Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho A E!

A"#$E %& JE"'(%'"E) "a*uela carta estavam escritas algumas amargas palavras contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em rela+ão , guerra) Estaline não admitia, no entanto, *ual*uer espécie de cr-tica , sua actua+ão como pol-tico e como homem) .or isso, %ol/enitsine v01se condenado, sem *ual*uer /ulgamento, a oito anos de prisão e mais *uatro de ex-lio) Assim come+ou a dura vida de um /ovem 2-sico e matem3tico de 45 anos *ue aca6ou por a6andonar as ci0ncias puras, passando a dedicar1se apenas ,s lides liter3rias) Estes anos de prisão e de ex-lio numa long-n*ua aldeia soviética, para além de o 7levarem8 a rever todas as suas posi+9es ideol:gicas, permitiram1lhe conhecer muitas outras pessoas *ue se encontravam em id0nticas situa+9es) (ais trans2orma+9es ideol:gicas e tais contactos viriam a in2luenciar pro2undamente toda a sua o6ra liter3ria) Em 19;4, 7Um #ia na Vida de 'van #enisovitch8 2oi pu6licado na $<ssia com grande 0xito) =rushtchev, *ue continuava com a sua pol-tica de desanuviamento, permitiu *ue este livro 2osse pu6licado, uma ve> *ue ele iria apro2undar muitas das cr-ticas contra Estaline) "o entanto, a estrondosa venda deste livro impressionou vivamente as autoridades soviéticas *ue, terminado o degelo pol-tico de =rushtchev, proi6iram a divulga+ão de todos os seus livros) ?ome+ou então a 2ase de literatura clandestina) 7& .rimeiro ?-rculo8, 7.avilhão dos ?ancerosos8 e 7Agosto de 19148 2oram /3 pu6licados no &cidente e di2undidos na $<ssia clandestinamente) Entretanto, em %etem6ro de 195@, as 2or+as de seguran+a 7levaram8 Eli>avieta Voroni3nsAaia, a amiga de %ol/enitsine *ue lhe tinha dactilogra2ado secretamente o manuscrito do 7Ar*uipélago de Bulag8, a con2essar onde se encontrava o original) (al con2issão condu>iu Eli>avieta ao suic-dio) .erante tal situa+ão, e em homenagem a tão grande amiga, %ol/enitsine d3 ordem de imediata pu6lica+ão) %e as primeiras edi+9es clandestinas lhe tinham provocado a irradia+ão do %indicato dos Escritores, impedindo1o portanto de ganhar a vida como escritor, a di2usão do 7Bulag8, em 1954, culminou com a sua expulsão do pa-s e a conse*uente retirada do direito de cidadania russa) Assim viveu na $<ssia um cidadão *ue d3 pelo nome de Alexandre %ol/enitsine, escritor e .rémio "o6el da iteratura em 195C) A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB V& UFE ' (radu+ão directa do russo de G$A"?'%?& Ai GE$$E'$A FA$'A F) '%(H J&%E A) %EAI$A 'V$A$'A IE$($A"# A.A$(A#& @5 1 AFA#&$A (-tulo originalJ A.xnnEAAr (KA Ar ?apa de José ?Lndido Morld ?opNright O 195@ 6N Alexandre %ol/enitsine (odos os direitos reservados para a pu6lica+ão desta o6ra em l-ngua portuguesa pela ivraria Iertrand, %)A)$) )

?omposto e impresso por Bris 'mpressores, %)A)$) ) 1 Alto da Ielavista 1 ?acém Aca6ou de imprimir1se em %etem6ro de 1955 Goi com o cora+ão oprimido *ue me a6stive, durante anos, de pu6licar este livro, /3 então conclu-doJ o dever perante os vivos prevalecia so6re o dever perante os mortos) Agora, porém, *ue as 2or+as de seguran+a do Estado dele se apoderaram, nada mais me resta do *ue a sua pu6lica+ão imediata) A) %& JE"'(%'"E %etem6ro de P95)% A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB 191Q1195; Ensaio de investiga+ão liter3ria ' e '' .artes "o presente livro não h3 personagens imagin3rias, nem acontecimentos imagin3rios) .essoas e lugares são mencionados pelos seus pr:prios nomes) Duando os mencionarmos por iniciais, isso deve1se a considera+9es de ordem pessoal) %e, de *ual*uer modo, não 2orem re2eridos, isso deve1se simplesmente ao 2acto de a mem:ria humana não ter retido os seus nomes) Fas tudo se passou exactamente assim) "& ano de 1949, aconteceu1nos, a mim e a alguns amigos, lermos uma nota, *ue nos chamou a aten+ão, na revista .riroda R"ature>aS, da Academia das ?i0ncias) 'mpressa em caracteres min<sculos, noticiava *ue no rio =olima, durante umas escava+9es, se tinha deparado, casualmente, so6 uma camada glaciar, uma corrente congelada, nela tendo sido desco6ertos, tam6ém congelados, espécimes de 2auna 2ossili>ada Rvelhos de v3rias de>enas de miléniosS) Esses peixes, ou trit9es, conservavam1se tão 2rescos T testemunhava o correspondente cient-2ico 1 *ue as pessoas presentes *ue6ravam o gelo ali mesmo e comiam1nos ?&F .$AUE$) "ão poucos leitores da revista se devem ter espantado 6astante pelo 2acto de a carne de peixe se poder conservar durante tão longo tempo no gelo) Fas 2oram menos os *ue puderam discernir o sentido verdadeiramente her:ico dessa nota imprudente) ":s compreendemos tudo num 3pice) Vimos com clare>a toda a cena, nos seus m-nimos pormenoresJ como os homens presentes *ue6ravam o gelo, com exacer6ada pressa, e como, menospre>ando os elevados interesses da ictiologia, se acotovelavam uns aos outros, arrancavam os peda+os da carne milen3ria, a passavam pelo lume, a descongelavam e saciavam a 2ome) ?ompreendemo1lo, por*ue n:s pr:prios est3vamos em .$E%E"VA dessa poderosa legião de >eAs, <nica na (erra, *ue s: ela podia comer os trit9es ?&F .$AUE$) =olima era a maior e a mais céle6re ilha, o p:lo da 2erocidade desse assom6roso Ar*uipélago de BU AB, desgarrado pela geogra2ia num ar*uipélago, mas psicologicamente ligado ao continente, a esse *uase invis-vel, *uase intang-vel pa-s ha6itado pelo povo >eA) Este ar*uipélago, cheio de enclaves, recortava1se policromo so6re o 1C A$DU'.E AB& #E BU AB outro pa-s onde estava incorporado, penetrava nas suas cidades, pairava so6re as suas ruas 1 e no entanto havia *uem não se aperce6esse de nada, em6ora muitos tivessem ouvido 2alar vagamente de algoW s: os *ue l3 tinham estado conheciam tudo) Entretanto, como se tivessem perdido o dom da 2ala nas ilhas do Ar*uipélago, eles guardavam sil0ncio) "uma inesperada viragem da nossa hist:ria, uma parte insigni2icante desse Ar*uipélago 2oi dada a conhecer ao mundo) Fas as mesmas mãos *ue nos apertaram as algemas

a6rem agora conciliadoramente as palmas e di>emJ 7"ão se deve))) não se deve remexer no passadoX))) A*uele *ue recorda o passado perde um olhoX8 E, no entanto, o provér6io acrescentaJ 7A*uele *ue o es*uece perde os doisX8 As décadas vão correndo e lam6em irrecuperavelmente as cicatri>es e as <lceras do passado) &utras ilhas, durante este tempo, estremeceram, 2oram1se derretendo, des6ordaram, e o mar polar do es*uecimento vem em6ater so6re elas) E um dia, no século 2uturo, este Ar*uipélago, o seu ar e os ossos dos seus ha6itantes, congelados numa camada glaciar, serão apresentados aos descendentes como um inveros-mil tritão) "ão ouso escrever a hist:ria do Ar*uipélagoJ não me 2oi dado ler os documentos) Fas alguém, algum dia, vir3 a consegui1loY))) A*ueles *ue não dese/am $E?&$#A$ tiveram /3 tempo 6astante Re terão ainda maisS para destruir os documentos todos, completamente) &s on>e anos *ue ali passei incorporei1os não como uma desonra, nem como um sono maldito, mas *uase amando a*uele mundo monstruoso) E agora, tendo1me tornado, por um 2eli> reverso, a pessoa a *uem 2oram con2iadas as in<meras cartas e relatos tardios, talve> eu sai6a transmitir algo dos seus ossos e da sua carne e, para além disso, da carne ainda viva dos trit9es ainda ho/e vivos) #E#'?& este livro a todos *uantos a vida não chegou para o relatar) Due eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter aperce6ido de tudo) E%?$EVE$ um livro como este é superior ,s 2or+as de um s: homem) Além de *uanto eu pr:prio trouxe do Ar*uipélago 1 na minha pr:pria pele, na minha mem:ria, nos ouvidos e nos olhos 1, o material para este livro 2oi1me 2ornecido por relatos, recorda+9es e cartas de du>entas e vinte e sete pessoas) "ão lhes exprimo a*ui o meu reconhecimento pessoalJ este é o nosso monumento comum de ami>ade a todos os torturados e mortos) #esta lista dese/aria salientar a*ueles *ue mais se es2or+aram por me a/udar a incluir neste relato pontos de re2er0ncia 6i6liogr32icos de volumes *ue estão ho/e conservados em 6i6liotecas ou *ue h3 muito 2oram retirados e destru-dos, de tal modo *ue encontrar um exemplar guardado exigiu uma grande tenacidadeW e ainda mais a*ueles *ue me a/udaram a esconder este manuscrito num momento di2-cil e depois a reprodu>i1lo) Fas não chegou ainda a hora de me atrever a mencion31los) & velho #mitri .etrovitch VitAovsAi, de %olovAi, devia ter sido o redactor do presente livro) Entretanto, a metade da vida Z passada Ras suas mem:rias do campo de tra6alho intitulam1se Feia VidaS acarretou1lhe uma paralisia prematura) J3 depois de ter perdido o dom da 2ala, ele pode somente ler uns *uantos cap-tulos conclu-dos, e ad*uirir a certe>a de *ue tudo %E$'A $E A(A#&) E se por longo tempo ainda se não divisar a li6erdade no nosso pa-s, e a di2usão deste livro representar um grande perigo, eu devo por isso mesmo agradecer tam6ém reconhecidamente aos 2uturos leitores, em nome de todos a*ueles *ue morreram) Duando comecei a escrever este livro, no ano de 195Q, não tinha conhecimento de *uais*uer mem:rias ou produ+9es liter3rias so6re os campos de concentra+ão) "os anos de tra6alho *ue decorreram até 19;5, 2ui tomando conhecimento, gradualmente, das "arrativas de =olima, de Variam ?halamov, e das mem:rias de #) VitAovsAi, E) Buin>6urg e 14 A$DU'.E AB& #E BU AB &) Adamova1%lio>6erg, a cu/os tra6alhos me re2iro no decorrer da exposi+ão como 2actos liter3rios, conhecidos por todos Rassim h31de ser no 2im de contasXS) A despeito das suas inten+9es e em contradi+ão com a sua vontade, 2orneceram inapreci3vel material para o presente livro, conservando muitos 2actos importantes e até

n<meros, )6em como o pr:prio ar *ue respiraramJ F) K) %udra61 atsis, ") V) =rilenAo, durante muitos anos o principal procurador do EstadoW e o seu sucessor A) K) VichinsAi, com os seus /uristas1auxiliares, entre os *uais não se pode deixar de destacar ') ) Aver6ach) (am6ém proporcionaram documentos para este livro ($'"(A E %E'% escritores soviéticos, enca6e+ados por FZ!'F& B&$=', autores de um vergonhoso livro so6re o canal do mar Iranco, os primeiros *ue na literatura russa enalteceram o tra6alho 2or+ado) .rimeira .arte A '"#[%($'A ?A$?E$Z$'A 7"a época da ditadura, e cercados por todos os lados de inimigos, temos mani2estado por ve>es uma 6randura desnecess3ria, uma 6ondade desnecess3ria)8 =$' E"=& discurso pronunciado no processo 7.romparti8) ' A #E(E"V\& ?&F& se chega a esse misterioso Ar*uipélagoY A todas as horas para l3 voam avi9es, navegam 6arcos e marcham com6oios, sem *ue neles se ve/a uma s: inscri+ão *ue indi*ue o lugar de destino) &s empregados das 6ilheteiras e os agentes da %ovturista e da 'n1turista 2icarão surpreendidos se voc0 lhes pedir uma passagem para l3) "em do Ar*uipélago, no seu con/unto, nem de nenhum dos seus incont3veis ilhéus eles t0m conhecimento, ou ouviram se*uer 2alar) A*ueles *ue vão dirigir o Ar*uipélago chegam l3 por intermédio da Escola do Finistério do 'nterior RF) V) #)S) A*ueles *ue vão ser guardas no Ar*uipélago são convocados por intermédio de sec+9es militares) A*ueles *ue vão l3 morrer, como voc0 e eu, leitor, esses devem passar in2al-vel e exclusivamente através da deten+ão) #eten+ãoXXX %er3 necess3rio di>er *ue isso representa uma viragem 6rusca em toda a sua vidaY Due é como a *ueda a pi*ue de um corisco so6re a sua ca6e+aY Due é uma como+ão espiritual insuport3vel, a *ue nem todas as pessoas podem adaptar1se, e *ue 2re*uentemente leva , loucuraY & universo tem tantos centros *uantos os seres vivos *ue nele existem) ?ada um de n:s é o centro do mundo e do universo, e ele desmorona1 se *uando alguém nos sussurra ao ouvidoJ 7Est3 presoX8 %e voc0 /3 est3 preso, acaso algo resistiu ainda a esse terramotoY 'ncapa>es, com o cére6ro o2uscado, de a6arcar esses a6alos do universo, os mais su6tis, 6em como os mais simples dentre n:s, não conseguem extrair nesse instante, de toda a sua experi0ncia de vida, senão isto a di>er mais ou menosJ 1 EuYYY .or*u0YYY .ergunta repetida milh9es e milh9es de ve>es antes de n:s, e *ue nunca o6teve resposta) 1Q A$DU'.E AB& #E BU AB A deten+ão é uma transi+ão instantLnea e evidente, uma ruptura, a passagem de um estado a outro) Ao longo da sinuosa rua da nossa vida caminh3vamos 2eli>es, ou arrast3vamo1nos penosamente, encostados a não importa *ue taipaisJ taipais e taipais de madeira podre, de 6arro, de ti/olo, de 6etão, de 2erro 2undido) .ensar-amos no *ue existe para além delesY "em com a vista, nem com o pensamento tent3vamos penetrar no *ue havia por detr3s, *uando é ali mesmo, 6em perto, a dois metros de n:s, *ue come+a o Ar*uipélago de BU AB) "em ainda distingu-amos, nesses taipais, a in<mera *uantidade de portas estreitas e 6em a/ustadas, 6em

camu2ladas) (odas, todas essas portas 2oram preparadas para n:sX E eis *ue uma se a6re r3pida e 2atal, e *ue *uatro mãos 6rancas, masculinas, não ha6ituadas ao tra6alho, mas como garras, nos prendem pelas pernas, pelos 6ra+os, pelo colarinho, pelo 6oné ou por uma orelha e nos arrastam como um 2ardo, en*uanto a porta 2ica para tr3s de n:sW a porta da nossa vida passada, 2echada para sempre) E é tudo) Voc0 é um presoX E nada encontra para responder a isso, a não ser um 6alido do cordeiroJ 1 E1uYYY .or*u0YYY))) Eis o *ue é a deten+ãoJ uma chama o2uscante e um golpe, a partir dos *uais o presente desli>a num segundo para o passado, e o imposs-vel passa a ter os plenos direitos do presente) E é tudo) "ada mais ser3 capa> de assimilar, nem na primeira hora, nem mesmo nos primeiros dias) Ainda trémula no meio do seu desespero o luar de uma lua de 6rin*uedo, de circoJ 7E um erroX (udo ser3 esclarecidoX8 & resto, o *ue agora se 2ormou com 6ase na ideia tradicional a até liter3ria so6re a deten+ão, acumula1se e estrutura1se /3 não na sua desconcertada mem:ria, mas na da sua 2am-lia e dos seus vi>inhos) 'sto é, o 6rusco som nocturno da campainha ou a 6rutal pancada na porta) 'sto é a 6rava investida dos 6riosos agentes com as 6otas su/as) 'sto é, a assustada testemunha *ue os segue) RE para *u0 essa testemunhaY As v-timas não ousam pens31lo, os agentes não o conce6em, mas são assim as instru+9es, e é preciso *ue este/a sentada toda a noite e pela manhã ponha a sua assinatura) .ara as testemunhas *ue levantaram da cama isso é tam6ém uma torturaJ noite ap:s noite andar a a/udar a prender os vi>inhos e conhecidos)S A deten+ão tradicional parte ainda dos preparativos do preso, com as mãos trementes estendidas para os o6/ectos, a levar uma muda de roupa, um peda+o de sa6ão, um pouco de comidaW ninguém sa6e o *ue é necess3rio "um apartamento ha6itam normalmente v3rias 2am-lias e ocupam uma parte) A co>inha e o *uarto de 6anho são comuns) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 19 rio, o *ue se pode levar e a melhor maneira de se vestir, mas os agentes imp9em pressa e interrompemJ 7"ão é preciso levar nada) 3 dão de comer) 3 2a> calor)8 RFentem sempre e se imp9em pressa é para atemori>ar)S A deten+ão tradicional é ainda, depois de terem levado o po6re detido, a ocupa+ão do apartamento durante longas horas por uma 2or+a estranha, r-gida, esmagadora) E ainda o arrom6ar, a6rir, tirar e arrancar das paredes, lan+ar dos arm3rios e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pis31las) "ada existe de sagrado na 6usca do domic-lioX Duando prenderam o ma*uinista 2errovi3rio 'nochin, encontrava11se no *uarto o corpo de uma crian+a *ue aca6ava de morrer) &s /uristas tiraram o corpo da crian+a e revistaram tam6ém l3) Eles dão sa2an9es aos doentes de cama e tiram as ligaduras *ue lhes co6rem as 2eridas)4 #urante a 6usca nada pode ser considerado como um desprop:sitoX Ao amador de antiguidades (chetveruAhin apreenderam 7algumas 2olhas de decretos c>aristas8 1 precisamente dos decretos so6re o termo da guerra contra "apoleão, so6re a 2orma+ão da %anta Alian+a e so6re o servi+o religioso contra a c:lera de 1Q@C) Ao nosso melhor conhecedor do (i6ete, VostriaAov, 2urtaram1lhe manuscritos antigos ti6etanos, valios-ssimos Ros alunos do 2alecido arrancaram1nos com enorme di2iculdade ao ?omité de %eguran+a do Estado, trinta anos depoisXS) Ao orientalista "evsAi, no momento de ser preso, levaram1lhe manuscritos de (agut Re vinte e cinco anos depois, por t01los

deci2rado, concederam1lhe o .rémio enine, a t-tulo p:stumoS) Gi>eram desaparecer o ar*uivo dos ost-acos do Jenissei, ar*uivo pertencente a =arguer, e proi6iram a escrita e o a6eced3rio *ue ele criou, 2icando esse pe*ueno povo sem l-ngua escrita) Em linguagem intelig-vel, tudo isto leva muito tempo a relatar, mas o povo di> acerca da 6usca domicili3riaJ 6uscam o *ue l3 não puseram) evam o *ue seleccionam e por ve>es o6rigam o pr:prio detido a carreg31lo, como 2i>eram a "ina AleAsandrova .altchinsAaia, *ue levou ,s costas um saco com cartas e documentos do seu 2alecido marido, not3vel engenheiro da $<ssia, perpetuamente em ac+ão nas 6ar6as deles, para sempre, sem retorno) .ara os *ue 2icam depois da deten+ão restam as longas se*uelas de uma vida des2eita, desolada) E as tentativas de 2a>er chegar encomendas aos presos) Fas em todos os postigos h3 vo>es *ue ladramJ 7Esse não est3 a*uiX8 %im, diante de um postigo desses, nos piores dias de eninegrado, era preciso 2a>er uma 6icha de cinco dias) E 6em pode acontecer *ue no pra>o de 4 Em 19@5 *uando sa*uearam o 'nstituto do #r) =a>aAov, os agentes da 7comissão8 *ue6raram as provetas com lisati, desco6erto por ele, apesar de os doentes resta6elecidos e os inv3lidos *ue estavam a curar1se pularem em redor e pedirem *ue conservassem o milagroso remédio) R%egundo a versão o2icial, lisati era considerado como um veneno))) .or*ue não conserv31lo como prova de delitoYS 4C A$DU'.E AB& #E BU AB meio ano o pr:prio preso responda ou eles larguemJ 7"ão tem direito a cartas)8 E isso signi2ica desde logo *ue é para sempre) 7"ão tem direito a cartas8 é *uase certo *uerer di>erJ 2oi 2u>ilado)@ E esta a ideia *ue 2a>emos da deten+ão) E, na verdade, a deten+ão nocturna, do tipo descrito, é a pre2erida, pois apresenta as maiores vantagens) (odos os ha6itantes do apartamento 2icam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta) & preso é arrancado ao calor da cama, todo ele redu>ido , impot0ncia do sono, com a mente con2usa) "a deten+ão nocturna, os agentes t0m superioridade de 2or+asJ v3rios homens armados contra um *ue não chegou se*uer a a6otoar as cal+asW durante os preparativos e a revista , casa, por certo *ue não se /unta , entrada da casa nenhum grupo de poss-veis partid3rios da v-tima) A chegada gradual e sem pressas a um apartamento, depois a outro, amanhã a um terceiro ou *uarto, d3 a possi6ilidade de utili>ar /udiciosamente os grupos de agentes e de meter no c3rcere, com 2re*u0ncia, mais ha6itantes da cidade do *ue o n<mero de pol-cias) As deten+9es nocturnas t0m ainda a vantagem de *ue nem os in*uilinos do prédio, nem os transeuntes das ruas da cidade v0em *uantos levaram durante a noite) %e assusta os vi>inhos mais pr:ximos, o acontecimento não existir3 para os mais distantes) E como se nada tivesse acontecido) .ela mesma cal+ada em *ue transitaram os carros da pol-cia durante a noite, des2ila durante o dia um magote de /ovens com 6andeiras e 2lores, entoando alegres can+9es) Fas para os arre6anhadores, cu/o servi+o é apenas o de 2a>er deten+9es e para *uem os horrores so2ridos pelos presos são uma coisa repetida e 2astidiosa, a compreensão da deten+ão é muito mais ampla) Eles possuem toda uma teoria 6em ela6orada, não se devendo pensar ingenuamente *ue a não t0m) A ci0ncia da deten+ão é um cap-tulo importante do curso geral da #irec+ão das .ris9es, e nele assenta a teoria 2undamental da sociedade) As deten+9es são classi2icadas de acordo com critérios diversosJ nocturnas e diurnasW domicili3rias, no lugar de tra6alho ou em trLnsitoW primeira ou segundas deten+9es isoladas ou em grupo) Estas deten+9es di2erenciam1se pelo grau de surpresa

exigido e pelo grau de resist0ncia esperado Rmas em de>enas de milh9es de casos não era esperada resist0ncia alguma, como de @ "uma palavra, 7vivemos em condi+9es malditasJ um homem desaparece sem not-cias e as pessoas mais chegadas, a esposa e a mãe))) não sa6em durante anos o *ue lhe sucedeu8) E /ustoY "ãoY 'sto 2oi escrito por enine em 191C, no necrol:gico de Ia6uchAine) %: *ue h3 *ue di>01lo claramenteJ Ia6uchAine levava uma carga de armas para a insurrei+ão e 2oi com essa carga *ue o 2u>ilaram) Ele sa6ia ao *ue se expunha) Fas o mesmo se não pode di>er de n:s, *ue somos apanhados como coelhos) A$DU'.E AB& #E BU AB 41 2acto não houveSW as deten+9es di2erenciam1se pela gravidade dada , 6usca4 pela necessidade de 2a>er ou não um invent3rio, a 2im de proceder , apreensão e de selar o *uarto ou o apartamentoW pela necessidade de prender a esposa depois da deten+ão do marido e de mandar os 2ilhos para uma casa de crian+as, ou de enviar todo o resto da 2am-lia para a deporta+ão ou ainda os velhos para um campo) Evidentemente, as deten+9es são muito variadas *uanto , 2orma) 'rma Fendel, de nacionalidade h<ngara, conseguiu certa ve>, no =omintern5, em 194;, duas entradas para o (eatro Iolchoi, nas primeiras 2ilas) & /ui> de instru+ão, =leguel, corte/ava1a e ela convidou1o) .assaram em id-lio todo o espect3culo, depois do *ue ele a acompanhou))) directamente , u16ianAa;) E se num dia 6elo de Junho de 1945, na $ua =u>nietsA Fost, a 2ormosa Ana %AripniAova, de louras tran+as e rosto redondo, *ue aca6ava de comprar tecido a>ul para um vestido, é convidada por um /ovem todo /anota a sentar1se ao seu lado, num carro puxado a cavalos Ro cocheiro 2ran>iu o so6rolho, pois compreendeu logo tudoJ os chamados :rgãos nada lhe pagarãoS, sai6am *ue não se trata de um encontro amoroso, mas tam6ém de uma deten+ãoJ eles 2arão um desvio para u6ianAa e entrarão pela negra 2auce desses port9es) E se Rvinte e dois anos depoisS o segundo11capitão Ioris IurAovsAi, envergando um casaco 6ranco, cheirando a magn-2ica 3gua1de1col:nia, compra um 6olo para uma rapariga T é 6om não /urar *ue esse 6olo lhe chegar3 ,s mãos, em lugar de ser partido ,s 2atias pelas 2acas dos investigadores e levado pelo capitão para a primeira cela *ue lhe é destinada) "ão, nunca 2oi descrita, no nosso pa-s, a deten+ão em pleno dia, nem a deten+ão em marcha, nem a deten+ão entre um 2ormigueiro de genteX Entretanto, todas elas são reali>adas de 2orma cuidadosa e 1 caso surpreendenteX 1 as pr:prias v-timas, segundo os agentes, comportam1se da maneira mais no6re poss-vel, para *ue isso, a perdi+ão do condenado, não d0 nas vistas aos *ue permanecem vivos) 4 E h3 ainda, especialmente, toda uma ci0ncia de 6usca domicili3ria, segundo consegui ler num 2olheto para /uristas, de ensino por correspond0ncia, em Alma1Ata) "ele eram elogiados muitos da*ueles /uristas *ue nessas 6uscas não tiveram pregui+a de remexer duas toneladas de esterco, seis metros c<6icos de lenha e dois carros de 2eno, *ue removeram a neve de todo um sector pertencente a uma herdade, *ue tiraram os ti/olos de um 2orno, *ue a6riram uma cova numa estre6aria, *ue inspeccionaram as latrinas, *ue revistaram o canil, as capoeiras, ninhos dos estorninhos, *ue 2uraram colch9es, *ue arrancaram ligaduras do corpo e até dentes de metal para neles procurarem microdocumentos) Aos estudantes da Escola da .ol-cia .ol-tica é recomendado com insist0ncia *ue iniciem a 6usca pela revista pessoal e terminem por ela Rde repente, o revistado pode ter1se apoderado de algo *ue 6uscavamS, voltando uma ve> mais a esse lugar, mas em outra hora do dia, e 2a>endo novamente outra 6usca) 5 A6reviatura da ''' 'nternacional ?omunista, nascida da cisão da '' 'nternacional) R") dos ()S ; %ede das pol-cias soviéticas R(cheAa, B).)U), ")=)V)#), etc)S

então como. por ve>es. *ue est3 condenada.ol-tica do Estado) R") dos ()S A$DU'. por exemplo. delirante de alegria. 6eira do passeio.iotr 'vanitch con2iantemente pelo 6ra+o 1 para sempre ou por de> anosX "a esta+ão h3 um vaivém em torno e ninguém repara))) ?idadãos *ue gostam de via/arX "ão es*ue+am *ue em cada esta+ão existe uma sec+ão da B). ano de 19@. e não s: em Foscovo) . levam1no a um lado da entrada da 236rica.ol-cia pol-tica chamada #irec+ão . . irritada.erdoe1me. como o 7carteiro8S. o desconhecido leva .E AB& #E BU AB 4@ ^3 *ue dar aos :rgãos o *ue lhes é devidoJ no século em *ue os discursos dos oradores. e o médico não se op9e . gelado de pavor pelas deten+9es em massa e h3 /3 uma semana atormentado pelos olhares de soslaio do seu che2e. *ue os c-rculos competentes nada sa6em do desaparecimento de Al1r1#)S Due novidadeX &s nossos 6ravos rapa>es tam6ém e2ectuaram deten+9es dessas em Iruxelas R2oi assim *ue 2oi preso Jora IlednovS. esconder ou transmitir a6solutamente nada) ]s altas patentes. dos seus colegas. inspector do departamento regional de Educa+ão .artido. sua mãe. mas simplesmente gritaS.o6ieda))) R#ias depois.44 A$DU'. apressa1se a dirigir1se para casa a 2im de preparar a mala) & com6oio partir3 dentro de duas horas e ele >anga1se com a lentidão da esposa) Ei1lo na esta+ãoX Ainda h3 tempoX "a sala de espera ou no 6u2ete um /ovem simp3tico grita1lheJ 7"ão me conhece. Al1r1#). *uase sem vida. apresenta1se como o 7gerente da casa8. cheio de sangue. s: sendo presos no caminho) Dual*uer mortal desconhecido. condu>em1no . chega. radiantes. onde lhe o2erecem. militares ou do . longe dos seus 2amiliares. um novo cargo. eu vou recordar1lhe8 e respeitosamente 2a> vénias . as pe+as de teatro e as modas 2emininas parecem 2eitas em série. e concedem1lhaX Fas ela trans2orma1se numa acarea+ão e numa deten+ãoX .iotr 'vanitchJ 7. em todos os /ornais. antes de mais.<6lica. a6rindo os seus 6ra+os como tena>esJ 7%achaX8. perto da Esta+ão de ?orreios e (elégra2os) & seu amigo desconhecido precipita1se para si através da densa multidão e di>. é chamado de um momento para o outro ao ?omité do %indicato. *ue um homem sem a prepara+ão de lo6o de um campo é incapa> de desem6ara+ar1se dela) "ão pense *ue se voc0 tra6alha na Em6aixada norte1americana e se chama.E AB& #E BU AB "em todos podem ser presos em casa com uma pancada prévia na porta Re se acaso alguém 6ate. sua deten+ão Re de *ue vale tentar opor11 seYSW tiram1no directamente da mesa de opera+9es durante uma opera+ão de <lcera do est_mago R") F) Voro6iov. Rele não se esconde. mas)))8 & /ovem expande1se numa atitude a2ectuosaJ 7Então como.S e. era1lhes dado. dos seus correligion3rios. a ag0ncia (ass declarar3. não pode ser detido em pleno dia na $ua BorAi. uma reserva para um sanat:rio de %otchi) & nosso pato 2ica comovidoJ isso *uer di>er *ue os seus receios eram in2undados) Agradece.iotr 'vanitchY8 . 7eh p3X ^3 *uantos anos não te ve/oYX Vem a*ui. o seu marido voltar3 dentro de um minuto)))8 A esposa d3 licen+a. precisamente um carro marca . esposa de .iotr 'vanitch atrapalha1seJ 7"ão.)U)5 e v3rias celas de reclusão) Esta insist0ncia importuna de aparentes conhecidos é tão viva. e proporcionada uma carruagem1salão. depois de lhe veri2icarem o cartão e voc0 est3 presoW arrancam1no de um hospital militar com trinta e nove de 2e6re R^ans Iern1steinS. dos seus esconderi/osJ ele não deve ter tempo de destruir. as deten+9es podem ser variadas) A si. e nem convém *ue todos se/am detidos no local de tra6alho) %e o *ue vai ser preso é considerado perigoso é mais c:modo prend01lo 2ora do seu meio ha6itual. para não estorvarmos8) Uma ve> de lado. . cela Rrecorda =arpunitchSW voc0 R"adia evitsAaiaS reclama uma visita .

voc0 ver3. *uando as pessoas. mas simplesmente *uais os n<meros a atingir) & cumprimento destes n<meros podia estar de acordo com as normas. repu6licano e regimental. saltou pela /anela. e isso era no 2im de contas o método da deten+ão) As pris9es pol-ticas no nosso pa-s singulari>aram1se. pelo 2uncion3rio da ?aixa Econ:mica e pelo administrador do cinemaJ todos o podem prender e s: depois. a plumagem ritual tinha voado e a deten+ão de de>enas de milhares de homens ad*uiriu o m-sero aspecto de uma chamadaJ pegavam nas listas.ovo para o 'nterior era imposs-vel 44 A$DU'. hora e minutos marcados. noite. ali3s. *ue tinha 2ome. sec+ão de encomendas e ali mesmo o det0mW voc0 é preso pelo via/ante *ue passou a noite em sua casa por 7amor de #eus8W preso pelo electricista *ue 2oi ler o contadorW preso pelo ciclista *ue es6arrou consigo na ruaW pelo revisor do com6oio. su6missos. perto de &rcha. não havia se*uer esse /ogo supér2luo e a pr:pria teoria tinha perdido muito do seu 6rilho. a 6usca . mas /3 tarde. nem chamado aos :rgãos. mesmo então *uase não 2ugiam) RE em raros casos se suicidavam)S Exactamente o *ue era preciso) Uma ovelha pac-2ica para os dentes do lo6o) 'sto sucedia ainda pela incompreensão do mecanismo das epidemias de deten+9es) &s :rgãos não tinham 2re*uentemente motivo pro2undo para escolha.ol-tica do Estado e ao ?omissariado do ."uma mercearia convidam1no a passar . uma mulher a perguntar *ue destino devia dar a uma crian+a de peito.E AB& #E BU AB 2ugir Ro *ue. nem considerado suspeito) ^3 tr0s tipos de 6uscasJ de Lm6ito 2ederal. se apresentarão. com a trouxa. . . celaJ era preciso completar urgentemente a ci2ra prevista e 2altavam agentes para mand31los correr a cidade. e *uase para metade dos presos.ao portão de 2erro negro da . se despediam da 2am-lia. para ocuparem na cela o espa+o *ue lhes é destinado) RE assim mesmo *ue os AolAho>ianos são detidosW seria l3 poss-vel ter de ir de noite 6usc31los a casa por lugares sem caminhoYX ?hamam1nos ao %oviete da aldeia e ali o prendem) &s simples oper3rios são convocados ao escrit:rio da empresa)S "aturalmente *ue cada m3*uina so2re o seu desgaste depois do *ual /3 não pode 2uncionar) "os saturados e es2or+ados anos de 194514. tiravam1nos de um vagão e metiam1nos noutro. mas podia tam6ém ter um car3cter completamente casual) Em 19@5. de "ovo (cherAassA. precisamente pelo 2acto de serem detidas pessoas em nada culpadas e. ra>ão de serS) E mesmo no auge das epidemias de deten+9es. mesmo *uando sem isso a v-tima não o2ereceria resist0ncia) &s agentes *uerem porventura /usti2icar o seu servi+o e o elevado n<mero de deten+9esY Iasta enviar a todos os patos visados uma intima+ão e todos eles. *uando chegavam umas atr3s das outras.avlu "U"?A 2oi detido. disseram1lhe. de modo nenhum preparadas para o2erecer resist0ncia) ?riou1se o sentimento geral de 2atalidade. a ideia de *ue . tem. 7vamos esclarecer isso8) Esperou duas horas e levaram1na da recep+ão . com o nosso sistema de passaporte. não sa6endo *ue pessoa deter ou não deter. muito escondida. teve tempo de 2ugir e partiu de viagem directamente para a %i6éria) Em6ora vivesse com o seu nome verdadeiro e pelos documentos 2osse claro *ue era de &rcha. onde a ")=)V)#) se dirigiu para o prenderJ ele não a6riu a porta.avlu..ol-cia de %eguran+a do Estado. a chapa vermelha) ]s ve>es as deten+9es *uase parecem uma 6rincadeira T tais são o engenho e o re2inamento utili>ados. em tais epidemias. por não terem a certe>a de regressarem . por isso. composi+9es 2errovi3rias da Europa e era necess3rio a6sorv01las e despach31 las para o BU AB. ao sa-rem cada dia para o tra6alho. de uma vi>inha detidaJ 7%ente1se8. e a*uela mulher /3 ali estavaX %ucedeu o oposto com o letoniano Andrei . #irec+ão . apareceu na recep+ão da ")=)V)#). pelo motorista de t3xi. durante décadas.

2acilmente era su6stitu-da por outro vi>inho) (al como . o6rigava os seus 2amiliares a assinar um aviso. outros houve *ue 2oram apanhados casualmente numa rusga. e tiveram a aud3cia de 2ugir nesse preciso momento. com martelos.E AB& #E BU AB 45 VLnia evitsAi. nunca sendo agarrados.avlu. tremendo de medo a cada pancada na porta e a cada passo na escadaW se elas tivessem compreendido *ue nada mais tinham a perder. e. e nos seus vest-6ulos.` as pessoas não tivessem permanecido nas suas tocas. en2im com o *ue encontrassem . umas *uantas pessoas tivessem 2eito em6oscadas com machados. e 2oi com %A('%GAV\& *ue nos su6metemos) RArthur $enson descreve um com-cio oper3rio em . ou numa em6oscada. cumpriram a pena so2rida) E *uase todos. carrinha da pol-cia. não custava nada em6arcar os *ue tinham 2icado em lugar do 2ugitivo) A inoc0ncia geral engendra a inactividade geral) . com o seu motorista solit3rio. para *u0 2ugirY))) E como podes então o2erecer resist0nciaY ))) %: pioras a tua situa+ão e impedes *ue esclare+am o erro) "ão s: não resistes. a den<ncia de um vi>inho. 2atalismo) E certo tam6ém *ue a ")=)V)#). a plena consci0ncia da verdadeira situa+ão) Bast3mo1nos numa incont-vel explosão no ano de 1915. no mercado. na sua esmagadora maioria. *uem sa6eY))) Fas tuX 1 tu certamente. com Lnimo 2orte. não tivesse a certe>a de voltar vivo e tivesse de despedir1se da 2am-liaYX %e durante as deten+9es em massa.ode ser *ue não te levem a ti) .não excedia a região) A*uele *ue era destinado a ser preso por circunstLncias 2ortuitas. meter1me1ão a mim)8 REle 2oi preso aos vinte e tr0s anos)S A maioria 2ica inerte numa miragem de esperan+a) Uma ve> *ue és inocente 1como te podem prenderY E UF E$$&X J3 te puxam pela gola e não deixas de exorcismarJ 7E um erroX Esclarecerão tudo e hão1de li6ertar1meX8 &utros são presos em massaW isto é tam6ém a6surdo.ode ser *ue escapes) A)') adi/ensAi era pro2essor da escola da aldeia perdida de =ologriva) "o ano de 19@5 aproximou1se dele. como por exemplo em eninegrado. antes mesmo do primeiro interrogat:rio. e *uando eu crescer. a despeito de toda Lnsia de %talin. como te ordenam. est3s na lista)8 Fas ele 2icouJ 7Eu sou o pilar da escola e os pr:prios 2ilhos deles estudam comigo 1 como me podem prenderY)))8 R#ias depois 2oi preso)S "ão é *ual*uer pessoa *ue. proi6indo1os de *ual*uer desloca+ão e. *uando 2oi presa a *uarta parte da popula+ão da cidade. se comportaram precisamente desse modoJ com pusilanimidade. impot0ncia. com espetos. ou num apartamento. nos campos. compreende logo aos cator>e anos de idadeJ 7(oda a pessoa honrada deve passar pelo c3rcere) Agora est3 o meu pap3. por exemplo. ordem de te mandarem para o canto de castigoY &u de cru>ar a om6reira Q E depois. não havia senão *ue arrast31la ou 2urar1lhe os pneusX &s :rgãos 6em depressa notariam a 2alta de cola6oradores e de meio de transporte.ateria sido detida a m3*uina malditaX %e se tivesse))) se se tivesse 2eito isso))) Galtou1nos o su2iciente amor . e depois A. e. *ue torturaX E se cada agente de cada ve> *ue vai 2a>er deten+9es. nem levados a /ulgamentoW mas a*ueles *ue 2icaram a aguardar /usti+a. um campon0s e comunicou1lhe da parte de alguémJ 7AleAsandr 'vanitch. vai1te em6ora da*ui. descarregando um golpe no homicida) Duanto . para *ue os vi>inhos não oi+amQ) E depois. li6erdade. pela noite.$E%%ZF&1"&% a su6meter1nos. como até desces a escada na ponta dos pés. mas cada caso 2ica envolto nas trevasJ (alve> a*uele. como A$DU'. antes do mais. *ue est3s inocenteX (u ainda encaras os :rgãos como uma institui+ão com l:gica humanaJ hão1de esclarecer e li6ertar) "esse caso. naturalmente. na aus0ncia da pessoa de *ue necessitava. *ue 2icou na rua. resistir precisamente a *u0Y ] apreensão do cintoY &u . mãoY E sa6ido de antemão *ue essas aves nocturnas com 6onés não vão com 6oas inten+9es 1 não h3 risco de errar.

em Foscovo. horas extraordin3rias de gra+a. por rapa>es estranhos e hostis. a deten+ão no seu con/unto) Duanta coisa não h3 na alma do recém1detidoX %: isto mereceria todo um livro) "ela pode haver sentimentos de *ue nem se*uer n:s suspeitamos) Em 1941. agradeceu a #eus) "este cap-tulo. *uando prenderam a /ovem Evguénia #oiarenAo. ia1se consumindo. de numerosas insigni2icLncias.$EE"#E"#& se*uer de *uem é *ue eles precisavam ainda de de2ender1se e para *ue é *ue ainda necessitavam desses direitos) Fas *uando interveio o representante da linha geral e 2ustigou os oper3rios pelo relaxamento da disciplina e pela sua pregui+a. mas isso sucedeu s: no tempo da epidemia de deten+9esJ *uando . mas nesse entrementes 2oram tr0s ve>es ao seu apartamento. Brigoriev. pois /3 tinham preso toda a direc+ão do . . *uando o 2oram deter.artido do distrito de =adi R19@5S e s: ele não era detido) "ão podia rece6er o golpe senão de 2renteJ rece6eu1o e sossegou. re2erir1nos1emos ainda . *ue eles con*uistaram direitos contra os *uais pessoa alguma tem o direito de atentar) &s oper3rios mantiveram1se a6solutamente indi2erentes.E AB& #E BU AB da portaY A deten+ão é composta de pe*uenos preLm6ulos. e não te levavam a ti. limita+9es *uanto . em 1944. 6arricou1se e *ueimou documentos durante duas horas) . s: 2alamos so6re a grande massa. ela permaneceu tran*uilaJ não h3 nada. de de>anove anos. e não apenas para um esp-rito dé6il) Vassili Vlassov. su6missão militar 2ace . inevitavelmente.Karoslav em 1941) #e Foscovo. a2ectou1a mais do *ue toda a u6ianAa com as suas grades e caves) E muitos desses sentimentos -ntimos e a2ectivos. ap:s o assass-nio de =irov) R") dos ()S 4. tendo1se negado a 2ugir.or ve>es. administra+ão da 236rica. 2oram sondar os oper3rios para se aconselharem so6re a polémica re2erente aos sindicatos) & representante da oposi+ão. do ?omité ?entral. *ue ainda recordaremos mais de uma ve>. isso suscitpu o entusiasmo do com-cio e os aplausos)S FE$E?EF&% simplesmente tudo *uanto so6reveio depois) b Em #e>em6ro de 19@4. o *ue lhe 2oi proposto pelos seus cola6oradores sem partido. mas são todos esses preLm6ulos *ue 2ormam. os paro*uianos esperavam1no na esta+ão e não o deixaram seguir para casa.*ueles *ue nos novos tempos se mantiveram como aut0nticos pol-ticos) Vera $i6aAova. tua volta levavam e levavam outros como tu. so6re os patos detidos não se sa6e por*u0) Fas. de repente. em 194Q. "]& ?&F. tardandoW isso é uma consumi+ão interior. alimenta+ão. eles encontraram o seu di3rio -ntimo. nada encontrarão) E.or*u0YX8S. atingidos pela deten+ão. explicou aos oper3rios *ue o seu sindicato devia de2end01los da administra+ão. intrépido comunista. para o prender) Duando regressou. e exigiu deles sacri2-cios. o sentimento dominante do detido é o al-vio e até))) a A EB$'A. *ue a mo+a nem . no presente livro. mãe podia mostrarJ a leitura dessas linhas. K) arin. podem ser 6em mais 2ortes do *ue o pavor do c3rcere ou as ideias pol-ticas) A pessoa interiormente não preparada para a viol0ncia é sempre mais dé6il do *ue a*uela *ue a exerce) %ão raras as pessoas inteligentes e auda>es *ue tudo compreendem instintivamente) & director do 'nstituto de Beologia da Academia das ?i0ncias. *uando o prenderam. estuda*te social1democrata. e parece não ter sentido discutir *ual*uer deles isoladamente Ros pensamentos do preso giram em torno da grande perguntaJ 7. A$DU'. e durante oito anos esconderam1no de apartamento em apartamento) & sacerdote 2icou tão extenuado por essa vida de perseguido *ue. sentindo1se per2eitamente nos primeiros dias de deten+ão) & sacerdote 'raAli 2e> em 19@4 uma viagem a Alma1Ata para visitar os crentes deportados. um so2rimento pior do *ue *ual*uer deten+ão. e tr0s /ovens tche*uistas revolveram a sua cama e a c:moda da roupa.

.E AB& #E BU AB lorrAaia. levaram esses o6/ectos para as 2am-lias *ue tinham 2icado na p3tria) Eu transportava. levaram1na para a u6ianAa)S Fas dos seus l36ios resse*uidos não 6rota nem um som e a multidão *ue transita descuidadamente toma1o a voc0 e aos seus carrascos por amigos *ue passeiam) Eu pr:prio tive muitas ve>es a possi6ilidade de gritar) &n>e dias ap:s a minha deten+ão. até se considerava indigna de estar encerrada na prisão. talve> *ue os nossos concidadãos se re6elassemX E talve> *ue as deten+9es se não tivessem tornado tão 23ceisXY "o ano de 1945. cheias. *ue não se repete. u16ianAa. ouvindo esses gritos.E AB& #E BU AB 45 os seus antigos camaradas R/3 não os havia em li6erdadeS e ela6orar a sua 2iloso2ia pol-tica) A socialista revolucion3ria EAaterina &litsAa. entre centenas de outros homens igualmente inocentes e condenados como voc0) E a sua 6oca não 2oi tapada) E voc0 pode e deveria a6solutamente B$'(A$X Britar *ue vai presoX Due h3 mal2eitores dis2ar+ados *ue andam . do in-cio da deten+ão) Fas não teve come+o) E eis *ue /3 o levam) Em pleno dia. a deten+ão é inevitavelmente um momento 6reve. Esta+ão de Iie1 9 A6reviatura de 7Forte aos Espi9es) R") dos ()S 4Q A$DU'. tr0s parasitas da contra1espionagem R%merchS9 mais preocupados com *uatro pesadas malas. sonhava com o isolamento na prisão de %u>dalJ s: ali esperava encontrar A$DU'. na . na sua maior parte. nem todos se apressaram de largoXS &s nossos 3geis rapa>es des+oncertaram1se de repente) Eles não podem tra6alhar . /3 *ue pelos c3rceres tinham passado as melhores pessoas da $<ssia. as espingardas autom3ticas causavam1lhes estorvo para arrastar as *uatro pesad-ssimas malas com o6/ectos de valor. em Foscovo) Eles tinham a denomina+ão de escolta especialW mas.*uando estava em li6erdade. mas tam6ém era necess3ria uma multidão assimX "em todos os transeuntes 2echaram os olhos.ra+a de %erpuAhovsAaia dois tche*uistas tentaram prender. e ela era muito /ovem e nada tinha 2eito ainda pela $<ssia) Fas a pr:pria li6erdade a re/eitava) Assim.*ueles *ue escaparam . de tro2éus da guerra. pela noite. em *ue iam os meus di3rios e os meus escritosJ as provas contra mim) "enhum dos tr0s conhecia a cidade. e era eu *ue devia escolher o caminho mais curto para o c3rcereW era eu mesmo *ue devia condu>i1los . ca+a das pessoasX Due as apanham com 6ase em den<ncias 2alsasX Due uma surda repressão é desencadeada contra milh9es de pessoasX E. *uando a su6missão ainda não tinha amolecido os nossos cére6ros a tal ponto. sem vontade nenhuma. na realidade. vista de toda a sociedade) %u6iram para o autom:vel e 2ugiram) R#ali. uma mulher) Ela agarrou1se ao poste de ilumina+ão p<6lica e come+ou a gritar. repressão) %im. o2erecendo resist0ncia) Juntou1se uma multidão) REra necess3ria uma mulher assim. in<meras ve>es durante o dia. é a recrimina+ão *ue 2a>em ho/e os *ue so2rem. a *uinta mala. de dia. em *ue o levam através da multidão. a mulher devia ter1se dirigido imediatamente para a esta+ão e partirX Fas ela 2oi pernoitar a casa) E. e em todas as partes da cidade. a resist0ncia devia ter come+ado a partir da*ui. 2oram as duas para a prisão com alegria e orgulho) 7A resist0nciaX &nde esteve a vossa resist0nciaY8. do *ue comigo Rdurante o longo caminho tinham /3 passado a con2iar em mimS condu>iram1me . em 1944. rou6ados na Alemanha por eles e pelos seus che2es da contra1espionagem da %egunda Grente da Iielorr<ssia) %o6 o pretexto de me servirem de escolta. onde eles nunca tinham estado Re eu con2undia1a com o Finistério dos "eg:cios EstrangeirosS) .

de repente. s: os revolucion3rios t0m sempre as palavras de ordem na ponta da l-ngua prontas a saltarW mas *ue di>er do pacato e simples homem comum. cu/os olhos viram demasiado. certamente. massa) "a verdade A$DU'. so6 a c<pula resplandecente. h3 *uatro dias *ue ando como um homem livre entre homens livres. para poder 2a>er trans6ordar todo esse mar nuns *uantos gritos sem nexo) Fas eu. onde cerc3vamos ou -amos ser cercados pelos . em6ora os meus ouvidos tenham escutado a verdade. caminhei acompanhado desses 6andoleiros pela gare da esta+ão de FinsA Rmas a esta+ão estava ainda em ru-nasS) E agora levo atr3s de mim esses agentes da contra1espionagem.arece *ue todos olham para mimX "uma 2ila intermin3vel.#epois de um dia na prisão da contra1espionagem do exércitoW depois de tr0s dias na prisão da contra1espionagem da 2rente. repletas de moscovitas) . h3 ainda um género de pessoas *ue t0m o peito demasiado repleto. e a minha 6oca coma a sopa dos prisioneiros) . não me separou da vida doméstica *ue nos é tão grata) "um pardacento dia de Gevereiro europeu arre6ataram1me do nosso estreito corredor *ue d3 para o mar I3ltico. aproveitando o meu <ltimo minuto em p<6licoY Eu guardei sil0ncio na cidade polaca de Irodnitsa Rtalve> ali não compreendessem o russoS) "ão pro2eri palavra nas ruas de IielostoA Rpodia ser *ue isso não interessasse aos polacosS) "ão soltei nem um som na esta+ão de VolAovisA Rhavia l3 pouca genteS) ?omo se nada sucedesse. ao nosso encontro. e su6indo de 6aixo. v0m as duas esteiras paralelas das escadas rolantes.or en*uanto. como se solicitassem uma palavra de verdade) . na minha direc+ão. não a6ro a 6oca e a escada rolante arrasta1me irreprimi1velmente para o in2erno) E na esta+ão de &Ahotni1$iad hei1de guardar ainda sil0ncio) "ão gritarei perto do Fetropol) "ão agitarei os 6ra+os na pra+a da u6ianAa. por 2im.or*ue é *ue eu me calo entãoY . podendo1se apanhar 2acilmente de> anosS. e so6re o 2acto de *ue . desli>am. das amea+as e dos espancamentos. não sa6emos *ue desde o momento da deten+ão a nossa sorte est3 *uase decidida segundo a pior das hip:teses e não é poss-vel agrav31laS) &utros não estão ainda maduros para as ideias *ue se transmitem em gritos .E AB& #E BU AB 49 . no B:lgota))) Eu tive. inundada de lu> eléctrica.or*ue é *ue então eu permane+o caladoYX))) ?ada pessoa tem sempre uma d<>ia de motivos de desculpa. emergindo da pro2undidade do desconhecido. so6 a c<pula 6ranca do vest-6ulo superior da esta+ão do metro radial da IielorussAaia. em6ora os meus olhos /3 tenham visto companheiros espancados e privados do sono.or*ue é *ue eu não esclare+o a multidão enganada.s ve>es o preso nunca é posto em li6erdade. onde os companheiros de cela me tinham instru-do Racerca dos em6ustes dos interrogat:rios. em6ora as minhas costelas ainda durmam so6re palha podre perto do 6alde da latrina. a espécie mais 23cil de deten+ão *ue possa imaginar1se) Ela não me arrancou dos 6ra+os dos 2amiliares. dando1lhe ra>ão para não sacri2icar1se) Alguns t0m esperan+a no desenlace 2eli> e temem compromet01lo com o seu grito Ra n:s não nos chegam not-cias do outro lado do mundo. eu escapei por milagre) E. eu guardo sil0ncio ainda por outro motivoJ por*ue esses moscovitas *ue co6rem as duas escadas rolantes são poucos para mim 1 poucosc & meu clamor seria ali ouvido por umas du>entas ou *uatrocentas pessoas 1 e os restantes du>entos milh9esY))) Eu sonho con2usamente em *ue haverei alguma ve> de gritar a du>entos milh9es))) . não implicado em nadaY Ele "\& %AIE pura e simplesmente o *ue é *ue deve gritar) E.

a escolta do estado1maior/ comprimiu1se no seu canto como se temesse compartilhar a inaudita re2le xão do che2e da 6rigada Re. arrancando1me /untamente com a 6olsa as minhas notas pol-ticas. por surpreendente *ue pare+a eu o6tive1a) E isto merece tanto mais ser recordado *uanto est3 2ora dos nossos costumes) Fal os da contra1espionagem tinham aca6ado de me depenar. capitãoX Eu não s: /3 não era capitão.or*u0YX))) Em6ora essa pergunta não tenha resposta. estendeu1me a mão R*uando eu estava em li6erdade nunca ma tinha estendidoXS e apertou1ma perante o horror mudo da escolta. através dessa seca ruptura *ue se a6ria/ entre mim e os *ue 2icavam. escapuli1me das mãos dos da contra11espionagem e dirigi1me ao che2e da 6rigada) ?onhecia1o poucoJ ele nunca condescendera a conversas simples comigo) . di>endo com calor no seu rosto sempre severo. eu retirara *uase intacta a 6ateria de reconhecimento de uma 6olsa onde 2icara a sua artilharia.rimeira Grente UcranianaY T "ão é permitidoX))) "ão tem o direitoX T gritaram ao coronel o capitão e o ma/or da contra1espionagem) Assustada.ara mim. aos gal9es. passaram as inconce6-veis e 2a6ulosas palavras do che2e da 6rigadaJ T %ol/enitsine) Volte c3) E eu. ouviu1se su6itamente um enérgico @C A$DU'. como estava desmascarado como inimigo do povo Rpois. ele dese/ava 6oa sorte a um inimigoY))) . o seu rosto exprimia ordem. pertencendo . uma com as *uatro mãos . pediu1me sem eu sa6er por*u0 a pistola.E AB& #E BU ABG apelo *ue me era dirigidoJ simX. levantou1se da mesa Ranteriormente nunca se tinha erguido para me rece6erS. e amedrontados pelo tremor das vidra+as provocado pelas explos9es alemãs me empurravam .alemães. e 2ui apenas privado da divisão a *ue estava ha6ituado e do espect3culo dos tr0s <ltimos meses da guerra) & che2e da 6rigada chamou1me ao posto de comando. comando. a partir do momento de deten+ão. tem um amigo na . agarrando1se . ca6e+a. e gritando em tom dram3ticoJ 1 Est3 presoXXX (odo vermelho e varado dos pés . 2ormada de do>e canh9es pesados. est3 /3 completamente desmascaradaS) Assim. preparava1se /3 para transmitir material acerca deleS) Fas para mim isso era o su2icienteJX compreendi logo *ue 2ora preso pela correspond0ncia *ue mantinha com meu velho companheiro de escola. claramenteJ T #ese/o1lhe 6oa sorte. no nosso pa-s. nada mais de ra>o3vel achei do *ue perguntarJ 1 EuY . sem medo. sec+ão pol-tica. *ual*uer pessoa. dedu>indo de onde vinha o perigo) E UaAhar Bueorguievitch (ravAin teria podido 2icar por a-X Fas não ?ontinuando a limpar1se e a endireitar1se aos seus pr:prios olhos. e agora ele deveria separar1se de mim em 2ace de um peda+o de papel com um carim6oY T Voc0 1 perguntou ele com vo> autorit3ria T. cara. iluminava1se com ar pensativo 1 talve> com vergonha da sua participa+ão involunt3ria num s:rdido caso. atravessando o *uarto em dois pulos. entreguei1a sem a m-nima suspeita T e de repente do meio dos o2iciais im:veis e tensos saltaram dois agentes da contra11espionagem. c:lera) Fas agora. pressa para a sa-da. e1 através da 6arreira empestada. ou num impulso de se colocar acima da mes*uinha su6ordina+ão de toda a vida) #e> dias antes. ao cinturão e . estrela do 6oné. através desse a6ismo so6re *ue não devia 2iltrar1se som algum. provocada pela grave palavra de 7preso8 atirada . numa 6rusca reviravolta. 6olsa de campanha.

eu *ue era 6em mais complicado e pior) &s tr0s eram o2iciais) &s seus gal9es tam6ém tinham sido arrancados com 2<ria. os meus companheiros de cela. ar2aram. arrom6aram uma casa de 6anho. com os seus negros capacetes 2o2os.or isso não relatarei pormenores aned:ticos da minha deten+ão. *ue provisoriamente servia de c3rcere) (inha o comprimento1de um homem e a largura de tr0s homens deitados .&#E1%E. os rapa>es acordavam ao entorpecerem1se1lhes as costas e volt3vamo1nos todos ao mesmo tempo) .As vidra+as estremeciam) As explos9es alemãs martiri>avam a terra a du>entos metros dali. ao verem *ue para l3 tinham entrado duas mo+as) Estas conseguiram escapar. não o ocultavam) Eram tr0s honestos. 2ui metido imediatamente. 2a>er repara+9es a esta aldeia. e. entrea6riram os olhos estremunhados de6aixo da lu> de uma lamparina de petr:leo e mexeram1se para me dar lugar) Assim.E AB& #E BU AB . nas imedia+9es da aldeia. mas sim a amante do che2e da contra1 espionagem do Exército) %imX ^3 /3 tr0s semanas *ue a guerra se travava na Alemanha e todos sa6-amos per2eitamente *ue. sendo l3 metido depois da meia1 noite) &s tr0s *ue estavam deitados. *ue eram tan*uistas. conhecendo1nos pela primeira ve>) Ele é engenheiro re2ormado e inspector da %ociedade dos ?a+adores) A$DU'. meteram1se em cantos di2erentes e come+3mos a travar conhecimento) 1 E tu por*ue é *ue est3s a*uiY Fas uma vaga 6risa de preven+ão tinha /3 soprado até mim.ara comemorar o com6ate travado na noite anterior. entregando1se1me com ama6ilidade e pedindo1me para eu indicar ao motorista como dirigir1se . so6 o tecto empestado dos da contra1espionagem. distinguindo1se ainda nalguns lugares as linhas) "os seus casacos su/os. mas apenas so6 o alento de uma morte pr:xima e igual para todos)1C 1C Eis o surpreendenteJ . en*uanto capitão. por de6aixo do glo6o 2irme da exist0ncia. meio dia antes. recordando *ue a*uilo não poderia suceder l3. porém. espécie de pessoas pelos *uais eu tinha ganho a2ecto durante os anos de guerra. ser um homemX (ravAin nada so2reuX Encontr3mo1nos h3 pouco cordialmente. meio nuas. não numa cela simples. podiam ser violadas @4 A$DU'. *ue t0m a sua originalidade pr:pria) "a*uela noite os da contra1espionagem perderam completamente as esperan+as de se orientarem pelo mapa Rnunca se tinham ali3s orientado por eleS. mais doloroso era para mim estar assim comprimido no 2undo da*uela arrecada+ão) #e ve> em *uando. em6e6edaram11se e. na palha calcada. por desgra+a. vontade ou de *uatro apertados) Eu era precisamente o *uarto. na pro2undidade da nossa terra. viam1se as manchas claras das condecora+9es arrancadasW as cicatri>es vermelhas e escuras no rosto e nas mãos eram outras tantas recorda+9es de 2eridas e de *ueimaduras) A divisão deles tinha vindo. não era l3 *ual*uer ) rapariga. como agradecimento.ela manhã acordaram. 2icaram oito 6otas estendidas para a porta e *uatro capotes) Eles dormiam e eu espumava de c:lera) Duanto mais eu era senhor de mim mesmo. tratando1se de mo+as alemãs. mas no cala6ou+o de castigo) Fas é imposs-vel não 2alar dessa arrecada+ão de uma casa de campo alemã. apesar de tudo. encolheram as pernas. tr0s simples cora+9es de soldados. onde estava a contra1espionagem do 4Q)O Exército) .E AB& #E BU AB @1 Este livro não ser3 um livro de mem:rias pessoais) . nas suas pernas cam6aleantes) Uma delas. 6oce/aram. contra1espionagem do exército) Eu mesmo os condu>i e me condu>i até essa prisão. e com simple>a pus um ar admiradoJ 1 "ão 2a+o ideia) #i>em1no acaso esses canalhasY "o entanto.

dando1lhes palmadas nas n3degasJ simples 6rincadeira e nada mais) Fas. de nari> arre6itado e de 2aces muito coradas) 1 #e onde vens. e *uando chegou em 2rente do postigo vimos o seu rosto todo 2resco. e eu segui1os) #o outro lado do palheiro havia um pe*ueno curral *uadrado. mas na 2ace notava1se uma grande cicatri> vermelha) .raesidium do %oviete %upremo da União %oviética. com desen2ado) 1 %ou espião) 1 Est3s a rirY 1 respondemos. tam6ém acocorados. acocoran1do1nos os cinco em lugares di2erentes) #ois soldados com armas puseram11se em 2rente de n:s. sa-da do palheiro) Eu 2ervia de indigna+ão pelo 2acto de *ue *ual*uer sargento 11 ?onhecidos autores soviéticos de romances de espionagem) R") dos ()S A$DU'. disse 6ruscamenteJ 1 #epressaX Entre n:s as necessidades 2a>em1se rapidamenteX . tolerava11se *ue se corresse atr3s delas pela horta. preocupados com o 2acto de *ue ao despontar do dia tivéssemos demasiado espa+o na cela. irmãoY Duem és tuY 1 #o outro lado T respondeu ele.e 2u>iladas depois. a ordem de 7mãos atr3s das costas8. *ue sem o tan*ue deles não teria chegado ainda a esta aldeia) Apag3mos a lamparina. constituindo isso *uase uma distin+ão militarW se 2ossem polacas ou das nossas. um dia antes. eis o *ue nunca escreveram nem ?hein nem os irmãos (urX11S) 1 Due 6rincadeiras se podem 2a>er em tempo de guerraX 1 suspirou com sensate> o rapa>) T ?omo regressar do cativeiro a casaY #igam. pois /3 tinha consumido todo o ar de *ue disp<nhamos para respirarmos) "a porta estava a6erto um postigo do tamanho de um postal e por ali entrava indirectamente a lu> do corredor) . so6re como se apresentara imediatamente ao 6atalhão mais pr:ximo e se entregara. *ue tinham 2eito toda a guerra e certamente haviam rompido mais de uma linha das trincheiras inimigas. com neve amontoada.arece *ue.erto de mim. não tendo o sonolento e cansado che2e do 6atalhão acreditado e remetendo1o . ensinem1me) Fal teve tempo de iniciar o relato so6re como. enviadas para a Alemanha. primeiro11tenente. at:nitos R*ue se tratasse de um espião e *ue ele mesmo o dissesse. de elevada estatura e aspecto som6rio) & seu rosto estava enegrecido de p: met3lico ou 2umo. guardando o caminho *ue nos levava . assim como o 6oné. mas o sargento. um sargento capa> de puxar a cauda de um canhão de cento e vinte e dois mil-metros) Ao longo de todo o p3tio rural tinha /3 2ormado um cordão de soldados com armas autom3ticas.E AB& #E BU AB @@ ignorante se atrevesse a dar1nos. en2ermaria. e agora esses veteranos. *ue não tinha derretido 1 e todo ele estava co6erto de excrementos humanos. os alemães o tinham passado para o outro lado da 2rente. tratando1se de uma 7mulher de campanha8. para *ue ali 2i>esse espionagem e dinamitasse pontes. para lhe dar uns comprimidos. a n:s. do che2e da contra1espionagem. tão densos e desordenados *ue não era 23cil encontrar onde p_r os pés) Apesar de tudo. conseguimos arran/ar1nos. russas. um *ual*uer sargento da retaguarda arrancou raivosamente ali mesmo os gal9es aos tr0s o2iciais de linha e as condecora+9es con2irmadas por uma ordem da 2rente e concedidas pelo . nos meteram l3 um *uinto homem) Ele entrou com um capote novo em 2olha. aguardavam uma senten+a do tri6unal militar. *uando su6itamente nos assaltaram novas impress9esJ 1 GormarX Fãos atr3s das costasX 1 lan+ou através da porta. o2iciais. nuas. a6erta de par em par. de $ostov. estava acocorado um tan*uista. mas os tan*uistas puseram as mãos atr3s. não tinham decorrido uns minutos.

*ue eles me d0em papelX &utras torrentes 2ormariam outros tantos rios) . e mesmo os esp-ritos mais ardentes *uase não se lem6ram dela) E como se mal tivesse 2erido a consci0ncia russa) E. 2alam e recordam o ano trigésimo sétimoX & Volga da amargura popularX Fas ide 2alar aos t3rtaros da ?rimeia. *uando tinha havido antes o ano @5Y . de c:coras. respirar e recompor1se)S Fas essa torrente era tam6ém 2ormada. no *ue sucedeu rios anos de 19@51@Q) E assim é como se se come+asse a imprimir na mem:ria a ideia de *ue não teria havido pris9es nem A"(E% nem #E. *ue cheirava a petr:leo) 1 "a sec+ão de contra1espionagem do %merchX 1 exclamou o sargento com vo> sonora e altiva.. não 2oram mais penosos os anos 4Q149Y E se os >eladores do estilo e da geogra2ia me censurarem por ter ainda omitido na $<ssia alguns rios. estava virado para o vento 2resco e agrad3vel) 1 &nde é isso. mão nenhuma estat-stica. *ue achavam atemori>ante)S 1 Entre n:s. entre n:sY 1 ladrou mais alto do *ue o necess3rio o sargento) 1 "o Exército Vermelho T respondeu com muita calma o primeiro11tenente. por gente simples e *ue não escreveu mem:rias) Entretanto. com um passado no . tam6émX 1 respondeu lento e pensativo o primeiro11tenente) & seu capacete estava desca-do para o lado. não mostrando inten+9es de apressar1se de volta ao c3rcere.ara os reincidentes ou para os ha6itantes da região do I3ltico. a torrente do ano @5 atingiu e levou ao Ar*uipélago pessoas @. A$DU'. %taline não cometeu Rnem eu convoscoS um crime maior) E #E. 2oram os primeiros e2l<vios da minha respira+ão prisional) '' ^'%(H$'A #A "&%%A ?A"A 'UAV\& DUA"#& se condena agora a ar6itrariedade do culto. respectivamente. arrastando para a tundra e a taiga a pe*uena *uantidade de *uin>e milh9es de mu/i*ues Ra não terem sido maisS) Fas os mu/i*ues são pessoas privadas do dom da palavra e da escrita e não redigiram protestos nem mem:rias) Em rela+ão a eles. no entanto. e em torno delas houve in<meros 2eridos *ue 2icaram nas cidades.1 &nde é isso.E AB& #E BU AB de alta posi+ão. não receio. enganar1me ao di>erJ a torrente de @5 e de @Q não 2oi a <nica.artido.&'%. deixando a desco6erto o ca6elo ainda por cortar) & seu traseiro. assim como algumas torrentes não mencionadas. muitos deles sa6endo mane/ar uma pena T e todos agora /untos escrevem. com eles não gastaram processos ver6aisJ 6astaram as resolu+9es dos %ovietes de aldeia) Essa torrente trans6ordou. mas s: talve> uma das tr0s mais importantes *ue invadiram os tene6rosos e 2edorentos tu6os da nossa canali>a+ão prisional) A"(E% dela tinha havido a torrente dos anos 49 e @C. do 6om rio &6i. e ainda milh9es e milh9es de homens *ue 2icaram Rpor uma culpaXS prisioneiros na Alemanha e *ue regressaram depois) R%taline cauteri>ava as 2eridas para *ue se 2ormasse rapidamente uma crosta e não 2osse necess3rio ao corpo do povo descansar. semelhante . entre n:sY 1 perguntou ele com lentidão. do 6om rio JenisseiJ pelos seus canos de esgoto 2oram expulsas na+9es inteiras. mas apenas nos anos @5 e @Q) "ão tendo . 2oi a6sorvida pelos gelos eternos. nem se*uer a principal. endurecido na 2rente. no entanto. na sua maioria. com cultura. os /u->es de instru+ão não tra6alharam a2anosamente noites e noites. mais do *ue era necess3rio) R&s da contra11espionagem adoravam essa a6reviatura de tão mau gostoJ 7Forte aos Espi9es8. semelhante .&'% houve a torrente dos anos 194414. medindo com o olhar a*uele pa*uiderme 2rustrado) (ais. insiste1se sempre. aos calmucos ou aos tchetchénios1 no ano trigésimo sétimo e eles limitar1se1ão a encolher os om6ros) E a eninegrado o *ue é *ue lhe di> o ano trigésimo sétimo.

é evidente *ue. o suor e a urina em *ue 2ic3vamos espremidos.s minhas possi6ilidades de penetrar no passado) (orna1se a*ui a6solutamente necess3rio um complemento das pessoas conhecedoras dos 2actos. ora maiores ora mais pe*uenas. deviam ser mantidos 6em vivos. dos contra11revolucion3rios e outras personagens8. 2icaram repletos os c3rceres de =rest. de o2iciais e ainda de 2uncion3rios dos ministérios e de todo o aparelho do Estado. tanto menos testemunhas restamW o rumor extinguiu1se e eclipsou1se e os anais . capturadas uma a uma) A enumera+ão cronol:gica *ue 2arei adiante. o mais di2-cil de tudo é ?&FEVA$) 'sso por*ue *uanto mais a gente vai penetrando no tempo.E sa6ido *ue *ual*uer :rgão *ue não se exercite se atro2ia) Assim.ovos deportados em massa. por*ue ela encontrava1se co6erta de lixo) Um dos primeiros golpes da ditadura 2oi vi6rado aos cadetes4 Rno tempo do c>ar eles constitu-am a peste extremista da revolu+ãoW so6 o poder do proletariado a peste extremista da reac+ãoS) Em 2ins de "ovem6ro de 1915. onde serão mencionadas de igual modo as torrentes 2ormadas por milh9es de presos e os riachos 2ormados por algumas impercept-veis de>enas.E AB& #E BU AB @5 ou não existem ou estão 2echados a cadeado) E ainda por*ue não é completamente /usto examinar a*ui da mesma maneira os anos de mais grave exacer6a+ão Ra guerra civilS e os primeiros anos de pa>.elos tu6os perpassava como *ue uma pulsa+ão. não estava preparada. mas. se sou6ermos *ue os :rgãos Ré com esta no/enta palavra *ue eles se denominam a si pr:priosS cele6rados e exaltados.. ora mais 6aixa. di>iaJ 7Em ra>ão da sa6otagem *ue é reali>ada pelos 2uncion3rios))) h3 *ue mostrar a maior iniciativa local. a a6arrotar de grandes rica+os. *uando se esperava clem0ncia) Fas antes mesmo de pensar1se em guerra civil.E$FA"E"(EFE"(E) . década ap:s década. crescesse e se 2ortalecesse a sua musculatura. é 23cil adivinhar *ue eles se exercitavam . mas sem *ue nunca os canos prisionais se esva>iassem) & sangue. em 1944145. e novamente com outras enchentesW as torrentes trans6ordavam. para *ue não perecesse um s: tent3culo. escoamentos por caleiras e simples gotas isoladas. a2luindo ainda de todos os lados regatos. nesses meses. e limitada . por pretensa 7cola6ora+ão8 com os alemães) R") dos ()S A$DU'. o partido dos cadetes 2oi declarado 2ora da lei. *ue continuam vivas) `` "essa enumera+ão. dos ru2ias. na primeira convoca+ão. é ainda muito incompleta. não reali>ada dentro do pra>o. *ue não cumpriam as decis9es do novo poder) Uma das primeiras opera+9es da (cheAa 2oi entretanto a deten+ão do ?omité de Breve da União de Guncion3rios de (oda a $<ssia) Uma das primeiras circulares da ")=)V)#). *ue 7se esmagassem sem compaixão as veleidades de anar*uia dos é6rios. de IutirAi e de muitas outras pris9es provinciais. ao contr3rio. e iniciou1se a prisão dos seus mem6ros) Duase na mesma altura 2oram e2ectuadas as deten+9es da União da Assem6leia ?onstituinte@ e da rede das 7universidades de soldados8)4 #ado o sentido e o esp-rito da revolu+ão. em 2ins de 1915. com a estrutura da sua popula+ão.d$ #E A#& os con2iscos. para o esta6elecimento de 7uma rigorosa ordem revolucion3ria8. de generais. esguichavam incessantemente) A hist:ria desta canali>a+ão é a hist:ria de um curso e de uma a6sor+ão ininterruptos) %implesmente. datada de #e>em6ro de 1915. as grandes enchentes alternavam com as 6aixas. para *ual*uer tipo de socialismo. de conhecidos l-ders. pois. riachos. era vis-vel *ue a $<ssia. o . com uma pressão ora mais elevada do *ue a prevista. muito po6re. os procedimentos coercivos e as deten+9es)85 E em6ora V) ') enine exigisse. naturalmente. %EF . da Assem6leia ?onstituinte.

$evolu+ão de Gevereiro de 1915) R(V) dos ()S @ &rganismo 2ormado por comités de apoio aos socialistas revolucion3rios da es*uerda) R") dos ()S 4 ?ursos nocturnos para militares) R") dos ()S 5 Fensageiro da ")=)V)#). eram insectos declarados Re teremos ocasião de ver casos de /ulgamentos contra elesS) E. p3g) 4C@) 1C &rgani>a+ão sindicalista. *ue 2a>iam parte. não prestavam o /uramento o6rigat:rio. 2u>ilar os parasitas) ^avia ainda a escolha entre a prisão 7ou o castigo de tra6alhos 2or+ados mais duros89) Em6ora tra+asse e sugerisse as orienta+9es 2undamentais do castigo. p3g) 4C4) Q 'dem. para ele. &6ras Escolhidas. tomo @5. 5a edi+ão. sa2an9esW e a outros. previa diversas 2ormas de limpe>a dos insectosJ a*ui. ou. com uma direc+ão menchevi*ue e socialista revolucion3ria.artido em . Vladimir 'litch propunha uma emula+ão 7das comunas e das comunidades8. /3 *ue muitos insectos se aco6ertavam com a 2arda de 2errovi3rios. p3g) 4C4) 9 'dem. a+oites) Duanto aos telegra2istas. n)O 1. completamente negligenciados e ho/e es*uecidos) 'nsectos. p3g) 4) . para si mesmosXS Fais aindaJ 7))) em *ue *uarteirão de uma grande cidade. de de2ender o poder soviético de armas na mão. entrando ao servi+o dos %ovietes. 7depois da sa-da do c3rcere. en*uanto os contra1revolucion3rios eram relegados l3 para a terceira 2ila. nesse artigo. naturalmente. logo *ue se tornaram ditadores. 2re*uentemente repletos de insectos hostis . do Boverno provis:rio *ue sucedeu . eram as administra+9es das autar*uias locais e provinciais) 'nsectos eram os mem6ros das cooperativas) Iem como todos os *ue possu-am casas) ^avia não poucos insectos entre os pro2essores de liceu) (odos os insectos *ue pertenciam . V) ') enine proclamou como tare2a imediata. em *ue aldeia )))) não h3))) sa6otadores *ue se denominam intelectuaisY8Q E certo *ue enine. *ue não simpati>avam com os %ovietes) "ada se podia di>er de 6om *uanto ao ?omité Executivo da União %indical dos Gerrovi3rios RIiA/elS1C. dissolvida em 191Q) R") dos ()S . por exemplo os da tipogra2ia do .E AB& #E BU AB todos e *uais*uer insectos nocivos85) E por insectos ele entendia não apenas todos os elementos estranhos pela sua classe. imediatamente mostraram tend0ncia a ser pregui+osos no tra6alho. classe oper3ria) 5 enine.Q) @Q A$DU'. tomo @5. era necess3rio dar1lhes. por escrito. eram insectos encarni+ados. mas tam6ém 7os oper3rios calaceiros no tra6alho8.*ue pareceria indicar *ue o principal perigo para a $evolu+ão de &utu6ro advinha. investigar em pormenor *uem era a6rangido por essa ampla de2ini+ão de insectosJ a popula+ão russa era demasiado heterogénea e nela havia pe*uenos grupos isolados. &6ras Escolhidas. por 2alar em caminhos de 2erro. não se sa6e por*u0. nos caminhos de 2erro. prend01losW ali. dar1lhes um cartão amarelo8W en2im. esses. 5o edi+ão. a uns. *uanto mais os 2rades e as 2reirasX E mesmo a*ueles tolstoistas *ue. digamos. como os socialistas revolucion3rios. <nica e geral 7a limpe>a da terra russa de 4 #emocratas constitucionais. enine.s comiss9es paro*uiais) 'nsectos tam6ém a*ueles *ue cantavam nos coros religiosos) 'nsectos ainda todos os padres. p_1los a limpar latrinasW mais além. p3g) . *uanto . nem *uanto a outros sindicatos. em *ue 236rica.s melhores 2ormas de limpe>a) "ão podemos.etrogrado) R& *ue 2a> a distLncia no tempoX Fesmo agora temos di2iculdade em compreender como é *ue esses oper3rios. em massa. 1915. dos 606ados. a verdade é *ue ele visava o6/ectivos 6em mais amplos) "o artigo 7?omo &rgani>ar a Emula+ão8 Rde 5 e 1C de Janeiro de 191QS. neste momento.

a acusa+ão p<6lica. etc)S &u não tiveram tempo disso e não estão portanto relacionados com o tema da nossa pes*uisaY A excep+ão do esmagamento das 2amosas revoltas de Karoslavl. de 15 de Gevereiro de 1919 T certamente so6 a presid0ncia de enine T. a %entinela da $evolu+ão. e *ue são votados ao exterm-nio. %eliguer. a ")=)V)#) deu ordens. elementos da 6urguesia e da o2icialidade. a con2iscar os o6/ectos do culto religioso) Eclodiram revoltas populares em de2esa das igre/as e mosteiros sa*ueados) A*ui e ali tocaram sinos a re6ate e os ortodoxos acorriam. dos *uais /3 . ao terror e . as de>enas de milhares de re2éns. nem se*uer os seus nomes estavam escritos a l3pis numa lista. Furoma. vingan+a do inimigo armado. in loco.E AB& #E BU AB de direita. o <nico :rgão punitivo da hist:ria da humanidade *ue reuniu nas mesmas mãos a investiga+ão. esses ha6itantes pac-2icos. v3riasW outras tiveram lugar em %aratov. acerca de alguns acontecimentos s: conhecemos o nomeW por exemplo. e muito menos em condi+9es de guerra. ")=)V)#) *ue tomassem como re2éns os camponeses de todos a*ueles lugares em *ue a limpe>a da neve nos caminhos de 2erro 7se reali>ava de 2orma . cavalaria de (am6ov. mas tam6ém todos os estudantes da $<ssia e consider3vel n<mero de 2uncion3rios administrativos do distrito)S . Ieli1 uA. Io6ruisA. para acelerar de igual modo a vit:ria cultural da revolu+ão. umaW em =iev e em Foscovo. depois do atentado do grupo de Alexandre Ulianov. deparam1se1nos certas di2iculdadesJ devemos p_r em rela+ão com as torrentes prisionais a*ueles *ue 2oram a+oitados. o /ulgamento e a execu+ão da senten+a) Em 191Q. e este ingrato tra6alho 2oi assumido a6negadamente pela Vet1cheAa R?omissão Extraordin3ria de toda a UniãoS. o 2u>ilamento em =olpinsA. havia *ue eliminar alguns in loco e prender outros) $e2lectindo agora so6re os anos 191Q1194C. de inocentes.or disposi+ão do ?onselho da #e2esa. ou das massas revoltadas) #epois do dia @C de Agosto de 191Q. $i6insA. alguns munidos de varapaus) "aturalmente.edro ' se u2anava de ter limpo a $<ssia e *ue estorvam sempre um regime severo e harmoniosoY "ão teria sido poss-vel reali>ar essa opera+ão sanit3ria. a deten+ão.E AB& #E BU AB @9 E os grupos *ue enumer3mos 2ormam /3 um enxame colossal. tivesse sido preso não somente esse grupo. dos %ovietes da aldeia ou nas traseiras dos *uintaisY (eriam acaso tempo de p_r os pés nas terras do Ar*uipélago os organi>adores de conspira+9es. (chernigov. come+ou1se a esventrar e a p_r em cacos as rel-*uias sagradas. se se tivesse utili>ado 2ormas processuais e /ur-dicas caducas) Adoptou1se uma 2orma completamente novaJ a repressão sem /ulgamento. em Junho de 191Q) Due se passouY #e *uem se tratavaY Em *ue ru6rica inscrev01losY "ão é menor a di2iculdade *ue h3 em determinar se se deve atri6uir . Fstislavl. de todo o género. *ue exige v3rios anos de tra6alho de limpe>a) Fas *uantos intelectuais malditos. *ue eram desco6ertas em sérieY REm cada distrito as haviaW em $ia>an houve duasW em =ostroma. sem mesmo serem condu>idos ao c3rcereY E em *ue categoria incluir todos a*ueles *ue os comités de camponeses po6res eliminavam atr3s das cancelas. (chem6arsA. Ar>amass. agarrando consider3vel n<mero de re2éns811) RE como se. a instru+ão do processo. de 7prender imediatamente todos os socialistas revolucion3rios 4C A$DU'.A$DU'. *uantos estudantes revoltados e *uantos tipos estranhos de 6uscadores da verdade. %molensA. Vich1nievolotsA e VeliAi. *ue pessoalmente não são acusados de nada. Astracã. (cheAa e .s torrentes prisionais ou ao 6alan+o da Buerra ?ivil. 2oi proposto .

prendendo1se assim os o2iciais do corpo expedicion3rio russo Rem Gran+aS) "o mesmo ano de 1919. durante décadas. devemos assinalar *ue /3 na . em A6ril e em &utu6ro de 1919. socialistas11populares ter1se1iam 2ingido.s concess9es. em IutirAi. revolu+ão) R") dos ()i 14 "ova . p3g) 1) 14 #ecretos do $egime %oviético. simultaneamente ao apa>iguamento. ")E). en*uanto não terminar a luta entre o tra6alho e o capital815) Ainda em 1919 2oram detidos. os menchevi*ues e os socialistas revolucion3rios.etrogrado e noutras cidades 2u>ilava1se por listas Risto é. p3g) . de 2ins de 194C. apanhavam1se pessoas em li6erdade para um 2u>ilamento imediatoS e varria1se pura e simplesmente para as pris9es a intelectualidade.edro. com *ue missãoYS.insatis2at:ria8.)14S para *ue. sem ru-do. satis2a+ão das leg-timas reivindica+9es dos oper3rios. eles seriam 2u>ilados814) . tam6ém. 6astava *ue em *ual*uer 236rica ou 6airro oper3rio surgisse a agita+ão. pela noite. a6alando . menchevi*ues. sendo 2avor3vel . so6 pena de *ue 7se a limpe>a da neve não 2osse e2ectuada. todos os universit3rios. revolucion3rios. em seguida =ronstadt.or disposi+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . come+ou a agarrar aos poucos Rde in-cio discretamenteS. *ue tinha desempenhado um papel importante em Gevereiro e em &utu6ro de 1915. essas deten+9es tornaram1se mais numerosas e mais 2re*uentes) A partir de . 2oram e2ectuadas numerosas deten+9es de anar*uistas) "o ano de 1919 2oi presa a parte acess-vel do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios. ")bb 41144. os socialistas revolucion3rios e os menchevi*ues) Ap:s o 14 de Junho de 191Q.rimavera de 191Q des6ordava a ininterrupta torrente dos traidores socialistas. o descontentamento. e o6rigamo11los a permanecer l3. o conhecido tche*uista atsis escreveu so6re os menchevi*uesJ 7Esses indiv-duos não 2a>em mais do *ue estorvar1nos) E por isso *ue os a2astamos do caminho.) anar*uistas. para não nos enredarem as pernas))) Gechamo1los num lugar retirado. considerada pr:xima dos cadetes) E *ue signi2icava 7pr:xima dos cadetes8Y "ão mon3r*uica e não socialista.Q. logo no Verão de 191Q e em Far+o de 1941.ovo.s deten+9es ha6ituais. 19. mesmo restringindo1nos s: . a2ivelando apenas uma m3scara e sendo deportados unicamente por issoJ tudo a 2ingir) E s: no curso impetuoso da revolu+ão se exteriori>ou de s<6ito a ess0ncia 6urguesa desses social1traidores) Era natural proceder . tam6ém. de Julho ca-ram tam6ém so6 a al+ada das persegui+9es os socialistas revolucion3rios de es*uerda.ol-tica Econ:mica) R") dos ()S A$DU'. o Brande. 2oi decidido deter tam6ém os sociais1democratas como re2éns) Fas. com a dissolu+ão da Assem6leia ?onstituinte. em . . sua deten+ãoX ogo a seguir aos democratas constitucionais. considerados 11 Fensageiro da ")=)V)#). e o6rigando .reo6ra/ensAi1@ e outros.e1trogrado. Foscovo.artido Rmotivo pelo *ual este não se e2ectuouS)1. . o desarme do regimento de . *ue devia prolongar1se por muitos anos) (odos esses partidos 1 sociais revolucion3rios. em 1944) Em 1919. ap:s ter1se lan+ado uma ampla rede em torno de verdadeiras e 2alsas conspira+9es Ra do ?entro "acional.45) 1J1 "ome de um regimento de guarda. desde então. 191Q. *ue mais per2idamente e durante mais tempo tinham 2ingido ser aliados do <nico partido conse*uente do proletariado) E. todos os valores art-sticos e . 2undado por . data da sua exclusão de todos os %ovietes. ou se/aJ todos os c-rculos cient-2icos. #esde 1919 *ue 2icou patente toda a descon2ian+a para com os nossos compatriotas *ue regressavam do estrangeiro Rpor*u0Y. os delegados ao ?ongresso dos &per3rios sem . as greves Rhouve muitas. a (cheAa apanhasse.E AB& #E BU AB 41 como os verdadeiros culpados dessas agita+9es) "o Verão de 191Q. vol) 'V. a do complot militarS em Foscovo. Foscovo. e metida no c3rcere de IutirAi até ao seu /ulgamento.

com a ocupa+ão de cidades e de regi9es) A directri> da ")=)V)#). em grande n<mero. indicando1lhes *uem a6ar6atar e *ue 2a>er deles) "este resumo não vamos seguir as levas dos criminosos e delin*uentes de direito comum4C e por isso recordaremos apenas *ue as desgra+as e pen<rias. criadas pelas condi+9es de reorgani>a+ão das administra+9es. *ue estava ligada ao avan+o da linha da 2rente. de @C de Agosto de 191Q. 'litch responde1lheJ 7))) est3 claro. . p3gs) 4514Q) 1Q 'dem. em *ue categoria incluir istoY ^3 uma conhecida resolu+ão do ?omité ?entral. de *ual*uer sistema de leis penais) %: a consci0ncia da /usti+a revolucion3ria Rsempre in2al-velXS serviu de guia aos con2iscadores e aos canali>adores. toda a restante intelectualidade Runs oitenta por cento delaS era 7pr:xima dos cadetes8) Entre ela. 'dem. de viol0ncia e de especula+ão) Em6ora estes não 2ossem tão perigosos para a exist0ncia da $ep<6lica. nas aldeias. Foscovo.enal. eles encontravam resist0ncia 1 ora o6stinadamente evasiva. tomo 51. das institui+9es e de todas as leis. *ue estava gr3vida.liter3rios. até ao ano de 1944. assim como aconteceu tam6ém no mar ?3spioS. por experi0ncia. os rou6os. 7não sendo pecado *ue talentos destes passem uma semana>inha na prisão8)1Q (emos conhecimento da exist0ncia de grupos isolados de presos através de protestos de BorAi) Em 15 de %etem6ro de 1919. pelas %ec+9es Especiais e pelos (ri6unais $evolucion3rios. a %olovAi Rdi>1se *ue algumas delas 2oram a2undadas no mar Iranco. *ue houve erros8. s: poderiam 2a>er aumentar. *ue *ual*uer resolu+ão desse tipo constitui um impulso para uma nova torrente de pris9es por toda a parte.1) 1. ora violenta) & esmagamento dessa resist0ncia Rsem contar os 2u>ilados em 2lagranteS deu lugar a uma a6undante torrente de presos. p3g) . no Verão de 194C. 194C. e dali.C) 15 enine. de $ostov e de "ovo (cherAass. segundo a opinião de enine. por esconder o marido. por ve>es. *uando a Buerra ?ivil ainda não tinha completamente terminado em todos os lugares. preso a preconceitos 6urgueses815. mas /3 em todo o caso no #on. um elevado n<mero de o2iciais a ArcLngel. sendo o sintoma exterior da torrente) a Uma di2iculdade particular Rmas tam6ém um mérito particularS na organi>a+ão de todas estas levas cou6e. todo o corpo de engenharia) ] excep+ão dos escritores extremistas. de Faio de 194C 7so6re a actividade de sapa na retaguarda8) %a6emos. visava os es2or+os 7para o 2u>ilamento incondicional de todos os implicados nas ac+9es dos guardas 6rancos8) Fas. n:s perdemo1nosJ como 2a>er uma delimita+ão correctaY %e. aus0ncia de um ?:digo . em 6arcas. prolongando1se por dois anos) &mitimos deli6eradamente toda uma grande parte da tritura+ão operada pela (cheAa. 5)a edi+ão. p3g) 49) 44 A$DU'. em "ovo (cherAass. esta criminalidade comum 2oi tam6ém em parte perseguida e as respectivas . dos te:logos e dos te:ricos do socialismo.E AB& #E BU AB Em toda a parte. 2oram enviadas desta região. mas 7imagine *ue desgra+aX Due in/usti+aX8 E aconselha BorAi a não se consumir a choramingar pelos intelectuais apodrecidos)19 Em Janeiro de 1919 2oi introdu>ido o racionamento de v-veres e para a sua re*uisi+ão 2oram 2ormados destacamentos) 15 F)K) atsis 1 #ois Anos de uta na Grente 'nterna) Exposi+ão popular da actividade da (cheAa) Edit) do Estado. tam6ém. nesse mesmo ano. 2oi 2u>ilada a mulher de um o2icial. p3g) 4Q) 19 idem. dever3 relacionar1se tudo isto com a Buerra ?ivil ou com o in-cio da constru+ão pac-2icaY %e. estava inclu-do por exemplo =orolenAo 1 7um lament3vel 2ilisteu. p3g) . os actos de 6anditismo.

assinado por enine em 44 de Julho de 191QJ 7&s culpados de venda. de géneros aliment-cios. respeitado presidente deste comité.levas aumentaram as torrentes de contra1revolucion3rios) Fas havia tam6ém uma especula+ão de car3cter completamente pol-tico. esse homem não se apresentasse para resgatar a 2am-lia com a sua ca6e+a. passou a ceder ano ap:s ano a colheita gratuitamente) 'sto provocou revoltas camponesas41 *ue 2oram esmagadas. tinham sido enviados para a ilha do Ar*uipélago. seguidos de tra6alhos 2or+ados pesados e con2isco de todos os seus 6ens)8 A partir desse Verão. caracteri>ou o seu esmagamento como 7a pior das politi*uices de um governo de politi*ueiros 41 A parte mais la6oriosa do povo 2oi exterminada completamente)8 R=orolenAo. *ue estava a 2a>er es2or+os acima das suas 2or+as. . em 14 de %etem6ro de 1941. mas intensi2ic31laX8 As conse*u0ncias disso. em Far+o de 1941. o campo. de 194. enviada a BorAi)S 44 $evista Buerra e $evolu+ão.arcelas de campo raso 2oram cercadas com postes de arame 2arpado e nelas 2oi mantida durante tr0s semanas cada 2am-lia suspeita de *ue algum dos seus homens 2i>esse parte dos insurrectos) %e ao 2im das tr0s semanas. =ichAin e outrosS. como indicava o decreto do ?onselho dos ?omiss3rios do . são punidos com a priva+ão da li6erdade por um pra>o não in2erior a de> anos. não a2rouxar a repressão. da Gortale>a de . *ue re>aJ 7'ntensi2icar a repressão contra a 6urguesiaX Agora.s V-timas da Gome R=usAova. da (cheAa de toda a União.aulo. para 2ins comerciais. ")os 51Q. . sendo e2ectuadas novas deten+9es) "o ano de 194C n:s temos conhecimento Rou antes não temos)))S do processo da União ?amponesa da %i6éria) E é tam6ém em 2ins do mesmo ano *ue se veri2ica o esmagamento preventivo da insurrei+ão camponesa de (am6ov) R"este caso.E AB& #E BU AB 8 Rcarta enviada. carta de 1C1Q141. os marinheiros su6levados da 6ase de =ronstadt. *ue estiveram detidos então)S . *ue a Buerra ?ivil aca6ou. datada de Q de Janeiro.E AB& #E BU AB 4@ . não houve processo /udicial)S Fas a maior parte dos ha6itantes das aldeias de (am6ov 2oi presa em Junho de 1941) "essa prov-ncia a6riram1se campos de concentra+ão para as 2am-lias dos camponeses *ue participaram no movimento insurreccional) . na ?rimeia. 2oram mostradas em alguns versos de Volochin) "o Verão de 1941 2oi detido o ?omité %ocial de A/uda . excep+ão dos *ue 2oram 2u>ilados) Esse mesmo ano de 1941 come+ou com a ordem n<mero de>. ela era desterrada44) Fas /3 antes. através do 6astião de (ru6etsA.) (uAhatchevsAiJ A uta contra as 'nsurrei+9es contra1$evolucion3rias) 44 A$DU'. a BorAiS) RE =orolen1Ao recorda1nos tam6ém a signi2icativa particularidade dos c3rceres em 19414@J 7Estão todos impregnados de ti2o)8 Assim o con2irmam %AripniAova e outros. mas *ual é o seu comércioY T A) %)S.roAopovitch.ovo. a+am6arcamentos ou arma>enamentos AgolovuiA Rdelin*uente de direito comumSJ delin*uente ha6itualW IitoviA Rcrimin so de direito comumSJ criminoso ocasional) R") dos ()S A$DU'. monopoli>ados pela $ep<6lica Ro campon0s arma>ena o seu cereal para a venda com 2ins comerciais.edro e . *ue tentava impedir o avan+o duma 2ome sem precedentes na $<ssia) E *ue essas mãos *ue davam de comer não eram as apropriadas para vir em a/uda dos 2amintos) & /3 mori6undo =orolenAo.

na Academia (imiria>ev. 2alando com propriedade. pelos vistos. *uem 6oa cama 2i>er)))S E para *ue o desmoronamento desses partidos 2osse irrevers-vel era ainda necess3rio *ue se destro+assem os pr:prios mem6ros desses partidos. com a condi+ão de ser tão am3vel *ue se su/eitasse a controle. . perdendo todas as liga+9es com os lugares e as pessoas onde antes eram conhecidos.ol-tica do EstadoS) Esta opera+ão prolongou1se por muitos anos por*ue a condi+ão principal era o sil0ncio e a discri+ão) & *ue importava. .odia não ser preso na primeira rodadaW podia so6reviver. segundo o grau da sua periculosidade. e alguns socialistas 2oram até parar . eles e a sua actividade revolucion3ria) E assim. a sua ve> aproximava1se. sem perder um instante. escolhendo ele pr:prio o seu lugar de resid0ncia. de todas as outras espécies de socialistas) 'sto exigiu uma paci0ncia silenciosa. sempre a paci0ncia. agora decorridos decénios)S Em seguida. se preparava a destrui+ão da*ueles *ue noutros tempos se en2ureciam nos com-cios de estudantesW da*ueles *ue com orgulho 2a>iam retinir as grilhetas c>aristas) . excep+ão do vencedor) RAhX. *ue se tinham conservado. reinava nesse /ogo de paci0ncias estendidas so6re a mesa) E sem ru-do. tinham aca6ado de2initivamente todos os partidos pol-ticos da $<ssia. por cr-ticas ao regime Rnão em p<6lico.s mesmas celas. mas em conversas entre colegasS) ?asos desses eram ainda poucos. os centros industriais. gradualmente."esse ano de 1941 /3 se e2ectuaram pris9es de estudantes Rpor exemplo. até 1944.E AB& #E BU AB 45 prov-ncias. de Jo6. como FaisAi ou VichinsAi. impercept-vel e in2lexivelmente.etrogrado. manipulavam as 2ichasY A*uele *ue tinha cumprido tr0s anos era tirado de um monte dessas 2ichas e colocado suavemente noutro) A*uele *ue tinha estado numa central era enviado para o desterro Re o mais longe poss-velS) A*uele *ue tinha resid0ncia 2ixa era tam6ém mandado para o desterro Rmas 2ora dos limites da resid0ncia 2ixaS) A*uele *ue /3 estava no desterro era desterrado para outro local e depois novamente trans2erido para uma central R/3 outraS) A paci0ncia. e depois as simples 4@ =orolenAo escreveu a BorAi R491. aguardando a vontade da B) . detinham1no ou convocavam1no amavelmente. o grupo de E) #oiarenAoS. mas não por muito tempo 1 uns dois ou tr0s anitos) &u então algo de mais suaveJ uma diminui+ão da li6erdade de desloca+ão. com os mesmos guardas *ue /3 tinham conhecido antes) A outros 2oi1lhes proposto o desterro. passar1se a tempo para os comunistasS) . rigorosamente. os portos. mas as listas estavam guardadas. 19@4 ou 19@5. ia chegar a sua ve>. cu/as regras eram inteiramente incompreens-veis para os contemporLneos e de cu/os contornos s: agora podemos dar1nos conta) Due intelig0ncia tão previdente era essa *ue planeou tudo istoW *ue mãos tão cuidadosas eram essas *ue.141SJ 7A ^ist:ria mencionar3 algum dia *ue a revolu+ão 6olchevi*ue reprimia os revolucion3rios e socialistas sinceros com meios iguais aos do regime c>arista)8 A$DU'.) U) RAdministra+ão . era limpar Foscovo. pois esse grupo 2oi interrogado pelos pr:prios Fen/insAi e 'agoda) "o mesmo ano de 1941 as deten+9es 2oram ampliadas e incidiram so6re mem6ros dos outros partidos) Fas /3. 2a>endo1lhe uma <nica perguntaJ 2e> parte ou não))) de))) até)))Y REra costume ser interrogado so6re a sua actividade hostil. os corpos desses mem6ros) "enhum cidadão do Estado $usso *ue tivesse sido mem6ro de outro partido pol-tico *ue não o 6olchevi*ue escapava a esse destinoJ estava condenado Rse não conseguia. iam desaparecendo os dos outros partidos. como é claro. a sua sorte podia variar) Uns ca-am rapidamente numa das céle6res centrais prisionais c>aristas. mas a primeira pergunta de tudo decidia. sem clamor.

a ve> dos mi<dosJ os arciprestes. monges e di3conos. teve uma nova condena+ãoY "ão. A$DU'. de 44 de Faio de 1959.aci0ncia 2oi exterminada a maioria dos velhos presos pol-ticos.ahlen 2a>ia relat:rios das suas conversas com os esp-ritosS. Faximilian ^uaAe 2oi detido por pertencer))) não a um partido *ual*uer. naturalmente. na primeira rodada do exterm-nioW outros 2i>eram essas retracta+9es e conseguiram. *ue os tri6unais c>aristas impunham as penas mais severasW a eles. e não aos sociais1democratas. m-sticos. mas ao . condenaram1no a dois anos) #epois disso. tinham prometido *ue seria assim. 2oram presos os metropolitas e os 6ispos e logo a seguir aos peixes gordos. assim como o grupo de A) ') A6riA:ssova) Duanto aos simples cat:licos e aos sacerdotes polacos. decidiu intervir nos assuntos religiosos) Galtava ainda levar a ca6o a 7revolu+ão eclesi3stica8J su6stituir a hierar*uia e colocar em seu 44 ]s ve>es lemos no /ornal um artiguelho e 2icamos 6o*uia6ertosJ & l>vie>tia. so6retudo mulheres. pois era precisamente aos socialistas revolucion3rios e aos anar*uistas.or essa ra>ão 2oi preso o patriarca (iAhon e montaram1se dois ruidosos processos.s .)U).)U)1")=)V)#). 2oram presos e des6aratados os 7cat:licos orientais8 Rdisc-pulos de Vladimir %oloviovS. a*ui e acol3. contava *ue um ano ap:s o advento de ^itler ao . espiritistas Rum grupo como o do conde .rimavera de 1944 a (cheAa R?omissão Extraordin3ria para a uta contra a contra1 $evolu+ão e a Especula+ãoS. *ue tanto enegreciam a vida russa) #eti1nham1se e /ulgavam1se os c-rculos de 2iéis particularmente activos) Estes c-rculos ampliavam1se sempre e logo eram varridos os crentes. *ue constitu-am /ustamente a antiga popula+ão das deporta+9es) A regularidade do exterm-nio era."esta opera+ão da Brande . chegou. *ue aca6ava de ser cognominada B). o exterm-nio radical da religião no nosso pa-s. organi>ando a actividade clandestina) & artigo destinava1se a p_r em relevo a sua intrepide>) 4. prisão eles mesmos) "o entanto. tam6ém. . como sempre. acerca dos *uais /3 a 'mprensa nada noticiava) (odos a*ueles *ue não prestavam /uramento de 2idelidade ao impetuoso movimento renovador da 'gre/a Viva eram detidos) &s sacerdotes eram parte o6rigat:ria de cada leva di3ria e os seus ca6elos grisalhos 6rilhavam de etapa em etapa para %olovAi) "os primeiros anos da década de 4C ca-ram tam6ém seitas de te:so2os. desse modo. certamente. 2oi posto em li6erdade) ?ompreenda1se isso como se *uiserX Ele continuou a viver em seguida. seguidos de 2u>ilamentosJ em Foscovo. as ca6e+as ca-ram dos seus om6ros44) "a . transmissão do poder religioso aos partid3rios da 'gre/a Viva) "as prov-ncias e distritos. s: poderia ser conseguido com a deten+ão em massa dos pr:prios ortodoxos) Apanhavam1se.artido ?omunista) Ani*uilaram11noY "ão. *ue punha o6st3culos . encarceravam1se e deportavam1se de modo intensivo os 2rades e 2reiras. entretanto. mais o6stinadas na sua 2é.oder. sociedades religiosas e 2il:so2os do c-rculo de Ierdiaiev) Entrementes. o do metropolita Veniamin. tran*uilamente.etrogrado. ao longo dos anos 4C e @C. mas sem a/uda exterior eles não podiam dominar o aparelho religioso) . /ustaJ nos anos 4C ti1nham1lhes proposto assinar retracta+9es escritas dos seus partidos e das suas ideologias) Alguns recusaram1 se e ca-ram assim. tendo sido um dos o6/ectivos importantes do grupo B). *ue eram pessoas idosas. en1tregavam1se .mais uns anos de vida) Fas chegou inexoravelmente a sua ve> e inexoravelmente. o dos propagadores do apelo do patriarcaW em .E AB& #E BU AB lugar outra *ue estendesse uma s: orelha para o céu e a outra para a u16ianAa) &s clérigos da 'gre/a Viva45.

s respectivas regi9es 2ronteiri+as. como agita+ão contra11revolucion3riaX E certo *ue no tri6unal havia ainda a possi6ilidade de a6/urar da religião) Em6ora não 2osse 2re*uente. se passou tam6ém a chamar 2reiras) ?onsiderava1se. ela 2oi condenada a de> anos)S As pessoas convictas de possu-rem a verdade espiritual deveriam ocult31la dos))) seus 2ilhosXXX A educa+ão religiosa das crian+as nos anos 4C. em isolamento 7pol-tico8. um grande 0xito) R") dos ()S e A$DU'. *ue todos eram presos e /ulgados. 2oi criada em 1944. en*uanto a mãe ia para %olovAi Rdurante todas estas décadas as mulheres revelaram uma grande 2irme>a de convic+ãoS) (odas as religiosas apanhavam de> anos. não pelo seu credo mas por mani2estarem convic+9es em vo> alta e por darem uma educa+ão . ao *ue parece. com as suas pesadas malas.aris. as expedi+9es e a pr:pria %olovAi.s 7religiosas8. menchevi*ues da Be:rgia e 6assmatches da (urcoménia. passou a ser *uali2icada como um delito.s crian+as nesse esp-rito) ?omo escreveu (Lnia =hodAevitchJ . na Zsia ?entral. especialmente em 1945. no 1)O de Faio de 1944S) Em 1945. e tam6ém enviadas a %olovAi) ]s amantes da pecadora vida terrena reservava1se uma leve condena+ão de tr0s anos) & am6iente das levas. *ue era então a condena+ão mais longa) RAo limpar as grandes cidades para a sociedade pura *ue se avi>inhava. 2oram misturadas nesses mesmos anos. *ue não tinha sa6ido elevar1se até ao irresist-vel impulso do internacionalismo) Entre muitos da*ueles *ue pertencem . não as impediam de ganhar a vida na sua alegre pro2issão. *uando /ovem. as 2reiras com as prostitutas. implanta+ão. 2oi totalmente aprisionada a sociedade sionista ^e/aluts.or este verso.s gera+9es seguintes 2irmou1se a ideia de *ue os anos 4C constitu-ram uma espécie de orgia de li6erdade. em oposi+ão ao patriarca (iAhon. sem ter. e pelo estudo de . contudo. pela leitura de & Fensageiro %ocialista4. de emigrados menchevi*ues) R") dos ()S 4Q .odes orar livremente. casos havia em *ue o pai a6/urava e 2icava a criar os 2ilhos.leAhanov Ro pr:prio . um certo n<mero de estudantes de eninegrado Rcerca de uma centenaS 2oram condenados a tr0s anos de prisão. a6rangido pelo artigo 5Q1 1C.E AB& #E BU AB 45 R. e ainda mais relativamente . e regressavam ao ca6o de tr0s anos. durante os longos anos de deporta+ão e de campos de concentra+ão. /unto da ?atedral de =a>an. isto é. era1lhes vedada a possi6ilidade de /amais regressarem aos seus 2ilhos e . *ue o2ereceram resist0ncia . oper3rios. deten+9es estas *ue aumentavam nas vésperas das 2estas Rpor exemplo. relativamente . com os che2es e os soldados da escolta. ao ponto de partida) Duanto .s dimens9es russasJ mus1savatistas do A>er6ei/ão. por um discurso pronunciado contra o Boverno. do poder soviético Ros primeiros %ovietes de deputados. camponeses e soldados tinham uma maioria numérica de russos e eram interpretados como um poder russoS) Em 194. *ue nada limitava) "o presente livro havemos de encontrar pessoas *ue se ressentiram dos anos 4C de maneira a6solutamente di2erente) &s estudantes sem partido 6atiam1se nesse tempo pela 7autonomia das escolas superiores8W pelo direito de reali>ar assem6leias pela não inclusão nos programas de estudo de um excesso de matérias pol-ticas) ?omo resposta so6revinham as deten+9es.leAhanov. por en*uanto redu>idas. sua terra natal)S #esde os primeiros anos da década de 4C *ue apareceram correntes puramente nacionais. Fas))) de modo *ue s: #eus te escute) A 'gre/a Viva ou 7renovada8. etendendo uma cola6ora+ão estreita com o poder soviético. $evista pu6licada em .*uais. dachnaAos da Arménia. é certo.

eram presos tam6ém os no6res a t-tulo pessoal45 isto é. e 2oram introdu>indo1se nas institui+9es soviéticas) "este sentido 2oram de muita a/uda os lapsus linguae. seguindo a tradi+ão russa. tornando1se o6/ecto de limita+9es no tra6alho. provocavam. as suas esposas e 2ilhos) .rocedendo a uma an3lise social in2al-vel.s ve>es no entanto conseguem irromper) E mencionaremos a*ui a primeira) Entre as esposas e 2ilhos de no6res o2iciais havia não raramente mulheres *ue se destacavam pelas suas *ualidades pr:prias e pelo seu aspecto atraente) Algumas sou6eram talhar para si uma min<scula torrente ao invés T em direc+ão contr3riaX Eram todas a*uelas *ue se lem6ravam de *ue a vida nos é dada uma s: ve> e *ue não h3 . até irem gradualmente parar a campos de concentra+ão. donde não voltariam mais) Entretanto. aproveitando1se do 2acto de *ue na $ep<6lica ainda não existia o sistema do passaporte interior nem da caderneta de tra6alho. com o envio de o2iciais para o Ar*uipélago. senão *ue passavam 1 sempre a paci0nciaX 1 por veri2ica+9es intermin3veis. cu/a no6re>a era intransmiss-velS eram todos a*ueles *ue possu-am um grau tanto civil como militar) R(V) dos ()S A$DU'. sem grande preocupa+ão de clare>a. na verdade. as mães dos o2iciais. *ue se tinham escondido. não 2a>endo mais do *ue come+arJ restavam ainda. e sendo detidos. os 7relat:rios de com6ate8 dos vi>inhos) R. os conhecimentos casuais. 2oram tam6ém atirados para pris9es pol-ticas e mantidos incomunic3veis) ?ompreende1se *ue não escapassem ao golpe as classes exploradoras) Em toda a década de 4C continuou o 2lagelo de antigos o2iciais *ue tinham escapado com vidaJ os 6ra+os *ue não tinham merecido o 2u>ilamento durante a Buerra ?ivilW os 6rancos1vermelhos.E AB& #E BU AB apanhara muito menosS) Em 1945. *ue não tinham servido todo o tempo no Exército Vermelho ou haviam tido interrup+9es de servi+o. a sua deten+ãoX E eis *ue a torrente engrossa) "os anos 4C houve uma amnistia para os cossacos *ue participaram na Buerra ?ivil) Fuitos regressaram da ilha de emnos ao =u6an e rece6eram terras) Fas. ap:s a prisão dos che2es de 2am-lia) #esse modo. 2oram todos detidos) &s antigos 2uncion3rios do Estado. estavam su/eitos a ser agarrados) Eles camu2laram1se ha6ilmente. não atestadas por documentos) #i>emos 2lagelo por*ue não lhes davam logo as condena+9es. era 23cil imaginar *ual seria o estado de esp-rito destes. posteriormente. as den<ncias))) perdão. muito simplesmente. e ainda os c>aristas vermelhos. por simples a2ei+ão de coleccionador.or ve>es tratava1se de uma pura casualidade) Um tal Fova.A$DU'. tinha guardado em casa uma lista dos antigos 2uncion3rios /ur-dicos da prov-ncia) Em 1945 isso 2oi desco6erto casualmenteJ todos 2oram detidos e 2u>ilados)S Assim se iam 2ormando torrentes com o 2undamento da 7oculta+ão da origem social8 e d3 7antiga posi+ão social8) Essas express9es eram interpretadas num sentido amplo) &s no6res eram presos por meros ind-cios de casta) & mesmo se passava com as respectivas 2am-lias) Ginalmente. come+aram as deten+9es dos primeiros R/ovensS trots*uistas) #ois ingénuos soldados vermelhos *ue. soltos e novamente detidos. a solu+ão do pro6lema não 2icava conclu-da. no lugar de resid0ncia. *ue haviam lutado dos dois lados. h3 sempre um ou outro caminho para voltar a tr3sX %ão as 2inas e ténues contracorrentes. eles pr:prios.E AB& #E BU AB 49 p:s tinham terminado estudos universit3rios) E uma ve> detidos. não se podia voltar atr3sJ o *ue estava 2eito estava 2eito) Uma sentinela da $evolu+ão não se engana) Fas não. *ue . pessoas *ue noutros tempos 7no6res a t-tulo pessoal8 Risto é. come+aram a angariar 2undos para os presos trots*uistas.

o coxo Bartman e =otche1rovsAiS comportava1se de maneira insuport3vel. lancemo1nos a ele. insolente. revolu+ão 1 o seu 2ilho 2oi tam6ém delator em %olovAi TW e o de ?onc:rdia "iAo1 laievna 'osse. pois.etrogrado) A de Foscovo portava1se decentemente e até 19@5 não 2oi dissolvida) Fas a de . *ue era. a mais )not3vel das denunciantes do per-odo posterior . pela revolu+ão mundial) & assass-nio do representante plenipotenci3rio soviético em Vars:via inundou as colunas dos /ornais. metia1se em assuntos pol-ticos.ol:nia apresentou desculpas. mas aca6ou por pedir para regressar e. uma mulher 6rilhanteJ o seu marido. um o2icial. 'agoda e *ue/andos) E c:mico di>01lo. os socialistas revolucion3rios. e os seus dirigentes presos e deportados) &s anos passam e o *ue não se re2resca apaga1se nas nossas mem:rias) Envolto nas 6rumas da distLncia. mas por uma tradi+ão a6surda conservava1se a ?ru> Vermelha . os menchevi*<es e ainda a intelig0ncia pura e simples) "a verdade. perto da Brande u6ianAa. dirigia um salão *ue as importantes personagens dessa casa muito gostavam de 2re*uentar) %: em 19@5 voltou a ser detida com os seus clientes.) U) como in2ormadoras. *ue teve enorme con2ian+a nas ditas) ^3 *ue citar a*ui os nomes da <ltima princesa Via1>emsAaia. procurava apoiar1se nos antigos prisioneiros da 2ortale>a de ?hlissel6urg R"ovorussAi. a .) U).etrogrado Ro velho populista ?hevtsov. (cheAa1B) . como a véspera da guerra.ensa no =omsomol dias e noitesX As suas 2ileiras examina1as mais atentamente) . e o assassino isolado de VoiAov49 2oi preso nesse pa-s) ?omo e contra *uem. 2olhear FaiaAovsAiJ . *uando h3 agita+9es e tens9es. tor+amos1lhe o pesco+oX A *uem reprimirY A *uem torcer o pesco+oY 'mediatamente come+a a promo+ão VoiAov) ?omo sempre.echAova.). *ue se 2a>ia passar por progressistaY #e passar ao crivo os estudantesY Iasta. o ano de 1945 é por n:s evocado como um ano despreocupado e 2arto da ") E) . 2oi 2u>ilado na sua 2rente. não suprimida ainda) Fas 2oi um ano tenso. 2irme>a e repressão. como tam6ém os democratas1constitucionais contra11revolucion3rios) Goi 2echada em 194. outra ve>. como não importa *u0 1 e as *ue lhes agradaram 2oram admitidas) (ornaram1se as in2ormadoras mais proveitosasX A/udaram muito a B) . *uem mais deter.ol-tica da Velha $<ssia)4Q ^avia tr0s sec+9esJ a de Foscovo RE) . são detidos os do costumeJ os anar*uistas. nas cidadesY "ão a classe oper3riaX Fas a intelectualidade 7pr:xima dos cadetes8W essa. sendo vivido. e a ela mandaram1na para %olovAi. /3 tinha apanhado uns 6ons sa2an9es. do grupo de AleAsandr UlianovS e a/udava não s: os socialistas. em Junho) FaiaAovsAi consagrou1lhe *uatro ri6om6antes poemas) &rgani>a+ão de solidariedade aos presos pol-ticos R") dos ()S 5C A$DU'. a partir de 1919) "ão teria chegado a hora de sacudir a intelectualidade. VinaverSW a de ?rac:via R%andomirsAaiaS e a de . como cola6oradoras.E AB& #E BU AB Fas. a6alado pelas explos9es dos /ornais.nada de mais *uerido do *ue a nossa vida) &2ereceram1se . pelos vistos. por pouca sorte. cumprir o apelo do poetaJ ?om união.

*ue o recém1chegado IoiAo *uase não encontrou lugar para sentar1se)S (omemos um exemplo t-pico dessa torrenteJ algumas de>enas de /ovens organi>aram ser9es musicais. Varentsov e outrosS são GUU' A#&%X &u então. carros celulares.s dimens9es do E EGA"(E 1 designa+ão especial do ?ampo de %olovAi) Fas o crescimento maligno do Ar*uipélago de BU AB /3 tinha come+ado e 6em depressa ele dispersar3 as suas met3stases por todo o corpo do pa-s) ) . autom:veis. mas para vir em a/uda da 6urguesia mundial agoni>ante) (&#&% eles são presos e condenados de tr0s a de> anos RAnna %AripniAova apanha cincoS e os organi>adores *ue não reconhecem a culpa )R'van "iAolaievitch. de um des-gnio do imperialismo.E AB& #E BU AB 51 mundialY Duando a grande guerra eclodir /3 ser3 tarde) E em Foscovo come+a uma limpe>a plani2icada. algures. cami9es 2echados e carro+as a6ertas. compreender *ue estamos a reali>ar uma vasta pro2ilaxia socialX8S "a realidade.ara a u6ianAa.uschAine) &s /ornais deram not-cias do 2acto) (rata1se. mesmo de dia. *ue tem demasiadas pretens9es de ser insu6stitu-vel e *ue não est3 ha6ituada a cumprir imediatamente as ordens) %e/amos clarosJ n:s nunca deposit3mos con2ian+a nos engenheiros. . toda essa intelectualidade vacilante e apodrecida. era tal o aperto no chão. pois. de *uarteirão em *uarteirão) Em todos os lugares alguém deve ser a6ar6atado) A palavra de ordem éJ 7#aremos um murro na mesa tão 2orte *ue o mundo estremecer3 de horrorX8 . os estudantes da Escola de #ireito Routro esta6elecimento tam6ém privilegiadoS) A promo+ão VoiAov redu>1se. senão nas vésperas da guerra pela revolu+ão 49 %egundo parece. para a IutirAi. nesse mesmo ano. os estudantes emigrados.) U) &uvem m<sica e 6e6em ch3) . di1lo13 desenvoltamenteJ 7Eu acredito *ue voc0 não é culpado de nada. crema+ão e dispersão das cin>asS) A$DU'. a>ar =ogan. na cave da casa trinta e tr0s. evidentemente. a destrui+ão dos vest-gios do 2u>ilamento da 2am-lia c>arista Res2acelamento e serra+ão dos ossos. correm velo>es. ao mesmo tempo. VoiAov teria dirigido. este mon3r*uico matou VoiAov por vingan+a pessoalJ comiss3rio do ?omité $egional de a6astecimento dos Urais. re<nem1se. aceite e compreendido imediatamente por todos) RUm dos che2es da constru+ão do canal do mar Iranco. pessoalmente) Fas é uma pessoa culta e deve.rovando um novo 2ruto.%erão todos Aomsomols de verdadeY &u serão apenas Aomsomols mascaradosY Uma concep+ão c:moda do mundo d3 origem a um c:modo termo /ur-dicoJ o de pro2ilaxia social) Ei1lo adoptado. surgiu um novo apetite) ^3 muito *ue é tempo de destruir a intelectualidade técnica. para os *uais não pediram a autori>a+ão da B) . em . nesses dias. por en*uanto. puxadas por cavalos) ^3 engarra2amentos nos port9es e engarra2amentos no p3tio) & tempo não chega para 2a>er os descarregamentos e os registos) R%ucede o mesmo noutras cidades) Em $ostov do #on.aris. *uando deter esses companheiros de viagem inseguros. *ue restavam ainda na U) $) %) %) e. a 2im de comemorar a tradicional 2esta do liceu consagrada a . em Junho de 191Q.ara pagar o ch3 angariam uns *uantos Aopecs) E claro *ue a m<sica constitui uma dissimula+ão do seu estado de esp-rito contra1revolucion3rio e *ue o dinheiro angariado não é de modo algum para o ch3. esses lacaios dos antigos patr9es capitalistas) #esde os primeiros anos da $evolu+ão *ue os coloc3mos . moralmente 2erido) E eis *ue são detidos (&#&% os estudantes desse liceu.

ol-tica do Estado e os tri6unais prolet3rios. não temer *ue 2ossem muito carregadas) . mais clara se tornava a nature>a sa6otadora do velho corpo de engenharia.altchinsAi. através dos /ornais) %ou6e1se dos casos de . come+ando estes a entrar em con2lito e a seguir1se uns aos 54 A$DU'. passado A) G) VielitchAo. com *ue diversidade de manhas satLnicas sa6iam sa6otarX "iAolai =arlovitch von FeAAe. de Von FeAAe. *uanta 2alta nos 2e> em 1941X A$DU'.or todos os lados surgiam inimigos com réguas de logaritmosX A B) . sem caminhos de 2erro) Entretanto. e gene1hete no Finistério da Buerra c>arista onde dirigia a administra+ão dos transportes.so6 um são controle.ovo Rdos 2errovi3riosS havia sa6otagemJ por isso era di2-cil conseguir passagem nos com6oios e sucediam1se as interrup+9es na distri6ui+ão de mercadorias) "a União Estatal de ?entrais Eléctricas de Foscovo havia sa6otagemJ por isso veri2icavam1se cortes de lu>) "a ind<stria petrol-2era havia sa6otagemJ por isso não se conseguia *uerosene) "a ind<stria t0xtil havia sa6otagemJ por isso as pessoas *ue tra6alhavam não tinham *ue vestir) "a ind<stria do carvão havia uma sa6otagem colossalJ por isso gel3vamos de 2rioX "a do metal. constru+ão da nova economia. de VielitchAo@C e de tantos outros an:nimos) ?ada ramo da ind<stria.E AB& #E BU AB outros. na de *u-mica. ast<cia e venalidade) A %entinela da $evolu+ão 2ran>ia mais os so6rolhos e para onde *uer *ue olhasse com os olhos 2ran>idos logo desco6ria um ninho de sa6otagem) Este tra6alho de saneamento p_s1se em marcha no ano de 1945 e logo 2oi mostrando ao proletariado todas as causas dos nossos 2racassos econ:micos e das nossas car0ncias) "o ?omissariado dos (ransportes do . em caso de interven+ão. mesmo assim n:s pr:prios lhes permitimos *ue tra6alhassem na nossa ind<stria.) U)S) %e algum engenheiro 2ormado antes da $evolu+ão não tinha sido desmascarado como traidor.ovo. medida *ue amadurecia a nossa direc+ão econ:mica Ro ?onselho de Economia dos . su6metidos .or interven+ão da B) .) U) su2ocava na tare2a de agarrar e de carregar sa6otadores) "as capitais e nas prov-ncias actuavam as comiss9es de união da Administra+ão . revolvendo essa imund-cie viscosa e todos os dias soltando ais de surpresa) &s tra6alhadores eram in2ormados Rou nãoS das <ltimas 6andalhices dos sa6otadores. concentrando toda a 2or+a o2ensiva de classe na outra intelectualidade) Fas. Goi tado) AhX. descon2ian+a da classe oper3ria) Entretanto. cada 236rica e cada o2icina de artesanato devia detectar a sa6otagem *ue havia no seu seio e logo *ue se punham em campo imediatamente a desco6riam Rcom a a/uda da B) . . na de constru+ão de 6arcos. decidiu precisamente autori>ar as composi+9es de mercadorias com . na de ouro e de platina.ovo. 2alando longa e animadamente acerca dos pro6lemas econ:micos da constru+ão do socialismo e gostando de dar conselhos) & pior dos seus conselhos 2oi esteJ aumentar as composi+9es de mercadorias. na de irriga+ão T por todo o lado havia a6cessos purulentos de sa6otagemX . de modo a deixar a $ep<6lica. podia com toda a certe>a suspeitar1se de *ue o era) E *ue re2inados mal2eitores eram estes velhos engenheiros. do ?omissariado dos (ransportes do .) U).E AB& #E BU AB 5@ pouco tempo. na de constru+ão de ma*uinaria. 2ingia1se muito devotado . dos vag9es e das locomotivas. Von FeAAe 2oi desmascarado Re 2u>iladoS. pois visava o desgaste das linhas 2érreas. no per-odo da reconstru+ão. *uando o novo ?omiss3rio dos (ransportes do . o2icial engenheiro. na de guerra. antigo pro2essor da Academia Filitar.lano EstatalS e aumentava o n<mero de planos. o camarada =aganovitch. a sua 2alsidade.ovos de toda a União e o .

isso signi2ica *ue é o6rigat:rio. pois em todos os ramos da ind<stria erguiam1se com as suas 2ormas de c3lculo. chegadas e relacionadas com os condenados. havendo pessoas *ue se recusavam cora/osamente a prestar o servi+o proposto. isso 2ora devido a *ue o engenheiro principal as não sou6e aplicar 6emX adi/ensAi morre ao 2im de um ano. nuns poucos de anos.pesadas cargas. /3 meio morta. so6re esses nada sa6emos) R"os anos @C. direita. rece6ido a &rdem de enineSW os maldosos engenheiros intervieram agora /3 no papel de limitadores Rclamavam *ue isso era demasiado. engenheiro1che2e das 236ricas de material de guerra de '/evsA. como por exemplo))) não *ueria manchar a 2ace de 6ron>e dourado da %entinela. e ela não s: se recusou como 2oi tam6ém contar tudo ao seu tutor Rdevia)espi31lo a ele pr:prioSJ este 2oi logo detido e nos interrogat:rios reconheceu tudo) Ed/u6ova. essa torrente de insu6missos redu>1se a >eroJ uma ve> *ue se exige de alguém ser in2ormador. e 2oram /ustamente 2u>ilados pela sua 2alta de con2ian+a nas possi6ilidades dos transportes socialistasS) Esses limitadores 2oram 2ustigados durante v3rios anos. em6ora num c-rculo completamente di2erente 1 entre os destacados comunistas de ?rac:via T. desta ve> pela 7m3 utili>a+ão das ver6as8J se elas não chegaram. insu2icientes T e eis *ue de novo vai parar . e mesmo duas e tr0s ve>es mais pesadas Rtendo por essa desco6erta.) U) e s: um *uarto de século depois. as pessoas tinham ainda o seu orgulho e muitas não haviam ad*uirido ainda o conceito de *ue a moral 2osse uma coisa relativa. como em *ual*uer outra. num 6os*ue. ordenando1lhe *ue tra6alhe no seu antigo posto Rsem ele tudo se desmoronavaS) Ele p9e as coisas em ordem) Fas as ver6as continuaram a ser. pedimos ao leitor *ue a guarde todo o tempo na mem:ria T especialmente na primeira década revolucion3riaJ então. 2oi presa 7por revelar uma opera+ão secreta8. outra . prisão. es*uerda) 54 A$DU'. sendo todas castigadas sem compaixão fa ?onta1se *ue &rd/oniAid>e 2alava com os velhos engenheiros. tona em =olima) E so6re os *ue não conseguiram vir . com um estreito sentido de classe. 2oi *ue6rada a coluna verte6ral do velho corpo de engenheiros russos. gl:ria do nosso pa-s. conseguiu1 emergir . não *uerendo compreender como o entusiasmo do pessoal a/uda as pontes e as m3*uinas) #urante essa época toda a psicologia popular é posta em causaJ ridiculari>a1se a circunspecta sa6edoria de *ue 7depressa e 6em não h3 *uem8. 2ossem arrastadas tam6ém outras pessoas. como antes. *ue não se pode escaparX 7"ão . é primeiro detido pela sua 7teoria das limita+9es8. inteiramente secreta. ele e outros dirigentes. *ue eram os her:is pre2eridos de Barin1 FiAhailovsAi e Uamiatine) ?ompreende1se *ue nesta leva. trans2ormam a prisão em deten+ão domicili3ria. 7pela 2é cega no coe2iciente de seguran+a8 Rpartindo da *ual ele considerava insu2icientes as ver6as destinadas por &rd/oniAid>e para a amplia+ão das 236ricasS)@1 #epois. aca6ou por passar vinte e cinco anos na prisão. mas tem de ser))) os delatores relutantes) Esta torrente. e volta1se do avesso o velho a2orismo de *ue 7devagar se vai ao longe)))8) A <nica coisa *ue di2iculta por ve>es a prisão dos velhos engenheiros é *ue não h3 su6stitutos preparados) "iAolai 'vanovitch adi/ens1Ai. e condenada ao 2u>ilamento) Entretanto. "adie/da Vitalievna %urovets negou1se tam6ém a espiar e a denunciar os mem6ros do governo ucraniano. ap:s uma série de condena+9es) "esse mesmo ano de 1945. condenado ao tra6alho de corte de 3rvores) Assim. pondo em cima da sua mesa de tra6alho duas pistolasJ uma .E AB& #E BU AB ?erta ve> convidaram a /ovem Fagdalina Ed/u6ova para ser espia no c-rculo de engenheiros. *ue nunca apareceu em p<6lico. *ue desgastava ruinosamente o material rolante. super2-cie. pelo *ue 2oi detida pela B) . *ue estava gr3vida.

se eleva a maior e mais engenhosa constru+ão de todas as sa6otagens /amais desco6ertas. do primeiro ao <ltimo. havendo1os de so6raJ é algo de glorioso. perante os olhos dos tra6alhadores. *uando o essencial da pes*uisa se passa su6terraneamente) Em tais processos s: aparece uma pe*uena parte dos detidosJ apenas a*ueles *ue estiveram de acordo. a hist:ria recuperaria de novo os sentidos.artido 'ndustrialJ a*ui. 2acilidade de ho/eX RE mesmo ho/e não se levantam . pelas estonteantes congs2iss9es e pela auto2lagela+ão dos acusados Rem6ora ainda não todosS) Ao ca6o de dois anos. os oper3rios e os 2uncion3rios votam colericamente a 2avor da pena de morte contra os in2ames réus) E *uando do /ulgamento do . repeliram o a6surdo dos /u->es de instru+ão 1 e esses 2oram /ulgados em sil0ncio. a FiliuAov. contra sua vontade. antecipando1se .artido 'ndustrial reali>aram1se /3 com-cios e mani2esta+9es de toda a popula+ão. em 236ricas e institui+9es. os tri6unais e os procuradores não seriam mais culpados do *ue eu e v:s. mo6ili>ando os alunos das escolas) Eram milh9es de pessoas marcando o passo e gritando atr3s das vidra+as do edi2-cio do tri6unalJ 7A morteX ] morteX ] morteX8 "esta 2ractura da nossa hist:ria ressoaram vo>es solit3rias de protesto ou de a6sten+ãoJ era necess3ria muita coragem. tem lugar em Foscovo o sensacional processo /udicial das . super2-cie com 6andeiras. em %etem6ro de 19@C.) U) As torrentes 2luem no su6solo. *uando todos perguntavam por toda a parte por onde é *ue se extraviara o nosso rico pãoY E eis *ue. para di>er 7nãoX8. caros concidadãosX . para a distri6ui+ão por todo o povo da responsa6ilidade em rela+ão a elaJ a*ueles cu/os corpos ainda não ca-ram nas 6ocas da canali>a+ão. em se denunciarem a si e aos outros. são /ulgados com enorme estrépio os organi>adores da 2ome R%ão elesX %ão elesX Ei1losXSJ *uarenta e oito os sa6otadores da ind<stria aliment-cia) Em 2ins de 19@C reali>a1se.oin1caré) Agora *ue come+amos a penetrar nos meandros da nossa pr3tica /udicial.L minas) %ensacional pela pu6licidade *ue lhe é dada. por precau+ãoX As décadas passariam. arrastando a vida 2lorescente da super2-cie) E precisamente a partir desse momento *ue é dado um passo importante A$DU'. a*ueles *ue mostravam valentia e sensate>. glori2icando a sua sorte e rego>i/ando1se com a repressão /udicial) R'sto. $ia6uchinsAi. sendo1 lhes aplicados 1 a eles *ue não reconheceram a acusa+ão 1 os mesmos de> anos. #eterding e .s decis9es do tri6unal. numa dia6:lica liga+ão. a*ueles *ue ainda não 2oram levados pelos tu6os do Ar*uipélago 1 esses devem des2ilar . mas os investigadores.é com um puxão *ue se consegue partir a 2orca)8W 7%e não 2or eu ser3 outro)8W 7Fais vale um 6u2o 6om como eu. mais sensacionalmente ainda e /3 impecavelmente ensaiado. como um monumento cu/o véu caiu. compreendemos *ue os /ulgamentos p<6licos são simples montes de toupeiras . *uando todos passavam 2ome na 2arta $<ssia. atri6u-das. coragem em nada compar3vel . lan+am so6re si mesmos *ual*uer a6surda a6/ec+ão e eis *ue. no meio deste coro de 6ramidos. pela comissão da B) . esperan+ados numa maior indulg0ncia) A maioria dos engenheiros.ois se temos a ca6e+a co6erta de alguns ca6elos 6rancos é por*ue em tempos vot3mos decorosamente A GAV&$)S A primeira prova 2oi tirada por %taline a prop:sito dos organi>adores da 2ome T e como é *ue essa prova não seria concludente. o /ulgamento do . todos os acusados. amontoam1se /3 volunt3rios para entrar na pol-cia.E AB& #E BU AB 55 para a participa+ão de todo o povo na canali>a+ão. super2-cie. do *ue outro mau)8 Além disso. e tam6ém vanta/oso)S Em 194Q. pelas canali>a+9es.

e mais tarde uns *uantos dispersos. todos . dos activistas das cooperativas de consumo e agr-colas. menos conhecidos. organi>ada clandestinamente. *ue era 6em conhecido) & aparelho de investiga+ão da B). da intelectualidade rural. de 6igodes /3 6rancos. con2essando1se culpados de tudo. como se di> em linguagem cient-2ica. calcule1se. vida) Goi assim *ue regressou #) A) $o/ansAi) "ão se poder3 di>er *ue ele travou um duelo com %talineY Due um povo cora/oso e c-vico não teria dado a>o a *ue se escrevesse nem este cap-tulo. mas nesse ano %taline voltou a pis31los Rprocesso p<6lico do ?omité Gederal dos Fenchevi*ues. toda a vanguarda 2oi unLnime na aprova+ão destas execu+9es) ?éle6res revolucion3rios. exclamaramJ 7Estamos inocentesX8 E li6ertaram1nosX R"esse ano o6servou1se até uma pe*uena contracorrenteJ os engenheiros /3 condenados ou perseguidos 2oram restitu-dos . pois isso seria. no ano de 19@1. com Broman1%uAhanov@4 e laAu6ovitch. a ca+a aos engenheiros terminava precisamente a*ui) Em come+os de 19@1.ara onde 2oram varridas as nossas /ustas acusa+9esY #ecorria então o /ulgamento dos sa6otadores da ind<stria de porcelana Rl3 tam6ém tinha havido imund-cieXS e /3. pensativo) "ão chegou a haver va>ante) "esse ano teve. tinham1se indicado #UUE"(&% F' 7mem6ros8) 7] ca6e+a8 do partido destacavam1se o economista agr3rio AleAsandr (chaianov. o 2uturo 7primeiro1ministro8 ") #) =ondra1tiev. A$DU'.artido ?ampon0s do (ra6alho. nascen+a) (anto *uanto sa6emos. agarrados em segredoS. o grand-ssimo processo do . ) ") FaAarov. sem espinha dorsal) "a reunião do 'nstituto . uma. desde os 2ogosos Aomso1mols até aos che2es do partido e aos che2es dos exércitos lend3rios. *ue 6em depressa os seus nomes seriam arrastados nesse 6ramido. de repente. *ue se preparavam para derru6ar a ditadura do proletariado) "o processo do . AleAsei #oiarenAo. numa 6ela noite. o pro2essor #mitri Apollinarievitch $o/ansAi AI%(EVE1%E Rele era. nem todo este livroYS ^avia /3 muito tempo *ue os menchevi*ues tinham ca-do por terra.olitécnico de eninegrado. sete anos antes da sua morte sem gl:ria. contudo. todos do mesmo modo.or onde se evaporou a nossa /usta c:leraY . teria existido Rmas nunca existiuXS uma enorme 2or+a. saudavam esse 6ramido da multidão. sua alta egocracia indicar como *uinta condi+ãoJ passar da pol-tica de repressão da velha intelectualidade técnica a pol-tica de atrac+ão e de preocupa+ão com ela) 5. aprovou essas execu+9es) (am6ém *uanto sa6emos. de repente. em geral. contra a pena de morte.E AB& #E BU AB . em Far+o de 19@1. p_s1se pensativo) &s povos do mar Iranco di>em a respeito da preia1marJ a 3gua p9e1se pensativaW isto antes de come+ar a va>ante) Fas é mau comparar a turva alma de %taline com a 3gua do mar Iranco) (alve> ele nem se tenha posto. te:ricos e dirigentes sindicais. e. e ali mesmo tam6ém 2oi presoX (odos estes protestos 2oram as2ixiados . sem adivinhar *ue o seu tempo estava a chegar. a classe oper3ria. de modo algum.artido 'ndustrial /3 havia sido mencionado o . 'oci2 Vissarionovitch enunciou as 7seis condi+9es8 da edi2ica+ão econ:mica e aprouve .artido ?ampon0s do (ra6alho. os acusados. 6em como parte do campesinato evolu-do. 6em como dos seus 2ins criminosos) Ao todo. tam6ém. lugar ainda outro milagre) A seguir ao processo do . pro2essor da Academia (imiria1>ev. todas essas vo>es 2oram as desses tais intelectuais 2r3geis. aos gritos de 7imund-cie8 e de 7canalhas8) Entretanto.muitas o6/ec+9es)S (anto *uanto sa6emos. .artido ?ampon0s do (ra6alhoJ ao *ue parece.reocupa+ão com elaX . su6itamente. se denegriam a si pr:prios. 2uturo 7ministro da Agricultura8@@) E. um processo irrevers-velS) Ali mesmo 2oi detidoX & estudante #ima &litsAi a6steve1se.artido 'ndustrial preparava1se.)U) actuava sem 2alhasJ /3 F' ^A$E% de acusados tinham con2essado pertencerem ao . *uando.

a ?ondenado ao isolamento prisional. em 6reve.etrogrado. em . simultaneamente. o enca6e+ava secretamente)S &s par3gra2os apertam1se. *ue mani2estavam ideias social1revolucion3rias. dado *ue verdadeiramente a*uilo era tudo tão mon:tono *ue estava 2artoY "inguém se atrever3 a censurar %taline por um tal sentido de humorX & mais prov3vel é ele ter calculado *ue.) U) cumpria magni2icamente a tare2aX A B) . em cu/o apartamento. e não s: até de manhã. das comunidades esta6elecidas entre %otchi e =hosta) (udo nelas 2uncionava ao modo comunistaJ a produ+ão e a distri6ui+ão) E tudo tão honestamente como nunca o pa-s o conseguir3 2a>er em cem anos) Fas. até mesmo as *ue são simpati>antes do comunismo) RAssim. /3 sem 2or+as. por princ-pio. mas sim um misto de 6aptista. como é :6vio) RA*ui emergem . todo o campo iria morrer de 2ome e não apenas os du>entos mil réus. guardaremos sempre na mem:ria *ue os crentes são presos sem parar. a. insurrei+ão armada) R&s guias das excurs9es mentem agora. aos gritos. sem excep+ão. *uando 2oi detido um grande n<mero de intelectuais religiosos. em eninegrado.or*u0. com o seu conhecimento. pois não ministravam o programa estatalJ as crian+as.or exemplo a 7noite de luta contra a religião8. super2-cie algumas datas e pontos culminantes) . tendo ali criado aldeias1comunas /untamente com os 6aptistas) Duando come+ou a constru+ão do com6inado de =u>nietsA. apertam1se os anos.) U) nada deixava passarXS) "ão o6stante. e a sua 2iloso2ia não era ateia.@4 (rata1se do mesmo %uAhanov. na véspera do "atal de 1949. na =arpovAa. margem da pol-ticaX Duando a sua 2ilha levava a casa estudantes. sendo. em ve> disso. sendo detido novamente em 194Q) 5Q A$DU'. pois. ei1los a ser detidos. em Gevereiro de 19@4. em 1C de &utu6ro de 1915. um importante grupo de tolstoianos 2oi desterrado para as 2aldas das montanhas do Altai. ele expulsava1os de casaX A$DU'.artido ?ampon0s do (ra6alho existia. se reuniu o ?omité ?entral Iolchevista. os seus mem6ros eram demasiado cultos e instru-dos em literatura religiosa.or morrer) Forreu tam6ém KurovsAi) (chaianov. tolstoiana e ioga) Uma ?&FU"'#A#E assim. corriam atr3s dos carros) #epois. . 2oi desterrado para Alma1Ata.tomando a resolu+ão *uanto .or exemplo.E AB& #E BU AB 55 %taline FU#&U #E '#E'A%) . em 1949. com o 2undamento de *ue o .E AB& #E BU AB come+ar pelos pro2essores. talve> nunca o sai6amos) (er3 *uerido rogar pela salva+ão da sua almaY Era cedo de mais) (er1se1ia mani2estado o seu sentido do humor. arrastado ao tri6unal s: o pe*ueno grupo =ondratiev1(chaianov@4) R"o ano de 1941 acusou1se Vavilov. =ondratiev aca6ou por 2icar doente mental e . 2oram detidos todos os mem6ros. ao a2irmarem *ue 2oi sem seu conhecimento)S @@ (alve> ele tivesse dado melhor conta desse cargo do *ue a*ueles *ue depois o ocuparam durante *uarenta anos) E o *ue é o destino humanoX #oiarenAo tinha1se mantido. e2ectuadas deten+9es em massa entre o clero) E muitas outras datas e lugares de *ue ninguém nos legou tra+a)S "ão se deixa de des6aratar todas as seitas. 2oi a ve> dos dirigentes da comunidade) . Vavilov. sem *ue se tratasse de um conto de "atal) . sendo. aiX. era criminosa e não podia proporcionar 2elicidade ao povo)S "os anos 4C. ainda na mesma cidade. ap:s cinco anos de isolamento. e de *ue ele. eles 2orneciam1lhe comest-veis) Fais tarde. *uando 2echaram de ve> muitas igre/as.artido ?ampon0s do (ra6alho e todos os *ue tinham 7con2essado8 convidados a retractarem1se das con2iss9es 2eitas Rpodemos imaginar a sua alegriaXS. e não h3 maneira de enunciar por ordem o *ue aconteceu Rmas a B) . não valendo. a pena perder tempo) Goi assim suprimido o .

