deglutidora com os seus pr:prios desperd-cios) Fas %taline decidia precisamente assim) Este 2oi um dos casos em *ue a personalidade hist:rica se mostra caprichosa em rela+ão , necessidade hist:rica) E todos eles, recém1radicados em novos lugares ou em novas 2am-lias, 2oram apanhados) evaram1nos com a mesma lassitude com *ue eles tam6ém andavam) %im, /3 todos eles conheciam com antecipa+ão o caminho da cru>) "ão perguntavamJ 7.or*u0Y8, nem di>iam aos 2amiliares 7voltarei8) Vestiam a roupa mais su/a, enchiam de ta6aco o sa*uinho do campo de tra6alho e iam assinar o processo ver6al) RE este era um e o mesmo para todosJ 7E voc0 *ue esteve detidoY8 1 7%ou)8 1 7#eram1lhe mais de>)8S E vai da- o egocrata aperce6eu1se de *ue não 6astava prender os *ue tinham so6revivido ao ano @5X &s 2ilhos desses seus inimigos /urados, tam6ém esses, era necess3rio prend01 losX .ois eles cresciam e podiam pensar na vingan+a) R(alve> depois de ter ceado 6em tivesse tido um mau sonho so6re essas crian+as)S #epois de 2eitos os c3lculos e e2ectuadas as pris9es, veri2icou1se *ue eram ainda poucos) (inham prendido os 2ilhos dos che2es do exército, mas os dos trots*uistas nem todosX E a torrente dos 2ilhos11 vingativos arrastou1se) REntre eles encontrava1se ena =ossariova,54 de de>assete anos, e Elena $aAovsAaia, de trinta e cinco)S 54 ^elena =ossariova 1 2ilha de ^) V) =ossariov, *ue 2oi secret3rio do ?omité ?entral do =omsomol até 19@5) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 91 #epois do grande deslocamento europeu, %taline conseguiu, até 194Q, reconstituir um reduto 2echado, 6em s:lido, com o tecto mais 6aixo, e nesse espa+o assim delimitado tornar mais espessa ainda a antiga atmos2era de 19@5)

E 2oram1se arrastando as torrentes, durante os anos de 194Q, 49 e 5CJ 1 A dos espi9es imagin3rios Rde> anos antes eram germano1nip:nicos, agora anglo1 americanosSW 1 A dos crentes Rdesta ve>, so6retudo, as seitasSW 1 A dos geneticistas e seleccionadores *ue não tinham sido detidos, partid3rios das teorias de Vavilov e de FendelW 1 A dos simples intelectuais e homens de pensamento Rcom especial rigor para os estudantesS, *ue não tinham 2icado su2icientemente assustados com o acidente) Era moda dar1lhesJ VA( 1 por enaltecer a técnica americanaW VA# 1 por enaltecer a democracia americanaW .U 1 por venerar o &cidente) As torrentes eram id0nticas ,s de 19@5, mas não as senten+asJ a norma, agora, /3 não era os de> anos patriarcais, mas o novo *uarto de século estaliniano) Agora, de> anos era coisa de crian+a))) Uma torrente consider3vel 2oi então originada pelo novo ucasse so6re a divulga+ão de segredos do Estado Re considerava1se como segredosJ as colheitas dos distritosW *ual*uer estat-stica epidemiol:gicaW o tipo de produ+ão de *ual*uer o2icina ou 2a6ri*uetaW a men+ão de *ual*uer aeroporto civilW as >onas do transporte ur6anoW o nome de um recluso *ue se encontrava no campo de tra6alhoS) .or esse ucasse a pena atri6u-da era de *uin>e anos) (ão1pouco eram es*uecidas as torrentes das nacionalidades) Elas 2lu-am constantemente, provindas dos com6ates de guerrilha no meio dos 6os*ues, tal como a torrente dos partid3rios de Iender) %imultaneamente, condenavam1se a de> e cinco anos nos campos e , deporta+ão todos os ha6itantes rurais da UcrLnia &cidental, *ue haviam tido *ual*uer contacto com os guerrilheirosJ *uem deixara pernoitar, *uem lhes dera de comer uma s: ve> *ue 2osse e *uem não os denunciara) A partir de 195C, aproximadamente, 2oi drenada tam6ém a torrente das FU ^E$E% dos 6enderistasJ eram condenadas a de> anos por não os denunciarem, para mais rapidamente aca6arem com eles) "essa época tinha /3 cessado a resist0ncia na ituLnia e na Est:nia) Fas em 1949 irromperam da- potentes torrentes da nova pro2ilaxia social, destinada a garantir a colectivi>a+ão) ?omposi+9es 2errovi3rias inteiras, vindas das tr0s rep<6licas 63lticas, carregavam para a deporta+ão na %i6éria os ha6itantes da cidade e do campo) R& ritmo hist:rico era encurtado nessas rep<6licas) "um 6reve pra>o deviam percorrer o mesmo caminho /3 andado por todo o pa-s)S 94 A$DU'.E AB& #E BU AB Em 194Q 2oi enviada para a deporta+ão ainda outra torrente nacionalistaJ a dos gregos de A>ov, do =u6an e de %uAhumi) #e nada tinham sido culpados aos olhos do .ai durante os anos da guerra, mas agora vingava1se neles, talve> pelo seu 2racasso na Brécia) .arece *ue esta torrente 2oi tam6ém 2ruto da sua dem0ncia pessoal) A maioria dos gregos 2oi parar , deporta+ão na Zsia ?entral e os descontentes postos em isolamento pol-tico) ?erca de 195C, sempre por vingan+a da guerra perdida ou para manter o e*uil-6rio com os /3 deportados, vieram parar ao Ar*uipélago os pr:prios insurrectos do exército de Farcos, *ue nos 2oram entregues pela Iulg3ria) "os <ltimos anos da vida de %taline come+ou a delinear1se, de maneira de2inida, a torrente dos /udeus Ra partir de 195C, iam sendo arrastados aos poucos como

cosmopolitasS) ?om esse o6/ectivo 2oi tramado o caso dos médicos) %egundo parece, %taline preparava1se para organi>ar um grande exterm-nio dos /udeus5@) "o entanto, este 2oi o primeiro des-gnio 2racassado em toda alsua vida) %egundo parece, #eus *uis *ue, através das mãos humanas, ele entregasse a sua alma) & relato *ue precede tinha por 2im mostrar , evid0ncia *ue a transplanta+ão de milh9es de homens e o povoamento de BU AB o6edeciam a uma 2ria e premeditada l:gica, 6em como a uma tenacidade permanente) Due nunca houve entre n:s c3rceres VAU'&%, mas sempre cheios ou superlotados) Due en*uanto v:s vos ocup3veis, para vossa satis2a+ão, com os ino2ensivos segredos do 3tomoW estud3veis a in2lu0ncia de ^eidegger so6re %artreW coleccion3veis reprodu+9es de .icassoW via/3veis em carruagens1camas para as termas, ou aca63veis de construir as vossas casas de campo nos arra6aldes de Foscovo, as carrinhas corriam ininterruptamente de um extremo ao outro das ruas e os agentes da seguran+a do Estado 6atiam e chamavam ,s portas) E eu penso *ue, com este relato, 2ica demonstrado *ue os :rgãos nunca comeram o seu pão em vão) 5@ "ada sa6emos de modo 2idedigno, nem agora nem talve> por longo tempo) Fas, segundo rumores *ue circulavam em Foscovo, o des-gnio de %taline era en2orcar, em come+os de Far+o,7os médicos1assassinos8, na .ra+a Vermelha) Em seguida, os patriotas deviam naturalmente Rso6 a direc+ão de instrutoresS lan+ar1se num pogrom contra os israelitas) E então o Boverno Rconhece1se o car3cter de %taline, não é verdadeYS, salvando magnanimamente os /udeus do :dio popular, expulsava1os nessa mesma noite de Foscovo para o Extremo &riente e para a %i6éria Ronde /3 se estavam a preparar 6arracasS) ''' A '"%($UV\& %E aos intelectuais das pe+as de (cheAhov, sempre a 2a>er con/ecturas so6re o *ue seria a vida dentro de vinte, trinta ou *uarenta anos, tivessem respondido *ue na $<ssia se torturaria os acusados durante a instru+ão do processoW *ue se lhes apertaria o crLnio com um anel de 2erro1W *ue se su6mergiria uma pessoa num 6anho de 3cido4W *ue se ataria um homem nu para o expor ,s 2ormigas e aos perceve/osW *ue se introdu>iria a vareta de uma espingarda, *uente ao ru6ro, pelo ori2-cio anal R7a marca secreta8SW *ue se comprimiriam lentamente com uma 6ota os :rgãos sexuais e *ue, como tratamento mais suave, se torturaria alguém durante uma semana, sem a deixar dormir, nem lhe dar de 6e6er, espancando1o até deixar o corpo em carne viva 1 nem uma s: dessas pe+as teria chegado até ao 2im e todos os seus her:is teriam ido parar ao manic:mio) E não s: os her:is de (cheAhovX Due russo normal dos come+os do século e, entre os mais, *ue mem6ro do .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso poderia suportar semelhante di2ama+ão lan+ada contra o 2uturo luminosoY A*uilo *ue ainda se admitia so6 o poder de AleAsei FiAhailo1vitch e *ue /3 so6 .edro, o Brande parecia 63r6aroW a*uilo *ue nos tempos de INron podia ser aplicado a de> ou vinte pessoas e *ue /3 era completamente imposs-vel de suceder no reinado de ?atarina, isso 2oi reali>ado em pleno 2lorescimento da sociedade do nosso grande século !!, conce6ido segundo os princ-pios socialistas, *uando /3 voavam avi9es e havia surgido o cinema sonoro e a r3dio) E 2oi reali>ado, não por um criminoso isolado num lugar secreto, mas por de>enas de milhares de 6estas humanas, especialmente amestradas, so6re milh9es de v-timas inde2esas) %er3 apenas terr-vel esta explosão de horroroso atavismo, designado agora como su6ter2<gio, por 7culto de personalidade8Y &u s01lo13 tam6ém *ue, no decurso destes mesmos anos, tivéssemos comemorado o centen3rio de .uschAine, *ue sem *ual*uer vergonha tivéssemos representado essas mesmas pe+as de (cheAhov, em6ora /3

sou6éssemos a resposta a tais perguntasY Fas não ser3 mais terr-vel ainda *ue trinta anos depois nos venham di>erJ não se deve 2alar dissoX $ecordar o so2rimento de milh9es de a ?omo aconteceu ao #outor %), segundo o testemunho de A) .) =) 4 ?omo aconteceu a ^) %) () 94 A$DU'.E AB& #E BU AB pessoas é de2ormar a perspectiva hist:ricaX (ratar de desco6rir a ess0ncia dos nossos costumes é o6scurecer o progresso materialX Due se 2ale antes dos altos12ornos *ue 2oram acesos, ou dos trens de lamina+ão1, ou dos canais *ue 2oram a6ertos))) "ão, dos canais tam6ém não é conveniente 2alar))) Antes do ouro de =olima))) "ão, tão1pouco isso é conveniente) En2im, pode 2alar1se de tudo, mas desde *ue se sai6a 2a>01lo, glori2icando1o))) %er3 então incompreens-vel *ue amaldi+oemos a 'n*uisi+ãoY Acaso, além das 2ogueiras, não havia ao mesmo tempo servi+os religiosos solenesY %er3 incompreens-vel *ue não gostemos do direito 2eudalY Ve/a1se, não se proi6iam os camponeses de tra6alhar todos os dias))) E eles podiam cele6rar o "atal com vilancicosW pela (rindade as mo+as teciam coroas))) `` & car3cter excepcional *ue as lendas orais e escritas atri6uem agora ao ano @5, reside, aos olhos de muitos, na inven+ão de culpas e nas torturas) Fas não é essa a verdade, isso é inexacto) Duais*uer *ue 2orem os anos ou as décadas, a instru+ão, segundo o artigo 5Q, DUA%E "U"?A visou o esclarecimento da verdade, consistindo unicamente num procedimento su/o e inexor3velJ pegar num homem *ue se aca6ava de privar da li6erdade, por ve>es altivo, sempre impreparado, do6r31lo, introdu>i1lo num tu6o estreito, onde os ganchos da armadura lhe esga+avam os costados, onde não podia respirar, de maneira a *ue ele implorasse a gra+a de chegar , outra extremidade) E dessa extremidade, ei1lo *ue sa-a /3 pronto, como um ind-gena do Ar*uipélago, a entrar na terra prometida) R&s mais o6tusos o6stinam1se eternamente, pensando *ue pode haver essa sa-da do tu6o caminhando para tr3s)S Duantos mais anos se deixam passar sem tra+os escritos, mais di2-cil se torna reunir as testemunhas dispersas *ue se salvaram) Fas estas asseguram1nos *ue a cria+ão de 2alsos processos remonta /3 aos primeiros anos de exist0ncia dos :rgãos, tornando assim palp3vel a sua constante e insu6stitu-vel actividade de salva+ão, a 2im de *ue com a diminui+ão dos seus1 inimigos não tivessem os pr:prios :rgãos em m3 hora *ue desaparecer) ?omo se v0 pelo processo de =ossiriev@ a situa+ão da (cheAa era /3 cam6aleante em come+os de 1919) endo os /ornais de 191Q, deparei com um comunicado o2icial so6re a desco6erta de um terr-vel complot, montado por um grupo de de> pessoas *ue *ueriam Re limitavam1se ainda a DUE$E$XS i+ar ate ao telhado do hosp-cio Rve/am s: a altura *ue isto 2a>S alguns canh9es, para da- 6om6ardear o =remlin) As pessoas eram de> Rentre elas podia haver mulheres e adolescentesS, mas ignora1se *uantos eram os canh9es) E de onde vinham esses canh9esY #e *ue cali6re eramY E como 2a>01los su6ir @ .arte ', cap-tulo Q) A$DU'.E AB& #E BU AB 95 da escada até ao telhadoY E como instal31los no telhado inclinado de modo a não resvalarem ao dispararX .or*ue é *ue os pol-cias de .eters6urgo, *uando lutavam contra a $evolu+ão de Gevereiro, não puseram metralhadoras pesadas nos telhadosY))) E, contudo, esta 2antasia, antecipando as constru+9es de 19@5, era lida por toda a genteX E)acreditavam nelaX))) Evidentemente, com o tempo, vieram a demonstrar1nos *ue o

*ue tinha de *uarenta a cin*uenta 6ancos. para demonstrarem a sua utilidade e 2icarem nos seus lugaresX))) Ali3s. o seu n-vel de instru+ão Reis o caso do ?omité de %apropelievX T A)%)S. talve> possamos compreender. em6ora 2osse o verdadeiro. A$DU'. *ual o valor de um tal ?A%&) & ano de 1941 2icou na mem:ria de E) #oiarenAo) "a sala de admissão da u6ianAa. no ano de 19@CX A impressão geral era *ue todos estavam presos sem *ual*uer culpa) A tal ponto não sa6iam de *ue acus31los *ue ') #) () 2oi acusado de usar um nome 2also) RE. e não nos deixando separar da*ueles anos pela cortina de 2umo do 2anatismo. durante a instru+ão. a mais pe*uena suspeita. era. sem cessar) "enhuma sa6e do *ue é culpada) A impressão geral é a de *ue as pris9es são 2eitas sem motivo) Ela é a <nica em toda a sala *ue sa6eJ é uma socialista revolucion3ria) Eis a primeira pergunta 2eita por 'agodaJ 7Então.AI' '#A#E do acusado. a/uda1nos a 2a6ricar este casoX Algo de AI%& U(AFE"(E %EFE ^A"(E é relatado so6re a B). por*ue é *ue te trouxeram para a*uiY8 & *ue *ueria di>erJ inventa tu mesma. por ser in<tilJ ela deixara de cumprir o seu o6/ectivo militar) Então. a sua educa+ão) Estas *uest9es determinarão o destino do acusado)8 Em 1@ de "ovem6ro de 194C. condenaram1no a tr0s anos. de autoria de #al.caso 7?umi1liov8. ou a deixariam em li6erdade para espi31la) Assim se criou a tradi+ão de *ue os :rgãos nunca t0m 2alhas no seu tra6alho) Due sucede então aos inocentesY))) "o #icion3rio de -ngua $ussa. muito livre) "as instru+9es relativas ao terror vermelho.)U) de $ia>an.rotec+ão da "ature>a) ?onhecendo1se 6em o car3cter e o am6iente dos c-rculos cient-2icos russos da época. ou essa pessoa depressa seria detida de novo. *ue 2a>ia parte da ?omissão de . numa carta . sem 2a>er grandes investiga+9es. 2a>1se esta distin+ãoJ o in*uérito di2ere da instru+ão. pelo artigo 5Q11C)S "ão sa6endo *ue pretexto invocar. o tche*uista F) K) atsis escreveuJ 7))) não procurem. VetcheAa 2a> notar *ue na (cheAa 72re*uentemente dão seguimento a declara+9es caluniosas8) %im. alarmados. organi>aram um 7canhoneio nocturno8 so6re a 2ortale>a. o comiss3rio instrutor perguntou1lheJ 7Em *ue tra6alhavaY8 1 7Era 2uncion3rio da plani2ica+ão)8 1 7Escreva uma nota so6re este temaJ & *ue é a plani2ica+ão na empresa e como se reali>a) #epois sa6er3 por*ue o prenderam)8 R"a nota ele encontraria *ual*uer pretexto a *ue se agarrar)S 'sso 2a> lem6rar o caso da 2ortale>a de =ovensAaia. 2oi 2u>ilado todo o ?omité de %apropeliev. no ano de 1941. 2oi pura inven+ão4) "esse mesmo ano. desde o come+o. santa simplicidadeX Então os :rgãos nunca sou6eram o *ue é um in*uéritoc As listas enviadas pelos dirigentes.E AB& #E BU AB por actos contra o poder soviético) A primeira pergunta deve serJ a *ue classe pertence. o ponto de vista te:rico so6re a ?U . os o2iciais do comando. pelo 2acto de *ue se organi>a para certi2icar previamente se existem ou não 2undamentos para proceder . a (cheAa de $ia>an montou um 2also processo so6re uma 7conspira+ão8 da intelectualidade local Rmas os protestos de algumas pessoas cora/osas puderam chegar ainda até Foscovo. *ual é a sua origem. documentos ou provas de *ue o acusado actuou por palavras ou 4 A) A) AAhmatova exprimiu a sua plena convic+ão acerca disso) Ela até me disse o nome do tche*uista *ue inventou este caso RK) Agranov. segundo pareceS) 9. em 1914) (inham decidido suprimi1 la. apenas se conhecem relatos isolados so6re a li6erta+ão de pessoas como resultado 2inal da investiga+ão) E de resto. e o processo 2oi ar*uivadoS) "esse mesmo ano de 1941. dão entrada mulheres durante toda a noite. ensinaram1nos durante de>enas de anos *ue de l3 não se regressaX ] excep+ão do 6reve e premeditado movimento do ano de 19@9. a den<ncia de um pol-cia . instru+ão /udicial) &hX. #>er/insAi.

na u6ianAa Rtestemunho de Ierta BandalS. para *ue estre6uches. . extenuar e de6ilitar o preso. os presos para dentro de um tan*ue cheio de imund-cies) Eis a rela+ão simples entre todos estes 2actos) J3 *ue é necess3rio acusar de *ual*uer maneira.. s: para ver o 2im mais rapidamente) J3 em b1919 o método principal de instru+ão erL o de p_r o rev:lver so6re a mesa) Assim se desenrolava não apenas a instru+ão dos processos pol-ticos como tam6ém dos 7comuns8) "o processo da Administra+ão Beral dos ?om6ust-veis R1941S a ré.s con2iss9es) E uma ve> *ue as acusa+9es eram sempre inventadas. na sua maioria. ainda se poderia. *ue a tinham amea+ado com o 2u>ilamento. repetindoJ 7Gala. para o6rigar . ") V) =r-lenAoJ Em ?inco Anos) Editora Estatal. o *ue não 2oi pois atri6uto do ano de 19@5. era utili>ado o sistema de a*uecimento da 236rica de autom:veis AF& para as celas. senão arrasto1te pelos pés e prego1te . na escuridão.. ora ar 2edorento) E havia uma cela revestida de corti+a. minha v-6ora.secreto ou mesmo de um an:nimo5 eram su2icientes para condu>ir . inevit3vel acusa+ão) & tempo dado para a instru+ão do processo não se destinava a esclarecer o delito. p3g) 4C1) A$DU'. contava *ue essa cela era a*uecida até ao ponto de os poros do corpo sangraremW o6servando os e2eitos através do postigo. uma ve> *ue todos os pol-ticos eram considerados criminosos)S . onde. acreditar)8 Eis o assustador rev:lver posto so6re a mesa e . se su2ocava de calor) . em 194. %telmaAhSW E em 194. nem 2racturas) Iasta *ue não te deixemos dormirX8 E se %AripniAova. havia sempre viol0ncias. com rigor.E AB& #E BU AB 95 %AripniAova.arece *ue o poeta =liuiev esteve numa cela desse género e a. mas sim um sintoma prolongado. empurravam.s ve>es apontado contra ti. de 191Q. replicouJ 7%e ela declarasse *ue a tinham tratado grosseiramente. Foscovo. as viol0ncias e as torturas. 194@. deten+ão e desta . o che2e da sec+ão de instru+ão da %eguran+a do Estado de &rd/oniAid>e. 6errandoJ 7A6re os olhos. e *uanto mais 2antasiosa 2or a acusa+ão mais cruel deve ser a investiga+ão. nocturnos) "essa época utili>avam1se /3 os 2ar:is de autom:veis para encandear o acusado R(cheAa de $ia>an. %ivaAov. tu /3 sa6es do *ue se trataX8 Era o *ue no ano de 1945 o comiss3rio =haiAin exigia de %AripniAovaW e era o *ue no ano de 1949 exigiam de VitAovsAi) E nada mudou. são inevit3veis as amea+as. em noventa e cinco por cento dos casos. a tal ponto *ue este dese/ava nem *ue 2osse cortar a ca6e+a com um machado. *ueixou1se de *ue durante os interrogat:rios a tinham o6rigado a tomar coca-na) & acusador. Vassili AleAsandrovitch =acianov. paredeX8 A partir de 1941 os interrogat:rios passaram a ser. o *ual expelia ora ar 2rio. a esgotar. canalha Rela ia a caminho dos sessenta anosS) G31la1emos chegar até tre>entos e *uarenta. decorrido um *uarto de século) "o ano de 1954. *ueimavam as mãos dos presos com cigarrosW na prisão de FeteAha.. para c<mulo. ap:s os interrogat:rios nocturnos. durante o dia 2echava os olhos na cela. mas sim. mesma Anna 5 & artigo 9@ do ?:digo de . o vigilante irrompia. de car3cter geral) . e o comiss3rio instrutor não perde tempo nem 2eitio a desco6rir do *ue és culpado. sem ventila+ão. *ue cumpria a DU'"(A deten+ão. sem necessidade de n:doas roxas.rocesso . di>endo *ue a tua tensão arterial é de du>entos e*uarenta1cento e vinte) 'ssoé pouco. FaAhrovsAaia. declaraJ 7& médico da prisão entregou1 nos uma nota. colocavam então o preso numa maca e levavam1no para assinar o processo ver6al) %ão conhecidos os métodos *uentes Re 7salgados8S do per-odo de 7ouro8) "a Be:rgia.or isso se . de espancamentos.permaneceu Ierta Bandal) & participante da insurrei+ão de Karoslavl. pretendendo es*uivar1se.enal re>ava assimJ 7A den<ncia an:nima pode servir para instaurar um processo criminal)8 RA palavra 7criminal8 não deve causar surpresa.

2a>endo1os passar. outros não resistiram ao duplo regime de tra6alho no campo e aos interrogat:rios. E DUE ADUE E% "A#A ('"^AF A VE$ ?&F '%%&X Em 195C. de *ual*uer rhodo. não se regulamentavam os tipos de torturas e era permitida *ual*uer inven+ão nesse dom-nio) Em 19@9 essa autori>a+ão tão ampla e geral 2oi impressa e exigiram1se novamente 2ormalidades escritas para a aplica+ão das torturas.assou algum tempo e comunicaram da ituLnia *ue tinham sido desco6ertos os verdadeiros culpados da a2ixa+ão de carta>es. as simples amea+as. *uatro horas por dia) #epois. eles 2oram acusados de a2ixar carta>es anti1soviéticos) . o engano. con2orme o exigisse o seu tra6alho e o pra>o esta6elecido) Ao mesmo tempo.E AB& #E BU AB Vermelho8 o pro6lema de sa6er se a aplica+ão de torturas era admiss-vel do ponto de vista do marxismo) A /ulgar pelas conse*u0ncias. a extenua+ão pela priva+ão do sono e as celas de castigo não 2oram nunca proi6idasS) Fas /3 a partir do 2im da guerra e nos anos posteriores 2oram especi2icadas certas categorias de presos. $evolu+ão discutia1se a6ertamente no 7%emin3rio da (cheAa8.rimavera de 19@Q ) "ão existiram nunca *uais*uer limites morais e espirituais capa>es de re2rear os :rgãos na aplica+ão das torturas) "os primeiros anos a seguir . compreendia cin*uenta lituanos) Em 1945. de antemão. mem6ro correspondente da Academia das ?i0ncias. nos anos 19@51@Q.rano. pelo 2acto de ela ter conhecidos comunscom a 2am-lia dos Aliluiev) . segundo o seu critério. em6ora não universal) %er3 mais /usto di>er. para o6terem 7liga+9es8 e nomes de pessoas.as aplica+9es de torturas era condicionada a 2ormalidades *ue implicavam a sua permissão em cada caso Ra *ual era o6tida 2acilmenteS. na região de ArcLngel) Alguns 2oram ali torturados. 2oram condu>idos para o campo *ue 2ica situado perto de VelsA. retiravam1lhe a vara) A seguir . *ue as torturas 2oram permitidas a partir da . as autori>a+9es de viol0ncias e de torturas 2oram dadas ilimitadamente aos instrutores. ou se considerava *ue havia. por exemplo. conseguir todos os nomes através dos *ue estavam presos) & grupo de %Airius $oualdas . o *ue não se veri2icou nas torrentes maci+as dos AulaAs e das nacionalidadesS. mas o resultado 2oi esteJ todos os cin*uenta presos. especialmente os ucranianos e os lituanos. através do aparelho de instru+9es individuais.or 2alta de pris9es na ituLnia. encontrei1me com um ucraniano de #niepro1petrovsA a *uem. no campo de trLnsito de =ui6ichiev. tinham torturado por métodos diversos. na 7Espada Vermelha8 e no 7(error 5 E) Buin>6urg escreve *ue a autori>a+ão para a 7aplica+ão da 2or+a 2-sica8 2oi dada em A6ril de 19@Q) V) ?halamov considera *ue as torturas 2oram permitidas em meados de 19@Q) & velho detido F1tch est3 convencido de *ue houve uma 7ordem acerca da simpli2ica+ão dos interrogat:rios e da su6stitui+ão dos métodos psicol:gicos pelos 2-sicos8) 'vanov11$a>mniA p9e em evid0ncia *ue 7por meados de 19@Q teve lugar o per-odo dos interrogat:rios mais cruéis8) 9Q A$DU'. aplicar uma ampla gama de torturas) Entre elas estavam inclu-dos os nacionalistas. liga+9es clandestinas.torna estranho ler agora por ve>es nas recorda+9es de antigos >eAs. se con2essaram culpados) . nesse tempo. a chantagem. sendo preciso desmantel31las. e so6retudo na*ueles casos em *ue havia. sendo prov3vel *ue elas não 2ossem 23ceis de o6ter Rentretanto. unanimemente. inclusive o castigo *ue consistia em s: o deixarem dormir com uma vara para apoio. guerra tam6ém torturaram evina. tendo em conta a situa+ão excepcional Rhavia *ue enviar milh9es de homens para o Ar*uipélago num 6reve pra>o pré1determinado. *uanto ao ano de 19@QJ se até a. a resposta 2oi positiva. em rela+ão aos *uais era permitido.

mas simplesmente relativa) Assim.a conclusão mais pr3ticaJ a de *ue é tempo perdido em vão a 6usca de provas documentais a6solutas Relas são todas relativasS e de testemunhas irre2ut3veis Relas podem contradi>er1seS) Duanto . esta 2orma de perguntar as coisas era muito mais re2inada do *ue as instru+9es de atsis) A ess0ncia. como ms carrascos medievais. provavelmente. ela 2oi então transmitida apenas hierar*uicamente aos comiss3rios instrutores e aos interrogadores. o /ui> pode muito 6em o6t01las mesmo sem documentos. a verdade esta6elecida pela instaura+ão do processo e pelo pr:prio processo não pode ser a6soluta. para a humanidade.artido. todos os outros. sem sair do seu ga6inete. desenvolvendo1se em espiral. sendo completamente inocente Rele "E?E%%'(AVA.deu um passo *ue os /uristas meta2-sicos não tinham ousado dar em dois mil anosJ o de *ue. na superioridade do homem *ue dormiu. porém. compreendia 6em *ue os acusados estavam inocentes) Era pois com redo6rada veem0ncia. segundo ah *ual a con2issão da culpa pelo acusado é mais importante do *ue todas as provas e 2actos) Essa pr3tica tinha1se esta6elecido nos anos 4C) Fas no ano A$DU'. na sua vontade ou crueldadeS) "aturalmente. nem agora . mas apenas a verdade relativa) E vai da.s m3*uinas electr:nicas. ao assinar uma senten+a de 2u>ilamento n:s nunca podemos estar a6solutamente convictos de executar o culpado. e o não é nãoS. como se se tratasse de algo conhecido amplamente e de h3 longo tempo por todos) %ucede *ue nesse ano de sinistra mem:ria. os nossos procuradores e /u->es concordaram em considerar como principal prova da culpa6ilidade. num discurso *ue se tornou céle6re nos c-rculos especiali>ados. VichinsAi.E AB& #E BU AB 99 de 19@5 é o da mani2esta+ão oportuna da doutrina 6rilhante de VichinsAi) Entretanto.%eria ainda inexacto atri6uir ao ano de 19@5 a 7desco6erta8. en*uanto n:s. *ue est3 saciado e não 2oi espancadoS 7no seu car3cter8 Rou se/a. ou aproximativas. de provar a sua culpaXS e para VichinsAi era mais agrad3vel sentir1se um l:gico do *ue um pati2e mascarado) 1CC A$DU'. 6aseados em certas suposi+9es num certo sentidoQ) #a. ele. as dedu+9es da /urisprud0ncia de vanguarda voltaram aos pontos de vista da pré1Antiguidade ou da 'dade Q (alve> *ue o pr:prio VichinsAi não tivesse menos necessidade do *ue os seus auditores desta consola+ão dialéctica) Ao gritar da sua tri6una de procuradorJ 7Gu>ilem1 nos todos como cães raivososX8. dado *ue para eles o sim é sim. inclusive. retorcendo1se na aplica+ão da sua l:gica dialécticaJ por alguma ra>ão. 7apoiando1se não s: na sua intelig0ncia. mas s: com um certo grau de aproxima+ão. a con2issão do acusado9) . mas tam6ém na sua intui+ão de mem6ro do . nas suas 2or+as morais8 Risto é. nunca é poss-vel esta6elecer a verdade a6soluta. *ue ele e um 3s da dialéctica marxista como IuAharine se entregavam a reco6rir de ornamentos dialécticos as mentiras processuaisJ para IuAharine era demasiado est<pido e desopilante morrer. era a mesma) E s: so6re mais um ponto é *ue VichinsAi não 2oi até ao 2im. lem6rou *ue. para sua 2irme>a moral. *uando come+ou a ser atacada em ora+9es su6ordinadas e em par3gra2os secund3rios de artigos de /ornal.E AB& #E BU AB Fédia) E.s provas relativas. 2a>endo apelo ao esp-rito 2lex-vel da dialéctica R*ue não é permitida aos simples s<6ditos do Estado. inteligente e mau como era. em conse*u0ncia. s: sou6emos dela vinte anos mais tarde. ele deixou *ue a IA A "A "U?A continuasse a ser uma prova AI%& U(A))) Assim. Andrei Januarievitch Rd3 vontade de chamar1lhe /aguarievitchS.

.E AB& #E BU AB 1C1 pelos métodos mais suaves. uma 2ractura geol:gica ou. roldana. a ingénua 'dade Fédia. organi>ava1se um intercLm6io amig3vel de experi0ncias. e a uma consider3vel experi0ncia prisional Rhouve alguém *ue de2endeu isso muito a sério numa teseS. . pelo menos. de resto))) E. os limites reais do e*uil-6rio humano são muito estreitos e era completamente desnecess3rio lan+ar mão da roldana ou do assa1dor para p_r 2ora de si uma pessoa comum) (entaremos enumerar alguns dos métodos mais simples.$&'I'#&X))) R& mesmo re>a o c:digo ingl0s dos direitos. algo de comum na pre2er0ncia dada aos meios denominados suaves R/3 veremos em *ue consistiamS. em 19@5. recorria a meios dram3ticos. ao assador. encher o corpo de n:doas negras) Eis por*ue. uma ve> *ue visavam um o6/ectivo elevadoJ *ue ninguém pedia contas a um comiss3rio pela morte de um réuW *ue o médico da prisão deve intervir o menos poss-vel no decurso da instaura+ão do processo) . tais comoJ va>ar um olho.Entretanto. mas *ue se exigia apenas *ue cada sector de instru+ão. medida da sua intensi2ica+ão. enviasse ao tri6unal um n<mero determinado de patos *ue tivessem con2essado) E simplesmente Rpor via oral. a experi0ncia podia decorrer di2erentemente do *ue com material discreto) . a divulga+ão universal do segredo) Em *ual*uer caso. pelos vistos. .odia ter lugar uma explosão imprevista. ainda. arrancar uma orelha. contudo. 2racturar a coluna verte6ral e. com o pagamento a do6rar pelas horas nocturnas e prémios pela instru+ão em pra>os redu>idosW e advertia1 se tam6ém *ue o comiss3rio *ue não desempenhasse 6em a sua tare2a))) #esse modo. com toda a 2or+a do seu poder. reconhecem1se *ue uma concentra+ão de meios tão aparatosos. tratando1se de uma aplica+ão em massa. impressionantesJ . o che2e 2icaria sempre limpo perante %talineJ não havia dado indica+9es directas para torturarX E ao mesmo tempo tinha assegurado as torturasX ?ompreendendo *ue os superiores tomavam precau+9es. ?onstitui+ão dos Estados UnidosJ 7E proi6ido 2a>er declara+9es contra si pr:prio)8 E . procuravam es*uivar1se . não o6serv3mos 1 além da priva+ão do sono 1uma completa uni2ormidade de métodos nas v3rias pris9es regionais e entre os di2erentes comiss3rios de uma mesma direc+ão1C) ^avia. %taline devia guardar a sua auréola pura e angélica) . parte dos comiss3rios instrutores Rnão a*ueles *ue com exalta+ão se deleitavamS iam come+ando ?ompare1se com o *uinto aditamento . mas com 2re*u0nciaS *ue todas as medidas e meios eram 6ons. gra+as ao progresso da medicina.s cavilhas e ao empalamento) "o século !!. havia ainda uma circunstLnciaJ como sempre.*ueles *ue deixavam vest-gios demasiados evidentes. se num *ual*uer departamento regional da ")=)V)#) houvesse um 2racasso. no século !V'')S A$DU'. e esse era um caminho in2al-vel) "a verdade. roda. 7aprendendo1 se com os de vanguarda8W reconhecia1se 7o interesse material8. %taline não podia estar a6solutamente seguro do seu 0xito) ?om um material gigantesco.rovavelmente. %taline não dissera a <ltima palavra e os seus pr:prios su6ordinados deviam adivinhar) Ele reservava para si um 6uraco de chacal a 2im de poder dar um passo atr3s e escrever A Vertigem dos nxitos) Era a primeira ve> *ue a tortura plani2icada de milh9es de homens era empreendida na hist:ria da humanidade e. de resto. e. se tornava supér2lua e pesada) E.or isso é1se levado a pensar *ue não existia uma lista de torturas e de vilanias distri6u-das em letra impressa aos comiss3rios instrutores. deixar vest-gios no seu corpo) . num pra>o 2ixo. contudo. *ue *ue6rantam a vontade e a personalidade do preso sem. para arrancar as dese/adas con2iss9es.

mas isso não est3 demonstrado) 1C4 A$DU'. chegar3s ao extremo de perder a sa<de) En*uanto num campo de tra6alho ter3s ar. apressa1se a responder o director de um centro de produ+ão de linho) 7Então tenha coragem e assuma as suas responsa6ilidadesX8 Ele assume1asX 1C #i>1se *ue as torturas em $ostov do #on e em =rasnodar se destacavam pela sua crueldade. ser3s condenado) Fas se op9es resist0ncia. inclusive o *ue não 2e>) ) 5) ^umilha+ão prévia) "as céle6res caves da B). 2icavam deitados. como 6olchevi*ue. de nature>a sens-vel) ?onhe+o dois casos. com descaro. estes métodos t0m uma 2or+a terr-vel e mesmo ani*uiladora) E mesmo para os *ue t0m convic+9es tão1pouco são 23ceis) 1) Ve/amos em primeiro lugar as noites) .)U). ela o mimoseou. a instaura+ão do processo era dirigida por uma mulher) #e in-cio. arrancando violentamente ao sono Re mesmo ainda não martiri>ado pelo sonoS. e outro *ue se mostra simp3tico. tinha sido extremamente am3vel. o preso não pode manter o e*uil-6rio e guardar a lucide> como de dia.or*ue é *ue o essencial do desmoronamento das almas tem lugar de noiteY .or*ue. com o rosto contra o chão. mas *ue pode ter e2eitos seguros so6re pessoas educadas. como os mu+ulmanos nas suas preces. a aproximar1se Rcontra as mulheres. sendo proi6idos de levantar a ca6e+a e de 2a>er o m-nimo ru-do) Assim.?ome+aremos pelos métodos ps-*uicos) . pois.or*ue é *ue desde o seu aparecimento os :rgãos tiveram pre2er0ncia pela noiteY .artido se/a culpado distoY &u o poder soviéticoY8 17"ão. sucum6indo ao contraste. e as suas mãos avan+avam como se 2ossem agarrar os ca6elos. deve decidirJ poderia admitir *ue o . eram metidos v3rias horas no corredor. re2inadamente. ele cansava1se de elogi31la. ou parte dele. em 1944S. sendo 2eita toda a espécie de promessas) #epois. o instrutor levantou1se. como se as unhas terminassem em agulhas.ara os patinhos *ue nunca se haviam preparado para os so2rimentos prisionais. *ue cederam unicamente com palavr9es) "o caso de um deles Rem IutirAi. é assinares /3)8 (udo muito l:gico) E todos a*ueles *ue concordam e assinam são muito sensatos))) *uando se trata apenas deles pr:prios) Fas raramente sucede assim) E a luta é inevit3vel) &utra variante é a persuasão dirigida a um mem6ro do . ocorridos com religiosos. lu>))) & melhor para ti. disp_e1se a reconhecer e a assinar ao segundo. naturalmenteX8. 2a>endo amea+as com o pisa1papéisJ 7AhX pati2eX Vais apanhar bnove gramasb na nucaX8. na cela. di>endo como ela era am3vel) Fas um dia voltou aturdido e durante muito tempo recusou1se a repetir as palavras com *ue.E AB& #E BU AB @) 'nsultos grosseiros) E um método pouco complicado. tornando1se mais male3vel) 4) A persuasão em tom de 2ra*ue>a) E a coisa mais simples) . antes do interrogat:rio. com um tratamento pelo nome ou pelo so6renome. voc0 mesmo. so6 o grosso pavimento de vidro da rua R*ue era um antigo arma>émS. um *ue nunca amea+a e atormenta. de todos os modos. de $ostov Rn<mero trinta e tr0sS. su6itamente. sem sa6er *ual ir3 encontrar. as mudan+as repentinasJ todo o interrogat:rio. este é um método muito e2icienteS) &utra varianteJ a alternLncia de dois comiss3rios. durante a noite.artidoJ 7%e no pa-s h3 car0ncias e até 2ome. *uase cordial) & interrogado treme de cada ve> *ue entra no ga6inete. um /oelho so6re o outro) R amento não poder inserir a*ui uma das suas 2rase>inhas)S 4) ?ho*ue provocado pelo contraste psicol:gico) Assim. cru>ando. os presos. delicadas.ara *u0 6rincar ao gato e ao ratoY #epois de estar entre outros processados. e. até *ue o encarregado de os levar lhes tocasse no om6ro e os condu>isse ao interrogat:rio) AleAsandrovna não tinha 2eito as . o preso /3 assimilou a situa+ão geral) E o comiss3rio di>1lhe em tom displicente e amig3velJ 7(u pr:prio compreendes *ue. a*ui na prisão.

)os cordeiros. a rir1se e a comentar a 2igura dela) Ga>endo1se um in*uérito. com a assinatura imitada dos nossos 2amiliares e amigos 1 e isso ser3 apenas um modo re2inado de interrogat:rio) A intimida+ão. a *ue recorrerão constantementeJ Q) A mentira) ":s.) Fétodos *ue levam o preso a desconcertar1se) Eis como G) ') V). com uma cita+ão 2alsa do c:digoJ 7Eu 2ui advertida de *ue. não podemos mentir. apanharei cinco anos de prisão8 Rna realidade. 2oi interrogado) A investigadora. de =1rasnogorsA. segundo o artigo 94. não conhece o ?:digo .E AB& #E BU AB 1C@ 2icava pertur6ado e assinavaX Duanto a ela. medo de *ue não o RaS deixem sair ho/e. é o método ideal para exercer in2lu0ncia so6re os 2amiliares do preso. segundo o artigo 95. como aviso) Ele Rou elaS t0m ainda muito *ue perderW ele Rou elaS t0m medo. depoimentos so6re muitos outros casos) & o6/ectivo é sempre o mesmoJ criar no acusado um estado de a6atimento) .enal e o menos *ue 2a>em no in-cio do interrogat:rio é mostrar1lhe uma 2olha escrita. por negar1me a 2a>er declara+9es outros cinco)))8 R"a realidade. mas se te o6stinares apanhar3s vinte e cinco anos de tra6alhos 2or+ados su6terrLneos e ser3s algemadoX8 'ntimida1se tam6ém o acusado com outra prisão piorJ 7%e te manténs renitente enviamos1te para e2ortovo Rno caso de se estar na u6ianAaS. est3 disposto a 2a>er todo o género de declara+9es e de concess9es) Ela. mentira. na região de Foscovo Rsegundo me comunicou ') A) . como se nada sucedesse. mas continuava a 2a>er perguntas. para ele isso ser3 pior))) Voc0 deita1o completamente a perder Rcomo é *ue uma mãe pode ouvir istoY11) %: com a assinatura desse RimpingidoS papel voc0 pode salv31lo8 Rperd01loS) . naturalmente.ouco. medo da con2isca+ão dos seus 6ens. para evitar esses perigos. andava pelo ga6inete e aproximava1se do preso conseguindo *ue ele cedesse nas declara+9es) (alve> *ue se tratasse de uma necessidade pessoal dela.declara+9es necess3rias na u6ianAa) Goi trans2erida para e2ortovo) Ali. não corria *ual*uer risco pois tinha uma pistola e a campainha) 5) 'ntimida+ão) E o método mais 23cil de utili>ar. en*uanto l3. uma vigilante mandou1a despir1se. ou para %uAhanov Rno caso de se estar em e2ortovoS e l3 não 2alarão assim contigo) &ra tu /3 est3s acostumadoJ nesta prisão o regime parece ser A%%'F1A%%'F. *ue torturas te esperamY E depois a trans2er0ncia))) "ão ser3 melhor cederY8 A intimida+ão age per2eitamente so6re todo a*uele *ue ainda não 2oi preso. mas o comiss3rio mente constantemente e todos estes artigos não se re2erem a ele) . no decurso do interrogat:rio. da sua casa) Ele. por agora. 2a>endo strip1tease.)S. sedu+ão e . como se 2osse do regulamento. levou1lhe a roupa e 2echou1a nua num *uartinho) ogo vieram vigilantes do sexo masculino *ue se puseram a mirar pelo postigo. ou talve> de um 2rio c3lculoJ o preso é *ue A$DU'. despia1se pouco a . mas sim chamado . diante dele. a pena é de dois anosS e. na sala de entrada. evidentementeS) Em 1944J 7Voc0 não *uer con2essarY (er3 de ir para %olovAi) ":s pomos em li6erdade a*ueles *ue con2essam)8 Em 1944J 7#epende de mim indicar para *ue campo te enviam) &s campos são di2erentes uns dos outros) Agora temos campos de tra6alhos 2or+ados) %e 2ores sincero. chamados como testemunhasJ 7%e voc0 não 2i>er as declara+9es R*ue eles exigemS. aliada . ainda se podem encontrar. naturalmente. sendo muito variado) E acompanhado 2re*uentemente de sedu+ão e promessas R2alsas. ?asa Brande.erdemos até /3 o h36ito de perguntarJ 7Due lhe pode suceder por mentirY8 Ele pode colocar ante n:s tantos depoimentos 2alsos *uantos *uiser. ir3s para um lugar suave. entrou /3 em ac+ão outro método. por 2also testemunho. a pena não excede tr0s mesesS) A*ui.

s ve>es trata1se de um disco com uma vo> 7tipo esposa8. retir31las e impedir *ue 2ossem utili>adas no /ulgamento) & conhecimento ou parentesco com o delin*uente não eram. exactamente com a sua letraJ 7A6andono1teX #epois das in2Lmias *ue me contaram a teu respeito. podiam.ol-cia de %eguran+a do EstadoX . mas ordenaram1lheJ 7"ão)levante a ca6e+a. uma diversão como a *ue se segueY . o comiss3rio Boldman extor*uiu de V) A) =orneieva declara+9es contra outras pessoas.s torturas da 2ilha))) Em 19@C. so6 esta amea+aJ 7?on2iscamos1te a casa e pomos na rua os teus velhos)8 ?onvicta e 2irme na sua 2é. se*uer.erdeu1a com a sua o6stina+ãoX J3 est3 presaX RFas ela 2oi chamada apenas para uma 2ormalidade sem importLncia. sem 2alsi2ica+ão.s da sua mulher. lha mostram através de uma porta envidra+adaX ?omo ela vai silenciosa. por exemplo. no minuto com6inado. regra geral. pois de outra maneira não sai da*uiX8S &u então dão1lhe a ler uma carta dela. pode 2a>er1se *ue6rar mesmo o homem mais intrépido Rcomo est3 pro2eti>adoSJ 7& inimigo do homem é a 2am-liaX8 $ecordemos a*uele t3rtaro *ue a tudo resistiuJ . os 2amiliares mais chegados podiam. e muito mais através de uma paredeW mas voc0 tem os nervos tensos. na nature>a. mas o seu destino depende da tua sinceridade) E estão a interrog31la na cela cont-gua. soprano ou contraltoJ invento registado de alguémS) Fas eis *ue. a comiss3ria instrutora $imalis 2a>ia a seguinte amea+aJ 7. escutaX8 E2ectivamente.E AB& #E BU AB 1C5 #a mesma maneira *ue. emprega1se acompanhamento sonoroJ 7A tua mulher /3 est3 presa. então. recusar1se a 2a>er declara+9es) Fas se as 2i>essem na instru+ão preparat:ria. e unicamente ela) =orneieva assinou com alegria e uma sensa+ão de vit:ria moral) "ão conservamos. não est3 nas condi+9es de um peritoW . por sua vontade. deram1me a depoimentos e apoderou1se de mim uma sensa+ão de n3usea espiritual) #e *ue podia eu orgulhoYX)))8 (am6ém experimentei o mesmo *uando me rea6ilitaram. durante o per-odo das rea6ilita+9es. o simples instinto humano *ue consiste em /usti2icar1se e de2ender1se de 2alsas acusa+9esX Gicamos 2eli>es *uando conseguimos tomar so6re n:s toda a culpaX14 Agora ela di>J 7&n>e anos depois. deixaram1na passar pelo corredor.11 %egundo as cruéis leis do 'mpério $usso.E AB& #E BU AB 9) & /ogo com a a2ei+ão . da tua esposa)))S Em 1944. de 2acto. depois de ter repelido e rasgado v3rios depoimentos durante a noite. do outro lado da parede vem um choro acompanhado de gritos de mulher Reles são todos parecidos.elos corredores da . nenhuma classi2ica+ão tem compartimenta+9es r-gidas.s si2il-t-casX8 Uma mulherX))) A amea+a de prisão pode a6ranger todos a*ueles *ue voc0 ama) ]s ve>es. considerados como provaX))) ?oisa estranha))) 1C4 A$DU'. inclinando a ca6e+aX %imX E a sua mulherX . em *ue ela se declarava culpada. e. ao ouvir trechos A$DU'. estava disposta a so2rer) Fas as amea+as de Boldman eram completamente veros-meis segundo as nossas leis e ela atormentava1se pela sua 2am-lia mais chegada) Duando. a *uarta. não me 2a>es 2altaX8 R#eve haver esposas *ue escrevem cartas assimW por *ue ra>ão não as haveria no nosso pa-sY $esta1te unicamente decidir em tua alma e consci0ncia se se trata.renderemos a sua 2ilha e /unt31la1emos . mas não . Boldman come+ou a escrever uma outra variante. =orneieva nada temia por si. numa manhã.s suas torturas e . tam6ém a*ui n:s não conseguimos separar de 2orma precisa os métodos ps-*uicos dos 2-sicos) &nde incluir.s pessoas mais chegadas) Gunciona excelentemente so6re os acusados) Esta é mesmo a mais e2ica> das intimida+9es) #esse modo.

mas condu>ido durante todo esse tempo ao interrogat:rioJ 7Gulano de tal. levada pelo 0lan do seu movimento dos depoimentos anteriores so6re mim pr:pria) #o6rei1me e como *ue me tornei outra) Agora não me reconhe+o) ?omo pude assinar isso. A$DU'.s ve>es. e isso é ainda melhorJ vão o2ender o investigador. e. 2a>em1se dois alti2alantes de papelão e. perde o ouvido) Fas este não é um método econ:mico) %implesmente. e nem pode aperce6er1se de nadaX Essas primeiras horas decorrem *uando tudo dentro dela est3 ainda envolto nas 6rumas de um torvelinho espiritual *ue ainda não se acalmou) Uns deixam1se a6ater pelo desLnimo 1 e é o momento do primeiro interrogat:rioX &utros irritam1se. aproximando1se do preso. /untamente com um colega instrutor. um meio dia ou um dia inteiro) ^oras de completa incerte>aX (alve> a. de maneira *ue ela não pudesse apoiar1se em nada. a discutir e a lutar. agarrou no tele2oneJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 evaram1no e condu>iram1no . sentada num 6anco. cometer uma imprud0ncia 1 e ser3 mais 23cil organi>ar1lhes o processo) 1. distLncia de uns seis ou oito metros. numa caixa. ao ga6inete do investigador) & *ue o levou saiu) Fas o investigador. cela) ogo *ue se sentou na tarim6a ouviu1se o ru-do do cadeadoJ 7(che6otariovX Ao interrogat:rioX Fãos atr3s das costasX8 E. e. voltam1se para o acusado os pro/ectores do escrit:rio) 14) &utra inven+ão) "a noite do 1)O de Faio de 19@@. então. na B). os investigadores tam6ém *uerem divertir1se. e *ue. e sem se*uer o deixar sentar no 6anco.. logo nos primeiros passos do seu encarceramento. no ga6inete do investigador.2i*ue emparedada para toda a vidaX "unca passou por nada semelhante. umas ve>es com lu> e com espa+o para sentar1se.1C) Fétodo sonoro) ?oloca1se o réu . não interrogado durante do>e horas. est3 disposta a explicar1se. pati2eX8 & preso ensurdece. considerando. cada um inventa e 2a> o *ue pode) 11) As c:cegas) E tam6ém uma diversão) Amarram1se ou apertam1se os 6ra+os e as pernas do preso e 2a>em1se1lhe c:cegas no nari> com uma pena de p3ssaro) & preso torce1se e tem a impressão de *ue lhe estão a per2urar o cére6ro) 14) Apagar o cigarro na pele do preso Rprocesso /3 mencionado antesS) 1@) & método luminoso) #eixa1se uma lu> eléctrica intensa acesa durante vinte e *uatro horas na cela ou depend0ncia onde o preso est3) Uma lLmpada demasiado 2orte para uma depend0ncia pe*uena.ara uma pessoa extenuada.)U) de =ha6arovsA.) Duando as 6oxes escasseavam. com a monotonia do tra6alho. *ue não me havia sa-do malY))) 1C. então. não dormisse. . eis como se procediaJ na sec+ão da ")=)V)#) de "ovo (cherAass.E AB& #E BU AB interior. sem lhe 2a>er uma s: pergunta.s escuras e onde s: pode manter1se de pé apertada contra a porta) E guardam1na ali durante v3rias horas. *ue é uma espécie de co2re ou arm3rio) A pessoa *ue aca6a de ser detida. (che6otariov 2oi. outras ve>es . grita1se1lhe aos ouvidosJ 7?on2essa. condu>indo1o rapidamente pela escada. é encerrada. o6riga1se a 2alar em vo> muito alta e a repetir tudo) . l3 em cimaJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 "a generalidade dos casos os métodos de pressão podem come+ar muito antes de se chegar ao ga6inete do investigador) 15) A prisão inicia1se pela 6ox. de paredes 6rancas Reis a aplica+ão da electricidade economi>ada pelos estudantes e pelas donas de casaXS As p3lpe6ras do preso in2lamam1 se. ainda por cima. o *ue é muito doloroso) E. mantiveram Elena %trutinsAaia durante seis dias no corredor. mãos atr3s das costasX8 evaram1no para 2ora da cela. isso não é 23cil) &u. não ca-sse e não se levantasse) %eis diasX Experimente1se 2icar assim sentado durante seis horasX .

so6 o a6rasador sol da Fong:lia e so6 o 2rio nocturno. mantendo1se de pé entre um interrogat:rio e outro Rp9e1se um vigilante de guarda. aca6ado de ser preso. e parecia *ue em torno era tudo deserto1@) "esse deserto. pela primeira ve>. se inclinam a ceder) E é 6om p_r assim as mulheres) 'vanov1$a>umniA descreve outra variante desse métodoJ tendo posto o /ovem ordAipanid>e de /oelhos. em 1941. metia1se1lhe uma p3 nas mãos Rera o che2e da %ec+ão Especial. durante longas horas. o comiss3rio urinou1lhe no rostoX E *ue sucedeuY (endo resistido a outros métodos. 6eira Rmais ainda. com as medidas exactas. esteve assim UF Fn%) Ao ca6o de de> dias estava cheio de piolhos) Ao 2im de *uin>e dias 2oi chamado. como sucedia nos campos militares. e *ue. *uando o preso est3 /3 6em o6servado. *ue se mexa) %: issoY %im.?omo variante. durante a Brande Buerra . mantendo o dorso aprumado) "o ga6inete do comiss3rio ou no corredor pode 2or+ar1se o preso a 2icar nessa posi+ão durante do>e. so6 um céu a6erto. s: isso) ExperimentemX 15) %egundo as condi+9es locais. estava de preven+ão no deserto da Fong:lia.ode1se deix31lo de pé s: durante os interrogat:rios. ou seriam as situa+9es similares de acampamento *ue condu>iam .ode1se 2a>01lo sentar nos interrogat:rios. mais .)a #ivisão Fotori>ada de Atiradores. %amuliov. simplesmente. como as de la6orat:rio. ordAipanid>e do6rou1se a este) 'sto signi2ica *ue ele tem um e2eito positivo so6re os *ue são altivos))) 19) &u então. através de uma corda. de maneira a *ue os pés não cheguem ao solo. 2a>iam1lhe chegar tre>entos gramas de pão e 3gua) 'magine1se alguém nessa situa+ão.ara *u0 despender es2or+os com torturasY & rancho era composto de cem gramas de pão e de um copo de 3gua por dia) & tenente (chulpeiov. tendo /3 o Lnimo *ue6rantado. de tr0s metros de pro2undidade e dois de diLmetro. em BoroAhoviets. *ue participou nos com6ates de =halAhine1Bol. manda1se sent31lo numa cadeira vulgar. mesmo . 2a>endo1o sentar1se no 2undoJ a ca6e+a do preso /3 não se via) Uma sentinela 2icava de guarda a v3rias dessas covas. o *ual impede o preso de se apoiar nas paredes e. por ve>es de6aixo de chuva) A 2ossa era para o preso a cela e a retrete) E. durante o interrogat:rio. mandava1se1lhe parar. a sua sepultura Risso era /3 um cru>amento com os métodos psicol:gicosXS) Duando o preso /3 tinha 2eito um 6uraco *ue A$DU'. o *ue tam6ém extenua e *ue6ranta) . mas de modo *ue não caia e *ue o 6ordo do assento lhe provo*ue uma pressão dolorosa durante todo o interrogat:rio) E não lhe permitem. para prestar declara+9es) 1Q) &6rigar o preso a p_r1se de /oelhos 1 não em sentido 2igurado. pois tem o sistema 6em organi>adoJ /unto da pessoa a/oelhada é posta uma sentinela e as sentinelas rendem1se 14) A *uem é conveniente colocar assimY ]*ueles *ue. o6rigar o preso a permanecer de pé15) . mas realJ de /oelhos e de tal modo *ue não se sentasse so6re os calcanhares. *uando tudo ainda 2ervilha dentro de si) #ecorreria isso acaso das instru+9es gerais dadas a todas as sec+9es especiais do Exército Vermelho. sem nada explicar ao detido. sem se lhe 2a>er *ual*uer outra tortura) . um hércules *ue era pugilista. de vinte e um anos de idade. vinte e *uatro e até *uarenta e oito horas) R& mesmo comiss3rio de instru+ão pode ir a casa. mantinha1se o preso nu. a 6ox pode ser su6stitu-da pela 2ossa da divisão. dormir e distrair1se. se o preso . pode igualmente manter1se o preso sentado numa cadeira alta. ampla di2usão deste métodoY "a @. 2icando assim muito dormentes) 'sso chega a durar de oito a de> horas) &u então. da seguinte 2ormaJ no extremo do assento. metia1se o preso durante v3rios dias.E AB& #E BU AB 1C5 ultrapassava a sua cintura. *ue se encarregava dissoS e ordenava1se1lhe *ue cavasse.atri:tica) "essa 2ossa. 2renteXS.

entre n:s) nos tempos da . assinou desse modo um documento. em 1945. *ue 'magine1se. experimentar intervalos de lucide>. *uatro.or ve>es. na p3g) 41Q.dorme ou cai. e por isso não se lhe permite dormirX8 . provar *ue nessa época 2re*uentava. sede e pica como um ouri+o ao mais leve movimento) &s espasmos da degluti+ão parecem cortar a garganta15) A priva+ão do sono é uma 2orma superior de tortura e não deixa a6solutamente nenhuns vest-gios vis-veis. em ve> de p_r o preso de pé. tortura *ue não era avaliada na 'dade Fédia na sua /usta medidaJ não se conhecia a estreite>a dos limites do diapasão em *ue o homem conserva a sua personalidadeW a priva+ão do sono Rligada ainda por cima . um estrangeiro *ue não sa6e russo e a *uem dão algo a assinar) Um 63varo. tinha passado um dia na 6ox dos perceve/osS as suas sensa+9es depois da torturaJ 7%ente1se um cala2rio. como se diante da vista alguém 6randisse um 2erro incandescente) A l-ngua incha1se devido . nem se*uer motivo de *ueixas. grande perda de sangue) %ecam1se as mem6ranas dos olhos. sentavam1no num divã macio. e dava1lhe pancadas cada ve> *ue ele 2echava os olhosS) Eis como uma vitima descreve Rantes disso. cinco diasS ha6itualmente não se lhe d3 de 6e6er) (orna1se cada ve> mais clara a com6ina+ão dos métodos psicol:gicos e 1@ 'sto era.E AB& #E BU AB 2-sicos) ?ompreende1se.)')#)E) e da #)B)%). conseguiu. com um pe*ueno ori2-cio para a ca6e+a e para introdu>ir a alimenta+ão) Um guarda andava por entre os 6a<s) 14 . por 7tortura da est3tua8) R") dos ()S 1CQ A$DU'.ode di>er1se *ue a priva+ão do sono passou a ser um meio universalmente utili>ado pelos :rgãos. inseria uma gravura de um c3rcere mongol em *ue se via cada preso encerrado no seu 6a<. . ou totalmente inconsciente. *ue predispunha especialmente ao sono Ro guarda de plantão sentava1se ao lado do divã. mesmo *ue irrompa amanhã uma inspec+ão imprevista1Q) 7"ão lhe permitiram dormirY Fas isto a*ui não é uma casa de repousoc &s 2uncion3rios. um curso de soldadura a electricidade) 15 B) F) . re2rescam salutarmente o cére6ro) A pessoa 2ica semi1inconsciente. manuten+ão de pé. lhe d3 pontapés e o levantaS) ]s ve>es. por um minuto *ue se/a.riva+ão do sono. eles des2orraram1seXS . em tal estado de pertur6a+ão. . permanecendo de guarda . de inspira+ão mong:lica) A revista "iva de 15 de Far+o de 1914. tam6ém não dormiram8 Rmas de dia. a2irmando *ue tra6alhava numa cLmara de g3s) %omente no campo. certamente. incerte>a 1 *ue longe 2icam as torturas medievais`XS turva o racioc-nio.tudo é muito mais 23cil. um dia inteiro de pé 6asta para *ue uma pessoa 2i*ue sem 2or+as e declare o *ue se dese/a) 4C) #urante todo o tempo em *ue o preso 2ica de pé Rtr0s. *ue todas as medidas precedentes estão ligadas .))) & argumento eraJ 7Voc0 não é sincero nas suas declara+9es. em Funi*ue. e o homem perde a no+ão do seu eu) R'sso 2a> lem6rar a narrativa de (cheAhovJ 7Duero dormir8W mas a. t0m /3 gal9es e os seus 2ilhos são /3 adultos) 15 Fétodo designado. *ue6ra a 2or+a de vontade. sede.s pessoas a/oelhadas) Agora. tal como voc0. devido . en2im. os *uais. lu> intensa. de maneira *ue se torna /3 imposs-vel levar a mal as suas declara+9es1. Kup Ashen6renner. de triste mem:ria.or*ue h3 *uem tenha come+ado os seus anos de /uventude precisamente assim. pois revelou1se um método mais 6arato. tendo passado mesmo da categoria de tortura . priva+ão do sono) 41) . pelos vistos. supremo re2inamento. de regra da seguran+a do Estado. ao pavor e . pois a mo+a pode recostar1se. tam6ém.

e ao longo destes os vigilantes de guarda A"#AF de um lado para o outro com 6otas de 2eltro e casacos 2orrados de algodão) & preso. deixa1se sugar) 44) &s cala6ou+os) . instru+ão não se pode dormir um minuto se*uer. nem erguer1se. mata1os. A6aAumov.E AB& #E BU AB *ue isso iria durar apenas vinte e *uatro horas) . hora de deitar Rem %uAhanovAa e noutros c3rceres.E AB& #E BU AB 1C9 permitia prescindir de sentinelas especiais) Em todas as pris9es onde se procede . /3 preso em 195)@. nem endireitar os 6ra+os.Entretanto. gota a gota. não é permitido deitar1se. uma inspec+ão era de tal modo impens3vel. estando sentado. como se compreende) 11C A$DU'.)U) de =ha6arovsA. durante cinco dias da semana Rnas noites de s36ado para domingo e de domingo para segunda12eira os pr:prios comiss3rios de instru+ão procuram descansarS) 44) Extensão do processo precedenteJ a cadeia rolante dos investigadores) "ão s: não te deixam dormir. os cala6ou+os são sempre pioresW uma ve> l3. na B). 2alta de espa+oS durante tr0s a cinco dias Rs: ao terceiro lhe servem rancho *uenteS) "os primeiros minutos pensa para si mesmoJ 7"ão resistirei se*uer uma hora)8 Fas por uma espécie de milagre. contraindo.s ve>es s: em cuecas. devendo permanecer im:vel Rdevido . caem em cima dele os 2amintos insectos) #e come+o. de tal 2orma *ue não podia do6rar os /oelhos. a tarim6a é recolhida na parede durante o diaW noutros. mas apenas os corredores. ca2e-na e massagens no corpo) Fas demorou muito a lem6rar1se como tinha ido ali parar e o *ue lhe havia sucedido na véspera) #urante todo um m0s 2icou inutili>ado mesmo para os . 2echar os olhosS) E os interrogat:rios mais importantes são 2eitos de noite) E algo de autom3ticoJ a*uele a *uem est3 a ser instaurado o processo não tem tempo de dormir. 3gua 2ria R*ue p3gina de antologiaX)))S. e logo. os cala6ou+os de e2orto1vo não são /amais a*uecidos. provindos das paredes e do tecto. ainda. ele rece6eu1a 3s gargalhadas. *uanto a ele. e . torturaram assim %) A) (che6otariovJ encerraram1no nu num nicho de cimento. ao menos. milhares talve>) (ira1se o casaco ou a 6lusa ao preso. esmagando1os contra si mesmo e contra as paredes.or terr-vel. as2ixia11se com o seu cheiro e. desde o to*ue de alvorada até . *uando o viram. s: tendo recuperado os sentidos no leito do hospital) Voltou a si com amon-aco.or muito mal *ue se este/a na cela. ele estava como morto. o caso é *ue o preso desmaiou e. a)pessoa ali 2ica os seus cinco dias. ou não. é despido e deixado em roupa interior. a cela parece sempre um para-so) "o cala6ou+o. B) Facha 2oi mantida no cala6ou+o da prisão de (chemovits duas horas descal+a com 3gua gelada até aos torno>elosJ 7?on2essaX8 REla tinha de>oito anosW como davam pena as suas pernas e *uanto tempo teria ainda de viver com elasXS 45) #ever1se13 considerar como uma variante do cala6ou+o o encerramento de pé num nichoY J3 em 19@@. talve>. nem mesmo. *ue *uando uma comissão entrou na cela do ministro da %eguran+a do Estado. ao 2im de algumas horas. uma doen+a para toda a vida) &s cala6ou+os apresentam variantesJ a humidade ou a 3gua) J3 depois da guerra. mas durante tr0s ou *uatro dias és interrogado ininterrupta e alternadamente por comiss3rios *ue se reve>am) 4@) A 6ox dos perceve/os. "U"?A se 2i>era. derramando1se1lhe pelo corpo em regueiros) "ão comunicaram a (che6otariov. nem voltar a ca6e+a) Fais aindaJ come+ou a cair. en2ra*uecido e resignado. /3 re2erida) "um escuro arm3rio de madeira criaram1se centenas de perceve/os. *ue 2osse. o preso luta desesperadamente contra eles. considerando1a uma misti2ica+ão) A$DU'. no dia seguinte. o homem 2ica extenuado pela 2ome e ha6itualmente pelo 2rio Rem %uAhanovAa h3 cala6ou+os escaldantesS) Assim.

de repente. retrete) #e resto. 6e6era o vinho e. por exemplo. não 6e6eu vinho. malhetes e sacos de areia) E muito doloroso *uando 6atem nos ossos. nem 6e6er Rao lado estava um /arro com 3guaS. /3 mencionada entre os e2eitos com6inados) "ão é assim um meio tão raro. da idade das cavernasX A <nica novidade é ser aplicado na sociedade socialistaX &utros 2alam tam6ém de processos an3logos) E coisa 2re*uente) Fas n:s vamos de novo relatar o caso de (che6otariov. dado *ue é o produto de muitas com6ina+9es) Gecharam1no durante setenta e duas horas no ga6inete do investigador e a <nica coisa *ue lhe permitiam era ir . *ue tinha so2rido o mesmo *ue ele. em 19@@. em tempo de pa>. o6ter a con2issão do preso através da 2ome) . a despeito das insist0ncias do investigador Re este não o podia 2or+ar muito. 2lor da pele) =arpunitch1 Iraven. comandante de 6rigada. 2a> parte do sistema geral de pressão) & ex-guo rancho prisional de tre>entos gramas de pão. continuam a doer1me todos os ossos e a ca6e+a)8S Ao recordar o *ue ele e outros relatam. nem dormir) "o ga6inete encontravam1se sempre tr0s investigadores) (ra6alhavam em tr0s turnos) Um escrevia todo o tempo Rem sil0ncio e sem in*uietar em nada o presoXS. assim como a utili>a+ão da noite. preso com (che6otariov. o e2eito *ue 2a> um s: copitoX Duanto mais uma canecaXS 45) & espancamento sem deixar vest-gios) Utili>am1se matracas de 6orracha.E AB& #E BU AB 111 em sil0ncio. (chulpeniov 2oi mantido durante um m0s a cem gramas di3rios) Ga>endo1o sair da 2ossa. A$DU'. de *uatrocentos e cin*uenta gramas em 1945. perante o investigador *ue dormia e o outro *ue velava) #esde a primeira p3gina *ue (che6otariov veri2icara *ue mantinha estreitas rela+9es com todos os mais destacados generais /aponeses e *ue de todos tinha rece6ido miss9es de espionagem) E p_s1se a riscar as 2olhas) Espancaram11no e puser3m1no 2ora do ga6inete) Fas Ilaguinine. esteve numa instala+ão parecida. =arpunitch1Iraven enumera cin*uenta e duas . o elemento 2ome.interrogat:rios) RAtrevemo1nos a supor *ue esse nicho e a instala+ão dessa gota1a11gota não 2oram 2eitos s: para (che6otariov) Em 1949. cheio de gordura.ropriamente 2alando. uma costeleta com 6atatas 2ritas e uma caneca de cristal com vinho tinto) (che6otariov. *ue ao longo da sua vida sempre teve aversão ao 3lcool. levaram comida a (che6otariovJ 6orche ucraniano. o segundo dormia num divã e o terceiro andava pelo ga6inete e sempre *ue (che6otariov dormitava espancava1o imediatamente) #epois alternavam as 2un+9es) R(alve> *ue a eles pr:prios os tivessem trans2erido para a*uela situa+ão de caserna. *uando o investigador d3 pontapés nas t-6ias. por*ue isso estragava o /ogoS) #epois da re2ei+ão disseram a (che6otariovJ 7E agora assina as declara+9es *ue 2i>este diante de duas testemunhasX8. poderemos supor tam6ém a exist0ncia de outras instala+9esYS 4. 2eudal. um caldo espesso.s 2atias em diagonal Risso parece não ter importLncia. tam6ém dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. por não darem conta do recadoYS E. tudo isso é utili>ado a6solutamente com todos. meio pão cortado . e ao longo de de>asseis anos. é certo *ue sem tal sistema) Entre =ha6arivsA e #niepropetrovsA. na u6ianAa. um meu conhecido. assinara o papel. Vindo a ser 2u>ilado) R. mas (chulpeniov ainda ho/e insiste no 2acto de o pão estar cortado de 2orma muito tentadoraS e entretanto não lhe dava nada de comer) ?omo tudo isto é velho.) A 2ome. o /ogo da autori>a+ão e da proi6i+ão de rece6er pacotes e de 2a>er vir comida de 2ora.ara *uem este/a tr0s dias sem comer. em estado de agrad3vel em6riague>. é universal) Fas existe uma utili>a+ão re2inada da 2omeJ por exemplo. não o deixavam comer. o *ue 2ora redigido. onde o osso est3 mais . 2oi espancado durante vinte e um dias consecutivos) RE ainda di>J 7#epois de trinta anos. isto é. o comiss3rio instrutor %oAolov colocava diante dele uma panela)de 6orche. 1de #niepropetrovsA.

e o seu amigo. com o dorso curvado e rangendo. mas tam6ém conhecido na cadeia de ArcLngel Rcomiss3rio de instru+ão 19 Ao secret3rio do ?omité $egional do . *ue 7uma ocasião espancou um preso pol-tico com tal 2or+a *ue lhe re6entou os t-mpanos8) R=ri1lenAoJ Em ?inco Anos. e ha6itualmente perdem1se os sentidos4C) 4Q) "a ") =) V) #). *ue corta a respira+ão. saciados e insens-veisY))) 'rmãoX "ão censures a*ueles *ue ca-ram em tais situa+9es.E AB& #E BU AB 'vAov. Iondar) ?omo exemplo FZ!'F& da sua crueldade. A. por*ue contava anedotas . sem 3gua nem comida. chutava com uma galocha nos :rgãos genitais de um homem pendurado Ros 2ute6olistas *ue apanharam um pontapé nas virilhas podem avali31loS) "ada existe de compar3vel a esta dor. e então 6ate1se1lhes com uma régua nas articula+9es T pode1se rugir de dorX %er3 necess3rio re2erir em particular o espancamento dos dentes até parti11losY R=arpunitch 2icou com oito *ue6rados)S19 ?omo *ual*uer pessoa sa6e. reconhecendo *ue era um inimigo /urado do poder soviético. p3g) 1. no ano de 194CS) Fete1se uma toalha comprida de pano cru pela 6oca Ro 2reioS e depois. mas outros eram de ouro) . não sem um pouco de priva+ão de sono. uns dois dia>itos41) %er3 necess3rio continuar a 2a>er esta enumera+ãoY ^aver3 muito ainda a re2erirY Due mais não inventarão os ociosos. /3 depois da guerra. provando *ue os entregara no dep:sito para guardar) #epois. de maneira *ue as palmas 2i*uem planas so6re a mesa. e não sem ter passado pela 6oxS voc0 decidiu deixar1se ir a6aixo. 2oi detectado por *ual*uer ra>ão. nem se*uer os métodos 7mais suaves8 para o6ter con2iss9es da maioria. inventaram umas certas ma*uinetas para esmagar as unhas) #epois.) 114 A$DU'. *uando se encontravam 2alavam ousadamente de pol-tica. A. atam1se as pontas aos calcanhares) Experimente1se 2icar assim. em 19@@)S @1) E o 2reio nos dentes Ra 7andorinha8SY Este é um método da %uAha1novAa.rimeiro deram1lhe um reci6o. acontecesse o *ue acontecesseX E assinou *uatro autos.2ormas de tortura) Eis ainda outraJ as mãos são apertadas com um aparelho especial. em e2ortovo. de maneira alguma) Fas eis *ue voc0. vimos muitos prisioneiros de "ovorossisA a *uem tinham ca-do as unhas) 49) E a camisa de 2or+asY @C) E a 2ractura da espinha dorsalY R%empre na mesma B) . I. de "ovorossisA. não deixa o menor vest-gio) & coronel %idorov.artido de ?arélia. para apanhar entre os dentes de 2erro os cordeirinhos *ue não estão precavidos e *ue se es2or+am por regressar aos seus c3lidos lares) E demasiado desigual a rela+ão de 2or+as e de situa+9es) &h. nos campos de trLnsito. *ue se mostraram 2racos e assinaram o *ue não deviam))) "ão lhes atires pedras) Fas ve/a1seJ não são necess3rias essas torturas. *ue o apanharam pelas orelhas. mas não denunciando ninguém. pelas costas. o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo /ulgou o antigo guarda da prisão c>arista. assim trans6ordante de perigos. não sem recear pela sorte dos seus 2amiliares. *uando vista do ga6inete do investigadorX E n:s *ue a consider3vamos tão simplesX Voc0. da pe*uena e da grandeW sem *ue ninguém ouvisse) E voc0s não se denunciaram. constava da acusa+ão. 2osse pelo *ue 2osse Rtalve> sem ter havido uma den<ncia contra si. partiram11lhe alguns dentes) Uns eram naturais e não entraram em conta.) U) de =ha16arovsA. B) =uprianov. aperce6eram1se disso e tiraram1lhe o reci6o) 4C Em 191Q. o tiraram da manada e o prenderam) E. a *ue nova lu> nos aparece a nossa vida passada. um murro no plexo. como numa verdadeira selva a2ricana. conhecendo1se de longos anos e con2iando inteiramente um no outro.

amigosXS.so6re o ?he2e. então h3 *ue repetir tudo Ra ci0ncia é assunto *ue não 2ica muito longe do h:*uei. em6ora não houvesse tinta no tinteiro. em todos os casos. escutar emissoras ocidentais) . eles notaram *ue. amigo. aten+ãoX $evendo lentamente a sua caligra2ia.or*ue é *ue voc0sa 2alavam assim carrancudos. come+a a magicarJ como amanhar1se da maneira mais veros-mil e pregar uma partida ao comiss3rio de instru+ão) %o6re *u0YX))) Era 6om se 2alassem so6re h:*uei Ré. nãocon2iava nele) 1 Fas voc0s encontravam1se com 2re*u0nciaY 1 "ão muita) 1 ?omo nãoY %egundo as declara+9es dos seus vi>inhos. igualmenteY E até da dessa tarde agrad3velY E da da es*uinaY E das conversas com ?Y E das conversas com #Y "ão. através das inter2er0ncias. até 2oram 2otogra2ados) R(écnica dos agentes. com uma expressão descontente) Justamente. em tal. ele estava na sua casa no <ltimo m0s.rimeiro pensamentoJ voc0 es*ueceu1se da*uilo so6re *ue 2alavam) Acaso tem a o6riga+ão de se recordarY Est3 6em. *ue ele /3 2e> declara+9es so6re si e *ue agora vão tra>01lo para acarea+ãoS) (alve> este/a muito tran*uilo em sua casa. tentava. pode ser) 1 Ao mesmo tempo. aturdido pelo terror.ode agora estar seguro de apanhar uns de> anos. técnica dos agentesXS Então.ass3mos uma tarde agrad3vel)8 #epois 2oram vistos na es*uina. es*uinaY %o6re *ue é *ue 2alavamY (alve> *ue I tenha sido preso Ro comiss3rio a2irma1lhe *ue sim.artam garra2asX Britem palavr9esX 'sso torna11vos de mais con2ian+aXS 1 &ra. pois não h3 *uem 2ale 6em deles)S &u so6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ãoY . di>er *ue 7se es*ueceu8. mas tem as costelas inteirasW por en*uanto não apanhou nenhuma pneumonia. voc0s não 6e6iam. o *ue h3 de mais seguro. o /ui> de instru+ão come+a a redigir o auto n<mero cinco) . com o comprimento de onda de de>asseis metros. durante uma meia hora.E AB& #E BU AB 11@ 1 %im) 1 Era sincero com ele em *uest9es pol-ticasY 1 "ão. . não é uma sa-da. não entregou ninguém e parece *ue se livrou inteligentemente) E /3 di> na cela *ue. tal e tal data) E verdadeY 1 Iom. além disso. so6re *ue é *ue 2alavam nesses encontrosY %o6re *u0Y Eis uma pergunta assustadoraX . o seu caso se aproxima do 2im) Fas. e inclusive so6re mulheres e ci0ncia) Fas. entrava na ca6ina eleitoral com a inten+ão de riscar o nome do candidato <nico. e. o *ue é *ue isso tem a verY 1 E voc0 tam6ém o visitou. voc0 disse1lhe pelo tele2oneJ 7. mas para os 2ins do interrogat:rio vão arrast31lo até a*ui e con2ront31los um com o outroJ por*ue é *ue estavam carrancudos . es*uinaY . estiveram meia hora ao 2rio. é algo de imposs-vel manter) E o seu cére6ro. pertur6ado pela deten+ão. s: *ue no nosso tempo. es*ueceu1 se da primeira conversa) E da segunda. 2alavam em vo> 6aixa e nada se ouvia no corredor) RAhX Ie6am. na es2era da ci0ncia. tudo é secreto e pode1se cair so6 a al+ada do ucasse acerca da divulga+ão de segredosS) E se na realidade voc0s 2alavam so6re as novas deten+9es na cidadeY &u dos AolAho>esY RE naturalmente mal. escolha nas elei+9es. no seu aparelho de r3dio. pensando 6em. por certo. con2uso pela ins:nia e pela 2ome. de rostos carrancudos.erguntaJ 1 Fantinha rela+9es de ami>ade com IY 41 ") =) B) A$DU'. tam6émY E da terceira. como sempre. não 2a>iam 6arulho. dese/ava *ue houvesse dois candidatos . amigosX .

pescaY Fas I dir3 *ue não se tratava de pesca nenhuma. mas apenas duas ou tr0s 2rases) Ele sa6e. mas depressa se arran/ar3S) %o6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ão)))8 1 7E *ue di>iam precisamenteY Alegravam1se com a 6aixaY8 As pessoas normais não podem 2alar assim. mas *ue 2alavam so6re o ensino por correspond0ncia) "ão.or2-rio . para um comportamento conveniente. eu tinha dito *ue est3vamos a com6inar ir /untos . em ve> de 2acilitar a investiga+ão. voc0s pr:prios a constroem e ma apresentam /3 2eita)8 %im. arredondando todas as arestas e pondo de parte tudo o *ue 2or perigosoS) "ão se di> *ue uma 6oa mentira deve sempre ro+ar a verdadeY .artido e do Boverno na es2era dos sal3rios) E. so6re *u0Y E vem1lhe . eu não necessito de ela6orar a minha versão. voc0 não 2a> senão apertar mais o n:J so6re *u0Y.etrovitch 2e> a $a>AolniAov uma o6serva+ão assom6rosa. para as o6riga+9es de cidadão. isso é inveros-mil) . é mesmo assimX Um intelectual não pode responder com a em $e2er0ncia ao /ulgamento de um campon0s *ue desapara2usa uma porca da linha 2érrea para 2a>er uma rede de pesca) & Fal2eitor. por encontr31la o mais mentirosa e coerentemente poss-vel) &ra o comiss3rio1carniceiro não é esta coer0ncia *ue apreende.Agora voc0 compreendeu mas /3 é tardeJ a vida é 2eita de tal modo *ue.or certo *ue I se aperce6er3 e contar3 algo de semelhante. palerma. I censur31lo13J eh. so6re *u0Y E eis *ue voc0 presta declara+9esJ 7Gal3vamos so6re os AolAho>es R*ue não est3 tudo em ordem. ainda *ue me matem)8 Fas voc0 /3 não dormia h3 tr0s dias) Duase não tinha 2or+a para manter as suas pr:prias ideias e a impertur6a6ilidade do seu rosto) "em tempo para re2lectir um minuto se*uer) E simultaneamente dois comiss3rios de instru+ão Reles gostam de visitar1seS apertaram consigoJ so6re *u0Y. as declara+9es coincidirão) Fas voc0s não se puseram de acordoX Voc0s não imaginaram o *ue é esta selvaX #i>er *ue estavam a com6inar ir /untos . 1Q55) R") dos ()S A$DU'. sem 2alta. para os cuidados a ter com o nosso corpo. por dar 2orma a toda a hist:ria de *ue o acusam. *ue s: podia desencantar *uem passou por estas 6rincadeiras do gato e do ratoJ 7?om voc0s.E AB& #E BU AB e recordar com exactidão o assunto so6re *ue 2alaram nesse dia) #essa 2orma.E AB& #E BU AB 115 cantadora incoer0ncia do 7mal2eitor844 de (cheAhov) Ele es2or+ar1se13. para o servi+o militar. as declara+9es coincidirão e ver1te13s livre deles) #entro de muitos anos voc0 aca6ar3 por compreender *ue se tratava de uma ideia completamente insensata e *ue teria sido muito melhor 2a>er11se passar pelo mais completo idiotaJ 7"ão me recordo de um s: dia da minha vida. os intelectuaisX Goi demasiado longe))) "o ?rime e ?astigo. o valor de cada coisa) E n:s não estamos preparados para nadaX))) %omos educados e preparados desde a /uventude para a nossa especialidade. pesca))) Fas voc0 *ueria ser mais esperto e inteligente *ue o seu comiss3rioX (er um racioc-nio mais r3pido e su6tilX Ah. nem a experi0ncia nos preparam . em *ual*uer ocasião. nem a educa+ão. um dia. os intelectuais. em *ual*uer interrogat:rio. as pessoas devem p_r1se de acordo 114 A$DU'. pois.ara *ue tenha alguma verosimilhan+a h3 *ue di>erJ *ueix3vamo1nos um pouco por apertarem as normas) E o comiss3rio instrutor escreve o auto e tradu> na sua l-nguaJ durante este nosso encontro caluni3mos a pol-tica do . e mesmo para a compreensão da 6ele>a Rem6ora não muitoS) Fas nem a instru+ão. ca6e+a uma ideia T acertada ou ne2astaY E necess3rio 2alar o mais aproximadamente poss-vel do *ue se passou na realidade Revidentemente. ao despedirem1se. .

não 2oi escrito para voc0s. T & investigador não tem o direito de o6ter declara+9es ou a con2issão do acusado por meio da viol0ncia e amea+as) R&s autores estariam a olhar para a 3guaXS44 .s mãos da /uventude despreocupada) Duase parece uma lenda *ue.enal. ter a seu lado alguém com intelig0ncia clara. o réu possa 6ene2iciar da a/uda de um advogado) & *ue signi2ica. do ?:digo . num *uios*ue de /ornais do metro de Foscovo Rtinham decidido p_1los . *ue passaram pela instru+ão de processos e pelo tri6unal. por pouco *ue se/a.rocesso . nem nas 6i6liotecas dos distritos.nunca. os dois irmãos. eles mesmos. e 5Q111. venda pela sua inutilidadeS) E leio agora enternecidamente) . mas sim para n:s) E a si não lhe 2a> 2alta. e esses mesmos c:digos não se encontram . de resto. como os nossos pr:prios pais) E so6re *uantas coisas não nos 2a>em con2er0nciasX Gor+ando1nos até a assistir a elasX Fas ninguém nos 2a> uma con2er0ncia so6re o sentido verdadeiro e o sentido amplo dos c:digos penaisW sim.rocesso . mas sim dois c:digos inteiros 11.enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) AssineX 8 1 7Fas *ue di>em esses artigosY #eixe1me ler o c:digoX8 1 7Eu não o tenho)8 T 7?onsiga1o do che2e da sec+ãoX8 1 7Ele tam6ém não o tem ao seu dispor) AssineX8 1 7Fas eu pe+o1lhe *ue mo mostreX8 1 7"ão est3 prescrito *ue lho mostre.enal) ?omoY 'sso signi2ica *ue não h3 s: um. vista nas 6i6liotecas. voc0 não vai assinar para di>er *ue concorda. A$DU'. *uin>e anos) E uma densa erva cresceu so6re a sepultura da minha /uventude) ?umpri a condena+ão e até a deporta+ão por pra>o ilimitado) E em parte alguma nem nas sec+9es de 7cultura e educa+ão8 dos campos de tra6alho. *ue conhece todas as leisX & princ-pio da nossa instru+ão /udicial consiste ainda em privar o acusado até do conhecimento das pr:prias leis) E1lhe apresentado o termo da acusa+ão))) E a prop:sitoJ 7Assine)8 T 7Eu não concordo com ela)8 T 7Assine)8 T 7Fas não sou culpado de nadaX8 1 7Voc0 é acusado em con2ormidade com os artigos 5Q11C. nem comprar. passaram1se /3 de>.enalS) Voc0 2ica de pé atr3sJ em *ue se di2erencia U) . nenhum deles viu ou teve o c:digo nas mãosX E s: *uando os dois c:digos /3 viviam os <ltimos dias da sua exist0ncia de trinta e cinco anos. en*uanto é em con2ormidade com essas leis *ue o castigamYX )))#esde então. da ta+a de BU ABXS apresentam1nos a*ueles *ue podemos encontrar no ga6inete do comiss3rio de instru+ão como verdadeiros cavaleiros da verdade e da 2ilantropia. e em alguns casos estiveram mais de uma ve> em campos de tra6alho e na deporta+ão.) =) de U) =)Y R?:digo . para além dos mares. algures.rocesso . no momento mais di2-cil da luta.enalS) %e voc0 teve a sorte de cair em momento de 6oa disposi+ão do comiss3rio. devendo de um momento para o outro ser su6stitu-dos por outros 1 s: então eu os vi.E AB& #E BU AB *ue são por si desconhecidos. sem encaderna+ão.or exemplo.) =)Y R?:digo de . as pe+as de teatro. nem ter nas minhas mãos. pude /amais ver com os meus olhos. nem conseguir se*uer '"G&$FA$1FE so6re um c:digo de direito soviéticoX4@ E centenas de presos conhecidos meus.enal e o ?:digo do .rocesso . segunda parte. para a grande prova da vidaJ a deten+ão por nada e o interrogat:rio so6re nada) &s romances. ele explicar3J ?:digo de . mas para con2irmar *ue leu o termo da acusa+ão *ue lhe 2oi apresentado)8 "um dos papéis aparece de repente uma nova com6ina+ão de letrasJ U) . eu explico1lheJ estes artigos são precisamente a*ueles *ue o inculpam) E.enalJ Artigo 1@. nem chegam . não se vendem nos *uios*ues. os 2ilmes Ros seus autores deviam provar. o ?:digo . no ?:digo do . nem se*uer nas cidades médias.

E AB& #E BU AB 115 RAh.opular ou no %oviete Executivo do distrito) & interesse pelo c:digo seria um 2en:meno extraordin3rioJ ou voc0 se preparava para cometer um crime. não t0mSW ligam a sinceridade do 7arrependimento8 . e de exigir a introdu+ão de emendas no auto escrito pelo comiss3rio instrutor) A*ueles *ue conhecem a atmos2era de suspeita existente entre n:s. e *ue s: lho d0em a assinarS) E s: *uando estas são trans2eridas da cela individual para a colectiva. não p_de ser o6servado) ogo *uase desde as primeiras horas. densa e a6arrotada) .&$ '%%&a DUE & . 6em como .s atenuantes da culpa) R7Fas eu esta6eleci o poder soviético em &utu6roX))) Eu 2u>ilei =olt1chaAX))) Eu esmaguei os AulaAsl))) Eu dei ao Boverno de> milh9es de ru6los das minhas economiasX))) Eu 2ui duas ve>es 2erido na <ltima guerraX))) Eu 2ui condecorado tr0s ve>esX)))8 7"\& E . nem rece6er o sorriso de ninguém. em geral. no corredor. *ue enredar o maior n<mero poss-vel de pessoas de nada culpadas Ralgumas caem num desLnimo tal *ue até pedem *ue não lhes leiam o auto em vo> alta. não t0m conhecimentosX E não podem aconselhar1se com *uem *uer *ue se/a) & isolamento do acusadoX Eis outra condi+ão do 0xito da instru+ãoX %o6re a vontade solit3ria e violentada deve cair todo o aparelho destruidor) #esde o momento da deten+ão e durante todo o primeiro per-odo de cho*ue. o acusado deve estar idealmente s:J na cela.$&?E%%AF&%X)))8. o preso encontrava1se na cela geral. um conselho ou um est-mulo) &s :rgãos tudo 2a>em para lhe eclipsar o 2uturo e de2ormar o presenteJ 2a>em1lhe crer *ue todos os seus amigos e 2amiliares 2oram presos e apanhados com provas materiaisW exageram as possi6ilidades de repressão contra ele e os seus -ntimos. se se ministrasse previamente ao acusado um curso de ci0ncia prisionalX %e se come+asse por 2a>er um ensaio da instru+ão e s: depois tivesse lugar a verdadeira))) ?om os reincidentes de 194Q /3 não 2i>eram todo este /ogo da instru+ão do processoJ teria sido em vão) Fas os novatos não t0m experi0ncia. compreendem por*ue é *ue não se podia pedir para consultar um c:digo no (ri6unal . s: então é *ue. nos ga6inetes T ele não deve encontrar1se. com um dos seus semelhantes. nos c3rceres superlotados. atormentado e 2ora de si. olhando 2ixamente para um recipiente com 3gua) R") dos ()S A$DU'. meia1noite. 6randura da condena+ão e do regime no campo Rnunca houve tal rela+ãoS) "o curto espa+o de tempo em *ue o detido est3 a6alado. ri1se a ^ist:ria pela 6oca do comiss3rio instrutor) 7& *ue 2e> de 6om não se relaciona com o assunto)8S Artigo 1@9 1 & acusado tem o direito de escrever as declara+9es pelo seu punho e com a sua letra. desco6rem e se aperce6em dos seus anteriores erros) ?omo não enganar1se num tal dueloY Duem é *ue não se enganariaY #issemos h3 poucoJ 7Estar idealmente s:)8 )Entretanto. ou para apagar os seus vest-giosX 44 &lhar para a 3guaJ adivinhar o 2uturo . h3 *ue o6ter dele o m3ximo poss-vel de declara+9es irremedi3veis. se eu sou6esse disso a tempoX Felhor ditoJ se assim 2osse na realidadeX Fas é sempre por 2avor e sempre inutilmente *ue pedimos ao comiss3rio para não escreverJ 7As minhas in2ames e caluniosas inven+9es8 em ve> de 7as minhas a2irma+9es erradas8 e 7o nosso dep:sito clandestino de armas8 em ve> de 7a minha navalha 2errugenta8)S &h. com tardio desespero. pois 2alecem1lhes as 2or+as. em 19@5 Re tam6ém em 1945S. nas escadas. onde *uer *ue se/a. este princ-pio do isolamento ideal do acusado recém1detido. não culpa6ilidade. um olhar de simpatia.Artigo 111 1 & /ui> de instru+ão é o6rigado a esclarecer as circunstLncias suscept-veis de condu>ir . 6em como acenar com a compet0ncia para conceder o perdão R*ue os :rgãos.

em 19@5. vontade ou 6e6er 3gua R.) & mesmo 'vanov calculou *ue na sala de recep+ão da u6ianAa. e a situa+ão era a mesma) $ecentemente rece6i de F) =) I) um valioso testamento pessoal so6re a superlota+ão na cadeia de IutirAi. na prisão de IutirAi. e por ve>es s: pela noite. antes de 19@1. nos anos de 19@51@Q) A$DU'. numa cela de tr0s metros *uadrados havia permanentemente trinta pessoasX R%) . no livro de 'vanov1$a>umniA h3 muito de super2icial e de pessoal. sentando1se so6re as pernas uns dos outros) 11Q A$DU'. e relataJ tudo estava a6arrotado e havia presos de6aixo das tarim6as. so6re os /oelhos uns dos outrosW se estavam constantemente a levar uns para os interrogat:rios e a tra>01los espancados. espe>inhando1se mutuamente e nem se*uer se podiam mexer. numa tigela. deitados no solo as2altado) Eu voltei a estar l3 preso sete anos depois. numa cela de tipo standart de IutirAi. devido ao suor alheio. insones e al*ue6radosW se o aspecto destes convencia melhor *ue todas as amea+as do investigadorW e se a*uele *ue h3 /3 alguns meses não era chamado. em 1945. durante semanas inteiras.E AB& #E BU AB . DU'"UE45W e. pelo contr3rio. na prisão preventiva de =ichiniev. prevista para vinte e cinco pessoas. em 1945. devido ao calor dos corpos e da respira+ão. 'vanov1$a>umniA esteve com ?E"(& E DUA$E"(A Ras retretes estavam tão so6recarregadas *ue s: permitiam ir uma ve> por dia 2a>er as necessidades. o mesmo se passando com o recreio4. sem *ue os deixassem respirar .E AB& #E BU AB Assim. natural de ugansA) "esse mesmo ano. o 7canil8. numa cela individual metiam #EU&'(& homensW em ugansA. especialmente valiosa por*ue se prolongava por dias e semanas inteiros. a pele so2ria de ec>emaS) Assim estiveram durante semanas. *ual*uer morte ou *ual*uer campo parecia mais leve do *ue continuar encolhido nesse espa+o. a temperatura atingia *uarenta a *uarenta e cinco grausX (odos se deixavam 2icar em cuecas Ras roupas de 'nverno serviam11lhes para se sentarem. em 194Q. esperando *ue sa-ssem os *ue iam para a deporta+ão para ter lugar nas celas) ())) esteve preso sete anos em IutirAi. não su6stituiria 15 A instaura+ão do processo de alguns deles durou de oito a de> meses) 7?ertamente =lim nunca esteve numa cela individual como esta8. *ue ultrapassavam os inconvenientes) A a6undLncia de gente na cela não s: su6stitu-a a estreite>a da cela individual. em 19@Q. os recém1detidos *ue /3 tinham passado pelo 6anho e pela 6ox 2icavam durante dias e dias sentados nos degraus das escadas. e. ela estava tão repleta *ue até na lavandaria arran/aram uma cela para setenta mulheresX Duando é *ue esteve então va>ia a prisão de IutirAiY Fas isto não é milagre nenhumJ no c3rcere da %eguran+a do Estado. 6em como pilhérias 2atigantemente mon:tonas) Fas descreve 6em a vida *uotidiana. os seus corpos nus apertavam1se como uma prensa. para 2a>er as necessidades não havia 6alde na cela. como nalgumas pris9es si6erianasSW se os presos comiam aos *uatro. havia um metro *uadrado para ($n% homens Rcalculem a olho o *ue isso representa e procurem arran/ar lugarXS45) "o canil não havia /anela nem ventila+ão e. di>iam os rapa>es Re esteve ele por acaso presoYS) $e2eriam1se a =lim Vorochilov. excep+ão do rancho e do ch3 da manhãS)4Q %e ainda por cima o 6alde su6stitu-a a latrina Rou se.Fas isto tam6ém tinha os seus méritos. mas surgia tam6ém como uma tortura de primeira ordem. e sem es2or+os alguns dos comiss3rios instrutoresJ os presos torturavam os pr:prios presosX Fetiam tantos na mesma cela *ue cada um aca6ava por não conseguir nem um pedacito de solo.otapov)S #uma 2orma geral. no ano de 191QJ em &utu6ro desse ano Rsegundo m0s do terror vermelhoS.

intsov so2reu uma e outra coisa. di> amavelmente $iumin. exasperado. e a tal ponto *ue ele não pode a6otoar as cal+as. com manchas de sangue) $iumin é a/udado nos espancamentos. ele marchou . pode sa6er1se como IA('A Rem 194QS o pr:prio A6aAumov em pessoa) %im. reposteiros de seda nas /anelas e nas portas. o espancado não pode andar e. não a 2e> avan+ar contra o Boverno) 'sso não é levado em conta) Entretanto. no des2ile de &utu6ro49)S E através de AleAsandrov. não se sa6e por*u0. e um tapete persa no soalho) . de maneira alguma. não menospre>ava. arrastam1no pelo soalho) As n3degas incharam1se1lhe logo. 7voc0 resistiu com honra . esse tra6alho rudimentar Rera um %uvorov sempre na primeira linhaXS. mas na ca6e+a.s gargalhadas) (em ainda por diante a segunda e a terceira sess9es. pela sede. durante todo um dia. no ga6inete de 7general8 do comiss3rio instrutor) & ga6inete tem um revestimento *ue imita a madeira de nogueira. a pele vai estalar1lhe. não o transportam. sentado no 6alde da cela individual. ca6e+a da 6rigada no des2ile. a solidão teoricamente idealY "um tal amontoado humano nem sempre uma pessoa se decide a a6rir1se com alguém e nem sempre encontra com *uem se aconselhar) E acredita1se mais depressa nas torturas e nos espancamentos. ser assistente do poderoso $iuminX R#epois da sessão. *ue parece estalar) #epois do primeiro golpe o torturado enlou*uece de dor e torce as unhas so6re a passadeira) $iumin continua a 6ater. e ainda por cima lhe meteram agulhas pelas unhas e as entumesceram com 3gua até incharem. *ue 2icou com uma 2ractura da coluna verte6ral. deram1lhe))) de> anos. pegando de 6om grado. procurando acertar no s-tio /usto) & coronel calca o preso com o seu enorme corpan>ilJ é um 6om tra6alho para *uem ostenta no om6ro tr0s estrelas grandes. $iumin. #) ri . prova do sono)8 RA) #) conseguiu. mas. com ast<cia. acariciando o 6astão de 6orracha de uns *uatro cent-metros de diLmetro. 6atia ainda com mais satis2a+ão) Ga>ia isso em %uAhanovAa. ex1administrador da sec+ão art-stica da V) &) E) %)@C. sem poder conter as l3grimas.119 isso. claro est3. mas por um coronel) 7Iom8. no c3rcere =arpunitch) &u es2regam1lhe as costas com um ralador até 2a>er sangue e depois regam1 no com aguarr3s) R& comandante de 6rigada $udol2 . come+ar3 a 6ater1lhe no a6d:men. mas *uase não 2icaram sinais do espancamento) %o6revem1lhe uma terr-vel diarreia e.E AB& #E BU AB 2ome prolongada) A pancada não se sente no lugar. mas *uando se podem veri2icar através das pessoas) (oma1se conhecimento pelas pr:prias v-timas de *ue in/ectam 3gua salgada em clisteres pela garganta e depois. . de modo per2eito.ara não estragar toda essa 6ele>a estende1se por cima do tapete uma passadeira su/a. exigindo *ue assinasse um auto em *ue a2irmava *ue pretendia 2a>er avan+ar uma 6rigada de tan*ues contra o Boverno. aguentar1se durante um m0sJ ele dormia de pé)S 7Agora vamos experimentar a matraca de 6orracha) A*ui ninguém se aguenta mais de duas ou tr0s sess9es) #ispa as cal+as e deite1se na passadeira)8 & coronel senta1 se nas costas de A) #) Este prepara1se para contar as %aneadas rece6idas) Ele não sa6e ainda o *ue são os golpes da matraca de orracha no nervo ci3tico. torturam um preso. *uando as n3degas emagreceram devido a uma 49 $ealmente. ap:s as costumadas torturas in2ligidas. por incitar ao de6ilitamento do Boverno) A tal ponto os pr:prios pol-cias não acreditavam no seu 0xito) @C %ociedade de $ela+9es ?ulturais com pa-ses estrangeiros) R") dos ()S 14C A$DU'. é verdade. na matraca de 6orracha) & seu su6stituto. não propriamente *uando o investigador amea+a. não por um simples guarda. A6aAumov. o pr:prio ministro da %eguran+a do Estado. e $iumin. por ve>es. e *ue se inclinava para um lado.

arrastando1o pelas gadelhas Raos padres é mais c:modo arrast311los assimW mas aos laicos pode1se1lhes tam6ém puxar pela 6ar6a. e com o 6ico da sua 6ota Rou sapatoS calca1te. mas não os homens))) 1 "ão h3 sa-daX (ens de con2essar tudoX 1 sopram1te aos ouvidos os delatores *ue meteram na tua cela) T & c3lculo é simplesJ tens de conservar a sa<deX T di>em1te as pessoas l<cidas) A$DU'. o mais terr-vel *ue te podem 2a>er é despirem1te da cintura para 6aixo. saem1lhe rolando os intestinos) ?ondu>em então o preso . separarem1te as pernas e sentarem1se so6re cada uma delas dois a/udantes Rdo glorioso corpo de sargentosS. guarda vermelho 2inland0s.E AB& #E BU AB 141 1 #epois não te p9em outros dentes 1 avisam a*ueles *ue /3 os não t0m) 1 #e *ual*uer 2orma condenam1te. ou a caluniar através da imprensa o *ue tens de mais sagrado))) E *ue #eus te /ulgue. espanca o padre Victor ?hipovalniAov com uma tena> na nuca. *ue est3s disposto a 2a>er prender as tais vinte pessoas *ue exigem de ti. as tentativas de o o6rigar a cometer uma in2Lmia)S Eis como te podem tam6ém torturar a tiX #epois disto. tens *uin>e segundos para gritar *ue con2essas tudo. isso signi2ica *ue é necess3rio assinar) E aparece ainda um outro género de ortodoxosJ 1 Eu assinei. explicando por*u0 e para *u0) Uma ve> *ue o exige. nossa volta. mantendo1o assim.per2urando1lhe o peritoneu) ?om o aspecto de uma grande hérnia. *ue participava na captura de %idneN $eillN e era che2e de uma companhia durante o esmagamento da insurrei+ão de =ronsdadt. não ouves como se exprimemY & . #anilov. durante de> minutos.artido não é o6rigado a prestar contas a cada um de n:s. e interrompem. colocarem1te de costas no so6rado. en2ermaria da prisão de IutirAi. provisoriamente. o *ual. olhando su61repticiamente para *ue os pro2anos não escutem. ora de um. gradualmente. com peri1tonite. h3 inimigos. e cada ve> com mais 2or+a. a pouco e pouco. parecer1te13 simplesmente tratar1 se de uma car-cia paternal. a*uilo *ue outrora te 2e> homem. destacam um outro ortodoxo para /unto de ti. ora de outro lado. sem tocar com os pés no soloS) Entretanto. de um extremo a outro do ga6ineteW e a $ichard &Ahol. sem direito a correspond0ncia) Due te procurem) 1 E se és um comunista ortodoxo. 2am-lia *ue est3s num campo de tra6alho. *uer con2esses ou não 1 concluem os *ue compreendem a ess0ncia da *uestão) 1 A*ueles *ue não assinam são 2u>iladosX 1 pro2eti>a ainda alguém sentado a um canto) 1 . a arrastardes atr3s de v:s o maior n<mero poss-vel de gente) Então. denunciando trinta e cinco pessoasJ todos os meus conhecidos) E aconselho1vos a 2a>er o mesmoJ a dardes o maior n<mero de nomes.ara *ue não 2i*ue rasto de como se 2a> a instru+ão do processo) 1 E se morreres no ga6inete comunicam . pelas pontas do seu enorme 6igode. *uando o in*uiridor de =ichiniov. .ara se vingarem) . come+a a cochichar1te com ardor aos ouvidosJ 1 & rtosso dever é apoiar a instru+ão /udicial soviética) A situa+ão é de com6ate) ":s pr:prios somos os culpadosJ 2omos demasiado 6randos e assim se propagou esta podridão pelo pa-s) ^3 uma cruel guerra secreta em curso) E a*ui. levaram1no com um alicate. e o comiss3rio T não desdenham tal tare2a mesmo mulheres 1 coloca1se entre as tuas pernas separadas. agarrarem1te pelas mãos. tornar1se13 evidente *ue é um a6surdo e li6ertar1nos1ão a todos) . en*uanto te olha nos teus olhos e repete e repete as suas perguntas ou propostas de trai+ão) %e ele não apertar demasiado 2ortemente e antes de tempo.

naturalmente) A ") =) V) #) necessitava precisamente desse le*ue.artido assimJ a maior parte dos *ue estavam no . dessa sua reprodu+ão ampliada) Era esse o melhor sintoma da *ualidade do seu tra6alho. tu *ue és sens-vel . por meio da mesma instru+ão *ue agora so2riam.. *uando a tormenta os atingiu) %e examinarmos em pormenor toda a hist:ria das pris9es e dos processos dos anos de 19@. mas *uanto mais tarde pior. mas não do pr:prio Ierdiaiev) Duiseram intentar1lhe um processo. agora coroados com a auréola de m3rtires. *ue est3s ligado por vivas a2ei+9es e não est3s preparadoY))) Due 2a>er para ser mais 2orte do *ue o comiss3rio instrutor e de *ue todas essas ratoeirasY E preciso entrar na prisão. em 195. sem temer pela sua con2ort3vel vida passada) "o limiar da cadeia. condu>iram1no a um interrogat:rio nocturno Rem 1944S no ga6inete de #>er/insAi) 3 estava tam6ém =ameniev Ro *ue prova *ue tam6ém ele não se eximia . a maior repugnLncia *ue sentiremos não ser3 perante %taline nem perante os seus sic3rios. entregando . revolvendo toda a $<ssia. conseguiram ser carrascos de outros 6olchevi*ues Rsem levar em conta *ue antes disso /3 tinham sido todos carrascos dos sem partidoS) (alve> *ue 19@5 (E"^A %'#& "E?E%%Z$'& para mostrar o pouco *ue valem essas ?&"?E. até ao momento da sua deten+ão. mas perante a 6aixe>a moral dos acusados. e *ue até ao interrogat:rio de rea6ilita+ão. de homens. repressão. mas era tam6ém preciso um . dor. prendiam implacavelmente. ani*uilavam o6edientemente outros iguais a eles.&"(& #E V'%(AX . ao mesmo tempo *ue a pista para o lan+amento de novos la+os) 7?<mplicesX ?orreligion3riosX8. um pouco cedo. mas exp_s1 lhe 2irmemente os princ-pios morais e religiosos pelos *uais não aceitava o poder soviético esta6elecido na $<ssia 1 e não s: reconheceram a inutilidade do processo. como o puseram em li6erdade) Eis um homem com o seu . exigiam de todos com energia) R#i>1se *ue $) $alov mencionou como c<mplice o cardeal $ichelieu. li6erdade) Estou condenado . prenderam1no duas ve>es. morte. mas nada h3 a 2a>er) "ão regressarei .U$BA era preciso um %taline. cu/o nome 2icou anotado no auto.oder. *ual*uer amigo ou companheiro de armas de ontem) E todos os grandes 6olchevi*ues. nunca se portaram de modo tão 6aixo como os pr:prios 6olchevi*ues. *ue és dé6il. agora ou pouco mais tarde.. pois *uanto mais cedo 2or. ninguém se surpreendeu com isso)S E por 2alar ainda em ortodoxos) .VoE% #& FU"#&. depois do seu anterior orgulho e intransig0ncia) ))) Fas como resistir então. luta ideol:gica por intermédio da (cheAaS) Fas Ierdiaiev não se humilhou. em ogiva.E precisamente do *ue os :rgãos precisamX A consci0ncia do ortodoxo e os o6/ectivos da ") =) V) #) coincidiam. menos duro ser3) J3 não tenho 6ens) &s meus entes *ueridos morreram para mim e eu para eles) & meu corpo a partir de ho/e é in<tilJ um corpo estranho) %: o meu esp-rito e a minha consci0ncia permanecem para mim *ueridos e importantes) Gace a um preso com tal Lnimo a instru+ão /udicial treme) %: triun2a a*uele *ue renunciou a tudoX Fas como converter o corpo em pedraY Ve/a1seJ do c-rculo de Ierdiaiev conseguiram 2a>er 2antoches para o tri6unal. espe>i1 144 A$DU'.ara reali>ar uma tal . acometendo todas as suas cidadelas.119@Q. com as *uais tão vigorosamente eles in2undiam coragem.E AB& #E BU AB nhando todos os seus santu3rios 1 a $<ssia onde eles mesmos nunca 2oram amea+ados de tal repressão) As v-timas dos 6olchevi*ues entre 191Q e 19@. não implorou. h3 *ue di>er a ti pr:prioJ a vida aca6ou.

