Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho A E!

A"#$E %& JE"'(%'"E) "a*uela carta estavam escritas algumas amargas palavras contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em rela+ão , guerra) Estaline não admitia, no entanto, *ual*uer espécie de cr-tica , sua actua+ão como pol-tico e como homem) .or isso, %ol/enitsine v01se condenado, sem *ual*uer /ulgamento, a oito anos de prisão e mais *uatro de ex-lio) Assim come+ou a dura vida de um /ovem 2-sico e matem3tico de 45 anos *ue aca6ou por a6andonar as ci0ncias puras, passando a dedicar1se apenas ,s lides liter3rias) Estes anos de prisão e de ex-lio numa long-n*ua aldeia soviética, para além de o 7levarem8 a rever todas as suas posi+9es ideol:gicas, permitiram1lhe conhecer muitas outras pessoas *ue se encontravam em id0nticas situa+9es) (ais trans2orma+9es ideol:gicas e tais contactos viriam a in2luenciar pro2undamente toda a sua o6ra liter3ria) Em 19;4, 7Um #ia na Vida de 'van #enisovitch8 2oi pu6licado na $<ssia com grande 0xito) =rushtchev, *ue continuava com a sua pol-tica de desanuviamento, permitiu *ue este livro 2osse pu6licado, uma ve> *ue ele iria apro2undar muitas das cr-ticas contra Estaline) "o entanto, a estrondosa venda deste livro impressionou vivamente as autoridades soviéticas *ue, terminado o degelo pol-tico de =rushtchev, proi6iram a divulga+ão de todos os seus livros) ?ome+ou então a 2ase de literatura clandestina) 7& .rimeiro ?-rculo8, 7.avilhão dos ?ancerosos8 e 7Agosto de 19148 2oram /3 pu6licados no &cidente e di2undidos na $<ssia clandestinamente) Entretanto, em %etem6ro de 195@, as 2or+as de seguran+a 7levaram8 Eli>avieta Voroni3nsAaia, a amiga de %ol/enitsine *ue lhe tinha dactilogra2ado secretamente o manuscrito do 7Ar*uipélago de Bulag8, a con2essar onde se encontrava o original) (al con2issão condu>iu Eli>avieta ao suic-dio) .erante tal situa+ão, e em homenagem a tão grande amiga, %ol/enitsine d3 ordem de imediata pu6lica+ão) %e as primeiras edi+9es clandestinas lhe tinham provocado a irradia+ão do %indicato dos Escritores, impedindo1o portanto de ganhar a vida como escritor, a di2usão do 7Bulag8, em 1954, culminou com a sua expulsão do pa-s e a conse*uente retirada do direito de cidadania russa) Assim viveu na $<ssia um cidadão *ue d3 pelo nome de Alexandre %ol/enitsine, escritor e .rémio "o6el da iteratura em 195C) A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB V& UFE ' (radu+ão directa do russo de G$A"?'%?& Ai GE$$E'$A FA$'A F) '%(H J&%E A) %EAI$A 'V$A$'A IE$($A"# A.A$(A#& @5 1 AFA#&$A (-tulo originalJ A.xnnEAAr (KA Ar ?apa de José ?Lndido Morld ?opNright O 195@ 6N Alexandre %ol/enitsine (odos os direitos reservados para a pu6lica+ão desta o6ra em l-ngua portuguesa pela ivraria Iertrand, %)A)$) )

?omposto e impresso por Bris 'mpressores, %)A)$) ) 1 Alto da Ielavista 1 ?acém Aca6ou de imprimir1se em %etem6ro de 1955 Goi com o cora+ão oprimido *ue me a6stive, durante anos, de pu6licar este livro, /3 então conclu-doJ o dever perante os vivos prevalecia so6re o dever perante os mortos) Agora, porém, *ue as 2or+as de seguran+a do Estado dele se apoderaram, nada mais me resta do *ue a sua pu6lica+ão imediata) A) %& JE"'(%'"E %etem6ro de P95)% A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB 191Q1195; Ensaio de investiga+ão liter3ria ' e '' .artes "o presente livro não h3 personagens imagin3rias, nem acontecimentos imagin3rios) .essoas e lugares são mencionados pelos seus pr:prios nomes) Duando os mencionarmos por iniciais, isso deve1se a considera+9es de ordem pessoal) %e, de *ual*uer modo, não 2orem re2eridos, isso deve1se simplesmente ao 2acto de a mem:ria humana não ter retido os seus nomes) Fas tudo se passou exactamente assim) "& ano de 1949, aconteceu1nos, a mim e a alguns amigos, lermos uma nota, *ue nos chamou a aten+ão, na revista .riroda R"ature>aS, da Academia das ?i0ncias) 'mpressa em caracteres min<sculos, noticiava *ue no rio =olima, durante umas escava+9es, se tinha deparado, casualmente, so6 uma camada glaciar, uma corrente congelada, nela tendo sido desco6ertos, tam6ém congelados, espécimes de 2auna 2ossili>ada Rvelhos de v3rias de>enas de miléniosS) Esses peixes, ou trit9es, conservavam1se tão 2rescos T testemunhava o correspondente cient-2ico 1 *ue as pessoas presentes *ue6ravam o gelo ali mesmo e comiam1nos ?&F .$AUE$) "ão poucos leitores da revista se devem ter espantado 6astante pelo 2acto de a carne de peixe se poder conservar durante tão longo tempo no gelo) Fas 2oram menos os *ue puderam discernir o sentido verdadeiramente her:ico dessa nota imprudente) ":s compreendemos tudo num 3pice) Vimos com clare>a toda a cena, nos seus m-nimos pormenoresJ como os homens presentes *ue6ravam o gelo, com exacer6ada pressa, e como, menospre>ando os elevados interesses da ictiologia, se acotovelavam uns aos outros, arrancavam os peda+os da carne milen3ria, a passavam pelo lume, a descongelavam e saciavam a 2ome) ?ompreendemo1lo, por*ue n:s pr:prios est3vamos em .$E%E"VA dessa poderosa legião de >eAs, <nica na (erra, *ue s: ela podia comer os trit9es ?&F .$AUE$) =olima era a maior e a mais céle6re ilha, o p:lo da 2erocidade desse assom6roso Ar*uipélago de BU AB, desgarrado pela geogra2ia num ar*uipélago, mas psicologicamente ligado ao continente, a esse *uase invis-vel, *uase intang-vel pa-s ha6itado pelo povo >eA) Este ar*uipélago, cheio de enclaves, recortava1se policromo so6re o 1C A$DU'.E AB& #E BU AB outro pa-s onde estava incorporado, penetrava nas suas cidades, pairava so6re as suas ruas 1 e no entanto havia *uem não se aperce6esse de nada, em6ora muitos tivessem ouvido 2alar vagamente de algoW s: os *ue l3 tinham estado conheciam tudo) Entretanto, como se tivessem perdido o dom da 2ala nas ilhas do Ar*uipélago, eles guardavam sil0ncio) "uma inesperada viragem da nossa hist:ria, uma parte insigni2icante desse Ar*uipélago 2oi dada a conhecer ao mundo) Fas as mesmas mãos *ue nos apertaram as algemas

a6rem agora conciliadoramente as palmas e di>emJ 7"ão se deve))) não se deve remexer no passadoX))) A*uele *ue recorda o passado perde um olhoX8 E, no entanto, o provér6io acrescentaJ 7A*uele *ue o es*uece perde os doisX8 As décadas vão correndo e lam6em irrecuperavelmente as cicatri>es e as <lceras do passado) &utras ilhas, durante este tempo, estremeceram, 2oram1se derretendo, des6ordaram, e o mar polar do es*uecimento vem em6ater so6re elas) E um dia, no século 2uturo, este Ar*uipélago, o seu ar e os ossos dos seus ha6itantes, congelados numa camada glaciar, serão apresentados aos descendentes como um inveros-mil tritão) "ão ouso escrever a hist:ria do Ar*uipélagoJ não me 2oi dado ler os documentos) Fas alguém, algum dia, vir3 a consegui1loY))) A*ueles *ue não dese/am $E?&$#A$ tiveram /3 tempo 6astante Re terão ainda maisS para destruir os documentos todos, completamente) &s on>e anos *ue ali passei incorporei1os não como uma desonra, nem como um sono maldito, mas *uase amando a*uele mundo monstruoso) E agora, tendo1me tornado, por um 2eli> reverso, a pessoa a *uem 2oram con2iadas as in<meras cartas e relatos tardios, talve> eu sai6a transmitir algo dos seus ossos e da sua carne e, para além disso, da carne ainda viva dos trit9es ainda ho/e vivos) #E#'?& este livro a todos *uantos a vida não chegou para o relatar) Due eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter aperce6ido de tudo) E%?$EVE$ um livro como este é superior ,s 2or+as de um s: homem) Além de *uanto eu pr:prio trouxe do Ar*uipélago 1 na minha pr:pria pele, na minha mem:ria, nos ouvidos e nos olhos 1, o material para este livro 2oi1me 2ornecido por relatos, recorda+9es e cartas de du>entas e vinte e sete pessoas) "ão lhes exprimo a*ui o meu reconhecimento pessoalJ este é o nosso monumento comum de ami>ade a todos os torturados e mortos) #esta lista dese/aria salientar a*ueles *ue mais se es2or+aram por me a/udar a incluir neste relato pontos de re2er0ncia 6i6liogr32icos de volumes *ue estão ho/e conservados em 6i6liotecas ou *ue h3 muito 2oram retirados e destru-dos, de tal modo *ue encontrar um exemplar guardado exigiu uma grande tenacidadeW e ainda mais a*ueles *ue me a/udaram a esconder este manuscrito num momento di2-cil e depois a reprodu>i1lo) Fas não chegou ainda a hora de me atrever a mencion31los) & velho #mitri .etrovitch VitAovsAi, de %olovAi, devia ter sido o redactor do presente livro) Entretanto, a metade da vida Z passada Ras suas mem:rias do campo de tra6alho intitulam1se Feia VidaS acarretou1lhe uma paralisia prematura) J3 depois de ter perdido o dom da 2ala, ele pode somente ler uns *uantos cap-tulos conclu-dos, e ad*uirir a certe>a de *ue tudo %E$'A $E A(A#&) E se por longo tempo ainda se não divisar a li6erdade no nosso pa-s, e a di2usão deste livro representar um grande perigo, eu devo por isso mesmo agradecer tam6ém reconhecidamente aos 2uturos leitores, em nome de todos a*ueles *ue morreram) Duando comecei a escrever este livro, no ano de 195Q, não tinha conhecimento de *uais*uer mem:rias ou produ+9es liter3rias so6re os campos de concentra+ão) "os anos de tra6alho *ue decorreram até 19;5, 2ui tomando conhecimento, gradualmente, das "arrativas de =olima, de Variam ?halamov, e das mem:rias de #) VitAovsAi, E) Buin>6urg e 14 A$DU'.E AB& #E BU AB &) Adamova1%lio>6erg, a cu/os tra6alhos me re2iro no decorrer da exposi+ão como 2actos liter3rios, conhecidos por todos Rassim h31de ser no 2im de contasXS) A despeito das suas inten+9es e em contradi+ão com a sua vontade, 2orneceram inapreci3vel material para o presente livro, conservando muitos 2actos importantes e até

n<meros, )6em como o pr:prio ar *ue respiraramJ F) K) %udra61 atsis, ") V) =rilenAo, durante muitos anos o principal procurador do EstadoW e o seu sucessor A) K) VichinsAi, com os seus /uristas1auxiliares, entre os *uais não se pode deixar de destacar ') ) Aver6ach) (am6ém proporcionaram documentos para este livro ($'"(A E %E'% escritores soviéticos, enca6e+ados por FZ!'F& B&$=', autores de um vergonhoso livro so6re o canal do mar Iranco, os primeiros *ue na literatura russa enalteceram o tra6alho 2or+ado) .rimeira .arte A '"#[%($'A ?A$?E$Z$'A 7"a época da ditadura, e cercados por todos os lados de inimigos, temos mani2estado por ve>es uma 6randura desnecess3ria, uma 6ondade desnecess3ria)8 =$' E"=& discurso pronunciado no processo 7.romparti8) ' A #E(E"V###BOT_TEXT###amp; ?&F& se chega a esse misterioso Ar*uipélagoY A todas as horas para l3 voam avi9es, navegam 6arcos e marcham com6oios, sem *ue neles se ve/a uma s: inscri+ão *ue indi*ue o lugar de destino) &s empregados das 6ilheteiras e os agentes da %ovturista e da 'n1turista 2icarão surpreendidos se voc0 lhes pedir uma passagem para l3) "em do Ar*uipélago, no seu con/unto, nem de nenhum dos seus incont3veis ilhéus eles t0m conhecimento, ou ouviram se*uer 2alar) A*ueles *ue vão dirigir o Ar*uipélago chegam l3 por intermédio da Escola do Finistério do 'nterior RF) V) #)S) A*ueles *ue vão ser guardas no Ar*uipélago são convocados por intermédio de sec+9es militares) A*ueles *ue vão l3 morrer, como voc0 e eu, leitor, esses devem passar in2al-vel e exclusivamente através da deten+ão) #eten+ãoXXX %er3 necess3rio di>er *ue isso representa uma viragem 6rusca em toda a sua vidaY Due é como a *ueda a pi*ue de um corisco so6re a sua ca6e+aY Due é uma como+ão espiritual insuport3vel, a *ue nem todas as pessoas podem adaptar1se, e *ue 2re*uentemente leva , loucuraY & universo tem tantos centros *uantos os seres vivos *ue nele existem) ?ada um de n:s é o centro do mundo e do universo, e ele desmorona1 se *uando alguém nos sussurra ao ouvidoJ 7Est3 presoX8 %e voc0 /3 est3 preso, acaso algo resistiu ainda a esse terramotoY 'ncapa>es, com o cére6ro o2uscado, de a6arcar esses a6alos do universo, os mais su6tis, 6em como os mais simples dentre n:s, não conseguem extrair nesse instante, de toda a sua experi0ncia de vida, senão isto a di>er mais ou menosJ 1 EuYYY .or*u0YYY .ergunta repetida milh9es e milh9es de ve>es antes de n:s, e *ue nunca o6teve resposta) 1Q A$DU'.E AB& #E BU AB A deten+ão é uma transi+ão instantLnea e evidente, uma ruptura, a passagem de um estado a outro) Ao longo da sinuosa rua da nossa vida caminh3vamos 2eli>es, ou arrast3vamo1nos penosamente, encostados a não importa *ue taipaisJ taipais e taipais de madeira podre, de 6arro, de ti/olo, de 6etão, de 2erro 2undido) .ensar-amos no *ue existe para além delesY "em com a vista, nem com o pensamento tent3vamos penetrar no *ue havia por detr3s, *uando é ali mesmo, 6em perto, a dois metros de n:s, *ue come+a o Ar*uipélago de BU AB) "em ainda distingu-amos, nesses taipais, a in<mera *uantidade de portas estreitas e 6em a/ustadas, 6em

camu2ladas) (odas, todas essas portas 2oram preparadas para n:sX E eis *ue uma se a6re r3pida e 2atal, e *ue *uatro mãos 6rancas, masculinas, não ha6ituadas ao tra6alho, mas como garras, nos prendem pelas pernas, pelos 6ra+os, pelo colarinho, pelo 6oné ou por uma orelha e nos arrastam como um 2ardo, en*uanto a porta 2ica para tr3s de n:sW a porta da nossa vida passada, 2echada para sempre) E é tudo) Voc0 é um presoX E nada encontra para responder a isso, a não ser um 6alido do cordeiroJ 1 E1uYYY .or*u0YYY))) Eis o *ue é a deten+ãoJ uma chama o2uscante e um golpe, a partir dos *uais o presente desli>a num segundo para o passado, e o imposs-vel passa a ter os plenos direitos do presente) E é tudo) "ada mais ser3 capa> de assimilar, nem na primeira hora, nem mesmo nos primeiros dias) Ainda trémula no meio do seu desespero o luar de uma lua de 6rin*uedo, de circoJ 7E um erroX (udo ser3 esclarecidoX8 & resto, o *ue agora se 2ormou com 6ase na ideia tradicional a até liter3ria so6re a deten+ão, acumula1se e estrutura1se /3 não na sua desconcertada mem:ria, mas na da sua 2am-lia e dos seus vi>inhos) 'sto é, o 6rusco som nocturno da campainha ou a 6rutal pancada na porta) 'sto é a 6rava investida dos 6riosos agentes com as 6otas su/as) 'sto é, a assustada testemunha *ue os segue) RE para *u0 essa testemunhaY As v-timas não ousam pens31lo, os agentes não o conce6em, mas são assim as instru+9es, e é preciso *ue este/a sentada toda a noite e pela manhã ponha a sua assinatura) .ara as testemunhas *ue levantaram da cama isso é tam6ém uma torturaJ noite ap:s noite andar a a/udar a prender os vi>inhos e conhecidos)S A deten+ão tradicional parte ainda dos preparativos do preso, com as mãos trementes estendidas para os o6/ectos, a levar uma muda de roupa, um peda+o de sa6ão, um pouco de comidaW ninguém sa6e o *ue é necess3rio "um apartamento ha6itam normalmente v3rias 2am-lias e ocupam uma parte) A co>inha e o *uarto de 6anho são comuns) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 19 rio, o *ue se pode levar e a melhor maneira de se vestir, mas os agentes imp9em pressa e interrompemJ 7"ão é preciso levar nada) 3 dão de comer) 3 2a> calor)8 RFentem sempre e se imp9em pressa é para atemori>ar)S A deten+ão tradicional é ainda, depois de terem levado o po6re detido, a ocupa+ão do apartamento durante longas horas por uma 2or+a estranha, r-gida, esmagadora) E ainda o arrom6ar, a6rir, tirar e arrancar das paredes, lan+ar dos arm3rios e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pis31las) "ada existe de sagrado na 6usca do domic-lioX Duando prenderam o ma*uinista 2errovi3rio 'nochin, encontrava11se no *uarto o corpo de uma crian+a *ue aca6ava de morrer) &s /uristas tiraram o corpo da crian+a e revistaram tam6ém l3) Eles dão sa2an9es aos doentes de cama e tiram as ligaduras *ue lhes co6rem as 2eridas)4 #urante a 6usca nada pode ser considerado como um desprop:sitoX Ao amador de antiguidades (chetveruAhin apreenderam 7algumas 2olhas de decretos c>aristas8 1 precisamente dos decretos so6re o termo da guerra contra "apoleão, so6re a 2orma+ão da %anta Alian+a e so6re o servi+o religioso contra a c:lera de 1Q@C) Ao nosso melhor conhecedor do (i6ete, VostriaAov, 2urtaram1lhe manuscritos antigos ti6etanos, valios-ssimos Ros alunos do 2alecido arrancaram1nos com enorme di2iculdade ao ?omité de %eguran+a do Estado, trinta anos depoisXS) Ao orientalista "evsAi, no momento de ser preso, levaram1lhe manuscritos de (agut Re vinte e cinco anos depois, por t01los

deci2rado, concederam1lhe o .rémio enine, a t-tulo p:stumoS) Gi>eram desaparecer o ar*uivo dos ost-acos do Jenissei, ar*uivo pertencente a =arguer, e proi6iram a escrita e o a6eced3rio *ue ele criou, 2icando esse pe*ueno povo sem l-ngua escrita) Em linguagem intelig-vel, tudo isto leva muito tempo a relatar, mas o povo di> acerca da 6usca domicili3riaJ 6uscam o *ue l3 não puseram) evam o *ue seleccionam e por ve>es o6rigam o pr:prio detido a carreg31lo, como 2i>eram a "ina AleAsandrova .altchinsAaia, *ue levou ,s costas um saco com cartas e documentos do seu 2alecido marido, not3vel engenheiro da $<ssia, perpetuamente em ac+ão nas 6ar6as deles, para sempre, sem retorno) .ara os *ue 2icam depois da deten+ão restam as longas se*uelas de uma vida des2eita, desolada) E as tentativas de 2a>er chegar encomendas aos presos) Fas em todos os postigos h3 vo>es *ue ladramJ 7Esse não est3 a*uiX8 %im, diante de um postigo desses, nos piores dias de eninegrado, era preciso 2a>er uma 6icha de cinco dias) E 6em pode acontecer *ue no pra>o de 4 Em 19@5 *uando sa*uearam o 'nstituto do #r) =a>aAov, os agentes da 7comissão8 *ue6raram as provetas com lisati, desco6erto por ele, apesar de os doentes resta6elecidos e os inv3lidos *ue estavam a curar1se pularem em redor e pedirem *ue conservassem o milagroso remédio) R%egundo a versão o2icial, lisati era considerado como um veneno))) .or*ue não conserv31lo como prova de delitoYS 4C A$DU'.E AB& #E BU AB meio ano o pr:prio preso responda ou eles larguemJ 7"ão tem direito a cartas)8 E isso signi2ica desde logo *ue é para sempre) 7"ão tem direito a cartas8 é *uase certo *uerer di>erJ 2oi 2u>ilado)@ E esta a ideia *ue 2a>emos da deten+ão) E, na verdade, a deten+ão nocturna, do tipo descrito, é a pre2erida, pois apresenta as maiores vantagens) (odos os ha6itantes do apartamento 2icam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta) & preso é arrancado ao calor da cama, todo ele redu>ido , impot0ncia do sono, com a mente con2usa) "a deten+ão nocturna, os agentes t0m superioridade de 2or+asJ v3rios homens armados contra um *ue não chegou se*uer a a6otoar as cal+asW durante os preparativos e a revista , casa, por certo *ue não se /unta , entrada da casa nenhum grupo de poss-veis partid3rios da v-tima) A chegada gradual e sem pressas a um apartamento, depois a outro, amanhã a um terceiro ou *uarto, d3 a possi6ilidade de utili>ar /udiciosamente os grupos de agentes e de meter no c3rcere, com 2re*u0ncia, mais ha6itantes da cidade do *ue o n<mero de pol-cias) As deten+9es nocturnas t0m ainda a vantagem de *ue nem os in*uilinos do prédio, nem os transeuntes das ruas da cidade v0em *uantos levaram durante a noite) %e assusta os vi>inhos mais pr:ximos, o acontecimento não existir3 para os mais distantes) E como se nada tivesse acontecido) .ela mesma cal+ada em *ue transitaram os carros da pol-cia durante a noite, des2ila durante o dia um magote de /ovens com 6andeiras e 2lores, entoando alegres can+9es) Fas para os arre6anhadores, cu/o servi+o é apenas o de 2a>er deten+9es e para *uem os horrores so2ridos pelos presos são uma coisa repetida e 2astidiosa, a compreensão da deten+ão é muito mais ampla) Eles possuem toda uma teoria 6em ela6orada, não se devendo pensar ingenuamente *ue a não t0m) A ci0ncia da deten+ão é um cap-tulo importante do curso geral da #irec+ão das .ris9es, e nele assenta a teoria 2undamental da sociedade) As deten+9es são classi2icadas de acordo com critérios diversosJ nocturnas e diurnasW domicili3rias, no lugar de tra6alho ou em trLnsitoW primeira ou segundas deten+9es isoladas ou em grupo) Estas deten+9es di2erenciam1se pelo grau de surpresa

exigido e pelo grau de resist0ncia esperado Rmas em de>enas de milh9es de casos não era esperada resist0ncia alguma, como de @ "uma palavra, 7vivemos em condi+9es malditasJ um homem desaparece sem not-cias e as pessoas mais chegadas, a esposa e a mãe))) não sa6em durante anos o *ue lhe sucedeu8) E /ustoY "ãoY 'sto 2oi escrito por enine em 191C, no necrol:gico de Ia6uchAine) %: *ue h3 *ue di>01lo claramenteJ Ia6uchAine levava uma carga de armas para a insurrei+ão e 2oi com essa carga *ue o 2u>ilaram) Ele sa6ia ao *ue se expunha) Fas o mesmo se não pode di>er de n:s, *ue somos apanhados como coelhos) A$DU'.E AB& #E BU AB 41 2acto não houveSW as deten+9es di2erenciam1se pela gravidade dada , 6usca4 pela necessidade de 2a>er ou não um invent3rio, a 2im de proceder , apreensão e de selar o *uarto ou o apartamentoW pela necessidade de prender a esposa depois da deten+ão do marido e de mandar os 2ilhos para uma casa de crian+as, ou de enviar todo o resto da 2am-lia para a deporta+ão ou ainda os velhos para um campo) Evidentemente, as deten+9es são muito variadas *uanto , 2orma) 'rma Fendel, de nacionalidade h<ngara, conseguiu certa ve>, no =omintern5, em 194;, duas entradas para o (eatro Iolchoi, nas primeiras 2ilas) & /ui> de instru+ão, =leguel, corte/ava1a e ela convidou1o) .assaram em id-lio todo o espect3culo, depois do *ue ele a acompanhou))) directamente , u16ianAa;) E se num dia 6elo de Junho de 1945, na $ua =u>nietsA Fost, a 2ormosa Ana %AripniAova, de louras tran+as e rosto redondo, *ue aca6ava de comprar tecido a>ul para um vestido, é convidada por um /ovem todo /anota a sentar1se ao seu lado, num carro puxado a cavalos Ro cocheiro 2ran>iu o so6rolho, pois compreendeu logo tudoJ os chamados :rgãos nada lhe pagarãoS, sai6am *ue não se trata de um encontro amoroso, mas tam6ém de uma deten+ãoJ eles 2arão um desvio para u6ianAa e entrarão pela negra 2auce desses port9es) E se Rvinte e dois anos depoisS o segundo11capitão Ioris IurAovsAi, envergando um casaco 6ranco, cheirando a magn-2ica 3gua1de1col:nia, compra um 6olo para uma rapariga T é 6om não /urar *ue esse 6olo lhe chegar3 ,s mãos, em lugar de ser partido ,s 2atias pelas 2acas dos investigadores e levado pelo capitão para a primeira cela *ue lhe é destinada) "ão, nunca 2oi descrita, no nosso pa-s, a deten+ão em pleno dia, nem a deten+ão em marcha, nem a deten+ão entre um 2ormigueiro de genteX Entretanto, todas elas são reali>adas de 2orma cuidadosa e 1 caso surpreendenteX 1 as pr:prias v-timas, segundo os agentes, comportam1se da maneira mais no6re poss-vel, para *ue isso, a perdi+ão do condenado, não d0 nas vistas aos *ue permanecem vivos) 4 E h3 ainda, especialmente, toda uma ci0ncia de 6usca domicili3ria, segundo consegui ler num 2olheto para /uristas, de ensino por correspond0ncia, em Alma1Ata) "ele eram elogiados muitos da*ueles /uristas *ue nessas 6uscas não tiveram pregui+a de remexer duas toneladas de esterco, seis metros c<6icos de lenha e dois carros de 2eno, *ue removeram a neve de todo um sector pertencente a uma herdade, *ue tiraram os ti/olos de um 2orno, *ue a6riram uma cova numa estre6aria, *ue inspeccionaram as latrinas, *ue revistaram o canil, as capoeiras, ninhos dos estorninhos, *ue 2uraram colch9es, *ue arrancaram ligaduras do corpo e até dentes de metal para neles procurarem microdocumentos) Aos estudantes da Escola da .ol-cia .ol-tica é recomendado com insist0ncia *ue iniciem a 6usca pela revista pessoal e terminem por ela Rde repente, o revistado pode ter1se apoderado de algo *ue 6uscavamS, voltando uma ve> mais a esse lugar, mas em outra hora do dia, e 2a>endo novamente outra 6usca) 5 A6reviatura da ''' 'nternacional ?omunista, nascida da cisão da '' 'nternacional) R") dos ()S ; %ede das pol-cias soviéticas R(cheAa, B).)U), ")=)V)#), etc)S

7eh p3X ^3 *uantos anos não te ve/oYX Vem a*ui. por exemplo. inspector do departamento regional de Educa+ão .ol-cia pol-tica chamada #irec+ão . em todos os /ornais. dos seus colegas. era1lhes dado. não pode ser detido em pleno dia na $ua BorAi. mas)))8 & /ovem expande1se numa atitude a2ectuosaJ 7Então como.artido.E AB& #E BU AB 4@ ^3 *ue dar aos :rgãos o *ue lhes é devidoJ no século em *ue os discursos dos oradores. apressa1se a dirigir1se para casa a 2im de preparar a mala) & com6oio partir3 dentro de duas horas e ele >anga1se com a lentidão da esposa) Ei1lo na esta+ãoX Ainda h3 tempoX "a sala de espera ou no 6u2ete um /ovem simp3tico grita1lheJ 7"ão me conhece. e o médico não se op9e . dos seus correligion3rios. a ag0ncia (ass declarar3. . as deten+9es podem ser variadas) A si. esposa de . s: sendo presos no caminho) Dual*uer mortal desconhecido. por ve>es. *ue um homem sem a prepara+ão de lo6o de um campo é incapa> de desem6ara+ar1se dela) "ão pense *ue se voc0 tra6alha na Em6aixada norte1americana e se chama. 6eira do passeio.E AB& #E BU AB "em todos podem ser presos em casa com uma pancada prévia na porta Re se acaso alguém 6ate. levam1no a um lado da entrada da 236rica. *ue os c-rculos competentes nada sa6em do desaparecimento de Al1r1#)S Due novidadeX &s nossos 6ravos rapa>es tam6ém e2ectuaram deten+9es dessas em Iruxelas R2oi assim *ue 2oi preso Jora IlednovS.)U)5 e v3rias celas de reclusão) Esta insist0ncia importuna de aparentes conhecidos é tão viva. cheio de sangue. uma reserva para um sanat:rio de %otchi) & nosso pato 2ica comovidoJ isso *uer di>er *ue os seus receios eram in2undados) Agradece. eu vou recordar1lhe8 e respeitosamente 2a> vénias . . a6rindo os seus 6ra+os como tena>esJ 7%achaX8. depois de lhe veri2icarem o cartão e voc0 est3 presoW arrancam1no de um hospital militar com trinta e nove de 2e6re R^ans Iern1steinS.S e. dos seus esconderi/osJ ele não deve ter tempo de destruir. um novo cargo. chega. o desconhecido leva .o6ieda))) R#ias depois. ano de 19@. *ue est3 condenada. mas simplesmente gritaS. sua mãe. esconder ou transmitir a6solutamente nada) ]s altas patentes. onde lhe o2erecem. condu>em1no . irritada.44 A$DU'. radiantes. precisamente um carro marca . gelado de pavor pelas deten+9es em massa e h3 /3 uma semana atormentado pelos olhares de soslaio do seu che2e. é chamado de um momento para o outro ao ?omité do %indicato. longe dos seus 2amiliares.iotr 'vanitchY8 . então como. antes de mais. Rele não se esconde. cela Rrecorda =arpunitchSW voc0 R"adia evitsAaiaS reclama uma visita . delirante de alegria.iotr 'vanitch con2iantemente pelo 6ra+o 1 para sempre ou por de> anosX "a esta+ão h3 um vaivém em torno e ninguém repara))) ?idadãos *ue gostam de via/arX "ão es*ue+am *ue em cada esta+ão existe uma sec+ão da B).iotr 'vanitchJ 7. perto da Esta+ão de ?orreios e (elégra2os) & seu amigo desconhecido precipita1se para si através da densa multidão e di>.erdoe1me. o seu marido voltar3 dentro de um minuto)))8 A esposa d3 licen+a. as pe+as de teatro e as modas 2emininas parecem 2eitas em série. e concedem1lhaX Fas ela trans2orma1se numa acarea+ão e numa deten+ãoX . Al1r1#). *uase sem vida.<6lica. militares ou do . sua deten+ão Re de *ue vale tentar opor11 seYSW tiram1no directamente da mesa de opera+9es durante uma opera+ão de <lcera do est_mago R") F) Voro6iov. como o 7carteiro8S.ol-tica do Estado) R") dos ()S A$DU'. para não estorvarmos8) Uma ve> de lado. e nem convém *ue todos se/am detidos no local de tra6alho) %e o *ue vai ser preso é considerado perigoso é mais c:modo prend01lo 2ora do seu meio ha6itual. e não s: em Foscovo) . e proporcionada uma carruagem1salão.iotr 'vanitch atrapalha1seJ 7"ão. apresenta1se como o 7gerente da casa8.

se apresentarão. uma mulher a perguntar *ue destino devia dar a uma crian+a de peito. 7vamos esclarecer isso8) Esperou duas horas e levaram1na da recep+ão . pelo 2uncion3rio da ?aixa Econ:mica e pelo administrador do cinemaJ todos o podem prender e s: depois. ao sa-rem cada dia para o tra6alho. muito escondida. nem considerado suspeito) ^3 tr0s tipos de 6uscasJ de Lm6ito 2ederal. em tais epidemias. a 6usca .ol-tica do Estado e ao ?omissariado do . a ideia de *ue . a plumagem ritual tinha voado e a deten+ão de de>enas de milhares de homens ad*uiriu o m-sero aspecto de uma chamadaJ pegavam nas listas.E AB& #E BU AB 2ugir Ro *ue. a chapa vermelha) ]s ve>es as deten+9es *uase parecem uma 6rincadeira T tais são o engenho e o re2inamento utili>ados. perto de &rcha. mas /3 tarde. por isso. de "ovo (cherAassA. tiravam1nos de um vagão e metiam1nos noutro. não sa6endo *ue pessoa deter ou não deter. com o nosso sistema de passaporte. precisamente pelo 2acto de serem detidas pessoas em nada culpadas e. mesmo *uando sem isso a v-tima não o2ereceria resist0ncia) &s agentes *uerem porventura /usti2icar o seu servi+o e o elevado n<mero de deten+9esY Iasta enviar a todos os patos visados uma intima+ão e todos eles. sec+ão de encomendas e ali mesmo o det0mW voc0 é preso pelo via/ante *ue passou a noite em sua casa por 7amor de #eus8W preso pelo electricista *ue 2oi ler o contadorW preso pelo ciclista *ue es6arrou consigo na ruaW pelo revisor do com6oio.. onde a ")=)V)#) se dirigiu para o prenderJ ele não a6riu a porta. de modo nenhum preparadas para o2erecer resist0ncia) ?riou1se o sentimento geral de 2atalidade.avlu. com a trouxa. composi+9es 2errovi3rias da Europa e era necess3rio a6sorv01las e despach31 las para o BU AB. pelo motorista de t3xi. mesmo então *uase não 2ugiam) RE em raros casos se suicidavam)S Exactamente o *ue era preciso) Uma ovelha pac-2ica para os dentes do lo6o) 'sto sucedia ainda pela incompreensão do mecanismo das epidemias de deten+9es) &s :rgãos não tinham 2re*uentemente motivo pro2undo para escolha. para ocuparem na cela o espa+o *ue lhes é destinado) RE assim mesmo *ue os AolAho>ianos são detidosW seria l3 poss-vel ter de ir de noite 6usc31los a casa por lugares sem caminhoYX ?hamam1nos ao %oviete da aldeia e ali o prendem) &s simples oper3rios são convocados ao escrit:rio da empresa)S "aturalmente *ue cada m3*uina so2re o seu desgaste depois do *ual /3 não pode 2uncionar) "os saturados e es2or+ados anos de 194514."uma mercearia convidam1no a passar . . hora e minutos marcados. *uando chegavam umas atr3s das outras.avlu "U"?A 2oi detido. de uma vi>inha detidaJ 7%ente1se8. noite. por não terem a certe>a de regressarem .ol-cia de %eguran+a do Estado. se despediam da 2am-lia. #irec+ão . disseram1lhe. não havia se*uer esse /ogo supér2luo e a pr:pria teoria tinha perdido muito do seu 6rilho. mas podia tam6ém ter um car3cter completamente casual) Em 19@5. tem. nem chamado aos :rgãos. teve tempo de 2ugir e partiu de viagem directamente para a %i6éria) Em6ora vivesse com o seu nome verdadeiro e pelos documentos 2osse claro *ue era de &rcha.ao portão de 2erro negro da . saltou pela /anela. su6missos. e a*uela mulher /3 ali estavaX %ucedeu o oposto com o letoniano Andrei . celaJ era preciso completar urgentemente a ci2ra prevista e 2altavam agentes para mand31los correr a cidade. . apareceu na recep+ão da ")=)V)#). *uando as pessoas. *ue tinha 2ome. durante décadas. ali3s. mas simplesmente *uais os n<meros a atingir) & cumprimento destes n<meros podia estar de acordo com as normas.ovo para o 'nterior era imposs-vel 44 A$DU'. e isso era no 2im de contas o método da deten+ão) As pris9es pol-ticas no nosso pa-s singulari>aram1se. e *uase para metade dos presos. repu6licano e regimental. ra>ão de serS) E mesmo no auge das epidemias de deten+9es. voc0 ver3.

en2im com o *ue encontrassem . 2atalismo) E certo tam6ém *ue a ")=)V)#). *ue torturaX E se cada agente de cada ve> *ue vai 2a>er deten+9es.$E%%ZF&1"&% a su6meter1nos. est3s na lista)8 Fas ele 2icouJ 7Eu sou o pilar da escola e os pr:prios 2ilhos deles estudam comigo 1 como me podem prenderY)))8 R#ias depois 2oi preso)S "ão é *ual*uer pessoa *ue. o6rigava os seus 2amiliares a assinar um aviso. li6erdade. como por exemplo em eninegrado. com martelos. com espetos.E AB& #E BU AB 45 VLnia evitsAi. e tiveram a aud3cia de 2ugir nesse preciso momento. se comportaram precisamente desse modoJ com pusilanimidade. um campon0s e comunicou1lhe da parte de alguémJ 7AleAsandr 'vanitch. antes do mais. e nos seus vest-6ulos. vai1te em6ora da*ui. como te ordenam. e depois A. nos campos. resistir precisamente a *u0Y ] apreensão do cintoY &u . *ue est3s inocenteX (u ainda encaras os :rgãos como uma institui+ão com l:gica humanaJ hão1de esclarecer e li6ertar) "esse caso. 2acilmente era su6stitu-da por outro vi>inho) (al como . para *ue os vi>inhos não oi+amQ) E depois. descarregando um golpe no homicida) Duanto . *uem sa6eY))) Fas tuX 1 tu certamente. ou numa em6oscada. a plena consci0ncia da verdadeira situa+ão) Bast3mo1nos numa incont-vel explosão no ano de 1915. como até desces a escada na ponta dos pés. não custava nada em6arcar os *ue tinham 2icado em lugar do 2ugitivo) A inoc0ncia geral engendra a inactividade geral) . *uando 2oi presa a *uarta parte da popula+ão da cidade. cumpriram a pena so2rida) E *uase todos. tremendo de medo a cada pancada na porta e a cada passo na escadaW se elas tivessem compreendido *ue nada mais tinham a perder. impot0ncia. na aus0ncia da pessoa de *ue necessitava. proi6indo1os de *ual*uer desloca+ão e. umas *uantas pessoas tivessem 2eito em6oscadas com machados. antes mesmo do primeiro interrogat:rio. no mercado. e. na sua esmagadora maioria. *ue 2icou na rua. meter1me1ão a mim)8 REle 2oi preso aos vinte e tr0s anos)S A maioria 2ica inerte numa miragem de esperan+a) Uma ve> *ue és inocente 1como te podem prenderY E UF E$$&X J3 te puxam pela gola e não deixas de exorcismarJ 7E um erroX Esclarecerão tudo e hão1de li6ertar1meX8 &utros são presos em massaW isto é tam6ém a6surdo.avlu. e. por exemplo.ateria sido detida a m3*uina malditaX %e se tivesse))) se se tivesse 2eito isso))) Galtou1nos o su2iciente amor . carrinha da pol-cia. não havia senão *ue arrast31la ou 2urar1lhe os pneusX &s :rgãos 6em depressa notariam a 2alta de cola6oradores e de meio de transporte. com o seu motorista solit3rio. mas cada caso 2ica envolto nas trevasJ (alve> a*uele.` as pessoas não tivessem permanecido nas suas tocas. ou num apartamento. mãoY E sa6ido de antemão *ue essas aves nocturnas com 6onés não vão com 6oas inten+9es 1 não h3 risco de errar. não tivesse a certe>a de voltar vivo e tivesse de despedir1se da 2am-liaYX %e durante as deten+9es em massa. a den<ncia de um vi>inho.ode ser *ue não te levem a ti) . a despeito de toda Lnsia de %talin.não excedia a região) A*uele *ue era destinado a ser preso por circunstLncias 2ortuitas. naturalmente. e *uando eu crescer. e 2oi com %A('%GAV###BOT_TEXT###amp; *ue nos su6metemos) RArthur $enson descreve um com-cio oper3rio em .ode ser *ue escapes) A)') adi/ensAi era pro2essor da escola da aldeia perdida de =ologriva) "o ano de 19@5 aproximou1se dele. outros houve *ue 2oram apanhados casualmente numa rusga. como A$DU'. compreende logo aos cator>e anos de idadeJ 7(oda a pessoa honrada deve passar pelo c3rcere) Agora est3 o meu pap3. para *u0 2ugirY))) E como podes então o2erecer resist0nciaY ))) %: pioras a tua situa+ão e impedes *ue esclare+am o erro) "ão s: não resistes. ordem de te mandarem para o canto de castigoY &u de cru>ar a om6reira Q E depois. nunca sendo agarrados. com Lnimo 2orte. nem levados a /ulgamentoW mas a*ueles *ue 2icaram a aguardar /usti+a. pela noite.

para o prender) Duando regressou. mas nesse entrementes 2oram tr0s ve>es ao seu apartamento. re2erir1nos1emos ainda . em 194Q. *ue a mo+a nem . ap:s o assass-nio de =irov) R") dos ()S 4. *uando o prenderam. alimenta+ão. mas são todos esses preLm6ulos *ue 2ormam. a deten+ão no seu con/unto) Duanta coisa não h3 na alma do recém1detidoX %: isto mereceria todo um livro) "ela pode haver sentimentos de *ue nem se*uer n:s suspeitamos) Em 1941. *uando o 2oram deter. por rapa>es estranhos e hostis. os paro*uianos esperavam1no na esta+ão e não o deixaram seguir para casa. a2ectou1a mais do *ue toda a u6ianAa com as suas grades e caves) E muitos desses sentimentos -ntimos e a2ectivos. tendo1se negado a 2ugir. 2oram sondar os oper3rios para se aconselharem so6re a polémica re2erente aos sindicatos) & representante da oposi+ão. su6missão militar 2ace . o sentimento dominante do detido é o al-vio e até))) a A EB$'A. e tr0s /ovens tche*uistas revolveram a sua cama e a c:moda da roupa. e durante oito anos esconderam1no de apartamento em apartamento) & sacerdote 2icou tão extenuado por essa vida de perseguido *ue. s: 2alamos so6re a grande massa. e exigiu deles sacri2-cios. estuda*te social1democrata. limita+9es *uanto . isso suscitpu o entusiasmo do com-cio e os aplausos)S FE$E?EF&% simplesmente tudo *uanto so6reveio depois) b Em #e>em6ro de 19@4. explicou aos oper3rios *ue o seu sindicato devia de2end01los da administra+ão. podem ser 6em mais 2ortes do *ue o pavor do c3rcere ou as ideias pol-ticas) A pessoa interiormente não preparada para a viol0ncia é sempre mais dé6il do *ue a*uela *ue a exerce) %ão raras as pessoas inteligentes e auda>es *ue tudo compreendem instintivamente) & director do 'nstituto de Beologia da Academia das ?i0ncias.*ueles *ue nos novos tempos se mantiveram como aut0nticos pol-ticos) Vera $i6aAova. e parece não ter sentido discutir *ual*uer deles isoladamente Ros pensamentos do preso giram em torno da grande perguntaJ 7. Brigoriev. mãe podia mostrarJ a leitura dessas linhas. ela permaneceu tran*uilaJ não h3 nada. em 1944. *ue ainda recordaremos mais de uma ve>. nada encontrarão) E.or ve>es. agradeceu a #eus) "este cap-tulo.Karoslav em 1941) #e Foscovo. tua volta levavam e levavam outros como tu. um so2rimento pior do *ue *ual*uer deten+ão. do ?omité ?entral. atingidos pela deten+ão. 6arricou1se e *ueimou documentos durante duas horas) . "]& ?&F. tardandoW isso é uma consumi+ão interior. pois /3 tinham preso toda a direc+ão do . so6re os patos detidos não se sa6e por*u0) Fas. de repente.$EE"#E"#& se*uer de *uem é *ue eles precisavam ainda de de2ender1se e para *ue é *ue ainda necessitavam desses direitos) Fas *uando interveio o representante da linha geral e 2ustigou os oper3rios pelo relaxamento da disciplina e pela sua pregui+a. o *ue lhe 2oi proposto pelos seus cola6oradores sem partido. sentindo1se per2eitamente nos primeiros dias de deten+ão) & sacerdote 'raAli 2e> em 19@4 uma viagem a Alma1Ata para visitar os crentes deportados. inevitavelmente. *ue eles con*uistaram direitos contra os *uais pessoa alguma tem o direito de atentar) &s oper3rios mantiveram1se a6solutamente indi2erentes. e não apenas para um esp-rito dé6il) Vassili Vlassov.or*u0YX8S. de de>anove anos. *uando prenderam a /ovem Evguénia #oiarenAo. intrépido comunista. K) arin. eles encontraram o seu di3rio -ntimo. no presente livro. A$DU'. de numerosas insigni2icLncias. e não te levavam a ti.E AB& #E BU AB da portaY A deten+ão é composta de pe*uenos preLm6ulos. horas extraordin3rias de gra+a. em Foscovo. ia1se consumindo. administra+ão da 236rica. .artido do distrito de =adi R19@5S e s: ele não era detido) "ão podia rece6er o golpe senão de 2renteJ rece6eu1o e sossegou. mas isso sucedeu s: no tempo da epidemia de deten+9esJ *uando .

/3 *ue pelos c3rceres tinham passado as melhores pessoas da $<ssia.*uando estava em li6erdade. sonhava com o isolamento na prisão de %u>dalJ s: ali esperava encontrar A$DU'. levaram esses o6/ectos para as 2am-lias *ue tinham 2icado na p3tria) Eu transportava. é a recrimina+ão *ue 2a>em ho/e os *ue so2rem. Esta+ão de Iie1 9 A6reviatura de 7Forte aos Espi9es) R") dos ()S 4Q A$DU'. do *ue comigo Rdurante o longo caminho tinham /3 passado a con2iar em mimS condu>iram1me . nem todos se apressaram de largoXS &s nossos 3geis rapa>es des+oncertaram1se de repente) Eles não podem tra6alhar . a *uinta mala. até se considerava indigna de estar encerrada na prisão.*ueles *ue escaparam . na sua maior parte. na realidade. e em todas as partes da cidade. em *ue iam os meus di3rios e os meus escritosJ as provas contra mim) "enhum dos tr0s conhecia a cidade. de tro2éus da guerra. e era eu *ue devia escolher o caminho mais curto para o c3rcereW era eu mesmo *ue devia condu>i1los . rou6ados na Alemanha por eles e pelos seus che2es da contra1espionagem da %egunda Grente da Iielorr<ssia) %o6 o pretexto de me servirem de escolta. repressão) %im. onde eles nunca tinham estado Re eu con2undia1a com o Finistério dos "eg:cios EstrangeirosS) . uma mulher) Ela agarrou1se ao poste de ilumina+ão p<6lica e come+ou a gritar. de dia. tr0s parasitas da contra1espionagem R%merchS9 mais preocupados com *uatro pesadas malas. entre centenas de outros homens igualmente inocentes e condenados como voc0) E a sua 6oca não 2oi tapada) E voc0 pode e deveria a6solutamente B$'(A$X Britar *ue vai presoX Due h3 mal2eitores dis2ar+ados *ue andam . as espingardas autom3ticas causavam1lhes estorvo para arrastar as *uatro pesad-ssimas malas com o6/ectos de valor. levaram1na para a u6ianAa)S Fas dos seus l36ios resse*uidos não 6rota nem um som e a multidão *ue transita descuidadamente toma1o a voc0 e aos seus carrascos por amigos *ue passeiam) Eu pr:prio tive muitas ve>es a possi6ilidade de gritar) &n>e dias ap:s a minha deten+ão. 2oram as duas para a prisão com alegria e orgulho) 7A resist0nciaX &nde esteve a vossa resist0nciaY8. in<meras ve>es durante o dia. talve> *ue os nossos concidadãos se re6elassemX E talve> *ue as deten+9es se não tivessem tornado tão 23ceisXY "o ano de 1945. em *ue o levam através da multidão. a resist0ncia devia ter come+ado a partir da*ui. ca+a das pessoasX Due as apanham com 6ase em den<ncias 2alsasX Due uma surda repressão é desencadeada contra milh9es de pessoasX E. na . em 1944. *ue não se repete. e ela era muito /ovem e nada tinha 2eito ainda pela $<ssia) Fas a pr:pria li6erdade a re/eitava) Assim. o2erecendo resist0ncia) Juntou1se uma multidão) REra necess3ria uma mulher assim. a deten+ão é inevitavelmente um momento 6reve. ouvindo esses gritos. vista de toda a sociedade) %u6iram para o autom:vel e 2ugiram) R#ali. a mulher devia ter1se dirigido imediatamente para a esta+ão e partirX Fas ela 2oi pernoitar a casa) E. mas tam6ém era necess3ria uma multidão assimX "em todos os transeuntes 2echaram os olhos. do in-cio da deten+ão) Fas não teve come+o) E eis *ue /3 o levam) Em pleno dia. cheias. sem vontade nenhuma. em Foscovo) Eles tinham a denomina+ão de escolta especialW mas. u16ianAa.ra+a de %erpuAhovsAaia dois tche*uistas tentaram prender.E AB& #E BU AB lorrAaia. .E AB& #E BU AB 45 os seus antigos camaradas R/3 não os havia em li6erdadeS e ela6orar a sua 2iloso2ia pol-tica) A socialista revolucion3ria EAaterina &litsAa. pela noite. *uando a su6missão ainda não tinha amolecido os nossos cére6ros a tal ponto.

or*ue é *ue então eu permane+o caladoYX))) ?ada pessoa tem sempre uma d<>ia de motivos de desculpa. podendo1se apanhar 2acilmente de> anosS. não implicado em nadaY Ele "###BOT_TEXT###amp; %AIE pura e simplesmente o *ue é *ue deve gritar) E. v0m as duas esteiras paralelas das escadas rolantes. das amea+as e dos espancamentos.E AB& #E BU AB 49 . dando1lhe ra>ão para não sacri2icar1se) Alguns t0m esperan+a no desenlace 2eli> e temem compromet01lo com o seu grito Ra n:s não nos chegam not-cias do outro lado do mundo. inundada de lu> eléctrica. eu escapei por milagre) E. não sa6emos *ue desde o momento da deten+ão a nossa sorte est3 *uase decidida segundo a pior das hip:teses e não é poss-vel agrav31laS) &utros não estão ainda maduros para as ideias *ue se transmitem em gritos . aproveitando o meu <ltimo minuto em p<6licoY Eu guardei sil0ncio na cidade polaca de Irodnitsa Rtalve> ali não compreendessem o russoS) "ão pro2eri palavra nas ruas de IielostoA Rpodia ser *ue isso não interessasse aos polacosS) "ão soltei nem um som na esta+ão de VolAovisA Rhavia l3 pouca genteS) ?omo se nada sucedesse. e a minha 6oca coma a sopa dos prisioneiros) .#epois de um dia na prisão da contra1espionagem do exércitoW depois de tr0s dias na prisão da contra1espionagem da 2rente. em6ora os meus ouvidos tenham escutado a verdade. eu guardo sil0ncio ainda por outro motivoJ por*ue esses moscovitas *ue co6rem as duas escadas rolantes são poucos para mim 1 poucosc & meu clamor seria ali ouvido por umas du>entas ou *uatrocentas pessoas 1 e os restantes du>entos milh9esY))) Eu sonho con2usamente em *ue haverei alguma ve> de gritar a du>entos milh9es))) . onde os companheiros de cela me tinham instru-do Racerca dos em6ustes dos interrogat:rios. certamente. na minha direc+ão. por 2im. em6ora os meus olhos /3 tenham visto companheiros espancados e privados do sono. s: os revolucion3rios t0m sempre as palavras de ordem na ponta da l-ngua prontas a saltarW mas *ue di>er do pacato e simples homem comum. ao nosso encontro.s ve>es o preso nunca é posto em li6erdade. caminhei acompanhado desses 6andoleiros pela gare da esta+ão de FinsA Rmas a esta+ão estava ainda em ru-nasS) E agora levo atr3s de mim esses agentes da contra1espionagem. so6 a c<pula 6ranca do vest-6ulo superior da esta+ão do metro radial da IielorussAaia. cu/os olhos viram demasiado. de repente. emergindo da pro2undidade do desconhecido.arece *ue todos olham para mimX "uma 2ila intermin3vel. em6ora as minhas costelas ainda durmam so6re palha podre perto do 6alde da latrina. como se solicitassem uma palavra de verdade) . onde cerc3vamos ou -amos ser cercados pelos . não a6ro a 6oca e a escada rolante arrasta1me irreprimi1velmente para o in2erno) E na esta+ão de &Ahotni1$iad hei1de guardar ainda sil0ncio) "ão gritarei perto do Fetropol) "ão agitarei os 6ra+os na pra+a da u6ianAa. h3 ainda um género de pessoas *ue t0m o peito demasiado repleto. a espécie mais 23cil de deten+ão *ue possa imaginar1se) Ela não me arrancou dos 6ra+os dos 2amiliares. e so6re o 2acto de *ue . e su6indo de 6aixo. h3 *uatro dias *ue ando como um homem livre entre homens livres. so6 a c<pula resplandecente. para poder 2a>er trans6ordar todo esse mar nuns *uantos gritos sem nexo) Fas eu.or*ue é *ue eu me calo entãoY . desli>am. não me separou da vida doméstica *ue nos é tão grata) "um pardacento dia de Gevereiro europeu arre6ataram1me do nosso estreito corredor *ue d3 para o mar I3ltico.or*ue é *ue eu não esclare+o a multidão enganada.or en*uanto. repletas de moscovitas) . no B:lgota))) Eu tive. massa) "a verdade A$DU'.

arrancando1me /untamente com a 6olsa as minhas notas pol-ticas. pertencendo . eu retirara *uase intacta a 6ateria de reconhecimento de uma 6olsa onde 2icara a sua artilharia. por surpreendente *ue pare+a eu o6tive1a) E isto merece tanto mais ser recordado *uanto est3 2ora dos nossos costumes) Fal os da contra1espionagem tinham aca6ado de me depenar. escapuli1me das mãos dos da contra11espionagem e dirigi1me ao che2e da 6rigada) ?onhecia1o poucoJ ele nunca condescendera a conversas simples comigo) . agarrando1se . o seu rosto exprimia ordem. e1 através da 6arreira empestada. comando. a partir do momento de deten+ão. entreguei1a sem a m-nima suspeita T e de repente do meio dos o2iciais im:veis e tensos saltaram dois agentes da contra11espionagem. através dessa seca ruptura *ue se a6ria/ entre mim e os *ue 2icavam.ara mim. 2ormada de do>e canh9es pesados. ou num impulso de se colocar acima da mes*uinha su6ordina+ão de toda a vida) #e> dias antes. pediu1me sem eu sa6er por*u0 a pistola. pressa para a sa-da. di>endo com calor no seu rosto sempre severo. numa 6rusca reviravolta. c:lera) Fas agora. através desse a6ismo so6re *ue não devia 2iltrar1se som algum. claramenteJ T #ese/o1lhe 6oa sorte. capitãoX Eu não s: /3 não era capitão. preparava1se /3 para transmitir material acerca deleS) Fas para mim isso era o su2icienteJX compreendi logo *ue 2ora preso pela correspond0ncia *ue mantinha com meu velho companheiro de escola. estrela do 6oné. ao cinturão e . ele dese/ava 6oa sorte a um inimigoY))) . aos gal9es. *ual*uer pessoa. tem um amigo na . est3 /3 completamente desmascaradaS) Assim. ca6e+a. estendeu1me a mão R*uando eu estava em li6erdade nunca ma tinha estendidoXS e apertou1ma perante o horror mudo da escolta. nada mais de ra>o3vel achei do *ue perguntarJ 1 EuY .rimeira Grente UcranianaY T "ão é permitidoX))) "ão tem o direitoX T gritaram ao coronel o capitão e o ma/or da contra1espionagem) Assustada. uma com as *uatro mãos .alemães. provocada pela grave palavra de 7preso8 atirada . e amedrontados pelo tremor das vidra+as provocado pelas explos9es alemãs me empurravam . como estava desmascarado como inimigo do povo Rpois. ouviu1se su6itamente um enérgico @C A$DU'. e agora ele deveria separar1se de mim em 2ace de um peda+o de papel com um carim6oY T Voc0 1 perguntou ele com vo> autorit3ria T. e gritando em tom dram3ticoJ 1 Est3 presoXXX (odo vermelho e varado dos pés . dedu>indo de onde vinha o perigo) E UaAhar Bueorguievitch (ravAin teria podido 2icar por a-X Fas não ?ontinuando a limpar1se e a endireitar1se aos seus pr:prios olhos. a escolta do estado1maior/ comprimiu1se no seu canto como se temesse compartilhar a inaudita re2le xão do che2e da 6rigada Re. no nosso pa-s. passaram as inconce6-veis e 2a6ulosas palavras do che2e da 6rigadaJ T %ol/enitsine) Volte c3) E eu. sec+ão pol-tica. iluminava1se com ar pensativo 1 talve> com vergonha da sua participa+ão involunt3ria num s:rdido caso. atravessando o *uarto em dois pulos. sem medo.or*u0YX))) Em6ora essa pergunta não tenha resposta. e 2ui apenas privado da divisão a *ue estava ha6ituado e do espect3culo dos tr0s <ltimos meses da guerra) & che2e da 6rigada chamou1me ao posto de comando. 6olsa de campanha. levantou1se da mesa Ranteriormente nunca se tinha erguido para me rece6erS. cara.E AB& #E BU ABG apelo *ue me era dirigidoJ simX.

vontade ou de *uatro apertados) Eu era precisamente o *uarto. mas sim a amante do che2e da contra1 espionagem do Exército) %imX ^3 /3 tr0s semanas *ue a guerra se travava na Alemanha e todos sa6-amos per2eitamente *ue. os rapa>es acordavam ao entorpecerem1se1lhes as costas e volt3vamo1nos todos ao mesmo tempo) . onde estava a contra1espionagem do 4Q)O Exército) . apesar de tudo. na palha calcada. mais doloroso era para mim estar assim comprimido no 2undo da*uela arrecada+ão) #e ve> em *uando. eu *ue era 6em mais complicado e pior) &s tr0s eram o2iciais) &s seus gal9es tam6ém tinham sido arrancados com 2<ria. por de6aixo do glo6o 2irme da exist0ncia. na pro2undidade da nossa terra. distinguindo1se ainda nalguns lugares as linhas) "os seus casacos su/os. e com simple>a pus um ar admiradoJ 1 "ão 2a+o ideia) #i>em1no acaso esses canalhasY "o entanto. tratando1se de mo+as alemãs. arrom6aram uma casa de 6anho. espécie de pessoas pelos *uais eu tinha ganho a2ecto durante os anos de guerra. e. sendo l3 metido depois da meia1 noite) &s tr0s *ue estavam deitados. viam1se as manchas claras das condecora+9es arrancadasW as cicatri>es vermelhas e escuras no rosto e nas mãos eram outras tantas recorda+9es de 2eridas e de *ueimaduras) A divisão deles tinha vindo.ela manhã acordaram. os meus companheiros de cela. contra1espionagem do exército) Eu mesmo os condu>i e me condu>i até essa prisão. en*uanto capitão. mas no cala6ou+o de castigo) Fas é imposs-vel não 2alar dessa arrecada+ão de uma casa de campo alemã. meteram1se em cantos di2erentes e come+3mos a travar conhecimento) 1 E tu por*ue é *ue est3s a*uiY Fas uma vaga 6risa de preven+ão tinha /3 soprado até mim.ara comemorar o com6ate travado na noite anterior. não numa cela simples. não o ocultavam) Eram tr0s honestos.As vidra+as estremeciam) As explos9es alemãs martiri>avam a terra a du>entos metros dali. mas apenas so6 o alento de uma morte pr:xima e igual para todos)1C 1C Eis o surpreendenteJ . tr0s simples cora+9es de soldados. entrea6riram os olhos estremunhados de6aixo da lu> de uma lamparina de petr:leo e mexeram1se para me dar lugar) Assim. 2ui metido imediatamente.E AB& #E BU AB @1 Este livro não ser3 um livro de mem:rias pessoais) . 6oce/aram. conhecendo1nos pela primeira ve>) Ele é engenheiro re2ormado e inspector da %ociedade dos ?a+adores) A$DU'.or isso não relatarei pormenores aned:ticos da minha deten+ão. 2icaram oito 6otas estendidas para a porta e *uatro capotes) Eles dormiam e eu espumava de c:lera) Duanto mais eu era senhor de mim mesmo. so6 o tecto empestado dos da contra1espionagem. porém. *ue eram tan*uistas. não era l3 *ual*uer ) rapariga. com os seus negros capacetes 2o2os. *ue provisoriamente servia de c3rcere) (inha o comprimento1de um homem e a largura de tr0s homens deitados . por desgra+a. em6e6edaram11se e. meio dia antes. podiam ser violadas @4 A$DU'. como agradecimento. recordando *ue a*uilo não poderia suceder l3. entregando1se1me com ama6ilidade e pedindo1me para eu indicar ao motorista como dirigir1se . 2a>er repara+9es a esta aldeia.E AB& #E BU AB . nas suas pernas cam6aleantes) Uma delas. ar2aram. ser um homemX (ravAin nada so2reuX Encontr3mo1nos h3 pouco cordialmente. encolheram as pernas. ao verem *ue para l3 tinham entrado duas mo+as) Estas conseguiram escapar.&#E1%E. *ue t0m a sua originalidade pr:pria) "a*uela noite os da contra1espionagem perderam completamente as esperan+as de se orientarem pelo mapa Rnunca se tinham ali3s orientado por eleS. meio nuas. nas imedia+9es da aldeia.

e *uando chegou em 2rente do postigo vimos o seu rosto todo 2resco. o2iciais. para lhe dar uns comprimidos. *ue não tinha derretido 1 e todo ele estava co6erto de excrementos humanos. en2ermaria. eis o *ue nunca escreveram nem ?hein nem os irmãos (urX11S) 1 Due 6rincadeiras se podem 2a>er em tempo de guerraX 1 suspirou com sensate> o rapa>) T ?omo regressar do cativeiro a casaY #igam. guardando o caminho *ue nos levava . acocoran1do1nos os cinco em lugares di2erentes) #ois soldados com armas puseram11se em 2rente de n:s. preocupados com o 2acto de *ue ao despontar do dia tivéssemos demasiado espa+o na cela. tratando1se de uma 7mulher de campanha8.e 2u>iladas depois. mas o sargento. estava acocorado um tan*uista. aguardavam uma senten+a do tri6unal militar.E AB& #E BU AB @@ ignorante se atrevesse a dar1nos. russas.arece *ue. a n:s. *uando su6itamente nos assaltaram novas impress9esJ 1 GormarX Fãos atr3s das costasX 1 lan+ou através da porta. do che2e da contra1espionagem. não tendo o sonolento e cansado che2e do 6atalhão acreditado e remetendo1o . dando1lhes palmadas nas n3degasJ simples 6rincadeira e nada mais) Fas. *ue sem o tan*ue deles não teria chegado ainda a esta aldeia) Apag3mos a lamparina. de $ostov. com desen2ado) 1 %ou espião) 1 Est3s a rirY 1 respondemos. tão densos e desordenados *ue não era 23cil encontrar onde p_r os pés) Apesar de tudo. mas na 2ace notava1se uma grande cicatri> vermelha) . de nari> arre6itado e de 2aces muito coradas) 1 #e onde vens. conseguimos arran/ar1nos. nuas. um dia antes. a6erta de par em par. nos meteram l3 um *uinto homem) Ele entrou com um capote novo em 2olha. para *ue ali 2i>esse espionagem e dinamitasse pontes. assim como o 6oné. disse 6ruscamenteJ 1 #epressaX Entre n:s as necessidades 2a>em1se rapidamenteX . e agora esses veteranos.raesidium do %oviete %upremo da União %oviética. *ue tinham 2eito toda a guerra e certamente haviam rompido mais de uma linha das trincheiras inimigas. enviadas para a Alemanha. a ordem de 7mãos atr3s das costas8. sa-da do palheiro) Eu 2ervia de indigna+ão pelo 2acto de *ue *ual*uer sargento 11 ?onhecidos autores soviéticos de romances de espionagem) R") dos ()S A$DU'. tam6ém acocorados. não tinham decorrido uns minutos. um *ual*uer sargento da retaguarda arrancou raivosamente ali mesmo os gal9es aos tr0s o2iciais de linha e as condecora+9es con2irmadas por uma ordem da 2rente e concedidas pelo . so6re como se apresentara imediatamente ao 6atalhão mais pr:ximo e se entregara. mas os tan*uistas puseram as mãos atr3s. com neve amontoada. os alemães o tinham passado para o outro lado da 2rente. primeiro11tenente. ensinem1me) Fal teve tempo de iniciar o relato so6re como.erto de mim. pois /3 tinha consumido todo o ar de *ue disp<nhamos para respirarmos) "a porta estava a6erto um postigo do tamanho de um postal e por ali entrava indirectamente a lu> do corredor) . e eu segui1os) #o outro lado do palheiro havia um pe*ueno curral *uadrado. de elevada estatura e aspecto som6rio) & seu rosto estava enegrecido de p: met3lico ou 2umo. irmãoY Duem és tuY 1 #o outro lado T respondeu ele. constituindo isso *uase uma distin+ão militarW se 2ossem polacas ou das nossas. um sargento capa> de puxar a cauda de um canhão de cento e vinte e dois mil-metros) Ao longo de todo o p3tio rural tinha /3 2ormado um cordão de soldados com armas autom3ticas. tolerava11se *ue se corresse atr3s delas pela horta. at:nitos R*ue se tratasse de um espião e *ue ele mesmo o dissesse.

na sua maioria. assim como algumas torrentes não mencionadas. mais do *ue era necess3rio) R&s da contra11espionagem adoravam essa a6reviatura de tão mau gostoJ 7Forte aos Espi9es8. %taline não cometeu Rnem eu convoscoS um crime maior) E #E. não receio. 2alam e recordam o ano trigésimo sétimoX & Volga da amargura popularX Fas ide 2alar aos t3rtaros da ?rimeia. os /u->es de instru+ão não tra6alharam a2anosamente noites e noites. com eles não gastaram processos ver6aisJ 6astaram as resolu+9es dos %ovietes de aldeia) Essa torrente trans6ordou. 2oram os primeiros e2l<vios da minha respira+ão prisional) '' ^'%(H$'A #A "&%%A ?A"A 'UAV###BOT_TEXT###amp; DUA"#& se condena agora a ar6itrariedade do culto.ara os reincidentes ou para os ha6itantes da região do I3ltico. endurecido na 2rente. mas s: talve> uma das tr0s mais importantes *ue invadiram os tene6rosos e 2edorentos tu6os da nossa canali>a+ão prisional) A"(E% dela tinha havido a torrente dos anos 49 e @C. por gente simples e *ue não escreveu mem:rias) Entretanto. mas apenas nos anos @5 e @Q) "ão tendo . com cultura. de c:coras. *uando tinha havido antes o ano @5Y .1 &nde é isso. e mesmo os esp-ritos mais ardentes *uase não se lem6ram dela) E como se mal tivesse 2erido a consci0ncia russa) E. *ue achavam atemori>ante)S 1 Entre n:s. insiste1se sempre. com um passado no . semelhante . respirar e recompor1se)S Fas essa torrente era tam6ém 2ormada. semelhante . e em torno delas houve in<meros 2eridos *ue 2icaram nas cidades. respectivamente. arrastando para a tundra e a taiga a pe*uena *uantidade de *uin>e milh9es de mu/i*ues Ra não terem sido maisS) Fas os mu/i*ues são pessoas privadas do dom da palavra e da escrita e não redigiram protestos nem mem:rias) Em rela+ão a eles.&'%. não mostrando inten+9es de apressar1se de volta ao c3rcere.. deixando a desco6erto o ca6elo ainda por cortar) & seu traseiro. *ue cheirava a petr:leo) 1 "a sec+ão de contra1espionagem do %merchX 1 exclamou o sargento com vo> sonora e altiva. no entanto. e ainda milh9es e milh9es de homens *ue 2icaram Rpor uma culpaXS prisioneiros na Alemanha e *ue regressaram depois) R%taline cauteri>ava as 2eridas para *ue se 2ormasse rapidamente uma crosta e não 2osse necess3rio ao corpo do povo descansar.E AB& #E BU AB de alta posi+ão. do 6om rio &6i.artido. nem se*uer a principal. tam6émX 1 respondeu lento e pensativo o primeiro11tenente) & seu capacete estava desca-do para o lado. do 6om rio JenisseiJ pelos seus canos de esgoto 2oram expulsas na+9es inteiras. 2oi a6sorvida pelos gelos eternos. entre n:sY 1 perguntou ele com lentidão. estava virado para o vento 2resco e agrad3vel) 1 &nde é isso. no *ue sucedeu rios anos de 19@51@Q) E assim é como se se come+asse a imprimir na mem:ria a ideia de *ue não teria havido pris9es nem A"(E% nem #E. muitos deles sa6endo mane/ar uma pena T e todos agora /untos escrevem. entre n:sY 1 ladrou mais alto do *ue o necess3rio o sargento) 1 "o Exército Vermelho T respondeu com muita calma o primeiro11tenente. a torrente do ano @5 atingiu e levou ao Ar*uipélago pessoas @. mão nenhuma estat-stica. aos calmucos ou aos tchetchénios1 no ano trigésimo sétimo e eles limitar1se1ão a encolher os om6ros) E a eninegrado o *ue é *ue lhe di> o ano trigésimo sétimo. A$DU'. medindo com o olhar a*uele pa*uiderme 2rustrado) (ais. não 2oram mais penosos os anos 4Q149Y E se os >eladores do estilo e da geogra2ia me censurarem por ter ainda omitido na $<ssia alguns rios. no entanto. enganar1me ao di>erJ a torrente de @5 e de @Q não 2oi a <nica.&'% houve a torrente dos anos 194414. *ue eles me d0em papelX &utras torrentes 2ormariam outros tantos rios) .

com a estrutura da sua popula+ão. o mais di2-cil de tudo é ?&FEVA$) 'sso por*ue *uanto mais a gente vai penetrando no tempo. os procedimentos coercivos e as deten+9es)85 E em6ora V) ') enine exigisse. para *ual*uer tipo de socialismo. %EF . 2icaram repletos os c3rceres de =rest. é evidente *ue. dos contra11revolucion3rios e outras personagens8. e novamente com outras enchentesW as torrentes trans6ordavam. o suor e a urina em *ue 2ic3vamos espremidos.E$FA"E"(EFE"(E) . para *ue não perecesse um s: tent3culo. *ue não cumpriam as decis9es do novo poder) Uma das primeiras opera+9es da (cheAa 2oi entretanto a deten+ão do ?omité de Breve da União de Guncion3rios de (oda a $<ssia) Uma das primeiras circulares da ")=)V)#). ao contr3rio. ora maiores ora mais pe*uenas. tanto menos testemunhas restamW o rumor extinguiu1se e eclipsou1se e os anais . se sou6ermos *ue os :rgãos Ré com esta no/enta palavra *ue eles se denominam a si pr:priosS cele6rados e exaltados. a2luindo ainda de todos os lados regatos. deviam ser mantidos 6em vivos. as grandes enchentes alternavam com as 6aixas. década ap:s década. nesses meses. para o esta6elecimento de 7uma rigorosa ordem revolucion3ria8.ovos deportados em massa. o partido dos cadetes 2oi declarado 2ora da lei. de conhecidos l-ders. é 23cil adivinhar *ue eles se exercitavam . datada de #e>em6ro de 1915.d$ #E A#& os con2iscos. era vis-vel *ue a $<ssia. por pretensa 7cola6ora+ão8 com os alemães) R") dos ()S A$DU'. e iniciou1se a prisão dos seus mem6ros) Duase na mesma altura 2oram e2ectuadas as deten+9es da União da Assem6leia ?onstituinte@ e da rede das 7universidades de soldados8)4 #ado o sentido e o esp-rito da revolu+ão. muito po6re.E sa6ido *ue *ual*uer :rgão *ue não se exercite se atro2ia) Assim. de IutirAi e de muitas outras pris9es provinciais. pois. de generais. o . naturalmente. capturadas uma a uma) A enumera+ão cronol:gica *ue 2arei adiante. *uando se esperava clem0ncia) Fas antes mesmo de pensar1se em guerra civil. *ue 7se esmagassem sem compaixão as veleidades de anar*uia dos é6rios. escoamentos por caleiras e simples gotas isoladas.s minhas possi6ilidades de penetrar no passado) (orna1se a*ui a6solutamente necess3rio um complemento das pessoas conhecedoras dos 2actos. mas sem *ue nunca os canos prisionais se esva>iassem) & sangue. a a6arrotar de grandes rica+os. *ue continuam vivas) `` "essa enumera+ão. e limitada .. dos ru2ias. da Assem6leia ?onstituinte. é ainda muito incompleta. riachos. em 2ins de 1915. mas.E AB& #E BU AB @5 ou não existem ou estão 2echados a cadeado) E ainda por*ue não é completamente /usto examinar a*ui da mesma maneira os anos de mais grave exacer6a+ão Ra guerra civilS e os primeiros anos de pa>. em 1944145. di>iaJ 7Em ra>ão da sa6otagem *ue é reali>ada pelos 2uncion3rios))) h3 *ue mostrar a maior iniciativa local. por*ue ela encontrava1se co6erta de lixo) Um dos primeiros golpes da ditadura 2oi vi6rado aos cadetes4 Rno tempo do c>ar eles constitu-am a peste extremista da revolu+ãoW so6 o poder do proletariado a peste extremista da reac+ãoS) Em 2ins de "ovem6ro de 1915. ora mais 6aixa. esguichavam incessantemente) A hist:ria desta canali>a+ão é a hist:ria de um curso e de uma a6sor+ão ininterruptos) %implesmente. com uma pressão ora mais elevada do *ue a prevista. onde serão mencionadas de igual modo as torrentes 2ormadas por milh9es de presos e os riachos 2ormados por algumas impercept-veis de>enas. não estava preparada. de o2iciais e ainda de 2uncion3rios dos ministérios e de todo o aparelho do Estado. crescesse e se 2ortalecesse a sua musculatura. não reali>ada dentro do pra>o. na primeira convoca+ão.elos tu6os perpassava como *ue uma pulsa+ão.