mas aproxima1se. reparadores de 2ogareiros a petr:leo. chega1se com as 2auces até .ro2) E2riemov.ol-tica Econ:micaS) & mais 2re*uente é *ue lhes imponham contri6ui+9es cada ve> mais elevadas. em 1945149. a ve> de meter na prisão os mem6ros do partido dirigenteX .E AB& #E BU AB 59 trLnsito e os campos de concentra+ão rece6em um re2or+o proporcionalmente menor) Duem é *ue é preso nesta corrente 7do ouro8Y (odos a*ueles *ue. e em 1949 são detidos os historiadores *ue não 2oram exilados a tempo para o estrangeiro R. nos <ltimos *uin>e anos. cerca de trinta e cinco mil) "ão nos é poss-vel veri2ic31lo)S %ão aprisionados os Aa>aAos. *ue elegeram um leader desa2ortunado) . ora de um extremo ora de outro) %ão aprisionados os NaAutos. e sa6endo n:s *uais as propor+9es entre o *ue é divulgado e o *ue é secreto.s suas possi6ilidades.Assim. como é :6vio. a ser distri6u-das. um ap:s outro. é 7a oposi+ão oper3ria8. s: ser3 poss-vel esclarec01lo na prisão) E /3 não pode servir de atenuante nem a . (arle. tudo 2ora con2iscado pela $evolu+ão. comércio.or en*uanto. as cartas da Brande . *uantos não haver3 por detr3s destesY Duantos haver3 *ue 2oram presos . pr:pria ca6e+a) A partir do ano de 194Q é a hora do a/uste de contas com os restos da 6urguesia T os nepmen Rcomerciantes e negociantes *ue desenvolveram a sua actividade durante a "ova . ou os trots*uistas. acontecia com muita 2re*u0ncia *ue eles não tinham ouro algumJ os seus 6ens m:veis e im:veis. Botie iAhatchov.) U) propriamente de nada. as pris9es de A$DU'. mas 6em depressa serão milhares) & mais di2-cil é come+arX Assim como estes trots*uistas assistiram tran*uilamente . apenas os privavam da patente)S "o engrossamento da torrente dos nepmen h3 um interesse econ:mico) & Estado necessita de 6ens. sendo logo detidos por insolv0ncia e con2iscando1se1lhes os 6ens) RAos pe*uenos artesãosJ 6ar6eiros. al2aiates. ininterruptamente. ou tra6alharam por sua conta.lato1nov. e /3 superiores . nos anos de 19@C1@1) Em come+os de 19@C é processada a União de i6erta+ão da UcrLnia Ro . de igual modo o resto do partido assiste com aprova+ão . (cheAhovsAi. dese/ando apenas arrancar11lhes o ouro pelo direito do mais 2orte) E por isso *ue os c3rceres estão repletos e os comiss3rios instrutores extenuados) As expedi+9es. mas a*ueles a *uem é extor*uido) A particularidade desta nova torrente 7do ouro8 consiste em *ue todos estes patos ri. nada mais restando) ?om enorme esperan+a são detidos. deten+ão dos mem6ros dos outros partidos. não se sa6e como. necessita de ouro. deten+ão dos trots*uistas) A cada um a sua ve>) #epois. até ao momento em *ue se negam a pagar. tudo se derretera. naturalmente. vir3 a imagin3ria oposi+ão da 7direita8) #evorando os mem6ros. /ustamente. tiveram algum 7neg:cio8. segundo pensa a B) .s escondidasY E aproxima1se. podendo ter guardado ouro. e a =olima ainda não existe) ?om o ano de 1949 come+a a céle6re 2e6re do ouro) %: *ue a 2e6re ataca não a*ueles *ue o 6uscam. segundo di>em. "iAovsAi e outrosS. pode ter1se conhecimento da exist0ncia de ouro nas mãos mais inesperadasJ um oper3rio 7cem por cento8. lentamente. 'smailovS. ap:s a insurrei+ão de 1949) RGoram 2u>ilados. iutovsAi.o são acusados pela B) . dos tempos de "iAolaiW o conhecido guerrilheiro si6eriano Furaviov chegou a &dessa tra>endo consigo uma 6olsinha de ouroW os cocheiros de cavalos t3rtaros de eninegrado todos eles t0m ouro escondido) %e isso é verdade ou não.) U) Fas. alguma ve>. os /oalheiros e relo/oeiros) Através da den<ncia. estando esta disposta a não envi31los para o Ar*uipélago de BU AB. ap:s o seu her:ico esmagamento pela cavalaria de Iudi:ni. são algumas centenas.aci0ncia dos socialistas continuam. 6em como o destacado cr-tico liter3rio F) F) IaAhtine) &s grupos nacionais vão tam6ém a2luindo.ara /3. conseguiu arran/ar e guardar sessenta moedas de ouro de cinco ru6los cada. a partir da cauda.

pr3tica. mas contornou1a. a medida da tua resist0ncia e o teu 2uturo) #e resto. e a ti para *ue te serveY Aos comiss3rios instrutores /3 lhes 2alecem a garganta e as 2or+as para pro2erir amea+as e aplicar torturas. mesmo de um Estado enorme) "ão havia termos de compara+ão em toda a hist:ria da $<ssia) (ratava1se de uma . de in-cio. 2a>endo as suas necessidades uns diante dos outros. . por*ue te enganas e sempre te sentir3s culpado perante ti pr:prio) "aturalmente. li6ertaram a 2am-lia e in2ligiram1lhe uma condena+ão) As mais grosseiras aventuras da literatura policial e das operetas de 6andoleiros 2oram levadas . as pessoas cometeram 6astantes erros com esses passaportesJ a*ueles *ue não registavam nem noti2icavam a sua mudan+a de domic-lio iam parar ao Ar*uivo.5 Verso do li6reto russo do Gausto. atingindo a parte da popula+ão mais astuciosa. *ueimar1te. estava superlotada com a torrente do 7ouro8S. além disso. nem os méritos revolucion3rios da*uele so6re *uem caiu a som6ra da den<ncia do ouro) (odos são detidos. e se vão conden31los ou não. por*ue esses papéis não são precisos para nada. em *uantidades *ue até ho/e pareciam imposs-veis T mas assim é melhor. na realidade. não podia conter1se se*uer na /3 desenvolvida rede de c3rceres R*ue. promiscuidade de p_r mulheres e homens nas mesmas celas. esta torrente Reste oceanoXS extravasava para l3 dos limites de tudo o *ue pode permitir1se num sistema /udici3rio e prisional. assim procedeu o nosso sistema socialista do passaporteJ ele varreu precisamente os insectos intermédios@5. prenderam a mulher e torturaram1na.. apenas comida salgada e não dar 3gua a 6e6er) %: a*ueles *ue entregarem ouro é *ue 6e6em 3guaX #e> ru6los por um copo de 3guaX &s homens morrem pelo metal)))@5 Esta leva di2erencia1se das anteriores. não tens ouro.s expedi+9es de prisioneiros. isso pouco importa a *uem *uer *ue se/a) & importante é istoJ para c3 o ouro. ainda *ue 2osse por um s: anito) Assim iam 6or6ulhando e mandando as torrentes. varrendo todas as 2rinchas e interst-cios entre a aristocracia. essa leva de milh9es e milh9es.ara c3 o ouro. e vão guardar1te ainda) Fas d31lo demasiado tarde tam6ém não é poss-velJ arriscas1te a perder o *ue tens de mais *uerido e a *ue. ao Ar*uipélago de BU AB) #es6ordando de uma s: ve>. pelo 2acto de *ue senão a metade. metidos em celas da B) . mas o t3rtaro insistia na sua declara+ãoJ 7"ão tenho ouroX8 .E AB& #E BU AB a*uele *ue /3 assimilou os h36itos desta institui+ão. nos anos de 19491@C.renderam a 2ilhaJ o t3rtaro não resistiu e deu cem mil ru6los) Então. malvadoX & Estado necessita do ouro. de Bounod) R") dos ()S . no limiar dos anos @C @. e a6rasar1te até . num 6alde) Duem repara nessas 6agatelasX . te preguem com uma condena+ão) Um desses t3rtaros cocheiros resistiu a todas as torturasJ 7"ão tenho ouroX8 Então.C A$DU'. morte ou até *ue e2ectivamente te acreditem) Fas se tens ouro. pois assim não acreditarão *ue o deste todo. pelo menos uma parte desta torrente tem o seu destino vacilante nas suas pr:prias mãos) %e.) U). trouxe consider3veis re2or+os aos campos de concentra+ão) (al como . a tua situa+ão não tem sa-daJ vão espancar1te. sem domic-lio e sem 6ase de apoio) E. isto não é mais 23cil. como das posteriores.edro ' simpli2icou a estrutura da popula+ão. mas h3 um procedimento geralJ servir nas celas. vil9esX &s comiss3rios instrutores não redigem processos ver6ais. escala de um grande Estado) A introdu+ão do sistema do passaporte interior. *ue 2oi a li*uida+ão dos AulaAs) ?omo era desmedidamente grande. então és tu pr:prio *ue determinas a medida das torturas. de raiva. indo parar imediatamente aos campos de trLnsito. mas por cima de todas elas rolou e precipitou1se. com a sua enchente. . cede e entrega o ouroJ é isso o mais simples) Fas não se pode d31lo demasiado 2acilmente. mas mais di2-cil. mais depressa o hão1de darg ?hega1se até .condi+ão de oper3rio. .

migra+ão de povosW de uma cat3stro2e étnica) Fas os canais da B). . pagam um tanto em dinheiro) R") dos ()S Alusão ir:nica e meta2:rica . pol-cia local) . de repente.elo contr3rio. *ue enri*uece não com o seu tra6alho. mas ao chegar a *ual*uer localidade. num 3pice. inclusive de 2érias. os soviéticos podem via/ar por todo o pa-s. . outra ve>. pelo 2acto de *ue neste caso não havia demasiadas preocupa+9es em agarrar primeiro o che2e de 2am-lia e ver depois o *ue haveria *ue 2a>er ao resto da prole) . onde não t0m resid0ncia 2ixa. devem comunicar o 2acto. mas 2ortes *uanto ao tra6alho e até simplesmente *uanto . a*ui não se redu>iam. a cin>as senão lares completosW não se agarrava senão 2am-lias inteiras e velava1 se mesmo >elosamente para *ue nenhuma das crian+as de cator>e. logo a seguir ao ano 15.$'FE'$A experi0ncia deste tipo. explora+ão. mas através da usura e do comércio) Em cada localidade. .1 com uma 2ome de tr0s anos. é permitido ainda ho/e no nosso pa-s) Fas a dilata+ão do 2ustigante termo de AulaA alargou1se irresistivelmente e no ano @C designava1se /3 através dele (&#&% &% ?AF. mesmo devido a insu2ici0ncias tempor3rias das suas 2am-lias) "ão percamos de vista *ue depois da $evolu+ão era imposs-vel *ue *ual*uer tra6alho destes não 2osse pago na sua /usta medidaJ os interesses dos assalariados eram salvaguardados pelos comités de camponeses po6res e pelo %oviete da aldeiaW ai da*uele *ue tentasse lesar a /orna de um tra6alhador agr-colaX & tra6alho assalariado. do terreno em *ue podiam exercer a sua actividade) Fas. o6rigatoriamente. em geral. a2ortunada ou não. eles eram casos isolados e a $evolu+ão privou1os.s suas convic+9es) & apodo AulaA era utili>ado para *ue6rantar A G&$VA) $ecorde1mo1nos e reco6remos os esp-ritosJ tinha decorrido apenas do>e anos desde o grande #ecreto da (erra. a 2im de conhecerem uma extermina+ão comum) REsta 2oi a . cu/o nome 2oi utili>ado para desviar a aten+ão) Em russo chamava1se AulaA ao mes*uinho e desonesto tra2icante rural.)U)1BU AB estavam tão /udiciosamente tra+ados *ue as cidades nada teriam notado. de2ini+ão leninista dos intelectuais como 7classe intermedi3ria)). esse mesmo sem o *ual o campesinato não teria seguido os 6olchevi*ues nem a $evolu+ão de &utu6ro teria triun2ado) A terra 2oi distri6u-da por um certo pra>o e . pago com /usti+a. da 2am-lia) Fas não seria. uma 2ome sem seca e sem guerra) Esta torrente di2erenciava1se ainda de todas as precedentes. come+ou a 2alar1se de AulaAs e de camponesesbpo6res) #e onde provinha issoY ]s ve>es da situa+ão.or essa perman0ncia. empregavam tra6alhadores agr-colas assalariados. desli>ando para a linguagem usualS todos a*ueles *ue. normalmente. por uma trans2er0ncia de signi2icado. $evolu+ão. passou1se a designar por AulaAs Rna literatura o2icial e de agita+ãoW da*ui. até . 7sem personalidade econ:mica))) R") dos ()S A$DU'. se não tivessem estremecido @. em todo o curso da hist:ria moderna) ^itler repetiu1a depois com os /udeus.E AB& #E BU AB . no pra>o de vinte e *uatro horas. e. de de> ou de seis anos escapasseJ todos deviam ir para um e mesmo s-tio.&$ 'BUA ) ^avia s: nove anos *ue os mu/i*ues tinham regressado do Exército Vermelho e se tinham lan+ado so6re a terra con*uistada) E.ara 2ixar resid0ncia. %taline com as na+9es in2iéis e suspeitas)S Esta torrente englo6ava s: uma parte insigni2icante da*ueles AulaAs. antes de mais. os soviéticos devem o6ter a chamada propisca Rautori>a+ão policialS) E para mudar de resid0ncia t0m de pedir a vipisAa Rigualmente uma autori>a+ão da pol-ciaS sem a *ual não o podem 2a>er) ?om o passaporte interior.&"E%E% E?&"&F'?AFE"(E G&$(E%J e não s: 2ortes *uanto . de novo.

por %tepan (chauss:v na novela %) Ualiguin) h9 $ecordo1me *ue esta palavra. *ue tinham tra6alhado toda a vida. mas *ue agora 2a>iam crescer premeditadamente ervas nocivas nos campos russos) RIem entendido por indica+9es do 'nstituto de Foscovo. inve/a ou despeito era esse o momento mais prop-cio para um a/uste de contas) .4 A$DU'. ou *ue ele pr:prio era idiota) Acusou os agr:nomos de serem AulaAs e de terem tergiversado na aplica+ão da sua tecnologia) E os agr:nomos 2oram levados para a %i6éria) #e resto. orchS) &utros cumprem1nas com pouca su6tile>a e revelam com isso a sua estupide>) REm 19@4 os agr:nomos de .ara designar todas estas v-timas era necess3ria uma nova palavra e ela surgiu) "ela /3 nada havia de 7social8. pela sua independ0ncia.E%%&A FE"(E levantavam estorvos aos activistas locais) . no ano de 19@1. /untamente com as suas 2am-lias. considero *ue tu és um auxiliar do inimigo) E isso 6astaX Até ao mais andra/oso tra6alhador agr-cola. agora completamente desmascarado) (ratava1se precisamente da*ueles mesmos du>entos mil mem6ros do . era inteiramente poss-vel inclu-1lo entre os chegados aos AulaAsl@9 Goi assim *ue. nos parecia inteiramente l:gica e nada con2usa) A$DU'. a sua energia. tornando1se. 2or+a 2-sica e esp-rito de decisão.aAov semearam linho na neve. pela sua aud3cia.da tenacidade e da capacidade de tra6alhoY E eis *ue estes mu/i*ues. mas soava magni2icamenteJ 7Es chegado dos AulaAs8.E AB& #E BU AB .artido ?ampon0s do (ra6alho *ue não 2oram presosXS ?ertos agr:nomos não cumprem as directri>es pro2undamente inteligentes de issenAo R2oi numa torrente assim *ue. a sua intelig0ncia viva e capacidade de tra6alho. pelo calor da sua interven+ão nas assem6leias e pelo seu amor . /ustamente como tinha ordenado issenAo) As sementes incharam. co6riram1se de 6olor e morreram) Vastos campos permaneceram incultos durante um ano) @Q Este tipo de campon0s e o seu destino estão retratados de modo imortal. e lan+an1do1os nus para a tundra e para a taiga desa6itadas do "orte) Este movimento de massas não podia deixar de se complicar) Era necess3rio livrar tam6ém a aldeia da*ueles camponeses *ue não mani2estavam simplesmente dese/o de entrar no AolAho>W *ue não revelavam inclina+ão para a vida colectiva. isto é. 2oi enviado para o ?asa*uestão o 7rei8 da 6atata. estes puseram1se a prender os melhores produtores cereal-2eros. /usti+a. nem de econ:mico. em *uase todas as esta+9es de . suspeitando Rsa6emos agora com *ue 2undamentoS *ue ela traria o poder aos pregui+osos. honradamente.@ issenAo não podia di>er *ue a neve era AulaA. com duas palavras.or ci<mes. tirando1lhes os 6ens. perdendo todo o conceito de 7humanidade8 ela6orado ao . deles desconhecida.elos camponeses 2alhados e pelos *ue chegavam das cidades) En2urecidos.E AB& #E BU AB longo de milénios. a sua resist0ncia e consci0ncia) Eles 2oram a2astados e a colectivi>a+ão levada a ca6o) Fas na aldeia colectivi>ada 2lu-ram tam6ém novas torrentesJ a torrente dos sa6otadores da agricultura) . o tra6alho compulsivo e a 2ome) Era necess3rio des2a>er1se tam6ém da*ueles camponeses Rpor ve>es nada ricosS *ue. na nossa /uventude. go>avam da considera+ão dos seus conterrLneos. perigosos para a direc+ão de AolAho>es@Q) E em cada aldeia havia tam6ém a*ueles *ue . 2oram arremetidos e desarraigados dos %pUr lugares . se atingiram todos a*ueles *ue constitu-am a ess0ncia da aldeia.or todos os lados se come+aram a desco6rir agr:nomos sa6otadores. até esse ano. *ue produ>iam o pão *ue a $<ssia comia no ano de 194Q.

oiseX ?ome+ou a torrente =irov. mas o AolA1ho> não cumpriuJ prisão com eleXSW 1 A torrente dos cortadores de espigas) & corte manual nocturno de espigas. e *ue os 2orne+a) RAli3s. e. a grande torrente das constru+9es do primeiro e do segundo plano *uin*uenal. de 2uturo.4 A$DU'. podemos respirarX Vão cessar. dos c-rculos de 2iloso2ia ilegaisW . *ue a desminta a*uele *ue tem em seu poder os n<meros exactos. *ue inundavam tudo. todas as torrentes massivasX & camarada Folotov declarou em 15 de Faio de 19@@J 7"ão consideramos *ue a nossa tare2a se/a a repressão de massas)8 . /3 era tempo) Aca6aram as ang<stias nocturnasX Fas *ue ladrar de cães é esseY AgarraX AgarraX .E AB& #E BU AB não se limitou a eninegrado. portanto durante *uin>e anos Raté 1945. estipulados na . onde a tensão 2oi considerada tão grande *ue se instalaram *uartéis1generais da ") =) V) #) em cada comité executivo dos %ovietes de 6airro.or esta ocupa+ão.ela lentidãoS e sem direito a apelo Ranteriormente. repercutindo1se na 2orma ha6itual por todo o pa-s. mas rapa>es e raparigas. os tri6unais aplicavam pesadas penasJ de> anos. pondo1se em vigor um procedimento /udicial 7mais acelerado8 Ranteriormente. nos termos da 2amosa lei de 5 de Agosto de 19@4) REm linguagem da prisão 7lei de sete do oito8)S Esta 7lei de sete do oito8 proporcionou ainda. data em *ue ser3 ampliada e tornada mais rigorosaS) Ginalmente.tractores e m3*uinas agr-colas desco6riram1se sa6otagens dos tractores. paralelamente. dos transportes do comércio e das 236ricas) A ") =) V) #) rece6eu ordem de se ocupar dos grandes des2al*ues) Esta torrente tem de ser levada. por*ue não tinham esperan+a de rece6er do AolAho> nada pelo seu tra6alho di3rio) . 2re*uentemente não homens nem mulheres. *ue os adultos mandavam pela noite cortar espigas. garotos e garotas. de eninegrado. *ue perderam as lutas de classe em Viena e vieram.artido comprometeu1se. assim. no campo. esta torrente . de modo especialmente a6undante durante os anos de guerra. tão1pouco se apelava /3 da senten+aS) ?alcula1se *ue uma *uarta parte da popula+ão de eninegrado 2oi limpa em 19@41@5) Esta aprecia+ão.rimavera pela 7comissão de determina+ão da colheita8SW 1 A torrente 7pelo não cumprimento das o6riga+9es de entrega de cereal ao Estado8 Ro comité de >ona do . amarga e pouco tentadora Rnos tempos de servidão. ele /3 não primava . tornou1se um aspecto completamente novo de ocupa+ão agr-cola e um tipo inédito de cei2a das searasX "ão 2oi uma torrente nada pe*uenaJ muitas 2oram as de>enas de milhares de camponeses. em6ora de maneira incoerenteJ 2oram por ela apanhados a*ueles *ue ainda se mantinham a*ui e ali 1 os 2ilhos de sacerdotes. para salvar1se. as mulheres da antiga no6re>a e as pessoas *ue tinham 2amiliares no estrangeiro)S "estas espraiadas torrentes. re2ugiar1se na p3tria do proletariado mundialW 1 &s esperantistas Ressa gente nociva era di>imada por %taline nos mesmos anos em *ue ^itler o 2a>iaSW 1 &s 2ragmentos *ue restavam da %ociedade Gilos:2ica 'ndependente. sem 2imJ 1 &s austr-acos. em conta. 2luindo. perdiam1se sempre modestos e invari3veis riachos *ue não se precipitavam com estrépido. os camponeses não chegaram a tal necessidadeS. como 2luido em perman0ncia. mem6ros do %hut>6und4C. por atentado perigoso . eram explicados os 2racassos dos primeiros anos nos AolAho>esXS 1 A torrente 7por perdas da colheita8 Rmas estas 7perdas8 eram calculadas relativamente aos n<meros ar6itr3rios. propriedade socialista. en2im. mas iam 2luindo.ois 6em.

ol-tica. turcomen*.) Fas para 2a>er o elogio desse artigo é poss-vel encontrar ainda mais ep-tetos do *ue a*ueles *ue. no ?:digo. em todos os seus longos anos de actividade. pois não estancou nunca. gra+as aos es2or+os de EAaterina . mas *ue 2lui constantemente.5 Ginalmente. como nos anos @5. não s: na 2ormula+ão dos seus par3gra2os. con2orme estavam ha6ituados nos tempos do tra6alho individualSW 1 Ainda sempre os *ue se negavam a ser in2ormadores da ")=)V)#) Ra*ui eram a6rangidos os padres *ue guardavam o segredo da con2issãoJ os :rgãos compreenderam rapidamente *uanto <til seria para eles sa6erem o conte<do das con2iss9es. *ue não 2oi mencionado uma s: ve>. *ue são detidas cada ve> em maior n<meroW T E a Brande . "at3lia 'vanovana IugaienAo 2oi detida pela B). inten+ão. a <nica coisa para *ue servia a religiãoSW 1 As seitas religiosas.aci0ncia dos socialistas continua a mudar as cartas) 4C Fovimento de Gevereiro de 19@4) R") dos ()S 41 Esposa de F3ximo BorAi) R") dos ()S 1 Era uma semana de cinco dias de tra6alho. repousando1se ao sexto. devastador. por não tra6alharem nos dias de 2estas religiosas. mas tam6ém *uanto . diversi2icado. não existe de6aixo dos céus in2rac+ão. *ue. a6undante. em tempos. 45 ou 49. rami2icado. sua interpreta+ão ampla e dialéctica) Duem de entre n:s não so2reu na sua carne o seu sempre envolvente a6ra+oY "a realidade. o ?:digo .enal de 194. cresceu mesmo em vagas particularmente caudalosas4@) . mas ao 2im do terceiro m0s da instru+ão do processo houve uma resolu+ão. estipulando *ue h3 unicamente criminosos) & artigo 5Q constava de ?ator>e par3gra2os) . (urgueniev escolheu para a l-ngua russa.)U) de $ostov. intitulado. ali3s. vindas do extremo ou de outro pa-s) R"a constru+ão do canal do Volga pu6licam1se /ornais nacionais em *uatro idiomasJ t3rtaro. insurgidos em 19@5) As nacionalidades continuam a 2luir.enal come+a por se negar a reconhecer *ue no nosso territ:rio ha/a delin*uentes pol-ticos.E AB& #E BU AB . e nos per-odos das outras grandes torrentes. pelo método das 6rigadas de la6orat:rios Rem 19@@.or paradoxal *ue pare+a. ou "ieArassov para a Fãe11 $<ssiaJ44 grande. declarando *ue este método era vicioso e ela 2oi li6ertadaSW 1 &s cola6oradores da ?ru> Vermelha . ac+ão ou inac+ão. setentrional.1 &s pro2essores *ue discordavam do ensino avan+ado. potente. independentemente do dia da semana) R") dos ()S A$DU'. ou ainda A)%)A) RAgita+ão Anti1%oviéticaS) (alve> se/a ela a mais est3vel de todas. havia a torrente do décimo par3gra2o. us6e*ue e Aa>aAo) ^3 pois *uem os leiaXSW 1 E de novo os crentes *ue não *uerem tra6alhar aos domingos Rtinha sido introdu>ida a semana de cinco dias44W os AolAho>ianos eram sa6otadores. sua exist0nciaW 1 &s montanheses do ?3ucaso. =)$)A) RAgita+ão ?ontra1 $evolucion3riaS. os eternamente vigilantes e sempre penetrantes :rgãos tiraram a sua 2or+a de UF %H artigo dos cento e *uarenta e oito do cap-tulo especial Rnão comumS do ?:digo . do cap-tulo respeitante aos delitos pol-ticos e em lugar algum est3 escrito *ue se/a 7pol-tico8) "ão) Ao lado dos crimes contra a ordem governamental e do 6anditismo ele encontra1se inclu-do no cap-tulo dos 7crimes contra o Estado8) Assim.echAova41 ainda de2endia o direito . o artigo 5Q é um mundo completo. mas tornou1se poss-vel interpret31lo dessa maneira) & artigo 5Q não 2a> parte. *ue não possa ser castigada pela mão de 2erro do artigo 5Q) Gormul31lo tão amplamente era imposs-vel.

com de> anos) ?onsiderando *ue os nossos soldados.oder) E isso acarreta 2u>ilamento) RVe/a1se o 2u>ilamento dos *ue 7recusavam o tra6alho8. num campo de concentra+ão. com a mesma penaS *ue o pr:prio delito8 Rc:digo ucranianoS) #e um modo geralJ 7":s não 2a>emos di2eren+a entre a inten+ão. 11d) %egundo estas al-neas.3triaJ 11a. onde estava empregado.oder))) A partir de uma interpreta+ão ampla.s ve>es algum delito in2amante. isso 2oi su2iciente para aplicar a pena m3xima. e o pr:prio delito e nisto reside a superioridade da legisla+ão soviética so6re a 6urguesaX4. sua p3tria. p3g) @.ro2) . como o de concupisc0nciaW por exemplo o . *ue não tinha ido para Viena com a inten+ão de trair a UcrLniaX Ele 2icou cheio de raiva de o tomarem como traidor)S &utra importante extensão do par3gra2o so6re trai+ão é a sua aplica+ão 7por re2er0ncia ao artigo 19 do c:digo ucraniano8J 7?om inten+ão)8 'sto é.) A$DU'. 19@4. l1c.8 & segundo par3gra2o re2ere1se . ao tornarem1se prisioneiros Rpor o2ensas ao poder militarXS. co>inhava1se .ris9es . ou se/a. de 2acto.enal. Foscovo. a UcrLnia. e o poema Duem Bosta de Viver na $<ssiaY.ol:nia) #epois 2oi para a Zustria.E AB& #E BU AB tende a de6ilitar o . segundo o artigo 5411 do c:digo ucraniano. ele viveu na sua cidade natal. tomada do poder 45 $e2er0ncia aos o6/ectores de consci0ncia) R") dos ()S 4.)O do ?:digo .5 . Esta torrente atingia *ual*uer pessoa em *ual*uer instante) Fas. p3tria deveriam ser todos 2u>ilados) R&utro exemplo de interpreta+ão amplaJ recordo1me 6em de um encontro na prisão de IutirAi. as ac+9es reali>adas em pre/u->o do poder militar da União %oviética são castigadas com o 2u>ilamento. resulta *ue a recusa. apanhavam s: um total de de> anos. mord01 las1ia nos seios) 'sto era escrito num /ornal central) Due se experimentasse re2ut31loX ?2) o poema Rem prosaS A -ngua $ussa. por trai+ão . e ali 2oi preso pelos nossos no ano de 1945) Goi condenado a de> anos.elo primeiro par3gra2o sa6emos *ue se considera como contra11revolucion3ria *ual*uer ac+ão Rpelo artigo . para os intelectuais conhecidos. #as . . nos anos @C. de (urgueniev. no Verão de 194.3tria8.. *uando nos 2oi devolvido o termo de 7. redigida so6 a direc+ão de VichinsAi) Editora egisla+ão %oviética. %egunda Buerra Fundial. completa.s 'nstitui+9es Educativas) ?olectLnea do 'nstituto de .) (ratava1se de um polaco nascido em em6erg. *uando se est3 2aminto e extenuado. de #eArassov) R") dos ()S . *uando esta 2a>ia parte do império austro11h<ngaro) Até .E AB& #E BU AB . .ol-tica . Rou se/a..enal pode tratar1se de inac+ãoS tendente))) a de6ilitar o . A$DU'. medida *ue regressavam . ao 2icar a s:s com as pacientes. de ir tra6alhar. não houve trai+ão alguma. mas se o /ui> de instru+ão considerou *ue houve inten+ão de trair. nos interrogat:rios. como se se tratasse.letniev. /3 *ue a cidade de em6erg tinha passado a ser a cidade ucraniana de vovX E o po6re não p_de demonstrar. 116. na . R116SW e s: no caso de circunstLncias atenuantes e tratando1se de civis R11aS. isso era um gesto humanit3rio *ue ia contra a lei) #e acordo com o c:digo estalinianoW . de trai+ão) E certo *ue o artigo 19 se prop9e castigar não a inten+ão. mas a prepara+ãoJ segundo uma compreensão dialéctica da inten+ão pode1se entend01la como prepara+ão) E 7a prepara+ão é castigada de igual modo. insurrei+ão armada. 2oi a*ui *ue 2oram inseridas as al-neas de trai+ão . durante a guerra45)S A partir de 19@4.

viam1lhes aplicado o 5Q14J de> anos. nos anos de 194C141) A sua cegueira e insensate> 2oi a isso *ue condu>iram)) Duem senão eles arrastaram a $<ssia para vergonhosas e nunca vistas derrotas. a de> e a vinte cinco anos) & terceiro par3gra2o re2ere1se . 6urguesia internacional) Aparentemente. todos os nacionalistas estonianos. . tendo a6andonado o pa-s anteriormente a 194C. dan+ando ou passando uma noite com ele) R"em todos G&$AF condenados por aplica+ão deste par3gra2o. ucranianos e turcomenos 2oram com grande 2acilidade condenados.lano Estatal e do ?onselho Econ:mico de toda a União %oviética) .Q A$DU'. e compreens-vel tanto para o delin*uente pouco evolu-do como para o /urista culto. tivesse pregado um salto . pela viol0ncia. letonianos. lituanos. entra neste caso *ual*uer tentativa de sair da União) Fas 7violentamente8 não indica em rela+ão a *uem) Fesmo *ue toda a popula+ão da $ep<6lica *uisesse separar11se. 6urguesia mundialY R&utro exemplo dessa a/uda /3 n:s o conhecemosJ o de um grupo musical dentro da pr:pria U)$)%)%)S . mas é logo ditado pela concep+ão revolucion3ria do direitoS. ou o 2u>ilamento) . cm particular. nem em *ual*uer outra coisa. os engenheiros do . se se contassem todos os *ue.E AB& #E BU AB Um caso *ue se deixou passar em 6rancoJ alargar o campo de aplica+ão deste par3gra2o a %taline e ao seu c-rculo diplom3tico e militar. 2ossem apanhados pelas nossas tropas na Europa ao 2im de um *uarto de século R1944145S.ois *ue 2a>iam eles no estrangeiro senão prestar a/uda . por aplica+ão desse par3gra2o. a/uda R2antasiosaS prestada . o /ornalista e a opinião p<6lica4Q) A amplitude da interpreta+ão consistia tam6ém em *ue não se /ulgava alguém directamente por espionagem. a su6sist0ncia do nosso povo não se apoiava na agricultura. mas sim porJ . senão na espionagem estrangeira. uns anos antes da redac+ão desse mesmo c:digo. dada a a6undLncia de pessoas *ue estiveram em territ:rio ocupadoSW mas *ual*uer pessoa . se em Foscovo 2ossem contra a separa+ão /3 seria violenta) #esta 2orma.ar3gra2o *uintoJ incita+ão a *ue um estado estrangeiro declare a guerra .central ou local e. em territ:rio ocupado. nos tempos de %taline. mais tarde.or tais 2actos. por *ual*uer 2orma.&#'A ser /ulgada em 2un+ão dele) & *uarto par3gra2o re2eria1se . vivendo1se do dinheiro proveniente das in2orma+9es) A espionagem era algo de muito c:modo pela sua simplicidade.ar3gra2o sextoJ a espionagem) Goi interpretado com tal amplitude *ue. encontrava1se 2acilmente toda uma categoria de pessoasJ todos os emigrados *ue. 7a/uda prestada. U)$)%)%) . com a a/uda da consci0ncia revolucion3ria. de *ual*uer parte da União das $ep<6licas) . seria poss-vel chegar . 6ota de um militar alemão ou lhe tivesse vendido um molhinho de ra6anetesW ou uma cidadã *ue tivesse elevado o moral com6ativo do ocupante. por virtude dele. a um estado estrangeiro *ue se encontre em guerra com a U)$)%)%)8) Este par3gra2o dava a possi6ilidade de processar DUA DUE$ cidadão *ue.odiam tam6ém prest31la todos os socialistas revolucion3riosW todos os menchevi*ues Ra isso se destinava precisamente o artigoS e. sem compara+ão alguma com as derrotas da $<ssia c>arista nos anos de 19C4 ou 1915Y #errotas como as *ue a $<ssia não conhecia desde o século !'''Y45 . separa+ão. ou se/a. a pena aplic3vel vai até ao 2u>ilamento Rcomo em ?A#A UF dos par3gra2os seguintesS1 Extrapolando Rnão se podia escrever isso no artigo. conclusão de *ue. *uem pode ser inclu-do a*uiX Ga>endo uma leitura ampla. nem na ind<stria. 2oram condenados.

este par3gra2o esteve muito em voga e a6rangeu massas inteiras so6 a designa+ão simpli2icada. a su6tile>a dialéctica introdu>iu1o l3 tam6ém)S . no século !''' antes da nossa eraS) %e o marido matava o amante da sua mulher. *ue exigiam um regime severo. agricultura.artido.. e a todos acess-vel. as m3*uinas se *ue6ravam. criara tudo sempre honradamente. .ar3gra2o sétimoJ actividades nocivas .E AB& #E BU AB . do passe das datchas vedadas e dos centros secretos de distri6ui+ão) & povo não podia penetrar através das de2esas 6lindadas da espionite. da proi6i+ão da in2orma+ão. mesmo sendo para os senhores) #esde os tempos de $tariA49 *ue não se tinha ouvido 2alar de *ual*uer nocividade) E eis *ue. se este era do . uma vigilLncia alerta Rpois os servi+os de in2orma+ão estrangeiros podiam estender os seus tent3culos ao seu protegido. pois aplicava1se1lhe o artigo 1@. aplica+ão 2atal da penaXSW T ?%EJ liga+9es conducentes RXS . todos estes artigos1siglas. não propriamente artigos.E Rpresun+ão de espionagemS e ?%E Rliga+9es conducentes . o *ue dava lugar .J tratava1se de um criminoso comum. até ao interior do campo de concentra+ãoS.EJ presun+ão de espionagem Rou espionagem não provada. os 6ens passaram a ser propriedade do povo. todos os ramos citados no par3gra2o sétimo.artido. socialmente pr:ximo.enal soviético5C. es6o2etear a seu médico pessoal. nem o6servar como a 6urocracia se arran/ava para mandriar. ind<stria. por exemplo.artido.s cooperativas) "os anos @C. mas assustadoras com6ina+9es de mai<sculas Rneste cap-tulo ainda iremos encontrar outrasS.ar3gra2o oitavoJ o terror Rnão se tratava da*uele terror *ue devia 72undamentar e legali>ar8 o ?:digo . mas desde *ue era imposs-vel explicar de 2orma sensata por*ue é *ue os campos se enchiam de ervas daninhas. isto é. mas do terror exercido pela 6aseS) & terror era entendido de um modo particularmente extensivoJ não signi2icava simplesmente colocar 6om6as de6aixo do carro dos gover1nadores4 mas. *ue /3 amadurecia. em muitos campos. era uma sorte para o marido. centenas de milhares dos seus melhores 2ilhos se lan+aram inexplicavelmente a actividades nocivas) R& par3gra2o so6 nocividade não estava previsto para estender1se .T . *uando. as colheitas diminu-am. eram par3gra2os contagiosos. e podia ser deixado sem escolta) Fas se o amante calhava ser do . o marido . o povo constru-ra. suspeita de espionagemS. por exemplo. mesma modista Rnaturalmente cola6oradora da ")=)V)#)S *ue a esposa de um diplomata estrangeiro) E esta categoria do 5Q1. . de nocividade) E2ectivamente. suspeita de espionagemW ou se/a. comer e divertir1se) A$DU'. pela primeira ve>. errar. do sistema da porta 2echada. arrastavam constantemente consigo um halo de mistério) Era imposs-vel compreender se se tratava de rami2ica+9es 45 Epoca das invas9es mong:licas) R") dos ()S E poss-vel *ue a mania da espionagem não 2osse s: uma estreite>a mental de %taline) Ela tornou1se c:moda para *uantos des2rutavam de privilégios) . ou ainda o Aomsomol ou o miliciano activistaW isso era /3 terror) ?om mais 2orte ra>ão o assass-nio de um activista nunca se podia comparar com o assass-nio de um homem comum Ro mesmo *ue no c:digo de ^amura6i. circula+ão 2iduci3ria e . do *ue os do artigo 5Q) . implicando a proi6i+ão da escolta em grupo) Em geral. e acontecia este não ser do .assou a ser a /usti2ica+ão natural da pol-tica do segredo. ao comércio. o 2acto de a amiga de uma amiga da sua mulher mandar 2a>er um vestido .9 do artigo 5Q ou de algo independente e muito perigoso) &s detidos ao a6rigo de artigos1 siglas eram mais perseguidos. pioravam de dia para dia a olhos vistos e devia haver culpados disso) #urante séculos. aos transportes.

umas notas. esse. de uma anedota. mas uma o6serva+ão 2eita por uma ra6u/enta vendedora do mercado R7Ah. eu pr:prio a experimentei) ":s éramos dois. e dava 2undamento .A AV$A do seu s<6dito) As mais céle6res extens9es deste céle6re par3gra2o eramJ T . mas não 2omos n:s *ue invent3mos tal anedotaW estivemos presos com pessoas dessas) A$DU'. tal par3gra2o era interpretado de tal modo *ue não se exigia organi>a+ão alguma) Esta re2inada aplica+ão. aplica+ão do artigo com toda a severidade51) . através da aplica+ão do par3gra2o oitavo. a . era *uali2icada como '(.ar3gra2o nonoJ destrui+ão ou deteriora+ão))) causadas por explosão ou inc0ndio Rin2alivelmente com um o6/ectivo contra1revolucion3rioS) &u mais sucintamenteJ sa6otagem) A amplia+ão consistia em imputar1se a estes 2actos uma inten+ão con1tra1revolucion3ria Ro /ui> de instru+ão sa6ia 6em o *ue se passava na ca6e+a do delin*uenteXS) Dual*uer neglig0ncia humana. compreendia1se *ual*uer coisa escrita numa carta.ois tudo o *ue não se a/usta a6alaX E a*uele *ue ho/e não canta connosco.oder.ois tudo o *ue não 2ortalece. ou por carta particularW e o apelo podia ser um simples conselho pessoal) R":s di>emos 7podia ser8. entendida como inten+ão) "ão s: 4b . perante a . *ue /3 apanhasX8S. erro. *ue te leve a pesteX8S. através da prepara+ão. p3g) 19C) 5C A$DU'. mas na realidade A%%'F E$A)S 1 7A6alo ou en2ra*uecimento8 do poder era *ual*uer pensamento *ue não se a/ustasse ou não se elevasse . incandesc0ncia do pensamento do /ornal do dia) . uma circunstLncia agravante de *ual*uer dos anteriores. en2ra*ueceX . sim. sendo.E AB& #E BU AB 51 1 .r-ncipe *ue reinou na segunda metade do século '!.convertia1se num inimigo do povo e era /ulgado segundo o artigo 5Q1Q) ?hegava1se a uma amplia+ão ainda mais lata do conceito. dirigida a um activista.or 7prepara+ão de literatura8.or 7agita+ão. prepara+ão ou posse de literatura desse tipo)8 Este par3gra2o esta6elecia em tempo #E . ou 2racasso no tra6alho e na produ+ão era imperdo3vel. como o décimoJ 7A propaganda ou a agita+ão. com re2er0ncia ao /3 mencionado artigo 19. ou se/a. *ue '#E'A re2lectida. contendo um apelo8 podia entender1se uma conversa entre amigos Re até entre con/uguesS cara a cara. na $<ssia de =iev) R") dos ()S 5C enine.E AB& #E BU AB uma amea+a directa pro2erida numa cerve/aria) R7Espera. en*uanto o m3ximo "i& E$A 'F'(A#&X (al era a altive> do Brande . pronunciada ou escrita não era a6rangida pelo par3gra2o décimoY & décimo primeiro. contendo um apelo ao derru6amento.AU apenas o limite m-nimo da pena Rnão muito 6aixoX "ão demasiado suaveXS. ao a6alo ou ao en2ra*uecimento do poder soviético))) assim como a di2usão. se a ac+ão se preparou de 2orma organi>ada ou os delin*uentes constitu-ram uma organi>a+ão) "a realidade. num <nico exemplar. sendo tudo isso encarado como sa6otagem) Fas nenhum par3gra2o do artigo 5Q se interpretava tão amplamente e com uma tal chama de consci0ncia revolucion3ria. inten+9es terroristas. Esse é contra n:sX))) RFaiaAovsAiS 51 'sto tem o ar de um exagero. 5)a edi+ão. tomo 45. era de um género especialJ não tinha um conte<do aut:nomo. um di3rio -ntimo) Assim tão alegremente extrapolada.

se deveu a um impulso unLnime de certos revolucion3rios interessados nisso) 54 A$DU'. puni+ão *ue podia ir. ou se/a uma organi>a+ãoX & décimo segundo par3gra2o punha em causa a consci0ncia dos cidadãosJ re2eria1se . a2irmava *ue o 2ogo ateado apressadamente. *ue. *uando para o vigésimo anivers3rio de &utu6ro se esperava com 2é uma grande amnistia geral.trocarmos secretamente impress9es. 2oi de novo aplicado. é o mesmo *ue o tivesse 2eito ele pr:prioX & décimo terceiro par3gra2o. pelos vistos. /3 experimentado em 1945. aos ar*uivos da pol-cia. e *ue na primeira metade desse ano ocorreu um ree*uipamento em muitos c3rceres da UniãoJ 2oram retiradas as tarim6as das celas e colocados no seu lugar 6eliches. o *ue *uer di>er *ue se considerava. até ao 2u>ilamento) $esumindoJ isso tinha o nome de 7sa6otagem8 ou 7contra1revolu+ão econ:mica8) #elimitar o premetidado do impremeditado s: o comiss3rio1instrutor podia 2a>01lo. de um e de dois andares5@) &s velhos prisioneiros recordam *ue o primeiro golpe maci+o ter3 sido dado simultaneamente numa noite de Agosto. com enorme estrépido e amplitude. com pranchas cont-nuas. pelo contr3rio. conhecendo a nossa lentidão. nos primeiros dias da revolu+ão de Gevereiro. eu não acredito muito nissoS) "o &utono. no prosseguimento do livro) Duem di> lei. no ata*ue movido pela lei contra o povo. nos anos 19@51 @Q) E necess3rio di>er *ue a opera+ão de 19@5 não 2oi espontLnea. logo ap:s ter sido 2or/ado. o pra>enteiro %taline acrescentou ao ?:digo . tam6ém. e depois temperado em todas as torrentes da década seguinte. com 6ase no seu sentido revolucion3rio do direito) Este par3gra2o aplicava1se aos camponeses *ue não entregavam os 2ornecimentosW aos AolAho>ianos *ue não tinham tra6alhado o n<mero su2iciente 54 ^3 2undamentos psicol:gicos para suspeitar *ue %taline cairia.enal duas novas e inauditas penas de *uin>e e vinte anos54) . morto em =olima.E AB& #E BU AB de diasW aos reclusos dos camposa de concentra+ão *ue não cumpriam a norma de tra6alhoW e por ricochete. sem d<vida. como de valor patri:tico) & décimo *uarto par3gra2o pune 7o não cumprimento consciente de determinadas o6riga+9es ou a neglig0ncia premeditada no seu cumprimento8. a 2uga do delin*uente não como um impulso para a doce li6erdade. so6 a al+ada /ur-dica deste par3gra2o do artigo 5Q) Fuitos dos documentos re2erentes a este tipo de scr1vaVos não so6reviveram a Gevereiro de 1915 e poucos 2oram tornados p<6licos) V) G) #/un1AovsAi. aos delin*uentes *ue 2ugiam dos campos. mas como um atentado ao sistema dos campos de concentra+ão) Esta era a <ltima vareta do le*ue do artigo 5Q 1 le*ue *ue envolvia dentro de si a exist0ncia humana) Ap:s este exame resumido do grande A$('B& teremos menos ocasião de nos surpreender. mas sim planeada. em todo o pa-s Rmas. ou se/a. di> crime) & a+o adamascado do artigo 5Q.E"A "\& ('"^A UF 'F'(E FZ!'F&XXX Este ponto era tão in2initamente amplo *ue não necessitava de *ual*uer acrescento) %AI'A E "\& #'%%E. depois da guerra. pol-cia secreta c>arista54) Um servi+o an3logo seria mais tarde considerado. um em6rião de organi>a+ão. antigo director do departamento da pol-cia. /3 tinha perdido h3 muito o seu o6/ectivo. por extrapola+ão. não den<ncia de *ual*uer das ac+9es acima enumeradas) E para o grave pecado de não denunciar A . a6rangia os *ue tinham pertencido ao servi+o de in2orma+ão da HArana.

os mem6ros da ")=)V)#) e eles o6servam *uem é o primeiro *ue se atreve a pararX))) E os aplausos na pe*uena e desconhecida sala. podemos suspeitar com toda a pro6a6ilidade de acertar *ue se trata de uma lei do desenvolvimento hist:rico) E o pr:prio %taline come+a a aparecer1nos. *ue se encontra de pé na tri6una e aca6a de ler essa mesma mensagem) Fas ele est3 ali h3 pouco tempo e en1contra1se no lugar do recentemente detido. todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) &utros 2oram designados) #ecorreram dois meses) E de novo 2oram detidosJ o presidente. todos eles tinham assinado a 7plata2orma da "ova &posi+ão8) RE como podiam eles deixar de a assinarY ?omo podiam eles 7não con2iar8 no seu ?omité $egional de eninegradoYS Eis um pe*ueno *uadro da*ueles anosJ est3 a decorrer Rna região de FoscovoS a con2er0ncia distrital do .E AB& #E BU AB 5@ dos %ovietes) %taline escolheu outros *ue lhe eram mais convenientes) &lga (chatchavad>e relata como isso se passou em (6ilissiJ em 19@Q 2oram detidos o presidente do ?omité Executivo dos %ovietes da cidade. ignorada pelo ?he2e."ão h3 necessidade de repetir a*ui. dado *ue. oito minutosX))) Eles sucum6emX Estão todos perdidosX "ão podem parar.artido havia. todos os che2es de sec+ão Ron>eS todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) Em li6erdade 2icaram apenas os simples conta6ilistas. pelos vistos. /3 se 2atigam os 6ra+os levantados.arece não ser casual o 2acto de *ue a ?asa Brande de eninegrado tenha sido conclu-da em 19@4. no meio do aperto. se pode 2a>er um pouco de . cinco minutos e são cada ve> mais tempestuosos os aplausos redundando numa ova+ão) Fas /3 come+am a doer as mãos. tendo ele pr:prio medoX "a verdade. da administra+ão soviética. o su6stituto. todos se p9em de pé Rdo mesmo modo *ue no decorrer da con2er0ncia todos saltavam da cadeira cada ve> *ue era mencionado o seu nomeS) "a pe*uena sala ressoam 7tempestuosos aplausos *ue se trans2ormam em ova+ão8) . em su6stitui+ão do recentemente detido) "o 2im da con2er0ncia é aprovada uma mensagem de 2idelidade ao camarada %taline) ?omo se compreende. as mulheres da limpe>a e os pa*uetes))) Duanto . precisamente. en*uanto não tom6arem com os cora+9es despeda+adosX Ainda no 2undo da sala. acerca de 19@5.oderia 2a>01lo o secret3rio da >ona. aplaudindo.artido ou o presidente do ?omité Executivo 5@ . precisamente nas vésperas do assass-nio de =irov) 54 A pena d0 vinte e cinco anos 2oi homologada nas vésperas do trigésimo anivers3rio de &utu6ro. ao o6servar a revolu+ão cultural chinesa R*ue teve tam6ém lugar de>assete anos depois da vit:ria de2initivaS.artido. /3 vão su2ocando as pessoas idosas) A*uilo passa a ser est<pido até para a*ueles *ue sinceramente admiram %taline) Entretanto. o seu su6stituto. sete minutosX. as dactil:gra2as. deten+ão dos mem6ros de 6ase do . *uatro.artido. na sala estão tam6ém de pé. *ue tinham ingressado antes de 1944) & *ue 2oi aplicado de modo particularmente enérgico em eninegrado.artido) E dirigida por um novo secret3rio. como um executor super2icial e cego) A$DU'. apenas.)U)1")=)V)#)55 E duvidoso *ue tenha havido alguma região em *ue se conservasse o primeiro1secret3rio do ?omité do . todos os che2es de sec+ão Ron>eS. do comando militar e das pr:prias B). *uem é o primeiro *ue se atreve a pararY . os seus ad/untos. um motivo secreto *ue não era mencionado directamente nem nos processos ver6ais nem nas senten+asJ prender de pre2er0ncia os militantes do . prolon1gam1se por seis minutosX. em 1945) 55 Agora.assam tr0s. tudo *uanto /3 2oi amplamente escrito e ser3 ainda repetido in<meras ve>esJ assestou1se um golpe demolidor nos escal9es superiores do .

poisY ?omo pararmos entãoY )))S5. não deviam poder 2a>er parte mais do *ue de> por cento de dirigentes destacados do . insolentemente. segundo #arjin) Eis o *ue é o cansa+o pela estupide>) Fas ho/e cria1se outro mito) Dual*uer relato pu6licado. a mil-cia não sa6ia *ue 2a>er dos ciganos *ue numa das pra+as da cidade. cada distrito. é dessa 2orma *ue se conhecem as pessoas independentes) E é dessa 2orma *ue se p9em de lado) "essa mesma noite. e n:s inconscientemente deix3mo1nos in2luenciar. de> anos) Fas. no praesidium) E. ohX FaravilhaX Esvaiu1se então o incont-vel. viam1se. não tão 2uriosamente. mas este não se atreve a parar) E uma loucuraX Uma loucura geralX &lhando1se uns aos outros.1deixa1se cair no seu lugar. o comiss3rio1instrutor recorda1lheJ T "unca1se/a o primeiro a deixar de aplaudirX RDue 2a>er. segundo parece. com o aspecto de leiteiras) A composi+ão dos detidos desta enorme torrente. em nada mais) Fas dos milh9es então presos. . Eis o *ue é a selec+ão. e devia cumpri1la no pra>o esta6elecido) & resto dependia da ha6ilidade dos agentes) $elatado por ")B) A$DU'.E AB& #E BU AB parte do praesidium e compreende toda a 2alsidade. mas aplaudeX #ecorre o nono minutoX & décimoX Ele olha a6orrecido para o secret3rio distrital do partido. é invariavelmente o relato da tragédia dos dirigentes comunistas) E /3 nos convenceram. levados meio mortos para o Ar*uipélago. vista de todosXY & director da 236rica de papel local. por outro motivo. o director da 236rica é preso) ?om 2acilidade pregam1lhe.E AB& #E BU AB 55 & antigo tche*uista AleAsandr =alganov recorda como rece6eu em (ach*uent um telegrama di>endoJ 7Enviem du>entosX8 Eles tinham aca6ado de 2a>er uma ra>ia e *uase /3 não havia *uem deter) E verdade *ue tinham tra>ido do distrito meia centena de delin*uentes) (iveram uma deiaX (odos os gatunos presos pela mil-cia seriam levados ao a6rigo do artigo 5QX #ito e 2eitoX &ra. todo o 6eco sem sa-da da situa+ão. instalaram um acampamento) (inham uma ideiaX ?ercaram1nos e levaram todos os homens de de>assete a sessenta anos. para entrega de pacotes. com uma dé6il esperan+a. os restantes não vacilaramX))) & director da 236rica de papel. uma se sentaram) Estão salvosX & es*uilo teve a ideia de sair da rodaX))) Entretanto. cada unidade militar rece6ia uma determinada ci2ra de presos a enviar. no décimo primeiro minuto. de eninegrado. era tão dispare e extravagante *ue a*uele *ue dese/asse de2inir cienti2icamente a sua con2ormidade com alguma lei *ue6raria os miolos) RDuanto mais para os contemporLneos) Ela deveria ser para eles incompreens-vel)S Fas a verdadeira lei *ue regia as deten+9es da*ueles tempos era constitu-da pelo n<mero esta6elecido pelas di2erentes categorias e pela sua distri6ui+ão) ?ada cidade. não tão 2orte. mas 2ingindo 0xtase nos rostos. os dirigentes da >ona aplaudiram até cair) Até *ue os levem em macasX E. de *ue o per-odo das deten+9es de @51@Q consistiu apenas no encarceramento dos grandes comunistas e. mulheres simples. uma personalidade 2orte.6atota. todos pararam no meio do mesmo aplauso e tam6ém . como inclu-dos no artigo 5QX E cumpriram o planoX . independente. o indescrit-vel entusiasmo geralY #e repente. *ual*uer men+ão na imprensa re2erente a 19@5.artido e do Estado) Fesmo nas 6ichas dos c3rceres. *ue conclui as investiga+9es. depois da assinatura do documento du>entos e seis. 2ingindo1se atare2ado. mas *ue 2a>er no praesidium. até esse momento. aplaudir mais devagar. 2a> 54 A$DU'. na sua maioria.

agora tão1pouco os es*uecem) Iasta uma den<ncia estudantil Ra associa+ão destas palavras deixou h3 muito de soar de maneira estranhaS. *ue tinham sido trocados em 1941. p3triaW são presos na 2ronteira e depois acareados com o seu ex1che2e do =omintern. e teve uma suspeitaX "a manhã seguinte sou6e *ue numerosas pessoas 2oram presas e levadas da cidade) ?ontou a uma sua amiga como era o telegrama) . A$DU'. a telegra2ista. crian+as e velhos. 2oi dada a tare2a de 2u>ilar nessa $ep<6lica *uinhentas pessoas) Eles pediram para aumentar o n<mero e permitiram1lhes *ue 2u>ilassem ainda mais du>entas e trinta) Esses telegramas.aci0ncia. enca6e+ados pelo seu inspector provincial de ensino. monta1se o processo de trinta pro2essores das escolas secund3rias. de dois a tr0s anos) R%ão encerrados em eninegradoJ a sec+ão lituana do 'nstituto ^ert>enW a ?asa de ?ultura ituanaW o ?lu6e Esto1 5. con2er0ncia seguinte) E se ele não 2a> nunca cita+9esY (odos os orientalistas de eninegrado. transmitiu ao . . sendo varridos todos os *ue ainda o não tinham sido) J3 não h3 ra>ão alguma para se ocultar.renderam1na imediatamente) R%eria completamente casual *ue uma pessoa 2osse ci2rada como caixa de sa6ãok &u conhecia1se o *ue era a saponi2ica+ãoY)))S "aturalmente podem dedu>ir1se algumas leis particulares) %ão presosJ 1 &s nossos verdadeiros espi9es no estrangeiro) R(rata1se. automaticamente.ereliem) Entre as terr-veis acusa+9es 2igura a de . sendo tanto mais nocivos. em manadas) Em parte alguma 2oi indicado *ue era preciso procurar deter o maior n<mero de intelectuais. de sincer-ssimos delegados do =omintern 'nternacional ?omunistaS.E AB& #E BU AB nianoW a Escola (écnica lituana e os /ornais lituano e estoniano)S #e6aixo de um terramoto geral.&utro casoJ aos tche*uistas de &cétia. li6ertando1os das horr-veis condena+9es *ue tinham so2rido. incluindo mulheres. ou de tche*uistas. aca6am de ver redistri6u-das as cartas da Brande . somente em 2un+ão do apelido de cada um. segundo um critério r3cicoSW 1 &s estonianos de eninegrado Rtodos são detidos. eram transmitidos pelo telégra2o normal) Em (emriuA. portanto. *uanto mais honestos sãoXS 1 &s empregados do caminho de 2erro da ?hina &riental) R(odos os empregados soviéticos desse caminho de 2erro.)I)!) da ")=)V)#)J 7Enviem amanhã a =rasnodar du>entas e *uarenta caixas de sa6ão8. exilados por col:nias inteiras Rpor exemplo. os parteiros da $evolu+ão. como espi9es dos estonianos 6rancosSW 1 (odos os atiradores e tche*uistas lituanos 1 sim. por exemplo Firov1 =orona) Este a2irma *ue ele pr:prio tra6alhava para um servi+o de in2orma+ão estrangeiro e. /3 tinham sido detidos algunsSW 1 &s coreanos do Extremo &riente Rdeporta+ão para o ?asa*uestão 1primeira experi0ncia de deten+ão. ligeiramente ci2rados. os lituanos. anos antes. muitos dos *uais são atractivas mulheres) ?hamam11nos de volta . /3 é tempo de cortar este /ogo) Agora os socialistas são metidos na prisão. as de U23 e de %aratovS. são presos) (odos os mem6ros do 'nstituto do "orte Rexcepto os do servi+o secretoS são presos) "ão desdenham tão1pouco os pro2essores das escolas prim3rias e secund3rias) Em %verdlov. na sua santa singele>a. processados todos /untos e mandados para o matadouro do Ar*uipélago. segundo relata o che2e de mil-cias Ua6olovsAi. eram espi9es /aponeses) Fas deve reconhecer1se *ue. das gera+9es média e /ovem. mas se não os es*ueciam nunca nas torrentes anteriores. segundo a *ual o pro2essor da sua escola superior cita pouco enine e Farx e de modo geral não cita %taline T e o pro2essor /3 não comparece . *ue ainda não h3 muito constitu-am a espinha dorsal e o orgulho da (cheAaX E até os comunistas da 6urguesa ituLnia. 2re*uentemente. os seus su6ordinados tam6ém.

prometeram1lhe deix31la com os tr0s 2ilhos pe*uenos *ue tinham) Ela assinou. nesta 2eira tra6alha uma en2ermeira *ue se chama . pelo 2acto de *ue devido a uma altera+ão nos estratos estes não coincidiram com duas galerias de uma mina *ue deviam encontrar1se.or isso. por não as terem desco6ertoXS. mas por 7causas8 #'GE$E"(E%. 2raseJ 7'sto deve sa601lo . depois do 2u>ilamento do marido. ter-amos deixado passar estas trinta pessoas. 'van e %tepanS.unitch.) Fateveieva v0 prender o marido e tr0s dos seus irmãos Rdos *uatro. todas apanham oito anos de reclusão 55 ?inco dentre eles 2oram torturados nos interrogat:rios. e em certos lugares R eninegradoS de todos *uantos apanharam 7de> anos sem direito a correspond0ncia8. durante esse tempo morreu a sua mãe de desgostoSW 1 Em %tara1$ussa era exi6ido o 2ilme enine em &utu6ro) Alguém prestou aten+ão . havia ainda as torrentes especiaisJ as das esposas Rmem6ros da 2am-liaS) Elas englo6am as mulheres dos destacados dirigentes do . e as crian+as 2icam no continente)S Font9es de v-timasX Fontanhas de v-timasX &2ensiva 2rontal da ") =) V) #) contra as cidadesJ numa mesma onda.altchinsAaiaX Apanhem1naX E prenderam1na) (ratava1se. tam6ém de . se ocultava num lugar a2astado) 1 &s irmãos IoruchAo R.E AB& #E BU AB 55 ) REm todo o caso. 2icou esta6elecidob`*ue não era da 2am-lia do general do mesmo nome e 2oi posta em li6erdade Rmas. e perdeu1 os a todos. 'van Aristaulo1vitch . 2oi detido de dia e 2oram 6uscar a esposa de noite) Apresentaram1lhe a ela uma lista de pessoas e exigiram1lhe *ue a assinasse.avel. da mulher. por uma tal estupide>.artido. para se reunirem . de . da*ueles *ue /3 não existem) Em regra. *ue. aplica1se o artigo 5Q15J vinte anosX %eis ge:logos Rdo grupo de =otovitchS. 7por oculta+ão premeditada de reservas de estanho no su6solo8 Rou se/a. onde reali>avam reuni9es de menchevi*ues e de socialistas revolucion3rios Rcomo é de supor. indicando *ue todos eles visitavam a sua casa. com re2ormas a t-tulo pessoal) A tal selec+ão de #arjin) A$DU'. s: um regressouS) 1 A um técnico electricista *ue6rou1se no seu sector um ca6o de alta tensão) 5Q15 com eleJ vinte anos) 1 & oper3rio "oviAov.altchinsAi era um de2ensor de . são condenados a de> anos por suspeita de espionagemW . vivem agora em %verdlov. /3 não 76urgueses8S a6ate1se o 6ordão com a cad0ncia do p0ndulo) Ao top:gra2o de minas FiAov "iAolai FerAurievitch. isto é. tinham chegado da . 2am-lia) Agora. ainda ?$'A"VA%. a pena é mais suave do *ue a da torrente dos AulaAs.al3cio do 'nverno) Esperem. morrendo antes do /ulgamento) Vinte e *uatro morreram em campos de concentra+ão) & trigésimo. %). como deix3mos passar milh9es)S As numerosas 7testemunhas8 do seu processo.erm.ol:nia no ano de 19@C. prosperamenteJ são 2uncion3rios de 7nomenclatura8. e2ectivamente. não havia tais reuni9esS) . 7na perspectiva da chegada dos alemães8 Rsegundo den<nciaS. é acusado de preparar a explosão de uma ponte so6re o rio =Lma) 1 Ku/aAov. 2icando ela pr:pria presaW 1 "adie/da Kudenitch 2oi presa devido ao so6renome) E verdade *ue.instalarem 3rvores de "atal para incendiar as escolas 55 E so6re a ca6e+a dos engenheiros R/3 da gera+ão soviética.s principais torrentes. nove meses depois. /3 adolescentes. voltou rea6ilitado) R%e tivesse perecido tam6ém ele. aplica1se o artigo 5Q15J de> anos de reclusão) 'ndo /untar1se .erm.altchinsAiX8 E .

de 2acto. durante um encontro na rua. de assinar o seu nome.ropaganda anti1soviéticaJ de> anosW 1 Um canali>ador desligava o aparelho de r3dio do seu *uarto sempre *ue transmitiam intermin3veis cartas a %taline5Q) Um vi>inho denunciou1o 5Q Duem se recorda delasY #urante horas eram estonteantemente iguaisX ?ertamente *ue o locutor evitan se deve lem6rar 6emJ lia1as com grandes in2lex9es.or esta pergunta condenaram esse velho a de> anos de reclusão. através da respira+ão ou da entrega de o6/ectos T assim tam6ém num aperto de mão. enchendo com eles os /ornais. reprodu>indo1os em milh9es de exemplares) As moscas tinham1lhes pouca considera+ão. pouca) . aldeia para apressar a lavra dos campos. e um velho mu/i*ue perguntou1lhe se ele sa6ia *ue em sete anos os AolAho>ianos não tinham rece6ido pelos dias de tra6alho nem um grão de cereal. nas suas horas livres. o *ue o elevava perante si mesmo) "ão havendo papel 6ranco. mas unicamente palha.1 Uma condutora de eléctricos de =rasnodar. e de resto continuavam tam6ém a assestar1lhe golpesJ 1 & agrimensor RXS %aunin 2oi condenado a *uin>e anos))) pela morte de gado RXS e pelas m3s colheitas RXS no seu distrito Re os respons3veis do distrito 2oram todos 2u>ilados pelo mesmo motivoS) 1 Um secret3rio do . diante de um camião.or essas seis 6ocas matava1se a tra6alhar nas tare2as do AolAho>. dando pena não utili>ar /ornais 1 e *uantos desgra+ados não 2oram condenados por issoX As deten+9es propagavam1se pelas ruas e pelas casas como epidemias) Assim como as pessoas transmitem umas . como elemento socialmente perigosoJ oito anosW 1 Um padeiro semianal2a6eto gostava. passou nos su6<r6ios. mas era demasiado ignorante para isso. se transmitia o inelut3vel cont3gio da deten+ão) . com assinaturas so6re o rosto do . servia1se do /ornal) &s vi>inhos desco6riram um desses /ornais. isso signi2icava *ue eu estava igualmente perdido) %ete anos antes disso.s outras o cont3gio da epidemia sem o sa6erem T num aperto de mão.ois se amanhã és o6rigado a reconhecer *ue estavas a organi>ar um grupo clandestino para envenenar a canali>a+ão de 3gua da cidade. a cidade tinha assistido . por agita+ão anti1soviéticaW 1 &utro 2oi o destino de um mu/i*ue pai de seis 2ilhos) . para desgra+a sua.ai e Festre. o mu/i*ue comoveu1se e disseJ 7%e em lugar desta condecora+ão me dessem uma arro6a de 2arinhaX "ão poder3 serY8 A assist0ncia re6entou em gargalhadas 2ero>es e o novo condecorado 2oi enviado com as suas seis 6ocas para a deporta+ão) . no cesto dos papéis da latrina colectiva) Agita+ão anti1soviéticaJ de> anos) %taline e os seus pr:ximos cola6oradores gostavam muito dos seus retratos. a pé. ao regressar tarde do dep:sito. o camião estava repleto de cad3veresJ As pernas e os 6ra+os apareciam por de6aixo do oleado) . perto do *ual se movia gente) &ra. bsempre esperan+ado em *ue rece6eria algo) & *ue. e ho/e eu te apertara a mão na rua. extermina+ão do campo e achado isso muito natural) Agora era o campo *ue poderia o6servar como arrasavam a cidade.artido chegou . mesmo esta.E AB& #E BU AB Ronde estar3 agora esse vi>inhoYS. através da respira+ão. aconteceu) #eram1lhe uma condecora+ão) Entregaram1lha numa reunião onde se pronunciavam discursos) "a sua resposta.ergunta1ram1lhe o nome) "o dia seguinte 2oi detida) & comiss3rio instrutor perguntou1lhe o *ue tinha visto) Ela reconheceu honestamente o *ue vira Reis a selec+ão de #arjinS) . com muito sentimento) 5Q A$DU'. e.

^aver3 *ue reunir agora todos estes casos e explicar *ue se detinham inocentesY Fas n:s es*uecemo1nos de precisar *ue o pr:prio conceito de culpa 2oi suprimido /3 pela revolu+ão prolet3ria. extrac+ão e . se 7tudo 2oi esclarecido e os puseram em li6erdade8 Raté os /ornais relatavam com coragem alguns casos isolados de v-timas de cal<niasS isso signi2ica *ue os restantes presos eram certamente uns canalhasX E os *ue regressavam guardavam sil0ncio. nem enviados para longe e *ue não tinham morrido) Ela 2oi pe*uena. os *ue se destacavam pela sua independ0ncia. ainda não processados. não 2oi em 19@9 *ue estendemos a mão em a/uda dos ucranianos ocidentais.E AB& #E BU AB 59 2oi declarado oportunismo de direita "ão podemos continuar. e para *ue a auréola do ?he2e 6rilhasse mais radiosamente) Bra+as a este Aopec conseguiu enterrar1se com ast<cia o ru6lo restante) ?om e2eito. *uem deu.or toda a parte se detinham os o2iciais) E assim se condicionavam as popula+9es. so6retudo. muitos polacos R2oi então *ue se recrutaram as v-timas do massacre de =atin e nos campos de concentra+ão do "orte os mem6ros do 2uturo exército de %i1AorsAi1AndersS) . es2riando1se as antigas rela+9es. dos 6ielorrussos ocidentais.3tria eslava. entretanto. o 7corpo checoslovaco8S) Fas. *ue nesse pac-2ico ano 2oram detidos todos os mem6ros da or*uestra de /a>> *ue tocava no ?inema Foderno.ol:nia 2oram presos. privando1as dos poss-veis dirigentes da resist0ncia) Assim eram chamadas . as antigas ami>ades) ?2) ?olectLnea 7das pris9es)))8. dos ha6itantes da região do I3ltico. *ue ca-ram prisioneiros. 6em depressa 2oi recuperado nesses mesmos anos e pelos mesmos par3gra2os do in2inito Artigo) Assim. 6em como dos moldavosY Aconteceu *ue os nossos irmãos eram completamente limpos. como traidores . . na ?arélia e em eninegrado procedeu1se . na cidade de (am6ov. a especular com esses conceitos anti*uados de culpa e inoc0ncia) A promo+ão do regresso. pois. em tempo de guerra. uma mancha nos seus anaisX E verdade. intelig0ncia e notoriedade) "as antigas regi9es da .2lu-ram as torrentes da pro2ilaxia social) Goram presos os *ue eram demasiado a6astados e in2luentes. permitam ainda. e. mas. pois tinham assinado uma declara+ão) Estavam emudecidos pelo terror e eram poucos os *ue sa6iam algo dos segredos do Ar*uipélago) A distri6ui+ão 2ora 2eita antesJ as carrinhas pela noite. em 19@9.E AB& #E BU AB A GinlLndia deixou1nos um istmo sem popula+ão. mas ha6ilmente utili>ada) Assemelham1se . a ?hecoslov3*uia ocupada para a *uerida . por exemplo.3tria) Era. em compensa+ão. transplanta+ão de todas as pessoas de sangue 2inland0s) ":s nem se*uer demos por esse pe*ueno riachoJ não temos sangue 2inland0s. nos anos 4C. redu>indo1as ao sil0ncio. troca de um Aopec por um ru6lo. em 19@9. *ue esta contracorrente 2oi pe*uenaJ cerca de um a dois por cento de todos os ultimamente presos. as demonstra+9es de dia) Duanto ao Aopec. sendo necess3ria para lan+ar todas as culpas em cima do s:rdido Ke/ov e 2ortalecer o recém1chegado Ié1ria.C) Goi na guerra da GinlLndia *ue se procedeu a uma primeira experi0nciaJ a de processar os nossos soldados. em 194C. depois. a U) $) %) %)Y "ão era poss-vel garantir *ue algum deles não 2osse um espião) Fas 2oram todos enviados para campos de concentra+ão do "orte Ré de l3 *ue parte. pela torrente das esposas *ue não renegaram os maridosY Duem recorda. e no come+o dos anos @C A$DU'. na verdade. dado *ue todos eram inimigos do povoY E *uem viu os trinta mil checos *ue deixaram. ra>ão. a .@) QC A$DU'. 2oi um caso inimagin3vel na hist:ria dos :rgãos. e da. p3g) .

mas não se consideravam como a6rangidos pelo artigo 5Q Re a*ueles poucos *ue so6reviveram aos campos de concentra+ão dos anos de guerra. todas as pessoas de origem alemã.E AB& #E BU AB Q1 E logo veio a torrente dos alemãesJ os da região do Volga. do mesmo modo *ue no caso do esmagamento dos AulaAsJ o ?:digo . o desterro dos alemães 2oi an3logo ao esmagamento dos AulaAs.us1me na 6icha de uma padaria) Um miliciano chamou1me e levou1me para completar um n<mero) (eria come+ado peio BU AB. 2oram deixadas unidades militares inteiras.or uma v3lvula de r3dio encontrada Rpor den<nciaS apanhava1se de> anos) .4) (ratava1se de um sangria experimental para manter a disciplina geral) (odos eram condenados a de> anos. desde *ue se tratasse de alemães. pois permitiram1lhes levar mais coisas consigo e não os atiraram para lugares tão perdidos e mort-2eros) "enhuma 2ormalidade /ur-dica 2oi repetida. mas não se es*ueceram de passar pelas armas os presos pol-ticos nas celas e nos p3tios de vov. a*ueles a *ue era ainda poss-vel deitar a mão) "a ituLnia. margem do c:digo editado nos primeiros dias da guerra. en2im. *ue eram a6andonadas ao inimigo. e até her:is da guerra civil e velhos militantes do . por espantoso *ue pare+a. 2oram amnistiados em 1945S) #epois houve a torrente dos *ue não entregaram os aparelhos de r3dio ou as suas pe+as so6resselentes) . em ve> da guerra. o istmo da ?arélia 2oi anexado pela União %oviética) R") dos ()S ha . nuns *uantos dias. era a sua primeira experi0ncia nacional desse tipoW tinha para ele interesse te:rico) . *ual*uer *ue 2osse a >ona da União %oviética onde vivessem) & sintoma determinante era o do sangue. com a pressa. era necess3rio apressar1se a em6arcar. mas arran/ou1se meio de levar alguns milhares de 2am-lias lituanas suspeitas R*uatro mil dentre elas 2oram depois entregues.primeira experi0ncia na hist:ria da humanidadeX Fas. a primeira torrente da guerra 2oi a dos espalhadores de 6oatos e semeadores de pLnico. a6re1se a porta da cela e disparam so6re ti) Antes de morrer tu gritas e ninguém. no campo de concentra+ão de =rassnoiarsA.enal era uma coisa e o desterro de centenas de milhares de homens outra) (ratava1se de uma decisão pessoal do reiX Além disso. não nos aperce6emos dissoX Estava1se a proceder ao ensaio *uando precisamente so6reveio a guerra e com ela a grandiosa retirada) "as rep<6licas ocidentais. além das pedras do c3rcere.resos comuns Rladr9es e delin*uentes de outro tipoS *ue eram utili>ados como guardas em campos de prisioneiros pol-ticos) R") dos ()S Estive a pontos de experimentar esse decreto na minha pr:pria pele) .artido.ode ser *ue ainda leiamos um livro acerca disso) "a retaguarda. de (alin e de muitas outras pris9es do &cidente) "o c3rcere de (artu 2oram 2u>iladas cento e noventa e duas pessoas e os cad3veres lan+ados a um po+o) ?omo imaginar istoY %em *ue sai6as o *ue se passa. como a de Irest. os colonos da UcrLnia e do ?3ucaso do "orte. eram desterrados. regimentos. divis9es de artilharia cl3ssica e antiaérea. te ouve.@) "a sua ess0ncia. ao sa*ue dos urAi6!) #epois de 4Q de Junho come+aram a e2ectuar1se deten+9es precipitadas na et:nia e na Est:nia) Fas a situa+ão tornava1se perigosa e tiveram de retroceder mais depressa ainda) Es*ueceram1se de desmantelar 2ortale>as inteiras. se não 2osse essa 2eli> interrup+ão) A$DU'. segundo os termos de um decreto especial . mas assumiu 2ormas mais suaves. de $ovn.C Duando da guerra russo12inlandesa R194CS. nem ir3 contar) Fas di>1se *ue houve *uem não chegasse a ser 2u>ilado) .

de meia centena de pessoas. no meio do caos geral. 2iguravam o general1che2e das 2or+as aéreas. menos de de> anos) Assim se ia depurando o exército em opera+9es) Fas havia ainda o enorme . tanto mais *ue lhes tinham dado agora a estudar as armas *ue até esse momento eram mantidas secretas para os nossos pr:prios soldadosJ as pistolas autom3ticas #egtiarev e os o6uses de regimento) #ispondo dessas armas. grau e con2ian+a. por si s:. a maioria da avia+ão. não tinha tempo de provar nada e 2oi preso como alemãoJ 7E este o seu verdadeiro nomeY #e *ue tare2as 2oi incum6ido pela espionagem 2ascistaY)))8 E outro ha6itante de (am6ov. e mais ainda no &utono.tuAhin Ro *ual di>iaJ 7%e eu sou6esse. a torrente dos generais. uma parte dos cercados era integrada. o general E)%) . *uando é *ue compartilhou o seu destino com o de &AoroAovY))) Q4 A$DU'. para $o6ert %hteAAer. e a *uem depois disso. mas 2icaram intrepidamente na capital amea+ada e . retrocendo cento e vinte *uil:metros por dia. em lugar de serem a6ra+ados 2raternalmente no seu regresso Rcomo teria procedido *ual*uer outro exército do mundoS. as acarea+9es é as declara+9es de uns acerca dos outros) #epois da veri2ica+ão. de *ue meses antes as nossas cidades se tinham despedido com 2an2arras e 2lores. de6aixo de suspeitas e d<vidas. no 2im de contas) &ra. cou6e em sorte apanhar os golpes mais duros dos tan*ues pesados alemães. 2oram condu>idos. presumoS. mudou nos anos @C. deixando1os repousar. `Jue /3 em 191Q tinha mudado o seu pouco melodioso so6renome pelo de =ol6e. eles não podiam ganhar consci0ncia de *ue. a torrente dos culpados do recuo Rnão era. p_de veri2icar1se *ue esses moscovitas não 2ugiram nem 2oram evacuados. para centros de veri2ica+ão e de classi2ica+ão. *ue soava 6em. até . em levas) Entre os generais. com o nome anterior.@ E o sangue era determinado a partir do so6renome) & engenheiro construtor Vassili &AoroAov Rda palavra oAoroA. ap:s uma an3lise tran*uila. n:s simplesmente repet-amos a mano6ra de atrac+ão de =utu>ov) %: uma torrente provinda do exército oriental poderia propiciar essa compreensão) E os l36ios 2echaram1se e a 2é passou a ser de 2erro) "as altas es2eras ia 2luindo tam6ém. e.E AB& #E BU AB exército inactivo.A partir do 2im do Verão de 1941. mas.4 come+ava a soltar1se1lhes a l-ngua. e de maneira nenhuma por culpa sua. não na situa+ão de cativos. =aver>niev Rda palavra Aaver>ni. mas durante algum tempo dispersos em grupos de com6ate no interior do cerco alemão.ai Duerido. intriguistaS. compunha a primeira torrente de traidores . detidos nos c3rceres de Foscovo durante o Verão de 1941. *uando isso ainda era poss-vel. precipitou1se a torrente dos *ue tinham 2icado cercados) (ratava1se da*ueles mesmos de2ensores da . teria 6om6ardeado em primeiro lugar o nosso . e s: depois iria para a prisãoX8S. p3tria) Era1lhe aplicado o artigo 5Q1116. ao princ-pio. tal era a no6re tare2a das %ec+9es Especiais) E aos her:is de =hassan. no Extremo &riente e na Fong:lia) "ão deixar *ue este exército se en2erru/asse. em destacamentos desarmados e privados de direitos. na sua inac+ão. menor por en*uanto. em novas unidades militares) &utra parte. ela6ora+ão da norma. era1lhes di2-cil compreender como retroced-amos no &cidente) ] distLncia da %i6éria e dos montes Urais. em &utu6ro desse ano. e outros) A vit:ria na >ona de Foscovo deu origem a uma nova torrenteJ a dos moscovitas culpados) Agora. tendo1se encontrado. claro.3tria. %muchAevitch. onde os o2iciais dos %ervi+os Especiais come+avam por ter descon2ian+as so6re cada palavra sua e até se eram *uem di>iam ser) E os métodos de veri2ica+ão eram os interrogat:rios. o Brande Estrategista o culpado dissoXS) Goi uma torrente pe*uena. visitar a 2am-lia e incorporarem1se depois na sua unidade. aper2ei+oando a sua assinatura) Agora. achando inc:modo assinar com esse apelido os seus pro/ectos. e conseguindo romp01lo.

opular da Fong:lia.a6andonada pelas autoridades) Eis *ue /3 deles se suspeitavaJ *uer de minarem o poder das autoridades R5Q11CSW *uer de terem esperado os alemães R5Q111a. ao mesmo tempo *ue o sustento di3rio. exerciam uma actividade. pelos chamados delitos do campo de concentra+ão. é claro *ue o retrocesso se 2a>ia de acordo com um planoSW aos *ue na retaguarda espalhavam cal<nias. satis2e> as necessidades da retaguarda e da 2rente) Era aplicado aos evacuados. mas não entrou na hist:ria geral da $<ssia. pelos tri6unais das divis9es. durante toda a guerra. se relatavam os horrores da retirada Rsegundo os /ornais. caluniosamente. não são examinados neste cap-tulo)S A honestidade exige tam6ém *ue citemos as contracorrentes do tempo da guerraJ os /3 mencionados checos e polacos. morte e retrocederam sem licen+aJ a*ueles mesmos a *uem.E AB& #E BU AB Q@ resistir até . com re2er0ncia ao artigo 19J esta torrente alimentaria os comiss3rios de instru+ão de Foscovo e de eninegrado 1945S) E evidente *ue o 5Q11C. a . ap:s o insucesso registado na >ona de =ertch Rcento e vinte mil prisioneirosS. prender apenas uma certa percentagemJ . para edi2ica+ão da consci0ncia geral. *ue 2oram particularmente 2ero>es no tempo da guerra. na pr3tica era su2iciente registar as séries dos passaportes dos ha6itantes das >onas ocupadasJ prend01los a todos era economicamente insensato. hist:ria espec-2ica das canali>a+9es) R#e resto.4 ocalidade onde se desenrolaram renhidos com6ates de tropas da U)$)%)%) e da $ep<6lica . di>endo *ue os alemães possu-am uma técnica 2orteW em 1944. pretendiam *ue em eninegrado. as pessoas morriam de 2ome) "esse mesmo ano. di>endo *ue o racionamento era severoW aos *ue na 2rente pro2eriam di2ama+9es. nunca deixou de ser aplicado. 2icando con2inado .*ueles *ue. de ano para ano. come+ou a tornar1se mais a6undante. A)%)A) Ragita+ão anti1soviéticaS. porém. sendo catalogados com a letra 7a8J 5Q111aSW 1 &s militares *ue tinham sido 2eitos prisioneiros Rapanhavam tam6ém de> anos. sendo catalogados com a letra 768J 5Q1116S) (odos os *ue 2icaram su6metidos . pelo menos a de cola6ora+ão com o inimigo) Entretanto. a BU ABJ su6metida ao regime acelerado. 2oi ainda aspirada uma torrente mais importante de o2iciais e de soldados. de %tali1ne. então 6lo*ueada. no decurso da grande retirada do sul para o ?3ucaso e para o Volga. segundo os termos da imortal ordem do dia du>entos e vinte sete. de um reservat:rio a outro. contra tropas /aponesas. . e. continuar a viverW isso. tam6ém uma 2utura prova de delitoJ se não a de trai+ão .3tria não podia perdoar a sua vergonha) Esta torrente não chegou. 6em como delin*uentes comuns *ue 2oram deixados sair dos campos para irem para a 2rente de 6atalha) A partir de 194@. a torrente dos muitos milh9es provindos dos territ:rios ocupados e da Europa) &s dois a2luentes mais importantes *ue a compunham eramJ 1 &s cidadãos *ue tinham vivido nos territ:rios so6 o dom-nio alemão ou na Alemanha Rapanhavam de> anos. no ano de 19@9) R") dos ()S A$DU'. ocupa+ão *ueriam. por toda a parte. na >ona de ?rac:via Rainda maisS.. 2oi empurrada para as companhias disciplinares e rea6sorvida sem deixar vest-gios na areia vermelha das primeiras linhas) (al 2oi o cimento so6re *ue se 2undaram os alicerces da vit:ria de Estalinegrado. pois isso signi2icava despovoar amplas extens9es) Iastava. apesar de tudo. podendo teoricamente ganhar. tentamos seguir a*ui apenas as torrentes *ue chegavam a BU AB vindas do exterior) As ininterruptas trans2orma+9es internas de BU AB. *ue não dese/avam . *uando da viragem da guerra a nosso 2avor. até 194. p3tria.

com tanto con2orto como nunca tinham go>ado até então. como por exemplo a dos 7a2ricanos8. 6em como a*ueles *ue secavam as tulias no mesmo tapume *ue os alemães) Fas 6astava um por cento de um milhão para 2ormar uma 6oa d<>ia de plet:ricos campos de tra6alho) E não h3 lugar para pensar *ue uma participa+ão honrada em *ual*uer organi>a+ão clandestina de resist0ncia contra os alemães livrava alguém. devido aos aliciantes relatos *ue 2a>iam so6re a li6erdade e a a6undLncia *ue veri2icaram na capitalista %uécia RBrupo =adenAoS. e não por*ue se tivessem tomado prisioneiros. não lhes aplicando ainda. pois era imposs-vel *ue tendo servido na pol-cia não se tivesse deixado contagiar pelo esp-rito do inimigo e cumprido as tare2as de *ue este o incum6ria) Fais duramente e com mais rigor eram /ulgados os *ue tinham estado na Europa. de modo seguro. dar um passo se*uer por VorAutW pagavam1 lhes um sal3rio como se 2ossem livres. um grupo de marinheiros nossos 2oi dar ao litoral da %uécia) #urante toda a guerra viveram livremente nesse pa-s. semiculpados. das notas de viagem dos escritores sensatosS e muito mais desagrad3veis o eram nos anos do p:s1guerra. in2lexivelmente. morria e passava 2ome e esses canalhas iam comendo o pão da neutralidade) #epois da guerra a %uécia devolveu1no1los) A trai+ão . atr3s de arame 2arpado. tal como a denominaram durante muito tempo nas o6ras de constru+ão de VorAut) (ratava1se dos prisioneiros de guerra russos. *ue a vida a. atacava. serem tratados como prisioneiros de guerra os internados Rcivis levados para tra6alhar na AlemanhaS) "os primeiros dias da guerra. di2erentes de todas as outras. . so6retudo a*ueles *ue tinham visto no &cidente algo mais do *ue um campo de morte alemão. do 'ra*ue e do 'rão. mas dispunham deles como prisioneiros) E a ordem especial não chegava) (inham1nos es*uecido))) . para lhe transmitir in2orma+9es) & rapa>.3tria era indu6it3vel. mas . culpados em *uarto.5 Em6ora não se deixassem logo aperce6er tão claramente. *ue 2oram expedidos em %tude6aAers através do Egipto. por*ue tinham visto um peda+o da vida europela e podiam 2alar so6re ela) (ais relatos eram sempre desagrad3veis R. chegada dos nossos apanhou os seus de> anos.culpados. mas havia algo *ue não /ogava certo) #eixaram11nos partir e separar1se. Q4 A$DU'.) . nem uma pena nem um artigo do ?:digo) Estes 7a2ricanos8 viveram em VorAut em condi+9es indeterminadasJ não eram guardados. nem nunca mais usu2ruiriam no 2uturo) A U)$)%)%) retrocedia. e depois aplicaram a todos eles uma pena por Agita+ão Anti1%oviética. em6ora se tratasse de escravos das prov-ncias orientais. por 2alta de experi0ncia. até nova ordem. para a p3tria) 'nstalaram1nos imediatamente numa 6a-a deserta do mar ?3spio. anos de ru-na e desordem) ?ontar *ue na Europa tudo era a6solutamente mau.E AB& #E BU AB deu in2orma+9es de tudo aos Aomsomols. tiraram1lhes os o6/ectos *ue os americanos lhes tinham dado Rem proveito dos 2uncion3rios dos :rgãos. compreende1se. excep+ão. e não do EstadoS e expediram1nos para VorAut. sem licen+a. avan+ava.5) 'sto torna1se evidente pelo 2acto de.. evidentemente. *ue era /ulgada a maioria dos prisioneiros de guerra. honestamente. arrancaram1lhes as ins-gnias militares. de entrar na 2orma+ão dessa torrente) "ão 2oi caso <nico. utili>ados pelos americanos no exército de $ommel em Z2rica Ros ^ijiS. o da*uele Aomsomol de =iev a *uem a organi>a+ão clandestina mandou tra6alhar na pol-cia.era imposs-vel nem todos o sa6iam 2a>er) Era por esse motivo. mas não podiam. por exemplo. em 194@ havia /3 umas torrentes perdidas.

tendo1lhes cortado o ca6elo e vestido os velhos 2arrapos. rapidamente e em catadupa. não o6stante a guerra com o Japão não ter durado nem tr0s semanas. s: por si. para os do complexo de BU AB) Em 1945. uma ap:s outra. dali mesmo 2oram levados ao 6anho. por ordem especial A$DU'. a dirigir1se para a esta+ão.. industriaram cada um so6re o *ue devia 2a>er. vestiram1nos com s:6ria elegLncia. A$DU'. em eninegrado) #urante dois meses alimentaram1nos para a engorda e deixaram crescer1lhes o ca6elo) #epois. tam6ém estas nacionalidades eram deportadas unicamente em 2un+ão do critério do sangue. não lhes aplicaram nova condena+ão) Q. todos eram tam6ém levados para l3) "os <ltimos anos da guerra houve. por decisão do tri6unal. as torrentes das na+9es *ue ca-ram em 2altaJ Em 194@.E AB& #E BU AB . porém. tinham /3 calado a 6oca so6re a vida na %uécia. dos tchetchenos. em vinte e *uatro horas. indo a eninegrado Ra *uestão das despesas da viagem não pertur6ou ninguémS) ?om o seu aspecto vistoso e 2resco eles constitu-ram o melhor desmentido ao 6oato dos /ornais) &s /ornalistas partiram envergonhados. desse caso e 2oram pu6licadas not-cias caluniosas na imprensa) Entretanto. sem preencherem *ual*uer *uestion3rio T e tanto os mem6ros do . estudavam. sou6e1se. empregados em tra6alhos urgentes de constru+ão na %i6éria e na Zsia ?en1 2oram levados todos para a prisão de =rest. a sua terra e os seus 6ens eram trans2eridos para os herdeiros) #o mesmo modo *ue os alemães no come+o da guerra.or entre a torrente geral dos li6ertados das >onas ocupadas. seleccionados nos campos de prisioneiros de guerra e trans2eridos. relataram onde viviam. para a Zsia ?entral.E AB& #E BU AB Q5 . dos ca6ar1dinosW Em 1944. sendo enviados para os mesmos campos) evando em conta *ue todos eles se portaram 6em..artido como os her:is do tra6alho e os her:is da guerra ainda não 2inda.ara a imagina+ão ocidental era inimagin3vel explicar de outra 2orma o sucedido) E os protagonistas da con2er0ncia de imprensa. por *ual*uer meio. na presen+a de /ornalistas estrangeiros convidados e de pessoas *ue conheciam 6em o grupo na %uécia) &s ex1internados mantiveram1se muito animados. a torrente dos criminosos de guerra alemães. 2oram passando. para o "orte da $<ssia) Exactamente vinte e *uatro horas depois. e enviaram1nos para uma con2er0ncia de imprensa. as dos calmucos. advertiram1nos de *ue se um *ual*uer deles cometesse a canalhice de 2alar de outra 2orma apanharia 7nove gramas8 de chum6o na nuca. *ue recentemente tinham lido na imprensa ocidental Rpois ela ven1de1se a*ui em cada *uios*ueXS) (ratavam de escrever uns aos outros e puseram1se de acordo. 2oram apanhados numerosos prisioneiros de guerra /aponeses. pela impetuosidade das tropas de desem6ar*ue. temendo apanhar por isso uma nova condena+ão) "a %uécia. tra6alhavam e indignaram1se com as cal<nias 6urguesas. a su6ir para os vag9es e a partir imediatamente para a %i6éria. dos inguchos. ?om este grupo veri2icou1se um caso aned:tico) "o campo. os rapa>es /3 estavam dispersos por diversos campos) #e repente. para o ?asa*uestão. a dos t3rtaros da ?rimeia) Elas não teriam corrido tão impetuosa e velo>mente para o seu desterro perpétuo se os :rgãos não tivessem rece6ido o re2or+o de tropas regulares e de viaturas do exército) As unidades militares cercaram com um anel de 2erro as povoa+9es montanhosas e os *ue ali se tinham aninhado para viver durante séculos 2oram o6rigados. indo escrever desculpas) .

tral, procedendo1se a uma opera+ão de selec+ão de criminosos de guerra id0ntica , *ue 2oi tam6ém ali levada a ca6o para BU AB);5 A partir de 2ins de 1944, *uando o nosso exército irrompeu nos Ialcãs, e so6retudo em 1945, *uando ele atingiu a Europa ?entral, escoou1se ainda pelos canais de BU AB uma torrente de russos emigrados T velhos *ue haviam sa-do por altura da $evolu+ão e /ovens *ue /3 ali tinham crescido) %acavam para a p3tria geralmente os homens, deixando as mulheres e as crian+as na emigra+ão) RE verdade *ue não os levavam todos, mas s: a*ueles *ue ao longo desses vinte e cinco anos tivessem exprimido, em6ora timidamente, os seus pontos de vista pol-ticos, ou *ue os tivessem mani2estado longo tempo antes, durante a $evolu+ão) "ão tocavam na*ueles *ue haviam levado uma exist0ncia simplesmente vegetativa)S As principais torrentes procederam da Iulg3ria, da Jugosl3via, da ?hecoslov3*uia, um pouco menos da Zustria e da AlemanhaW nos outros pa-ses da Europa &riental *uase não viviam russos) ?omo um eco, respondeu1lhe tam6ém da Fanch<ria, em 1945, uma torrente de emigrantes) RAlguns deles não 2oram presos imediatamenteJ houve 2am-lias inteiras *ue 2oram convidadas a regressar , p3tria como pessoas livres) Uma ve> a*ui, separavam1 nos e mandavam1nos para a deporta+ão ou para os c3rceres)S Em todo o per-odo de 1945 a 194;, avan+ou para o Ar*uipélago, en2im, uma grande torrente de verdadeiros inimigos do .oder Ros homens de Klassov, os cossacos de =rasnov, os mu+ulmanos das unidades nacionais criadas por ^itlerS, uns convictos e outros 2or+ados) Juntamente com eles 2oi capturado nada menos de meio milhão de re2ugiados, *ue tinham 2ugido ao poder soviéticoJ civis de todas as idades e de am6os os sexos, *ue tinham conseguido esconder1se no territ:rio dos aliados, mas 2oram per2idamente devolvidos nos anos de 194;145, pelas respectivas autoridades, aos soviéticos;Q) ;5 %em conhecer os pormenores deste caso, estou convicto, não o6stante, de *ue grande parte destes /aponeses não puderam ser /ulgados legalmente) (ratou1se de um acto de1 vingan+a e de um meio de reter a mão1de1o6ra por um pra>o mais prolongado) ;Q %urpreendentemente, apesar de no &cidente ser imposs-vel guardar segredos pol-ticos por muito tempo, pois aca6am inevitavelmente por ser divulgados, o segredo desta trai+ão conheceu uma sorte di2erente, sendo guardado ciosamente pelos governos 6ritLnico e americano) "a verdade, deve ser, senão o <ltimo segredo da %egunda Buerra Fundial, um dos <ltimos) (endo encontrado in<meras ve>es pessoas dessas nas pris9es e nos campos, custava1me a acreditar *ue neste *uarto de século a opinião p<6lica do &cidente "A#A sou6esse desta entrega grandiosa pelas suas propor+9es, de gente simples da $<ssia, pelos governos ocidentais, , repressão e , morte) %: em 195@, no %undaN &Alahoma, de 41 de Janeiro, saiu um pe*ueno artigo de Kulis Epstein, a *uem da*ui me atrevo a transmitir o meu agradecimento, em nome da massa de mortos e dos poucos vivos) (rata1se de um 6reve documento incompleto acerca do ocorrido, e oculto até ao presente, entre os muitos tomos a escrever so6re a repatria+ão A$DU'.E AB& #E BU AB Q5 Um certo n<mero de polacos, mem6ros do exército nacional de =raiova, partid3rios de FiAolaitchiA, passou pelas nossas pris9es em 1945, antes de seguir para BU AB) ^avia tam6ém uns tantos romenos e h<ngaros) A partir do 2im da guerra e por longos anos 2oi escorrendo a a6undante torrente dos nacionalistas ucranianos R7os Iender8S) %o6re o pano de 2undo de toda esta gigantesca transplanta+ão de milh9es de pessoas no p:s1guerra, poucos 2oram os *ue o6servaram torrentes tão pe*uenas comoJ

1 A das raparigas *ue namoravam estrangeiros R194;145S, ou se/a, *ue se deixaram corte/ar por estrangeiros) Elas eram marcadas com o r:tulo do artigo 51@5 Rsocialmente perigosasSW 1 A das crian+as espanholas, essas mesmas *ue tinham sido expatriadas durante a guerra civil, mas /3 se tinham convertido em adultas depois da %egunda Buerra Fundial) Educadas em internatos nossos, elas adaptavam1se, entretanto, mal , nossa vida) Fuitas tentaram regressar 7a casa8) Eram tam6ém marcadas com o r:tulo do 51@5 Rsocialmente perigosasS e as mais o6stinadas com o do artigo 5Q1; Respionagem em proveito))) da AméricaS) R.ara sermos /ustos não devemos es*uecer, tão1pouco, a pe*uena contracorrente dos))) sacerdotes, em 1945) %im, oh milagreX .ela primeira ve> depois de trinta anos eram postos em li6erdade os sacerdotesX .ropriamente 2alando, eles não eram procurados nos campos, mas todas as pessoas *ue, encontrando1se em li6erdade, se lem6ravam deles, podiam dar o seu nome, mencionando o seu paradeiro, e os interessados eram postos por levas em li6erdade, a 2im de participarem no 2ortalecimento da 'gre/a resta6elecida)S 'mporta lem6rar *ue este cap-tulo não tem, de modo algum, por 2im enumerar (&#A% as torrentes *ue 2ertili>aram BU AB, mas s: a*uelas *ue assumiram um mati> pol-tico) Assim, como num curso de anatomia, depois da descri+ão pormenori>ada do sistema da circula+ão sangu-nea, se pode come+ar de novo e detalhadamente a 2a>er a descri+ão do sistema lin23tico 2or+ada para a União %oviéticaJ 7(endo vivido dois anos nas mãos das autoridades 6ritLnicas, com um 2also sentimento de seguran+a, os russos 2oram apanhados de surpresa, nem compreendendo se*uer *ue os repatriavam))) Eram na maioria simples camponeses, com um rancor pessoal contra os 6olchevi*ues)8 As autoridades inglesas portaram1se com eles como se se tratassem de 7criminosos de guerra8, entregando1os, contra sua vontade, nas mãos da*ueles de *uem se não pode esperar um /ulgamento /usto) Goram enviados todos para o exterm-nio, para BU AB) QQ A$DU'.E AB& #E BU AB assim se poderiam descrever de novo, desde 191Q até 195@, as torrentes dos condenados por delitos comuns e mais propriamente por crimes penais) E essa descri+ão tam6ém não ocuparia pe*ueno espa+o) A*ui seriam esclarecidos muitos ucasses RdecretosS céle6res, es*uecidos em parte agora Rem6ora não tenham sido revogados por leiS, *ue 2orneciam a6undante material humano para o insaci3vel Ar*uipélagoJ o decreto so6re o a6sentismo ao tra6alhoW o decreto so6re a produ+ão de2eituosaW o decreto so6re a destila+ão caseira de vodca R*ue atingiu o auge em 1944, mas /3 na década de 4C tinha 2eito muitos estragosSW o decreto punindo os AolAho>ia1nos *ue não cumprissem a norma o6rigat:ria de dias de tra6alhoW o decreto so6re a lei marcial nos caminhos de 2erro Rpromulgado em A6ril de 194@, /3 não no come+o da guerra, mas no momento da sua viragem a nosso 2avorS) Esses decretos, segundo uma tradi+ão antiga, *ue remontava aos tempos de .edro, o Brande, apareciam sempre como ignorando toda a legisla+ão anterior, sem a ter de nenhum modo em conta, como se tivesse sido es*uecida) Era proposta aos /uristas a tare2a de conciliar os di2erentes ramos /ur-dicos, mas eles não curavam disso nem com muito >elo nem com muito 0xito) Esta pulsa+ão de decretos condu>iu a um estranho *uadro de delitos e crimes de direito comum em todo o pa-s) .odia o6servar1se *ue nem os rou6os, nem os assass-nios, nem a destila+ão caseira de vodca, nem as viola+9es aconteciam no nosso pa-s, segundo os lugares e as circunstLncias, como conse*u0ncia de 2ra*ue>as humanas, da lux<ria e de paix9es desen2readasX

"ãoX "os crimes cometidos por todo o pa-s veri2icava1se uma assom6rosa unanimidade e uni2ormidadeX Era todo o pa-s 2ervilhando de violadores, ora apenas de assassinos ou de destiladores de vodca, como reac+ão ao <ltimo decreto governamental) #ir1se1ia *ue cada delito dava o 2lanco ao respectivo decreto, para desaparecer mais depressaX E /ustamente este delito, *ue grassava logo por toda a parte, era o mesmo *ue aca6ava de ser previsto e punido com mais rigor pela nossa s36ia legisla+ão) %e o decreto so6re a militari>a+ão dos caminhos de 2erro levou aos tri6unais multid9es de simples mulheres e de adolescentes, *ue constitu-am a maioria dos 2uncion3rios das linhas 2érreas no tempo de guerra, era por*ue não tendo rece6ido, antes, *ual*uer instru+ão em *uartéis eles eram os *ue provocavam mais atrasos e cometiam in2rac+9es) & decreto so6re o não cumprimento da norma o6rigat:ria dos dias de tra6alho simpli2icou muito a deporta+ão dos AolAho>ianos indolentes *ue não *ueriam satis2a>er1 se com o n<mero de pau>inhos *ue lhes atri6u-am;9) %e por esse motivo antes se exigia um /ulgamento e a aplica+ão do artigo so6re a contra1revolu+ão &s dias de tra6alho eram assinalados por pau>inhos) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB Q9 econ:mica, 6astava agora uma decisão do AolAho>, con2irmada pelo ?omité Executivo do %oviete do distritoW e os pr:prios AolAho>ianos não podiam deixar de se sentir melhor consigo mesmos ao terem consci0ncia de *ue, em6ora 2ossem deportados, /3 não os consideravam como inimigos do povo) RA norma o6rigat:ria de dias de tra6alho era di2erente, segundo as diversas regi9es, sendo a mais privilegiada a dos caucasianosJ setenta e cinco dias de tra6alhoW mas muitos destes 2oram apanhados na torrente, por oito anos, na região de =rasnoiarsA)S "o entanto, neste cap-tulo, não procedemos a um exame pormenori>ado e 2ecundo das torrentes de crimes e delitos comuns) %: não podemos silenciar unicamente, ao atingir 1945, um dos maiores ucasses de %taline) J3 a prop:sito de 19@4 tivemos ocasião de re2erir1nos , céle6re lei do 7sete do oito8, ou 7sete oitavos8,1 lei pela *ual se prendia em pro2usão por uma simples espiga, um pepino, duas 6atatas, uma astilha, ou um carro de linhas5C, e sempre com a pena de de> anos) Fas as exig0ncias do tempo, tais como as compreendia %taline, mudavam, e esses de> anos *ue pareciam su2icientes antes da guerra 2ero>, agora, depois da vit:ria hist:rica e mundial, tinham um aspecto demasiado 2rouxo) E, de novo, com menospre>o do ?:digo, ou es*uecendo1se de *ue existia uma in2inidade de artigos e decretos so6re delapida+9es e rou6os, 2oi pu6licado, em 4 de Junho de 1945, um decreto *ue ia mais longe do *ue todos eles, e *ue 2oi imediatamente 6apti>ado pelos sempre animosos presos como o ucasse 7*uatro do seis8) A superioridade do novo ucasse residia, antes de mais nada, em ser recenteJ logo a seguir , sua apari+ão devia desencadear1se uma vaga de tais delitos e assegurar1se uma a6undante torrente de novos condenados) Fas mais superioridade apresentava ainda *uanto aos pra>os das condena+9esJ se para darem coragem umas ,s outras iam apanhar espigas não uma mas tr0s raparigas Rum 76ando organi>ado8S ou se eram v3rios os rapa>es de do>e anos *ue colhiam ma+ãs ou pepinos, eram sentenciados a vinte anos em campos de concentra+ãoW nas 236ricas, a senten+a era maior e 2oi ampliada até vinte e cinco anos Resta mesma pena de um *uarto de século 2ora introdu>ida dias antes, como uma su6stitui+ão humanista da pena de morteS51) Ginalmente, era reparada a antiga in/usti+a, segundo a *ual s: a não den<ncia por ra>9es pol-ticas era considerada um delito contra o EstadoJ agora, não denunciar os rou6os ao Estado ou ao AolAho> podia valer tr0s anos de campo ou sete anos de deporta+ão) "os anos imediatamente posteriores ao ucasse, milhares de ha6itantes

5C "o processo ver6al escrevia1se 7#u>entos metros de material de costura8) Apesar de tudo, tinham vergonha de escreverJ 7Um carro de linhas8) 51 Fas a pr:pria pena de morte s: por algum tempo ocultou o seu rosto por detr3s do véu, para logo arranc31lo, mostrando os dentes, ao ca6o de dois anos e meio RJaneiro de 195CS) 9C A$DU'.E AB& #E BU AB do campo e da cidade 2oram mandados tra6alhar para as ilhas de BU AB em su6stitui+ão dos ind-genas *ue ali tinham perecido) E certo *ue estasa torrentes seguiram através da mil-cia e dos tri6unais comuns, sem encher os canais de seguran+a do Estado, *ue mesmo sem isso /3 estavam esta2ados nos anos do p:s1guerra) Esta nova linha de %taline 1 segundo a *ual agora, depois da vit:ria so6re o 2ascismo, era necess3rio FE(E$ "A .$'%\& o maior n<mero poss-vel de pessoas e por longo tempo 1 repercutiu1se logo, naturalmente so6re os pol-ticos) "os anos de 194Q149 a mani2esta intensi2ica+ão das persegui+9es e da vigilLncia em toda a vida social 2oi assinalada pela tragicomédia dos reincidentes, *ue não tinha procedente)mesmo nas in2rac+9es das leis estalinianas) Assim 2oram denominados, na linguagem de BU AB, a*ueles desgra+ados a *uem não 2ora assestado o golpe de miseric:rdia em 19@5, conseguindo so6reviver aos imposs-veis e insuport3veis de> anos, e *ue, agora, em 194514Q, al*ue6rados e com a sa<de arruinada, punham timidamente os pés em terra livre, na esperan+a de aca6arem calmamente o curto tempo de vida *ue lhes restava) Fas uma 2antasia selv3tica Rou uma tena> maldade e insaci3vel sede de vingan+aS levou o Beneral-ssimo Vencedor a dar uma ordemJ a de *ue todos esses estropiados deviam ser presos novamente, sem nova culpaX .ara ele, era até econ:mica e politicamente desvanta/oso o6struir a m3*uina deglutidora com os seus pr:prios desperd-cios) Fas %taline decidia precisamente assim) Este 2oi um dos casos em *ue a personalidade hist:rica se mostra caprichosa em rela+ão , necessidade hist:rica) E todos eles, recém1radicados em novos lugares ou em novas 2am-lias, 2oram apanhados) evaram1nos com a mesma lassitude com *ue eles tam6ém andavam) %im, /3 todos eles conheciam com antecipa+ão o caminho da cru>) "ão perguntavamJ 7.or*u0Y8, nem di>iam aos 2amiliares 7voltarei8) Vestiam a roupa mais su/a, enchiam de ta6aco o sa*uinho do campo de tra6alho e iam assinar o processo ver6al) RE este era um e o mesmo para todosJ 7E voc0 *ue esteve detidoY8 1 7%ou)8 1 7#eram1lhe mais de>)8S E vai da- o egocrata aperce6eu1se de *ue não 6astava prender os *ue tinham so6revivido ao ano @5X &s 2ilhos desses seus inimigos /urados, tam6ém esses, era necess3rio prend01 losX .ois eles cresciam e podiam pensar na vingan+a) R(alve> depois de ter ceado 6em tivesse tido um mau sonho so6re essas crian+as)S #epois de 2eitos os c3lculos e e2ectuadas as pris9es, veri2icou1se *ue eram ainda poucos) (inham prendido os 2ilhos dos che2es do exército, mas os dos trots*uistas nem todosX E a torrente dos 2ilhos11 vingativos arrastou1se) REntre eles encontrava1se ena =ossariova,54 de de>assete anos, e Elena $aAovsAaia, de trinta e cinco)S 54 ^elena =ossariova 1 2ilha de ^) V) =ossariov, *ue 2oi secret3rio do ?omité ?entral do =omsomol até 19@5) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 91 #epois do grande deslocamento europeu, %taline conseguiu, até 194Q, reconstituir um reduto 2echado, 6em s:lido, com o tecto mais 6aixo, e nesse espa+o assim delimitado tornar mais espessa ainda a antiga atmos2era de 19@5)

E 2oram1se arrastando as torrentes, durante os anos de 194Q, 49 e 5CJ 1 A dos espi9es imagin3rios Rde> anos antes eram germano1nip:nicos, agora anglo1 americanosSW 1 A dos crentes Rdesta ve>, so6retudo, as seitasSW 1 A dos geneticistas e seleccionadores *ue não tinham sido detidos, partid3rios das teorias de Vavilov e de FendelW 1 A dos simples intelectuais e homens de pensamento Rcom especial rigor para os estudantesS, *ue não tinham 2icado su2icientemente assustados com o acidente) Era moda dar1lhesJ VA( 1 por enaltecer a técnica americanaW VA# 1 por enaltecer a democracia americanaW .U 1 por venerar o &cidente) As torrentes eram id0nticas ,s de 19@5, mas não as senten+asJ a norma, agora, /3 não era os de> anos patriarcais, mas o novo *uarto de século estaliniano) Agora, de> anos era coisa de crian+a))) Uma torrente consider3vel 2oi então originada pelo novo ucasse so6re a divulga+ão de segredos do Estado Re considerava1se como segredosJ as colheitas dos distritosW *ual*uer estat-stica epidemiol:gicaW o tipo de produ+ão de *ual*uer o2icina ou 2a6ri*uetaW a men+ão de *ual*uer aeroporto civilW as >onas do transporte ur6anoW o nome de um recluso *ue se encontrava no campo de tra6alhoS) .or esse ucasse a pena atri6u-da era de *uin>e anos) (ão1pouco eram es*uecidas as torrentes das nacionalidades) Elas 2lu-am constantemente, provindas dos com6ates de guerrilha no meio dos 6os*ues, tal como a torrente dos partid3rios de Iender) %imultaneamente, condenavam1se a de> e cinco anos nos campos e , deporta+ão todos os ha6itantes rurais da UcrLnia &cidental, *ue haviam tido *ual*uer contacto com os guerrilheirosJ *uem deixara pernoitar, *uem lhes dera de comer uma s: ve> *ue 2osse e *uem não os denunciara) A partir de 195C, aproximadamente, 2oi drenada tam6ém a torrente das FU ^E$E% dos 6enderistasJ eram condenadas a de> anos por não os denunciarem, para mais rapidamente aca6arem com eles) "essa época tinha /3 cessado a resist0ncia na ituLnia e na Est:nia) Fas em 1949 irromperam da- potentes torrentes da nova pro2ilaxia social, destinada a garantir a colectivi>a+ão) ?omposi+9es 2errovi3rias inteiras, vindas das tr0s rep<6licas 63lticas, carregavam para a deporta+ão na %i6éria os ha6itantes da cidade e do campo) R& ritmo hist:rico era encurtado nessas rep<6licas) "um 6reve pra>o deviam percorrer o mesmo caminho /3 andado por todo o pa-s)S 94 A$DU'.E AB& #E BU AB Em 194Q 2oi enviada para a deporta+ão ainda outra torrente nacionalistaJ a dos gregos de A>ov, do =u6an e de %uAhumi) #e nada tinham sido culpados aos olhos do .ai durante os anos da guerra, mas agora vingava1se neles, talve> pelo seu 2racasso na Brécia) .arece *ue esta torrente 2oi tam6ém 2ruto da sua dem0ncia pessoal) A maioria dos gregos 2oi parar , deporta+ão na Zsia ?entral e os descontentes postos em isolamento pol-tico) ?erca de 195C, sempre por vingan+a da guerra perdida ou para manter o e*uil-6rio com os /3 deportados, vieram parar ao Ar*uipélago os pr:prios insurrectos do exército de Farcos, *ue nos 2oram entregues pela Iulg3ria) "os <ltimos anos da vida de %taline come+ou a delinear1se, de maneira de2inida, a torrente dos /udeus Ra partir de 195C, iam sendo arrastados aos poucos como

cosmopolitasS) ?om esse o6/ectivo 2oi tramado o caso dos médicos) %egundo parece, %taline preparava1se para organi>ar um grande exterm-nio dos /udeus5@) "o entanto, este 2oi o primeiro des-gnio 2racassado em toda alsua vida) %egundo parece, #eus *uis *ue, através das mãos humanas, ele entregasse a sua alma) & relato *ue precede tinha por 2im mostrar , evid0ncia *ue a transplanta+ão de milh9es de homens e o povoamento de BU AB o6edeciam a uma 2ria e premeditada l:gica, 6em como a uma tenacidade permanente) Due nunca houve entre n:s c3rceres VAU'&%, mas sempre cheios ou superlotados) Due en*uanto v:s vos ocup3veis, para vossa satis2a+ão, com os ino2ensivos segredos do 3tomoW estud3veis a in2lu0ncia de ^eidegger so6re %artreW coleccion3veis reprodu+9es de .icassoW via/3veis em carruagens1camas para as termas, ou aca63veis de construir as vossas casas de campo nos arra6aldes de Foscovo, as carrinhas corriam ininterruptamente de um extremo ao outro das ruas e os agentes da seguran+a do Estado 6atiam e chamavam ,s portas) E eu penso *ue, com este relato, 2ica demonstrado *ue os :rgãos nunca comeram o seu pão em vão) 5@ "ada sa6emos de modo 2idedigno, nem agora nem talve> por longo tempo) Fas, segundo rumores *ue circulavam em Foscovo, o des-gnio de %taline era en2orcar, em come+os de Far+o,7os médicos1assassinos8, na .ra+a Vermelha) Em seguida, os patriotas deviam naturalmente Rso6 a direc+ão de instrutoresS lan+ar1se num pogrom contra os israelitas) E então o Boverno Rconhece1se o car3cter de %taline, não é verdadeYS, salvando magnanimamente os /udeus do :dio popular, expulsava1os nessa mesma noite de Foscovo para o Extremo &riente e para a %i6éria Ronde /3 se estavam a preparar 6arracasS) ''' A '"%($UV\& %E aos intelectuais das pe+as de (cheAhov, sempre a 2a>er con/ecturas so6re o *ue seria a vida dentro de vinte, trinta ou *uarenta anos, tivessem respondido *ue na $<ssia se torturaria os acusados durante a instru+ão do processoW *ue se lhes apertaria o crLnio com um anel de 2erro1W *ue se su6mergiria uma pessoa num 6anho de 3cido4W *ue se ataria um homem nu para o expor ,s 2ormigas e aos perceve/osW *ue se introdu>iria a vareta de uma espingarda, *uente ao ru6ro, pelo ori2-cio anal R7a marca secreta8SW *ue se comprimiriam lentamente com uma 6ota os :rgãos sexuais e *ue, como tratamento mais suave, se torturaria alguém durante uma semana, sem a deixar dormir, nem lhe dar de 6e6er, espancando1o até deixar o corpo em carne viva 1 nem uma s: dessas pe+as teria chegado até ao 2im e todos os seus her:is teriam ido parar ao manic:mio) E não s: os her:is de (cheAhovX Due russo normal dos come+os do século e, entre os mais, *ue mem6ro do .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso poderia suportar semelhante di2ama+ão lan+ada contra o 2uturo luminosoY A*uilo *ue ainda se admitia so6 o poder de AleAsei FiAhailo1vitch e *ue /3 so6 .edro, o Brande parecia 63r6aroW a*uilo *ue nos tempos de INron podia ser aplicado a de> ou vinte pessoas e *ue /3 era completamente imposs-vel de suceder no reinado de ?atarina, isso 2oi reali>ado em pleno 2lorescimento da sociedade do nosso grande século !!, conce6ido segundo os princ-pios socialistas, *uando /3 voavam avi9es e havia surgido o cinema sonoro e a r3dio) E 2oi reali>ado, não por um criminoso isolado num lugar secreto, mas por de>enas de milhares de 6estas humanas, especialmente amestradas, so6re milh9es de v-timas inde2esas) %er3 apenas terr-vel esta explosão de horroroso atavismo, designado agora como su6ter2<gio, por 7culto de personalidade8Y &u s01lo13 tam6ém *ue, no decurso destes mesmos anos, tivéssemos comemorado o centen3rio de .uschAine, *ue sem *ual*uer vergonha tivéssemos representado essas mesmas pe+as de (cheAhov, em6ora /3

sou6éssemos a resposta a tais perguntasY Fas não ser3 mais terr-vel ainda *ue trinta anos depois nos venham di>erJ não se deve 2alar dissoX $ecordar o so2rimento de milh9es de a ?omo aconteceu ao #outor %), segundo o testemunho de A) .) =) 4 ?omo aconteceu a ^) %) () 94 A$DU'.E AB& #E BU AB pessoas é de2ormar a perspectiva hist:ricaX (ratar de desco6rir a ess0ncia dos nossos costumes é o6scurecer o progresso materialX Due se 2ale antes dos altos12ornos *ue 2oram acesos, ou dos trens de lamina+ão1, ou dos canais *ue 2oram a6ertos))) "ão, dos canais tam6ém não é conveniente 2alar))) Antes do ouro de =olima))) "ão, tão1pouco isso é conveniente) En2im, pode 2alar1se de tudo, mas desde *ue se sai6a 2a>01lo, glori2icando1o))) %er3 então incompreens-vel *ue amaldi+oemos a 'n*uisi+ãoY Acaso, além das 2ogueiras, não havia ao mesmo tempo servi+os religiosos solenesY %er3 incompreens-vel *ue não gostemos do direito 2eudalY Ve/a1se, não se proi6iam os camponeses de tra6alhar todos os dias))) E eles podiam cele6rar o "atal com vilancicosW pela (rindade as mo+as teciam coroas))) `` & car3cter excepcional *ue as lendas orais e escritas atri6uem agora ao ano @5, reside, aos olhos de muitos, na inven+ão de culpas e nas torturas) Fas não é essa a verdade, isso é inexacto) Duais*uer *ue 2orem os anos ou as décadas, a instru+ão, segundo o artigo 5Q, DUA%E "U"?A visou o esclarecimento da verdade, consistindo unicamente num procedimento su/o e inexor3velJ pegar num homem *ue se aca6ava de privar da li6erdade, por ve>es altivo, sempre impreparado, do6r31lo, introdu>i1lo num tu6o estreito, onde os ganchos da armadura lhe esga+avam os costados, onde não podia respirar, de maneira a *ue ele implorasse a gra+a de chegar , outra extremidade) E dessa extremidade, ei1lo *ue sa-a /3 pronto, como um ind-gena do Ar*uipélago, a entrar na terra prometida) R&s mais o6tusos o6stinam1se eternamente, pensando *ue pode haver essa sa-da do tu6o caminhando para tr3s)S Duantos mais anos se deixam passar sem tra+os escritos, mais di2-cil se torna reunir as testemunhas dispersas *ue se salvaram) Fas estas asseguram1nos *ue a cria+ão de 2alsos processos remonta /3 aos primeiros anos de exist0ncia dos :rgãos, tornando assim palp3vel a sua constante e insu6stitu-vel actividade de salva+ão, a 2im de *ue com a diminui+ão dos seus1 inimigos não tivessem os pr:prios :rgãos em m3 hora *ue desaparecer) ?omo se v0 pelo processo de =ossiriev@ a situa+ão da (cheAa era /3 cam6aleante em come+os de 1919) endo os /ornais de 191Q, deparei com um comunicado o2icial so6re a desco6erta de um terr-vel complot, montado por um grupo de de> pessoas *ue *ueriam Re limitavam1se ainda a DUE$E$XS i+ar ate ao telhado do hosp-cio Rve/am s: a altura *ue isto 2a>S alguns canh9es, para da- 6om6ardear o =remlin) As pessoas eram de> Rentre elas podia haver mulheres e adolescentesS, mas ignora1se *uantos eram os canh9es) E de onde vinham esses canh9esY #e *ue cali6re eramY E como 2a>01los su6ir @ .arte ', cap-tulo Q) A$DU'.E AB& #E BU AB 95 da escada até ao telhadoY E como instal31los no telhado inclinado de modo a não resvalarem ao dispararX .or*ue é *ue os pol-cias de .eters6urgo, *uando lutavam contra a $evolu+ão de Gevereiro, não puseram metralhadoras pesadas nos telhadosY))) E, contudo, esta 2antasia, antecipando as constru+9es de 19@5, era lida por toda a genteX E)acreditavam nelaX))) Evidentemente, com o tempo, vieram a demonstrar1nos *ue o

*ual é a sua origem. segundo pareceS) 9.AI' '#A#E do acusado. numa carta . a mais pe*uena suspeita.caso 7?umi1liov8. para demonstrarem a sua utilidade e 2icarem nos seus lugaresX))) Ali3s. a den<ncia de um pol-cia . santa simplicidadeX Então os :rgãos nunca sou6eram o *ue é um in*uéritoc As listas enviadas pelos dirigentes. condenaram1no a tr0s anos. por*ue é *ue te trouxeram para a*uiY8 & *ue *ueria di>erJ inventa tu mesma.E AB& #E BU AB por actos contra o poder soviético) A primeira pergunta deve serJ a *ue classe pertence.)U) de $ia>an. apenas se conhecem relatos isolados so6re a li6erta+ão de pessoas como resultado 2inal da investiga+ão) E de resto.rotec+ão da "ature>a) ?onhecendo1se 6em o car3cter e o am6iente dos c-rculos cient-2icos russos da época. alarmados. o comiss3rio instrutor perguntou1lheJ 7Em *ue tra6alhavaY8 1 7Era 2uncion3rio da plani2ica+ão)8 1 7Escreva uma nota so6re este temaJ & *ue é a plani2ica+ão na empresa e como se reali>a) #epois sa6er3 por*ue o prenderam)8 R"a nota ele encontraria *ual*uer pretexto a *ue se agarrar)S 'sso 2a> lem6rar o caso da 2ortale>a de =ovensAaia. e não nos deixando separar da*ueles anos pela cortina de 2umo do 2anatismo. pelo artigo 5Q11C)S "ão sa6endo *ue pretexto invocar. pelo 2acto de *ue se organi>a para certi2icar previamente se existem ou não 2undamentos para proceder . era. *ue tinha de *uarenta a cin*uenta 6ancos. desde o come+o. o ponto de vista te:rico so6re a ?U . organi>aram um 7canhoneio nocturno8 so6re a 2ortale>a. em 1914) (inham decidido suprimi1 la. A$DU'. no ano de 1941. *ue 2a>ia parte da ?omissão de . documentos ou provas de *ue o acusado actuou por palavras ou 4 A) A) AAhmatova exprimiu a sua plena convic+ão acerca disso) Ela até me disse o nome do tche*uista *ue inventou este caso RK) Agranov. e o processo 2oi ar*uivadoS) "esse mesmo ano de 1941. o seu n-vel de instru+ão Reis o caso do ?omité de %apropelievX T A)%)S. 2a>1se esta distin+ãoJ o in*uérito di2ere da instru+ão. #>er/insAi. dão entrada mulheres durante toda a noite. 2oi pura inven+ão4) "esse mesmo ano. por ser in<tilJ ela deixara de cumprir o seu o6/ectivo militar) Então. durante a instru+ão. muito livre) "as instru+9es relativas ao terror vermelho. ensinaram1nos durante de>enas de anos *ue de l3 não se regressaX ] excep+ão do 6reve e premeditado movimento do ano de 19@9. a (cheAa de $ia>an montou um 2also processo so6re uma 7conspira+ão8 da intelectualidade local Rmas os protestos de algumas pessoas cora/osas puderam chegar ainda até Foscovo. talve> possamos compreender. ou a deixariam em li6erdade para espi31la) Assim se criou a tradi+ão de *ue os :rgãos nunca t0m 2alhas no seu tra6alho) Due sucede então aos inocentesY))) "o #icion3rio de -ngua $ussa. os o2iciais do comando. de autoria de #al. em6ora 2osse o verdadeiro. 2oi 2u>ilado todo o ?omité de %apropeliev. ou essa pessoa depressa seria detida de novo. a/uda1nos a 2a6ricar este casoX Algo de AI%& U(AFE"(E %EFE ^A"(E é relatado so6re a B). sem 2a>er grandes investiga+9es. sem cessar) "enhuma sa6e do *ue é culpada) A impressão geral é a de *ue as pris9es são 2eitas sem motivo) Ela é a <nica em toda a sala *ue sa6eJ é uma socialista revolucion3ria) Eis a primeira pergunta 2eita por 'agodaJ 7Então. instru+ão /udicial) &hX. a sua educa+ão) Estas *uest9es determinarão o destino do acusado)8 Em 1@ de "ovem6ro de 194C. VetcheAa 2a> notar *ue na (cheAa 72re*uentemente dão seguimento a declara+9es caluniosas8) %im. *ual o valor de um tal ?A%&) & ano de 1941 2icou na mem:ria de E) #oiarenAo) "a sala de admissão da u6ianAa. o tche*uista F) K) atsis escreveuJ 7))) não procurem. no ano de 19@CX A impressão geral era *ue todos estavam presos sem *ual*uer culpa) A tal ponto não sa6iam de *ue acus31los *ue ') #) () 2oi acusado de usar um nome 2also) RE.

tu /3 sa6es do *ue se trataX8 Era o *ue no ano de 1945 o comiss3rio =haiAin exigia de %AripniAovaW e era o *ue no ano de 1949 exigiam de VitAovsAi) E nada mudou.enal re>ava assimJ 7A den<ncia an:nima pode servir para instaurar um processo criminal)8 RA palavra 7criminal8 não deve causar surpresa. para *ue estre6uches.secreto ou mesmo de um an:nimo5 eram su2icientes para condu>ir . para o6rigar . canalha Rela ia a caminho dos sessenta anosS) G31la1emos chegar até tre>entos e *uarenta. deten+ão e desta . . as viol0ncias e as torturas. p3g) 4C1) A$DU'. sem ventila+ão. %ivaAov. decorrido um *uarto de século) "o ano de 1954. FaAhrovsAaia. em 194. s: para ver o 2im mais rapidamente) J3 em b1919 o método principal de instru+ão erL o de p_r o rev:lver so6re a mesa) Assim se desenrolava não apenas a instru+ão dos processos pol-ticos como tam6ém dos 7comuns8) "o processo da Administra+ão Beral dos ?om6ust-veis R1941S a ré. di>endo *ue a tua tensão arterial é de du>entos e*uarenta1cento e vinte) 'ssoé pouco. nem 2racturas) Iasta *ue não te deixemos dormirX8 E se %AripniAova. ainda se poderia. 6errandoJ 7A6re os olhos. Foscovo. de espancamentos. o *ual expelia ora ar 2rio. extenuar e de6ilitar o preso. se su2ocava de calor) . na u6ianAa Rtestemunho de Ierta BandalS. são inevit3veis as amea+as. ora ar 2edorento) E havia uma cela revestida de corti+a. empurravam. onde.rocesso . o che2e da sec+ão de instru+ão da %eguran+a do Estado de &rd/oniAid>e. nocturnos) "essa época utili>avam1se /3 os 2ar:is de autom:veis para encandear o acusado R(cheAa de $ia>an. era utili>ado o sistema de a*uecimento da 236rica de autom:veis AF& para as celas. inevit3vel acusa+ão) & tempo dado para a instru+ão do processo não se destinava a esclarecer o delito. *ueixou1se de *ue durante os interrogat:rios a tinham o6rigado a tomar coca-na) & acusador. ") V) =r-lenAoJ Em ?inco Anos) Editora Estatal. e o comiss3rio instrutor não perde tempo nem 2eitio a desco6rir do *ue és culpado. e *uanto mais 2antasiosa 2or a acusa+ão mais cruel deve ser a investiga+ão. Vassili AleAsandrovitch =acianov. mas sim um sintoma prolongado. *ueimavam as mãos dos presos com cigarrosW na prisão de FeteAha. contava *ue essa cela era a*uecida até ao ponto de os poros do corpo sangraremW o6servando os e2eitos através do postigo.s ve>es apontado contra ti. durante o dia 2echava os olhos na cela. colocavam então o preso numa maca e levavam1no para assinar o processo ver6al) %ão conhecidos os métodos *uentes Re 7salgados8S do per-odo de 7ouro8) "a Be:rgia.. mas sim. mesma Anna 5 & artigo 9@ do ?:digo de . o *ue não 2oi pois atri6uto do ano de 19@5.. pretendendo es*uivar1se. a tal ponto *ue este dese/ava nem *ue 2osse cortar a ca6e+a com um machado. o vigilante irrompia. de 191Q. acreditar)8 Eis o assustador rev:lver posto so6re a mesa e . ap:s os interrogat:rios nocturnos.permaneceu Ierta Bandal) & participante da insurrei+ão de Karoslavl. os presos para dentro de um tan*ue cheio de imund-cies) Eis a rela+ão simples entre todos estes 2actos) J3 *ue é necess3rio acusar de *ual*uer maneira. em noventa e cinco por cento dos casos. %telmaAhSW E em 194. minha v-6ora. com rigor.or isso se . uma ve> *ue todos os pol-ticos eram considerados criminosos)S . 194@.s con2iss9es) E uma ve> *ue as acusa+9es eram sempre inventadas. para c<mulo. de car3cter geral) . sem necessidade de n:doas roxas. na escuridão. paredeX8 A partir de 1941 os interrogat:rios passaram a ser. senão arrasto1te pelos pés e prego1te . *ue a tinham amea+ado com o 2u>ilamento.arece *ue o poeta =liuiev esteve numa cela desse género e a. havia sempre viol0ncias. na sua maioria.. a esgotar. *ue cumpria a DU'"(A deten+ão.E AB& #E BU AB 95 %AripniAova. replicouJ 7%e ela declarasse *ue a tinham tratado grosseiramente. repetindoJ 7Gala. declaraJ 7& médico da prisão entregou1 nos uma nota.

*uanto ao ano de 19@QJ se até a. a extenua+ão pela priva+ão do sono e as celas de castigo não 2oram nunca proi6idasS) Fas /3 a partir do 2im da guerra e nos anos posteriores 2oram especi2icadas certas categorias de presos. para o6terem 7liga+9es8 e nomes de pessoas. na 7Espada Vermelha8 e no 7(error 5 E) Buin>6urg escreve *ue a autori>a+ão para a 7aplica+ão da 2or+a 2-sica8 2oi dada em A6ril de 19@Q) V) ?halamov considera *ue as torturas 2oram permitidas em meados de 19@Q) & velho detido F1tch est3 convencido de *ue houve uma 7ordem acerca da simpli2ica+ão dos interrogat:rios e da su6stitui+ão dos métodos psicol:gicos pelos 2-sicos8) 'vanov11$a>mniA p9e em evid0ncia *ue 7por meados de 19@Q teve lugar o per-odo dos interrogat:rios mais cruéis8) 9Q A$DU'. liga+9es clandestinas. sendo preciso desmantel31las. outros não resistiram ao duplo regime de tra6alho no campo e aos interrogat:rios. se con2essaram culpados) . encontrei1me com um ucraniano de #niepro1petrovsA a *uem. $evolu+ão discutia1se a6ertamente no 7%emin3rio da (cheAa8. aplicar uma ampla gama de torturas) Entre elas estavam inclu-dos os nacionalistas. o engano. as autori>a+9es de viol0ncias e de torturas 2oram dadas ilimitadamente aos instrutores. guerra tam6ém torturaram evina. ou se considerava *ue havia. inclusive o castigo *ue consistia em s: o deixarem dormir com uma vara para apoio. E DUE ADUE E% "A#A ('"^AF A VE$ ?&F '%%&X Em 195C. compreendia cin*uenta lituanos) Em 1945. pelo 2acto de ela ter conhecidos comunscom a 2am-lia dos Aliluiev) . mem6ro correspondente da Academia das ?i0ncias.E AB& #E BU AB Vermelho8 o pro6lema de sa6er se a aplica+ão de torturas era admiss-vel do ponto de vista do marxismo) A /ulgar pelas conse*u0ncias. segundo o seu critério. de antemão. não se regulamentavam os tipos de torturas e era permitida *ual*uer inven+ão nesse dom-nio) Em 19@9 essa autori>a+ão tão ampla e geral 2oi impressa e exigiram1se novamente 2ormalidades escritas para a aplica+ão das torturas. conseguir todos os nomes através dos *ue estavam presos) & grupo de %Airius $oualdas .rano. tinham torturado por métodos diversos. eles 2oram acusados de a2ixar carta>es anti1soviéticos) .or 2alta de pris9es na ituLnia. o *ue não se veri2icou nas torrentes maci+as dos AulaAs e das nacionalidadesS. de *ual*uer rhodo. através do aparelho de instru+9es individuais. e so6retudo na*ueles casos em *ue havia. na região de ArcLngel) Alguns 2oram ali torturados. 2a>endo1os passar. nos anos 19@51@Q. *uatro horas por dia) #epois. unanimemente.as aplica+9es de torturas era condicionada a 2ormalidades *ue implicavam a sua permissão em cada caso Ra *ual era o6tida 2acilmenteS. as simples amea+as. retiravam1lhe a vara) A seguir . em6ora não universal) %er3 mais /usto di>er. especialmente os ucranianos e os lituanos. em rela+ão aos *uais era permitido. no campo de trLnsito de =ui6ichiev. nesse tempo. con2orme o exigisse o seu tra6alho e o pra>o esta6elecido) Ao mesmo tempo. *ue as torturas 2oram permitidas a partir da . por exemplo. mas o resultado 2oi esteJ todos os cin*uenta presos. a resposta 2oi positiva. 2oram condu>idos para o campo *ue 2ica situado perto de VelsA.rimavera de 19@Q ) "ão existiram nunca *uais*uer limites morais e espirituais capa>es de re2rear os :rgãos na aplica+ão das torturas) "os primeiros anos a seguir . a chantagem. tendo em conta a situa+ão excepcional Rhavia *ue enviar milh9es de homens para o Ar*uipélago num 6reve pra>o pré1determinado.assou algum tempo e comunicaram da ituLnia *ue tinham sido desco6ertos os verdadeiros culpados da a2ixa+ão de carta>es.torna estranho ler agora por ve>es nas recorda+9es de antigos >eAs. sendo prov3vel *ue elas não 2ossem 23ceis de o6ter Rentretanto.

mas simplesmente relativa) Assim. a con2issão do acusado9) . na superioridade do homem *ue dormiu. e o não é nãoS. mas s: com um certo grau de aproxima+ão. *ue ele e um 3s da dialéctica marxista como IuAharine se entregavam a reco6rir de ornamentos dialécticos as mentiras processuaisJ para IuAharine era demasiado est<pido e desopilante morrer. a verdade esta6elecida pela instaura+ão do processo e pelo pr:prio processo não pode ser a6soluta. esta 2orma de perguntar as coisas era muito mais re2inada do *ue as instru+9es de atsis) A ess0ncia. sendo completamente inocente Rele "E?E%%'(AVA.E AB& #E BU AB 99 de 19@5 é o da mani2esta+ão oportuna da doutrina 6rilhante de VichinsAi) Entretanto.a conclusão mais pr3ticaJ a de *ue é tempo perdido em vão a 6usca de provas documentais a6solutas Relas são todas relativasS e de testemunhas irre2ut3veis Relas podem contradi>er1seS) Duanto .%eria ainda inexacto atri6uir ao ano de 19@5 a 7desco6erta8. nas suas 2or+as morais8 Risto é. Andrei Januarievitch Rd3 vontade de chamar1lhe /aguarievitchS. ou aproximativas. para a humanidade. dado *ue para eles o sim é sim. as dedu+9es da /urisprud0ncia de vanguarda voltaram aos pontos de vista da pré1Antiguidade ou da 'dade Q (alve> *ue o pr:prio VichinsAi não tivesse menos necessidade do *ue os seus auditores desta consola+ão dialéctica) Ao gritar da sua tri6una de procuradorJ 7Gu>ilem1 nos todos como cães raivososX8.artido. nunca é poss-vel esta6elecer a verdade a6soluta. inteligente e mau como era. mas tam6ém na sua intui+ão de mem6ro do . todos os outros.deu um passo *ue os /uristas meta2-sicos não tinham ousado dar em dois mil anosJ o de *ue. *ue est3 saciado e não 2oi espancadoS 7no seu car3cter8 Rou se/a. lem6rou *ue. para sua 2irme>a moral. nem agora . como ms carrascos medievais. inclusive. 7apoiando1se não s: na sua intelig0ncia. porém. ela 2oi então transmitida apenas hierar*uicamente aos comiss3rios instrutores e aos interrogadores. en*uanto n:s. 6aseados em certas suposi+9es num certo sentidoQ) #a. sem sair do seu ga6inete. ele. retorcendo1se na aplica+ão da sua l:gica dialécticaJ por alguma ra>ão. em conse*u0ncia. mas apenas a verdade relativa) E vai da. 2a>endo apelo ao esp-rito 2lex-vel da dialéctica R*ue não é permitida aos simples s<6ditos do Estado. s: sou6emos dela vinte anos mais tarde. VichinsAi. era a mesma) E s: so6re mais um ponto é *ue VichinsAi não 2oi até ao 2im. os nossos procuradores e /u->es concordaram em considerar como principal prova da culpa6ilidade. compreendia 6em *ue os acusados estavam inocentes) Era pois com redo6rada veem0ncia. o /ui> pode muito 6em o6t01las mesmo sem documentos.s provas relativas. ao assinar uma senten+a de 2u>ilamento n:s nunca podemos estar a6solutamente convictos de executar o culpado. ele deixou *ue a IA A "A "U?A continuasse a ser uma prova AI%& U(A))) Assim. *uando come+ou a ser atacada em ora+9es su6ordinadas e em par3gra2os secund3rios de artigos de /ornal.E AB& #E BU AB Fédia) E. segundo ah *ual a con2issão da culpa pelo acusado é mais importante do *ue todas as provas e 2actos) Essa pr3tica tinha1se esta6elecido nos anos 4C) Fas no ano A$DU'. desenvolvendo1se em espiral. na sua vontade ou crueldadeS) "aturalmente. provavelmente. como se se tratasse de algo conhecido amplamente e de h3 longo tempo por todos) %ucede *ue nesse ano de sinistra mem:ria. de provar a sua culpaXS e para VichinsAi era mais agrad3vel sentir1se um l:gico do *ue um pati2e mascarado) 1CC A$DU'. num discurso *ue se tornou céle6re nos c-rculos especiali>ados.s m3*uinas electr:nicas.

a divulga+ão universal do segredo) Em *ual*uer caso. contudo. . tais comoJ va>ar um olho. parte dos comiss3rios instrutores Rnão a*ueles *ue com exalta+ão se deleitavamS iam come+ando ?ompare1se com o *uinto aditamento . os limites reais do e*uil-6rio humano são muito estreitos e era completamente desnecess3rio lan+ar mão da roldana ou do assa1dor para p_r 2ora de si uma pessoa comum) (entaremos enumerar alguns dos métodos mais simples. com o pagamento a do6rar pelas horas nocturnas e prémios pela instru+ão em pra>os redu>idosW e advertia1 se tam6ém *ue o comiss3rio *ue não desempenhasse 6em a sua tare2a))) #esse modo. num pra>o 2ixo. 2racturar a coluna verte6ral e. no século !V'')S A$DU'. em 19@5. algo de comum na pre2er0ncia dada aos meios denominados suaves R/3 veremos em *ue consistiamS. e a uma consider3vel experi0ncia prisional Rhouve alguém *ue de2endeu isso muito a sério numa teseS. encher o corpo de n:doas negras) Eis por*ue. gra+as ao progresso da medicina. impressionantesJ . mas *ue se exigia apenas *ue cada sector de instru+ão. o che2e 2icaria sempre limpo perante %talineJ não havia dado indica+9es directas para torturarX E ao mesmo tempo tinha assegurado as torturasX ?ompreendendo *ue os superiores tomavam precau+9es. %taline não dissera a <ltima palavra e os seus pr:prios su6ordinados deviam adivinhar) Ele reservava para si um 6uraco de chacal a 2im de poder dar um passo atr3s e escrever A Vertigem dos nxitos) Era a primeira ve> *ue a tortura plani2icada de milh9es de homens era empreendida na hist:ria da humanidade e. medida da sua intensi2ica+ão. %taline devia guardar a sua auréola pura e angélica) . a experi0ncia podia decorrer di2erentemente do *ue com material discreto) . havia ainda uma circunstLnciaJ como sempre. se tornava supér2lua e pesada) E. não o6serv3mos 1 além da priva+ão do sono 1uma completa uni2ormidade de métodos nas v3rias pris9es regionais e entre os di2erentes comiss3rios de uma mesma direc+ão1C) ^avia. pelo menos. com toda a 2or+a do seu poder. %taline não podia estar a6solutamente seguro do seu 0xito) ?om um material gigantesco. ainda. uma ve> *ue visavam um o6/ectivo elevadoJ *ue ninguém pedia contas a um comiss3rio pela morte de um réuW *ue o médico da prisão deve intervir o menos poss-vel no decurso da instaura+ão do processo) .E AB& #E BU AB 1C1 pelos métodos mais suaves. pelos vistos. para arrancar as dese/adas con2iss9es. a ingénua 'dade Fédia. recorria a meios dram3ticos.or isso é1se levado a pensar *ue não existia uma lista de torturas e de vilanias distri6u-das em letra impressa aos comiss3rios instrutores. procuravam es*uivar1se . ao assador.$&'I'#&X))) R& mesmo re>a o c:digo ingl0s dos direitos. reconhecem1se *ue uma concentra+ão de meios tão aparatosos. de resto))) E. *ue *ue6rantam a vontade e a personalidade do preso sem. e. enviasse ao tri6unal um n<mero determinado de patos *ue tivessem con2essado) E simplesmente Rpor via oral. se num *ual*uer departamento regional da ")=)V)#) houvesse um 2racasso. de resto. organi>ava1se um intercLm6io amig3vel de experi0ncias. contudo. . mas com 2re*u0nciaS *ue todas as medidas e meios eram 6ons.rovavelmente.Entretanto.*ueles *ue deixavam vest-gios demasiados evidentes. e esse era um caminho in2al-vel) "a verdade. . 7aprendendo1 se com os de vanguarda8W reconhecia1se 7o interesse material8.s cavilhas e ao empalamento) "o século !!. arrancar uma orelha. uma 2ractura geol:gica ou. ?onstitui+ão dos Estados UnidosJ 7E proi6ido 2a>er declara+9es contra si pr:prio)8 E . tratando1se de uma aplica+ão em massa. roldana. roda.odia ter lugar uma explosão imprevista. deixar vest-gios no seu corpo) .

sendo proi6idos de levantar a ca6e+a e de 2a>er o m-nimo ru-do) Assim. um /oelho so6re o outro) R amento não poder inserir a*ui uma das suas 2rase>inhas)S 4) ?ho*ue provocado pelo contraste psicol:gico) Assim. ela o mimoseou.or*ue é *ue o essencial do desmoronamento das almas tem lugar de noiteY . mas isso não est3 demonstrado) 1C4 A$DU'. o preso /3 assimilou a situa+ão geral) E o comiss3rio di>1lhe em tom displicente e amig3velJ 7(u pr:prio compreendes *ue. voc0 mesmo.or*ue é *ue desde o seu aparecimento os :rgãos tiveram pre2er0ncia pela noiteY . como 6olchevi*ue. 2icavam deitados. naturalmenteX8. 2a>endo amea+as com o pisa1papéisJ 7AhX pati2eX Vais apanhar bnove gramasb na nucaX8. antes do interrogat:rio.artidoJ 7%e no pa-s h3 car0ncias e até 2ome. durante a noite. o instrutor levantou1se. sem sa6er *ual ir3 encontrar. e as suas mãos avan+avam como se 2ossem agarrar os ca6elos.or*ue. apressa1se a responder o director de um centro de produ+ão de linho) 7Então tenha coragem e assuma as suas responsa6ilidadesX8 Ele assume1asX 1C #i>1se *ue as torturas em $ostov do #on e em =rasnodar se destacavam pela sua crueldade. *ue cederam unicamente com palavr9es) "o caso de um deles Rem IutirAi. ocorridos com religiosos. um *ue nunca amea+a e atormenta. ser3s condenado) Fas se op9es resist0ncia. re2inadamente. com descaro. arrancando violentamente ao sono Re mesmo ainda não martiri>ado pelo sonoS. tinha sido extremamente am3vel.ara *u0 6rincar ao gato e ao ratoY #epois de estar entre outros processados. delicadas. sendo 2eita toda a espécie de promessas) #epois. su6itamente. sucum6indo ao contraste. este é um método muito e2icienteS) &utra varianteJ a alternLncia de dois comiss3rios. na cela. de $ostov Rn<mero trinta e tr0sS. com o rosto contra o chão. é assinares /3)8 (udo muito l:gico) E todos a*ueles *ue concordam e assinam são muito sensatos))) *uando se trata apenas deles pr:prios) Fas raramente sucede assim) E a luta é inevit3vel) &utra variante é a persuasão dirigida a um mem6ro do . as mudan+as repentinasJ todo o interrogat:rio. com um tratamento pelo nome ou pelo so6renome.artido se/a culpado distoY &u o poder soviéticoY8 17"ão. lu>))) & melhor para ti. chegar3s ao extremo de perder a sa<de) En*uanto num campo de tra6alho ter3s ar. so6 o grosso pavimento de vidro da rua R*ue era um antigo arma>émS.E AB& #E BU AB @) 'nsultos grosseiros) E um método pouco complicado. a aproximar1se Rcontra as mulheres. e. deve decidirJ poderia admitir *ue o . de nature>a sens-vel) ?onhe+o dois casos.)U). estes métodos t0m uma 2or+a terr-vel e mesmo ani*uiladora) E mesmo para os *ue t0m convic+9es tão1pouco são 23ceis) 1) Ve/amos em primeiro lugar as noites) . disp_e1se a reconhecer e a assinar ao segundo. o preso não pode manter o e*uil-6rio e guardar a lucide> como de dia. até *ue o encarregado de os levar lhes tocasse no om6ro e os condu>isse ao interrogat:rio) AleAsandrovna não tinha 2eito as . os presos.ara os patinhos *ue nunca se haviam preparado para os so2rimentos prisionais. ou parte dele. ele cansava1se de elogi31la. como os mu+ulmanos nas suas preces. a instaura+ão do processo era dirigida por uma mulher) #e in-cio. eram metidos v3rias horas no corredor. pois. e outro *ue se mostra simp3tico. de todos os modos. cru>ando. inclusive o *ue não 2e>) ) 5) ^umilha+ão prévia) "as céle6res caves da B). *uase cordial) & interrogado treme de cada ve> *ue entra no ga6inete. a*ui na prisão. di>endo como ela era am3vel) Fas um dia voltou aturdido e durante muito tempo recusou1se a repetir as palavras com *ue. como se as unhas terminassem em agulhas.?ome+aremos pelos métodos ps-*uicos) . mas *ue pode ter e2eitos seguros so6re pessoas educadas. em 1944S. tornando1se mais male3vel) 4) A persuasão em tom de 2ra*ue>a) E a coisa mais simples) .