6rilharam pela sua irrever0ncia e despre>o 2ace . ou em o6rig31las a dar gritos no ga6inete cont-guo. no *ue "icolau ' não acreditou) IaAunine. medo até de matar1me) R. como enine. durante uma 6reve instru+ão de duas semanas. os seus 2ilhos serviriam igualmente como o2iciais da guarda. com cin*uenta e dois métodos di2erentes) ?hechAovsAi não torturou $adichiev) E $adichiev sa6ia per2eitamente *ue. primeira vista.or intermédio da a/uda de crentes. mas não digoX8 R.o seu dese/o natural de E!. tive a honra de rece601 lo)8 17Iem) . o mesmo *ue depois com IuAharineJ o interrogat:rio era 2eito por irmãos da mesma condi+ão) #a. segundo os costumes da época. os homens *ue se dispuseram a matar Alexandre ''X Eles sa6iam ao *ue se expunhamX BrinievitsAi compartilhou da sorte do c>ar e $issaAov 2icou vivo e caiu nas mãos do /ui> de instru+ão) E "E%%E FE%F& #'A.) &6o1lensAi e %) . e temendo pela sua /ovem vida apressou1se a comunicar ao Boverno mais in2orma+9es do *ue as *ue este podia suporX Engasgou1se de arrependimento e o2ereceu1se para 7revelar todos os segredos dos anar*uistas8) Em 2ins do século passado e come+o do actual.") %toliarova recorda a sua vi>inha na cela de IutirAi.) (ru6etsAoi apressaram1se mesmo a denunciar Bri6oiedov. sem nada ocultar8) E mesmo . nem em su6meter os pr:prios de>em6ristas a torturasJ não teve necessidade disso) Até $ileiev 7respondeu longa e sinceramente. tendo muitos pedido humilhantemente perdãoX Uavalichine lan+ou tudo so6re $ileiev) E) . *ue não voltou do interrogat:rio . *uando deixou FoscovoY8 1 7Eu sei. ao passar por Foscovo. e desse modo es*uivou1 se . denunciou logo as casas de encontros. o metropolita tinha 2ugido para a GinlLndia)S &s comiss3rios de instru+ão alternavam1se e reuniam1se em grupos e amea+avam com os punhos a velhota) Ela di>ia1lhesJ 7"ada conseguirão de mim. um o2icial da pol-cia $E('$AVA imediatamente uma pergunta se o acusado considerava *ue era importuna ou *ue constitu-a uma intromissão na sua vida privada) Em 11 & motivo 2oi.estel se 2oi a6aixo e deu os nomes dos seus camaradas Rainda em li6erdadeS *ue tinha encarregado de enterrar $ussAaia . gente dessa no ano de 19@5. em 19@5) Era uma velhota) %u6metiam1na a interrogat:rios todas as noites) #ois anos antes.erdereis A$DU'. a 6uscar a trouxa) Due escolheu a sua morte. em parte.E AB& #E BU AB 14@ o elo)S Fas eu não tenho medo de nadaX Estou disposta agora mesmo a responder diante de #eusX8 ^ouve gente assim. mas não assinou denunciando *uem *uer *ue 2osse) "ão se pode di>er *ue a hist:ria dos revolucion3rios russos nos tenha dado os melhores exemplos de 2irme>a) Fas não h3 termo de compara+ão poss-vel. cela. mesmo *ue me cortem em peda+os) Voc0s t0m medo dos superiores. autodi2amou1se perante "icolau '. tinha pernoitado em sua casa o ex11metropolita. *ue ninguém lhes 2aria perder a carreira) E *ue a propriedade da 2am-lia $adichiev não seria con2iscada) ?ontudo. t0m medo uns dos outros.ravda RA Verdade $ussaS. . 6em como os participantes da conspira+ão. mas o aut0nticoX E verdade. '?A$ tudo) . enredando1se mutuamente. pois os nossos revolucion3rios nunca conheceram o *ue era uma 6oa instru+ão.ara casa de *uem 2oi ele. comissão investigadora) A maioria mostrou1se incapa>. este homem not3vel renegou as suas convic+9es. na sua ?on2issão. os seus livros 1 e pediu clem0ncia) "icolau ' não pensou em prender as mulheres dos de>em6ristas. pena de morte) Iaixe>a de esp-ritoY &u ética revolucion3riaY ?omo deveriam ser dotados de a6nega+ão. *ue se evadira da deporta+ão) 7%: *ue não era o ex11metropolita. 6em como o lugar com6inado para isso@1) Goram raros a*ueles *ue.

por uma pessoa *ue ele não dese/ava mencionar) Ao /ui> de instru+ão nada mais lhe restou RcomoY E a 3gua gelada até aos torno>elosY E os clisteres de 3gua salgadaY E a matraca de $iuminY))))S senão su6meter o manuscrito . simplesmente. nem mais nem menos. através dele. de *ue os presos pol-ticos se recordam *uase com um sentimento de alegria)@@ Veri2ica1se a*ui um progresso de no+9es. não sou6eram por Vaneieiv RestudanteS grande coisa) Ele declarou.4) 1 $) . os pol-cias.) Fielgunov. *uando.) FielgunovJ $ecorda+9es e . o velho preso pol-tico UelensAi 2oi espancado com varetas de espingarda e lhe tiraram as cal+as como a um garoto.144 A$DU'. ele re6entou em solu+os na celaJ 7& /ui> de instru+ão c>arista nem se atrevia a tratar1me por (UX8 Eis outro exemplo. 2asc-culo ') . se tivesse diante de si o deposit3rio do artigo 7Em *ue .arece *ue . de mani2estar nas cartas o nosso a6erto descontentamento . tratava1se da prisão c>arista. mas recusa1se a responderX . a 2im de di>er onde estava o seu marido. de 19. de 6oa mem:ria.e1riesvetov apanhou tam6ém uns *uantos anos. ao ca6o de um m0s. *ue os manuscritos *ue lhe encontraram lhe tinham sido entregues para guardar.ensam os "ossos Finistros8. p3g) 1@9) A$DU'. ")O 4. é meu 1 A) %)S. em6ora 2_ssemos /3 o2iciais da 2rente) Fant-nhamos correspond0ncia durante a guerra. indignou1me por muito tempo) Examinando mais tarde o meu processo. e 2acilmente poderia enumerar o *ue lhe restava perante o /ui> de instru+ão.s torturas.E AB& #E BU AB 19@Q. chegar até ao seu autor) 7. em =resti. mas. apesar da censura militar. eis um exemplo de hero-smo) Fas para o leitor com a experi0ncia amarga do BU AB eis um modelo de in*uérito desa/eitadoJ J<lia não morreu devido .aris. todos dentro de um so6rescrito. pois. prisão) A nossa deten+ão Rminha e de um amigo processado no mesmo caso.ara o leitor pouco atento. 6em vivinha. uns dias antes da 6usca.eriesvetov) @@ %) . e não pod-amos impedir1nos. de um sector para outro. loucura. 2oi posta em li6erdade) (odos estes pensamentos so6re a necessidade de tornar1se de pedra @4 "ovi Fir. completamente desconhecidos) Eu não s: não estava disposto a cortar todos os la+os -ntimos *ue me uniam ao mundo. sair1me do aperto de maneira mais engenhosa) A o2usca+ão do cére6ro e o desLnimo acompanharam1me nas primeiras semanas) %: *ue estas recorda+9es não me roem de remorsos.ensam os "ossos Finistros8X ?omo lem6ra %) . "icolau V)S teve um car3cter pueril.4. como era de esperar Ro su6linhado a*ui e mais adiante. *ue tinha 2ugido do campo de concentra+ão) Ela sa6e.E AB& #E BU AB 145 eram. não arrastei ninguém . como despo/os. 19. nem 2oi levada . an3lise de peritos)8 Fas nada encontraram) . não puderam. então. um critério completamente di2erente de aprecia+ão) Assim como os condutores de carros de 6ois do tempo de Bogol não podem compreender as velocidades dos avi9es a /acto. mas o simples 2acto de *uando da minha deten+ão me tirarem uma centena de l3pis Ga6er. podemos lerJ J<lia $umiantseva 2oi levada para o c3rcere interior de um campo na>i.elo interrogat:rio. provavelmente. vi *ue não tinha motivo para me sentir orgulhoso do *ue se passou durante a minha prisão) "aturalmente *ue eu podia ter1me portado com mais 2irme>a e. tão1pouco é poss-vel *ue a*uele *ue nunca passou pela m3*uina de picar carne de BU AB se/a capa> de a6ranger as verdadeiras possi6ilidades de uma instru+ão) "o '>vie>tia de 4415159. gra+as a #eus.3ginas de #i3rio. *ue conhecemos através de uma pes*uisa contemporLnea@4) Duando os pol-cias se apoderaram do manuscrito do artigo de enine 7Em *ue .

somente digno da morte) & conte<do das nossas cartas dava matéria su2iciente. e da minha 2ran*ue>a sem limites) & principal era *ue o meu pregui+oso comiss3rio se não dispusesse a examinar a*uela maldita carga *ue eu tra>ia na*uela maldita mala 1 os apontamentos de um #i3rio de Buerra. contudo. AndreiuchAin. e *ue come+avam /3. espa+oso.or ele estamos dispostos a atirar1nos para de6aixo dos tan*uesX8 .etrovitch. teriam mantido correspond0ncia comigo) Eu exprimia com temeridade. a 2im de sa6er *uem a tinha escrito para . e *ue s: isso salvou a vida. @4 Um mem6ro do grupo. devia inventar algo de muito veros-mil so6re os encontros com os meus amigos Rencontros mencionados na correspond0nciaS *ue estivessem concordes com o conte<do das cartas. então. eu contava o nosso caso. tinha votado o meu :dio) & comiss3rio instrutor punha1se . era de tecto alto. e apenas se es2or+ava por lan+ar o la+o estrangulador so6re *uantos. em *ue di>iaJ 7Eu creio 2irmemente *ue haver3 no nosso pa-s o mais implac3vel terror. em 1 de Far+o de 1QQ5. através da ?rac:via. merecedora de compaixão. tinha escrito para ?rac:via uma carta dirigida a um seu amigo. nem conter as invectivas com *ue co6r-amos o mais s36io dos s36ios. pois arrastarei muita gente activa atr3s de mim)8 A 6usca provocada por esta carta. com o cére6ro con2uso. prolongou1se por cinco semanas. cair no Lm6ito do ?:digo . escritos com um l3pis ri/o. *ue atingia *uase a grande>a de um altar. a*ueles *ue deviam)arremessar as 6om6as 2oram presos. pois.E AB& #E BU AB pareciam m-seros os meus 6al6<cios so6re a puri2ica+ão do leninismo. alguma ve>. do poderoso so6erano.erante esse retrato. na*uele tempo. A$DU'. /3 com elas na Avenida "evsAi. de corpo inteiro. mantendo1se nos limites da pol-tica. para nos condenarem aos dois) & comiss3rio não tinha. tinham pendurado um retrato. no pr:prio momento do atentadoX 14. acerca da minha ingenuidade. *ue instaurou o meu processo. a nossa ingenuidade não provocava senão riso e admira+ão) #i>iam1me *ue não era poss-vel encontrar outros patos como n:s) (am6ém me convenci disso) Um 6elo dia. cara a caraY Eu não podia convenc01lo de *ue toda a dure>a das minhas express9es se veri2icava somente nas cartas))) E eis *ue. e esses amigos continuavam a corresponder1se comigoX "as suas cartas de resposta encontravam1se tam6ém certas express9es suspeitas@5) E agora E>iepov.eters6urgo) & nome de AndreiuchAin s: 2oi desco6erto em 4Q de Gevereiro T e a 1 de Far+o. muito 2ino e com letra mi<da.or2iri . sou6e *ue o seu grupo tinha sido tam6ém preso pelo mesmoJ imprud0ncias na correspond0ncia. *ue poder-amos di>er. muito sa6ido. a *uem eu. assim como . nas cartas *ue escrevia aos amigos da minha idade. um insigni2icante grão de areia. e *uase com 6ravata.ap3 Alcaide) RDuando.pol-tico. e eu pr:prio um sacr-lego 6las2emo. e não num 2uturo long-n*uo))) & terror vermelho é a minha ideia 2avorita))) Estou in*uieto *uanto ao meu destinat3rio Rnão era a primeira carta *ue ele escreviaX 1 A) %)S))) %e lhe acontece algo. exigia de mim *ue lhe explicasse tudo de maneira coerenteJ se n:s escrev-amos a*uilo em cartas *ue passavam pela censura. . a Alexandre ''')@4 & ga6inete do comiss3rio ') ') E>iepov. cu/o nome tinha sido dia2anamente posto por n:s em c:digoJ cham3vamos1lhe o . sem. necessidade de inventar coisa alguma a meu respeito. de *uatro metros. os meus sediciosos pensamentos. depois. claro e com uma grande /anela Ra %ociedade de %eguros $<ssia não o tinha constru-do para aplica+ão de torturasS) Aproveitando a sua altura de cinco metros.enal) E isso de modo a *ue estas explica+9es sa-ssem da minha garganta como a respira+ão e convencessem o comiss3rio.s ve>es na sua 2rente e /urava em tom teatralJ 7Estamos dispostos a dar a vida por eleX . ao ler um estudo so6re o caso de AleAsandr Ulianov. a mim tam6ém me pode acontecer e isso não é dese/3vel. nos c3rceres.

saltando de uma /anela do n<mero 7trinta e tr0s8) . /a>iam os restos mortais do esp-rito humano sepultado) A altura desse amontoado de papéis ultrapassava a da escrivaninha do comiss3rio instrutor. então. por ve>es. um amigo dos anos da escola) Due al-vio me trouxe sa6er *ue ele 2icou em li6erdadeX &ra. no telhado da grande u6ianAa. e tam6ém os velhos Farx e Engels. eu não olhava para l3. a apagar1se) Estes apontamentos tradu>iam as minhas pretens9es de me tornar escritor) Eu não con2iava na 2or+a da nossa admir3vel mem:ria e durante os anos de guerra procurava escrever tudo o *ue via Risso era ainda o menor malS e tudo o *ue ouvia das pessoas) Fas os relatos mais naturais do mundo na primeira linha de 2ogo. ele escreveu1me o seguinteJ 7Através das tuas o6ras pu6licadas depreende1se *ue avalias a vida unilateralmente))) &6/ectivamente. ou simplesmente em 2olhas soltas. vinte e dois anos depois. e cu/o resultado tinha sido assim es6anda1lhado no soalho do ga6inete . mas sim para o montão de manuscritos *ue ocupavam todo o centro do ga6inete.nalguns lugares. na $ep<6lica Gederal da Alemanha e nos Estados Unidos))) enine.E AB& #E BU AB 145 e era necess3rio. en*uanto não apareceram os sintomas claros da instaura+ão do processoW até *ue ao *uarto m0s todos os cadernos do meu #i3rio de Buerra 2oram lan+ados para a 6oca in2ernal do 2ogão da u6ianAa. so6re eles. durante cada um dos nossos passeios. espalhando a casca vermelha de mais um romance morto na $<ssia e deixando as 6or6oletas negras da 2uligem voar pela mais alta das chaminés) ] som6ra desta chaminé passe3vamos n:s. su6indo. ao n-vel do sexto andar) As paredes su6iam ainda até . por isso. e. condenar1te1iam de modo mais severo) . eu pensoJ ahX. ainda *ue o pre+o 2osse a minha morte. como na minha in2Lncia 2i>era um desconhecido predecessor em $ostov do #on. a sentinela de atalaia no sétimo andar e esse in2eli> peda+o do céu de #eus. *uase não o via) A minha compaixão 2raternal ia toda para o tra6alho da*uele homem desconhecido. ainda por classi2icar) Em cadernos nas pastas de papelão. para resplandecer so6re Foscovo. na retaguarda. alegres rolos de 2umo) "o entanto. através da *ual me dava. *ue haviam detido na noite anterior. esmagando1rhe do *uinto andar contra o pavimento. *ue imagin3vamos *ue a u6ianAa estava a *ueimar ar*uivos de tempos remotos) & meu di3rio perdido não passou da espiral de um minuto no meio da*uela 2uligem) E recordei1me de uma ensolarada e gelada manhã de Far+o. a*ui. tanta. a tenta+ão de saltar. estou convencido. meio va>io.s outras) Fas v-amos unicamente a chaminé. altura de tr0s homens) Escut3vamos Foscovo.elos espa+os limpos da vidra+a viam1se os telhados moscovitas) E. ao *ual era dado estender1se so6re a u6ianAa) &h. em pacotes atados e desatados. nas improvisadas encaderna+9es. de trinta metros. *ue pena 2oi *ue não te tivessem preso. eu arrependia1me o mais *ue podia . as 6u>inas dos autom:veis respondendo umas . em *ue me encontrava no ga6inete do comiss3rio) Ele 2a>ia as suas ha6ituais e grosseiras perguntasW ao tomar notas. pareciam sediciosos. passas a ser a 6andeira da reac+ão 2ascista no &cidente. nesse primeiro de Faio do p:s1guerra) E era tanta. *ue respeitas e amas como dantes.or minha causa. por pouco *ue não 2oi detido. entãoX Duanto perdesteX))) A$DU'. cheiravam a palha h<mida da prisão para os meus camaradas) E s: para *ue o comiss3rio não 2osse transpirar so6re o meu #i3rio de Buerra e não arrancasse dele a 2i6ra da ra+a livre da 2rente.ensa nistoX8 %im. e *ue aca6avam de ser atirados para ali. come+ando a tomar consci0ncia de todos os meus erros pol-ticos) Extenuava1me neste caminhar pelo 2io da 2aca. a*uela 2uligemX ?a-a e ca-a sem cessar. numa caixa de cimento. deturpava as minhas palavras) & sol 6rincava na renda desenhada pelo gelo na larga /anela. en*uanto não tra>iam ninguém para acarea+ão.

sentado num 6anco duro a um canto do ga6inete. sem direito a escrever a ninguém. contudo. se*uer.rove voc0 *ue não é agente de Vranguel)8 Em 195C. como se 2ossem duas testemunhas. um dos mais destacados coronéis do F)B)I) RFinistério de %eguran+a do EstadoS. incineradaY Ah.E AB& #E BU AB 149 . a trocar recorda+9es. uma simples 2orma de passatempo. a (cheAa p_s1lhe a *uestão seguinteJ 7. um cumprimento de o6riga+9es de carrasco.E AB& #E BU AB rão a nossa gera+ão a mais est<pida. casos di2-ceis. E E FE%F&. para os pr:prios comiss3rios.assaram o velho para as mãos de um terceiro comiss3rio) Este retirou a in2undada acusa+ão de trai+ão . tal inten+ãoX (ratava1se de um caso escandalosoX . não 2oi escutado sem mal-ciaX .ois *u0. *uantos pro/ectos e tra6alhos não 2oram destru-dos nesse edi2-cioX (oda uma cultura ani*uiladaX Ah. ele pr:prio 2ornece as provas aproximadas da sua culpa6ilidadeX ?onheci um caso em *ue um velho. nos casos 23ceis. do papel. mas aplicou1lhe cuidadosamente os mesmos de> anos de prisão. mais incapa> e mais destitu-da do dom da palavra do *ue na verdade 2oiX))) . assinando depois. p3tria. es*uarte/ada e. temeroso e p3lido. pretexto para rece6er o soldo) Fas casos 23ceis houve1os sempre 1 até no céle6re ano de 19@5) Exem1 Alexandre %ol/enitsine) no exército na prisão *uando 2oi li6ertado A$DU'. aos pésde um retrato de %taline. a chamar a *uem *uer *ue 2osse pelo tele2one. por 2im. as provas de *ue "\& teve inten+9es hostisX E se não as desencanta Ronde poder3 consegui1lasYS. e. Goma Gomitch Belie>ov. li6ertaram1noY "ão. totalmente desconhecidas até então da humanidadeX $egra geral. por agita+ão anti1soviética durante o interrogat:rio) (endo desistido de 6uscar a verdade. martiri>ada. os :rgãos poupavam1se ao tra6alho de 6uscar as provas de delito) & pato aca6ado de apanhar. como lem6ra Eren6urg. declarou isto aos detidosJ 7":s não nos damos ao tra6alho de lhe demonstrar Rao presoS a sua culpa6ilidade) E ele *ue tem de provar1nos *ue não teve inten+9es hostis)8 E no espa+o *ue separa estes dois pontos de uma recta primitiva e cani6alesca situam1se as recorda+9es incont3veis de milh9es de homens) Due acelera+ão e simpli2ica+ão da instru+ão dos processos. p_de.ara tra+ar uma recta 6asta marcar dois pontos) Em 194C. da comida. e mesmo *ue não tinha. *ue tinha 2icado prisioneiro dos alemães. sentado nesse duro 6anco e agitando os seus magros dedos. desencantar e expor. depoimentos segundo os *uais o velho 2aminto e sonolento teria 2eito perante eles agita+ão anti1soviéticaX %e 2alou sem mal-cia. de l3pis e até de 6ot9es. provar ao monstruoso comiss3rio *ue "\& tinha tra-do a p3tria. 2uligem. a 2orma+ão dos processos tornavam1se. a *uem nada podem tra>er de 2ora.das torturas. privado do sono. deve. perante o ocioso comiss3rio. não o li6ertaramX Ele contou11me tudo isso no c3rcere de IutirAi e não na Avenida (versAi) Ao comiss3rio encarregado da instaura+ão do processo /untou1se outro. e passaram com o velho uma tran*uila noite. de *uatro metros de altura) Eu estava sentado e meditavaJ *ue vida 2ora do comum tinha sido essa noite tra>ida para a-. 2uligem das chaminés da u6ianAaX & mais ultra/ante de tudo é *ue os nossos descendentes considera1 14Q A$DU'.

não aumentar as pr:prias normas de tra6alho) (endo despendido 2or+as com a garganta e com os punhos. segundo o costume antigo. não aproveitar essas dila+9es e. e olhava com ar de amea+a para o acusado. sent31 lo num Lngulo do ga6inete. mais curiosos. 2alando em estilo 2a6ril. e passavam. visitar um colega Rdeixando em seu lugar um guarda pedido ao regimentoS) (agarelando calmamente no divã com um amigo *ue tinha vindo visit31lo. 2a>er1lhe *ual*uer pergunta assustadora.E AB& #E BU AB Assim. escrever cartas particulares. mas os diplomatas tinham assinado a entrega ã . certamente para controle.s ve>es o comiss3rio dava sinal de si.rocesso .ol:nia dessa parte de Iielorr<ssia) REm 1941. para o outro ladoS) A instru+ão do processo durou meia horaJ 7Ge> essa viagemY8 T 7Gi>8 T 7?omoY8 1 7Gui a cavalo)8 #e> anos por actividade contra1 revolucion3riaX Uma tal rapide> tem algo de semelhante ao movimento staAhanovista. ligava para casa e di>ia . havendo complica+9es. o impec3vel sistema era aligeirado pelos v-cips dos seus executores) &utros investigadores. os comiss3rios estavam interessados em prolongar cada investiga+ão.est3 um canalhaX Um re2inado canalhaX Fas não importa. era permitido solicitar aos procuradores uma ou v3rias prorroga+9es desse pra>o por um m0s Re naturalmente os procuradores não as recusavamS) %eria a6surdo gastar em vão a sa<de. *ue ho/e teria interrogat:rios nocturnos e *ue não o esperasse antes da madrugada Ro meu cora+ão des2aleciaJ isso signi2icava *ue seria interrogado toda a noiteXS Fas imediatamente ele marcava o n<mero do tele2one da amante e em tom de sussurro com6inava ir passar a noite com ela R*ue 6om. mulher. de6aixo dos *uais nunca haviam tido oportunidade de deitar1seSW so6re os h36itos dos pa-ses europeus e ultramarinos onde tinham estadoW so6re os esta6elecimentos comerciais e os artigos *ue l3 se encontravamW e especialmente so6re o 2uncionamento dos prost-6ulos estrangeiros e aventuras diversas com mulheres) . o6rigava1os a marcar a entrada e a sa-da. as pessoas não estavam ha6ituadas.pioJ IorodAo era acusado de h3 de>asseis anos ter ido ver os seus pais . ler longamente o /ornal. e consumindo a sua vontade e o seu car3cter Rcon2orme *ueria VichinsAiS.enal. redigir o relat:rio para o curso de instru+ão pol-tica.ol:nia sem levar o passaporte para via/ar ao estrangeiro Ros seus pais viviam a uma distLncia de de> verst3s. vou poder dormirJ e o meu cora+ão sentia al-vioS) 1@C A$DU'. a 2im de assegurar a percentagem necess3ria para a conta6ilidadeY ?hamar *ual*uer dos processados. olhando para mim de soslaio com os olhos 6rilhantes. a registar as chamadas dos reclusos para interrogat:rio) Due restava ao comiss3rio. gastar 7nove gramas8 de chum6o com ele não é para lamentarX & comiss3rio encarregado do meu caso utili>ava tam6ém muito o tele2one) Assim. . e menos novos) ?onsiderava1se simplesmente indecoroso concluir um processo pol-tico em dois meses) & sistema estatal punia1se a si mesmo pela sua 2alta de con2ian+a e de 2lexi6ilidade) "ão con2iava se*uer nos *uadros seleccionadosJ mesmo a esses. em *ue houvesse mais processos velhos e de rotina. gostavam de utili>ar tais interrogat:rios 7va>ios8 para ampliar a sua experi0ncia da vidaJ perguntavam ao preso pormenores da 2rente Racerca da*ueles mesmos tan*ues alemães. mas. durante a primeira semana de tra6alho de cho*ue de uma instru+ão. di>endoJ 1 A. . e em todo o caso. es*uecer1se mesmo *ue ele estava ali. *ue não encontrou no entanto seguidores entre os 6onés1a>uis) %egundo o ?:digo de . a instru+ão de *ual*uer processo devia 2a>er1se no pra>o de dois meses.

em sil0ncio. e não éramos n:s *ue mudar-amos as coisas) Além disso. no nosso tempo. lei) Fas h3 /3 muito tempo *ue os procuradores não perguntavam isso) E se perguntassemY (odo este edi2-cio do ministério. em aplica+ão do 7du>entos e seis8 1 assim era denominada. levantou para a parede. pregui+osamente. li uma coisa impressionanteJ *ue durante a marcha da instru+ão eu tinha o direito de me *ueixar por escrito acerca da incorrecta condu+ão do processo. os acusados pela mesma causa. lhe punha a vista em cima antes do chamado 7interrogat:rio com o procurador8. não viviam senão da viola+ão da lei.Em con2ormidade com o ?:digo do .ouco depois. a 2ormalidade do exame do processo pelo pr:prio acusado. para me levarem) . um louro impessoal. ao meu amigo na 2renteS e dessa maneira eu ia a a /ulgamento s:. se não teria havido viola+9es da minha vontade ou in2rac+9es .enal. tomou conhecimento do caso Reste interrogat:rio era a6solutamente inevit3vel e tam6ém se registava. e *ue o comiss3rio era o6rigado a /untar as minhas *ueixas por ordem cronol:gica. onde havia um rel:gio de 6ron>e com 2iguras em cima da placa de m3rmore da chaminé. por convocat:ria do comiss3rio instrutor. com os *uais estive depois) ?ontinuei a 2olhear) Vi 2otoc:pias de cartas minhas com interpreta+9es de ideias completamente deturpadas por comentadores desconhecidos Rda espécie do capitão i6inS) E aperce6i1me da maneira hiper6:lica cmm a *ual o capitão tinha envolto as . em letra de imprensa. esse direito não era conhecido por um s: dos milhares de presos. aos autosX #urante a marcha da instru+ãoX Fas não no 2im dela))) Ah. o comiss3rio encontrava1se /3 sentado e redigia o termo da acusa+ão) Eu a6ri a capa da grossa pasta e logo na parte in2erior. com os seus mil ga6inetes. perguntou *ue é *ue eu tinha a acrescentar . os pormenores do caso na mem:riaS) #epois. mas duas /3 são gente) A$DU'. a6riu os 6ra+os e disseJ 1 E entãoY Uma pessoa é uma pessoa. vag9es. examinava pela primeira ve> o meu processo) #urante *uin>e minutos. durante v3rias horas. considerava1se *ue o procurador controlava com vigilLncia a marcha /usta de cada processo) Fas ninguém. mas a instru+ão do processo 2ora 2eita separadamente Ra mim em Foscovo.s minhas declara+9es) Ele deveria perguntar1me *uais as *ueixas *ue tinha a 2a>er so6re a marcha da investiga+ão. grutas e cho+as dispersos por toda a União %oviética.E AB& #E BU AB 1@1 1 E uma pessoa e meia ser3 uma organi>a+ãoY))) Ele premiu o 6otão da campainha. para retirar esse acrescento do par3gra2o décimo primeiro) Ele 2olheou o processo ainda uns cinco minutos. o *ue signi2icava *ue o processo chegara ao seu termo) evaram1me tam6ém a um interrogat:rio desses) & tenente1coronel =otov.edi ra>oavelmente. nem mau nem 6om. ainda diante de mim. 6oce/ando. o seu temperamento pac-2ico e o seu cansa+o perante estes incont3veis e est<pidos ?A%&% contagiaram1me um tanto) %olicitei apenas a correc+ão de um a6surdo demasiado claroJ éramos dois. en*uanto grupo. 6em como os seus cinco mil pavilh9es de investiga+ão. A sua indol0ncia.enal. e em geral nulo. en*uanto organi>a+ão) . em virtude do respectivo artigo do ?:digo de . não tendo sentido examinar o processo noutro momento não registado. guardando ainda.rocesso . estava sentado atr3s da secret3ria e. suspirou. ou se/a. tran*uilo. numa tarde de 2ins de Faio. gordo. *ue devia apor a sua <ltima assinatura) "ão duvidando de *ue a o6teria.rocesso .os olhos indi2erentes e. 2ui chamado a esse mesmo ga6inete do procurador. acusado pelo par3gra2o décimo primeiro. todos os procuradores algo importantes ocupavam o seu lugar de acordo com a pr:pria seguran+a do Estado))) *ue deviam controlar).

como todas as /anelas exteriores do ministério.E AB& #E BU AB esse tal lugar onde encerram os poli>ei) "ão valia a pena 2a>01lo >angar1se. com pouca decisão) 1 E então recome+amos tudo desde o princ-pioX 1 E apertou os l36ios com ar malévolo) 1 evamos1te para um certo lugar. para o desterro perpétuo) E talve> tenha sido melhor) %em uma e outra coisa eu não escreveria este livro))) & comiss3rio encarregado do meu caso apenas me aplicou a tortura do sono. so6re a não divulga+ãoJ 7Eu. /untamente com a senten+a da comissão especial por incita+ão ao en2ra*uecimento do poder soviético) RE depois ainda.erdemos A FE#'#A #A 'IE$#A#E) "ão temos meios de determinar onde come+a e onde aca6a) %omos um povo asi3tico e todos os *ue *uiserem apanham1nos. a6aixo assinado. para iludir responsa6ilidades. disso ia depender o tom com *ue ele escreveria o termo da acusa+ão))) E assinei) Assinei mesmo com o par3gra2o décimo primeiro) #esconhecia então a sua gravidade.ois *u0Y &s nossos h36itos de su6missão. diante de mim a6ria1se a promessa de uma certa vida) R%e eu tivesse sa6ido *ualX)))S E depois havia Em alemãoJ pol-cias auxiliares russos. disseram1me apenas *ue não aumentava a condena+ão) E 2oi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue 2ui parar a um campo de tra6alhos 2or+ados) Goi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue. estavam hermeticamente 2echadasJ nem se*uer lhes tinham tirado a cala2etagem de 'nverno. 2ui enviado. como 2a>em muitos comiss3rios in2ames para co6rir1se. do a6surdo de *ue eu s: era acusado em termos de 7grupo8X 1 "ão estou de acordo) & senhor dirigiu a instru+ão do processo de 2orma incorrecta 1 disse eu.1me mais 23cil morrer do *ue recome+ar tudo desde o princ-pio) Entretanto. acto cont-nuo. so6 pena de san+ão Rnão se sa6e segundo *ue artigoS. apanham1nos estas intermin3veis assinaturas so6re a não divulga+ão) J3 nem estamos segurosJ temos ou não o direito de contar os acontecimentos da nossa pr:pria vidaY 'V &% #EI$U"%1AUU'% .) E até 2e> o gesto de estender a mão para recolher o 7processo8) REu. 6em como os expedientes da mentira e da intimida+ão T métodos completamente legais) . comprometendo1se a não contar a ninguém o 2uncionamento dos campos)S . sem *ual*uer senten+a. para além das /anelas do *uinto andar da u6ianAa) Era o m0s de Faio) As /anelas do ga6inete. comprometo1me. 2inalmente.minhas cautelosas declara+9es) E.areci. de o6rigar11me a assinar. apanham1 nos. ele não necessitou.or isso. onde encerramos os poli>ei@. a 2im de *ue o ar c3lido e a 2lora+ão não irrompessem nessas secretas depend0ncias) #o rel:gio de 6ron>e havia desaparecido o <ltimo raio de lu> e as horas soaram silenciosamente) $ecome+ar tudo pelo in-cioY))) .. depois da 7li6erta+ão8. a não relatar nunca a ninguém os métodos da instru+ão do meu processo)8 Em algumas direc+9es regionais da ")=)V)#) esta medida era levada a ca6o em sérieJ uma 2:rmula impressa so6re a não divulga+ão era entregue ao preso para assinar. ao ser li6ertado. a nossa cervi> curvada Rou *ue6radaS não nos permitiam *ue recus3ssemos nem *ue)nos indign3ssemos com esses métodos de 6andidos *ue *uerem esconder o 2io . ele devia 2a>er uma assinatura. segurei1o com os dedos)S Irilhava algures o entardecer dourado. recrutados pelas tropas na>is durante a ocupa+ão) R") dos ()S 1@4 A$DU'. em virtude do artigo 4C. meada) .

a s:s. esse mesmo *ue 2oi severamente atacado pelos revolucion3rios. ideia desta corpora+ão. sem *uais*uer acessos de raiva ou de o2ensa. ordenou *ue o encerrassem na cela individual du>entos e vinte e sete. *ue pass3mos pelas suas mãos. estamos demasiado a6sortos na nossa dor. era claro *ue os casos eram 2a6ricadosY Ao sair das suas reuni9es. so6re a nossa corrup+ão) Assim. por uma hora *ue 2osse. em 2rente do *ual estive não pouco tempo sentado. a ?asa da . so2remos demasiado. director do com6inado de =rivoi1$og.ara *uem. de como o oprimiam e de *ue esc:ria humana se tratavaW mas do comiss3rio não se lem6ra 2re*uentemente. ali 2icando mais de uma hora. talve> desviados) E conhecido o epis:dio em *ue Alexandre ''. não t0m necessidade de raciocinar logicamente T e não o 2a>em) "o seu tra6alho precisam apenas de cumprir as directri>es. pois *ueria compenetrar1se da situa+ão da*ueles *ue ali mantinha) "ão se pode negar *ue isso era. não se descreverão nunca a si pr:prios com realidadeX Fas aiX ?ada ex1preso recorda1se pormenori>adamente de toda a instru+ão do seu processo. sentimo1nos su2ocar . deixando1se comover ao o6ter de F) urie. 2olhas e mais 2olhas. onde a nossa alma é remo-da. insens-veis aos so2rimentos 1 e essa insensi6ilidade. e ao 2alar entre eles. da parte do monarca. com o cora+ão sossegado. entretanto. como os andra/os de um mendigo. não o são) . *ue amanhã serei euX8 Eles compreendiam *ue os processos eram 2alsos e. uma necessidade ou uma tentativa de en2rentar o assunto espiritualmente) Fas é imposs-vel imaginarmos *ual*uer dos nossos comiss3rios. do cinismo e da desonra desses homens. pois.reventiva de ?hpalernaia Rantecessora da ?asa BrandeS. iam 2a>endo esse tra6alhinho ano ap:s ano) ?omo entãoY Es2or+avam1se talve> por não pensar Rmas isto /3 é uma destrui+ão do homemS. 2icando 2echados a meditar numa cela individual) As 2un+9es *ue executam não exigem deles *ue se/am pessoas 1@4 A$DU'.elo seu servi+o. recordam1seY1 &u então a #outrina de Vanguarda é uma ideologia de pedra) & comiss3rio instrutor do sinistro &roAutã Rcampo de castigo em =olima. com uma cultura e com hori>ontes largos e. podiam porventura di>er seriamente *ue desmascaravam criminososY E. no seu ga6inete) Algo nos resta. exacta e cruelmente.risão .A& longo de toda esta tritura+ão entre os rod->ios da grande 'nstitui+ão "octurna. so6re *ual*uer. como lem6ran+a comum e exactaJ a*uela grande podridão. em certa ocasião. mas n:s guardamos esta impressão ina6al3velJ a da 6aixe>a moral. senão para os comiss3rios. a*uele espa+o completamente contaminado pela podridão) . para não ter de pensar mais num tal homem) Assim. sim. no entanto. E>iepov. senão *ue 6ons historiadores não ser-amos dos nossos torcion3riosX Duanto a eles. para podermos examinar com um olhar l<cido e pro2ético os p3lidos carrascos da noite *ue nos atormentam) Um excesso de amargura interior inunda os nossos olhos. a assinatura das declara+9es *ue o . de 2acto. nem se*uer do nome. redigiam autos. completamente privada de no+9es comuns a todos os homens) . no entanto. inspiravam1se de um esp-rito de 6anditismoJ 7Forre tu ho/e.E AB& #E BU AB instru-das. ao visitar.assaram /3 de>enas de anos. um acto moral. *ue sete ve>es tentaram a sua morte. a *uererem meter1se na pele de um preso. muito mais coisas e 6em mais interessantes do *ue so6re o capitão da %eguran+a do Estado. eu posso guardar na mem:ria. 19@QS. aceitando pura e simplesmente *ue assim tinha de serJ os *ue lhes enviavam as instru+9es não se podiam enganar) Fas os na>istas di>iam o mesmo. da perversidade. t0m11na eles) ":s. e mesmo A6aAumov e Iéria. en*uanto a nossa carne pende em 2arrapos.

artido de n:s exige) (u. mesmo *ue se/ais e2ectivamente culpados. eles pre/udicavam a situa+ão pessoal do comiss3rio instrutorX . di>ia enternecida .artido. *ue logo con2essou)8 . cidade ou unidade militar deixassem de se encontrar. a amplia+ão e a prosperidade dos pr:prios :rgãos) Apresentando 6oas ci2ras. algo *ue convence) Fas o mais 2re*uente era o cinismo) &s de6runs1a>uis compreendiam muito 6em o 2uncionamento da m3*uina de picar carne e compra>iam1se nela) & comiss3rio FironenAo. ainda *ue este/ais a6solutamente inocentes.or*ue é *ue todos eles se lan+aram assim. /3 *ue %taline não podia acreditar *ue num determinado 6airro. a verdade e. sentindo até orgulho pela constru+ão racional da 2raseJ 7A 1 "inguém pode es*uivar1se a esta compara+ãoJ os anos e os métodos são demasiado coincidentes) Fais naturalmente 2a>ia tal compara+ão *uem tinha passado pela Bestapo e pelo Finistério da %eguran+a do Estado. o FA'% ?HF&#& era não se desviar da linha geral) .levariam . era para eles um 6om tra6alho) A mulher do comiss3rio "iAolai Bra6i1chenAo Rcanal do VolgaS. aldra6ar e passar 6oas noites de 2arra Ro *ue eles 2a>iamS) "<meros 6aixos condu>iriam ao seu despedimento e retrograda+ão. mas de o2ensa e irrita+ão.ensas *ue nos d3 alguma satis2a+ão utili>ar ba in2lu0nciabY48 Fas devemos 2a>er a*uilo *ue o . *ue neles 6rotava contra os presos muito teimosos.or*ue.artido)S 7#0em1nos um homem. condecora+9es. mas na Bestapo procuravam sa6er. para eles. com uma atrelagem tão 2ogosa. como AleAsei 'vanovitch #ivnitch. #ivnitch 2oi posto em li6erdade) & Finistério da %eguran+a do Estado não 6uscava a verdade e não era inten+ão sua soltar das garras alguém *ue por ele 2osse preso) 4 Faneira delicada de designar as (&$(U$A%) A$DU'. *ue não *ueriam entrar dentro dos seus n<meros. promo+9es. prescrito de antemão) %e é necess3rio 2u>ilar1vos. F)B)I. sereis 2u>ilados de todas as maneiras) %e é necess3rio a6solver1vos Risto re2eria1se. *ue és de eninegradoX8 R'sto é. segunda condena+ão no campo.E AB& #E BU AB 1@5 instru+ão do processo e o /ulgamento são apenas uma 2ormalidade /ur-dica e em nada podem mudar o vosso destino. e o caso n:s /3 o criaremosX8 Eis como muitos deles pilheriavamJ era este um dos seus ditos) & *ue para n:s era um mart-rio.s vi>inhasJ 7& meu marido é um tra6alhador magn-2ico) Um preso esteve muito tempo sem con2essar e entregaram1no a "iAolai) "iAolai conversa uma noite com ele. disse1lheJ 7.or*ue essas ci2ras signi2icavam uma vida tran*uila. nem pela 2omeX $ecusando1se a con2essar. evidentemente. não era um sentimento de compaixão. dos campos de #/ida R1944S di>ia ao condenado Ia6itch. de *ual*uer modo. . =uchna1riov. inimigos seus) #esse modo. de liga+9es com a 6urguesia mundial) A conclusão de #ivnitch não era em 2avor do F)B)I)J torturaram1no l3 e c3. nessa corrida. de repente. sereis /usti2icados e a6solvidos)8 & che2e da primeira sec+ão de investiga+ão da %eguran+a do Estado da região ocidental do ?asa*uestão. exprimiu1se assim perante Adol2 (sivilAoJ 7&ra não te podemos soltar. *uando ia ser posto em li6erdade. um soldo suplementar. pensando. di> l3 o *ue 2arias no nosso lugarY E parece *ue urie estava *uase de acordo com ele Rseria talve> por isso *ue assinou tão 2acilmente. aos #E E% 1 A)%)S. velho mem6ro do . podiam mandriar. a ti. mas por um "[FE$& de indiv-duos interrogados e condenadosY . *ue não cediam pela tortura do sono. exilado e pregador da ortodoxia grega) A Bestapo acusava1o de actividade comunista entre os oper3rios russos na Alemanha) & Finistério da %eguran+a do Estado. *uando a acusa+ão revelou não ter 2undamento. /ustamente. nem pelos cala6ou+os. perda da man/edoira. no 2undo. não pela verdade. um velho militante do . assimYS Eis.

concede (olstoi. mas um velho e corpulento coronel. como acusada) R%im. isso como uma espécie de pseudoconven+ãoS) %o6re toda a gente dessa unidade militar. pois podem solicitar1te assuntos mais importantes 1 mas depois. por exemplo. cu/o nome não se pode se*uer citarX (u existes A$DU'. tua chegada. numa missão especial. o director ou o secret3rio do . mas tu disp9es da li6erdade deles) E ninguém ousar3 2alar a teu respeito nas reuni9es. isso até é divertidoJ pois as tuas estrelinhas medem1se por uma escala completamente di2erente da dos o2iciais normais Re. A$DU'. . mas sentas1te a seu lado e todos compreendem *ue és tu o mais importante. mortal) %: para as pessoas com hori>ontes limitados é *ue o poder é um veneno letal) #e um cont3gio desses. tu pertences . mesmo. e mesmo a mais importante podia ser condu>ida perante si. *ue são Ralém da 2ome e do sexoS. pelo tipo das suas actividades e pelo género de vida escolhida. o poder não é. *ue se levanta . este tornou1se mais importante *ue o dinheiro)S & poder é um veneno conhecido desde h3 milénios) Due nunca ninguém tivesse ad*uirido um poder material so6re outremX Fas para *uem 1@. do seu sal3rio.eram dominados e dirigidos pelos mais 2ero>es instintos dessa es2era.&#E$ e do E"$'DUE?'FE"(&) REspecialmente do poderJ nas <ltimas décadas.E AB& #E BU AB tem 2é em algo de superior e tem. sec+ão especial da contra1espionagemW és apenas um tenente. permitam1te pregar.s ve>es.Era como se *uisessem *ue ele mesmo 2racassasseX #a. a consci0ncia dos seus limites.E AB& #E BU AB 1@5 . essa é a tua superioridade so6re os pro2essores. sem excep+ão. a *uem *uisesse destruirX (odas as pessoas. ou dessa 236rica.*ue todos os métodos 2ossem 6onsX "a guerra como na guerraX Um tu6o na tua garganta. e como levantaste vooX ?omo mudou a tua situa+ão na vidaX ?omo mudaram os teus movimentos. agradar1te e não ir3 6e6er com o che2e do estado1maior sem te convidar) "ão importa *ue s: tenhas duas pe*uenas estrelinhas. da es2era %U. C11 desse distrito. comandante de unidade. ainda. elas não t0m salva+ão) $ecordam1se do *ue (olstoi escreve so6re o poderY@J 7'van 'litch exercia tais 2un+9es *ue tinha possi6ilidade de condu>ir . *ue tu és mem6ro da sec+ão especial) . tens um poder incomparavelmente maior do *ue o comandante. estavam nas suas mãos. o teu voltar de ca6e+aX Est3 reunido em sessão o ?onselho ?ient-2ico do 'nstitutoJ tu entras e todos notam. o teu olhar e. 6e6e 3gua salgadaX . o instinto do . isso compete ao reitor. os servidores da 'nstitui+ão A>ul viviam com mais plenitude e avide> na es2era in2erior) E a. isto aplica1se aos nossos de6runs1 a>uisX "ada h3 a acrescentarXS A consci0ncia deste poder R7e a possi6ilidade de o suavi>ar8.ois não é uma em6riague>Y (u és ainda /ovem. por isso mesmo. as estrelas de ma/or. procura adular1te.odes 2icar sentado cinco minutos e sair. da sua reputa+ão. 6asta1te 2ran>ir o so6rolho Rou melhor ainda os l36iosS e di>er ao reitorJ 7E imposs-vel) ^3 considera+9es)))8 E é tudoX 'sso não se 2ar3X &u então. até estremecemW tu não so6es para o lugar do presidente. ru-na *ual*uer pessoa. tão est<pido como és e não *uerendo estudarW mas andaste tr0s anitos na*uela escola. mas isto não se re2ere de nenhum modo aos nossos rapa>esS constitu-a para ele o interesse e o atractivo principal das suas 2un+9es) Dual atractivoX Felhor se diria a em6riague>`) .rivados.artido) Eles disp9em da sua carreira. examinando as suas decis9es.E$'&$ da exist0ncia humana. nem mesmo 6emX E como se 2osses uma divindade secreta. tu *ue 1 diga1se entre par0ntesis 1 és um ranhosoW ainda muito recentemente os teus pais preocupavam1se contigo. ninguém ousara escrever so6re ti nos /ornais 1 não s: mal. não sa6iam onde colocar1te.

tu est3s acima do poder declarado. se não tivesses tido a sorte de te tornares uma pe+a da engrenagem dos :rgãos 1 esse ser vivo. desde o momento em *ue te co6res com o 6oné a>ul) & *ue (U 2a>es. (imo2eiev1$essovsAi) 7Ah. conta coisasJ DUE IE A% BA$BA ^A#A%X Vamos experimentar. para. onde /3 te tornaste demasiado 2amoso. ninguém se atrever3 a veri2ic31lo. a atitude mais digna consiste em adoptar uma expressão misteriosa de grande penetra+ão) %: tu. inventaste uma nova 2orma de 7in2lu0ncia8J 7EurecaX8 (ele2ona aos amigos. tra6alhoJ é necess3rio ir e vir. em Ierlim.erante os chamados cidadãos simples R*ue para ti são simplesmente ceposS. perguntou o general %erov. sopra1se e ele desaparece5) & lugar de comiss3rio re*uer. aos demais deixam1nos simplesmente representarJ ali onde se v0 um mestre emérito das artes ou um her:i do tra6alho socialista. seres destacado como etn:gra2o para o lago %eli1guer4 em parte tam6ém para tratares dos nervos) #epois ser3s trans2erido de uma cidade. em *uemY Ve/am. em seguida. mas *ual*uer pessoa est3 su/eita . se todos os teus métodos não dão resultadoY En2ureces1teY Vamos. completo. é a6orrecido encontrar 4 19@1. mas s: com a condi+ão de seres 2iel aos :rgãosl Eles sempre intercederão por tiX %empre te a/udarão a engolir todo a*uele *ue te o2enderX E retirarão *ual*uer o6st3culo do teu caminhoX Fas s0 2iel aos :rgãosl Ga> tudo o *ue eles te ordenemX %ão eles *ue pensam por ti e *ue designam o teu lugarJ ho/e podes ser da sec+ão especial e amanhã podes ir ocupar o cadeirão do comiss3rio instrutor. é um voo da 2antasiaX #eixa em li6erdade a tua 2<ria. rapa>es. *uem ésY8. Victor "iAolaievitch. para o outro extremo do pa-s. sa6em1na unicamente os :rgãos. com a sua heredit3ria aud3cia cossaca. conheces as considera+9es especiais. ripostou. e ninguém mais) E por isso tu tens sempre ra>ão) %: não te es*ue+as de uma coisaJ tu mesmo serias um cepo desses. ex1general de 6rigada da %eguran+a do Estado) 5 7Duem és tuY8. estes olhos suplicantes. de dia e de noite.) "ão h3 *ue admirar11se de nadaJ a verdadeira 2un+ão e categoria das pessoas. tudo é para ti. não tens de te preocupar em sa6er se ele é culpadoJ 2a> o *ue 2or melhor para os :rgãos e tudo estar3 6em) #epender3 de ti a organi>a+ão do processo da 2orma mais agrad3vel. corrigiu %erov) 1@Q A$DU'. percorre os ga6inetes. tua veri2ica+ão) . não lhe ponhas limitesX . permanecer sentado horas e horas) Fas não tens de *ue6rar a ca6e+a a desco6rir as 7provas8 Rdeixa *ue a *ue6re o presoS. sem te cansares muitoJ é 6om tirar algum proveito e tam6ém distrair1se) Estiveste sentado durante longo tempo e. estas mãos trementes. na verdade. *ue ha6ita no Estado como a 6icha solit3ria no homem) (udo te pertence agora. sem se desconcertar. mas é como se não existissesX E por isso.todos te sentem. naturalmente.9e em tensão as tuas 2or+asX E em tal estado *ue se escarra na 6oca do presoX Due se es2rega o seu rosto no escarrador repletoX9 E em tal estado *ue se arrastam os padres pelas guedelhasX E *ue se . voc0 é um cientistaY8. esta su6missão co6arde 1 oxal3 *ue algum o2erecesse resist0ncia) 7Bosto dos inimigos resistentesX E agrad3vel *ue6rar1lhes a espinhaa)89.E AB& #E BU AB pela 2rente sempre a mesma coisa. ao mundialmente conhecido 6i:logo (imo2eiev1$essovsAi) 7E tu. como encarregado para os Assuntos da 'gre/a5) &u passar3s a ser o secret3rio respons3vel da União de Escritores. 'line) 5 & pér2ido comiss3rio VolAopialov 2oi encarregado para os Assuntos da 'gre/a na Fold3via) ` Um outro 'line. E se ele é tão resistente *ue não cede. su6itamente. 2lex-vel. não retenhas a tua raivaX E uma satis2a+ão imensa.

a escolha particular de *uem prender e a sorte pessoal de cada um dependia. 6onita. ao regressar de uma missão de servi+o. não te escapar3) E 2icou1te de olho tam6ém uma mulher casadaY %er3 tuaX A2astar o marido do caminho é coisa *ue não te custa nada1@) "ão é na Q Goi o *ue disse a B) B) o comiss3rio de eninegrado. com ardor. da cupide> e da vingan+a.urina no rosto da*ueles *ue 2oram postos de /oelhosX #epois de acesso de 2<ria. antes da guerra da ?oreia. tem *ue verX GalaX8 Eis o *ue signi2ica o teu poderX Ela aca6a por contar1te tudo tintim por tintim. havia poucos russosY8 E surge1te su6itamente uma ideiaJ com esses estrangeiros ela deve ter ad*uirido alguns conhecimentos) "ão se pode perder a ocasião. sendo a norma geral a de prender. é teuX Dual*uer mulher. numa unidade militar da 2or+a aérea do Extremo &riente. naturalmenteW não os vamos deixar de parte) ?omo come+ou. por exemplo. *ue. isso não desconcertava ninguémS. a>ul como tuX Duanto . ou *u0Y #e *ue é *ue necessitavas. outras cedem por temor) (endo encontrado uma rapariga em *ual*uer parte. se *uiseres. por isso. promovido a1 venda de uns tecidos R*ue /3 ninguém comprava)))S para o activo do . é tuaX & céu *ue so6re ti paira. de ter vergonha) %imX. pelos vistos. em tr0s *uartas partes dos casos. 2a> mesmo um desenho e poder3 até mostrar1to com o corpo. Lnsia de lucro. não h3. é teu. o périplo de de>anove anos de V) B) Vlassov pelo Ar*uipélagoY #evido ao 2acto de *ue tendo ele. sentes1 te um verdadeiro homemX &u então interrogas 7uma rapariga *ue anda com um estrangeiro81C) Iem. é varrido da tua 2renteX A terra *ue pisas. est3 nas tuas mãos a sua deten+ão e a sua pena) $e*uisitasteb uma dactil:gra2a para escrever o interrogat:rio e mandaram1te uma. serias idiota se não te aproveitasses da situa+ão) Umas são atra-das pelo teu poder. em metade deles. di>es1lhe algumas grosserias e perguntas1lheJ 7%er3 *ue o americano a tem 6em cin>elada.artido R*ue não 2osse para o povo. 2icou1te de olhoY %er3 tua. envergonhada e lavada em l3grimas. de c3lculos interesseiros da ")=)V)#) local Re dos procuradores.E AB& #E BU AB 1@9 verdade necess3rio experiment31lo.oAhilAo. é tuaX Dual*uer advers3rio. diante do rapa>ola interrogado14) E como se ele não 2osse gente. certo tenente11coronel. da %eguran+a do Estado de =emerovo) 14 & estudante Ficha I) b ^3 muito tempo *ue tenho um assunto para um contoJ 7A Esposa ?orrompida)8 Fas. administrador da cooperativa de consumo local. di> *ue isso nada tem a ver com o assunto) 7Fas sim. e. para sa6er o *ue signi2ica um 6oné a>ulX Dual*uer coisa *ue viste. de *uem é *ue haverias de ter vergonhaY %e gostas de mulheres Re *uem é *ue não gosta delasYS. ?hitov) aa ?aso ocorrido com Vassiliev e lvanov1$a>umniA) 1C Ester $). não tem outra sa-da. 1945) b & comiss3rio . é tuaX Dual*uer apartamento *ue visitaste. é a paixão de todos eles) ?omo não utili>ar esse poder e uma tal 2alta de controle para enri*uecerY %eria necess3rio ser um santoX))) %e nos 2osse permitido conhecer o 2undamento de certas deten+9es. não consigo dispor1me a escrev01lo) Ei1lo) $e2ere1se ao 2acto de *ue. come+as a interrog31laJ 7?omo eraY Em *ue posi+9esY))) E em *ue mais outrasY))) #3 pormenoresX E outros detalhesX 'sso poder3 servir para mim e vou cont31lo aos rapa>esX8 A rapariga. ver-amos com assom6ro. é uma espécie de missão de servi+os l3 2oraX E. e a esposa do procurador não p_de compr31losJ ela não se encontrava presente e ao . sou6e *ue a sua mulher estava no hospital) & A$DU'. e imediatamente tu lhe meteste a mão nos seios.

enviou1o ao namorado e depois suicidou1se) 14C A$DU'. disse a Elisa6eth Victorovna %traAhovitch. nem se*uer era uma cigarreira. e usava1as na sua presen+a) A um outro preso ele 2urtou.procurador era1lhe molesto ir 2a>er compras ao 6alcão) &ra Vlassov não teve a ideia de di>er1lheJ 7Eu mesmo lhos deixo de parte8 Risso não estava no seu car3cterS) Fais aindaJ o procurador $ussov levou . cm *ue ele chegaria a re>ar por uma1 morte sem so2rimentos) E &$#E"&U1 ^E *ue rece6esse em casa a esposa. *ue tinha uma posi+ão in2eriorS e o administrador da cantina não permitiu *ue se servisse a re2ei+ão ao amigo) & procurador exigiu de Vlassov *ue o castigasse. devido a rela+9es anormais) & tenente1coronel precipitou1se para a esposa e conseguiu a con2issão delaJ tratava1se de um primeiro1tenente da sec+ão especial da sua unidade Rparece *ue por ela correspondidoS) & marido correu 2urioso ao ga6inete da sec+ão especial.s tantasS) & comiss3rio Giodorov Resta+ão de $echeta. sa6endo per2eitamente *ue não tinha mais nada nas algi6eirasJ 7Ah. ele o2endeu caso era tão grave *ue os médicos não lho ocultaramJ os seus :rgãos genitais so2riam de uma lesão. um par de luvas estrangeiras) RDuando a o2ensiva prosseguia. caso contr3rio. casou com o agente da %eguran+a) #urante o 6reve tempo de casada escreveu um di3rio. servindo1se dos su6ter2<gios de um auto. *ue. um rel:gio de pulso) & comiss3rio "iAolai Giodorov =ru/Aov. não a incluiu no auto da apreensão Risto pode 2icar consigoS.artido Rhavia cantinas dessas nos anos @CS. ele mesmo. pagas por tari2a especial. para 6uscas e deten+9es. olhava com inve/a para a minha cigarreira. sem se atrever a divorciar1 se nem ousar *ueixar1se 1 era esse o pre+o da li6erdadeX & tenente1coronel cumpriu tudo) R'sto 2oi1me relatado pelo motorista desse mesmo agente da sec+ão especial)S ?asos semelhantes não devem ser poucosJ este é um dom-nio onde se revela particularmente tentador utili>ar o poder) Um desses agentes da %eguran+a do Estado o6rigou. cantina privada do . o *ue este não 2e>) #esse modo. %entchenAo. a6atido e em estado lastimosoJ amea+ou envi31lo a apodrecer no mais terr-vel campo. tal como estava Ralgo havia sido de2ormado sem remédioS. ve/am s:X (irem1 lhaX8 E para *ue eu não protestasseJ 7 evem1no para a enxoviaX8 RDue gendarme c>arista se atreveria a portar1se assim com um de2ensor da p3triaYS ?ada investigador dispunha deb determinada *uantidade de cigarros para animar os *ue con2essavam e para os 6u2os) Alguns. =or>uAhin. 2icavam com todos esses cigarros para eles) Até nas horas de interrogat:rios nocturnos. rou6ou. ali3s. porém. prenderia o pai) A /ovem tinha noivo. tirou a um o2icial do exército preso a 6olsa de campanha e a prancheta. a 2ilha de um general1che2e do Exército Rem 1944S a casar1se com ele. depois ordenou *ue me revistassem de novo. durante o cerco de eninegrado. um amigo *ue não estava autori>ado a comer ali Risto é. sacou da pistola e amea+ou mat31lo) Fas rapidamente o primeiro1 tenente o6rigou1o a curvar1se e a sair.E AB& #E BU AB gravemente a ")=)V)#) da >ona) E 2oi assim *ue o inclu-ram na lista da oposi+ão de direitaX))) As considera+9es e os actos dos de6runs1a>uis costumam ser tão mes*uinhos *ue é coisa de maravilhar) & che2e de uma 6rigada operacional. eles ro-am1se todos por não serem os primeiros a colher tro2éus)S & agente da contra1espionagem do 4Q)O Exército *ue me deteve. mulher do seu acusado =) ') %traAhovitchJ 7"ecessito de um edredão) . mas. eles 2a>iam trapa+asJ o6serv3vamos como eles anotavam nos autos mais tempo do *ue o utili>ado Rdas tantas . caixa de correios de campanha du>entos e trinta e cincoS numa 6usca ao apartamento de um cidadão em li6erdade. mas sim uma caixa alemã *ual*uer de atraente cor escarlate) E na mira dela tentou toda uma mano6ra auxiliarJ primeiro. e *ue vivesse com ela. so6 a amea+a de *ue. para salvar o pai.

os seus apelidosY E ve/am uma ve> mais o *ue é a mem:ria do prisioneiroJ ') =orneiev es*ueceu1se do apelido da*uele coronel da %eguran+a do Estado. algo pudesse cont01los se uma coisa lhes agradasse) J3 nos come+os dos anos @C. procurava apoderar1se de tudo o *ue podia. havia diversos (rutniev R. pilhar) R") dos ()S 144 A$DU'. *ue. mandou expulsar todos *uantos estavam sentados no restaurante. mas violou outra lei importante. in*uirindo sistematicamente /unto dos ex1presos e das esposas) . sem violar o selo de chum6o da %eguran+a do Estado. do género do de =onAordi 'osse. eles passavam os seus ser9es em sal9es . de passagem. controlava toda essa pilhagen1h. *uando particip3vamos nas campanhas /uvenis e execut3vamos o primeiro plano *uin*uenal. o seu su6stituto. enca6e+ada pelo pr:prio A6aAumov. em come+os dos anos 5C.arasitaS. até a pena de morte. desapara2usou o puxador da portaJ 7Eis como tra6alha o ?omissariado do . e pialit p 2itar com os olhos desor6itados) Brae tem a rai> em gra6it p sa*uear.E AB& #E BU AB 141 & n<mero de casos semelhantes não tem 2imJ poderiam pu6licar1se mil 7 ivros Irancos8 Ra come+ar em 191QS.(raga1me umX8 Ela respondeu11lheJ 7& *uarto onde tenho as coisas de 'nverno est3 selado)8 Então ele di1rigiu1se a casa dela e. amigo de =onAordi 'osse Rpor coincid0ncia. mas para seu proveito Re conseguiu muitos prod-giosS) & nosso her:i limpou vag9es inteiros e construiu para si v3rias casas de campo Ruma delas em =linS) #epois da guerra. ao chegar . advertiu1a ele.ode ser *ue tenha havido e ha/a de6runs11a>uis *ue nunca rou6aram nada. o che2e da %ec+ão de 'nvestiga+ão. e dissuadiu1aJ 7"ão é precisoX8S interveio contra =ru/Aov no tri6unal como testemunha) ?omo não era o primeiro caso veri2icado com =ru/Aov e ele violava os interesses dos :rgãos. o6/ectos de cristal nas algi6eiras RElisa6eth. não é inventadoX (odos eles su6itamente /untosX RAcerca de VolAopialov e Bra6ichenAe /3 nem vale a pena 2alar15S Acaso não re2lectem nada do *ue as pessoas são. pura e simplesmente. ele pediu para ser incorporado na sec+ão dos :rgãos. atingiu tal envergadura *ue. Esta+ão de "ovossi6irsA. como o 2i>era =ru/1AovJ agiu contra os seus) "ão s: enganou os :rgãos como ainda 2e> piorJ apostou em *ue sedu>iria as mulheres de alguns dos seus camaradas da sec+ão operacional da (cheAa) "ão lhe perdoaramX Goi metido no isolamento pol-tico.E AB& #E BU AB . dos 7tro2éus8. nem de nada se apropriaram 1 mas a mim custa1me a imagin31lo. maneira da no6re>a do &cidente. decididamenteX "ão compreendo. ma/or ?hAurAin R?oirãoS. conhecido de am6osS. en*uanto continuava a servir1se14S) G)m 1954 esta enérgica e inexor3vel mulher Ro marido tudo perdoou. na %eguran+a do Estado da região de =emerovo. *ue encontrou no isolamento pol-tico de Vladimir) Esse coronel era a personi2ica+ão con/unta do instinto do poder e do dinheiro) Em come+os de 1945. o6rigando1as a dan+ar nuas em cima das mesas) (eria sido perdoado. tenente1coronel Ialandin Rsopa aguadaS e ainda o /ui> de instru+ão %AoroAhvatov RArre6anhadorS) Ve/am. explicou ele pra>enteiro))) e levou dali a roupa de 'nverno. ordenando *ue lhe trouxessem mulheres para si e para os seus colegas de 2arra. isto é. no tempo das vacas gordas. *ue.ovo para a %eguran+a do EstadoX8. condenaram1no a vinte e cinco anos) Estaria l3 muito tempoY A$DU'. levou tam6ém o *ue p_de e *ue no 2im de contas era dela) 7J3 leva 6astanteX8.or exemplo. por sua ve>. e as suas damas ostentavam toiletes estrangeiras) #e onde vinha tudo issoY E os seus apelidosX Era como se tivessem sido escolhidos em 2un+ão deles para esse tra6alhoX . com os seus pontos de vista. ao a6rigo do artigo 5QX En2ureceu1se por se terem atrevido a prend01lo e não duvidava de *ue o caso seria reparado) RE talve> 2osse)S a VolAopialov deriva de volA p lo6o. metendo. não para o Estado.

mas os de6runs1a>uis.E AB& #E BU AB 14@ Estas torrentes surgiram em virtude de uma misteriosa lei de renova+ão dos :rgãosJ um pe*ueno sacri2-cio peri:dico. e então /3 ninguém a/uda.$E"#EU A FU ^E$ AFA#AX E ainda por cima não como 2uncion3ria dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. =oAhansAaia. e não se sa6e por*ue eles assimilam mal as li+9es do passado) ?ertamente pela 2alta de intelig0ncia superior. e até ministros. tornando1se o che2e da ")=)V)#) de (omsA15) bf $oman Bul. en*uanto a in2erior lhes segredaJ 7%ão raros a*ueles a *ue isso ocorre. mas 2or/ando1lhe um processo) E não s: 2icou vivo como 2oi promovido. realmente. e assim se explica a sua *uotidiana sensa+ão de impunidade) %ão conhecidos. sou6e *ue iam prender os empregados desses servi+os 2errovi3rios) Era então o che2e da %ec+ão &peracional da B) . a 2im de poder dar deles uma ideia) Fas a*ueles agentes da %eguran+a *ue caem nas torrentes Reles t0m igualmente as suas torrentesl)))S arriscam tudo) Uma torrente é um cataclismo natural. não o a6andonar na desgra+a. eles mesmos. o agente Funchin. eu escaparei e os meus não me vão desamparar)8 &s seus procuram.Esse destino ne2asto de se deterem a si mesmos não é assim tão raro como isso entre os de6runs1a>uis) "ão h3 uma verdadeira garantia contra tal. não *ueriam. o2erecido para *ue os *ue 2icavam tomassem a apar0ncia de puri2icados) &s :rgãos deviam mudar mais depressa do *ue &vcrescimento normal e o envelhecimento das gera+9es humanasJ certos cardumes da %eguran+a do Estado deviam entregar as suas ca6e+as com a in2lexi6ilidade do estur/ão. e *ue se apoiava no 6anditismo. per2ura+9es no corpo com o sa6re. o capitão %aenAo Rnão a*uele carpinteiro tche*uista de ?rac:via dos anos 191Q119. *ue 2e> eleY . onde se encontraram com os seus pr:prios >eAs RreclusosS.ode ser *ue sirva a alguém) A$DU'.. mais 2orte até *ue os pr:prios :rgãos. esmagamento da ca6e+a com pesos e halteres e cauteri>a+ão1.) U) em ArcLngel) %em perder um s: minuto. alguns casos em *ue os mand9es operacionais dos campos 2oram o6rigados a cumprir penas em campos comuns. se tens uma 6oa in2orma+ão e uma consci0ncia aguda de tche*uista. tratando1se de tais casos. da mesma 2am-lia)))S. de modo algum. reconhec01la e prevenir1se) E tanto o rei como os tu6ar9es dos :rgãos. céle6re pelos seus 2u>ilamentos. teve a 2ra*ue>a de ca1sar1 se por amor com uma 2uncion3ria. gra+as a essa preven+ão de casta não passam ha6itualmente mal. porém. para ser su6stitu-do pelos 2ilhos) Esta lei era 6em vis-vel para uma intelig0ncia superior. podes ainda 2urtar1te a essa avalancha. *ue vai morrer so6re as pedras do rio. dos caminhos de 2erro da ?hina &riental) #e repente. *uem sa6e. 2oi metido por este mesmo de6aixo das tarim6asS) Entretanto. despeda+amentos de pernas. e não passaranNiada 6em Rpor exemplo. com medo de ser ele mesmo arrastado para esse a6ismo) "o <ltimo minuto. não temos meios de os conhecer em pormenor.or exemplo. chegada a hora astralmente designada. *ue odiava encarni+adamente o artigo 5Q. pois estão ligados por uma conven+ão t3citaJ colocar os deles em situa+ão privilegiada Ro coronel A) ') Voro6iov 2oi metido na cadeia especial de Far2insAW o pr:prio ") ') 'line esteve na u6ianAa mais de oito anosS) A*ueles *ue são presos individualmente pelos seus erros pessoais de c3lculo. demonstrando *ue não tens nenhuma rela+ão com ela) . antes de re6entar a vaga. in #>cr/insAi) 15 Ainda um 6om assuntoX Duantos não h3 a*uiX . colocavam as suas ca6e+as so6 a sua pr:pria guilhotina) . mas talve>.

2ora dado na véspera. passando por cima de A6aAumov. talve>. *ue conheci casualmente) R"ão vou repetir a*uilo *ue so6re eles tive ocasião de contar noutro lugar1Q)S $iumin. passo a passo. a de *ue sim. segundo parece independentemente. por exempo. BU AB 2icou :r2ão) %imultaneamente a le/ov. Etinguer durante a noite) Fas *uem conhece os segredos destes pal3ciosY . E(1"BUE$ F&$$EU "E%%A FE%FA "(&'(EX . deu andamento ao caso dos médicos e . mas *ue tentassem . Iéria tinha a sua situa+ão amea+ada. depois do *ual /3 a sua ca6e+a estava em /ogo. e 2oi talve> por seu intermédio *ue %taline 2oi li*uidado)S Um dos primeiros passos do novo Boverno 2oi a ren<ncia ao caso dos médicos) Então G&' . apresentando um lastimoso aspecto) ?om essas deten+9es. a de 1Q "o . apresentou1se a ele em 2ins de 1954 com a sensacional not-cia de *ue o pro2essor de medicina Etinguer tinha con2essado *ue su6metera a tratamento incorrecto Jdanov e ?her6aAov Rcom o 2im de os matarS) A6aAumov ne1gou1se a acreditar. ao não concordar com A6aAumov. como 7patriota da 'nstitui+ão8. mas AIA=UF&V "i& G&' 'IE$(A#&X 'ntrodu>iram1se novas regras na u6ianAa. tele2onou ao ?omité ?entral do . respondeu A6aAumov. cuspiu1o na palma da mão. o *ue mais o2endia não era se*uer *ue estivesse preso.ode ser *ue o contacto com %taline tivesse /3 sido reali>ado antes)S %taline rece6eu $iumin.ara tirar d<vidas. 2amiliar do pr:prio A6aAumov. com ci2ras e com o 6rilho dos nomes) Eu limitar1me1ei a*ui apenas a uma pe*uena parteJ a hist:ria de $iu1min e de A6aAumov. pois conhecia 6em tais co>inhados.Um primeiro cardume arrastou 'agoda atr3s de si) .E AB& #E BU AB *ue não havia nenhum 7caso dos médicos8W $iumin. e ao matar. 2oram presos.$E%& $'UF'" Rainda so6 o poder de IériaS. mas por uma dessas maravilhosas particularidades da 'nstitui+ão "octurna. estão longe de terem sido os melhoresS) & pr:prio le/ov 2oi espancado durante a instru+ão do processo. o che2e de todos os compadres dos camposX E depois veio o cardume de Iéria) & gordo e presun+oso A6aAumov trope+ou . *ue ainda teremos ocasião de admirar ao 2alar do canal do mar Iranco. $iumin. o che2e da #irec+ão das Ginan+asW o che2e da #irec+ão %anit3ria e o che2e da Buarda 'nterior de BU AB 1 isto é. estou detido sem motivo8. e a despeito mesmo de IériaX R^3 sintomas de *ue antes da morte de %taline. *ue havia) Era necess3rio 2a>er veri2ica+9es ainda uma ve> mais. chupava um 6om6om e a uma o6serva+ão de (erieAhov. na manhã seguinte. 2oram levados nesse cardume e os seus nomes riscados das linhas poéticas) & segundo cardume arrastou 6em depressa o e2émero le/ov) Alguns dos melhores cavaleiros de 19@5 pereceram nessa vaga Rmas importa não exagerar. di>endoJ 7#esculpe)8 Duanto a A6aAumov. parte dos outros. como /3 mencion3mos.ela manhã. e pela primeira ve> em toda a sua exist0ncia cru>ou os seus um6rais um procurador R#) () (erieAhovS) $iumin mostrou1se nervoso e servilJ 7Eu não sou culpado. pedindo para ser interrogado) ?omo era seu costume. a achou *ue $iumin ia demasiado longe) RFas $iumin pressentia melhor a*uilo *ue %taline *ueriaXS .$E"#EU AIA=UF&V) $iumin 2oi para a 2rente com o caso. recusan1do1o com a mão) A ele. e tiraram u)ma ?onclusão di2erenteJ A6aAumov. separadamente) &s historiadores dos :rgãos Rse os ar*uivos não 2orem *ueimadosS relatar1nos1ão isso um dia. organi>aram essa tarde um interrogat:rio cru>ado com Etinguer.rovavelmente muitos da*ueles nomes gloriosos. *ue o tinha protegido.artido e pediu para ser rece6ido por %talineX R. ele riu1seJ 7E uma misti2ica+ão)8 (erieAhov mostrou1lhe o seu mandado de controle das cadeias internas do Finistério da %eguran+a do Estado) 7?omo esse podem 2a6ricar1se *uinhentosX8.rimeiro ?-rculo) 144 A$DU'.enso *ue não 2oi esse o seu passo decisivoJ o decisivo.

e a2asta1te pelas 6oas)8 Uma ve>. A6aAumov aca6ou por ser /ulgado. (erieAhov chamou1o e deu1lhe a ler o /ornal com o comunicado so6re o desmascaramento de Iéria) 'sso era então *uase uma sensa+ão c:smica) A6aAumov leu o comunicado sem pestane/ar. 2ora enviado para um 6atalhão disciplinar. no tempo de =ruchtchev.or*ue é *ue não o soltaramY A pergunta não é ingénua) A /ulgar pelos seus crimes contra a humanidade. não são as pessoas *ue t0m necessidade . é) . A$DU'. não chegam a 2ormar1se personalidade hist:ricas) A$DU'. em eninegrado. 2ala tam6ém como o lo6o) Esta 2a+a de lo6os. e. e 2u>ilado a 1Q de #e>em6ro de 19541O) Fas era em vão *ue ele se preocupavaJ os :rgãos não morreram por isso) ?omo di> a sa6edoria popularJ ao 2alares do lo6o. no &utono de 19@Q) ":s. a p3tria precisa de candidatos . os :rgãos deixaram de existirX8 REle. meteram1nos um *uestion3rio nas mãos para preenchermosJ h3 /3 demasiados 2-sicos e matem3ticos. ele estava manchado de sangue até a ca6e+a) Fas não era s: eleX &s restantes tinham escapado com sorte) & segredo est3 a*uiJ h3 rumores surdos de *ue. assistindo ao interrogat:rio um importante agente da %eguran+a do Estado. como um inculto correio do Estado)S "ão era o /ulgamento *ue A6aAumov temia. ele tinha espancado a nora de =ruchtchev. 1 onde morreu) . s: comendo ovos *ue comprava na cantina) RA*ui 2altava1lhe imagina+ão técnica. ao pensar *ue um ovo não pode ser envenenado)S #a 6em surtida 6i6lioteca da u6ianAa s: lia livros de))) %taline R*ue o tinha metido na cadeia)))S 'sso seria talve> uma ostenta+ão ou um c3lculo. tinha uma visão demasiado pessimista. escola da ")=)V)#) Rde resto.E AB& #E BU AB em6ro1me do meu terceiro ano da universidade.ara não vestir sem mais o alvo manto dos /ustos.or isso. condenado no tempo de %taline. o *ual.pre/udicar os :rgãos. mas pela . 2omos chamados ao comité de >ona uma primeira e uma segunda ve>. ele disse a (erieAhovJ 7(ens os olhos demasiado 6onitosa9. até h3 pouco su6ordinado de A6aAumov. se *ueremos responder a ela honestamente) 14. em tempos. *uase sem nos pedirem o nosso acordo. ter1me1ia eu convertido num carrasco assimY E uma pergunta terr-vel. naturalmente. este perguntou1lheJ 7?omo pudésteis & *ue era verdade) Em geral. terei pena de 2u>ilar1teX A2asta1te do meu caso. os *uais não podiam estar su6ordinados a nada no mundoX Em Julho de 195@ $iumin 2oi /ulgado Rem FoscovoS e 2u>ilado) Fas A6aAumov continuou na prisãoX "o interrogat:rio. e talve> de viva intelig0ncia) %e as re2ormas de =ruchtchev tivessem sido mais conse*uentes. serei /ulgadoY8 1 7%im)8 1 7Então en2ia um chapéu de coco na ca6e+a. (erieAhov ter1se1ia destacado) Assim. rapa>es do =omsomol.rocuradoriaY R?ontinuava l3 com a sua na ca6e+aXS E tu acreditas *ue eu. ministro da %eguran+a do Estado. de onde surgiu ela do nosso povoY "ão é da nossa rai>Y "ão é do nosso sangueY %im. é sempre assim.E AB& #E BU AB 145 permitir *ue a investiga+ão do caso Iéria não 2osse reali>ada pelo Finistério da %eguran+a do Estado. tendo sido encarcerado por %taline. #) (erieAhov era um homem de 2or+a de vontade c aud3cia 2ora do comum Ros /ulgamentos contam1noS. voltou a 2olha e come+ou a procurar a p3gina desportiva) &utra ve>. prevendo *ue os partid3rios de %taline aca6ariam por predominar) Fas continuou preso por mais dois anos) . mas sim um envenenamento Rmostrando uma ve> mais ser um digno 2ilho dos :rgãoslS ?ome+ou pois a re/eitar toda e *ual*uer comida da prisão. interroguemo1nosJ se a minha vida se tivesse apresentado di2erentemente. no nosso pa-s. *uando estava preso na u6ianAa. inlea %edaia. esposa do 2ilho mais velho.

rapa>es de vinte anos de idade. E"&JA1FEX Arran/em1se sem mim. e h3 sempre um 6urocrata *ue sa6e tudo e 2ala em seu nomeS) Um ano antes. en*uanto a escola da ")=)V)#) nos prometia um racionamento especial e um vencimento duas ou tr0s ve>es maior) & *ue sent-amos não podia tradu>ir1 se em palavras Re se as houvesse. pois. 2ui torturado durante mais meio ano na Escola do Exército) #everia. mas não era com eles *ue -amos aos 6ailes e assim ainda seria mais 23cil 2a>er exames) ":s. *ue me teria recusado e *ue a6alaria 6atendo com a porta atr3s de mim) Fas. *uatro.E AB& #E BU AB 145 ?ontudo. mas sim a p3tria. deitado na tarim6a do c3rcere. mas não tão tena>mente como agora) Um *uarto de século depois pode pensar1seJ sim. e a tua ca6e+a tam6ém pensarJ 7E necess3rioX8. marc3vamos o passo nas mesmas paradas *ue os da $evolu+ão de &utu6ro e esperava1nos o mais radioso 2uturo) E di2-cil descrever o sentimento -ntimo. das moedas de ouro deixadas pelos nossos 6isav:s.assei a o2icial.onho1me a imaginarJ se ao come+ar a guerra eu /3 tivesse gal9es *uadrados nas lapelas a>uis41 1 *ue teria sido 2eito de mimY . *ui+3 desde iermontov) "a*uelas décadas da vida russa em *ue. *ue nos impedia de aceitar a ida para a escola da ")=)V)#) "ão era *ue tal se dedu>isse das con2er0ncias ouvidas so6re o materialismo hist:ricoJ ao contr3rio. depois com tr0s. isso era1nos per2eitamente indi2erente) (inham mandado prender dois ou tr0s pro2essores. por temorS) $esistia1se. eu não entro nisso) 8a E algo *ue data de h3 muito. através delas estava claro *ue a luta contra o inimigo interno era uma 2rente de com6ate ardente e uma tare2a honrosa) E isso estava em contradi+ão com a nossa vantagem pr3ticaJ a universidade provincial nada nos podia prometer além de uma escola rural num recanto a2astado e com um sal3rio ex-guo. para uma pessoa decente. e es*ueci tudo) . não havia servi+o pior nem mais su/o do *ue o de agente da pol-cia secreta. mas o cora+ão repelirJ 7"ão *uero.odem gritar1te de todos os ladosJ 7E necess3rio8. sa6endo o *ue signi2icava estar sempre pronto a su6ordinar1me a pessoas *ue podem não 1ser dignas) #epois.de alguém. di>er *ue a minha honestidade não teria suportado tal coisa. em geral. não as pod-amos comunicar uns aos outros. para ser agrad3vel comigo pr:prio. não ao n-vel da ca6e+a. deram1me gal9es com duas estrelinhas. não 6aseado em *ual*uer argumento. mas tendo 2eito meio ano de servi+o militar opressivo. com 6andeiras) ?omo poder-amos sa6er ou pensar *ual a causa das deten+9esY Due tivessem mudado todos os che2es regionais. ter assimilado para sempre a amargura do servi+o militarW guardo na minha mem:ria como a pele me gelava e se gretava))) Fas nãoX ?omo prémio de consola+ão. alguns dos nossos rapa>es alistaram1se então) Acho *ue se tivessem exercido uma pressão mais 2orte nos teriam talve> do6rado a todos n:s) . e isso di>ia1se em vo> alta) Fas tudo vem de mais longe ainda) %em o sa6er. comecei a examinar sucessivamente a minha verdadeira carreira de o2icial 1 e horrori1>ei1me) . voc0s compreendiam per2eitamente como 2ervilhavam as deten+9es . naturalmente. não vindo da universidade. vossa volta. resgat3vamos a li6erdade com o *ue nos restava 1 moedas de co6re e pe+as de de> Aopecs. e n:s éramos dos *ue des2ilavam de dia. nos tempos em *ue a moral ainda não era considerada relativa e o 6em e o mal se di2erenciavam simplesmente através do cora+ão) A$DU'. esse mesmo comité de >ona tinha1nos aliciado para uma escola de avia+ão) (am6ém dessa ve> nos recus3mos Rt-nhamos pena de deixar a universidadeS. ainda de6ru+ado so6re integrais. como eles torturavam nos c3rceres e para *ue lama vos arrastavam) Fas nãoX As coru/as voam de noite. mas do cora+ão) .osso.

a 2im de tornar1nos mais 2uriosos. o *ue signi2icavaJ *uais podem ser as considera+9es de humanidade. depois. é coisa *ue não se pode di>er deles)S Eu o6rigava os soldados a do6rarem1se e a a6rir valas especiais de protec+ão para mim. disciplina da 2orma e .s extremidades Rde6runsS da gola do li2orme. não t0m impedidos.E AB& #E BU AB Ginalmente. *ue eu tratava por 7tu8 R e eles a mim por 7o senhor8. para *ue. diante desta 2olha de papel)S E um velho coronel. tal como a vivem todos. s: para *ue os che2es superiores não me censurassem Rassim morreu AndriachinS) Eu comia a minha manteiga e as minhas 6olachas de o2icial. desenrascava melhor) & *ue mais tem-amos era não chegar a ganhar as ins-gnias Renviavam para Estali1negrado a*ueles *ue não terminavam o cursoS) 'nstru-am1nos como se 2_ssemos /ovens 2eras. *ue. so6 o comando do insu6misso sargento Fetlin))) RE%DUE?'. convocou1me e envergonhou1me) Eu Re di>er *ue /3 depois de ter 2eito a universidadeXS /usti2i*uei1meJ 7"a escola militar assim nos instru-ram8. onde parecia *ue a morte nos igualava a todos. é verdade *ue na minha 6ateria tam6ém devia haver um lugar de deten+ãoX E no 6os*ue *ual podia ele serY (ratava1se de uma cova. t-pico dos estudantesY Fas entre n:s ele não existia) Existia. uma ordenan+a R*ue dava pelo no6re nome de 7impedido8S. *ue era a>ul tratando1se da pol-cia pol-tica) R") dos ()S 14Q A$DU'. 2ormando a 6ateria na retaguarda. melhor do *ue a da divisão de BoroAhovets. eis *ue me puseram os gal9esX E cerca de um m0s depois. ganh3vamos um andar 2elino de o2icial e uma vo> met3lica de comando) As ins-gnias com esse 2ormato eram 2ixadas . vigilando1nos >elosamente uns aos outros para ver *uem se. tentando desco6rir onde pod-amos 2anar um naco mais. li6erdade. depois da hora do descanso. so6 o comando de um sargento. tent3ssemos des2orrar1nos em alguém) "ão dorm-amos o su2icienteJ ap:s a hora de sil0ncio. naturalmenteS) Fandava1os so6 o 2ogo dos canh9es ligar os 2ios partidos. dava instru+9es) ^avia pais e av_s. em inspec+ão casual. por*ue era co6erta e se servia l3 o rancho de soldadoJ 2oi onde esteve ViuchAov. tinha a preocupa+ão de cuidar da minha pessoa e de preparar todas as minhas re2ei+9es . sem pensar muito em sa6er por*ue é *ue isso não correspondia tam6ém aos soldados) Eu /3 tinha. esses. pela noite. incutidas desde a in2Lncia) "a escola militar and3vamos constantemente atena>ados pela 2ome. 2ic3ssemos so>inhos a marcar passo T isso como castigo) &u então. parte do rancho dos soldados) R&s comiss3rios instrutores da u16ianAa. o amor . segundo é praxe no nosso am6iente militarW a alegria de es*uecer certas su6tile>as espirituais. eu /3 o6rigava o meu descuidado pra+a Ier6ienov a marcar passo. convencido de *ue não podia haver outras melhores do *ue essas) Até na 2rente de 6atalha. 2a>iam levantar toda a sec+ão e 2orm31la em volta de uma 6ota su/aJ é desse canalha. podiam o6rigar1nos a *ue. uma ve> *ue estamos no exércitoY RDuanto mais nos :rgãos)))S & orgulho medra no cora+ão como o toucinho no porco) Eu lan+ava aos meus su6ordinados ordens indiscut-veis. naturalmente.s marchas) $ecordo1me 6em *ue 2oi a partir da Escola de &2iciais *ue experimentei a A EB$'A #A $U%('?'#A#EJ ser militar e "i& $EG E?('$W a A EB$'A #E $EG&?' A$ na vida. o meu poder conven1ceu1me rapidamente de *ue eu era uma pessoa de *ualidade superior) %entado. escutava1os a eles em posi+ão de sentido) 'nterrompia. permitam11me. por ter . em cada novo lugar. arrastando para l3 os troncos mais pesados de modo a eu 2icar comodamente e 2ora de perigo) E reparem. *ue vai agora limp31la e en*uanto ela não 2icar 6rilhante v:s permanecereis a*ui 2ormados) "a Lnsia apaixonada dos gal9es. es*ueci sinceramente tudo isto durante anosX Aca6o de voltar a lem6rar1me agora mesmo. sim. de uma maneira ou doutra.(alve> conservasse então o amor .

o2icial. somos superioresX R$ecordam11se de ?entchenAo. surrados. . com as mãos va>ias.op1Aov. tam6ém %U. ha6ituado . estas enormes letrasJ 7%U)8 & *ue signi2icava 7%oviet Union)8 Eu /3 conhecia esse sinalJ tinha1o visto. a malaY Ele. *ue eu tanto pre>avaJ não es*ueci como o tiraram ))) tis o *ue os gal9es 2a>em de um homem) &nde se tinham sumido as recomenda+9es da minha av:. por mais de uma ve>. escrito nas costas dos nossos prisioneiros russos. ainda me sentia morti2icado ao pensar na degrada+ão *ue seria passar pela depend0ncia dos tele2onistas. não havia alegria rec-proca nessa li6erta+ãoJ os seus compatriotas olhavam1nos de soslaio e de modo mais som6rio do *ue aos alemães) E a uma pe*uena distLncia da retaguarda. *ue estava selada num lado) "ela estavam as minhas roupas de o2icial e todos os meus escritos con2iscadosJ elementos para a minha condena+ão) ?omo. de aspecto 6em tratado. mas do assento do motoristaS e 2altava uma correia de couroW eu a6orreci11me com issoW su6itamente. e um sargento t3rtaro. e . /3 estavam de pé sete reclusos. pele muito 6ranca.ermitam1me ainda outra recorda+ãoJ tinham1me 2orrado a prancheta com pele alemã Rnão. era alto.perdido um cavalo. admirado R*uando eles deixaram o nosso exército. so6retudo e chapéu pretos) J3 passava dos cin*uenta. seis aos pares e um de costas voltadas para mim) %eis deles vestiam capotes militares russos.E AB& #E BU AB 149 as minhas ilus9es de pioneiro so6re a 2utura e santa 'gualdadeX Duando. 6oa comida) . minha sorte. dos *uais. diante do -coneY E para onde tinham voado A$DU'. iam seis soldados rasosk E um representante da na+ão vencidaY "ão expli*uei isso de 2orma tão complicada ao sargento. 2e> um gesto para *ue eu agarrasse e levasse a minha mala. ?oisa *ue era proi6ida pelo novo regulamento internoY E ao lado. comecei a percorrer a minha 7Via de Vladimir844) #irigiam os presos da sec+ão de contra1espionagem do exército. pois os soldados não me deviam ver assimX "o dia seguinte ao da minha deten+ão.useram1me no *uarto par. me tiraram as correias e me empurraram para meter1 me no autom:vel. não era pele humana. *ue partiam a pé de Foscovo para a %i6éria. mas disse11lheJ 1 %ou o2icial) Due a leve o alemão) "enhum dos presos voltou o rosto ao ouvir as minhas palavrasJ era proi6ido voltar1se) %: o *ue 2ormava par comigo. no posto de comando do che2e de 6rigada. ele ainda não era assimS) 7Via de Vladimir8 Rcaminho da deporta+ãoSJ alusão ao itiner3rio seguido pelos deportados. então. che2e da escolta. totalmente a6andonado . por etapas) Gi>eram1nos ir a pé de &sterod a Irodnitsa) Duando me tiraram da enxovia para 2ormar. *ue se arrastam com ar a2lito e culpado ao encontro do seu exército li6ertador) Em6ora os li6ertassem. em tinta 6ranca indelével. o sargento. agente operacional da (checaYS Ginalmente. no século !'!) R") dos ()S 15C A$DU'. h3 *ue recordar o esto/o de cigarros vermelho1claro. agarrasse e levasse a malaY 'sto é. 2rente. por cuidar mal da cara6ina) . eis o *ue lhes aconteciaJ eram metidos na prisão) & sétimo preso era um civil alemão. um o6/ecto pesado.E AB& #E BU AB . me 2itou. em cu/o dorso se liam. *ueria *ue eu. viram uma correia desse género. pertencente a um certo comiss3rio pol-tico de guerrilheiros Rdo comité do partido da >onaS e tiraram1lhaJ n:s somos do exército. de 2ato. os agentes da contra1espionagem me arrancaram os malditos gal9es. *ue /3 tinham visto tudo.

*ue sa6e #eus o *ue não teria visto no cativeiro alemão Rou *ue então sa6ia o *ue era a piedadeS. acompanhando esses gritos de um grande n<mero de palavr9es) Eu aparecia1lhes como uma espécie de velhaco internacional. um prisioneiro de guerra.E AB& #E BU AB 151 apanhar) Em parte. sempre e sempre seis costas) ^avia tempo para o6servar e voltar a o6servar a retorcida e dis2orme marca %U. ora se 2ormavam tur6ilh9es hostis *ue arrancavam . mergulhados cada um na sua cela individual) Eram dias de tempo vari3vel duma . nas paragens ou ao pernoitar))) En*uanto acusados. sem *ual*uer ordem da escolta) E de novo o alemão) Fas eu não peguei nela) E ninguém me disse uma palavra) Encontr3mos no caminho uma comprida carro+a va>ia) &s condutores miravam1nos. 6atia no peito. e a nossa coluna de *uatro pares de occipitais p_s1se em marcha) "ão t-nhamos de *ue 2alar com os mem6ros da escoltg e entre n:s era terminantemente proi6ido trocar palavras em marcha. *ue eu pertencia ao &U($& lado) 1 Apanharam1te. talve> *ue esta decad0ncia lhes provocasse uma excita+ão agrad3vel Rum re2lexo de /usti+aS. nem de condena+ão no seu 6alancear) h & alemão cansou1se depressa) Ele mudava a mala de uma mão para a outra. ao pati2eXXX 1gritavam excitados pelo :dio. o *ue ia a seu lado 2a>endo par com ele. com o sol. medida. 6rilhavam como ouro 6arato) Via1se per2eitamente *ue eu era o2icial. curiosos. agarrou na mala e levou1a) (ransportaram1na depois tam6ém outros prisioneiros de guerra. dev-amos ir como se nos encontr3ssemos entre invis-veis ta6i*ues. não eram capa>es de compreender *ue pudessem prender um comandante de companhia. com as mãos va>ias tinham sa-do do pa-s e com as mãos va>ias regressavamS. mas acontecia antes *ue as suas ca6e+as. molhando os capotes e as polainas) %eis costas pela 2rente. as pernas. 2a>ia acenos . da retaguarda. puseram as mãos atr3s das costas Ros prisioneiros de guerra não tinham se*uer uma sacola. e decidiram. a*uecia as colinas /3 *uase sem neve e nos mostrava um mundo transl<cido *ue era preciso a6andonar. os 6ot9es. *ue não era o6rigado a nada. as costas. comprido. os condutores Ro patriotismo mais veemente existe sempre na retaguardaS.rimavera prematura) &ra alastrava um ténue nevoeiro e a lama se li*ue2a>ia desoladoramente so6 as nossas 6otas. e alguns levantavam1se para 2ixar1nos com olhos de assom6ro) ?ompreendi su6itamente *ue a sua agita+ão e irrita+ão se dirigiam contra mim 1 eu di2erenciava1me muito dos restantesJ o meu capote era novo. a sua aprendi>agem e a minha coincidiam) Ele chamou o alemão. unanimemente. 6em como o negro tecido lustroso das costas do alemão) ^avia tempo para re2lectir so6re a vida anterior e compreender a presente) Fas eu não podia) J3 golpeado na 2ronte com uma matraca. os gal9es não tinham sido arrancados e. 2eito . e *ue aca6avam de me A$DU'. escolta de *ue não a podia levar) E então.s nuvens negras uma neve *ue nem parecia 6ranca.Fas o sargento da contra1espionagem não se espantou) Em6ora aos seus olhos eu /3 não 2osse o2icial. teria de explicar a cada um toda a minha vida) ?omo podia eu di>er1 . repletas de palestras pol-ticas. incluindo eu. e nos 2ustigava 2riamente o rosto. *ue tinham a6ar6atado. aproveitando o 2acto de *ue ele não compreendera a nossa conversa+ão) (odos os restantes. eu não podia compreender) %eis costas) "enhum sinal de aprova+ão. *ue não haviam sido cortados. além disso. e agora a o2ensiva na 2rente marcharia mais depressa. ora o céu clareava e um sol suavemente amarelado. e ordenou1lhe *ue levasse a minha mala. ainda inseguro na sua d3diva. mesmo na estrada s:lida. canalha vlassovistaYX))) Gu>ilem1no. a guerra duraria menos) Due lhes podia eu responderY ^avia sido proi6ido de pronunciar uma s: palavra *ue 2osse q.

por tudo isso. todos a eito. e o oitavo pudesse ser salvo pela escolta. por eu ser altaneiro. levavam a minha mala))) Eu nem se*uer sentia remorsosX E se o meu vi>inho. perante a cova para a *ual /3 nos disp<nhamos a empurrar os nossos opressores. mesmo *uando os seus gal9es não são a>uisX E se ainda por cima são a>uisY %e lhe incutiram. ora pr:ximo de um santo) Fas o nome não muda. deve o6rigar o acusado a meter a ca6e+a entre as pernas. era um carrasco em pot0ncia) E se tivesse entrado para a escola da ")=)V)#) no tempo de 'e/ov. nos segredos maldosos de %taline) 'a sorrindo para lhes di>er *ue *ueria e *ue talve> ainda pudesse corrigir a nossa vida russa) Entrementes. talve> *ue não tivéssemos recusado) #o 6em ao mal h3 um passo. a escrever e a replicarJ Z Rno ?&F'%%A$'A#& #E %EBU$A"VA #& E%(A#&. talve> *ue. orgulhoso 1 "\& & (E$'A ?&F. com . come+aram por todos os lados a explicar. insultaram1me e amea+aram1me com os punhos) Eu continuava a sorrir. me tivesse censurado. *ue entre os o2iciais ele é a gemaY Due depositaram maior con2ian+a nele do *ue nos outros e *ue. ora li6ertando espa+o para o despontar da 6ondade) Uma e mesma pessoa nas suas di2erentes idades e em di2erentes situa+9es da vida constitui um ser completamente distinto) &ra pr:ximo do dia6o. re>a um provér6io) & *ue signi2ica *ue igualmente do mal ao 6em) ogo *ue na nossa sociedade se agitou a lem6ran+a das ar6itrariedades e das torturas. para além do mais.us1me a sorrir))) &lhando para eles. detemo1nos aturdidosJ sim. 2oram eles) Fas se o . no russo mais claro *ue houvesse. *ue me impediria de exclamarJ 1 %argentoX %alve1meX Ve/a. os olhos repletos de so2rimento e de experi0ncia. então.e*ueno %Auratov tivesse 2eito apelo a n:s. e uma ve> nessa posi+ão. orgulhando1me de não ir preso por rou6o.E AB& #E BU AB Due 2eche a*ui o livro o leitor *ue espera *ue ele continue uma acusa+ão pol-tica) Ah. tramando maldosamente negros des-gnios e se se tratasse somente de di2erenci31 las das restantes e de ani*uil31lasX Fas a linha *ue separa o 6em do mal atravessa o cora+ão da cada pessoa) E *uem destr:i um peda+o do seu pr:prio cora+ãoY))) "o decurso da vida de um cora+ão esta linha desloca1se dentro dele. sou um o2icialX))) Eis o *ue é um o2icial.lhes *ue não era um terroristaY Due era amigo delesY E *ue era por eles *ue estava a*uiY . de rosto a6atido. escolta. com a 6ar6a crescida de duas semanas. nem por trai+ão ou por deser+ão. por eu ter humilhado a dignidade do preso. e é a ela *ue tudo é atri6u-do) %:crates disseJ 7?onhece1te a ti pr:prioX8 E. pela 2or+a da dedu+ão. sorria1lhes desde a coluna dos presos em marchaX Fas o meu sorriso pareceu1lhes a pior das 6urlas e gritaram com mais 2<ria. se as coisas 2ossem assim tão simplesX %e num dado lugar houvesse pessoas de alma negra.ois não era eu um o2icialY))) %e sete dentre n:s tivessem de morrer pelo caminho. mas por ter penetrado. as coisas sucederam de tal 2orma *ue não 2omos n:s os carrascos.$EE"#'#&X %implesmente não teria compreendido %&I$E o *ue é *ue ele me 2alava) . ao pedir a/uda . no de Iéria. mas *ue mimoseavam os restantes. eu estivesse preparado para ocupar um tal posto))) 154 A$DU'. empurr31lo para a tu6eiraY E por*ue não empurr31loY Eu atri6u-a a mim mesmo uma a6nega+ão desinteressada) Entretanto. no F'"'%(E$'& #A %EBU$A"VA #& E%(A#&S havia tam6ém gente 6oa) ":s conhecemos essa gente 6oaJ eram a*ueles velhos 6olchevi*ues *ue nos sussurravam 7aguenta1te8 ou inclusive nos passavam uma sandu-che. ora oprimida por uma alegria maligna.

parece *ue ele não leu se*uer o 'van #etiissovitch )))8 E. acostumando1se e entrando nos eixos) Fas acaso não 2icavam mesmo l3Y Em =ichiniov. procediam /ura exame minucioso) #e resto. havia coisas *ue não me agradavam. *ue *uerem prend01loX R%eria por iniciativa suaY &u 2oi a mãe *ue o mandou salvar o sacerdoteYS #epois da deten+ão. agora ele vai responder) "adaX))) (r0s anos depois. escreveu uma excelente 6iogra2ia militar minha e levou1a ao che2e da divisão para a assinar) #epois de desmo6ili>ado procurou. de onde me responderamJ 7Goi enviado para tra6alhar nos :rgãos da %eguran+a do Estado)8 Essa agoraX 'sso era 6astante interessanteX Escrevi1lhe para o seu endere+o da cidade e tão1pouco o6tive resposta) . por intermédio de pessoas de 2am-lia.uosX8 &s radiologistas inventaram uma in2iltra+ão tu6erculosa e imediatamente os da %eguran+a desistiram) A$DU'. em 1955. ver como me podia a/udar Rest3vamos em 1945. eu temia deveras *ue.artido. pela primeira ve>. ele comoveu1se. sem protesto. pois a. cou6c1lhe escoltar o padre Victor) E dava1lhe penaJ por*ue é *ue ele não tinha 2ugidoY Eis outro caso) Eu tinha um che2e de sec+ão.assaram alguns anos e 2oi pu6licado o 'van #enissovitch) Iem. *ue pouco se di2erenciava de 19@5XS . 2ossem ler o meu #i3rio Filitar. como a 3gua do 6os*ue re2lecte as 3rvores e até mesmo os ramos mais min<sculos)S Duando me prenderam.or causa dele. para *ue a sopa não se es2riasse) Era um mo+o campon0s.2iguravam os seus relatos) Duando 2ui rea6ilitado.E AB& #E BU AB 15@ Aov um m0s antes da sua deten+ãoJ parta.pontapés) E nas es2eras superiores do . com simplicidade. não pre/udicarei nenhum camarada)8 REis uma /usti2ica+ão 1 a camaradagemXS 7Agora /3 não penso no 2uturo)8 Eis tudo))) #ir1se1ia *ue ele não rece6era as cartas anteriores) "ão *ueria ter encontros) R%e nos encontr3ssemos. não haveria gente 76oa8. humanamente 2alandoY Em geral. suplicou bno dispens3rio antitu6erculosoJ ) =ncontrem1nie uma doen+a *ual*uerX &rdenam1me *ue v3 tra6alhar para os :n. o *ue é ho/e o campo e o *ue são os AolAho>es) REle 2alava so6re isso sem irrita+ão. na aldeia) Escrevi1lhe uma ve>. mas tra6alho bsem 6ordãob e. não devia l3 haver muita genteJ es*uivavam1se a admiti1la) Antes do recrutamento.edagogia de 'aroslavl. um aviador de eninegrado. tinha um enorme dese/o de encontr31lo) em6rava1me da sua direc+ão. com uma alma tão pura e sem preconceitos *ue nem a escola militar. a gente 6oa tentava escapar1 se pela ast<cia)4@ A*ueles *ue l3 2icavam por e*u-voco. 0xitoY)))S 7Fas não tenho progredido no novo campo de ac+ão. em $ia>an. o tenente &vcianiAov) "a 2rente. a não ser por erro. para *ue *uerem eles sa6er o *ue sucede depois aos condenadosY))) #essa ve> &vcianiAov /3 não p_de guardar sil0ncio e respondeu1meJ 7#epois do 'nstituto convidaram1mc a ir tra6alhar nos :rgãos e pareceu1me *ue a*ui teria o mesmo 0xito)8 REle. nem a o2icialidade o corromperam) Ele pr:prio me moderava muito) (odo o seu poder de o2icial o utili>ava para uma coisaJ para salvaguardar a vida e as energias dos seus soldados Re entre eles havia muitos idososS) Goi através dele *ue eu sou6e. depois de sair do hospital. um /ovem tenente da %eguran+a 2oi avisar ?hipovalni1 #urante )1 guerra. escrevi1lhe duas e não o6tive resposta) Encontrei 2inalmente uma indica+ão de *ue ele tinha aca6ado o 'nstituto de . de 2acto. pedi a um meu correspondente de 'aroslavl para ir v01lo e lhe entregar pessoalmente uma carta) & meu correspondente entregou1lha e escreveu11meJ 7%im. penso *ue teria escrito melhor este cap-tulo)S "os <ltimos anos de %taline ele /3 era comiss3rio instrutor) "essa época aplicavam em série um *uarto de . parta. durante a instru+ão do meu processo. ou se integravam nesse meio ou eram empurrados para ele. era a pessoa mais chegada a mim) #urante metade da guerra comemos /untos da mesma marmita e so6 o canhoneio com-amos entre as explos9es.

)O ela compreendeu *uais eram os seus direitos e come+ou a estudar minuciosamente o 7processo8 dos de>assete mem6ros do seu 7grupo religioso8) Ele en2ureceu1se. perto da ?asa Brande.rimeiro. p3tria e por*ue é *ue não os houve na Buerra . impressionaram tão vivamente esses ouvintes do ga6inete da %eguran+a do stadoY & pr:prio #) . uma ou outra pergunta) Era. 2a>endo. *ue. uma revela+ão) Vieram pessoas de outras depend0ncias e o *uarto encheu1se) Em6ora não 2ossem comiss3rios mas sim dactil:gra2as.or muito glacial *ue se/a o pessoal de vigilLncia da ?asa Brande. mas não p_de recusar) .ensarão voc0s construir uma sociedade /usta com os interesseiros e os inve/ososY Então. esten:gra2as e empregados de escrit:rio. tudo se desmoronar3) . na verdadeY ?idadãY ?amaradaY (udo isto era proi6ido. segundo di>em. come+aram a explodir 6om6asJ pareciam *ue . os crentes eram um estorvo. tratava1se. como ?risto. *uando era natural então *ue tivessem surgidoX Fas do *ue ela mais 2alou 2oi so6re a 2é e os crentes) 7#A"(E%8. depois 2oi enta6ulando conversa e.) "ão é poss-vel reconstituir a*ui o seu mon:logo. Vera passou a 2a>er um verdadeiro sermão em vo> alta) RE necess3rio conhec01la) (ratava1se de uma pessoa 6rilhante. =orneieva leu o seu dossier. a6negado. não é preciso controlar os crentes. de repente.ara voc0s eles são o material mais preciosoJ com e2eito. 2ar3 dissipar a 2é) Fas para *u0 e2ectuar deten+9esY8 "esse momento entrou Boldman e *uis rudemente interromp01la) Fas todos lhe gritaramJ 7?ala a 6ocaX))) ?alaX))) Gala. então.E AB& #E BU AB Ao recordar o antigo rapa>. /3 se es*ueceu da maior parte e /3 lhes perdeu o conto)S44 . eles não rou6am. mas ela conseguiu a6ordar in<meros assuntos) Galou so6re os traidores . em6ora *uando estava em li6erdade se dedicasse . *ue voc0s *uerem ?&"%($U'$ e go>ar do 6em1estar neste mundo. so6 o regime de servidão. e. serralharia. acaso posso acreditar *ue tudo se/a irrevog3velY Due não su6sistem nele alguns germes vivosY))) Duando o comiss3rio Boldman deu a assinar a Vera =orneieva o artigo 4C. indo1se ele em6ora) . di>ia ela 7voc0s 6aseavam tudo no desen2rear das paix9es Rrou6a *uem te rou6ouS. 'gre/a uma aut0ntica separa+ão. no entanto. esta lem6ran+a vem ainda do 2undo A$DU'. indi2erente.ara não se 2atigar com ela. morteJ 7(ive pena dele)8 Ve/am. depois disso. enredavam1se nas conven+9es) FulherX Assim. puro.or*ue é *ue as palavras de =orneieva. não t0m pregui+a de tra6alhar) . *uando. 2ala.atri:tica de 1Q14. o mais pe*ueno dos grãos) ") . do seu am6iente. muda.or*ue é *ue escarnecem da alma das melhores pessoasY ?oncedam . tivesse tra6alhado numa cavalari+a e como doméstica)S (odos a escutavam com a respira+ão suspensa. mulherX8 R?omo chamar1lhe. de ve> em *uando. uma insigni2icante presa. de intelig0ncia viva e elo*uente. por*ue é *ue perseguem os nossos melhores cidadãosY . onde estavam meia d<>ia de cola6oradores.) (erieAhov recorda1se ainda do seu primeiro condenado . mas não to*uem nelae nada perderão com issoX Voc0s são materialistasY Então con2iam no progresso da instru+ão.século a cada um) E como é *ue tudo isso se conciliou na sua consci0nciaY ?omo é *ue ela se o2uscouY 154 A$DU'.E AB& #E BU AB 155 do cora+ão) RFas.) conta *ue certa ve> 2oi condu>ida ao interrogat:rio por uma V'B' A"(E intrépida. deve ainda conservar o mais pe*ueno grão interior de alma. para todos. naturalmente) Fas agora. não se enganariam) E Vera continuou a 2alar diante do comiss3rioXXX . levou1a então para uma grande sala. o dos :rgãos em 194. talve> para matar o a6orrecimento dos cola6oradores.