2re*uentemente repletos de insectos hostis . p3g) 4C4) Q 'dem. em massa. eram insectos encarni+ados. para si mesmosXS Fais aindaJ 7))) em *ue *uarteirão de uma grande cidade. como os socialistas revolucion3rios. *uanto mais os 2rades e as 2reirasX E mesmo a*ueles tolstoistas *ue. naturalmente. por escrito.s comiss9es paro*uiais) 'nsectos tam6ém a*ueles *ue cantavam nos coros religiosos) 'nsectos ainda todos os padres. p_1los a limpar latrinasW mais além. a uns. 7depois da sa-da do c3rcere. en*uanto os contra1revolucion3rios eram relegados l3 para a terceira 2ila. nesse artigo. p3g) 4C@) 1C &rgani>a+ão sindicalista. V) ') enine proclamou como tare2a imediata. para ele. *uanto . prend01losW ali. 1915. de de2ender o poder soviético de armas na mão. sa2an9esW e a outros. n)O 1.Q) @Q A$DU'. por 2alar em caminhos de 2erro. enine. completamente negligenciados e ho/e es*uecidos) 'nsectos. investigar em pormenor *uem era a6rangido por essa ampla de2ini+ão de insectosJ a popula+ão russa era demasiado heterogénea e nela havia pe*uenos grupos isolados. imediatamente mostraram tend0ncia a ser pregui+osos no tra6alho. mas tam6ém 7os oper3rios calaceiros no tra6alho8. em *ue aldeia )))) não h3))) sa6otadores *ue se denominam intelectuaisY8Q E certo *ue enine. nos caminhos de 2erro.s melhores 2ormas de limpe>a) "ão podemos. p3g) .E AB& #E BU AB todos e *uais*uer insectos nocivos85) E por insectos ele entendia não apenas todos os elementos estranhos pela sua classe. tomo @5. do Boverno provis:rio *ue sucedeu .*ue pareceria indicar *ue o principal perigo para a $evolu+ão de &utu6ro advinha. eram as administra+9es das autar*uias locais e provinciais) 'nsectos eram os mem6ros das cooperativas) Iem como todos os *ue possu-am casas) ^avia não poucos insectos entre os pro2essores de liceu) (odos os insectos *ue pertenciam . em *ue 236rica. nem *uanto a outros sindicatos. $evolu+ão de Gevereiro de 1915) R(V) dos ()S @ &rganismo 2ormado por comités de apoio aos socialistas revolucion3rios da es*uerda) R") dos ()S 4 ?ursos nocturnos para militares) R") dos ()S 5 Fensageiro da ")=)V)#). esses. *ue 2a>iam parte. /3 *ue muitos insectos se aco6ertavam com a 2arda de 2errovi3rios. 5o edi+ão. com uma direc+ão menchevi*ue e socialista revolucion3ria. entrando ao servi+o dos %ovietes. classe oper3ria) 5 enine.artido em . a+oites) Duanto aos telegra2istas. Vladimir 'litch propunha uma emula+ão 7das comunas e das comunidades8. ou. era necess3rio dar1lhes. previa diversas 2ormas de limpe>a dos insectosJ a*ui. p3g) 4C4) 9 'dem. por exemplo os da tipogra2ia do . *ue não simpati>avam com os %ovietes) "ada se podia di>er de 6om *uanto ao ?omité Executivo da União %indical dos Gerrovi3rios RIiA/elS1C. digamos. 2u>ilar os parasitas) ^avia ainda a escolha entre a prisão 7ou o castigo de tra6alhos 2or+ados mais duros89) Em6ora tra+asse e sugerisse as orienta+9es 2undamentais do castigo. dar1lhes um cartão amarelo8W en2im. tomo @5. dissolvida em 191Q) R") dos ()S . &6ras Escolhidas. p3g) 4) . não prestavam o /uramento o6rigat:rio. <nica e geral 7a limpe>a da terra russa de 4 #emocratas constitucionais. dos 606ados. &6ras Escolhidas.etrogrado) R& *ue 2a> a distLncia no tempoX Fesmo agora temos di2iculdade em compreender como é *ue esses oper3rios. não se sa6e por*u0. neste momento. logo *ue se tornaram ditadores. eram insectos declarados Re teremos ocasião de ver casos de /ulgamentos contra elesS) E. 5a edi+ão. a verdade é *ue ele visava o6/ectivos 6em mais amplos) "o artigo 7?omo &rgani>ar a Emula+ão8 Rde 5 e 1C de Janeiro de 191QS.

a deten+ão. em Junho de 191Q) Due se passouY #e *uem se tratavaY Em *ue ru6rica inscrev01losY "ão é menor a di2iculdade *ue h3 em determinar se se deve atri6uir .edro ' se u2anava de ter limpo a $<ssia e *ue estorvam sempre um regime severo e harmoniosoY "ão teria sido poss-vel reali>ar essa opera+ão sanit3ria.A$DU'. alguns munidos de varapaus) "aturalmente. Fstislavl. deparam1se1nos certas di2iculdadesJ devemos p_r em rela+ão com as torrentes prisionais a*ueles *ue 2oram a+oitados. a con2iscar os o6/ectos do culto religioso) Eclodiram revoltas populares em de2esa das igre/as e mosteiros sa*ueados) A*ui e ali tocaram sinos a re6ate e os ortodoxos acorriam. depois do atentado do grupo de Alexandre Ulianov. ao terror e . v3riasW outras tiveram lugar em %aratov. Furoma. as de>enas de milhares de re2éns. 2oi proposto .or disposi+ão do ?onselho da #e2esa. vingan+a do inimigo armado. (chernigov.E AB& #E BU AB de direita. mas tam6ém todos os estudantes da $<ssia e consider3vel n<mero de 2uncion3rios administrativos do distrito)S . %eliguer. *ue eram desco6ertas em sérieY REm cada distrito as haviaW em $ia>an houve duasW em =ostroma. dos *uais /3 . a %entinela da $evolu+ão. e *ue são votados ao exterm-nio. havia *ue eliminar alguns in loco e prender outros) $e2lectindo agora so6re os anos 191Q1194C. come+ou1se a esventrar e a p_r em cacos as rel-*uias sagradas. *ue pessoalmente não são acusados de nada. sem mesmo serem condu>idos ao c3rcereY E em *ue categoria incluir todos a*ueles *ue os comités de camponeses po6res eliminavam atr3s das cancelas. o 2u>ilamento em =olpinsA. para acelerar de igual modo a vit:ria cultural da revolu+ão. agarrando consider3vel n<mero de re2éns811) RE como se.E AB& #E BU AB @9 E os grupos *ue enumer3mos 2ormam /3 um enxame colossal. $i6insA. Io6ruisA. (chem6arsA. ou das massas revoltadas) #epois do dia @C de Agosto de 191Q. ")=)V)#) *ue tomassem como re2éns os camponeses de todos a*ueles lugares em *ue a limpe>a da neve nos caminhos de 2erro 7se reali>ava de 2orma . de 15 de Gevereiro de 1919 T certamente so6 a presid0ncia de enine T. e este ingrato tra6alho 2oi assumido a6negadamente pela Vet1cheAa R?omissão Extraordin3ria de toda a UniãoS. dos %ovietes da aldeia ou nas traseiras dos *uintaisY (eriam acaso tempo de p_r os pés nas terras do Ar*uipélago os organi>adores de conspira+9es. se se tivesse utili>ado 2ormas processuais e /ur-dicas caducas) Adoptou1se uma 2orma completamente novaJ a repressão sem /ulgamento. Vich1nievolotsA e VeliAi. a instru+ão do processo. a acusa+ão p<6lica. e muito menos em condi+9es de guerra. a ")=)V)#) deu ordens. de 7prender imediatamente todos os socialistas revolucion3rios 4C A$DU'. nem se*uer os seus nomes estavam escritos a l3pis numa lista. elementos da 6urguesia e da o2icialidade. etc)S &u não tiveram tempo disso e não estão portanto relacionados com o tema da nossa pes*uisaY A excep+ão do esmagamento das 2amosas revoltas de Karoslavl. de inocentes. cavalaria de (am6ov. o /ulgamento e a execu+ão da senten+a) Em 191Q. tivesse sido preso não somente esse grupo. (cheAa e . Astracã. o <nico :rgão punitivo da hist:ria da humanidade *ue reuniu nas mesmas mãos a investiga+ão. *ue exige v3rios anos de tra6alho de limpe>a) Fas *uantos intelectuais malditos. Ar>amass. %molensA.s torrentes prisionais ou ao 6alan+o da Buerra ?ivil. Ieli1 uA. umaW em =iev e em Foscovo. *uantos estudantes revoltados e *uantos tipos estranhos de 6uscadores da verdade. de todo o género. esses ha6itantes pac-2icos. in loco. acerca de alguns acontecimentos s: conhecemos o nomeW por exemplo.

come+ou a agarrar aos poucos Rde in-cio discretamenteS. a2ivelando apenas uma m3scara e sendo deportados unicamente por issoJ tudo a 2ingir) E s: no curso impetuoso da revolu+ão se exteriori>ou de s<6ito a ess0ncia 6urguesa desses social1traidores) Era natural proceder .rimavera de 191Q des6ordava a ininterrupta torrente dos traidores socialistas. as greves Rhouve muitas. ")bb 41144. ou se/aJ todos os c-rculos cient-2icos. o desarme do regimento de . 2oram e2ectuadas numerosas deten+9es de anar*uistas) "o ano de 1919 2oi presa a parte acess-vel do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios. essas deten+9es tornaram1se mais numerosas e mais 2re*uentes) A partir de . a do complot militarS em Foscovo. em IutirAi. vol) 'V.reo6ra/ensAi1@ e outros. p3g) 1) 14 #ecretos do $egime %oviético. considerados 11 Fensageiro da ")=)V)#). apanhavam1se pessoas em li6erdade para um 2u>ilamento imediatoS e varria1se pura e simplesmente para as pris9es a intelectualidade. Foscovo. . logo no Verão de 191Q e em Far+o de 1941.artido Rmotivo pelo *ual este não se e2ectuouS)1. e o6rigando . o Brande. pela noite. durante décadas. considerada pr:xima dos cadetes) E *ue signi2icava 7pr:xima dos cadetes8Y "ão mon3r*uica e não socialista. e o6rigamo11los a permanecer l3. tam6ém. .Q.s deten+9es ha6ituais. os socialistas revolucion3rios e os menchevi*ues) Ap:s o 14 de Junho de 191Q. em seguida =ronstadt. en*uanto não terminar a luta entre o tra6alho e o capital815) Ainda em 1919 2oram detidos. os menchevi*ues e os socialistas revolucion3rios. sem ru-do. os delegados ao ?ongresso dos &per3rios sem . tam6ém. de 2ins de 194C. *ue mais per2idamente e durante mais tempo tinham 2ingido ser aliados do <nico partido conse*uente do proletariado) E.or disposi+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . revolu+ão) R") dos ()i 14 "ova . a6alando .e1trogrado. 2oi decidido deter tam6ém os sociais1democratas como re2éns) Fas.)14S para *ue. e metida no c3rcere de IutirAi até ao seu /ulgamento. em . Foscovo. eles seriam 2u>ilados814) .edro. desde então. em 1944) Em 1919. *ue tinha desempenhado um papel importante em Gevereiro e em &utu6ro de 1915.45) 1J1 "ome de um regimento de guarda. devemos assinalar *ue /3 na . de Julho ca-ram tam6ém so6 a al+ada das persegui+9es os socialistas revolucion3rios de es*uerda. o conhecido tche*uista atsis escreveu so6re os menchevi*uesJ 7Esses indiv-duos não 2a>em mais do *ue estorvar1nos) E por isso *ue os a2astamos do caminho. satis2a+ão das leg-timas reivindica+9es dos oper3rios. em A6ril e em &utu6ro de 1919.E AB& #E BU AB 41 como os verdadeiros culpados dessas agita+9es) "o Verão de 191Q.ovo. sua deten+ãoX ogo a seguir aos democratas constitucionais. sendo 2avor3vel .ol-tica Econ:mica) R") dos ()S A$DU'.) anar*uistas. 6astava *ue em *ual*uer 236rica ou 6airro oper3rio surgisse a agita+ão. todos os valores art-sticos e . so6 pena de *ue 7se a limpe>a da neve não 2osse e2ectuada. com *ue missãoYS. todos os universit3rios. mesmo restringindo1nos s: . ap:s ter1se lan+ado uma ampla rede em torno de verdadeiras e 2alsas conspira+9es Ra do ?entro "acional. data da sua exclusão de todos os %ovietes. #esde 1919 *ue 2icou patente toda a descon2ian+a para com os nossos compatriotas *ue regressavam do estrangeiro Rpor*u0Y. revolucion3rios.etrogrado e noutras cidades 2u>ilava1se por listas Risto é. com a dissolu+ão da Assem6leia ?onstituinte. simultaneamente ao apa>iguamento. 19. *ue devia prolongar1se por muitos anos) (odos esses partidos 1 sociais revolucion3rios. prendendo1se assim os o2iciais do corpo expedicion3rio russo Rem Gran+aS) "o mesmo ano de 1919.insatis2at:ria8. a (cheAa apanhasse. para não nos enredarem as pernas))) Gechamo1los num lugar retirado. ")E). o descontentamento. menchevi*ues.s concess9es. 191Q. p3g) . 2undado por . socialistas11populares ter1se1iam 2ingido.

por experi0ncia. de viol0ncia e de especula+ão) Em6ora estes não 2ossem tão perigosos para a exist0ncia da $ep<6lica. tam6ém. p3gs) 4514Q) 1Q 'dem. *ue estava gr3vida. eles encontravam resist0ncia 1 ora o6stinadamente evasiva. nesse mesmo ano. nas aldeias. de $ostov e de "ovo (cherAass. *ue houve erros8. de @C de Agosto de 191Q. ora violenta) & esmagamento dessa resist0ncia Rsem contar os 2u>ilados em 2lagranteS deu lugar a uma a6undante torrente de presos. n:s perdemo1nosJ como 2a>er uma delimita+ão correctaY %e. 7não sendo pecado *ue talentos destes passem uma semana>inha na prisão8)1Q (emos conhecimento da exist0ncia de grupos isolados de presos através de protestos de BorAi) Em 15 de %etem6ro de 1919. dos te:logos e dos te:ricos do socialismo. prolongando1se por dois anos) &mitimos deli6eradamente toda uma grande parte da tritura+ão operada pela (cheAa. p3g) . todo o corpo de engenharia) ] excep+ão dos escritores extremistas. de Faio de 194C 7so6re a actividade de sapa na retaguarda8) %a6emos. a %olovAi Rdi>1se *ue algumas delas 2oram a2undadas no mar Iranco. . um elevado n<mero de o2iciais a ArcLngel. por ve>es. tomo 51. 'litch responde1lheJ 7))) est3 claro. 5)a edi+ão. em 6arcas. p3g) . pelas %ec+9es Especiais e pelos (ri6unais $evolucion3rios. visava os es2or+os 7para o 2u>ilamento incondicional de todos os implicados nas ac+9es dos guardas 6rancos8) Fas. dever3 relacionar1se tudo isto com a Buerra ?ivil ou com o in-cio da constru+ão pac-2icaY %e. mas 7imagine *ue desgra+aX Due in/usti+aX8 E aconselha BorAi a não se consumir a choramingar pelos intelectuais apodrecidos)19 Em Janeiro de 1919 2oi introdu>ido o racionamento de v-veres e para a sua re*uisi+ão 2oram 2ormados destacamentos) 15 F)K) atsis 1 #ois Anos de uta na Grente 'nterna) Exposi+ão popular da actividade da (cheAa) Edit) do Estado.liter3rios. estava inclu-do por exemplo =orolenAo 1 7um lament3vel 2ilisteu. criadas pelas condi+9es de reorgani>a+ão das administra+9es. aus0ncia de um ?:digo .C) 15 enine. Foscovo. *uando a Buerra ?ivil ainda não tinha completamente terminado em todos os lugares. em "ovo (cherAass. toda a restante intelectualidade Runs oitenta por cento delaS era 7pr:xima dos cadetes8) Entre ela. em *ue categoria incluir istoY ^3 uma conhecida resolu+ão do ?omité ?entral. *ue *ual*uer resolu+ão desse tipo constitui um impulso para uma nova torrente de pris9es por toda a parte.1) 1. assim como aconteceu tam6ém no mar ?3spioS. os rou6os. s: poderiam 2a>er aumentar. segundo a opinião de enine.enal. das institui+9es e de todas as leis.E AB& #E BU AB Em toda a parte. preso a preconceitos 6urgueses815. 2oram enviadas desta região. sendo o sintoma exterior da torrente) a Uma di2iculdade particular Rmas tam6ém um mérito particularS na organi>a+ão de todas estas levas cou6e. até ao ano de 1944. esta criminalidade comum 2oi tam6ém em parte perseguida e as respectivas . p3g) 49) 44 A$DU'. e dali. indicando1lhes *uem a6ar6atar e *ue 2a>er deles) "este resumo não vamos seguir as levas dos criminosos e delin*uentes de direito comum4C e por isso recordaremos apenas *ue as desgra+as e pen<rias. 'dem. 2oi 2u>ilada a mulher de um o2icial. os actos de 6anditismo. de *ual*uer sistema de leis penais) %: a consci0ncia da /usti+a revolucion3ria Rsempre in2al-velXS serviu de guia aos con2iscadores e aos canali>adores. no Verão de 194C. mas /3 em todo o caso no #on. p3g) 4Q) 19 idem. por esconder o marido. 194C. *ue estava ligada ao avan+o da linha da 2rente. com a ocupa+ão de cidades e de regi9es) A directri> da ")=)V)#). em grande n<mero.

em Far+o de 1941. da Gortale>a de . assinado por enine em 44 de Julho de 191QJ 7&s culpados de venda.edro e . da (cheAa de toda a União. datada de Q de Janeiro. o campo. de 194. enviada a BorAi)S 44 $evista Buerra e $evolu+ão. através do 6astião de (ru6etsA. *ue estiveram detidos então)S . para 2ins comerciais. caracteri>ou o seu esmagamento como 7a pior das politi*uices de um governo de politi*ueiros 41 A parte mais la6oriosa do povo 2oi exterminada completamente)8 R=orolenAo. em 14 de %etem6ro de 1941. ela era desterrada44) Fas /3 antes.E AB& #E BU AB 4@ .roAopovitch. mas *ual é o seu comércioY T A) %)S. a+am6arcamentos ou arma>enamentos AgolovuiA Rdelin*uente de direito comumSJ delin*uente ha6itualW IitoviA Rcrimin so de direito comumSJ criminoso ocasional) R") dos ()S A$DU'. são punidos com a priva+ão da li6erdade por um pra>o não in2erior a de> anos.s V-timas da Gome R=usAova. seguidos de tra6alhos 2or+ados pesados e con2isco de todos os seus 6ens)8 A partir desse Verão.arcelas de campo raso 2oram cercadas com postes de arame 2arpado e nelas 2oi mantida durante tr0s semanas cada 2am-lia suspeita de *ue algum dos seus homens 2i>esse parte dos insurrectos) %e ao 2im das tr0s semanas. excep+ão dos *ue 2oram 2u>ilados) Esse mesmo ano de 1941 come+ou com a ordem n<mero de>. não houve processo /udicial)S Fas a maior parte dos ha6itantes das aldeias de (am6ov 2oi presa em Junho de 1941) "essa prov-ncia a6riram1se campos de concentra+ão para as 2am-lias dos camponeses *ue participaram no movimento insurreccional) .levas aumentaram as torrentes de contra1revolucion3rios) Fas havia tam6ém uma especula+ão de car3cter completamente pol-tico. monopoli>ados pela $ep<6lica Ro campon0s arma>ena o seu cereal para a venda com 2ins comerciais. =ichAin e outrosS. mas intensi2ic31laX8 As conse*u0ncias disso. esse homem não se apresentasse para resgatar a 2am-lia com a sua ca6e+a. sendo e2ectuadas novas deten+9es) "o ano de 194C n:s temos conhecimento Rou antes não temos)))S do processo da União ?amponesa da %i6éria) E é tam6ém em 2ins do mesmo ano *ue se veri2ica o esmagamento preventivo da insurrei+ão camponesa de (am6ov) R"este caso. na ?rimeia. *ue a Buerra ?ivil aca6ou. respeitado presidente deste comité. tinham sido enviados para a ilha do Ar*uipélago. a BorAiS) RE =orolen1Ao recorda1nos tam6ém a signi2icativa particularidade dos c3rceres em 19414@J 7Estão todos impregnados de ti2o)8 Assim o con2irmam %AripniAova e outros. como indicava o decreto do ?onselho dos ?omiss3rios do . carta de 1C1Q141.) (uAhatchevsAiJ A uta contra as 'nsurrei+9es contra1$evolucion3rias) 44 A$DU'. *ue re>aJ 7'ntensi2icar a repressão contra a 6urguesiaX Agora. ")os 51Q. passou a ceder ano ap:s ano a colheita gratuitamente) 'sto provocou revoltas camponesas41 *ue 2oram esmagadas.aulo. de géneros aliment-cios. 2oram mostradas em alguns versos de Volochin) "o Verão de 1941 2oi detido o ?omité %ocial de A/uda .E AB& #E BU AB 8 Rcarta enviada. *ue tentava impedir o avan+o duma 2ome sem precedentes na $<ssia) E *ue essas mãos *ue davam de comer não eram as apropriadas para vir em a/uda dos 2amintos) & /3 mori6undo =orolenAo. os marinheiros su6levados da 6ase de =ronstadt.ovo. não a2rouxar a repressão. . *ue estava a 2a>er es2or+os acima das suas 2or+as. .

sempre a paci0ncia. ia chegar a sua ve>.) U) RAdministra+ão . se preparava a destrui+ão da*ueles *ue noutros tempos se en2ureciam nos com-cios de estudantesW da*ueles *ue com orgulho 2a>iam retinir as grilhetas c>aristas) . perdendo todas as liga+9es com os lugares e as pessoas onde antes eram conhecidos.E AB& #E BU AB 45 prov-ncias. mas as listas estavam guardadas. a sua ve> aproximava1se. e alguns socialistas 2oram até parar . detinham1no ou convocavam1no amavelmente. passar1se a tempo para os comunistasS) . sem clamor. gradualmente.etrogrado.odia não ser preso na primeira rodadaW podia so6reviver. *ue se tinham conservado. os corpos desses mem6ros) "enhum cidadão do Estado $usso *ue tivesse sido mem6ro de outro partido pol-tico *ue não o 6olchevi*ue escapava a esse destinoJ estava condenado Rse não conseguia.ol-tica do EstadoS) Esta opera+ão prolongou1se por muitos anos por*ue a condi+ão principal era o sil0ncio e a discri+ão) & *ue importava. 2a>endo1lhe uma <nica perguntaJ 2e> parte ou não))) de))) até)))Y REra costume ser interrogado so6re a sua actividade hostil. reinava nesse /ogo de paci0ncias estendidas so6re a mesa) E sem ru-do.s mesmas celas. aguardando a vontade da B) . os portos. de Jo6."esse ano de 1941 /3 se e2ectuaram pris9es de estudantes Rpor exemplo. com a condi+ão de ser tão am3vel *ue se su/eitasse a controle. e depois as simples 4@ =orolenAo escreveu a BorAi R491. tinham aca6ado de2initivamente todos os partidos pol-ticos da $<ssia. com os mesmos guardas *ue /3 tinham conhecido antes) A outros 2oi1lhes proposto o desterro. na Academia (imiria>ev. cu/as regras eram inteiramente incompreens-veis para os contemporLneos e de cu/os contornos s: agora podemos dar1nos conta) Due intelig0ncia tão previdente era essa *ue planeou tudo istoW *ue mãos tão cuidadosas eram essas *ue. 2alando com propriedade. . mas em conversas entre colegasS) ?asos desses eram ainda poucos. mas não por muito tempo 1 uns dois ou tr0s anitos) &u então algo de mais suaveJ uma diminui+ão da li6erdade de desloca+ão. rigorosamente. 19@4 ou 19@5. até 1944. mas a primeira pergunta de tudo decidia. pois esse grupo 2oi interrogado pelos pr:prios Fen/insAi e 'agoda) "o mesmo ano de 1941 as deten+9es 2oram ampliadas e incidiram so6re mem6ros dos outros partidos) Fas /3. eles e a sua actividade revolucion3ria) E assim. impercept-vel e in2lexivelmente. de todas as outras espécies de socialistas) 'sto exigiu uma paci0ncia silenciosa. era limpar Foscovo. segundo o grau da sua periculosidade. por cr-ticas ao regime Rnão em p<6lico. *uem 6oa cama 2i>er)))S E para *ue o desmoronamento desses partidos 2osse irrevers-vel era ainda necess3rio *ue se destro+assem os pr:prios mem6ros desses partidos. o grupo de E) #oiarenAoS. sem perder um instante.141SJ 7A ^ist:ria mencionar3 algum dia *ue a revolu+ão 6olchevi*ue reprimia os revolucion3rios e socialistas sinceros com meios iguais aos do regime c>arista)8 A$DU'. como FaisAi ou VichinsAi. os centros industriais. escolhendo ele pr:prio o seu lugar de resid0ncia. excep+ão do vencedor) RAhX. agora decorridos decénios)S Em seguida. como é claro. iam desaparecendo os dos outros partidos. . a sua sorte podia variar) Uns ca-am rapidamente numa das céle6res centrais prisionais c>aristas. pelos vistos. manipulavam as 2ichasY A*uele *ue tinha cumprido tr0s anos era tirado de um monte dessas 2ichas e colocado suavemente noutro) A*uele *ue tinha estado numa central era enviado para o desterro Re o mais longe poss-velS) A*uele *ue tinha resid0ncia 2ixa era tam6ém mandado para o desterro Rmas 2ora dos limites da resid0ncia 2ixaS) A*uele *ue /3 estava no desterro era desterrado para outro local e depois novamente trans2erido para uma central R/3 outraS) A paci0ncia.

assim como o grupo de A) ') A6riA:ssova) Duanto aos simples cat:licos e aos sacerdotes polacos. tinham prometido *ue seria assim.etrogrado. condenaram1no a dois anos) #epois disso.aci0ncia 2oi exterminada a maioria dos velhos presos pol-ticos. mas sem a/uda exterior eles não podiam dominar o aparelho religioso) . tendo sido um dos o6/ectivos importantes do grupo B). seguidos de 2u>ilamentosJ em Foscovo. ao longo dos anos 4C e @C. na primeira rodada do exterm-nioW outros 2i>eram essas retracta+9es e conseguiram. contava *ue um ano ap:s o advento de ^itler ao . o exterm-nio radical da religião no nosso pa-s.)U)1")=)V)#). transmissão do poder religioso aos partid3rios da 'gre/a Viva) "as prov-ncias e distritos.)U). o dos propagadores do apelo do patriarcaW em . tran*uilamente. naturalmente. so6retudo mulheres. o do metropolita Veniamin. encarceravam1se e deportavam1se de modo intensivo os 2rades e 2reiras. *ue tanto enegreciam a vida russa) #eti1nham1se e /ulgavam1se os c-rculos de 2iéis particularmente activos) Estes c-rculos ampliavam1se sempre e logo eram varridos os crentes. como sempre. chegou.E AB& #E BU AB lugar outra *ue estendesse uma s: orelha para o céu e a outra para a u16ianAa) &s clérigos da 'gre/a Viva45. a*ui e acol3. pois era precisamente aos socialistas revolucion3rios e aos anar*uistas. s: poderia ser conseguido com a deten+ão em massa dos pr:prios ortodoxos) Apanhavam1se. desse modo. de 44 de Faio de 1959.rimavera de 1944 a (cheAa R?omissão Extraordin3ria para a uta contra a contra1 $evolu+ão e a Especula+ãoS. *ue aca6ava de ser cognominada B). en1tregavam1se . acerca dos *uais /3 a 'mprensa nada noticiava) (odos a*ueles *ue não prestavam /uramento de 2idelidade ao impetuoso movimento renovador da 'gre/a Viva eram detidos) &s sacerdotes eram parte o6rigat:ria de cada leva di3ria e os seus ca6elos grisalhos 6rilhavam de etapa em etapa para %olovAi) "os primeiros anos da década de 4C ca-ram tam6ém seitas de te:so2os.or essa ra>ão 2oi preso o patriarca (iAhon e montaram1se dois ruidosos processos. entretanto. sociedades religiosas e 2il:so2os do c-rculo de Ierdiaiev) Entrementes. *ue punha o6st3culos . *ue os tri6unais c>aristas impunham as penas mais severasW a eles. 2oi posto em li6erdade) ?ompreenda1se isso como se *uiserX Ele continuou a viver em seguida. as ca6e+as ca-ram dos seus om6ros44) "a . monges e di3conos.oder. A$DU'. mas ao . . *ue eram pessoas idosas. certamente.artido ?omunista) Ani*uilaram11noY "ão."esta opera+ão da Brande .ahlen 2a>ia relat:rios das suas conversas com os esp-ritosS.s . 2oram presos e des6aratados os 7cat:licos orientais8 Rdisc-pulos de Vladimir %oloviovS. e não aos sociais1democratas. mais o6stinadas na sua 2é. organi>ando a actividade clandestina) & artigo destinava1se a p_r em relevo a sua intrepide>) 4. espiritistas Rum grupo como o do conde . /ustaJ nos anos 4C ti1nham1lhes proposto assinar retracta+9es escritas dos seus partidos e das suas ideologias) Alguns recusaram1 se e ca-ram assim. tam6ém. Faximilian ^uaAe 2oi detido por pertencer))) não a um partido *ual*uer. teve uma nova condena+ãoY "ão. 2oram presos os metropolitas e os 6ispos e logo a seguir aos peixes gordos. a ve> dos mi<dosJ os arciprestes. *ue constitu-am /ustamente a antiga popula+ão das deporta+9es) A regularidade do exterm-nio era. prisão eles mesmos) "o entanto. m-sticos. decidiu intervir nos assuntos religiosos) Galtava ainda levar a ca6o a 7revolu+ão eclesi3stica8J su6stituir a hierar*uia e colocar em seu 44 ]s ve>es lemos no /ornal um artiguelho e 2icamos 6o*uia6ertosJ & l>vie>tia.mais uns anos de vida) Fas chegou inexoravelmente a sua ve> e inexoravelmente.

s dimens9es russasJ mus1savatistas do A>er6ei/ão. pela leitura de & Fensageiro %ocialista4. ao *ue parece. no 1)O de Faio de 1944S) Em 1945. ela 2oi condenada a de> anos)S As pessoas convictas de possu-rem a verdade espiritual deveriam ocult31la dos))) seus 2ilhosXXX A educa+ão religiosa das crian+as nos anos 4C.s gera+9es seguintes 2irmou1se a ideia de *ue os anos 4C constitu-ram uma espécie de orgia de li6erdade. por en*uanto redu>idas. as expedi+9es e a pr:pria %olovAi. oper3rios. com as suas pesadas malas. e regressavam ao ca6o de tr0s anos.leAhanov. um grande 0xito) R") dos ()S e A$DU'. Fas))) de modo *ue s: #eus te escute) A 'gre/a Viva ou 7renovada8. *ue não tinha sa6ido elevar1se até ao irresist-vel impulso do internacionalismo) Entre muitos da*ueles *ue pertencem . se passou tam6ém a chamar 2reiras) ?onsiderava1se. *uando /ovem. *ue era então a condena+ão mais longa) RAo limpar as grandes cidades para a sociedade pura *ue se avi>inhava. um certo n<mero de estudantes de eninegrado Rcerca de uma centenaS 2oram condenados a tr0s anos de prisão. contudo. ao ponto de partida) Duanto . /unto da ?atedral de =a>an. deten+9es estas *ue aumentavam nas vésperas das 2estas Rpor exemplo. sem ter. em isolamento 7pol-tico8. era1lhes vedada a possi6ilidade de /amais regressarem aos seus 2ilhos e . 2oi totalmente aprisionada a sociedade sionista ^e/aluts. casos havia em *ue o pai a6/urava e 2icava a criar os 2ilhos. e pelo estudo de . na Zsia ?entral. do poder soviético Ros primeiros %ovietes de deputados. com os che2es e os soldados da escolta. en*uanto a mãe ia para %olovAi Rdurante todas estas décadas as mulheres revelaram uma grande 2irme>a de convic+ãoS) (odas as religiosas apanhavam de> anos. 2oi criada em 1944. a6rangido pelo artigo 5Q1 1C. e tam6ém enviadas a %olovAi) ]s amantes da pecadora vida terrena reservava1se uma leve condena+ão de tr0s anos) & am6iente das levas. 2oram misturadas nesses mesmos anos. em oposi+ão ao patriarca (iAhon.s crian+as nesse esp-rito) ?omo escreveu (Lnia =hodAevitchJ . *ue nada limitava) "o presente livro havemos de encontrar pessoas *ue se ressentiram dos anos 4C de maneira a6solutamente di2erente) &s estudantes sem partido 6atiam1se nesse tempo pela 7autonomia das escolas superiores8W pelo direito de reali>ar assem6leias pela não inclusão nos programas de estudo de um excesso de matérias pol-ticas) ?omo resposta so6revinham as deten+9es. de emigrados menchevi*ues) R") dos ()S 4Q . como agita+ão contra11revolucion3riaX E certo *ue no tri6unal havia ainda a possi6ilidade de a6/urar da religião) Em6ora não 2osse 2re*uente. relativamente . implanta+ão. e ainda mais relativamente . etendendo uma cola6ora+ão estreita com o poder soviético.E AB& #E BU AB 45 R. menchevi*ues da Be:rgia e 6assmatches da (urcoménia.s 7religiosas8. $evista pu6licada em .or este verso.aris. por um discurso pronunciado contra o Boverno. *ue todos eram presos e /ulgados.leAhanov Ro pr:prio . camponeses e soldados tinham uma maioria numérica de russos e eram interpretados como um poder russoS) Em 194. não pelo seu credo mas por mani2estarem convic+9es em vo> alta e por darem uma educa+ão .odes orar livremente.s respectivas regi9es 2ronteiri+as. sua terra natal)S #esde os primeiros anos da década de 4C *ue apareceram correntes puramente nacionais. isto é. *ue o2ereceram resist0ncia . especialmente em 1945. não as impediam de ganhar a vida na sua alegre pro2issão. dachnaAos da Arménia. passou a ser *uali2icada como um delito. as 2reiras com as prostitutas. durante os longos anos de deporta+ão e de campos de concentra+ão. é certo.*uais.

or ve>es tratava1se de uma pura casualidade) Um tal Fova. era 23cil imaginar *ual seria o estado de esp-rito destes. não atestadas por documentos) #i>emos 2lagelo por*ue não lhes davam logo as condena+9es. até irem gradualmente parar a campos de concentra+ão. as mães dos o2iciais.rocedendo a uma an3lise social in2al-vel. a sua deten+ãoX E eis *ue a torrente engrossa) "os anos 4C houve uma amnistia para os cossacos *ue participaram na Buerra ?ivil) Fuitos regressaram da ilha de emnos ao =u6an e rece6eram terras) Fas. seguindo a tradi+ão russa. com o envio de o2iciais para o Ar*uipélago. 2oram todos detidos) &s antigos 2uncion3rios do Estado. h3 sempre um ou outro caminho para voltar a tr3sX %ão as 2inas e ténues contracorrentes. cu/a no6re>a era intransmiss-velS eram todos a*ueles *ue possu-am um grau tanto civil como militar) R(V) dos ()S A$DU'. e 2oram introdu>indo1se nas institui+9es soviéticas) "este sentido 2oram de muita a/uda os lapsus linguae.A$DU'. tornando1se o6/ecto de limita+9es no tra6alho. os 7relat:rios de com6ate8 dos vi>inhos) R. *ue não tinham servido todo o tempo no Exército Vermelho ou haviam tido interrup+9es de servi+o. senão *ue passavam 1 sempre a paci0nciaX 1 por veri2ica+9es intermin3veis. sem grande preocupa+ão de clare>a. posteriormente. eram presos tam6ém os no6res a t-tulo pessoal45 isto é. 2oram tam6ém atirados para pris9es pol-ticas e mantidos incomunic3veis) ?ompreende1se *ue não escapassem ao golpe as classes exploradoras) Em toda a década de 4C continuou o 2lagelo de antigos o2iciais *ue tinham escapado com vidaJ os 6ra+os *ue não tinham merecido o 2u>ilamento durante a Buerra ?ivilW os 6rancos1vermelhos. por simples a2ei+ão de coleccionador. eles pr:prios. come+aram a angariar 2undos para os presos trots*uistas.E AB& #E BU AB apanhara muito menosS) Em 1945. soltos e novamente detidos. *ue . muito simplesmente. aproveitando1se do 2acto de *ue na $ep<6lica ainda não existia o sistema do passaporte interior nem da caderneta de tra6alho. a solu+ão do pro6lema não 2icava conclu-da. provocavam. e sendo detidos. ap:s a prisão dos che2es de 2am-lia) #esse modo. não se podia voltar atr3sJ o *ue estava 2eito estava 2eito) Uma sentinela da $evolu+ão não se engana) Fas não. donde não voltariam mais) Entretanto. *ue haviam lutado dos dois lados.E AB& #E BU AB 49 p:s tinham terminado estudos universit3rios) E uma ve> detidos. estavam su/eitos a ser agarrados) Eles camu2laram1se ha6ilmente. os conhecimentos casuais. não 2a>endo mais do *ue come+arJ restavam ainda. *ue se tinham escondido. pessoas *ue noutros tempos 7no6res a t-tulo pessoal8 Risto é. tinha guardado em casa uma lista dos antigos 2uncion3rios /ur-dicos da prov-ncia) Em 1945 isso 2oi desco6erto casualmenteJ todos 2oram detidos e 2u>ilados)S Assim se iam 2ormando torrentes com o 2undamento da 7oculta+ão da origem social8 e d3 7antiga posi+ão social8) Essas express9es eram interpretadas num sentido amplo) &s no6res eram presos por meros ind-cios de casta) & mesmo se passava com as respectivas 2am-lias) Ginalmente.s ve>es no entanto conseguem irromper) E mencionaremos a*ui a primeira) Entre as esposas e 2ilhos de no6res o2iciais havia não raramente mulheres *ue se destacavam pelas suas *ualidades pr:prias e pelo seu aspecto atraente) Algumas sou6eram talhar para si uma min<scula torrente ao invés T em direc+ão contr3riaX Eram todas a*uelas *ue se lem6ravam de *ue a vida nos é dada uma s: ve> e *ue não h3 . as den<ncias))) perdão. no lugar de resid0ncia. e ainda os c>aristas vermelhos. come+aram as deten+9es dos primeiros R/ovensS trots*uistas) #ois ingénuos soldados vermelhos *ue. as suas esposas e 2ilhos) . na verdade.

tor+amos1lhe o pesco+oX A *uem reprimirY A *uem torcer o pesco+oY 'mediatamente come+a a promo+ão VoiAov) ?omo sempre. a mais )not3vel das denunciantes do per-odo posterior . (cheAa1B) . a partir de 1919) "ão teria chegado a hora de sacudir a intelectualidade. *ue teve enorme con2ian+a nas ditas) ^3 *ue citar a*ui os nomes da <ltima princesa Via1>emsAaia. 2olhear FaiaAovsAiJ .echAova. a6alado pelas explos9es dos /ornais. um o2icial. uma mulher 6rilhanteJ o seu marido.nada de mais *uerido do *ue a nossa vida) &2ereceram1se . mas aca6ou por pedir para regressar e. por pouca sorte. outra ve>. pois. do grupo de AleAsandr UlianovS e a/udava não s: os socialistas. /3 tinha apanhado uns 6ons sa2an9es. cumprir o apelo do poetaJ ?om união. e o assassino isolado de VoiAov49 2oi preso nesse pa-s) ?omo e contra *uem. pela revolu+ão mundial) & assass-nio do representante plenipotenci3rio soviético em Vars:via inundou as colunas dos /ornais. e os seus dirigentes presos e deportados) &s anos passam e o *ue não se re2resca apaga1se nas nossas mem:rias) Envolto nas 6rumas da distLncia. não suprimida ainda) Fas 2oi um ano tenso. revolu+ão 1 o seu 2ilho 2oi tam6ém delator em %olovAi TW e o de ?onc:rdia "iAo1 laievna 'osse. VinaverSW a de ?rac:via R%andomirsAaiaS e a de . *uem mais deter. pelos vistos. como cola6oradoras. mas por uma tradi+ão a6surda conservava1se a ?ru> Vermelha . lancemo1nos a ele.etrogrado Ro velho populista ?hevtsov.etrogrado) A de Foscovo portava1se decentemente e até 19@5 não 2oi dissolvida) Fas a de . como a véspera da guerra. 2oi 2u>ilado na sua 2rente.) U) como in2ormadoras. *ue se 2a>ia passar por progressistaY #e passar ao crivo os estudantesY Iasta. e a ela mandaram1na para %olovAi. metia1se em assuntos pol-ticos. como não importa *u0 1 e as *ue lhes agradaram 2oram admitidas) (ornaram1se as in2ormadoras mais proveitosasX A/udaram muito a B) . como tam6ém os democratas1constitucionais contra11revolucion3rios) Goi 2echada em 194. o ano de 1945 é por n:s evocado como um ano despreocupado e 2arto da ") E) . em Junho) FaiaAovsAi consagrou1lhe *uatro ri6om6antes poemas) &rgani>a+ão de solidariedade aos presos pol-ticos R") dos ()S 5C A$DU'.ol-tica da Velha $<ssia)4Q ^avia tr0s sec+9esJ a de Foscovo RE) . os socialistas revolucion3rios.). insolente. os menchevi*<es e ainda a intelig0ncia pura e simples) "a verdade.) U).E AB& #E BU AB Fas. perto da Brande u6ianAa. a .ensa no =omsomol dias e noitesX As suas 2ileiras examina1as mais atentamente) . *ue era. 'agoda e *ue/andos) E c:mico di>01lo. 2irme>a e repressão. dirigia um salão *ue as importantes personagens dessa casa muito gostavam de 2re*uentar) %: em 19@5 voltou a ser detida com os seus clientes. nas cidadesY "ão a classe oper3riaX Fas a intelectualidade 7pr:xima dos cadetes8W essa. *uando h3 agita+9es e tens9es. o coxo Bartman e =otche1rovsAiS comportava1se de maneira insuport3vel. procurava apoiar1se nos antigos prisioneiros da 2ortale>a de ?hlissel6urg R"ovorussAi. sendo vivido.ol:nia apresentou desculpas. são detidos os do costumeJ os anar*uistas.

mesmo de dia. nesse mesmo ano. para a IutirAi.E AB& #E BU AB 51 mundialY Duando a grande guerra eclodir /3 ser3 tarde) E em Foscovo come+a uma limpe>a plani2icada. nesses dias. esses lacaios dos antigos patr9es capitalistas) #esde os primeiros anos da $evolu+ão *ue os coloc3mos . a 2im de comemorar a tradicional 2esta do liceu consagrada a .aris. *ue tem demasiadas pretens9es de ser insu6stitu-vel e *ue não est3 ha6ituada a cumprir imediatamente as ordens) %e/amos clarosJ n:s nunca deposit3mos con2ian+a nos engenheiros. Varentsov e outrosS são GUU' A#&%X &u então. aceite e compreendido imediatamente por todos) RUm dos che2es da constru+ão do canal do mar Iranco. VoiAov teria dirigido. de *uarteirão em *uarteirão) Em todos os lugares alguém deve ser a6ar6atado) A palavra de ordem éJ 7#aremos um murro na mesa tão 2orte *ue o mundo estremecer3 de horrorX8 . algures. pois. este mon3r*uico matou VoiAov por vingan+a pessoalJ comiss3rio do ?omité $egional de a6astecimento dos Urais. . *ue o recém1chegado IoiAo *uase não encontrou lugar para sentar1se)S (omemos um exemplo t-pico dessa torrenteJ algumas de>enas de /ovens organi>aram ser9es musicais. correm velo>es. de um des-gnio do imperialismo. compreender *ue estamos a reali>ar uma vasta pro2ilaxia socialX8S "a realidade. evidentemente. senão nas vésperas da guerra pela revolu+ão 49 %egundo parece. surgiu um novo apetite) ^3 muito *ue é tempo de destruir a intelectualidade técnica. re<nem1se. os estudantes emigrados. por en*uanto.s dimens9es do E EGA"(E 1 designa+ão especial do ?ampo de %olovAi) Fas o crescimento maligno do Ar*uipélago de BU AB /3 tinha come+ado e 6em depressa ele dispersar3 as suas met3stases por todo o corpo do pa-s) ) . na cave da casa trinta e tr0s.rovando um novo 2ruto. em . pessoalmente) Fas é uma pessoa culta e deve. di1lo13 desenvoltamenteJ 7Eu acredito *ue voc0 não é culpado de nada. autom:veis. carros celulares. *uando deter esses companheiros de viagem inseguros. toda essa intelectualidade vacilante e apodrecida.) U) &uvem m<sica e 6e6em ch3) .ara a u6ianAa.ara pagar o ch3 angariam uns *uantos Aopecs) E claro *ue a m<sica constitui uma dissimula+ão do seu estado de esp-rito contra1revolucion3rio e *ue o dinheiro angariado não é de modo algum para o ch3.uschAine) &s /ornais deram not-cias do 2acto) (rata1se. a destrui+ão dos vest-gios do 2u>ilamento da 2am-lia c>arista Res2acelamento e serra+ão dos ossos. em Junho de 191Q. *ue restavam ainda na U) $) %) %) e. moralmente 2erido) E eis *ue são detidos (&#&% os estudantes desse liceu. mas para vir em a/uda da 6urguesia mundial agoni>ante) (&#&% eles são presos e condenados de tr0s a de> anos RAnna %AripniAova apanha cincoS e os organi>adores *ue não reconhecem a culpa )R'van "iAolaievitch. era tal o aperto no chão. puxadas por cavalos) ^3 engarra2amentos nos port9es e engarra2amentos no p3tio) & tempo não chega para 2a>er os descarregamentos e os registos) R%ucede o mesmo noutras cidades) Em $ostov do #on. cami9es 2echados e carro+as a6ertas. crema+ão e dispersão das cin>asS) A$DU'.%erão todos Aomsomols de verdadeY &u serão apenas Aomsomols mascaradosY Uma concep+ão c:moda do mundo d3 origem a um c:modo termo /ur-dicoJ o de pro2ilaxia social) Ei1lo adoptado. a>ar =ogan. os estudantes da Escola de #ireito Routro esta6elecimento tam6ém privilegiadoS) A promo+ão VoiAov redu>1se. para os *uais não pediram a autori>a+ão da B) . ao mesmo tempo.

e gene1hete no Finistério da Buerra c>arista onde dirigia a administra+ão dos transportes.) U). do ?omissariado dos (ransportes do . antigo pro2essor da Academia Filitar. a sua 2alsidade. descon2ian+a da classe oper3ria) Entretanto. através dos /ornais) %ou6e1se dos casos de . na de ouro e de platina. pois visava o desgaste das linhas 2érreas. . na de constru+ão de ma*uinaria. em caso de interven+ão. na de constru+ão de 6arcos. de VielitchAo@C e de tantos outros an:nimos) ?ada ramo da ind<stria.altchinsAi.ovos de toda a União e o . o camarada =aganovitch. não temer *ue 2ossem muito carregadas) . come+ando estes a entrar em con2lito e a seguir1se uns aos 54 A$DU'.ovo. constru+ão da nova economia.or todos os lados surgiam inimigos com réguas de logaritmosX A B) . de modo a deixar a $ep<6lica.ol-tica do Estado e os tri6unais prolet3rios.ovo Rdos 2errovi3riosS havia sa6otagemJ por isso era di2-cil conseguir passagem nos com6oios e sucediam1se as interrup+9es na distri6ui+ão de mercadorias) "a União Estatal de ?entrais Eléctricas de Foscovo havia sa6otagemJ por isso veri2icavam1se cortes de lu>) "a ind<stria petrol-2era havia sa6otagemJ por isso não se conseguia *uerosene) "a ind<stria t0xtil havia sa6otagemJ por isso as pessoas *ue tra6alhavam não tinham *ue vestir) "a ind<stria do carvão havia uma sa6otagem colossalJ por isso gel3vamos de 2rioX "a do metal. revolvendo essa imund-cie viscosa e todos os dias soltando ais de surpresa) &s tra6alhadores eram in2ormados Rou nãoS das <ltimas 6andalhices dos sa6otadores.) U) su2ocava na tare2a de agarrar e de carregar sa6otadores) "as capitais e nas prov-ncias actuavam as comiss9es de união da Administra+ão .) U)S) %e algum engenheiro 2ormado antes da $evolu+ão não tinha sido desmascarado como traidor. na de guerra.E AB& #E BU AB 5@ pouco tempo. ast<cia e venalidade) A %entinela da $evolu+ão 2ran>ia mais os so6rolhos e para onde *uer *ue olhasse com os olhos 2ran>idos logo desco6ria um ninho de sa6otagem) Este tra6alho de saneamento p_s1se em marcha no ano de 1945 e logo 2oi mostrando ao proletariado todas as causas dos nossos 2racassos econ:micos e das nossas car0ncias) "o ?omissariado dos (ransportes do . medida *ue amadurecia a nossa direc+ão econ:mica Ro ?onselho de Economia dos . o2icial engenheiro. Von FeAAe 2oi desmascarado Re 2u>iladoS.or interven+ão da B) . mesmo assim n:s pr:prios lhes permitimos *ue tra6alhassem na nossa ind<stria. com *ue diversidade de manhas satLnicas sa6iam sa6otarX "iAolai =arlovitch von FeAAe. 2ingia1se muito devotado .E AB& #E BU AB outros. na de *u-mica. na de irriga+ão T por todo o lado havia a6cessos purulentos de sa6otagemX . *uanta 2alta nos 2e> em 1941X A$DU'. no per-odo da reconstru+ão.ovo. 2alando longa e animadamente acerca dos pro6lemas econ:micos da constru+ão do socialismo e gostando de dar conselhos) & pior dos seus conselhos 2oi esteJ aumentar as composi+9es de mercadorias. *uando o novo ?omiss3rio dos (ransportes do . podia com toda a certe>a suspeitar1se de *ue o era) E *ue re2inados mal2eitores eram estes velhos engenheiros. decidiu precisamente autori>ar as composi+9es de mercadorias com .so6 um são controle. passado A) G) VielitchAo. sem caminhos de 2erro) Entretanto. concentrando toda a 2or+a o2ensiva de classe na outra intelectualidade) Fas.lano EstatalS e aumentava o n<mero de planos. mais clara se tornava a nature>a sa6otadora do velho corpo de engenharia. dos vag9es e das locomotivas. su6metidos . cada 236rica e cada o2icina de artesanato devia detectar a sa6otagem *ue havia no seu seio e logo *ue se punham em campo imediatamente a desco6riam Rcom a a/uda da B) . Goi tado) AhX. de Von FeAAe.

tona em =olima) E so6re os *ue não conseguiram vir . com um estreito sentido de classe. nuns poucos de anos. e 2oram /ustamente 2u>ilados pela sua 2alta de con2ian+a nas possi6ilidades dos transportes socialistasS) Esses limitadores 2oram 2ustigados durante v3rios anos. trans2ormam a prisão em deten+ão domicili3ria. e mesmo duas e tr0s ve>es mais pesadas Rtendo por essa desco6erta. ap:s uma série de condena+9es) "esse mesmo ano de 1945. /3 meio morta. como em *ual*uer outra. direita. e volta1se do avesso o velho a2orismo de *ue 7devagar se vai ao longe)))8) A <nica coisa *ue di2iculta por ve>es a prisão dos velhos engenheiros é *ue não h3 su6stitutos preparados) "iAolai 'vanovitch adi/ens1Ai. es*uerda) 54 A$DU'. 2oi *ue6rada a coluna verte6ral do velho corpo de engenheiros russos. essa torrente de insu6missos redu>1se a >eroJ uma ve> *ue se exige de alguém ser in2ormador. como antes. mas tem de ser))) os delatores relutantes) Esta torrente. prisão. pelo *ue 2oi detida pela B) . engenheiro1che2e das 236ricas de material de guerra de '/evsA. aca6ou por passar vinte e cinco anos na prisão. isso 2ora devido a *ue o engenheiro principal as não sou6e aplicar 6emX adi/ensAi morre ao 2im de um ano. rece6ido a &rdem de enineSW os maldosos engenheiros intervieram agora /3 no papel de limitadores Rclamavam *ue isso era demasiado.) U) e s: um *uarto de século depois. "adie/da Vitalievna %urovets negou1se tam6ém a espiar e a denunciar os mem6ros do governo ucraniano. pondo em cima da sua mesa de tra6alho duas pistolasJ uma . inteiramente secreta. 2ossem arrastadas tam6ém outras pessoas. como por exemplo))) não *ueria manchar a 2ace de 6ron>e dourado da %entinela. *ue desgastava ruinosamente o material rolante. desta ve> pela 7m3 utili>a+ão das ver6as8J se elas não chegaram. isso signi2ica *ue é o6rigat:rio. sendo todas castigadas sem compaixão fa ?onta1se *ue &rd/oniAid>e 2alava com os velhos engenheiros. pois em todos os ramos da ind<stria erguiam1se com as suas 2ormas de c3lculo.pesadas cargas. super2-cie. não *uerendo compreender como o entusiasmo do pessoal a/uda as pontes e as m3*uinas) #urante essa época toda a psicologia popular é posta em causaJ ridiculari>a1se a circunspecta sa6edoria de *ue 7depressa e 6em não h3 *uem8.E AB& #E BU AB ?erta ve> convidaram a /ovem Fagdalina Ed/u6ova para ser espia no c-rculo de engenheiros. condenado ao tra6alho de corte de 3rvores) Assim. gl:ria do nosso pa-s. *ue eram os her:is pre2eridos de Barin1 FiAhailovsAi e Uamiatine) ?ompreende1se *ue nesta leva. 7pela 2é cega no coe2iciente de seguran+a8 Rpartindo da *ual ele considerava insu2icientes as ver6as destinadas por &rd/oniAid>e para a amplia+ão das 236ricasS)@1 #epois. outra . em6ora num c-rculo completamente di2erente 1 entre os destacados comunistas de ?rac:via T. *ue nunca apareceu em p<6lico. *ue estava gr3vida. 2oi presa 7por revelar uma opera+ão secreta8. insu2icientes T e eis *ue de novo vai parar . e condenada ao 2u>ilamento) Entretanto. so6re esses nada sa6emos) R"os anos @C. é primeiro detido pela sua 7teoria das limita+9es8. *ue não se pode escaparX 7"ão . as pessoas tinham ainda o seu orgulho e muitas não haviam ad*uirido ainda o conceito de *ue a moral 2osse uma coisa relativa. num 6os*ue. ordenando1lhe *ue tra6alhe no seu antigo posto Rsem ele tudo se desmoronavaS) Ele p9e as coisas em ordem) Fas as ver6as continuaram a ser. chegadas e relacionadas com os condenados. havendo pessoas *ue se recusavam cora/osamente a prestar o servi+o proposto. conseguiu1 emergir . e ela não s: se recusou como 2oi tam6ém contar tudo ao seu tutor Rdevia)espi31lo a ele pr:prioSJ este 2oi logo detido e nos interrogat:rios reconheceu tudo) Ed/u6ova. pedimos ao leitor *ue a guarde todo o tempo na mem:ria T especialmente na primeira década revolucion3riaJ então. ele e outros dirigentes.

lan+am so6re si mesmos *ual*uer a6surda a6/ec+ão e eis *ue. pelas canali>a+9es. esperan+ados numa maior indulg0ncia) A maioria dos engenheiros. super2-cie com 6andeiras. a hist:ria recuperaria de novo os sentidos. tem lugar em Foscovo o sensacional processo /udicial das .é com um puxão *ue se consegue partir a 2orca)8W 7%e não 2or eu ser3 outro)8W 7Fais vale um 6u2o 6om como eu. repeliram o a6surdo dos /u->es de instru+ão 1 e esses 2oram /ulgados em sil0ncio.) U) As torrentes 2luem no su6solo.E AB& #E BU AB 55 para a participa+ão de todo o povo na canali>a+ão. numa dia6:lica liga+ão. mas os investigadores. como um monumento cu/o véu caiu. a*ueles *ue mostravam valentia e sensate>. e tam6ém vanta/oso)S Em 194Q. os tri6unais e os procuradores não seriam mais culpados do *ue eu e v:s. super2-cie. pela comissão da B) . a FiliuAov. arrastando a vida 2lorescente da super2-cie) E precisamente a partir desse momento *ue é dado um passo importante A$DU'. todos os acusados. do *ue outro mau)8 Além disso. se eleva a maior e mais engenhosa constru+ão de todas as sa6otagens /amais desco6ertas.ois se temos a ca6e+a co6erta de alguns ca6elos 6rancos é por*ue em tempos vot3mos decorosamente A GAV&$)S A primeira prova 2oi tirada por %taline a prop:sito dos organi>adores da 2ome T e como é *ue essa prova não seria concludente. sendo1 lhes aplicados 1 a eles *ue não reconheceram a acusa+ão 1 os mesmos de> anos. do primeiro ao <ltimo. *uando o essencial da pes*uisa se passa su6terraneamente) Em tais processos s: aparece uma pe*uena parte dos detidosJ apenas a*ueles *ue estiveram de acordo. antecipando1se . mo6ili>ando os alunos das escolas) Eram milh9es de pessoas marcando o passo e gritando atr3s das vidra+as do edi2-cio do tri6unalJ 7A morteX ] morteX ] morteX8 "esta 2ractura da nossa hist:ria ressoaram vo>es solit3rias de protesto ou de a6sten+ãoJ era necess3ria muita coragem. 2acilidade de ho/eX RE mesmo ho/e não se levantam . coragem em nada compar3vel . caros concidadãosX . a*ueles *ue ainda não 2oram levados pelos tu6os do Ar*uipélago 1 esses devem des2ilar . para di>er 7nãoX8. mais sensacionalmente ainda e /3 impecavelmente ensaiado.artido 'ndustrial reali>aram1se /3 com-cios e mani2esta+9es de toda a popula+ão. *uando todos perguntavam por toda a parte por onde é *ue se extraviara o nosso rico pãoY E eis *ue. #eterding e . no meio deste coro de 6ramidos. atri6u-das. pelas estonteantes congs2iss9es e pela auto2lagela+ão dos acusados Rem6ora ainda não todosS) Ao ca6o de dois anos. para a distri6ui+ão por todo o povo da responsa6ilidade em rela+ão a elaJ a*ueles cu/os corpos ainda não ca-ram nas 6ocas da canali>a+ão. o /ulgamento do .L minas) %ensacional pela pu6licidade *ue lhe é dada. são /ulgados com enorme estrépio os organi>adores da 2ome R%ão elesX %ão elesX Ei1losXSJ *uarenta e oito os sa6otadores da ind<stria aliment-cia) Em 2ins de 19@C reali>a1se.artido 'ndustrialJ a*ui. havendo1os de so6raJ é algo de glorioso. amontoam1se /3 volunt3rios para entrar na pol-cia. glori2icando a sua sorte e rego>i/ando1se com a repressão /udicial) R'sto. contra sua vontade. em 236ricas e institui+9es.oin1caré) Agora *ue come+amos a penetrar nos meandros da nossa pr3tica /udicial.s decis9es do tri6unal. *uando todos passavam 2ome na 2arta $<ssia. em se denunciarem a si e aos outros. em %etem6ro de 19@C. perante os olhos dos tra6alhadores. compreendemos *ue os /ulgamentos p<6licos são simples montes de toupeiras . os oper3rios e os 2uncion3rios votam colericamente a 2avor da pena de morte contra os in2ames réus) E *uando do /ulgamento do . por precau+ãoX As décadas passariam. $ia6uchinsAi.

pro2essor da Academia (imiria1>ev. 2uturo 7ministro da Agricultura8@@) E. uma. exclamaramJ 7Estamos inocentesX8 E li6ertaram1nosX R"esse ano o6servou1se até uma pe*uena contracorrenteJ os engenheiros /3 condenados ou perseguidos 2oram restitu-dos . contudo. pois isso seria. todas essas vo>es 2oram as desses tais intelectuais 2r3geis. . se denegriam a si pr:prios. os acusados. sem espinha dorsal) "a reunião do 'nstituto . no ano de 19@1. e mais tarde uns *uantos dispersos.artido ?ampon0s do (ra6alhoJ ao *ue parece. 6em como parte do campesinato evolu-do. em Far+o de 19@1. tinham1se indicado #UUE"(&% F' 7mem6ros8) 7] ca6e+a8 do partido destacavam1se o economista agr3rio AleAsandr (chaianov. nascen+a) (anto *uanto sa6emos. de repente. da intelectualidade rural. *ue 6em depressa os seus nomes seriam arrastados nesse 6ramido. aprovou essas execu+9es) (am6ém *uanto sa6emos. nem todo este livroYS ^avia /3 muito tempo *ue os menchevi*ues tinham ca-do por terra. com Broman1%uAhanov@4 e laAu6ovitch. agarrados em segredoS.ara onde 2oram varridas as nossas /ustas acusa+9esY #ecorria então o /ulgamento dos sa6otadores da ind<stria de porcelana Rl3 tam6ém tinha havido imund-cieXS e /3. vida) Goi assim *ue regressou #) A) $o/ansAi) "ão se poder3 di>er *ue ele travou um duelo com %talineY Due um povo cora/oso e c-vico não teria dado a>o a *ue se escrevesse nem este cap-tulo. dos activistas das cooperativas de consumo e agr-colas. saudavam esse 6ramido da multidão. menos conhecidos.artido 'ndustrial /3 havia sido mencionado o .reocupa+ão com elaX . a ca+a aos engenheiros terminava precisamente a*ui) Em come+os de 19@1. con2essando1se culpados de tudo. um processo irrevers-velS) Ali mesmo 2oi detidoX & estudante #ima &litsAi a6steve1se. sua alta egocracia indicar como *uinta condi+ãoJ passar da pol-tica de repressão da velha intelectualidade técnica a pol-tica de atrac+ão e de preocupa+ão com ela) 5. de repente. contra a pena de morte.E AB& #E BU AB . organi>ada clandestinamente. aos gritos de 7imund-cie8 e de 7canalhas8) Entretanto. *ue se preparavam para derru6ar a ditadura do proletariado) "o processo do . desde os 2ogosos Aomso1mols até aos che2es do partido e aos che2es dos exércitos lend3rios. 6em como dos seus 2ins criminosos) Ao todo. de 6igodes /3 6rancos. teria existido Rmas nunca existiuXS uma enorme 2or+a. como se di> em linguagem cient-2ica. e. todos do mesmo modo.artido ?ampon0s do (ra6alho. sem adivinhar *ue o seu tempo estava a chegar. pensativo) "ão chegou a haver va>ante) "esse ano teve. a classe oper3ria.muitas o6/ec+9es)S (anto *uanto sa6emos.or onde se evaporou a nossa /usta c:leraY . 'oci2 Vissarionovitch enunciou as 7seis condi+9es8 da edi2ica+ão econ:mica e aprouve . o pro2essor #mitri Apollinarievitch $o/ansAi AI%(EVE1%E Rele era. em geral. AleAsei #oiarenAo. sete anos antes da sua morte sem gl:ria.artido ?ampon0s do (ra6alho. te:ricos e dirigentes sindicais. mas nesse ano %taline voltou a pis31los Rprocesso p<6lico do ?omité Gederal dos Fenchevi*ues. A$DU'. o 2uturo 7primeiro1ministro8 ") #) =ondra1tiev.olitécnico de eninegrado. p_s1se pensativo) &s povos do mar Iranco di>em a respeito da preia1marJ a 3gua p9e1se pensativaW isto antes de come+ar a va>ante) Fas é mau comparar a turva alma de %taline com a 3gua do mar Iranco) (alve> ele nem se tenha posto. numa 6ela noite. su6itamente. *uando. tam6ém. o grand-ssimo processo do .artido 'ndustrial preparava1se. calcule1se. *ue era 6em conhecido) & aparelho de investiga+ão da B). ) ") FaAarov. todos . de modo algum. lugar ainda outro milagre) A seguir ao processo do . e ali mesmo tam6ém 2oi presoX (odos estes protestos 2oram as2ixiados . toda a vanguarda 2oi unLnime na aprova+ão destas execu+9es) ?éle6res revolucion3rios.)U) actuava sem 2alhasJ /3 F' ^A$E% de acusados tinham con2essado pertencerem ao .

pois não ministravam o programa estatalJ as crian+as. =ondratiev aca6ou por 2icar doente mental e . aiX. na =arpovAa.or exemplo a 7noite de luta contra a religião8. o enca6e+ava secretamente)S &s par3gra2os apertam1se. em ve> disso. tolstoiana e ioga) Uma ?&FU"'#A#E assim. e de *ue ele. com o 2undamento de *ue o . *uando 2echaram de ve> muitas igre/as. em cu/o apartamento. na véspera do "atal de 1949. um importante grupo de tolstoianos 2oi desterrado para as 2aldas das montanhas do Altai. era criminosa e não podia proporcionar 2elicidade ao povo)S "os anos 4C. sem *ue se tratasse de um conto de "atal) . talve> nunca o sai6amos) (er3 *uerido rogar pela salva+ão da sua almaY Era cedo de mais) (er1se1ia mani2estado o seu sentido do humor.E AB& #E BU AB come+ar pelos pro2essores.or morrer) Forreu tam6ém KurovsAi) (chaianov.or*u0. e a sua 2iloso2ia não era ateia. os seus mem6ros eram demasiado cultos e instru-dos em literatura religiosa. e2ectuadas deten+9es em massa entre o clero) E muitas outras datas e lugares de *ue ninguém nos legou tra+a)S "ão se deixa de des6aratar todas as seitas. a. margem da pol-ticaX Duando a sua 2ilha levava a casa estudantes. sem excep+ão. ei1los a ser detidos.or exemplo. . super2-cie algumas datas e pontos culminantes) . ao a2irmarem *ue 2oi sem seu conhecimento)S @@ (alve> ele tivesse dado melhor conta desse cargo do *ue a*ueles *ue depois o ocuparam durante *uarenta anos) E o *ue é o destino humanoX #oiarenAo tinha1se mantido.@4 (rata1se do mesmo %uAhanov. não valendo. em Gevereiro de 19@4. ele expulsava1os de casaX A$DU'. aos gritos. com o seu conhecimento. Vavilov. 2oi a ve> dos dirigentes da comunidade) . mas sim um misto de 6aptista. e não h3 maneira de enunciar por ordem o *ue aconteceu Rmas a B) . das comunidades esta6elecidas entre %otchi e =hosta) (udo nelas 2uncionava ao modo comunistaJ a produ+ão e a distri6ui+ão) E tudo tão honestamente como nunca o pa-s o conseguir3 2a>er em cem anos) Fas. sendo. ainda na mesma cidade. tendo ali criado aldeias1comunas /untamente com os 6aptistas) Duando come+ou a constru+ão do com6inado de =u>nietsA. arrastado ao tri6unal s: o pe*ueno grupo =ondratiev1(chaianov@4) R"o ano de 1941 acusou1se Vavilov. em 1949. em eninegrado. pois. como é :6vio) RA*ui emergem . a ?ondenado ao isolamento prisional. guardaremos sempre na mem:ria *ue os crentes são presos sem parar. simultaneamente. em 1C de &utu6ro de 1915. *uando 2oi detido um grande n<mero de intelectuais religiosos.artido ?ampon0s do (ra6alho existia. todo o campo iria morrer de 2ome e não apenas os du>entos mil réus.artido ?ampon0s do (ra6alho e todos os *ue tinham 7con2essado8 convidados a retractarem1se das con2iss9es 2eitas Rpodemos imaginar a sua alegriaXS. corriam atr3s dos carros) #epois.) U) nada deixava passarXS) "ão o6stante. sendo detido novamente em 194Q) 5Q A$DU'. e não s: até de manhã. até mesmo as *ue são simpati>antes do comunismo) RAssim. a pena perder tempo) Goi assim suprimido o . sendo. eles 2orneciam1lhe comest-veis) Fais tarde. apertam1se os anos. *ue mani2estavam ideias social1revolucion3rias. por princ-pio. insurrei+ão armada) R&s guias das excurs9es mentem agora. ap:s cinco anos de isolamento. em . dado *ue verdadeiramente a*uilo era tudo tão mon:tono *ue estava 2artoY "inguém se atrever3 a censurar %taline por um tal sentido de humorX & mais prov3vel é ele ter calculado *ue. 2oi desterrado para Alma1Ata. se reuniu o ?omité ?entral Iolchevista. /3 sem 2or+as. em 6reve. 2oram detidos todos os mem6ros.) U) cumpria magni2icamente a tare2aX A B) .tomando a resolu+ão *uanto .E AB& #E BU AB 55 %taline FU#&U #E '#E'A%) .etrogrado.

e a =olima ainda não existe) ?om o ano de 1949 come+a a céle6re 2e6re do ouro) %: *ue a 2e6re ataca não a*ueles *ue o 6uscam. não se sa6e como.s escondidasY E aproxima1se.E AB& #E BU AB 59 trLnsito e os campos de concentra+ão rece6em um re2or+o proporcionalmente menor) Duem é *ue é preso nesta corrente 7do ouro8Y (odos a*ueles *ue. vir3 a imagin3ria oposi+ão da 7direita8) #evorando os mem6ros. ap:s o seu her:ico esmagamento pela cavalaria de Iudi:ni.ara /3. deten+ão dos trots*uistas) A cada um a sua ve>) #epois. dos tempos de "iAolaiW o conhecido guerrilheiro si6eriano Furaviov chegou a &dessa tra>endo consigo uma 6olsinha de ouroW os cocheiros de cavalos t3rtaros de eninegrado todos eles t0m ouro escondido) %e isso é verdade ou não. dese/ando apenas arrancar11lhes o ouro pelo direito do mais 2orte) E por isso *ue os c3rceres estão repletos e os comiss3rios instrutores extenuados) As expedi+9es. al2aiates. de igual modo o resto do partido assiste com aprova+ão . (cheAhovsAi. necessita de ouro. naturalmente. tudo se derretera. 6em como o destacado cr-tico liter3rio F) F) IaAhtine) &s grupos nacionais vão tam6ém a2luindo. e /3 superiores . "iAovsAi e outrosS. a ser distri6u-das.ol-tica Econ:micaS) & mais 2re*uente é *ue lhes imponham contri6ui+9es cada ve> mais elevadas. *ue elegeram um leader desa2ortunado) . sendo logo detidos por insolv0ncia e con2iscando1se1lhes os 6ens) RAos pe*uenos artesãosJ 6ar6eiros. s: ser3 poss-vel esclarec01lo na prisão) E /3 não pode servir de atenuante nem a . /ustamente.or en*uanto. como é :6vio. nos <ltimos *uin>e anos. 'smailovS. segundo di>em. estando esta disposta a não envi31los para o Ar*uipélago de BU AB. ininterruptamente. deten+ão dos mem6ros dos outros partidos.) U) propriamente de nada. em 1945149. podendo ter guardado ouro. os /oalheiros e relo/oeiros) Através da den<ncia. mas 6em depressa serão milhares) & mais di2-cil é come+arX Assim como estes trots*uistas assistiram tran*uilamente . a partir da cauda. chega1se com as 2auces até . segundo pensa a B) . e sa6endo n:s *uais as propor+9es entre o *ue é divulgado e o *ue é secreto. mas a*ueles a *uem é extor*uido) A particularidade desta nova torrente 7do ouro8 consiste em *ue todos estes patos ri. *uantos não haver3 por detr3s destesY Duantos haver3 *ue 2oram presos . (arle. acontecia com muita 2re*u0ncia *ue eles não tinham ouro algumJ os seus 6ens m:veis e im:veis. até ao momento em *ue se negam a pagar. cerca de trinta e cinco mil) "ão nos é poss-vel veri2ic31lo)S %ão aprisionados os Aa>aAos. conseguiu arran/ar e guardar sessenta moedas de ouro de cinco ru6los cada. pr:pria ca6e+a) A partir do ano de 194Q é a hora do a/uste de contas com os restos da 6urguesia T os nepmen Rcomerciantes e negociantes *ue desenvolveram a sua actividade durante a "ova .s suas possi6ilidades.ro2) E2riemov.o são acusados pela B) . tiveram algum 7neg:cio8. nada mais restando) ?om enorme esperan+a são detidos. pode ter1se conhecimento da exist0ncia de ouro nas mãos mais inesperadasJ um oper3rio 7cem por cento8. comércio. são algumas centenas. reparadores de 2ogareiros a petr:leo. é 7a oposi+ão oper3ria8. nos anos de 19@C1@1) Em come+os de 19@C é processada a União de i6erta+ão da UcrLnia Ro .) U) Fas.Assim. as cartas da Brande . e em 1949 são detidos os historiadores *ue não 2oram exilados a tempo para o estrangeiro R. alguma ve>. ora de um extremo ora de outro) %ão aprisionados os NaAutos. um ap:s outro. tudo 2ora con2iscado pela $evolu+ão. iutovsAi. lentamente. ou tra6alharam por sua conta. ap:s a insurrei+ão de 1949) RGoram 2u>ilados. a ve> de meter na prisão os mem6ros do partido dirigenteX . apenas os privavam da patente)S "o engrossamento da torrente dos nepmen h3 um interesse econ:mico) & Estado necessita de 6ens. ou os trots*uistas. as pris9es de A$DU'. Botie iAhatchov. mas aproxima1se.lato1nov.aci0ncia dos socialistas continuam.

atingindo a parte da popula+ão mais astuciosa. sem domic-lio e sem 6ase de apoio) E. mesmo de um Estado enorme) "ão havia termos de compara+ão em toda a hist:ria da $<ssia) (ratava1se de uma . *ue 2oi a li*uida+ão dos AulaAs) ?omo era desmedidamente grande. apenas comida salgada e não dar 3gua a 6e6er) %: a*ueles *ue entregarem ouro é *ue 6e6em 3guaX #e> ru6los por um copo de 3guaX &s homens morrem pelo metal)))@5 Esta leva di2erencia1se das anteriores. mas por cima de todas elas rolou e precipitou1se.edro ' simpli2icou a estrutura da popula+ão. por*ue te enganas e sempre te sentir3s culpado perante ti pr:prio) "aturalmente. *ueimar1te. 2a>endo as suas necessidades uns diante dos outros. e a6rasar1te até .. pois assim não acreditarão *ue o deste todo. varrendo todas as 2rinchas e interst-cios entre a aristocracia. então és tu pr:prio *ue determinas a medida das torturas. mas h3 um procedimento geralJ servir nas celas. cede e entrega o ouroJ é isso o mais simples) Fas não se pode d31lo demasiado 2acilmente. pr3tica. e a ti para *ue te serveY Aos comiss3rios instrutores /3 lhes 2alecem a garganta e as 2or+as para pro2erir amea+as e aplicar torturas.) U). de in-cio. malvadoX & Estado necessita do ouro. ao Ar*uipélago de BU AB) #es6ordando de uma s: ve>. mas mais di2-cil. nem os méritos revolucion3rios da*uele so6re *uem caiu a som6ra da den<ncia do ouro) (odos são detidos.s expedi+9es de prisioneiros. de raiva. esta torrente Reste oceanoXS extravasava para l3 dos limites de tudo o *ue pode permitir1se num sistema /udici3rio e prisional. no limiar dos anos @C @. . como das posteriores. na realidade.renderam a 2ilhaJ o t3rtaro não resistiu e deu cem mil ru6los) Então. e vão guardar1te ainda) Fas d31lo demasiado tarde tam6ém não é poss-velJ arriscas1te a perder o *ue tens de mais *uerido e a *ue.E AB& #E BU AB a*uele *ue /3 assimilou os h36itos desta institui+ão. prenderam a mulher e torturaram1na. a tua situa+ão não tem sa-daJ vão espancar1te. nos anos de 19491@C. não tens ouro. assim procedeu o nosso sistema socialista do passaporteJ ele varreu precisamente os insectos intermédios@5. a medida da tua resist0ncia e o teu 2uturo) #e resto. não podia conter1se se*uer na /3 desenvolvida rede de c3rceres R*ue. pelo 2acto de *ue senão a metade. promiscuidade de p_r mulheres e homens nas mesmas celas.condi+ão de oper3rio.C A$DU'. . as pessoas cometeram 6astantes erros com esses passaportesJ a*ueles *ue não registavam nem noti2icavam a sua mudan+a de domic-lio iam parar ao Ar*uivo. ainda *ue 2osse por um s: anito) Assim iam 6or6ulhando e mandando as torrentes. com a sua enchente. mas contornou1a. mas o t3rtaro insistia na sua declara+ãoJ 7"ão tenho ouroX8 . num 6alde) Duem repara nessas 6agatelasX . por*ue esses papéis não são precisos para nada. essa leva de milh9es e milh9es. estava superlotada com a torrente do 7ouro8S.5 Verso do li6reto russo do Gausto. mais depressa o hão1de darg ?hega1se até . isto não é mais 23cil. . morte ou até *ue e2ectivamente te acreditem) Fas se tens ouro.ara c3 o ouro. em *uantidades *ue até ho/e pareciam imposs-veis T mas assim é melhor. além disso. isso pouco importa a *uem *uer *ue se/a) & importante é istoJ para c3 o ouro. vil9esX &s comiss3rios instrutores não redigem processos ver6ais. escala de um grande Estado) A introdu+ão do sistema do passaporte interior. e se vão conden31los ou não. pelo menos uma parte desta torrente tem o seu destino vacilante nas suas pr:prias mãos) %e. te preguem com uma condena+ão) Um desses t3rtaros cocheiros resistiu a todas as torturasJ 7"ão tenho ouroX8 Então. li6ertaram a 2am-lia e in2ligiram1lhe uma condena+ão) As mais grosseiras aventuras da literatura policial e das operetas de 6andoleiros 2oram levadas . de Bounod) R") dos ()S . trouxe consider3veis re2or+os aos campos de concentra+ão) (al como . indo parar imediatamente aos campos de trLnsito. metidos em celas da B) .

7sem personalidade econ:mica))) R") dos ()S A$DU'. de2ini+ão leninista dos intelectuais como 7classe intermedi3ria)). pago com /usti+a. o6rigatoriamente.)U)1BU AB estavam tão /udiciosamente tra+ados *ue as cidades nada teriam notado. mas 2ortes *uanto ao tra6alho e até simplesmente *uanto . mas ao chegar a *ual*uer localidade. em geral. a cin>as senão lares completosW não se agarrava senão 2am-lias inteiras e velava1 se mesmo >elosamente para *ue nenhuma das crian+as de cator>e. da 2am-lia) Fas não seria. explora+ão. pol-cia local) .elo contr3rio. a2ortunada ou não. %taline com as na+9es in2iéis e suspeitas)S Esta torrente englo6ava s: uma parte insigni2icante da*ueles AulaAs. $evolu+ão. onde não t0m resid0ncia 2ixa. a 2im de conhecerem uma extermina+ão comum) REsta 2oi a . do terreno em *ue podiam exercer a sua actividade) Fas. *ue enri*uece não com o seu tra6alho. outra ve>. passou1se a designar por AulaAs Rna literatura o2icial e de agita+ãoW da*ui. . uma 2ome sem seca e sem guerra) Esta torrente di2erenciava1se ainda de todas as precedentes. devem comunicar o 2acto. no pra>o de vinte e *uatro horas. inclusive de 2érias. antes de mais.$'FE'$A experi0ncia deste tipo. até . mas através da usura e do comércio) Em cada localidade. e.&$ 'BUA ) ^avia s: nove anos *ue os mu/i*ues tinham regressado do Exército Vermelho e se tinham lan+ado so6re a terra con*uistada) E. normalmente. os soviéticos podem via/ar por todo o pa-s.1 com uma 2ome de tr0s anos.E AB& #E BU AB .&"E%E% E?&"&F'?AFE"(E G&$(E%J e não s: 2ortes *uanto . cu/o nome 2oi utili>ado para desviar a aten+ão) Em russo chamava1se AulaA ao mes*uinho e desonesto tra2icante rural. de de> ou de seis anos escapasseJ todos deviam ir para um e mesmo s-tio. os soviéticos devem o6ter a chamada propisca Rautori>a+ão policialS) E para mudar de resid0ncia t0m de pedir a vipisAa Rigualmente uma autori>a+ão da pol-ciaS sem a *ual não o podem 2a>er) ?om o passaporte interior.s suas convic+9es) & apodo AulaA era utili>ado para *ue6rantar A G&$VA) $ecorde1mo1nos e reco6remos os esp-ritosJ tinha decorrido apenas do>e anos desde o grande #ecreto da (erra.or essa perman0ncia. é permitido ainda ho/e no nosso pa-s) Fas a dilata+ão do 2ustigante termo de AulaA alargou1se irresistivelmente e no ano @C designava1se /3 através dele (&#&% &% ?AF. mesmo devido a insu2ici0ncias tempor3rias das suas 2am-lias) "ão percamos de vista *ue depois da $evolu+ão era imposs-vel *ue *ual*uer tra6alho destes não 2osse pago na sua /usta medidaJ os interesses dos assalariados eram salvaguardados pelos comités de camponeses po6res e pelo %oviete da aldeiaW ai da*uele *ue tentasse lesar a /orna de um tra6alhador agr-colaX & tra6alho assalariado. de novo. desli>ando para a linguagem usualS todos a*ueles *ue. esse mesmo sem o *ual o campesinato não teria seguido os 6olchevi*ues nem a $evolu+ão de &utu6ro teria triun2ado) A terra 2oi distri6u-da por um certo pra>o e . empregavam tra6alhadores agr-colas assalariados. de repente.migra+ão de povosW de uma cat3stro2e étnica) Fas os canais da B). pelo 2acto de *ue neste caso não havia demasiadas preocupa+9es em agarrar primeiro o che2e de 2am-lia e ver depois o *ue haveria *ue 2a>er ao resto da prole) . eles eram casos isolados e a $evolu+ão privou1os. por uma trans2er0ncia de signi2icado. logo a seguir ao ano 15. . em todo o curso da hist:ria moderna) ^itler repetiu1a depois com os /udeus. a*ui não se redu>iam. . come+ou a 2alar1se de AulaAs e de camponesesbpo6res) #e onde provinha issoY ]s ve>es da situa+ão. pagam um tanto em dinheiro) R") dos ()S Alusão ir:nica e meta2:rica . se não tivessem estremecido @.ara 2ixar resid0ncia. num 3pice.

pela sua aud3cia.aAov semearam linho na neve. /untamente com as suas 2am-lias.E AB& #E BU AB longo de milénios.4 A$DU'. a sua energia. se atingiram todos a*ueles *ue constitu-am a ess0ncia da aldeia. deles desconhecida. perigosos para a direc+ão de AolAho>es@Q) E em cada aldeia havia tam6ém a*ueles *ue .ara designar todas estas v-timas era necess3ria uma nova palavra e ela surgiu) "ela /3 nada havia de 7social8. estes puseram1se a prender os melhores produtores cereal-2eros. a sua intelig0ncia viva e capacidade de tra6alho. go>avam da considera+ão dos seus conterrLneos.E%%&A FE"(E levantavam estorvos aos activistas locais) .artido ?ampon0s do (ra6alho *ue não 2oram presosXS ?ertos agr:nomos não cumprem as directri>es pro2undamente inteligentes de issenAo R2oi numa torrente assim *ue. o tra6alho compulsivo e a 2ome) Era necess3rio des2a>er1se tam6ém da*ueles camponeses Rpor ve>es nada ricosS *ue. /usti+a. co6riram1se de 6olor e morreram) Vastos campos permaneceram incultos durante um ano) @Q Este tipo de campon0s e o seu destino estão retratados de modo imortal. tirando1lhes os 6ens. no ano de 19@1. a sua resist0ncia e consci0ncia) Eles 2oram a2astados e a colectivi>a+ão levada a ca6o) Fas na aldeia colectivi>ada 2lu-ram tam6ém novas torrentesJ a torrente dos sa6otadores da agricultura) . em *uase todas as esta+9es de .E AB& #E BU AB . perdendo todo o conceito de 7humanidade8 ela6orado ao . /ustamente como tinha ordenado issenAo) As sementes incharam. considero *ue tu és um auxiliar do inimigo) E isso 6astaX Até ao mais andra/oso tra6alhador agr-cola. ou *ue ele pr:prio era idiota) Acusou os agr:nomos de serem AulaAs e de terem tergiversado na aplica+ão da sua tecnologia) E os agr:nomos 2oram levados para a %i6éria) #e resto. isto é. honradamente. suspeitando Rsa6emos agora com *ue 2undamentoS *ue ela traria o poder aos pregui+osos. 2oi enviado para o ?asa*uestão o 7rei8 da 6atata. orchS) &utros cumprem1nas com pouca su6tile>a e revelam com isso a sua estupide>) REm 19@4 os agr:nomos de . nem de econ:mico.elos camponeses 2alhados e pelos *ue chegavam das cidades) En2urecidos. pelo calor da sua interven+ão nas assem6leias e pelo seu amor . tornando1se. mas *ue agora 2a>iam crescer premeditadamente ervas nocivas nos campos russos) RIem entendido por indica+9es do 'nstituto de Foscovo. 2oram arremetidos e desarraigados dos %pUr lugares . *ue tinham tra6alhado toda a vida. por %tepan (chauss:v na novela %) Ualiguin) h9 $ecordo1me *ue esta palavra. 2or+a 2-sica e esp-rito de decisão. pela sua independ0ncia. nos parecia inteiramente l:gica e nada con2usa) A$DU'. agora completamente desmascarado) (ratava1se precisamente da*ueles mesmos du>entos mil mem6ros do . mas soava magni2icamenteJ 7Es chegado dos AulaAs8. e lan+an1do1os nus para a tundra e para a taiga desa6itadas do "orte) Este movimento de massas não podia deixar de se complicar) Era necess3rio livrar tam6ém a aldeia da*ueles camponeses *ue não mani2estavam simplesmente dese/o de entrar no AolAho>W *ue não revelavam inclina+ão para a vida colectiva. *ue produ>iam o pão *ue a $<ssia comia no ano de 194Q.or todos os lados se come+aram a desco6rir agr:nomos sa6otadores.or ci<mes.@ issenAo não podia di>er *ue a neve era AulaA. na nossa /uventude.da tenacidade e da capacidade de tra6alhoY E eis *ue estes mu/i*ues. até esse ano. com duas palavras. inve/a ou despeito era esse o momento mais prop-cio para um a/uste de contas) . era inteiramente poss-vel inclu-1lo entre os chegados aos AulaAsl@9 Goi assim *ue.

pondo1se em vigor um procedimento /udicial 7mais acelerado8 Ranteriormente. data em *ue ser3 ampliada e tornada mais rigorosaS) Ginalmente. tornou1se um aspecto completamente novo de ocupa+ão agr-cola e um tipo inédito de cei2a das searasX "ão 2oi uma torrente nada pe*uenaJ muitas 2oram as de>enas de milhares de camponeses. os camponeses não chegaram a tal necessidadeS. e *ue os 2orne+a) RAli3s. /3 era tempo) Aca6aram as ang<stias nocturnasX Fas *ue ladrar de cães é esseY AgarraX AgarraX . mas iam 2luindo. as mulheres da antiga no6re>a e as pessoas *ue tinham 2amiliares no estrangeiro)S "estas espraiadas torrentes. tão1pouco se apelava /3 da senten+aS) ?alcula1se *ue uma *uarta parte da popula+ão de eninegrado 2oi limpa em 19@41@5) Esta aprecia+ão. paralelamente. 2re*uentemente não homens nem mulheres. para salvar1se.tractores e m3*uinas agr-colas desco6riram1se sa6otagens dos tractores. por*ue não tinham esperan+a de rece6er do AolAho> nada pelo seu tra6alho di3rio) . *ue os adultos mandavam pela noite cortar espigas. onde a tensão 2oi considerada tão grande *ue se instalaram *uartéis1generais da ") =) V) #) em cada comité executivo dos %ovietes de 6airro.artido comprometeu1se. esta torrente . em conta. mas o AolA1ho> não cumpriuJ prisão com eleXSW 1 A torrente dos cortadores de espigas) & corte manual nocturno de espigas. mas rapa>es e raparigas. nos termos da 2amosa lei de 5 de Agosto de 19@4) REm linguagem da prisão 7lei de sete do oito8)S Esta 7lei de sete do oito8 proporcionou ainda. *ue perderam as lutas de classe em Viena e vieram. podemos respirarX Vão cessar. de eninegrado. assim.4 A$DU'. ele /3 não primava . mem6ros do %hut>6und4C.ela lentidãoS e sem direito a apelo Ranteriormente. os tri6unais aplicavam pesadas penasJ de> anos. de modo especialmente a6undante durante os anos de guerra. como 2luido em perman0ncia. sem 2imJ 1 &s austr-acos. todas as torrentes massivasX & camarada Folotov declarou em 15 de Faio de 19@@J 7"ão consideramos *ue a nossa tare2a se/a a repressão de massas)8 . amarga e pouco tentadora Rnos tempos de servidão.rimavera pela 7comissão de determina+ão da colheita8SW 1 A torrente 7pelo não cumprimento das o6riga+9es de entrega de cereal ao Estado8 Ro comité de >ona do .ois 6em. e.E AB& #E BU AB não se limitou a eninegrado. em6ora de maneira incoerenteJ 2oram por ela apanhados a*ueles *ue ainda se mantinham a*ui e ali 1 os 2ilhos de sacerdotes. repercutindo1se na 2orma ha6itual por todo o pa-s. *ue inundavam tudo. eram explicados os 2racassos dos primeiros anos nos AolAho>esXS 1 A torrente 7por perdas da colheita8 Rmas estas 7perdas8 eram calculadas relativamente aos n<meros ar6itr3rios. no campo. por atentado perigoso . portanto durante *uin>e anos Raté 1945.oiseX ?ome+ou a torrente =irov. re2ugiar1se na p3tria do proletariado mundialW 1 &s esperantistas Ressa gente nociva era di>imada por %taline nos mesmos anos em *ue ^itler o 2a>iaSW 1 &s 2ragmentos *ue restavam da %ociedade Gilos:2ica 'ndependente. dos transportes do comércio e das 236ricas) A ") =) V) #) rece6eu ordem de se ocupar dos grandes des2al*ues) Esta torrente tem de ser levada. estipulados na . garotos e garotas. en2im. 2luindo. dos c-rculos de 2iloso2ia ilegaisW . *ue a desminta a*uele *ue tem em seu poder os n<meros exactos. a grande torrente das constru+9es do primeiro e do segundo plano *uin*uenal. de 2uturo. propriedade socialista.or esta ocupa+ão. perdiam1se sempre modestos e invari3veis riachos *ue não se precipitavam com estrépido.

a6undante. em todos os seus longos anos de actividade. sua interpreta+ão ampla e dialéctica) Duem de entre n:s não so2reu na sua carne o seu sempre envolvente a6ra+oY "a realidade. a <nica coisa para *ue servia a religiãoSW 1 As seitas religiosas. mas ao 2im do terceiro m0s da instru+ão do processo houve uma resolu+ão. e nos per-odos das outras grandes torrentes. devastador. *ue são detidas cada ve> em maior n<meroW T E a Brande . con2orme estavam ha6ituados nos tempos do tra6alho individualSW 1 Ainda sempre os *ue se negavam a ser in2ormadores da ")=)V)#) Ra*ui eram a6rangidos os padres *ue guardavam o segredo da con2issãoJ os :rgãos compreenderam rapidamente *uanto <til seria para eles sa6erem o conte<do das con2iss9es. 45 ou 49. sua exist0nciaW 1 &s montanheses do ?3ucaso. repousando1se ao sexto. =)$)A) RAgita+ão ?ontra1 $evolucion3riaS.ol-tica. mas tornou1se poss-vel interpret31lo dessa maneira) & artigo 5Q não 2a> parte. inten+ão.5 Ginalmente. (urgueniev escolheu para a l-ngua russa.echAova41 ainda de2endia o direito . diversi2icado. potente. os eternamente vigilantes e sempre penetrantes :rgãos tiraram a sua 2or+a de UF %H artigo dos cento e *uarenta e oito do cap-tulo especial Rnão comumS do ?:digo . rami2icado. cresceu mesmo em vagas particularmente caudalosas4@) . "at3lia 'vanovana IugaienAo 2oi detida pela B).)U) de $ostov. declarando *ue este método era vicioso e ela 2oi li6ertadaSW 1 &s cola6oradores da ?ru> Vermelha . como nos anos @5. vindas do extremo ou de outro pa-s) R"a constru+ão do canal do Volga pu6licam1se /ornais nacionais em *uatro idiomasJ t3rtaro. pelo método das 6rigadas de la6orat:rios Rem 19@@. us6e*ue e Aa>aAo) ^3 pois *uem os leiaXSW 1 E de novo os crentes *ue não *uerem tra6alhar aos domingos Rtinha sido introdu>ida a semana de cinco dias44W os AolAho>ianos eram sa6otadores. independentemente do dia da semana) R") dos ()S A$DU'. ou "ieArassov para a Fãe11 $<ssiaJ44 grande. setentrional. não s: na 2ormula+ão dos seus par3gra2os. não existe de6aixo dos céus in2rac+ão. o ?:digo .aci0ncia dos socialistas continua a mudar as cartas) 4C Fovimento de Gevereiro de 19@4) R") dos ()S 41 Esposa de F3ximo BorAi) R") dos ()S 1 Era uma semana de cinco dias de tra6alho. em tempos. *ue não possa ser castigada pela mão de 2erro do artigo 5Q) Gormul31lo tão amplamente era imposs-vel.) Fas para 2a>er o elogio desse artigo é poss-vel encontrar ainda mais ep-tetos do *ue a*ueles *ue. estipulando *ue h3 unicamente criminosos) & artigo 5Q constava de ?ator>e par3gra2os) .enal come+a por se negar a reconhecer *ue no nosso territ:rio ha/a delin*uentes pol-ticos.enal de 194. insurgidos em 19@5) As nacionalidades continuam a 2luir.or paradoxal *ue pare+a. ou ainda A)%)A) RAgita+ão Anti1%oviéticaS) (alve> se/a ela a mais est3vel de todas. *ue não 2oi mencionado uma s: ve>. *ue. intitulado. mas *ue 2lui constantemente.1 &s pro2essores *ue discordavam do ensino avan+ado.E AB& #E BU AB . do cap-tulo respeitante aos delitos pol-ticos e em lugar algum est3 escrito *ue se/a 7pol-tico8) "ão) Ao lado dos crimes contra a ordem governamental e do 6anditismo ele encontra1se inclu-do no cap-tulo dos 7crimes contra o Estado8) Assim. turcomen*. mas tam6ém *uanto . no ?:digo. havia a torrente do décimo par3gra2o. pois não estancou nunca. por não tra6alharem nos dias de 2estas religiosas. o artigo 5Q é um mundo completo. gra+as aos es2or+os de EAaterina . ac+ão ou inac+ão. ali3s.