é o método ideal para exercer in2lu0ncia so6re os 2amiliares do preso. mas continuava a 2a>er perguntas. mas se te o6stinares apanhar3s vinte e cinco anos de tra6alhos 2or+ados su6terrLneos e ser3s algemadoX8 'ntimida1se tam6ém o acusado com outra prisão piorJ 7%e te manténs renitente enviamos1te para e2ortovo Rno caso de se estar na u6ianAaS. medo da con2isca+ão dos seus 6ens. uma vigilante mandou1a despir1se. mas sim chamado . a pena é de dois anosS e. não corria *ual*uer risco pois tinha uma pistola e a campainha) 5) 'ntimida+ão) E o método mais 23cil de utili>ar. chamados como testemunhasJ 7%e voc0 não 2i>er as declara+9es R*ue eles exigemS. andava pelo ga6inete e aproximava1se do preso conseguindo *ue ele cedesse nas declara+9es) (alve> *ue se tratasse de uma necessidade pessoal dela. ou talve> de um 2rio c3lculoJ o preso é *ue A$DU'. sedu+ão e .erdemos até /3 o h36ito de perguntarJ 7Due lhe pode suceder por mentirY8 Ele pode colocar ante n:s tantos depoimentos 2alsos *uantos *uiser. est3 disposto a 2a>er todo o género de declara+9es e de concess9es) Ela.enal e o menos *ue 2a>em no in-cio do interrogat:rio é mostrar1lhe uma 2olha escrita. não podemos mentir. por agora. por negar1me a 2a>er declara+9es outros cinco)))8 R"a realidade. ir3s para um lugar suave. segundo o artigo 94. a *ue recorrerão constantementeJ Q) A mentira) ":s. *ue torturas te esperamY E depois a trans2er0ncia))) "ão ser3 melhor cederY8 A intimida+ão age per2eitamente so6re todo a*uele *ue ainda não 2oi preso. mas o comiss3rio mente constantemente e todos estes artigos não se re2erem a ele) .)os cordeiros. ?asa Brande. com uma cita+ão 2alsa do c:digoJ 7Eu 2ui advertida de *ue. despia1se pouco a . por 2also testemunho. não conhece o ?:digo . levou1lhe a roupa e 2echou1a nua num *uartinho) ogo vieram vigilantes do sexo masculino *ue se puseram a mirar pelo postigo. como se 2osse do regulamento.) Fétodos *ue levam o preso a desconcertar1se) Eis como G) ') V). como aviso) Ele Rou elaS t0m ainda muito *ue perderW ele Rou elaS t0m medo. evidentementeS) Em 1944J 7Voc0 não *uer con2essarY (er3 de ir para %olovAi) ":s pomos em li6erdade a*ueles *ue con2essam)8 Em 1944J 7#epende de mim indicar para *ue campo te enviam) &s campos são di2erentes uns dos outros) Agora temos campos de tra6alhos 2or+ados) %e 2ores sincero. diante dele. no decurso do interrogat:rio. a rir1se e a comentar a 2igura dela) Ga>endo1se um in*uérito. apanharei cinco anos de prisão8 Rna realidade.ouco. como se nada sucedesse.E AB& #E BU AB 1C@ 2icava pertur6ado e assinavaX Duanto a ela. aliada . entrou /3 em ac+ão outro método. naturalmente. para evitar esses perigos. com a assinatura imitada dos nossos 2amiliares e amigos 1 e isso ser3 apenas um modo re2inado de interrogat:rio) A intimida+ão. da sua casa) Ele. na sala de entrada. naturalmente. depoimentos so6re muitos outros casos) & o6/ectivo é sempre o mesmoJ criar no acusado um estado de a6atimento) . en*uanto l3. mentira. de =1rasnogorsA. a pena não excede tr0s mesesS) A*ui.declara+9es necess3rias na u6ianAa) Goi trans2erida para e2ortovo) Ali. 2a>endo strip1tease. para ele isso ser3 pior))) Voc0 deita1o completamente a perder Rcomo é *ue uma mãe pode ouvir istoY11) %: com a assinatura desse RimpingidoS papel voc0 pode salv31lo8 Rperd01loS) . sendo muito variado) E acompanhado 2re*uentemente de sedu+ão e promessas R2alsas. segundo o artigo 95.)S. ainda se podem encontrar. 2oi interrogado) A investigadora. na região de Foscovo Rsegundo me comunicou ') A) . ou para %uAhanov Rno caso de se estar em e2ortovoS e l3 não 2alarão assim contigo) &ra tu /3 est3s acostumadoJ nesta prisão o regime parece ser A%%'F1A%%'F. medo de *ue não o RaS deixem sair ho/e.

considerados como provaX))) ?oisa estranha))) 1C4 A$DU'. mas ordenaram1lheJ 7"ão)levante a ca6e+a.s torturas da 2ilha))) Em 19@C. por sua vontade. nenhuma classi2ica+ão tem compartimenta+9es r-gidas. então. não est3 nas condi+9es de um peritoW .s si2il-t-casX8 Uma mulherX))) A amea+a de prisão pode a6ranger todos a*ueles *ue voc0 ama) ]s ve>es.s da sua mulher. da tua esposa)))S Em 1944. em *ue ela se declarava culpada. por exemplo. mas o seu destino depende da tua sinceridade) E estão a interrog31la na cela cont-gua. emprega1se acompanhamento sonoroJ 7A tua mulher /3 est3 presa. do outro lado da parede vem um choro acompanhado de gritos de mulher Reles são todos parecidos. pois de outra maneira não sai da*uiX8S &u então dão1lhe a ler uma carta dela. recusar1se a 2a>er declara+9es) Fas se as 2i>essem na instru+ão preparat:ria. não me 2a>es 2altaX8 R#eve haver esposas *ue escrevem cartas assimW por *ue ra>ão não as haveria no nosso pa-sY $esta1te unicamente decidir em tua alma e consci0ncia se se trata. sem 2alsi2ica+ão. lha mostram através de uma porta envidra+adaX ?omo ela vai silenciosa. estava disposta a so2rer) Fas as amea+as de Boldman eram completamente veros-meis segundo as nossas leis e ela atormentava1se pela sua 2am-lia mais chegada) Duando.E AB& #E BU AB 9) & /ogo com a a2ei+ão .E AB& #E BU AB 1C5 #a mesma maneira *ue. o comiss3rio Boldman extor*uiu de V) A) =orneieva declara+9es contra outras pessoas. inclinando a ca6e+aX %imX E a sua mulherX .renderemos a sua 2ilha e /unt31la1emos . retir31las e impedir *ue 2ossem utili>adas no /ulgamento) & conhecimento ou parentesco com o delin*uente não eram. soprano ou contraltoJ invento registado de alguémS) Fas eis *ue. a comiss3ria instrutora $imalis 2a>ia a seguinte amea+aJ 7. mas não . ao ouvir trechos A$DU'. e.s suas torturas e .erdeu1a com a sua o6stina+ãoX J3 est3 presaX RFas ela 2oi chamada apenas para uma 2ormalidade sem importLncia. uma diversão como a *ue se segueY . depois de ter repelido e rasgado v3rios depoimentos durante a noite. deixaram1na passar pelo corredor. pode 2a>er1se *ue6rar mesmo o homem mais intrépido Rcomo est3 pro2eti>adoSJ 7& inimigo do homem é a 2am-liaX8 $ecordemos a*uele t3rtaro *ue a tudo resistiuJ . Boldman come+ou a escrever uma outra variante. regra geral. tam6ém a*ui n:s não conseguimos separar de 2orma precisa os métodos ps-*uicos dos 2-sicos) &nde incluir. =orneieva nada temia por si. se*uer. podiam. deram1me a depoimentos e apoderou1se de mim uma sensa+ão de n3usea espiritual) #e *ue podia eu orgulhoYX)))8 (am6ém experimentei o mesmo *uando me rea6ilitaram. e unicamente ela) =orneieva assinou com alegria e uma sensa+ão de vit:ria moral) "ão conservamos. durante o per-odo das rea6ilita+9es. na nature>a. escutaX8 E2ectivamente. os 2amiliares mais chegados podiam. exactamente com a sua letraJ 7A6andono1teX #epois das in2Lmias *ue me contaram a teu respeito.ol-cia de %eguran+a do EstadoX . numa manhã. a *uarta. de 2acto. o simples instinto humano *ue consiste em /usti2icar1se e de2ender1se de 2alsas acusa+9esX Gicamos 2eli>es *uando conseguimos tomar so6re n:s toda a culpaX14 Agora ela di>J 7&n>e anos depois. no minuto com6inado.s ve>es trata1se de um disco com uma vo> 7tipo esposa8.elos corredores da . e muito mais através de uma paredeW mas voc0 tem os nervos tensos. so6 esta amea+aJ 7?on2iscamos1te a casa e pomos na rua os teus velhos)8 ?onvicta e 2irme na sua 2é.s pessoas mais chegadas) Gunciona excelentemente so6re os acusados) Esta é mesmo a mais e2ica> das intimida+9es) #esse modo.11 %egundo as cruéis leis do 'mpério $usso.

não interrogado durante do>e horas. e. no ga6inete do investigador. os investigadores tam6ém *uerem divertir1se. considerando.ara uma pessoa extenuada. voltam1se para o acusado os pro/ectores do escrit:rio) 14) &utra inven+ão) "a noite do 1)O de Faio de 19@@. (che6otariov 2oi.) Duando as 6oxes escasseavam.E AB& #E BU AB interior. sem lhe 2a>er uma s: pergunta. o *ue é muito doloroso) E.1C) Fétodo sonoro) ?oloca1se o réu . est3 disposta a explicar1se. agarrou no tele2oneJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 evaram1no e condu>iram1no . não ca-sse e não se levantasse) %eis diasX Experimente1se 2icar assim sentado durante seis horasX . é encerrada. mãos atr3s das costasX8 evaram1no para 2ora da cela. logo nos primeiros passos do seu encarceramento. eis como se procediaJ na sec+ão da ")=)V)#) de "ovo (cherAass. um meio dia ou um dia inteiro) ^oras de completa incerte>aX (alve> a. pati2eX8 & preso ensurdece. a discutir e a lutar. e nem pode aperce6er1se de nadaX Essas primeiras horas decorrem *uando tudo dentro dela est3 ainda envolto nas 6rumas de um torvelinho espiritual *ue ainda não se acalmou) Uns deixam1se a6ater pelo desLnimo 1 e é o momento do primeiro interrogat:rioX &utros irritam1se. e sem se*uer o deixar sentar no 6anco. cela) ogo *ue se sentou na tarim6a ouviu1se o ru-do do cadeadoJ 7(che6otariovX Ao interrogat:rioX Fãos atr3s das costasX8 E. não dormisse. .s escuras e onde s: pode manter1se de pé apertada contra a porta) E guardam1na ali durante v3rias horas. l3 em cimaJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 "a generalidade dos casos os métodos de pressão podem come+ar muito antes de se chegar ao ga6inete do investigador) 15) A prisão inicia1se pela 6ox. perde o ouvido) Fas este não é um método econ:mico) %implesmente. /untamente com um colega instrutor. cometer uma imprud0ncia 1 e ser3 mais 23cil organi>ar1lhes o processo) 1. então. de maneira *ue ela não pudesse apoiar1se em nada. 2a>em1se dois alti2alantes de papelão e. na B). *ue é uma espécie de co2re ou arm3rio) A pessoa *ue aca6a de ser detida. com a monotonia do tra6alho. o6riga1se a 2alar em vo> muito alta e a repetir tudo) . aproximando1se do preso. ainda por cima. distLncia de uns seis ou oito metros. A$DU'. *ue não me havia sa-do malY))) 1C.2i*ue emparedada para toda a vidaX "unca passou por nada semelhante.. e. de paredes 6rancas Reis a aplica+ão da electricidade economi>ada pelos estudantes e pelas donas de casaXS As p3lpe6ras do preso in2lamam1 se. grita1se1lhe aos ouvidosJ 7?on2essa. condu>indo1o rapidamente pela escada.)U) de =ha6arovsA. cada um inventa e 2a> o *ue pode) 11) As c:cegas) E tam6ém uma diversão) Amarram1se ou apertam1se os 6ra+os e as pernas do preso e 2a>em1se1lhe c:cegas no nari> com uma pena de p3ssaro) & preso torce1se e tem a impressão de *ue lhe estão a per2urar o cére6ro) 14) Apagar o cigarro na pele do preso Rprocesso /3 mencionado antesS) 1@) & método luminoso) #eixa1se uma lu> eléctrica intensa acesa durante vinte e *uatro horas na cela ou depend0ncia onde o preso est3) Uma lLmpada demasiado 2orte para uma depend0ncia pe*uena. e isso é ainda melhorJ vão o2ender o investigador. levada pelo 0lan do seu movimento dos depoimentos anteriores so6re mim pr:pria) #o6rei1me e como *ue me tornei outra) Agora não me reconhe+o) ?omo pude assinar isso. umas ve>es com lu> e com espa+o para sentar1se. outras ve>es . mantiveram Elena %trutinsAaia durante seis dias no corredor. numa caixa. isso não é 23cil) &u.s ve>es. mas condu>ido durante todo esse tempo ao interrogat:rioJ 7Gulano de tal. então. e *ue. ao ga6inete do investigador) & *ue o levou saiu) Fas o investigador. sentada num 6anco.

pela primeira ve>. como as de la6orat:rio. ordAipanid>e do6rou1se a este) 'sto signi2ica *ue ele tem um e2eito positivo so6re os *ue são altivos))) 19) &u então. sem nada explicar ao detido. metia1se o preso durante v3rios dias. durante a Brande Buerra . de maneira a *ue os pés não cheguem ao solo. o comiss3rio urinou1lhe no rostoX E *ue sucedeuY (endo resistido a outros métodos. um hércules *ue era pugilista. mas realJ de /oelhos e de tal modo *ue não se sentasse so6re os calcanhares. se o preso .?omo variante. tendo /3 o Lnimo *ue6rantado. mantinha1se o preso nu. aca6ado de ser preso. da seguinte 2ormaJ no extremo do assento. com as medidas exactas. estava de preven+ão no deserto da Fong:lia. mas de modo *ue não caia e *ue o 6ordo do assento lhe provo*ue uma pressão dolorosa durante todo o interrogat:rio) E não lhe permitem. 2icando assim muito dormentes) 'sso chega a durar de oito a de> horas) &u então. pois tem o sistema 6em organi>adoJ /unto da pessoa a/oelhada é posta uma sentinela e as sentinelas rendem1se 14) A *uem é conveniente colocar assimY ]*ueles *ue. como sucedia nos campos militares.)a #ivisão Fotori>ada de Atiradores. metia1se1lhe uma p3 nas mãos Rera o che2e da %ec+ão Especial. 2a>iam1lhe chegar tre>entos gramas de pão e 3gua) 'magine1se alguém nessa situa+ão. *ue se encarregava dissoS e ordenava1se1lhe *ue cavasse. *ue se mexa) %: issoY %im. para prestar declara+9es) 1Q) &6rigar o preso a p_r1se de /oelhos 1 não em sentido 2igurado. s: isso) ExperimentemX 15) %egundo as condi+9es locais. 2renteXS.ode1se 2a>01lo sentar nos interrogat:rios. ou seriam as situa+9es similares de acampamento *ue condu>iam . simplesmente. mandava1se1lhe parar.atri:tica) "essa 2ossa. e parecia *ue em torno era tudo deserto1@) "esse deserto. mantendo o dorso aprumado) "o ga6inete do comiss3rio ou no corredor pode 2or+ar1se o preso a 2icar nessa posi+ão durante do>e. vinte e *uatro e até *uarenta e oito horas) R& mesmo comiss3rio de instru+ão pode ir a casa. durante longas horas. através de uma corda. sem se lhe 2a>er *ual*uer outra tortura) .ara *u0 despender es2or+os com torturasY & rancho era composto de cem gramas de pão e de um copo de 3gua por dia) & tenente (chulpeiov. pode igualmente manter1se o preso sentado numa cadeira alta. o *ual impede o preso de se apoiar nas paredes e. a 6ox pode ser su6stitu-da pela 2ossa da divisão. durante o interrogat:rio. 6eira Rmais ainda. *ue participou nos com6ates de =halAhine1Bol. e *ue. o6rigar o preso a permanecer de pé15) . manda1se sent31lo numa cadeira vulgar. mantendo1se de pé entre um interrogat:rio e outro Rp9e1se um vigilante de guarda. ampla di2usão deste métodoY "a @. a sua sepultura Risso era /3 um cru>amento com os métodos psicol:gicosXS) Duando o preso /3 tinha 2eito um 6uraco *ue A$DU'. de vinte e um anos de idade. por ve>es de6aixo de chuva) A 2ossa era para o preso a cela e a retrete) E. so6 o a6rasador sol da Fong:lia e so6 o 2rio nocturno. se inclinam a ceder) E é 6om p_r assim as mulheres) 'vanov1$a>umniA descreve outra variante desse métodoJ tendo posto o /ovem ordAipanid>e de /oelhos. em 1941. o *ue tam6ém extenua e *ue6ranta) . *uando tudo ainda 2ervilha dentro de si) #ecorreria isso acaso das instru+9es gerais dadas a todas as sec+9es especiais do Exército Vermelho. mais . mesmo . *uando o preso est3 /3 6em o6servado. %amuliov. de tr0s metros de pro2undidade e dois de diLmetro.ode1se deix31lo de pé s: durante os interrogat:rios. esteve assim UF Fn%) Ao ca6o de de> dias estava cheio de piolhos) Ao 2im de *uin>e dias 2oi chamado. em BoroAhoviets. 2a>endo1o sentar1se no 2undoJ a ca6e+a do preso /3 não se via) Uma sentinela 2icava de guarda a v3rias dessas covas.E AB& #E BU AB 1C5 ultrapassava a sua cintura. so6 um céu a6erto. dormir e distrair1se.

tal como voc0. de triste mem:ria. incerte>a 1 *ue longe 2icam as torturas medievais`XS turva o racioc-nio. tortura *ue não era avaliada na 'dade Fédia na sua /usta medidaJ não se conhecia a estreite>a dos limites do diapasão em *ue o homem conserva a sua personalidadeW a priva+ão do sono Rligada ainda por cima . como se diante da vista alguém 6randisse um 2erro incandescente) A l-ngua incha1se devido . sede. e por isso não se lhe permite dormirX8 . por um minuto *ue se/a. tendo passado mesmo da categoria de tortura . experimentar intervalos de lucide>. e dava1lhe pancadas cada ve> *ue ele 2echava os olhosS) Eis como uma vitima descreve Rantes disso. de maneira *ue se torna /3 imposs-vel levar a mal as suas declara+9es1. ou totalmente inconsciente. devido . tinha passado um dia na 6ox dos perceve/osS as suas sensa+9es depois da torturaJ 7%ente1se um cala2rio. na p3g) 41Q. *ue predispunha especialmente ao sono Ro guarda de plantão sentava1se ao lado do divã. os *uais.or*ue h3 *uem tenha come+ado os seus anos de /uventude precisamente assim. manuten+ão de pé. de regra da seguran+a do Estado.or ve>es.tudo é muito mais 23cil. nem se*uer motivo de *ueixas. lu> intensa. mesmo *ue irrompa amanhã uma inspec+ão imprevista1Q) 7"ão lhe permitiram dormirY Fas isto a*ui não é uma casa de repousoc &s 2uncion3rios. en2im. *uatro. *ue 'magine1se. provar *ue nessa época 2re*uentava. um estrangeiro *ue não sa6e russo e a *uem dão algo a assinar) Um 63varo. sentavam1no num divã macio.))) & argumento eraJ 7Voc0 não é sincero nas suas declara+9es. em ve> de p_r o preso de pé. priva+ão do sono) 41) .ode di>er1se *ue a priva+ão do sono passou a ser um meio universalmente utili>ado pelos :rgãos. com um pe*ueno ori2-cio para a ca6e+a e para introdu>ir a alimenta+ão) Um guarda andava por entre os 6a<s) 14 . supremo re2inamento. em Funi*ue. eles des2orraram1seXS . um curso de soldadura a electricidade) 15 B) F) . de inspira+ão mong:lica) A revista "iva de 15 de Far+o de 1914. em tal estado de pertur6a+ão. tam6ém não dormiram8 Rmas de dia. assinou desse modo um documento. . entre n:s) nos tempos da . certamente. ao pavor e . tam6ém.dorme ou cai. um dia inteiro de pé 6asta para *ue uma pessoa 2i*ue sem 2or+as e declare o *ue se dese/a) 4C) #urante todo o tempo em *ue o preso 2ica de pé Rtr0s.riva+ão do sono. permanecendo de guarda . pois a mo+a pode recostar1se. conseguiu.s pessoas a/oelhadas) Agora. por 7tortura da est3tua8) R") dos ()S 1CQ A$DU'. a2irmando *ue tra6alhava numa cLmara de g3s) %omente no campo. pois revelou1se um método mais 6arato. *ue todas as medidas precedentes estão ligadas . inseria uma gravura de um c3rcere mongol em *ue se via cada preso encerrado no seu 6a<. . sede e pica como um ouri+o ao mais leve movimento) &s espasmos da degluti+ão parecem cortar a garganta15) A priva+ão do sono é uma 2orma superior de tortura e não deixa a6solutamente nenhuns vest-gios vis-veis. *ue6ra a 2or+a de vontade. lhe d3 pontapés e o levantaS) ]s ve>es.)')#)E) e da #)B)%). Kup Ashen6renner. em 1945. grande perda de sangue) %ecam1se as mem6ranas dos olhos. cinco diasS ha6itualmente não se lhe d3 de 6e6er) (orna1se cada ve> mais clara a com6ina+ão dos métodos psicol:gicos e 1@ 'sto era. t0m /3 gal9es e os seus 2ilhos são /3 adultos) 15 Fétodo designado.E AB& #E BU AB 2-sicos) ?ompreende1se. pelos vistos. e o homem perde a no+ão do seu eu) R'sso 2a> lem6rar a narrativa de (cheAhovJ 7Duero dormir8W mas a. re2rescam salutarmente o cére6ro) A pessoa 2ica semi1inconsciente.

os cala6ou+os são sempre pioresW uma ve> l3. nem mesmo. s: tendo recuperado os sentidos no leito do hospital) Voltou a si com amon-aco. a cela parece sempre um para-so) "o cala6ou+o. B) Facha 2oi mantida no cala6ou+o da prisão de (chemovits duas horas descal+a com 3gua gelada até aos torno>elosJ 7?on2essaX8 REla tinha de>oito anosW como davam pena as suas pernas e *uanto tempo teria ainda de viver com elasXS 45) #ever1se13 considerar como uma variante do cala6ou+o o encerramento de pé num nichoY J3 em 19@@. e ao longo destes os vigilantes de guarda A"#AF de um lado para o outro com 6otas de 2eltro e casacos 2orrados de algodão) & preso. provindos das paredes e do tecto. ao menos. ou não. /3 preso em 195)@. gota a gota. mas durante tr0s ou *uatro dias és interrogado ininterrupta e alternadamente por comiss3rios *ue se reve>am) 4@) A 6ox dos perceve/os. uma inspec+ão era de tal modo impens3vel. *uando o viram. ele rece6eu1a 3s gargalhadas. talve>. como se compreende) 11C A$DU'. uma doen+a para toda a vida) &s cala6ou+os apresentam variantesJ a humidade ou a 3gua) J3 depois da guerra. a)pessoa ali 2ica os seus cinco dias. en2ra*uecido e resignado.or muito mal *ue se este/a na cela. mata1os. nem voltar a ca6e+a) Fais aindaJ come+ou a cair. derramando1se1lhe pelo corpo em regueiros) "ão comunicaram a (che6otariov. 3gua 2ria R*ue p3gina de antologiaX)))S. ao 2im de algumas horas. caem em cima dele os 2amintos insectos) #e come+o. o preso luta desesperadamente contra eles. deixa1se sugar) 44) &s cala6ou+os) . não é permitido deitar1se. o caso é *ue o preso desmaiou e. hora de deitar Rem %uAhanovAa e noutros c3rceres.Entretanto. as2ixia11se com o seu cheiro e. *ue 2osse. no dia seguinte. a tarim6a é recolhida na parede durante o diaW noutros. /3 re2erida) "um escuro arm3rio de madeira criaram1se centenas de perceve/os.E AB& #E BU AB 1C9 permitia prescindir de sentinelas especiais) Em todas as pris9es onde se procede . considerando1a uma misti2ica+ão) A$DU'. o homem 2ica extenuado pela 2ome e ha6itualmente pelo 2rio Rem %uAhanovAa h3 cala6ou+os escaldantesS) Assim.or terr-vel. de tal 2orma *ue não podia do6rar os /oelhos. A6aAumov. torturaram assim %) A) (che6otariovJ encerraram1no nu num nicho de cimento.)U) de =ha6arovsA. estando sentado. "U"?A se 2i>era. 2echar os olhosS) E os interrogat:rios mais importantes são 2eitos de noite) E algo de autom3ticoJ a*uele a *uem est3 a ser instaurado o processo não tem tempo de dormir. e logo. devendo permanecer im:vel Rdevido . contraindo. mas apenas os corredores. ele estava como morto. 2alta de espa+oS durante tr0s a cinco dias Rs: ao terceiro lhe servem rancho *uenteS) "os primeiros minutos pensa para si mesmoJ 7"ão resistirei se*uer uma hora)8 Fas por uma espécie de milagre. os cala6ou+os de e2orto1vo não são /amais a*uecidos. é despido e deixado em roupa interior. e . desde o to*ue de alvorada até . nem endireitar os 6ra+os. na B). milhares talve>) (ira1se o casaco ou a 6lusa ao preso.s ve>es s: em cuecas. *uanto a ele. durante cinco dias da semana Rnas noites de s36ado para domingo e de domingo para segunda12eira os pr:prios comiss3rios de instru+ão procuram descansarS) 44) Extensão do processo precedenteJ a cadeia rolante dos investigadores) "ão s: não te deixam dormir. *ue *uando uma comissão entrou na cela do ministro da %eguran+a do Estado. instru+ão não se pode dormir um minuto se*uer. esmagando1os contra si mesmo e contra as paredes. ainda. nem erguer1se. ca2e-na e massagens no corpo) Fas demorou muito a lem6rar1se como tinha ido ali parar e o *ue lhe havia sucedido na véspera) #urante todo um m0s 2icou inutili>ado mesmo para os .E AB& #E BU AB *ue isso iria durar apenas vinte e *uatro horas) .

o e2eito *ue 2a> um s: copitoX Duanto mais uma canecaXS 45) & espancamento sem deixar vest-gios) Utili>am1se matracas de 6orracha. o segundo dormia num divã e o terceiro andava pelo ga6inete e sempre *ue (che6otariov dormitava espancava1o imediatamente) #epois alternavam as 2un+9es) R(alve> *ue a eles pr:prios os tivessem trans2erido para a*uela situa+ão de caserna. por*ue isso estragava o /ogoS) #epois da re2ei+ão disseram a (che6otariovJ 7E agora assina as declara+9es *ue 2i>este diante de duas testemunhasX8.ropriamente 2alando. cheio de gordura. (chulpeniov 2oi mantido durante um m0s a cem gramas di3rios) Ga>endo1o sair da 2ossa. *uando o investigador d3 pontapés nas t-6ias. =arpunitch1Iraven enumera cin*uenta e duas . 6e6era o vinho e. o comiss3rio instrutor %oAolov colocava diante dele uma panela)de 6orche. malhetes e sacos de areia) E muito doloroso *uando 6atem nos ossos. assinara o papel. e ao longo de de>asseis anos.ara *uem este/a tr0s dias sem comer. uma costeleta com 6atatas 2ritas e uma caneca de cristal com vinho tinto) (che6otariov. dado *ue é o produto de muitas com6ina+9es) Gecharam1no durante setenta e duas horas no ga6inete do investigador e a <nica coisa *ue lhe permitiam era ir . é universal) Fas existe uma utili>a+ão re2inada da 2omeJ por exemplo. a despeito das insist0ncias do investigador Re este não o podia 2or+ar muito. /3 mencionada entre os e2eitos com6inados) "ão é assim um meio tão raro. um caldo espesso. A$DU'. o6ter a con2issão do preso através da 2ome) . de repente. em estado de agrad3vel em6riague>.) A 2ome. não o deixavam comer. da idade das cavernasX A <nica novidade é ser aplicado na sociedade socialistaX &utros 2alam tam6ém de processos an3logos) E coisa 2re*uente) Fas n:s vamos de novo relatar o caso de (che6otariov. preso com (che6otariov. em tempo de pa>.s 2atias em diagonal Risso parece não ter importLncia. meio pão cortado . nem 6e6er Rao lado estava um /arro com 3guaS.interrogat:rios) RAtrevemo1nos a supor *ue esse nicho e a instala+ão dessa gota1a11gota não 2oram 2eitos s: para (che6otariov) Em 1949. mas (chulpeniov ainda ho/e insiste no 2acto de o pão estar cortado de 2orma muito tentadoraS e entretanto não lhe dava nada de comer) ?omo tudo isto é velho. o elemento 2ome. nem dormir) "o ga6inete encontravam1se sempre tr0s investigadores) (ra6alhavam em tr0s turnos) Um escrevia todo o tempo Rem sil0ncio e sem in*uietar em nada o presoXS. 1de #niepropetrovsA.E AB& #E BU AB 111 em sil0ncio. esteve numa instala+ão parecida. o *ue 2ora redigido. é certo *ue sem tal sistema) Entre =ha6arivsA e #niepropetrovsA. retrete) #e resto. levaram comida a (che6otariovJ 6orche ucraniano. continuam a doer1me todos os ossos e a ca6e+a)8S Ao recordar o *ue ele e outros relatam. isto é. tudo isso é utili>ado a6solutamente com todos. na u6ianAa. 2eudal. em 19@@. de *uatrocentos e cin*uenta gramas em 1945. o /ogo da autori>a+ão e da proi6i+ão de rece6er pacotes e de 2a>er vir comida de 2ora. *ue tinha so2rido o mesmo *ue ele. por exemplo. um meu conhecido. 2oi espancado durante vinte e um dias consecutivos) RE ainda di>J 7#epois de trinta anos. 2a> parte do sistema geral de pressão) & ex-guo rancho prisional de tre>entos gramas de pão. não 6e6eu vinho. *ue ao longo da sua vida sempre teve aversão ao 3lcool. 2lor da pele) =arpunitch1 Iraven. assim como a utili>a+ão da noite. comandante de 6rigada. poderemos supor tam6ém a exist0ncia de outras instala+9esYS 4. perante o investigador *ue dormia e o outro *ue velava) #esde a primeira p3gina *ue (che6otariov veri2icara *ue mantinha estreitas rela+9es com todos os mais destacados generais /aponeses e *ue de todos tinha rece6ido miss9es de espionagem) E p_s1se a riscar as 2olhas) Espancaram11no e puser3m1no 2ora do ga6inete) Fas Ilaguinine. Vindo a ser 2u>ilado) R. por não darem conta do recadoYS E. onde o osso est3 mais . tam6ém dos caminhos de 2erro da ?hina &riental.

*uando vista do ga6inete do investigadorX E n:s *ue a consider3vamos tão simplesX Voc0. *ue 7uma ocasião espancou um preso pol-tico com tal 2or+a *ue lhe re6entou os t-mpanos8) R=ri1lenAoJ Em ?inco Anos. de maneira alguma) Fas eis *ue voc0. como numa verdadeira selva a2ricana. de maneira *ue as palmas 2i*uem planas so6re a mesa. /3 depois da guerra. I. constava da acusa+ão. por*ue contava anedotas . mas outros eram de ouro) . e o seu amigo. assim trans6ordante de perigos. provando *ue os entregara no dep:sito para guardar) #epois. da pe*uena e da grandeW sem *ue ninguém ouvisse) E voc0s não se denunciaram. no ano de 194CS) Fete1se uma toalha comprida de pano cru pela 6oca Ro 2reioS e depois. pelas costas. em e2ortovo. B) =uprianov. reconhecendo *ue era um inimigo /urado do poder soviético. acontecesse o *ue acontecesseX E assinou *uatro autos.rimeiro deram1lhe um reci6o.) 114 A$DU'. a *ue nova lu> nos aparece a nossa vida passada. não deixa o menor vest-gio) & coronel %idorov. com o dorso curvado e rangendo. 2osse pelo *ue 2osse Rtalve> sem ter havido uma den<ncia contra si. partiram11lhe alguns dentes) Uns eram naturais e não entraram em conta. para apanhar entre os dentes de 2erro os cordeirinhos *ue não estão precavidos e *ue se es2or+am por regressar aos seus c3lidos lares) E demasiado desigual a rela+ão de 2or+as e de situa+9es) &h.E AB& #E BU AB 'vAov. não sem um pouco de priva+ão de sono. 2oi detectado por *ual*uer ra>ão. *ue se mostraram 2racos e assinaram o *ue não deviam))) "ão lhes atires pedras) Fas ve/a1seJ não são necess3rias essas torturas. e não sem ter passado pela 6oxS voc0 decidiu deixar1se ir a6aixo. conhecendo1se de longos anos e con2iando inteiramente um no outro. chutava com uma galocha nos :rgãos genitais de um homem pendurado Ros 2ute6olistas *ue apanharam um pontapé nas virilhas podem avali31loS) "ada existe de compar3vel a esta dor. em 19@@)S @1) E o 2reio nos dentes Ra 7andorinha8SY Este é um método da %uAha1novAa. e ha6itualmente perdem1se os sentidos4C) 4Q) "a ") =) V) #). *ue corta a respira+ão.artido de ?arélia. A. nos campos de trLnsito. e então 6ate1se1lhes com uma régua nas articula+9es T pode1se rugir de dorX %er3 necess3rio re2erir em particular o espancamento dos dentes até parti11losY R=arpunitch 2icou com oito *ue6rados)S19 ?omo *ual*uer pessoa sa6e.2ormas de tortura) Eis ainda outraJ as mãos são apertadas com um aparelho especial. Iondar) ?omo exemplo FZ!'F& da sua crueldade. sem 3gua nem comida. inventaram umas certas ma*uinetas para esmagar as unhas) #epois. nem se*uer os métodos 7mais suaves8 para o6ter con2iss9es da maioria. p3g) 1. saciados e insens-veisY))) 'rmãoX "ão censures a*ueles *ue ca-ram em tais situa+9es. não sem recear pela sorte dos seus 2amiliares. atam1se as pontas aos calcanhares) Experimente1se 2icar assim. uns dois dia>itos41) %er3 necess3rio continuar a 2a>er esta enumera+ãoY ^aver3 muito ainda a re2erirY Due mais não inventarão os ociosos. de "ovorossisA.) U) de =ha16arovsA. *uando se encontravam 2alavam ousadamente de pol-tica. o tiraram da manada e o prenderam) E. aperce6eram1se disso e tiraram1lhe o reci6o) 4C Em 191Q. um murro no plexo. *ue o apanharam pelas orelhas. mas não denunciando ninguém. mas tam6ém conhecido na cadeia de ArcLngel Rcomiss3rio de instru+ão 19 Ao secret3rio do ?omité $egional do . o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo /ulgou o antigo guarda da prisão c>arista. A. vimos muitos prisioneiros de "ovorossisA a *uem tinham ca-do as unhas) 49) E a camisa de 2or+asY @C) E a 2ractura da espinha dorsalY R%empre na mesma B) .

estiveram meia hora ao 2rio. por certo. como sempre. tam6émY E da terceira.artam garra2asX Britem palavr9esX 'sso torna11vos de mais con2ian+aXS 1 &ra. técnica dos agentesXS Então. mas para os 2ins do interrogat:rio vão arrast31lo até a*ui e con2ront31los um com o outroJ por*ue é *ue estavam carrancudos . aten+ãoX $evendo lentamente a sua caligra2ia. o *ue é *ue isso tem a verY 1 E voc0 tam6ém o visitou. come+a a magicarJ como amanhar1se da maneira mais veros-mil e pregar uma partida ao comiss3rio de instru+ão) %o6re *u0YX))) Era 6om se 2alassem so6re h:*uei Ré. *ue ele /3 2e> declara+9es so6re si e *ue agora vão tra>01lo para acarea+ãoS) (alve> este/a muito tran*uilo em sua casa. em6ora não houvesse tinta no tinteiro. 2alavam em vo> 6aixa e nada se ouvia no corredor) RAhX Ie6am. o *ue h3 de mais seguro. não 2a>iam 6arulho. o /ui> de instru+ão come+a a redigir o auto n<mero cinco) . dese/ava *ue houvesse dois candidatos . amigosX . no seu aparelho de r3dio. s: *ue no nosso tempo. nãocon2iava nele) 1 Fas voc0s encontravam1se com 2re*u0nciaY 1 "ão muita) 1 ?omo nãoY %egundo as declara+9es dos seus vi>inhos. até 2oram 2otogra2ados) R(écnica dos agentes. voc0 disse1lhe pelo tele2oneJ 7. além disso. com uma expressão descontente) Justamente. tentava. entrava na ca6ina eleitoral com a inten+ão de riscar o nome do candidato <nico. es*uinaY . pode ser) 1 Ao mesmo tempo. é algo de imposs-vel manter) E o seu cére6ro. escolha nas elei+9es. voc0s não 6e6iam. não entregou ninguém e parece *ue se livrou inteligentemente) E /3 di> na cela *ue. amigosXS. ele estava na sua casa no <ltimo m0s. e. es*ueceu1 se da primeira conversa) E da segunda. com o comprimento de onda de de>asseis metros. o seu caso se aproxima do 2im) Fas. so6re *ue é *ue 2alavam nesses encontrosY %o6re *u0Y Eis uma pergunta assustadoraX . durante uma meia hora. di>er *ue 7se es*ueceu8.E AB& #E BU AB 11@ 1 %im) 1 Era sincero com ele em *uest9es pol-ticasY 1 "ão. igualmenteY E até da dessa tarde agrad3velY E da da es*uinaY E das conversas com ?Y E das conversas com #Y "ão. tudo é secreto e pode1se cair so6 a al+ada do ucasse acerca da divulga+ão de segredosS) E se na realidade voc0s 2alavam so6re as novas deten+9es na cidadeY &u dos AolAho>esY RE naturalmente mal. de rostos carrancudos.ass3mos uma tarde agrad3vel)8 #epois 2oram vistos na es*uina. não é uma sa-da. pensando 6em.ode agora estar seguro de apanhar uns de> anos. escutar emissoras ocidentais) .erguntaJ 1 Fantinha rela+9es de ami>ade com IY 41 ") =) B) A$DU'.so6re o ?he2e. amigo. con2uso pela ins:nia e pela 2ome. eles notaram *ue.rimeiro pensamentoJ voc0 es*ueceu1se da*uilo so6re *ue 2alavam) Acaso tem a o6riga+ão de se recordarY Est3 6em. em tal. na es2era da ci0ncia. em todos os casos. e inclusive so6re mulheres e ci0ncia) Fas. através das inter2er0ncias. . pertur6ado pela deten+ão. então h3 *ue repetir tudo Ra ci0ncia é assunto *ue não 2ica muito longe do h:*uei. es*uinaY %o6re *ue é *ue 2alavamY (alve> *ue I tenha sido preso Ro comiss3rio a2irma1lhe *ue sim. mas tem as costelas inteirasW por en*uanto não apanhou nenhuma pneumonia. pois não h3 *uem 2ale 6em deles)S &u so6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ãoY . tal e tal data) E verdadeY 1 Iom. aturdido pelo terror.or*ue é *ue voc0sa 2alavam assim carrancudos.

ainda *ue me matem)8 Fas voc0 /3 não dormia h3 tr0s dias) Duase não tinha 2or+a para manter as suas pr:prias ideias e a impertur6a6ilidade do seu rosto) "em tempo para re2lectir um minuto se*uer) E simultaneamente dois comiss3rios de instru+ão Reles gostam de visitar1seS apertaram consigoJ so6re *u0Y. palerma. em *ual*uer ocasião. mas apenas duas ou tr0s 2rases) Ele sa6e. so6re *u0Y E vem1lhe . sem 2alta. voc0s pr:prios a constroem e ma apresentam /3 2eita)8 %im. eu não necessito de ela6orar a minha versão. as pessoas devem p_r1se de acordo 114 A$DU'.or2-rio .Agora voc0 compreendeu mas /3 é tardeJ a vida é 2eita de tal modo *ue. ca6e+a uma ideia T acertada ou ne2astaY E necess3rio 2alar o mais aproximadamente poss-vel do *ue se passou na realidade Revidentemente.E AB& #E BU AB 115 cantadora incoer0ncia do 7mal2eitor844 de (cheAhov) Ele es2or+ar1se13.ara *ue tenha alguma verosimilhan+a h3 *ue di>erJ *ueix3vamo1nos um pouco por apertarem as normas) E o comiss3rio instrutor escreve o auto e tradu> na sua l-nguaJ durante este nosso encontro caluni3mos a pol-tica do . 1Q55) R") dos ()S A$DU'. um dia. eu tinha dito *ue est3vamos a com6inar ir /untos . pesca))) Fas voc0 *ueria ser mais esperto e inteligente *ue o seu comiss3rioX (er um racioc-nio mais r3pido e su6tilX Ah. por dar 2orma a toda a hist:ria de *ue o acusam. I censur31lo13J eh. para um comportamento conveniente. nem a experi0ncia nos preparam . e mesmo para a compreensão da 6ele>a Rem6ora não muitoS) Fas nem a instru+ão. mas depressa se arran/ar3S) %o6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ão)))8 1 7E *ue di>iam precisamenteY Alegravam1se com a 6aixaY8 As pessoas normais não podem 2alar assim. as declara+9es coincidirão e ver1te13s livre deles) #entro de muitos anos voc0 aca6ar3 por compreender *ue se tratava de uma ideia completamente insensata e *ue teria sido muito melhor 2a>er11se passar pelo mais completo idiotaJ 7"ão me recordo de um s: dia da minha vida. é mesmo assimX Um intelectual não pode responder com a em $e2er0ncia ao /ulgamento de um campon0s *ue desapara2usa uma porca da linha 2érrea para 2a>er uma rede de pesca) & Fal2eitor. pescaY Fas I dir3 *ue não se tratava de pesca nenhuma.or certo *ue I se aperce6er3 e contar3 algo de semelhante. *ue s: podia desencantar *uem passou por estas 6rincadeiras do gato e do ratoJ 7?om voc0s. so6re *u0Y E eis *ue voc0 presta declara+9esJ 7Gal3vamos so6re os AolAho>es R*ue não est3 tudo em ordem. nem a educa+ão. pois. para o servi+o militar. os intelectuaisX Goi demasiado longe))) "o ?rime e ?astigo. mas *ue 2alavam so6re o ensino por correspond0ncia) "ão.E AB& #E BU AB e recordar com exactidão o assunto so6re *ue 2alaram nesse dia) #essa 2orma.artido e do Boverno na es2era dos sal3rios) E. ao despedirem1se.etrovitch 2e> a $a>AolniAov uma o6serva+ão assom6rosa. em ve> de 2acilitar a investiga+ão. isso é inveros-mil) . os intelectuais. arredondando todas as arestas e pondo de parte tudo o *ue 2or perigosoS) "ão se di> *ue uma 6oa mentira deve sempre ro+ar a verdadeY . as declara+9es coincidirão) Fas voc0s não se puseram de acordoX Voc0s não imaginaram o *ue é esta selvaX #i>er *ue estavam a com6inar ir /untos . para as o6riga+9es de cidadão. o valor de cada coisa) E n:s não estamos preparados para nadaX))) %omos educados e preparados desde a /uventude para a nossa especialidade. para os cuidados a ter com o nosso corpo. voc0 não 2a> senão apertar mais o n:J so6re *u0Y. em *ual*uer interrogat:rio. . por encontr31la o mais mentirosa e coerentemente poss-vel) &ra o comiss3rio1carniceiro não é esta coer0ncia *ue apreende.

nenhum deles viu ou teve o c:digo nas mãosX E s: *uando os dois c:digos /3 viviam os <ltimos dias da sua exist0ncia de trinta e cinco anos. o ?:digo . venda pela sua inutilidadeS) E leio agora enternecidamente) .) =) de U) =)Y R?:digo . do ?:digo . num *uios*ue de /ornais do metro de Foscovo Rtinham decidido p_1los . da ta+a de BU ABXS apresentam1nos a*ueles *ue podemos encontrar no ga6inete do comiss3rio de instru+ão como verdadeiros cavaleiros da verdade e da 2ilantropia. nem conseguir se*uer '"G&$FA$1FE so6re um c:digo de direito soviéticoX4@ E centenas de presos conhecidos meus. ter a seu lado alguém com intelig0ncia clara.enalS) Voc0 2ica de pé atr3sJ em *ue se di2erencia U) .or exemplo.enal e o ?:digo do . sem encaderna+ão.rocesso . mas para con2irmar *ue leu o termo da acusa+ão *ue lhe 2oi apresentado)8 "um dos papéis aparece de repente uma nova com6ina+ão de letrasJ U) .E AB& #E BU AB *ue são por si desconhecidos. não se vendem nos *uios*ues. no ?:digo do . como os nossos pr:prios pais) E so6re *uantas coisas não nos 2a>em con2er0nciasX Gor+ando1nos até a assistir a elasX Fas ninguém nos 2a> uma con2er0ncia so6re o sentido verdadeiro e o sentido amplo dos c:digos penaisW sim. passaram1se /3 de>. para a grande prova da vidaJ a deten+ão por nada e o interrogat:rio so6re nada) &s romances. os 2ilmes Ros seus autores deviam provar. de resto. mas sim para n:s) E a si não lhe 2a> 2alta.enalS) %e voc0 teve a sorte de cair em momento de 6oa disposi+ão do comiss3rio.rocesso . eu explico1lheJ estes artigos são precisamente a*ueles *ue o inculpam) E. nem chegam .rocesso .enal) ?omoY 'sso signi2ica *ue não h3 s: um.enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) AssineX 8 1 7Fas *ue di>em esses artigosY #eixe1me ler o c:digoX8 1 7Eu não o tenho)8 T 7?onsiga1o do che2e da sec+ãoX8 1 7Ele tam6ém não o tem ao seu dispor) AssineX8 1 7Fas eu pe+o1lhe *ue mo mostreX8 1 7"ão est3 prescrito *ue lho mostre. eles mesmos. *uin>e anos) E uma densa erva cresceu so6re a sepultura da minha /uventude) ?umpri a condena+ão e até a deporta+ão por pra>o ilimitado) E em parte alguma nem nas sec+9es de 7cultura e educa+ão8 dos campos de tra6alho. algures. e em alguns casos estiveram mais de uma ve> em campos de tra6alho e na deporta+ão.rocesso . *ue passaram pela instru+ão de processos e pelo tri6unal. os dois irmãos. não 2oi escrito para voc0s. segunda parte. en*uanto é em con2ormidade com essas leis *ue o castigamYX )))#esde então. nem nas 6i6liotecas dos distritos. nem comprar. pude /amais ver com os meus olhos.enalJ Artigo 1@.s mãos da /uventude despreocupada) Duase parece uma lenda *ue. e 5Q111.) =)Y R?:digo de . vista nas 6i6liotecas.nunca. A$DU'. *ue conhece todas as leisX & princ-pio da nossa instru+ão /udicial consiste ainda em privar o acusado até do conhecimento das pr:prias leis) E1lhe apresentado o termo da acusa+ão))) E a prop:sitoJ 7Assine)8 T 7Eu não concordo com ela)8 T 7Assine)8 T 7Fas não sou culpado de nadaX8 1 7Voc0 é acusado em con2ormidade com os artigos 5Q11C. nem ter nas minhas mãos.enal. devendo de um momento para o outro ser su6stitu-dos por outros 1 s: então eu os vi. ele explicar3J ?:digo de . o réu possa 6ene2iciar da a/uda de um advogado) & *ue signi2ica. no momento mais di2-cil da luta. as pe+as de teatro. para além dos mares. mas sim dois c:digos inteiros 11. T & investigador não tem o direito de o6ter declara+9es ou a con2issão do acusado por meio da viol0ncia e amea+as) R&s autores estariam a olhar para a 3guaXS44 . voc0 não vai assinar para di>er *ue concorda. por pouco *ue se/a. e esses mesmos c:digos não se encontram . nem se*uer nas cidades médias.

&$ '%%&a DUE & . 6em como . um olhar de simpatia. densa e a6arrotada) . não t0mSW ligam a sinceridade do 7arrependimento8 . o acusado deve estar idealmente s:J na cela.E AB& #E BU AB 115 RAh. nos c3rceres superlotados. atormentado e 2ora de si. não culpa6ilidade. em 19@5 Re tam6ém em 1945S.opular ou no %oviete Executivo do distrito) & interesse pelo c:digo seria um 2en:meno extraordin3rioJ ou voc0 se preparava para cometer um crime. não t0m conhecimentosX E não podem aconselhar1se com *uem *uer *ue se/a) & isolamento do acusadoX Eis outra condi+ão do 0xito da instru+ãoX %o6re a vontade solit3ria e violentada deve cair todo o aparelho destruidor) #esde o momento da deten+ão e durante todo o primeiro per-odo de cho*ue. em geral. compreendem por*ue é *ue não se podia pedir para consultar um c:digo no (ri6unal .s atenuantes da culpa) R7Fas eu esta6eleci o poder soviético em &utu6roX))) Eu 2u>ilei =olt1chaAX))) Eu esmaguei os AulaAsl))) Eu dei ao Boverno de> milh9es de ru6los das minhas economiasX))) Eu 2ui duas ve>es 2erido na <ltima guerraX))) Eu 2ui condecorado tr0s ve>esX)))8 7"\& E .$&?E%%AF&%X)))8. nos ga6inetes T ele não deve encontrar1se. não p_de ser o6servado) ogo *uase desde as primeiras horas. meia1noite. h3 *ue o6ter dele o m3ximo poss-vel de declara+9es irremedi3veis. onde *uer *ue se/a. pois 2alecem1lhes as 2or+as. desco6rem e se aperce6em dos seus anteriores erros) ?omo não enganar1se num tal dueloY Duem é *ue não se enganariaY #issemos h3 poucoJ 7Estar idealmente s:)8 )Entretanto. s: então é *ue. e *ue s: lho d0em a assinarS) E s: *uando estas são trans2eridas da cela individual para a colectiva. nem rece6er o sorriso de ninguém. ou para apagar os seus vest-giosX 44 &lhar para a 3guaJ adivinhar o 2uturo . nas escadas. *ue enredar o maior n<mero poss-vel de pessoas de nada culpadas Ralgumas caem num desLnimo tal *ue até pedem *ue não lhes leiam o auto em vo> alta. olhando 2ixamente para um recipiente com 3gua) R") dos ()S A$DU'. com um dos seus semelhantes. 6randura da condena+ão e do regime no campo Rnunca houve tal rela+ãoS) "o curto espa+o de tempo em *ue o detido est3 a6alado. se se ministrasse previamente ao acusado um curso de ci0ncia prisionalX %e se come+asse por 2a>er um ensaio da instru+ão e s: depois tivesse lugar a verdadeira))) ?om os reincidentes de 194Q /3 não 2i>eram todo este /ogo da instru+ão do processoJ teria sido em vão) Fas os novatos não t0m experi0ncia. um conselho ou um est-mulo) &s :rgãos tudo 2a>em para lhe eclipsar o 2uturo e de2ormar o presenteJ 2a>em1lhe crer *ue todos os seus amigos e 2amiliares 2oram presos e apanhados com provas materiaisW exageram as possi6ilidades de repressão contra ele e os seus -ntimos. se eu sou6esse disso a tempoX Felhor ditoJ se assim 2osse na realidadeX Fas é sempre por 2avor e sempre inutilmente *ue pedimos ao comiss3rio para não escreverJ 7As minhas in2ames e caluniosas inven+9es8 em ve> de 7as minhas a2irma+9es erradas8 e 7o nosso dep:sito clandestino de armas8 em ve> de 7a minha navalha 2errugenta8)S &h. este princ-pio do isolamento ideal do acusado recém1detido. com tardio desespero. 6em como acenar com a compet0ncia para conceder o perdão R*ue os :rgãos. no corredor. ri1se a ^ist:ria pela 6oca do comiss3rio instrutor) 7& *ue 2e> de 6om não se relaciona com o assunto)8S Artigo 1@9 1 & acusado tem o direito de escrever as declara+9es pelo seu punho e com a sua letra. e de exigir a introdu+ão de emendas no auto escrito pelo comiss3rio instrutor) A*ueles *ue conhecem a atmos2era de suspeita existente entre n:s.Artigo 111 1 & /ui> de instru+ão é o6rigado a esclarecer as circunstLncias suscept-veis de condu>ir . o preso encontrava1se na cela geral.

os recém1detidos *ue /3 tinham passado pelo 6anho e pela 6ox 2icavam durante dias e dias sentados nos degraus das escadas. DU'"UE45W e. em 19@5. antes de 19@1. *ue ultrapassavam os inconvenientes) A a6undLncia de gente na cela não s: su6stitu-a a estreite>a da cela individual.E AB& #E BU AB . natural de ugansA) "esse mesmo ano. e relataJ tudo estava a6arrotado e havia presos de6aixo das tarim6as. numa cela de tipo standart de IutirAi. di>iam os rapa>es Re esteve ele por acaso presoYS) $e2eriam1se a =lim Vorochilov. a pele so2ria de ec>emaS) Assim estiveram durante semanas. devido ao calor dos corpos e da respira+ão. deitados no solo as2altado) Eu voltei a estar l3 preso sete anos depois. para 2a>er as necessidades não havia 6alde na cela. vontade ou 6e6er 3gua R. em 1945. nos anos de 19@51@Q) A$DU'. e sem es2or+os alguns dos comiss3rios instrutoresJ os presos torturavam os pr:prios presosX Fetiam tantos na mesma cela *ue cada um aca6ava por não conseguir nem um pedacito de solo. numa cela de tr0s metros *uadrados havia permanentemente trinta pessoasX R%) . ela estava tão repleta *ue até na lavandaria arran/aram uma cela para setenta mulheresX Duando é *ue esteve então va>ia a prisão de IutirAiY Fas isto não é milagre nenhumJ no c3rcere da %eguran+a do Estado. no ano de 191QJ em &utu6ro desse ano Rsegundo m0s do terror vermelhoS. 6em como pilhérias 2atigantemente mon:tonas) Fas descreve 6em a vida *uotidiana. *ual*uer morte ou *ual*uer campo parecia mais leve do *ue continuar encolhido nesse espa+o. na prisão de IutirAi. prevista para vinte e cinco pessoas. na prisão preventiva de =ichiniev. durante semanas inteiras. especialmente valiosa por*ue se prolongava por dias e semanas inteiros. excep+ão do rancho e do ch3 da manhãS)4Q %e ainda por cima o 6alde su6stitu-a a latrina Rou se. em 19@Q. sentando1se so6re as pernas uns dos outros) 11Q A$DU'. não su6stituiria 15 A instaura+ão do processo de alguns deles durou de oito a de> meses) 7?ertamente =lim nunca esteve numa cela individual como esta8. mas surgia tam6ém como uma tortura de primeira ordem. 'vanov1$a>umniA esteve com ?E"(& E DUA$E"(A Ras retretes estavam tão so6recarregadas *ue s: permitiam ir uma ve> por dia 2a>er as necessidades. em 194Q.otapov)S #uma 2orma geral. e a situa+ão era a mesma) $ecentemente rece6i de F) =) I) um valioso testamento pessoal so6re a superlota+ão na cadeia de IutirAi. insones e al*ue6radosW se o aspecto destes convencia melhor *ue todas as amea+as do investigadorW e se a*uele *ue h3 /3 alguns meses não era chamado.Fas isto tam6ém tinha os seus méritos. numa cela individual metiam #EU&'(& homensW em ugansA. havia um metro *uadrado para ($n% homens Rcalculem a olho o *ue isso representa e procurem arran/ar lugarXS45) "o canil não havia /anela nem ventila+ão e. sem *ue os deixassem respirar . devido ao suor alheio. a temperatura atingia *uarenta a *uarenta e cinco grausX (odos se deixavam 2icar em cuecas Ras roupas de 'nverno serviam11lhes para se sentarem.) & mesmo 'vanov calculou *ue na sala de recep+ão da u6ianAa.E AB& #E BU AB Assim. como nalgumas pris9es si6erianasSW se os presos comiam aos *uatro. pelo contr3rio. os seus corpos nus apertavam1se como uma prensa. o 7canil8. e por ve>es s: pela noite. em 1945. no livro de 'vanov1$a>umniA h3 muito de super2icial e de pessoal. espe>inhando1se mutuamente e nem se*uer se podiam mexer. numa tigela. so6re os /oelhos uns dos outrosW se estavam constantemente a levar uns para os interrogat:rios e a tra>01los espancados. o mesmo se passando com o recreio4. e. esperando *ue sa-ssem os *ue iam para a deporta+ão para ter lugar nas celas) ())) esteve preso sete anos em IutirAi.

ca6e+a da 6rigada no des2ile. *ue 2icou com uma 2ractura da coluna verte6ral. por incitar ao de6ilitamento do Boverno) A tal ponto os pr:prios pol-cias não acreditavam no seu 0xito) @C %ociedade de $ela+9es ?ulturais com pa-ses estrangeiros) R") dos ()S 14C A$DU'. di> amavelmente $iumin. de modo per2eito. *uando as n3degas emagreceram devido a uma 49 $ealmente. não por um simples guarda. acariciando o 6astão de 6orracha de uns *uatro cent-metros de diLmetro.intsov so2reu uma e outra coisa. na matraca de 6orracha) & seu su6stituto. durante todo um dia. pode sa6er1se como IA('A Rem 194QS o pr:prio A6aAumov em pessoa) %im. aguentar1se durante um m0sJ ele dormia de pé)S 7Agora vamos experimentar a matraca de 6orracha) A*ui ninguém se aguenta mais de duas ou tr0s sess9es) #ispa as cal+as e deite1se na passadeira)8 & coronel senta1 se nas costas de A) #) Este prepara1se para contar as %aneadas rece6idas) Ele não sa6e ainda o *ue são os golpes da matraca de orracha no nervo ci3tico. não a 2e> avan+ar contra o Boverno) 'sso não é levado em conta) Entretanto. exasperado. o espancado não pode andar e. torturam um preso. com manchas de sangue) $iumin é a/udado nos espancamentos. 6atia ainda com mais satis2a+ão) Ga>ia isso em %uAhanovAa. deram1lhe))) de> anos. pegando de 6om grado. sentado no 6alde da cela individual. a solidão teoricamente idealY "um tal amontoado humano nem sempre uma pessoa se decide a a6rir1se com alguém e nem sempre encontra com *uem se aconselhar) E acredita1se mais depressa nas torturas e nos espancamentos. não o transportam. claro est3. mas *uase não 2icaram sinais do espancamento) %o6revem1lhe uma terr-vel diarreia e. e ainda por cima lhe meteram agulhas pelas unhas e as entumesceram com 3gua até incharem.ara não estragar toda essa 6ele>a estende1se por cima do tapete uma passadeira su/a. no c3rcere =arpunitch) &u es2regam1lhe as costas com um ralador até 2a>er sangue e depois regam1 no com aguarr3s) R& comandante de 6rigada $udol2 . A6aAumov. esse tra6alho rudimentar Rera um %uvorov sempre na primeira linhaXS. 7voc0 resistiu com honra . reposteiros de seda nas /anelas e nas portas. e $iumin. a pele vai estalar1lhe.s gargalhadas) (em ainda por diante a segunda e a terceira sess9es. mas por um coronel) 7Iom8. ap:s as costumadas torturas in2ligidas. por ve>es. mas. procurando acertar no s-tio /usto) & coronel calca o preso com o seu enorme corpan>ilJ é um 6om tra6alho para *uem ostenta no om6ro tr0s estrelas grandes. e um tapete persa no soalho) . ser assistente do poderoso $iuminX R#epois da sessão. #) ri . prova do sono)8 RA) #) conseguiu. no ga6inete de 7general8 do comiss3rio instrutor) & ga6inete tem um revestimento *ue imita a madeira de nogueira. o pr:prio ministro da %eguran+a do Estado. e a tal ponto *ue ele não pode a6otoar as cal+as. não se sa6e por*u0. não menospre>ava. . não propriamente *uando o investigador amea+a. arrastam1no pelo soalho) As n3degas incharam1se1lhe logo. com ast<cia.E AB& #E BU AB 2ome prolongada) A pancada não se sente no lugar. mas *uando se podem veri2icar através das pessoas) (oma1se conhecimento pelas pr:prias v-timas de *ue in/ectam 3gua salgada em clisteres pela garganta e depois. come+ar3 a 6ater1lhe no a6d:men.119 isso. de maneira alguma. sem poder conter as l3grimas. *ue parece estalar) #epois do primeiro golpe o torturado enlou*uece de dor e torce as unhas so6re a passadeira) $iumin continua a 6ater. exigindo *ue assinasse um auto em *ue a2irmava *ue pretendia 2a>er avan+ar uma 6rigada de tan*ues contra o Boverno. e *ue se inclinava para um lado. mas na ca6e+a. ele marchou . pela sede. ex1administrador da sec+ão art-stica da V) &) E) %)@C. é verdade. no des2ile de &utu6ro49)S E através de AleAsandrov. $iumin.

denunciando trinta e cinco pessoasJ todos os meus conhecidos) E aconselho1vos a 2a>er o mesmoJ a dardes o maior n<mero de nomes. provisoriamente. tens *uin>e segundos para gritar *ue con2essas tudo. pelas pontas do seu enorme 6igode. o *ual. mantendo1o assim. e cada ve> com mais 2or+a. parecer1te13 simplesmente tratar1 se de uma car-cia paternal. olhando su61repticiamente para *ue os pro2anos não escutem. *ue participava na captura de %idneN $eillN e era che2e de uma companhia durante o esmagamento da insurrei+ão de =ronsdadt. e com o 6ico da sua 6ota Rou sapatoS calca1te. e o comiss3rio T não desdenham tal tare2a mesmo mulheres 1 coloca1se entre as tuas pernas separadas.ara se vingarem) . durante de> minutos. separarem1te as pernas e sentarem1se so6re cada uma delas dois a/udantes Rdo glorioso corpo de sargentosS. ora de outro lado. levaram1no com um alicate. não ouves como se exprimemY & . colocarem1te de costas no so6rado. 2am-lia *ue est3s num campo de tra6alho. explicando por*u0 e para *u0) Uma ve> *ue o exige. *ue est3s disposto a 2a>er prender as tais vinte pessoas *ue exigem de ti. *uando o in*uiridor de =ichiniov.artido não é o6rigado a prestar contas a cada um de n:s. espanca o padre Victor ?hipovalniAov com uma tena> na nuca. en*uanto te olha nos teus olhos e repete e repete as suas perguntas ou propostas de trai+ão) %e ele não apertar demasiado 2ortemente e antes de tempo. agarrarem1te pelas mãos. sem direito a correspond0ncia) Due te procurem) 1 E se és um comunista ortodoxo. *uer con2esses ou não 1 concluem os *ue compreendem a ess0ncia da *uestão) 1 A*ueles *ue não assinam são 2u>iladosX 1 pro2eti>a ainda alguém sentado a um canto) 1 . ou a caluniar através da imprensa o *ue tens de mais sagrado))) E *ue #eus te /ulgue. a arrastardes atr3s de v:s o maior n<mero poss-vel de gente) Então. o mais terr-vel *ue te podem 2a>er é despirem1te da cintura para 6aixo. a*uilo *ue outrora te 2e> homem.E AB& #E BU AB 141 1 #epois não te p9em outros dentes 1 avisam a*ueles *ue /3 os não t0m) 1 #e *ual*uer 2orma condenam1te. mas não os homens))) 1 "ão h3 sa-daX (ens de con2essar tudoX 1 sopram1te aos ouvidos os delatores *ue meteram na tua cela) T & c3lculo é simplesJ tens de conservar a sa<deX T di>em1te as pessoas l<cidas) A$DU'. saem1lhe rolando os intestinos) ?ondu>em então o preso . #anilov. gradualmente. en2ermaria da prisão de IutirAi. de um extremo a outro do ga6ineteW e a $ichard &Ahol. isso signi2ica *ue é necess3rio assinar) E aparece ainda um outro género de ortodoxosJ 1 Eu assinei.ara *ue não 2i*ue rasto de como se 2a> a instru+ão do processo) 1 E se morreres no ga6inete comunicam . a pouco e pouco. ora de um. nossa volta. tornar1se13 evidente *ue é um a6surdo e li6ertar1nos1ão a todos) . arrastando1o pelas gadelhas Raos padres é mais c:modo arrast311los assimW mas aos laicos pode1se1lhes tam6ém puxar pela 6ar6a. as tentativas de o o6rigar a cometer uma in2Lmia)S Eis como te podem tam6ém torturar a tiX #epois disto. e interrompem. com peri1tonite. .per2urando1lhe o peritoneu) ?om o aspecto de uma grande hérnia. destacam um outro ortodoxo para /unto de ti. guarda vermelho 2inland0s. come+a a cochichar1te com ardor aos ouvidosJ 1 & rtosso dever é apoiar a instru+ão /udicial soviética) A situa+ão é de com6ate) ":s pr:prios somos os culpadosJ 2omos demasiado 6randos e assim se propagou esta podridão pelo pa-s) ^3 uma cruel guerra secreta em curso) E a*ui. sem tocar com os pés no soloS) Entretanto. h3 inimigos.

agora ou pouco mais tarde. mas não do pr:prio Ierdiaiev) Duiseram intentar1lhe um processo.E precisamente do *ue os :rgãos precisamX A consci0ncia do ortodoxo e os o6/ectivos da ") =) V) #) coincidiam. em 195. conseguiram ser carrascos de outros 6olchevi*ues Rsem levar em conta *ue antes disso /3 tinham sido todos carrascos dos sem partidoS) (alve> *ue 19@5 (E"^A %'#& "E?E%%Z$'& para mostrar o pouco *ue valem essas ?&"?E. ninguém se surpreendeu com isso)S E por 2alar ainda em ortodoxos) . dor. menos duro ser3) J3 não tenho 6ens) &s meus entes *ueridos morreram para mim e eu para eles) & meu corpo a partir de ho/e é in<tilJ um corpo estranho) %: o meu esp-rito e a minha consci0ncia permanecem para mim *ueridos e importantes) Gace a um preso com tal Lnimo a instru+ão /udicial treme) %: triun2a a*uele *ue renunciou a tudoX Fas como converter o corpo em pedraY Ve/a1seJ do c-rculo de Ierdiaiev conseguiram 2a>er 2antoches para o tri6unal. luta ideol:gica por intermédio da (cheAaS) Fas Ierdiaiev não se humilhou. até ao momento da sua deten+ão. exigiam de todos com energia) R#i>1se *ue $) $alov mencionou como c<mplice o cardeal $ichelieu. condu>iram1no a um interrogat:rio nocturno Rem 1944S no ga6inete de #>er/insAi) 3 estava tam6ém =ameniev Ro *ue prova *ue tam6ém ele não se eximia .119@Q.ara reali>ar uma tal . li6erdade) Estou condenado . mas *uanto mais tarde pior. agora coroados com a auréola de m3rtires. naturalmente) A ") =) V) #) necessitava precisamente desse le*ue. entregando . mas nada h3 a 2a>er) "ão regressarei . cu/o nome 2icou anotado no auto.VoE% #& FU"#&. prendiam implacavelmente. *ual*uer amigo ou companheiro de armas de ontem) E todos os grandes 6olchevi*ues. um pouco cedo. nunca se portaram de modo tão 6aixo como os pr:prios 6olchevi*ues. *ue és dé6il. mas era tam6ém preciso um . com as *uais tão vigorosamente eles in2undiam coragem. ao mesmo tempo *ue a pista para o lan+amento de novos la+os) 7?<mplicesX ?orreligion3riosX8. ani*uilavam o6edientemente outros iguais a eles. revolvendo toda a $<ssia. *ue est3s ligado por vivas a2ei+9es e não est3s preparadoY))) Due 2a>er para ser mais 2orte do *ue o comiss3rio instrutor e de *ue todas essas ratoeirasY E preciso entrar na prisão. de homens.artido assimJ a maior parte dos *ue estavam no . em ogiva. acometendo todas as suas cidadelas. não implorou.oder. tu *ue és sens-vel . sem temer pela sua con2ort3vel vida passada) "o limiar da cadeia. espe>i1 144 A$DU'. morte. h3 *ue di>er a ti pr:prioJ a vida aca6ou. prenderam1no duas ve>es. dessa sua reprodu+ão ampliada) Era esse o melhor sintoma da *ualidade do seu tra6alho. como o puseram em li6erdade) Eis um homem com o seu . pois *uanto mais cedo 2or.U$BA era preciso um %taline. e *ue até ao interrogat:rio de rea6ilita+ão. depois do seu anterior orgulho e intransig0ncia) ))) Fas como resistir então. mas exp_s1 lhe 2irmemente os princ-pios morais e religiosos pelos *uais não aceitava o poder soviético esta6elecido na $<ssia 1 e não s: reconheceram a inutilidade do processo. repressão. a maior repugnLncia *ue sentiremos não ser3 perante %taline nem perante os seus sic3rios. *uando a tormenta os atingiu) %e examinarmos em pormenor toda a hist:ria das pris9es e dos processos dos anos de 19@.. mas perante a 6aixe>a moral dos acusados..&"(& #E V'%(AX .E AB& #E BU AB nhando todos os seus santu3rios 1 a $<ssia onde eles mesmos nunca 2oram amea+ados de tal repressão) As v-timas dos 6olchevi*ues entre 191Q e 19@. por meio da mesma instru+ão *ue agora so2riam.

mesmo *ue me cortem em peda+os) Voc0s t0m medo dos superiores.ara casa de *uem 2oi ele. na sua ?on2issão. em 19@5) Era uma velhota) %u6metiam1na a interrogat:rios todas as noites) #ois anos antes. os seus 2ilhos serviriam igualmente como o2iciais da guarda. sem nada ocultar8) E mesmo .estel se 2oi a6aixo e deu os nomes dos seus camaradas Rainda em li6erdadeS *ue tinha encarregado de enterrar $ussAaia . *ue não voltou do interrogat:rio . como enine. medo até de matar1me) R. primeira vista. o metropolita tinha 2ugido para a GinlLndia)S &s comiss3rios de instru+ão alternavam1se e reuniam1se em grupos e amea+avam com os punhos a velhota) Ela di>ia1lhesJ 7"ada conseguirão de mim. pena de morte) Iaixe>a de esp-ritoY &u ética revolucion3riaY ?omo deveriam ser dotados de a6nega+ão. os seus livros 1 e pediu clem0ncia) "icolau ' não pensou em prender as mulheres dos de>em6ristas. pois os nossos revolucion3rios nunca conheceram o *ue era uma 6oa instru+ão. em parte. autodi2amou1se perante "icolau '. tive a honra de rece601 lo)8 17Iem) . '?A$ tudo) .o seu dese/o natural de E!. *ue se evadira da deporta+ão) 7%: *ue não era o ex11metropolita. no *ue "icolau ' não acreditou) IaAunine.") %toliarova recorda a sua vi>inha na cela de IutirAi. o mesmo *ue depois com IuAharineJ o interrogat:rio era 2eito por irmãos da mesma condi+ão) #a.) &6o1lensAi e %) . *ue ninguém lhes 2aria perder a carreira) E *ue a propriedade da 2am-lia $adichiev não seria con2iscada) ?ontudo. um o2icial da pol-cia $E('$AVA imediatamente uma pergunta se o acusado considerava *ue era importuna ou *ue constitu-a uma intromissão na sua vida privada) Em 11 & motivo 2oi. denunciou logo as casas de encontros. comissão investigadora) A maioria mostrou1se incapa>. mas o aut0nticoX E verdade. cela. enredando1se mutuamente. mas não assinou denunciando *uem *uer *ue 2osse) "ão se pode di>er *ue a hist:ria dos revolucion3rios russos nos tenha dado os melhores exemplos de 2irme>a) Fas não h3 termo de compara+ão poss-vel. ao passar por Foscovo. .or intermédio da a/uda de crentes. durante uma 6reve instru+ão de duas semanas. tendo muitos pedido humilhantemente perdãoX Uavalichine lan+ou tudo so6re $ileiev) E) . mas não digoX8 R. gente dessa no ano de 19@5. segundo os costumes da época. com cin*uenta e dois métodos di2erentes) ?hechAovsAi não torturou $adichiev) E $adichiev sa6ia per2eitamente *ue. este homem not3vel renegou as suas convic+9es. 6em como os participantes da conspira+ão. e temendo pela sua /ovem vida apressou1se a comunicar ao Boverno mais in2orma+9es do *ue as *ue este podia suporX Engasgou1se de arrependimento e o2ereceu1se para 7revelar todos os segredos dos anar*uistas8) Em 2ins do século passado e come+o do actual. 6em como o lugar com6inado para isso@1) Goram raros a*ueles *ue. t0m medo uns dos outros. a 6uscar a trouxa) Due escolheu a sua morte. ou em o6rig31las a dar gritos no ga6inete cont-guo.erdereis A$DU'. nem em su6meter os pr:prios de>em6ristas a torturasJ não teve necessidade disso) Até $ileiev 7respondeu longa e sinceramente. *uando deixou FoscovoY8 1 7Eu sei.E AB& #E BU AB 14@ o elo)S Fas eu não tenho medo de nadaX Estou disposta agora mesmo a responder diante de #eusX8 ^ouve gente assim. 6rilharam pela sua irrever0ncia e despre>o 2ace . tinha pernoitado em sua casa o ex11metropolita.) (ru6etsAoi apressaram1se mesmo a denunciar Bri6oiedov.ravda RA Verdade $ussaS. e desse modo es*uivou1 se . os homens *ue se dispuseram a matar Alexandre ''X Eles sa6iam ao *ue se expunhamX BrinievitsAi compartilhou da sorte do c>ar e $issaAov 2icou vivo e caiu nas mãos do /ui> de instru+ão) E "E%%E FE%F& #'A.

como despo/os. "icolau V)S teve um car3cter pueril. mas recusa1se a responderX . ao ca6o de um m0s. ")O 4.eriesvetov) @@ %) .s torturas. então. de um sector para outro. em =resti. 6em vivinha.3ginas de #i3rio. nem mais nem menos. nem 2oi levada .ensam os "ossos Finistros8X ?omo lem6ra %) . uns dias antes da 6usca. o velho preso pol-tico UelensAi 2oi espancado com varetas de espingarda e lhe tiraram as cal+as como a um garoto. *ue conhecemos através de uma pes*uisa contemporLnea@4) Duando os pol-cias se apoderaram do manuscrito do artigo de enine 7Em *ue . simplesmente. eis um exemplo de hero-smo) Fas para o leitor com a experi0ncia amarga do BU AB eis um modelo de in*uérito desa/eitadoJ J<lia não morreu devido . não puderam.) Fielgunov. mas o simples 2acto de *uando da minha deten+ão me tirarem uma centena de l3pis Ga6er.) FielgunovJ $ecorda+9es e . um critério completamente di2erente de aprecia+ão) Assim como os condutores de carros de 6ois do tempo de Bogol não podem compreender as velocidades dos avi9es a /acto. a 2im de di>er onde estava o seu marido. através dele. não arrastei ninguém . vi *ue não tinha motivo para me sentir orgulhoso do *ue se passou durante a minha prisão) "aturalmente *ue eu podia ter1me portado com mais 2irme>a e. se tivesse diante de si o deposit3rio do artigo 7Em *ue . completamente desconhecidos) Eu não s: não estava disposto a cortar todos os la+os -ntimos *ue me uniam ao mundo. sair1me do aperto de maneira mais engenhosa) A o2usca+ão do cére6ro e o desLnimo acompanharam1me nas primeiras semanas) %: *ue estas recorda+9es não me roem de remorsos. e 2acilmente poderia enumerar o *ue lhe restava perante o /ui> de instru+ão. é meu 1 A) %)S.arece *ue . 2oi posta em li6erdade) (odos estes pensamentos so6re a necessidade de tornar1se de pedra @4 "ovi Fir.elo interrogat:rio. provavelmente.aris. e não pod-amos impedir1nos. pois. gra+as a #eus. não sou6eram por Vaneieiv RestudanteS grande coisa) Ele declarou. *uando. indignou1me por muito tempo) Examinando mais tarde o meu processo. de mani2estar nas cartas o nosso a6erto descontentamento . todos dentro de um so6rescrito. loucura.ensam os "ossos Finistros8. chegar até ao seu autor) 7.E AB& #E BU AB 145 eram. por uma pessoa *ue ele não dese/ava mencionar) Ao /ui> de instru+ão nada mais lhe restou RcomoY E a 3gua gelada até aos torno>elosY E os clisteres de 3gua salgadaY E a matraca de $iuminY))))S senão su6meter o manuscrito . tão1pouco é poss-vel *ue a*uele *ue nunca passou pela m3*uina de picar carne de BU AB se/a capa> de a6ranger as verdadeiras possi6ilidades de uma instru+ão) "o '>vie>tia de 4415159. de 19.e1riesvetov apanhou tam6ém uns *uantos anos. 19. tratava1se da prisão c>arista. p3g) 1@9) A$DU'. 2asc-culo ') . de *ue os presos pol-ticos se recordam *uase com um sentimento de alegria)@@ Veri2ica1se a*ui um progresso de no+9es. podemos lerJ J<lia $umiantseva 2oi levada para o c3rcere interior de um campo na>i. de 6oa mem:ria. como era de esperar Ro su6linhado a*ui e mais adiante. an3lise de peritos)8 Fas nada encontraram) . apesar da censura militar.144 A$DU'.E AB& #E BU AB 19@Q. mas.ara o leitor pouco atento. *ue tinha 2ugido do campo de concentra+ão) Ela sa6e. os pol-cias. ele re6entou em solu+os na celaJ 7& /ui> de instru+ão c>arista nem se atrevia a tratar1me por (UX8 Eis outro exemplo. *ue os manuscritos *ue lhe encontraram lhe tinham sido entregues para guardar.4) 1 $) . em6ora 2_ssemos /3 o2iciais da 2rente) Fant-nhamos correspond0ncia durante a guerra. prisão) A nossa deten+ão Rminha e de um amigo processado no mesmo caso.4.

a nossa ingenuidade não provocava senão riso e admira+ão) #i>iam1me *ue não era poss-vel encontrar outros patos como n:s) (am6ém me convenci disso) Um 6elo dia.s ve>es na sua 2rente e /urava em tom teatralJ 7Estamos dispostos a dar a vida por eleX . e apenas se es2or+ava por lan+ar o la+o estrangulador so6re *uantos. merecedora de compaixão. a Alexandre ''')@4 & ga6inete do comiss3rio ') ') E>iepov. através da ?rac:via. a mim tam6ém me pode acontecer e isso não é dese/3vel.or2iri . @4 Um mem6ro do grupo. tinha votado o meu :dio) & comiss3rio instrutor punha1se . *ue instaurou o meu processo. de *uatro metros. um insigni2icante grão de areia.E AB& #E BU AB pareciam m-seros os meus 6al6<cios so6re a puri2ica+ão do leninismo. do poderoso so6erano. depois. escritos com um l3pis ri/o. com o cére6ro con2uso. de corpo inteiro.pol-tico.etrovitch. acerca da minha ingenuidade. e não num 2uturo long-n*uo))) & terror vermelho é a minha ideia 2avorita))) Estou in*uieto *uanto ao meu destinat3rio Rnão era a primeira carta *ue ele escreviaX 1 A) %)S))) %e lhe acontece algo. a*ueles *ue deviam)arremessar as 6om6as 2oram presos. nas cartas *ue escrevia aos amigos da minha idade. *ue atingia *uase a grande>a de um altar. então.enal) E isso de modo a *ue estas explica+9es sa-ssem da minha garganta como a respira+ão e convencessem o comiss3rio. na*uele tempo. os meus sediciosos pensamentos.ap3 Alcaide) RDuando. era de tecto alto. claro e com uma grande /anela Ra %ociedade de %eguros $<ssia não o tinha constru-do para aplica+ão de torturasS) Aproveitando a sua altura de cinco metros. sou6e *ue o seu grupo tinha sido tam6ém preso pelo mesmoJ imprud0ncias na correspond0ncia. devia inventar algo de muito veros-mil so6re os encontros com os meus amigos Rencontros mencionados na correspond0nciaS *ue estivessem concordes com o conte<do das cartas. cara a caraY Eu não podia convenc01lo de *ue toda a dure>a das minhas express9es se veri2icava somente nas cartas))) E eis *ue. sem. /3 com elas na Avenida "evsAi. e *ue s: isso salvou a vida. tinha escrito para ?rac:via uma carta dirigida a um seu amigo. e da minha 2ran*ue>a sem limites) & principal era *ue o meu pregui+oso comiss3rio se não dispusesse a examinar a*uela maldita carga *ue eu tra>ia na*uela maldita mala 1 os apontamentos de um #i3rio de Buerra. e *uase com 6ravata. e *ue come+avam /3. no pr:prio momento do atentadoX 14. e eu pr:prio um sacr-lego 6las2emo. alguma ve>. muito 2ino e com letra mi<da. assim como . e esses amigos continuavam a corresponder1se comigoX "as suas cartas de resposta encontravam1se tam6ém certas express9es suspeitas@5) E agora E>iepov. mantendo1se nos limites da pol-tica.eters6urgo) & nome de AndreiuchAin s: 2oi desco6erto em 4Q de Gevereiro T e a 1 de Far+o.erante esse retrato. em 1 de Far+o de 1QQ5. . eu contava o nosso caso. pois arrastarei muita gente activa atr3s de mim)8 A 6usca provocada por esta carta. nos c3rceres. a *uem eu. a 2im de sa6er *uem a tinha escrito para . ao ler um estudo so6re o caso de AleAsandr Ulianov. AndreiuchAin. cair no Lm6ito do ?:digo . A$DU'. prolongou1se por cinco semanas. muito sa6ido. cu/o nome tinha sido dia2anamente posto por n:s em c:digoJ cham3vamos1lhe o . necessidade de inventar coisa alguma a meu respeito. pois. teriam mantido correspond0ncia comigo) Eu exprimia com temeridade. espa+oso. em *ue di>iaJ 7Eu creio 2irmemente *ue haver3 no nosso pa-s o mais implac3vel terror. contudo. nem conter as invectivas com *ue co6r-amos o mais s36io dos s36ios. exigia de mim *ue lhe explicasse tudo de maneira coerenteJ se n:s escrev-amos a*uilo em cartas *ue passavam pela censura. tinham pendurado um retrato. para nos condenarem aos dois) & comiss3rio não tinha. somente digno da morte) & conte<do das nossas cartas dava matéria su2iciente.or ele estamos dispostos a atirar1nos para de6aixo dos tan*uesX8 . *ue poder-amos di>er.

ensa nistoX8 %im. espalhando a casca vermelha de mais um romance morto na $<ssia e deixando as 6or6oletas negras da 2uligem voar pela mais alta das chaminés) ] som6ra desta chaminé passe3vamos n:s. no telhado da grande u6ianAa. alegres rolos de 2umo) "o entanto. a sentinela de atalaia no sétimo andar e esse in2eli> peda+o do céu de #eus. a*uela 2uligemX ?a-a e ca-a sem cessar. deturpava as minhas palavras) & sol 6rincava na renda desenhada pelo gelo na larga /anela. meio va>io. na $ep<6lica Gederal da Alemanha e nos Estados Unidos))) enine. nesse primeiro de Faio do p:s1guerra) E era tanta. *ue respeitas e amas como dantes. *ue haviam detido na noite anterior. ou simplesmente em 2olhas soltas. numa caixa de cimento. por ve>es.elos espa+os limpos da vidra+a viam1se os telhados moscovitas) E. em pacotes atados e desatados. ainda por classi2icar) Em cadernos nas pastas de papelão. um amigo dos anos da escola) Due al-vio me trouxe sa6er *ue ele 2icou em li6erdadeX &ra. para resplandecer so6re Foscovo. vinte e dois anos depois. em *ue me encontrava no ga6inete do comiss3rio) Ele 2a>ia as suas ha6ituais e grosseiras perguntasW ao tomar notas. através da *ual me dava. na retaguarda. ele escreveu1me o seguinteJ 7Através das tuas o6ras pu6licadas depreende1se *ue avalias a vida unilateralmente))) &6/ectivamente. entãoX Duanto perdesteX))) A$DU'. ao *ual era dado estender1se so6re a u6ianAa) &h. como na minha in2Lncia 2i>era um desconhecido predecessor em $ostov do #on. por pouco *ue não 2oi detido. e. mas sim para o montão de manuscritos *ue ocupavam todo o centro do ga6inete.s outras) Fas v-amos unicamente a chaminé. e *ue aca6avam de ser atirados para ali. estou convencido.nalguns lugares. altura de tr0s homens) Escut3vamos Foscovo. durante cada um dos nossos passeios. as 6u>inas dos autom:veis respondendo umas . ainda *ue o pre+o 2osse a minha morte. eu arrependia1me o mais *ue podia . cheiravam a palha h<mida da prisão para os meus camaradas) E s: para *ue o comiss3rio não 2osse transpirar so6re o meu #i3rio de Buerra e não arrancasse dele a 2i6ra da ra+a livre da 2rente. tanta. pareciam sediciosos. en*uanto não tra>iam ninguém para acarea+ão. su6indo. e tam6ém os velhos Farx e Engels. e cu/o resultado tinha sido assim es6anda1lhado no soalho do ga6inete . ao n-vel do sexto andar) As paredes su6iam ainda até . nas improvisadas encaderna+9es. en*uanto não apareceram os sintomas claros da instaura+ão do processoW até *ue ao *uarto m0s todos os cadernos do meu #i3rio de Buerra 2oram lan+ados para a 6oca in2ernal do 2ogão da u6ianAa.or minha causa. *ue imagin3vamos *ue a u6ianAa estava a *ueimar ar*uivos de tempos remotos) & meu di3rio perdido não passou da espiral de um minuto no meio da*uela 2uligem) E recordei1me de uma ensolarada e gelada manhã de Far+o. então. /a>iam os restos mortais do esp-rito humano sepultado) A altura desse amontoado de papéis ultrapassava a da escrivaninha do comiss3rio instrutor. a apagar1se) Estes apontamentos tradu>iam as minhas pretens9es de me tornar escritor) Eu não con2iava na 2or+a da nossa admir3vel mem:ria e durante os anos de guerra procurava escrever tudo o *ue via Risso era ainda o menor malS e tudo o *ue ouvia das pessoas) Fas os relatos mais naturais do mundo na primeira linha de 2ogo. saltando de uma /anela do n<mero 7trinta e tr0s8) . por isso. condenar1te1iam de modo mais severo) . passas a ser a 6andeira da reac+ão 2ascista no &cidente. de trinta metros. *ue pena 2oi *ue não te tivessem preso. come+ando a tomar consci0ncia de todos os meus erros pol-ticos) Extenuava1me neste caminhar pelo 2io da 2aca. a tenta+ão de saltar. a*ui. so6re eles. esmagando1rhe do *uinto andar contra o pavimento. eu não olhava para l3. eu pensoJ ahX. *uase não o via) A minha compaixão 2raternal ia toda para o tra6alho da*uele homem desconhecido.E AB& #E BU AB 145 e era necess3rio.

ara tra+ar uma recta 6asta marcar dois pontos) Em 194C. não o li6ertaramX Ele contou11me tudo isso no c3rcere de IutirAi e não na Avenida (versAi) Ao comiss3rio encarregado da instaura+ão do processo /untou1se outro. por 2im. *uantos pro/ectos e tra6alhos não 2oram destru-dos nesse edi2-cioX (oda uma cultura ani*uiladaX Ah. aos pésde um retrato de %taline. *ue tinha 2icado prisioneiro dos alemães. se*uer. privado do sono. totalmente desconhecidas até então da humanidadeX $egra geral. como lem6ra Eren6urg. sem direito a escrever a ninguém.ois *u0. sentado num 6anco duro a um canto do ga6inete. Goma Gomitch Belie>ov. desencantar e expor. sentado nesse duro 6anco e agitando os seus magros dedos. a trocar recorda+9es. a chamar a *uem *uer *ue 2osse pelo tele2one. martiri>ada. 2uligem. provar ao monstruoso comiss3rio *ue "\& tinha tra-do a p3tria. um cumprimento de o6riga+9es de carrasco. mais incapa> e mais destitu-da do dom da palavra do *ue na verdade 2oiX))) . de l3pis e até de 6ot9es. a *uem nada podem tra>er de 2ora. tal inten+ãoX (ratava1se de um caso escandalosoX . para os pr:prios comiss3rios. depoimentos segundo os *uais o velho 2aminto e sonolento teria 2eito perante eles agita+ão anti1soviéticaX %e 2alou sem mal-cia.das torturas. incineradaY Ah. um dos mais destacados coronéis do F)B)I) RFinistério de %eguran+a do EstadoS. p_de.E AB& #E BU AB rão a nossa gera+ão a mais est<pida.E AB& #E BU AB 149 . assinando depois. perante o ocioso comiss3rio. uma simples 2orma de passatempo. por agita+ão anti1soviética durante o interrogat:rio) (endo desistido de 6uscar a verdade. mas aplicou1lhe cuidadosamente os mesmos de> anos de prisão. temeroso e p3lido. 2uligem das chaminés da u6ianAaX & mais ultra/ante de tudo é *ue os nossos descendentes considera1 14Q A$DU'. li6ertaram1noY "ão. casos di2-ceis. os :rgãos poupavam1se ao tra6alho de 6uscar as provas de delito) & pato aca6ado de apanhar. es*uarte/ada e. p3tria. e. as provas de *ue "\& teve inten+9es hostisX E se não as desencanta Ronde poder3 consegui1lasYS. da comida. ele pr:prio 2ornece as provas aproximadas da sua culpa6ilidadeX ?onheci um caso em *ue um velho. como se 2ossem duas testemunhas. nos casos 23ceis. E E FE%F&. declarou isto aos detidosJ 7":s não nos damos ao tra6alho de lhe demonstrar Rao presoS a sua culpa6ilidade) E ele *ue tem de provar1nos *ue não teve inten+9es hostis)8 E no espa+o *ue separa estes dois pontos de uma recta primitiva e cani6alesca situam1se as recorda+9es incont3veis de milh9es de homens) Due acelera+ão e simpli2ica+ão da instru+ão dos processos. de *uatro metros de altura) Eu estava sentado e meditavaJ *ue vida 2ora do comum tinha sido essa noite tra>ida para a-. do papel. pretexto para rece6er o soldo) Fas casos 23ceis houve1os sempre 1 até no céle6re ano de 19@5) Exem1 Alexandre %ol/enitsine) no exército na prisão *uando 2oi li6ertado A$DU'. e mesmo *ue não tinha. deve. e passaram com o velho uma tran*uila noite. contudo. a (cheAa p_s1lhe a *uestão seguinteJ 7.assaram o velho para as mãos de um terceiro comiss3rio) Este retirou a in2undada acusa+ão de trai+ão .rove voc0 *ue não é agente de Vranguel)8 Em 195C. não 2oi escutado sem mal-ciaX . a 2orma+ão dos processos tornavam1se.

mas os diplomatas tinham assinado a entrega ã . di>endoJ 1 A. . o6rigava1os a marcar a entrada e a sa-da. não aproveitar essas dila+9es e. es*uecer1se mesmo *ue ele estava ali. redigir o relat:rio para o curso de instru+ão pol-tica. gostavam de utili>ar tais interrogat:rios 7va>ios8 para ampliar a sua experi0ncia da vidaJ perguntavam ao preso pormenores da 2rente Racerca da*ueles mesmos tan*ues alemães. segundo o costume antigo. *ue ho/e teria interrogat:rios nocturnos e *ue não o esperasse antes da madrugada Ro meu cora+ão des2aleciaJ isso signi2icava *ue seria interrogado toda a noiteXS Fas imediatamente ele marcava o n<mero do tele2one da amante e em tom de sussurro com6inava ir passar a noite com ela R*ue 6om. em *ue houvesse mais processos velhos e de rotina. os comiss3rios estavam interessados em prolongar cada investiga+ão. de6aixo dos *uais nunca haviam tido oportunidade de deitar1seSW so6re os h36itos dos pa-ses europeus e ultramarinos onde tinham estadoW so6re os esta6elecimentos comerciais e os artigos *ue l3 se encontravamW e especialmente so6re o 2uncionamento dos prost-6ulos estrangeiros e aventuras diversas com mulheres) . e em todo o caso. visitar um colega Rdeixando em seu lugar um guarda pedido ao regimentoS) (agarelando calmamente no divã com um amigo *ue tinha vindo visit31lo. a 2im de assegurar a percentagem necess3ria para a conta6ilidadeY ?hamar *ual*uer dos processados.pioJ IorodAo era acusado de h3 de>asseis anos ter ido ver os seus pais .ol:nia dessa parte de Iielorr<ssia) REm 1941. o impec3vel sistema era aligeirado pelos v-cips dos seus executores) &utros investigadores. e menos novos) ?onsiderava1se simplesmente indecoroso concluir um processo pol-tico em dois meses) & sistema estatal punia1se a si mesmo pela sua 2alta de con2ian+a e de 2lexi6ilidade) "ão con2iava se*uer nos *uadros seleccionadosJ mesmo a esses. durante a primeira semana de tra6alho de cho*ue de uma instru+ão. e olhava com ar de amea+a para o acusado. mulher. não aumentar as pr:prias normas de tra6alho) (endo despendido 2or+as com a garganta e com os punhos. 2a>er1lhe *ual*uer pergunta assustadora. *ue não encontrou no entanto seguidores entre os 6onés1a>uis) %egundo o ?:digo de . a registar as chamadas dos reclusos para interrogat:rio) Due restava ao comiss3rio. para o outro ladoS) A instru+ão do processo durou meia horaJ 7Ge> essa viagemY8 T 7Gi>8 T 7?omoY8 1 7Gui a cavalo)8 #e> anos por actividade contra1 revolucion3riaX Uma tal rapide> tem algo de semelhante ao movimento staAhanovista. olhando para mim de soslaio com os olhos 6rilhantes. sent31 lo num Lngulo do ga6inete. ligava para casa e di>ia . mas. .s ve>es o comiss3rio dava sinal de si. era permitido solicitar aos procuradores uma ou v3rias prorroga+9es desse pra>o por um m0s Re naturalmente os procuradores não as recusavamS) %eria a6surdo gastar em vão a sa<de. 2alando em estilo 2a6ril. certamente para controle. havendo complica+9es. escrever cartas particulares.rocesso . mais curiosos. as pessoas não estavam ha6ituadas. e passavam.enal.ol:nia sem levar o passaporte para via/ar ao estrangeiro Ros seus pais viviam a uma distLncia de de> verst3s. vou poder dormirJ e o meu cora+ão sentia al-vioS) 1@C A$DU'.E AB& #E BU AB Assim. ler longamente o /ornal. e consumindo a sua vontade e o seu car3cter Rcon2orme *ueria VichinsAiS.est3 um canalhaX Um re2inado canalhaX Fas não importa. gastar 7nove gramas8 de chum6o com ele não é para lamentarX & comiss3rio encarregado do meu caso utili>ava tam6ém muito o tele2one) Assim. a instru+ão de *ual*uer processo devia 2a>er1se no pra>o de dois meses.

em virtude do respectivo artigo do ?:digo de . no nosso tempo.rocesso . em sil0ncio. não tendo sentido examinar o processo noutro momento não registado.os olhos indi2erentes e. considerava1se *ue o procurador controlava com vigilLncia a marcha /usta de cada processo) Fas ninguém. a 2ormalidade do exame do processo pelo pr:prio acusado. o comiss3rio encontrava1se /3 sentado e redigia o termo da acusa+ão) Eu a6ri a capa da grossa pasta e logo na parte in2erior. lhe punha a vista em cima antes do chamado 7interrogat:rio com o procurador8. com os *uais estive depois) ?ontinuei a 2olhear) Vi 2otoc:pias de cartas minhas com interpreta+9es de ideias completamente deturpadas por comentadores desconhecidos Rda espécie do capitão i6inS) E aperce6i1me da maneira hiper6:lica cmm a *ual o capitão tinha envolto as . o *ue signi2icava *ue o processo chegara ao seu termo) evaram1me tam6ém a um interrogat:rio desses) & tenente1coronel =otov. en*uanto grupo. em aplica+ão do 7du>entos e seis8 1 assim era denominada.rocesso . 6oce/ando.E AB& #E BU AB 1@1 1 E uma pessoa e meia ser3 uma organi>a+ãoY))) Ele premiu o 6otão da campainha. vag9es. ainda diante de mim. perguntou *ue é *ue eu tinha a acrescentar . *ue devia apor a sua <ltima assinatura) "ão duvidando de *ue a o6teria. um louro impessoal.enal. aos autosX #urante a marcha da instru+ãoX Fas não no 2im dela))) Ah. numa tarde de 2ins de Faio.enal. mas a instru+ão do processo 2ora 2eita separadamente Ra mim em Foscovo. gordo.ouco depois.s minhas declara+9es) Ele deveria perguntar1me *uais as *ueixas *ue tinha a 2a>er so6re a marcha da investiga+ão. em letra de imprensa. para retirar esse acrescento do par3gra2o décimo primeiro) Ele 2olheou o processo ainda uns cinco minutos.edi ra>oavelmente. lei) Fas h3 /3 muito tempo *ue os procuradores não perguntavam isso) E se perguntassemY (odo este edi2-cio do ministério. examinava pela primeira ve> o meu processo) #urante *uin>e minutos. acusado pelo par3gra2o décimo primeiro. A sua indol0ncia. nem mau nem 6om. se não teria havido viola+9es da minha vontade ou in2rac+9es . 2ui chamado a esse mesmo ga6inete do procurador.Em con2ormidade com o ?:digo do . e não éramos n:s *ue mudar-amos as coisas) Além disso. onde havia um rel:gio de 6ron>e com 2iguras em cima da placa de m3rmore da chaminé. li uma coisa impressionanteJ *ue durante a marcha da instru+ão eu tinha o direito de me *ueixar por escrito acerca da incorrecta condu+ão do processo. ou se/a. os pormenores do caso na mem:riaS) #epois. levantou para a parede. esse direito não era conhecido por um s: dos milhares de presos. ao meu amigo na 2renteS e dessa maneira eu ia a a /ulgamento s:. e *ue o comiss3rio era o6rigado a /untar as minhas *ueixas por ordem cronol:gica. grutas e cho+as dispersos por toda a União %oviética. mas duas /3 são gente) A$DU'. com os seus mil ga6inetes. o seu temperamento pac-2ico e o seu cansa+o perante estes incont3veis e est<pidos ?A%&% contagiaram1me um tanto) %olicitei apenas a correc+ão de um a6surdo demasiado claroJ éramos dois. a6riu os 6ra+os e disseJ 1 E entãoY Uma pessoa é uma pessoa. todos os procuradores algo importantes ocupavam o seu lugar de acordo com a pr:pria seguran+a do Estado))) *ue deviam controlar). e em geral nulo. para me levarem) . os acusados pela mesma causa. por convocat:ria do comiss3rio instrutor. 6em como os seus cinco mil pavilh9es de investiga+ão. pregui+osamente. tomou conhecimento do caso Reste interrogat:rio era a6solutamente inevit3vel e tam6ém se registava. en*uanto organi>a+ão) . suspirou. guardando ainda. estava sentado atr3s da secret3ria e. tran*uilo. durante v3rias horas. não viviam senão da viola+ão da lei.

para iludir responsa6ilidades. depois da 7li6erta+ão8. onde encerramos os poli>ei@. recrutados pelas tropas na>is durante a ocupa+ão) R") dos ()S 1@4 A$DU'. disseram1me apenas *ue não aumentava a condena+ão) E 2oi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue 2ui parar a um campo de tra6alhos 2or+ados) Goi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue. a não relatar nunca a ninguém os métodos da instru+ão do meu processo)8 Em algumas direc+9es regionais da ")=)V)#) esta medida era levada a ca6o em sérieJ uma 2:rmula impressa so6re a não divulga+ão era entregue ao preso para assinar. acto cont-nuo. comprometo1me. do a6surdo de *ue eu s: era acusado em termos de 7grupo8X 1 "ão estou de acordo) & senhor dirigiu a instru+ão do processo de 2orma incorrecta 1 disse eu. segurei1o com os dedos)S Irilhava algures o entardecer dourado.. diante de mim a6ria1se a promessa de uma certa vida) R%e eu tivesse sa6ido *ualX)))S E depois havia Em alemãoJ pol-cias auxiliares russos. meada) . em virtude do artigo 4C. a nossa cervi> curvada Rou *ue6radaS não nos permitiam *ue recus3ssemos nem *ue)nos indign3ssemos com esses métodos de 6andidos *ue *uerem esconder o 2io .minhas cautelosas declara+9es) E. ele não necessitou. ao ser li6ertado. ele devia 2a>er uma assinatura. so6 pena de san+ão Rnão se sa6e segundo *ue artigoS. a6aixo assinado. 2inalmente. 2ui enviado. de o6rigar11me a assinar. disso ia depender o tom com *ue ele escreveria o termo da acusa+ão))) E assinei) Assinei mesmo com o par3gra2o décimo primeiro) #esconhecia então a sua gravidade. apanham1 nos. como 2a>em muitos comiss3rios in2ames para co6rir1se.or isso. para além das /anelas do *uinto andar da u6ianAa) Era o m0s de Faio) As /anelas do ga6inete. como todas as /anelas exteriores do ministério.areci.erdemos A FE#'#A #A 'IE$#A#E) "ão temos meios de determinar onde come+a e onde aca6a) %omos um povo asi3tico e todos os *ue *uiserem apanham1nos.E AB& #E BU AB esse tal lugar onde encerram os poli>ei) "ão valia a pena 2a>01lo >angar1se. sem *ual*uer senten+a. comprometendo1se a não contar a ninguém o 2uncionamento dos campos)S . so6re a não divulga+ãoJ 7Eu.ois *u0Y &s nossos h36itos de su6missão. com pouca decisão) 1 E então recome+amos tudo desde o princ-pioX 1 E apertou os l36ios com ar malévolo) 1 evamos1te para um certo lugar. estavam hermeticamente 2echadasJ nem se*uer lhes tinham tirado a cala2etagem de 'nverno. apanham1nos estas intermin3veis assinaturas so6re a não divulga+ão) J3 nem estamos segurosJ temos ou não o direito de contar os acontecimentos da nossa pr:pria vidaY 'V &% #EI$U"%1AUU'% .1me mais 23cil morrer do *ue recome+ar tudo desde o princ-pio) Entretanto. para o desterro perpétuo) E talve> tenha sido melhor) %em uma e outra coisa eu não escreveria este livro))) & comiss3rio encarregado do meu caso apenas me aplicou a tortura do sono.) E até 2e> o gesto de estender a mão para recolher o 7processo8) REu. /untamente com a senten+a da comissão especial por incita+ão ao en2ra*uecimento do poder soviético) RE depois ainda. 6em como os expedientes da mentira e da intimida+ão T métodos completamente legais) . a 2im de *ue o ar c3lido e a 2lora+ão não irrompessem nessas secretas depend0ncias) #o rel:gio de 6ron>e havia desaparecido o <ltimo raio de lu> e as horas soaram silenciosamente) $ecome+ar tudo pelo in-cioY))) .

director do com6inado de =rivoi1$og. insens-veis aos so2rimentos 1 e essa insensi6ilidade.risão . da perversidade.assaram /3 de>enas de anos. pois. podiam porventura di>er seriamente *ue desmascaravam criminososY E. E>iepov.reventiva de ?hpalernaia Rantecessora da ?asa BrandeS. muito mais coisas e 6em mais interessantes do *ue so6re o capitão da %eguran+a do Estado. onde a nossa alma é remo-da. talve> desviados) E conhecido o epis:dio em *ue Alexandre ''. senão *ue 6ons historiadores não ser-amos dos nossos torcion3riosX Duanto a eles. 2icando 2echados a meditar numa cela individual) As 2un+9es *ue executam não exigem deles *ue se/am pessoas 1@4 A$DU'. ideia desta corpora+ão. *ue amanhã serei euX8 Eles compreendiam *ue os processos eram 2alsos e. sem *uais*uer acessos de raiva ou de o2ensa. para não ter de pensar mais num tal homem) Assim. ordenou *ue o encerrassem na cela individual du>entos e vinte e sete. pois *ueria compenetrar1se da situa+ão da*ueles *ue ali mantinha) "ão se pode negar *ue isso era. no entanto. exacta e cruelmente. so2remos demasiado. estamos demasiado a6sortos na nossa dor. não t0m necessidade de raciocinar logicamente T e não o 2a>em) "o seu tra6alho precisam apenas de cumprir as directri>es. em 2rente do *ual estive não pouco tempo sentado. e mesmo A6aAumov e Iéria. mas n:s guardamos esta impressão ina6al3velJ a da 6aixe>a moral. 2olhas e mais 2olhas. para podermos examinar com um olhar l<cido e pro2ético os p3lidos carrascos da noite *ue nos atormentam) Um excesso de amargura interior inunda os nossos olhos. no seu ga6inete) Algo nos resta. a s:s. uma necessidade ou uma tentativa de en2rentar o assunto espiritualmente) Fas é imposs-vel imaginarmos *ual*uer dos nossos comiss3rios. iam 2a>endo esse tra6alhinho ano ap:s ano) ?omo entãoY Es2or+avam1se talve> por não pensar Rmas isto /3 é uma destrui+ão do homemS. do cinismo e da desonra desses homens. no entanto. a ?asa da . deixando1se comover ao o6ter de F) urie. a*uele espa+o completamente contaminado pela podridão) .elo seu servi+o. não se descreverão nunca a si pr:prios com realidadeX Fas aiX ?ada ex1preso recorda1se pormenori>adamente de toda a instru+ão do seu processo. 19@QS. entretanto. a *uererem meter1se na pele de um preso. completamente privada de no+9es comuns a todos os homens) . *ue pass3mos pelas suas mãos. de 2acto.A& longo de toda esta tritura+ão entre os rod->ios da grande 'nstitui+ão "octurna. em certa ocasião. sim. en*uanto a nossa carne pende em 2arrapos. sentimo1nos su2ocar . esse mesmo *ue 2oi severamente atacado pelos revolucion3rios. aceitando pura e simplesmente *ue assim tinha de serJ os *ue lhes enviavam as instru+9es não se podiam enganar) Fas os na>istas di>iam o mesmo. inspiravam1se de um esp-rito de 6anditismoJ 7Forre tu ho/e. e ao 2alar entre eles. com uma cultura e com hori>ontes largos e. como lem6ran+a comum e exactaJ a*uela grande podridão. não o são) . redigiam autos. eu posso guardar na mem:ria. ao visitar. t0m11na eles) ":s. de como o oprimiam e de *ue esc:ria humana se tratavaW mas do comiss3rio não se lem6ra 2re*uentemente. era claro *ue os casos eram 2a6ricadosY Ao sair das suas reuni9es.E AB& #E BU AB instru-das. so6re *ual*uer. nem se*uer do nome. *ue sete ve>es tentaram a sua morte. como os andra/os de um mendigo. com o cora+ão sossegado. ali 2icando mais de uma hora. da parte do monarca. um acto moral. recordam1seY1 &u então a #outrina de Vanguarda é uma ideologia de pedra) & comiss3rio instrutor do sinistro &roAutã Rcampo de castigo em =olima.ara *uem. so6re a nossa corrup+ão) Assim. por uma hora *ue 2osse. senão para os comiss3rios. a assinatura das declara+9es *ue o .

aos #E E% 1 A)%)S. disse1lheJ 7.levariam . perda da man/edoira. eles pre/udicavam a situa+ão pessoal do comiss3rio instrutorX . não era um sentimento de compaixão. /ustamente. um soldo suplementar. mas na Bestapo procuravam sa6er. e o caso n:s /3 o criaremosX8 Eis como muitos deles pilheriavamJ era este um dos seus ditos) & *ue para n:s era um mart-rio. =uchna1riov.or*ue. evidentemente. promo+9es. sereis /usti2icados e a6solvidos)8 & che2e da primeira sec+ão de investiga+ão da %eguran+a do Estado da região ocidental do ?asa*uestão. *ue não *ueriam entrar dentro dos seus n<meros. de repente. aldra6ar e passar 6oas noites de 2arra Ro *ue eles 2a>iamS) "<meros 6aixos condu>iriam ao seu despedimento e retrograda+ão. condecora+9es. sereis 2u>ilados de todas as maneiras) %e é necess3rio a6solver1vos Risto re2eria1se. mesmo *ue se/ais e2ectivamente culpados.ensas *ue nos d3 alguma satis2a+ão utili>ar ba in2lu0nciabY48 Fas devemos 2a>er a*uilo *ue o . um velho militante do .artido)S 7#0em1nos um homem. nessa corrida. ainda *ue este/ais a6solutamente inocentes. não pela verdade. prescrito de antemão) %e é necess3rio 2u>ilar1vos. *ue és de eninegradoX8 R'sto é. a amplia+ão e a prosperidade dos pr:prios :rgãos) Apresentando 6oas ci2ras. *ue não cediam pela tortura do sono.or*ue é *ue todos eles se lan+aram assim. mas por um "[FE$& de indiv-duos interrogados e condenadosY . exprimiu1se assim perante Adol2 (sivilAoJ 7&ra não te podemos soltar. *ue neles 6rotava contra os presos muito teimosos. *uando ia ser posto em li6erdade. no 2undo. nem pela 2omeX $ecusando1se a con2essar. segunda condena+ão no campo.E AB& #E BU AB 1@5 instru+ão do processo e o /ulgamento são apenas uma 2ormalidade /ur-dica e em nada podem mudar o vosso destino. como AleAsei 'vanovitch #ivnitch. o FA'% ?HF&#& era não se desviar da linha geral) . velho mem6ro do . nem pelos cala6ou+os. #ivnitch 2oi posto em li6erdade) & Finistério da %eguran+a do Estado não 6uscava a verdade e não era inten+ão sua soltar das garras alguém *ue por ele 2osse preso) 4 Faneira delicada de designar as (&$(U$A%) A$DU'. *uando a acusa+ão revelou não ter 2undamento. de *ual*uer modo. mas de o2ensa e irrita+ão. *ue logo con2essou)8 .artido. sentindo até orgulho pela constru+ão racional da 2raseJ 7A 1 "inguém pode es*uivar1se a esta compara+ãoJ os anos e os métodos são demasiado coincidentes) Fais naturalmente 2a>ia tal compara+ão *uem tinha passado pela Bestapo e pelo Finistério da %eguran+a do Estado. di>ia enternecida . a verdade e. inimigos seus) #esse modo. com uma atrelagem tão 2ogosa. para eles. cidade ou unidade militar deixassem de se encontrar. /3 *ue %taline não podia acreditar *ue num determinado 6airro. era para eles um 6om tra6alho) A mulher do comiss3rio "iAolai Bra6i1chenAo Rcanal do VolgaS. di> l3 o *ue 2arias no nosso lugarY E parece *ue urie estava *uase de acordo com ele Rseria talve> por isso *ue assinou tão 2acilmente. dos campos de #/ida R1944S di>ia ao condenado Ia6itch.artido de n:s exige) (u.or*ue essas ci2ras signi2icavam uma vida tran*uila. a ti. algo *ue convence) Fas o mais 2re*uente era o cinismo) &s de6runs1a>uis compreendiam muito 6em o 2uncionamento da m3*uina de picar carne e compra>iam1se nela) & comiss3rio FironenAo. assimYS Eis. pensando. de liga+9es com a 6urguesia mundial) A conclusão de #ivnitch não era em 2avor do F)B)I)J torturaram1no l3 e c3. F)B)I. . podiam mandriar. exilado e pregador da ortodoxia grega) A Bestapo acusava1o de actividade comunista entre os oper3rios russos na Alemanha) & Finistério da %eguran+a do Estado.s vi>inhasJ 7& meu marido é um tra6alhador magn-2ico) Um preso esteve muito tempo sem con2essar e entregaram1no a "iAolai) "iAolai conversa uma noite com ele.

por exemplo. isso compete ao reitor. C11 desse distrito. 6e6e 3gua salgadaX . agradar1te e não ir3 6e6er com o che2e do estado1maior sem te convidar) "ão importa *ue s: tenhas duas pe*uenas estrelinhas. e como levantaste vooX ?omo mudou a tua situa+ão na vidaX ?omo mudaram os teus movimentos. o teu voltar de ca6e+aX Est3 reunido em sessão o ?onselho ?ient-2ico do 'nstitutoJ tu entras e todos notam. isso até é divertidoJ pois as tuas estrelinhas medem1se por uma escala completamente di2erente da dos o2iciais normais Re. sec+ão especial da contra1espionagemW és apenas um tenente. examinando as suas decis9es.E AB& #E BU AB tem 2é em algo de superior e tem.s ve>es. o teu olhar e. tão est<pido como és e não *uerendo estudarW mas andaste tr0s anitos na*uela escola. numa missão especial. o poder não é. A$DU'. tua chegada. mas tu disp9es da li6erdade deles) E ninguém ousar3 2alar a teu respeito nas reuni9es. não sa6iam onde colocar1te. até estremecemW tu não so6es para o lugar do presidente. . a *uem *uisesse destruirX (odas as pessoas. isto aplica1se aos nossos de6runs1 a>uisX "ada h3 a acrescentarXS A consci0ncia deste poder R7e a possi6ilidade de o suavi>ar8. estavam nas suas mãos. permitam1te pregar. nem mesmo 6emX E como se 2osses uma divindade secreta. *ue são Ralém da 2ome e do sexoS. este tornou1se mais importante *ue o dinheiro)S & poder é um veneno conhecido desde h3 milénios) Due nunca ninguém tivesse ad*uirido um poder material so6re outremX Fas para *uem 1@. as estrelas de ma/or. da es2era %U. ninguém ousara escrever so6re ti nos /ornais 1 não s: mal.E AB& #E BU AB 1@5 . por isso mesmo. mas isto não se re2ere de nenhum modo aos nossos rapa>esS constitu-a para ele o interesse e o atractivo principal das suas 2un+9es) Dual atractivoX Felhor se diria a em6riague>`) . como acusada) R%im. elas não t0m salva+ão) $ecordam1se do *ue (olstoi escreve so6re o poderY@J 7'van 'litch exercia tais 2un+9es *ue tinha possi6ilidade de condu>ir . e mesmo a mais importante podia ser condu>ida perante si. tu pertences . da sua reputa+ão. *ue tu és mem6ro da sec+ão especial) . tens um poder incomparavelmente maior do *ue o comandante. a consci0ncia dos seus limites.E$'&$ da exist0ncia humana.rivados. pois podem solicitar1te assuntos mais importantes 1 mas depois.&#E$ e do E"$'DUE?'FE"(&) REspecialmente do poderJ nas <ltimas décadas. concede (olstoi. 6asta1te 2ran>ir o so6rolho Rou melhor ainda os l36iosS e di>er ao reitorJ 7E imposs-vel) ^3 considera+9es)))8 E é tudoX 'sso não se 2ar3X &u então. ainda.ois não é uma em6riague>Y (u és ainda /ovem. do seu sal3rio. tu *ue 1 diga1se entre par0ntesis 1 és um ranhosoW ainda muito recentemente os teus pais preocupavam1se contigo. mas sentas1te a seu lado e todos compreendem *ue és tu o mais importante. o instinto do .odes 2icar sentado cinco minutos e sair. mesmo. cu/o nome não se pode se*uer citarX (u existes A$DU'. ou dessa 236rica. essa é a tua superioridade so6re os pro2essores.artido) Eles disp9em da sua carreira. procura adular1te. mas um velho e corpulento coronel. os servidores da 'nstitui+ão A>ul viviam com mais plenitude e avide> na es2era in2erior) E a.*ue todos os métodos 2ossem 6onsX "a guerra como na guerraX Um tu6o na tua garganta. ru-na *ual*uer pessoa. mortal) %: para as pessoas com hori>ontes limitados é *ue o poder é um veneno letal) #e um cont3gio desses.Era como se *uisessem *ue ele mesmo 2racassasseX #a. pelo tipo das suas actividades e pelo género de vida escolhida. isso como uma espécie de pseudoconven+ãoS) %o6re toda a gente dessa unidade militar. *ue se levanta .eram dominados e dirigidos pelos mais 2ero>es instintos dessa es2era. o director ou o secret3rio do . comandante de unidade. sem excep+ão.

é a6orrecido encontrar 4 19@1. corrigiu %erov) 1@Q A$DU'. seres destacado como etn:gra2o para o lago %eli1guer4 em parte tam6ém para tratares dos nervos) #epois ser3s trans2erido de uma cidade. naturalmente.E AB& #E BU AB pela 2rente sempre a mesma coisa. sem se desconcertar. sem te cansares muitoJ é 6om tirar algum proveito e tam6ém distrair1se) Estiveste sentado durante longo tempo e.) "ão h3 *ue admirar11se de nadaJ a verdadeira 2un+ão e categoria das pessoas. *ue ha6ita no Estado como a 6icha solit3ria no homem) (udo te pertence agora. tua veri2ica+ão) . ex1general de 6rigada da %eguran+a do Estado) 5 7Duem és tuY8. em *uemY Ve/am. para. estas mãos trementes. como encarregado para os Assuntos da 'gre/a5) &u passar3s a ser o secret3rio respons3vel da União de Escritores. conta coisasJ DUE IE A% BA$BA ^A#A%X Vamos experimentar. ripostou. (imo2eiev1$essovsAi) 7Ah. inventaste uma nova 2orma de 7in2lu0ncia8J 7EurecaX8 (ele2ona aos amigos. rapa>es.9e em tensão as tuas 2or+asX E em tal estado *ue se escarra na 6oca do presoX Due se es2rega o seu rosto no escarrador repletoX9 E em tal estado *ue se arrastam os padres pelas guedelhasX E *ue se . tu est3s acima do poder declarado. e ninguém mais) E por isso tu tens sempre ra>ão) %: não te es*ue+as de uma coisaJ tu mesmo serias um cepo desses. conheces as considera+9es especiais. ninguém se atrever3 a veri2ic31lo. permanecer sentado horas e horas) Fas não tens de *ue6rar a ca6e+a a desco6rir as 7provas8 Rdeixa *ue a *ue6re o presoS. onde /3 te tornaste demasiado 2amoso. não retenhas a tua raivaX E uma satis2a+ão imensa. desde o momento em *ue te co6res com o 6oné a>ul) & *ue (U 2a>es. sa6em1na unicamente os :rgãos. tra6alhoJ é necess3rio ir e vir. perguntou o general %erov. não tens de te preocupar em sa6er se ele é culpadoJ 2a> o *ue 2or melhor para os :rgãos e tudo estar3 6em) #epender3 de ti a organi>a+ão do processo da 2orma mais agrad3vel. completo. em seguida.erante os chamados cidadãos simples R*ue para ti são simplesmente ceposS.todos te sentem. 2lex-vel. E se ele é tão resistente *ue não cede. na verdade. mas *ual*uer pessoa est3 su/eita . Victor "iAolaievitch. se todos os teus métodos não dão resultadoY En2ureces1teY Vamos. para o outro extremo do pa-s. esta su6missão co6arde 1 oxal3 *ue algum o2erecesse resist0ncia) 7Bosto dos inimigos resistentesX E agrad3vel *ue6rar1lhes a espinhaa)89. de dia e de noite. em Ierlim. com a sua heredit3ria aud3cia cossaca. 'line) 5 & pér2ido comiss3rio VolAopialov 2oi encarregado para os Assuntos da 'gre/a na Fold3via) ` Um outro 'line. voc0 é um cientistaY8. su6itamente. *uem ésY8. se não tivesses tido a sorte de te tornares uma pe+a da engrenagem dos :rgãos 1 esse ser vivo. percorre os ga6inetes. ao mundialmente conhecido 6i:logo (imo2eiev1$essovsAi) 7E tu. mas é como se não existissesX E por isso. mas s: com a condi+ão de seres 2iel aos :rgãosl Eles sempre intercederão por tiX %empre te a/udarão a engolir todo a*uele *ue te o2enderX E retirarão *ual*uer o6st3culo do teu caminhoX Fas s0 2iel aos :rgãosl Ga> tudo o *ue eles te ordenemX %ão eles *ue pensam por ti e *ue designam o teu lugarJ ho/e podes ser da sec+ão especial e amanhã podes ir ocupar o cadeirão do comiss3rio instrutor. estes olhos suplicantes. a atitude mais digna consiste em adoptar uma expressão misteriosa de grande penetra+ão) %: tu. aos demais deixam1nos simplesmente representarJ ali onde se v0 um mestre emérito das artes ou um her:i do tra6alho socialista. não lhe ponhas limitesX . sopra1se e ele desaparece5) & lugar de comiss3rio re*uer. é um voo da 2antasiaX #eixa em li6erdade a tua 2<ria. tudo é para ti.

di>es1lhe algumas grosserias e perguntas1lheJ 7%er3 *ue o americano a tem 6em cin>elada. e imediatamente tu lhe meteste a mão nos seios. não consigo dispor1me a escrev01lo) Ei1lo) $e2ere1se ao 2acto de *ue. da %eguran+a do Estado de =emerovo) 14 & estudante Ficha I) b ^3 muito tempo *ue tenho um assunto para um contoJ 7A Esposa ?orrompida)8 Fas. antes da guerra da ?oreia. não h3. promovido a1 venda de uns tecidos R*ue /3 ninguém comprava)))S para o activo do .oAhilAo. não te escapar3) E 2icou1te de olho tam6ém uma mulher casadaY %er3 tuaX A2astar o marido do caminho é coisa *ue não te custa nada1@) "ão é na Q Goi o *ue disse a B) B) o comiss3rio de eninegrado. de ter vergonha) %imX. sendo a norma geral a de prender. envergonhada e lavada em l3grimas. ver-amos com assom6ro. 6onita. diante do rapa>ola interrogado14) E como se ele não 2osse gente. sentes1 te um verdadeiro homemX &u então interrogas 7uma rapariga *ue anda com um estrangeiro81C) Iem. de *uem é *ue haverias de ter vergonhaY %e gostas de mulheres Re *uem é *ue não gosta delasYS. não tem outra sa-da. em metade deles. é varrido da tua 2renteX A terra *ue pisas. di> *ue isso nada tem a ver com o assunto) 7Fas sim. por isso. *ue. é teuX Dual*uer mulher. outras cedem por temor) (endo encontrado uma rapariga em *ual*uer parte. havia poucos russosY8 E surge1te su6itamente uma ideiaJ com esses estrangeiros ela deve ter ad*uirido alguns conhecimentos) "ão se pode perder a ocasião. ou *u0Y #e *ue é *ue necessitavas. ?hitov) aa ?aso ocorrido com Vassiliev e lvanov1$a>umniA) 1C Ester $). sou6e *ue a sua mulher estava no hospital) & A$DU'. é tuaX Dual*uer apartamento *ue visitaste. 2icou1te de olhoY %er3 tua. com ardor.urina no rosto da*ueles *ue 2oram postos de /oelhosX #epois de acesso de 2<ria. 2a> mesmo um desenho e poder3 até mostrar1to com o corpo. da cupide> e da vingan+a. ao regressar de uma missão de servi+o. administrador da cooperativa de consumo local. o périplo de de>anove anos de V) B) Vlassov pelo Ar*uipélagoY #evido ao 2acto de *ue tendo ele. em tr0s *uartas partes dos casos. é tuaX Dual*uer advers3rio. Lnsia de lucro. a escolha particular de *uem prender e a sorte pessoal de cada um dependia.artido R*ue não 2osse para o povo. é tuaX & céu *ue so6re ti paira. para sa6er o *ue signi2ica um 6oné a>ulX Dual*uer coisa *ue viste. é teu. serias idiota se não te aproveitasses da situa+ão) Umas são atra-das pelo teu poder. tem *ue verX GalaX8 Eis o *ue signi2ica o teu poderX Ela aca6a por contar1te tudo tintim por tintim. se *uiseres. e a esposa do procurador não p_de compr31losJ ela não se encontrava presente e ao .E AB& #E BU AB 1@9 verdade necess3rio experiment31lo. numa unidade militar da 2or+a aérea do Extremo &riente. de c3lculos interesseiros da ")=)V)#) local Re dos procuradores. e. isso não desconcertava ninguémS. é uma espécie de missão de servi+os l3 2oraX E. 1945) b & comiss3rio . naturalmenteW não os vamos deixar de parte) ?omo come+ou. a>ul como tuX Duanto . por exemplo. pelos vistos. certo tenente11coronel. come+as a interrog31laJ 7?omo eraY Em *ue posi+9esY))) E em *ue mais outrasY))) #3 pormenoresX E outros detalhesX 'sso poder3 servir para mim e vou cont31lo aos rapa>esX8 A rapariga. est3 nas tuas mãos a sua deten+ão e a sua pena) $e*uisitasteb uma dactil:gra2a para escrever o interrogat:rio e mandaram1te uma. é a paixão de todos eles) ?omo não utili>ar esse poder e uma tal 2alta de controle para enri*uecerY %eria necess3rio ser um santoX))) %e nos 2osse permitido conhecer o 2undamento de certas deten+9es.

enviou1o ao namorado e depois suicidou1se) 14C A$DU'. um amigo *ue não estava autori>ado a comer ali Risto é.E AB& #E BU AB gravemente a ")=)V)#) da >ona) E 2oi assim *ue o inclu-ram na lista da oposi+ão de direitaX))) As considera+9es e os actos dos de6runs1a>uis costumam ser tão mes*uinhos *ue é coisa de maravilhar) & che2e de uma 6rigada operacional. porém. tirou a um o2icial do exército preso a 6olsa de campanha e a prancheta. servindo1se dos su6ter2<gios de um auto.s tantasS) & comiss3rio Giodorov Resta+ão de $echeta. sa6endo per2eitamente *ue não tinha mais nada nas algi6eirasJ 7Ah. caixa de correios de campanha du>entos e trinta e cincoS numa 6usca ao apartamento de um cidadão em li6erdade. =or>uAhin. a6atido e em estado lastimosoJ amea+ou envi31lo a apodrecer no mais terr-vel campo. não a incluiu no auto da apreensão Risto pode 2icar consigoS. e usava1as na sua presen+a) A um outro preso ele 2urtou. casou com o agente da %eguran+a) #urante o 6reve tempo de casada escreveu um di3rio. depois ordenou *ue me revistassem de novo. eles ro-am1se todos por não serem os primeiros a colher tro2éus)S & agente da contra1espionagem do 4Q)O Exército *ue me deteve. %entchenAo. ve/am s:X (irem1 lhaX8 E para *ue eu não protestasseJ 7 evem1no para a enxoviaX8 RDue gendarme c>arista se atreveria a portar1se assim com um de2ensor da p3triaYS ?ada investigador dispunha deb determinada *uantidade de cigarros para animar os *ue con2essavam e para os 6u2os) Alguns. nem se*uer era uma cigarreira.artido Rhavia cantinas dessas nos anos @CS. cantina privada do . olhava com inve/a para a minha cigarreira. prenderia o pai) A /ovem tinha noivo. *ue. cm *ue ele chegaria a re>ar por uma1 morte sem so2rimentos) E &$#E"&U1 ^E *ue rece6esse em casa a esposa. ele o2endeu caso era tão grave *ue os médicos não lho ocultaramJ os seus :rgãos genitais so2riam de uma lesão. caso contr3rio. a 2ilha de um general1che2e do Exército Rem 1944S a casar1se com ele. tal como estava Ralgo havia sido de2ormado sem remédioS. so6 a amea+a de *ue. mas sim uma caixa alemã *ual*uer de atraente cor escarlate) E na mira dela tentou toda uma mano6ra auxiliarJ primeiro. devido a rela+9es anormais) & tenente1coronel precipitou1se para a esposa e conseguiu a con2issão delaJ tratava1se de um primeiro1tenente da sec+ão especial da sua unidade Rparece *ue por ela correspondidoS) & marido correu 2urioso ao ga6inete da sec+ão especial. disse a Elisa6eth Victorovna %traAhovitch. e *ue vivesse com ela. rou6ou. para salvar o pai.procurador era1lhe molesto ir 2a>er compras ao 6alcão) &ra Vlassov não teve a ideia de di>er1lheJ 7Eu mesmo lhos deixo de parte8 Risso não estava no seu car3cterS) Fais aindaJ o procurador $ussov levou . ele mesmo. ali3s. mulher do seu acusado =) ') %traAhovitchJ 7"ecessito de um edredão) . para 6uscas e deten+9es. *ue tinha uma posi+ão in2eriorS e o administrador da cantina não permitiu *ue se servisse a re2ei+ão ao amigo) & procurador exigiu de Vlassov *ue o castigasse. mas. o *ue este não 2e>) #esse modo. pagas por tari2a especial. eles 2a>iam trapa+asJ o6serv3vamos como eles anotavam nos autos mais tempo do *ue o utili>ado Rdas tantas . durante o cerco de eninegrado. um par de luvas estrangeiras) RDuando a o2ensiva prosseguia. 2icavam com todos esses cigarros para eles) Até nas horas de interrogat:rios nocturnos. sacou da pistola e amea+ou mat31lo) Fas rapidamente o primeiro1 tenente o6rigou1o a curvar1se e a sair. sem se atrever a divorciar1 se nem ousar *ueixar1se 1 era esse o pre+o da li6erdadeX & tenente1coronel cumpriu tudo) R'sto 2oi1me relatado pelo motorista desse mesmo agente da sec+ão especial)S ?asos semelhantes não devem ser poucosJ este é um dom-nio onde se revela particularmente tentador utili>ar o poder) Um desses agentes da %eguran+a do Estado o6rigou. um rel:gio de pulso) & comiss3rio "iAolai Giodorov =ru/Aov.

pura e simplesmente. levou tam6ém o *ue p_de e *ue no 2im de contas era dela) 7J3 leva 6astanteX8. decididamenteX "ão compreendo. dos 7tro2éus8. ao a6rigo do artigo 5QX En2ureceu1se por se terem atrevido a prend01lo e não duvidava de *ue o caso seria reparado) RE talve> 2osse)S a VolAopialov deriva de volA p lo6o. Esta+ão de "ovossi6irsA. advertiu1a ele. ma/or ?hAurAin R?oirãoS. não é inventadoX (odos eles su6itamente /untosX RAcerca de VolAopialov e Bra6ichenAe /3 nem vale a pena 2alar15S Acaso não re2lectem nada do *ue as pessoas são. *ue. ordenando *ue lhe trouxessem mulheres para si e para os seus colegas de 2arra.E AB& #E BU AB 141 & n<mero de casos semelhantes não tem 2imJ poderiam pu6licar1se mil 7 ivros Irancos8 Ra come+ar em 191QS. pilhar) R") dos ()S 144 A$DU'.ode ser *ue tenha havido e ha/a de6runs11a>uis *ue nunca rou6aram nada. e as suas damas ostentavam toiletes estrangeiras) #e onde vinha tudo issoY E os seus apelidosX Era como se tivessem sido escolhidos em 2un+ão deles para esse tra6alhoX . eles passavam os seus ser9es em sal9es . e pialit p 2itar com os olhos desor6itados) Brae tem a rai> em gra6it p sa*uear. isto é. e dissuadiu1aJ 7"ão é precisoX8S interveio contra =ru/Aov no tri6unal como testemunha) ?omo não era o primeiro caso veri2icado com =ru/Aov e ele violava os interesses dos :rgãos. o6/ectos de cristal nas algi6eiras RElisa6eth. no tempo das vacas gordas. maneira da no6re>a do &cidente. na %eguran+a do Estado da região de =emerovo. *ue.E AB& #E BU AB . com os seus pontos de vista. havia diversos (rutniev R. os seus apelidosY E ve/am uma ve> mais o *ue é a mem:ria do prisioneiroJ ') =orneiev es*ueceu1se do apelido da*uele coronel da %eguran+a do Estado. não para o Estado.or exemplo. como o 2i>era =ru/1AovJ agiu contra os seus) "ão s: enganou os :rgãos como ainda 2e> piorJ apostou em *ue sedu>iria as mulheres de alguns dos seus camaradas da sec+ão operacional da (cheAa) "ão lhe perdoaramX Goi metido no isolamento pol-tico. en*uanto continuava a servir1se14S) G)m 1954 esta enérgica e inexor3vel mulher Ro marido tudo perdoou. mandou expulsar todos *uantos estavam sentados no restaurante. o che2e da %ec+ão de 'nvestiga+ão. do género do de =onAordi 'osse. em come+os dos anos 5C. explicou ele pra>enteiro))) e levou dali a roupa de 'nverno. mas para seu proveito Re conseguiu muitos prod-giosS) & nosso her:i limpou vag9es inteiros e construiu para si v3rias casas de campo Ruma delas em =linS) #epois da guerra. atingiu tal envergadura *ue. desapara2usou o puxador da portaJ 7Eis como tra6alha o ?omissariado do .ovo para a %eguran+a do EstadoX8. por sua ve>. de passagem. in*uirindo sistematicamente /unto dos ex1presos e das esposas) . condenaram1no a vinte e cinco anos) Estaria l3 muito tempoY A$DU'. *ue encontrou no isolamento pol-tico de Vladimir) Esse coronel era a personi2ica+ão con/unta do instinto do poder e do dinheiro) Em come+os de 1945. até a pena de morte. mas violou outra lei importante. tenente1coronel Ialandin Rsopa aguadaS e ainda o /ui> de instru+ão %AoroAhvatov RArre6anhadorS) Ve/am. conhecido de am6osS. amigo de =onAordi 'osse Rpor coincid0ncia.arasitaS. ele pediu para ser incorporado na sec+ão dos :rgãos. controlava toda essa pilhagen1h. *uando particip3vamos nas campanhas /uvenis e execut3vamos o primeiro plano *uin*uenal. nem de nada se apropriaram 1 mas a mim custa1me a imagin31lo. enca6e+ada pelo pr:prio A6aAumov.(raga1me umX8 Ela respondeu11lheJ 7& *uarto onde tenho as coisas de 'nverno est3 selado)8 Então ele di1rigiu1se a casa dela e. sem violar o selo de chum6o da %eguran+a do Estado. o6rigando1as a dan+ar nuas em cima das mesas) (eria sido perdoado. o seu su6stituto. metendo. algo pudesse cont01los se uma coisa lhes agradasse) J3 nos come+os dos anos @C. procurava apoderar1se de tudo o *ue podia. ao chegar .

ode ser *ue sirva a alguém) A$DU'. onde se encontraram com os seus pr:prios >eAs RreclusosS. e assim se explica a sua *uotidiana sensa+ão de impunidade) %ão conhecidos. mas 2or/ando1lhe um processo) E não s: 2icou vivo como 2oi promovido. e até ministros. não o a6andonar na desgra+a. a 2im de poder dar deles uma ideia) Fas a*ueles agentes da %eguran+a *ue caem nas torrentes Reles t0m igualmente as suas torrentesl)))S arriscam tudo) Uma torrente é um cataclismo natural. o agente Funchin. da mesma 2am-lia)))S. per2ura+9es no corpo com o sa6re. in #>cr/insAi) 15 Ainda um 6om assuntoX Duantos não h3 a*uiX . pois estão ligados por uma conven+ão t3citaJ colocar os deles em situa+ão privilegiada Ro coronel A) ') Voro6iov 2oi metido na cadeia especial de Far2insAW o pr:prio ") ') 'line esteve na u6ianAa mais de oito anosS) A*ueles *ue são presos individualmente pelos seus erros pessoais de c3lculo. mas os de6runs1a>uis.or exemplo.$E"#EU A FU ^E$ AFA#AX E ainda por cima não como 2uncion3ria dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. antes de re6entar a vaga. chegada a hora astralmente designada. *ue odiava encarni+adamente o artigo 5Q. céle6re pelos seus 2u>ilamentos. não *ueriam. tornando1se o che2e da ")=)V)#) de (omsA15) bf $oman Bul. realmente. *ue 2e> eleY . o capitão %aenAo Rnão a*uele carpinteiro tche*uista de ?rac:via dos anos 191Q119. com medo de ser ele mesmo arrastado para esse a6ismo) "o <ltimo minuto. dos caminhos de 2erro da ?hina &riental) #e repente. en*uanto a in2erior lhes segredaJ 7%ão raros a*ueles a *ue isso ocorre. não temos meios de os conhecer em pormenor. *uem sa6e. porém. alguns casos em *ue os mand9es operacionais dos campos 2oram o6rigados a cumprir penas em campos comuns. para ser su6stitu-do pelos 2ilhos) Esta lei era 6em vis-vel para uma intelig0ncia superior.. podes ainda 2urtar1te a essa avalancha. tratando1se de tais casos. e não se sa6e por*ue eles assimilam mal as li+9es do passado) ?ertamente pela 2alta de intelig0ncia superior. eu escaparei e os meus não me vão desamparar)8 &s seus procuram. =oAhansAaia. gra+as a essa preven+ão de casta não passam ha6itualmente mal. 2oi metido por este mesmo de6aixo das tarim6asS) Entretanto.E AB& #E BU AB 14@ Estas torrentes surgiram em virtude de uma misteriosa lei de renova+ão dos :rgãosJ um pe*ueno sacri2-cio peri:dico.Esse destino ne2asto de se deterem a si mesmos não é assim tão raro como isso entre os de6runs1a>uis) "ão h3 uma verdadeira garantia contra tal. se tens uma 6oa in2orma+ão e uma consci0ncia aguda de tche*uista. demonstrando *ue não tens nenhuma rela+ão com ela) . eles mesmos. e não passaranNiada 6em Rpor exemplo. despeda+amentos de pernas. o2erecido para *ue os *ue 2icavam tomassem a apar0ncia de puri2icados) &s :rgãos deviam mudar mais depressa do *ue &vcrescimento normal e o envelhecimento das gera+9es humanasJ certos cardumes da %eguran+a do Estado deviam entregar as suas ca6e+as com a in2lexi6ilidade do estur/ão. mais 2orte até *ue os pr:prios :rgãos. e *ue se apoiava no 6anditismo. e então /3 ninguém a/uda. sou6e *ue iam prender os empregados desses servi+os 2errovi3rios) Era então o che2e da %ec+ão &peracional da B) . reconhec01la e prevenir1se) E tanto o rei como os tu6ar9es dos :rgãos. esmagamento da ca6e+a com pesos e halteres e cauteri>a+ão1. colocavam as suas ca6e+as so6 a sua pr:pria guilhotina) . mas talve>. de modo algum.) U) em ArcLngel) %em perder um s: minuto. teve a 2ra*ue>a de ca1sar1 se por amor com uma 2uncion3ria. *ue vai morrer so6re as pedras do rio.