') () Bo1liAov) 7Bostava de cavar no seu /ardim. a mi<de. a6ra+ando1a. situada nos arredores de Foscovo. se descrevam tal género de mal2eitores . considerava1o no6re e isso era algo *ue ele estimava) Fas ousaremos encarar esse sentimento como uma pra+a de armas de 6ondade no seu cora+ãoY .iam cair so6re elas) A vigilante lan+ou1se aterrori>ada para a sua presa. ele 6ateu energicamente com a mão no vidro da mesa e teriu1se no punho) ?hamou imediatamente o pessoal. santidade))) segundo conta uma testemunha ocular Rdo c-rculo de BorAi. ver como são descritos esses mal2eitores) Eles reconhecem1se a si pr:prios como taisW t0m consci0ncia da negridão da sua alma. di>em. as limita+9es do homemX E ele. indo depois 6anhar1se))) ?omo compreender istoJ tratar1se13 de FA GE'(&$E%Y & *u0YX ^3 gente desta no mundoY %omos tentados a di>er *ue não. 'ago1da se elevava até . amava os livros. A$DU'. ele /ulgava e con2irmava as condena+9es . grosseiro para a nossa percep+ão contemporLnea) & essencial é. claramente. o algodão ensanguentado so6re o 2erimentoJ acontecia *ue o seu sangue coagulava mal) Assim. mesmo raramente. no entanto. para maior simplicidade do *uadro) Fas. por exemplo. *ue mesmo no c3rcere. em parte. 2iguras pro2undamente som6rias de mal2eitores 1 *uer se trate de %haAespeare. desde h3 /3 dois séculos. conhecia 6em (olstoi. eles veneram tão o6stinadamente a cor do céuY "o tempo de iermontov os 7a>uis8 /3 existiamJ 7E voc0s. contava. os gal9es1a>uis. havia -cones no vest-6ulo dos 6anhos 44 )Eis um epis:dio passado com (erieAhov) (entando demonstrar1ine a /usti+a do sistema /udicial. comunicar com o céuY %eria 6elo pensar assim) Fas *uando se sa6e como. 6uscando a união e a simpatia humana) Fas cessou o 6om6ardeamento e logo voltou a indi2eren+a anteriorJ 7. no isolamento pol-tico de Vladimir. impotentemente. no tempo de =ruchtchev. nus. e *ue em todas as suas deprava+9es s: temia *ue a sua mulher viesse a sa6er 1 ela tinha con2ian+a nele. os palas11a>uisW ordenaram1lhes *ue se tornassem menos vis-veis e os capas1a>uis tudo 2i>eram para se esconderem da gratidão popular.onha as mãos atr3s das costas1X AvanceX8 ?laro *ue isto não é um grande mérito.or*ue é *ue. #eus parecia demonstrar1lhe. =orolenAo e (cheAhov)8 E o *ue é *ue colheu nelesY Duantos milhares de homens desgra+ouY &utro exemploJ a*uele coronel amigo de 'ossé. morte dos outros))) 15. na propriedade deste. isso /3 nos parece. teatro de 2eira.s crian+as.E AB& #E BU AB especialmente para *ue 'agoda e os seus camaradas. mas apesar de tudo a>uisX %er3 s: um dis2arceY &u acontecer3 antes *ue tudo o *ue é negro deve. como metia velhos /udeus numa cave com gelo. tudo retiraram da ca6e+a e dos om6ros 1 e 2icaram apenas os de6runs. *ue não pode haver. é 2ardas1a>uisX8 #epois 2oram os 6onés1a>uis. *ue não existe) E admiss-vel *ue. e o o2icial che2e da guarda trouxe1lhe o iodo e 3gua1oxigenada) A conversa continuou ainda durante uma hora e ele manteve. *ue nesse tempo era pr:ximo de 'agodaS. *uando a grande literatura mundial dos séculos passados inventa. a rir. tornar1se uma pessoa humana em 2ace do horror da morte) ?omo tão1pouco é uma prova de 6ondade o amor aos 2ilhos Rele é 7um 6om pai8. nos contos. disparassem os seus rev:lveres contra eles. 2ran/as estreitas. raciocinando deste modoJ não posso viver sem 2a>er mal) Vou incitar o meu pai contra o meu irmãoX Vou deliciar1me com os . com tal exagero. /usti2icando os pati2esS) Eis como tecem o elogio do presidente do %upremo (ri6unal. *ue se p:s em sentido. de %hiller ou de #icAens 1. visitava os al2arra6istas.

ou pelo poder a6soluto *ue detém. a nature>a do homemJ ele deve 6uscar a JU%('G'?AV\& das suas ac+9es) As JU%('G'?AVoE% de Fac6eth eram dé6eis e os remorsos ro-am1lhe a consci0ncia) Fas lago era um cordeiro45) %e a 2antasia e as 2or+as interiores dos mal2eitores shaAespearianos se limitava a uma de>ena de cad3veres.etrogrado e de &dessa não 2u>ilava todos os condenados. pela densidade dos actos de malvade>. os /aco6inos Rde ontem e de ho/eS na igualdade. mas sim elogios e testemunhos de respeito) Era assim *ue os in*uisidores se apoiavam no cristianismo. os seus impulsos sinistros. nos anos 191Q14C. mas o mal2eitor com ideologia ultrapassa1a e os seus olhos continuam claros) A 2-sica conhece as grande>as ou os 2en:menos no limiar) %ão os *ue não existem en*uanto não é transposto um certo 'F'A$ conhecido e ci2rado pela nature>a) . ou pelo seu grau. ei11los *ue se li6ertam R2oi transposto o limiar 2otoeléctricoSX %e se es2riar o oxigénio para l3 dos cem graus negativos. este não proporcionar3 electr9es. os coloni>adores na civili>a+ão. en*uanto não transp9e o limiar da maldade.elos vistos. escorrega. os con*uistadores no engrandecimento da p3tria. '#E& &B'A. mas ao transpor os cento e oitenta graus.so2rimentos das v-timasX lago menciona claramente os seus des-gnios. guarda sempre a possi6ilidade de retorno. o homem deve t011lo interiormente reconhecido como um 6em ou como uma ac+ão sensata. os na>is na ra+a. volta a cair de novo) (odavia.ara 2a>er o mal. 2eli>mente. mas *ue com alguns deles RvivosS alimentava as 2eras dos /ardins >ool:gicos da cidade) "ão sei se isso é verdade ou cal<nia. o l-*uido 2lui) . levanta1se. cai. mas se se tratar de uma dé6il lu> a>ul. nem deixar passar em sil0ncio) ?omo nos atrevemos a insistir em *ue não existiam mal2eitoresY E *uem ani*uilou esses milh9esY %em mal2eitores não teria havido o Ar*uipélago) ?orreu o 6oato. nascidos do :dio) Fas as coisas não sucedem assimX . perante si mesmo e perante os outros a desculpar os seus actos e a não escutar censuras nem maldi+9es. de todas as maneiras. o século !! teve de suportar as mal2eitorias . de6ate1se toda a vida entre o 6em e o mal. de acordo com a lei) (al é. de *ue a (cheAa de . eu convid31los1ia a demonstrar1nos *ue isso é imposs-vel) "as condi+9es de 2ome da*ueles anos onde conseguir alimento para as 2erasY (ir31lo . o homem oscila. escala de milh9es) 'sto não se pode negar. na 2raternidade e na 2elicidade das gera+9es 2uturas) Bra+as . e mantém1se nos limites das nossas esperan+as) Fas *uando. se houve casos desses e *uantos) Fas eu não 6uscaria =m russo nignionoA signi2ica cordeiro) R") dos ()S A$DU'. para a 2irme>a necess3ria e constante do mal2eitor) Ela constitui a teoria social *ue o a/uda. nem esconder. era por*ue eles não tinham ideologia) A ideologiaX Ela 2ornece a dese/ada /usti2ica+ão para a maldade. classe oper3riaY A*ueles inimigos.E AB& #E BU AB 155 provasJ segundo o costume dos de6runs1a>uis. não cede. tinham de morrer e por*ue não manter com a sua morte as 2eras da $ep<6lica e contri6uir assim para a nossa marcha para o 2uturoY "ão é isso acaso racionalY Eis a raia *ue não se atreve a passar o mal2eitor shaAespeariano.or muito *ue se pro/ecte a lu> amarela so6re o l-tio. a maldade é tam6ém uma grande>a com limiar) %im. ei1lo *ue a6andonou a humanidade) E talve> sem regresso) . pode1se comprimi1lo com *ual*uer pressão *ue o g3s mantém1se. ele transp9e su6itamente o limiar.

não é poss-vel deci2rarJ . na Alemanha &cidental. o 2a>ia trans6ordar de repugnLncia e *ue não dese/ava mais viver) Esse é o maior 0xito do tri6unalJ *uando o v-cio é tão reprovado *ue o pr:prio criminoso o repudia) Um pa-s *ue oitenta e seis mil ve>es. o6tuso. amistosamenteJ 7&ra. continua a viver até agora na $ua BranovsAi. desde aa antiguidade. ninguém se atreve a pronunciar uma palavra so6re o v-cio) %im. a+ulada por cães) A virtude espancada. não é sempre. mas sem *ue tenha havido v-cio) %e alguns milh9es 2oram lan+ados pela ladeira. os nossos descendentes chamarão a v3rias das nossas gera+9es. não lament3mos as p3ginas dos /ornais nem as horas de r3dio gastas. renunciava .&$DUE E DUE a Alemanha precisou de castigar os seus mal2eitores e a $<ssia não precisaY Due caminho de perdi+ão ser3 o nosso. não lev3mos ninguém ao tri6unal. com6alida. citada e registada perante ele. 2oi exactamente a o6/ec+ão *ue levanta1i os re2ormados da ?asa A>ulJ para *u0 rea6rir as chagas da*ueles *ue 2oram encarcerados camposY Eles é *ue devem ser poupadosX 15Q A$DU'.. desse mesmo crime) E n:s. atravessando no6remente o passeio e sentando1se no seu comprido e espa+oso autom:vel) E um mistério *ue a n:s. 2oram /ulgados &'(E"(A E %E'% F' criminosos na>is45. não houve culpados disso) E se alguém 2a> uma simples alusãoJ 7Fas. satis2eito.E AB& #E BU AB Duando. apesar de tudo. as gera+9es dos 6a6ososJ primeiro. desde *ue não a6ra a 6oca) Entretanto. deix3mo1nos . aos olhos dos homens. o v-cio é punido) (ivemos a sorte de chegar a viver ainda num tempo em *ue a virtude. so6reviventesX Voc0s 2oram rea6ilitadosX8 Fesmo a prop:sito do 'van #enissovitch. não nos comove.A ideia de /usti+a comp9e1se. E depois. os contemporLneos. como s-m6olo de todos eles. isso in*uieta1nos) E o *ue se 2a> nos arra6aldes de Foscovo e por tr3s dos verdes taipais dos arredores de %otchi. a caceteJ 7%il0ncio. e mesmo depois do tra6alho 2ic3vamos para assistir a com-cios. do alto do estrado do tri6unal.. veri2icava1se um 2en:meno extraordin3rioJ o réu agarrava1se . do $eno. receamos a6rir as suas 2eridas) E. mo2ou1se da virtude. /3 é permitido entrar com os seus andra/os e 2icar sentada a um canto. o Folotov. isso é 7remexer o passado8) Entretanto. em 19. n<mero @. todo ele impregnado de sangue nosso. su6missamente. o 2acto de os assassinos dos nossos maridos e pais andarem pelas nossas ruas e lhes cedermos a passagem T isso não nos in*uieta. se não é poss-vel puri2icar1nos desse mal *ue empe+onha o nosso corpoY & *ue é *ue a $<ssia poder3 ensinar ao mundoY "os processos /udicials alemães. ca6e+a. se transpusermos os oitenta e seis mil alemães ocidentais para as nossas propor+9es.ara *u0 voltar a a6rir 2eridas velhasYX4. onde grit3vamosJ E . ouve recrimina+9es de todos os lados) "os primeiros tempos. reprovou o crime Re o condenou irreversivelmente na literatura e entre a /uventudeS.&U?&X &itenta e seis mil é poucoX E vinte anos é poucoX ^3 *ue prosseguirX Duanto a n:s. n:s engasg3mos de alegria. camaradaX . puri2ica1se. apenas /ulg3mos Rsegundo os relatos do J<ri Filitar do %upremo (ri6unalS cerca de #EU ^&FE"%) & *ue se 2a> para além do Hder. de2esa e nada mais pedia ao tri6unal) #i>ia *ue a descri+ão dos seus crimes. a*ueles *ue)))8. isso signi2icaria para o nosso pa-s UF DUA$(& #E F' ^]&X "ão o6stante ter passado um *uarto de século. *ue devemos 2a>erY))) Um dia. de duas metadesJ a virtude triun2a. em6ora não triun2e. en2im. ano ap:s ano e de degrau em degrau.

nem dar1lhe pontapés. 2a>endo1o entrar no corpo s: para *ue não saia para o exterior. revelando ao tri6unal *ue são 7velhos8. como tam6ém minamos as 6ases. n:s %EFEAF&1 & e ele surgir3 ainda mil ve>es mais 2orte no 2uturo) "ão castigando. um assassino) E se esta 2rase 2or pronunciada A. deve ser issoJ durante o cerco de eninegrado 2echaram1te na ?asa BrandeY Então tudo se explicaJ é por*ue te meteram l3 *ue ainda est3s vivo) Era esse o melhor lugar de eninegrado. viver num pa-s assimX hV . mas as celas tinham canali>a+ão e retretes *ue 2uncionavam 1 e onde é *ue isso acontecia em eninegradoY A ra+ão de pão . durante decénios. na ?asa Brande os presos tomavam duche *uente de de> em de> dias) E certo *ue s: havia a*uecimento nos corredores para os guardas. 2ui um algo>. o amorY))) Ah. segundo o método de 7andorinha8. mesmo *ue 2osse no ano @5.E AB& #E BU AB 159 incompreens-vel e rid-culaY Due 2a>er. e o passado em *ue 7não se deve remexer8X #evemos condenar pu6licamente a pr:pria '#E'A da viol0ncia de uns homens so6re os outrosX ?alando o v-cio.$'FE'$& AF&$ ?&F& compreender istoJ a cela e.E"A% por um *uarto de milhão. se a grande tradi+ão do arrependimento russo é para eles "a Alemanha de este não se ouvia 2alar de tais processosW provavelmente procedeu1se a uma reeduca+ão. assim de cho2re. nem maltrat31los a cavalo1marinho. nem se*uer censurando os criminosos. decidida pela administra+ão do Estado) A$DU'. amim3mos os nossos assassinos na sua velhice 2eli>) Due 2a>er. continuar a con2undir as atrocidades.viviam e tinham su6terrLneos nos ga6inetes para o caso de 6om6ardeamentos) #eixando de lado 6rincadeiras. en*uanto em toda a cidade ninguém se lavava e os rostos estavam co6ertos de uma negra camada de poeira. com solicitude. de *ual*uer 2undamento de /usti+a) E por isso *ue elas crescem na 7indi2eren+a8 e não devido . pelo menos.$'FE'$A ?E A 1 . e viveram todos os seus melhores anos desa2ogadamente. não vamos ench01los de perceve/os. se o terror animal de so2rerem a centésima parte do *ue causaram aos outros pesa neles mais do *ue *ual*uer inclina+ão para a /usti+aY %e eles agarram com mãos 3vidas a colheita dos 6ens criados com o sangue dos *ue pereceramY E verdade *ue a*ueles *ue manipulavam a m3*uina de picar carne. em vo> altaJ 1 %im. /3 t0m de cin*uenta a oitenta anos de idade. at31los. e não apenas para os /u->es. não apenas os protegemos na sua velhice insigni2icante. *ue tam6ém a. não lhes vamos en2iar 3gua salgada pela garganta. não os vamos 2u>ilar. no con2orto) Dual*uer castigo EDU'(A('V& chega tarde. 6em alimentados. mas é sempre 2onte de prosperidade) &h.$&?U$Z1 &% A (&#&% e a JU BZ1 &% (&#&%X A /ulg31los não tanto a eles como aos seus crimes) A procurar *ue cada um deles diga. como é desolador.odemos ser generosos. /3 não são /ovens. nem empilh31los nas celas como se 2ossem 6agagens amontoadas T não vamos 2a>er1lhes nada do *ue eles 2i>eramX Fas perante o nosso pa-s e os nossos 2ilhos estamos o6rigados a . /3 não pode ser1lhes aplicado) . nem apertar1lhes o crLnio com um anel de 2erro. nem mant01los durante semanas sem dormir. ser3 su2icienteY "o século !! não se pode /3. para não 2icar proporcionalmente atr3s da Alemanha &cidental. terr-vel. para as novas gera+9es. 7de6ilidade do tra6alho educativo8) &s /ovens compenetram1se da ideia de *ue a in2Lncia nunca é castigada nesta terra.massacrar aos milh9esW depois.

e.s paredes tétricas. como a n<mero cento e on>e. a uma esta+ão de caminho de 2erro ou a um porto1) RAs celas ou as casas de prisão preventiva são das mais espalhadas pela 2ace da nossa terra.U e a2ecta a um %oviete de aldeia. a chave do a*uecimento no corredor.E AB& #E BU AB mas h3 uma cela <nica. uma ve> por dia. com a mesma sorte predestinada) E nenhuma outra coisa recordar3s pela vida 2ora com tanta emo+ão. en*uanto uma lLmpada de *uin>e jatts arde perpetuamente no tecto) &u a cela 7individual8 na cidade de (choi6alsan. *uanto te custou a a6rir caminhoX (inham1te en2iado numa 2ossa. nem . entre todas elas. a todas as outras da mesma cadeiaJ o chão de cimento. ali. e aos pensamentos tão livres e 2lutuantes *ue de ti nasciam e a *ue agora /3 não podes elevar1te mais) E para chegar a esta primeira cela. sem /anela. onde existem em massa)S . onde numa super2-cie de seis metros *uadrados cator>e homens estavam durante meses como sardinhas em lata. so6retudo. e o c3rcereY E a longa atalaiaY "ão. demoraste cinco minutos. sem tarim6a. mudando a posi+ão das pernas encolhidas s: por vo> de comando) &u uma das celas 7psi*ui3tricas8 de e2ortovo.s suas palavras por ve>es admir3veis. elas eram então a tua <nica 2am-lia) A*uilo *ue se experimenta na primeira cela da instru+ão do processo. numa 6ox ou numa cave) "inguém te di>ia uma palavra humana. incompar3vel.ode ser *ue ela 2osse horrorosa para um ser humano) Uma caixa cheia de perceve/os e de piolhos. o *ue custa a acreditar *ue não se/a propositadoS. *ue tem as vidra+as pintadas de m-nio.ouco importa *ue as pris9es existam /3 h3 milénios e *ue continuem a existir outros tantos milénios depois Rousemos pensar *ue menosS 1.4 A$DU'. a cela 7individual8 da cadeia de ArcLngel. noutras. ninguém . como se 2ossem pessoas de 2am-lia) #e resto. mas *ue permite *ue se cante a plena vo> sem *ue o guarda oi+a. . com o chão su/oW uma caixa denominada =. *uanto ao resto. *ue torna in<til 2alar. tam6ém com uma lLmpada de vinte jatts acesa durante vinte e *uatro horas.era igual . s: duas pessoas. (sagi.&%(E$'&$) . centena e meia) "algumas.s pessoas ao lado das *uais mudavas de posi+ão por vo>es de comandoJ a algo *ue entre as vossas almas palpitava. *ue tu ganhaste amor. e *ue *uando cessa d3 origem a uma sensa+ão de 6eatitude superior . a não ser talve> o primeiro amor) Essas pessoas compartilhavam contigo o chão e o ar desse cu6o de pedra.penetre com cor purp<rea. 2icaste um longo Verão) Fas sempre. sopa de carne de cavaloX E uma ve> tam6ém papas de cereaisX Uma vida de cão *ue o gato inve/ariaX Fas. li6erdade) Fas não 2oi . nada tem de semelhante. e semelhante. em poder do guarda.*uele solo su/o. pintada de preto.b2echa os olhos e 2a> a contaJ em *uantas celas estiveste durante o cumprimento da penaY E di2-cil enumer31las) E em cada uma delas havia gente e mais gente))) A*ui. nem ao cheiro do 6alde.or exemplo. nem em toda a tua vida A"(E$'&$ nem . nesses dias em *ue revivias toda a tua vida a uma lu> nova) E ainda h3s1de lem6rar1te algum dia delas. a um posto da mil-cia. não é isso *ue pode explicar))) "ão é isso))) %enta1te. sem ventila+ão. *ue ca6ia aos *ue estavam em li6erdadeJ cento e vinte e cinco gramas di3rios) Fas ainda serviam. para *ue a mutilada lu> divina s: a. ru-do *ue 2a> a tigela da sopa e a caneca vi6rar e mexer1se na mesa. e é precisamente essa em *ue passaste o tempo da instru+ão) . as longas horas de ru-do ensurdecedor Rprovindo de uma o2icina cont-gua de tu6os aerodinLmicos. distingues umaJ a primeira em *ue encontraste pessoas semelhantes a ti. mas sim .

como em nenhum outro lugar do Finistério de %eguran+a do Estado. como em toda a parte. e outro. voltaste a sentir1te vivo e te levaram para /unto dos teus amigos) E reco6raste o racioc-nio) Eis o *ue é a primeira celaX 1 =. constitu-do por dois pavilh9esJ um para os *ue cumprem a pena. ou se/a. 2a>iam1te ir de e12ortovo para *ual*uer lend3ria e dia6:lica %uAhanovAa) A %uAhanovAa é a mais terr-vel cadeia do Finistério da %eguran+a do Estado) E com ela *ue se amea+am os nossos irmãos. e eles riam1se) #urante semanas ou meses estiveste completamente s: entre inimigos e /3 te despedias do racioc-nio e da vidaW /3 ca-as so6re o radiador do a*uecimento. com sessenta e oito celas. *uando oaguarda a6re a 2echadura inglesa. apoiando1te nos /oelhos. . pois não h3 outra posi+ão) "esse cala6ou+o guardam1 te mais de um dia.5. . não s: 2icas a morrer constantemente de 2ome. mas onde se instrui o processo) 4 Alexandre #ol/ineJ A$DU'.ara l3 te condu>em as carrinhas. tão estreito *ue. *uando. uma tarim6a e uma pe*uena esteira de palha. a 2im de *ue o teu esp-rito se su6meta) "a %uAhanovAa a alimenta+ão é sa6orosa e delicada. em 1944) R") dos ()S Fais exactamenteJ 1. se não tens 2or+as para te manteres de pé. não te resta senão deixar1te desli>ar. sendo apenas a6erto de manhã pelo guarda durante de> minutos) & pe*ueno vidro do postigo é de armadura) "unca h3 passeio) %: se pode ir . em 2orma de cepos) %o6re cada cepo. pois de dia não se reali>amS. o seu nome é pronunciado pelos comiss3rios com um sila6ar maligno) RE *uem por l3 passou /3 não pode ser interrogado depoisJ ou responde com um del-rio incoerente. de maneira *ue partiste a ca6e+a contra o cano da 3gua4. num cala6ou+o vertical.te lan+ava um olhar humano. pois levam a comida de uma casa de repouso de ar*uitectos. mas tratava1se de um 6uraco para lan+ar1te numa toca. o preso é en2iado.USJ ?ela Rou casaS de prisão preventiva) "ão onde se cumpre a condena+ão. Alexandre #) Ele não se deixou enlou*uecer nem desmorali>ar e para isso es2or+ava1se . para os *ue estão su6metidos ao per-odo de instru+ão) . ou /3 não pertence ao n<mero dosbvivos)S A %uAhanovAa é o antigo mosteiro de %anta ?atarina. de repente. sonhavas com ela *uase como com a li6erta+ão. retrete . x 4. tu gemias. *ue não 2oi *ue6rantado pela cadeia de %uAhanovAa. do tamanho de um colchão de crian+a) #e dia as cadeiras estão livres. não tendo uma co>inha especial. da*uelas de preparar 2arelos para porcos) Fas a re2ei+ão de um s: ar*uitecto 1 6atatas e cro*uetes 1 é repartida por do>e presos) #evido a isso.@ (u esperavas esta cela. e s: te picavam com uma ponta de 2erro o cére6ro e o cora+ãoW tu gritavas. cai da parede.s seis da manhã.C9 m) ?omo se sa6e issoY E o triun2o do c3lculo de um engenheiro de esp-rito 2orte. em duas horas e poucos são a*ueles *ue sa6em *ue essa cadeia se encontra a uns *uatro *uil:metros de BorAi1 eninsAie@ e da antiga propriedade de Uinaida VolAonsAaia) As imedia+9es são maravilhosas) Ao ser ali rece6ido.morreu enine. mas não permitem *ue o preso se sente nelas) %o6re *uatro tu6os verticais estende1se ainda uma espécie de t36ua de engomarJ a mesa) & postigo est3 sempre 2echado.U R#.s sete da noite Rou se/a. mas tam6ém gravemente doente) As celas 2oram constru-das para dois presos. para o aturdirem. mas o detido em 2ase de instru+ão é mantido 2re*uentemente so>inho) Elas medem um metro e meio por dois)4 "o solo de pedra estão encravadas duas pe*uenas cadeiras.E AB& #E BU AB 1. hora do come+o dos interrogat:rios. *uando o est_mago @ A trinta e cinco *uil:metros de Foscovo) A.

ela primeira ve> não vais encontrar inimigos) . *uando com ela *ueriam su6stituir a tua personalidade R7":s somos todos como um s: homemX))) ":s estamos pro2undamente indignadosX))) ":s exigimosX))) ":s /uramosX). /3 cego pela o2uscante lu> eléctrica. tam6ém est3s maduro agora para a tua primeira cela. de Foscovo até . em6ora 2osse melhor para ti não viver até esse instante 2eli>. se resististe a todas as tenta+9es da solidão. sonhando *ue dormia) "o entanto. mas sim morrer vitorioso na cave. h3 dois guardas. vesti o capote. agarrei o colchão da enxovia) & guarda. durante o cerco de eninegrado. nem uns minutos rou6ados para a tua vida privadaW est3s sempre a ser o6servado. sempre so6 o controle da autoridade) Fas se travaste toda essa luta singular contra a loucura. de maneira a *ue o guarda tivesse a impressão *ue tinha os olhos a6ertos) E s: por isso não enlou*ueceu) R$iumin manteve1o um m0s sem dormir)S %e estiveste na ?asa Brande. *uando o levaram para a %uAhanovAa) A*ui. se cedeste em tudo e tra-ste toda a gente. recordando1se de *uantos *uil:metros eram. com uma 6ra+ada. com a ca6e+a so6re a almo2ada.E AB& #E BU AB est3 va>io e não é precisa ainda) #e noite nunca é permitido) . *ue lhe permitiu medir tudo) 'nventou a seguir como dormir de pé. tinha descido ao 2undo do AtlLntico.por 2a>er c3lculos) Em e2ortovo contava os passos e convertia1os em *uil:metros. esta palavra *ue tu.ara sete celas. tam6ém podia tratar1se de antrop:2agosJ pessoas *ue. talve>. tinham 2eito comércio com 2-gado de autopsiados) "ão se sa6e por*u0. pois esse era o momento mais precioso. apresenta1se1te agora como deliciosaJ não est3s s: no mundoX Existem ainda criaturas com esp-ritoJ . apoiando um /oelho na cadeira. além de comer carne humana.5 ?on2uso. o guarda come+ou a a6rir a porta) Eu ouvia tudo. enrolei as meias. América) #epois de um ano passado na cela solit3ria de e2ortovo. pus o 6oné de 'nverno e. me deitasse na enxovia. pensando *ue poucos seriam os *ue 2alariam mais tarde desta cadeia Ro nosso relato é todo deleS. *ueria estar deitado por tr0s centésimos de segundo *ue 2osse. e tendo esperado *ue eu. então tu mereceste a tua primeira celaX E agora vais nela reviver com toda a alma) %e 2oste a6aixo depressa. andando na ponta dos pés e 2a>endo1me constantemente sinais para . calcei as 6otas.E AB& #E BU AB 1. . sem assinar uma s: 2olha) . inventou um processo de medir a cela) "o 2undo da tigela prisional leu a 2rac+ão de 1CP44 e compreendeu *ue 71C8 signi2icava o diLmetro do 2undo e 7448 o diLmetro do 6ordo) #epois tirou um 2io da toalha e com ele 2e> um metro. eles eram mantidos pelo Finistério da %eguran+a do Estado /untamente com os presos pol-ticos) A$DU'. segundo o mapa. en2urecido.)8S. depois da hora de sil0ncio.ela primeira ve> vais ver seres vivos5.4 A$DU'. em li6erdade. mas antes de ele di>erJ 7 evante1seX Ao interrogat:rioX8.E%%&A%X #epois de *uatro dias de duelo com o comiss3rio instrutor. depois através de toda a Eu1 1. *ue seguem um caminho igual ao teu e aos *uais te podes unir pela radiosa palavra "H%) %im. por isso eles te o6servam tão 2re*uentemente pelo postigoJ o tempo *ue necessita um guarda para passar em 2rente de duas portas e chegar . despre>aste. o guarda desviou1se da 2rase ha6itual e disseJ 7 evante1seX #o6re a camaX8 ropa e 2inalmente cru>ando o AtlLntico) & seu est-mulo era o seguinteJ regressar mentalmente a casa. 2ronteira. terceira) E esse o o6/ectivo da silenciosa %uAhanovAaJ não deixar1te um minuto de sono.

com as mãos por cima da manta). a6ra+ando o colchão e sorrindo de 2elicidade) E eles tam6ém sorriram) E *ue expressão era a*uela. como 2a>em os seres humanos normais) Fas come+aram a deixar a lu> acesa. com as so6rancelhas negras. da ") =) V) #) e do Finistério da %eguran+a do Estado. levou11me por um corredor silencioso como um t<mulo até ao *uarto andar da u6ianAa) . era ainda pior tam6ém 2oi ordenado *ue os presos mantivessem as mãos por cima da manta para *ue se pudessem en2orcar. em come+os dos anos 4C.. pareceram1me tão humanos. nas pris9es internas da B) . ap:s noventa e seis horas de investiga+ão. eles nada sa6iam da con2er0ncia de 'alta.ass3mos /unto da secret3ria do che2e de sector do isolamento.s /3 existentes nas antigas cadeias) &s *ue estiveram detidos nesta mesma prisão. os presos t0m um tempo tão incerto e 2r3gil de sono *ue os ha6itantes da cela sessenta e sete /3 dormiam. para a revista. nem do cerco da . não so6re a guerra. com orgulho. e por poucas palavras *ue tivesse pro2erido nuns . tão *ueridos. uma veri2ica+ão . esses tr0s rostos com a 6ar6a por 2a>er. o guarda de plantão trouxe a minha cama e 2oi preciso coloc31la sem 2a>er 6arulho) Gui a/udado por um rapa> da minha idade. nisto. *ue eu /3 tinha es*uecido ao ca6o de uma semanaX 1 Vens da li6erdadeY 1 perguntaram1me) RE essa a primeira pergunta ha6itualmente 2eita a um novato)S 1 "ão 1 respondi eu) RE essa a resposta ha6itualmente dada pelo novato)S #eviam pensar *ue eu sou um preso recente. inventavam1se diversas medidas opressivas. *ue se acrescentavam . os presos nada deviam sa6er do mundo exterior 1 e eles. muito vivas. em meados de Janeiro. não considerava de modo nenhum *ue vinha 7da li6erdade8) "ão era /3 porventura um preso experienteY))) ?ontudo. es*uivando1se assim . como se essas vit:rias e con*uistas 2ossem o6ra das minhas mãos) Fas. da nossa o2ensiva so6re Vars:via. eu vinha e2ectivamente da li6erdade`) Um velho sem 6ar6a.r<ssia &riental. os tr0s estremeceram e instantaneamente levantaram a ca6e+a) Eles tam6ém esperavam *ue chamassem algum para o interrogat:rio) E essas tr0s ca6e+as levantadas e assustadas. em 2rente dos n<meros relu>entes das celas e dos *ue6ra1lu>es de cor esverdeada) Ele a6riu1me a cela n<mero sessenta e sete) Entrei e 2echou1a imediatamente atr3s de mim) Em6ora tivessem decorrido apenas uns *uin>e minutos depois da hora do sil0ncio. A$DU'. Ao ouvirem o ru-do da porta a6rindo1se. Bradualmente. e portanto *ue venho da li6erdade) Fas eu. em geral.) U). com o 2undamento l:gico de terem os presos em *ual*uer momento R*uando a acendiam de noite. nmental permitiu concluir *ue no 'nverno as pessoas sempre *uerem esconder as mãos aixo da roupa para se a*uecerem. mas para sa6er se eu tinha ta6aco) . em #e>em6ro) %egundo as ordens dadas. ele tinha1me 2eito uma pergunta. nas suas camas de metal. no per-odo da instru+ão do processo. *ue 2i*uei de pé.eu não 2a>er 6arulho. de 2acto. p3lidos e enrugados. tam6ém militarJ o seu casaco e o seu 6oné de aviador estavam pendurados na coluna da cama) Ainda antes do velhote. não conheceram estas medidas) A lu> apagava1se então pela noite. *uando cheguei. nem.E AB& #E BU AB aliados. e por isso a medida 2oi de2initivamente aprovada) 4. nada sa6iamX Eu estava disposto a passar metade da noite a contar1lhes tudo isso. nem se*uer da retirada deplor3vel dos .or muito a6erta *ue eu tivesse a alma para os meus novos amigos. instru+ão /usta) Em seguida. /3 me perguntava novidades militares e pol-ticas) Era impressionanteX Em6ora estivéssemos nos <ltimos dias de Gevereiro.

dentro de mim. podia revelara os segredos e as intimidades mais ocultas. algo de estranho pressenti neste companheiro de idade e de 2rente. de meia11idade. marchei nas mesmas 2orma+9es. porém. so6 o aspecto de um rosto humano. pelas *uais podem cortar1nos a ca6e+a) Assim. pelo contr3rio. dos primeiros sons de uma vo> T e eu a6ria1me a essa pessoa completamente. /3 de ca6elos grisalhos mirando1me com um olhar nada satis2eito. mas a 2alsidade nota1se) E. mas *ue n:s mesmos. eu poderia come+ar o meu relato A$DU'. trans6ordando de alegria 2estiva por estar entre outros homens) Uma hora antes não podia calcular *ue me levariam para /unto de alguém) . tra6alhei nas mesmas 6rigadas com muitas centenas de pessoas e sempre este detector misterioso. esconderam a outra. hora a *ue o comiss3rio vai dormir e a*ui era proi6ido) Uma noite de sono tran*uilo era mais importante do *ue a sorte de todos os planetasX E havia ainda algo de estranho. 2uncionava antes de *ue eu me lem6rasse dele. com assom6ro. podia ser condu>ido ao interrogat:rio e mantido l3 até . *ue passei a sentir. o detector. e 2echara1me para sempre a esse homem) "ão teria 2eito men+ão deste caso se ele 2osse <nico) Aconteceu. excita+ão e in*uietude. e logo me 2echei perante ele para sempre) REu não conhecia ainda a palavra 7galinha1choca8. mas o terceiro ha6itante da cela. co6riram os olhos com len+os *ue os protegiam da lLmpada de du>entos jatts. não tinha tempo de re2lectir nem de chegar . di2-cil de captar imediatamente. para não ir agora parar de novo ao cala6ou+o depois deste 6em1estarS. e intelectual como somos. tr0s de desterro. não me agradava) Fas /3 tinha 2uncionado em mim o comutador moral. e ainda mais seis de escritor clandestino 1 *ue não 2oram os menos perigosos 1 e em todos estes de>assete anos a6ri1me sem re2lectir a de>enas e de>enas de pessoas. ou s: por uma 2enda. Bueorgui =ramarenAo. ou então 2echava1me hermeticamente) (udo 6atia sempre tãol certo *ue todas as preocupa+9es dos agentes da %eguran+a com as e*uipas de 6u2os passaram a parecer1me coisa de pigmeusJ pois a*uele *ue est3 disposto a ser traidor revela1o sempre claramente no rosto e na vo>W pode haver *uem o dissimule ha6ilmente. rapidamente. como uma *ualidade natural e permanente) . mas *ue intu-ra desde as primeiras 2rases do meu relato.assaram os anos. talve> para n:s não 2osse nada alegre) Eles voltaram1se. despre>amos esta maravilha e não a deixamos desenvolver1se)S ?oloc3mos a cama no s-tio e. em *ual*uer momento.enso *ue estes dispositivos morais existem ém muitos de n:s. o detector a/udava1me a di2erenciar a*ueles a *uem.*uantos minutos.s seis da manhã. nem sa6ia *ue em cada cela devia haver uma) #um modo geral. disse com a*uela rude>a *ue caracteri>ava os do "orteJ 1 Amanhã) A noite é para o sono) E era o mais ra>o3vel) Dual*uer de n:s.5 Rnaturalmente 6aixinho e deitado. e adormeceram) Eu deitei1me. como 2a>em os ladr9es. sem ter dado um s: passo em 2alsoX "unca li em parte alguma nada so6re isto e deixo1o a*ui . poucos minutos depois de conhec01los. sem *ue. homens de um século demasiado técnico. *ue tão entusiasmado come+ara a contar. enrolaram uma toalha . entretanto. passei oito anos de prisão.odia aca6ar a vida . mão *ue es2riava por cima da manta. considera+ão dos amadores de psicologia) .E AB& #E BU AB 1. deitei1me nas mesmas tarim6as. conclusão de *ue essa pessoa. o 2uncionamento deste detector. de uns olhos. então. me 2osse poss-vel 2ormul31lo assim tão depressaJ a sensa+ão de *ue tinha come+ado Rcom a deten+ão de cada um de n:sS uma permuta+ão completa dos p:los ou uma rota+ão de todos os conceitos. *ue 2a>ia com *ue a*uilo. de cento e oitenta graus. cu/a cria+ão não era um mérito meu.

um dos melhores da minha vidaX RUma consci0ncia clara a2lorara em mim muito antesJ a de *ue a cadeia não era para mim um a6ismo. a instru+ão do processo. e a administra+ão recolhia1os até . mesmo de noite. *uando esses *uatro cent-metros c<6icos rangiamX em6rava1me da humidade do lodo dos arredores de Vormdit. tanto me 2a>X Entre os in<meros valores de *ue perdemos a no+ão h3 ainda esteJ o grande mérito da*ueles *ue. mas 2icava /3 muito para tr3sX "o dia seguinte iria 2alar1lhes Rnão so6re o meu caso.E AB& #E BU AB guarda devia convencer1se de *ue não havia a6usos com estas li6erdades da administra+ãoJ de *ue com o 6ule não 2uravam as paredesW de *ue ninguém engolia o xadre>. para não deixar os alemães romper o cerco) Due vão para o dia6oX %e não *uerem *ue eu me 6ata. apagariam a 2orte lLmpada por uns minutos) & *ue isso signi2icavaX Viver de dia com a lu> do diaX "a cela h3 ainda uma mesa) %o6re ela. ora através de (svetaieva ora de 7Fater Faria85) Eles tinham visto demasiadas coisas para escolher uma s:) Aspiravam demasiado . de minuto a minuto. pois 6em. onde me tinham prendido e onde os nossos se arrastavam agora pela lama e pela neve 2undente.odiam dar1se *uase *uatro passos de passeio. cadeia) E os :culos pertencentes aos presos eram considerados como uma arma tão perigosa *ue.Q A$DU'. o 1. da /anela . arriscando1se a prestar contas e a deixar de ser cidadão da U) $) %) %)W de *ue ninguém se dispunha a *ueimar os livros com a inten+ão de deitar 2ogo .com uma 6ala na nuca Ro comiss3rio prometia1me isso constantementeS. e. deitaram1 nas para de6aixo da m3*uina de cei2ar) . roupa limpa) Em toda a guerra não me recordo de ter dormido assim) & soalho era encerado) . de aroma demasiado su6til. um Sogo de xadre> e um monte de livros) REu não sa6ia ainda por*ue é *ue tudo estava no lugar mais vis-vel) Era uma ve> mais o regulamento da u6ianAa) A cada olhadela *ue. $evolu+ão) %: raramente chega até n:s o seu alento. naturalmenteS e eles 2alariam tam6ém 1 *ue interessante seria o dia seguinte. cama de molas. 2alaram e escreveram em russo) E estranho *ue eles *uase não se/am descritos na nossa literatura anterior . é uma /anelaW na cela h3 uma /anelaX E o estore é uma camu2lagem contra os ata*ues aéreos) "o dia seguinte haveria uma lu> dé6il. antes de n:s. no cimo de uma das paredes. um 6ule. mas a viagem mais importante da minha vida)S A mais pe*uena coisa na cela suscitava o meu interesseW o sono tinha1se desvanecido e *uando o guarda não olhava pelo postigo eu o6servava simultaneamenteJ ali. como anteriormente. 6ons colch9es. no lugar mais vis-vel. pelo meio1dia. lan+ava através do postigo. não podiam 2icar em cima da mesa. livros. havia uma categoria de homens pensantes T e s: pensantes) ?omo 2oram votados ao rid-culoX ?omo 2a>iam par:dias so6re elesX As pessoas de inten+9es e actos rectil-neos pareciam t01los atravessados na garganta) "ão encontravam outro apodo para os re6aixar senão o de podridão) #ado *ue estes homens eram uma 2lor precoce.s alturas para 2incarem os pés 2irmemente na terra) Antes do desmoronar da sociedade. sem ver *uem *uer *ue 2osse) %o6re mim ainda pairava. porta) "ão) Esta prisão pol-tica central era um verdadeiro sanat:rio) E não ca-am 6om6as))) Eu recordava1me do seu silvo crescente e do ru-do da explosão) E como as minas >um6iam docementeX ?omo tudo estremecia. manhã seguinte)S Due vida tão con2ort3velX !adre>. havia uma cavidade do tamanho de tr0s ti/olos e dela pendia um estore a>ul de papel) &s meus companheiros tiveram tempo de esclarecer1meJ sim.

das conversas *ue a*ui tinham lugar. a*ueles *ue ainda estão vivos contam1nos toda uma série de ninhariasJ *ue antigamente havia tarim6as de madeira e *ue os colch9es estavam cheios de palhaW *ue antes de terem posto as morda+as nas /anelas. com algumas excep+9esS. super2-cie) E assom6roso) Duase *ue não se podia esperar isto) A$DU'. *ue valha *uarenta vag9es da nossa literatura. de resto. tinha sido condenado pela primeira ve>. em ra>ão do 7mani2esto8 de 15 de &utu6ro de 19C5. as atri6u-amos a IériaS) %egundo di>em. certamente *ue /3 não ser3 mais escrito) Entretanto. como são raros no con/unto da sociedade) & apelido de GastenAo 2oi extra-do por n:s. elas estendem a orelha para escutar1nosS) %o6re os antigos ocupantes destas celas."a sua vida individual eles eram particularmente vulner3veisJ não se curvavam. desde então. caiaram1nas e pintaram11nas mais de uma ve> 1 e as paredes das celas nada nos restitu-ram do passado Rpelo contr3rio.s nossas mãos. ele podia analisar todo o passado e todo o presente) ^omens assim não somente são valiosos numa cela. não h3 nada escrito nem ditoW e um livro desses. so6re a revolu+ão de 19C5) GastenAo era um social1democrata tão arcaico *ue parecia ter deixado de o ser) io interiorJ mais propriamente. e agrade+o por até ela me terem tra>idoJ pensava muito so6re IuAharine e *ueria 2a>er uma ideia de tudo isto) "o entanto. um impulso. tinha a impressão de *ue não éramos mais do *ue o resto da de6ulha e de *ue para n:s *ual*uer prisão interior regional servia9) Esta era uma honra demasiado grande) Fas com a*ueles *ue vim encontrar não era poss-vel a6orrecer1me) ^avia a *uem escutar e com *uem 2a>er compara+9es) A*uele velho com as so6rancelhas vivas Raos sessenta e tr0s anos de idade não era. mas elas dão *ue re2lectir) A mim era1me muito necess3ria esta estada na cadeia pol-tica mais importante da União. de um livro *ue veio parar . a partir dos anos 4CW e *ue as morda+as existiam seguramente /3 em 194@ R*uando n:s. a a6surda tradi+ão dos c3rceres c>aristas de *ue. rapa> ainda. e a comida tam6ém era distri6u-da por gordas e altas mulheres lituanas) (rata1se talve> de 6analidades. não 2ingiam. mas nos anos 5C deste século estes homens parecem emergir de novo . o papelW estucaram1nas. prisão da %eguran+a do Estado) 15C A$DU'. unanimemente. mas. os vidros haviam /3 sido pintados de gi> até acima. autora de $ecorda+9es so6re IloA) Q ^esito em di>01lo.9 Eles passaram por estas mesmas celas) Fas as suas paredes 2oram arrancando. tanto como guardião das tradi+9es dos velhos c3rceres russos. dos pensamentos com *ue partiam para o 2u>ilamento e para %olovAi. o *ue deviam eles 2a>erY Fais aindaJ durante toda a década de 4C. não se portavam 6em.E AB& #E BU AB Em 19C4. se os presos não comunicavam assim. a maioria dos guardas da*ui eram lituanos Rvindos dos regimentos de atiradores. a comunica+ão intercelas por meio de pancadas nas paredes ainda se 2a>ia livremente nos anos 4CJ respeitava1se. completamente velhoS dava pelo nome de Anatoli 'litch GastenAo) Era ele *ue enchia a nossa cela da u6ianAa. de certo modo. como pela hist:ria viva *ue contava das revolu+9es russas) ?om tudo o *ue tinha conservado na mem:ria. a*ui mesmo na cela. um protesto) %ão esses precisamente os *ue a m3*uina de cei2ar escolhe) %ão esses precisamente *ue a de6ulhadora trituraQ) 5 Faria %Ao6tsova.E AB& #E BU AB 1. cada palavra sua era uma opinião. com os micro2ones. 2oi posto em li6erdade1C) .

convocada a #uma e concedida uma amnistia completa e inteiramente ampla R*ue ela tivesse sido 2or+ada. t0m de passar ainda a*ui a noite)8 E. . a *ue6rar as vidra+as das /anelas. independentemente da senten+a e da nature>a da condena+ão) %: não a6rangia os presos comuns) A amnistia esta1liniana de 5 de Julho de 1945 Ré verdade *ue não 2or+adaS procedeu precisamente ao contr3rioJ todos os presos pol-ticos continuaram no c3rcere) 11 #epois da amnistia estaliniana. lan+aram1se. mas sim para distrair os guardas e armar con2usão) Em contrapartida. ainda os retiveram 6ar6aramente todo um diaX)))S11 Ao serem postos em li6erdade. a 2ixar resid0ncia onde lhes impuseramS. tendo conhecimento da amnistia pelo telégra2o. 6em como a rua. conseguiram 2ugir todos) & pr:prio Anatoli GastenAo não rece6eu ordem do . no Jenissei) ?omparando o seu relato Re mais tarde os de outros so6reviventesS com o 2acto deveras conhecido de *ue os nossos revolucion3rios se evadiam . pela 6recha e. conclusão de *ue da deporta+ão c>arista somente não 2ugiam os pregui+osos. sem excep+ão. li6erdadeW *ue o c>ar tinha ordenadoJ 7 i6erdade para os mortos e prisão para os vivos8Y . mas ninguém considerou isso ar6itr3rio) A$DU'. anar*uista e social1democrata) . corria de cela em cela.or ela 2oram li6ertados. como se relatar3 adiante. isso é outra *uestãoS) . ou se/a. eram permitidos (&#&% os partidos pol-ticos. e duas de>enas de presos Rnão todos os *ue o dese/avam. chega1se . excep+ão de um. os presos podiam ver livremente o p3tio da prisão. os *ue estavam em li6erdade.ois essa cita+ão enigm3tica é 2alsa) Em virtude de tal mani2esto. organi>ada do exterior com a coopera+ão dos partidos revolucion3riosJ social1revolucion3rio.REra interessante o seu relato so6re as condi+9es da*uela amnistia) "a*ueles anos. h1C Duem. se veri2icou uma evasão em massa de presos. de entre n:s. os 6ene2iciados 2oram retidos mais dois ou tr0s meses e o6rigados a 2ixarem1se Risto é. pela *ual podia passar um homem a cavalo. de =iev) . não havia *uais*uer 7morda+as8 nas /anelas dos c3rceres. suplicandoJ 7%enhoresX $ogo1lhes *ue se/am sensatosX Eu não tenho direito de li6ert311 los com 6ase no comunicado telegr32ico) (enho de rece6er instru+9es directas do meu che2e. os *ue chegavam e os *ue sa-am.artidoS não aprendeu e não decorou *ue este 7mani2esto in2ame e provocador8 2oi uma in/<ria . GastenAo 2oi condenado a oito anos de tra6alhos 2or+ados. esteve pouco tempo na deporta+ão. realmente. nesse per-odo.or 2avor.s centenas e centenas da deporta+ão. saiu simplesmente do lugar do desterro sem passaporte) #irigiu1se a .E AB& #E BU AB 151 através dos guardas. conversando em vo> alta com *uem *uisessem do exterior) E eis *ue. pelas hist:rias da instru+ão prim3ria e pelo ?urso Ireve Rde hist:ria do .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso para se evadir. nem havia ainda no+ão delas. /3 no dia 15 de &utu6ro. atrapalhado. comunicaram a not-cia aos presos) &s presos pol-ticos come+aram a arre6atar1se de alegria. como se compreende. por sinal.or meio da explosão de uma 6om6a 2oi a6erta uma 6recha na parede da cadeia. tão 23cil isso era) GastenAo 2oi dos *ue 72ugiu8. GastenAo e os seus camaradas lan+aram1se logo na revolu+ão) Em 19C. a maior parte dos *uais para o estrangeiro. o *ue signi2icavaJ *uatro anos com grilh9es e *uatro anos de deporta+ão) &s primeiros *uatro cumpriu1os na central de %e6as1topolW onde. mas s: os *ue haviam sido designados pelos respectivos partidos para a 2ugaS munidos de antemão com pistolas.. e das celas da prisão de Iielaia (serAov. onde GastenAo esteve detido. nada mais nada menos do *ue (&#&% os presos pol-ticos. a partir as portas e a exigir do director da prisão a sua li6erdade imediata) ^ouve *uem levasse pontapés nas trom6asY Encerrado num cala6oi+oY Algumas celas 2oram privadas de livros ou de cantinaY #e maneira nenhumaX & director.

desempenhou tare2as administrativas) Ao mesmo tempo.ara *ue não nos reun-ssemos e não discut-ssemos)8 Em6ora estas simples palavras.ara mim dir1se1ia *ue o mais importante e admir3vel nesse homem era o 2acto de ter conhecido pessoalmente enine. toda a mãe $<ssia. mas por me parecer um sacrilégio chamar 'litch1@ a *uem *uer *ue 2osse. na escola do . . di>endo por exemploJ 7'litch. parecia1me isso um sacrilégio.ouco depois de GastenAo ter regressado . eu irritava1me. eu sou um dos <ltimos) &s velhos deportados pol-ticos 2oram todos ani*uilados e a nossa associa+ão 2oi dissolvida logo nos anos @C)8 T 7Fas por*u0Y8 1 7. para si é imperdo3vel es*uecer #escartesJ h3 *ue se su6meter tudo . ele repetia1me insistentemente. tam6ém voltou um amigo seu.Vladivosto*ue.artido. mas sem ra->es) . teve vontade de conhecer mundo) Antes da guerra. e a tal ponto GastenAo não sentia atr3s de si o h36ito da persegui+ão *ue mani2estou uma despreocupa+ão surpreendenteJ ao atingir a 2ronteira e ao dar o seu passaporte ao 2uncion3rio da pol-cia.or essa ra>ão havia imensas coisas *ue GastenAo não me podia explicar como dese/aria) Ele di>ia1me claramente em russoJ 7"ão cries -dolosX8 Fas eu não o compreendiaX Ao ver a minha exalta+ão. sendo pouco prov3vel *ue ela 2osse necess3ria) Fas a*ui.não haveria /amais uma revolu+ão prolet3ria. mas ele pr:prio recordava isso de modo completamente 2rio) R& meu estado de Lnimo continuava a ser esteJ se alguém na cela tratava GastenAo simplesmente pelo patron-mico. de *ue6rar as vidra+as. e todos regressaram) #epois houve ainda outra revolu+ão) GastenAo /3 não sentia o mesmo impulso *ue dantes por estas revolu+9es) Fas regressou. aperce6eu1se. na $<ssia. sem o nome. 2oi para o ?anad3. *ue se convertera num pr:spero 2a>endeiro 154 A$DU'. lei *ue impede as aves de migrar14) . amavelmente. o seu passaporteX8 GastenAo via/ou até . ho/e não levas o 6alde da latrinaY8. nem tudoX A mim parecia1me *ue /3 tinha su6metido a d<vida 6astantes coisas) IastavaX &u então di>iaJ 7Duase não h3 /3 velhos presos pol-ticos. onde tra6alhou como oper3rio.or 2avor. >angava1me. essa tão impacientemente dese/ada revolu+ão. d<vidaX (udoX8)T 7?omo.aris) Ali conheceu enine e unatcharsAi e. não s: pela com6ina+ão dessas palavras.otemAine. de *ue "i& %E $E?&$#AVA do seu novo apelidoX Due 2a>erY &s passageiros eram uns *uarenta e o 2uncion3rio /3 tinha come+ado a cham31los) GastenAo 2ingiu *ue estava a dormir) &uvira entregar todos os passaportes e como tinham chamado diversas ve>es por um tal FaAarov. de com6oio. sua volta. não se sa6e por*u0) Então. 2ossem de 6radar aos céus. em ong/umeau. sem ter a certe>a de se tratar dele) Ginalmente. cru>ou tran*uilamente. estudou 2ranc0s e. de repente. tocou1lhe no om6roJ 7%enhor FaAarovX %enhor FaAarovX . tudoY8 Iem. via/ando até . e esteve nos Estados Unidos) & tipo de vida despreocupada *ue reina nesses pa-ses surpreendeu GastenAo e tirou a conclusão de *ue a. esperando partir de 6arco com o aux-lio de um conhecido) "ão conseguiu. eu compreendi a1as s: como tratando1se de outra malvade> de %taline) Um 2acto penoso. ela aconteceu 1 e antes mesmo de *ue a esperassem 1. giado do ?anad3. onde era 6olchevi*ue clandestino e onde tinha sido preso) Ali deram1lhe um passaporte de outra pessoa e dirigiu1se para a 2ronteira austr-aca. ditas em tom tran*uilo. p3tria. o dragão do regime imperial inclinou1se para o clandestino e. su6metendo1se . UcrLnia.E AB& #E BU AB Fuita coisa era então ainda inacess-vel a GastenAo) . excep+ão de uma <nica pessoa na terraXS . o6servando a vida . por mais de uma ve>J 7Voc0 é matem3tico. ex1marinheiro do . a 2im de a passar) Esta empresa era considerada pouco perigosa. sempre sem passaporte.

coleira)8 Vendo *ue nada se podia 2a>er. sua sa<de. o pensamento de GastenAo) Duando ele regressou . atravessou a 2ronteira. en*uanto marinheiro Rnão tinha dinheiro para o 6ilheteS. da cidade de FoscovoS. tendo em considera+ão a sua antiga actividade clandestina.leAhanov) ^o/e. terra *uerida. para a/udar a construir o alme/ado socialismo) 'nscreveu1se numa da primeiras comunas e o2ereceu o tractor) ?om esse tractor tra6alhava *ual*uer pessoa. devido . indo 2inalmente parar ao trust municipal 7Fosgoro2ormlenie8 Rpu6licidade em painéis.or outro lado. e come+ou no ?anad3. o escritor ) %). mas os t-tulos *ue mais se aproximavam dos meus gostos de então não os es*ueciJ ?onsidera+9es 'noportunas. tão po6re como *uando 2ugira de . gasto a sua roupa e pouco lhe restava dos d:lares canadianos *ue trocara por ru6los de papel) %uplicou *ue o deixassem sair com a 2am-lia.assara a rece6er uma pe*uena e tran*uila re2orma Rnaturalmente. mas perde1se) Acontece *ue. mas precisamente por*ue o anseio +om todas as 2or+as da minha alma))) ?onvém recordar a o6serva+ão de Engels de *ue para a classe oper3ria não pode haver maior desgra+a do *ue a tomada do poder pol-tico *uando ainda não est3 preparada para issoW essa tomada do poder o6rig31la13 a retroceder para posi+9es muito anteriores . de . por desgra+a. li6ertino e . 6em humano. de BorAi R*ue eu nessa altura tinha em alta estima. GastenAo guardava simplesmente o dese/o. em6ora me lem6re per2eitamente de numerosos ) Ele vendeu a sua 2a>enda e o seu gado. não é por*ue eu não dese/e o triun2o da classe oper3ria na $<ssia. respondiaJ 7?ão velho não se acostuma . pelo *ue depressa aca6aram com ele) & ex1marinheiro via tudo a*uilo 6em di2erente do *ue havia imaginado vinte anos antes) & tra6alho era dirigido por pessoas *ue não tinham capacidade para o 2a>erW mandavam executar coisas *ue. a sua vida. pois superava todos os cl3ssicos russos pelo simples 2acto de ser escritor prolet3rioS. incompreensivelmente. pois isso despertaria a lem6ran+a de ter sido pessoa chegada a muitos 2u>iladosS e. de novo.3tria. sua idade e .artido. *ue me aconselhava muito a ler um dia em li6erdade) Ele mesmo.s con*uistadas em Gevereiro e em Far+o deste ano)))814 é como se reconstitu-sse. e dt *ual*uer maneira. assim teria so6revivido até 195@) Fas.Est3 inteiramente provado *ue nem tudo o *ue entra nos nossos ouvidos consegue penetrar na consci0ncia) & *ue não vai no sentido do nosso estado de Lnimo perde1se. pre2erindo um modesto lugar na Editora . $<ssia. datado de 4Q de &utu6ro de 1915J 7)))%e me entristecem os acontecimentos dos <ltimos dias. insistiam em promov01lo e poderia ter ocupado um posto importante 1 mas ele não *uis. com o dinheiro e um tractor novinho em 2olhJ voltou . as suas re2lex9es se imprimiriam vagamente na minha mem:ria) Ele indicou1me diversos livros. prenderam um vi>inho do mesmo apartamento. e. e mesmo sem isso /3 havia muitas coisas a recordar da vida prisional. não como personalidade do .ravda e depois outro lugar ainda mais modesto. ora nos ouvidos. /3 não contava demorar1se entre os vivos e achava satis2a+ão na esperan+a de *ue eu viesse um dia a recolher os seus pensamentos) (omar notas era imposs-vel. ora depois dos ouvidos. era um verdadeiro disparate) .E AB& #E BU AB 15@ relatos de GastenAo.leAhanov. como tra6alhador assalariado do campo) 7'litch8 era o patron-mico de Vladimir 'litch Ulianov R enineS) #i>er s: 'litch é uma expressão de grande respeito) R") dos ()S A$DU'. claramente. *uando leio isto num escrito de .otemAine. ele tinha perdido as suas energias. para um 2a>endeiro >eloso. e Um Ano na . onde tra6alhou completamente na som6ra) Eu surpreendia1meJ por*u0 esse caminho tão evasivoY Ele. de continuar vivo) . cru>ou o oceano como então.

*ue se concentravam toda a energia. mandava a Anatoli 'litch as encomendas *ue estavam dentro das suas possi6ilidadesJ um peda+o de pão negro. de costado largo e om6ros salientes) %e o seu ls Era esse um tema pre2erido de %talineJ atri6uir a cada preso do seu partido Re em geral a cada velho revolucion3rioS a acusa+ão de ter estado ao servi+o da pol-cia c>arista) %eria pela sua intoler3vel descon2ian+aY &u))) por um sentimento interiorY))) &u. é certo. um dia em *ue estava com dois grãos na asa e se /actanciara de possuir uma pistola) . *uase mesmo chorosa. pela parte superior. com uma mand-6ula de 6uldogue.istola é sinonimo de terror e GastenAo. palavras de ordem. sem voltar a ca6e+a pedi1lhes *ue 2alassem mais 6aixo) Duando. por analogiaY))) A$DU'. *ue o acusava de estar ao servi+o da espionagem 2rancesa e ca1 . uma d<>ia de 6atatas co>idas. mas in2alivelmente um general completo) Era 6aixo. alarmada e tensa. mas sim importante. roli+o. claro est3. sem pele Rno controle. ao to*ue da alvorada. isso não lhe dava um ar 6onacheirão.E AB& #E BU AB 155 rosto era gorducho. em troca do seu chorudo ordenado. todos nos levant3vamos R2icar na cama era expor1se a ir parar ao cala6ou+oS. ao mesmo tempo. 2or+a de vontade e autoritarismo *ue lhe tinham permitido atingir essa patente numa idade ainda pouco avan+ada) . o d:lman de seda e toda a sua 2igura e o seu rosto indigitavam tratar1se. como era permitido. sem som6ra de d<vida. com o seu velho passado de social1democrata. dum generalW um general *ual*uer. de 4Q11C115b 154 A$DU'. de uns tre>entos gramas Rcomprado no mercado a cem ru6los o *uiloXS.permanentemente em6riagado.leAhanovJ ?arta A6erta aos &per3rios de . elas eram picadas com uma sovelaS) & aspecto dessas m-seras encomendas 1 *ue na realidade eram sagradas 1 despeda+ava o cora+ão) E *uanto mereceu um homem por sessenta e tr0s anos de honrade> e de d<vidasX hte ` ` As *uatro camas da nossa cela deixavam entre elas um espa+o para a mesa) Fas alguns dias depois de eu ter chegado meteram l3 um *uinto preso e a cama 2icou atravessada ao meio) " (rouxeram esse novato uma hora antes da alvorada.E AB& #E BU AB nadiana e de ter sido in2ormador da pol-cia c>arista15) Em 1945. vimos)um generalX E verdade *ue ele não tinha *ual*uer distintivo. mas não se podia deixar de ouvir a vo> sussurrante do novatoJ ela era tão 2orte. sendo a. um simples 6rigadeiro. tendo saltado da cama para conseguir um pouco de ta6aco Re talve> alguma in2orma+ão para o comiss3rioS) Eles come+aram a 2alar 6aixinho e n:s procur3mos não escutar. encontros e reuni9es do ano de 19C@) E a sua velha mulher Rnão tinham 2ilhosS todos os de> dias. e tr0s dentre n:s não levant3mos se*uer a ca6e+a.etrogrado Rin /ornal Unidade. era um terrorista aca6ado) E eis *ue agora o comiss3rio punha em realce o seu terrorismo. *ue se podia pensar *ue na nossa cela tinha dado entrada um drama 2ora do vulgar) & novato perguntava se havia muitos condenados ao 2u>ilamento) #e *ual*uer modo. nem se*uer ins-gnias descosidas ou desa6otoadas) Fas o seu casaco magn-2ico. um chorudo comiss3rio compulsava seriamente os ar*uivos provinciais da pol-cia secreta e redigia autos per2eitamente sérios acerca de interrogat:rios onde 2iguravam os nomes de conspiradores. apenas =ramarenAo. senão pela in2erior. como se 2osse um atri6uto de superioridade) & seu rosto não terminava. no momento em *ue o sono é mais doce. ainda.

evitando as express9es vulgaresJ uns dedicavam1se um pouco . ainda mais /ovem do *ue aparentava.or certo *ue aca6aria de enri*uecer. mas se ocupassem de toda a produ+ão. *ue não s: 2i>essem o seu tra6alho. 2a>er deles engenheiros conscientes. arte) Além disso. mas com cães1pol-ciasW *uando 6andos de homens 2amintos se arrastavam para as esta+9es 2errovi3rias. e 2oi a sua actividade de militante *ue. onde tinha sacudido a poeira dos sapatosJ a sua nova vida decorria /3 a*ui. m<sica. entre os vencedores e os dirigentes) "ão teve se*uer tempo de ser che2e de e*uipaJ imediatamente puseram so6 as suas ordens de>enas de engenheiros. onde havia pão. A$DU'. mas como não lhes davam 6ilhetes e eles não sa6iam como partir iam morrer numa massa resignada de 6otas e samarras /unto dos taipais das esta+9es 1.s *uest9es sociais e . visto ser inteligente e talve> se tivesse convertido num comerciante) "a era soviética ingressou no =omsomol. como gado. com a perda de cu/os talentos IielinsAi e (olstoi tanto se a2ligiam) %em ser nenhum omonossov nem ter por si mesmo chegado . ainda por construir. 2alava de maneira terminante. gostos re2inados e 2acilidade de palavra. estavam vagos) E o destino da sua 2orma+ão era ocup31los) A vida de U) tornou1se uma sucessão de 0xitos. pois ia 2a>er trinta e seis anos R7se não me 2u>ilarem8S e. uma grinalda enrolada para as alturas) "esses anos extenuantes de 1949 até 19@@. superando os outros talentos. milhares de oper3riosJ era o engenheiro1che2e das grandes constru+9es dos arra6aldes de Foscovo) #esde o come+o da guerra *ue ele . nem se*uer coronel. lavrando a terra no sentido mais literal e real do termo) i:nia U) era um desses desgrenhados e ignorantes /ovens camponeses. não era. mais 2orte do *ue os outros) ?onservava a 2or+a dos om6ros e das mãos. veri2icou1se ser )V)U). a*uele humor livre e ino2ensivo. ou *ual*uer espécie de militar. isto é. outros . e todos tinham *ual*uer marca de esp-rito impressa no rosto) "os come+os dos anos @C perdi o contacto com este meio) #epois eclodiu a guerra) E eis *ue surgia ante mim um engenheiro) #a*ueles *ue vieram su6stituir os *ue tinham sido exterminados) Uma vantagem não se lhe podia negarJ era muito mais entroncado. precisamente *uando levavam. o *ue é mais surpreendente. nenhum general. mas continuaria a lavrar a terra se não tivesse havido a $evolu+ão) . na esperan+a de ir para a cidade. pintura. urgentemente. mas sim um engenheiroX EngenheiroYX Gui educado precisamente no meio de engenheiros e recordo1me 6em dos dos anos 4CJ tinham a*uela mentalidade a6erta e irradiante. como um 2oguetão. U) ignorava *ue os ha6itantes das cidades rece6iam o pão racionado pois tinha uma 6olsa de estudante de novecentos ru6los Rum oper3rio não *uali2icado rece6ia então sessentaS) & seu cora+ão não so2ria pela aldeia. nesses anos. Academia. no 2im de contas.E AB& #E BU AB momento em *ue os céle6res postos de comando da ind<stria soviética. *uando a guerra civil era travada não com carros e*uipados de metralhadoras. era talentoso. o arrancou da ignorLncia e da rude>a da aldeia e o levou. através da 2aculdade oper3ria até . possu-am uma 2orma+ão esmerada. se tornassem verdadeiros 6usinessmen) Era no 15. Academia 'ndustrial.Duando se 2i>eram as apresenta+9es. em6ora h3 muito lhe não 2ossem necess3rias) i6erto do 2ardo vão da ama6ilidade. olhava 6ruscamente. sem esperar se*uer *ue pudesse haver o6/ec+9es) (inha crescido di2erentemente dos outros e tra6alhado tam6ém de maneira di2erente) & seu pai era lavrador. leais cem por cento. os outros engenheiros para BU AB) &s soviéticos tinham necessidade de. a*uela 2acilidade e largue>a de ideias *ue lhes permitiam passar desem6ara+adamente de uma es2era a outra da engenharia. onde entrou em 1949. e mesmo da técnica .

esperando os alemães Re2ectivamente. mas parece *ue por causa de uma mulherS) U) pugnava para *ue as suas opera+9es econ:micas decorressem com limpe>a. nos <ltimos anos de li6erdade. se chupam e se deitam 2ora para apanhar outrosS.s mulheres. isento do servi+o militar. 2oram1se 2iltrando pe*uenas den<ncias e testemunhos de agentes Rhavia *ue levar as mulheres ao restaurante. esse mesmo com *ue chegou ali. estas olhavam1no 2re*uentemente de outro ponto de vistaJ dirigiam1se a ele para aiimentar1se. epis:dio atr3s de epis:dio. a*uelas a *uem tirava o ca6a+oW essa estat-stica era o seu desporto) "a cela. mas os nossos ouvidos não estavam a6ertos para isso) Em6ora nenhum perigo o amea+asse. impedindo1o por desgra+a de ter atingido as tre>entas) ?omo era no tempo da guerra. agarrava todas essas mulheres. na sua carreira de /avali selvagemX REm horas de grande agita+ão. o campo. e *uem é *ue l3 não te v0YS)Uma destas den<ncias era a de *ue. era convulsivamente *ue ele Rum pouco . ele demorara1se l3. não economi>ava. apesar de tudo isso. a*uecer1se e divertir1se) Um dinheirão louco. *ue se desenrascassem para executar as normasJ *uantas horas tra6alhavam e como se alimentavam. *uanto . não se apressara a partir de Foscovo. dissimularX (inha1se es*uecido de *ue *uanto maiores são os 0xitos. as mulheres estavam s:s e. o *ue não era di2-cil de acreditar) Ele dispunha1se. ductilidade da matéria. a relatar tudo.2icou. mas tam6ém uma r3pida. tudo se podendo sempre conciliar. assim andava como toda a gente. ele tinha uma energia viril. no 2undo da retaguarda. mandou 2a>er umas 6otas de pele de 6e>erro e um d:lman de general. no seu dossier 2igurava /3 uma anedota de 19@. não lhes prestava aten+ão) "a*uela :r6ita 6rilhante em *ue se movia s: eram importantes as ci2ras do cumprimento do plano) A U) 6astava1lhe indicar o local de tra6alho. e eles. esse 6loco teria1podido. com os seus meios. durante longo tempo. so6retudo. em 1941. arran/ar. se roem. vestido de ca*ui. nesses pormenores ele não entrava) &s anos de guerra. além do poder do dinheiro. contada despreocupadamente num grupo de amigos em6riagados) #epois. para Alma1Ata. .. não con1 A$DU'. tanto mais alegrias li6erta no outro) U) tinha não apenas uma mand-6ula de 6uldogue. mas não se lem6rou de *ue ainda existia o artigo 5Q) E. desarvorava pela cela exactamente como um potente /avali. capa> de derru6ar um ro6le *ue se lhe atravessasse nas suas correrias)S Due acostumado ele estava a *ue entre os dirigentes todos 2ossem do seu tipo. naturalmente. não suscitava irrita+ão nos inv3lidos nem os olhares reprovadores das mulheres) Fas. gostosamente. $asputine. com a di2eren+a de *ue agora s: ali tra6alhavam presos) & aspecto desses insigni2icantes hom<nculos incomodava1o muito pouco. /unto de n:s) Era a moda. a2irmava1nos *ue a deten+ão o tinha interrompido lamentavelmente *uando /3 per2a>ia du>entas e noventa e tal. não se desmoronar . o *ue corria pelas suas mãosJ a sua carteira a6arrotava como um 6arrilW as notas de de> ru6los. ao contramestre. espremendo1as e pondo1as de parte) Due acostumado ele estava . 2oram os melhores da vida de U)X (al é a propriedade inevit3vel e geral da guerraJ *uanto mais amargura ela concentra num p:lo. não o 2a>ia re2lectir. maneira dos mariscos *ue se tiram de um prato.E AB& #E BU AB 155 tava) %: contava as mulheres *ue passavam pelas suas mãos e. maior é a inve/a) ?omo aca6ava de sa6er pela instru+ão do processo. dirigindo maiores constru+9es ainda so6re o rio 'li. então. gastava1as como se 2ossem Ao1pecs e as de mil como ru6los) U) não era avaro. evacuando1se com toda a direc+ão central. engenhosa e experiente garra) Adaptou1se r3pida e sa6iamente ao novo ritmo de guerra da economia nacionalJ tudo para a vit:riaW arranca para diante *ue tudo passar3 por conta da guerraX %: 2e> uma concessão a estaJ renunciou aos 2atos e .s gravatas e.

mas simplesmente por*ue conhecia 6em a nossa economia Rnaturalmente eu não a conhecia.a>. com os olhos perdidos e enevoados. se.ois éX Ele era um dos 7organi>adores da vit:ria8.E AB& #E BU AB . na cela. durante esses anos no campo. e levou as mãos . pressa no so6retudo. 7Ai.so6re ele. *ue ele s: conhecia. com as 6atatas pisadas do velho revolucion3rio clandestinoS. ele come+ava a cantarolar em vo> 6aixaJ Es*uecidoW a6andonado. autor de Buerra e . pois eu estava convencido de *ue os alemães venceriamX E 2oi isso o *ue me perdeuX8 . dentro do autom:vel. por presun+ão.altchinsAi e Von FeAAeY . convertia1a assim em piedade por si mesmo) E tam6ém pela mulher) Esta. desde o primeiro dia. durante dois meses. não tivesse recusado. %acha.or muito estranho *ue pare+a. não leu um s: livro. no entanto. explodia em pranto) (oda a grande 2or+a *ue dele 6rotava. a6undantes pacotes de pão 6ranco. como deputado) R") dos ()S 15Q A$DU'. est3vamos de humor triste. cada de> dias Risso não era permitido com mais 2re*u0nciaS. não seria ele um desses prolet3rios conscientes. *ue prova *ue as causas /udicials come+am pelos interesses ego-stas dos 7a>uis8)))S & hori>onte intelectual de U) era deste géneroJ considerava *ue existia uma l-ngua americanaW na cela. seria naturalmente um capata> e não conheceria as agruras. caviar vermelho. mas todos os dias ia acreditando nos alemães e aguardava1os inevitavelmenteX "ão por*ue gostasse deles. ca6e+a. estremeceu e come+ou a rolar) RUm exemplo mais. perante n:s surgia um homem perdido e visivelmente 6om) Eu surpreen1 A$DU'. nem encarou a pr:pria deten+ão tão tragicamente como ele) Junto de n:s. nem um instante se*uer duvidara da nossa vit:ria so6re os alemães) Ele olhou1me 6ruscamente e não acreditouJ 7Fas. diante da mesa. e es*uecidas) E *uando a piedade *ue sentia por si mesmo lhe 2a>ia cair a coura+a da energia maldosa. mas *ue não o podia a/udar a derru6ar as paredes. manteiga. e de *ue. encontradas nas algi6eirasW ora por umas calcinhas metidas . discutindo acerca da marcha da guerra. ele recordava as l3grimas da esposa. em compensa+ão. com o rosto gorducho apoiado nas suas curtas e grossas mãos.) . em compensa+ão. nãoX ?erta ve>. sentado na sua cama. na minha mocidade 2i*uei desamparado))) E nunca podia prosseguirX ?hegado a*ui. e se leu um par3gra2o ou outro 2oi unicamente para se distrair dos tristes pensamentos no processo) . h3 muito por ele não amada. ideia de *ue não o esperavam mais do *ue uns #EU A"&% de prisão. compreendia1se per2eitamente *ue em li6erdade lia ainda menos) A 1 uschAhine conhecia1o apenas como her:i de anedotas esca6rosas e /ulgava *ue (olstoi devia ser deputado do %oviete %upremo1. não seria ele um cem1por1centoY Fas. nem se*uer uma p3gina inteira. carne de vitela e estur/ão) Ele dava1nos a cada um de n:s uma sandu-che e um cigarro. escritor soviético. a um certo procurador. eu disse *ue. comoY8. anos inteiros de l3grimasJ ora pelas missivas das amantes. e Aleixo (olstoi. mas ninguém se desmorali>ou tanto. como não as conhecera no passado) Fas isso não o consolava no m-nimo *ue 2osse) Estava demasiado aca6ado pelo 2racasso de uma vida tão excelenteJ pois h3 s: uma vida na terra e por nada mais ele se tinha interessado ao longo dos seus trinta e seis anos de exist0nciaX Fais de uma ve>. inclinava1se so6re os seus man/ares expostos R*ue contrastavam pelo seu aroma e pelas suas cores.elas suas conversas.E AB& #E BU AB Fas. ele ha6ituou1se . Alusão a uma con2usão 2eita por U) entre eão (olstoi. e novamente as l3grimas lhe ca-am em 2io) Em vo> alta. mas tinha 2éS) (odos n:s. %acha. material de constru+ão para uma casa de campo) A*ui o seu caso despertou do sono. educados para su6stituir . levava1lhe agora.

uma can+ão de deportadosJ %e é preciso a vida dar "o 2undo das pris9es ou das minas. nosso companheiro de cela. ou convidam os presos a assinar os diversos documentos prisionais) 1QC A$DU'. este castigo geral.s seis) horas. pois os :culos *ue te tiraram de noite são ainda perigosos para ti. explicava1meJ 7A crueldade 2a> aumentar o6rigatoriamente o sentimentalismo) E a lei da compensa+ão) "os alemães. inutilmente e ainda privados de lu> eléctrica) Este 2or+ado despertar matinal . pela primeira ve> na vida. por exemplo. ninguém l3 entra.159 dia1me de *ue ele pudesse chorar assim) & estoniano Arnold %u>i. e sentamo1nos nelas sem esperan+as. (udo ir3 2ruti2icar "as gera+9es *ue hLo1de virX (enho 2é nissoX E oxal3 *ue estas p3ginas a/udem a concreti>ar essa 2éX &s dias de de>asseis horas na nossa cela eram po6res de acontecimentos exteriores. mas tão cheios de interesse *ue a mim. ostensivamente a6erto em cima dos /oelhos. esta com6ina+ão é até uma caracter-stica nacional)8 Fas GastenAo. pelo contr3rio. os guardas da u6ianAaS e como uma r3pida e silenciosa som6ra. com alguns ca6elos grisalhos. para ler nessas duas horas *ue te tiram o Lnimo. de>asseis minutos de espera por um tr:lei me parecem mais a6orrecidos) Em6ora não ha/a 2actos dignos de aten+ão. onde os guardas 2alam e distri6uem a comida. aprende1se a v01los com uma lente de aumentar) As horas mais tristes do dia são as duas primeirasJ desde *ue ouvimos o) ru-do da chave na 2echadura Rna u6ianAa não h3 7man/edoura815. não se chama ninguémJ os comiss3rios ainda dormem docemente. não poder3s p_r a vista nos livros. como se estivesses de6ru+ado para o xadre> ou inclinado so6re um livro. durante esse per-odo) "essas duas horas ninguém vem tra>er nada . podendo mesmo toda a cela 2icar privada do passeio) ?ruel in/usti+a. a6rindo1se de modo a 2ormar uma mesa. ou então tiram1te o livro. em6ora pela sua idade ele 2osse o <nico)*ue /3 não podia contar so6reviver nem regressar .ela verdade est3s tu presoX &u então ensinava1me a entoar a sua can+ão. se precisas de :culos. isso o *ue éX . era o homem mais animoso da cela. mas est3 inscrito em letras impressas no regulamento da prisão e não tens mais *ue l01lo. e . di>ia1meJ 7$esistir pela verdade. tendo voado mais um dia) &s acontecimentos são m-nimos. mas. o terceiro1 sargento d3 tr0s passos na cela e se te encontra adormecido podes ir parar ao cala6ou+o. por exemplo. pois se encontra a2ixado em cada cela) Além disso. e para a ordem de 7p_r1se a pé8 é tam6ém preciso a6rir a portaS saltamos para o chão sem demora. é particularmente a6surdo para a*ueles *ue passaram a noite no interrogat:rio e s: h3 pouco puderam dormir) Fas não tentes 2a>er 6atotaX %e procuras cochichar um pouco. e s: . darão uma pancada de advert0ncia com a chave Brande postigo a6erto na porta da cela.E AB& #E BU AB na porta ou ainda piorJ a porta *ue normalmente se 2echa com um cadeado 6arulhento é a6erta sem ru-do Restão 6em treinados nisso. nem 2a> perguntas so6re nada. os che2es da prisão estão ainda a voltar a si. não havendo na cela um sorvo de ar respir3vel. cela. nem se*uer no santo regulamento. como um esp-rito desli>ando das paredes. 2a>emos as camas. li6erdade) A6ra+ando1me pelos om6ros. apoiando1te nas paredes ou pondo os cotovelos na mesa. *uando o cére6ro ainda est3 em6otado pelo sono e o mundo parece todo ele desagrad3vel e a vida va>ia de perspectivas. *uando vem a noite suspira1se por não ter chegado o tempo.

s oito da manhã. aproveitar o estilo T mesmo com palavras cortadas isso é poss-velX 1 e permut31los com os camaradas) Em alguns lugares dão recortes da Branat. assimilar o conte<do. discute1se nas celas *ual a origem do regulamento da u6ian1Aa ou de *ual*uer outra prisãoJ se se trata de uma crueldade calculada ou se tudo resultou simplesmente assim) Eu penso *ue resultou simplesmente assim) A alvorada 2oi naturalmente um c3lculo malévolo. *ue parece tão natural. os presos t0m tanta li6erdade e autonomia *ue são eles pr:prios *ue decidem esta *uestão) Fas na prisão pol-tica central tal assunto não pode ser deixado . chave8 Rvertit AlintchS) A$DU'. . mas t3 ninguém te deixar3 ir a esse excelente s-tio. na $<ssia. sendo depois reconhecido no topo como <til e aprovado) &s turnos mudam . tal palavra /3 estava muito di2undida) #i>iam *ue ela procedia dos guardas ucranianosJ 7%t:i t3 nié vertuAhaisX8) Fas h3 *ue recordar tam6ém a palavra inglesa *ue signi2ica carcereiro rtitrnAeNJ 7Volta a chave8S) (alve>. e logo a seguir . latrina converte1se num acto de conhecimento) Fas não é caso para rir) (rata1se de uma grosseira necessidade. latrina) #esde a alvorada *ue o guarda 2e> uma importante comunica+ãoJ designar *uem é *ue est3 ho/e incum6ido de tirar o 6alde da retrete da cela) R"as pris9es 6anais. no o6/ectivo. implicaria preocupa+9es e precau+9es excessivas da parte dos guardas e eles não são pagos para isso) & mesmo se passa com os :culosJ para *u0 preocupar1te com isso desde a alvoradaY Antes de terminar o turno da noite devolvem1 nos) . ordin3rias. mes*uinhe> da alimenta+ão. é horr-vel di>01lo. *ual não é permitido aludir na literatura Rem6ora /3 se tenha dito com imortal leviandadeJ 7Iendito a*uele *ue pela manhã)))8S) "este come+o de dia. /3 na prisão se estendeu uma armadilha ao preso. e o *ue é mais ultra/ante. seguindo . ao levantar1se. vertuAei se/a 7a*uele *ue d3 a volta .s seis horas da tarde Rnalgumas pris9es. até ao dia seguinte pela manhãS) Agora tu tens de preocupar1te com a aproxima+ão do interrogat:rio diurno e com os outros acontecimentos do dia. durante o dia.os guardas VertuAei se mant0m acordados e se inclinam a cada minuto so6re a a6ertura do postigo1Q) Fas decorre uma opera+ão nessas duas horasJ ir . ou então. privar1te da li6erdade de conversar.s oito da noite e . 1Q "o meu tempo. de pensar e até de ingerir a 2raca comida) ]s ve>es. latrina ao 2im do turnoJ deixar l3 ir um ou outro. outrora uma enciclopédia de vanguarda. e depois torturar1te todo o dia. a cu/a 2acilidade de acesso os lomens livres não sa6em dar o valor devido) Essa extenuante e vulgar necessidade pode assaltar1te todos os dias. ainda não se est3. a 3gua e a sopa aguada. de modo algum. de cl3ssicos. liter3rios))) A visita . mas muito do restante aconteceu mecanicamente Rcomo numerosas crueldades da nossa vida em geralS. apertar1te. ler dos dois lados. encerram1nos de novo. latrina. depois do impotente momento de torpor.E AB& #E BU AB 1Q1 *ue durar3 todo o dia. uma armadilha ao seu esp-rito) #evido ao estado de imo6ilidade prisional e . espontaneidade)S E depressa todos 2ormam em 2ila indiana. de ler. em condi+9es de a/ustar contas com a nature>a) E eis *ue te mandam sair rapidamente e te 2echam até . visita da manhã . e é assim mais c:modo levar os presos . com as mãos atr3s das costas. isoladamente. não sem antes nos entregarem tantas 2olhinhas de papel do tamanho de dois 6ilhetes de com6oio *uantos são os presos) "a u6ianAa estas 2olhinhas não são interessantesJ elas são 6rancas) Fas h3 cadeias tão atraentes *ue dão 2ragmentos de livros impressos) Due maravilhosa leituraX Adivinhar de onde são extra-dos. 2rente o respons3vel *ue leva contra o peito o 6alde de oito litros com tampa) 3. tal como encher1te com o rancho. mas não.

acastanhada. parodiavam1nosJ 7. o seu rosto torna1se de repente mais severo. se o miolo est3 pegado . 2eito mais de 3gua do *ue de cerealX RGastenAo. com o pão /3 somos genteXS provocam estes gramas de pão. c_deaJ é a sorte *ue decide *ual a reparti+ão19. um movimento no corredorJ distri6uem o ch3) &utro latagão com a 6ata escura e 6aldes) ?olocamos o nosso 6ule no corredor.ão *ue aca6ou irremediavelmenteX A*ueles *ue nasceram nos anos trinta nunca sa6erão. ele deixou de apertar os olhos ap:s coloc31los) ?om os seus olhos de concha. do 6alde sem 6ico. domina o ingl0s e alemão. *ue s: agora come+aX ?ada um tem uma *uantidade de pro6lemasJ ter3 repartido /udiciosamente ontem a sua ra+ãoY #ever3 cort31la com um 2io. /3 em (artu. ouvindo1 nos das suas trincheiras. numa linha recta. com a c_dea de cima dourada. são a nossa muleta e o mais importante acontecimento *uotidiano) E a vida *ue come+aX E o dia *ue come+a. esperar o ch3. o *ue é . ele representa digna e discretamente a Europa) Goi um not3vel advogado da Est:nia e chamavam1lhe o 7=uldsuu8 Rl36ios de ouroS) "o corredor h3 de novo movimentoJ outro parasita com uma 6ata escura 1 um rapa> 2orte. e %u>i usa1os permanentemente) $epara. *uanto mais não se/a.1 inevitavelmente. 19 Fas onde é *ue isto não se 2a>Y #esde h3 longos anos *ue o povo so2ria de 2ome) E todas estas reparti+9es de ra+9es se 2a>iam tam6ém no exército) E os alemães. e ele.\&X Fas alto.E AB& #E BU AB as cinco ra+9es de pão e as de> por+9e>inhas de a+<car) A nossa galinha11choca anda em torno delasJ em6ora. espon/oso. explica *ue é este mesmo pão *ue os tra6alhadores de Foscovo comem agora)S Fas haver3 nele mesmo 2arinhaY #e *ue misturas 2oi 2eitoY REmacada cela h3 uma pessoa entendida em misturas. ou com01la agoraY #eixar parte dela para a ceia ou com01la toda ao almo+oY E *ue *uantidadeY Além de todas estas po6res vacila+9es. despe/a o ch3 para o 6ule. o teu companheiro de processo não os usaW mas não nos atrevemos a 6ater na parede. poroso. este é um tema proi6idoX J3 t-nhamos com6inado *ue não dir-amos nem uma palavra so6re comidaX #e novo. estudando tam6ém as constitui+9es e c:digos de diversos pa-ses) A*ui. penetrante. pois metade é de 6atata. e a de 6aixo com cin>a. *ue não est3 na 2rente 1 trouxe1nos numa travessa 1Q4 A$DU'. *ue longas discuss9es ainda Rsoltou1se1nos a l-ngua. tal como podemos imaginar o rosto de uma pessoa culta no nosso século) Fuito antes da $evolu+ão.ara *uem esta ra+ãoY 1 . com um pouco de carvão do 2orno) . pois *uem não comeu pão assim nestas décadasYS ?ome+am os devaneios e as recorda+9es) Due pão tão 6ranco se co>ia ainda nos anos vinteX Um pão redondo. ele estudava em .E eis *ue come+am a distri6u-1losJ ouve1se a6rir as portas) .ode sa6er 11se se alguém usa :culos na cela vi>inha Rora.ara o respons3vel . gordurosa. sorte Rtem importLncia sa6er se se trata da c_dea. amigos. completou os seus estudos) Além da l-ngua materna estoniana. as 2_ssemos agora tirar . a galinha1 choca *uer sopesar tudo. na nossa cela. com o miolo cheio de humidade pantanosa. e durante os vinte anos de independ0ncia da Est:nia conservou toda a pure>a do seu idioma russo) #epois. *ual a *uantidade de peda+os necess3rios para 2a>er o peso. pois *uanto a isso são muito severosS) Fas /3 nos restitu-ram tam6ém os nossos) GastenAo s: pode ler com eles.etrogrado. 2icar com restos de moléculas de a+<car e de pão nas suas mãosS) Estes *uatrocentos e cin*uenta gramas de pão. e. em geral. as recens9es cient-2icas da revista alemã Iericht. entornando1o ao lado na passadeira) E todo o corredor est3 encerado como um hotel de primeira classe4C) E é tudo como pitan+a) &s alimentos *uentes virão um atr3s do outro. na Gaculdade de ^ist:ria é Gilologia. e durante todos estes anos seguiu regularmente o Economist londrino. entretanto.

pol-ticoX8 #e Ierlim, veio /untar1se1nos o 6i:logo (imo2eien1$essovsAi, a *uem /3 nos re2erimos) "unca ninguém se sentia tão o2endido como ele, na u6ianAa, por esses derramamentos no solo) Via nisso um sintoma da 2alta de interesse pro2issional dos carcereiros R6em como de todos n:sS pelo *ue estão 2a>endo) Fultiplicou vinte e sete anos de exist0ncia da u6ianAa por setecentas e trinta ve>es ao ano, em cento e on>e celas, e indignou1se por ter achado mais 23cil derramar 3gua 2ervida dois milh9es cento e oitenta e oito mil ve>es no chão, e apanh31la com um trapo, do *ue 2a>er 6aldes com 6ico) A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q@ , uma e ,s *uatro da tarde, e depois horas de lem6ran+as) R'sso não é tam6ém por crueldadeJ a gente da co>inha necessita de despachar1se depressa e de sair *uanto antes)S "ove horas) $onda da manhã) Fuito antes, ouve1se dar voltas particularmente ruidosas ,s chaves, pancadas extremamente 2ortes nas portas, e um dos tenentes de plantão dos andares entra, d3 dois passos na cela, empertigado, *uase em posi+ão de contin0ncia, e o6serva1nos severamente, todos /3 de pé) R":s não ousamos lem6rar *ue os pol-ticos tinham o direito de não se levantar)S ?ontar *uantos somos não é grande tra6alho, 6asta uma olhadela, mas esse instante é uma prova para os nossos direitos, pois, se temos alguns, não os conhecemos, e se não os conhecemos ele deve escond01los de n:s) (oda a 2or+a da aprendi>agem da u6ianAa reside na completa mecani>a+ãoJ nem express9es, nem anota+9es, nem uma palavra a mais) (odos os direitos *ue n:s conhecemos são os de peti+ão escrita para a repara+ão do cal+ado e para ir ao médico) Fas, se te chamarem ao médico, tu não te rego>i/ar3s, e o *ue te ir3 surpreender ser3, antes de mais, essa mecani>a+ão pr:pria da u6ianAa) & olhar do médico não exprime preocupa+ão, nem se*uer revela simples aten+ão) Ele não perguntaJ 7#e *ue se *ueixaY8, pois a*ui é1se avaro de palavras e não se pode pronunciar esta 2rase sem lhe dar 0n2ase) an+a apenasJ 7DueixasY8 %e tu te come+as a espraiar, tentando explicar a doen+a, ele interrompe1teJ 7Est3 6em) Um denteY Extrai1se) &u então, p9e1se arsénico) ?urasY A*ui não se 2a>em)8 R'sso aumentaria o n<mero de visitas e criaria um am6iente *uase humano)S & médico da prisão é o melhor auxiliar do comiss3rio e do verdugo) %e o preso *ue est3 a ser espancado volta a si, ainda por terra, ouve a vo> do médicoJ 7.odem continuar, o pulso est3 normal)8 #epois de cinco dias de cala6ou+o 2rio, o médico examina o corpo nu e entorpecido e di>J 7.odem continuar)8 %e te espancarem até , morte, ele assina um certi2icado de :6itoJ morte por cirrose no 2-gadoW por en2arto) %e o chamam urgentemente para assistir a um mori6undo na cela, ele não se apressa) E a*uele *ue se comportar de outra maneira 1 esse não é mantido nas nossas pris9es) & dr) G) .) Baa> não poderia tra6alhar a*ui) Fas o nosso galinha1choca est3 mais 6em in2ormado so6re os seus direitos Rsegundo di>, h3 on>e meses *ue estão a instaurar1lhe o processoW os interrogat:rios apenas se reali>am de diaS) Ei1lo *ue chama e pede uma entrevista com o che2e da prisão) ?omo, ao che2e de toda a u6ianAaY %im) E inscrevem1no) RE pela noite, depois da hora do sil0ncio, *uando todos os comiss3rios estão nos respectivos ga6inetes, chamam1no e regressa provido de ta6aco) E um tra6alho grosseiro, naturalmenteW mas, por en*uanto, não inventaram nada de melhor) .assar sistematicamente , utili>a+ão de micro2ones tam6ém é uma enorme despesaJ não se pode escutar durante dias inteiros cento e on>e celas) Due h31de 2a>er1seX &s galinhas1chocas 2icam mais 6aratos e serão ainda utili>ados por muito tempo) Fas é di2-cil a 1Q4 A$DU'.E AB& #E BU AB

=ramarenAo aguentar connosco) ]s ve>es 2ica a suar, escutando as nossas conversas e pela sua expressão v01se *ue não compreende)S &utro direito aindaJ a li6erdade de entregar re*uerimentos por escrito Rem troca da li6erdade de imprensa, de reunião e de vota+ão, *ue perdemos ao deixar a vida livreXS #uas ve>es por m0s o guarda *ue est3 de plantão de manhã perguntaJ 7Duem dese/a escrever solicita+9esY8 E inscreve todos os *ue mani2estam tal dese/o) A meio do dia chamam1te para um cu6-culo separado e 2echam1te) A- podes escrever a *uem *uiseresJ ao .ai dos .ovosW ao ?omité ?entral do .artidoW ao %oviete %upremoW ao ministro IériaW ao ministro A6aAumovW ao procurador1geralW , ?entral FilitarW , #irec+ão .risionalW , sec+ão de instru+ão /udicialW e podes *ueixar1te da deten+ão, do comiss3rio, do che2e da prisãoX Em *ual*uer caso, o teu pedido não ter3 0xito algum, nem se*uer ser3 ar*uivado, e o mais alto respons3vel *ue o vai ler ser3 o teu comiss3rio instrutor) Entretanto, tu nada conseguir3s demonstrar) Fais aindaJ ele "i& & E$Z se*uer, por*ue não pode l01lo auem *uer *ue se/a) "esse peda+o de papel, de 5 ! 1C cm, um pouco maior o *ue o *ue te entregaram de manhã para a latrina, mal podes arranhar, com uma caneta *ue6rada ou munida dum aparo torcido, metida num tinteiro cheio de 3gua e de 2arrapos, as letrasJ 7$EDUE$')))8 'mediatamente, elas se apagam no papel grosseiro e 7FE"(&8 não ca6er3 se*uer na linha, en*uanto do outro lado da 2olha tudo ressumou) .ode ser *ue ainda ha/a outros direitos, mas o guarda de plantão silencia1os) (alve> não percas muito desconhecendo1os) A ronda aca6a de passar) & dia come+a) J3 chegam os comiss3rios, alguns no edi2-cio) & guarda chama1os com enorme mistérioJ ele di> apenas a primeira letra e do seguinte modoJ 7Duem come+a por ?Y, *uem come+a por GY8, ou aindaJ 7Duem come+a por AY8 Voc0s devem dar provas de prontidão e apresentar1se como v-timas) Esta regra 2oi adoptada contra poss-veis erros dos guardasJ chamar alguém pelo apelido numa cela indevida e assim n:s 2icarmos a sa6er *uem est3 preso) Fas, mesmo separados e dispersos por toda a cadeia, n:s não estamos privados de not-cias entre as celasJ ao darem entrada mais presos, 6aralham1nos e cada um dos *ue são trans2eridos leva para a nova cela toda a experi0ncia ad*uirida na anterior) Assim, estando no *uarto andar, tudo sa6emos das celas da cave e das 6oxes do primeiro andar, acerca da escuridão do segundo, onde se encontram agrupadas as mulheres, so6re a instala+ão de duas galerias do *uinto e do n<mero mais alto das celas doa *uinto andarJ cento e on>e) Em 2rente da cela onde eu estava, encontrava1se o escritor de crian+as Iondarine, *ue, até então, tinha estado no andar das mulheres, com um correspondente polaco, *ue, por sua ve>, havia estado com o marechal11de1campo Von .aulus 1 e todos os pormenores so6re .aulus tam6ém n:s os conhec-amos41) b Von .aulus, general alemão, aprisionado na 6atalha de Estalinegrado) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 .assado o per-odo das chamadas para os interrogat:rios, para a*ueles *ue 2icavam na cela a6ria1se um longo e agrad3vel dia, rico de possi6ilidades e não demasiado o6scurecido pelas o6riga+9es) Estas podem ca6er1nos, mas duas ve>es por m0s, como, por exemplo, a de desin2ectar as camas com uma lLmpada de soldar Rna u6ianAa, os 2:s2oros são categoricamente proi6idos, e para 2umar um cigarro temos de ter a paci0ncia de levantar o dedo diante do postigo, pedindo 2ogo ao guarda, mas, *uanto ,s lLmpadas de soldar, não, con2iam1nos1las tran*uilamenteS) (am6ém nos pode ca6er uma espécie de direito, mas *ue muito se parece com uma o6riga+ãoJ uma ve> por semana chamam1nos um por um ao corredor e ali, com uma m3*uina de cortar ca6elo, por a2iar, 2a>em1nos a 6ar6a) &utra o6riga+ão é a de p_r a 6rilhar o soalho da cela) RU)

es*uiva1se sempre a esse tra6alho, *ue considera humilhante, como *ual*uer outro)S Gatigamo1nos muito, devido , 2ome, senão esta tare2a poderia inscrever1se talve> até entre os direitos, tão alegre e sadia ela éX ?om os pés descal+os, a escova de lustro para diante e o tronco para tr3s, e inversamente de tr3s para diante, não te preocupes com nada maisX & soalho 2ica a 6rilhar como um espelhoX Uma prisão , .otemAineX #e resto, /3 não estamos tão apertados, como na nossa antiga cela sessenta e sete) Em meados de Far+o, veio /untar1se1nos um sexto companheiro, e como a*ui se desconhecem os 6eliches e não existe o costume de dormir no chão, mudaram1nos com toda a e*uipa, para a linda cela cin*uenta e tr0s) R$ecomendo muito a *uem nunca l3 esteve *ue a visiteXS "ão é uma celaX E um pal3cio tran*uilo, destinado a dormit:rio para via/antes céle6resX A sociedade de seguros $<ssia44, sem olhar a despesas de constru+ão, levantou nesta ala um andar com cinco metros de altura) RDue 6elos 6eliches de *uatro andares a- teria constru-do o che2e da contra1espionagem da 2rente, metendo l3, de 2orma garantida, uns cem homensXS E a /anelaX Al1+ando1se so6re o parapeito, o guarda *uase não chega ao postigo, e uma s: das vidra+as poderia servir de /anela para todo um *uarto) Apenas as 2olhas de a+o, cravadas da morda+a, nos 2a>em recordar *ue não estamos num pal3cio) #e todas as maneiras, nos dias claros, por cima dessa morda+a, chega até n:s, vindo do po+o do p3tio da u6ianAa, e re2lectido por *ual*uer vidra+a do sexto ou do sétimo andar, um p3lido raio de sol) Um verdadeiro Esta sociedade ad*uiriu um peda+o de terra moscovita, propenso ao sangueJ do outro lado da $ua GurAassovsAi, perto da casa de $ostoptchin, 2oi massacrado o inocente Vere1chaguin, em 1Q14, e em 2rente da Brande u6ianAa vivia Re assassinava os seus servosS a criminosa %altitchiAha) r.or Foscovo, redac+ão de ") A) BueiniA e outros) Foscovo, Editora %a6achniAov, 1915, p3g) 4@1)S 1Q; A$DU'.E AB& #E BU AB coelhinho4@, este raio de sol, um ser vivo e *ueridoX Acompanhamos carinhosamente o seu desli>ar pela parede, cada passo seu est3 repleto de sentido, augura a aproxima+ão do passeio, conta uma a uma as v3rias meias horas *ue 2altam para o almo+o, e antes de este chegar desaparece) #esse modo, eis todas as nossas possi6ilidadesJ ir ao passeioX, ler um livroX, trocar impress9es so6re o passadoX, escutar e aprenderX, discutir e educar1seX E, como recompensa, haver3 ainda um almo+o de dois pratosX 'ncr-velX .ara os presos dos tr0s primeiros andares da u6ianAa, o passeio é desagrad3velJ metem1nos num pe*ueno p3tio in2erior, h<mido, no 2undo de um estreito po+o entre os edi2-cios da cadeia) .elo contr3rio, os presos do *uarto e do *uinto andares são levados para um ninho de 3guias, para um telhado do *uinto andar) E verdade *ue o chão é de cimento, *ue as paredes são de 6etão, tendo a altura de tr0s homensW e havendo /unto delas um) guarda desarmado, 6em como, de atalaia na torre, uma sentinela de arma autom3tica, mas o ar é aut0ntico e aut0ntico é o céuX 7Fãos atr3s das costasX Em 2ilas de doisX "ão conversarX "ão pararX8 %: se es*ueceram de proi6ir *ue se levante a ca6e+aX E tu, naturalmente, levanta1la) A*ui podes ver, /3 não o re2lexo, /3 não a imagem indirecta, mas o pr:prio %olX & pr:prio %ol, eternamente vivoX &u o seu derramar dourado através das nuvens primaveris) A .rimavera promete a todos a 2elicidade, mas ao preso ainda de> ve>es maisX &hX & céu de A6rilX "ão importa *ue eu este/a na prisãoX A mim, certamente, não me 2u>ilam) Em troca, hei1de tornar1me a*ui mais inteligenteX ^ei1de compreender muita coisa, : ?éuX ?orrigirei ainda os meus erros, não perante eles, mas perante ti, ?éuX A*ui, dei1me conta deles e hei1de repar31losX

?hega até n:s, como provindo de uma cova pro2unda e long-n*ua, da .ra+a #>er/insAi, o ininterrupto e a6a2ado coro das 6u>inas dos autom:veis) .ara a*ueles *ue marcham ao som dessas 6u>inas, elas devem parecer1lhes a trom6eta do triun2o, mas da*ui v01se claramente a sua insigni2icLncia) Vinte minutos apenas de passeio, mas *uantas preocupa+9es em torno dele, para *uanta coisa h3 *ue 6uscar tempoX Em primeiro lugar, é muito interessante, en*uanto te levam para l3 e te tra>em de volta, compreender a disposi+ão de toda a cadeia, ver para onde dão estes min<sculos p3tios suspensos, a 2im de *ue algum dia, *uando estiveres em li6erdade, possas atravessar a pra+a e sa6er onde passavas) "o 4@ Am6iguidade conotativa, *ue permite a %ol/enitsine um /ogo de signi2icantes e de signi2icados) Em russo, >aitc6iA signi2ica 7raio de sol8, en*uanto o seu diminutivo, >aitcho1noA, signi2ica 7coelhinho))) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 caminho damos muitas voltas e eu invento este sistemaJ desde a cela, contar cada volta )para a direita como se 2osse 7mais um8 e cada volta para a es*uerda como se 2osse 7menos um8) .or muito rapidamente *ue nos 2a+am dar as voltas, não é necess3rio apressares1te a representar o percurso, 6astando1te tempo para contar a totalidade) E se, pelo caminho, através de alguma /anela da escada, aperce6es o dorso das n3iadas da u6ianAa, *ue se encostam a pe*uenas torres com colunas, dominando a mesma pra+a, e te recordas do n<mero de voltas, atingida nessa altura, podes depois, na cela, prientarte e sa6er para onde d3 a vossa /anela) Em seguida, no passeio, é preciso simplesmente respirar, concentran1do1te o mais poss-vel) E tam6ém, nessa solidão so6 a claridade do céu, imaginar a tua luminosa vida 2utura, sem pecados nem erros) Fas é ainda a-, acima de tudo, o lugar mais prop-cio para 2alar so6re temas pungentes) Em6ora no passeio se/a proi6ido conversar, isso não importa, é necess3rio sa6er 2a>01lo, precisamente por*ue a- ninguém vos ouveW nem o galinha1choca, nem os micro2ones) #urante o passeio, eu e %u>i procuramos 2ormar um par) Galamos igualmente na cela, mas o mais importante gostamos de deix31lo para o passeio) "o primeiro dia, não coincidimos, mas, pouco a pouco, come+amos a a/ustar1nos, e ele /3 teve tempo de me di>er muitas coisas) ?om ele, ad*uiro uma aptidão nova para mimJ a de paciente e conse*uentemente, aceitar tudo a*uilo *ue nunca 2igurou nos meus planos e *ue, aparentemente, não tinha rela+ão alguma com a linha claramente tra+ada da minha vida) #esde a in2Lncia *ue eu sei, ignoro de onde, *ue o meu 2im é a hist:ria da revolu+ão russa e *ue o resto não me di> inteiramente respeito) .ara a compreensão da revolu+ão russa h3 muito tempo *ue de nada mais necessito, além do marxismoJ todos os corpos estranhos *ue se pegaram a mim, cortei1os e voltei1lhes as costas) Fas o destino condu>iu1me /unto de %u>i, *ue evoluiu numa es2era a6solutamente di2erente) Agora, ele 2ala1me com entusiasmo de tudo o *ue é a sua vida, e esse tudo é a Est:nia e a democracia) Apesar de antes nunca me ter passado pela ca6e+a interessar1me pela Est:nia, e ainda menos pela democracia 6urguesa, eu escuto1o, escuto os seus relatos apaixonados so6re os vinte anos de li6erdade desse pe*ueno povo la6orioso, pouco 6arulhento, de homens de grande estatura e de uma lentidão e seriedade naturaisW escuto1o a expor1me os princ-pios da ?onstitui+ão estoniana, inspirados na melhor experi0ncia europela, e como ela 2uncionava no seu parlamento de uma s: ?Lmara e composta de cem deputadosW e sem sa6er por*u0 come+o a gostar de tudo isso, tudo isso come+a a sedimentar1se na minha experi0ncia44) .onho1me a penetrar, com interesse,

#epois, %u>i 2alar3 de mim nestes termosJ 7Era uma estranha mistura de marxista e (iocrata)8 %im, estes dois aspectos uniram1se então em mim de 2orma extravagante) 1QQ A$DU'.E AB& #E BU AB na sua tr3gica hist:riaJ entre dois grandes martelos, o teut:hico e o eslavo, est3 exposta, desde tempos imemoriais, a pe*uena 6igorna estoniana) %o6re ela, am6os assestaram as suas pancadas, ora do oriente ora do ocidente, alternadamente, não se vendo um 2im para esta alternativa, como ainda não se v0 ho/e) E conhecida Rou melhor, completamente desconhecida)))S a hist:ria de como n:s *uisemos tom31la irre2lectidamente de assalto em 191Q, sem *ue ela o permitisse) Em seguida, 'udenitch despre>ou os seus ha6itantes, como se 2ossem 2inlandeses, e n:s trat3mo1los como 6andidos 6rancos) Duanto aos estudantes da Est:nia, inscreveram1se como volunt3rios) Assestaram1lhe mais pancada em 194C, em 1941 e em 1944) Uma parte dos 2ilhos desse povo 2oi apanhada pelo exército russo, a outra pelo exército alemão e a restante 2ugiu para o 6os*ue) &s velhos intelectuais de (a1lin discutiam como sair desse maldito c-rculo, a2astar1se de *ual*uer maneira e viver uma vida pr:priaJ por suposi+ão, ter (ii2 como primeiro11ministro e como ministro da Educa+ão "acional, digamos, %u>i) Fas nem ?hurchill nem $oosevelt se preocuparam com eles e, em troca, o6tiveram a solicitude do 7tio Jo8 RJoséS) Fal as nossas tropas entraram no pa-s, todos esses sonhadores 2oram apanhados na primeira noite, nos seus apartamentos de (alin) Agora, todos eles, uns *uin>e, se encontram na prisão moscovita da u6ianAa, cada um em celas di2erentes e acusados, segundo o artigo 5Q, do criminoso dese/o de autodetermina+ão) & regresso do passeio , cela constitui sempre uma pe*uena deten+ão) Até na nossa cela de luxo o ar parecia pesado, depois do recreio) Ah, como seria 6om petiscar algoX Fas não se pode, nem vale a pena pensar nissoX Ai deles, se alguns dos *ue rece6iam pacotes de casa, sem *ual*uer tacto, se punham a mostrar a sua comida 2ora do tempo e come+avam a comer) (anto pior, isso 2ar1nos1ia agu+ar o nosso autodom-nioX Ai dele, se o autor de um livro te 2a> uma partida e se p9e a descrever pormenori>adamente o sa6or da comidaX Gora com esse livroX Gora com BogolX Gora tam6ém com (cheAhov, 2oraX ^3 neles demasiada comidaX 7"ão tinha 2ome, mas, de *ual*uer maneira, 2oi comendo Ro 2ilho da mãeXS uma por+ão de vitela e 6e6eu cerve/a)8 & *ue é preciso é uma leitura espiritual) #ostoievsAi, por exemplo, eis *uem os presos devem lerX Fas, permitam1me, esta passagem é deleJ 7As crian+as passavam 2ome, h3 /3 alguns dias *ue nada viam além de pão e lingui+a)8 Fas a 6i6lioteca é o ornato da u6ianAa) E certo *ue a 6i6liotec3ria é algo repulsivaJ uma rapariga loura, tipo cavalona, *ue tudo 2a> para não parecer 6onita, com o seu rosto tão empoado *ue parece a m3scara de uma 6oneca im:vel, de l36ios viol3ceos e de pestanas negras, depiladas) RA 2alar verdade, isso di>1lhe respeito a ela, mas ser1nos1ia mais agrad3vel se nos aparecesse uma /ovem vistosa) (alve> o che2e da u6ianAa tivesse levado tudo isso em conta)S Fas *ue maravilhaJ cada de> dias, vindo 6uscar os livros, vai satis2a>endo os nossos pedidosX Ela escuta, com essa mecani>a+ão inumana da u6ianAa, sem se poder compreender se ouviu 6em os nomes e A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q9 os t-tulos, ou mesmo as nossas palavras) #epois sai) ":s passamos v3rias horas entre a in*uieta+ão e a alegria) #urante esse tempo são 2olheados e veri2icados todos os livros *ue nos 2oram entreguesJ procura1se ver se deix3mos picadas ou pontos de6aixo das letras Ré esse um processo de correspond0ncia dentro da prisãoS, ou se assinal3mos com a unha as passagens de *ue mais gostamos) 'n*uietamo1nos com isso, em6ora não

se/amos culpados de nada) Eles podem vir e di>er *ue 2oram desco6ertos pontos, e, como sempre, terão ra>ão, como sempre não terão necessidade de provas e 2icaremos privados, durante tr0s meses, de livros, se é *ue não trans2erem toda a cela para os cala6ou+os) E são estes os melhores e os mais radiosos meses prisionais, en*uanto não nos enterram na cova de um campo de tra6alhoX ?omo é doloroso ter de passar sem livrosX ":s não tememos apenas, estremecemos, tal como na adolesc0ncia ao mandar uma carta de amor e ao esperar a resposta) Vir3 ou nãoY E *ual ser3Y Ginalmente, tra>em os livros, o *ue condicionar3 os de> dias *ue vão seguir1seJ iremos intensi2icar mais a leitura ou, então, se não t0m interesse, devolvemo1los, passando a 2alar mais) (ra>er tantos livros *uantas pessoas h3 na cela, é o c3lculo de um cortador de pão e não de uma 6i6liotec3riaJ não um para cada, mas seis para seisX As celas onde h3 muitos presos 2icam a ganhar) x ]s ve>es, a rapariga cumpre os nossos pedidos maravilhosamenteX Fas outros desdenha1os e, contudo, isso torna1se interessante) .or*ue a pr:pria 6i6lioteca da u6ianAa é <nica no género) ?ertamente *ue os livros prov0m de 6i6liotecas particulares apreendidasW os 6i6li:2ilos *ue os coleccionaram /3 entregaram a alma a #eus) Fas o principal é *ue, tendo censurado e castrado, em geral, durante décadas, as 6i6liotecas do pa-s, a %eguran+a do Estado se es*ueceu de o 2a>er no seu pr:prio seioJ e, a*ui, no seu covil, podia1se ler Uamiatin, .ilniaA, .anteleimon $omanov e *ual*uer tomo de Fere/AovsAi) RAlguns pilheriavam, di>endoJ 7?onsideram1nos aca6ados e é por isso *ue nos dão a ler o *ue é proi6ido)8 Eu penso *ue as 6i6liotec3rias da u6ianAa não tinham ideia do *ue nos emprestavamJ tratava1se de pregui+a e de ignorLncia)S "as horas *ue precedem as re2ei+9es, l01se muito) Fas uma 2rase pode 2a>er1te saltar, correr da /anela para a porta e da porta para a /anela) %entes dese/o de mostrar a alguém o *ue leste, o *ue da- se depreende, e surge uma discussão) As discuss9es são tam6ém agudas, nesse tempoX Gre*uentemente, enred3vamo1nos em discuss9es com Kuri E) "a*uela manhã de Far+o, *uando nos trans2eriram os cinco da cela ao pal3cio cin*uenta e tr0s, meteram ali connosco um sexto preso) Ele entrou como uma som6ra, sem tocar com as 6otas no chão) Entrou, 19C A$DU'.E AB& #E BU AB mas inseguro de poder suster1se de pé,e apoiou as costas contra a coluna da porta) "a cela /3 não estava acesa a lLmpada e a lu> matinal era ne6ulosaW entretanto, o novato não olhava com os olhos a6ertos , semicerrava1os) E não di>ia palavra) & tecido do seu casaco militar e as suas cal+as não permitia inclu-1lo nem no exército soviético, nem no alemão, nem no polaco, nem no ingl0s) A 2orma do seu rosto era alongada e pouco tinha de russo) E *ue magro estavaX #e tão esguio, parecia mais alto) Gi>eram1lhe perguntas em russo, mas não respondeu) %u>i interrogou1o em alemãoJ tão1 pouco respondeu) #irigiu1se em seguida a ele em ingl0s, e manteve1se calado) Bradualmente, no seu rosto amarelado e extenuado de semicad3ver, 2oi despontando um sorriso, um sorriso como nunca tinha visto em toda a minha vidaX 7Ben1te)))8, pronunciou, como se voltasse a si mesmo depois de um desmaio ou como se tivesse passado a noite , espera do 2u>ilamento) E estendeu a sua dé6il e es*u3lida mão) "ela segurava uma pe*uena trouxa) & nosso galinha1choca, *ue tinha /3 compreendido do *ue se tratava, apressou1se a agarr31la e desatou1a so6re a mesa) ^avia ali uns du>entos gramas de ta6aco ligeiro, e ele enrolou logo um enorme cigarro para si) Goi assim *ue apareceu entre n:s Kuri "iAolaievitch E), depois de ter sido mantido durante tr0s semanas numa enxovia da cave)b

#urante o per-odo dos incidentes nos caminhos de 2erro da ?hina &riental, em 1949, cantava1se em todo o pa-s a can+ãoJ Varrendo com o seu peito de a+o os inimigos A vinte e sete monta a guarda) & comandante de artilharia da divisão vinte e sete de atiradores, constitu-da ainda no tempo da guerra civil, era o o2icial do antigo exército c>arista, "iAolai E) Reu recordava1 me deste apelidoW tinha1o visto entre os autores do nosso manual de artilhariaS) "um vagão de mercadorias, a2ecto ao transporte de passageiros, ele percorria, com a sua insepar3vel esposa, o Volga e o Ural, ora para leste, ora para oeste) "esse vagão passou os seus primeiros anos, e, igualmente, o seu 2ilho Kuri, nascido em 1915, contemporLneo da $evolu+ão) #esde essa época long-n*ua o seu pai radicou1se na Academia de eninegrado, onde vivia desa2ogadamente e como personalidade importante, tendo o seu 2ilho terminado a escola de *uadros de comando) #urante a guerra russo12inlandesa, *uando Kuri ardia no dese/o de lutar pela p3tria, os amigos do pai enviaram1no, como a/udante, para o Estado1Faior do Exército) Kuri não teve ocasião de arrastar1se até ,s 2orti2ica+9es 2inlandesas, nem de cair no cerco da contra1espionagem, nem de enregelar1se na neve, so6 as 6alas dos 2rancos1atiradores) Fas a &rdem da Iandeira Vermelha 1 não *ual*uer outraX 1 veio1lhe cair delicadamente no peito) Assim, A$DU'.E AB& #E BU AB 191 terminou a guerra 2inlandesa com a consci0ncia de nela haver tido um comportamento /usto e <til) Fas a guerra seguinte não a p_de passar tão 6em) A 6ateria *ue estava so6 o seu comando viu1se cercada na >ona de uga) Andaram , deriva, ca+aram1nos e aprisionaram1nos) Kuri 2oi parar ao campo de concentra+ão alemão dos o2iciais na >ona de Vilnius) "a vida de cada um h3 sempre um acontecimento *ue se torna decisivo para o seu destino, para as suas convic+9es e as suas paix9es) &s dois anos *ue passou nesse campo a6alaram Kuri) & *ue era tal campo, não seria poss-vel exprimi1lo com simples palavras, nem analis31lo com silogismosJ haveria *ue morrer l3 e s: *uem não morria era capa> de tirar conclus9es) Duem podia so6reviver eram os impedidos, pol-cias internos do campo, recrutados entre os nossos) ?omo se compreende, Kuri não se tornou impedido) .odiam so6reviver ainda os co>inheiros e tam6ém os intérpretesJ esses eram procurados) Ele, *ue dominava per2eitamente o alemão, ocultou tal 2acto) Viu logo *ue, en*uanto intérprete, teria de entregar os seus) .odia demorar a sua morte a6rindo covas, mas havia outros mais 2ortes e mais ha6ilidosos do *ue ele) Kuri declarou *ue era pintor) E2ectivamente, no Lm6ito da sua educa+ão multi2orme, rece6era li+9es de pintura, e não pintava mal a :leo) %: o dese/o de seguir a carreira do pai, de *ue sentia orgulho, o impediu de 2re*uentar a Escola de Ielas1Artes) Juntamente com um velho pintor Rlamento não recordar1me do seu nomeS levaram1no para uma ca6ina isolada numa 6arraca, e, ali, Kuri pintava de gra+a para os comandantes alemães uma série de *uadrosJ o 6an*uete de "ero, um coro de el2os) Em troca, levavam1lhe comida) A*uela 6e6eragem, pela *ual os o2iciais prisioneiros 2a>iam 6icha, com as suas marmitas, ,s seis da manhã, en*uanto os impedidos lhes 6atiam com paus e os co>inheiros com seus colher9es) Ie6eragem essa *ue era insu2iciente para manter um homem vivo) .elas tardes, Kuri, da /anela da ca6ina, visuali>ava o <nico *uadro, para o *ual lhe dera voca+ão a arte do pincelJ a névoa pairando so6re o prado /unto do pLntano, o prado cercado de arame 2arpado, com um sem1n<mero de 2ogueiras ardendo, e, , volta das 2ogueiras, o *ue restava dos antigos o2iciais russosJ seres agora semelhantes a 2eras, roendo os ossos de cavalos mortos, 2a>endo 6olachas de cascas de 6atata, rumando

isto é. e isso para esta6elecer este mesmo regime. e os *ue. assinada pela $<ssia. chegaram ao campo os recrutadores das primeiras 7legi9es8 6ielorrussas. *ue tra-a agora os seus pr:prios soldados) E por*ue é *ue o /uramento de Kuri o devia vincular a um regime assim traidorY Duando. não indo simplesmente rece6er o racionamento alemão) %e os acampamentos 2icam ao lado uns dos outros. nos atirou aos cãesY Acaso continua a ser mãeY %e a nossa mulher anda a correr as ruas. não assume nenhumas o6riga+9es *uanto ao tratamento dos prisioneiros e não pretende de2ender os seus *ue ca-ram no cativeiro45) A U)$)%)%) não reconhece a ?ru> Vermelha 'nternacional) A U)$)%)%) não reconhece os seus soldados de ontemJ não lhe convém prestar1lhes a/uda no cativeiro) & cora+ão do nosso entusiasta contemporLneo da $evolu+ão de &utu6ro gela1se) Ali. e enviados pela 2am-lia. /3 em 1915. não tens de chorar pela lã) Kuri dei1 45 %: em 1955 reconhecemos esta conven+ão) #e resto. os aliados. entra em con2lito e discute com o velho pintor Raté então. h31de so6reviver e tirar conclus9es) Ja todos eles sa6em *ue a *uestão não depende dos alemães. tinham permissão de 2alar em seu nomeY E como se h31de reagir com /usti+a *uando a nossa mãe nos vendeu aos ciganos. Kuri tinha di2iculdade em admitir a*uilo. camada ap:s camadaS) & *u0Y %talineY "ão ser3 exagerado atri6uir tudo a %taline. conclus9es algumas) E os outrosY &s *ue cercavam %taline. inclusive. na ca6ina da 6arraca. por 6ondade. os *ue planavam mais a6aixo. acaso estamos ligados ainda a ela por 2idelidadeY A p3tria *ue traiu os seus soldados é porventura uma p3triaY )))?omo tudo se trans2ormou para KuriX Ele admirava o pai 1 e passou a amaldi+o31loX . geralmente. distri6u-dos por toda a p3tria. ou.esterco e remexendo1se todos devido aos piolhos) "em todos esses 6-pedes tinham ainda morrido) "em todos haviam perdido ainda o dom do discurso coerente e.ela primeira ve>. na . e *ue entre os prisioneiros de numerosas nacionalidades s: os 194 A$DU'. so6 os re2lexos purp<reos das chamas. e os nossos lan+am1se1lhes como sete cães a um osso) %ão os russos *ue suportam toda a guerraW são os russos *ue t0m esse destino) .s suas mãos tão curtasY (odo a*uele *ue s: tira metade das conclus9es não tira. são tratados de modo muito insuport3vel) Duanto aos ingleses e aos noruegueses. e de *ue eles vivem pior *ue os de todos os aliados) 'sso para *ue não ha/a I&A(&% so6re a 6oa vida dos prisioneiros e estes não se . o /uramento do exército em *ue se criara. ninguém est3 em pior situa+ão) &s polacos e os /ugoslavos. ou apenas e alemães. pior ainda. via1se como uma intelig0ncia tardia despontava na*ueles rostos *ue remontavam ao ^omem de "eanderthal) A 6oca tornava1se1lhe amargaX A vida *ue Kuri conservava /3 nem lhe a *uerida em si mesma) Ele não é da*ueles *ue aceitam 2acilmente es*uecer) "ão. Felgunov nota no seu di3rio *ue corre o I&A(& de *ue a U)$)%)%) não permite *ue se preste a/uda aos seus soldados prisioneiros na Alemanha. . pensou *ue ele tinha tra-do.E AB& #E BU AB soviéticos vivem e morrem assim.or*u0Y #a*ui e dali vão chegando as explica+9esJ a U)$)%)%) não reconhece a ?onven+ão da ^aia so6re os prisioneiros. estão inundados de pacotes da ?ru> Vermelha 'nternacional. um ou outro alistou1se para se salvar da 2ome) Fas E) 201lo com 2irme>a e lucide>) "ão se demorou muito tempo na legiãoJ *uando te arrancam a pele. arremessam1nos esmolas através do arame 2arpado. mas o velho ia pondo a verdade a nu.rimavera de 194@. na realidade.

na opinião de Kuri. "aturalmente. 6em como a contar anedotas esta2adas dos anos long-n*uos) Eles escreviam como se nenhuma revolu+ão se tivesse veri2icado na $<ssia ou como se 2osse /3 demasiado inacess-vel a eles explic31la) #eixavam aos /ovens o cuidado de se orientar na vida) Assim se agitava KuriJ tinha Lnsia de ver. Am2i1teatrov))) Kur esperava *ue em todos eles.4. o recrutou como seu 6ra+o direito) Assim. a li6erdade de escolha dependia do seu car3cter e da sua consci0ncia) 'mediatamente todos a6andonavam os explosivos e a r3dio) A di2eren+a consistia apenas nistoJ uns entregavam1se sem mais . pelo contr3rio. era .) Felgunov. dese/ando 2icar vivos. vestiam roupas de a6a2o novas. Aldanov. "a6oAov. eles *ueriam simplesmente escapar . através dessa escola. a2ogava cada ve> mais a sua con2usão na vodca) & *ue era a*uela escola de espionagemY "ada tinha de uma escola verdadeira. de conhecer e.entreguem tão gostosamente) ^3 certa continuidade de ideias) R%) . *uando as 2am-lias dos privilegiados. e logo um certo ?^EGE alemão. visitava os emigrados russos. mas não ao pre+o de dispararem contra os seus na 2rente4. viviam 6emY "ão se lhes reconheceu nenhuma atenuante pelo 2acto de se recusarem a . assim se 2oi operando uma mudan+a) Ele ardia no dese/o de li6ertar a sua p3tria e puseram1no a preparar espi9es alemães para com6ater os seus) &nde estava o limiteY))) A partir de *ue momento se não pode ir demasiado longeY Kuri passou a ser tenente do exército alemão) ?om a 2arda alemã.s autoridades Rco1 4. logo adiante. a entregar1se novamente aos alemães) ` Fas um 6elo dia. eram uma 6oa sa-daJ os rapa>es comiam. um rapa> viva+o regressou. p3ginas 199 e 4C@)S A$DU'. morte e ao cativeiro. através da 2rente. in2ormando de *ueatinha reali>ado a tare2a Ride l3 veri2ic31loXS) Era um 2acto invulgar) & che2e não teve d<vidas de *ue ele tinha sido enviado pela contra1espio1nagem %merch e decidiu 2u>il31lo Ré esse o destino de um espião escrupulosoXS) Fas Kuri insistiu em *ue. a explosão das paix9es. entretanto.. esta6eleceriam liga+9es pelo c:digo da r3dio e regressariam outra ve>) "o entanto. e. ele percorria toda a Alemanha. sem esperan+a. o p_r do %ol. ia a Ierlim.E AB& #E BU AB mo este 7espião8 de nari> chato. a 2a>er uso de explosivos e a transmitir mensagens pela r3dio) "ão con2iavam muito neles.E AB& #E BU AB 19@ xou de ocultar o seu conhecimento da l-ngua germLnica. mesmo sem isso. 19. encontrado no servi+o de contra11espionagem do exércitoS. dos arredores de =assen.) Ga>iam1nos passar a linha da 2rente. 6rotasse a cada p3gina o sangue das 2eridas vivas da $<ssia) Fas o *ue é *ue sucediaY Em *ue delapidavam eles a sua inapreci3vel li6erdadeY Uma ve> mais a descrever o corpo 2eminino. a6andonados. e. os nossos investigadores não admitiam tais ra>9es) Due direito tinham eles de viver. a 6ele>a das ca6e+as no6res. $ecorda+9es e #i3rios. em Iunine por exemplo.aris. dinamitariam os o6/ectivos designados. outros iam para a 2arra com o dinheiro) "unca nenhum deles voltou atr3s. lia os livros *ue dantes não lhe eram acess-veisJ Iunine. com a agravante da inten+ão de sa6otagem) 'sto signi2icava guard31los na cadeia até a morte) 194 A$DU'. ainda por cima. . porém) an+avam1nos a pretexto de insu2lar Lnimo) Fas para os mori6undos prisioneiros de guerra russos. em 1945. *ue tinha sido designado para criar uma escola de espi9es de 2orma+ão acelerada. naturalmente) Em seis meses s: lhes puderam ensinar a dominar o p3ra1*uedas. segundo a tradi+ão russa. come+ou um desli>e *ue Kuri não tinha previsto. vol) '. recheavam as algi6eiras de dinheiro soviético) (anto os alunos como os pro2essores 2ingiam *ue tudo se passaria como previstoJ *ue na retaguarda soviética 2ariam espionagem.egar na cara6ina alemã) #evido ao seu 2also /ogo de espionagem aplicaram1lhes o grave artigo 5!1. essas escola>inhas. na retaguarda soviética.