*ue não tinha ido para Viena com a inten+ão de trair a UcrLniaX Ele 2icou cheio de raiva de o tomarem como traidor)S &utra importante extensão do par3gra2o so6re trai+ão é a sua aplica+ão 7por re2er0ncia ao artigo 19 do c:digo ucraniano8J 7?om inten+ão)8 'sto é. num campo de concentra+ão. mas se o /ui> de instru+ão considerou *ue houve inten+ão de trair. 2oi a*ui *ue 2oram inseridas as al-neas de trai+ão . e ali 2oi preso pelos nossos no ano de 1945) Goi condenado a de> anos. de 2acto.enal pode tratar1se de inac+ãoS tendente))) a de6ilitar o . *uando esta 2a>ia parte do império austro11h<ngaro) Até . %egunda Buerra Fundial. ou se/a.) A$DU'.3triaJ 11a. na . segundo o artigo 5411 do c:digo ucraniano. p3tria deveriam ser todos 2u>ilados) R&utro exemplo de interpreta+ão amplaJ recordo1me 6em de um encontro na prisão de IutirAi. ao 2icar a s:s com as pacientes.ris9es . por trai+ão .s ve>es algum delito in2amante. nos anos @C.oder) E isso acarreta 2u>ilamento) RVe/a1se o 2u>ilamento dos *ue 7recusavam o tra6alho8. como o de concupisc0nciaW por exemplo o . no Verão de 194. Esta torrente atingia *ual*uer pessoa em *ual*uer instante) Fas. de #eArassov) R") dos ()S . com de> anos) ?onsiderando *ue os nossos soldados. 11d) %egundo estas al-neas.8 & segundo par3gra2o re2ere1se . para os intelectuais conhecidos. apanhavam s: um total de de> anos.5 . 19@4.s 'nstitui+9es Educativas) ?olectLnea do 'nstituto de .. insurrei+ão armada.ro2) .oder))) A partir de uma interpreta+ão ampla.enal.3tria8. a UcrLnia. co>inhava1se . l1c. tomada do poder 45 $e2er0ncia aos o6/ectores de consci0ncia) R") dos ()S 4. ao tornarem1se prisioneiros Rpor o2ensas ao poder militarXS. durante a guerra45)S A partir de 19@4.E AB& #E BU AB . #as . mord01 las1ia nos seios) 'sto era escrito num /ornal central) Due se experimentasse re2ut31loX ?2) o poema Rem prosaS A -ngua $ussa. .elo primeiro par3gra2o sa6emos *ue se considera como contra11revolucion3ria *ual*uer ac+ão Rpelo artigo ..ol:nia) #epois 2oi para a Zustria. mas a prepara+ãoJ segundo uma compreensão dialéctica da inten+ão pode1se entend01la como prepara+ão) E 7a prepara+ão é castigada de igual modo. completa. resulta *ue a recusa. Foscovo. sua p3tria.)O do ?:digo . R116SW e s: no caso de circunstLncias atenuantes e tratando1se de civis R11aS. as ac+9es reali>adas em pre/u->o do poder militar da União %oviética são castigadas com o 2u>ilamento. ele viveu na sua cidade natal. de (urgueniev. e o poema Duem Bosta de Viver na $<ssiaY. onde estava empregado.letniev.ol-tica . *uando nos 2oi devolvido o termo de 7. 116. de trai+ão) E certo *ue o artigo 19 se prop9e castigar não a inten+ão. redigida so6 a direc+ão de VichinsAi) Editora egisla+ão %oviética. não houve trai+ão alguma. isso 2oi su2iciente para aplicar a pena m3xima. p3g) @. . e o pr:prio delito e nisto reside a superioridade da legisla+ão soviética so6re a 6urguesaX4. medida *ue regressavam .) (ratava1se de um polaco nascido em em6erg. isso era um gesto humanit3rio *ue ia contra a lei) #e acordo com o c:digo estalinianoW . de ir tra6alhar. Rou se/a. com a mesma penaS *ue o pr:prio delito8 Rc:digo ucranianoS) #e um modo geralJ 7":s não 2a>emos di2eren+a entre a inten+ão. como se se tratasse.E AB& #E BU AB tende a de6ilitar o . A$DU'. *uando se est3 2aminto e extenuado. nos interrogat:rios. /3 *ue a cidade de em6erg tinha passado a ser a cidade ucraniana de vovX E o po6re não p_de demonstrar.

E AB& #E BU AB Um caso *ue se deixou passar em 6rancoJ alargar o campo de aplica+ão deste par3gra2o a %taline e ao seu c-rculo diplom3tico e militar. tivesse pregado um salto .lano Estatal e do ?onselho Econ:mico de toda a União %oviética) . senão na espionagem estrangeira. U)$)%)%) . mas sim porJ . a de> e a vinte cinco anos) & terceiro par3gra2o re2ere1se . lituanos. dan+ando ou passando uma noite com ele) R"em todos G&$AF condenados por aplica+ão deste par3gra2o. com a a/uda da consci0ncia revolucion3ria. por aplica+ão desse par3gra2o.ar3gra2o *uintoJ incita+ão a *ue um estado estrangeiro declare a guerra . . a pena aplic3vel vai até ao 2u>ilamento Rcomo em ?A#A UF dos par3gra2os seguintesS1 Extrapolando Rnão se podia escrever isso no artigo. 2oram condenados.or tais 2actos. letonianos. encontrava1se 2acilmente toda uma categoria de pessoasJ todos os emigrados *ue. conclusão de *ue. todos os nacionalistas estonianos. e compreens-vel tanto para o delin*uente pouco evolu-do como para o /urista culto.ois *ue 2a>iam eles no estrangeiro senão prestar a/uda . 6ota de um militar alemão ou lhe tivesse vendido um molhinho de ra6anetesW ou uma cidadã *ue tivesse elevado o moral com6ativo do ocupante. 2ossem apanhados pelas nossas tropas na Europa ao 2im de um *uarto de século R1944145S. dada a a6undLncia de pessoas *ue estiveram em territ:rio ocupadoSW mas *ual*uer pessoa . nos anos de 194C141) A sua cegueira e insensate> 2oi a isso *ue condu>iram)) Duem senão eles arrastaram a $<ssia para vergonhosas e nunca vistas derrotas. pela viol0ncia. por virtude dele. por *ual*uer 2orma. o /ornalista e a opinião p<6lica4Q) A amplitude da interpreta+ão consistia tam6ém em *ue não se /ulgava alguém directamente por espionagem. ucranianos e turcomenos 2oram com grande 2acilidade condenados.&#'A ser /ulgada em 2un+ão dele) & *uarto par3gra2o re2eria1se . sem compara+ão alguma com as derrotas da $<ssia c>arista nos anos de 19C4 ou 1915Y #errotas como as *ue a $<ssia não conhecia desde o século !'''Y45 . mas é logo ditado pela concep+ão revolucion3ria do direitoS. os engenheiros do . nem em *ual*uer outra coisa. mais tarde. em territ:rio ocupado. 6urguesia mundialY R&utro exemplo dessa a/uda /3 n:s o conhecemosJ o de um grupo musical dentro da pr:pria U)$)%)%)S . se em Foscovo 2ossem contra a separa+ão /3 seria violenta) #esta 2orma. a su6sist0ncia do nosso povo não se apoiava na agricultura.Q A$DU'. entra neste caso *ual*uer tentativa de sair da União) Fas 7violentamente8 não indica em rela+ão a *uem) Fesmo *ue toda a popula+ão da $ep<6lica *uisesse separar11se.central ou local e. *uem pode ser inclu-do a*uiX Ga>endo uma leitura ampla.ar3gra2o sextoJ a espionagem) Goi interpretado com tal amplitude *ue. 6urguesia internacional) Aparentemente. tendo a6andonado o pa-s anteriormente a 194C.odiam tam6ém prest31la todos os socialistas revolucion3riosW todos os menchevi*ues Ra isso se destinava precisamente o artigoS e. de *ual*uer parte da União das $ep<6licas) . separa+ão. nem na ind<stria. a/uda R2antasiosaS prestada . vivendo1se do dinheiro proveniente das in2orma+9es) A espionagem era algo de muito c:modo pela sua simplicidade. se se contassem todos os *ue. uns anos antes da redac+ão desse mesmo c:digo. ou o 2u>ilamento) . seria poss-vel chegar . a um estado estrangeiro *ue se encontre em guerra com a U)$)%)%)8) Este par3gra2o dava a possi6ilidade de processar DUA DUE$ cidadão *ue. 7a/uda prestada. cm particular. ou se/a. viam1lhes aplicado o 5Q14J de> anos. nos tempos de %taline.

arrastavam constantemente consigo um halo de mistério) Era imposs-vel compreender se se tratava de rami2ica+9es 45 Epoca das invas9es mong:licas) R") dos ()S E poss-vel *ue a mania da espionagem não 2osse s: uma estreite>a mental de %taline) Ela tornou1se c:moda para *uantos des2rutavam de privilégios) . se este era do . nem o6servar como a 6urocracia se arran/ava para mandriar. a su6tile>a dialéctica introdu>iu1o l3 tam6ém)S . mas desde *ue era imposs-vel explicar de 2orma sensata por*ue é *ue os campos se enchiam de ervas daninhas.artido.enal soviético5C. do passe das datchas vedadas e dos centros secretos de distri6ui+ão) & povo não podia penetrar através das de2esas 6lindadas da espionite. as colheitas diminu-am. o 2acto de a amiga de uma amiga da sua mulher mandar 2a>er um vestido . as m3*uinas se *ue6ravam. comer e divertir1se) A$DU'. implicando a proi6i+ão da escolta em grupo) Em geral. ao comércio. mesmo sendo para os senhores) #esde os tempos de $tariA49 *ue não se tinha ouvido 2alar de *ual*uer nocividade) E eis *ue.. *ue exigiam um regime severo. era uma sorte para o marido. este par3gra2o esteve muito em voga e a6rangeu massas inteiras so6 a designa+ão simpli2icada. mas do terror exercido pela 6aseS) & terror era entendido de um modo particularmente extensivoJ não signi2icava simplesmente colocar 6om6as de6aixo do carro dos gover1nadores4 mas.s cooperativas) "os anos @C.E AB& #E BU AB . todos os ramos citados no par3gra2o sétimo. os 6ens passaram a ser propriedade do povo.EJ presun+ão de espionagem Rou espionagem não provada. do sistema da porta 2echada. em muitos campos.E Rpresun+ão de espionagemS e ?%E Rliga+9es conducentes . por exemplo.J tratava1se de um criminoso comum. pois aplicava1se1lhe o artigo 1@. suspeita de espionagemS. circula+ão 2iduci3ria e .T . não propriamente artigos.artido. da proi6i+ão da in2orma+ão. errar. pela primeira ve>. agricultura. *uando. o marido . do *ue os do artigo 5Q) . suspeita de espionagemW ou se/a. ou ainda o Aomsomol ou o miliciano activistaW isso era /3 terror) ?om mais 2orte ra>ão o assass-nio de um activista nunca se podia comparar com o assass-nio de um homem comum Ro mesmo *ue no c:digo de ^amura6i. criara tudo sempre honradamente. no século !''' antes da nossa eraS) %e o marido matava o amante da sua mulher. centenas de milhares dos seus melhores 2ilhos se lan+aram inexplicavelmente a actividades nocivas) R& par3gra2o so6 nocividade não estava previsto para estender1se . e podia ser deixado sem escolta) Fas se o amante calhava ser do . e acontecia este não ser do . o *ue dava lugar . mesma modista Rnaturalmente cola6oradora da ")=)V)#)S *ue a esposa de um diplomata estrangeiro) E esta categoria do 5Q1. isto é. por exemplo. mas assustadoras com6ina+9es de mai<sculas Rneste cap-tulo ainda iremos encontrar outrasS. de nocividade) E2ectivamente. aplica+ão 2atal da penaXSW T ?%EJ liga+9es conducentes RXS .ar3gra2o oitavoJ o terror Rnão se tratava da*uele terror *ue devia 72undamentar e legali>ar8 o ?:digo . eram par3gra2os contagiosos. o povo constru-ra. aos transportes. socialmente pr:ximo. todos estes artigos1siglas. .ar3gra2o sétimoJ actividades nocivas .9 do artigo 5Q ou de algo independente e muito perigoso) &s detidos ao a6rigo de artigos1 siglas eram mais perseguidos. pioravam de dia para dia a olhos vistos e devia haver culpados disso) #urante séculos. ind<stria. e a todos acess-vel.assou a ser a /usti2ica+ão natural da pol-tica do segredo. até ao interior do campo de concentra+ãoS. es6o2etear a seu médico pessoal. *ue /3 amadurecia. . uma vigilLncia alerta Rpois os servi+os de in2orma+ão estrangeiros podiam estender os seus tent3culos ao seu protegido.artido.

contendo um apelo ao derru6amento. de uma anedota. ou por carta particularW e o apelo podia ser um simples conselho pessoal) R":s di>emos 7podia ser8. prepara+ão ou posse de literatura desse tipo)8 Este par3gra2o esta6elecia em tempo #E . en2ra*ueceX . se a ac+ão se preparou de 2orma organi>ada ou os delin*uentes constitu-ram uma organi>a+ão) "a realidade. contendo um apelo8 podia entender1se uma conversa entre amigos Re até entre con/uguesS cara a cara. compreendia1se *ual*uer coisa escrita numa carta. era de um género especialJ não tinha um conte<do aut:nomo. entendida como inten+ão) "ão s: 4b . mas não 2omos n:s *ue invent3mos tal anedotaW estivemos presos com pessoas dessas) A$DU'.r-ncipe *ue reinou na segunda metade do século '!. 5)a edi+ão. esse.E AB& #E BU AB uma amea+a directa pro2erida numa cerve/aria) R7Espera. um di3rio -ntimo) Assim tão alegremente extrapolada. Esse é contra n:sX))) RFaiaAovsAiS 51 'sto tem o ar de um exagero. sendo. *ue /3 apanhasX8S. p3g) 19C) 5C A$DU'. perante a . tal par3gra2o era interpretado de tal modo *ue não se exigia organi>a+ão alguma) Esta re2inada aplica+ão. era *uali2icada como '(. através da prepara+ão. eu pr:prio a experimentei) ":s éramos dois.or 7prepara+ão de literatura8.ois tudo o *ue não 2ortalece. *ue te leve a pesteX8S. e dava 2undamento . mas na realidade A%%'F E$A)S 1 7A6alo ou en2ra*uecimento8 do poder era *ual*uer pensamento *ue não se a/ustasse ou não se elevasse . mas uma o6serva+ão 2eita por uma ra6u/enta vendedora do mercado R7Ah.E AB& #E BU AB 51 1 .oder. na $<ssia de =iev) R") dos ()S 5C enine. umas notas. en*uanto o m3ximo "i& E$A 'F'(A#&X (al era a altive> do Brande .ar3gra2o nonoJ destrui+ão ou deteriora+ão))) causadas por explosão ou inc0ndio Rin2alivelmente com um o6/ectivo contra1revolucion3rioS) &u mais sucintamenteJ sa6otagem) A amplia+ão consistia em imputar1se a estes 2actos uma inten+ão con1tra1revolucion3ria Ro /ui> de instru+ão sa6ia 6em o *ue se passava na ca6e+a do delin*uenteXS) Dual*uer neglig0ncia humana. pronunciada ou escrita não era a6rangida pelo par3gra2o décimoY & décimo primeiro. ou se/a. uma circunstLncia agravante de *ual*uer dos anteriores. ao a6alo ou ao en2ra*uecimento do poder soviético))) assim como a di2usão.or 7agita+ão. sendo tudo isso encarado como sa6otagem) Fas nenhum par3gra2o do artigo 5Q se interpretava tão amplamente e com uma tal chama de consci0ncia revolucion3ria. incandesc0ncia do pensamento do /ornal do dia) . com re2er0ncia ao /3 mencionado artigo 19. sim.AU apenas o limite m-nimo da pena Rnão muito 6aixoX "ão demasiado suaveXS.convertia1se num inimigo do povo e era /ulgado segundo o artigo 5Q1Q) ?hegava1se a uma amplia+ão ainda mais lata do conceito.ois tudo o *ue não se a/usta a6alaX E a*uele *ue ho/e não canta connosco. ou 2racasso no tra6alho e na produ+ão era imperdo3vel. aplica+ão do artigo com toda a severidade51) . através da aplica+ão do par3gra2o oitavo. tomo 45.A AV$A do seu s<6dito) As mais céle6res extens9es deste céle6re par3gra2o eramJ T . como o décimoJ 7A propaganda ou a agita+ão. erro. num <nico exemplar. dirigida a um activista. inten+9es terroristas. a . *ue '#E'A re2lectida.

com pranchas cont-nuas. *ue. em todo o pa-s Rmas. di> crime) & a+o adamascado do artigo 5Q. antigo director do departamento da pol-cia. pelos vistos. com 6ase no seu sentido revolucion3rio do direito) Este par3gra2o aplicava1se aos camponeses *ue não entregavam os 2ornecimentosW aos AolAho>ianos *ue não tinham tra6alhado o n<mero su2iciente 54 ^3 2undamentos psicol:gicos para suspeitar *ue %taline cairia. depois da guerra. mas como um atentado ao sistema dos campos de concentra+ão) Esta era a <ltima vareta do le*ue do artigo 5Q 1 le*ue *ue envolvia dentro de si a exist0ncia humana) Ap:s este exame resumido do grande A$('B& teremos menos ocasião de nos surpreender. *uando para o vigésimo anivers3rio de &utu6ro se esperava com 2é uma grande amnistia geral. logo ap:s ter sido 2or/ado. /3 tinha perdido h3 muito o seu o6/ectivo. puni+ão *ue podia ir. e *ue na primeira metade desse ano ocorreu um ree*uipamento em muitos c3rceres da UniãoJ 2oram retiradas as tarim6as das celas e colocados no seu lugar 6eliches. sem d<vida. pol-cia secreta c>arista54) Um servi+o an3logo seria mais tarde considerado. se deveu a um impulso unLnime de certos revolucion3rios interessados nisso) 54 A$DU'. pelo contr3rio.enal duas novas e inauditas penas de *uin>e e vinte anos54) .E"A "###BOT_TEXT###amp; ('"^A UF 'F'(E FZ!'F&XXX Este ponto era tão in2initamente amplo *ue não necessitava de *ual*uer acrescento) %AI'A E "###BOT_TEXT###amp; #'%%E. tam6ém. a2irmava *ue o 2ogo ateado apressadamente.E AB& #E BU AB de diasW aos reclusos dos camposa de concentra+ão *ue não cumpriam a norma de tra6alhoW e por ricochete. é o mesmo *ue o tivesse 2eito ele pr:prioX & décimo terceiro par3gra2o. não den<ncia de *ual*uer das ac+9es acima enumeradas) E para o grave pecado de não denunciar A . o *ue *uer di>er *ue se considerava. nos primeiros dias da revolu+ão de Gevereiro. ou se/a uma organi>a+ãoX & décimo segundo par3gra2o punha em causa a consci0ncia dos cidadãosJ re2eria1se . 2oi de novo aplicado. um em6rião de organi>a+ão. até ao 2u>ilamento) $esumindoJ isso tinha o nome de 7sa6otagem8 ou 7contra1revolu+ão econ:mica8) #elimitar o premetidado do impremeditado s: o comiss3rio1instrutor podia 2a>01lo. aos delin*uentes *ue 2ugiam dos campos. o pra>enteiro %taline acrescentou ao ?:digo . conhecendo a nossa lentidão. aos ar*uivos da pol-cia. de um e de dois andares5@) &s velhos prisioneiros recordam *ue o primeiro golpe maci+o ter3 sido dado simultaneamente numa noite de Agosto. morto em =olima. ou se/a. no ata*ue movido pela lei contra o povo. e depois temperado em todas as torrentes da década seguinte. nos anos 19@51 @Q) E necess3rio di>er *ue a opera+ão de 19@5 não 2oi espontLnea. no prosseguimento do livro) Duem di> lei. a 2uga do delin*uente não como um impulso para a doce li6erdade. /3 experimentado em 1945. com enorme estrépido e amplitude.trocarmos secretamente impress9es. eu não acredito muito nissoS) "o &utono. so6 a al+ada /ur-dica deste par3gra2o do artigo 5Q) Fuitos dos documentos re2erentes a este tipo de scr1vaVos não so6reviveram a Gevereiro de 1915 e poucos 2oram tornados p<6licos) V) G) #/un1AovsAi. por extrapola+ão. a6rangia os *ue tinham pertencido ao servi+o de in2orma+ão da HArana. mas sim planeada. como de valor patri:tico) & décimo *uarto par3gra2o pune 7o não cumprimento consciente de determinadas o6riga+9es ou a neglig0ncia premeditada no seu cumprimento8.

pelos vistos."ão h3 necessidade de repetir a*ui. sete minutosX.artido ou o presidente do ?omité Executivo 5@ . todos os che2es de sec+ão Ron>eS todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) Em li6erdade 2icaram apenas os simples conta6ilistas. um motivo secreto *ue não era mencionado directamente nem nos processos ver6ais nem nas senten+asJ prender de pre2er0ncia os militantes do .artido. todos se p9em de pé Rdo mesmo modo *ue no decorrer da con2er0ncia todos saltavam da cadeira cada ve> *ue era mencionado o seu nomeS) "a pe*uena sala ressoam 7tempestuosos aplausos *ue se trans2ormam em ova+ão8) . *uatro. os mem6ros da ")=)V)#) e eles o6servam *uem é o primeiro *ue se atreve a pararX))) E os aplausos na pe*uena e desconhecida sala. prolon1gam1se por seis minutosX. as dactil:gra2as.oderia 2a>01lo o secret3rio da >ona. apenas. em 1945) 55 Agora. todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) &utros 2oram designados) #ecorreram dois meses) E de novo 2oram detidosJ o presidente. todos eles tinham assinado a 7plata2orma da "ova &posi+ão8) RE como podiam eles deixar de a assinarY ?omo podiam eles 7não con2iar8 no seu ?omité $egional de eninegradoYS Eis um pe*ueno *uadro da*ueles anosJ est3 a decorrer Rna região de FoscovoS a con2er0ncia distrital do . deten+ão dos mem6ros de 6ase do . o su6stituto. se pode 2a>er um pouco de . do comando militar e das pr:prias B). acerca de 19@5. *ue tinham ingressado antes de 1944) & *ue 2oi aplicado de modo particularmente enérgico em eninegrado. /3 se 2atigam os 6ra+os levantados. na sala estão tam6ém de pé. oito minutosX))) Eles sucum6emX Estão todos perdidosX "ão podem parar. tudo *uanto /3 2oi amplamente escrito e ser3 ainda repetido in<meras ve>esJ assestou1se um golpe demolidor nos escal9es superiores do . podemos suspeitar com toda a pro6a6ilidade de acertar *ue se trata de uma lei do desenvolvimento hist:rico) E o pr:prio %taline come+a a aparecer1nos. as mulheres da limpe>a e os pa*uetes))) Duanto . *uem é o primeiro *ue se atreve a pararY .E AB& #E BU AB 5@ dos %ovietes) %taline escolheu outros *ue lhe eram mais convenientes) &lga (chatchavad>e relata como isso se passou em (6ilissiJ em 19@Q 2oram detidos o presidente do ?omité Executivo dos %ovietes da cidade. os seus ad/untos.artido havia. precisamente nas vésperas do assass-nio de =irov) 54 A pena d0 vinte e cinco anos 2oi homologada nas vésperas do trigésimo anivers3rio de &utu6ro. *ue se encontra de pé na tri6una e aca6a de ler essa mesma mensagem) Fas ele est3 ali h3 pouco tempo e en1contra1se no lugar do recentemente detido. em su6stitui+ão do recentemente detido) "o 2im da con2er0ncia é aprovada uma mensagem de 2idelidade ao camarada %taline) ?omo se compreende.)U)1")=)V)#)55 E duvidoso *ue tenha havido alguma região em *ue se conservasse o primeiro1secret3rio do ?omité do . en*uanto não tom6arem com os cora+9es despeda+adosX Ainda no 2undo da sala. precisamente. cinco minutos e são cada ve> mais tempestuosos os aplausos redundando numa ova+ão) Fas /3 come+am a doer as mãos. todos os che2es de sec+ão Ron>eS.artido. da administra+ão soviética. como um executor super2icial e cego) A$DU'.artido) E dirigida por um novo secret3rio. ao o6servar a revolu+ão cultural chinesa R*ue teve tam6ém lugar de>assete anos depois da vit:ria de2initivaS.assam tr0s. aplaudindo.arece não ser casual o 2acto de *ue a ?asa Brande de eninegrado tenha sido conclu-da em 19@4. o seu su6stituto. ignorada pelo ?he2e. no meio do aperto. /3 vão su2ocando as pessoas idosas) A*uilo passa a ser est<pido até para a*ueles *ue sinceramente admiram %taline) Entretanto. dado *ue. tendo ele pr:prio medoX "a verdade.

. o comiss3rio1instrutor recorda1lheJ T "unca1se/a o primeiro a deixar de aplaudirX RDue 2a>er. a mil-cia não sa6ia *ue 2a>er dos ciganos *ue numa das pra+as da cidade. uma se sentaram) Estão salvosX & es*uilo teve a ideia de sair da rodaX))) Entretanto. não tão 2uriosamente. e devia cumpri1la no pra>o esta6elecido) & resto dependia da ha6ilidade dos agentes) $elatado por ")B) A$DU'.1deixa1se cair no seu lugar. para entrega de pacotes. era tão dispare e extravagante *ue a*uele *ue dese/asse de2inir cienti2icamente a sua con2ormidade com alguma lei *ue6raria os miolos) RDuanto mais para os contemporLneos) Ela deveria ser para eles incompreens-vel)S Fas a verdadeira lei *ue regia as deten+9es da*ueles tempos era constitu-da pelo n<mero esta6elecido pelas di2erentes categorias e pela sua distri6ui+ão) ?ada cidade. cada distrito. com o aspecto de leiteiras) A composi+ão dos detidos desta enorme torrente. segundo #arjin) Eis o *ue é o cansa+o pela estupide>) Fas ho/e cria1se outro mito) Dual*uer relato pu6licado. instalaram um acampamento) (inham uma ideiaX ?ercaram1nos e levaram todos os homens de de>assete a sessenta anos. de eninegrado. mulheres simples. depois da assinatura do documento du>entos e seis.6atota. 2a> 54 A$DU'. cada unidade militar rece6ia uma determinada ci2ra de presos a enviar. aplaudir mais devagar. é invariavelmente o relato da tragédia dos dirigentes comunistas) E /3 nos convenceram. até esse momento. insolentemente. Eis o *ue é a selec+ão. segundo parece. como inclu-dos no artigo 5QX E cumpriram o planoX . o director da 236rica é preso) ?om 2acilidade pregam1lhe. o indescrit-vel entusiasmo geralY #e repente. levados meio mortos para o Ar*uipélago. poisY ?omo pararmos entãoY )))S5. em nada mais) Fas dos milh9es então presos. *ue conclui as investiga+9es. não tão 2orte. é dessa 2orma *ue se conhecem as pessoas independentes) E é dessa 2orma *ue se p9em de lado) "essa mesma noite. os dirigentes da >ona aplaudiram até cair) Até *ue os levem em macasX E.E AB& #E BU AB parte do praesidium e compreende toda a 2alsidade. por outro motivo. e n:s inconscientemente deix3mo1nos in2luenciar. mas este não se atreve a parar) E uma loucuraX Uma loucura geralX &lhando1se uns aos outros. não deviam poder 2a>er parte mais do *ue de> por cento de dirigentes destacados do . *ual*uer men+ão na imprensa re2erente a 19@5. no praesidium) E. todo o 6eco sem sa-da da situa+ão. 2ingindo1se atare2ado.artido e do Estado) Fesmo nas 6ichas dos c3rceres. com uma dé6il esperan+a. na sua maioria. mas *ue 2a>er no praesidium. todos pararam no meio do mesmo aplauso e tam6ém .E AB& #E BU AB 55 & antigo tche*uista AleAsandr =alganov recorda como rece6eu em (ach*uent um telegrama di>endoJ 7Enviem du>entosX8 Eles tinham aca6ado de 2a>er uma ra>ia e *uase /3 não havia *uem deter) E verdade *ue tinham tra>ido do distrito meia centena de delin*uentes) (iveram uma deiaX (odos os gatunos presos pela mil-cia seriam levados ao a6rigo do artigo 5QX #ito e 2eitoX &ra. uma personalidade 2orte. mas 2ingindo 0xtase nos rostos. mas aplaudeX #ecorre o nono minutoX & décimoX Ele olha a6orrecido para o secret3rio distrital do partido. viam1se. independente. os restantes não vacilaramX))) & director da 236rica de papel. de *ue o per-odo das deten+9es de @51@Q consistiu apenas no encarceramento dos grandes comunistas e. vista de todosXY & director da 236rica de papel local. ohX FaravilhaX Esvaiu1se então o incont-vel. de> anos) Fas. no décimo primeiro minuto.

A$DU'.E AB& #E BU AB nianoW a Escola (écnica lituana e os /ornais lituano e estoniano)S #e6aixo de um terramoto geral. mas se não os es*ueciam nunca nas torrentes anteriores. li6ertando1os das horr-veis condena+9es *ue tinham so2rido. em manadas) Em parte alguma 2oi indicado *ue era preciso procurar deter o maior n<mero de intelectuais. transmitiu ao . segundo um critério r3cicoSW 1 &s estonianos de eninegrado Rtodos são detidos. *uanto mais honestos sãoXS 1 &s empregados do caminho de 2erro da ?hina &riental) R(odos os empregados soviéticos desse caminho de 2erro. das gera+9es média e /ovem. os parteiros da $evolu+ão.&utro casoJ aos tche*uistas de &cétia. eram espi9es /aponeses) Fas deve reconhecer1se *ue. 2oi dada a tare2a de 2u>ilar nessa $ep<6lica *uinhentas pessoas) Eles pediram para aumentar o n<mero e permitiram1lhes *ue 2u>ilassem ainda mais du>entas e trinta) Esses telegramas. ligeiramente ci2rados. sendo varridos todos os *ue ainda o não tinham sido) J3 não h3 ra>ão alguma para se ocultar. ou de tche*uistas.ereliem) Entre as terr-veis acusa+9es 2igura a de . *ue tinham sido trocados em 1941. /3 tinham sido detidos algunsSW 1 &s coreanos do Extremo &riente Rdeporta+ão para o ?asa*uestão 1primeira experi0ncia de deten+ão. são presos) (odos os mem6ros do 'nstituto do "orte Rexcepto os do servi+o secretoS são presos) "ão desdenham tão1pouco os pro2essores das escolas prim3rias e secund3rias) Em %verdlov. automaticamente. .aci0ncia. de sincer-ssimos delegados do =omintern 'nternacional ?omunistaS. os lituanos. exilados por col:nias inteiras Rpor exemplo. os seus su6ordinados tam6ém. enca6e+ados pelo seu inspector provincial de ensino. na sua santa singele>a. a telegra2ista. *ue ainda não h3 muito constitu-am a espinha dorsal e o orgulho da (cheAaX E até os comunistas da 6urguesa ituLnia. anos antes. p3triaW são presos na 2ronteira e depois acareados com o seu ex1che2e do =omintern. 2re*uentemente. con2er0ncia seguinte) E se ele não 2a> nunca cita+9esY (odos os orientalistas de eninegrado. processados todos /untos e mandados para o matadouro do Ar*uipélago. crian+as e velhos. eram transmitidos pelo telégra2o normal) Em (emriuA. /3 é tempo de cortar este /ogo) Agora os socialistas são metidos na prisão.)I)!) da ")=)V)#)J 7Enviem amanhã a =rasnodar du>entas e *uarenta caixas de sa6ão8. incluindo mulheres. como espi9es dos estonianos 6rancosSW 1 (odos os atiradores e tche*uistas lituanos 1 sim. segundo relata o che2e de mil-cias Ua6olovsAi. portanto. por exemplo Firov1 =orona) Este a2irma *ue ele pr:prio tra6alhava para um servi+o de in2orma+ão estrangeiro e. e teve uma suspeitaX "a manhã seguinte sou6e *ue numerosas pessoas 2oram presas e levadas da cidade) ?ontou a uma sua amiga como era o telegrama) . de dois a tr0s anos) R%ão encerrados em eninegradoJ a sec+ão lituana do 'nstituto ^ert>enW a ?asa de ?ultura ituanaW o ?lu6e Esto1 5.renderam1na imediatamente) R%eria completamente casual *ue uma pessoa 2osse ci2rada como caixa de sa6ãok &u conhecia1se o *ue era a saponi2ica+ãoY)))S "aturalmente podem dedu>ir1se algumas leis particulares) %ão presosJ 1 &s nossos verdadeiros espi9es no estrangeiro) R(rata1se. aca6am de ver redistri6u-das as cartas da Brande . as de U23 e de %aratovS. monta1se o processo de trinta pro2essores das escolas secund3rias. segundo a *ual o pro2essor da sua escola superior cita pouco enine e Farx e de modo geral não cita %taline T e o pro2essor /3 não comparece . somente em 2un+ão do apelido de cada um. sendo tanto mais nocivos. agora tão1pouco os es*uecem) Iasta uma den<ncia estudantil Ra associa+ão destas palavras deixou h3 muito de soar de maneira estranhaS. muitos dos *uais são atractivas mulheres) ?hamam11nos de volta .

e2ectivamente.E AB& #E BU AB 55 ) REm todo o caso. da mulher. indicando *ue todos eles visitavam a sua casa.instalarem 3rvores de "atal para incendiar as escolas 55 E so6re a ca6e+a dos engenheiros R/3 da gera+ão soviética. depois do 2u>ilamento do marido. de .altchinsAi era um de2ensor de . se ocultava num lugar a2astado) 1 &s irmãos IoruchAo R. todas apanham oito anos de reclusão 55 ?inco dentre eles 2oram torturados nos interrogat:rios. a pena é mais suave do *ue a da torrente dos AulaAs. %). e perdeu1 os a todos.altchinsAaiaX Apanhem1naX E prenderam1na) (ratava1se.s principais torrentes. s: um regressouS) 1 A um técnico electricista *ue6rou1se no seu sector um ca6o de alta tensão) 5Q15 com eleJ vinte anos) 1 & oper3rio "oviAov.ol:nia no ano de 19@C. nesta 2eira tra6alha uma en2ermeira *ue se chama .erm. 'van Aristaulo1vitch . morrendo antes do /ulgamento) Vinte e *uatro morreram em campos de concentra+ão) & trigésimo. por uma tal estupide>. /3 não 76urgueses8S a6ate1se o 6ordão com a cad0ncia do p0ndulo) Ao top:gra2o de minas FiAov "iAolai FerAurievitch. *ue. com re2ormas a t-tulo pessoal) A tal selec+ão de #arjin) A$DU'. aplica1se o artigo 5Q15J vinte anosX %eis ge:logos Rdo grupo de =otovitchS. são condenados a de> anos por suspeita de espionagemW . tinham chegado da . por não as terem desco6ertoXS. vivem agora em %verdlov. /3 adolescentes. isto é. voltou rea6ilitado) R%e tivesse perecido tam6ém ele. prometeram1lhe deix31la com os tr0s 2ilhos pe*uenos *ue tinham) Ela assinou. 2raseJ 7'sto deve sa601lo . é acusado de preparar a explosão de uma ponte so6re o rio =Lma) 1 Ku/aAov. aplica1se o artigo 5Q15J de> anos de reclusão) 'ndo /untar1se . onde reali>avam reuni9es de menchevi*ues e de socialistas revolucion3rios Rcomo é de supor.al3cio do 'nverno) Esperem.) Fateveieva v0 prender o marido e tr0s dos seus irmãos Rdos *uatro.altchinsAiX8 E .or isso. 2am-lia) Agora. como deix3mos passar milh9es)S As numerosas 7testemunhas8 do seu processo. nove meses depois. e as crian+as 2icam no continente)S Font9es de v-timasX Fontanhas de v-timasX &2ensiva 2rontal da ") =) V) #) contra as cidadesJ numa mesma onda. ainda ?$'A"VA%. durante esse tempo morreu a sua mãe de desgostoSW 1 Em %tara1$ussa era exi6ido o 2ilme enine em &utu6ro) Alguém prestou aten+ão . mas por 7causas8 #'GE$E"(E%. tam6ém de .erm. 7por oculta+ão premeditada de reservas de estanho no su6solo8 Rou se/a.avel. 7na perspectiva da chegada dos alemães8 Rsegundo den<nciaS. pelo 2acto de *ue devido a uma altera+ão nos estratos estes não coincidiram com duas galerias de uma mina *ue deviam encontrar1se. 2icando ela pr:pria presaW 1 "adie/da Kudenitch 2oi presa devido ao so6renome) E verdade *ue. não havia tais reuni9esS) . 2oi detido de dia e 2oram 6uscar a esposa de noite) Apresentaram1lhe a ela uma lista de pessoas e exigiram1lhe *ue a assinasse.unitch. prosperamenteJ são 2uncion3rios de 7nomenclatura8. ter-amos deixado passar estas trinta pessoas. da*ueles *ue /3 não existem) Em regra. 2icou esta6elecidob`*ue não era da 2am-lia do general do mesmo nome e 2oi posta em li6erdade Rmas.artido. havia ainda as torrentes especiaisJ as das esposas Rmem6ros da 2am-liaS) Elas englo6am as mulheres dos destacados dirigentes do . e em certos lugares R eninegradoS de todos *uantos apanharam 7de> anos sem direito a correspond0ncia8. 'van e %tepanS. para se reunirem .

ao regressar tarde do dep:sito. passou nos su6<r6ios. aldeia para apressar a lavra dos campos.ergunta1ram1lhe o nome) "o dia seguinte 2oi detida) & comiss3rio instrutor perguntou1lhe o *ue tinha visto) Ela reconheceu honestamente o *ue vira Reis a selec+ão de #arjinS) . de 2acto. o *ue o elevava perante si mesmo) "ão havendo papel 6ranco. através da respira+ão.artido chegou .ois se amanhã és o6rigado a reconhecer *ue estavas a organi>ar um grupo clandestino para envenenar a canali>a+ão de 3gua da cidade. servia1se do /ornal) &s vi>inhos desco6riram um desses /ornais. e um velho mu/i*ue perguntou1lhe se ele sa6ia *ue em sete anos os AolAho>ianos não tinham rece6ido pelos dias de tra6alho nem um grão de cereal. pouca) .ropaganda anti1soviéticaJ de> anosW 1 Um canali>ador desligava o aparelho de r3dio do seu *uarto sempre *ue transmitiam intermin3veis cartas a %taline5Q) Um vi>inho denunciou1o 5Q Duem se recorda delasY #urante horas eram estonteantemente iguaisX ?ertamente *ue o locutor evitan se deve lem6rar 6emJ lia1as com grandes in2lex9es.or essas seis 6ocas matava1se a tra6alhar nas tare2as do AolAho>.E AB& #E BU AB Ronde estar3 agora esse vi>inhoYS. no cesto dos papéis da latrina colectiva) Agita+ão anti1soviéticaJ de> anos) %taline e os seus pr:ximos cola6oradores gostavam muito dos seus retratos. o mu/i*ue comoveu1se e disseJ 7%e em lugar desta condecora+ão me dessem uma arro6a de 2arinhaX "ão poder3 serY8 A assist0ncia re6entou em gargalhadas 2ero>es e o novo condecorado 2oi enviado com as suas seis 6ocas para a deporta+ão) . mas era demasiado ignorante para isso. reprodu>indo1os em milh9es de exemplares) As moscas tinham1lhes pouca considera+ão. durante um encontro na rua. diante de um camião. enchendo com eles os /ornais. como elemento socialmente perigosoJ oito anosW 1 Um padeiro semianal2a6eto gostava.or esta pergunta condenaram esse velho a de> anos de reclusão. e de resto continuavam tam6ém a assestar1lhe golpesJ 1 & agrimensor RXS %aunin 2oi condenado a *uin>e anos))) pela morte de gado RXS e pelas m3s colheitas RXS no seu distrito Re os respons3veis do distrito 2oram todos 2u>ilados pelo mesmo motivoS) 1 Um secret3rio do . se transmitia o inelut3vel cont3gio da deten+ão) . para desgra+a sua.s outras o cont3gio da epidemia sem o sa6erem T num aperto de mão. com muito sentimento) 5Q A$DU'. extermina+ão do campo e achado isso muito natural) Agora era o campo *ue poderia o6servar como arrasavam a cidade. perto do *ual se movia gente) &ra.ai e Festre. dando pena não utili>ar /ornais 1 e *uantos desgra+ados não 2oram condenados por issoX As deten+9es propagavam1se pelas ruas e pelas casas como epidemias) Assim como as pessoas transmitem umas . bsempre esperan+ado em *ue rece6eria algo) & *ue. e ho/e eu te apertara a mão na rua. por agita+ão anti1soviéticaW 1 &utro 2oi o destino de um mu/i*ue pai de seis 2ilhos) . aconteceu) #eram1lhe uma condecora+ão) Entregaram1lha numa reunião onde se pronunciavam discursos) "a sua resposta. isso signi2icava *ue eu estava igualmente perdido) %ete anos antes disso. a cidade tinha assistido . nas suas horas livres. mas unicamente palha. e. o camião estava repleto de cad3veresJ As pernas e os 6ra+os apareciam por de6aixo do oleado) . a pé.1 Uma condutora de eléctricos de =rasnodar. com assinaturas so6re o rosto do . mesmo esta. através da respira+ão ou da entrega de o6/ectos T assim tam6ém num aperto de mão. de assinar o seu nome.

@) QC A$DU'. as antigas ami>ades) ?2) ?olectLnea 7das pris9es)))8. em 19@9. ainda não processados. p3g) .E AB& #E BU AB A GinlLndia deixou1nos um istmo sem popula+ão. dos 6ielorrussos ocidentais. mas ha6ilmente utili>ada) Assemelham1se . pois tinham assinado uma declara+ão) Estavam emudecidos pelo terror e eram poucos os *ue sa6iam algo dos segredos do Ar*uipélago) A distri6ui+ão 2ora 2eita antesJ as carrinhas pela noite. a . dado *ue todos eram inimigos do povoY E *uem viu os trinta mil checos *ue deixaram. em tempo de guerra.C) Goi na guerra da GinlLndia *ue se procedeu a uma primeira experi0nciaJ a de processar os nossos soldados. *uem deu. nem enviados para longe e *ue não tinham morrido) Ela 2oi pe*uena. dos ha6itantes da região do I3ltico.ol:nia 2oram presos. como traidores . sendo necess3ria para lan+ar todas as culpas em cima do s:rdido Ke/ov e 2ortalecer o recém1chegado Ié1ria. a U) $) %) %)Y "ão era poss-vel garantir *ue algum deles não 2osse um espião) Fas 2oram todos enviados para campos de concentra+ão do "orte Ré de l3 *ue parte. e no come+o dos anos @C A$DU'. mas. na ?arélia e em eninegrado procedeu1se . e para *ue a auréola do ?he2e 6rilhasse mais radiosamente) Bra+as a este Aopec conseguiu enterrar1se com ast<cia o ru6lo restante) ?om e2eito. o 7corpo checoslovaco8S) Fas.3tria) Era. muitos polacos R2oi então *ue se recrutaram as v-timas do massacre de =atin e nos campos de concentra+ão do "orte os mem6ros do 2uturo exército de %i1AorsAi1AndersS) . ra>ão. *ue ca-ram prisioneiros. na cidade de (am6ov.or toda a parte se detinham os o2iciais) E assim se condicionavam as popula+9es. nos anos 4C. em 194C. não 2oi em 19@9 *ue estendemos a mão em a/uda dos ucranianos ocidentais. 6em como dos moldavosY Aconteceu *ue os nossos irmãos eram completamente limpos. em compensa+ão.E AB& #E BU AB 59 2oi declarado oportunismo de direita "ão podemos continuar. se 7tudo 2oi esclarecido e os puseram em li6erdade8 Raté os /ornais relatavam com coragem alguns casos isolados de v-timas de cal<niasS isso signi2ica *ue os restantes presos eram certamente uns canalhasX E os *ue regressavam guardavam sil0ncio.2lu-ram as torrentes da pro2ilaxia social) Goram presos os *ue eram demasiado a6astados e in2luentes. depois. na verdade. e. permitam ainda. as demonstra+9es de dia) Duanto ao Aopec. *ue nesse pac-2ico ano 2oram detidos todos os mem6ros da or*uestra de /a>> *ue tocava no ?inema Foderno. so6retudo. os *ue se destacavam pela sua independ0ncia. a ?hecoslov3*uia ocupada para a *uerida . intelig0ncia e notoriedade) "as antigas regi9es da . es2riando1se as antigas rela+9es. 6em depressa 2oi recuperado nesses mesmos anos e pelos mesmos par3gra2os do in2inito Artigo) Assim.^aver3 *ue reunir agora todos estes casos e explicar *ue se detinham inocentesY Fas n:s es*uecemo1nos de precisar *ue o pr:prio conceito de culpa 2oi suprimido /3 pela revolu+ão prolet3ria. redu>indo1as ao sil0ncio. entretanto. pela torrente das esposas *ue não renegaram os maridosY Duem recorda. e da. . troca de um Aopec por um ru6lo. *ue esta contracorrente 2oi pe*uenaJ cerca de um a dois por cento de todos os ultimamente presos. a especular com esses conceitos anti*uados de culpa e inoc0ncia) A promo+ão do regresso. privando1as dos poss-veis dirigentes da resist0ncia) Assim eram chamadas . 2oi um caso inimagin3vel na hist:ria dos :rgãos. por exemplo. uma mancha nos seus anaisX E verdade.3tria eslava. transplanta+ão de todas as pessoas de sangue 2inland0s) ":s nem se*uer demos por esse pe*ueno riachoJ não temos sangue 2inland0s. em 19@9. pois. extrac+ão e .

te ouve. se não 2osse essa 2eli> interrup+ão) A$DU'. mas arran/ou1se meio de levar alguns milhares de 2am-lias lituanas suspeitas R*uatro mil dentre elas 2oram depois entregues.or uma v3lvula de r3dio encontrada Rpor den<nciaS apanhava1se de> anos) . de (alin e de muitas outras pris9es do &cidente) "o c3rcere de (artu 2oram 2u>iladas cento e noventa e duas pessoas e os cad3veres lan+ados a um po+o) ?omo imaginar istoY %em *ue sai6as o *ue se passa.enal era uma coisa e o desterro de centenas de milhares de homens outra) (ratava1se de uma decisão pessoal do reiX Além disso. o desterro dos alemães 2oi an3logo ao esmagamento dos AulaAs. desde *ue se tratasse de alemães. en2im. a primeira torrente da guerra 2oi a dos espalhadores de 6oatos e semeadores de pLnico. por espantoso *ue pare+a. não nos aperce6emos dissoX Estava1se a proceder ao ensaio *uando precisamente so6reveio a guerra e com ela a grandiosa retirada) "as rep<6licas ocidentais. a*ueles a *ue era ainda poss-vel deitar a mão) "a ituLnia. 2oram deixadas unidades militares inteiras. margem do c:digo editado nos primeiros dias da guerra. com a pressa. de $ovn. além das pedras do c3rcere. a6re1se a porta da cela e disparam so6re ti) Antes de morrer tu gritas e ninguém. mas assumiu 2ormas mais suaves. em ve> da guerra. regimentos.artido. segundo os termos de um decreto especial . era a sua primeira experi0ncia nacional desse tipoW tinha para ele interesse te:rico) . *ue eram a6andonadas ao inimigo. pois permitiram1lhes levar mais coisas consigo e não os atiraram para lugares tão perdidos e mort-2eros) "enhuma 2ormalidade /ur-dica 2oi repetida.@) "a sua ess0ncia. no campo de concentra+ão de =rassnoiarsA.us1me na 6icha de uma padaria) Um miliciano chamou1me e levou1me para completar um n<mero) (eria come+ado peio BU AB.4) (ratava1se de um sangria experimental para manter a disciplina geral) (odos eram condenados a de> anos.primeira experi0ncia na hist:ria da humanidadeX Fas. era necess3rio apressar1se a em6arcar.resos comuns Rladr9es e delin*uentes de outro tipoS *ue eram utili>ados como guardas em campos de prisioneiros pol-ticos) R") dos ()S Estive a pontos de experimentar esse decreto na minha pr:pria pele) . mas não se es*ueceram de passar pelas armas os presos pol-ticos nas celas e nos p3tios de vov. 2oram amnistiados em 1945S) #epois houve a torrente dos *ue não entregaram os aparelhos de r3dio ou as suas pe+as so6resselentes) . *ual*uer *ue 2osse a >ona da União %oviética onde vivessem) & sintoma determinante era o do sangue. nuns *uantos dias.E AB& #E BU AB Q1 E logo veio a torrente dos alemãesJ os da região do Volga. todas as pessoas de origem alemã. eram desterrados. e até her:is da guerra civil e velhos militantes do . nem ir3 contar) Fas di>1se *ue houve *uem não chegasse a ser 2u>ilado) . ao sa*ue dos urAi6!) #epois de 4Q de Junho come+aram a e2ectuar1se deten+9es precipitadas na et:nia e na Est:nia) Fas a situa+ão tornava1se perigosa e tiveram de retroceder mais depressa ainda) Es*ueceram1se de desmantelar 2ortale>as inteiras.C Duando da guerra russo12inlandesa R194CS. os colonos da UcrLnia e do ?3ucaso do "orte. como a de Irest. mas não se consideravam como a6rangidos pelo artigo 5Q Re a*ueles poucos *ue so6reviveram aos campos de concentra+ão dos anos de guerra. o istmo da ?arélia 2oi anexado pela União %oviética) R") dos ()S ha . do mesmo modo *ue no caso do esmagamento dos AulaAsJ o ?:digo .ode ser *ue ainda leiamos um livro acerca disso) "a retaguarda. divis9es de artilharia cl3ssica e antiaérea.

compunha a primeira torrente de traidores . no meio do caos geral. na sua inac+ão. e de maneira nenhuma por culpa sua. *uando isso ainda era poss-vel. para centros de veri2ica+ão e de classi2ica+ão. *uando é *ue compartilhou o seu destino com o de &AoroAovY))) Q4 A$DU'. de6aixo de suspeitas e d<vidas. a torrente dos culpados do recuo Rnão era. no Extremo &riente e na Fong:lia) "ão deixar *ue este exército se en2erru/asse. não tinha tempo de provar nada e 2oi preso como alemãoJ 7E este o seu verdadeiro nomeY #e *ue tare2as 2oi incum6ido pela espionagem 2ascistaY)))8 E outro ha6itante de (am6ov. e. 2iguravam o general1che2e das 2or+as aéreas. e conseguindo romp01lo. para $o6ert %hteAAer. visitar a 2am-lia e incorporarem1se depois na sua unidade. p_de veri2icar1se *ue esses moscovitas não 2ugiram nem 2oram evacuados. e s: depois iria para a prisãoX8S. até . menor por en*uanto. `Jue /3 em 191Q tinha mudado o seu pouco melodioso so6renome pelo de =ol6e. por si s:. detidos nos c3rceres de Foscovo durante o Verão de 1941. retrocendo cento e vinte *uil:metros por dia. ao princ-pio. e mais ainda no &utono. menos de de> anos) Assim se ia depurando o exército em opera+9es) Fas havia ainda o enorme . o Brande Estrategista o culpado dissoXS) Goi uma torrente pe*uena. n:s simplesmente repet-amos a mano6ra de atrac+ão de =utu>ov) %: uma torrente provinda do exército oriental poderia propiciar essa compreensão) E os l36ios 2echaram1se e a 2é passou a ser de 2erro) "as altas es2eras ia 2luindo tam6ém. tanto mais *ue lhes tinham dado agora a estudar as armas *ue até esse momento eram mantidas secretas para os nossos pr:prios soldadosJ as pistolas autom3ticas #egtiarev e os o6uses de regimento) #ispondo dessas armas.4 come+ava a soltar1se1lhes a l-ngua. a maioria da avia+ão. ap:s uma an3lise tran*uila. não na situa+ão de cativos. claro. intriguistaS. com o nome anterior.@ E o sangue era determinado a partir do so6renome) & engenheiro construtor Vassili &AoroAov Rda palavra oAoroA. tal era a no6re tare2a das %ec+9es Especiais) E aos her:is de =hassan. mudou nos anos @C. mas 2icaram intrepidamente na capital amea+ada e . uma parte dos cercados era integrada. presumoS. mas durante algum tempo dispersos em grupos de com6ate no interior do cerco alemão. =aver>niev Rda palavra Aaver>ni. 2oram condu>idos. de *ue meses antes as nossas cidades se tinham despedido com 2an2arras e 2lores. *ue soava 6em. cou6e em sorte apanhar os golpes mais duros dos tan*ues pesados alemães. aper2ei+oando a sua assinatura) Agora. eles não podiam ganhar consci0ncia de *ue. de meia centena de pessoas. mas. precipitou1se a torrente dos *ue tinham 2icado cercados) (ratava1se da*ueles mesmos de2ensores da . em lugar de serem a6ra+ados 2raternalmente no seu regresso Rcomo teria procedido *ual*uer outro exército do mundoS. %muchAevitch. o general E)%) . e a *uem depois disso. em novas unidades militares) &utra parte.E AB& #E BU AB exército inactivo. em &utu6ro desse ano.ai Duerido.A partir do 2im do Verão de 1941. achando inc:modo assinar com esse apelido os seus pro/ectos. teria 6om6ardeado em primeiro lugar o nosso . no 2im de contas) &ra. em destacamentos desarmados e privados de direitos. e outros) A vit:ria na >ona de Foscovo deu origem a uma nova torrenteJ a dos moscovitas culpados) Agora. era1lhes di2-cil compreender como retroced-amos no &cidente) ] distLncia da %i6éria e dos montes Urais. em levas) Entre os generais. p3tria) Era1lhe aplicado o artigo 5Q1116. a torrente dos generais.tuAhin Ro *ual di>iaJ 7%e eu sou6esse. onde os o2iciais dos %ervi+os Especiais come+avam por ter descon2ian+as so6re cada palavra sua e até se eram *uem di>iam ser) E os métodos de veri2ica+ão eram os interrogat:rios. grau e con2ian+a. deixando1os repousar. as acarea+9es é as declara+9es de uns acerca dos outros) #epois da veri2ica+ão.3tria. ela6ora+ão da norma. tendo1se encontrado.

opular da Fong:lia. com re2er0ncia ao artigo 19J esta torrente alimentaria os comiss3rios de instru+ão de Foscovo e de eninegrado 1945S) E evidente *ue o 5Q11C. 6em como delin*uentes comuns *ue 2oram deixados sair dos campos para irem para a 2rente de 6atalha) A partir de 194@. durante toda a guerra. p3tria. A)%)A) Ragita+ão anti1soviéticaS. *uando da viragem da guerra a nosso 2avor. mas não entrou na hist:ria geral da $<ssia. morte e retrocederam sem licen+aJ a*ueles mesmos a *uem. tentamos seguir a*ui apenas as torrentes *ue chegavam a BU AB vindas do exterior) As ininterruptas trans2orma+9es internas de BU AB. a BU ABJ su6metida ao regime acelerado.. a torrente dos muitos milh9es provindos dos territ:rios ocupados e da Europa) &s dois a2luentes mais importantes *ue a compunham eramJ 1 &s cidadãos *ue tinham vivido nos territ:rios so6 o dom-nio alemão ou na Alemanha Rapanhavam de> anos. continuar a viverW isso. pelo menos a de cola6ora+ão com o inimigo) Entretanto. não são examinados neste cap-tulo)S A honestidade exige tam6ém *ue citemos as contracorrentes do tempo da guerraJ os /3 mencionados checos e polacos. de ano para ano. na pr3tica era su2iciente registar as séries dos passaportes dos ha6itantes das >onas ocupadasJ prend01los a todos era economicamente insensato. de %tali1ne. pretendiam *ue em eninegrado. come+ou a tornar1se mais a6undante.3tria não podia perdoar a sua vergonha) Esta torrente não chegou. tam6ém uma 2utura prova de delitoJ se não a de trai+ão . pelos tri6unais das divis9es. ap:s o insucesso registado na >ona de =ertch Rcento e vinte mil prisioneirosS. sendo catalogados com a letra 768J 5Q1116S) (odos os *ue 2icaram su6metidos . prender apenas uma certa percentagemJ . sendo catalogados com a letra 7a8J 5Q111aSW 1 &s militares *ue tinham sido 2eitos prisioneiros Rapanhavam tam6ém de> anos. de um reservat:rio a outro. . então 6lo*ueada. di>endo *ue o racionamento era severoW aos *ue na 2rente pro2eriam di2ama+9es. porém. até 194. 2oi ainda aspirada uma torrente mais importante de o2iciais e de soldados. hist:ria espec-2ica das canali>a+9es) R#e resto.*ueles *ue. na >ona de ?rac:via Rainda maisS. nunca deixou de ser aplicado. por toda a parte. a . 2icando con2inado . *ue 2oram particularmente 2ero>es no tempo da guerra. satis2e> as necessidades da retaguarda e da 2rente) Era aplicado aos evacuados. é claro *ue o retrocesso se 2a>ia de acordo com um planoSW aos *ue na retaguarda espalhavam cal<nias. caluniosamente. e. se relatavam os horrores da retirada Rsegundo os /ornais. exerciam uma actividade. segundo os termos da imortal ordem do dia du>entos e vinte sete. di>endo *ue os alemães possu-am uma técnica 2orteW em 1944.E AB& #E BU AB Q@ resistir até . pelos chamados delitos do campo de concentra+ão. podendo teoricamente ganhar. no decurso da grande retirada do sul para o ?3ucaso e para o Volga. *ue não dese/avam . contra tropas /aponesas. 2oi empurrada para as companhias disciplinares e rea6sorvida sem deixar vest-gios na areia vermelha das primeiras linhas) (al 2oi o cimento so6re *ue se 2undaram os alicerces da vit:ria de Estalinegrado. as pessoas morriam de 2ome) "esse mesmo ano. no ano de 19@9) R") dos ()S A$DU'.a6andonada pelas autoridades) Eis *ue /3 deles se suspeitavaJ *uer de minarem o poder das autoridades R5Q11CSW *uer de terem esperado os alemães R5Q111a.4 ocalidade onde se desenrolaram renhidos com6ates de tropas da U)$)%)%) e da $ep<6lica . apesar de tudo. pois isso signi2icava despovoar amplas extens9es) Iastava. ocupa+ão *ueriam. para edi2ica+ão da consci0ncia geral. ao mesmo tempo *ue o sustento di3rio.

compreende1se. um grupo de marinheiros nossos 2oi dar ao litoral da %uécia) #urante toda a guerra viveram livremente nesse pa-s.3tria era indu6it3vel. nem uma pena nem um artigo do ?:digo) Estes 7a2ricanos8 viveram em VorAut em condi+9es indeterminadasJ não eram guardados. de modo seguro. serem tratados como prisioneiros de guerra os internados Rcivis levados para tra6alhar na AlemanhaS) "os primeiros dias da guerra. atacava. chegada dos nossos apanhou os seus de> anos. evidentemente. em6ora se tratasse de escravos das prov-ncias orientais.5 Em6ora não se deixassem logo aperce6er tão claramente. in2lexivelmente. o da*uele Aomsomol de =iev a *uem a organi>a+ão clandestina mandou tra6alhar na pol-cia. *ue 2oram expedidos em %tude6aAers através do Egipto. mas dispunham deles como prisioneiros) E a ordem especial não chegava) (inham1nos es*uecido))) . em 194@ havia /3 umas torrentes perdidas. 6em como a*ueles *ue secavam as tulias no mesmo tapume *ue os alemães) Fas 6astava um por cento de um milhão para 2ormar uma 6oa d<>ia de plet:ricos campos de tra6alho) E não h3 lugar para pensar *ue uma participa+ão honrada em *ual*uer organi>a+ão clandestina de resist0ncia contra os alemães livrava alguém. *ue era /ulgada a maioria dos prisioneiros de guerra. até nova ordem. como por exemplo a dos 7a2ricanos8. morria e passava 2ome e esses canalhas iam comendo o pão da neutralidade) #epois da guerra a %uécia devolveu1no1los) A trai+ão . excep+ão. so6retudo a*ueles *ue tinham visto no &cidente algo mais do *ue um campo de morte alemão.) . mas havia algo *ue não /ogava certo) #eixaram11nos partir e separar1se.culpados. culpados em *uarto. anos de ru-na e desordem) ?ontar *ue na Europa tudo era a6solutamente mau. para lhe transmitir in2orma+9es) & rapa>. pois era imposs-vel *ue tendo servido na pol-cia não se tivesse deixado contagiar pelo esp-rito do inimigo e cumprido as tare2as de *ue este o incum6ria) Fais duramente e com mais rigor eram /ulgados os *ue tinham estado na Europa. tal como a denominaram durante muito tempo nas o6ras de constru+ão de VorAut) (ratava1se dos prisioneiros de guerra russos. *ue a vida a. não lhes aplicando ainda. sem licen+a. Q4 A$DU'. com tanto con2orto como nunca tinham go>ado até então. atr3s de arame 2arpado.5) 'sto torna1se evidente pelo 2acto de. do 'ra*ue e do 'rão. de entrar na 2orma+ão dessa torrente) "ão 2oi caso <nico. por exemplo. avan+ava. por 2alta de experi0ncia.. dar um passo se*uer por VorAutW pagavam1 lhes um sal3rio como se 2ossem livres.era imposs-vel nem todos o sa6iam 2a>er) Era por esse motivo.E AB& #E BU AB deu in2orma+9es de tudo aos Aomsomols. semiculpados. e não por*ue se tivessem tomado prisioneiros. arrancaram1lhes as ins-gnias militares. mas . das notas de viagem dos escritores sensatosS e muito mais desagrad3veis o eram nos anos do p:s1guerra. e depois aplicaram a todos eles uma pena por Agita+ão Anti1%oviética. tiraram1lhes os o6/ectos *ue os americanos lhes tinham dado Rem proveito dos 2uncion3rios dos :rgãos. por*ue tinham visto um peda+o da vida europela e podiam 2alar so6re ela) (ais relatos eram sempre desagrad3veis R. mas não podiam. para a p3tria) 'nstalaram1nos imediatamente numa 6a-a deserta do mar ?3spio. di2erentes de todas as outras. nem nunca mais usu2ruiriam no 2uturo) A U)$)%)%) retrocedia. honestamente. e não do EstadoS e expediram1nos para VorAut. . devido aos aliciantes relatos *ue 2a>iam so6re a li6erdade e a a6undLncia *ue veri2icaram na capitalista %uécia RBrupo =adenAoS. utili>ados pelos americanos no exército de $ommel em Z2rica Ros ^ijiS.

as torrentes das na+9es *ue ca-ram em 2altaJ Em 194@. a su6ir para os vag9es e a partir imediatamente para a %i6éria. para o "orte da $<ssia) Exactamente vinte e *uatro horas depois. a dirigir1se para a esta+ão. industriaram cada um so6re o *ue devia 2a>er. a sua terra e os seus 6ens eram trans2eridos para os herdeiros) #o mesmo modo *ue os alemães no come+o da guerra. desse caso e 2oram pu6licadas not-cias caluniosas na imprensa) Entretanto. sou6e1se.E AB& #E BU AB . a dos t3rtaros da ?rimeia) Elas não teriam corrido tão impetuosa e velo>mente para o seu desterro perpétuo se os :rgãos não tivessem rece6ido o re2or+o de tropas regulares e de viaturas do exército) As unidades militares cercaram com um anel de 2erro as povoa+9es montanhosas e os *ue ali se tinham aninhado para viver durante séculos 2oram o6rigados.artido como os her:is do tra6alho e os her:is da guerra ainda não 2inda. dos inguchos. não lhes aplicaram nova condena+ão) Q. pela impetuosidade das tropas de desem6ar*ue. relataram onde viviam. empregados em tra6alhos urgentes de constru+ão na %i6éria e na Zsia ?en1 2oram levados todos para a prisão de =rest.. 2oram passando. uma ap:s outra. a torrente dos criminosos de guerra alemães. indo escrever desculpas) . 2oram apanhados numerosos prisioneiros de guerra /aponeses. ?om este grupo veri2icou1se um caso aned:tico) "o campo. dos tchetchenos. s: por si. seleccionados nos campos de prisioneiros de guerra e trans2eridos. tendo1lhes cortado o ca6elo e vestido os velhos 2arrapos. dali mesmo 2oram levados ao 6anho. para os do complexo de BU AB) Em 1945. em vinte e *uatro horas. temendo apanhar por isso uma nova condena+ão) "a %uécia. em eninegrado) #urante dois meses alimentaram1nos para a engorda e deixaram crescer1lhes o ca6elo) #epois. *ue recentemente tinham lido na imprensa ocidental Rpois ela ven1de1se a*ui em cada *uios*ueXS) (ratavam de escrever uns aos outros e puseram1se de acordo. por decisão do tri6unal.E AB& #E BU AB Q5 .. tam6ém estas nacionalidades eram deportadas unicamente em 2un+ão do critério do sangue. estudavam. indo a eninegrado Ra *uestão das despesas da viagem não pertur6ou ninguémS) ?om o seu aspecto vistoso e 2resco eles constitu-ram o melhor desmentido ao 6oato dos /ornais) &s /ornalistas partiram envergonhados. por ordem especial A$DU'. advertiram1nos de *ue se um *ual*uer deles cometesse a canalhice de 2alar de outra 2orma apanharia 7nove gramas8 de chum6o na nuca.ara a imagina+ão ocidental era inimagin3vel explicar de outra 2orma o sucedido) E os protagonistas da con2er0ncia de imprensa. porém. vestiram1nos com s:6ria elegLncia. na presen+a de /ornalistas estrangeiros convidados e de pessoas *ue conheciam 6em o grupo na %uécia) &s ex1internados mantiveram1se muito animados. A$DU'. para o ?asa*uestão. todos eram tam6ém levados para l3) "os <ltimos anos da guerra houve. dos ca6ar1dinosW Em 1944. por *ual*uer meio. para a Zsia ?entral. sendo enviados para os mesmos campos) evando em conta *ue todos eles se portaram 6em. rapidamente e em catadupa. os rapa>es /3 estavam dispersos por diversos campos) #e repente. tinham /3 calado a 6oca so6re a vida na %uécia. sem preencherem *ual*uer *uestion3rio T e tanto os mem6ros do . tra6alhavam e indignaram1se com as cal<nias 6urguesas. as dos calmucos. não o6stante a guerra com o Japão não ter durado nem tr0s semanas.or entre a torrente geral dos li6ertados das >onas ocupadas. e enviaram1nos para uma con2er0ncia de imprensa.

tral, procedendo1se a uma opera+ão de selec+ão de criminosos de guerra id0ntica , *ue 2oi tam6ém ali levada a ca6o para BU AB);5 A partir de 2ins de 1944, *uando o nosso exército irrompeu nos Ialcãs, e so6retudo em 1945, *uando ele atingiu a Europa ?entral, escoou1se ainda pelos canais de BU AB uma torrente de russos emigrados T velhos *ue haviam sa-do por altura da $evolu+ão e /ovens *ue /3 ali tinham crescido) %acavam para a p3tria geralmente os homens, deixando as mulheres e as crian+as na emigra+ão) RE verdade *ue não os levavam todos, mas s: a*ueles *ue ao longo desses vinte e cinco anos tivessem exprimido, em6ora timidamente, os seus pontos de vista pol-ticos, ou *ue os tivessem mani2estado longo tempo antes, durante a $evolu+ão) "ão tocavam na*ueles *ue haviam levado uma exist0ncia simplesmente vegetativa)S As principais torrentes procederam da Iulg3ria, da Jugosl3via, da ?hecoslov3*uia, um pouco menos da Zustria e da AlemanhaW nos outros pa-ses da Europa &riental *uase não viviam russos) ?omo um eco, respondeu1lhe tam6ém da Fanch<ria, em 1945, uma torrente de emigrantes) RAlguns deles não 2oram presos imediatamenteJ houve 2am-lias inteiras *ue 2oram convidadas a regressar , p3tria como pessoas livres) Uma ve> a*ui, separavam1 nos e mandavam1nos para a deporta+ão ou para os c3rceres)S Em todo o per-odo de 1945 a 194;, avan+ou para o Ar*uipélago, en2im, uma grande torrente de verdadeiros inimigos do .oder Ros homens de Klassov, os cossacos de =rasnov, os mu+ulmanos das unidades nacionais criadas por ^itlerS, uns convictos e outros 2or+ados) Juntamente com eles 2oi capturado nada menos de meio milhão de re2ugiados, *ue tinham 2ugido ao poder soviéticoJ civis de todas as idades e de am6os os sexos, *ue tinham conseguido esconder1se no territ:rio dos aliados, mas 2oram per2idamente devolvidos nos anos de 194;145, pelas respectivas autoridades, aos soviéticos;Q) ;5 %em conhecer os pormenores deste caso, estou convicto, não o6stante, de *ue grande parte destes /aponeses não puderam ser /ulgados legalmente) (ratou1se de um acto de1 vingan+a e de um meio de reter a mão1de1o6ra por um pra>o mais prolongado) ;Q %urpreendentemente, apesar de no &cidente ser imposs-vel guardar segredos pol-ticos por muito tempo, pois aca6am inevitavelmente por ser divulgados, o segredo desta trai+ão conheceu uma sorte di2erente, sendo guardado ciosamente pelos governos 6ritLnico e americano) "a verdade, deve ser, senão o <ltimo segredo da %egunda Buerra Fundial, um dos <ltimos) (endo encontrado in<meras ve>es pessoas dessas nas pris9es e nos campos, custava1me a acreditar *ue neste *uarto de século a opinião p<6lica do &cidente "A#A sou6esse desta entrega grandiosa pelas suas propor+9es, de gente simples da $<ssia, pelos governos ocidentais, , repressão e , morte) %: em 195@, no %undaN &Alahoma, de 41 de Janeiro, saiu um pe*ueno artigo de Kulis Epstein, a *uem da*ui me atrevo a transmitir o meu agradecimento, em nome da massa de mortos e dos poucos vivos) (rata1se de um 6reve documento incompleto acerca do ocorrido, e oculto até ao presente, entre os muitos tomos a escrever so6re a repatria+ão A$DU'.E AB& #E BU AB Q5 Um certo n<mero de polacos, mem6ros do exército nacional de =raiova, partid3rios de FiAolaitchiA, passou pelas nossas pris9es em 1945, antes de seguir para BU AB) ^avia tam6ém uns tantos romenos e h<ngaros) A partir do 2im da guerra e por longos anos 2oi escorrendo a a6undante torrente dos nacionalistas ucranianos R7os Iender8S) %o6re o pano de 2undo de toda esta gigantesca transplanta+ão de milh9es de pessoas no p:s1guerra, poucos 2oram os *ue o6servaram torrentes tão pe*uenas comoJ

1 A das raparigas *ue namoravam estrangeiros R194;145S, ou se/a, *ue se deixaram corte/ar por estrangeiros) Elas eram marcadas com o r:tulo do artigo 51@5 Rsocialmente perigosasSW 1 A das crian+as espanholas, essas mesmas *ue tinham sido expatriadas durante a guerra civil, mas /3 se tinham convertido em adultas depois da %egunda Buerra Fundial) Educadas em internatos nossos, elas adaptavam1se, entretanto, mal , nossa vida) Fuitas tentaram regressar 7a casa8) Eram tam6ém marcadas com o r:tulo do 51@5 Rsocialmente perigosasS e as mais o6stinadas com o do artigo 5Q1; Respionagem em proveito))) da AméricaS) R.ara sermos /ustos não devemos es*uecer, tão1pouco, a pe*uena contracorrente dos))) sacerdotes, em 1945) %im, oh milagreX .ela primeira ve> depois de trinta anos eram postos em li6erdade os sacerdotesX .ropriamente 2alando, eles não eram procurados nos campos, mas todas as pessoas *ue, encontrando1se em li6erdade, se lem6ravam deles, podiam dar o seu nome, mencionando o seu paradeiro, e os interessados eram postos por levas em li6erdade, a 2im de participarem no 2ortalecimento da 'gre/a resta6elecida)S 'mporta lem6rar *ue este cap-tulo não tem, de modo algum, por 2im enumerar (&#A% as torrentes *ue 2ertili>aram BU AB, mas s: a*uelas *ue assumiram um mati> pol-tico) Assim, como num curso de anatomia, depois da descri+ão pormenori>ada do sistema da circula+ão sangu-nea, se pode come+ar de novo e detalhadamente a 2a>er a descri+ão do sistema lin23tico 2or+ada para a União %oviéticaJ 7(endo vivido dois anos nas mãos das autoridades 6ritLnicas, com um 2also sentimento de seguran+a, os russos 2oram apanhados de surpresa, nem compreendendo se*uer *ue os repatriavam))) Eram na maioria simples camponeses, com um rancor pessoal contra os 6olchevi*ues)8 As autoridades inglesas portaram1se com eles como se se tratassem de 7criminosos de guerra8, entregando1os, contra sua vontade, nas mãos da*ueles de *uem se não pode esperar um /ulgamento /usto) Goram enviados todos para o exterm-nio, para BU AB) QQ A$DU'.E AB& #E BU AB assim se poderiam descrever de novo, desde 191Q até 195@, as torrentes dos condenados por delitos comuns e mais propriamente por crimes penais) E essa descri+ão tam6ém não ocuparia pe*ueno espa+o) A*ui seriam esclarecidos muitos ucasses RdecretosS céle6res, es*uecidos em parte agora Rem6ora não tenham sido revogados por leiS, *ue 2orneciam a6undante material humano para o insaci3vel Ar*uipélagoJ o decreto so6re o a6sentismo ao tra6alhoW o decreto so6re a produ+ão de2eituosaW o decreto so6re a destila+ão caseira de vodca R*ue atingiu o auge em 1944, mas /3 na década de 4C tinha 2eito muitos estragosSW o decreto punindo os AolAho>ia1nos *ue não cumprissem a norma o6rigat:ria de dias de tra6alhoW o decreto so6re a lei marcial nos caminhos de 2erro Rpromulgado em A6ril de 194@, /3 não no come+o da guerra, mas no momento da sua viragem a nosso 2avorS) Esses decretos, segundo uma tradi+ão antiga, *ue remontava aos tempos de .edro, o Brande, apareciam sempre como ignorando toda a legisla+ão anterior, sem a ter de nenhum modo em conta, como se tivesse sido es*uecida) Era proposta aos /uristas a tare2a de conciliar os di2erentes ramos /ur-dicos, mas eles não curavam disso nem com muito >elo nem com muito 0xito) Esta pulsa+ão de decretos condu>iu a um estranho *uadro de delitos e crimes de direito comum em todo o pa-s) .odia o6servar1se *ue nem os rou6os, nem os assass-nios, nem a destila+ão caseira de vodca, nem as viola+9es aconteciam no nosso pa-s, segundo os lugares e as circunstLncias, como conse*u0ncia de 2ra*ue>as humanas, da lux<ria e de paix9es desen2readasX

"ãoX "os crimes cometidos por todo o pa-s veri2icava1se uma assom6rosa unanimidade e uni2ormidadeX Era todo o pa-s 2ervilhando de violadores, ora apenas de assassinos ou de destiladores de vodca, como reac+ão ao <ltimo decreto governamental) #ir1se1ia *ue cada delito dava o 2lanco ao respectivo decreto, para desaparecer mais depressaX E /ustamente este delito, *ue grassava logo por toda a parte, era o mesmo *ue aca6ava de ser previsto e punido com mais rigor pela nossa s36ia legisla+ão) %e o decreto so6re a militari>a+ão dos caminhos de 2erro levou aos tri6unais multid9es de simples mulheres e de adolescentes, *ue constitu-am a maioria dos 2uncion3rios das linhas 2érreas no tempo de guerra, era por*ue não tendo rece6ido, antes, *ual*uer instru+ão em *uartéis eles eram os *ue provocavam mais atrasos e cometiam in2rac+9es) & decreto so6re o não cumprimento da norma o6rigat:ria dos dias de tra6alho simpli2icou muito a deporta+ão dos AolAho>ianos indolentes *ue não *ueriam satis2a>er1 se com o n<mero de pau>inhos *ue lhes atri6u-am;9) %e por esse motivo antes se exigia um /ulgamento e a aplica+ão do artigo so6re a contra1revolu+ão &s dias de tra6alho eram assinalados por pau>inhos) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB Q9 econ:mica, 6astava agora uma decisão do AolAho>, con2irmada pelo ?omité Executivo do %oviete do distritoW e os pr:prios AolAho>ianos não podiam deixar de se sentir melhor consigo mesmos ao terem consci0ncia de *ue, em6ora 2ossem deportados, /3 não os consideravam como inimigos do povo) RA norma o6rigat:ria de dias de tra6alho era di2erente, segundo as diversas regi9es, sendo a mais privilegiada a dos caucasianosJ setenta e cinco dias de tra6alhoW mas muitos destes 2oram apanhados na torrente, por oito anos, na região de =rasnoiarsA)S "o entanto, neste cap-tulo, não procedemos a um exame pormenori>ado e 2ecundo das torrentes de crimes e delitos comuns) %: não podemos silenciar unicamente, ao atingir 1945, um dos maiores ucasses de %taline) J3 a prop:sito de 19@4 tivemos ocasião de re2erir1nos , céle6re lei do 7sete do oito8, ou 7sete oitavos8,1 lei pela *ual se prendia em pro2usão por uma simples espiga, um pepino, duas 6atatas, uma astilha, ou um carro de linhas5C, e sempre com a pena de de> anos) Fas as exig0ncias do tempo, tais como as compreendia %taline, mudavam, e esses de> anos *ue pareciam su2icientes antes da guerra 2ero>, agora, depois da vit:ria hist:rica e mundial, tinham um aspecto demasiado 2rouxo) E, de novo, com menospre>o do ?:digo, ou es*uecendo1se de *ue existia uma in2inidade de artigos e decretos so6re delapida+9es e rou6os, 2oi pu6licado, em 4 de Junho de 1945, um decreto *ue ia mais longe do *ue todos eles, e *ue 2oi imediatamente 6apti>ado pelos sempre animosos presos como o ucasse 7*uatro do seis8) A superioridade do novo ucasse residia, antes de mais nada, em ser recenteJ logo a seguir , sua apari+ão devia desencadear1se uma vaga de tais delitos e assegurar1se uma a6undante torrente de novos condenados) Fas mais superioridade apresentava ainda *uanto aos pra>os das condena+9esJ se para darem coragem umas ,s outras iam apanhar espigas não uma mas tr0s raparigas Rum 76ando organi>ado8S ou se eram v3rios os rapa>es de do>e anos *ue colhiam ma+ãs ou pepinos, eram sentenciados a vinte anos em campos de concentra+ãoW nas 236ricas, a senten+a era maior e 2oi ampliada até vinte e cinco anos Resta mesma pena de um *uarto de século 2ora introdu>ida dias antes, como uma su6stitui+ão humanista da pena de morteS51) Ginalmente, era reparada a antiga in/usti+a, segundo a *ual s: a não den<ncia por ra>9es pol-ticas era considerada um delito contra o EstadoJ agora, não denunciar os rou6os ao Estado ou ao AolAho> podia valer tr0s anos de campo ou sete anos de deporta+ão) "os anos imediatamente posteriores ao ucasse, milhares de ha6itantes

5C "o processo ver6al escrevia1se 7#u>entos metros de material de costura8) Apesar de tudo, tinham vergonha de escreverJ 7Um carro de linhas8) 51 Fas a pr:pria pena de morte s: por algum tempo ocultou o seu rosto por detr3s do véu, para logo arranc31lo, mostrando os dentes, ao ca6o de dois anos e meio RJaneiro de 195CS) 9C A$DU'.E AB& #E BU AB do campo e da cidade 2oram mandados tra6alhar para as ilhas de BU AB em su6stitui+ão dos ind-genas *ue ali tinham perecido) E certo *ue estasa torrentes seguiram através da mil-cia e dos tri6unais comuns, sem encher os canais de seguran+a do Estado, *ue mesmo sem isso /3 estavam esta2ados nos anos do p:s1guerra) Esta nova linha de %taline 1 segundo a *ual agora, depois da vit:ria so6re o 2ascismo, era necess3rio FE(E$ "A .$'%###BOT_TEXT###amp; o maior n<mero poss-vel de pessoas e por longo tempo 1 repercutiu1se logo, naturalmente so6re os pol-ticos) "os anos de 194Q149 a mani2esta intensi2ica+ão das persegui+9es e da vigilLncia em toda a vida social 2oi assinalada pela tragicomédia dos reincidentes, *ue não tinha procedente)mesmo nas in2rac+9es das leis estalinianas) Assim 2oram denominados, na linguagem de BU AB, a*ueles desgra+ados a *uem não 2ora assestado o golpe de miseric:rdia em 19@5, conseguindo so6reviver aos imposs-veis e insuport3veis de> anos, e *ue, agora, em 194514Q, al*ue6rados e com a sa<de arruinada, punham timidamente os pés em terra livre, na esperan+a de aca6arem calmamente o curto tempo de vida *ue lhes restava) Fas uma 2antasia selv3tica Rou uma tena> maldade e insaci3vel sede de vingan+aS levou o Beneral-ssimo Vencedor a dar uma ordemJ a de *ue todos esses estropiados deviam ser presos novamente, sem nova culpaX .ara ele, era até econ:mica e politicamente desvanta/oso o6struir a m3*uina deglutidora com os seus pr:prios desperd-cios) Fas %taline decidia precisamente assim) Este 2oi um dos casos em *ue a personalidade hist:rica se mostra caprichosa em rela+ão , necessidade hist:rica) E todos eles, recém1radicados em novos lugares ou em novas 2am-lias, 2oram apanhados) evaram1nos com a mesma lassitude com *ue eles tam6ém andavam) %im, /3 todos eles conheciam com antecipa+ão o caminho da cru>) "ão perguntavamJ 7.or*u0Y8, nem di>iam aos 2amiliares 7voltarei8) Vestiam a roupa mais su/a, enchiam de ta6aco o sa*uinho do campo de tra6alho e iam assinar o processo ver6al) RE este era um e o mesmo para todosJ 7E voc0 *ue esteve detidoY8 1 7%ou)8 1 7#eram1lhe mais de>)8S E vai da- o egocrata aperce6eu1se de *ue não 6astava prender os *ue tinham so6revivido ao ano @5X &s 2ilhos desses seus inimigos /urados, tam6ém esses, era necess3rio prend01 losX .ois eles cresciam e podiam pensar na vingan+a) R(alve> depois de ter ceado 6em tivesse tido um mau sonho so6re essas crian+as)S #epois de 2eitos os c3lculos e e2ectuadas as pris9es, veri2icou1se *ue eram ainda poucos) (inham prendido os 2ilhos dos che2es do exército, mas os dos trots*uistas nem todosX E a torrente dos 2ilhos11 vingativos arrastou1se) REntre eles encontrava1se ena =ossariova,54 de de>assete anos, e Elena $aAovsAaia, de trinta e cinco)S 54 ^elena =ossariova 1 2ilha de ^) V) =ossariov, *ue 2oi secret3rio do ?omité ?entral do =omsomol até 19@5) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 91 #epois do grande deslocamento europeu, %taline conseguiu, até 194Q, reconstituir um reduto 2echado, 6em s:lido, com o tecto mais 6aixo, e nesse espa+o assim delimitado tornar mais espessa ainda a antiga atmos2era de 19@5)