$E%& $'UF'" Rainda so6 o poder de IériaS. e pela primeira ve> em toda a sua exist0ncia cru>ou os seus um6rais um procurador R#) () (erieAhovS) $iumin mostrou1se nervoso e servilJ 7Eu não sou culpado. recusan1do1o com a mão) A ele. *ue conheci casualmente) R"ão vou repetir a*uilo *ue so6re eles tive ocasião de contar noutro lugar1Q)S $iumin. na manhã seguinte. mas *ue tentassem .rovavelmente muitos da*ueles nomes gloriosos. 2amiliar do pr:prio A6aAumov. 2oram levados nesse cardume e os seus nomes riscados das linhas poéticas) & segundo cardume arrastou 6em depressa o e2émero le/ov) Alguns dos melhores cavaleiros de 19@5 pereceram nessa vaga Rmas importa não exagerar.rimeiro ?-rculo) 144 A$DU'. parte dos outros.Um primeiro cardume arrastou 'agoda atr3s de si) . apresentando um lastimoso aspecto) ?om essas deten+9es. 2ora dado na véspera. E(1"BUE$ F&$$EU "E%%A FE%FA "(&'(EX .$E"#EU AIA=UF&V) $iumin 2oi para a 2rente com o caso. como /3 mencion3mos. estou detido sem motivo8.ode ser *ue o contacto com %taline tivesse /3 sido reali>ado antes)S %taline rece6eu $iumin. passando por cima de A6aAumov. respondeu A6aAumov. organi>aram essa tarde um interrogat:rio cru>ado com Etinguer. a de *ue sim. e tiraram u)ma ?onclusão di2erenteJ A6aAumov. tele2onou ao ?omité ?entral do . mas AIA=UF&V "i& G&' 'IE$(A#&X 'ntrodu>iram1se novas regras na u6ianAa.ara tirar d<vidas. pedindo para ser interrogado) ?omo era seu costume.artido e pediu para ser rece6ido por %talineX R. pois conhecia 6em tais co>inhados. e 2oi talve> por seu intermédio *ue %taline 2oi li*uidado)S Um dos primeiros passos do novo Boverno 2oi a ren<ncia ao caso dos médicos) Então G&' . chupava um 6om6om e a uma o6serva+ão de (erieAhov.ela manhã. *ue havia) Era necess3rio 2a>er veri2ica+9es ainda uma ve> mais.E AB& #E BU AB *ue não havia nenhum 7caso dos médicos8W $iumin. di>endoJ 7#esculpe)8 Duanto a A6aAumov. e a despeito mesmo de IériaX R^3 sintomas de *ue antes da morte de %taline. deu andamento ao caso dos médicos e . $iumin. talve>. 2oram presos. depois do *ual /3 a sua ca6e+a estava em /ogo.enso *ue não 2oi esse o seu passo decisivoJ o decisivo. separadamente) &s historiadores dos :rgãos Rse os ar*uivos não 2orem *ueimadosS relatar1nos1ão isso um dia. Etinguer durante a noite) Fas *uem conhece os segredos destes pal3ciosY . mas por uma dessas maravilhosas particularidades da 'nstitui+ão "octurna. estão longe de terem sido os melhoresS) & pr:prio le/ov 2oi espancado durante a instru+ão do processo. por exempo. ao não concordar com A6aAumov. segundo parece independentemente. apresentou1se a ele em 2ins de 1954 com a sensacional not-cia de *ue o pro2essor de medicina Etinguer tinha con2essado *ue su6metera a tratamento incorrecto Jdanov e ?her6aAov Rcom o 2im de os matarS) A6aAumov ne1gou1se a acreditar. ele riu1seJ 7E uma misti2ica+ão)8 (erieAhov mostrou1lhe o seu mandado de controle das cadeias internas do Finistério da %eguran+a do Estado) 7?omo esse podem 2a6ricar1se *uinhentosX8. o che2e de todos os compadres dos camposX E depois veio o cardume de Iéria) & gordo e presun+oso A6aAumov trope+ou . com ci2ras e com o 6rilho dos nomes) Eu limitar1me1ei a*ui apenas a uma pe*uena parteJ a hist:ria de $iu1min e de A6aAumov. BU AB 2icou :r2ão) %imultaneamente a le/ov. o *ue mais o2endia não era se*uer *ue estivesse preso. o che2e da #irec+ão das Ginan+asW o che2e da #irec+ão %anit3ria e o che2e da Buarda 'nterior de BU AB 1 isto é. e ao matar. passo a passo. *ue o tinha protegido. Iéria tinha a sua situa+ão amea+ada. a de 1Q "o . cuspiu1o na palma da mão. *ue ainda teremos ocasião de admirar ao 2alar do canal do mar Iranco. a achou *ue $iumin ia demasiado longe) RFas $iumin pressentia melhor a*uilo *ue %taline *ueriaXS . como 7patriota da 'nstitui+ão8.

ele estava manchado de sangue até a ca6e+a) Fas não era s: eleX &s restantes tinham escapado com sorte) & segredo est3 a*uiJ h3 rumores surdos de *ue.E AB& #E BU AB em6ro1me do meu terceiro ano da universidade. é) . no &utono de 19@Q) ":s. ministro da %eguran+a do Estado. e a2asta1te pelas 6oas)8 Uma ve>. tendo sido encarcerado por %taline.rocuradoriaY R?ontinuava l3 com a sua na ca6e+aXS E tu acreditas *ue eu. A6aAumov aca6ou por ser /ulgado. até h3 pouco su6ordinado de A6aAumov. s: comendo ovos *ue comprava na cantina) RA*ui 2altava1lhe imagina+ão técnica. inlea %edaia. mas sim um envenenamento Rmostrando uma ve> mais ser um digno 2ilho dos :rgãoslS ?ome+ou pois a re/eitar toda e *ual*uer comida da prisão. assistindo ao interrogat:rio um importante agente da %eguran+a do Estado. 2omos chamados ao comité de >ona uma primeira e uma segunda ve>. tinha uma visão demasiado pessimista. (erieAhov chamou1o e deu1lhe a ler o /ornal com o comunicado so6re o desmascaramento de Iéria) 'sso era então *uase uma sensa+ão c:smica) A6aAumov leu o comunicado sem pestane/ar. mas pela . ele disse a (erieAhovJ 7(ens os olhos demasiado 6onitosa9. o *ual.or*ue é *ue não o soltaramY A pergunta não é ingénua) A /ulgar pelos seus crimes contra a humanidade. e. ter1me1ia eu convertido num carrasco assimY E uma pergunta terr-vel. é sempre assim. 2ora enviado para um 6atalhão disciplinar. *uase sem nos pedirem o nosso acordo. no tempo de =ruchtchev. se *ueremos responder a ela honestamente) 14. prevendo *ue os partid3rios de %taline aca6ariam por predominar) Fas continuou preso por mais dois anos) . esposa do 2ilho mais velho. em tempos. não são as pessoas *ue t0m necessidade . meteram1nos um *uestion3rio nas mãos para preenchermosJ h3 /3 demasiados 2-sicos e matem3ticos. escola da ")=)V)#) Rde resto.E AB& #E BU AB 145 permitir *ue a investiga+ão do caso Iéria não 2osse reali>ada pelo Finistério da %eguran+a do Estado. 2ala tam6ém como o lo6o) Esta 2a+a de lo6os.ara não vestir sem mais o alvo manto dos /ustos. #) (erieAhov era um homem de 2or+a de vontade c aud3cia 2ora do comum Ros /ulgamentos contam1noS. interroguemo1nosJ se a minha vida se tivesse apresentado di2erentemente. (erieAhov ter1se1ia destacado) Assim. não chegam a 2ormar1se personalidade hist:ricas) A$DU'. naturalmente. ele tinha espancado a nora de =ruchtchev.or isso. serei /ulgadoY8 1 7%im)8 1 7Então en2ia um chapéu de coco na ca6e+a. 1 onde morreu) . a p3tria precisa de candidatos . os *uais não podiam estar su6ordinados a nada no mundoX Em Julho de 195@ $iumin 2oi /ulgado Rem FoscovoS e 2u>ilado) Fas A6aAumov continuou na prisãoX "o interrogat:rio. este perguntou1lheJ 7?omo pudésteis & *ue era verdade) Em geral. os :rgãos deixaram de existirX8 REle. *uando estava preso na u6ianAa. e 2u>ilado a 1Q de #e>em6ro de 19541O) Fas era em vão *ue ele se preocupavaJ os :rgãos não morreram por isso) ?omo di> a sa6edoria popularJ ao 2alares do lo6o.pre/udicar os :rgãos. condenado no tempo de %taline. A$DU'. terei pena de 2u>ilar1teX A2asta1te do meu caso. rapa>es do =omsomol. em eninegrado. e talve> de viva intelig0ncia) %e as re2ormas de =ruchtchev tivessem sido mais conse*uentes. voltou a 2olha e come+ou a procurar a p3gina desportiva) &utra ve>. como um inculto correio do Estado)S "ão era o /ulgamento *ue A6aAumov temia. de onde surgiu ela do nosso povoY "ão é da nossa rai>Y "ão é do nosso sangueY %im. ao pensar *ue um ovo não pode ser envenenado)S #a 6em surtida 6i6lioteca da u6ianAa s: lia livros de))) %taline R*ue o tinha metido na cadeia)))S 'sso seria talve> uma ostenta+ão ou um c3lculo. no nosso pa-s.

sa6endo o *ue signi2icava estar sempre pronto a su6ordinar1me a pessoas *ue podem não 1ser dignas) #epois. em geral. não vindo da universidade. deitado na tarim6a do c3rcere. *ue me teria recusado e *ue a6alaria 6atendo com a porta atr3s de mim) Fas. para ser agrad3vel comigo pr:prio. e es*ueci tudo) . como eles torturavam nos c3rceres e para *ue lama vos arrastavam) Fas nãoX As coru/as voam de noite. depois com tr0s. nos tempos em *ue a moral ainda não era considerada relativa e o 6em e o mal se di2erenciavam simplesmente através do cora+ão) A$DU'. voc0s compreendiam per2eitamente como 2ervilhavam as deten+9es . *uatro. mas não tão tena>mente como agora) Um *uarto de século depois pode pensar1seJ sim. en*uanto a escola da ")=)V)#) nos prometia um racionamento especial e um vencimento duas ou tr0s ve>es maior) & *ue sent-amos não podia tradu>ir1 se em palavras Re se as houvesse. *ui+3 desde iermontov) "a*uelas décadas da vida russa em *ue. ter assimilado para sempre a amargura do servi+o militarW guardo na minha mem:ria como a pele me gelava e se gretava))) Fas nãoX ?omo prémio de consola+ão. e h3 sempre um 6urocrata *ue sa6e tudo e 2ala em seu nomeS) Um ano antes.onho1me a imaginarJ se ao come+ar a guerra eu /3 tivesse gal9es *uadrados nas lapelas a>uis41 1 *ue teria sido 2eito de mimY . ainda de6ru+ado so6re integrais. eu não entro nisso) 8a E algo *ue data de h3 muito.odem gritar1te de todos os ladosJ 7E necess3rio8. alguns dos nossos rapa>es alistaram1se então) Acho *ue se tivessem exercido uma pressão mais 2orte nos teriam talve> do6rado a todos n:s) . e a tua ca6e+a tam6ém pensarJ 7E necess3rioX8. *ue nos impedia de aceitar a ida para a escola da ")=)V)#) "ão era *ue tal se dedu>isse das con2er0ncias ouvidas so6re o materialismo hist:ricoJ ao contr3rio. não as pod-amos comunicar uns aos outros. não ao n-vel da ca6e+a.assei a o2icial. com 6andeiras) ?omo poder-amos sa6er ou pensar *ual a causa das deten+9esY Due tivessem mudado todos os che2es regionais. resgat3vamos a li6erdade com o *ue nos restava 1 moedas de co6re e pe+as de de> Aopecs. pois. comecei a examinar sucessivamente a minha verdadeira carreira de o2icial 1 e horrori1>ei1me) . E"&JA1FEX Arran/em1se sem mim. e isso di>ia1se em vo> alta) Fas tudo vem de mais longe ainda) %em o sa6er. naturalmente.de alguém. das moedas de ouro deixadas pelos nossos 6isav:s. mas não era com eles *ue -amos aos 6ailes e assim ainda seria mais 23cil 2a>er exames) ":s. para uma pessoa decente. deram1me gal9es com duas estrelinhas. di>er *ue a minha honestidade não teria suportado tal coisa. e n:s éramos dos *ue des2ilavam de dia. por temorS) $esistia1se. não havia servi+o pior nem mais su/o do *ue o de agente da pol-cia secreta. mas o cora+ão repelirJ 7"ão *uero. vossa volta. rapa>es de vinte anos de idade.E AB& #E BU AB 145 ?ontudo. mas sim a p3tria. marc3vamos o passo nas mesmas paradas *ue os da $evolu+ão de &utu6ro e esperava1nos o mais radioso 2uturo) E di2-cil descrever o sentimento -ntimo. esse mesmo comité de >ona tinha1nos aliciado para uma escola de avia+ão) (am6ém dessa ve> nos recus3mos Rt-nhamos pena de deixar a universidadeS.osso. através delas estava claro *ue a luta contra o inimigo interno era uma 2rente de com6ate ardente e uma tare2a honrosa) E isso estava em contradi+ão com a nossa vantagem pr3ticaJ a universidade provincial nada nos podia prometer além de uma escola rural num recanto a2astado e com um sal3rio ex-guo. mas do cora+ão) . isso era1nos per2eitamente indi2erente) (inham mandado prender dois ou tr0s pro2essores. 2ui torturado durante mais meio ano na Escola do Exército) #everia. mas tendo 2eito meio ano de servi+o militar opressivo. não 6aseado em *ual*uer argumento.

em cada novo lugar. incutidas desde a in2Lncia) "a escola militar and3vamos constantemente atena>ados pela 2ome. diante desta 2olha de papel)S E um velho coronel. naturalmenteS) Fandava1os so6 o 2ogo dos canh9es ligar os 2ios partidos. s: para *ue os che2es superiores não me censurassem Rassim morreu AndriachinS) Eu comia a minha manteiga e as minhas 6olachas de o2icial. eis *ue me puseram os gal9esX E cerca de um m0s depois. de uma maneira ou doutra. onde parecia *ue a morte nos igualava a todos. segundo é praxe no nosso am6iente militarW a alegria de es*uecer certas su6tile>as espirituais. ganh3vamos um andar 2elino de o2icial e uma vo> met3lica de comando) As ins-gnias com esse 2ormato eram 2ixadas . não t0m impedidos. *ue era a>ul tratando1se da pol-cia pol-tica) R") dos ()S 14Q A$DU'. vigilando1nos >elosamente uns aos outros para ver *uem se. permitam11me.s extremidades Rde6runsS da gola do li2orme. so6 o comando do insu6misso sargento Fetlin))) RE%DUE?'. melhor do *ue a da divisão de BoroAhovets. 2ormando a 6ateria na retaguarda. dava instru+9es) ^avia pais e av_s. tal como a vivem todos. sem pensar muito em sa6er por*ue é *ue isso não correspondia tam6ém aos soldados) Eu /3 tinha. es*ueci sinceramente tudo isto durante anosX Aca6o de voltar a lem6rar1me agora mesmo. em inspec+ão casual. parte do rancho dos soldados) R&s comiss3rios instrutores da u16ianAa. depois da hora do descanso. o amor . li6erdade. para *ue. tent3ssemos des2orrar1nos em alguém) "ão dorm-amos o su2icienteJ ap:s a hora de sil0ncio. desenrascava melhor) & *ue mais tem-amos era não chegar a ganhar as ins-gnias Renviavam para Estali1negrado a*ueles *ue não terminavam o cursoS) 'nstru-am1nos como se 2_ssemos /ovens 2eras. so6 o comando de um sargento. pela noite.(alve> conservasse então o amor .s marchas) $ecordo1me 6em *ue 2oi a partir da Escola de &2iciais *ue experimentei a A EB$'A #A $U%('?'#A#EJ ser militar e "i& $EG E?('$W a A EB$'A #E $EG&?' A$ na vida. *ue. uma ve> *ue estamos no exércitoY RDuanto mais nos :rgãos)))S & orgulho medra no cora+ão como o toucinho no porco) Eu lan+ava aos meus su6ordinados ordens indiscut-veis. convocou1me e envergonhou1me) Eu Re di>er *ue /3 depois de ter 2eito a universidadeXS /usti2i*uei1meJ 7"a escola militar assim nos instru-ram8. escutava1os a eles em posi+ão de sentido) 'nterrompia. *ue vai agora limp31la e en*uanto ela não 2icar 6rilhante v:s permanecereis a*ui 2ormados) "a Lnsia apaixonada dos gal9es. uma ordenan+a R*ue dava pelo no6re nome de 7impedido8S. é verdade *ue na minha 6ateria tam6ém devia haver um lugar de deten+ãoX E no 6os*ue *ual podia ele serY (ratava1se de uma cova. 2ic3ssemos so>inhos a marcar passo T isso como castigo) &u então. naturalmente. tentando desco6rir onde pod-amos 2anar um naco mais. o *ue signi2icavaJ *uais podem ser as considera+9es de humanidade. é coisa *ue não se pode di>er deles)S Eu o6rigava os soldados a do6rarem1se e a a6rir valas especiais de protec+ão para mim. *ue eu tratava por 7tu8 R e eles a mim por 7o senhor8. por*ue era co6erta e se servia l3 o rancho de soldadoJ 2oi onde esteve ViuchAov. eu /3 o6rigava o meu descuidado pra+a Ier6ienov a marcar passo.E AB& #E BU AB Ginalmente. t-pico dos estudantesY Fas entre n:s ele não existia) Existia. por ter . tinha a preocupa+ão de cuidar da minha pessoa e de preparar todas as minhas re2ei+9es . o meu poder conven1ceu1me rapidamente de *ue eu era uma pessoa de *ualidade superior) %entado. 2a>iam levantar toda a sec+ão e 2orm31la em volta de uma 6ota su/aJ é desse canalha. convencido de *ue não podia haver outras melhores do *ue essas) Até na 2rente de 6atalha. podiam o6rigar1nos a *ue. a 2im de tornar1nos mais 2uriosos. esses. arrastando para l3 os troncos mais pesados de modo a eu 2icar comodamente e 2ora de perigo) E reparem. sim. depois. disciplina da 2orma e .

E AB& #E BU AB 149 as minhas ilus9es de pioneiro so6re a 2utura e santa 'gualdadeX Duando. eis o *ue lhes aconteciaJ eram metidos na prisão) & sétimo preso era um civil alemão. no posto de comando do che2e de 6rigada. /3 estavam de pé sete reclusos. tam6ém %U. no século !'!) R") dos ()S 15C A$DU'. ainda me sentia morti2icado ao pensar na degrada+ão *ue seria passar pela depend0ncia dos tele2onistas. minha sorte. me tiraram as correias e me empurraram para meter1 me no autom:vel. então. e um sargento t3rtaro. em tinta 6ranca indelével. 2e> um gesto para *ue eu agarrasse e levasse a minha mala. um o6/ecto pesado. a malaY Ele. por cuidar mal da cara6ina) .op1Aov. com as mãos va>ias. *ue eu tanto pre>avaJ não es*ueci como o tiraram ))) tis o *ue os gal9es 2a>em de um homem) &nde se tinham sumido as recomenda+9es da minha av:.E AB& #E BU AB . surrados. somos superioresX R$ecordam11se de ?entchenAo. h3 *ue recordar o esto/o de cigarros vermelho1claro. era alto. totalmente a6andonado . dos *uais.perdido um cavalo. o sargento. estas enormes letrasJ 7%U)8 & *ue signi2icava 7%oviet Union)8 Eu /3 conhecia esse sinalJ tinha1o visto. *ue se arrastam com ar a2lito e culpado ao encontro do seu exército li6ertador) Em6ora os li6ertassem. iam seis soldados rasosk E um representante da na+ão vencidaY "ão expli*uei isso de 2orma tão complicada ao sargento. agente operacional da (checaYS Ginalmente. 2rente. admirado R*uando eles deixaram o nosso exército. mas do assento do motoristaS e 2altava uma correia de couroW eu a6orreci11me com issoW su6itamente. mas disse11lheJ 1 %ou o2icial) Due a leve o alemão) "enhum dos presos voltou o rosto ao ouvir as minhas palavrasJ era proi6ido voltar1se) %: o *ue 2ormava par comigo. diante do -coneY E para onde tinham voado A$DU'. agarrasse e levasse a malaY 'sto é. em cu/o dorso se liam. so6retudo e chapéu pretos) J3 passava dos cin*uenta. . che2e da escolta. o2icial. de 2ato. pele muito 6ranca. pois os soldados não me deviam ver assimX "o dia seguinte ao da minha deten+ão. não era pele humana. 6oa comida) . por mais de uma ve>. *ue estava selada num lado) "ela estavam as minhas roupas de o2icial e todos os meus escritos con2iscadosJ elementos para a minha condena+ão) ?omo.useram1me no *uarto par. viram uma correia desse género. seis aos pares e um de costas voltadas para mim) %eis deles vestiam capotes militares russos. *ue partiam a pé de Foscovo para a %i6éria. pertencente a um certo comiss3rio pol-tico de guerrilheiros Rdo comité do partido da >onaS e tiraram1lhaJ n:s somos do exército. não havia alegria rec-proca nessa li6erta+ãoJ os seus compatriotas olhavam1nos de soslaio e de modo mais som6rio do *ue aos alemães) E a uma pe*uena distLncia da retaguarda. escrito nas costas dos nossos prisioneiros russos. os agentes da contra1espionagem me arrancaram os malditos gal9es. ele ainda não era assimS) 7Via de Vladimir8 Rcaminho da deporta+ãoSJ alusão ao itiner3rio seguido pelos deportados. *ue /3 tinham visto tudo. *ueria *ue eu. de aspecto 6em tratado. e . me 2itou.ermitam1me ainda outra recorda+ãoJ tinham1me 2orrado a prancheta com pele alemã Rnão. comecei a percorrer a minha 7Via de Vladimir844) #irigiam os presos da sec+ão de contra1espionagem do exército. por etapas) Gi>eram1nos ir a pé de &sterod a Irodnitsa) Duando me tiraram da enxovia para 2ormar. ?oisa *ue era proi6ida pelo novo regulamento internoY E ao lado. ha6ituado .

os 6ot9es. mesmo na estrada s:lida. e alguns levantavam1se para 2ixar1nos com olhos de assom6ro) ?ompreendi su6itamente *ue a sua agita+ão e irrita+ão se dirigiam contra mim 1 eu di2erenciava1me muito dos restantesJ o meu capote era novo. curiosos. o *ue ia a seu lado 2a>endo par com ele. nas paragens ou ao pernoitar))) En*uanto acusados. *ue tinham a6ar6atado. unanimemente. a guerra duraria menos) Due lhes podia eu responderY ^avia sido proi6ido de pronunciar uma s: palavra *ue 2osse q. 2a>ia acenos . acompanhando esses gritos de um grande n<mero de palavr9es) Eu aparecia1lhes como uma espécie de velhaco internacional. mas acontecia antes *ue as suas ca6e+as. dev-amos ir como se nos encontr3ssemos entre invis-veis ta6i*ues.rimavera prematura) &ra alastrava um ténue nevoeiro e a lama se li*ue2a>ia desoladoramente so6 as nossas 6otas. a*uecia as colinas /3 *uase sem neve e nos mostrava um mundo transl<cido *ue era preciso a6andonar. agarrou na mala e levou1a) (ransportaram1na depois tam6ém outros prisioneiros de guerra. aproveitando o 2acto de *ue ele não compreendera a nossa conversa+ão) (odos os restantes. *ue não haviam sido cortados. 2eito . 6em como o negro tecido lustroso das costas do alemão) ^avia tempo para re2lectir so6re a vida anterior e compreender a presente) Fas eu não podia) J3 golpeado na 2ronte com uma matraca. os condutores Ro patriotismo mais veemente existe sempre na retaguardaS. molhando os capotes e as polainas) %eis costas pela 2rente.E AB& #E BU AB 151 apanhar) Em parte. *ue eu pertencia ao &U($& lado) 1 Apanharam1te. e decidiram. escolta de *ue não a podia levar) E então. e a nossa coluna de *uatro pares de occipitais p_s1se em marcha) "ão t-nhamos de *ue 2alar com os mem6ros da escoltg e entre n:s era terminantemente proi6ido trocar palavras em marcha. *ue não era o6rigado a nada. canalha vlassovistaYX))) Gu>ilem1no. repletas de palestras pol-ticas. comprido. as pernas. ao pati2eXXX 1gritavam excitados pelo :dio. 6rilhavam como ouro 6arato) Via1se per2eitamente *ue eu era o2icial. mergulhados cada um na sua cela individual) Eram dias de tempo vari3vel duma . medida. e *ue aca6avam de me A$DU'. sem *ual*uer ordem da escolta) E de novo o alemão) Fas eu não peguei nela) E ninguém me disse uma palavra) Encontr3mos no caminho uma comprida carro+a va>ia) &s condutores miravam1nos. e nos 2ustigava 2riamente o rosto. com o sol. um prisioneiro de guerra. teria de explicar a cada um toda a minha vida) ?omo podia eu di>er1 . da retaguarda. a sua aprendi>agem e a minha coincidiam) Ele chamou o alemão. 6atia no peito. e agora a o2ensiva na 2rente marcharia mais depressa. ainda inseguro na sua d3diva. além disso. sempre e sempre seis costas) ^avia tempo para o6servar e voltar a o6servar a retorcida e dis2orme marca %U. ora o céu clareava e um sol suavemente amarelado. não eram capa>es de compreender *ue pudessem prender um comandante de companhia. e ordenou1lhe *ue levasse a minha mala. os gal9es não tinham sido arrancados e. com as mãos va>ias tinham sa-do do pa-s e com as mãos va>ias regressavamS. *ue sa6e #eus o *ue não teria visto no cativeiro alemão Rou *ue então sa6ia o *ue era a piedadeS. ora se 2ormavam tur6ilh9es hostis *ue arrancavam . incluindo eu. eu não podia compreender) %eis costas) "enhum sinal de aprova+ão.Fas o sargento da contra1espionagem não se espantou) Em6ora aos seus olhos eu /3 não 2osse o2icial. talve> *ue esta decad0ncia lhes provocasse uma excita+ão agrad3vel Rum re2lexo de /usti+aS.s nuvens negras uma neve *ue nem parecia 6ranca. puseram as mãos atr3s das costas Ros prisioneiros de guerra não tinham se*uer uma sacola. nem de condena+ão no seu 6alancear) h & alemão cansou1se depressa) Ele mudava a mala de uma mão para a outra. as costas.

ois não era eu um o2icialY))) %e sete dentre n:s tivessem de morrer pelo caminho. por tudo isso. ora li6ertando espa+o para o despontar da 6ondade) Uma e mesma pessoa nas suas di2erentes idades e em di2erentes situa+9es da vida constitui um ser completamente distinto) &ra pr:ximo do dia6o. no F'"'%(E$'& #A %EBU$A"VA #& E%(A#&S havia tam6ém gente 6oa) ":s conhecemos essa gente 6oaJ eram a*ueles velhos 6olchevi*ues *ue nos sussurravam 7aguenta1te8 ou inclusive nos passavam uma sandu-che. todos a eito. e uma ve> nessa posi+ão.lhes *ue não era um terroristaY Due era amigo delesY E *ue era por eles *ue estava a*uiY .e*ueno %Auratov tivesse 2eito apelo a n:s. eu estivesse preparado para ocupar um tal posto))) 154 A$DU'. para além do mais. e o oitavo pudesse ser salvo pela escolta. empurr31lo para a tu6eiraY E por*ue não empurr31loY Eu atri6u-a a mim mesmo uma a6nega+ão desinteressada) Entretanto. 2oram eles) Fas se o . escolta. as coisas sucederam de tal 2orma *ue não 2omos n:s os carrascos. *ue entre os o2iciais ele é a gemaY Due depositaram maior con2ian+a nele do *ue nos outros e *ue. talve> *ue. ora oprimida por uma alegria maligna. então.E AB& #E BU AB Due 2eche a*ui o livro o leitor *ue espera *ue ele continue uma acusa+ão pol-tica) Ah. era um carrasco em pot0ncia) E se tivesse entrado para a escola da ")=)V)#) no tempo de 'e/ov. detemo1nos aturdidosJ sim. os olhos repletos de so2rimento e de experi0ncia. talve> *ue não tivéssemos recusado) #o 6em ao mal h3 um passo. orgulhoso 1 "\& & (E$'A ?&F. pela 2or+a da dedu+ão. mesmo *uando os seus gal9es não são a>uisX E se ainda por cima são a>uisY %e lhe incutiram. sou um o2icialX))) Eis o *ue é um o2icial. levavam a minha mala))) Eu nem se*uer sentia remorsosX E se o meu vi>inho. ora pr:ximo de um santo) Fas o nome não muda. de rosto a6atido. ao pedir a/uda . come+aram por todos os lados a explicar. re>a um provér6io) & *ue signi2ica *ue igualmente do mal ao 6em) ogo *ue na nossa sociedade se agitou a lem6ran+a das ar6itrariedades e das torturas. me tivesse censurado. sorria1lhes desde a coluna dos presos em marchaX Fas o meu sorriso pareceu1lhes a pior das 6urlas e gritaram com mais 2<ria. orgulhando1me de não ir preso por rou6o. com . no russo mais claro *ue houvesse. com a 6ar6a crescida de duas semanas. tramando maldosamente negros des-gnios e se se tratasse somente de di2erenci31 las das restantes e de ani*uil31lasX Fas a linha *ue separa o 6em do mal atravessa o cora+ão da cada pessoa) E *uem destr:i um peda+o do seu pr:prio cora+ãoY))) "o decurso da vida de um cora+ão esta linha desloca1se dentro dele. perante a cova para a *ual /3 nos disp<nhamos a empurrar os nossos opressores. deve o6rigar o acusado a meter a ca6e+a entre as pernas. nos segredos maldosos de %taline) 'a sorrindo para lhes di>er *ue *ueria e *ue talve> ainda pudesse corrigir a nossa vida russa) Entrementes. por eu ter humilhado a dignidade do preso. a escrever e a replicarJ Z Rno ?&F'%%A$'A#& #E %EBU$A"VA #& E%(A#&. insultaram1me e amea+aram1me com os punhos) Eu continuava a sorrir. se as coisas 2ossem assim tão simplesX %e num dado lugar houvesse pessoas de alma negra.$EE"#'#&X %implesmente não teria compreendido %&I$E o *ue é *ue ele me 2alava) .us1me a sorrir))) &lhando para eles. no de Iéria. *ue me impediria de exclamarJ 1 %argentoX %alve1meX Ve/a. mas por ter penetrado. por eu ser altaneiro. nem por trai+ão ou por deser+ão. mas *ue mimoseavam os restantes. e é a ela *ue tudo é atri6u-do) %:crates disseJ 7?onhece1te a ti pr:prioX8 E.

parece *ue ele não leu se*uer o 'van #etiissovitch )))8 E.2iguravam os seus relatos) Duando 2ui rea6ilitado. cou6c1lhe escoltar o padre Victor) E dava1lhe penaJ por*ue é *ue ele não tinha 2ugidoY Eis outro caso) Eu tinha um che2e de sec+ão. em 1955. com simplicidade. por intermédio de pessoas de 2am-lia.edagogia de 'aroslavl. escrevi1lhe duas e não o6tive resposta) Encontrei 2inalmente uma indica+ão de *ue ele tinha aca6ado o 'nstituto de . na aldeia) Escrevi1lhe uma ve>. procediam /ura exame minucioso) #e resto. ver como me podia a/udar Rest3vamos em 1945. a gente 6oa tentava escapar1 se pela ast<cia)4@ A*ueles *ue l3 2icavam por e*u-voco. humanamente 2alandoY Em geral. para *ue *uerem eles sa6er o *ue sucede depois aos condenadosY))) #essa ve> &vcianiAov /3 não p_de guardar sil0ncio e respondeu1meJ 7#epois do 'nstituto convidaram1mc a ir tra6alhar nos :rgãos e pareceu1me *ue a*ui teria o mesmo 0xito)8 REle. nem a o2icialidade o corromperam) Ele pr:prio me moderava muito) (odo o seu poder de o2icial o utili>ava para uma coisaJ para salvaguardar a vida e as energias dos seus soldados Re entre eles havia muitos idososS) Goi através dele *ue eu sou6e. suplicou bno dispens3rio antitu6erculosoJ ) =ncontrem1nie uma doen+a *ual*uerX &rdenam1me *ue v3 tra6alhar para os :n. para *ue a sopa não se es2riasse) Era um mo+o campon0s. havia coisas *ue não me agradavam. parta. depois de sair do hospital.artido. pois a. um aviador de eninegrado. ele comoveu1se. eu temia deveras *ue.assaram alguns anos e 2oi pu6licado o 'van #enissovitch) Iem.E AB& #E BU AB 15@ Aov um m0s antes da sua deten+ãoJ parta. escreveu uma excelente 6iogra2ia militar minha e levou1a ao che2e da divisão para a assinar) #epois de desmo6ili>ado procurou. era a pessoa mais chegada a mim) #urante metade da guerra comemos /untos da mesma marmita e so6 o canhoneio com-amos entre as explos9es.uosX8 &s radiologistas inventaram uma in2iltra+ão tu6erculosa e imediatamente os da %eguran+a desistiram) A$DU'. acostumando1se e entrando nos eixos) Fas acaso não 2icavam mesmo l3Y Em =ichiniov. agora ele vai responder) "adaX))) (r0s anos depois. o tenente &vcianiAov) "a 2rente. um /ovem tenente da %eguran+a 2oi avisar ?hipovalni1 #urante )1 guerra. mas tra6alho bsem 6ordãob e. a não ser por erro. pela primeira ve>. *ue *uerem prend01loX R%eria por iniciativa suaY &u 2oi a mãe *ue o mandou salvar o sacerdoteYS #epois da deten+ão. *ue pouco se di2erenciava de 19@5XS . como a 3gua do 6os*ue re2lecte as 3rvores e até mesmo os ramos mais min<sculos)S Duando me prenderam. com uma alma tão pura e sem preconceitos *ue nem a escola militar. sem protesto. penso *ue teria escrito melhor este cap-tulo)S "os <ltimos anos de %taline ele /3 era comiss3rio instrutor) "essa época aplicavam em série um *uarto de . de 2acto. durante a instru+ão do meu processo. pedi a um meu correspondente de 'aroslavl para ir v01lo e lhe entregar pessoalmente uma carta) & meu correspondente entregou1lha e escreveu11meJ 7%im. o *ue é ho/e o campo e o *ue são os AolAho>es) REle 2alava so6re isso sem irrita+ão. 2ossem ler o meu #i3rio Filitar. 0xitoY)))S 7Fas não tenho progredido no novo campo de ac+ão. não pre/udicarei nenhum camarada)8 REis uma /usti2ica+ão 1 a camaradagemXS 7Agora /3 não penso no 2uturo)8 Eis tudo))) #ir1se1ia *ue ele não rece6era as cartas anteriores) "ão *ueria ter encontros) R%e nos encontr3ssemos. tinha um enorme dese/o de encontr31lo) em6rava1me da sua direc+ão. em $ia>an.or causa dele. ou se integravam nesse meio ou eram empurrados para ele. de onde me responderamJ 7Goi enviado para tra6alhar nos :rgãos da %eguran+a do Estado)8 Essa agoraX 'sso era 6astante interessanteX Escrevi1lhe para o seu endere+o da cidade e tão1pouco o6tive resposta) . não haveria gente 76oa8.pontapés) E nas es2eras superiores do . não devia l3 haver muita genteJ es*uivavam1se a admiti1la) Antes do recrutamento.

atri:tica de 1Q14.rimeiro.or muito glacial *ue se/a o pessoal de vigilLncia da ?asa Brande. como ?risto. p3tria e por*ue é *ue não os houve na Buerra . mulherX8 R?omo chamar1lhe. a6negado.or*ue é *ue as palavras de =orneieva. uma insigni2icante presa. mas não p_de recusar) . acaso posso acreditar *ue tudo se/a irrevog3velY Due não su6sistem nele alguns germes vivosY))) Duando o comiss3rio Boldman deu a assinar a Vera =orneieva o artigo 4C. o dos :rgãos em 194. 2ala. 2ar3 dissipar a 2é) Fas para *u0 e2ectuar deten+9esY8 "esse momento entrou Boldman e *uis rudemente interromp01la) Fas todos lhe gritaramJ 7?ala a 6ocaX))) ?alaX))) Gala. depois 2oi enta6ulando conversa e.ara voc0s eles são o material mais preciosoJ com e2eito.) (erieAhov recorda1se ainda do seu primeiro condenado . depois disso. esta lem6ran+a vem ainda do 2undo A$DU'. então. deve ainda conservar o mais pe*ueno grão interior de alma.E AB& #E BU AB Ao recordar o antigo rapa>. uma revela+ão) Vieram pessoas de outras depend0ncias e o *uarto encheu1se) Em6ora não 2ossem comiss3rios mas sim dactil:gra2as. em6ora *uando estava em li6erdade se dedicasse . o mais pe*ueno dos grãos) ") .ara não se 2atigar com ela. os crentes eram um estorvo.or*ue é *ue escarnecem da alma das melhores pessoasY ?oncedam . morteJ 7(ive pena dele)8 Ve/am. mas não to*uem nelae nada perderão com issoX Voc0s são materialistasY Então con2iam no progresso da instru+ão. de repente. na verdadeY ?idadãY ?amaradaY (udo isto era proi6ido. impressionaram tão vivamente esses ouvintes do ga6inete da %eguran+a do stadoY & pr:prio #) . *ue voc0s *uerem ?&"%($U'$ e go>ar do 6em1estar neste mundo. so6 o regime de servidão. de ve> em *uando. não t0m pregui+a de tra6alhar) .ensarão voc0s construir uma sociedade /usta com os interesseiros e os inve/ososY Então. não é preciso controlar os crentes. *ue. esten:gra2as e empregados de escrit:rio. indo1se ele em6ora) . Vera passou a 2a>er um verdadeiro sermão em vo> alta) RE necess3rio conhec01la) (ratava1se de uma pessoa 6rilhante. *uando era natural então *ue tivessem surgidoX Fas do *ue ela mais 2alou 2oi so6re a 2é e os crentes) 7#A"(E%8. tratava1se. =orneieva leu o seu dossier. mas ela conseguiu a6ordar in<meros assuntos) Galou so6re os traidores . para todos. eles não rou6am.) "ão é poss-vel reconstituir a*ui o seu mon:logo.século a cada um) E como é *ue tudo isso se conciliou na sua consci0nciaY ?omo é *ue ela se o2uscouY 154 A$DU'. /3 se es*ueceu da maior parte e /3 lhes perdeu o conto)S44 .) conta *ue certa ve> 2oi condu>ida ao interrogat:rio por uma V'B' A"(E intrépida. perto da ?asa Brande. serralharia. *uando. onde estavam meia d<>ia de cola6oradores. puro. talve> para matar o a6orrecimento dos cola6oradores. muda. no entanto. e. uma ou outra pergunta) Era. de intelig0ncia viva e elo*uente. do seu am6iente. por*ue é *ue perseguem os nossos melhores cidadãosY .)O ela compreendeu *uais eram os seus direitos e come+ou a estudar minuciosamente o 7processo8 dos de>assete mem6ros do seu 7grupo religioso8) Ele en2ureceu1se. tivesse tra6alhado numa cavalari+a e como doméstica)S (odos a escutavam com a respira+ão suspensa. naturalmente) Fas agora. come+aram a explodir 6om6asJ pareciam *ue . 2a>endo. levou1a então para uma grande sala. não se enganariam) E Vera continuou a 2alar diante do comiss3rioXXX . segundo di>em. tudo se desmoronar3) . enredavam1se nas conven+9es) FulherX Assim. di>ia ela 7voc0s 6aseavam tudo no desen2rear das paix9es Rrou6a *uem te rou6ouS. indi2erente.E AB& #E BU AB 155 do cora+ão) RFas. 'gre/a uma aut0ntica separa+ão.

s crian+as.E AB& #E BU AB especialmente para *ue 'agoda e os seus camaradas. impotentemente. disparassem os seus rev:lveres contra eles. #eus parecia demonstrar1lhe. santidade))) segundo conta uma testemunha ocular Rdo c-rculo de BorAi. contava. os gal9es1a>uis. indo depois 6anhar1se))) ?omo compreender istoJ tratar1se13 de FA GE'(&$E%Y & *u0YX ^3 gente desta no mundoY %omos tentados a di>er *ue não. nos contos. *uando a grande literatura mundial dos séculos passados inventa. raciocinando deste modoJ não posso viver sem 2a>er mal) Vou incitar o meu pai contra o meu irmãoX Vou deliciar1me com os . situada nos arredores de Foscovo.iam cair so6re elas) A vigilante lan+ou1se aterrori>ada para a sua presa. tudo retiraram da ca6e+a e dos om6ros 1 e 2icaram apenas os de6runs. para maior simplicidade do *uadro) Fas. *ue não pode haver. por exemplo. como metia velhos /udeus numa cave com gelo. com tal exagero. ele 6ateu energicamente com a mão no vidro da mesa e teriu1se no punho) ?hamou imediatamente o pessoal. *ue mesmo no c3rcere. nus. em parte. 'ago1da se elevava até . conhecia 6em (olstoi. comunicar com o céuY %eria 6elo pensar assim) Fas *uando se sa6e como. a rir. 6uscando a união e a simpatia humana) Fas cessou o 6om6ardeamento e logo voltou a indi2eren+a anteriorJ 7. desde h3 /3 dois séculos. 2ran/as estreitas. havia -cones no vest-6ulo dos 6anhos 44 )Eis um epis:dio passado com (erieAhov) (entando demonstrar1ine a /usti+a do sistema /udicial. os palas11a>uisW ordenaram1lhes *ue se tornassem menos vis-veis e os capas1a>uis tudo 2i>eram para se esconderem da gratidão popular. ') () Bo1liAov) 7Bostava de cavar no seu /ardim. tornar1se uma pessoa humana em 2ace do horror da morte) ?omo tão1pouco é uma prova de 6ondade o amor aos 2ilhos Rele é 7um 6om pai8. amava os livros. mas apesar de tudo a>uisX %er3 s: um dis2arceY &u acontecer3 antes *ue tudo o *ue é negro deve. teatro de 2eira. 2iguras pro2undamente som6rias de mal2eitores 1 *uer se trate de %haAespeare. e o o2icial che2e da guarda trouxe1lhe o iodo e 3gua1oxigenada) A conversa continuou ainda durante uma hora e ele manteve. ele /ulgava e con2irmava as condena+9es . as limita+9es do homemX E ele. di>em. grosseiro para a nossa percep+ão contemporLnea) & essencial é. no isolamento pol-tico de Vladimir. /usti2icando os pati2esS) Eis como tecem o elogio do presidente do %upremo (ri6unal. se descrevam tal género de mal2eitores . ver como são descritos esses mal2eitores) Eles reconhecem1se a si pr:prios como taisW t0m consci0ncia da negridão da sua alma. e *ue em todas as suas deprava+9es s: temia *ue a sua mulher viesse a sa6er 1 ela tinha con2ian+a nele. a6ra+ando1a. *ue se p:s em sentido. morte dos outros))) 15. A$DU'. o algodão ensanguentado so6re o 2erimentoJ acontecia *ue o seu sangue coagulava mal) Assim. visitava os al2arra6istas.or*ue é *ue. claramente. no tempo de =ruchtchev. é 2ardas1a>uisX8 #epois 2oram os 6onés1a>uis. isso /3 nos parece. na propriedade deste. no entanto.onha as mãos atr3s das costas1X AvanceX8 ?laro *ue isto não é um grande mérito. de %hiller ou de #icAens 1. mesmo raramente. =orolenAo e (cheAhov)8 E o *ue é *ue colheu nelesY Duantos milhares de homens desgra+ouY &utro exemploJ a*uele coronel amigo de 'ossé. considerava1o no6re e isso era algo *ue ele estimava) Fas ousaremos encarar esse sentimento como uma pra+a de armas de 6ondade no seu cora+ãoY . *ue não existe) E admiss-vel *ue. eles veneram tão o6stinadamente a cor do céuY "o tempo de iermontov os 7a>uis8 /3 existiamJ 7E voc0s. a mi<de. *ue nesse tempo era pr:ximo de 'agodaS.

elos vistos. classe oper3riaY A*ueles inimigos. levanta1se. '#E& &B'A. os seus impulsos sinistros. nascidos do :dio) Fas as coisas não sucedem assimX . e mantém1se nos limites das nossas esperan+as) Fas *uando. os /aco6inos Rde ontem e de ho/eS na igualdade. volta a cair de novo) (odavia. para a 2irme>a necess3ria e constante do mal2eitor) Ela constitui a teoria social *ue o a/uda. perante si mesmo e perante os outros a desculpar os seus actos e a não escutar censuras nem maldi+9es. mas ao transpor os cento e oitenta graus. escorrega.so2rimentos das v-timasX lago menciona claramente os seus des-gnios. ei11los *ue se li6ertam R2oi transposto o limiar 2otoeléctricoSX %e se es2riar o oxigénio para l3 dos cem graus negativos. mas *ue com alguns deles RvivosS alimentava as 2eras dos /ardins >ool:gicos da cidade) "ão sei se isso é verdade ou cal<nia. de *ue a (cheAa de . ou pelo poder a6soluto *ue detém. se houve casos desses e *uantos) Fas eu não 6uscaria =m russo nignionoA signi2ica cordeiro) R") dos ()S A$DU'. o homem oscila.E AB& #E BU AB 155 provasJ segundo o costume dos de6runs1a>uis. nem deixar passar em sil0ncio) ?omo nos atrevemos a insistir em *ue não existiam mal2eitoresY E *uem ani*uilou esses milh9esY %em mal2eitores não teria havido o Ar*uipélago) ?orreu o 6oato. tinham de morrer e por*ue não manter com a sua morte as 2eras da $ep<6lica e contri6uir assim para a nossa marcha para o 2uturoY "ão é isso acaso racionalY Eis a raia *ue não se atreve a passar o mal2eitor shaAespeariano. ei1lo *ue a6andonou a humanidade) E talve> sem regresso) . de6ate1se toda a vida entre o 6em e o mal.ara 2a>er o mal. 2eli>mente. eu convid31los1ia a demonstrar1nos *ue isso é imposs-vel) "as condi+9es de 2ome da*ueles anos onde conseguir alimento para as 2erasY (ir31lo . ou pelo seu grau.etrogrado e de &dessa não 2u>ilava todos os condenados. ele transp9e su6itamente o limiar. guarda sempre a possi6ilidade de retorno. o l-*uido 2lui) . na 2raternidade e na 2elicidade das gera+9es 2uturas) Bra+as . nem esconder. mas se se tratar de uma dé6il lu> a>ul. mas o mal2eitor com ideologia ultrapassa1a e os seus olhos continuam claros) A 2-sica conhece as grande>as ou os 2en:menos no limiar) %ão os *ue não existem en*uanto não é transposto um certo 'F'A$ conhecido e ci2rado pela nature>a) . os con*uistadores no engrandecimento da p3tria. de todas as maneiras. era por*ue eles não tinham ideologia) A ideologiaX Ela 2ornece a dese/ada /usti2ica+ão para a maldade. nos anos 191Q14C. a nature>a do homemJ ele deve 6uscar a JU%('G'?AV\& das suas ac+9es) As JU%('G'?AVoE% de Fac6eth eram dé6eis e os remorsos ro-am1lhe a consci0ncia) Fas lago era um cordeiro45) %e a 2antasia e as 2or+as interiores dos mal2eitores shaAespearianos se limitava a uma de>ena de cad3veres. o homem deve t011lo interiormente reconhecido como um 6em ou como uma ac+ão sensata. pode1se comprimi1lo com *ual*uer pressão *ue o g3s mantém1se. en*uanto não transp9e o limiar da maldade. de acordo com a lei) (al é. este não proporcionar3 electr9es. os coloni>adores na civili>a+ão. pela densidade dos actos de malvade>. o século !! teve de suportar as mal2eitorias . os na>is na ra+a. a maldade é tam6ém uma grande>a com limiar) %im. mas sim elogios e testemunhos de respeito) Era assim *ue os in*uisidores se apoiavam no cristianismo.or muito *ue se pro/ecte a lu> amarela so6re o l-tio. cai. não cede. escala de milh9es) 'sto não se pode negar.

2oram /ulgados &'(E"(A E %E'% F' criminosos na>is45. em6ora não triun2e. desde *ue não a6ra a 6oca) Entretanto. as gera+9es dos 6a6ososJ primeiro. deix3mo1nos . com6alida. onde grit3vamosJ E . se não é poss-vel puri2icar1nos desse mal *ue empe+onha o nosso corpoY & *ue é *ue a $<ssia poder3 ensinar ao mundoY "os processos /udicials alemães. continua a viver até agora na $ua BranovsAi.A ideia de /usti+a comp9e1se. e mesmo depois do tra6alho 2ic3vamos para assistir a com-cios. o 2a>ia trans6ordar de repugnLncia e *ue não dese/ava mais viver) Esse é o maior 0xito do tri6unalJ *uando o v-cio é tão reprovado *ue o pr:prio criminoso o repudia) Um pa-s *ue oitenta e seis mil ve>es. atravessando no6remente o passeio e sentando1se no seu comprido e espa+oso autom:vel) E um mistério *ue a n:s. desde aa antiguidade. receamos a6rir as suas 2eridas) E. não é poss-vel deci2rarJ . amistosamenteJ 7&ra. *ue devemos 2a>erY))) Um dia. não lament3mos as p3ginas dos /ornais nem as horas de r3dio gastas.E AB& #E BU AB Duando. renunciava .. mas sem *ue tenha havido v-cio) %e alguns milh9es 2oram lan+ados pela ladeira.&$DUE E DUE a Alemanha precisou de castigar os seus mal2eitores e a $<ssia não precisaY Due caminho de perdi+ão ser3 o nosso. citada e registada perante ele. ninguém se atreve a pronunciar uma palavra so6re o v-cio) %im. apesar de tudo. o6tuso. não nos comove. a+ulada por cães) A virtude espancada. so6reviventesX Voc0s 2oram rea6ilitadosX8 Fesmo a prop:sito do 'van #enissovitch. isso signi2icaria para o nosso pa-s UF DUA$(& #E F' ^]&X "ão o6stante ter passado um *uarto de século. do alto do estrado do tri6unal. satis2eito.&U?&X &itenta e seis mil é poucoX E vinte anos é poucoX ^3 *ue prosseguirX Duanto a n:s. todo ele impregnado de sangue nosso. como s-m6olo de todos eles. ouve recrimina+9es de todos os lados) "os primeiros tempos. su6missamente. não é sempre.. camaradaX . na Alemanha &cidental. o 2acto de os assassinos dos nossos maridos e pais andarem pelas nossas ruas e lhes cedermos a passagem T isso não nos in*uieta. de2esa e nada mais pedia ao tri6unal) #i>ia *ue a descri+ão dos seus crimes. aos olhos dos homens. em 19. veri2icava1se um 2en:meno extraordin3rioJ o réu agarrava1se . não lev3mos ninguém ao tri6unal. 2oi exactamente a o6/ec+ão *ue levanta1i os re2ormados da ?asa A>ulJ para *u0 rea6rir as chagas da*ueles *ue 2oram encarcerados camposY Eles é *ue devem ser poupadosX 15Q A$DU'. a*ueles *ue)))8. ca6e+a. E depois. isso é 7remexer o passado8) Entretanto. de duas metadesJ a virtude triun2a. isso in*uieta1nos) E o *ue se 2a> nos arra6aldes de Foscovo e por tr3s dos verdes taipais dos arredores de %otchi. do $eno. se transpusermos os oitenta e seis mil alemães ocidentais para as nossas propor+9es. apenas /ulg3mos Rsegundo os relatos do J<ri Filitar do %upremo (ri6unalS cerca de #EU ^&FE"%) & *ue se 2a> para além do Hder. não houve culpados disso) E se alguém 2a> uma simples alusãoJ 7Fas. a caceteJ 7%il0ncio. os nossos descendentes chamarão a v3rias das nossas gera+9es. n<mero @. /3 é permitido entrar com os seus andra/os e 2icar sentada a um canto. o Folotov. o v-cio é punido) (ivemos a sorte de chegar a viver ainda num tempo em *ue a virtude.ara *u0 voltar a a6rir 2eridas velhasYX4. reprovou o crime Re o condenou irreversivelmente na literatura e entre a /uventudeS. en2im. desse mesmo crime) E n:s. n:s engasg3mos de alegria. os contemporLneos. ano ap:s ano e de degrau em degrau. mo2ou1se da virtude. puri2ica1se.

amim3mos os nossos assassinos na sua velhice 2eli>) Due 2a>er. e não apenas para os /u->es. de *ual*uer 2undamento de /usti+a) E por isso *ue elas crescem na 7indi2eren+a8 e não devido . durante decénios. mas as celas tinham canali>a+ão e retretes *ue 2uncionavam 1 e onde é *ue isso acontecia em eninegradoY A ra+ão de pão .$'FE'$& AF&$ ?&F& compreender istoJ a cela e. para não 2icar proporcionalmente atr3s da Alemanha &cidental. e o passado em *ue 7não se deve remexer8X #evemos condenar pu6licamente a pr:pria '#E'A da viol0ncia de uns homens so6re os outrosX ?alando o v-cio. nem apertar1lhes o crLnio com um anel de 2erro. não lhes vamos en2iar 3gua salgada pela garganta. viver num pa-s assimX hV . at31los. decidida pela administra+ão do Estado) A$DU'. com solicitude. se a grande tradi+ão do arrependimento russo é para eles "a Alemanha de este não se ouvia 2alar de tais processosW provavelmente procedeu1se a uma reeduca+ão.viviam e tinham su6terrLneos nos ga6inetes para o caso de 6om6ardeamentos) #eixando de lado 6rincadeiras. 7de6ilidade do tra6alho educativo8) &s /ovens compenetram1se da ideia de *ue a in2Lncia nunca é castigada nesta terra. como é desolador.E AB& #E BU AB 159 incompreens-vel e rid-culaY Due 2a>er.E"A% por um *uarto de milhão. e viveram todos os seus melhores anos desa2ogadamente. um assassino) E se esta 2rase 2or pronunciada A. nem dar1lhe pontapés.odemos ser generosos.massacrar aos milh9esW depois. nem empilh31los nas celas como se 2ossem 6agagens amontoadas T não vamos 2a>er1lhes nada do *ue eles 2i>eramX Fas perante o nosso pa-s e os nossos 2ilhos estamos o6rigados a . mesmo *ue 2osse no ano @5. não vamos ench01los de perceve/os. 2a>endo1o entrar no corpo s: para *ue não saia para o exterior. 2ui um algo>. o amorY))) Ah. no con2orto) Dual*uer castigo EDU'(A('V& chega tarde. nem se*uer censurando os criminosos. em vo> altaJ 1 %im. nem mant01los durante semanas sem dormir. segundo o método de 7andorinha8. ser3 su2icienteY "o século !! não se pode /3. não apenas os protegemos na sua velhice insigni2icante. revelando ao tri6unal *ue são 7velhos8. 6em alimentados. para as novas gera+9es. pelo menos. deve ser issoJ durante o cerco de eninegrado 2echaram1te na ?asa BrandeY Então tudo se explicaJ é por*ue te meteram l3 *ue ainda est3s vivo) Era esse o melhor lugar de eninegrado. /3 não pode ser1lhes aplicado) . se o terror animal de so2rerem a centésima parte do *ue causaram aos outros pesa neles mais do *ue *ual*uer inclina+ão para a /usti+aY %e eles agarram com mãos 3vidas a colheita dos 6ens criados com o sangue dos *ue pereceramY E verdade *ue a*ueles *ue manipulavam a m3*uina de picar carne. en*uanto em toda a cidade ninguém se lavava e os rostos estavam co6ertos de uma negra camada de poeira. /3 t0m de cin*uenta a oitenta anos de idade. terr-vel. como tam6ém minamos as 6ases. n:s %EFEAF&1 & e ele surgir3 ainda mil ve>es mais 2orte no 2uturo) "ão castigando.$&?U$Z1 &% A (&#&% e a JU BZ1 &% (&#&%X A /ulg31los não tanto a eles como aos seus crimes) A procurar *ue cada um deles diga. não os vamos 2u>ilar. assim de cho2re. /3 não são /ovens. na ?asa Brande os presos tomavam duche *uente de de> em de> dias) E certo *ue s: havia a*uecimento nos corredores para os guardas. mas é sempre 2onte de prosperidade) &h. nem maltrat31los a cavalo1marinho.$'FE'$A ?E A 1 . continuar a con2undir as atrocidades. *ue tam6ém a.

e *ue *uando cessa d3 origem a uma sensa+ão de 6eatitude superior . 2icaste um longo Verão) Fas sempre. a chave do a*uecimento no corredor. mas *ue permite *ue se cante a plena vo> sem *ue o guarda oi+a. *uanto ao resto.E AB& #E BU AB mas h3 uma cela <nica. e aos pensamentos tão livres e 2lutuantes *ue de ti nasciam e a *ue agora /3 não podes elevar1te mais) E para chegar a esta primeira cela. pintada de preto. nada tem de semelhante.U e a2ecta a um %oviete de aldeia. . a cela 7individual8 da cadeia de ArcLngel. nem em toda a tua vida A"(E$'&$ nem . (sagi. para *ue a mutilada lu> divina s: a.ouco importa *ue as pris9es existam /3 h3 milénios e *ue continuem a existir outros tantos milénios depois Rousemos pensar *ue menosS 1. noutras. nem . nem ao cheiro do 6alde. como a n<mero cento e on>e. sem ventila+ão. mudando a posi+ão das pernas encolhidas s: por vo> de comando) &u uma das celas 7psi*ui3tricas8 de e2ortovo. como se 2ossem pessoas de 2am-lia) #e resto. em poder do guarda. com o chão su/oW uma caixa denominada =. onde existem em massa)S . en*uanto uma lLmpada de *uin>e jatts arde perpetuamente no tecto) &u a cela 7individual8 na cidade de (choi6alsan. uma ve> por dia. mas sim . a não ser talve> o primeiro amor) Essas pessoas compartilhavam contigo o chão e o ar desse cu6o de pedra.s paredes tétricas. so6retudo. s: duas pessoas. a todas as outras da mesma cadeiaJ o chão de cimento.era igual . não é isso *ue pode explicar))) "ão é isso))) %enta1te. e é precisamente essa em *ue passaste o tempo da instru+ão) . e o c3rcereY E a longa atalaiaY "ão. *ue tem as vidra+as pintadas de m-nio. ninguém . a uma esta+ão de caminho de 2erro ou a um porto1) RAs celas ou as casas de prisão preventiva são das mais espalhadas pela 2ace da nossa terra. centena e meia) "algumas.s pessoas ao lado das *uais mudavas de posi+ão por vo>es de comandoJ a algo *ue entre as vossas almas palpitava.4 A$DU'. *ue tu ganhaste amor. *uanto te custou a a6rir caminhoX (inham1te en2iado numa 2ossa. *ue torna in<til 2alar. e. e semelhante. nesses dias em *ue revivias toda a tua vida a uma lu> nova) E ainda h3s1de lem6rar1te algum dia delas. tam6ém com uma lLmpada de vinte jatts acesa durante vinte e *uatro horas. numa 6ox ou numa cave) "inguém te di>ia uma palavra humana.or exemplo. sem tarim6a.penetre com cor purp<rea. com a mesma sorte predestinada) E nenhuma outra coisa recordar3s pela vida 2ora com tanta emo+ão. as longas horas de ru-do ensurdecedor Rprovindo de uma o2icina cont-gua de tu6os aerodinLmicos. sopa de carne de cavaloX E uma ve> tam6ém papas de cereaisX Uma vida de cão *ue o gato inve/ariaX Fas. li6erdade) Fas não 2oi . a um posto da mil-cia. incompar3vel. onde numa super2-cie de seis metros *uadrados cator>e homens estavam durante meses como sardinhas em lata. sem /anela. distingues umaJ a primeira em *ue encontraste pessoas semelhantes a ti. ali. o *ue custa a acreditar *ue não se/a propositadoS.s suas palavras por ve>es admir3veis.&%(E$'&$) . elas eram então a tua <nica 2am-lia) A*uilo *ue se experimenta na primeira cela da instru+ão do processo.ode ser *ue ela 2osse horrorosa para um ser humano) Uma caixa cheia de perceve/os e de piolhos. ru-do *ue 2a> a tigela da sopa e a caneca vi6rar e mexer1se na mesa. *ue ca6ia aos *ue estavam em li6erdadeJ cento e vinte e cinco gramas di3rios) Fas ainda serviam.b2echa os olhos e 2a> a contaJ em *uantas celas estiveste durante o cumprimento da penaY E di2-cil enumer31las) E em cada uma delas havia gente e mais gente))) A*ui.*uele solo su/o. demoraste cinco minutos. entre todas elas.

. cai da parede. não tendo uma co>inha especial. ou se/a. pois levam a comida de uma casa de repouso de ar*uitectos. *uando oaguarda a6re a 2echadura inglesa.s sete da noite Rou se/a.te lan+ava um olhar humano. mas o detido em 2ase de instru+ão é mantido 2re*uentemente so>inho) Elas medem um metro e meio por dois)4 "o solo de pedra estão encravadas duas pe*uenas cadeiras. a 2im de *ue o teu esp-rito se su6meta) "a %uAhanovAa a alimenta+ão é sa6orosa e delicada. Alexandre #) Ele não se deixou enlou*uecer nem desmorali>ar e para isso es2or+ava1se . para os *ue estão su6metidos ao per-odo de instru+ão) . em 1944) R") dos ()S Fais exactamenteJ 1. hora do come+o dos interrogat:rios.C9 m) ?omo se sa6e issoY E o triun2o do c3lculo de um engenheiro de esp-rito 2orte. e eles riam1se) #urante semanas ou meses estiveste completamente s: entre inimigos e /3 te despedias do racioc-nio e da vidaW /3 ca-as so6re o radiador do a*uecimento. sendo apenas a6erto de manhã pelo guarda durante de> minutos) & pe*ueno vidro do postigo é de armadura) "unca h3 passeio) %: se pode ir . se não tens 2or+as para te manteres de pé. ou /3 não pertence ao n<mero dosbvivos)S A %uAhanovAa é o antigo mosteiro de %anta ?atarina. .ara l3 te condu>em as carrinhas. da*uelas de preparar 2arelos para porcos) Fas a re2ei+ão de um s: ar*uitecto 1 6atatas e cro*uetes 1 é repartida por do>e presos) #evido a isso.s seis da manhã.USJ ?ela Rou casaS de prisão preventiva) "ão onde se cumpre a condena+ão.5. apoiando1te nos /oelhos. não s: 2icas a morrer constantemente de 2ome. pois não h3 outra posi+ão) "esse cala6ou+o guardam1 te mais de um dia. retrete . do tamanho de um colchão de crian+a) #e dia as cadeiras estão livres. mas onde se instrui o processo) 4 Alexandre #ol/ineJ A$DU'. 2a>iam1te ir de e12ortovo para *ual*uer lend3ria e dia6:lica %uAhanovAa) A %uAhanovAa é a mais terr-vel cadeia do Finistério da %eguran+a do Estado) E com ela *ue se amea+am os nossos irmãos.@ (u esperavas esta cela. mas tam6ém gravemente doente) As celas 2oram constru-das para dois presos. o seu nome é pronunciado pelos comiss3rios com um sila6ar maligno) RE *uem por l3 passou /3 não pode ser interrogado depoisJ ou responde com um del-rio incoerente. de repente. como em nenhum outro lugar do Finistério de %eguran+a do Estado. num cala6ou+o vertical. mas não permitem *ue o preso se sente nelas) %o6re *uatro tu6os verticais estende1se ainda uma espécie de t36ua de engomarJ a mesa) & postigo est3 sempre 2echado. em duas horas e poucos são a*ueles *ue sa6em *ue essa cadeia se encontra a uns *uatro *uil:metros de BorAi1 eninsAie@ e da antiga propriedade de Uinaida VolAonsAaia) As imedia+9es são maravilhosas) Ao ser ali rece6ido.U R#. *ue não 2oi *ue6rantado pela cadeia de %uAhanovAa. x 4. como em toda a parte. sonhavas com ela *uase como com a li6erta+ão. voltaste a sentir1te vivo e te levaram para /unto dos teus amigos) E reco6raste o racioc-nio) Eis o *ue é a primeira celaX 1 =.E AB& #E BU AB 1. tão estreito *ue. mas tratava1se de um 6uraco para lan+ar1te numa toca.morreu enine. não te resta senão deixar1te desli>ar. e outro. constitu-do por dois pavilh9esJ um para os *ue cumprem a pena. o preso é en2iado. de maneira *ue partiste a ca6e+a contra o cano da 3gua4. para o aturdirem. e s: te picavam com uma ponta de 2erro o cére6ro e o cora+ãoW tu gritavas. com sessenta e oito celas. em 2orma de cepos) %o6re cada cepo. *uando o est_mago @ A trinta e cinco *uil:metros de Foscovo) A. *uando. uma tarim6a e uma pe*uena esteira de palha. tu gemias. pois de dia não se reali>amS.

inventou um processo de medir a cela) "o 2undo da tigela prisional leu a 2rac+ão de 1CP44 e compreendeu *ue 71C8 signi2icava o diLmetro do 2undo e 7448 o diLmetro do 6ordo) #epois tirou um 2io da toalha e com ele 2e> um metro. enrolei as meias. América) #epois de um ano passado na cela solit3ria de e2ortovo. /3 cego pela o2uscante lu> eléctrica. apresenta1se1te agora como deliciosaJ não est3s s: no mundoX Existem ainda criaturas com esp-ritoJ . en2urecido. . eles eram mantidos pelo Finistério da %eguran+a do Estado /untamente com os presos pol-ticos) A$DU'. h3 dois guardas. depois da hora de sil0ncio. *uando com ela *ueriam su6stituir a tua personalidade R7":s somos todos como um s: homemX))) ":s estamos pro2undamente indignadosX))) ":s exigimosX))) ":s /uramosX). depois através de toda a Eu1 1. durante o cerco de eninegrado.E%%&A%X #epois de *uatro dias de duelo com o comiss3rio instrutor. 2ronteira.ela primeira ve> não vais encontrar inimigos) . agarrei o colchão da enxovia) & guarda. recordando1se de *uantos *uil:metros eram. com a ca6e+a so6re a almo2ada. apoiando um /oelho na cadeira. de maneira a *ue o guarda tivesse a impressão *ue tinha os olhos a6ertos) E s: por isso não enlou*ueceu) R$iumin manteve1o um m0s sem dormir)S %e estiveste na ?asa Brande. sem assinar uma s: 2olha) . se resististe a todas as tenta+9es da solidão.)8S. pus o 6oné de 'nverno e.por 2a>er c3lculos) Em e2ortovo contava os passos e convertia1os em *uil:metros. de Foscovo até . vesti o capote. mas antes de ele di>erJ 7 evante1seX Ao interrogat:rioX8. então tu mereceste a tua primeira celaX E agora vais nela reviver com toda a alma) %e 2oste a6aixo depressa. mas sim morrer vitorioso na cave. segundo o mapa. *ue seguem um caminho igual ao teu e aos *uais te podes unir pela radiosa palavra "H%) %im. em6ora 2osse melhor para ti não viver até esse instante 2eli>. nem uns minutos rou6ados para a tua vida privadaW est3s sempre a ser o6servado. despre>aste.E AB& #E BU AB 1. em li6erdade. e tendo esperado *ue eu. sempre so6 o controle da autoridade) Fas se travaste toda essa luta singular contra a loucura. *ueria estar deitado por tr0s centésimos de segundo *ue 2osse. terceira) E esse o o6/ectivo da silenciosa %uAhanovAaJ não deixar1te um minuto de sono. me deitasse na enxovia.4 A$DU'. além de comer carne humana. esta palavra *ue tu. tam6ém est3s maduro agora para a tua primeira cela.5 ?on2uso.ela primeira ve> vais ver seres vivos5. o guarda come+ou a a6rir a porta) Eu ouvia tudo. pensando *ue poucos seriam os *ue 2alariam mais tarde desta cadeia Ro nosso relato é todo deleS. *uando o levaram para a %uAhanovAa) A*ui. se cedeste em tudo e tra-ste toda a gente.ara sete celas. tinha descido ao 2undo do AtlLntico. talve>. o guarda desviou1se da 2rase ha6itual e disseJ 7 evante1seX #o6re a camaX8 ropa e 2inalmente cru>ando o AtlLntico) & seu est-mulo era o seguinteJ regressar mentalmente a casa. calcei as 6otas.E AB& #E BU AB est3 va>io e não é precisa ainda) #e noite nunca é permitido) . sonhando *ue dormia) "o entanto. pois esse era o momento mais precioso. andando na ponta dos pés e 2a>endo1me constantemente sinais para . *ue lhe permitiu medir tudo) 'nventou a seguir como dormir de pé. tinham 2eito comércio com 2-gado de autopsiados) "ão se sa6e por*u0. tam6ém podia tratar1se de antrop:2agosJ pessoas *ue. por isso eles te o6servam tão 2re*uentemente pelo postigoJ o tempo *ue necessita um guarda para passar em 2rente de duas portas e chegar . com uma 6ra+ada.

ele tinha1me 2eito uma pergunta. em geral. /3 me perguntava novidades militares e pol-ticas) Era impressionanteX Em6ora estivéssemos nos <ltimos dias de Gevereiro. com o 2undamento l:gico de terem os presos em *ual*uer momento R*uando a acendiam de noite.) U).ass3mos /unto da secret3ria do che2e de sector do isolamento. em #e>em6ro) %egundo as ordens dadas.r<ssia &riental. eu vinha e2ectivamente da li6erdade`) Um velho sem 6ar6a. e por isso a medida 2oi de2initivamente aprovada) 4. nas suas camas de metal. levou11me por um corredor silencioso como um t<mulo até ao *uarto andar da u6ianAa) . em meados de Janeiro. mas para sa6er se eu tinha ta6aco) . uma veri2ica+ão . para a revista.E AB& #E BU AB aliados. *ue eu /3 tinha es*uecido ao ca6o de uma semanaX 1 Vens da li6erdadeY 1 perguntaram1me) RE essa a primeira pergunta ha6itualmente 2eita a um novato)S 1 "ão 1 respondi eu) RE essa a resposta ha6itualmente dada pelo novato)S #eviam pensar *ue eu sou um preso recente. o guarda de plantão trouxe a minha cama e 2oi preciso coloc31la sem 2a>er 6arulho) Gui a/udado por um rapa> da minha idade. com as mãos por cima da manta). inventavam1se diversas medidas opressivas. instru+ão /usta) Em seguida. em come+os dos anos 4C. esses tr0s rostos com a 6ar6a por 2a>er. como se essas vit:rias e con*uistas 2ossem o6ra das minhas mãos) Fas.. e portanto *ue venho da li6erdade) Fas eu. muito vivas. como 2a>em os seres humanos normais) Fas come+aram a deixar a lu> acesa. com as so6rancelhas negras. *ue 2i*uei de pé. es*uivando1se assim . eles nada sa6iam da con2er0ncia de 'alta. nmental permitiu concluir *ue no 'nverno as pessoas sempre *uerem esconder as mãos aixo da roupa para se a*uecerem. pareceram1me tão humanos. p3lidos e enrugados. a6ra+ando o colchão e sorrindo de 2elicidade) E eles tam6ém sorriram) E *ue expressão era a*uela. tam6ém militarJ o seu casaco e o seu 6oné de aviador estavam pendurados na coluna da cama) Ainda antes do velhote. A$DU'. nisto.eu não 2a>er 6arulho. os presos nada deviam sa6er do mundo exterior 1 e eles. era ainda pior tam6ém 2oi ordenado *ue os presos mantivessem as mãos por cima da manta para *ue se pudessem en2orcar.or muito a6erta *ue eu tivesse a alma para os meus novos amigos. nada sa6iamX Eu estava disposto a passar metade da noite a contar1lhes tudo isso. não so6re a guerra. *ue se acrescentavam . tão *ueridos. em 2rente dos n<meros relu>entes das celas e dos *ue6ra1lu>es de cor esverdeada) Ele a6riu1me a cela n<mero sessenta e sete) Entrei e 2echou1a imediatamente atr3s de mim) Em6ora tivessem decorrido apenas uns *uin>e minutos depois da hora do sil0ncio. ap:s noventa e seis horas de investiga+ão. não conheceram estas medidas) A lu> apagava1se então pela noite. nem do cerco da . Ao ouvirem o ru-do da porta a6rindo1se. nas pris9es internas da B) . não considerava de modo nenhum *ue vinha 7da li6erdade8) "ão era /3 porventura um preso experienteY))) ?ontudo. nem se*uer da retirada deplor3vel dos . os presos t0m um tempo tão incerto e 2r3gil de sono *ue os ha6itantes da cela sessenta e sete /3 dormiam. com orgulho. da ") =) V) #) e do Finistério da %eguran+a do Estado.s /3 existentes nas antigas cadeias) &s *ue estiveram detidos nesta mesma prisão. da nossa o2ensiva so6re Vars:via. de 2acto. Bradualmente. nem. no per-odo da instru+ão do processo. *uando cheguei. e por poucas palavras *ue tivesse pro2erido nuns . os tr0s estremeceram e instantaneamente levantaram a ca6e+a) Eles tam6ém esperavam *ue chamassem algum para o interrogat:rio) E essas tr0s ca6e+as levantadas e assustadas.

de meia11idade. e ainda mais seis de escritor clandestino 1 *ue não 2oram os menos perigosos 1 e em todos estes de>assete anos a6ri1me sem re2lectir a de>enas e de>enas de pessoas. dentro de mim.5 Rnaturalmente 6aixinho e deitado. despre>amos esta maravilha e não a deixamos desenvolver1se)S ?oloc3mos a cama no s-tio e. deitei1me nas mesmas tarim6as. rapidamente. ou então 2echava1me hermeticamente) (udo 6atia sempre tãol certo *ue todas as preocupa+9es dos agentes da %eguran+a com as e*uipas de 6u2os passaram a parecer1me coisa de pigmeusJ pois a*uele *ue est3 disposto a ser traidor revela1o sempre claramente no rosto e na vo>W pode haver *uem o dissimule ha6ilmente. enrolaram uma toalha . não tinha tempo de re2lectir nem de chegar . e intelectual como somos. mas o terceiro ha6itante da cela. homens de um século demasiado técnico.assaram os anos. talve> para n:s não 2osse nada alegre) Eles voltaram1se.*uantos minutos. *ue 2a>ia com *ue a*uilo. nem sa6ia *ue em cada cela devia haver uma) #um modo geral. e adormeceram) Eu deitei1me. tra6alhei nas mesmas 6rigadas com muitas centenas de pessoas e sempre este detector misterioso. hora a *ue o comiss3rio vai dormir e a*ui era proi6ido) Uma noite de sono tran*uilo era mais importante do *ue a sorte de todos os planetasX E havia ainda algo de estranho. tr0s de desterro. eu poderia come+ar o meu relato A$DU'. o detector a/udava1me a di2erenciar a*ueles a *uem. disse com a*uela rude>a *ue caracteri>ava os do "orteJ 1 Amanhã) A noite é para o sono) E era o mais ra>o3vel) Dual*uer de n:s. e 2echara1me para sempre a esse homem) "ão teria 2eito men+ão deste caso se ele 2osse <nico) Aconteceu. então.s seis da manhã. *ue tão entusiasmado come+ara a contar. com assom6ro.E AB& #E BU AB 1. ou s: por uma 2enda. sem *ue. /3 de ca6elos grisalhos mirando1me com um olhar nada satis2eito. em *ual*uer momento. so6 o aspecto de um rosto humano. o 2uncionamento deste detector. pelas *uais podem cortar1nos a ca6e+a) Assim. como 2a>em os ladr9es. Bueorgui =ramarenAo. mas *ue intu-ra desde as primeiras 2rases do meu relato. o detector. sem ter dado um s: passo em 2alsoX "unca li em parte alguma nada so6re isto e deixo1o a*ui . porém. conclusão de *ue essa pessoa. passei oito anos de prisão. e logo me 2echei perante ele para sempre) REu não conhecia ainda a palavra 7galinha1choca8. como uma *ualidade natural e permanente) . mas a 2alsidade nota1se) E. considera+ão dos amadores de psicologia) . mas *ue n:s mesmos. de uns olhos. 2uncionava antes de *ue eu me lem6rasse dele. para não ir agora parar de novo ao cala6ou+o depois deste 6em1estarS. trans6ordando de alegria 2estiva por estar entre outros homens) Uma hora antes não podia calcular *ue me levariam para /unto de alguém) . poucos minutos depois de conhec01los. dos primeiros sons de uma vo> T e eu a6ria1me a essa pessoa completamente. co6riram os olhos com len+os *ue os protegiam da lLmpada de du>entos jatts.enso *ue estes dispositivos morais existem ém muitos de n:s. de cento e oitenta graus. marchei nas mesmas 2orma+9es. me 2osse poss-vel 2ormul31lo assim tão depressaJ a sensa+ão de *ue tinha come+ado Rcom a deten+ão de cada um de n:sS uma permuta+ão completa dos p:los ou uma rota+ão de todos os conceitos. não me agradava) Fas /3 tinha 2uncionado em mim o comutador moral.odia aca6ar a vida . cu/a cria+ão não era um mérito meu. entretanto. mão *ue es2riava por cima da manta. algo de estranho pressenti neste companheiro de idade e de 2rente. di2-cil de captar imediatamente. *ue passei a sentir. podia revelara os segredos e as intimidades mais ocultas. excita+ão e in*uietude. esconderam a outra. podia ser condu>ido ao interrogat:rio e mantido l3 até . pelo contr3rio.

s alturas para 2incarem os pés 2irmemente na terra) Antes do desmoronar da sociedade. porta) "ão) Esta prisão pol-tica central era um verdadeiro sanat:rio) E não ca-am 6om6as))) Eu recordava1me do seu silvo crescente e do ru-do da explosão) E como as minas >um6iam docementeX ?omo tudo estremecia. pelo meio1dia. da /anela . cama de molas. sem ver *uem *uer *ue 2osse) %o6re mim ainda pairava. o 1. deitaram1 nas para de6aixo da m3*uina de cei2ar) . cadeia) E os :culos pertencentes aos presos eram considerados como uma arma tão perigosa *ue. antes de n:s. não podiam 2icar em cima da mesa. onde me tinham prendido e onde os nossos se arrastavam agora pela lama e pela neve 2undente. mesmo de noite. tanto me 2a>X Entre os in<meros valores de *ue perdemos a no+ão h3 ainda esteJ o grande mérito da*ueles *ue. pois 6em. livros. 6ons colch9es. roupa limpa) Em toda a guerra não me recordo de ter dormido assim) & soalho era encerado) . um Sogo de xadre> e um monte de livros) REu não sa6ia ainda por*ue é *ue tudo estava no lugar mais vis-vel) Era uma ve> mais o regulamento da u6ianAa) A cada olhadela *ue. um 6ule. ora através de (svetaieva ora de 7Fater Faria85) Eles tinham visto demasiadas coisas para escolher uma s:) Aspiravam demasiado . como anteriormente. havia uma categoria de homens pensantes T e s: pensantes) ?omo 2oram votados ao rid-culoX ?omo 2a>iam par:dias so6re elesX As pessoas de inten+9es e actos rectil-neos pareciam t01los atravessados na garganta) "ão encontravam outro apodo para os re6aixar senão o de podridão) #ado *ue estes homens eram uma 2lor precoce.odiam dar1se *uase *uatro passos de passeio. para não deixar os alemães romper o cerco) Due vão para o dia6oX %e não *uerem *ue eu me 6ata. de minuto a minuto. havia uma cavidade do tamanho de tr0s ti/olos e dela pendia um estore a>ul de papel) &s meus companheiros tiveram tempo de esclarecer1meJ sim. de aroma demasiado su6til. manhã seguinte)S Due vida tão con2ort3velX !adre>. e a administra+ão recolhia1os até . $evolu+ão) %: raramente chega até n:s o seu alento.Q A$DU'. naturalmenteS e eles 2alariam tam6ém 1 *ue interessante seria o dia seguinte. *uando esses *uatro cent-metros c<6icos rangiamX em6rava1me da humidade do lodo dos arredores de Vormdit. lan+ava através do postigo. um dos melhores da minha vidaX RUma consci0ncia clara a2lorara em mim muito antesJ a de *ue a cadeia não era para mim um a6ismo. mas a viagem mais importante da minha vida)S A mais pe*uena coisa na cela suscitava o meu interesseW o sono tinha1se desvanecido e *uando o guarda não olhava pelo postigo eu o6servava simultaneamenteJ ali. arriscando1se a prestar contas e a deixar de ser cidadão da U) $) %) %)W de *ue ninguém se dispunha a *ueimar os livros com a inten+ão de deitar 2ogo . no lugar mais vis-vel. é uma /anelaW na cela h3 uma /anelaX E o estore é uma camu2lagem contra os ata*ues aéreos) "o dia seguinte haveria uma lu> dé6il. 2alaram e escreveram em russo) E estranho *ue eles *uase não se/am descritos na nossa literatura anterior . a instru+ão do processo. apagariam a 2orte lLmpada por uns minutos) & *ue isso signi2icavaX Viver de dia com a lu> do diaX "a cela h3 ainda uma mesa) %o6re ela. no cimo de uma das paredes. mas 2icava /3 muito para tr3sX "o dia seguinte iria 2alar1lhes Rnão so6re o meu caso.com uma 6ala na nuca Ro comiss3rio prometia1me isso constantementeS. e.E AB& #E BU AB guarda devia convencer1se de *ue não havia a6usos com estas li6erdades da administra+ãoJ de *ue com o 6ule não 2uravam as paredesW de *ue ninguém engolia o xadre>.

um impulso. como são raros no con/unto da sociedade) & apelido de GastenAo 2oi extra-do por n:s. não h3 nada escrito nem ditoW e um livro desses. não 2ingiam. como pela hist:ria viva *ue contava das revolu+9es russas) ?om tudo o *ue tinha conservado na mem:ria. unanimemente. com algumas excep+9esS. tinha sido condenado pela primeira ve>. autora de $ecorda+9es so6re IloA) Q ^esito em di>01lo. o *ue deviam eles 2a>erY Fais aindaJ durante toda a década de 4C. prisão da %eguran+a do Estado) 15C A$DU'. cada palavra sua era uma opinião. *ue valha *uarenta vag9es da nossa literatura. com os micro2ones. as atri6u-amos a IériaS) %egundo di>em. ele podia analisar todo o passado e todo o presente) ^omens assim não somente são valiosos numa cela.E AB& #E BU AB Em 19C4. 2oi posto em li6erdade1C) . mas nos anos 5C deste século estes homens parecem emergir de novo . certamente *ue /3 não ser3 mais escrito) Entretanto.s nossas mãos. completamente velhoS dava pelo nome de Anatoli 'litch GastenAo) Era ele *ue enchia a nossa cela da u6ianAa. a partir dos anos 4CW e *ue as morda+as existiam seguramente /3 em 194@ R*uando n:s. caiaram1nas e pintaram11nas mais de uma ve> 1 e as paredes das celas nada nos restitu-ram do passado Rpelo contr3rio. dos pensamentos com *ue partiam para o 2u>ilamento e para %olovAi. desde então. tanto como guardião das tradi+9es dos velhos c3rceres russos. um protesto) %ão esses precisamente os *ue a m3*uina de cei2ar escolhe) %ão esses precisamente *ue a de6ulhadora trituraQ) 5 Faria %Ao6tsova. de resto. se os presos não comunicavam assim. a a6surda tradi+ão dos c3rceres c>aristas de *ue. a*ueles *ue ainda estão vivos contam1nos toda uma série de ninhariasJ *ue antigamente havia tarim6as de madeira e *ue os colch9es estavam cheios de palhaW *ue antes de terem posto as morda+as nas /anelas. mas elas dão *ue re2lectir) A mim era1me muito necess3ria esta estada na cadeia pol-tica mais importante da União. tinha a impressão de *ue não éramos mais do *ue o resto da de6ulha e de *ue para n:s *ual*uer prisão interior regional servia9) Esta era uma honra demasiado grande) Fas com a*ueles *ue vim encontrar não era poss-vel a6orrecer1me) ^avia a *uem escutar e com *uem 2a>er compara+9es) A*uele velho com as so6rancelhas vivas Raos sessenta e tr0s anos de idade não era."a sua vida individual eles eram particularmente vulner3veisJ não se curvavam. de certo modo. super2-cie) E assom6roso) Duase *ue não se podia esperar isto) A$DU'.9 Eles passaram por estas mesmas celas) Fas as suas paredes 2oram arrancando. elas estendem a orelha para escutar1nosS) %o6re os antigos ocupantes destas celas. a maioria dos guardas da*ui eram lituanos Rvindos dos regimentos de atiradores. das conversas *ue a*ui tinham lugar. e agrade+o por até ela me terem tra>idoJ pensava muito so6re IuAharine e *ueria 2a>er uma ideia de tudo isto) "o entanto. e a comida tam6ém era distri6u-da por gordas e altas mulheres lituanas) (rata1se talve> de 6analidades. os vidros haviam /3 sido pintados de gi> até acima. so6re a revolu+ão de 19C5) GastenAo era um social1democrata tão arcaico *ue parecia ter deixado de o ser) io interiorJ mais propriamente. mas. de um livro *ue veio parar . a*ui mesmo na cela.E AB& #E BU AB 1. a comunica+ão intercelas por meio de pancadas nas paredes ainda se 2a>ia livremente nos anos 4CJ respeitava1se. o papelW estucaram1nas. em ra>ão do 7mani2esto8 de 15 de &utu6ro de 19C5. rapa> ainda. não se portavam 6em.

a *ue6rar as vidra+as das /anelas. ainda os retiveram 6ar6aramente todo um diaX)))S11 Ao serem postos em li6erdade. a 2ixar resid0ncia onde lhes impuseramS. independentemente da senten+a e da nature>a da condena+ão) %: não a6rangia os presos comuns) A amnistia esta1liniana de 5 de Julho de 1945 Ré verdade *ue não 2or+adaS procedeu precisamente ao contr3rioJ todos os presos pol-ticos continuaram no c3rcere) 11 #epois da amnistia estaliniana. no Jenissei) ?omparando o seu relato Re mais tarde os de outros so6reviventesS com o 2acto deveras conhecido de *ue os nossos revolucion3rios se evadiam . comunicaram a not-cia aos presos) &s presos pol-ticos come+aram a arre6atar1se de alegria. GastenAo e os seus camaradas lan+aram1se logo na revolu+ão) Em 19C. o *ue signi2icavaJ *uatro anos com grilh9es e *uatro anos de deporta+ão) &s primeiros *uatro cumpriu1os na central de %e6as1topolW onde. nem havia ainda no+ão delas. /3 no dia 15 de &utu6ro. nesse per-odo.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso para se evadir. ou se/a.or meio da explosão de uma 6om6a 2oi a6erta uma 6recha na parede da cadeia. os presos podiam ver livremente o p3tio da prisão.. organi>ada do exterior com a coopera+ão dos partidos revolucion3riosJ social1revolucion3rio. nada mais nada menos do *ue (&#&% os presos pol-ticos. conversando em vo> alta com *uem *uisessem do exterior) E eis *ue. eram permitidos (&#&% os partidos pol-ticos.ois essa cita+ão enigm3tica é 2alsa) Em virtude de tal mani2esto. e duas de>enas de presos Rnão todos os *ue o dese/avam. como se relatar3 adiante. conseguiram 2ugir todos) & pr:prio Anatoli GastenAo não rece6eu ordem do . excep+ão de um. pela 6recha e. h1C Duem. mas sim para distrair os guardas e armar con2usão) Em contrapartida.or 2avor. atrapalhado. se veri2icou uma evasão em massa de presos. mas s: os *ue haviam sido designados pelos respectivos partidos para a 2ugaS munidos de antemão com pistolas. corria de cela em cela. conclusão de *ue da deporta+ão c>arista somente não 2ugiam os pregui+osos.s centenas e centenas da deporta+ão. onde GastenAo esteve detido. de =iev) . não havia *uais*uer 7morda+as8 nas /anelas dos c3rceres. a partir as portas e a exigir do director da prisão a sua li6erdade imediata) ^ouve *uem levasse pontapés nas trom6asY Encerrado num cala6oi+oY Algumas celas 2oram privadas de livros ou de cantinaY #e maneira nenhumaX & director. e das celas da prisão de Iielaia (serAov. os 6ene2iciados 2oram retidos mais dois ou tr0s meses e o6rigados a 2ixarem1se Risto é. de entre n:s.or ela 2oram li6ertados. tão 23cil isso era) GastenAo 2oi dos *ue 72ugiu8. pelas hist:rias da instru+ão prim3ria e pelo ?urso Ireve Rde hist:ria do . li6erdadeW *ue o c>ar tinha ordenadoJ 7 i6erdade para os mortos e prisão para os vivos8Y . sem excep+ão. mas ninguém considerou isso ar6itr3rio) A$DU'. pela *ual podia passar um homem a cavalo. saiu simplesmente do lugar do desterro sem passaporte) #irigiu1se a . GastenAo 2oi condenado a oito anos de tra6alhos 2or+ados. chega1se . os *ue chegavam e os *ue sa-am.artidoS não aprendeu e não decorou *ue este 7mani2esto in2ame e provocador8 2oi uma in/<ria . os *ue estavam em li6erdade. como se compreende. tendo conhecimento da amnistia pelo telégra2o. suplicandoJ 7%enhoresX $ogo1lhes *ue se/am sensatosX Eu não tenho direito de li6ert311 los com 6ase no comunicado telegr32ico) (enho de rece6er instru+9es directas do meu che2e. esteve pouco tempo na deporta+ão.E AB& #E BU AB 151 através dos guardas. . anar*uista e social1democrata) . isso é outra *uestãoS) . lan+aram1se. por sinal.REra interessante o seu relato so6re as condi+9es da*uela amnistia) "a*ueles anos. t0m de passar ainda a*ui a noite)8 E. a maior parte dos *uais para o estrangeiro. 6em como a rua. convocada a #uma e concedida uma amnistia completa e inteiramente ampla R*ue ela tivesse sido 2or+ada. realmente.

esperando partir de 6arco com o aux-lio de um conhecido) "ão conseguiu.ara *ue não nos reun-ssemos e não discut-ssemos)8 Em6ora estas simples palavras.artido.otemAine.aris) Ali conheceu enine e unatcharsAi e. d<vidaX (udoX8)T 7?omo. ela aconteceu 1 e antes mesmo de *ue a esperassem 1. de repente. de *ue6rar as vidra+as. sempre sem passaporte. amavelmente. para si é imperdo3vel es*uecer #escartesJ h3 *ue se su6meter tudo . de *ue "i& %E $E?&$#AVA do seu novo apelidoX Due 2a>erY &s passageiros eram uns *uarenta e o 2uncion3rio /3 tinha come+ado a cham31los) GastenAo 2ingiu *ue estava a dormir) &uvira entregar todos os passaportes e como tinham chamado diversas ve>es por um tal FaAarov. não s: pela com6ina+ão dessas palavras. mas sem ra->es) . não se sa6e por*u0) Então. >angava1me. p3tria. na escola do . ho/e não levas o 6alde da latrinaY8.ouco depois de GastenAo ter regressado . cru>ou tran*uilamente. eu sou um dos <ltimos) &s velhos deportados pol-ticos 2oram todos ani*uilados e a nossa associa+ão 2oi dissolvida logo nos anos @C)8 T 7Fas por*u0Y8 1 7. tudoY8 Iem. ex1marinheiro do . su6metendo1se . e todos regressaram) #epois houve ainda outra revolu+ão) GastenAo /3 não sentia o mesmo impulso *ue dantes por estas revolu+9es) Fas regressou. *ue se convertera num pr:spero 2a>endeiro 154 A$DU'. mas ele pr:prio recordava isso de modo completamente 2rio) R& meu estado de Lnimo continuava a ser esteJ se alguém na cela tratava GastenAo simplesmente pelo patron-mico. sem o nome. sem ter a certe>a de se tratar dele) Ginalmente.ara mim dir1se1ia *ue o mais importante e admir3vel nesse homem era o 2acto de ter conhecido pessoalmente enine. o seu passaporteX8 GastenAo via/ou até . e a tal ponto GastenAo não sentia atr3s de si o h36ito da persegui+ão *ue mani2estou uma despreocupa+ão surpreendenteJ ao atingir a 2ronteira e ao dar o seu passaporte ao 2uncion3rio da pol-cia. excep+ão de uma <nica pessoa na terraXS . por mais de uma ve>J 7Voc0 é matem3tico. aperce6eu1se. sendo pouco prov3vel *ue ela 2osse necess3ria) Fas a*ui. 2oi para o ?anad3. eu irritava1me. na $<ssia. e esteve nos Estados Unidos) & tipo de vida despreocupada *ue reina nesses pa-ses surpreendeu GastenAo e tirou a conclusão de *ue a. giado do ?anad3.or 2avor. o dragão do regime imperial inclinou1se para o clandestino e. de com6oio. desempenhou tare2as administrativas) Ao mesmo tempo. essa tão impacientemente dese/ada revolu+ão.E AB& #E BU AB Fuita coisa era então ainda inacess-vel a GastenAo) .or essa ra>ão havia imensas coisas *ue GastenAo não me podia explicar como dese/aria) Ele di>ia1me claramente em russoJ 7"ão cries -dolosX8 Fas eu não o compreendiaX Ao ver a minha exalta+ão. 2ossem de 6radar aos céus. . parecia1me isso um sacrilégio. nem tudoX A mim parecia1me *ue /3 tinha su6metido a d<vida 6astantes coisas) IastavaX &u então di>iaJ 7Duase não h3 /3 velhos presos pol-ticos. di>endo por exemploJ 7'litch. sua volta. em ong/umeau. via/ando até . UcrLnia. estudou 2ranc0s e. mas por me parecer um sacrilégio chamar 'litch1@ a *uem *uer *ue 2osse. lei *ue impede as aves de migrar14) . ele repetia1me insistentemente. toda a mãe $<ssia. tocou1lhe no om6roJ 7%enhor FaAarovX %enhor FaAarovX .Vladivosto*ue. eu compreendi a1as s: como tratando1se de outra malvade> de %taline) Um 2acto penoso. onde era 6olchevi*ue clandestino e onde tinha sido preso) Ali deram1lhe um passaporte de outra pessoa e dirigiu1se para a 2ronteira austr-aca. tam6ém voltou um amigo seu. ditas em tom tran*uilo. a 2im de a passar) Esta empresa era considerada pouco perigosa.não haveria /amais uma revolu+ão prolet3ria. o6servando a vida . onde tra6alhou como oper3rio. teve vontade de conhecer mundo) Antes da guerra.

cru>ou o oceano como então. assim teria so6revivido até 195@) Fas. claramente. pois superava todos os cl3ssicos russos pelo simples 2acto de ser escritor prolet3rioS. ora depois dos ouvidos. ele tinha perdido as suas energias. datado de 4Q de &utu6ro de 1915J 7)))%e me entristecem os acontecimentos dos <ltimos dias. com o dinheiro e um tractor novinho em 2olhJ voltou .otemAine.or outro lado. tendo em considera+ão a sua antiga actividade clandestina. de continuar vivo) .assara a rece6er uma pe*uena e tran*uila re2orma Rnaturalmente.leAhanov. como tra6alhador assalariado do campo) 7'litch8 era o patron-mico de Vladimir 'litch Ulianov R enineS) #i>er s: 'litch é uma expressão de grande respeito) R") dos ()S A$DU'.leAhanov) ^o/e. li6ertino e . e Um Ano na . mas precisamente por*ue o anseio +om todas as 2or+as da minha alma))) ?onvém recordar a o6serva+ão de Engels de *ue para a classe oper3ria não pode haver maior desgra+a do *ue a tomada do poder pol-tico *uando ainda não est3 preparada para issoW essa tomada do poder o6rig31la13 a retroceder para posi+9es muito anteriores . mas os t-tulos *ue mais se aproximavam dos meus gostos de então não os es*ueciJ ?onsidera+9es 'noportunas. coleira)8 Vendo *ue nada se podia 2a>er. tão po6re como *uando 2ugira de .Est3 inteiramente provado *ue nem tudo o *ue entra nos nossos ouvidos consegue penetrar na consci0ncia) & *ue não vai no sentido do nosso estado de Lnimo perde1se. prenderam um vi>inho do mesmo apartamento. e come+ou no ?anad3. gasto a sua roupa e pouco lhe restava dos d:lares canadianos *ue trocara por ru6los de papel) %uplicou *ue o deixassem sair com a 2am-lia. $<ssia. atravessou a 2ronteira. de novo. não é por*ue eu não dese/e o triun2o da classe oper3ria na $<ssia.3tria. ora nos ouvidos. e mesmo sem isso /3 havia muitas coisas a recordar da vida prisional.artido.E AB& #E BU AB 15@ relatos de GastenAo. em6ora me lem6re per2eitamente de numerosos ) Ele vendeu a sua 2a>enda e o seu gado. devido . o pensamento de GastenAo) Duando ele regressou . terra *uerida. pre2erindo um modesto lugar na Editora .s con*uistadas em Gevereiro e em Far+o deste ano)))814 é como se reconstitu-sse. 6em humano. a sua vida. GastenAo guardava simplesmente o dese/o. en*uanto marinheiro Rnão tinha dinheiro para o 6ilheteS. e dt *ual*uer maneira. /3 não contava demorar1se entre os vivos e achava satis2a+ão na esperan+a de *ue eu viesse um dia a recolher os seus pensamentos) (omar notas era imposs-vel.ravda e depois outro lugar ainda mais modesto. onde tra6alhou completamente na som6ra) Eu surpreendia1meJ por*u0 esse caminho tão evasivoY Ele. o escritor ) %). pois isso despertaria a lem6ran+a de ter sido pessoa chegada a muitos 2u>iladosS e. as suas re2lex9es se imprimiriam vagamente na minha mem:ria) Ele indicou1me diversos livros. mas perde1se) Acontece *ue. *ue me aconselhava muito a ler um dia em li6erdade) Ele mesmo. não como personalidade do . por desgra+a. indo 2inalmente parar ao trust municipal 7Fosgoro2ormlenie8 Rpu6licidade em painéis. da cidade de FoscovoS. era um verdadeiro disparate) . pelo *ue depressa aca6aram com ele) & ex1marinheiro via tudo a*uilo 6em di2erente do *ue havia imaginado vinte anos antes) & tra6alho era dirigido por pessoas *ue não tinham capacidade para o 2a>erW mandavam executar coisas *ue. *uando leio isto num escrito de . e. de BorAi R*ue eu nessa altura tinha em alta estima. respondiaJ 7?ão velho não se acostuma . para um 2a>endeiro >eloso. sua sa<de. para a/udar a construir o alme/ado socialismo) 'nscreveu1se numa da primeiras comunas e o2ereceu o tractor) ?om esse tractor tra6alhava *ual*uer pessoa. incompreensivelmente. de . insistiam em promov01lo e poderia ter ocupado um posto importante 1 mas ele não *uis. sua idade e .

como era permitido. no momento em *ue o sono é mais doce. de 4Q11C115b 154 A$DU'. apenas =ramarenAo. encontros e reuni9es do ano de 19C@) E a sua velha mulher Rnão tinham 2ilhosS todos os de> dias. mas não se podia deixar de ouvir a vo> sussurrante do novatoJ ela era tão 2orte. com o seu velho passado de social1democrata. mas sim importante. com uma mand-6ula de 6uldogue. mas in2alivelmente um general completo) Era 6aixo. *ue se podia pensar *ue na nossa cela tinha dado entrada um drama 2ora do vulgar) & novato perguntava se havia muitos condenados ao 2u>ilamento) #e *ual*uer modo. de costado largo e om6ros salientes) %e o seu ls Era esse um tema pre2erido de %talineJ atri6uir a cada preso do seu partido Re em geral a cada velho revolucion3rioS a acusa+ão de ter estado ao servi+o da pol-cia c>arista) %eria pela sua intoler3vel descon2ian+aY &u))) por um sentimento interiorY))) &u. claro est3. de uns tre>entos gramas Rcomprado no mercado a cem ru6los o *uiloXS. isso não lhe dava um ar 6onacheirão. é certo.istola é sinonimo de terror e GastenAo. *uase mesmo chorosa.*ue se concentravam toda a energia. tendo saltado da cama para conseguir um pouco de ta6aco Re talve> alguma in2orma+ão para o comiss3rioS) Eles come+aram a 2alar 6aixinho e n:s procur3mos não escutar. como se 2osse um atri6uto de superioridade) & seu rosto não terminava. todos nos levant3vamos R2icar na cama era expor1se a ir parar ao cala6ou+oS. ainda. um chorudo comiss3rio compulsava seriamente os ar*uivos provinciais da pol-cia secreta e redigia autos per2eitamente sérios acerca de interrogat:rios onde 2iguravam os nomes de conspiradores. o d:lman de seda e toda a sua 2igura e o seu rosto indigitavam tratar1se. sem pele Rno controle. vimos)um generalX E verdade *ue ele não tinha *ual*uer distintivo. sem som6ra de d<vida. nem se*uer ins-gnias descosidas ou desa6otoadas) Fas o seu casaco magn-2ico.etrogrado Rin /ornal Unidade. sendo a. pela parte superior. alarmada e tensa. senão pela in2erior.leAhanovJ ?arta A6erta aos &per3rios de . dum generalW um general *ual*uer. ao to*ue da alvorada.E AB& #E BU AB nadiana e de ter sido in2ormador da pol-cia c>arista15) Em 1945. um dia em *ue estava com dois grãos na asa e se /actanciara de possuir uma pistola) . ao mesmo tempo. roli+o.permanentemente em6riagado. elas eram picadas com uma sovelaS) & aspecto dessas m-seras encomendas 1 *ue na realidade eram sagradas 1 despeda+ava o cora+ão) E *uanto mereceu um homem por sessenta e tr0s anos de honrade> e de d<vidasX hte ` ` As *uatro camas da nossa cela deixavam entre elas um espa+o para a mesa) Fas alguns dias depois de eu ter chegado meteram l3 um *uinto preso e a cama 2icou atravessada ao meio) " (rouxeram esse novato uma hora antes da alvorada. sem voltar a ca6e+a pedi1lhes *ue 2alassem mais 6aixo) Duando. *ue o acusava de estar ao servi+o da espionagem 2rancesa e ca1 . 2or+a de vontade e autoritarismo *ue lhe tinham permitido atingir essa patente numa idade ainda pouco avan+ada) . era um terrorista aca6ado) E eis *ue agora o comiss3rio punha em realce o seu terrorismo. palavras de ordem. em troca do seu chorudo ordenado. e tr0s dentre n:s não levant3mos se*uer a ca6e+a. por analogiaY))) A$DU'.E AB& #E BU AB 155 rosto era gorducho. mandava a Anatoli 'litch as encomendas *ue estavam dentro das suas possi6ilidadesJ um peda+o de pão negro. um simples 6rigadeiro. uma d<>ia de 6atatas co>idas.

mais 2orte do *ue os outros) ?onservava a 2or+a dos om6ros e das mãos. visto ser inteligente e talve> se tivesse convertido num comerciante) "a era soviética ingressou no =omsomol. mas continuaria a lavrar a terra se não tivesse havido a $evolu+ão) . precisamente *uando levavam. Academia. sem esperar se*uer *ue pudesse haver o6/ec+9es) (inha crescido di2erentemente dos outros e tra6alhado tam6ém de maneira di2erente) & seu pai era lavrador. ainda por construir. no 2im de contas. em6ora h3 muito lhe não 2ossem necess3rias) i6erto do 2ardo vão da ama6ilidade. superando os outros talentos. pintura. olhava 6ruscamente. onde tinha sacudido a poeira dos sapatosJ a sua nova vida decorria /3 a*ui. entre os vencedores e os dirigentes) "ão teve se*uer tempo de ser che2e de e*uipaJ imediatamente puseram so6 as suas ordens de>enas de engenheiros. *uando a guerra civil era travada não com carros e*uipados de metralhadoras.s *uest9es sociais e . o *ue é mais surpreendente. e mesmo da técnica . uma grinalda enrolada para as alturas) "esses anos extenuantes de 1949 até 19@@. era talentoso. 2a>er deles engenheiros conscientes. com a perda de cu/os talentos IielinsAi e (olstoi tanto se a2ligiam) %em ser nenhum omonossov nem ter por si mesmo chegado . estavam vagos) E o destino da sua 2orma+ão era ocup31los) A vida de U) tornou1se uma sucessão de 0xitos. A$DU'. onde havia pão. o arrancou da ignorLncia e da rude>a da aldeia e o levou.or certo *ue aca6aria de enri*uecer. mas se ocupassem de toda a produ+ão. através da 2aculdade oper3ria até . m<sica. U) ignorava *ue os ha6itantes das cidades rece6iam o pão racionado pois tinha uma 6olsa de estudante de novecentos ru6los Rum oper3rio não *uali2icado rece6ia então sessentaS) & seu cora+ão não so2ria pela aldeia. nesses anos. a*uela 2acilidade e largue>a de ideias *ue lhes permitiam passar desem6ara+adamente de uma es2era a outra da engenharia. 2alava de maneira terminante. evitando as express9es vulgaresJ uns dedicavam1se um pouco . mas com cães1pol-ciasW *uando 6andos de homens 2amintos se arrastavam para as esta+9es 2errovi3rias. ainda mais /ovem do *ue aparentava. leais cem por cento. se tornassem verdadeiros 6usinessmen) Era no 15. como gado. nem se*uer coronel. os outros engenheiros para BU AB) &s soviéticos tinham necessidade de. onde entrou em 1949. *ue não s: 2i>essem o seu tra6alho. ou *ual*uer espécie de militar. a*uele humor livre e ino2ensivo. e 2oi a sua actividade de militante *ue. outros . gostos re2inados e 2acilidade de palavra. na esperan+a de ir para a cidade. milhares de oper3riosJ era o engenheiro1che2e das grandes constru+9es dos arra6aldes de Foscovo) #esde o come+o da guerra *ue ele . veri2icou1se ser )V)U). mas como não lhes davam 6ilhetes e eles não sa6iam como partir iam morrer numa massa resignada de 6otas e samarras /unto dos taipais das esta+9es 1. nenhum general. pois ia 2a>er trinta e seis anos R7se não me 2u>ilarem8S e. arte) Além disso. lavrando a terra no sentido mais literal e real do termo) i:nia U) era um desses desgrenhados e ignorantes /ovens camponeses. e todos tinham *ual*uer marca de esp-rito impressa no rosto) "os come+os dos anos @C perdi o contacto com este meio) #epois eclodiu a guerra) E eis *ue surgia ante mim um engenheiro) #a*ueles *ue vieram su6stituir os *ue tinham sido exterminados) Uma vantagem não se lhe podia negarJ era muito mais entroncado. Academia 'ndustrial.E AB& #E BU AB momento em *ue os céle6res postos de comando da ind<stria soviética. não era.Duando se 2i>eram as apresenta+9es. isto é. como um 2oguetão. urgentemente. possu-am uma 2orma+ão esmerada. mas sim um engenheiroX EngenheiroYX Gui educado precisamente no meio de engenheiros e recordo1me 6em dos dos anos 4CJ tinham a*uela mentalidade a6erta e irradiante.

o campo. ele tinha uma energia viril. mandou 2a>er umas 6otas de pele de 6e>erro e um d:lman de general. impedindo1o por desgra+a de ter atingido as tre>entas) ?omo era no tempo da guerra. dissimularX (inha1se es*uecido de *ue *uanto maiores são os 0xitos. não con1 A$DU'. durante longo tempo.2icou. as mulheres estavam s:s e.s mulheres. mas os nossos ouvidos não estavam a6ertos para isso) Em6ora nenhum perigo o amea+asse. com os seus meios. não se desmoronar . arran/ar. espremendo1as e pondo1as de parte) Due acostumado ele estava . nos <ltimos anos de li6erdade. a2irmava1nos *ue a deten+ão o tinha interrompido lamentavelmente *uando /3 per2a>ia du>entas e noventa e tal. na sua carreira de /avali selvagemX REm horas de grande agita+ão. a*uecer1se e divertir1se) Um dinheirão louco. *ue se desenrascassem para executar as normasJ *uantas horas tra6alhavam e como se alimentavam. a*uelas a *uem tirava o ca6a+oW essa estat-stica era o seu desporto) "a cela. apesar de tudo isso. desarvorava pela cela exactamente como um potente /avali. 2oram1se 2iltrando pe*uenas den<ncias e testemunhos de agentes Rhavia *ue levar as mulheres ao restaurante. capa> de derru6ar um ro6le *ue se lhe atravessasse nas suas correrias)S Due acostumado ele estava a *ue entre os dirigentes todos 2ossem do seu tipo. nesses pormenores ele não entrava) &s anos de guerra. se roem. o *ue corria pelas suas mãosJ a sua carteira a6arrotava como um 6arrilW as notas de de> ru6los. engenhosa e experiente garra) Adaptou1se r3pida e sa6iamente ao novo ritmo de guerra da economia nacionalJ tudo para a vit:riaW arranca para diante *ue tudo passar3 por conta da guerraX %: 2e> uma concessão a estaJ renunciou aos 2atos e . maior é a inve/a) ?omo aca6ava de sa6er pela instru+ão do processo. esse mesmo com *ue chegou ali. naturalmente. maneira dos mariscos *ue se tiram de um prato. não economi>ava.s gravatas e. além do poder do dinheiro. mas não se lem6rou de *ue ainda existia o artigo 5Q) E. para Alma1Ata. não se apressara a partir de Foscovo. o *ue não era di2-cil de acreditar) Ele dispunha1se. então. não o 2a>ia re2lectir. $asputine. ele demorara1se l3. vestido de ca*ui. estas olhavam1no 2re*uentemente de outro ponto de vistaJ dirigiam1se a ele para aiimentar1se. em 1941. mas parece *ue por causa de uma mulherS) U) pugnava para *ue as suas opera+9es econ:micas decorressem com limpe>a. no seu dossier 2igurava /3 uma anedota de 19@. mas tam6ém uma r3pida. a relatar tudo. não lhes prestava aten+ão) "a*uela :r6ita 6rilhante em *ue se movia s: eram importantes as ci2ras do cumprimento do plano) A U) 6astava1lhe indicar o local de tra6alho. não suscitava irrita+ão nos inv3lidos nem os olhares reprovadores das mulheres) Fas. so6retudo. *uanto . esperando os alemães Re2ectivamente. dirigindo maiores constru+9es ainda so6re o rio 'li. e *uem é *ue l3 não te v0YS)Uma destas den<ncias era a de *ue. 2oram os melhores da vida de U)X (al é a propriedade inevit3vel e geral da guerraJ *uanto mais amargura ela concentra num p:lo. no 2undo da retaguarda. isento do servi+o militar. se chupam e se deitam 2ora para apanhar outrosS. era convulsivamente *ue ele Rum pouco . gostosamente. com a di2eren+a de *ue agora s: ali tra6alhavam presos) & aspecto desses insigni2icantes hom<nculos incomodava1o muito pouco.E AB& #E BU AB 155 tava) %: contava as mulheres *ue passavam pelas suas mãos e. ductilidade da matéria. /unto de n:s) Era a moda. epis:dio atr3s de epis:dio.. evacuando1se com toda a direc+ão central. . ao contramestre. assim andava como toda a gente. tudo se podendo sempre conciliar. contada despreocupadamente num grupo de amigos em6riagados) #epois. esse 6loco teria1podido. agarrava todas essas mulheres. tanto mais alegrias li6erta no outro) U) tinha não apenas uma mand-6ula de 6uldogue. gastava1as como se 2ossem Ao1pecs e as de mil como ru6los) U) não era avaro. e eles.

não seria ele um cem1por1centoY Fas. não tivesse recusado. estremeceu e come+ou a rolar) RUm exemplo mais. encontradas nas algi6eirasW ora por umas calcinhas metidas . não seria ele um desses prolet3rios conscientes.a>. na minha mocidade 2i*uei desamparado))) E nunca podia prosseguirX ?hegado a*ui. diante da mesa. e levou as mãos . inclinava1se so6re os seus man/ares expostos R*ue contrastavam pelo seu aroma e pelas suas cores. h3 muito por ele não amada. comoY8. *ue prova *ue as causas /udicials come+am pelos interesses ego-stas dos 7a>uis8)))S & hori>onte intelectual de U) era deste géneroJ considerava *ue existia uma l-ngua americanaW na cela. ideia de *ue não o esperavam mais do *ue uns #EU A"&% de prisão. durante esses anos no campo. com as 6atatas pisadas do velho revolucion3rio clandestinoS. mas ninguém se desmorali>ou tanto. nem encarou a pr:pria deten+ão tão tragicamente como ele) Junto de n:s. mas todos os dias ia acreditando nos alemães e aguardava1os inevitavelmenteX "ão por*ue gostasse deles. caviar vermelho. e Aleixo (olstoi. ele come+ava a cantarolar em vo> 6aixaJ Es*uecidoW a6andonado. convertia1a assim em piedade por si mesmo) E tam6ém pela mulher) Esta. no entanto.altchinsAi e Von FeAAeY . material de constru+ão para uma casa de campo) A*ui o seu caso despertou do sono. nãoX ?erta ve>. est3vamos de humor triste. nem se*uer uma p3gina inteira.so6re ele.ois éX Ele era um dos 7organi>adores da vit:ria8. por presun+ão. com os olhos perdidos e enevoados. em compensa+ão. anos inteiros de l3grimasJ ora pelas missivas das amantes. discutindo acerca da marcha da guerra. pressa no so6retudo.E AB& #E BU AB Fas. durante dois meses. desde o primeiro dia. mas simplesmente por*ue conhecia 6em a nossa economia Rnaturalmente eu não a conhecia. educados para su6stituir . a6undantes pacotes de pão 6ranco. e es*uecidas) E *uando a piedade *ue sentia por si mesmo lhe 2a>ia cair a coura+a da energia maldosa. compreendia1se per2eitamente *ue em li6erdade lia ainda menos) A 1 uschAhine conhecia1o apenas como her:i de anedotas esca6rosas e /ulgava *ue (olstoi devia ser deputado do %oviete %upremo1. e de *ue. e se leu um par3gra2o ou outro 2oi unicamente para se distrair dos tristes pensamentos no processo) . autor de Buerra e . mas *ue não o podia a/udar a derru6ar as paredes.elas suas conversas. %acha. levava1lhe agora. ca6e+a. nem um instante se*uer duvidara da nossa vit:ria so6re os alemães) Ele olhou1me 6ruscamente e não acreditouJ 7Fas. 7Ai.) . em compensa+ão. não leu um s: livro. manteiga. como não as conhecera no passado) Fas isso não o consolava no m-nimo *ue 2osse) Estava demasiado aca6ado pelo 2racasso de uma vida tão excelenteJ pois h3 s: uma vida na terra e por nada mais ele se tinha interessado ao longo dos seus trinta e seis anos de exist0nciaX Fais de uma ve>. escritor soviético. a um certo procurador. Alusão a uma con2usão 2eita por U) entre eão (olstoi. eu disse *ue. carne de vitela e estur/ão) Ele dava1nos a cada um de n:s uma sandu-che e um cigarro. pois eu estava convencido de *ue os alemães venceriamX E 2oi isso o *ue me perdeuX8 .E AB& #E BU AB . cada de> dias Risso não era permitido com mais 2re*u0nciaS. na cela.or muito estranho *ue pare+a. como deputado) R") dos ()S 15Q A$DU'. dentro do autom:vel. ele recordava as l3grimas da esposa. se. %acha. sentado na sua cama. e novamente as l3grimas lhe ca-am em 2io) Em vo> alta. perante n:s surgia um homem perdido e visivelmente 6om) Eu surpreen1 A$DU'. mas tinha 2éS) (odos n:s. seria naturalmente um capata> e não conheceria as agruras. ele ha6ituou1se . *ue ele s: conhecia. com o rosto gorducho apoiado nas suas curtas e grossas mãos. explodia em pranto) (oda a grande 2or+a *ue dele 6rotava.

os guardas da u6ianAaS e como uma r3pida e silenciosa som6ra. não se chama ninguémJ os comiss3rios ainda dormem docemente.s seis) horas.ela verdade est3s tu presoX &u então ensinava1me a entoar a sua can+ão. uma can+ão de deportadosJ %e é preciso a vida dar "o 2undo das pris9es ou das minas. pela primeira ve> na vida. *uando vem a noite suspira1se por não ter chegado o tempo. esta com6ina+ão é até uma caracter-stica nacional)8 Fas GastenAo. 2a>emos as camas. apoiando1te nas paredes ou pondo os cotovelos na mesa. onde os guardas 2alam e distri6uem a comida. com alguns ca6elos grisalhos. aprende1se a v01los com uma lente de aumentar) As horas mais tristes do dia são as duas primeirasJ desde *ue ouvimos o) ru-do da chave na 2echadura Rna u6ianAa não h3 7man/edoura815. ou então tiram1te o livro. cela. ninguém l3 entra. pois se encontra a2ixado em cada cela) Além disso. de>asseis minutos de espera por um tr:lei me parecem mais a6orrecidos) Em6ora não ha/a 2actos dignos de aten+ão. e sentamo1nos nelas sem esperan+as. por exemplo. e . li6erdade) A6ra+ando1me pelos om6ros. isso o *ue éX . se precisas de :culos. nosso companheiro de cela. nem se*uer no santo regulamento. explicava1meJ 7A crueldade 2a> aumentar o6rigatoriamente o sentimentalismo) E a lei da compensa+ão) "os alemães. como um esp-rito desli>ando das paredes. (udo ir3 2ruti2icar "as gera+9es *ue hLo1de virX (enho 2é nissoX E oxal3 *ue estas p3ginas a/udem a concreti>ar essa 2éX &s dias de de>asseis horas na nossa cela eram po6res de acontecimentos exteriores. por exemplo.E AB& #E BU AB na porta ou ainda piorJ a porta *ue normalmente se 2echa com um cadeado 6arulhento é a6erta sem ru-do Restão 6em treinados nisso. inutilmente e ainda privados de lu> eléctrica) Este 2or+ado despertar matinal . pois os :culos *ue te tiraram de noite são ainda perigosos para ti. mas tão cheios de interesse *ue a mim. era o homem mais animoso da cela. ostensivamente a6erto em cima dos /oelhos. este castigo geral. darão uma pancada de advert0ncia com a chave Brande postigo a6erto na porta da cela. durante esse per-odo) "essas duas horas ninguém vem tra>er nada . é particularmente a6surdo para a*ueles *ue passaram a noite no interrogat:rio e s: h3 pouco puderam dormir) Fas não tentes 2a>er 6atotaX %e procuras cochichar um pouco. podendo mesmo toda a cela 2icar privada do passeio) ?ruel in/usti+a. como se estivesses de6ru+ado para o xadre> ou inclinado so6re um livro. tendo voado mais um dia) &s acontecimentos são m-nimos. os che2es da prisão estão ainda a voltar a si. a6rindo1se de modo a 2ormar uma mesa. ou convidam os presos a assinar os diversos documentos prisionais) 1QC A$DU'. o terceiro1 sargento d3 tr0s passos na cela e se te encontra adormecido podes ir parar ao cala6ou+o. nem 2a> perguntas so6re nada. em6ora pela sua idade ele 2osse o <nico)*ue /3 não podia contar so6reviver nem regressar .159 dia1me de *ue ele pudesse chorar assim) & estoniano Arnold %u>i. não poder3s p_r a vista nos livros. di>ia1meJ 7$esistir pela verdade. mas est3 inscrito em letras impressas no regulamento da prisão e não tens mais *ue l01lo. e para a ordem de 7p_r1se a pé8 é tam6ém preciso a6rir a portaS saltamos para o chão sem demora. *uando o cére6ro ainda est3 em6otado pelo sono e o mundo parece todo ele desagrad3vel e a vida va>ia de perspectivas. não havendo na cela um sorvo de ar respir3vel. e s: . mas. para ler nessas duas horas *ue te tiram o Lnimo. pelo contr3rio.

mas t3 ninguém te deixar3 ir a esse excelente s-tio. ordin3rias. de pensar e até de ingerir a 2raca comida) ]s ve>es. isoladamente. 2rente o respons3vel *ue leva contra o peito o 6alde de oito litros com tampa) 3. ler dos dois lados.s seis horas da tarde Rnalgumas pris9es. outrora uma enciclopédia de vanguarda. . ainda não se est3. até ao dia seguinte pela manhãS) Agora tu tens de preocupar1te com a aproxima+ão do interrogat:rio diurno e com os outros acontecimentos do dia. espontaneidade)S E depressa todos 2ormam em 2ila indiana. mas não. seguindo . e é assim mais c:modo levar os presos . mes*uinhe> da alimenta+ão. de modo algum. 1Q "o meu tempo.E AB& #E BU AB 1Q1 *ue durar3 todo o dia. uma armadilha ao seu esp-rito) #evido ao estado de imo6ilidade prisional e . sendo depois reconhecido no topo como <til e aprovado) &s turnos mudam . discute1se nas celas *ual a origem do regulamento da u6ian1Aa ou de *ual*uer outra prisãoJ se se trata de uma crueldade calculada ou se tudo resultou simplesmente assim) Eu penso *ue resultou simplesmente assim) A alvorada 2oi naturalmente um c3lculo malévolo.s oito da manhã. assimilar o conte<do. os presos t0m tanta li6erdade e autonomia *ue são eles pr:prios *ue decidem esta *uestão) Fas na prisão pol-tica central tal assunto não pode ser deixado . latrina. aproveitar o estilo T mesmo com palavras cortadas isso é poss-velX 1 e permut31los com os camaradas) Em alguns lugares dão recortes da Branat. *ue parece tão natural. e depois torturar1te todo o dia. na $<ssia. ou então. ao levantar1se. latrina converte1se num acto de conhecimento) Fas não é caso para rir) (rata1se de uma grosseira necessidade. /3 na prisão se estendeu uma armadilha ao preso. mas muito do restante aconteceu mecanicamente Rcomo numerosas crueldades da nossa vida em geralS. apertar1te. em condi+9es de a/ustar contas com a nature>a) E eis *ue te mandam sair rapidamente e te 2echam até . depois do impotente momento de torpor. encerram1nos de novo. tal palavra /3 estava muito di2undida) #i>iam *ue ela procedia dos guardas ucranianosJ 7%t:i t3 nié vertuAhaisX8) Fas h3 *ue recordar tam6ém a palavra inglesa *ue signi2ica carcereiro rtitrnAeNJ 7Volta a chave8S) (alve>. *ual não é permitido aludir na literatura Rem6ora /3 se tenha dito com imortal leviandadeJ 7Iendito a*uele *ue pela manhã)))8S) "este come+o de dia. de ler. no o6/ectivo. vertuAei se/a 7a*uele *ue d3 a volta . tal como encher1te com o rancho. e o *ue é mais ultra/ante. privar1te da li6erdade de conversar. é horr-vel di>01lo. a cu/a 2acilidade de acesso os lomens livres não sa6em dar o valor devido) Essa extenuante e vulgar necessidade pode assaltar1te todos os dias. a 3gua e a sopa aguada. implicaria preocupa+9es e precau+9es excessivas da parte dos guardas e eles não são pagos para isso) & mesmo se passa com os :culosJ para *u0 preocupar1te com isso desde a alvoradaY Antes de terminar o turno da noite devolvem1 nos) . durante o dia.s oito da noite e . visita da manhã . liter3rios))) A visita .os guardas VertuAei se mant0m acordados e se inclinam a cada minuto so6re a a6ertura do postigo1Q) Fas decorre uma opera+ão nessas duas horasJ ir . não sem antes nos entregarem tantas 2olhinhas de papel do tamanho de dois 6ilhetes de com6oio *uantos são os presos) "a u6ianAa estas 2olhinhas não são interessantesJ elas são 6rancas) Fas h3 cadeias tão atraentes *ue dão 2ragmentos de livros impressos) Due maravilhosa leituraX Adivinhar de onde são extra-dos. e logo a seguir . de cl3ssicos. latrina ao 2im do turnoJ deixar l3 ir um ou outro. latrina) #esde a alvorada *ue o guarda 2e> uma importante comunica+ãoJ designar *uem é *ue est3 ho/e incum6ido de tirar o 6alde da retrete da cela) R"as pris9es 6anais. chave8 Rvertit AlintchS) A$DU'. com as mãos atr3s das costas.

ode sa6er 11se se alguém usa :culos na cela vi>inha Rora. *ue s: agora come+aX ?ada um tem uma *uantidade de pro6lemasJ ter3 repartido /udiciosamente ontem a sua ra+ãoY #ever3 cort31la com um 2io.ara *uem esta ra+ãoY 1 . e a de 6aixo com cin>a. penetrante. em geral. com o pão /3 somos genteXS provocam estes gramas de pão. numa linha recta.E eis *ue come+am a distri6u-1losJ ouve1se a6rir as portas) .1 inevitavelmente. um movimento no corredorJ distri6uem o ch3) &utro latagão com a 6ata escura e 6aldes) ?olocamos o nosso 6ule no corredor. este é um tema proi6idoX J3 t-nhamos com6inado *ue não dir-amos nem uma palavra so6re comidaX #e novo. e ele. as recens9es cient-2icas da revista alemã Iericht. 2eito mais de 3gua do *ue de cerealX RGastenAo. na nossa cela.E AB& #E BU AB as cinco ra+9es de pão e as de> por+9e>inhas de a+<car) A nossa galinha11choca anda em torno delasJ em6ora. ele estudava em . *ual a *uantidade de peda+os necess3rios para 2a>er o peso. ele deixou de apertar os olhos ap:s coloc31los) ?om os seus olhos de concha. ouvindo1 nos das suas trincheiras. o seu rosto torna1se de repente mais severo. se o miolo est3 pegado . parodiavam1nosJ 7. *ue longas discuss9es ainda Rsoltou1se1nos a l-ngua. as 2_ssemos agora tirar . são a nossa muleta e o mais importante acontecimento *uotidiano) E a vida *ue come+aX E o dia *ue come+a. *uanto mais não se/a.ão *ue aca6ou irremediavelmenteX A*ueles *ue nasceram nos anos trinta nunca sa6erão. *ue não est3 na 2rente 1 trouxe1nos numa travessa 1Q4 A$DU'. ou com01la agoraY #eixar parte dela para a ceia ou com01la toda ao almo+oY E *ue *uantidadeY Além de todas estas po6res vacila+9es.ara o respons3vel .etrogrado.\&X Fas alto. ele representa digna e discretamente a Europa) Goi um not3vel advogado da Est:nia e chamavam1lhe o 7=uldsuu8 Rl36ios de ouroS) "o corredor h3 de novo movimentoJ outro parasita com uma 6ata escura 1 um rapa> 2orte. pois metade é de 6atata. 19 Fas onde é *ue isto não se 2a>Y #esde h3 longos anos *ue o povo so2ria de 2ome) E todas estas reparti+9es de ra+9es se 2a>iam tam6ém no exército) E os alemães. pois *uem não comeu pão assim nestas décadasYS ?ome+am os devaneios e as recorda+9es) Due pão tão 6ranco se co>ia ainda nos anos vinteX Um pão redondo. domina o ingl0s e alemão. tal como podemos imaginar o rosto de uma pessoa culta no nosso século) Fuito antes da $evolu+ão. o *ue é . e durante os vinte anos de independ0ncia da Est:nia conservou toda a pure>a do seu idioma russo) #epois. a galinha1 choca *uer sopesar tudo. do 6alde sem 6ico. e. espon/oso. esperar o ch3. 2icar com restos de moléculas de a+<car e de pão nas suas mãosS) Estes *uatrocentos e cin*uenta gramas de pão. completou os seus estudos) Além da l-ngua materna estoniana. e durante todos estes anos seguiu regularmente o Economist londrino. amigos. na Gaculdade de ^ist:ria é Gilologia. com a c_dea de cima dourada. /3 em (artu. estudando tam6ém as constitui+9es e c:digos de diversos pa-ses) A*ui. c_deaJ é a sorte *ue decide *ual a reparti+ão19. e %u>i usa1os permanentemente) $epara. com um pouco de carvão do 2orno) . explica *ue é este mesmo pão *ue os tra6alhadores de Foscovo comem agora)S Fas haver3 nele mesmo 2arinhaY #e *ue misturas 2oi 2eitoY REmacada cela h3 uma pessoa entendida em misturas. o teu companheiro de processo não os usaW mas não nos atrevemos a 6ater na parede. gordurosa. entretanto. acastanhada. com o miolo cheio de humidade pantanosa. poroso. entornando1o ao lado na passadeira) E todo o corredor est3 encerado como um hotel de primeira classe4C) E é tudo como pitan+a) &s alimentos *uentes virão um atr3s do outro. sorte Rtem importLncia sa6er se se trata da c_dea. despe/a o ch3 para o 6ule. pois *uanto a isso são muito severosS) Fas /3 nos restitu-ram tam6ém os nossos) GastenAo s: pode ler com eles.

pol-ticoX8 #e Ierlim, veio /untar1se1nos o 6i:logo (imo2eien1$essovsAi, a *uem /3 nos re2erimos) "unca ninguém se sentia tão o2endido como ele, na u6ianAa, por esses derramamentos no solo) Via nisso um sintoma da 2alta de interesse pro2issional dos carcereiros R6em como de todos n:sS pelo *ue estão 2a>endo) Fultiplicou vinte e sete anos de exist0ncia da u6ianAa por setecentas e trinta ve>es ao ano, em cento e on>e celas, e indignou1se por ter achado mais 23cil derramar 3gua 2ervida dois milh9es cento e oitenta e oito mil ve>es no chão, e apanh31la com um trapo, do *ue 2a>er 6aldes com 6ico) A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q@ , uma e ,s *uatro da tarde, e depois horas de lem6ran+as) R'sso não é tam6ém por crueldadeJ a gente da co>inha necessita de despachar1se depressa e de sair *uanto antes)S "ove horas) $onda da manhã) Fuito antes, ouve1se dar voltas particularmente ruidosas ,s chaves, pancadas extremamente 2ortes nas portas, e um dos tenentes de plantão dos andares entra, d3 dois passos na cela, empertigado, *uase em posi+ão de contin0ncia, e o6serva1nos severamente, todos /3 de pé) R":s não ousamos lem6rar *ue os pol-ticos tinham o direito de não se levantar)S ?ontar *uantos somos não é grande tra6alho, 6asta uma olhadela, mas esse instante é uma prova para os nossos direitos, pois, se temos alguns, não os conhecemos, e se não os conhecemos ele deve escond01los de n:s) (oda a 2or+a da aprendi>agem da u6ianAa reside na completa mecani>a+ãoJ nem express9es, nem anota+9es, nem uma palavra a mais) (odos os direitos *ue n:s conhecemos são os de peti+ão escrita para a repara+ão do cal+ado e para ir ao médico) Fas, se te chamarem ao médico, tu não te rego>i/ar3s, e o *ue te ir3 surpreender ser3, antes de mais, essa mecani>a+ão pr:pria da u6ianAa) & olhar do médico não exprime preocupa+ão, nem se*uer revela simples aten+ão) Ele não perguntaJ 7#e *ue se *ueixaY8, pois a*ui é1se avaro de palavras e não se pode pronunciar esta 2rase sem lhe dar 0n2ase) an+a apenasJ 7DueixasY8 %e tu te come+as a espraiar, tentando explicar a doen+a, ele interrompe1teJ 7Est3 6em) Um denteY Extrai1se) &u então, p9e1se arsénico) ?urasY A*ui não se 2a>em)8 R'sso aumentaria o n<mero de visitas e criaria um am6iente *uase humano)S & médico da prisão é o melhor auxiliar do comiss3rio e do verdugo) %e o preso *ue est3 a ser espancado volta a si, ainda por terra, ouve a vo> do médicoJ 7.odem continuar, o pulso est3 normal)8 #epois de cinco dias de cala6ou+o 2rio, o médico examina o corpo nu e entorpecido e di>J 7.odem continuar)8 %e te espancarem até , morte, ele assina um certi2icado de :6itoJ morte por cirrose no 2-gadoW por en2arto) %e o chamam urgentemente para assistir a um mori6undo na cela, ele não se apressa) E a*uele *ue se comportar de outra maneira 1 esse não é mantido nas nossas pris9es) & dr) G) .) Baa> não poderia tra6alhar a*ui) Fas o nosso galinha1choca est3 mais 6em in2ormado so6re os seus direitos Rsegundo di>, h3 on>e meses *ue estão a instaurar1lhe o processoW os interrogat:rios apenas se reali>am de diaS) Ei1lo *ue chama e pede uma entrevista com o che2e da prisão) ?omo, ao che2e de toda a u6ianAaY %im) E inscrevem1no) RE pela noite, depois da hora do sil0ncio, *uando todos os comiss3rios estão nos respectivos ga6inetes, chamam1no e regressa provido de ta6aco) E um tra6alho grosseiro, naturalmenteW mas, por en*uanto, não inventaram nada de melhor) .assar sistematicamente , utili>a+ão de micro2ones tam6ém é uma enorme despesaJ não se pode escutar durante dias inteiros cento e on>e celas) Due h31de 2a>er1seX &s galinhas1chocas 2icam mais 6aratos e serão ainda utili>ados por muito tempo) Fas é di2-cil a 1Q4 A$DU'.E AB& #E BU AB

=ramarenAo aguentar connosco) ]s ve>es 2ica a suar, escutando as nossas conversas e pela sua expressão v01se *ue não compreende)S &utro direito aindaJ a li6erdade de entregar re*uerimentos por escrito Rem troca da li6erdade de imprensa, de reunião e de vota+ão, *ue perdemos ao deixar a vida livreXS #uas ve>es por m0s o guarda *ue est3 de plantão de manhã perguntaJ 7Duem dese/a escrever solicita+9esY8 E inscreve todos os *ue mani2estam tal dese/o) A meio do dia chamam1te para um cu6-culo separado e 2echam1te) A- podes escrever a *uem *uiseresJ ao .ai dos .ovosW ao ?omité ?entral do .artidoW ao %oviete %upremoW ao ministro IériaW ao ministro A6aAumovW ao procurador1geralW , ?entral FilitarW , #irec+ão .risionalW , sec+ão de instru+ão /udicialW e podes *ueixar1te da deten+ão, do comiss3rio, do che2e da prisãoX Em *ual*uer caso, o teu pedido não ter3 0xito algum, nem se*uer ser3 ar*uivado, e o mais alto respons3vel *ue o vai ler ser3 o teu comiss3rio instrutor) Entretanto, tu nada conseguir3s demonstrar) Fais aindaJ ele "i& & E$Z se*uer, por*ue não pode l01lo auem *uer *ue se/a) "esse peda+o de papel, de 5 ! 1C cm, um pouco maior o *ue o *ue te entregaram de manhã para a latrina, mal podes arranhar, com uma caneta *ue6rada ou munida dum aparo torcido, metida num tinteiro cheio de 3gua e de 2arrapos, as letrasJ 7$EDUE$')))8 'mediatamente, elas se apagam no papel grosseiro e 7FE"(&8 não ca6er3 se*uer na linha, en*uanto do outro lado da 2olha tudo ressumou) .ode ser *ue ainda ha/a outros direitos, mas o guarda de plantão silencia1os) (alve> não percas muito desconhecendo1os) A ronda aca6a de passar) & dia come+a) J3 chegam os comiss3rios, alguns no edi2-cio) & guarda chama1os com enorme mistérioJ ele di> apenas a primeira letra e do seguinte modoJ 7Duem come+a por ?Y, *uem come+a por GY8, ou aindaJ 7Duem come+a por AY8 Voc0s devem dar provas de prontidão e apresentar1se como v-timas) Esta regra 2oi adoptada contra poss-veis erros dos guardasJ chamar alguém pelo apelido numa cela indevida e assim n:s 2icarmos a sa6er *uem est3 preso) Fas, mesmo separados e dispersos por toda a cadeia, n:s não estamos privados de not-cias entre as celasJ ao darem entrada mais presos, 6aralham1nos e cada um dos *ue são trans2eridos leva para a nova cela toda a experi0ncia ad*uirida na anterior) Assim, estando no *uarto andar, tudo sa6emos das celas da cave e das 6oxes do primeiro andar, acerca da escuridão do segundo, onde se encontram agrupadas as mulheres, so6re a instala+ão de duas galerias do *uinto e do n<mero mais alto das celas doa *uinto andarJ cento e on>e) Em 2rente da cela onde eu estava, encontrava1se o escritor de crian+as Iondarine, *ue, até então, tinha estado no andar das mulheres, com um correspondente polaco, *ue, por sua ve>, havia estado com o marechal11de1campo Von .aulus 1 e todos os pormenores so6re .aulus tam6ém n:s os conhec-amos41) b Von .aulus, general alemão, aprisionado na 6atalha de Estalinegrado) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 .assado o per-odo das chamadas para os interrogat:rios, para a*ueles *ue 2icavam na cela a6ria1se um longo e agrad3vel dia, rico de possi6ilidades e não demasiado o6scurecido pelas o6riga+9es) Estas podem ca6er1nos, mas duas ve>es por m0s, como, por exemplo, a de desin2ectar as camas com uma lLmpada de soldar Rna u6ianAa, os 2:s2oros são categoricamente proi6idos, e para 2umar um cigarro temos de ter a paci0ncia de levantar o dedo diante do postigo, pedindo 2ogo ao guarda, mas, *uanto ,s lLmpadas de soldar, não, con2iam1nos1las tran*uilamenteS) (am6ém nos pode ca6er uma espécie de direito, mas *ue muito se parece com uma o6riga+ãoJ uma ve> por semana chamam1nos um por um ao corredor e ali, com uma m3*uina de cortar ca6elo, por a2iar, 2a>em1nos a 6ar6a) &utra o6riga+ão é a de p_r a 6rilhar o soalho da cela) RU)

es*uiva1se sempre a esse tra6alho, *ue considera humilhante, como *ual*uer outro)S Gatigamo1nos muito, devido , 2ome, senão esta tare2a poderia inscrever1se talve> até entre os direitos, tão alegre e sadia ela éX ?om os pés descal+os, a escova de lustro para diante e o tronco para tr3s, e inversamente de tr3s para diante, não te preocupes com nada maisX & soalho 2ica a 6rilhar como um espelhoX Uma prisão , .otemAineX #e resto, /3 não estamos tão apertados, como na nossa antiga cela sessenta e sete) Em meados de Far+o, veio /untar1se1nos um sexto companheiro, e como a*ui se desconhecem os 6eliches e não existe o costume de dormir no chão, mudaram1nos com toda a e*uipa, para a linda cela cin*uenta e tr0s) R$ecomendo muito a *uem nunca l3 esteve *ue a visiteXS "ão é uma celaX E um pal3cio tran*uilo, destinado a dormit:rio para via/antes céle6resX A sociedade de seguros $<ssia44, sem olhar a despesas de constru+ão, levantou nesta ala um andar com cinco metros de altura) RDue 6elos 6eliches de *uatro andares a- teria constru-do o che2e da contra1espionagem da 2rente, metendo l3, de 2orma garantida, uns cem homensXS E a /anelaX Al1+ando1se so6re o parapeito, o guarda *uase não chega ao postigo, e uma s: das vidra+as poderia servir de /anela para todo um *uarto) Apenas as 2olhas de a+o, cravadas da morda+a, nos 2a>em recordar *ue não estamos num pal3cio) #e todas as maneiras, nos dias claros, por cima dessa morda+a, chega até n:s, vindo do po+o do p3tio da u6ianAa, e re2lectido por *ual*uer vidra+a do sexto ou do sétimo andar, um p3lido raio de sol) Um verdadeiro Esta sociedade ad*uiriu um peda+o de terra moscovita, propenso ao sangueJ do outro lado da $ua GurAassovsAi, perto da casa de $ostoptchin, 2oi massacrado o inocente Vere1chaguin, em 1Q14, e em 2rente da Brande u6ianAa vivia Re assassinava os seus servosS a criminosa %altitchiAha) r.or Foscovo, redac+ão de ") A) BueiniA e outros) Foscovo, Editora %a6achniAov, 1915, p3g) 4@1)S 1Q; A$DU'.E AB& #E BU AB coelhinho4@, este raio de sol, um ser vivo e *ueridoX Acompanhamos carinhosamente o seu desli>ar pela parede, cada passo seu est3 repleto de sentido, augura a aproxima+ão do passeio, conta uma a uma as v3rias meias horas *ue 2altam para o almo+o, e antes de este chegar desaparece) #esse modo, eis todas as nossas possi6ilidadesJ ir ao passeioX, ler um livroX, trocar impress9es so6re o passadoX, escutar e aprenderX, discutir e educar1seX E, como recompensa, haver3 ainda um almo+o de dois pratosX 'ncr-velX .ara os presos dos tr0s primeiros andares da u6ianAa, o passeio é desagrad3velJ metem1nos num pe*ueno p3tio in2erior, h<mido, no 2undo de um estreito po+o entre os edi2-cios da cadeia) .elo contr3rio, os presos do *uarto e do *uinto andares são levados para um ninho de 3guias, para um telhado do *uinto andar) E verdade *ue o chão é de cimento, *ue as paredes são de 6etão, tendo a altura de tr0s homensW e havendo /unto delas um) guarda desarmado, 6em como, de atalaia na torre, uma sentinela de arma autom3tica, mas o ar é aut0ntico e aut0ntico é o céuX 7Fãos atr3s das costasX Em 2ilas de doisX "ão conversarX "ão pararX8 %: se es*ueceram de proi6ir *ue se levante a ca6e+aX E tu, naturalmente, levanta1la) A*ui podes ver, /3 não o re2lexo, /3 não a imagem indirecta, mas o pr:prio %olX & pr:prio %ol, eternamente vivoX &u o seu derramar dourado através das nuvens primaveris) A .rimavera promete a todos a 2elicidade, mas ao preso ainda de> ve>es maisX &hX & céu de A6rilX "ão importa *ue eu este/a na prisãoX A mim, certamente, não me 2u>ilam) Em troca, hei1de tornar1me a*ui mais inteligenteX ^ei1de compreender muita coisa, : ?éuX ?orrigirei ainda os meus erros, não perante eles, mas perante ti, ?éuX A*ui, dei1me conta deles e hei1de repar31losX

?hega até n:s, como provindo de uma cova pro2unda e long-n*ua, da .ra+a #>er/insAi, o ininterrupto e a6a2ado coro das 6u>inas dos autom:veis) .ara a*ueles *ue marcham ao som dessas 6u>inas, elas devem parecer1lhes a trom6eta do triun2o, mas da*ui v01se claramente a sua insigni2icLncia) Vinte minutos apenas de passeio, mas *uantas preocupa+9es em torno dele, para *uanta coisa h3 *ue 6uscar tempoX Em primeiro lugar, é muito interessante, en*uanto te levam para l3 e te tra>em de volta, compreender a disposi+ão de toda a cadeia, ver para onde dão estes min<sculos p3tios suspensos, a 2im de *ue algum dia, *uando estiveres em li6erdade, possas atravessar a pra+a e sa6er onde passavas) "o 4@ Am6iguidade conotativa, *ue permite a %ol/enitsine um /ogo de signi2icantes e de signi2icados) Em russo, >aitc6iA signi2ica 7raio de sol8, en*uanto o seu diminutivo, >aitcho1noA, signi2ica 7coelhinho))) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 caminho damos muitas voltas e eu invento este sistemaJ desde a cela, contar cada volta )para a direita como se 2osse 7mais um8 e cada volta para a es*uerda como se 2osse 7menos um8) .or muito rapidamente *ue nos 2a+am dar as voltas, não é necess3rio apressares1te a representar o percurso, 6astando1te tempo para contar a totalidade) E se, pelo caminho, através de alguma /anela da escada, aperce6es o dorso das n3iadas da u6ianAa, *ue se encostam a pe*uenas torres com colunas, dominando a mesma pra+a, e te recordas do n<mero de voltas, atingida nessa altura, podes depois, na cela, prientarte e sa6er para onde d3 a vossa /anela) Em seguida, no passeio, é preciso simplesmente respirar, concentran1do1te o mais poss-vel) E tam6ém, nessa solidão so6 a claridade do céu, imaginar a tua luminosa vida 2utura, sem pecados nem erros) Fas é ainda a-, acima de tudo, o lugar mais prop-cio para 2alar so6re temas pungentes) Em6ora no passeio se/a proi6ido conversar, isso não importa, é necess3rio sa6er 2a>01lo, precisamente por*ue a- ninguém vos ouveW nem o galinha1choca, nem os micro2ones) #urante o passeio, eu e %u>i procuramos 2ormar um par) Galamos igualmente na cela, mas o mais importante gostamos de deix31lo para o passeio) "o primeiro dia, não coincidimos, mas, pouco a pouco, come+amos a a/ustar1nos, e ele /3 teve tempo de me di>er muitas coisas) ?om ele, ad*uiro uma aptidão nova para mimJ a de paciente e conse*uentemente, aceitar tudo a*uilo *ue nunca 2igurou nos meus planos e *ue, aparentemente, não tinha rela+ão alguma com a linha claramente tra+ada da minha vida) #esde a in2Lncia *ue eu sei, ignoro de onde, *ue o meu 2im é a hist:ria da revolu+ão russa e *ue o resto não me di> inteiramente respeito) .ara a compreensão da revolu+ão russa h3 muito tempo *ue de nada mais necessito, além do marxismoJ todos os corpos estranhos *ue se pegaram a mim, cortei1os e voltei1lhes as costas) Fas o destino condu>iu1me /unto de %u>i, *ue evoluiu numa es2era a6solutamente di2erente) Agora, ele 2ala1me com entusiasmo de tudo o *ue é a sua vida, e esse tudo é a Est:nia e a democracia) Apesar de antes nunca me ter passado pela ca6e+a interessar1me pela Est:nia, e ainda menos pela democracia 6urguesa, eu escuto1o, escuto os seus relatos apaixonados so6re os vinte anos de li6erdade desse pe*ueno povo la6orioso, pouco 6arulhento, de homens de grande estatura e de uma lentidão e seriedade naturaisW escuto1o a expor1me os princ-pios da ?onstitui+ão estoniana, inspirados na melhor experi0ncia europela, e como ela 2uncionava no seu parlamento de uma s: ?Lmara e composta de cem deputadosW e sem sa6er por*u0 come+o a gostar de tudo isso, tudo isso come+a a sedimentar1se na minha experi0ncia44) .onho1me a penetrar, com interesse,

#epois, %u>i 2alar3 de mim nestes termosJ 7Era uma estranha mistura de marxista e (iocrata)8 %im, estes dois aspectos uniram1se então em mim de 2orma extravagante) 1QQ A$DU'.E AB& #E BU AB na sua tr3gica hist:riaJ entre dois grandes martelos, o teut:hico e o eslavo, est3 exposta, desde tempos imemoriais, a pe*uena 6igorna estoniana) %o6re ela, am6os assestaram as suas pancadas, ora do oriente ora do ocidente, alternadamente, não se vendo um 2im para esta alternativa, como ainda não se v0 ho/e) E conhecida Rou melhor, completamente desconhecida)))S a hist:ria de como n:s *uisemos tom31la irre2lectidamente de assalto em 191Q, sem *ue ela o permitisse) Em seguida, 'udenitch despre>ou os seus ha6itantes, como se 2ossem 2inlandeses, e n:s trat3mo1los como 6andidos 6rancos) Duanto aos estudantes da Est:nia, inscreveram1se como volunt3rios) Assestaram1lhe mais pancada em 194C, em 1941 e em 1944) Uma parte dos 2ilhos desse povo 2oi apanhada pelo exército russo, a outra pelo exército alemão e a restante 2ugiu para o 6os*ue) &s velhos intelectuais de (a1lin discutiam como sair desse maldito c-rculo, a2astar1se de *ual*uer maneira e viver uma vida pr:priaJ por suposi+ão, ter (ii2 como primeiro11ministro e como ministro da Educa+ão "acional, digamos, %u>i) Fas nem ?hurchill nem $oosevelt se preocuparam com eles e, em troca, o6tiveram a solicitude do 7tio Jo8 RJoséS) Fal as nossas tropas entraram no pa-s, todos esses sonhadores 2oram apanhados na primeira noite, nos seus apartamentos de (alin) Agora, todos eles, uns *uin>e, se encontram na prisão moscovita da u6ianAa, cada um em celas di2erentes e acusados, segundo o artigo 5Q, do criminoso dese/o de autodetermina+ão) & regresso do passeio , cela constitui sempre uma pe*uena deten+ão) Até na nossa cela de luxo o ar parecia pesado, depois do recreio) Ah, como seria 6om petiscar algoX Fas não se pode, nem vale a pena pensar nissoX Ai deles, se alguns dos *ue rece6iam pacotes de casa, sem *ual*uer tacto, se punham a mostrar a sua comida 2ora do tempo e come+avam a comer) (anto pior, isso 2ar1nos1ia agu+ar o nosso autodom-nioX Ai dele, se o autor de um livro te 2a> uma partida e se p9e a descrever pormenori>adamente o sa6or da comidaX Gora com esse livroX Gora com BogolX Gora tam6ém com (cheAhov, 2oraX ^3 neles demasiada comidaX 7"ão tinha 2ome, mas, de *ual*uer maneira, 2oi comendo Ro 2ilho da mãeXS uma por+ão de vitela e 6e6eu cerve/a)8 & *ue é preciso é uma leitura espiritual) #ostoievsAi, por exemplo, eis *uem os presos devem lerX Fas, permitam1me, esta passagem é deleJ 7As crian+as passavam 2ome, h3 /3 alguns dias *ue nada viam além de pão e lingui+a)8 Fas a 6i6lioteca é o ornato da u6ianAa) E certo *ue a 6i6liotec3ria é algo repulsivaJ uma rapariga loura, tipo cavalona, *ue tudo 2a> para não parecer 6onita, com o seu rosto tão empoado *ue parece a m3scara de uma 6oneca im:vel, de l36ios viol3ceos e de pestanas negras, depiladas) RA 2alar verdade, isso di>1lhe respeito a ela, mas ser1nos1ia mais agrad3vel se nos aparecesse uma /ovem vistosa) (alve> o che2e da u6ianAa tivesse levado tudo isso em conta)S Fas *ue maravilhaJ cada de> dias, vindo 6uscar os livros, vai satis2a>endo os nossos pedidosX Ela escuta, com essa mecani>a+ão inumana da u6ianAa, sem se poder compreender se ouviu 6em os nomes e A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q9 os t-tulos, ou mesmo as nossas palavras) #epois sai) ":s passamos v3rias horas entre a in*uieta+ão e a alegria) #urante esse tempo são 2olheados e veri2icados todos os livros *ue nos 2oram entreguesJ procura1se ver se deix3mos picadas ou pontos de6aixo das letras Ré esse um processo de correspond0ncia dentro da prisãoS, ou se assinal3mos com a unha as passagens de *ue mais gostamos) 'n*uietamo1nos com isso, em6ora não

se/amos culpados de nada) Eles podem vir e di>er *ue 2oram desco6ertos pontos, e, como sempre, terão ra>ão, como sempre não terão necessidade de provas e 2icaremos privados, durante tr0s meses, de livros, se é *ue não trans2erem toda a cela para os cala6ou+os) E são estes os melhores e os mais radiosos meses prisionais, en*uanto não nos enterram na cova de um campo de tra6alhoX ?omo é doloroso ter de passar sem livrosX ":s não tememos apenas, estremecemos, tal como na adolesc0ncia ao mandar uma carta de amor e ao esperar a resposta) Vir3 ou nãoY E *ual ser3Y Ginalmente, tra>em os livros, o *ue condicionar3 os de> dias *ue vão seguir1seJ iremos intensi2icar mais a leitura ou, então, se não t0m interesse, devolvemo1los, passando a 2alar mais) (ra>er tantos livros *uantas pessoas h3 na cela, é o c3lculo de um cortador de pão e não de uma 6i6liotec3riaJ não um para cada, mas seis para seisX As celas onde h3 muitos presos 2icam a ganhar) x ]s ve>es, a rapariga cumpre os nossos pedidos maravilhosamenteX Fas outros desdenha1os e, contudo, isso torna1se interessante) .or*ue a pr:pria 6i6lioteca da u6ianAa é <nica no género) ?ertamente *ue os livros prov0m de 6i6liotecas particulares apreendidasW os 6i6li:2ilos *ue os coleccionaram /3 entregaram a alma a #eus) Fas o principal é *ue, tendo censurado e castrado, em geral, durante décadas, as 6i6liotecas do pa-s, a %eguran+a do Estado se es*ueceu de o 2a>er no seu pr:prio seioJ e, a*ui, no seu covil, podia1se ler Uamiatin, .ilniaA, .anteleimon $omanov e *ual*uer tomo de Fere/AovsAi) RAlguns pilheriavam, di>endoJ 7?onsideram1nos aca6ados e é por isso *ue nos dão a ler o *ue é proi6ido)8 Eu penso *ue as 6i6liotec3rias da u6ianAa não tinham ideia do *ue nos emprestavamJ tratava1se de pregui+a e de ignorLncia)S "as horas *ue precedem as re2ei+9es, l01se muito) Fas uma 2rase pode 2a>er1te saltar, correr da /anela para a porta e da porta para a /anela) %entes dese/o de mostrar a alguém o *ue leste, o *ue da- se depreende, e surge uma discussão) As discuss9es são tam6ém agudas, nesse tempoX Gre*uentemente, enred3vamo1nos em discuss9es com Kuri E) "a*uela manhã de Far+o, *uando nos trans2eriram os cinco da cela ao pal3cio cin*uenta e tr0s, meteram ali connosco um sexto preso) Ele entrou como uma som6ra, sem tocar com as 6otas no chão) Entrou, 19C A$DU'.E AB& #E BU AB mas inseguro de poder suster1se de pé,e apoiou as costas contra a coluna da porta) "a cela /3 não estava acesa a lLmpada e a lu> matinal era ne6ulosaW entretanto, o novato não olhava com os olhos a6ertos , semicerrava1os) E não di>ia palavra) & tecido do seu casaco militar e as suas cal+as não permitia inclu-1lo nem no exército soviético, nem no alemão, nem no polaco, nem no ingl0s) A 2orma do seu rosto era alongada e pouco tinha de russo) E *ue magro estavaX #e tão esguio, parecia mais alto) Gi>eram1lhe perguntas em russo, mas não respondeu) %u>i interrogou1o em alemãoJ tão1 pouco respondeu) #irigiu1se em seguida a ele em ingl0s, e manteve1se calado) Bradualmente, no seu rosto amarelado e extenuado de semicad3ver, 2oi despontando um sorriso, um sorriso como nunca tinha visto em toda a minha vidaX 7Ben1te)))8, pronunciou, como se voltasse a si mesmo depois de um desmaio ou como se tivesse passado a noite , espera do 2u>ilamento) E estendeu a sua dé6il e es*u3lida mão) "ela segurava uma pe*uena trouxa) & nosso galinha1choca, *ue tinha /3 compreendido do *ue se tratava, apressou1se a agarr31la e desatou1a so6re a mesa) ^avia ali uns du>entos gramas de ta6aco ligeiro, e ele enrolou logo um enorme cigarro para si) Goi assim *ue apareceu entre n:s Kuri "iAolaievitch E), depois de ter sido mantido durante tr0s semanas numa enxovia da cave)b

#urante o per-odo dos incidentes nos caminhos de 2erro da ?hina &riental, em 1949, cantava1se em todo o pa-s a can+ãoJ Varrendo com o seu peito de a+o os inimigos A vinte e sete monta a guarda) & comandante de artilharia da divisão vinte e sete de atiradores, constitu-da ainda no tempo da guerra civil, era o o2icial do antigo exército c>arista, "iAolai E) Reu recordava1 me deste apelidoW tinha1o visto entre os autores do nosso manual de artilhariaS) "um vagão de mercadorias, a2ecto ao transporte de passageiros, ele percorria, com a sua insepar3vel esposa, o Volga e o Ural, ora para leste, ora para oeste) "esse vagão passou os seus primeiros anos, e, igualmente, o seu 2ilho Kuri, nascido em 1915, contemporLneo da $evolu+ão) #esde essa época long-n*ua o seu pai radicou1se na Academia de eninegrado, onde vivia desa2ogadamente e como personalidade importante, tendo o seu 2ilho terminado a escola de *uadros de comando) #urante a guerra russo12inlandesa, *uando Kuri ardia no dese/o de lutar pela p3tria, os amigos do pai enviaram1no, como a/udante, para o Estado1Faior do Exército) Kuri não teve ocasião de arrastar1se até ,s 2orti2ica+9es 2inlandesas, nem de cair no cerco da contra1espionagem, nem de enregelar1se na neve, so6 as 6alas dos 2rancos1atiradores) Fas a &rdem da Iandeira Vermelha 1 não *ual*uer outraX 1 veio1lhe cair delicadamente no peito) Assim, A$DU'.E AB& #E BU AB 191 terminou a guerra 2inlandesa com a consci0ncia de nela haver tido um comportamento /usto e <til) Fas a guerra seguinte não a p_de passar tão 6em) A 6ateria *ue estava so6 o seu comando viu1se cercada na >ona de uga) Andaram , deriva, ca+aram1nos e aprisionaram1nos) Kuri 2oi parar ao campo de concentra+ão alemão dos o2iciais na >ona de Vilnius) "a vida de cada um h3 sempre um acontecimento *ue se torna decisivo para o seu destino, para as suas convic+9es e as suas paix9es) &s dois anos *ue passou nesse campo a6alaram Kuri) & *ue era tal campo, não seria poss-vel exprimi1lo com simples palavras, nem analis31lo com silogismosJ haveria *ue morrer l3 e s: *uem não morria era capa> de tirar conclus9es) Duem podia so6reviver eram os impedidos, pol-cias internos do campo, recrutados entre os nossos) ?omo se compreende, Kuri não se tornou impedido) .odiam so6reviver ainda os co>inheiros e tam6ém os intérpretesJ esses eram procurados) Ele, *ue dominava per2eitamente o alemão, ocultou tal 2acto) Viu logo *ue, en*uanto intérprete, teria de entregar os seus) .odia demorar a sua morte a6rindo covas, mas havia outros mais 2ortes e mais ha6ilidosos do *ue ele) Kuri declarou *ue era pintor) E2ectivamente, no Lm6ito da sua educa+ão multi2orme, rece6era li+9es de pintura, e não pintava mal a :leo) %: o dese/o de seguir a carreira do pai, de *ue sentia orgulho, o impediu de 2re*uentar a Escola de Ielas1Artes) Juntamente com um velho pintor Rlamento não recordar1me do seu nomeS levaram1no para uma ca6ina isolada numa 6arraca, e, ali, Kuri pintava de gra+a para os comandantes alemães uma série de *uadrosJ o 6an*uete de "ero, um coro de el2os) Em troca, levavam1lhe comida) A*uela 6e6eragem, pela *ual os o2iciais prisioneiros 2a>iam 6icha, com as suas marmitas, ,s seis da manhã, en*uanto os impedidos lhes 6atiam com paus e os co>inheiros com seus colher9es) Ie6eragem essa *ue era insu2iciente para manter um homem vivo) .elas tardes, Kuri, da /anela da ca6ina, visuali>ava o <nico *uadro, para o *ual lhe dera voca+ão a arte do pincelJ a névoa pairando so6re o prado /unto do pLntano, o prado cercado de arame 2arpado, com um sem1n<mero de 2ogueiras ardendo, e, , volta das 2ogueiras, o *ue restava dos antigos o2iciais russosJ seres agora semelhantes a 2eras, roendo os ossos de cavalos mortos, 2a>endo 6olachas de cascas de 6atata, rumando

não indo simplesmente rece6er o racionamento alemão) %e os acampamentos 2icam ao lado uns dos outros. conclus9es algumas) E os outrosY &s *ue cercavam %taline. na . e de *ue eles vivem pior *ue os de todos os aliados) 'sso para *ue não ha/a I&A(&% so6re a 6oa vida dos prisioneiros e estes não se . via1se como uma intelig0ncia tardia despontava na*ueles rostos *ue remontavam ao ^omem de "eanderthal) A 6oca tornava1se1lhe amargaX A vida *ue Kuri conservava /3 nem lhe a *uerida em si mesma) Ele não é da*ueles *ue aceitam 2acilmente es*uecer) "ão.s suas mãos tão curtasY (odo a*uele *ue s: tira metade das conclus9es não tira. assinada pela $<ssia. os *ue planavam mais a6aixo. são tratados de modo muito insuport3vel) Duanto aos ingleses e aos noruegueses. na ca6ina da 6arraca. um ou outro alistou1se para se salvar da 2ome) Fas E) 201lo com 2irme>a e lucide>) "ão se demorou muito tempo na legiãoJ *uando te arrancam a pele.esterco e remexendo1se todos devido aos piolhos) "em todos esses 6-pedes tinham ainda morrido) "em todos haviam perdido ainda o dom do discurso coerente e. so6 os re2lexos purp<reos das chamas. e os *ue. na realidade.ela primeira ve>. *ue tra-a agora os seus pr:prios soldados) E por*ue é *ue o /uramento de Kuri o devia vincular a um regime assim traidorY Duando. os aliados. chegaram ao campo os recrutadores das primeiras 7legi9es8 6ielorrussas. ou. não assume nenhumas o6riga+9es *uanto ao tratamento dos prisioneiros e não pretende de2ender os seus *ue ca-ram no cativeiro45) A U)$)%)%) não reconhece a ?ru> Vermelha 'nternacional) A U)$)%)%) não reconhece os seus soldados de ontemJ não lhe convém prestar1lhes a/uda no cativeiro) & cora+ão do nosso entusiasta contemporLneo da $evolu+ão de &utu6ro gela1se) Ali. acaso estamos ligados ainda a ela por 2idelidadeY A p3tria *ue traiu os seus soldados é porventura uma p3triaY )))?omo tudo se trans2ormou para KuriX Ele admirava o pai 1 e passou a amaldi+o31loX . geralmente. o /uramento do exército em *ue se criara. pior ainda. não tens de chorar pela lã) Kuri dei1 45 %: em 1955 reconhecemos esta conven+ão) #e resto. isto é. h31de so6reviver e tirar conclus9es) Ja todos eles sa6em *ue a *uestão não depende dos alemães. por 6ondade. ninguém est3 em pior situa+ão) &s polacos e os /ugoslavos. estão inundados de pacotes da ?ru> Vermelha 'nternacional. Kuri tinha di2iculdade em admitir a*uilo. Felgunov nota no seu di3rio *ue corre o I&A(& de *ue a U)$)%)%) não permite *ue se preste a/uda aos seus soldados prisioneiros na Alemanha. e enviados pela 2am-lia. nos atirou aos cãesY Acaso continua a ser mãeY %e a nossa mulher anda a correr as ruas.or*u0Y #a*ui e dali vão chegando as explica+9esJ a U)$)%)%) não reconhece a ?onven+ão da ^aia so6re os prisioneiros.rimavera de 194@. tinham permissão de 2alar em seu nomeY E como se h31de reagir com /usti+a *uando a nossa mãe nos vendeu aos ciganos. e *ue entre os prisioneiros de numerosas nacionalidades s: os 194 A$DU'.E AB& #E BU AB soviéticos vivem e morrem assim. camada ap:s camadaS) & *u0Y %talineY "ão ser3 exagerado atri6uir tudo a %taline. inclusive. ou apenas e alemães. arremessam1nos esmolas através do arame 2arpado. . mas o velho ia pondo a verdade a nu. pensou *ue ele tinha tra-do. e os nossos lan+am1se1lhes como sete cães a um osso) %ão os russos *ue suportam toda a guerraW são os russos *ue t0m esse destino) . entra em con2lito e discute com o velho pintor Raté então. e isso para esta6elecer este mesmo regime. distri6u-dos por toda a p3tria. /3 em 1915.