*ue a tudo tinha renunciado. logo desde o come+o) R%o6re o 2acto . inclinando1se para a mesa. devia trans2erir a sua escola para o interior. encheu1se de calor) A p3triaY Era maldita. sentiam todos. en*uanto não se matar o seu nervo.ois 6em.necess3rio condecor31lo e apresent31lo aos alunos) &ra o espião aca6ado de regressar prop_s a Kuri *ue 2ossem 6e6er uns copos e. realmente somos russosX %e nos perdoam. se1 gredou1lheJ 7Kuri "iAolaievitchX & comando soviético promete1lhe o perdão se voc0 se passar agora connosco)8 Kuri estremeceu) & seu cora+ão. *ue uma hora antes eram leais ao reich alemão.arriscando a vida ele pr:prio. sua maneira) Agora *ue a guerra estava claramente perdida para eles. tam6ém n:s. os programas. ou então uma senten+a de vinte anos) A es2umada imagem da terra p3tria 2a> com *ue uma pessoa se deixe enganar irremediavelmente))) Assim como um dente não cessa de doer. não deixamos de sentir o apelo da p3tria até ao dia em *ue engolimos o arsénico) &s lot:2agos da &disseia conheciam certa 2lor de l:tus. estava um compatriota em6riagado e. a vida deles era 2alsa) &s alemães mane/avam1nos . *ueridaX ?oncediam1 lhe o perdãoY))) E poderia regressar . 2am-liaY E passear por =amennostrovY . desde *ue sa-ra do campo. as tare2as diversionistas) Ele pensava realmente *ue a sua 7experi0ncia e conhecimentos8))) Estava1 A$DU'. para onde. eles se escapariam os dois) E eis *ue. para visitar a 2am-lia) E s: na u6ianAa ele compreendeu *ue. tinha aparecido a Kuri uma sa-daJ o che2e gostava dele e disse1lhe *ue possu-a uma propriedade na Espanha. sentado diante dele. mas não via nenhum 2uturo diante dele) $eunindo1se a 6e6er vodca com outros russos. todo corado. *ue lhes 2altava um ponto de apoio. 6radaram entusiasmadosJ 7^urraX (am6ém n:))) :))) :sX8 REles vitoriavam os seus 2uturos tra6alhos 2or+ados)))S Então. o comando soviético aprecia a sua experi0ncia e os seus conhecimentos e *uer utili>31los para conhecer a organi>a+ão da contra1espionagem alemã)))8 As vacila+9es roeram E) durante duas semanas) Fas. logo *ue o império ardesse. ainda com leite no nari>. ele ordenou *ue dessem a volta por uma tran*uila gran/a polaca. voltaremos e hão1de ver como ainda seremos 6ons cidadãosX ))) Esse ano e meio passados. *ue. evidentemente. tão 2alhos de arrependimento como ele. o tentava através da mesaJ 7Kuri "iAolaievitchY. claramente. chegada dos tan*ues soviéticos e depois veio a contra1espionagem %merch) Kuri /3 não voltou a ver os seus rapa>es) 'solaram1no durante de> dias e o6rigaram1no a descrever toda a hist:ria da escola. em6ora procedessem de pontos de partida di2erentes)S Eu di>ia *ue durante longo tempo s: pessoas de inten+9es su6limes e de todo em todo a6negadas tinham dirigido as *uest9es importantes no nosso pa-s) Ele a2irmava *ue eram da mesma t0mpera de %taline.E AB& #E BU AB 195 1se mesmo a discutir o pro6lema da sua ida a casa. mas. *uando depois da o2ensiva soviética para l3 do V-stula. mandou 2ormar os alunos da escola e declarouJ 7Eu passo1me para o lado soviéticoX ?ada um é livre de escolherX8 E esses inexperientes aprendi>es de espi9es. de todas as maneiras.odia 2icar a aguardar o 2u>ilamento. /3 endurecido. in/usta. não proporcionara a 2elicidade a Kuri) Ele não se arrependia. mesmo em %alamanca. a sua escola de espionagem ocultou1se até . de todas as maneiras. estaria mais perto do rio "eva))) . apropriada para isso))) Kuri esteve tr0s semanas na nossa cela) #urante todo esse tempo discutimos com ele) Eu di>ia *ue a nossa $evolu+ão era magn-2ica e /usta e *ue apenas tinha sido horr-vel a sua de2orma+ão em 1949) Ele olhava1me com pena e mordia os seus l36ios nervososJ antes de empreender a $evolu+ão devia1se ter limpo o pa-s dos perceve/osX R"isto havia estranhamente uma certa coincid0ncia com GastenAo.

se a gente consegue moderar1se.or causa destas discuss9es di3rias. ouv-amos o alegre tilintar no corredor. ao acusado nada lhe entra pela gargan1 19.s altas es2eras) "a u6ianAa isto é 2acilitado pela licen+a de estar deitado duas horas depois do almo+o. em ve> de nos negarmos um ao outro) evaram1no da cela e. satis2eito com as papas. medula) eão (olstoi.s alturas do %inai. não é verdadeY AhX As noites imponder3veis da u6ianAaX R?ontudo. esse sim. alma deixar de sentir a sua opressão) Due leves e livres pensamentosX . 6oca. A$DU'. adapta1se . repletas de perigo. imponder3veis somente se não te aguarda o interrogat:rio nocturno)))S E como se o corpo não tivesse peso. na exacta medida *ue permite . vai regressando. chegou a comida da prisão) Fuito antes.de *ue %taline era um 6andido. ninguém me sou6e dar not-cias dele na cadeia de IutirAi e ninguém o encontrou nos c3rceres de trLnsito) Até os soldados rasos de Vlassov desapareceram sem deixar vest-gios Ro *ue é mais certo da terraS. no estilo de restaurante. & sono é o melhor remédio contra a 2ome e contra a depressãoJ o organismo não se desgasta e o cére6ro não 2a> passar e repassar os erros cometidos) Entretanto. a6rimos um livro para dis2ar+ar e dormitamos) . e *ue ali. uma travessa para cada um.ara os teimosos *ue não assinam os autos e não reconhecem as culpas. avide>) ?om o tempo. não tocam no pão e não sa6em onde met01lo) Fas o apetite. ha6itualmente a estas horas não costumam tocar . é o rei da nossa literaturaX . porta) RA explica+ão deste humanitarismo reside no 2acto de *ue a*ueles *ue estão proi6idos de descansar se encontram nessa altura no interrogat:rio diurno) . noite) Então aproxima1se a hora de ir . até . pela *ual é prov3vel *ue tenhas esperado e estremecido todo o dia) Due aliviada 2ica de repente toda a genteX ?omo de s<6ito se simpli2icam todos os grandes pro6lemas) J3 notaram isso. depois tra>iam1nos.ara isso é necess3ria uma auto1educa+ão *ue 2a+a perder o h36ito de olhar de soslaio para *uem come algo mais e consiga p_r de parte as conversas. latrina. 2ora a*ueles *ue não possuem documentos para sair dos rec_nditos cantos do "orte) & destino de Kuri E) não era o de um soldado raso) Ginalmente.arece *ue nos elevamos até . chega a hora do /antarJ mais outra colherada de papas) A vida apressa1se a o2erecer1te todos os seus dons) Agora 2altam cinco a seis horas e até ao aviso do sil0ncio nada levas .E AB& #E BU AB ta) Alguns. elevando1se o mais poss-vel . com dois pratos de alum-nio Rnão havia tigelasSJ uma colherada de sopa e outra de papas aguadas e sem gordura) #urante as primeiras emo+9es. não diverg-amos)S Eu tinha uma grande estima por BorAi) Due esp-rito tão l<cidoX Due concep+9es tão /ustasX Due not3vel artistaX Ele interrompia1meJ era uma personalidade insigni2icante e a6orrecidaX Ga6ricou a sua pr:pria personagem da mesma 2orma *ue inventou os seus her:is) (odos os seus livros são 2a6ricados do princ-pio ao 2im. mas isso /3 não é tão terr-velJ é 23cil acostumar1se a não dese/ar comer de noite 1 processo desde h3 muito conhecido pela medicina militarJ nos regimentos de reserva tam6ém não dão de comer . gradualmente. o *ue é ainda algo *ue lem6ra a maravilha de uma casa de repouso) #eitamo1nos de costas voltadas para a 2enda da porta. e os guardas espreitam com insist0ncia para ver se voltamos as 2olhas do livro. e depois a sensa+ão de 2ome permanente condu> . durante dias. desde então. /usta) . por mais *ue tenha perguntado. nossa /uventude. 2rugalidade.ropriamente 2alando é proi6ido dormir. não sou6emos aproximar1nos e o6servar1nos mais. acaloradas devido . so6re a comida. o contraste é maiorJ *uando regressam /3 est3 a aca6ar a hora de descanso)S . e a pouca alimenta+ão *ue a*ui nos dão consegue chegar . . mas.

e dos livros) Entramos de novo mais 2ogosamente em cho*ue com E). come+ar3 a verdadeira guerra) A cela mani2esta um 3vido interesse por esse press3gio) E como terminar3Y Kuri assegura *ue com uma ligeira derrota do Exército Vermelho Re portanto com a nossa li6erta+ão ou o nosso 2u>ilamentoS) A*ui.E AB& #E BU AB 195 da de xadre> com %u>. e. adivinhando *uais as cidades tomadas) Kuri. partindo com o cora+ão mais aliviado) &nde desapareceu esta 6ondade russaY Goi su6stitu-da . so6re como eram as coisas antes) GastenAo encontra1se entre n:s e por isso ouvimos esses relatos de prineira 2onte) & *ue mais nos comove é *ue dantes. pois os pro6lemas são mais explosivos. sem palavras e sem expressão. indo nessa hip:tese despeda+ar os aliados com mais limpe>a ainda do *ue aos alemães) 7"uncaX8. particularmente. mas nada mais h3 na nossa vida) Due 23cil se tornou atingir esse ideal))) "aturalmente. pela noite. 2olares) Dual*uer po6re velhota levava uma de>ena de ovos pintados. grito eu Rtam6ém semi1murmurandoS) GastenAo intervém. mas tentamos imagin31lo nos seus pormenores. discutimos ao longo das noites. como 1unhem muitas /ovens desconhecidas. como não vemos o mapa da Europa. 6aixando o estore a>ul de camu2lagem da /anela) Agora. a Foscovo nocturna come+a a disparar salvas de artilharia45) "ão vemos o 2ogo no céu. pastéis de massa. ao ponto de o desa6ituar de mani2estar o seu desvelo estas salvas destinavam1se a comemorar as vit:rias do exército soviético. ridiculari>ando1nos.E AB& #E BU AB velo pelos *ue so2remY Agora isso seria considerado como algo de desvairado) Due se tente propor em *ual*uer institui+ão uma angaria+ão de 2undos para a 2esta os presos da .uschAhineJ Duero viver. ser preso pol-tico era um motivo de orgulho) "ão somente as 2am-lias não renegavam o preso. sentimos menos dese/o de discutir do *ue de ouvir algo de interessante e até de conciliador. por detr3s do estore.ela consci0ncia pol-tica) Due trans2orma+ão 6rusca e irrevog3vel aterrori>ou assim o nosso povo. *ue não h3 *uem o6rigue agora as tropas aliadas a lutar contra n:s) E todavia. *ue é agora *ue o Exército Vermelho e os an1gio1americanos vão atirar1se uns contra os outros. 2ica 2ulo com essas salvas) 'nvocando o destino para corrigir os erros por si cometidos. 2alando todos cordatamente) Um dos temas pre2eridos na prisão é a conversa so6re as tradi+9es carcer3rias. eu protesto e discutimos 2uriosamente) &s seus argumentos consistem em *ue o nosso exército est3 deveras extenuado. eu a2irmo *ue o exército não se encontra tão extenuado como isso. nos surge a apari+ão da verdade) %im. *ue acumulou experi0ncia e *ue actualmente est3 repleto de 2or+a e de 2<ria. por exemploJ a *uestão do 2im da guerra) E eis *ue o guarda entra na cela.3scoa sem levar pacotes a presos desconhecidos. e *ue contra os aliados /3 não com6ater3 com tal 2irme>a) .por entre as chamas. di>endo *ue não compreendemos o &cidente. s: então. ele a2irma *ue a guerra não aca6a de modo algum. destinados ao comum ca6a> prisional. mal a6astecido so6retudo. para pensar e so2rerX E n:s so2remos e pensamos. distraindo1nos da parti1 A$DU'. conseguiam 2a>er1lhes visitas) E a velha e universal tradi+ão do envio de em6rulhos nas 2estasY "inguém na $<ssia come+ava a 2este/ar a . de6ilitado.g) 1PC5 ()W 19Q A$DU'. 2a>endo1se passar por noivas. devia ser com isto *ue sonhava . dam presuntos de "atal. empad9es.elo exemplo das unidades *ue conhe+o. sendo por ve>es acompanhadas de 2ogo1dc1arti2-cio) 2. grita lmas em tom de murm<rioS Kuri) 7E as ArdenasY8.

duas ma+ãs)))8 1 7Agora não h3 ma+ãs em parte alguma)8 1 7Então. angariava dinheiro Rno nosso pa-s não poderia angariar muitoS.E AB& #E BU AB 199 #epressa. utili>ando a sua imunidade pessoal. ele come+ou rapidamente a assinar e trouxeram1no outra ve> para a*ui)S 7%e acaso te puserem em li6erdade. depressa. espera de um interrogat:rio. 2oi no essencial encarcerada))) &utro tema de *ue é agrad3vel 2alar pela noite. pelos vistos.) . *ue não 2a>iam parte do teu c-rculo de preocupa+9es) E. de resto. sua volta) 1 Dual é o n<mero desta celaY 1 perguntou in*uieto) 1 ?in*uenta e tr0s) Ele estremeceu) . entretanto. F) rece6eu *uatro 6atatasX 'sso prova *ue 2oi li6ertado) &ra o seu caso é muito mais sério do *ue o meu. a pr:pria ?ru> Vermelha. não podemos sa6er tam6ém a*ui *ual é a tua noite 2atal de interrogat:rio) #eitamo1nos. de um minuto para outro. tu mesmo o di>es. . os engenheiros. sendo depois comprados a*ui artigos para os presos pol-ticos *ue não tinham 2am-lia) . o teu caso. e tu sentes1te 6em e alegre entre pessoas interessantes *ue não 2a>iam parte da tua vida.echAo1va. /ovem. en*uanto ") /3 se encontra no porão do 6arco *ue segue rumo a =olima)S Assim vamos conversando so6re toda a espécie de coisas. via/ava no estrangeiro. mas s: para os antigos mem6ros de partidos pol-ticos) AhX. como 2ora com6inado. pouco depois de nos termos despedido de E). pode ser *ue tam6ém me soltem depressa))) Fas aconteceu simplesmente *ue a mulher de F) deixou cair a *uinta 6atata da 6olsa. os religiososS. con2uso. é uma 6agatela T então promete1me *ue ir3s ver a minha mulher e como prova disso ela *ue me mande num pacote.ol-tica) J3 não digo *ue se/a imposs-vel para n:s acreditar nisso. é a li6erta+ão) %im. 6omX. *uem come+a por UX8 Fas o guarda não a6riu a 6oca) A porta des1cerrou1se) evant3mos a ca6e+a) A entrada estava um novatoJ magrinho. escuta. /3 a silenciosa ronda nocturna passouJ levaram os :culos e a lLmpada deu sinal tr0s ve>es) 'sso signi2ica *ue dentro de cinco minutos tocar3 a sil0ncioX . .) .echAo1va4Q. U) 7com os seus o6/ectos pessoais8) (eria ele 2icado de um momento para o outro em li6erdadeY A 2orma+ão do processo não podia terminar tão depressa) R#e> dias depois. não para os contra11 revolucion3rios Rpor exemplo. digamos.cadeia localX 'sso ser3 tomado *uase como uma insurrei+ão anti1soviéticaX Até *ue grau chegou a nossa 2erocidadeX Pb E *ue representavam esses presentes 2estivos para os presosY Assiso s: uma comida sa6orosaY "ão) Eles tradu>iam o c3lido sentimento de *ue os *ue estavam em li6erdade pensavam e se preocupavam contigo) GastenAo conta1nos *ue mesmo durante o poder soviético existiu a ?ru> Vermelha . *ue se ouviu o ru-do da 2echadura) &s cora+9es oprimiram1seJ *uem irão levarY Agora o guarda vai lan+arJ 7Duem come+a por %X. era preciso t01lo ditoX ))) Fas. di>1se *ue se veri2icam casos surpreendentes *uando alguém é li6ertado) evaram da nossa cela. recordamos casos divertidos.rimeira mulher de BorAi) R") dos ()S A$DU'. de uma noite de A6ril.ode suceder *ue não ha/a 6iscoitos em Foscovo)8 T 7Iom. tr0s 6iscoitos)8 T 7. *uando não se est3 . ei1lo *ue regressaJ levaram1no para e2ortovo) A-. agarremos a mantaX Assim como na 2rente não a6es se uma ra/ada de pro/écteis se vai a6ater so6re ti. com 2ato a>ul e um 6oné a>ul1escuro) "ada tra>ia consigo) &lhava. pomos um 6ra+o por cima da manta e es2or+amo11nos por a2ugentar os pensamentos da ca6e+a) #ormirX Goi num momento assim. então servem *uatro 6atatas)8 RGacto extraordin3rio e admir3velJ levaram e2ectivamente ") e.ara todos os pol-ticosY A*ui cumpria esclarecerJ não. excep+ão de E) . mas torna1se1nos di2-cil imagin31lo) Ele explica1nos *ue E) .

não iam ser a6orrecidas) (rouxeram tam6ém ao 7imperador8 uma cama. menina dos seus olhos) Victor cresceu sossegado. entrou em casa de Iielov. o estado de esp-rito da classe oper3riaX E voltou1se para o outro lado. de *ue não h3 *ue esperar resposta)S 1 "ão sei))) Uma ninharia))) (odos respondem assim. talve> . um colchão. voltando1se para mimJ 1 A.1 Vens da ruaY 1 pergunt3mos1lhe) 1 "ão))) T a6anou com ar so2redor a ca6e+a) 1 Duando 2oste presoY 1 &ntem de manhã) $imos . go>ando antecipadamente a certe>a de *ue as duas primeiras horas da manhã. assentou pra+a no exército e levaram1no para Iiro6id/ã. o6ediente. 2iel ao princ-pio de classe) 1 &per3rio) GastenAo estendeu a mão e. A) '). devoto. assim sem mais nem maisY Em nome de *uemY 1 Em meu nome pr:prio) 4CC A$DU'. tendo 2re*uentemente vis9es de an/os e da Virgem) #epois. amanhã. e dirigiu1se . estas tornaram1se mais espa+adas) & velho não voltou a aparecer) Victor aprendeu a pro2issão de motoristaW em 19@. solenemente. onde serviu numa companhia motori>ada de transportes) "ão era muito desem6ara+ado. pela certa) 1 E oper3rioY EmpregadoY 1 perguntou o social1democrata.el3gia não o sa6ia. *ue tinha tirado) 1 "ão. agora h3 *ue dormirX 1 disse severamente %u>i) #ormimos. perto do 6alde da latrina) Em 191. um velho corpulento e desconhecido. alongando o rosto) E apertava entre as mãos a pala do 6oné.s gargalhadas) Ele tinha um rosto simpl:rio. voltarei de novo8) E saiu) Duem 2osse esse velho. mas ele 2alou de 2orma tão clara e amea+adora *ue as suas palavras venceram o cora+ão maternal) E cuidou dessa crian+a mais do *ue . supondo *ue não era necess3rio ir mais longe nem havia mais *ue escutar) Fas enganou1seJ 1 ?omo isso. disse.E AB& #E BU AB 1 Fas *uem é) voc0Y & novato sorriu1se. ma*uinista de locomotivas em Foscovo. todos estão presos devido a *ual*uer ninharia) E so6retudo ninharia para o pr:prio acusado) 1 Fas.el3giaX (u tens um 2ilho de um ano) Buarda1o para #eus) Duando soar a hora. ainda nas camas. com as pestanas *uase 6rancas) 1 E por*u0Y RE uma pergunta pouco honesta. devota esposaJ 7. suave. no entantoY))) 1 Escrevi um apelo) Ao povo russo) 1 & *u01010YYY R7"inharias8 dessas ainda não t-nhamos encontradoXS 1 'rão 2u>ilar1meY 1 perguntou ele. de 6ar6a ruiva. antes da distri6ui+ão do pão. como se se sentisse culpadoJ 1 & imperador FiAhail) Uma 2a-sca saltou entre n:s) evant3mo1nos. mas. e olh3mos para ele) & seu rosto magro e t-mido não tinha *ual*uer parecen+a com o rosto de FiAhail $omanov) "em a idade))) 1 Amanhã. . e ele deitou1se em sil0ncio. disposto a dormir. um apelo. provavelmente não 1 tran*uili>3mo1lo) 1 Agora não 2u>ilam ninguém) Apanhar3s uns #EU A"&%.tem.

E AB& #E BU AB 4C1 6an*uetes.se conservava ainda a simplicidade oper3ria) & alegre =ruchtchev tam6ém votou simpatia a Victor AleAseievitch Iielov e. estando em casa da mãe. encanecido. derramando a 3gua dos 6aldesJ era o mesmo velho *ue viera vinte e sete anos antes. *ue tinha ido lavar e 6uscar 3gua . mesa da 2am-lia e não separadamente. ele 2icou na garagem do =remlin. a seguir.assou muitas necessidades e amarguras e o6servou. olhou com ar severo para Iielov e disse1lheJ 7%a<de. ao 2a>er uma viagem. *ue lhe arrastava a asa) "esse per-odo de mano6ras chegou ali o marechal IliuAher e o condutor deste adoeceu gravemente) IliuAher &rdenou ao comandante da companhia *ue lhe enviasse o seu melhor motoristaW)o comandante chamou o che2e da sec+ão.aAhr3 R6airro moscovitaS) Fas os seus pensamentos /3 estavam 2ixos noutra coisa) Em 194@. ora o>ovsAi e alguns outros e. pela sua pouca sa<de. pouco antes do come+o da guerra. 2inalmente.el3gia. pois s: em sua casa o motorista se sentava . onde novamente se empregouJ passou a ser o motorista de ?her6aAov49 e. não o mandaram para a 2rente de 6atalha. respondeu Iielov) 7Fas passar3s a ser FiAhail. olhando . em 19@Q. tão impr:prias de um motorista. 2onte com os 6aldes. s: a. e regressou a Foscovo. costumes. com a 6ar6a 6ranca) Ien>eu1se diante do -cone. mas ele mesmo) 7Due #eus te guarde.devido . conseguiu livrar1se como doente. 2oi mo6ili>ado imediatamente pelo ?omissariado da Buerra) Entretanto. come+ando a condu>ir ora FiAhailov Rdirigente do =omsomolS. depois puseram1no a a6rir trincheiras e a construir caminhos) #epois da vida descuidada e 2arta *ue tinha levado nos <ltimos anos isso 2oi para ele um golpe doloroso. *ue lhe era 2ielS e levou consigo Iielov) #epois de ter perdido o seu superior. encantou uma das raparigas recrutadas para o tra6alho e atravessou1se no caminho do seu che2e de sec+ão. sendo cumpridor no tra6alho. 2icou novamente sem tra6alho /unto dos che2es) Empregou1se como condutor de uma empresa de transportes e nas horas de 2olga 2a>ia tra6alho negro condu>indo passageiros a =rasnaia . *ue o povo não s: não havia passado a viver melhor do *ue antes da guerra. UcrLnia. Iielov assistiu então ao processo contra IuAharine. sua volta. =ruchtchev) Goi então *ue Iielov p_de o6servar muitas coisasJ A$DU'. insistiu o velho) "isto entrou a mãe e 2icou paralisada de pavor. nem mais nem menosS e a2astaram1no em sil0ncio desse cargo) Iielov. morte. na co>inhaW nesses anos. sem a sua protec+ão. invocando1se *ual*uer ra>ão plaus-vel. sua do+ura e suavidade. sou6este conservar o . teve pausa no seu tra6alho na garagem do Boverno e. separaram o marechal do Extremo &riente. mas para um 6atalhão de tra6alhoJ primeiro enviaram1no a pé a 'n>a. convidou1o com insist0ncia a ir com ele) 7"ão teria deixado =ruchtchev em toda a minha vida8. como se lhe 2i>essem dar com o 2ocinho em terra) . FiAhailX Due #eus te a6en+oeX8 17Eu chamo1me Victor8. imperador da %anta $<ssiaX8. como tinha mesmo empo6recido) Esteve *uase . IliuAher 2oi chamado a Foscovo Rdesse modo. %edin) Fas %edin 2e> um des2al*ue Rtrinta e cinco milh9es. e não o deixaria 2icar mal) IliuAher gostou de Iielov e 2icou com ele) Iem depressa. antes de proceder . *ue teve lugar na ?asa dos %indicatos) Entre todos os seus patr9es apenas se re2eriu com calor a =ruchtchev. medidas de seguran+a Rde *ue nos contou pormenoresS) ?omo representante do simples proletariado moscovita. *ue logo pensou em mandar ao marechal o seu rival Iielov) R"o exército sucede 2re*uentemente assimJ é promovido não a*uele *ue o merece mas a*uele de *uem se *uerem livrar)S Além disso. di>ia Victor AleAseievitch) Fas algo o reteve em Foscovo) Em 1941. sem sa6er por*u0. do comiss3rio do povo para a ind<stria petrol-2era. . . sua deten+ão. a6riu1se de repente a porta e entrou um velho corpulento e desconhecido. Iielov não era 6e6edor.

*ue era cedo de maisX E tinha *ueimado o mani2esto) Um ano se passara) Victor AleAseievitch tra6alhava como mecLnico na @C ?om o pe*ueno erro de ter con2undido o motorista com o *ue era condu>ido dentro do autom:vel. não gostava de ver gente. avisado. haveria uma mudan+a de . mas o *ue é certo é *ue 6em depressa o chamaram) E ele denunciou esses *uatro oper3rios do ?omissariado do . todos os cola6oradores se sumiam) $es2olegando. os ?her6aAov. ap:s o interrogat:rio. e logo no &utono desse mesmo ano de 194@ escreveu o seu primeiro mani2esto dirigido ao povo russo. escreveu novamente um mani2esto e deu1o a ler a #EU pessoasJ motoristas e serralheiros) (odos estiveram de acordoX E "E"^UF & E"($EB&UX R(ra1tando1se de de> pessoas. ele punha1se de gatas e dava a volta ao tapete) #esgra+ado de todo o secretariado se ali desco6risse p:) 4C4 A$DU'. em 195@. so6re os *uais nunca ninguém sa6eria nada))) R"o dia seguinte. e assim. a partir do ano de 194Q.E AB& #E BU AB 4C@ garagem de uma empresa de transportes) "o &utono de 1944. sens-vel como Giodor 'oannovitch. *uando chegava ao %ecretariado da 'n2orma+ão. mas Victor. *ue leu a *uatro oper3rios da garagem do ?omissariado do . precisamente. tendo para isso. doce. *ue tivera ocasião de acercar1se das personagens mais altas.etr:leo))) ))) ogo pela manhã rode3mos Victor AleAseievitch. depois de um verso céle6re do Ioris Bodonov. das depend0ncias pelas *uais devia passar. contara não era ainda do conhecimento do comiss3rio instrutorX))) #epois de terminado o relato. acrescentou o velho) E chamou de parte o 2uturo imperador.areceu1lhe estranho ter de esperar até 194Q. *ue escutara o *ue contavam outros motoristas. pelas *uais até ao momento não se sentia culpado. os %edin. desde 'van. *ue nos contou tudo isto resumidamente) ":s ainda não t-nhamos perce6ido a sua simplicidade in2antil. era um 2en:meno raroX GastenAo não se tinha . não haver uma *ue o 2i>esse.etr:leo *ue tinham lido o mani2esto. estiveram de acordo 1e "E"^UF #E"U"?'&U o 7imperador8X Fas ele pr:prio compreendera *ue era cedoX. Iielov assom6rou1se de como é *ue o comiss3rio podia t011los conhecido) Goi a*ui *ue n:s nos aperce6emos))) &s oper3rios do ?omissariado do . ou ao médico. devido . sua gordura. de .etr:leo.E AB& #E BU AB no trono) Ge> então sa6er ao emocionado /ovem *ue. *ue vira de perto os FiAhailov.oder e ele seria o imperador de toda a $<ssia@C Reis a ra>ão por *ue o n<mero 5@ da cela tanto o assom6rouXS. como um patriarca *ue o instalasse /3 Ele relatava *ue o o6eso ?her6aAov. o pro2ético velho *uase não se enganouX @1 Atri6uto dos c>ares da Fosc:via. o (err-vel) (ornou1se o s-m6olo do poder. a come+ar a reunir as suas 2or+as) & velho não lhe ensinou como o 2a>er e saiu) Victor AleAseievitch não tivera tempo de lho perguntar) Agora tinha perdido para sempre a tran*uilidade e a simplicidade da vidaX (alve> *ue outro *ual*uer tivesse retrocedido perante uma ideia 2ora das suas possi6ilidades. est3vamos a6sorvidos pelo seu invulgar relato e 1 a culpa 2oi nossaX 1 não tivemos tempo de o avisar acerca do galinha1choca) (ão11pouco nos passou pela ca6e+a *ue tudo o *ue ele. tinha 2icado convencido de *ue nada havia neles de extraordin3ria antes pelo contr3rio) & c>ar novamente ungido.uschAhine) R") dos ()S A$DU'.teu 2ilho8. come+avam a pesar agora so6re os seus om6ros e seria ele o respons3vel se elas se prolongassem) . sentiu so6re si o peso do chapéu de mo1nomaAha@1) A miséria e a dor do povo *ue via . sua volta. na*ueles tempos de den<ncias. ingenuamente. o <ltimo dos $iuriA. =ramarenAo come+ou a pedir 7para ir ao che2e da prisão pedir ta6aco8.

7sua ma/estade8Y Ve/a. por en*uanto. comam. camaradas)))8 E sorria com timide>) Ele compreendia. ao rece6er as 6atatas co>idas da sua in2eli> mãe . simpl:rio. com calos nas mãos. levando1o perante um general e um coronel. m3*uina. se a elei+ão do %enhor se tinha detido neleYX Iem depressa o levaram da nossa cela)@4 7 "as vésperas do . na u6ianAa. com a sua pr:pria mão. dado *ue *uer suprimir os empréstimosc))) 7Varrerei o =remlin da 2ace da (erra)8 Fas onde vai instalar o seu governoY %ervi1lhe1ia. encontrou1o e disse1lheJ 7Victor.rimavera dissolva os AolAho>es)8 Fas como vai dividir o invent3rio agr-colaY 'sto não 2oi previsto))) #epois escreveJ . um velho oper3rio. aonde é *ue iam lev311loY Gi>eram1no su6ir imediatamente no elevador. no mercadoJ 7Victor AleAseievitchX Venha connoscoX8 E num autom:vel ligeiro levaram1no para a u6ianAa) A*ui. e prometendo aos seus partid3rios miss9es de servi+o para uni2ica+ão das 2or+as mon3r*uicas no interior do pa-s) #ecorreram meses) & 7imperador8 a6riu1se a duas raparigas da mesma garagem) A*ui o caso /3 não caiu em saco roto) As /ovens estavam ideologicamente . não achasY8 E Victor sentiu com acuidade *ue o tinha escrito demasiado cedoX 7Vou agora *ueim31lo. con2orme o ritual. esse papel. na cela. *uando caminhava pelo mercado. *ue era um dos seus correligion3rios. tens ra>ão)8 dirigiu11se a casa para o 2a>er) Fas dois /ovens simp3ticos a6ordaram1no ali mesmo.enganado nas suas conclus9es *uanto ao 7estado de esp-rito da classe oper3ria8)S E certo *ue o 7imperador8 lan+ava mão de ingénuos su6ter2<giosJ 2a>ia alus9es insinuando *ue tinha uma 2orte mão no Boverno *ue o apoiava. como era rid-culo e 2ora do tempo ser imperador de todas as $<ssias) Fas *ue 2a>er. devias *ueimar. em 195@.el3gia. alturaX E logo o cora+ão de Victor AleAseievitch se oprimiu. nada mais o6servaram de importante) ":s mesmo. o dinheirinho tem de ser impresso . na retrete) Fas pensou *ue assim o pressionariam ainda mais) Aonde. 2oram tão precipitados *ue não o revistaram. não tendo chamado ninguém para interrogat:rios) "o meio do sil0ncio ouviu1 se no entanto alguém protestar contra *ual*uer coisa) evaram1no da cela para a enxovia Rpelo som determin3vamos a disposi+ão de todas as portasS e espancaram1no . levando o mani2esto consigo. e houve um momento em *ue o 7imperador8 *uase chegou a destruir o seu mani2esto. nem sempre pod-amos conter o risoJ 1 "ão se es*uecer3 de n:s. 2are/ando desgra+a) "o domingo depois da Anuncia+ão. de so6rancelhas 6rancas. aca6ara) A*uela tarde. per2eitamente. estava tran*uila como nunca. 6astou um s: interrogat:rio para *ue a Brande u6ianAa 2icasse sossegadaJ veri2icaram nada haver1de terr-vel) Gi>eram de> deten+9es na garagem da empresa de transportes e *uatro na do ?omissariado do . era *uase como um segundo dia de . 7'ntensi2icarei a constru+ão de moradias e alo/arei cada pessoa perto do seu lugar de tra6alho))) Aumentarei os sal3rios dos oper3rios)))8 E com *ue dinheiro. o2erecia1no1las sem distinguir o teu e o meuJ 7?omam. o mani2esto do seu 6olso a6arrotado) Entretanto. piscando1nos o olho) (odos se riam dele))) Victor AleAseievitch.rimeiro de Faio tiraram a camu2lagem das /anelas) A guerra. o edi2-cio da Brande u6ianAaY "ão dese/a ir visit31loY))) a&s /ovens comiss3rios vieram tam6ém para se rir do 7imperador8 de todas as $<ssias) Além da piada. por exemplo. espero 1 di>ia U).3scoaJ as 2esta entrecru>avam1se) (odos os comiss3rios passeavam por Foscovo. e a*uele arre6atou1lhe.etr:leo) Entregaram logo o processo ao coronel e este riu1se ao analisar o apeloJ 1 7Vossa ma/estade8 escreve a*uiJ 7#arei instru+9es ao meu ministro da Agricultura para *ue na . pelos vistos.

/ovem antitan*uista.rimavera de 1945 2oi antes de mais. voltando a deitar1se) E de novo se em6rulharam nos capotes) a "esses mesmos capotes cheios de lama das trincheiras ou de cin>a de acampamentos.or entre o amea+ador sil0ncio ouvia1se nitidamente cada arrochada no corpo mole e na 6oca engasgada) "o dia 4 de Faio dispararam trinta salvas. os sons met3licos das or*uestras da $ua essnaia ou da "ovoslo16odsAaia) Executavam s: marchas.4.s /anelas da cadeia de IutirAi. essa Vit:ria) "ão era para n:s. da parte dos antigos presos) A$DU'. encontrava1se nessa noite numa superlotada cela de IutirAi.raga e Ierlim) $estava sa6er *ual das duas era) Em 9 de Faio trouxeram1nos o almo+o /untamente com a ceia. gemiam e a2undavam1se e não eram elas *ue deviam coroar o edi2-cio) Fas até 2igurar dignamente nos alicerces. contempl3vamos o céu de Foscovo repleto de 2ogo1de11arti2-cios e cru>ado pelos raios dos pro/ectores) Ioris Bammerov. escutando) Eram unidades militares *ue des2ilavamY &u oper3rios *ue dedicavam com satis2a+ão o seu tempo livre a marcar passoY "ão sa6-amos.ela noite dispararam ainda trinta salvas) J3 não havia mais capitais para tomar. em 19. mas chegava1nos /3 o rumor de *ue se preparava uma grande parada da Vit:ria.rimeiro de Faio e qm 5 de "ovem6ro) %: por isso nos aperce6emos do 2im da guerra) .ra+a Vermelha. tinha na ponta da l-ngua para di>er1lheJ 7"iAita %erguievitchX (emos um conhecido comum)8Fas disse1lhe outra 2rase. n:s. era recusado .E AB& #E BU AB 4C5 tes. em6ora não a toda a largura. como apenas se 2a>ia. mais necess3ria. nas nossas cadeias. a6surdamente a6andonados. essa . tinham rece6ido na sua 2ronte e no seu peito os primeiros golpes desta guerra. no . *ue repetiam ve>es sem conta) E n:s 2ic3vamos de pé /unto das /anelas a6ertas. por detr3s das morda+as verde1escuras dos vidros. a primavera dos prisioneiros russos) Eles passavam pelas pris9es da União como densos e invis-veis cardumes cin>entos. onde metade dos presos eram ex1prisioneiros e ex1soldados da 2rente) Ele descreveu a <ltima das salvas numa concisa oitava. segundo parecia) E nessa mesma noite ouviu1se outra sauda+ão. as salvas8S. da prisão. parece *ue de *uarenta salvas) Era /3 o 2im dos 2ins) %o6re a morda+a da nossa /anela. desmo6ili>ado por invalide> Rcom uma 2erida incur3vel nos pulm9esS e preso com um grupo de estudan1 @4 Duando me apresentaram a =ruchtchev.*ueles *ue. marcada para 44 de Junho 1 *uarto anivers3rio do in-cio da guerra) As pedras *ue tinham servido de alicerce. o *ue signi2icava tratar1se de uma capital europela tomada) ^avia ainda duas por tomarJ .$'FAVE$A EF Junho de 1945 chegavam até . na u6ianAa. alinhando nos versos mais prosaicos como se deitaram nas tarim6as e se co6riram com os capotesW como acordaram com o 6arulho. antigos prisioneiros de guerra e antigos com6atentes. vindos de não muito longe. na .durante longo tempo) . impedindo a vit:ria alheiaJ Due são para o traidor os acordes da gl:riaY1 Essa . e per2urados por estilha+os de metralha alemã) "ão era para n:s. tais aren*ues no oceano) "a primeira ponta desse cardume . todas as manhãs e todas as noites. ergueram a ca6e+a e olharam de soslaio a morda+a R7ahX. das outras celas da u6ianAa e de todas as cadeias da capital.rimavera) 2 V' E%%A .

onde tinham ido parar os meus companheiros de gera+ão.or elas 2luiu a torrente de todos a*ueles *ue tinham estado na EuropaJ os emigrados da guerra civilW os alemães do este.ara *u0. E$AF . nascida em 1915. tinha participado nas mani2esta+9es do vigésimo anivers3rio. como se tivessem /3 um destino marcado) "em s: os prisioneiros passaram por estas celas) . s: por casualidade é *ue eu não havia estado) ?ompreendi *ue o meu dever era meter om6ros a um dos cantos do seu 2ardo comum e lev31lo até ao 2im. pela primeira ve>. saudandoJ 7%empre preparadosX8 Era mos n:s os *ue introdu>-amos armas em Iuchenjald e *ue ali mesmo ingress3vamos no . respond-amos.$E?'%AFE"(E . *ueimadas do sol. em6ora eu não sou6esse ainda *ual a sua causa) Eu saltei para o chão e aproximei1me dessas colunas espontaneamente 2ormadas) R. ainda não muito claros para mim) %: depois Kuri E) me explicou tudo. os seus relatos. constituindo pela sua idade. en*uanto .E AB& #E BU AB 4C9 . os gal9es de capitãoJ com eles postos. colunasY E por*ue iam 2ormadosY "inguém a isso os o6rigava) &s prisioneiros de guerra de todas as na+9es regressavam em de6andadaX Fas os nossos *ueriam voltar o mais su6missos poss-vel)))S Eu tra>ia. para as cornetas de pioneiros. nas canteiras de =ertchW como se. contemporLnea da $evolu+ão.artido ?omunista) E agora encontr3vamo1nos entre os demais. uma insigni2icLncia e es*ueci1me de me lamentar acerca dos gal9es arrancados) 3. os <nicos *ue tinham um ar a6atido. prisão parecia1me. 2rente e ali havia escutado. eu sentia *ue esta hist:ria de alguns milh9es de prisioneiros russos me ligava a ela para sempre. de modo *ue %taline temia *ue eles pensassem tra>er da campanha na Europa a li6erdade europela. o *ue mais havia era gente da minha gera+ão ou. da nova AlemanhaW os o2iciais do Exército Vermelho *ue eram demasiado 6ruscos e ousados nas suas conclus9es. dos prisioneiros *ue regressavam. de6aixo das c<pulas de ti/olo vermelho do castelo de IutirAi. e /3 então a sua triste>a me deixou estupe2acto.apareceu1me Kuri E) Fas agora eu estava envolto. houvesse sido aprisionado na travessia da ponte do %oloviovsAi.&$ '%%& metidos em camposJ como é *ue pudeste escapar vivo de um campo de exterm-nioY A*ui h3 maroscaX A$DU'. desalentadas. /unto com esses rapa>es. precisamente o *uadro de o2iciais do exército *ue 2oi disperso em algumas semanas) Assim. sua volta todos nos alegr3vamos. en*uanto não me esmagassem) %entia1me agora como se. s: por*ue t-nhamos escapado com vida4) J3 *uando cort3vamos a . no come+o da guerra. então. não seria poss-vel sa6er por*ue vinham tão tristesY Fas eis *ue o destino me atirara tam6ém para o rasto destes prisioneiros) Eu /3 tinha 2eito com eles o caminho da sec+ão de contra1espionagem até .oder aos %ovietesX8 Eramos n:s os *ue estend-amos as nossas mãos in2antis. *ue tinham 2icado vivos. com as mãos atr3s 4 &s cativos de Iuchenjald. no cerco de ?rac:via. e agora. na primavera do a/uste de contas com a minha gera+ão) Eramos n:s a*ueles a *uem cantavam no 6er+oJ 7(odo o . converteu1se. como um al2inete 2ixa uma 6arata) A pr:pria hist:ria de como eu 2ui parar . ao som das marchas da Vit:ria. essa angustiante primavera das pris9es. e *ue . em compara+ão. exclama+ão de 7Este/am preparadosX8b. pelo seu movimento coeso e seguro. como /3 tinha acontecido cento e vinte anos antes) ?ontudo.r<ssia &riental em duas.E AB& #E BU AB mente. mais exacta1 1 Verso de Alexandre IloA) R") dos ()S 4CQ A$DU'. de todos os lados. sem *ual*uer d<vida. e *ue. eu vi as colunas.

Q) #a*ui por diante eles multiplicar1se1ão) "em todas as testemunhas morreram e 6em depressa ninguém chamar3 ao Boverno de %taline senão o Boverno da loucura e da trai+ão) 41C A$DU'. inclusive nos documentos /udicials. e um prisioneiro trans2ormado em animal 2ero> se arrastasse até mim. p3tria. 19. na 6arraca dos ti2osos e /unto do arame 2arpado do campo vi>inho dos ingleses. no ano. revista . de *ue 2oram v-timas muitos milh9esJ trair os1seus 2ilhos e declar31los traidoresYX E com *ue 2acilidade os exclu-mos das nossas contasX (ra-ramX &pr:6rioX ^3 *ue risc31 losX $iscou1os mesmo antes de n:s o nosso . ao 2im de vinte e sete anos. en*uanto ainda se podiam levantar para o ata*ue) Fas encarregou1se de aliment31los no cativeiro. grosseiramente. mas a calculista p3tria *ue os traiu a eles e. tivesse levado o meu orgulho soviético para tr3s do arame 2arpado do campo de concentra+ãoW como se tivesse 2icado. todo o povo e os /ornais repetiram e transcreveram esse erro.)B) BregrorienAo. com cara6inas Verdan. e mesmo estas na propor+ão de uma para cada cinco) RDue outro eão (olstoi ir3 2a>er reviver perante n*8 este IorodinoYS E com um torpe movimento do seu curto e grosso dedo. o Brande Estrategista. 2alando ou escrevendo. sem outro motivo *ue não 2osse pu6licar. para *u0Y Eram comedores supér2luos) E testemunhas supér2luas de vergonhosas derrotas) ]s ve>es *ueremos mentir. pela terceira ve>.ro6lemas da ^ist:ria do . a 2im de não passar o 'nverno so6 um céu a6erto. atravessar o estreito de .E AB& #E BU AB E agora. de 1Q..artido ?omunista da bh $) %) %). com a consci0ncia agu+ada pela 2ome. %amisdat. diga1 se mesmo. caldeira do campo de o2iciais n<mero sessenta e oito R%uvalAiS) Era como se tivesse a6erto com as mãos e com a tampa da marmita uma cova em 2orma de sino Rmais estreita em cimaS. saiu a lume o primeiro tra6alho honesto so6re este assunto) . para o6ter uma colherada de Aava RsucedLneo de ca2éS gelado e me convertesse num cad3ver ainda antes de chegar . mas sim por ela atrai+oados) "ão 2oram eles. mas um erro lingu-stico 2oi então cometido. mas ninguém. ela atrai+oa1os desavergonhadamente. um comunicado de grande e2eito. revelando involuntariamente a verdadeJ *uiseram declar31los traidores . no campo de 6atalha. morte no cativeiro) @ Agora. carta . atraindo1os com amor maternal R7A p3tria perdoou1vosX A p3tria chama11vosX8S. os tratou senão como 7traidores da p3tria8) Est3 tudo ditoX Eles não 2oram traidores a ela.aiJ ele lan+ou a 2lor da intelectualidade moscovita para a m3*uina de picar carne de Via>ma.. *ue tra-ram a p3tria. a p3tria tra-a1os malevolamente. ao 2rio. por ($n% VEUE%) A primeira ve>. e lan+ando1lhes /3 o la+o estrangulador a partir da 2ronteira4) 'n<meras 2oram as in2Lmias *ue se cometeram e os mil e cem anos de exist0ncia da nossa na+ão testemunham1no) Fas ter3 havido alguma mais gigantesca do *ue esta. os in2eli>es. tanto pelos /u->es como pelos procuradores e investigadores) E os pr:prios acusados. a6andonando1os . em #e>em6ro de 1941.das costas. *uando o governo *uerido da p3tria tudo havia 2eito para perder a guerraJ tinha destru-do as linhas de 2orti2ica+9esW exposto a avia+ão a ser destro+adaW desmontado os tan*ues e a artilhariaW privado o pa-s de generais competentes e proi6ido os exércitos de resistirem@) &s prisioneiros de guerra 2oram precisamente a*ueles *ue apararam com os seus corpos o golpe e detiveram o Exército alemão) "a segunda ve>. para morder a carne do meu 6ra+o *ue ainda não congelara) E como se dia ap:s dia. en*uanto se lan+avam so6 os tan*ues. mandou. mas a l-ngua não nos permite) Esses homens 2oram declarados traidores. uma ideia clara penetrasse no meu cére6ro mori6undoJ *ue a $<ssia %oviética renunciava aos seus 2ilhos agoni>antes) 7&s 2ilhos orgulhosos da $<ssia8 tinham1lhe 2eito 2alta. horas e horas na 6icha.

todas as tarim6as . e por*ue é *ue entre eles. pelo seu aspecto.rimavera. aos alemães) E. mas com a sua vo> de 6aixo explicava *ue %taline era um cão de 2ila tão 2ero> como 'van. . sem com6ate. empregado nas 236ricas de #emidov) Era espada<do. os presos reuniam1se . contudo. da terra e do tra6alho. e era para eles di2-cil e vergonhoso terem de de2ender1se a si pr:prios desta nova acusa+ão) A de2esa deles perante o velho cou6e1me a mim e a dois rapa>es condenados pelo par3gra2o décimo) Até *ue grau de o6scurantismo conseguem chegar as mon:tonas mentiras do EstadoJ mesmo os mais dotados de n:s somente são capa>es de a6ranger a*uela parte da verdade em *ue meteram o seu pr:prio nari>)S5 Goram tantas as guerras *ue a $<ssia travou Rmelhor seria *ue 2ossem menos)))S e acaso houve muitos traidores nessas guerrasY Veri2icou1se.*uele *ue so2ria o cativeiro era dado o t-tulo de no6reg Ga>er trocas de prisioneiros. de 2ronte ampla. de repente. di>endo *ue os presos. com6atera contra ^itler a 'nglaterra capitalista. o (err-velJ 7Gu>ilaX EstrangulaX "ão d0s tréguasX8W e *ue BorAi era um 6a6oso e um charlatão *ue /usti2icava os verdugos) Eu sentia entusiasmo por e6edievJ era como se todo o povo russo se personi2icasse perante mim. sua volta) Era so6re metalurgia *ue ele menos 2alava. en*uanto se não sentava a ler e a 2orte e costumada ma/estade de pensamentos não lhe iluminava o rosto) Gre*uentemente. cortando com a mão. no seu 2orte 4 Era um dos maiores criminosos de guerra. era pouco asseado. . Farx descreveu a miséria e os so2rimentos da classe oper3ria. com 6ar6a .=ertch a ?E"(& E V'"(E F' dos nossos soldados 1 *uase tantos russos *uantos havia nas proximidades de Iorodino 1 e entregou1os todos. *ue era capa> de agarrar numa selha com um *uintal de peso) "a cela vestia uma 6ata cin>enta de tra6alho so6re a roupa 6ranca interior. mas sim os soldados) R?om *ue 2acilidade nos deix3mos arrastar por ep-tetos preconce6idosW com *ue 2acilidade estivemos de acordo em considerar esses a6negados soldados como traidoresX "uma das celas de IutirAi encontrava1se. donde se erguia uma ca6e+a inteligente. en*uanto no nosso pa-s houve milh9esY E terr-vel a6rir a 6oca para di>01lo. do <ltimo ou do antepen<ltimo século. segundo 116. no regime))) Até agora havia um antigo provér6io *ue /usti2icava assim a prisãoJ 7& prisioneiro pode ainda gritar. o ex1che2e da direc+ão da espionagem do Exército Vermelho. não se sa6e por*u0. eram traidores . se desco6riram su6itamente milh9es de traidores entre a gente simples do povo) ?omo compreender istoY ?omo explic31loY Ao nosso lado. o traidor não é ele. nessa . onde. e podia parecer um tra6alhador auxiliar da cadeia. p3tria e *ue não se lhes podia perdoar) &ra.ugatchov e com uma mão tão potente. um metal<rgico *ue tinha o t-tulo de pro2essor. mas talve> *ue a causa resida. 2e> atroar a sua vo>. nossa volta estavam ocupadas por presos do 116) Due ultra/ante isso 2oi para os rapa>esX & velho 2a>ia vatic-nios seguros em nome da $<ssia.E AB& #E BU AB 411 dorso. era um dever da sociedade depois de (&#A% as guerras) ?ada 2uga do cativeiro era glori2icada . *ue a trai+ão se enrai>asse no esp-rito do soldado russoY Fas eis *ue. mais parecia um vigoroso tra6alhador. se revelou um <nico traidor céle6re. o comerciante 7 ord ^aj1^aj8. o velho e6ediev. apesar de tudo. nesta guerra. acarinh31los e recon2ort31los. *ue dirigia então a mano6ra de atrac+ão e degluti+ão dos repatriados) A$DU'. na mais /usta das guerras. mas o morto nunca)8 %o6 o c>ar AleAsei FiAhailovitch. coronel1general BoliAov. nessas mãos e pernas de lavrador) Ele tinha /3 meditado tantoX 1 Eu aprendia com ele a compreender o mundoX E. tão elo*uentemente. e *ue. porventura.

ca6e+a)))S E assim. pessoalmente.est3 uma desco6ertaX Eis o *ue isso signi2icaJ vai e morre. moralistas) Eles nunca prenderam nem castigaram as pessoas por algo) Eles prenderam e castigaram1nas para *ue não 2i>essem algoX %e todos esses prisioneiros 2oram presos não 2oi por trai+ão . até. em muletas Rcaso do leninegradense 'vanov. e nesse caso não te /ulgaremos) A$DU'. morrer de uma soviéticaX Aos outros. para com os inimigos. um s:J /a>er por terra e deixar1se pisar) ?ada erva do mais dé6il caule irrompe para viver) Fas tu. e o mais insigni2icante de todos aos olhos dos inimigos e dos aliados. re/eitado pela p3tria. as dos nossos) R#e resto.rimeira Buerra Fundial 2i>eram1se. as cartas e o apoio de todos iam 2luindo através dos pa-ses neutros) &s prisioneiros de guerra ocidentais não se humilhavam a estender a mão para a marmita alemã e dirigiam1se com despre>o .or não *uerer morrer de uma 6ala alemã. sa6otagens e actos de espionagem) 414 A$DU'. assim gritavam os alemães das suas trincheirasS) Fas *uem podia imaginar todo o conte<do desta ideiaYX ^3 guerra. segundo o *ual. conta do1lhes os anos de servi+o e assegurando1lhes promo+9es imediatas e. soldo) %: os com6atentes do Exército Vermelho Rcaso <nico no mundoS não eram considerados prisioneiros Era o *ue estava escrito nos regulamentos r7'van não é prisioneiroX8. se arrastava para rece6er a 6e6eragem de porcos *ue davam nos p3tios interiores do ''' $eich) %: para ele estava hermeticamente 2echada a porta de casa. estende1te e deixa1te pisar) Em6ora com atraso. colectas de 2undos para aux-lio aos nossos prisioneiros e as nossas religiosas o6tinham licen+a para ir . mesmo tendo perdido as duas pernas. *uais os caminhos *ue se a6riam ante o prisioneiro russoY egal. compreendendo *ue eles mesmos não eram culpados. che2e de sec+ão de metralhadoras na guerra da GinlLndia.5 VitAovsAi descreve tudo isto de 2orma mais ampla Rnos anos @CS. pois até mesmo para um idiota se tornava claro *ue s: os vlas1sovistas podiam ser /ulgados por trai+ão) Goi sim para *ue eles não 2alassem da Europa entre os seus conterrLneos na aldeia) A*uilo *ue não v0s não te d3 volta . Alemanha visit31los) Em cada n<mero de /ornal se lem6rava aos leitores *ue havia compatriotas seus *ue so2riam num vil cativeiro) (odos os povos do &cidente 2i>eram o mesmo nesta <ltima guerraJ as encomendas. sa6endo *ue eles pr:prios não estavam ao servi+o da espionagem estrangeira nem destru-am o Exército Vermelho. as 6alas inimigasW a n:s. /usti2icassem *ue se metessem na ordem os militares e os religiosos) Duanto aos militares.E AB& #E BU AB 41@ . estou inocente. /3 *ue não pudeste morrer no campo de 6atalha. são 6ons todos os métodos) A li+ão da investiga+ão e da cela não instru-ram. h3 morte. regressaste vivo do cativeiro. acreditavam piamente *ue os engenheiros eram sa6otadores e *ue os religiosos eram dignos de exterm-nio) & homem soviético raciocinava na prisão deste modoJ eu. p3tria. em nada. mas para com eles. envenenamentos. em tempo de guerra. mas não h3 prisioneirosX A. morre agora.E AB& #E BU AB como um gesto do mais elevado hero-smo) "o decurso da . *ue esteve depois preso no campo de UstvimS. *ue n:s continuamos a viver) Fas se. de modo algum. n:s vamos condenar1te) %: o nosso soldado. na $<ssia. *ue tinham sido aprisionados. o soldado russo devia. depois do cativeiro. esta gente e mesmo condenados conservavam todos a cegueira #A $UAJ a cren+a cega em todas as conspira+9es. não havia pena mais suave do *ue o 2u>ilamentoX . em6ora as almas /ovens procurassem não acreditarJ existia um certo artigo 5Q1116. mostrando como era surpreendente *ue os 2alsos 7sa6otadores8. guarda na>i) &s governos tomavam em considera+ão os seus com6atentes. é ingénuo di>erJ 2or*ue não))) "unca os governos de *ual*uer época 2oram.

custa dos teus compatriotas e camaradasY ?onverter1te em pol-cia. não 2a>ia senão protelar a tua hora de responder perante o tri6unal.&s com6atentes dormem) #isseram a <ltima palavra) E pelos séculos hLo1de ter ra>ão). onde os alemães são descritos de 2orma estereotipada e pseudopo1pular. e a mesma a condena+ãos Re pode adivinhar1se por*u0J um homem desses é menos perigosoXS) Fas uma lei -ntima.avel IondarenAo. mas ela é uma pura cristã tirada de #ostoievsAiS.ol:nia ou os Ialcãs. até cair na anedota Rs: a esposa do her:i est3 6em apresentada. para *ue não surgisse o o6rigat:rio e inevit3vel 2ormalismo da recep+ão do prisioneiroJ a contra1espionagem R%merchS e o campo de veri2ica+ão e 2iltragem) %oAolov não s: não é encerrado atr3s da rede de arame)2arpado. .s 2or+as da $esist0ncia. pelos vistos. %merch.A#&J 1S Goi escolhido um dos casos menos 2lagrantesJ o de um prisioneiro *ue perdeu a mem:ria para torn31lo 7indiscut-vel8. todas elas te condu>irão ao cho*ue com a lei) A evasão para a p3tria. como se veri2icou na maioria dos casos. ?holoAhov não escreve uma palavraS. onde as p3ginas de guerra são p3lidas e 2alhas de convic+ão Ro autor. então *ue se expli*ue. uma pena mais severa do *ue pela participa+ão nas 2or+as de $esist0nciaJ o artigo é o mesmo. enrai>ada em n:s. em tal narrativa so6re o destino de um prisioneiro de guerra. contou a 7verdade amarga8 so6re 7este aspecto da nossa vida8. em geral muito 2rouxa. *uando os outros não conseguem 2ugirY ^3 a*ui algo de o6scuroX ?on2essa. excep+ão da esc:ria) M . Em conse*u0ncia. mas 1 *ue anedotaX 1 o coronel ainda lhe concede um m0s de licen+aX R'sto é. ap:s um *uarto de século de uma revolu+ão apoiada por todo o povoXSW @S Goi inventada uma 2ant3stica evasão do cativeiro. passando através de metade da Alemanha e depois cru>ando a . não conheceu a <ltima guerraS. condu>ia1te . rompendo as cercas do campo. Vacili (ior*uin) 5 "a nossa cr-tica tornou1se regra escrever *ue ?holoAhov. por isso. esse caminho a todos. com *ue missão te mandaram) RFiAhail Iurnatsev. muitos mais5)S A 2uga para o lado dos guerrilheiros ocidentais. & VE$#A#E'$& .$&I EFA #& ?A('VE'$& E%(Z &?U (& &U #E(U$. proi6ia. p3tria) #evias ter continuado a viver no campo. *ue não 2oi a p3tria *ue nos a6andonou. e ao 6anco dos réusJ como é *ue 2ugiste.E AB& #E BU AB to muito pre/udicial) E se não tiveste medo de 2ugir e em seguida de lutar. canalha. che2e. *uando 2oi precisamente isso *ue criou uma situa+ão sem sa-da) (udo se passa antes como 3e entre n:s tivessem surgido traidores) RFas se é essa a explica+ão 2undamental. na sua imortal narrativa & #estino de Um ^omem. ele 2ica com li6erdade para cumprir a sua eventual missão da espionagem 2ascista))) Esse coronel est3 6om para ser l3 metidoXS 414 A$DU'. e muitos. com um montão de cordelinhos puxados pelo ca6elo. todas outras vias *ue possa imaginar o teu desesperado cére6ro. es*uivando toda a intensidade do pro6lema) RE se ele se tivesse entregue com plena consci0ncia. *ue teria sucedido entãoYSW 4S & principal pro6lema do cativeiro est3 apresentado de tal 2orma. é por*ue és homem decidido e duplamente perigoso de regresso . inexplicavelmente. digna de um romance policial. como a instru+ão estipula. . para te /untares . A) (vardovsAi. sec+ão de contra1espionagem. *ue renunciou a n:s. *ue nos maldisse Rso6re isso. de onde é *ue eles sa-ram. a/udante dos alemães e da morteY A lei estaliniana não te aplicava. pois 6em. 7revelou8 o pro6lema) Vemo1nos o6rigados a o6servar *ue em tal narrativa. podias ter1te deixado contagiar por um esp-ri1 . tam6ém. e tornava1te mais perigoso aindaJ tendo vivido livremente entre a popula+ão europela. .

mas tam6ém ante a humanidade) E a*ueles. di2-ceis ou inadmiss-veis.. . ?&F& E DUE . com armas. *ue. como o passavam os nossos prisioneiros de guerra. na vida) Fas.ondo de lado estas *uatro vias. por 2elicidade. ocultar *ue eras um oper3rio *uali2icado) %endo construtor ou electricista. agravada pelo tra6alho para o inimigo. por uma trai+ão pura . como eles 2a>iam aos *ue voavam so6re o campo. logo *ue 2ossem lan+ados pelos alemães para o lado russo. de ca6e+a orgulhosamente erguida. na tua especialidade. pois os guardas 6rancos não 2a>iam esse tra6alho) &s enga/adores convocavam um com-cio no campo.s areias da -6iaW aos Aiji 1 ^il2sjill1ge 1. nada complicados. *uando. ainda h3 pouco. apanharias de ca6e+a 6aixa))) os mesmos de> anos e mais cinco de morda+aX (al era a 2iligrana de hipop:tamo em *ue %taline tanto se distinguiuX &utras ve>es chegavam enga/adores de car3cter completamente diversoJ russos *ue. por uma trai+ão . os apelos do enga/ador acenavam com a miragem da li6erdade e de uma vida verdadeira onde *uer Q . para perseguir e ca+ar guerrilheiros Rdos *uais.ol-cia $ural. p3tria. p3tria. desde *ue não 2icassem ali a morrer aos poucos como gado a6andonado) A um homem *ue levamos ao extremo de rilhar morcegos. com Lnimo com6ativo. tinham sido. insultavam o regime soviético e 2a>iam apelo . chegavam alguns alemães das >onas rurais e enga/avam tra6alhadores agr-colas para os lavradores. dos nossos rapa>es. . 6agagens e instru+9es. de rostos 6olachudos. se v0 2umegar uma co>inha de campanha e a todos os *ue estão de acordo dão de comer até encherem a 6arriga 1 uma s: ve> *ue se/aX Uma ve> mais *ue se/a.E$A$ &U($A ?&'%A. tu devias negar *ue eras engenheiro. nos campos de prisioneiros. se inscreveram nos 6reves cursos para espi9es não tiravam ainda as conclus9es <ltimas do a6andono a *ue estavam votadosJ actuavam ainda de 2orma extraordinariamente patri:tica) Encaravam isso como o recurso mais 23cil para se escaparem do campo) Duase todos tinham na ideia o pro/ecto de irem entregar1se. mais cinco de morda+aQ) Assim.E AB& #E BU AB 415 *ue os destinassemJ aos 6atalh9es de VlassovW aos regimentos de cossacos de =rasnovW aos 6atalh9es de tra6alho para cimentar o 2uturo muro do AtlLnticoW aos 2iordes norueguesesW .riva+ão de direitos c-vicos) R") dos ()S A$DU'. nem puseram a co>er as solas velhas das 6otas. além das 2umegantes papas de cereal. dos tontos dos alemães. com um simp3tico sota*ue de VieatAa . não s: perante a p3tria. rindo1se. por detr3s as portas do campo. tu conservarias a tua pure>a patri:tica se 2icasses a cavar a terra. esperar *ue eles te recrutassem) ]s ve>es. vestindo as suas 2ardas do Exército Vermelho e voltando. pouco importava. em geral. e 2irmas havia *ue escolhiam engenheiros e oper3rios) %egundo o superior imperativo estaliniano.s 2ileiras) Bostaria *ue me dissessem %E ^UFA"AFE"(E %E$'A #E E%. pude ver muitos deles. *ual*uer argumento.s autoridades soviéticas. /untamente com o 6ondoso comando. restava urrr2 *uintaJ esperar os enga/adores. inscri+ão nas escolas de espionagem ou nas unidades vlas1sovistas) A*ueles *ue nunca passaram 2ome. tu poderias. *ue nunca rilharam morcegos.&#E$'A %E$ #E &U($& F&#&Y Eram rapa>es sinceros. muitos haveriam de ser tam6ém a6andonados pela p3triaS) &nde *uer *ue 2osse. n:s mesmos o dispensamos de *ual*uer dever. por detr3s dele. . a apodrecer ou a re6uscar nas lixeiras) Então. di2icilmente poderão compreender *ue irresist-vel 2or+a material ad*uire *ual*uer apelo. comiss3rios pol-ticos vermelhos. auxiliares volunt3rios da Mehrmacht Rhavia uns do>e hiji em cada companhia alemãSW ou ainda . contar apanhar uns de> anos.

ou de Vladi1mir) Enga/avam1se volunt3rios na espionagem. eram tam6ém v-timas dessa acusa+ão) (odos os in<meros comunistas estrangeiros *ue desapareceram na União %oviética. *ue alguma ve> tivessem sido 2ixados num retrato ao lado de um rosto com uma 2isionomia estrangeira.ortas #ouradas. de espionagem9) E os atiradores lituanos. A$DU'.or exemplo. a*ueles *ue não aceitaram nenhum enga/amento. vamos. por incr-vel *ue pare+aX .E AB& #E BU AB linha 2érrea. não lhes perdoouX ?onheci %emionov e =arpov na cadeia de Iu1tirAi. *ue alguma ve> tivessem a6randado o passo perto do ^otel 'nturist. para a 2rente) E em 1944 tinha ainda um coldre va>io em ve> de uma pistola Ro comiss3rio não compreendia por*ue é *ue ele não deu ca6o da ca6e+a com o coldreS) Evadiu1se por ($n% VEUE%) Em 45. eles $EJE'(A$AF a proposta alemã de tra6alhar na sua especialidadeX Em 1941. sem p_r o nari> de 2ora. im6ecisX & artigo e a recompensa *ue merecem h3 /3 muito. 2a>iam uns 6iscates) %er3 poss-vel *ue a p3tria lhes não tenha perdoado. passando toda a guerra no campo de prisioneiros. *uando am6os /3 tinham rece6ido o *ue lhes competia por lei))) Duantos anosY & leitor perspica> /3 sa6eJ de> anos. os engenheiros electrotécnicos "iAolai Andreievitch %emionov e Giodor Giodoro1vitch =arpov. *ue tinham sido as 6aionetas mais leais durante os primeiros anos da $evolu+ão. pelo 2acto de terem ca-do prisioneirosY "ão. tam6ém a eles.. *ue con2ian+a se podia ter nos soldados russos *ue tinham estado realmente nas mãos da espionagem alemãYX E *ue al-vio para os casacos do Finistério da %eguran+a do Estado se milhares e milhares de soldados lan+ados para a Europa não ocultavam terem sido recrutados voluntariamente para a espionagemX Due evidente con2irma+ão dos progn:sticos do mais s36io dos s36iosX Vamos. tam6ém. mais cinco de morda+a) E. condu>idos aos campos do "orte e l3 desapareceram) & mesmo destino teriam conhecido os chineses *ue participaram na Buerra ?ivil. *ue não tra6alharam na sua especialidade para os alemães. entretanto. depois da li6erta+ão do campo. recaindo em 6loco so6re *uase todos eles) (odos os soviéticos *ue alguma ve> tivessem estado no estrangeiro. sem distin+ão de pessoas. o tenente %emionov tinha marchado. se não tivessem partido antecipadamente) ?entenas de milhares de coreanos 2oram exilados para o ?asa*uestão. e. assim. eram acusados. em 19@5. 2oram igualmente acusados de espionagemX %taline parece ter intervindo e multiplicado a céle6re 2rase da co*ueta ?atarina) Ele pre2eria 2a>er apodrecer novecentos e noven1te e nove inocentes a deixar escapar um s: espião. 2icaram vivos. apesar de tudo. *ue não 2oram denunciantes. com apenas *uatro ou cinco anos de escola rural. h3 /3 muito *ue estão preparadosX Fas é oportuno levantar esta *uestãoJ houve. como V& U"(Z$'&. ou tivessem 2otogra2ado um edi2-cio da cidade Rpor exemplo.oderia parecer *ue a empresa do comando alemão era dispendiosa e a6surda) Fas nãoX ^itler /ogava em sintonia com o car3cter do déspota seu irmão) A mania da espionagem era um dos tra+os 2undamentais da loucura estaliniana) %taline vivia o6cecado pela ideia de *ue o seu pa-s estava pe/ado de espi9es) (odos os chineses *ue ha6itavam o Extremo &riente soviético 2oram condenados segundo o artigo 5Q1. *uer 2ossem destacados ou pe*uenos 2uncion3rios do =omintern. *ue 2a6ricavam is*ueiros com os restos do 2erro velho. em VladimirS eram acusados de igual crime) A*ueles *ue olhavam com demasiada insist0ncia para uma 41. para a ponte de uma estrada ou para a chaminé de uma 236rica. as . antes de mais nada. so6 a mesma suspeita. incorporou1se na e*uipagem de um tan*ue nosso . sem *ual*uer pr3tica de lidar com a 6<ssola ou com o mapa) Assim. sendo magn-2icos engenheiros. ainda *ue insigni2icante) Assim. ao serem detidos em massa. e *ue. poderia parecer *ue essa era a <nica 2orma ade*uada *ue eles tinham de sair dessa situa+ão) .

para isso. ao avistarem a p3tria através dessa rede de arame 2arpado. so6retudo. mas por E E%. pois todos os dias tu ias extraindo o teu carvão) E se alguma das testemunhas não depunha nos termos re*ueridos.Rde tropas de desem6ar*ue aéreoS e (&F&U IE$ 'F. não conseguissem provar *ue. tornando1o mais vulner3velS) A outros propunham. *ue tinham conhecido na Alemanha. *ue tra6alhassem na guarda militari>ada de um campoJ 2icando aparentemente livre. por mais voltas *ue dessem. em6ora por se terem simplesmente deixado aprisionar merecessem o 2u>ilamento. e por . e o tri6unal aplicava1te. para um dos in<meros campos de controle e de 2iltragem dispersos por todo o pa-s) Estes pouco se di2erenciavam dos campos de tra6alho. 41Q A$DU'. então. de ser dos nossos. isso era uma circunstLncia 2ortemente agravanteS. os americanos e os ingleses R*uando a li6erta+ão do cativeiro não 2ora 2eita por n:s. e os antigos prisioneiros de guerra. a instru+ão partia do princ-pio de *ue tu eras. catalogado como traidor . eram interrogadosW para isso.145) Uns eram presos nos centros de concentra+ão na Alemanha) &utros não eram o2icialmente presos. automaticamente. de todas as maneiras. em carne e osso. evidentemente. permitiam humanamente *ue 2ossem para casa) Fas a tua alegria era prematuraX Adiantando1se a eles. *ue não tiveras tempo de ver. na con2usão. apertavam1lhes a mão e. 2oram am6os condenados) %taline preparava outro destino para #imitrov) A$DU'. terra) Esses indiv-duos tinham deixado. mas na 2ronteira levavam1nos em vag9es de mercadorias. por sua ve>. a pessoa perdia1toda e *ual*uer li6erdade individual. igual . e se. e2ectivamente. eras tu *ue devias demonstrar *ue não o eras) #evias 6asear1te. p3tria. rece6endo a &rdem da Estrela Vermelha) E no 2im de tudo isso 2oi 9 'oci2 Iro> (ito escapou por um tri> a esse destino) Fas .E AB& #E BU AB 415 de2initivamente aprisionado e condenado) Eis o espelho da nossa "emésis) . novas perguntas. em testemunhasJ outros prisioneiros de guerra. no6remente. a partir de 194. tu não tinhas senão *ue culpar1 te a ti mesmoJ eras. havia no campo de controle e de 2iltragem um elevado n<mero de comiss3rios instrutores e de 2uncion3rios da %eguran+a) ?omo sempre. sendo enviada para um rincão distante) A outros. mas numa região a2astada) &s agentes operacionais de =emerovo enviavam as perguntas aos de %oliAamsA e eram esses *ue interrogavam as testemunhas e enviavam as suas respostas. os teus de> anos) "o caso de *ue. segundo parecia. sem se reunir em sessão 2ormal. o *ue dava lugar a *ue 2osses tam6ém interrogado como testemunha) E certo *ue o esclarecimento do caso podia prolongar1se por um ano ou dois. com a di2eren+a de *ue os *ue ali se encontravam ainda não tinham sido condenados e deviam rece6er a senten+a1no campo) (odos estes campos de controle e de 2iltragem estavam adstritos a alguma 236rica. e. companheiros de 2eitos de #imitrov no processo de eip>ig. podiam adaptar1se desde o primeiro dia . /ornada de tra6alho de de> horas) "os tempos livres. havias servido os alemães. 2oi apanhado logo depois. 2a>endo. os agentes operacionais decidiam *ue grau de isolamento tu merecias) Alguns rece6iam ordem de mudar o lugar de resid0ncia Risto altera sempre a rela+ão do homem com o meio am6iente. *ue podiam não estar nesse campo. so6 escolta. de tarde ou de noite.opov e (aniev. alguém conseguiu escapulir1se. mina ou o6ra de constru+ão. mas a p3tria nada perdia com isso.oucos prisioneiros de guerra cru>aram a 2ronteira soviética como pessoas livres. ou /3 não se encontravam testemunhas vivas.E AB& #E BU AB através dos canais secretos das sec+9es especiais. o seu processo /3 havia chegado . culpado) %em sa-res da rede de arame 2arpado.

esses mesmos *ue eram a6rangidos pelo 5Q11C *uase não ocultavam o seu 2eli> pressentimento de *ue seriam os primeiros a 6ene2iciar da amnistia)S %: os vlassovistas não suspiravamJ 7Ah. por isso. se eu sou6esseX8 R. *ue h3 tr0s anos não eram cei2adas.elos vistos. de> anos mais cinco de morda+a) Em 195@. a /ulgar pela 6iogra2ia. de um certo 7comité russo8 de %molensA. 2oi torpemente deixado morrer . entre 191Q11941. por exemplo a de 194Q149. acaso.ara além de tr0s oceanos) A*ueles *ue haviam sido apanhados em casa ou no Exército Vermelho segundo o par3gra2o décimo. a hist:ria das torrentes. eram presos com 2undamento no par3gra2o respeitante . da >ona pr:xima da 2rente de &rei) "elas se comunicava a cria+ão. como estes rapa>esX &nde não estiveram elesX E n:s re6entaremos assim num campo.ara além1oceanoX . mesmo *uando os prisioneiros sa6iam. o indeciso comunicado parecia até uma inven+ão pura e simples) Essas 2olhinhas reprodu>iam o retrato do general Vlassov. para sua edi2ica+ão. perdidas entre as ervas altas.ocasião da primeira deten+ão em massa. regressou . muitas ve>es molhadas pela chuva e secas pelo sol. como todos os generais da nova 2orma+ão) R#isseram1me depois *ue não era assim e *ue Vlassov tinha antes uma 2igura mais parecida com a de um general do &cidenteJ alto. p3triaY #e modo nenhumX (er1me1ia arran/ado para alcan+ar a %u-+a.ravda. com :culos de aros de tartaruga)S Fas. 2oi acolhido nos c-rculos dos emigrados russos) Ali encontrou tam6ém uma /ovem por *uem se apaixonou) & 2uturo sogro. *ue não se sa6ia 6em se pretendia ser uma espécie de governo russo ou não) . deu1lhe a ler a colec+ão completa do . pois. se eu sou6esseX)))8 era esse o principal estri6ilho. nem por ter sido conselheiro militar de ?hang =ai1?heA) A primeira como+ão da sua vida veri2icou1se *uando o 4)O Exército de ?ho*ue.or esse mesmo pre+o Rpor esses mesmos de> anosS. *uando estava cercado) Fas em *ue 2rases dessa 6iogra2ia se podia acreditarY11 . ele considerava1se satis2eito por se ter colocado 6em como che2e de 6rigada))) A$DU'. regressado . a Gran+aX (eria ido para além1marX . rece601la)8 A antiga d-vida pela desco6ertaX AleAsandrov. num campo especial. procediam 2re*uentemente da mesma 2orma) Vassili AleAsandrov 2oi aprisionado na GinlLndia) Ali o desco6riu um velho comerciante sampeters6urgu0s. ou noutro *ual*uer *ue considerassem conveniente) Estive preso com pessoas dessas) 7Ah. esse ar de sucesso parecia con2irmar1seJ a sua 2olha de servi+o não tinha sido manchada pela guerra de 19@5. a a6undLncia. sem nada mais ter conhecido do *ue a escada 2edorenta da casa) REntretanto.or*ue eles sa6iam ao *ue se expunham)S "ão esperavam *ual*uer perdão. nessa . mais ou menos. depois da guerra. agita+ão. 6em como a sua 6iogra2ia) (anto *uanto se podia ver na ne6ulosa 2otogra2ia. U)$)%)%) e apanhou. nas celas da prisão. eu tinha conhecimento da sua exist0ncia. isto não tinha ainda sido decidido pelos pr:prios alemães) E. o seu rosto dava1lhe um aspecto de pessoa 6em sucedida e 6em tratada. não esperavam nenhuma amnistia) J3 antes do nosso encontro nas tarim6as da prisão.E AB& #E BU AB 419 Goram primeiro pe*uenas 2olhas de papel. em #e>em6ro de 1944.rimavera) %e sou6esse *ue me iam rece6er assimX Due me enganavam assimX Due era este o destinoX (eria eu. 2re*uentemente tinham1lhes inve/aX Due dia6oX . *uanta coisa interessante pod-amos ter visto. magro. *ue se certi2icou do seu nome e do apelido e lhe disseJ 7Em 1915 2i*uei a dever ao seu pai uma grande *uantia em dinheiro e não me 2oi poss-vel pagar11lha) #igne1se. tal como 2i> no cap-tulo segundo) E contudo))) AleA1sandrog deixou a namorada. sem edulcora+9es nem correc+9es) Ao mesmo tempo contou1lhe. *ue comandava. 2ome. tendo 2icado perplexo) 1C #e resto. como 2acilmente se adivinhar3.

Andrei Andreievitch Vlassov não terminou os estudos do semin3rio de "i/ninovgorod devido . 2alta de prepara+ão. devido . 2oi enviado como conselheiro militar . ga6ava1se. depois. 2icou eninegrado cercada. e nela deviam tomar parte. ?hina) "ão estando aparentemente ligado aos altos c-rculos militares e partid3rios. os caminhos de 'nverno eram ainda transit3veis. o @5)O Exército) (endo rompido o longo cerco de =iev. 2oi promovido a che2e de sec+ão e. o tenente1general Vlassov comandava /3. Bovorov .. na >ona de Foscovo. não podendo rece6er . *ue ele instruiu e preparou a partir do Verão de 194C. sem sa6er exactamente o *ue se passava em "ovgorod) Em Far+o. veio a encontrar1 se naturalmente na*uele 7segundo escalão8 estalinista. nem reservas de muni+9es para mandar em sua a/uda) RGoi com essas reservas *ue se iniciou a o2ensivaXS #este modo.))S) ?om o -mpeto caracter-stico desses meses. onde havia muitos completamente torpes e inexperientes. ou então estacaram rapidamente Rnão sa6-amos ainda planear opera+9es tão complexas e. tomou1se mem6ro do . da 2artura de papas de cereal existente entre eles e do car3cter galho2eiro dos iniciado. o 4C)O Exército. no momento em *ue são atri6u-das as 7novas8 Rou antes. em 1941. não s: estavam escritas num mau russo. ela avan+ou para ocidente. eliuchenAo.eremichl. a tentativa de romper o cerco de eninegrado. *ue 2oi promovido para su6stituir os che2es de exército. mas a partir de A6ril passaram a ser impratic3veis em toda essa >ona pantanosa por onde tinha avan+ado o 4)O Exército de ?ho*ue. *ue comunicavam a cria+ão do $) &) A) RExército $usso de i6erta+ãoS. os aventureiros do comando supremo estalinista não encontraram nem re2or+os humanos.1a %egundo o *ue se pode ho/e esta6elecer. conseguiu tornar1se o vice1comandante1che2e da 2rente de VolAhov Rgeneral FerietsAovS e rece6er so6 o seu comando o 4)b Exército de ?ho*ue.E AB& #E BU AB &lhando para a 2otogra2ia não era de crer *ue se tratasse de um homem 2ora do vulgar ou *ue h3 muito so2resse pro2undamente pela $<ssia) J3 as pe*uenas 2olhas volantes. como tam6ém com um esp-rito estrangeiro claramente germLnico. em #e>em6ro de 1941. lutando contra #eniAin e Mranguel. sendo mo6ili>ado para o Exército Vermelho em 1919 e tendo 2eito a guerra como simples soldado) "a 2rente meridional. *ue aguentou durante seis dias) Ap:s uma 6reve passagem pelo posto de comandante de corpo. rece6e o comando de divisão e em 194C. não 2oi colhida de surpresa pela agressão hitleriana. com grosseira /actLncia. na >ona de =iev. os 54t) 4)t e 54)O Exércitos) Fas estes tr0s exércitos não se mexeram a tempo. 2rente dele. a6astec01lasS) & 4)b Exército de ?ho*ue avan+ou com 0xito e em Gevereiro de 1944 encontrou1se a setenta e cinco *uil:metros de pro2undidade no meio do dispositivo alemãoX E. entre a*uela 2ornada de generais. é promovido a 6rigadeiro) ?omo se pode concluir pelo *ue se seguiu. velhasS patentes. $evolu+ão. *ue numa contra1o2ensiva vitoriosa em de2esa da capital Rtomada de %olnetchnogorsAS é mencionado no comunicado de guerra do 'n2orm6ureau. *ue 2icou sem nenhum acesso para a6astecimento. tendo 44C A$DU'. os che2es de divisão e os che2es de 6rigada massacrados) Em 19@Q.artido ?omunista R6olchevi*ueSW em 19@. =u>nietsov. . e até alheio . em 5 de Janeiro de 1944. o *ue é mais importante. Vlassov era um dos mais competentes) A 99)b #ivisão de 'n2antaria. de 14 de #e>em6ro Ra ordem de enumera+ão dos generais era estaJ JuAov. de companhia) "os anos 4C terminou o curso da Academia Filitar V-strelW em 19@C. em datas coordenadas. comanda. antes pelo contr3rioJ no meio da nossa retirada geral para oriente. a partir desse momento. Vlassov. incluindo eninegrado. /3 com a patente de comandante de regimento. $oAossovsAi. *uestãoW em compensa+ão. avan+ando através do rio VolAhov em direc+ão a noroeste) Esta opera+ão com6inada ti%g2 sido conce6ida para partir de v3rios lados. e arre6atou .

no posto de secret3rio do .r<ssia &rientalS. veri2icou11se um a6andono ego-sta e cruelX Fas da parte de %talineX A trai+ão não consiste necessariamente em vender1se por dinheiro) A ignorLncia e a inc<ria na prepara+ão da guerra. uma ideia do grau de endurecimento e de desespero com *ue continuava a lutar) Esses russos de2enderam. na >ona de &rei. de2endeu. por exemplo.A$A $E($&?E#E$ a VlassovX Ap:s dois meses de 2ome e de morte lenta Ros soldados con1taram1me mais tarde. *ue raspavam os cascos dos cavalos /3 putre2actos. co>endo e comendo essas raspadurasS. em tal situa+ão. dois com6atentes perderam1se e deitaram1se lado a lado no solo. contaram1me *ue na >ona de Falie1=oslovitchie se registou o seguinte casoJ ao avan+ar aos saltos através dos pinheiros. come+ou. *ue durou muitos dias. como se compreender3. e se existia realmente como 2alar dele com um humor tão alegreY))) %: os alemães podiam mentir assim14) Due haviam realmente russos contra n:s e *ue eles se 6atiam com mais dure>a do *ue *ual*uer %%. p3triaX "este caso. andou errante por 2lorestas e pLntanos e 2oi 2eito prisioneiro em . viam1se apenas aparelhos alemãesXS) E s: então Rcomo *ue por >om6ariaS 2oi rece6ida autori>a+ão de retroceder para c3 do VolAhov))) ^ouve ainda tentativas desesperadas para romper o cerco até come+os de JulhoX Assim pereceu Rrepetindo o destino do 4)O Exército de %amsonov. na >ona de %iversA) Ele 2oi trans2erido para o *uartel1general alemão. naturalmente. so6 um 2rio não menos 2ero> R#e>em6ro de 194@S) "esta endemoninhada 6atalha invernal. de Julho. lan+ado tão loucamente para a 2ornalhaS o 4)O Exército de Vlassov) "este caso. com sucesso. Vlassov não se suicidou) #epois do desastre do seu exército. com 2arda alemã. até *uase ao 2im da guerra não houve nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S) & nome e a 6ra+adeira com o escudo 2oram inventados por um . /3 sem compreender exactamente contra *uem disparavam.E AB& #E BU AB 441 seus soldados) "ão se chegava a acreditar na exist0ncia deste exército. mas tendo1se lan+ado para l3 granadas de mão. e em *ue tanto n:s.a/uda aérea) & exército encontrou1se %EF VuVE$E% e. *ue antes tra6alhara. $E?U%A$AF AU(&$'UAV\& . utili>3vamos camu2lagens 6rancas para enco6rir o capote e o 6oné. onde vieram a encontrar1se alguns generais aprisionados e o comiss3rio de 6rigada B) ") JilenAov. uma o2ensiva conc0ntrica dos alemães contra o exército cercado Rno ar. nas proximidades de et>en R. nem 14 $ealmente. houve trai+ão . por exemplo. 6em depressa o veri2icar-amos) Em Junho de 194@.artido de um dos 6airros de Foscovo) Eles tinham /3 mani2estado a sua discordLncia em rela+ão . como eles.ode 2a>er1se. ao sul de (ursA) #urante duas semanas desenrolaram1se ali lutas in2rut-2eras por umas centenas de metrosJ com6ates 2ero>es. a 14 de Faio. naturalmente. a ina6al3vel 6ase de #niepre. pois. protegendo1se das granadas anti1in2antaria) . %o6achinsAie1 VicielAi) Iateram1se todos com tal desespero *ue se diria *ue eles pr:prios tinham constru-do a aldeia) Um deles 2oi encurralado numa cave. e logo *ue assomaram para descer a6riu novamente 2ogo com a metralhadora) %: *uando se arremessou uma granada antitan*ue contra ele se sou6e *ue na cave1havia uma cova onde se en2iava. e o sacri2-cio insensato de exércitos e corpos de exércitos. pol-tica do Boverno de %taline) Fas 2altava uma personalidadeJ essa personalidade 2oi Vlassov) P A$DU'. o desconcerto e a co6ardia no seu come+o. manteve1se silencioso. um destacamento de russos. nas celas da cadeia de IutirAi. com o <nico 2im de salvar o uni2orme de marechal 1 haver3 trai+ão mais amarga do comando supremoY ?ontrariamente a %amsonov.

a partir dos come+os de 1944. en*uanto a clarividente con*uistadora ?atarina concedia ver6as do Estado para a constru+ão e a amplia+ão de mes*uitas) &s hitlerianos. houve destacamentos de estonianosW no &utono de 1941 apareceram companhias de seguran+a da Iielor1r<ssiaW e na ?rimeia um 6atalhão t3rtaro) (udo isto 2oi semeado por n:s pr:priosX . na >ona de &rcha.E AB& #E BU AB so6re *ue o6/ectivo) As armas autom3ticas de am6os eram soviéticas) #ividiram as 6alas entre si. tinha. mas t2t-2et das extremidades da cremalheira esmagou o prisioneiro) J3 esmagado ele contorcia1se e da 6oca sa-a1lhe uma espuma vermelha) E podia1se compreend01loX (inha pre2erido uma morte de soldado a ser en2orcado numa prisão) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de escolha) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de lutar de outra maneira) "ão lhes restou outra 2orma mais econ:mica de lutar. haltX e outrasS) Fais consider3veis e /3 completamente constitu-das por russos. um dos prisioneiros deu um salto de andorinha e caiu so6 o tan*ue) Este desviou1se. apareceram do lado 444 A$DU'. o VitoriosoSW a unidade 2ormada na localidade de &cintor2. 2undou o . na prov-ncia de IriansA. nem da mãe1p3tria. 2oram as seguintesJ a 6rigada de oAt.or exemplo. da &stpropagandaa6tailung) R'nsigni2icante pelo seu posto. =) . colocando . como ca/ados. no entanto.artido "acional $usso do (ra6alho. pronunciaram palavr9es e /uras contra o :leo das metralhadoras *ue se congelava) Ginalmente. elogiaram1se um ao outro. na ?rimeia 1 com a torpe persegui+ão movida ao longo de duas décadas contra as mes*uitas. ele mata1me) "a . sargentos e tenentes alemães Rs: os ca6os podiam ser russosS. um tan*ue (1@4) #e repente. *ue come+aram a constituir1se desde os primeiros meses de guerra) &s primeiros a apoiar os alemães 2oram os lituanos Rpois num s: ano t-nhamos1lhes 2eito um sem1n<mero de pati2ariasXSW em seguida. não ocultando.alemão de origem russa.r<ssia &riental. aperce6eram1se disso e protegeram1nas) . poupando1 se a si pr:prios) %e um prisioneiro 7puro8 e simples /3 era por n:s considerado como um imperdo3vel traidor .osteriormente. e come+aram a perseguir1se um ao outroJ a*ui /3 não se tratava de pol-tica. mas o comando alemão descon2iava muito dessas 2orma+9es. 2rente destes. mas sim 2orma+9es anti1soviéticas. com um mani2esto dirigido aos cidadãos do pa-s e a 6andeira de %ão Jorge. mas simplesmente da descon2ian+a primitiva dos homens das cavernasJ se o poupo. o capitão %chtriA1%chtriA2eld. p3tria. cola6ora+ão com a Alemanha) Uma empresa vã pelos dois ladosX Am6os 6uscavam tão1 s: os meios a empregar para enganar o outro) Fas os alemães ocupavam para isso uma posi+ão mais 2avor3vel e os o2iciais de Vlas1sov tinham de seu apenas a 2antasia no 2undo do des2iladeiro)S "ão existia tal exército. 2oi 2ormada. *ue eram precisamente vlassovistas. ao chegarem ali. no entanto. encerrando1as e destruindo1asW isto.) VosAo6oiniAov. os seus sentimentos . a uns *uantos passos de mim. por volunt3rios ucranianos. condu>iam pela 6erma da estrada tr0s prisioneiros. uma divisão de %%J BalitsiaW mais tarde. atroando. in2lu0ncia e procurava convencer a camarilha hitlerista da necessidade de uma alian+a germano1russa. so6 a direc+ão de emigrados russos Rapenas uma pe*uena corrente de emigrados aderiu a esse movimento.. tirando os capu>es 6rancos da ca6e+a T e s: então viram a 3guia e a estrelinha nos 6onés um do outro) #eram um saltoX As armas não disparavam) Agarraram1nas pelo cano. dando tam6ém as ordens de comando em alemão RAchtungX. alemão destacamentos caucasianos e com6atentes cossacos Rmais do *ue um corpo de cavalariaS) "o primeiro 'nverno da guerra come+aram a 2ormar1se sec+9es e companhias de volunt3rios russos. e de atrair os russos . *uando passou. compostas de cidadãos soviéticos recentes. deixaram completamente de disparar e decidiram 2umar. a partir de "ovem6ro de 1941 Ro pro2essor local de constru+9es mecLnicas.

erseguia1o e a+oitava1o. nem da guerra. propondo aos alemães a cria+ão da União de ?om6ate dos "acionalistas $ussosS) Entretanto. por*ue lhes estava no sangueYSW segundo. em tudo isso não havia nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S. como se tornou che2e do campo de %uvalAi. onde se tinham atascado as carro+as e carros. de um momento para o outroY)))S) #e resto. *uem não est3 connosco. de então. de um momento para o outro. nem pedir aux-lio) . . segundo parece. "A#A #'%%E E "A#A G'U. o despre>o pela pr:pria integridade 2-sicaY Eles sa6iam *ue não podiam contar com a mais pe*uena margem de perdãoX "os nossos campos de prisioneiros 2u>ilavam1nos logo *ue ouviam da sua 6oca a primeira palavra compreens-vel de russo) "o cativeiro soviético como no cativeiro alemão. não se transmitisse a mim Re se. por co6ardia) Em todo o caso tratava1se de tudo menos co6ardiaX &s co6ardes encontram1se onde ha/a indulg0ncia. devia p_r termo . para *uem conhecesse a con/untura. en*uanto as unidades russas 2oram utili>adas contra os guerrilheiros de IriansA e de &rcha e contra os resistentes polacos) A$DU'. pedindo1me a/uda. senão o <ltimo extremo. envergonhado. de um momento para o outro. de como na limpe>a Risto é. *ue tivesse algum poder. causando1lhe novas es2oladuras roxas na pele) "ão se tratava da guerra p<nica. esse sargento da %ec+ão Especial pensasse *ue euY))) e se. nem Vlassov) As companhias so6 comando alemão 2oram enviadas. no nosso simplismo propagand-stico. então.greco1persaX Dual*uer o2icial de *ual*uer exército da terra. não s: escapou inc:lume do cativeiro. . /udeu. apoiado por outros prisioneiros. a partir do Verão de 1944 RV) V) Buil. no meio de cami9es e outros ve-culos destru-dos e voltados) Entre o rico esp:lio *ue se espalhava pelos 6aixios. mas do nossoY))) ?om o 2ero> e a6soluto masochismo a *ue redu>-amos a humanidadeY RDuem não é por n:s. nos om6ros e nas costas. um homem *ue marchava a pé. etc))) 1 E FE$E?E#&$ A. andavam . ?&F& %E "A#A ('VE%%E &UV'#&. solta enormes cavalos alemães) #e repente. mem6ro do .E"A% #& "&%%& #E%.A%%E' #E A$B&. esta guerra revelou1nos *ue o *ue h3 de pior na terra é ser russo) $ecordo1me. com medo de *ue essa peste.*ueles *ue empunharam as armas do inimigoY & comportamento dessas pessoas. en*uanto um sargento da %ec+ão Especial. as coisas eram 6em mais simples. esse vlassovista 2osse um criminoso *ual*uerY))) e se. era explicadoJ primeiro.*uela tortura ilegal) #e *ual*uer exército. por trai+ão R6iol:gica. montado a cavalo. no sa*ueS do cerco de Io6ruisA. sim. nos arredores de iu6lim. o insaci3vel :dio ao regime soviético. num russo per2eito. o 2a>ia correr diante de si . a t-tulo de experi0ncia. o *ue possi6ilitou muitas 2ugas para o lado soviético e até a passagem de todo um 6atalhão. gritava. depois do *ue 2oram postos de parte por a*uelesSW e as unidades de Buil. com cal+as alemãs. ouvi um grito de socorroJ 7%enhor capitãoX %enhor capitãoX8. condescend0ncia) Fas *ue podia condu>i1los aos destacamentos vlassovistas da Mehr1macht. eu seguia pela estrada. no exércitoJ acaso um elemento da %ec+ão Especial daria ouvidos a um capitãoY E. nu da cintura para cima. eu A?&IA$#E'1FE a de2ender um vlassovista perante um agente da %ec+ão Especial.antialemães. como se se tratasse de um animal) 444 .$EU& E #& A"'DU' AFE"(&)S Assim. o da %ec+ão Especial continuou a a+oitar e a perseguir o homem inde2eso. todo ensanguentado no rosto. sem o deixar voltar1se. chicotada e o empurrava com o cavalo) Ele arreava1lhe com a chi6ata so6re o corpo despido.artido ?omunista Iolchevi*ue e. no peito. o ilimitado desespero.E AB& #E BU AB 44@ *ue sucederia. eram os russos os mais maltratados) #e um modo geral. com o seu rosto selvagem. para a 2rente soviética. reconhecida por todos.

destitu-ram1no. sem se esclarecer onde tinha aparecido. a>ul e vermelha) & 6atalhão.A$DU'. o 'nvenc-vel. contra a resist0ncia 2rancesa e italiana) &s . enviando1o depois para a 2rente ocidental) (endo posto de lado.E AB& #E BU AB Este *uadro 2icou para sempre gravado em mim) Ele é *uase o s-m6olo do Ar*uipélago e poderia 2igurar na capa do livro) E tudo isto eles o pressentiam e sa6iam de antemão. es*uecido e não necessitando de recordar o pro/ecto inicial. mas isso não os impedia de coserem na manga es*uerda da 2arda alemã o escudo com o de6rum 6ranco. su6ordinadas a di2erentes camadas. em grau consider3vel. como anteriormente. *ue se encontrava situado nesses lugares) 'gor UaAharov conseguiu. de =aminsAi. trocaram a sua 6andeira negra com uma caveira prateada pela 6andeira vermelha. so6 o comando de emigrantes Rl)=) UaAharov. *ue. ainda.ol:nia para "o1guilion a 6rigada de Buil1Ila/evitch. aos *uais h3 *ue acrescentar os serventes das pe+as de artilharia. so6re 2undo de %anto André) & russo e o alemão eram intradu>-veis. amsdor2SW a sua 2arda era russa e a sua 6andeira 6ranca. no Verão de 1944. incompat-veis) . impedir *ue a sua unidade 2osse enviada contra os guerrilheiros) Então. contava com cinco regimentos de in2antaria de dois mil e *uinhentos a tr0s mil homens cada. prisioneiros de guerra. o campo de %anto André e as iniciais $)&)A)1@ 1@ Essas iniciais eram cada ve> mais conhecidas.s cartas em #alemdor2. *ue se tinha destacado pela sua crueldade contra os polacos e os /udeus) Em come+os de 194@ o seu comando recusou su6ordinar1se a Vlassov. a>ul e vermelho. não houvesse nenhum exércitoW todas as unidades estavam dispersas. contemplando com 6in:culos o massacre de Vars:via. *uando come+ou a de2inir1se a derrota de ^itler. inexpressivos. por volunt3rios de IriansA)S Essa 6rigada 2oi incum6ida de de2ender a >ona contra os guerrilheiros))) ?om esse mesmo 2im. no século !!Y RFas isso seria tudoY %eriam os <ltimosYS Fais clara parecia ser a exist0ncia do 6atalhão de &ssintor2. todos os rodionovistas *ue escaparam com vida 2oram presos)S E *uem lan+ou os alemães contra os rodionovistasY A 6rigada de =aminsAiX REm Faio de 1944. 2oi trans2erida da . trans2erido para a >ona de . outros estrangulavam a insurrei+ão) "ão teriam os polacos sido su2icientemente maltratados pelos russos. no nordeste da Iielorr<ssia) R%o6re esse 7territ:rio guerrilheiro8. e uma divisão de artilharia com tr0s de>enas de canh9es) R& comando era constitu-do por o2iciais. para.sAov) Era 2ormado por cerca de seiscentos soldados e du>entos o2iciais. aumentado até um regimento. durante todo o ano de 194@. com o o6/ectivo de atingir o complexo de campos de tra6alho. em Agosto de 194@. e as tropas. muito se escreveu então nos nossos /ornais) Fais tarde. e os generais vlassovistas /ogavam . por meados de 1944. de cl J 7%R2 de>enas de tan*ues soviéticos. em6ora. no &utono de 194@. os alemães tomaram a decisão de enviar carne de canhão russa))) para o 6aluarte do AtlLntico. dado Buil ter adoptado o nome de $odionovS. e proclamaram num vasto 7territ:rio guerrilheiro8 o poder soviético. tre>e divis9es 2oram mo6ili>adas para li*uidar o 7territ:rio guerrilheiro8)S Era assim *ue os alemães compreendiam essas e2-gies tricoloresJ %ão Jorge. desarmaram o 6atalhão e meteram1no num campo. um 6atalhão 6lindado. censurando1o por*ue no seu anunciado programa não 2igurava a 7luta contra o /uda-smo mundial e os comiss3rios /udai>antes8W 2oram /ustamente os elementos desta 6rigada Ros rodionovistas. tinha sido preparado para ser lan+ado em p3ra1*uedas na linha de Vologda1ArcLngel.ior aindaJ em &utu6ro de 1944 os alemães mandaram a 6rigada de =aminsAi R/untamente com as unidades mu+ulmanasS esmagar a insurrei+ão de Vars:via) En*uanto uns russos se deixaram trai+oeiramente adormecer do outro lado de V-stula. no século !'!. nos arredores de Ierlim) A 6rigada de VosAo6oiniAov e depois da sua morte. neles se cravarem os seus al2anges.

como tinha sido previsto na ?on2er0ncia de lalta.ragaS um <ltimo espect3culoJ a convoca+ão de todos os grupos nacionais russos uni2icados por um 7?omité de i6erta+ão dos . *ue não lhe 2osse su6metida) %: no estertor do nau2r3gio. pois nele não se permitia pensar a $<ssia 2ora da Alemanha. para não a entregar intacta) E Vlassov ordenou . eles não puderam chegar a tempo)S 14 A primeira. ao executarem a sua primeira e <ltima ac+ão independente. /amais. em vésperas da derrota. depois. retrocedendo /3 por toda a parte. se preparava para destruir a capital checa. encharcar1se em vodca) Uma ?&F. os especialistas pol-ticos alemães supunham *ue os oper3rios russos Rostar6eitenS se lan+ariam a tomar as armas) Fas o Exército Vermelho /3 se encontrava no V-stula e no #an<6io))) E. toda a amargura e toda a raiva acumulados. as suas duas divis9es e meia. agora. na Zustria. tesoura da censura alemãJ a Brande Alemanha e o G<h1rer) E.E AB& #E BU AB #epois o exército de Vlassov come+ou a retroceder para o lado dos americanos.rovavelmente. 2oi permitido Rem . morte e. 6em como a pu6lica+ão de um mani2esto R6astardo. e /3 sem *ual*uer contacto com o &6erAommando.vlassovistas *ue tinham conservado algum sentido pol-tico ou alguma esperan+a. 2ora do na>ismoS) Vlassov tornou1se o presidente deste ?omité) %: no &utono de 1944 come+aram a 2ormar1se divis9es vlassovistas. *uais 2oram os russos *ue lhes salvaram a cidadeY A nossa ^ist:ria est3 deturpada. perderam1nos) A$DU'. 2ormada na 6ase da 76rigada =aminslci8 R%) =) IuniatchenAoSW a segunda. assestaram um golpe))) contra os alemãesX "o meio do desmoronamento geral.ovos da $<ssia8. *ue não dese/avam regressar . tal 2oi a sua exist0ncia durante todos os anos de guerra no estrangeiro sem terem. so6 as ordens de Uvierev Rantigo comandante militar de ?rac:viaSW a terceira 2icou em metadeW a *uarta apenas reuniu alguns elementosW e ainda o destacamento de avia+ão de Faltsiev) "ão 2oram autori>adas mais de *uatro divis9es) 44. como se *uisessem con2irmar a previsão dos alemães mais m-opes. nesses tr0s cruéis e est<pidos anos. integralmente russas14) . nada mais restava aos vlassovistas do *ue lutar até .raga) Ali sou6e *ue o general das %%. como das outras ve>es.raga) R(erão todos os checos compreendido. nem decidir1se pelas divis9es integralmente russas. crian+as e mulheres.15 6em como muitos carros repletos de velhos. nos es2or+ados peitos russos. não 2oi divulgado entre n:sS. em *ue pudessem vir a ser1lhes <teis) Assim ganharia. E(A . E nesse mesmo Faio.E AB& #E BU AB 445 &s ha6itantes das regi9es ocupadas despre>avam1nos por serem mercen3rios alemães. entregando ao comando soviético um ?orpo ?ossaco de noventa mil homens. desalo/aram1nos de . assim. para a IavieraJ toda a sua esperan+a estava posta agora nos aliados. se*uer. a2inal.s suas divis9es *ue se passassem para o lado dos checos su6levados) E todos os ultra/es. pretendendo1se *ue . outra sa-da) ^itler e os *ue o rodeavam.s mãos dos soviéticos. ?hurchill deu tam6ém um passo de 2iel aliado R*ue. A$DU'. nas proximidades de . %teiner. as divis9es vlassovistas. contra elesJ surgindo de um lado inesperado. de uma $<ssia independente. nos momentos de :cio. Vlassov reuniu. por uma som6ra. pela nossa ha6itual modéstia. um sentido a sua prolongada suspensão na corda da 2orca alemã) Fas os americanos rece6eram1nos hostilmente e o6rigaram1 nos a entregar1se . voltavam11nos. em "ovem6ro de 1944. e os alemães pelo seu sangue russo) &s seus m-seros /ornais eram su6metidos . perante os alemães.raga 2oi salva pelos com6atentes soviéticos. em 2ins de A6ril.E$#'V\&. por ironia.s margens . *uando. no 2im de contas. não podiam no entanto superar a sua ina6al3vel descon2ian+a perante as unidades russas isoladas.

na ?hina. como se 2ossem reunir1se aos seus o2iciais. eles pagavam a participa+ão directa de %taline na guerra contra o Japão) . silenciosamente) "a aus0ncia de uma linha de 2rente cont-nua. algumas centenas de milhares de cidadãos soviéticos armados. apressadamente constitu-das. ao amanhecer. não se *ueriam entregarY #i>1se *ue. a6andonar as vastas regi9es da %ax:nia e da (ur-n1giaY E *ual 2oi a ra>ão militar e pol-tica *ue os levou a atirar para a mão de %taline. no decorrer de 1941 e até 1945. desse modo. a sua miopia sistem3tica e até a sua estupide>) ?omo puderam eles. so6ressa-a. em torno dos *uais /3 se encontravam as escoltas com listas) E o caminho de regresso estava 6arrado por tan*ues soviéticos) "em se*uer podiam suicidar1se com um tiro. de um indigente c3lculo pol-ticoY Fais tarde. os ingleses entregaram os soldados. $oosevelt e ?hurchill são considerados como modelos de lucide> pol-tica) Entre n:s. em troca do rid-culo /oguete das *uatro >onas de Ierlim R*ue se tornaram o seu 2uturo calcanhar1de1 A*uilesS. mas a 2ortalecer Fao (sé1(ung.s tropas soviéticas) Duarenta autocarros com o2iciais. desde *ue não tivessem de se entregar vivos) . eu pr:prio 2i*uei de6aixo do 2ogo dos vlassovistas) ^avia igualmente russos dentro do cerco por n:s montado na . isto é. a6andonada . para uma pretensa con2er0ncia so6re os destinos do exército. cu/os monumentos com o tempo co6rirão toda a 'nglaterra. ou apunhalando1seJ todas as armas tinham sido con2iscadas) Alguns lan+aram1se do viaduto so6re as pedras da estrada) #epois. *uando 2oi 6lo*ueada Ierlim. so6 o pretexto de uni2ica+ão) #epois. decididamente.r<ssia &riental) Uma noite de 2ins de Janeiro. mesmo *ue 2osse para o . por acaso. passando pelo alto viaduto. chamaram os o2iciais separadamente dos soldados.dos p3trios rios cossacos) R& grande homem. e apanharam em tena> o meu goni:metro. parte deles tentou a6rir caminho para ocidente. *ue. através das nossas posi+9es. *uando 2oi desalo/ado FiAolaitchiA.s chamas e as2ixiada Iudapeste. metidos em com6oios. *ue estava numa posi+ão avan+ada. agrupando1se na neve com a sua . de modo *ue tive di2iculdade em retir31lo pelo <ltimo caminho *ue nos restava) Fais tarde voltei l3 por causa de um camião avariado e. vi como. tradicional da diplomacia inglesa) & 2acto era *ue os cossacos estavam dispostos a 6ater1se até .ossuindo /3 a 6om6a at:mica. não assegurar nenhumas garantias de independ0ncia para a Europa &rientalY ?omo puderam eles. usando o mesmo estratagema. não poucas sec+9es militares russas continuavam a a>edar no destro+ado exército alemão. na >ona de ocupa+ão inglesaW mas. sem prepara+ão de artilharia. e =im '' %ung. *uando desapareceram Ienés e FassariA.E AB& #E BU AB 445 Além das divis9es vlassovistas. so6 uni2ormes *ue não se distinguiam das 2ardas alemãs) Elas terminaram a guerra em diversos sectores e de maneira di2erente) Alguns dias antes da minha deten+ão. morte)S 15 A maneira como esta entrega 2oi 2eita teve car3cter pér2ido.araguai ou para a 'ndochina. morte. decidiu tam6ém entreg31los . desceram directamente para o semicerco de carros prisionais. para rece6er as armas) "os seus pa-ses. a reali>ar na cidade de ^uden6urgo. desde os comandantes de companhias até ao general =rasnov. isso e*uivalia a pagar a %taline para *ue ele renunciasse não s: a ocupar a Fanch<ria. ou a partir para o outro lado do oceano. eles in2iltraram1se rapidamente. e os conservadores tiraram os pés do %ue> 1 ser3 poss-vel *ue os *ue entre eles não t0m a mem:ria curta se não tenham recordado se*uer do epis:dio dos cossacosY A$DU'.or isso. para a morte. com assom6rosa evid0ncia. *uando re6entou a guerra da ?oreia. na noite anterior. em metade da ?oreiaX))) "ão se tratava. os ingleses propuseram primeiramente aos cossacos *ue depusessem as armas. haviam cedido secretamente essa cidade . nas discuss9es travadas nas pris9es russas.

nas tarim6as de IutirAi) E aca6ava de 2umar o cigarro deles e eles o meu. assim como dos 7espi9es de uma hora8. tendo com6atido depois ao lado deles. causas sociais) . através destas p3ginas. e pertencendo portanto .rimavera havia ainda numerosos emigrados russos nas celas) .E AB& #E BU AB sido a sua terr-vel experi0nciaJ *ue constitu-am uma part-cula da $<ssia e *ueriam in2luir no seu 2uturo. devendo existir. com o 2ito de se passarem para o lado dos guerrilheiros Re muitos passaram1se. cavalos a6andonados e 2amintos) "a*uela . 7desconhecida gera+ão /uvenil8. como seriam esses aliadosY))) A palavra 7vlassovista8 soa entre n:s como algo parecido com 7impure>a8.assarg) E ali 2oram detidos) . como di> o velho ad3gioJ 7"ão é devido . os alemães s: lhes permitiam *ue morressem pelo $eich. apenas para sair do campo da morte) &utros.ouco depois 2ui preso) E eis *ue na véspera da parada da Vit:ria est3vamos agora todos /untos. a consterna+ão da derrota ap:s tantos anos de /actLnciaW e outros havia *ue consideravam %taline como o primeiro culpado destes inumanos campos de concentra+ão) (am6ém eles sentiram o dese/o de di>er *uem eram e *ual tinha 44Q A$DU'.or*ue.uschAin. alguns deles tinham calado 2undo a dor so2rida pelo vergonhoso ano 41. co6rindo de granadas do>e canh9es pesados sem permitir1lhes dar um s: tiro) %o6 o 2ogo das suas 6alas trace/antes. trai+ão. era muito /ovem. dando a impressão de *ue su/amos a 6oca s: de pronunci31la.. mesmo antes de eles se terem colocado 2ora dela) E eles enga/aram1se))) Uns. presos. se levantaram su6itamente e se lan+aram. para a hist:ria mundial. pois tratava1se da verdadeJ 7%taline renunciou a voc0sX %taline est31se nas tintas para voc0sX8 A lei soviética colocara1os 2ora da lei. segundo o critério estaliniano.camu2lagem 6ranca. decorrido /3 um *uarto de século. isso em nada atenuava a sua condena+ãoS) Entretanto. *ue. de resto. perto de Adling %hvenAitten. tendo nascido entre 1915 e 1944. ao grito de 7hurraX8. lem6rar *ue. tenham empunhado as armas contra a sua pr:pria p3tria. para isso. e lado a lado -amos levar o 6alde de lata da latrina) Uma grande parte dos vlassovistas. mas não *ue pensassem so6re um destino russo independente) Até aos aliados estendia1se duas mil verstas 1 e. *uando a maioria deles pereceu nos campos e os *ue permaneceram vivos aca6am os seus dias no extremo norte. so6re as posi+9es de 2ogo da nossa 6ateria de cento e cin*uenta e dois mil-metros. em alian+a com o séu pior inimigo) (alve> se/a necess3rio re2lectirJ *uem ser3 o mais culpado. eu *uis. nãosendo um /oguete dos erros alheios) Fas o destino riu1se deles ainda mais amargamente e tornaram1se pe9es ainda mais min<sculos) ?om uma o6tusa miopia e 2atuidade. ponte so6re o riacho . mas. 2orragem *ue os cavalos relincham)8 'maginei um *uadro assimJ um descampado e. espionagemJ tudo dependia do enga/ador *ue se apresentava) &s agentes de recrutamento explicavam1lhes com >om6aria 1 com >om6aria é uma maneira de di>er. correndo desvairadamente por ele. no campo vi>inho. se tinha apressado a saudar o in*uieto unatchersAi) A maioria 2ora lan+ada nas 2orma+9es militares pela mesma vaga casual *ue. arrastara os seus camaradas . através da terra devoluta e nevada. até . o nosso <ltimo grupo correu tr0s *uil:metros. em nome de . na casa dos vinte e trinta anos. essa /uventude ou a p3tria encanecidaY E algo *ue não se pode explicar por uma propensão 6iol:gica . e por isso ninguém se atreve a pro2erir duas ou tr0s 2rases cu/o su/eito se/a 7vlassovista8) Fas a ^ist:ria não se escreve assim) Agora. se trata de um 2en:meno 6astante inauditoJ *ue v3rias centenas de milhares de /ovens1.