E 2oram1se arrastando as torrentes, durante os anos de 194Q, 49 e 5CJ 1 A dos espi9es imagin3rios Rde> anos antes eram germano1nip:nicos, agora anglo1 americanosSW 1 A dos crentes Rdesta ve>, so6retudo, as seitasSW 1 A dos geneticistas e seleccionadores *ue não tinham sido detidos, partid3rios das teorias de Vavilov e de FendelW 1 A dos simples intelectuais e homens de pensamento Rcom especial rigor para os estudantesS, *ue não tinham 2icado su2icientemente assustados com o acidente) Era moda dar1lhesJ VA( 1 por enaltecer a técnica americanaW VA# 1 por enaltecer a democracia americanaW .U 1 por venerar o &cidente) As torrentes eram id0nticas ,s de 19@5, mas não as senten+asJ a norma, agora, /3 não era os de> anos patriarcais, mas o novo *uarto de século estaliniano) Agora, de> anos era coisa de crian+a))) Uma torrente consider3vel 2oi então originada pelo novo ucasse so6re a divulga+ão de segredos do Estado Re considerava1se como segredosJ as colheitas dos distritosW *ual*uer estat-stica epidemiol:gicaW o tipo de produ+ão de *ual*uer o2icina ou 2a6ri*uetaW a men+ão de *ual*uer aeroporto civilW as >onas do transporte ur6anoW o nome de um recluso *ue se encontrava no campo de tra6alhoS) .or esse ucasse a pena atri6u-da era de *uin>e anos) (ão1pouco eram es*uecidas as torrentes das nacionalidades) Elas 2lu-am constantemente, provindas dos com6ates de guerrilha no meio dos 6os*ues, tal como a torrente dos partid3rios de Iender) %imultaneamente, condenavam1se a de> e cinco anos nos campos e , deporta+ão todos os ha6itantes rurais da UcrLnia &cidental, *ue haviam tido *ual*uer contacto com os guerrilheirosJ *uem deixara pernoitar, *uem lhes dera de comer uma s: ve> *ue 2osse e *uem não os denunciara) A partir de 195C, aproximadamente, 2oi drenada tam6ém a torrente das FU ^E$E% dos 6enderistasJ eram condenadas a de> anos por não os denunciarem, para mais rapidamente aca6arem com eles) "essa época tinha /3 cessado a resist0ncia na ituLnia e na Est:nia) Fas em 1949 irromperam da- potentes torrentes da nova pro2ilaxia social, destinada a garantir a colectivi>a+ão) ?omposi+9es 2errovi3rias inteiras, vindas das tr0s rep<6licas 63lticas, carregavam para a deporta+ão na %i6éria os ha6itantes da cidade e do campo) R& ritmo hist:rico era encurtado nessas rep<6licas) "um 6reve pra>o deviam percorrer o mesmo caminho /3 andado por todo o pa-s)S 94 A$DU'.E AB& #E BU AB Em 194Q 2oi enviada para a deporta+ão ainda outra torrente nacionalistaJ a dos gregos de A>ov, do =u6an e de %uAhumi) #e nada tinham sido culpados aos olhos do .ai durante os anos da guerra, mas agora vingava1se neles, talve> pelo seu 2racasso na Brécia) .arece *ue esta torrente 2oi tam6ém 2ruto da sua dem0ncia pessoal) A maioria dos gregos 2oi parar , deporta+ão na Zsia ?entral e os descontentes postos em isolamento pol-tico) ?erca de 195C, sempre por vingan+a da guerra perdida ou para manter o e*uil-6rio com os /3 deportados, vieram parar ao Ar*uipélago os pr:prios insurrectos do exército de Farcos, *ue nos 2oram entregues pela Iulg3ria) "os <ltimos anos da vida de %taline come+ou a delinear1se, de maneira de2inida, a torrente dos /udeus Ra partir de 195C, iam sendo arrastados aos poucos como

cosmopolitasS) ?om esse o6/ectivo 2oi tramado o caso dos médicos) %egundo parece, %taline preparava1se para organi>ar um grande exterm-nio dos /udeus5@) "o entanto, este 2oi o primeiro des-gnio 2racassado em toda alsua vida) %egundo parece, #eus *uis *ue, através das mãos humanas, ele entregasse a sua alma) & relato *ue precede tinha por 2im mostrar , evid0ncia *ue a transplanta+ão de milh9es de homens e o povoamento de BU AB o6edeciam a uma 2ria e premeditada l:gica, 6em como a uma tenacidade permanente) Due nunca houve entre n:s c3rceres VAU'&%, mas sempre cheios ou superlotados) Due en*uanto v:s vos ocup3veis, para vossa satis2a+ão, com os ino2ensivos segredos do 3tomoW estud3veis a in2lu0ncia de ^eidegger so6re %artreW coleccion3veis reprodu+9es de .icassoW via/3veis em carruagens1camas para as termas, ou aca63veis de construir as vossas casas de campo nos arra6aldes de Foscovo, as carrinhas corriam ininterruptamente de um extremo ao outro das ruas e os agentes da seguran+a do Estado 6atiam e chamavam ,s portas) E eu penso *ue, com este relato, 2ica demonstrado *ue os :rgãos nunca comeram o seu pão em vão) 5@ "ada sa6emos de modo 2idedigno, nem agora nem talve> por longo tempo) Fas, segundo rumores *ue circulavam em Foscovo, o des-gnio de %taline era en2orcar, em come+os de Far+o,7os médicos1assassinos8, na .ra+a Vermelha) Em seguida, os patriotas deviam naturalmente Rso6 a direc+ão de instrutoresS lan+ar1se num pogrom contra os israelitas) E então o Boverno Rconhece1se o car3cter de %taline, não é verdadeYS, salvando magnanimamente os /udeus do :dio popular, expulsava1os nessa mesma noite de Foscovo para o Extremo &riente e para a %i6éria Ronde /3 se estavam a preparar 6arracasS) ''' A '"%($UV###BOT_TEXT###amp; %E aos intelectuais das pe+as de (cheAhov, sempre a 2a>er con/ecturas so6re o *ue seria a vida dentro de vinte, trinta ou *uarenta anos, tivessem respondido *ue na $<ssia se torturaria os acusados durante a instru+ão do processoW *ue se lhes apertaria o crLnio com um anel de 2erro1W *ue se su6mergiria uma pessoa num 6anho de 3cido4W *ue se ataria um homem nu para o expor ,s 2ormigas e aos perceve/osW *ue se introdu>iria a vareta de uma espingarda, *uente ao ru6ro, pelo ori2-cio anal R7a marca secreta8SW *ue se comprimiriam lentamente com uma 6ota os :rgãos sexuais e *ue, como tratamento mais suave, se torturaria alguém durante uma semana, sem a deixar dormir, nem lhe dar de 6e6er, espancando1o até deixar o corpo em carne viva 1 nem uma s: dessas pe+as teria chegado até ao 2im e todos os seus her:is teriam ido parar ao manic:mio) E não s: os her:is de (cheAhovX Due russo normal dos come+os do século e, entre os mais, *ue mem6ro do .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso poderia suportar semelhante di2ama+ão lan+ada contra o 2uturo luminosoY A*uilo *ue ainda se admitia so6 o poder de AleAsei FiAhailo1vitch e *ue /3 so6 .edro, o Brande parecia 63r6aroW a*uilo *ue nos tempos de INron podia ser aplicado a de> ou vinte pessoas e *ue /3 era completamente imposs-vel de suceder no reinado de ?atarina, isso 2oi reali>ado em pleno 2lorescimento da sociedade do nosso grande século !!, conce6ido segundo os princ-pios socialistas, *uando /3 voavam avi9es e havia surgido o cinema sonoro e a r3dio) E 2oi reali>ado, não por um criminoso isolado num lugar secreto, mas por de>enas de milhares de 6estas humanas, especialmente amestradas, so6re milh9es de v-timas inde2esas) %er3 apenas terr-vel esta explosão de horroroso atavismo, designado agora como su6ter2<gio, por 7culto de personalidade8Y &u s01lo13 tam6ém *ue, no decurso destes mesmos anos, tivéssemos comemorado o centen3rio de .uschAine, *ue sem *ual*uer vergonha tivéssemos representado essas mesmas pe+as de (cheAhov, em6ora /3

sou6éssemos a resposta a tais perguntasY Fas não ser3 mais terr-vel ainda *ue trinta anos depois nos venham di>erJ não se deve 2alar dissoX $ecordar o so2rimento de milh9es de a ?omo aconteceu ao #outor %), segundo o testemunho de A) .) =) 4 ?omo aconteceu a ^) %) () 94 A$DU'.E AB& #E BU AB pessoas é de2ormar a perspectiva hist:ricaX (ratar de desco6rir a ess0ncia dos nossos costumes é o6scurecer o progresso materialX Due se 2ale antes dos altos12ornos *ue 2oram acesos, ou dos trens de lamina+ão1, ou dos canais *ue 2oram a6ertos))) "ão, dos canais tam6ém não é conveniente 2alar))) Antes do ouro de =olima))) "ão, tão1pouco isso é conveniente) En2im, pode 2alar1se de tudo, mas desde *ue se sai6a 2a>01lo, glori2icando1o))) %er3 então incompreens-vel *ue amaldi+oemos a 'n*uisi+ãoY Acaso, além das 2ogueiras, não havia ao mesmo tempo servi+os religiosos solenesY %er3 incompreens-vel *ue não gostemos do direito 2eudalY Ve/a1se, não se proi6iam os camponeses de tra6alhar todos os dias))) E eles podiam cele6rar o "atal com vilancicosW pela (rindade as mo+as teciam coroas))) `` & car3cter excepcional *ue as lendas orais e escritas atri6uem agora ao ano @5, reside, aos olhos de muitos, na inven+ão de culpas e nas torturas) Fas não é essa a verdade, isso é inexacto) Duais*uer *ue 2orem os anos ou as décadas, a instru+ão, segundo o artigo 5Q, DUA%E "U"?A visou o esclarecimento da verdade, consistindo unicamente num procedimento su/o e inexor3velJ pegar num homem *ue se aca6ava de privar da li6erdade, por ve>es altivo, sempre impreparado, do6r31lo, introdu>i1lo num tu6o estreito, onde os ganchos da armadura lhe esga+avam os costados, onde não podia respirar, de maneira a *ue ele implorasse a gra+a de chegar , outra extremidade) E dessa extremidade, ei1lo *ue sa-a /3 pronto, como um ind-gena do Ar*uipélago, a entrar na terra prometida) R&s mais o6tusos o6stinam1se eternamente, pensando *ue pode haver essa sa-da do tu6o caminhando para tr3s)S Duantos mais anos se deixam passar sem tra+os escritos, mais di2-cil se torna reunir as testemunhas dispersas *ue se salvaram) Fas estas asseguram1nos *ue a cria+ão de 2alsos processos remonta /3 aos primeiros anos de exist0ncia dos :rgãos, tornando assim palp3vel a sua constante e insu6stitu-vel actividade de salva+ão, a 2im de *ue com a diminui+ão dos seus1 inimigos não tivessem os pr:prios :rgãos em m3 hora *ue desaparecer) ?omo se v0 pelo processo de =ossiriev@ a situa+ão da (cheAa era /3 cam6aleante em come+os de 1919) endo os /ornais de 191Q, deparei com um comunicado o2icial so6re a desco6erta de um terr-vel complot, montado por um grupo de de> pessoas *ue *ueriam Re limitavam1se ainda a DUE$E$XS i+ar ate ao telhado do hosp-cio Rve/am s: a altura *ue isto 2a>S alguns canh9es, para da- 6om6ardear o =remlin) As pessoas eram de> Rentre elas podia haver mulheres e adolescentesS, mas ignora1se *uantos eram os canh9es) E de onde vinham esses canh9esY #e *ue cali6re eramY E como 2a>01los su6ir @ .arte ', cap-tulo Q) A$DU'.E AB& #E BU AB 95 da escada até ao telhadoY E como instal31los no telhado inclinado de modo a não resvalarem ao dispararX .or*ue é *ue os pol-cias de .eters6urgo, *uando lutavam contra a $evolu+ão de Gevereiro, não puseram metralhadoras pesadas nos telhadosY))) E, contudo, esta 2antasia, antecipando as constru+9es de 19@5, era lida por toda a genteX E)acreditavam nelaX))) Evidentemente, com o tempo, vieram a demonstrar1nos *ue o

pelo 2acto de *ue se organi>a para certi2icar previamente se existem ou não 2undamentos para proceder . e o processo 2oi ar*uivadoS) "esse mesmo ano de 1941. era. instru+ão /udicial) &hX. em6ora 2osse o verdadeiro. de autoria de #al.caso 7?umi1liov8. 2a>1se esta distin+ãoJ o in*uérito di2ere da instru+ão. alarmados.rotec+ão da "ature>a) ?onhecendo1se 6em o car3cter e o am6iente dos c-rculos cient-2icos russos da época.E AB& #E BU AB por actos contra o poder soviético) A primeira pergunta deve serJ a *ue classe pertence. muito livre) "as instru+9es relativas ao terror vermelho. *ual o valor de um tal ?A%&) & ano de 1941 2icou na mem:ria de E) #oiarenAo) "a sala de admissão da u6ianAa. o comiss3rio instrutor perguntou1lheJ 7Em *ue tra6alhavaY8 1 7Era 2uncion3rio da plani2ica+ão)8 1 7Escreva uma nota so6re este temaJ & *ue é a plani2ica+ão na empresa e como se reali>a) #epois sa6er3 por*ue o prenderam)8 R"a nota ele encontraria *ual*uer pretexto a *ue se agarrar)S 'sso 2a> lem6rar o caso da 2ortale>a de =ovensAaia. no ano de 19@CX A impressão geral era *ue todos estavam presos sem *ual*uer culpa) A tal ponto não sa6iam de *ue acus31los *ue ') #) () 2oi acusado de usar um nome 2also) RE. numa carta . sem cessar) "enhuma sa6e do *ue é culpada) A impressão geral é a de *ue as pris9es são 2eitas sem motivo) Ela é a <nica em toda a sala *ue sa6eJ é uma socialista revolucion3ria) Eis a primeira pergunta 2eita por 'agodaJ 7Então. 2oi 2u>ilado todo o ?omité de %apropeliev. 2oi pura inven+ão4) "esse mesmo ano. por ser in<tilJ ela deixara de cumprir o seu o6/ectivo militar) Então. ou a deixariam em li6erdade para espi31la) Assim se criou a tradi+ão de *ue os :rgãos nunca t0m 2alhas no seu tra6alho) Due sucede então aos inocentesY))) "o #icion3rio de -ngua $ussa. VetcheAa 2a> notar *ue na (cheAa 72re*uentemente dão seguimento a declara+9es caluniosas8) %im. segundo pareceS) 9. condenaram1no a tr0s anos. em 1914) (inham decidido suprimi1 la. e não nos deixando separar da*ueles anos pela cortina de 2umo do 2anatismo. #>er/insAi. a/uda1nos a 2a6ricar este casoX Algo de AI%& U(AFE"(E %EFE ^A"(E é relatado so6re a B). A$DU'. organi>aram um 7canhoneio nocturno8 so6re a 2ortale>a. para demonstrarem a sua utilidade e 2icarem nos seus lugaresX))) Ali3s. a (cheAa de $ia>an montou um 2also processo so6re uma 7conspira+ão8 da intelectualidade local Rmas os protestos de algumas pessoas cora/osas puderam chegar ainda até Foscovo. dão entrada mulheres durante toda a noite. os o2iciais do comando.)U) de $ia>an. o seu n-vel de instru+ão Reis o caso do ?omité de %apropelievX T A)%)S. ensinaram1nos durante de>enas de anos *ue de l3 não se regressaX ] excep+ão do 6reve e premeditado movimento do ano de 19@9. apenas se conhecem relatos isolados so6re a li6erta+ão de pessoas como resultado 2inal da investiga+ão) E de resto. no ano de 1941. talve> possamos compreender. ou essa pessoa depressa seria detida de novo. pelo artigo 5Q11C)S "ão sa6endo *ue pretexto invocar. santa simplicidadeX Então os :rgãos nunca sou6eram o *ue é um in*uéritoc As listas enviadas pelos dirigentes. a mais pe*uena suspeita. o tche*uista F) K) atsis escreveuJ 7))) não procurem. documentos ou provas de *ue o acusado actuou por palavras ou 4 A) A) AAhmatova exprimiu a sua plena convic+ão acerca disso) Ela até me disse o nome do tche*uista *ue inventou este caso RK) Agranov. desde o come+o. por*ue é *ue te trouxeram para a*uiY8 & *ue *ueria di>erJ inventa tu mesma. a den<ncia de um pol-cia . *ue 2a>ia parte da ?omissão de . a sua educa+ão) Estas *uest9es determinarão o destino do acusado)8 Em 1@ de "ovem6ro de 194C. *ue tinha de *uarenta a cin*uenta 6ancos. o ponto de vista te:rico so6re a ?U .AI' '#A#E do acusado. sem 2a>er grandes investiga+9es. *ual é a sua origem. durante a instru+ão.

são inevit3veis as amea+as. *ueimavam as mãos dos presos com cigarrosW na prisão de FeteAha. os presos para dentro de um tan*ue cheio de imund-cies) Eis a rela+ão simples entre todos estes 2actos) J3 *ue é necess3rio acusar de *ual*uer maneira. o che2e da sec+ão de instru+ão da %eguran+a do Estado de &rd/oniAid>e.E AB& #E BU AB 95 %AripniAova. ap:s os interrogat:rios nocturnos. mas sim um sintoma prolongado. era utili>ado o sistema de a*uecimento da 236rica de autom:veis AF& para as celas. 6errandoJ 7A6re os olhos. sem ventila+ão. na u6ianAa Rtestemunho de Ierta BandalS. se su2ocava de calor) . paredeX8 A partir de 1941 os interrogat:rios passaram a ser. durante o dia 2echava os olhos na cela. replicouJ 7%e ela declarasse *ue a tinham tratado grosseiramente. mesma Anna 5 & artigo 9@ do ?:digo de . de 191Q. a tal ponto *ue este dese/ava nem *ue 2osse cortar a ca6e+a com um machado. empurravam.. acreditar)8 Eis o assustador rev:lver posto so6re a mesa e . com rigor. FaAhrovsAaia. mas sim. tu /3 sa6es do *ue se trataX8 Era o *ue no ano de 1945 o comiss3rio =haiAin exigia de %AripniAovaW e era o *ue no ano de 1949 exigiam de VitAovsAi) E nada mudou. o *ual expelia ora ar 2rio. havia sempre viol0ncias. inevit3vel acusa+ão) & tempo dado para a instru+ão do processo não se destinava a esclarecer o delito. ainda se poderia.or isso se .permaneceu Ierta Bandal) & participante da insurrei+ão de Karoslavl. di>endo *ue a tua tensão arterial é de du>entos e*uarenta1cento e vinte) 'ssoé pouco.. declaraJ 7& médico da prisão entregou1 nos uma nota. canalha Rela ia a caminho dos sessenta anosS) G31la1emos chegar até tre>entos e *uarenta. para o6rigar .arece *ue o poeta =liuiev esteve numa cela desse género e a. repetindoJ 7Gala. em noventa e cinco por cento dos casos. para *ue estre6uches. para c<mulo. nocturnos) "essa época utili>avam1se /3 os 2ar:is de autom:veis para encandear o acusado R(cheAa de $ia>an. e *uanto mais 2antasiosa 2or a acusa+ão mais cruel deve ser a investiga+ão. . minha v-6ora. deten+ão e desta . %telmaAhSW E em 194. Vassili AleAsandrovitch =acianov. 194@. a esgotar. contava *ue essa cela era a*uecida até ao ponto de os poros do corpo sangraremW o6servando os e2eitos através do postigo. *ue a tinham amea+ado com o 2u>ilamento. onde. nem 2racturas) Iasta *ue não te deixemos dormirX8 E se %AripniAova. sem necessidade de n:doas roxas. *ue cumpria a DU'"(A deten+ão. as viol0ncias e as torturas.s con2iss9es) E uma ve> *ue as acusa+9es eram sempre inventadas.rocesso . ") V) =r-lenAoJ Em ?inco Anos) Editora Estatal. pretendendo es*uivar1se. senão arrasto1te pelos pés e prego1te . na escuridão. %ivaAov. o vigilante irrompia. na sua maioria. o *ue não 2oi pois atri6uto do ano de 19@5.s ve>es apontado contra ti. decorrido um *uarto de século) "o ano de 1954. de car3cter geral) . extenuar e de6ilitar o preso. uma ve> *ue todos os pol-ticos eram considerados criminosos)S . de espancamentos. e o comiss3rio instrutor não perde tempo nem 2eitio a desco6rir do *ue és culpado. colocavam então o preso numa maca e levavam1no para assinar o processo ver6al) %ão conhecidos os métodos *uentes Re 7salgados8S do per-odo de 7ouro8) "a Be:rgia. p3g) 4C1) A$DU'. em 194.secreto ou mesmo de um an:nimo5 eram su2icientes para condu>ir . *ueixou1se de *ue durante os interrogat:rios a tinham o6rigado a tomar coca-na) & acusador. s: para ver o 2im mais rapidamente) J3 em b1919 o método principal de instru+ão erL o de p_r o rev:lver so6re a mesa) Assim se desenrolava não apenas a instru+ão dos processos pol-ticos como tam6ém dos 7comuns8) "o processo da Administra+ão Beral dos ?om6ust-veis R1941S a ré. Foscovo.. ora ar 2edorento) E havia uma cela revestida de corti+a.enal re>ava assimJ 7A den<ncia an:nima pode servir para instaurar um processo criminal)8 RA palavra 7criminal8 não deve causar surpresa.

no campo de trLnsito de =ui6ichiev. *ue as torturas 2oram permitidas a partir da . o engano. segundo o seu critério. outros não resistiram ao duplo regime de tra6alho no campo e aos interrogat:rios. con2orme o exigisse o seu tra6alho e o pra>o esta6elecido) Ao mesmo tempo. as simples amea+as. a extenua+ão pela priva+ão do sono e as celas de castigo não 2oram nunca proi6idasS) Fas /3 a partir do 2im da guerra e nos anos posteriores 2oram especi2icadas certas categorias de presos. sendo prov3vel *ue elas não 2ossem 23ceis de o6ter Rentretanto. através do aparelho de instru+9es individuais. guerra tam6ém torturaram evina. e so6retudo na*ueles casos em *ue havia. mas o resultado 2oi esteJ todos os cin*uenta presos. as autori>a+9es de viol0ncias e de torturas 2oram dadas ilimitadamente aos instrutores. liga+9es clandestinas. *uatro horas por dia) #epois. na 7Espada Vermelha8 e no 7(error 5 E) Buin>6urg escreve *ue a autori>a+ão para a 7aplica+ão da 2or+a 2-sica8 2oi dada em A6ril de 19@Q) V) ?halamov considera *ue as torturas 2oram permitidas em meados de 19@Q) & velho detido F1tch est3 convencido de *ue houve uma 7ordem acerca da simpli2ica+ão dos interrogat:rios e da su6stitui+ão dos métodos psicol:gicos pelos 2-sicos8) 'vanov11$a>mniA p9e em evid0ncia *ue 7por meados de 19@Q teve lugar o per-odo dos interrogat:rios mais cruéis8) 9Q A$DU'. tendo em conta a situa+ão excepcional Rhavia *ue enviar milh9es de homens para o Ar*uipélago num 6reve pra>o pré1determinado. mem6ro correspondente da Academia das ?i0ncias. o *ue não se veri2icou nas torrentes maci+as dos AulaAs e das nacionalidadesS.as aplica+9es de torturas era condicionada a 2ormalidades *ue implicavam a sua permissão em cada caso Ra *ual era o6tida 2acilmenteS.E AB& #E BU AB Vermelho8 o pro6lema de sa6er se a aplica+ão de torturas era admiss-vel do ponto de vista do marxismo) A /ulgar pelas conse*u0ncias. tinham torturado por métodos diversos. inclusive o castigo *ue consistia em s: o deixarem dormir com uma vara para apoio.rano. eles 2oram acusados de a2ixar carta>es anti1soviéticos) . para o6terem 7liga+9es8 e nomes de pessoas.assou algum tempo e comunicaram da ituLnia *ue tinham sido desco6ertos os verdadeiros culpados da a2ixa+ão de carta>es.or 2alta de pris9es na ituLnia. conseguir todos os nomes através dos *ue estavam presos) & grupo de %Airius $oualdas . se con2essaram culpados) . não se regulamentavam os tipos de torturas e era permitida *ual*uer inven+ão nesse dom-nio) Em 19@9 essa autori>a+ão tão ampla e geral 2oi impressa e exigiram1se novamente 2ormalidades escritas para a aplica+ão das torturas. na região de ArcLngel) Alguns 2oram ali torturados. a chantagem. de *ual*uer rhodo. compreendia cin*uenta lituanos) Em 1945. sendo preciso desmantel31las. nos anos 19@51@Q. E DUE ADUE E% "A#A ('"^AF A VE$ ?&F '%%&X Em 195C. $evolu+ão discutia1se a6ertamente no 7%emin3rio da (cheAa8. unanimemente.rimavera de 19@Q ) "ão existiram nunca *uais*uer limites morais e espirituais capa>es de re2rear os :rgãos na aplica+ão das torturas) "os primeiros anos a seguir . a resposta 2oi positiva. de antemão. *uanto ao ano de 19@QJ se até a. pelo 2acto de ela ter conhecidos comunscom a 2am-lia dos Aliluiev) . por exemplo. ou se considerava *ue havia. especialmente os ucranianos e os lituanos. em rela+ão aos *uais era permitido. retiravam1lhe a vara) A seguir . 2oram condu>idos para o campo *ue 2ica situado perto de VelsA. em6ora não universal) %er3 mais /usto di>er. nesse tempo. 2a>endo1os passar. encontrei1me com um ucraniano de #niepro1petrovsA a *uem.torna estranho ler agora por ve>es nas recorda+9es de antigos >eAs. aplicar uma ampla gama de torturas) Entre elas estavam inclu-dos os nacionalistas.

E AB& #E BU AB Fédia) E. ou aproximativas. mas apenas a verdade relativa) E vai da. compreendia 6em *ue os acusados estavam inocentes) Era pois com redo6rada veem0ncia. o /ui> pode muito 6em o6t01las mesmo sem documentos. a verdade esta6elecida pela instaura+ão do processo e pelo pr:prio processo não pode ser a6soluta. para sua 2irme>a moral. dado *ue para eles o sim é sim. em conse*u0ncia. en*uanto n:s. lem6rou *ue. sem sair do seu ga6inete. todos os outros. mas simplesmente relativa) Assim.deu um passo *ue os /uristas meta2-sicos não tinham ousado dar em dois mil anosJ o de *ue.a conclusão mais pr3ticaJ a de *ue é tempo perdido em vão a 6usca de provas documentais a6solutas Relas são todas relativasS e de testemunhas irre2ut3veis Relas podem contradi>er1seS) Duanto . mas tam6ém na sua intui+ão de mem6ro do . s: sou6emos dela vinte anos mais tarde. desenvolvendo1se em espiral. VichinsAi. nas suas 2or+as morais8 Risto é. como ms carrascos medievais. inteligente e mau como era. *ue ele e um 3s da dialéctica marxista como IuAharine se entregavam a reco6rir de ornamentos dialécticos as mentiras processuaisJ para IuAharine era demasiado est<pido e desopilante morrer. as dedu+9es da /urisprud0ncia de vanguarda voltaram aos pontos de vista da pré1Antiguidade ou da 'dade Q (alve> *ue o pr:prio VichinsAi não tivesse menos necessidade do *ue os seus auditores desta consola+ão dialéctica) Ao gritar da sua tri6una de procuradorJ 7Gu>ilem1 nos todos como cães raivososX8. na superioridade do homem *ue dormiu. num discurso *ue se tornou céle6re nos c-rculos especiali>ados.E AB& #E BU AB 99 de 19@5 é o da mani2esta+ão oportuna da doutrina 6rilhante de VichinsAi) Entretanto. era a mesma) E s: so6re mais um ponto é *ue VichinsAi não 2oi até ao 2im. 7apoiando1se não s: na sua intelig0ncia. para a humanidade. ao assinar uma senten+a de 2u>ilamento n:s nunca podemos estar a6solutamente convictos de executar o culpado. ele. mas s: com um certo grau de aproxima+ão. nem agora . inclusive. *ue est3 saciado e não 2oi espancadoS 7no seu car3cter8 Rou se/a.s provas relativas. e o não é nãoS. *uando come+ou a ser atacada em ora+9es su6ordinadas e em par3gra2os secund3rios de artigos de /ornal. segundo ah *ual a con2issão da culpa pelo acusado é mais importante do *ue todas as provas e 2actos) Essa pr3tica tinha1se esta6elecido nos anos 4C) Fas no ano A$DU'. de provar a sua culpaXS e para VichinsAi era mais agrad3vel sentir1se um l:gico do *ue um pati2e mascarado) 1CC A$DU'. ele deixou *ue a IA A "A "U?A continuasse a ser uma prova AI%& U(A))) Assim. os nossos procuradores e /u->es concordaram em considerar como principal prova da culpa6ilidade.s m3*uinas electr:nicas. Andrei Januarievitch Rd3 vontade de chamar1lhe /aguarievitchS. ela 2oi então transmitida apenas hierar*uicamente aos comiss3rios instrutores e aos interrogadores. provavelmente. 6aseados em certas suposi+9es num certo sentidoQ) #a. como se se tratasse de algo conhecido amplamente e de h3 longo tempo por todos) %ucede *ue nesse ano de sinistra mem:ria. sendo completamente inocente Rele "E?E%%'(AVA. retorcendo1se na aplica+ão da sua l:gica dialécticaJ por alguma ra>ão.artido. nunca é poss-vel esta6elecer a verdade a6soluta. esta 2orma de perguntar as coisas era muito mais re2inada do *ue as instru+9es de atsis) A ess0ncia. 2a>endo apelo ao esp-rito 2lex-vel da dialéctica R*ue não é permitida aos simples s<6ditos do Estado.%eria ainda inexacto atri6uir ao ano de 19@5 a 7desco6erta8. na sua vontade ou crueldadeS) "aturalmente. a con2issão do acusado9) . porém.

s cavilhas e ao empalamento) "o século !!. não o6serv3mos 1 além da priva+ão do sono 1uma completa uni2ormidade de métodos nas v3rias pris9es regionais e entre os di2erentes comiss3rios de uma mesma direc+ão1C) ^avia. e a uma consider3vel experi0ncia prisional Rhouve alguém *ue de2endeu isso muito a sério numa teseS.$&'I'#&X))) R& mesmo re>a o c:digo ingl0s dos direitos. de resto))) E. 2racturar a coluna verte6ral e. ainda. recorria a meios dram3ticos. %taline devia guardar a sua auréola pura e angélica) .or isso é1se levado a pensar *ue não existia uma lista de torturas e de vilanias distri6u-das em letra impressa aos comiss3rios instrutores.odia ter lugar uma explosão imprevista. e. a ingénua 'dade Fédia. com o pagamento a do6rar pelas horas nocturnas e prémios pela instru+ão em pra>os redu>idosW e advertia1 se tam6ém *ue o comiss3rio *ue não desempenhasse 6em a sua tare2a))) #esse modo. para arrancar as dese/adas con2iss9es. a experi0ncia podia decorrer di2erentemente do *ue com material discreto) . 7aprendendo1 se com os de vanguarda8W reconhecia1se 7o interesse material8. se tornava supér2lua e pesada) E. e esse era um caminho in2al-vel) "a verdade. algo de comum na pre2er0ncia dada aos meios denominados suaves R/3 veremos em *ue consistiamS. reconhecem1se *ue uma concentra+ão de meios tão aparatosos. deixar vest-gios no seu corpo) . enviasse ao tri6unal um n<mero determinado de patos *ue tivessem con2essado) E simplesmente Rpor via oral. *ue *ue6rantam a vontade e a personalidade do preso sem. a divulga+ão universal do segredo) Em *ual*uer caso. o che2e 2icaria sempre limpo perante %talineJ não havia dado indica+9es directas para torturarX E ao mesmo tempo tinha assegurado as torturasX ?ompreendendo *ue os superiores tomavam precau+9es. pelos vistos.*ueles *ue deixavam vest-gios demasiados evidentes. mas com 2re*u0nciaS *ue todas as medidas e meios eram 6ons. tratando1se de uma aplica+ão em massa. mas *ue se exigia apenas *ue cada sector de instru+ão.E AB& #E BU AB 1C1 pelos métodos mais suaves. uma 2ractura geol:gica ou. tais comoJ va>ar um olho. roldana. encher o corpo de n:doas negras) Eis por*ue. . arrancar uma orelha. %taline não podia estar a6solutamente seguro do seu 0xito) ?om um material gigantesco. pelo menos.Entretanto. .rovavelmente. havia ainda uma circunstLnciaJ como sempre. de resto. ao assador. num pra>o 2ixo. ?onstitui+ão dos Estados UnidosJ 7E proi6ido 2a>er declara+9es contra si pr:prio)8 E . %taline não dissera a <ltima palavra e os seus pr:prios su6ordinados deviam adivinhar) Ele reservava para si um 6uraco de chacal a 2im de poder dar um passo atr3s e escrever A Vertigem dos nxitos) Era a primeira ve> *ue a tortura plani2icada de milh9es de homens era empreendida na hist:ria da humanidade e. gra+as ao progresso da medicina. com toda a 2or+a do seu poder. contudo. parte dos comiss3rios instrutores Rnão a*ueles *ue com exalta+ão se deleitavamS iam come+ando ?ompare1se com o *uinto aditamento . no século !V'')S A$DU'. se num *ual*uer departamento regional da ")=)V)#) houvesse um 2racasso. medida da sua intensi2ica+ão. em 19@5. contudo. procuravam es*uivar1se . uma ve> *ue visavam um o6/ectivo elevadoJ *ue ninguém pedia contas a um comiss3rio pela morte de um réuW *ue o médico da prisão deve intervir o menos poss-vel no decurso da instaura+ão do processo) . organi>ava1se um intercLm6io amig3vel de experi0ncias. roda. os limites reais do e*uil-6rio humano são muito estreitos e era completamente desnecess3rio lan+ar mão da roldana ou do assa1dor para p_r 2ora de si uma pessoa comum) (entaremos enumerar alguns dos métodos mais simples. impressionantesJ . .

como 6olchevi*ue. re2inadamente. um /oelho so6re o outro) R amento não poder inserir a*ui uma das suas 2rase>inhas)S 4) ?ho*ue provocado pelo contraste psicol:gico) Assim. é assinares /3)8 (udo muito l:gico) E todos a*ueles *ue concordam e assinam são muito sensatos))) *uando se trata apenas deles pr:prios) Fas raramente sucede assim) E a luta é inevit3vel) &utra variante é a persuasão dirigida a um mem6ro do . 2a>endo amea+as com o pisa1papéisJ 7AhX pati2eX Vais apanhar bnove gramasb na nucaX8. a*ui na prisão. este é um método muito e2icienteS) &utra varianteJ a alternLncia de dois comiss3rios. deve decidirJ poderia admitir *ue o .artido se/a culpado distoY &u o poder soviéticoY8 17"ão. com descaro. chegar3s ao extremo de perder a sa<de) En*uanto num campo de tra6alho ter3s ar. lu>))) & melhor para ti. com o rosto contra o chão. voc0 mesmo. de nature>a sens-vel) ?onhe+o dois casos. e outro *ue se mostra simp3tico.or*ue. so6 o grosso pavimento de vidro da rua R*ue era um antigo arma>émS.ara *u0 6rincar ao gato e ao ratoY #epois de estar entre outros processados.?ome+aremos pelos métodos ps-*uicos) . *ue cederam unicamente com palavr9es) "o caso de um deles Rem IutirAi. como se as unhas terminassem em agulhas. os presos. e as suas mãos avan+avam como se 2ossem agarrar os ca6elos. ocorridos com religiosos.or*ue é *ue desde o seu aparecimento os :rgãos tiveram pre2er0ncia pela noiteY . tinha sido extremamente am3vel. estes métodos t0m uma 2or+a terr-vel e mesmo ani*uiladora) E mesmo para os *ue t0m convic+9es tão1pouco são 23ceis) 1) Ve/amos em primeiro lugar as noites) . naturalmenteX8. su6itamente. como os mu+ulmanos nas suas preces. o preso /3 assimilou a situa+ão geral) E o comiss3rio di>1lhe em tom displicente e amig3velJ 7(u pr:prio compreendes *ue. e. o instrutor levantou1se. apressa1se a responder o director de um centro de produ+ão de linho) 7Então tenha coragem e assuma as suas responsa6ilidadesX8 Ele assume1asX 1C #i>1se *ue as torturas em $ostov do #on e em =rasnodar se destacavam pela sua crueldade. sucum6indo ao contraste. cru>ando. com um tratamento pelo nome ou pelo so6renome. a instaura+ão do processo era dirigida por uma mulher) #e in-cio. ela o mimoseou. até *ue o encarregado de os levar lhes tocasse no om6ro e os condu>isse ao interrogat:rio) AleAsandrovna não tinha 2eito as . na cela.E AB& #E BU AB @) 'nsultos grosseiros) E um método pouco complicado. antes do interrogat:rio. mas *ue pode ter e2eitos seguros so6re pessoas educadas. ou parte dele. um *ue nunca amea+a e atormenta. as mudan+as repentinasJ todo o interrogat:rio. ele cansava1se de elogi31la. eram metidos v3rias horas no corredor.)U). mas isso não est3 demonstrado) 1C4 A$DU'. de todos os modos. disp_e1se a reconhecer e a assinar ao segundo.ara os patinhos *ue nunca se haviam preparado para os so2rimentos prisionais. sem sa6er *ual ir3 encontrar. durante a noite. pois.artidoJ 7%e no pa-s h3 car0ncias e até 2ome. sendo proi6idos de levantar a ca6e+a e de 2a>er o m-nimo ru-do) Assim. a aproximar1se Rcontra as mulheres. tornando1se mais male3vel) 4) A persuasão em tom de 2ra*ue>a) E a coisa mais simples) . de $ostov Rn<mero trinta e tr0sS. arrancando violentamente ao sono Re mesmo ainda não martiri>ado pelo sonoS. di>endo como ela era am3vel) Fas um dia voltou aturdido e durante muito tempo recusou1se a repetir as palavras com *ue. em 1944S. 2icavam deitados. sendo 2eita toda a espécie de promessas) #epois. inclusive o *ue não 2e>) ) 5) ^umilha+ão prévia) "as céle6res caves da B). delicadas. o preso não pode manter o e*uil-6rio e guardar a lucide> como de dia. *uase cordial) & interrogado treme de cada ve> *ue entra no ga6inete. ser3s condenado) Fas se op9es resist0ncia.or*ue é *ue o essencial do desmoronamento das almas tem lugar de noiteY .

medo de *ue não o RaS deixem sair ho/e.)os cordeiros. ainda se podem encontrar. mas continuava a 2a>er perguntas. mentira.ouco. como aviso) Ele Rou elaS t0m ainda muito *ue perderW ele Rou elaS t0m medo. ?asa Brande. de =1rasnogorsA.E AB& #E BU AB 1C@ 2icava pertur6ado e assinavaX Duanto a ela. no decurso do interrogat:rio. na sala de entrada.enal e o menos *ue 2a>em no in-cio do interrogat:rio é mostrar1lhe uma 2olha escrita.declara+9es necess3rias na u6ianAa) Goi trans2erida para e2ortovo) Ali. ir3s para um lugar suave. para evitar esses perigos. a pena é de dois anosS e. naturalmente. ou para %uAhanov Rno caso de se estar em e2ortovoS e l3 não 2alarão assim contigo) &ra tu /3 est3s acostumadoJ nesta prisão o regime parece ser A%%'F1A%%'F. para ele isso ser3 pior))) Voc0 deita1o completamente a perder Rcomo é *ue uma mãe pode ouvir istoY11) %: com a assinatura desse RimpingidoS papel voc0 pode salv31lo8 Rperd01loS) . est3 disposto a 2a>er todo o género de declara+9es e de concess9es) Ela. é o método ideal para exercer in2lu0ncia so6re os 2amiliares do preso. na região de Foscovo Rsegundo me comunicou ') A) . por negar1me a 2a>er declara+9es outros cinco)))8 R"a realidade. entrou /3 em ac+ão outro método. a *ue recorrerão constantementeJ Q) A mentira) ":s. a rir1se e a comentar a 2igura dela) Ga>endo1se um in*uérito. a pena não excede tr0s mesesS) A*ui. uma vigilante mandou1a despir1se. sendo muito variado) E acompanhado 2re*uentemente de sedu+ão e promessas R2alsas. levou1lhe a roupa e 2echou1a nua num *uartinho) ogo vieram vigilantes do sexo masculino *ue se puseram a mirar pelo postigo. por agora. medo da con2isca+ão dos seus 6ens. apanharei cinco anos de prisão8 Rna realidade.erdemos até /3 o h36ito de perguntarJ 7Due lhe pode suceder por mentirY8 Ele pode colocar ante n:s tantos depoimentos 2alsos *uantos *uiser. depoimentos so6re muitos outros casos) & o6/ectivo é sempre o mesmoJ criar no acusado um estado de a6atimento) . *ue torturas te esperamY E depois a trans2er0ncia))) "ão ser3 melhor cederY8 A intimida+ão age per2eitamente so6re todo a*uele *ue ainda não 2oi preso. com uma cita+ão 2alsa do c:digoJ 7Eu 2ui advertida de *ue. como se 2osse do regulamento. não corria *ual*uer risco pois tinha uma pistola e a campainha) 5) 'ntimida+ão) E o método mais 23cil de utili>ar. como se nada sucedesse. andava pelo ga6inete e aproximava1se do preso conseguindo *ue ele cedesse nas declara+9es) (alve> *ue se tratasse de uma necessidade pessoal dela. não conhece o ?:digo . mas sim chamado . segundo o artigo 95. com a assinatura imitada dos nossos 2amiliares e amigos 1 e isso ser3 apenas um modo re2inado de interrogat:rio) A intimida+ão.) Fétodos *ue levam o preso a desconcertar1se) Eis como G) ') V). chamados como testemunhasJ 7%e voc0 não 2i>er as declara+9es R*ue eles exigemS. naturalmente. 2a>endo strip1tease. diante dele. mas se te o6stinares apanhar3s vinte e cinco anos de tra6alhos 2or+ados su6terrLneos e ser3s algemadoX8 'ntimida1se tam6ém o acusado com outra prisão piorJ 7%e te manténs renitente enviamos1te para e2ortovo Rno caso de se estar na u6ianAaS. não podemos mentir. da sua casa) Ele.)S. evidentementeS) Em 1944J 7Voc0 não *uer con2essarY (er3 de ir para %olovAi) ":s pomos em li6erdade a*ueles *ue con2essam)8 Em 1944J 7#epende de mim indicar para *ue campo te enviam) &s campos são di2erentes uns dos outros) Agora temos campos de tra6alhos 2or+ados) %e 2ores sincero. mas o comiss3rio mente constantemente e todos estes artigos não se re2erem a ele) . 2oi interrogado) A investigadora. por 2also testemunho. despia1se pouco a . en*uanto l3. ou talve> de um 2rio c3lculoJ o preso é *ue A$DU'. aliada . sedu+ão e . segundo o artigo 94.

s da sua mulher. os 2amiliares mais chegados podiam.E AB& #E BU AB 9) & /ogo com a a2ei+ão .elos corredores da . sem 2alsi2ica+ão.renderemos a sua 2ilha e /unt31la1emos . mas ordenaram1lheJ 7"ão)levante a ca6e+a.s ve>es trata1se de um disco com uma vo> 7tipo esposa8.s si2il-t-casX8 Uma mulherX))) A amea+a de prisão pode a6ranger todos a*ueles *ue voc0 ama) ]s ve>es. em *ue ela se declarava culpada. escutaX8 E2ectivamente. podiam.ol-cia de %eguran+a do EstadoX . recusar1se a 2a>er declara+9es) Fas se as 2i>essem na instru+ão preparat:ria.erdeu1a com a sua o6stina+ãoX J3 est3 presaX RFas ela 2oi chamada apenas para uma 2ormalidade sem importLncia. se*uer. deram1me a depoimentos e apoderou1se de mim uma sensa+ão de n3usea espiritual) #e *ue podia eu orgulhoYX)))8 (am6ém experimentei o mesmo *uando me rea6ilitaram. por exemplo. tam6ém a*ui n:s não conseguimos separar de 2orma precisa os métodos ps-*uicos dos 2-sicos) &nde incluir. mas não . mas o seu destino depende da tua sinceridade) E estão a interrog31la na cela cont-gua.s torturas da 2ilha))) Em 19@C.E AB& #E BU AB 1C5 #a mesma maneira *ue. o simples instinto humano *ue consiste em /usti2icar1se e de2ender1se de 2alsas acusa+9esX Gicamos 2eli>es *uando conseguimos tomar so6re n:s toda a culpaX14 Agora ela di>J 7&n>e anos depois. regra geral. na nature>a. deixaram1na passar pelo corredor. e muito mais através de uma paredeW mas voc0 tem os nervos tensos. numa manhã. o comiss3rio Boldman extor*uiu de V) A) =orneieva declara+9es contra outras pessoas. e. uma diversão como a *ue se segueY . lha mostram através de uma porta envidra+adaX ?omo ela vai silenciosa. então. pois de outra maneira não sai da*uiX8S &u então dão1lhe a ler uma carta dela. a comiss3ria instrutora $imalis 2a>ia a seguinte amea+aJ 7. Boldman come+ou a escrever uma outra variante. não est3 nas condi+9es de um peritoW . emprega1se acompanhamento sonoroJ 7A tua mulher /3 est3 presa. pode 2a>er1se *ue6rar mesmo o homem mais intrépido Rcomo est3 pro2eti>adoSJ 7& inimigo do homem é a 2am-liaX8 $ecordemos a*uele t3rtaro *ue a tudo resistiuJ . soprano ou contraltoJ invento registado de alguémS) Fas eis *ue.11 %egundo as cruéis leis do 'mpério $usso. e unicamente ela) =orneieva assinou com alegria e uma sensa+ão de vit:ria moral) "ão conservamos. não me 2a>es 2altaX8 R#eve haver esposas *ue escrevem cartas assimW por *ue ra>ão não as haveria no nosso pa-sY $esta1te unicamente decidir em tua alma e consci0ncia se se trata. do outro lado da parede vem um choro acompanhado de gritos de mulher Reles são todos parecidos. =orneieva nada temia por si. nenhuma classi2ica+ão tem compartimenta+9es r-gidas. exactamente com a sua letraJ 7A6andono1teX #epois das in2Lmias *ue me contaram a teu respeito. so6 esta amea+aJ 7?on2iscamos1te a casa e pomos na rua os teus velhos)8 ?onvicta e 2irme na sua 2é.s suas torturas e . de 2acto.s pessoas mais chegadas) Gunciona excelentemente so6re os acusados) Esta é mesmo a mais e2ica> das intimida+9es) #esse modo. retir31las e impedir *ue 2ossem utili>adas no /ulgamento) & conhecimento ou parentesco com o delin*uente não eram. considerados como provaX))) ?oisa estranha))) 1C4 A$DU'. da tua esposa)))S Em 1944. inclinando a ca6e+aX %imX E a sua mulherX . durante o per-odo das rea6ilita+9es. no minuto com6inado. estava disposta a so2rer) Fas as amea+as de Boldman eram completamente veros-meis segundo as nossas leis e ela atormentava1se pela sua 2am-lia mais chegada) Duando. por sua vontade. ao ouvir trechos A$DU'. a *uarta. depois de ter repelido e rasgado v3rios depoimentos durante a noite.

mãos atr3s das costasX8 evaram1no para 2ora da cela. cela) ogo *ue se sentou na tarim6a ouviu1se o ru-do do cadeadoJ 7(che6otariovX Ao interrogat:rioX Fãos atr3s das costasX8 E..2i*ue emparedada para toda a vidaX "unca passou por nada semelhante. de paredes 6rancas Reis a aplica+ão da electricidade economi>ada pelos estudantes e pelas donas de casaXS As p3lpe6ras do preso in2lamam1 se.) Duando as 6oxes escasseavam. e. é encerrada. ao ga6inete do investigador) & *ue o levou saiu) Fas o investigador. *ue não me havia sa-do malY))) 1C. outras ve>es . /untamente com um colega instrutor. numa caixa. os investigadores tam6ém *uerem divertir1se.E AB& #E BU AB interior. sentada num 6anco.s escuras e onde s: pode manter1se de pé apertada contra a porta) E guardam1na ali durante v3rias horas. considerando.ara uma pessoa extenuada. então. est3 disposta a explicar1se. agarrou no tele2oneJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 evaram1no e condu>iram1no . e *ue. mantiveram Elena %trutinsAaia durante seis dias no corredor. perde o ouvido) Fas este não é um método econ:mico) %implesmente. distLncia de uns seis ou oito metros. condu>indo1o rapidamente pela escada. um meio dia ou um dia inteiro) ^oras de completa incerte>aX (alve> a. A$DU'. não ca-sse e não se levantasse) %eis diasX Experimente1se 2icar assim sentado durante seis horasX . o6riga1se a 2alar em vo> muito alta e a repetir tudo) .s ve>es. voltam1se para o acusado os pro/ectores do escrit:rio) 14) &utra inven+ão) "a noite do 1)O de Faio de 19@@. 2a>em1se dois alti2alantes de papelão e. não dormisse. então. levada pelo 0lan do seu movimento dos depoimentos anteriores so6re mim pr:pria) #o6rei1me e como *ue me tornei outra) Agora não me reconhe+o) ?omo pude assinar isso. eis como se procediaJ na sec+ão da ")=)V)#) de "ovo (cherAass. mas condu>ido durante todo esse tempo ao interrogat:rioJ 7Gulano de tal. com a monotonia do tra6alho. aproximando1se do preso. o *ue é muito doloroso) E. isso não é 23cil) &u. cada um inventa e 2a> o *ue pode) 11) As c:cegas) E tam6ém uma diversão) Amarram1se ou apertam1se os 6ra+os e as pernas do preso e 2a>em1se1lhe c:cegas no nari> com uma pena de p3ssaro) & preso torce1se e tem a impressão de *ue lhe estão a per2urar o cére6ro) 14) Apagar o cigarro na pele do preso Rprocesso /3 mencionado antesS) 1@) & método luminoso) #eixa1se uma lu> eléctrica intensa acesa durante vinte e *uatro horas na cela ou depend0ncia onde o preso est3) Uma lLmpada demasiado 2orte para uma depend0ncia pe*uena. e nem pode aperce6er1se de nadaX Essas primeiras horas decorrem *uando tudo dentro dela est3 ainda envolto nas 6rumas de um torvelinho espiritual *ue ainda não se acalmou) Uns deixam1se a6ater pelo desLnimo 1 e é o momento do primeiro interrogat:rioX &utros irritam1se. e sem se*uer o deixar sentar no 6anco. cometer uma imprud0ncia 1 e ser3 mais 23cil organi>ar1lhes o processo) 1.1C) Fétodo sonoro) ?oloca1se o réu . sem lhe 2a>er uma s: pergunta. . grita1se1lhe aos ouvidosJ 7?on2essa. umas ve>es com lu> e com espa+o para sentar1se. e isso é ainda melhorJ vão o2ender o investigador. logo nos primeiros passos do seu encarceramento. l3 em cimaJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 "a generalidade dos casos os métodos de pressão podem come+ar muito antes de se chegar ao ga6inete do investigador) 15) A prisão inicia1se pela 6ox. de maneira *ue ela não pudesse apoiar1se em nada. ainda por cima. *ue é uma espécie de co2re ou arm3rio) A pessoa *ue aca6a de ser detida.)U) de =ha6arovsA. não interrogado durante do>e horas. e. (che6otariov 2oi. pati2eX8 & preso ensurdece. no ga6inete do investigador. na B). a discutir e a lutar.

tendo /3 o Lnimo *ue6rantado. em BoroAhoviets. mantendo1se de pé entre um interrogat:rio e outro Rp9e1se um vigilante de guarda. %amuliov. *ue se encarregava dissoS e ordenava1se1lhe *ue cavasse.atri:tica) "essa 2ossa. ou seriam as situa+9es similares de acampamento *ue condu>iam . durante a Brande Buerra . como as de la6orat:rio. *uando tudo ainda 2ervilha dentro de si) #ecorreria isso acaso das instru+9es gerais dadas a todas as sec+9es especiais do Exército Vermelho. simplesmente. e parecia *ue em torno era tudo deserto1@) "esse deserto. mantendo o dorso aprumado) "o ga6inete do comiss3rio ou no corredor pode 2or+ar1se o preso a 2icar nessa posi+ão durante do>e. durante longas horas. sem nada explicar ao detido. com as medidas exactas. o6rigar o preso a permanecer de pé15) . s: isso) ExperimentemX 15) %egundo as condi+9es locais.)a #ivisão Fotori>ada de Atiradores. estava de preven+ão no deserto da Fong:lia. de tr0s metros de pro2undidade e dois de diLmetro. um hércules *ue era pugilista. dormir e distrair1se. ordAipanid>e do6rou1se a este) 'sto signi2ica *ue ele tem um e2eito positivo so6re os *ue são altivos))) 19) &u então. para prestar declara+9es) 1Q) &6rigar o preso a p_r1se de /oelhos 1 não em sentido 2igurado. mais . como sucedia nos campos militares. pois tem o sistema 6em organi>adoJ /unto da pessoa a/oelhada é posta uma sentinela e as sentinelas rendem1se 14) A *uem é conveniente colocar assimY ]*ueles *ue. vinte e *uatro e até *uarenta e oito horas) R& mesmo comiss3rio de instru+ão pode ir a casa. se o preso . durante o interrogat:rio.ara *u0 despender es2or+os com torturasY & rancho era composto de cem gramas de pão e de um copo de 3gua por dia) & tenente (chulpeiov. a sua sepultura Risso era /3 um cru>amento com os métodos psicol:gicosXS) Duando o preso /3 tinha 2eito um 6uraco *ue A$DU'. e *ue. 2a>iam1lhe chegar tre>entos gramas de pão e 3gua) 'magine1se alguém nessa situa+ão. mesmo . ampla di2usão deste métodoY "a @. mas de modo *ue não caia e *ue o 6ordo do assento lhe provo*ue uma pressão dolorosa durante todo o interrogat:rio) E não lhe permitem. por ve>es de6aixo de chuva) A 2ossa era para o preso a cela e a retrete) E. de vinte e um anos de idade. a 6ox pode ser su6stitu-da pela 2ossa da divisão. sem se lhe 2a>er *ual*uer outra tortura) . o comiss3rio urinou1lhe no rostoX E *ue sucedeuY (endo resistido a outros métodos. 2renteXS. mas realJ de /oelhos e de tal modo *ue não se sentasse so6re os calcanhares. *ue se mexa) %: issoY %im. 2icando assim muito dormentes) 'sso chega a durar de oito a de> horas) &u então. pela primeira ve>. de maneira a *ue os pés não cheguem ao solo. metia1se o preso durante v3rios dias. 6eira Rmais ainda. mandava1se1lhe parar. aca6ado de ser preso. *ue participou nos com6ates de =halAhine1Bol. o *ue tam6ém extenua e *ue6ranta) . mantinha1se o preso nu. da seguinte 2ormaJ no extremo do assento.E AB& #E BU AB 1C5 ultrapassava a sua cintura. se inclinam a ceder) E é 6om p_r assim as mulheres) 'vanov1$a>umniA descreve outra variante desse métodoJ tendo posto o /ovem ordAipanid>e de /oelhos.?omo variante. *uando o preso est3 /3 6em o6servado. o *ual impede o preso de se apoiar nas paredes e.ode1se deix31lo de pé s: durante os interrogat:rios.ode1se 2a>01lo sentar nos interrogat:rios. em 1941. manda1se sent31lo numa cadeira vulgar. so6 um céu a6erto. metia1se1lhe uma p3 nas mãos Rera o che2e da %ec+ão Especial. so6 o a6rasador sol da Fong:lia e so6 o 2rio nocturno. pode igualmente manter1se o preso sentado numa cadeira alta. esteve assim UF Fn%) Ao ca6o de de> dias estava cheio de piolhos) Ao 2im de *uin>e dias 2oi chamado. 2a>endo1o sentar1se no 2undoJ a ca6e+a do preso /3 não se via) Uma sentinela 2icava de guarda a v3rias dessas covas. através de uma corda.

*ue todas as medidas precedentes estão ligadas . um dia inteiro de pé 6asta para *ue uma pessoa 2i*ue sem 2or+as e declare o *ue se dese/a) 4C) #urante todo o tempo em *ue o preso 2ica de pé Rtr0s.s pessoas a/oelhadas) Agora. assinou desse modo um documento. e por isso não se lhe permite dormirX8 .riva+ão do sono. permanecendo de guarda . como se diante da vista alguém 6randisse um 2erro incandescente) A l-ngua incha1se devido . . nem se*uer motivo de *ueixas. por 7tortura da est3tua8) R") dos ()S 1CQ A$DU'. com um pe*ueno ori2-cio para a ca6e+a e para introdu>ir a alimenta+ão) Um guarda andava por entre os 6a<s) 14 . um curso de soldadura a electricidade) 15 B) F) . inseria uma gravura de um c3rcere mongol em *ue se via cada preso encerrado no seu 6a<.)')#)E) e da #)B)%).or ve>es. pois a mo+a pode recostar1se. em ve> de p_r o preso de pé. supremo re2inamento. re2rescam salutarmente o cére6ro) A pessoa 2ica semi1inconsciente. lu> intensa. experimentar intervalos de lucide>. grande perda de sangue) %ecam1se as mem6ranas dos olhos. e dava1lhe pancadas cada ve> *ue ele 2echava os olhosS) Eis como uma vitima descreve Rantes disso.or*ue h3 *uem tenha come+ado os seus anos de /uventude precisamente assim. ou totalmente inconsciente. en2im. *ue predispunha especialmente ao sono Ro guarda de plantão sentava1se ao lado do divã. . em Funi*ue. Kup Ashen6renner. tam6ém. certamente. a2irmando *ue tra6alhava numa cLmara de g3s) %omente no campo. tam6ém não dormiram8 Rmas de dia. de regra da seguran+a do Estado. cinco diasS ha6itualmente não se lhe d3 de 6e6er) (orna1se cada ve> mais clara a com6ina+ão dos métodos psicol:gicos e 1@ 'sto era. um estrangeiro *ue não sa6e russo e a *uem dão algo a assinar) Um 63varo. provar *ue nessa época 2re*uentava. na p3g) 41Q. *uatro. devido . em 1945. incerte>a 1 *ue longe 2icam as torturas medievais`XS turva o racioc-nio. *ue6ra a 2or+a de vontade. lhe d3 pontapés e o levantaS) ]s ve>es. sede e pica como um ouri+o ao mais leve movimento) &s espasmos da degluti+ão parecem cortar a garganta15) A priva+ão do sono é uma 2orma superior de tortura e não deixa a6solutamente nenhuns vest-gios vis-veis. ao pavor e . conseguiu. *ue 'magine1se. tal como voc0. entre n:s) nos tempos da . mesmo *ue irrompa amanhã uma inspec+ão imprevista1Q) 7"ão lhe permitiram dormirY Fas isto a*ui não é uma casa de repousoc &s 2uncion3rios.dorme ou cai.ode di>er1se *ue a priva+ão do sono passou a ser um meio universalmente utili>ado pelos :rgãos. sede. tortura *ue não era avaliada na 'dade Fédia na sua /usta medidaJ não se conhecia a estreite>a dos limites do diapasão em *ue o homem conserva a sua personalidadeW a priva+ão do sono Rligada ainda por cima . de triste mem:ria. sentavam1no num divã macio. e o homem perde a no+ão do seu eu) R'sso 2a> lem6rar a narrativa de (cheAhovJ 7Duero dormir8W mas a. pelos vistos.tudo é muito mais 23cil. de maneira *ue se torna /3 imposs-vel levar a mal as suas declara+9es1. priva+ão do sono) 41) .))) & argumento eraJ 7Voc0 não é sincero nas suas declara+9es. tinha passado um dia na 6ox dos perceve/osS as suas sensa+9es depois da torturaJ 7%ente1se um cala2rio. t0m /3 gal9es e os seus 2ilhos são /3 adultos) 15 Fétodo designado. por um minuto *ue se/a. tendo passado mesmo da categoria de tortura .E AB& #E BU AB 2-sicos) ?ompreende1se. pois revelou1se um método mais 6arato. os *uais. manuten+ão de pé. eles des2orraram1seXS . de inspira+ão mong:lica) A revista "iva de 15 de Far+o de 1914. em tal estado de pertur6a+ão.

desde o to*ue de alvorada até . ele rece6eu1a 3s gargalhadas. 2echar os olhosS) E os interrogat:rios mais importantes são 2eitos de noite) E algo de autom3ticoJ a*uele a *uem est3 a ser instaurado o processo não tem tempo de dormir. nem mesmo. caem em cima dele os 2amintos insectos) #e come+o. a tarim6a é recolhida na parede durante o diaW noutros. torturaram assim %) A) (che6otariovJ encerraram1no nu num nicho de cimento. considerando1a uma misti2ica+ão) A$DU'. uma doen+a para toda a vida) &s cala6ou+os apresentam variantesJ a humidade ou a 3gua) J3 depois da guerra. durante cinco dias da semana Rnas noites de s36ado para domingo e de domingo para segunda12eira os pr:prios comiss3rios de instru+ão procuram descansarS) 44) Extensão do processo precedenteJ a cadeia rolante dos investigadores) "ão s: não te deixam dormir.)U) de =ha6arovsA. na B). 2alta de espa+oS durante tr0s a cinco dias Rs: ao terceiro lhe servem rancho *uenteS) "os primeiros minutos pensa para si mesmoJ 7"ão resistirei se*uer uma hora)8 Fas por uma espécie de milagre.E AB& #E BU AB 1C9 permitia prescindir de sentinelas especiais) Em todas as pris9es onde se procede . *uando o viram. 3gua 2ria R*ue p3gina de antologiaX)))S. gota a gota. a cela parece sempre um para-so) "o cala6ou+o. *ue *uando uma comissão entrou na cela do ministro da %eguran+a do Estado. como se compreende) 11C A$DU'. nem voltar a ca6e+a) Fais aindaJ come+ou a cair. ca2e-na e massagens no corpo) Fas demorou muito a lem6rar1se como tinha ido ali parar e o *ue lhe havia sucedido na véspera) #urante todo um m0s 2icou inutili>ado mesmo para os . de tal 2orma *ue não podia do6rar os /oelhos. "U"?A se 2i>era. /3 preso em 195)@. *ue 2osse. as2ixia11se com o seu cheiro e. os cala6ou+os são sempre pioresW uma ve> l3. o caso é *ue o preso desmaiou e. talve>.s ve>es s: em cuecas. nem erguer1se.Entretanto. mas apenas os corredores. contraindo. o homem 2ica extenuado pela 2ome e ha6itualmente pelo 2rio Rem %uAhanovAa h3 cala6ou+os escaldantesS) Assim. /3 re2erida) "um escuro arm3rio de madeira criaram1se centenas de perceve/os. ou não. ao menos. milhares talve>) (ira1se o casaco ou a 6lusa ao preso. estando sentado. derramando1se1lhe pelo corpo em regueiros) "ão comunicaram a (che6otariov. e . ao 2im de algumas horas. hora de deitar Rem %uAhanovAa e noutros c3rceres. os cala6ou+os de e2orto1vo não são /amais a*uecidos. B) Facha 2oi mantida no cala6ou+o da prisão de (chemovits duas horas descal+a com 3gua gelada até aos torno>elosJ 7?on2essaX8 REla tinha de>oito anosW como davam pena as suas pernas e *uanto tempo teria ainda de viver com elasXS 45) #ever1se13 considerar como uma variante do cala6ou+o o encerramento de pé num nichoY J3 em 19@@. mas durante tr0s ou *uatro dias és interrogado ininterrupta e alternadamente por comiss3rios *ue se reve>am) 4@) A 6ox dos perceve/os. A6aAumov. *uanto a ele. é despido e deixado em roupa interior. e ao longo destes os vigilantes de guarda A"#AF de um lado para o outro com 6otas de 2eltro e casacos 2orrados de algodão) & preso. ainda. ele estava como morto. no dia seguinte.E AB& #E BU AB *ue isso iria durar apenas vinte e *uatro horas) . instru+ão não se pode dormir um minuto se*uer. a)pessoa ali 2ica os seus cinco dias. provindos das paredes e do tecto. não é permitido deitar1se. o preso luta desesperadamente contra eles.or terr-vel. nem endireitar os 6ra+os. deixa1se sugar) 44) &s cala6ou+os) . esmagando1os contra si mesmo e contra as paredes. uma inspec+ão era de tal modo impens3vel. en2ra*uecido e resignado. s: tendo recuperado os sentidos no leito do hospital) Voltou a si com amon-aco. mata1os. e logo.or muito mal *ue se este/a na cela. devendo permanecer im:vel Rdevido .

*uando o investigador d3 pontapés nas t-6ias. assinara o papel.s 2atias em diagonal Risso parece não ter importLncia. não 6e6eu vinho. de *uatrocentos e cin*uenta gramas em 1945. isto é. 1de #niepropetrovsA. o elemento 2ome. não o deixavam comer. malhetes e sacos de areia) E muito doloroso *uando 6atem nos ossos. /3 mencionada entre os e2eitos com6inados) "ão é assim um meio tão raro. nem 6e6er Rao lado estava um /arro com 3guaS.) A 2ome. um meu conhecido. preso com (che6otariov. é universal) Fas existe uma utili>a+ão re2inada da 2omeJ por exemplo. assim como a utili>a+ão da noite. onde o osso est3 mais . tudo isso é utili>ado a6solutamente com todos. continuam a doer1me todos os ossos e a ca6e+a)8S Ao recordar o *ue ele e outros relatam. o comiss3rio instrutor %oAolov colocava diante dele uma panela)de 6orche. o e2eito *ue 2a> um s: copitoX Duanto mais uma canecaXS 45) & espancamento sem deixar vest-gios) Utili>am1se matracas de 6orracha. a despeito das insist0ncias do investigador Re este não o podia 2or+ar muito. levaram comida a (che6otariovJ 6orche ucraniano.E AB& #E BU AB 111 em sil0ncio. por*ue isso estragava o /ogoS) #epois da re2ei+ão disseram a (che6otariovJ 7E agora assina as declara+9es *ue 2i>este diante de duas testemunhasX8. cheio de gordura. em estado de agrad3vel em6riague>. e ao longo de de>asseis anos. 2eudal. dado *ue é o produto de muitas com6ina+9es) Gecharam1no durante setenta e duas horas no ga6inete do investigador e a <nica coisa *ue lhe permitiam era ir . Vindo a ser 2u>ilado) R. nem dormir) "o ga6inete encontravam1se sempre tr0s investigadores) (ra6alhavam em tr0s turnos) Um escrevia todo o tempo Rem sil0ncio e sem in*uietar em nada o presoXS. o6ter a con2issão do preso através da 2ome) . *ue ao longo da sua vida sempre teve aversão ao 3lcool. da idade das cavernasX A <nica novidade é ser aplicado na sociedade socialistaX &utros 2alam tam6ém de processos an3logos) E coisa 2re*uente) Fas n:s vamos de novo relatar o caso de (che6otariov. em tempo de pa>. o /ogo da autori>a+ão e da proi6i+ão de rece6er pacotes e de 2a>er vir comida de 2ora. em 19@@. o *ue 2ora redigido.interrogat:rios) RAtrevemo1nos a supor *ue esse nicho e a instala+ão dessa gota1a11gota não 2oram 2eitos s: para (che6otariov) Em 1949. =arpunitch1Iraven enumera cin*uenta e duas . por não darem conta do recadoYS E. mas (chulpeniov ainda ho/e insiste no 2acto de o pão estar cortado de 2orma muito tentadoraS e entretanto não lhe dava nada de comer) ?omo tudo isto é velho. é certo *ue sem tal sistema) Entre =ha6arivsA e #niepropetrovsA. poderemos supor tam6ém a exist0ncia de outras instala+9esYS 4. 2a> parte do sistema geral de pressão) & ex-guo rancho prisional de tre>entos gramas de pão. 2oi espancado durante vinte e um dias consecutivos) RE ainda di>J 7#epois de trinta anos. retrete) #e resto. 6e6era o vinho e. comandante de 6rigada. por exemplo. meio pão cortado . tam6ém dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. 2lor da pele) =arpunitch1 Iraven. o segundo dormia num divã e o terceiro andava pelo ga6inete e sempre *ue (che6otariov dormitava espancava1o imediatamente) #epois alternavam as 2un+9es) R(alve> *ue a eles pr:prios os tivessem trans2erido para a*uela situa+ão de caserna. de repente. A$DU'.ropriamente 2alando. perante o investigador *ue dormia e o outro *ue velava) #esde a primeira p3gina *ue (che6otariov veri2icara *ue mantinha estreitas rela+9es com todos os mais destacados generais /aponeses e *ue de todos tinha rece6ido miss9es de espionagem) E p_s1se a riscar as 2olhas) Espancaram11no e puser3m1no 2ora do ga6inete) Fas Ilaguinine. esteve numa instala+ão parecida.ara *uem este/a tr0s dias sem comer. *ue tinha so2rido o mesmo *ue ele. uma costeleta com 6atatas 2ritas e uma caneca de cristal com vinho tinto) (che6otariov. um caldo espesso. na u6ianAa. (chulpeniov 2oi mantido durante um m0s a cem gramas di3rios) Ga>endo1o sair da 2ossa.

rimeiro deram1lhe um reci6o. A.) 114 A$DU'. I. como numa verdadeira selva a2ricana. por*ue contava anedotas .artido de ?arélia. no ano de 194CS) Fete1se uma toalha comprida de pano cru pela 6oca Ro 2reioS e depois. não deixa o menor vest-gio) & coronel %idorov. para apanhar entre os dentes de 2erro os cordeirinhos *ue não estão precavidos e *ue se es2or+am por regressar aos seus c3lidos lares) E demasiado desigual a rela+ão de 2or+as e de situa+9es) &h.) U) de =ha16arovsA. pelas costas. *uando se encontravam 2alavam ousadamente de pol-tica. um murro no plexo. atam1se as pontas aos calcanhares) Experimente1se 2icar assim. 2osse pelo *ue 2osse Rtalve> sem ter havido uma den<ncia contra si.2ormas de tortura) Eis ainda outraJ as mãos são apertadas com um aparelho especial. conhecendo1se de longos anos e con2iando inteiramente um no outro. chutava com uma galocha nos :rgãos genitais de um homem pendurado Ros 2ute6olistas *ue apanharam um pontapé nas virilhas podem avali31loS) "ada existe de compar3vel a esta dor. mas tam6ém conhecido na cadeia de ArcLngel Rcomiss3rio de instru+ão 19 Ao secret3rio do ?omité $egional do . a *ue nova lu> nos aparece a nossa vida passada. partiram11lhe alguns dentes) Uns eram naturais e não entraram em conta. *ue 7uma ocasião espancou um preso pol-tico com tal 2or+a *ue lhe re6entou os t-mpanos8) R=ri1lenAoJ Em ?inco Anos. p3g) 1. de maneira alguma) Fas eis *ue voc0. nos campos de trLnsito. constava da acusa+ão. o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo /ulgou o antigo guarda da prisão c>arista. provando *ue os entregara no dep:sito para guardar) #epois.E AB& #E BU AB 'vAov. e então 6ate1se1lhes com uma régua nas articula+9es T pode1se rugir de dorX %er3 necess3rio re2erir em particular o espancamento dos dentes até parti11losY R=arpunitch 2icou com oito *ue6rados)S19 ?omo *ual*uer pessoa sa6e. aperce6eram1se disso e tiraram1lhe o reci6o) 4C Em 191Q. nem se*uer os métodos 7mais suaves8 para o6ter con2iss9es da maioria. Iondar) ?omo exemplo FZ!'F& da sua crueldade. não sem recear pela sorte dos seus 2amiliares. /3 depois da guerra. inventaram umas certas ma*uinetas para esmagar as unhas) #epois. B) =uprianov. *ue se mostraram 2racos e assinaram o *ue não deviam))) "ão lhes atires pedras) Fas ve/a1seJ não são necess3rias essas torturas. vimos muitos prisioneiros de "ovorossisA a *uem tinham ca-do as unhas) 49) E a camisa de 2or+asY @C) E a 2ractura da espinha dorsalY R%empre na mesma B) . acontecesse o *ue acontecesseX E assinou *uatro autos. *ue o apanharam pelas orelhas. e o seu amigo. com o dorso curvado e rangendo. da pe*uena e da grandeW sem *ue ninguém ouvisse) E voc0s não se denunciaram. de "ovorossisA. e ha6itualmente perdem1se os sentidos4C) 4Q) "a ") =) V) #). saciados e insens-veisY))) 'rmãoX "ão censures a*ueles *ue ca-ram em tais situa+9es. mas não denunciando ninguém. *ue corta a respira+ão. mas outros eram de ouro) . em e2ortovo. sem 3gua nem comida. reconhecendo *ue era um inimigo /urado do poder soviético. assim trans6ordante de perigos. *uando vista do ga6inete do investigadorX E n:s *ue a consider3vamos tão simplesX Voc0. A. não sem um pouco de priva+ão de sono. 2oi detectado por *ual*uer ra>ão. e não sem ter passado pela 6oxS voc0 decidiu deixar1se ir a6aixo. o tiraram da manada e o prenderam) E. de maneira *ue as palmas 2i*uem planas so6re a mesa. uns dois dia>itos41) %er3 necess3rio continuar a 2a>er esta enumera+ãoY ^aver3 muito ainda a re2erirY Due mais não inventarão os ociosos. em 19@@)S @1) E o 2reio nos dentes Ra 7andorinha8SY Este é um método da %uAha1novAa.

ele estava na sua casa no <ltimo m0s. até 2oram 2otogra2ados) R(écnica dos agentes. aten+ãoX $evendo lentamente a sua caligra2ia. di>er *ue 7se es*ueceu8. como sempre. e inclusive so6re mulheres e ci0ncia) Fas. pertur6ado pela deten+ão. de rostos carrancudos. es*uinaY %o6re *ue é *ue 2alavamY (alve> *ue I tenha sido preso Ro comiss3rio a2irma1lhe *ue sim. em6ora não houvesse tinta no tinteiro. pode ser) 1 Ao mesmo tempo. em todos os casos. não é uma sa-da. tal e tal data) E verdadeY 1 Iom. mas tem as costelas inteirasW por en*uanto não apanhou nenhuma pneumonia.erguntaJ 1 Fantinha rela+9es de ami>ade com IY 41 ") =) B) A$DU'. então h3 *ue repetir tudo Ra ci0ncia é assunto *ue não 2ica muito longe do h:*uei.rimeiro pensamentoJ voc0 es*ueceu1se da*uilo so6re *ue 2alavam) Acaso tem a o6riga+ão de se recordarY Est3 6em. voc0s não 6e6iam. o seu caso se aproxima do 2im) Fas. tudo é secreto e pode1se cair so6 a al+ada do ucasse acerca da divulga+ão de segredosS) E se na realidade voc0s 2alavam so6re as novas deten+9es na cidadeY &u dos AolAho>esY RE naturalmente mal. pensando 6em. so6re *ue é *ue 2alavam nesses encontrosY %o6re *u0Y Eis uma pergunta assustadoraX . . o /ui> de instru+ão come+a a redigir o auto n<mero cinco) . mas para os 2ins do interrogat:rio vão arrast31lo até a*ui e con2ront31los um com o outroJ por*ue é *ue estavam carrancudos . *ue ele /3 2e> declara+9es so6re si e *ue agora vão tra>01lo para acarea+ãoS) (alve> este/a muito tran*uilo em sua casa. amigo. o *ue é *ue isso tem a verY 1 E voc0 tam6ém o visitou. técnica dos agentesXS Então. con2uso pela ins:nia e pela 2ome.E AB& #E BU AB 11@ 1 %im) 1 Era sincero com ele em *uest9es pol-ticasY 1 "ão. s: *ue no nosso tempo. amigosX . es*uinaY . tam6émY E da terceira. eles notaram *ue. es*ueceu1 se da primeira conversa) E da segunda.or*ue é *ue voc0sa 2alavam assim carrancudos.artam garra2asX Britem palavr9esX 'sso torna11vos de mais con2ian+aXS 1 &ra. escutar emissoras ocidentais) . tentava. em tal. com uma expressão descontente) Justamente. voc0 disse1lhe pelo tele2oneJ 7.ode agora estar seguro de apanhar uns de> anos. igualmenteY E até da dessa tarde agrad3velY E da da es*uinaY E das conversas com ?Y E das conversas com #Y "ão. escolha nas elei+9es. não entregou ninguém e parece *ue se livrou inteligentemente) E /3 di> na cela *ue.so6re o ?he2e. entrava na ca6ina eleitoral com a inten+ão de riscar o nome do candidato <nico.ass3mos uma tarde agrad3vel)8 #epois 2oram vistos na es*uina. aturdido pelo terror. dese/ava *ue houvesse dois candidatos . 2alavam em vo> 6aixa e nada se ouvia no corredor) RAhX Ie6am. com o comprimento de onda de de>asseis metros. pois não h3 *uem 2ale 6em deles)S &u so6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ãoY . amigosXS. o *ue h3 de mais seguro. estiveram meia hora ao 2rio. além disso. não 2a>iam 6arulho. e. por certo. através das inter2er0ncias. come+a a magicarJ como amanhar1se da maneira mais veros-mil e pregar uma partida ao comiss3rio de instru+ão) %o6re *u0YX))) Era 6om se 2alassem so6re h:*uei Ré. nãocon2iava nele) 1 Fas voc0s encontravam1se com 2re*u0nciaY 1 "ão muita) 1 ?omo nãoY %egundo as declara+9es dos seus vi>inhos. no seu aparelho de r3dio. na es2era da ci0ncia. durante uma meia hora. é algo de imposs-vel manter) E o seu cére6ro.

para um comportamento conveniente. pois. so6re *u0Y E eis *ue voc0 presta declara+9esJ 7Gal3vamos so6re os AolAho>es R*ue não est3 tudo em ordem.E AB& #E BU AB e recordar com exactidão o assunto so6re *ue 2alaram nesse dia) #essa 2orma. por encontr31la o mais mentirosa e coerentemente poss-vel) &ra o comiss3rio1carniceiro não é esta coer0ncia *ue apreende. as declara+9es coincidirão e ver1te13s livre deles) #entro de muitos anos voc0 aca6ar3 por compreender *ue se tratava de uma ideia completamente insensata e *ue teria sido muito melhor 2a>er11se passar pelo mais completo idiotaJ 7"ão me recordo de um s: dia da minha vida. mas depressa se arran/ar3S) %o6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ão)))8 1 7E *ue di>iam precisamenteY Alegravam1se com a 6aixaY8 As pessoas normais não podem 2alar assim. as pessoas devem p_r1se de acordo 114 A$DU'. eu não necessito de ela6orar a minha versão. o valor de cada coisa) E n:s não estamos preparados para nadaX))) %omos educados e preparados desde a /uventude para a nossa especialidade.E AB& #E BU AB 115 cantadora incoer0ncia do 7mal2eitor844 de (cheAhov) Ele es2or+ar1se13. sem 2alta. voc0s pr:prios a constroem e ma apresentam /3 2eita)8 %im. mas apenas duas ou tr0s 2rases) Ele sa6e. . nem a educa+ão. por dar 2orma a toda a hist:ria de *ue o acusam. em *ual*uer interrogat:rio. mas *ue 2alavam so6re o ensino por correspond0ncia) "ão. e mesmo para a compreensão da 6ele>a Rem6ora não muitoS) Fas nem a instru+ão. nem a experi0ncia nos preparam . voc0 não 2a> senão apertar mais o n:J so6re *u0Y. ainda *ue me matem)8 Fas voc0 /3 não dormia h3 tr0s dias) Duase não tinha 2or+a para manter as suas pr:prias ideias e a impertur6a6ilidade do seu rosto) "em tempo para re2lectir um minuto se*uer) E simultaneamente dois comiss3rios de instru+ão Reles gostam de visitar1seS apertaram consigoJ so6re *u0Y.ara *ue tenha alguma verosimilhan+a h3 *ue di>erJ *ueix3vamo1nos um pouco por apertarem as normas) E o comiss3rio instrutor escreve o auto e tradu> na sua l-nguaJ durante este nosso encontro caluni3mos a pol-tica do .or certo *ue I se aperce6er3 e contar3 algo de semelhante. arredondando todas as arestas e pondo de parte tudo o *ue 2or perigosoS) "ão se di> *ue uma 6oa mentira deve sempre ro+ar a verdadeY . pesca))) Fas voc0 *ueria ser mais esperto e inteligente *ue o seu comiss3rioX (er um racioc-nio mais r3pido e su6tilX Ah. ca6e+a uma ideia T acertada ou ne2astaY E necess3rio 2alar o mais aproximadamente poss-vel do *ue se passou na realidade Revidentemente. 1Q55) R") dos ()S A$DU'.artido e do Boverno na es2era dos sal3rios) E. em ve> de 2acilitar a investiga+ão. so6re *u0Y E vem1lhe . *ue s: podia desencantar *uem passou por estas 6rincadeiras do gato e do ratoJ 7?om voc0s. as declara+9es coincidirão) Fas voc0s não se puseram de acordoX Voc0s não imaginaram o *ue é esta selvaX #i>er *ue estavam a com6inar ir /untos . os intelectuais. isso é inveros-mil) . ao despedirem1se. os intelectuaisX Goi demasiado longe))) "o ?rime e ?astigo. para o servi+o militar. pescaY Fas I dir3 *ue não se tratava de pesca nenhuma. I censur31lo13J eh. para os cuidados a ter com o nosso corpo.Agora voc0 compreendeu mas /3 é tardeJ a vida é 2eita de tal modo *ue.etrovitch 2e> a $a>AolniAov uma o6serva+ão assom6rosa. para as o6riga+9es de cidadão.or2-rio . em *ual*uer ocasião. eu tinha dito *ue est3vamos a com6inar ir /untos . palerma. um dia. é mesmo assimX Um intelectual não pode responder com a em $e2er0ncia ao /ulgamento de um campon0s *ue desapara2usa uma porca da linha 2érrea para 2a>er uma rede de pesca) & Fal2eitor.

venda pela sua inutilidadeS) E leio agora enternecidamente) .enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) AssineX 8 1 7Fas *ue di>em esses artigosY #eixe1me ler o c:digoX8 1 7Eu não o tenho)8 T 7?onsiga1o do che2e da sec+ãoX8 1 7Ele tam6ém não o tem ao seu dispor) AssineX8 1 7Fas eu pe+o1lhe *ue mo mostreX8 1 7"ão est3 prescrito *ue lho mostre.) =) de U) =)Y R?:digo . vista nas 6i6liotecas. *uin>e anos) E uma densa erva cresceu so6re a sepultura da minha /uventude) ?umpri a condena+ão e até a deporta+ão por pra>o ilimitado) E em parte alguma nem nas sec+9es de 7cultura e educa+ão8 dos campos de tra6alho.) =)Y R?:digo de . não 2oi escrito para voc0s. para a grande prova da vidaJ a deten+ão por nada e o interrogat:rio so6re nada) &s romances. en*uanto é em con2ormidade com essas leis *ue o castigamYX )))#esde então. o ?:digo . e esses mesmos c:digos não se encontram . *ue conhece todas as leisX & princ-pio da nossa instru+ão /udicial consiste ainda em privar o acusado até do conhecimento das pr:prias leis) E1lhe apresentado o termo da acusa+ão))) E a prop:sitoJ 7Assine)8 T 7Eu não concordo com ela)8 T 7Assine)8 T 7Fas não sou culpado de nadaX8 1 7Voc0 é acusado em con2ormidade com os artigos 5Q11C. voc0 não vai assinar para di>er *ue concorda. e em alguns casos estiveram mais de uma ve> em campos de tra6alho e na deporta+ão.rocesso . segunda parte. passaram1se /3 de>. mas sim para n:s) E a si não lhe 2a> 2alta. de resto. pude /amais ver com os meus olhos.enalJ Artigo 1@. A$DU'. *ue passaram pela instru+ão de processos e pelo tri6unal. como os nossos pr:prios pais) E so6re *uantas coisas não nos 2a>em con2er0nciasX Gor+ando1nos até a assistir a elasX Fas ninguém nos 2a> uma con2er0ncia so6re o sentido verdadeiro e o sentido amplo dos c:digos penaisW sim.enal. no momento mais di2-cil da luta.enalS) Voc0 2ica de pé atr3sJ em *ue se di2erencia U) . T & investigador não tem o direito de o6ter declara+9es ou a con2issão do acusado por meio da viol0ncia e amea+as) R&s autores estariam a olhar para a 3guaXS44 . devendo de um momento para o outro ser su6stitu-dos por outros 1 s: então eu os vi.enal e o ?:digo do . eu explico1lheJ estes artigos são precisamente a*ueles *ue o inculpam) E.rocesso . mas sim dois c:digos inteiros 11. nem conseguir se*uer '"G&$FA$1FE so6re um c:digo de direito soviéticoX4@ E centenas de presos conhecidos meus.rocesso . os dois irmãos. algures. o réu possa 6ene2iciar da a/uda de um advogado) & *ue signi2ica. as pe+as de teatro. eles mesmos. os 2ilmes Ros seus autores deviam provar. para além dos mares. e 5Q111. não se vendem nos *uios*ues. nem chegam . sem encaderna+ão.enalS) %e voc0 teve a sorte de cair em momento de 6oa disposi+ão do comiss3rio. ter a seu lado alguém com intelig0ncia clara.or exemplo. nem ter nas minhas mãos. da ta+a de BU ABXS apresentam1nos a*ueles *ue podemos encontrar no ga6inete do comiss3rio de instru+ão como verdadeiros cavaleiros da verdade e da 2ilantropia. nem comprar. nem se*uer nas cidades médias.rocesso .nunca. mas para con2irmar *ue leu o termo da acusa+ão *ue lhe 2oi apresentado)8 "um dos papéis aparece de repente uma nova com6ina+ão de letrasJ U) . nenhum deles viu ou teve o c:digo nas mãosX E s: *uando os dois c:digos /3 viviam os <ltimos dias da sua exist0ncia de trinta e cinco anos. num *uios*ue de /ornais do metro de Foscovo Rtinham decidido p_1los . nem nas 6i6liotecas dos distritos.E AB& #E BU AB *ue são por si desconhecidos. ele explicar3J ?:digo de . por pouco *ue se/a. do ?:digo .enal) ?omoY 'sso signi2ica *ue não h3 s: um. no ?:digo do .s mãos da /uventude despreocupada) Duase parece uma lenda *ue.

nem rece6er o sorriso de ninguém. nos ga6inetes T ele não deve encontrar1se. compreendem por*ue é *ue não se podia pedir para consultar um c:digo no (ri6unal . olhando 2ixamente para um recipiente com 3gua) R") dos ()S A$DU'. e *ue s: lho d0em a assinarS) E s: *uando estas são trans2eridas da cela individual para a colectiva. o acusado deve estar idealmente s:J na cela. em 19@5 Re tam6ém em 1945S. 6em como acenar com a compet0ncia para conceder o perdão R*ue os :rgãos. se se ministrasse previamente ao acusado um curso de ci0ncia prisionalX %e se come+asse por 2a>er um ensaio da instru+ão e s: depois tivesse lugar a verdadeira))) ?om os reincidentes de 194Q /3 não 2i>eram todo este /ogo da instru+ão do processoJ teria sido em vão) Fas os novatos não t0m experi0ncia. um conselho ou um est-mulo) &s :rgãos tudo 2a>em para lhe eclipsar o 2uturo e de2ormar o presenteJ 2a>em1lhe crer *ue todos os seus amigos e 2amiliares 2oram presos e apanhados com provas materiaisW exageram as possi6ilidades de repressão contra ele e os seus -ntimos.s atenuantes da culpa) R7Fas eu esta6eleci o poder soviético em &utu6roX))) Eu 2u>ilei =olt1chaAX))) Eu esmaguei os AulaAsl))) Eu dei ao Boverno de> milh9es de ru6los das minhas economiasX))) Eu 2ui duas ve>es 2erido na <ltima guerraX))) Eu 2ui condecorado tr0s ve>esX)))8 7"###BOT_TEXT###amp; E . 6em como . não t0mSW ligam a sinceridade do 7arrependimento8 . s: então é *ue. em geral. h3 *ue o6ter dele o m3ximo poss-vel de declara+9es irremedi3veis. nos c3rceres superlotados. onde *uer *ue se/a. nas escadas. ri1se a ^ist:ria pela 6oca do comiss3rio instrutor) 7& *ue 2e> de 6om não se relaciona com o assunto)8S Artigo 1@9 1 & acusado tem o direito de escrever as declara+9es pelo seu punho e com a sua letra. com tardio desespero.&$ '%%&a DUE & .Artigo 111 1 & /ui> de instru+ão é o6rigado a esclarecer as circunstLncias suscept-veis de condu>ir . com um dos seus semelhantes. no corredor.opular ou no %oviete Executivo do distrito) & interesse pelo c:digo seria um 2en:meno extraordin3rioJ ou voc0 se preparava para cometer um crime. atormentado e 2ora de si. o preso encontrava1se na cela geral. *ue enredar o maior n<mero poss-vel de pessoas de nada culpadas Ralgumas caem num desLnimo tal *ue até pedem *ue não lhes leiam o auto em vo> alta. desco6rem e se aperce6em dos seus anteriores erros) ?omo não enganar1se num tal dueloY Duem é *ue não se enganariaY #issemos h3 poucoJ 7Estar idealmente s:)8 )Entretanto. ou para apagar os seus vest-giosX 44 &lhar para a 3guaJ adivinhar o 2uturo . meia1noite.E AB& #E BU AB 115 RAh. densa e a6arrotada) . não t0m conhecimentosX E não podem aconselhar1se com *uem *uer *ue se/a) & isolamento do acusadoX Eis outra condi+ão do 0xito da instru+ãoX %o6re a vontade solit3ria e violentada deve cair todo o aparelho destruidor) #esde o momento da deten+ão e durante todo o primeiro per-odo de cho*ue. e de exigir a introdu+ão de emendas no auto escrito pelo comiss3rio instrutor) A*ueles *ue conhecem a atmos2era de suspeita existente entre n:s. se eu sou6esse disso a tempoX Felhor ditoJ se assim 2osse na realidadeX Fas é sempre por 2avor e sempre inutilmente *ue pedimos ao comiss3rio para não escreverJ 7As minhas in2ames e caluniosas inven+9es8 em ve> de 7as minhas a2irma+9es erradas8 e 7o nosso dep:sito clandestino de armas8 em ve> de 7a minha navalha 2errugenta8)S &h.$&?E%%AF&%X)))8. este princ-pio do isolamento ideal do acusado recém1detido. 6randura da condena+ão e do regime no campo Rnunca houve tal rela+ãoS) "o curto espa+o de tempo em *ue o detido est3 a6alado. não p_de ser o6servado) ogo *uase desde as primeiras horas. um olhar de simpatia. pois 2alecem1lhes as 2or+as. não culpa6ilidade.