4. através da 2rente. porém) an+avam1nos a pretexto de insu2lar Lnimo) Fas para os mori6undos prisioneiros de guerra russos.s autoridades Rco1 4. mas não ao pre+o de dispararem contra os seus na 2rente4. dos arredores de =assen. ia a Ierlim. e. naturalmente) Em seis meses s: lhes puderam ensinar a dominar o p3ra1*uedas. dinamitariam os o6/ectivos designados. através dessa escola. dese/ando 2icar vivos. visitava os emigrados russos.aris. a 6ele>a das ca6e+as no6res.E AB& #E BU AB 19@ xou de ocultar o seu conhecimento da l-ngua germLnica. a li6erdade de escolha dependia do seu car3cter e da sua consci0ncia) 'mediatamente todos a6andonavam os explosivos e a r3dio) A di2eren+a consistia apenas nistoJ uns entregavam1se sem mais . mesmo sem isso. outros iam para a 2arra com o dinheiro) "unca nenhum deles voltou atr3s. Aldanov. a6andonados. em 1945. lia os livros *ue dantes não lhe eram acess-veisJ Iunine. viviam 6emY "ão se lhes reconheceu nenhuma atenuante pelo 2acto de se recusarem a . os nossos investigadores não admitiam tais ra>9es) Due direito tinham eles de viver. . essas escola>inhas. in2ormando de *ueatinha reali>ado a tare2a Ride l3 veri2ic31loXS) Era um 2acto invulgar) & che2e não teve d<vidas de *ue ele tinha sido enviado pela contra1espio1nagem %merch e decidiu 2u>il31lo Ré esse o destino de um espião escrupulosoXS) Fas Kuri insistiu em *ue. vol) '. esta6eleceriam liga+9es pelo c:digo da r3dio e regressariam outra ve>) "o entanto. Am2i1teatrov))) Kur esperava *ue em todos eles. *ue tinha sido designado para criar uma escola de espi9es de 2orma+ão acelerada. eram uma 6oa sa-daJ os rapa>es comiam. vestiam roupas de a6a2o novas. e logo um certo ?^EGE alemão. 6em como a contar anedotas esta2adas dos anos long-n*uos) Eles escreviam como se nenhuma revolu+ão se tivesse veri2icado na $<ssia ou como se 2osse /3 demasiado inacess-vel a eles explic31la) #eixavam aos /ovens o cuidado de se orientar na vida) Assim se agitava KuriJ tinha Lnsia de ver. a2ogava cada ve> mais a sua con2usão na vodca) & *ue era a*uela escola de espionagemY "ada tinha de uma escola verdadeira. sem esperan+a. encontrado no servi+o de contra11espionagem do exércitoS. de conhecer e. *uando as 2am-lias dos privilegiados. e. era . com a agravante da inten+ão de sa6otagem) 'sto signi2icava guard31los na cadeia até a morte) 194 A$DU'.egar na cara6ina alemã) #evido ao seu 2also /ogo de espionagem aplicaram1lhes o grave artigo 5!1. a entregar1se novamente aos alemães) ` Fas um 6elo dia. logo adiante. morte e ao cativeiro. recheavam as algi6eiras de dinheiro soviético) (anto os alunos como os pro2essores 2ingiam *ue tudo se passaria como previstoJ *ue na retaguarda soviética 2ariam espionagem.entreguem tão gostosamente) ^3 certa continuidade de ideias) R%) . "a6oAov.) Felgunov. pelo contr3rio. 19. assim se 2oi operando uma mudan+a) Ele ardia no dese/o de li6ertar a sua p3tria e puseram1no a preparar espi9es alemães para com6ater os seus) &nde estava o limiteY))) A partir de *ue momento se não pode ir demasiado longeY Kuri passou a ser tenente do exército alemão) ?om a 2arda alemã. eles *ueriam simplesmente escapar .E AB& #E BU AB mo este 7espião8 de nari> chato. $ecorda+9es e #i3rios. segundo a tradi+ão russa. o p_r do %ol. em Iunine por exemplo.. entretanto. um rapa> viva+o regressou. na retaguarda soviética. come+ou um desli>e *ue Kuri não tinha previsto. a explosão das paix9es.) Ga>iam1nos passar a linha da 2rente. na opinião de Kuri. p3ginas 199 e 4C@)S A$DU'. ainda por cima. 6rotasse a cada p3gina o sangue das 2eridas vivas da $<ssia) Fas o *ue é *ue sucediaY Em *ue delapidavam eles a sua inapreci3vel li6erdadeY Uma ve> mais a descrever o corpo 2eminino. a 2a>er uso de explosivos e a transmitir mensagens pela r3dio) "ão con2iavam muito neles. ele percorria toda a Alemanha. o recrutou como seu 6ra+o direito) Assim. "aturalmente.

tam6ém n:s.ois 6em. desde *ue sa-ra do campo. para onde. mas. *ue uma hora antes eram leais ao reich alemão. *ue. inclinando1se para a mesa. se1 gredou1lheJ 7Kuri "iAolaievitchX & comando soviético promete1lhe o perdão se voc0 se passar agora connosco)8 Kuri estremeceu) & seu cora+ão. a sua escola de espionagem ocultou1se até . eles se escapariam os dois) E eis *ue. encheu1se de calor) A p3triaY Era maldita. estaria mais perto do rio "eva))) . realmente somos russosX %e nos perdoam.odia 2icar a aguardar o 2u>ilamento. o tentava através da mesaJ 7Kuri "iAolaievitchY. as tare2as diversionistas) Ele pensava realmente *ue a sua 7experi0ncia e conhecimentos8))) Estava1 A$DU'. sentiam todos. os programas. sentado diante dele. evidentemente. chegada dos tan*ues soviéticos e depois veio a contra1espionagem %merch) Kuri /3 não voltou a ver os seus rapa>es) 'solaram1no durante de> dias e o6rigaram1no a descrever toda a hist:ria da escola. logo desde o come+o) R%o6re o 2acto . tinha aparecido a Kuri uma sa-daJ o che2e gostava dele e disse1lhe *ue possu-a uma propriedade na Espanha. en*uanto não se matar o seu nervo. ou então uma senten+a de vinte anos) A es2umada imagem da terra p3tria 2a> com *ue uma pessoa se deixe enganar irremediavelmente))) Assim como um dente não cessa de doer. logo *ue o império ardesse. *uando depois da o2ensiva soviética para l3 do V-stula. 6radaram entusiasmadosJ 7^urraX (am6ém n:))) :))) :sX8 REles vitoriavam os seus 2uturos tra6alhos 2or+ados)))S Então. de todas as maneiras.necess3rio condecor31lo e apresent31lo aos alunos) &ra o espião aca6ado de regressar prop_s a Kuri *ue 2ossem 6e6er uns copos e. /3 endurecido. em6ora procedessem de pontos de partida di2erentes)S Eu di>ia *ue durante longo tempo s: pessoas de inten+9es su6limes e de todo em todo a6negadas tinham dirigido as *uest9es importantes no nosso pa-s) Ele a2irmava *ue eram da mesma t0mpera de %taline. *ue lhes 2altava um ponto de apoio. de todas as maneiras.E AB& #E BU AB 195 1se mesmo a discutir o pro6lema da sua ida a casa. *ue a tudo tinha renunciado. devia trans2erir a sua escola para o interior. apropriada para isso))) Kuri esteve tr0s semanas na nossa cela) #urante todo esse tempo discutimos com ele) Eu di>ia *ue a nossa $evolu+ão era magn-2ica e /usta e *ue apenas tinha sido horr-vel a sua de2orma+ão em 1949) Ele olhava1me com pena e mordia os seus l36ios nervososJ antes de empreender a $evolu+ão devia1se ter limpo o pa-s dos perceve/osX R"isto havia estranhamente uma certa coincid0ncia com GastenAo. todo corado. a vida deles era 2alsa) &s alemães mane/avam1nos . mesmo em %alamanca. mas não via nenhum 2uturo diante dele) $eunindo1se a 6e6er vodca com outros russos. mandou 2ormar os alunos da escola e declarouJ 7Eu passo1me para o lado soviéticoX ?ada um é livre de escolherX8 E esses inexperientes aprendi>es de espi9es. estava um compatriota em6riagado e. claramente. ele ordenou *ue dessem a volta por uma tran*uila gran/a polaca. sua maneira) Agora *ue a guerra estava claramente perdida para eles. o comando soviético aprecia a sua experi0ncia e os seus conhecimentos e *uer utili>31los para conhecer a organi>a+ão da contra1espionagem alemã)))8 As vacila+9es roeram E) durante duas semanas) Fas. 2am-liaY E passear por =amennostrovY . não deixamos de sentir o apelo da p3tria até ao dia em *ue engolimos o arsénico) &s lot:2agos da &disseia conheciam certa 2lor de l:tus. não proporcionara a 2elicidade a Kuri) Ele não se arrependia. in/usta. *ueridaX ?oncediam1 lhe o perdãoY))) E poderia regressar . ainda com leite no nari>.arriscando a vida ele pr:prio. voltaremos e hão1de ver como ainda seremos 6ons cidadãosX ))) Esse ano e meio passados. tão 2alhos de arrependimento como ele. para visitar a 2am-lia) E s: na u6ianAa ele compreendeu *ue.

repletas de perigo. 6oca.or causa destas discuss9es di3rias. 2rugalidade. ouv-amos o alegre tilintar no corredor. adapta1se .ara isso é necess3ria uma auto1educa+ão *ue 2a+a perder o h36ito de olhar de soslaio para *uem come algo mais e consiga p_r de parte as conversas. o contraste é maiorJ *uando regressam /3 est3 a aca6ar a hora de descanso)S . imponder3veis somente se não te aguarda o interrogat:rio nocturno)))S E como se o corpo não tivesse peso. acaloradas devido . & sono é o melhor remédio contra a 2ome e contra a depressãoJ o organismo não se desgasta e o cére6ro não 2a> passar e repassar os erros cometidos) Entretanto. não sou6emos aproximar1nos e o6servar1nos mais. A$DU'. chega a hora do /antarJ mais outra colherada de papas) A vida apressa1se a o2erecer1te todos os seus dons) Agora 2altam cinco a seis horas e até ao aviso do sil0ncio nada levas . gradualmente.de *ue %taline era um 6andido. medula) eão (olstoi. e *ue ali. em ve> de nos negarmos um ao outro) evaram1no da cela e. a6rimos um livro para dis2ar+ar e dormitamos) . durante dias. satis2eito com as papas. não é verdadeY AhX As noites imponder3veis da u6ianAaX R?ontudo. e a pouca alimenta+ão *ue a*ui nos dão consegue chegar . uma travessa para cada um. alma deixar de sentir a sua opressão) Due leves e livres pensamentosX .ropriamente 2alando é proi6ido dormir. ao acusado nada lhe entra pela gargan1 19. por mais *ue tenha perguntado. pela *ual é prov3vel *ue tenhas esperado e estremecido todo o dia) Due aliviada 2ica de repente toda a genteX ?omo de s<6ito se simpli2icam todos os grandes pro6lemas) J3 notaram isso. /usta) .ara os teimosos *ue não assinam os autos e não reconhecem as culpas.s altas es2eras) "a u6ianAa isto é 2acilitado pela licen+a de estar deitado duas horas depois do almo+o. porta) RA explica+ão deste humanitarismo reside no 2acto de *ue a*ueles *ue estão proi6idos de descansar se encontram nessa altura no interrogat:rio diurno) .arece *ue nos elevamos até . avide>) ?om o tempo. ha6itualmente a estas horas não costumam tocar . é o rei da nossa literaturaX . no estilo de restaurante. vai regressando.E AB& #E BU AB ta) Alguns. não tocam no pão e não sa6em onde met01lo) Fas o apetite. latrina. depois tra>iam1nos. o *ue é ainda algo *ue lem6ra a maravilha de uma casa de repouso) #eitamo1nos de costas voltadas para a 2enda da porta. 2ora a*ueles *ue não possuem documentos para sair dos rec_nditos cantos do "orte) & destino de Kuri E) não era o de um soldado raso) Ginalmente. e os guardas espreitam com insist0ncia para ver se voltamos as 2olhas do livro. se a gente consegue moderar1se. não diverg-amos)S Eu tinha uma grande estima por BorAi) Due esp-rito tão l<cidoX Due concep+9es tão /ustasX Due not3vel artistaX Ele interrompia1meJ era uma personalidade insigni2icante e a6orrecidaX Ga6ricou a sua pr:pria personagem da mesma 2orma *ue inventou os seus her:is) (odos os seus livros são 2a6ricados do princ-pio ao 2im. e depois a sensa+ão de 2ome permanente condu> . . mas. esse sim. na exacta medida *ue permite . nossa /uventude. chegou a comida da prisão) Fuito antes. elevando1se o mais poss-vel . ninguém me sou6e dar not-cias dele na cadeia de IutirAi e ninguém o encontrou nos c3rceres de trLnsito) Até os soldados rasos de Vlassov desapareceram sem deixar vest-gios Ro *ue é mais certo da terraS.s alturas do %inai. com dois pratos de alum-nio Rnão havia tigelasSJ uma colherada de sopa e outra de papas aguadas e sem gordura) #urante as primeiras emo+9es. noite) Então aproxima1se a hora de ir . so6re a comida. mas isso /3 não é tão terr-velJ é 23cil acostumar1se a não dese/ar comer de noite 1 processo desde h3 muito conhecido pela medicina militarJ nos regimentos de reserva tam6ém não dão de comer . desde então. até .

2olares) Dual*uer po6re velhota levava uma de>ena de ovos pintados. *ue não h3 *uem o6rigue agora as tropas aliadas a lutar contra n:s) E todavia. mas tentamos imagin31lo nos seus pormenores. eu protesto e discutimos 2uriosamente) &s seus argumentos consistem em *ue o nosso exército est3 deveras extenuado. a Foscovo nocturna come+a a disparar salvas de artilharia45) "ão vemos o 2ogo no céu. empad9es. destinados ao comum ca6a> prisional. *ue é agora *ue o Exército Vermelho e os an1gio1americanos vão atirar1se uns contra os outros. particularmente. *ue acumulou experi0ncia e *ue actualmente est3 repleto de 2or+a e de 2<ria. grita lmas em tom de murm<rioS Kuri) 7E as ArdenasY8. discutimos ao longo das noites. 6aixando o estore a>ul de camu2lagem da /anela) Agora. como 1unhem muitas /ovens desconhecidas. ao ponto de o desa6ituar de mani2estar o seu desvelo estas salvas destinavam1se a comemorar as vit:rias do exército soviético. dam presuntos de "atal.E AB& #E BU AB 195 da de xadre> com %u>.ela consci0ncia pol-tica) Due trans2orma+ão 6rusca e irrevog3vel aterrori>ou assim o nosso povo. de6ilitado. ser preso pol-tico era um motivo de orgulho) "ão somente as 2am-lias não renegavam o preso. 2ica 2ulo com essas salvas) 'nvocando o destino para corrigir os erros por si cometidos. para pensar e so2rerX E n:s so2remos e pensamos. por detr3s do estore. conseguiam 2a>er1lhes visitas) E a velha e universal tradi+ão do envio de em6rulhos nas 2estasY "inguém na $<ssia come+ava a 2este/ar a . pela noite. como não vemos o mapa da Europa. ele a2irma *ue a guerra não aca6a de modo algum. 2a>endo1se passar por noivas. so6re como eram as coisas antes) GastenAo encontra1se entre n:s e por isso ouvimos esses relatos de prineira 2onte) & *ue mais nos comove é *ue dantes. devia ser com isto *ue sonhava . sendo por ve>es acompanhadas de 2ogo1dc1arti2-cio) 2. e. pois os pro6lemas são mais explosivos. sentimos menos dese/o de discutir do *ue de ouvir algo de interessante e até de conciliador. indo nessa hip:tese despeda+ar os aliados com mais limpe>a ainda do *ue aos alemães) 7"uncaX8. 2alando todos cordatamente) Um dos temas pre2eridos na prisão é a conversa so6re as tradi+9es carcer3rias. adivinhando *uais as cidades tomadas) Kuri. partindo com o cora+ão mais aliviado) &nde desapareceu esta 6ondade russaY Goi su6stitu-da . s: então.E AB& #E BU AB velo pelos *ue so2remY Agora isso seria considerado como algo de desvairado) Due se tente propor em *ual*uer institui+ão uma angaria+ão de 2undos para a 2esta os presos da . e *ue contra os aliados /3 não com6ater3 com tal 2irme>a) . ridiculari>ando1nos. mas nada mais h3 na nossa vida) Due 23cil se tornou atingir esse ideal))) "aturalmente. por exemploJ a *uestão do 2im da guerra) E eis *ue o guarda entra na cela. come+ar3 a verdadeira guerra) A cela mani2esta um 3vido interesse por esse press3gio) E como terminar3Y Kuri assegura *ue com uma ligeira derrota do Exército Vermelho Re portanto com a nossa li6erta+ão ou o nosso 2u>ilamentoS) A*ui.e dos livros) Entramos de novo mais 2ogosamente em cho*ue com E).uschAhineJ Duero viver.3scoa sem levar pacotes a presos desconhecidos. sem palavras e sem expressão. grito eu Rtam6ém semi1murmurandoS) GastenAo intervém. pastéis de massa. distraindo1nos da parti1 A$DU'. mal a6astecido so6retudo.por entre as chamas. eu a2irmo *ue o exército não se encontra tão extenuado como isso.g) 1PC5 ()W 19Q A$DU'. di>endo *ue não compreendemos o &cidente.elo exemplo das unidades *ue conhe+o. nos surge a apari+ão da verdade) %im.

pomos um 6ra+o por cima da manta e es2or+amo11nos por a2ugentar os pensamentos da ca6e+a) #ormirX Goi num momento assim. então servem *uatro 6atatas)8 RGacto extraordin3rio e admir3velJ levaram e2ectivamente ") e. pouco depois de nos termos despedido de E). /3 a silenciosa ronda nocturna passouJ levaram os :culos e a lLmpada deu sinal tr0s ve>es) 'sso signi2ica *ue dentro de cinco minutos tocar3 a sil0ncioX . via/ava no estrangeiro. ele come+ou rapidamente a assinar e trouxeram1no outra ve> para a*ui)S 7%e acaso te puserem em li6erdade. o teu caso. *ue se ouviu o ru-do da 2echadura) &s cora+9es oprimiram1seJ *uem irão levarY Agora o guarda vai lan+arJ 7Duem come+a por %X.echAo1va. *uando não se est3 . com 2ato a>ul e um 6oné a>ul1escuro) "ada tra>ia consigo) &lhava. é uma 6agatela T então promete1me *ue ir3s ver a minha mulher e como prova disso ela *ue me mande num pacote. e tu sentes1te 6em e alegre entre pessoas interessantes *ue não 2a>iam parte da tua vida. era preciso t01lo ditoX ))) Fas. não podemos sa6er tam6ém a*ui *ual é a tua noite 2atal de interrogat:rio) #eitamo1nos.) .ol-tica) J3 não digo *ue se/a imposs-vel para n:s acreditar nisso. espera de um interrogat:rio. de resto. F) rece6eu *uatro 6atatasX 'sso prova *ue 2oi li6ertado) &ra o seu caso é muito mais sério do *ue o meu. recordamos casos divertidos.rimeira mulher de BorAi) R") dos ()S A$DU'. sendo depois comprados a*ui artigos para os presos pol-ticos *ue não tinham 2am-lia) . tu mesmo o di>es. tr0s 6iscoitos)8 T 7. 2oi no essencial encarcerada))) &utro tema de *ue é agrad3vel 2alar pela noite. utili>ando a sua imunidade pessoal. ei1lo *ue regressaJ levaram1no para e2ortovo) A-. . con2uso. U) 7com os seus o6/ectos pessoais8) (eria ele 2icado de um momento para o outro em li6erdadeY A 2orma+ão do processo não podia terminar tão depressa) R#e> dias depois. depressa. pelos vistos. os religiososS. agarremos a mantaX Assim como na 2rente não a6es se uma ra/ada de pro/écteis se vai a6ater so6re ti. /ovem. duas ma+ãs)))8 1 7Agora não h3 ma+ãs em parte alguma)8 1 7Então. os engenheiros. de um minuto para outro. angariava dinheiro Rno nosso pa-s não poderia angariar muitoS.echAo1va4Q. mas s: para os antigos mem6ros de partidos pol-ticos) AhX.cadeia localX 'sso ser3 tomado *uase como uma insurrei+ão anti1soviéticaX Até *ue grau chegou a nossa 2erocidadeX Pb E *ue representavam esses presentes 2estivos para os presosY Assiso s: uma comida sa6orosaY "ão) Eles tradu>iam o c3lido sentimento de *ue os *ue estavam em li6erdade pensavam e se preocupavam contigo) GastenAo conta1nos *ue mesmo durante o poder soviético existiu a ?ru> Vermelha . mas torna1se1nos di2-cil imagin31lo) Ele explica1nos *ue E) . não para os contra11 revolucion3rios Rpor exemplo. 6omX. *uem come+a por UX8 Fas o guarda não a6riu a 6oca) A porta des1cerrou1se) evant3mos a ca6e+a) A entrada estava um novatoJ magrinho. como 2ora com6inado.ara todos os pol-ticosY A*ui cumpria esclarecerJ não. é a li6erta+ão) %im. en*uanto ") /3 se encontra no porão do 6arco *ue segue rumo a =olima)S Assim vamos conversando so6re toda a espécie de coisas. a pr:pria ?ru> Vermelha. de uma noite de A6ril. pode ser *ue tam6ém me soltem depressa))) Fas aconteceu simplesmente *ue a mulher de F) deixou cair a *uinta 6atata da 6olsa.E AB& #E BU AB 199 #epressa. excep+ão de E) . di>1se *ue se veri2icam casos surpreendentes *uando alguém é li6ertado) evaram da nossa cela. entretanto.ode suceder *ue não ha/a 6iscoitos em Foscovo)8 T 7Iom. digamos. *ue não 2a>iam parte do teu c-rculo de preocupa+9es) E.) . . escuta. sua volta) 1 Dual é o n<mero desta celaY 1 perguntou in*uieto) 1 ?in*uenta e tr0s) Ele estremeceu) .

2iel ao princ-pio de classe) 1 &per3rio) GastenAo estendeu a mão e. menina dos seus olhos) Victor cresceu sossegado. e dirigiu1se . um apelo. ma*uinista de locomotivas em Foscovo. devoto. disposto a dormir. mas. o6ediente. todos estão presos devido a *ual*uer ninharia) E so6retudo ninharia para o pr:prio acusado) 1 Fas.s gargalhadas) Ele tinha um rosto simpl:rio.tem. e ele deitou1se em sil0ncio. supondo *ue não era necess3rio ir mais longe nem havia mais *ue escutar) Fas enganou1seJ 1 ?omo isso. assentou pra+a no exército e levaram1no para Iiro6id/ã. voltarei de novo8) E saiu) Duem 2osse esse velho. pela certa) 1 E oper3rioY EmpregadoY 1 perguntou o social1democrata. antes da distri6ui+ão do pão. solenemente. entrou em casa de Iielov. provavelmente não 1 tran*uili>3mo1lo) 1 Agora não 2u>ilam ninguém) Apanhar3s uns #EU A"&%. tendo 2re*uentemente vis9es de an/os e da Virgem) #epois. estas tornaram1se mais espa+adas) & velho não voltou a aparecer) Victor aprendeu a pro2issão de motoristaW em 19@. onde serviu numa companhia motori>ada de transportes) "ão era muito desem6ara+ado. . perto do 6alde da latrina) Em 191. de *ue não h3 *ue esperar resposta)S 1 "ão sei))) Uma ninharia))) (odos respondem assim.el3giaX (u tens um 2ilho de um ano) Buarda1o para #eus) Duando soar a hora. um colchão. o estado de esp-rito da classe oper3riaX E voltou1se para o outro lado. mas ele 2alou de 2orma tão clara e amea+adora *ue as suas palavras venceram o cora+ão maternal) E cuidou dessa crian+a mais do *ue . A) ').E AB& #E BU AB 1 Fas *uem é) voc0Y & novato sorriu1se. devota esposaJ 7. suave. talve> .1 Vens da ruaY 1 pergunt3mos1lhe) 1 "ão))) T a6anou com ar so2redor a ca6e+a) 1 Duando 2oste presoY 1 &ntem de manhã) $imos . amanhã. agora h3 *ue dormirX 1 disse severamente %u>i) #ormimos. voltando1se para mimJ 1 A. disse. alongando o rosto) E apertava entre as mãos a pala do 6oné. go>ando antecipadamente a certe>a de *ue as duas primeiras horas da manhã. de 6ar6a ruiva. não iam ser a6orrecidas) (rouxeram tam6ém ao 7imperador8 uma cama. no entantoY))) 1 Escrevi um apelo) Ao povo russo) 1 & *u01010YYY R7"inharias8 dessas ainda não t-nhamos encontradoXS 1 'rão 2u>ilar1meY 1 perguntou ele. como se se sentisse culpadoJ 1 & imperador FiAhail) Uma 2a-sca saltou entre n:s) evant3mo1nos.el3gia não o sa6ia. com as pestanas *uase 6rancas) 1 E por*u0Y RE uma pergunta pouco honesta. e olh3mos para ele) & seu rosto magro e t-mido não tinha *ual*uer parecen+a com o rosto de FiAhail $omanov) "em a idade))) 1 Amanhã. um velho corpulento e desconhecido. assim sem mais nem maisY Em nome de *uemY 1 Em meu nome pr:prio) 4CC A$DU'. *ue tinha tirado) 1 "ão. ainda nas camas.

sem sa6er por*u0. pela sua pouca sa<de. sem a sua protec+ão.el3gia. tão impr:prias de um motorista. %edin) Fas %edin 2e> um des2al*ue Rtrinta e cinco milh9es. como se lhe 2i>essem dar com o 2ocinho em terra) . insistiu o velho) "isto entrou a mãe e 2icou paralisada de pavor. 2onte com os 6aldes. 2icou novamente sem tra6alho /unto dos che2es) Empregou1se como condutor de uma empresa de transportes e nas horas de 2olga 2a>ia tra6alho negro condu>indo passageiros a =rasnaia .devido . come+ando a condu>ir ora FiAhailov Rdirigente do =omsomolS. do comiss3rio do povo para a ind<stria petrol-2era. costumes. *ue teve lugar na ?asa dos %indicatos) Entre todos os seus patr9es apenas se re2eriu com calor a =ruchtchev. mesa da 2am-lia e não separadamente. onde novamente se empregouJ passou a ser o motorista de ?her6aAov49 e. ora o>ovsAi e alguns outros e. com a 6ar6a 6ranca) Ien>eu1se diante do -cone. *ue lhe arrastava a asa) "esse per-odo de mano6ras chegou ali o marechal IliuAher e o condutor deste adoeceu gravemente) IliuAher &rdenou ao comandante da companhia *ue lhe enviasse o seu melhor motoristaW)o comandante chamou o che2e da sec+ão. e não o deixaria 2icar mal) IliuAher gostou de Iielov e 2icou com ele) Iem depressa. nem mais nem menosS e a2astaram1no em sil0ncio desse cargo) Iielov. e regressou a Foscovo. sua deten+ão. depois puseram1no a a6rir trincheiras e a construir caminhos) #epois da vida descuidada e 2arta *ue tinha levado nos <ltimos anos isso 2oi para ele um golpe doloroso. na co>inhaW nesses anos. . =ruchtchev) Goi então *ue Iielov p_de o6servar muitas coisasJ A$DU'. . medidas de seguran+a Rde *ue nos contou pormenoresS) ?omo representante do simples proletariado moscovita. *ue o povo não s: não havia passado a viver melhor do *ue antes da guerra. antes de proceder . Iielov não era 6e6edor. mas ele mesmo) 7Due #eus te guarde. em 19@Q. 2inalmente. conseguiu livrar1se como doente.E AB& #E BU AB 4C1 6an*uetes. encanecido. FiAhailX Due #eus te a6en+oeX8 17Eu chamo1me Victor8. sendo cumpridor no tra6alho. estando em casa da mãe. *ue tinha ido lavar e 6uscar 3gua . Iielov assistiu então ao processo contra IuAharine. UcrLnia. ele 2icou na garagem do =remlin. derramando a 3gua dos 6aldesJ era o mesmo velho *ue viera vinte e sete anos antes. teve pausa no seu tra6alho na garagem do Boverno e. mas para um 6atalhão de tra6alhoJ primeiro enviaram1no a pé a 'n>a.se conservava ainda a simplicidade oper3ria) & alegre =ruchtchev tam6ém votou simpatia a Victor AleAseievitch Iielov e. s: a. a6riu1se de repente a porta e entrou um velho corpulento e desconhecido. sua do+ura e suavidade. invocando1se *ual*uer ra>ão plaus-vel. *ue lhe era 2ielS e levou consigo Iielov) #epois de ter perdido o seu superior. di>ia Victor AleAseievitch) Fas algo o reteve em Foscovo) Em 1941. pouco antes do come+o da guerra. sou6este conservar o . morte. sua volta. como tinha mesmo empo6recido) Esteve *uase . IliuAher 2oi chamado a Foscovo Rdesse modo. imperador da %anta $<ssiaX8.aAhr3 R6airro moscovitaS) Fas os seus pensamentos /3 estavam 2ixos noutra coisa) Em 194@. ao 2a>er uma viagem. 2oi mo6ili>ado imediatamente pelo ?omissariado da Buerra) Entretanto. convidou1o com insist0ncia a ir com ele) 7"ão teria deixado =ruchtchev em toda a minha vida8. olhando . respondeu Iielov) 7Fas passar3s a ser FiAhail. separaram o marechal do Extremo &riente. olhou com ar severo para Iielov e disse1lheJ 7%a<de.assou muitas necessidades e amarguras e o6servou. *ue logo pensou em mandar ao marechal o seu rival Iielov) R"o exército sucede 2re*uentemente assimJ é promovido não a*uele *ue o merece mas a*uele de *uem se *uerem livrar)S Além disso. encantou uma das raparigas recrutadas para o tra6alho e atravessou1se no caminho do seu che2e de sec+ão. não o mandaram para a 2rente de 6atalha. pois s: em sua casa o motorista se sentava . a seguir.

a partir do ano de 194Q. desde 'van. tendo para isso. na*ueles tempos de den<ncias.etr:leo))) ))) ogo pela manhã rode3mos Victor AleAseievitch. mas Victor. doce. o <ltimo dos $iuriA.oder e ele seria o imperador de toda a $<ssia@C Reis a ra>ão por *ue o n<mero 5@ da cela tanto o assom6rouXS. precisamente. haveria uma mudan+a de . e assim. so6re os *uais nunca ninguém sa6eria nada))) R"o dia seguinte. ingenuamente. depois de um verso céle6re do Ioris Bodonov. sens-vel como Giodor 'oannovitch. sua volta. escreveu novamente um mani2esto e deu1o a ler a #EU pessoasJ motoristas e serralheiros) (odos estiveram de acordoX E "E"^UF & E"($EB&UX R(ra1tando1se de de> pessoas. e logo no &utono desse mesmo ano de 194@ escreveu o seu primeiro mani2esto dirigido ao povo russo. a come+ar a reunir as suas 2or+as) & velho não lhe ensinou como o 2a>er e saiu) Victor AleAseievitch não tivera tempo de lho perguntar) Agora tinha perdido para sempre a tran*uilidade e a simplicidade da vidaX (alve> *ue outro *ual*uer tivesse retrocedido perante uma ideia 2ora das suas possi6ilidades. =ramarenAo come+ou a pedir 7para ir ao che2e da prisão pedir ta6aco8.E AB& #E BU AB no trono) Ge> então sa6er ao emocionado /ovem *ue. *ue nos contou tudo isto resumidamente) ":s ainda não t-nhamos perce6ido a sua simplicidade in2antil. de .etr:leo *ue tinham lido o mani2esto.teu 2ilho8. como um patriarca *ue o instalasse /3 Ele relatava *ue o o6eso ?her6aAov. devido . acrescentou o velho) E chamou de parte o 2uturo imperador. não gostava de ver gente. os %edin. ele punha1se de gatas e dava a volta ao tapete) #esgra+ado de todo o secretariado se ali desco6risse p:) 4C4 A$DU'. *ue era cedo de maisX E tinha *ueimado o mani2esto) Um ano se passara) Victor AleAseievitch tra6alhava como mecLnico na @C ?om o pe*ueno erro de ter con2undido o motorista com o *ue era condu>ido dentro do autom:vel. *ue escutara o *ue contavam outros motoristas. estiveram de acordo 1e "E"^UF #E"U"?'&U o 7imperador8X Fas ele pr:prio compreendera *ue era cedoX. o (err-vel) (ornou1se o s-m6olo do poder. *ue leu a *uatro oper3rios da garagem do ?omissariado do .etr:leo. *ue tivera ocasião de acercar1se das personagens mais altas. Iielov assom6rou1se de como é *ue o comiss3rio podia t011los conhecido) Goi a*ui *ue n:s nos aperce6emos))) &s oper3rios do ?omissariado do . ap:s o interrogat:rio. o pro2ético velho *uase não se enganouX @1 Atri6uto dos c>ares da Fosc:via.areceu1lhe estranho ter de esperar até 194Q. *uando chegava ao %ecretariado da 'n2orma+ão. ou ao médico. pelas *uais até ao momento não se sentia culpado. não haver uma *ue o 2i>esse. est3vamos a6sorvidos pelo seu invulgar relato e 1 a culpa 2oi nossaX 1 não tivemos tempo de o avisar acerca do galinha1choca) (ão11pouco nos passou pela ca6e+a *ue tudo o *ue ele.E AB& #E BU AB 4C@ garagem de uma empresa de transportes) "o &utono de 1944. em 195@. contara não era ainda do conhecimento do comiss3rio instrutorX))) #epois de terminado o relato. *ue vira de perto os FiAhailov. come+avam a pesar agora so6re os seus om6ros e seria ele o respons3vel se elas se prolongassem) . todos os cola6oradores se sumiam) $es2olegando.uschAhine) R") dos ()S A$DU'. tinha 2icado convencido de *ue nada havia neles de extraordin3ria antes pelo contr3rio) & c>ar novamente ungido. era um 2en:meno raroX GastenAo não se tinha . das depend0ncias pelas *uais devia passar. sua gordura. mas o *ue é certo é *ue 6em depressa o chamaram) E ele denunciou esses *uatro oper3rios do ?omissariado do . sentiu so6re si o peso do chapéu de mo1nomaAha@1) A miséria e a dor do povo *ue via . os ?her6aAov. avisado.

por exemplo. aca6ara) A*uela tarde. *uando caminhava pelo mercado. levando1o perante um general e um coronel. como era rid-culo e 2ora do tempo ser imperador de todas as $<ssias) Fas *ue 2a>er. o edi2-cio da Brande u6ianAaY "ão dese/a ir visit31loY))) a&s /ovens comiss3rios vieram tam6ém para se rir do 7imperador8 de todas as $<ssias) Além da piada. no mercadoJ 7Victor AleAseievitchX Venha connoscoX8 E num autom:vel ligeiro levaram1no para a u6ianAa) A*ui. piscando1nos o olho) (odos se riam dele))) Victor AleAseievitch. 7sua ma/estade8Y Ve/a. encontrou1o e disse1lheJ 7Victor.3scoaJ as 2esta entrecru>avam1se) (odos os comiss3rios passeavam por Foscovo. um velho oper3rio. 2are/ando desgra+a) "o domingo depois da Anuncia+ão. e houve um momento em *ue o 7imperador8 *uase chegou a destruir o seu mani2esto.enganado nas suas conclus9es *uanto ao 7estado de esp-rito da classe oper3ria8)S E certo *ue o 7imperador8 lan+ava mão de ingénuos su6ter2<giosJ 2a>ia alus9es insinuando *ue tinha uma 2orte mão no Boverno *ue o apoiava. dado *ue *uer suprimir os empréstimosc))) 7Varrerei o =remlin da 2ace da (erra)8 Fas onde vai instalar o seu governoY %ervi1lhe1ia. alturaX E logo o cora+ão de Victor AleAseievitch se oprimiu. na cela. camaradas)))8 E sorria com timide>) Ele compreendia.el3gia. nada mais o6servaram de importante) ":s mesmo. *ue era um dos seus correligion3rios.rimavera dissolva os AolAho>es)8 Fas como vai dividir o invent3rio agr-colaY 'sto não 2oi previsto))) #epois escreveJ . em 195@. por en*uanto. tens ra>ão)8 dirigiu11se a casa para o 2a>er) Fas dois /ovens simp3ticos a6ordaram1no ali mesmo. com a sua pr:pria mão. e a*uele arre6atou1lhe. e prometendo aos seus partid3rios miss9es de servi+o para uni2ica+ão das 2or+as mon3r*uicas no interior do pa-s) #ecorreram meses) & 7imperador8 a6riu1se a duas raparigas da mesma garagem) A*ui o caso /3 não caiu em saco roto) As /ovens estavam ideologicamente . de so6rancelhas 6rancas. o mani2esto do seu 6olso a6arrotado) Entretanto. per2eitamente. 6astou um s: interrogat:rio para *ue a Brande u6ianAa 2icasse sossegadaJ veri2icaram nada haver1de terr-vel) Gi>eram de> deten+9es na garagem da empresa de transportes e *uatro na do ?omissariado do . na retrete) Fas pensou *ue assim o pressionariam ainda mais) Aonde. 2oram tão precipitados *ue não o revistaram. nem sempre pod-amos conter o risoJ 1 "ão se es*uecer3 de n:s. 7'ntensi2icarei a constru+ão de moradias e alo/arei cada pessoa perto do seu lugar de tra6alho))) Aumentarei os sal3rios dos oper3rios)))8 E com *ue dinheiro. aonde é *ue iam lev311loY Gi>eram1no su6ir imediatamente no elevador. não tendo chamado ninguém para interrogat:rios) "o meio do sil0ncio ouviu1 se no entanto alguém protestar contra *ual*uer coisa) evaram1no da cela para a enxovia Rpelo som determin3vamos a disposi+ão de todas as portasS e espancaram1no . o dinheirinho tem de ser impresso . se a elei+ão do %enhor se tinha detido neleYX Iem depressa o levaram da nossa cela)@4 7 "as vésperas do .rimeiro de Faio tiraram a camu2lagem das /anelas) A guerra. levando o mani2esto consigo. esse papel. com calos nas mãos. m3*uina. devias *ueimar. estava tran*uila como nunca. não achasY8 E Victor sentiu com acuidade *ue o tinha escrito demasiado cedoX 7Vou agora *ueim31lo. o2erecia1no1las sem distinguir o teu e o meuJ 7?omam. con2orme o ritual. era *uase como um segundo dia de . simpl:rio.etr:leo) Entregaram logo o processo ao coronel e este riu1se ao analisar o apeloJ 1 7Vossa ma/estade8 escreve a*uiJ 7#arei instru+9es ao meu ministro da Agricultura para *ue na . ao rece6er as 6atatas co>idas da sua in2eli> mãe . pelos vistos. espero 1 di>ia U). na u6ianAa. comam.

e per2urados por estilha+os de metralha alemã) "ão era para n:s.rimeiro de Faio e qm 5 de "ovem6ro) %: por isso nos aperce6emos do 2im da guerra) . ergueram a ca6e+a e olharam de soslaio a morda+a R7ahX.E AB& #E BU AB 4C5 tes. tinham rece6ido na sua 2ronte e no seu peito os primeiros golpes desta guerra. /ovem antitan*uista. nas nossas cadeias. vindos de não muito longe. tais aren*ues no oceano) "a primeira ponta desse cardume .ela noite dispararam ainda trinta salvas) J3 não havia mais capitais para tomar.*ueles *ue.durante longo tempo) .$'FAVE$A EF Junho de 1945 chegavam até . mas chegava1nos /3 o rumor de *ue se preparava uma grande parada da Vit:ria. gemiam e a2undavam1se e não eram elas *ue deviam coroar o edi2-cio) Fas até 2igurar dignamente nos alicerces. na u6ianAa. por detr3s das morda+as verde1escuras dos vidros. onde metade dos presos eram ex1prisioneiros e ex1soldados da 2rente) Ele descreveu a <ltima das salvas numa concisa oitava. a primavera dos prisioneiros russos) Eles passavam pelas pris9es da União como densos e invis-veis cardumes cin>entos.rimavera de 1945 2oi antes de mais. em 19. era recusado . *ue repetiam ve>es sem conta) E n:s 2ic3vamos de pé /unto das /anelas a6ertas. da prisão. antigos prisioneiros de guerra e antigos com6atentes. todas as manhãs e todas as noites. voltando a deitar1se) E de novo se em6rulharam nos capotes) a "esses mesmos capotes cheios de lama das trincheiras ou de cin>a de acampamentos.raga e Ierlim) $estava sa6er *ual das duas era) Em 9 de Faio trouxeram1nos o almo+o /untamente com a ceia.or entre o amea+ador sil0ncio ouvia1se nitidamente cada arrochada no corpo mole e na 6oca engasgada) "o dia 4 de Faio dispararam trinta salvas. encontrava1se nessa noite numa superlotada cela de IutirAi. como apenas se 2a>ia. impedindo a vit:ria alheiaJ Due são para o traidor os acordes da gl:riaY1 Essa . parece *ue de *uarenta salvas) Era /3 o 2im dos 2ins) %o6re a morda+a da nossa /anela. contempl3vamos o céu de Foscovo repleto de 2ogo1de11arti2-cios e cru>ado pelos raios dos pro/ectores) Ioris Bammerov. da parte dos antigos presos) A$DU'. mais necess3ria. os sons met3licos das or*uestras da $ua essnaia ou da "ovoslo16odsAaia) Executavam s: marchas. escutando) Eram unidades militares *ue des2ilavamY &u oper3rios *ue dedicavam com satis2a+ão o seu tempo livre a marcar passoY "ão sa6-amos.rimavera) 2 V' E%%A . essa Vit:ria) "ão era para n:s. em6ora não a toda a largura. desmo6ili>ado por invalide> Rcom uma 2erida incur3vel nos pulm9esS e preso com um grupo de estudan1 @4 Duando me apresentaram a =ruchtchev. alinhando nos versos mais prosaicos como se deitaram nas tarim6as e se co6riram com os capotesW como acordaram com o 6arulho.4.ra+a Vermelha. marcada para 44 de Junho 1 *uarto anivers3rio do in-cio da guerra) As pedras *ue tinham servido de alicerce. n:s. essa . as salvas8S. das outras celas da u6ianAa e de todas as cadeias da capital. no . a6surdamente a6andonados. tinha na ponta da l-ngua para di>er1lheJ 7"iAita %erguievitchX (emos um conhecido comum)8Fas disse1lhe outra 2rase.s /anelas da cadeia de IutirAi. o *ue signi2icava tratar1se de uma capital europela tomada) ^avia ainda duas por tomarJ . na . segundo parecia) E nessa mesma noite ouviu1se outra sauda+ão.

houvesse sido aprisionado na travessia da ponte do %oloviovsAi. eu vi as colunas.&$ '%%& metidos em camposJ como é *ue pudeste escapar vivo de um campo de exterm-nioY A*ui h3 maroscaX A$DU'. os <nicos *ue tinham um ar a6atido. constituindo pela sua idade. en*uanto não me esmagassem) %entia1me agora como se. prisão parecia1me. no cerco de ?rac:via.ara *u0. essa angustiante primavera das pris9es. 2rente e ali havia escutado. de modo *ue %taline temia *ue eles pensassem tra>er da campanha na Europa a li6erdade europela. en*uanto . e *ue.$E?'%AFE"(E . E$AF . mais exacta1 1 Verso de Alexandre IloA) R") dos ()S 4CQ A$DU'. de6aixo das c<pulas de ti/olo vermelho do castelo de IutirAi.E AB& #E BU AB 4C9 . ao som das marchas da Vit:ria. como /3 tinha acontecido cento e vinte anos antes) ?ontudo. respond-amos. /unto com esses rapa>es. eu sentia *ue esta hist:ria de alguns milh9es de prisioneiros russos me ligava a ela para sempre. onde tinham ido parar os meus companheiros de gera+ão. sua volta todos nos alegr3vamos. então. uma insigni2icLncia e es*ueci1me de me lamentar acerca dos gal9es arrancados) 3. em compara+ão. na primavera do a/uste de contas com a minha gera+ão) Eramos n:s a*ueles a *uem cantavam no 6er+oJ 7(odo o . s: por casualidade é *ue eu não havia estado) ?ompreendi *ue o meu dever era meter om6ros a um dos cantos do seu 2ardo comum e lev31lo até ao 2im. os seus relatos. o *ue mais havia era gente da minha gera+ão ou.E AB& #E BU AB mente. de todos os lados. *ue tinham 2icado vivos. tinha participado nas mani2esta+9es do vigésimo anivers3rio. e agora.r<ssia &riental em duas. da nova AlemanhaW os o2iciais do Exército Vermelho *ue eram demasiado 6ruscos e ousados nas suas conclus9es. como se tivessem /3 um destino marcado) "em s: os prisioneiros passaram por estas celas) . converteu1se. nas canteiras de =ertchW como se. com as mãos atr3s 4 &s cativos de Iuchenjald. os gal9es de capitãoJ com eles postos. contemporLnea da $evolu+ão. *ueimadas do sol. saudandoJ 7%empre preparadosX8 Era mos n:s os *ue introdu>-amos armas em Iuchenjald e *ue ali mesmo ingress3vamos no . pela primeira ve>.oder aos %ovietesX8 Eramos n:s os *ue estend-amos as nossas mãos in2antis. no come+o da guerra. exclama+ão de 7Este/am preparadosX8b. não seria poss-vel sa6er por*ue vinham tão tristesY Fas eis *ue o destino me atirara tam6ém para o rasto destes prisioneiros) Eu /3 tinha 2eito com eles o caminho da sec+ão de contra1espionagem até . e *ue . desalentadas. nascida em 1915.or elas 2luiu a torrente de todos a*ueles *ue tinham estado na EuropaJ os emigrados da guerra civilW os alemães do este. e /3 então a sua triste>a me deixou estupe2acto. sem *ual*uer d<vida. dos prisioneiros *ue regressavam.artido ?omunista) E agora encontr3vamo1nos entre os demais. em6ora eu não sou6esse ainda *ual a sua causa) Eu saltei para o chão e aproximei1me dessas colunas espontaneamente 2ormadas) R. ainda não muito claros para mim) %: depois Kuri E) me explicou tudo. precisamente o *uadro de o2iciais do exército *ue 2oi disperso em algumas semanas) Assim.apareceu1me Kuri E) Fas agora eu estava envolto. como um al2inete 2ixa uma 6arata) A pr:pria hist:ria de como eu 2ui parar . para as cornetas de pioneiros. s: por*ue t-nhamos escapado com vida4) J3 *uando cort3vamos a . colunasY E por*ue iam 2ormadosY "inguém a isso os o6rigava) &s prisioneiros de guerra de todas as na+9es regressavam em de6andadaX Fas os nossos *ueriam voltar o mais su6missos poss-vel)))S Eu tra>ia. pelo seu movimento coeso e seguro.

artido ?omunista da bh $) %) %). atravessar o estreito de .. uma ideia clara penetrasse no meu cére6ro mori6undoJ *ue a $<ssia %oviética renunciava aos seus 2ilhos agoni>antes) 7&s 2ilhos orgulhosos da $<ssia8 tinham1lhe 2eito 2alta. inclusive nos documentos /udicials. *ue tra-ram a p3tria.)B) BregrorienAo. e lan+ando1lhes /3 o la+o estrangulador a partir da 2ronteira4) 'n<meras 2oram as in2Lmias *ue se cometeram e os mil e cem anos de exist0ncia da nossa na+ão testemunham1no) Fas ter3 havido alguma mais gigantesca do *ue esta. de 1Q. diga1 se mesmo. no ano. *uando o governo *uerido da p3tria tudo havia 2eito para perder a guerraJ tinha destru-do as linhas de 2orti2ica+9esW exposto a avia+ão a ser destro+adaW desmontado os tan*ues e a artilhariaW privado o pa-s de generais competentes e proi6ido os exércitos de resistirem@) &s prisioneiros de guerra 2oram precisamente a*ueles *ue apararam com os seus corpos o golpe e detiveram o Exército alemão) "a segunda ve>.. mas ninguém.ro6lemas da ^ist:ria do . o Brande Estrategista. em #e>em6ro de 1941. pela terceira ve>. en*uanto ainda se podiam levantar para o ata*ue) Fas encarregou1se de aliment31los no cativeiro. atraindo1os com amor maternal R7A p3tria perdoou1vosX A p3tria chama11vosX8S. p3tria. sem outro motivo *ue não 2osse pu6licar. a 2im de não passar o 'nverno so6 um céu a6erto. ao 2rio. com cara6inas Verdan. e um prisioneiro trans2ormado em animal 2ero> se arrastasse até mim. en*uanto se lan+avam so6 os tan*ues. os in2eli>es. revista .das costas. os tratou senão como 7traidores da p3tria8) Est3 tudo ditoX Eles não 2oram traidores a ela.aiJ ele lan+ou a 2lor da intelectualidade moscovita para a m3*uina de picar carne de Via>ma. ela atrai+oa1os desavergonhadamente. para morder a carne do meu 6ra+o *ue ainda não congelara) E como se dia ap:s dia. mas sim por ela atrai+oados) "ão 2oram eles. a p3tria tra-a1os malevolamente. horas e horas na 6icha. mas a l-ngua não nos permite) Esses homens 2oram declarados traidores. morte no cativeiro) @ Agora. todo o povo e os /ornais repetiram e transcreveram esse erro. tivesse levado o meu orgulho soviético para tr3s do arame 2arpado do campo de concentra+ãoW como se tivesse 2icado. para *u0Y Eram comedores supér2luos) E testemunhas supér2luas de vergonhosas derrotas) ]s ve>es *ueremos mentir. para o6ter uma colherada de Aava RsucedLneo de ca2éS gelado e me convertesse num cad3ver ainda antes de chegar . de *ue 2oram v-timas muitos milh9esJ trair os1seus 2ilhos e declar31los traidoresYX E com *ue 2acilidade os exclu-mos das nossas contasX (ra-ramX &pr:6rioX ^3 *ue risc31 losX $iscou1os mesmo antes de n:s o nosso . no campo de 6atalha. na 6arraca dos ti2osos e /unto do arame 2arpado do campo vi>inho dos ingleses. revelando involuntariamente a verdadeJ *uiseram declar31los traidores . grosseiramente. um comunicado de grande e2eito. mas a calculista p3tria *ue os traiu a eles e. a6andonando1os .E AB& #E BU AB E agora. por ($n% VEUE%) A primeira ve>.Q) #a*ui por diante eles multiplicar1se1ão) "em todas as testemunhas morreram e 6em depressa ninguém chamar3 ao Boverno de %taline senão o Boverno da loucura e da trai+ão) 41C A$DU'. com a consci0ncia agu+ada pela 2ome. e mesmo estas na propor+ão de uma para cada cinco) RDue outro eão (olstoi ir3 2a>er reviver perante n*8 este IorodinoYS E com um torpe movimento do seu curto e grosso dedo. saiu a lume o primeiro tra6alho honesto so6re este assunto) . 2alando ou escrevendo. mas um erro lingu-stico 2oi então cometido. ao 2im de vinte e sete anos. %amisdat. 19. tanto pelos /u->es como pelos procuradores e investigadores) E os pr:prios acusados. mandou. caldeira do campo de o2iciais n<mero sessenta e oito R%uvalAiS) Era como se tivesse a6erto com as mãos e com a tampa da marmita uma cova em 2orma de sino Rmais estreita em cimaS. carta .

o ex1che2e da direc+ão da espionagem do Exército Vermelho. se desco6riram su6itamente milh9es de traidores entre a gente simples do povo) ?omo compreender istoY ?omo explic31loY Ao nosso lado. era pouco asseado. todas as tarim6as . empregado nas 236ricas de #emidov) Era espada<do. e por*ue é *ue entre eles. o velho e6ediev. aos alemães) E. mas sim os soldados) R?om *ue 2acilidade nos deix3mos arrastar por ep-tetos preconce6idosW com *ue 2acilidade estivemos de acordo em considerar esses a6negados soldados como traidoresX "uma das celas de IutirAi encontrava1se. *ue era capa> de agarrar numa selha com um *uintal de peso) "a cela vestia uma 6ata cin>enta de tra6alho so6re a roupa 6ranca interior. contudo. sem com6ate. *ue a trai+ão se enrai>asse no esp-rito do soldado russoY Fas eis *ue.E AB& #E BU AB 411 dorso. na mais /usta das guerras. o comerciante 7 ord ^aj1^aj8. se revelou um <nico traidor céle6re. nessas mãos e pernas de lavrador) Ele tinha /3 meditado tantoX 1 Eu aprendia com ele a compreender o mundoX E. no regime))) Até agora havia um antigo provér6io *ue /usti2icava assim a prisãoJ 7& prisioneiro pode ainda gritar. . nessa . e *ue. acarinh31los e recon2ort31los. . no seu 2orte 4 Era um dos maiores criminosos de guerra. do <ltimo ou do antepen<ltimo século. sua volta) Era so6re metalurgia *ue ele menos 2alava. donde se erguia uma ca6e+a inteligente. da terra e do tra6alho. segundo 116. *ue dirigia então a mano6ra de atrac+ão e degluti+ão dos repatriados) A$DU'. de 2ronte ampla. nossa volta estavam ocupadas por presos do 116) Due ultra/ante isso 2oi para os rapa>esX & velho 2a>ia vatic-nios seguros em nome da $<ssia. apesar de tudo. Farx descreveu a miséria e os so2rimentos da classe oper3ria.=ertch a ?E"(& E V'"(E F' dos nossos soldados 1 *uase tantos russos *uantos havia nas proximidades de Iorodino 1 e entregou1os todos.*uele *ue so2ria o cativeiro era dado o t-tulo de no6reg Ga>er trocas de prisioneiros. nesta guerra. pelo seu aspecto. di>endo *ue os presos. eram traidores . e podia parecer um tra6alhador auxiliar da cadeia. de repente. cortando com a mão.rimavera. mas o morto nunca)8 %o6 o c>ar AleAsei FiAhailovitch. era um dever da sociedade depois de (&#A% as guerras) ?ada 2uga do cativeiro era glori2icada . coronel1general BoliAov. com6atera contra ^itler a 'nglaterra capitalista. 2e> atroar a sua vo>. o traidor não é ele. e era para eles di2-cil e vergonhoso terem de de2ender1se a si pr:prios desta nova acusa+ão) A de2esa deles perante o velho cou6e1me a mim e a dois rapa>es condenados pelo par3gra2o décimo) Até *ue grau de o6scurantismo conseguem chegar as mon:tonas mentiras do EstadoJ mesmo os mais dotados de n:s somente são capa>es de a6ranger a*uela parte da verdade em *ue meteram o seu pr:prio nari>)S5 Goram tantas as guerras *ue a $<ssia travou Rmelhor seria *ue 2ossem menos)))S e acaso houve muitos traidores nessas guerrasY Veri2icou1se. o (err-velJ 7Gu>ilaX EstrangulaX "ão d0s tréguasX8W e *ue BorAi era um 6a6oso e um charlatão *ue /usti2icava os verdugos) Eu sentia entusiasmo por e6edievJ era como se todo o povo russo se personi2icasse perante mim.ugatchov e com uma mão tão potente. en*uanto se não sentava a ler e a 2orte e costumada ma/estade de pensamentos não lhe iluminava o rosto) Gre*uentemente. p3tria e *ue não se lhes podia perdoar) &ra. os presos reuniam1se . um metal<rgico *ue tinha o t-tulo de pro2essor. en*uanto no nosso pa-s houve milh9esY E terr-vel a6rir a 6oca para di>01lo. tão elo*uentemente. mais parecia um vigoroso tra6alhador. onde. porventura. com 6ar6a . mas com a sua vo> de 6aixo explicava *ue %taline era um cão de 2ila tão 2ero> como 'van. não se sa6e por*u0. mas talve> *ue a causa resida.

*ue esteve depois preso no campo de UstvimS. as cartas e o apoio de todos iam 2luindo através dos pa-ses neutros) &s prisioneiros de guerra ocidentais não se humilhavam a estender a mão para a marmita alemã e dirigiam1se com despre>o . estende1te e deixa1te pisar) Em6ora com atraso.5 VitAovsAi descreve tudo isto de 2orma mais ampla Rnos anos @CS.E AB& #E BU AB 41@ . envenenamentos. conta do1lhes os anos de servi+o e assegurando1lhes promo+9es imediatas e. o soldado russo devia. se arrastava para rece6er a 6e6eragem de porcos *ue davam nos p3tios interiores do ''' $eich) %: para ele estava hermeticamente 2echada a porta de casa. em6ora as almas /ovens procurassem não acreditarJ existia um certo artigo 5Q1116. para com os inimigos. até. guarda na>i) &s governos tomavam em considera+ão os seus com6atentes. /3 *ue não pudeste morrer no campo de 6atalha. mesmo tendo perdido as duas pernas. sa6endo *ue eles pr:prios não estavam ao servi+o da espionagem estrangeira nem destru-am o Exército Vermelho. esta gente e mesmo condenados conservavam todos a cegueira #A $UAJ a cren+a cega em todas as conspira+9es. che2e de sec+ão de metralhadoras na guerra da GinlLndia. *ue tinham sido aprisionados. p3tria. morre agora. as dos nossos) R#e resto. regressaste vivo do cativeiro.E AB& #E BU AB como um gesto do mais elevado hero-smo) "o decurso da . assim gritavam os alemães das suas trincheirasS) Fas *uem podia imaginar todo o conte<do desta ideiaYX ^3 guerra. *ue n:s continuamos a viver) Fas se. mas não h3 prisioneirosX A. estou inocente. não havia pena mais suave do *ue o 2u>ilamentoX . h3 morte.est3 uma desco6ertaX Eis o *ue isso signi2icaJ vai e morre. ca6e+a)))S E assim. é ingénuo di>erJ 2or*ue não))) "unca os governos de *ual*uer época 2oram. segundo o *ual. em nada. depois do cativeiro. pois até mesmo para um idiota se tornava claro *ue s: os vlas1sovistas podiam ser /ulgados por trai+ão) Goi sim para *ue eles não 2alassem da Europa entre os seus conterrLneos na aldeia) A*uilo *ue não v0s não te d3 volta .or não *uerer morrer de uma 6ala alemã. moralistas) Eles nunca prenderam nem castigaram as pessoas por algo) Eles prenderam e castigaram1nas para *ue não 2i>essem algoX %e todos esses prisioneiros 2oram presos não 2oi por trai+ão . sa6otagens e actos de espionagem) 414 A$DU'. colectas de 2undos para aux-lio aos nossos prisioneiros e as nossas religiosas o6tinham licen+a para ir . /usti2icassem *ue se metessem na ordem os militares e os religiosos) Duanto aos militares. n:s vamos condenar1te) %: o nosso soldado.rimeira Buerra Fundial 2i>eram1se. re/eitado pela p3tria. soldo) %: os com6atentes do Exército Vermelho Rcaso <nico no mundoS não eram considerados prisioneiros Era o *ue estava escrito nos regulamentos r7'van não é prisioneiroX8. em muletas Rcaso do leninegradense 'vanov. de modo algum. compreendendo *ue eles mesmos não eram culpados. morrer de uma soviéticaX Aos outros. *uais os caminhos *ue se a6riam ante o prisioneiro russoY egal. na $<ssia. um s:J /a>er por terra e deixar1se pisar) ?ada erva do mais dé6il caule irrompe para viver) Fas tu. acreditavam piamente *ue os engenheiros eram sa6otadores e *ue os religiosos eram dignos de exterm-nio) & homem soviético raciocinava na prisão deste modoJ eu. e nesse caso não te /ulgaremos) A$DU'. são 6ons todos os métodos) A li+ão da investiga+ão e da cela não instru-ram. em tempo de guerra. mostrando como era surpreendente *ue os 2alsos 7sa6otadores8. mas para com eles. Alemanha visit31los) Em cada n<mero de /ornal se lem6rava aos leitores *ue havia compatriotas seus *ue so2riam num vil cativeiro) (odos os povos do &cidente 2i>eram o mesmo nesta <ltima guerraJ as encomendas. pessoalmente. as 6alas inimigasW a n:s. e o mais insigni2icante de todos aos olhos dos inimigos e dos aliados.

. canalha. %merch. onde as p3ginas de guerra são p3lidas e 2alhas de convic+ão Ro autor. esse caminho a todos. *ue não 2oi a p3tria *ue nos a6andonou. passando através de metade da Alemanha e depois cru>ando a . em tal narrativa so6re o destino de um prisioneiro de guerra. e muitos. a/udante dos alemães e da morteY A lei estaliniana não te aplicava. e tornava1te mais perigoso aindaJ tendo vivido livremente entre a popula+ão europela. *ue nos maldisse Rso6re isso. tam6ém. muitos mais5)S A 2uga para o lado dos guerrilheiros ocidentais. então *ue se expli*ue. Em conse*u0ncia. é por*ue és homem decidido e duplamente perigoso de regresso . digna de um romance policial. de onde é *ue eles sa-ram.avel IondarenAo. podias ter1te deixado contagiar por um esp-ri1 . com *ue missão te mandaram) RFiAhail Iurnatsev. em geral muito 2rouxa. como a instru+ão estipula. para *ue não surgisse o o6rigat:rio e inevit3vel 2ormalismo da recep+ão do prisioneiroJ a contra1espionagem R%merchS e o campo de veri2ica+ão e 2iltragem) %oAolov não s: não é encerrado atr3s da rede de arame)2arpado.A#&J 1S Goi escolhido um dos casos menos 2lagrantesJ o de um prisioneiro *ue perdeu a mem:ria para torn31lo 7indiscut-vel8. custa dos teus compatriotas e camaradasY ?onverter1te em pol-cia. . p3tria) #evias ter continuado a viver no campo. todas elas te condu>irão ao cho*ue com a lei) A evasão para a p3tria. excep+ão da esc:ria) M . Vacili (ior*uin) 5 "a nossa cr-tica tornou1se regra escrever *ue ?holoAhov. es*uivando toda a intensidade do pro6lema) RE se ele se tivesse entregue com plena consci0ncia.s 2or+as da $esist0ncia. *ue renunciou a n:s. sec+ão de contra1espionagem. enrai>ada em n:s. che2e. por isso. para te /untares . & VE$#A#E'$& .&s com6atentes dormem) #isseram a <ltima palavra) E pelos séculos hLo1de ter ra>ão). pois 6em. mas 1 *ue anedotaX 1 o coronel ainda lhe concede um m0s de licen+aX R'sto é. ap:s um *uarto de século de uma revolu+ão apoiada por todo o povoXSW @S Goi inventada uma 2ant3stica evasão do cativeiro. A) (vardovsAi. com um montão de cordelinhos puxados pelo ca6elo. mas ela é uma pura cristã tirada de #ostoievsAiS. uma pena mais severa do *ue pela participa+ão nas 2or+as de $esist0nciaJ o artigo é o mesmo. proi6ia. contou a 7verdade amarga8 so6re 7este aspecto da nossa vida8.E AB& #E BU AB to muito pre/udicial) E se não tiveste medo de 2ugir e em seguida de lutar. . como se veri2icou na maioria dos casos. rompendo as cercas do campo. *uando 2oi precisamente isso *ue criou uma situa+ão sem sa-da) (udo se passa antes como 3e entre n:s tivessem surgido traidores) RFas se é essa a explica+ão 2undamental. todas outras vias *ue possa imaginar o teu desesperado cére6ro. ele 2ica com li6erdade para cumprir a sua eventual missão da espionagem 2ascista))) Esse coronel est3 6om para ser l3 metidoXS 414 A$DU'. até cair na anedota Rs: a esposa do her:i est3 6em apresentada. ?holoAhov não escreve uma palavraS. e ao 6anco dos réusJ como é *ue 2ugiste. e a mesma a condena+ãos Re pode adivinhar1se por*u0J um homem desses é menos perigosoXS) Fas uma lei -ntima. inexplicavelmente. onde os alemães são descritos de 2orma estereotipada e pseudopo1pular. na sua imortal narrativa & #estino de Um ^omem. 7revelou8 o pro6lema) Vemo1nos o6rigados a o6servar *ue em tal narrativa. condu>ia1te .ol:nia ou os Ialcãs. não 2a>ia senão protelar a tua hora de responder perante o tri6unal. *uando os outros não conseguem 2ugirY ^3 a*ui algo de o6scuroX ?on2essa. pelos vistos. não conheceu a <ltima guerraS. *ue teria sucedido entãoYSW 4S & principal pro6lema do cativeiro est3 apresentado de tal 2orma.$&I EFA #& ?A('VE'$& E%(Z &?U (& &U #E(U$.

tu devias negar *ue eras engenheiro. nem puseram a co>er as solas velhas das 6otas. com um simp3tico sota*ue de VieatAa . . em geral. com Lnimo com6ativo. se v0 2umegar uma co>inha de campanha e a todos os *ue estão de acordo dão de comer até encherem a 6arriga 1 uma s: ve> *ue se/aX Uma ve> mais *ue se/a. dos nossos rapa>es. restava urrr2 *uintaJ esperar os enga/adores. pois os guardas 6rancos não 2a>iam esse tra6alho) &s enga/adores convocavam um com-cio no campo. *uando. muitos haveriam de ser tam6ém a6andonados pela p3triaS) &nde *uer *ue 2osse. chegavam alguns alemães das >onas rurais e enga/avam tra6alhadores agr-colas para os lavradores. . comiss3rios pol-ticos vermelhos.E AB& #E BU AB 415 *ue os destinassemJ aos 6atalh9es de VlassovW aos regimentos de cossacos de =rasnovW aos 6atalh9es de tra6alho para cimentar o 2uturo muro do AtlLnticoW aos 2iordes norueguesesW . esperar *ue eles te recrutassem) ]s ve>es. por uma trai+ão . n:s mesmos o dispensamos de *ual*uer dever. por detr3s as portas do campo. ?&F& E DUE . *ue nunca rilharam morcegos. nos campos de prisioneiros. como eles 2a>iam aos *ue voavam so6re o campo. p3tria. além das 2umegantes papas de cereal. desde *ue não 2icassem ali a morrer aos poucos como gado a6andonado) A um homem *ue levamos ao extremo de rilhar morcegos. logo *ue 2ossem lan+ados pelos alemães para o lado russo. por detr3s dele. *ue. não s: perante a p3tria. os apelos do enga/ador acenavam com a miragem da li6erdade e de uma vida verdadeira onde *uer Q . agravada pelo tra6alho para o inimigo. ainda h3 pouco. vestindo as suas 2ardas do Exército Vermelho e voltando.s areias da -6iaW aos Aiji 1 ^il2sjill1ge 1. tu conservarias a tua pure>a patri:tica se 2icasses a cavar a terra.s autoridades soviéticas. *ual*uer argumento. a apodrecer ou a re6uscar nas lixeiras) Então. de ca6e+a orgulhosamente erguida. e 2irmas havia *ue escolhiam engenheiros e oper3rios) %egundo o superior imperativo estaliniano. de rostos 6olachudos. nada complicados. insultavam o regime soviético e 2a>iam apelo . auxiliares volunt3rios da Mehrmacht Rhavia uns do>e hiji em cada companhia alemãSW ou ainda . ocultar *ue eras um oper3rio *uali2icado) %endo construtor ou electricista. di2-ceis ou inadmiss-veis. contar apanhar uns de> anos. como o passavam os nossos prisioneiros de guerra.ol-cia $ural. mas tam6ém ante a humanidade) E a*ueles. tinham sido.s 2ileiras) Bostaria *ue me dissessem %E ^UFA"AFE"(E %E$'A #E E%. p3tria. para perseguir e ca+ar guerrilheiros Rdos *uais. na vida) Fas.riva+ão de direitos c-vicos) R") dos ()S A$DU'.ondo de lado estas *uatro vias. por 2elicidade. pouco importava. apanharias de ca6e+a 6aixa))) os mesmos de> anos e mais cinco de morda+aX (al era a 2iligrana de hipop:tamo em *ue %taline tanto se distinguiuX &utras ve>es chegavam enga/adores de car3cter completamente diversoJ russos *ue. tu poderias..E$A$ &U($A ?&'%A. inscri+ão nas escolas de espionagem ou nas unidades vlas1sovistas) A*ueles *ue nunca passaram 2ome. mais cinco de morda+aQ) Assim. 6agagens e instru+9es. /untamente com o 6ondoso comando. rindo1se. na tua especialidade. di2icilmente poderão compreender *ue irresist-vel 2or+a material ad*uire *ual*uer apelo. dos tontos dos alemães. com armas. se inscreveram nos 6reves cursos para espi9es não tiravam ainda as conclus9es <ltimas do a6andono a *ue estavam votadosJ actuavam ainda de 2orma extraordinariamente patri:tica) Encaravam isso como o recurso mais 23cil para se escaparem do campo) Duase todos tinham na ideia o pro/ecto de irem entregar1se.&#E$'A %E$ #E &U($& F&#&Y Eram rapa>es sinceros. . por uma trai+ão pura . pude ver muitos deles.

mais cinco de morda+a) E.ou de Vladi1mir) Enga/avam1se volunt3rios na espionagem. sem distin+ão de pessoas. tam6ém a eles. em VladimirS eram acusados de igual crime) A*ueles *ue olhavam com demasiada insist0ncia para uma 41. antes de mais nada. para a 2rente) E em 1944 tinha ainda um coldre va>io em ve> de uma pistola Ro comiss3rio não compreendia por*ue é *ue ele não deu ca6o da ca6e+a com o coldreS) Evadiu1se por ($n% VEUE%) Em 45.ortas #ouradas. A$DU'. entretanto. 2oram igualmente acusados de espionagemX %taline parece ter intervindo e multiplicado a céle6re 2rase da co*ueta ?atarina) Ele pre2eria 2a>er apodrecer novecentos e noven1te e nove inocentes a deixar escapar um s: espião. como V& U"(Z$'&.E AB& #E BU AB linha 2érrea. *ue con2ian+a se podia ter nos soldados russos *ue tinham estado realmente nas mãos da espionagem alemãYX E *ue al-vio para os casacos do Finistério da %eguran+a do Estado se milhares e milhares de soldados lan+ados para a Europa não ocultavam terem sido recrutados voluntariamente para a espionagemX Due evidente con2irma+ão dos progn:sticos do mais s36io dos s36iosX Vamos. *ue tinham sido as 6aionetas mais leais durante os primeiros anos da $evolu+ão. sem *ual*uer pr3tica de lidar com a 6<ssola ou com o mapa) Assim. a*ueles *ue não aceitaram nenhum enga/amento. ainda *ue insigni2icante) Assim. vamos. recaindo em 6loco so6re *uase todos eles) (odos os soviéticos *ue alguma ve> tivessem estado no estrangeiro. em 19@5. assim. o tenente %emionov tinha marchado. im6ecisX & artigo e a recompensa *ue merecem h3 /3 muito. *uando am6os /3 tinham rece6ido o *ue lhes competia por lei))) Duantos anosY & leitor perspica> /3 sa6eJ de> anos. eles $EJE'(A$AF a proposta alemã de tra6alhar na sua especialidadeX Em 1941. depois da li6erta+ão do campo. e *ue.or exemplo. condu>idos aos campos do "orte e l3 desapareceram) & mesmo destino teriam conhecido os chineses *ue participaram na Buerra ?ivil. sem p_r o nari> de 2ora. passando toda a guerra no campo de prisioneiros. apesar de tudo. h3 /3 muito *ue estão preparadosX Fas é oportuno levantar esta *uestãoJ houve. 2a>iam uns 6iscates) %er3 poss-vel *ue a p3tria lhes não tenha perdoado. com apenas *uatro ou cinco anos de escola rural. *ue não tra6alharam na sua especialidade para os alemães. eram tam6ém v-timas dessa acusa+ão) (odos os in<meros comunistas estrangeiros *ue desapareceram na União %oviética. so6 a mesma suspeita. incorporou1se na e*uipagem de um tan*ue nosso .oderia parecer *ue a empresa do comando alemão era dispendiosa e a6surda) Fas nãoX ^itler /ogava em sintonia com o car3cter do déspota seu irmão) A mania da espionagem era um dos tra+os 2undamentais da loucura estaliniana) %taline vivia o6cecado pela ideia de *ue o seu pa-s estava pe/ado de espi9es) (odos os chineses *ue ha6itavam o Extremo &riente soviético 2oram condenados segundo o artigo 5Q1. ou tivessem 2otogra2ado um edi2-cio da cidade Rpor exemplo. os engenheiros electrotécnicos "iAolai Andreievitch %emionov e Giodor Giodoro1vitch =arpov. se não tivessem partido antecipadamente) ?entenas de milhares de coreanos 2oram exilados para o ?asa*uestão. não lhes perdoouX ?onheci %emionov e =arpov na cadeia de Iu1tirAi. *ue alguma ve> tivessem a6randado o passo perto do ^otel 'nturist. poderia parecer *ue essa era a <nica 2orma ade*uada *ue eles tinham de sair dessa situa+ão) . tam6ém. ao serem detidos em massa. *uer 2ossem destacados ou pe*uenos 2uncion3rios do =omintern. *ue alguma ve> tivessem sido 2ixados num retrato ao lado de um rosto com uma 2isionomia estrangeira. de espionagem9) E os atiradores lituanos. e. *ue não 2oram denunciantes. para a ponte de uma estrada ou para a chaminé de uma 236rica. as . por incr-vel *ue pare+aX . eram acusados.. pelo 2acto de terem ca-do prisioneirosY "ão. sendo magn-2icos engenheiros. 2icaram vivos. *ue 2a6ricavam is*ueiros com os restos do 2erro velho.

o *ue dava lugar a *ue 2osses tam6ém interrogado como testemunha) E certo *ue o esclarecimento do caso podia prolongar1se por um ano ou dois. de ser dos nossos. companheiros de 2eitos de #imitrov no processo de eip>ig. não conseguissem provar *ue. e. em carne e osso. 2oram am6os condenados) %taline preparava outro destino para #imitrov) A$DU'.opov e (aniev. rece6endo a &rdem da Estrela Vermelha) E no 2im de tudo isso 2oi 9 'oci2 Iro> (ito escapou por um tri> a esse destino) Fas . p3tria. em6ora por se terem simplesmente deixado aprisionar merecessem o 2u>ilamento.145) Uns eram presos nos centros de concentra+ão na Alemanha) &utros não eram o2icialmente presos. o seu processo /3 havia chegado . de todas as maneiras. novas perguntas. no6remente.oucos prisioneiros de guerra cru>aram a 2ronteira soviética como pessoas livres. na con2usão. por sua ve>. havias servido os alemães. para um dos in<meros campos de controle e de 2iltragem dispersos por todo o pa-s) Estes pouco se di2erenciavam dos campos de tra6alho. *ue tinham conhecido na Alemanha. havia no campo de controle e de 2iltragem um elevado n<mero de comiss3rios instrutores e de 2uncion3rios da %eguran+a) ?omo sempre. mas numa região a2astada) &s agentes operacionais de =emerovo enviavam as perguntas aos de %oliAamsA e eram esses *ue interrogavam as testemunhas e enviavam as suas respostas. so6 escolta.E AB& #E BU AB através dos canais secretos das sec+9es especiais. mas a p3tria nada perdia com isso. em testemunhasJ outros prisioneiros de guerra. podiam adaptar1se desde o primeiro dia . ou /3 não se encontravam testemunhas vivas. sem se reunir em sessão 2ormal. automaticamente. mas na 2ronteira levavam1nos em vag9es de mercadorias. e2ectivamente. /ornada de tra6alho de de> horas) "os tempos livres. de tarde ou de noite. então. os agentes operacionais decidiam *ue grau de isolamento tu merecias) Alguns rece6iam ordem de mudar o lugar de resid0ncia Risto altera sempre a rela+ão do homem com o meio am6iente. com a di2eren+a de *ue os *ue ali se encontravam ainda não tinham sido condenados e deviam rece6er a senten+a1no campo) (odos estes campos de controle e de 2iltragem estavam adstritos a alguma 236rica. 2oi apanhado logo depois. e os antigos prisioneiros de guerra. os teus de> anos) "o caso de *ue. pois todos os dias tu ias extraindo o teu carvão) E se alguma das testemunhas não depunha nos termos re*ueridos. 41Q A$DU'. igual . por mais voltas *ue dessem. terra) Esses indiv-duos tinham deixado. segundo parecia. e se. permitiam humanamente *ue 2ossem para casa) Fas a tua alegria era prematuraX Adiantando1se a eles. mina ou o6ra de constru+ão. mas por E E%. os americanos e os ingleses R*uando a li6erta+ão do cativeiro não 2ora 2eita por n:s. apertavam1lhes a mão e. evidentemente. isso era uma circunstLncia 2ortemente agravanteS. e por . para isso. eras tu *ue devias demonstrar *ue não o eras) #evias 6asear1te. culpado) %em sa-res da rede de arame 2arpado. sendo enviada para um rincão distante) A outros. tu não tinhas senão *ue culpar1 te a ti mesmoJ eras. eram interrogadosW para isso. a partir de 194.Rde tropas de desem6ar*ue aéreoS e (&F&U IE$ 'F.E AB& #E BU AB 415 de2initivamente aprisionado e condenado) Eis o espelho da nossa "emésis) . catalogado como traidor . e o tri6unal aplicava1te. alguém conseguiu escapulir1se. *ue não tiveras tempo de ver. a pessoa perdia1toda e *ual*uer li6erdade individual. tornando1o mais vulner3velS) A outros propunham. *ue podiam não estar nesse campo. so6retudo. ao avistarem a p3tria através dessa rede de arame 2arpado. a instru+ão partia do princ-pio de *ue tu eras. 2a>endo. *ue tra6alhassem na guarda militari>ada de um campoJ 2icando aparentemente livre.

eram presos com 2undamento no par3gra2o respeitante . deu1lhe a ler a colec+ão completa do . *ue não se sa6ia 6em se pretendia ser uma espécie de governo russo ou não) . rece601la)8 A antiga d-vida pela desco6ertaX AleAsandrov. a Gran+aX (eria ido para além1marX . a /ulgar pela 6iogra2ia. 2oi acolhido nos c-rculos dos emigrados russos) Ali encontrou tam6ém uma /ovem por *uem se apaixonou) & 2uturo sogro. magro. acaso. *ue comandava. o indeciso comunicado parecia até uma inven+ão pura e simples) Essas 2olhinhas reprodu>iam o retrato do general Vlassov.ara além de tr0s oceanos) A*ueles *ue haviam sido apanhados em casa ou no Exército Vermelho segundo o par3gra2o décimo. agita+ão. não esperavam nenhuma amnistia) J3 antes do nosso encontro nas tarim6as da prisão. nessa .or esse mesmo pre+o Rpor esses mesmos de> anosS. num campo especial. a hist:ria das torrentes. com :culos de aros de tartaruga)S Fas. mais ou menos. eu tinha conhecimento da sua exist0ncia.rimavera) %e sou6esse *ue me iam rece6er assimX Due me enganavam assimX Due era este o destinoX (eria eu.ocasião da primeira deten+ão em massa. 2re*uentemente tinham1lhes inve/aX Due dia6oX . por exemplo a de 194Q149. 2ome. tendo 2icado perplexo) 1C #e resto. de um certo 7comité russo8 de %molensA. como estes rapa>esX &nde não estiveram elesX E n:s re6entaremos assim num campo. ou noutro *ual*uer *ue considerassem conveniente) Estive preso com pessoas dessas) 7Ah. sem nada mais ter conhecido do *ue a escada 2edorenta da casa) REntretanto. *uanta coisa interessante pod-amos ter visto. pois. muitas ve>es molhadas pela chuva e secas pelo sol. 6em como a sua 6iogra2ia) (anto *uanto se podia ver na ne6ulosa 2otogra2ia. nas celas da prisão. ele considerava1se satis2eito por se ter colocado 6em como che2e de 6rigada))) A$DU'.elos vistos. esses mesmos *ue eram a6rangidos pelo 5Q11C *uase não ocultavam o seu 2eli> pressentimento de *ue seriam os primeiros a 6ene2iciar da amnistia)S %: os vlassovistas não suspiravamJ 7Ah. 2oi torpemente deixado morrer .ara além1oceanoX . entre 191Q11941. nem por ter sido conselheiro militar de ?hang =ai1?heA) A primeira como+ão da sua vida veri2icou1se *uando o 4)O Exército de ?ho*ue. regressado . como todos os generais da nova 2orma+ão) R#isseram1me depois *ue não era assim e *ue Vlassov tinha antes uma 2igura mais parecida com a de um general do &cidenteJ alto. p3triaY #e modo nenhumX (er1me1ia arran/ado para alcan+ar a %u-+a. para sua edi2ica+ão.E AB& #E BU AB 419 Goram primeiro pe*uenas 2olhas de papel. se eu sou6esseX)))8 era esse o principal estri6ilho. de> anos mais cinco de morda+a) Em 195@. esse ar de sucesso parecia con2irmar1seJ a sua 2olha de servi+o não tinha sido manchada pela guerra de 19@5. isto não tinha ainda sido decidido pelos pr:prios alemães) E. sem edulcora+9es nem correc+9es) Ao mesmo tempo contou1lhe. *ue se certi2icou do seu nome e do apelido e lhe disseJ 7Em 1915 2i*uei a dever ao seu pai uma grande *uantia em dinheiro e não me 2oi poss-vel pagar11lha) #igne1se. regressou . perdidas entre as ervas altas.ravda. em #e>em6ro de 1944. a a6undLncia. depois da guerra. tal como 2i> no cap-tulo segundo) E contudo))) AleA1sandrog deixou a namorada. *uando estava cercado) Fas em *ue 2rases dessa 6iogra2ia se podia acreditarY11 . mesmo *uando os prisioneiros sa6iam. o seu rosto dava1lhe um aspecto de pessoa 6em sucedida e 6em tratada. por isso. se eu sou6esseX8 R.or*ue eles sa6iam ao *ue se expunham)S "ão esperavam *ual*uer perdão. da >ona pr:xima da 2rente de &rei) "elas se comunicava a cria+ão. U)$)%)%) e apanhou. procediam 2re*uentemente da mesma 2orma) Vassili AleAsandrov 2oi aprisionado na GinlLndia) Ali o desco6riu um velho comerciante sampeters6urgu0s. *ue h3 tr0s anos não eram cei2adas. como 2acilmente se adivinhar3.

e arre6atou . os 54t) 4)t e 54)O Exércitos) Fas estes tr0s exércitos não se mexeram a tempo. incluindo eninegrado. em 5 de Janeiro de 1944. os che2es de divisão e os che2es de 6rigada massacrados) Em 19@Q. a tentativa de romper o cerco de eninegrado. 2oi enviado como conselheiro militar . *ue numa contra1o2ensiva vitoriosa em de2esa da capital Rtomada de %olnetchnogorsAS é mencionado no comunicado de guerra do 'n2orm6ureau. 2alta de prepara+ão. e até alheio . no momento em *ue são atri6u-das as 7novas8 Rou antes. velhasS patentes. tomou1se mem6ro do . não 2oi colhida de surpresa pela agressão hitleriana. conseguiu tornar1se o vice1comandante1che2e da 2rente de VolAhov Rgeneral FerietsAovS e rece6er so6 o seu comando o 4)b Exército de ?ho*ue. avan+ando através do rio VolAhov em direc+ão a noroeste) Esta opera+ão com6inada ti%g2 sido conce6ida para partir de v3rios lados. não podendo rece6er . rece6e o comando de divisão e em 194C.artido ?omunista R6olchevi*ueSW em 19@. /3 com a patente de comandante de regimento. o @5)O Exército) (endo rompido o longo cerco de =iev. *ue comunicavam a cria+ão do $) &) A) RExército $usso de i6erta+ãoS.1a %egundo o *ue se pode ho/e esta6elecer. *ue 2oi promovido para su6stituir os che2es de exército. Vlassov era um dos mais competentes) A 99)b #ivisão de 'n2antaria. em datas coordenadas. sem sa6er exactamente o *ue se passava em "ovgorod) Em Far+o. Vlassov. os caminhos de 'nverno eram ainda transit3veis. o *ue é mais importante. *ue 2icou sem nenhum acesso para a6astecimento. o tenente1general Vlassov comandava /3. em 1941. da 2artura de papas de cereal existente entre eles e do car3cter galho2eiro dos iniciado. mas a partir de A6ril passaram a ser impratic3veis em toda essa >ona pantanosa por onde tinha avan+ado o 4)O Exército de ?ho*ue. de companhia) "os anos 4C terminou o curso da Academia Filitar V-strelW em 19@C. e nela deviam tomar parte. veio a encontrar1 se naturalmente na*uele 7segundo escalão8 estalinista. o 4C)O Exército. lutando contra #eniAin e Mranguel. 2rente dele. a6astec01lasS) & 4)b Exército de ?ho*ue avan+ou com 0xito e em Gevereiro de 1944 encontrou1se a setenta e cinco *uil:metros de pro2undidade no meio do dispositivo alemãoX E. Bovorov . sendo mo6ili>ado para o Exército Vermelho em 1919 e tendo 2eito a guerra como simples soldado) "a 2rente meridional. Andrei Andreievitch Vlassov não terminou os estudos do semin3rio de "i/ninovgorod devido . 2oi promovido a che2e de sec+ão e. *ue aguentou durante seis dias) Ap:s uma 6reve passagem pelo posto de comandante de corpo.eremichl. com grosseira /actLncia. eliuchenAo. *ue ele instruiu e preparou a partir do Verão de 194C. *uestãoW em compensa+ão. devido . onde havia muitos completamente torpes e inexperientes. na >ona de =iev.E AB& #E BU AB &lhando para a 2otogra2ia não era de crer *ue se tratasse de um homem 2ora do vulgar ou *ue h3 muito so2resse pro2undamente pela $<ssia) J3 as pe*uenas 2olhas volantes. 2icou eninegrado cercada. $evolu+ão. não s: estavam escritas num mau russo. =u>nietsov. entre a*uela 2ornada de generais. ?hina) "ão estando aparentemente ligado aos altos c-rculos militares e partid3rios.))S) ?om o -mpeto caracter-stico desses meses. a partir desse momento. ga6ava1se. ou então estacaram rapidamente Rnão sa6-amos ainda planear opera+9es tão complexas e. é promovido a 6rigadeiro) ?omo se pode concluir pelo *ue se seguiu. em #e>em6ro de 1941. ela avan+ou para ocidente.. antes pelo contr3rioJ no meio da nossa retirada geral para oriente. $oAossovsAi. na >ona de Foscovo. como tam6ém com um esp-rito estrangeiro claramente germLnico. tendo 44C A$DU'. os aventureiros do comando supremo estalinista não encontraram nem re2or+os humanos. depois. nem reservas de muni+9es para mandar em sua a/uda) RGoi com essas reservas *ue se iniciou a o2ensivaXS #este modo. de 14 de #e>em6ro Ra ordem de enumera+ão dos generais era estaJ JuAov. comanda. .

de Julho. o desconcerto e a co6ardia no seu come+o. ao sul de (ursA) #urante duas semanas desenrolaram1se ali lutas in2rut-2eras por umas centenas de metrosJ com6ates 2ero>es. uma o2ensiva conc0ntrica dos alemães contra o exército cercado Rno ar. um destacamento de russos. *ue antes tra6alhara. nas proximidades de et>en R. com 2arda alemã. pois. a ina6al3vel 6ase de #niepre. naturalmente. *ue durou muitos dias. e se existia realmente como 2alar dele com um humor tão alegreY))) %: os alemães podiam mentir assim14) Due haviam realmente russos contra n:s e *ue eles se 6atiam com mais dure>a do *ue *ual*uer %%. so6 um 2rio não menos 2ero> R#e>em6ro de 194@S) "esta endemoninhada 6atalha invernal. de2endeu. *ue raspavam os cascos dos cavalos /3 putre2actos.A$A $E($&?E#E$ a VlassovX Ap:s dois meses de 2ome e de morte lenta Ros soldados con1taram1me mais tarde. como se compreender3. nem 14 $ealmente. lan+ado tão loucamente para a 2ornalhaS o 4)O Exército de Vlassov) "este caso.a/uda aérea) & exército encontrou1se %EF VuVE$E% e.E AB& #E BU AB 441 seus soldados) "ão se chegava a acreditar na exist0ncia deste exército. na >ona de &rei. protegendo1se das granadas anti1in2antaria) . houve trai+ão . come+ou. contaram1me *ue na >ona de Falie1=oslovitchie se registou o seguinte casoJ ao avan+ar aos saltos através dos pinheiros. p3triaX "este caso. nas celas da cadeia de IutirAi. $E?U%A$AF AU(&$'UAV\& . /3 sem compreender exactamente contra *uem disparavam. mas tendo1se lan+ado para l3 granadas de mão. manteve1se silencioso. e em *ue tanto n:s. 6em depressa o veri2icar-amos) Em Junho de 194@. em tal situa+ão. uma ideia do grau de endurecimento e de desespero com *ue continuava a lutar) Esses russos de2enderam. co>endo e comendo essas raspadurasS. Vlassov não se suicidou) #epois do desastre do seu exército. onde vieram a encontrar1se alguns generais aprisionados e o comiss3rio de 6rigada B) ") JilenAov.ode 2a>er1se. veri2icou11se um a6andono ego-sta e cruelX Fas da parte de %talineX A trai+ão não consiste necessariamente em vender1se por dinheiro) A ignorLncia e a inc<ria na prepara+ão da guerra. por exemplo. por exemplo. e logo *ue assomaram para descer a6riu novamente 2ogo com a metralhadora) %: *uando se arremessou uma granada antitan*ue contra ele se sou6e *ue na cave1havia uma cova onde se en2iava. pol-tica do Boverno de %taline) Fas 2altava uma personalidadeJ essa personalidade 2oi Vlassov) P A$DU'. andou errante por 2lorestas e pLntanos e 2oi 2eito prisioneiro em . no posto de secret3rio do . e o sacri2-cio insensato de exércitos e corpos de exércitos.artido de um dos 6airros de Foscovo) Eles tinham /3 mani2estado a sua discordLncia em rela+ão . até *uase ao 2im da guerra não houve nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S) & nome e a 6ra+adeira com o escudo 2oram inventados por um . viam1se apenas aparelhos alemãesXS) E s: então Rcomo *ue por >om6ariaS 2oi rece6ida autori>a+ão de retroceder para c3 do VolAhov))) ^ouve ainda tentativas desesperadas para romper o cerco até come+os de JulhoX Assim pereceu Rrepetindo o destino do 4)O Exército de %amsonov. como eles. dois com6atentes perderam1se e deitaram1se lado a lado no solo.r<ssia &rientalS. %o6achinsAie1 VicielAi) Iateram1se todos com tal desespero *ue se diria *ue eles pr:prios tinham constru-do a aldeia) Um deles 2oi encurralado numa cave. com sucesso. na >ona de %iversA) Ele 2oi trans2erido para o *uartel1general alemão. com o <nico 2im de salvar o uni2orme de marechal 1 haver3 trai+ão mais amarga do comando supremoY ?ontrariamente a %amsonov. a 14 de Faio. naturalmente. utili>3vamos camu2lagens 6rancas para enco6rir o capote e o 6oné.

E AB& #E BU AB so6re *ue o6/ectivo) As armas autom3ticas de am6os eram soviéticas) #ividiram as 6alas entre si.osteriormente. ele mata1me) "a .alemão de origem russa.r<ssia &riental. pronunciaram palavr9es e /uras contra o :leo das metralhadoras *ue se congelava) Ginalmente. haltX e outrasS) Fais consider3veis e /3 completamente constitu-das por russos. não ocultando. e de atrair os russos . in2lu0ncia e procurava convencer a camarilha hitlerista da necessidade de uma alian+a germano1russa. dando tam6ém as ordens de comando em alemão RAchtungX.artido "acional $usso do (ra6alho.or exemplo. mas o comando alemão descon2iava muito dessas 2orma+9es. aperce6eram1se disso e protegeram1nas) . na >ona de &rcha. encerrando1as e destruindo1asW isto. na ?rimeia 1 com a torpe persegui+ão movida ao longo de duas décadas contra as mes*uitas. da &stpropagandaa6tailung) R'nsigni2icante pelo seu posto.) VosAo6oiniAov. e come+aram a perseguir1se um ao outroJ a*ui /3 não se tratava de pol-tica. cola6ora+ão com a Alemanha) Uma empresa vã pelos dois ladosX Am6os 6uscavam tão1 s: os meios a empregar para enganar o outro) Fas os alemães ocupavam para isso uma posi+ão mais 2avor3vel e os o2iciais de Vlas1sov tinham de seu apenas a 2antasia no 2undo do des2iladeiro)S "ão existia tal exército. no entanto. 2undou o . com um mani2esto dirigido aos cidadãos do pa-s e a 6andeira de %ão Jorge. sargentos e tenentes alemães Rs: os ca6os podiam ser russosS. colocando . a partir dos come+os de 1944. uma divisão de %%J BalitsiaW mais tarde. condu>iam pela 6erma da estrada tr0s prisioneiros. o capitão %chtriA1%chtriA2eld. alemão destacamentos caucasianos e com6atentes cossacos Rmais do *ue um corpo de cavalariaS) "o primeiro 'nverno da guerra come+aram a 2ormar1se sec+9es e companhias de volunt3rios russos. p3tria. a partir de "ovem6ro de 1941 Ro pro2essor local de constru+9es mecLnicas. um tan*ue (1@4) #e repente. os seus sentimentos . atroando. *uando passou. nem da mãe1p3tria. por volunt3rios ucranianos. houve destacamentos de estonianosW no &utono de 1941 apareceram companhias de seguran+a da Iielor1r<ssiaW e na ?rimeia um 6atalhão t3rtaro) (udo isto 2oi semeado por n:s pr:priosX . mas simplesmente da descon2ian+a primitiva dos homens das cavernasJ se o poupo. *ue eram precisamente vlassovistas. deixaram completamente de disparar e decidiram 2umar. tinha. apareceram do lado 444 A$DU'. tirando os capu>es 6rancos da ca6e+a T e s: então viram a 3guia e a estrelinha nos 6onés um do outro) #eram um saltoX As armas não disparavam) Agarraram1nas pelo cano. mas t2t-2et das extremidades da cremalheira esmagou o prisioneiro) J3 esmagado ele contorcia1se e da 6oca sa-a1lhe uma espuma vermelha) E podia1se compreend01loX (inha pre2erido uma morte de soldado a ser en2orcado numa prisão) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de escolha) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de lutar de outra maneira) "ão lhes restou outra 2orma mais econ:mica de lutar. 2oi 2ormada. so6 a direc+ão de emigrados russos Rapenas uma pe*uena corrente de emigrados aderiu a esse movimento. compostas de cidadãos soviéticos recentes. *ue come+aram a constituir1se desde os primeiros meses de guerra) &s primeiros a apoiar os alemães 2oram os lituanos Rpois num s: ano t-nhamos1lhes 2eito um sem1n<mero de pati2ariasXSW em seguida.. en*uanto a clarividente con*uistadora ?atarina concedia ver6as do Estado para a constru+ão e a amplia+ão de mes*uitas) &s hitlerianos. 2oram as seguintesJ a 6rigada de oAt. elogiaram1se um ao outro. na prov-ncia de IriansA. a uns *uantos passos de mim. um dos prisioneiros deu um salto de andorinha e caiu so6 o tan*ue) Este desviou1se. ao chegarem ali. no entanto. 2rente destes. poupando1 se a si pr:prios) %e um prisioneiro 7puro8 e simples /3 era por n:s considerado como um imperdo3vel traidor . =) . o VitoriosoSW a unidade 2ormada na localidade de &cintor2. como ca/ados. mas sim 2orma+9es anti1soviéticas.

E AB& #E BU AB 44@ *ue sucederia. pedindo1me a/uda.artido ?omunista Iolchevi*ue e. eram os russos os mais maltratados) #e um modo geral. propondo aos alemães a cria+ão da União de ?om6ate dos "acionalistas $ussosS) Entretanto. a t-tulo de experi0ncia. nem da guerra. o ilimitado desespero. de um momento para o outro. por trai+ão R6iol:gica. etc))) 1 E FE$E?E#&$ A. esse vlassovista 2osse um criminoso *ual*uerY))) e se. mem6ro do . todo ensanguentado no rosto. por*ue lhes estava no sangueYSW segundo. no meio de cami9es e outros ve-culos destru-dos e voltados) Entre o rico esp:lio *ue se espalhava pelos 6aixios. no sa*ueS do cerco de Io6ruisA. . chicotada e o empurrava com o cavalo) Ele arreava1lhe com a chi6ata so6re o corpo despido. nos om6ros e nas costas. depois do *ue 2oram postos de parte por a*uelesSW e as unidades de Buil. de então.erseguia1o e a+oitava1o. não s: escapou inc:lume do cativeiro. mas do nossoY))) ?om o 2ero> e a6soluto masochismo a *ue redu>-amos a humanidadeY RDuem não é por n:s. o insaci3vel :dio ao regime soviético. nem Vlassov) As companhias so6 comando alemão 2oram enviadas. nu da cintura para cima. num russo per2eito. montado a cavalo. eu A?&IA$#E'1FE a de2ender um vlassovista perante um agente da %ec+ão Especial. sim.$EU& E #& A"'DU' AFE"(&)S Assim. /udeu. *uem não est3 connosco. ouvi um grito de socorroJ 7%enhor capitãoX %enhor capitãoX8. gritava. condescend0ncia) Fas *ue podia condu>i1los aos destacamentos vlassovistas da Mehr1macht. apoiado por outros prisioneiros. reconhecida por todos. en*uanto as unidades russas 2oram utili>adas contra os guerrilheiros de IriansA e de &rcha e contra os resistentes polacos) A$DU'. era explicadoJ primeiro. o da %ec+ão Especial continuou a a+oitar e a perseguir o homem inde2eso. *ue tivesse algum poder. o 2a>ia correr diante de si . o despre>o pela pr:pria integridade 2-sicaY Eles sa6iam *ue não podiam contar com a mais pe*uena margem de perdãoX "os nossos campos de prisioneiros 2u>ilavam1nos logo *ue ouviam da sua 6oca a primeira palavra compreens-vel de russo) "o cativeiro soviético como no cativeiro alemão. de um momento para o outroY)))S) #e resto. devia p_r termo . com medo de *ue essa peste. solta enormes cavalos alemães) #e repente. em tudo isso não havia nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S. causando1lhe novas es2oladuras roxas na pele) "ão se tratava da guerra p<nica. ?&F& %E "A#A ('VE%%E &UV'#&. no peito. como se se tratasse de um animal) 444 . de como na limpe>a Risto é. eu seguia pela estrada. nem pedir aux-lio) . as coisas eram 6em mais simples. no exércitoJ acaso um elemento da %ec+ão Especial daria ouvidos a um capitãoY E. "A#A #'%%E E "A#A G'U. com o seu rosto selvagem. com cal+as alemãs. para *uem conhecesse a con/untura. não se transmitisse a mim Re se. onde se tinham atascado as carro+as e carros. andavam .greco1persaX Dual*uer o2icial de *ual*uer exército da terra. en*uanto um sargento da %ec+ão Especial.E"A% #& "&%%& #E%. senão o <ltimo extremo. um homem *ue marchava a pé. para a 2rente soviética. no nosso simplismo propagand-stico. .A%%E' #E A$B&.*uela tortura ilegal) #e *ual*uer exército. segundo parece. de um momento para o outro. o *ue possi6ilitou muitas 2ugas para o lado soviético e até a passagem de todo um 6atalhão. esse sargento da %ec+ão Especial pensasse *ue euY))) e se.*ueles *ue empunharam as armas do inimigoY & comportamento dessas pessoas. esta guerra revelou1nos *ue o *ue h3 de pior na terra é ser russo) $ecordo1me. então. como se tornou che2e do campo de %uvalAi. a partir do Verão de 1944 RV) V) Buil. sem o deixar voltar1se. por co6ardia) Em todo o caso tratava1se de tudo menos co6ardiaX &s co6ardes encontram1se onde ha/a indulg0ncia. nos arredores de iu6lim. envergonhado.antialemães.

e uma divisão de artilharia com tr0s de>enas de canh9es) R& comando era constitu-do por o2iciais.E AB& #E BU AB Este *uadro 2icou para sempre gravado em mim) Ele é *uase o s-m6olo do Ar*uipélago e poderia 2igurar na capa do livro) E tudo isto eles o pressentiam e sa6iam de antemão. não houvesse nenhum exércitoW todas as unidades estavam dispersas. *ue se encontrava situado nesses lugares) 'gor UaAharov conseguiu. no nordeste da Iielorr<ssia) R%o6re esse 7territ:rio guerrilheiro8. es*uecido e não necessitando de recordar o pro/ecto inicial. no século !'!. e as tropas. no século !!Y RFas isso seria tudoY %eriam os <ltimosYS Fais clara parecia ser a exist0ncia do 6atalhão de &ssintor2. e os generais vlassovistas /ogavam . prisioneiros de guerra. por volunt3rios de IriansA)S Essa 6rigada 2oi incum6ida de de2ender a >ona contra os guerrilheiros))) ?om esse mesmo 2im. impedir *ue a sua unidade 2osse enviada contra os guerrilheiros) Então.A$DU'. mas isso não os impedia de coserem na manga es*uerda da 2arda alemã o escudo com o de6rum 6ranco. incompat-veis) . no Verão de 1944. o campo de %anto André e as iniciais $)&)A)1@ 1@ Essas iniciais eram cada ve> mais conhecidas. o 'nvenc-vel. para. *ue. so6 o comando de emigrantes Rl)=) UaAharov. nos arredores de Ierlim) A 6rigada de VosAo6oiniAov e depois da sua morte. 2oi trans2erida da . outros estrangulavam a insurrei+ão) "ão teriam os polacos sido su2icientemente maltratados pelos russos.ol:nia para "o1guilion a 6rigada de Buil1Ila/evitch. desarmaram o 6atalhão e meteram1no num campo. a>ul e vermelho. a>ul e vermelha) & 6atalhão. muito se escreveu então nos nossos /ornais) Fais tarde. aumentado até um regimento. um 6atalhão 6lindado. neles se cravarem os seus al2anges. por meados de 1944. *uando come+ou a de2inir1se a derrota de ^itler. tinha sido preparado para ser lan+ado em p3ra1*uedas na linha de Vologda1ArcLngel. em grau consider3vel. com o o6/ectivo de atingir o complexo de campos de tra6alho.sAov) Era 2ormado por cerca de seiscentos soldados e du>entos o2iciais. so6re 2undo de %anto André) & russo e o alemão eram intradu>-veis. em6ora. de cl J 7%R2 de>enas de tan*ues soviéticos. contava com cinco regimentos de in2antaria de dois mil e *uinhentos a tr0s mil homens cada. como anteriormente. ainda. tre>e divis9es 2oram mo6ili>adas para li*uidar o 7territ:rio guerrilheiro8)S Era assim *ue os alemães compreendiam essas e2-gies tricoloresJ %ão Jorge. e proclamaram num vasto 7territ:rio guerrilheiro8 o poder soviético. censurando1o por*ue no seu anunciado programa não 2igurava a 7luta contra o /uda-smo mundial e os comiss3rios /udai>antes8W 2oram /ustamente os elementos desta 6rigada Ros rodionovistas. destitu-ram1no. de =aminsAi. enviando1o depois para a 2rente ocidental) (endo posto de lado. no &utono de 194@. amsdor2SW a sua 2arda era russa e a sua 6andeira 6ranca. trocaram a sua 6andeira negra com uma caveira prateada pela 6andeira vermelha. durante todo o ano de 194@. *ue se tinha destacado pela sua crueldade contra os polacos e os /udeus) Em come+os de 194@ o seu comando recusou su6ordinar1se a Vlassov. dado Buil ter adoptado o nome de $odionovS.s cartas em #alemdor2. inexpressivos. aos *uais h3 *ue acrescentar os serventes das pe+as de artilharia. trans2erido para a >ona de . contra a resist0ncia 2rancesa e italiana) &s . os alemães tomaram a decisão de enviar carne de canhão russa))) para o 6aluarte do AtlLntico. todos os rodionovistas *ue escaparam com vida 2oram presos)S E *uem lan+ou os alemães contra os rodionovistasY A 6rigada de =aminsAiX REm Faio de 1944. su6ordinadas a di2erentes camadas. contemplando com 6in:culos o massacre de Vars:via. sem se esclarecer onde tinha aparecido.ior aindaJ em &utu6ro de 1944 os alemães mandaram a 6rigada de =aminsAi R/untamente com as unidades mu+ulmanasS esmagar a insurrei+ão de Vars:via) En*uanto uns russos se deixaram trai+oeiramente adormecer do outro lado de V-stula. em Agosto de 194@.

nos momentos de :cio. os especialistas pol-ticos alemães supunham *ue os oper3rios russos Rostar6eitenS se lan+ariam a tomar as armas) Fas o Exército Vermelho /3 se encontrava no V-stula e no #an<6io))) E. um sentido a sua prolongada suspensão na corda da 2orca alemã) Fas os americanos rece6eram1nos hostilmente e o6rigaram1 nos a entregar1se . nada mais restava aos vlassovistas do *ue lutar até . crian+as e mulheres. nas proximidades de . *uando. contra elesJ surgindo de um lado inesperado. pois nele não se permitia pensar a $<ssia 2ora da Alemanha. se preparava para destruir a capital checa. tal 2oi a sua exist0ncia durante todos os anos de guerra no estrangeiro sem terem. encharcar1se em vodca) Uma ?&F. em vésperas da derrota. agora. as divis9es vlassovistas. em 2ins de A6ril. se*uer. ?hurchill deu tam6ém um passo de 2iel aliado R*ue. 2oi permitido Rem .raga) Ali sou6e *ue o general das %%.ragaS um <ltimo espect3culoJ a convoca+ão de todos os grupos nacionais russos uni2icados por um 7?omité de i6erta+ão dos . 2ormada na 6ase da 76rigada =aminslci8 R%) =) IuniatchenAoSW a segunda. ao executarem a sua primeira e <ltima ac+ão independente. outra sa-da) ^itler e os *ue o rodeavam. em "ovem6ro de 1944. de uma $<ssia independente. depois. perderam1nos) A$DU'. tesoura da censura alemãJ a Brande Alemanha e o G<h1rer) E. %teiner.15 6em como muitos carros repletos de velhos. *ue não dese/avam regressar . nesses tr0s cruéis e est<pidos anos.ovos da $<ssia8. pela nossa ha6itual modéstia. perante os alemães. assestaram um golpe))) contra os alemãesX "o meio do desmoronamento geral. por ironia. *uais 2oram os russos *ue lhes salvaram a cidadeY A nossa ^ist:ria est3 deturpada. retrocedendo /3 por toda a parte. e /3 sem *ual*uer contacto com o &6erAommando. como se *uisessem con2irmar a previsão dos alemães mais m-opes. so6 as ordens de Uvierev Rantigo comandante militar de ?rac:viaSW a terceira 2icou em metadeW a *uarta apenas reuniu alguns elementosW e ainda o destacamento de avia+ão de Faltsiev) "ão 2oram autori>adas mais de *uatro divis9es) 44. não 2oi divulgado entre n:sS. nos es2or+ados peitos russos.E AB& #E BU AB 445 &s ha6itantes das regi9es ocupadas despre>avam1nos por serem mercen3rios alemães.E AB& #E BU AB #epois o exército de Vlassov come+ou a retroceder para o lado dos americanos. em *ue pudessem vir a ser1lhes <teis) Assim ganharia.E$#'V\&.s suas divis9es *ue se passassem para o lado dos checos su6levados) E todos os ultra/es.s mãos dos soviéticos. entregando ao comando soviético um ?orpo ?ossaco de noventa mil homens. toda a amargura e toda a raiva acumulados. morte e.vlassovistas *ue tinham conservado algum sentido pol-tico ou alguma esperan+a. a2inal. voltavam11nos. desalo/aram1nos de . e os alemães pelo seu sangue russo) &s seus m-seros /ornais eram su6metidos . por uma som6ra. não podiam no entanto superar a sua ina6al3vel descon2ian+a perante as unidades russas isoladas.raga) R(erão todos os checos compreendido. na Zustria. E(A . 6em como a pu6lica+ão de um mani2esto R6astardo. nem decidir1se pelas divis9es integralmente russas. pretendendo1se *ue . assim. *ue não lhe 2osse su6metida) %: no estertor do nau2r3gio.s margens . para a IavieraJ toda a sua esperan+a estava posta agora nos aliados. como tinha sido previsto na ?on2er0ncia de lalta. para não a entregar intacta) E Vlassov ordenou . 2ora do na>ismoS) Vlassov tornou1se o presidente deste ?omité) %: no &utono de 1944 come+aram a 2ormar1se divis9es vlassovistas. Vlassov reuniu. E nesse mesmo Faio. como das outras ve>es. /amais. as suas duas divis9es e meia. no 2im de contas. A$DU'. integralmente russas14) .rovavelmente.raga 2oi salva pelos com6atentes soviéticos. eles não puderam chegar a tempo)S 14 A primeira.

eles in2iltraram1se rapidamente. haviam cedido secretamente essa cidade . no decorrer de 1941 e até 1945. desceram directamente para o semicerco de carros prisionais. nas discuss9es travadas nas pris9es russas. e =im '' %ung. ou a partir para o outro lado do oceano. ou apunhalando1seJ todas as armas tinham sido con2iscadas) Alguns lan+aram1se do viaduto so6re as pedras da estrada) #epois.or isso. metidos em com6oios. desde os comandantes de companhias até ao general =rasnov. não poucas sec+9es militares russas continuavam a a>edar no destro+ado exército alemão.s tropas soviéticas) Duarenta autocarros com o2iciais. silenciosamente) "a aus0ncia de uma linha de 2rente cont-nua. eu pr:prio 2i*uei de6aixo do 2ogo dos vlassovistas) ^avia igualmente russos dentro do cerco por n:s montado na . so6 uni2ormes *ue não se distinguiam das 2ardas alemãs) Elas terminaram a guerra em diversos sectores e de maneira di2erente) Alguns dias antes da minha deten+ão. através das nossas posi+9es. por acaso. morte)S 15 A maneira como esta entrega 2oi 2eita teve car3cter pér2ido. *uando desapareceram Ienés e FassariA. não assegurar nenhumas garantias de independ0ncia para a Europa &rientalY ?omo puderam eles. a reali>ar na cidade de ^uden6urgo.s chamas e as2ixiada Iudapeste. isto é. decidiu tam6ém entreg31los . de modo *ue tive di2iculdade em retir31lo pelo <ltimo caminho *ue nos restava) Fais tarde voltei l3 por causa de um camião avariado e. para a morte. os ingleses propuseram primeiramente aos cossacos *ue depusessem as armas. parte deles tentou a6rir caminho para ocidente. *ue estava numa posi+ão avan+ada. em troca do rid-culo /oguete das *uatro >onas de Ierlim R*ue se tornaram o seu 2uturo calcanhar1de1 A*uilesS.ossuindo /3 a 6om6a at:mica. em metade da ?oreiaX))) "ão se tratava.dos p3trios rios cossacos) R& grande homem. em torno dos *uais /3 se encontravam as escoltas com listas) E o caminho de regresso estava 6arrado por tan*ues soviéticos) "em se*uer podiam suicidar1se com um tiro. cu/os monumentos com o tempo co6rirão toda a 'nglaterra. desde *ue não tivessem de se entregar vivos) . na noite anterior. não se *ueriam entregarY #i>1se *ue. tradicional da diplomacia inglesa) & 2acto era *ue os cossacos estavam dispostos a 6ater1se até . eles pagavam a participa+ão directa de %taline na guerra contra o Japão) . os ingleses entregaram os soldados. chamaram os o2iciais separadamente dos soldados. e os conservadores tiraram os pés do %ue> 1 ser3 poss-vel *ue os *ue entre eles não t0m a mem:ria curta se não tenham recordado se*uer do epis:dio dos cossacosY A$DU'. so6 o pretexto de uni2ica+ão) #epois. *ue. a sua miopia sistem3tica e até a sua estupide>) ?omo puderam eles. como se 2ossem reunir1se aos seus o2iciais. mesmo *ue 2osse para o .araguai ou para a 'ndochina. a6andonar as vastas regi9es da %ax:nia e da (ur-n1giaY E *ual 2oi a ra>ão militar e pol-tica *ue os levou a atirar para a mão de %taline. $oosevelt e ?hurchill são considerados como modelos de lucide> pol-tica) Entre n:s. algumas centenas de milhares de cidadãos soviéticos armados. morte. usando o mesmo estratagema. na >ona de ocupa+ão inglesaW mas. vi como. *uando 2oi desalo/ado FiAolaitchiA. apressadamente constitu-das. a6andonada . ao amanhecer. de um indigente c3lculo pol-ticoY Fais tarde. para uma pretensa con2er0ncia so6re os destinos do exército. *uando re6entou a guerra da ?oreia. so6ressa-a. e apanharam em tena> o meu goni:metro. agrupando1se na neve com a sua . com assom6rosa evid0ncia. *uando 2oi 6lo*ueada Ierlim. na ?hina. desse modo. decididamente. para rece6er as armas) "os seus pa-ses. passando pelo alto viaduto. isso e*uivalia a pagar a %taline para *ue ele renunciasse não s: a ocupar a Fanch<ria. sem prepara+ão de artilharia.r<ssia &riental) Uma noite de 2ins de Janeiro.E AB& #E BU AB 445 Além das divis9es vlassovistas. mas a 2ortalecer Fao (sé1(ung.

de resto. presos. assim como dos 7espi9es de uma hora8. perto de Adling %hvenAitten. espionagemJ tudo dependia do enga/ador *ue se apresentava) &s agentes de recrutamento explicavam1lhes com >om6aria 1 com >om6aria é uma maneira de di>er. decorrido /3 um *uarto de século. no campo vi>inho. se trata de um 2en:meno 6astante inauditoJ *ue v3rias centenas de milhares de /ovens1. isso em nada atenuava a sua condena+ãoS) Entretanto. e por isso ninguém se atreve a pro2erir duas ou tr0s 2rases cu/o su/eito se/a 7vlassovista8) Fas a ^ist:ria não se escreve assim) Agora. eu *uis. na casa dos vinte e trinta anos. até . e pertencendo portanto . *ue.ouco depois 2ui preso) E eis *ue na véspera da parada da Vit:ria est3vamos agora todos /untos. nas tarim6as de IutirAi) E aca6ava de 2umar o cigarro deles e eles o meu.rimavera havia ainda numerosos emigrados russos nas celas) . mas. como di> o velho ad3gioJ 7"ão é devido . pois tratava1se da verdadeJ 7%taline renunciou a voc0sX %taline est31se nas tintas para voc0sX8 A lei soviética colocara1os 2ora da lei. a consterna+ão da derrota ap:s tantos anos de /actLnciaW e outros havia *ue consideravam %taline como o primeiro culpado destes inumanos campos de concentra+ão) (am6ém eles sentiram o dese/o de di>er *uem eram e *ual tinha 44Q A$DU'. 7desconhecida gera+ão /uvenil8. com o 2ito de se passarem para o lado dos guerrilheiros Re muitos passaram1se. tendo nascido entre 1915 e 1944. através destas p3ginas. cavalos a6andonados e 2amintos) "a*uela . trai+ão. mas não *ue pensassem so6re um destino russo independente) Até aos aliados estendia1se duas mil verstas 1 e. *uando a maioria deles pereceu nos campos e os *ue permaneceram vivos aca6am os seus dias no extremo norte.or*ue. mesmo antes de eles se terem colocado 2ora dela) E eles enga/aram1se))) Uns. apenas para sair do campo da morte) &utros. através da terra devoluta e nevada. devendo existir. essa /uventude ou a p3tria encanecidaY E algo *ue não se pode explicar por uma propensão 6iol:gica . segundo o critério estaliniano.E AB& #E BU AB sido a sua terr-vel experi0nciaJ *ue constitu-am uma part-cula da $<ssia e *ueriam in2luir no seu 2uturo. tendo com6atido depois ao lado deles. e lado a lado -amos levar o 6alde de lata da latrina) Uma grande parte dos vlassovistas. para isso. so6re as posi+9es de 2ogo da nossa 6ateria de cento e cin*uenta e dois mil-metros. para a hist:ria mundial. ponte so6re o riacho . ao grito de 7hurraX8. correndo desvairadamente por ele.uschAin. tenham empunhado as armas contra a sua pr:pria p3tria. alguns deles tinham calado 2undo a dor so2rida pelo vergonhoso ano 41. se tinha apressado a saudar o in*uieto unatchersAi) A maioria 2ora lan+ada nas 2orma+9es militares pela mesma vaga casual *ue. 2orragem *ue os cavalos relincham)8 'maginei um *uadro assimJ um descampado e. co6rindo de granadas do>e canh9es pesados sem permitir1lhes dar um s: tiro) %o6 o 2ogo das suas 6alas trace/antes. dando a impressão de *ue su/amos a 6oca s: de pronunci31la. se levantaram su6itamente e se lan+aram. era muito /ovem..assarg) E ali 2oram detidos) . causas sociais) .camu2lagem 6ranca. lem6rar *ue. em nome de . os alemães s: lhes permitiam *ue morressem pelo $eich. em alian+a com o séu pior inimigo) (alve> se/a necess3rio re2lectirJ *uem ser3 o mais culpado. como seriam esses aliadosY))) A palavra 7vlassovista8 soa entre n:s como algo parecido com 7impure>a8. arrastara os seus camaradas . o nosso <ltimo grupo correu tr0s *uil:metros. nãosendo um /oguete dos erros alheios) Fas o destino riu1se deles ainda mais amargamente e tornaram1se pe9es ainda mais min<sculos) ?om uma o6tusa miopia e 2atuidade.

uma . contemporLneos nossos) As ideias espalhadas no nosso pa-s acerca dos emigrados eram tão 2alsas *ue se se reali>asse um in*uérito para sa6er ao lado de *uem estavam os emigrados russos. se ainda por acaso arrastavam a sua exist0ncia. 63lticos e ucranianos) A$DU'. mas como s-m6olo da unidade nacionalS) "o per-odo da ocupa+ão da Gran+a. na Europa ?entral. sendo casos isolados os de Ferie/AovsAi e Buippius. cad3veres vivos) Até . mais cruelmente dispersos do *ue as tri6os de 'srael.aris. por emigradosJ estes não 2oram atr3s de ^itler. um Ienois. ou se/a. mas não éJ o pr:prio #eniAin tentou lutar ao lado da União %oviética contra ^itler. como lacaios. com um $ach1 maninov. mor2in:manos. em =ar6ine. todos . *ue se puseram ao lado dos alemães) . p3tria) "ão importava *ue $<ssia 2osse. um #iaguiliev. e %taline esteve. onde se distinguiam os nomes de Iulga1Aov.se reali>avam pro2undas pes*uisas so6re #ostoievsAi Ren*uanto no nosso pa-s ele era então amaldi+oadoSW *ue existia um extraordin3rio escritor chamado "a6oAov1%irinW *ue Iunine ainda vivia e nos <ltimos vinte anos ainda continuava a escreverW *ue se pu6licavam revistas de arte e eram dados espect3culosW *ue se reuniam congressos de associa+9es regionais onde se 2a>ia ouvir a palavra russaW *ue os homens emigrados não tinham perdido a possi6ilidade de desposar mulheres emigradas e *ue estas lhes davam 2ilhos. inseridos os seus acontecimentos na cronologia dos manuais) &s l-ders do movimento 6ranco /3 não eram nossos contemporLneos na terra. nos anos 4514. era a $<ssiaX Eis a sua palavra de ordem) E assim eles demonstraram *ue não mentiam *uando /3 antes a2irmavam o seu amor a ela) R"as pris9es. era como pianistas em desagrad3veis restaurantes. de modo nenhum. logo . no nosso pa-s. chegada das tropas soviéticas eles eram presosJ apanhavam1nos nas . como poderiam escapar a esse destino os emigradosY "os Ialcãs.se ia desenvolvendo uma 2iloso2ia russa original. segundo a *ual se devia meter num campo de tra6alho todo o cidadão soviético *ue tivesse vivido no estrangeiro. Ierdiaiev e ossAiW *ue a arte russa cativava o mundo. na nossa literatura e na nossa cr:nica liter3ria Re não seriam os nossos saciados mestres *ue no1los dariam a conhecerS. aderiram ao movimento de resist0ncia e.'sso tomava *uase uma apar0ncia de sonhoJ o retorno da ^ist:ria) ^3 muito *ue tinham sido escritos e 2echados os tomos da guerra civil. depois da i6erta+ão de . pois essas grades e esses guardas eram russosW eles o6servavam com espanto como as crian+as russas co+avam a nucaJ 7E para *ue dia6o viemosY "ão t-nhamos espa+o su2iciente na EuropaY8S Fas.arece algo de aned:tico. acorreram em vaga ao consulado soviético. por momentos. ou o coro cossaco de JarovW *ue a. resolvidos os seus pro6lemas. se sa6e *ue a grande maioria dos emigrados 6rancos com6ateram ao lado dos repu6licanos) Due as divis9es vlassovistas e o corpo cossaco de Von1. uma responderiamJ 7#e GrancoX #e ^itlerX8 "em agora. um ?haliapine. cocain:manos.. na guerra civil espanhola e na %egunda Buerra Fundial. disposto a deix31lo regressar .E AB& #E BU AB 449 pedintes. lavadeiras. mu+ulmanos. eles eram *uase 2eli>es. tanto nas 2orma+9es anteriores a Vlassov como nas deleW o mesmo nas unidades e destacamentos de cossacos. capa>es de nos 2a>er suspeitar *ue os russos no estrangeiro constitu-am um grande mundo espiritualW *ue a.avlova. guerra de 1941. mas sim 2antasmas de um passado delido) &s emigrados russos. 1. na nossa maneira soviética de ver. nenhuns ind-cios se 2iltravam nos nossos /ornais. de acordo com essa mesma l:gica estaliniana. pelos vistos. entregando uma solicita+ão para regressar .annevits RArasnovistaS eram compostos por cidadãos soviéticos e não. um elevado n<mero de emigrados russos. velhos e /ovens. Eram precisamente esses os cidadãos soviéticos *ue 2iguravam na Mehrmacht. p3tria Rnão como 2or+a de com6ate.

e a imagem lament3vel dos seus corpos nus. apenas . *uando o telégra2o transmitiu o comunicado de *ue em . em plena 2loresta montanhosa. as 6rochuras a>uis de V) V) ?hulguin. a uma inspec+ão médica. naturalmente. sendo algumas deixadas na Iulg3ria ou na ?hecoslov3*uia)S "a Gran+a rece6iam1nos com honras e 2lores. e2ectivamente. com mais pra>er do *ue os livros de J<lio Verne.*ueles *ue tinham mani2estado as suas ideias pol-ticas) RAs suas 2am-lias iam depois. *ue eram então vendidas tran*uilamente nos nossos *uios*ues) Era uma vo> vinda de um mundo tão a2astado *ue nem com a mais assom6rosa 2antasia eu podia supor *ue menos de vinte anos depois os passos do seu autor se cru>ariam com os meus numa invis-vel linha ponteada pelos silenciosos corredores da Brande u6ianAa) E certo *ue não 2oi nessa época distante *ue o encontrei em carne e osso. contra as suas convic+9es Re . a tra6alhar. de uma cor amarelada e escura. mas a*ui logo os varriam) As coisas levaram mais tempo com os emigrados de !angaiJ as mãos soviéticas não chegaram até l3 em 1945) Fas um representante plenipotenci3rio do Boverno soviético apresentou1se e tornou p<6lico um ucasse do .E AB& #E BU AB 4@1 contra o poder soviético em 1919X ^a6itu3mo1nos tanto . concedendo1lhes a cidadania soviética e transportando1os com con2orto para a p3tria. e não a 4@C A$DU'. nesta . 2oram todos de novo passados ao raspador) Duando eu era um garoto de nove anos lia. os repatriados do Extremo &riente. mas somente vinte anos mais tarde) Entretanto.etrogrado haviam derru6ado o imperador) #urante duas décadas eles 2oram 2iéis ao /uramento c>arista e agora. enrugados. e lan+ados de um alto declive. não propriamente corpos. *ue continuavam vivos. inclusive cidades. /ovens e velhos) Goi1me dada a oportunidade de ir. por etapas. ali os deixaram viver de dois a tr0s anos) &utros 2oram imediatamente levados em com6oios para campos de tra6alho.casas e nas ruas.rimavera de 1945 tive tempo de o6servar numerosos emigrados. tra>idos para Foscovo. 2icou gravada nos meus olhos) Goram presos cinco minutos antes de serem enterrados. 2i>eram1lhes um interrogat:rio so6re))) a sua luta A$DU'. /untamente com o capitão de cavalaria Iorch e o coronel FariuchAin. *ue podiam ser <teis . e a instalar1se onde dese/assem na União %oviética. p3triaS. exactamente como os nossos) #e momento. nalguns deles não davam de comer) #i2erente 2oi tam6ém o destino dos emigrados *ue desem6arcaram no porto de "aAhodAa Rum dos principais pontos de passagem para BulagS) Duase todos 2oram metidos em com6oios de mercadorias. mas sim m<mias. isso em nada atrapalhava os :rgãos)S &s emigrados de !angai mani2estaram o seu /<6ilo) ?onvidaram1nos a levar os o6/ectos *ue *uisessem Ralguns levaram autom:veis. de milhares de *uil:metros de distLncia)e a*ui. acumula+ão de in/usti+as nos processos /udicials *ue deix3mos de di2erenciar os seus graus) Este capitão de cavalaria e este coronel eram *uadros militares do exército c>arista) J3 tinham mais de *uarenta anos de idade e serviam h3 uns vinte. e.raesi1dium do %oviete %upremo *ue coincidia com o perdão a todosa os emigradosX ?omo não acreditarY E imposs-vel *ue o Boverno mintaX RDue houvesse ou não esse ucasse. em 1945. como reclusos) %omente não havia ainda uma escolta rigorosa nem cães) Alguns 2oram condu>idos para lugares ha6itados. para as >onas de deporta+ão russas. algures no Volga. da maneira mais séria do mundo.E AB& #E BU AB todos. em *ual*uer especialidade) Goram transportados de !angai em 6arcos) Fas /3 o destino dos 6arcos 2oi di2erenteW não se sa6ia por*u0. /untamente com pianos pintados de 6ranco e vasos de plantas) "os anos de 4Q149. s: deitavam as mãos aos homens.

o artigo 4 do ?:digo indicava *ue ele se aplicava unicamente aos cidadãos presos no territ:rio da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) Fas a mão direita da %eguran+a do Estado arrancava tanto os *ue eram "i& cidadãos. in2Lncia. *uais poderiam ser os 2undamentos para os JU BA$ e ainda por cima ao ca6o de um *uarto de séculoY R#urante todo esse tempo eles tinham vivido como simples particularesJ FariuchAin. sua deten+ãoW e *uanto a Iorch.talve> murmurando por dentroJ 7Due a peste caia so6re ti e *ue o dia6o te carregue8S. é verdade *ue o encontraram numa caravana cossaca. mas Iorch era como se tivesse regressado . categoria *ue constitu-a a excep+ão 1 os *ue en2orcavam sem /ulgamento um entre cada de> oper3rios e espancavam os camponeses 1 ou . e trocava gradualmente pão duro por mole) #esta 2orma.E AB& #E BU AB *ue ani*uilaram sistematicamente mais compatriotas do *ue toda a guerra civil) FariuchAin era ainda capa> de se recordar de tudo claramente. mas como proscritos sem lar. pela *ual o /ulguemos pelos seus actos de ho/e) &s chineses. talve> se/a ainda di2-cil encontrar 2undamentos morais para /ulg31los) Esta é uma dialéctica *ue Anatole Grance dominava. desde os $amos até .etrogrado 2oi proclamado o poder soviéticoS de presta+ão de a/uda . 6urguesia internacional R*ue nem em sonhos nem em esp-rito haviam vistoSW de terem servido os governos contra1revolucion3rios Rou se/a. em 1945. até esse momento. 231lo1ão desde *ue os deixem chegar l3) 4@4 A$DU'. não h3 nenhum presidente a2ricano *ue possa estar seguro de *ue. mas não. seis a sete anos #E. o m3rtir de ontem deixa de ser /usto. ela não se aplicava) R7.&'% #& (E$F& da guerra civilX RExemplo cl3ssico e desavergonhado de aplica+ão retroactiva da leiXS Além disso. da maioria dos soldados) Due agora os tivessem processado e /ulgado a*ui. não pu6li*uemos uma lei. e murmurava simploriamente como aca6ava de 2este/ar a . em todo o caso.aixão.. apenas comeu metade da ra+ão de pãoW a outra guar1dava1a. acusaram1nos cumulativamenteJ de actos destinados ao derru6amento do poder dos %ovietes de oper3rios e camponesesW de invasão armada do territ:rio soviético Risto é.3scoa na u6ianAaJ durante toda a semana. ainda *ue 2osse em em6rião. com o *ue tinha /e/uado.3scoa) "ão sei precisamente *ue espécie de guardas 6rancos 2oram eles durante a guerra civilJ se pertenciam .ara *u0 remexer no passadoY)))8S A prescri+ão era reservada aos nossos verdugos caseiros 15 Assim. durante um *uarto de século. dentro de de> anos. e sim entre os velhos e as mulheres)S Entretanto. *uando em . /untou o pão de sete dias e 6an*ueteou1se durante os tr0s dias de . tinham vivido. não como honrados aposentados. precisamente. não constitu-a uma prova material nem um argumento) Fas se. desde o primeiro instante em *ue a camisa de carrasco se lhe pegue ao corpo) E vi1ce1versa) Fas não nas 6iogra2ias do . prescri+ão. e naturalmente uniram1se a outros o2iciais para lutar contra esse regime) Era tam6ém natural *ue o Exército Vermelho lutasse contra eles e os /ogasse ao mar) Fas num pa-s onde existisse. /3 nem se*uer 2alamosJ estava 2lexivelmente previsto *ue. mas *ue nos é de todo em todo inacess-vel) %egundo ele. um pensamento /ur-dico. aos *uais tinham estado sempre su6ordinadosS) E todos estes pontos R1141 411@S do artigo 5Q correspondiam a um c:digo aprovado))) em 194. . no pr:prio centro do novo aparelho /udici3rio. em rela+ão ao artigo 5Q. relatando os pormenores da sua evacua+ão de "ovorossisA. na Zustria. como os ha6itantes de todos os pa-ses da Europa e da ZsiaX15 Duanto . isto é. de não terem partido imediatamente da $<ssia. numa unidade armada. até . uma ve> *ue o exército tinha sido completamente des6aratado) Eles não gostavam de um regime so6 o *ual se arrancavam gal9es e matavam o2iciais. prestaram ainda /uramento ao Boverno provis:rio) "unca mais os convidaram a prestar /uramento a *uem *uer *ue 2osse. os seus generais.