. 1. e %taline esteve.annevits RArasnovistaS eram compostos por cidadãos soviéticos e não.se ia desenvolvendo uma 2iloso2ia russa original. por emigradosJ estes não 2oram atr3s de ^itler. no nosso pa-s. contemporLneos nossos) As ideias espalhadas no nosso pa-s acerca dos emigrados eram tão 2alsas *ue se se reali>asse um in*uérito para sa6er ao lado de *uem estavam os emigrados russos. eles eram *uase 2eli>es.se reali>avam pro2undas pes*uisas so6re #ostoievsAi Ren*uanto no nosso pa-s ele era então amaldi+oadoSW *ue existia um extraordin3rio escritor chamado "a6oAov1%irinW *ue Iunine ainda vivia e nos <ltimos vinte anos ainda continuava a escreverW *ue se pu6licavam revistas de arte e eram dados espect3culosW *ue se reuniam congressos de associa+9es regionais onde se 2a>ia ouvir a palavra russaW *ue os homens emigrados não tinham perdido a possi6ilidade de desposar mulheres emigradas e *ue estas lhes davam 2ilhos. na nossa literatura e na nossa cr:nica liter3ria Re não seriam os nossos saciados mestres *ue no1los dariam a conhecerS. logo . mais cruelmente dispersos do *ue as tri6os de 'srael. lavadeiras. pelos vistos. por momentos.'sso tomava *uase uma apar0ncia de sonhoJ o retorno da ^ist:ria) ^3 muito *ue tinham sido escritos e 2echados os tomos da guerra civil. pois essas grades e esses guardas eram russosW eles o6servavam com espanto como as crian+as russas co+avam a nucaJ 7E para *ue dia6o viemosY "ão t-nhamos espa+o su2iciente na EuropaY8S Fas. tanto nas 2orma+9es anteriores a Vlassov como nas deleW o mesmo nas unidades e destacamentos de cossacos. guerra de 1941. chegada das tropas soviéticas eles eram presosJ apanhavam1nos nas . segundo a *ual se devia meter num campo de tra6alho todo o cidadão soviético *ue tivesse vivido no estrangeiro.arece algo de aned:tico. *ue se puseram ao lado dos alemães) . inseridos os seus acontecimentos na cronologia dos manuais) &s l-ders do movimento 6ranco /3 não eram nossos contemporLneos na terra. mas como s-m6olo da unidade nacionalS) "o per-odo da ocupa+ão da Gran+a. nenhuns ind-cios se 2iltravam nos nossos /ornais. de modo nenhum.avlova. ou se/a. como poderiam escapar a esse destino os emigradosY "os Ialcãs. se ainda por acaso arrastavam a sua exist0ncia. com um $ach1 maninov. um elevado n<mero de emigrados russos. mu+ulmanos. onde se distinguiam os nomes de Iulga1Aov. ou o coro cossaco de JarovW *ue a. entregando uma solicita+ão para regressar . um ?haliapine. em =ar6ine. cad3veres vivos) Até . na guerra civil espanhola e na %egunda Buerra Fundial. p3tria Rnão como 2or+a de com6ate. Eram precisamente esses os cidadãos soviéticos *ue 2iguravam na Mehrmacht. 63lticos e ucranianos) A$DU'. um #iaguiliev. mas não éJ o pr:prio #eniAin tentou lutar ao lado da União %oviética contra ^itler. sendo casos isolados os de Ferie/AovsAi e Buippius. velhos e /ovens. capa>es de nos 2a>er suspeitar *ue os russos no estrangeiro constitu-am um grande mundo espiritualW *ue a. se sa6e *ue a grande maioria dos emigrados 6rancos com6ateram ao lado dos repu6licanos) Due as divis9es vlassovistas e o corpo cossaco de Von1. cocain:manos.aris. era a $<ssiaX Eis a sua palavra de ordem) E assim eles demonstraram *ue não mentiam *uando /3 antes a2irmavam o seu amor a ela) R"as pris9es. um Ienois. uma responderiamJ 7#e GrancoX #e ^itlerX8 "em agora. era como pianistas em desagrad3veis restaurantes. todos . p3tria) "ão importava *ue $<ssia 2osse.E AB& #E BU AB 449 pedintes. depois da i6erta+ão de . uma . Ierdiaiev e ossAiW *ue a arte russa cativava o mundo. aderiram ao movimento de resist0ncia e. na Europa ?entral. mas sim 2antasmas de um passado delido) &s emigrados russos. acorreram em vaga ao consulado soviético. como lacaios. na nossa maneira soviética de ver. disposto a deix31lo regressar . nos anos 4514. mor2in:manos. de acordo com essa mesma l:gica estaliniana. resolvidos os seus pro6lemas.

para as >onas de deporta+ão russas. nesta . e a imagem lament3vel dos seus corpos nus. enrugados. em 1945. a tra6alhar. algures no Volga. sendo algumas deixadas na Iulg3ria ou na ?hecoslov3*uia)S "a Gran+a rece6iam1nos com honras e 2lores. e não a 4@C A$DU'. e. e2ectivamente. de milhares de *uil:metros de distLncia)e a*ui. contra as suas convic+9es Re . 2oram todos de novo passados ao raspador) Duando eu era um garoto de nove anos lia. /untamente com pianos pintados de 6ranco e vasos de plantas) "os anos de 4Q149. e a instalar1se onde dese/assem na União %oviética. em plena 2loresta montanhosa. inclusive cidades. com mais pra>er do *ue os livros de J<lio Verne. em *ual*uer especialidade) Goram transportados de !angai em 6arcos) Fas /3 o destino dos 6arcos 2oi di2erenteW não se sa6ia por*u0. s: deitavam as mãos aos homens. mas sim m<mias.E AB& #E BU AB todos. *ue podiam ser <teis .casas e nas ruas. nalguns deles não davam de comer) #i2erente 2oi tam6ém o destino dos emigrados *ue desem6arcaram no porto de "aAhodAa Rum dos principais pontos de passagem para BulagS) Duase todos 2oram metidos em com6oios de mercadorias. mas somente vinte anos mais tarde) Entretanto. mas a*ui logo os varriam) As coisas levaram mais tempo com os emigrados de !angaiJ as mãos soviéticas não chegaram até l3 em 1945) Fas um representante plenipotenci3rio do Boverno soviético apresentou1se e tornou p<6lico um ucasse do . /ovens e velhos) Goi1me dada a oportunidade de ir. a uma inspec+ão médica. os repatriados do Extremo &riente. *ue continuavam vivos. apenas .etrogrado haviam derru6ado o imperador) #urante duas décadas eles 2oram 2iéis ao /uramento c>arista e agora. p3triaS. de uma cor amarelada e escura. naturalmente. tra>idos para Foscovo. da maneira mais séria do mundo. por etapas. concedendo1lhes a cidadania soviética e transportando1os com con2orto para a p3tria. isso em nada atrapalhava os :rgãos)S &s emigrados de !angai mani2estaram o seu /<6ilo) ?onvidaram1nos a levar os o6/ectos *ue *uisessem Ralguns levaram autom:veis.raesi1dium do %oviete %upremo *ue coincidia com o perdão a todosa os emigradosX ?omo não acreditarY E imposs-vel *ue o Boverno mintaX RDue houvesse ou não esse ucasse.rimavera de 1945 tive tempo de o6servar numerosos emigrados. /untamente com o capitão de cavalaria Iorch e o coronel FariuchAin. *ue eram então vendidas tran*uilamente nos nossos *uios*ues) Era uma vo> vinda de um mundo tão a2astado *ue nem com a mais assom6rosa 2antasia eu podia supor *ue menos de vinte anos depois os passos do seu autor se cru>ariam com os meus numa invis-vel linha ponteada pelos silenciosos corredores da Brande u6ianAa) E certo *ue não 2oi nessa época distante *ue o encontrei em carne e osso. ali os deixaram viver de dois a tr0s anos) &utros 2oram imediatamente levados em com6oios para campos de tra6alho. as 6rochuras a>uis de V) V) ?hulguin. como reclusos) %omente não havia ainda uma escolta rigorosa nem cães) Alguns 2oram condu>idos para lugares ha6itados. não propriamente corpos. e lan+ados de um alto declive.E AB& #E BU AB 4@1 contra o poder soviético em 1919X ^a6itu3mo1nos tanto .*ueles *ue tinham mani2estado as suas ideias pol-ticas) RAs suas 2am-lias iam depois. *uando o telégra2o transmitiu o comunicado de *ue em . 2icou gravada nos meus olhos) Goram presos cinco minutos antes de serem enterrados. 2i>eram1lhes um interrogat:rio so6re))) a sua luta A$DU'. exactamente como os nossos) #e momento. acumula+ão de in/usti+as nos processos /udicials *ue deix3mos de di2erenciar os seus graus) Este capitão de cavalaria e este coronel eram *uadros militares do exército c>arista) J3 tinham mais de *uarenta anos de idade e serviam h3 uns vinte.

um pensamento /ur-dico. os seus generais.aixão. desde os $amos até . prescri+ão. durante um *uarto de século. *uais poderiam ser os 2undamentos para os JU BA$ e ainda por cima ao ca6o de um *uarto de séculoY R#urante todo esse tempo eles tinham vivido como simples particularesJ FariuchAin. e trocava gradualmente pão duro por mole) #esta 2orma. no pr:prio centro do novo aparelho /udici3rio. mas Iorch era como se tivesse regressado . dentro de de> anos. como os ha6itantes de todos os pa-ses da Europa e da ZsiaX15 Duanto . ainda *ue 2osse em em6rião. ela não se aplicava) R7. da maioria dos soldados) Due agora os tivessem processado e /ulgado a*ui. seis a sete anos #E. prestaram ainda /uramento ao Boverno provis:rio) "unca mais os convidaram a prestar /uramento a *uem *uer *ue 2osse. desde o primeiro instante em *ue a camisa de carrasco se lhe pegue ao corpo) E vi1ce1versa) Fas não nas 6iogra2ias do .&'% #& (E$F& da guerra civilX RExemplo cl3ssico e desavergonhado de aplica+ão retroactiva da leiXS Além disso. em rela+ão ao artigo 5Q. com o *ue tinha /e/uado. 231lo1ão desde *ue os deixem chegar l3) 4@4 A$DU'. não pu6li*uemos uma lei. e murmurava simploriamente como aca6ava de 2este/ar a . isto é. mas não. precisamente. . categoria *ue constitu-a a excep+ão 1 os *ue en2orcavam sem /ulgamento um entre cada de> oper3rios e espancavam os camponeses 1 ou . na Zustria. sua deten+ãoW e *uanto a Iorch. /3 nem se*uer 2alamosJ estava 2lexivelmente previsto *ue. mas *ue nos é de todo em todo inacess-vel) %egundo ele. aos *uais tinham estado sempre su6ordinadosS) E todos estes pontos R1141 411@S do artigo 5Q correspondiam a um c:digo aprovado))) em 194.3scoa) "ão sei precisamente *ue espécie de guardas 6rancos 2oram eles durante a guerra civilJ se pertenciam . não como honrados aposentados. tinham vivido. relatando os pormenores da sua evacua+ão de "ovorossisA.. em todo o caso.ara *u0 remexer no passadoY)))8S A prescri+ão era reservada aos nossos verdugos caseiros 15 Assim.talve> murmurando por dentroJ 7Due a peste caia so6re ti e *ue o dia6o te carregue8S.3scoa na u6ianAaJ durante toda a semana. e sim entre os velhos e as mulheres)S Entretanto. pela *ual o /ulguemos pelos seus actos de ho/e) &s chineses. mas como proscritos sem lar. *uando em . /untou o pão de sete dias e 6an*ueteou1se durante os tr0s dias de . uma ve> *ue o exército tinha sido completamente des6aratado) Eles não gostavam de um regime so6 o *ual se arrancavam gal9es e matavam o2iciais. 6urguesia internacional R*ue nem em sonhos nem em esp-rito haviam vistoSW de terem servido os governos contra1revolucion3rios Rou se/a. até esse momento. apenas comeu metade da ra+ão de pãoW a outra guar1dava1a.E AB& #E BU AB *ue ani*uilaram sistematicamente mais compatriotas do *ue toda a guerra civil) FariuchAin era ainda capa> de se recordar de tudo claramente. talve> se/a ainda di2-cil encontrar 2undamentos morais para /ulg31los) Esta é uma dialéctica *ue Anatole Grance dominava. até . não constitu-a uma prova material nem um argumento) Fas se. e naturalmente uniram1se a outros o2iciais para lutar contra esse regime) Era tam6ém natural *ue o Exército Vermelho lutasse contra eles e os /ogasse ao mar) Fas num pa-s onde existisse. em 1945. acusaram1nos cumulativamenteJ de actos destinados ao derru6amento do poder dos %ovietes de oper3rios e camponesesW de invasão armada do territ:rio soviético Risto é. in2Lncia. não h3 nenhum presidente a2ricano *ue possa estar seguro de *ue. de não terem partido imediatamente da $<ssia. é verdade *ue o encontraram numa caravana cossaca. o m3rtir de ontem deixa de ser /usto. numa unidade armada.etrogrado 2oi proclamado o poder soviéticoS de presta+ão de a/uda . o artigo 4 do ?:digo indicava *ue ele se aplicava unicamente aos cidadãos presos no territ:rio da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) Fas a mão direita da %eguran+a do Estado arrancava tanto os *ue eram "i& cidadãos.

durante o *ual. atitude leviana perante a vida.s suas mãos. proporcionava1lhe uma 2or+a extraordin3ria) Entre os emigrados encontrava1se 'gor (ronAo. isso não me contou) Fas ele tinha a impressão de se encontrar ainda no servi+o activo. 2icava um espa+o livre. no p3tio de recreio de IutirAi. numa das setenta celas. /3 so2rera a instru+ão do processo Resperava a senten+a. and3vamos sempre ao lado um do outro. som6ra da indelével desgra+a das suas 2am-lias) Em todos os pa-ses onde tinham estado s: reconheciam a $<ssia como sua p3tria) A sua 2orma+ão espiritual era 6aseada na . e nesses cinco ou seis metros andava de um lado para o outro.enso *ue devido ao desconcerto espiritual)S (anto eu como ele éramos magros e altos) Agitados pelos impulsos do vento estival. entre as tarim6as. onde e como. pelos vistos. como todos n:sS e não rece6ia. com os seus olhos não envelhecidos. agora toda a vida me chamarei cavalo. era na cela um ser completamente isolado) %: um ano depois eu pude avaliar e compreender a sua conduta na prisãoJ 2ui parar de novo a IutirAi e. o 2im da guerra civil não signi2icava certamente o 2im da luta contra o 6olchevismo) ?om *ue meios ele p_de lutar. pelo contr3rio. discutindo as nossas vidas paralelas) "ascemos no mesmo ano.ara ele. encontrei /ovens do mesmo processo de lacevitch. em6ora o seu pai. com a pele amarelada e engelhada reco6rindo os ossos) R. a senten+a de todo o grupo) & primeiro da lista era lacevitch e a sua senten+a era o 2u>ilamento) Eis pois o *ue ele s via e previa através das paredes. *ue não se arrependia de seguir o caminho /usto.E AB& #E BU AB 4@@ volta. tinha uma opinião clara e precisa so6re o *ue nos rodeava. naturalmente. a/uda de parte alguma. e a clare>a das suas posi+9es na vida dava1lhe uma permanente energia. pretenso guarda 6ranco. *ue envolviam toda a /uventude europela Relevada criminalidade. da minha gera+ão) (rav3mos ami>ade) Am6os est3vamos en2ra*uecidos. instru-dos) ?resceram sem conhecer o medo e a repressão. nossa A$DU'. *uando eu deixei de ser potro.nosso tempo revolucion3rioJ se me montaram durante um ano. a*ui na cela) En*uanto o caos e as se*u0ncias descont-nuas e incertas de ideias reinavam na maioria das nossas ca6e+as. no %ul da $<ssia) Ainda mam3vamos. com passo el3stico e preciso. pois desenvolveram1se . elasticidade e dinamismo) "ão tinha menos de sessenta anos. en*uanto não se tornaram adultos) ?resceram dum modo tal *ue os v-cios do século. chupados. *uando o destino remexeu na sua velha 6olsa e me estendeu a mim uma palhinha curta e a ele uma comprida) A sua sina atirou1o para l3 dos mares. e para ele nada contradi>ia a sua expectativa. não os a6rangeram. 2osse um simples e modesto telegra2ista) . com modesto desa2ogo ou mesmo com di2iculdades) Eram todos muito 6em1educados e. as calorias do rancho prisionalS) Ele não deixava passar o tempo.ara mim era deveras interessante imaginar. mesmo agora. em6ora h3 muito sirva como cocheiro) & coronel =onstantin =onstantinovitch 'acevitch di2erenciava1se muito dessas importantes m<mias de emigrantes) . não se sa6endo como é *ue tinha ido parar . toda a minha gera+ão de compatriotas *ue ali se encontrava) Eles tinham sido criados so6 uma 6oa protec+ão 2amiliar. com senten+as de de> e de *uin>e anos) "um papel de 2umar estava escrito. ele. a sua ca6e+a era inteiramente calva. 2alta de re2lexãoS. andando da mesa para a porta e inversamente) Fas a sua consci0ncia. mas conservava a sua /uventude e mesmo a sua pele rosada) Em toda a cela ele era o <nico *ue 2a>ia gin3stica pela manhã e se 6orri2ava com 3gua da torneira Rtodos n:s poup3vamos. de acordo com os seus meios. com um passo cuidadoso de velhos. em6ora um certo peso dos dirigentes das organi>a+9es de 6rancos se exercesse so6re eles.or*ue é *ue nos deixamos a6ater tantoY . as mãos cru>adas so6re o peito e os olhos claros e /uvenis trespassando as paredes) Justamente por*ue n:s nos surpreend-amos com o *ue sucedia . através da vida dele.

mais 2echadas . acusadoX8 1 7. não podiam compreender o *ue havia de mais importante. o *ue havia de mais elevado e 6elo na $<ssia %oviética) (udo o *ue conheciam tinha para eles um ar de deturpa+ão. mas a saudade pela p3tria era tal *ue se no ano de 41 tivessem 2eito 4@4 A$DU'. s: então ela poder3 desenvolver1se sem entraves) Eu sonho viver até esse dia) & homem é dé6il. parecendo11lhes *ue. sugeriam aos companheiros de cela sonhos harmoniososJ *ue 6elo pa-s é o AltaiX (em a vastidão da %i6éria e um clima suaveX Fargens cheias de trigais e rios de melX Estepes e montanhasX $e6anhos de ovelhas.literatura russa. ideia de *ue se sumira pela vala de escoamento da guerra civil uma parte consider3vel das nossas 2or+as espirituais. a *ual. *ue não coincidiam com as opini9es dos velhos generais e pol-ticos) Assim. por*ue para eles ela signi2icava o princ-pio e o 2im da sua p3tria. ca+a e pescaX . mas precisamente as edi+9es soviéticas *uase não chegavam até eles. privando1nos de um ramo da cultura russa) E todos os *ue a amaram vverdadeiramente aspirarão . nessa . de mentira. esconder1se nessa *uietudeX &uvir o n-tido e sonoro canto do galo através dum ar l-mpidoX Acariciar o 2ocinho sério e 6onacheirão de um cavaloX E *ue vão para o #ia6o todos os grandes pro6lemasW *ue *ue6re com eles a ca6e+a outro *ual*uer mais est<pido do *ue euX $epousar ali das in/<rias do investigador. tanto mais amada. espalhou1se. não se sa6e por*u0.opulosas e ricas aldeiasX )))1Q 1Q &s sonhos dos presos so6re o Altai não serão a continua+ão do velho sonho dos camponeses so6re essa regiãoY A.rimavera. até os mais o6stinados de n:s dese/avam o perdão. ninguém tinha o direito de decidir so6re o 2uturo da $<ssia. por isso. todos acorreriam ao Exército Vermelho e mesmo maisa gratamente para morrer do *ue para 2icar vivos) E aos vinte e cinco e vinte e sete anos esta /uventude /3 2ormulava e de2endia com 2irme>a v3rios pontos de) vista. não havendo compartilhado com a p3tria toda a complexa gravidade das décadas anteriores. na*uele momento. em particular nas celas. mas somente de regressar e o2erecer as suas energias para a*uilo *ue o povo decidisse) . contanto *ue ha/a l3 o poder soviéticoX E sol)))8 "ão est3vamos amea+ados de ver1nos privados do poder soviético.essa insistente lendaY A$DU'. e este encontro a6riu1me Ro *ue depois outros encontros con2irmaramS .e+o *ue me enviem para onde *uiserem. por isso. de algo incompleto) As ideias *ue possu-am so6re a nossa vida aut0ntica eram das mais . reuni2ica+ão dos dois ramos 1 o da metr:pole e o do estrangeiro) %: então ela atingir3 a plenitude. mas de ver1nos privados do sol))) "inguém *ueria ir para as regi9es polares. deste 2astidioso des6o6inar de toda .E AB& #E BU AB 4@5 AhX. nem se*uer de propor algo. mantendo1se. a distro2ia) E. a lenda so6re o Altai) A*ueles poucos *ue alguma ve> l3 tinham estado. e sentiam essa lacuna de um modo agudo.3lidas. mas so6retudo os *ue nunca l3 estiveram. durante longo tempo.E AB& #E BU AB apelo a eles. não existia senão como um 2acto geogr32ico e 2-sico) As pu6lica+9es contemporLneas eram1lhes mais acess-veis do *ue a n:s. onde havia o escor6uto. o grupo de 'gor era partid3rio de 7nada decidir a priori8) Eles a2irmavam *ue.2icavam as terras chamadas do 7Ba6inete de %ua Fa/estade8.ass3vamos longo tempo deitados um ao lado do outro nas tarim6as) Eu aprendi *uanto pude do seu mundo. emigra+ão do *ue o resto da %i6éria) Fas era precisamente para l3 *ue tentavam ir os camponeses Re l3 se instalaramS) "ão preceder3 da. estando dispostos a renunciar a muito por um poucochinho mais de vida) ?irculava a seguinte anedotaJ 7A sua <ltima palavra. dé6il) "o 2im de contas.

de todas as maneiras não é por muito tempoXS Fas para *ue ha/a clem0ncia é necess3rio *ue a ra>ão prevale+al 'sto é v3lido para toda a nossa ^ist:ria. do as2ixiante ar viciado da cela) A vida *ue nos é dada é tão pe*uena. na p3g) @9. no s:rdido lixo da pol-ticaX 3. v-amos *uebéramos milh9es a 2luir pelos c3rceres e *ue muitos mais milh9es ainda nos acolheriam nos campos) E imposs-vel *ue se deixem assim tantos milh9es de pessoas na prisão.$H. do 6arulho das 2echaduras da prisão. . o Boverno estalinista 2osse tão mes*uinho e vingativo *ue se mostrasse incapa> de es*uecer os passos em 2also e os desli>es de cada um dos seus mais insigni2icantes cidadãosY))) . mas simplesmente para errar entre as 3rvores. e imiscu-mo1la. A$DU'. haver3 uma grande amnistia.rimavera do 2im de uma tão monstruosa guerraX ":s. tendo o6tido agora uma vit:ria. escala de um século. de *ue a6ra+aria dois troncosJ meus *ueridosX. tinha sido & . dão amnistiaX Goram amnistiados numerosos presos pol-ticos pelo tricenten3rio da dinastia dos $omanov) %eria poss-vel *ue.s 'nstitui+9es Educativas.ris9es . todos os anos. presos.rimavera exortava . e mesmo mais. assim pura. ap:s a maior vit:ria mundialX #evem simplesmente reter1nos para nos dar uma severa advert0ncia. por ocasião do décimo anivers3rio de &utu6ro. para a %i6éria.lano EstatalJ 2ornecer ao Finistério do 'nterior o n<mero de homens a prender)S Uma amnistiaX Uma generosa e ampla amnistiaX ":s esper3vamo1la ansiosamenteX #i>1se *ue na 'nglaterra no anivers3rio da coroa+ão.ode acreditar1se nisto) E um n<mero muito mes*uinho para o décimo anivers3rio da $evolu+ão) #os pol-ticos. ao longo de um *uarto de século. de %talineJ *uem é *ue. os *uais grasnavam *ue nunca. d3 a seguinte ci2raJ por ocasião da amnistia de 1945 2oram li6ertados sete e meio por cento dos reclusos) . assinaremos o *ue *uiserem. *uereria deixar a 2am-lia. na orla do 6os*ue) E iria ao 6os*ue não para apanhar lenha seca ou cogumelos. o lar. tinha havido uma amnistia para os presos pol-ticos. não me lem6ro)))S.$'& ?&F'%%Z$'& a garantir *ue 6em depressa dariam uma amnistia geral) REstes 6oatos eram vanta/osos para os comiss3rios. onde não havia ainda caminhos nem casasY 'sto era *uase uma tare2a do . em 1945. parece1me *ue viveria na mais 6aixa e o6scura ca6ana do extremo da aldeia. pois a2rouxavam a nossa vontadeJ *ue um raio os leve. disse *ue depois da guerra haveria uma amnistia no nosso pa-s como o mundo nunca vira) A um outro. pelo menos econ:micos. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) "aturalmente. senão malévolos. e a*ueles a *uem 2altava cumprir uns meses. para VorAut.. respondendo a um correspondente americano Rde *ue apelidoY. clem0nciaJ a . 1e 6em depressa nos li6ertarão a todos) Alguns até /uravam ter lido no /ornal *ue %taline. li6ertaram as mulheres com 2ilhos. todas as cadeias 2icaram va>ias e so6re elas 2lutuavam 6andeiras 6rancasX8 Esta surpreendente visão das 6andeiras 6rancas na prisão 1 e por*u0 6rancasY 1 comovia particularmente o cora+ão19) $epel-amos os mais sensatos. tão curtaX E n:s expomo1la criminosamente a uma metralhadora *ual*uer. depois de desmo6ili>ado. nem /amais haveria) Encontrava1se sempre na cela um 6u2o para saltar com esta respostaJ 7%im.E AB&(5E BU AB n:s est3vamos presos aos milh9es precisamente por*ue tinha aca6ado a guerraJ na 2rente /3 não 2a>-amos 2altaW na retaguarda éramos perigosos e nas long-n*uas o6ras de constru+ão sem n:s não se assentava um ti/olo) R":s não t-nhamos su2iciente esp-rito de a6dica+ão de n:s pr:prios para penetrar nos c3lculos. *ue explicavam *ue 19 A colectLnea #as . e partir para =olima. de nada mais precisoX))) A pr:pria . 4@.a tua vida. isto é. e por muito tempo ainda) "ão escut3vamos os poucos prisioneiros l<cidos *ue havia entre n:s. no Altai.

e ha6itualmente consegue1se) &s povos precisam das derrotas como certas pessoas precisam de so2rimentos e de desgra+asJ elas o6rigam a apro2undar a vida interior e a elevar1se espiritualmente) A vit:ria de . escrita com sa6ão so6re os . a acreditarmos no *ue se di>. esta 2é na clem0ncia. eram os acusados. os peritos logo come+avam a con2rontar os seus . n:s lemos.rimavera t-nhamos 2é na amnistia. do Exército Vermelho ou da ?omuna de . eml5C9) R") dos ()S 41 (alve> *ue s: no século !!.$&?E%%&% e sa6iamente conclu-am *ue eram dos menos graves.aris. mas a espera de uma amnistia a nada se pode comparar) "a .E AB&#E BU AB 4@5 "essa . de opressão e de novas e novas guerras) . todas as esperan+as do mundo podem ser comparadas . de devasta+9es. nunca a6andonam os cin>entos muros da cadeia) #écada ap:s década. concederam1lhes uma li6erta+ão 7redu>ida8 Rresid0ncia 2ixaS) 4C r/e pet/ro & Brande. tanto mais nascia neles. arrependeram1se. espera de uma amnistia. ocupa+ão 2rancesa. em come+os de Julho. em 1Q5@15. em ve> de dar1 lhes li6erdade incondicional.oltava 2oi salutar para os %uecosJ tendo perdido o gosto de pele/ar.elo contr3rio.. mas *ue é necess3rio experimentar na pr:pria carneJ 6enditas se/am não as vit:rias nas guerras. a derrota de . pouco a pouco. a sua a6undLncia estagnante o tenha condu>ido . mas as derrotasX As vit:rias são necess3rias para os povos) #epois das vit:rias am6iciona1se ainda novas vit:rias. com o %ol) %: o %ol não se pode comparar com coisa alguma) #o mesmo modo. de s<6ito. inclusive dessa m-sera amnistia e come+aram a atropel31laJ alguns 2oram retidos na prisão e aos outros. ora num novo c:digo. so6re o rei da %uécia.oGtava4C 2oi uma desgra+a para a $<ssiaJ ela arrastou consigo dois séculos de grandes tens9es. no céle6re vest-6ulo roxo da casa de 6anho de IutirAi. entretanto. *uanto mais homéricas e 2renéticas eram as. as di2erentes torrentes de presos sempre esperaram e sempre tiveram 2éJ ora na amnistia. cada anivers3rio de enine e do #ia da Vit:ria. mas nisso não éramos originais) Galando com velhos presos compreendia1se. suscitados pelos :rgãosS) ?ada anivers3rio de &utu6ro. *ue esta sede de li6erdade.^3 uma verdade simples. não a lucide> mas sim a 2é na amnistiaX (odas as 2ontes da lu> se podem comparar. a cada novato *ue chegava . cela. depois das derrotas *uer1 se a li6erdade. sendo por isso *ue os punham em li6erdade) (udo come+ava na latrina e na casa de 6anho. ela não 2oi uma realidade para a $<ssia)S J3 a guerra da ?rimeia e as guerras contra o Japão e a Alemanha44 nos proporcionaram todas as li6erdades e revolu+9es) uma d<>ia) Fas. *ue eram os postos de correio dos presosW por toda a parte os nossos activistas 6uscavam vest-gios e escritos so6re a amnistia) E. com ha6ilidade e cautela.rimavera de 1945. cada plano *uin*uenal e cada reunião plena do %upremo (ri6unal 1 tudo a imagina+ão dos presos 2a>ia coincidir como a tão esperada descida do an/o da li6erta+ãoX E *uanto mais selvagens. crise moral) 44 $espectivamente. num ou noutro grau. a enorme pro2ecia. 19C415 e 1914115) R") dos ()S A$DU'. ora numa revisão do processo Re os 6oatos eram sempre. a primeira coisa *ue se perguntava era se ele tinha ouvido algo so6re a amnistia) E se de uma cela levavam dois ou tr0s presos ?&F A% %UA% ?&'%A%. torrentes de prisioneiros. eles tornaram1se o povo mais 2lorescente e livre da Europa41) ":s estamos tão acostumados a orgulhar1nos da nossa vit:ria so6re "apoleão *ue perdemos de vista *ue 2oi precisamente devido a ela *ue a li6erta+ão dos camponeses se não reali>ou cin*uenta anos antesW e *ue 2oi /ustamente gra+as a ela *ue o trono se 2ortaleceu e esmagou os de>em6ris1tas) RDuanto .

e uma cru>) ?omecei a preparar1me e não 2oi em vãoJ depois da 3gua 2ervida da manhã chamaram1nos) A cela despediu1se ruidosamente de n:s. no 6astião de (ru6etsAi. como excursionista.a>ule/os cor de violeta. ele indicavaJ 7^o/e levam1te a ti e a ti. repeti1lo com grace/os. cu/o nome é muito certeiro. /3 muitos anos depois.odes não acreditar nisso. passar pelo 6anhoS) Ali estivemos algum tempo.ara mais pormenores so6re a grande amnistia estaliniana de 5 de Julho de 1945. alegrou1se o velho. antes do mais. a uma altura superior . o vest-6u/o principal é muito parecido com o de uma 6oa esta+ãoS e meteram1nos num c3rce1 44 Vi ainda um /ardim parecido. a alma do preso é tão inclinada ao misticismo *ue ele acolhe os vatic-nios *uase sem assom6ro) "o dia 45 de Julho.*uele estado de excita+ão) . pelo passeio as2altadoX44 ?ondu>iram1nos . para *ue tardassem mais tempo a apagar a inscri+ãoSJ 7^urraXXX Em 15 de Julho sair3 uma amnistiaX84@ Duanto rego>i/o houve entre n:sX R%e não tivessem a certe>a não escreveriam a*uiloXS (udo o *ue palpitava. mas em compensa+ão mais -ntimo. aper1tam1te de repente a almaJ e se 2or verdadeY Juntaram vinte pessoas de celas di2erentes e levaram1nos primeiramente ao 6anho Rem cada mudan+a da vida de um preso ele deve.or *ual artigo est3 preso. onde ensurdecedoramente chilreavam os p3ssaros Rtalve> 2ossem apenas pardaisSW o verde intenso dessas 3rvores parecia insuport3vel aos olhos desa6ituados da lu>) "unca a vista apreendeu com tanta 2or+a o verde da 2olhagem como nesta . Valentim Rnão me recordo do seu apelidoS. Valentim 3proximou1se de mim e disseJ 7AlexandreX ^o/e vamos os dois)8 E contou1me um sonho onde 2iguravam todos os elementos dos sonhos prisionaisJ uma ponte por cima de um rio turvo. recon2ortados. cara a cara Rdiante de testemunhas não se teria atrevidoS. conclu-ram na cela) 7& guarda é um anal2a6eto)8 "esta cela encontrava1se um /ovem de =iev. cerca de uma hora e meia. além do mais. suspirou o guarda) 7IesteiraX8. e estava aterrori>ado com o processo) Ele +ra sem d<vida extremamente intuitivo. ao pensarmos *ue a porta se ia a6rir))) Fas 1 . pois.arte '''. olhando para a sua ca6e+a grisalhaJb 7. por *uem choravam em casa tr0s gera+9es) 7"ão és a6rangido)))8.A$A DUE ^AJA ? EFn"?'A E "E?E%%Z$'& DUE A $AU\& . de olhos grandes e 6onitotes. ver .$EVA EVAX Em meados desse m0s de Julho. pois muitos a2irmavam *ue -amos ser postos em li6erdade Ro *ue resultara do con2ronto dos nossos processos. esta+ão de IutirAi Rlugar de recep+ão e de envio dos presos. pass3mos pelo /ardim cor de esmeralda do p3tio de IutirAi. eu sonhei com isso)8 E levavam1nosX . talve> devido . na Gortale>a .or mais de uma ve>. mas umas tena>es ardentes. os 2ilhos da mãe tinham1se enganado apenas num tra+oX . am6os pouco gravesS) . *ue não levava mais de trinta segundos a atravessar. entregues a con/ecturas e a divaga+9es) #epois do vapor do 6anho. vi6rava no nosso corpo. *ue era mais pe*ueno.E AB& #E BU AB *uenta e oitoX8. cap-tulo V') 4@Q A$DU'. pulsava. perguntou1lhe compadecidamente. das mais a6rasadoras da terra.rimaveraX E nunca tinha visto nada na vida mais parecido com o para-so do *ue a*uele /ardin>inho de IutirAi. o guarda do corredor mandou um velho da nossa cela lavar as latrinas e ali. *ue pareciam de mulher. estatura de um homem Ralguém tinha su6ido aos om6ros de outro. dese/ando1nos sorte.elo cin1 #e 2acto. podes permitir1te ser céptico. ao passear de manhã pela cela. velhoteY8 1 7. 2icou paralisado de alegria.recisamente a eles-iEntretanto.

so6 uma lLmpada. esta+ão de IutirAi. devem. assim de cho2re) 45 %essão especial de deli6era+ão da Administra+ão . derreados. ter1lhe comunicado a pena de morte)S ?om vo> de *uem anuncia o 2im do mundo.ol-tica do Estado 1 B) . um elegante ma/or da ") =) V) #).) U)11") =) V) #) V'' "A %E?V\& #E FZDU'"A% "A 6ox vi>inha . ele mexia1se vacilantemente pelo chão liso da 6ox) Estaria contundidoY (01lo1iam espancado com uma t36ua de engomarY 1 EntãoY EntãoY 1 pergunt3mos angustiados) R%e ele não vem da cadeira eléctrica. en*uanto tra>iam e levavam os presos um por um) As assinaturas poderiam ser recolhidas muito mais depressa) . uns vinte presosS. prometendo a todos n:s a li6erdade e o lar) RVe/amX "unca hav-amos estado numa 6ox tão 6oaX 1 não era por casualidadeXS E todos n:s depend-amos do &)%)&)45 Acontecia *ue est3vamos presos por uma ninharia) #urante tr0s horas ninguém nos molestou.uma semiescuridão e ar 2rescoJ a <nica e min<scula /anela 2icava muito alta e não tinha morda+a) Ela dava /ustamente para a*uele ensolarado /ardim) Através de um caixilho a6erto. os gon>os da porta rangeram e chamaram um dos nossos. su2ocando de risoJ 1 Duin>e anosX Era demasiado a6surdo para acreditarmos. havendo um espa+o su2iciente para *ue cinco ou seis guardas pudessem controlar. mas eu pensei *ue.elos vistos anunciaram1lhe a li6erdade) 1 EntãoY EntãoY 1 /unt3mo1nos . and3vamos e and3vamos pela 6ox. diante de uma pe*uena mesa ocasional. nos sent3mos nos 6ancos de pedra) E o raminho 6alanceava. 6alanceava. estava sentado. sau1dando1nos através do postigo. em todo o caso.aulo) &s excursionistas surpreendem1se diante dos tene6rosos corredores e celas. latrina para 2a>er uma pe*uena necessidade) Este regressou radiante) . volta do *ue regressara com esperan+a) Ele 2e> um movimento com o 6ra+o.de .usemo1nos a correr mais intensamente ainda dentro da nossa caixa. um pacato conta6ilista de trinta e cinco anos) Ele saiu) A porta 2echou1se) . os prisioneiros não eram pessoas inteiramente perdidas no mundo) A n:s levavam1nos a passear s: por recantos co6ertos de pedras mortas) A$DU'.E AB& #E BU AB 4@9 re grande. de ca6elos pretos) A expressão dominante do seu rosto era de paciente a6orrecimento) Ele perdia o seu tempo em vão. ouvia1se o piar ensurdecedor dos p3ssaros e no vão da /anela 6alanceava1se um raminho verde1claro. até *ue. encontrando1se va>ias as grosseiras mesas da inspec+ão) %: a um lado. *ue nos *ueimava) "ovo estrondo) ?hamaram outro e 2i>eram entrar o anterior) an+31mo1nos so6re ele) Fas não parecia o mesmoX A vida tinha paralisado no seu rosto) &s seus olhos a6ertos estavam cegos) ?om movimentos incertos. ninguém a6riu a porta) ":s and3vamos.edro e . numa s: rodada. conhecida como a da 6usca Rali se revistavam os recém1detidos. o conta6ilista disseJ 1 ?inco))) anosX E de novo os gon>os da porta rangeramJ voltaram tão rapidamente *ue dava a impressão de os terem levado . tendo para passeio um tal /ardin>inho. não havia /3 ninguém. en*uanto os pardais respondiam uns aos outros endia6radamente) %u6itamente. espa+oso) ^avia a.

ao dos re*uerimentos para a a*uisi+ão de artigos de escrit:rio. es*uerda dos tinteiros. ou. *uero l01la eu pr:prio) 1 Acaso vou engan31loY 1 replicou pregui+osamente o ma/or) T Iem. mas não era o original *ue eu tinha so6 os olhos e sim uma c:piaJ Extracto do despacho da ?omissão Especial de #eli6era+ão do ?omissariado do . viver todos os sentimentos pr:prios deste momento 1 mas não pude.ovo da %eguran+a do Estado da U) $) %) %). e p_s1se logo a anotar com a caneta no reverso. de 5 de Julho de 1945. permita1me *ue escreva a*ui mesmo um recurso de apela+ão) A senten+a é in/usta) T Ga+a1o nos termos legais 1 disse mecanicamente com a ca6e+a o ma/or. viam1se pe*uenas pilhas de papelinhos 6rancos. m3*uina.E AB& #E BU AB por letra) Estava escrita . propositadamente.ara emprestar ao momento um pouco de gravidade. tão 6anal era tudo a*uilo) %eria poss-vel *ue 2osse essa a minha verdadeira senten+a e *ue iria constituir uma viragem decisiva na minha vidaY Eu *ueria emocionar1me. *ue pescou um 2arrapo de papel no tinteiro) 1 "ão. n<mero)))1 (udo isto era su6linhado com um tra+o ponteado e dividido tam6ém com um ponteado verticalJ (endo examinadoJ a acusa+ão contra Rnome. da dimensão de metade de uma 2olha de papel de m3*uina e de 2ormato igual ao dos *ue. para entrar o seguinte) . nas administra+9es das casas de ha6ita+ão. perguntei1lhe em tom tr3gicoJ T Fas isto é horr-velX &ito anosX .Ele apontou1me um 6anco situado na sua 2rente. colocando o meu papelinho na pilha da es*uerda) T .or*u0Y As minhas palavras soaram1me 2alsas a mim mesmoJ nem eu nem ele sent-amos *ue era horr-vel) T A*ui T indicou1me o ma/or. soltou a 2olhinha da mão) Eu voltei1a e. sem vontade. nos entregam como 2acturas de com6ust-vel. o ma/or encontrou um 6oletim *ue me di>ia respeito) (irou1o.asseX 1 ordenou1me o guarda) E eu passei) 1 $eunida no pr:prio dia da amnistiaJ o tra6alho era urgente) A$DU'. de modo algum) & ma/or estendia1me /3 o verso da 2olha) E ali tinha ao meu alcance a caneta de sete Aopecs. com um ruim aparo. todos iguais. numa vo> precipitada Reu compreendi *ue me condenavam a oito anosS. uma ve> mais) E eu assinei) "ão teria simplesmente achado mais *ue 2a>erY T Então. leu1o com indi2eren+a. .E AB& #E BU AB 44@ . e veri2icou o meu apelido) ] direita e . *ue o texto me tinha sido comunicado em tal data) & meu cora+ão nem se*uer teve uma leve palpita+ão a mais. do outro lado da mesa. explicar1me algoY "ão. nas reparti+9es) Ao 2olhear a rima da direita. data e lugar de nascimentoS) ?:pia 2iel) & %ecret3rio) #ecidiu1seJ aplicar a Rnome do interessadoS por agita+ão e tentativa de uma organi>a+ão anti1 soviética QRoitoS anos de campo correccional de tra6alho) #everia eu limitar1me simplesmente a assinar e a sair silenciosoY &lhei para o ma/orJ iria ele di>er1me *ual*uer coisa. então. não se dispunha a isso) (inha /3 2eito sinal com a ca6e+a ao guarda. leia) E. não apenas palavra por palavra mas letra 444 A$DU'. mirei1a com todo o vagar. sua 2rente.

e exi/o imediatamente a minha li6erta+ão)8 & 2uncion3rio esperou primeiro com paci0ncia. a senten+a de de> anos de prisão) Ao assinar. leve 6risa de Junho) ":s 2al3vamos com anima+ão) A*ui e ali o riso 6rotava com 2re*u0ncia na enxovia) $-a1mo1nos por tudo se ter passado 6emW r-amo1nos do pertur6ado conta6ilistaW r-amo1nos das nossas esperan+as matinais e de como se haviam despedido de n:s na cela. para nos lavar dos nossos pecados de crian+a) Ali despe/3mos e volt3mos a despe/ar 3gua *uente e pura so6re n:s. dois 6iscoitosX 1 Fas sim. 6ox.Galtou1me engenho) Beorgui (enno. ele não compreendeu *ue se tratava da senten+a) (inha esperado longo tempo o /ulgamento e s: mais tarde. e sem tradu+ão.ara ondeY . en*uanto penduravam as nossas roupas nos mesmos ganchos e as levavam para a mesma desin2ec+ão. sorrindo) Estranhamente. leram1lhe em l-ngua russa. num corredor. aliviador.E AB& #E BU AB 1nos entre risos. via1se ainda a*uele raminho. mas. haver3 uma amnistiaX 1 a2irmavam alguns) 1 'sto é simplesmente um pr:1 2orma para assustar1nos. muito o6rigadaX ?inco anos em campos de tra6alho correccionaisX8 Duanto ao h<ngaro $o>cas Janos. *uando uma pessoa era condenada a prisão perpétua. inundado pela lu> de Verão) . apresentaram um papelinho com vinte e cinco anos. do outro lado da /anela. a senten+a continuava em vigorJ a*uilo era uma c:pia) Fas Vera =orneieva aguardava uns *uin>e anos e viu com entusiasmo *ue no seu papelinho somente estavam escritos cinco) $iu1se com o seu riso luminoso e apressou1 se a assinar. onde as tinham colocado essa manhã) Balho2ando. sim.ara o 6anho Uma ve> mais) 'sto provocou /3 em n:s gargalhadas) Fas *ue ca6e+udosX #espimo1 444 A$DU'. ao ler o *ue ele escrevera. a 6alancear1se alegremente .rotesto categoricamente contra esta senten+a ilegal e terrorista. suspeitou *ue tivesse sido assim) $egressei . e levaram1nos de novo por esse maravilhoso /ardin>inho. respondeu assimJ 7Fas trata1se de prisão perpétuaX #antes. Valentim disse1tne com ar tran*uili>ador e pac-2icoJ . de como nos tinham encomendado pacotes convencionaisJ *uatro 6atatinhasX. sentia1me. e não. é verdade. ru2avam os tam6ores e convocava1 se) a multidão) Fas a*ui é como se 2osse uma lista do sa6ãoJ vinte cinco anos 1 e a6alarX8 Arnold $appoport agarrou na caneta e escreveu no versoJ 7. inclusive Valentim) A pena in2antilmente mais 6aixa de todo o nosso grupo tinha sido a do conta6ilista *ue perdera o /u->o Re *ue até ao momento continuava sentado sem dar sinal de siS) #epois da dele a mais pe*uena era a minha) Entre as pinceladas de sol. segundo pnso. no campo. chapinhando tanto como estudantes *ue 2ossem 6anhar1se depois do <ltimo exame) Esse riso era puri2icador. ao ter uma ideia con2usa do seu caso. doentio) Era uma de2esa viva e salutar do organismo) Ao enxugar1se. *ue 2orm3ssemos dois a dois. para *ue não se arrependessem) & o2icial teve d<vidasJ 7Fas voc0 compreendeu o *ue eu lhe liY8 T 7%im. rece6emos uma lLmina de ruim sa6ão e pass3mos ao amplo e 6arulhento 6anho. mais alegre e aliviado) (odos voltavam com de> anos. en2ureceu1 se e rasgou o papel *ue continha a decisão) 'sso não tinha importLncia. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) %taline disse isso mesmo a um correspondente americano))) 1 Dual era o apelido desse correspondenteY 1 "ão sei))) "esse momento ordenaram1nos *ue agarr3ssemos nas nossas coisas. a *uem. de minuto a minuto.

os *ue não go>avam das suas 6oas gra+as. não comem. mas sim a uma repressão administrativa.or*u0 troiAak Due signi2ica issoY Um tri6unal.ianAov. *uanto ao resto.C do século !'! 2oi 2eita uma re2orma radical do sistema /udici3rio) Era como se se come+asse a delinear algo *ue aos governantes e aos s<6ditos aparecesse como uma visão /ur-dica da sociedade) Entretanto. 2uncionando permanentemente) #e in-cio. por despacho de um camarada ministro dos dom-nios estatais Rcaso t-pico de deli6era+ão de uma ?omissão EspecialS) Ainda sem /ulgamento. tivessem sido inventadas depois da $evolu+ão) J3 ?atarina '' mimoseara o indese/3vel /ornalista "oviAov com *uin>e anos. =orolenAo revelava casos de repressão administrativa. s: nos estenderam um papelinhoJ e assineX A troiAa tornou1se mais terr-vel do *ue os tri6unais revolucion3rios) Um 6elo dia ela isolou1se.) U)X &s nomes dos seus mem6ros não eram ocultos. para Bla>ov) =orolenAo cita o caso de Giodor Iogdan. delegado campon0s. calar. e não para um pa-s *ue *ueria dar um grande salto em 2rente) E depois havia ainda a aus0ncia de responsa6ilidade pessoalJ *uem era essa ?omissão EspecialY &ra o c>ar. desaparecendo para . encerrou1se num ga6inete . ideia de *ue os da troiAa não 6e6em. pois não o entregou aos tri6unais) E todos os imperadores desterravam tam6ém. a tradi+ão ia tra+ando uma linha ponteadaW mas era demasiado 2rouxaJ 6oa para uma na+ão asi3tica em letargia. *uando. enco6riu1se.1 "ão importa.E AB& #E BU AB 445 #este modo. essa palavra troiAag Ela evoca um pouco o som dos gui>os. *ue chegou a 2alar com o c>ar e depois 2oi deportadoW de . nada vimos. passando por cima dos tri6unais. e os apelidos dos seus mem6ros tornaram1se secretos) Assim nos ha6itu3mos . essa. paternalmente. tanta era a esperan+a *ue tinha este inocente grão.. ainda temos tempo de viver) & principal agora é não dar passos em 2also) Duando chegarmos ao campo. come+ou a partir dos anos 4C. sem /ulgamento) "os anos . 2oi deportado sem /ulgamento.erdão. se criaram o2icialmente as troiAas. ainda somos /ovens. Vul e VassilievYX E era 6em apropriada. em ve> de condena+9es /udicials) Ele pr:prio. ora o camarada ministro) . nem uma palavra com *uem *uer *ue se/a. ora o governador. numa carta escrita da emigra+ão. se se podem enumerar os nomes e os casos) A envergadura. 2a>ia1se até a sua pu6licidade) Duem não conhecia em %olovAi a céle6re troiAa moscovitaJ Ble6 Io*uii. com mais dois estudantes. apanhado entre as pedras de moer estalinistasX %entia1se vontade de estar de acordo com ele. calar) (anta era a 2é *ue punha nesse programa. não é propriamente um *uartetoX E uma troiAa não é tam6ém um tri6unalX & *ue h3 mais misterioso nela é *ue se re<ne na aus0ncia do acusado))) ":s não estivemos l3. a pLndega carnavalesca e um certo mistério) . de cumprir comodamente a senten+a e de varrer depois da ca6e+a tudo o *ue se tinha so2rido) Fas come+ou uma sensa+ão a emergir dentro de mimJ se para viver é preciso "\& V'VE$ 1 então. a6solvido pelo tri6unal e *ue 2oi exilado por ordem superiorW e o de muitas outras pessoas) Vera Uassulitch. através do *ue mais tarde se chamaria uma ?omissão Especial. 2oi deportado uma segunda ve>. em 1Q5. so6 o arco do cavalo de tiro. para *u0Y "ão se pode di>er *ue as ?omiss9es Especiais R&) %) &)S. nos anos 5Ca e QC. explicava *ue não era ao tri6unal *ue se su6tra-a. 2alava1se delas com orgulho) A troiAa da B) . na verdade. para *ue não caiam so6re n:s novas condena+9es) (ra6alharemos honradamente e. mas *ue 2alta de envergadura. sem /ulgamento) A$DU'. nem vivem entre gente humana) E uma ve> *ue se retiraram para deli6erar. parte. /untamente com um irmão.

li6erdade Rtratava1se. com a oposi+ão entre 7culpado8 e 7não culpado8) "o entanto. 2a>ia parte delaY ?om *ue 2re*u0ncia e dura+ão se reuniaY ?om ch3. pois o pr:prio c:digo de 194. em6ora nos se/a imposs-vel mencionar os nomes desses tr0s >elosos assessores. ou sem eleY E o *ue é *ue acompanhava o ch3Y ?omo se desenrolavam as discuss9esY Galava1se so6re a *uestão.s penas de tr0s anosW a partir da-. ou s: na capitalY E *uem é *ue. pode1se prender um inocente se ele é socialmente pr:ximo) Fas para n:s. em 2un+ão da gravidade do acto cometido84)S "ão é a n:s *ue competir3 escrever a apaixonante hist:ria deste :rgão) ?omo é *ue a troiAa se converteu em ?omissão EspecialY Duando é *ue 2oi mudada a sua denomina+ãoY ^avia ?omiss9es Especiais nas cidades da prov-ncia. a &) %) &) era uma trindade. *ue não rece6emos instru+ão /ur-dica. podemos garanti1loX Até 1944 a compet0ncia das troiAas limitava1se . disso estamos certos. sem utili>31 los nem mencion31los nunca) ?omo se di>ia. por pilhéria. então. na sua ess0ncia. através da troiAa. pela sua 7posi+ão de classe insu2iciente8. sem precisar desses du>entos e cin*uenta artigos. ela6oravam extractos de processos ver6ais inexistentes) Duanto .) U). *ue durante os anos da guerra a &) %) &) aplicava igualmente o 2u>ilamento) "ão seria nada de extraordin3rio) "ão sendo mencionada em parte alguma. durante vinte e cinco anos.E AB& #E BU AB 6urgu0s8. não se podendo processar de 2orma alguma. é s: através das dactil:gra2as *ue nos chegam as senten+as) RE com ordem de degola+ãoJ esse documento não se pode deixar nas nossas mãos)S Estas troiAas Rpara o *ue der e vier. ou nem se*uer se 2alavaY "ada escreveremos acerca disso. se algum dia sou6ermos *ue não havia *uais*uer reuni9es. por uma certa 7pondera+ão 6urguesa na dosagem da pena. so6 a direc+ão de um administrador. sa6emos. rece6ia o seu 7menos trinta e dois8 Rproi6i+ão de resid0ncia em trinta e duas cidades da prov-nciaS. destinada a impedir *ue houvesse sucataS) E se por acaso acontecia *ue o preso era inocente. isso é desculp3vel. ou uma deporta+ão>inha de dois a tr0s anos) E ei1lo marcado para sempre. por ser a m3*uina de alm_ndegas mais c:modaJ d:cil e pouco exigente não necessitava da lu6ri2ica+ão das leis) & ?:digo era uma coisa e a &) %) &) outra. a &) %) &) aca6ou. mas apenas um *uadro de experientes dactil:gra2as. de modo algum. não ser3. mas na periculosidade socialJ assim. como de6aixo da protec+ão de um pai. rodando 2acilmente. escrevemos o seu nome no pluralW é como se se tratasse de uma divindadeJ nunca se sa6e onde situ31laS respondiam . e. mani2esta+ão de uma insistente necessidadeJ uma ve> as pessoas presas. no 2undo. em6rulhamo1nos de novo no oportunismo de direita. seria um 7reincidente8) RDue o leitor nos perdoeJ ve/a. /3 não se podia deix31las regressar . entre os nossos grandes e orgulhosos dirigentes. com um sinal indelévelJ de 2uturo. de uma espécie de %ec+ão de ?ontrole (écnico da B) .artido. nem na ?onstitui+ão. entretanto. 2oi ampliada para cinco anosW depois de 19@5. no campoJ os tri6unais não servem para nadaJ h3 a ?omissão Especial) . *uais eram os tr0s :rgãos *ue estavam l3 representados pelos seus delegados permanentesJ um era do ?omité ?entral do . A$DU'.rocuradoria) "o entanto.s dactil:gra2as. nem no ?:digo. *ue. entretanto. a &) %) &) aplicava de> anos e a partir de 194Q pregava com um *uarto de século) ^3 *uem ateste R(chavdarovS. 2oi criticado tam6ém pelo seu 7ponto de vista inadmissivelmente 44. por*ue não sa6emos) %: ouvimos di>er *ue. /3 nos 2oi explicado *ue a *uestão não reside na culpa pessoal. so6 o *ual vivemos..sempre. com o conceito de 7culpa8. de admirar. outro do Finistério da %eguran+a do Estado e o terceiro da .

suspeita de espionagemW 1 =$F 1 &pini9es contra1revolucion3riasW 1 VA% 1 'ncu6a+ão de esp-rito anti1soviéticoW 1 %&E 1 Elemento socialmente perigosoW 1 %VE 1 Elemento socialmente pre/udicialW 1 .ris9es .s 'nstitui+9es Educativas) A$DU'.# 1 Actividade criminosa Raplicada particularmente aos ex11reclusos dos campos. assim. pelo seu n<mero 4 ?olectLnea #as . nem superior nem in2erior a ela) Estava su6ordinada unicamente ao ministro do 'nterior. uma ve> instaurado o processo. havia ainda a comodidade de *ue o recluso. a %taline e a %atan3s))) & grande mérito da &) %) &) era a sua rapide>J esta era limitada apenas pela técnica da dactilogra2ia) Ginalmente. os *uais. podia não ter de ocupar o seu lugar na ca1 44Q .E AB& #E BU AB 445 limitado. go>avam.?ompreende1se *ue. 2acilmente operacionais Rnão era preciso *ue6rar a ca6e+a e andar atr3s das 2ormula+9es do ?:digoS. se de nada mais podiam ser acusadosSW E 2inalmente. com grande amplitudeJ 1 (?^? 1 Fem6ro da 2am-lia Rcondenado por um dos artigos anterioresS) "ão es*ue+as *ue estes artigos1siglas não se repartiam de maneira uni2orme pelas pessoas e pelos anos. mas. nem se*uer exigindo a 2otogra2ia dele) "o per-odo em *ue as cadeias estavam completamente a6arrotadas. os transportes interprisionaisS. como o artigo do c:digo e os par3gra2os dos ucasses. mani2estavam1se por epidemias s<6itas) E h3 *ue prevenir aindaJ a &) %) &) não pretendia de maneira alguma pro2erir uma senten+a contra *ual*uer pessoa) Ela não aplicava penasJ punha uma san+ão administrativa 1 e era tudo) "aturalmente. por comodidade.?^ 1 . mem:ria de uma crian+a Rparte deles /3 os mencion3mosSJ 1 A%A 1 Agita+ão anti1soviéticaW 1 =$# 1 Actividade contra1revolucion3riaW 1 =$(# 1 Actividade contra1revolucion3ria trots*uista Ra simples letra ( agravava muito a vida do >eA no campoSW 1 . seriam acess-veis . a &) %) &) não tinha necessidade de ver o acusado 2rente a 2rente Rdescongestionando.resun+ão de espionagem Rse a espionagem ultrapassava a mera suspeita dela. mas com tal 2im a &) %) &) ela6orou para si mesmo os seus artigos1siglas. de uma inteira li6erdade /ur-dicaX Fas em6ora a san+ão administrativa não pretendesse tornar1se uma senten+a /udicial.?^ 1 $ela+9es conducentes RXS . era entregue ao tri6unalSW 1 %V. ela podia atingir vinte e cinco anos e incluirJ 1 a priva+ão de t-tulos e de condecora+9es 1 o con2isco de todos os 6ens 1 a reclusão prisional 1 a priva+ão do direito de correspond0ncia) E uma pessoa desaparecia da 2ace da (erra com maior seguran+a do *ue pelo processo primitivo da senten+a /udicial) &utra vantagem importante da &) %) &) era ainda a de *ue a sua decisão não tinha recursoJ não havia onde apelarW não existia nenhuma instLncia. 2osse tam6ém necess3ria uma espécie de c:digo. pois.

olhando de soslaio o cal+ado roto deles e o sol entre os postos gelados. e. não comer de gra+a o seu pão. pois o exerc-cio da /usti+a é muito delicado. os tri6unaisY . 2ormaram1nos solenemente. o V''' ?ongresso do . não conheciam os artigos pelos *uais eram acusados. para *u0. nem as penas. mas tão1pouco 2ic3mos completamente privados de tri6unaisX Entretanto. no 'nverno. para (cheriepovets) . A$DU'. para sua comodidade) J3 nos ha6itu3mos de tal 2orma a *ue milh9es e milh9es de pessoas se/am /ulgadas em sess9es secretasW /3 nos 2amiliari>3mos tanto com isso. de *ue não se pode saltarY .artido inscrevia no seu programaJ 2a>er o poss-vel no sentido de *ue toda a popula+ão tra6alhadora. em 19@Q. não 2oi poss-vel. não ter tri6unais) Em 1919. antes de mais. de (chelia6insAi. e um tenente itinerante apresentou1seJ tinha sido enviado para comunicar1lhes as decis9es da &) %) &) Fas aconteceu *ue não era mau rapa>. *ue por ve>es h3 mesmo 2ilhos. para *ue é *ue ides 2icar a*ui a enregelarY Iasta *ue sai6ais *ue a &) %) &) vos deu de> anos a *uase todosW raros. disse simplesmenteJ 1 "o 2im de contas.ara não desempregar os /u->esY . sendo enviado imediatamente para o campo. mas no .E AB& #E BU AB 449 sem excep+ão. os nossos tri6unais pol-ticos 1 os tri6unais especiais da região e os tri6unais militares Re por*u0 tri6unais militares em tempos de pa>YS. a*ueles *ue apanharam oito) ?ompreendidoY.ara *u0 os carros de cavalos.rimeiro de Faio de 19@Q. 6em como.assaram meses e os >eAs continuavam a tra6alhar ali) #e repente. então. evidentemente. podia 2a>01la muito mais tarde) Em casos privilegiados acontecia descarregarem os reclusos dos vag9es na esta+ão de destino e a-. e não se perder tam6ém nos processos /udicials p<6licos e nos de6ates contradit:rios entre as partes) A sua primeira e principal caracter-stica reside em *ue são .or*ue é *ue ele era vanta/oso para a &) %) &)YS.erie6ori por etapas. nesse mesmo ano de 19@Q. rapa>es. podem dispersar))) Em 2ace de uma tão 2ranca mecani>a+ão da ?omissão Especial. não num dia *ual*uer. so6 um 2rio rigoros-ssimo. os presos 2oram mandados 2ormar no p3tio. perto da linha. os tri6unais supremos 1 procuram seguir unanimemente o exemplo da &) %) &). com as 6andeiras vermelhas i+adas e comunicaram1lhes as penas ditadas pela troiAa da região de %taline Ro *ue mostra *ue a &) %) &) se descentrali>ava em per-odos de tensãoSJ e cou6eram de> a vinte anos a cada um) & meu che2e de 6rigada %inie6riuAhov. se/a chamada ao exerc-cio das 2un+9es /udicials) (oda 7sem excep+ão8. *uando h3 actualmente autocarros 6em mais silenciosos. 2oi trans2erido.A$DU'.ela 6oa ra>ão de *ue não é decente. para um estado democr3tico. porta 2echada. cinco anos Rnessa época 2e>1se sentir uma necessidade urgente de mão1de11o6ra para a constru+ão do canal de FoscovoS) Fas outros havia *ue tra6alhavam durante muitos meses sem conhecerem as condena+9es) Fais tarde Rconta ') #o6riaAS. e tra6alhando honradamente) A leitura da c:pia do extracto. com o esp-rito . muito raros. porta 2echada) E . irmãos ou so6rinhos do acusado *ue ainda te replicam convictamente. num dia de descanso Rrepararam por*ue é *ue escolhiam um tal diaY . com toda uma composi+ão 2errovi3ria de presos por /ulgar. mas o escrevente *ue os rece6ia /3 tinha conhecimento deles e encontrava1os logo na listaJ %VE. mandarem1nos p_r de /oelhos Rpara evitar 2ugas e como se 2osse para re>ar pela &) %) &)S sendo1lhes imediatamente lida a condena+ão) As coisas podiam passar1se ainda de outra maneiraJ os *ue chegavam a .E AB& #E BU AB deia.

temendo *ue 7os inimigos sai6am8. não *uero di>er b*ue na $<ssia tenha havido alguma ve> uma /usti+a per2eita) . então. maior do *ue na realidade existe) & a6uso da elo*u0ncia é um mal) Fas. uma democracia adulta Radulta. contra o che2e da administra+ão de Foscovo do Finistério da %eguran+a do Estado Rem6ora a 6ala passasse ao lado da ca6e+a. nem p<6lico) RFas sim. porta 2echadaX "ão é necess3rio a toga e pode1se arrega+ar as mangas) ?omo é 23cil tra6alhar assimX "em micro2ones.[I '?&. metemos a nossa pr:pria ca6e+a entre os /oelhos) Duem é *ue actualmente. *ue pode pesar mais do *ue a sua responsa6ilidade c-vica) Fas #ostoievsAi antecipava1se muito. *ue mulher seria ela se não anavalhasse a sua rivalY))) %enhores /uradosX.ois *ue *uerias tuY 'sso signi2ica *ue o caso est3 seguramente relacionado))) &s inimigos viriam a sa6erX "ão se pode)))8 Assim. simX. não somente não 2oi ani*uilada na cLmara de torturas. como tam6ém a não /ulgaram .rovavelmente.4 2e> enveredar. *ue a6riu 2ogo contra o c>ar. *ual de v:s não teria lan+ado a crian+a pela /anela 2oraY)))8SW o impulso de momento do /<ri. *ue tinha disparado. eles vinham de dia ver . ele escreveJ 7E melhor enganar1se na clem0ncia do *ue na puni+ão)8 &h. nossa vida. mas.arece *ue não houve tempo de criar um s: ditado elogioso para os che2es das administra+9es c>aristas locais) ?ontudo. sim. para impor a preponderLncia do seu partido. sem ter acertadoS. na nossa p3tria. entre os seus contemporLneos. sem se ter medo de *ue 7os turcos pudessem sa6er8Y Due Vera Uassulitch. ao menos. no tri6unal da região de eninegrado. a parte ur6ani>ada da nossa sociedade pelo caminho conducente ao modelo ingl0s.A$A A #EGE%A do acusado 2osse expresso pelo procurador) Duantos séculos ainda a esperar para issoY A nossa experi0ncia social enri*ueceu1nos imenso.or exemplo.misti2icadoJ 7. podia acreditar na &)%)&)Y Algures. sendo AI%& V'#A pelos /urados Rnão por uma troiAaS e partindo em triun2o numa carruagemY ?om tais compara+9es. nem correspondentes de /ornais. mas sim num tri6unal . a re2orma /udicial de 1Q. se lem6ra de *ue =araAo>ov. além dos vermes dos livros.s re2ormas 7não havia um s: provér6io de elogio aos tri6unais8) 'sso signi2ica alguma coisaX . com advogados *ue A?U%AF o acusadoJ 7?omo honesto cidadão soviético *ue sou. como verdadeiro patriota.ovo 2oram /ulgados pu6licamente. . mil ve>es simX & a6uso da elo*u0ncia é uma doen+a de *ue so2re não s: uma /usti+a nascente. uma /usti+a digna desse nome é o 2ruto aca6ado de uma sociedade amadurecida) &u então h3 *ue ser o rei %alomão) Vladimir #al o6serva *ue na $<ssia anterior . sim. de um modo mais amplo mesmo. entretanto. para empregarmos a nossa terminologia. não posso deixar de sentir repugnLncia perante a an3lise destes crimes)))8 E *ue 6om *ue é participar numa audi0ncia . o lea1der da oposi+ão nãd hesita em atri6uir ao Boverno um agravamento da situa+ão no pa-s. *ue palavra utili>ar contra o a6uso do secretismoY #ostoievsAi sonhava com um tri6unal em *ue tudo o *ue se revelasse . em esp-rito. mas não consciente dos seus 2ins moraisS) A pr:pria 'nglaterra nos d3xexemplos de como. porta 2echada.E AB& #E BU AB & *ue havia *ue temerX Ele considerava o /ulgamento p<6lico como uma con*uista de2initivaX))) E *uem é *ue. *ue ^ert>en tanto admirou) Ao re2erir isto não es*ue+o tão1pouco as cr-ticas de #ostoievsAi contra os nossos tri6unais de /urados Rno #i3rio de Um EscritorSW o a6uso da elo*u0ncia dos advogados R7%enhores /uradosX. h3 um p<6licoJ os comiss3rios instrutores) . teve um de2ensorY Due Jelia6ov e todos os populistas do grupo A Vontade do . e o *ue ele temia "\& E$A ADU'1 45C A$DU'.

é necess3rio ir deli6erar) Fas *uando é *ue se viu deli6erar1se de noiteY #eixam os reclusos sentados a noite inteira na sala e vão eles pr:prios para casa) . pois 6em. grosseiramente. o *ue signi2ica *ue os /u->es sa6em sempre o *ue exigem os che2es Ré para isso *ue existem os tele2onesXS) ] imagem d. di>ia1seJ 7A lei é como a 6arra de uma carro+a. a terceira caracter-stica é a dialéctica Rdantes. e depois. a um ritmo r3pido. decididamente não podemos aceitar issoX #ecididamenteX Ginalmente. *uanto o al-vio moralJ não tens de torturar1te. e aumentavam as de 6reves A$DU'. h3 igualmente senten+as escritas . a pré1determina+ão das senten+as4. 6ondade) Em 1945. ipov é condenado a de> anos) ?omo a pré1determina+ão das senten+as torna menos espinhoso o caminho do tri6unalX "ão é tanto /3 o al-vio do cére6ro.s nove da manhã anunciamJ 7 evantem1se. os tri6unais diminu-ram as penas de tra6alhos correccionais. a &) %) &) não é hip:crita. en*uanto a*ui o 2ingimento é a regra.ris9es . a pré1determina+ão predisp9e .como se portavam os seus constituintes. gorducho e 6onacheirão Ulrich *ue preside) "ão deixa passar a ocasião de grace/ar. 6ar6eados. não. di>1lhe sorrindoJ 7En2im. previamente.ro-6o1o de caluniar a contra1espionagem soviéticaX8 J3 est3 tudo decidido h3 muitoJ todo o grupo @ Brupo de (ch) 4 A mesma colectLnea #as . ordem@)S A segunda caracter-stica essencial dos nossos tri6unais pol-ticos é a exactidão no tra6alho. de noite. est3 a6erta a audi0nciaX8 E pregam de> anos a cada um) E se vierem di>er1nos *ue. pelo menos. pois /3 nos anos de 1944149 as senten+as dos tri6unais eram dadas apenas em 2un+ão de considera+9es econ:mico1administrativas) A partir de 1944. a sua pro2issão vai ser muito <tilX8 Fas o *ue é *ue na realidade os separaY . e no momento prop-cio 2a>1se um 6om intervalo para o almo+o) Duando a noite chega. a dispensa de pensar. *uin>e )vinte anos de vida.s 'nstitui+9es Educativas nos proporciona elementos para ver *ue a pré1determina+ão das senten+as é coisa velha. devido ao desemprego existente no pa-s. todos 2res*uinhos. &) %) &). mão o nome e o so6renome do acusado) E se um *ual*uer %traAhovitch grita na sessão do tri6unalJ 7Eu não podia ter sido recrutado por 'gnatov. o ?olégio Filitar /ulgava o caso 7dos separatistas estonianos8) E o 6aixinho. cumpridos em casa. m3*uina.ara *u0 exasperar1seY & tri6unal segue uma ordem agrad3velJ 2uma1se na mesa dos /u->es. volta1se para o lado onde se *uer ir8S) & ?:digo não pode ser uma pedra a 6arrar o caminho ao tri6unal) &s artigos do ?:digo t0m /3 de>. visitavam na prisão a*ueles *ue era preciso chamar . mas tam6ém com os reclusos Risso . 1944S limitava1se a grasnarJ 7. onde /3 se viu issoYS) Ao sa6er *ue %u>i é advogado. por*ue hei1de ser eu a guardar palavraY . não s: com os colegas.E AB& #E BU AB 451 de 'gnatov é para 2u>ilar) E s: por acaso é *ue 2oi inclu-do no grupo um tal ipovJ ninguém o conhece e ele não conhece ninguém) Iom. e como disse GaustoJ & mundo todo muda e anda para diante. de acordo. pois nessa altura eu tinha de> anos de idadeX8. e . pensando em *ue te podes enganar na senten+a e deixar :r2ãos os seus 2ilhos) E até no caso de um /ui> tão encarni+ado como Ulrich 1 *uantos 2u>ilamentos importantes não 2oram pro2eridos pela sua 6ocaX T.ela manhã chegam. é ser humanistaX Eis uma nova caracter-stica. o presidente do tri6unal Rda ?ircunscri+ão Filitar de eninegrado. apenas se tendo de inserir . ou se/a.

cu/a produ+ão é de m3 *ualidade) Fas o *ue é um sa6otadorY .per-odos de prisão Rtrata1se.E AB& #E BU AB 45@ E os 2uncion3rios /udicials estão de tal modo ha6ituados a isso *ue cometeram uma enorme ga22e em 195QJ pu6licaram nos /ornais o pro/ecto das novas 7Iases do %istema . por resolu+ão do ?omité Executivo do ?onselho dos ?omiss3rios do .ovo 2oi simplesmente .) R"ão pode haver maior amplitudeJ *ue pessoa é perigosa e em *ue consistem essas rela+9es. o terror chegou nos <ltimos anos ao ponto de *ue cada negro suspeito pode ser preso sem culpa 2ormada por tr0s meses))) V01se logo onde est3 a 2ra*ue>aJ por*ue não por tr0s a de> anosY .E AB& #E BU AB (odos os artigos 2oram reco6ertos de interpreta+9es.111149 Rna véspera do décimo segundo anivers3rio de &utu6ro. 2u>ilamento) As instru+9es do ano 4@J vinte anos de tra6alhos 2or+ados. 'sso ignor3vamo1lo) Goi relatado no /ornal '>vie>tia. e em . a*uele *ue. /3 sa6emos h3 muito o *ue éJ a*uele. tre>entos anos de morda+a Rpriva+ão de direitosS) En*uanto viver não hei1 de votar por v:s.$&'I'#& aplicar penas de prisão in2eriores a um anoX g 454 A$DU'.ovo para a Justi+a. o ?omissariado do .se escreviaJ 7.or ter rela+9es com pessoas perigosas.odem ser executados os sa6otadores e diversionistas)8 Due signi2icava issoY "ão se especi2icava) 'oci2 Vissarionovitch %taline pre2eria não di>er. ele *ue era um preso de direito comumJ 7. na sua circular n<mero cinco. 194QS pode apanhar uns de> anos. *ue 2oi condenado a vinte e cinco. *uando ia iniciar1se a edi2ica+ão do socialismoS. se *uiserdes. Ierlim. um preso é privado de todos os direitos desde *ue lhe cortam os 6ot9es. de delitos comunsS) 'sso teve como conse*u0ncia a superlota+ão das cadeias por presos com penas in2eriores a seis meses e a insu2ici0ncia de mão1de1o6ra nas col:nias de tra6alho) Em come+os de 1949. 2orca) As instru+9es do ano 45J a todos em geral de> anos de prisão. em conversas no eléctrico. naturalmente. isso s: o tri6unal sa6e)S Fas não h3 *uem levante o6/ec+9es *uanto . exactidão das leis promulgadas) Em 1@ de Janeiro de 195C saiu o ucasse so6re a restaura+ão da pena de morte Rem6ora possa pensar1se *ue ela nunca desapareceu das caves de IériaS) A. em Junho de 1955) ?omo Ia6aiev lhes gritou. ele pode sera/ulgado aindaJ 1 . e /3 não pode evitar uma ?&"#E"AV\& 5 "a $ep<6lica da Z2rica do %ul. atentou contra a autoridade do BovernoY &u a*uela *ue casou com um estrangeiroY Acaso ela não atentou contra a grande>a da nossa p3triaY))) Fas não é o /ui> *uem /ulgaJ o /ui> s: rece6e o vencimento) Duem /ulga são as instru+9es o2iciaisX As instru+9es do ano de @5 eramJ de> anos. de indica+9es.or exemplo. segundo parece. ?$'('?&U a aplica+ão de penas curtas. mas insinuar) (ratar1se1ia unicamente dos *ue dinamitam os caminhos de 2erroY "ão se indicava) 7#iversionista8. na vaga de 1949S) A$DU'. : meus 6en2eitoresX8 Q E assim um verdadeiro espião R%hult>.or analogia R*ue imensas possi6ilidadesXSW 1 %implesmente pela sua origem Rartigo 51@5J por pertencer a um meio socialmente perigoso5SW 1 . ao cru>ar os um6rais do Finistério da %eguran+a do Estado. vinte anos. mais cinco de priva+ão de direitos c-vicos Ro *ue era um meio de recrutar mão1de1o6ra para o terceiro plano *uin*uenalS5) As instru+9es do ano 49J a todos em geral vinte e cinco anos de prisãoQ) A m3*uina estampa as senten+as) Entretanto.odeis aplicar11me. mas não uma pessoa *ue nunca o tenha sido R^unter VashAau. de instru+9es) %e os actos do acusado não estão previstos no ?:digo.

or*ue é *ue trans2eriram Voro1chilov para o comando da 2rente "oroesteY8 (chulpeniov respondeu e não voltou a pensar na conversa) Fas osovsAi redigiu uma den<ncia) (chulpeniov 2oi)chamado . /3 depois do /ulgamento. mas não desinteressadamente)8 osovsAiJ 7Engano. são recolhidas as assinaturas de osovsAi e do comiss3rio %erioguine)S . mas em tom 6randoJ 7'sso pode dar a impressão de *ue os nossos tri6unais s: pro2erem senten+as condenat:rias)8 . os investigadores.onhamo1nos na pele dos /uristasJ por*ue é *ue. as sec+9es de agentes operacionais tche*uistas tinham por missão exercer uma actividade de vigilLncia entre as nossas tropas inactivas *ue se encontravam na Fong:lia) & médico militar osovsAi. entre os dois) Apenas 2a>em a osovsAi uma perguntaJ 7?onhece este homemY8 1 7%im)8 1 7(estemunha.e+o ao tri6unal *ue comprove uma ve> mais o meu patriotismo. dando1me a mim uma tare2a em *ue eu tenha de arriscar a vidaX8 E numa atitude de paladino sinceroJ 7A mim e a *uem me denunciou.)a #ivisão Fotori>ada) Estão presentes o comiss3rio da divisão. e o che2e da sec+ão pol-tica. os procuradores.rimeiraJ 7. para 2ormali>a+ão das 2alsas provas. devemos extirp31los do nosso povo) osovsAi deve receitar p-lulas. 1C de %etem6ro de 195Q) osovsAi é agora candidato a doutor em ci0ncias médicas) Vive em Foscovo) (udo ie corre 6em) (chulpeniov é condutor de tr:leis) 454 A$DU'. %lessariev) A testemunha osovsAi nem se*uer é convocada a vir depor ao tri6unal) R"o entanto.enal da U) $) %) %)8 e E%DUE?E$AF1%E de inserir um ponto so6re a possi6ilidade de uma senten+a de a6solvi+ãoX & :rgão do governo9 repreendeu1os.E AB& #E BU AB A6atido por ter passado um m0s na 2ossa.. não compreendendo ainda do *ue é culpadoJ 7Fas h3 tanta gente *ue di> issoX8 $e2lexo autom3tico do tri6unalJ 7Duem precisamenteY #iga nomes)8 Fas (chulpeniov não é da ra+a delesX E tem uma <ltima palavraJ 7. =aliaguin Rnos com6ates de ^alAhin1Bol.erguntas do tri6unalJ 7(eve alguma conversa com osovsAiY Due lhe perguntou eleY Due respondeu voc0Y8 (chulpeniov respondeu ingenuamente. sec+ão pol-tica1da divisão e expulso do =omsomolJ por esp-rito derrotista. os agentes operacionais. em presen+a de (chulpeniov. armamos1lhe uma cilada)8S %egundaJ 7?on2ias na a/uda dos aliadosY8 R(chulpeniovJ 7?on2io em *ue nos a/udarão.avel (chulpeniov.or*ue é *ue te parece *ue retrocedemos dos alemãesY8 R(chulpeniovJ 7Eles t0m mais recursos técnicos e mo6ili>a1ram1se antes)8 osovsAiJ 7"ão. am6os /untosX8 AhX 'sso nãoX Esses costumes cavaleirescos. não nos a/udarão em nada)8S (erceiraJ 7. trata1se . todos tra6alharam em vãoX Eis um exemplo simples e t-pico de um processo no tri6unal militar) Em 1941. 2e> a este tr0s perguntas) .éum ardil. *uem mais discursou 2oi o secret3rio do =omsomol. se as elei+9es gerais se reali>am com um s: candidatoY A senten+a de a6solvi+ão é um a6surdo econ:micoX 'sso signi2ica *ue os in2ormadores. %erioguine educar com6atentes11) Acaso é importante . e6iedev. por enaltecer a técnica alemã e por minimi>ar a estratégia do nosso comando militar) "este caso. *ue sentia ci<mes de uma mulher *ue dava sorte ao tenente . os carcereiros e a escolta. pode retirar11se)8 R& investigador teme *ue a acusa+ão se desmorone1C)S 9 hvie>tia. os tri6unais devem ter duas sa-das. (chulpeniov comparece perante o tri6unal da @. propriamente 2alando. ele mostrara1se co6arde e agora tinha ocasião de a2astar do seu caminho para sempre uma testemunhaS) Ei1lo preso) (em uma <nica acarea+ão com osovsAi) "\& E #'%?U('#A a conversa anterior.

durante a guerra. eles insrauram1te um novo processo. dar1lhes ainda mais) & intervalo terminou) & /ui> intenogou1os uma ve> mais a todos e eles então reconheceram1se culpados) Alexandre Brigorievitch =aretniAov.or nada dão s: de>8 Duando o tri6unal tem pressa. em tua de2esa. pena m3xima)))8 . Faicop. (ri6unal Especial do (errit:rio de A>ov e do mar "egro. o *ue é *ue ele sente agora) 7))) Fas. verga1te e não penses *ue podes mudar algo com o teu comportamento) Fesmo *ue pronuncies um discurso como #EFH%(E"E%.E AB& #E BU AB 455 olham o condenado nos olhosJ é interessante ver como ele aguenta. diante um punhado de in*uiridores R&lga %lios6erg. na sala va>ia. 7#eram1 me de> anos8) "ão apagam as inscri+9esJ elas são edi2icantes) (eme. houve1os em cada divisão Rde outra maneira teria 2icado caro manter os tri6unais militaresS) E o n<mero de divis9es *ue havia no total. e então dão ca6o de ti) (chavdarov conta um caso em *ue. tra6alhando numa empresa de servi+os p<6licos) Vive 6em) A$DU'.or exemplo. mas compreende *ue isto é uma palha+ada. regressaramJ de> anos de prisão e tr0s de perda de direitos c-vicos) ?asos destes. interessava) & procurador chamou1o) =aretniAov mostrou1lhe a sua clav-cula purulenta. 2oi apenas de uns *uantos segundos) & procurador exigiu uma suspensão da sessão. presidente AholiA. isso não te servir3 de nada) Fas pode aumentar a pena de de> anos para 2u>ilamento 1 isso pode) . a escolta toma conta dos presos. e melhor do *ue ninguém os rapa>es da escolta. 2oram de novo 6em sovados. su6itamente. em 1945. *ue *ueria 2ornecer provas suplementares) 'sso. 7?ondenaram1me a um *uarto de século8. 2eitas durante a instru+ão do processo) E *ue aconteceuY %e houve uma pausa para o rever. levando em conta o seu sincero arrependimento)))8 (odas as paredes da sala de espera do tri6unal estão riscadas com pregos e a l3pisJ 7?ondenaram1me a 2u>ilamento8. demonstrou uma not3vel ha6ilidade) "o pr:prio momento da a6ertura da sessão do ?olégio Filitar do %upremo (ri6unal comunicou. por nada)8 1 7Fentes) . da porta da sala de sess9es v01se uma toalha 6ranca. sem explicar para *u0) #a prisão acudiram a toda a pressa os investigadores e os seus a/udantes carrascos) (odos os acusados.or*ue é *ue te deram tantosY8 1 7. a 7sessão8 dura um minutoJ entrar e sair) Duando a /ornada no tri6unal ocupa de>asseis horas seguidas. naturalmente. 2umaram. se lhes gritaresJ 7%ois uns 2ascistasX Envergonho1me de ter pertencido durante v3rios anos ao vosso .S. poder3 o leitor procur31lo) )))(odas as sec+9es dos tri6unais militares se assemelham de modo sinistro) (ão sinistro como a 2alta de responsa6ilidade pessoal e a insensi6ilidade dos /u->es. no %upremo (ri6unal. vinte e cinco anos)8 & che2e da escolta interessa1seJ 7.sa6er se vais morrer ou nãoY & essencial é *ile n:s se/amos vigilantes) %a-ram. numa segunda suspensão.artidoX8 R"iAolai %emionovitch #ascal. *ue pareciam ter luvas de 6orracha) ]s senten+as são 2a6ricadas em série) (oda a gente tem um ar sério. prometendo1lhes. gostam de ler a senten+a 7com psicologia8J 7#ecidiu ))) condenar o réu . 19@5S. da penaJ 7Gulano de talX. e declarouJ 7Assinei tudo so6 torturas)8 & procurador . 2racturada pelo investigador com um 6anco.ausa) &s /u->es n Victor Andreievitch %erioguine reside actualmente em Foscovo. director do 'nstituto de 'nvestiga+ão ?ient-2ica so6re os (0xteis. em 19@. 5Q111a. no tri6unal. 2a>endo a comunica+ão. os réus. se recusaram a con2irmar as suas 2alsas con2iss9es. distri6u-dos pela 6ox. por uma lista. através dos guardas.ois. a mesa servida e travessas com 2ruta) %e não t0m muita pressa. *ue são mais simples) "o campo de trLnsito de "ovossi6irsA.

reunidos a*ui /untosX8 RE eles tam6ém era a primeira ve> *ue viam um >eA vivo. respectivamente. agora. o /ui> é nosso inimigo) & pesco+o do cidadão. eles a2irmavam1me *ue não eram elesX Asseguravam1me *ue os outros /3 l3 não estavam) Alguns tinham sa-do com uma honrosa re2orma.E AB& #E BU AB prisão) ?uraram1no e guardaram1no tr0s meses) ?hegou um novo investigador. esse mesmo *ue noutros tempos condenou =aretniAov. pressentindo a li6erdade. $) é muitos outros))) E eu disse1lhesJ 7Due dia tão memor3velX (endo sido condenado primeiro a um campo de tra6alhos 2or+ados e depois ao desterro perpétuo. entrando de rompante pela sala) & (ri6unal Filitar tinha tanta pressa *ue nem se*uer se sentaram.ior do *ue um 6andoleiro.arrependeu1se pela sua avide> em o6ter provas suplementares. sem a6rigo. engenheiro electrotécnico. puxado pelo 6ra+o por dois agentes da escolta Ro elevador certamente 2uncionava. por))) ser moleXS . aguentou1se 2irmemente e não se reconheceu culpado de nada) E *ue sucedeuY))) Goi condenado a oito anos pela ?omissão Especial R&) %) &)S) Este exemplo chega para demonstrar.E AB& #E BU AB 455 Fas acontecia *ue não eram ciesX %im. as possi6ilidades do preso e da &) %) &)J3 #er/avine escreviaJ . estes tr0s mesesS e 2e> novamente as perguntas do primeiro comiss3rio) =aretniAov. 2ui ouvido por setenta magistrados do ?olégio Filitar. o mais not3vel dos verdugos. onde di>em *ue se re<ne o plen3rio do %upremo (ri6unal da União. nunca os meus olhos tinham visto um s: /ui>. compreendendo *ue não é ninguém e *ue pode escorregar em *ual*uer casca de 6anana) Assim. volta de uma enorme mesa em 2orma de 2erradura. redigiu uma nova ordem de deten+ão Rse o ?olégio não se tivesse curvado. nem os 2uncion3rios teriam podido su6irS) ?ru>aram1se com um preso *ue /3 havia sido condenado. 2ora posto a mexer ainda no tempo de %taline. *uando um raio de lu> incide directamete so6re si. com olhos de ver)S A$DU'.artido) E na sala cercada de uma colunata circular. mas os presos chegavam com tanta 2re*u0ncia *ue. os restantes haviam sido destitu-dos) RUlrich. olharam1se entre si e Ulrich 1 sempre igual a si mesmoX 1 declarouJ 7Vinte anosX8 evaram1no a correr e a correr trouxeram o seguinte) Goi como num sonhoJ em Gevereiro de 19@. tive eu de su6ir por essa mesma escada. o seu nome e o seu patron-mico) %ussurraram algo.$&"U"?'A#A %E"(E"VA A BUFAX ?omo se nada tivesse acontecido. s: um tri6unal 2alho) &nde dorme a lei. A$DU'. muito am3vel. senhores. permanecendo os tr0s assim de pé) $espirando com di2iculdade Rpor se ter de6ilitado nos interrogat:riosS. A)#)$). mas /3 era tarde) Essa gente s: é cora/osa en*uanto constitui uma pe+a invis-vel da m3*uina geral em 2uncionamento) Fas *uando so6re ela recai uma responsa6ilidade pessoal. =aretniAov poderia ter 2icado em li6erdade. meteram =aretniAov novamente na 45. pelo menos. logo empalidece. uma outra redonda com sete cadeiras antigas. ainda. e por conseguinte teriam de p_r em li6erdade =aretniAov) #esse modo))) "A& G&' . =aretniAov em6ara+ou o procurador e este não ousou enco6rir o assunto) Ao recome+ar a sessão do (ri6unal Filitar. $) disse o seu apelido. mas com o am3vel acompanhamento de um coronel da organi>a+ão do . *ue tem no seu interior. 2oi arrastado até ao *uarto andar. Estende1se para o cada2also) Fas s: excepcionalmente no ?olégio Filitar dob %upremo (ri6unal sucediam 2actos tão desagrad3veis) Era muito raro v01lo es2regar os olhos em6aciados para o6servar de perto um soldadinho detido) Em 19@5. . =aretniAov repetiu tudo))) Então o (ri6unal retirou1se para e2ectivamente discutirX Fas a senten+a *ue devia pronunciar podia ser s: de a6solvi+ão. su6indo a correr a escada. a utili>31lo. em 195C. e agora ve/o1vos a todos.

e se tudo desse uma volta tal *ue eles me tivessem de /ulgar a mim outra ve>Y A*ui nesta mesma sala Rmostravam1me a sala principalS) Iem. en*uanto eu os examinava com assom6ro) Estes eram homensX ^&FE"% completosX ?hegavam mesmo a sorrirX Eles explicavam sinceramente como tinham dese/ado sempre o 6em) Fas. enine exigia *ue se exclu-ssem do . condenar1me1iam tam6ém) Dual é *ue nasceu primeiroJ o ovo ou a galinhaY &s homens ou o sistemaY #urante v3rios séculos existiu entre n:s o provér6ioJ 7"ão temas a lei.. o promoveu. conseguido condenar a vinte e cinco anos em ve> de de>X E *ue humilhante. a mim. não chegando a provocar mudan+as irrevers-veis. para *ue esse preso 2osse torturado e espancado) Fas este no6re o6/ectivo não 2oi levado em conta pelos comiss3rios e estes responderam11 lhes coléricosJ 7Voc0 não con2ia nos nossos :rgãosk8 & /ui> 2oi trans2erido como secret3rio do tri6unal para %acalinaX R"o tempo de =ruchtchev tudo era mais suaveJ os /u->es *ue 7cometiam 2altas8 eram mandados))) imaginemX. a6andonado. e *ue estes 2icaram para tr3s. a v3rias vo>es. toma cuidadoX8 Fas. como todos os empreendimentos de =ruchtchev. 9 de Junho de 19. /3 passaram mais cinco e não se 2e> mais lu>)S Eles recordavam como. na 2erocidade) ?hegou a hora de inverter este provér6ioJ não temas os /u->es. este movimento. as suas mem:rias. de in-cio tão enérgico. e de haverem. inclusive no tempo de =ruchtchev. depois de chamar $iumin. mas amanhã seremos n:s *ue te /ulgaremos a ti. e esses. com indigna+ão. para desgra+a sua)S hvie>tia. nas con2er0ncias do tri6unal. teme os /u->es)8 Fas. os a6usos de $iumin na contra1 espionagem do mar do "orte. a su6missão dos tri6unais aos :rgãosl ]s mãos de certo /ui> chegou o seguinte processoJ um cidadão *ue tinha regressado dos Estados Unidos a2irmava caluniosamente *ue havia ali 6oas estradas para autom:veis) E nada mais) "o processo era tudo o *ue 2igurava) & /ui> atreveu1se a devolver a causa para *ue a investiga+ão prosseguisse com o o6/ectivo de conseguir 7material anti1 soviético de pleno valor8. dessa 2orma. 2ornecendo1me involuntariamente elementos para este cap-tulo) RE se eles se dispusessem a pu6licar essas mem:riasY Fas os anos vão passando.E AB& #E BU AB & tempo não chegou senão eles terme1iam contado de> ve>es mais coisas) Fas o *ue me disseram d3 para re2lectir) %e os tri6unais e a . mas limitou1se a in2ormar respeitosamente A6aAumov de *ue os seus rapa>es 2a>iam travessuras) A6aAumov tinha motivos para considerar os :rgãos como o sal da (erraX RGoi então *ue ele. teme a lei) A de A6aAumov. 2oi depois por ele 6em depressa es*uecido.artido os /u->es *ue aplicassem senten+as demasiado leves) 45Q A$DU'. do 6anco dos réus.rocuradoria curvava1se da mesma maneira perante os :rgãos) Duando em 1944 se divulgaram.odiam contar1se pelos dedos da mão os *ue 2oram /ulgados. parte so6re eles) Eles contavam1me tudo o melhor *ue podiam. e 2icando portanto nos limites do sistema anterior) &s veteranos da /urisprud0ncia evocavam agora. parece1me *ue a lei 2oi mais além *ue os homens.rocuradoria eram s: pe9es nas mãos do ministro da %eguran+a do Estado.4) Eis uma interessante concep+ão da de2esa /udicialX))) m 191Q. a . ou se/a. amea+avamJ 7^o/e tu /ulgas1nos a n:s. os /u->es se orgulhavam de terem conseguido não aplicar o artigo 51 do ?:digo so6re as circunstLncias atenuantes.rocuradoria não se atreveu a intervir com o seu poder. tra6alhar como advogadosa)S14 E a . talve> não se/a necess3rio escrever um cap-tulo . naturalmente) .

não os recordamos) RA cavidade do cére6ro en1che1se exclusivamente da*uilo *ue transmitem todos os dias pela r3dio)S "ão me re2iro . ansiando por re2ormas. para ele não houve mais processos p<6licos) &ra. e inclusive leitores de "ovi Fir1@. /uventude. 6em como os disparos na nuca) J3 em 191Q. nem c:digos. não o *ue 2oi. so6re o modo como o campo 2oi votado ao a6andono))) ?ontinuo sentado e pensoJ se a primeira e min<scula gota de verdade explodiu como uma 6om6a psicol:gica. mas *ue é lament3vel apesar de tudo) Ela entrega1nos. mas n:s não pretendemos inclu-1la na nossa pes*uisa) Entretanto. nos nossos tri6unais) 1E isso *uando ainda não havia leis. 2ran>indo a testa num es2or+o de mem:ria. organi>ava 2u>ilamentos em pleno dia. nem tão1pouco es2riavam nos coldres os rev:lveres do castigo) Goi mais tarde *ue se tentou enco6rir as execu+9es. eles sa6iamY)))S) #entre os setenta homens *ue estavam sentados . como uma presa. morte. pudessem ver tudo das /anelas da prisão) . não é poss-vel prescindir de um 6reve resumo) %omos o6rigados a sondar certas ru-nas calcinadas *ue remontam . 2or+a. de 4. volta da 2erradura. dando opini9es animadas so6re as nossas chagas sociais. em a6undLncia. *ue tem talve> origem na sua 6ondade. nas caves.E AB& #E BU AB ma2teira *ue os condenados . *ue cada um deles conhece campos de tra6alho mais terr-veis Rassim. nas mãos dos mentirosos) Assim. e os /u->es s: podiam re2erir1se . espera. então não os recordamos) Em6ora se tenham desenrolado . *ue estavam .*uela matinal névoa. *ue naturalmente não tem conhecimento disso. se importa *ue não recordemos se*uer os processos p<6licos.artido 'ndustrial) E é tudo. do do . e a2irmam.E eis *ue so6em . mas apenas essa linha trace/ada *ue *uiseram gravar em n:s com uma 6roca persistente) "ão sei se isto é um tra+o comum a toda a humanidade. em6ora os /ornais deles tenham 2alado. o conhecido tche*uista de $i>am. ou s: do nosso povo) E em todo o caso uma caracter-stica lament3vel.e+am a um homem de idade mediana *ue enumere *uais 2oram os /ulgamentos p<6licos de grande espavento. discutindo Um #ia na Vida de 'van #enis1sovitc6. rego>i/ando1se. e ele lem6rar1se13 do de IuAharine e do de Uinoviev) E ainda. se não no1los meteram constantemente no crLnio . alguém escrever3 a sua hist:ria pormenori>ada. no p3tio. tri6una. eles come+aram logo a seguir a &utu6ro) J3 em 191Q tinham lugar. *ue esse livro lhes aliviou a consci0ncia Rpelo menos é o *ue di>em)))S) $econhecem *ue eu apresentei um *uadro edulcorado. %telmaAh.s necessidades do poder oper3rio e campon0s) Eles a6riam caminho 1 como então se pensava 1 a uma legalidade audaciosa) Um dia. o *ue suceder3 no nosso pa-s *uando a Verdade se precipitar em torrentesY E h31de precipitar1se) 'nevitavelmente) $evista) liter3ria incon2ormista) dirigida por A) (vardovsAi) *ue pu6licou um dia na vida de 'ran #enissonitch no tempo de =ruehtched voltando a ter de novo di2iculdades com a censura ap:s a destitui+ão deste e a normali>a+ão então imposta pelos sectores mais conservadores do regime) RF) dos ()S V''' A E' ?$'A"VA "H% tudo es*uecemos) Buardamos na mem:ria.C A$DU'. pela noite. docemente rosada) "esses anos dinLmicos não chegavam a en2erru/ar1se nas 6ainhas os sa6res da guerra. alguns dos *ue intervieram mostraram1se conhecedores de literatura. não os 2actos hist:ricos.s escLncaras. mas aos contemporLneos da*ueles processos) .

se a calcularmos proporcionalmente a meio ano. precisa ele. p3g) 5. num per-odo de oitenta anos. com o t-tulo Against ?apital .E AB& #E BU AB 4. morte Rem6ora não tenham talve> sido executadasS.enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa Rnão os lemos. mas *ue.) &s autores advertiam *ue ela era ainda incompleta Rentretanto ela não so2reu tantos des2al*ues como as ci2ras de atsis so6re a guerra civilS) Essa lista a6range mil e *uatrocentos nomes.ena de Forte T. onde era apresentada5 uma lista com o nome de todos os condenados . insurrectos polacos *ue 2ugiram para o &cidenteS) $estam oitocentas e *uarenta pessoas) Uma tal ci2ra. ou se/a. é ainda ($n% VEUE% FA'% E EVA#A 1 e isto s: em vinte prov-ncias. e em apenas vinte prov-ncias da $<ssia ?entral R7as ci2ras aapresentadas estão longe de ser completas8@. um grupo de dirigentes de es*uerda pu6licou uma colectLnea de artigos T ?ontra a .) . 2oram desco6ertas *uatrocentas e do>e organi>a+9es contra1 revolucion3rias Rci2ra 2ant3stica. para os nossos endurecidos nervos. 2oram 2u>ilados pela (cheAa Risto é.Existia então um termo o2icialJ /usti+a extra/udicial) "ão por*ue não houvesse tri6unais. mas sim por*ue havia a (cheAa1) . escala mundial)8 4 F) ") atsis. p3g) 55) a 'dem.u6licada por F) ") Bernet) Red)S. tr0s mil *uatrocentas e vinte pessoas) Estava1se precisamente no auge da céle6re reac+ão de %tolipine. . segundo a *ual 2oram a Este pintainho com um 6ico duro 2oi chocado por (rotsANJ 7A intimida+ão é uma poderosa arma pol-tica. se conhecermos a incapacidade para a organi>a+ão *ue revel3mos ao longo da nossa hist:ria. em parte por modéstiaS.)U). o *ue per2a> ao todo. in2orma *ue s: em ano e meio R191Q e metade de 1919S.rinc-pios &rientadores do #ireito . 194C) a 'dem. não chega a a6alar1nosJ a nossa ci2ra. sem incluir os tri6unais civis e militares) &s tri6unais actuavam /3 por sua conta em "ovem6ro de 1915) Apesar da 2alta de tempo dispon-vel. mil tre>entas e de> pessoas. por outro lado. exercia1se. os . a repressão . #ois Anos de uta na 2rente 'nterna) Editora do Estado. compara+ão com a de atsis em s: ano e meio. 2oram editados em sua inten+ão. dela devendo dedu>ir1se du>entas e trinta pessoas a *uem 2oi comutada a pena e du>entas e setenta *ue não 2oram encontradas Rno 2undamental. até 19C. mas h3 *ue recordar *ue. são as mais populares . 2ora dos tri6unaisS oito mil tre>entas e oitenta e nove pessoasX 4. e so6re ela dispomos de um n<meroQJ novecentas e cin*uenta execu+9es em seis meses R2oi essa a dura+ão dos tri6unais militares stolipinianosS) ?oisa horr-vel esta.unishment) 5 &6) ?it). pois não os conseguimos o6ter. processavam e aplicavam penas. em 1919. não resiste . morte. paralelamente a eles e independentemente deles. 4)a edi+ão. além da desunião geral e da decad0ncia espiritual da*ueles anosS e houve ao todo oitenta e sete mil presos5) RFas este <ltimo n<mero cheira a 6aixo de mais)S Dual o termo de re2er0ncia *ue permite uma compara+ãoY Em 19C5. margem do aparelho /udici3rio) ?omo imaginar as suas dimens9esY F) atsis. até nova ordemS) .. p3g) 54) 4 'dem. e é necess3rio ser tartu2o para não compreender isto)8 E Uinoviev rego>i/ava1se. a partir de 1Q4. mas sa6emos *ue previam a 7priva+ão da li6erdade por tempo inde2inido8. na sua popular colectLnea so6re a actividade da (cheAa4. não prevendo ainda o seu 2imJ 7As iniciais B). 1 condenadas . p3gs) @Q5144@) A$DU'. sem /ulgamento. desde 1Q4. a *ual não se re2ere ainda a todas as prov-ncias) E verdade *ue os autores da re2erida colectLnea nela apresentam outra estimativa..or*ue assim era mais e2ica>) &s tri6unais 2uncionavam. s: em 19C. assim como as da (cheAa. 19C5.

com as suas 2or*uilhas e machados. de cada ve>. a tomar parte di essas insurrei+9es8b) Iom. cap-tulo primeiro) 4. se alguma ve> vierem a desenrolar1se perante os nossos olhos. ter3 sido destru-do pelas pessoas interessadas)S Fas n:s s: sa6emos *ue os tri6unais revolucion3rios não dormitavam. um social1revolucion3rio ou um anar*uista) Iastava ter umas mãos 6rancas e macias. e a de . mas por um curto espa+o de tempo estiveram privados deleJ os tri6unais de distrito em 194C c os revolucion3rios em 1941) ^3 a*ui engrenagens muito delicadas. *ue /ulgavam sem pararW *ue cada cidade tomada no curso da guerra civil 2icava assinalada não somente pelo 2umo das armas no p3tio da (cheAa. particularmente 6randas. não matava os =ulacs su6levados.C) RAs insurrei+9es camponesas /3 em 191Q eram designadas como sendo 7de =ulacs8. o direito de condenar a menos de seis meses) &s tri6unais de distrito e os tri6unais revolucion3rios. se levantassem não tr0s is6as numa aldeia. mas toda ela em pesoY .itelin apenas em 1aitelin) Através da citada colectLnea de atsis conhecemos o n<mero de insurrei+9es esmagadas nesse ano e meio em vinte prov-nciasJ tre>entas e *uarenta e *uatro . mas tam6ém pelas ses1 Q $evista Iitoe. um grande propriet3rio. a insurrei+ão de %apo/A é recordada apenas em %apo/A. nesses anos. dado terem sido in<meras as agita+9es e insurrei+9es do campesinato entre 191Q e 1941. em 1944.^avia tri6unais de tr0s tiposJ populares. tinham permanentemente o direito de aplicar a pena de 2u>ilamento.4 A$DU'. em6ora elas não ilustrem as gravuras a cores da ^ist:ria waa Buerra ?ivil.o6resY E essas amea+as mais terr-veis do *ue as metralhadoras das unidades da (chorY14 . *ue s: podem ser examinadas em pormenor por um historiador da*ueles anos) Esse historiador talve> descu6ra documentos. os tri6unais populares o6tiveram o direito de condenar até de> anos. mas /untamente com eles se lan+ava contra as metralhadorasY atsisJ 7&s outros camponeses eram o6rigados pelos =ulacs. sem calosJ isso era mais *ue su2iciente. com promessas. em '/evsA ou IotAinsA. depois. =o>lov ou (am6ov as revoltas custavam tam6ém caro . ra>ão de um por de> nas 2ilas alinhadas para o 2u>ilamento) Assim. em compensa+ão. *ue arremetiam contra as metralhadoras e. e ninguém tenha 2otogra2ado nem 2ilmado essas multid9es excitadas. com estacas.or*ue é *ue a massa de camponeses po6res. um 2rade. com as mãos atadas. 2or*uilhas e machados. podiam ser elevadas até vinte anos9) A partir de Julho de 191Q permitiu1se aos tri6unais populares aplicar penas de cinco anos) Duando /3 se tinham acalmado todas as amea+as de guerra. um senador. um democrata constitucional. d3 vontade de rir ao di>01lo. para se ser condenado ao 2u>ilamento) E 23cil adivinhar *ue. mas seriam essas promessas mais aliciantes do *ue as palavras de ordem do ?omité dos ?amponeses .s mãos calosas) "esses rolos. n<mero dois.E AB& #E BU AB soes nocturnas dos tri6unais) E *ue para rece6er uma 6ala não era indispens3vel ser um o2icial 6ranco. não podiam aplicar penas superiores a dois anos) %: por interven+ão especial do Boverno é *ue algumas senten+as. pagavam . os da /usti+a extra/udicial e os dos tri6unais. o mais surpreendente ser3 a ci2ra de simples camponeses. 1414119C5) lv Ver .arte '''. perdendo. distritais e revolucion3rios) &s tri6unais populares ocupavam1se dos assuntos criminais e de pe*uenos casos do dia) "ão podiam condenar ao 2u>ilamento) Até Julho de 191Q conservava1se ainda na /usti+a a heran+a dos socialistas revolucion3riosJ os tri6unais populares. talve> descortine longos rolos de senten+as dos tri6unais e consiga estat-sticas) REm6ora isso se/a pouco prov3vel) & *ue não 2oi destru-do pelo tempo e pelos acontecimentos. 'aroslavl ou Furoma. pois os camponeses não podiam revoltar11se contra o poder oper3rio e campon0sX Fas como explicar *ue. cal<nias e amea+as.

não pegava em armas nem 2a>ia instru+ão) 'ndignado. num instante. até %etem6ro de 1919.@ 6aionetas em terraX . senão 2u>ilamos1te a*ui mesmoX8 Fas mantémse 2irmeJ ele não pode 6ater1se. com um rev:lver diante de cada um delesJ 7^er:is como tu /3 vimos muitos.ara casaX8S. é partid3rio do cristianismo livre) & seu caso é entregue ao tri6unal revolucion3rio) A audi0ncia é p<6lica) "a sala h3 umas cem pessoas) & advogado é velho e am3vel) & acusador p<6lico Ra palavra 7procurador8 2oi proi6ida até 1944S. mas unicamente de actos contra1revolucion3rios) #ado o corpo de delito. 2eito por uma testemunha ocular.E AB& #E BU AB 4. em 1919.4 A$DU'. por um mero acaso. além de uns *uantos 2u>ilados in loco para exemplo) E) não desertou. 2oram 7apanhados e enviados para a 2rente cin*uenta e *uatro mil e setecentos desertores81@. (cheAa. o comiss3rio da unidade entregou1o . p3g) 55) b 'dem.E AB& #E BU AB & presidenteJ 1 Due velho idiotaX &nde o 2oram 6uscarY & de2ensorJ .pode preconi>ar a não viol0nciaX E)J 1 'rei para onde me enviarem) & acusadorJ 1 & tri6unal não tem de ocupar1se de *uais*uer actos penais. por considera+9es religiosas Ro6/ec+ão de consci0nciaS) Ele 2oi mo6ili>ado pela 2or+a. por um mero acaso. sendo um representante do povo tra6alhador. *ue legistaX ":s regemo1nos não pelas leis. cu/o ani*uilamento constitui a outra 2ace inevit3vel de *ual*uer revolu+ão *ue utili>a a 2or+aY Eis o relato. s: na prov-ncia de $ia>an. p3N) xtS) a1 Unidades de missão especial) A$DU'. com uma notaJ 7"ão reconhece o poder soviético)8 'nterrogat:rio) (r0s homens atr3s de uma mesa. no processo contra o tolstoiano ') E)J Ap:s ter sido decretada a mo6ili>a+ão geral o6rigat:ria para o Exército Vermelho Rum ano depois das palavras de ordemJ 7A6aixo a guerraX As 1C atsis. mas. o6) cit).E *uantas pessoas choram. de uma sessão do tri6unal revolucion3rio de $ia>an. no *uartel. de /oelhosX Aceita imediatamente ir com6ater. sim. vais p_r1te. mas negou1se a6ertamente ao cumprimento do servi+o militar.é tam6ém um velho /urista) Um dos /urados tenta explicar ao réu o seu ponto de vistaJ 7?omo é *ue voc0. esmagadas por estas m:s. "oAolsAi. pode compartilhar as ideias do aristocrata conde (olstoiY8 & presidente do tri6unal interrompe1o e não o deixa explicar11se) E travada discussão) Um /uradoJ 1 Voc0 não *uer matar e tenta dissuadir os outros) Fas os 6rancos come+aram a guerra e voc0 impede1nos de de2ender1nos) Envi31lo1emos para =oltchaA e a. re*ueiro *ue este caso se/a entregue aos tri6unais populares) & presidenteJ 1 & *u0Y ActosY Ve/am l3. mas pela nossa consci0ncia revolucion3riaX & acusadorJ 1 'nsisto em *ue transcrevam o meu re*uerimento na acta) & de2ensorJ 1 Eu associo1me ao acusador) A causa deve ser /ulgada num tri6unal ordin3rio) 1@ atsis. o6) cit). p3g) 54) 4.