) & mesmo 'vanov calculou *ue na sala de recep+ão da u6ianAa. no livro de 'vanov1$a>umniA h3 muito de super2icial e de pessoal. 'vanov1$a>umniA esteve com ?E"(& E DUA$E"(A Ras retretes estavam tão so6recarregadas *ue s: permitiam ir uma ve> por dia 2a>er as necessidades. excep+ão do rancho e do ch3 da manhãS)4Q %e ainda por cima o 6alde su6stitu-a a latrina Rou se. o mesmo se passando com o recreio4. em 19@5. não su6stituiria 15 A instaura+ão do processo de alguns deles durou de oito a de> meses) 7?ertamente =lim nunca esteve numa cela individual como esta8. natural de ugansA) "esse mesmo ano. para 2a>er as necessidades não havia 6alde na cela. devido ao suor alheio. a temperatura atingia *uarenta a *uarenta e cinco grausX (odos se deixavam 2icar em cuecas Ras roupas de 'nverno serviam11lhes para se sentarem. vontade ou 6e6er 3gua R. di>iam os rapa>es Re esteve ele por acaso presoYS) $e2eriam1se a =lim Vorochilov. na prisão preventiva de =ichiniev. e por ve>es s: pela noite. 6em como pilhérias 2atigantemente mon:tonas) Fas descreve 6em a vida *uotidiana. ela estava tão repleta *ue até na lavandaria arran/aram uma cela para setenta mulheresX Duando é *ue esteve então va>ia a prisão de IutirAiY Fas isto não é milagre nenhumJ no c3rcere da %eguran+a do Estado. o 7canil8. sem *ue os deixassem respirar . havia um metro *uadrado para ($n% homens Rcalculem a olho o *ue isso representa e procurem arran/ar lugarXS45) "o canil não havia /anela nem ventila+ão e. insones e al*ue6radosW se o aspecto destes convencia melhor *ue todas as amea+as do investigadorW e se a*uele *ue h3 /3 alguns meses não era chamado. e relataJ tudo estava a6arrotado e havia presos de6aixo das tarim6as. so6re os /oelhos uns dos outrosW se estavam constantemente a levar uns para os interrogat:rios e a tra>01los espancados. nos anos de 19@51@Q) A$DU'. sentando1se so6re as pernas uns dos outros) 11Q A$DU'. os seus corpos nus apertavam1se como uma prensa. a pele so2ria de ec>emaS) Assim estiveram durante semanas. *ue ultrapassavam os inconvenientes) A a6undLncia de gente na cela não s: su6stitu-a a estreite>a da cela individual. numa cela individual metiam #EU&'(& homensW em ugansA. antes de 19@1. em 1945. DU'"UE45W e.Fas isto tam6ém tinha os seus méritos. durante semanas inteiras.otapov)S #uma 2orma geral. em 1945. devido ao calor dos corpos e da respira+ão. esperando *ue sa-ssem os *ue iam para a deporta+ão para ter lugar nas celas) ())) esteve preso sete anos em IutirAi. prevista para vinte e cinco pessoas. espe>inhando1se mutuamente e nem se*uer se podiam mexer. pelo contr3rio. mas surgia tam6ém como uma tortura de primeira ordem. os recém1detidos *ue /3 tinham passado pelo 6anho e pela 6ox 2icavam durante dias e dias sentados nos degraus das escadas. na prisão de IutirAi. no ano de 191QJ em &utu6ro desse ano Rsegundo m0s do terror vermelhoS. e sem es2or+os alguns dos comiss3rios instrutoresJ os presos torturavam os pr:prios presosX Fetiam tantos na mesma cela *ue cada um aca6ava por não conseguir nem um pedacito de solo. numa cela de tipo standart de IutirAi. em 194Q. numa cela de tr0s metros *uadrados havia permanentemente trinta pessoasX R%) . em 19@Q. especialmente valiosa por*ue se prolongava por dias e semanas inteiros. e. deitados no solo as2altado) Eu voltei a estar l3 preso sete anos depois. como nalgumas pris9es si6erianasSW se os presos comiam aos *uatro. numa tigela.E AB& #E BU AB . e a situa+ão era a mesma) $ecentemente rece6i de F) =) I) um valioso testamento pessoal so6re a superlota+ão na cadeia de IutirAi. *ual*uer morte ou *ual*uer campo parecia mais leve do *ue continuar encolhido nesse espa+o.E AB& #E BU AB Assim.

di> amavelmente $iumin. A6aAumov. prova do sono)8 RA) #) conseguiu. acariciando o 6astão de 6orracha de uns *uatro cent-metros de diLmetro. mas *uando se podem veri2icar através das pessoas) (oma1se conhecimento pelas pr:prias v-timas de *ue in/ectam 3gua salgada em clisteres pela garganta e depois. *ue parece estalar) #epois do primeiro golpe o torturado enlou*uece de dor e torce as unhas so6re a passadeira) $iumin continua a 6ater. claro est3. não por um simples guarda. não o transportam.intsov so2reu uma e outra coisa. come+ar3 a 6ater1lhe no a6d:men. e a tal ponto *ue ele não pode a6otoar as cal+as. mas.s gargalhadas) (em ainda por diante a segunda e a terceira sess9es. de modo per2eito. por ve>es. não se sa6e por*u0. #) ri . não propriamente *uando o investigador amea+a. o pr:prio ministro da %eguran+a do Estado. na matraca de 6orracha) & seu su6stituto. o espancado não pode andar e. no c3rcere =arpunitch) &u es2regam1lhe as costas com um ralador até 2a>er sangue e depois regam1 no com aguarr3s) R& comandante de 6rigada $udol2 . *uando as n3degas emagreceram devido a uma 49 $ealmente. $iumin. *ue 2icou com uma 2ractura da coluna verte6ral. durante todo um dia. e *ue se inclinava para um lado. aguentar1se durante um m0sJ ele dormia de pé)S 7Agora vamos experimentar a matraca de 6orracha) A*ui ninguém se aguenta mais de duas ou tr0s sess9es) #ispa as cal+as e deite1se na passadeira)8 & coronel senta1 se nas costas de A) #) Este prepara1se para contar as %aneadas rece6idas) Ele não sa6e ainda o *ue são os golpes da matraca de orracha no nervo ci3tico. pela sede. mas na ca6e+a. ser assistente do poderoso $iuminX R#epois da sessão. e $iumin. exasperado. mas *uase não 2icaram sinais do espancamento) %o6revem1lhe uma terr-vel diarreia e. é verdade. a pele vai estalar1lhe. a solidão teoricamente idealY "um tal amontoado humano nem sempre uma pessoa se decide a a6rir1se com alguém e nem sempre encontra com *uem se aconselhar) E acredita1se mais depressa nas torturas e nos espancamentos. por incitar ao de6ilitamento do Boverno) A tal ponto os pr:prios pol-cias não acreditavam no seu 0xito) @C %ociedade de $ela+9es ?ulturais com pa-ses estrangeiros) R") dos ()S 14C A$DU'. sentado no 6alde da cela individual. no ga6inete de 7general8 do comiss3rio instrutor) & ga6inete tem um revestimento *ue imita a madeira de nogueira. não menospre>ava. e um tapete persa no soalho) . esse tra6alho rudimentar Rera um %uvorov sempre na primeira linhaXS. ex1administrador da sec+ão art-stica da V) &) E) %)@C. no des2ile de &utu6ro49)S E através de AleAsandrov. torturam um preso. procurando acertar no s-tio /usto) & coronel calca o preso com o seu enorme corpan>ilJ é um 6om tra6alho para *uem ostenta no om6ro tr0s estrelas grandes.ara não estragar toda essa 6ele>a estende1se por cima do tapete uma passadeira su/a.E AB& #E BU AB 2ome prolongada) A pancada não se sente no lugar.119 isso. com ast<cia. 6atia ainda com mais satis2a+ão) Ga>ia isso em %uAhanovAa. e ainda por cima lhe meteram agulhas pelas unhas e as entumesceram com 3gua até incharem. deram1lhe))) de> anos. mas por um coronel) 7Iom8. ele marchou . exigindo *ue assinasse um auto em *ue a2irmava *ue pretendia 2a>er avan+ar uma 6rigada de tan*ues contra o Boverno. ap:s as costumadas torturas in2ligidas. com manchas de sangue) $iumin é a/udado nos espancamentos. . reposteiros de seda nas /anelas e nas portas. não a 2e> avan+ar contra o Boverno) 'sso não é levado em conta) Entretanto. 7voc0 resistiu com honra . sem poder conter as l3grimas. pegando de 6om grado. pode sa6er1se como IA('A Rem 194QS o pr:prio A6aAumov em pessoa) %im. de maneira alguma. arrastam1no pelo soalho) As n3degas incharam1se1lhe logo. ca6e+a da 6rigada no des2ile.

ora de um. sem direito a correspond0ncia) Due te procurem) 1 E se és um comunista ortodoxo. explicando por*u0 e para *u0) Uma ve> *ue o exige. *ue participava na captura de %idneN $eillN e era che2e de uma companhia durante o esmagamento da insurrei+ão de =ronsdadt. ou a caluniar através da imprensa o *ue tens de mais sagrado))) E *ue #eus te /ulgue. a arrastardes atr3s de v:s o maior n<mero poss-vel de gente) Então. denunciando trinta e cinco pessoasJ todos os meus conhecidos) E aconselho1vos a 2a>er o mesmoJ a dardes o maior n<mero de nomes. en2ermaria da prisão de IutirAi. destacam um outro ortodoxo para /unto de ti. provisoriamente. o *ual. levaram1no com um alicate. as tentativas de o o6rigar a cometer uma in2Lmia)S Eis como te podem tam6ém torturar a tiX #epois disto. gradualmente.ara se vingarem) . e cada ve> com mais 2or+a. come+a a cochichar1te com ardor aos ouvidosJ 1 & rtosso dever é apoiar a instru+ão /udicial soviética) A situa+ão é de com6ate) ":s pr:prios somos os culpadosJ 2omos demasiado 6randos e assim se propagou esta podridão pelo pa-s) ^3 uma cruel guerra secreta em curso) E a*ui. arrastando1o pelas gadelhas Raos padres é mais c:modo arrast311los assimW mas aos laicos pode1se1lhes tam6ém puxar pela 6ar6a. *uando o in*uiridor de =ichiniov.E AB& #E BU AB 141 1 #epois não te p9em outros dentes 1 avisam a*ueles *ue /3 os não t0m) 1 #e *ual*uer 2orma condenam1te. saem1lhe rolando os intestinos) ?ondu>em então o preso . o mais terr-vel *ue te podem 2a>er é despirem1te da cintura para 6aixo.per2urando1lhe o peritoneu) ?om o aspecto de uma grande hérnia. durante de> minutos.artido não é o6rigado a prestar contas a cada um de n:s. parecer1te13 simplesmente tratar1 se de uma car-cia paternal. *uer con2esses ou não 1 concluem os *ue compreendem a ess0ncia da *uestão) 1 A*ueles *ue não assinam são 2u>iladosX 1 pro2eti>a ainda alguém sentado a um canto) 1 . tens *uin>e segundos para gritar *ue con2essas tudo. mas não os homens))) 1 "ão h3 sa-daX (ens de con2essar tudoX 1 sopram1te aos ouvidos os delatores *ue meteram na tua cela) T & c3lculo é simplesJ tens de conservar a sa<deX T di>em1te as pessoas l<cidas) A$DU'. agarrarem1te pelas mãos.ara *ue não 2i*ue rasto de como se 2a> a instru+ão do processo) 1 E se morreres no ga6inete comunicam . e o comiss3rio T não desdenham tal tare2a mesmo mulheres 1 coloca1se entre as tuas pernas separadas. a*uilo *ue outrora te 2e> homem. a pouco e pouco. nossa volta. tornar1se13 evidente *ue é um a6surdo e li6ertar1nos1ão a todos) . *ue est3s disposto a 2a>er prender as tais vinte pessoas *ue exigem de ti. espanca o padre Victor ?hipovalniAov com uma tena> na nuca. . não ouves como se exprimemY & . ora de outro lado. #anilov. e com o 6ico da sua 6ota Rou sapatoS calca1te. pelas pontas do seu enorme 6igode. h3 inimigos. olhando su61repticiamente para *ue os pro2anos não escutem. isso signi2ica *ue é necess3rio assinar) E aparece ainda um outro género de ortodoxosJ 1 Eu assinei. com peri1tonite. en*uanto te olha nos teus olhos e repete e repete as suas perguntas ou propostas de trai+ão) %e ele não apertar demasiado 2ortemente e antes de tempo. colocarem1te de costas no so6rado. sem tocar com os pés no soloS) Entretanto. e interrompem. 2am-lia *ue est3s num campo de tra6alho. guarda vermelho 2inland0s. mantendo1o assim. de um extremo a outro do ga6ineteW e a $ichard &Ahol. separarem1te as pernas e sentarem1se so6re cada uma delas dois a/udantes Rdo glorioso corpo de sargentosS.

.VoE% #& FU"#&.oder. agora coroados com a auréola de m3rtires. por meio da mesma instru+ão *ue agora so2riam. dor.E precisamente do *ue os :rgãos precisamX A consci0ncia do ortodoxo e os o6/ectivos da ") =) V) #) coincidiam. agora ou pouco mais tarde. um pouco cedo. revolvendo toda a $<ssia. condu>iram1no a um interrogat:rio nocturno Rem 1944S no ga6inete de #>er/insAi) 3 estava tam6ém =ameniev Ro *ue prova *ue tam6ém ele não se eximia . *ual*uer amigo ou companheiro de armas de ontem) E todos os grandes 6olchevi*ues. h3 *ue di>er a ti pr:prioJ a vida aca6ou. de homens. exigiam de todos com energia) R#i>1se *ue $) $alov mencionou como c<mplice o cardeal $ichelieu. ninguém se surpreendeu com isso)S E por 2alar ainda em ortodoxos) . sem temer pela sua con2ort3vel vida passada) "o limiar da cadeia. mas era tam6ém preciso um . morte. prendiam implacavelmente. como o puseram em li6erdade) Eis um homem com o seu .U$BA era preciso um %taline. pois *uanto mais cedo 2or. não implorou. ani*uilavam o6edientemente outros iguais a eles. entregando . dessa sua reprodu+ão ampliada) Era esse o melhor sintoma da *ualidade do seu tra6alho. espe>i1 144 A$DU'. nunca se portaram de modo tão 6aixo como os pr:prios 6olchevi*ues. em ogiva. tu *ue és sens-vel . *ue est3s ligado por vivas a2ei+9es e não est3s preparadoY))) Due 2a>er para ser mais 2orte do *ue o comiss3rio instrutor e de *ue todas essas ratoeirasY E preciso entrar na prisão. até ao momento da sua deten+ão. cu/o nome 2icou anotado no auto. em 195.&"(& #E V'%(AX .E AB& #E BU AB nhando todos os seus santu3rios 1 a $<ssia onde eles mesmos nunca 2oram amea+ados de tal repressão) As v-timas dos 6olchevi*ues entre 191Q e 19@. menos duro ser3) J3 não tenho 6ens) &s meus entes *ueridos morreram para mim e eu para eles) & meu corpo a partir de ho/e é in<tilJ um corpo estranho) %: o meu esp-rito e a minha consci0ncia permanecem para mim *ueridos e importantes) Gace a um preso com tal Lnimo a instru+ão /udicial treme) %: triun2a a*uele *ue renunciou a tudoX Fas como converter o corpo em pedraY Ve/a1seJ do c-rculo de Ierdiaiev conseguiram 2a>er 2antoches para o tri6unal.. conseguiram ser carrascos de outros 6olchevi*ues Rsem levar em conta *ue antes disso /3 tinham sido todos carrascos dos sem partidoS) (alve> *ue 19@5 (E"^A %'#& "E?E%%Z$'& para mostrar o pouco *ue valem essas ?&"?E. prenderam1no duas ve>es.119@Q. com as *uais tão vigorosamente eles in2undiam coragem. ao mesmo tempo *ue a pista para o lan+amento de novos la+os) 7?<mplicesX ?orreligion3riosX8. mas nada h3 a 2a>er) "ão regressarei . *uando a tormenta os atingiu) %e examinarmos em pormenor toda a hist:ria das pris9es e dos processos dos anos de 19@. naturalmente) A ") =) V) #) necessitava precisamente desse le*ue. mas *uanto mais tarde pior. luta ideol:gica por intermédio da (cheAaS) Fas Ierdiaiev não se humilhou. repressão. e *ue até ao interrogat:rio de rea6ilita+ão. *ue és dé6il. mas não do pr:prio Ierdiaiev) Duiseram intentar1lhe um processo.artido assimJ a maior parte dos *ue estavam no . a maior repugnLncia *ue sentiremos não ser3 perante %taline nem perante os seus sic3rios. mas perante a 6aixe>a moral dos acusados. li6erdade) Estou condenado . acometendo todas as suas cidadelas.ara reali>ar uma tal . depois do seu anterior orgulho e intransig0ncia) ))) Fas como resistir então. mas exp_s1 lhe 2irmemente os princ-pios morais e religiosos pelos *uais não aceitava o poder soviético esta6elecido na $<ssia 1 e não s: reconheceram a inutilidade do processo.

") %toliarova recorda a sua vi>inha na cela de IutirAi. pois os nossos revolucion3rios nunca conheceram o *ue era uma 6oa instru+ão. o mesmo *ue depois com IuAharineJ o interrogat:rio era 2eito por irmãos da mesma condi+ão) #a. no *ue "icolau ' não acreditou) IaAunine. enredando1se mutuamente.) (ru6etsAoi apressaram1se mesmo a denunciar Bri6oiedov.ravda RA Verdade $ussaS. pena de morte) Iaixe>a de esp-ritoY &u ética revolucion3riaY ?omo deveriam ser dotados de a6nega+ão.erdereis A$DU'. nem em su6meter os pr:prios de>em6ristas a torturasJ não teve necessidade disso) Até $ileiev 7respondeu longa e sinceramente. em parte. com cin*uenta e dois métodos di2erentes) ?hechAovsAi não torturou $adichiev) E $adichiev sa6ia per2eitamente *ue.o seu dese/o natural de E!. '?A$ tudo) . denunciou logo as casas de encontros. *ue se evadira da deporta+ão) 7%: *ue não era o ex11metropolita. tive a honra de rece601 lo)8 17Iem) . tinha pernoitado em sua casa o ex11metropolita. este homem not3vel renegou as suas convic+9es. e desse modo es*uivou1 se . um o2icial da pol-cia $E('$AVA imediatamente uma pergunta se o acusado considerava *ue era importuna ou *ue constitu-a uma intromissão na sua vida privada) Em 11 & motivo 2oi. a 6uscar a trouxa) Due escolheu a sua morte. os seus 2ilhos serviriam igualmente como o2iciais da guarda. 6em como os participantes da conspira+ão. tendo muitos pedido humilhantemente perdãoX Uavalichine lan+ou tudo so6re $ileiev) E) . autodi2amou1se perante "icolau '. o metropolita tinha 2ugido para a GinlLndia)S &s comiss3rios de instru+ão alternavam1se e reuniam1se em grupos e amea+avam com os punhos a velhota) Ela di>ia1lhesJ 7"ada conseguirão de mim. sem nada ocultar8) E mesmo . 6rilharam pela sua irrever0ncia e despre>o 2ace . cela.) &6o1lensAi e %) . mas não digoX8 R. durante uma 6reve instru+ão de duas semanas. os homens *ue se dispuseram a matar Alexandre ''X Eles sa6iam ao *ue se expunhamX BrinievitsAi compartilhou da sorte do c>ar e $issaAov 2icou vivo e caiu nas mãos do /ui> de instru+ão) E "E%%E FE%F& #'A. medo até de matar1me) R.E AB& #E BU AB 14@ o elo)S Fas eu não tenho medo de nadaX Estou disposta agora mesmo a responder diante de #eusX8 ^ouve gente assim. .estel se 2oi a6aixo e deu os nomes dos seus camaradas Rainda em li6erdadeS *ue tinha encarregado de enterrar $ussAaia . *uando deixou FoscovoY8 1 7Eu sei. 6em como o lugar com6inado para isso@1) Goram raros a*ueles *ue. comissão investigadora) A maioria mostrou1se incapa>. mas não assinou denunciando *uem *uer *ue 2osse) "ão se pode di>er *ue a hist:ria dos revolucion3rios russos nos tenha dado os melhores exemplos de 2irme>a) Fas não h3 termo de compara+ão poss-vel. como enine. t0m medo uns dos outros. e temendo pela sua /ovem vida apressou1se a comunicar ao Boverno mais in2orma+9es do *ue as *ue este podia suporX Engasgou1se de arrependimento e o2ereceu1se para 7revelar todos os segredos dos anar*uistas8) Em 2ins do século passado e come+o do actual. ou em o6rig31las a dar gritos no ga6inete cont-guo. gente dessa no ano de 19@5. em 19@5) Era uma velhota) %u6metiam1na a interrogat:rios todas as noites) #ois anos antes. *ue não voltou do interrogat:rio . segundo os costumes da época. os seus livros 1 e pediu clem0ncia) "icolau ' não pensou em prender as mulheres dos de>em6ristas. primeira vista. mesmo *ue me cortem em peda+os) Voc0s t0m medo dos superiores. mas o aut0nticoX E verdade. ao passar por Foscovo. na sua ?on2issão.ara casa de *uem 2oi ele. *ue ninguém lhes 2aria perder a carreira) E *ue a propriedade da 2am-lia $adichiev não seria con2iscada) ?ontudo.or intermédio da a/uda de crentes.

6em vivinha. em6ora 2_ssemos /3 o2iciais da 2rente) Fant-nhamos correspond0ncia durante a guerra. *ue tinha 2ugido do campo de concentra+ão) Ela sa6e. apesar da censura militar. se tivesse diante de si o deposit3rio do artigo 7Em *ue . "icolau V)S teve um car3cter pueril.ensam os "ossos Finistros8. não puderam.e1riesvetov apanhou tam6ém uns *uantos anos. como despo/os.E AB& #E BU AB 145 eram. *ue conhecemos através de uma pes*uisa contemporLnea@4) Duando os pol-cias se apoderaram do manuscrito do artigo de enine 7Em *ue . não arrastei ninguém . sair1me do aperto de maneira mais engenhosa) A o2usca+ão do cére6ro e o desLnimo acompanharam1me nas primeiras semanas) %: *ue estas recorda+9es não me roem de remorsos. por uma pessoa *ue ele não dese/ava mencionar) Ao /ui> de instru+ão nada mais lhe restou RcomoY E a 3gua gelada até aos torno>elosY E os clisteres de 3gua salgadaY E a matraca de $iuminY))))S senão su6meter o manuscrito . 2asc-culo ') . como era de esperar Ro su6linhado a*ui e mais adiante. e não pod-amos impedir1nos. loucura.E AB& #E BU AB 19@Q. indignou1me por muito tempo) Examinando mais tarde o meu processo. ")O 4. uns dias antes da 6usca. ele re6entou em solu+os na celaJ 7& /ui> de instru+ão c>arista nem se atrevia a tratar1me por (UX8 Eis outro exemplo. é meu 1 A) %)S.) Fielgunov. então. o velho preso pol-tico UelensAi 2oi espancado com varetas de espingarda e lhe tiraram as cal+as como a um garoto. de 6oa mem:ria. 2oi posta em li6erdade) (odos estes pensamentos so6re a necessidade de tornar1se de pedra @4 "ovi Fir. p3g) 1@9) A$DU'.s torturas. tratava1se da prisão c>arista. prisão) A nossa deten+ão Rminha e de um amigo processado no mesmo caso.ara o leitor pouco atento. os pol-cias. podemos lerJ J<lia $umiantseva 2oi levada para o c3rcere interior de um campo na>i.elo interrogat:rio.arece *ue . de mani2estar nas cartas o nosso a6erto descontentamento . provavelmente. *uando. a 2im de di>er onde estava o seu marido. de 19. através dele. nem mais nem menos.4. an3lise de peritos)8 Fas nada encontraram) . gra+as a #eus. não sou6eram por Vaneieiv RestudanteS grande coisa) Ele declarou. 19.4) 1 $) .) FielgunovJ $ecorda+9es e . *ue os manuscritos *ue lhe encontraram lhe tinham sido entregues para guardar.aris. todos dentro de um so6rescrito. de um sector para outro.eriesvetov) @@ %) . vi *ue não tinha motivo para me sentir orgulhoso do *ue se passou durante a minha prisão) "aturalmente *ue eu podia ter1me portado com mais 2irme>a e. pois. mas o simples 2acto de *uando da minha deten+ão me tirarem uma centena de l3pis Ga6er. mas. chegar até ao seu autor) 7.144 A$DU'. nem 2oi levada . mas recusa1se a responderX . eis um exemplo de hero-smo) Fas para o leitor com a experi0ncia amarga do BU AB eis um modelo de in*uérito desa/eitadoJ J<lia não morreu devido .3ginas de #i3rio. em =resti. ao ca6o de um m0s. um critério completamente di2erente de aprecia+ão) Assim como os condutores de carros de 6ois do tempo de Bogol não podem compreender as velocidades dos avi9es a /acto. simplesmente. tão1pouco é poss-vel *ue a*uele *ue nunca passou pela m3*uina de picar carne de BU AB se/a capa> de a6ranger as verdadeiras possi6ilidades de uma instru+ão) "o '>vie>tia de 4415159.ensam os "ossos Finistros8X ?omo lem6ra %) . de *ue os presos pol-ticos se recordam *uase com um sentimento de alegria)@@ Veri2ica1se a*ui um progresso de no+9es. e 2acilmente poderia enumerar o *ue lhe restava perante o /ui> de instru+ão. completamente desconhecidos) Eu não s: não estava disposto a cortar todos os la+os -ntimos *ue me uniam ao mundo.

um insigni2icante grão de areia. do poderoso so6erano. então. devia inventar algo de muito veros-mil so6re os encontros com os meus amigos Rencontros mencionados na correspond0nciaS *ue estivessem concordes com o conte<do das cartas. e da minha 2ran*ue>a sem limites) & principal era *ue o meu pregui+oso comiss3rio se não dispusesse a examinar a*uela maldita carga *ue eu tra>ia na*uela maldita mala 1 os apontamentos de um #i3rio de Buerra.etrovitch. através da ?rac:via.erante esse retrato.s ve>es na sua 2rente e /urava em tom teatralJ 7Estamos dispostos a dar a vida por eleX . cu/o nome tinha sido dia2anamente posto por n:s em c:digoJ cham3vamos1lhe o . e *ue s: isso salvou a vida. exigia de mim *ue lhe explicasse tudo de maneira coerenteJ se n:s escrev-amos a*uilo em cartas *ue passavam pela censura.or ele estamos dispostos a atirar1nos para de6aixo dos tan*uesX8 . e não num 2uturo long-n*uo))) & terror vermelho é a minha ideia 2avorita))) Estou in*uieto *uanto ao meu destinat3rio Rnão era a primeira carta *ue ele escreviaX 1 A) %)S))) %e lhe acontece algo. somente digno da morte) & conte<do das nossas cartas dava matéria su2iciente. a mim tam6ém me pode acontecer e isso não é dese/3vel.eters6urgo) & nome de AndreiuchAin s: 2oi desco6erto em 4Q de Gevereiro T e a 1 de Far+o. para nos condenarem aos dois) & comiss3rio não tinha. a nossa ingenuidade não provocava senão riso e admira+ão) #i>iam1me *ue não era poss-vel encontrar outros patos como n:s) (am6ém me convenci disso) Um 6elo dia. contudo. de *uatro metros.enal) E isso de modo a *ue estas explica+9es sa-ssem da minha garganta como a respira+ão e convencessem o comiss3rio. a*ueles *ue deviam)arremessar as 6om6as 2oram presos. @4 Um mem6ro do grupo. nem conter as invectivas com *ue co6r-amos o mais s36io dos s36ios. AndreiuchAin.pol-tico. sem. e apenas se es2or+ava por lan+ar o la+o estrangulador so6re *uantos.or2iri . com o cére6ro con2uso. e *uase com 6ravata. ao ler um estudo so6re o caso de AleAsandr Ulianov. claro e com uma grande /anela Ra %ociedade de %eguros $<ssia não o tinha constru-do para aplica+ão de torturasS) Aproveitando a sua altura de cinco metros. tinha escrito para ?rac:via uma carta dirigida a um seu amigo. tinha votado o meu :dio) & comiss3rio instrutor punha1se . muito sa6ido. depois. nas cartas *ue escrevia aos amigos da minha idade. e *ue come+avam /3. mantendo1se nos limites da pol-tica. sou6e *ue o seu grupo tinha sido tam6ém preso pelo mesmoJ imprud0ncias na correspond0ncia. acerca da minha ingenuidade. e esses amigos continuavam a corresponder1se comigoX "as suas cartas de resposta encontravam1se tam6ém certas express9es suspeitas@5) E agora E>iepov. cara a caraY Eu não podia convenc01lo de *ue toda a dure>a das minhas express9es se veri2icava somente nas cartas))) E eis *ue. muito 2ino e com letra mi<da. a 2im de sa6er *uem a tinha escrito para . *ue instaurou o meu processo. em *ue di>iaJ 7Eu creio 2irmemente *ue haver3 no nosso pa-s o mais implac3vel terror. e eu pr:prio um sacr-lego 6las2emo. pois arrastarei muita gente activa atr3s de mim)8 A 6usca provocada por esta carta. nos c3rceres. a *uem eu. era de tecto alto. pois. na*uele tempo. tinham pendurado um retrato. espa+oso. A$DU'. . escritos com um l3pis ri/o. /3 com elas na Avenida "evsAi. os meus sediciosos pensamentos. necessidade de inventar coisa alguma a meu respeito. teriam mantido correspond0ncia comigo) Eu exprimia com temeridade. alguma ve>. prolongou1se por cinco semanas. no pr:prio momento do atentadoX 14. de corpo inteiro. eu contava o nosso caso. *ue poder-amos di>er.ap3 Alcaide) RDuando. merecedora de compaixão. *ue atingia *uase a grande>a de um altar. cair no Lm6ito do ?:digo . assim como . em 1 de Far+o de 1QQ5.E AB& #E BU AB pareciam m-seros os meus 6al6<cios so6re a puri2ica+ão do leninismo. a Alexandre ''')@4 & ga6inete do comiss3rio ') ') E>iepov.

ao n-vel do sexto andar) As paredes su6iam ainda até . como na minha in2Lncia 2i>era um desconhecido predecessor em $ostov do #on. en*uanto não apareceram os sintomas claros da instaura+ão do processoW até *ue ao *uarto m0s todos os cadernos do meu #i3rio de Buerra 2oram lan+ados para a 6oca in2ernal do 2ogão da u6ianAa. a tenta+ão de saltar.ensa nistoX8 %im. então. ele escreveu1me o seguinteJ 7Através das tuas o6ras pu6licadas depreende1se *ue avalias a vida unilateralmente))) &6/ectivamente. en*uanto não tra>iam ninguém para acarea+ão. a apagar1se) Estes apontamentos tradu>iam as minhas pretens9es de me tornar escritor) Eu não con2iava na 2or+a da nossa admir3vel mem:ria e durante os anos de guerra procurava escrever tudo o *ue via Risso era ainda o menor malS e tudo o *ue ouvia das pessoas) Fas os relatos mais naturais do mundo na primeira linha de 2ogo. *uase não o via) A minha compaixão 2raternal ia toda para o tra6alho da*uele homem desconhecido. pareciam sediciosos. para resplandecer so6re Foscovo.or minha causa. um amigo dos anos da escola) Due al-vio me trouxe sa6er *ue ele 2icou em li6erdadeX &ra. ainda por classi2icar) Em cadernos nas pastas de papelão. saltando de uma /anela do n<mero 7trinta e tr0s8) . nesse primeiro de Faio do p:s1guerra) E era tanta. e tam6ém os velhos Farx e Engels. tanta. no telhado da grande u6ianAa. em pacotes atados e desatados. nas improvisadas encaderna+9es. e *ue aca6avam de ser atirados para ali. durante cada um dos nossos passeios. e cu/o resultado tinha sido assim es6anda1lhado no soalho do ga6inete . por ve>es. eu não olhava para l3. meio va>io. por pouco *ue não 2oi detido. na $ep<6lica Gederal da Alemanha e nos Estados Unidos))) enine. /a>iam os restos mortais do esp-rito humano sepultado) A altura desse amontoado de papéis ultrapassava a da escrivaninha do comiss3rio instrutor. ao *ual era dado estender1se so6re a u6ianAa) &h. mas sim para o montão de manuscritos *ue ocupavam todo o centro do ga6inete. passas a ser a 6andeira da reac+ão 2ascista no &cidente. em *ue me encontrava no ga6inete do comiss3rio) Ele 2a>ia as suas ha6ituais e grosseiras perguntasW ao tomar notas.nalguns lugares. ou simplesmente em 2olhas soltas. deturpava as minhas palavras) & sol 6rincava na renda desenhada pelo gelo na larga /anela. através da *ual me dava. *ue respeitas e amas como dantes. na retaguarda. su6indo. a sentinela de atalaia no sétimo andar e esse in2eli> peda+o do céu de #eus.elos espa+os limpos da vidra+a viam1se os telhados moscovitas) E. numa caixa de cimento. estou convencido. *ue haviam detido na noite anterior. e. vinte e dois anos depois. eu pensoJ ahX. por isso. condenar1te1iam de modo mais severo) . so6re eles. altura de tr0s homens) Escut3vamos Foscovo. eu arrependia1me o mais *ue podia . *ue imagin3vamos *ue a u6ianAa estava a *ueimar ar*uivos de tempos remotos) & meu di3rio perdido não passou da espiral de um minuto no meio da*uela 2uligem) E recordei1me de uma ensolarada e gelada manhã de Far+o. *ue pena 2oi *ue não te tivessem preso.E AB& #E BU AB 145 e era necess3rio. de trinta metros. as 6u>inas dos autom:veis respondendo umas . alegres rolos de 2umo) "o entanto. come+ando a tomar consci0ncia de todos os meus erros pol-ticos) Extenuava1me neste caminhar pelo 2io da 2aca. ainda *ue o pre+o 2osse a minha morte. a*uela 2uligemX ?a-a e ca-a sem cessar. espalhando a casca vermelha de mais um romance morto na $<ssia e deixando as 6or6oletas negras da 2uligem voar pela mais alta das chaminés) ] som6ra desta chaminé passe3vamos n:s. esmagando1rhe do *uinto andar contra o pavimento. entãoX Duanto perdesteX))) A$DU'. cheiravam a palha h<mida da prisão para os meus camaradas) E s: para *ue o comiss3rio não 2osse transpirar so6re o meu #i3rio de Buerra e não arrancasse dele a 2i6ra da ra+a livre da 2rente. a*ui.s outras) Fas v-amos unicamente a chaminé.

assaram o velho para as mãos de um terceiro comiss3rio) Este retirou a in2undada acusa+ão de trai+ão . 2uligem das chaminés da u6ianAaX & mais ultra/ante de tudo é *ue os nossos descendentes considera1 14Q A$DU'. es*uarte/ada e. *uantos pro/ectos e tra6alhos não 2oram destru-dos nesse edi2-cioX (oda uma cultura ani*uiladaX Ah. incineradaY Ah. contudo. a (cheAa p_s1lhe a *uestão seguinteJ 7. 2uligem.das torturas. de l3pis e até de 6ot9es. a chamar a *uem *uer *ue 2osse pelo tele2one. e mesmo *ue não tinha. não 2oi escutado sem mal-ciaX . as provas de *ue "###BOT_TEXT###amp; teve inten+9es hostisX E se não as desencanta Ronde poder3 consegui1lasYS. sem direito a escrever a ninguém. de *uatro metros de altura) Eu estava sentado e meditavaJ *ue vida 2ora do comum tinha sido essa noite tra>ida para a-. não o li6ertaramX Ele contou11me tudo isso no c3rcere de IutirAi e não na Avenida (versAi) Ao comiss3rio encarregado da instaura+ão do processo /untou1se outro. martiri>ada. do papel.E AB& #E BU AB 149 . como se 2ossem duas testemunhas. pretexto para rece6er o soldo) Fas casos 23ceis houve1os sempre 1 até no céle6re ano de 19@5) Exem1 Alexandre %ol/enitsine) no exército na prisão *uando 2oi li6ertado A$DU'. mais incapa> e mais destitu-da do dom da palavra do *ue na verdade 2oiX))) . como lem6ra Eren6urg. por 2im. privado do sono. mas aplicou1lhe cuidadosamente os mesmos de> anos de prisão. Goma Gomitch Belie>ov. declarou isto aos detidosJ 7":s não nos damos ao tra6alho de lhe demonstrar Rao presoS a sua culpa6ilidade) E ele *ue tem de provar1nos *ue não teve inten+9es hostis)8 E no espa+o *ue separa estes dois pontos de uma recta primitiva e cani6alesca situam1se as recorda+9es incont3veis de milh9es de homens) Due acelera+ão e simpli2ica+ão da instru+ão dos processos. e. totalmente desconhecidas até então da humanidadeX $egra geral. deve. para os pr:prios comiss3rios. *ue tinha 2icado prisioneiro dos alemães. perante o ocioso comiss3rio. assinando depois. nos casos 23ceis. temeroso e p3lido. a 2orma+ão dos processos tornavam1se. sentado nesse duro 6anco e agitando os seus magros dedos. desencantar e expor. a trocar recorda+9es. provar ao monstruoso comiss3rio *ue "###BOT_TEXT###amp; tinha tra-do a p3tria.ara tra+ar uma recta 6asta marcar dois pontos) Em 194C. p_de. sentado num 6anco duro a um canto do ga6inete. a *uem nada podem tra>er de 2ora. li6ertaram1noY "ão. casos di2-ceis. por agita+ão anti1soviética durante o interrogat:rio) (endo desistido de 6uscar a verdade.E AB& #E BU AB rão a nossa gera+ão a mais est<pida. ele pr:prio 2ornece as provas aproximadas da sua culpa6ilidadeX ?onheci um caso em *ue um velho. se*uer. tal inten+ãoX (ratava1se de um caso escandalosoX . E E FE%F&. p3tria. uma simples 2orma de passatempo. da comida. um cumprimento de o6riga+9es de carrasco. depoimentos segundo os *uais o velho 2aminto e sonolento teria 2eito perante eles agita+ão anti1soviéticaX %e 2alou sem mal-cia. aos pésde um retrato de %taline.ois *u0.rove voc0 *ue não é agente de Vranguel)8 Em 195C. um dos mais destacados coronéis do F)B)I) RFinistério de %eguran+a do EstadoS. e passaram com o velho uma tran*uila noite. os :rgãos poupavam1se ao tra6alho de 6uscar as provas de delito) & pato aca6ado de apanhar.

ol:nia sem levar o passaporte para via/ar ao estrangeiro Ros seus pais viviam a uma distLncia de de> verst3s. olhando para mim de soslaio com os olhos 6rilhantes. 2alando em estilo 2a6ril. durante a primeira semana de tra6alho de cho*ue de uma instru+ão. o impec3vel sistema era aligeirado pelos v-cips dos seus executores) &utros investigadores. a 2im de assegurar a percentagem necess3ria para a conta6ilidadeY ?hamar *ual*uer dos processados. mais curiosos. sent31 lo num Lngulo do ga6inete. de6aixo dos *uais nunca haviam tido oportunidade de deitar1seSW so6re os h36itos dos pa-ses europeus e ultramarinos onde tinham estadoW so6re os esta6elecimentos comerciais e os artigos *ue l3 se encontravamW e especialmente so6re o 2uncionamento dos prost-6ulos estrangeiros e aventuras diversas com mulheres) .s ve>es o comiss3rio dava sinal de si. segundo o costume antigo. *ue não encontrou no entanto seguidores entre os 6onés1a>uis) %egundo o ?:digo de . não aumentar as pr:prias normas de tra6alho) (endo despendido 2or+as com a garganta e com os punhos. e menos novos) ?onsiderava1se simplesmente indecoroso concluir um processo pol-tico em dois meses) & sistema estatal punia1se a si mesmo pela sua 2alta de con2ian+a e de 2lexi6ilidade) "ão con2iava se*uer nos *uadros seleccionadosJ mesmo a esses. havendo complica+9es. era permitido solicitar aos procuradores uma ou v3rias prorroga+9es desse pra>o por um m0s Re naturalmente os procuradores não as recusavamS) %eria a6surdo gastar em vão a sa<de. os comiss3rios estavam interessados em prolongar cada investiga+ão. mas. . a registar as chamadas dos reclusos para interrogat:rio) Due restava ao comiss3rio. vou poder dormirJ e o meu cora+ão sentia al-vioS) 1@C A$DU'. escrever cartas particulares. ler longamente o /ornal. mas os diplomatas tinham assinado a entrega ã . não aproveitar essas dila+9es e. redigir o relat:rio para o curso de instru+ão pol-tica. .est3 um canalhaX Um re2inado canalhaX Fas não importa. e passavam. certamente para controle. ligava para casa e di>ia . gastar 7nove gramas8 de chum6o com ele não é para lamentarX & comiss3rio encarregado do meu caso utili>ava tam6ém muito o tele2one) Assim. *ue ho/e teria interrogat:rios nocturnos e *ue não o esperasse antes da madrugada Ro meu cora+ão des2aleciaJ isso signi2icava *ue seria interrogado toda a noiteXS Fas imediatamente ele marcava o n<mero do tele2one da amante e em tom de sussurro com6inava ir passar a noite com ela R*ue 6om. em *ue houvesse mais processos velhos e de rotina. as pessoas não estavam ha6ituadas.enal.pioJ IorodAo era acusado de h3 de>asseis anos ter ido ver os seus pais . di>endoJ 1 A. es*uecer1se mesmo *ue ele estava ali. o6rigava1os a marcar a entrada e a sa-da. visitar um colega Rdeixando em seu lugar um guarda pedido ao regimentoS) (agarelando calmamente no divã com um amigo *ue tinha vindo visit31lo.rocesso . a instru+ão de *ual*uer processo devia 2a>er1se no pra>o de dois meses. para o outro ladoS) A instru+ão do processo durou meia horaJ 7Ge> essa viagemY8 T 7Gi>8 T 7?omoY8 1 7Gui a cavalo)8 #e> anos por actividade contra1 revolucion3riaX Uma tal rapide> tem algo de semelhante ao movimento staAhanovista. mulher. e consumindo a sua vontade e o seu car3cter Rcon2orme *ueria VichinsAiS.ol:nia dessa parte de Iielorr<ssia) REm 1941. e em todo o caso. 2a>er1lhe *ual*uer pergunta assustadora.E AB& #E BU AB Assim. gostavam de utili>ar tais interrogat:rios 7va>ios8 para ampliar a sua experi0ncia da vidaJ perguntavam ao preso pormenores da 2rente Racerca da*ueles mesmos tan*ues alemães. e olhava com ar de amea+a para o acusado.

ainda diante de mim. durante v3rias horas. não tendo sentido examinar o processo noutro momento não registado. en*uanto organi>a+ão) . vag9es.rocesso . para retirar esse acrescento do par3gra2o décimo primeiro) Ele 2olheou o processo ainda uns cinco minutos. e não éramos n:s *ue mudar-amos as coisas) Além disso. tran*uilo. todos os procuradores algo importantes ocupavam o seu lugar de acordo com a pr:pria seguran+a do Estado))) *ue deviam controlar). guardando ainda. o comiss3rio encontrava1se /3 sentado e redigia o termo da acusa+ão) Eu a6ri a capa da grossa pasta e logo na parte in2erior. mas a instru+ão do processo 2ora 2eita separadamente Ra mim em Foscovo. 6em como os seus cinco mil pavilh9es de investiga+ão.s minhas declara+9es) Ele deveria perguntar1me *uais as *ueixas *ue tinha a 2a>er so6re a marcha da investiga+ão. grutas e cho+as dispersos por toda a União %oviética. em aplica+ão do 7du>entos e seis8 1 assim era denominada. e *ue o comiss3rio era o6rigado a /untar as minhas *ueixas por ordem cronol:gica. gordo. aos autosX #urante a marcha da instru+ãoX Fas não no 2im dela))) Ah. os pormenores do caso na mem:riaS) #epois. em virtude do respectivo artigo do ?:digo de . não viviam senão da viola+ão da lei. *ue devia apor a sua <ltima assinatura) "ão duvidando de *ue a o6teria.Em con2ormidade com o ?:digo do . ou se/a. se não teria havido viola+9es da minha vontade ou in2rac+9es . com os *uais estive depois) ?ontinuei a 2olhear) Vi 2otoc:pias de cartas minhas com interpreta+9es de ideias completamente deturpadas por comentadores desconhecidos Rda espécie do capitão i6inS) E aperce6i1me da maneira hiper6:lica cmm a *ual o capitão tinha envolto as . tomou conhecimento do caso Reste interrogat:rio era a6solutamente inevit3vel e tam6ém se registava. examinava pela primeira ve> o meu processo) #urante *uin>e minutos. considerava1se *ue o procurador controlava com vigilLncia a marcha /usta de cada processo) Fas ninguém. em sil0ncio.os olhos indi2erentes e. perguntou *ue é *ue eu tinha a acrescentar .enal. 2ui chamado a esse mesmo ga6inete do procurador. suspirou. li uma coisa impressionanteJ *ue durante a marcha da instru+ão eu tinha o direito de me *ueixar por escrito acerca da incorrecta condu+ão do processo. a 2ormalidade do exame do processo pelo pr:prio acusado. e em geral nulo. mas duas /3 são gente) A$DU'. por convocat:ria do comiss3rio instrutor. com os seus mil ga6inetes. 6oce/ando. pregui+osamente. en*uanto grupo. acusado pelo par3gra2o décimo primeiro.rocesso . onde havia um rel:gio de 6ron>e com 2iguras em cima da placa de m3rmore da chaminé. o seu temperamento pac-2ico e o seu cansa+o perante estes incont3veis e est<pidos ?A%&% contagiaram1me um tanto) %olicitei apenas a correc+ão de um a6surdo demasiado claroJ éramos dois. nem mau nem 6om. estava sentado atr3s da secret3ria e.enal. para me levarem) . esse direito não era conhecido por um s: dos milhares de presos. o *ue signi2icava *ue o processo chegara ao seu termo) evaram1me tam6ém a um interrogat:rio desses) & tenente1coronel =otov. numa tarde de 2ins de Faio. a6riu os 6ra+os e disseJ 1 E entãoY Uma pessoa é uma pessoa. levantou para a parede. lei) Fas h3 /3 muito tempo *ue os procuradores não perguntavam isso) E se perguntassemY (odo este edi2-cio do ministério. ao meu amigo na 2renteS e dessa maneira eu ia a a /ulgamento s:. lhe punha a vista em cima antes do chamado 7interrogat:rio com o procurador8. em letra de imprensa.edi ra>oavelmente.E AB& #E BU AB 1@1 1 E uma pessoa e meia ser3 uma organi>a+ãoY))) Ele premiu o 6otão da campainha. os acusados pela mesma causa.ouco depois. um louro impessoal. A sua indol0ncia. no nosso tempo.

diante de mim a6ria1se a promessa de uma certa vida) R%e eu tivesse sa6ido *ualX)))S E depois havia Em alemãoJ pol-cias auxiliares russos. sem *ual*uer senten+a. so6 pena de san+ão Rnão se sa6e segundo *ue artigoS. a nossa cervi> curvada Rou *ue6radaS não nos permitiam *ue recus3ssemos nem *ue)nos indign3ssemos com esses métodos de 6andidos *ue *uerem esconder o 2io . recrutados pelas tropas na>is durante a ocupa+ão) R") dos ()S 1@4 A$DU'. como 2a>em muitos comiss3rios in2ames para co6rir1se. de o6rigar11me a assinar.. depois da 7li6erta+ão8.minhas cautelosas declara+9es) E.E AB& #E BU AB esse tal lugar onde encerram os poli>ei) "ão valia a pena 2a>01lo >angar1se.erdemos A FE#'#A #A 'IE$#A#E) "ão temos meios de determinar onde come+a e onde aca6a) %omos um povo asi3tico e todos os *ue *uiserem apanham1nos. 2ui enviado. meada) . disseram1me apenas *ue não aumentava a condena+ão) E 2oi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue 2ui parar a um campo de tra6alhos 2or+ados) Goi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue.areci. com pouca decisão) 1 E então recome+amos tudo desde o princ-pioX 1 E apertou os l36ios com ar malévolo) 1 evamos1te para um certo lugar. a6aixo assinado.or isso. a não relatar nunca a ninguém os métodos da instru+ão do meu processo)8 Em algumas direc+9es regionais da ")=)V)#) esta medida era levada a ca6o em sérieJ uma 2:rmula impressa so6re a não divulga+ão era entregue ao preso para assinar. a 2im de *ue o ar c3lido e a 2lora+ão não irrompessem nessas secretas depend0ncias) #o rel:gio de 6ron>e havia desaparecido o <ltimo raio de lu> e as horas soaram silenciosamente) $ecome+ar tudo pelo in-cioY))) . segurei1o com os dedos)S Irilhava algures o entardecer dourado. como todas as /anelas exteriores do ministério. ao ser li6ertado. ele devia 2a>er uma assinatura. para além das /anelas do *uinto andar da u6ianAa) Era o m0s de Faio) As /anelas do ga6inete. do a6surdo de *ue eu s: era acusado em termos de 7grupo8X 1 "ão estou de acordo) & senhor dirigiu a instru+ão do processo de 2orma incorrecta 1 disse eu. 6em como os expedientes da mentira e da intimida+ão T métodos completamente legais) .1me mais 23cil morrer do *ue recome+ar tudo desde o princ-pio) Entretanto. estavam hermeticamente 2echadasJ nem se*uer lhes tinham tirado a cala2etagem de 'nverno. onde encerramos os poli>ei@. em virtude do artigo 4C. para iludir responsa6ilidades. so6re a não divulga+ãoJ 7Eu. apanham1 nos. comprometendo1se a não contar a ninguém o 2uncionamento dos campos)S . comprometo1me.) E até 2e> o gesto de estender a mão para recolher o 7processo8) REu. disso ia depender o tom com *ue ele escreveria o termo da acusa+ão))) E assinei) Assinei mesmo com o par3gra2o décimo primeiro) #esconhecia então a sua gravidade. acto cont-nuo. para o desterro perpétuo) E talve> tenha sido melhor) %em uma e outra coisa eu não escreveria este livro))) & comiss3rio encarregado do meu caso apenas me aplicou a tortura do sono. apanham1nos estas intermin3veis assinaturas so6re a não divulga+ão) J3 nem estamos segurosJ temos ou não o direito de contar os acontecimentos da nossa pr:pria vidaY 'V &% #EI$U"%1AUU'% . ele não necessitou.ois *u0Y &s nossos h36itos de su6missão. /untamente com a senten+a da comissão especial por incita+ão ao en2ra*uecimento do poder soviético) RE depois ainda. 2inalmente.

t0m11na eles) ":s. E>iepov. esse mesmo *ue 2oi severamente atacado pelos revolucion3rios. da perversidade.ara *uem. da parte do monarca. sim. um acto moral. ali 2icando mais de uma hora. nem se*uer do nome. eu posso guardar na mem:ria. entretanto. onde a nossa alma é remo-da. sem *uais*uer acessos de raiva ou de o2ensa. a s:s.A& longo de toda esta tritura+ão entre os rod->ios da grande 'nstitui+ão "octurna. era claro *ue os casos eram 2a6ricadosY Ao sair das suas reuni9es. completamente privada de no+9es comuns a todos os homens) . en*uanto a nossa carne pende em 2arrapos. por uma hora *ue 2osse. a ?asa da . director do com6inado de =rivoi1$og. *ue pass3mos pelas suas mãos. não o são) .E AB& #E BU AB instru-das. do cinismo e da desonra desses homens. 2icando 2echados a meditar numa cela individual) As 2un+9es *ue executam não exigem deles *ue se/am pessoas 1@4 A$DU'. de como o oprimiam e de *ue esc:ria humana se tratavaW mas do comiss3rio não se lem6ra 2re*uentemente. no seu ga6inete) Algo nos resta. em certa ocasião. ideia desta corpora+ão. não t0m necessidade de raciocinar logicamente T e não o 2a>em) "o seu tra6alho precisam apenas de cumprir as directri>es. deixando1se comover ao o6ter de F) urie. recordam1seY1 &u então a #outrina de Vanguarda é uma ideologia de pedra) & comiss3rio instrutor do sinistro &roAutã Rcampo de castigo em =olima. ao visitar. para não ter de pensar mais num tal homem) Assim. *ue amanhã serei euX8 Eles compreendiam *ue os processos eram 2alsos e. pois. inspiravam1se de um esp-rito de 6anditismoJ 7Forre tu ho/e. com o cora+ão sossegado. como os andra/os de um mendigo.elo seu servi+o. e ao 2alar entre eles. iam 2a>endo esse tra6alhinho ano ap:s ano) ?omo entãoY Es2or+avam1se talve> por não pensar Rmas isto /3 é uma destrui+ão do homemS. mas n:s guardamos esta impressão ina6al3velJ a da 6aixe>a moral. no entanto. senão para os comiss3rios. para podermos examinar com um olhar l<cido e pro2ético os p3lidos carrascos da noite *ue nos atormentam) Um excesso de amargura interior inunda os nossos olhos. so6re *ual*uer. em 2rente do *ual estive não pouco tempo sentado. senão *ue 6ons historiadores não ser-amos dos nossos torcion3riosX Duanto a eles. como lem6ran+a comum e exactaJ a*uela grande podridão. exacta e cruelmente. não se descreverão nunca a si pr:prios com realidadeX Fas aiX ?ada ex1preso recorda1se pormenori>adamente de toda a instru+ão do seu processo. a *uererem meter1se na pele de um preso.assaram /3 de>enas de anos. e mesmo A6aAumov e Iéria. uma necessidade ou uma tentativa de en2rentar o assunto espiritualmente) Fas é imposs-vel imaginarmos *ual*uer dos nossos comiss3rios. com uma cultura e com hori>ontes largos e. de 2acto. insens-veis aos so2rimentos 1 e essa insensi6ilidade. 2olhas e mais 2olhas. aceitando pura e simplesmente *ue assim tinha de serJ os *ue lhes enviavam as instru+9es não se podiam enganar) Fas os na>istas di>iam o mesmo. muito mais coisas e 6em mais interessantes do *ue so6re o capitão da %eguran+a do Estado. so6re a nossa corrup+ão) Assim. no entanto. podiam porventura di>er seriamente *ue desmascaravam criminososY E. redigiam autos. pois *ueria compenetrar1se da situa+ão da*ueles *ue ali mantinha) "ão se pode negar *ue isso era. a assinatura das declara+9es *ue o . ordenou *ue o encerrassem na cela individual du>entos e vinte e sete.reventiva de ?hpalernaia Rantecessora da ?asa BrandeS. *ue sete ve>es tentaram a sua morte. 19@QS. so2remos demasiado.risão . estamos demasiado a6sortos na nossa dor. talve> desviados) E conhecido o epis:dio em *ue Alexandre ''. a*uele espa+o completamente contaminado pela podridão) . sentimo1nos su2ocar .

aldra6ar e passar 6oas noites de 2arra Ro *ue eles 2a>iamS) "<meros 6aixos condu>iriam ao seu despedimento e retrograda+ão.or*ue.or*ue é *ue todos eles se lan+aram assim. eles pre/udicavam a situa+ão pessoal do comiss3rio instrutorX . /ustamente. F)B)I. *uando ia ser posto em li6erdade. cidade ou unidade militar deixassem de se encontrar. segunda condena+ão no campo.ensas *ue nos d3 alguma satis2a+ão utili>ar ba in2lu0nciabY48 Fas devemos 2a>er a*uilo *ue o . assimYS Eis. prescrito de antemão) %e é necess3rio 2u>ilar1vos. sereis 2u>ilados de todas as maneiras) %e é necess3rio a6solver1vos Risto re2eria1se. nem pela 2omeX $ecusando1se a con2essar.artido)S 7#0em1nos um homem. exilado e pregador da ortodoxia grega) A Bestapo acusava1o de actividade comunista entre os oper3rios russos na Alemanha) & Finistério da %eguran+a do Estado. /3 *ue %taline não podia acreditar *ue num determinado 6airro. um velho militante do . podiam mandriar. *ue neles 6rotava contra os presos muito teimosos. de repente. velho mem6ro do . mas por um "[FE$& de indiv-duos interrogados e condenadosY . com uma atrelagem tão 2ogosa. . algo *ue convence) Fas o mais 2re*uente era o cinismo) &s de6runs1a>uis compreendiam muito 6em o 2uncionamento da m3*uina de picar carne e compra>iam1se nela) & comiss3rio FironenAo. mas de o2ensa e irrita+ão. =uchna1riov.E AB& #E BU AB 1@5 instru+ão do processo e o /ulgamento são apenas uma 2ormalidade /ur-dica e em nada podem mudar o vosso destino. de *ual*uer modo. *uando a acusa+ão revelou não ter 2undamento. *ue não *ueriam entrar dentro dos seus n<meros. o FA'% ?HF&#& era não se desviar da linha geral) . a ti. nessa corrida. condecora+9es. nem pelos cala6ou+os. *ue és de eninegradoX8 R'sto é.s vi>inhasJ 7& meu marido é um tra6alhador magn-2ico) Um preso esteve muito tempo sem con2essar e entregaram1no a "iAolai) "iAolai conversa uma noite com ele. de liga+9es com a 6urguesia mundial) A conclusão de #ivnitch não era em 2avor do F)B)I)J torturaram1no l3 e c3. #ivnitch 2oi posto em li6erdade) & Finistério da %eguran+a do Estado não 6uscava a verdade e não era inten+ão sua soltar das garras alguém *ue por ele 2osse preso) 4 Faneira delicada de designar as (&$(U$A%) A$DU'. para eles. exprimiu1se assim perante Adol2 (sivilAoJ 7&ra não te podemos soltar. ainda *ue este/ais a6solutamente inocentes. no 2undo. como AleAsei 'vanovitch #ivnitch. *ue não cediam pela tortura do sono. perda da man/edoira. sereis /usti2icados e a6solvidos)8 & che2e da primeira sec+ão de investiga+ão da %eguran+a do Estado da região ocidental do ?asa*uestão. promo+9es. pensando. di>ia enternecida . e o caso n:s /3 o criaremosX8 Eis como muitos deles pilheriavamJ era este um dos seus ditos) & *ue para n:s era um mart-rio. aos #E E% 1 A)%)S. *ue logo con2essou)8 . di> l3 o *ue 2arias no nosso lugarY E parece *ue urie estava *uase de acordo com ele Rseria talve> por isso *ue assinou tão 2acilmente. disse1lheJ 7. a verdade e.artido de n:s exige) (u. não pela verdade.artido. a amplia+ão e a prosperidade dos pr:prios :rgãos) Apresentando 6oas ci2ras.levariam . inimigos seus) #esse modo. evidentemente. não era um sentimento de compaixão.or*ue essas ci2ras signi2icavam uma vida tran*uila. sentindo até orgulho pela constru+ão racional da 2raseJ 7A 1 "inguém pode es*uivar1se a esta compara+ãoJ os anos e os métodos são demasiado coincidentes) Fais naturalmente 2a>ia tal compara+ão *uem tinha passado pela Bestapo e pelo Finistério da %eguran+a do Estado. mesmo *ue se/ais e2ectivamente culpados. um soldo suplementar. mas na Bestapo procuravam sa6er. era para eles um 6om tra6alho) A mulher do comiss3rio "iAolai Bra6i1chenAo Rcanal do VolgaS. dos campos de #/ida R1944S di>ia ao condenado Ia6itch.

isso até é divertidoJ pois as tuas estrelinhas medem1se por uma escala completamente di2erente da dos o2iciais normais Re. tua chegada. isso como uma espécie de pseudoconven+ãoS) %o6re toda a gente dessa unidade militar. tu pertences . e como levantaste vooX ?omo mudou a tua situa+ão na vidaX ?omo mudaram os teus movimentos.Era como se *uisessem *ue ele mesmo 2racassasseX #a. pelo tipo das suas actividades e pelo género de vida escolhida. por exemplo. A$DU'.E AB& #E BU AB tem 2é em algo de superior e tem. permitam1te pregar. até estremecemW tu não so6es para o lugar do presidente. 6asta1te 2ran>ir o so6rolho Rou melhor ainda os l36iosS e di>er ao reitorJ 7E imposs-vel) ^3 considera+9es)))8 E é tudoX 'sso não se 2ar3X &u então. mas isto não se re2ere de nenhum modo aos nossos rapa>esS constitu-a para ele o interesse e o atractivo principal das suas 2un+9es) Dual atractivoX Felhor se diria a em6riague>`) . C11 desse distrito. tens um poder incomparavelmente maior do *ue o comandante. *ue são Ralém da 2ome e do sexoS. este tornou1se mais importante *ue o dinheiro)S & poder é um veneno conhecido desde h3 milénios) Due nunca ninguém tivesse ad*uirido um poder material so6re outremX Fas para *uem 1@.*ue todos os métodos 2ossem 6onsX "a guerra como na guerraX Um tu6o na tua garganta. cu/o nome não se pode se*uer citarX (u existes A$DU'. as estrelas de ma/or. comandante de unidade. nem mesmo 6emX E como se 2osses uma divindade secreta. mas tu disp9es da li6erdade deles) E ninguém ousar3 2alar a teu respeito nas reuni9es. numa missão especial. tão est<pido como és e não *uerendo estudarW mas andaste tr0s anitos na*uela escola. *ue tu és mem6ro da sec+ão especial) .ois não é uma em6riague>Y (u és ainda /ovem. examinando as suas decis9es. do seu sal3rio. ninguém ousara escrever so6re ti nos /ornais 1 não s: mal. da es2era %U.E AB& #E BU AB 1@5 . o instinto do . estavam nas suas mãos. ou dessa 236rica. essa é a tua superioridade so6re os pro2essores.rivados. o teu olhar e. pois podem solicitar1te assuntos mais importantes 1 mas depois. por isso mesmo. os servidores da 'nstitui+ão A>ul viviam com mais plenitude e avide> na es2era in2erior) E a. mesmo. o teu voltar de ca6e+aX Est3 reunido em sessão o ?onselho ?ient-2ico do 'nstitutoJ tu entras e todos notam. mortal) %: para as pessoas com hori>ontes limitados é *ue o poder é um veneno letal) #e um cont3gio desses. e mesmo a mais importante podia ser condu>ida perante si.eram dominados e dirigidos pelos mais 2ero>es instintos dessa es2era. 6e6e 3gua salgadaX . sec+ão especial da contra1espionagemW és apenas um tenente.artido) Eles disp9em da sua carreira. como acusada) R%im. não sa6iam onde colocar1te.E$'&$ da exist0ncia humana. procura adular1te. . da sua reputa+ão. mas sentas1te a seu lado e todos compreendem *ue és tu o mais importante.odes 2icar sentado cinco minutos e sair. o poder não é. elas não t0m salva+ão) $ecordam1se do *ue (olstoi escreve so6re o poderY@J 7'van 'litch exercia tais 2un+9es *ue tinha possi6ilidade de condu>ir . isso compete ao reitor. a *uem *uisesse destruirX (odas as pessoas. a consci0ncia dos seus limites. agradar1te e não ir3 6e6er com o che2e do estado1maior sem te convidar) "ão importa *ue s: tenhas duas pe*uenas estrelinhas. concede (olstoi. mas um velho e corpulento coronel. ainda. sem excep+ão. *ue se levanta . o director ou o secret3rio do .&#E$ e do E"$'DUE?'FE"(&) REspecialmente do poderJ nas <ltimas décadas. tu *ue 1 diga1se entre par0ntesis 1 és um ranhosoW ainda muito recentemente os teus pais preocupavam1se contigo.s ve>es. isto aplica1se aos nossos de6runs1 a>uisX "ada h3 a acrescentarXS A consci0ncia deste poder R7e a possi6ilidade de o suavi>ar8. ru-na *ual*uer pessoa.

conta coisasJ DUE IE A% BA$BA ^A#A%X Vamos experimentar. ninguém se atrever3 a veri2ic31lo. completo. naturalmente. tu est3s acima do poder declarado. inventaste uma nova 2orma de 7in2lu0ncia8J 7EurecaX8 (ele2ona aos amigos. tua veri2ica+ão) .E AB& #E BU AB pela 2rente sempre a mesma coisa. percorre os ga6inetes. *ue ha6ita no Estado como a 6icha solit3ria no homem) (udo te pertence agora. su6itamente. desde o momento em *ue te co6res com o 6oné a>ul) & *ue (U 2a>es. se todos os teus métodos não dão resultadoY En2ureces1teY Vamos. de dia e de noite. mas *ual*uer pessoa est3 su/eita . tra6alhoJ é necess3rio ir e vir. rapa>es. ex1general de 6rigada da %eguran+a do Estado) 5 7Duem és tuY8. aos demais deixam1nos simplesmente representarJ ali onde se v0 um mestre emérito das artes ou um her:i do tra6alho socialista. estas mãos trementes. perguntou o general %erov. onde /3 te tornaste demasiado 2amoso. (imo2eiev1$essovsAi) 7Ah. estes olhos suplicantes. com a sua heredit3ria aud3cia cossaca.erante os chamados cidadãos simples R*ue para ti são simplesmente ceposS. *uem ésY8. voc0 é um cientistaY8. é a6orrecido encontrar 4 19@1. Victor "iAolaievitch. para o outro extremo do pa-s. não lhe ponhas limitesX . conheces as considera+9es especiais. como encarregado para os Assuntos da 'gre/a5) &u passar3s a ser o secret3rio respons3vel da União de Escritores. seres destacado como etn:gra2o para o lago %eli1guer4 em parte tam6ém para tratares dos nervos) #epois ser3s trans2erido de uma cidade. em seguida. ripostou. e ninguém mais) E por isso tu tens sempre ra>ão) %: não te es*ue+as de uma coisaJ tu mesmo serias um cepo desses. se não tivesses tido a sorte de te tornares uma pe+a da engrenagem dos :rgãos 1 esse ser vivo. tudo é para ti. a atitude mais digna consiste em adoptar uma expressão misteriosa de grande penetra+ão) %: tu.9e em tensão as tuas 2or+asX E em tal estado *ue se escarra na 6oca do presoX Due se es2rega o seu rosto no escarrador repletoX9 E em tal estado *ue se arrastam os padres pelas guedelhasX E *ue se . é um voo da 2antasiaX #eixa em li6erdade a tua 2<ria. sa6em1na unicamente os :rgãos. em Ierlim. permanecer sentado horas e horas) Fas não tens de *ue6rar a ca6e+a a desco6rir as 7provas8 Rdeixa *ue a *ue6re o presoS. ao mundialmente conhecido 6i:logo (imo2eiev1$essovsAi) 7E tu.todos te sentem. corrigiu %erov) 1@Q A$DU'. mas é como se não existissesX E por isso. não retenhas a tua raivaX E uma satis2a+ão imensa. esta su6missão co6arde 1 oxal3 *ue algum o2erecesse resist0ncia) 7Bosto dos inimigos resistentesX E agrad3vel *ue6rar1lhes a espinhaa)89. 2lex-vel. E se ele é tão resistente *ue não cede. sopra1se e ele desaparece5) & lugar de comiss3rio re*uer. não tens de te preocupar em sa6er se ele é culpadoJ 2a> o *ue 2or melhor para os :rgãos e tudo estar3 6em) #epender3 de ti a organi>a+ão do processo da 2orma mais agrad3vel. sem se desconcertar. sem te cansares muitoJ é 6om tirar algum proveito e tam6ém distrair1se) Estiveste sentado durante longo tempo e. mas s: com a condi+ão de seres 2iel aos :rgãosl Eles sempre intercederão por tiX %empre te a/udarão a engolir todo a*uele *ue te o2enderX E retirarão *ual*uer o6st3culo do teu caminhoX Fas s0 2iel aos :rgãosl Ga> tudo o *ue eles te ordenemX %ão eles *ue pensam por ti e *ue designam o teu lugarJ ho/e podes ser da sec+ão especial e amanhã podes ir ocupar o cadeirão do comiss3rio instrutor. para.) "ão h3 *ue admirar11se de nadaJ a verdadeira 2un+ão e categoria das pessoas. em *uemY Ve/am. 'line) 5 & pér2ido comiss3rio VolAopialov 2oi encarregado para os Assuntos da 'gre/a na Fold3via) ` Um outro 'line. na verdade.

e a esposa do procurador não p_de compr31losJ ela não se encontrava presente e ao . é tuaX Dual*uer apartamento *ue visitaste. Lnsia de lucro. se *uiseres. para sa6er o *ue signi2ica um 6oné a>ulX Dual*uer coisa *ue viste. é teuX Dual*uer mulher. é uma espécie de missão de servi+os l3 2oraX E. ?hitov) aa ?aso ocorrido com Vassiliev e lvanov1$a>umniA) 1C Ester $). e imediatamente tu lhe meteste a mão nos seios. não consigo dispor1me a escrev01lo) Ei1lo) $e2ere1se ao 2acto de *ue. 2icou1te de olhoY %er3 tua. numa unidade militar da 2or+a aérea do Extremo &riente. ao regressar de uma missão de servi+o. 1945) b & comiss3rio . havia poucos russosY8 E surge1te su6itamente uma ideiaJ com esses estrangeiros ela deve ter ad*uirido alguns conhecimentos) "ão se pode perder a ocasião. de ter vergonha) %imX. outras cedem por temor) (endo encontrado uma rapariga em *ual*uer parte. em tr0s *uartas partes dos casos. envergonhada e lavada em l3grimas. com ardor. é tuaX Dual*uer advers3rio. tem *ue verX GalaX8 Eis o *ue signi2ica o teu poderX Ela aca6a por contar1te tudo tintim por tintim. a escolha particular de *uem prender e a sorte pessoal de cada um dependia. não h3. *ue. sou6e *ue a sua mulher estava no hospital) & A$DU'.urina no rosto da*ueles *ue 2oram postos de /oelhosX #epois de acesso de 2<ria. come+as a interrog31laJ 7?omo eraY Em *ue posi+9esY))) E em *ue mais outrasY))) #3 pormenoresX E outros detalhesX 'sso poder3 servir para mim e vou cont31lo aos rapa>esX8 A rapariga. a>ul como tuX Duanto . é varrido da tua 2renteX A terra *ue pisas. est3 nas tuas mãos a sua deten+ão e a sua pena) $e*uisitasteb uma dactil:gra2a para escrever o interrogat:rio e mandaram1te uma.E AB& #E BU AB 1@9 verdade necess3rio experiment31lo. ver-amos com assom6ro. não te escapar3) E 2icou1te de olho tam6ém uma mulher casadaY %er3 tuaX A2astar o marido do caminho é coisa *ue não te custa nada1@) "ão é na Q Goi o *ue disse a B) B) o comiss3rio de eninegrado. sentes1 te um verdadeiro homemX &u então interrogas 7uma rapariga *ue anda com um estrangeiro81C) Iem. em metade deles. diante do rapa>ola interrogado14) E como se ele não 2osse gente. di> *ue isso nada tem a ver com o assunto) 7Fas sim. antes da guerra da ?oreia. pelos vistos. não tem outra sa-da. 6onita. é a paixão de todos eles) ?omo não utili>ar esse poder e uma tal 2alta de controle para enri*uecerY %eria necess3rio ser um santoX))) %e nos 2osse permitido conhecer o 2undamento de certas deten+9es. naturalmenteW não os vamos deixar de parte) ?omo come+ou. administrador da cooperativa de consumo local. 2a> mesmo um desenho e poder3 até mostrar1to com o corpo. de *uem é *ue haverias de ter vergonhaY %e gostas de mulheres Re *uem é *ue não gosta delasYS. é tuaX & céu *ue so6re ti paira. é teu.oAhilAo. serias idiota se não te aproveitasses da situa+ão) Umas são atra-das pelo teu poder. isso não desconcertava ninguémS. por exemplo. o périplo de de>anove anos de V) B) Vlassov pelo Ar*uipélagoY #evido ao 2acto de *ue tendo ele. ou *u0Y #e *ue é *ue necessitavas. da %eguran+a do Estado de =emerovo) 14 & estudante Ficha I) b ^3 muito tempo *ue tenho um assunto para um contoJ 7A Esposa ?orrompida)8 Fas. di>es1lhe algumas grosserias e perguntas1lheJ 7%er3 *ue o americano a tem 6em cin>elada. e. de c3lculos interesseiros da ")=)V)#) local Re dos procuradores. da cupide> e da vingan+a.artido R*ue não 2osse para o povo. por isso. certo tenente11coronel. sendo a norma geral a de prender. promovido a1 venda de uns tecidos R*ue /3 ninguém comprava)))S para o activo do .

tal como estava Ralgo havia sido de2ormado sem remédioS. sacou da pistola e amea+ou mat31lo) Fas rapidamente o primeiro1 tenente o6rigou1o a curvar1se e a sair. so6 a amea+a de *ue. um amigo *ue não estava autori>ado a comer ali Risto é. caixa de correios de campanha du>entos e trinta e cincoS numa 6usca ao apartamento de um cidadão em li6erdade. eles ro-am1se todos por não serem os primeiros a colher tro2éus)S & agente da contra1espionagem do 4Q)O Exército *ue me deteve. e *ue vivesse com ela. mulher do seu acusado =) ') %traAhovitchJ 7"ecessito de um edredão) . porém.E AB& #E BU AB gravemente a ")=)V)#) da >ona) E 2oi assim *ue o inclu-ram na lista da oposi+ão de direitaX))) As considera+9es e os actos dos de6runs1a>uis costumam ser tão mes*uinhos *ue é coisa de maravilhar) & che2e de uma 6rigada operacional. caso contr3rio. sem se atrever a divorciar1 se nem ousar *ueixar1se 1 era esse o pre+o da li6erdadeX & tenente1coronel cumpriu tudo) R'sto 2oi1me relatado pelo motorista desse mesmo agente da sec+ão especial)S ?asos semelhantes não devem ser poucosJ este é um dom-nio onde se revela particularmente tentador utili>ar o poder) Um desses agentes da %eguran+a do Estado o6rigou. mas sim uma caixa alemã *ual*uer de atraente cor escarlate) E na mira dela tentou toda uma mano6ra auxiliarJ primeiro. *ue. cantina privada do . servindo1se dos su6ter2<gios de um auto. um par de luvas estrangeiras) RDuando a o2ensiva prosseguia. ele o2endeu caso era tão grave *ue os médicos não lho ocultaramJ os seus :rgãos genitais so2riam de uma lesão. e usava1as na sua presen+a) A um outro preso ele 2urtou. pagas por tari2a especial. um rel:gio de pulso) & comiss3rio "iAolai Giodorov =ru/Aov. a 2ilha de um general1che2e do Exército Rem 1944S a casar1se com ele. durante o cerco de eninegrado.procurador era1lhe molesto ir 2a>er compras ao 6alcão) &ra Vlassov não teve a ideia de di>er1lheJ 7Eu mesmo lhos deixo de parte8 Risso não estava no seu car3cterS) Fais aindaJ o procurador $ussov levou . %entchenAo. para salvar o pai. sa6endo per2eitamente *ue não tinha mais nada nas algi6eirasJ 7Ah. *ue tinha uma posi+ão in2eriorS e o administrador da cantina não permitiu *ue se servisse a re2ei+ão ao amigo) & procurador exigiu de Vlassov *ue o castigasse. casou com o agente da %eguran+a) #urante o 6reve tempo de casada escreveu um di3rio. ali3s.s tantasS) & comiss3rio Giodorov Resta+ão de $echeta. 2icavam com todos esses cigarros para eles) Até nas horas de interrogat:rios nocturnos. depois ordenou *ue me revistassem de novo. mas. disse a Elisa6eth Victorovna %traAhovitch. prenderia o pai) A /ovem tinha noivo. =or>uAhin. tirou a um o2icial do exército preso a 6olsa de campanha e a prancheta. eles 2a>iam trapa+asJ o6serv3vamos como eles anotavam nos autos mais tempo do *ue o utili>ado Rdas tantas . cm *ue ele chegaria a re>ar por uma1 morte sem so2rimentos) E &$#E"&U1 ^E *ue rece6esse em casa a esposa. o *ue este não 2e>) #esse modo. nem se*uer era uma cigarreira. devido a rela+9es anormais) & tenente1coronel precipitou1se para a esposa e conseguiu a con2issão delaJ tratava1se de um primeiro1tenente da sec+ão especial da sua unidade Rparece *ue por ela correspondidoS) & marido correu 2urioso ao ga6inete da sec+ão especial.artido Rhavia cantinas dessas nos anos @CS. olhava com inve/a para a minha cigarreira. para 6uscas e deten+9es. ele mesmo. enviou1o ao namorado e depois suicidou1se) 14C A$DU'. não a incluiu no auto da apreensão Risto pode 2icar consigoS. ve/am s:X (irem1 lhaX8 E para *ue eu não protestasseJ 7 evem1no para a enxoviaX8 RDue gendarme c>arista se atreveria a portar1se assim com um de2ensor da p3triaYS ?ada investigador dispunha deb determinada *uantidade de cigarros para animar os *ue con2essavam e para os 6u2os) Alguns. a6atido e em estado lastimosoJ amea+ou envi31lo a apodrecer no mais terr-vel campo. rou6ou.