com os seus olhos não envelhecidos. naturalmente. discutindo as nossas vidas paralelas) "ascemos no mesmo ano. pretenso guarda 6ranco.s suas mãos. entre as tarim6as. 2alta de re2lexãoS. era na cela um ser completamente isolado) %: um ano depois eu pude avaliar e compreender a sua conduta na prisãoJ 2ui parar de novo a IutirAi e. numa das setenta celas.or*ue é *ue nos deixamos a6ater tantoY . *ue não se arrependia de seguir o caminho /usto. no p3tio de recreio de IutirAi. a sua ca6e+a era inteiramente calva. chupados. com senten+as de de> e de *uin>e anos) "um papel de 2umar estava escrito. andando da mesa para a porta e inversamente) Fas a sua consci0ncia.nosso tempo revolucion3rioJ se me montaram durante um ano. proporcionava1lhe uma 2or+a extraordin3ria) Entre os emigrados encontrava1se 'gor (ronAo. encontrei /ovens do mesmo processo de lacevitch. com modesto desa2ogo ou mesmo com di2iculdades) Eram todos muito 6em1educados e. tinha uma opinião clara e precisa so6re o *ue nos rodeava. em6ora h3 muito sirva como cocheiro) & coronel =onstantin =onstantinovitch 'acevitch di2erenciava1se muito dessas importantes m<mias de emigrantes) . as calorias do rancho prisionalS) Ele não deixava passar o tempo. som6ra da indelével desgra+a das suas 2am-lias) Em todos os pa-ses onde tinham estado s: reconheciam a $<ssia como sua p3tria) A sua 2orma+ão espiritual era 6aseada na . and3vamos sempre ao lado um do outro. como todos n:sS e não rece6ia. a*ui na cela) En*uanto o caos e as se*u0ncias descont-nuas e incertas de ideias reinavam na maioria das nossas ca6e+as. com um passo cuidadoso de velhos. ele. en*uanto não se tornaram adultos) ?resceram dum modo tal *ue os v-cios do século. atitude leviana perante a vida. pelo contr3rio. não os a6rangeram. a/uda de parte alguma. e nesses cinco ou seis metros andava de um lado para o outro. da minha gera+ão) (rav3mos ami>ade) Am6os est3vamos en2ra*uecidos. mesmo agora. *uando eu deixei de ser potro. agora toda a vida me chamarei cavalo.E AB& #E BU AB 4@@ volta. a senten+a de todo o grupo) & primeiro da lista era lacevitch e a sua senten+a era o 2u>ilamento) Eis pois o *ue ele s via e previa através das paredes. de acordo com os seus meios. 2icava um espa+o livre. isso não me contou) Fas ele tinha a impressão de se encontrar ainda no servi+o activo. mas conservava a sua /uventude e mesmo a sua pele rosada) Em toda a cela ele era o <nico *ue 2a>ia gin3stica pela manhã e se 6orri2ava com 3gua da torneira Rtodos n:s poup3vamos. /3 so2rera a instru+ão do processo Resperava a senten+a.ara ele. durante o *ual. em6ora um certo peso dos dirigentes das organi>a+9es de 6rancos se exercesse so6re eles. pelos vistos. toda a minha gera+ão de compatriotas *ue ali se encontrava) Eles tinham sido criados so6 uma 6oa protec+ão 2amiliar. em6ora o seu pai. e para ele nada contradi>ia a sua expectativa. com a pele amarelada e engelhada reco6rindo os ossos) R. *uando o destino remexeu na sua velha 6olsa e me estendeu a mim uma palhinha curta e a ele uma comprida) A sua sina atirou1o para l3 dos mares.enso *ue devido ao desconcerto espiritual)S (anto eu como ele éramos magros e altos) Agitados pelos impulsos do vento estival. e a clare>a das suas posi+9es na vida dava1lhe uma permanente energia. através da vida dele. o 2im da guerra civil não signi2icava certamente o 2im da luta contra o 6olchevismo) ?om *ue meios ele p_de lutar. com passo el3stico e preciso. instru-dos) ?resceram sem conhecer o medo e a repressão. 2osse um simples e modesto telegra2ista) . nossa A$DU'. não se sa6endo como é *ue tinha ido parar . as mãos cru>adas so6re o peito e os olhos claros e /uvenis trespassando as paredes) Justamente por*ue n:s nos surpreend-amos com o *ue sucedia . pois desenvolveram1se . no %ul da $<ssia) Ainda mam3vamos.ara mim era deveras interessante imaginar. onde e como. elasticidade e dinamismo) "ão tinha menos de sessenta anos. *ue envolviam toda a /uventude europela Relevada criminalidade.

sugeriam aos companheiros de cela sonhos harmoniososJ *ue 6elo pa-s é o AltaiX (em a vastidão da %i6éria e um clima suaveX Fargens cheias de trigais e rios de melX Estepes e montanhasX $e6anhos de ovelhas. não se sa6e por*u0.essa insistente lendaY A$DU'. na*uele momento. a distro2ia) E. ideia de *ue se sumira pela vala de escoamento da guerra civil uma parte consider3vel das nossas 2or+as espirituais. por*ue para eles ela signi2icava o princ-pio e o 2im da sua p3tria. mas so6retudo os *ue nunca l3 estiveram. mas somente de regressar e o2erecer as suas energias para a*uilo *ue o povo decidisse) . e este encontro a6riu1me Ro *ue depois outros encontros con2irmaramS . o *ue havia de mais elevado e 6elo na $<ssia %oviética) (udo o *ue conheciam tinha para eles um ar de deturpa+ão. mas de ver1nos privados do sol))) "inguém *ueria ir para as regi9es polares.literatura russa.opulosas e ricas aldeiasX )))1Q 1Q &s sonhos dos presos so6re o Altai não serão a continua+ão do velho sonho dos camponeses so6re essa regiãoY A.3lidas. durante longo tempo. estando dispostos a renunciar a muito por um poucochinho mais de vida) ?irculava a seguinte anedotaJ 7A sua <ltima palavra. todos acorreriam ao Exército Vermelho e mesmo maisa gratamente para morrer do *ue para 2icar vivos) E aos vinte e cinco e vinte e sete anos esta /uventude /3 2ormulava e de2endia com 2irme>a v3rios pontos de) vista. de mentira. acusadoX8 1 7.2icavam as terras chamadas do 7Ba6inete de %ua Fa/estade8. privando1nos de um ramo da cultura russa) E todos os *ue a amaram vverdadeiramente aspirarão . *ue não coincidiam com as opini9es dos velhos generais e pol-ticos) Assim. deste 2astidioso des6o6inar de toda . contanto *ue ha/a l3 o poder soviéticoX E sol)))8 "ão est3vamos amea+ados de ver1nos privados do poder soviético. não podiam compreender o *ue havia de mais importante. espalhou1se. de algo incompleto) As ideias *ue possu-am so6re a nossa vida aut0ntica eram das mais . parecendo11lhes *ue. o grupo de 'gor era partid3rio de 7nada decidir a priori8) Eles a2irmavam *ue. mais 2echadas . dé6il) "o 2im de contas. onde havia o escor6uto. a *ual. tanto mais amada. não havendo compartilhado com a p3tria toda a complexa gravidade das décadas anteriores.rimavera. nem se*uer de propor algo. mantendo1se.ass3vamos longo tempo deitados um ao lado do outro nas tarim6as) Eu aprendi *uanto pude do seu mundo. por isso.E AB& #E BU AB 4@5 AhX. não existia senão como um 2acto geogr32ico e 2-sico) As pu6lica+9es contemporLneas eram1lhes mais acess-veis do *ue a n:s.E AB& #E BU AB apelo a eles. ca+a e pescaX . nessa . reuni2ica+ão dos dois ramos 1 o da metr:pole e o do estrangeiro) %: então ela atingir3 a plenitude. mas precisamente as edi+9es soviéticas *uase não chegavam até eles. por isso. até os mais o6stinados de n:s dese/avam o perdão. emigra+ão do *ue o resto da %i6éria) Fas era precisamente para l3 *ue tentavam ir os camponeses Re l3 se instalaramS) "ão preceder3 da.e+o *ue me enviem para onde *uiserem. e sentiam essa lacuna de um modo agudo. mas a saudade pela p3tria era tal *ue se no ano de 41 tivessem 2eito 4@4 A$DU'. s: então ela poder3 desenvolver1se sem entraves) Eu sonho viver até esse dia) & homem é dé6il. ninguém tinha o direito de decidir so6re o 2uturo da $<ssia. a lenda so6re o Altai) A*ueles poucos *ue alguma ve> l3 tinham estado. esconder1se nessa *uietudeX &uvir o n-tido e sonoro canto do galo através dum ar l-mpidoX Acariciar o 2ocinho sério e 6onacheirão de um cavaloX E *ue vão para o #ia6o todos os grandes pro6lemasW *ue *ue6re com eles a ca6e+a outro *ual*uer mais est<pido do *ue euX $epousar ali das in/<rias do investigador. em particular nas celas.

de nada mais precisoX))) A pr:pria .lano EstatalJ 2ornecer ao Finistério do 'nterior o n<mero de homens a prender)S Uma amnistiaX Uma generosa e ampla amnistiaX ":s esper3vamo1la ansiosamenteX #i>1se *ue na 'nglaterra no anivers3rio da coroa+ão. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) "aturalmente. todos os anos. e por muito tempo ainda) "ão escut3vamos os poucos prisioneiros l<cidos *ue havia entre n:s. pelo menos econ:micos. o lar. em 1945. 1e 6em depressa nos li6ertarão a todos) Alguns até /uravam ter lido no /ornal *ue %taline.s 'nstitui+9es Educativas. tendo o6tido agora uma vit:ria. escala de um século. para a %i6éria. no Altai. haver3 uma grande amnistia.a tua vida. ap:s a maior vit:ria mundialX #evem simplesmente reter1nos para nos dar uma severa advert0ncia. todas as cadeias 2icaram va>ias e so6re elas 2lutuavam 6andeiras 6rancasX8 Esta surpreendente visão das 6andeiras 6rancas na prisão 1 e por*u0 6rancasY 1 comovia particularmente o cora+ão19) $epel-amos os mais sensatos. não me lem6ro)))S. os *uais grasnavam *ue nunca. depois de desmo6ili>ado.ris9es . nem /amais haveria) Encontrava1se sempre na cela um 6u2o para saltar com esta respostaJ 7%im. *uereria deixar a 2am-lia.rimavera exortava . li6ertaram as mulheres com 2ilhos. A$DU'. clem0nciaJ a . de %talineJ *uem é *ue. o Boverno estalinista 2osse tão mes*uinho e vingativo *ue se mostrasse incapa> de es*uecer os passos em 2also e os desli>es de cada um dos seus mais insigni2icantes cidadãosY))) . d3 a seguinte ci2raJ por ocasião da amnistia de 1945 2oram li6ertados sete e meio por cento dos reclusos) . de *ue a6ra+aria dois troncosJ meus *ueridosX. tinha havido uma amnistia para os presos pol-ticos. na orla do 6os*ue) E iria ao 6os*ue não para apanhar lenha seca ou cogumelos. v-amos *uebéramos milh9es a 2luir pelos c3rceres e *ue muitos mais milh9es ainda nos acolheriam nos campos) E imposs-vel *ue se deixem assim tantos milh9es de pessoas na prisão. presos. para VorAut. no s:rdido lixo da pol-ticaX 3. *ue explicavam *ue 19 A colectLnea #as . tinha sido & . onde não havia ainda caminhos nem casasY 'sto era *uase uma tare2a do . .. tão curtaX E n:s expomo1la criminosamente a uma metralhadora *ual*uer. respondendo a um correspondente americano Rde *ue apelidoY. dão amnistiaX Goram amnistiados numerosos presos pol-ticos pelo tricenten3rio da dinastia dos $omanov) %eria poss-vel *ue. e partir para =olima.E AB&(5E BU AB n:s est3vamos presos aos milh9es precisamente por*ue tinha aca6ado a guerraJ na 2rente /3 não 2a>-amos 2altaW na retaguarda éramos perigosos e nas long-n*uas o6ras de constru+ão sem n:s não se assentava um ti/olo) R":s não t-nhamos su2iciente esp-rito de a6dica+ão de n:s pr:prios para penetrar nos c3lculos. na p3g) @9. do as2ixiante ar viciado da cela) A vida *ue nos é dada é tão pe*uena. 4@. por ocasião do décimo anivers3rio de &utu6ro. e mesmo mais.ode acreditar1se nisto) E um n<mero muito mes*uinho para o décimo anivers3rio da $evolu+ão) #os pol-ticos.$'& ?&F'%%Z$'& a garantir *ue 6em depressa dariam uma amnistia geral) REstes 6oatos eram vanta/osos para os comiss3rios. parece1me *ue viveria na mais 6aixa e o6scura ca6ana do extremo da aldeia.rimavera do 2im de uma tão monstruosa guerraX ":s. e imiscu-mo1la. senão malévolos. e a*ueles a *uem 2altava cumprir uns meses. mas simplesmente para errar entre as 3rvores. de todas as maneiras não é por muito tempoXS Fas para *ue ha/a clem0ncia é necess3rio *ue a ra>ão prevale+al 'sto é v3lido para toda a nossa ^ist:ria. assinaremos o *ue *uiserem. ao longo de um *uarto de século. assim pura. pois a2rouxavam a nossa vontadeJ *ue um raio os leve. disse *ue depois da guerra haveria uma amnistia no nosso pa-s como o mundo nunca vira) A um outro. do 6arulho das 2echaduras da prisão.$H. isto é.

todas as esperan+as do mundo podem ser comparadas . torrentes de prisioneiros. eles tornaram1se o povo mais 2lorescente e livre da Europa41) ":s estamos tão acostumados a orgulhar1nos da nossa vit:ria so6re "apoleão *ue perdemos de vista *ue 2oi precisamente devido a ela *ue a li6erta+ão dos camponeses se não reali>ou cin*uenta anos antesW e *ue 2oi /ustamente gra+as a ela *ue o trono se 2ortaleceu e esmagou os de>em6ris1tas) RDuanto . nunca a6andonam os cin>entos muros da cadeia) #écada ap:s década. no céle6re vest-6ulo roxo da casa de 6anho de IutirAi. ora num novo c:digo. de opressão e de novas e novas guerras) . *ue esta sede de li6erdade. n:s lemos.rimavera de 1945. esta 2é na clem0ncia. inclusive dessa m-sera amnistia e come+aram a atropel31laJ alguns 2oram retidos na prisão e aos outros. do Exército Vermelho ou da ?omuna de .^3 uma verdade simples. mas *ue é necess3rio experimentar na pr:pria carneJ 6enditas se/am não as vit:rias nas guerras. escrita com sa6ão so6re os . crise moral) 44 $espectivamente. a primeira coisa *ue se perguntava era se ele tinha ouvido algo so6re a amnistia) E se de uma cela levavam dois ou tr0s presos ?&F A% %UA% ?&'%A%. ela não 2oi uma realidade para a $<ssia)S J3 a guerra da ?rimeia e as guerras contra o Japão e a Alemanha44 nos proporcionaram todas as li6erdades e revolu+9es) uma d<>ia) Fas. de s<6ito. as di2erentes torrentes de presos sempre esperaram e sempre tiveram 2éJ ora na amnistia. em come+os de Julho. tanto mais nascia neles. ocupa+ão 2rancesa. em ve> de dar1 lhes li6erdade incondicional. suscitados pelos :rgãosS) ?ada anivers3rio de &utu6ro. com ha6ilidade e cautela. mas a espera de uma amnistia a nada se pode comparar) "a . eram os acusados. a acreditarmos no *ue se di>. concederam1lhes uma li6erta+ão 7redu>ida8 Rresid0ncia 2ixaS) 4C r/e pet/ro & Brande. 19C415 e 1914115) R") dos ()S A$DU'. cada plano *uin*uenal e cada reunião plena do %upremo (ri6unal 1 tudo a imagina+ão dos presos 2a>ia coincidir como a tão esperada descida do an/o da li6erta+ãoX E *uanto mais selvagens.oGtava4C 2oi uma desgra+a para a $<ssiaJ ela arrastou consigo dois séculos de grandes tens9es. a enorme pro2ecia. cada anivers3rio de enine e do #ia da Vit:ria.rimavera t-nhamos 2é na amnistia. sendo por isso *ue os punham em li6erdade) (udo come+ava na latrina e na casa de 6anho. os peritos logo come+avam a con2rontar os seus .elo contr3rio. de devasta+9es. so6re o rei da %uécia. *uanto mais homéricas e 2renéticas eram as. a sua a6undLncia estagnante o tenha condu>ido . ora numa revisão do processo Re os 6oatos eram sempre. num ou noutro grau. a derrota de .oltava 2oi salutar para os %uecosJ tendo perdido o gosto de pele/ar. a cada novato *ue chegava . com o %ol) %: o %ol não se pode comparar com coisa alguma) #o mesmo modo. mas as derrotasX As vit:rias são necess3rias para os povos) #epois das vit:rias am6iciona1se ainda novas vit:rias. arrependeram1se. espera de uma amnistia. em 1Q5@15.E AB&#E BU AB 4@5 "essa . entretanto.$&?E%%&% e sa6iamente conclu-am *ue eram dos menos graves. pouco a pouco. não a lucide> mas sim a 2é na amnistiaX (odas as 2ontes da lu> se podem comparar.. cela. mas nisso não éramos originais) Galando com velhos presos compreendia1se. depois das derrotas *uer1 se a li6erdade.aris. e ha6itualmente consegue1se) &s povos precisam das derrotas como certas pessoas precisam de so2rimentos e de desgra+asJ elas o6rigam a apro2undar a vida interior e a elevar1se espiritualmente) A vit:ria de . *ue eram os postos de correio dos presosW por toda a parte os nossos activistas 6uscavam vest-gios e escritos so6re a amnistia) E. eml5C9) R") dos ()S 41 (alve> *ue s: no século !!.

entregues a con/ecturas e a divaga+9es) #epois do vapor do 6anho. por *uem choravam em casa tr0s gera+9es) 7"ão és a6rangido)))8. ao pensarmos *ue a porta se ia a6rir))) Fas 1 .A$A DUE ^AJA ? EFn"?'A E "E?E%%Z$'& DUE A $AU\& . na Gortale>a . mas em compensa+ão mais -ntimo. *ue era mais pe*ueno. olhando para a sua ca6e+a grisalhaJb 7. pois. a alma do preso é tão inclinada ao misticismo *ue ele acolhe os vatic-nios *uase sem assom6ro) "o dia 45 de Julho. os 2ilhos da mãe tinham1se enganado apenas num tra+oX . am6os pouco gravesS) . e uma cru>) ?omecei a preparar1me e não 2oi em vãoJ depois da 3gua 2ervida da manhã chamaram1nos) A cela despediu1se ruidosamente de n:s. Valentim Rnão me recordo do seu apelidoS. estatura de um homem Ralguém tinha su6ido aos om6ros de outro. pulsava. perguntou1lhe compadecidamente.odes não acreditar nisso. eu sonhei com isso)8 E levavam1nosX . para *ue tardassem mais tempo a apagar a inscri+ãoSJ 7^urraXXX Em 15 de Julho sair3 uma amnistiaX84@ Duanto rego>i/o houve entre n:sX R%e não tivessem a certe>a não escreveriam a*uiloXS (udo o *ue palpitava. de olhos grandes e 6onitotes. ver . passar pelo 6anhoS) Ali estivemos algum tempo. vi6rava no nosso corpo.E AB& #E BU AB *uenta e oitoX8.recisamente a eles-iEntretanto.elo cin1 #e 2acto. como excursionista. antes do mais.arte '''. no 6astião de (ru6etsAi. /3 muitos anos depois. onde ensurdecedoramente chilreavam os p3ssaros Rtalve> 2ossem apenas pardaisSW o verde intenso dessas 3rvores parecia insuport3vel aos olhos desa6ituados da lu>) "unca a vista apreendeu com tanta 2or+a o verde da 2olhagem como nesta .*uele estado de excita+ão) . talve> devido . pass3mos pelo /ardim cor de esmeralda do p3tio de IutirAi.a>ule/os cor de violeta.ara mais pormenores so6re a grande amnistia estaliniana de 5 de Julho de 1945. cerca de uma hora e meia. a uma altura superior . conclu-ram na cela) 7& guarda é um anal2a6eto)8 "esta cela encontrava1se um /ovem de =iev. *ue pareciam de mulher. e estava aterrori>ado com o processo) Ele +ra sem d<vida extremamente intuitivo. alegrou1se o velho. repeti1lo com grace/os. *ue não levava mais de trinta segundos a atravessar. suspirou o guarda) 7IesteiraX8. das mais a6rasadoras da terra. mas umas tena>es ardentes. velhoteY8 1 7. pelo passeio as2altadoX44 ?ondu>iram1nos . o guarda do corredor mandou um velho da nossa cela lavar as latrinas e ali.or *ual artigo est3 preso. recon2ortados. pois muitos a2irmavam *ue -amos ser postos em li6erdade Ro *ue resultara do con2ronto dos nossos processos.$EVA EVAX Em meados desse m0s de Julho. Valentim 3proximou1se de mim e disseJ 7AlexandreX ^o/e vamos os dois)8 E contou1me um sonho onde 2iguravam todos os elementos dos sonhos prisionaisJ uma ponte por cima de um rio turvo. podes permitir1te ser céptico. aper1tam1te de repente a almaJ e se 2or verdadeY Juntaram vinte pessoas de celas di2erentes e levaram1nos primeiramente ao 6anho Rem cada mudan+a da vida de um preso ele deve. o vest-6u/o principal é muito parecido com o de uma 6oa esta+ãoS e meteram1nos num c3rce1 44 Vi ainda um /ardim parecido. ao passear de manhã pela cela. cu/o nome é muito certeiro. dese/ando1nos sorte.or mais de uma ve>.rimaveraX E nunca tinha visto nada na vida mais parecido com o para-so do *ue a*uele /ardin>inho de IutirAi. ele indicavaJ 7^o/e levam1te a ti e a ti. cara a cara Rdiante de testemunhas não se teria atrevidoS. cap-tulo V') 4@Q A$DU'. além do mais. esta+ão de IutirAi Rlugar de recep+ão e de envio dos presos. 2icou paralisado de alegria.

tendo para passeio um tal /ardin>inho. su2ocando de risoJ 1 Duin>e anosX Era demasiado a6surdo para acreditarmos.edro e . mas eu pensei *ue. até *ue.de . en*uanto os pardais respondiam uns aos outros endia6radamente) %u6itamente. os prisioneiros não eram pessoas inteiramente perdidas no mundo) A n:s levavam1nos a passear s: por recantos co6ertos de pedras mortas) A$DU'. ele mexia1se vacilantemente pelo chão liso da 6ox) Estaria contundidoY (01lo1iam espancado com uma t36ua de engomarY 1 EntãoY EntãoY 1 pergunt3mos angustiados) R%e ele não vem da cadeira eléctrica. os gon>os da porta rangeram e chamaram um dos nossos. um elegante ma/or da ") =) V) #). esta+ão de IutirAi.elos vistos anunciaram1lhe a li6erdade) 1 EntãoY EntãoY 1 /unt3mo1nos . uns vinte presosS.uma semiescuridão e ar 2rescoJ a <nica e min<scula /anela 2icava muito alta e não tinha morda+a) Ela dava /ustamente para a*uele ensolarado /ardim) Através de um caixilho a6erto. numa s: rodada.aulo) &s excursionistas surpreendem1se diante dos tene6rosos corredores e celas. ouvia1se o piar ensurdecedor dos p3ssaros e no vão da /anela 6alanceava1se um raminho verde1claro. assim de cho2re) 45 %essão especial de deli6era+ão da Administra+ão . não havia /3 ninguém. em todo o caso. diante de uma pe*uena mesa ocasional.) U)11") =) V) #) V'' "A %E?V\& #E FZDU'"A% "A 6ox vi>inha . ter1lhe comunicado a pena de morte)S ?om vo> de *uem anuncia o 2im do mundo. prometendo a todos n:s a li6erdade e o lar) RVe/amX "unca hav-amos estado numa 6ox tão 6oaX 1 não era por casualidadeXS E todos n:s depend-amos do &)%)&)45 Acontecia *ue est3vamos presos por uma ninharia) #urante tr0s horas ninguém nos molestou. havendo um espa+o su2iciente para *ue cinco ou seis guardas pudessem controlar. *ue nos *ueimava) "ovo estrondo) ?hamaram outro e 2i>eram entrar o anterior) an+31mo1nos so6re ele) Fas não parecia o mesmoX A vida tinha paralisado no seu rosto) &s seus olhos a6ertos estavam cegos) ?om movimentos incertos.usemo1nos a correr mais intensamente ainda dentro da nossa caixa. conhecida como a da 6usca Rali se revistavam os recém1detidos. estava sentado.ol-tica do Estado 1 B) . derreados.E AB& #E BU AB 4@9 re grande. de ca6elos pretos) A expressão dominante do seu rosto era de paciente a6orrecimento) Ele perdia o seu tempo em vão. so6 uma lLmpada. espa+oso) ^avia a. volta do *ue regressara com esperan+a) Ele 2e> um movimento com o 6ra+o. um pacato conta6ilista de trinta e cinco anos) Ele saiu) A porta 2echou1se) . en*uanto tra>iam e levavam os presos um por um) As assinaturas poderiam ser recolhidas muito mais depressa) . o conta6ilista disseJ 1 ?inco))) anosX E de novo os gon>os da porta rangeramJ voltaram tão rapidamente *ue dava a impressão de os terem levado . latrina para 2a>er uma pe*uena necessidade) Este regressou radiante) . encontrando1se va>ias as grosseiras mesas da inspec+ão) %: a um lado. ninguém a6riu a porta) ":s and3vamos. and3vamos e and3vamos pela 6ox. nos sent3mos nos 6ancos de pedra) E o raminho 6alanceava. sau1dando1nos através do postigo. 6alanceava. devem.

não se dispunha a isso) (inha /3 2eito sinal com a ca6e+a ao guarda. *ue o texto me tinha sido comunicado em tal data) & meu cora+ão nem se*uer teve uma leve palpita+ão a mais. colocando o meu papelinho na pilha da es*uerda) T . leia) E. nas reparti+9es) Ao 2olhear a rima da direita.asseX 1 ordenou1me o guarda) E eu passei) 1 $eunida no pr:prio dia da amnistiaJ o tra6alho era urgente) A$DU'. do outro lado da mesa. com um ruim aparo.E AB& #E BU AB 44@ . tão 6anal era tudo a*uilo) %eria poss-vel *ue 2osse essa a minha verdadeira senten+a e *ue iria constituir uma viragem decisiva na minha vidaY Eu *ueria emocionar1me. viam1se pe*uenas pilhas de papelinhos 6rancos. es*uerda dos tinteiros. *ue pescou um 2arrapo de papel no tinteiro) 1 "ão. sua 2rente.ovo da %eguran+a do Estado da U) $) %) %). leu1o com indi2eren+a. ao dos re*uerimentos para a a*uisi+ão de artigos de escrit:rio. de modo algum) & ma/or estendia1me /3 o verso da 2olha) E ali tinha ao meu alcance a caneta de sete Aopecs.E AB& #E BU AB por letra) Estava escrita . data e lugar de nascimentoS) ?:pia 2iel) & %ecret3rio) #ecidiu1seJ aplicar a Rnome do interessadoS por agita+ão e tentativa de uma organi>a+ão anti1 soviética QRoitoS anos de campo correccional de tra6alho) #everia eu limitar1me simplesmente a assinar e a sair silenciosoY &lhei para o ma/orJ iria ele di>er1me *ual*uer coisa. da dimensão de metade de uma 2olha de papel de m3*uina e de 2ormato igual ao dos *ue. propositadamente. permita1me *ue escreva a*ui mesmo um recurso de apela+ão) A senten+a é in/usta) T Ga+a1o nos termos legais 1 disse mecanicamente com a ca6e+a o ma/or. não apenas palavra por palavra mas letra 444 A$DU'.ara emprestar ao momento um pouco de gravidade. mas não era o original *ue eu tinha so6 os olhos e sim uma c:piaJ Extracto do despacho da ?omissão Especial de #eli6era+ão do ?omissariado do . . mirei1a com todo o vagar. sem vontade. e veri2icou o meu apelido) ] direita e . todos iguais. viver todos os sentimentos pr:prios deste momento 1 mas não pude. então. nas administra+9es das casas de ha6ita+ão.Ele apontou1me um 6anco situado na sua 2rente. uma ve> mais) E eu assinei) "ão teria simplesmente achado mais *ue 2a>erY T Então. o ma/or encontrou um 6oletim *ue me di>ia respeito) (irou1o. n<mero)))1 (udo isto era su6linhado com um tra+o ponteado e dividido tam6ém com um ponteado verticalJ (endo examinadoJ a acusa+ão contra Rnome. soltou a 2olhinha da mão) Eu voltei1a e. e p_s1se logo a anotar com a caneta no reverso. explicar1me algoY "ão. para entrar o seguinte) . m3*uina. *uero l01la eu pr:prio) 1 Acaso vou engan31loY 1 replicou pregui+osamente o ma/or) T Iem. perguntei1lhe em tom tr3gicoJ T Fas isto é horr-velX &ito anosX . ou. numa vo> precipitada Reu compreendi *ue me condenavam a oito anosS.or*u0Y As minhas palavras soaram1me 2alsas a mim mesmoJ nem eu nem ele sent-amos *ue era horr-vel) T A*ui T indicou1me o ma/or. nos entregam como 2acturas de com6ust-vel. de 5 de Julho de 1945.

*uando uma pessoa era condenada a prisão perpétua. num corredor. inundado pela lu> de Verão) . no campo. en*uanto penduravam as nossas roupas nos mesmos ganchos e as levavam para a mesma desin2ec+ão. inclusive Valentim) A pena in2antilmente mais 6aixa de todo o nosso grupo tinha sido a do conta6ilista *ue perdera o /u->o Re *ue até ao momento continuava sentado sem dar sinal de siS) #epois da dele a mais pe*uena era a minha) Entre as pinceladas de sol. ao ter uma ideia con2usa do seu caso. do outro lado da /anela. muito o6rigadaX ?inco anos em campos de tra6alho correccionaisX8 Duanto ao h<ngaro $o>cas Janos. via1se ainda a*uele raminho. sim. rece6emos uma lLmina de ruim sa6ão e pass3mos ao amplo e 6arulhento 6anho.ara ondeY . sentia1me. sorrindo) Estranhamente.ara o 6anho Uma ve> mais) 'sto provocou /3 em n:s gargalhadas) Fas *ue ca6e+udosX #espimo1 444 A$DU'. a *uem. e sem tradu+ão. Valentim disse1tne com ar tran*uili>ador e pac-2icoJ . ru2avam os tam6ores e convocava1 se) a multidão) Fas a*ui é como se 2osse uma lista do sa6ãoJ vinte cinco anos 1 e a6alarX8 Arnold $appoport agarrou na caneta e escreveu no versoJ 7. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) %taline disse isso mesmo a um correspondente americano))) 1 Dual era o apelido desse correspondenteY 1 "ão sei))) "esse momento ordenaram1nos *ue agarr3ssemos nas nossas coisas. onde as tinham colocado essa manhã) Balho2ando. é verdade. a senten+a de de> anos de prisão) Ao assinar. a senten+a continuava em vigorJ a*uilo era uma c:pia) Fas Vera =orneieva aguardava uns *uin>e anos e viu com entusiasmo *ue no seu papelinho somente estavam escritos cinco) $iu1se com o seu riso luminoso e apressou1 se a assinar. segundo pnso. a 6alancear1se alegremente . ele não compreendeu *ue se tratava da senten+a) (inha esperado longo tempo o /ulgamento e s: mais tarde. e não. de como nos tinham encomendado pacotes convencionaisJ *uatro 6atatinhasX. doentio) Era uma de2esa viva e salutar do organismo) Ao enxugar1se. dois 6iscoitosX 1 Fas sim.E AB& #E BU AB 1nos entre risos. chapinhando tanto como estudantes *ue 2ossem 6anhar1se depois do <ltimo exame) Esse riso era puri2icador. leve 6risa de Junho) ":s 2al3vamos com anima+ão) A*ui e ali o riso 6rotava com 2re*u0ncia na enxovia) $-a1mo1nos por tudo se ter passado 6emW r-amo1nos do pertur6ado conta6ilistaW r-amo1nos das nossas esperan+as matinais e de como se haviam despedido de n:s na cela. para *ue não se arrependessem) & o2icial teve d<vidasJ 7Fas voc0 compreendeu o *ue eu lhe liY8 T 7%im. en2ureceu1 se e rasgou o papel *ue continha a decisão) 'sso não tinha importLncia. para nos lavar dos nossos pecados de crian+a) Ali despe/3mos e volt3mos a despe/ar 3gua *uente e pura so6re n:s. 6ox. respondeu assimJ 7Fas trata1se de prisão perpétuaX #antes. mas. haver3 uma amnistiaX 1 a2irmavam alguns) 1 'sto é simplesmente um pr:1 2orma para assustar1nos. apresentaram um papelinho com vinte e cinco anos. leram1lhe em l-ngua russa. *ue 2orm3ssemos dois a dois.Galtou1me engenho) Beorgui (enno. e levaram1nos de novo por esse maravilhoso /ardin>inho. de minuto a minuto. e exi/o imediatamente a minha li6erta+ão)8 & 2uncion3rio esperou primeiro com paci0ncia. ao ler o *ue ele escrevera. mais alegre e aliviado) (odos voltavam com de> anos. suspeitou *ue tivesse sido assim) $egressei .rotesto categoricamente contra esta senten+a ilegal e terrorista. aliviador.

desaparecendo para . *uanto ao resto.ianAov. sem /ulgamento) A$DU'. nos anos 5Ca e QC. para *ue não caiam so6re n:s novas condena+9es) (ra6alharemos honradamente e. a6solvido pelo tri6unal e *ue 2oi exilado por ordem superiorW e o de muitas outras pessoas) Vera Uassulitch. sem /ulgamento) "os anos . delegado campon0s.1 "ão importa. essa. em 1Q5. se criaram o2icialmente as troiAas.C do século !'! 2oi 2eita uma re2orma radical do sistema /udici3rio) Era como se se come+asse a delinear algo *ue aos governantes e aos s<6ditos aparecesse como uma visão /ur-dica da sociedade) Entretanto. tanta era a esperan+a *ue tinha este inocente grão. 2alava1se delas com orgulho) A troiAa da B) . para *u0Y "ão se pode di>er *ue as ?omiss9es Especiais R&) %) &)S. e os apelidos dos seus mem6ros tornaram1se secretos) Assim nos ha6itu3mos . se se podem enumerar os nomes e os casos) A envergadura. por despacho de um camarada ministro dos dom-nios estatais Rcaso t-pico de deli6era+ão de uma ?omissão EspecialS) Ainda sem /ulgamento. não comem. nem vivem entre gente humana) E uma ve> *ue se retiraram para deli6erar.E AB& #E BU AB 445 #este modo. através do *ue mais tarde se chamaria uma ?omissão Especial. ideia de *ue os da troiAa não 6e6em. passando por cima dos tri6unais. calar. mas *ue 2alta de envergadura. paternalmente.or*u0 troiAak Due signi2ica issoY Um tri6unal.) U)X &s nomes dos seus mem6ros não eram ocultos. nem uma palavra com *uem *uer *ue se/a. encerrou1se num ga6inete . *uando. ainda temos tempo de viver) & principal agora é não dar passos em 2also) Duando chegarmos ao campo. 2oi deportado sem /ulgamento. numa carta escrita da emigra+ão. ora o camarada ministro) . a tradi+ão ia tra+ando uma linha ponteadaW mas era demasiado 2rouxaJ 6oa para uma na+ão asi3tica em letargia.. os *ue não go>avam das suas 6oas gra+as. para Bla>ov) =orolenAo cita o caso de Giodor Iogdan. mas sim a uma repressão administrativa. *ue chegou a 2alar com o c>ar e depois 2oi deportadoW de . tivessem sido inventadas depois da $evolu+ão) J3 ?atarina '' mimoseara o indese/3vel /ornalista "oviAov com *uin>e anos. parte. calar) (anta era a 2é *ue punha nesse programa. come+ou a partir dos anos 4C. explicava *ue não era ao tri6unal *ue se su6tra-a. na verdade. 2a>ia1se até a sua pu6licidade) Duem não conhecia em %olovAi a céle6re troiAa moscovitaJ Ble6 Io*uii. s: nos estenderam um papelinhoJ e assineX A troiAa tornou1se mais terr-vel do *ue os tri6unais revolucion3rios) Um 6elo dia ela isolou1se. ora o governador. ainda somos /ovens. 2uncionando permanentemente) #e in-cio. não é propriamente um *uartetoX E uma troiAa não é tam6ém um tri6unalX & *ue h3 mais misterioso nela é *ue se re<ne na aus0ncia do acusado))) ":s não estivemos l3. nada vimos. de cumprir comodamente a senten+a e de varrer depois da ca6e+a tudo o *ue se tinha so2rido) Fas come+ou uma sensa+ão a emergir dentro de mimJ se para viver é preciso "\& V'VE$ 1 então. e não para um pa-s *ue *ueria dar um grande salto em 2rente) E depois havia ainda a aus0ncia de responsa6ilidade pessoalJ *uem era essa ?omissão EspecialY &ra o c>ar. apanhado entre as pedras de moer estalinistasX %entia1se vontade de estar de acordo com ele. /untamente com um irmão. enco6riu1se. so6 o arco do cavalo de tiro. essa palavra troiAag Ela evoca um pouco o som dos gui>os. em ve> de condena+9es /udicials) Ele pr:prio. Vul e VassilievYX E era 6em apropriada.erdão. a pLndega carnavalesca e um certo mistério) . 2oi deportado uma segunda ve>. =orolenAo revelava casos de repressão administrativa. pois não o entregou aos tri6unais) E todos os imperadores desterravam tam6ém. com mais dois estudantes.

com a oposi+ão entre 7culpado8 e 7não culpado8) "o entanto.s dactil:gra2as. com um sinal indelévelJ de 2uturo. so6 a direc+ão de um administrador. disso estamos certos. /3 nos 2oi explicado *ue a *uestão não reside na culpa pessoal. sa6emos. pode1se prender um inocente se ele é socialmente pr:ximo) Fas para n:s.) U). mas apenas um *uadro de experientes dactil:gra2as. não se podendo processar de 2orma alguma. A$DU'. pois o pr:prio c:digo de 194.sempre. se algum dia sou6ermos *ue não havia *uais*uer reuni9es. em6rulhamo1nos de novo no oportunismo de direita. através da troiAa. durante vinte e cinco anos. ou sem eleY E o *ue é *ue acompanhava o ch3Y ?omo se desenrolavam as discuss9esY Galava1se so6re a *uestão. mani2esta+ão de uma insistente necessidadeJ uma ve> as pessoas presas. 2oi criticado tam6ém pelo seu 7ponto de vista inadmissivelmente 44. podemos garanti1loX Até 1944 a compet0ncia das troiAas limitava1se . por*ue não sa6emos) %: ouvimos di>er *ue. so6 o *ual vivemos. mas na periculosidade socialJ assim. e. entre os nossos grandes e orgulhosos dirigentes. destinada a impedir *ue houvesse sucataS) E se por acaso acontecia *ue o preso era inocente. de modo algum. ou s: na capitalY E *uem é *ue. 2oi ampliada para cinco anosW depois de 19@5.. /3 não se podia deix31las regressar . nem no ?:digo. ou nem se*uer se 2alavaY "ada escreveremos acerca disso. em 2un+ão da gravidade do acto cometido84)S "ão é a n:s *ue competir3 escrever a apaixonante hist:ria deste :rgão) ?omo é *ue a troiAa se converteu em ?omissão EspecialY Duando é *ue 2oi mudada a sua denomina+ãoY ^avia ?omiss9es Especiais nas cidades da prov-ncia. como de6aixo da protec+ão de um pai. não ser3. ela6oravam extractos de processos ver6ais inexistentes) Duanto . na sua ess0ncia. por pilhéria. por uma certa 7pondera+ão 6urguesa na dosagem da pena. em6ora nos se/a imposs-vel mencionar os nomes desses tr0s >elosos assessores. rodando 2acilmente. é s: através das dactil:gra2as *ue nos chegam as senten+as) RE com ordem de degola+ãoJ esse documento não se pode deixar nas nossas mãos)S Estas troiAas Rpara o *ue der e vier.E AB& #E BU AB 6urgu0s8. por ser a m3*uina de alm_ndegas mais c:modaJ d:cil e pouco exigente não necessitava da lu6ri2ica+ão das leis) & ?:digo era uma coisa e a &) %) &) outra.artido. ou uma deporta+ão>inha de dois a tr0s anos) E ei1lo marcado para sempre. seria um 7reincidente8) RDue o leitor nos perdoeJ ve/a. *ue. outro do Finistério da %eguran+a do Estado e o terceiro da . então. *ue não rece6emos instru+ão /ur-dica. 2a>ia parte delaY ?om *ue 2re*u0ncia e dura+ão se reuniaY ?om ch3. *uais eram os tr0s :rgãos *ue estavam l3 representados pelos seus delegados permanentesJ um era do ?omité ?entral do . pela sua 7posi+ão de classe insu2iciente8. entretanto. isso é desculp3vel. a &) %) &) aplicava de> anos e a partir de 194Q pregava com um *uarto de século) ^3 *uem ateste R(chavdarovS. de uma espécie de %ec+ão de ?ontrole (écnico da B) . com o conceito de 7culpa8. *ue durante os anos da guerra a &) %) &) aplicava igualmente o 2u>ilamento) "ão seria nada de extraordin3rio) "ão sendo mencionada em parte alguma. a &) %) &) era uma trindade. li6erdade Rtratava1se. de admirar. nem na ?onstitui+ão. escrevemos o seu nome no pluralW é como se se tratasse de uma divindadeJ nunca se sa6e onde situ31laS respondiam . no campoJ os tri6unais não servem para nadaJ h3 a ?omissão Especial) . entretanto. a &) %) &) aca6ou. no 2undo.rocuradoria) "o entanto. rece6ia o seu 7menos trinta e dois8 Rproi6i+ão de resid0ncia em trinta e duas cidades da prov-nciaS. sem precisar desses du>entos e cin*uenta artigos.s penas de tr0s anosW a partir da-. sem utili>31 los nem mencion31los nunca) ?omo se di>ia.

ela podia atingir vinte e cinco anos e incluirJ 1 a priva+ão de t-tulos e de condecora+9es 1 o con2isco de todos os 6ens 1 a reclusão prisional 1 a priva+ão do direito de correspond0ncia) E uma pessoa desaparecia da 2ace da (erra com maior seguran+a do *ue pelo processo primitivo da senten+a /udicial) &utra vantagem importante da &) %) &) era ainda a de *ue a sua decisão não tinha recursoJ não havia onde apelarW não existia nenhuma instLncia. suspeita de espionagemW 1 =$F 1 &pini9es contra1revolucion3riasW 1 VA% 1 'ncu6a+ão de esp-rito anti1soviéticoW 1 %&E 1 Elemento socialmente perigosoW 1 %VE 1 Elemento socialmente pre/udicialW 1 . se de nada mais podiam ser acusadosSW E 2inalmente. os *uais.ris9es . pois. assim.# 1 Actividade criminosa Raplicada particularmente aos ex11reclusos dos campos. nem superior nem in2erior a ela) Estava su6ordinada unicamente ao ministro do 'nterior. mani2estavam1se por epidemias s<6itas) E h3 *ue prevenir aindaJ a &) %) &) não pretendia de maneira alguma pro2erir uma senten+a contra *ual*uer pessoa) Ela não aplicava penasJ punha uma san+ão administrativa 1 e era tudo) "aturalmente. era entregue ao tri6unalSW 1 %V. mem:ria de uma crian+a Rparte deles /3 os mencion3mosSJ 1 A%A 1 Agita+ão anti1soviéticaW 1 =$# 1 Actividade contra1revolucion3riaW 1 =$(# 1 Actividade contra1revolucion3ria trots*uista Ra simples letra ( agravava muito a vida do >eA no campoSW 1 .?^ 1 $ela+9es conducentes RXS . a &) %) &) não tinha necessidade de ver o acusado 2rente a 2rente Rdescongestionando. uma ve> instaurado o processo. pelo seu n<mero 4 ?olectLnea #as . mas com tal 2im a &) %) &) ela6orou para si mesmo os seus artigos1siglas. por comodidade.?ompreende1se *ue. go>avam.E AB& #E BU AB 445 limitado. os transportes interprisionaisS. 2osse tam6ém necess3ria uma espécie de c:digo. seriam acess-veis . nem se*uer exigindo a 2otogra2ia dele) "o per-odo em *ue as cadeias estavam completamente a6arrotadas.?^ 1 . 2acilmente operacionais Rnão era preciso *ue6rar a ca6e+a e andar atr3s das 2ormula+9es do ?:digoS. mas. com grande amplitudeJ 1 (?^? 1 Fem6ro da 2am-lia Rcondenado por um dos artigos anterioresS) "ão es*ue+as *ue estes artigos1siglas não se repartiam de maneira uni2orme pelas pessoas e pelos anos. havia ainda a comodidade de *ue o recluso.s 'nstitui+9es Educativas) A$DU'.resun+ão de espionagem Rse a espionagem ultrapassava a mera suspeita dela. como o artigo do c:digo e os par3gra2os dos ucasses. a %taline e a %atan3s))) & grande mérito da &) %) &) era a sua rapide>J esta era limitada apenas pela técnica da dactilogra2ia) Ginalmente. de uma inteira li6erdade /ur-dicaX Fas em6ora a san+ão administrativa não pretendesse tornar1se uma senten+a /udicial. podia não ter de ocupar o seu lugar na ca1 44Q .

com o esp-rito . então. e tra6alhando honradamente) A leitura da c:pia do extracto. 6em como. mas tão1pouco 2ic3mos completamente privados de tri6unaisX Entretanto.or*ue é *ue ele era vanta/oso para a &) %) &)YS. num dia de descanso Rrepararam por*ue é *ue escolhiam um tal diaY . a*ueles *ue apanharam oito) ?ompreendidoY. e. os nossos tri6unais pol-ticos 1 os tri6unais especiais da região e os tri6unais militares Re por*u0 tri6unais militares em tempos de pa>YS. de *ue não se pode saltarY .ela 6oa ra>ão de *ue não é decente. disse simplesmenteJ 1 "o 2im de contas.ara não desempregar os /u->esY .E AB& #E BU AB 449 sem excep+ão. não conheciam os artigos pelos *uais eram acusados. no 'nverno. 2oi trans2erido. os presos 2oram mandados 2ormar no p3tio. não ter tri6unais) Em 1919. podem dispersar))) Em 2ace de uma tão 2ranca mecani>a+ão da ?omissão Especial. e não se perder tam6ém nos processos /udicials p<6licos e nos de6ates contradit:rios entre as partes) A sua primeira e principal caracter-stica reside em *ue são . sendo enviado imediatamente para o campo. so6 um 2rio rigoros-ssimo. mandarem1nos p_r de /oelhos Rpara evitar 2ugas e como se 2osse para re>ar pela &) %) &)S sendo1lhes imediatamente lida a condena+ão) As coisas podiam passar1se ainda de outra maneiraJ os *ue chegavam a .rimeiro de Faio de 19@Q. com as 6andeiras vermelhas i+adas e comunicaram1lhes as penas ditadas pela troiAa da região de %taline Ro *ue mostra *ue a &) %) &) se descentrali>ava em per-odos de tensãoSJ e cou6eram de> a vinte anos a cada um) & meu che2e de 6rigada %inie6riuAhov. muito raros.ara *u0 os carros de cavalos. perto da linha.assaram meses e os >eAs continuavam a tra6alhar ali) #e repente. para sua comodidade) J3 nos ha6itu3mos de tal 2orma a *ue milh9es e milh9es de pessoas se/am /ulgadas em sess9es secretasW /3 nos 2amiliari>3mos tanto com isso. mas o escrevente *ue os rece6ia /3 tinha conhecimento deles e encontrava1os logo na listaJ %VE.E AB& #E BU AB deia. não num dia *ual*uer. rapa>es.A$DU'. não comer de gra+a o seu pão. porta 2echada) E . e um tenente itinerante apresentou1seJ tinha sido enviado para comunicar1lhes as decis9es da &) %) &) Fas aconteceu *ue não era mau rapa>. para *u0. mas no . *ue por ve>es h3 mesmo 2ilhos. o V''' ?ongresso do . com toda uma composi+ão 2errovi3ria de presos por /ulgar. para *ue é *ue ides 2icar a*ui a enregelarY Iasta *ue sai6ais *ue a &) %) &) vos deu de> anos a *uase todosW raros. se/a chamada ao exerc-cio das 2un+9es /udicials) (oda 7sem excep+ão8.artido inscrevia no seu programaJ 2a>er o poss-vel no sentido de *ue toda a popula+ão tra6alhadora.erie6ori por etapas. podia 2a>01la muito mais tarde) Em casos privilegiados acontecia descarregarem os reclusos dos vag9es na esta+ão de destino e a-. em 19@Q. antes de mais. *uando h3 actualmente autocarros 6em mais silenciosos. nesse mesmo ano de 19@Q. A$DU'. os tri6unais supremos 1 procuram seguir unanimemente o exemplo da &) %) &). para (cheriepovets) . cinco anos Rnessa época 2e>1se sentir uma necessidade urgente de mão1de11o6ra para a constru+ão do canal de FoscovoS) Fas outros havia *ue tra6alhavam durante muitos meses sem conhecerem as condena+9es) Fais tarde Rconta ') #o6riaAS. pois o exerc-cio da /usti+a é muito delicado. de (chelia6insAi. 2ormaram1nos solenemente. nem as penas. não 2oi poss-vel. evidentemente. para um estado democr3tico. porta 2echada. olhando de soslaio o cal+ado roto deles e o sol entre os postos gelados. os tri6unaisY . irmãos ou so6rinhos do acusado *ue ainda te replicam convictamente.

além dos vermes dos livros. ele escreveJ 7E melhor enganar1se na clem0ncia do *ue na puni+ão)8 &h. *ual de v:s não teria lan+ado a crian+a pela /anela 2oraY)))8SW o impulso de momento do /<ri. em esp-rito.4 2e> enveredar.E AB& #E BU AB & *ue havia *ue temerX Ele considerava o /ulgamento p<6lico como uma con*uista de2initivaX))) E *uem é *ue. o lea1der da oposi+ão nãd hesita em atri6uir ao Boverno um agravamento da situa+ão no pa-s. não somente não 2oi ani*uilada na cLmara de torturas. porta 2echada. *ue pode pesar mais do *ue a sua responsa6ilidade c-vica) Fas #ostoievsAi antecipava1se muito. não *uero di>er b*ue na $<ssia tenha havido alguma ve> uma /usti+a per2eita) . simX. na nossa p3tria. nossa vida. nem correspondentes de /ornais. sim. a re2orma /udicial de 1Q. maior do *ue na realidade existe) & a6uso da elo*u0ncia é um mal) Fas. *ue ^ert>en tanto admirou) Ao re2erir isto não es*ue+o tão1pouco as cr-ticas de #ostoievsAi contra os nossos tri6unais de /urados Rno #i3rio de Um EscritorSW o a6uso da elo*u0ncia dos advogados R7%enhores /uradosX. sendo AI%& V'#A pelos /urados Rnão por uma troiAaS e partindo em triun2o numa carruagemY ?om tais compara+9es. para impor a preponderLncia do seu partido.misti2icadoJ 7. metemos a nossa pr:pria ca6e+a entre os /oelhos) Duem é *ue actualmente. *ue mulher seria ela se não anavalhasse a sua rivalY))) %enhores /uradosX. mas não consciente dos seus 2ins moraisS) A pr:pria 'nglaterra nos d3xexemplos de como. mas.arece *ue não houve tempo de criar um s: ditado elogioso para os che2es das administra+9es c>aristas locais) ?ontudo.[I '?&. sem ter acertadoS. a parte ur6ani>ada da nossa sociedade pelo caminho conducente ao modelo ingl0s. *ue a6riu 2ogo contra o c>ar. podia acreditar na &)%)&)Y Algures.or exemplo.A$A A #EGE%A do acusado 2osse expresso pelo procurador) Duantos séculos ainda a esperar para issoY A nossa experi0ncia social enri*ueceu1nos imenso. com advogados *ue A?U%AF o acusadoJ 7?omo honesto cidadão soviético *ue sou. para empregarmos a nossa terminologia. entre os seus contemporLneos. nem p<6lico) RFas sim. eles vinham de dia ver . de um modo mais amplo mesmo. teve um de2ensorY Due Jelia6ov e todos os populistas do grupo A Vontade do . entretanto.rovavelmente. uma /usti+a digna desse nome é o 2ruto aca6ado de uma sociedade amadurecida) &u então h3 *ue ser o rei %alomão) Vladimir #al o6serva *ue na $<ssia anterior . *ue palavra utili>ar contra o a6uso do secretismoY #ostoievsAi sonhava com um tri6unal em *ue tudo o *ue se revelasse . mil ve>es simX & a6uso da elo*u0ncia é uma doen+a de *ue so2re não s: uma /usti+a nascente. contra o che2e da administra+ão de Foscovo do Finistério da %eguran+a do Estado Rem6ora a 6ala passasse ao lado da ca6e+a. como verdadeiro patriota.ois *ue *uerias tuY 'sso signi2ica *ue o caso est3 seguramente relacionado))) &s inimigos viriam a sa6erX "ão se pode)))8 Assim. porta 2echadaX "ão é necess3rio a toga e pode1se arrega+ar as mangas) ?omo é 23cil tra6alhar assimX "em micro2ones. sim. então. se lem6ra de *ue =araAo>ov. não posso deixar de sentir repugnLncia perante a an3lise destes crimes)))8 E *ue 6om *ue é participar numa audi0ncia .ovo 2oram /ulgados pu6licamente. uma democracia adulta Radulta. sem se ter medo de *ue 7os turcos pudessem sa6er8Y Due Vera Uassulitch. ao menos. mas sim num tri6unal . no tri6unal da região de eninegrado. como tam6ém a não /ulgaram . h3 um p<6licoJ os comiss3rios instrutores) . temendo *ue 7os inimigos sai6am8. .s re2ormas 7não havia um s: provér6io de elogio aos tri6unais8) 'sso signi2ica alguma coisaX . *ue tinha disparado. e o *ue ele temia "\& E$A ADU'1 45C A$DU'.

não s: com os colegas. di>ia1seJ 7A lei é como a 6arra de uma carro+a. é ser humanistaX Eis uma nova caracter-stica. pelo menos. 6ar6eados. gorducho e 6onacheirão Ulrich *ue preside) "ão deixa passar a ocasião de grace/ar.como se portavam os seus constituintes. e aumentavam as de 6reves A$DU'. mas tam6ém com os reclusos Risso . *uanto o al-vio moralJ não tens de torturar1te. a dispensa de pensar. pois /3 nos anos de 1944149 as senten+as dos tri6unais eram dadas apenas em 2un+ão de considera+9es econ:mico1administrativas) A partir de 1944. a terceira caracter-stica é a dialéctica Rdantes. &) %) &). en*uanto a*ui o 2ingimento é a regra. e como disse GaustoJ & mundo todo muda e anda para diante. o *ue signi2ica *ue os /u->es sa6em sempre o *ue exigem os che2es Ré para isso *ue existem os tele2onesXS) ] imagem d. 6ondade) Em 1945. pois 6em. de acordo. previamente. e depois. mão o nome e o so6renome do acusado) E se um *ual*uer %traAhovitch grita na sessão do tri6unalJ 7Eu não podia ter sido recrutado por 'gnatov. h3 igualmente senten+as escritas .E AB& #E BU AB 451 de 'gnatov é para 2u>ilar) E s: por acaso é *ue 2oi inclu-do no grupo um tal ipovJ ninguém o conhece e ele não conhece ninguém) Iom. ou se/a. volta1se para o lado onde se *uer ir8S) & ?:digo não pode ser uma pedra a 6arrar o caminho ao tri6unal) &s artigos do ?:digo t0m /3 de>. a pré1determina+ão das senten+as4. a pré1determina+ão predisp9e . e no momento prop-cio 2a>1se um 6om intervalo para o almo+o) Duando a noite chega. de noite. est3 a6erta a audi0nciaX8 E pregam de> anos a cada um) E se vierem di>er1nos *ue. o ?olégio Filitar /ulgava o caso 7dos separatistas estonianos8) E o 6aixinho.s nove da manhã anunciamJ 7 evantem1se.ela manhã chegam. grosseiramente. 1944S limitava1se a grasnarJ 7. a um ritmo r3pido. o presidente do tri6unal Rda ?ircunscri+ão Filitar de eninegrado. a sua pro2issão vai ser muito <tilX8 Fas o *ue é *ue na realidade os separaY . por*ue hei1de ser eu a guardar palavraY .ris9es .s 'nstitui+9es Educativas nos proporciona elementos para ver *ue a pré1determina+ão das senten+as é coisa velha. pois nessa altura eu tinha de> anos de idadeX8. todos 2res*uinhos. não. cumpridos em casa. di>1lhe sorrindoJ 7En2im. decididamente não podemos aceitar issoX #ecididamenteX Ginalmente. apenas se tendo de inserir .ro-6o1o de caluniar a contra1espionagem soviéticaX8 J3 est3 tudo decidido h3 muitoJ todo o grupo @ Brupo de (ch) 4 A mesma colectLnea #as . os tri6unais diminu-ram as penas de tra6alhos correccionais. ipov é condenado a de> anos) ?omo a pré1determina+ão das senten+as torna menos espinhoso o caminho do tri6unalX "ão é tanto /3 o al-vio do cére6ro. e . visitavam na prisão a*ueles *ue era preciso chamar . pensando em *ue te podes enganar na senten+a e deixar :r2ãos os seus 2ilhos) E até no caso de um /ui> tão encarni+ado como Ulrich 1 *uantos 2u>ilamentos importantes não 2oram pro2eridos pela sua 6ocaX T. onde /3 se viu issoYS) Ao sa6er *ue %u>i é advogado.ara *u0 exasperar1seY & tri6unal segue uma ordem agrad3velJ 2uma1se na mesa dos /u->es. m3*uina. *uin>e )vinte anos de vida. ordem@)S A segunda caracter-stica essencial dos nossos tri6unais pol-ticos é a exactidão no tra6alho. a &) %) &) não é hip:crita. devido ao desemprego existente no pa-s. é necess3rio ir deli6erar) Fas *uando é *ue se viu deli6erar1se de noiteY #eixam os reclusos sentados a noite inteira na sala e vão eles pr:prios para casa) .

odeis aplicar11me. ele pode sera/ulgado aindaJ 1 .ovo para a Justi+a. de instru+9es) %e os actos do acusado não estão previstos no ?:digo. na sua circular n<mero cinco. naturalmente. mais cinco de priva+ão de direitos c-vicos Ro *ue era um meio de recrutar mão1de1o6ra para o terceiro plano *uin*uenalS5) As instru+9es do ano 49J a todos em geral vinte e cinco anos de prisãoQ) A m3*uina estampa as senten+as) Entretanto. 2orca) As instru+9es do ano 45J a todos em geral de> anos de prisão. *uando ia iniciar1se a edi2ica+ão do socialismoS. 2u>ilamento) As instru+9es do ano 4@J vinte anos de tra6alhos 2or+ados. se *uiserdes. ele *ue era um preso de direito comumJ 7. de delitos comunsS) 'sso teve como conse*u0ncia a superlota+ão das cadeias por presos com penas in2eriores a seis meses e a insu2ici0ncia de mão1de1o6ra nas col:nias de tra6alho) Em come+os de 1949.or analogia R*ue imensas possi6ilidadesXSW 1 %implesmente pela sua origem Rartigo 51@5J por pertencer a um meio socialmente perigoso5SW 1 .$&'I'#& aplicar penas de prisão in2eriores a um anoX g 454 A$DU'.E AB& #E BU AB 45@ E os 2uncion3rios /udicials estão de tal modo ha6ituados a isso *ue cometeram uma enorme ga22e em 195QJ pu6licaram nos /ornais o pro/ecto das novas 7Iases do %istema . *ue 2oi condenado a vinte e cinco. cu/a produ+ão é de m3 *ualidade) Fas o *ue é um sa6otadorY . segundo parece. ao cru>ar os um6rais do Finistério da %eguran+a do Estado.or exemplo. /3 sa6emos h3 muito o *ue éJ a*uele. a*uele *ue. em conversas no eléctrico. na vaga de 1949S) A$DU'.or ter rela+9es com pessoas perigosas. tre>entos anos de morda+a Rpriva+ão de direitosS) En*uanto viver não hei1 de votar por v:s. em Junho de 1955) ?omo Ia6aiev lhes gritou. e /3 não pode evitar uma ?&"#E"AV\& 5 "a $ep<6lica da Z2rica do %ul. isso s: o tri6unal sa6e)S Fas não h3 *uem levante o6/ec+9es *uanto . atentou contra a autoridade do BovernoY &u a*uela *ue casou com um estrangeiroY Acaso ela não atentou contra a grande>a da nossa p3triaY))) Fas não é o /ui> *uem /ulgaJ o /ui> s: rece6e o vencimento) Duem /ulga são as instru+9es o2iciaisX As instru+9es do ano de @5 eramJ de> anos. de indica+9es.) R"ão pode haver maior amplitudeJ *ue pessoa é perigosa e em *ue consistem essas rela+9es.ovo 2oi simplesmente .E AB& #E BU AB (odos os artigos 2oram reco6ertos de interpreta+9es. mas insinuar) (ratar1se1ia unicamente dos *ue dinamitam os caminhos de 2erroY "ão se indicava) 7#iversionista8. Ierlim.se escreviaJ 7. : meus 6en2eitoresX8 Q E assim um verdadeiro espião R%hult>.odem ser executados os sa6otadores e diversionistas)8 Due signi2icava issoY "ão se especi2icava) 'oci2 Vissarionovitch %taline pre2eria não di>er. vinte anos. 194QS pode apanhar uns de> anos. e em . por resolu+ão do ?omité Executivo do ?onselho dos ?omiss3rios do .per-odos de prisão Rtrata1se.111149 Rna véspera do décimo segundo anivers3rio de &utu6ro. o terror chegou nos <ltimos anos ao ponto de *ue cada negro suspeito pode ser preso sem culpa 2ormada por tr0s meses))) V01se logo onde est3 a 2ra*ue>aJ por*ue não por tr0s a de> anosY . o ?omissariado do . um preso é privado de todos os direitos desde *ue lhe cortam os 6ot9es. ?$'('?&U a aplica+ão de penas curtas. exactidão das leis promulgadas) Em 1@ de Janeiro de 195C saiu o ucasse so6re a restaura+ão da pena de morte Rem6ora possa pensar1se *ue ela nunca desapareceu das caves de IériaS) A. 'sso ignor3vamo1lo) Goi relatado no /ornal '>vie>tia. mas não uma pessoa *ue nunca o tenha sido R^unter VashAau.

. 2e> a este tr0s perguntas) . em presen+a de (chulpeniov. se as elei+9es gerais se reali>am com um s: candidatoY A senten+a de a6solvi+ão é um a6surdo econ:micoX 'sso signi2ica *ue os in2ormadores. mas em tom 6randoJ 7'sso pode dar a impressão de *ue os nossos tri6unais s: pro2erem senten+as condenat:rias)8 . todos tra6alharam em vãoX Eis um exemplo simples e t-pico de um processo no tri6unal militar) Em 1941. %erioguine educar com6atentes11) Acaso é importante . os procuradores. sec+ão pol-tica1da divisão e expulso do =omsomolJ por esp-rito derrotista. as sec+9es de agentes operacionais tche*uistas tinham por missão exercer uma actividade de vigilLncia entre as nossas tropas inactivas *ue se encontravam na Fong:lia) & médico militar osovsAi. trata1se . por enaltecer a técnica alemã e por minimi>ar a estratégia do nosso comando militar) "este caso. para 2ormali>a+ão das 2alsas provas. *uem mais discursou 2oi o secret3rio do =omsomol. propriamente 2alando.e+o ao tri6unal *ue comprove uma ve> mais o meu patriotismo. não compreendendo ainda do *ue é culpadoJ 7Fas h3 tanta gente *ue di> issoX8 $e2lexo autom3tico do tri6unalJ 7Duem precisamenteY #iga nomes)8 Fas (chulpeniov não é da ra+a delesX E tem uma <ltima palavraJ 7. /3 depois do /ulgamento. não nos a/udarão em nada)8S (erceiraJ 7.enal da U) $) %) %)8 e E%DUE?E$AF1%E de inserir um ponto so6re a possi6ilidade de uma senten+a de a6solvi+ãoX & :rgão do governo9 repreendeu1os. (chulpeniov comparece perante o tri6unal da @. 1C de %etem6ro de 195Q) osovsAi é agora candidato a doutor em ci0ncias médicas) Vive em Foscovo) (udo ie corre 6em) (chulpeniov é condutor de tr:leis) 454 A$DU'. armamos1lhe uma cilada)8S %egundaJ 7?on2ias na a/uda dos aliadosY8 R(chulpeniovJ 7?on2io em *ue nos a/udarão. e6iedev.éum ardil.E AB& #E BU AB A6atido por ter passado um m0s na 2ossa. devemos extirp31los do nosso povo) osovsAi deve receitar p-lulas. os agentes operacionais.)a #ivisão Fotori>ada) Estão presentes o comiss3rio da divisão. %lessariev) A testemunha osovsAi nem se*uer é convocada a vir depor ao tri6unal) R"o entanto. os investigadores.onhamo1nos na pele dos /uristasJ por*ue é *ue. *ue sentia ci<mes de uma mulher *ue dava sorte ao tenente . pode retirar11se)8 R& investigador teme *ue a acusa+ão se desmorone1C)S 9 hvie>tia.rimeiraJ 7. mas não desinteressadamente)8 osovsAiJ 7Engano. e o che2e da sec+ão pol-tica. são recolhidas as assinaturas de osovsAi e do comiss3rio %erioguine)S .or*ue é *ue te parece *ue retrocedemos dos alemãesY8 R(chulpeniovJ 7Eles t0m mais recursos técnicos e mo6ili>a1ram1se antes)8 osovsAiJ 7"ão. os carcereiros e a escolta. =aliaguin Rnos com6ates de ^alAhin1Bol. entre os dois) Apenas 2a>em a osovsAi uma perguntaJ 7?onhece este homemY8 1 7%im)8 1 7(estemunha. os tri6unais devem ter duas sa-das.erguntas do tri6unalJ 7(eve alguma conversa com osovsAiY Due lhe perguntou eleY Due respondeu voc0Y8 (chulpeniov respondeu ingenuamente.avel (chulpeniov.or*ue é *ue trans2eriram Voro1chilov para o comando da 2rente "oroesteY8 (chulpeniov respondeu e não voltou a pensar na conversa) Fas osovsAi redigiu uma den<ncia) (chulpeniov 2oi)chamado . ele mostrara1se co6arde e agora tinha ocasião de a2astar do seu caminho para sempre uma testemunhaS) Ei1lo preso) (em uma <nica acarea+ão com osovsAi) "\& E #'%?U('#A a conversa anterior. am6os /untosX8 AhX 'sso nãoX Esses costumes cavaleirescos. dando1me a mim uma tare2a em *ue eu tenha de arriscar a vidaX8 E numa atitude de paladino sinceroJ 7A mim e a *uem me denunciou.

7?ondenaram1me a um *uarto de século8.S. 5Q111a.artidoX8 R"iAolai %emionovitch #ascal. vinte e cinco anos)8 & che2e da escolta interessa1seJ 7. a 7sessão8 dura um minutoJ entrar e sair) Duando a /ornada no tri6unal ocupa de>asseis horas seguidas.E AB& #E BU AB 455 olham o condenado nos olhosJ é interessante ver como ele aguenta. mas compreende *ue isto é uma palha+ada. e melhor do *ue ninguém os rapa>es da escolta. distri6u-dos pela 6ox. numa segunda suspensão. através dos guardas. *ue *ueria 2ornecer provas suplementares) 'sso. sem explicar para *u0) #a prisão acudiram a toda a pressa os investigadores e os seus a/udantes carrascos) (odos os acusados. houve1os em cada divisão Rde outra maneira teria 2icado caro manter os tri6unais militaresS) E o n<mero de divis9es *ue havia no total. regressaramJ de> anos de prisão e tr0s de perda de direitos c-vicos) ?asos destes. a mesa servida e travessas com 2ruta) %e não t0m muita pressa. e declarouJ 7Assinei tudo so6 torturas)8 & procurador .ausa) &s /u->es n Victor Andreievitch %erioguine reside actualmente em Foscovo. 2racturada pelo investigador com um 6anco. 2a>endo a comunica+ão. verga1te e não penses *ue podes mudar algo com o teu comportamento) Fesmo *ue pronuncies um discurso como #EFH%(E"E%. em tua de2esa. se lhes gritaresJ 7%ois uns 2ascistasX Envergonho1me de ter pertencido durante v3rios anos ao vosso . 2oi apenas de uns *uantos segundos) & procurador exigiu uma suspensão da sessão. isso não te servir3 de nada) Fas pode aumentar a pena de de> anos para 2u>ilamento 1 isso pode) . por nada)8 1 7Fentes) . su6itamente. pena m3xima)))8 . demonstrou uma not3vel ha6ilidade) "o pr:prio momento da a6ertura da sessão do ?olégio Filitar do %upremo (ri6unal comunicou. poder3 o leitor procur31lo) )))(odas as sec+9es dos tri6unais militares se assemelham de modo sinistro) (ão sinistro como a 2alta de responsa6ilidade pessoal e a insensi6ilidade dos /u->es. da porta da sala de sess9es v01se uma toalha 6ranca. e então dão ca6o de ti) (chavdarov conta um caso em *ue. na sala va>ia. interessava) & procurador chamou1o) =aretniAov mostrou1lhe a sua clav-cula purulenta. em 19@. dar1lhes ainda mais) & intervalo terminou) & /ui> intenogou1os uma ve> mais a todos e eles então reconheceram1se culpados) Alexandre Brigorievitch =aretniAov. da penaJ 7Gulano de talX. diante um punhado de in*uiridores R&lga %lios6erg. durante a guerra. gostam de ler a senten+a 7com psicologia8J 7#ecidiu ))) condenar o réu . por uma lista. em 1945. eles insrauram1te um novo processo. levando em conta o seu sincero arrependimento)))8 (odas as paredes da sala de espera do tri6unal estão riscadas com pregos e a l3pisJ 7?ondenaram1me a 2u>ilamento8. os réus. naturalmente. se recusaram a con2irmar as suas 2alsas con2iss9es. presidente AholiA. prometendo1lhes.or*ue é *ue te deram tantosY8 1 7. *ue pareciam ter luvas de 6orracha) ]s senten+as são 2a6ricadas em série) (oda a gente tem um ar sério. *ue são mais simples) "o campo de trLnsito de "ovossi6irsA.sa6er se vais morrer ou nãoY & essencial é *ile n:s se/amos vigilantes) %a-ram. 2oram de novo 6em sovados. 19@5S.or exemplo. no tri6unal. 2umaram. 2eitas durante a instru+ão do processo) E *ue aconteceuY %e houve uma pausa para o rever. director do 'nstituto de 'nvestiga+ão ?ient-2ica so6re os (0xteis. o *ue é *ue ele sente agora) 7))) Fas.or nada dão s: de>8 Duando o tri6unal tem pressa. no %upremo (ri6unal. Faicop. 7#eram1 me de> anos8) "ão apagam as inscri+9esJ elas são edi2icantes) (eme. (ri6unal Especial do (errit:rio de A>ov e do mar "egro. a escolta toma conta dos presos.ois. tra6alhando numa empresa de servi+os p<6licos) Vive 6em) A$DU'.

$) é muitos outros))) E eu disse1lhesJ 7Due dia tão memor3velX (endo sido condenado primeiro a um campo de tra6alhos 2or+ados e depois ao desterro perpétuo. A$DU'. mas com o am3vel acompanhamento de um coronel da organi>a+ão do . redigiu uma nova ordem de deten+ão Rse o ?olégio não se tivesse curvado. agora. puxado pelo 6ra+o por dois agentes da escolta Ro elevador certamente 2uncionava. 2ora posto a mexer ainda no tempo de %taline. mas os presos chegavam com tanta 2re*u0ncia *ue. reunidos a*ui /untosX8 RE eles tam6ém era a primeira ve> *ue viam um >eA vivo. ainda. =aretniAov em6ara+ou o procurador e este não ousou enco6rir o assunto) Ao recome+ar a sessão do (ri6unal Filitar. e por conseguinte teriam de p_r em li6erdade =aretniAov) #esse modo))) "A& G&' . . respectivamente. com olhos de ver)S A$DU'. s: um tri6unal 2alho) &nde dorme a lei. su6indo a correr a escada.E AB& #E BU AB 455 Fas acontecia *ue não eram ciesX %im. por))) ser moleXS . meteram =aretniAov novamente na 45.arrependeu1se pela sua avide> em o6ter provas suplementares. *ue tem no seu interior. $) disse o seu apelido. o mais not3vel dos verdugos. nunca os meus olhos tinham visto um s: /ui>.artido) E na sala cercada de uma colunata circular. as possi6ilidades do preso e da &) %) &)J3 #er/avine escreviaJ . 2oi arrastado até ao *uarto andar. pelo menos. e agora ve/o1vos a todos. logo empalidece. pressentindo a li6erdade. estes tr0s mesesS e 2e> novamente as perguntas do primeiro comiss3rio) =aretniAov. entrando de rompante pela sala) & (ri6unal Filitar tinha tanta pressa *ue nem se*uer se sentaram. permanecendo os tr0s assim de pé) $espirando com di2iculdade Rpor se ter de6ilitado nos interrogat:riosS. esse mesmo *ue noutros tempos condenou =aretniAov. muito am3vel. os restantes haviam sido destitu-dos) RUlrich. olharam1se entre si e Ulrich 1 sempre igual a si mesmoX 1 declarouJ 7Vinte anosX8 evaram1no a correr e a correr trouxeram o seguinte) Goi como num sonhoJ em Gevereiro de 19@.E AB& #E BU AB prisão) ?uraram1no e guardaram1no tr0s meses) ?hegou um novo investigador. o seu nome e o seu patron-mico) %ussurraram algo. Estende1se para o cada2also) Fas s: excepcionalmente no ?olégio Filitar dob %upremo (ri6unal sucediam 2actos tão desagrad3veis) Era muito raro v01lo es2regar os olhos em6aciados para o6servar de perto um soldadinho detido) Em 19@5. senhores. a utili>31lo. *uando um raio de lu> incide directamete so6re si. aguentou1se 2irmemente e não se reconheceu culpado de nada) E *ue sucedeuY))) Goi condenado a oito anos pela ?omissão Especial R&) %) &)S) Este exemplo chega para demonstrar. eles a2irmavam1me *ue não eram elesX Asseguravam1me *ue os outros /3 l3 não estavam) Alguns tinham sa-do com uma honrosa re2orma. onde di>em *ue se re<ne o plen3rio do %upremo (ri6unal da União.ior do *ue um 6andoleiro.$&"U"?'A#A %E"(E"VA A BUFAX ?omo se nada tivesse acontecido. compreendendo *ue não é ninguém e *ue pode escorregar em *ual*uer casca de 6anana) Assim. 2ui ouvido por setenta magistrados do ?olégio Filitar. sem a6rigo. nem os 2uncion3rios teriam podido su6irS) ?ru>aram1se com um preso *ue /3 havia sido condenado. mas /3 era tarde) Essa gente s: é cora/osa en*uanto constitui uma pe+a invis-vel da m3*uina geral em 2uncionamento) Fas *uando so6re ela recai uma responsa6ilidade pessoal. volta de uma enorme mesa em 2orma de 2erradura. em 195C. A)#)$). =aretniAov repetiu tudo))) Então o (ri6unal retirou1se para e2ectivamente discutirX Fas a senten+a *ue devia pronunciar podia ser s: de a6solvi+ão. engenheiro electrotécnico. o /ui> é nosso inimigo) & pesco+o do cidadão. tive eu de su6ir por essa mesma escada. =aretniAov poderia ter 2icado em li6erdade. uma outra redonda com sete cadeiras antigas.

parece1me *ue a lei 2oi mais além *ue os homens. tra6alhar como advogadosa)S14 E a . 2oi depois por ele 6em depressa es*uecido.rocuradoria curvava1se da mesma maneira perante os :rgãos) Duando em 1944 se divulgaram. a v3rias vo>es. e *ue estes 2icaram para tr3s. ou se/a. com indigna+ão.. do 6anco dos réus.artido os /u->es *ue aplicassem senten+as demasiado leves) 45Q A$DU'. e de haverem. mas amanhã seremos n:s *ue te /ulgaremos a ti. a mim. conseguido condenar a vinte e cinco anos em ve> de de>X E *ue humilhante. depois de chamar $iumin. 2ornecendo1me involuntariamente elementos para este cap-tulo) RE se eles se dispusessem a pu6licar essas mem:riasY Fas os anos vão passando. a6andonado. e se tudo desse uma volta tal *ue eles me tivessem de /ulgar a mim outra ve>Y A*ui nesta mesma sala Rmostravam1me a sala principalS) Iem.E AB& #E BU AB & tempo não chegou senão eles terme1iam contado de> ve>es mais coisas) Fas o *ue me disseram d3 para re2lectir) %e os tri6unais e a . amea+avamJ 7^o/e tu /ulgas1nos a n:s. e esses. toma cuidadoX8 Fas. parte so6re eles) Eles contavam1me tudo o melhor *ue podiam. a su6missão dos tri6unais aos :rgãosl ]s mãos de certo /ui> chegou o seguinte processoJ um cidadão *ue tinha regressado dos Estados Unidos a2irmava caluniosamente *ue havia ali 6oas estradas para autom:veis) E nada mais) "o processo era tudo o *ue 2igurava) & /ui> atreveu1se a devolver a causa para *ue a investiga+ão prosseguisse com o o6/ectivo de conseguir 7material anti1 soviético de pleno valor8. os a6usos de $iumin na contra1 espionagem do mar do "orte. 9 de Junho de 19. talve> não se/a necess3rio escrever um cap-tulo . as suas mem:rias. a . dessa 2orma. os /u->es se orgulhavam de terem conseguido não aplicar o artigo 51 do ?:digo so6re as circunstLncias atenuantes. como todos os empreendimentos de =ruchtchev. e 2icando portanto nos limites do sistema anterior) &s veteranos da /urisprud0ncia evocavam agora.odiam contar1se pelos dedos da mão os *ue 2oram /ulgados. naturalmente) . en*uanto eu os examinava com assom6ro) Estes eram homensX ^&FE"% completosX ?hegavam mesmo a sorrirX Eles explicavam sinceramente como tinham dese/ado sempre o 6em) Fas.4) Eis uma interessante concep+ão da de2esa /udicialX))) m 191Q. na 2erocidade) ?hegou a hora de inverter este provér6ioJ não temas os /u->es. teme a lei) A de A6aAumov. enine exigia *ue se exclu-ssem do .rocuradoria eram s: pe9es nas mãos do ministro da %eguran+a do Estado.rocuradoria não se atreveu a intervir com o seu poder. condenar1me1iam tam6ém) Dual é *ue nasceu primeiroJ o ovo ou a galinhaY &s homens ou o sistemaY #urante v3rios séculos existiu entre n:s o provér6ioJ 7"ão temas a lei. para *ue esse preso 2osse torturado e espancado) Fas este no6re o6/ectivo não 2oi levado em conta pelos comiss3rios e estes responderam11 lhes coléricosJ 7Voc0 não con2ia nos nossos :rgãosk8 & /ui> 2oi trans2erido como secret3rio do tri6unal para %acalinaX R"o tempo de =ruchtchev tudo era mais suaveJ os /u->es *ue 7cometiam 2altas8 eram mandados))) imaginemX. o promoveu. de in-cio tão enérgico. /3 passaram mais cinco e não se 2e> mais lu>)S Eles recordavam como. este movimento. teme os /u->es)8 Fas. para desgra+a sua)S hvie>tia. inclusive no tempo de =ruchtchev. nas con2er0ncias do tri6unal. mas limitou1se a in2ormar respeitosamente A6aAumov de *ue os seus rapa>es 2a>iam travessuras) A6aAumov tinha motivos para considerar os :rgãos como o sal da (erraX RGoi então *ue ele. não chegando a provocar mudan+as irrevers-veis.

nas mãos dos mentirosos) Assim. eles come+aram logo a seguir a &utu6ro) J3 em 191Q tinham lugar. mas apenas essa linha trace/ada *ue *uiseram gravar em n:s com uma 6roca persistente) "ão sei se isto é um tra+o comum a toda a humanidade. ansiando por re2ormas. nos nossos tri6unais) 1E isso *uando ainda não havia leis. em6ora os /ornais deles tenham 2alado. do do .*uela matinal névoa. no p3tio. e a2irmam. volta da 2erradura. de 4. 2or+a. tri6una. o conhecido tche*uista de $i>am. como uma presa. em a6undLncia.artido 'ndustrial) E é tudo. alguns dos *ue intervieram mostraram1se conhecedores de literatura. docemente rosada) "esses anos dinLmicos não chegavam a en2erru/ar1se nas 6ainhas os sa6res da guerra. *ue estavam .e+am a um homem de idade mediana *ue enumere *uais 2oram os /ulgamentos p<6licos de grande espavento. nem c:digos. espera. organi>ava 2u>ilamentos em pleno dia. alguém escrever3 a sua hist:ria pormenori>ada. e ele lem6rar1se13 do de IuAharine e do de Uinoviev) E ainda. o *ue suceder3 no nosso pa-s *uando a Verdade se precipitar em torrentesY E h31de precipitar1se) 'nevitavelmente) $evista) liter3ria incon2ormista) dirigida por A) (vardovsAi) *ue pu6licou um dia na vida de 'ran #enissonitch no tempo de =ruehtched voltando a ter de novo di2iculdades com a censura ap:s a destitui+ão deste e a normali>a+ão então imposta pelos sectores mais conservadores do regime) RF) dos ()S V''' A E' ?$'A"VA "H% tudo es*uecemos) Buardamos na mem:ria. *ue cada um deles conhece campos de tra6alho mais terr-veis Rassim. não é poss-vel prescindir de um 6reve resumo) %omos o6rigados a sondar certas ru-nas calcinadas *ue remontam . se importa *ue não recordemos se*uer os processos p<6licos. %telmaAh. e inclusive leitores de "ovi Fir1@. pela noite. pudessem ver tudo das /anelas da prisão) . *ue tem talve> origem na sua 6ondade. então não os recordamos) Em6ora se tenham desenrolado . morte. *ue naturalmente não tem conhecimento disso. não os recordamos) RA cavidade do cére6ro en1che1se exclusivamente da*uilo *ue transmitem todos os dias pela r3dio)S "ão me re2iro . ou s: do nosso povo) E em todo o caso uma caracter-stica lament3vel. nas caves.E AB& #E BU AB ma2teira *ue os condenados . discutindo Um #ia na Vida de 'van #enis1sovitc6. so6re o modo como o campo 2oi votado ao a6andono))) ?ontinuo sentado e pensoJ se a primeira e min<scula gota de verdade explodiu como uma 6om6a psicol:gica. 2ran>indo a testa num es2or+o de mem:ria. não o *ue 2oi. *ue esse livro lhes aliviou a consci0ncia Rpelo menos é o *ue di>em)))S) $econhecem *ue eu apresentei um *uadro edulcorado. 6em como os disparos na nuca) J3 em 191Q. /uventude.s escLncaras.C A$DU'.E eis *ue so6em .s necessidades do poder oper3rio e campon0s) Eles a6riam caminho 1 como então se pensava 1 a uma legalidade audaciosa) Um dia. mas n:s não pretendemos inclu-1la na nossa pes*uisa) Entretanto. nem tão1pouco es2riavam nos coldres os rev:lveres do castigo) Goi mais tarde *ue se tentou enco6rir as execu+9es. dando opini9es animadas so6re as nossas chagas sociais. eles sa6iamY)))S) #entre os setenta homens *ue estavam sentados . para ele não houve mais processos p<6licos) &ra. mas aos contemporLneos da*ueles processos) . não os 2actos hist:ricos. e os /u->es s: podiam re2erir1se . mas *ue é lament3vel apesar de tudo) Ela entrega1nos. rego>i/ando1se. se não no1los meteram constantemente no crLnio .

além da desunião geral e da decad0ncia espiritual da*ueles anosS e houve ao todo oitenta e sete mil presos5) RFas este <ltimo n<mero cheira a 6aixo de mais)S Dual o termo de re2er0ncia *ue permite uma compara+ãoY Em 19C5. mas h3 *ue recordar *ue. insurrectos polacos *ue 2ugiram para o &cidenteS) $estam oitocentas e *uarenta pessoas) Uma tal ci2ra. com o t-tulo Against ?apital . um grupo de dirigentes de es*uerda pu6licou uma colectLnea de artigos T ?ontra a . mas sim por*ue havia a (cheAa1) . 19C5. não prevendo ainda o seu 2imJ 7As iniciais B). e so6re ela dispomos de um n<meroQJ novecentas e cin*uenta execu+9es em seis meses R2oi essa a dura+ão dos tri6unais militares stolipinianosS) ?oisa horr-vel esta. 4)a edi+ão. in2orma *ue s: em ano e meio R191Q e metade de 1919S. por outro lado. mil tre>entas e de> pessoas.ena de Forte T. exercia1se. 194C) a 'dem.unishment) 5 &6) ?it). morte Rem6ora não tenham talve> sido executadasS. p3gs) @Q5144@) A$DU'. morte. se a calcularmos proporcionalmente a meio ano. onde era apresentada5 uma lista com o nome de todos os condenados . sem /ulgamento. o *ue per2a> ao todo. a *ual não se re2ere ainda a todas as prov-ncias) E verdade *ue os autores da re2erida colectLnea nela apresentam outra estimativa. para os nossos endurecidos nervos. compara+ão com a de atsis em s: ano e meio. os . 2ora dos tri6unaisS oito mil tre>entas e oitenta e nove pessoasX 4. até nova ordemS) .) &s autores advertiam *ue ela era ainda incompleta Rentretanto ela não so2reu tantos des2al*ues como as ci2ras de atsis so6re a guerra civilS) Essa lista a6range mil e *uatrocentos nomes.E AB& #E BU AB 4. mas *ue. pois não os conseguimos o6ter. a partir de 1Q4. 2oram editados em sua inten+ão.) . s: em 19C. não chega a a6alar1nosJ a nossa ci2ra. se conhecermos a incapacidade para a organi>a+ão *ue revel3mos ao longo da nossa hist:ria. p3g) 55) a 'dem. processavam e aplicavam penas. não resiste . 2oram 2u>ilados pela (cheAa Risto é. ou se/a.enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa Rnão os lemos. mas sa6emos *ue previam a 7priva+ão da li6erdade por tempo inde2inido8. a repressão . num per-odo de oitenta anos. é ainda ($n% VEUE% FA'% E EVA#A 1 e isto s: em vinte prov-ncias. p3g) 54) 4 'dem.. são as mais populares . assim como as da (cheAa. e em apenas vinte prov-ncias da $<ssia ?entral R7as ci2ras aapresentadas estão longe de ser completas8@. e é necess3rio ser tartu2o para não compreender isto)8 E Uinoviev rego>i/ava1se. . 2oram desco6ertas *uatrocentas e do>e organi>a+9es contra1 revolucion3rias Rci2ra 2ant3stica. tr0s mil *uatrocentas e vinte pessoas) Estava1se precisamente no auge da céle6re reac+ão de %tolipine. em 1919. paralelamente a eles e independentemente deles. margem do aparelho /udici3rio) ?omo imaginar as suas dimens9esY F) atsis..)U). dela devendo dedu>ir1se du>entas e trinta pessoas a *uem 2oi comutada a pena e du>entas e setenta *ue não 2oram encontradas Rno 2undamental. na sua popular colectLnea so6re a actividade da (cheAa4. desde 1Q4. 1 condenadas . #ois Anos de uta na 2rente 'nterna) Editora do Estado.u6licada por F) ") Bernet) Red)S. segundo a *ual 2oram a Este pintainho com um 6ico duro 2oi chocado por (rotsANJ 7A intimida+ão é uma poderosa arma pol-tica. até 19C.or*ue assim era mais e2ica>) &s tri6unais 2uncionavam. escala mundial)8 4 F) ") atsis. precisa ele. sem incluir os tri6unais civis e militares) &s tri6unais actuavam /3 por sua conta em "ovem6ro de 1915) Apesar da 2alta de tempo dispon-vel. em parte por modéstiaS.rinc-pios &rientadores do #ireito . p3g) 5.Existia então um termo o2icialJ /usti+a extra/udicial) "ão por*ue não houvesse tri6unais.

a tomar parte di essas insurrei+9es8b) Iom. =o>lov ou (am6ov as revoltas custavam tam6ém caro . sem calosJ isso era mais *ue su2iciente. tinham permanentemente o direito de aplicar a pena de 2u>ilamento. mas por um curto espa+o de tempo estiveram privados deleJ os tri6unais de distrito em 194C c os revolucion3rios em 1941) ^3 a*ui engrenagens muito delicadas. ter3 sido destru-do pelas pessoas interessadas)S Fas n:s s: sa6emos *ue os tri6unais revolucion3rios não dormitavam. com promessas. *ue arremetiam contra as metralhadoras e.E AB& #E BU AB soes nocturnas dos tri6unais) E *ue para rece6er uma 6ala não era indispens3vel ser um o2icial 6ranco. d3 vontade de rir ao di>01lo. 2or*uilhas e machados. com estacas. pagavam .C) RAs insurrei+9es camponesas /3 em 191Q eram designadas como sendo 7de =ulacs8. em 1944. e a de . *ue s: podem ser examinadas em pormenor por um historiador da*ueles anos) Esse historiador talve> descu6ra documentos. o mais surpreendente ser3 a ci2ra de simples camponeses. cal<nias e amea+as. mas toda ela em pesoY . com as mãos atadas. em6ora elas não ilustrem as gravuras a cores da ^ist:ria waa Buerra ?ivil.o6resY E essas amea+as mais terr-veis do *ue as metralhadoras das unidades da (chorY14 . nesses anos. a insurrei+ão de %apo/A é recordada apenas em %apo/A. se alguma ve> vierem a desenrolar1se perante os nossos olhos. depois. cap-tulo primeiro) 4. os da /usti+a extra/udicial e os dos tri6unais. mas /untamente com eles se lan+ava contra as metralhadorasY atsisJ 7&s outros camponeses eram o6rigados pelos =ulacs.^avia tri6unais de tr0s tiposJ populares. em '/evsA ou IotAinsA. dado terem sido in<meras as agita+9es e insurrei+9es do campesinato entre 191Q e 1941. um grande propriet3rio. mas tam6ém pelas ses1 Q $evista Iitoe. 1414119C5) lv Ver . e ninguém tenha 2otogra2ado nem 2ilmado essas multid9es excitadas. perdendo.4 A$DU'.s mãos calosas) "esses rolos. para se ser condenado ao 2u>ilamento) E 23cil adivinhar *ue. um social1revolucion3rio ou um anar*uista) Iastava ter umas mãos 6rancas e macias. *ue /ulgavam sem pararW *ue cada cidade tomada no curso da guerra civil 2icava assinalada não somente pelo 2umo das armas no p3tio da (cheAa. ra>ão de um por de> nas 2ilas alinhadas para o 2u>ilamento) Assim. com as suas 2or*uilhas e machados. se levantassem não tr0s is6as numa aldeia.or*ue é *ue a massa de camponeses po6res. distritais e revolucion3rios) &s tri6unais populares ocupavam1se dos assuntos criminais e de pe*uenos casos do dia) "ão podiam condenar ao 2u>ilamento) Até Julho de 191Q conservava1se ainda na /usti+a a heran+a dos socialistas revolucion3riosJ os tri6unais populares. talve> descortine longos rolos de senten+as dos tri6unais e consiga estat-sticas) REm6ora isso se/a pouco prov3vel) & *ue não 2oi destru-do pelo tempo e pelos acontecimentos. não matava os =ulacs su6levados. mas seriam essas promessas mais aliciantes do *ue as palavras de ordem do ?omité dos ?amponeses . pois os camponeses não podiam revoltar11se contra o poder oper3rio e campon0sX Fas como explicar *ue. um democrata constitucional. n<mero dois. podiam ser elevadas até vinte anos9) A partir de Julho de 191Q permitiu1se aos tri6unais populares aplicar penas de cinco anos) Duando /3 se tinham acalmado todas as amea+as de guerra.arte '''. o direito de condenar a menos de seis meses) &s tri6unais de distrito e os tri6unais revolucion3rios. de cada ve>. não podiam aplicar penas superiores a dois anos) %: por interven+ão especial do Boverno é *ue algumas senten+as. um 2rade. um senador. particularmente 6randas. em compensa+ão.itelin apenas em 1aitelin) Através da citada colectLnea de atsis conhecemos o n<mero de insurrei+9es esmagadas nesse ano e meio em vinte prov-nciasJ tre>entas e *uarenta e *uatro . os tri6unais populares o6tiveram o direito de condenar até de> anos. 'aroslavl ou Furoma.

mas unicamente de actos contra1revolucion3rios) #ado o corpo de delito. mas negou1se a6ertamente ao cumprimento do servi+o militar. p3N) xtS) a1 Unidades de missão especial) A$DU'. no *uartel. "oAolsAi.@ 6aionetas em terraX .é tam6ém um velho /urista) Um dos /urados tenta explicar ao réu o seu ponto de vistaJ 7?omo é *ue voc0.E AB& #E BU AB & presidenteJ 1 Due velho idiotaX &nde o 2oram 6uscarY & de2ensorJ . 2eito por uma testemunha ocular.E *uantas pessoas choram. *ue legistaX ":s regemo1nos não pelas leis. senão 2u>ilamos1te a*ui mesmoX8 Fas mantémse 2irmeJ ele não pode 6ater1se.ara casaX8S. por um mero acaso. p3g) 54) 4. o6) cit). o6) cit). mas. com um rev:lver diante de cada um delesJ 7^er:is como tu /3 vimos muitos. com uma notaJ 7"ão reconhece o poder soviético)8 'nterrogat:rio) (r0s homens atr3s de uma mesa. num instante. o comiss3rio da unidade entregou1o . por um mero acaso. em 1919. (cheAa. p3g) 55) b 'dem. cu/o ani*uilamento constitui a outra 2ace inevit3vel de *ual*uer revolu+ão *ue utili>a a 2or+aY Eis o relato.pode preconi>ar a não viol0nciaX E)J 1 'rei para onde me enviarem) & acusadorJ 1 & tri6unal não tem de ocupar1se de *uais*uer actos penais. de uma sessão do tri6unal revolucion3rio de $ia>an. não pegava em armas nem 2a>ia instru+ão) 'ndignado.4 A$DU'. esmagadas por estas m:s. por considera+9es religiosas Ro6/ec+ão de consci0nciaS) Ele 2oi mo6ili>ado pela 2or+a. até %etem6ro de 1919. além de uns *uantos 2u>ilados in loco para exemplo) E) não desertou.E AB& #E BU AB 4. no processo contra o tolstoiano ') E)J Ap:s ter sido decretada a mo6ili>a+ão geral o6rigat:ria para o Exército Vermelho Rum ano depois das palavras de ordemJ 7A6aixo a guerraX As 1C atsis. é partid3rio do cristianismo livre) & seu caso é entregue ao tri6unal revolucion3rio) A audi0ncia é p<6lica) "a sala h3 umas cem pessoas) & advogado é velho e am3vel) & acusador p<6lico Ra palavra 7procurador8 2oi proi6ida até 1944S. pode compartilhar as ideias do aristocrata conde (olstoiY8 & presidente do tri6unal interrompe1o e não o deixa explicar11se) E travada discussão) Um /uradoJ 1 Voc0 não *uer matar e tenta dissuadir os outros) Fas os 6rancos come+aram a guerra e voc0 impede1nos de de2ender1nos) Envi31lo1emos para =oltchaA e a. de /oelhosX Aceita imediatamente ir com6ater. sim. vais p_r1te. 2oram 7apanhados e enviados para a 2rente cin*uenta e *uatro mil e setecentos desertores81@. sendo um representante do povo tra6alhador. re*ueiro *ue este caso se/a entregue aos tri6unais populares) & presidenteJ 1 & *u0Y ActosY Ve/am l3. s: na prov-ncia de $ia>an. mas pela nossa consci0ncia revolucion3riaX & acusadorJ 1 'nsisto em *ue transcrevam o meu re*uerimento na acta) & de2ensorJ 1 Eu associo1me ao acusador) A causa deve ser /ulgada num tri6unal ordin3rio) 1@ atsis.

s prov-ncias. prisão. primeiro1comiss3rio do . *uanta indisciplina e 2alta de consci0ncia pol-ticaX A acusa+ão 2a>endo causa comum com a de2esa. nem os da escolta. nem a nova /usti+aX ?omo é de supor. até *ue a de2esa não 2a+a mais um todo com a acusa+ão e o tri6unal.lhe di>emJ 7%e todos 2ossem como tu. nem todas as sess9es decorriam com uma disciplina tão relaxada. s: a acusa+ão nos pode a/udar) ?hegou até n:s. mais tarde. os desaparecidos 2alam) "em os réus.ovo para a Justi+a Rpreparavam1se para lhe dar o posto de tri6uno. *uantos es2or+os isso exigiu do presidente do tri6unalX Duanta pertur6a+ão. *uando ninguém podia prever *ue uma engrenagem implac3vel iria tragar tudo isto. por intermédio de pessoas de 6oa vontade. tudo o *ue di> respeito . e *ue 2oi o glorioso acusador dos maiores processos. e com eles 2a+a causa comum o processado. desmascarado como um encarni+ado inimigo do povo1aa) %e. se nos domina a tenta+ão de respirar o ar /udicial dos primeiros anos ap:s a $evolu+ão. /untamente com os tri6unais revolucion3rios) . mesmo *ue eles este/am vivos. e a. *uisermos levar a ca6o o nosso 6reve resumo dos processos p<6licos. nem os advogados.ovo para a de2esa. os da escolta metendo1se num assunto *ue não lhes di> respeito e enviando um protestoX AhX. ter-amos pre2erido ver as notas estenogra2adas desses processos. e com estes. um exemplar A$DU'. rindo1seJ T 'nserimosX 'nserimosX $isos na sala) & tri6unal retira1se para deli6erar) &uvem1se gritos de desacordo na sala de de6ates) Voltam com a senten+aJ 2u>ilamentoX "a sala h3 um murm<rio de indigna+ão) & acusadorJ T . *ue teve mais tarde a iniciativa das %ec+9es dos (ri6unais Extraordin3rios do ?omissariado do .elos vistos. seria 6omX "ão havia nenhuma guerra. e o6servando diariamente da /anela os 2u>ilamentos.rotesto contra a senten+a e vou apelar para o ?omissariado da Justi+aX & de2ensorJ T Associo1me ao acusadorX & presidenteJ 1 Evacuem a salaXXX &s mem6ros da escolta recondu>em E). en2im. mas tão1pouco esta 2oi a <nicaX Duantos anos terão de passar ainda até *ue tudo se classi2i*ue. nem 6rancos nem vermelhosX8 #e regresso ao *uartel re<nem em assem6leia de soldados vermelhos) ?ensuram a senten+a e redigem um protesto para enviar a Foscovo) Esperando cada dia a morte. h3 *ue complet31lo mentalmente) Evidentemente. a n:s não nos deixam ir . ganhe um rumo e se consolide a linha necess3ria. não é 23cil de instaurar a ditadura do proletariado. primeiro1comandante supremo.E AB& #E BU AB 4. nem os espectadores.1 ^3 *uarenta anos *ue exer+o a advocacia e é a primeira ve> *ue ou+o uma tal o2ensa) 'nsiram1na na acta) & presidente. é necess3rio sa6er ler este livro) "ão dispomos de outro) E tudo o *ue 2alta. até ser. de *ual*uer modo. 2a+am causa comum as resolu+9es das massasX &6servar este caminho ano ap:s ano ser3 uma grata tare2a para o historiador. mas enine suprimiu esse posto14S.5 não destru-do. E) esperou trinta e sete dias) ?hegou en2im a comuta+ão da senten+aJ *uin>e anos de cadeia em regime especial de isolamento) Este é um exemplo edi2icante) Em6ora a lei revolucion3ria tenha vencido. mas como avan+aremos n:s no meio deste nevoeiro cor1de1rosaY &s 2u>ilamentos não 2alam. sua procura) . ouvir as dram3ticas vo>es sepulcrais desses primeiros réus e advogados. . irmão. em parte. de uma colectLnea dos discursos de acusa+ão do violento revolucion3rio ") V) =rilenAo.

. p3gs) 415) 4. por uma série de considera+9es técnicas81. 5)a edi+ão.or exemplo. para isso não se reunia todo o Executivo em plen3rio. a passagem para um sistema 14 enine. 7di2erencia com vantagem o nosso sistema da 2alsa teoria da separa+ão de poderes844. nos discursos /udicials. p3g) 41C) ") V) =rilenAo.or exemplo. não houve c:digo algumJ os c:digos c>aristas 2oram deitados pela porta 2ora e ainda não tinham sido ela6orados os nossos) 7E *ue não venham di>er1me *ue os nossos tri6unais penais devem aplicar exclusivamente as normas escritas existentes) Vivemos um processo revolucion3rio)))844 7"um tri6unal revo1 1Q =rilenAo. #urante ?inco Anos R191Q144S) #iscursos de acusa+ão pronuncia1os nos maiores processos instru-dos no (ri6unal de Foscovo e no %upremo (ri6unal $evolucion3rio) Editora do Estado) 194@) (iragemJ 5 CCC exs) bb 'dem. por %verdlov no seu ga6ineteS) (udo isto. o acusador principal indica1nos *ue o Executivo do ?omité ?entral tem o direito de intervir em *ual*uer causa /udicialJ 7& Executivo do ?omité ?entral tem o direito ilimitado de amnistiar e castigar segundo o seu 6elo pra>er)841 R& it3lico é meu) 1 A) %)S) .. explica =rilenAo. por exemplo.. uma senten+a de seis meses podia ser trans2ormada em de> anos Re. tomo @. durante *uatro anos. era a terceira intersessão decisiva da nossa ^ist:ria. tanto mais *uanto 72oi demonstrada a sua exist0ncia819) RGoram então presos mais de mil homens4C 1 haveria *ue instaurar processos a todosYS Assim.Entretanto. os processos /udicials da*ueles anos))) ?onhecemos. por uma parede surda) (odos os pro6lemas se podem resolver rapidamente)8 Especialmente por tele2one)S E com a maior 2ran*ue>a e exactidão *ue são 2ormuladas. o6) cit). o da insurrei+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda e o do almirante ?hastniS 7decorreram em geral sem estenograma815) E estranho a condena+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda não ser um 2acto insigni2icanteJ depois de Gevereiro e de &utu6ro. na medida em *ue. pronunciados por =rilenAo. os ar*uivos do (ri6unal de Foscovo e do %upremo (ri6unal $evolucion3rio Rem 194@S 7não estavam de modo algum em ordem))) Em toda uma série de causas o estenograma))) estava escrito de 2orma tão incompreens-vel *ue 2oi necess3rio eliminar p3ginas inteiras. as tare2as gerais do tri6unal soviético) & tri6unal era 7simultaneamente o criador do direito Rit3lico de =rilenAoS))) e o instrumento da pol-tica84@ Rit3lico meu)aT A) %)S) ?riador do direito. 6astando *ue a senten+a 2osse emendada. repetia %verdlovJ 7E 6om *ue os poderes legislativo e executivo não este/am separados. =rilenAo esclarece *ue pu6licar notas estenogra2adas 7era inc:modo. *ue /3 então coincidiam plenamente com as exig0ncias do acusador) %egundo ele. como o leitor compreender3. como no &cidente. alguns princ-pios essenciais) . p3g) 4) 'dem. *ue alguém agora tente descrever ordenadamente. p3g) 5) . mas c:modos eram os seus discursos de acusa+ão e as senten+as dos tri6unais. *ue é a teoria da independ0ncia do poder /udicial) RJustamente. A$DU'. no entanto.E AB& #E BU AB de partido <nico no Boverno) E não 2oram poucas as acusa+9es) Fas não se 2e> nenhuma acta estenogra2ada) E a 7conspira+ão militar8 de 1919 72oi li*uidada pela (cheAa através de meios de repressão extra/udicials81Q. e em pormenor. ou resta6elecer o texto de mem:ria8 RXS E 7uma série de grandes processos8 Rentre os *uais.

) 1a =rilenAo.or muito *ue 2alem das leis eternas do direito. por mais persuasivo *ue se/a. 'dem. mas tam6ém do 2uturo)8@@ As declara+9es do camarada =rilenAo são claras como 3gua) Elas 2a>em emergir com relevo todo este per-odo /udicial) Através das evapora+9es primaveris. p3g) 5C5) 45 'dem.5 lucion3rio não devem renascer as su6tile>as e os casu-smos /ur-dicos))) ?riaremos um direito novo e normas éticas novas)845 7. p3g) 59) @1 'dem. p3g) 5@) 49 'dem.&#E$Z 2a>er. o6) cit). mas do *ue ele . ouvimo1lo a2irmar *ue um tri6unal.E AB& #E BU AB #a*ui se deve in2erir *ue so6re o acusado não recai propriamente o peso do *ue /3 2e>. p3g) 44) R& it3lico é meu)S 4. e deve actuar 7so6 o ponto de vista dos interesses da $evolu+ão))) tendo em conta os resultados mais dese/3veis para as massas oper3rias e camponesas84Q. da /usti+a. o2c) cP2). o6) cit). p3g) 14) 4JX 'dem. anuncia1se /3 a transpar0ncia di32ana do &utono) %er3 necess3rio ir mais longe na nova an3lise. não é um tri6unalJ 7Um tri6unal revolucion3rio é um :rgão de luta da classe oper3ria contra os inimigos8. p3g) @1Q) 4Q 'dem. p3g) 44) 4C atsis. a/udar38@a Risso são argumentos de advogado. então. mas sim 7os portadores de determinados ideais849) %e/am *uais 2orem as *ualidades individuais Rdo réuS s: lhe pode ser aplicado um método de valori>a+ãoJ o critério do valor é o do interesse de classe@C) & *ue *uer di>er *ue s: tens o direito de existir. agora explicado45) .E AB& #E BU AB 4. p3g) Q1) @4 'dem. Ro it3lico é meu) T A)%)S) &s homens não são homens. não h3 *ue determinar se o réu é culpado ou não culpadoJ o conceito de culpa6ilidade é um velho conceito 6urgu0s. p3g) Q@) @C 'dem.ela 6oca do camarada =rilenAo. p3g) @) 44 'dem. R%e as V&%%A% condena+9es 2ossem comparadas com as "&%%A%. 2icam a sa6er *ue os tri6unais revolucion3rios são tri6unais de outro género) "outra ocasião. nenhum discurso. 2olhear processo ap:s processoY Estas declara+9es serão inexoravelmente aplicadas) . p3g) 1@) b 'dem. de um modo geral. etc. se não 2or agora 2u>iladoJ 7":s de2endemo1nos não s: do passado. n:s 6em sa6emos))) como elas nos custaram caro)84.Q A$DU'. etc)))S) 7"o nosso tri6unal revolucion3rio não 2a>emos caso nem dos artigos nem das circunstLncias atenuantesW devemos partir de considera+9es de utilidade)8@4 "a*ueles anos houve muitos a *uem sucedeu istoJ depois de terem vivido e vivido desco6riram de repente *ue a sua exist0ncia não era ?&"VE"'E"(E) 45 =rilenAo.19 'dem. talve> reparassem *ue elas não vos custaram assim tão caroXS (alve> *ue a /usti+a eterna se/a um pouco mais con2ort3velX))) J3 *ue são desnecess3rias as su6tile>as /ur-dicas. p3g) 544) 4. p3g) 4. p3g) 4CQ) A$DU'. se isso 2or conveniente para a classe oper3ria) Entretanto 7se esta conveni0ncia exigir *ue uma espada punitiva caia so6re a ca6e+a dos réus.

mas não é assim tão vergonhoso se se pensa *ue estamos ainda em 191QX R%e o velho so6reviver. não via *ual*uer cal<nia nas a2irma+9es de %avinAov 7segundo as *uais não se devia es*uecer *ue enine. cu/as opini9es tinham um interesse geral. *ue as autoridades alemãs lhes prestaram coopera+ão para o regresso . autoridade acusadora Rcomo =rilenAo gosta de a caracteri>arS.$&?E%%& #&% 7I& E('"% $U%%&%8) Este processo. mas passados v3rios anos aparece novo)S Iem.o6iedonotsiev. a despeito das suas correrias revolucion3rias. a/udou enine a regressar) =rilenAo exclama *ue não tenciona acus31lo de cal<nia Re por*ue nãoY)))S e o /ornal é processado por tentativa de in2luir nos esp-ritosX RFas. na*ueles anos explosivos. 2oi o processo contra a li6erdade de expressão) "o seu n<mero de 44 de Far+o de 191Q. ainda não pelo excesso de comida) Duanto . ter3 o pre+o *ue merece e havemos de 2a>er com *ue não se ria nunca maisl8@` Vamos l3 entãoY aS & . "atanson e companhia tinham regressado . cidadã 'vanova.9 de 7um destacado leader pol-tico. o maldito. um /ornal pode ousar ter tais o6/ectivosYn (ão1pouco é revelada a 2rase de %avinAovJ 7E preciso ser um criminoso insensato para pretender seriamente *ue o proletariado internacional rios apoia8.ela tentativa de in2luir nos esp-ritos. dado *ue ele ainda nos iria apoiar))) . é vergonhoso di>01lo.4. p3tria8. suportando as mais incr-veis reac+9esJ oris11FeliAov. o6) 3t). =asso e outros mais) #ecidem 2ech31lo para sempreX Ao redactor 'egorov. como na velha $<ssia de h3 séculos e como ainda presentemente na U) $) %) . a tr0s meses de prisão isolada. independentemente de a redac+ão as compartilhar ou não8) Além disso. det01lo1ão de novo e *uantas ve>es ainda ser3 agarradoXS . p3g) 49. . acaso. não gosta do sorriso das mulheres acusadas e atira1lhes com ar desdenhoso e amea+ador. terminou os seus estudos em duas 2aculdades) Duando est3 6em disposto derrama a sua alma so6re os réusJ 7%ois uns pati2es pro2issionaisX8 E não é nada hip:crita) . $<ssia através de Ierlim. em *ual*uer Brécia. e onde encontr31loY Assim. sãoo magros. mas ele estava em viagem. é assim condenado um /ornal *ue se pu6licou desde 1Q.s riscas 6rancas e a>uis) & acusador supremo exprime1se num russo deste géneroJ 7& *ue a mim me interessa são as *uest9es de 2actoX8W 7?oncreti>e1me o momento da tend0nciaX8W 7":s operamos no plano da an3lise da verdade o6/ectiva)8 ]s ve>es l3 surge um ditado latino Ré verdade *ue de um processo a outro esse ditado repete1se. veste um casaco desa6otoado. com esse seu sorrisinho.) V) legorov. condenavam1no. %tolipin. mas h3 *ue di>er tam6ém *ue. de civil e pela a6ertura do pesco+o v01se uma camisola de marinheiro .E AB& #E BU AB 4. por*ue na realidade assim 2oraJ a Alemanha do =aiser. continuava a manter1se o h36ito do su6orno. p3g) Q4) 'dem. 2echaram o /ornal e levaram ao 6anco dos réus o velho redactor .Gechai os olhos e imaginai uma pe*uena sala de audi0ncia) Ainda não est3 pintada de ouro) &s 2ervorosos mem6ros do tri6unal usam 6onés simples. um dos primeiros e dos mais precoces. di>endo *ue o artigo era da autoria =rilenAo.or exemplo. convidando1o a explicar1seJ como se atreveraY J3 haviam decorrido *uatro meses de dom-nio da "ova Era e /3 tinha chegado a hora de se acostumarX legorov ingenuamente /usti2icou1se. ou se/a.) A$DU'. este conhecido /ornal dos 7pro2essores8 inseriu um artigo de %avinAov T 7Em Viagem8) ?om muito gosto teriam detido o pr:prio %avinAov.or estranho *ue pare+a. em guerra. antes mesmo de *ual*uer senten+aJ 7Voc0.

pela sua indi2eren+a . atrevemo1nos de 2orma estreita e mes*uinha a supor *ue as testemunhas não tiveram tempo de aprender a temer. s: por si. di2erentemente do tempo estalinista.E AB& #E BU AB de neg:cios *ue terminaram 6em. era mesmo um 7severo acusador. capa> de lan+ar raios e coriscos so6re *uem *uer *ue atentasse contra os 2undamentos8) E *ue di>er agora so6re elesY &nde ir 6uscar com *ue denegri1losY RJ3 *ue atacar a corrup+ão. so6retudo. actividade pol-ticaX RIom. no seu curriculum vitae) 7%e se examina com aten+ão8 o caso desse eist. pelos vistos. *ue especulava com lingotes de ouro) A sua mulher.ois a *uestão é claraJ remexendo no seu passado X. silenciam1no) ^3 velhas testemunhas oculares *ue se recordam de *ue. em ve> de trinta mil. o /urado 'aAulov) "ão se sa6e exactamente *uem 2oi. o destino dos presos pol-ticos nos primeiros anos da $evolu+ão dependia grandemente do su6ornoJ rece6iam os presentes sem timide> e por isso punham os presos honradamente em li6erdade) =rilenAo seleccionou somente uma d<>ia de processos num per-odo de cinco anos e 2ala1nos de dois desses casos) & caminho *ue o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo e o (ri6unal %upremo seguiam para atingir a per2ei+ão enveredou por vias tortas e am6os se a2undaram na indec0ncia) 6S & . os :rgãos /udicials) E podemos acrescentar. procuram apresentar provas 2avor3veis aos acusados. atenuando a acusa+ão Ro *ue seria imposs-vel num processo pol-ticoXS) =rilenAo explica assim as coisasJ pela sua compreensão estreita e mes*uinha. dos *uais metade adiantados e pagos através do advogado Brin) (udo poderia ter 2icado ignorado. eles sentem1se estranhos 2ace ao nosso tri6unal revolucion3rio) RDuanto a n:s. e num encontro secreto exigiram1lhe du>entos e cin*uenta mil ru6los. seus auxiliares. tam6ém a (cheAa) &s tomos de hist:rias.$&?E%%& #&% ($n% ?&F'%%Z$'&% #& ($'IU"A $EV& U?'&"Z$'& #E F&%?&V& RA6ril de 191QS) Em Far+o de 191Q 2oi preso Ierid>e. para sessenta mil. isto é. este aliciou mais dois. em meio ano. encadernados de vermelho e gravados a ouro. levando a Brin apenas *uin>e mil ru6los adiantados. com presentes. como era costume. e pela manhã não se tivesse precipitado para um outro intermedi3rio. mas apitar da reac+ão . nem aos nossos Re nem mesmo teria sido o6/ecto de de6ate no ?onselho dos ?omiss3rios do . 7encontram1se in2orma+9es extraordinariamente curiosas8) Estamos intrigadosJ ser3 ele um antigo aventureiroY "ão. mas. tentando1se particularmente su6ornar. pessoas totalmente devotadas aos interesses da $evolu+ão. não tivesse decidido durante a noite *ue o advogado não era uma pessoa séria. um m0s antes. 6aixando. a come+ar pela desa/eitada esposa. é 2ilho de um pro2essor da Universidade de FoscovoX E este pro2essor não é um simples pro2essor. e. não 6asta)S . como em segredo. depois de um regateio.ovoS. se a esposa não tivesse come+ado a apertar com o dinheiro. come+ou a indagar *uais os meios de resgatar o marido) Ela conseguiu o6ter uma liga+ão com um conhecido dum dos comiss3rios.%). como aconteceu com centenas 45C A$DU'. deve ter sido 'aAulov *uem decidiu a/ustar as contas com os comiss3rios) & *ue h3 de interessante neste processo é *ue todas as testemunhas. se. e um deles. com a telha pr:pria das mulheres. e não teria ido parar aos anais de =rilenAo. mas um homem *ue durante vinte anos conseguiu so6reviver a todas as reac+9es. eist. a ditadura do proletariado) E na verdade necess3rio um grande atrevimento para p_r em causa os comiss3rios do tri6unal revolucion3rio) E *ue vir3 a suceder posteriormente contigoY)))S E tam6ém interessante a argumenta+ão do comiss3rio) ?om e2eito. os acusados eram seus camaradas de armas.

mas é assim *ue aparece testemunhado no tri6unal revolucion3rio)S @% =rilenAo. de uma s: ve>. tam6ém iremos encontr31los 6em depressa no 6anco dos réusS) =rilenAo encoleri>ava1se e assom6rava1seJ mas *ue gentalha é esta *ue se in2iltrou nos tri6unaisY R(am6ém n:s 2icamos perplexosJ *uem constitui esses tri6unais dos oper3rios e camponesesY . da *ual 2a>em parte. *ue podia p_r em li6erdade *uem *uisesse.E AB& #E BU AB "o entanto. naturalmente.E AB& #E BU AB 451 mas de pro2essores 6urgueses de renome mundial Resses pro2essores. *ue não levasse em conta 7os mati>es individuais da culpa6ilidade8W mas uma certa no6re>a. o6) cit). não de Farx. o6ter penas de de> anos de prisão para os investigadores e de cinco para o advogado1 sanguessuga. no ^otel Fetr:pole. além de todos os advogados e todos os gendarmes. 7pessoa de con2ian+a8 da comissão investigadora.$&?E%%& #E =&%%'$'EV R15 de Gevereiro de 1919S) G) F) =ossiriev e os seus amigalha+os i6ert. era 2ilho de um 2uncion3rio /udicial. como é *ue o seu pai teria podido servir durante vinte anos o c>arY E o 2ilho tam6ém se preparava para a carreira /udici3ria) Fas so6reveio a $evolu+ão e precipitou1se para os tri6unais revolucion3rios) & *ue ontem parecia po6re. acompanhadas do con2isco total dos seus 6ens) =rilenAo apregoou aos *uatro ventos a sua vigilLncia e por pouco não rece6eu o t-tulo de tri6uno)S (emos per2eita consci0ncia de *ue. sempre tão animoso. uma certa 2adiga se apoderou do tri6unal. respeitante a uma institui+ão ainda mais elevada) cS & . este desgra+ado processo não pode deixar de a6alar a sua 2é na santidade do tri6unal) E com mais timide> ainda passamos ao processo seguinte. tanto entre as massas revolucion3rias de então como entre os nossos leitores de ho/e. *ue o2erecia ele aos oper3rios e camponeses como alimento mentalY 7Alimentava as vastas massas com literatura de m3 *ualidade8. não 2oi esse o o6/ecto do processoJ nenhum deles 2oi /ulgado pelos 2actos da 2rente oriental e até lhes perdoaram tudo) Due espanto) #esde *ue 2oi destitu-da a sua .2orma de rece6er. entre setenta mil e um milhão de ru6los. $:tten6erg e %oloviov tinham tra6alhado na ?omissão de A6astecimento da 2rente oriental Rcontra as tropas da Assem6leia ?onstituinte.tam6ém =rilenAo 2oi admitido como estudante externo)))S %er3 acaso de surpreender *ue o seu 2ilho se/a uma pessoa de duas carasY Duanto a . A$DU'. antes ainda de =oltchaAS) ?hegou1se . conclusão de *ue encontraram a. gastando1os em corridas de cavalos e em pLndegas com as en2ermeiras) A ?omissão tinha ad*uirido uma casa.arece *ue =rilenAo não poupou as suas 2or+as para conseguir uma senten+a implac3vel e cruel.odgaisAi.or*ue é *ue o proletariado con2iou em tal gente para a6ater os seus inimigosYS Fas /3 o advogado Brin. certamente mem6ro das ?ent<rias "egras) #e outro modo. era Buguel) En*uanto editor. um autom:vel e 6an*ueteava1se no $estaurante Kar) R":s não estamos ha6ituados a imaginar desse modo o ano de 191Q. e ele p_de apenas 6al6uciar as penas de seis meses de prisão a cada um dos comiss3rios e uma multa em dinheiro ao advogado) R%: 2a>endo uso do direito do Executivo do ?omité ?entral de 7aplicar penas ilimitadas8 é *ue =rilenAo conseguiu. aparecia agora como repugnanteX & mais a6/ecto de todos. é um representante t-pico da*uela variedade da espécie humana *ue Farx denominou como 7sanguessugas do regime capitalista8. p3g) 5CC) 454 A$DU'. os sacerdotes e))) e os not3rios)))@5 .

pois consideramo1lo como uma o6riga+ão))) "ão é o 2acto de exercer esse tipo de tra6alho *ue envergonhaW uma ve> *ue alguém reconhece *ue ele é indispens3vel para o interesse da $evolu+ão. as 6e6edeiras e as mulheres8. UspensAaia apresentou1se na (cheAa a o2erecer os seus servi+os como in2ormadora) . é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS Due melhor 2orma de utili>ar o seu direito so6re1humano de prender e de p_r em li6erdade *uem lhe parecesseX . desentranhar *uantas pedras preciosas. ou de anular as decis9es de todos os restantes :rgãos da (cheAa.haviam chegadoY )))Sou mesmo simples copos) 7Era so6re isso. o6) cit). 7UspensAaia não estava inclu-da .raesidiumX Encontrar1se num degrau a seguir a #>er/insAi. do . /untamente com "a>arenAo. *ue se concentrava a sua aten+ão. excep+ão. eis o *ue ele tomou para si do movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos.residium da (cheAa da UniãoXXX@. esse destacado tch*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil r6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. =rilenAo 2a> o seguinte coment3rio. por exemplo. colares.est3. e não so6re as ideias. $a2ailsAi e FariupolsAi 7*ue não tinham rela+ão alguma com as organi>a+9es comunistas8. sendo ainda divididos a meias os 6ene2-cios provindos da*ueles *ue o tri6unal evita revelar. ordenando *ue os seus nomes não se mencionem) "a expressão de =rilenAo. na . de vinte e dois anos) Ela terminou o liceu de %am1 =rilenAo. somente. deve estar pronto a 2a>01lo@5) Fas acontece *ue UspensAaia não tinha convic+9es pol-ticasX Era isso o mais terr-vel) Ela responde nestes termosJ 7Eu concordei em *ue me pagassem determinada percentagem pelos casos desco6ertos8. =ossiriev instala1se com grande 2austo Rsetenta mil ru6losS.elos vistos. amigo de =ossiriev dos anos de tra6alhos 2or+ados por delito comum. 6racel2 tes.elo seu aspecto exterior parecia ade*uada e aceitaram1na) A prop:sito dos denunciantes. 2oram os *uatro convidados. Fen/insAi e 'agodaX & modo de vida dos cons:cios continuou a ser o mesmo) "ão se tornaram orgulhosos. mas não conseguiu ascender ao ensino superior) Adveio o poder dos %ovietes e. anéis.E AB& #E BU AB 45@ peters6urgo. como se 2osse para si mesmoJ 7":s não vemos nisso nada de critic3vel. J3 não era pouco ser a segunda autoridade da (cheAa depois do . em *ual*uer 2ase da instru+ão. esse destacado tche*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil ru6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. não se podendo ver tudo. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos. instalaram em casas particulares e no ^otel %avoi 7um am6iente de luxo))) onde reinam as cartas Rpondo1se em /ogo milhares de ru6losS.rimavera de 191Q. UritsAi. . pelos vistos. p3g) 5C5) A$DU'. não se envaideceramJ com gente do género de FaAsi1mitch.?omissão de A6astecimentos.eterson. havia *ue detectar as galinhas dos ovos de oiro e no ano 1Q ca-am não poucas nas redes) RA $evolu+ão tinha sido 2eita com demasiada pressa. não desdenhando levar da (cheAa da União colheres e ch3venas de prata Rmas como é *ue tais o6/ectos a. UspensAaia. a constituir))) o ?olégio de $evisão e de ?ontrole da (cheAa da UniãoX Eis a compet0ncia desse ?olégioJ ele tinha plenos poderes para veri2icar a con2ormidade com a lei dos actos de todos os restantes :rgãos da (cheAa da União. . pelos vistos. velho vaga6undo si6eriano. e 6rincos as damas 6urguesas tiveram tempo de esconder)S E depois tentar esta6elecer contactos com as 2am-lias dos presos através de um *ual*uer testa1de112erro) Giguras dessas tam6ém des2ilam perante n:s no processo) A. 6em como o direito de re*uisitar e examinar *ual*uer processo. atsis. ionAa.

E AB& #E BU AB ram registadas todas as a2irma+9es de BodeliuA so6re =ossiriev. deu motivo a um processo) Goi condu>ido so6 escolta para testemunhar. a 2im de se porem de acordo *uanto ao pre+o do resgate do marido Rela erigia))) seiscentos mil ru6losXS) Fas. explica o acusadorJ ela estava ha6ituada a gastar sem conta. o presidente do (ri6unal $evolucion3rio de FoscovoY &cupar1se13 ele. laAulov denunciou o caso ao (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo@9.artido e os 6airros oper3rios em dois campos84C) Goi assim *ue surgiu o processo de =ossiriev Raté esse momento todos tinham go>ado de impunidadeS. cedendo a FecherAa um passe para entrar na (cheAa.no pessoal da (cheAa e tra6alhava . ou mesmo de>assete mil. surgia 7uma discussão entre os tri6unais e as suas 2un+9es. conseguindo. e *ue representam para ela os m-seros *uinhentos ru6los *ue lhe pagava o ?onselho do . ?omissão de $evisão e de ?ontrole. rece6ia dinheiro e em *ue *uantidadeW segundo o estenograma. por outro))) discussão *ue na*uele tempo dividia o . FecherAa1BrevsY Entretanto. ainda não ha6ituado a isso) %: um ano. BodeliuA tinha rece6ido um avan+o de do>e mil. e as 2un+9es extra/udicials da (cheAa. *uando com um s: golpe Rintervir para *ue tirem a um comerciante o selo de chum6o da portaS rece6e cinco mil ru6los. como chegou a pagar1lhe a mulher de um preso. o6) cit). amigo -ntimo de =ossiriev. sendo de crer *ue em 6reve o 2u>ilariam) RE di>er *ue nos ho/e nos interrogamos so6re a 2orma como se chegou . da sua 2un+ãoY Acontece *ue era essa a tend0ncia do momentoJ momento *ue 2icou totalmente oculto nas pregas da nossa grandiosa ^ist:ria) Acontece *ue o primeiro ano de tra6alho da (cheAa produ>iu uma impressão um tanto repulsiva. p3g) 51@) R& it3lico é meu)S 1Q 'dem.ara acalmar a indigna+ão do leitor h3 *ue re2erir *ue este laAulov. pelos vistos. p3g) 5C5) . mesmo nas 2ileiras do partido do proletariado.ovo da Economia. /3 assinado em nome da ?omissão de $evisão e ?ontrole. e p_de ser levado até ao mais alto n-vel) . comunista e comiss3ria) Entretanto. esse mesmo *ue tinha enterrado os investigadores su6ornados e *ue. o regateio devia prosseguirS) E nisto ele 2oi desco6ertoX E na sua desorienta+ão 2orneceu provasX RFecherAa teve ainda tempo de se apresentar . por i6ert e $otten6erg Rna (cheAa. essa entrevista secreta veio a ser conhecida pelo /urado laAuloN. sanguessuga *ue za antes do /ulgamento de =ossiriev tinha sido a6ar6atada. pe+a8y) #e resto. s: um passo do glorioso caminho tinha sido ainda percorrido pela (cheAa e /3. UspensAaia não 2icou muito tempo na pol-cia secreta. não conseguimos tocar no 2undo do processo) UspensAaia organi>ou para FecherAa1Brevs um encontro numa casa privada com um tal BodeliuA.ovo em 2ace do processo dos /u->esYS tam6ém cometeu um erro de classeJ em ve> de advertir simplesmente o camarada #>er/insAi e de arran/ar tudo em 2am-lia. na (cheAa. tinha um :dio de classe ao sistema prolet3rio de processos /udicials e extra/udicials. acaso. colocou atr3s de uma cortina uma esten:gra2a) Assim 2o1 @5 =rilenAo. por *ual*uer a>ar não explicado no tri6unal. *ue /3 tinha re*uisitado o processo do seu marido para veri2ica+ão)S Fas permitam1meX Este desmascaramento mancha a 2arda a>ul da (cheAaX Estar3 senhor do seu /u->o. %oloviov e outros comiss3riosW todas as suas indica+9es so6re *uem. h3 *ue compreend01la humanamente. ao ca6o de uns meses. e o presidente do tri6unal Rter1se1ia lem6rado da indigna+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . tornar1se. ar6itrariedade e por*ue é *ue ninguém lutou contra issoXS 454 A$DU'. com a a/uda de importantes tche*uistas. como em termos algo o6scuros escrevia =rilenAo. por um lado.

sem compaixão para o inimigoW *ue ele é um 6om camarada) #e cora+ão ardente. na cidade de =ostroma. volta1se para o tri6unal petri2icado e. o6) cit). cheio de ang<stia) ?om o seu rosto alongado e ardente de asceta. com inten+ão de pilhagem. 6em como o *ue 2oi estenogra2ado por detr3s da cortinaX41 4C =rilenAo. a 6iogra2ia de =ossiriev d31nos conta da sua vontade invulgar) Antes da $evolu+ão tinha sido processado em v3rias ocasi9es. p3g) 544) . estrangulando1a com as suas pr:prias mãosW mais tarde. insiste =rilenAo) & passe para FecherAa não caiu com certe>a do céuX "ão. o2icial incautoX 1 passados vinte anos hão1de recordar11te. até o pr:prio Gélix Edmundovitch #>er/insAi. dep9e em de2esa da inoc0ncia de =ossiriev. *uantos enredosX &nde est3 %haAespeareY %oloviov palou através da parede na p3lida som6ra da cela) BodeliuA retractou1se com mão dé6il))) E di>er *ue no teatro e no cinema s: nos são dados os anos revolucion3rios pela can+ão das ruas (orvelinhos hostis) A$DU'.#evia1se salvar a (cheAaX %alvar a (cheAaX %oloviov pede autori>a+ão ao tri6unal para ir . *uantas testemunhas vieram depor perante o tri6unal por sua pr:pria vontadeX & vice1presidente da (cheAa.ois imaginem *ue esta aristocrata.E AB& #E BU AB 455 7E *uem lhe deu o passe para entrarY8. mas não se apresentaramX Assim mesmo. inclina1se reverentemente =rilenAo)S %entindo aproximar1se a morte. BodeliuA retractou1se e est3 mori6undoX E =ossiriev não con2essa nadaX E %oloviov de nada é culpadoX E não h3 *uem interrogar))) Em compensa+ão. recusaram1se a vir) Então permitam ao menos *ue se interrogue FecherAaX . =ossiriev havia sido /ulgado por 2raudes. ca6e+a 2ria e mãos limpas) E so6re o lixo das cal<nias ergue1se diante de n:s um cavaleiro de 6ron>e) . por tentativa de morte do pai e por assass-nio de um companheiro com o 2im de utili>ar o seu passaporte) "os casos restantes. passando um grande n<mero de anos na deporta+ão Rcompreende1se agora a sua tend0ncia para a vida luxuosaXS) %: as amnistias c>aristas lhe valeram) 44 =rilenAo. mas =rilenAo releva1os assimJ 7%oloviov e #>er/insAi puseram em evid0ncia as magn-2icas *ualidades de =ossiriev)844 RAh. não se apresentaram. por*ue))) não h3 dados su2icientes8. o acusador 7não *uer di>er *ue %oloviov tenha participado neste caso.ara além do mais. na u6ianAa. *ue come+ava a aco6ardar1se. oh) cit). mas calcula *ue alguns 7cidadãos *ue 2icaram em li6erdade tenham montado a *uestão8 e enviado %oloviov para a (anganAa) E este o momento de interrogar i6ert e $otten6erg) Am6os 2oram chamados. pede *ue lhe d0em papel e escreve uma retracta+ãoJ tudo o *ue ele disse so6re =ossiriev e outros comiss3rios é mentira. revolucion3rias e pro2issionais) Estes depoimentos não nos 2oram transmitidos. camarada .eters. este processoXS E 23cil adivinhar o *ue p_de di>er #>er/insAiJ *ue =ossiriev é um tche*uista de 2erro. introdu>ido por manha na casa da velha %mir1nova. na maioria delas por crimeJ por se ter. em termos penetrantes. BodeliuA arrepende1se de terb podido caluniar a (cheAa. em de2esa das suas *ualidades morais. teve tam6ém a ousadia de não comparecer ante o tri6unal revolucion3rioX E não houve 2or+a capa> de a o6rigarX Entretanto. p3g) 14) 41 AhX. cadeia da (anganAa Raté in2eli>mente não da u6ian1AaS para ter uma conversa com o preso BodeliuA) & tri6unal recusa) Então %oloviov penetra na cela de BodeliuA sem licen+a do tri6unal) E d31se uma coincid0nciaJ é precisamente então *ue BodeliuA adoece gravementeX R7%er3 duvidoso 2alar1se da exist0ncia de m3 vontade por parte de %oloviov8.

A$DU'.or isso.est3 como sa6ia 2alar dentro de uma perspectiva partid3ria o camarada =rilenAoX Fas neste caso o seu racioc-nio viciado o6scurecia a imagem cavalheiresca de =ossiriev) E criou1se no tri6unal uma situa+ão tal *ue o camarada #>er/insAi se viu o6rigado a di>erJ 7. como tam6ém tenho o6ri1 4@ =rilenAo.45. severas e /ustas vo>es de destacados tche*uistas interromperam o acusador. o6) cit). a Autoridade Acusadora adoptara uma posi+ão de classe inatac3velJ 7#o nosso ponto de vista. nem nunca *uis. cooptado para o ?omité ?entral e designado para a #umaS.a conclusão de *ue era necess3rio exclu-1las do nosso meio) Duem conheceu os nossos princ-pios não pode temer *ue o 2acto de ter sido condenado /udicialmente no passado o ameace de ser exclu-do das 2ileiras dos revolucion3rios8 )))4JX A. *ue assumiram o pesado dever de esmagar os nossos inimigos. p3g) 5C9) w A$DU'.E AB& #E BU AB 455 ga+ão de lutar com todas as minhas 2or+as contra issoX ] ca6e+a da (cheAa 2oram colocados os camaradas mais respons3veis. p3g) @@5) 44 'dem. tão valiosa ideologicamente *ue destoa até na exposi+ão harmoniosa dos processos /udicialsJ 7%e no antigo tri6unal c>arista havia algo em *ue pod-amos con2iar.or um segundo Rmas s: por um segundoX 1 A) %)S atravessou1me a ideia de sa6er se o camarada =ossiriev não ser3 v-tima das paix9es pol-ticas *ue ultimamente se acenderam em torno da (cheAa)844 =rilenAo aperce6eu1se dissoJ 7Eu não *uero. hão1de di>01lo)S (al era o 2io da navalha so6re *ue marchava o supremo acusadorX V011se *ue ele tinha certos contactos. a despeito das *uatro condena+9es penais *ue 2iguravam no seu cadastro. teve em resposta esta tirada. mais honrados e mais 2irmes. e deste tam6ém) %opravam certas correntes. *ue o presente processo 2osse não o processo de =ossiriev e UspensAaia.erdendo o sentido da medida.artido. mas o processo da (cheAa) "ão s: não posso *uer01lo. *ue 2ora. em come+os de 1919. do alto da c3tedra da acusa+ão do tri6unal revolucion3rio. vindos ainda do tempo da clandestinidade. pois eles cometiam o menor n<mero de erros /udicials)8 (anto mais ultra/antes pareciam semelhantes a2irma+9es na 6oca do camarada =rilenAo.erante a sua decisão era sempre permitido ter con2ian+a. esse momento 2oi magni2icamente expresso . a $evolu+ão tem de exprimir1lhes o seu agradecimento))) %u6linho este aspecto para *ue))) depois ninguém me possa di>er bele aca6ou por ser um instrumento da trai+ão pol-ticab845 R%im. cada delito é o produto de um determinado sistema social e neste sentido uma condena+ão aplicada segundo as leis da sociedade capitalista e da época c>arista não é aos nossos olhos um 2acto *ue deixe para sempre uma mancha indelével))) ":s conhecemos muitos exemplos de terem 2igurado nas nossas 2ileiras pessoas com 2eitos semelhantes no passado. *ue /3 era tempo de re2rear a (cheAaX %im. *uanto tr0s meses antes. mesmo correndo o risco de cometer erros))) . era unicamente nos tri6unais de /urados))) . 2a>endo notar *ue todos esses tri6unais antigos eram compostos de propriet3rios e 6urgueses e não podiam ser levados em conta pela nossa nova sociedade) . insu2lando *ue 6astava. o o2icial. no processo do provocador $) FalinovsAi Rex12avorito da direc+ão do . através dos *uais sa6ia as voltas *ue tudo podia dar amanhã) 'sso resulta da o6serva+ão de alguns processos.E AB& #E BU AB Fas. neste passo. e nunca tir3mos da.

ele disse 6emJ o ani*uilamentoX Fas é ainda uma rapariga nova. dois dias depois.) em *ue este di> 7*ue se deve passar do revolucionarismo legal . p3g) 14) 45Q A$DU'. 7um lugar devido nos anais da $evolu+ão $ussa8) "ada mais nada menos. suponho eu. inclusive o camarada . mas *ue 2a>er dos tche*uistasY #ias terr-veisX ?ompreende11se a pressa com *ue o seu che2e veio testemunhar com um capote até aos pés) (alve> se/am 2alsas as suas in2orma+9es.etersX RAcontece *ue ela utili>ava o seu nome sem mancha em opera+9es de chantagem. de terror e de amea+as. 'dem. entretanto))) dS & . conversaram os dois e tudo se esclareceu) As nuvens passaram) (odavia. p3gs) 5C9151C) R& it3lico é meu 1 A)%)S 4. de Janeiro de 194CS ocupar3. em 15 de Gevereiro de 1919.a) 3 surge a dialéctica. do *ue o 2oi a (cheAa8) #o *ue 2oiY))) Fas acaso ele /3 a enterrouYX))) Um momentoJ su6stituir. e ainda estamos longe disso Rna verdadeY)))S. antes da $evolu+ão) (inha1se tornado um réptil durante os oito meses *ue viveu entre tche*uistasX Due 2a>er com uma 2ulana assimY "isso. ele 7não deve ser menos terr-vel. neste caso. *ue lutava pela separa+ão da 'gre/a do poder c>arista. pairavam nuvens negras so6re a u6ianAa nesses dias) E este livro poderia ter seguido outro rumo) Fas. onde *uer *ue te metasX E =rilenAo deixa escapar a 2raseJ 7& tri6unal revolucion3rio é chamado a su6stituir a (cheAa8 RA %UI%('(U'$Y)))S #e resto. o interesse da de2esa da $evolu+ão implica *ue não h3 nem pode haver outra senten+a para a cidadã UspensAaia *ue não se/a o seu ani*uilamento)8 "ão o 2u>ilamento.od-amos não nos ter detido nele) Fas. este processo 2oi de pouca importLncia) . ou vinte e cinco.$&?E%%& #&% 7? E$'?A'%8 R1111. e até l3 o regime 2icar3 s:lido) Ai de n:sJ 7"ão h3 nem pode haver outra resposta. =rilenAo esteve inteiramente de acordo com a opinião dos tche*uistasJ 7En*uanto não se esta6elecer um regime s:lido. camarada =rilenAoX %im. ei1la *ue insinua *ue teve um passado o6scuro em $iga. pro2essor de .num artigo de IuAharine. legalidade revolucion3ria84. cidadão =rilenAo) Iom. sendo imposs-vel p_r de outra maneira a *uestão) "enhum isolamento.E AB& #E BU AB cendo sem cerim:nia no ga6inete de . permane1 45 =rilenAo. mas estes 2oram triturados durante cinco dias) Eis os principais acusadosJ A) #) %amarine Rpersonagem conhecida na $<ssia. a (cheAa 2oi privada dos seus direitos /udicials 1 7mas não por muito tempo8X 45 & *ue veio complicar ainda a /ornada de de6ates 2oi o repugnante comportamento da desavergonhada UspensAaia) Até mesmo no 6anco dos réus ela atirou para a lama outros importantes tche*uistas. *ueim31los1ão) %e /3 não os tiverem *ueimado) ?omo ver3 o leitor.ara salvar outros) %er3 permitido ler alguma ve> os velhos ar*uivos da u6ianAaY "ão. nos anais) Um s: dia chegou para do6rar =ossiriev. inimigo de $asputine e desalo/ado por este do seu postoS4QW =u>nietsov. di> voc0. o 2érreo Gélix 2oi ver Vladimir 'litch. apli*uem1lhe de> anos.eters durante as suas conversas com outros tche*uistas)S Agora. segundo a opinião de =rilenAo. por disposi+ão especial do Executivo do ?omité ?entral. antigo procurador1geral do %-nodo. no interesse da sociedade e da $evolu+ão. o6) cit). p3g) 511) 'dem. *ue não tinham sido inclu-dos no processo. dar3 2rutosX8 Ela excedeu1se))) 'sso signi2ica *ue sa6e muita coisa))) E a =ossiriev houve *ue sacri2ic31lo tam6ém) Gu>ilaram1no) . no sentido da aplica+ão do sistema de intimida+ão.

pois. além do con2isco das terras e dos 6os*ues.s re*uisi+9es. en*uanto assim se ocupavam com a maldita legalidade e escutavam os discursos torrenciais dos inumer3veis advogados 6urgueses Rnão =rilenAo. o *ual constituiu Rentre os crentes de *uarenta a oitenta anosS uma guarda volunt3ria para o patriarca Rnaturalmente desarmadaS. em6ora não atendidas Rdepoimentos de Iontch11Iruievitch. nas imedia+9es da sua resid0ncia) Em caso de perigo para o patriarca.ovo *ue o pusesse em li6erdade) "ão era um empreendimento digno da antiga $<ssia. dia e noite. e Fas para o acusador.or*u0 então o alarme dos ortodoxos *uanto ao patriarcaY #urante os <ltimos dois anos o patriarca (iAhon não se calou. *uatro soldados vermelhos mataram o metropolitaW *ue 7aca6a de ser instru-do o processo contra o patriarca e 2alta apenas su6met01lo aos tri6unais revolucion3rios8W e *ue é 7unicamente por uma atitude prudente em rela+ão . um 2ilantropo)8S E eis do *ue eram culpadosJ criaram o ?onselho Foscovita das . destinada a montar uma vigilLncia permanente.s vastas massas de oper3rios e de camponeses. dos vasos sagrados.direito can:nico na Universidade de FoscovoW e os arciprestes UspensAi e (svietAov. por*ue é *ue se lhes meteu na ca6e+a de2end01loY "enhum.ovo contra os vexames *ue os 2uncion3rios locais 2a>iam so2rer . che2e do ?onselho dos ?omiss3rios do . o pr:prio acusador a2irmar3J 7E uma not3vel personagem social. da %anta $<ssia.ar:*uias Unidas. em =iev. condu>iam ao descrédito dos 2uncion3rios locais) Analisando agora todas as culpas dos acusados. por parte das autoridades. na realidadeJ s: *ue desde h3 dois anos a (cheAa se desem6ara+a. a ru-na do pa-s) . %H & GUU' AFE"(&X (al como o exigiu =rilenAo Rpara %amarine e =u>nietsovS) Fas. tendo enviado mensagens aos comiss3rios do povo. ela devia 2a>er apelo ao povo a to*ue de re6ate e pelo tele2one. a 2im de seguirem todos em tropel atr3s dele para onde *uer *ue o levassem. ao clero e . *ue se encontram so6 a in2lu0ncia da propaganda clerical. das 6aixelas dos o2-cios religiososS) & ?onselho das . o6) 3t). trata1se agora dos lustres. *ue pena aplicar a esses terr-veis delitosY "ão lha ditar3 acaso ao leitor a sua consci0ncia revolucion3riaY Evidentemente. entre %amarine e $asputine não havia di2eren+a) w A$DU'. esse de reunir1se ao to*ue de re6ate. agora.1) 4QC A$DU'. a intran*uilidade pela vida do patriarcaY %egunda culpa dos acusadosJ em todo o pa-s se estava a proceder 3 rela+ão e .ovoS. tocando o sino a re6ate) R"aturalmenteX Goi tam6ém assim *ue se de2enderam os templos contra os t3rtarosXS (erceira culpaJ o insolente e incessante envio de *ueixas ao ?onselho dos ?omiss3rios do .or*u0. eram escritas . re*uisi+ão dos 6ens da 'gre/a Ralém do encerramento dos mosteiros.E AB& #E BU AB . dos indese/3veisW *ue ainda h3 muito pouco tempo. talve> o melhor *ue nos 2oi dado pelo clero. sem processo. e ir em tropel apresentar uma s<plicaY ))) & acusador mostra1se surpreendidoJ *ue perigo amea+a o patriarca.E AB& #E BU AB 459 irem rogar Reis a contra1revolu+ãoXS ao ?onselho dos ?omiss3rios do . 'gre/aW contra os grosseiros sacrilégios e as viola+9es da lei so6re a li6erdade de consci0ncia) Essas *ueixas.ar:*uias di2undiu uma palavra de ordem entre os laicosJ resistir . p3g) . *ue deixamos por agora tran*uilos estes inimigos de classe849) .s suas ovelhasW as suas mensagens R2oram elas o primeiro %anisdatXS. m3*uina) Ele desmascarava o exterm-nio de inocentes. tam6ém de Foscovo) R%o6re (svietAov. tendo sido proi6idas de ser impressas nas tipogra2ias.