/untamente com os tri6unais revolucion3rios) . um exemplar A$DU'. rindo1seJ T 'nserimosX 'nserimosX $isos na sala) & tri6unal retira1se para deli6erar) &uvem1se gritos de desacordo na sala de de6ates) Voltam com a senten+aJ 2u>ilamentoX "a sala h3 um murm<rio de indigna+ão) & acusadorJ T . 2a+am causa comum as resolu+9es das massasX &6servar este caminho ano ap:s ano ser3 uma grata tare2a para o historiador. e a. e com estes. ter-amos pre2erido ver as notas estenogra2adas desses processos. a n:s não nos deixam ir . mas tão1pouco esta 2oi a <nicaX Duantos anos terão de passar ainda até *ue tudo se classi2i*ue. h3 *ue complet31lo mentalmente) Evidentemente. desmascarado como um encarni+ado inimigo do povo1aa) %e. mesmo *ue eles este/am vivos.lhe di>emJ 7%e todos 2ossem como tu. e *ue 2oi o glorioso acusador dos maiores processos.s prov-ncias. mas como avan+aremos n:s no meio deste nevoeiro cor1de1rosaY &s 2u>ilamentos não 2alam.1 ^3 *uarenta anos *ue exer+o a advocacia e é a primeira ve> *ue ou+o uma tal o2ensa) 'nsiram1na na acta) & presidente.E AB& #E BU AB 4. *uisermos levar a ca6o o nosso 6reve resumo dos processos p<6licos. *uanta indisciplina e 2alta de consci0ncia pol-ticaX A acusa+ão 2a>endo causa comum com a de2esa. *ue teve mais tarde a iniciativa das %ec+9es dos (ri6unais Extraordin3rios do ?omissariado do . nem os da escolta. nem 6rancos nem vermelhosX8 #e regresso ao *uartel re<nem em assem6leia de soldados vermelhos) ?ensuram a senten+a e redigem um protesto para enviar a Foscovo) Esperando cada dia a morte. nem os espectadores. en2im.5 não destru-do. *uando ninguém podia prever *ue uma engrenagem implac3vel iria tragar tudo isto. E) esperou trinta e sete dias) ?hegou en2im a comuta+ão da senten+aJ *uin>e anos de cadeia em regime especial de isolamento) Este é um exemplo edi2icante) Em6ora a lei revolucion3ria tenha vencido. os desaparecidos 2alam) "em os réus. até *ue a de2esa não 2a+a mais um todo com a acusa+ão e o tri6unal.rotesto contra a senten+a e vou apelar para o ?omissariado da Justi+aX & de2ensorJ T Associo1me ao acusadorX & presidenteJ 1 Evacuem a salaXXX &s mem6ros da escolta recondu>em E). de uma colectLnea dos discursos de acusa+ão do violento revolucion3rio ") V) =rilenAo. se nos domina a tenta+ão de respirar o ar /udicial dos primeiros anos ap:s a $evolu+ão. os da escolta metendo1se num assunto *ue não lhes di> respeito e enviando um protestoX AhX. sua procura) . irmão.elos vistos.ovo para a de2esa.ovo para a Justi+a Rpreparavam1se para lhe dar o posto de tri6uno. de *ual*uer modo. prisão. é necess3rio sa6er ler este livro) "ão dispomos de outro) E tudo o *ue 2alta. ouvir as dram3ticas vo>es sepulcrais desses primeiros réus e advogados. seria 6omX "ão havia nenhuma guerra. até ser. e o6servando diariamente da /anela os 2u>ilamentos. mais tarde. nem os advogados. nem todas as sess9es decorriam com uma disciplina tão relaxada. . ganhe um rumo e se consolide a linha necess3ria. não é 23cil de instaurar a ditadura do proletariado. em parte. primeiro1comiss3rio do . por intermédio de pessoas de 6oa vontade. e com eles 2a+a causa comum o processado. s: a acusa+ão nos pode a/udar) ?hegou até n:s. primeiro1comandante supremo. tudo o *ue di> respeito . nem a nova /usti+aX ?omo é de supor. mas enine suprimiu esse posto14S. *uantos es2or+os isso exigiu do presidente do tri6unalX Duanta pertur6a+ão.

mas c:modos eram os seus discursos de acusa+ão e as senten+as dos tri6unais. para isso não se reunia todo o Executivo em plen3rio. por uma série de considera+9es técnicas81. no entanto. era a terceira intersessão decisiva da nossa ^ist:ria.. =rilenAo esclarece *ue pu6licar notas estenogra2adas 7era inc:modo. p3g) 5) . #urante ?inco Anos R191Q144S) #iscursos de acusa+ão pronuncia1os nos maiores processos instru-dos no (ri6unal de Foscovo e no %upremo (ri6unal $evolucion3rio) Editora do Estado) 194@) (iragemJ 5 CCC exs) bb 'dem. os processos /udicials da*ueles anos))) ?onhecemos. o acusador principal indica1nos *ue o Executivo do ?omité ?entral tem o direito de intervir em *ual*uer causa /udicialJ 7& Executivo do ?omité ?entral tem o direito ilimitado de amnistiar e castigar segundo o seu 6elo pra>er)841 R& it3lico é meu) 1 A) %)S) .E AB& #E BU AB de partido <nico no Boverno) E não 2oram poucas as acusa+9es) Fas não se 2e> nenhuma acta estenogra2ada) E a 7conspira+ão militar8 de 1919 72oi li*uidada pela (cheAa através de meios de repressão extra/udicials81Q. por %verdlov no seu ga6ineteS) (udo isto. A$DU'. por uma parede surda) (odos os pro6lemas se podem resolver rapidamente)8 Especialmente por tele2one)S E com a maior 2ran*ue>a e exactidão *ue são 2ormuladas. por exemplo. como no &cidente. o6) cit). os ar*uivos do (ri6unal de Foscovo e do %upremo (ri6unal $evolucion3rio Rem 194@S 7não estavam de modo algum em ordem))) Em toda uma série de causas o estenograma))) estava escrito de 2orma tão incompreens-vel *ue 2oi necess3rio eliminar p3ginas inteiras. durante *uatro anos. explica =rilenAo.. a passagem para um sistema 14 enine. alguns princ-pios essenciais) . pronunciados por =rilenAo. como o leitor compreender3. nos discursos /udicials. e em pormenor.. 6astando *ue a senten+a 2osse emendada. o da insurrei+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda e o do almirante ?hastniS 7decorreram em geral sem estenograma815) E estranho a condena+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda não ser um 2acto insigni2icanteJ depois de Gevereiro e de &utu6ro. *ue alguém agora tente descrever ordenadamente. 5)a edi+ão. uma senten+a de seis meses podia ser trans2ormada em de> anos Re. as tare2as gerais do tri6unal soviético) & tri6unal era 7simultaneamente o criador do direito Rit3lico de =rilenAoS))) e o instrumento da pol-tica84@ Rit3lico meu)aT A) %)S) ?riador do direito. p3gs) 415) 4. p3g) 4) 'dem.or exemplo.or exemplo. repetia %verdlovJ 7E 6om *ue os poderes legislativo e executivo não este/am separados. ou resta6elecer o texto de mem:ria8 RXS E 7uma série de grandes processos8 Rentre os *uais. na medida em *ue. 7di2erencia com vantagem o nosso sistema da 2alsa teoria da separa+ão de poderes844. p3g) 41C) ") V) =rilenAo.Entretanto. não houve c:digo algumJ os c:digos c>aristas 2oram deitados pela porta 2ora e ainda não tinham sido ela6orados os nossos) 7E *ue não venham di>er1me *ue os nossos tri6unais penais devem aplicar exclusivamente as normas escritas existentes) Vivemos um processo revolucion3rio)))844 7"um tri6unal revo1 1Q =rilenAo. tanto mais *uanto 72oi demonstrada a sua exist0ncia819) RGoram então presos mais de mil homens4C 1 haveria *ue instaurar processos a todosYS Assim. tomo @. *ue é a teoria da independ0ncia do poder /udicial) RJustamente. *ue /3 então coincidiam plenamente com as exig0ncias do acusador) %egundo ele.

não é um tri6unalJ 7Um tri6unal revolucion3rio é um :rgão de luta da classe oper3ria contra os inimigos8. agora explicado45) .or muito *ue 2alem das leis eternas do direito. da /usti+a.) 1a =rilenAo. a/udar38@a Risso são argumentos de advogado. p3g) 1@) b 'dem.E AB& #E BU AB #a*ui se deve in2erir *ue so6re o acusado não recai propriamente o peso do *ue /3 2e>. o6) cit). mas tam6ém do 2uturo)8@@ As declara+9es do camarada =rilenAo são claras como 3gua) Elas 2a>em emergir com relevo todo este per-odo /udicial) Através das evapora+9es primaveris. p3g) Q@) @C 'dem. anuncia1se /3 a transpar0ncia di32ana do &utono) %er3 necess3rio ir mais longe na nova an3lise. o6) cit). p3g) 544) 4.ela 6oca do camarada =rilenAo. p3g) @1Q) 4Q 'dem.E AB& #E BU AB 4. p3g) 5@) 49 'dem. de um modo geral. 'dem. se não 2or agora 2u>iladoJ 7":s de2endemo1nos não s: do passado. etc.5 lucion3rio não devem renascer as su6tile>as e os casu-smos /ur-dicos))) ?riaremos um direito novo e normas éticas novas)845 7. nenhum discurso.Q A$DU'. o2c) cP2). p3g) 4. Ro it3lico é meu) T A)%)S) &s homens não são homens. p3g) 5C5) 45 'dem. não h3 *ue determinar se o réu é culpado ou não culpadoJ o conceito de culpa6ilidade é um velho conceito 6urgu0s. ouvimo1lo a2irmar *ue um tri6unal. mas do *ue ele . p3g) 14) 4JX 'dem. p3g) @) 44 'dem. talve> reparassem *ue elas não vos custaram assim tão caroXS (alve> *ue a /usti+a eterna se/a um pouco mais con2ort3velX))) J3 *ue são desnecess3rias as su6tile>as /ur-dicas. se isso 2or conveniente para a classe oper3ria) Entretanto 7se esta conveni0ncia exigir *ue uma espada punitiva caia so6re a ca6e+a dos réus. n:s 6em sa6emos))) como elas nos custaram caro)84. p3g) 4CQ) A$DU'. p3g) 44) 4C atsis. 2icam a sa6er *ue os tri6unais revolucion3rios são tri6unais de outro género) "outra ocasião. então. etc)))S) 7"o nosso tri6unal revolucion3rio não 2a>emos caso nem dos artigos nem das circunstLncias atenuantesW devemos partir de considera+9es de utilidade)8@4 "a*ueles anos houve muitos a *uem sucedeu istoJ depois de terem vivido e vivido desco6riram de repente *ue a sua exist0ncia não era ?&"VE"'E"(E) 45 =rilenAo.&#E$Z 2a>er.19 'dem. p3g) 44) R& it3lico é meu)S 4. 2olhear processo ap:s processoY Estas declara+9es serão inexoravelmente aplicadas) . p3g) Q1) @4 'dem. por mais persuasivo *ue se/a. mas sim 7os portadores de determinados ideais849) %e/am *uais 2orem as *ualidades individuais Rdo réuS s: lhe pode ser aplicado um método de valori>a+ãoJ o critério do valor é o do interesse de classe@C) & *ue *uer di>er *ue s: tens o direito de existir. e deve actuar 7so6 o ponto de vista dos interesses da $evolu+ão))) tendo em conta os resultados mais dese/3veis para as massas oper3rias e camponesas84Q. p3g) 59) @1 'dem. R%e as V&%%A% condena+9es 2ossem comparadas com as "&%%A%.

este conhecido /ornal dos 7pro2essores8 inseriu um artigo de %avinAov T 7Em Viagem8) ?om muito gosto teriam detido o pr:prio %avinAov. a tr0s meses de prisão isolada. det01lo1ão de novo e *uantas ve>es ainda ser3 agarradoXS . dado *ue ele ainda nos iria apoiar))) . %tolipin. é vergonhoso di>01lo. condenavam1no.4. 2echaram o /ornal e levaram ao 6anco dos réus o velho redactor . 2oi o processo contra a li6erdade de expressão) "o seu n<mero de 44 de Far+o de 191Q. ainda não pelo excesso de comida) Duanto . ou se/a. cu/as opini9es tinham um interesse geral. o6) 3t). ter3 o pre+o *ue merece e havemos de 2a>er com *ue não se ria nunca maisl8@` Vamos l3 entãoY aS & . suportando as mais incr-veis reac+9esJ oris11FeliAov.$&?E%%& #&% 7I& E('"% $U%%&%8) Este processo. não via *ual*uer cal<nia nas a2irma+9es de %avinAov 7segundo as *uais não se devia es*uecer *ue enine. um dos primeiros e dos mais precoces. di>endo *ue o artigo era da autoria =rilenAo.) A$DU'. como na velha $<ssia de h3 séculos e como ainda presentemente na U) $) %) . mas passados v3rios anos aparece novo)S Iem. antes mesmo de *ual*uer senten+aJ 7Voc0. acaso. na*ueles anos explosivos. e onde encontr31loY Assim. terminou os seus estudos em duas 2aculdades) Duando est3 6em disposto derrama a sua alma so6re os réusJ 7%ois uns pati2es pro2issionaisX8 E não é nada hip:crita) .) V) legorov. por*ue na realidade assim 2oraJ a Alemanha do =aiser. mas h3 *ue di>er tam6ém *ue. mas ele estava em viagem. veste um casaco desa6otoado. não gosta do sorriso das mulheres acusadas e atira1lhes com ar desdenhoso e amea+ador. a despeito das suas correrias revolucion3rias. em guerra. é assim condenado um /ornal *ue se pu6licou desde 1Q.or exemplo. *ue as autoridades alemãs lhes prestaram coopera+ão para o regresso . independentemente de a redac+ão as compartilhar ou não8) Além disso. sãoo magros. um /ornal pode ousar ter tais o6/ectivosYn (ão1pouco é revelada a 2rase de %avinAovJ 7E preciso ser um criminoso insensato para pretender seriamente *ue o proletariado internacional rios apoia8. "atanson e companhia tinham regressado . em *ual*uer Brécia. a/udou enine a regressar) =rilenAo exclama *ue não tenciona acus31lo de cal<nia Re por*ue nãoY)))S e o /ornal é processado por tentativa de in2luir nos esp-ritosX RFas. p3tria8.Gechai os olhos e imaginai uma pe*uena sala de audi0ncia) Ainda não est3 pintada de ouro) &s 2ervorosos mem6ros do tri6unal usam 6onés simples. .o6iedonotsiev. de civil e pela a6ertura do pesco+o v01se uma camisola de marinheiro . o maldito.or estranho *ue pare+a. convidando1o a explicar1seJ como se atreveraY J3 haviam decorrido *uatro meses de dom-nio da "ova Era e /3 tinha chegado a hora de se acostumarX legorov ingenuamente /usti2icou1se.E AB& #E BU AB 4. p3g) 49. $<ssia através de Ierlim.s riscas 6rancas e a>uis) & acusador supremo exprime1se num russo deste géneroJ 7& *ue a mim me interessa são as *uest9es de 2actoX8W 7?oncreti>e1me o momento da tend0nciaX8W 7":s operamos no plano da an3lise da verdade o6/ectiva)8 ]s ve>es l3 surge um ditado latino Ré verdade *ue de um processo a outro esse ditado repete1se. continuava a manter1se o h36ito do su6orno. =asso e outros mais) #ecidem 2ech31lo para sempreX Ao redactor 'egorov.9 de 7um destacado leader pol-tico. autoridade acusadora Rcomo =rilenAo gosta de a caracteri>arS.ela tentativa de in2luir nos esp-ritos. mas não é assim tão vergonhoso se se pensa *ue estamos ainda em 191QX R%e o velho so6reviver. p3g) Q4) 'dem. com esse seu sorrisinho. cidadã 'vanova.

encadernados de vermelho e gravados a ouro. di2erentemente do tempo estalinista. atrevemo1nos de 2orma estreita e mes*uinha a supor *ue as testemunhas não tiveram tempo de aprender a temer. s: por si. o /urado 'aAulov) "ão se sa6e exactamente *uem 2oi.$&?E%%& #&% ($n% ?&F'%%Z$'&% #& ($'IU"A $EV& U?'&"Z$'& #E F&%?&V& RA6ril de 191QS) Em Far+o de 191Q 2oi preso Ierid>e. é 2ilho de um pro2essor da Universidade de FoscovoX E este pro2essor não é um simples pro2essor. como era costume. para sessenta mil. o destino dos presos pol-ticos nos primeiros anos da $evolu+ão dependia grandemente do su6ornoJ rece6iam os presentes sem timide> e por isso punham os presos honradamente em li6erdade) =rilenAo seleccionou somente uma d<>ia de processos num per-odo de cinco anos e 2ala1nos de dois desses casos) & caminho *ue o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo e o (ri6unal %upremo seguiam para atingir a per2ei+ão enveredou por vias tortas e am6os se a2undaram na indec0ncia) 6S & . 6aixando. mas um homem *ue durante vinte anos conseguiu so6reviver a todas as reac+9es.ois a *uestão é claraJ remexendo no seu passado X. não 6asta)S .E AB& #E BU AB de neg:cios *ue terminaram 6em. atenuando a acusa+ão Ro *ue seria imposs-vel num processo pol-ticoXS) =rilenAo explica assim as coisasJ pela sua compreensão estreita e mes*uinha. tam6ém a (cheAa) &s tomos de hist:rias. este aliciou mais dois. se a esposa não tivesse come+ado a apertar com o dinheiro. como aconteceu com centenas 45C A$DU'. se. deve ter sido 'aAulov *uem decidiu a/ustar as contas com os comiss3rios) & *ue h3 de interessante neste processo é *ue todas as testemunhas.ovoS. no seu curriculum vitae) 7%e se examina com aten+ão8 o caso desse eist. eist. isto é. procuram apresentar provas 2avor3veis aos acusados. come+ou a indagar *uais os meios de resgatar o marido) Ela conseguiu o6ter uma liga+ão com um conhecido dum dos comiss3rios. silenciam1no) ^3 velhas testemunhas oculares *ue se recordam de *ue. pela sua indi2eren+a . actividade pol-ticaX RIom. os acusados eram seus camaradas de armas. capa> de lan+ar raios e coriscos so6re *uem *uer *ue atentasse contra os 2undamentos8) E *ue di>er agora so6re elesY &nde ir 6uscar com *ue denegri1losY RJ3 *ue atacar a corrup+ão. levando a Brin apenas *uin>e mil ru6los adiantados. como em segredo. *ue especulava com lingotes de ouro) A sua mulher. e num encontro secreto exigiram1lhe du>entos e cin*uenta mil ru6los. mas apitar da reac+ão . tentando1se particularmente su6ornar. com presentes. nem aos nossos Re nem mesmo teria sido o6/ecto de de6ate no ?onselho dos ?omiss3rios do . pessoas totalmente devotadas aos interesses da $evolu+ão. a come+ar pela desa/eitada esposa. eles sentem1se estranhos 2ace ao nosso tri6unal revolucion3rio) RDuanto a n:s. os :rgãos /udicials) E podemos acrescentar. e pela manhã não se tivesse precipitado para um outro intermedi3rio. com a telha pr:pria das mulheres. em ve> de trinta mil. seus auxiliares.%). e não teria ido parar aos anais de =rilenAo. mas. um m0s antes. dos *uais metade adiantados e pagos através do advogado Brin) (udo poderia ter 2icado ignorado. pelos vistos. e. a ditadura do proletariado) E na verdade necess3rio um grande atrevimento para p_r em causa os comiss3rios do tri6unal revolucion3rio) E *ue vir3 a suceder posteriormente contigoY)))S E tam6ém interessante a argumenta+ão do comiss3rio) ?om e2eito. so6retudo. em meio ano. não tivesse decidido durante a noite *ue o advogado não era uma pessoa séria. 7encontram1se in2orma+9es extraordinariamente curiosas8) Estamos intrigadosJ ser3 ele um antigo aventureiroY "ão. depois de um regateio. e um deles. era mesmo um 7severo acusador.

de uma s: ve>. tam6ém iremos encontr31los 6em depressa no 6anco dos réusS) =rilenAo encoleri>ava1se e assom6rava1seJ mas *ue gentalha é esta *ue se in2iltrou nos tri6unaisY R(am6ém n:s 2icamos perplexosJ *uem constitui esses tri6unais dos oper3rios e camponesesY . os sacerdotes e))) e os not3rios)))@5 . um autom:vel e 6an*ueteava1se no $estaurante Kar) R":s não estamos ha6ituados a imaginar desse modo o ano de 191Q. p3g) 5CC) 454 A$DU'. acompanhadas do con2isco total dos seus 6ens) =rilenAo apregoou aos *uatro ventos a sua vigilLncia e por pouco não rece6eu o t-tulo de tri6uno)S (emos per2eita consci0ncia de *ue. entre setenta mil e um milhão de ru6los. é um representante t-pico da*uela variedade da espécie humana *ue Farx denominou como 7sanguessugas do regime capitalista8. da *ual 2a>em parte. *ue não levasse em conta 7os mati>es individuais da culpa6ilidade8W mas uma certa no6re>a. antes ainda de =oltchaAS) ?hegou1se . sempre tão animoso.E AB& #E BU AB "o entanto. respeitante a uma institui+ão ainda mais elevada) cS & .E AB& #E BU AB 451 mas de pro2essores 6urgueses de renome mundial Resses pro2essores.odgaisAi. *ue podia p_r em li6erdade *uem *uisesse. tanto entre as massas revolucion3rias de então como entre os nossos leitores de ho/e. gastando1os em corridas de cavalos e em pLndegas com as en2ermeiras) A ?omissão tinha ad*uirido uma casa. mas é assim *ue aparece testemunhado no tri6unal revolucion3rio)S @% =rilenAo. certamente mem6ro das ?ent<rias "egras) #e outro modo. *ue o2erecia ele aos oper3rios e camponeses como alimento mentalY 7Alimentava as vastas massas com literatura de m3 *ualidade8. além de todos os advogados e todos os gendarmes. naturalmente. aparecia agora como repugnanteX & mais a6/ecto de todos. uma certa 2adiga se apoderou do tri6unal.tam6ém =rilenAo 2oi admitido como estudante externo)))S %er3 acaso de surpreender *ue o seu 2ilho se/a uma pessoa de duas carasY Duanto a .or*ue é *ue o proletariado con2iou em tal gente para a6ater os seus inimigosYS Fas /3 o advogado Brin. $:tten6erg e %oloviov tinham tra6alhado na ?omissão de A6astecimento da 2rente oriental Rcontra as tropas da Assem6leia ?onstituinte. 7pessoa de con2ian+a8 da comissão investigadora. o6ter penas de de> anos de prisão para os investigadores e de cinco para o advogado1 sanguessuga.arece *ue =rilenAo não poupou as suas 2or+as para conseguir uma senten+a implac3vel e cruel. não 2oi esse o o6/ecto do processoJ nenhum deles 2oi /ulgado pelos 2actos da 2rente oriental e até lhes perdoaram tudo) Due espanto) #esde *ue 2oi destitu-da a sua . e ele p_de apenas 6al6uciar as penas de seis meses de prisão a cada um dos comiss3rios e uma multa em dinheiro ao advogado) R%: 2a>endo uso do direito do Executivo do ?omité ?entral de 7aplicar penas ilimitadas8 é *ue =rilenAo conseguiu. conclusão de *ue encontraram a. era 2ilho de um 2uncion3rio /udicial. A$DU'. este desgra+ado processo não pode deixar de a6alar a sua 2é na santidade do tri6unal) E com mais timide> ainda passamos ao processo seguinte. não de Farx. o6) cit). como é *ue o seu pai teria podido servir durante vinte anos o c>arY E o 2ilho tam6ém se preparava para a carreira /udici3ria) Fas so6reveio a $evolu+ão e precipitou1se para os tri6unais revolucion3rios) & *ue ontem parecia po6re.$&?E%%& #E =&%%'$'EV R15 de Gevereiro de 1919S) G) F) =ossiriev e os seus amigalha+os i6ert.2orma de rece6er. no ^otel Fetr:pole. era Buguel) En*uanto editor.

do . as 6e6edeiras e as mulheres8. 2oram os *uatro convidados. J3 não era pouco ser a segunda autoridade da (cheAa depois do . o6) cit). e 6rincos as damas 6urguesas tiveram tempo de esconder)S E depois tentar esta6elecer contactos com as 2am-lias dos presos através de um *ual*uer testa1de112erro) Giguras dessas tam6ém des2ilam perante n:s no processo) A. deve estar pronto a 2a>01lo@5) Fas acontece *ue UspensAaia não tinha convic+9es pol-ticasX Era isso o mais terr-vel) Ela responde nestes termosJ 7Eu concordei em *ue me pagassem determinada percentagem pelos casos desco6ertos8.residium da (cheAa da UniãoXXX@. . por exemplo. não desdenhando levar da (cheAa da União colheres e ch3venas de prata Rmas como é *ue tais o6/ectos a. colares. pelos vistos. mas não conseguiu ascender ao ensino superior) Adveio o poder dos %ovietes e. a constituir))) o ?olégio de $evisão e de ?ontrole da (cheAa da UniãoX Eis a compet0ncia desse ?olégioJ ele tinha plenos poderes para veri2icar a con2ormidade com a lei dos actos de todos os restantes :rgãos da (cheAa da União.elos vistos. 6racel2 tes. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS Due melhor 2orma de utili>ar o seu direito so6re1humano de prender e de p_r em li6erdade *uem lhe parecesseX . ordenando *ue os seus nomes não se mencionem) "a expressão de =rilenAo. amigo de =ossiriev dos anos de tra6alhos 2or+ados por delito comum. e não so6re as ideias. ou de anular as decis9es de todos os restantes :rgãos da (cheAa. sendo ainda divididos a meias os 6ene2-cios provindos da*ueles *ue o tri6unal evita revelar. de vinte e dois anos) Ela terminou o liceu de %am1 =rilenAo. desentranhar *uantas pedras preciosas. Fen/insAi e 'agodaX & modo de vida dos cons:cios continuou a ser o mesmo) "ão se tornaram orgulhosos. /untamente com "a>arenAo. instalaram em casas particulares e no ^otel %avoi 7um am6iente de luxo))) onde reinam as cartas Rpondo1se em /ogo milhares de ru6losS. 7UspensAaia não estava inclu-da . atsis. não se podendo ver tudo. velho vaga6undo si6eriano. anéis. . UritsAi. excep+ão. 6em como o direito de re*uisitar e examinar *ual*uer processo. *ue se concentrava a sua aten+ão. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos.?omissão de A6astecimentos.rimavera de 191Q. pois consideramo1lo como uma o6riga+ão))) "ão é o 2acto de exercer esse tipo de tra6alho *ue envergonhaW uma ve> *ue alguém reconhece *ue ele é indispens3vel para o interesse da $evolu+ão. havia *ue detectar as galinhas dos ovos de oiro e no ano 1Q ca-am não poucas nas redes) RA $evolu+ão tinha sido 2eita com demasiada pressa. UspensAaia apresentou1se na (cheAa a o2erecer os seus servi+os como in2ormadora) .raesidiumX Encontrar1se num degrau a seguir a #>er/insAi. =ossiriev instala1se com grande 2austo Rsetenta mil ru6losS. ionAa. esse destacado tche*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil ru6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. somente.elo seu aspecto exterior parecia ade*uada e aceitaram1na) A prop:sito dos denunciantes.eterson.E AB& #E BU AB 45@ peters6urgo. =rilenAo 2a> o seguinte coment3rio.est3. p3g) 5C5) A$DU'. esse destacado tch*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil r6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. na . como se 2osse para si mesmoJ 7":s não vemos nisso nada de critic3vel. em *ual*uer 2ase da instru+ão. não se envaideceramJ com gente do género de FaAsi1mitch. pelos vistos. $a2ailsAi e FariupolsAi 7*ue não tinham rela+ão alguma com as organi>a+9es comunistas8. eis o *ue ele tomou para si do movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos.haviam chegadoY )))Sou mesmo simples copos) 7Era so6re isso. UspensAaia.

a 2im de se porem de acordo *uanto ao pre+o do resgate do marido Rela erigia))) seiscentos mil ru6losXS) Fas. s: um passo do glorioso caminho tinha sido ainda percorrido pela (cheAa e /3. ainda não ha6ituado a isso) %: um ano. tinha um :dio de classe ao sistema prolet3rio de processos /udicials e extra/udicials. rece6ia dinheiro e em *ue *uantidadeW segundo o estenograma. por um lado. *uando com um s: golpe Rintervir para *ue tirem a um comerciante o selo de chum6o da portaS rece6e cinco mil ru6los. e p_de ser levado até ao mais alto n-vel) .ara acalmar a indigna+ão do leitor h3 *ue re2erir *ue este laAulov.ovo da Economia. o6) cit). e as 2un+9es extra/udicials da (cheAa. *ue /3 tinha re*uisitado o processo do seu marido para veri2ica+ão)S Fas permitam1meX Este desmascaramento mancha a 2arda a>ul da (cheAaX Estar3 senhor do seu /u->o. %oloviov e outros comiss3riosW todas as suas indica+9es so6re *uem. BodeliuA tinha rece6ido um avan+o de do>e mil. tornar1se. pelos vistos. o presidente do (ri6unal $evolucion3rio de FoscovoY &cupar1se13 ele. comunista e comiss3ria) Entretanto. /3 assinado em nome da ?omissão de $evisão e ?ontrole. conseguindo.ovo em 2ace do processo dos /u->esYS tam6ém cometeu um erro de classeJ em ve> de advertir simplesmente o camarada #>er/insAi e de arran/ar tudo em 2am-lia. com a a/uda de importantes tche*uistas.E AB& #E BU AB ram registadas todas as a2irma+9es de BodeliuA so6re =ossiriev. cedendo a FecherAa um passe para entrar na (cheAa. FecherAa1BrevsY Entretanto. essa entrevista secreta veio a ser conhecida pelo /urado laAuloN. p3g) 51@) R& it3lico é meu)S 1Q 'dem. como chegou a pagar1lhe a mulher de um preso. h3 *ue compreend01la humanamente. UspensAaia não 2icou muito tempo na pol-cia secreta. o regateio devia prosseguirS) E nisto ele 2oi desco6ertoX E na sua desorienta+ão 2orneceu provasX RFecherAa teve ainda tempo de se apresentar . p3g) 5C5) . sanguessuga *ue za antes do /ulgamento de =ossiriev tinha sido a6ar6atada. não conseguimos tocar no 2undo do processo) UspensAaia organi>ou para FecherAa1Brevs um encontro numa casa privada com um tal BodeliuA. amigo -ntimo de =ossiriev.artido e os 6airros oper3rios em dois campos84C) Goi assim *ue surgiu o processo de =ossiriev Raté esse momento todos tinham go>ado de impunidadeS. como em termos algo o6scuros escrevia =rilenAo. na (cheAa. laAulov denunciou o caso ao (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo@9. colocou atr3s de uma cortina uma esten:gra2a) Assim 2o1 @5 =rilenAo. da sua 2un+ãoY Acontece *ue era essa a tend0ncia do momentoJ momento *ue 2icou totalmente oculto nas pregas da nossa grandiosa ^ist:ria) Acontece *ue o primeiro ano de tra6alho da (cheAa produ>iu uma impressão um tanto repulsiva. esse mesmo *ue tinha enterrado os investigadores su6ornados e *ue.no pessoal da (cheAa e tra6alhava . deu motivo a um processo) Goi condu>ido so6 escolta para testemunhar. mesmo nas 2ileiras do partido do proletariado. ou mesmo de>assete mil. e o presidente do tri6unal Rter1se1ia lem6rado da indigna+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . sendo de crer *ue em 6reve o 2u>ilariam) RE di>er *ue nos ho/e nos interrogamos so6re a 2orma como se chegou . pe+a8y) #e resto. acaso. e *ue representam para ela os m-seros *uinhentos ru6los *ue lhe pagava o ?onselho do . por i6ert e $otten6erg Rna (cheAa. por *ual*uer a>ar não explicado no tri6unal. ?omissão de $evisão e de ?ontrole. ao ca6o de uns meses. surgia 7uma discussão entre os tri6unais e as suas 2un+9es. por outro))) discussão *ue na*uele tempo dividia o . ar6itrariedade e por*ue é *ue ninguém lutou contra issoXS 454 A$DU'. explica o acusadorJ ela estava ha6ituada a gastar sem conta.

=ossiriev havia sido /ulgado por 2raudes. pede *ue lhe d0em papel e escreve uma retracta+ãoJ tudo o *ue ele disse so6re =ossiriev e outros comiss3rios é mentira. este processoXS E 23cil adivinhar o *ue p_de di>er #>er/insAiJ *ue =ossiriev é um tche*uista de 2erro. *uantas testemunhas vieram depor perante o tri6unal por sua pr:pria vontadeX & vice1presidente da (cheAa. o6) cit). sem compaixão para o inimigoW *ue ele é um 6om camarada) #e cora+ão ardente. estrangulando1a com as suas pr:prias mãosW mais tarde. cadeia da (anganAa Raté in2eli>mente não da u6ian1AaS para ter uma conversa com o preso BodeliuA) & tri6unal recusa) Então %oloviov penetra na cela de BodeliuA sem licen+a do tri6unal) E d31se uma coincid0nciaJ é precisamente então *ue BodeliuA adoece gravementeX R7%er3 duvidoso 2alar1se da exist0ncia de m3 vontade por parte de %oloviov8. *uantos enredosX &nde est3 %haAespeareY %oloviov palou através da parede na p3lida som6ra da cela) BodeliuA retractou1se com mão dé6il))) E di>er *ue no teatro e no cinema s: nos são dados os anos revolucion3rios pela can+ão das ruas (orvelinhos hostis) A$DU'.ara além do mais. até o pr:prio Gélix Edmundovitch #>er/insAi. revolucion3rias e pro2issionais) Estes depoimentos não nos 2oram transmitidos. p3g) 544) . mas calcula *ue alguns 7cidadãos *ue 2icaram em li6erdade tenham montado a *uestão8 e enviado %oloviov para a (anganAa) E este o momento de interrogar i6ert e $otten6erg) Am6os 2oram chamados. o2icial incautoX 1 passados vinte anos hão1de recordar11te. p3g) 14) 41 AhX. ca6e+a 2ria e mãos limpas) E so6re o lixo das cal<nias ergue1se diante de n:s um cavaleiro de 6ron>e) . camarada . a 6iogra2ia de =ossiriev d31nos conta da sua vontade invulgar) Antes da $evolu+ão tinha sido processado em v3rias ocasi9es. teve tam6ém a ousadia de não comparecer ante o tri6unal revolucion3rioX E não houve 2or+a capa> de a o6rigarX Entretanto. cheio de ang<stia) ?om o seu rosto alongado e ardente de asceta. o acusador 7não *uer di>er *ue %oloviov tenha participado neste caso. introdu>ido por manha na casa da velha %mir1nova. na maioria delas por crimeJ por se ter. recusaram1se a vir) Então permitam ao menos *ue se interrogue FecherAaX . em termos penetrantes. inclina1se reverentemente =rilenAo)S %entindo aproximar1se a morte.E AB& #E BU AB 455 7E *uem lhe deu o passe para entrarY8. na u6ianAa. volta1se para o tri6unal petri2icado e. por*ue))) não h3 dados su2icientes8.eters. na cidade de =ostroma. mas =rilenAo releva1os assimJ 7%oloviov e #>er/insAi puseram em evid0ncia as magn-2icas *ualidades de =ossiriev)844 RAh. em de2esa das suas *ualidades morais. oh) cit). com inten+ão de pilhagem. passando um grande n<mero de anos na deporta+ão Rcompreende1se agora a sua tend0ncia para a vida luxuosaXS) %: as amnistias c>aristas lhe valeram) 44 =rilenAo. 6em como o *ue 2oi estenogra2ado por detr3s da cortinaX41 4C =rilenAo.ois imaginem *ue esta aristocrata. por tentativa de morte do pai e por assass-nio de um companheiro com o 2im de utili>ar o seu passaporte) "os casos restantes. insiste =rilenAo) & passe para FecherAa não caiu com certe>a do céuX "ão.#evia1se salvar a (cheAaX %alvar a (cheAaX %oloviov pede autori>a+ão ao tri6unal para ir . não se apresentaram. BodeliuA retractou1se e est3 mori6undoX E =ossiriev não con2essa nadaX E %oloviov de nada é culpadoX E não h3 *uem interrogar))) Em compensa+ão. BodeliuA arrepende1se de terb podido caluniar a (cheAa. mas não se apresentaramX Assim mesmo. dep9e em de2esa da inoc0ncia de =ossiriev. *ue come+ava a aco6ardar1se.

esse momento 2oi magni2icamente expresso .erante a sua decisão era sempre permitido ter con2ian+a. *ue /3 era tempo de re2rear a (cheAaX %im. vindos ainda do tempo da clandestinidade. do alto da c3tedra da acusa+ão do tri6unal revolucion3rio. nem nunca *uis. a Autoridade Acusadora adoptara uma posi+ão de classe inatac3velJ 7#o nosso ponto de vista. cada delito é o produto de um determinado sistema social e neste sentido uma condena+ão aplicada segundo as leis da sociedade capitalista e da época c>arista não é aos nossos olhos um 2acto *ue deixe para sempre uma mancha indelével))) ":s conhecemos muitos exemplos de terem 2igurado nas nossas 2ileiras pessoas com 2eitos semelhantes no passado. pois eles cometiam o menor n<mero de erros /udicials)8 (anto mais ultra/antes pareciam semelhantes a2irma+9es na 6oca do camarada =rilenAo. p3g) @@5) 44 'dem. em come+os de 1919. no processo do provocador $) FalinovsAi Rex12avorito da direc+ão do . o o2icial.est3 como sa6ia 2alar dentro de uma perspectiva partid3ria o camarada =rilenAoX Fas neste caso o seu racioc-nio viciado o6scurecia a imagem cavalheiresca de =ossiriev) E criou1se no tri6unal uma situa+ão tal *ue o camarada #>er/insAi se viu o6rigado a di>erJ 7.or um segundo Rmas s: por um segundoX 1 A) %)S atravessou1me a ideia de sa6er se o camarada =ossiriev não ser3 v-tima das paix9es pol-ticas *ue ultimamente se acenderam em torno da (cheAa)844 =rilenAo aperce6eu1se dissoJ 7Eu não *uero. *ue assumiram o pesado dever de esmagar os nossos inimigos. mesmo correndo o risco de cometer erros))) . insu2lando *ue 6astava.45.erdendo o sentido da medida.E AB& #E BU AB Fas. e nunca tir3mos da. 2a>endo notar *ue todos esses tri6unais antigos eram compostos de propriet3rios e 6urgueses e não podiam ser levados em conta pela nossa nova sociedade) . p3g) 5C9) w A$DU'. *ue 2ora. teve em resposta esta tirada. A$DU'. mas o processo da (cheAa) "ão s: não posso *uer01lo. neste passo. a despeito das *uatro condena+9es penais *ue 2iguravam no seu cadastro.a conclusão de *ue era necess3rio exclu-1las do nosso meio) Duem conheceu os nossos princ-pios não pode temer *ue o 2acto de ter sido condenado /udicialmente no passado o ameace de ser exclu-do das 2ileiras dos revolucion3rios8 )))4JX A. *ue o presente processo 2osse não o processo de =ossiriev e UspensAaia.or isso. severas e /ustas vo>es de destacados tche*uistas interromperam o acusador. mais honrados e mais 2irmes. tão valiosa ideologicamente *ue destoa até na exposi+ão harmoniosa dos processos /udicialsJ 7%e no antigo tri6unal c>arista havia algo em *ue pod-amos con2iar.E AB& #E BU AB 455 ga+ão de lutar com todas as minhas 2or+as contra issoX ] ca6e+a da (cheAa 2oram colocados os camaradas mais respons3veis. cooptado para o ?omité ?entral e designado para a #umaS. *uanto tr0s meses antes. através dos *uais sa6ia as voltas *ue tudo podia dar amanhã) 'sso resulta da o6serva+ão de alguns processos. era unicamente nos tri6unais de /urados))) . e deste tam6ém) %opravam certas correntes. hão1de di>01lo)S (al era o 2io da navalha so6re *ue marchava o supremo acusadorX V011se *ue ele tinha certos contactos. o6) cit). como tam6ém tenho o6ri1 4@ =rilenAo. a $evolu+ão tem de exprimir1lhes o seu agradecimento))) %u6linho este aspecto para *ue))) depois ninguém me possa di>er bele aca6ou por ser um instrumento da trai+ão pol-ticab845 R%im.artido.

pairavam nuvens negras so6re a u6ianAa nesses dias) E este livro poderia ter seguido outro rumo) Fas. em 15 de Gevereiro de 1919. este processo 2oi de pouca importLncia) .etersX RAcontece *ue ela utili>ava o seu nome sem mancha em opera+9es de chantagem. *ueim31los1ão) %e /3 não os tiverem *ueimado) ?omo ver3 o leitor. mas *ue 2a>er dos tche*uistasY #ias terr-veisX ?ompreende11se a pressa com *ue o seu che2e veio testemunhar com um capote até aos pés) (alve> se/am 2alsas as suas in2orma+9es. mas estes 2oram triturados durante cinco dias) Eis os principais acusadosJ A) #) %amarine Rpersonagem conhecida na $<ssia.eters durante as suas conversas com outros tche*uistas)S Agora. antes da $evolu+ão) (inha1se tornado um réptil durante os oito meses *ue viveu entre tche*uistasX Due 2a>er com uma 2ulana assimY "isso. segundo a opinião de =rilenAo. suponho eu. apli*uem1lhe de> anos. no sentido da aplica+ão do sistema de intimida+ão. inclusive o camarada . ei1la *ue insinua *ue teve um passado o6scuro em $iga.num artigo de IuAharine. ele 7não deve ser menos terr-vel.od-amos não nos ter detido nele) Fas. p3g) 14) 45Q A$DU'. e ainda estamos longe disso Rna verdadeY)))S. antigo procurador1geral do %-nodo. 7um lugar devido nos anais da $evolu+ão $ussa8) "ada mais nada menos. inimigo de $asputine e desalo/ado por este do seu postoS4QW =u>nietsov. nos anais) Um s: dia chegou para do6rar =ossiriev. permane1 45 =rilenAo. dar3 2rutosX8 Ela excedeu1se))) 'sso signi2ica *ue sa6e muita coisa))) E a =ossiriev houve *ue sacri2ic31lo tam6ém) Gu>ilaram1no) . 'dem. legalidade revolucion3ria84. a (cheAa 2oi privada dos seus direitos /udicials 1 7mas não por muito tempo8X 45 & *ue veio complicar ainda a /ornada de de6ates 2oi o repugnante comportamento da desavergonhada UspensAaia) Até mesmo no 6anco dos réus ela atirou para a lama outros importantes tche*uistas. cidadão =rilenAo) Iom. *ue não tinham sido inclu-dos no processo. no interesse da sociedade e da $evolu+ão. por disposi+ão especial do Executivo do ?omité ?entral. de terror e de amea+as. e até l3 o regime 2icar3 s:lido) Ai de n:sJ 7"ão h3 nem pode haver outra resposta.ara salvar outros) %er3 permitido ler alguma ve> os velhos ar*uivos da u6ianAaY "ão. pro2essor de . =rilenAo esteve inteiramente de acordo com a opinião dos tche*uistasJ 7En*uanto não se esta6elecer um regime s:lido. p3g) 511) 'dem. conversaram os dois e tudo se esclareceu) As nuvens passaram) (odavia.a) 3 surge a dialéctica. do *ue o 2oi a (cheAa8) #o *ue 2oiY))) Fas acaso ele /3 a enterrouYX))) Um momentoJ su6stituir.) em *ue este di> 7*ue se deve passar do revolucionarismo legal . dois dias depois. camarada =rilenAoX %im. di> voc0.$&?E%%& #&% 7? E$'?A'%8 R1111. ele disse 6emJ o ani*uilamentoX Fas é ainda uma rapariga nova. neste caso. ou vinte e cinco. onde *uer *ue te metasX E =rilenAo deixa escapar a 2raseJ 7& tri6unal revolucion3rio é chamado a su6stituir a (cheAa8 RA %UI%('(U'$Y)))S #e resto. o 2érreo Gélix 2oi ver Vladimir 'litch.E AB& #E BU AB cendo sem cerim:nia no ga6inete de . entretanto))) dS & . sendo imposs-vel p_r de outra maneira a *uestão) "enhum isolamento. o6) cit). o interesse da de2esa da $evolu+ão implica *ue não h3 nem pode haver outra senten+a para a cidadã UspensAaia *ue não se/a o seu ani*uilamento)8 "ão o 2u>ilamento. p3gs) 5C9151C) R& it3lico é meu 1 A)%)S 4. *ue lutava pela separa+ão da 'gre/a do poder c>arista. de Janeiro de 194CS ocupar3.

*uatro soldados vermelhos mataram o metropolitaW *ue 7aca6a de ser instru-do o processo contra o patriarca e 2alta apenas su6met01lo aos tri6unais revolucion3rios8W e *ue é 7unicamente por uma atitude prudente em rela+ão . além do con2isco das terras e dos 6os*ues. e ir em tropel apresentar uma s<plicaY ))) & acusador mostra1se surpreendidoJ *ue perigo amea+a o patriarca. tam6ém de Foscovo) R%o6re (svietAov.direito can:nico na Universidade de FoscovoW e os arciprestes UspensAi e (svietAov. da %anta $<ssia. talve> o melhor *ue nos 2oi dado pelo clero. 'gre/aW contra os grosseiros sacrilégios e as viola+9es da lei so6re a li6erdade de consci0ncia) Essas *ueixas. esse de reunir1se ao to*ue de re6ate. em6ora não atendidas Rdepoimentos de Iontch11Iruievitch. %H & GUU' AFE"(&X (al como o exigiu =rilenAo Rpara %amarine e =u>nietsovS) Fas. *ue deixamos por agora tran*uilos estes inimigos de classe849) . m3*uina) Ele desmascarava o exterm-nio de inocentes. trata1se agora dos lustres.E AB& #E BU AB 459 irem rogar Reis a contra1revolu+ãoXS ao ?onselho dos ?omiss3rios do .ar:*uias Unidas.or*u0.1) 4QC A$DU'. *ue se encontram so6 a in2lu0ncia da propaganda clerical. e Fas para o acusador. a intran*uilidade pela vida do patriarcaY %egunda culpa dos acusadosJ em todo o pa-s se estava a proceder 3 rela+ão e . eram escritas .ovo contra os vexames *ue os 2uncion3rios locais 2a>iam so2rer . destinada a montar uma vigilLncia permanente. entre %amarine e $asputine não havia di2eren+a) w A$DU'.ovo *ue o pusesse em li6erdade) "ão era um empreendimento digno da antiga $<ssia. tendo sido proi6idas de ser impressas nas tipogra2ias. ao clero e . condu>iam ao descrédito dos 2uncion3rios locais) Analisando agora todas as culpas dos acusados. dos vasos sagrados. re*uisi+ão dos 6ens da 'gre/a Ralém do encerramento dos mosteiros.s suas ovelhasW as suas mensagens R2oram elas o primeiro %anisdatXS. dia e noite. o pr:prio acusador a2irmar3J 7E uma not3vel personagem social. por parte das autoridades. o *ual constituiu Rentre os crentes de *uarenta a oitenta anosS uma guarda volunt3ria para o patriarca Rnaturalmente desarmadaS. pois.s re*uisi+9es. tendo enviado mensagens aos comiss3rios do povo. em =iev.ar:*uias di2undiu uma palavra de ordem entre os laicosJ resistir .E AB& #E BU AB .s vastas massas de oper3rios e de camponeses. o6) 3t). agora. p3g) . sem processo. por*ue é *ue se lhes meteu na ca6e+a de2end01loY "enhum.or*u0 então o alarme dos ortodoxos *uanto ao patriarcaY #urante os <ltimos dois anos o patriarca (iAhon não se calou. nas imedia+9es da sua resid0ncia) Em caso de perigo para o patriarca. a 2im de seguirem todos em tropel atr3s dele para onde *uer *ue o levassem. dos indese/3veisW *ue ainda h3 muito pouco tempo. a ru-na do pa-s) . um 2ilantropo)8S E eis do *ue eram culpadosJ criaram o ?onselho Foscovita das . *ue pena aplicar a esses terr-veis delitosY "ão lha ditar3 acaso ao leitor a sua consci0ncia revolucion3riaY Evidentemente. en*uanto assim se ocupavam com a maldita legalidade e escutavam os discursos torrenciais dos inumer3veis advogados 6urgueses Rnão =rilenAo. na realidadeJ s: *ue desde h3 dois anos a (cheAa se desem6ara+a.ovoS. ela devia 2a>er apelo ao povo a to*ue de re6ate e pelo tele2one. tocando o sino a re6ate) R"aturalmenteX Goi tam6ém assim *ue se de2enderam os templos contra os t3rtarosXS (erceira culpaJ o insolente e incessante envio de *ueixas ao ?onselho dos ?omiss3rios do . das 6aixelas dos o2-cios religiososS) & ?onselho das . che2e do ?onselho dos ?omiss3rios do .

diante do altarS. *ue do arma>ém se manda para a prov-ncia) (ratava1se de modelos.transmitidos por considera+9es técnicasS. não se sa6e se ele 2e> e2ectivamente essa d3diva8) "a verdade. neste per-odo de tra6alho criador. a 2im de *ue a acusa+ão tivesse uma 6ase material convincenteJ os 2rades e os pro2essores de Uvienigorod. do in/usto processo contra a (cheAaS não constitu-a um processo aut:nomo. *ue o intimaram Re mexa1se depressaXS a entregar as rel-*uias do venerado %avva. e para =rilenAo 2oram su2icientes as suas declara+9es54) Eram então /ulgados agora esses 2uncion3rios soviéticosY "ão. através dos *uais os alunos. tendo dado tudo aos po6res e entrando num mosteiro) Ali3s. o *ue resta da teoria das classesY A$DU'. e muito em 6reveX ^3 ainda todo um 6ando *ue é necess3rio li*uidarX RA come+ar pelo pr:prio =rilenAo e por muitos dos seus irmãos de classe)))S E o tri6unal revolucion3rio o6edeceu e condenou %amarine e =u>niet1sov ao 2u>ilamento. *ue. a limpe>a))) de tais activistas e camale9es))) é uma exig0ncia imprescind-vel da $evolu+ão8W 7A disposi+ão da (cheAa acerca da a6oli+ão dos 2u>ilamentos))) constitui um orgulho para o poder soviético)8 Fas isso 7ainda não nos o6riga a considerar *ue a *uestão da a6oli+ão dos 2u>ilamentos tenha sido decidida de uma ve> para sempre))) para toda a dura+ão do poder soviético85C) . indu6it3vel. se admitimos a regenera+ão espiritual.edimos aos leitores *ue levem em conta *ue logo desde 191Q se esta6eleceu o nosso costume /udici3rio de *ue cada processo de Foscovo Rcom excep+ão. não tendo naturalmente tirado o 6oné. (cheAa) RA (cheAa privada do 2u>ilamentoY)))S E o ?onselho dos ?omiss3rios do . o6) cit). *ue di>ia respeito . como tam6ém um deles 5C =rilenAo. do Fosteiro de Uvienigorod. entretanto. a mim. v3rios 2uncion3rios soviéticos. mas *ue. parece1me. se converteu. não se sa6e por*u0. com o 2undamento seguiteJ 7Fesmo supondo *ue a situa+ão 2ortalecida da $ep<6lica elimina o perigo imediato de tais pessoas. para melhor su6linhar a 2ic+ão da sua santidade) ?ometeram ainda outros sacrilégios) 'sso levou a *ue tocassem a re6ate. mas sim um -ndice da pol-tica /udicialJ uma espécie de amostra de v-tima. Girgu2.elo *ue 7de melhor podia dar o clero8 T *uin>e anos em ve> de cinco) ^avia outros réus ligados ao processo. apelando para a insurrei+ão popular e para o assass-nio de um desses 2uncion3rios) &s restantes negaram depois *ue tivessem cometido sacrilégios ou cuspido.alavras pro2éticasX & 2u>ilamento ser3 restaurado. compreendem os outros pro6lemas por si pr:prios) . evidentemente. como a*ueles *ue 2iguram num caderno de aritmética. não tinham sido /ulgados durante o pra>o de um ano e meio Rou talve> tivessem sido /3 /ulgados. em6ora 2a>endo1os 6ene2iciar da amnistiaJ internamento num campo de concentra+ão até . voltando a s01lo de novo. posteriormente. *ue ali se conservavam) Esses 2uncion3rios não s: 2umaram no templo Rpelos vistos. completa vit:ria so6re o imperialismo mundialc RAinda l3 se devem encontrar)))S . de um momento para outro.E AB& #E BU AB 4Q 1 pegou com as suas mãos na caveira do 6eato %avva e come+ou a cuspir nela. resultante de um con/unto de circunstLncias casuais. *ue 7mais tarde. p3g) Q1) 51 & antigo militar de cavalaria da Buarda. tantas ve>es *uantas se considerasse convenienteS) "esse Verão tinham1se apresentado ao superior Jonas51. acusados de 2actos registados no Verão de 191Q. sou6e1se *ue))) tinha sido a6olida a pena de morteX & *u0YX "ão pode serX ?omo é issoY (ratava1se de uma disposi+ão de #>er/insAi.ovo havia1a tornado extensiva aos tri6unais revolucion3riosY Ainda não) 'sso deu novo Lnimo a =rilenAo) E ele continuou a exigir o 2u>ilamento. não eram os 2uncion3rios. mas sim os 2radesX .

acerca da li*uida+ão de todas as rel-*uias em geral. sem se hesitar em violar a sua vontade p:stuma8) Duem não se lem6ra de tais cenasY A primeira impressão da minha vida remonta certamente aos meus tr0s a *uatro anos de idadeJ na igre/a de =islovodsA entram de rompante as ca6e+as pontiagudas Ros tche*uistas. é o pr:prio acusador supremo *ue nos explica com todo o gosto *ue 7em *uase todos os tri6unais da $ep<6lica se desenrolaram85@ R6ela palavraXS processos semelhantes) E ainda recentemente eles se reali>aram nos tri6unais de #vina %etentrional. interrompem o servi+o religioso. a viola+ão da vontade p:stumaX . os comiss3rios do povo implicaram com a 'gre/a levando1a até aos tri6unais revolucion3riosPE em 194C ca-ram so6re o Fosteiro da (rindade e de %ão %érgio. e os che2es pol-ticos riram1se 6astanteJ eis o *ue nos censuraram.1) 4Q4 A$DU'.$&?E%%& #& 7?E"($& (Z?('?&8 R1. o6) cit). utili>ando os capacetes de IudioniS e passam através a muda e estupe2acta multidão de 2iéis e. lancemos agora um olhar so6re um caso examinado no 7VerAhtri6e8 R%upr) (ri)S como gostam de a6reviar entre eles. a marcha radiosa para a nova sociedade /usta) ?ontinuando a servir1nos da selec+ão 2eita por =rilenAo. de %olvitchegodsA. simples escaravelhos. em termos di2usos e indeterminados)8 E certo *ue com a amea+a de #eniAin e =oltchaA. sacerdotes. naturalmente.E AB& #E BU AB &s comiss3rios do povo. 7existia e existe ainda uma camada social *ue desde h3 muito é o6/ectivo de re2lexão por parte dos representantes do socialismo . de esp-rito contra11revolucion3rio. precisamente. todo iluminado pela sua an3lise de classe. pois eram elas *ue di2icultavam. revelia) ?om uma vo> ainda não enrou*uecida ao dar in-cio ao seu veemente discurso.Assim. nem leram a mensagem. 2rades e 2reiras. o patriarca (iAhon escreveu numa mensagem. simplesmente por acusa+9es in2undadas. pegaram nas rel-*uias do chauvinista %erguei $ado1nie/sA e ala com elas para o Fuseu de Foscovo54) ^ouve uma circular do comiss3rio do povo da Justi+a. o acusador supremo 2a>1nos sa6er *ue. o (ri6unalX8 eS & . *uando se di> 7o processo dos clericais8 h3 *ue entend01lo no plural) #e resto. atingiu. logo *ue a guerra civil come+ou a decrescer. vão gritandoJ 7#e pé. a /ulgar pelo caso de Uvienigorod. postando1se diante do altar) b =rilenAo. com os capacetes na ca6e+a.14C de Agosto de 194CSJ vinte e oito réus. p3g) . enviada ao ?onselho dos ?omiss3rios do .ois n:s estamo1nos nas tintas para os nossos antepassadosX %: tra6alhamos para os nossos descendentes) 7Executam 6ispos. de $ia>an. de (versA. além dos grandes propriet3rios e capitalistas. *ue não havia li6erdade para as prédicas religiosas e *ue 7muitos predicadores auda>es /3 tinham pago com o sangue do mart-rio))) tendo sido deitada a mão aos 6ens da 'gre/a. /3 então. mais outros tantos /ulgados . de =a>an. de U2a. reunidos por gera+9es de crentes. de (sarievoAoAchaisAJ 2oram /ulgados clérigos e salmodistas da 'gre/a li6ertada pela $evolu+ão de &utu6ro) & leitor /ulgar3 detectar a*ui uma contradi+ãoJ por*ue é *ue muitos desses processos são antriores ao modelo moscovitaY 'sso é tão1s: um de2eito da nossa exposi+ão) A persegui+ão /udicial e extra/udicial da 'gre/a li6ertada teve o seu in-cio em 191Q e. tais acusa+9es cessaram. *ue de nada são culpados.ovo. uma certa gravidade) Em &utu6ro de 191Q. com data de 45 de Agosto de 194C. de %aratov. para 2acilitar aos ortodoxos a de2esa da $evolu+ão) Fas. en*uanto para n:s.

55 =rilenAo. "outra ocasião. pelos pu6licistas e os /ornalistas dos anos 4C. enine. a sua eterna car0ncia de coluna verte6ral e o seu desesperado atraso em rela+ão . ele re2eria1se . 7cheia de inc<ria. a sua eterna duplicidade. nem o *ue é *ue pensavam. di> a BorAiJ 7%er3 culpa sua Rda intelectualidadeS. causa dos oper3rios. é apenas para *ue a situa+ão geral da $ep<6lica se torne clara *ue recordamos a opinião do presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . esse despre>o a *ue a votou. como o Vener3vel %erguei)8 "ão pensava =liutchevsAi *ue a delapida+ão se consumaria ainda com ele vivo) & patriarca solicitou uma audi0ncia ao presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . 76eata8. na época em *ue decorriam todas essas audi0ncias dos tri6unais revolucion3rios) Em carta a BorAi. p3g) @4) A$DU'. de 15 de %etem6ro de 1919 R/3 por n:s citadaS. 2inalmente. isto é.E AB& #E BU AB 4Q@ &s limites de espa+o da nossa pes*uisa não nos permitem examinar a*ui *ual a $EG E!\& exacta dos representantes do socialismo revolucion3rio acerca do destino da chamada intelectualidade. pois a 'gre/a estava separada do EstadoX Goi1lhe respondido *ue o presidente estava ocupado na discussão de importantes pro6lemas e *ue a entrevista não poderia reali>ar1se nos dias mais pr:ximos) "em nos mais long-n*uos) x. apanhei uma 6ala na intelectualidade)855 R$e2er0ncia a GanN =aplan)S ?om tais sentimentos. *ue tra-ra a causa dos oper3rios) RFas *uando é *ue ela prestara /uramento . saiu dele aliada dos generais negros Rnem se*uer dos 6rancosXS. revisão como então se di>ia 2re*uentemente) E como decorreu essa revisãoY #este modoJ 7A intelectualidade russa. o6) cit). prova de uma nova revisão geral)8 %im. tão ha6itual nas pessoas instru-das85Q. entrando no caminho da $evolu+ão com palavras de ordem de poder popular R/3 era alguma coisa. e escreve a respeito da massa2undamental da intelectualidade russa de então Rpr:xima dos 7democratas constitucionais8SJ 7"a realidade. época) E é /usJoX Fas eis *ue so6 as a6:6adas do %upremo (ri6unal estava a vo> da Autoridade Acusadora e nos 2a> regressar ao 6anco dos réusJ 7Esta camada social))) 2oi su6metida durante estes anos . para convenc01lo a não tocarem no mosteiro nem nas suas rel-*uias.ovo. aos pr:prios intelectuais. . motivadas pelas deten+9es de intelectuais Rentre eles. por*ue é *ue não se /unta a n:sY . apesar de tudoXS. se *ue6rarmos demasiados p<caros) %e ela 6usca a /usti+a. Vla1dimir 'litch responde . mas sim a sua trampa)85.or mim. *ue aca6aram por amaldi+oar a sua eterna irre2lexão. com gala. mais precisamente.revolucion3rio) R'sto éJ dever3 continuar a existir ou nãoY 1 A) %)S))) Essa camada é a chamada intelectualidade))) "este processo vamos ver como o tri6unal da ^ist:ria /ulga a intelectualidade russa855 e como a /ulga tam6ém a $evolu+ão) 54 & patriarca cita =liutchevsAiJ 7As portas do mosteiro do Vener3vel não se 2echarão e as lamparinas não se apagarão so6re o seu sepulcro senão *uando tivermos delapidado todos os restos de reservas morais e espirituais legados pelos nossos grandes construtores da (erra $ussa.s dilig0ncias de BorAi.ovo. t) 51. 2oi re2ormado. intelectualidade em termos descon2iados e pouco amistososJ 7li6eral e apodrecida8. parte dos réus deste processoS. transmitindo1se ao meio am6iente e. p3g) 4) . segundo parece. considerando *ue nunca ia ao 2undo das coisas. so6re ela) Entretanto. 5)a ed). não é esse o cére6ro da na+ão. como agente mercen3rio RXS e d:cil do imperia1 5. ditadura do proletariadoYS Esse tom de mo2a para com a intelig0ncia. são acess-veis a todos e podem ser compilados com maior ou menor aten+ão) Assim. consola1nos o 2acto de *ue esses documentos estão pu6licados.

claroSW so6re a direc+ão administrativa Rdemocracia e não ditaduraSW e outras coisas mais) Dual a conclusão das provasY Fuito simplesJ através delas demonstra1se a correspond0ncia e a concordLncia de pontos de vista dos presentes com #eniAinl RI1r1r))) Au. onde est3 o ?entro. 7?entro #ireitista8 Rda mem:ria dos processos de duas décadas emergem centros. todos eles esmagados. residentes na peri2eria Rem =iev.C) %ão duas cartas de dois leaders ausentes Restão no estrangeiroSJ FiaAotin e Gioderov) Ausentes. teve de se aca6ar com eles) "ão se 2e> outra coisa durante os anos 4CS) &lhamos com aversão para as vinte e oito pessoas aliadas dos negros generais. ra>ão o acusador ao *uali2icar /usticeiramente as suas ac+9es como trai+ãoX (rai+ão para com o poder soviéticoXXX . p3g) @5@) 4Q4 A$DU'..s cegasYYY))) (em. mercen3rios do imperialismo europeu) E repugna1nos especialmente esse ?entro 1 a*ui 6apti>ado 7?entro (3ctico8.A$(EYY))) "ão *uerer andar . cedemos esse peda+o . 4)a ed). não era uma organi>a+ão. no interesse da revolu+ão mundial. a vida corre assim e assado))) E F) F) =ichAin Rmem6ro do ?omité ?entral do .E AB& #E BU AB 4Q5 ainda não so6 o poder central soviéticoX 'sto é. sendo unicamente por isso *ue ainda estamos vivosS) 3. mas est3 claro *ue aconselham #eniAin a dar1lhes a terraS acerca do caso dos /udeus Rsegundo parece. a mão do imperialismo) E verdade *ue o cora+ão 2ica um pouco aliviado *uando ouvimos mais adiante di>er *ue o ?entro (3ctico.5 V) P) enine c A) F) BorAi. agora processado. e as pessoas continuavam a enviar 6ilhetes umas .artido #emocr3tico ?onstitucionalS. por exemplo =rilenAo. ora de engenheiros.s outrasJ como vivem a-. lama)8 59 ?omo não dar gritos de arrependimentoY))) ?omo não arranhar o peito com as unhasY))) E s: 7não h3 necessidade de aca6ar com os seus representantes isolados8 por*ue 7este grupo social /3 viveu o tempo *ue tinha a viver8) 'sto. t) 4. não voltar aos antigos vexamesSW so6re o pro6lema nacional12ederal Risso é. 19. mem6ros *ue pagavam *uota) Então *ue 2a>iam elesY 'stoJ encontravam1seX R%entimos cala2rios nas costas)S Ao encontrar1se. no come+o do século !!X Due 2or+a pro2éticaX &h. os revolucion3rios cient-2icos Rno entanto. centros e centros. euXS Fas h3 tam6ém acusa+9es directas 2eitas aos presentesJ troca de in2orma+9es com conhecidos seus. p3g) 5Q enine. 'van 'vanitchY))) Duanto 3 n:s. ali. p3g) 54) bb 'dem. p3g) @Q) A$DU'. Alemanha. davam a conhecer uns aos outros os seus pontos de vistac RGrio glacial)S As acusa+9es são muito graves e apoiam1se so6re provasJ contra vinte e oito acusados h3 dois documentos. mesmo no 6anco dos réus. $<ssia. pois. naturalmente. *ue não tinhaJ estatutos. mais além. d3 esta /usti2ica+ão insolenteJ 7Uma pessoa não *uer andar . ora de direitistas116uAharinistas. mas *ue até &utu6ro 2a>iam parte dos mesmos comités *ue os presentes) E isto d31nos o direito de assimilar ausentes e presentes) As cartas tratam de diverg0ncias com #eniAin so6re pro6lemas tão insigni2icantes como o dos camponeses Rnão no1lo di>em. aparece.s cegas e procura sa6er tudo o *ue se 2a> em toda a parte)8 %a6er (U#& o *ue se 2a> EF (&#A A . ora de trots*uistas e de >inovievistas. e *ue depois.E AB& #E BU AB lismo europeu) A intelectualidade espe>inhou as suas 6andeiras Rcomo no exércitoYS e lan+ou1as . Foscovo. o6) cit). ora de menchevi*ues. suponhamos *ue anteriormente tal territ:rio pertencia . programa. por si s:. ed) da Academia das ?i0ncias.1. 7?entro "acional8.

ela6oraram notas. no caso da entrada de Kudnitch.ara n:s))) o conceito de tortura est3 /3 contido no pr:prio 2acto de manter os pol-ticos na prisão)))8 Ve/am s:X Fanter os pol-ticos na prisão é uma torturaX E isto é dito pelo acusadorX Due visão tão amplaX Uma nova /urisprud0ncia nasceX Fais adianteJ 7))) A luta contra o regime c>arista era para eles Ros pol-ticosS uma segunda nature>a e não podiam deixar de lutar contra o c>arismoX8. o simples 2acto de conversar.etrogrado decidido. tudo isto sem se apoiarem nos tra6alhos antecedentes de enine. *ue na sua p3tria s: conheceu persegui+9es e castigos. mas parece1nos notar uma 2enda) #ir1se1ia *ue ele 6usca algo com os olhos. sem de2ender a colectivi>a+ão)))SW V) %) Furalevitch. no seu 'nstituto) R"esta ratoeira caiu tam6ém ") #) =ondraticv. 2oi por uma torpe>a *ue não lhe 2orneceram a cita+ão devidaX Due con2usãoX))) Fas "iAolai Vassilievitch /3 est3 no seu apogeuJ 7E mesmo se os senhores acusados. a*ui em Foscovo. é um acto contra1revolucion3rio))) #urante a guerra civil não s: a actividade contra o poder soviético é criminosa))) é criminosa a pr:pria inactividade) 8. seria condenado de2initivamente no caso do . agora tudo se compreende. A$DU'. 6i:logo.ara eles. tudo se torna claro) Eles são condenados ao 2u>ilamento por inactividade) . em 19@1. *ue. *ue ir3 pretensamente desmoronar1se. tendo os intelectuais de . certamente. atr3s de uma ch3vena de ch3. "iAolai Vassilie1vitchY. so6re *ual ser3 o regime *ue deve su6stituir o soviético. en*uanto 7peritos do direito p<6lico. adiantando1se ao veredicto) Due pena aplicar a estes generais trans2ormados em homens de mãoY . 7preocupar1se. chupando os du>entos e cin*uenta gramas de pão. das *uest9es /udicials e da instru+ão p<6lica8. da instru+ão p<6lica na 2utura $<ssiaW ") ") VinogradiAi. *ue procura algum papelY ma cata+ãoY Um instanteX E necess3rio dar uma re2er0nciaX (omada noutro processoY "ão tem importLnciaX "ão ser3 acaso isto. chama1se a issoJ estudar a possi6ilidade de uma alternativa) A vo> do acusador atroa. das rela+9es econ:micas. pela c3tedra. de (rotsAN e de IuAharine)))S & pro2essor %) A) =otliarevshi. s: um castigoJ o 2u>ilamentoX Esta não é a exig0ncia do acusadorJ é /3 a senten+a do tri6unalX RIom. mas 7entenderem1se e porem1se de acordo entre si so6re *ual devia ser o regime. so6re a organi>a+ão 2ederativa da $<ssiaW V) 1) %tempAo1 vsAi tratou do pro6lema agr3rio Re. antes de mais.artido ?ampon0s do (ra6alho)S & nosso cora+ão acusador palpita 2ortemente no peito. ap:s a *ueda do poder soviéticoX8 "a linguagem cient-2ica actual. da ci0ncia 2inanceira. como é 23cil adivinhar.4 #a mesma 2orma *ue estes não podiam deixar de estudar as poss-veis alternativasY))) pensar não ser3 talve> a primeira nature>a do intelectualY))) Ah. não mexeram nem com um dedo Re parece *ue 2oi assim)))S.1 a "ome e patron-mico de =rilenAo) R") dos ()S 4Q. de todos os modos))) neste momento. para discutir.or uma ch3vena de ch3) .or exemplo.E AB& #E BU AB 7.@ Iem.Fas ve/amos os seus actos mais terr-veisJ no auge da guerra civil eles))) escreveram tra6alhos. da economia) E) ") =) =oltsov RgrandeS. lan+a1lhes =rilenAoJ 7Eu dese/ava . permitia a esses tu6ar9es 6urgueses *ue se reunissem. esta6eleceram pro/ectos) %im. com a convoca+ão da #uma democr3tica da cidade8 Rpara de2end01la da ditadura do generalS. atenuaram1na depoisJ campo de concentra+ão até ao 2im da guerra civil)S A culpa dos acusados reside em eles não se terem deixado 2icar acocorados nos seus rinc9es. eles escreveram tra6alhosX RE.

6em nutrida na sua in2Lncia. p3g) Q) '! A E' A('"BE A '#A#E V'$' A nossa exposi+ão 2oi1se alongando) E. não tinham uma ideia exacta do assunto. naturalmente.t).$&?E%%& #A #'$E?V\& ?E"($A #&% ?&FIU%(uVE'%) RFaio de 1941S. em ve> de deixar Kudnitch passarXXb8 Fas eles não a tinham dadoX RA*ui para n:s.E AB& #E BU AB 4Q5 e 2emininos de antes da $evolu+ão) "ão podemos apanhar as suas express9esX AssustadosY #esdenhososY AltivosY Ve/am. outros acusados a/udavam os reclusos de IutirAi com dinheiro Rpodemos imaginar esse a2luxo de capitais . indeci2r3vel. antes de mais nada. o6) cit). os com6oios não chegavam . tra*uinas. sim.ode ser *ue se auto2lagelassem) . todos os *ue 2icaram céle6res. custasse o *ue custasse) . eis a céle6re perguntaJ DUEF E & ?U . é uma ac+ão criminosaJ através de ) ") =ruschova.gritar1lhesJ b&s senhores deviam pensar.reparava o samovarX8 (r0s anos de campo de concentra+ãoX Assim despontou o sol da nossa li6erdade) Assim cresceu. *ue visava os engenheiros.ode ser *ue não) . perpassam diante de n:s vinte e oito rostos masculinos . eram ainda acusados a*ueles *ue estavam in2ormados e silenciaram) R7%a6iam e não o disseram8.ol-tica Rtam6ém no 6anco dos réusS. o acusador segreda1nosJ 7Assistimos a uma completa auto2lagela+ão e arrependimento dos erros cometidos) A irasci6ilidade pol-tica e a nature>a intermédia da intelig0ncia))) R%im. o6) .ode ser *ue /3 tivessem cedido . p3g) 15) ba 'dem.ode ser *ue A'"#A conservassem a antiga dignidade da intelig0ncia) "ão sei) Fas *uem é esta mulher nova *ue passou assim tão rapidamenteY E uma 2ilha de (olstoiJ Alexandra) =rilenAo perguntou1lhe o *ue 2a>ia ela em tais entrevistas) $espondeuJ 7. em como dar a vida. ou spetsi1. inclusive de lãXS) As suas maldades não t0m conta nem medidaX Fas não haver3 2reio para o castigo prolet3rioX ?omo numa cLmara cinematogr32ica em *ueda livre. ainda não come+3mos) (odos os grandes processos. como então se di>ia) Aca6ava de passar1se o mais cruel dos *uatro 'nvernos da guerra civilJ /3 nada restava para o a*uecimento. cantina prisionalXS e roupas Rimaginem.s esta+9es.4 =rilenAo. ainda estão por vir) Fas as linhas 2undamentais /3 se encontram tra+adas) Vamos continuar a acompanhar a nossa lei ao longo da idade dos pioneiros) $ecordemos o h3 muito es*uecido e. nas capitais havia 2rio e 2ome.A#&Y4 Iem. na nossa linguagem de ho/e)S Fas o *ue se segue /3 não é uma inactividade. não o6stante. "iAolai Vassilievitch tão1pouco)S Entretanto. Lnsia de conservar a vida.or considera+9es técnicas))) Enco6rindo esta 2alta. p3g) @9) A$DU'. não a #irec+ão1Beral) "em se*uer a localX 'sso é importante) %e 7os camaradas *ue vinham de 2ora8 Ros dirigentes comunistasS. as suas respostas 2altamX "ão dispomos das suas <ltimas palavrasX . eram os spetsi *ue deviam 7indicar a 2orma correcta de resolver o pro6lema8X @ & *ue signi2ica *ue 7os dirigentes não eram os culpados))) &s culpados . a lei de &utu6ro) J3 es*uecemos tudo) =rilenAo. ainda e sempre a nature>a intermédiaXS))) 'sso serviu para 2undamentar plenamente a an3lise marxista *ue os 6olchevi*ues sempre 2i>eram da intelig0ncia) "ão sei) . de resto não pol-tico 2S . tendo1se desencadeado nas 236ricas uma vaga de greves Ragora eliminadas da hist:riaS) Duem é o culpadoY %im. com a pel-cula torcida. mem6ro da ?ru> Vermelha .

come+ou a desenhar1se. recalculavam e ela6oravam os planos8 Rcomo arrancar v-veres e com6ust-veis aos camposS) "ão os *ue os impunham. gS & . con2usa e ca:tica. mas a*ueles *ue os preparavamX %e a plani2ica+ão cometia excessos eram os spetsi *ue pagavam as 2avas) %e as ci2ras não coincidiam. os /unAers e os guardas vermelhos.ovo.*uele.rata das artes. de $iAov e de terem 2eito 2ornecimentos a este e . aplicava1lhes senten+as leves) Evidentemente. os reaccion3rios e os revolucion3rios. esse engenheiro e mais de> outras pessoas.odem admirar1seJ a guerra aca6ou e por*ue é *ue h3 tamanha anima+ão nos tri6unaisY Fas tam6ém em 1945 e em 194Q o #ragão se animou extraordinariamente) "ão existir3 a*ui uma simples regularidadeYS ^3 *ue não deixar passar. h3 neste processo algo de opressivo e *ue é precursor dos processos 7da Fina8 e do 7. o engenheiro1che2e desse servi+o) Ao longo da 'dade da . de tr0s guerras e de tr0s revolu+9es.artido. ou são. urgentes. inclusive. os spetsi eram culpados de tudoX Fas o tri6unal prolet3rio era clemente. mas não 2i>eram isso por maldade..artido 'ndustrial8) V) V) &lden6orguer tinha tra6alhado durante trinta anos no %ervi+o de ?anali>a+ão de Zgua de Foscovo e tornara1se. logo no princ-pio do ano. o processo seria per2eitamente t-pico) Fas. o ?onselho de ?omiss3rios do . *ue com ele 2ormavam um ?entro. pois não aprenderam a tra6alhar so6 o capitalismo. 2oi criada pelos spetsi)8 Eles eram acusados de não se terem oposto . p3gs) @Q41@Q@) 49C A$DU'. pura e simplesmente. insigni2icante. processo /3 de todo es*uecido. senão tudo se desmoronava) E o tri6unal revolucion3rio não os massacrava) =rilenAo. ego-stas e corruptos) Assim. com espanto. sim. e sem nenhuma caracter-stica t-pica) E isto por*ue ele a6range uma <nica vida humana. nem lenha nem petr:leoJ 7Esta situa+ão. dois mem6ros da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa e dois sindicalistas) Fas como a corda *ue se rompe ao longe. descrita na pe+a de (cheAhov5. no peito dos prolet3rios. desde o come+o do século. engenheiros. a2irma *ue desde 194C 7não existe sa6otagem8) &s spetsi são culpados. 7a culpa era dos spetsi e não do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa8. a (cheAa e a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 6e6eram a 3gua pura e 2ria de &lden6or1 . o primeiro ano de pa>. no in-cio do per-odo de reconstru+ão. são apenas uns complicados. p3g) @!1) 4 idem.E AB& #E BU AB "uma palavra. uma linha trace/ada de indulg0ncia para com os engenheiros) & ano de 1944. o6) cit). de momento. não se podia passar sem eles. estariam agora sentados diante do %upremo (ri6unal e. nem mesmo 7dos che2es mais respons3veis da #irec+ão ?entral dos ?om6ust-veis84) "ão h3 carvão.s mensagens tele2:nicas. toda a cidade de Foscovo 6e6eu 3gua de &lden6orguer) &s aAmeistas e os 2uturistas.eram a*ueles *ue calculavam. em desacordo com o plano) EspecialistasJ técnicos. e esta /3 se extinguiu) %e tal não tivesse acontecido. de *uatro #umas do Estado.$&?E%%& %&I$E & %U'?u#'& #& E"BE"^E'$& & #E"1I&$BUE$ R%upremo (ri6unal. continuava a lavrar um sentimento de hostilidade para com esses malditos spetsiW entretanto. precisamente. tão rico mesmo *ue este nosso cap-tulo lhe ser3 *uase todo dedicado) R. médicos) R") dos ()S (-tulo de um romance de ^ci>en) WV dos ()S @ =rilenAo. pro2essores. Gevereiro de 1944S. %edielhniAov. no 6anco dos réus encontram1 se o conhecido camarada do . uns incapa>es. 2oi a6undante em processos p<6licos. segundo parece. então.

p3g) 4@@) 'dem. $evolu+ão de Gevereiro ele disse aos seus oper3rios *ue a revolu+ão tinha terminado. no seu devido tempo. por mais de uma ve>)81 . a dar ordens e instru+9es ao engenheiro =rilenAo. o6) cit).ouco importa. o nosso exércitoW e 2oi em nome dela *ue não con2i3mos um s: posto de responsa6ilidade a pessoas *ue não 2ossem do nosso campo. com tudo isso. o pessoal técnico R72oi limpo todo esse ninho de arran/istas8S) E. mas) n:s tam6ém.ovo por*ue 7l3 pagam melhor ainda8. sem o seu conhecimento. ascendeu ao ?omissariado do . e =rilenAo permite1se 2alar com toda a 2ran*ue>a desde o %upremo (ri6unalJ 7Era o *ue pensavam. Brande Buerra) R") dos ()S A$DU'. não deixando de colocar ao seu lado))) um comiss3rio)89 'mediatamente todos passaram a p_r em causa. apoio a greve)8 Ele rece6eu o dinheiro da comissão de greve destinado aos empregados. em Foscovo. e convidaram1no a aderir) Ele respondeuJ 7))) #o ponto de vista técnico não 2a+o greve. ele s: tinha uma preocupa+ãoJ conservar a canali>a+ão da 3gua) &s %EU% cola6oradores puseram1se em greve. p3g) 4@9) R& it3lico é meu)S ` 'dem.E AB& #E BU AB 491 guer) Ele não era casado.ouco importa.artido de Foscovo não tirava os olhos da canali>a+ão da 3gua) RE por detr3s dela estava ainda a (cheAa)S 7Goi através de um sadio sentimento de hostilidade de classe *ue constru-mos. em resposta ao golpe 6olchevista. despedido 7por actos indecorosos8. por torpe>a. procura de cotovelos para os tu6os avariados) . o seu maldoso des-gnioX Fais aindaJ passando por cima da sua nature>a intermédia de intelectual. e da. *ue /3 6astava.s canali>a+9es 7por*ue os soldados podiam. é um inimigoX ?omo nos di>ia o camarada enineJ 7. 2oi para a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 7por*ue ali pagavam melhor8. ele não permitiu *ue as tropas de vigilLncia tivessem acesso . precisamos de um cão de guarda como a 'nspec+ão &per3rio1 ?amponesa)8 #ois desses cães de guarda 2oram colocados permanentemente /unto de &lden6orguer) RUm deles.veio a controlar o seu antigo che2e e a vingar1se do seu o2ensor. mas sim a piorarX (al era a ast<cia posta por essa *uadrilha de engenheiros em levar a ca6o. e *ue todos deviam ocupar os seus lugares e 2a>er a 3gua correr) E durante os com6ates de &utu6ro. não salvaram a canali>a+ãoX As coisas não come+aram a melhorar. cordialmente)))S Entretanto. é um inimigoX Eis o *ue ele disse a um oper3rioX 7& poder soviético não se aguentar3 nem duas semanas)8 RUma nova orienta+ão surge em vésperas da ")E). e entretanto correu . um malandrão *ue era escritur3rio da canali>a+ão. &l1den6orguer atreveu1se a *uali2icar as ac+9es do novo che2e . p3g) 4@4) 494 A$DU'. então. . o comité do sindicato não dormia. FaAarov1UemliansAi. nem tinha 2ilhos e em toda a sua vida dedicou1se unicamente a essa canali>a+ão de 3gua) Em 19C5. a em virtude da *ual nunca na sua vida se tinha exprimido com dure>a. perdoem1me) Duanto ao resto))) *uanto ao resto.1 & Jardim das ?ere/eiras) R") dos ()S .ara vigiar os especialistas 6urgueses. não somente os spetsi.E AB& #E BU AB che2e. é claroJ era ele o melhor de2ensor dos interesses oper3rios) E os comunistas puseram1se a dirigir a canali>a+ão de 3gua) 7%: os oper3rios devem mandar e s: os comunistas t0m autoridade completa 1 a /uste>a de tal posi+ão 2oi con2irmada por este processo)8Q A &rgani>a+ão do . e mesmo a trans2erir. sim. pela calada. estragar os canos ou as m3*uinas8) "o dia seguinte .).er-odo de desenvolvimento art-stico *ue vai dos 2ins do século !'! até . deu um reci6o.

o tra6alho não melhorava e tudo pioravaX))) & *ue o2endia especialmente 7a psicologia heredit3ria dos prolet3rios8 da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa e dos sindicatos era o 2acto de a maioria dos oper3rios de servi+o de 6om6agem. . e a direc+ão técnica racional)8 &lden6orguer re2utou todas as acusa+9es) Então %edielhniAov respondeu tran*uilamenteJ 7Eu apenas me propus a tare2a de . mas opor1lhe resist0ncia em tudo) Entretanto. pelo ?onselho dos %indicatos e pelo camarada =ui6ichevS) ^avia /3 *uatro anos *ue a 3gua corria pelos canos. esta era uma candidatura sem esperan+as. contrap_s a candidatura do . o secret3rio do . e ser3 para n:s um inimigo pol-tico no %oviete de FoscovoX8 &s oper3rios opuseram1se ruidosamente e aos gritos de 7não é verdadeX. e *ue era preciso não con2iar nele. aproximavam1 se as elei+9es para o %oviete de Foscovo e os tra6alhadores da empresa apresentaram a candidatura de &lden6orguer. como se compreende. cara de mil ca6e+as prolet3riasJ 7?om cent<rias negras como voc0s. mentisX8) Então. so6 pretexto de delapida+ão. direc+ão) &lden6orguer *ueria simplesmente 7destruir. estar do lado de &lden6orguer e não ver a sua sa6otagem) "esse momento. a célula do . UeniuA R2igura pro2undamente simp3tica a =rilenAo 7pela sua estrutura interior8S.artido. deteriorar e romper a canali>a+ão com 2ins pol-ticos8.artido adoptou as seguintes medidasJ destituir o engenheiro principal ))) do conselho de administra+ão da rede distri6uidora de 3gua e criar11lhe uma situa+ão de vigilLncia permanente. convocando1o constantemente perante comiss9es e su6comiss9es *ue o interrogavam e incum6iam de tare2as urgentes) ?ada 2alta de compar0ncia era anotada na acta 7para o caso de um 2uturo processo /udicial8) Através do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa Rpresidido pelo camarada enineS conseguiram 2a>er nomear para a canali>a+ão uma 7troiAa extraordin3ria8 R2ormada pela inspec+ão &per3rio1?amponesa. na*uilo em *ue lhes 2oi poss-vel. 7contagiada pela mentalidade pe*ueno16urguesa8. precisamente. mas estas acharam *ue tudo estava em ordem e *ue a 3gua corria normalmente) &s elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa não se con2ormaram com isso e passaram a enviar relat:rios e mais relat:rios . opuseram1se1lhe. inclusive o de *ue o %ervi+o de ?anali>a+ão 6om6eava a 3gua so6 a terra. impedindo1o.artido) "o entanto. apresentando na assem6leia geral a seguinte resolu+ãoJ 7&lden6orguer é o centro e a alma da sa6otagem.artido enviou uma mensagem ao comité de 6airro e a todas as instLncias. *ual a célula comunista.ois 6em. mas não o sa6ia 2a>er) . *ue os moscovitas a 6e6iam e nada tinham notado))) Então o camarada %edielhniAov escreveu um artigo na Vida Econ:micaJ 7Em virtude dos rumores *ue in*uietam a opinião p<6lica acerca do estado catastr:2ico da canali>a+ão)))8.E AB& #E BU AB 49@ & .da canali>a+ão. onde deu conta de muitos outros e in*uietantes 6oatos. de despotismoX Goi então *ue 2icou claro *ue o 7engenheiro &lden6orguer atrai+oava conscientemente os interesses dos tra6alhadores e aparecia como um inimigo declarado da ditadura da classe oper3ria8) ?ome+aram a convocar comiss9es de controle para a canali>a+ão. camarada %edielhniAov. tal era a 2alsa autoridade *ue o engenheiro1che2e go>ava entre os oper3rios) A despeito disso. não *uero 2alarX8 E acrescentouJ 7Galaremos noutro lugar)8 A$DU'. de reparar as caldeiras e su6stituir os reservat:rios de madeira por outros de cimento) &s che2es dos oper3rios passaram a di>er a6ertamente nas reuni9es da empresa *ue o engenheiro1che2e era 7a alma da sa6otagem técnica organi>ada8. atirou a6ertamente . minando conscientemente todos os alicerces de Foscovo Rlan+ados ainda nos tempos de 'van =alita1C) ?onvocaram a ?omissão do %oviete da capital) Ela o6servouJ 7& estado do a*ueduto é satis2at:rio.

pode ser *ue tenhamos de 2a>er ainda maiores concess9es. mas. por parte de 2uncion3rios soviéticos e de mem6ros do . mas 1C 'van =alita.E AB& #E BU AB com peso) Ele compreende as coisasJ 7& oper3rio russo. estes 2oram condenados a uma))) censura p<6licaX #uas verdades))) dois pesos e duas medidas))) E %edielhniAov. *ue. pr-ncipe russo da Fosc:via. a institui+9es do Estado))) com circunstLncias agravantes Rvingan+a pessoal.ara não 2alar do estado catastr:2ico do dep:sito de 3gua de$u6liovX E 2oi então *ue &lden6orguer cometeu uma 2alta de tacto. tinha ra>ão ao ver. na realidade. ele suicidou1se) RA*uilo tinha sido demasiado para uma s: pessoa. contra a *ual venha em6ater a l:gica primitiva de honrados e a6negados com6atentes8 14) Iom. conscientemente 2or/adas. o tri6unal 7tratou com 6randura8 os oper3rios *ue testemunharam contra %edielhniAov e os da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa) E o réu %edielhniAov respondeu sem in*uieta+ão . *ue reinou no século !'V) R") dos ()S 494 A$DU'. tendo um gesto de intelectual intermédio inveteradoJ ao entravarem1lhe uma encomenda de novas caldeiras estrangeiras Ras velhas era imposs-vel repar31las agora na $<ssiaS. e os elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa insistem em tra>01la . *ue ir3 suceder1lhes agoraY %er3 poss-vel)))Y & meu leitor /3 est3 acostumado e sopra1meJ (&#&% E!))) Exactamente) (odos expostos ao rid-culo) #ado o sincero arrependimento dos acusados. é tal *ue 7se torna necess3rio dar uma li+ão a esses e a outros8) & processo so6e ao %upremo (ri6unal) =rilenAo é comedidamente severo) 'nexor3vel. em *ue a luta representa o conte<do essencial da nossa vida. a6uso do poder e da autoridade. acostum3mo1nos a levar pouco em conta essas perdas irrepar3veis)))111 & %upremo (ri6unal $evolucion3rio deve 2a>er ouvir com toda a 2or+a a sua vo>))) & castigo deve ser aplicado com todo o seu rigorX))) "ão viemos a*ui para grace/arX)))8 Feu #eus. em cada um *ue não era dos seus. dada a 2alta de especialistas desse tipo))) e a impossi6ilidade de su6stitu-1los))) 7"ão 2alando /3 da sua perda pessoal como indiv-duo))) "esta época. não estava preparada)S & caso não 2ica por ali) A organi>a+ão contra1revolucion3ria podia detectar1se mesmo sem ele. naturalmente.). além do mais. a/uste de contasS))) mau uso do cargo ocupado))) irresponsa6ilidade pol-tica. de retroceder e mano6rarW pode ser *ue o . no cora+ão da Foscovo Vermelha. medida *ue 2or evoluindo a nossa pol-tica pr3tica de con/unto. não tendo d<vida alguma 7so6re a presen+a.s amea+as do acusadorJ 7?amarada =rilenAoX. mas compete aos spetsi averiguar o *ue h3 de verdade em toda esta *uestão)8 Due restava 2a>er aos che2es oper3riosY Dual era o <ltimo e mais seguro recursoY A den<ncia .levantar 6arulho em torno do pro6lema. parece *ue apanhou um ano de prisão) (enho di2iculdade em acreditar) . carga com vivacidade) #en<ncias 2alsas. no %ervi+o de ?anali>a+ão. mais depressa um inimigo do *ue um amigo811. (cheAaX Assim 2e> %edielhniAovX Ele 7pinta o *uadro da destrui+ão premeditada da canali>a+ão por parte de &lden6orguer8.artido se ve/a o6rigado a escolher uma linha t3ctica. de uma organi>a+ão contra11revolucion3ria8) . 7.artido Iolchevista))) desorgani>a+ão do tra6alho da canali>a+ão))) pre/u->o para o %oviete de Foscovo e para a $<ssia soviética. eu conhe+o esses artigosJ eles visam os inimigos de classeW mas a*ui não são inimigos de classe *ue estão a ser /ulgados)8 Entretanto. *ue 2a> caminho. =rilenAo volta . lu>) #ois meses passam no meio de mano6ras surdas) Fas o esp-rito da ") E) .

não interessavam . mesmo das regi9es *ue a 2ome ia devastar. promessa deste <ltimo.&hX. como o de %aratov. de *ue 2ala a %agrada Escritura) Em 191Q. essas ventas *ue b =rilenAoJ o6) cit). sem serem colhidosS) Um s: 2ilme so6re essa 2ome poderia pro/ectar uma lu> nova so6re tudo o *ue vimos e *ue sa6emos acerca da $evolu+ão e da guerra civil) Fas não h3 nem 2ilmes. pela $<ssia.ovo da Justi+a aperce6eu1se de *ue h3 /3 *uatro anos *ue /ulg3vamos sem ter ainda um ?:digo . mais r3pida e 2acilmente do *ue se esperava. exposto e pintado. explica1nos as ra>9es da 2ome e da ru-na completas do pa-sJ elas residem na *ueda de toda a produtividade Ras mãos tra6alhadoras encontram1se ocupadas com as armasS. contrariamente . a6ateu1se so6re a região do Volga um ano de 2ome como nunca se tinha conhecido) ?omo ela não adorna muito a coroa de gl:ria dos vencedores desta guerra. esta atitude irre2lectida provocou demasiada indigna+ão popular) "a guerra civil. *ue no1los representais so6 o claro 6ul-cio da alegriaX Fesmo sem a2lorar os seus extremos. nem romances. Europa progressista. os processos religiosos *ue iam a6rir1se eram *uest9es internas. nem estudos estat-sticos 1 é algo *ue se procura es*uecer. até aos pais comerem os seus pr:prios 2ilhos) "unca uma 2ome assim tinha sido conhecida na $<ssia. durante v3rios anos. 1919.C5) R") dos ()/ 49. nos anos 4CX Ve/amos agora o *ue se passou a partir do ano 1Q) "os dois processos *ue se seguem descansaremos um pouco do nosso acusador supremo 2avoritoJ ele est3 ocupado na prepara+ão do grande processo dos socialistas revolucion3rios14) Este grandioso processo come+ava a suscitar uma pro2unda in*uieta+ão na Europa e o ?omissariado do . como testemunham os historiadores. 6ardos dos anos 4C. de intermin3veis vag9es de v-veres enviados durante meses. eles são ines*uec-veis) Esses 2ocinhos. posse do Estado e a 'gre/a 2icava unicamente com essa igre/a nua. na perda da v con2ian+a e da esperan+a do campon0s de poder guardar para si uma pe*uena parte *ue 2osse da sua colheita) Fas alguma ve> alguém 2alar3 da*ueles 2ornecimentos. em 1. p3g) 45Q) A$DU'. *uando a vit:ria pol-tica /3 parecia ter sido alcan+ada. nem se*uer no (empo dos (umultosa5 Rentão. deu1se in-cio aos con2iscos religiosos) "o entanto. a causa de *ual*uer 2ome é costume 2a>01la recair so6re os AulaAs) Fas *uando a 2ome era geral. os cereais mantinham1se de6aixo da neve. 2alam entre dentes e sem ir mais além de aduas linhas) E no entanto essa 2ome chegou até ao cani6alismo. e como sua conse*u0ncia natural. mesmo sem os ter visto com olhos de crian+a. *ue não em6ele>a) &s processos provinciais contra os socialistas revolucion3rios. *ue come+ava a acender1se. A$DU'. era insensato criar uma 2rente interior contra os crentes) (eve de se adiar o momento do di3logo entre os comunistas e os cristãos) "o 2im da guerra civil. nas suas ?artas a unatc6arsAib1. onde estavam elesY V) B) =orolenAo. passava . para a Alemanha do =aiser. e podiam ser despachados Fesmo sem ?:digo) J3 vimos *ue a separa+ão da 'gre/a do Estado era por este compreendida de tal modo *ue tudo *uanto nos templos se encontrava pendurado. *ue. p3g) 4@Q) 11 'dem.E AB& #E BU AB Além disso. nem velho nem novo) ?ertamente *ue essa preocupa+ão do ?:digo não tinha escapado a =rilenAoJ era preciso coordenar tudo de antemão) Entretanto.E AB& #E BU AB 495 acossavam os engenheiros 1 não h3 d<vida de *ue se 2artaram 6em. p3g) 4@5) 14 'dem. em aplica+ão da . privada de vo>es de protesto.a> de Irest. *ue travara no &cidente os <ltimos com6atesY .enal. tinham /3 come+ado antes) ab Ap:s a morte de Ioris Bodunov. nunca se pu6licaram entre n:s.

em #e>em6ro de 1941. chegando a roer1se as om6reiras das portas) E. a 'gre/a criou comités diocesanos e pan1russos.aris.rovavelmente esta ideia 2oi suscitada por actos da pr:pria 'gre/a) ?omo indica o patriarca (iAhon. a/uda do . a cadeia era curtaJ se os ha6itantes do Volga comiam os seus 2ilhos era por*ue n:s não t-nhamos outra preocupa+ão *ue não 2osse dissolver a Assem6leia ?onstituinte) Fas a genialidade da pol-tica consistia em o6ter 0xitos.5) A$DU'. pois não era em a6soluto delas *ue havia de ressurgir Rse haviaS a nova 2irme>a na 2é) Fas é preciso ter em mente a situa+ão deste desgra+ado patriarca.s 6ocas es2omeadas seria minar a ditadura do proletariado) &s comités 2oram proi6idos e o dinheiro con2iscado a 2avor do (esouro . as autoridades tinham todos os meios para aca6ar com a 2ome) Entretanto. e *ue lhe havia sido con2iada com a missão de a salvaguardar) . 2inalmente. 1944.lhe cortaram a iniciativa. eles são cristãos e 6ondososX 1S %e recusam.apa de $oma e do #eão de ?antu3ria. mas este não respondeu) Então.<6lico) & patriarca 2e> apelo . num golpe de inspira+ão. e de *ue não era necess3rio semear o alarmeJ segundo o *ue escreviam os /ornais. de novo. datado de 4. de uma s: ca/adada.E AB& #E BU AB 495 volunt3riasX Em 19 de Gevereiro de 1944. *uando come+ou a grassar essa 2ome. semelhante acto constitui um sacrilégio. mesmo a partir da desgra+a popular) E. uma 'gre/a *ue s: tinha conhecido a repressão. as persegui+9es.#a causa ao e2eito. logo em Agosto de 1941. mas apenas a*ueles *ue não eram canonicamente imprescind-veis para os servi+os religiosos) & patriarca mani2estou o seu acordo e o ?omité de Estado de A/uda . isto éJ um decretoX Um decreto do ?omité Executivo ?entral de toda a $<ssia. como tinha. o prelado pu6licou uma nova e 2at-dica mensagemJ 7#o ponto de vista da 'gre/a. do género de sa6er se o poder soviético não tinha outros recursos. os 2u>ilamentos. o ?omité de Estado de A/uda . esclarecendo1o de *ue s: o poder soviético estava autori>ado a enta6ular conversa+9es com estrangeiros. o patriarca lan+ou uma mensagem. culpamo1los de toda essa 2ome e esmagamos a 'gre/aW 4S %e concordam. e n:s não podemos aprovar o con2isco)8 A meio século de distLncia. ou *uem é *ue tinha levado a região do Volga . autori>ando todos os conselhos paro*uiais a o2erecer o6/ectos *ue não 2ossem indispens3veis aos o2-cios religiosos) E assim tudo corria. os dirigentes da 'gre/a cristã não deviam ter1se agarrado a o6/ec+9es. o risco de dissolver1se no compromisso e enredar a vontade prolet3ria. 19. 2omeW não deviam ter1se agarrado a estas ri*ue>as. de GevereiroJ con2iscar todos os valores dos templos para os 2amintos) & patriarca escreveu a =alinine. sido tentado com a Assem6leia ?onstituinte e como era costume em todos os parlamentos da Europa) Uma ideia eclodiu num relLmpagoX Uma ideia. e %ami>dat. de resto.s V-timas da Gome prop_s . come+ando a angariar dinheiro) Fas permitir uma a/uda directa da 'gre/a . 'gre/a *ue o2erecesse os seus 6ens aos 2amintos T não todos. na região do Volga comia1se ervas e solas de sapatos. matam1se dois coelhosJ *ue se/am agora os padres a alimentar a região do VolgaX "a verdade. é 23cil censurar o patriarca) "aturalmente. eleito /3 depois de &utu6ro. em 4Q de Gevereiro.s V-timas da Gome ela6orou as instru+9esJ todas as o2ertas deviam ser ab . de a/uda aos 2amintos. mas ainda a. *ue dirigia a 'gre/a h3 poucos anos. noutros tempos. limpamos os templosW @S E num caso ou noutro aumentamos a reserva de divisas) .

não eram menos agudas do *ue as da região do Volga)S & metropolita de . 2oi tomado tam6ém de um arre6atamento *ue não podia ser posto em d<vidaJ 7'sto é de #eus e nos daremos tudo) Fas não é necess3rio 2a>er con2iscos. considerando apenas como um sacrilégio o con2isco pela viol0ncia) Fas então o con2isco não era necess3rioX & presidente do ?omité de Estado de . de A6ril15 de Faio de 1945S) "o Fuseu . com a ca6e+a desco6erta. a o2erta deve ser volunt3ria)8 Ele era de igual modo 2avor3vel ao controle da 'gre/a e dos crentesJ seguir os valores da 'gre/a até ao momento em *ue se convertessem em pao p3ra os 2amintos) A sua o6sessão era a de não in2ringir a vontade condenat:ria do patriarca) 49Q A$DU'.s V-timas da GomeJ 7&s crentes t0m receio de *ue os valores da 'gre/a possam ser utili>ados para outros 2ins.etrogrado. mais 2raca se tornava a sua posi+ão) Em Far+o desenvolve1se um movimento entre o clero. de 5 de Far+o de 1944.olitécnico reuniu1se o (ri6unal $evolucion3rio. ladeado pelos procuradores unin e onguinov) Eram de>assete réus. re2erindo1se ao metropolitaJ 7"o %molni chegou1se a acordo em *ue os c3lices e os revestimentos dos -cones se/am 2undidos em lingotes.etrogrado parecia *ue tudo se iria arran/ar paci2icamente) "as sess9es da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . 2ins mes*uinhos e alheios aos seus cora+9es)8 R?onhecendo os princ-pios gerais da #outrina de Vanguarda. esclarecendo os seus representantesJ 7"ão precisamos de nenhuns dos vossos sacri2-ciosX "em de ter *uais*uer conversa+9es convoscoX (udo pertence ao . 'gre/a R6elas palavrasXS "um caloroso arre6atamento.etrogrado de A/uda .ravda de . 2rente dos 2iéis. segundo o relato de uma testemunha) Veniamin anunciouJ 7A 'gre/a &rtodoxa est3 disposta a tudo dar em a/uda dos 2amintos8. o con2isco pela 2or+a.oder) &s receios *ue ainda su6sistiam 2oram expressos a =alinine pelo 6ispo Antonin BranovsAi. todos se levantaram) & metropolita disseJ 7& *ue mais nos pesa é a disc:rdia e a inimi>ade) Fas tempos virão em *ue todos os 2ilhos russos se unirão) Eu mesmo irei . o leitor experiente concordara em *ue isso era muito prov3vel.s V-timas da Gome. como em todos os outros lugares. e com 0xito das conversa+9es e escreve 6enevolentemente. *ue se li6ertava.oder e ele tomar3 conta do *ue considerar necess3rio)8 E come+ou em . arciprestes e .etrogrado. Veniamin. no sentido de ceder os valores e de chegar a acordo com o . 9 e 1C de Far+o15 con2irma a conclusão pac-2ica. *ue tinha passado a 2a>er parte da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . de Q.etrogrado de A/uda .s V-timas da Gome.$&?E%%& ? E$'?A #E F&%?&V& R4.s V-timas da GomeW os /ornais lan+am o2ensas contra os 7maus pastores8 e contra os 7pr-ncipes da 'gre/a8. na presen+a dos crentes)8 Fas de novo se est3 a tramar um compromissoX &s vapores envenenados do cristianismo empe+onham a vontade revolucion3ria) Uma tal união e uma tal entrega dos valores. não são necess3rios aos es2omeados da região do VolgaX E su6stitu-da a e*uipa do ?omité de . acusando1os de estrangularem a região do Volga com a mão descarnada da 2omeX E *uanto mais se o6stinava com 2irme>a o patriarca.etrogrado. e estes. *ue deu origem a incidentes graves) Agora havia 2undamentos legais para dar in-cio aos processos religiosos1Q) hS . em preces. =anattchniAov. tirar o manto dourado da Virgem de =a>an.Então os /ornais lan+aram uma campanha contra o patriarca e todos os altos dignit3rios da 'gre/a.E AB& #E BU AB aEm . chorando so6re ele doces l3grimas e 2a>endo dele o2erenda)8 #eu a 60n+ão aos 6olchevistas mem6ros do ?omité. registou1se até uma situa+ão eu2:rica. assegurou *ue isso suscitaria uma atitude 6enevolente da parte do poder soviético em rela+ão . /3 *ue as necessidades do =omintern e do &riente. so6 a presid0ncia de IeA. acompanharam1no até . porta) & /ornal .

ou não. na medida em *ue não este/am em contradi+ão com as regras da 2é) R(odos deviam responder assimX &utra teria sido a nossa ^ist:riaXS %egue1se uma discussão can:nica) & patriarca esclareceJ 1 %e a pr:pria 'gre/a entrega as ri*ue>as. de2ende o apelo do patriarca.leigos. mas se lhas tiram.*ueles *ue come+aram a persegui+ãoJ *ual 2oi o seu o6/ectivoY . 1Q Estes dados 2oram por mim colhidos do livro Ensaios so6re a ^ist:ria dos (umultos $eligiosos. mas. o patriarca (iAhon) Em6ora o p<6lico. os /u->es de instru+ão.atriarca (iAhon8. um decretoY (iAhonJ 1 E verdade) .atriarcaJ @CC A$DU'. en*uanto mantinha conversa+9es com o ?omité de Estado de A/uda . persegui+ão *ue os /ornais levam a ca6o contra siY %e s: v:s sois perseguido. condenando unicamente a entrega contra vontade) . outraY ?ertamente.s V-timas da Gome. pelas costas.atriarcaJ 1 E mau sinal dos tempos) . por ra>9es de princ-pio. /3 se/a escolhido Rnisto o ano de 1944 não se di2erencia muito do de 19@5 ou de 19.4W e das 7"otas do 'nterrogat:rio do . . &. mas esmagar a 'gre/a no momento oportuno)S A 5 de Faio é chamado ao tri6unal. trata1se 6em de um sacrilégio) & apelo não di> *ue não se deve dar os valores. tomo V das actas do processo /udicial) A$DU'. s: assinou) Fas *uem o escreveuY E *uem 2oram os conselheirosY E aindaJ por*ue é *ue se 2a> re2er0ncia.residenteJ 1 'sso nada tem a ver com a religiãoX .atriarcaJ 1 %im) . no apelo. 2oi pu6licado. entrada do patriarca mais de metade dos assistentes se p_s de pé para rece6er a sua 60n+ão) (iAhon assumiu toda a responsa6ilidade pela ela6ora+ão e distri6ui+ão do apelo) & presidente es2or+a1se por arrancar1lhe algo maisJ 1 Fas isso não pode serX %er3 poss-vel *ue tenha escrito tudo com a sua pr:pria mão. *ue enche a sala. considero. textualmente. dos 6ens) 15 ArtigosJ 7A 'gre/a e a Gome8 e 7?omo %erão ?on2iscados os Iens da 'gre/a8.arte '.E AB& #E BU AB 1 %im.residenteJ 1 #isse ou não. *ue. como testemunha. de Anatoli evitin.residenteJ 1 #esse modo. considera *ue o poder soviético procedeu incorrectamenteY Argumento demolidorX ^ão1de repeti1lo a n:s. %ami>dat.atriarcaJ 1 ^3 *ue pergunt31lo . isso não é sacrilégio. milh9es de ve>es. por*ue 2alar então de n:s))) Due *uer isso di>erY . nos interrogat:rios nocturnosX E nunca ousaremos responder tão simplesmente como o . os costumes da $<ssia estavam tão enrai>ados e os h36itos dos %ovietes constitu-am ainda uma pel-cula tão 2ina *ue . . de uma ponta . 19.residenteJ 1 ?onsidera *ue as leis actuais do Estado são para si o6rigat:rias ou nãoY .QS. de um modo geral. considerando o con2isco pela 2or+a um sacrilégio) (orna1se assim a 2igura central do processo e ser3 imediatamente GUU' A#&) R'sto revela *ue o mais importante não é dar de comer aos 2amintos. sem levar em conta a sua vontade. acusados de distri6uir o apelo do patriarca) Esta acusa+ão era mais grave do *ue a da entrega.E AB& #E BU AB 499 & arcipreste Uao>ersAi E"($EB&U (&#&% &% VA &$E% #& %EU (EF.

2icou estupe2actoJ 1 & *ue é para si mais importante. 2or+a com os pés) Fas não estava presente o pr:prio patriarcaY AcusadorJ 1 ?omo é *ue sa6e issoY #iga o apelido do sacerdote *ue lho contouX R%u6entendidoJ agora mesmo o prenderemosXS h & patriarca não di>. no 2im de contasJ os cLnones religiosos. com tudo isso.residenteJ 19 Em russo a palavra 7sacrilégio8 Rsviatot/tsvoS é composta de 7sviato8 p sagrado e 7tata8 p ladrão.oder) & tri6unal decide intentar um processo penal contra o patriarca) A 5 de Faio é pro2erida a senten+aJ dos de>assete acusados. o patriarca é destitu-do e preso) RFas as coisas ainda não chegaram ao 2im) .RAssim. o ?onselho ?entral Executivo de toda a $<ssiaY . não estamos a*ui para gracinhas) Ao ca6o de uma semana. segundo os cLnones 1 exclamou o acusador) 1 Fas do ponto de vista da caridadea)ca) R. triun2anteJ 1 Vamos l3.atriarcaJ 1 Eu cito apenas os cLnones) #iscute1se depois o termo 76las2émia8) Duando 2i>eram o con2isco da 'gre/a de %ão Vassili =cssarisA. em cin*uenta anos. =rilenAo mani2estava surpresaJ *ue perigo amea+a o patriarcaY))) E certo *ue *uando o perigo se aproxima 2urtivamente de nada vale o to*ue a re6ate. ainda h3 pouco.E AB& #E BU AB @C1 T 'ndi*ue o nome da*ueles *ue espe>inharam o manto do -coneX REles. admitamos *ue se/a sacrilégio. representantes do poder soviético somos ladr9es de o6/ectos sagradosY R$u-dos prolongados na sala) %uspensão da audi0ncia) &s encarregados da ordem entram em ac+ão)S AcusadorJ 1 Assim.or en*uanto. o manto do -cone não entrava no caixote e meteram1no l3 . camarada IcA.residenteJ 1 'sso *uer di>er *ue 2a> uma declara+ão sem provasX Ainda resta demonstrar *ue o patriarca *ueria derru6ar o poder soviético) Eis a demonstra+ãoJ 7A propaganda é uma tentativa de preparar os esp-ritos para um 2uturo derru6amento do . on>e são condenados . até os crentes se acostumarem . nem o tele2one)S . trans2eriram1no para o Fosteiro de #onsA.ela primeira ve>. é invocada no tri6unal essa po6re caridade)))S Ga>1se uma an3lise 2ilol:gica da palavra 7sacrilégio8) %viatotatsvo vem de sviato e tat1aa) AcusadorJ 1 %igni2icar3 isso *ue n:s. e ali 2oi mantido em rigorosa reclusão. trata de ladr9es os representantes do poder soviético. o *ue signi2ica *ue é mentiraX & acusador insiste. *uem espalhou essa repugnante cal<niaY R . tinham deixado ali os cart9es de visitaS) #e outra maneira. as coisas são tanto mais interessantes para n:sJ contra vontadeXS & presidente. o tri6unal não pode acreditar em si) & patriarca é incapa> de mencion31los) . sua aus0ncia) $ecordam1 se de *ue. ou o ponto de vista do Boverno soviéticoY R$esposta esperadaJ 1 7 ))) do Boverno soviético)8S 1 Iem. e a <ltima. no antigo eslavo) RiV) dos ()S 1) A$DU'. morte) RE 2u>ilam cinco)S ?omo disse =rilenAo.