ordenando *ue lhe trouxessem mulheres para si e para os seus colegas de 2arra.ovo para a %eguran+a do EstadoX8. na %eguran+a do Estado da região de =emerovo. mandou expulsar todos *uantos estavam sentados no restaurante. o6/ectos de cristal nas algi6eiras RElisa6eth. decididamenteX "ão compreendo.or exemplo. os seus apelidosY E ve/am uma ve> mais o *ue é a mem:ria do prisioneiroJ ') =orneiev es*ueceu1se do apelido da*uele coronel da %eguran+a do Estado. e dissuadiu1aJ 7"ão é precisoX8S interveio contra =ru/Aov no tri6unal como testemunha) ?omo não era o primeiro caso veri2icado com =ru/Aov e ele violava os interesses dos :rgãos. mas violou outra lei importante. ma/or ?hAurAin R?oirãoS. havia diversos (rutniev R.E AB& #E BU AB 141 & n<mero de casos semelhantes não tem 2imJ poderiam pu6licar1se mil 7 ivros Irancos8 Ra come+ar em 191QS. atingiu tal envergadura *ue. ao chegar . conhecido de am6osS.ode ser *ue tenha havido e ha/a de6runs11a>uis *ue nunca rou6aram nada. *ue encontrou no isolamento pol-tico de Vladimir) Esse coronel era a personi2ica+ão con/unta do instinto do poder e do dinheiro) Em come+os de 1945. tenente1coronel Ialandin Rsopa aguadaS e ainda o /ui> de instru+ão %AoroAhvatov RArre6anhadorS) Ve/am.E AB& #E BU AB . em come+os dos anos 5C. condenaram1no a vinte e cinco anos) Estaria l3 muito tempoY A$DU'. *ue. por sua ve>. eles passavam os seus ser9es em sal9es . maneira da no6re>a do &cidente. de passagem. ele pediu para ser incorporado na sec+ão dos :rgãos. *uando particip3vamos nas campanhas /uvenis e execut3vamos o primeiro plano *uin*uenal. *ue. pilhar) R") dos ()S 144 A$DU'. o6rigando1as a dan+ar nuas em cima das mesas) (eria sido perdoado. Esta+ão de "ovossi6irsA. pura e simplesmente.arasitaS. levou tam6ém o *ue p_de e *ue no 2im de contas era dela) 7J3 leva 6astanteX8. in*uirindo sistematicamente /unto dos ex1presos e das esposas) . o che2e da %ec+ão de 'nvestiga+ão. mas para seu proveito Re conseguiu muitos prod-giosS) & nosso her:i limpou vag9es inteiros e construiu para si v3rias casas de campo Ruma delas em =linS) #epois da guerra. algo pudesse cont01los se uma coisa lhes agradasse) J3 nos come+os dos anos @C. dos 7tro2éus8. do género do de =onAordi 'osse. isto é. amigo de =onAordi 'osse Rpor coincid0ncia. até a pena de morte. e pialit p 2itar com os olhos desor6itados) Brae tem a rai> em gra6it p sa*uear. advertiu1a ele. procurava apoderar1se de tudo o *ue podia. en*uanto continuava a servir1se14S) G)m 1954 esta enérgica e inexor3vel mulher Ro marido tudo perdoou. não para o Estado. e as suas damas ostentavam toiletes estrangeiras) #e onde vinha tudo issoY E os seus apelidosX Era como se tivessem sido escolhidos em 2un+ão deles para esse tra6alhoX .(raga1me umX8 Ela respondeu11lheJ 7& *uarto onde tenho as coisas de 'nverno est3 selado)8 Então ele di1rigiu1se a casa dela e. explicou ele pra>enteiro))) e levou dali a roupa de 'nverno. não é inventadoX (odos eles su6itamente /untosX RAcerca de VolAopialov e Bra6ichenAe /3 nem vale a pena 2alar15S Acaso não re2lectem nada do *ue as pessoas são. controlava toda essa pilhagen1h. sem violar o selo de chum6o da %eguran+a do Estado. com os seus pontos de vista. metendo. o seu su6stituto. no tempo das vacas gordas. como o 2i>era =ru/1AovJ agiu contra os seus) "ão s: enganou os :rgãos como ainda 2e> piorJ apostou em *ue sedu>iria as mulheres de alguns dos seus camaradas da sec+ão operacional da (cheAa) "ão lhe perdoaramX Goi metido no isolamento pol-tico. enca6e+ada pelo pr:prio A6aAumov. desapara2usou o puxador da portaJ 7Eis como tra6alha o ?omissariado do . nem de nada se apropriaram 1 mas a mim custa1me a imagin31lo. ao a6rigo do artigo 5QX En2ureceu1se por se terem atrevido a prend01lo e não duvidava de *ue o caso seria reparado) RE talve> 2osse)S a VolAopialov deriva de volA p lo6o.

e assim se explica a sua *uotidiana sensa+ão de impunidade) %ão conhecidos. tornando1se o che2e da ")=)V)#) de (omsA15) bf $oman Bul.) U) em ArcLngel) %em perder um s: minuto. podes ainda 2urtar1te a essa avalancha. pois estão ligados por uma conven+ão t3citaJ colocar os deles em situa+ão privilegiada Ro coronel A) ') Voro6iov 2oi metido na cadeia especial de Far2insAW o pr:prio ") ') 'line esteve na u6ianAa mais de oito anosS) A*ueles *ue são presos individualmente pelos seus erros pessoais de c3lculo. in #>cr/insAi) 15 Ainda um 6om assuntoX Duantos não h3 a*uiX . de modo algum. onde se encontraram com os seus pr:prios >eAs RreclusosS.Esse destino ne2asto de se deterem a si mesmos não é assim tão raro como isso entre os de6runs1a>uis) "ão h3 uma verdadeira garantia contra tal. e então /3 ninguém a/uda. céle6re pelos seus 2u>ilamentos.or exemplo. mas 2or/ando1lhe um processo) E não s: 2icou vivo como 2oi promovido. porém. *ue odiava encarni+adamente o artigo 5Q. eles mesmos. demonstrando *ue não tens nenhuma rela+ão com ela) . chegada a hora astralmente designada. colocavam as suas ca6e+as so6 a sua pr:pria guilhotina) . gra+as a essa preven+ão de casta não passam ha6itualmente mal. a 2im de poder dar deles uma ideia) Fas a*ueles agentes da %eguran+a *ue caem nas torrentes Reles t0m igualmente as suas torrentesl)))S arriscam tudo) Uma torrente é um cataclismo natural. e não se sa6e por*ue eles assimilam mal as li+9es do passado) ?ertamente pela 2alta de intelig0ncia superior. não o a6andonar na desgra+a. mas os de6runs1a>uis. 2oi metido por este mesmo de6aixo das tarim6asS) Entretanto. antes de re6entar a vaga. e até ministros. teve a 2ra*ue>a de ca1sar1 se por amor com uma 2uncion3ria.ode ser *ue sirva a alguém) A$DU'. se tens uma 6oa in2orma+ão e uma consci0ncia aguda de tche*uista. despeda+amentos de pernas. dos caminhos de 2erro da ?hina &riental) #e repente. *ue 2e> eleY . com medo de ser ele mesmo arrastado para esse a6ismo) "o <ltimo minuto. não *ueriam. o2erecido para *ue os *ue 2icavam tomassem a apar0ncia de puri2icados) &s :rgãos deviam mudar mais depressa do *ue &vcrescimento normal e o envelhecimento das gera+9es humanasJ certos cardumes da %eguran+a do Estado deviam entregar as suas ca6e+as com a in2lexi6ilidade do estur/ão. sou6e *ue iam prender os empregados desses servi+os 2errovi3rios) Era então o che2e da %ec+ão &peracional da B) . e não passaranNiada 6em Rpor exemplo. não temos meios de os conhecer em pormenor. mas talve>.. reconhec01la e prevenir1se) E tanto o rei como os tu6ar9es dos :rgãos. o agente Funchin. para ser su6stitu-do pelos 2ilhos) Esta lei era 6em vis-vel para uma intelig0ncia superior.$E"#EU A FU ^E$ AFA#AX E ainda por cima não como 2uncion3ria dos caminhos de 2erro da ?hina &riental.E AB& #E BU AB 14@ Estas torrentes surgiram em virtude de uma misteriosa lei de renova+ão dos :rgãosJ um pe*ueno sacri2-cio peri:dico. per2ura+9es no corpo com o sa6re. en*uanto a in2erior lhes segredaJ 7%ão raros a*ueles a *ue isso ocorre. mais 2orte até *ue os pr:prios :rgãos. realmente. eu escaparei e os meus não me vão desamparar)8 &s seus procuram. esmagamento da ca6e+a com pesos e halteres e cauteri>a+ão1. *uem sa6e. da mesma 2am-lia)))S. o capitão %aenAo Rnão a*uele carpinteiro tche*uista de ?rac:via dos anos 191Q119. alguns casos em *ue os mand9es operacionais dos campos 2oram o6rigados a cumprir penas em campos comuns. e *ue se apoiava no 6anditismo. =oAhansAaia. *ue vai morrer so6re as pedras do rio. tratando1se de tais casos.

rimeiro ?-rculo) 144 A$DU'. por exempo. estou detido sem motivo8. parte dos outros. E(1"BUE$ F&$$EU "E%%A FE%FA "(&'(EX . tele2onou ao ?omité ?entral do .Um primeiro cardume arrastou 'agoda atr3s de si) . como /3 mencion3mos.$E%& $'UF'" Rainda so6 o poder de IériaS. BU AB 2icou :r2ão) %imultaneamente a le/ov.ela manhã. e ao matar. 2amiliar do pr:prio A6aAumov. pedindo para ser interrogado) ?omo era seu costume. na manhã seguinte. e a despeito mesmo de IériaX R^3 sintomas de *ue antes da morte de %taline. *ue havia) Era necess3rio 2a>er veri2ica+9es ainda uma ve> mais. a de 1Q "o . Iéria tinha a sua situa+ão amea+ada. ao não concordar com A6aAumov. o che2e de todos os compadres dos camposX E depois veio o cardume de Iéria) & gordo e presun+oso A6aAumov trope+ou .rovavelmente muitos da*ueles nomes gloriosos. ele riu1seJ 7E uma misti2ica+ão)8 (erieAhov mostrou1lhe o seu mandado de controle das cadeias internas do Finistério da %eguran+a do Estado) 7?omo esse podem 2a6ricar1se *uinhentosX8. e tiraram u)ma ?onclusão di2erenteJ A6aAumov. *ue ainda teremos ocasião de admirar ao 2alar do canal do mar Iranco. e 2oi talve> por seu intermédio *ue %taline 2oi li*uidado)S Um dos primeiros passos do novo Boverno 2oi a ren<ncia ao caso dos médicos) Então G&' . como 7patriota da 'nstitui+ão8. o *ue mais o2endia não era se*uer *ue estivesse preso. $iumin. respondeu A6aAumov. a de *ue sim. o che2e da #irec+ão das Ginan+asW o che2e da #irec+ão %anit3ria e o che2e da Buarda 'nterior de BU AB 1 isto é. di>endoJ 7#esculpe)8 Duanto a A6aAumov.E AB& #E BU AB *ue não havia nenhum 7caso dos médicos8W $iumin. Etinguer durante a noite) Fas *uem conhece os segredos destes pal3ciosY . chupava um 6om6om e a uma o6serva+ão de (erieAhov. 2oram presos. apresentou1se a ele em 2ins de 1954 com a sensacional not-cia de *ue o pro2essor de medicina Etinguer tinha con2essado *ue su6metera a tratamento incorrecto Jdanov e ?her6aAov Rcom o 2im de os matarS) A6aAumov ne1gou1se a acreditar. separadamente) &s historiadores dos :rgãos Rse os ar*uivos não 2orem *ueimadosS relatar1nos1ão isso um dia. talve>. passando por cima de A6aAumov. mas AIA=UF&V "i& G&' 'IE$(A#&X 'ntrodu>iram1se novas regras na u6ianAa. depois do *ual /3 a sua ca6e+a estava em /ogo. apresentando um lastimoso aspecto) ?om essas deten+9es. mas por uma dessas maravilhosas particularidades da 'nstitui+ão "octurna. e pela primeira ve> em toda a sua exist0ncia cru>ou os seus um6rais um procurador R#) () (erieAhovS) $iumin mostrou1se nervoso e servilJ 7Eu não sou culpado. 2ora dado na véspera.ode ser *ue o contacto com %taline tivesse /3 sido reali>ado antes)S %taline rece6eu $iumin. *ue o tinha protegido.enso *ue não 2oi esse o seu passo decisivoJ o decisivo. 2oram levados nesse cardume e os seus nomes riscados das linhas poéticas) & segundo cardume arrastou 6em depressa o e2émero le/ov) Alguns dos melhores cavaleiros de 19@5 pereceram nessa vaga Rmas importa não exagerar.$E"#EU AIA=UF&V) $iumin 2oi para a 2rente com o caso. a achou *ue $iumin ia demasiado longe) RFas $iumin pressentia melhor a*uilo *ue %taline *ueriaXS . recusan1do1o com a mão) A ele. pois conhecia 6em tais co>inhados.artido e pediu para ser rece6ido por %talineX R. organi>aram essa tarde um interrogat:rio cru>ado com Etinguer. deu andamento ao caso dos médicos e . estão longe de terem sido os melhoresS) & pr:prio le/ov 2oi espancado durante a instru+ão do processo. cuspiu1o na palma da mão. *ue conheci casualmente) R"ão vou repetir a*uilo *ue so6re eles tive ocasião de contar noutro lugar1Q)S $iumin. passo a passo.ara tirar d<vidas. com ci2ras e com o 6rilho dos nomes) Eu limitar1me1ei a*ui apenas a uma pe*uena parteJ a hist:ria de $iu1min e de A6aAumov. segundo parece independentemente. mas *ue tentassem .

tendo sido encarcerado por %taline. se *ueremos responder a ela honestamente) 14. inlea %edaia. naturalmente. no nosso pa-s. condenado no tempo de %taline. é) . interroguemo1nosJ se a minha vida se tivesse apresentado di2erentemente. (erieAhov chamou1o e deu1lhe a ler o /ornal com o comunicado so6re o desmascaramento de Iéria) 'sso era então *uase uma sensa+ão c:smica) A6aAumov leu o comunicado sem pestane/ar. (erieAhov ter1se1ia destacado) Assim. não são as pessoas *ue t0m necessidade . e talve> de viva intelig0ncia) %e as re2ormas de =ruchtchev tivessem sido mais conse*uentes.ara não vestir sem mais o alvo manto dos /ustos. meteram1nos um *uestion3rio nas mãos para preenchermosJ h3 /3 demasiados 2-sicos e matem3ticos. mas pela . até h3 pouco su6ordinado de A6aAumov. #) (erieAhov era um homem de 2or+a de vontade c aud3cia 2ora do comum Ros /ulgamentos contam1noS. a p3tria precisa de candidatos .rocuradoriaY R?ontinuava l3 com a sua na ca6e+aXS E tu acreditas *ue eu. no tempo de =ruchtchev. como um inculto correio do Estado)S "ão era o /ulgamento *ue A6aAumov temia. o *ual. 2ala tam6ém como o lo6o) Esta 2a+a de lo6os. s: comendo ovos *ue comprava na cantina) RA*ui 2altava1lhe imagina+ão técnica. os :rgãos deixaram de existirX8 REle. terei pena de 2u>ilar1teX A2asta1te do meu caso. no &utono de 19@Q) ":s. e 2u>ilado a 1Q de #e>em6ro de 19541O) Fas era em vão *ue ele se preocupavaJ os :rgãos não morreram por isso) ?omo di> a sa6edoria popularJ ao 2alares do lo6o.E AB& #E BU AB 145 permitir *ue a investiga+ão do caso Iéria não 2osse reali>ada pelo Finistério da %eguran+a do Estado.pre/udicar os :rgãos. em tempos. ele tinha espancado a nora de =ruchtchev. A$DU'. escola da ")=)V)#) Rde resto. este perguntou1lheJ 7?omo pudésteis & *ue era verdade) Em geral. de onde surgiu ela do nosso povoY "ão é da nossa rai>Y "ão é do nosso sangueY %im. prevendo *ue os partid3rios de %taline aca6ariam por predominar) Fas continuou preso por mais dois anos) . voltou a 2olha e come+ou a procurar a p3gina desportiva) &utra ve>. ter1me1ia eu convertido num carrasco assimY E uma pergunta terr-vel. ele disse a (erieAhovJ 7(ens os olhos demasiado 6onitosa9. e. 1 onde morreu) . não chegam a 2ormar1se personalidade hist:ricas) A$DU'.or isso. esposa do 2ilho mais velho. A6aAumov aca6ou por ser /ulgado. mas sim um envenenamento Rmostrando uma ve> mais ser um digno 2ilho dos :rgãoslS ?ome+ou pois a re/eitar toda e *ual*uer comida da prisão. serei /ulgadoY8 1 7%im)8 1 7Então en2ia um chapéu de coco na ca6e+a. *uase sem nos pedirem o nosso acordo. 2omos chamados ao comité de >ona uma primeira e uma segunda ve>. ministro da %eguran+a do Estado. ao pensar *ue um ovo não pode ser envenenado)S #a 6em surtida 6i6lioteca da u6ianAa s: lia livros de))) %taline R*ue o tinha metido na cadeia)))S 'sso seria talve> uma ostenta+ão ou um c3lculo.or*ue é *ue não o soltaramY A pergunta não é ingénua) A /ulgar pelos seus crimes contra a humanidade. em eninegrado. rapa>es do =omsomol. assistindo ao interrogat:rio um importante agente da %eguran+a do Estado. é sempre assim.E AB& #E BU AB em6ro1me do meu terceiro ano da universidade. os *uais não podiam estar su6ordinados a nada no mundoX Em Julho de 195@ $iumin 2oi /ulgado Rem FoscovoS e 2u>ilado) Fas A6aAumov continuou na prisãoX "o interrogat:rio. e a2asta1te pelas 6oas)8 Uma ve>. ele estava manchado de sangue até a ca6e+a) Fas não era s: eleX &s restantes tinham escapado com sorte) & segredo est3 a*uiJ h3 rumores surdos de *ue. tinha uma visão demasiado pessimista. *uando estava preso na u6ianAa. 2ora enviado para um 6atalhão disciplinar.

mas não era com eles *ue -amos aos 6ailes e assim ainda seria mais 23cil 2a>er exames) ":s. e h3 sempre um 6urocrata *ue sa6e tudo e 2ala em seu nomeS) Um ano antes. naturalmente. eu não entro nisso) 8a E algo *ue data de h3 muito. *ue nos impedia de aceitar a ida para a escola da ")=)V)#) "ão era *ue tal se dedu>isse das con2er0ncias ouvidas so6re o materialismo hist:ricoJ ao contr3rio. para uma pessoa decente. pois. mas do cora+ão) . 2ui torturado durante mais meio ano na Escola do Exército) #everia.E AB& #E BU AB 145 ?ontudo. com 6andeiras) ?omo poder-amos sa6er ou pensar *ual a causa das deten+9esY Due tivessem mudado todos os che2es regionais. através delas estava claro *ue a luta contra o inimigo interno era uma 2rente de com6ate ardente e uma tare2a honrosa) E isso estava em contradi+ão com a nossa vantagem pr3ticaJ a universidade provincial nada nos podia prometer além de uma escola rural num recanto a2astado e com um sal3rio ex-guo. *ui+3 desde iermontov) "a*uelas décadas da vida russa em *ue. *ue me teria recusado e *ue a6alaria 6atendo com a porta atr3s de mim) Fas. e n:s éramos dos *ue des2ilavam de dia. das moedas de ouro deixadas pelos nossos 6isav:s. em geral. não havia servi+o pior nem mais su/o do *ue o de agente da pol-cia secreta. mas o cora+ão repelirJ 7"ão *uero. deram1me gal9es com duas estrelinhas. esse mesmo comité de >ona tinha1nos aliciado para uma escola de avia+ão) (am6ém dessa ve> nos recus3mos Rt-nhamos pena de deixar a universidadeS. vossa volta. rapa>es de vinte anos de idade. voc0s compreendiam per2eitamente como 2ervilhavam as deten+9es . e es*ueci tudo) . mas tendo 2eito meio ano de servi+o militar opressivo. en*uanto a escola da ")=)V)#) nos prometia um racionamento especial e um vencimento duas ou tr0s ve>es maior) & *ue sent-amos não podia tradu>ir1 se em palavras Re se as houvesse.de alguém. por temorS) $esistia1se.odem gritar1te de todos os ladosJ 7E necess3rio8. não 6aseado em *ual*uer argumento. marc3vamos o passo nas mesmas paradas *ue os da $evolu+ão de &utu6ro e esperava1nos o mais radioso 2uturo) E di2-cil descrever o sentimento -ntimo. mas não tão tena>mente como agora) Um *uarto de século depois pode pensar1seJ sim.onho1me a imaginarJ se ao come+ar a guerra eu /3 tivesse gal9es *uadrados nas lapelas a>uis41 1 *ue teria sido 2eito de mimY . ter assimilado para sempre a amargura do servi+o militarW guardo na minha mem:ria como a pele me gelava e se gretava))) Fas nãoX ?omo prémio de consola+ão. isso era1nos per2eitamente indi2erente) (inham mandado prender dois ou tr0s pro2essores. ainda de6ru+ado so6re integrais. sa6endo o *ue signi2icava estar sempre pronto a su6ordinar1me a pessoas *ue podem não 1ser dignas) #epois. *uatro. di>er *ue a minha honestidade não teria suportado tal coisa. e a tua ca6e+a tam6ém pensarJ 7E necess3rioX8. e isso di>ia1se em vo> alta) Fas tudo vem de mais longe ainda) %em o sa6er. comecei a examinar sucessivamente a minha verdadeira carreira de o2icial 1 e horrori1>ei1me) . deitado na tarim6a do c3rcere. como eles torturavam nos c3rceres e para *ue lama vos arrastavam) Fas nãoX As coru/as voam de noite. depois com tr0s. resgat3vamos a li6erdade com o *ue nos restava 1 moedas de co6re e pe+as de de> Aopecs. mas sim a p3tria. não vindo da universidade.assei a o2icial. alguns dos nossos rapa>es alistaram1se então) Acho *ue se tivessem exercido uma pressão mais 2orte nos teriam talve> do6rado a todos n:s) .osso. E"&JA1FEX Arran/em1se sem mim. para ser agrad3vel comigo pr:prio. não as pod-amos comunicar uns aos outros. nos tempos em *ue a moral ainda não era considerada relativa e o 6em e o mal se di2erenciavam simplesmente através do cora+ão) A$DU'. não ao n-vel da ca6e+a.

disciplina da 2orma e . tinha a preocupa+ão de cuidar da minha pessoa e de preparar todas as minhas re2ei+9es . ganh3vamos um andar 2elino de o2icial e uma vo> met3lica de comando) As ins-gnias com esse 2ormato eram 2ixadas . sim. de uma maneira ou doutra. so6 o comando do insu6misso sargento Fetlin))) RE%DUE?'. segundo é praxe no nosso am6iente militarW a alegria de es*uecer certas su6tile>as espirituais. desenrascava melhor) & *ue mais tem-amos era não chegar a ganhar as ins-gnias Renviavam para Estali1negrado a*ueles *ue não terminavam o cursoS) 'nstru-am1nos como se 2_ssemos /ovens 2eras. por*ue era co6erta e se servia l3 o rancho de soldadoJ 2oi onde esteve ViuchAov. para *ue. 2ormando a 6ateria na retaguarda. sem pensar muito em sa6er por*ue é *ue isso não correspondia tam6ém aos soldados) Eu /3 tinha. es*ueci sinceramente tudo isto durante anosX Aca6o de voltar a lem6rar1me agora mesmo. tal como a vivem todos. incutidas desde a in2Lncia) "a escola militar and3vamos constantemente atena>ados pela 2ome. por ter . é verdade *ue na minha 6ateria tam6ém devia haver um lugar de deten+ãoX E no 6os*ue *ual podia ele serY (ratava1se de uma cova. vigilando1nos >elosamente uns aos outros para ver *uem se. depois. esses. *ue. naturalmenteS) Fandava1os so6 o 2ogo dos canh9es ligar os 2ios partidos. em cada novo lugar. pela noite. 2a>iam levantar toda a sec+ão e 2orm31la em volta de uma 6ota su/aJ é desse canalha. escutava1os a eles em posi+ão de sentido) 'nterrompia. dava instru+9es) ^avia pais e av_s. podiam o6rigar1nos a *ue. convencido de *ue não podia haver outras melhores do *ue essas) Até na 2rente de 6atalha. a 2im de tornar1nos mais 2uriosos. uma ordenan+a R*ue dava pelo no6re nome de 7impedido8S. *ue era a>ul tratando1se da pol-cia pol-tica) R") dos ()S 14Q A$DU'. eu /3 o6rigava o meu descuidado pra+a Ier6ienov a marcar passo. naturalmente.s extremidades Rde6runsS da gola do li2orme. o meu poder conven1ceu1me rapidamente de *ue eu era uma pessoa de *ualidade superior) %entado. li6erdade. arrastando para l3 os troncos mais pesados de modo a eu 2icar comodamente e 2ora de perigo) E reparem. onde parecia *ue a morte nos igualava a todos. *ue vai agora limp31la e en*uanto ela não 2icar 6rilhante v:s permanecereis a*ui 2ormados) "a Lnsia apaixonada dos gal9es. permitam11me.s marchas) $ecordo1me 6em *ue 2oi a partir da Escola de &2iciais *ue experimentei a A EB$'A #A $U%('?'#A#EJ ser militar e "i& $EG E?('$W a A EB$'A #E $EG&?' A$ na vida. so6 o comando de um sargento.E AB& #E BU AB Ginalmente. é coisa *ue não se pode di>er deles)S Eu o6rigava os soldados a do6rarem1se e a a6rir valas especiais de protec+ão para mim. s: para *ue os che2es superiores não me censurassem Rassim morreu AndriachinS) Eu comia a minha manteiga e as minhas 6olachas de o2icial. em inspec+ão casual. o *ue signi2icavaJ *uais podem ser as considera+9es de humanidade. uma ve> *ue estamos no exércitoY RDuanto mais nos :rgãos)))S & orgulho medra no cora+ão como o toucinho no porco) Eu lan+ava aos meus su6ordinados ordens indiscut-veis.(alve> conservasse então o amor . eis *ue me puseram os gal9esX E cerca de um m0s depois. não t0m impedidos. t-pico dos estudantesY Fas entre n:s ele não existia) Existia. tent3ssemos des2orrar1nos em alguém) "ão dorm-amos o su2icienteJ ap:s a hora de sil0ncio. *ue eu tratava por 7tu8 R e eles a mim por 7o senhor8. parte do rancho dos soldados) R&s comiss3rios instrutores da u16ianAa. convocou1me e envergonhou1me) Eu Re di>er *ue /3 depois de ter 2eito a universidadeXS /usti2i*uei1meJ 7"a escola militar assim nos instru-ram8. o amor . 2ic3ssemos so>inhos a marcar passo T isso como castigo) &u então. depois da hora do descanso. melhor do *ue a da divisão de BoroAhovets. tentando desco6rir onde pod-amos 2anar um naco mais. diante desta 2olha de papel)S E um velho coronel.

admirado R*uando eles deixaram o nosso exército. *ue se arrastam com ar a2lito e culpado ao encontro do seu exército li6ertador) Em6ora os li6ertassem. ha6ituado . iam seis soldados rasosk E um representante da na+ão vencidaY "ão expli*uei isso de 2orma tão complicada ao sargento. e . viram uma correia desse género. de 2ato. os agentes da contra1espionagem me arrancaram os malditos gal9es. estas enormes letrasJ 7%U)8 & *ue signi2icava 7%oviet Union)8 Eu /3 conhecia esse sinalJ tinha1o visto. por mais de uma ve>. em cu/o dorso se liam. era alto. so6retudo e chapéu pretos) J3 passava dos cin*uenta. 6oa comida) . em tinta 6ranca indelével. h3 *ue recordar o esto/o de cigarros vermelho1claro. então. no século !'!) R") dos ()S 15C A$DU'. ele ainda não era assimS) 7Via de Vladimir8 Rcaminho da deporta+ãoSJ alusão ao itiner3rio seguido pelos deportados. pois os soldados não me deviam ver assimX "o dia seguinte ao da minha deten+ão. dos *uais. diante do -coneY E para onde tinham voado A$DU'. 2e> um gesto para *ue eu agarrasse e levasse a minha mala. surrados. totalmente a6andonado . agente operacional da (checaYS Ginalmente. 2rente. o sargento. *ue estava selada num lado) "ela estavam as minhas roupas de o2icial e todos os meus escritos con2iscadosJ elementos para a minha condena+ão) ?omo. por cuidar mal da cara6ina) . agarrasse e levasse a malaY 'sto é.E AB& #E BU AB . mas disse11lheJ 1 %ou o2icial) Due a leve o alemão) "enhum dos presos voltou o rosto ao ouvir as minhas palavrasJ era proi6ido voltar1se) %: o *ue 2ormava par comigo. *ue eu tanto pre>avaJ não es*ueci como o tiraram ))) tis o *ue os gal9es 2a>em de um homem) &nde se tinham sumido as recomenda+9es da minha av:. mas do assento do motoristaS e 2altava uma correia de couroW eu a6orreci11me com issoW su6itamente.op1Aov. não havia alegria rec-proca nessa li6erta+ãoJ os seus compatriotas olhavam1nos de soslaio e de modo mais som6rio do *ue aos alemães) E a uma pe*uena distLncia da retaguarda. ainda me sentia morti2icado ao pensar na degrada+ão *ue seria passar pela depend0ncia dos tele2onistas. pertencente a um certo comiss3rio pol-tico de guerrilheiros Rdo comité do partido da >onaS e tiraram1lhaJ n:s somos do exército. a malaY Ele. *ue /3 tinham visto tudo.ermitam1me ainda outra recorda+ãoJ tinham1me 2orrado a prancheta com pele alemã Rnão. somos superioresX R$ecordam11se de ?entchenAo. me 2itou. tam6ém %U. por etapas) Gi>eram1nos ir a pé de &sterod a Irodnitsa) Duando me tiraram da enxovia para 2ormar. minha sorte. no posto de comando do che2e de 6rigada. com as mãos va>ias. /3 estavam de pé sete reclusos. comecei a percorrer a minha 7Via de Vladimir844) #irigiam os presos da sec+ão de contra1espionagem do exército. eis o *ue lhes aconteciaJ eram metidos na prisão) & sétimo preso era um civil alemão. me tiraram as correias e me empurraram para meter1 me no autom:vel. não era pele humana. . ?oisa *ue era proi6ida pelo novo regulamento internoY E ao lado. *ueria *ue eu.perdido um cavalo. seis aos pares e um de costas voltadas para mim) %eis deles vestiam capotes militares russos.E AB& #E BU AB 149 as minhas ilus9es de pioneiro so6re a 2utura e santa 'gualdadeX Duando. e um sargento t3rtaro. um o6/ecto pesado.useram1me no *uarto par. *ue partiam a pé de Foscovo para a %i6éria. pele muito 6ranca. de aspecto 6em tratado. escrito nas costas dos nossos prisioneiros russos. che2e da escolta. o2icial.

e alguns levantavam1se para 2ixar1nos com olhos de assom6ro) ?ompreendi su6itamente *ue a sua agita+ão e irrita+ão se dirigiam contra mim 1 eu di2erenciava1me muito dos restantesJ o meu capote era novo. além disso. *ue eu pertencia ao &U($& lado) 1 Apanharam1te. os 6ot9es. 6rilhavam como ouro 6arato) Via1se per2eitamente *ue eu era o2icial. e ordenou1lhe *ue levasse a minha mala. um prisioneiro de guerra. 6atia no peito. comprido. as costas. *ue sa6e #eus o *ue não teria visto no cativeiro alemão Rou *ue então sa6ia o *ue era a piedadeS. canalha vlassovistaYX))) Gu>ilem1no. curiosos. com o sol. a*uecia as colinas /3 *uase sem neve e nos mostrava um mundo transl<cido *ue era preciso a6andonar.s nuvens negras uma neve *ue nem parecia 6ranca. com as mãos va>ias tinham sa-do do pa-s e com as mãos va>ias regressavamS. e nos 2ustigava 2riamente o rosto. ora se 2ormavam tur6ilh9es hostis *ue arrancavam . nas paragens ou ao pernoitar))) En*uanto acusados. os gal9es não tinham sido arrancados e. mas acontecia antes *ue as suas ca6e+as. *ue não haviam sido cortados. sem *ual*uer ordem da escolta) E de novo o alemão) Fas eu não peguei nela) E ninguém me disse uma palavra) Encontr3mos no caminho uma comprida carro+a va>ia) &s condutores miravam1nos.Fas o sargento da contra1espionagem não se espantou) Em6ora aos seus olhos eu /3 não 2osse o2icial. mergulhados cada um na sua cela individual) Eram dias de tempo vari3vel duma . o *ue ia a seu lado 2a>endo par com ele. a guerra duraria menos) Due lhes podia eu responderY ^avia sido proi6ido de pronunciar uma s: palavra *ue 2osse q. os condutores Ro patriotismo mais veemente existe sempre na retaguardaS. ora o céu clareava e um sol suavemente amarelado. a sua aprendi>agem e a minha coincidiam) Ele chamou o alemão. eu não podia compreender) %eis costas) "enhum sinal de aprova+ão. *ue tinham a6ar6atado. nem de condena+ão no seu 6alancear) h & alemão cansou1se depressa) Ele mudava a mala de uma mão para a outra. incluindo eu. 2a>ia acenos .rimavera prematura) &ra alastrava um ténue nevoeiro e a lama se li*ue2a>ia desoladoramente so6 as nossas 6otas.E AB& #E BU AB 151 apanhar) Em parte. e a nossa coluna de *uatro pares de occipitais p_s1se em marcha) "ão t-nhamos de *ue 2alar com os mem6ros da escoltg e entre n:s era terminantemente proi6ido trocar palavras em marcha. ainda inseguro na sua d3diva. medida. sempre e sempre seis costas) ^avia tempo para o6servar e voltar a o6servar a retorcida e dis2orme marca %U. 6em como o negro tecido lustroso das costas do alemão) ^avia tempo para re2lectir so6re a vida anterior e compreender a presente) Fas eu não podia) J3 golpeado na 2ronte com uma matraca. aproveitando o 2acto de *ue ele não compreendera a nossa conversa+ão) (odos os restantes. repletas de palestras pol-ticas. puseram as mãos atr3s das costas Ros prisioneiros de guerra não tinham se*uer uma sacola. as pernas. ao pati2eXXX 1gritavam excitados pelo :dio. não eram capa>es de compreender *ue pudessem prender um comandante de companhia. molhando os capotes e as polainas) %eis costas pela 2rente. 2eito . talve> *ue esta decad0ncia lhes provocasse uma excita+ão agrad3vel Rum re2lexo de /usti+aS. agarrou na mala e levou1a) (ransportaram1na depois tam6ém outros prisioneiros de guerra. unanimemente. acompanhando esses gritos de um grande n<mero de palavr9es) Eu aparecia1lhes como uma espécie de velhaco internacional. dev-amos ir como se nos encontr3ssemos entre invis-veis ta6i*ues. e *ue aca6avam de me A$DU'. teria de explicar a cada um toda a minha vida) ?omo podia eu di>er1 . da retaguarda. *ue não era o6rigado a nada. e decidiram. e agora a o2ensiva na 2rente marcharia mais depressa. escolta de *ue não a podia levar) E então. mesmo na estrada s:lida.

e o oitavo pudesse ser salvo pela escolta. no F'"'%(E$'& #A %EBU$A"VA #& E%(A#&S havia tam6ém gente 6oa) ":s conhecemos essa gente 6oaJ eram a*ueles velhos 6olchevi*ues *ue nos sussurravam 7aguenta1te8 ou inclusive nos passavam uma sandu-che. perante a cova para a *ual /3 nos disp<nhamos a empurrar os nossos opressores. ora pr:ximo de um santo) Fas o nome não muda. insultaram1me e amea+aram1me com os punhos) Eu continuava a sorrir.ois não era eu um o2icialY))) %e sete dentre n:s tivessem de morrer pelo caminho. empurr31lo para a tu6eiraY E por*ue não empurr31loY Eu atri6u-a a mim mesmo uma a6nega+ão desinteressada) Entretanto. tramando maldosamente negros des-gnios e se se tratasse somente de di2erenci31 las das restantes e de ani*uil31lasX Fas a linha *ue separa o 6em do mal atravessa o cora+ão da cada pessoa) E *uem destr:i um peda+o do seu pr:prio cora+ãoY))) "o decurso da vida de um cora+ão esta linha desloca1se dentro dele. orgulhando1me de não ir preso por rou6o. todos a eito. *ue me impediria de exclamarJ 1 %argentoX %alve1meX Ve/a. nos segredos maldosos de %taline) 'a sorrindo para lhes di>er *ue *ueria e *ue talve> ainda pudesse corrigir a nossa vida russa) Entrementes. detemo1nos aturdidosJ sim. por eu ser altaneiro. eu estivesse preparado para ocupar um tal posto))) 154 A$DU'. no russo mais claro *ue houvesse. mas *ue mimoseavam os restantes.E AB& #E BU AB Due 2eche a*ui o livro o leitor *ue espera *ue ele continue uma acusa+ão pol-tica) Ah.$EE"#'#&X %implesmente não teria compreendido %&I$E o *ue é *ue ele me 2alava) . para além do mais. a escrever e a replicarJ Z Rno ?&F'%%A$'A#& #E %EBU$A"VA #& E%(A#&. ora li6ertando espa+o para o despontar da 6ondade) Uma e mesma pessoa nas suas di2erentes idades e em di2erentes situa+9es da vida constitui um ser completamente distinto) &ra pr:ximo do dia6o. levavam a minha mala))) Eu nem se*uer sentia remorsosX E se o meu vi>inho. mesmo *uando os seus gal9es não são a>uisX E se ainda por cima são a>uisY %e lhe incutiram. de rosto a6atido. com a 6ar6a crescida de duas semanas. come+aram por todos os lados a explicar. os olhos repletos de so2rimento e de experi0ncia. as coisas sucederam de tal 2orma *ue não 2omos n:s os carrascos. sorria1lhes desde a coluna dos presos em marchaX Fas o meu sorriso pareceu1lhes a pior das 6urlas e gritaram com mais 2<ria. deve o6rigar o acusado a meter a ca6e+a entre as pernas. talve> *ue. me tivesse censurado. pela 2or+a da dedu+ão. e é a ela *ue tudo é atri6u-do) %:crates disseJ 7?onhece1te a ti pr:prioX8 E. por eu ter humilhado a dignidade do preso. mas por ter penetrado. *ue entre os o2iciais ele é a gemaY Due depositaram maior con2ian+a nele do *ue nos outros e *ue. re>a um provér6io) & *ue signi2ica *ue igualmente do mal ao 6em) ogo *ue na nossa sociedade se agitou a lem6ran+a das ar6itrariedades e das torturas. por tudo isso. sou um o2icialX))) Eis o *ue é um o2icial. era um carrasco em pot0ncia) E se tivesse entrado para a escola da ")=)V)#) no tempo de 'e/ov. talve> *ue não tivéssemos recusado) #o 6em ao mal h3 um passo. ora oprimida por uma alegria maligna.lhes *ue não era um terroristaY Due era amigo delesY E *ue era por eles *ue estava a*uiY . orgulhoso 1 "###BOT_TEXT###amp; & (E$'A ?&F. 2oram eles) Fas se o . então. no de Iéria. nem por trai+ão ou por deser+ão. com . se as coisas 2ossem assim tão simplesX %e num dado lugar houvesse pessoas de alma negra.e*ueno %Auratov tivesse 2eito apelo a n:s.us1me a sorrir))) &lhando para eles. escolta. e uma ve> nessa posi+ão. ao pedir a/uda .

a gente 6oa tentava escapar1 se pela ast<cia)4@ A*ueles *ue l3 2icavam por e*u-voco. um /ovem tenente da %eguran+a 2oi avisar ?hipovalni1 #urante )1 guerra. em 1955. mas tra6alho bsem 6ordãob e. parece *ue ele não leu se*uer o 'van #etiissovitch )))8 E.2iguravam os seus relatos) Duando 2ui rea6ilitado.or causa dele. 0xitoY)))S 7Fas não tenho progredido no novo campo de ac+ão. de 2acto.artido. sem protesto. ele comoveu1se. ver como me podia a/udar Rest3vamos em 1945. durante a instru+ão do meu processo. para *ue a sopa não se es2riasse) Era um mo+o campon0s. ou se integravam nesse meio ou eram empurrados para ele. o tenente &vcianiAov) "a 2rente. era a pessoa mais chegada a mim) #urante metade da guerra comemos /untos da mesma marmita e so6 o canhoneio com-amos entre as explos9es. não devia l3 haver muita genteJ es*uivavam1se a admiti1la) Antes do recrutamento. acostumando1se e entrando nos eixos) Fas acaso não 2icavam mesmo l3Y Em =ichiniov. um aviador de eninegrado. parta. em $ia>an.assaram alguns anos e 2oi pu6licado o 'van #enissovitch) Iem. por intermédio de pessoas de 2am-lia. escrevi1lhe duas e não o6tive resposta) Encontrei 2inalmente uma indica+ão de *ue ele tinha aca6ado o 'nstituto de . pela primeira ve>. pois a.pontapés) E nas es2eras superiores do . com simplicidade. escreveu uma excelente 6iogra2ia militar minha e levou1a ao che2e da divisão para a assinar) #epois de desmo6ili>ado procurou. como a 3gua do 6os*ue re2lecte as 3rvores e até mesmo os ramos mais min<sculos)S Duando me prenderam. cou6c1lhe escoltar o padre Victor) E dava1lhe penaJ por*ue é *ue ele não tinha 2ugidoY Eis outro caso) Eu tinha um che2e de sec+ão. para *ue *uerem eles sa6er o *ue sucede depois aos condenadosY))) #essa ve> &vcianiAov /3 não p_de guardar sil0ncio e respondeu1meJ 7#epois do 'nstituto convidaram1mc a ir tra6alhar nos :rgãos e pareceu1me *ue a*ui teria o mesmo 0xito)8 REle. depois de sair do hospital. tinha um enorme dese/o de encontr31lo) em6rava1me da sua direc+ão.E AB& #E BU AB 15@ Aov um m0s antes da sua deten+ãoJ parta. agora ele vai responder) "adaX))) (r0s anos depois. o *ue é ho/e o campo e o *ue são os AolAho>es) REle 2alava so6re isso sem irrita+ão. não haveria gente 76oa8. havia coisas *ue não me agradavam. procediam /ura exame minucioso) #e resto.uosX8 &s radiologistas inventaram uma in2iltra+ão tu6erculosa e imediatamente os da %eguran+a desistiram) A$DU'. com uma alma tão pura e sem preconceitos *ue nem a escola militar. nem a o2icialidade o corromperam) Ele pr:prio me moderava muito) (odo o seu poder de o2icial o utili>ava para uma coisaJ para salvaguardar a vida e as energias dos seus soldados Re entre eles havia muitos idososS) Goi através dele *ue eu sou6e. humanamente 2alandoY Em geral. *ue pouco se di2erenciava de 19@5XS . a não ser por erro.edagogia de 'aroslavl. suplicou bno dispens3rio antitu6erculosoJ ) =ncontrem1nie uma doen+a *ual*uerX &rdenam1me *ue v3 tra6alhar para os :n. 2ossem ler o meu #i3rio Filitar. eu temia deveras *ue. *ue *uerem prend01loX R%eria por iniciativa suaY &u 2oi a mãe *ue o mandou salvar o sacerdoteYS #epois da deten+ão. de onde me responderamJ 7Goi enviado para tra6alhar nos :rgãos da %eguran+a do Estado)8 Essa agoraX 'sso era 6astante interessanteX Escrevi1lhe para o seu endere+o da cidade e tão1pouco o6tive resposta) . pedi a um meu correspondente de 'aroslavl para ir v01lo e lhe entregar pessoalmente uma carta) & meu correspondente entregou1lha e escreveu11meJ 7%im. na aldeia) Escrevi1lhe uma ve>. penso *ue teria escrito melhor este cap-tulo)S "os <ltimos anos de %taline ele /3 era comiss3rio instrutor) "essa época aplicavam em série um *uarto de . não pre/udicarei nenhum camarada)8 REis uma /usti2ica+ão 1 a camaradagemXS 7Agora /3 não penso no 2uturo)8 Eis tudo))) #ir1se1ia *ue ele não rece6era as cartas anteriores) "ão *ueria ter encontros) R%e nos encontr3ssemos.

uma insigni2icante presa. uma revela+ão) Vieram pessoas de outras depend0ncias e o *uarto encheu1se) Em6ora não 2ossem comiss3rios mas sim dactil:gra2as. levou1a então para uma grande sala. perto da ?asa Brande. impressionaram tão vivamente esses ouvintes do ga6inete da %eguran+a do stadoY & pr:prio #) . *ue. eles não rou6am.atri:tica de 1Q14. onde estavam meia d<>ia de cola6oradores. p3tria e por*ue é *ue não os houve na Buerra . di>ia ela 7voc0s 6aseavam tudo no desen2rear das paix9es Rrou6a *uem te rou6ouS. tivesse tra6alhado numa cavalari+a e como doméstica)S (odos a escutavam com a respira+ão suspensa.rimeiro. a6negado. uma ou outra pergunta) Era. depois 2oi enta6ulando conversa e. de ve> em *uando. então. acaso posso acreditar *ue tudo se/a irrevog3velY Due não su6sistem nele alguns germes vivosY))) Duando o comiss3rio Boldman deu a assinar a Vera =orneieva o artigo 4C. serralharia.or muito glacial *ue se/a o pessoal de vigilLncia da ?asa Brande. *uando.) "ão é poss-vel reconstituir a*ui o seu mon:logo.ara voc0s eles são o material mais preciosoJ com e2eito. por*ue é *ue perseguem os nossos melhores cidadãosY . para todos. não t0m pregui+a de tra6alhar) . como ?risto. so6 o regime de servidão.or*ue é *ue as palavras de =orneieva. não é preciso controlar os crentes. naturalmente) Fas agora. segundo di>em. em6ora *uando estava em li6erdade se dedicasse . muda. =orneieva leu o seu dossier. talve> para matar o a6orrecimento dos cola6oradores. 'gre/a uma aut0ntica separa+ão. de intelig0ncia viva e elo*uente. tudo se desmoronar3) . /3 se es*ueceu da maior parte e /3 lhes perdeu o conto)S44 .E AB& #E BU AB Ao recordar o antigo rapa>. mas ela conseguiu a6ordar in<meros assuntos) Galou so6re os traidores . deve ainda conservar o mais pe*ueno grão interior de alma.ara não se 2atigar com ela.) conta *ue certa ve> 2oi condu>ida ao interrogat:rio por uma V'B' A"(E intrépida.)O ela compreendeu *uais eram os seus direitos e come+ou a estudar minuciosamente o 7processo8 dos de>assete mem6ros do seu 7grupo religioso8) Ele en2ureceu1se. morteJ 7(ive pena dele)8 Ve/am. *uando era natural então *ue tivessem surgidoX Fas do *ue ela mais 2alou 2oi so6re a 2é e os crentes) 7#A"(E%8.século a cada um) E como é *ue tudo isso se conciliou na sua consci0nciaY ?omo é *ue ela se o2uscouY 154 A$DU'.or*ue é *ue escarnecem da alma das melhores pessoasY ?oncedam .ensarão voc0s construir uma sociedade /usta com os interesseiros e os inve/ososY Então.E AB& #E BU AB 155 do cora+ão) RFas. o mais pe*ueno dos grãos) ") . e. mas não to*uem nelae nada perderão com issoX Voc0s são materialistasY Então con2iam no progresso da instru+ão. o dos :rgãos em 194. Vera passou a 2a>er um verdadeiro sermão em vo> alta) RE necess3rio conhec01la) (ratava1se de uma pessoa 6rilhante. os crentes eram um estorvo. 2ar3 dissipar a 2é) Fas para *u0 e2ectuar deten+9esY8 "esse momento entrou Boldman e *uis rudemente interromp01la) Fas todos lhe gritaramJ 7?ala a 6ocaX))) ?alaX))) Gala.) (erieAhov recorda1se ainda do seu primeiro condenado . tratava1se. no entanto. depois disso. 2a>endo. come+aram a explodir 6om6asJ pareciam *ue . *ue voc0s *uerem ?&"%($U'$ e go>ar do 6em1estar neste mundo. indi2erente. enredavam1se nas conven+9es) FulherX Assim. não se enganariam) E Vera continuou a 2alar diante do comiss3rioXXX . puro. esta lem6ran+a vem ainda do 2undo A$DU'. indo1se ele em6ora) . mulherX8 R?omo chamar1lhe. 2ala. na verdadeY ?idadãY ?amaradaY (udo isto era proi6ido. do seu am6iente. de repente. mas não p_de recusar) . esten:gra2as e empregados de escrit:rio.

e *ue em todas as suas deprava+9es s: temia *ue a sua mulher viesse a sa6er 1 ela tinha con2ian+a nele. os gal9es1a>uis. por exemplo. morte dos outros))) 15. *ue nesse tempo era pr:ximo de 'agodaS. para maior simplicidade do *uadro) Fas.s crian+as. nus. e o o2icial che2e da guarda trouxe1lhe o iodo e 3gua1oxigenada) A conversa continuou ainda durante uma hora e ele manteve.iam cair so6re elas) A vigilante lan+ou1se aterrori>ada para a sua presa. o algodão ensanguentado so6re o 2erimentoJ acontecia *ue o seu sangue coagulava mal) Assim. di>em. no isolamento pol-tico de Vladimir. contava. 6uscando a união e a simpatia humana) Fas cessou o 6om6ardeamento e logo voltou a indi2eren+a anteriorJ 7. *ue não existe) E admiss-vel *ue. na propriedade deste. no entanto.or*ue é *ue. mesmo raramente. mas apesar de tudo a>uisX %er3 s: um dis2arceY &u acontecer3 antes *ue tudo o *ue é negro deve. conhecia 6em (olstoi. a mi<de. os palas11a>uisW ordenaram1lhes *ue se tornassem menos vis-veis e os capas1a>uis tudo 2i>eram para se esconderem da gratidão popular. *ue se p:s em sentido. grosseiro para a nossa percep+ão contemporLnea) & essencial é. santidade))) segundo conta uma testemunha ocular Rdo c-rculo de BorAi. teatro de 2eira. #eus parecia demonstrar1lhe. ele /ulgava e con2irmava as condena+9es . =orolenAo e (cheAhov)8 E o *ue é *ue colheu nelesY Duantos milhares de homens desgra+ouY &utro exemploJ a*uele coronel amigo de 'ossé. A$DU'. nos contos. comunicar com o céuY %eria 6elo pensar assim) Fas *uando se sa6e como. eles veneram tão o6stinadamente a cor do céuY "o tempo de iermontov os 7a>uis8 /3 existiamJ 7E voc0s. em parte. é 2ardas1a>uisX8 #epois 2oram os 6onés1a>uis. raciocinando deste modoJ não posso viver sem 2a>er mal) Vou incitar o meu pai contra o meu irmãoX Vou deliciar1me com os . situada nos arredores de Foscovo. impotentemente. isso /3 nos parece. claramente. /usti2icando os pati2esS) Eis como tecem o elogio do presidente do %upremo (ri6unal. no tempo de =ruchtchev. *uando a grande literatura mundial dos séculos passados inventa. de %hiller ou de #icAens 1. tudo retiraram da ca6e+a e dos om6ros 1 e 2icaram apenas os de6runs. 2iguras pro2undamente som6rias de mal2eitores 1 *uer se trate de %haAespeare. a rir. considerava1o no6re e isso era algo *ue ele estimava) Fas ousaremos encarar esse sentimento como uma pra+a de armas de 6ondade no seu cora+ãoY . 2ran/as estreitas. *ue mesmo no c3rcere. como metia velhos /udeus numa cave com gelo. indo depois 6anhar1se))) ?omo compreender istoJ tratar1se13 de FA GE'(&$E%Y & *u0YX ^3 gente desta no mundoY %omos tentados a di>er *ue não. havia -cones no vest-6ulo dos 6anhos 44 )Eis um epis:dio passado com (erieAhov) (entando demonstrar1ine a /usti+a do sistema /udicial.E AB& #E BU AB especialmente para *ue 'agoda e os seus camaradas. desde h3 /3 dois séculos. ') () Bo1liAov) 7Bostava de cavar no seu /ardim. tornar1se uma pessoa humana em 2ace do horror da morte) ?omo tão1pouco é uma prova de 6ondade o amor aos 2ilhos Rele é 7um 6om pai8. com tal exagero. disparassem os seus rev:lveres contra eles. se descrevam tal género de mal2eitores .onha as mãos atr3s das costas1X AvanceX8 ?laro *ue isto não é um grande mérito. 'ago1da se elevava até . a6ra+ando1a. visitava os al2arra6istas. amava os livros. as limita+9es do homemX E ele. ver como são descritos esses mal2eitores) Eles reconhecem1se a si pr:prios como taisW t0m consci0ncia da negridão da sua alma. *ue não pode haver. ele 6ateu energicamente com a mão no vidro da mesa e teriu1se no punho) ?hamou imediatamente o pessoal.

ele transp9e su6itamente o limiar. escala de milh9es) 'sto não se pode negar. mas sim elogios e testemunhos de respeito) Era assim *ue os in*uisidores se apoiavam no cristianismo. nascidos do :dio) Fas as coisas não sucedem assimX . o homem deve t011lo interiormente reconhecido como um 6em ou como uma ac+ão sensata. mas *ue com alguns deles RvivosS alimentava as 2eras dos /ardins >ool:gicos da cidade) "ão sei se isso é verdade ou cal<nia. na 2raternidade e na 2elicidade das gera+9es 2uturas) Bra+as . os con*uistadores no engrandecimento da p3tria. de todas as maneiras. mas o mal2eitor com ideologia ultrapassa1a e os seus olhos continuam claros) A 2-sica conhece as grande>as ou os 2en:menos no limiar) %ão os *ue não existem en*uanto não é transposto um certo 'F'A$ conhecido e ci2rado pela nature>a) . o l-*uido 2lui) . ei1lo *ue a6andonou a humanidade) E talve> sem regresso) . mas ao transpor os cento e oitenta graus. o homem oscila. o século !! teve de suportar as mal2eitorias . os seus impulsos sinistros. cai.or muito *ue se pro/ecte a lu> amarela so6re o l-tio. ou pelo seu grau. 2eli>mente. de *ue a (cheAa de . pode1se comprimi1lo com *ual*uer pressão *ue o g3s mantém1se. a nature>a do homemJ ele deve 6uscar a JU%('G'?AV###BOT_TEXT###amp; das suas ac+9es) As JU%('G'?AVoE% de Fac6eth eram dé6eis e os remorsos ro-am1lhe a consci0ncia) Fas lago era um cordeiro45) %e a 2antasia e as 2or+as interiores dos mal2eitores shaAespearianos se limitava a uma de>ena de cad3veres. en*uanto não transp9e o limiar da maldade.E AB& #E BU AB 155 provasJ segundo o costume dos de6runs1a>uis.so2rimentos das v-timasX lago menciona claramente os seus des-gnios. nos anos 191Q14C. guarda sempre a possi6ilidade de retorno. nem deixar passar em sil0ncio) ?omo nos atrevemos a insistir em *ue não existiam mal2eitoresY E *uem ani*uilou esses milh9esY %em mal2eitores não teria havido o Ar*uipélago) ?orreu o 6oato. classe oper3riaY A*ueles inimigos. pela densidade dos actos de malvade>.etrogrado e de &dessa não 2u>ilava todos os condenados. ou pelo poder a6soluto *ue detém. tinham de morrer e por*ue não manter com a sua morte as 2eras da $ep<6lica e contri6uir assim para a nossa marcha para o 2uturoY "ão é isso acaso racionalY Eis a raia *ue não se atreve a passar o mal2eitor shaAespeariano. ei11los *ue se li6ertam R2oi transposto o limiar 2otoeléctricoSX %e se es2riar o oxigénio para l3 dos cem graus negativos. escorrega. mas se se tratar de uma dé6il lu> a>ul. eu convid31los1ia a demonstrar1nos *ue isso é imposs-vel) "as condi+9es de 2ome da*ueles anos onde conseguir alimento para as 2erasY (ir31lo .ara 2a>er o mal. os na>is na ra+a. se houve casos desses e *uantos) Fas eu não 6uscaria =m russo nignionoA signi2ica cordeiro) R") dos ()S A$DU'.elos vistos. era por*ue eles não tinham ideologia) A ideologiaX Ela 2ornece a dese/ada /usti2ica+ão para a maldade. os /aco6inos Rde ontem e de ho/eS na igualdade. perante si mesmo e perante os outros a desculpar os seus actos e a não escutar censuras nem maldi+9es. nem esconder. não cede. de acordo com a lei) (al é. a maldade é tam6ém uma grande>a com limiar) %im. de6ate1se toda a vida entre o 6em e o mal. volta a cair de novo) (odavia. para a 2irme>a necess3ria e constante do mal2eitor) Ela constitui a teoria social *ue o a/uda. levanta1se. '#E& &B'A. e mantém1se nos limites das nossas esperan+as) Fas *uando. este não proporcionar3 electr9es. os coloni>adores na civili>a+ão.

como s-m6olo de todos eles. puri2ica1se. ninguém se atreve a pronunciar uma palavra so6re o v-cio) %im. a caceteJ 7%il0ncio. aos olhos dos homens. /3 é permitido entrar com os seus andra/os e 2icar sentada a um canto. ano ap:s ano e de degrau em degrau. não é poss-vel deci2rarJ . de duas metadesJ a virtude triun2a. isso in*uieta1nos) E o *ue se 2a> nos arra6aldes de Foscovo e por tr3s dos verdes taipais dos arredores de %otchi. apesar de tudo.. com6alida. não nos comove. na Alemanha &cidental. se não é poss-vel puri2icar1nos desse mal *ue empe+onha o nosso corpoY & *ue é *ue a $<ssia poder3 ensinar ao mundoY "os processos /udicials alemães. en2im. *ue devemos 2a>erY))) Um dia. o 2a>ia trans6ordar de repugnLncia e *ue não dese/ava mais viver) Esse é o maior 0xito do tri6unalJ *uando o v-cio é tão reprovado *ue o pr:prio criminoso o repudia) Um pa-s *ue oitenta e seis mil ve>es. receamos a6rir as suas 2eridas) E. satis2eito. os contemporLneos. mas sem *ue tenha havido v-cio) %e alguns milh9es 2oram lan+ados pela ladeira. desde *ue não a6ra a 6oca) Entretanto. amistosamenteJ 7&ra. não houve culpados disso) E se alguém 2a> uma simples alusãoJ 7Fas. isso é 7remexer o passado8) Entretanto. desse mesmo crime) E n:s. citada e registada perante ele. ca6e+a. em6ora não triun2e. continua a viver até agora na $ua BranovsAi.A ideia de /usti+a comp9e1se. su6missamente. desde aa antiguidade.&$DUE E DUE a Alemanha precisou de castigar os seus mal2eitores e a $<ssia não precisaY Due caminho de perdi+ão ser3 o nosso. os nossos descendentes chamarão a v3rias das nossas gera+9es. do $eno. se transpusermos os oitenta e seis mil alemães ocidentais para as nossas propor+9es. n:s engasg3mos de alegria. apenas /ulg3mos Rsegundo os relatos do J<ri Filitar do %upremo (ri6unalS cerca de #EU ^&FE"%) & *ue se 2a> para além do Hder.E AB& #E BU AB Duando. as gera+9es dos 6a6ososJ primeiro. de2esa e nada mais pedia ao tri6unal) #i>ia *ue a descri+ão dos seus crimes.. não lev3mos ninguém ao tri6unal. mo2ou1se da virtude. onde grit3vamosJ E . camaradaX . 2oi exactamente a o6/ec+ão *ue levanta1i os re2ormados da ?asa A>ulJ para *u0 rea6rir as chagas da*ueles *ue 2oram encarcerados camposY Eles é *ue devem ser poupadosX 15Q A$DU'. o v-cio é punido) (ivemos a sorte de chegar a viver ainda num tempo em *ue a virtude.&U?&X &itenta e seis mil é poucoX E vinte anos é poucoX ^3 *ue prosseguirX Duanto a n:s. reprovou o crime Re o condenou irreversivelmente na literatura e entre a /uventudeS. não é sempre. não lament3mos as p3ginas dos /ornais nem as horas de r3dio gastas. a*ueles *ue)))8. so6reviventesX Voc0s 2oram rea6ilitadosX8 Fesmo a prop:sito do 'van #enissovitch. E depois. deix3mo1nos . em 19. ouve recrimina+9es de todos os lados) "os primeiros tempos. atravessando no6remente o passeio e sentando1se no seu comprido e espa+oso autom:vel) E um mistério *ue a n:s. isso signi2icaria para o nosso pa-s UF DUA$(& #E F' ^]&X "ão o6stante ter passado um *uarto de século. todo ele impregnado de sangue nosso. o6tuso.ara *u0 voltar a a6rir 2eridas velhasYX4. 2oram /ulgados &'(E"(A E %E'% F' criminosos na>is45. o Folotov. renunciava . a+ulada por cães) A virtude espancada. veri2icava1se um 2en:meno extraordin3rioJ o réu agarrava1se . o 2acto de os assassinos dos nossos maridos e pais andarem pelas nossas ruas e lhes cedermos a passagem T isso não nos in*uieta. do alto do estrado do tri6unal. n<mero @. e mesmo depois do tra6alho 2ic3vamos para assistir a com-cios.

nem empilh31los nas celas como se 2ossem 6agagens amontoadas T não vamos 2a>er1lhes nada do *ue eles 2i>eramX Fas perante o nosso pa-s e os nossos 2ilhos estamos o6rigados a . mas as celas tinham canali>a+ão e retretes *ue 2uncionavam 1 e onde é *ue isso acontecia em eninegradoY A ra+ão de pão . 6em alimentados. para as novas gera+9es. no con2orto) Dual*uer castigo EDU'(A('V& chega tarde. com solicitude. não lhes vamos en2iar 3gua salgada pela garganta. e viveram todos os seus melhores anos desa2ogadamente. mesmo *ue 2osse no ano @5. viver num pa-s assimX hV . nem dar1lhe pontapés.odemos ser generosos. não vamos ench01los de perceve/os. mas é sempre 2onte de prosperidade) &h. /3 t0m de cin*uenta a oitenta anos de idade. pelo menos. /3 não são /ovens. e não apenas para os /u->es. não os vamos 2u>ilar. 2a>endo1o entrar no corpo s: para *ue não saia para o exterior. em vo> altaJ 1 %im.E AB& #E BU AB 159 incompreens-vel e rid-culaY Due 2a>er. n:s %EFEAF&1 & e ele surgir3 ainda mil ve>es mais 2orte no 2uturo) "ão castigando. de *ual*uer 2undamento de /usti+a) E por isso *ue elas crescem na 7indi2eren+a8 e não devido . segundo o método de 7andorinha8. na ?asa Brande os presos tomavam duche *uente de de> em de> dias) E certo *ue s: havia a*uecimento nos corredores para os guardas. /3 não pode ser1lhes aplicado) .$&?U$Z1 &% A (&#&% e a JU BZ1 &% (&#&%X A /ulg31los não tanto a eles como aos seus crimes) A procurar *ue cada um deles diga. e o passado em *ue 7não se deve remexer8X #evemos condenar pu6licamente a pr:pria '#E'A da viol0ncia de uns homens so6re os outrosX ?alando o v-cio. para não 2icar proporcionalmente atr3s da Alemanha &cidental. durante decénios. at31los. en*uanto em toda a cidade ninguém se lavava e os rostos estavam co6ertos de uma negra camada de poeira. nem mant01los durante semanas sem dormir. assim de cho2re. como tam6ém minamos as 6ases. revelando ao tri6unal *ue são 7velhos8.$'FE'$A ?E A 1 . amim3mos os nossos assassinos na sua velhice 2eli>) Due 2a>er. nem se*uer censurando os criminosos. como é desolador. *ue tam6ém a. 2ui um algo>.E"A% por um *uarto de milhão.$'FE'$& AF&$ ?&F& compreender istoJ a cela e. 7de6ilidade do tra6alho educativo8) &s /ovens compenetram1se da ideia de *ue a in2Lncia nunca é castigada nesta terra. o amorY))) Ah. nem maltrat31los a cavalo1marinho. deve ser issoJ durante o cerco de eninegrado 2echaram1te na ?asa BrandeY Então tudo se explicaJ é por*ue te meteram l3 *ue ainda est3s vivo) Era esse o melhor lugar de eninegrado.viviam e tinham su6terrLneos nos ga6inetes para o caso de 6om6ardeamentos) #eixando de lado 6rincadeiras. nem apertar1lhes o crLnio com um anel de 2erro. se o terror animal de so2rerem a centésima parte do *ue causaram aos outros pesa neles mais do *ue *ual*uer inclina+ão para a /usti+aY %e eles agarram com mãos 3vidas a colheita dos 6ens criados com o sangue dos *ue pereceramY E verdade *ue a*ueles *ue manipulavam a m3*uina de picar carne. terr-vel. não apenas os protegemos na sua velhice insigni2icante. se a grande tradi+ão do arrependimento russo é para eles "a Alemanha de este não se ouvia 2alar de tais processosW provavelmente procedeu1se a uma reeduca+ão. continuar a con2undir as atrocidades. um assassino) E se esta 2rase 2or pronunciada A.massacrar aos milh9esW depois. decidida pela administra+ão do Estado) A$DU'. ser3 su2icienteY "o século !! não se pode /3.

incompar3vel. para *ue a mutilada lu> divina s: a.4 A$DU'.penetre com cor purp<rea. e aos pensamentos tão livres e 2lutuantes *ue de ti nasciam e a *ue agora /3 não podes elevar1te mais) E para chegar a esta primeira cela.s pessoas ao lado das *uais mudavas de posi+ão por vo>es de comandoJ a algo *ue entre as vossas almas palpitava. a não ser talve> o primeiro amor) Essas pessoas compartilhavam contigo o chão e o ar desse cu6o de pedra. *uanto te custou a a6rir caminhoX (inham1te en2iado numa 2ossa. li6erdade) Fas não 2oi . 2icaste um longo Verão) Fas sempre. sem /anela.s suas palavras por ve>es admir3veis.b2echa os olhos e 2a> a contaJ em *uantas celas estiveste durante o cumprimento da penaY E di2-cil enumer31las) E em cada uma delas havia gente e mais gente))) A*ui. so6retudo. a um posto da mil-cia. sopa de carne de cavaloX E uma ve> tam6ém papas de cereaisX Uma vida de cão *ue o gato inve/ariaX Fas. . sem tarim6a. demoraste cinco minutos. onde numa super2-cie de seis metros *uadrados cator>e homens estavam durante meses como sardinhas em lata. a uma esta+ão de caminho de 2erro ou a um porto1) RAs celas ou as casas de prisão preventiva são das mais espalhadas pela 2ace da nossa terra. como a n<mero cento e on>e. s: duas pessoas.*uele solo su/o.&%(E$'&$) . ali. e é precisamente essa em *ue passaste o tempo da instru+ão) . nem .era igual .U e a2ecta a um %oviete de aldeia. nada tem de semelhante. nesses dias em *ue revivias toda a tua vida a uma lu> nova) E ainda h3s1de lem6rar1te algum dia delas. ninguém . nem em toda a tua vida A"(E$'&$ nem . sem ventila+ão. tam6ém com uma lLmpada de vinte jatts acesa durante vinte e *uatro horas.s paredes tétricas. mas *ue permite *ue se cante a plena vo> sem *ue o guarda oi+a. centena e meia) "algumas.ouco importa *ue as pris9es existam /3 h3 milénios e *ue continuem a existir outros tantos milénios depois Rousemos pensar *ue menosS 1. ru-do *ue 2a> a tigela da sopa e a caneca vi6rar e mexer1se na mesa. mudando a posi+ão das pernas encolhidas s: por vo> de comando) &u uma das celas 7psi*ui3tricas8 de e2ortovo. distingues umaJ a primeira em *ue encontraste pessoas semelhantes a ti. elas eram então a tua <nica 2am-lia) A*uilo *ue se experimenta na primeira cela da instru+ão do processo.ode ser *ue ela 2osse horrorosa para um ser humano) Uma caixa cheia de perceve/os e de piolhos. noutras. e. e o c3rcereY E a longa atalaiaY "ão. mas sim . o *ue custa a acreditar *ue não se/a propositadoS. *ue ca6ia aos *ue estavam em li6erdadeJ cento e vinte e cinco gramas di3rios) Fas ainda serviam. *ue tu ganhaste amor. en*uanto uma lLmpada de *uin>e jatts arde perpetuamente no tecto) &u a cela 7individual8 na cidade de (choi6alsan. com o chão su/oW uma caixa denominada =. pintada de preto. e *ue *uando cessa d3 origem a uma sensa+ão de 6eatitude superior . uma ve> por dia.E AB& #E BU AB mas h3 uma cela <nica. onde existem em massa)S . *uanto ao resto. a cela 7individual8 da cadeia de ArcLngel. entre todas elas. *ue tem as vidra+as pintadas de m-nio. não é isso *ue pode explicar))) "ão é isso))) %enta1te. *ue torna in<til 2alar. a chave do a*uecimento no corredor. as longas horas de ru-do ensurdecedor Rprovindo de uma o2icina cont-gua de tu6os aerodinLmicos. em poder do guarda. numa 6ox ou numa cave) "inguém te di>ia uma palavra humana.or exemplo. como se 2ossem pessoas de 2am-lia) #e resto. nem ao cheiro do 6alde. e semelhante. a todas as outras da mesma cadeiaJ o chão de cimento. com a mesma sorte predestinada) E nenhuma outra coisa recordar3s pela vida 2ora com tanta emo+ão. (sagi.

pois levam a comida de uma casa de repouso de ar*uitectos. num cala6ou+o vertical. mas não permitem *ue o preso se sente nelas) %o6re *uatro tu6os verticais estende1se ainda uma espécie de t36ua de engomarJ a mesa) & postigo est3 sempre 2echado. para os *ue estão su6metidos ao per-odo de instru+ão) . voltaste a sentir1te vivo e te levaram para /unto dos teus amigos) E reco6raste o racioc-nio) Eis o *ue é a primeira celaX 1 =. ou se/a.morreu enine.USJ ?ela Rou casaS de prisão preventiva) "ão onde se cumpre a condena+ão. *uando oaguarda a6re a 2echadura inglesa. em 2orma de cepos) %o6re cada cepo. de repente.s seis da manhã. constitu-do por dois pavilh9esJ um para os *ue cumprem a pena. não te resta senão deixar1te desli>ar. não tendo uma co>inha especial. se não tens 2or+as para te manteres de pé. do tamanho de um colchão de crian+a) #e dia as cadeiras estão livres. sendo apenas a6erto de manhã pelo guarda durante de> minutos) & pe*ueno vidro do postigo é de armadura) "unca h3 passeio) %: se pode ir . mas tam6ém gravemente doente) As celas 2oram constru-das para dois presos. tão estreito *ue.U R#. com sessenta e oito celas. da*uelas de preparar 2arelos para porcos) Fas a re2ei+ão de um s: ar*uitecto 1 6atatas e cro*uetes 1 é repartida por do>e presos) #evido a isso. como em toda a parte. pois de dia não se reali>amS. de maneira *ue partiste a ca6e+a contra o cano da 3gua4. não s: 2icas a morrer constantemente de 2ome. Alexandre #) Ele não se deixou enlou*uecer nem desmorali>ar e para isso es2or+ava1se . mas onde se instrui o processo) 4 Alexandre #ol/ineJ A$DU'. cai da parede. . mas o detido em 2ase de instru+ão é mantido 2re*uentemente so>inho) Elas medem um metro e meio por dois)4 "o solo de pedra estão encravadas duas pe*uenas cadeiras. o preso é en2iado. uma tarim6a e uma pe*uena esteira de palha. o seu nome é pronunciado pelos comiss3rios com um sila6ar maligno) RE *uem por l3 passou /3 não pode ser interrogado depoisJ ou responde com um del-rio incoerente. para o aturdirem. hora do come+o dos interrogat:rios.te lan+ava um olhar humano. *uando. sonhavas com ela *uase como com a li6erta+ão. a 2im de *ue o teu esp-rito se su6meta) "a %uAhanovAa a alimenta+ão é sa6orosa e delicada. pois não h3 outra posi+ão) "esse cala6ou+o guardam1 te mais de um dia. em 1944) R") dos ()S Fais exactamenteJ 1. *uando o est_mago @ A trinta e cinco *uil:metros de Foscovo) A. e s: te picavam com uma ponta de 2erro o cére6ro e o cora+ãoW tu gritavas. e eles riam1se) #urante semanas ou meses estiveste completamente s: entre inimigos e /3 te despedias do racioc-nio e da vidaW /3 ca-as so6re o radiador do a*uecimento. *ue não 2oi *ue6rantado pela cadeia de %uAhanovAa. e outro.@ (u esperavas esta cela. 2a>iam1te ir de e12ortovo para *ual*uer lend3ria e dia6:lica %uAhanovAa) A %uAhanovAa é a mais terr-vel cadeia do Finistério da %eguran+a do Estado) E com ela *ue se amea+am os nossos irmãos. tu gemias. apoiando1te nos /oelhos. mas tratava1se de um 6uraco para lan+ar1te numa toca.s sete da noite Rou se/a.ara l3 te condu>em as carrinhas. . como em nenhum outro lugar do Finistério de %eguran+a do Estado.5. x 4. em duas horas e poucos são a*ueles *ue sa6em *ue essa cadeia se encontra a uns *uatro *uil:metros de BorAi1 eninsAie@ e da antiga propriedade de Uinaida VolAonsAaia) As imedia+9es são maravilhosas) Ao ser ali rece6ido.E AB& #E BU AB 1. ou /3 não pertence ao n<mero dosbvivos)S A %uAhanovAa é o antigo mosteiro de %anta ?atarina.C9 m) ?omo se sa6e issoY E o triun2o do c3lculo de um engenheiro de esp-rito 2orte. retrete .

sempre so6 o controle da autoridade) Fas se travaste toda essa luta singular contra a loucura.por 2a>er c3lculos) Em e2ortovo contava os passos e convertia1os em *uil:metros.E AB& #E BU AB est3 va>io e não é precisa ainda) #e noite nunca é permitido) . terceira) E esse o o6/ectivo da silenciosa %uAhanovAaJ não deixar1te um minuto de sono. calcei as 6otas. mas sim morrer vitorioso na cave. tinham 2eito comércio com 2-gado de autopsiados) "ão se sa6e por*u0. sonhando *ue dormia) "o entanto. mas antes de ele di>erJ 7 evante1seX Ao interrogat:rioX8. enrolei as meias. 2ronteira.4 A$DU'.ela primeira ve> não vais encontrar inimigos) . então tu mereceste a tua primeira celaX E agora vais nela reviver com toda a alma) %e 2oste a6aixo depressa. pois esse era o momento mais precioso. tam6ém est3s maduro agora para a tua primeira cela. depois da hora de sil0ncio. por isso eles te o6servam tão 2re*uentemente pelo postigoJ o tempo *ue necessita um guarda para passar em 2rente de duas portas e chegar . h3 dois guardas. tinha descido ao 2undo do AtlLntico. *uando com ela *ueriam su6stituir a tua personalidade R7":s somos todos como um s: homemX))) ":s estamos pro2undamente indignadosX))) ":s exigimosX))) ":s /uramosX). em li6erdade. apresenta1se1te agora como deliciosaJ não est3s s: no mundoX Existem ainda criaturas com esp-ritoJ . em6ora 2osse melhor para ti não viver até esse instante 2eli>. /3 cego pela o2uscante lu> eléctrica. eles eram mantidos pelo Finistério da %eguran+a do Estado /untamente com os presos pol-ticos) A$DU'. nem uns minutos rou6ados para a tua vida privadaW est3s sempre a ser o6servado. o guarda desviou1se da 2rase ha6itual e disseJ 7 evante1seX #o6re a camaX8 ropa e 2inalmente cru>ando o AtlLntico) & seu est-mulo era o seguinteJ regressar mentalmente a casa.ela primeira ve> vais ver seres vivos5. pensando *ue poucos seriam os *ue 2alariam mais tarde desta cadeia Ro nosso relato é todo deleS. . tam6ém podia tratar1se de antrop:2agosJ pessoas *ue. vesti o capote. esta palavra *ue tu. com uma 6ra+ada. recordando1se de *uantos *uil:metros eram. e tendo esperado *ue eu. depois através de toda a Eu1 1. *ueria estar deitado por tr0s centésimos de segundo *ue 2osse. o guarda come+ou a a6rir a porta) Eu ouvia tudo. *uando o levaram para a %uAhanovAa) A*ui. América) #epois de um ano passado na cela solit3ria de e2ortovo. andando na ponta dos pés e 2a>endo1me constantemente sinais para . pus o 6oné de 'nverno e.)8S. apoiando um /oelho na cadeira. com a ca6e+a so6re a almo2ada. de Foscovo até . talve>. *ue lhe permitiu medir tudo) 'nventou a seguir como dormir de pé. se cedeste em tudo e tra-ste toda a gente.5 ?on2uso.ara sete celas. sem assinar uma s: 2olha) . me deitasse na enxovia. durante o cerco de eninegrado. segundo o mapa. inventou um processo de medir a cela) "o 2undo da tigela prisional leu a 2rac+ão de 1CP44 e compreendeu *ue 71C8 signi2icava o diLmetro do 2undo e 7448 o diLmetro do 6ordo) #epois tirou um 2io da toalha e com ele 2e> um metro. agarrei o colchão da enxovia) & guarda. além de comer carne humana. se resististe a todas as tenta+9es da solidão. en2urecido. despre>aste.E AB& #E BU AB 1. de maneira a *ue o guarda tivesse a impressão *ue tinha os olhos a6ertos) E s: por isso não enlou*ueceu) R$iumin manteve1o um m0s sem dormir)S %e estiveste na ?asa Brande.E%%&A%X #epois de *uatro dias de duelo com o comiss3rio instrutor. *ue seguem um caminho igual ao teu e aos *uais te podes unir pela radiosa palavra "H%) %im.

levou11me por um corredor silencioso como um t<mulo até ao *uarto andar da u6ianAa) . os presos t0m um tempo tão incerto e 2r3gil de sono *ue os ha6itantes da cela sessenta e sete /3 dormiam. não considerava de modo nenhum *ue vinha 7da li6erdade8) "ão era /3 porventura um preso experienteY))) ?ontudo. *ue eu /3 tinha es*uecido ao ca6o de uma semanaX 1 Vens da li6erdadeY 1 perguntaram1me) RE essa a primeira pergunta ha6itualmente 2eita a um novato)S 1 "ão 1 respondi eu) RE essa a resposta ha6itualmente dada pelo novato)S #eviam pensar *ue eu sou um preso recente. eles nada sa6iam da con2er0ncia de 'alta.or muito a6erta *ue eu tivesse a alma para os meus novos amigos. da ") =) V) #) e do Finistério da %eguran+a do Estado. a6ra+ando o colchão e sorrindo de 2elicidade) E eles tam6ém sorriram) E *ue expressão era a*uela. no per-odo da instru+ão do processo.) U). *ue se acrescentavam . /3 me perguntava novidades militares e pol-ticas) Era impressionanteX Em6ora estivéssemos nos <ltimos dias de Gevereiro.eu não 2a>er 6arulho. não so6re a guerra. com o 2undamento l:gico de terem os presos em *ual*uer momento R*uando a acendiam de noite. nas pris9es internas da B) . nas suas camas de metal. pareceram1me tão humanos. nisto. tam6ém militarJ o seu casaco e o seu 6oné de aviador estavam pendurados na coluna da cama) Ainda antes do velhote. Ao ouvirem o ru-do da porta a6rindo1se. e portanto *ue venho da li6erdade) Fas eu. nada sa6iamX Eu estava disposto a passar metade da noite a contar1lhes tudo isso.s /3 existentes nas antigas cadeias) &s *ue estiveram detidos nesta mesma prisão. em 2rente dos n<meros relu>entes das celas e dos *ue6ra1lu>es de cor esverdeada) Ele a6riu1me a cela n<mero sessenta e sete) Entrei e 2echou1a imediatamente atr3s de mim) Em6ora tivessem decorrido apenas uns *uin>e minutos depois da hora do sil0ncio. instru+ão /usta) Em seguida. e por isso a medida 2oi de2initivamente aprovada) 4. esses tr0s rostos com a 6ar6a por 2a>er.r<ssia &riental. p3lidos e enrugados. A$DU'. o guarda de plantão trouxe a minha cama e 2oi preciso coloc31la sem 2a>er 6arulho) Gui a/udado por um rapa> da minha idade. nmental permitiu concluir *ue no 'nverno as pessoas sempre *uerem esconder as mãos aixo da roupa para se a*uecerem. da nossa o2ensiva so6re Vars:via. uma veri2ica+ão . como 2a>em os seres humanos normais) Fas come+aram a deixar a lu> acesa. para a revista.ass3mos /unto da secret3ria do che2e de sector do isolamento. muito vivas. *uando cheguei. como se essas vit:rias e con*uistas 2ossem o6ra das minhas mãos) Fas. em geral. ap:s noventa e seis horas de investiga+ão. eu vinha e2ectivamente da li6erdade`) Um velho sem 6ar6a. com as mãos por cima da manta). de 2acto. Bradualmente. e por poucas palavras *ue tivesse pro2erido nuns . nem se*uer da retirada deplor3vel dos . *ue 2i*uei de pé. com as so6rancelhas negras. os presos nada deviam sa6er do mundo exterior 1 e eles. em meados de Janeiro. não conheceram estas medidas) A lu> apagava1se então pela noite. es*uivando1se assim .E AB& #E BU AB aliados. ele tinha1me 2eito uma pergunta. com orgulho. os tr0s estremeceram e instantaneamente levantaram a ca6e+a) Eles tam6ém esperavam *ue chamassem algum para o interrogat:rio) E essas tr0s ca6e+as levantadas e assustadas. em come+os dos anos 4C. tão *ueridos. nem. mas para sa6er se eu tinha ta6aco) . em #e>em6ro) %egundo as ordens dadas. era ainda pior tam6ém 2oi ordenado *ue os presos mantivessem as mãos por cima da manta para *ue se pudessem en2orcar. inventavam1se diversas medidas opressivas. nem do cerco da ..