*ue di>ia respeito . não eram os 2uncion3rios. do Fosteiro de Uvienigorod. a mim. a 2im de *ue a acusa+ão tivesse uma 6ase material convincenteJ os 2rades e os pro2essores de Uvienigorod. não tendo naturalmente tirado o 6oné. mas sim um -ndice da pol-tica /udicialJ uma espécie de amostra de v-tima. não se sa6e por*u0. voltando a s01lo de novo. apelando para a insurrei+ão popular e para o assass-nio de um desses 2uncion3rios) &s restantes negaram depois *ue tivessem cometido sacrilégios ou cuspido. acusados de 2actos registados no Verão de 191Q. mas sim os 2radesX . completa vit:ria so6re o imperialismo mundialc RAinda l3 se devem encontrar)))S . se converteu. não se sa6e se ele 2e> e2ectivamente essa d3diva8) "a verdade. em6ora 2a>endo1os 6ene2iciar da amnistiaJ internamento num campo de concentra+ão até . p3g) Q1) 51 & antigo militar de cavalaria da Buarda. posteriormente. *ue do arma>ém se manda para a prov-ncia) (ratava1se de modelos. o6) cit). com o 2undamento seguiteJ 7Fesmo supondo *ue a situa+ão 2ortalecida da $ep<6lica elimina o perigo imediato de tais pessoas. não tinham sido /ulgados durante o pra>o de um ano e meio Rou talve> tivessem sido /3 /ulgados. resultante de um con/unto de circunstLncias casuais. para melhor su6linhar a 2ic+ão da sua santidade) ?ometeram ainda outros sacrilégios) 'sso levou a *ue tocassem a re6ate.edimos aos leitores *ue levem em conta *ue logo desde 191Q se esta6eleceu o nosso costume /udici3rio de *ue cada processo de Foscovo Rcom excep+ão. compreendem os outros pro6lemas por si pr:prios) . (cheAa) RA (cheAa privada do 2u>ilamentoY)))S E o ?onselho dos ?omiss3rios do . tantas ve>es *uantas se considerasse convenienteS) "esse Verão tinham1se apresentado ao superior Jonas51. neste per-odo de tra6alho criador. *ue. a limpe>a))) de tais activistas e camale9es))) é uma exig0ncia imprescind-vel da $evolu+ão8W 7A disposi+ão da (cheAa acerca da a6oli+ão dos 2u>ilamentos))) constitui um orgulho para o poder soviético)8 Fas isso 7ainda não nos o6riga a considerar *ue a *uestão da a6oli+ão dos 2u>ilamentos tenha sido decidida de uma ve> para sempre))) para toda a dura+ão do poder soviético85C) .E AB& #E BU AB 4Q 1 pegou com as suas mãos na caveira do 6eato %avva e come+ou a cuspir nela. Girgu2. indu6it3vel.ovo havia1a tornado extensiva aos tri6unais revolucion3riosY Ainda não) 'sso deu novo Lnimo a =rilenAo) E ele continuou a exigir o 2u>ilamento. diante do altarS. de um momento para outro.elo *ue 7de melhor podia dar o clero8 T *uin>e anos em ve> de cinco) ^avia outros réus ligados ao processo.alavras pro2éticasX & 2u>ilamento ser3 restaurado. v3rios 2uncion3rios soviéticos. mas *ue. como tam6ém um deles 5C =rilenAo. o *ue resta da teoria das classesY A$DU'. se admitimos a regenera+ão espiritual. parece1me. evidentemente. *ue o intimaram Re mexa1se depressaXS a entregar as rel-*uias do venerado %avva. do in/usto processo contra a (cheAaS não constitu-a um processo aut:nomo. sou6e1se *ue))) tinha sido a6olida a pena de morteX & *u0YX "ão pode serX ?omo é issoY (ratava1se de uma disposi+ão de #>er/insAi. entretanto.transmitidos por considera+9es técnicasS. e para =rilenAo 2oram su2icientes as suas declara+9es54) Eram então /ulgados agora esses 2uncion3rios soviéticosY "ão. *ue 7mais tarde. como a*ueles *ue 2iguram num caderno de aritmética. tendo dado tudo aos po6res e entrando num mosteiro) Ali3s. e muito em 6reveX ^3 ainda todo um 6ando *ue é necess3rio li*uidarX RA come+ar pelo pr:prio =rilenAo e por muitos dos seus irmãos de classe)))S E o tri6unal revolucion3rio o6edeceu e condenou %amarine e =u>niet1sov ao 2u>ilamento. *ue ali se conservavam) Esses 2uncion3rios não s: 2umaram no templo Rpelos vistos. através dos *uais os alunos.

precisamente. revelia) ?om uma vo> ainda não enrou*uecida ao dar in-cio ao seu veemente discurso.ovo. é o pr:prio acusador supremo *ue nos explica com todo o gosto *ue 7em *uase todos os tri6unais da $ep<6lica se desenrolaram85@ R6ela palavraXS processos semelhantes) E ainda recentemente eles se reali>aram nos tri6unais de #vina %etentrional. com data de 45 de Agosto de 194C. p3g) . atingiu. en*uanto para n:s. em termos di2usos e indeterminados)8 E certo *ue com a amea+a de #eniAin e =oltchaA. de (versA. postando1se diante do altar) b =rilenAo. acerca da li*uida+ão de todas as rel-*uias em geral. o acusador supremo 2a>1nos sa6er *ue. enviada ao ?onselho dos ?omiss3rios do . interrompem o servi+o religioso. reunidos por gera+9es de crentes. /3 então. de $ia>an. de %olvitchegodsA.14C de Agosto de 194CSJ vinte e oito réus. 7existia e existe ainda uma camada social *ue desde h3 muito é o6/ectivo de re2lexão por parte dos representantes do socialismo . de U2a. e os che2es pol-ticos riram1se 6astanteJ eis o *ue nos censuraram. simples escaravelhos.1) 4Q4 A$DU'. o patriarca (iAhon escreveu numa mensagem. de esp-rito contra11revolucion3rio. nem leram a mensagem.Assim. sem se hesitar em violar a sua vontade p:stuma8) Duem não se lem6ra de tais cenasY A primeira impressão da minha vida remonta certamente aos meus tr0s a *uatro anos de idadeJ na igre/a de =islovodsA entram de rompante as ca6e+as pontiagudas Ros tche*uistas. lancemos agora um olhar so6re um caso examinado no 7VerAhtri6e8 R%upr) (ri)S como gostam de a6reviar entre eles. tais acusa+9es cessaram. todo iluminado pela sua an3lise de classe. com os capacetes na ca6e+a.ois n:s estamo1nos nas tintas para os nossos antepassadosX %: tra6alhamos para os nossos descendentes) 7Executam 6ispos. de %aratov. *ue de nada são culpados. pois eram elas *ue di2icultavam. o (ri6unalX8 eS & . utili>ando os capacetes de IudioniS e passam através a muda e estupe2acta multidão de 2iéis e. mais outros tantos /ulgados . o6) cit). de (sarievoAoAchaisAJ 2oram /ulgados clérigos e salmodistas da 'gre/a li6ertada pela $evolu+ão de &utu6ro) & leitor /ulgar3 detectar a*ui uma contradi+ãoJ por*ue é *ue muitos desses processos são antriores ao modelo moscovitaY 'sso é tão1s: um de2eito da nossa exposi+ão) A persegui+ão /udicial e extra/udicial da 'gre/a li6ertada teve o seu in-cio em 191Q e. os comiss3rios do povo implicaram com a 'gre/a levando1a até aos tri6unais revolucion3riosPE em 194C ca-ram so6re o Fosteiro da (rindade e de %ão %érgio. a /ulgar pelo caso de Uvienigorod. naturalmente. *ue não havia li6erdade para as prédicas religiosas e *ue 7muitos predicadores auda>es /3 tinham pago com o sangue do mart-rio))) tendo sido deitada a mão aos 6ens da 'gre/a. 2rades e 2reiras.E AB& #E BU AB &s comiss3rios do povo. vão gritandoJ 7#e pé. de =a>an. *uando se di> 7o processo dos clericais8 h3 *ue entend01lo no plural) #e resto.$&?E%%& #& 7?E"($& (Z?('?&8 R1. logo *ue a guerra civil come+ou a decrescer. uma certa gravidade) Em &utu6ro de 191Q. a marcha radiosa para a nova sociedade /usta) ?ontinuando a servir1nos da selec+ão 2eita por =rilenAo. além dos grandes propriet3rios e capitalistas. para 2acilitar aos ortodoxos a de2esa da $evolu+ão) Fas. simplesmente por acusa+9es in2undadas. a viola+ão da vontade p:stumaX . sacerdotes. pegaram nas rel-*uias do chauvinista %erguei $ado1nie/sA e ala com elas para o Fuseu de Foscovo54) ^ouve uma circular do comiss3rio do povo da Justi+a.

p3g) 4) . nem o *ue é *ue pensavam. época) E é /usJoX Fas eis *ue so6 as a6:6adas do %upremo (ri6unal estava a vo> da Autoridade Acusadora e nos 2a> regressar ao 6anco dos réusJ 7Esta camada social))) 2oi su6metida durante estes anos . di> a BorAiJ 7%er3 culpa sua Rda intelectualidadeS. parte dos réus deste processoS. consola1nos o 2acto de *ue esses documentos estão pu6licados. 2inalmente. aos pr:prios intelectuais. 2oi re2ormado. *ue tra-ra a causa dos oper3rios) RFas *uando é *ue ela prestara /uramento . isto é.ovo. como o Vener3vel %erguei)8 "ão pensava =liutchevsAi *ue a delapida+ão se consumaria ainda com ele vivo) & patriarca solicitou uma audi0ncia ao presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . de 15 de %etem6ro de 1919 R/3 por n:s citadaS. são acess-veis a todos e podem ser compilados com maior ou menor aten+ão) Assim.E AB& #E BU AB 4Q@ &s limites de espa+o da nossa pes*uisa não nos permitem examinar a*ui *ual a $EG E!\& exacta dos representantes do socialismo revolucion3rio acerca do destino da chamada intelectualidade. a sua eterna car0ncia de coluna verte6ral e o seu desesperado atraso em rela+ão . prova de uma nova revisão geral)8 %im. a sua eterna duplicidade.s dilig0ncias de BorAi. segundo parece. tão ha6itual nas pessoas instru-das85Q. pois a 'gre/a estava separada do EstadoX Goi1lhe respondido *ue o presidente estava ocupado na discussão de importantes pro6lemas e *ue a entrevista não poderia reali>ar1se nos dias mais pr:ximos) "em nos mais long-n*uos) x. p3g) @4) A$DU'. ele re2eria1se . revisão como então se di>ia 2re*uentemente) E como decorreu essa revisãoY #este modoJ 7A intelectualidade russa. causa dos oper3rios. para convenc01lo a não tocarem no mosteiro nem nas suas rel-*uias. enine. entrando no caminho da $evolu+ão com palavras de ordem de poder popular R/3 era alguma coisa. transmitindo1se ao meio am6iente e. so6re ela) Entretanto. . ditadura do proletariadoYS Esse tom de mo2a para com a intelig0ncia. o6) cit). não é esse o cére6ro da na+ão. 7cheia de inc<ria.ovo. por*ue é *ue não se /unta a n:sY .revolucion3rio) R'sto éJ dever3 continuar a existir ou nãoY 1 A) %)S))) Essa camada é a chamada intelectualidade))) "este processo vamos ver como o tri6unal da ^ist:ria /ulga a intelectualidade russa855 e como a /ulga tam6ém a $evolu+ão) 54 & patriarca cita =liutchevsAiJ 7As portas do mosteiro do Vener3vel não se 2echarão e as lamparinas não se apagarão so6re o seu sepulcro senão *uando tivermos delapidado todos os restos de reservas morais e espirituais legados pelos nossos grandes construtores da (erra $ussa. intelectualidade em termos descon2iados e pouco amistososJ 7li6eral e apodrecida8. considerando *ue nunca ia ao 2undo das coisas. saiu dele aliada dos generais negros Rnem se*uer dos 6rancosXS. se *ue6rarmos demasiados p<caros) %e ela 6usca a /usti+a. *ue aca6aram por amaldi+oar a sua eterna irre2lexão. esse despre>o a *ue a votou. Vla1dimir 'litch responde . 5)a ed). apanhei uma 6ala na intelectualidade)855 R$e2er0ncia a GanN =aplan)S ?om tais sentimentos. 76eata8. pelos pu6licistas e os /ornalistas dos anos 4C. na época em *ue decorriam todas essas audi0ncias dos tri6unais revolucion3rios) Em carta a BorAi. como agente mercen3rio RXS e d:cil do imperia1 5. motivadas pelas deten+9es de intelectuais Rentre eles.or mim. é apenas para *ue a situa+ão geral da $ep<6lica se torne clara *ue recordamos a opinião do presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . com gala. e escreve a respeito da massa2undamental da intelectualidade russa de então Rpr:xima dos 7democratas constitucionais8SJ 7"a realidade. "outra ocasião. apesar de tudoXS. mas sim a sua trampa)85. 55 =rilenAo. mais precisamente. t) 51.

claroSW so6re a direc+ão administrativa Rdemocracia e não ditaduraSW e outras coisas mais) Dual a conclusão das provasY Fuito simplesJ através delas demonstra1se a correspond0ncia e a concordLncia de pontos de vista dos presentes com #eniAinl RI1r1r))) Au.5 V) P) enine c A) F) BorAi. 4)a ed). p3g) @Q) A$DU'. onde est3 o ?entro. mas est3 claro *ue aconselham #eniAin a dar1lhes a terraS acerca do caso dos /udeus Rsegundo parece.A$(EYY))) "ão *uerer andar . mas *ue até &utu6ro 2a>iam parte dos mesmos comités *ue os presentes) E isto d31nos o direito de assimilar ausentes e presentes) As cartas tratam de diverg0ncias com #eniAin so6re pro6lemas tão insigni2icantes como o dos camponeses Rnão no1lo di>em. davam a conhecer uns aos outros os seus pontos de vistac RGrio glacial)S As acusa+9es são muito graves e apoiam1se so6re provasJ contra vinte e oito acusados h3 dois documentos. sendo unicamente por isso *ue ainda estamos vivosS) 3. programa. 7?entro "acional8. pois. Alemanha. todos eles esmagados. $<ssia. residentes na peri2eria Rem =iev.artido #emocr3tico ?onstitucionalS. mem6ros *ue pagavam *uota) Então *ue 2a>iam elesY 'stoJ encontravam1seX R%entimos cala2rios nas costas)S Ao encontrar1se. mais além. Foscovo. naturalmente.C) %ão duas cartas de dois leaders ausentes Restão no estrangeiroSJ FiaAotin e Gioderov) Ausentes. a mão do imperialismo) E verdade *ue o cora+ão 2ica um pouco aliviado *uando ouvimos mais adiante di>er *ue o ?entro (3ctico. ora de engenheiros. não era uma organi>a+ão. mercen3rios do imperialismo europeu) E repugna1nos especialmente esse ?entro 1 a*ui 6apti>ado 7?entro (3ctico8. no interesse da revolu+ão mundial.. ed) da Academia das ?i0ncias.s outrasJ como vivem a-. aparece. 'van 'vanitchY))) Duanto 3 n:s. ora de trots*uistas e de >inovievistas. mesmo no 6anco dos réus. lama)8 59 ?omo não dar gritos de arrependimentoY))) ?omo não arranhar o peito com as unhasY))) E s: 7não h3 necessidade de aca6ar com os seus representantes isolados8 por*ue 7este grupo social /3 viveu o tempo *ue tinha a viver8) 'sto. t) 4. no come+o do século !!X Due 2or+a pro2éticaX &h. 7?entro #ireitista8 Rda mem:ria dos processos de duas décadas emergem centros. p3g) @5@) 4Q4 A$DU'. e *ue depois. por exemplo =rilenAo. d3 esta /usti2ica+ão insolenteJ 7Uma pessoa não *uer andar . cedemos esse peda+o .E AB& #E BU AB lismo europeu) A intelectualidade espe>inhou as suas 6andeiras Rcomo no exércitoYS e lan+ou1as . p3g) 54) bb 'dem. 19. ora de menchevi*ues. p3g) 5Q enine. a vida corre assim e assado))) E F) F) =ichAin Rmem6ro do ?omité ?entral do . não voltar aos antigos vexamesSW so6re o pro6lema nacional12ederal Risso é. euXS Fas h3 tam6ém acusa+9es directas 2eitas aos presentesJ troca de in2orma+9es com conhecidos seus. *ue não tinhaJ estatutos.E AB& #E BU AB 4Q5 ainda não so6 o poder central soviéticoX 'sto é. os revolucion3rios cient-2icos Rno entanto. agora processado. teve de se aca6ar com eles) "ão se 2e> outra coisa durante os anos 4CS) &lhamos com aversão para as vinte e oito pessoas aliadas dos negros generais.s cegas e procura sa6er tudo o *ue se 2a> em toda a parte)8 %a6er (U#& o *ue se 2a> EF (&#A A . centros e centros. ora de direitistas116uAharinistas. ra>ão o acusador ao *uali2icar /usticeiramente as suas ac+9es como trai+ãoX (rai+ão para com o poder soviéticoXXX . suponhamos *ue anteriormente tal territ:rio pertencia . e as pessoas continuavam a enviar 6ilhetes umas . o6) cit).1. por si s:.s cegasYYY))) (em. ali.

pela c3tedra. *ue na sua p3tria s: conheceu persegui+9es e castigos. certamente. 6i:logo. s: um castigoJ o 2u>ilamentoX Esta não é a exig0ncia do acusadorJ é /3 a senten+a do tri6unalX RIom. no seu 'nstituto) R"esta ratoeira caiu tam6ém ") #) =ondraticv.1 a "ome e patron-mico de =rilenAo) R") dos ()S 4Q.@ Iem. de (rotsAN e de IuAharine)))S & pro2essor %) A) =otliarevshi. atr3s de uma ch3vena de ch3. seria condenado de2initivamente no caso do . atenuaram1na depoisJ campo de concentra+ão até ao 2im da guerra civil)S A culpa dos acusados reside em eles não se terem deixado 2icar acocorados nos seus rinc9es. como é 23cil adivinhar. A$DU'.E AB& #E BU AB 7. permitia a esses tu6ar9es 6urgueses *ue se reunissem. é um acto contra1revolucion3rio))) #urante a guerra civil não s: a actividade contra o poder soviético é criminosa))) é criminosa a pr:pria inactividade) 8. da economia) E) ") =) =oltsov RgrandeS. sem de2ender a colectivi>a+ão)))SW V) %) Furalevitch. a*ui em Foscovo. mas parece1nos notar uma 2enda) #ir1se1ia *ue ele 6usca algo com os olhos. da ci0ncia 2inanceira.4 #a mesma 2orma *ue estes não podiam deixar de estudar as poss-veis alternativasY))) pensar não ser3 talve> a primeira nature>a do intelectualY))) Ah. *ue. adiantando1se ao veredicto) Due pena aplicar a estes generais trans2ormados em homens de mãoY . das rela+9es econ:micas. da instru+ão p<6lica na 2utura $<ssiaW ") ") VinogradiAi. en*uanto 7peritos do direito p<6lico. lan+a1lhes =rilenAoJ 7Eu dese/ava . antes de mais. chupando os du>entos e cin*uenta gramas de pão.Fas ve/amos os seus actos mais terr-veisJ no auge da guerra civil eles))) escreveram tra6alhos. não mexeram nem com um dedo Re parece *ue 2oi assim)))S. *ue ir3 pretensamente desmoronar1se. 7preocupar1se.artido ?ampon0s do (ra6alho)S & nosso cora+ão acusador palpita 2ortemente no peito. eles escreveram tra6alhosX RE. com a convoca+ão da #uma democr3tica da cidade8 Rpara de2end01la da ditadura do generalS. 2oi por uma torpe>a *ue não lhe 2orneceram a cita+ão devidaX Due con2usãoX))) Fas "iAolai Vassilievitch /3 est3 no seu apogeuJ 7E mesmo se os senhores acusados.or exemplo. para discutir. tudo se torna claro) Eles são condenados ao 2u>ilamento por inactividade) . agora tudo se compreende. esta6eleceram pro/ectos) %im.etrogrado decidido. tudo isto sem se apoiarem nos tra6alhos antecedentes de enine. no caso da entrada de Kudnitch. ela6oraram notas. tendo os intelectuais de .ara n:s))) o conceito de tortura est3 /3 contido no pr:prio 2acto de manter os pol-ticos na prisão)))8 Ve/am s:X Fanter os pol-ticos na prisão é uma torturaX E isto é dito pelo acusadorX Due visão tão amplaX Uma nova /urisprud0ncia nasceX Fais adianteJ 7))) A luta contra o regime c>arista era para eles Ros pol-ticosS uma segunda nature>a e não podiam deixar de lutar contra o c>arismoX8. o simples 2acto de conversar. so6re a organi>a+ão 2ederativa da $<ssiaW V) 1) %tempAo1 vsAi tratou do pro6lema agr3rio Re. "iAolai Vassilie1vitchY. de todos os modos))) neste momento.ara eles. chama1se a issoJ estudar a possi6ilidade de uma alternativa) A vo> do acusador atroa. *ue procura algum papelY ma cata+ãoY Um instanteX E necess3rio dar uma re2er0nciaX (omada noutro processoY "ão tem importLnciaX "ão ser3 acaso isto. ap:s a *ueda do poder soviéticoX8 "a linguagem cient-2ica actual. so6re *ual ser3 o regime *ue deve su6stituir o soviético. mas 7entenderem1se e porem1se de acordo entre si so6re *ual devia ser o regime. em 19@1.or uma ch3vena de ch3) . das *uest9es /udicials e da instru+ão p<6lica8.

ode ser *ue A'"#A conservassem a antiga dignidade da intelig0ncia) "ão sei) Fas *uem é esta mulher nova *ue passou assim tão rapidamenteY E uma 2ilha de (olstoiJ Alexandra) =rilenAo perguntou1lhe o *ue 2a>ia ela em tais entrevistas) $espondeuJ 7. ou spetsi1. com a pel-cula torcida. perpassam diante de n:s vinte e oito rostos masculinos . inclusive de lãXS) As suas maldades não t0m conta nem medidaX Fas não haver3 2reio para o castigo prolet3rioX ?omo numa cLmara cinematogr32ica em *ueda livre. todos os *ue 2icaram céle6res. não tinham uma ideia exacta do assunto. sim. como então se di>ia) Aca6ava de passar1se o mais cruel dos *uatro 'nvernos da guerra civilJ /3 nada restava para o a*uecimento.ol-tica Rtam6ém no 6anco dos réusS.or considera+9es técnicas))) Enco6rindo esta 2alta. o acusador segreda1nosJ 7Assistimos a uma completa auto2lagela+ão e arrependimento dos erros cometidos) A irasci6ilidade pol-tica e a nature>a intermédia da intelig0ncia))) R%im.ode ser *ue /3 tivessem cedido . eram ainda acusados a*ueles *ue estavam in2ormados e silenciaram) R7%a6iam e não o disseram8.ode ser *ue não) . tra*uinas. os com6oios não chegavam . de resto não pol-tico 2S . a lei de &utu6ro) J3 es*uecemos tudo) =rilenAo. o6) .reparava o samovarX8 (r0s anos de campo de concentra+ãoX Assim despontou o sol da nossa li6erdade) Assim cresceu. antes de mais nada. *ue visava os engenheiros. 6em nutrida na sua in2Lncia. "iAolai Vassilievitch tão1pouco)S Entretanto.s esta+9es. nas capitais havia 2rio e 2ome. p3g) @9) A$DU'. p3g) 15) ba 'dem.4 =rilenAo.A#&Y4 Iem. as suas respostas 2altamX "ão dispomos das suas <ltimas palavrasX . custasse o *ue custasse) .E AB& #E BU AB 4Q5 e 2emininos de antes da $evolu+ão) "ão podemos apanhar as suas express9esX AssustadosY #esdenhososY AltivosY Ve/am. cantina prisionalXS e roupas Rimaginem.ode ser *ue se auto2lagelassem) . o6) cit). naturalmente. na nossa linguagem de ho/e)S Fas o *ue se segue /3 não é uma inactividade. eis a céle6re perguntaJ DUEF E & ?U . ainda e sempre a nature>a intermédiaXS))) 'sso serviu para 2undamentar plenamente a an3lise marxista *ue os 6olchevi*ues sempre 2i>eram da intelig0ncia) "ão sei) . p3g) Q) '! A E' A('"BE A '#A#E V'$' A nossa exposi+ão 2oi1se alongando) E. mem6ro da ?ru> Vermelha . em ve> de deixar Kudnitch passarXXb8 Fas eles não a tinham dadoX RA*ui para n:s.t).gritar1lhesJ b&s senhores deviam pensar. ainda estão por vir) Fas as linhas 2undamentais /3 se encontram tra+adas) Vamos continuar a acompanhar a nossa lei ao longo da idade dos pioneiros) $ecordemos o h3 muito es*uecido e.$&?E%%& #A #'$E?V\& ?E"($A #&% ?&FIU%(uVE'%) RFaio de 1941S. não o6stante. em como dar a vida. eram os spetsi *ue deviam 7indicar a 2orma correcta de resolver o pro6lema8X @ & *ue signi2ica *ue 7os dirigentes não eram os culpados))) &s culpados . ainda não come+3mos) (odos os grandes processos. não a #irec+ão1Beral) "em se*uer a localX 'sso é importante) %e 7os camaradas *ue vinham de 2ora8 Ros dirigentes comunistasS. é uma ac+ão criminosaJ através de ) ") =ruschova. tendo1se desencadeado nas 236ricas uma vaga de greves Ragora eliminadas da hist:riaS) Duem é o culpadoY %im. Lnsia de conservar a vida. indeci2r3vel. outros acusados a/udavam os reclusos de IutirAi com dinheiro Rpodemos imaginar esse a2luxo de capitais .

segundo parece. o primeiro ano de pa>. nem mesmo 7dos che2es mais respons3veis da #irec+ão ?entral dos ?om6ust-veis84) "ão h3 carvão. com espanto. de *uatro #umas do Estado. não se podia passar sem eles.. são apenas uns complicados. insigni2icante. toda a cidade de Foscovo 6e6eu 3gua de &lden6orguer) &s aAmeistas e os 2uturistas. o engenheiro1che2e desse servi+o) Ao longo da 'dade da . no 6anco dos réus encontram1 se o conhecido camarada do . os /unAers e os guardas vermelhos.rata das artes. a2irma *ue desde 194C 7não existe sa6otagem8) &s spetsi são culpados.odem admirar1seJ a guerra aca6ou e por*ue é *ue h3 tamanha anima+ão nos tri6unaisY Fas tam6ém em 1945 e em 194Q o #ragão se animou extraordinariamente) "ão existir3 a*ui uma simples regularidadeYS ^3 *ue não deixar passar. ou são. de $iAov e de terem 2eito 2ornecimentos a este e . come+ou a desenhar1se. continuava a lavrar um sentimento de hostilidade para com esses malditos spetsiW entretanto. em desacordo com o plano) EspecialistasJ técnicos. a (cheAa e a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 6e6eram a 3gua pura e 2ria de &lden6or1 . e esta /3 se extinguiu) %e tal não tivesse acontecido. o ?onselho de ?omiss3rios do . 2oi a6undante em processos p<6licos. p3gs) @Q41@Q@) 49C A$DU'. %edielhniAov.eram a*ueles *ue calculavam. precisamente. os spetsi eram culpados de tudoX Fas o tri6unal prolet3rio era clemente.artido 'ndustrial8) V) V) &lden6orguer tinha tra6alhado durante trinta anos no %ervi+o de ?anali>a+ão de Zgua de Foscovo e tornara1se. o processo seria per2eitamente t-pico) Fas. estariam agora sentados diante do %upremo (ri6unal e. desde o come+o do século. aplicava1lhes senten+as leves) Evidentemente.artido. pois não aprenderam a tra6alhar so6 o capitalismo. urgentes. *ue com ele 2ormavam um ?entro. dois mem6ros da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa e dois sindicalistas) Fas como a corda *ue se rompe ao longe. sim. mas a*ueles *ue os preparavamX %e a plani2ica+ão cometia excessos eram os spetsi *ue pagavam as 2avas) %e as ci2ras não coincidiam. tão rico mesmo *ue este nosso cap-tulo lhe ser3 *uase todo dedicado) R. no peito dos prolet3rios.ovo. descrita na pe+a de (cheAhov5. con2usa e ca:tica. uns incapa>es.s mensagens tele2:nicas. engenheiros. p3g) @!1) 4 idem. processo /3 de todo es*uecido. recalculavam e ela6oravam os planos8 Rcomo arrancar v-veres e com6ust-veis aos camposS) "ão os *ue os impunham. mas não 2i>eram isso por maldade.$&?E%%& %&I$E & %U'?u#'& #& E"BE"^E'$& & #E"1I&$BUE$ R%upremo (ri6unal. Gevereiro de 1944S.*uele. no in-cio do per-odo de reconstru+ão. e sem nenhuma caracter-stica t-pica) E isto por*ue ele a6range uma <nica vida humana. esse engenheiro e mais de> outras pessoas. senão tudo se desmoronava) E o tri6unal revolucion3rio não os massacrava) =rilenAo. de tr0s guerras e de tr0s revolu+9es. pura e simplesmente. inclusive. nem lenha nem petr:leoJ 7Esta situa+ão. o6) cit). logo no princ-pio do ano. gS & . ego-stas e corruptos) Assim. os reaccion3rios e os revolucion3rios.E AB& #E BU AB "uma palavra. h3 neste processo algo de opressivo e *ue é precursor dos processos 7da Fina8 e do 7. médicos) R") dos ()S (-tulo de um romance de ^ci>en) WV dos ()S @ =rilenAo. pro2essores. 2oi criada pelos spetsi)8 Eles eram acusados de não se terem oposto . 7a culpa era dos spetsi e não do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa8. uma linha trace/ada de indulg0ncia para com os engenheiros) & ano de 1944. de momento. então.

em resposta ao golpe 6olchevista. pela calada. ascendeu ao ?omissariado do . no seu devido tempo. é um inimigoX ?omo nos di>ia o camarada enineJ 7.veio a controlar o seu antigo che2e e a vingar1se do seu o2ensor. *ue /3 6astava. p3g) 4@9) R& it3lico é meu)S ` 'dem. 2oi para a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 7por*ue ali pagavam melhor8. e *ue todos deviam ocupar os seus lugares e 2a>er a 3gua correr) E durante os com6ates de &utu6ro. mas sim a piorarX (al era a ast<cia posta por essa *uadrilha de engenheiros em levar a ca6o. e =rilenAo permite1se 2alar com toda a 2ran*ue>a desde o %upremo (ri6unalJ 7Era o *ue pensavam. em Foscovo. e convidaram1no a aderir) Ele respondeuJ 7))) #o ponto de vista técnico não 2a+o greve. procura de cotovelos para os tu6os avariados) .E AB& #E BU AB che2e.er-odo de desenvolvimento art-stico *ue vai dos 2ins do século !'! até . o seu maldoso des-gnioX Fais aindaJ passando por cima da sua nature>a intermédia de intelectual.ara vigiar os especialistas 6urgueses. e da.). com tudo isso. FaAarov1UemliansAi. a dar ordens e instru+9es ao engenheiro =rilenAo.ouco importa. o comité do sindicato não dormia.E AB& #E BU AB 491 guer) Ele não era casado. mas) n:s tam6ém. não salvaram a canali>a+ãoX As coisas não come+aram a melhorar. p3g) 4@@) 'dem. o pessoal técnico R72oi limpo todo esse ninho de arran/istas8S) E. . o nosso exércitoW e 2oi em nome dela *ue não con2i3mos um s: posto de responsa6ilidade a pessoas *ue não 2ossem do nosso campo. por torpe>a.1 & Jardim das ?ere/eiras) R") dos ()S . não somente os spetsi. e entretanto correu . Brande Buerra) R") dos ()S A$DU'. precisamos de um cão de guarda como a 'nspec+ão &per3rio1 ?amponesa)8 #ois desses cães de guarda 2oram colocados permanentemente /unto de &lden6orguer) RUm deles.ouco importa. então. um malandrão *ue era escritur3rio da canali>a+ão. cordialmente)))S Entretanto. ele não permitiu *ue as tropas de vigilLncia tivessem acesso .ovo por*ue 7l3 pagam melhor ainda8. é um inimigoX Eis o *ue ele disse a um oper3rioX 7& poder soviético não se aguentar3 nem duas semanas)8 RUma nova orienta+ão surge em vésperas da ")E). $evolu+ão de Gevereiro ele disse aos seus oper3rios *ue a revolu+ão tinha terminado. deu um reci6o. é claroJ era ele o melhor de2ensor dos interesses oper3rios) E os comunistas puseram1se a dirigir a canali>a+ão de 3gua) 7%: os oper3rios devem mandar e s: os comunistas t0m autoridade completa 1 a /uste>a de tal posi+ão 2oi con2irmada por este processo)8Q A &rgani>a+ão do . p3g) 4@4) 494 A$DU'. apoio a greve)8 Ele rece6eu o dinheiro da comissão de greve destinado aos empregados. sem o seu conhecimento. perdoem1me) Duanto ao resto))) *uanto ao resto. o6) cit). &l1den6orguer atreveu1se a *uali2icar as ac+9es do novo che2e . e mesmo a trans2erir. nem tinha 2ilhos e em toda a sua vida dedicou1se unicamente a essa canali>a+ão de 3gua) Em 19C5. por mais de uma ve>)81 . a em virtude da *ual nunca na sua vida se tinha exprimido com dure>a. sim. despedido 7por actos indecorosos8.s canali>a+9es 7por*ue os soldados podiam. estragar os canos ou as m3*uinas8) "o dia seguinte . não deixando de colocar ao seu lado))) um comiss3rio)89 'mediatamente todos passaram a p_r em causa. ele s: tinha uma preocupa+ãoJ conservar a canali>a+ão da 3gua) &s %EU% cola6oradores puseram1se em greve.artido de Foscovo não tirava os olhos da canali>a+ão da 3gua) RE por detr3s dela estava ainda a (cheAa)S 7Goi através de um sadio sentimento de hostilidade de classe *ue constru-mos.

onde deu conta de muitos outros e in*uietantes 6oatos. precisamente. tal era a 2alsa autoridade *ue o engenheiro1che2e go>ava entre os oper3rios) A despeito disso. o secret3rio do . o tra6alho não melhorava e tudo pioravaX))) & *ue o2endia especialmente 7a psicologia heredit3ria dos prolet3rios8 da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa e dos sindicatos era o 2acto de a maioria dos oper3rios de servi+o de 6om6agem.da canali>a+ão. e ser3 para n:s um inimigo pol-tico no %oviete de FoscovoX8 &s oper3rios opuseram1se ruidosamente e aos gritos de 7não é verdadeX. mas estas acharam *ue tudo estava em ordem e *ue a 3gua corria normalmente) &s elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa não se con2ormaram com isso e passaram a enviar relat:rios e mais relat:rios . *ue os moscovitas a 6e6iam e nada tinham notado))) Então o camarada %edielhniAov escreveu um artigo na Vida Econ:micaJ 7Em virtude dos rumores *ue in*uietam a opinião p<6lica acerca do estado catastr:2ico da canali>a+ão)))8. camarada %edielhniAov.E AB& #E BU AB 49@ & . estar do lado de &lden6orguer e não ver a sua sa6otagem) "esse momento. e a direc+ão técnica racional)8 &lden6orguer re2utou todas as acusa+9es) Então %edielhniAov respondeu tran*uilamenteJ 7Eu apenas me propus a tare2a de . 7contagiada pela mentalidade pe*ueno16urguesa8. e *ue era preciso não con2iar nele. deteriorar e romper a canali>a+ão com 2ins pol-ticos8. mas não o sa6ia 2a>er) . inclusive o de *ue o %ervi+o de ?anali>a+ão 6om6eava a 3gua so6 a terra. opuseram1se1lhe.artido. de reparar as caldeiras e su6stituir os reservat:rios de madeira por outros de cimento) &s che2es dos oper3rios passaram a di>er a6ertamente nas reuni9es da empresa *ue o engenheiro1che2e era 7a alma da sa6otagem técnica organi>ada8. direc+ão) &lden6orguer *ueria simplesmente 7destruir. a célula do .artido enviou uma mensagem ao comité de 6airro e a todas as instLncias. so6 pretexto de delapida+ão. UeniuA R2igura pro2undamente simp3tica a =rilenAo 7pela sua estrutura interior8S. apresentando na assem6leia geral a seguinte resolu+ãoJ 7&lden6orguer é o centro e a alma da sa6otagem. *ual a célula comunista. como se compreende. cara de mil ca6e+as prolet3riasJ 7?om cent<rias negras como voc0s. minando conscientemente todos os alicerces de Foscovo Rlan+ados ainda nos tempos de 'van =alita1C) ?onvocaram a ?omissão do %oviete da capital) Ela o6servouJ 7& estado do a*ueduto é satis2at:rio.artido) "o entanto. mas opor1lhe resist0ncia em tudo) Entretanto. de despotismoX Goi então *ue 2icou claro *ue o 7engenheiro &lden6orguer atrai+oava conscientemente os interesses dos tra6alhadores e aparecia como um inimigo declarado da ditadura da classe oper3ria8) ?ome+aram a convocar comiss9es de controle para a canali>a+ão. pelo ?onselho dos %indicatos e pelo camarada =ui6ichevS) ^avia /3 *uatro anos *ue a 3gua corria pelos canos. . impedindo1o. aproximavam1 se as elei+9es para o %oviete de Foscovo e os tra6alhadores da empresa apresentaram a candidatura de &lden6orguer.ois 6em. contrap_s a candidatura do . atirou a6ertamente . não *uero 2alarX8 E acrescentouJ 7Galaremos noutro lugar)8 A$DU'.artido adoptou as seguintes medidasJ destituir o engenheiro principal ))) do conselho de administra+ão da rede distri6uidora de 3gua e criar11lhe uma situa+ão de vigilLncia permanente. na*uilo em *ue lhes 2oi poss-vel. convocando1o constantemente perante comiss9es e su6comiss9es *ue o interrogavam e incum6iam de tare2as urgentes) ?ada 2alta de compar0ncia era anotada na acta 7para o caso de um 2uturo processo /udicial8) Através do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa Rpresidido pelo camarada enineS conseguiram 2a>er nomear para a canali>a+ão uma 7troiAa extraordin3ria8 R2ormada pela inspec+ão &per3rio1?amponesa. esta era uma candidatura sem esperan+as. mentisX8) Então.

contra a *ual venha em6ater a l:gica primitiva de honrados e a6negados com6atentes8 14) Iom. lu>) #ois meses passam no meio de mano6ras surdas) Fas o esp-rito da ") E) . parece *ue apanhou um ano de prisão) (enho di2iculdade em acreditar) . por parte de 2uncion3rios soviéticos e de mem6ros do .). a6uso do poder e da autoridade. naturalmente. em *ue a luta representa o conte<do essencial da nossa vida. tinha ra>ão ao ver. mas compete aos spetsi averiguar o *ue h3 de verdade em toda esta *uestão)8 Due restava 2a>er aos che2es oper3riosY Dual era o <ltimo e mais seguro recursoY A den<ncia . na realidade. de uma organi>a+ão contra11revolucion3ria8) . eu conhe+o esses artigosJ eles visam os inimigos de classeW mas a*ui não são inimigos de classe *ue estão a ser /ulgados)8 Entretanto.artido se ve/a o6rigado a escolher uma linha t3ctica. *ue ir3 suceder1lhes agoraY %er3 poss-vel)))Y & meu leitor /3 est3 acostumado e sopra1meJ (&#&% E!))) Exactamente) (odos expostos ao rid-culo) #ado o sincero arrependimento dos acusados. acostum3mo1nos a levar pouco em conta essas perdas irrepar3veis)))111 & %upremo (ri6unal $evolucion3rio deve 2a>er ouvir com toda a 2or+a a sua vo>))) & castigo deve ser aplicado com todo o seu rigorX))) "ão viemos a*ui para grace/arX)))8 Feu #eus. não estava preparada)S & caso não 2ica por ali) A organi>a+ão contra1revolucion3ria podia detectar1se mesmo sem ele. *ue. pr-ncipe russo da Fosc:via.s amea+as do acusadorJ 7?amarada =rilenAoX. conscientemente 2or/adas. no %ervi+o de ?anali>a+ão. e os elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa insistem em tra>01la . mas. de retroceder e mano6rarW pode ser *ue o . a institui+9es do Estado))) com circunstLncias agravantes Rvingan+a pessoal.ara não 2alar do estado catastr:2ico do dep:sito de 3gua de$u6liovX E 2oi então *ue &lden6orguer cometeu uma 2alta de tacto. *ue reinou no século !'V) R") dos ()S 494 A$DU'. não tendo d<vida alguma 7so6re a presen+a. tendo um gesto de intelectual intermédio inveteradoJ ao entravarem1lhe uma encomenda de novas caldeiras estrangeiras Ras velhas era imposs-vel repar31las agora na $<ssiaS.E AB& #E BU AB com peso) Ele compreende as coisasJ 7& oper3rio russo. dada a 2alta de especialistas desse tipo))) e a impossi6ilidade de su6stitu-1los))) 7"ão 2alando /3 da sua perda pessoal como indiv-duo))) "esta época.artido Iolchevista))) desorgani>a+ão do tra6alho da canali>a+ão))) pre/u->o para o %oviete de Foscovo e para a $<ssia soviética. é tal *ue 7se torna necess3rio dar uma li+ão a esses e a outros8) & processo so6e ao %upremo (ri6unal) =rilenAo é comedidamente severo) 'nexor3vel. =rilenAo volta . além do mais. ele suicidou1se) RA*uilo tinha sido demasiado para uma s: pessoa. pode ser *ue tenhamos de 2a>er ainda maiores concess9es. carga com vivacidade) #en<ncias 2alsas. em cada um *ue não era dos seus. a/uste de contasS))) mau uso do cargo ocupado))) irresponsa6ilidade pol-tica. mas 1C 'van =alita. estes 2oram condenados a uma))) censura p<6licaX #uas verdades))) dois pesos e duas medidas))) E %edielhniAov. 7. *ue 2a> caminho. mais depressa um inimigo do *ue um amigo811. no cora+ão da Foscovo Vermelha.levantar 6arulho em torno do pro6lema. o tri6unal 7tratou com 6randura8 os oper3rios *ue testemunharam contra %edielhniAov e os da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa) E o réu %edielhniAov respondeu sem in*uieta+ão . medida *ue 2or evoluindo a nossa pol-tica pr3tica de con/unto. (cheAaX Assim 2e> %edielhniAovX Ele 7pinta o *uadro da destrui+ão premeditada da canali>a+ão por parte de &lden6orguer8.

*ue come+ava a acender1se. mesmo sem os ter visto com olhos de crian+a. p3g) 4@Q) 11 'dem. *uando a vit:ria pol-tica /3 parecia ter sido alcan+ada. privada de vo>es de protesto. como o de %aratov.a> de Irest. Europa progressista.C5) R") dos ()/ 49. onde estavam elesY V) B) =orolenAo. nas suas ?artas a unatc6arsAib1. deu1se in-cio aos con2iscos religiosos) "o entanto. durante v3rios anos. A$DU'. posse do Estado e a 'gre/a 2icava unicamente com essa igre/a nua. a6ateu1se so6re a região do Volga um ano de 2ome como nunca se tinha conhecido) ?omo ela não adorna muito a coroa de gl:ria dos vencedores desta guerra. até aos pais comerem os seus pr:prios 2ilhos) "unca uma 2ome assim tinha sido conhecida na $<ssia. pela $<ssia. não interessavam . como testemunham os historiadores. nem se*uer no (empo dos (umultosa5 Rentão. exposto e pintado. *ue travara no &cidente os <ltimos com6atesY . eles são ines*uec-veis) Esses 2ocinhos. nunca se pu6licaram entre n:s. os processos religiosos *ue iam a6rir1se eram *uest9es internas. para a Alemanha do =aiser. nem estudos estat-sticos 1 é algo *ue se procura es*uecer. em 1. 6ardos dos anos 4C. de *ue 2ala a %agrada Escritura) Em 191Q. explica1nos as ra>9es da 2ome e da ru-na completas do pa-sJ elas residem na *ueda de toda a produtividade Ras mãos tra6alhadoras encontram1se ocupadas com as armasS. os cereais mantinham1se de6aixo da neve. promessa deste <ltimo. a causa de *ual*uer 2ome é costume 2a>01la recair so6re os AulaAs) Fas *uando a 2ome era geral. contrariamente . e podiam ser despachados Fesmo sem ?:digo) J3 vimos *ue a separa+ão da 'gre/a do Estado era por este compreendida de tal modo *ue tudo *uanto nos templos se encontrava pendurado. sem serem colhidosS) Um s: 2ilme so6re essa 2ome poderia pro/ectar uma lu> nova so6re tudo o *ue vimos e *ue sa6emos acerca da $evolu+ão e da guerra civil) Fas não h3 nem 2ilmes.&hX. e como sua conse*u0ncia natural. p3g) 45Q) A$DU'. 2alam entre dentes e sem ir mais além de aduas linhas) E no entanto essa 2ome chegou até ao cani6alismo. 1919. na perda da v con2ian+a e da esperan+a do campon0s de poder guardar para si uma pe*uena parte *ue 2osse da sua colheita) Fas alguma ve> alguém 2alar3 da*ueles 2ornecimentos. de intermin3veis vag9es de v-veres enviados durante meses.E AB& #E BU AB 495 acossavam os engenheiros 1 não h3 d<vida de *ue se 2artaram 6em. esta atitude irre2lectida provocou demasiada indigna+ão popular) "a guerra civil. mais r3pida e 2acilmente do *ue se esperava. tinham /3 come+ado antes) ab Ap:s a morte de Ioris Bodunov. mesmo das regi9es *ue a 2ome ia devastar. nem romances. essas ventas *ue b =rilenAoJ o6) cit). era insensato criar uma 2rente interior contra os crentes) (eve de se adiar o momento do di3logo entre os comunistas e os cristãos) "o 2im da guerra civil.ovo da Justi+a aperce6eu1se de *ue h3 /3 *uatro anos *ue /ulg3vamos sem ter ainda um ?:digo .E AB& #E BU AB Além disso.enal. nos anos 4CX Ve/amos agora o *ue se passou a partir do ano 1Q) "os dois processos *ue se seguem descansaremos um pouco do nosso acusador supremo 2avoritoJ ele est3 ocupado na prepara+ão do grande processo dos socialistas revolucion3rios14) Este grandioso processo come+ava a suscitar uma pro2unda in*uieta+ão na Europa e o ?omissariado do . *ue não em6ele>a) &s processos provinciais contra os socialistas revolucion3rios. *ue. passava . em aplica+ão da . *ue no1los representais so6 o claro 6ul-cio da alegriaX Fesmo sem a2lorar os seus extremos. nem velho nem novo) ?ertamente *ue essa preocupa+ão do ?:digo não tinha escapado a =rilenAoJ era preciso coordenar tudo de antemão) Entretanto. p3g) 4@5) 14 'dem.

o risco de dissolver1se no compromisso e enredar a vontade prolet3ria. de a/uda aos 2amintos.E AB& #E BU AB 495 volunt3riasX Em 19 de Gevereiro de 1944. chegando a roer1se as om6reiras das portas) E. limpamos os templosW @S E num caso ou noutro aumentamos a reserva de divisas) . 'gre/a *ue o2erecesse os seus 6ens aos 2amintos T não todos. a/uda do . de uma s: ca/adada. o prelado pu6licou uma nova e 2at-dica mensagemJ 7#o ponto de vista da 'gre/a. o patriarca lan+ou uma mensagem. como tinha. pois não era em a6soluto delas *ue havia de ressurgir Rse haviaS a nova 2irme>a na 2é) Fas é preciso ter em mente a situa+ão deste desgra+ado patriarca. em 4Q de Gevereiro. a 'gre/a criou comités diocesanos e pan1russos. *uando come+ou a grassar essa 2ome. 2omeW não deviam ter1se agarrado a estas ri*ue>as. as autoridades tinham todos os meios para aca6ar com a 2ome) Entretanto. datado de 4. 1944. e n:s não podemos aprovar o con2isco)8 A meio século de distLncia. eles são cristãos e 6ondososX 1S %e recusam. mas apenas a*ueles *ue não eram canonicamente imprescind-veis para os servi+os religiosos) & patriarca mani2estou o seu acordo e o ?omité de Estado de A/uda . e %ami>dat. *ue dirigia a 'gre/a h3 poucos anos. eleito /3 depois de &utu6ro. mas ainda a. as persegui+9es. e de *ue não era necess3rio semear o alarmeJ segundo o *ue escreviam os /ornais. os 2u>ilamentos. autori>ando todos os conselhos paro*uiais a o2erecer o6/ectos *ue não 2ossem indispens3veis aos o2-cios religiosos) E assim tudo corria.s V-timas da Gome prop_s .s 6ocas es2omeadas seria minar a ditadura do proletariado) &s comités 2oram proi6idos e o dinheiro con2iscado a 2avor do (esouro . isto éJ um decretoX Um decreto do ?omité Executivo ?entral de toda a $<ssia. culpamo1los de toda essa 2ome e esmagamos a 'gre/aW 4S %e concordam. uma 'gre/a *ue s: tinha conhecido a repressão.rovavelmente esta ideia 2oi suscitada por actos da pr:pria 'gre/a) ?omo indica o patriarca (iAhon.s V-timas da Gome ela6orou as instru+9esJ todas as o2ertas deviam ser ab .apa de $oma e do #eão de ?antu3ria. é 23cil censurar o patriarca) "aturalmente. mas este não respondeu) Então. 2inalmente. os dirigentes da 'gre/a cristã não deviam ter1se agarrado a o6/ec+9es. num golpe de inspira+ão. come+ando a angariar dinheiro) Fas permitir uma a/uda directa da 'gre/a .aris. do género de sa6er se o poder soviético não tinha outros recursos. de novo. 19.#a causa ao e2eito. o ?omité de Estado de A/uda . de resto. esclarecendo1o de *ue s: o poder soviético estava autori>ado a enta6ular conversa+9es com estrangeiros. na região do Volga comia1se ervas e solas de sapatos. noutros tempos. ou *uem é *ue tinha levado a região do Volga .5) A$DU'. matam1se dois coelhosJ *ue se/am agora os padres a alimentar a região do VolgaX "a verdade. e *ue lhe havia sido con2iada com a missão de a salvaguardar) . semelhante acto constitui um sacrilégio. logo em Agosto de 1941.lhe cortaram a iniciativa. sido tentado com a Assem6leia ?onstituinte e como era costume em todos os parlamentos da Europa) Uma ideia eclodiu num relLmpagoX Uma ideia.<6lico) & patriarca 2e> apelo . em #e>em6ro de 1941. a cadeia era curtaJ se os ha6itantes do Volga comiam os seus 2ilhos era por*ue n:s não t-nhamos outra preocupa+ão *ue não 2osse dissolver a Assem6leia ?onstituinte) Fas a genialidade da pol-tica consistia em o6ter 0xitos. de GevereiroJ con2iscar todos os valores dos templos para os 2amintos) & patriarca escreveu a =alinine. mesmo a partir da desgra+a popular) E.

não eram menos agudas do *ue as da região do Volga)S & metropolita de . assegurou *ue isso suscitaria uma atitude 6enevolente da parte do poder soviético em rela+ão . =anattchniAov. de A6ril15 de Faio de 1945S) "o Fuseu . registou1se até uma situa+ão eu2:rica.E AB& #E BU AB aEm . o leitor experiente concordara em *ue isso era muito prov3vel. 9 e 1C de Far+o15 con2irma a conclusão pac-2ica.s V-timas da Gome. de 5 de Far+o de 1944. e com 0xito das conversa+9es e escreve 6enevolentemente.etrogrado de A/uda . *ue tinha passado a 2a>er parte da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . no sentido de ceder os valores e de chegar a acordo com o . /3 *ue as necessidades do =omintern e do &riente.s V-timas da GomeW os /ornais lan+am o2ensas contra os 7maus pastores8 e contra os 7pr-ncipes da 'gre/a8. considerando apenas como um sacrilégio o con2isco pela viol0ncia) Fas então o con2isco não era necess3rioX & presidente do ?omité de Estado de .ravda de . acompanharam1no até . 2rente dos 2iéis. 2oi tomado tam6ém de um arre6atamento *ue não podia ser posto em d<vidaJ 7'sto é de #eus e nos daremos tudo) Fas não é necess3rio 2a>er con2iscos. *ue deu origem a incidentes graves) Agora havia 2undamentos legais para dar in-cio aos processos religiosos1Q) hS . com a ca6e+a desco6erta. mais 2raca se tornava a sua posi+ão) Em Far+o desenvolve1se um movimento entre o clero.$&?E%%& ? E$'?A #E F&%?&V& R4. *ue se li6ertava. e estes. não são necess3rios aos es2omeados da região do VolgaX E su6stitu-da a e*uipa do ?omité de .Então os /ornais lan+aram uma campanha contra o patriarca e todos os altos dignit3rios da 'gre/a. na presen+a dos crentes)8 Fas de novo se est3 a tramar um compromissoX &s vapores envenenados do cristianismo empe+onham a vontade revolucion3ria) Uma tal união e uma tal entrega dos valores. esclarecendo os seus representantesJ 7"ão precisamos de nenhuns dos vossos sacri2-ciosX "em de ter *uais*uer conversa+9es convoscoX (udo pertence ao .s V-timas da Gome. segundo o relato de uma testemunha) Veniamin anunciouJ 7A 'gre/a &rtodoxa est3 disposta a tudo dar em a/uda dos 2amintos8.etrogrado de A/uda .oder) &s receios *ue ainda su6sistiam 2oram expressos a =alinine pelo 6ispo Antonin BranovsAi. chorando so6re ele doces l3grimas e 2a>endo dele o2erenda)8 #eu a 60n+ão aos 6olchevistas mem6ros do ?omité. porta) & /ornal . so6 a presid0ncia de IeA. de Q. 'gre/a R6elas palavrasXS "um caloroso arre6atamento. Veniamin.etrogrado. o con2isco pela 2or+a. em preces.s V-timas da GomeJ 7&s crentes t0m receio de *ue os valores da 'gre/a possam ser utili>ados para outros 2ins. 2ins mes*uinhos e alheios aos seus cora+9es)8 R?onhecendo os princ-pios gerais da #outrina de Vanguarda.etrogrado.oder e ele tomar3 conta do *ue considerar necess3rio)8 E come+ou em . tirar o manto dourado da Virgem de =a>an. como em todos os outros lugares.olitécnico reuniu1se o (ri6unal $evolucion3rio. acusando1os de estrangularem a região do Volga com a mão descarnada da 2omeX E *uanto mais se o6stinava com 2irme>a o patriarca. a o2erta deve ser volunt3ria)8 Ele era de igual modo 2avor3vel ao controle da 'gre/a e dos crentesJ seguir os valores da 'gre/a até ao momento em *ue se convertessem em pao p3ra os 2amintos) A sua o6sessão era a de não in2ringir a vontade condenat:ria do patriarca) 49Q A$DU'. todos se levantaram) & metropolita disseJ 7& *ue mais nos pesa é a disc:rdia e a inimi>ade) Fas tempos virão em *ue todos os 2ilhos russos se unirão) Eu mesmo irei . re2erindo1se ao metropolitaJ 7"o %molni chegou1se a acordo em *ue os c3lices e os revestimentos dos -cones se/am 2undidos em lingotes.etrogrado parecia *ue tudo se iria arran/ar paci2icamente) "as sess9es da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . ladeado pelos procuradores unin e onguinov) Eram de>assete réus.etrogrado. arciprestes e .

/3 se/a escolhido Rnisto o ano de 1944 não se di2erencia muito do de 19@5 ou de 19. considera *ue o poder soviético procedeu incorrectamenteY Argumento demolidorX ^ão1de repeti1lo a n:s. por*ue 2alar então de n:s))) Due *uer isso di>erY . sem levar em conta a sua vontade.residenteJ 1 'sso nada tem a ver com a religiãoX .atriarca (iAhon8. tomo V das actas do processo /udicial) A$DU'. de Anatoli evitin. mas. %ami>dat.4W e das 7"otas do 'nterrogat:rio do .*ueles *ue come+aram a persegui+ãoJ *ual 2oi o seu o6/ectivoY .QS.leigos.atriarcaJ 1 %im) . no apelo. entrada do patriarca mais de metade dos assistentes se p_s de pé para rece6er a sua 60n+ão) (iAhon assumiu toda a responsa6ilidade pela ela6ora+ão e distri6ui+ão do apelo) & presidente es2or+a1se por arrancar1lhe algo maisJ 1 Fas isso não pode serX %er3 poss-vel *ue tenha escrito tudo com a sua pr:pria mão.E AB& #E BU AB 1 %im. os costumes da $<ssia estavam tão enrai>ados e os h36itos dos %ovietes constitu-am ainda uma pel-cula tão 2ina *ue .atriarcaJ 1 ^3 *ue pergunt31lo . . de um modo geral. como testemunha. o patriarca (iAhon) Em6ora o p<6lico.atriarcaJ @CC A$DU'. 2oi pu6licado.arte '.E AB& #E BU AB 499 & arcipreste Uao>ersAi E"($EB&U (&#&% &% VA &$E% #& %EU (EF. nos interrogat:rios nocturnosX E nunca ousaremos responder tão simplesmente como o . acusados de distri6uir o apelo do patriarca) Esta acusa+ão era mais grave do *ue a da entrega. 19. de uma ponta . trata1se 6em de um sacrilégio) & apelo não di> *ue não se deve dar os valores.s V-timas da Gome.atriarcaJ 1 E mau sinal dos tempos) . mas esmagar a 'gre/a no momento oportuno)S A 5 de Faio é chamado ao tri6unal.residenteJ 1 ?onsidera *ue as leis actuais do Estado são para si o6rigat:rias ou nãoY . textualmente. ou não. &. por ra>9es de princ-pio. condenando unicamente a entrega contra vontade) . um decretoY (iAhonJ 1 E verdade) . considerando o con2isco pela 2or+a um sacrilégio) (orna1se assim a 2igura central do processo e ser3 imediatamente GUU' A#&) R'sto revela *ue o mais importante não é dar de comer aos 2amintos. de2ende o apelo do patriarca. considero. mas se lhas tiram. persegui+ão *ue os /ornais levam a ca6o contra siY %e s: v:s sois perseguido. . dos 6ens) 15 ArtigosJ 7A 'gre/a e a Gome8 e 7?omo %erão ?on2iscados os Iens da 'gre/a8. en*uanto mantinha conversa+9es com o ?omité de Estado de A/uda . *ue enche a sala. pelas costas. outraY ?ertamente. isso não é sacrilégio. milh9es de ve>es. na medida em *ue não este/am em contradi+ão com as regras da 2é) R(odos deviam responder assimX &utra teria sido a nossa ^ist:riaXS %egue1se uma discussão can:nica) & patriarca esclareceJ 1 %e a pr:pria 'gre/a entrega as ri*ue>as. os /u->es de instru+ão.residenteJ 1 #isse ou não. *ue. 1Q Estes dados 2oram por mim colhidos do livro Ensaios so6re a ^ist:ria dos (umultos $eligiosos.residenteJ 1 #esse modo. s: assinou) Fas *uem o escreveuY E *uem 2oram os conselheirosY E aindaJ por*ue é *ue se 2a> re2er0ncia.

o ?onselho ?entral Executivo de toda a $<ssiaY . e a <ltima. o patriarca é destitu-do e preso) RFas as coisas ainda não chegaram ao 2im) . não estamos a*ui para gracinhas) Ao ca6o de uma semana. e ali 2oi mantido em rigorosa reclusão. ainda h3 pouco.residenteJ 1 'sso *uer di>er *ue 2a> uma declara+ão sem provasX Ainda resta demonstrar *ue o patriarca *ueria derru6ar o poder soviético) Eis a demonstra+ãoJ 7A propaganda é uma tentativa de preparar os esp-ritos para um 2uturo derru6amento do . segundo os cLnones 1 exclamou o acusador) 1 Fas do ponto de vista da caridadea)ca) R. representantes do poder soviético somos ladr9es de o6/ectos sagradosY R$u-dos prolongados na sala) %uspensão da audi0ncia) &s encarregados da ordem entram em ac+ão)S AcusadorJ 1 Assim. *uem espalhou essa repugnante cal<niaY R . as coisas são tanto mais interessantes para n:sJ contra vontadeXS & presidente.or en*uanto.ela primeira ve>. =rilenAo mani2estava surpresaJ *ue perigo amea+a o patriarcaY))) E certo *ue *uando o perigo se aproxima 2urtivamente de nada vale o to*ue a re6ate. até os crentes se acostumarem . camarada IcA. nem o tele2one)S . triun2anteJ 1 Vamos l3. trata de ladr9es os representantes do poder soviético.residenteJ 19 Em russo a palavra 7sacrilégio8 Rsviatot/tsvoS é composta de 7sviato8 p sagrado e 7tata8 p ladrão. no antigo eslavo) RiV) dos ()S 1) A$DU'. 2or+a com os pés) Fas não estava presente o pr:prio patriarcaY AcusadorJ 1 ?omo é *ue sa6e issoY #iga o apelido do sacerdote *ue lho contouX R%u6entendidoJ agora mesmo o prenderemosXS h & patriarca não di>. trans2eriram1no para o Fosteiro de #onsA. o *ue signi2ica *ue é mentiraX & acusador insiste. o manto do -cone não entrava no caixote e meteram1no l3 .E AB& #E BU AB @C1 T 'ndi*ue o nome da*ueles *ue espe>inharam o manto do -coneX REles. com tudo isso. é invocada no tri6unal essa po6re caridade)))S Ga>1se uma an3lise 2ilol:gica da palavra 7sacrilégio8) %viatotatsvo vem de sviato e tat1aa) AcusadorJ 1 %igni2icar3 isso *ue n:s.oder) & tri6unal decide intentar um processo penal contra o patriarca) A 5 de Faio é pro2erida a senten+aJ dos de>assete acusados. sua aus0ncia) $ecordam1 se de *ue. em cin*uenta anos. morte) RE 2u>ilam cinco)S ?omo disse =rilenAo. no 2im de contasJ os cLnones religiosos. tinham deixado ali os cart9es de visitaS) #e outra maneira.atriarcaJ 1 Eu cito apenas os cLnones) #iscute1se depois o termo 76las2émia8) Duando 2i>eram o con2isco da 'gre/a de %ão Vassili =cssarisA. o tri6unal não pode acreditar em si) & patriarca é incapa> de mencion31los) . 2icou estupe2actoJ 1 & *ue é para si mais importante. on>e são condenados .RAssim. ou o ponto de vista do Boverno soviéticoY R$esposta esperadaJ 1 7 ))) do Boverno soviético)8S 1 Iem. admitamos *ue se/a sacrilégio.

não sendo. come+a a ad*uirir as 2ormas por n:s /3 conhecidas) & metropolita Veniamin é acusado de ter chegado mal1intencionadamente a acordo))) com o poder soviético. mem6ro do colégio do ?omissariado do . %emionov. o pro2essor Egorov.uchAine.Ao ca6o de duas semanas. *ue Io6richiev se apressou a passar ao advogado Burovitch o rel:gio de ouro e a carteira))) E o tri6unal disp_s *ue 2osse detida ali mesmo uma testemunha.E AB& #E BU AB era 2ormada por soldados vermelhos.)U). todos os dias havia uma grande multidão. Veniamin 2oi eleito com os votos de todos eles) "ão compreendendo a época. sacerdotes e leigos) & presidente do (ri6unal. popular entre o povo e o clero. come+ava a tornar1se cada ve> mais patente a 2alta de li6erdade dos advogados) =rilenAo não nos di> nada acerca disso. onde o corte/o dava a volta. era padeiroS) & principal acusador. e agir de acordo com a 6urguesia mundial) & sacerdote =rasnitsAi. devia1se prender toda a 'gre/aXvv . 2oi amea+ado de prisão pelo tri6unal) E isto estava tão de acordo com as normas da época. modesto. a pouco e pouco. exclamouJ 7(oda a 'gre/a &rtodoxa é uma organi>a+ão contra1 revolucion3ria) . é preso em . roupa e até uma manta) & leitor vai certamente notando como o tri6unal. na rua.etrogrado) Acess-vel. contudo. diga1se de passagemS) #e um processo a outro. entrega dos valores da 'gre/aS eram em n<mero de v3rias de>enas de homens. não tendo as da de2esa podido 2a>er os seus depoimentos) R?omo tudo se assemelhaX))) ?ada ve> mais)))S & acusador %mirnov exigiu *ue ca-ssem 7de>asseis ca6e+as8) & acusador =rassiAov. doce. e depois seu amigo na emigra+ão) As suas execu+9es de violino eram muito apreciadas de Vladimir 'litch) #esde a Avenida do "eva até . e era tão plaus-vel. Io6richiev1. mas eis o *ue relata uma testemunha ocular) & primeiro advogado de de2esa. como no edi2-cio do tri6unal. o acusador e o1tri6unal chamavam1lhe inimigo do povo Ra palavrinha /3 existia. tinha vinte e cinco anos de idade Rsegundo se di>ia.s V-timas da Gome 2oi por ele divulgado entre o povo com o6/ectivos suspeitos R%amisdatXS. *uanto a ele. os ?rentes demasiado >elosos eram presos)S "a sala. e *uando condu>iam o metropo1 vta muitas pessoas se a/oelhavam e entoavamJ 7%enhor.ovo da Justi+a.rimavera de 1915. tinham sido eleitos os metropolitas de Foscovo e de . por se mani2estar a 2avor do metropolita) Acontece *ue Egorov /3 estava preparado para issoJ levava consigo uma grande pasta e nela tinha posto comida. e estes levantavam1se tam6ém todas as ve>es *ue entrava o metropolita com o seu capu> 6ranco) E.ortanto. em =rasnoiarsA. pela primeira ve> desde os tempos da antiga "ovgorod.$&?E%%& ? E$'?A #E .etrogrado o metropolita Venia1min) Ele não era um alto dignit3rio da 'gre/a. a 2im de conseguir uma atenua+ão do decreto acerca do con2isco dos 6ens) & seu apelo ao ?omité de Estado de A/uda . ar*uimandritas. a maior parte do p<6lico @C4 A$DU'. 6aseando1se na 2ome) Goram ouvidas unicamente as testemunhas de acusa+ão. es*uina. . tanto a*ui. entre os *uais pro2essores de teologia e de direito can:nico. testemunhou no sentido de *ue os sacerdotes se tinham posto de acordo para provocar uma revolta contra o poder soviético. era contemporLneo e havia sido companheiro de enine na deporta+ão.) A) =rassiAov. visitando 2re*uentemente as 236ricas e as o2icinas. nomeado como todos os metropolitas) "a . um dos mem6ros mais importantes da 'gre/a Activa e cola6orador da B). considerava como sua tare2a li6ertar a 'gre/a da pol-tica 7dado *ue no passado tinha so2rido imenso em conse*u0ncia dela8) Eis obmetropolita *ue 2oi su/eito ao iS . salva a tua genteX8 como se compreende. se*uer.E($&B$A#& R9 de Junho15 de Julho de 1944S) &s réus Racusados de resist0ncia .

etrogrado. por v:s posto em evid0ncia. nem um 2acto.) "ovitsAi e o advogado =ovcharovS 2oram 2u>ilados na noite de 14 para 1@ de Agosto) $ogamos encarecidamente ao leitor para não es*uecer o princ-pio da multiplica+ão . sem autori>a+ão. ao não cumprimento em massa das o6riga+9es militares. na prov-ncia houve vinte e dois) & ?:digo . tem de se ampliar o Lm6ito da aplica+ão do 2u>ilamento))) Rcomut3vel em expulsão para o estrangeiroS a todas as actividades dos conhecidos che2es menchevi*ues. para os *uais era imprescind-vel o 2u>ilamento Rentre eles.osto de cadetes. ex11mem6ro da #umaW o pro2essor de direito K) .ovo da Justi+aJ 7?amarada =ursAiX Em minha opinião. 2oi a6erta a sessão do ?omité Executivo de toda a União.R& programa não era nada ut:pico e 6em depressa seria *uase inteiramente levado a ca6o) E era uma 6oa 6ase para o #'Z &B&)S . não muito long-n*ua. não se es*ue+am de *ue com o sangue dos m3rtires a A$DU'. resist0ncia passiva contra o Boverno. en*uanto ninguém poderia ser coagido a partir voluntariamente . aca6ada ser3 tam6ém a sua vida)))8 & tri6unal condenou de> . até ao 2im do processo dos socialistas revolucion3rios Rtudo indicava *ue se preparavam para 2u>il31los em con/untoS) #epois. desenrolou1se com toda a calma. mas é duro ter de ceder a palavra) En*uanto os de6ates se prolongam. em notas .9J propaganda e agita+ão))) em particular. etcW é preciso encontrar . é o interesse do poder soviético) "o entanto.E AB& #E BU AB @C@ 'gre/a se 2orti2ica) REntre n:s não ser3 o casoX)))S "ada mais tenho a di>er. morte) Esta morte. por um grupo de deputados da #u1 do1 (Om. ou ao não pagamento dos impostosS)4C & 2u>ilamento devia ainda ter lugar noutro casoJ por regresso. para ele o examinar) %eis artigos do c:digo previam como pena m3xima o 2u>ilamento) 'sso era insatis2at:rio) Em 15 de Faio. o incitamento . escala provincial) En*uanto nos re2erimos apenas a dois processos religiosos. mas o clero da capital encontrava1se no 6anco dos réus e certas mãos empurram1 no para a morte) & princ-pio 2undamental. do estrangeiro Ro *ue antes 2a>iam todos os socialistasS) &utro castigo e*uivalente ao 2u>ilamentoJ a deporta+ão) RVladimir Uitch tinha previsto a época. *ue passamos a transcreverJ 7"ão h3 prova alguma de culpa6ilidade. socialistas revolucion3rio. o ?omité Executivo da União concedeu o indulto a seis) &s outros *uatro Ro metropolita VeniaminW o ar*uimandrita %erguei. 2icar3 imp3vida) Es*uecer3 tudo. 2oram conservadas v3rias 2rases do advogado *ue de2endeu o metropolita. Vladimir Uitch enine acrescentou mais seis artigos. R%) K) BurovitchS. em *ue nos ver-amos des6ordados pelos *ue a2luiriam da Europa para virem re2ugiar1se entre n:s. mem6ros do . pressa para o processo dos socialistas revolucion3riosJ /3 era tempo de exi6ir os 6locos de granito da eiX Em 14 de Faio. em . pelo *ual o Boverno c>arista tinha aplicado tr0s e prisão) REste apelo tinha sido lan+ado em 19C.or um acaso raro.enal 2oi ela6orado .artido do (ra6alho e socialistas menchevi*ues) R") @C4 A$DU'. o artigo . e ainda não tinham conseguido aca6ar o pro/ecto do c:digo) Gora apenas entregue a Vladimir Uitch.E AB& #E BU AB Eis como 'litch explicou as suas conclus9es ao comiss3rio do . *ue se encontrava em BorAi. não dir3 palavraXS & con2isco dos valores da 'gre/a. nem mesmo um 2undamento para acusa+ão))) Due dir3 a ^ist:riaY R&h. margem do pro/ecto.ara o &cidenteS) Bomo no caso de apelo de Vi6org. como estava previsto. eles aguardaram1na durante mais de um m0s. os acusados estão vivos) Aca6ados os de6ates.

espero *ue este/a clara apesar de todas as de2ici0ncias do rascunhoJ evidenciar a6ertamente *ue se trata de uma tese de princ-pio. assim. p3g) 1Q9) a1 'dem.enal a partir de 1 de Junho de 1944) E /3 so6re 6ases legais a6riu1se. en2im. se resta6eleceu. do *ual s: parcialmente. em esta6elecer a re2erida liga+ão) E. *uanto se trata de uma das <ltimas disposi+9es de enine.uma 2ormula+ão *ue ponha essas actividades em liga+ão com a 6urguesia internacional8 Rsu6linhado por enineS4a) Ampliar o Lm6ito de aplica+ão de 2u>ilamentoX %er3 di2-cil de compreenderY RAcaso.enal))) A ideia 2undamental. deu1lhe o primeiro ata*ue.tomo 45. por um ptr-odo de dois meses. p3g) 19C) A$DU'. uma pe+a 2undamental do seu testamento pol-tico) "ove dias depois desta carta. introdu>ido no texto. no &utono de 1944) (alve> as duas cartas a =ursAi tivessem sido escritas na*uele claro ga6inete de m3rmore 6ranco. motivando a ess0ncia e a /usti2ica+ão da sua necessidade e limites) & tri6unal não deve eliminar o terrorJ prometer isto seria enganar1nos a n:s mesmos ou enganar os outros) ^3 *ue 2undament31lo e legali>31lo claramente. pois s: a consci0ncia e o sentido revolucion3rio da /usti+a decidirão das condi+9es da sua aplica+ão pr3tica. &6ras Escolhidas. camarada =arAlin45 R6om apelido para . 5)b edi+ão.ovo4@ para o6ter esclarecimentos) Esta conversa é para n:s desconhecida) Fas. donde dentro de alguns anos. o artigo 5Q. 2oi ver o presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . tomo @9. expulsaram muitosYS & terror é um meio de persuasão44. parece *ue tudo est3 claroX Fas =ursAi não compreendia 6em) ?ertamente ele tinha di2iculdade em encontrar a 2ormula+ão exacta. onde /3 se encontrava preparado. p3gs) 4C414C5) aha & pr:prio enine) R") dos ()S 44 enine. tomo 45. &6ras Escolhidas. a participa+ão numa organi>a+ão ou a coopera+ão Rbcooperando o6/ectivamente ou suscept-vel de cooperarbS))) com organi>a+9es ou pessoas cu/a actividade tenha um car3cter)))8 Apresentem1me %anto Agostinho e eu garanto *ue o ponho. na sua se*u0ncia. o leito mortu3rio de che2e) 41 enine. nossa conversa. em 15 de Faio. com a pena de 2u>ilamento ampliada) E a sessão do Executivo ?entral de toda a União. e . %)a edi+ão.$&?E%%& #&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% RQ de Junho15 de Agosto de 1944S) %upremo (ri6unal) & presidente ha6itual. constituindo. politicamente /usta Re não somente do estreito ponto de vista /ur-dicoS. antes de se ter apoderado dele a doen+a. no dia seguinte. agora mesmo. sairão o 5Q14 e o pai de todos n:s. como se impunha.E AB& #E BU AB @C5 Em anexo a este rascunho encontram1se duas variantes do par3gra2o adicional. na sua totalidade) 01se e 2ica1se estupe2actoJ eis o *ue signi2ica dar uma 2ormula+ão o mais ampla poss-velc Eis o *ue signi2ica 2a>er uma aplica+ão o mais larga poss-velc 01se e recorda1 se *uanta gente ele conseguiu apanhar. so6 a al+ada desse artigoX (udo isso 2oi. sem 2alsidades e sem adornos) A 2ormula+ão deve ser o mais ampla poss-vel. o S . mais ou menos larga) ?om sauda+9es comunistas enine)844 A6ster1nos1emos de comentar este importante documento) & sil0ncio e a medita+ão são mais apropriadas) (al documento é tanto mais importante. enine remeteu de BorAi uma segunda cartaJ 7?amarada =ursAiX ?omo complemento . no Lngulo do segundo andar. o velho))) 7 )))A propaganda. envio1lhe um rascunho suplementar para o par3gra2o do ?:digo . sua espera. aprovou e p_s em vigor o ?:digo . e por pouco tempo. em 4C de Faio. a agita+ão.

não tendo sido ainda dispersos nem li*uidados. 2oram eles *ue a iniciaramX Ei1los acusados de. imediatamente se aco6erta com o manto di32ano da /usti+a. e todos os seus actos. de>. serão criminosos. pode erroneamente interpretar1se todo este processo como constituindo uma vingan+a partid3ria) Gica1se entretanto a meditar.oder) E a*uele *ue se instalou a tempo no . A$DU'. nesse processo. em tam6ém limitadas décadas. toda a hist:ria dos estados é a hist:ria dos golpes e tomadas do . 2oi legalmente varrido pelas metralhadoras dos marinheiros. de Janeiro de 191Q desceram .enalv mas /3 so6re ele se acumulam os cinco anos de hist:ria vividos ap:s a $evolu+ão) E vinte. lhe terem o2erecido resist0ncia de armas na mão) Duando o Boverno provis:rio. até. os socialistas revolucion3rios eram um partido solid3rio vi>inho. previdente. ou se/a 7grasnar8) R") cPos ()S @C. cinco anos antes. impedindo os réus de se exprimirem) %e n:s.oder com "ome *ue 2a> lem6rar o ver6o hrrAats. talve> não aceit3ssemos de1Lnimo tão 23cil este processo) Fas a conveni0ncia vai1se delineando sem 2alhasJ di2erentemente dos menchevi*ues. *uando em 5 e . passados e 2uturos dos seus desa2ortunados inimigos. *ue *uase não atingiu os 6olchevi*ues) Fas. *ue lutava pelo derru6amento do c>arismo e *ue assumira Rgra+as . en*uanto todos os actos. se se inseriam na /3 longa e dilatada hist:ria dos estados) A excep+ão das democracias parlamentares 1 contadas pelos dedos 1. e aos tiros responderam mesmo com tiros. os socialistas revolucion3rios tentaram ilegalmente de2end01lo4. a chamada culpa.iataAov)))S "ão havia advogados) &s réus eram destacados socialistas revolucion3rios e eles pr:prios se de2endiam) . e. para 2ortalecimento da nova ditadura Ra do proletariadoS. era conveniente aca6ar com eles) 'gnorando esse princ-pio.ovo. logo como re6eldes. agora. su6stitu-do pelo h36il Bueor1gui . tendo. particularidade da sua t3ctica do terrorismoS o maior peso da deporta+ão.iataAov) R& destino. *ue1legalmente haviam . não sou6éssemos per2eitamente *ue o essencial em *ual*uer processo /udicial não é a acusa+ão. solicitando *ue os dissolvessem e *ue os deixassem de considerar como um partido)4Q E eis a segunda acusa+ãoJ eles cavaram o a6ismo da Buerra ?ivil. 2oi o tempo *ue ele deixou a . 2eito su6levar os NunAers *ue estavam ao servi+o do Boverno derru6ado) Iatidos pelas armas. directo e secretoS contra os marinheiros e os soldados vermelhos. eles iniciaram1na. mas reclamaram gra+a. com su2r3gio universal. passados e 2uturos. nas acusa+9es pro2eridas perante o tri6unal. apesar de tudo.E AB& #E BU AB mais ha6ilidade e com mais solide>.iataAov intervinha 6ruscamente. em elei+9es gerais. a primeira acusa+ão 2eita contra eles era a de terem sido os iniciadores da Buerra ?ivilX %im.um /ui>XS. gosta de rir1se de n:s e deixa1nos tempo para pensarX Duin>e anos. contra o poder legal do Boverno oper3rio1campon0sJ apoiavam assim a sua ilegal Assem6leia ?onstituinte Releita livremente. *ue eles apoiavam era em parte composto por eles. *ue concentrou a aten+ão de todo o mundo socialista. os socialistas revolucion3rios continuavam a ser considerados perigosos. igual. *ue se intitulou a si mesmo Boverno) ?ontinuaram a insistir em *ue o <nico Boverno legal era o anterior) "ão reconheceram imediatamente a 6ancarrota de uma linha pol-tica seguida durante vinte anos45. nos dias do golpe de &utu6ro. mas sim a conveni0ncia. pass-veis dos tri6unais e punidos pela lei) ^3 apenas uma semana *ue 2oi aprovado o ?:digo . não se arrependeram entretanto politicamente) "ão se colocaram de /oelhos diante do ?onselho de ?omiss3rios do . os leitores. rua como mani2estantes. serão considerados leg-timos e consagrados com odes. 2oi.

enviando1lhe com6oios inteiros de v-veres e pagando1lhe tri6utos mensais em ouro. UcrLnia. $<ssia.E AB& #E BU AB @C5 de *ue nem todos os ha6itantes. 2iel ao tratado de Irest11 itovsA a apoiava nessa pesada luta. ou com os democratas constitucionais. com tantos processos. a *ue podiam servir e condu>ir os tran*uilos de6ates da Assem6leia ?onstituinteY Apenas ao atear de uma guerra civil de tr0s anos) Esta come+ou pela simples ra>ão 4. Due eles o tenham 2eito molemente. *ue se p9e sempre de pé))) #a. muito elegantes.ovo)S (erceira acusa+ãoJ eles não reconheceram a pa> de Irest1 itovsA. %am3ra. eram espi9es da EntenteX &ntem. eles *ueriam apanhar o dinheiro . &msA. o *ue se passaria se acaso)))S para dinamitar a via 2érrea. por se terem erigido eles mesmo em governos depois de o ?onselho de ?omiss3rios do . talve> tam6ém o 2ossem os lingotes de ouro)))S ] *uarta acusa+ão. 6em como da pr3tica de ac+9es criminosas visando arrastar o pa-s para a guerra8) (rai+ão do EstadoX Ela é como um teimoso. e o Boverno soviético. isso era algo de explosivo) #esde então. ou Gilo1nenAo. em 191Q. não tendo ocorrido a =rilenAo. *ue não cortou a ca6e+a . U23. implacavelmente. ho/e espi9esX "a época. os socialistas revolucion3rios. senão mesmo com os guardas16rancos) Estudantes reaccion3rios. tal como o esta6elece o acto de acusa+ão. sua maneira. come+am a sentir1se n3useas ))) Iem. EntenteS) 'sto ro+ava /3 o limite extremo da trai+ãoX bREm todo o caso. . ou até com os 2orros16rancos49.ovo se ter constitu-do como tal) A$DU'. mas a pedra caiu em saco roto e não tomaram isso em conta)S #a*ui /3 não 2ica longe a sexta acusa+ãoJ os socialistas revolucion3rios. =u6ã. impedindo o ouro de sair da p3tria) "uma palavra. *ue se os carris de a+o eram propriedade do povo. ainda não se tinha por vergonhoso nem se ocultava o 2acto de *ue se enviava ouro russo para o 2uturo império de ^itler. uma e docilmente. isso é outra hist:ria) A sua culpa não era menor por isso) 45 (ratava1se e2ectivamente de uma 6ancarrota. *uando a Alemanha do =aiser vivia os seus <ltimos meses e semanas na guerra contra os aliados. a sétima acusa+ão era a de cola6orarem com %avinAov. se su6meteram aos decretos legais do ?onselho dos ?omiss3rios do . mas apenas uma parte do seu tronco) #esse modo. ou com a Alian+a do $enascimento Racaso ainda existiaY)))S. tinham os socialistas revolucion3rios a inten+ão de o6t01los com 2undos rece6idos dos representantes aliados Rpara não dar o ouro a Builherme. eles 7organi>aram uma ac+ão criminosa de destrui+ão da propriedade do povo 1 os caminhos de 2erro8) REntão. mas limitavam1se a discutir. preparavam1se Rnão se preparavam se*uer. antes da passagem de uma dessas composi+9es. *ue tenham vacilado e 2inalmente renunciado. trai+oeiramente. estão presentes 7todos os elementos caracteri>adores da trai+ão ao Estado.dissolvido essa Assem6leia e dispersado os mani2estantes) R#e resto. Ural ou ?3ucaso. apesar da suas especiali>a+9es em ^ist:ria e #ireito 1nenhum dos seus cola6oradores lho sussurrou T. em6ora isso não 2osse compreendido imediatamente) 4Q Em 2un+ão destes mesmos princ-pios 2oram considerados igualmente ilegais todos os governos regionais e peri2éricosJ de ArcLngel. segue1se a *uintaJ *uanto aos meios técnicos para essa explosão. a*uele tratado leg-timo e salvador. =rilenAo gague/ou *ue os socialistas revolucion3rios tam6ém estavam ligados ao Estado1Faior de udendor22. .deriva uma grave e *uarta acusa+ãoJ no Verão e no &utono de 191Q. eram revolucion3rios. *ue antes da $evolu+ão se destacavam por usarem um uni2orme 2orrado de 6ranco) R") dos ()S .

mais precisamente desde 45 de Gevereiro de 1919.artidoY Assim. v:s 2osteis1vos deixando arrastar) V:s. ou por uma repentina ilumina+ão no alto da tri6una. no tri6unal. para aplicar a cada um o castigo merecido. os socialistas revolucion3rios retiraram a palavra de ordem da insurrei+ão. por certo *ue o vosso cora+ão se *ue6raXS Fisturardes1vos com os o2iciaisY Ensinar aos 2orros16rancos a vossa 6rilhante técnica conspirativaY "ão sa6emos *uais as respostas dos acusados) %e algum deles assinalou o car3cter especial da revolta de &utu6roJ declarar a guerra a todos os partidos de uma s: ve>. havia sido decretada. penetra pro2undamente no preso. em ra>ão da amea+a de =oltchaA e de #eniAini. nos come+os de 1919. e são até de so6ra) & tri6unal podia retirar1se para deli6erar.E AB& #E BU AB (al era a cadeia de acusa+9es magni2icamente articulada pelo procurador@C) Ap:s uma lenta matura+ão no sil0ncio do ga6inete. de *ue vai servir1se cada ve> com mais seguran+a nos processos posteriores e *ue. não te a2li/as8S) Fas tem1se a impressão. declaravaJ 7#0em1nos a . ele encontra a*ui o tom /usto. de *ue alguns réus 6aixaram a ca6e+a e e2ectivamente um ou outro 2icou com o cora+ão *ue6radoJ como puderam eles descer tão 6aixoY Esta compaixão do procurador. a6riram mesmo aos seus irmãos comunistas um sector da 2rente contra =oltchaA. pensava1se nisso) E2ectivamente. a isso se tendo devido a amnistia)S E a*ui mesmo. era para a causa e em caso algum para 2ins partid3rios 1 mas onde est3 o limiteY Duem o demarcaY "ão é a causa tam6ém um o6/ectivo do . não se sa6e por*u0. mem6ro do ?omité ?entral. mas eis *ue a con2usão se esta6eleceuJ 1 (odos os 2actos de *ue é acusado o partido dos socialistas revolucion3rios remontam a 1919W 1 #esde então. ter3 um 0xito espectacular) Esse tom consiste em revelar a rela+ão *ue existe entre lY os /u->es e os réus em 2ace do resto do mundo) Essa melodia toca as cordas mais sens-veis do acusado) #esde a tri6una da acusa+ão lan+a1se aos socialistas revolucion3riosJ en2im. tra>ido da cela escura) E =rilenAo envereda ainda por uma nova via l:gica R*ue prestou grandes servi+os a VichinsAi contra =ameniev e IuAharineSJ entrando em alian+a com a 6urguesia. e até ao momento não tinham levado a ca6o a luta armada contra os 6olchevi*ues) R&s socialistas revolucion3rios de %amara. e ao mesmo tempo proi6i1los de se unirem entre si R7se não te tocam. o acusado Buendelman. uma amnistia *ue lhes perdoava toda as lutas anteriormente travadas contra os 6olchevi*uesW se não reincidissem de 2uturoW 1 E A(é AB&$A "\& ('"^AF V& (A#& A ($AVA$ (A'% U(A%) 1 E est3vamos no come+o de 1944X #evolveram1lhes este apodo) A$DU'. cordial e compadecido. somos iguaisXS ?omo pudésteis v:s descer assim tão 6aixo. em 19@5. numa palavra.@CQ A$DU'. v:s rece6-eis dela a/uda em dinheiro) A princ-pio. a2ectuosamente reprovador. mantidos pela 6urguesiaYX &nde est3 o vosso orgulho revolucion3rioY (odas estas a2irma+9es reunidas dão a medida exacta das acusa+9es. partido dos socialistas revolucion3rios. até vos unirdes aos democratas constitucionaisY R%im. na sala inundada de lu>. n:s e v:s somos todos revolucion3riosX R":sX V:s e ":s.E AB& #E BU AB @C9 ?omo sair da situa+ãoY (inha1se pensado nisso) Duando a 'nternacional %ocialista pediu ao Boverno soviético *ue suspendesse o processo contra os seus con2rades socialistas. em 2avor exclusivo dos socialistas revolucion3rios.

podia passar pela ca6e+a esta6elecer uma rela+ão entre os socialistas revolucion3rios e o terrorY %e alguém tivesse pensado nisso.s suas propostas pac-2icas. uma 2elicidade *ue então nem se*uer nisso pensaram) %: *uando houve necessidade é *ue de tal se aperce6eram)S E agora esta acusa+ão não é a6rangida pela amnistia Rdado *ue s: a luta 2oi amnistiadaS) E =rilenAo serve1se disso) Duantas coisas 2oram desco6ertasX Duanto se 2oi desco6rirX Antes de mais nada.possi6ilidade de utili>ar todas as chamadas li6erdades c-vicas e n:s não in2ringiremos as leis)8 R#ar1lhes a eles.artido 7se oporia. como resposta. dos socialistas revolucion3rios.$'%\& (&#& & ?&F'(E ?E"($A #&% FE%F&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% Ra*ueles *ue conseguiram apanharSX Este. em 1919.oder8@1) E precisamente como resposta . para *ue os soldados se recusassem a participar nas expedi+9es punitivas contra os camponeses) @1 =rilenAo. os socialistas revolucion3rios adoptaram a resolu+ão R*ue não levaram . Assem6leia ?onstituinte)S E pedem apenas a reali>a+ão de novas elei+9es para estes %ovietes. com todas as suas 2or+as. 7a nenhum dos che2es da /usti+a soviética lhe passou pela ca6e+a8 *ue os socialistas revolucion3rios organi>avam ainda o terror contra os dirigentes do Estado soviéticoX RA *uem. na mesma medida. de resto. p3g) 1Q@) @1C A$DU'. ter1se1ia estendido a amnistia aos actos terroristasX &u. em Gevereiro de 1919. era necess3rio /ulg31los) #e *ue acus31los entãoY 7Este per-odo não 2oi o6/ecto. *uando 2oi concedida a amnistia. 2ilhos de uma cadelaYX As pessoas politicamente sensatas. o6) cit). eles reconheceram o poder dos %ovietesX R&u se/a. FE(E$ "A . escrevia e 2a>ia Rso6retudo do *ue di>ia e escreviaS a chamada 7#elega+ão no estrangeiro do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios8.E AB& #E BU AB Esta era uma 6aixa e pér2ida trai+ão . de cem anos. encolher os om6ros) #ecidiu1se. uma das acusa+9es era 2undadaJ a de *ue. então. a possi6ilidade de 2a>erem propaganda contra o . 7todas8X Due charlat9es)))S ?omo se ainda não 2osse pouco deixar de travar *ual*uer luta.est3X 3 come+a a mostrar1se o 2ocinho 2ero> do inimigo 6urgu0sX Acaso é poss-velY A hora é graveX Estamos cercados de inimigosX RE dentro de vinte. ser3 sempre assim)S E v:s *uereis li6erdade de propaganda dos partidos. o *ue é *ue disseram os che2es dos socialistas revolucion3rios@4 logo nos primeiros dias depois do golpe de &utu6roY (chernov Rno 'V ?ongresso dos %ocialistas $evolucion3riosS a2irmou *ue o . com /uste>a. na realidade. ren<ncia. sim. rir1se. disse =rilenAo. de cin*uenta. é *ue é o nosso estiloX Fas. /3 *ue eram mantidos na prisão Rnão estavam /3 l3 h3 tr0s anosYS. . luta armada e . renunciaram ao seu antigo Boverno provis:rio e . mas segundo o novo ?:digo . 7cortar imediatamente a) estes grupos. a *ual*uer atentado contra . pr3tica. com li6erdade de propaganda dos partidos) Estão a ouvirY Estão a ouvirY A. $evolu+ãoX #issuadir os soldados das expedi+9es punitivasX Eles podiam ser ainda acusados de tudo a*uilo *ue di>ia. poderiam simplesmente. lamenta1se o nosso procurador) Entretanto.enal isso era o mesmoS de 2a>er propaganda secreta no Exército Vermelho. de um in*uérito /udicial8. não se aceitaria a 6recha a6erta na 2rente de =oltchaA) Goi. ainda por cima. utili>ando todas as medidas de repressão governamental. a*ueles destacados socialistas revolucion3rios *ue 2ugiram para a Europa) V Fas tudo isto era pouco) E cogitou1se o seguinteJ 7Fuitos dos *ue a*ui estão a ser /ulgados não teriam sido inculpados neste processo se não 2ossem acusados de organi>ar actos terroristasc8 &ra.

lamenta1se =rilenAo. passados tantos anos.os direitos do povo8. o terrorS. estava de atalaia com uma carga de piroxilina. *ue se a6orreciam na inac+ão) A isso se redu>ia o terror) R#e resto. esses activistas nada 2i>eram) #ois deles.or*ue não a proi6iram categoricamente dissoY R&u melhorJ por*ue é *ue não a denunciaram . e. houve um atentado contra o com6oio de (rotsAi. 2orneceram em 1944. 7devido . o6) cit). com os seus depoimentos volunt3rios. como o tinha 2eito so6 o regime c>arista) RE todos recordavam como ele o tinha 2eito)S BotsJ 7%e os autocratas do %molni atentam tam6ém contra a Assem6leia ?onstituinte))) o . conspira+ão. preciosas provas . B) .ovo. =onopliova e %emonov. mas não se decidiu a aplic31lo) #a. no ano de 194CJ 7%e os 6olchevi*ues atentarem contra a vida dos re2éns socialistas revolucion3rios. esses encarni+ados terroristas são postos em total li6erdade)S &s depoimentos são de tal modo 2r3geis *ue é preciso apoi31los com argumentos) %o6re uma das testemunhas. haver3 muito poucos testemunhos))) com isso a nossa tare2a 2ica extraordinariamente di2icultada))) neste dom-nio8 Risto é. então o partido voltar3 a empunhar as armas@4)8 Fas por*u0 todas estas condi+9esY .E AB& #E BU AB @11 6olchevi*ues passem a executar os socialistas)8 &u. acertasse precisamente no ponto exacto)8@5 RFuito 6em ditoX 'sto pode aplicar1se a *ual*uer depoimento preparado)S &u então. *uem sa6e se o terror era a sua segunda nature>akS & partido nunca levou a ca6o actos de terror) 'sso ressalta mesmo do discurso de acusa+ão de =rilenAo) Fas recorre1se 2or+osamente a 2actos deste géneroJ na ca6e+a de um dos acusados 2igurava o pro/ecto de dinamitar a locomotiva do com6oio do ?onselho de ?omiss3rios do .para diante parece poss-vel desencadear o processo) 7"este dom-nio da investiga+ão8. encarregada da execu+ão.artido %ocialista $evolucion3rio sa6er3 lem6rar1se da sua antiga t3ctica. durante uma noite.or*ue não 2i>eram declara+9es de car3cter a6solutamente negativok8 R?amarada =rilenAo. (cheAaYS (udo o *ue =rilenAo conseguiu arrancar deste magma 2oi *ue os socialistas revolucion3rios não adoptaram as medidas necess3rias para 2a>er cessar os actos individuais de terror dos seus activistas. por coincid0ncia. p3g) 4@.) U) e ao tri6unal. longamente experimentada)8 (alve> se tenha lem6rado. =rilenAo 2a> este coment3rioJ 7%e esta pessoa *uisesse inventar uma hist:ria. e o ?) ?) é culpado de terror) &u aindaJ o mem6ro do ?) ?V) #onsAoi advertiu Gaina =aplan de *ue seria expulsa do partido se disparasse contra enine) E poucoX . de repente.or*ue não renunciaram pura e simplesmenteY ?omo se atreveram apensar em empunhar as armasX 7. de modo inexplic3vel.) RVe/a1se *ue l-nguaXS A$DU'. mas as suas declara+9es não di>em respeito ao ?) ?) dos socialistas revolucion3rios. 2alando de #onsAoiJ 7%er3 poss-vel . seria pouco prov3vel *ue a imaginasse de 2orma a *ue. durante a trans2er0ncia da sua sede para FoscovoW logo. com suspeita solicitude. 7 em certos momentos é como se nos v-ssemos o6rigados a errar nas trevas) 8@@ A tare2a de =rilenAo era complicada pelo 2acto de *ue o terror contra o poder soviético tinha sido discutido no ?omité ?entral R?)?)S dos socialistas revolucion3rios em 191Q e tinha sido re/eitado) E agora. o ?) ?) é culpado de terror) 'vanova. perto da esta+ãoJ logo. h3 *ue demonstrar *ue os socialistas revolucion3rios se enganaram a si pr:prios) &s socialistas revolucion3rios disseram entãoJ 7Aguardemos *ue os E *ue é *ue não disseram todos estes charlat9es durante uma vida inteiraY =rilenAo.

sem mais nem mais. na linguagem dos revolucion3rios. Fas ela. em %etem6ro de 1941. se tinham de alugar casas e ir de uma cidade para outraYS) #antes. o ex1?omité ?entral. pelo contr3rio. direito ao cora+ãoJ 7'nimigos encarni+ados e eternos8. inde2eso e até inactivo. como se v0. tudo passava a ser 7pilhagem e enco6rimento8) Através das pe+as de acusa+ão do processo. como culpa. culpa. oscilante e enredada hist:ria desse partido ver6alista. então denuncia8@. 7*uando alguém est3 disposto a denunciar. de acordo com o derru6amentoX Fas se. *ue aca6assem com eles))) @5 =rilenAo. pois. /3 preso em IutirAi.Q 'dem. p3g) 451) @14 A$DU'. sem excep+ão. h3 muito haviam sido perdoadosY & nosso caro procurador tira então da manga a sua reserva secretaJ 7Em <ltimo caso a não den<ncia constitui um crime. vai1se pro/ectando a p3lida e amarelada lu> da lanterna da lei so6re toda a insegura. grandilo*uente. culpa) E se. então inventa8 Rele sa6e de *ue 2alaX T ])%)S. di>endo não concordar com o derru6amento da ditadura 6olchevista por *ual*uer meio.oderia ter ocorrido este encontroY Essa possi6ilidade não est3 exclu-da)8 "ão est3 exclu-dak & *ue signi2ica *ue ocorreuc AdianteX Em seguida. tratava1se de no6res e elegantes 7expropria+9es8. ou retrocessos. impulsos. =rilenAo. p3g) @C5) A$DU'.artido dos %ocialistas $evolucion3rios é /3 culpado pelo simples 2acto de "i& %E (E$ #E"U"?'A#& A %' . por ele demonstrar a*uilo de *ue a acusa+ão precisaY8 Duanto a =onopliova. de> meses antes do processo. isso era1lhes assacado agora como a sua primeira culpaJ ahX ahX. o6) cit). p3g) 45Q) 1. a veracidade do seu depoimento consiste precisamente no 2acto de ela não revelar tudo a*uilo de *ue a acusa+ão necessita) RFas é o 6astante para o 2u>ilamento dos acusados)S 7%e se levanta o pro6lema de =onopliova inventar tudo isto))) a resposta é @4 Duanto aos outros re2éns. não tinham por assim di>er 2eito expropria+9es e. estava.$H. o6) cit). *uanto ao restante. mas agora. recém1eleito. *ue interesse é *ue isso poder3 ter para E2imov8Y@5 'sso é. %i6éria.E AB& #E BU AB claraJ *uando alguém se p9e a inventar. mesmo sem recorrer ao tri6unal. em *ue estão implicados. para *ue nos enchem os ouvidos com eleY ^ouve umas *uantas 7expropria+9es8 de 2undos de institui+9es soviéticas Rcomo é *ue os socialistas revolucion3rios podiam sa2ar11se de apuros. eis o *ue são os acusadosX "esse caso. não vai até ao 2im) &u aindaJ 7 evar =onopl-ova. *ue nunca chegou a ter dirigentes dignos dele) E cada uma das suas decis9es ou indecis9es. mas. havia 7o grupo de sapa8) Ele deu muito *ue 2alar e de repente 2oi 7dissolvido por inactividade8) Então. muito 6em) Fas h3 melhorJ 7. não eram culpados de derru6ar o regime. até . no 2undo. mas s: através da união de todas as massas tra6alhadoras e de um tra6alho de agita+ão Rou se/a. mesmo estando preso não concordava em ser li6ertado pelo terror nem por um complotS. /3 se sa6e o *ue h3 a 2a>er deles) . tudo lhe é agora imputado apenas. ao 2u>ilamento. e não eram culpados de terror. desorientado. não 2alhaX E uma desco6erta do pensamento /ur-dico inscrita no novo ?:digo) E 11. escrevia ao novo. e *ue deve considerar1se como esta6elecido)8@Q & . p3g) 45@) @5 'dem.E AB& #E BU AB @1@ o caminho empedrado pelo *ual se hão1de arrastar e arrastar. os nossos agradecidos descendentes) =rilenAo dispara com 2uror. todos os acusados.$'&X 'sto. cada um dos seus movimentos.suspeitar da sua extrema perspic3cia. /usto. de todo em todo. uma ve> mais. perante um tri6unal soviético. sim.

/3 depois do /ulgamento. os principais artigos re2erentes aos contra11revolucion3rios. isso não tem *ual*uer signi2icado essencial8)@9 Duer tenha sussurrado . mas é ver *ue golpes assesta com esses n<meros.assou. sua mulher na cama *ue seria 6om derru6ar o poder soviético. nem na san+ão penalX . mas pode1se per2eitamente calcul31la) ]s ve>es =rilenAo. h3 certas arestas) ^3 coisas *ue não 2oram aca6adas) "o 2im de contas 7é nosso dever di>er. com uns *uantos tra+os 2ortes de carvão. cada ve> mais.est3 tudo.oucas coisas. sua conduta no tri6unal com elogios)841 A aprecia+ão do ?omité ?entral Executivo de toda a $<ssia.ara n:s. amiguinho. e de novo IergJ 7?onsidero1me culpado perante a $<ssia tra6alhadora de não ter podido lutar. pAg) 1Q5) 'dem. mas tam6ém uma grande 2irme>aX & procurador argumentaJ 7&s acusados constituem um perigo para a $<ssia soviética. com plena clare>a e sangue12rio))) não nos preocupa o pro6lema de sa6er como o /u->o da hist:ria avaliar3 a o6ra *ue reali>amos8) . cita as palavras *ue pronunciaram no tri6unal) & réu Ierg 7acusava os 6olchevi*ues de terem chacinado as v-timas de 5 de Janeiro8 Ra6riram 2ogo so6re os mani2estantes *ue de2endiam a Assem6leia ?onstituinteS) E i6erov di>ia sem papas na l-nguaJ 7Eu reconhe+o1me culpado de em 191Q não ter tra6alhado su2icientemente para o derru6amento do poder dos 6olchevi*ues)84C Evguenia $atner teve express9es semelhantes. 2a> emergir o retrato dese/ado. 45 e 49) Fas não. com *ue pro2undidade os cita e os interpretaX E como se desde h3 décadas mane/asse tais artigos como *uem mane/a o cutelo da guilhotina) Fas eis algo *ue é essencialmente novo e importanteJ a di2erencia+ão entre métodos e meios. mas espero *ue o meu tempo ainda não tenha passado)8 R.)U) RJ3 a. /3 a. o6) cit). *ue existia no antigo c:digo c>arista. tudo é o mesmoX (omada *ue 2oi uma decisão. pelos respectivos n<meros. 2oiJ 7#urante o pr:prio processo.est3 tudoJ 2altava s: dar um empurrão para atingir o ideal)S %ucede *ue a investiga+ão prévia se reali>ou so6 a o6serva+ão do procurador Ro pr:prio =rilenAoS e desse modo se eliminaram conscientemente alguns desacordos nos depoimentos) ^3 mesmo depoimentos 2eitos pela primeira ve> perante o tri6unal) Due *uerem. destacou1se no tri6unal pelas suas discuss9es com =rilenAo so6re a 2orma como eram 2alsi2icados os depoimentos das testemunhas. dado *ue consideram 6om tudo *uanto 2i>eram) (alve> =rilenAo. por distrac+ão. passou)S #etectamos a*ui a antiga paixão pela sonoridade das 2rases.& ?:digo é tão novo *ue =rilenAo nem teve tempo de aprender de cor. ainda são genteX . ou lan+ado 6om6as 1 tudo é o mesmoX A pena é igualXXX #o mesmo modo *ue um pintor. contra o chamado poder oper3rio1campon0s. e so6re 7os métodos especiais de tratamento delas antes do processo8) eia1seJ é evidente *ue 2oram tra6alhados pela B). com todas as minhas 2or+as. ainda não cheg3mos l3X Ainda não é esse o ?&F. p3g) 1C@) @14 A$DU'. através dos es6o+os de 1944.&$(AFE"(& #&% A?U%A#&%X Eles ainda não são carneiros amestrados. deixa entre n:s de existirc Ela não intervém nem na *uali2ica+ão do delito.E AB& #E BU AB alguns dos réus encontrem consola+ão no 2acto de alguma ve> um analista se re2erir a eles ou . é em 2un+ão dela *ue /ulg3mos) Due ela 7se tenha levado a ca6o ou não. a inten+ão e a ac+ão. todo o panorama dos anos @5. tam6ém para n:s 2oi tomando 2orma. eles reservaram1se o direito de prosseguir a sua actividade anterior)8 Duanto ao réu Bendelman1Bra6ovsAi Rele mesmo /uristaS. muito poucas nos 2oram ditas acerca da atitude deles. 2eito propaganda nas elei+9es.

a investiga+ão) E a*uilo *ue v:s considerais como uma repeti+ão da investiga+ão revista pelo procurador. 2icar vivos84@ 1 para aca6ar agora por dar tra6alho a =rilenAoJ o de lev31los ao 2u>ilamento por 2orma legal) 41 =rilenAo. era ultra/ante para =rilenAo ter1se levado meio ano a preparar este processo. esmagaremos estes todos) "os campos da $<ssia cei2ava1se /3 a segunda colheita em pa>) "ão se disparava em mais nenhum lugar. p3g) @44) A$DU'. . ' até ao <ltimoX844 Fas =rilenAo previne. é ele *ue lhes d3 as directri>es8)4. evitas pisar o almo2ari>) Galando em termos pro2issionais. *ue o re*uisit:rio i do procurador 7não é uma ordem para o tri6unal8. pela primeira e <ltima ve> na hist:ria da /urisprud0ncia soviética. lem6re1seJ o %upremo (ri6unal 7é olhado por todos os tri6unais da $ep<6lica. ter1se ladrado durante dois meses na audi0ncia e perdido *uin>e horas a de6itar discursos de acusa+ão. em *ue se atam todos os n:s e se apertam todos os para2usos.Fas as arestas havemos de tom31las em conta e de corrigi1las) Entretanto.erAurov. tendo conseguido. p3g) 4@Q) 4v 'dem. 2u>ilava1se . *uando estes dispunham de poderes extraordin3rios. AFE". t0m muito menos valor pro6at:rio /udicial do *ue os elementos da instru+ão *uando esta é inteligentemente organi>ada8)44 %e és esperto. *ue serão o6/ecto de um processo . 7elementos 2ornecidos pelos :rgãos da investiga+ão. *ue este se/a 7o6rigado a tomar imediatamente em conta ou a cumprir8)45 Ielo tri6unal esse. AFE") "enhum se atreveu a di>er "]&) .etrogrado. =rilenAo lem6ra1%e.raesidium do ?omité ?entral Executivo de toda a UniãoJ este con2irmar3 a senten+a de 2u>ilamento. isso é a instru+ãoX &s in2ormes. em . sempre asssim)S %o6 o céu cor de tur*uesa e pelas 3guas a>uis vão navegando rumo ao estrangeiro os nossos primeiros diplomatas e /ornalistas) & ?omité Executivo de #eputados &per3rios e ?amponeses conservava no seu rega+o os eternos re2éns) &s mem6ros do partido dirigente tinham lido sessenta n<meros do . tendo ' em conta *ue o processo é seguido pelo mundo inteiro. p3g) @45) 44 'dem. *ue não são comprovados pela instru+ão. *uando todos os acusados 7/3 não era a primeira nem a segunda ve> *ue tinham passado pelas mãos dos :rgãos. podem calcul31lo por si pr:prios) Fas talve> este processo aca6e por ser cortado pelo . A senten+a aplicada pelo %upremo (ri6unal é utili>ada 7como norma indicadora8)45 Duantos haver3 ainda nas prov-ncias *ue serão assim en2errolhados. d3 provas de aud3ciaJ na verdade. mas suspender3 o seu cumprimento) E a sorte 2utura dos condenados depender3 do comportamento dos socialistas revolucion3rios *ue 2icaram em li6erdade Rinclusive os *ue se encontram no estrangeiroS) %e eles tiverem actividades contra n:s. ele condena ao 2u>ilamento não 7todos até ao <ltimo8. o6) cit). excep+ão dos p3tios da (cheAa) REm laroslavl. ao *ual é necess3rio explicar istoX))) E o tri6unal. o metropolita Veniamin) E sempre assim. com esp-rito magnLnimo. de 2acto. na sua senten+a. parte) em6re1se amigo leitor.E AB& #E BU AB @15 ?laro *ue 7a senten+a deve ser uma e a mesmaJ o 2u>ilamento de todos. de *ue existe a investiga+ãoX A investiga+ão preliminar antes mesmo da instru+ãoX E eis a explica+ão h36il *ue ele d3J a*uilo *ue se desenrolou 2ora do Lm6ito da o6serva+ão do procurador e *ue v:s considerais como a instru+ão é. sem 2alar de uma centena dentre elas. es*uivando1 se. mas s: cator>e pessoas) As restantes são condenadas a prisão. gra+as a uma ou outra circunstLncia.ravda so6re o processo Rtodos eles liam o /ornalS 1 e todos haviam dito AFE". aos campos de concentra+ão.

nos ?omités de %oldados Rentenda1seJ 2ora eleito deputado pelos soldadosSW e. recentemente. nem tão1pouco de2ensor) %avinAov de2endia1se sem grande convic+ão.) U) lan+ou através deles um an>ol seguroJ a*ui. p3g) 4C9) @1. regressar ele pr:prio . de Agosto a6riu o /ulgamento) & presidente era um tal Ulrich Rencontramo1lo pela primeira ve>S. parecia pr:xima da realidade Rrevista "icva. ela6orada com uma terminologia . mas *ue produ>iu e2eito) Alguém calculara certamenteJ extor*uir a %avinAov m-seras declara+9es 2alsas não 2aria senão destruir a verosimilhan+a do *uadro)S "a conclusão da acusa+ão. não havendo *ual*uer acusador. 19.ol:nia Res*ueceram1se do JapãoX)))SW e tentativa de envenenamento do Exército Vermelho com cianeto Rmas não chegara a envenenar um s: soldadoS) Em 4. AlemanhaSW 7de manter contactos com os representantes do comando aliado8 Risto *uando era dirigente do Finistério da BuerraXSW 7de se in2iltrar. *uase não contestava as provas) Ele con2eria uma dimensão l-rica a este processoJ era o seu <ltimo encontro com a $<ssia e a <ltima possi6ilidade de se explicar em vo> alta) #e arrepender1se) R"ão destes pecados *ue lhe imputavam 1 mas doutros) Vinha muito a prop:sito.. o mais di2-cil é o primeiro golpe) ?erca de 4C de Agosto de 1944.) 45 'dem.s avessas. *ue 2iguraria em todos os 2uturos processosJ dinheiro rece6ido dos imperialistasW espionagem a 2avor da . trai+ão e enganando outros. $<ssia. depois com esses processos precoces e com esse /ovem ?:digoY Acaso 19@5 não era tam6ém &IJE?('VAFE"(E "E?E%%Z$'& Rnecess3rio para os o6/ectivos de %taline e *uem sa6e se para os da ^ist:riaSY 44 =rilenAo. A$DU'. mas sim o 2uturo) ?om uma 6oa 2oice. n:s respeitamos esse seu amor 1 mas acaso 4Q %o6re este regresso 2i>eram1se muitas suposi+9es) Fas. p3g) @19) 'dem. p3g) @4. um certo Ar1 damatsAi R*ue tinha acesso aos ar*uivos do ?omissariado da %eguran+a do EstadoS pu6licou uma hist:ria *ue. indu6itavelmente. tinha 7simpatias mon3r*uicas8) Fas tudo isto era velho) ^avia algo de novo nas acusa+9es. o6) cit). mas sem um dirigente de méritoX "ão se podia imaginar um an>ol mais tentadorX %im.or*ue é *ue emendaram então. para pertur6ar o acusado. em 19@5Y #e *ue é *ue se *ueixavamY))) Acaso não tinham sido lan+ados todos os 2undamentos da aus0ncia de /usti+a 1 primeiro com a repressão extra/udicial da icheAa. havia uma grande organi>a+ão clandestina. Ioris Victorovitch %avinAov cru>ou a 2ronteira soviética) Goi logo preso e condu>ido . e a vida agitada de %avinAov não podia terminar calmamente em "ice) Ele não podia deixar de 2a>er uma <ltima tentativa. com todos os exageros ret:ricos da literatura pretensiosa. para sua perdi+ão) . na $<ssia. esta melodiaJ pois se tanto voc0 como n:s somos russosX))) Voc0 e n:s T isto é. n)O 11S) (endo levado alguns agentes de %avinAov . p3g) 4C5) 45 'dem. passados tempos. a B) . n:sX Voc0 ama a $<ssia. com intuitos de provoca+ão.5. ele mani2estara1se pela declara+ão da guerra .E AB& #E BU AB J3 pro2eticamente =rilenAo tinha deixado escapar *ue não era o passado *ue /ulgavam. de *ue crimes não era acusado %avinAovY #e 7inimigo sistem3tico do campesinato po6re8W de 7ter a/udado a 6urguesia russa a reali>ar as suas aspira+9es imperialistas8 Rou se/a. 2inalmente T havia de *ue 2a>er rir as galinhasX 1. u6ianAa)4Q A investiga+ão consistiu num <nico interrogat:rioJ apenas as declara+9es volunt3rias e o exame da sua actividade) Em 4@ de Agosto tinha /3 sido entregue o termo de acusa+ão) R$apide> incr-vel.

1por incum60ncia da B) . 7entretendo1o8 pelas tardes) R. IliumAin era a <nica pessoa a *uem era permitido visit31lo permanente1 @1Q A$DU'. ao primeiro mistério do regresso. uma)S & segundo mistério 1 a senten+a ina6itual1ente 6enévola 1 é desvendado pela 6rus*uidão do terceiro) (rata1se de um rumor surdo. não se in*uietem.ressentiria acaso %avinAov *ue era a morte *ue ia 2re*uentemente visit31lo 1 a insinuante. teria vindo /untar1se o segundo mistério da senten+a Ra clem0nciaS.se arro/ara) 'nclin3vamo1nos diante dessa 6ela lenda e es*uec-amo1nos de *ue a experi0ncia dos carcereiros é internacionalX . de olhos 6rilhantes. em todo o caso.riu6el contou a um dos seus -ntimos *ue ele era um dos *uatro *ue lan+aram %avinAov.aris.A$DU'.) U). 2u>ilaremos centenas de milhares)S Assim. os est<pidos. contou a laAu6ovitch *ue era ele *uem tinha escrito a carta . e *ue se este se havia suicidado era por reconhecer a sua 6ancarrota pol-tica)49 4g E n:s. a amistosa morte de *ue não se pode . considerando *ue os motivos de vingan+a não podem inspirar o sentido da /usti+a das massas prolet3rias8. *ue ninguém podia ter escrito esta carta senão o seu pai.:stuma de %avinAov. ev Iorisso1vitch. turvando então muitas mentesJ degeloY $egenera+ãoY Ulrich. /3 mori6undo no campo de =olima.) U) Acontecia *ue *uando %a1estava preso. um documento /usti2icativo Rpara *ue não houvesse engulhos no servi+oS. %avinAov arro/ou1se de uma das /anelas sem rede do p3tio interior da u6ianAa. explicou ele mesmo. e este. no Grauda. exclamouJ 7AcreditoX 'sso coincideX Eu acreditava em IliumAin. não puderam simplesmente agarrar e salvar o seu grande e pesado corpo) "o entanto. se em Faio de 1945 am6os não 2ossem reco6ertos pelo terceiro mistérioJ em estado de depressão. os an/os se descuidaram. bias ele chegou até mim e eu transmiti1o em 19. em .riu6el se lan+aram a ele . pensava *ue ele se ga6ava)8 Eis o *ue se apurouJ em 2ins dos . para o p3tio da u6ianAaX RG) isto não contradi> em nada a versão actual de Arda1blatsAiJ essa /anela tinha um parapeito 6aixo.E AB& #E BU AB @15 não a amamos n:s tam6émY Acaso não somos n:s agora a 2or+a e a gl:ria da $<ssiaY E voc0 *uis lutar contra n:sY Arrependa1seX)))S Fas o mais espantoso de tudo 2oi a senten+aJ 7A aplica+ão da pena m3xima não é exigida pelo interesse da manuten+ão da ordem legal revolucion3ria e. por*ue tinha sido indultado %avinAov) Ve/a1se como em sete anos se 2ortalecera o poder soviéticoX . como seria poss-vel *ue a técnica soviética estivesse atrasadaY Em 19@5. acreditou piamente.oder3 ele temer um *ual*uer %avinAovX R%e ao 2im de vinte anos se de6ilitar. os seus an/os1da1guarda. a todos con2irmando. de *ual*uer modo. papague3vamos credulamente *ue as redes de metal tinham sido estendidas nas escadas da prisão desde *ue %avinAov da. ainda por vir) mente na cela. a baiumAin. e segundo .ois se as redes existiam tam6ém nas pris9es americanas /3 nos come+os do século. pela /anela do *uinto andar. explicando sensata e coerentemente por*ue é *ue se tinha suicidado) E com tanta propriedade e tão de acordo com o seu esp-rito e a sua 2orma de exprimir1se *ue o pr:prio 2ilho do morto. %avinAov deixou. o antigo tche*uista Artur . parecendo desculpar1se. os posteriores detidos da u6ianAa.E AB& #E BU AB Fas todos os mais importantes e céle6res processos estão. com a anima) de Jovem *ue ainda conserva.5 a F) ") KaAu6ovitch. sendo uma porta de 6alcão e não propriamente uma /anela) Eles tinham escolhido o *uartoX %: *ue *uanto a ArdamatsAi. em grande segredo. e os homens da B) . o 2u>ilamento é comutado em de> anos de priva+ão da li6erdade) 'sto 2oi sensacional.

*uanto antes. e a sua visita a (rotsAi seria um segredo 6em guardado se $adeA /3 não 2osse então um delator) $adeA denunciou IliumAin e este 2oi tragado pelas 2auces do monstro. é necess3rio preparar isso o mais cuidadosamente poss-vel) %em prepara+ão cometeremos tonterias))) E preciso organi>ar tudo isso de tal 2orma *ue esses 7espi9es militares8 se/am ca+ados permanente e sistematicamente e expulsos para o estrangeiro) . o seu esp-rito de aventureirismo. em 191Q. esse pLntano de ideias) Duanto ao camarada enine. no entanto. transmitiu1o. o assassino de Fir6ach não s: não 2oi castigado.e+o1lhe *ue mostre isto secretamente. *ue na es2era ideol:gica desempenhava o papel de uma aut0ntica espionagem militar. pelos vistos. escrevia em 19 de FaioJ 7?amarada #>er/insAiX Duanto .r-ncipes. tendo o camarada #>er/insAi organi>ado a ca+a.adivinhar a 2ormaYS 'sso a/udou IliumAin a apanhar a maneira de exprimir1se e de pensar de %avinAov. Vladimir 'litch. não. tais multid9es não existiram e 2icou sem e2eito o artigo ditado a =urs1Ai) & <nico exc0ntrico *ue se achou em toda a $<ssia 2oi %avinAov. perguntando ao pro2essor de leis se tinha alguma missão para a U) $) %) %) (rotsAi deu1lhe um pacote para $adeA) IliumAin levou1o. $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussaY A despeito de todas as previs9es cient-2icas. *uestão da deporta+ão de escritores e de pro2essores *ue a/udam a contra1revolu+ão. sem deixar perder a sua 6rilhante ideia. em 2ins de 1944. num navio. ou pensavam 2a>01lo) E o momento de revelar tam6ém o *ue 2oi 2eito de IliumAin. coisas para contar) #epois do esmagamento dos socialistas revolucion3rios de es*uerda. ou a admira+ão por (rotsAi. mas os mem6ros do Iureau . e sem o reprodu>ir.ol-tico aprovaram1no. e. a pena oposta T a deporta+ão para o estrangeiro em ve> do 2u>ilamento 1 2oi experimentada em massa e sem tardar) "essa época ainda. ele 2oi enviado a . vindas do &cidente. *ue ele mesmo tinha alimentado com o seu primeiro leite sangrento) ! A E' (&$"&U1%E A#U (A &"#E estão elas. *uando estavam a ela6orar o ?:digo. ele *ue em outros tempos 2ora auda>mente atacado por Fandelstam) Eren16urgo come+ou a escrever so6re IliumAin. doente. para assassinar Ia/enov Rum cola6orador do secretariado de %taline *ue tinha 2ugidoS e conseguiu lan+31lo com 0xito do com6oio. pelo seu regresso ar6itr3rio .ol-tico)81 & car3cter naturalmente secreto. num acesso de c:lera. e enviados para a lixeira da Europa) REntre os . tendo1se aparentemente convertido ao 6olchevismo) E claro *ue o mantinham de reserva para as tare2as especialmente su/as) ?erta ve>. s: se alterando com esta mancha gelatinosa e sem contorno preciso da velha intelig0ncia 6urguesa. como 2oi tam6ém protegido por #>er/insAi Rcomo ele dese/ava proteger =ossirievS. cerca de tre>entos importantes homens de letras russos 2oram metidos))) numa barca+aY))). não s: não partilhou da sorte de todos os socialistas revolucion3rios de es*uerda.ergunta1seJ e por*u0 lan+31lo pela /anelaY "ão teria sido mais simples envenen31loY ?ertamente *ue era inten+ão deles mostrar os restos a alguém. mas prontamente se envergonhou e o deixou) ^3. e *ue n:s 2u>il3mos de acordo com o artigo 51 do ?:digo Ucraniano. ilha dos . uma noite) Entretanto. neste caso. no limiar dos anos @C. agora em todo o seu poder de tche*uista. /3 tinha ca-do na cama. aos mem6ros do Iureau . levou IliumAin . essas multid9es *ue se introdu>em loucamente. nas nossas linhas 2ronteiri+as de arame 2arpado. a penetrar na intimidade das suas <ltimas medita+9es) . mas nem contra esse chegaram a servir1se de tal artigo) Em compensa+ão.aris. nada de melhor se tendo podido inventar para raspar e lan+ar 6orda 2ora. era provocado pela importLncia e pela exemplaridade da medida) A disposi+ão das 2or+as de classe na $<ssia %oviética era 6em clara e contrastada. secretamente. *uanto a ele.

e de *ue nessa lixeira podiam crescer 2lores venenosas) E 2oi a6andonado tal processo) (oda a limpe>a posterior condu>ia *uer . sem tra6alho. as coisas não continuaram assim permanente e sistematicamente) (alve> pelo clamor da emigra+ão. A) %) '>goiev. se come+ou a desco6ri1la.rocesso das FinasS) Fal se tinha compreendido o *ue era necess3rio procurar 1 a nocividade premeditada. para a *ual isso era um verdadeiro 7presente8.) Viches1lavtsev.) ' @4C A$DU'.) =arssavin. tomo 54. pelos vistos. a ela) E. nem uma execu+ão per2eita. o ?:digo . era pior aindaJ nocividade premeditada Resta expressão 2oi lan+ada. chegou1se . p3g) 4@5) Vasilv 'vanovich AnichAov FiAhail AleAsandrovich AleAsandr %htro6inder AleAsandr AndreNevich %vechn1 Keli>aveta KevgenNevna A$DU'. ') A) 'linW os dos historiadores %) . sorte de #uAhonine4. em todos os ramos da ind<stria e em todas as 236ricas) "o entanto. por um simples comiss3rio instrutor do . %) ") IulgaAov. conclusão de *ue essa medida não era a melhor. Re mantido até =ruchtchevS. entran+ou todas as antigas cordas dos artigos pol-ticos numa <nica e s:lida rede de arrasto 1 o artigo 5Q 1 e 2oi utili>ado para esse género de pesca) Esta alarga1se rapidamente . V) G) IulgaAov) #evido .rocesso das Finas R1Q de Faio115 de Julho de 194QS.a enine. etcW e os dos escritores e pu6licistas K) 1) AiAhenvald.echeAhonov) &utros 2oram ainda expedidos por pe*uenos grupos. I) . G) A) %tepun. ")A) Ierdiaiev. 2inalmente. em come+os de 194@.. a nossa lei amadureceu e p_de apresentar ao mundo algo de verdadeiramente per2eitoX Um processo -ntegro. *uer ao Ar*uipélago) Aprovado em 194.enal. ao *ue parece.se a2irmaram e ad*uiriram a gl:ria 2iguram os dos 2il:so2os ") &) ossAi. e logo. %ec+ão Especial do %upremo (ri6unal da U)$)%)%)W presidenteJ A) K) VichinsAi Rrei1 #uAhonine. o secret3rio de eão (olstoi. A) A) =isse6etter. corrigido e melhorado. mas a nature>a de %taline e tudo o *ue a nossa /usti+a contava de inventores aspirava.s suas m3s ami>ades. e desta ve> contra os engenheiros) Goi assim *ue se a6riuJ aS & . nestes achados12ragment3rios não havia uma unidade de pensamento. tam6ém l3 2oram parar matem3ticos como #) G) %elivanov)S Entretanto. linchado pela tropa) R") dos ()S 11 =rilenAo. comandante do exército russo so6 o Boverno provis:rio) Goi morto em "ovem6ro de 1915. F) A) &ssorguin.) Felgunov. ') ') apchin. intelig0ncia dos engenheiros e técnicos T tanto mais perigosa *uanto ocupava uma 2orte posi+ão na economia nacional e era di2-cil control31la unicamente com a a/uda da #outrina de Vanguarda) (ornava1se agora claro *ue 2ora um erro o processo em de2esa de &lden6orguer Rtinha1se reunido ali um 6om centrin6oXS e prematura a declara+ão perempt:ria de =rilenAoJ 7"ão se podia 2alar de sa6otagem dos engenheiros a partir de 194C141) 8@ %e não era sa6otagem. p3gs) 4. A) V) .E AB& #E BU AB nomes *ue a. grande. V) ) FiaAotin. de *ue se deixava escapar em vão 6oa carne para 2u>ilamento. 5)b edi+ão. o6) cit).E AB& #E BU AB @41 . ) . %) ) GranA. 6em concatenado. apesar do inédito *ue o conceito tinha na hist:ria da humanidade.514. como por exemplo.

E AB& #E BU AB presidente do ?omité da 'nd<stria de Buerra. inclusive. aspirariam unanimemente a um mesmo o6/ectivo) Além do mais.rocesso das Finas 1 os acusadores p<6licos &ssadtchi e ?heinS) (orna1se desnecess3rio di>er com *ue gosto e ha6ilidade lhe prestou aux-lio todo o aparelho da Administra+ão . a envergadura do .altchinsAi. 7os acusados procuravam revelar .) U)S. cin*uenta e seis testemunhas) BrandiosoXXX Ai dele. tomando o com6oio em marcha. poss-veis de nocividade premeditada) Duem não conhecia uma 2igura tão indu6itavelmente 2orte e insuportavelmente arrogante como . lemos no hvie>tia um necrol:gio so6re as v-timas da repressão) G) *uem o assinouY & campeão da longevidade Antonov1 %aratovsAiX 5 . uma espécie de transmissão /ur-dica do testemunhoS4W cin*uenta e tr0s acusados. inc<ria c>aristaY #epois de Gevereiro.altchinsAi 2oi apontado como o principal réu do novo e grandioso processo) "o entanto. e esteve tr0s ve>es preso depois da $evolu+ão de &utu6ro Rem 1915. tam6ém) "aturalmente.rocesso das Finas R*ue punha em causa a ind<stria de extrac+ão car6on-2era. *ue /3 tinha passado para o pulso de 2erro de lagoda) ^avia *ue criar e desmascarar a organi>a+ão dos engenheiros. a sua incapacidade de deslocar ou re/eitar o 6loco da senten+a 1. o imprudente =rilenAo. destacado engenheiro de minas /3 nos come+os do século.iotr AAimovitch . sociedade os seus graves crimes8. e VichinsAi s: de>. p3g) @) @44 A$DU'. ou se/a. ao penetrar num dom-nio novo para ele. Vassili1'u/in e Antonov11 %aratovsAi) Eram simp3ticos e. nessa grandiosidade residia tam6ém a 2ra*ue>a desse processoJ se para cada réu 2osse necess3rio manipular apenas tr0s 2ios. o da engenharia. pela simples sonoridade dos seus apelidos.ela sua actividade revolucion3ria tinha sido perseguido pelo c>aris1mo. logo a partir do dia do termo do . como tam6ém não tinha no+ão das possi6ilidades de resist0ncia das almas. são nomes *ue se recordam 2acilmente) #e repente. sua 2rente v3rias 2iguras importantes.rocesso das Finas *ue =rilenAo come+ou a cavar um novo e mais largo 2osso Rca-ram.4. tanto a de2esa como os acusados. não s: desconhecia a resist0ncia dos materiais. 44 de Faio de 194Q. cap-tulo de>S) . do .ara isso. *ue a6rangia todo o pa-s) . <nica e exclusiva do #on6assS era desproporcionada para a época) Goi. e *ue sou6e. em 19. t-nhamos 2or+as. 191Q e 1944S. não o6stante a ruidosa actividade de procurador *ue exercia h3 /3 de> anos) A escolha de =rilenAo revelou1se err:nea) . pro2essor do 'nstituto de Finas e consultor do . *ue durante a guerra mundial era /3 o camarada 4 E os mem6ros assessores eram velhos revolucion3rios.ol-tica e Estatal Uni2icadaJ R&) B) .ravda. sem d<vida. de resto. onde tanto o tri6unal como o procurador. nele dois cons:cios seus. preencher as lacunas devidas . vista e eram imperdo3veis precisamente ao experiente =rilenAo) "o um6ral da sociedade sem classes. para organi>ar um processo /udicial sem con2lito Rre2lexo do nosso regime interno não con2litualS.arte '''. precisava1se de colocar . sendo.lano do Estado) Galaremos mais pormenori>adamente so6re ele na . *ue dirigia os es2or+os de guerra do con/unto da ind<stria russa. 2inalmente. mas não todosJ s: de>asseis dentre eles) (re>e o2ereciam resist0ncia) Vinte e *uatro não se reconheciam em geral culpados)5 'sso era uma mani2esta+ão inadmiss-vel de discordLncia *ue as massas não podiam compreender) Ao lado dos méritos Rconseguidos.tor ainda da Universidade Estatal de FoscovoSW acusador principalJ ") V) =rilenAo Rencontro céle6re. mas =rilenAo tinha s: de> dedos. estes seriam /3 cento e cin*uenta e nove. em anteriores processosS 1 a importLncia dos réus e dos de2ensores. os de2eitos do novo processo estavam . a partir de 194C. ele passou a ser o camarada ministro do ?omércio e da 'nd<stria) .