6aseando1se na 2ome) Goram ouvidas unicamente as testemunhas de acusa+ão. mem6ro do colégio do ?omissariado do .E($&B$A#& R9 de Junho15 de Julho de 1944S) &s réus Racusados de resist0ncia .etrogrado) Acess-vel.E AB& #E BU AB era 2ormada por soldados vermelhos. considerava como sua tare2a li6ertar a 'gre/a da pol-tica 7dado *ue no passado tinha so2rido imenso em conse*u0ncia dela8) Eis obmetropolita *ue 2oi su/eito ao iS .)U). e depois seu amigo na emigra+ão) As suas execu+9es de violino eram muito apreciadas de Vladimir 'litch) #esde a Avenida do "eva até . *ue Io6richiev se apressou a passar ao advogado Burovitch o rel:gio de ouro e a carteira))) E o tri6unal disp_s *ue 2osse detida ali mesmo uma testemunha. e estes levantavam1se tam6ém todas as ve>es *ue entrava o metropolita com o seu capu> 6ranco) E.$&?E%%& ? E$'?A #E . tanto a*ui. popular entre o povo e o clero. o pro2essor Egorov. é preso em . visitando 2re*uentemente as 236ricas e as o2icinas.Ao ca6o de duas semanas. não tendo as da de2esa podido 2a>er os seus depoimentos) R?omo tudo se assemelhaX))) ?ada ve> mais)))S & acusador %mirnov exigiu *ue ca-ssem 7de>asseis ca6e+as8) & acusador =rassiAov. os ?rentes demasiado >elosos eram presos)S "a sala. entrega dos valores da 'gre/aS eram em n<mero de v3rias de>enas de homens. doce. tinha vinte e cinco anos de idade Rsegundo se di>ia.s V-timas da Gome 2oi por ele divulgado entre o povo com o6/ectivos suspeitos R%amisdatXS.rimavera de 1915. por se mani2estar a 2avor do metropolita) Acontece *ue Egorov /3 estava preparado para issoJ levava consigo uma grande pasta e nela tinha posto comida. tinham sido eleitos os metropolitas de Foscovo e de . devia1se prender toda a 'gre/aXvv . onde o corte/o dava a volta. o acusador e o1tri6unal chamavam1lhe inimigo do povo Ra palavrinha /3 existia. exclamouJ 7(oda a 'gre/a &rtodoxa é uma organi>a+ão contra1 revolucion3ria) . como no edi2-cio do tri6unal. era contemporLneo e havia sido companheiro de enine na deporta+ão.ovo da Justi+a. contudo. a 2im de conseguir uma atenua+ão do decreto acerca do con2isco dos 6ens) & seu apelo ao ?omité de Estado de A/uda .etrogrado o metropolita Venia1min) Ele não era um alto dignit3rio da 'gre/a. e agir de acordo com a 6urguesia mundial) & sacerdote =rasnitsAi. não sendo. come+ava a tornar1se cada ve> mais patente a 2alta de li6erdade dos advogados) =rilenAo não nos di> nada acerca disso. %emionov. roupa e até uma manta) & leitor vai certamente notando como o tri6unal. testemunhou no sentido de *ue os sacerdotes se tinham posto de acordo para provocar uma revolta contra o poder soviético. e *uando condu>iam o metropo1 vta muitas pessoas se a/oelhavam e entoavamJ 7%enhor.ortanto. Io6richiev1. . pela primeira ve> desde os tempos da antiga "ovgorod. se*uer. ar*uimandritas. *uanto a ele. e era tão plaus-vel. come+a a ad*uirir as 2ormas por n:s /3 conhecidas) & metropolita Veniamin é acusado de ter chegado mal1intencionadamente a acordo))) com o poder soviético. a pouco e pouco. na rua. 2oi amea+ado de prisão pelo tri6unal) E isto estava tão de acordo com as normas da época. salva a tua genteX8 como se compreende. todos os dias havia uma grande multidão. sacerdotes e leigos) & presidente do (ri6unal. diga1se de passagemS) #e um processo a outro. Veniamin 2oi eleito com os votos de todos eles) "ão compreendendo a época. nomeado como todos os metropolitas) "a . a maior parte do p<6lico @C4 A$DU'. entre os *uais pro2essores de teologia e de direito can:nico. modesto. es*uina.) A) =rassiAov. um dos mem6ros mais importantes da 'gre/a Activa e cola6orador da B). mas eis o *ue relata uma testemunha ocular) & primeiro advogado de de2esa. era padeiroS) & principal acusador.uchAine. em =rasnoiarsA.

nem mesmo um 2undamento para acusa+ão))) Due dir3 a ^ist:riaY R&h.artido do (ra6alho e socialistas menchevi*ues) R") @C4 A$DU'. como estava previsto. en*uanto ninguém poderia ser coagido a partir voluntariamente .ovo da Justi+aJ 7?amarada =ursAiX Em minha opinião. eles aguardaram1na durante mais de um m0s. por v:s posto em evid0ncia. não muito long-n*ua. é o interesse do poder soviético) "o entanto. ex11mem6ro da #umaW o pro2essor de direito K) . até ao 2im do processo dos socialistas revolucion3rios Rtudo indicava *ue se preparavam para 2u>il31los em con/untoS) #epois. o artigo . mas o clero da capital encontrava1se no 6anco dos réus e certas mãos empurram1 no para a morte) & princ-pio 2undamental. aca6ada ser3 tam6ém a sua vida)))8 & tri6unal condenou de> . mem6ros do . na prov-ncia houve vinte e dois) & ?:digo .enal 2oi ela6orado . e ainda não tinham conseguido aca6ar o pro/ecto do c:digo) Gora apenas entregue a Vladimir Uitch.) "ovitsAi e o advogado =ovcharovS 2oram 2u>ilados na noite de 14 para 1@ de Agosto) $ogamos encarecidamente ao leitor para não es*uecer o princ-pio da multiplica+ão . não dir3 palavraXS & con2isco dos valores da 'gre/a.E AB& #E BU AB Eis como 'litch explicou as suas conclus9es ao comiss3rio do . para os *uais era imprescind-vel o 2u>ilamento Rentre eles.etrogrado.E AB& #E BU AB @C@ 'gre/a se 2orti2ica) REntre n:s não ser3 o casoX)))S "ada mais tenho a di>er. pelo *ual o Boverno c>arista tinha aplicado tr0s e prisão) REste apelo tinha sido lan+ado em 19C. ou ao não pagamento dos impostosS)4C & 2u>ilamento devia ainda ter lugar noutro casoJ por regresso. margem do pro/ecto. desenrolou1se com toda a calma. por um grupo de deputados da #u1 do1 (Om. ao não cumprimento em massa das o6riga+9es militares.or um acaso raro.ara o &cidenteS) Bomo no caso de apelo de Vi6org. morte) Esta morte. etcW é preciso encontrar .osto de cadetes. R%) K) BurovitchS. mas é duro ter de ceder a palavra) En*uanto os de6ates se prolongam. o incitamento . em notas . escala provincial) En*uanto nos re2erimos apenas a dois processos religiosos. sem autori>a+ão. em .9J propaganda e agita+ão))) em particular. para ele o examinar) %eis artigos do c:digo previam como pena m3xima o 2u>ilamento) 'sso era insatis2at:rio) Em 15 de Faio. *ue passamos a transcreverJ 7"ão h3 prova alguma de culpa6ilidade. do estrangeiro Ro *ue antes 2a>iam todos os socialistasS) &utro castigo e*uivalente ao 2u>ilamentoJ a deporta+ão) RVladimir Uitch tinha previsto a época. pressa para o processo dos socialistas revolucion3riosJ /3 era tempo de exi6ir os 6locos de granito da eiX Em 14 de Faio. tem de se ampliar o Lm6ito da aplica+ão do 2u>ilamento))) Rcomut3vel em expulsão para o estrangeiroS a todas as actividades dos conhecidos che2es menchevi*ues. os acusados estão vivos) Aca6ados os de6ates. não se es*ue+am de *ue com o sangue dos m3rtires a A$DU'. resist0ncia passiva contra o Boverno. 2oram conservadas v3rias 2rases do advogado *ue de2endeu o metropolita. socialistas revolucion3rio. *ue se encontrava em BorAi. o ?omité Executivo da União concedeu o indulto a seis) &s outros *uatro Ro metropolita VeniaminW o ar*uimandrita %erguei.R& programa não era nada ut:pico e 6em depressa seria *uase inteiramente levado a ca6o) E era uma 6oa 6ase para o #'Z &B&)S . em *ue nos ver-amos des6ordados pelos *ue a2luiriam da Europa para virem re2ugiar1se entre n:s. nem um 2acto. Vladimir Uitch enine acrescentou mais seis artigos. 2icar3 imp3vida) Es*uecer3 tudo. 2oi a6erta a sessão do ?omité Executivo de toda a União.

2oi ver o presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . onde /3 se encontrava preparado. parece *ue tudo est3 claroX Fas =ursAi não compreendia 6em) ?ertamente ele tinha di2iculdade em encontrar a 2ormula+ão exacta. so6 a al+ada desse artigoX (udo isso 2oi. mais ou menos larga) ?om sauda+9es comunistas enine)844 A6ster1nos1emos de comentar este importante documento) & sil0ncio e a medita+ão são mais apropriadas) (al documento é tanto mais importante.enal))) A ideia 2undamental. pois s: a consci0ncia e o sentido revolucion3rio da /usti+a decidirão das condi+9es da sua aplica+ão pr3tica. sua espera. envio1lhe um rascunho suplementar para o par3gra2o do ?:digo . sem 2alsidades e sem adornos) A 2ormula+ão deve ser o mais ampla poss-vel. se resta6eleceu. por um ptr-odo de dois meses. p3gs) 4C414C5) aha & pr:prio enine) R") dos ()S 44 enine. na sua se*u0ncia. em 4C de Faio.ovo4@ para o6ter esclarecimentos) Esta conversa é para n:s desconhecida) Fas.enal a partir de 1 de Junho de 1944) E /3 so6re 6ases legais a6riu1se.$&?E%%& #&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% RQ de Junho15 de Agosto de 1944S) %upremo (ri6unal) & presidente ha6itual. motivando a ess0ncia e a /usti2ica+ão da sua necessidade e limites) & tri6unal não deve eliminar o terrorJ prometer isto seria enganar1nos a n:s mesmos ou enganar os outros) ^3 *ue 2undament31lo e legali>31lo claramente. o velho))) 7 )))A propaganda. como se impunha. o leito mortu3rio de che2e) 41 enine. na sua totalidade) 01se e 2ica1se estupe2actoJ eis o *ue signi2ica dar uma 2ormula+ão o mais ampla poss-velc Eis o *ue signi2ica 2a>er uma aplica+ão o mais larga poss-velc 01se e recorda1 se *uanta gente ele conseguiu apanhar. e .tomo 45. 5)b edi+ão. do *ual s: parcialmente.E AB& #E BU AB @C5 Em anexo a este rascunho encontram1se duas variantes do par3gra2o adicional. uma pe+a 2undamental do seu testamento pol-tico) "ove dias depois desta carta. antes de se ter apoderado dele a doen+a. nossa conversa. o S .uma 2ormula+ão *ue ponha essas actividades em liga+ão com a 6urguesia internacional8 Rsu6linhado por enineS4a) Ampliar o Lm6ito de aplica+ão de 2u>ilamentoX %er3 di2-cil de compreenderY RAcaso. constituindo. no dia seguinte. expulsaram muitosYS & terror é um meio de persuasão44. sairão o 5Q14 e o pai de todos n:s. o artigo 5Q. deu1lhe o primeiro ata*ue. assim. em esta6elecer a re2erida liga+ão) E. &6ras Escolhidas. no Lngulo do segundo andar. enine remeteu de BorAi uma segunda cartaJ 7?amarada =ursAiX ?omo complemento . &6ras Escolhidas. introdu>ido no texto. en2im. politicamente /usta Re não somente do estreito ponto de vista /ur-dicoS. camarada =arAlin45 R6om apelido para . a participa+ão numa organi>a+ão ou a coopera+ão Rbcooperando o6/ectivamente ou suscept-vel de cooperarbS))) com organi>a+9es ou pessoas cu/a actividade tenha um car3cter)))8 Apresentem1me %anto Agostinho e eu garanto *ue o ponho. no &utono de 1944) (alve> as duas cartas a =ursAi tivessem sido escritas na*uele claro ga6inete de m3rmore 6ranco. tomo 45. *uanto se trata de uma das <ltimas disposi+9es de enine. com a pena de 2u>ilamento ampliada) E a sessão do Executivo ?entral de toda a União. a agita+ão. p3g) 1Q9) a1 'dem. espero *ue este/a clara apesar de todas as de2ici0ncias do rascunhoJ evidenciar a6ertamente *ue se trata de uma tese de princ-pio. aprovou e p_s em vigor o ?:digo . tomo @9. e por pouco tempo. p3g) 19C) A$DU'. agora mesmo. donde dentro de alguns anos. em 15 de Faio. %)a edi+ão.

não se arrependeram entretanto politicamente) "ão se colocaram de /oelhos diante do ?onselho de ?omiss3rios do . mas reclamaram gra+a. e todos os seus actos. os socialistas revolucion3rios eram um partido solid3rio vi>inho. logo como re6eldes. até. su6stitu-do pelo h36il Bueor1gui . passados e 2uturos. cinco anos antes. previdente.oder com "ome *ue 2a> lem6rar o ver6o hrrAats.E AB& #E BU AB mais ha6ilidade e com mais solide>. pode erroneamente interpretar1se todo este processo como constituindo uma vingan+a partid3ria) Gica1se entretanto a meditar. com su2r3gio universal.enalv mas /3 so6re ele se acumulam os cinco anos de hist:ria vividos ap:s a $evolu+ão) E vinte. rua como mani2estantes. *ue eles apoiavam era em parte composto por eles. a primeira acusa+ão 2eita contra eles era a de terem sido os iniciadores da Buerra ?ivilX %im. 2oi o tempo *ue ele deixou a . *ue lutava pelo derru6amento do c>arismo e *ue assumira Rgra+as . A$DU'. agora. *ue1legalmente haviam .iataAov)))S "ão havia advogados) &s réus eram destacados socialistas revolucion3rios e eles pr:prios se de2endiam) . solicitando *ue os dissolvessem e *ue os deixassem de considerar como um partido)4Q E eis a segunda acusa+ãoJ eles cavaram o a6ismo da Buerra ?ivil.um /ui>XS. a chamada culpa.oder) E a*uele *ue se instalou a tempo no . en*uanto todos os actos. e aos tiros responderam mesmo com tiros. 2oi. *ue concentrou a aten+ão de todo o mundo socialista. nos dias do golpe de &utu6ro. apesar de tudo. nas acusa+9es pro2eridas perante o tri6unal. em elei+9es gerais. contra o poder legal do Boverno oper3rio1campon0sJ apoiavam assim a sua ilegal Assem6leia ?onstituinte Releita livremente. nesse processo. se se inseriam na /3 longa e dilatada hist:ria dos estados) A excep+ão das democracias parlamentares 1 contadas pelos dedos 1. particularidade da sua t3ctica do terrorismoS o maior peso da deporta+ão. *ue *uase não atingiu os 6olchevi*ues) Fas. *ue se intitulou a si mesmo Boverno) ?ontinuaram a insistir em *ue o <nico Boverno legal era o anterior) "ão reconheceram imediatamente a 6ancarrota de uma linha pol-tica seguida durante vinte anos45. de Janeiro de 191Q desceram . ou se/a 7grasnar8) R") cPos ()S @C. para 2ortalecimento da nova ditadura Ra do proletariadoS. os leitores. passados e 2uturos dos seus desa2ortunados inimigos. 2oram eles *ue a iniciaramX Ei1los acusados de. não tendo sido ainda dispersos nem li*uidados. toda a hist:ria dos estados é a hist:ria dos golpes e tomadas do . gosta de rir1se de n:s e deixa1nos tempo para pensarX Duin>e anos. *uando em 5 e .ovo. mas sim a conveni0ncia. eles iniciaram1na. serão considerados leg-timos e consagrados com odes. impedindo os réus de se exprimirem) %e n:s. imediatamente se aco6erta com o manto di32ano da /usti+a. de>. igual.iataAov) R& destino. não sou6éssemos per2eitamente *ue o essencial em *ual*uer processo /udicial não é a acusa+ão. pass-veis dos tri6unais e punidos pela lei) ^3 apenas uma semana *ue 2oi aprovado o ?:digo . os socialistas revolucion3rios continuavam a ser considerados perigosos. e.iataAov intervinha 6ruscamente. 2eito su6levar os NunAers *ue estavam ao servi+o do Boverno derru6ado) Iatidos pelas armas. tendo. 2oi legalmente varrido pelas metralhadoras dos marinheiros. talve> não aceit3ssemos de1Lnimo tão 23cil este processo) Fas a conveni0ncia vai1se delineando sem 2alhasJ di2erentemente dos menchevi*ues. em tam6ém limitadas décadas. os socialistas revolucion3rios tentaram ilegalmente de2end01lo4. era conveniente aca6ar com eles) 'gnorando esse princ-pio. lhe terem o2erecido resist0ncia de armas na mão) Duando o Boverno provis:rio. serão criminosos. directo e secretoS contra os marinheiros e os soldados vermelhos.

tinham os socialistas revolucion3rios a inten+ão de o6t01los com 2undos rece6idos dos representantes aliados Rpara não dar o ouro a Builherme. implacavelmente. eles *ueriam apanhar o dinheiro . U23. Due eles o tenham 2eito molemente. ou até com os 2orros16rancos49. não tendo ocorrido a =rilenAo. uma e docilmente. isso era algo de explosivo) #esde então. por se terem erigido eles mesmo em governos depois de o ?onselho de ?omiss3rios do . eram revolucion3rios. enviando1lhe com6oios inteiros de v-veres e pagando1lhe tri6utos mensais em ouro. ainda não se tinha por vergonhoso nem se ocultava o 2acto de *ue se enviava ouro russo para o 2uturo império de ^itler. o *ue se passaria se acaso)))S para dinamitar a via 2érrea. *ue antes da $evolu+ão se destacavam por usarem um uni2orme 2orrado de 6ranco) R") dos ()S . ou com os democratas constitucionais. impedindo o ouro de sair da p3tria) "uma palavra. eles 7organi>aram uma ac+ão criminosa de destrui+ão da propriedade do povo 1 os caminhos de 2erro8) REntão. mas apenas uma parte do seu tronco) #esse modo. ou com a Alian+a do $enascimento Racaso ainda existiaY)))S. *uando a Alemanha do =aiser vivia os seus <ltimos meses e semanas na guerra contra os aliados. em 191Q. os socialistas revolucion3rios. *ue tenham vacilado e 2inalmente renunciado. $<ssia. trai+oeiramente. eram espi9es da EntenteX &ntem. ho/e espi9esX "a época. *ue não cortou a ca6e+a . . preparavam1se Rnão se preparavam se*uer. .E AB& #E BU AB @C5 de *ue nem todos os ha6itantes. a *ue podiam servir e condu>ir os tran*uilos de6ates da Assem6leia ?onstituinteY Apenas ao atear de uma guerra civil de tr0s anos) Esta come+ou pela simples ra>ão 4. muito elegantes. *ue se os carris de a+o eram propriedade do povo. *ue se p9e sempre de pé))) #a. com tantos processos. 2iel ao tratado de Irest11 itovsA a apoiava nessa pesada luta. mas limitavam1se a discutir. =u6ã. tal como o esta6elece o acto de acusa+ão. UcrLnia. se su6meteram aos decretos legais do ?onselho dos ?omiss3rios do . estão presentes 7todos os elementos caracteri>adores da trai+ão ao Estado. Ural ou ?3ucaso. a sétima acusa+ão era a de cola6orarem com %avinAov. senão mesmo com os guardas16rancos) Estudantes reaccion3rios.ovo se ter constitu-do como tal) A$DU'.dissolvido essa Assem6leia e dispersado os mani2estantes) R#e resto. %am3ra. ou Gilo1nenAo. isso é outra hist:ria) A sua culpa não era menor por isso) 45 (ratava1se e2ectivamente de uma 6ancarrota. apesar da suas especiali>a+9es em ^ist:ria e #ireito 1nenhum dos seus cola6oradores lho sussurrou T.deriva uma grave e *uarta acusa+ãoJ no Verão e no &utono de 191Q. em6ora isso não 2osse compreendido imediatamente) 4Q Em 2un+ão destes mesmos princ-pios 2oram considerados igualmente ilegais todos os governos regionais e peri2éricosJ de ArcLngel. mas a pedra caiu em saco roto e não tomaram isso em conta)S #a*ui /3 não 2ica longe a sexta acusa+ãoJ os socialistas revolucion3rios. segue1se a *uintaJ *uanto aos meios técnicos para essa explosão. come+am a sentir1se n3useas ))) Iem.ovo)S (erceira acusa+ãoJ eles não reconheceram a pa> de Irest1 itovsA. EntenteS) 'sto ro+ava /3 o limite extremo da trai+ãoX bREm todo o caso. sua maneira. talve> tam6ém o 2ossem os lingotes de ouro)))S ] *uarta acusa+ão. =rilenAo gague/ou *ue os socialistas revolucion3rios tam6ém estavam ligados ao Estado1Faior de udendor22. &msA. 6em como da pr3tica de ac+9es criminosas visando arrastar o pa-s para a guerra8) (rai+ão do EstadoX Ela é como um teimoso. antes da passagem de uma dessas composi+9es. a*uele tratado leg-timo e salvador. e o Boverno soviético.

@CQ A$DU'. de *ue alguns réus 6aixaram a ca6e+a e e2ectivamente um ou outro 2icou com o cora+ão *ue6radoJ como puderam eles descer tão 6aixoY Esta compaixão do procurador. tra>ido da cela escura) E =rilenAo envereda ainda por uma nova via l:gica R*ue prestou grandes servi+os a VichinsAi contra =ameniev e IuAharineSJ entrando em alian+a com a 6urguesia. v:s 2osteis1vos deixando arrastar) V:s. pensava1se nisso) E2ectivamente. de *ue vai servir1se cada ve> com mais seguran+a nos processos posteriores e *ue. ter3 um 0xito espectacular) Esse tom consiste em revelar a rela+ão *ue existe entre lY os /u->es e os réus em 2ace do resto do mundo) Essa melodia toca as cordas mais sens-veis do acusado) #esde a tri6una da acusa+ão lan+a1se aos socialistas revolucion3riosJ en2im.E AB& #E BU AB (al era a cadeia de acusa+9es magni2icamente articulada pelo procurador@C) Ap:s uma lenta matura+ão no sil0ncio do ga6inete. em 19@5. mais precisamente desde 45 de Gevereiro de 1919. n:s e v:s somos todos revolucion3riosX R":sX V:s e ":s. e são até de so6ra) & tri6unal podia retirar1se para deli6erar. na sala inundada de lu>. numa palavra. em 2avor exclusivo dos socialistas revolucion3rios. era para a causa e em caso algum para 2ins partid3rios 1 mas onde est3 o limiteY Duem o demarcaY "ão é a causa tam6ém um o6/ectivo do . para aplicar a cada um o castigo merecido. penetra pro2undamente no preso. em ra>ão da amea+a de =oltchaA e de #eniAini. ou por uma repentina ilumina+ão no alto da tri6una. a isso se tendo devido a amnistia)S E a*ui mesmo. e até ao momento não tinham levado a ca6o a luta armada contra os 6olchevi*ues) R&s socialistas revolucion3rios de %amara. somos iguaisXS ?omo pudésteis v:s descer assim tão 6aixo. v:s rece6-eis dela a/uda em dinheiro) A princ-pio. havia sido decretada. mantidos pela 6urguesiaYX &nde est3 o vosso orgulho revolucion3rioY (odas estas a2irma+9es reunidas dão a medida exacta das acusa+9es. mem6ro do ?omité ?entral.E AB& #E BU AB @C9 ?omo sair da situa+ãoY (inha1se pensado nisso) Duando a 'nternacional %ocialista pediu ao Boverno soviético *ue suspendesse o processo contra os seus con2rades socialistas. ele encontra a*ui o tom /usto. no tri6unal. uma amnistia *ue lhes perdoava toda as lutas anteriormente travadas contra os 6olchevi*uesW se não reincidissem de 2uturoW 1 E A(é AB&$A "\& ('"^AF V& (A#& A ($AVA$ (A'% U(A%) 1 E est3vamos no come+o de 1944X #evolveram1lhes este apodo) A$DU'. mas eis *ue a con2usão se esta6eleceuJ 1 (odos os 2actos de *ue é acusado o partido dos socialistas revolucion3rios remontam a 1919W 1 #esde então. os socialistas revolucion3rios retiraram a palavra de ordem da insurrei+ão. a6riram mesmo aos seus irmãos comunistas um sector da 2rente contra =oltchaA. o acusado Buendelman. até vos unirdes aos democratas constitucionaisY R%im. a2ectuosamente reprovador. e ao mesmo tempo proi6i1los de se unirem entre si R7se não te tocam. não te a2li/as8S) Fas tem1se a impressão. não se sa6e por*u0.artidoY Assim. por certo *ue o vosso cora+ão se *ue6raXS Fisturardes1vos com os o2iciaisY Ensinar aos 2orros16rancos a vossa 6rilhante técnica conspirativaY "ão sa6emos *uais as respostas dos acusados) %e algum deles assinalou o car3cter especial da revolta de &utu6roJ declarar a guerra a todos os partidos de uma s: ve>. nos come+os de 1919. declaravaJ 7#0em1nos a . partido dos socialistas revolucion3rios. cordial e compadecido.

de cin*uenta. ren<ncia. utili>ando todas as medidas de repressão governamental. sim. pr3tica. 2ilhos de uma cadelaYX As pessoas politicamente sensatas. a *ual*uer atentado contra . ainda por cima. escrevia e 2a>ia Rso6retudo do *ue di>ia e escreviaS a chamada 7#elega+ão no estrangeiro do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios8. com todas as suas 2or+as. $evolu+ãoX #issuadir os soldados das expedi+9es punitivasX Eles podiam ser ainda acusados de tudo a*uilo *ue di>ia. lamenta1se o nosso procurador) Entretanto. o6) cit). de cem anos.E AB& #E BU AB Esta era uma 6aixa e pér2ida trai+ão . 7todas8X Due charlat9es)))S ?omo se ainda não 2osse pouco deixar de travar *ual*uer luta. então. disse =rilenAo.oder8@1) E precisamente como resposta . na mesma medida. com li6erdade de propaganda dos partidos) Estão a ouvirY Estão a ouvirY A. dos socialistas revolucion3rios. 7a nenhum dos che2es da /usti+a soviética lhe passou pela ca6e+a8 *ue os socialistas revolucion3rios organi>avam ainda o terror contra os dirigentes do Estado soviéticoX RA *uem. a*ueles destacados socialistas revolucion3rios *ue 2ugiram para a Europa) V Fas tudo isto era pouco) E cogitou1se o seguinteJ 7Fuitos dos *ue a*ui estão a ser /ulgados não teriam sido inculpados neste processo se não 2ossem acusados de organi>ar actos terroristasc8 &ra. o *ue é *ue disseram os che2es dos socialistas revolucion3rios@4 logo nos primeiros dias depois do golpe de &utu6roY (chernov Rno 'V ?ongresso dos %ocialistas $evolucion3riosS a2irmou *ue o .est3X 3 come+a a mostrar1se o 2ocinho 2ero> do inimigo 6urgu0sX Acaso é poss-velY A hora é graveX Estamos cercados de inimigosX RE dentro de vinte. era necess3rio /ulg31los) #e *ue acus31los entãoY 7Este per-odo não 2oi o6/ecto. p3g) 1Q@) @1C A$DU'. em 1919. 7cortar imediatamente a) estes grupos. eles reconheceram o poder dos %ovietesX R&u se/a. luta armada e . para *ue os soldados se recusassem a participar nas expedi+9es punitivas contra os camponeses) @1 =rilenAo. mas segundo o novo ?:digo . de um in*uérito /udicial8. renunciaram ao seu antigo Boverno provis:rio e .artido 7se oporia. em Gevereiro de 1919. ser3 sempre assim)S E v:s *uereis li6erdade de propaganda dos partidos. como resposta. poderiam simplesmente. *uando 2oi concedida a amnistia. é *ue é o nosso estiloX Fas.s suas propostas pac-2icas. de resto. . Assem6leia ?onstituinte)S E pedem apenas a reali>a+ão de novas elei+9es para estes %ovietes. FE(E$ "A . ter1se1ia estendido a amnistia aos actos terroristasX &u. uma das acusa+9es era 2undadaJ a de *ue. com /uste>a. na realidade. /3 *ue eram mantidos na prisão Rnão estavam /3 l3 h3 tr0s anosYS.possi6ilidade de utili>ar todas as chamadas li6erdades c-vicas e n:s não in2ringiremos as leis)8 R#ar1lhes a eles. a possi6ilidade de 2a>erem propaganda contra o . uma 2elicidade *ue então nem se*uer nisso pensaram) %: *uando houve necessidade é *ue de tal se aperce6eram)S E agora esta acusa+ão não é a6rangida pela amnistia Rdado *ue s: a luta 2oi amnistiadaS) E =rilenAo serve1se disso) Duantas coisas 2oram desco6ertasX Duanto se 2oi desco6rirX Antes de mais nada. podia passar pela ca6e+a esta6elecer uma rela+ão entre os socialistas revolucion3rios e o terrorY %e alguém tivesse pensado nisso. não se aceitaria a 6recha a6erta na 2rente de =oltchaA) Goi. rir1se. os socialistas revolucion3rios adoptaram a resolu+ão R*ue não levaram .$'%\& (&#& & ?&F'(E ?E"($A #&% FE%F&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% Ra*ueles *ue conseguiram apanharSX Este.enal isso era o mesmoS de 2a>er propaganda secreta no Exército Vermelho. encolher os om6ros) #ecidiu1se.

por coincid0ncia. p3g) 4@. durante a trans2er0ncia da sua sede para FoscovoW logo. esses encarni+ados terroristas são postos em total li6erdade)S &s depoimentos são de tal modo 2r3geis *ue é preciso apoi31los com argumentos) %o6re uma das testemunhas.ovo. houve um atentado contra o com6oio de (rotsAi. 7 em certos momentos é como se nos v-ssemos o6rigados a errar nas trevas) 8@@ A tare2a de =rilenAo era complicada pelo 2acto de *ue o terror contra o poder soviético tinha sido discutido no ?omité ?entral R?)?)S dos socialistas revolucion3rios em 191Q e tinha sido re/eitado) E agora. como o tinha 2eito so6 o regime c>arista) RE todos recordavam como ele o tinha 2eito)S BotsJ 7%e os autocratas do %molni atentam tam6ém contra a Assem6leia ?onstituinte))) o . preciosas provas .artido %ocialista $evolucion3rio sa6er3 lem6rar1se da sua antiga t3ctica. *ue se a6orreciam na inac+ão) A isso se redu>ia o terror) R#e resto. encarregada da execu+ão. =rilenAo 2a> este coment3rioJ 7%e esta pessoa *uisesse inventar uma hist:ria. o ?) ?) é culpado de terror) 'vanova. 7devido . *uem sa6e se o terror era a sua segunda nature>akS & partido nunca levou a ca6o actos de terror) 'sso ressalta mesmo do discurso de acusa+ão de =rilenAo) Fas recorre1se 2or+osamente a 2actos deste géneroJ na ca6e+a de um dos acusados 2igurava o pro/ecto de dinamitar a locomotiva do com6oio do ?onselho de ?omiss3rios do . durante uma noite. conspira+ão.or*ue não 2i>eram declara+9es de car3cter a6solutamente negativok8 R?amarada =rilenAo. haver3 muito poucos testemunhos))) com isso a nossa tare2a 2ica extraordinariamente di2icultada))) neste dom-nio8 Risto é. mas as suas declara+9es não di>em respeito ao ?) ?) dos socialistas revolucion3rios. de modo inexplic3vel.or*ue não renunciaram pura e simplesmenteY ?omo se atreveram apensar em empunhar as armasX 7. seria pouco prov3vel *ue a imaginasse de 2orma a *ue. esses activistas nada 2i>eram) #ois deles. passados tantos anos. então o partido voltar3 a empunhar as armas@4)8 Fas por*u0 todas estas condi+9esY .) RVe/a1se *ue l-nguaXS A$DU'. o6) cit).) U) e ao tri6unal. perto da esta+ãoJ logo. com suspeita solicitude. acertasse precisamente no ponto exacto)8@5 RFuito 6em ditoX 'sto pode aplicar1se a *ual*uer depoimento preparado)S &u então.os direitos do povo8. longamente experimentada)8 (alve> se tenha lem6rado. 2orneceram em 1944. =onopliova e %emonov. h3 *ue demonstrar *ue os socialistas revolucion3rios se enganaram a si pr:prios) &s socialistas revolucion3rios disseram entãoJ 7Aguardemos *ue os E *ue é *ue não disseram todos estes charlat9es durante uma vida inteiraY =rilenAo. com os seus depoimentos volunt3rios.or*ue não a proi6iram categoricamente dissoY R&u melhorJ por*ue é *ue não a denunciaram . o terrorS. B) . no ano de 194CJ 7%e os 6olchevi*ues atentarem contra a vida dos re2éns socialistas revolucion3rios. de repente. e. lamenta1se =rilenAo.para diante parece poss-vel desencadear o processo) 7"este dom-nio da investiga+ão8. (cheAaYS (udo o *ue =rilenAo conseguiu arrancar deste magma 2oi *ue os socialistas revolucion3rios não adoptaram as medidas necess3rias para 2a>er cessar os actos individuais de terror dos seus activistas. mas não se decidiu a aplic31lo) #a. e o ?) ?) é culpado de terror) &u aindaJ o mem6ro do ?) ?V) #onsAoi advertiu Gaina =aplan de *ue seria expulsa do partido se disparasse contra enine) E poucoX .E AB& #E BU AB @11 6olchevi*ues passem a executar os socialistas)8 &u. 2alando de #onsAoiJ 7%er3 poss-vel . estava de atalaia com uma carga de piroxilina.

até . grandilo*uente. desorientado. =rilenAo.$'&X 'sto. p3g) 45Q) 1. *ue aca6assem com eles))) @5 =rilenAo. mas.Q 'dem. *ue interesse é *ue isso poder3 ter para E2imov8Y@5 'sso é. cada um dos seus movimentos.suspeitar da sua extrema perspic3cia. mesmo sem recorrer ao tri6unal. não tinham por assim di>er 2eito expropria+9es e. estava. isso era1lhes assacado agora como a sua primeira culpaJ ahX ahX. tudo passava a ser 7pilhagem e enco6rimento8) Através das pe+as de acusa+ão do processo. direito ao cora+ãoJ 7'nimigos encarni+ados e eternos8. o6) cit). eis o *ue são os acusadosX "esse caso. muito 6em) Fas h3 melhorJ 7. como culpa. uma ve> mais. p3g) @C5) A$DU'. p3g) 45@) @5 'dem. culpa) E se. tudo lhe é agora imputado apenas.oderia ter ocorrido este encontroY Essa possi6ilidade não est3 exclu-da)8 "ão est3 exclu-dak & *ue signi2ica *ue ocorreuc AdianteX Em seguida. vai1se pro/ectando a p3lida e amarelada lu> da lanterna da lei so6re toda a insegura. ou retrocessos.artido dos %ocialistas $evolucion3rios é /3 culpado pelo simples 2acto de "i& %E (E$ #E"U"?'A#& A %' . *ue nunca chegou a ter dirigentes dignos dele) E cada uma das suas decis9es ou indecis9es. mas agora. %i6éria. impulsos. /usto. recém1eleito. mas s: através da união de todas as massas tra6alhadoras e de um tra6alho de agita+ão Rou se/a. havia 7o grupo de sapa8) Ele deu muito *ue 2alar e de repente 2oi 7dissolvido por inactividade8) Então. ao 2u>ilamento. e não eram culpados de terror. p3g) 451) @14 A$DU'. os nossos agradecidos descendentes) =rilenAo dispara com 2uror. sem excep+ão. o6) cit). para *ue nos enchem os ouvidos com eleY ^ouve umas *uantas 7expropria+9es8 de 2undos de institui+9es soviéticas Rcomo é *ue os socialistas revolucion3rios podiam sa2ar11se de apuros. perante um tri6unal soviético. Fas ela. de todo em todo. *uanto ao restante. tratava1se de no6res e elegantes 7expropria+9es8. de acordo com o derru6amentoX Fas se. em *ue estão implicados. 7*uando alguém est3 disposto a denunciar. di>endo não concordar com o derru6amento da ditadura 6olchevista por *ual*uer meio.E AB& #E BU AB @1@ o caminho empedrado pelo *ual se hão1de arrastar e arrastar. /3 preso em IutirAi. sim. se tinham de alugar casas e ir de uma cidade para outraYS) #antes.$H. pois. todos os acusados. na linguagem dos revolucion3rios. sem mais nem mais. não vai até ao 2im) &u aindaJ 7 evar =onopl-ova. culpa. então inventa8 Rele sa6e de *ue 2alaX T ])%)S. escrevia ao novo. e *ue deve considerar1se como esta6elecido)8@Q & . h3 muito haviam sido perdoadosY & nosso caro procurador tira então da manga a sua reserva secretaJ 7Em <ltimo caso a não den<ncia constitui um crime. inde2eso e até inactivo. pelo contr3rio. o ex1?omité ?entral. oscilante e enredada hist:ria desse partido ver6alista. /3 se sa6e o *ue h3 a 2a>er deles) . como se v0. em %etem6ro de 1941. não 2alhaX E uma desco6erta do pensamento /ur-dico inscrita no novo ?:digo) E 11. no 2undo. de> meses antes do processo. a veracidade do seu depoimento consiste precisamente no 2acto de ela não revelar tudo a*uilo de *ue a acusa+ão necessita) RFas é o 6astante para o 2u>ilamento dos acusados)S 7%e se levanta o pro6lema de =onopliova inventar tudo isto))) a resposta é @4 Duanto aos outros re2éns. mesmo estando preso não concordava em ser li6ertado pelo terror nem por um complotS. por ele demonstrar a*uilo de *ue a acusa+ão precisaY8 Duanto a =onopliova.E AB& #E BU AB claraJ *uando alguém se p9e a inventar. não eram culpados de derru6ar o regime. então denuncia8@.

& ?:digo é tão novo *ue =rilenAo nem teve tempo de aprender de cor. sua conduta no tri6unal com elogios)841 A aprecia+ão do ?omité ?entral Executivo de toda a $<ssia. mas pode1se per2eitamente calcul31la) ]s ve>es =rilenAo. tudo é o mesmoX (omada *ue 2oi uma decisão. /3 depois do /ulgamento. passou)S #etectamos a*ui a antiga paixão pela sonoridade das 2rases. sua mulher na cama *ue seria 6om derru6ar o poder soviético.est3 tudoJ 2altava s: dar um empurrão para atingir o ideal)S %ucede *ue a investiga+ão prévia se reali>ou so6 a o6serva+ão do procurador Ro pr:prio =rilenAoS e desse modo se eliminaram conscientemente alguns desacordos nos depoimentos) ^3 mesmo depoimentos 2eitos pela primeira ve> perante o tri6unal) Due *uerem. ainda não cheg3mos l3X Ainda não é esse o ?&F. e de novo IergJ 7?onsidero1me culpado perante a $<ssia tra6alhadora de não ter podido lutar.)U) RJ3 a. deixa entre n:s de existirc Ela não intervém nem na *uali2ica+ão do delito. 2oiJ 7#urante o pr:prio processo. e so6re 7os métodos especiais de tratamento delas antes do processo8) eia1seJ é evidente *ue 2oram tra6alhados pela B).oucas coisas. com *ue pro2undidade os cita e os interpretaX E como se desde h3 décadas mane/asse tais artigos como *uem mane/a o cutelo da guilhotina) Fas eis algo *ue é essencialmente novo e importanteJ a di2erencia+ão entre métodos e meios. mas espero *ue o meu tempo ainda não tenha passado)8 R. muito poucas nos 2oram ditas acerca da atitude deles. contra o chamado poder oper3rio1campon0s. mas é ver *ue golpes assesta com esses n<meros. *ue existia no antigo c:digo c>arista. tam6ém para n:s 2oi tomando 2orma. é em 2un+ão dela *ue /ulg3mos) Due ela 7se tenha levado a ca6o ou não. dado *ue consideram 6om tudo *uanto 2i>eram) (alve> =rilenAo. ou lan+ado 6om6as 1 tudo é o mesmoX A pena é igualXXX #o mesmo modo *ue um pintor. através dos es6o+os de 1944. a inten+ão e a ac+ão. cita as palavras *ue pronunciaram no tri6unal) & réu Ierg 7acusava os 6olchevi*ues de terem chacinado as v-timas de 5 de Janeiro8 Ra6riram 2ogo so6re os mani2estantes *ue de2endiam a Assem6leia ?onstituinteS) E i6erov di>ia sem papas na l-nguaJ 7Eu reconhe+o1me culpado de em 191Q não ter tra6alhado su2icientemente para o derru6amento do poder dos 6olchevi*ues)84C Evguenia $atner teve express9es semelhantes. cada ve> mais. isso não tem *ual*uer signi2icado essencial8)@9 Duer tenha sussurrado . /3 a. pelos respectivos n<meros. ainda são genteX . com uns *uantos tra+os 2ortes de carvão. nem na san+ão penalX .est3 tudo. o6) cit). mas tam6ém uma grande 2irme>aX & procurador argumentaJ 7&s acusados constituem um perigo para a $<ssia soviética. por distrac+ão.&$(AFE"(& #&% A?U%A#&%X Eles ainda não são carneiros amestrados. 2a> emergir o retrato dese/ado.E AB& #E BU AB alguns dos réus encontrem consola+ão no 2acto de alguma ve> um analista se re2erir a eles ou .ara n:s. eles reservaram1se o direito de prosseguir a sua actividade anterior)8 Duanto ao réu Bendelman1Bra6ovsAi Rele mesmo /uristaS. pAg) 1Q5) 'dem. h3 certas arestas) ^3 coisas *ue não 2oram aca6adas) "o 2im de contas 7é nosso dever di>er. 45 e 49) Fas não. 2eito propaganda nas elei+9es. destacou1se no tri6unal pelas suas discuss9es com =rilenAo so6re a 2orma como eram 2alsi2icados os depoimentos das testemunhas. com plena clare>a e sangue12rio))) não nos preocupa o pro6lema de sa6er como o /u->o da hist:ria avaliar3 a o6ra *ue reali>amos8) . amiguinho.assou. todo o panorama dos anos @5. com todas as minhas 2or+as. p3g) 1C@) @14 A$DU'. os principais artigos re2erentes aos contra11revolucion3rios.

=rilenAo lem6ra1%e. isso é a instru+ãoX &s in2ormes. 2u>ilava1se . *uando estes dispunham de poderes extraordin3rios.ravda so6re o processo Rtodos eles liam o /ornalS 1 e todos haviam dito AFE". es*uivando1 se. AFE") "enhum se atreveu a di>er "]&) . gra+as a uma ou outra circunstLncia. parte) em6re1se amigo leitor. . tendo ' em conta *ue o processo é seguido pelo mundo inteiro. ao *ual é necess3rio explicar istoX))) E o tri6unal. lem6re1seJ o %upremo (ri6unal 7é olhado por todos os tri6unais da $ep<6lica. o metropolita Veniamin) E sempre assim. de *ue existe a investiga+ãoX A investiga+ão preliminar antes mesmo da instru+ãoX E eis a explica+ão h36il *ue ele d3J a*uilo *ue se desenrolou 2ora do Lm6ito da o6serva+ão do procurador e *ue v:s considerais como a instru+ão é. ' até ao <ltimoX844 Fas =rilenAo previne.etrogrado. na sua senten+a. mas suspender3 o seu cumprimento) E a sorte 2utura dos condenados depender3 do comportamento dos socialistas revolucion3rios *ue 2icaram em li6erdade Rinclusive os *ue se encontram no estrangeiroS) %e eles tiverem actividades contra n:s. em . era ultra/ante para =rilenAo ter1se levado meio ano a preparar este processo. ele condena ao 2u>ilamento não 7todos até ao <ltimo8. *ue não são comprovados pela instru+ão. evitas pisar o almo2ari>) Galando em termos pro2issionais. sem 2alar de uma centena dentre elas. 7elementos 2ornecidos pelos :rgãos da investiga+ão. o6) cit). 2icar vivos84@ 1 para aca6ar agora por dar tra6alho a =rilenAoJ o de lev31los ao 2u>ilamento por 2orma legal) 41 =rilenAo. *uando todos os acusados 7/3 não era a primeira nem a segunda ve> *ue tinham passado pelas mãos dos :rgãos.E AB& #E BU AB @15 ?laro *ue 7a senten+a deve ser uma e a mesmaJ o 2u>ilamento de todos. esmagaremos estes todos) "os campos da $<ssia cei2ava1se /3 a segunda colheita em pa>) "ão se disparava em mais nenhum lugar. com esp-rito magnLnimo. excep+ão dos p3tios da (cheAa) REm laroslavl. é ele *ue lhes d3 as directri>es8)4. *ue serão o6/ecto de um processo . d3 provas de aud3ciaJ na verdade. AFE". sempre asssim)S %o6 o céu cor de tur*uesa e pelas 3guas a>uis vão navegando rumo ao estrangeiro os nossos primeiros diplomatas e /ornalistas) & ?omité Executivo de #eputados &per3rios e ?amponeses conservava no seu rega+o os eternos re2éns) &s mem6ros do partido dirigente tinham lido sessenta n<meros do . *ue este se/a 7o6rigado a tomar imediatamente em conta ou a cumprir8)45 Ielo tri6unal esse. em *ue se atam todos os n:s e se apertam todos os para2usos. p3g) @44) A$DU'. ter1se ladrado durante dois meses na audi0ncia e perdido *uin>e horas a de6itar discursos de acusa+ão. podem calcul31lo por si pr:prios) Fas talve> este processo aca6e por ser cortado pelo . aos campos de concentra+ão. tendo conseguido. mas s: cator>e pessoas) As restantes são condenadas a prisão. pela primeira e <ltima ve> na hist:ria da /urisprud0ncia soviética. *ue o re*uisit:rio i do procurador 7não é uma ordem para o tri6unal8. de 2acto.raesidium do ?omité ?entral Executivo de toda a UniãoJ este con2irmar3 a senten+a de 2u>ilamento. A senten+a aplicada pelo %upremo (ri6unal é utili>ada 7como norma indicadora8)45 Duantos haver3 ainda nas prov-ncias *ue serão assim en2errolhados.Fas as arestas havemos de tom31las em conta e de corrigi1las) Entretanto. t0m muito menos valor pro6at:rio /udicial do *ue os elementos da instru+ão *uando esta é inteligentemente organi>ada8)44 %e és esperto. p3g) @45) 44 'dem.erAurov. p3g) 4@Q) 4v 'dem. a investiga+ão) E a*uilo *ue v:s considerais como uma repeti+ão da investiga+ão revista pelo procurador.

a B) . n:sX Voc0 ama a $<ssia. ele mani2estara1se pela declara+ão da guerra . AlemanhaSW 7de manter contactos com os representantes do comando aliado8 Risto *uando era dirigente do Finistério da BuerraXSW 7de se in2iltrar. 19. nos ?omités de %oldados Rentenda1seJ 2ora eleito deputado pelos soldadosSW e. esta melodiaJ pois se tanto voc0 como n:s somos russosX))) Voc0 e n:s T isto é. na $<ssia. não havendo *ual*uer acusador. parecia pr:xima da realidade Rrevista "icva.) U) lan+ou através deles um an>ol seguroJ a*ui. nem tão1pouco de2ensor) %avinAov de2endia1se sem grande convic+ão.or*ue é *ue emendaram então.) 45 'dem. de Agosto a6riu o /ulgamento) & presidente era um tal Ulrich Rencontramo1lo pela primeira ve>S. mas *ue produ>iu e2eito) Alguém calculara certamenteJ extor*uir a %avinAov m-seras declara+9es 2alsas não 2aria senão destruir a verosimilhan+a do *uadro)S "a conclusão da acusa+ão. p3g) 4C5) 45 'dem. p3g) @4. com intuitos de provoca+ão. mas sem um dirigente de méritoX "ão se podia imaginar um an>ol mais tentadorX %im. passados tempos. Ioris Victorovitch %avinAov cru>ou a 2ronteira soviética) Goi logo preso e condu>ido . tinha 7simpatias mon3r*uicas8) Fas tudo isto era velho) ^avia algo de novo nas acusa+9es.s avessas. trai+ão e enganando outros. indu6itavelmente. e a vida agitada de %avinAov não podia terminar calmamente em "ice) Ele não podia deixar de 2a>er uma <ltima tentativa. com todos os exageros ret:ricos da literatura pretensiosa. mas sim o 2uturo) ?om uma 6oa 2oice.E AB& #E BU AB J3 pro2eticamente =rilenAo tinha deixado escapar *ue não era o passado *ue /ulgavam. depois com esses processos precoces e com esse /ovem ?:digoY Acaso 19@5 não era tam6ém &IJE?('VAFE"(E "E?E%%Z$'& Rnecess3rio para os o6/ectivos de %taline e *uem sa6e se para os da ^ist:riaSY 44 =rilenAo. o6) cit). n:s respeitamos esse seu amor 1 mas acaso 4Q %o6re este regresso 2i>eram1se muitas suposi+9es) Fas.ol:nia Res*ueceram1se do JapãoX)))SW e tentativa de envenenamento do Exército Vermelho com cianeto Rmas não chegara a envenenar um s: soldadoS) Em 4. regressar ele pr:prio . o mais di2-cil é o primeiro golpe) ?erca de 4C de Agosto de 1944. em 19@5Y #e *ue é *ue se *ueixavamY))) Acaso não tinham sido lan+ados todos os 2undamentos da aus0ncia de /usti+a 1 primeiro com a repressão extra/udicial da icheAa. p3g) @19) 'dem. havia uma grande organi>a+ão clandestina. de *ue crimes não era acusado %avinAovY #e 7inimigo sistem3tico do campesinato po6re8W de 7ter a/udado a 6urguesia russa a reali>ar as suas aspira+9es imperialistas8 Rou se/a. um certo Ar1 damatsAi R*ue tinha acesso aos ar*uivos do ?omissariado da %eguran+a do EstadoS pu6licou uma hist:ria *ue. para sua perdi+ão) . *uase não contestava as provas) Ele con2eria uma dimensão l-rica a este processoJ era o seu <ltimo encontro com a $<ssia e a <ltima possi6ilidade de se explicar em vo> alta) #e arrepender1se) R"ão destes pecados *ue lhe imputavam 1 mas doutros) Vinha muito a prop:sito. n)O 11S) (endo levado alguns agentes de %avinAov . 2inalmente T havia de *ue 2a>er rir as galinhasX 1. recentemente.5. p3g) 4C9) @1. A$DU'.. ela6orada com uma terminologia . para pertur6ar o acusado. *ue 2iguraria em todos os 2uturos processosJ dinheiro rece6ido dos imperialistasW espionagem a 2avor da . u6ianAa)4Q A investiga+ão consistiu num <nico interrogat:rioJ apenas as declara+9es volunt3rias e o exame da sua actividade) Em 4@ de Agosto tinha /3 sido entregue o termo de acusa+ão) R$apide> incr-vel. $<ssia.

turvando então muitas mentesJ degeloY $egenera+ãoY Ulrich. ev Iorisso1vitch. teria vindo /untar1se o segundo mistério da senten+a Ra clem0nciaS. e *ue se este se havia suicidado era por reconhecer a sua 6ancarrota pol-tica)49 4g E n:s. de olhos 6rilhantes.ois se as redes existiam tam6ém nas pris9es americanas /3 nos come+os do século.riu6el contou a um dos seus -ntimos *ue ele era um dos *uatro *ue lan+aram %avinAov. considerando *ue os motivos de vingan+a não podem inspirar o sentido da /usti+a das massas prolet3rias8.) U) Acontecia *ue *uando %a1estava preso. e este. papague3vamos credulamente *ue as redes de metal tinham sido estendidas nas escadas da prisão desde *ue %avinAov da.:stuma de %avinAov. por*ue tinha sido indultado %avinAov) Ve/a1se como em sete anos se 2ortalecera o poder soviéticoX . pela /anela do *uinto andar. de *ual*uer modo. exclamouJ 7AcreditoX 'sso coincideX Eu acreditava em IliumAin. os posteriores detidos da u6ianAa.1por incum60ncia da B) . sendo uma porta de 6alcão e não propriamente uma /anela) Eles tinham escolhido o *uartoX %: *ue *uanto a ArdamatsAi. os an/os se descuidaram. a todos con2irmando. %avinAov deixou.aris. pensava *ue ele se ga6ava)8 Eis o *ue se apurouJ em 2ins dos .A$DU'. em . acreditou piamente. ainda por vir) mente na cela. e os homens da B) . o antigo tche*uista Artur . 2u>ilaremos centenas de milhares)S Assim. uma)S & segundo mistério 1 a senten+a ina6itual1ente 6enévola 1 é desvendado pela 6rus*uidão do terceiro) (rata1se de um rumor surdo.5 a F) ") KaAu6ovitch. 7entretendo1o8 pelas tardes) R. explicou ele mesmo. para o p3tio da u6ianAaX RG) isto não contradi> em nada a versão actual de Arda1blatsAiJ essa /anela tinha um parapeito 6aixo. contou a laAu6ovitch *ue era ele *uem tinha escrito a carta . e segundo . o 2u>ilamento é comutado em de> anos de priva+ão da li6erdade) 'sto 2oi sensacional. com a anima) de Jovem *ue ainda conserva.se arro/ara) 'nclin3vamo1nos diante dessa 6ela lenda e es*uec-amo1nos de *ue a experi0ncia dos carcereiros é internacionalX . os est<pidos.) U). no Grauda.E AB& #E BU AB @15 não a amamos n:s tam6émY Acaso não somos n:s agora a 2or+a e a gl:ria da $<ssiaY E voc0 *uis lutar contra n:sY Arrependa1seX)))S Fas o mais espantoso de tudo 2oi a senten+aJ 7A aplica+ão da pena m3xima não é exigida pelo interesse da manuten+ão da ordem legal revolucion3ria e. como seria poss-vel *ue a técnica soviética estivesse atrasadaY Em 19@5. a baiumAin.E AB& #E BU AB Fas todos os mais importantes e céle6res processos estão. não se in*uietem. parecendo desculpar1se.oder3 ele temer um *ual*uer %avinAovX R%e ao 2im de vinte anos se de6ilitar. um documento /usti2icativo Rpara *ue não houvesse engulhos no servi+oS. se em Faio de 1945 am6os não 2ossem reco6ertos pelo terceiro mistérioJ em estado de depressão. bias ele chegou até mim e eu transmiti1o em 19. *ue ninguém podia ter escrito esta carta senão o seu pai.ressentiria acaso %avinAov *ue era a morte *ue ia 2re*uentemente visit31lo 1 a insinuante. /3 mori6undo no campo de =olima. explicando sensata e coerentemente por*ue é *ue se tinha suicidado) E com tanta propriedade e tão de acordo com o seu esp-rito e a sua 2orma de exprimir1se *ue o pr:prio 2ilho do morto. não puderam simplesmente agarrar e salvar o seu grande e pesado corpo) "o entanto. em grande segredo. ao primeiro mistério do regresso. em todo o caso.riu6el se lan+aram a ele . IliumAin era a <nica pessoa a *uem era permitido visit31lo permanente1 @1Q A$DU'. os seus an/os1da1guarda. a amistosa morte de *ue não se pode . %avinAov arro/ou1se de uma das /anelas sem rede do p3tio interior da u6ianAa.

cerca de tre>entos importantes homens de letras russos 2oram metidos))) numa barca+aY))). transmitiu1o. *uanto a ele. s: se alterando com esta mancha gelatinosa e sem contorno preciso da velha intelig0ncia 6urguesa. coisas para contar) #epois do esmagamento dos socialistas revolucion3rios de es*uerda. ilha dos . *uanto antes. mas nem contra esse chegaram a servir1se de tal artigo) Em compensa+ão. pelos vistos. essas multid9es *ue se introdu>em loucamente. era provocado pela importLncia e pela exemplaridade da medida) A disposi+ão das 2or+as de classe na $<ssia %oviética era 6em clara e contrastada. e enviados para a lixeira da Europa) REntre os . a pena oposta T a deporta+ão para o estrangeiro em ve> do 2u>ilamento 1 2oi experimentada em massa e sem tardar) "essa época ainda. no entanto. doente.r-ncipes. *ue na es2era ideol:gica desempenhava o papel de uma aut0ntica espionagem militar. como 2oi tam6ém protegido por #>er/insAi Rcomo ele dese/ava proteger =ossirievS. a penetrar na intimidade das suas <ltimas medita+9es) . em 2ins de 1944. ele *ue em outros tempos 2ora auda>mente atacado por Fandelstam) Eren16urgo come+ou a escrever so6re IliumAin. Vladimir 'litch. ou a admira+ão por (rotsAi. tendo o camarada #>er/insAi organi>ado a ca+a. *uestão da deporta+ão de escritores e de pro2essores *ue a/udam a contra1revolu+ão. e. nada de melhor se tendo podido inventar para raspar e lan+ar 6orda 2ora. o seu esp-rito de aventureirismo. $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussaY A despeito de todas as previs9es cient-2icas. secretamente. tais multid9es não existiram e 2icou sem e2eito o artigo ditado a =urs1Ai) & <nico exc0ntrico *ue se achou em toda a $<ssia 2oi %avinAov. e *ue n:s 2u>il3mos de acordo com o artigo 51 do ?:digo Ucraniano. uma noite) Entretanto. ele 2oi enviado a . nas nossas linhas 2ronteiri+as de arame 2arpado. e sem o reprodu>ir. num acesso de c:lera. pelo seu regresso ar6itr3rio . vindas do &cidente. /3 tinha ca-do na cama. *uando estavam a ela6orar o ?:digo. sem deixar perder a sua 6rilhante ideia.ol-tico aprovaram1no. agora em todo o seu poder de tche*uista. não. em 191Q. não s: não partilhou da sorte de todos os socialistas revolucion3rios de es*uerda. para assassinar Ia/enov Rum cola6orador do secretariado de %taline *ue tinha 2ugidoS e conseguiu lan+31lo com 0xito do com6oio.ergunta1seJ e por*u0 lan+31lo pela /anelaY "ão teria sido mais simples envenen31loY ?ertamente *ue era inten+ão deles mostrar os restos a alguém. num navio. o assassino de Fir6ach não s: não 2oi castigado. mas os mem6ros do Iureau . escrevia em 19 de FaioJ 7?amarada #>er/insAiX Duanto . levou IliumAin . no limiar dos anos @C. aos mem6ros do Iureau . *ue ele mesmo tinha alimentado com o seu primeiro leite sangrento) ! A E' (&$"&U1%E A#U (A &"#E estão elas. neste caso.aris.e+o1lhe *ue mostre isto secretamente.adivinhar a 2ormaYS 'sso a/udou IliumAin a apanhar a maneira de exprimir1se e de pensar de %avinAov. mas prontamente se envergonhou e o deixou) ^3.ol-tico)81 & car3cter naturalmente secreto. e a sua visita a (rotsAi seria um segredo 6em guardado se $adeA /3 não 2osse então um delator) $adeA denunciou IliumAin e este 2oi tragado pelas 2auces do monstro. esse pLntano de ideias) Duanto ao camarada enine. tendo1se aparentemente convertido ao 6olchevismo) E claro *ue o mantinham de reserva para as tare2as especialmente su/as) ?erta ve>. perguntando ao pro2essor de leis se tinha alguma missão para a U) $) %) %) (rotsAi deu1lhe um pacote para $adeA) IliumAin levou1o. ou pensavam 2a>01lo) E o momento de revelar tam6ém o *ue 2oi 2eito de IliumAin. é necess3rio preparar isso o mais cuidadosamente poss-vel) %em prepara+ão cometeremos tonterias))) E preciso organi>ar tudo isso de tal 2orma *ue esses 7espi9es militares8 se/am ca+ados permanente e sistematicamente e expulsos para o estrangeiro) .

como por exemplo. sorte de #uAhonine4. pelos vistos. intelig0ncia dos engenheiros e técnicos T tanto mais perigosa *uanto ocupava uma 2orte posi+ão na economia nacional e era di2-cil control31la unicamente com a a/uda da #outrina de Vanguarda) (ornava1se agora claro *ue 2ora um erro o processo em de2esa de &lden6orguer Rtinha1se reunido ali um 6om centrin6oXS e prematura a declara+ão perempt:ria de =rilenAoJ 7"ão se podia 2alar de sa6otagem dos engenheiros a partir de 194C141) 8@ %e não era sa6otagem. as coisas não continuaram assim permanente e sistematicamente) (alve> pelo clamor da emigra+ão. 6em concatenado. corrigido e melhorado. comandante do exército russo so6 o Boverno provis:rio) Goi morto em "ovem6ro de 1915. para a *ual isso era um verdadeiro 7presente8.s suas m3s ami>ades.enal. o6) cit).E AB& #E BU AB @41 . conclusão de *ue essa medida não era a melhor. I) . ")A) Ierdiaiev. p3g) 4@5) Vasilv 'vanovich AnichAov FiAhail AleAsandrovich AleAsandr %htro6inder AleAsandr AndreNevich %vechn1 Keli>aveta KevgenNevna A$DU'.. por um simples comiss3rio instrutor do . o secret3rio de eão (olstoi. p3gs) 4. %) ") IulgaAov. o ?:digo .se a2irmaram e ad*uiriram a gl:ria 2iguram os dos 2il:so2os ") &) ossAi. a nossa lei amadureceu e p_de apresentar ao mundo algo de verdadeiramente per2eitoX Um processo -ntegro.E AB& #E BU AB nomes *ue a. ') A) 'linW os dos historiadores %) .) =arssavin. e desta ve> contra os engenheiros) Goi assim *ue se a6riuJ aS & . etcW e os dos escritores e pu6licistas K) 1) AiAhenvald. entran+ou todas as antigas cordas dos artigos pol-ticos numa <nica e s:lida rede de arrasto 1 o artigo 5Q 1 e 2oi utili>ado para esse género de pesca) Esta alarga1se rapidamente . chegou1se . sem tra6alho.rocesso das Finas R1Q de Faio115 de Julho de 194QS.echeAhonov) &utros 2oram ainda expedidos por pe*uenos grupos.514. ) . tomo 54. F) A) &ssorguin. era pior aindaJ nocividade premeditada Resta expressão 2oi lan+ada. ao *ue parece. *uer ao Ar*uipélago) Aprovado em 194. V) ) FiaAotin.rocesso das FinasS) Fal se tinha compreendido o *ue era necess3rio procurar 1 a nocividade premeditada. A) %) '>goiev. linchado pela tropa) R") dos ()S 11 =rilenAo. mas a nature>a de %taline e tudo o *ue a nossa /usti+a contava de inventores aspirava. se come+ou a desco6ri1la. %) ) GranA. A) V) .) Viches1lavtsev. e de *ue nessa lixeira podiam crescer 2lores venenosas) E 2oi a6andonado tal processo) (oda a limpe>a posterior condu>ia *uer . G) A) %tepun. de *ue se deixava escapar em vão 6oa carne para 2u>ilamento. em come+os de 194@. em todos os ramos da ind<stria e em todas as 236ricas) "o entanto. ') ') apchin. 2inalmente. grande. a ela) E. nem uma execu+ão per2eita.a enine.) Felgunov. apesar do inédito *ue o conceito tinha na hist:ria da humanidade. e logo.) ' @4C A$DU'. tam6ém l3 2oram parar matem3ticos como #) G) %elivanov)S Entretanto. A) A) =isse6etter. Re mantido até =ruchtchevS. 5)b edi+ão. nestes achados12ragment3rios não havia uma unidade de pensamento. %ec+ão Especial do %upremo (ri6unal da U)$)%)%)W presidenteJ A) K) VichinsAi Rrei1 #uAhonine. V) G) IulgaAov) #evido .

tomando o com6oio em marcha. Vassili1'u/in e Antonov11 %aratovsAi) Eram simp3ticos e.iotr AAimovitch . pro2essor do 'nstituto de Finas e consultor do . 191Q e 1944S.rocesso das Finas 1 os acusadores p<6licos &ssadtchi e ?heinS) (orna1se desnecess3rio di>er com *ue gosto e ha6ilidade lhe prestou aux-lio todo o aparelho da Administra+ão . lemos no hvie>tia um necrol:gio so6re as v-timas da repressão) G) *uem o assinouY & campeão da longevidade Antonov1 %aratovsAiX 5 . nele dois cons:cios seus. em 19. nessa grandiosidade residia tam6ém a 2ra*ue>a desse processoJ se para cada réu 2osse necess3rio manipular apenas tr0s 2ios. estes seriam /3 cento e cin*uenta e nove. de resto.arte '''. tam6ém) "aturalmente.lano do Estado) Galaremos mais pormenori>adamente so6re ele na . em anteriores processosS 1 a importLncia dos réus e dos de2ensores. uma espécie de transmissão /ur-dica do testemunhoS4W cin*uenta e tr0s acusados. ele passou a ser o camarada ministro do ?omércio e da 'nd<stria) .ol-tica e Estatal Uni2icadaJ R&) B) . onde tanto o tri6unal como o procurador. *ue /3 tinha passado para o pulso de 2erro de lagoda) ^avia *ue criar e desmascarar a organi>a+ão dos engenheiros. mas =rilenAo tinha s: de> dedos. pela simples sonoridade dos seus apelidos. inc<ria c>aristaY #epois de Gevereiro. vista e eram imperdo3veis precisamente ao experiente =rilenAo) "o um6ral da sociedade sem classes.rocesso das Finas *ue =rilenAo come+ou a cavar um novo e mais largo 2osso Rca-ram. ou se/a. logo a partir do dia do termo do .rocesso das Finas R*ue punha em causa a ind<stria de extrac+ão car6on-2era. cap-tulo de>S) . poss-veis de nocividade premeditada) Duem não conhecia uma 2igura tão indu6itavelmente 2orte e insuportavelmente arrogante como . sem d<vida. e VichinsAi s: de>.tor ainda da Universidade Estatal de FoscovoSW acusador principalJ ") V) =rilenAo Rencontro céle6re.altchinsAi. mas não todosJ s: de>asseis dentre eles) (re>e o2ereciam resist0ncia) Vinte e *uatro não se reconheciam em geral culpados)5 'sso era uma mani2esta+ão inadmiss-vel de discordLncia *ue as massas não podiam compreender) Ao lado dos méritos Rconseguidos.4. inclusive. o imprudente =rilenAo.ravda.E AB& #E BU AB presidente do ?omité da 'nd<stria de Buerra. tanto a de2esa como os acusados. do . 2inalmente. e *ue sou6e. a envergadura do . cin*uenta e seis testemunhas) BrandiosoXXX Ai dele.ara isso. para organi>ar um processo /udicial sem con2lito Rre2lexo do nosso regime interno não con2litualS.altchinsAi 2oi apontado como o principal réu do novo e grandioso processo) "o entanto. os de2eitos do novo processo estavam . sendo. o da engenharia. são nomes *ue se recordam 2acilmente) #e repente. e esteve tr0s ve>es preso depois da $evolu+ão de &utu6ro Rem 1915. não s: desconhecia a resist0ncia dos materiais. aspirariam unanimemente a um mesmo o6/ectivo) Além do mais.ela sua actividade revolucion3ria tinha sido perseguido pelo c>aris1mo. *ue dirigia os es2or+os de guerra do con/unto da ind<stria russa.) U)S. destacado engenheiro de minas /3 nos come+os do século. *ue a6rangia todo o pa-s) . 7os acusados procuravam revelar . preencher as lacunas devidas . ao penetrar num dom-nio novo para ele. precisava1se de colocar . a partir de 194C. como tam6ém não tinha no+ão das possi6ilidades de resist0ncia das almas. *ue durante a guerra mundial era /3 o camarada 4 E os mem6ros assessores eram velhos revolucion3rios. 44 de Faio de 194Q. sua 2rente v3rias 2iguras importantes. sociedade os seus graves crimes8. t-nhamos 2or+as. não o6stante a ruidosa actividade de procurador *ue exercia h3 /3 de> anos) A escolha de =rilenAo revelou1se err:nea) . <nica e exclusiva do #on6assS era desproporcionada para a época) Goi. p3g) @) @44 A$DU'. a sua incapacidade de deslocar ou re/eitar o 6loco da senten+a 1.

o pr:prio Antonov1%aratovsAi e o nosso 2avorito =rilenAo) Agora /3 não h3 7ra>9es técnicas8 *ue impe+am de o2erecer ao leitor o estenograma completo do processo 1 ele a. ") =) VonmeA e A) G) VelitchAo) %e Galeceram durante as torturas ou 2oram 2u>ilados.ara n:s. ou *ue se oponham . pertencia . *ue 2icou a ser uma o6ra1prima da nossa /usti+a e um modelo inating-vel pela /usti+a mundial) 6S & . presen+a de correspondentes estrangeiros) 'deia grandiosaJ no 6anco dos réus. lagoda pu6licou.&%%uVE o2erecer resist0ncia. toda a ind<stria do pa-s. 44 de Faio de 1949) 5 E muito poss-vel *ue este seu 2racasso o tenha 2eito cair nas m3s gra+as do che2e e determinado a condena+ão sim6:lica do ex1procurador nessa mesma guilhotina) A$DU'.ro/ectosY #irectri>esY ?omunicadosY ?onsidera+9esY #en<nciasY "otas pessoaisY "adaX 'sto é 1 "EF UF . mas este morreu sem ter aceite representar esse vil papel) ?onseguiram vergar o velho Giodotov. um conciso comunicado da &) B) .altchinsAi suportou todos os meios de tratamento conhecidos pela &) B) . mas 72oi tudo destru-do8) $a>ãoJ 7onde guardar os ar*uivosY8 "o processo são apresentados unicamente v3rios artigos de . e tam6ém presas) . além disso. e so6re a condena+ão de muitos outros *ue não eram mencionados). E *uanto tempo perdido para nadaX Duase um anoX Duantas noites de interrogat:rioX Duantas 2antasias dos in*uiridoresX E tudo em vão) =rilenAo tinha de recome+ar tudo pelo princ-pioJ procurar uma 2igura *ue 2osse 6rilhante e 2orte. em 44 de Faio de 1949. mas *ue ao mesmo tempo se mostrasse dé6il e completamente d<ctil) Fas ele compreendia tão mal esta maldita ra+a de engenheiros *ue perdeu ainda um ano em tentativas desa2ortunadas) A partir do Verão de 1949. mas eles demonstraram *ue é .A.&%%uVE manter1se 2irme 1 e assim deixaram uma ardente chama de reprova+ão dirigida a todos os céle6res acusados posteriores) Escondendo a sua derrota.artido 'ndustrial R45 de "ovem6ro15 de #e>em6roS. economia.lanosY . prova. é coisa *ue por en*uanto não sa6emos. e =rilenAo não conseguia lev31lo a ca6o)5 E 2oi s: no Verão de . um ramo pouco vanta/oso) E perdeu1se outro anoX & pa-s aguardava o processo universal dos sa6otadores da economia. e morreu sem ter assinado *ual*uer a6surdo) Juntamente com ele 2oram postos . hvie>tia.) U) so6re o 2u>ilamento dos tr0s.) U). andou . mas era na verdade demasiado velho e. pelos grandes pre/u->os premeditadamente causados . aguardava1o o camarada %taline.s voltas com =hrenoAov.) U) cometeu tal descuidoJ prender tanta gente e não ter conseguido arre6anhar nenhum papelY 7^avia muitos8.est3Q 1.. todos os seus ramos e :rgãos de plani2ica+ão) R%: o olhar do construtor distingue a 2alha por onde desapareceram a minera+ão e os transportes 2errovi3rios)S A acrescentar a isto h3 a parcim:nia na utili>a+ão dos materiaisJ são acusadas apenas oito pessoas Rsendo levados em conta os erros cometidos no . ramo important-ssimo para a de2esa nacional))) Fas h3 nesse caso uma multidão de testemunhasY %ete pessoas. sessão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) & pr:prio VichinsAi.E '"^&X ?omo é *ue a B) .rocesso do . tam6ém sa6otadoras da economia. $am>inX Este 2oi preso e em tr0s meses preparou1se e encenou1se magni2icamente o espect3culo.E AB& #E BU AB @4@ 19@C *ue alguém desencantou e prop_s o director do 'nstituto de (écnica (érmica.rocesso das FinasS) ^ão1de exclamar os leitoresJ então oito pessoas podem representar toda a ind<striaY . ind<stria t0xtil. e pelos vistos tão1pouco se entregaram. *ue E . ind<stria t0xtil. até são muitasX (r0s das oito pertencem .acotesY #ocumentos denunciadoresY . não se entregou.

e se dese/a 2alar. sem se*uer serem interrogados) $am>in.E AB& #E BU AB é necess3rio 2a>er perguntasJ os réus 2alam. para maior clare>a. mais claro. 7A nossa ideologia 6urguesa8 ))) & procuradorJ 7Esse 2oi o seu erroY8 (charnovsAiJ 7E o meu delitoX8 =rilenAo. *ue um apelido 2i*ue por pronunciar.artido 'ndustrial. *ue a inten+ão lesiva de alguém 2i*ue por denunciar) E como se descomp9em a si pr:priosX 7Eu sou um inimigo de classe8. 2re*uentemente. os seus pr:prios argumentos são estreitos e 2ormulados contra vontade. como é costume para os estudantes med-ocres) & *ue mais temem os réus é *ue algo 2i*ue por esclarecer. 2alam. p3g) 4QQ) . não é a sua primeira experi0ncia) 7A melhor prova de todas as circunstLncias é sempre o reconhecimento da culpa6ilidade pelos réus)89 Um reconhecimento aut0ntico./ornaisJ da emigra+ão e do interior) Fas como condu>ir a acusa+ãoYX))) . com 2rie>a e tran*uilidade pro2issional)8 Essa agoraX (anta paixão na con2issãoY E dilig0nciaY E 2rie>aY 'sso é poucoJ pelos vistos. e não contestam a nature>a dos seus crimes nem a *uali2ica+ão das suas ac+9es. pois o 7de2ensor soviético é. construir a superauto1estrada Fos1covo1#on6assYS para retardar a solu+ão de importantes pro6lemas) REn*uanto os 1C . *uando os tra6alhadores estavam dispostos a dar *uarenta a cin*uenta por centoS) $etardavam os ritmos de extrac+ão de com6ust-vel local) "ão desenvolviam o =u>6ass com su2iciente rapide>) Utili>avam as discuss9es econ:micas te:ricas Rdevia a6astecer1se o #on6ass com a central eléctrica do #niepre. 7Eu sou um corrompido8. 7o seu cad3ver ou o seu tra6alho8Y E *uais eram os crimes hediondos desses engenheiros 6urguesesY Ei1los) . chama hist:rico ao seu discurso de acusa+ão. nada tem *ue 2a>er. depois de extensas explica+9es. VichinsAi lhes pede *ue 2alem mais alto. experimenta um sentimento de indigna+ão pelos crimes dos seus clientes8)1C "o interrogat:rio da audi0ncia a de2esa 2a> perguntas t-midas e simples e desiste imediatamente. sincero. 2alar. o seu texto arrependido e 2luente é murmurado com tanta 2rouxidão *ue. ele o2erece1se para dar ainda esclarecimentos 1e interpreta+9esX Em cinco sess9es seguidas. denunciar. 19@1) a 'dem. um cidadão soviético8 e 7em un-ssono com todo o povo tra6alhador. estigmati>arX & velho Giodotov Rde sessenta e seis anosS é convidado a sentar1seJ o *ue disse /3 6astaX.ara isso l3 est3 "iAolai Vassilievitch =rilenAo) "a verdade. o crescimento anual da produ+ão 2icaria redu>ido apenas a vinte ou vinte e dois por cento.rocesso do . camaradas /u->es. Foscovo. h3 cinco audi0ncias *ue toma ch3 com 6olachas ou o *ue *uer *ue lhe vão servir) ?omo é *ue os réus conseguem resistir a uma tal descarga emocionalY "ão havia grava+ão em magneto2ones. *ue alguém 2i*ue por desmascarar. não 2or+ado. logo *ue VichinsAi a interrompe) &s advogados apenas de2endem dois ino2ensivos acusados da ind<stria t0xtil. exp9em de 2orma l:gica tudo o *ue é imprescind-vel para acus31los. Editora egisla+ão %oviética. antes de tudo. em *ue o arrependimento 2a> irromper do peito mon:logos intermin3veis. mas eis a descri+ão do de2ensor &tsepJ 7As palavras dos réus 2lu-am diligentemente. mas não.laneavam a diminui+ão do ritmo de desenvolvimento Rpor exemplo. e depois pedem ainda a palavra para completar o *ue se es*ueceram de di>er. pois nada se ouve) A de2esa não altera no m-nimo *ue se/a a harmonia do processoJ ela est3 de acordo com todas as suposi+9es do procurador. nem .rocesso do . p3g) 45@) @44 A$DU'.artido 'ndustrial. discutindo somente se não poder3 o seu cliente escapar ao 2u>ilamento) & *ue ser3 mais <til. 2a> um 6reve resumo. explicam. simplesmente.

por causa dos contraplanos 2inanceiros para a ind<striaY ^aver3 uma despropor+ão. de todas as 2ormas. vontade as percentagensY AhX. as coisas estão paralisadasXS $etinham o exame dos pro/ectos de engenharia Rnão os aprovavam instantaneamenteS) "os cursos so6re a resist0ncia de materiais aplicavam uma linha anti1soviética) 'nstalavam m3*uinas anti*uadas) ?ongelavam capitais rdespendiam1nos em constru+9es prolongadas e custosasS) $eali>avam repara+9es desnecess3rias RXS) Aproveitavam mal o metal Rsortimento incompleto de 2erroS) ?riavam despropor+9es entre as o2icinas. ora))). oito ve>es. no decurso do /ulgamento. como é amargo o pão do procuradorX #ecidiu1se *ue tudo seria pu6licado palavra por palavraX 'sso signi2ica *ue todos os engenheiros o lerão) Uma ve> a6erto o vinho. de todos os modos. gra+as ao elevado n<mero de contratos de 2inanciamento e produ+ão proposto pelas massas R*uantidades duplasXS) &ra. sem se consultar o plano do Estado. o pre/u->o não aparecia so6 a 2orma de destrui+ão ou de deterioramentoJ tratava1se de um plano operacional *ue devia condu>ir . crise geral e até .C) "ão poderia ocorrer tudo isso. com o desenvolvimento acelerado dessa mesma in2eli> ind<stria t0xtil) E o pior é *ue pro/ectavam Rmas sem uma s: ve> as reali>arem em nenhum lugarS ac+9es de sa6otagem na energética) #esse modo. em *ual*uer reunião sindical. paralisa+ão da economia em 19@CX Fas não condu>iu a isso.A$DU'. é necess3rio 6e601loX E =rilenAo lan+a1se auda>mente a discutir e a 2a>er perguntas so6re os pormenores de engenhariaX E as 2olhas soltas e intercaladas dos grandes /ornais. de cima assim o haviam ordenadoS))) ora. enchem1se de caracteres min<sculos com su6tile>as técnicas) & c3lculo é *ue o leitor se sinta aturdido. A$DU'. deram1se saltos de planos minimalistas para maximalistas) E come+ou uma clara e premeditada actividade nociva. ela6oradas sem nenhuma intelig0ncia nem ha6ilidade. insiste na sua o leitor dos anos . através das 2astidiosas autodeclara+9es. esmagados. apanhados. em *uais*uer condi+9es *ue se/a)8b Entre estas duas impossi6ilidades se comprimia todo o tra6alho)dessa desgra+ada gera+ão de engenheiros) & 'nstituto de (écnica (érmica orgulha1se dos resultados da sua principal investiga+ãoJ elevou 6ruscamente o coe2iciente de utili>a+ão do com6ust-velW a partir . *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta são imposs-veis de extrair. não lhe chegando as noites nem os dias de 2olga para ler tudo. 2ixando1se apenas nos estri6ilhos colocados de ve> em *uando em alguns par3gra2osJ sa6otadoresX %a6otadoresX Fas se. de um tra6alho *ue não era da sua es2era) Due do grosseiro n: levantam voo sem di2iculdade as asas poderosas do pensamento do século !!) &s presos ali estão. di> com cepticismo o nosso leitor) ?omoY . se puder duplicar . e mesmo as assustadas e 2atigadas anguas dos réus conseguem nomear e di>er1nos tudo) @4.E AB& #E BU AB @45 engenheiros discutem. ora))).E AB& #E BU AB Eis em *ue am6iente eles tra6alhavam) =alinniAovJ 7Entre n:s tinha1se criado um clima de descon2ian+a técnica)8 aritchevJ 7Duer *uiséssemos *uer não.ara si isso é poucoY Fas se. mas o pensamento. ele se decide a lerY inha ap:s linhaY Ver3 então. *ue a /i6:ia da u6ianAa se tinha incum6ido de uma *uestão. evola1se. t-nhamos de extrair esses *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta Risto é.se. esse. pode ser *ue não resulte assim tão poucoY &ra. repetimos cada ponto e o mastigamos cinco. as matérias11primas e as possi6ilidades de ela6ora+ão Re isso mani2estava1se especialmente no ramo t0xtil onde se constru-ram uma ou duas 236ricas a mais para o algodão colhidoS) #epois. precisamente. su6missos.

de 6oa mente. como poder3 explicar1se mais claramente o aterrori>ado réuY))) & *ue para n:s é teoria. de serem consideradas pre/udiciais)148 11 . para *ue se/a enviada a cada 236rica uma determinada *ualidade correspondente . extrac+ão do com6ust-vel 1 isso %'B"'G'?A DUE ^&UVE %AI&(ABEF. diminuindo o n-vel de produ+ão do com6ust-velX "o plano dos transportes propuseram o ree*uipamento de todos os vag9es de trac+ão autom3tica T isso signi2ica. tomem notaXS. *ue os médicos exigiam uma caixa de ar de nove metros de altura. insiste e insiste numa *uestão espectacular. recorrendo a um maior n<mero de tra6alhadores) #entro de um decénio. para voc0s é sa6otagemX . apresentam1se menos exig0ncias *uanto . amplos corredores e demasiado 6oa ventila+ãoY Acaso não se trata de uma actividade pre/udicialY "ão é isso imo6ili>a+ão irrevers-vel de capitalXX &s sa6otadores 6urgueses explicam1lhe *ue o ?omissariado do .artido 'ndustrial. en*uanto entre n:s sucede o contr3rio. sendo tudo expedido desordenadamente. no 2uturo plano. com a explica+ão de *ue num pra>o de cem anos isso se /usti2icava T l3 estava ela ainda. p3g) @45) 14 'dem. Giodotov chegou . sem pensarem nada no amanhã))) & velho Giodotov tenta explicar onde vão perder1se centenas de milhares e milh9es de ru6los.rocesso do .da-. tendo1a Giodotov 6aixado para seis 1 por*ue não para cincoY Eis a sa6otagemX RFas se a tivesse 6aixado para . a trac+ão autom3tica s: pode introdu>ir1se e amorti>ar1se a longo pra>o e n:s temos necessidade dela /3 para amanhãXS A 2im de aproveitar melhor as linhas 2érreas de via simples.ovo *ueria. . *ue 2icaria mais 6arato. no 2im de contas. GiodotovJ 7E :6vio *ue se se puseram a contar cada Aopec. para os dentesYS #o 6anco dos réus concorda. de *ual*uer maneira.5) A$DU'.reside a sa6otagemX %o6 a apar0ncia de economia o *ue o réu não *uer é *ue na ind<stria soviética ha/a as m3*uinas mais avan+adasX E *uando se lan+aram a construir novas 236ricas de 6etão armado. conclusão seguinteJ não é vanta/oso comprar agora cei2adoras1de6ulhadoras americanas.ois o *ue voc0s *uerem é apanhar as coisas ho/e. se/am *uais 2orem as *ue tenhamosl e então compr31las1emos mais caras) A. no pa-s do proletariado. uma ve> mais. *ue são mais carasW nos pr:ximos de> anos 2icar3 mais 6arato comprar as inglesas. então pode chamar a isso sa6otagem) &s ingleses di>emJ eu não sou su2icientemente rico para poder comprar coisas 6aratas))) E ele tenta explicar docemente ao teimoso procuradorJ 7Dual*uer *ue se/a o ponto de vista te:rico. com tectos altos. tinham decidido aumentar o n<mero de locomotivas e de vag9es) "ão ser3 isto uma moderni>a+ãoY "\&. mistura))) Fas o procurador não escutaX ?om a o6stina+ão de uma pedra ele volta ao assunto de> ve>es durante o processo. p3g) @. ser3 necess3rio gastar dinheiro no re2or+o da parte superior das pontes e das viasX Ap:s uma pro2unda re2lexão econ:mica so6re o 2acto de *ue na América o capital é 6arato e a mão11de1o6ra cara. insiste. sua designa+ão.lano Duin*uenalJ o algodão não é seleccionado no lugar da colheita. em lugar de simples cimento. 2ornecem1se normas suscept-veis. por acaso. construir para os oper3rios edi2-cios com amplitude e 6om ar Rportanto no ?omissariado do (ra6alho tam6ém h3 sa6otadores. voltando aos dados do pro6lemaJ por*ue é *ue passaram a construir 7236ricas1pal3cios8. em6ora menos aper2ei+oadas. mera sa6otagemX ?om e2eito. devido ao 2renesim selvagem do . *ue congelavam o capitalX R"a verdade. ser3 inevit3vel mud31las. *ue sa6otavam. a %AI&(ABEFX ?ongelamento de capitaisX A6sor+ão de arma+9es *ue escasseiamX RBuard31las1ão.E AB& #E BU AB @45 Iom. ra>ão por *ue não devemos copiar o *ue se l3 2a> como os macacos.

por um peda+o de vida) =rilenAoJ 1 Est3 de acordoY GiodotovJ 1 Estou de acordo))) em6ora.*uatro e meio seria. p3g) 4C4) @4Q A$DU'. 6ons ou maus) Ele poder3 avaliar todas as convuls9es histéricas do vosso . *uando /3 sentem vergonha pelo dramaturgo. *ue ainda não 2oram presos. e não hav-amos adoptado as medidas necess3rias para essa produ+ão)8 1@ . com as suas instala+9es. a pressa teve por 2im sa6otarW se não se apressaram.rocesso do . não pense)))15 =rilenAoJ 1 ?on2irma1oY GiodotovJ 1 Galando com propriedade))) em certas passagens))) parece *ue em geral))) sim)1. concordem *ue não é pouco) =rilenAo a6usa muitas ve>es dos seus artistas até os levar a uma entoa+ão 2atigada.ara os engenheiros Ra*ueles *ue ainda estão em li6erdade. no 2undo. a sa6otagemJ 7":s t-nhamos a possi6ilidade de produ>ir. por imposs-vel. a despropor+ão 2oi tam6ém pre/udicial) $epara+9es. revisto e depurado. antes do ?entro dos Engenheiros)8 R(charnovsAiS u 7"ão são necess3rias *uais*uerbac+9es de sa6otagem)))8 7Iasta levar a ca6o as ac+9es previstas e tudo se consumar3 por si mesmo)814 Ele mesmo não pode exprimir1se mais claramenteX 'sso passa1se depois de v3rios meses de u6ianAa e no 6anco dos réus) Iastam as ac+9es previstas Risto é. pelo a6surdo de os o6rigar a moer e a remoer. ele insiste ainda outra ve>. desmoronar1se13 por si pr:prio) 3 est3 ela. paor meio da priva+ão do sono e do cala6ou+o 1 e voc0s mesmos poderão 2ornecer1me 2actos convincentes de *ue é poss-vel terem praticado actos de sa6otagem)S 7#01me um exemplo claroX #01me um exemplo claro do seu tra6alho de sapa8. outra ve> e outra ve> so6re essa *uestão da altura do tectoX E como se atreveram a montar tão potentes ventiladoresY Era a previsão dos dias mais *uentes de Verão))) E por*u0 para os dias mais *uentesY "os dias mais *uentes.lano Duin*uenal a reali>ar em *uatro anos) %a6eremos então *uanta ri*ue>a e *uantas energias populares 2oram desperdi+adas em vão) %a6eremos como .rocuram explicar a =rilenAo *ue. mil toneladas. mas dev-amos Rem virtude desse est<pido planoS produ>ir tr0s mil. melhoramentos. e*uipamentos de) 6aseJ tudo era imo6ili>a+ão de capitaisW o tra6alho até ao desgaste do material tornava1se uma ac+ão sa6otadoraX RAcrescente1se *ue os investigadores conhecerão tudo isto através dos réus. com o 2im tam6ém de sa6otar) %e desenvolveram um ramo da ind<stria com prud0ncia. *ue t0m de tra6alhar animosamente depois de um processo *ue denigre toda a classeS. houve um atraso premeditado e nocivoW se se su6ordinaram aos caprichos da 2antasia de avan+ar. . p3g) 4C4) 14 'dem. uma insolente sa6otagemJ recriar para os livres oper3rios soviéticos as horr-veis condi+9es das 236ricas capitalistas)S .artido 'ndustrial. do mesmo modo. ordenadas de ?'FA pelos che2es torpes *ue dirigemS e o plano. houve uma rutura do ritmo.ara um relat:rio o2icial da*ueles anos. em6ora tenham de continuar a desempenhar o seu papel. relativamente ao custo glo6al de toda a 236rica. não existe sa-da) (udo é mau) E mau o sim e é mau o não) E mau avan+ar e é mau recuar) %e se apressaram. digamos. estimula o impaciente =rilenAo) R#ar1lhe1ão exemplos clarosX ^aver3 alguém *ue aca6ar3 por escrever a hist:ria da técnica nestes anosX Ele citar3 todos os exemplos. *ue os oper3rios tomem um 6elo 6anho de vaporX "o meio de tudo issoJ 7As despropor+9es eram preconce6idas))) Uma torpe organi>a+ão tinha ar*uitectado 6em as coisas. isso não a2ecta mais do *ue tr0s por cento do custoW mas não.E AB& #E BU AB .

houve 2alta de coordena+ão) Iom. mas como medida de atemori>a+ão promete enviar uma es*uadra para o mar "egro e para o I3ltico Rpor isso se lhe dariam o petr:leo do ?3ucasoS) &s principais com6atentes seria)m. menos as pati2arias arrastam ao 2u>ilamento) Fas.aralelamente. até . provocar1se1ão engarra2amentosX "as centrais eléctricas. haviam1na marcado para 194Q) Fas não chegaram a p_r1se de acordo. nem lutas de partidos) Iastava apitar e todas as divis9es se poriam em marcha para a interven+ãoX . não é preciso entrar em pormenores) Duanto mais pormenores se dão. est3 6em. nem di2iculdades. *uer se/am de estrangeiros.E AB& #E BU AB @49 os melhores pro/ectos 2oram condenados e reali>ados os piores. p3g) @5. as coisas passar1se1iam assimJ a Gran+a não com6ateria ela mesma.reparava uma interven+ão estrangeiraW 4S $ece6ia dinheiro dos imperialistasW @S Exercia espionagemW 4S (inha distri6u-do as pastas do 2uturo Boverno) A.artido 'ndustrial. avan+ar3 directamente so6re FoscovoX Q E. ainda não é tudoX &s crimes mais importantes ainda estão por virX Ei1los. p3g) 445) 1.artido 'ndustrialJ 1S .E AB& #E BU AB ^aver3 explos9esY "ão. e todas as m3*uinas 2icarão paralisadas. havia a . reservando para si Rcomo pre+o da organi>a+ão geralS uma parte da UcrLnia) A 'nglaterra. *uer dos nossosXS Acrescentem a isto o golpe mortal *ue ser3 dado .ol:nia Ra ela davam11lhe metade da UcrLniaS) A $oménia Rsão conhecidos os seus 6rilhantes 0xitos na . deixando a União %oviética mergulhada nas trevas. acusados. e se separaram. s: *ue ser3 ainda mais terr-vel) (odos eram dirigidos pelo *uartel11general 2ranc0s) A Gran+a Rnão éS não tinha mais com *ue se preocupar. ei1los. acess-veis e compreens-veis mesmo a um anal2a6etoXXX & . em todas as vias 2érreas)))1Q & autor utili>a no texto a expressão chinesa) R") dos ()S Essa 2lecha. mais adiante. duas outras unidades t0xteis serão constru-das na .rimeiro.artir3 da Iessar36ia e.) A$DU'. *ue 6om pode sair da*uiY &s diletantes e entusiastas 2a>iam ainda mais desgastes do *ue os che2es torpes)S %im. trans2eriram1na para 19@C) #e novo não se chegou a acordo) Gica então para 19@1) . sendo um inimigo terr-velS) A et:niaX E a Est:niaX REstes dois pe*uenos pa-ses a6andonariam gostosamente as preocupa+9es dos seus /ovens regimes e todos em massa se lan+ariam nas con*uistas)S Fas o mais terr-vel de tudo é a direc+ão do golpe principal) ?omo. ainda muito menos com6ateria. mas 6astava uma apitadela para imediatamente se reuniremS) #epois. *uem é *ue a desenhou para =rilenAo no ma+o de cigarrosY "ão seria J*uele *ue meditou toda a nossa de2esa para o ano de 1941Y))) @@C A$DU'. cem mil emigrantes Reles h3 muito *ue de6andaram.rimeira Buerra Fundial. porta 2echada não devem di>er *uais seriam os actos de sa6otagemX "em mencionar as 236ricasX "em indicar *uais os pontos geogr32icosX "em mencionar os apelidos. o . ela é /3 conhecidaY %imX .est3X E todas as 6ocas se 2echaram) E todos os o6/ectores 2ran>iram as so6rancelhas) E s: se ouvia o patear das mani2esta+9es e um 6rado atr3s da /anelaJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Fas não é poss-vel dar mais pormenoresY E para *u0Y))) En2im.artido 'ndustrial provocar3 tam6ém curto1circuitos. ind<stria t0xtilX . nesse momento 2atal. segundo os piores métodos) Fas *uando são os guardas1vermelhos15 *ue dirigem os engenheiros das explora+9es de diamantes. sessão . esperem.`2 15 . 'dem. entre elas as t0xteisX %erão desencadeados actos diversionistas) RAten+ão. pois. apoiando1se na margem direita do #niepre.rocesso do .ropriamente 2alando.

o Exército IrancoY (omem nota. mas tinham a inten+ão de agrupar Rem6ora tão1pouco o 2i>essemS. procuradorY Duem aponta com o seu dedoYS "a realidade por*u0 o . a6rindo1se então aos intervencionistas os caminhos mais curtos de modo a alcan+ar Foscovo sem molhar os pés nem os cascos dos cavalos Rpor*ue é *ue aos t3rtaros isso tinha sido tão di2-cilY . ordem de prisãoXS ?élulas de estudantes de esp-rito anti1soviético))) REstudantesY (omem nota.ol:nia e a $oménia) Iem. pensando *ue tudo agora est3 perdido. contra o . não nomear as unidadesX.or*u0 um partido e não um ?entro de (écnicos e de EngenheirosY (-nhamo1nos acostumado a 2alar de ?entroX ^avia tam6ém um ?entro.or causas diversas e complexas) &ra não 2ora eleito . por*ue é *ue não se reali>ou a interven+ãoY . contra os outros partidosX Em primeiro lugar.artido ?ampon0s do (ra6alho. en2im.oincaré em Gran+a.olessie e o pLntano pr:ximo do lago 'lhmen) VichinsAi pro-6e *ue se mencionem os lugares exactos.Iielorr<ssia. nem tudo o *ue verga *ue6ra) Due os tra6alhadores não 19 . e os seus so2rimentos. mas *uase nada 2i>eram. numa institui+ão central do exército.or outro lado. os pLntanos de . pilheriavam)S 4C 'dem. s: uma ind<stria essencial tinha so2rido perdasXS #e todas as 2ormas.or*ue é *ue "apoleão 2oi incapa> de atingir FoscovoY Evidentemente.artido 'ndustrialY .ois.oder8) E contra *uem lutarY . chuva) (am6ém constru-ram Rproi6ido di>er ondeS depend0ncias para os intervencionistasX R&nde se alo/ariam todos os ocupantes sem domic-lio das guerras anterioresY)))S As instru+9es para tudo isso rece6iam1nas os réus de misteriosos indiv-duos estrangeiros. e as suas priva+9es. p3g) 4C9) A$DU'. para servir de 6ase de apoio aos intervencionistasXa19 #ominando as 236ricas t0xteis. se constru-ram Rnão se pode mencionar o lugar.E AB& #E BU AB @@1 esmore+am. estes arremeterão inexoravelmente so6re FoscovoX Fas eis o complot mais pér2idoJ eles *ueriam Rnão tiveram tempoS drenar a corrente do =u6an.E$%&"ABE"%X Fas para onde aponta o seu dedo.olessie e do 'lhmen) Fas desta ve> 2icar3 a desco6erto a cidade das pedras 6rancasXS Acrescente1se ainda *ue. a6ster1se de indicar a sua nacionalidadeS)4C Ultimamente tinha1se come+ado a 7preparar ac+9es de trai+ão por parte de certas unidades do Exército Vermelho8 Rnão nomear a armaX. ora os nossos industriais emigrados consideram *ue as suas antigas empresas ainda não tinham sido su2icientemente reconstru-das pelos 6olchevi*ues 1deixem *ue os 6olchevi*ues tra6alhem ainda um poucoX E depois não havia maneira de p_r de acordo a . não nomear os apelidosXS) E certo *ue nada disso reali>aram. sim) Fas decidiram convert01lo em partido) Era algo de mais s:lido) Assim seria mais 23cil lutar pelas pastas no 2uturo Boverno) 'sso 7mo6ili>aria as massas de técnicos e de estrangeiros para a luta pelo .artido 'ndustrialX &uvem o patear da multidãoY &uvem o descontentamento das massas tra6alhadorasJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Ve/am como des2ilam 7a*ueles *ue em caso de guerra terão de expiar com as suas vidas. mas uma das testemunhas 6ateu com a l-ngua nos dentes. =) e $) Rnão mencionar em nenhum caso os nomes e. é segredoS hangares para *ue os avi9es dos intervencionistas não 2icassem . *ue o poder soviético se descuidou) . . devido aos pLntanos de . ordem de prisãoXS R"o entanto. as suas priva+9es e os seus so2rimentos. so6 a apar0ncia de 236ricas de serra+ão. o tra6alho dessas personagens8)41 RE parece *ue adivinhouJ 2oi precisamente com as suas vidas. p3g) @5. *ue em 1941 essas crédulas massas de mani2estantes expiaram o tra6alho #E%%A% .rocesso do . esclareceu1seJ o pro/ecto era vasto. constitu-da por antigos o2iciais do Exército Iranco) RAhX.artido 'ndustrial. uma célula de 2inanciadores.) R"ão tro+avam. mas houvera um . não tinha havido interven+ão.

=rilenAo exagerou) (eve a ideia de destacar um novo aspecto do .artido 'ndustrialJ de mostrar a sua 6ase social) A*ui estava1se /3 no terreno da luta de classes.E AB& #E BU AB tinhaY aritchevJ 7& c3lculo dos mem6ros é di2-cil. sa6otagem) Este acrescento irre2lectido de um *uadro humano estragou. h3 pois um ?omité ?entralJ sim. *uanto a ele.pois este tinha /3 du>entos mil homensX Em segundo lugar. medida *ue se encontravam nas administra+9es transmitiam1nas ver6almente) #epois. tentam 7es*uivar1se8.) U) desmante ou1o) E ainda 6em *ue 2omos desmanteladosX R&s réus estão todos satis2eitos)S E lison/eiro para %taline esmagar tr0s partidosX (r0s 7centros8 teriam acrescentado muito . . prendem cinco) &ra.artido Fenchevi*ueX Fas então o ?entroY A.rocesso do .artido 'ndustrial) Fas não importa. ao som das 2an2arras. com capacetes e lan+as.lano do Estado ou no ?onselho da Economia "acional de toda a União e 7plani2icavam ac+9es sistem3ticas contra os comunistas dos campos8 ))) &nde /3 vimos istoY AhX %imX "a Aida) $adamés rece6e despedidas *uando parte em campanha. 2or+a de repeti+9es) ?ada epis:dio é retomado v3rias ve>es e assim multiplicam as horr-2icas vis9es) . um 2ilho de um pro2essor prim3rio. contra o . todos os cinco actos) A primeira coisa *ue 2icamos a sa6er. mas $am>in recorda1se 6em. em toda a U) $) %) %). entrouJ umas cinco pessoas) (odos os mem6ros se tratavam com de2er0ncia) E o lugar de presidente todos o cediam reciprocamente) (ão1pouco se e2ectuaram sess9es. mostrando como chegou até . en*uanto dois mil estão desenhados num painel de 2undo) & mesmo se passava com o .est3J os tr0s partidos /untos deviam construir um centro uni2icado) Fas a B) . *uer do ?omité ?entral Rninguém se lem6ra delas. acompanhado por oito com6atentes em pé de guerra. *ue nem uma s: ve> se reali>aram elei+9es) Duem *uis.ois 6em. pode representar1seX RAgora mal se pode acreditar como tudo tomava então a*uele aspecto amea+ador e sério)S E algo *ue se aprende de mem:ria. sua gl:riaX J3 *ue existe um partido. do discurso de =rilenAo. como no (eatro de Arte de Foscovo) (odavia. *uer dos grupos rami2icados) Era tudo até um tanto ou *uanto despovoado))) (charnovsAiJ 7"ão houve uma organi>a+ão 2ormalmente constitu-da do . o total exacto é desconhecido)8 E como reali>avam as suas ac+9es de sa6otagemY ?omo transmitiam as suas directri>esY . deixando os actores improvisarJ *ue cada um relatasse a sua vida e *ual a sua atitude desde a $evolu+ão. a an3lise não o deixaria 2icar mal. surpreendentemente. um 2ilho de um 2erro1velho))) (odos os oito tinham estudado com pouco . .artido ?ampon0s do (ra6alhoY Encontravam1se no . parede com depoimentos cru>ados8 e as coisas resultam animadas. isso serve. um 2ilho de um escritur3rio com muitos 2ilhos. e haver3 de mencion31lasS. e =rilenAo a2astou1se do 7sistema8 de %tanislavsAi44. p3g) 4@5) @@4 A$DU'.ara *ue6rar a monotonia. origin3rios de 2am-lias po6res) Um 2ilho de um campon0s. segundo os dados do tri6unal. o ?omité ?entral delesX E verdade *ue não houve nunca uma con2er0ncia.artido 'ndustrial)8 E *uantos mem6ros 41 . h3 de trinta a *uarenta mil engenheiros) 'sso signi2ica *ue de cada sete deterão um e os seis restantes 2icarão assustados)S E os contactos com o . de repente os réus 7es*uecem1se8 de insigni2icLncias. cada um 2a>ia a sa6otagem con2orme entendia) R$am>in. e imediatamente 7são encostados . é *ue estes tu6ar9es da intelectualidade 6urguesa são todos. cita com seguran+a dois mil mem6ros) &nde houver dois. não distri6uiu os papéis. os oito. dum momento para o outro.artido 'ndustrial.

artido 'ndustrial e contra a interven+ão emanam deles) $am>in tinha1se mostrado de tal 2orma vaidoso R*uando dos seus precoces e desmedidos 0xitosS *ue nos meios da engenharia ninguém lhe apertava a mãoX Fas ele aguentouX E. da <ltima *ualidadeS) & tri6unal não discute) E =rilenAo tam6ém não) R&s pr:prios acusados apressam1se a concordar *ue. uma greve de pro2essoresX & caso era *ue a Escola %uperior de Estudos (écnicos de Foscovo. entre outros aspectos.aris so6re a interven+ão) & caminho de &tchAin tam6ém havia conhecido o sucessoJ aos vinte e nove anos /3 7tinha go>ado da ilimitada con2ian+a do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa do ?onselho dos ?omiss3rios do . ele poderia Rpor instru+9es da B). passando a ser pro2essores de nomeada) R?omo é isso poss-velY A n:s tinham1nos dito *ue nos tempos do c>arismo))) s: os 2ilhos dos grandes 2a>endeiros e dos capitalistas))) &s arm3rios poderão mentirY)))S En*uanto agora. os pro2essores puseram1se em greve. ainda nos anos da reac+ão de %tolipin. e &tchAin.E AB& #E BU AB poder soviético) R%: em 1944 aca6ou por ceder e perdeu a sua autonomia. outro tra6alhando 14 ?éle6re encenador soviético. *ue nomeou o seu) Entretanto. de sessenta e dois anos de idadeJ estudantes an:nimos tinham1no in/uriado num /ornal mural e. por um novo per-odo. depois de vinte e tr0s anos de ensino. tre>e. convidaram1no a comparecer numa reunião estudantil 7para prestar contas do seu tra6alho8 Rnão compareceuS) & pro2essor =alinniAov. apoiados pelos estudantes Rainda não havia verdadeiros estudantes prolet3riosS. sem deten+9es)S Giodotov tinha sessenta e seis anosW pelo tempo *ue /3 tra6alhara como engenheiro de 236ricas era on>e anos mais velho do *ue o . e durante todo um ano =alinniAov 2oi reitor contra a vontade do @@4 A$DU'.ovo) & mesmo não se pode di>er do pro2essor (charnovsAi. os engenheiros conheciam in<meras di2iculdadesJ *uase lhes era imposs-vel dar instru+ão superior aos seus 2ilhos Rlem6remo1nos *ue eram 2ilhos de intelectuais. tra6alhando eles mesmos para custear os seus estudos) E a partir de *ue idadeY A partir dos do>e. isto é. o *ue não se passou.dinheiro. em 1941. enca6e+ou uma luta a6erta contra o poder soviéticoX Fais precisamente. etcS) &ra. cator>e anosX Um dando li+9es. mas isso não agradou ao ?omissariado do .)U). no tempo soviético.E AB& #E BU AB @@@ numa locomotiva))) E eis o mais monstruosoJ ninguém havia conseguido 6arrar1lhes o caminho para a instru+ãoX (odos tinham terminado normalmente o ensino secund3rio e depois as escolas técnicas superiores. em 1941. são vivos e imprudentes) (odas as principais provas contra o . por certo.ovo. cu/o 7sistema8 se 6aseava.tinham 2alado de 2orma deveras parecidaS) A di2eren+a de idade *ue os separa é uma caracter-stica a considerar) Alguns contam perto de sessenta anos ou maisJ as explica+9es destes suscitam simpatia) Fas $am>in e arit1chev. naturalmente. no *uadro geral das vit:rias comuns. a poder distinguir tam6ém os réus Raté a. de. director do (eatro de Arte de Foscovo. e2ectivamente. compreende1seS levar a ca6o conversa+9es em . numa longa série de ensaios repetitivos) R") dos ()/ A$DU'. de *uarenta e tr0s anos.trinta e nove Ro mesmo *ue em 1941 denunciou a Administra+ão ?entral de ?om6ust-veisS. a elei+ão do reitor. pouco a pouco. isso não era importante)S ?ome+amos. tinha con*uistado para si a autonomia académica Ra escolha do corpo docente. perce6e as alus9es de =rilenAo por meias palavras e d31lhe 2ormula+9es precisas) (odas as acusa+9es se 6aseiam na mem:ria de $am>in) E tal o seu autodom-nio e a sua persist0ncia *ue. os pro2essores da Escola (écnica %uperior de Foscovo reelegeram =alinniAov como reitor.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso e . no /ulgamento.

s paix9es cegas) R"o tri6unal.E AB& #E BU AB @@5 comando mais importantes pondo1se a dirigir os engenheirosY . *ue a impede de 2a>er girar livremente a ca6e+a e de mexer os 6ra+osYS E por*ue é *ue os engenheiros não podem ter pontos de vista pol-ticosY "a verdade. a pol-tica é muito mais complicada e elevada do *ue o conhecimento dos metais para produ+ão de tur6inasX A*ui não é a ca6e+a nem a instru+ão *ue contam) $espondamJ com *ue estado de Lnimo acolheram a $evolu+ão de &utu6roX ?om cepticismo) 'sto é. a*uilo *ue %E . e tornavam1se tão necess3riosX E seriam eles *ue organi>avam a criseY Due 2a>iam espionagem por uma esmolaY $am>in disse uma 2rase honrada no tri6unalJ 7& caminho da sa6otagem econ:mica é estranho . pouco *uali2icados. se nos a6re o n<cleo da verdade. *ue redigiam teses) $egressavam ao seio da 2am-lia s: l3 pelas on>e) E *ue eram apenas trinta mil em todo o pa-s. prescindindo de um elevado sal3rio e pre2erindo incorporar1se nos 72unerais vermelhos8. não descrita por *ual*uer aparelho matem3tico e su6metida ainda ao ego-smo humano e . demitiu1se do lugar de director da 236rica de Foro>ov. tão ocupado andava com o ensino e com o lan+amento das novas ci0ncias Rorgani>a+ão da produ+ão. margem do papel previsto. os pol-ticos pro2issionais não representam. . ou mesmo 7completamente anal2a6etos8 em pol-tica) "a verdade. nem 2-sica nem economicamente. até . *ue ela6oravam pro/ectos.or*ue é *ue estes não deviam considerar como mais natural uma estrutura social em *ue as decis9es 2ossem tomadas por a*ueles *ue podiam dirigir sensatamente a sua actividadeY R%e se p9e entre par0ntesis a orienta+ão ética da sociedade T acaso não é para isto *ue ho/e tende toda a ci6ernética socialY 1. não teve uma noite livre. deve dirigir11se segundo os princ-pios da técnica)8 A pressão selvagem do comunismo de guerra podia causar apenas desgosto aos engenheiros) Um engenheiro não pode participar em disparates 1 e isso explica *ue. a priva+ão das li6erdades mais elementares) RE estas li6erdades não voltaram /amais)S ?omo podiam eles "\& DUE$E$ uma rep<6lica democr3ticaY ?omo podiam os engenheiros aceitar a ditadura dos oper3rios. 2oi s: desorgani>a+ão)S (odos veri2icaram. e como dese/avam ver1se livres delas *uanto antesXS Em 19C5. princ-pios cient-2icos da racionali>a+ão do tra6alhoS) A minha mem:ria de in2Lncia guarda essa lem6ran+a dos engenheiros1pro2essores da*ueles anos) Era exactamente assimJ não os deixavam tran*uilos. além disso. o *ue tinham ocupado os postos de A$DU'.prestara servi+o em todas as 236ricas de tecidos e de 2ia+ão da $<ssia R*ue odiosas eram estas pessoas. com hostilidadeY . nem se*uer ir ao teatro) E eram eles *ue preparavam a interven+ãoY A ru-na econ:micaY (charnovsAi. mas sim uma es2era emp-rica. e eis *ue através de simples lapsos humanos.or*u0Y =rilenAo metralha1os com as suas perguntas te:ricas. um a6cesso no pesco+o da sociedade. )na época do in-cio do . acaso. os estudantes *ue preparavam o seu diploma. até certo grau. e a partir do *ual se 2e> inchar toda a 6or6ulha) A primeira coisa *ue os engenheiros veri2icaram na reviravolta de &utu6ro 2oi a desorgani>a+ão)) RE durante tr0s anos o *ue houve. e2ectivamente. v0 mal de noite. não pode sair de casa. dos seus auxiliares na ind<stria.lano Duin*uenal. nem durante a noite. durante anos consecutivos.or*u0Y . (charnovsAi 2oi ao ponto de di>erJ 7A pol-tica. estrutura interna do corpo de engenheiros)8 #urante todo o /ulgamento =rilenAo o6riga os réus a vergar a espinha e a desculparem1 se por serem 7meio anal2a6etos8. atr3s do 2éretro dos oper3rios mortos pelos cossacos) Agora é um homem doente. *ue não compreendiam as leis da produ+ão.A%%&U "A $EA '#A#E. a pol-tica não é uma espécie de ci0ncia.

o *ue é humano.ol-ticaY Veri2icou1se *ue a ") E) .ara resta6elecer a autoridade e o prest-gio da engenharia. por ve>es. anunciaram1se planos e tare2as imposs-veis) "estas condi+9es. de como n:s o de2endemos)S GiodotovJ 1 %im) . o engenheiro era culpado de tudo. como devia proceder a ra>ão colectiva da engenharia 1 a ca6e+a da engenharia do .lano do Estado e do ?onselho da Economia . ao mesmo tempo.artido.ol-tica. a pergunta não era essa) GiodotovJ 1 Forreu e não 2oi o <nico a morrer) %e ele morreu voluntariamente.E AB& #E BU AB =rilenAo cala1se) 'sso signi2ica *ue é verdade) RGolheiem uma ve> mais o processo de &lden6orguer e tentem imaginar essa persegui+ão) "o 2im de contas.$E $AU\&) =rilenAo o6/ectaJ 1 em6ra1se do processo de &lden6orguerY &u se/a. calmas e mesmo pronunciadas casualmente. ele ter3.ara chamar a aten+ão so6re a situa+ão dos engenheiros 2oi preciso *ue ele desse a vida) =rilenAo RdecepcionadoSJ 1 Iem. pouco lhes importavaJ . então es*uarte/avam1 no. unidade vivida década ap:s década) Ela 2oi notada pelo novo poder e este alarmou1se) E chegamos a 1945) . não s: eram vistos como uma camada socialmente suspeita. neste grande pa-s de déspotas anal2a6etos.rocesso do . dem0nciaY .194C.oder passava a tomar uma atitude ra>o3vel) Fas as condi+9es /3 não eram as mesmasJ os engenheiros. de *ual*uer modo. sem ser imprescind-vel vota+ão alguma) #as resolu+9es e do 6ordão do . *ue não tinha se*uer o direito de instruir os seus 2ilhos.opularY %u6meter1se .) tinha sido apenas um engano c-nico) Ela6oraram1se pro/ectos desatinados e irreais de um salto super1rindustrial. A$DU'. eles necessitavam realmente de se unir e de se guardar mutuamenteJ com e2eito. nem toda a sua companhia *uerem compreenderX Eles não t0m experi0ncia dessas rela+9es rec-procas entre os homens. %EF. antes mesmo de ter cometido *ual*uer 2altaX Fas se realmente se enganasse nalguma coisa. a maioria deles se mantivesse inactiva. mesma amea+a) Fas para tal união não era precisa nenhuma con2er0ncia._r1se de ladoY Duanto a si mesmos. p3g) 44Q) @@. nenhuma *uoti>a+ão) ?omo se trata sempre de esta6elecer compreensão entre pessoas inteligentes. como tam6ém o2end01lo e até espanc31lo impunementeJ como representante da classe oper3ria dirigente. *ue pensam claramente. apesar de uma miséria digna da idade das cavernas) Duando se iniciou a "ova Economia . nunca viram disso na hist:ria do .artido 'ndustrial.artidoY .) como um sintoma de *ue o . muitos outros 2oram mortos)4` . 7muitos outros 2oram mortos8)S Assim. como tam6ém se exigia deles *ue assegurassem o sucesso e a disciplina da mesma. *ual*uer oper3rio pode não apenas deixar de cumprir as decis9es do engenheiro.ara onde se evaporou a 6ela sensate> da "ova Economia .artidoXS Uma tal unidade h3 muito tempo /3 *ue existe entre os engenheiros russos. privando1os. os engenheiros se v0em o6rigados a mentir perante a direc+ão do . unicamente sentem 2alta as mentes limitadas) RE isto *ue nem %tali1 ne nem os /u->es. isso consegue1se com poucas palavras. todos estão su/eitos . logo os engenheiros gostosamente se lan+aram ao tra6alhoJ eles encararam a ") E) . do direito de manter essa disciplina) Agora. se os colegas não o protegessem) Acaso eles apreciam a sinceridadeY "ão ser3 por isso *ue. não s: eram pagos com um sal3rio incomensuravelmente mais 6aixo do *ue a sua contri6ui+ão para a produ+ão.

de maneira alguma. no decurso de oito meses de deten+ão. durante v3rios dias. cumprir essas tare2as8) 'sso signi2ica *ue era preciso moderar esses planos. nada mais sei) =rilenAo incita1o.no papel podiam escrever1se *uais*uer ci2ras. não era vis-vel) A$DU'. o complot silencioso da engenharia. e de certo 2uncion3rio da B) . os *ue tra6alham na pr3tica. se re6aixaram a si mesmos e aos seus colegasY Gervem simplesmente em indigna+ão contra os emigrados) Ardem no dese/o de 2a>er uma declara+ão escrita para os /ornaisJ uma declara+ão colectiva dos acusados em de2esa dos métodos da B) .artido 'ndustrial.E AB& #E BU AB @@5 E. em *ue conta apenas a *uantidade. nem os conhecem de nenhum 7. 2or+a de torturas) Então. o plano e o superplano. algo de 6rilhanteYS $am>inJ 7Due n:s não temos sido su6meti1 44 .artido 'ndustrial8. não poderão. era necess3rio ser pintalgado so6 as cores grosseiras da sa6otagem e da interven+ão) Assim. provavelmente. h3 *ue de2ender a 7*ualidade T alma da técnica8) E 2ormar assim os estudantes) Eis o 2ino e delicado tecido da verdade) ?omo ela 2oi) Fas *ue se experimentasse di>er isto em vo> alta. atr3s dos 6astidores. de nada mais tenho conhecimento).lano do Estado pr:prio. para corrigir as tomarias dos dirigentes 1 e o mais rid-culo é *ue isso era no interesse destesX Assim como no interesse de toda a ind<stria e do povo. eles pedem *ue *uanto antes os deixem exprimir1seX &nde se desvaneceu a*uela tran*uilidade torturada com a *ual. *ue come+am a contorcer1se) =rilenAoJ T Voc0 2a> parte desse grupoY (estemunha =irpotenAoJ T #uas ou tr0s ve>es.44 "a sua acarea+ão com =uprianov.) U). enxertada neste *uadroW aparece1nos irreal e in2ecunda a visão da verdade) 3 se estragou o tra6alho do encenador) Giodotov tinha /3 2alado das noites sem sono RXS. no entreacto.rocesso do . p3g) @54) .recisamente o *ue era necess3rioX =rilenAo RalentadoramenteSJ T ?ontinueX =irpotenAo RpausaSJ T Além disso. 231lo recordar) =irpotenAo RtorpementeSJ T Além da interven+ão. tudo é de novo a/ustado por medida) &s réus estão todos de novo ligados aos 2ios e cada um aguarda o puxão) =rilenAo puxa de repente os oito duma s: ve>J imaginem *ue os industriais emigrados pu6licaram um artigo a2irmando *ue não tiveram conversa+9es algumas com $am>in e aritchev. em 19@CX Era logo o 2u>ilamentoX E para 2uror da multidão isso era pouco. salvador para todo o pa-s. *ue di>em voc0s a istoY))) Feu #eusX ?omo os réus mani2estaram indigna+ãoX Alterando a ordem normal do processo.) U)X R"ão acham *ue é uma 6ele>a. ainda *ue representando um papel incomensuravelmente menor. ter1lhes sido extor*uidos . os 2actos /3 não coincidem) =rilenAo >anga1se e grita para os est<pidos presosJ T (0m de 2a>er com *ue as vossas respostas se/am iguaisX4` Fas. assim. pois sempre se conseguiria a2astar algumas decis9es ruinosas e recuperar os milh9es e milh9es derramados e espalhados) "a con2usão geral. *ue lhe apertara a mão RYS havia pouco tempo Rseria uma espécie de acordoJ desempenhe 6em o seu papel e a B) .) U) cumprir3 a sua promessaYS) Agora são /3 as testemunhas. *uando se tratava dos pro6lemas da interven+ão) . e *ue os depoimentos dos acusados devem. regul31los sensatamente e eliminar pura e simplesmente as tare2as mais excessivas) &s engenheiros podiam ter uma espécie de . mas 7os nossos camaradas.

pag) @5Q) @@Q A$DU'. e 201lo durante dois anos) . por no6re>a de alma. mas um novato não aprende a 2a>01lo imediatamente e anda de gatas) Ele mete a ca6e+a. ainda por adelga+ar. acalma1me) 7"ão 2alando /38. onde podem eles reali>ar essa conspira+ão gigantescaY . e eu tam6ém me sinto muito melhorX8 Fas. se isso 2or verdade Ras torturasS. 7*ue.rocesso do . para *u0 então prend01losY Uma ve> *ue 2oram presos. devia so6ressair 6astante. . uma testemunha *ue 2icou viva contar1nos13 onde)))S Agora não sou eu *ue vou explicar ao leitor. para *ue serviriam as torturas. causou espanto o do . em certa medida.ois se não t0m conviv0ncia entre si.E AB& #E BU AB dos a torturas.artido 'ndustrial. não houve dois mil duplicados. se não os pudessem levar ao tri6unalXS GiodotovJ 7"ão é s: para mim *ue a prisão tem vantagens) Eu até me sinto melhor na cadeia do *ue em li6erdade)8 &tchAinJ 7E eu.E AB& #E BU AB @@9 RUmas *uantas p3ginas mais adiante. os acusadores não se aperce6eram dissoJ o pr:prio 2acto da deten+ão revela /3 culpa6ilidadeX %e os réus não são culpados. isso signi2ica *ue são culpadosX E realmenteJ . para gl:ria da /usti+a soviética) . t01la1iam escritoX E t01la1iam assinadoX Fas talve> ainda lhe restem algumas d<vidasY Assim. a reconhec01lo em coro))) %im.altchinsAi não se deixou do6rar 1 2oi 2u>ilado Re postumamente declarado 7dirigente do . nem a maus tratos 1 prova1o su2icientemente a nossa presen+a a*uiX8 R#e 2acto. mas o traseiro. continua o procurador. *ue estas pessoas não di>em a verdade. mostra) ?alculo *ue seria especialmente di2-cil ao procurador supremo acostumar1se e *ue o seu traseiro.artidoS) . no entanto.or*ue. en2im. não se compreende o *ue é *ue o6riga todos . por um segundo *ue se/a.&$DUE E DUE E E% ?&FEVA$AF A GA A$Y #eixemos de lado a *uestão das torturasX))) . e en*uanto 2a+o o longo relato destes processos isso. E essa a 2or+a do pensamentoX Em milhares de anos. durante o tempo da instaura+ão do processoXYX8 4. mas apenas oito pessoas) Um coro de oito não é assim tão di2-cil de dirigir) E =rilenAo podia escolh01los entre milhares. em IutirAi. e *ue o lugar *ue a este era destinado 2icava de6aixo das tarim6as) 'magina1o per2eitamente como se o estivesse a ver Reu mesmo tive de raste/arSJ ali as tarim6as são tão 6aixas *ue s: de ro/o se pode desli>ar pelo chão su/o e as2altado. mas é o leitor *ue vai explicar1me. . p3g) 454) 4Q 'vanov1$a>umniA. . depois o mistério passou para os processos dos che2es do . =rilenAo e VichinsAi renunciam a essa carta colectiva) &s réus. o camarada =rilenAo consagra1 lhes o 6rilho da sua l:gicaJ 7%e admitirmos. sem *uais*uer a6sten+9es nem desacordos. uma.artido 'ndustrial. Editora (cheAhov) A$DU'.ris9es e #eporta+9es. então por*ue é *ue 2oram presas e por*ue é *ue su6itamente elas come+aram a 2alarY84. 2ica de 2ora.45 'dem. ar*ueado.ecador como sou. é com maligna alegria *ue visuali>o esse comprimido traseiro. p3g) 454) 45 'dem. nem 2oram apresentados tre>entos nem du>entos ao tri6unal. em *ue consiste o tão apregoado 7mistério dos processos de Foscovo dos anos @C8 Rprimeiro.onhamos o pro6lema psicologicamenteJ por*ue é *ue eles con2essamY E eu perguntoJ E *ue mais podiam eles 2a>erY41 Due /uste>aX Due psicologiaX Duem 2oi alguma ve> recluso desta institui+ão *ue se recordeJ *ue mais podiam 2a>erY))) 'vanov1$a>umniA conta4Q *ue em 19@Q esteve preso com =rilenAo na mesma cela.