mas *ue intu-ra desde as primeiras 2rases do meu relato. não me agradava) Fas /3 tinha 2uncionado em mim o comutador moral. dos primeiros sons de uma vo> T e eu a6ria1me a essa pessoa completamente. porém. passei oito anos de prisão. rapidamente. o detector a/udava1me a di2erenciar a*ueles a *uem. dentro de mim. e adormeceram) Eu deitei1me. despre>amos esta maravilha e não a deixamos desenvolver1se)S ?oloc3mos a cama no s-tio e. enrolaram uma toalha . não tinha tempo de re2lectir nem de chegar . marchei nas mesmas 2orma+9es. sem ter dado um s: passo em 2alsoX "unca li em parte alguma nada so6re isto e deixo1o a*ui . então. ou então 2echava1me hermeticamente) (udo 6atia sempre tãol certo *ue todas as preocupa+9es dos agentes da %eguran+a com as e*uipas de 6u2os passaram a parecer1me coisa de pigmeusJ pois a*uele *ue est3 disposto a ser traidor revela1o sempre claramente no rosto e na vo>W pode haver *uem o dissimule ha6ilmente. eu poderia come+ar o meu relato A$DU'.s seis da manhã. podia revelara os segredos e as intimidades mais ocultas. ou s: por uma 2enda. di2-cil de captar imediatamente. deitei1me nas mesmas tarim6as. entretanto. de uns olhos. excita+ão e in*uietude. cu/a cria+ão não era um mérito meu. o 2uncionamento deste detector. *ue 2a>ia com *ue a*uilo. esconderam a outra. /3 de ca6elos grisalhos mirando1me com um olhar nada satis2eito. co6riram os olhos com len+os *ue os protegiam da lLmpada de du>entos jatts. nem sa6ia *ue em cada cela devia haver uma) #um modo geral. Bueorgui =ramarenAo.5 Rnaturalmente 6aixinho e deitado. homens de um século demasiado técnico. e intelectual como somos. e 2echara1me para sempre a esse homem) "ão teria 2eito men+ão deste caso se ele 2osse <nico) Aconteceu. mas *ue n:s mesmos. e logo me 2echei perante ele para sempre) REu não conhecia ainda a palavra 7galinha1choca8. 2uncionava antes de *ue eu me lem6rasse dele. o detector. e ainda mais seis de escritor clandestino 1 *ue não 2oram os menos perigosos 1 e em todos estes de>assete anos a6ri1me sem re2lectir a de>enas e de>enas de pessoas. pelo contr3rio. trans6ordando de alegria 2estiva por estar entre outros homens) Uma hora antes não podia calcular *ue me levariam para /unto de alguém) . *ue tão entusiasmado come+ara a contar. em *ual*uer momento. de meia11idade. podia ser condu>ido ao interrogat:rio e mantido l3 até . disse com a*uela rude>a *ue caracteri>ava os do "orteJ 1 Amanhã) A noite é para o sono) E era o mais ra>o3vel) Dual*uer de n:s. conclusão de *ue essa pessoa.E AB& #E BU AB 1. mas a 2alsidade nota1se) E. com assom6ro. como uma *ualidade natural e permanente) . so6 o aspecto de um rosto humano. *ue passei a sentir. me 2osse poss-vel 2ormul31lo assim tão depressaJ a sensa+ão de *ue tinha come+ado Rcom a deten+ão de cada um de n:sS uma permuta+ão completa dos p:los ou uma rota+ão de todos os conceitos. pelas *uais podem cortar1nos a ca6e+a) Assim.odia aca6ar a vida . tr0s de desterro.enso *ue estes dispositivos morais existem ém muitos de n:s.assaram os anos. poucos minutos depois de conhec01los. hora a *ue o comiss3rio vai dormir e a*ui era proi6ido) Uma noite de sono tran*uilo era mais importante do *ue a sorte de todos os planetasX E havia ainda algo de estranho. para não ir agora parar de novo ao cala6ou+o depois deste 6em1estarS. mão *ue es2riava por cima da manta. tra6alhei nas mesmas 6rigadas com muitas centenas de pessoas e sempre este detector misterioso. mas o terceiro ha6itante da cela. sem *ue. como 2a>em os ladr9es. algo de estranho pressenti neste companheiro de idade e de 2rente. considera+ão dos amadores de psicologia) . talve> para n:s não 2osse nada alegre) Eles voltaram1se.*uantos minutos. de cento e oitenta graus.

antes de n:s. pelo meio1dia.s alturas para 2incarem os pés 2irmemente na terra) Antes do desmoronar da sociedade. manhã seguinte)S Due vida tão con2ort3velX !adre>. não podiam 2icar em cima da mesa. livros. naturalmenteS e eles 2alariam tam6ém 1 *ue interessante seria o dia seguinte. arriscando1se a prestar contas e a deixar de ser cidadão da U) $) %) %)W de *ue ninguém se dispunha a *ueimar os livros com a inten+ão de deitar 2ogo . *uando esses *uatro cent-metros c<6icos rangiamX em6rava1me da humidade do lodo dos arredores de Vormdit. havia uma cavidade do tamanho de tr0s ti/olos e dela pendia um estore a>ul de papel) &s meus companheiros tiveram tempo de esclarecer1meJ sim. cama de molas. é uma /anelaW na cela h3 uma /anelaX E o estore é uma camu2lagem contra os ata*ues aéreos) "o dia seguinte haveria uma lu> dé6il. mas 2icava /3 muito para tr3sX "o dia seguinte iria 2alar1lhes Rnão so6re o meu caso. apagariam a 2orte lLmpada por uns minutos) & *ue isso signi2icavaX Viver de dia com a lu> do diaX "a cela h3 ainda uma mesa) %o6re ela. cadeia) E os :culos pertencentes aos presos eram considerados como uma arma tão perigosa *ue. o 1. ora através de (svetaieva ora de 7Fater Faria85) Eles tinham visto demasiadas coisas para escolher uma s:) Aspiravam demasiado . lan+ava através do postigo.com uma 6ala na nuca Ro comiss3rio prometia1me isso constantementeS. da /anela . como anteriormente. um Sogo de xadre> e um monte de livros) REu não sa6ia ainda por*ue é *ue tudo estava no lugar mais vis-vel) Era uma ve> mais o regulamento da u6ianAa) A cada olhadela *ue. para não deixar os alemães romper o cerco) Due vão para o dia6oX %e não *uerem *ue eu me 6ata.Q A$DU'. a instru+ão do processo. mas a viagem mais importante da minha vida)S A mais pe*uena coisa na cela suscitava o meu interesseW o sono tinha1se desvanecido e *uando o guarda não olhava pelo postigo eu o6servava simultaneamenteJ ali. deitaram1 nas para de6aixo da m3*uina de cei2ar) .odiam dar1se *uase *uatro passos de passeio. roupa limpa) Em toda a guerra não me recordo de ter dormido assim) & soalho era encerado) . onde me tinham prendido e onde os nossos se arrastavam agora pela lama e pela neve 2undente. no cimo de uma das paredes. e. porta) "ão) Esta prisão pol-tica central era um verdadeiro sanat:rio) E não ca-am 6om6as))) Eu recordava1me do seu silvo crescente e do ru-do da explosão) E como as minas >um6iam docementeX ?omo tudo estremecia. e a administra+ão recolhia1os até .E AB& #E BU AB guarda devia convencer1se de *ue não havia a6usos com estas li6erdades da administra+ãoJ de *ue com o 6ule não 2uravam as paredesW de *ue ninguém engolia o xadre>. sem ver *uem *uer *ue 2osse) %o6re mim ainda pairava. 2alaram e escreveram em russo) E estranho *ue eles *uase não se/am descritos na nossa literatura anterior . havia uma categoria de homens pensantes T e s: pensantes) ?omo 2oram votados ao rid-culoX ?omo 2a>iam par:dias so6re elesX As pessoas de inten+9es e actos rectil-neos pareciam t01los atravessados na garganta) "ão encontravam outro apodo para os re6aixar senão o de podridão) #ado *ue estes homens eram uma 2lor precoce. um dos melhores da minha vidaX RUma consci0ncia clara a2lorara em mim muito antesJ a de *ue a cadeia não era para mim um a6ismo. de minuto a minuto. tanto me 2a>X Entre os in<meros valores de *ue perdemos a no+ão h3 ainda esteJ o grande mérito da*ueles *ue. $evolu+ão) %: raramente chega até n:s o seu alento. mesmo de noite. pois 6em. no lugar mais vis-vel. de aroma demasiado su6til. 6ons colch9es. um 6ule.

prisão da %eguran+a do Estado) 15C A$DU'. a maioria dos guardas da*ui eram lituanos Rvindos dos regimentos de atiradores. rapa> ainda. de certo modo. como são raros no con/unto da sociedade) & apelido de GastenAo 2oi extra-do por n:s. mas elas dão *ue re2lectir) A mim era1me muito necess3ria esta estada na cadeia pol-tica mais importante da União. certamente *ue /3 não ser3 mais escrito) Entretanto. não se portavam 6em. cada palavra sua era uma opinião. os vidros haviam /3 sido pintados de gi> até acima. *ue valha *uarenta vag9es da nossa literatura. e agrade+o por até ela me terem tra>idoJ pensava muito so6re IuAharine e *ueria 2a>er uma ideia de tudo isto) "o entanto. tanto como guardião das tradi+9es dos velhos c3rceres russos. a partir dos anos 4CW e *ue as morda+as existiam seguramente /3 em 194@ R*uando n:s. autora de $ecorda+9es so6re IloA) Q ^esito em di>01lo. um protesto) %ão esses precisamente os *ue a m3*uina de cei2ar escolhe) %ão esses precisamente *ue a de6ulhadora trituraQ) 5 Faria %Ao6tsova. unanimemente.9 Eles passaram por estas mesmas celas) Fas as suas paredes 2oram arrancando. a comunica+ão intercelas por meio de pancadas nas paredes ainda se 2a>ia livremente nos anos 4CJ respeitava1se. não 2ingiam. de resto. a a6surda tradi+ão dos c3rceres c>aristas de *ue.E AB& #E BU AB 1.E AB& #E BU AB Em 19C4. so6re a revolu+ão de 19C5) GastenAo era um social1democrata tão arcaico *ue parecia ter deixado de o ser) io interiorJ mais propriamente. dos pensamentos com *ue partiam para o 2u>ilamento e para %olovAi. se os presos não comunicavam assim. de um livro *ue veio parar ."a sua vida individual eles eram particularmente vulner3veisJ não se curvavam. super2-cie) E assom6roso) Duase *ue não se podia esperar isto) A$DU'. não h3 nada escrito nem ditoW e um livro desses. desde então. como pela hist:ria viva *ue contava das revolu+9es russas) ?om tudo o *ue tinha conservado na mem:ria. as atri6u-amos a IériaS) %egundo di>em. em ra>ão do 7mani2esto8 de 15 de &utu6ro de 19C5. mas nos anos 5C deste século estes homens parecem emergir de novo . o papelW estucaram1nas. tinha sido condenado pela primeira ve>. a*ueles *ue ainda estão vivos contam1nos toda uma série de ninhariasJ *ue antigamente havia tarim6as de madeira e *ue os colch9es estavam cheios de palhaW *ue antes de terem posto as morda+as nas /anelas.s nossas mãos. e a comida tam6ém era distri6u-da por gordas e altas mulheres lituanas) (rata1se talve> de 6analidades. um impulso. ele podia analisar todo o passado e todo o presente) ^omens assim não somente são valiosos numa cela. 2oi posto em li6erdade1C) . das conversas *ue a*ui tinham lugar. com os micro2ones. elas estendem a orelha para escutar1nosS) %o6re os antigos ocupantes destas celas. com algumas excep+9esS. mas. tinha a impressão de *ue não éramos mais do *ue o resto da de6ulha e de *ue para n:s *ual*uer prisão interior regional servia9) Esta era uma honra demasiado grande) Fas com a*ueles *ue vim encontrar não era poss-vel a6orrecer1me) ^avia a *uem escutar e com *uem 2a>er compara+9es) A*uele velho com as so6rancelhas vivas Raos sessenta e tr0s anos de idade não era. o *ue deviam eles 2a>erY Fais aindaJ durante toda a década de 4C. completamente velhoS dava pelo nome de Anatoli 'litch GastenAo) Era ele *ue enchia a nossa cela da u6ianAa. a*ui mesmo na cela. caiaram1nas e pintaram11nas mais de uma ve> 1 e as paredes das celas nada nos restitu-ram do passado Rpelo contr3rio.

mas sim para distrair os guardas e armar con2usão) Em contrapartida. os *ue chegavam e os *ue sa-am. saiu simplesmente do lugar do desterro sem passaporte) #irigiu1se a . se veri2icou uma evasão em massa de presos. a maior parte dos *uais para o estrangeiro. o *ue signi2icavaJ *uatro anos com grilh9es e *uatro anos de deporta+ão) &s primeiros *uatro cumpriu1os na central de %e6as1topolW onde. os 6ene2iciados 2oram retidos mais dois ou tr0s meses e o6rigados a 2ixarem1se Risto é. a 2ixar resid0ncia onde lhes impuseramS. ou se/a. mas ninguém considerou isso ar6itr3rio) A$DU'. t0m de passar ainda a*ui a noite)8 E. anar*uista e social1democrata) . isso é outra *uestãoS) . li6erdadeW *ue o c>ar tinha ordenadoJ 7 i6erdade para os mortos e prisão para os vivos8Y . onde GastenAo esteve detido. mas s: os *ue haviam sido designados pelos respectivos partidos para a 2ugaS munidos de antemão com pistolas. eram permitidos (&#&% os partidos pol-ticos. GastenAo 2oi condenado a oito anos de tra6alhos 2or+ados. suplicandoJ 7%enhoresX $ogo1lhes *ue se/am sensatosX Eu não tenho direito de li6ert311 los com 6ase no comunicado telegr32ico) (enho de rece6er instru+9es directas do meu che2e. esteve pouco tempo na deporta+ão. nesse per-odo. por sinal.or ela 2oram li6ertados. . pelas hist:rias da instru+ão prim3ria e pelo ?urso Ireve Rde hist:ria do . 6em como a rua. nem havia ainda no+ão delas.REra interessante o seu relato so6re as condi+9es da*uela amnistia) "a*ueles anos. no Jenissei) ?omparando o seu relato Re mais tarde os de outros so6reviventesS com o 2acto deveras conhecido de *ue os nossos revolucion3rios se evadiam . h1C Duem. GastenAo e os seus camaradas lan+aram1se logo na revolu+ão) Em 19C. nada mais nada menos do *ue (&#&% os presos pol-ticos. conseguiram 2ugir todos) & pr:prio Anatoli GastenAo não rece6eu ordem do . de entre n:s. os *ue estavam em li6erdade. e das celas da prisão de Iielaia (serAov. realmente. e duas de>enas de presos Rnão todos os *ue o dese/avam.or meio da explosão de uma 6om6a 2oi a6erta uma 6recha na parede da cadeia. pela *ual podia passar um homem a cavalo. convocada a #uma e concedida uma amnistia completa e inteiramente ampla R*ue ela tivesse sido 2or+ada. independentemente da senten+a e da nature>a da condena+ão) %: não a6rangia os presos comuns) A amnistia esta1liniana de 5 de Julho de 1945 Ré verdade *ue não 2or+adaS procedeu precisamente ao contr3rioJ todos os presos pol-ticos continuaram no c3rcere) 11 #epois da amnistia estaliniana.ois essa cita+ão enigm3tica é 2alsa) Em virtude de tal mani2esto. conclusão de *ue da deporta+ão c>arista somente não 2ugiam os pregui+osos. /3 no dia 15 de &utu6ro. de =iev) . organi>ada do exterior com a coopera+ão dos partidos revolucion3riosJ social1revolucion3rio. lan+aram1se.E AB& #E BU AB 151 através dos guardas. como se relatar3 adiante. chega1se . tendo conhecimento da amnistia pelo telégra2o. como se compreende. pela 6recha e.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso para se evadir..artidoS não aprendeu e não decorou *ue este 7mani2esto in2ame e provocador8 2oi uma in/<ria . atrapalhado.s centenas e centenas da deporta+ão. não havia *uais*uer 7morda+as8 nas /anelas dos c3rceres.or 2avor. excep+ão de um. a partir as portas e a exigir do director da prisão a sua li6erdade imediata) ^ouve *uem levasse pontapés nas trom6asY Encerrado num cala6oi+oY Algumas celas 2oram privadas de livros ou de cantinaY #e maneira nenhumaX & director. os presos podiam ver livremente o p3tio da prisão. ainda os retiveram 6ar6aramente todo um diaX)))S11 Ao serem postos em li6erdade. sem excep+ão. tão 23cil isso era) GastenAo 2oi dos *ue 72ugiu8. conversando em vo> alta com *uem *uisessem do exterior) E eis *ue. comunicaram a not-cia aos presos) &s presos pol-ticos come+aram a arre6atar1se de alegria. corria de cela em cela. a *ue6rar as vidra+as das /anelas.

otemAine. mas por me parecer um sacrilégio chamar 'litch1@ a *uem *uer *ue 2osse. o6servando a vida .Vladivosto*ue. su6metendo1se . eu sou um dos <ltimos) &s velhos deportados pol-ticos 2oram todos ani*uilados e a nossa associa+ão 2oi dissolvida logo nos anos @C)8 T 7Fas por*u0Y8 1 7. ex1marinheiro do . ela aconteceu 1 e antes mesmo de *ue a esperassem 1. sendo pouco prov3vel *ue ela 2osse necess3ria) Fas a*ui.artido.or essa ra>ão havia imensas coisas *ue GastenAo não me podia explicar como dese/aria) Ele di>ia1me claramente em russoJ 7"ão cries -dolosX8 Fas eu não o compreendiaX Ao ver a minha exalta+ão. aperce6eu1se.or 2avor. esperando partir de 6arco com o aux-lio de um conhecido) "ão conseguiu. amavelmente. sem ter a certe>a de se tratar dele) Ginalmente. sem o nome. não s: pela com6ina+ão dessas palavras. d<vidaX (udoX8)T 7?omo. na $<ssia. parecia1me isso um sacrilégio. tocou1lhe no om6roJ 7%enhor FaAarovX %enhor FaAarovX . UcrLnia. mas sem ra->es) . teve vontade de conhecer mundo) Antes da guerra.E AB& #E BU AB Fuita coisa era então ainda inacess-vel a GastenAo) . estudou 2ranc0s e. ditas em tom tran*uilo.ouco depois de GastenAo ter regressado . e esteve nos Estados Unidos) & tipo de vida despreocupada *ue reina nesses pa-ses surpreendeu GastenAo e tirou a conclusão de *ue a.ara *ue não nos reun-ssemos e não discut-ssemos)8 Em6ora estas simples palavras. não se sa6e por*u0) Então. *ue se convertera num pr:spero 2a>endeiro 154 A$DU'. de com6oio. sua volta. sempre sem passaporte. onde tra6alhou como oper3rio.ara mim dir1se1ia *ue o mais importante e admir3vel nesse homem era o 2acto de ter conhecido pessoalmente enine. >angava1me. tudoY8 Iem. de *ue6rar as vidra+as. via/ando até . a 2im de a passar) Esta empresa era considerada pouco perigosa. cru>ou tran*uilamente.aris) Ali conheceu enine e unatcharsAi e. ho/e não levas o 6alde da latrinaY8. lei *ue impede as aves de migrar14) . eu irritava1me. o seu passaporteX8 GastenAo via/ou até . desempenhou tare2as administrativas) Ao mesmo tempo. giado do ?anad3. di>endo por exemploJ 7'litch. mas ele pr:prio recordava isso de modo completamente 2rio) R& meu estado de Lnimo continuava a ser esteJ se alguém na cela tratava GastenAo simplesmente pelo patron-mico. para si é imperdo3vel es*uecer #escartesJ h3 *ue se su6meter tudo . 2ossem de 6radar aos céus. onde era 6olchevi*ue clandestino e onde tinha sido preso) Ali deram1lhe um passaporte de outra pessoa e dirigiu1se para a 2ronteira austr-aca. e a tal ponto GastenAo não sentia atr3s de si o h36ito da persegui+ão *ue mani2estou uma despreocupa+ão surpreendenteJ ao atingir a 2ronteira e ao dar o seu passaporte ao 2uncion3rio da pol-cia. essa tão impacientemente dese/ada revolu+ão. 2oi para o ?anad3. toda a mãe $<ssia. por mais de uma ve>J 7Voc0 é matem3tico. . excep+ão de uma <nica pessoa na terraXS .não haveria /amais uma revolu+ão prolet3ria. de repente. nem tudoX A mim parecia1me *ue /3 tinha su6metido a d<vida 6astantes coisas) IastavaX &u então di>iaJ 7Duase não h3 /3 velhos presos pol-ticos. na escola do . em ong/umeau. ele repetia1me insistentemente. tam6ém voltou um amigo seu. o dragão do regime imperial inclinou1se para o clandestino e. de *ue "i& %E $E?&$#AVA do seu novo apelidoX Due 2a>erY &s passageiros eram uns *uarenta e o 2uncion3rio /3 tinha come+ado a cham31los) GastenAo 2ingiu *ue estava a dormir) &uvira entregar todos os passaportes e como tinham chamado diversas ve>es por um tal FaAarov. eu compreendi a1as s: como tratando1se de outra malvade> de %taline) Um 2acto penoso. p3tria. e todos regressaram) #epois houve ainda outra revolu+ão) GastenAo /3 não sentia o mesmo impulso *ue dantes por estas revolu+9es) Fas regressou.

e mesmo sem isso /3 havia muitas coisas a recordar da vida prisional.artido. terra *uerida. ele tinha perdido as suas energias. como tra6alhador assalariado do campo) 7'litch8 era o patron-mico de Vladimir 'litch Ulianov R enineS) #i>er s: 'litch é uma expressão de grande respeito) R") dos ()S A$DU'. era um verdadeiro disparate) . atravessou a 2ronteira. a sua vida. para um 2a>endeiro >eloso.E AB& #E BU AB 15@ relatos de GastenAo. GastenAo guardava simplesmente o dese/o. por desgra+a. tendo em considera+ão a sua antiga actividade clandestina. indo 2inalmente parar ao trust municipal 7Fosgoro2ormlenie8 Rpu6licidade em painéis. com o dinheiro e um tractor novinho em 2olhJ voltou . 6em humano. da cidade de FoscovoS. e Um Ano na . o pensamento de GastenAo) Duando ele regressou . para a/udar a construir o alme/ado socialismo) 'nscreveu1se numa da primeiras comunas e o2ereceu o tractor) ?om esse tractor tra6alhava *ual*uer pessoa. *ue me aconselhava muito a ler um dia em li6erdade) Ele mesmo.assara a rece6er uma pe*uena e tran*uila re2orma Rnaturalmente.ravda e depois outro lugar ainda mais modesto.or outro lado. de continuar vivo) . mas os t-tulos *ue mais se aproximavam dos meus gostos de então não os es*ueciJ ?onsidera+9es 'noportunas.3tria. ora nos ouvidos. coleira)8 Vendo *ue nada se podia 2a>er. não é por*ue eu não dese/e o triun2o da classe oper3ria na $<ssia. pois isso despertaria a lem6ran+a de ter sido pessoa chegada a muitos 2u>iladosS e. gasto a sua roupa e pouco lhe restava dos d:lares canadianos *ue trocara por ru6los de papel) %uplicou *ue o deixassem sair com a 2am-lia. de BorAi R*ue eu nessa altura tinha em alta estima. onde tra6alhou completamente na som6ra) Eu surpreendia1meJ por*u0 esse caminho tão evasivoY Ele. /3 não contava demorar1se entre os vivos e achava satis2a+ão na esperan+a de *ue eu viesse um dia a recolher os seus pensamentos) (omar notas era imposs-vel. em6ora me lem6re per2eitamente de numerosos ) Ele vendeu a sua 2a>enda e o seu gado. as suas re2lex9es se imprimiriam vagamente na minha mem:ria) Ele indicou1me diversos livros. o escritor ) %). claramente. mas perde1se) Acontece *ue. pre2erindo um modesto lugar na Editora . *uando leio isto num escrito de . de novo.leAhanov. tão po6re como *uando 2ugira de . mas precisamente por*ue o anseio +om todas as 2or+as da minha alma))) ?onvém recordar a o6serva+ão de Engels de *ue para a classe oper3ria não pode haver maior desgra+a do *ue a tomada do poder pol-tico *uando ainda não est3 preparada para issoW essa tomada do poder o6rig31la13 a retroceder para posi+9es muito anteriores .otemAine. assim teria so6revivido até 195@) Fas. incompreensivelmente. respondiaJ 7?ão velho não se acostuma . insistiam em promov01lo e poderia ter ocupado um posto importante 1 mas ele não *uis. não como personalidade do . e dt *ual*uer maneira.leAhanov) ^o/e. sua idade e . pelo *ue depressa aca6aram com ele) & ex1marinheiro via tudo a*uilo 6em di2erente do *ue havia imaginado vinte anos antes) & tra6alho era dirigido por pessoas *ue não tinham capacidade para o 2a>erW mandavam executar coisas *ue. devido . en*uanto marinheiro Rnão tinha dinheiro para o 6ilheteS. de . sua sa<de. pois superava todos os cl3ssicos russos pelo simples 2acto de ser escritor prolet3rioS. $<ssia.s con*uistadas em Gevereiro e em Far+o deste ano)))814 é como se reconstitu-sse.Est3 inteiramente provado *ue nem tudo o *ue entra nos nossos ouvidos consegue penetrar na consci0ncia) & *ue não vai no sentido do nosso estado de Lnimo perde1se. e come+ou no ?anad3. ora depois dos ouvidos. prenderam um vi>inho do mesmo apartamento. cru>ou o oceano como então. e. datado de 4Q de &utu6ro de 1915J 7)))%e me entristecem os acontecimentos dos <ltimos dias. li6ertino e .

ainda. alarmada e tensa. de costado largo e om6ros salientes) %e o seu ls Era esse um tema pre2erido de %talineJ atri6uir a cada preso do seu partido Re em geral a cada velho revolucion3rioS a acusa+ão de ter estado ao servi+o da pol-cia c>arista) %eria pela sua intoler3vel descon2ian+aY &u))) por um sentimento interiorY))) &u. sem voltar a ca6e+a pedi1lhes *ue 2alassem mais 6aixo) Duando. ao to*ue da alvorada. *uase mesmo chorosa. roli+o. dum generalW um general *ual*uer. senão pela in2erior. sendo a. é certo. tendo saltado da cama para conseguir um pouco de ta6aco Re talve> alguma in2orma+ão para o comiss3rioS) Eles come+aram a 2alar 6aixinho e n:s procur3mos não escutar. com uma mand-6ula de 6uldogue. todos nos levant3vamos R2icar na cama era expor1se a ir parar ao cala6ou+oS. 2or+a de vontade e autoritarismo *ue lhe tinham permitido atingir essa patente numa idade ainda pouco avan+ada) . um simples 6rigadeiro. e tr0s dentre n:s não levant3mos se*uer a ca6e+a. encontros e reuni9es do ano de 19C@) E a sua velha mulher Rnão tinham 2ilhosS todos os de> dias. isso não lhe dava um ar 6onacheirão. sem pele Rno controle. apenas =ramarenAo. um dia em *ue estava com dois grãos na asa e se /actanciara de possuir uma pistola) . de 4Q11C115b 154 A$DU'. o d:lman de seda e toda a sua 2igura e o seu rosto indigitavam tratar1se. como se 2osse um atri6uto de superioridade) & seu rosto não terminava. de uns tre>entos gramas Rcomprado no mercado a cem ru6los o *uiloXS.E AB& #E BU AB nadiana e de ter sido in2ormador da pol-cia c>arista15) Em 1945.*ue se concentravam toda a energia. ao mesmo tempo. no momento em *ue o sono é mais doce. mas não se podia deixar de ouvir a vo> sussurrante do novatoJ ela era tão 2orte. *ue se podia pensar *ue na nossa cela tinha dado entrada um drama 2ora do vulgar) & novato perguntava se havia muitos condenados ao 2u>ilamento) #e *ual*uer modo. palavras de ordem. era um terrorista aca6ado) E eis *ue agora o comiss3rio punha em realce o seu terrorismo. pela parte superior.istola é sinonimo de terror e GastenAo. um chorudo comiss3rio compulsava seriamente os ar*uivos provinciais da pol-cia secreta e redigia autos per2eitamente sérios acerca de interrogat:rios onde 2iguravam os nomes de conspiradores. uma d<>ia de 6atatas co>idas.E AB& #E BU AB 155 rosto era gorducho. em troca do seu chorudo ordenado.permanentemente em6riagado. elas eram picadas com uma sovelaS) & aspecto dessas m-seras encomendas 1 *ue na realidade eram sagradas 1 despeda+ava o cora+ão) E *uanto mereceu um homem por sessenta e tr0s anos de honrade> e de d<vidasX hte ` ` As *uatro camas da nossa cela deixavam entre elas um espa+o para a mesa) Fas alguns dias depois de eu ter chegado meteram l3 um *uinto preso e a cama 2icou atravessada ao meio) " (rouxeram esse novato uma hora antes da alvorada. claro est3. nem se*uer ins-gnias descosidas ou desa6otoadas) Fas o seu casaco magn-2ico. com o seu velho passado de social1democrata. como era permitido. sem som6ra de d<vida. *ue o acusava de estar ao servi+o da espionagem 2rancesa e ca1 .leAhanovJ ?arta A6erta aos &per3rios de . vimos)um generalX E verdade *ue ele não tinha *ual*uer distintivo. mandava a Anatoli 'litch as encomendas *ue estavam dentro das suas possi6ilidadesJ um peda+o de pão negro. mas sim importante. por analogiaY))) A$DU'.etrogrado Rin /ornal Unidade. mas in2alivelmente um general completo) Era 6aixo.

em6ora h3 muito lhe não 2ossem necess3rias) i6erto do 2ardo vão da ama6ilidade. e todos tinham *ual*uer marca de esp-rito impressa no rosto) "os come+os dos anos @C perdi o contacto com este meio) #epois eclodiu a guerra) E eis *ue surgia ante mim um engenheiro) #a*ueles *ue vieram su6stituir os *ue tinham sido exterminados) Uma vantagem não se lhe podia negarJ era muito mais entroncado. e 2oi a sua actividade de militante *ue. Academia 'ndustrial. evitando as express9es vulgaresJ uns dedicavam1se um pouco . os outros engenheiros para BU AB) &s soviéticos tinham necessidade de. através da 2aculdade oper3ria até . mais 2orte do *ue os outros) ?onservava a 2or+a dos om6ros e das mãos. e mesmo da técnica .or certo *ue aca6aria de enri*uecer. estavam vagos) E o destino da sua 2orma+ão era ocup31los) A vida de U) tornou1se uma sucessão de 0xitos. isto é. mas se ocupassem de toda a produ+ão. ainda por construir. nem se*uer coronel. como um 2oguetão.E AB& #E BU AB momento em *ue os céle6res postos de comando da ind<stria soviética. a*uela 2acilidade e largue>a de ideias *ue lhes permitiam passar desem6ara+adamente de uma es2era a outra da engenharia. possu-am uma 2orma+ão esmerada. 2a>er deles engenheiros conscientes. gostos re2inados e 2acilidade de palavra. mas sim um engenheiroX EngenheiroYX Gui educado precisamente no meio de engenheiros e recordo1me 6em dos dos anos 4CJ tinham a*uela mentalidade a6erta e irradiante. A$DU'. m<sica. era talentoso. U) ignorava *ue os ha6itantes das cidades rece6iam o pão racionado pois tinha uma 6olsa de estudante de novecentos ru6los Rum oper3rio não *uali2icado rece6ia então sessentaS) & seu cora+ão não so2ria pela aldeia. 2alava de maneira terminante. ainda mais /ovem do *ue aparentava. não era. urgentemente. mas como não lhes davam 6ilhetes e eles não sa6iam como partir iam morrer numa massa resignada de 6otas e samarras /unto dos taipais das esta+9es 1. pois ia 2a>er trinta e seis anos R7se não me 2u>ilarem8S e. leais cem por cento. Academia. no 2im de contas.Duando se 2i>eram as apresenta+9es.s *uest9es sociais e . nenhum general. pintura. onde havia pão. entre os vencedores e os dirigentes) "ão teve se*uer tempo de ser che2e de e*uipaJ imediatamente puseram so6 as suas ordens de>enas de engenheiros. arte) Além disso. ou *ual*uer espécie de militar. superando os outros talentos. se tornassem verdadeiros 6usinessmen) Era no 15. outros . milhares de oper3riosJ era o engenheiro1che2e das grandes constru+9es dos arra6aldes de Foscovo) #esde o come+o da guerra *ue ele . com a perda de cu/os talentos IielinsAi e (olstoi tanto se a2ligiam) %em ser nenhum omonossov nem ter por si mesmo chegado . mas continuaria a lavrar a terra se não tivesse havido a $evolu+ão) . *ue não s: 2i>essem o seu tra6alho. mas com cães1pol-ciasW *uando 6andos de homens 2amintos se arrastavam para as esta+9es 2errovi3rias. nesses anos. precisamente *uando levavam. na esperan+a de ir para a cidade. veri2icou1se ser )V)U). onde tinha sacudido a poeira dos sapatosJ a sua nova vida decorria /3 a*ui. onde entrou em 1949. como gado. visto ser inteligente e talve> se tivesse convertido num comerciante) "a era soviética ingressou no =omsomol. o *ue é mais surpreendente. olhava 6ruscamente. a*uele humor livre e ino2ensivo. sem esperar se*uer *ue pudesse haver o6/ec+9es) (inha crescido di2erentemente dos outros e tra6alhado tam6ém de maneira di2erente) & seu pai era lavrador. *uando a guerra civil era travada não com carros e*uipados de metralhadoras. o arrancou da ignorLncia e da rude>a da aldeia e o levou. uma grinalda enrolada para as alturas) "esses anos extenuantes de 1949 até 19@@. lavrando a terra no sentido mais literal e real do termo) i:nia U) era um desses desgrenhados e ignorantes /ovens camponeses.

s gravatas e. no 2undo da retaguarda. então. dissimularX (inha1se es*uecido de *ue *uanto maiores são os 0xitos. ductilidade da matéria. ele tinha uma energia viril. com a di2eren+a de *ue agora s: ali tra6alhavam presos) & aspecto desses insigni2icantes hom<nculos incomodava1o muito pouco. não se apressara a partir de Foscovo. não suscitava irrita+ão nos inv3lidos nem os olhares reprovadores das mulheres) Fas. não lhes prestava aten+ão) "a*uela :r6ita 6rilhante em *ue se movia s: eram importantes as ci2ras do cumprimento do plano) A U) 6astava1lhe indicar o local de tra6alho. *ue se desenrascassem para executar as normasJ *uantas horas tra6alhavam e como se alimentavam. o *ue corria pelas suas mãosJ a sua carteira a6arrotava como um 6arrilW as notas de de> ru6los. estas olhavam1no 2re*uentemente de outro ponto de vistaJ dirigiam1se a ele para aiimentar1se. evacuando1se com toda a direc+ão central. /unto de n:s) Era a moda. em 1941. não economi>ava. assim andava como toda a gente. contada despreocupadamente num grupo de amigos em6riagados) #epois. nesses pormenores ele não entrava) &s anos de guerra. naturalmente. esse mesmo com *ue chegou ali. e *uem é *ue l3 não te v0YS)Uma destas den<ncias era a de *ue. epis:dio atr3s de epis:dio. mandou 2a>er umas 6otas de pele de 6e>erro e um d:lman de general. não se desmoronar . ele demorara1se l3.E AB& #E BU AB 155 tava) %: contava as mulheres *ue passavam pelas suas mãos e.s mulheres. *uanto . nos <ltimos anos de li6erdade. agarrava todas essas mulheres. so6retudo. o campo. a*uecer1se e divertir1se) Um dinheirão louco. e eles. arran/ar. desarvorava pela cela exactamente como um potente /avali. a relatar tudo. maior é a inve/a) ?omo aca6ava de sa6er pela instru+ão do processo. era convulsivamente *ue ele Rum pouco . maneira dos mariscos *ue se tiram de um prato. engenhosa e experiente garra) Adaptou1se r3pida e sa6iamente ao novo ritmo de guerra da economia nacionalJ tudo para a vit:riaW arranca para diante *ue tudo passar3 por conta da guerraX %: 2e> uma concessão a estaJ renunciou aos 2atos e . capa> de derru6ar um ro6le *ue se lhe atravessasse nas suas correrias)S Due acostumado ele estava a *ue entre os dirigentes todos 2ossem do seu tipo. gastava1as como se 2ossem Ao1pecs e as de mil como ru6los) U) não era avaro. o *ue não era di2-cil de acreditar) Ele dispunha1se. espremendo1as e pondo1as de parte) Due acostumado ele estava . vestido de ca*ui. gostosamente.. não o 2a>ia re2lectir. não con1 A$DU'. $asputine. se chupam e se deitam 2ora para apanhar outrosS. ao contramestre. tanto mais alegrias li6erta no outro) U) tinha não apenas uma mand-6ula de 6uldogue. impedindo1o por desgra+a de ter atingido as tre>entas) ?omo era no tempo da guerra.2icou. além do poder do dinheiro. tudo se podendo sempre conciliar. durante longo tempo. na sua carreira de /avali selvagemX REm horas de grande agita+ão. esperando os alemães Re2ectivamente. mas parece *ue por causa de uma mulherS) U) pugnava para *ue as suas opera+9es econ:micas decorressem com limpe>a. se roem. 2oram os melhores da vida de U)X (al é a propriedade inevit3vel e geral da guerraJ *uanto mais amargura ela concentra num p:lo. . mas tam6ém uma r3pida. 2oram1se 2iltrando pe*uenas den<ncias e testemunhos de agentes Rhavia *ue levar as mulheres ao restaurante. mas não se lem6rou de *ue ainda existia o artigo 5Q) E. no seu dossier 2igurava /3 uma anedota de 19@. esse 6loco teria1podido. isento do servi+o militar. a2irmava1nos *ue a deten+ão o tinha interrompido lamentavelmente *uando /3 per2a>ia du>entas e noventa e tal. mas os nossos ouvidos não estavam a6ertos para isso) Em6ora nenhum perigo o amea+asse. dirigindo maiores constru+9es ainda so6re o rio 'li. a*uelas a *uem tirava o ca6a+oW essa estat-stica era o seu desporto) "a cela. as mulheres estavam s:s e. para Alma1Ata. com os seus meios. apesar de tudo isso.

educados para su6stituir . *ue prova *ue as causas /udicials come+am pelos interesses ego-stas dos 7a>uis8)))S & hori>onte intelectual de U) era deste géneroJ considerava *ue existia uma l-ngua americanaW na cela.ois éX Ele era um dos 7organi>adores da vit:ria8. não leu um s: livro. pois eu estava convencido de *ue os alemães venceriamX E 2oi isso o *ue me perdeuX8 . não seria ele um desses prolet3rios conscientes. na minha mocidade 2i*uei desamparado))) E nunca podia prosseguirX ?hegado a*ui. Alusão a uma con2usão 2eita por U) entre eão (olstoi. mas *ue não o podia a/udar a derru6ar as paredes. carne de vitela e estur/ão) Ele dava1nos a cada um de n:s uma sandu-che e um cigarro. compreendia1se per2eitamente *ue em li6erdade lia ainda menos) A 1 uschAhine conhecia1o apenas como her:i de anedotas esca6rosas e /ulgava *ue (olstoi devia ser deputado do %oviete %upremo1. ele come+ava a cantarolar em vo> 6aixaJ Es*uecidoW a6andonado. diante da mesa. no entanto. em compensa+ão. ele ha6ituou1se . mas ninguém se desmorali>ou tanto. sentado na sua cama. em compensa+ão. estremeceu e come+ou a rolar) RUm exemplo mais. nem um instante se*uer duvidara da nossa vit:ria so6re os alemães) Ele olhou1me 6ruscamente e não acreditouJ 7Fas. encontradas nas algi6eirasW ora por umas calcinhas metidas . %acha. escritor soviético. com as 6atatas pisadas do velho revolucion3rio clandestinoS. anos inteiros de l3grimasJ ora pelas missivas das amantes. perante n:s surgia um homem perdido e visivelmente 6om) Eu surpreen1 A$DU'.altchinsAi e Von FeAAeY . se. na cela.elas suas conversas. desde o primeiro dia.) . eu disse *ue. caviar vermelho. não seria ele um cem1por1centoY Fas. discutindo acerca da marcha da guerra.E AB& #E BU AB Fas. e levou as mãos . ideia de *ue não o esperavam mais do *ue uns #EU A"&% de prisão. levava1lhe agora. e Aleixo (olstoi. não tivesse recusado. e de *ue. dentro do autom:vel. nem se*uer uma p3gina inteira.E AB& #E BU AB . nãoX ?erta ve>. h3 muito por ele não amada. comoY8. como deputado) R") dos ()S 15Q A$DU'. com os olhos perdidos e enevoados. manteiga. mas tinha 2éS) (odos n:s. e es*uecidas) E *uando a piedade *ue sentia por si mesmo lhe 2a>ia cair a coura+a da energia maldosa. por presun+ão. inclinava1se so6re os seus man/ares expostos R*ue contrastavam pelo seu aroma e pelas suas cores. ele recordava as l3grimas da esposa.or muito estranho *ue pare+a. *ue ele s: conhecia. explodia em pranto) (oda a grande 2or+a *ue dele 6rotava. como não as conhecera no passado) Fas isso não o consolava no m-nimo *ue 2osse) Estava demasiado aca6ado pelo 2racasso de uma vida tão excelenteJ pois h3 s: uma vida na terra e por nada mais ele se tinha interessado ao longo dos seus trinta e seis anos de exist0nciaX Fais de uma ve>. %acha. material de constru+ão para uma casa de campo) A*ui o seu caso despertou do sono. autor de Buerra e . com o rosto gorducho apoiado nas suas curtas e grossas mãos. a um certo procurador. mas todos os dias ia acreditando nos alemães e aguardava1os inevitavelmenteX "ão por*ue gostasse deles. 7Ai. convertia1a assim em piedade por si mesmo) E tam6ém pela mulher) Esta. e se leu um par3gra2o ou outro 2oi unicamente para se distrair dos tristes pensamentos no processo) . est3vamos de humor triste.a>. nem encarou a pr:pria deten+ão tão tragicamente como ele) Junto de n:s. durante dois meses. durante esses anos no campo. pressa no so6retudo.so6re ele. ca6e+a. seria naturalmente um capata> e não conheceria as agruras. a6undantes pacotes de pão 6ranco. mas simplesmente por*ue conhecia 6em a nossa economia Rnaturalmente eu não a conhecia. e novamente as l3grimas lhe ca-am em 2io) Em vo> alta. cada de> dias Risso não era permitido com mais 2re*u0nciaS.

pois se encontra a2ixado em cada cela) Além disso.159 dia1me de *ue ele pudesse chorar assim) & estoniano Arnold %u>i. *uando vem a noite suspira1se por não ter chegado o tempo. mas tão cheios de interesse *ue a mim. nem se*uer no santo regulamento. explicava1meJ 7A crueldade 2a> aumentar o6rigatoriamente o sentimentalismo) E a lei da compensa+ão) "os alemães. por exemplo. pela primeira ve> na vida. e para a ordem de 7p_r1se a pé8 é tam6ém preciso a6rir a portaS saltamos para o chão sem demora.E AB& #E BU AB na porta ou ainda piorJ a porta *ue normalmente se 2echa com um cadeado 6arulhento é a6erta sem ru-do Restão 6em treinados nisso. darão uma pancada de advert0ncia com a chave Brande postigo a6erto na porta da cela. era o homem mais animoso da cela. se precisas de :culos. não poder3s p_r a vista nos livros. 2a>emos as camas. ostensivamente a6erto em cima dos /oelhos. onde os guardas 2alam e distri6uem a comida. mas. inutilmente e ainda privados de lu> eléctrica) Este 2or+ado despertar matinal . os che2es da prisão estão ainda a voltar a si. ou então tiram1te o livro. e s: . e sentamo1nos nelas sem esperan+as. não se chama ninguémJ os comiss3rios ainda dormem docemente. por exemplo. o terceiro1 sargento d3 tr0s passos na cela e se te encontra adormecido podes ir parar ao cala6ou+o. com alguns ca6elos grisalhos. isso o *ue éX . podendo mesmo toda a cela 2icar privada do passeio) ?ruel in/usti+a. esta com6ina+ão é até uma caracter-stica nacional)8 Fas GastenAo.s seis) horas. pelo contr3rio. ninguém l3 entra. ou convidam os presos a assinar os diversos documentos prisionais) 1QC A$DU'. apoiando1te nas paredes ou pondo os cotovelos na mesa. nem 2a> perguntas so6re nada. a6rindo1se de modo a 2ormar uma mesa. pois os :culos *ue te tiraram de noite são ainda perigosos para ti. como um esp-rito desli>ando das paredes. durante esse per-odo) "essas duas horas ninguém vem tra>er nada . e . nosso companheiro de cela. mas est3 inscrito em letras impressas no regulamento da prisão e não tens mais *ue l01lo.ela verdade est3s tu presoX &u então ensinava1me a entoar a sua can+ão. *uando o cére6ro ainda est3 em6otado pelo sono e o mundo parece todo ele desagrad3vel e a vida va>ia de perspectivas. li6erdade) A6ra+ando1me pelos om6ros. (udo ir3 2ruti2icar "as gera+9es *ue hLo1de virX (enho 2é nissoX E oxal3 *ue estas p3ginas a/udem a concreti>ar essa 2éX &s dias de de>asseis horas na nossa cela eram po6res de acontecimentos exteriores. de>asseis minutos de espera por um tr:lei me parecem mais a6orrecidos) Em6ora não ha/a 2actos dignos de aten+ão. em6ora pela sua idade ele 2osse o <nico)*ue /3 não podia contar so6reviver nem regressar . tendo voado mais um dia) &s acontecimentos são m-nimos. como se estivesses de6ru+ado para o xadre> ou inclinado so6re um livro. uma can+ão de deportadosJ %e é preciso a vida dar "o 2undo das pris9es ou das minas. aprende1se a v01los com uma lente de aumentar) As horas mais tristes do dia são as duas primeirasJ desde *ue ouvimos o) ru-do da chave na 2echadura Rna u6ianAa não h3 7man/edoura815. cela. não havendo na cela um sorvo de ar respir3vel. os guardas da u6ianAaS e como uma r3pida e silenciosa som6ra. di>ia1meJ 7$esistir pela verdade. é particularmente a6surdo para a*ueles *ue passaram a noite no interrogat:rio e s: h3 pouco puderam dormir) Fas não tentes 2a>er 6atotaX %e procuras cochichar um pouco. para ler nessas duas horas *ue te tiram o Lnimo. este castigo geral.

s oito da manhã. mes*uinhe> da alimenta+ão. e é assim mais c:modo levar os presos . latrina. os presos t0m tanta li6erdade e autonomia *ue são eles pr:prios *ue decidem esta *uestão) Fas na prisão pol-tica central tal assunto não pode ser deixado . isoladamente. assimilar o conte<do. em condi+9es de a/ustar contas com a nature>a) E eis *ue te mandam sair rapidamente e te 2echam até . visita da manhã . até ao dia seguinte pela manhãS) Agora tu tens de preocupar1te com a aproxima+ão do interrogat:rio diurno e com os outros acontecimentos do dia. ainda não se est3. uma armadilha ao seu esp-rito) #evido ao estado de imo6ilidade prisional e . implicaria preocupa+9es e precau+9es excessivas da parte dos guardas e eles não são pagos para isso) & mesmo se passa com os :culosJ para *u0 preocupar1te com isso desde a alvoradaY Antes de terminar o turno da noite devolvem1 nos) . durante o dia.s oito da noite e . é horr-vel di>01lo. de modo algum.os guardas VertuAei se mant0m acordados e se inclinam a cada minuto so6re a a6ertura do postigo1Q) Fas decorre uma opera+ão nessas duas horasJ ir . e logo a seguir . vertuAei se/a 7a*uele *ue d3 a volta . na $<ssia. e o *ue é mais ultra/ante. privar1te da li6erdade de conversar. 2rente o respons3vel *ue leva contra o peito o 6alde de oito litros com tampa) 3.E AB& #E BU AB 1Q1 *ue durar3 todo o dia. com as mãos atr3s das costas. mas não. apertar1te. no o6/ectivo. a cu/a 2acilidade de acesso os lomens livres não sa6em dar o valor devido) Essa extenuante e vulgar necessidade pode assaltar1te todos os dias. a 3gua e a sopa aguada. 1Q "o meu tempo. *ual não é permitido aludir na literatura Rem6ora /3 se tenha dito com imortal leviandadeJ 7Iendito a*uele *ue pela manhã)))8S) "este come+o de dia. chave8 Rvertit AlintchS) A$DU'. depois do impotente momento de torpor. seguindo . aproveitar o estilo T mesmo com palavras cortadas isso é poss-velX 1 e permut31los com os camaradas) Em alguns lugares dão recortes da Branat. *ue parece tão natural. ler dos dois lados. não sem antes nos entregarem tantas 2olhinhas de papel do tamanho de dois 6ilhetes de com6oio *uantos são os presos) "a u6ianAa estas 2olhinhas não são interessantesJ elas são 6rancas) Fas h3 cadeias tão atraentes *ue dão 2ragmentos de livros impressos) Due maravilhosa leituraX Adivinhar de onde são extra-dos. e depois torturar1te todo o dia.s seis horas da tarde Rnalgumas pris9es. tal como encher1te com o rancho. . ao levantar1se. /3 na prisão se estendeu uma armadilha ao preso. mas t3 ninguém te deixar3 ir a esse excelente s-tio. sendo depois reconhecido no topo como <til e aprovado) &s turnos mudam . outrora uma enciclopédia de vanguarda. mas muito do restante aconteceu mecanicamente Rcomo numerosas crueldades da nossa vida em geralS. encerram1nos de novo. latrina) #esde a alvorada *ue o guarda 2e> uma importante comunica+ãoJ designar *uem é *ue est3 ho/e incum6ido de tirar o 6alde da retrete da cela) R"as pris9es 6anais. liter3rios))) A visita . discute1se nas celas *ual a origem do regulamento da u6ian1Aa ou de *ual*uer outra prisãoJ se se trata de uma crueldade calculada ou se tudo resultou simplesmente assim) Eu penso *ue resultou simplesmente assim) A alvorada 2oi naturalmente um c3lculo malévolo. de pensar e até de ingerir a 2raca comida) ]s ve>es. tal palavra /3 estava muito di2undida) #i>iam *ue ela procedia dos guardas ucranianosJ 7%t:i t3 nié vertuAhaisX8) Fas h3 *ue recordar tam6ém a palavra inglesa *ue signi2ica carcereiro rtitrnAeNJ 7Volta a chave8S) (alve>. ordin3rias. latrina ao 2im do turnoJ deixar l3 ir um ou outro. latrina converte1se num acto de conhecimento) Fas não é caso para rir) (rata1se de uma grosseira necessidade. de ler. espontaneidade)S E depressa todos 2ormam em 2ila indiana. ou então. de cl3ssicos.

penetrante. com a c_dea de cima dourada. as 2_ssemos agora tirar . tal como podemos imaginar o rosto de uma pessoa culta no nosso século) Fuito antes da $evolu+ão. /3 em (artu. *ue s: agora come+aX ?ada um tem uma *uantidade de pro6lemasJ ter3 repartido /udiciosamente ontem a sua ra+ãoY #ever3 cort31la com um 2io.ode sa6er 11se se alguém usa :culos na cela vi>inha Rora. do 6alde sem 6ico. despe/a o ch3 para o 6ule. *ual a *uantidade de peda+os necess3rios para 2a>er o peso. estudando tam6ém as constitui+9es e c:digos de diversos pa-ses) A*ui. pois *uem não comeu pão assim nestas décadasYS ?ome+am os devaneios e as recorda+9es) Due pão tão 6ranco se co>ia ainda nos anos vinteX Um pão redondo. numa linha recta. e ele. com um pouco de carvão do 2orno) . gordurosa. ele representa digna e discretamente a Europa) Goi um not3vel advogado da Est:nia e chamavam1lhe o 7=uldsuu8 Rl36ios de ouroS) "o corredor h3 de novo movimentoJ outro parasita com uma 6ata escura 1 um rapa> 2orte. o *ue é .ara *uem esta ra+ãoY 1 . pois metade é de 6atata. com o miolo cheio de humidade pantanosa. um movimento no corredorJ distri6uem o ch3) &utro latagão com a 6ata escura e 6aldes) ?olocamos o nosso 6ule no corredor. *ue não est3 na 2rente 1 trouxe1nos numa travessa 1Q4 A$DU'. 19 Fas onde é *ue isto não se 2a>Y #esde h3 longos anos *ue o povo so2ria de 2ome) E todas estas reparti+9es de ra+9es se 2a>iam tam6ém no exército) E os alemães. ou com01la agoraY #eixar parte dela para a ceia ou com01la toda ao almo+oY E *ue *uantidadeY Além de todas estas po6res vacila+9es. entretanto. 2eito mais de 3gua do *ue de cerealX RGastenAo.###BOT_TEXT###amp;X Fas alto. parodiavam1nosJ 7. sorte Rtem importLncia sa6er se se trata da c_dea. ouvindo1 nos das suas trincheiras.ão *ue aca6ou irremediavelmenteX A*ueles *ue nasceram nos anos trinta nunca sa6erão. espon/oso.ara o respons3vel . na nossa cela. o teu companheiro de processo não os usaW mas não nos atrevemos a 6ater na parede. e a de 6aixo com cin>a. *ue longas discuss9es ainda Rsoltou1se1nos a l-ngua. a galinha1 choca *uer sopesar tudo. explica *ue é este mesmo pão *ue os tra6alhadores de Foscovo comem agora)S Fas haver3 nele mesmo 2arinhaY #e *ue misturas 2oi 2eitoY REmacada cela h3 uma pessoa entendida em misturas. domina o ingl0s e alemão. na Gaculdade de ^ist:ria é Gilologia.E eis *ue come+am a distri6u-1losJ ouve1se a6rir as portas) . as recens9es cient-2icas da revista alemã Iericht.1 inevitavelmente. acastanhada. ele deixou de apertar os olhos ap:s coloc31los) ?om os seus olhos de concha. o seu rosto torna1se de repente mais severo. com o pão /3 somos genteXS provocam estes gramas de pão. e. ele estudava em . e durante todos estes anos seguiu regularmente o Economist londrino. completou os seus estudos) Além da l-ngua materna estoniana. *uanto mais não se/a. este é um tema proi6idoX J3 t-nhamos com6inado *ue não dir-amos nem uma palavra so6re comidaX #e novo. pois *uanto a isso são muito severosS) Fas /3 nos restitu-ram tam6ém os nossos) GastenAo s: pode ler com eles. e %u>i usa1os permanentemente) $epara. amigos. e durante os vinte anos de independ0ncia da Est:nia conservou toda a pure>a do seu idioma russo) #epois. c_deaJ é a sorte *ue decide *ual a reparti+ão19. são a nossa muleta e o mais importante acontecimento *uotidiano) E a vida *ue come+aX E o dia *ue come+a. se o miolo est3 pegado . poroso. esperar o ch3. entornando1o ao lado na passadeira) E todo o corredor est3 encerado como um hotel de primeira classe4C) E é tudo como pitan+a) &s alimentos *uentes virão um atr3s do outro. 2icar com restos de moléculas de a+<car e de pão nas suas mãosS) Estes *uatrocentos e cin*uenta gramas de pão.E AB& #E BU AB as cinco ra+9es de pão e as de> por+9e>inhas de a+<car) A nossa galinha11choca anda em torno delasJ em6ora. em geral.etrogrado.

pol-ticoX8 #e Ierlim, veio /untar1se1nos o 6i:logo (imo2eien1$essovsAi, a *uem /3 nos re2erimos) "unca ninguém se sentia tão o2endido como ele, na u6ianAa, por esses derramamentos no solo) Via nisso um sintoma da 2alta de interesse pro2issional dos carcereiros R6em como de todos n:sS pelo *ue estão 2a>endo) Fultiplicou vinte e sete anos de exist0ncia da u6ianAa por setecentas e trinta ve>es ao ano, em cento e on>e celas, e indignou1se por ter achado mais 23cil derramar 3gua 2ervida dois milh9es cento e oitenta e oito mil ve>es no chão, e apanh31la com um trapo, do *ue 2a>er 6aldes com 6ico) A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q@ , uma e ,s *uatro da tarde, e depois horas de lem6ran+as) R'sso não é tam6ém por crueldadeJ a gente da co>inha necessita de despachar1se depressa e de sair *uanto antes)S "ove horas) $onda da manhã) Fuito antes, ouve1se dar voltas particularmente ruidosas ,s chaves, pancadas extremamente 2ortes nas portas, e um dos tenentes de plantão dos andares entra, d3 dois passos na cela, empertigado, *uase em posi+ão de contin0ncia, e o6serva1nos severamente, todos /3 de pé) R":s não ousamos lem6rar *ue os pol-ticos tinham o direito de não se levantar)S ?ontar *uantos somos não é grande tra6alho, 6asta uma olhadela, mas esse instante é uma prova para os nossos direitos, pois, se temos alguns, não os conhecemos, e se não os conhecemos ele deve escond01los de n:s) (oda a 2or+a da aprendi>agem da u6ianAa reside na completa mecani>a+ãoJ nem express9es, nem anota+9es, nem uma palavra a mais) (odos os direitos *ue n:s conhecemos são os de peti+ão escrita para a repara+ão do cal+ado e para ir ao médico) Fas, se te chamarem ao médico, tu não te rego>i/ar3s, e o *ue te ir3 surpreender ser3, antes de mais, essa mecani>a+ão pr:pria da u6ianAa) & olhar do médico não exprime preocupa+ão, nem se*uer revela simples aten+ão) Ele não perguntaJ 7#e *ue se *ueixaY8, pois a*ui é1se avaro de palavras e não se pode pronunciar esta 2rase sem lhe dar 0n2ase) an+a apenasJ 7DueixasY8 %e tu te come+as a espraiar, tentando explicar a doen+a, ele interrompe1teJ 7Est3 6em) Um denteY Extrai1se) &u então, p9e1se arsénico) ?urasY A*ui não se 2a>em)8 R'sso aumentaria o n<mero de visitas e criaria um am6iente *uase humano)S & médico da prisão é o melhor auxiliar do comiss3rio e do verdugo) %e o preso *ue est3 a ser espancado volta a si, ainda por terra, ouve a vo> do médicoJ 7.odem continuar, o pulso est3 normal)8 #epois de cinco dias de cala6ou+o 2rio, o médico examina o corpo nu e entorpecido e di>J 7.odem continuar)8 %e te espancarem até , morte, ele assina um certi2icado de :6itoJ morte por cirrose no 2-gadoW por en2arto) %e o chamam urgentemente para assistir a um mori6undo na cela, ele não se apressa) E a*uele *ue se comportar de outra maneira 1 esse não é mantido nas nossas pris9es) & dr) G) .) Baa> não poderia tra6alhar a*ui) Fas o nosso galinha1choca est3 mais 6em in2ormado so6re os seus direitos Rsegundo di>, h3 on>e meses *ue estão a instaurar1lhe o processoW os interrogat:rios apenas se reali>am de diaS) Ei1lo *ue chama e pede uma entrevista com o che2e da prisão) ?omo, ao che2e de toda a u6ianAaY %im) E inscrevem1no) RE pela noite, depois da hora do sil0ncio, *uando todos os comiss3rios estão nos respectivos ga6inetes, chamam1no e regressa provido de ta6aco) E um tra6alho grosseiro, naturalmenteW mas, por en*uanto, não inventaram nada de melhor) .assar sistematicamente , utili>a+ão de micro2ones tam6ém é uma enorme despesaJ não se pode escutar durante dias inteiros cento e on>e celas) Due h31de 2a>er1seX &s galinhas1chocas 2icam mais 6aratos e serão ainda utili>ados por muito tempo) Fas é di2-cil a 1Q4 A$DU'.E AB& #E BU AB

=ramarenAo aguentar connosco) ]s ve>es 2ica a suar, escutando as nossas conversas e pela sua expressão v01se *ue não compreende)S &utro direito aindaJ a li6erdade de entregar re*uerimentos por escrito Rem troca da li6erdade de imprensa, de reunião e de vota+ão, *ue perdemos ao deixar a vida livreXS #uas ve>es por m0s o guarda *ue est3 de plantão de manhã perguntaJ 7Duem dese/a escrever solicita+9esY8 E inscreve todos os *ue mani2estam tal dese/o) A meio do dia chamam1te para um cu6-culo separado e 2echam1te) A- podes escrever a *uem *uiseresJ ao .ai dos .ovosW ao ?omité ?entral do .artidoW ao %oviete %upremoW ao ministro IériaW ao ministro A6aAumovW ao procurador1geralW , ?entral FilitarW , #irec+ão .risionalW , sec+ão de instru+ão /udicialW e podes *ueixar1te da deten+ão, do comiss3rio, do che2e da prisãoX Em *ual*uer caso, o teu pedido não ter3 0xito algum, nem se*uer ser3 ar*uivado, e o mais alto respons3vel *ue o vai ler ser3 o teu comiss3rio instrutor) Entretanto, tu nada conseguir3s demonstrar) Fais aindaJ ele "i& & E$Z se*uer, por*ue não pode l01lo auem *uer *ue se/a) "esse peda+o de papel, de 5 ! 1C cm, um pouco maior o *ue o *ue te entregaram de manhã para a latrina, mal podes arranhar, com uma caneta *ue6rada ou munida dum aparo torcido, metida num tinteiro cheio de 3gua e de 2arrapos, as letrasJ 7$EDUE$')))8 'mediatamente, elas se apagam no papel grosseiro e 7FE"(&8 não ca6er3 se*uer na linha, en*uanto do outro lado da 2olha tudo ressumou) .ode ser *ue ainda ha/a outros direitos, mas o guarda de plantão silencia1os) (alve> não percas muito desconhecendo1os) A ronda aca6a de passar) & dia come+a) J3 chegam os comiss3rios, alguns no edi2-cio) & guarda chama1os com enorme mistérioJ ele di> apenas a primeira letra e do seguinte modoJ 7Duem come+a por ?Y, *uem come+a por GY8, ou aindaJ 7Duem come+a por AY8 Voc0s devem dar provas de prontidão e apresentar1se como v-timas) Esta regra 2oi adoptada contra poss-veis erros dos guardasJ chamar alguém pelo apelido numa cela indevida e assim n:s 2icarmos a sa6er *uem est3 preso) Fas, mesmo separados e dispersos por toda a cadeia, n:s não estamos privados de not-cias entre as celasJ ao darem entrada mais presos, 6aralham1nos e cada um dos *ue são trans2eridos leva para a nova cela toda a experi0ncia ad*uirida na anterior) Assim, estando no *uarto andar, tudo sa6emos das celas da cave e das 6oxes do primeiro andar, acerca da escuridão do segundo, onde se encontram agrupadas as mulheres, so6re a instala+ão de duas galerias do *uinto e do n<mero mais alto das celas doa *uinto andarJ cento e on>e) Em 2rente da cela onde eu estava, encontrava1se o escritor de crian+as Iondarine, *ue, até então, tinha estado no andar das mulheres, com um correspondente polaco, *ue, por sua ve>, havia estado com o marechal11de1campo Von .aulus 1 e todos os pormenores so6re .aulus tam6ém n:s os conhec-amos41) b Von .aulus, general alemão, aprisionado na 6atalha de Estalinegrado) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 .assado o per-odo das chamadas para os interrogat:rios, para a*ueles *ue 2icavam na cela a6ria1se um longo e agrad3vel dia, rico de possi6ilidades e não demasiado o6scurecido pelas o6riga+9es) Estas podem ca6er1nos, mas duas ve>es por m0s, como, por exemplo, a de desin2ectar as camas com uma lLmpada de soldar Rna u6ianAa, os 2:s2oros são categoricamente proi6idos, e para 2umar um cigarro temos de ter a paci0ncia de levantar o dedo diante do postigo, pedindo 2ogo ao guarda, mas, *uanto ,s lLmpadas de soldar, não, con2iam1nos1las tran*uilamenteS) (am6ém nos pode ca6er uma espécie de direito, mas *ue muito se parece com uma o6riga+ãoJ uma ve> por semana chamam1nos um por um ao corredor e ali, com uma m3*uina de cortar ca6elo, por a2iar, 2a>em1nos a 6ar6a) &utra o6riga+ão é a de p_r a 6rilhar o soalho da cela) RU)

es*uiva1se sempre a esse tra6alho, *ue considera humilhante, como *ual*uer outro)S Gatigamo1nos muito, devido , 2ome, senão esta tare2a poderia inscrever1se talve> até entre os direitos, tão alegre e sadia ela éX ?om os pés descal+os, a escova de lustro para diante e o tronco para tr3s, e inversamente de tr3s para diante, não te preocupes com nada maisX & soalho 2ica a 6rilhar como um espelhoX Uma prisão , .otemAineX #e resto, /3 não estamos tão apertados, como na nossa antiga cela sessenta e sete) Em meados de Far+o, veio /untar1se1nos um sexto companheiro, e como a*ui se desconhecem os 6eliches e não existe o costume de dormir no chão, mudaram1nos com toda a e*uipa, para a linda cela cin*uenta e tr0s) R$ecomendo muito a *uem nunca l3 esteve *ue a visiteXS "ão é uma celaX E um pal3cio tran*uilo, destinado a dormit:rio para via/antes céle6resX A sociedade de seguros $<ssia44, sem olhar a despesas de constru+ão, levantou nesta ala um andar com cinco metros de altura) RDue 6elos 6eliches de *uatro andares a- teria constru-do o che2e da contra1espionagem da 2rente, metendo l3, de 2orma garantida, uns cem homensXS E a /anelaX Al1+ando1se so6re o parapeito, o guarda *uase não chega ao postigo, e uma s: das vidra+as poderia servir de /anela para todo um *uarto) Apenas as 2olhas de a+o, cravadas da morda+a, nos 2a>em recordar *ue não estamos num pal3cio) #e todas as maneiras, nos dias claros, por cima dessa morda+a, chega até n:s, vindo do po+o do p3tio da u6ianAa, e re2lectido por *ual*uer vidra+a do sexto ou do sétimo andar, um p3lido raio de sol) Um verdadeiro Esta sociedade ad*uiriu um peda+o de terra moscovita, propenso ao sangueJ do outro lado da $ua GurAassovsAi, perto da casa de $ostoptchin, 2oi massacrado o inocente Vere1chaguin, em 1Q14, e em 2rente da Brande u6ianAa vivia Re assassinava os seus servosS a criminosa %altitchiAha) r.or Foscovo, redac+ão de ") A) BueiniA e outros) Foscovo, Editora %a6achniAov, 1915, p3g) 4@1)S 1Q; A$DU'.E AB& #E BU AB coelhinho4@, este raio de sol, um ser vivo e *ueridoX Acompanhamos carinhosamente o seu desli>ar pela parede, cada passo seu est3 repleto de sentido, augura a aproxima+ão do passeio, conta uma a uma as v3rias meias horas *ue 2altam para o almo+o, e antes de este chegar desaparece) #esse modo, eis todas as nossas possi6ilidadesJ ir ao passeioX, ler um livroX, trocar impress9es so6re o passadoX, escutar e aprenderX, discutir e educar1seX E, como recompensa, haver3 ainda um almo+o de dois pratosX 'ncr-velX .ara os presos dos tr0s primeiros andares da u6ianAa, o passeio é desagrad3velJ metem1nos num pe*ueno p3tio in2erior, h<mido, no 2undo de um estreito po+o entre os edi2-cios da cadeia) .elo contr3rio, os presos do *uarto e do *uinto andares são levados para um ninho de 3guias, para um telhado do *uinto andar) E verdade *ue o chão é de cimento, *ue as paredes são de 6etão, tendo a altura de tr0s homensW e havendo /unto delas um) guarda desarmado, 6em como, de atalaia na torre, uma sentinela de arma autom3tica, mas o ar é aut0ntico e aut0ntico é o céuX 7Fãos atr3s das costasX Em 2ilas de doisX "ão conversarX "ão pararX8 %: se es*ueceram de proi6ir *ue se levante a ca6e+aX E tu, naturalmente, levanta1la) A*ui podes ver, /3 não o re2lexo, /3 não a imagem indirecta, mas o pr:prio %olX & pr:prio %ol, eternamente vivoX &u o seu derramar dourado através das nuvens primaveris) A .rimavera promete a todos a 2elicidade, mas ao preso ainda de> ve>es maisX &hX & céu de A6rilX "ão importa *ue eu este/a na prisãoX A mim, certamente, não me 2u>ilam) Em troca, hei1de tornar1me a*ui mais inteligenteX ^ei1de compreender muita coisa, : ?éuX ?orrigirei ainda os meus erros, não perante eles, mas perante ti, ?éuX A*ui, dei1me conta deles e hei1de repar31losX

?hega até n:s, como provindo de uma cova pro2unda e long-n*ua, da .ra+a #>er/insAi, o ininterrupto e a6a2ado coro das 6u>inas dos autom:veis) .ara a*ueles *ue marcham ao som dessas 6u>inas, elas devem parecer1lhes a trom6eta do triun2o, mas da*ui v01se claramente a sua insigni2icLncia) Vinte minutos apenas de passeio, mas *uantas preocupa+9es em torno dele, para *uanta coisa h3 *ue 6uscar tempoX Em primeiro lugar, é muito interessante, en*uanto te levam para l3 e te tra>em de volta, compreender a disposi+ão de toda a cadeia, ver para onde dão estes min<sculos p3tios suspensos, a 2im de *ue algum dia, *uando estiveres em li6erdade, possas atravessar a pra+a e sa6er onde passavas) "o 4@ Am6iguidade conotativa, *ue permite a %ol/enitsine um /ogo de signi2icantes e de signi2icados) Em russo, >aitc6iA signi2ica 7raio de sol8, en*uanto o seu diminutivo, >aitcho1noA, signi2ica 7coelhinho))) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 caminho damos muitas voltas e eu invento este sistemaJ desde a cela, contar cada volta )para a direita como se 2osse 7mais um8 e cada volta para a es*uerda como se 2osse 7menos um8) .or muito rapidamente *ue nos 2a+am dar as voltas, não é necess3rio apressares1te a representar o percurso, 6astando1te tempo para contar a totalidade) E se, pelo caminho, através de alguma /anela da escada, aperce6es o dorso das n3iadas da u6ianAa, *ue se encostam a pe*uenas torres com colunas, dominando a mesma pra+a, e te recordas do n<mero de voltas, atingida nessa altura, podes depois, na cela, prientarte e sa6er para onde d3 a vossa /anela) Em seguida, no passeio, é preciso simplesmente respirar, concentran1do1te o mais poss-vel) E tam6ém, nessa solidão so6 a claridade do céu, imaginar a tua luminosa vida 2utura, sem pecados nem erros) Fas é ainda a-, acima de tudo, o lugar mais prop-cio para 2alar so6re temas pungentes) Em6ora no passeio se/a proi6ido conversar, isso não importa, é necess3rio sa6er 2a>01lo, precisamente por*ue a- ninguém vos ouveW nem o galinha1choca, nem os micro2ones) #urante o passeio, eu e %u>i procuramos 2ormar um par) Galamos igualmente na cela, mas o mais importante gostamos de deix31lo para o passeio) "o primeiro dia, não coincidimos, mas, pouco a pouco, come+amos a a/ustar1nos, e ele /3 teve tempo de me di>er muitas coisas) ?om ele, ad*uiro uma aptidão nova para mimJ a de paciente e conse*uentemente, aceitar tudo a*uilo *ue nunca 2igurou nos meus planos e *ue, aparentemente, não tinha rela+ão alguma com a linha claramente tra+ada da minha vida) #esde a in2Lncia *ue eu sei, ignoro de onde, *ue o meu 2im é a hist:ria da revolu+ão russa e *ue o resto não me di> inteiramente respeito) .ara a compreensão da revolu+ão russa h3 muito tempo *ue de nada mais necessito, além do marxismoJ todos os corpos estranhos *ue se pegaram a mim, cortei1os e voltei1lhes as costas) Fas o destino condu>iu1me /unto de %u>i, *ue evoluiu numa es2era a6solutamente di2erente) Agora, ele 2ala1me com entusiasmo de tudo o *ue é a sua vida, e esse tudo é a Est:nia e a democracia) Apesar de antes nunca me ter passado pela ca6e+a interessar1me pela Est:nia, e ainda menos pela democracia 6urguesa, eu escuto1o, escuto os seus relatos apaixonados so6re os vinte anos de li6erdade desse pe*ueno povo la6orioso, pouco 6arulhento, de homens de grande estatura e de uma lentidão e seriedade naturaisW escuto1o a expor1me os princ-pios da ?onstitui+ão estoniana, inspirados na melhor experi0ncia europela, e como ela 2uncionava no seu parlamento de uma s: ?Lmara e composta de cem deputadosW e sem sa6er por*u0 come+o a gostar de tudo isso, tudo isso come+a a sedimentar1se na minha experi0ncia44) .onho1me a penetrar, com interesse,

#epois, %u>i 2alar3 de mim nestes termosJ 7Era uma estranha mistura de marxista e (iocrata)8 %im, estes dois aspectos uniram1se então em mim de 2orma extravagante) 1QQ A$DU'.E AB& #E BU AB na sua tr3gica hist:riaJ entre dois grandes martelos, o teut:hico e o eslavo, est3 exposta, desde tempos imemoriais, a pe*uena 6igorna estoniana) %o6re ela, am6os assestaram as suas pancadas, ora do oriente ora do ocidente, alternadamente, não se vendo um 2im para esta alternativa, como ainda não se v0 ho/e) E conhecida Rou melhor, completamente desconhecida)))S a hist:ria de como n:s *uisemos tom31la irre2lectidamente de assalto em 191Q, sem *ue ela o permitisse) Em seguida, 'udenitch despre>ou os seus ha6itantes, como se 2ossem 2inlandeses, e n:s trat3mo1los como 6andidos 6rancos) Duanto aos estudantes da Est:nia, inscreveram1se como volunt3rios) Assestaram1lhe mais pancada em 194C, em 1941 e em 1944) Uma parte dos 2ilhos desse povo 2oi apanhada pelo exército russo, a outra pelo exército alemão e a restante 2ugiu para o 6os*ue) &s velhos intelectuais de (a1lin discutiam como sair desse maldito c-rculo, a2astar1se de *ual*uer maneira e viver uma vida pr:priaJ por suposi+ão, ter (ii2 como primeiro11ministro e como ministro da Educa+ão "acional, digamos, %u>i) Fas nem ?hurchill nem $oosevelt se preocuparam com eles e, em troca, o6tiveram a solicitude do 7tio Jo8 RJoséS) Fal as nossas tropas entraram no pa-s, todos esses sonhadores 2oram apanhados na primeira noite, nos seus apartamentos de (alin) Agora, todos eles, uns *uin>e, se encontram na prisão moscovita da u6ianAa, cada um em celas di2erentes e acusados, segundo o artigo 5Q, do criminoso dese/o de autodetermina+ão) & regresso do passeio , cela constitui sempre uma pe*uena deten+ão) Até na nossa cela de luxo o ar parecia pesado, depois do recreio) Ah, como seria 6om petiscar algoX Fas não se pode, nem vale a pena pensar nissoX Ai deles, se alguns dos *ue rece6iam pacotes de casa, sem *ual*uer tacto, se punham a mostrar a sua comida 2ora do tempo e come+avam a comer) (anto pior, isso 2ar1nos1ia agu+ar o nosso autodom-nioX Ai dele, se o autor de um livro te 2a> uma partida e se p9e a descrever pormenori>adamente o sa6or da comidaX Gora com esse livroX Gora com BogolX Gora tam6ém com (cheAhov, 2oraX ^3 neles demasiada comidaX 7"ão tinha 2ome, mas, de *ual*uer maneira, 2oi comendo Ro 2ilho da mãeXS uma por+ão de vitela e 6e6eu cerve/a)8 & *ue é preciso é uma leitura espiritual) #ostoievsAi, por exemplo, eis *uem os presos devem lerX Fas, permitam1me, esta passagem é deleJ 7As crian+as passavam 2ome, h3 /3 alguns dias *ue nada viam além de pão e lingui+a)8 Fas a 6i6lioteca é o ornato da u6ianAa) E certo *ue a 6i6liotec3ria é algo repulsivaJ uma rapariga loura, tipo cavalona, *ue tudo 2a> para não parecer 6onita, com o seu rosto tão empoado *ue parece a m3scara de uma 6oneca im:vel, de l36ios viol3ceos e de pestanas negras, depiladas) RA 2alar verdade, isso di>1lhe respeito a ela, mas ser1nos1ia mais agrad3vel se nos aparecesse uma /ovem vistosa) (alve> o che2e da u6ianAa tivesse levado tudo isso em conta)S Fas *ue maravilhaJ cada de> dias, vindo 6uscar os livros, vai satis2a>endo os nossos pedidosX Ela escuta, com essa mecani>a+ão inumana da u6ianAa, sem se poder compreender se ouviu 6em os nomes e A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q9 os t-tulos, ou mesmo as nossas palavras) #epois sai) ":s passamos v3rias horas entre a in*uieta+ão e a alegria) #urante esse tempo são 2olheados e veri2icados todos os livros *ue nos 2oram entreguesJ procura1se ver se deix3mos picadas ou pontos de6aixo das letras Ré esse um processo de correspond0ncia dentro da prisãoS, ou se assinal3mos com a unha as passagens de *ue mais gostamos) 'n*uietamo1nos com isso, em6ora não

se/amos culpados de nada) Eles podem vir e di>er *ue 2oram desco6ertos pontos, e, como sempre, terão ra>ão, como sempre não terão necessidade de provas e 2icaremos privados, durante tr0s meses, de livros, se é *ue não trans2erem toda a cela para os cala6ou+os) E são estes os melhores e os mais radiosos meses prisionais, en*uanto não nos enterram na cova de um campo de tra6alhoX ?omo é doloroso ter de passar sem livrosX ":s não tememos apenas, estremecemos, tal como na adolesc0ncia ao mandar uma carta de amor e ao esperar a resposta) Vir3 ou nãoY E *ual ser3Y Ginalmente, tra>em os livros, o *ue condicionar3 os de> dias *ue vão seguir1seJ iremos intensi2icar mais a leitura ou, então, se não t0m interesse, devolvemo1los, passando a 2alar mais) (ra>er tantos livros *uantas pessoas h3 na cela, é o c3lculo de um cortador de pão e não de uma 6i6liotec3riaJ não um para cada, mas seis para seisX As celas onde h3 muitos presos 2icam a ganhar) x ]s ve>es, a rapariga cumpre os nossos pedidos maravilhosamenteX Fas outros desdenha1os e, contudo, isso torna1se interessante) .or*ue a pr:pria 6i6lioteca da u6ianAa é <nica no género) ?ertamente *ue os livros prov0m de 6i6liotecas particulares apreendidasW os 6i6li:2ilos *ue os coleccionaram /3 entregaram a alma a #eus) Fas o principal é *ue, tendo censurado e castrado, em geral, durante décadas, as 6i6liotecas do pa-s, a %eguran+a do Estado se es*ueceu de o 2a>er no seu pr:prio seioJ e, a*ui, no seu covil, podia1se ler Uamiatin, .ilniaA, .anteleimon $omanov e *ual*uer tomo de Fere/AovsAi) RAlguns pilheriavam, di>endoJ 7?onsideram1nos aca6ados e é por isso *ue nos dão a ler o *ue é proi6ido)8 Eu penso *ue as 6i6liotec3rias da u6ianAa não tinham ideia do *ue nos emprestavamJ tratava1se de pregui+a e de ignorLncia)S "as horas *ue precedem as re2ei+9es, l01se muito) Fas uma 2rase pode 2a>er1te saltar, correr da /anela para a porta e da porta para a /anela) %entes dese/o de mostrar a alguém o *ue leste, o *ue da- se depreende, e surge uma discussão) As discuss9es são tam6ém agudas, nesse tempoX Gre*uentemente, enred3vamo1nos em discuss9es com Kuri E) "a*uela manhã de Far+o, *uando nos trans2eriram os cinco da cela ao pal3cio cin*uenta e tr0s, meteram ali connosco um sexto preso) Ele entrou como uma som6ra, sem tocar com as 6otas no chão) Entrou, 19C A$DU'.E AB& #E BU AB mas inseguro de poder suster1se de pé,e apoiou as costas contra a coluna da porta) "a cela /3 não estava acesa a lLmpada e a lu> matinal era ne6ulosaW entretanto, o novato não olhava com os olhos a6ertos , semicerrava1os) E não di>ia palavra) & tecido do seu casaco militar e as suas cal+as não permitia inclu-1lo nem no exército soviético, nem no alemão, nem no polaco, nem no ingl0s) A 2orma do seu rosto era alongada e pouco tinha de russo) E *ue magro estavaX #e tão esguio, parecia mais alto) Gi>eram1lhe perguntas em russo, mas não respondeu) %u>i interrogou1o em alemãoJ tão1 pouco respondeu) #irigiu1se em seguida a ele em ingl0s, e manteve1se calado) Bradualmente, no seu rosto amarelado e extenuado de semicad3ver, 2oi despontando um sorriso, um sorriso como nunca tinha visto em toda a minha vidaX 7Ben1te)))8, pronunciou, como se voltasse a si mesmo depois de um desmaio ou como se tivesse passado a noite , espera do 2u>ilamento) E estendeu a sua dé6il e es*u3lida mão) "ela segurava uma pe*uena trouxa) & nosso galinha1choca, *ue tinha /3 compreendido do *ue se tratava, apressou1se a agarr31la e desatou1a so6re a mesa) ^avia ali uns du>entos gramas de ta6aco ligeiro, e ele enrolou logo um enorme cigarro para si) Goi assim *ue apareceu entre n:s Kuri "iAolaievitch E), depois de ter sido mantido durante tr0s semanas numa enxovia da cave)b