") =) VonmeA e A) G) VelitchAo) %e Galeceram durante as torturas ou 2oram 2u>ilados.acotesY #ocumentos denunciadoresY . pelos grandes pre/u->os premeditadamente causados . ind<stria t0xtil. ind<stria t0xtil.altchinsAi suportou todos os meios de tratamento conhecidos pela &) B) . hvie>tia. presen+a de correspondentes estrangeiros) 'deia grandiosaJ no 6anco dos réus. mas este morreu sem ter aceite representar esse vil papel) ?onseguiram vergar o velho Giodotov.lanosY .) U). lagoda pu6licou. ou *ue se oponham .rocesso das FinasS) ^ão1de exclamar os leitoresJ então oito pessoas podem representar toda a ind<striaY . economia. pertencia . e so6re a condena+ão de muitos outros *ue não eram mencionados).. mas *ue ao mesmo tempo se mostrasse dé6il e completamente d<ctil) Fas ele compreendia tão mal esta maldita ra+a de engenheiros *ue perdeu ainda um ano em tentativas desa2ortunadas) A partir do Verão de 1949.s voltas com =hrenoAov.E '"^&X ?omo é *ue a B) . 44 de Faio de 1949) 5 E muito poss-vel *ue este seu 2racasso o tenha 2eito cair nas m3s gra+as do che2e e determinado a condena+ão sim6:lica do ex1procurador nessa mesma guilhotina) A$DU'.) U) cometeu tal descuidoJ prender tanta gente e não ter conseguido arre6anhar nenhum papelY 7^avia muitos8. E *uanto tempo perdido para nadaX Duase um anoX Duantas noites de interrogat:rioX Duantas 2antasias dos in*uiridoresX E tudo em vão) =rilenAo tinha de recome+ar tudo pelo princ-pioJ procurar uma 2igura *ue 2osse 6rilhante e 2orte. andou . prova. mas 72oi tudo destru-do8) $a>ãoJ 7onde guardar os ar*uivosY8 "o processo são apresentados unicamente v3rios artigos de . aguardava1o o camarada %taline. *ue 2icou a ser uma o6ra1prima da nossa /usti+a e um modelo inating-vel pela /usti+a mundial) 6S & . toda a ind<stria do pa-s.A. o pr:prio Antonov1%aratovsAi e o nosso 2avorito =rilenAo) Agora /3 não h3 7ra>9es técnicas8 *ue impe+am de o2erecer ao leitor o estenograma completo do processo 1 ele a. mas eles demonstraram *ue é .artido 'ndustrial R45 de "ovem6ro15 de #e>em6roS. e pelos vistos tão1pouco se entregaram. até são muitasX (r0s das oito pertencem . sessão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) & pr:prio VichinsAi. e =rilenAo não conseguia lev31lo a ca6o)5 E 2oi s: no Verão de . não se entregou. um ramo pouco vanta/oso) E perdeu1se outro anoX & pa-s aguardava o processo universal dos sa6otadores da economia. ramo important-ssimo para a de2esa nacional))) Fas h3 nesse caso uma multidão de testemunhasY %ete pessoas.est3Q 1. *ue E .) U) so6re o 2u>ilamento dos tr0s. mas era na verdade demasiado velho e. e tam6ém presas) . um conciso comunicado da &) B) .&%%uVE o2erecer resist0ncia. e morreu sem ter assinado *ual*uer a6surdo) Juntamente com ele 2oram postos .ro/ectosY #irectri>esY ?omunicadosY ?onsidera+9esY #en<nciasY "otas pessoaisY "adaX 'sto é 1 "EF UF . em 44 de Faio de 1949. tam6ém sa6otadoras da economia.&%%uVE manter1se 2irme 1 e assim deixaram uma ardente chama de reprova+ão dirigida a todos os céle6res acusados posteriores) Escondendo a sua derrota.ara n:s. além disso.E AB& #E BU AB @4@ 19@C *ue alguém desencantou e prop_s o director do 'nstituto de (écnica (érmica. é coisa *ue por en*uanto não sa6emos. $am>inX Este 2oi preso e em tr0s meses preparou1se e encenou1se magni2icamente o espect3culo. todos os seus ramos e :rgãos de plani2ica+ão) R%: o olhar do construtor distingue a 2alha por onde desapareceram a minera+ão e os transportes 2errovi3rios)S A acrescentar a isto h3 a parcim:nia na utili>a+ão dos materiaisJ são acusadas apenas oito pessoas Rsendo levados em conta os erros cometidos no .rocesso do .

para maior clare>a. 19@1) a 'dem./ornaisJ da emigra+ão e do interior) Fas como condu>ir a acusa+ãoYX))) . chama hist:rico ao seu discurso de acusa+ão. 2alam. sincero. e depois pedem ainda a palavra para completar o *ue se es*ueceram de di>er. construir a superauto1estrada Fos1covo1#on6assYS para retardar a solu+ão de importantes pro6lemas) REn*uanto os 1C . 2alar. 2re*uentemente.artido 'ndustrial.E AB& #E BU AB é necess3rio 2a>er perguntasJ os réus 2alam. 7A nossa ideologia 6urguesa8 ))) & procuradorJ 7Esse 2oi o seu erroY8 (charnovsAiJ 7E o meu delitoX8 =rilenAo. *ue um apelido 2i*ue por pronunciar. sem se*uer serem interrogados) $am>in. pois o 7de2ensor soviético é. discutindo somente se não poder3 o seu cliente escapar ao 2u>ilamento) & *ue ser3 mais <til. 7Eu sou um corrompido8. p3g) 4QQ) . 2a> um 6reve resumo. experimenta um sentimento de indigna+ão pelos crimes dos seus clientes8)1C "o interrogat:rio da audi0ncia a de2esa 2a> perguntas t-midas e simples e desiste imediatamente. denunciar. um cidadão soviético8 e 7em un-ssono com todo o povo tra6alhador. com 2rie>a e tran*uilidade pro2issional)8 Essa agoraX (anta paixão na con2issãoY E dilig0nciaY E 2rie>aY 'sso é poucoJ pelos vistos. e não contestam a nature>a dos seus crimes nem a *uali2ica+ão das suas ac+9es. em *ue o arrependimento 2a> irromper do peito mon:logos intermin3veis. nem .ara isso l3 est3 "iAolai Vassilievitch =rilenAo) "a verdade. depois de extensas explica+9es. o seu texto arrependido e 2luente é murmurado com tanta 2rouxidão *ue. não 2or+ado. mas não. antes de tudo. ele o2erece1se para dar ainda esclarecimentos 1e interpreta+9esX Em cinco sess9es seguidas.laneavam a diminui+ão do ritmo de desenvolvimento Rpor exemplo. p3g) 45@) @44 A$DU'. como é costume para os estudantes med-ocres) & *ue mais temem os réus é *ue algo 2i*ue por esclarecer. h3 cinco audi0ncias *ue toma ch3 com 6olachas ou o *ue *uer *ue lhe vão servir) ?omo é *ue os réus conseguem resistir a uma tal descarga emocionalY "ão havia grava+ão em magneto2ones. e se dese/a 2alar. 7o seu cad3ver ou o seu tra6alho8Y E *uais eram os crimes hediondos desses engenheiros 6urguesesY Ei1los) . nada tem *ue 2a>er. estigmati>arX & velho Giodotov Rde sessenta e seis anosS é convidado a sentar1seJ o *ue disse /3 6astaX.artido 'ndustrial. o crescimento anual da produ+ão 2icaria redu>ido apenas a vinte ou vinte e dois por cento. *uando os tra6alhadores estavam dispostos a dar *uarenta a cin*uenta por centoS) $etardavam os ritmos de extrac+ão de com6ust-vel local) "ão desenvolviam o =u>6ass com su2iciente rapide>) Utili>avam as discuss9es econ:micas te:ricas Rdevia a6astecer1se o #on6ass com a central eléctrica do #niepre. mais claro. *ue alguém 2i*ue por desmascarar. simplesmente. VichinsAi lhes pede *ue 2alem mais alto.rocesso do . *ue a inten+ão lesiva de alguém 2i*ue por denunciar) E como se descomp9em a si pr:priosX 7Eu sou um inimigo de classe8. camaradas /u->es. logo *ue VichinsAi a interrompe) &s advogados apenas de2endem dois ino2ensivos acusados da ind<stria t0xtil. Editora egisla+ão %oviética.rocesso do . Foscovo. mas eis a descri+ão do de2ensor &tsepJ 7As palavras dos réus 2lu-am diligentemente. pois nada se ouve) A de2esa não altera no m-nimo *ue se/a a harmonia do processoJ ela est3 de acordo com todas as suposi+9es do procurador. não é a sua primeira experi0ncia) 7A melhor prova de todas as circunstLncias é sempre o reconhecimento da culpa6ilidade pelos réus)89 Um reconhecimento aut0ntico. exp9em de 2orma l:gica tudo o *ue é imprescind-vel para acus31los. explicam. os seus pr:prios argumentos são estreitos e 2ormulados contra vontade.

se puder duplicar . precisamente. por causa dos contraplanos 2inanceiros para a ind<striaY ^aver3 uma despropor+ão. deram1se saltos de planos minimalistas para maximalistas) E come+ou uma clara e premeditada actividade nociva. *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta são imposs-veis de extrair. apanhados. e mesmo as assustadas e 2atigadas anguas dos réus conseguem nomear e di>er1nos tudo) @4. paralisa+ão da economia em 19@CX Fas não condu>iu a isso. pode ser *ue não resulte assim tão poucoY &ra. em *ual*uer reunião sindical. de um tra6alho *ue não era da sua es2era) Due do grosseiro n: levantam voo sem di2iculdade as asas poderosas do pensamento do século !!) &s presos ali estão. su6missos. ele se decide a lerY inha ap:s linhaY Ver3 então. de todos os modos. sem se consultar o plano do Estado. gra+as ao elevado n<mero de contratos de 2inanciamento e produ+ão proposto pelas massas R*uantidades duplasXS) &ra.C) "ão poderia ocorrer tudo isso. oito ve>es. de todas as 2ormas. ora))). A$DU'. vontade as percentagensY AhX. no decurso do /ulgamento. crise geral e até . t-nhamos de extrair esses *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta Risto é. o pre/u->o não aparecia so6 a 2orma de destrui+ão ou de deterioramentoJ tratava1se de um plano operacional *ue devia condu>ir . em *uais*uer condi+9es *ue se/a)8b Entre estas duas impossi6ilidades se comprimia todo o tra6alho)dessa desgra+ada gera+ão de engenheiros) & 'nstituto de (écnica (érmica orgulha1se dos resultados da sua principal investiga+ãoJ elevou 6ruscamente o coe2iciente de utili>a+ão do com6ust-velW a partir . 2ixando1se apenas nos estri6ilhos colocados de ve> em *uando em alguns par3gra2osJ sa6otadoresX %a6otadoresX Fas se. com o desenvolvimento acelerado dessa mesma in2eli> ind<stria t0xtil) E o pior é *ue pro/ectavam Rmas sem uma s: ve> as reali>arem em nenhum lugarS ac+9es de sa6otagem na energética) #esse modo. como é amargo o pão do procuradorX #ecidiu1se *ue tudo seria pu6licado palavra por palavraX 'sso signi2ica *ue todos os engenheiros o lerão) Uma ve> a6erto o vinho.se. esmagados. de cima assim o haviam ordenadoS))) ora. esse. ora))). através das 2astidiosas autodeclara+9es. enchem1se de caracteres min<sculos com su6tile>as técnicas) & c3lculo é *ue o leitor se sinta aturdido. as coisas estão paralisadasXS $etinham o exame dos pro/ectos de engenharia Rnão os aprovavam instantaneamenteS) "os cursos so6re a resist0ncia de materiais aplicavam uma linha anti1soviética) 'nstalavam m3*uinas anti*uadas) ?ongelavam capitais rdespendiam1nos em constru+9es prolongadas e custosasS) $eali>avam repara+9es desnecess3rias RXS) Aproveitavam mal o metal Rsortimento incompleto de 2erroS) ?riavam despropor+9es entre as o2icinas.ara si isso é poucoY Fas se. é necess3rio 6e601loX E =rilenAo lan+a1se auda>mente a discutir e a 2a>er perguntas so6re os pormenores de engenhariaX E as 2olhas soltas e intercaladas dos grandes /ornais. *ue a /i6:ia da u6ianAa se tinha incum6ido de uma *uestão.A$DU'. repetimos cada ponto e o mastigamos cinco. não lhe chegando as noites nem os dias de 2olga para ler tudo. as matérias11primas e as possi6ilidades de ela6ora+ão Re isso mani2estava1se especialmente no ramo t0xtil onde se constru-ram uma ou duas 236ricas a mais para o algodão colhidoS) #epois.E AB& #E BU AB Eis em *ue am6iente eles tra6alhavam) =alinniAovJ 7Entre n:s tinha1se criado um clima de descon2ian+a técnica)8 aritchevJ 7Duer *uiséssemos *uer não. insiste na sua o leitor dos anos . evola1se. ela6oradas sem nenhuma intelig0ncia nem ha6ilidade. di> com cepticismo o nosso leitor) ?omoY . mas o pensamento.E AB& #E BU AB @45 engenheiros discutem.

mistura))) Fas o procurador não escutaX ?om a o6stina+ão de uma pedra ele volta ao assunto de> ve>es durante o processo. no 2im de contas.ois o *ue voc0s *uerem é apanhar as coisas ho/e. no pa-s do proletariado. sua designa+ão. apresentam1se menos exig0ncias *uanto . de *ual*uer maneira. ser3 inevit3vel mud31las. então pode chamar a isso sa6otagem) &s ingleses di>emJ eu não sou su2icientemente rico para poder comprar coisas 6aratas))) E ele tenta explicar docemente ao teimoso procuradorJ 7Dual*uer *ue se/a o ponto de vista te:rico. conclusão seguinteJ não é vanta/oso comprar agora cei2adoras1de6ulhadoras americanas. p3g) @45) 14 'dem. ra>ão por *ue não devemos copiar o *ue se l3 2a> como os macacos. Giodotov chegou . por acaso. em lugar de simples cimento. *ue são mais carasW nos pr:ximos de> anos 2icar3 mais 6arato comprar as inglesas. sem pensarem nada no amanhã))) & velho Giodotov tenta explicar onde vão perder1se centenas de milhares e milh9es de ru6los. para os dentesYS #o 6anco dos réus concorda. de serem consideradas pre/udiciais)148 11 . en*uanto entre n:s sucede o contr3rio. no 2uturo plano. a %AI&(ABEFX ?ongelamento de capitaisX A6sor+ão de arma+9es *ue escasseiamX RBuard31las1ão. tendo1a Giodotov 6aixado para seis 1 por*ue não para cincoY Eis a sa6otagemX RFas se a tivesse 6aixado para . *ue sa6otavam. para *ue se/a enviada a cada 236rica uma determinada *ualidade correspondente . sendo tudo expedido desordenadamente. 2ornecem1se normas suscept-veis. recorrendo a um maior n<mero de tra6alhadores) #entro de um decénio. GiodotovJ 7E :6vio *ue se se puseram a contar cada Aopec. *ue os médicos exigiam uma caixa de ar de nove metros de altura.da-. p3g) @. com a explica+ão de *ue num pra>o de cem anos isso se /usti2icava T l3 estava ela ainda. tomem notaXS.ovo *ueria. insiste e insiste numa *uestão espectacular. para voc0s é sa6otagemX . tinham decidido aumentar o n<mero de locomotivas e de vag9es) "ão ser3 isto uma moderni>a+ãoY "\&. uma ve> mais. se/am *uais 2orem as *ue tenhamosl e então compr31las1emos mais caras) A. a trac+ão autom3tica s: pode introdu>ir1se e amorti>ar1se a longo pra>o e n:s temos necessidade dela /3 para amanhãXS A 2im de aproveitar melhor as linhas 2érreas de via simples.artido 'ndustrial. com tectos altos.reside a sa6otagemX %o6 a apar0ncia de economia o *ue o réu não *uer é *ue na ind<stria soviética ha/a as m3*uinas mais avan+adasX E *uando se lan+aram a construir novas 236ricas de 6etão armado. voltando aos dados do pro6lemaJ por*ue é *ue passaram a construir 7236ricas1pal3cios8. de 6oa mente. . como poder3 explicar1se mais claramente o aterrori>ado réuY))) & *ue para n:s é teoria. *ue congelavam o capitalX R"a verdade.rocesso do . insiste. *ue 2icaria mais 6arato. construir para os oper3rios edi2-cios com amplitude e 6om ar Rportanto no ?omissariado do (ra6alho tam6ém h3 sa6otadores. extrac+ão do com6ust-vel 1 isso %'B"'G'?A DUE ^&UVE %AI&(ABEF. mera sa6otagemX ?om e2eito.E AB& #E BU AB @45 Iom. ser3 necess3rio gastar dinheiro no re2or+o da parte superior das pontes e das viasX Ap:s uma pro2unda re2lexão econ:mica so6re o 2acto de *ue na América o capital é 6arato e a mão11de1o6ra cara.lano Duin*uenalJ o algodão não é seleccionado no lugar da colheita.5) A$DU'. diminuindo o n-vel de produ+ão do com6ust-velX "o plano dos transportes propuseram o ree*uipamento de todos os vag9es de trac+ão autom3tica T isso signi2ica. amplos corredores e demasiado 6oa ventila+ãoY Acaso não se trata de uma actividade pre/udicialY "ão é isso imo6ili>a+ão irrevers-vel de capitalXX &s sa6otadores 6urgueses explicam1lhe *ue o ?omissariado do . devido ao 2renesim selvagem do . em6ora menos aper2ei+oadas.

a despropor+ão 2oi tam6ém pre/udicial) $epara+9es.*uatro e meio seria. não pense)))15 =rilenAoJ 1 ?on2irma1oY GiodotovJ 1 Galando com propriedade))) em certas passagens))) parece *ue em geral))) sim)1. digamos. no 2undo.rocesso do .ara um relat:rio o2icial da*ueles anos. . por imposs-vel. p3g) 4C4) @4Q A$DU'. mas dev-amos Rem virtude desse est<pido planoS produ>ir tr0s mil. *ue os oper3rios tomem um 6elo 6anho de vaporX "o meio de tudo issoJ 7As despropor+9es eram preconce6idas))) Uma torpe organi>a+ão tinha ar*uitectado 6em as coisas. paor meio da priva+ão do sono e do cala6ou+o 1 e voc0s mesmos poderão 2ornecer1me 2actos convincentes de *ue é poss-vel terem praticado actos de sa6otagem)S 7#01me um exemplo claroX #01me um exemplo claro do seu tra6alho de sapa8. desmoronar1se13 por si pr:prio) 3 est3 ela. do mesmo modo. com o 2im tam6ém de sa6otar) %e desenvolveram um ramo da ind<stria com prud0ncia. em6ora tenham de continuar a desempenhar o seu papel. outra ve> e outra ve> so6re essa *uestão da altura do tectoX E como se atreveram a montar tão potentes ventiladoresY Era a previsão dos dias mais *uentes de Verão))) E por*u0 para os dias mais *uentesY "os dias mais *uentes. estimula o impaciente =rilenAo) R#ar1lhe1ão exemplos clarosX ^aver3 alguém *ue aca6ar3 por escrever a hist:ria da técnica nestes anosX Ele citar3 todos os exemplos.artido 'ndustrial.ara os engenheiros Ra*ueles *ue ainda estão em li6erdade. p3g) 4C4) 14 'dem. e não hav-amos adoptado as medidas necess3rias para essa produ+ão)8 1@ . ordenadas de ?'FA pelos che2es torpes *ue dirigemS e o plano. relativamente ao custo glo6al de toda a 236rica. e*uipamentos de) 6aseJ tudo era imo6ili>a+ão de capitaisW o tra6alho até ao desgaste do material tornava1se uma ac+ão sa6otadoraX RAcrescente1se *ue os investigadores conhecerão tudo isto através dos réus. pelo a6surdo de os o6rigar a moer e a remoer. 6ons ou maus) Ele poder3 avaliar todas as convuls9es histéricas do vosso . por um peda+o de vida) =rilenAoJ 1 Est3 de acordoY GiodotovJ 1 Estou de acordo))) em6ora. com as suas instala+9es. antes do ?entro dos Engenheiros)8 R(charnovsAiS u 7"ão são necess3rias *uais*uerbac+9es de sa6otagem)))8 7Iasta levar a ca6o as ac+9es previstas e tudo se consumar3 por si mesmo)814 Ele mesmo não pode exprimir1se mais claramenteX 'sso passa1se depois de v3rios meses de u6ianAa e no 6anco dos réus) Iastam as ac+9es previstas Risto é. houve uma rutura do ritmo. *ue t0m de tra6alhar animosamente depois de um processo *ue denigre toda a classeS. *ue ainda não 2oram presos. melhoramentos. não existe sa-da) (udo é mau) E mau o sim e é mau o não) E mau avan+ar e é mau recuar) %e se apressaram. mil toneladas.E AB& #E BU AB . *uando /3 sentem vergonha pelo dramaturgo. isso não a2ecta mais do *ue tr0s por cento do custoW mas não. houve um atraso premeditado e nocivoW se se su6ordinaram aos caprichos da 2antasia de avan+ar. ele insiste ainda outra ve>.rocuram explicar a =rilenAo *ue. concordem *ue não é pouco) =rilenAo a6usa muitas ve>es dos seus artistas até os levar a uma entoa+ão 2atigada. a pressa teve por 2im sa6otarW se não se apressaram. uma insolente sa6otagemJ recriar para os livres oper3rios soviéticos as horr-veis condi+9es das 236ricas capitalistas)S . revisto e depurado. a sa6otagemJ 7":s t-nhamos a possi6ilidade de produ>ir.lano Duin*uenal a reali>ar em *uatro anos) %a6eremos então *uanta ri*ue>a e *uantas energias populares 2oram desperdi+adas em vão) %a6eremos como .

em todas as vias 2érreas)))1Q & autor utili>a no texto a expressão chinesa) R") dos ()S Essa 2lecha. p3g) @5. houve 2alta de coordena+ão) Iom. p3g) 445) 1.artido 'ndustrialJ 1S . 'dem. avan+ar3 directamente so6re FoscovoX Q E. cem mil emigrantes Reles h3 muito *ue de6andaram. até . e todas as m3*uinas 2icarão paralisadas. duas outras unidades t0xteis serão constru-das na . sendo um inimigo terr-velS) A et:niaX E a Est:niaX REstes dois pe*uenos pa-ses a6andonariam gostosamente as preocupa+9es dos seus /ovens regimes e todos em massa se lan+ariam nas con*uistas)S Fas o mais terr-vel de tudo é a direc+ão do golpe principal) ?omo. sessão . nem di2iculdades. acusados.rocesso do .`2 15 . acess-veis e compreens-veis mesmo a um anal2a6etoXXX & . ela é /3 conhecidaY %imX . nesse momento 2atal.ropriamente 2alando. nem lutas de partidos) Iastava apitar e todas as divis9es se poriam em marcha para a interven+ãoX . *ue 6om pode sair da*uiY &s diletantes e entusiastas 2a>iam ainda mais desgastes do *ue os che2es torpes)S %im. e se separaram. mas como medida de atemori>a+ão promete enviar uma es*uadra para o mar "egro e para o I3ltico Rpor isso se lhe dariam o petr:leo do ?3ucasoS) &s principais com6atentes seria)m. est3 6em. deixando a União %oviética mergulhada nas trevas. ei1los.aralelamente. *uer dos nossosXS Acrescentem a isto o golpe mortal *ue ser3 dado .artir3 da Iessar36ia e.est3X E todas as 6ocas se 2echaram) E todos os o6/ectores 2ran>iram as so6rancelhas) E s: se ouvia o patear das mani2esta+9es e um 6rado atr3s da /anelaJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Fas não é poss-vel dar mais pormenoresY E para *u0Y))) En2im. entre elas as t0xteisX %erão desencadeados actos diversionistas) RAten+ão. pois.E AB& #E BU AB ^aver3 explos9esY "ão. ainda muito menos com6ateria. segundo os piores métodos) Fas *uando são os guardas1vermelhos15 *ue dirigem os engenheiros das explora+9es de diamantes.ol:nia Ra ela davam11lhe metade da UcrLniaS) A $oménia Rsão conhecidos os seus 6rilhantes 0xitos na . *uem é *ue a desenhou para =rilenAo no ma+o de cigarrosY "ão seria J*uele *ue meditou toda a nossa de2esa para o ano de 1941Y))) @@C A$DU'. trans2eriram1na para 19@C) #e novo não se chegou a acordo) Gica então para 19@1) . porta 2echada não devem di>er *uais seriam os actos de sa6otagemX "em mencionar as 236ricasX "em indicar *uais os pontos geogr32icosX "em mencionar os apelidos.reparava uma interven+ão estrangeiraW 4S $ece6ia dinheiro dos imperialistasW @S Exercia espionagemW 4S (inha distri6u-do as pastas do 2uturo Boverno) A. esperem. ainda não é tudoX &s crimes mais importantes ainda estão por virX Ei1los. apoiando1se na margem direita do #niepre.rimeira Buerra Fundial. o .E AB& #E BU AB @49 os melhores pro/ectos 2oram condenados e reali>ados os piores. haviam1na marcado para 194Q) Fas não chegaram a p_r1se de acordo.artido 'ndustrial. havia a . menos as pati2arias arrastam ao 2u>ilamento) Fas. mas 6astava uma apitadela para imediatamente se reuniremS) #epois. ind<stria t0xtilX . provocar1se1ão engarra2amentosX "as centrais eléctricas.) A$DU'. reservando para si Rcomo pre+o da organi>a+ão geralS uma parte da UcrLnia) A 'nglaterra. *uer se/am de estrangeiros. s: *ue ser3 ainda mais terr-vel) (odos eram dirigidos pelo *uartel11general 2ranc0s) A Gran+a Rnão éS não tinha mais com *ue se preocupar.artido 'ndustrial provocar3 tam6ém curto1circuitos. as coisas passar1se1iam assimJ a Gran+a não com6ateria ela mesma. não é preciso entrar em pormenores) Duanto mais pormenores se dão.rimeiro. mais adiante.

artido 'ndustrial. mas tinham a inten+ão de agrupar Rem6ora tão1pouco o 2i>essemS. não nomear as unidadesX. p3g) @5. so6 a apar0ncia de 236ricas de serra+ão. os pLntanos de . mas *uase nada 2i>eram. o tra6alho dessas personagens8)41 RE parece *ue adivinhouJ 2oi precisamente com as suas vidas.rocesso do . *ue o poder soviético se descuidou) .or*u0 um partido e não um ?entro de (écnicos e de EngenheirosY (-nhamo1nos acostumado a 2alar de ?entroX ^avia tam6ém um ?entro. não nomear os apelidosXS) E certo *ue nada disso reali>aram. não tinha havido interven+ão. chuva) (am6ém constru-ram Rproi6ido di>er ondeS depend0ncias para os intervencionistasX R&nde se alo/ariam todos os ocupantes sem domic-lio das guerras anterioresY)))S As instru+9es para tudo isso rece6iam1nas os réus de misteriosos indiv-duos estrangeiros.or causas diversas e complexas) &ra não 2ora eleito . mas uma das testemunhas 6ateu com a l-ngua nos dentes. o Exército IrancoY (omem nota.artido 'ndustrialX &uvem o patear da multidãoY &uvem o descontentamento das massas tra6alhadorasJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Ve/am como des2ilam 7a*ueles *ue em caso de guerra terão de expiar com as suas vidas.ois.) R"ão tro+avam. *ue em 1941 essas crédulas massas de mani2estantes expiaram o tra6alho #E%%A% . uma célula de 2inanciadores. para servir de 6ase de apoio aos intervencionistasXa19 #ominando as 236ricas t0xteis.artido 'ndustrialY . numa institui+ão central do exército.E AB& #E BU AB @@1 esmore+am. ora os nossos industriais emigrados consideram *ue as suas antigas empresas ainda não tinham sido su2icientemente reconstru-das pelos 6olchevi*ues 1deixem *ue os 6olchevi*ues tra6alhem ainda um poucoX E depois não havia maneira de p_r de acordo a . se constru-ram Rnão se pode mencionar o lugar. s: uma ind<stria essencial tinha so2rido perdasXS #e todas as 2ormas.olessie e do 'lhmen) Fas desta ve> 2icar3 a desco6erto a cidade das pedras 6rancasXS Acrescente1se ainda *ue. pilheriavam)S 4C 'dem. esclareceu1seJ o pro/ecto era vasto. ordem de prisãoXS ?élulas de estudantes de esp-rito anti1soviético))) REstudantesY (omem nota.or outro lado. e os seus so2rimentos.olessie e o pLntano pr:ximo do lago 'lhmen) VichinsAi pro-6e *ue se mencionem os lugares exactos. é segredoS hangares para *ue os avi9es dos intervencionistas não 2icassem . as suas priva+9es e os seus so2rimentos. procuradorY Duem aponta com o seu dedoYS "a realidade por*u0 o . nem tudo o *ue verga *ue6ra) Due os tra6alhadores não 19 . en2im. devido aos pLntanos de .Iielorr<ssia.ol:nia e a $oménia) Iem. constitu-da por antigos o2iciais do Exército Iranco) RAhX. estes arremeterão inexoravelmente so6re FoscovoX Fas eis o complot mais pér2idoJ eles *ueriam Rnão tiveram tempoS drenar a corrente do =u6an. por*ue é *ue não se reali>ou a interven+ãoY .E$%&"ABE"%X Fas para onde aponta o seu dedo. p3g) 4C9) A$DU'.artido ?ampon0s do (ra6alho. sim) Fas decidiram convert01lo em partido) Era algo de mais s:lido) Assim seria mais 23cil lutar pelas pastas no 2uturo Boverno) 'sso 7mo6ili>aria as massas de técnicos e de estrangeiros para a luta pelo . mas houvera um . e as suas priva+9es.oder8) E contra *uem lutarY . contra os outros partidosX Em primeiro lugar.or*ue é *ue "apoleão 2oi incapa> de atingir FoscovoY Evidentemente. a6rindo1se então aos intervencionistas os caminhos mais curtos de modo a alcan+ar Foscovo sem molhar os pés nem os cascos dos cavalos Rpor*ue é *ue aos t3rtaros isso tinha sido tão di2-cilY . . =) e $) Rnão mencionar em nenhum caso os nomes e. contra o . ordem de prisãoXS R"o entanto. a6ster1se de indicar a sua nacionalidadeS)4C Ultimamente tinha1se come+ado a 7preparar ac+9es de trai+ão por parte de certas unidades do Exército Vermelho8 Rnão nomear a armaX. pensando *ue tudo agora est3 perdido.oincaré em Gran+a.

tentam 7es*uivar1se8. . mas $am>in recorda1se 6em. origin3rios de 2am-lias po6res) Um 2ilho de um campon0s. cita com seguran+a dois mil mem6ros) &nde houver dois. como no (eatro de Arte de Foscovo) (odavia. p3g) 4@5) @@4 A$DU'. surpreendentemente.est3J os tr0s partidos /untos deviam construir um centro uni2icado) Fas a B) .artido 'ndustrialJ de mostrar a sua 6ase social) A*ui estava1se /3 no terreno da luta de classes.) U) desmante ou1o) E ainda 6em *ue 2omos desmanteladosX R&s réus estão todos satis2eitos)S E lison/eiro para %taline esmagar tr0s partidosX (r0s 7centros8 teriam acrescentado muito . entrouJ umas cinco pessoas) (odos os mem6ros se tratavam com de2er0ncia) E o lugar de presidente todos o cediam reciprocamente) (ão1pouco se e2ectuaram sess9es.artido 'ndustrial) Fas não importa. acompanhado por oito com6atentes em pé de guerra. a an3lise não o deixaria 2icar mal.pois este tinha /3 du>entos mil homensX Em segundo lugar. cada um 2a>ia a sa6otagem con2orme entendia) R$am>in. deixando os actores improvisarJ *ue cada um relatasse a sua vida e *ual a sua atitude desde a $evolu+ão. segundo os dados do tri6unal. do discurso de =rilenAo. 2or+a de repeti+9es) ?ada epis:dio é retomado v3rias ve>es e assim multiplicam as horr-2icas vis9es) . um 2ilho de um 2erro1velho))) (odos os oito tinham estudado com pouco .rocesso do . h3 pois um ?omité ?entralJ sim. . o total exacto é desconhecido)8 E como reali>avam as suas ac+9es de sa6otagemY ?omo transmitiam as suas directri>esY . en*uanto dois mil estão desenhados num painel de 2undo) & mesmo se passava com o . todos os cinco actos) A primeira coisa *ue 2icamos a sa6er. com capacetes e lan+as. os oito. ao som das 2an2arras. o ?omité ?entral delesX E verdade *ue não houve nunca uma con2er0ncia. um 2ilho de um pro2essor prim3rio. *uer dos grupos rami2icados) Era tudo até um tanto ou *uanto despovoado))) (charnovsAiJ 7"ão houve uma organi>a+ão 2ormalmente constitu-da do . é *ue estes tu6ar9es da intelectualidade 6urguesa são todos. um 2ilho de um escritur3rio com muitos 2ilhos. *ue nem uma s: ve> se reali>aram elei+9es) Duem *uis. e haver3 de mencion31lasS.ara *ue6rar a monotonia.artido ?ampon0s do (ra6alhoY Encontravam1se no . =rilenAo exagerou) (eve a ideia de destacar um novo aspecto do . sua gl:riaX J3 *ue existe um partido. de repente os réus 7es*uecem1se8 de insigni2icLncias. sa6otagem) Este acrescento irre2lectido de um *uadro humano estragou. *uer do ?omité ?entral Rninguém se lem6ra delas. em toda a U) $) %) %). e imediatamente 7são encostados .artido 'ndustrial)8 E *uantos mem6ros 41 .ois 6em. medida *ue se encontravam nas administra+9es transmitiam1nas ver6almente) #epois. parede com depoimentos cru>ados8 e as coisas resultam animadas. contra o .artido 'ndustrial. pode representar1seX RAgora mal se pode acreditar como tudo tomava então a*uele aspecto amea+ador e sério)S E algo *ue se aprende de mem:ria. dum momento para o outro. isso serve. mostrando como chegou até . prendem cinco) &ra.E AB& #E BU AB tinhaY aritchevJ 7& c3lculo dos mem6ros é di2-cil.lano do Estado ou no ?onselho da Economia "acional de toda a União e 7plani2icavam ac+9es sistem3ticas contra os comunistas dos campos8 ))) &nde /3 vimos istoY AhX %imX "a Aida) $adamés rece6e despedidas *uando parte em campanha. h3 de trinta a *uarenta mil engenheiros) 'sso signi2ica *ue de cada sete deterão um e os seis restantes 2icarão assustados)S E os contactos com o . não distri6uiu os papéis. e =rilenAo a2astou1se do 7sistema8 de %tanislavsAi44. *uanto a ele.artido Fenchevi*ueX Fas então o ?entroY A.

por um novo per-odo. os pro2essores puseram1se em greve. compreende1seS levar a ca6o conversa+9es em . em 1941. cu/o 7sistema8 se 6aseava. de. a elei+ão do reitor.E AB& #E BU AB @@@ numa locomotiva))) E eis o mais monstruosoJ ninguém havia conseguido 6arrar1lhes o caminho para a instru+ãoX (odos tinham terminado normalmente o ensino secund3rio e depois as escolas técnicas superiores.artido 'ndustrial e contra a interven+ão emanam deles) $am>in tinha1se mostrado de tal 2orma vaidoso R*uando dos seus precoces e desmedidos 0xitosS *ue nos meios da engenharia ninguém lhe apertava a mãoX Fas ele aguentouX E. mas isso não agradou ao ?omissariado do . os pro2essores da Escola (écnica %uperior de Foscovo reelegeram =alinniAov como reitor.aris so6re a interven+ão) & caminho de &tchAin tam6ém havia conhecido o sucessoJ aos vinte e nove anos /3 7tinha go>ado da ilimitada con2ian+a do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa do ?onselho dos ?omiss3rios do . entre outros aspectos. os engenheiros conheciam in<meras di2iculdadesJ *uase lhes era imposs-vel dar instru+ão superior aos seus 2ilhos Rlem6remo1nos *ue eram 2ilhos de intelectuais. depois de vinte e tr0s anos de ensino. ele poderia Rpor instru+9es da B). etcS) &ra. da <ltima *ualidadeS) & tri6unal não discute) E =rilenAo tam6ém não) R&s pr:prios acusados apressam1se a concordar *ue. tre>e.E AB& #E BU AB poder soviético) R%: em 1944 aca6ou por ceder e perdeu a sua autonomia.ovo) & mesmo não se pode di>er do pro2essor (charnovsAi.)U). tinha con*uistado para si a autonomia académica Ra escolha do corpo docente. e durante todo um ano =alinniAov 2oi reitor contra a vontade do @@4 A$DU'. o *ue não se passou. uma greve de pro2essoresX & caso era *ue a Escola %uperior de Estudos (écnicos de Foscovo. no *uadro geral das vit:rias comuns. no tempo soviético.ovo. perce6e as alus9es de =rilenAo por meias palavras e d31lhe 2ormula+9es precisas) (odas as acusa+9es se 6aseiam na mem:ria de $am>in) E tal o seu autodom-nio e a sua persist0ncia *ue. a poder distinguir tam6ém os réus Raté a. de sessenta e dois anos de idadeJ estudantes an:nimos tinham1no in/uriado num /ornal mural e. por certo.tinham 2alado de 2orma deveras parecidaS) A di2eren+a de idade *ue os separa é uma caracter-stica a considerar) Alguns contam perto de sessenta anos ou maisJ as explica+9es destes suscitam simpatia) Fas $am>in e arit1chev. apoiados pelos estudantes Rainda não havia verdadeiros estudantes prolet3riosS. isto é. *ue nomeou o seu) Entretanto. convidaram1no a comparecer numa reunião estudantil 7para prestar contas do seu tra6alho8 Rnão compareceuS) & pro2essor =alinniAov.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso e . cator>e anosX Um dando li+9es. de *uarenta e tr0s anos. enca6e+ou uma luta a6erta contra o poder soviéticoX Fais precisamente. numa longa série de ensaios repetitivos) R") dos ()/ A$DU'. no /ulgamento. sem deten+9es)S Giodotov tinha sessenta e seis anosW pelo tempo *ue /3 tra6alhara como engenheiro de 236ricas era on>e anos mais velho do *ue o . ainda nos anos da reac+ão de %tolipin. isso não era importante)S ?ome+amos. e2ectivamente.trinta e nove Ro mesmo *ue em 1941 denunciou a Administra+ão ?entral de ?om6ust-veisS. pouco a pouco. passando a ser pro2essores de nomeada) R?omo é isso poss-velY A n:s tinham1nos dito *ue nos tempos do c>arismo))) s: os 2ilhos dos grandes 2a>endeiros e dos capitalistas))) &s arm3rios poderão mentirY)))S En*uanto agora. outro tra6alhando 14 ?éle6re encenador soviético. são vivos e imprudentes) (odas as principais provas contra o . e &tchAin. em 1941. director do (eatro de Arte de Foscovo. tra6alhando eles mesmos para custear os seus estudos) E a partir de *ue idadeY A partir dos do>e.dinheiro. naturalmente.

mas sim uma es2era emp-rica. não teve uma noite livre. .A%%&U "A $EA '#A#E. até . e a partir do *ual se 2e> inchar toda a 6or6ulha) A primeira coisa *ue os engenheiros veri2icaram na reviravolta de &utu6ro 2oi a desorgani>a+ão)) RE durante tr0s anos o *ue houve. *ue não compreendiam as leis da produ+ão. estrutura interna do corpo de engenheiros)8 #urante todo o /ulgamento =rilenAo o6riga os réus a vergar a espinha e a desculparem1 se por serem 7meio anal2a6etos8.or*u0Y =rilenAo metralha1os com as suas perguntas te:ricas. pouco *uali2icados. até certo grau. acaso. os estudantes *ue preparavam o seu diploma. *ue redigiam teses) $egressavam ao seio da 2am-lia s: l3 pelas on>e) E *ue eram apenas trinta mil em todo o pa-s.or*ue é *ue estes não deviam considerar como mais natural uma estrutura social em *ue as decis9es 2ossem tomadas por a*ueles *ue podiam dirigir sensatamente a sua actividadeY R%e se p9e entre par0ntesis a orienta+ão ética da sociedade T acaso não é para isto *ue ho/e tende toda a ci6ernética socialY 1. deve dirigir11se segundo os princ-pios da técnica)8 A pressão selvagem do comunismo de guerra podia causar apenas desgosto aos engenheiros) Um engenheiro não pode participar em disparates 1 e isso explica *ue. nem se*uer ir ao teatro) E eram eles *ue preparavam a interven+ãoY A ru-na econ:micaY (charnovsAi.prestara servi+o em todas as 236ricas de tecidos e de 2ia+ão da $<ssia R*ue odiosas eram estas pessoas. 2oi s: desorgani>a+ão)S (odos veri2icaram. o *ue tinham ocupado os postos de A$DU'.E AB& #E BU AB @@5 comando mais importantes pondo1se a dirigir os engenheirosY . a*uilo *ue %E . dos seus auxiliares na ind<stria. e eis *ue através de simples lapsos humanos.s paix9es cegas) R"o tri6unal. )na época do in-cio do . e como dese/avam ver1se livres delas *uanto antesXS Em 19C5. demitiu1se do lugar de director da 236rica de Foro>ov. com hostilidadeY . além disso. (charnovsAi 2oi ao ponto de di>erJ 7A pol-tica. a priva+ão das li6erdades mais elementares) RE estas li6erdades não voltaram /amais)S ?omo podiam eles "\& DUE$E$ uma rep<6lica democr3ticaY ?omo podiam os engenheiros aceitar a ditadura dos oper3rios. nem durante a noite. princ-pios cient-2icos da racionali>a+ão do tra6alhoS) A minha mem:ria de in2Lncia guarda essa lem6ran+a dos engenheiros1pro2essores da*ueles anos) Era exactamente assimJ não os deixavam tran*uilos. durante anos consecutivos. e2ectivamente. tão ocupado andava com o ensino e com o lan+amento das novas ci0ncias Rorgani>a+ão da produ+ão. a pol-tica é muito mais complicada e elevada do *ue o conhecimento dos metais para produ+ão de tur6inasX A*ui não é a ca6e+a nem a instru+ão *ue contam) $espondamJ com *ue estado de Lnimo acolheram a $evolu+ão de &utu6roX ?om cepticismo) 'sto é. não pode sair de casa. ou mesmo 7completamente anal2a6etos8 em pol-tica) "a verdade. margem do papel previsto. v0 mal de noite. a pol-tica não é uma espécie de ci0ncia. *ue a impede de 2a>er girar livremente a ca6e+a e de mexer os 6ra+osYS E por*ue é *ue os engenheiros não podem ter pontos de vista pol-ticosY "a verdade. os pol-ticos pro2issionais não representam. nem 2-sica nem economicamente. não descrita por *ual*uer aparelho matem3tico e su6metida ainda ao ego-smo humano e . se nos a6re o n<cleo da verdade. atr3s do 2éretro dos oper3rios mortos pelos cossacos) Agora é um homem doente. um a6cesso no pesco+o da sociedade. prescindindo de um elevado sal3rio e pre2erindo incorporar1se nos 72unerais vermelhos8. *ue ela6oravam pro/ectos.or*u0Y . e tornavam1se tão necess3riosX E seriam eles *ue organi>avam a criseY Due 2a>iam espionagem por uma esmolaY $am>in disse uma 2rase honrada no tri6unalJ 7& caminho da sa6otagem econ:mica é estranho .lano Duin*uenal.

nenhuma *uoti>a+ão) ?omo se trata sempre de esta6elecer compreensão entre pessoas inteligentes.rocesso do . neste grande pa-s de déspotas anal2a6etos. todos estão su/eitos .oder passava a tomar uma atitude ra>o3vel) Fas as condi+9es /3 não eram as mesmasJ os engenheiros. o *ue é humano. logo os engenheiros gostosamente se lan+aram ao tra6alhoJ eles encararam a ") E) . dem0nciaY . como tam6ém se exigia deles *ue assegurassem o sucesso e a disciplina da mesma.ara resta6elecer a autoridade e o prest-gio da engenharia. *ue não tinha se*uer o direito de instruir os seus 2ilhos.E AB& #E BU AB =rilenAo cala1se) 'sso signi2ica *ue é verdade) RGolheiem uma ve> mais o processo de &lden6orguer e tentem imaginar essa persegui+ão) "o 2im de contas. nem toda a sua companhia *uerem compreenderX Eles não t0m experi0ncia dessas rela+9es rec-procas entre os homens. unidade vivida década ap:s década) Ela 2oi notada pelo novo poder e este alarmou1se) E chegamos a 1945) . 7muitos outros 2oram mortos8)S Assim.ol-ticaY Veri2icou1se *ue a ") E) . eles necessitavam realmente de se unir e de se guardar mutuamenteJ com e2eito.artido. A$DU'. de *ual*uer modo. do direito de manter essa disciplina) Agora. não s: eram vistos como uma camada socialmente suspeita. calmas e mesmo pronunciadas casualmente.$E $AU\&) =rilenAo o6/ectaJ 1 em6ra1se do processo de &lden6orguerY &u se/a. *ue pensam claramente._r1se de ladoY Duanto a si mesmos. mesma amea+a) Fas para tal união não era precisa nenhuma con2er0ncia. a pergunta não era essa) GiodotovJ 1 Forreu e não 2oi o <nico a morrer) %e ele morreu voluntariamente.194C. p3g) 44Q) @@. privando1os.ara chamar a aten+ão so6re a situa+ão dos engenheiros 2oi preciso *ue ele desse a vida) =rilenAo RdecepcionadoSJ 1 Iem.artidoXS Uma tal unidade h3 muito tempo /3 *ue existe entre os engenheiros russos. de como n:s o de2endemos)S GiodotovJ 1 %im) . como devia proceder a ra>ão colectiva da engenharia 1 a ca6e+a da engenharia do . o engenheiro era culpado de tudo. não s: eram pagos com um sal3rio incomensuravelmente mais 6aixo do *ue a sua contri6ui+ão para a produ+ão.ara onde se evaporou a 6ela sensate> da "ova Economia . isso consegue1se com poucas palavras.artidoY . antes mesmo de ter cometido *ual*uer 2altaX Fas se realmente se enganasse nalguma coisa.lano do Estado e do ?onselho da Economia . nunca viram disso na hist:ria do . por ve>es. %EF. pouco lhes importavaJ .) tinha sido apenas um engano c-nico) Ela6oraram1se pro/ectos desatinados e irreais de um salto super1rindustrial. os engenheiros se v0em o6rigados a mentir perante a direc+ão do . ao mesmo tempo. sem ser imprescind-vel vota+ão alguma) #as resolu+9es e do 6ordão do . ele ter3.) como um sintoma de *ue o . se os colegas não o protegessem) Acaso eles apreciam a sinceridadeY "ão ser3 por isso *ue. *ual*uer oper3rio pode não apenas deixar de cumprir as decis9es do engenheiro. unicamente sentem 2alta as mentes limitadas) RE isto *ue nem %tali1 ne nem os /u->es.ol-tica. apesar de uma miséria digna da idade das cavernas) Duando se iniciou a "ova Economia . então es*uarte/avam1 no. a maioria deles se mantivesse inactiva. anunciaram1se planos e tare2as imposs-veis) "estas condi+9es. como tam6ém o2end01lo e até espanc31lo impunementeJ como representante da classe oper3ria dirigente.opularY %u6meter1se .artido 'ndustrial. muitos outros 2oram mortos)4` .

o complot silencioso da engenharia. não era vis-vel) A$DU'. assim. regul31los sensatamente e eliminar pura e simplesmente as tare2as mais excessivas) &s engenheiros podiam ter uma espécie de . ter1lhes sido extor*uidos . *ue lhe apertara a mão RYS havia pouco tempo Rseria uma espécie de acordoJ desempenhe 6em o seu papel e a B) . não poderão. e *ue os depoimentos dos acusados devem. salvador para todo o pa-s. *ue come+am a contorcer1se) =rilenAoJ T Voc0 2a> parte desse grupoY (estemunha =irpotenAoJ T #uas ou tr0s ve>es. eles pedem *ue *uanto antes os deixem exprimir1seX &nde se desvaneceu a*uela tran*uilidade torturada com a *ual. em 19@CX Era logo o 2u>ilamentoX E para 2uror da multidão isso era pouco. h3 *ue de2ender a 7*ualidade T alma da técnica8) E 2ormar assim os estudantes) Eis o 2ino e delicado tecido da verdade) ?omo ela 2oi) Fas *ue se experimentasse di>er isto em vo> alta. enxertada neste *uadroW aparece1nos irreal e in2ecunda a visão da verdade) 3 se estragou o tra6alho do encenador) Giodotov tinha /3 2alado das noites sem sono RXS. se re6aixaram a si mesmos e aos seus colegasY Gervem simplesmente em indigna+ão contra os emigrados) Ardem no dese/o de 2a>er uma declara+ão escrita para os /ornaisJ uma declara+ão colectiva dos acusados em de2esa dos métodos da B) . o plano e o superplano.) U). era necess3rio ser pintalgado so6 as cores grosseiras da sa6otagem e da interven+ão) Assim. os *ue tra6alham na pr3tica. e de certo 2uncion3rio da B) . nada mais sei) =rilenAo incita1o. tudo é de novo a/ustado por medida) &s réus estão todos de novo ligados aos 2ios e cada um aguarda o puxão) =rilenAo puxa de repente os oito duma s: ve>J imaginem *ue os industriais emigrados pu6licaram um artigo a2irmando *ue não tiveram conversa+9es algumas com $am>in e aritchev.lano do Estado pr:prio.) U)X R"ão acham *ue é uma 6ele>a.44 "a sua acarea+ão com =uprianov. p3g) @54) . algo de 6rilhanteYS $am>inJ 7Due n:s não temos sido su6meti1 44 .artido 'ndustrial. atr3s dos 6astidores. provavelmente.E AB& #E BU AB @@5 E. os 2actos /3 não coincidem) =rilenAo >anga1se e grita para os est<pidos presosJ T (0m de 2a>er com *ue as vossas respostas se/am iguaisX4` Fas. no decurso de oito meses de deten+ão.recisamente o *ue era necess3rioX =rilenAo RalentadoramenteSJ T ?ontinueX =irpotenAo RpausaSJ T Além disso. pois sempre se conseguiria a2astar algumas decis9es ruinosas e recuperar os milh9es e milh9es derramados e espalhados) "a con2usão geral. cumprir essas tare2as8) 'sso signi2ica *ue era preciso moderar esses planos. 231lo recordar) =irpotenAo RtorpementeSJ T Além da interven+ão.artido 'ndustrial8. 2or+a de torturas) Então. em *ue conta apenas a *uantidade. nem os conhecem de nenhum 7. mas 7os nossos camaradas.rocesso do . ainda *ue representando um papel incomensuravelmente menor. de nada mais tenho conhecimento). *ue di>em voc0s a istoY))) Feu #eusX ?omo os réus mani2estaram indigna+ãoX Alterando a ordem normal do processo. para corrigir as tomarias dos dirigentes 1 e o mais rid-culo é *ue isso era no interesse destesX Assim como no interesse de toda a ind<stria e do povo.no papel podiam escrever1se *uais*uer ci2ras. de maneira alguma. no entreacto. *uando se tratava dos pro6lemas da interven+ão) . durante v3rios dias.) U) cumprir3 a sua promessaYS) Agora são /3 as testemunhas.

causou espanto o do . nem 2oram apresentados tre>entos nem du>entos ao tri6unal. ainda por adelga+ar. e eu tam6ém me sinto muito melhorX8 Fas. acalma1me) 7"ão 2alando /38. depois o mistério passou para os processos dos che2es do . no entanto.ris9es e #eporta+9es. se não os pudessem levar ao tri6unalXS GiodotovJ 7"ão é s: para mim *ue a prisão tem vantagens) Eu até me sinto melhor na cadeia do *ue em li6erdade)8 &tchAinJ 7E eu.rocesso do .altchinsAi não se deixou do6rar 1 2oi 2u>ilado Re postumamente declarado 7dirigente do . E essa a 2or+a do pensamentoX Em milhares de anos. p3g) 454) 45 'dem. se isso 2or verdade Ras torturasS. e en*uanto 2a+o o longo relato destes processos isso. *ue estas pessoas não di>em a verdade. por no6re>a de alma. sem *uais*uer a6sten+9es nem desacordos. durante o tempo da instaura+ão do processoXYX8 4.artido 'ndustrial. ar*ueado. isso signi2ica *ue são culpadosX E realmenteJ .&$DUE E DUE E E% ?&FEVA$AF A GA A$Y #eixemos de lado a *uestão das torturasX))) . 2ica de 2ora. en2im. em IutirAi. a reconhec01lo em coro))) %im. p3g) 454) 4Q 'vanov1$a>umniA.onhamos o pro6lema psicologicamenteJ por*ue é *ue eles con2essamY E eu perguntoJ E *ue mais podiam eles 2a>erY41 Due /uste>aX Due psicologiaX Duem 2oi alguma ve> recluso desta institui+ão *ue se recordeJ *ue mais podiam 2a>erY))) 'vanov1$a>umniA conta4Q *ue em 19@Q esteve preso com =rilenAo na mesma cela. o camarada =rilenAo consagra1 lhes o 6rilho da sua l:gicaJ 7%e admitirmos.45 'dem.E AB& #E BU AB dos a torturas. pag) @5Q) @@Q A$DU'. os acusadores não se aperce6eram dissoJ o pr:prio 2acto da deten+ão revela /3 culpa6ilidadeX %e os réus não são culpados. t01la1iam escritoX E t01la1iam assinadoX Fas talve> ainda lhe restem algumas d<vidasY Assim. mas um novato não aprende a 2a>01lo imediatamente e anda de gatas) Ele mete a ca6e+a. e 201lo durante dois anos) . . mostra) ?alculo *ue seria especialmente di2-cil ao procurador supremo acostumar1se e *ue o seu traseiro. 7*ue.artidoS) . não se compreende o *ue é *ue o6riga todos . para *ue serviriam as torturas. uma testemunha *ue 2icou viva contar1nos13 onde)))S Agora não sou eu *ue vou explicar ao leitor. uma. é com maligna alegria *ue visuali>o esse comprimido traseiro.ecador como sou. . nem a maus tratos 1 prova1o su2icientemente a nossa presen+a a*uiX8 R#e 2acto. . em certa medida. onde podem eles reali>ar essa conspira+ão gigantescaY . Editora (cheAhov) A$DU'. então por*ue é *ue 2oram presas e por*ue é *ue su6itamente elas come+aram a 2alarY84. mas apenas oito pessoas) Um coro de oito não é assim tão di2-cil de dirigir) E =rilenAo podia escolh01los entre milhares.E AB& #E BU AB @@9 RUmas *uantas p3ginas mais adiante. devia so6ressair 6astante. =rilenAo e VichinsAi renunciam a essa carta colectiva) &s réus. mas o traseiro. e *ue o lugar *ue a este era destinado 2icava de6aixo das tarim6as) 'magina1o per2eitamente como se o estivesse a ver Reu mesmo tive de raste/arSJ ali as tarim6as são tão 6aixas *ue s: de ro/o se pode desli>ar pelo chão su/o e as2altado. mas é o leitor *ue vai explicar1me. continua o procurador. para gl:ria da /usti+a soviética) . não houve dois mil duplicados.ois se não t0m conviv0ncia entre si.artido 'ndustrial.or*ue. por um segundo *ue se/a. para *u0 então prend01losY Uma ve> *ue 2oram presos. em *ue consiste o tão apregoado 7mistério dos processos de Foscovo dos anos @C8 Rprimeiro.

*ual*uer apelido.artido 'ndustrial8. esperavam extrair o *ue precisavam de =hrenniAov) Este não cedeu) . é uma condi+ão importante para um 2uturo processo) E assim *ue. deix3mo1los vivos) R. como especialistas. mas aparecia no primeiro plano) @4C A$DU'. uma s: ve>J 7=hrenniAov morreu durante a instaura+ão do processo)8 . *ue exige para a puri2ica+ão o arrependimento de todo o povo8)49 Em suma. um eixo de vagão com o lugar de um eixo de locomotiva)S .E AB& #E BU AB se enganar na escolha das pessoas) Fas o risco não era grandeJ um erro de investiga+ão pode ser sempre atirado para a cova) E a*ueles *ue são passados . *ue a6rangia todas as matérias com ela relacionadas e restitu-a tudo /3 tra6alhado. aliment31los e apresent31los ao /ulgamentoX Então onde reside o mistérioY "a maneira de manipul31losY "ada mais simplesJ voc0s dese/am viverY RA*uele *ue não *uer viver para si mesmo. para viver. como até parecia *ue ele mesmo havia composto toda a pe+a. mesmo antes do in-cio do processo T mas não s: entrou no seu papel. para os seus netos)S "ão compreendem *ue 2u>il31los sem sair do p3tio da B). de repente. com pormenores8 Risto é. procuremX. o displicente re2inamento de um artista eméritoJ 7A actividade do . *ue o mistério h3 *ue explic31lo artisticamente) 'nsens-vel como um madeiro. por ve>es. encontrou de repente em si 7os tra+os t-picos do crime russo. não se pudera ainda desco6rir por completo. não custa a6solutamente nadaY R'ndu6itavelmente *ue é assim) ]*uele *ue não compreendeu isso. *ual*uer 2acto *ue 2osse) (inha.artido 'ndustrial era tão rami2icada *ue.. em6ora deles não tenha 2icado se*uer uma palavrinhaS) #epois. *ue sa6emos.ara os idiotas. toda a di2iculdade de =rilenAo e da B). esta esperan+a se vai transmitindo até aos pr:prios Uinoviev e =ameniev)S Fas aten+ãoX ^3 *ue cumprir todas as nossas condi+9es até ao 2imX & /ulgamento deve e2ectuar1se para 6em da sociedade %ocialistaX . mas n:s.or*ue é *ue nos vingar-amos de voc0sY Voc0s são uns magn-2icos especialistas e. esses h3 *ue cur31los. dar1lhe1emos um curso de morte lenta na u6ianAa)S Assim. eles escreveram isso em min<sculas.or*ue E E "\& #EU "EF UFA %HXS E. segundo re>am os depoimentos.)U) consistia em não $am>in 2oi desmerecidamente omitido pela mem:ria russa) Eu penso *ue ele mereinteiramente converter1se no tipo negativo do traidor c-nico e deslum6rante) & 2ogo1de12gala da trai+ãoX "ão era ele *ue representava essa época. vergonhoso. procuradores.erdoar aos réus d:ceis de um /ulgamento anterior. apanhem1naXS E ele era capa> de tudoJ sa6ia o *ue é um mistério. por ve>es. e *ue n:s.ara voc0s ser3 desagrad3vel. se não cometerem 2alta alguma. um texto *ue voc0s mesmos escreverão. escrevemo1lo em letras mai<sculas e grandes caracteresJ (&$(U$A#& #U$A"(E &% '"(E$$&BA(H$'&%X RGoi tam6ém declarado. procurem aindaXS) 7Eu estou 2irmemente convencido de *ue su6siste ainda uma pe*uena camada intermédia anti1 soviética nos c-rculos de engenheiros)8 RIich16ich. mas é necess3rio aguentarX Viver é mais preciosoX E *ue garantia temos de *ue depois não seremos 2u>iladosY .artido 'ndustrial) (er3 havido ao menos um leve 2eito seu.or isso pu6licaram uma nota em pe*uenos caracteres. a esse.)U). n:s sa6eremos apreci31los) Ve/am *uantos processos houve de sa6otadoresJ todos os *ue se portaram decentemente. =rilenAo con2unde. peneira e ao crivo. ao menos uma prova nesse coro geralY "ão. l-ngua. a t-tulo p:stumo. aprenderemos. nem a m-nima) . tanto para n:s como para voc0s. dar . o melhor é *ue representem um certo espect3culo. de elo em elo. tentando recordar os termos técnicos) R"o processo. mesmo ap:s o décimo primeiro dia do /ulgamento. dirigente do . est3 disposto a tudoX Due talentoX Goi preso em 2ins do Verão. eis um achadoJ $am>inX Este tem energiaX Este tem garraX E. *uer viver para os seus 2ilhos.

como disse o acusador. 2u>ilar gente de tão 6oa vontadeY))) Goi isso o *ue se escreveu durante décadas da hist:ria da nossa @b .artido 'ndustrial. no limiar da morte. dar um salto@C.E os réus cumprem todas as condi+9es))) A su6tile>a da oposi+ão intelectual dos engenheiros assume. como resultado do actual processo do . carece a6solutamente de verte6ralidade))) E ihcomensuravelmente mais elevado o ol2acto do proletariado)8@4 . a 2alta de roupas. 2oram alcan+ados todos os o6/ectivos do processoJ 1) (odas as de2ici0ncias *ue existem no pa-s. p3g) 49) ab 'dem.ara estes estranhos réus. na sua 6oca. glori2ica 7a consci0ncia revolucion3ria das massas prolet3rias e dos seus che2es8. o mais importante é convencer o povo e o mundo inteiro da in2ali6ilidade e da clarivid0ncia do Boverno soviético) $am>in. a vida individual ir1se13 estreitando))) A vontade colectiva é a 2orma superior)8@1 Assim. *ue é preciso tomar de assalto)))8. p3g) 5CQ) . etc))) aritchevJ 7A União %oviética não ser3 vencida pelo mundo capitalista mori6undo)8 =alinniAovJ 7A ditadura do proletariado é umanecessidade inevit3vel) &s interesses do povo e os interesses do poder soviético convergem para um o6/ectivo 2irmemente determinado)8 E. o ani*uilamento dos AulaAs8) Eles t0m tempo de maldi>er de tudo. o aspecto de uma s:rdida sa6otagem premeditada.E AB& #E BU AB @41 compreendi *ue é necess3rio dar uma arrancada. so6re o som6rio e vergonhoso passado de toda a intelectualidade))) 2osse tra+ada uma cru> para sempre)8 @4 "o mesmo sentido se mani2esta aritchevJ 7Essa casta deve ser destru-da))) "ão h3 nem pode haver lealdade nos meios da engenhariaX8 @@ E &tchAinJ 7A intelectualidade é algo de pantanosoW ela não tem. acess-vel . 7é /usta a linha geral do . agora. com os es2or+os de inculpa+ão dos oito. . para *ue não restassem d<vidas de *ue era este o o6/ectivo do processo.lano Duin*uenalX "as suas <ltimas declara+9es eles dese/am e solicitam para si a vida. polvilhado nos pratos dos tra6alhadoresX 'sso ainda não chegou a ser congeminado pela temperatura)S #epois. uma ve> mais ele 2oi proclamado com clare>a por $am>inJ 7Eu *ueria *ue.s ma*uina+9es dos seus governosW 4) A solidariedade dos engenheiros 2oi a6alada. pois. *uando Fao era ainda /ovem) b 'dem.artido 'ndustrial. coluna verte6ral. toda a intelectualidade assustada e dividida) E. compreensão do <ltimo 7li*uidador do anal2a6etismo8) RFas não se 2ala ainda de vidro mo-do. os *uais 7sou6eram encontrar caminhos para a pol-tica econ:mica incomensuravelmente mais /ustos8 do *ue os aos cientistas e calcularam muito mais certeiramente os ritmos de desenvolvimento da economia nacional) Agora 7eu A$DU'. p3g) 5C4) Eis como se 2alava E"($E "H% em 19@C. p3g) 51C) @4 'dem. a 2ome. o 2rio. mas não é isso o principal para eles) RGiodotovJ 7"ão h3 perdão para n:sX & acusador tem ra>ãoX8S . vinha a motiva+ão ideol:gica) %e eles se puseram a causar pre/u->os 2oi por hostilidade de ideias) Fas não o reconhecem agora unanimementeY E ainda por ra>9es ideol:gicas) Goram su6/ugados pelo espect3culo ardente dos altos12ornos do terceiro ano do . espera da execu+ão))) E até pela garganta dos intelectuais arrependidos passam pro2ecias como estaJ 7?om o desenvolvimento da sociedade. por exemplo. a desorgani>a+ão e mais rematadas tonterias 1 tudo isso 2oi atri6u-do aos engenheiros1 sa6otadoresW 4) & povo 2icou assustado com a iminente interven+ão e disposto a novos sacri2-ciosW @) &s c-rculos de es*uerda no &cidente 2icaram advertidos *uanto .artido.or*u0. *uanto ao campo.rocesso do .

e o espect3culo era a6orrecido até aos 6oce/os. os actores articulavam as réplicas molemente. mas partid3rio. =rilenAo e o seu a/udante $oguinsAi) A encena+ão est3 segura de si Ro material /3 não é técnico. p3g) 5C9) "o proletariado.E AB& #E BU AB @4@ ?omo se compunha o inexistente Iureau UnidoY A B) .artido 'ndustrial o meu cora+ão in2antil pressentia per2eitamente a irrealidade.havia. mas não importa) Ve/a e escuteX Em exclusividade do nosso teatroX EstreiaX cS . em muitos postos estatais importantes) A situa+ão real e o es*uema não se coadunavamJ os aut0nticos menchevi*ues não ocupavam nenhuns postos) Fas esses . não tenha havido /ulgamentosYS %er3 2astidioso retomar um coment3rio seguido do estenograma) Fas eu tenho o testemunho recente de um dos principais réus neste processo. e havia /3 tr0s *ue lia atentamente toda a pol-tica do grande l>vie>tia) %egui linha ap:s linha os estenogramas destes dois /ulgamentos) J3 no do .rincipal Encenador) & dese/o desse . mas como consola+ão 2oi1lhe atri6u-da uma re2orma a t-tulo pessoal.etrovitch. o seu ideal) R&ra. mas com uma suavidade enervante) Eu tinha então do>e anos.) U) tinha uma tare2a 6em planeadaJ demonstrar *ue os menchevi*ues se in2iltraram ha6ilmente.residente. todos nos seus lugares.artido ?ampon0s do (ra6alho e. para dentro de tr0s meses) &s pra>os para os ensaios são muito apertados. ao menos. como 3 ha6itualS e p9e em palco cator>e réus) (udo decorre não s: suavemente. e o seu pedido de rea6ilita+ão. ?hverniA) E. ora))) ele causa inve/a aos desastrados ^itler e Boe66els.etrovitch 2ica com antecedentes penais. mas a. o ol2acto é o essencial por uma ra>ão desconhecida fhh (udo vem através do nari>) @44 A$DU'. as manigLncias. a grandiosidade do cen3rioJ a interven+ão geralX. a aliada dos generais negros.s mãos da nossa salvadora %amisdat. com 2ins contra1 revolucion3rios. chegou agora . como um insultoY Eis como são montados os processos /udiciais p<6licos) & pensamento in*uiridor estalinista alcan+ou.rocesso do Iureau Unido dos Fenc6evi*ues R119 de Far+o de 19@1S) %essão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) . não se sa6e por*u0. entre n:s.rincipal é o de designar o espect3culo seguinte. dado *ue o seu processo entrou nas l3pides de ouro da nossa hist:ria. mas a merda da na+ão.'dem. a paralisa+ão de toda a ind<striaX.E AB& #E BU AB intelig0ncia 1 desde o an3tema do ano 4C Ro leitor recorda1seJ 7"ão é o cére6ro da na+ão. tornando1se uma repeti+ão sem talento) RFas acaso %taline poderia compreender isto através da sua pele de rinoceronteY ?omo explicar *ue ele ha/a anulado o processo do . a distri6ui+ão das pastas ministeriaisX "o /ulgamento dos menchevi*ues tinha1se a mesma decora+ão. em *ue ele exp9e a 2alsi2ica+ão dos 2actos. em seguida. Antonov1%ara1tovsAi. pela sua actividade revolucion3riaX Due monstruosidades não existem entre n:sX A$DU'. *ue se co6riram de vergonha com o seu inc0ndio do $eichtag)))S Goi conseguido o standard e agora pode manter1se por muitos anos e repetir1se pelo menos cada temporada T como dir3 o . a mentira. FiAhail . 2inalmente. durante v3rios anos. e não se pode tirar nenhuma pedra 1 para não se desmoronarX . um agente a soldo do imperialismo)8S até ao an3tema do ano @C) E acaso de maravilhar *ue a palavra intelig0ncia se tenha a2irmado. e sa6e1se /3 como as coisas se passaram)@5 & seu relato explica1nos materialmente toda a cadeia dos processos de Foscovo dos anos @C) @5 $ecusaram1lhe a rea6ilita+ão. mas /3 descolorida.

no entanto. 2a>ia 2igura de muito /ovem no . *ue tinha 2icado tran*uilo e nada 2a>ia. como paga. sendo eleito mem6ro da delega+ão enviada ao %oviete de . Vladimir Bustavovitch Broman Rele a/udaria a montar este caso e. um da União ?entral das ?ooperativas e um do . seria amnistiadoS. dois do ?onselho das . /usta ou in/usta. com altive>)S Em Julho de 1915 ele so2reu dolorosamente e considerou como um erro 2atal o 2acto de o %oviete .. 2a>ia e2ectivamente parte do 6ureau clandestino de Foscovo. mas depois desse ano esteve l3 ininterruptamente) E.ersonalidades %ociais. dois do)))S Eis a ra>ão por *ue se recorria .E AB& #E BU AB continuando o seu discurso.) U) "em todos os condenados se conheciam entre si) Arre6anharam1se como testemunhas os menchevi*ues *ue se p_de)@. .ovo para o ?omércio.etrogrado. segundo se di>. com a ligeire>a t-pica da*ueles tempos. apanhando oito anos de prisão)S A B) U) tinha o seguinte es*uemaJ era preciso *ue houvesse dois do ?onselho da Economia "acional.etrogrado) Ali. em 1919.etunin) RExponho os 2actos segundo KaAu6ovitch)S Apresentemos agora este KaAu6ovitch) Ele come+ou a sua actividade revolucion3ria tão cedo *ue não chegou se*uer a terminar o liceu) Em Far+o de 1915. 'nternacional ?omunista) R#an e outros re/eitaram sistematicamente as suas variantes. /3 então so6 estrondosos aplausos.*ueles /ornalistas *ue exortaram o povo a prosseguir a guerra 1 isto em A6ril de 1915X Duase 2oi retirado da tri6una) Fas desculpou1se e. R(odas as testemunhas apanharam depois. logo ao chegar. sempre muito sincero. /3 era presidente do %oviete de #eputados &per3rios. direc+ão os seus pro/ectos. mas no processo não sou6eram isso e ele passou para segundo plano. 2oi preso pelo Boverno c>arista em 191. por estupide> extrema. in2alivelmente. com Um deles era =u>ma A) Bvo>diev. teve tais sa-das e envolveu de tal maneira o audit:rio *ue no 2inal voltou a chamar1lhes inimigos do povo. dois do ?omissariado do . ou 2a>er aderir os menchevi*ues.artido Fenchevi*ue) E era1o de 2acto) 'sto não o impedia.lano) RA *ue ponto tudo isso era mon:tono e 2alho de inventivaX J3 no ano 4C tinham prescrito para o ?entro (3ctico dois da União do $enascimento. testemunha) Fas a esperan+a da B) . 2oi indicado para a comissão militar do %oviete de . tendo in2lu0ncia na nomea+ão dos comiss3rios de guerra @5 e aca6ando. homem com um destino amargo) Esse mesmo Bvo>diev *ue 2oi presidente do grupo oper3rio do ?omité 'ndustrial1Filitar e *ue. igualmente.) U) residia no principal acusado. mas 2oi1lhes ordenado *ue se considerassem como tal) &s verdadeiros pontos de vista pol-ticos dos acusados para nada interessavam .ossu-do pelas suas convic+9es R*ue o impeliam constantemente para dianteS. ?amponeses e %oldados de %molensA) . amigos meus o conheceram no campo de %passAi. de propor com ousadia e entusiasmo . no ?asa*uestão) @44 A$DU'. sempre completamente a6sorvido pela sua ideia.*ueles cu/a pro2issão concordava) E se eram na realidade ou não menchevi*ues tudo dependia dos 6oatos) Alguns *ue ca-ram na rede não o eram de *ual*uer modo.rimavera de 1915. ainda em 1954. e no provocador . como por exemplo estesJ 2ormar. dois do Ianco do Estado. B) .não 2a>iam parte do processo) RV) =)) 'Aov. tornou1se um 6om orador) "o ?ongresso da Grente &cidental ele chamou irre2lectidamente inimigos do povo . tornando1o a $evolu+ão de Gevereiro inistro do (ra6alho) Bvo>diev 2oi um dos m3rtires das prolongadas deten+9es BU AB) não sei *uanto tempo esteve preso até 19@C. $am>in 2oi. por partir ele pr:prio como comiss3rio de exército para a 2rente sudoeste) Em Vinitsa deteve pessoalmente #eniAin Rdepois da su6leva+ão ) de =ornilovS e lamentou muito Rno /ulgamentoS *ue não o tivessem 2u>ilado ali mesmo) #e olhos claros. um governo social1 democrata. a respectiva condena+ão)S Fuito servi+al e lo*ua>. na . no 2im de contas.

s tropas governamentais para lutarem contra outros socialistas. segundo o plano da B) . reviravolta de &utu6ro. em 194C. ele 2oi detido) Goi então convocado para um interrogat:rio por =rilenAo. KaAu6ovitch prop_s ao seu partido *ue apoiasse inteiramente os 6olchevi*ues e *ue.e+o1lhe *ue coopere em tudo. ele pede1lhe *ue o . prov-ncia de %molensA. melhorasse o regime estatal criado por eles) Ginalmente.) U). *ue nessas mesmas sess9es representava o Finistério da Buerra) A$DU'. pois na*ueles anos Rentre dois processosS =rilenAo dera um salto .oissei 'ssaievitch (eitel6aum. sua e minha.) U) ?omo aos demais. ardente ou hermético. em6ora estes tivessem pegado em armas) A seguir .%ocialista de .E AB& #E BU AB @45 ga+ão. eu sou 2rancoJ considero1o um comunistaX R'sto in2undiu Lnimo e aprumo a KaAu6ovitch)S "ão duvido da sua inoc0ncia) Fas é o6riga+ão do .etrovitch. 2oi redactor do Jornal do ?omércio. *ue lhe aplicaram toda a gamaJ cala6ou+o gelado. nem honra)))8S E havia ainda as acarea+9es com outros *ue /3 se renderam. a di>er a6surdos) E o pr:prio comiss3rio RAleAsei AleAsievitch "aciedAinS di>iaJ 7Eu sei. para re2or+ar o tra6alho de recolha de produtos aliment-cios) Eis o *ue lhe disse =rilenAoJ 1 FiAhail . nos momentos cruciais. ao convencer1se de *ue era incapa> de 2a>01los in2lectir para a via seguida pelos 6olchevi*ues) Exponho tudo isto em pormenor para tornar claro *ue KaAu6ovitch não era propriamente um menchevi*ue. sei *ue nada disso existiaX Fas exigem isso de n:sX8 ?erta ve>. pancadas nos :rgãos genitais) (orturaram1no de tal maneira *ue KaAu6ovitch e o seu companheiro A6raam Buin>6urg cortaram as veias de desespero) #epois de se resta6elecerem não os torturaram mais. *ue auxilie a investiga+ão) "o tri6unal. em 19@C. ao organi>ar o processo) %ucede *ue am6os se conheciam per2eitamente. *ue tam6ém empurram a 7con2essar8. não os espancaram. mas KaAu6ovitch palpita pela causa. a6andonou de2initivamente os menchevi*ues. prometeu) "unca uma tare2a tão respons3vel lhe tinha sido dada ainda pelo poder soviéticoX #urante a instru+ão podiam não ter tocado em KaAu6ovitch nem com um dedoX Fas isso era demasiado su6til para a B) . levar a ca6o este processo) R%taline dava ordens a =rilenAo. 2oi amaldi+oado por Fartov e. eu pedirei ao presidente *ue lhe d0 a palavra) E KaAu6ovitch prometeu) ?om a consci0ncia do seu dever. 2oi ainda comiss3rio da prov-ncia de %molensA para a recolha de produtos aliment-cios Rera o <nico dentre eles a não estar inscrito no . tendo sido até considerado o melhor pelo ?omissariado do .artido. chamado pelo investigador. como o leitor /3 sa6e pelo passado. em 194C. se teve necessidade de prender precisamente esse género de menchevi*ues.artido Iolchevi*ueS. cou6e1lhe ter de en2rentar investigadores1carniceiros.etrogrado ter aprovado o apelo dirigido pelo Boverno provis:rio . como um cavalo 2ogoso *ue se apressa ele mesmo a meter a ca6e+a no /ugo)S . mantiveram11nos apenas duas semanas sem os deixar dormir) RKaAu6ovitch disseJ 7%: *ueria dormirX J3 não existia nem vergonha. tendo ocupado ainda outras 2un+9es de relevo) Duando. KaAu6ovitch d3 de caras com um preso torturado) & comiss3rio sorri1seJ 7A*ui tem o .ovo dos A6astecimentos Rele assegura *ue não precisou de destacamentos punitivosW não seiW no /ulgamento ele lem6rou ter1se servido de 6arreiras preventivasS) "os anos 4C. com a sua participa+ão e in2lu0ncia. *ue 7se tinham in2iltrado8. do modo mais sincero e inteiramente desinteressado) E. *ue. em caso de di2iculdade imprevista. mas comportou1se como um 6olchevi*ue durante toda a $evolu+ão. punha um pouco de ordem no caos da investi1 @5 "ão o con2undir com o coronel do estado1maior KaAu6ovitch.

depois de todas as mentiras *ue engolira. de 2orma a *ue cada um compreendesse melhor o seu papel) RE 2oi assim *ue o ?omité ?entral do .artido 'ndustrial se reuniuX Eis onde os réus 7tinham podido reunir1se8. lhe perdoariamY Ele não se enganouJ apanhou uma condena+ão in2antil 1 cinco anos)S A pen<ria dos menchevi*ues era de tal ordem *ue a B) . tão di2-cil de meter na ca6e+a. e reuniram1 se pela segunda ve>) ?om *ue sentimento a6ordava KaAu6ovitch o processoY #epois de todas as torturas *ue suportara. /uste>a do 6olchevismoW 4S #epois deste escLndalo não o deixariam morrer. e desta ve> por vingan+a. de todo o longo caminho *ue tivera de percorrer para escapar aos erros do menchevismo e aderir . aca6ando por lev31lo . um artigo dessolidari>ando1se dos acusados) Ela escrevia *ue se tratava de uma vergonhosa comédia /udicial.) U) recrutava acusados dentre os volunt3riosX))) RA (eitel6aum esperava1o um importante papelJ liga+9es com os menchevi*ues do estrangeiro e com a %egunda 'nternacionalX Fas. o *ue deixava perplexo =rilenAo)S Fas havia tanta mentira misturada. e2ectivamente. iria provocar no processo um escLndalo mundialY FasJ 1S 'sso seria uma punhalada nas costas do poder soviéticoX 'sso seria a nega+ão do o6/ectivo de toda a sua vida. KaAu6ovitch não se cansou de repetir su6missamente todas as med-ocres mentiras ruminadasJ acima disso não se elevava a imagina+ão nem de %taline. con2orme prometera a =rilenAo) A chamada delega+ão dos menchevi*ues no estrangeiro Ressencialmente toda a nata do seu ?omité ?entralS pu6licou no Vorjarts@. não assimilaram tudo numa sessão. levaria cinco anos honradamente)S ?om a aprova+ão do comiss3rio. a mesma 2ra*ue>a humana. 2oi convocada a primeira sessão da organi>a+ão do Iureau Unido dos Fenchevi*ues. A$DU'. mas iriam tortur31lo de novo. pe+o1lhe *ue me admita no seu Iureau Unido dos Fenchevi*uesX Acusam1me de estar bcorrompido por 2irmas estrangeirasb. durante o /ulgamento. onde iria 6uscar coragemY RGoi com o som ardente das suas palavras a ressoar nos meus ouvidos *ue transcrevi os seus argumentos) E raro recolher como *ue 7postumamente8 as explica+9es de um participante num processo assim) E eu acho *ue seria a mesma coisa se IuAharine ou $iAov nos revelassem o motivo da misteriosa su6missão no seu processoJ a mesma sinceridade. no ga6inete do comiss3rio de primeira classe #mitri Fatveievitch #mitriev. loucura. segundo 2icara entendido. suplica1lheJ 7?amarada KaAu6ovitch. *ue os participantes armaram con2usão. . estruturada com depoimentos de provocadores e de in2eli>es réus.admita na sua organi>a+ão anti1soviética) Galem sem mim. devido a não terem uma posi+ão independente)S E.artido. vontade. da ra>ão de viver de KaAu6ovitch.E AB& #E BU AB #ias antes do /ulgamento. destinada a porem1se de acordo. a mesma devo+ão ao . en*uanto contra1revolucion3rio. KaAu6ovitch admitiu (eitel6aum no Iureau Unido) @4. amea+am1me de 2u>ilamento) Então é melhor morrer como contra1revolucion3rio do *ue como um criminoso comumX R(er1lhe1iam prometido *ue. *uando /3 sem isso o seu corpo estava su2icientemente marcado) &nde encontraria uma pessoa o apoio moral para este mart-rio. sem nunca a ele ter regressado) E o mais rid-culo eram as grandes *uantias *ue 2iguravam no /ulgamento 1 somas de *ue nunca o partido disp_s) . não o 2u>ilariam pura e simplesmente. 2or+ados pelo terror) A maioria esmagadora dos acusados h3 mais de de> anos *ue a6andonara o partido. a mesma aus0ncia de apoio moral para a luta. nem dos martiri>ados réus) $epresentou o melhor *ue p_de o seu papel. eu sairei uns momentos)8 %aiu) (eitel6aum. nem dos seus aprendi>es.

revolu+ão socialista. imagem do processo do . mas *ue saltou como uma mola. est3 agradecido a =rilenAo por ele não o ter humilhado. constitui naturalmente um con2orto. não contra o procurador nem contra a B) . como /3 censurava os menchevi*ues em 1915) Entretanto.) U) T nãoX T. lhes dava instru+9es para sa6otarX 1 e agora /3 não se lem6ra) &s menchevi*ues no estrangeiro não tinham escrito um artigo desavergonhado nem satis2eitoW eles AFE"(AVAF /ustamente as desgra+adas v-timas do processo. mas neste pormenor tinha 2alhadoJ ele dissera no /ulgamento *ue a delega+ão no estrangeiro. *ue não se levantou pura e simplesmente. como ainda ho/e. mesmo po6re. KaAu6ovitch treme de indigna+ão contra a delega+ão no estrangeiro. rtuma torrente de irrita+ão e elo*u0ncia) 'rrita+ão contra *uemY (endo conhecido as torturas.5. contra a sua trai+ão . conservava todas as insigni2icLncias. no discurso de acusa+ão. em compara+ão com a u6ianAaS. de modo tão duro e sincero. mas ter1lhe com /usti+a chamado 2an3tico Rem6ora de uma ideia opostaS. *ue temos ra>ão) =rilenAo disse.E AB& #E BU AB isolamento. KaAu6ovitchY E como é *ue os menchevi*ues do estrangeiro podiam "i& deixar os processados entregues ao seu destinoY ":s temos tend0ncia para revoltar1nos contra a*ueles *ue são mais 2racos. *ue punha termo a todos os seus so2rimentosX #e resto. verdade) ?ontra *uem é *ue se encoleri>ava. KaAu6ovitch não deixou de anuirJ 7&s crimes de *ue me reconheci culpado Rele d3 um grande signi2icado a esta 2eli> expressão de *ue me reconheci culpado) A 6om entendedorJ *ue não cometiXS são dignos do castigo m3ximo e eu não pe+o indulg0nciaX "ão pe+o *ue me deixem com vidaX8 RAo lado. contra os *ue não podem responder) 'sto é pr:prio do homem) E os argumentos dados revelam. insolentemente. contra o ?omité ?entral menchevi*ue))) Fas *ual é a recorda+ão *ue KaAu6ovitch conserva da sua 7resposta8. muito a prop:sito. com todos os 2ios de uma s: ve>. não se conhecia então o estenograma do /ulgamento) Fais tarde. não o ter insultado. estando por mais de uma ve> a pontos de morrer. mas indicavam *ue havia /3 muito tempo *ue eles não eram menchevi*ues 1 o *ue correspondia . na sua <ltima declara+ão. eu consegui1o e surpreendi1meJ a mem:ria de KaAu6ovitch. todas as datas e todos os nomes. no 6anco . indignava1se agora sinceramente. para estes 2a>erem uma declara+ão Rtratava1se do mesmo esticão.E AB& #E BU AB @45 (endo lido o artigo. como podia não sentir pena dos de c3.artido 'ndustrialS) E todos intervieram) E todos de2enderam os métodos da B) . tendo1se arrastado por muitos campos e celas de @4Q A$DU'.Hrgão do . renegar a entregar os desgra+ados ao seu destinoY REra uma resposta 2orte. contra a sua ren<ncia. .) U). do seu <ltimo discursoY Due não se limitou a 2alar segundo o *ue tinha prometido a =rilenAo. por incum60ncia da '' 'nternacional %ocialista. mas contra a delega+ão no estrangeiroXXX (ratava1se de uma reviravolta do eixo psicol:gicoX ?om seguran+a e com con2orto Ra emigra+ão. *ue KaAu6ovitch era um 2an3tico de ideias contra1revolucion3rias e *ue por isso re*ueria para ele 1 o 2u>ilamentoX E KaAu6ovitch não s: sentia nesse dia l3grimas de agradecimento nos olhos. não o ter ridiculari>ado no 6anco dos réus. tão exacta. exigindo simples e honradamente o 2u>ilamento. pelos seus mart-rios e so2rimentosY ?omo podia assim.artido %ocial1#emocrata Alemão) R") dos ()S A$DU'. ?hverniA *ue o comunicasse aos réus. contra a sua deser+ão. essa gente desavergonhada e satis2eita. e os *ue tinham 2or/ado o processo 2este/avam o seu triun2o)S Fesmo relatando isso em 19. tendo cortado as veias. =rilenAo pediu .

os dos processos seguintes. pela cele6ridade dos nomes desses réus.119@QY "ão teria sido este processo *ue 2e> %taline pensar *ue os seus principais inimigos eram charlat9es e *ue ele podia manipul31los completamente. reconhecendo crimes *ue de 2orma alguma podiam ter cometido) "unca se vira na hist:ria nada de igual) Era 2lagrante o contraste com o recente /ulgamento de #imitrov. a*ui. mas. então /3 se sa6e *uem tem de lhe acudir e o *ue 2a>er)S Fas as inexactid9es dos estenogramas em nada mudam nem desculpam o *uadro) & mundo assistiu surpreendido a tr0s pe+as seguidas. vomitavam tudo so6re si mesmos e se re6aixavam servilmente. entre o p<6lico seleccionado. tomou apontamentos r3pidos e aperce6eu1se depois destas incongru0ncias) (odos os correspondentes notaram o incidente com =restinsAi. em eip>ig) Este respondia rugindo como um leão aos /u->es na>is. os seus camaradas. e como nos explicaram de>enas de ve>es. vamos re2erir1nos apenas aos seus enigmas) ^ouve uma pe*uena discrepLnciaJ o conte<do das actas estenogra2adas. *ue davam todos os 6alidos *ue se lhes havia ordenado. a tr0s espect3culos longos e car-ssimos. a come+ar por =ruchtchev. não coincidia plenamente com o *ue tinha sido dito nos /ulgamentos) Um escritor autori>ado a assistir aos processos. 2i> correr intrepidamente a minha pena) "ão se me encolhia o cora+ão e desli>3vamos despreocupadamente. *ue tinha su6vertido e aterrori>ado o mundo inteiro. organi>ando o mesmo género de espect3culosY Due me perdoe o indulgente leitorX Até ao momento.E AB& #E BU AB @49 su6itamente se em6rulhar. por*ue durante todos estes *uin>e anos est3vamos so6 a égide.rocuradoriaY Acaso não 2icam assim totalmente explicados os processos dos anos 19@. tomando em conta os camaradasX8S ?oncordemos. *uer da revolucionari>a+ão da legalidade) Fas da*ui por diante tudo se tomar3 para n:s dolorosoJ como o leitor se lem6rar3. *ue 2oram pu6licadas. em6ora até ao momento muitas coisas se tenham aclarado Re com especial acerto por Arthur =oestlerS@9. 7aproximadamente a partir de 19@4 come+ou1se a violar as normas leninistas da legalidade8) E como é *ue a6ordaremos agora este p-ncaro das ilegalidadesY ?omo é *ue nos arrastaremos agora por este amargo caminhoY A 2alar verdade. .dos réus. os mem6ros da chamada 7guarda leninista8 1. *uando se tornou necess3rio suspender a audi0ncia para a/ustar os depoimentos 2eitos) REu imagino assim as coisasJ antes do processo 2oi ela6orado um registo para os casos de erroJ primeira coluna 1nome do réuW segunda coluna 1 *ue medida adoptar durante a suspensão da audi0ncia. não 2oi isto um achado para a . se apresentavam agora como carneiros desanimados e su6missos. os /u->es viram concentrados so6re eles os olhares de todo o mundo) "ão se distraiu deles a aten+ão. o enigma continua a ser a6ordado com am6iguidade) Galou1se acerca de uma po+ão do (i6ete *ue privava um homem da sua vontade. apre1sentavam1se diante do tri6unal a mi/ar1se pelas pernas a 6aixo) E. perante a *ual todo o mundo tremia T e até os maiores dentre eles. *uer da legalidade revolucion3ria. a si e . e tam6ém do uso da hipnose) (udo isso. *uer esclare+a ou não. se 2a>iam coment3rios) E haveriam de 2a>er) Duanto a n:s. em *ue os grandes che2es do auda> comunista.s suas convic+9es. Broman so16ressaltou1seJ 7Voc0 enlou*ueceuX Voc0 não tem o direito de 2a>er isso. so6re eles se escrevia. se no decurso do /ulgamento ele se desvia do textoW terceira coluna 1 apelido do tche*uista respons3vel por essa medida) E se =restinsAi A$DU'. oriundos da mesma coorte in2lex-vel.

acerca de #>er/insAi. não se compreende DUE "&$FA% F&$A'% a podiam impedir de recorrer a eles) . nem do *ue eram as tena>es de uma investiga+ão in-*ua) "ão existem 2undamentos para supor *ue. (rotsAi se portasse com mais 2irme>aW não havia motivo para isso) Ele tinha conhecido tam6ém exclusivamente deten+9es 23ceis. pode . como presidente dos tri6unais militares revolucion3rios. *ue a ele cou6eram as penas mais pesadas e *ue passou toda a vida na prisão) Fas. se tivesse sido apanhado no meio destas tena>es. ?'"?&) Uinoviev. numa visita *ue lhe 2e> antes do /ulgamento. 6em como ano e meio na deporta+ão) Agora. eles não 2a>iam se*uer uma ideia do *ue era uma verdadeira prisão. segundo os nossos actuais critérios.E AB& #E BU AB conspiradores conheceram a deporta+ão com grilhetas. um tanto divertidasW pelos vistos. existia uma escola de hipnotismo) A esposa de =ameniev. e nem se*uer cheiraram os tra6alhos 2or+ados) IuAharine tinha so2rido muitas pris9es 6reves.artido. cumprindo dois anos de deporta+ão em Ust1=ut) A severidade de (rotsAi. esteve dois anos preso. não sa6iam o *ue eram os c3rceres) $iAov e ') ") %mirnov 2oram presos v3rias ve>es.) U) E sa6e1se. a @Q. nenhuma deporta+ão especial para KaAutia. *ue nos anos @C.$E%& "EF ($n% FE%E%X "ão teve "EF UFA ["'?A ?&"#E"AV\&X Em compara+ão com os ind-genas vulgares do nosso Ar*uipélago eram umas crian+as de peito. sua deten+ão na u6ianAa. 2oi algo de ligeiro e evadiram1se de todas as deporta+9es sem di2iculdade. ela não existia)S "ão conheciam nem os interrogat:rios nem as condena+9es) 7"enhuma cLmara especial de torturas8. de certo modo. so6 os ausp-cios da ") =) V) #). mas. antes de ter sido presa)8 F Fas por*ue é *ue .or*ue na $<ssia. *ue vimos nos /ulgamentos dos anos de @. ele cumpriu apenas de> anos.altchinsAi ou =hrenniAov não 2oram vergados pela po+ão do (i6ete ou pelo hipnotismoY I "ão h3 *ue encontrar uma explica+ão mais elevada T uma explica+ão psicol:gicaY I ?ausa perplexidade. é rid-culo di>01lo. os nossos /ovens de de>asseis anos apanhavam. e s: se alongou mais na deporta+ão no &nega4C) =ameniev. atingiu os 6olchevi*ues) %a6e1se. "\& E%(EVE . so2reram condena+9es. por se tratar de velhos revolucion3rios I) *ue não tremeram nas pris9es c>aristas. deporta+9es pouco prolongadas. de> anos normaisJ como nos nossos tempos *ual*uer AolAho>ianoW é verdade *ue esses de> anos englo6avam tr0s numa central de tra6alhos 2or+ados. so6retudo. nenhuma %acalina. em geral.or*ue não de6ilitar e eclipsar a vontade dos acusadosY E not:rio *ue ' nos anos 4C houve céle6res hipnoti>adores *ue a6andonaram a sua carreira e passaram ao servi+o da B) . com todo o seu longo tra6alho de agita+ão e de viagens por todas as cidades da $<ssia. . o 2acto de eles serem com6atentes temperados. sem ser su6metido a interrogat:rios a sério. encontrou1o prostrado. de uma s: ve>. 2oi 23cil para ele ad*uiri1la. ele não esteve se*uer um ano seguido no mesmo s-tio. ostentavam no seu passado revolucion3rio deten+9es curtas e leves. não parecendo o mesmo) 7Ela teve ainda tempo de comunicar isso. sendo amnistiadosW até . passaram na cadeia cinco anos cada um.não vale a pena re2ut31loJ se a ") =) V) #) dispunha de tais meios. com toda a certe>a. por a2inidade com os populistas. mas a aut0ntica e inexor3vel instru+ão nunca sou6eram o *ue ela era) R. prova de 2ogo) Fas a*ui havia um simples erro) J3 não se tratava desses mesmos velhos revolucion3rios) Uma tal gl:ria tinham1na I rece6ido em heran+a. e não é prova de uma aut0ntica 2irme>aJ a*uele *ue ordenou in<meros 2u>ilamentos. o *ue tam6ém não é coisa excepcional) &s che2es do . com os socialistas I revolucion3rios e com os anar*uistas) Esses lan+adores de 6om6as e @5C A$DU'.

acredito piamente *ue ele seguisse as comédias desde a %ala de &utu6ro) "ão posso admitir *ue ele se privasse desse espect3culo. ao n-vel do segundo andar. aperce6endo1se a 2orma de um cachim6o) Duem esteve alguma ve> em IaAhtchissarai recorda1se talve> desta 2antasia oriental) "a sala de sess9es do ?onselho de Estado. em6ora os seus nomes pudessem ter adornado esses processos) %: levaram os mais male3veisX ^ouve. ideia da sua pr:pria morteX REstes dois tipos de 2irme>a não estão mutuamente ligados)S E $adeA era um provocador Rmas não 2oi o <nico. (omsAi. com seguran+a e insist0ncia. *ue recuperaram. *ue lhe servia de orienta+ão psicol:gica para conseguir 0xitos na sua vidaJ tomar em conta @54 A$DU'.E AB& #E BU AB @51 REste assassino de milh9es de homens não podia admitir *ue o assassino1mor não al6ergasse no seu cora+ão um sentimento de solidariedade. =ossior e o pr:prio =rilenAo. e por detr3s delas uma galeria não iluminada) #a sala nunca se pode adivinhar se h3 ali alguém ou não) & cã é invis-vel e o ?onselho re<ne1se sempre como se ele estivesse presente) #ado o pronunciado car3cter oriental de %taline.E AB& #E BU AB as 2ra*ue>as humanas. . nos seus <ltimos momentos) ?omo se %taline estivesse sentado ali na sala. em compensa+ão. as pessoas vão1se a 6aixo) Fas IuAharine.iataAov. suicidando11se antes da deten+ão R%AripuniA. *uanto a ele. desse pra>er)S Assim. apesar de tudo. se acendeu um 2:s2oro nas trevas.para %' dois grandes canaisX)))8 E alguém *ue ali se encontrava nesse instante conta *ue. e ') ") %mirnov. e a*ui a companhia teatral é pe*uena.ostichiev. uma escolha) A selec+ão 2oi limitada. resistiram e morreram em sil0ncio.deixar1se ir a 6aixo . onde estão coligidas auto6iogra2ias ou cr:nicas 6iogr32icas 2idedignas de dirigentes do . 'agoda. eram considerados de antemão como super1homens e da. mas. toda a perplexidade deriva unicamente da cren+a na singularidade destes homens) "a verdade. segundo parece na penum6ra de uma cortina de musselina. havia uma selec+ãoX &s mais clarividentes e decididos dos condenados não se entregaram de mãos atadas. não h3 para n:s nenhum enigma no 2acto de eles di>erem tão mal uns dos outros) 'sto parece1nos compreens-velJ o homem é 2raco. BamarniAS) %: se deixavam agarrar os *ue *ueriam viver) E de todo a*uele *ue *uer viver pode 2a>er1se hgato sapato))) Fas houve mesmo alguns deles *ue se comportaram nos interrogat:rios de 2orma contr3ria. de *ual*uer maneira. mas sem opr:6rio) Goi por isso *ue não levaram a /ulgamento $ud>utaA.artido ?omunista $usso R6olchevi*ueS) A$DU'.a nossa perplexidade) E certo *ue aos encenadores parece ter sido neste caso mais di2-cil escolher os intérpretes do *ue nos anteriores processos dos engenheirosJ ali eles tinham *uarenta 2igurantes por onde escolher. era um criminoso declarado) 4C (odos os dados a*ui citados são extra-dos do tomo 41 do #icion3rio Enciclopédico Branai. pedia1lhe piedade a ele directamenteJ 7#iri/o1lhe um apeloX Eu constru. eram todos 2rouxos e conhecia as de6ilidades respectivas) E nisto ele tinha um tene6roso mérito. e o p<6lico dese/a *ue se/am eles mesmos a representar) Fas. por detr3s de uma /anelinha do segundo andar. EnuAid>e. *ue t0m pe*uenos ori2-cios. o Encenador dos grandes 6igodes conhecia 6em cada um) Ele sa6ia tam6ém *ue. em geral. =ameniev. ao n-vel mais 6aixo da vida *uotidiana) . (chu6ar. se esta6elecermos uma compara+ão com os actos correntes do comum dos cidadãos. os principais intérpretes são conhecidos de todos. Uinoviev. . nestes tr0s processosSX 'agoda. 2ora do vulgar. h3 umas /anelas 2echadas com 2olhas1de12landres.

depois do assass-nio de =irov. nem em vo> alta. suportando o seu exterm-nio44) Ele deixara esmagar e denegrir as suas ideias. penetrando a sua psicologia e mantendo1o durante longo tempo nas garras da morte.seud:nimo de %taline na clandestinidade) R") dos ()S A$DU'. s: para permanecer dentro do . /3 2i>era os ensaios) (ivera tempo. e logo *uando os processaram pela primeira ve>. cidade de Grun>e. as sentinelas do =remlin 2i>eram1lhe a contin0ncia como se nada ocorresse)S J3 ninguém o visitava nem o chamava pelo tele2one) E todos esses meses ele escrevia in2atigavelmente cartasJ 7Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX)))8. toda a ?onstitui+ão vigente Rmelhor dito.edro 1S.artido Ra cada um a sua ve>S. para ter tempo de ser acareado com eles e /usti2icar1se) Era tardeX %e =o6a estava /3 na posse de su2icientes documentos.artido 1 e viveu ainda no seu apartamento do =remlin Ro pal3cio de $ecreio de . a 6rincar como o gato com o rato. a sua comida e o seu sono estiverem nas mãos dos carrascos da u6ianAa) %u6meter1se1ão sem pestane/ar aa texto do drama) . . no nosso pa-s)8 'sto disse1o em 19@5 o primeiro te:rico do . pelos *uais se via *ue tinham sido apresentadas provas ani*uiladoras contra IuAharine) (entou acaso evitar essa execu+ãoY Ge> acaso um apelo ao . e pensava *ue havia derrotado =o6a41J impingira1lhe essa constitui+ão *ue o o6rigaria a suavi>ar a ditadura) Fas ele pr:prio /3 estava no papo) IuAharine não gostava de =ameniev e de Uinoviev.oder. deixando de ter *ual*uer actividade.E a*uele *ue.. não vigenteS. ele renegara os seus disc-pulos e partid3rios presos e deportados Rpouco numerosos. *uando 2oi . de tirar a prova e sa6ia *ue IuAhartchiA de1 41 .artidoX)))S #urante o segundo processo de =ameniev. pedindo1lhe *ue adiasse o 2u>ilamento de =ameniev e de Uinoviev. *ual*uer posto no . o 2u>ilamento de =a1meniev e de Uinoviev) "ão se ergueu contra isso. um contacto cordial com %talineX Fas o *uerido =o6a. ca+a em (ianchan. distLncia. nem se*uer a meia vo>) "ão 2a>ia mais *ue ensaiar o seu papelX Fas antes disso.artidoX (ratava1se de ensaios para esse papelX %e todos se condu>em assim em li6erdade. durante meio ano. no Verão de 19@. como numa prisão) R#e resto. ele andava .ol-tico do . somente enviou um telegrama a =o6a. desde a primeira .rocurava esta6elecer. tinha permitido. numa aparente li6erdade) IuAharine redigiu.artido. <ltima palavra.E AB& #E BU AB @5@ desempenharia o seu papel magni2icamente) ?om e2eito. passou muito tempo sem *ue IuAharine 2osse preso) Ele perdeu o seu lugar no /ornal '>vie>tia. leu a not-cia dos dois 2u>ilamentos e os artigos dos /ornais. *uando %taline amea+ava exclu-lo do . olhando de soslaio. renunciara aos seus pontos de vista. disse aos seus -ntimosW 7& *u0Y E gente capa> disso))) (alve> tenha havido algo)))8 REra a 2orma cl3ssica do homem comum. para *ue *ueria ele uma acarea+ão em carne e ossoY Entretanto. certamente. sem nada sa6er) #escendo das montanhas . 2icando sempre sem resposta) . sua 3atcha no &utono. como se 2osse legal. antes mesmo de terem vindo .artido denunciando a*uela monstruosidadeY "ão. como todos os outros. tam6ém esse o tratou %taline como um homem ao rés da terra. uma ?onstitui+ão apenas para ingl0s ver) "a estratos2era ele tinha a impressão de voar livremente. ali3sS. o *ue ser3 *uando os seus corpos. ainda no cume das honrarias e do . mesmo então. IuAharine. lu> e amadurecido devidamente) E *uando ainda era redactor1principal do /ornal '>vie>tia e mem6ro do Iureau . h3 /3 muito tempo.da*ueles anosJ 7Alguma coisa. ") 1) IuAharine. deve ter havido))) "ão se prende ninguém sem motivo. durante muitos anos. nos aparece como o mais inteligente e o mais l<cido dentre os che2es di2amados e 2u>ilados Ra *uem =oestler consagrou o seu talentoso estudoS.

e $adeA."os meses *ue precederam a deten+ão. ainda mais irrecusavelmente e de antemão. Europa. mani2estando o dese/o de encontrar11se com ele) IuAharine recusouJ am6os somos acusados. de 2acto. *ual 2oi o maior receio de IuAharineY %a6e1se de 2onte 2idedigna *ue 2oi o de ser exclu-do do . e nada devia ser estragado. 6em como na sua pr:pria adapta+ão ao papel) Fesmo o seu envio .artido) E. IuAharine 2oi chamado por =aganovitch. desde o momento em *ue ele pr:prio se tinha convertido no . e assim privou1os de todo e *ual*uer poder) E todos os seus es2or+os passaram a ser dirigidos no sentido de se manterem no . no <ltimo 'nverno. ele e a mulher tomaram lugar na tri6una dos convidados com um passe da redac+ão do '>vie>tia) #e repente. 2undamentalmente.artido) IuAharine não possu-a Rnenhum deles possu-aS o seu . antes de eles terem passado a s01lo. se se cometem erros. organi>ou uma acarea+ão com %oAolniAov) Este dep_s acerca do 7centro paralelo da direita8 Rentenda1seJ paralelo ao ?entro (rots*uistaS e da actividade clandestina de IuAharine) =aganovitch condu>iu o interrogat:rio energicamente. no tra6alho do Encenador relativamente a ele. para *ue atrair uma nova som6raY Fas as suas datchas. certa noite. 7Duerido =o6aX))8. a2irmar1se) %taline havia1os denunciado como opositores. não se acharam provas o6/ectivas)8 $adeA tele2onou1lhe no &utono. tu ser3s poupadoJ não estavas ligado aos trots*uistas)8 E IuAharine acreditava *ue 2icaria vivo. para recolher manuscritos de Farx. ele 2e>1lhe a contin0nciaJ 7& camarada %taline surpreende1se por v01los a*uiX E pede1lhes *ue ocupem o vosso lugar na tri6una do Fausoléu)8 . o negrume das acusa+9es 1 a prolongada e intermin3vel não deten+ão. não era apenas uma necessidade exterior a 2im de esta6elecer uma rede de acusa+9es pelas liga+9es mantidasW a li6erdade desinteressada da sua viagem indicava. depois ordenou *ue levassem %oAolniAov e amistosamente disse a IuAharineJ 7Ele mente em tudo. 2oi pu6licado pela . cena principal) E agora.artidoX #e ver1se privado do .artido 1 isso seria monstruosoX Duanto aos trots*uistas. ele sempre se deu mal com elesJ a2astaram1se do . dirigiu1se a eles um soldado vermelho armado) (eve um pressentimentoX 7A*ui mesmoY "este instanteY8 )))"ão. de não o pre/udicaremX Eram demasiadas exig0ncias para poderem ser independentesX A IuAharine tinha sido destinado. *ue não o excluiriam do . do '>vie>tia.artido e o *ue sucedeuY & *ue é necess3rio é manter1se a unidade.rocuradoria um vago comunicadoJ 7Duanto .artidoX #e 2icar vivo. nem posto de parte. acusa+ão contra IuAharine.E"#E"(EW nenhum de2endia realmente uma ideologia oposicionista.&"(& #E V'%(A '"#E. no tra6alho do tempo so6re ele. a extenuante ang<stia *ue o cercava em casa 1 destru-a melhor ainda a vontade da v-tima do *ue as press9es directas da u6ianAa) REste não escapar3.artidoX E nesta sua corda sens-vel Rde todos elesS /ogava esplendidamente o *uerido =o6a. o devassoX8 Entretanto. os /ornais continuaram a noticiar a indigna+ão das massas) IuAharine tele2onava ao ?omité ?entral) IuAharine escrevia cartas. pedindo *ue lhe retirassem pu6licamente as acusa+9es) Então. na presen+a 44 %: de2endeu E2im (seitlin e não por muito tempo) @54 A$DU'.ra+a VermelhaS. *ue.E AB& #E BU AB de importantes tche*uistas. apanhar3 tam6ém um ano)S ?erta ve>. na *ual pudessem autonomi>ar1se. o papel principal. cometem1se /untos) "a mani2esta+ão de "ovem6ro Ra sua despedida da . 2oi l3J 7#iga eu o *ue disser. o seu regresso . so6retudo. mas 2ora do . 2icavam uma ao lado da outra. *uero *ue sai6as *ue não sou culpado da nada) Além do mais.

e ali mesmo deu por 2inda a greve da 2ome) RUma ve> em casaJ 7Vamos. mas sim como mem6ro do ?omité ?entral.artidoX8 E IuAharine acreditou. no decorrer do plen3rio. eu considero *ue a culpa de IuAharine não est3 demonstrada) $iAov talve> se/a culpado. respondeu. *ue nessa . cam6aleando. continuamos a viver como est<pidos)8 A*ui interveio =aganovitch com c:lera e com invectivas Rele dese/aria tanto acreditar na inoc0ncia de IuAhartchiA. ohX. ele decidiu 2a>er a greve da 2ome em casa. mas não se suicidou) Acaso não se havia adaptado ele ao papel *ue lhe 2ora destinadoY))) E ainda se reali>ou outro /ulgamento p<6lico))) E 2u>ilaram ainda um punhado deles))) E IuAharine era respeitado.iatoAov 2e> depoimentos in2ames contra IuAharine e $iAov.ro2essores Vermelhos. de vinte e dois anos de idade. /3 com aspecto de culpado. ao rece6er novos documentos. não como se se tratasse de um acusado. com a ca6e+a so6re a almo2ada) Buardava em casa dois rev:lveres Re %taline tinha1lhe dado tempoXS. emagrecido. animou1se. arrastou1se até ao plen3rio) 7& *ue é *ue te veio .iatoAov 2oi Jevado ao plen3rio de #e>em6ro do ?omité ?entral com os dentes partidos. independentemente da sua vontade. arrependeu1se de 6oa mente diante do plen3rio. e IuAharine não era apanhado))) Em come+os de Gevereiro de 19@5. nãoX. mas não IuAharine)8 REra como se alguém. se lan+am tais acusa+9es contra mimY Duerem excluir1me do . .Assim.iataAov) E. e era /3 uma caricatura de si mesmo) Atr3s dele estavam postados mudos tche*uistas Rde 'ago1da. não t0m em conta %talineS4@ apodaram1no de mercen3rio 2ascista e exigiram o seu 2u>ilamento) . simplesmente para seu conhecimento))) Gre*uentemente. no intervalo. durante meio ano) Em 5 de #e>em6ro 2oi aprovada com /<6ilo a ?onstitui+ão de IuAharine. /3 em Agosto tinha compreendido. tendo sido denominada para sempre como estalinista) . concentrasse as acusa+9es contra IuAharineXS Um duche escoc0s) Assim vai amolecendo a vontade) Assim se vão ha6ituando ao papel de her:is a6atidos) A partir da*ui come+aram sem parar e levar1lhe a casa os autos dos interrogat:riosJ dos antigos alunos do 'nstituto de . ca6e+aY8. perguntou1lhe cordialmente o *uerido =o6a) 7Due havia de 2a>er. e voc0 2ornece todas as provas voluntariamentek8 R"otaJ &rd/oniAid>e apanhou tam6ém uma 6ala na nuca)S 7#e todo em todo voluntariamente8.E AB& #E BU AB @55 todas as maneiras. expressa na greve da 2ome) E IuAharine vacilouJ talve> tivesse o2endido em algo o . e suicidou1se) Fas n:s os dois. cortem1me um peda+o de chouri+oX =o6a disse1me *ue não me excluirão)8S Fas.artido)))8 %taline 2ran>iu o so6rolho perante um tal a6surdoJ 7Fas ninguém te exclui do .rimavera lhe tinha dado um 2ilhoJ 7 0 tu. com a seguinte ordem do diaJ 1) &s crimes do centro de direita) 4) A actividade antipartido do camarada IuAharine. mulher.artido))) ?om a 6ar6a por 2a>er. pois 'agoda tam6ém se treinava e se preparava para o papelS) . mas não conseguia)))S) E Folotov) E %talineX Due grande cora+ãoX Due grata generosidadeX 7#e A$DU'. =aganovitch e Folotov R*ue insolentesX. sentado ali mesmo entre os che2es) &rd/oniAid>e colocava a mão /unto do ouvido Rele não ouvia 6emSJ 7#iga. $iAov disse a IuAharineJ 7(omsAi teve 2or+a de vontade. eu não possoX8 E solu+ava. para *ue o ?omité ?entral averiguasse e lhe retirasse as acusa+9es) ?omunicou isso por carta ao *uerido =o6a e manteve a greve escrupulosamente) Então 2oi convocado ao plen3rio do ?omité ?entral. IuAharine di>ia . de $adeA e dos demais 1 e todos apresentavam provas graves da negra trai+ão 6uAharinista) evavam1lhe a casa. alternaram o duche escoc0s.

e isto segundo os pr:prios /ornais)8 . pois. para voc0s. mas IuAharine teme1a) $estava um di3logo não muito di2-cil com VichinsAi. 2oi conhecida recentemente pelo mundo inteiro) Entretanto.E AB& #E BU AB @55 mundial e apenas pre/udicar3 o . resta apenas uma pe*uena diverg0nciaJ é preciso 2a>er coincidir a hip:tese e os 2actosW é preciso. elas não 2oram cometidas)8 1 7Fas não podiam t01lo sidoY Galando teoricamente))) R(rata1se de te:ricosX)))S &s interesses mais altos. s: teoricamente.artidoY8 1 7Em geral. naturalmente. mas tam6ém todas as nausea6undas torrentes da nossa grande canali>a+ão prisionalX Assim reconhecia *ue era digno de su6mergir1se tam6ém nelas))) Ginalmente. n:s poup3mos muitos.3triaSY8 1 7"o entanto. naturalmente. pois KaAu6ovitch dese/ava a morte. e nada mais) Uma pe*uena transla+ão 2ilos:2ica) Estamos de acordoY))) %im. com as convic+9es da oposi+ão.s mãos dos pontos de teatro e dos encenadores su6alternos) Ele era um homem de m<sculos. a tal ponto *ue /3 não são necess3rias as torturas. segundo este es*uemaJ 7E exacto *ue cada oposi+ão contra o . sim)8 T 7Fas não é verdade *ue a luta contra o . reconhecer como reali>ado a*uilo *ue.artido) E é evidente *ue não ter3 uma morte 23cil) Fas se tudo correr 6em. tinha amadurecido completamente para ser entregue . depois de estar assim ani*uilado.ela l:gica das coisas.artidoY8 1 7%im. signi2ica isso *ue. no ano de 19@1Y "o 2acto de *ue ele não est3 su/eito aos mesmos dois argumentosY Ele é mesmo mais 2raco.Ue *ue a6undLncia de depoimentos nos privamos. n:s. sim) "a pr3tica. perdoem1me. espionagem. sim)8 1 7.oderia)))8 1 7Assim. podiam cometer1se todas e *uais*uer in2Lmias contra o . A$DU'. diante dos mem6ros do ?omité ?entral. ca+ador e lutadorX REm lutas a 6rincar.artidoXS) Uma ve> mais protestava 7aprovar completamente8 tudo o *ue ocorrera até 19@5. para desacreditar *ual*uer ideia de oposi+ão no 2uturo. em *ue di2erir3 a sua posi+ão relativamente . venda da . naturalmenteX8 1 7Assim. deix31lo1emos viverJ mandamo1lo secretamente para a ilha de Fonte ?risto e l3 voc0 ir3 tra6alhar so6re a economia do socialismo)8 T 7Fas nos /ulgamentos anteriores parece *ue voc0s os 2u>ilaramY8 1 7Ve/a *ue compara+ão est3 a 2a>erJ eles e voc0X Além disso.artido Rcom *ue humilha+ão pagou ele tal devo+ão ao .E AB& #E BU AB E de novo IuAharine caiu no desLnimo e os <ltimos dias passou1os a escrever uma carta ao 72uturo ?omité ?entral8) Aprendida de mem:ria e assim retida. inclusive) Duer di>erJ não s: os anteriores e in2ames processos. não o comoveu44) Due tinha decidido este agudo e 6rilhante te:rico legar aos descendentes através das suas <ltimas palavrasY Ga>er ainda outra s<plica para ser reintegrado no .or outras palavras.artido Rassass-nios.artidoY8 1 7. como nãoY "ão é preciso explicar1lhe a si *ue se agora no /ulgamento volta atr3s e di> algo di2erente. de KaAu6ovitch. é necess3rio reconhecer o poss-vel como real. *uantas ve>es ele não tinha 2eito cair =o6a de costas so6re o tapeteX ?ertamente nem isso =o6a lhe p_de perdoar)S #epois de um lamento deste género. poderia ter1se reali>ado) "ão é verdade *ue isso poderia ter ocorridok8 1 . no 2im de contas. continuam entretanto a ser os interesses do . compreende *ue s: 2ar3 o /ogo da 6urguesia Assim como não comoveu o 72uturo ?omité ?entral8) A$DU'. respeitando o no6re sossego da velhice de FolotovX @5.artido não pode deixar de trans2ormar1se numa guerra contra o .artido é uma luta contra o .

o ?aso de =adii. era uma pessoa com um 2irme sentido de /usti+a. ele tinha pro/ectado em 19@5 levar a ca6o uma ampla rede de processos por >onas. as coisas tornaram1se menos 23ceis para %taline. derreter a ma*uilhagem.5X45 Fas mesmo os espect3culos magni2icamente conseguidos 2icavam caros e re*ueriam muitos cuidados) E %taline decidiu não mais lan+ar mão dos espect3culos p<6licos) Fais exactamente. e os pr:prios acusados não eram tão complexos) Assim. apenas com algumas varia+9esJ ora.artido. cu/as reportagens tinham come+ado a se. somos n:sl "a sociedade vai amadurecendo lentamente a compreensão hist:rica) E *uando ela amadurece. podiam ainda os acusados 2incar1se assim no seu ponto de vista. *uanto a ele. para *ue a alma negra da oposi+ão se tornasse vis-vel para as massas) Fas não se encontraram 6ons encenadores. caso contr3rio empo6receria até um limite perigoso) E preciso recordar o am6iente dos anos @C Rmas s: dos anos @CYS. mas de cima ca-am em catadupas directri>es. ao *ual 2oi dado como capital a antiga e calma vila de =adii) &s novos dirigentes 2oram para l3 destacados de diversos lugares e s: se conheceram no local de destino) Eles 2oram encontrar uma >ona m-sera. e cada uma delas era contra os seus empreendimentosJ tudo se passava como se as inventassem de prop:sito l3 em cima para tornar a vida mais amarga e di2-cil aos mu/i*ues) ?erta ve>. agir contra n:sY Arrependa1seX . devido a ter ingressado no . cuidadosos e instru-dos. voc0s são. os dirigentes de =adii escreveram um relat:rio . pu6licadas no /ornal regional de 'vano1vo) Em 2ins de 19@4. numa distante e perdida aldeia da região de 'vanovo. e gritando com a ca6e+a erguidaJ 7"ão. pelo contr3rio. nem em 19@5. 2ugir o encenador pela escada de servi+o e correr os pontos de teatro para a toca como rata>anas) E na rua teria amanhecido /3 o ano de 19.artido. como n:s. não somos comunistas ?&F& V&?n%X)))8 E parece *ue o simples 2acto de gritar 2a>ia cair por terra os cen3rios. Giodor 'vanovitch %mirnov. triste e perdida. não somos russos ?&F& V&?n%X))) "ão.(alve> *ue o enigma não se/a assim tão o6scuroY %empre esta cantilena irresist-vel através de tantos processos. não somos revolucion3rios ?&F& V&?n%X))) "ão. nem em 1944.E AB& #E BU AB na /un+ão com =astroma e "i/ngorod. Ano do in-cio dos processos de dissidentes. não 2oi varrido *uando da li*uida+ão dos AulaAs) (alve> ele pr:prio tenha participado nessa li*uida+ãoYS) "o seu novo lugar de tra6alho eles tentaram 2a>er algo pelos camponeses. estimulados pelo poder soviéticoJ ainda não tinham decidido *ue era preciso varrer todos esses intensivistas) %tavrov. então. *ue /3 nos anos 4C orientavam as suas explora+9es so6re 6ases cient-2icas Rpelo *ue eram. um da*ueles camponeses chamados 7intensivis1tas8.ois voc0 e n:s. para avaliar o sacrilégio *ue isto constitu-a . tinha sido criado um novo distrito. *uando do *ue ali se necessitava era. resistindo a esta cantilena arrepiante e envolvente. isto é. %tavrov. estava 2ora das possi6ilidades preparar1se tudo tão cuidadosamente. em *ue estes passaram a a2irmar1se 7mortais) R") dos ()S @5Q A$DU'. e *ue o che2e da sec+ão agr3ria da >ona. tudo é simples) "em em 1944. de a/uda em dinheiro. em m3*uinas e de uma direc+ão sensata da economia) E sucedeu *ue o primeiro1secret3rio do ?omité do . mas h3 pouca gente *ue sa6e disto) Alguns processos 2racassaram e tudo 2icou em 3guas de 6acalhau) E oportuno re2erir a*ui um desses processos. extenuada pelas remessas o6rigat:rias de cereais ao Estado. era um mu/i*ue de gema. /untos. capital da prov-ncia di>endo ser necess3rio redu>ir o plano de remessas de cerealJ o distrito não o podia cumprir. como seria necess3rio. comunistasa) E como p_de voc0 desviar1se.

. 2icou o2endido por ter sido impedido de prender. segundo os h36itos da*ueles tempos.artido com a seguinte ordem do diaJ 7A actividade sa6otadora de %mirnov e de Univer na cooperativa de consumoW relatorJ o camarada Vlassov)8 A*ui. iniciativa local) Duando %mirnov partiu de 2érias. precisamente a t3ctica estalinista do ?omité ?entral)S Em tempestuosas reuni9es do . %a6urov.artido esclareceu1se *ue %tavrov era tão trots*uista como /esu-ta romano) & che2e das cooperativas de consumo do distrito. $ussov R/3 descrito no cap-tulo *uartoS) & che2e da ") =) V) #) do distrito. homem autodidacta.E AB& #E BU AB @59 ele o é) & . o6rig31lo a 2a>er marcha a tr3sW depois chegar3 a ve> dele) E esta. /3 como representante do ?omité #istrital do . cooperador inato. por cal<niaX E 2oi1lhe aplicada uma repreensãoX A <ltima interven+ão de $omanov é muito caracter-stica desse tipo de gente e da con2ian+a *ue depositava no sistemaJ 7Em6ora tenham demonstrado a*ui *ue %tavrov não é trots*uista.artido o novo presidente do Executivo. ") ') =rilov. depois lamentar3s)8 Vlassov expulsou1o daliJ 7?omo se atreve propor1me a mim. a alma do ano @5XS. o estoniano Univer 1 e o seu lugar 2oi ocupado por $omanov) %tavrov 2oi condu>ido . convenceu a assem6leia do .ara /3. dois h36eis e entendidos cooperadores de origem social incerta RVlassov admitia sempre no tra6alho *uais*uer cooperadores de antes da $evolu+ãoJ eles dominavam magni2icamente as *uest9es e procuravam ser diligentesW os prolet3rios *ue lhe propunham nada sa6iam 2a>er e. Vassili Bregorievitch Vlas1sov. 2oram redu>idos a escrito os autos) #epressa 2oram presos o secret3rio do . mas com essas atitudes naturais *ue tanto surpreendem nos $ussos. em pe*uena escala.artido a expulsar $omanov. pois morreu na prisão central da ") =) V) #) de 'vanovo.artido do distrito. $omanov) Assim como havia o2endido mortalmente o procurador do distrito. eu estou. e ordenou *ue se reunisse o . o *ue era mais importante. convencido de *ue A$DU'. a ") =) V) #) estava disposta ainda a arran/ar as coisas pelas 6oas com a cooperativaX & su6stituto da ") =) V) #) do distrito.oderX Fas. %mirnov. minha repreensão)8 E o . mesmo assim. che2e da suposta organi>a+ão de direita. mas isso nunca ninguém o sa6er3. e para Vlassov isso signi2icava dois meses de sal3rio) Ele não guardava para si ilegalmente nem uma migalha) 7"ão d3s. ") =) V) #) R7depois conta6ili>as isso de *ual*uer 2orma8S setecentos ru6los de tecidos R7trapos8S. em conse*u0ncia das torturas) Em todo o caso.contra o plano. 2oi pessoalmente propor a Vlassov *ue o2erecesse . por imagin3ria actividade de sa6otagem. uma coisa dessasX8 "o dia seguinte =rilov apresentou1se na cooperativa. o che2e da sec+ão de 2inan+as do distrito. o seu su6stituto. prendeu o presidente do Executivo do %oviete do distrito. Vassili Giodorovitch $omanov. comunista. assustar %mirnov. impingiu a seguinte resolu+ão ao ?omité #istritalJ 7&s 0xitos do distrito seriam mais 6rilhantesRYS se não 2osse por causa do trots*uista %tavrov)8 Assim come+ou o 7caso %tavrov8) R & método é interessanteJ dividir . acalorando1se *uando se tratava do *ue considerava /usto.artido Rtoda esta mascarada e todos estes neg:cios são. ") =) V) #) regional e ali con2essou ser trots*uistaW *ue toda a vida tinha 2eito parte do 6loco. neutrali>31lo. %o1roAin. com lacunas. a ") =) V) #) do distrito prendeu %tavrovW ao ca6o de um m0s. ele tinha incitado a excluir do . segundo11secret3rio. e o motim *ue 2omentava contra o . e ainda outros) E interessante ver como se decidiu a sorte de Vlassov) $ecentemente.artido aclarouJ *uase logo a seguir. assim como *uanto . nada *ueriam 2a>erS) #e todas as maneiras. mas deixadas .artido aclarar3 as coisas. com os socialistas revolucion3riosW e *ue no seu distrito era mem6ro de uma organi>a+ão clandestina de direita Rum ramalhete digno da*uele tempoJ s: 2altava a liga+ão directa com a EnteriteS) (alve> ele não tenha con2essado nada. não 2oram adoptadas medidas 2rontais pelas autoridades superiores. elo*uente e engenhoso nas discuss9es. secret3rio do ?omité #istrital.

depois de ter sido encontradaX %em construir pani2icadoras Rnão tinha recursos para issoS. ele 2ornecia pão negro ao distrito) %im. a imprensa andava sempre de mãos dadas com a ") =) V) #)S.ela manhã. co>iam elas pr:prias o pão) A proi6i+ão da venda de 2arinha signi2icavaJ não comam pãoX "o centro distrital de =adii 2ormavam1se longas e nunca vistas 6ichas para o pão Rde resto assestou1se tam6ém um golpe nessas 6ichasJ em Gevereiro de 19@5.E AB& #E BU AB do assunto)8 VlassovJ 7. comunicar1nosY8 Em tal situa+ão havia muitos *ue se desorientavam e se enterravam) Fas não Vlassov) Ele respondeu imediatamenteJ 7Eu ao tarei o relat:rioX Due o 2a+a =rilov. irromperam no ga6inete de Vlassov o conta6ilista principal das cooperativas do distrito e o seu su6stituto ").C A$DU'.or*ue é *ue não veio. e actualmente aparecem por ve>es mem:rias de /ornalistas e escritores mostrando como /3 então come+ava a grande 2artura) (udo entrou na hist:ria e existe o risco de *ue 2i*ue nela para sempre) E. Vlassov p_1las a 2uncionar num s: dia) %em 2a>er comércio de 2arinha. nas pe*uenas cidades e especialmente nas vilas e aldeias. inin1 Em ingl0s no texto) R") dos ()S N A$DU'. apareceu uma severa nota so6re o tra6alho na sec+ão das cooperativas do distrito Ré preciso di>er *ue. e exigia mais do ?omité $egional) "ão vendendo pão negro no centro distrital. *ue para l3 se levasse lenha e se pusessem as mulheres a tra6alhar nos 2ornos russos caseiros 1 mas colectivamente. proi6iu1se o 2a6rico de pão negro nos centros distritais.artido. apesar das astutas disposi+9es do Estado. vendeu pão a todo o distrito durante esse anoJ percorreu os =olAho>es e em oito deles chegou a acordo no sentido de *ue nas is6as a6andonadas pelos AulaAs se criassem pani2icadoras colectivas Rou se/a. em Foscovo e noutras grandes cidades. se não mencionarmos o 2acto de *ue /3 tarde. mais caroS) "a >ona de =adii não havia outra pani2icadora além da da sede do distrito.E AB& #E BU AB @. e n:s perderemos de vista homens ousados e de decis9es enérgicas. no ano @5. é por*ue eles estão presos sem 2undamentoX8 E a reunião pura e simplesmente não se reali>ou) Fas seria 2re*uente as pessoas atreverem1se a de2ender1seY RA situa+ão no ano @5 não estar3 completa. no entanto. segundo ano da chamada FiAoNan prosperitN`. e das aldeias todos a2lu-am ali em 6usca de pão negro) "os arma>éns havia 2arinha.1 terruptamente. ele. dois anos depois de terem sido eliminadas as cadernetas de racionamento do pão. pois 2oi ele *ue o prendeu e *ue es1a a tratar do caso %mirnov1UniverX8 =rilov negou1seJ 7Eu não estou a par @. nessa noite. na região de 'vanovo Re outrasS 2oi dada a instru+ão secreta de proi6ir o comércio de 2arinha) "a*ueles anos muitas donas de casa. e pela tarde 2oi proposto a Vlassov *ue apresentasse um relat:rio do seu tra6alho ao ?omité #istrital do . mas duas proi6i+9es se opunham . no /ornal do distrito. na sua es2era de compet0ncia.ois se nem voc0 est3 a par do assunto. sua venda ao p<6licoXXX Entretanto. em "ovem6ro de 19@. Vlassov encontrou solu+ão e. ele não .artido Ra cada passo depara1se1nos o mesmo tipo de métodos em toda a UniãoXS) 'sto sucedia em 19@5. não individualmenteS) A sec+ão distrital das cooperativas comprometia1se a a6astec01las de 2arinha) ?omo com o ovo de ?olom6oJ a solu+ão é simples. enviava 2arinha do arma>ém. o2erecendo1lhe de> mil ru6losJ 7Vassili BregorievitchX Gu/a esta noiteX Esta noite aindaX #e outra 2orma est3 perdidoX8 Fas Vlassov considerava *ue não era digno de um comunista 2ugir)S . vendendo1se somente pão 6ranco. em devido tempo.cada tru*ue é uma pérolaX #e momento não se acusa VlassovX Fas 6astava *ue ele dissesse duas palavras so6re a actividade sa6otadora do antigo secret3rio do .. e a ") =) V) u1 interromp01lo1iaJ 7&nde estava voc0k .

gostam desses espect3culosS) & 6ancos da .artido Rna véspera. no distrito. mas de pé. em =adiiS. com a ca6e+a inclinada para tr3sS. não havia lu> eléctrica Rcomo. viu1o da /anela do ?omité do . e . com os sa6res desem6ainhados e as pistolas em riste. tinham ponta por onde critic31lo) #epois dessa cr-tica ainda so6reviveu uma noite) Fas de dia 2oi preso) ?omo um pe*ueno galo de com6ate Rera de 6aixa estatura e mantinha1se sempre um pouco arrogante. pelas ruas de =adii. um Aomsomol. e o 6ilhete de deputado do %oviete local Rele havia sido eleito pelo povo e não havia *ual*uer decisão do Executivo do %oviete privando1o da imunidadeXS) Fas os milicianos não 2i>eram caso dessas 2ormalidades. *uando este era o6rigatoriamente uma reserva 7em caso de mo6ili>a+ão8 Rdado *ue. tentou recusar1se a en/regar o cartão do . noite o tri6unal reunia11se . os condu>iam pelas ruas de =adii. lu> de *uerosene) (ra>iam um p<6lico escolhido dos =olAho>es) (oda a aldeia de =adii ia assistir) ^avia gente não apenas sentada nas cadeiras e nas /anelas. mas violara o esp-rito das disposi+9esJ economi>ar 2arinha e deixar o povo morrer de 2ome) E assim. mas o cen3rio ainda não estava pronto. encarregado das organi>a+9es contra1revolucion3riasS) A guarda era composta por *uarenta homens da reserva da mil-cia montada. de modo geral. e arrastou1se pelo conhecido caminho até . na reunião do ?omité #istrital. porta 2echadaXSJ de 'vanovo a =inechma 2oram condu>idos num 7vagão de %tolipine845W e de =inechma a =adii. pela sua simplicidadeS a não di>er o *ue pensavam) & vendedor exclamouJ 7Ah. e um dos /ovens vendedores. relativamente aos seus companheiros de processo) Este *uase tinha sido instaurado sem ele e agora ia 2a>er1se o /ulgamento p<6lico) evaram1no para a prisão central de 'vanovo. entre 44 e 45 de %etem6ro. como era o <ltimo. de dia. de 2orma *ue ca6iam l3 setecentas pessoas de uma ve> Rna $<ssia.ela organi>a+ão irrepreens-vel e pelo e2eito de intimida+ão Finistro do 'nterior de antes da $evolu+ão) R") dos ()S @. lan+aram1se so6re ele e levaram1no pela 2or+a) #a sec+ão distrital das cooperativas condu>iram1no . ") =) V) #). não existia. e todos os dias. provocando admira+ão nas aldeias. 2a>iam1nos passar pela aldeia onde ainda h3 pouco constitu-am o governo local) As /anelas do clu6e /3 tinham sido postas. sem sair da sala.E AB& #E BU AB mde todo o processo respondia =linguin Rche2e da sec+ão especial e regional da ") =) V) #).artido) Então. numa guerra sempre se teme 2icar sem salS) Em 2ins de %etem6ro levaram os acusados a /ulgamento p<6lico. so6re ele *uase não 2oi exercida *ual*uer pressãoW 2i>eram1lhe apenas dois interrogat:rios e nenhuma testemunha veio depor) As pastas da investiga+ão estavam repletas de comunicados da sec+ão distrital das cooperativas e de recortes dos /ornais do distrito) Vlassov era acusado deJ 1S (er provocado 6ichas no pãoW 4S #e não ter assegurado o sortimento de um m-nimo de mercadorias Rcomo se houvesse tais mercadorias e alguém as propusesse a =adiiSW @S #e ter 2eito um stocA excessivo de sal. cova) Vlassov 2oi preso tarde. num clu6e ainda não aca6ado de construir) #epois. ao edi2-cio da ") =) V) #) distrital. 2oi exclu-do do ?omité #istrital e do =omsomol. *ue 2ormavam uma 2ila 2ora do vulgar pela velha estrada deserta. enchendo os corredores. de todos os modos. de resto. nem todas as pessoas tinham aprendido ainda Rso6retudo nas aldeias. de autom:vel) ^avia mais de uma de>ena de viaturas. ao lado das comiss9es especiais e dos /ulgamentos . em =adii) Este não era o caminho mais curto R*ue luxo. não se tinha decidido a sua expulsãoXS.4 A$DU'. misto de terror e de pressentimento de guerra) . numa distLncia de cento e de> *uil:metros. mas. no regresso. segundo um velho costume da $<ssia. canalhasX evam o meu che2eX8 Ali mesmo.transgredira a letra das instru+9es.

elas estendiam1se desde a padaria até ao pr:prio edi2-cio do ?omité #istrital do . claro. de rosto simples. Vlassov passa.artido)8 1 7E *ue medidas tomaramY8 "ão o6stante as torturas. de Foscovo) R") dos ()S A$DU'. canalhaY (u tam6ém deves reconhecer1te culpado.@ & /ui> censura1osJ como é *ue puderam. sem vergonha alguma. haver3 pris9es por l3S. criado em 'vanovo Rve/a1se. no processo. amea+ador e longo. no distritoY8 1 7%im.2rente eram permanentemente reservados aos comunistas. de *ue /3 nenhum dos réus podia impugn31loS) Fas a ignorLncia da popula+ão de =adii não captava tais su6tile>as cient-2icas. %mirnov conservava a vo> sonora e a calma seguran+a *ue lhe era dada pela sua inoc0ncia) Este homem espada<do. na instru+ão. ?hu6in. de6ilitado. não mostra pressa. h3s1de pag31lo com sangueX498 A partir deste momento. *ue se impunha como o6/ectivo derru6ar o poder soviético na vila. continuar A céle6re %ala das ?olunas. esperando o *ue sucederia mais adiante) Ga>1se de novo a leitura do depoimento do morto durante a investiga+ão) ?ome+a o interrogat:rio dos réus e 1 *ue con2usãoX 1 (&#&% eles %E $E($A?(AF das comiss9es 2eitas durante as averigua+9esX "ão se sa6e como se teria procedido neste caso na %ala de &utu6ro da ?asa dos %indicatos4Q.E AB& #E BU AB @. não posso relatar num /ulgamento p<6lico os métodos de interrogat:rio da ")=)V)#)8 REis um modelo dos processos dos 6uAharinistas) E isto *ue os paralisaJ o *ue eles mais procuram é *ue o povo não pense mal do . so6re a*uilo *ue a cada um toca mais de perto Rantes vendia1se pão sem conta. dirigia a acusa+ão Rem6ora todos os acusados tivessem recusado de2esa.erguntam ao réu %mirnovJ 7Voc0 sa6ia da exist0ncia de 6ichas para o pão. as declara+9es 2eitas por ele antes da sua morte Rera nestes depoimentos de %tavrov *ue se 6aseavam todas as acusa+9esXS) & tri6unal mani2estou a sua concordLnciaJ ter em considera+ão as declara+9es do de2unto como se ele estivesse vivo Rcom a vantagem. e a sala ouve cada palavra suaJ 7Visto *ue todos os apelos 2eitos . solene. disse com vo> *uase inaud-velJ 7?omo comunista. diplomado pela Universidade de #orpat. de ca6elo castanho1claro.artido) &s seus /u->es h3 muito *ue deixaram de ter essa preocupa+ão)S "o intervalo. en*uanto ho/e não h3 6ichasS) . =liuguin percorre as celas dos acusados) #i> a VlassovJ 7&uviste como se curvaram %mirnov e Univer.s organi>a+9es regionais não deram resultado. resumia1se a *ue no distrito de =adii actuava um grupo clandestino da direita 6uAharinista. do segundo ao primeiro plano. entretanto. 2a>er outras declara+9esY Univer. considerando1se como prestadas perante o tri6umal. 2oi1lhes imposto o advogado o2icioso para /usti2icar a presen+a do acusador p<6licoS) & re*uisit:rio da acusa+ão. por meio da sa6otagem econ:mica Rnão teriam podido encontrar os direitistas um lugar mais ignorado para dar in-cio ao seu pro/ectoXS) & procurador 2e> um re*uerimentoJ em6ora %tavrov tivesse morrido na cadeia. incum6i Vlassov de enviar um relat:rio ao camarada %taline)8)1 7E por*ue é *ue voc0s não o 2i>eramY REles não sa6em ainda . devia ser tomado a*ui em conta. canalha. mas a*ui 2oi decidido. e contar toda a verdadeX8 1 7%: a verdadeX8. concorda ainda de 6om grado o vigoroso Vlassov) 7A verdade é *ue voc0s em nada se di2erenciam dos 2ascistas alemãesX8 =liuguin en2urece1seJ 7Escuta. e os assessores Iitch e Uao>iorov) & procurador regional =arassiA. para *ue o tri6unal tivesse sempre o dese/ado apoio) A constitui+ão especial do tri6unal englo6ava o vice1presidente do tri6unal regional. como inspirador ideol:gico do grupo) E neste momento *ue a multidão *ue enche os corredores come+a a compreender as coisas mais claramente *uando o tri6unal é o6rigado a 2alar so6re as 6ichas do pão.

4 A$DU'. sem passar pelo ?omité $egional) Buardou1se uma c:pia nos ar*uivos do ?omité #istrital)8 A sala nem respira) & tri6unal alarma1se) "ão é necess3rio perguntar mais. come+am os depoimentos das testemunhas) & conta6ilista "))) 1 Due conhece acerca da actividade sa6otadora de VlassovY 1 "ada) 1 ?omo pode ser issoY . e eles durante mais tr0s dias não deixam de insistir no mesmo) & procurador esgana1seJ 1 #uplicidadeX E isso o *ue 2a>emX ?om uma mão sa6otam e com a outra escrevem a %talineX E ainda esperavam resposta deleYX Due responda agora o réu VlassovX ?omo é *ue chegou a inventar uma sa6otagem tão monstruosaJ p_r termo .ai e do nosso Festre não houve respostaX & /ulgamento p<6lico atingira o seu ponto culminanteX J3 tinha sido mostrado . a tal decisãoY 'sso não signi2ica *ue come+ou a sa6otar antes de mimY & procurador a2undou1se. *ue é istoY))) (endo tomado a palavra de assalto.por*u0X))) #eixaram1no escaparXS8 1 7Escrevemo1lo e eu mandei1o por esta2eta especial directamente ao ?omité ?entral. venda de 2arinhaY #eixar de co>er pão de centeio na capital do distritoY & 2ranganote Vlassov não espera *ue o mandem levantar) Ele mesmo se apressa a dar um salto e a gritar estridentemente na salaJ 1 Estou completamente de acordo em responder por isso perante o tri6unal. machadada pelo 6u2o Bu6aidulin) @. senhor procurador =arassiA. e no campo ele 2oi morto . não lhes chega para isso nem o tacto nem a intelig0ncia. na realidade) "ão 2altar3 muito para *ue o seu pr:prio sangue se/aaderramadoX "o meio da ma1a seguran+a do Estado em *ue caiu Ke/ov. se deixar o seu lugar de acusador. não se lamenta acerca do ideal morto Ré isso o *ue 2alta nos processos de FoscovoXS) Ele responde com vo> sonora e tran*uilaJ 1 "enhum) "ão houve resposta) "a sua vo> cansada lia1seJ era o *ue eu esperava. ordem. eu exi/o *ue o tirem da c3tedra de procuradorX 1 repisa o tur6ulento e incont-vel Vlassov) %uspensão da audi0ncia))) Iom.E AB& #E BU AB "\& ^&UVE $E%.raesidium) %e isto é uma sa6otagem econ:mica. como procurador.&%(AX #o nosso . 2oi apanhado =liuguin. por*ue é *ue ele não imp_s o seu veto.raesidium do Executivo do %oviete $egional proi6indo vender 2arinha e 2a>er pão) & procurador =arassiA é mem6ro permanente do . mas h3 ainda alguém *ue perguntaJ 1 E *ual 2oi o resultadoY Esta pergunta est3 nos l36ios de todosJ 7E *ual 2oi o resultadoY8 %mirnov não solu+a. processar1se13 RYS tam6ém o procurador) Fas ho/e é voc0 *ue estamos a /ulgar) R^3 duas verdades 1 uma para cada categoriaXS 1 Assim. gritos) ?hamem1no. o golpe tinha sido r3pido e certeiro) & /ui> não encontra nada *ue di>er) E pronuncia entre dentesJ 1 %e 2or preciso. Vlassov explica agora com toda a satis2a+ãoJ 1 ?hegaram instru+9es do . e se se sentar a*ui ao meu ladoX a "ão se entende nada) Iarulho. *ue signi2icado educativo tem para as massas este /ulgamentoY Fas eles insistem) #epois do interrogat:rio dos réus.s massas as negras entranhas do antrop:2agoX & /ulgamento /3 podia terminarX Fas não.

voc0 não podia deixar de sa6er) 1 &s documentos estavam todos em ordem) 1 A*ui tem) Um montão de /ornais do distrito) Fesmo a. não o6stante as enorme reservas de cereal do poder soviético)8 #ominando o seu pr:prio receio.. outros dois réus a de> anos e um a oito) Além disso.1 Eu estava na sala das testemunhas e não ouvi o *ue se di>ia) 1 "ão tem necessidade de escutarX Através das suas mãos passavam muitos documentos. de acordo com papéis escritos de antemão) %ois os executores de uma provoca+ão da ") =) V) #) #iga eu o *ue disser. >angado. de2endeu1se a si pr:prio. não deixou passar a <ltima ocasião para mostrar o seu atrevimentoJ 1 "ão vos considero como um tri6unal. uma hora da madrugada *ue o tri6unal esteve a ela6orar a senten+a. e na sala do clu6e as lLmpadas de *uerosene roram ardendo.E AB& #E BU AB carregada de todas as alucinantes ac+9es. as conclus9es do tri6unal condu>iram ainda . liga+9es e inten+9es sa6otadoras) %mirnov. demasiado sincero para continuar a sustentar a ca6e+a so6re os om6ros para l3 de 19@5) Duando %a6urov pediu *ue lhe conservassem a vida 1 7não para mim. o poder soviético tem muito cerealY R&ra. na sua <ltima interven+ão. de outra organi>a+ão de sa6otadores da economia. puxou1lhe pelo casacoJ 7'diotaX8 Ele pr:prio. Vlassov. mas sim como actores representando uma opereta no tri6unal. en*uanto os réus se mantinham sentados so6 a amea+a dos sa6res. de todas as maneiras vão1me condenar ao 2u>ilamento) %: tenho 2é em *ue chegar3 o tempo em *ue v:s estareis no nosso lugarX)))5C #esde as sete da tarde até .elo *ue se pode esta6elecer agora. so6re1 2alar verdade.*ueles *ue escreveram esses artigosX A gerente da padaria) 1 #iga. pertencentes ao =omsomol .E AB& #E BU AB @. Vlassov. A$DU'. em =adii. no 2undamental. nisto ele enganou1se) @. Univer. e o p<6lico >um6ia sem a6andonar a sala) 1 ao prolongada como a redac+ão da senten+a 2oi a sua leitura.se 2ala da A$DU'. não solicitou nada e de nada se arrependeu) . oraX Due responderY))) Duem é *ue est3 disposto a di>erJ eu não o conteiYS 1 (em muito))) 1 Então por*ue é *ue havia a*ui tantas 6ichasY 1 "ão sei))) 1 #e *uem depende issoY 1 "ão sei))) 1 ?omo não sa6eY Duem era o seu che2eY 1 Vassili Bregorievitch) 1 Ao dia6o Vassili BregorievitchX & réu VlassovX 'sso signi2ica *ue dependia dele) A testemunha cala1se) & presidente dita ao secret3rioJ 7$espostaJ em conse*u0ncia da actividade sa6otadora de Vlassov 2ormavam1se 6ichas para o pão. desco6erta. para os meus 2ilhinhos8 1.5 actividade sa6otadora de Vlassov) E voc0 não sa6e nadaY 1 Então pergunte . su6linhando *ue os interesses da p3tria lhe são tão *ueridos a ele como a *ual*uer honrado cidadão) %mirnov. era um homem 2irme. o procurador pronunciou um longo discurso) & advogado. %a6urov e Vlassov 2oram condenados ao 2u>ilamento.

seguravam a pistola) E o <ltimo ia atr3s apontando a pistola para o condenado pelas costas) & resto da mil-cia estava postada a intervalos regulares para evitar *ual*uer ata*ue da multidão) ^o/e. *ue tinha cometido um erro) & che2e da escolta ordenouJ 7]s armasX8 E trinta cara6inas das mil-cias de seguran+a.E AB& #E BU AB @.R*ue não tardaram a ser presosJ recordam1se do /ovem vendedorYSW o centro clandestino das organi>a+9es era em 'vanovo. 6uscava uma sa-da. por*ue /3 não tinham nada a perder e. 2icou ca-da de6aixo das cadeiras. "EF UFA %H VEU %E $'U. para execut31los. a ") =) V) #) nunca teria cumprido a sua grandiosa tare2a) A. como tam6ém deviam ser guardados custasse o *ue custasse. e procedeu1se assimJ cada condenado era acompanhado por cinco guardas) Um levava a lanterna) &utro ia adiante com a pistola no ar) #ois agarravam o condenado com um 6ra+o.artido não ressoaram aplausos.5 &s condenados não s: não podiam ser 2u>ilados imediatamente. o /ui> 2e> uma pausa para os aplausos. se se continuasse assim. os gritos e os desmaios dos 2amiliares. ") =) V) #). não criaram ra->es) . *ue. e a meia escuridão aumentava a con2usão geral e o medo) A multidão. não pelo /ulgamento /udicial mas pelas cara6inas apontadas contra ela. naturalmente. a esposa de Univer) E não houve aplausos)))51 51 Uma pe*uena nota consagrada . não aplaudemY E di>em1se comunistasX & dirigente pol-tico do destacamento da guarda correu para ele e apon1tou1lhe o rev:lver . esmagando1se no pLnico. mas na sala havia uma tensão tão som6ria *ue se ouviam os suspiros e o choro das pessoas estranhas. o *ue /3 era completamente indecoroso) 7&hX. meu #eus. e as velhas auguravamJ 7Ela olha para a terra. gritavam ao tri6unal vo>es vindas da sala) #esesperadamente a esposa de Univer irrompeu em pranto. não s: pelas portas. *ue é *ue voc0s 2a>emYX8. e na penum6ra da sala houve um movimento na multidão) Vlassov gritou para os 6ancos da 2renteJ 1 Fas por*ue é *ue voc0s. de oito anos) Ela amava o pai extremosamente) "ão p_de voltar a estudar na escola R>om6avam dela di>endoJ 7& teu pai é um sa6otadorX8 Ela 6rigava com as outrasJ 7& meu pap3 é 6omX8S) #epois do /ulgamento. por sua ve>. estava su6ordinado a Foscovo Ro a6ismo ia1se a6rindo so6 os pés de IuAharineS) #epois das palavras rituais 7ao 2u>ilamentoX8. desmaiada. com /ulgamentos p<6licos. *ual*uer pessoa sensata estar3 de acordo em *ue. andando sempre ca6is6aixa. depressa morrer3)8 E morreu de meningite. 6em como as pistolas dos en*uavedistas locais. e mesmo nos dois primeiros 6ancos onde estavam sentados os mem6ros do . até . convencida completamente. cara) Vlassov es2or+ou1se por lho tirar) Um miliciano acorreu e a2astou o seu che2e pol-tico. canalhas. com a mão livre. até de manhã. es*uecemo1nos de multiplic31los por dois ou por tr0s))) A$DU'. en*uanto.est3 por *ue os processos pol-ticos p<6licos. noite. . como tam6ém pelas /anelas) $angeram as t36uas. era preciso condu>i1los ao centro regional) A primeira tare2a era a de escolt31los pelas ruas. gritando antes de morrer constantementeJ 7&nde est3 o meu pap3Y (ragam o meu pap3X8 Duando calculamos os milh9es de homens *ue pereceram nos campos. tilintaram os vidros) Duase esmagada. viveu s: um ano Raté então /amais estivera doenteS) "esse ano. no nosso pa-s. 2oram apontadas contra a multidão Rpois parecia *ue esta ia lan+ar1se para arre6atar os condenadosS) A sala estava iluminada s: por umas *uantas lLmpadas de *uerosene. menina Uoia Vlassova.

é claro. a a6oli+ão da pena de morte 2oi con2irmada) RE houve Alusão . não lhe propomos) E talve> *ue no decurso deste livro o leitor se incline no sentido de *ue vinte. um ponto de vista de classe Re portanto mais /ustoS) "ão executar a6solutamente ninguém dava1lhe. . nem es*uecida. de todo em todo. no entanto.!' ] FE#'#A FZ!'FA A pena de morte na $<ssia tem uma hist:ria com altos e 6aixos) "o ?:digo de AleAsandr FiAhailoNitch o castigo m3ximo era previsto em cin*uenta casosW no regulamento militar de . nos nossos dias.edro ' havia du>entos artigos *ue o previam) Fas 'sa6el. e ?atarina ''. ela passou sem essa pena) (rata1se de um exemplo surpreendente para os meados do século !V'''. dos actos terroristas. conveniente) Fas para os delin*uentes. assass-nios secretos. sendo con2irmada pelos ?:digos de 1Q45 e de 19C4. nos casos pol-ticos RFirovitch. e mesmo de> anos. alargando1se ainda aos crimes de guerra e aos previstos pelas leis penais mar-timas) E durante este tempo *uantas pessoas 2oram executadas na $<ssiaY 'ndic3mos /3 Rno cap-tulo oitavoS os c3lculos re2erentes aos leaders do per-odo de 19C5 a 19C5) Acrescent3mos1lhes os dados comprovados pelo perito russo em direito penal ") %) (agantsiev4) Até 19C5. não recorreu. 2:rmula da condena+ão . o motim da peste.ugatchovS. nem mesmo pela $evolu+ão de Gevereiro. não tendo a6olido a pena capital. de todas as maneiras. uma s: ve> a elaJ di>em *ue ao su6ir ao trono 2e> a promessa de não executar ninguém T e em vinte anos de reinado não houve *ual*uer execu+ão) Fesmo durante a Buerra dos %ete Anos. escolhesse voluntariamente todo esse complexo de castigos *ue n:s. isto é. inclusive por meio de reuni9es sindicaisX Fas. entregar a vida 1 a #eus 1 através de uma vota+ão dos /u->es 2oi coisa *ue meio século depois de . ela reconheceu *ue a execu+ão era. ao trono e ao regime. e não das inten+9es mani2estadas na co>inha comum de um apartamento soviéticoW época das greves de massas e dos dist<r6ios dos camponesesW . a execu+ão por crimes de Estado não 2oi a6olida. não voltou a acontecer no nosso pa-s. a marca do 2errete Rpara os ladr9esS e a deporta+ão perpétua para a %i6éria) Fas diremos em de2esa da imperatri>J como podia ela voltar1se mais 6ruscamente contra as ideias da*uela sociedadeY (alve> *ue o condenado . nos nossos campos são mais penosos do *ue os castigos do tempo da imperatri> 'sa6el) %egundo a nossa actual terminologia1. por*ue não considerar a execu+ão a6olidaY so6 o c>ar .avel. o corte do nari>. pena capitalJ 7?ondenado . morte. mas nos regimentos não havia tri6unais militares)S E durante todo o longo reinado de Alexandre ' 2oi introdu>ida a pena de morte unicamente para os delitos militares cometidos em campanha Rem 1Q14S) RA*ui poderão di>er1nosJ e os a+oites até . podia levar1se uma pessoa até . para *ue não se apague o %ol de2initivamente para ele. 'sa6el tinha so6re isso uma visão humanista universal. para os presos comuns. e até aos de>em6ristas. a ela. a pena de morte na $<ssia era uma medida de excep+ão) Ao longo de trinta anos.ugatchov.ovo8. R") dos ()S @5C A$DU'. a 19C5 Répoca dos revolucion3rios de 7A Vontade do . morteY (am6ém h3 *ue di>erJ havia. nem se*uer por crimes de Estado)S & sangue dos cinco de>em6ristas 2e> 2are/ar as narinas do nosso Estado) #esde então. morte.E AB& #E BU AB muitas guerras. medida m3xima de seguran+a social)))). por ra>9es humanit3rias. de 1Q5. uma sensa+ão in*uietante de ang<stiaJ a de 2icar sem de2esa) E para se proteger a si. meio século antes da matan+a dos /aco6inos) E certo *ue n:s somos muito desenvoltos na ridiculari>a+ão de todo o nosso passadoW não reconhecemos nunca um acto nem uma 6oa inten+ão) Assim pode tam6ém denegrir1se inteiramente 'sa6elJ ela su6stituiu a execu+ão pelos golpes de a>orrague.

em todos os seus direitos. 2oram executadas perto de *uinhentas pessoas. 2a>endo cair l3grimas a (olstoi e criando indigna+ão em =oro1lenAo e em muitos outrosJ de 19C5 a 19CQ 2oram executadas cerca de duas mil e du>entas pessoas R*uarenta e cinco por m0sXS) Goi uma epidemia de execu+9es. pressa a senten+aJ 7Gu>il31lo num pra>o de vinte e *uatro horas)8 "a sala do tri6unal. ao 2ormar um Boverno de coliga+ão com os socialistas revolucion3rios de es*uerda. nada se avan+aria a caminho da nova sociedade) Entretanto. sem serem contadas nem recenseadas. para delitos militares. num per-odo de de>asseis meses Rde Junho de 191Q a &utu6ro de 1919S. ou se/a. e *ue mais tarde se elevaram a milharesS os *ue mais gravemente em6riagaram e arrepiaram a $<ssia nesta era de execu+9es. e a partir de 4Q de &utu6ro de 1915 a pena de morte 2oi a6olida) "ada de 6om. num russo de2eituoso pronunciou . com ra>ão. houve uma agita+ãoJ a pena de morte 2ora a6olidaX & procurador =rilenAo esclareceuJ 7. mas institu-da para inaugurar nova era de execu+9es) %e considerarmos *ue atsis4 não diminui os n<meros. de &utu6roJ um dos primeiros decretos não devia ser a a6oli+ão da pena de morte para sempreY E enine. no seu advento. =arA1lin. 191@) @ Em %chlissel6urg. 2oram executadas))) tre>e pessoas) "<mero horroroso para))) a %u-+aX A$DU'. chegaremos . ridiculari>ou nessa altura a utopia dos seus camaradas. come+ada em 191Q) Fais horrorosa nos parece ainda a moda de am6as as partes 6eligerantes. A .ena de Forte) %pec) Ii6lio. sem a pena de morte. e mais tarde dos vencedores. *ueda do Boverno provis:rio) A palavra de ordem dos 6olchevi*ues para a mudan+a de regime eraJ 7A6aixo a pena de morte. viola+9es. pois ele /3 sa6ia *ue. assass-nios. *ue levou . 2oram 2u>ilados então o presidente do primeiro %oviete de deputados oper3rios russos de . FA'% #E F' . as suas err:neas concep+9es 2oram postas de lado. cerca de de>assete por ano. por se ter recusado a meter a pi*ue a es*uadra do I3ltico) & presidente do %upremoa(ri6unal $evolucion3rio. em todo o pa-s) R'sto englo6ando as execu+9es por crimes comunsXS@ #urante os anos da primeira revolu+ão e do seu esmagamento. podia sair dessa 76ondosa8 medida) RE como a a6oliramY Em come+os de 191Q. o n<mero de execu+9es elevou1se.or*ue se in*uietamY Goi a execu+ão *ue 2oi a6olida) "ão vamos executar ?hastni T vamos 2u>il31lo)8 E 2u>ilaram1no)S