)U). o melhor é *ue representem um certo espect3culo. mesmo ap:s o décimo primeiro dia do /ulgamento. l-ngua. por ve>es. para os seus netos)S "ão compreendem *ue 2u>il31los sem sair do p3tio da B). esperavam extrair o *ue precisavam de =hrenniAov) Este não cedeu) . dirigente do . *ue o mistério h3 *ue explic31lo artisticamente) 'nsens-vel como um madeiro. o displicente re2inamento de um artista eméritoJ 7A actividade do . por ve>es. a t-tulo p:stumo. dar . um texto *ue voc0s mesmos escreverão. mesmo antes do in-cio do processo T mas não s: entrou no seu papel. de elo em elo.or*ue é *ue nos vingar-amos de voc0sY Voc0s são uns magn-2icos especialistas e. apanhem1naXS E ele era capa> de tudoJ sa6ia o *ue é um mistério. vergonhoso. n:s sa6eremos apreci31los) Ve/am *uantos processos houve de sa6otadoresJ todos os *ue se portaram decentemente.or*ue E E "\& #EU "EF UFA %HXS E. *ue sa6emos. não custa a6solutamente nadaY R'ndu6itavelmente *ue é assim) ]*uele *ue não compreendeu isso. eis um achadoJ $am>inX Este tem energiaX Este tem garraX E. eles escreveram isso em min<sculas. mas é necess3rio aguentarX Viver é mais preciosoX E *ue garantia temos de *ue depois não seremos 2u>iladosY . *uer viver para os seus 2ilhos. *ue a6rangia todas as matérias com ela relacionadas e restitu-a tudo /3 tra6alhado. procurem aindaXS) 7Eu estou 2irmemente convencido de *ue su6siste ainda uma pe*uena camada intermédia anti1 soviética nos c-rculos de engenheiros)8 RIich16ich. peneira e ao crivo. um eixo de vagão com o lugar de um eixo de locomotiva)S . escrevemo1lo em letras mai<sculas e grandes caracteresJ (&$(U$A#& #U$A"(E &% '"(E$$&BA(H$'&%X RGoi tam6ém declarado. como especialistas. tanto para n:s como para voc0s. ao menos uma prova nesse coro geralY "ão. encontrou de repente em si 7os tra+os t-picos do crime russo. e *ue n:s.artido 'ndustrial era tão rami2icada *ue. *ual*uer apelido. para viver. procuremX. aliment31los e apresent31los ao /ulgamentoX Então onde reside o mistérioY "a maneira de manipul31losY "ada mais simplesJ voc0s dese/am viverY RA*uele *ue não *uer viver para si mesmo.)U) consistia em não $am>in 2oi desmerecidamente omitido pela mem:ria russa) Eu penso *ue ele mereinteiramente converter1se no tipo negativo do traidor c-nico e deslum6rante) & 2ogo1de12gala da trai+ãoX "ão era ele *ue representava essa época. aprenderemos. toda a di2iculdade de =rilenAo e da B). procuradores.artido 'ndustrial) (er3 havido ao menos um leve 2eito seu. esta esperan+a se vai transmitindo até aos pr:prios Uinoviev e =ameniev)S Fas aten+ãoX ^3 *ue cumprir todas as nossas condi+9es até ao 2imX & /ulgamento deve e2ectuar1se para 6em da sociedade %ocialistaX . nem a m-nima) .or isso pu6licaram uma nota em pe*uenos caracteres.ara os idiotas. mas n:s. =rilenAo con2unde. dar1lhe1emos um curso de morte lenta na u6ianAa)S Assim.erdoar aos réus d:ceis de um /ulgamento anterior. com pormenores8 Risto é. *ual*uer 2acto *ue 2osse) (inha. est3 disposto a tudoX Due talentoX Goi preso em 2ins do Verão. se não cometerem 2alta alguma. uma s: ve>J 7=hrenniAov morreu durante a instaura+ão do processo)8 . não se pudera ainda desco6rir por completo. segundo re>am os depoimentos. como até parecia *ue ele mesmo havia composto toda a pe+a. de repente. tentando recordar os termos técnicos) R"o processo. a esse. mas aparecia no primeiro plano) @4C A$DU'.E AB& #E BU AB se enganar na escolha das pessoas) Fas o risco não era grandeJ um erro de investiga+ão pode ser sempre atirado para a cova) E a*ueles *ue são passados . esses h3 *ue cur31los. *ue exige para a puri2ica+ão o arrependimento de todo o povo8)49 Em suma. deix3mo1los vivos) R. é uma condi+ão importante para um 2uturo processo) E assim *ue. em6ora deles não tenha 2icado se*uer uma palavrinhaS) #epois.ara voc0s ser3 desagrad3vel..artido 'ndustrial8.

para *ue não restassem d<vidas de *ue era este o o6/ectivo do processo. p3g) 5CQ) . *uanto ao campo.E AB& #E BU AB @41 compreendi *ue é necess3rio dar uma arrancada. *uando Fao era ainda /ovem) b 'dem. carece a6solutamente de verte6ralidade))) E ihcomensuravelmente mais elevado o ol2acto do proletariado)8@4 . mas não é isso o principal para eles) RGiodotovJ 7"ão h3 perdão para n:sX & acusador tem ra>ãoX8S .ara estes estranhos réus. o aspecto de uma s:rdida sa6otagem premeditada. acess-vel . a 2alta de roupas.s ma*uina+9es dos seus governosW 4) A solidariedade dos engenheiros 2oi a6alada. 7é /usta a linha geral do .lano Duin*uenalX "as suas <ltimas declara+9es eles dese/am e solicitam para si a vida. 2oram alcan+ados todos os o6/ectivos do processoJ 1) (odas as de2ici0ncias *ue existem no pa-s. com os es2or+os de inculpa+ão dos oito.rocesso do .E os réus cumprem todas as condi+9es))) A su6tile>a da oposi+ão intelectual dos engenheiros assume. so6re o som6rio e vergonhoso passado de toda a intelectualidade))) 2osse tra+ada uma cru> para sempre)8 @4 "o mesmo sentido se mani2esta aritchevJ 7Essa casta deve ser destru-da))) "ão h3 nem pode haver lealdade nos meios da engenhariaX8 @@ E &tchAinJ 7A intelectualidade é algo de pantanosoW ela não tem. etc))) aritchevJ 7A União %oviética não ser3 vencida pelo mundo capitalista mori6undo)8 =alinniAovJ 7A ditadura do proletariado é umanecessidade inevit3vel) &s interesses do povo e os interesses do poder soviético convergem para um o6/ectivo 2irmemente determinado)8 E. vinha a motiva+ão ideol:gica) %e eles se puseram a causar pre/u->os 2oi por hostilidade de ideias) Fas não o reconhecem agora unanimementeY E ainda por ra>9es ideol:gicas) Goram su6/ugados pelo espect3culo ardente dos altos12ornos do terceiro ano do . a vida individual ir1se13 estreitando))) A vontade colectiva é a 2orma superior)8@1 Assim. o mais importante é convencer o povo e o mundo inteiro da in2ali6ilidade e da clarivid0ncia do Boverno soviético) $am>in.artido 'ndustrial.artido. o ani*uilamento dos AulaAs8) Eles t0m tempo de maldi>er de tudo. espera da execu+ão))) E até pela garganta dos intelectuais arrependidos passam pro2ecias como estaJ 7?om o desenvolvimento da sociedade. p3g) 51C) @4 'dem. coluna verte6ral. pois.or*u0. por exemplo. compreensão do <ltimo 7li*uidador do anal2a6etismo8) RFas não se 2ala ainda de vidro mo-do. o 2rio. os *uais 7sou6eram encontrar caminhos para a pol-tica econ:mica incomensuravelmente mais /ustos8 do *ue os aos cientistas e calcularam muito mais certeiramente os ritmos de desenvolvimento da economia nacional) Agora 7eu A$DU'. dar um salto@C.artido 'ndustrial. no limiar da morte. uma ve> mais ele 2oi proclamado com clare>a por $am>inJ 7Eu *ueria *ue. como resultado do actual processo do . polvilhado nos pratos dos tra6alhadoresX 'sso ainda não chegou a ser congeminado pela temperatura)S #epois. como disse o acusador. glori2ica 7a consci0ncia revolucion3ria das massas prolet3rias e dos seus che2es8. 2u>ilar gente de tão 6oa vontadeY))) Goi isso o *ue se escreveu durante décadas da hist:ria da nossa @b . p3g) 49) ab 'dem. agora. toda a intelectualidade assustada e dividida) E. p3g) 5C4) Eis como se 2alava E"($E "H% em 19@C. na sua 6oca. a desorgani>a+ão e mais rematadas tonterias 1 tudo isso 2oi atri6u-do aos engenheiros1 sa6otadoresW 4) & povo 2icou assustado com a iminente interven+ão e disposto a novos sacri2-ciosW @) &s c-rculos de es*uerda no &cidente 2icaram advertidos *uanto . . *ue é preciso tomar de assalto)))8. a 2ome.

para dentro de tr0s meses) &s pra>os para os ensaios são muito apertados. os actores articulavam as réplicas molemente.artido ?ampon0s do (ra6alho e. p3g) 5C9) "o proletariado. com 2ins contra1 revolucion3rios. e havia /3 tr0s *ue lia atentamente toda a pol-tica do grande l>vie>tia) %egui linha ap:s linha os estenogramas destes dois /ulgamentos) J3 no do . =rilenAo e o seu a/udante $oguinsAi) A encena+ão est3 segura de si Ro material /3 não é técnico. mas com uma suavidade enervante) Eu tinha então do>e anos. 2inalmente. a mentira.rincipal é o de designar o espect3culo seguinte.'dem. Antonov1%ara1tovsAi. ora))) ele causa inve/a aos desastrados ^itler e Boe66els. não se sa6e por*u0. chegou agora . em *ue ele exp9e a 2alsi2ica+ão dos 2actos. o ol2acto é o essencial por uma ra>ão desconhecida fhh (udo vem através do nari>) @44 A$DU'. ?hverniA) E. mas partid3rio. durante v3rios anos. mas a merda da na+ão. e o seu pedido de rea6ilita+ão. ao menos.residente. o seu ideal) R&ra.etrovitch 2ica com antecedentes penais. entre n:s. pela sua actividade revolucion3riaX Due monstruosidades não existem entre n:sX A$DU'.havia. mas /3 descolorida. não tenha havido /ulgamentosYS %er3 2astidioso retomar um coment3rio seguido do estenograma) Fas eu tenho o testemunho recente de um dos principais réus neste processo. mas não importa) Ve/a e escuteX Em exclusividade do nosso teatroX EstreiaX cS . tornando1se uma repeti+ão sem talento) RFas acaso %taline poderia compreender isto através da sua pele de rinoceronteY ?omo explicar *ue ele ha/a anulado o processo do . como um insultoY Eis como são montados os processos /udiciais p<6licos) & pensamento in*uiridor estalinista alcan+ou. todos nos seus lugares.rocesso do Iureau Unido dos Fenc6evi*ues R119 de Far+o de 19@1S) %essão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) . dado *ue o seu processo entrou nas l3pides de ouro da nossa hist:ria. *ue se co6riram de vergonha com o seu inc0ndio do $eichtag)))S Goi conseguido o standard e agora pode manter1se por muitos anos e repetir1se pelo menos cada temporada T como dir3 o .rincipal Encenador) & dese/o desse .) U) tinha uma tare2a 6em planeadaJ demonstrar *ue os menchevi*ues se in2iltraram ha6ilmente. e o espect3culo era a6orrecido até aos 6oce/os. a aliada dos generais negros.artido 'ndustrial o meu cora+ão in2antil pressentia per2eitamente a irrealidade. mas como consola+ão 2oi1lhe atri6u-da uma re2orma a t-tulo pessoal. as manigLncias. FiAhail . a distri6ui+ão das pastas ministeriaisX "o /ulgamento dos menchevi*ues tinha1se a mesma decora+ão. um agente a soldo do imperialismo)8S até ao an3tema do ano @C) E acaso de maravilhar *ue a palavra intelig0ncia se tenha a2irmado. e não se pode tirar nenhuma pedra 1 para não se desmoronarX . e sa6e1se /3 como as coisas se passaram)@5 & seu relato explica1nos materialmente toda a cadeia dos processos de Foscovo dos anos @C) @5 $ecusaram1lhe a rea6ilita+ão.E AB& #E BU AB @4@ ?omo se compunha o inexistente Iureau UnidoY A B) . como 3 ha6itualS e p9e em palco cator>e réus) (udo decorre não s: suavemente. a paralisa+ão de toda a ind<striaX.E AB& #E BU AB intelig0ncia 1 desde o an3tema do ano 4C Ro leitor recorda1seJ 7"ão é o cére6ro da na+ão.etrovitch. em muitos postos estatais importantes) A situa+ão real e o es*uema não se coadunavamJ os aut0nticos menchevi*ues não ocupavam nenhuns postos) Fas esses . mas a. a grandiosidade do cen3rioJ a interven+ão geralX. em seguida.s mãos da nossa salvadora %amisdat.

mas 2oi1lhes ordenado *ue se considerassem como tal) &s verdadeiros pontos de vista pol-ticos dos acusados para nada interessavam .E AB& #E BU AB continuando o seu discurso. R(odas as testemunhas apanharam depois. no entanto. ou 2a>er aderir os menchevi*ues. apanhando oito anos de prisão)S A B) U) tinha o seguinte es*uemaJ era preciso *ue houvesse dois do ?onselho da Economia "acional. como paga. sempre muito sincero. amigos meus o conheceram no campo de %passAi. dois do ?onselho das . B) . dois do)))S Eis a ra>ão por *ue se recorria .lano) RA *ue ponto tudo isso era mon:tono e 2alho de inventivaX J3 no ano 4C tinham prescrito para o ?entro (3ctico dois da União do $enascimento. 2a>ia e2ectivamente parte do 6ureau clandestino de Foscovo. em 1919. um da União ?entral das ?ooperativas e um do . 2a>ia 2igura de muito /ovem no . sendo eleito mem6ro da delega+ão enviada ao %oviete de . sempre completamente a6sorvido pela sua ideia. Vladimir Bustavovitch Broman Rele a/udaria a montar este caso e. /3 era presidente do %oviete de #eputados &per3rios. no 2im de contas. *ue tinha 2icado tran*uilo e nada 2a>ia.) U) residia no principal acusado. igualmente. teve tais sa-das e envolveu de tal maneira o audit:rio *ue no 2inal voltou a chamar1lhes inimigos do povo.ersonalidades %ociais.ovo para o ?omércio.não 2a>iam parte do processo) RV) =)) 'Aov. por estupide> extrema. por partir ele pr:prio como comiss3rio de exército para a 2rente sudoeste) Em Vinitsa deteve pessoalmente #eniAin Rdepois da su6leva+ão ) de =ornilovS e lamentou muito Rno /ulgamentoS *ue não o tivessem 2u>ilado ali mesmo) #e olhos claros.artido Fenchevi*ue) E era1o de 2acto) 'sto não o impedia. in2alivelmente. como por exemplo estesJ 2ormar. ainda em 1954. no ?asa*uestão) @44 A$DU'. $am>in 2oi. /3 então so6 estrondosos aplausos. seria amnistiadoS. tornando1o a $evolu+ão de Gevereiro inistro do (ra6alho) Bvo>diev 2oi um dos m3rtires das prolongadas deten+9es BU AB) não sei *uanto tempo esteve preso até 19@C.*ueles cu/a pro2issão concordava) E se eram na realidade ou não menchevi*ues tudo dependia dos 6oatos) Alguns *ue ca-ram na rede não o eram de *ual*uer modo. 'nternacional ?omunista) R#an e outros re/eitaram sistematicamente as suas variantes.ossu-do pelas suas convic+9es R*ue o impeliam constantemente para dianteS. com altive>)S Em Julho de 1915 ele so2reu dolorosamente e considerou como um erro 2atal o 2acto de o %oviete . tornou1se um 6om orador) "o ?ongresso da Grente &cidental ele chamou irre2lectidamente inimigos do povo . um governo social1 democrata. e no provocador . com a ligeire>a t-pica da*ueles tempos. mas depois desse ano esteve l3 ininterruptamente) E. segundo se di>. direc+ão os seus pro/ectos. de propor com ousadia e entusiasmo .rimavera de 1915.. ?amponeses e %oldados de %molensA) .*ueles /ornalistas *ue exortaram o povo a prosseguir a guerra 1 isto em A6ril de 1915X Duase 2oi retirado da tri6una) Fas desculpou1se e. homem com um destino amargo) Esse mesmo Bvo>diev *ue 2oi presidente do grupo oper3rio do ?omité 'ndustrial1Filitar e *ue. testemunha) Fas a esperan+a da B) . com Um deles era =u>ma A) Bvo>diev.) U) "em todos os condenados se conheciam entre si) Arre6anharam1se como testemunhas os menchevi*ues *ue se p_de)@. /usta ou in/usta. 2oi preso pelo Boverno c>arista em 191. . na . mas no processo não sou6eram isso e ele passou para segundo plano.etrogrado) Ali. dois do Ianco do Estado. 2oi indicado para a comissão militar do %oviete de . tendo in2lu0ncia na nomea+ão dos comiss3rios de guerra @5 e aca6ando. a respectiva condena+ão)S Fuito servi+al e lo*ua>. logo ao chegar.etunin) RExponho os 2actos segundo KaAu6ovitch)S Apresentemos agora este KaAu6ovitch) Ele come+ou a sua actividade revolucion3ria tão cedo *ue não chegou se*uer a terminar o liceu) Em Far+o de 1915. dois do ?omissariado do .etrogrado.

sua e minha. ardente ou hermético. nos momentos cruciais. eu pedirei ao presidente *ue lhe d0 a palavra) E KaAu6ovitch prometeu) ?om a consci0ncia do seu dever. levar a ca6o este processo) R%taline dava ordens a =rilenAo. melhorasse o regime estatal criado por eles) Ginalmente. eu sou 2rancoJ considero1o um comunistaX R'sto in2undiu Lnimo e aprumo a KaAu6ovitch)S "ão duvido da sua inoc0ncia) Fas é o6riga+ão do . em 194C. mas KaAu6ovitch palpita pela causa. 2oi ainda comiss3rio da prov-ncia de %molensA para a recolha de produtos aliment-cios Rera o <nico dentre eles a não estar inscrito no . se teve necessidade de prender precisamente esse género de menchevi*ues. cou6e1lhe ter de en2rentar investigadores1carniceiros. pancadas nos :rgãos genitais) (orturaram1no de tal maneira *ue KaAu6ovitch e o seu companheiro A6raam Buin>6urg cortaram as veias de desespero) #epois de se resta6elecerem não os torturaram mais.E AB& #E BU AB @45 ga+ão. em 19@C. ao convencer1se de *ue era incapa> de 2a>01los in2lectir para a via seguida pelos 6olchevi*ues) Exponho tudo isto em pormenor para tornar claro *ue KaAu6ovitch não era propriamente um menchevi*ue.) U).artido. prometeu) "unca uma tare2a tão respons3vel lhe tinha sido dada ainda pelo poder soviéticoX #urante a instru+ão podiam não ter tocado em KaAu6ovitch nem com um dedoX Fas isso era demasiado su6til para a B) . como um cavalo 2ogoso *ue se apressa ele mesmo a meter a ca6e+a no /ugo)S . KaAu6ovitch prop_s ao seu partido *ue apoiasse inteiramente os 6olchevi*ues e *ue. para re2or+ar o tra6alho de recolha de produtos aliment-cios) Eis o *ue lhe disse =rilenAoJ 1 FiAhail .artido Iolchevi*ueS. *ue. *ue 7se tinham in2iltrado8. 2oi amaldi+oado por Fartov e. 2oi redactor do Jornal do ?omércio. mantiveram11nos apenas duas semanas sem os deixar dormir) RKaAu6ovitch disseJ 7%: *ueria dormirX J3 não existia nem vergonha. ele pede1lhe *ue o . punha um pouco de ordem no caos da investi1 @5 "ão o con2undir com o coronel do estado1maior KaAu6ovitch. nem honra)))8S E havia ainda as acarea+9es com outros *ue /3 se renderam. KaAu6ovitch d3 de caras com um preso torturado) & comiss3rio sorri1seJ 7A*ui tem o . tendo sido até considerado o melhor pelo ?omissariado do . com a sua participa+ão e in2lu0ncia. em 194C. segundo o plano da B) . pois na*ueles anos Rentre dois processosS =rilenAo dera um salto . reviravolta de &utu6ro. *ue auxilie a investiga+ão) "o tri6unal.e+o1lhe *ue coopere em tudo.) U) ?omo aos demais. *ue nessas mesmas sess9es representava o Finistério da Buerra) A$DU'. *ue lhe aplicaram toda a gamaJ cala6ou+o gelado. do modo mais sincero e inteiramente desinteressado) E. ele 2oi detido) Goi então convocado para um interrogat:rio por =rilenAo. a di>er a6surdos) E o pr:prio comiss3rio RAleAsei AleAsievitch "aciedAinS di>iaJ 7Eu sei. não os espancaram.oissei 'ssaievitch (eitel6aum.s tropas governamentais para lutarem contra outros socialistas. *ue tam6ém empurram a 7con2essar8. a6andonou de2initivamente os menchevi*ues. mas comportou1se como um 6olchevi*ue durante toda a $evolu+ão.etrovitch.ovo dos A6astecimentos Rele assegura *ue não precisou de destacamentos punitivosW não seiW no /ulgamento ele lem6rou ter1se servido de 6arreiras preventivasS) "os anos 4C. tendo ocupado ainda outras 2un+9es de relevo) Duando. prov-ncia de %molensA.%ocialista de . ao organi>ar o processo) %ucede *ue am6os se conheciam per2eitamente. como o leitor /3 sa6e pelo passado. sei *ue nada disso existiaX Fas exigem isso de n:sX8 ?erta ve>. em caso de di2iculdade imprevista.etrogrado ter aprovado o apelo dirigido pelo Boverno provis:rio . em6ora estes tivessem pegado em armas) A seguir . chamado pelo investigador.

artido. não assimilaram tudo numa sessão. 2oi convocada a primeira sessão da organi>a+ão do Iureau Unido dos Fenchevi*ues. nem dos seus aprendi>es. onde iria 6uscar coragemY RGoi com o som ardente das suas palavras a ressoar nos meus ouvidos *ue transcrevi os seus argumentos) E raro recolher como *ue 7postumamente8 as explica+9es de um participante num processo assim) E eu acho *ue seria a mesma coisa se IuAharine ou $iAov nos revelassem o motivo da misteriosa su6missão no seu processoJ a mesma sinceridade. estruturada com depoimentos de provocadores e de in2eli>es réus. *uando /3 sem isso o seu corpo estava su2icientemente marcado) &nde encontraria uma pessoa o apoio moral para este mart-rio.) U) recrutava acusados dentre os volunt3riosX))) RA (eitel6aum esperava1o um importante papelJ liga+9es com os menchevi*ues do estrangeiro e com a %egunda 'nternacionalX Fas. e2ectivamente. pe+o1lhe *ue me admita no seu Iureau Unido dos Fenchevi*uesX Acusam1me de estar bcorrompido por 2irmas estrangeirasb. 2or+ados pelo terror) A maioria esmagadora dos acusados h3 mais de de> anos *ue a6andonara o partido. e reuniram1 se pela segunda ve>) ?om *ue sentimento a6ordava KaAu6ovitch o processoY #epois de todas as torturas *ue suportara. eu sairei uns momentos)8 %aiu) (eitel6aum. no ga6inete do comiss3rio de primeira classe #mitri Fatveievitch #mitriev. levaria cinco anos honradamente)S ?om a aprova+ão do comiss3rio. de todo o longo caminho *ue tivera de percorrer para escapar aos erros do menchevismo e aderir . loucura. vontade. depois de todas as mentiras *ue engolira. um artigo dessolidari>ando1se dos acusados) Ela escrevia *ue se tratava de uma vergonhosa comédia /udicial. KaAu6ovitch admitiu (eitel6aum no Iureau Unido) @4. segundo 2icara entendido. devido a não terem uma posi+ão independente)S E. suplica1lheJ 7?amarada KaAu6ovitch. . *ue os participantes armaram con2usão.artido 'ndustrial se reuniuX Eis onde os réus 7tinham podido reunir1se8. destinada a porem1se de acordo. durante o /ulgamento. a mesma devo+ão ao . KaAu6ovitch não se cansou de repetir su6missamente todas as med-ocres mentiras ruminadasJ acima disso não se elevava a imagina+ão nem de %taline. tão di2-cil de meter na ca6e+a.admita na sua organi>a+ão anti1soviética) Galem sem mim. sem nunca a ele ter regressado) E o mais rid-culo eram as grandes *uantias *ue 2iguravam no /ulgamento 1 somas de *ue nunca o partido disp_s) . /uste>a do 6olchevismoW 4S #epois deste escLndalo não o deixariam morrer. a mesma 2ra*ue>a humana. mas iriam tortur31lo de novo. da ra>ão de viver de KaAu6ovitch. e desta ve> por vingan+a.E AB& #E BU AB #ias antes do /ulgamento. lhe perdoariamY Ele não se enganouJ apanhou uma condena+ão in2antil 1 cinco anos)S A pen<ria dos menchevi*ues era de tal ordem *ue a B) . iria provocar no processo um escLndalo mundialY FasJ 1S 'sso seria uma punhalada nas costas do poder soviéticoX 'sso seria a nega+ão do o6/ectivo de toda a sua vida. a mesma aus0ncia de apoio moral para a luta. não o 2u>ilariam pura e simplesmente. A$DU'. en*uanto contra1revolucion3rio. amea+am1me de 2u>ilamento) Então é melhor morrer como contra1revolucion3rio do *ue como um criminoso comumX R(er1lhe1iam prometido *ue. aca6ando por lev31lo . o *ue deixava perplexo =rilenAo)S Fas havia tanta mentira misturada. nem dos martiri>ados réus) $epresentou o melhor *ue p_de o seu papel. con2orme prometera a =rilenAo) A chamada delega+ão dos menchevi*ues no estrangeiro Ressencialmente toda a nata do seu ?omité ?entralS pu6licou no Vorjarts@. de 2orma a *ue cada um compreendesse melhor o seu papel) RE 2oi assim *ue o ?omité ?entral do .

por incum60ncia da '' 'nternacional %ocialista.E AB& #E BU AB @45 (endo lido o artigo. contra a sua ren<ncia. como podia não sentir pena dos de c3. no 6anco .artido 'ndustrialS) E todos intervieram) E todos de2enderam os métodos da B) .Hrgão do . .) U). e os *ue tinham 2or/ado o processo 2este/avam o seu triun2o)S Fesmo relatando isso em 19.artido %ocial1#emocrata Alemão) R") dos ()S A$DU'. revolu+ão socialista. mas neste pormenor tinha 2alhadoJ ele dissera no /ulgamento *ue a delega+ão no estrangeiro. não contra o procurador nem contra a B) . não o ter insultado. indignava1se agora sinceramente. eu consegui1o e surpreendi1meJ a mem:ria de KaAu6ovitch. não se conhecia então o estenograma do /ulgamento) Fais tarde. ?hverniA *ue o comunicasse aos réus. est3 agradecido a =rilenAo por ele não o ter humilhado. *ue não se levantou pura e simplesmente. essa gente desavergonhada e satis2eita.E AB& #E BU AB isolamento. contra os *ue não podem responder) 'sto é pr:prio do homem) E os argumentos dados revelam. com todos os 2ios de uma s: ve>. mas ter1lhe com /usti+a chamado 2an3tico Rem6ora de uma ideia opostaS. *ue KaAu6ovitch era um 2an3tico de ideias contra1revolucion3rias e *ue por isso re*ueria para ele 1 o 2u>ilamentoX E KaAu6ovitch não s: sentia nesse dia l3grimas de agradecimento nos olhos. constitui naturalmente um con2orto. na sua <ltima declara+ão. verdade) ?ontra *uem é *ue se encoleri>ava. mas indicavam *ue havia /3 muito tempo *ue eles não eram menchevi*ues 1 o *ue correspondia .5. muito a prop:sito. =rilenAo pediu . rtuma torrente de irrita+ão e elo*u0ncia) 'rrita+ão contra *uemY (endo conhecido as torturas. de modo tão duro e sincero. tendo1se arrastado por muitos campos e celas de @4Q A$DU'. conservava todas as insigni2icLncias. insolentemente. no discurso de acusa+ão. renegar a entregar os desgra+ados ao seu destinoY REra uma resposta 2orte. como /3 censurava os menchevi*ues em 1915) Entretanto. do seu <ltimo discursoY Due não se limitou a 2alar segundo o *ue tinha prometido a =rilenAo. *ue punha termo a todos os seus so2rimentosX #e resto. contra a sua trai+ão .) U) T nãoX T. tendo cortado as veias. tão exacta. não o ter ridiculari>ado no 6anco dos réus. em compara+ão com a u6ianAaS. como ainda ho/e. lhes dava instru+9es para sa6otarX 1 e agora /3 não se lem6ra) &s menchevi*ues no estrangeiro não tinham escrito um artigo desavergonhado nem satis2eitoW eles AFE"(AVAF /ustamente as desgra+adas v-timas do processo. KaAu6ovitch treme de indigna+ão contra a delega+ão no estrangeiro. contra o ?omité ?entral menchevi*ue))) Fas *ual é a recorda+ão *ue KaAu6ovitch conserva da sua 7resposta8. estando por mais de uma ve> a pontos de morrer. mas contra a delega+ão no estrangeiroXXX (ratava1se de uma reviravolta do eixo psicol:gicoX ?om seguran+a e com con2orto Ra emigra+ão. mas *ue saltou como uma mola. imagem do processo do . *ue temos ra>ão) =rilenAo disse. contra a sua deser+ão. exigindo simples e honradamente o 2u>ilamento. KaAu6ovitchY E como é *ue os menchevi*ues do estrangeiro podiam "i& deixar os processados entregues ao seu destinoY ":s temos tend0ncia para revoltar1nos contra a*ueles *ue são mais 2racos. pelos seus mart-rios e so2rimentosY ?omo podia assim. todas as datas e todos os nomes. mesmo po6re. para estes 2a>erem uma declara+ão Rtratava1se do mesmo esticão. KaAu6ovitch não deixou de anuirJ 7&s crimes de *ue me reconheci culpado Rele d3 um grande signi2icado a esta 2eli> expressão de *ue me reconheci culpado) A 6om entendedorJ *ue não cometiXS são dignos do castigo m3ximo e eu não pe+o indulg0nciaX "ão pe+o *ue me deixem com vidaX8 RAo lado.

Broman so16ressaltou1seJ 7Voc0 enlou*ueceuX Voc0 não tem o direito de 2a>er isso. não 2oi isto um achado para a . *ue tinha su6vertido e aterrori>ado o mundo inteiro.E AB& #E BU AB @49 su6itamente se em6rulhar. em eip>ig) Este respondia rugindo como um leão aos /u->es na>is. 7aproximadamente a partir de 19@4 come+ou1se a violar as normas leninistas da legalidade8) E como é *ue a6ordaremos agora este p-ncaro das ilegalidadesY ?omo é *ue nos arrastaremos agora por este amargo caminhoY A 2alar verdade. *uer da legalidade revolucion3ria. a si e . não coincidia plenamente com o *ue tinha sido dito nos /ulgamentos) Um escritor autori>ado a assistir aos processos. 2i> correr intrepidamente a minha pena) "ão se me encolhia o cora+ão e desli>3vamos despreocupadamente. então /3 se sa6e *uem tem de lhe acudir e o *ue 2a>er)S Fas as inexactid9es dos estenogramas em nada mudam nem desculpam o *uadro) & mundo assistiu surpreendido a tr0s pe+as seguidas. *uer esclare+a ou não.dos réus. . os mem6ros da chamada 7guarda leninista8 1. os dos processos seguintes. tomou apontamentos r3pidos e aperce6eu1se depois destas incongru0ncias) (odos os correspondentes notaram o incidente com =restinsAi. se 2a>iam coment3rios) E haveriam de 2a>er) Duanto a n:s. perante a *ual todo o mundo tremia T e até os maiores dentre eles. se apresentavam agora como carneiros desanimados e su6missos. reconhecendo crimes *ue de 2orma alguma podiam ter cometido) "unca se vira na hist:ria nada de igual) Era 2lagrante o contraste com o recente /ulgamento de #imitrov. a come+ar por =ruchtchev.rocuradoriaY Acaso não 2icam assim totalmente explicados os processos dos anos 19@. a*ui. os seus camaradas. *uer da revolucionari>a+ão da legalidade) Fas da*ui por diante tudo se tomar3 para n:s dolorosoJ como o leitor se lem6rar3.s suas convic+9es. organi>ando o mesmo género de espect3culosY Due me perdoe o indulgente leitorX Até ao momento. so6re eles se escrevia. e tam6ém do uso da hipnose) (udo isso. por*ue durante todos estes *uin>e anos est3vamos so6 a égide. o enigma continua a ser a6ordado com am6iguidade) Galou1se acerca de uma po+ão do (i6ete *ue privava um homem da sua vontade. mas. apre1sentavam1se diante do tri6unal a mi/ar1se pelas pernas a 6aixo) E. os /u->es viram concentrados so6re eles os olhares de todo o mundo) "ão se distraiu deles a aten+ão. e como nos explicaram de>enas de ve>es.119@QY "ão teria sido este processo *ue 2e> %taline pensar *ue os seus principais inimigos eram charlat9es e *ue ele podia manipul31los completamente. em *ue os grandes che2es do auda> comunista. entre o p<6lico seleccionado. a tr0s espect3culos longos e car-ssimos. se no decurso do /ulgamento ele se desvia do textoW terceira coluna 1 apelido do tche*uista respons3vel por essa medida) E se =restinsAi A$DU'. em6ora até ao momento muitas coisas se tenham aclarado Re com especial acerto por Arthur =oestlerS@9. *uando se tornou necess3rio suspender a audi0ncia para a/ustar os depoimentos 2eitos) REu imagino assim as coisasJ antes do processo 2oi ela6orado um registo para os casos de erroJ primeira coluna 1nome do réuW segunda coluna 1 *ue medida adoptar durante a suspensão da audi0ncia. *ue davam todos os 6alidos *ue se lhes havia ordenado. vamos re2erir1nos apenas aos seus enigmas) ^ouve uma pe*uena discrepLnciaJ o conte<do das actas estenogra2adas. *ue 2oram pu6licadas. tomando em conta os camaradasX8S ?oncordemos. vomitavam tudo so6re si mesmos e se re6aixavam servilmente. oriundos da mesma coorte in2lex-vel. pela cele6ridade dos nomes desses réus.

a @Q. ele cumpriu apenas de> anos.or*ue na $<ssia. acerca de #>er/insAi. não sa6iam o *ue eram os c3rceres) $iAov e ') ") %mirnov 2oram presos v3rias ve>es. so6 os ausp-cios da ") =) V) #). numa visita *ue lhe 2e> antes do /ulgamento. com os socialistas I revolucion3rios e com os anar*uistas) Esses lan+adores de 6om6as e @5C A$DU'.não vale a pena re2ut31loJ se a ") =) V) #) dispunha de tais meios. eles não 2a>iam se*uer uma ideia do *ue era uma verdadeira prisão. 2oi 23cil para ele ad*uiri1la. 2oi algo de ligeiro e evadiram1se de todas as deporta+9es sem di2iculdade. de> anos normaisJ como nos nossos tempos *ual*uer AolAho>ianoW é verdade *ue esses de> anos englo6avam tr0s numa central de tra6alhos 2or+ados. encontrou1o prostrado. atingiu os 6olchevi*ues) %a6e1se. e nem se*uer cheiraram os tra6alhos 2or+ados) IuAharine tinha so2rido muitas pris9es 6reves. não se compreende DUE "&$FA% F&$A'% a podiam impedir de recorrer a eles) . pode . de uma s: ve>. como presidente dos tri6unais militares revolucion3rios. ela não existia)S "ão conheciam nem os interrogat:rios nem as condena+9es) 7"enhuma cLmara especial de torturas8. por se tratar de velhos revolucion3rios I) *ue não tremeram nas pris9es c>aristas. so6retudo.or*ue não de6ilitar e eclipsar a vontade dos acusadosY E not:rio *ue ' nos anos 4C houve céle6res hipnoti>adores *ue a6andonaram a sua carreira e passaram ao servi+o da B) . de certo modo. *ue vimos nos /ulgamentos dos anos de @. os nossos /ovens de de>asseis anos apanhavam.artido. mas a aut0ntica e inexor3vel instru+ão nunca sou6eram o *ue ela era) R. um tanto divertidasW pelos vistos. esteve dois anos preso. ?'"?&) Uinoviev. 6em como ano e meio na deporta+ão) Agora.$E%& "EF ($n% FE%E%X "ão teve "EF UFA ["'?A ?&"#E"AV\&X Em compara+ão com os ind-genas vulgares do nosso Ar*uipélago eram umas crian+as de peito. o 2acto de eles serem com6atentes temperados. *ue a ele cou6eram as penas mais pesadas e *ue passou toda a vida na prisão) Fas. e s: se alongou mais na deporta+ão no &nega4C) =ameniev. com todo o seu longo tra6alho de agita+ão e de viagens por todas as cidades da $<ssia. prova de 2ogo) Fas a*ui havia um simples erro) J3 não se tratava desses mesmos velhos revolucion3rios) Uma tal gl:ria tinham1na I rece6ido em heran+a. em geral. é rid-culo di>01lo.altchinsAi ou =hrenniAov não 2oram vergados pela po+ão do (i6ete ou pelo hipnotismoY I "ão h3 *ue encontrar uma explica+ão mais elevada T uma explica+ão psicol:gicaY I ?ausa perplexidade. so2reram condena+9es. deporta+9es pouco prolongadas. ostentavam no seu passado revolucion3rio deten+9es curtas e leves. sua deten+ão na u6ianAa. antes de ter sido presa)8 F Fas por*ue é *ue . segundo os nossos actuais critérios. ele não esteve se*uer um ano seguido no mesmo s-tio. com toda a certe>a. "\& E%(EVE . (rotsAi se portasse com mais 2irme>aW não havia motivo para isso) Ele tinha conhecido tam6ém exclusivamente deten+9es 23ceis. cumprindo dois anos de deporta+ão em Ust1=ut) A severidade de (rotsAi. se tivesse sido apanhado no meio destas tena>es. nenhuma %acalina. mas. por a2inidade com os populistas. passaram na cadeia cinco anos cada um. e não é prova de uma aut0ntica 2irme>aJ a*uele *ue ordenou in<meros 2u>ilamentos. o *ue tam6ém não é coisa excepcional) &s che2es do . sem ser su6metido a interrogat:rios a sério. nenhuma deporta+ão especial para KaAutia. . existia uma escola de hipnotismo) A esposa de =ameniev. *ue nos anos @C. sendo amnistiadosW até . nem do *ue eram as tena>es de uma investiga+ão in-*ua) "ão existem 2undamentos para supor *ue. não parecendo o mesmo) 7Ela teve ainda tempo de comunicar isso.E AB& #E BU AB conspiradores conheceram a deporta+ão com grilhetas.) U) E sa6e1se.

*uanto a ele. ao n-vel mais 6aixo da vida *uotidiana) . mas. ideia da sua pr:pria morteX REstes dois tipos de 2irme>a não estão mutuamente ligados)S E $adeA era um provocador Rmas não 2oi o <nico. onde estão coligidas auto6iogra2ias ou cr:nicas 6iogr32icas 2idedignas de dirigentes do . h3 umas /anelas 2echadas com 2olhas1de12landres. resistiram e morreram em sil0ncio. o Encenador dos grandes 6igodes conhecia 6em cada um) Ele sa6ia tam6ém *ue. nos seus <ltimos momentos) ?omo se %taline estivesse sentado ali na sala.iataAov. com seguran+a e insist0ncia. as pessoas vão1se a 6aixo) Fas IuAharine. não h3 para n:s nenhum enigma no 2acto de eles di>erem tão mal uns dos outros) 'sto parece1nos compreens-velJ o homem é 2raco. havia uma selec+ãoX &s mais clarividentes e decididos dos condenados não se entregaram de mãos atadas.ostichiev. (chu6ar. acredito piamente *ue ele seguisse as comédias desde a %ala de &utu6ro) "ão posso admitir *ue ele se privasse desse espect3culo. por detr3s de uma /anelinha do segundo andar. apesar de tudo. aperce6endo1se a 2orma de um cachim6o) Duem esteve alguma ve> em IaAhtchissarai recorda1se talve> desta 2antasia oriental) "a sala de sess9es do ?onselho de Estado. eram considerados de antemão como super1homens e da.artido ?omunista $usso R6olchevi*ueS) A$DU'. em6ora os seus nomes pudessem ter adornado esses processos) %: levaram os mais male3veisX ^ouve. EnuAid>e. se acendeu um 2:s2oro nas trevas.E AB& #E BU AB @51 REste assassino de milh9es de homens não podia admitir *ue o assassino1mor não al6ergasse no seu cora+ão um sentimento de solidariedade. . nestes tr0s processosSX 'agoda. mas sem opr:6rio) Goi por isso *ue não levaram a /ulgamento $ud>utaA. 2ora do vulgar.E AB& #E BU AB as 2ra*ue>as humanas. ao n-vel do segundo andar. segundo parece na penum6ra de uma cortina de musselina. em geral. *ue recuperaram. *ue lhe servia de orienta+ão psicol:gica para conseguir 0xitos na sua vidaJ tomar em conta @54 A$DU'. e ') ") %mirnov. os principais intérpretes são conhecidos de todos. BamarniAS) %: se deixavam agarrar os *ue *ueriam viver) E de todo a*uele *ue *uer viver pode 2a>er1se hgato sapato))) Fas houve mesmo alguns deles *ue se comportaram nos interrogat:rios de 2orma contr3ria. . e a*ui a companhia teatral é pe*uena. era um criminoso declarado) 4C (odos os dados a*ui citados são extra-dos do tomo 41 do #icion3rio Enciclopédico Branai. suicidando11se antes da deten+ão R%AripuniA. se esta6elecermos uma compara+ão com os actos correntes do comum dos cidadãos. e o p<6lico dese/a *ue se/am eles mesmos a representar) Fas. 'agoda. pedia1lhe piedade a ele directamenteJ 7#iri/o1lhe um apeloX Eu constru. desse pra>er)S Assim. toda a perplexidade deriva unicamente da cren+a na singularidade destes homens) "a verdade.para %' dois grandes canaisX)))8 E alguém *ue ali se encontrava nesse instante conta *ue. eram todos 2rouxos e conhecia as de6ilidades respectivas) E nisto ele tinha um tene6roso mérito.deixar1se ir a 6aixo . em compensa+ão. e por detr3s delas uma galeria não iluminada) #a sala nunca se pode adivinhar se h3 ali alguém ou não) & cã é invis-vel e o ?onselho re<ne1se sempre como se ele estivesse presente) #ado o pronunciado car3cter oriental de %taline. de *ual*uer maneira.a nossa perplexidade) E certo *ue aos encenadores parece ter sido neste caso mais di2-cil escolher os intérpretes do *ue nos anteriores processos dos engenheirosJ ali eles tinham *uarenta 2igurantes por onde escolher. =ossior e o pr:prio =rilenAo. (omsAi. *ue t0m pe*uenos ori2-cios. =ameniev. Uinoviev. uma escolha) A selec+ão 2oi limitada.

ele renegara os seus disc-pulos e partid3rios presos e deportados Rpouco numerosos. ele andava .artidoX)))S #urante o segundo processo de =ameniev. nem se*uer a meia vo>) "ão 2a>ia mais *ue ensaiar o seu papelX Fas antes disso. nem em vo> alta. ali3sS. como se 2osse legal.artido.artidoX (ratava1se de ensaios para esse papelX %e todos se condu>em assim em li6erdade. mesmo então. no Verão de 19@. um contacto cordial com %talineX Fas o *uerido =o6a. h3 /3 muito tempo. o 2u>ilamento de =a1meniev e de Uinoviev) "ão se ergueu contra isso. durante meio ano. penetrando a sua psicologia e mantendo1o durante longo tempo nas garras da morte. <ltima palavra..rocurava esta6elecer. de tirar a prova e sa6ia *ue IuAhartchiA de1 41 .artido 1 e viveu ainda no seu apartamento do =remlin Ro pal3cio de $ecreio de .seud:nimo de %taline na clandestinidade) R") dos ()S A$DU'. a 6rincar como o gato com o rato. tam6ém esse o tratou %taline como um homem ao rés da terra. IuAharine. certamente. e logo *uando os processaram pela primeira ve>. olhando de soslaio. tinha permitido. nos aparece como o mais inteligente e o mais l<cido dentre os che2es di2amados e 2u>ilados Ra *uem =oestler consagrou o seu talentoso estudoS. como todos os outros. não vigenteS. pelos *uais se via *ue tinham sido apresentadas provas ani*uiladoras contra IuAharine) (entou acaso evitar essa execu+ãoY Ge> acaso um apelo ao . s: para permanecer dentro do . deve ter havido))) "ão se prende ninguém sem motivo.da*ueles anosJ 7Alguma coisa. 2icando sempre sem resposta) . disse aos seus -ntimosW 7& *u0Y E gente capa> disso))) (alve> tenha havido algo)))8 REra a 2orma cl3ssica do homem comum. a sua comida e o seu sono estiverem nas mãos dos carrascos da u6ianAa) %u6meter1se1ão sem pestane/ar aa texto do drama) . *ual*uer posto no . para *ue *ueria ele uma acarea+ão em carne e ossoY Entretanto.artido denunciando a*uela monstruosidadeY "ão. depois do assass-nio de =irov. as sentinelas do =remlin 2i>eram1lhe a contin0ncia como se nada ocorresse)S J3 ninguém o visitava nem o chamava pelo tele2one) E todos esses meses ele escrevia in2atigavelmente cartasJ 7Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX)))8. deixando de ter *ual*uer actividade. . antes mesmo de terem vindo . renunciara aos seus pontos de vista. e pensava *ue havia derrotado =o6a41J impingira1lhe essa constitui+ão *ue o o6rigaria a suavi>ar a ditadura) Fas ele pr:prio /3 estava no papo) IuAharine não gostava de =ameniev e de Uinoviev. passou muito tempo sem *ue IuAharine 2osse preso) Ele perdeu o seu lugar no /ornal '>vie>tia. numa aparente li6erdade) IuAharine redigiu. no nosso pa-s)8 'sto disse1o em 19@5 o primeiro te:rico do .oder. /3 2i>era os ensaios) (ivera tempo. uma ?onstitui+ão apenas para ingl0s ver) "a estratos2era ele tinha a impressão de voar livremente. durante muitos anos.artido Ra cada um a sua ve>S. cidade de Grun>e. ") 1) IuAharine. leu a not-cia dos dois 2u>ilamentos e os artigos dos /ornais. *uando 2oi .edro 1S. para ter tempo de ser acareado com eles e /usti2icar1se) Era tardeX %e =o6a estava /3 na posse de su2icientes documentos.E AB& #E BU AB @5@ desempenharia o seu papel magni2icamente) ?om e2eito.E a*uele *ue. toda a ?onstitui+ão vigente Rmelhor dito. sua 3atcha no &utono. ainda no cume das honrarias e do . suportando o seu exterm-nio44) Ele deixara esmagar e denegrir as suas ideias.ol-tico do . desde a primeira . lu> e amadurecido devidamente) E *uando ainda era redactor1principal do /ornal '>vie>tia e mem6ro do Iureau . distLncia. somente enviou um telegrama a =o6a. *uando %taline amea+ava exclu-lo do . como numa prisão) R#e resto. ca+a em (ianchan. sem nada sa6er) #escendo das montanhas . o *ue ser3 *uando os seus corpos. pedindo1lhe *ue adiasse o 2u>ilamento de =ameniev e de Uinoviev.

certa noite. *ue. não era apenas uma necessidade exterior a 2im de esta6elecer uma rede de acusa+9es pelas liga+9es mantidasW a li6erdade desinteressada da sua viagem indicava. para recolher manuscritos de Farx.artidoX #e ver1se privado do . mas 2ora do . 2icavam uma ao lado da outra. o seu regresso . os /ornais continuaram a noticiar a indigna+ão das massas) IuAharine tele2onava ao ?omité ?entral) IuAharine escrevia cartas. 2oi pu6licado pela .rocuradoria um vago comunicadoJ 7Duanto .ra+a VermelhaS. nem posto de parte. na presen+a 44 %: de2endeu E2im (seitlin e não por muito tempo) @54 A$DU'. cometem1se /untos) "a mani2esta+ão de "ovem6ro Ra sua despedida da . a2irmar1se) %taline havia1os denunciado como opositores. para *ue atrair uma nova som6raY Fas as suas datchas. organi>ou uma acarea+ão com %oAolniAov) Este dep_s acerca do 7centro paralelo da direita8 Rentenda1seJ paralelo ao ?entro (rots*uistaS e da actividade clandestina de IuAharine) =aganovitch condu>iu o interrogat:rio energicamente. pedindo *ue lhe retirassem pu6licamente as acusa+9es) Então.E AB& #E BU AB de importantes tche*uistas. a extenuante ang<stia *ue o cercava em casa 1 destru-a melhor ainda a vontade da v-tima do *ue as press9es directas da u6ianAa) REste não escapar3.artido) E. no tra6alho do Encenador relativamente a ele. *uero *ue sai6as *ue não sou culpado da nada) Além do mais.E"#E"(EW nenhum de2endia realmente uma ideologia oposicionista. tu ser3s poupadoJ não estavas ligado aos trots*uistas)8 E IuAharine acreditava *ue 2icaria vivo. do '>vie>tia. o papel principal. de não o pre/udicaremX Eram demasiadas exig0ncias para poderem ser independentesX A IuAharine tinha sido destinado. depois ordenou *ue levassem %oAolniAov e amistosamente disse a IuAharineJ 7Ele mente em tudo. no tra6alho do tempo so6re ele.artido e o *ue sucedeuY & *ue é necess3rio é manter1se a unidade.artido 1 isso seria monstruosoX Duanto aos trots*uistas.&"(& #E V'%(A '"#E.artidoX E nesta sua corda sens-vel Rde todos elesS /ogava esplendidamente o *uerido =o6a. e $adeA. 6em como na sua pr:pria adapta+ão ao papel) Fesmo o seu envio .artido) IuAharine não possu-a Rnenhum deles possu-aS o seu . IuAharine 2oi chamado por =aganovitch. *ue não o excluiriam do . cena principal) E agora. antes de eles terem passado a s01lo. não se acharam provas o6/ectivas)8 $adeA tele2onou1lhe no &utono. so6retudo. o negrume das acusa+9es 1 a prolongada e intermin3vel não deten+ão. Europa. acusa+ão contra IuAharine. 2undamentalmente. 2oi l3J 7#iga eu o *ue disser. ainda mais irrecusavelmente e de antemão. dirigiu1se a eles um soldado vermelho armado) (eve um pressentimentoX 7A*ui mesmoY "este instanteY8 )))"ão. ele e a mulher tomaram lugar na tri6una dos convidados com um passe da redac+ão do '>vie>tia) #e repente. na *ual pudessem autonomi>ar1se. se se cometem erros. de 2acto. e assim privou1os de todo e *ual*uer poder) E todos os seus es2or+os passaram a ser dirigidos no sentido de se manterem no . ele sempre se deu mal com elesJ a2astaram1se do . apanhar3 tam6ém um ano)S ?erta ve>. o devassoX8 Entretanto. no <ltimo 'nverno. e nada devia ser estragado."os meses *ue precederam a deten+ão. 7Duerido =o6aX))8.artidoX #e 2icar vivo. desde o momento em *ue ele pr:prio se tinha convertido no . mani2estando o dese/o de encontrar11se com ele) IuAharine recusouJ am6os somos acusados. *ual 2oi o maior receio de IuAharineY %a6e1se de 2onte 2idedigna *ue 2oi o de ser exclu-do do . ele 2e>1lhe a contin0nciaJ 7& camarada %taline surpreende1se por v01los a*uiX E pede1lhes *ue ocupem o vosso lugar na tri6una do Fausoléu)8 .

IuAharine di>ia . ele decidiu 2a>er a greve da 2ome em casa. simplesmente para seu conhecimento))) Gre*uentemente.iatoAov 2e> depoimentos in2ames contra IuAharine e $iAov. arrastou1se até ao plen3rio) 7& *ue é *ue te veio . independentemente da sua vontade.iatoAov 2oi Jevado ao plen3rio de #e>em6ro do ?omité ?entral com os dentes partidos.artido)))8 %taline 2ran>iu o so6rolho perante um tal a6surdoJ 7Fas ninguém te exclui do . alternaram o duche escoc0s. cam6aleando. concentrasse as acusa+9es contra IuAharineXS Um duche escoc0s) Assim vai amolecendo a vontade) Assim se vão ha6ituando ao papel de her:is a6atidos) A partir da*ui come+aram sem parar e levar1lhe a casa os autos dos interrogat:riosJ dos antigos alunos do 'nstituto de . mas não se suicidou) Acaso não se havia adaptado ele ao papel *ue lhe 2ora destinadoY))) E ainda se reali>ou outro /ulgamento p<6lico))) E 2u>ilaram ainda um punhado deles))) E IuAharine era respeitado. tendo sido denominada para sempre como estalinista) . ao rece6er novos documentos. de vinte e dois anos de idade. perguntou1lhe cordialmente o *uerido =o6a) 7Due havia de 2a>er. e era /3 uma caricatura de si mesmo) Atr3s dele estavam postados mudos tche*uistas Rde 'ago1da.rimavera lhe tinha dado um 2ilhoJ 7 0 tu. com a seguinte ordem do diaJ 1) &s crimes do centro de direita) 4) A actividade antipartido do camarada IuAharine. não t0m em conta %talineS4@ apodaram1no de mercen3rio 2ascista e exigiram o seu 2u>ilamento) . pois 'agoda tam6ém se treinava e se preparava para o papelS) . eu não possoX8 E solu+ava. mas não IuAharine)8 REra como se alguém. mulher. mas não conseguia)))S) E Folotov) E %talineX Due grande cora+ãoX Due grata generosidadeX 7#e A$DU'.artido))) ?om a 6ar6a por 2a>er.iataAov) E. . no intervalo. =aganovitch e Folotov R*ue insolentesX. no decorrer do plen3rio. e ali mesmo deu por 2inda a greve da 2ome) RUma ve> em casaJ 7Vamos. se lan+am tais acusa+9es contra mimY Duerem excluir1me do . /3 em Agosto tinha compreendido. expressa na greve da 2ome) E IuAharine vacilouJ talve> tivesse o2endido em algo o . mas sim como mem6ro do ?omité ?entral. ohX. durante meio ano) Em 5 de #e>em6ro 2oi aprovada com /<6ilo a ?onstitui+ão de IuAharine. e voc0 2ornece todas as provas voluntariamentek8 R"otaJ &rd/oniAid>e apanhou tam6ém uma 6ala na nuca)S 7#e todo em todo voluntariamente8. ca6e+aY8. arrependeu1se de 6oa mente diante do plen3rio. nãoX. com a ca6e+a so6re a almo2ada) Buardava em casa dois rev:lveres Re %taline tinha1lhe dado tempoXS.E AB& #E BU AB @55 todas as maneiras. não como se se tratasse de um acusado.artidoX8 E IuAharine acreditou. $iAov disse a IuAharineJ 7(omsAi teve 2or+a de vontade. eu considero *ue a culpa de IuAharine não est3 demonstrada) $iAov talve> se/a culpado. para *ue o ?omité ?entral averiguasse e lhe retirasse as acusa+9es) ?omunicou isso por carta ao *uerido =o6a e manteve a greve escrupulosamente) Então 2oi convocado ao plen3rio do ?omité ?entral. /3 com aspecto de culpado.Assim. e IuAharine não era apanhado))) Em come+os de Gevereiro de 19@5. sentado ali mesmo entre os che2es) &rd/oniAid>e colocava a mão /unto do ouvido Rele não ouvia 6emSJ 7#iga. continuamos a viver como est<pidos)8 A*ui interveio =aganovitch com c:lera e com invectivas Rele dese/aria tanto acreditar na inoc0ncia de IuAhartchiA. *ue nessa . e suicidou1se) Fas n:s os dois. animou1se. cortem1me um peda+o de chouri+oX =o6a disse1me *ue não me excluirão)8S Fas. emagrecido.ro2essores Vermelhos. de $adeA e dos demais 1 e todos apresentavam provas graves da negra trai+ão 6uAharinista) evavam1lhe a casa. respondeu.

Ue *ue a6undLncia de depoimentos nos privamos. ca+ador e lutadorX REm lutas a 6rincar.ela l:gica das coisas.E AB& #E BU AB @55 mundial e apenas pre/udicar3 o .artido Rcom *ue humilha+ão pagou ele tal devo+ão ao . respeitando o no6re sossego da velhice de FolotovX @5. para voc0s. deix31lo1emos viverJ mandamo1lo secretamente para a ilha de Fonte ?risto e l3 voc0 ir3 tra6alhar so6re a economia do socialismo)8 T 7Fas nos /ulgamentos anteriores parece *ue voc0s os 2u>ilaramY8 1 7Ve/a *ue compara+ão est3 a 2a>erJ eles e voc0X Além disso. podiam cometer1se todas e *uais*uer in2Lmias contra o . n:s. poderia ter1se reali>ado) "ão é verdade *ue isso poderia ter ocorridok8 1 . e nada mais) Uma pe*uena transla+ão 2ilos:2ica) Estamos de acordoY))) %im. continuam entretanto a ser os interesses do .s mãos dos pontos de teatro e dos encenadores su6alternos) Ele era um homem de m<sculos. no 2im de contas. naturalmente. sim) "a pr3tica. pois KaAu6ovitch dese/ava a morte. e isto segundo os pr:prios /ornais)8 . não o comoveu44) Due tinha decidido este agudo e 6rilhante te:rico legar aos descendentes através das suas <ltimas palavrasY Ga>er ainda outra s<plica para ser reintegrado no . segundo este es*uemaJ 7E exacto *ue cada oposi+ão contra o .artido Rassass-nios. para desacreditar *ual*uer ideia de oposi+ão no 2uturo. naturalmente.artidoY8 1 7Em geral.oderia)))8 1 7Assim. espionagem.artido é uma luta contra o . mas tam6ém todas as nausea6undas torrentes da nossa grande canali>a+ão prisionalX Assim reconhecia *ue era digno de su6mergir1se tam6ém nelas))) Ginalmente. venda da . tinha amadurecido completamente para ser entregue . a tal ponto *ue /3 não são necess3rias as torturas. reconhecer como reali>ado a*uilo *ue. como nãoY "ão é preciso explicar1lhe a si *ue se agora no /ulgamento volta atr3s e di> algo di2erente.artido) E é evidente *ue não ter3 uma morte 23cil) Fas se tudo correr 6em. no ano de 19@1Y "o 2acto de *ue ele não est3 su/eito aos mesmos dois argumentosY Ele é mesmo mais 2raco. em *ue di2erir3 a sua posi+ão relativamente . inclusive) Duer di>erJ não s: os anteriores e in2ames processos. s: teoricamente. resta apenas uma pe*uena diverg0nciaJ é preciso 2a>er coincidir a hip:tese e os 2actosW é preciso.artidoY8 1 7%im. de KaAu6ovitch. signi2ica isso *ue. n:s poup3mos muitos. perdoem1me. 2oi conhecida recentemente pelo mundo inteiro) Entretanto. naturalmenteX8 1 7Assim.or outras palavras. diante dos mem6ros do ?omité ?entral.artidoY8 1 7.E AB& #E BU AB E de novo IuAharine caiu no desLnimo e os <ltimos dias passou1os a escrever uma carta ao 72uturo ?omité ?entral8) Aprendida de mem:ria e assim retida.artidoXS) Uma ve> mais protestava 7aprovar completamente8 tudo o *ue ocorrera até 19@5. A$DU'. pois. compreende *ue s: 2ar3 o /ogo da 6urguesia Assim como não comoveu o 72uturo ?omité ?entral8) A$DU'. sim)8 T 7Fas não é verdade *ue a luta contra o . depois de estar assim ani*uilado. *uantas ve>es ele não tinha 2eito cair =o6a de costas so6re o tapeteX ?ertamente nem isso =o6a lhe p_de perdoar)S #epois de um lamento deste género.artido não pode deixar de trans2ormar1se numa guerra contra o . mas IuAharine teme1a) $estava um di3logo não muito di2-cil com VichinsAi. sim)8 1 7. elas não 2oram cometidas)8 1 7Fas não podiam t01lo sidoY Galando teoricamente))) R(rata1se de te:ricosX)))S &s interesses mais altos. com as convic+9es da oposi+ão. é necess3rio reconhecer o poss-vel como real.3triaSY8 1 7"o entanto.

artido. podiam ainda os acusados 2incar1se assim no seu ponto de vista. Ano do in-cio dos processos de dissidentes. e os pr:prios acusados não eram tão complexos) Assim. e cada uma delas era contra os seus empreendimentosJ tudo se passava como se as inventassem de prop:sito l3 em cima para tornar a vida mais amarga e di2-cil aos mu/i*ues) ?erta ve>. ele tinha pro/ectado em 19@5 levar a ca6o uma ampla rede de processos por >onas. caso contr3rio empo6receria até um limite perigoso) E preciso recordar o am6iente dos anos @C Rmas s: dos anos @CYS. como n:s. tinha sido criado um novo distrito. capital da prov-ncia di>endo ser necess3rio redu>ir o plano de remessas de cerealJ o distrito não o podia cumprir. /untos. as coisas tornaram1se menos 23ceis para %taline.5X45 Fas mesmo os espect3culos magni2icamente conseguidos 2icavam caros e re*ueriam muitos cuidados) E %taline decidiu não mais lan+ar mão dos espect3culos p<6licos) Fais exactamente. derreter a ma*uilhagem. somos n:sl "a sociedade vai amadurecendo lentamente a compreensão hist:rica) E *uando ela amadurece. extenuada pelas remessas o6rigat:rias de cereais ao Estado. 2ugir o encenador pela escada de servi+o e correr os pontos de teatro para a toca como rata>anas) E na rua teria amanhecido /3 o ano de 19. agir contra n:sY Arrependa1seX . pu6licadas no /ornal regional de 'vano1vo) Em 2ins de 19@4. comunistasa) E como p_de voc0 desviar1se. cuidadosos e instru-dos. %tavrov. era uma pessoa com um 2irme sentido de /usti+a.(alve> *ue o enigma não se/a assim tão o6scuroY %empre esta cantilena irresist-vel através de tantos processos. numa distante e perdida aldeia da região de 'vanovo. os dirigentes de =adii escreveram um relat:rio . não somos russos ?&F& V&?n%X))) "ão. *ue /3 nos anos 4C orientavam as suas explora+9es so6re 6ases cient-2icas Rpelo *ue eram. em m3*uinas e de uma direc+ão sensata da economia) E sucedeu *ue o primeiro1secret3rio do ?omité do . triste e perdida. devido a ter ingressado no . para avaliar o sacrilégio *ue isto constitu-a . Giodor 'vanovitch %mirnov.artido. nem em 1944. *uanto a ele. de a/uda em dinheiro. não somos revolucion3rios ?&F& V&?n%X))) "ão. para *ue a alma negra da oposi+ão se tornasse vis-vel para as massas) Fas não se encontraram 6ons encenadores. e *ue o che2e da sec+ão agr3ria da >ona. voc0s são. estimulados pelo poder soviéticoJ ainda não tinham decidido *ue era preciso varrer todos esses intensivistas) %tavrov.E AB& #E BU AB na /un+ão com =astroma e "i/ngorod. então. e gritando com a ca6e+a erguidaJ 7"ão. mas de cima ca-am em catadupas directri>es. não somos comunistas ?&F& V&?n%X)))8 E parece *ue o simples 2acto de gritar 2a>ia cair por terra os cen3rios. *uando do *ue ali se necessitava era. tudo é simples) "em em 1944. cu/as reportagens tinham come+ado a se. isto é. nem em 19@5. apenas com algumas varia+9esJ ora. em *ue estes passaram a a2irmar1se 7mortais) R") dos ()S @5Q A$DU'. estava 2ora das possi6ilidades preparar1se tudo tão cuidadosamente. o ?aso de =adii.ois voc0 e n:s. um da*ueles camponeses chamados 7intensivis1tas8. ao *ual 2oi dado como capital a antiga e calma vila de =adii) &s novos dirigentes 2oram para l3 destacados de diversos lugares e s: se conheceram no local de destino) Eles 2oram encontrar uma >ona m-sera. pelo contr3rio. mas h3 pouca gente *ue sa6e disto) Alguns processos 2racassaram e tudo 2icou em 3guas de 6acalhau) E oportuno re2erir a*ui um desses processos. resistindo a esta cantilena arrepiante e envolvente. era um mu/i*ue de gema. como seria necess3rio. não 2oi varrido *uando da li*uida+ão dos AulaAs) (alve> ele pr:prio tenha participado nessa li*uida+ãoYS) "o seu novo lugar de tra6alho eles tentaram 2a>er algo pelos camponeses.

cooperador inato. Vassili Bregorievitch Vlas1sov. homem autodidacta. mas deixadas . depois lamentar3s)8 Vlassov expulsou1o daliJ 7?omo se atreve propor1me a mim. comunista. $ussov R/3 descrito no cap-tulo *uartoS) & che2e da ") =) V) #) do distrito.oderX Fas. a ") =) V) #) do distrito prendeu %tavrovW ao ca6o de um m0s. ") =) V) #) regional e ali con2essou ser trots*uistaW *ue toda a vida tinha 2eito parte do 6loco.contra o plano. o che2e da sec+ão de 2inan+as do distrito. a ") =) V) #) estava disposta ainda a arran/ar as coisas pelas 6oas com a cooperativaX & su6stituto da ") =) V) #) do distrito.artido com a seguinte ordem do diaJ 7A actividade sa6otadora de %mirnov e de Univer na cooperativa de consumoW relatorJ o camarada Vlassov)8 A*ui. minha repreensão)8 E o . %mirnov.artido aclarar3 as coisas.E AB& #E BU AB @59 ele o é) & .artido aclarouJ *uase logo a seguir. 2oi pessoalmente propor a Vlassov *ue o2erecesse . segundo os h36itos da*ueles tempos. o *ue era mais importante. prendeu o presidente do Executivo do %oviete do distrito. $omanov) Assim como havia o2endido mortalmente o procurador do distrito. ") ') =rilov. impingiu a seguinte resolu+ão ao ?omité #istritalJ 7&s 0xitos do distrito seriam mais 6rilhantesRYS se não 2osse por causa do trots*uista %tavrov)8 Assim come+ou o 7caso %tavrov8) R & método é interessanteJ dividir . mesmo assim. em conse*u0ncia das torturas) Em todo o caso. com lacunas. não 2oram adoptadas medidas 2rontais pelas autoridades superiores. convencido de *ue A$DU'. assustar %mirnov.artido o novo presidente do Executivo. eu estou. . e ainda outros) E interessante ver como se decidiu a sorte de Vlassov) $ecentemente. elo*uente e engenhoso nas discuss9es. mas com essas atitudes naturais *ue tanto surpreendem nos $ussos. com os socialistas revolucion3riosW e *ue no seu distrito era mem6ro de uma organi>a+ão clandestina de direita Rum ramalhete digno da*uele tempoJ s: 2altava a liga+ão directa com a EnteriteS) (alve> ele não tenha con2essado nada.artido Rtoda esta mascarada e todos estes neg:cios são.artido a expulsar $omanov. o6rig31lo a 2a>er marcha a tr3sW depois chegar3 a ve> dele) E esta. o seu su6stituto. nada *ueriam 2a>erS) #e todas as maneiras. e para Vlassov isso signi2icava dois meses de sal3rio) Ele não guardava para si ilegalmente nem uma migalha) 7"ão d3s. /3 como representante do ?omité #istrital do . segundo11secret3rio. %o1roAin. assim como *uanto . por imagin3ria actividade de sa6otagem. a alma do ano @5XS.ara /3. 2oram redu>idos a escrito os autos) #epressa 2oram presos o secret3rio do . por cal<niaX E 2oi1lhe aplicada uma repreensãoX A <ltima interven+ão de $omanov é muito caracter-stica desse tipo de gente e da con2ian+a *ue depositava no sistemaJ 7Em6ora tenham demonstrado a*ui *ue %tavrov não é trots*uista. dois h36eis e entendidos cooperadores de origem social incerta RVlassov admitia sempre no tra6alho *uais*uer cooperadores de antes da $evolu+ãoJ eles dominavam magni2icamente as *uest9es e procuravam ser diligentesW os prolet3rios *ue lhe propunham nada sa6iam 2a>er e. em pe*uena escala. mas isso nunca ninguém o sa6er3. e ordenou *ue se reunisse o . ") =) V) #) R7depois conta6ili>as isso de *ual*uer 2orma8S setecentos ru6los de tecidos R7trapos8S. ele tinha incitado a excluir do . secret3rio do ?omité #istrital. %a6urov. che2e da suposta organi>a+ão de direita. o estoniano Univer 1 e o seu lugar 2oi ocupado por $omanov) %tavrov 2oi condu>ido . convenceu a assem6leia do .artido do distrito. acalorando1se *uando se tratava do *ue considerava /usto. e o motim *ue 2omentava contra o . Vassili Giodorovitch $omanov. iniciativa local) Duando %mirnov partiu de 2érias. 2icou o2endido por ter sido impedido de prender. precisamente a t3ctica estalinista do ?omité ?entral)S Em tempestuosas reuni9es do . neutrali>31lo.artido esclareceu1se *ue %tavrov era tão trots*uista como /esu-ta romano) & che2e das cooperativas de consumo do distrito. pois morreu na prisão central da ") =) V) #) de 'vanovo. uma coisa dessasX8 "o dia seguinte =rilov apresentou1se na cooperativa.

na sua es2era de compet0ncia. sua venda ao p<6licoXXX Entretanto. mas duas proi6i+9es se opunham . é por*ue eles estão presos sem 2undamentoX8 E a reunião pura e simplesmente não se reali>ou) Fas seria 2re*uente as pessoas atreverem1se a de2ender1seY RA situa+ão no ano @5 não estar3 completa.ois se nem voc0 est3 a par do assunto. ele. nessa noite. no ano @5. e exigia mais do ?omité $egional) "ão vendendo pão negro no centro distrital. pois 2oi ele *ue o prendeu e *ue es1a a tratar do caso %mirnov1UniverX8 =rilov negou1seJ 7Eu não estou a par @. e a ") =) V) u1 interromp01lo1iaJ 7&nde estava voc0k . o2erecendo1lhe de> mil ru6losJ 7Vassili BregorievitchX Gu/a esta noiteX Esta noite aindaX #e outra 2orma est3 perdidoX8 Fas Vlassov considerava *ue não era digno de um comunista 2ugir)S . *ue para l3 se levasse lenha e se pusessem as mulheres a tra6alhar nos 2ornos russos caseiros 1 mas colectivamente.artido. e pela tarde 2oi proposto a Vlassov *ue apresentasse um relat:rio do seu tra6alho ao ?omité #istrital do . ele 2ornecia pão negro ao distrito) %im. se não mencionarmos o 2acto de *ue /3 tarde. vendendo1se somente pão 6ranco. segundo ano da chamada FiAoNan prosperitN`. a imprensa andava sempre de mãos dadas com a ") =) V) #)S.E AB& #E BU AB do assunto)8 VlassovJ 7. dois anos depois de terem sido eliminadas as cadernetas de racionamento do pão. co>iam elas pr:prias o pão) A proi6i+ão da venda de 2arinha signi2icavaJ não comam pãoX "o centro distrital de =adii 2ormavam1se longas e nunca vistas 6ichas para o pão Rde resto assestou1se tam6ém um golpe nessas 6ichasJ em Gevereiro de 19@5. apareceu uma severa nota so6re o tra6alho na sec+ão das cooperativas do distrito Ré preciso di>er *ue.ela manhã. no entanto. não individualmenteS) A sec+ão distrital das cooperativas comprometia1se a a6astec01las de 2arinha) ?omo com o ovo de ?olom6oJ a solu+ão é simples. em devido tempo. e actualmente aparecem por ve>es mem:rias de /ornalistas e escritores mostrando como /3 então come+ava a grande 2artura) (udo entrou na hist:ria e existe o risco de *ue 2i*ue nela para sempre) E. em Foscovo e noutras grandes cidades. enviava 2arinha do arma>ém. e das aldeias todos a2lu-am ali em 6usca de pão negro) "os arma>éns havia 2arinha. depois de ter sido encontradaX %em construir pani2icadoras Rnão tinha recursos para issoS. e n:s perderemos de vista homens ousados e de decis9es enérgicas..E AB& #E BU AB @. apesar das astutas disposi+9es do Estado. inin1 Em ingl0s no texto) R") dos ()S N A$DU'.cada tru*ue é uma pérolaX #e momento não se acusa VlassovX Fas 6astava *ue ele dissesse duas palavras so6re a actividade sa6otadora do antigo secret3rio do .or*ue é *ue não veio. proi6iu1se o 2a6rico de pão negro nos centros distritais. ele não .artido Ra cada passo depara1se1nos o mesmo tipo de métodos em toda a UniãoXS) 'sto sucedia em 19@5. em "ovem6ro de 19@. Vlassov p_1las a 2uncionar num s: dia) %em 2a>er comércio de 2arinha. comunicar1nosY8 Em tal situa+ão havia muitos *ue se desorientavam e se enterravam) Fas não Vlassov) Ele respondeu imediatamenteJ 7Eu ao tarei o relat:rioX Due o 2a+a =rilov.C A$DU'. irromperam no ga6inete de Vlassov o conta6ilista principal das cooperativas do distrito e o seu su6stituto "). na região de 'vanovo Re outrasS 2oi dada a instru+ão secreta de proi6ir o comércio de 2arinha) "a*ueles anos muitas donas de casa. no /ornal do distrito. nas pe*uenas cidades e especialmente nas vilas e aldeias. mais caroS) "a >ona de =adii não havia outra pani2icadora além da da sede do distrito.1 terruptamente. vendeu pão a todo o distrito durante esse anoJ percorreu os =olAho>es e em oito deles chegou a acordo no sentido de *ue nas is6as a6andonadas pelos AulaAs se criassem pani2icadoras colectivas Rou se/a. Vlassov encontrou solu+ão e.

numa guerra sempre se teme 2icar sem salS) Em 2ins de %etem6ro levaram os acusados a /ulgamento p<6lico. ao lado das comiss9es especiais e dos /ulgamentos . encarregado das organi>a+9es contra1revolucion3riasS) A guarda era composta por *uarenta homens da reserva da mil-cia montada. não havia lu> eléctrica Rcomo. não se tinha decidido a sua expulsãoXS. e arrastou1se pelo conhecido caminho até .4 A$DU'. ") =) V) #). mas de pé. misto de terror e de pressentimento de guerra) . lan+aram1se so6re ele e levaram1no pela 2or+a) #a sec+ão distrital das cooperativas condu>iram1no . viu1o da /anela do ?omité do . com os sa6res desem6ainhados e as pistolas em riste. so6re ele *uase não 2oi exercida *ual*uer pressãoW 2i>eram1lhe apenas dois interrogat:rios e nenhuma testemunha veio depor) As pastas da investiga+ão estavam repletas de comunicados da sec+ão distrital das cooperativas e de recortes dos /ornais do distrito) Vlassov era acusado deJ 1S (er provocado 6ichas no pãoW 4S #e não ter assegurado o sortimento de um m-nimo de mercadorias Rcomo se houvesse tais mercadorias e alguém as propusesse a =adiiSW @S #e ter 2eito um stocA excessivo de sal. *uando este era o6rigatoriamente uma reserva 7em caso de mo6ili>a+ão8 Rdado *ue. 2a>iam1nos passar pela aldeia onde ainda h3 pouco constitu-am o governo local) As /anelas do clu6e /3 tinham sido postas.E AB& #E BU AB mde todo o processo respondia =linguin Rche2e da sec+ão especial e regional da ") =) V) #). pelas ruas de =adii. sem sair da sala. na reunião do ?omité #istrital. no distrito. relativamente aos seus companheiros de processo) Este *uase tinha sido instaurado sem ele e agora ia 2a>er1se o /ulgamento p<6lico) evaram1no para a prisão central de 'vanovo. pela sua simplicidadeS a não di>er o *ue pensavam) & vendedor exclamouJ 7Ah. ao edi2-cio da ") =) V) #) distrital. de todos os modos. *ue 2ormavam uma 2ila 2ora do vulgar pela velha estrada deserta. os condu>iam pelas ruas de =adii. num clu6e ainda não aca6ado de construir) #epois. numa distLncia de cento e de> *uil:metros. tinham ponta por onde critic31lo) #epois dessa cr-tica ainda so6reviveu uma noite) Fas de dia 2oi preso) ?omo um pe*ueno galo de com6ate Rera de 6aixa estatura e mantinha1se sempre um pouco arrogante. tentou recusar1se a en/regar o cartão do . no regresso.artido) Então. noite o tri6unal reunia11se . enchendo os corredores. 2oi exclu-do do ?omité #istrital e do =omsomol. de dia. em =adii) Este não era o caminho mais curto R*ue luxo. nem todas as pessoas tinham aprendido ainda Rso6retudo nas aldeias. lu> de *uerosene) (ra>iam um p<6lico escolhido dos =olAho>es) (oda a aldeia de =adii ia assistir) ^avia gente não apenas sentada nas cadeiras e nas /anelas.artido Rna véspera. canalhasX evam o meu che2eX8 Ali mesmo. cova) Vlassov 2oi preso tarde. entre 44 e 45 de %etem6ro. não existia. mas violara o esp-rito das disposi+9esJ economi>ar 2arinha e deixar o povo morrer de 2ome) E assim. de autom:vel) ^avia mais de uma de>ena de viaturas. mas o cen3rio ainda não estava pronto.ela organi>a+ão irrepreens-vel e pelo e2eito de intimida+ão Finistro do 'nterior de antes da $evolu+ão) R") dos ()S @. de resto. segundo um velho costume da $<ssia.transgredira a letra das instru+9es. de 2orma *ue ca6iam l3 setecentas pessoas de uma ve> Rna $<ssia. provocando admira+ão nas aldeias. como era o <ltimo. e todos os dias. em =adiiS. mas. e o 6ilhete de deputado do %oviete local Rele havia sido eleito pelo povo e não havia *ual*uer decisão do Executivo do %oviete privando1o da imunidadeXS) Fas os milicianos não 2i>eram caso dessas 2ormalidades. com a ca6e+a inclinada para tr3sS. um Aomsomol. porta 2echadaXSJ de 'vanovo a =inechma 2oram condu>idos num 7vagão de %tolipine845W e de =inechma a =adii. de modo geral. gostam desses espect3culosS) & 6ancos da . e um dos /ovens vendedores. e .

so6re a*uilo *ue a cada um toca mais de perto Rantes vendia1se pão sem conta. mas a*ui 2oi decidido. resumia1se a *ue no distrito de =adii actuava um grupo clandestino da direita 6uAharinista. canalhaY (u tam6ém deves reconhecer1te culpado. amea+ador e longo.artido)8 1 7E *ue medidas tomaramY8 "ão o6stante as torturas.erguntam ao réu %mirnovJ 7Voc0 sa6ia da exist0ncia de 6ichas para o pão. 2a>er outras declara+9esY Univer. Vlassov passa. na instru+ão. entretanto. de *ue /3 nenhum dos réus podia impugn31loS) Fas a ignorLncia da popula+ão de =adii não captava tais su6tile>as cient-2icas.s organi>a+9es regionais não deram resultado. como inspirador ideol:gico do grupo) E neste momento *ue a multidão *ue enche os corredores come+a a compreender as coisas mais claramente *uando o tri6unal é o6rigado a 2alar so6re as 6ichas do pão. solene. sem vergonha alguma. de rosto simples.artido) &s seus /u->es h3 muito *ue deixaram de ter essa preocupa+ão)S "o intervalo. dirigia a acusa+ão Rem6ora todos os acusados tivessem recusado de2esa. não posso relatar num /ulgamento p<6lico os métodos de interrogat:rio da ")=)V)#)8 REis um modelo dos processos dos 6uAharinistas) E isto *ue os paralisaJ o *ue eles mais procuram é *ue o povo não pense mal do . no processo. e os assessores Iitch e Uao>iorov) & procurador regional =arassiA. h3s1de pag31lo com sangueX498 A partir deste momento. continuar A céle6re %ala das ?olunas. de ca6elo castanho1claro. haver3 pris9es por l3S. de6ilitado. concorda ainda de 6om grado o vigoroso Vlassov) 7A verdade é *ue voc0s em nada se di2erenciam dos 2ascistas alemãesX8 =liuguin en2urece1seJ 7Escuta. as declara+9es 2eitas por ele antes da sua morte Rera nestes depoimentos de %tavrov *ue se 6aseavam todas as acusa+9esXS) & tri6unal mani2estou a sua concordLnciaJ ter em considera+ão as declara+9es do de2unto como se ele estivesse vivo Rcom a vantagem. devia ser tomado a*ui em conta. para *ue o tri6unal tivesse sempre o dese/ado apoio) A constitui+ão especial do tri6unal englo6ava o vice1presidente do tri6unal regional. %mirnov conservava a vo> sonora e a calma seguran+a *ue lhe era dada pela sua inoc0ncia) Este homem espada<do. diplomado pela Universidade de #orpat. disse com vo> *uase inaud-velJ 7?omo comunista. claro. esperando o *ue sucederia mais adiante) Ga>1se de novo a leitura do depoimento do morto durante a investiga+ão) ?ome+a o interrogat:rio dos réus e 1 *ue con2usãoX 1 (&#&% eles %E $E($A?(AF das comiss9es 2eitas durante as averigua+9esX "ão se sa6e como se teria procedido neste caso na %ala de &utu6ro da ?asa dos %indicatos4Q. 2oi1lhes imposto o advogado o2icioso para /usti2icar a presen+a do acusador p<6licoS) & re*uisit:rio da acusa+ão. elas estendiam1se desde a padaria até ao pr:prio edi2-cio do ?omité #istrital do . en*uanto ho/e não h3 6ichasS) . de Foscovo) R") dos ()S A$DU'. =liuguin percorre as celas dos acusados) #i> a VlassovJ 7&uviste como se curvaram %mirnov e Univer. e contar toda a verdadeX8 1 7%: a verdadeX8. criado em 'vanovo Rve/a1se.E AB& #E BU AB @.2rente eram permanentemente reservados aos comunistas. e a sala ouve cada palavra suaJ 7Visto *ue todos os apelos 2eitos . ?hu6in. não mostra pressa. do segundo ao primeiro plano. *ue se impunha como o6/ectivo derru6ar o poder soviético na vila. no distritoY8 1 7%im.@ & /ui> censura1osJ como é *ue puderam. por meio da sa6otagem econ:mica Rnão teriam podido encontrar os direitistas um lugar mais ignorado para dar in-cio ao seu pro/ectoXS) & procurador 2e> um re*uerimentoJ em6ora %tavrov tivesse morrido na cadeia. canalha. considerando1se como prestadas perante o tri6umal. incum6i Vlassov de enviar um relat:rio ao camarada %taline)8)1 7E por*ue é *ue voc0s não o 2i>eramY REles não sa6em ainda .

e eles durante mais tr0s dias não deixam de insistir no mesmo) & procurador esgana1seJ 1 #uplicidadeX E isso o *ue 2a>emX ?om uma mão sa6otam e com a outra escrevem a %talineX E ainda esperavam resposta deleYX Due responda agora o réu VlassovX ?omo é *ue chegou a inventar uma sa6otagem tão monstruosaJ p_r termo .ai e do nosso Festre não houve respostaX & /ulgamento p<6lico atingira o seu ponto culminanteX J3 tinha sido mostrado . como procurador. machadada pelo 6u2o Bu6aidulin) @. ordem.4 A$DU'. gritos) ?hamem1no.s massas as negras entranhas do antrop:2agoX & /ulgamento /3 podia terminarX Fas não.E AB& #E BU AB "\& ^&UVE $E%. Vlassov explica agora com toda a satis2a+ãoJ 1 ?hegaram instru+9es do . a tal decisãoY 'sso não signi2ica *ue come+ou a sa6otar antes de mimY & procurador a2undou1se. e no campo ele 2oi morto .raesidium) %e isto é uma sa6otagem econ:mica.raesidium do Executivo do %oviete $egional proi6indo vender 2arinha e 2a>er pão) & procurador =arassiA é mem6ro permanente do . não se lamenta acerca do ideal morto Ré isso o *ue 2alta nos processos de FoscovoXS) Ele responde com vo> sonora e tran*uilaJ 1 "enhum) "ão houve resposta) "a sua vo> cansada lia1seJ era o *ue eu esperava. por*ue é *ue ele não imp_s o seu veto. senhor procurador =arassiA. e se se sentar a*ui ao meu ladoX a "ão se entende nada) Iarulho. sem passar pelo ?omité $egional) Buardou1se uma c:pia nos ar*uivos do ?omité #istrital)8 A sala nem respira) & tri6unal alarma1se) "ão é necess3rio perguntar mais. come+am os depoimentos das testemunhas) & conta6ilista "))) 1 Due conhece acerca da actividade sa6otadora de VlassovY 1 "ada) 1 ?omo pode ser issoY . venda de 2arinhaY #eixar de co>er pão de centeio na capital do distritoY & 2ranganote Vlassov não espera *ue o mandem levantar) Ele mesmo se apressa a dar um salto e a gritar estridentemente na salaJ 1 Estou completamente de acordo em responder por isso perante o tri6unal. processar1se13 RYS tam6ém o procurador) Fas ho/e é voc0 *ue estamos a /ulgar) R^3 duas verdades 1 uma para cada categoriaXS 1 Assim. o golpe tinha sido r3pido e certeiro) & /ui> não encontra nada *ue di>er) E pronuncia entre dentesJ 1 %e 2or preciso. mas h3 ainda alguém *ue perguntaJ 1 E *ual 2oi o resultadoY Esta pergunta est3 nos l36ios de todosJ 7E *ual 2oi o resultadoY8 %mirnov não solu+a.&%(AX #o nosso . na realidade) "ão 2altar3 muito para *ue o seu pr:prio sangue se/aaderramadoX "o meio da ma1a seguran+a do Estado em *ue caiu Ke/ov.por*u0X))) #eixaram1no escaparXS8 1 7Escrevemo1lo e eu mandei1o por esta2eta especial directamente ao ?omité ?entral. *ue signi2icado educativo tem para as massas este /ulgamentoY Fas eles insistem) #epois do interrogat:rio dos réus. eu exi/o *ue o tirem da c3tedra de procuradorX 1 repisa o tur6ulento e incont-vel Vlassov) %uspensão da audi0ncia))) Iom. não lhes chega para isso nem o tacto nem a intelig0ncia. *ue é istoY))) (endo tomado a palavra de assalto. se deixar o seu lugar de acusador. 2oi apanhado =liuguin.

*ueles *ue escreveram esses artigosX A gerente da padaria) 1 #iga. voc0 não podia deixar de sa6er) 1 &s documentos estavam todos em ordem) 1 A*ui tem) Um montão de /ornais do distrito) Fesmo a. A$DU'. as conclus9es do tri6unal condu>iram ainda . era um homem 2irme. de todas as maneiras vão1me condenar ao 2u>ilamento) %: tenho 2é em *ue chegar3 o tempo em *ue v:s estareis no nosso lugarX)))5C #esde as sete da tarde até . não solicitou nada e de nada se arrependeu) . liga+9es e inten+9es sa6otadoras) %mirnov..1 Eu estava na sala das testemunhas e não ouvi o *ue se di>ia) 1 "ão tem necessidade de escutarX Através das suas mãos passavam muitos documentos. no 2undamental. o procurador pronunciou um longo discurso) & advogado. pertencentes ao =omsomol . puxou1lhe pelo casacoJ 7'diotaX8 Ele pr:prio. oraX Due responderY))) Duem é *ue est3 disposto a di>erJ eu não o conteiYS 1 (em muito))) 1 Então por*ue é *ue havia a*ui tantas 6ichasY 1 "ão sei))) 1 #e *uem depende issoY 1 "ão sei))) 1 ?omo não sa6eY Duem era o seu che2eY 1 Vassili Bregorievitch) 1 Ao dia6o Vassili BregorievitchX & réu VlassovX 'sso signi2ica *ue dependia dele) A testemunha cala1se) & presidente dita ao secret3rioJ 7$espostaJ em conse*u0ncia da actividade sa6otadora de Vlassov 2ormavam1se 6ichas para o pão. não o6stante as enorme reservas de cereal do poder soviético)8 #ominando o seu pr:prio receio. %a6urov e Vlassov 2oram condenados ao 2u>ilamento. e na sala do clu6e as lLmpadas de *uerosene roram ardendo. outros dois réus a de> anos e um a oito) Além disso. para os meus 2ilhinhos8 1. so6re1 2alar verdade.5 actividade sa6otadora de Vlassov) E voc0 não sa6e nadaY 1 Então pergunte .E AB& #E BU AB carregada de todas as alucinantes ac+9es.se 2ala da A$DU'. en*uanto os réus se mantinham sentados so6 a amea+a dos sa6res. na sua <ltima interven+ão. uma hora da madrugada *ue o tri6unal esteve a ela6orar a senten+a. nisto ele enganou1se) @. de2endeu1se a si pr:prio. e o p<6lico >um6ia sem a6andonar a sala) 1 ao prolongada como a redac+ão da senten+a 2oi a sua leitura. desco6erta.E AB& #E BU AB @. não deixou passar a <ltima ocasião para mostrar o seu atrevimentoJ 1 "ão vos considero como um tri6unal. de acordo com papéis escritos de antemão) %ois os executores de uma provoca+ão da ") =) V) #) #iga eu o *ue disser. Vlassov. >angado. Vlassov. demasiado sincero para continuar a sustentar a ca6e+a so6re os om6ros para l3 de 19@5) Duando %a6urov pediu *ue lhe conservassem a vida 1 7não para mim. o poder soviético tem muito cerealY R&ra. Univer. mas sim como actores representando uma opereta no tri6unal. em =adii. su6linhando *ue os interesses da p3tria lhe são tão *ueridos a ele como a *ual*uer honrado cidadão) %mirnov.elo *ue se pode esta6elecer agora. de outra organi>a+ão de sa6otadores da economia.

era preciso condu>i1los ao centro regional) A primeira tare2a era a de escolt31los pelas ruas. *ue é *ue voc0s 2a>emYX8. a esposa de Univer) E não houve aplausos)))51 51 Uma pe*uena nota consagrada . meu #eus. o /ui> 2e> uma pausa para os aplausos.artido não ressoaram aplausos. depressa morrer3)8 E morreu de meningite.R*ue não tardaram a ser presosJ recordam1se do /ovem vendedorYSW o centro clandestino das organi>a+9es era em 'vanovo. 6uscava uma sa-da. viveu s: um ano Raté então /amais estivera doenteS) "esse ano. 2icou ca-da de6aixo das cadeiras. e na penum6ra da sala houve um movimento na multidão) Vlassov gritou para os 6ancos da 2renteJ 1 Fas por*ue é *ue voc0s. esmagando1se no pLnico.E AB& #E BU AB @. como tam6ém deviam ser guardados custasse o *ue custasse. noite. o *ue /3 era completamente indecoroso) 7&hX. *ue tinha cometido um erro) & che2e da escolta ordenouJ 7]s armasX8 E trinta cara6inas das mil-cias de seguran+a. menina Uoia Vlassova. seguravam a pistola) E o <ltimo ia atr3s apontando a pistola para o condenado pelas costas) & resto da mil-cia estava postada a intervalos regulares para evitar *ual*uer ata*ue da multidão) ^o/e. por sua ve>. de oito anos) Ela amava o pai extremosamente) "ão p_de voltar a estudar na escola R>om6avam dela di>endoJ 7& teu pai é um sa6otadorX8 Ela 6rigava com as outrasJ 7& meu pap3 é 6omX8S) #epois do /ulgamento. para execut31los. naturalmente. canalhas. gritavam ao tri6unal vo>es vindas da sala) #esesperadamente a esposa de Univer irrompeu em pranto. mas na sala havia uma tensão tão som6ria *ue se ouviam os suspiros e o choro das pessoas estranhas. en*uanto.5 &s condenados não s: não podiam ser 2u>ilados imediatamente. com /ulgamentos p<6licos. 6em como as pistolas dos en*uavedistas locais. 2oram apontadas contra a multidão Rpois parecia *ue esta ia lan+ar1se para arre6atar os condenadosS) A sala estava iluminada s: por umas *uantas lLmpadas de *uerosene. se se continuasse assim. não aplaudemY E di>em1se comunistasX & dirigente pol-tico do destacamento da guarda correu para ele e apon1tou1lhe o rev:lver . . e as velhas auguravamJ 7Ela olha para a terra. não s: pelas portas. andando sempre ca6is6aixa. e procedeu1se assimJ cada condenado era acompanhado por cinco guardas) Um levava a lanterna) &utro ia adiante com a pistola no ar) #ois agarravam o condenado com um 6ra+o. os gritos e os desmaios dos 2amiliares. por*ue /3 não tinham nada a perder e. convencida completamente. como tam6ém pelas /anelas) $angeram as t36uas. e mesmo nos dois primeiros 6ancos onde estavam sentados os mem6ros do . a ") =) V) #) nunca teria cumprido a sua grandiosa tare2a) A. cara) Vlassov es2or+ou1se por lho tirar) Um miliciano acorreu e a2astou o seu che2e pol-tico. no nosso pa-s. gritando antes de morrer constantementeJ 7&nde est3 o meu pap3Y (ragam o meu pap3X8 Duando calculamos os milh9es de homens *ue pereceram nos campos. com a mão livre. desmaiada. ") =) V) #).est3 por *ue os processos pol-ticos p<6licos. e a meia escuridão aumentava a con2usão geral e o medo) A multidão. *ue. tilintaram os vidros) Duase esmagada. até de manhã. "EF UFA %H VEU %E $'U. estava su6ordinado a Foscovo Ro a6ismo ia1se a6rindo so6 os pés de IuAharineS) #epois das palavras rituais 7ao 2u>ilamentoX8. es*uecemo1nos de multiplic31los por dois ou por tr0s))) A$DU'. *ual*uer pessoa sensata estar3 de acordo em *ue. até . não pelo /ulgamento /udicial mas pelas cara6inas apontadas contra ela. não criaram ra->es) .

E AB& #E BU AB muitas guerras. dos actos terroristas. a execu+ão por crimes de Estado não 2oi a6olida.edro ' havia du>entos artigos *ue o previam) Fas 'sa6el. de 1Q5. não tendo a6olido a pena capital. meio século antes da matan+a dos /aco6inos) E certo *ue n:s somos muito desenvoltos na ridiculari>a+ão de todo o nosso passadoW não reconhecemos nunca um acto nem uma 6oa inten+ão) Assim pode tam6ém denegrir1se inteiramente 'sa6elJ ela su6stituiu a execu+ão pelos golpes de a>orrague. inclusive por meio de reuni9es sindicaisX Fas. e ?atarina ''. e mesmo de> anos. ela passou sem essa pena) (rata1se de um exemplo surpreendente para os meados do século !V'''. um ponto de vista de classe Re portanto mais /ustoS) "ão executar a6solutamente ninguém dava1lhe. mas nos regimentos não havia tri6unais militares)S E durante todo o longo reinado de Alexandre ' 2oi introdu>ida a pena de morte unicamente para os delitos militares cometidos em campanha Rem 1Q14S) RA*ui poderão di>er1nosJ e os a+oites até . nos casos pol-ticos RFirovitch. para *ue não se apague o %ol de2initivamente para ele. a marca do 2errete Rpara os ladr9esS e a deporta+ão perpétua para a %i6éria) Fas diremos em de2esa da imperatri>J como podia ela voltar1se mais 6ruscamente contra as ideias da*uela sociedadeY (alve> *ue o condenado . ela reconheceu *ue a execu+ão era. 2:rmula da condena+ão .!' ] FE#'#A FZ!'FA A pena de morte na $<ssia tem uma hist:ria com altos e 6aixos) "o ?:digo de AleAsandr FiAhailoNitch o castigo m3ximo era previsto em cin*uenta casosW no regulamento militar de . uma s: ve> a elaJ di>em *ue ao su6ir ao trono 2e> a promessa de não executar ninguém T e em vinte anos de reinado não houve *ual*uer execu+ão) Fesmo durante a Buerra dos %ete Anos. assass-nios secretos.avel. R") dos ()S @5C A$DU'. medida m3xima de seguran+a social)))). e não das inten+9es mani2estadas na co>inha comum de um apartamento soviéticoW época das greves de massas e dos dist<r6ios dos camponesesW . nos nossos campos são mais penosos do *ue os castigos do tempo da imperatri> 'sa6el) %egundo a nossa actual terminologia1. entregar a vida 1 a #eus 1 através de uma vota+ão dos /u->es 2oi coisa *ue meio século depois de . a 19C5 Répoca dos revolucion3rios de 7A Vontade do . nos nossos dias. a a6oli+ão da pena de morte 2oi con2irmada) RE houve Alusão . isto é. o motim da peste. uma sensa+ão in*uietante de ang<stiaJ a de 2icar sem de2esa) E para se proteger a si. por*ue não considerar a execu+ão a6olidaY so6 o c>ar .ugatchov. de todo em todo. nem es*uecida. não recorreu. não lhe propomos) E talve> *ue no decurso deste livro o leitor se incline no sentido de *ue vinte. podia levar1se uma pessoa até . no entanto. escolhesse voluntariamente todo esse complexo de castigos *ue n:s. não voltou a acontecer no nosso pa-s. alargando1se ainda aos crimes de guerra e aos previstos pelas leis penais mar-timas) E durante este tempo *uantas pessoas 2oram executadas na $<ssiaY 'ndic3mos /3 Rno cap-tulo oitavoS os c3lculos re2erentes aos leaders do per-odo de 19C5 a 19C5) Acrescent3mos1lhes os dados comprovados pelo perito russo em direito penal ") %) (agantsiev4) Até 19C5. 'sa6el tinha so6re isso uma visão humanista universal. a ela.ugatchovS. nem se*uer por crimes de Estado)S & sangue dos cinco de>em6ristas 2e> 2are/ar as narinas do nosso Estado) #esde então. por ra>9es humanit3rias. é claro. . pena capitalJ 7?ondenado . ao trono e ao regime. para os presos comuns. a pena de morte na $<ssia era uma medida de excep+ão) Ao longo de trinta anos. conveniente) Fas para os delin*uentes. morte. morte.ovo8. e até aos de>em6ristas. morteY (am6ém h3 *ue di>erJ havia. o corte do nari>. de todas as maneiras. nem mesmo pela $evolu+ão de Gevereiro. sendo con2irmada pelos ?:digos de 1Q45 e de 19C4.

podia sair dessa 76ondosa8 medida) RE como a a6oliramY Em come+os de 191Q. nada se avan+aria a caminho da nova sociedade) Entretanto. recém1promovido a almirante.ena de Forte) %pec) Ii6lio. e o artista *ue 2e> o desenho do lend3rio uni2orme do soldado vermelho para toda a guerra civil)S #e resto. mas institu-da para inaugurar nova era de execu+9es) %e considerarmos *ue atsis4 não diminui os n<meros. 2oram executadas))) tre>e pessoas) "<mero horroroso para))) a %u-+aX A$DU'. 2oram executadas perto de *uinhentas pessoas. 191@) @ Em %chlissel6urg. FA'% #E F' . pode até acontecer *ue não se/am estes 2u>ilamentos isolados Rcom senten+as prévias ou não. ao 2ormar um Boverno de coliga+ão com os socialistas revolucion3rios de es*uerda. cerca de de>assete por ano. em todo o pa-s) R'sto englo6ando as execu+9es por crimes comunsXS@ #urante os anos da primeira revolu+ão e do seu esmagamento. num per-odo de de>asseis meses Rde Junho de 191Q a &utu6ro de 1919S. 2oram 2u>iladas mais de de>asseis mil pessoas. num russo de2eituoso pronunciou . e a partir de 4Q de &utu6ro de 1915 a pena de morte 2oi a6olida) "ada de 6om. de 1QQ4 a 19C. 6anditismo e pilhagem R*ue nessas >onas então a6undavamS) Esta 2oi uma das medidas mais impopulares. na 4 ") %) (agantsiev. 2a>endo cair l3grimas a (olstoi e criando indigna+ão em =oro1lenAo e em muitos outrosJ de 19C5 a 19CQ 2oram executadas cerca de duas mil e du>entas pessoas R*uarenta e cinco por m0sXS) Goi uma epidemia de execu+9es. conclusão de *ue em vinte prov-ncias da $<ssia ?entral. e *ue os tri6unais revolucion3rios 2i>eram pelo menos um tra6alho /udicial e*uivalente ao extra/udicial da (cheAa. chegaremos . como escreve (agantsiev) RA*ui ela interrompeu1se)S & Boverno provis:rio. suprimiu a pena de morte em geral) Em Julho de 1915 resta6eleceu1a para o exército em opera+9es e nas prov-ncias da 2rente de luta. ridiculari>ou nessa altura a utopia dos seus camaradas. no seu advento. a pena de morte 2oi resta6elecida. o n<mero de execu+9es elevou1se.. 2ustigando a imagina+ão dos $ussos. *ueda do Boverno provis:rio) A palavra de ordem dos 6olchevi*ues para a mudan+a de regime eraJ 7A6aixo a pena de morte. *ue levou . e *ue mais tarde se elevaram a milharesS os *ue mais gravemente em6riagaram e arrepiaram a $<ssia nesta era de execu+9es. e até nem inscritas nas listas) R(al 2oi o caso da morte de . viola+9es. em todos os seus direitos.E AB& #E BU AB @51 pr:pria noite de 45 para 4. sem a pena