#urante o per-odo dos incidentes nos caminhos de 2erro da ?hina &riental, em 1949, cantava1se em todo o pa-s a can+ãoJ Varrendo com o seu peito de a+o os inimigos A vinte e sete monta a guarda) & comandante de artilharia da divisão vinte e sete de atiradores, constitu-da ainda no tempo da guerra civil, era o o2icial do antigo exército c>arista, "iAolai E) Reu recordava1 me deste apelidoW tinha1o visto entre os autores do nosso manual de artilhariaS) "um vagão de mercadorias, a2ecto ao transporte de passageiros, ele percorria, com a sua insepar3vel esposa, o Volga e o Ural, ora para leste, ora para oeste) "esse vagão passou os seus primeiros anos, e, igualmente, o seu 2ilho Kuri, nascido em 1915, contemporLneo da $evolu+ão) #esde essa época long-n*ua o seu pai radicou1se na Academia de eninegrado, onde vivia desa2ogadamente e como personalidade importante, tendo o seu 2ilho terminado a escola de *uadros de comando) #urante a guerra russo12inlandesa, *uando Kuri ardia no dese/o de lutar pela p3tria, os amigos do pai enviaram1no, como a/udante, para o Estado1Faior do Exército) Kuri não teve ocasião de arrastar1se até ,s 2orti2ica+9es 2inlandesas, nem de cair no cerco da contra1espionagem, nem de enregelar1se na neve, so6 as 6alas dos 2rancos1atiradores) Fas a &rdem da Iandeira Vermelha 1 não *ual*uer outraX 1 veio1lhe cair delicadamente no peito) Assim, A$DU'.E AB& #E BU AB 191 terminou a guerra 2inlandesa com a consci0ncia de nela haver tido um comportamento /usto e <til) Fas a guerra seguinte não a p_de passar tão 6em) A 6ateria *ue estava so6 o seu comando viu1se cercada na >ona de uga) Andaram , deriva, ca+aram1nos e aprisionaram1nos) Kuri 2oi parar ao campo de concentra+ão alemão dos o2iciais na >ona de Vilnius) "a vida de cada um h3 sempre um acontecimento *ue se torna decisivo para o seu destino, para as suas convic+9es e as suas paix9es) &s dois anos *ue passou nesse campo a6alaram Kuri) & *ue era tal campo, não seria poss-vel exprimi1lo com simples palavras, nem analis31lo com silogismosJ haveria *ue morrer l3 e s: *uem não morria era capa> de tirar conclus9es) Duem podia so6reviver eram os impedidos, pol-cias internos do campo, recrutados entre os nossos) ?omo se compreende, Kuri não se tornou impedido) .odiam so6reviver ainda os co>inheiros e tam6ém os intérpretesJ esses eram procurados) Ele, *ue dominava per2eitamente o alemão, ocultou tal 2acto) Viu logo *ue, en*uanto intérprete, teria de entregar os seus) .odia demorar a sua morte a6rindo covas, mas havia outros mais 2ortes e mais ha6ilidosos do *ue ele) Kuri declarou *ue era pintor) E2ectivamente, no Lm6ito da sua educa+ão multi2orme, rece6era li+9es de pintura, e não pintava mal a :leo) %: o dese/o de seguir a carreira do pai, de *ue sentia orgulho, o impediu de 2re*uentar a Escola de Ielas1Artes) Juntamente com um velho pintor Rlamento não recordar1me do seu nomeS levaram1no para uma ca6ina isolada numa 6arraca, e, ali, Kuri pintava de gra+a para os comandantes alemães uma série de *uadrosJ o 6an*uete de "ero, um coro de el2os) Em troca, levavam1lhe comida) A*uela 6e6eragem, pela *ual os o2iciais prisioneiros 2a>iam 6icha, com as suas marmitas, ,s seis da manhã, en*uanto os impedidos lhes 6atiam com paus e os co>inheiros com seus colher9es) Ie6eragem essa *ue era insu2iciente para manter um homem vivo) .elas tardes, Kuri, da /anela da ca6ina, visuali>ava o <nico *uadro, para o *ual lhe dera voca+ão a arte do pincelJ a névoa pairando so6re o prado /unto do pLntano, o prado cercado de arame 2arpado, com um sem1n<mero de 2ogueiras ardendo, e, , volta das 2ogueiras, o *ue restava dos antigos o2iciais russosJ seres agora semelhantes a 2eras, roendo os ossos de cavalos mortos, 2a>endo 6olachas de cascas de 6atata, rumando

esterco e remexendo1se todos devido aos piolhos) "em todos esses 6-pedes tinham ainda morrido) "em todos haviam perdido ainda o dom do discurso coerente e. so6 os re2lexos purp<reos das chamas. arremessam1nos esmolas através do arame 2arpado. os aliados. Felgunov nota no seu di3rio *ue corre o I&A(& de *ue a U)$)%)%) não permite *ue se preste a/uda aos seus soldados prisioneiros na Alemanha. e de *ue eles vivem pior *ue os de todos os aliados) 'sso para *ue não ha/a I&A(&% so6re a 6oa vida dos prisioneiros e estes não se . camada ap:s camadaS) & *u0Y %talineY "ão ser3 exagerado atri6uir tudo a %taline. mas o velho ia pondo a verdade a nu. pior ainda. tinham permissão de 2alar em seu nomeY E como se h31de reagir com /usti+a *uando a nossa mãe nos vendeu aos ciganos.s suas mãos tão curtasY (odo a*uele *ue s: tira metade das conclus9es não tira.E AB& #E BU AB soviéticos vivem e morrem assim. e *ue entre os prisioneiros de numerosas nacionalidades s: os 194 A$DU'. ninguém est3 em pior situa+ão) &s polacos e os /ugoslavos. na ca6ina da 6arraca. via1se como uma intelig0ncia tardia despontava na*ueles rostos *ue remontavam ao ^omem de "eanderthal) A 6oca tornava1se1lhe amargaX A vida *ue Kuri conservava /3 nem lhe a *uerida em si mesma) Ele não é da*ueles *ue aceitam 2acilmente es*uecer) "ão. o /uramento do exército em *ue se criara. acaso estamos ligados ainda a ela por 2idelidadeY A p3tria *ue traiu os seus soldados é porventura uma p3triaY )))?omo tudo se trans2ormou para KuriX Ele admirava o pai 1 e passou a amaldi+o31loX .rimavera de 194@. geralmente. entra em con2lito e discute com o velho pintor Raté então. os *ue planavam mais a6aixo. nos atirou aos cãesY Acaso continua a ser mãeY %e a nossa mulher anda a correr as ruas. na realidade. Kuri tinha di2iculdade em admitir a*uilo. distri6u-dos por toda a p3tria. ou. na .ela primeira ve>. não indo simplesmente rece6er o racionamento alemão) %e os acampamentos 2icam ao lado uns dos outros. inclusive. são tratados de modo muito insuport3vel) Duanto aos ingleses e aos noruegueses. /3 em 1915. *ue tra-a agora os seus pr:prios soldados) E por*ue é *ue o /uramento de Kuri o devia vincular a um regime assim traidorY Duando. um ou outro alistou1se para se salvar da 2ome) Fas E) 201lo com 2irme>a e lucide>) "ão se demorou muito tempo na legiãoJ *uando te arrancam a pele. chegaram ao campo os recrutadores das primeiras 7legi9es8 6ielorrussas. ou apenas e alemães.or*u0Y #a*ui e dali vão chegando as explica+9esJ a U)$)%)%) não reconhece a ?onven+ão da ^aia so6re os prisioneiros. conclus9es algumas) E os outrosY &s *ue cercavam %taline. e isso para esta6elecer este mesmo regime. isto é. estão inundados de pacotes da ?ru> Vermelha 'nternacional. por 6ondade. não tens de chorar pela lã) Kuri dei1 45 %: em 1955 reconhecemos esta conven+ão) #e resto. e os *ue. . não assume nenhumas o6riga+9es *uanto ao tratamento dos prisioneiros e não pretende de2ender os seus *ue ca-ram no cativeiro45) A U)$)%)%) não reconhece a ?ru> Vermelha 'nternacional) A U)$)%)%) não reconhece os seus soldados de ontemJ não lhe convém prestar1lhes a/uda no cativeiro) & cora+ão do nosso entusiasta contemporLneo da $evolu+ão de &utu6ro gela1se) Ali. e os nossos lan+am1se1lhes como sete cães a um osso) %ão os russos *ue suportam toda a guerraW são os russos *ue t0m esse destino) . h31de so6reviver e tirar conclus9es) Ja todos eles sa6em *ue a *uestão não depende dos alemães. e enviados pela 2am-lia. assinada pela $<ssia. pensou *ue ele tinha tra-do.

ele percorria toda a Alemanha. $ecorda+9es e #i3rios. através da 2rente. *ue tinha sido designado para criar uma escola de espi9es de 2orma+ão acelerada. o recrutou como seu 6ra+o direito) Assim. visitava os emigrados russos. e. os nossos investigadores não admitiam tais ra>9es) Due direito tinham eles de viver. de conhecer e. Aldanov. logo adiante. esta6eleceriam liga+9es pelo c:digo da r3dio e regressariam outra ve>) "o entanto. a entregar1se novamente aos alemães) ` Fas um 6elo dia. eles *ueriam simplesmente escapar . vestiam roupas de a6a2o novas. 19. pelo contr3rio. a li6erdade de escolha dependia do seu car3cter e da sua consci0ncia) 'mediatamente todos a6andonavam os explosivos e a r3dio) A di2eren+a consistia apenas nistoJ uns entregavam1se sem mais . in2ormando de *ueatinha reali>ado a tare2a Ride l3 veri2ic31loXS) Era um 2acto invulgar) & che2e não teve d<vidas de *ue ele tinha sido enviado pela contra1espio1nagem %merch e decidiu 2u>il31lo Ré esse o destino de um espião escrupulosoXS) Fas Kuri insistiu em *ue. porém) an+avam1nos a pretexto de insu2lar Lnimo) Fas para os mori6undos prisioneiros de guerra russos. "a6oAov. come+ou um desli>e *ue Kuri não tinha previsto. *uando as 2am-lias dos privilegiados. um rapa> viva+o regressou. dinamitariam os o6/ectivos designados. . morte e ao cativeiro. outros iam para a 2arra com o dinheiro) "unca nenhum deles voltou atr3s. através dessa escola. recheavam as algi6eiras de dinheiro soviético) (anto os alunos como os pro2essores 2ingiam *ue tudo se passaria como previstoJ *ue na retaguarda soviética 2ariam espionagem. a 2a>er uso de explosivos e a transmitir mensagens pela r3dio) "ão con2iavam muito neles.entreguem tão gostosamente) ^3 certa continuidade de ideias) R%) .egar na cara6ina alemã) #evido ao seu 2also /ogo de espionagem aplicaram1lhes o grave artigo 5!1. na retaguarda soviética.aris. eram uma 6oa sa-daJ os rapa>es comiam. 6rotasse a cada p3gina o sangue das 2eridas vivas da $<ssia) Fas o *ue é *ue sucediaY Em *ue delapidavam eles a sua inapreci3vel li6erdadeY Uma ve> mais a descrever o corpo 2eminino. a explosão das paix9es.. em Iunine por exemplo.E AB& #E BU AB mo este 7espião8 de nari> chato.E AB& #E BU AB 19@ xou de ocultar o seu conhecimento da l-ngua germLnica. naturalmente) Em seis meses s: lhes puderam ensinar a dominar o p3ra1*uedas. lia os livros *ue dantes não lhe eram acess-veisJ Iunine. com a agravante da inten+ão de sa6otagem) 'sto signi2icava guard31los na cadeia até a morte) 194 A$DU'. "aturalmente. 6em como a contar anedotas esta2adas dos anos long-n*uos) Eles escreviam como se nenhuma revolu+ão se tivesse veri2icado na $<ssia ou como se 2osse /3 demasiado inacess-vel a eles explic31la) #eixavam aos /ovens o cuidado de se orientar na vida) Assim se agitava KuriJ tinha Lnsia de ver. Am2i1teatrov))) Kur esperava *ue em todos eles. assim se 2oi operando uma mudan+a) Ele ardia no dese/o de li6ertar a sua p3tria e puseram1no a preparar espi9es alemães para com6ater os seus) &nde estava o limiteY))) A partir de *ue momento se não pode ir demasiado longeY Kuri passou a ser tenente do exército alemão) ?om a 2arda alemã.s autoridades Rco1 4. encontrado no servi+o de contra11espionagem do exércitoS. ainda por cima.) Ga>iam1nos passar a linha da 2rente. sem esperan+a. vol) '.) Felgunov.4. a2ogava cada ve> mais a sua con2usão na vodca) & *ue era a*uela escola de espionagemY "ada tinha de uma escola verdadeira. a6andonados. era . e. a 6ele>a das ca6e+as no6res. dese/ando 2icar vivos. em 1945. entretanto. e logo um certo ?^EGE alemão. na opinião de Kuri. mesmo sem isso. viviam 6emY "ão se lhes reconheceu nenhuma atenuante pelo 2acto de se recusarem a . essas escola>inhas. segundo a tradi+ão russa. p3ginas 199 e 4C@)S A$DU'. mas não ao pre+o de dispararem contra os seus na 2rente4. dos arredores de =assen. ia a Ierlim. o p_r do %ol.

tam6ém n:s. a vida deles era 2alsa) &s alemães mane/avam1nos .E AB& #E BU AB 195 1se mesmo a discutir o pro6lema da sua ida a casa. para visitar a 2am-lia) E s: na u6ianAa ele compreendeu *ue.arriscando a vida ele pr:prio. mas. *ue. mesmo em %alamanca. encheu1se de calor) A p3triaY Era maldita. in/usta. apropriada para isso))) Kuri esteve tr0s semanas na nossa cela) #urante todo esse tempo discutimos com ele) Eu di>ia *ue a nossa $evolu+ão era magn-2ica e /usta e *ue apenas tinha sido horr-vel a sua de2orma+ão em 1949) Ele olhava1me com pena e mordia os seus l36ios nervososJ antes de empreender a $evolu+ão devia1se ter limpo o pa-s dos perceve/osX R"isto havia estranhamente uma certa coincid0ncia com GastenAo. a sua escola de espionagem ocultou1se até . claramente. chegada dos tan*ues soviéticos e depois veio a contra1espionagem %merch) Kuri /3 não voltou a ver os seus rapa>es) 'solaram1no durante de> dias e o6rigaram1no a descrever toda a hist:ria da escola. sentado diante dele. de todas as maneiras. ainda com leite no nari>. não deixamos de sentir o apelo da p3tria até ao dia em *ue engolimos o arsénico) &s lot:2agos da &disseia conheciam certa 2lor de l:tus. 2am-liaY E passear por =amennostrovY . ou então uma senten+a de vinte anos) A es2umada imagem da terra p3tria 2a> com *ue uma pessoa se deixe enganar irremediavelmente))) Assim como um dente não cessa de doer. logo desde o come+o) R%o6re o 2acto . desde *ue sa-ra do campo. voltaremos e hão1de ver como ainda seremos 6ons cidadãosX ))) Esse ano e meio passados. 6radaram entusiasmadosJ 7^urraX (am6ém n:))) :))) :sX8 REles vitoriavam os seus 2uturos tra6alhos 2or+ados)))S Então. *uando depois da o2ensiva soviética para l3 do V-stula. mas não via nenhum 2uturo diante dele) $eunindo1se a 6e6er vodca com outros russos. não proporcionara a 2elicidade a Kuri) Ele não se arrependia. en*uanto não se matar o seu nervo. evidentemente. ele ordenou *ue dessem a volta por uma tran*uila gran/a polaca. as tare2as diversionistas) Ele pensava realmente *ue a sua 7experi0ncia e conhecimentos8))) Estava1 A$DU'. /3 endurecido. os programas. de todas as maneiras.ois 6em. se1 gredou1lheJ 7Kuri "iAolaievitchX & comando soviético promete1lhe o perdão se voc0 se passar agora connosco)8 Kuri estremeceu) & seu cora+ão. tinha aparecido a Kuri uma sa-daJ o che2e gostava dele e disse1lhe *ue possu-a uma propriedade na Espanha. o tentava através da mesaJ 7Kuri "iAolaievitchY.odia 2icar a aguardar o 2u>ilamento. eles se escapariam os dois) E eis *ue. em6ora procedessem de pontos de partida di2erentes)S Eu di>ia *ue durante longo tempo s: pessoas de inten+9es su6limes e de todo em todo a6negadas tinham dirigido as *uest9es importantes no nosso pa-s) Ele a2irmava *ue eram da mesma t0mpera de %taline. para onde. *ue uma hora antes eram leais ao reich alemão. devia trans2erir a sua escola para o interior. *ue lhes 2altava um ponto de apoio. estava um compatriota em6riagado e. tão 2alhos de arrependimento como ele. *ue a tudo tinha renunciado. todo corado. *ueridaX ?oncediam1 lhe o perdãoY))) E poderia regressar . inclinando1se para a mesa. sentiam todos. realmente somos russosX %e nos perdoam. estaria mais perto do rio "eva))) .necess3rio condecor31lo e apresent31lo aos alunos) &ra o espião aca6ado de regressar prop_s a Kuri *ue 2ossem 6e6er uns copos e. o comando soviético aprecia a sua experi0ncia e os seus conhecimentos e *uer utili>31los para conhecer a organi>a+ão da contra1espionagem alemã)))8 As vacila+9es roeram E) durante duas semanas) Fas. sua maneira) Agora *ue a guerra estava claramente perdida para eles. mandou 2ormar os alunos da escola e declarouJ 7Eu passo1me para o lado soviéticoX ?ada um é livre de escolherX8 E esses inexperientes aprendi>es de espi9es. logo *ue o império ardesse.

s alturas do %inai. é o rei da nossa literaturaX . uma travessa para cada um. pela *ual é prov3vel *ue tenhas esperado e estremecido todo o dia) Due aliviada 2ica de repente toda a genteX ?omo de s<6ito se simpli2icam todos os grandes pro6lemas) J3 notaram isso.de *ue %taline era um 6andido. mas. no estilo de restaurante. desde então.E AB& #E BU AB ta) Alguns. e *ue ali.ara os teimosos *ue não assinam os autos e não reconhecem as culpas. até . & sono é o melhor remédio contra a 2ome e contra a depressãoJ o organismo não se desgasta e o cére6ro não 2a> passar e repassar os erros cometidos) Entretanto.s altas es2eras) "a u6ianAa isto é 2acilitado pela licen+a de estar deitado duas horas depois do almo+o. e a pouca alimenta+ão *ue a*ui nos dão consegue chegar . ouv-amos o alegre tilintar no corredor. /usta) . o *ue é ainda algo *ue lem6ra a maravilha de uma casa de repouso) #eitamo1nos de costas voltadas para a 2enda da porta. alma deixar de sentir a sua opressão) Due leves e livres pensamentosX . ha6itualmente a estas horas não costumam tocar .or causa destas discuss9es di3rias.ara isso é necess3ria uma auto1educa+ão *ue 2a+a perder o h36ito de olhar de soslaio para *uem come algo mais e consiga p_r de parte as conversas. com dois pratos de alum-nio Rnão havia tigelasSJ uma colherada de sopa e outra de papas aguadas e sem gordura) #urante as primeiras emo+9es. noite) Então aproxima1se a hora de ir . ao acusado nada lhe entra pela gargan1 19. o contraste é maiorJ *uando regressam /3 est3 a aca6ar a hora de descanso)S . acaloradas devido . e os guardas espreitam com insist0ncia para ver se voltamos as 2olhas do livro. 6oca. adapta1se . durante dias. elevando1se o mais poss-vel .arece *ue nos elevamos até . chegou a comida da prisão) Fuito antes. so6re a comida. depois tra>iam1nos. nossa /uventude. gradualmente. e depois a sensa+ão de 2ome permanente condu> . esse sim. não sou6emos aproximar1nos e o6servar1nos mais. a6rimos um livro para dis2ar+ar e dormitamos) . A$DU'. chega a hora do /antarJ mais outra colherada de papas) A vida apressa1se a o2erecer1te todos os seus dons) Agora 2altam cinco a seis horas e até ao aviso do sil0ncio nada levas . não tocam no pão e não sa6em onde met01lo) Fas o apetite. avide>) ?om o tempo. se a gente consegue moderar1se.ropriamente 2alando é proi6ido dormir. medula) eão (olstoi. satis2eito com as papas. 2ora a*ueles *ue não possuem documentos para sair dos rec_nditos cantos do "orte) & destino de Kuri E) não era o de um soldado raso) Ginalmente. não é verdadeY AhX As noites imponder3veis da u6ianAaX R?ontudo. vai regressando. por mais *ue tenha perguntado. latrina. 2rugalidade. em ve> de nos negarmos um ao outro) evaram1no da cela e. porta) RA explica+ão deste humanitarismo reside no 2acto de *ue a*ueles *ue estão proi6idos de descansar se encontram nessa altura no interrogat:rio diurno) . repletas de perigo. na exacta medida *ue permite . não diverg-amos)S Eu tinha uma grande estima por BorAi) Due esp-rito tão l<cidoX Due concep+9es tão /ustasX Due not3vel artistaX Ele interrompia1meJ era uma personalidade insigni2icante e a6orrecidaX Ga6ricou a sua pr:pria personagem da mesma 2orma *ue inventou os seus her:is) (odos os seus livros são 2a6ricados do princ-pio ao 2im. ninguém me sou6e dar not-cias dele na cadeia de IutirAi e ninguém o encontrou nos c3rceres de trLnsito) Até os soldados rasos de Vlassov desapareceram sem deixar vest-gios Ro *ue é mais certo da terraS. mas isso /3 não é tão terr-velJ é 23cil acostumar1se a não dese/ar comer de noite 1 processo desde h3 muito conhecido pela medicina militarJ nos regimentos de reserva tam6ém não dão de comer . imponder3veis somente se não te aguarda o interrogat:rio nocturno)))S E como se o corpo não tivesse peso. .

ser preso pol-tico era um motivo de orgulho) "ão somente as 2am-lias não renegavam o preso. por detr3s do estore. e. 2alando todos cordatamente) Um dos temas pre2eridos na prisão é a conversa so6re as tradi+9es carcer3rias.uschAhineJ Duero viver. so6re como eram as coisas antes) GastenAo encontra1se entre n:s e por isso ouvimos esses relatos de prineira 2onte) & *ue mais nos comove é *ue dantes. pois os pro6lemas são mais explosivos. dam presuntos de "atal.E AB& #E BU AB velo pelos *ue so2remY Agora isso seria considerado como algo de desvairado) Due se tente propor em *ual*uer institui+ão uma angaria+ão de 2undos para a 2esta os presos da . particularmente. *ue não h3 *uem o6rigue agora as tropas aliadas a lutar contra n:s) E todavia.3scoa sem levar pacotes a presos desconhecidos. 2olares) Dual*uer po6re velhota levava uma de>ena de ovos pintados. destinados ao comum ca6a> prisional. sem palavras e sem expressão. 2a>endo1se passar por noivas. adivinhando *uais as cidades tomadas) Kuri. nos surge a apari+ão da verdade) %im. e *ue contra os aliados /3 não com6ater3 com tal 2irme>a) . mas nada mais h3 na nossa vida) Due 23cil se tornou atingir esse ideal))) "aturalmente. ao ponto de o desa6ituar de mani2estar o seu desvelo estas salvas destinavam1se a comemorar as vit:rias do exército soviético. ridiculari>ando1nos. *ue acumulou experi0ncia e *ue actualmente est3 repleto de 2or+a e de 2<ria. a Foscovo nocturna come+a a disparar salvas de artilharia45) "ão vemos o 2ogo no céu. devia ser com isto *ue sonhava . por exemploJ a *uestão do 2im da guerra) E eis *ue o guarda entra na cela. como não vemos o mapa da Europa. sendo por ve>es acompanhadas de 2ogo1dc1arti2-cio) 2. s: então.por entre as chamas. eu protesto e discutimos 2uriosamente) &s seus argumentos consistem em *ue o nosso exército est3 deveras extenuado. como 1unhem muitas /ovens desconhecidas. pastéis de massa.e dos livros) Entramos de novo mais 2ogosamente em cho*ue com E). discutimos ao longo das noites. sentimos menos dese/o de discutir do *ue de ouvir algo de interessante e até de conciliador. come+ar3 a verdadeira guerra) A cela mani2esta um 3vido interesse por esse press3gio) E como terminar3Y Kuri assegura *ue com uma ligeira derrota do Exército Vermelho Re portanto com a nossa li6erta+ão ou o nosso 2u>ilamentoS) A*ui. mal a6astecido so6retudo.elo exemplo das unidades *ue conhe+o. de6ilitado. mas tentamos imagin31lo nos seus pormenores. di>endo *ue não compreendemos o &cidente. grita lmas em tom de murm<rioS Kuri) 7E as ArdenasY8.g) 1PC5 ()W 19Q A$DU'. para pensar e so2rerX E n:s so2remos e pensamos. eu a2irmo *ue o exército não se encontra tão extenuado como isso. conseguiam 2a>er1lhes visitas) E a velha e universal tradi+ão do envio de em6rulhos nas 2estasY "inguém na $<ssia come+ava a 2este/ar a . indo nessa hip:tese despeda+ar os aliados com mais limpe>a ainda do *ue aos alemães) 7"uncaX8. pela noite. 6aixando o estore a>ul de camu2lagem da /anela) Agora. partindo com o cora+ão mais aliviado) &nde desapareceu esta 6ondade russaY Goi su6stitu-da . empad9es. *ue é agora *ue o Exército Vermelho e os an1gio1americanos vão atirar1se uns contra os outros.E AB& #E BU AB 195 da de xadre> com %u>. 2ica 2ulo com essas salvas) 'nvocando o destino para corrigir os erros por si cometidos. distraindo1nos da parti1 A$DU'.ela consci0ncia pol-tica) Due trans2orma+ão 6rusca e irrevog3vel aterrori>ou assim o nosso povo. ele a2irma *ue a guerra não aca6a de modo algum. grito eu Rtam6ém semi1murmurandoS) GastenAo intervém.

cadeia localX 'sso ser3 tomado *uase como uma insurrei+ão anti1soviéticaX Até *ue grau chegou a nossa 2erocidadeX Pb E *ue representavam esses presentes 2estivos para os presosY Assiso s: uma comida sa6orosaY "ão) Eles tradu>iam o c3lido sentimento de *ue os *ue estavam em li6erdade pensavam e se preocupavam contigo) GastenAo conta1nos *ue mesmo durante o poder soviético existiu a ?ru> Vermelha . não para os contra11 revolucion3rios Rpor exemplo. como 2ora com6inado. e tu sentes1te 6em e alegre entre pessoas interessantes *ue não 2a>iam parte da tua vida. con2uso. pomos um 6ra+o por cima da manta e es2or+amo11nos por a2ugentar os pensamentos da ca6e+a) #ormirX Goi num momento assim. pouco depois de nos termos despedido de E). . /3 a silenciosa ronda nocturna passouJ levaram os :culos e a lLmpada deu sinal tr0s ve>es) 'sso signi2ica *ue dentro de cinco minutos tocar3 a sil0ncioX . de resto. tr0s 6iscoitos)8 T 7. os religiososS. de um minuto para outro. recordamos casos divertidos.rimeira mulher de BorAi) R") dos ()S A$DU'. é a li6erta+ão) %im.echAo1va.ol-tica) J3 não digo *ue se/a imposs-vel para n:s acreditar nisso. espera de um interrogat:rio. o teu caso. utili>ando a sua imunidade pessoal. a pr:pria ?ru> Vermelha. escuta. duas ma+ãs)))8 1 7Agora não h3 ma+ãs em parte alguma)8 1 7Então. 2oi no essencial encarcerada))) &utro tema de *ue é agrad3vel 2alar pela noite. /ovem.ara todos os pol-ticosY A*ui cumpria esclarecerJ não.E AB& #E BU AB 199 #epressa.echAo1va4Q. *ue se ouviu o ru-do da 2echadura) &s cora+9es oprimiram1seJ *uem irão levarY Agora o guarda vai lan+arJ 7Duem come+a por %X. mas torna1se1nos di2-cil imagin31lo) Ele explica1nos *ue E) . tu mesmo o di>es. *uem come+a por UX8 Fas o guarda não a6riu a 6oca) A porta des1cerrou1se) evant3mos a ca6e+a) A entrada estava um novatoJ magrinho. 6omX. era preciso t01lo ditoX ))) Fas. *ue não 2a>iam parte do teu c-rculo de preocupa+9es) E. via/ava no estrangeiro. depressa. mas s: para os antigos mem6ros de partidos pol-ticos) AhX. sendo depois comprados a*ui artigos para os presos pol-ticos *ue não tinham 2am-lia) . U) 7com os seus o6/ectos pessoais8) (eria ele 2icado de um momento para o outro em li6erdadeY A 2orma+ão do processo não podia terminar tão depressa) R#e> dias depois. .ode suceder *ue não ha/a 6iscoitos em Foscovo)8 T 7Iom. então servem *uatro 6atatas)8 RGacto extraordin3rio e admir3velJ levaram e2ectivamente ") e. é uma 6agatela T então promete1me *ue ir3s ver a minha mulher e como prova disso ela *ue me mande num pacote. ele come+ou rapidamente a assinar e trouxeram1no outra ve> para a*ui)S 7%e acaso te puserem em li6erdade. sua volta) 1 Dual é o n<mero desta celaY 1 perguntou in*uieto) 1 ?in*uenta e tr0s) Ele estremeceu) . digamos. não podemos sa6er tam6ém a*ui *ual é a tua noite 2atal de interrogat:rio) #eitamo1nos. angariava dinheiro Rno nosso pa-s não poderia angariar muitoS. com 2ato a>ul e um 6oné a>ul1escuro) "ada tra>ia consigo) &lhava. pelos vistos. di>1se *ue se veri2icam casos surpreendentes *uando alguém é li6ertado) evaram da nossa cela.) . de uma noite de A6ril. os engenheiros. agarremos a mantaX Assim como na 2rente não a6es se uma ra/ada de pro/écteis se vai a6ater so6re ti. ei1lo *ue regressaJ levaram1no para e2ortovo) A-. entretanto. excep+ão de E) . F) rece6eu *uatro 6atatasX 'sso prova *ue 2oi li6ertado) &ra o seu caso é muito mais sério do *ue o meu. *uando não se est3 .) . en*uanto ") /3 se encontra no porão do 6arco *ue segue rumo a =olima)S Assim vamos conversando so6re toda a espécie de coisas. pode ser *ue tam6ém me soltem depressa))) Fas aconteceu simplesmente *ue a mulher de F) deixou cair a *uinta 6atata da 6olsa.

entrou em casa de Iielov. mas ele 2alou de 2orma tão clara e amea+adora *ue as suas palavras venceram o cora+ão maternal) E cuidou dessa crian+a mais do *ue . *ue tinha tirado) 1 "ão. talve> . antes da distri6ui+ão do pão. um apelo. e dirigiu1se .1 Vens da ruaY 1 pergunt3mos1lhe) 1 "ão))) T a6anou com ar so2redor a ca6e+a) 1 Duando 2oste presoY 1 &ntem de manhã) $imos . assim sem mais nem maisY Em nome de *uemY 1 Em meu nome pr:prio) 4CC A$DU'. e olh3mos para ele) & seu rosto magro e t-mido não tinha *ual*uer parecen+a com o rosto de FiAhail $omanov) "em a idade))) 1 Amanhã.el3gia não o sa6ia. estas tornaram1se mais espa+adas) & velho não voltou a aparecer) Victor aprendeu a pro2issão de motoristaW em 19@. . suave. provavelmente não 1 tran*uili>3mo1lo) 1 Agora não 2u>ilam ninguém) Apanhar3s uns #EU A"&%. de 6ar6a ruiva. 2iel ao princ-pio de classe) 1 &per3rio) GastenAo estendeu a mão e. um velho corpulento e desconhecido. com as pestanas *uase 6rancas) 1 E por*u0Y RE uma pergunta pouco honesta. supondo *ue não era necess3rio ir mais longe nem havia mais *ue escutar) Fas enganou1seJ 1 ?omo isso. um colchão. ainda nas camas. e ele deitou1se em sil0ncio. solenemente. perto do 6alde da latrina) Em 191. agora h3 *ue dormirX 1 disse severamente %u>i) #ormimos. disse. amanhã. tendo 2re*uentemente vis9es de an/os e da Virgem) #epois. de *ue não h3 *ue esperar resposta)S 1 "ão sei))) Uma ninharia))) (odos respondem assim. A) '). menina dos seus olhos) Victor cresceu sossegado. todos estão presos devido a *ual*uer ninharia) E so6retudo ninharia para o pr:prio acusado) 1 Fas. o6ediente. no entantoY))) 1 Escrevi um apelo) Ao povo russo) 1 & *u01010YYY R7"inharias8 dessas ainda não t-nhamos encontradoXS 1 'rão 2u>ilar1meY 1 perguntou ele. pela certa) 1 E oper3rioY EmpregadoY 1 perguntou o social1democrata. assentou pra+a no exército e levaram1no para Iiro6id/ã.el3giaX (u tens um 2ilho de um ano) Buarda1o para #eus) Duando soar a hora. onde serviu numa companhia motori>ada de transportes) "ão era muito desem6ara+ado.E AB& #E BU AB 1 Fas *uem é) voc0Y & novato sorriu1se. ma*uinista de locomotivas em Foscovo. o estado de esp-rito da classe oper3riaX E voltou1se para o outro lado. alongando o rosto) E apertava entre as mãos a pala do 6oné. voltando1se para mimJ 1 A. mas. voltarei de novo8) E saiu) Duem 2osse esse velho.tem. não iam ser a6orrecidas) (rouxeram tam6ém ao 7imperador8 uma cama.s gargalhadas) Ele tinha um rosto simpl:rio. devota esposaJ 7. devoto. disposto a dormir. go>ando antecipadamente a certe>a de *ue as duas primeiras horas da manhã. como se se sentisse culpadoJ 1 & imperador FiAhail) Uma 2a-sca saltou entre n:s) evant3mo1nos.

*ue teve lugar na ?asa dos %indicatos) Entre todos os seus patr9es apenas se re2eriu com calor a =ruchtchev. morte. com a 6ar6a 6ranca) Ien>eu1se diante do -cone. sou6este conservar o . %edin) Fas %edin 2e> um des2al*ue Rtrinta e cinco milh9es. costumes. IliuAher 2oi chamado a Foscovo Rdesse modo. a seguir. ora o>ovsAi e alguns outros e.assou muitas necessidades e amarguras e o6servou. . encantou uma das raparigas recrutadas para o tra6alho e atravessou1se no caminho do seu che2e de sec+ão. pouco antes do come+o da guerra. depois puseram1no a a6rir trincheiras e a construir caminhos) #epois da vida descuidada e 2arta *ue tinha levado nos <ltimos anos isso 2oi para ele um golpe doloroso. 2onte com os 6aldes. Iielov assistiu então ao processo contra IuAharine. pela sua pouca sa<de. onde novamente se empregouJ passou a ser o motorista de ?her6aAov49 e. Iielov não era 6e6edor. mas ele mesmo) 7Due #eus te guarde. pois s: em sua casa o motorista se sentava . em 19@Q. na co>inhaW nesses anos. FiAhailX Due #eus te a6en+oeX8 17Eu chamo1me Victor8. derramando a 3gua dos 6aldesJ era o mesmo velho *ue viera vinte e sete anos antes. sua do+ura e suavidade. sem sa6er por*u0. e regressou a Foscovo. insistiu o velho) "isto entrou a mãe e 2icou paralisada de pavor. a6riu1se de repente a porta e entrou um velho corpulento e desconhecido. respondeu Iielov) 7Fas passar3s a ser FiAhail. *ue lhe era 2ielS e levou consigo Iielov) #epois de ter perdido o seu superior.E AB& #E BU AB 4C1 6an*uetes. 2icou novamente sem tra6alho /unto dos che2es) Empregou1se como condutor de uma empresa de transportes e nas horas de 2olga 2a>ia tra6alho negro condu>indo passageiros a =rasnaia . UcrLnia.el3gia. *ue logo pensou em mandar ao marechal o seu rival Iielov) R"o exército sucede 2re*uentemente assimJ é promovido não a*uele *ue o merece mas a*uele de *uem se *uerem livrar)S Além disso. separaram o marechal do Extremo &riente. sendo cumpridor no tra6alho. ele 2icou na garagem do =remlin. medidas de seguran+a Rde *ue nos contou pormenoresS) ?omo representante do simples proletariado moscovita. como se lhe 2i>essem dar com o 2ocinho em terra) . sua volta. 2oi mo6ili>ado imediatamente pelo ?omissariado da Buerra) Entretanto. invocando1se *ual*uer ra>ão plaus-vel. *ue tinha ido lavar e 6uscar 3gua . e não o deixaria 2icar mal) IliuAher gostou de Iielov e 2icou com ele) Iem depressa. convidou1o com insist0ncia a ir com ele) 7"ão teria deixado =ruchtchev em toda a minha vida8. olhando . do comiss3rio do povo para a ind<stria petrol-2era. 2inalmente. não o mandaram para a 2rente de 6atalha.aAhr3 R6airro moscovitaS) Fas os seus pensamentos /3 estavam 2ixos noutra coisa) Em 194@. estando em casa da mãe. . teve pausa no seu tra6alho na garagem do Boverno e. como tinha mesmo empo6recido) Esteve *uase . di>ia Victor AleAseievitch) Fas algo o reteve em Foscovo) Em 1941. s: a. encanecido. tão impr:prias de um motorista. mesa da 2am-lia e não separadamente.se conservava ainda a simplicidade oper3ria) & alegre =ruchtchev tam6ém votou simpatia a Victor AleAseievitch Iielov e. mas para um 6atalhão de tra6alhoJ primeiro enviaram1no a pé a 'n>a. nem mais nem menosS e a2astaram1no em sil0ncio desse cargo) Iielov. =ruchtchev) Goi então *ue Iielov p_de o6servar muitas coisasJ A$DU'. olhou com ar severo para Iielov e disse1lheJ 7%a<de. sem a sua protec+ão. sua deten+ão. *ue lhe arrastava a asa) "esse per-odo de mano6ras chegou ali o marechal IliuAher e o condutor deste adoeceu gravemente) IliuAher &rdenou ao comandante da companhia *ue lhe enviasse o seu melhor motoristaW)o comandante chamou o che2e da sec+ão. antes de proceder . *ue o povo não s: não havia passado a viver melhor do *ue antes da guerra.devido . ao 2a>er uma viagem. conseguiu livrar1se como doente. imperador da %anta $<ssiaX8. come+ando a condu>ir ora FiAhailov Rdirigente do =omsomolS.

e assim. *ue era cedo de maisX E tinha *ueimado o mani2esto) Um ano se passara) Victor AleAseievitch tra6alhava como mecLnico na @C ?om o pe*ueno erro de ter con2undido o motorista com o *ue era condu>ido dentro do autom:vel. em 195@.oder e ele seria o imperador de toda a $<ssia@C Reis a ra>ão por *ue o n<mero 5@ da cela tanto o assom6rouXS. os ?her6aAov. *ue nos contou tudo isto resumidamente) ":s ainda não t-nhamos perce6ido a sua simplicidade in2antil. todos os cola6oradores se sumiam) $es2olegando. depois de um verso céle6re do Ioris Bodonov. est3vamos a6sorvidos pelo seu invulgar relato e 1 a culpa 2oi nossaX 1 não tivemos tempo de o avisar acerca do galinha1choca) (ão11pouco nos passou pela ca6e+a *ue tudo o *ue ele. ingenuamente. e logo no &utono desse mesmo ano de 194@ escreveu o seu primeiro mani2esto dirigido ao povo russo. ou ao médico. o <ltimo dos $iuriA. *uando chegava ao %ecretariado da 'n2orma+ão.teu 2ilho8. ap:s o interrogat:rio. so6re os *uais nunca ninguém sa6eria nada))) R"o dia seguinte. o pro2ético velho *uase não se enganouX @1 Atri6uto dos c>ares da Fosc:via. não haver uma *ue o 2i>esse. ele punha1se de gatas e dava a volta ao tapete) #esgra+ado de todo o secretariado se ali desco6risse p:) 4C4 A$DU'. precisamente. *ue leu a *uatro oper3rios da garagem do ?omissariado do . sua volta. era um 2en:meno raroX GastenAo não se tinha . =ramarenAo come+ou a pedir 7para ir ao che2e da prisão pedir ta6aco8. o (err-vel) (ornou1se o s-m6olo do poder.E AB& #E BU AB 4C@ garagem de uma empresa de transportes) "o &utono de 1944.uschAhine) R") dos ()S A$DU'. de . a partir do ano de 194Q. acrescentou o velho) E chamou de parte o 2uturo imperador. sentiu so6re si o peso do chapéu de mo1nomaAha@1) A miséria e a dor do povo *ue via . desde 'van. doce.etr:leo. Iielov assom6rou1se de como é *ue o comiss3rio podia t011los conhecido) Goi a*ui *ue n:s nos aperce6emos))) &s oper3rios do ?omissariado do . como um patriarca *ue o instalasse /3 Ele relatava *ue o o6eso ?her6aAov. *ue tivera ocasião de acercar1se das personagens mais altas. estiveram de acordo 1e "E"^UF #E"U"?'&U o 7imperador8X Fas ele pr:prio compreendera *ue era cedoX. come+avam a pesar agora so6re os seus om6ros e seria ele o respons3vel se elas se prolongassem) . haveria uma mudan+a de . a come+ar a reunir as suas 2or+as) & velho não lhe ensinou como o 2a>er e saiu) Victor AleAseievitch não tivera tempo de lho perguntar) Agora tinha perdido para sempre a tran*uilidade e a simplicidade da vidaX (alve> *ue outro *ual*uer tivesse retrocedido perante uma ideia 2ora das suas possi6ilidades. *ue escutara o *ue contavam outros motoristas. tinha 2icado convencido de *ue nada havia neles de extraordin3ria antes pelo contr3rio) & c>ar novamente ungido. sua gordura. sens-vel como Giodor 'oannovitch. na*ueles tempos de den<ncias. das depend0ncias pelas *uais devia passar. os %edin.areceu1lhe estranho ter de esperar até 194Q.etr:leo))) ))) ogo pela manhã rode3mos Victor AleAseievitch.etr:leo *ue tinham lido o mani2esto. *ue vira de perto os FiAhailov. escreveu novamente um mani2esto e deu1o a ler a #EU pessoasJ motoristas e serralheiros) (odos estiveram de acordoX E "E"^UF & E"($EB&UX R(ra1tando1se de de> pessoas. tendo para isso. mas Victor. contara não era ainda do conhecimento do comiss3rio instrutorX))) #epois de terminado o relato. pelas *uais até ao momento não se sentia culpado. devido . avisado. não gostava de ver gente.E AB& #E BU AB no trono) Ge> então sa6er ao emocionado /ovem *ue. mas o *ue é certo é *ue 6em depressa o chamaram) E ele denunciou esses *uatro oper3rios do ?omissariado do .

na cela. não tendo chamado ninguém para interrogat:rios) "o meio do sil0ncio ouviu1 se no entanto alguém protestar contra *ual*uer coisa) evaram1no da cela para a enxovia Rpelo som determin3vamos a disposi+ão de todas as portasS e espancaram1no . 7'ntensi2icarei a constru+ão de moradias e alo/arei cada pessoa perto do seu lugar de tra6alho))) Aumentarei os sal3rios dos oper3rios)))8 E com *ue dinheiro. levando o mani2esto consigo. encontrou1o e disse1lheJ 7Victor. con2orme o ritual. e a*uele arre6atou1lhe. 2are/ando desgra+a) "o domingo depois da Anuncia+ão. levando1o perante um general e um coronel. na u6ianAa. devias *ueimar. tens ra>ão)8 dirigiu11se a casa para o 2a>er) Fas dois /ovens simp3ticos a6ordaram1no ali mesmo. se a elei+ão do %enhor se tinha detido neleYX Iem depressa o levaram da nossa cela)@4 7 "as vésperas do .rimavera dissolva os AolAho>es)8 Fas como vai dividir o invent3rio agr-colaY 'sto não 2oi previsto))) #epois escreveJ . por en*uanto. como era rid-culo e 2ora do tempo ser imperador de todas as $<ssias) Fas *ue 2a>er. aonde é *ue iam lev311loY Gi>eram1no su6ir imediatamente no elevador. na retrete) Fas pensou *ue assim o pressionariam ainda mais) Aonde. não achasY8 E Victor sentiu com acuidade *ue o tinha escrito demasiado cedoX 7Vou agora *ueim31lo. per2eitamente. de so6rancelhas 6rancas. o dinheirinho tem de ser impresso .rimeiro de Faio tiraram a camu2lagem das /anelas) A guerra. camaradas)))8 E sorria com timide>) Ele compreendia.enganado nas suas conclus9es *uanto ao 7estado de esp-rito da classe oper3ria8)S E certo *ue o 7imperador8 lan+ava mão de ingénuos su6ter2<giosJ 2a>ia alus9es insinuando *ue tinha uma 2orte mão no Boverno *ue o apoiava.etr:leo) Entregaram logo o processo ao coronel e este riu1se ao analisar o apeloJ 1 7Vossa ma/estade8 escreve a*uiJ 7#arei instru+9es ao meu ministro da Agricultura para *ue na . aca6ara) A*uela tarde. dado *ue *uer suprimir os empréstimosc))) 7Varrerei o =remlin da 2ace da (erra)8 Fas onde vai instalar o seu governoY %ervi1lhe1ia. o mani2esto do seu 6olso a6arrotado) Entretanto. esse papel.3scoaJ as 2esta entrecru>avam1se) (odos os comiss3rios passeavam por Foscovo. era *uase como um segundo dia de . m3*uina. *uando caminhava pelo mercado. com a sua pr:pria mão. 6astou um s: interrogat:rio para *ue a Brande u6ianAa 2icasse sossegadaJ veri2icaram nada haver1de terr-vel) Gi>eram de> deten+9es na garagem da empresa de transportes e *uatro na do ?omissariado do . em 195@. pelos vistos. e houve um momento em *ue o 7imperador8 *uase chegou a destruir o seu mani2esto. alturaX E logo o cora+ão de Victor AleAseievitch se oprimiu. ao rece6er as 6atatas co>idas da sua in2eli> mãe . com calos nas mãos. nem sempre pod-amos conter o risoJ 1 "ão se es*uecer3 de n:s. 2oram tão precipitados *ue não o revistaram.el3gia. piscando1nos o olho) (odos se riam dele))) Victor AleAseievitch. nada mais o6servaram de importante) ":s mesmo. 7sua ma/estade8Y Ve/a. um velho oper3rio. estava tran*uila como nunca. o2erecia1no1las sem distinguir o teu e o meuJ 7?omam. *ue era um dos seus correligion3rios. e prometendo aos seus partid3rios miss9es de servi+o para uni2ica+ão das 2or+as mon3r*uicas no interior do pa-s) #ecorreram meses) & 7imperador8 a6riu1se a duas raparigas da mesma garagem) A*ui o caso /3 não caiu em saco roto) As /ovens estavam ideologicamente . espero 1 di>ia U). comam. o edi2-cio da Brande u6ianAaY "ão dese/a ir visit31loY))) a&s /ovens comiss3rios vieram tam6ém para se rir do 7imperador8 de todas as $<ssias) Além da piada. por exemplo. no mercadoJ 7Victor AleAseievitchX Venha connoscoX8 E num autom:vel ligeiro levaram1no para a u6ianAa) A*ui. simpl:rio.

como apenas se 2a>ia.rimeiro de Faio e qm 5 de "ovem6ro) %: por isso nos aperce6emos do 2im da guerra) . da parte dos antigos presos) A$DU'.$'FAVE$A EF Junho de 1945 chegavam até . em6ora não a toda a largura.or entre o amea+ador sil0ncio ouvia1se nitidamente cada arrochada no corpo mole e na 6oca engasgada) "o dia 4 de Faio dispararam trinta salvas. essa . tinha na ponta da l-ngua para di>er1lheJ 7"iAita %erguievitchX (emos um conhecido comum)8Fas disse1lhe outra 2rase. encontrava1se nessa noite numa superlotada cela de IutirAi. alinhando nos versos mais prosaicos como se deitaram nas tarim6as e se co6riram com os capotesW como acordaram com o 6arulho. tais aren*ues no oceano) "a primeira ponta desse cardume .ela noite dispararam ainda trinta salvas) J3 não havia mais capitais para tomar.rimavera) 2 V' E%%A . vindos de não muito longe. n:s. por detr3s das morda+as verde1escuras dos vidros. antigos prisioneiros de guerra e antigos com6atentes. da prisão. marcada para 44 de Junho 1 *uarto anivers3rio do in-cio da guerra) As pedras *ue tinham servido de alicerce. mas chegava1nos /3 o rumor de *ue se preparava uma grande parada da Vit:ria. na u6ianAa. essa Vit:ria) "ão era para n:s.*ueles *ue. *ue repetiam ve>es sem conta) E n:s 2ic3vamos de pé /unto das /anelas a6ertas. em 19.durante longo tempo) . mais necess3ria. ergueram a ca6e+a e olharam de soslaio a morda+a R7ahX. segundo parecia) E nessa mesma noite ouviu1se outra sauda+ão. /ovem antitan*uista. contempl3vamos o céu de Foscovo repleto de 2ogo1de11arti2-cios e cru>ado pelos raios dos pro/ectores) Ioris Bammerov. das outras celas da u6ianAa e de todas as cadeias da capital.ra+a Vermelha.raga e Ierlim) $estava sa6er *ual das duas era) Em 9 de Faio trouxeram1nos o almo+o /untamente com a ceia. no . gemiam e a2undavam1se e não eram elas *ue deviam coroar o edi2-cio) Fas até 2igurar dignamente nos alicerces.rimavera de 1945 2oi antes de mais. impedindo a vit:ria alheiaJ Due são para o traidor os acordes da gl:riaY1 Essa . todas as manhãs e todas as noites.4. o *ue signi2icava tratar1se de uma capital europela tomada) ^avia ainda duas por tomarJ . na . nas nossas cadeias.E AB& #E BU AB 4C5 tes. e per2urados por estilha+os de metralha alemã) "ão era para n:s. voltando a deitar1se) E de novo se em6rulharam nos capotes) a "esses mesmos capotes cheios de lama das trincheiras ou de cin>a de acampamentos.s /anelas da cadeia de IutirAi. os sons met3licos das or*uestras da $ua essnaia ou da "ovoslo16odsAaia) Executavam s: marchas. a primavera dos prisioneiros russos) Eles passavam pelas pris9es da União como densos e invis-veis cardumes cin>entos. onde metade dos presos eram ex1prisioneiros e ex1soldados da 2rente) Ele descreveu a <ltima das salvas numa concisa oitava. escutando) Eram unidades militares *ue des2ilavamY &u oper3rios *ue dedicavam com satis2a+ão o seu tempo livre a marcar passoY "ão sa6-amos. parece *ue de *uarenta salvas) Era /3 o 2im dos 2ins) %o6re a morda+a da nossa /anela. as salvas8S. desmo6ili>ado por invalide> Rcom uma 2erida incur3vel nos pulm9esS e preso com um grupo de estudan1 @4 Duando me apresentaram a =ruchtchev. era recusado . a6surdamente a6andonados. tinham rece6ido na sua 2ronte e no seu peito os primeiros golpes desta guerra.

de6aixo das c<pulas de ti/olo vermelho do castelo de IutirAi. nas canteiras de =ertchW como se. dos prisioneiros *ue regressavam. nascida em 1915. os seus relatos. s: por*ue t-nhamos escapado com vida4) J3 *uando cort3vamos a . 2rente e ali havia escutado. eu sentia *ue esta hist:ria de alguns milh9es de prisioneiros russos me ligava a ela para sempre. pela primeira ve>. /unto com esses rapa>es. então. exclama+ão de 7Este/am preparadosX8b. como /3 tinha acontecido cento e vinte anos antes) ?ontudo.artido ?omunista) E agora encontr3vamo1nos entre os demais. E$AF . de modo *ue %taline temia *ue eles pensassem tra>er da campanha na Europa a li6erdade europela. ao som das marchas da Vit:ria. para as cornetas de pioneiros. com as mãos atr3s 4 &s cativos de Iuchenjald. no cerco de ?rac:via. precisamente o *uadro de o2iciais do exército *ue 2oi disperso em algumas semanas) Assim. e /3 então a sua triste>a me deixou estupe2acto. constituindo pela sua idade. no come+o da guerra. essa angustiante primavera das pris9es. e *ue . respond-amos. e *ue. os <nicos *ue tinham um ar a6atido. desalentadas. sem *ual*uer d<vida. os gal9es de capitãoJ com eles postos. o *ue mais havia era gente da minha gera+ão ou. prisão parecia1me. não seria poss-vel sa6er por*ue vinham tão tristesY Fas eis *ue o destino me atirara tam6ém para o rasto destes prisioneiros) Eu /3 tinha 2eito com eles o caminho da sec+ão de contra1espionagem até . en*uanto . colunasY E por*ue iam 2ormadosY "inguém a isso os o6rigava) &s prisioneiros de guerra de todas as na+9es regressavam em de6andadaX Fas os nossos *ueriam voltar o mais su6missos poss-vel)))S Eu tra>ia. em compara+ão. e agora. como um al2inete 2ixa uma 6arata) A pr:pria hist:ria de como eu 2ui parar . houvesse sido aprisionado na travessia da ponte do %oloviovsAi. contemporLnea da $evolu+ão. saudandoJ 7%empre preparadosX8 Era mos n:s os *ue introdu>-amos armas em Iuchenjald e *ue ali mesmo ingress3vamos no .E AB& #E BU AB mente. mais exacta1 1 Verso de Alexandre IloA) R") dos ()S 4CQ A$DU'. tinha participado nas mani2esta+9es do vigésimo anivers3rio.$E?'%AFE"(E . *ueimadas do sol. em6ora eu não sou6esse ainda *ual a sua causa) Eu saltei para o chão e aproximei1me dessas colunas espontaneamente 2ormadas) R.or elas 2luiu a torrente de todos a*ueles *ue tinham estado na EuropaJ os emigrados da guerra civilW os alemães do este. s: por casualidade é *ue eu não havia estado) ?ompreendi *ue o meu dever era meter om6ros a um dos cantos do seu 2ardo comum e lev31lo até ao 2im. ainda não muito claros para mim) %: depois Kuri E) me explicou tudo.r<ssia &riental em duas. onde tinham ido parar os meus companheiros de gera+ão.apareceu1me Kuri E) Fas agora eu estava envolto.&$ '%%& metidos em camposJ como é *ue pudeste escapar vivo de um campo de exterm-nioY A*ui h3 maroscaX A$DU'. uma insigni2icLncia e es*ueci1me de me lamentar acerca dos gal9es arrancados) 3. pelo seu movimento coeso e seguro.E AB& #E BU AB 4C9 . da nova AlemanhaW os o2iciais do Exército Vermelho *ue eram demasiado 6ruscos e ousados nas suas conclus9es.oder aos %ovietesX8 Eramos n:s os *ue estend-amos as nossas mãos in2antis. *ue tinham 2icado vivos. eu vi as colunas. en*uanto não me esmagassem) %entia1me agora como se. sua volta todos nos alegr3vamos. de todos os lados.ara *u0. como se tivessem /3 um destino marcado) "em s: os prisioneiros passaram por estas celas) . na primavera do a/uste de contas com a minha gera+ão) Eramos n:s a*ueles a *uem cantavam no 6er+oJ 7(odo o . converteu1se.

em #e>em6ro de 1941. atravessar o estreito de . tanto pelos /u->es como pelos procuradores e investigadores) E os pr:prios acusados. na 6arraca dos ti2osos e /unto do arame 2arpado do campo vi>inho dos ingleses. os in2eli>es. %amisdat.E AB& #E BU AB E agora. caldeira do campo de o2iciais n<mero sessenta e oito R%uvalAiS) Era como se tivesse a6erto com as mãos e com a tampa da marmita uma cova em 2orma de sino Rmais estreita em cimaS. uma ideia clara penetrasse no meu cére6ro mori6undoJ *ue a $<ssia %oviética renunciava aos seus 2ilhos agoni>antes) 7&s 2ilhos orgulhosos da $<ssia8 tinham1lhe 2eito 2alta. a6andonando1os . carta . no ano.ro6lemas da ^ist:ria do . 19.. inclusive nos documentos /udicials.aiJ ele lan+ou a 2lor da intelectualidade moscovita para a m3*uina de picar carne de Via>ma. de *ue 2oram v-timas muitos milh9esJ trair os1seus 2ilhos e declar31los traidoresYX E com *ue 2acilidade os exclu-mos das nossas contasX (ra-ramX &pr:6rioX ^3 *ue risc31 losX $iscou1os mesmo antes de n:s o nosso . mandou. todo o povo e os /ornais repetiram e transcreveram esse erro. *ue tra-ram a p3tria.. mas um erro lingu-stico 2oi então cometido. ela atrai+oa1os desavergonhadamente. morte no cativeiro) @ Agora. mas ninguém. ao 2rio. os tratou senão como 7traidores da p3tria8) Est3 tudo ditoX Eles não 2oram traidores a ela. a 2im de não passar o 'nverno so6 um céu a6erto. en*uanto ainda se podiam levantar para o ata*ue) Fas encarregou1se de aliment31los no cativeiro. mas sim por ela atrai+oados) "ão 2oram eles. e lan+ando1lhes /3 o la+o estrangulador a partir da 2ronteira4) 'n<meras 2oram as in2Lmias *ue se cometeram e os mil e cem anos de exist0ncia da nossa na+ão testemunham1no) Fas ter3 havido alguma mais gigantesca do *ue esta. com cara6inas Verdan. mas a l-ngua não nos permite) Esses homens 2oram declarados traidores. no campo de 6atalha. grosseiramente. e um prisioneiro trans2ormado em animal 2ero> se arrastasse até mim. um comunicado de grande e2eito.artido ?omunista da bh $) %) %). saiu a lume o primeiro tra6alho honesto so6re este assunto) . pela terceira ve>. a p3tria tra-a1os malevolamente. e mesmo estas na propor+ão de uma para cada cinco) RDue outro eão (olstoi ir3 2a>er reviver perante n*8 este IorodinoYS E com um torpe movimento do seu curto e grosso dedo. revista . horas e horas na 6icha. 2alando ou escrevendo. mas a calculista p3tria *ue os traiu a eles e. o Brande Estrategista. diga1 se mesmo. tivesse levado o meu orgulho soviético para tr3s do arame 2arpado do campo de concentra+ãoW como se tivesse 2icado. para morder a carne do meu 6ra+o *ue ainda não congelara) E como se dia ap:s dia. atraindo1os com amor maternal R7A p3tria perdoou1vosX A p3tria chama11vosX8S. p3tria. sem outro motivo *ue não 2osse pu6licar. en*uanto se lan+avam so6 os tan*ues.das costas.Q) #a*ui por diante eles multiplicar1se1ão) "em todas as testemunhas morreram e 6em depressa ninguém chamar3 ao Boverno de %taline senão o Boverno da loucura e da trai+ão) 41C A$DU'. *uando o governo *uerido da p3tria tudo havia 2eito para perder a guerraJ tinha destru-do as linhas de 2orti2ica+9esW exposto a avia+ão a ser destro+adaW desmontado os tan*ues e a artilhariaW privado o pa-s de generais competentes e proi6ido os exércitos de resistirem@) &s prisioneiros de guerra 2oram precisamente a*ueles *ue apararam com os seus corpos o golpe e detiveram o Exército alemão) "a segunda ve>. ao 2im de vinte e sete anos. com a consci0ncia agu+ada pela 2ome. para o6ter uma colherada de Aava RsucedLneo de ca2éS gelado e me convertesse num cad3ver ainda antes de chegar . para *u0Y Eram comedores supér2luos) E testemunhas supér2luas de vergonhosas derrotas) ]s ve>es *ueremos mentir. revelando involuntariamente a verdadeJ *uiseram declar31los traidores . por ($n% VEUE%) A primeira ve>. de 1Q.)B) BregrorienAo.

onde. e podia parecer um tra6alhador auxiliar da cadeia. nessas mãos e pernas de lavrador) Ele tinha /3 meditado tantoX 1 Eu aprendia com ele a compreender o mundoX E. do <ltimo ou do antepen<ltimo século. coronel1general BoliAov. cortando com a mão. com6atera contra ^itler a 'nglaterra capitalista. *ue dirigia então a mano6ra de atrac+ão e degluti+ão dos repatriados) A$DU'. no regime))) Até agora havia um antigo provér6io *ue /usti2icava assim a prisãoJ 7& prisioneiro pode ainda gritar. aos alemães) E. contudo. empregado nas 236ricas de #emidov) Era espada<do. donde se erguia uma ca6e+a inteligente. . um metal<rgico *ue tinha o t-tulo de pro2essor. o comerciante 7 ord ^aj1^aj8. *ue a trai+ão se enrai>asse no esp-rito do soldado russoY Fas eis *ue. e era para eles di2-cil e vergonhoso terem de de2ender1se a si pr:prios desta nova acusa+ão) A de2esa deles perante o velho cou6e1me a mim e a dois rapa>es condenados pelo par3gra2o décimo) Até *ue grau de o6scurantismo conseguem chegar as mon:tonas mentiras do EstadoJ mesmo os mais dotados de n:s somente são capa>es de a6ranger a*uela parte da verdade em *ue meteram o seu pr:prio nari>)S5 Goram tantas as guerras *ue a $<ssia travou Rmelhor seria *ue 2ossem menos)))S e acaso houve muitos traidores nessas guerrasY Veri2icou1se. acarinh31los e recon2ort31los. segundo 116.ugatchov e com uma mão tão potente. *ue era capa> de agarrar numa selha com um *uintal de peso) "a cela vestia uma 6ata cin>enta de tra6alho so6re a roupa 6ranca interior.E AB& #E BU AB 411 dorso. 2e> atroar a sua vo>.=ertch a ?E"(& E V'"(E F' dos nossos soldados 1 *uase tantos russos *uantos havia nas proximidades de Iorodino 1 e entregou1os todos. mas sim os soldados) R?om *ue 2acilidade nos deix3mos arrastar por ep-tetos preconce6idosW com *ue 2acilidade estivemos de acordo em considerar esses a6negados soldados como traidoresX "uma das celas de IutirAi encontrava1se. o ex1che2e da direc+ão da espionagem do Exército Vermelho. de 2ronte ampla. en*uanto no nosso pa-s houve milh9esY E terr-vel a6rir a 6oca para di>01lo.rimavera. mais parecia um vigoroso tra6alhador. en*uanto se não sentava a ler e a 2orte e costumada ma/estade de pensamentos não lhe iluminava o rosto) Gre*uentemente. eram traidores . não se sa6e por*u0. Farx descreveu a miséria e os so2rimentos da classe oper3ria. sem com6ate. mas o morto nunca)8 %o6 o c>ar AleAsei FiAhailovitch.*uele *ue so2ria o cativeiro era dado o t-tulo de no6reg Ga>er trocas de prisioneiros. com 6ar6a . tão elo*uentemente. se revelou um <nico traidor céle6re. e *ue. o traidor não é ele. o velho e6ediev. sua volta) Era so6re metalurgia *ue ele menos 2alava. . nesta guerra. na mais /usta das guerras. o (err-velJ 7Gu>ilaX EstrangulaX "ão d0s tréguasX8W e *ue BorAi era um 6a6oso e um charlatão *ue /usti2icava os verdugos) Eu sentia entusiasmo por e6edievJ era como se todo o povo russo se personi2icasse perante mim. apesar de tudo. era um dever da sociedade depois de (&#A% as guerras) ?ada 2uga do cativeiro era glori2icada . se desco6riram su6itamente milh9es de traidores entre a gente simples do povo) ?omo compreender istoY ?omo explic31loY Ao nosso lado. era pouco asseado. de repente. di>endo *ue os presos. mas com a sua vo> de 6aixo explicava *ue %taline era um cão de 2ila tão 2ero> como 'van. nossa volta estavam ocupadas por presos do 116) Due ultra/ante isso 2oi para os rapa>esX & velho 2a>ia vatic-nios seguros em nome da $<ssia. nessa . e por*ue é *ue entre eles. os presos reuniam1se . p3tria e *ue não se lhes podia perdoar) &ra. no seu 2orte 4 Era um dos maiores criminosos de guerra. mas talve> *ue a causa resida. da terra e do tra6alho. todas as tarim6as . pelo seu aspecto. porventura.

na $<ssia. assim gritavam os alemães das suas trincheirasS) Fas *uem podia imaginar todo o conte<do desta ideiaYX ^3 guerra. p3tria. sa6endo *ue eles pr:prios não estavam ao servi+o da espionagem estrangeira nem destru-am o Exército Vermelho. morre agora. não havia pena mais suave do *ue o 2u>ilamentoX . acreditavam piamente *ue os engenheiros eram sa6otadores e *ue os religiosos eram dignos de exterm-nio) & homem soviético raciocinava na prisão deste modoJ eu. pessoalmente.est3 uma desco6ertaX Eis o *ue isso signi2icaJ vai e morre. é ingénuo di>erJ 2or*ue não))) "unca os governos de *ual*uer época 2oram. guarda na>i) &s governos tomavam em considera+ão os seus com6atentes. até. se arrastava para rece6er a 6e6eragem de porcos *ue davam nos p3tios interiores do ''' $eich) %: para ele estava hermeticamente 2echada a porta de casa. as dos nossos) R#e resto. soldo) %: os com6atentes do Exército Vermelho Rcaso <nico no mundoS não eram considerados prisioneiros Era o *ue estava escrito nos regulamentos r7'van não é prisioneiroX8. regressaste vivo do cativeiro. em muletas Rcaso do leninegradense 'vanov. *ue esteve depois preso no campo de UstvimS. ca6e+a)))S E assim. che2e de sec+ão de metralhadoras na guerra da GinlLndia. um s:J /a>er por terra e deixar1se pisar) ?ada erva do mais dé6il caule irrompe para viver) Fas tu.E AB& #E BU AB como um gesto do mais elevado hero-smo) "o decurso da . são 6ons todos os métodos) A li+ão da investiga+ão e da cela não instru-ram. as 6alas inimigasW a n:s. compreendendo *ue eles mesmos não eram culpados. Alemanha visit31los) Em cada n<mero de /ornal se lem6rava aos leitores *ue havia compatriotas seus *ue so2riam num vil cativeiro) (odos os povos do &cidente 2i>eram o mesmo nesta <ltima guerraJ as encomendas. n:s vamos condenar1te) %: o nosso soldado. *uais os caminhos *ue se a6riam ante o prisioneiro russoY egal. estou inocente. conta do1lhes os anos de servi+o e assegurando1lhes promo+9es imediatas e. mostrando como era surpreendente *ue os 2alsos 7sa6otadores8. sa6otagens e actos de espionagem) 414 A$DU'.rimeira Buerra Fundial 2i>eram1se.or não *uerer morrer de uma 6ala alemã. estende1te e deixa1te pisar) Em6ora com atraso. e o mais insigni2icante de todos aos olhos dos inimigos e dos aliados. em nada. em6ora as almas /ovens procurassem não acreditarJ existia um certo artigo 5Q1116. colectas de 2undos para aux-lio aos nossos prisioneiros e as nossas religiosas o6tinham licen+a para ir . esta gente e mesmo condenados conservavam todos a cegueira #A $UAJ a cren+a cega em todas as conspira+9es. h3 morte. depois do cativeiro. *ue tinham sido aprisionados.5 VitAovsAi descreve tudo isto de 2orma mais ampla Rnos anos @CS. re/eitado pela p3tria. moralistas) Eles nunca prenderam nem castigaram as pessoas por algo) Eles prenderam e castigaram1nas para *ue não 2i>essem algoX %e todos esses prisioneiros 2oram presos não 2oi por trai+ão . mas para com eles. segundo o *ual. /3 *ue não pudeste morrer no campo de 6atalha. em tempo de guerra. as cartas e o apoio de todos iam 2luindo através dos pa-ses neutros) &s prisioneiros de guerra ocidentais não se humilhavam a estender a mão para a marmita alemã e dirigiam1se com despre>o . *ue n:s continuamos a viver) Fas se. e nesse caso não te /ulgaremos) A$DU'. envenenamentos. /usti2icassem *ue se metessem na ordem os militares e os religiosos) Duanto aos militares. mesmo tendo perdido as duas pernas. para com os inimigos. morrer de uma soviéticaX Aos outros. o soldado russo devia.E AB& #E BU AB 41@ . de modo algum. mas não h3 prisioneirosX A. pois até mesmo para um idiota se tornava claro *ue s: os vlas1sovistas podiam ser /ulgados por trai+ão) Goi sim para *ue eles não 2alassem da Europa entre os seus conterrLneos na aldeia) A*uilo *ue não v0s não te d3 volta .

onde os alemães são descritos de 2orma estereotipada e pseudopo1pular.s 2or+as da $esist0ncia. mas ela é uma pura cristã tirada de #ostoievsAiS. contou a 7verdade amarga8 so6re 7este aspecto da nossa vida8. pelos vistos. muitos mais5)S A 2uga para o lado dos guerrilheiros ocidentais. es*uivando toda a intensidade do pro6lema) RE se ele se tivesse entregue com plena consci0ncia. ap:s um *uarto de século de uma revolu+ão apoiada por todo o povoXSW @S Goi inventada uma 2ant3stica evasão do cativeiro. com *ue missão te mandaram) RFiAhail Iurnatsev. Vacili (ior*uin) 5 "a nossa cr-tica tornou1se regra escrever *ue ?holoAhov. tam6ém. proi6ia. 7revelou8 o pro6lema) Vemo1nos o6rigados a o6servar *ue em tal narrativa.avel IondarenAo. não 2a>ia senão protelar a tua hora de responder perante o tri6unal. esse caminho a todos. custa dos teus compatriotas e camaradasY ?onverter1te em pol-cia. podias ter1te deixado contagiar por um esp-ri1 .E AB& #E BU AB to muito pre/udicial) E se não tiveste medo de 2ugir e em seguida de lutar. como a instru+ão estipula. todas outras vias *ue possa imaginar o teu desesperado cére6ro. por isso. sec+ão de contra1espionagem.$&I EFA #& ?A('VE'$& E%(Z &?U (& &U #E(U$. e a mesma a condena+ãos Re pode adivinhar1se por*u0J um homem desses é menos perigosoXS) Fas uma lei -ntima. passando através de metade da Alemanha e depois cru>ando a . & VE$#A#E'$& . condu>ia1te . e tornava1te mais perigoso aindaJ tendo vivido livremente entre a popula+ão europela. mas 1 *ue anedotaX 1 o coronel ainda lhe concede um m0s de licen+aX R'sto é. onde as p3ginas de guerra são p3lidas e 2alhas de convic+ão Ro autor. inexplicavelmente.ol:nia ou os Ialcãs. *uando 2oi precisamente isso *ue criou uma situa+ão sem sa-da) (udo se passa antes como 3e entre n:s tivessem surgido traidores) RFas se é essa a explica+ão 2undamental. %merch. A) (vardovsAi. pois 6em. *ue nos maldisse Rso6re isso. na sua imortal narrativa & #estino de Um ^omem. . com um montão de cordelinhos puxados pelo ca6elo. rompendo as cercas do campo. ele 2ica com li6erdade para cumprir a sua eventual missão da espionagem 2ascista))) Esse coronel est3 6om para ser l3 metidoXS 414 A$DU'. a/udante dos alemães e da morteY A lei estaliniana não te aplicava. p3tria) #evias ter continuado a viver no campo. para *ue não surgisse o o6rigat:rio e inevit3vel 2ormalismo da recep+ão do prisioneiroJ a contra1espionagem R%merchS e o campo de veri2ica+ão e 2iltragem) %oAolov não s: não é encerrado atr3s da rede de arame)2arpado. enrai>ada em n:s. e ao 6anco dos réusJ como é *ue 2ugiste. *ue teria sucedido entãoYSW 4S & principal pro6lema do cativeiro est3 apresentado de tal 2orma.A#&J 1S Goi escolhido um dos casos menos 2lagrantesJ o de um prisioneiro *ue perdeu a mem:ria para torn31lo 7indiscut-vel8. para te /untares . em geral muito 2rouxa. como se veri2icou na maioria dos casos. excep+ão da esc:ria) M . . *uando os outros não conseguem 2ugirY ^3 a*ui algo de o6scuroX ?on2essa. em tal narrativa so6re o destino de um prisioneiro de guerra. ?holoAhov não escreve uma palavraS. *ue não 2oi a p3tria *ue nos a6andonou. che2e. *ue renunciou a n:s. não conheceu a <ltima guerraS. Em conse*u0ncia. . então *ue se expli*ue. uma pena mais severa do *ue pela participa+ão nas 2or+as de $esist0nciaJ o artigo é o mesmo.&s com6atentes dormem) #isseram a <ltima palavra) E pelos séculos hLo1de ter ra>ão). até cair na anedota Rs: a esposa do her:i est3 6em apresentada. todas elas te condu>irão ao cho*ue com a lei) A evasão para a p3tria. é por*ue és homem decidido e duplamente perigoso de regresso . de onde é *ue eles sa-ram. e muitos. digna de um romance policial. canalha.

por detr3s dele. *ue nunca rilharam morcegos.riva+ão de direitos c-vicos) R") dos ()S A$DU'. dos tontos dos alemães. ?&F& E DUE . para perseguir e ca+ar guerrilheiros Rdos *uais.. p3tria. auxiliares volunt3rios da Mehrmacht Rhavia uns do>e hiji em cada companhia alemãSW ou ainda . comiss3rios pol-ticos vermelhos. apanharias de ca6e+a 6aixa))) os mesmos de> anos e mais cinco de morda+aX (al era a 2iligrana de hipop:tamo em *ue %taline tanto se distinguiuX &utras ve>es chegavam enga/adores de car3cter completamente diversoJ russos *ue. di2-ceis ou inadmiss-veis. p3tria. os apelos do enga/ador acenavam com a miragem da li6erdade e de uma vida verdadeira onde *uer Q . por 2elicidade. dos nossos rapa>es. *ue.s 2ileiras) Bostaria *ue me dissessem %E ^UFA"AFE"(E %E$'A #E E%. não s: perante a p3tria. nos campos de prisioneiros. tu conservarias a tua pure>a patri:tica se 2icasses a cavar a terra. tinham sido. tu devias negar *ue eras engenheiro. de ca6e+a orgulhosamente erguida. a apodrecer ou a re6uscar nas lixeiras) Então. na tua especialidade. .s areias da -6iaW aos Aiji 1 ^il2sjill1ge 1. insultavam o regime soviético e 2a>iam apelo . restava urrr2 *uintaJ esperar os enga/adores. na vida) Fas. desde *ue não 2icassem ali a morrer aos poucos como gado a6andonado) A um homem *ue levamos ao extremo de rilhar morcegos. tu poderias. /untamente com o 6ondoso comando. com um simp3tico sota*ue de VieatAa . agravada pelo tra6alho para o inimigo.ol-cia $ural.ondo de lado estas *uatro vias. com Lnimo com6ativo. com armas.&#E$'A %E$ #E &U($& F&#&Y Eram rapa>es sinceros. contar apanhar uns de> anos. por uma trai+ão pura . pouco importava. pois os guardas 6rancos não 2a>iam esse tra6alho) &s enga/adores convocavam um com-cio no campo.s autoridades soviéticas. como o passavam os nossos prisioneiros de guerra. ocultar *ue eras um oper3rio *uali2icado) %endo construtor ou electricista. nada complicados. nem puseram a co>er as solas velhas das 6otas. esperar *ue eles te recrutassem) ]s ve>es. rindo1se. di2icilmente poderão compreender *ue irresist-vel 2or+a material ad*uire *ual*uer apelo. por uma trai+ão . 6agagens e instru+9es. além das 2umegantes papas de cereal. pude ver muitos deles.E AB& #E BU AB 415 *ue os destinassemJ aos 6atalh9es de VlassovW aos regimentos de cossacos de =rasnovW aos 6atalh9es de tra6alho para cimentar o 2uturo muro do AtlLnticoW aos 2iordes norueguesesW . como eles 2a>iam aos *ue voavam so6re o campo. de rostos 6olachudos. em geral. ainda h3 pouco. logo *ue 2ossem lan+ados pelos alemães para o lado russo. se v0 2umegar uma co>inha de campanha e a todos os *ue estão de acordo dão de comer até encherem a 6arriga 1 uma s: ve> *ue se/aX Uma ve> mais *ue se/a. . e 2irmas havia *ue escolhiam engenheiros e oper3rios) %egundo o superior imperativo estaliniano. muitos haveriam de ser tam6ém a6andonados pela p3triaS) &nde *uer *ue 2osse. mas tam6ém ante a humanidade) E a*ueles. . se inscreveram nos 6reves cursos para espi9es não tiravam ainda as conclus9es <ltimas do a6andono a *ue estavam votadosJ actuavam ainda de 2orma extraordinariamente patri:tica) Encaravam isso como o recurso mais 23cil para se escaparem do campo) Duase todos tinham na ideia o pro/ecto de irem entregar1se. n:s mesmos o dispensamos de *ual*uer dever. inscri+ão nas escolas de espionagem ou nas unidades vlas1sovistas) A*ueles *ue nunca passaram 2ome. mais cinco de morda+aQ) Assim. *ual*uer argumento. vestindo as suas 2ardas do Exército Vermelho e voltando. chegavam alguns alemães das >onas rurais e enga/avam tra6alhadores agr-colas para os lavradores.E$A$ &U($A ?&'%A. por detr3s as portas do campo. *uando.

E AB& #E BU AB linha 2érrea. o tenente %emionov tinha marchado. assim. so6 a mesma suspeita. e *ue. não lhes perdoouX ?onheci %emionov e =arpov na cadeia de Iu1tirAi. *uer 2ossem destacados ou pe*uenos 2uncion3rios do =omintern.or exemplo. eram acusados. por incr-vel *ue pare+aX . 2icaram vivos. sendo magn-2icos engenheiros. mais cinco de morda+a) E. *ue não tra6alharam na sua especialidade para os alemães. de espionagem9) E os atiradores lituanos. ao serem detidos em massa. sem *ual*uer pr3tica de lidar com a 6<ssola ou com o mapa) Assim. em VladimirS eram acusados de igual crime) A*ueles *ue olhavam com demasiada insist0ncia para uma 41. as . tam6ém. tam6ém a eles. a*ueles *ue não aceitaram nenhum enga/amento. *uando am6os /3 tinham rece6ido o *ue lhes competia por lei))) Duantos anosY & leitor perspica> /3 sa6eJ de> anos. 2oram igualmente acusados de espionagemX %taline parece ter intervindo e multiplicado a céle6re 2rase da co*ueta ?atarina) Ele pre2eria 2a>er apodrecer novecentos e noven1te e nove inocentes a deixar escapar um s: espião. entretanto. poderia parecer *ue essa era a <nica 2orma ade*uada *ue eles tinham de sair dessa situa+ão) . A$DU'. pelo 2acto de terem ca-do prisioneirosY "ão. sem distin+ão de pessoas. *ue alguma ve> tivessem sido 2ixados num retrato ao lado de um rosto com uma 2isionomia estrangeira.oderia parecer *ue a empresa do comando alemão era dispendiosa e a6surda) Fas nãoX ^itler /ogava em sintonia com o car3cter do déspota seu irmão) A mania da espionagem era um dos tra+os 2undamentais da loucura estaliniana) %taline vivia o6cecado pela ideia de *ue o seu pa-s estava pe/ado de espi9es) (odos os chineses *ue ha6itavam o Extremo &riente soviético 2oram condenados segundo o artigo 5Q1. antes de mais nada. recaindo em 6loco so6re *uase todos eles) (odos os soviéticos *ue alguma ve> tivessem estado no estrangeiro. ainda *ue insigni2icante) Assim. com apenas *uatro ou cinco anos de escola rural. depois da li6erta+ão do campo. os engenheiros electrotécnicos "iAolai Andreievitch %emionov e Giodor Giodoro1vitch =arpov. *ue alguma ve> tivessem a6randado o passo perto do ^otel 'nturist. para a ponte de uma estrada ou para a chaminé de uma 236rica. *ue 2a6ricavam is*ueiros com os restos do 2erro velho. vamos. apesar de tudo. incorporou1se na e*uipagem de um tan*ue nosso . como V& U"(Z$'&. em 19@5.ou de Vladi1mir) Enga/avam1se volunt3rios na espionagem. eram tam6ém v-timas dessa acusa+ão) (odos os in<meros comunistas estrangeiros *ue desapareceram na União %oviética. ou tivessem 2otogra2ado um edi2-cio da cidade Rpor exemplo. eles $EJE'(A$AF a proposta alemã de tra6alhar na sua especialidadeX Em 1941. se não tivessem partido antecipadamente) ?entenas de milhares de coreanos 2oram exilados para o ?asa*uestão. *ue tinham sido as 6aionetas mais leais durante os primeiros anos da $evolu+ão. im6ecisX & artigo e a recompensa *ue merecem h3 /3 muito. para a 2rente) E em 1944 tinha ainda um coldre va>io em ve> de uma pistola Ro comiss3rio não compreendia por*ue é *ue ele não deu ca6o da ca6e+a com o coldreS) Evadiu1se por ($n% VEUE%) Em 45. sem p_r o nari> de 2ora.. passando toda a guerra no campo de prisioneiros. *ue con2ian+a se podia ter nos soldados russos *ue tinham estado realmente nas mãos da espionagem alemãYX E *ue al-vio para os casacos do Finistério da %eguran+a do Estado se milhares e milhares de soldados lan+ados para a Europa não ocultavam terem sido recrutados voluntariamente para a espionagemX Due evidente con2irma+ão dos progn:sticos do mais s36io dos s36iosX Vamos. condu>idos aos campos do "orte e l3 desapareceram) & mesmo destino teriam conhecido os chineses *ue participaram na Buerra ?ivil. h3 /3 muito *ue estão preparadosX Fas é oportuno levantar esta *uestãoJ houve. 2a>iam uns 6iscates) %er3 poss-vel *ue a p3tria lhes não tenha perdoado. e. *ue não 2oram denunciantes.ortas #ouradas.

segundo parecia.145) Uns eram presos nos centros de concentra+ão na Alemanha) &utros não eram o2icialmente presos.oucos prisioneiros de guerra cru>aram a 2ronteira soviética como pessoas livres. evidentemente. p3tria. a pessoa perdia1toda e *ual*uer li6erdade individual.Rde tropas de desem6ar*ue aéreoS e (&F&U IE$ 'F. em6ora por se terem simplesmente deixado aprisionar merecessem o 2u>ilamento. novas perguntas. companheiros de 2eitos de #imitrov no processo de eip>ig. culpado) %em sa-res da rede de arame 2arpado. havias servido os alemães. em testemunhasJ outros prisioneiros de guerra.opov e (aniev. apertavam1lhes a mão e. 2a>endo. /ornada de tra6alho de de> horas) "os tempos livres. no6remente. so6retudo. com a di2eren+a de *ue os *ue ali se encontravam ainda não tinham sido condenados e deviam rece6er a senten+a1no campo) (odos estes campos de controle e de 2iltragem estavam adstritos a alguma 236rica. *ue tinham conhecido na Alemanha. 41Q A$DU'. e por . o *ue dava lugar a *ue 2osses tam6ém interrogado como testemunha) E certo *ue o esclarecimento do caso podia prolongar1se por um ano ou dois. tornando1o mais vulner3velS) A outros propunham. mas a p3tria nada perdia com isso. mas numa região a2astada) &s agentes operacionais de =emerovo enviavam as perguntas aos de %oliAamsA e eram esses *ue interrogavam as testemunhas e enviavam as suas respostas. para isso. em carne e osso. não conseguissem provar *ue. 2oram am6os condenados) %taline preparava outro destino para #imitrov) A$DU'. havia no campo de controle e de 2iltragem um elevado n<mero de comiss3rios instrutores e de 2uncion3rios da %eguran+a) ?omo sempre. e se. por sua ve>. podiam adaptar1se desde o primeiro dia . mas por E E%. sem se reunir em sessão 2ormal. eras tu *ue devias demonstrar *ue não o eras) #evias 6asear1te. e. mina ou o6ra de constru+ão. então. os americanos e os ingleses R*uando a li6erta+ão do cativeiro não 2ora 2eita por n:s. alguém conseguiu escapulir1se. a instru+ão partia do princ-pio de *ue tu eras. ou /3 não se encontravam testemunhas vivas. 2oi apanhado logo depois. de todas as maneiras. e o tri6unal aplicava1te.E AB& #E BU AB 415 de2initivamente aprisionado e condenado) Eis o espelho da nossa "emésis) . mas na 2ronteira levavam1nos em vag9es de mercadorias. de tarde ou de noite. *ue podiam não estar nesse campo. de ser dos nossos. terra) Esses indiv-duos tinham deixado. so6 escolta. *ue tra6alhassem na guarda militari>ada de um campoJ 2icando aparentemente livre. e os antigos prisioneiros de guerra. os agentes operacionais decidiam *ue grau de isolamento tu merecias) Alguns rece6iam ordem de mudar o lugar de resid0ncia Risto altera sempre a rela+ão do homem com o meio am6iente. tu não tinhas senão *ue culpar1 te a ti mesmoJ eras. rece6endo a &rdem da Estrela Vermelha) E no 2im de tudo isso 2oi 9 'oci2 Iro> (ito escapou por um tri> a esse destino) Fas . catalogado como traidor .E AB& #E BU AB através dos canais secretos das sec+9es especiais. sendo enviada para um rincão distante) A outros. automaticamente. e2ectivamente. ao avistarem a p3tria através dessa rede de arame 2arpado. isso era uma circunstLncia 2ortemente agravanteS. os teus de> anos) "o caso de *ue. eram interrogadosW para isso. a partir de 194. igual . o seu processo /3 havia chegado . pois todos os dias tu ias extraindo o teu carvão) E se alguma das testemunhas não depunha nos termos re*ueridos. na con2usão. para um dos in<meros campos de controle e de 2iltragem dispersos por todo o pa-s) Estes pouco se di2erenciavam dos campos de tra6alho. por mais voltas *ue dessem. *ue não tiveras tempo de ver. permitiam humanamente *ue 2ossem para casa) Fas a tua alegria era prematuraX Adiantando1se a eles.

rece601la)8 A antiga d-vida pela desco6ertaX AleAsandrov. regressou . *ue h3 tr0s anos não eram cei2adas. perdidas entre as ervas altas.rimavera) %e sou6esse *ue me iam rece6er assimX Due me enganavam assimX Due era este o destinoX (eria eu. *uando estava cercado) Fas em *ue 2rases dessa 6iogra2ia se podia acreditarY11 . como todos os generais da nova 2orma+ão) R#isseram1me depois *ue não era assim e *ue Vlassov tinha antes uma 2igura mais parecida com a de um general do &cidenteJ alto. se eu sou6esseX8 R. agita+ão.ara além1oceanoX . com :culos de aros de tartaruga)S Fas. 2oi torpemente deixado morrer . para sua edi2ica+ão. mesmo *uando os prisioneiros sa6iam. nessa . o seu rosto dava1lhe um aspecto de pessoa 6em sucedida e 6em tratada. a Gran+aX (eria ido para além1marX . num campo especial.E AB& #E BU AB 419 Goram primeiro pe*uenas 2olhas de papel. se eu sou6esseX)))8 era esse o principal estri6ilho. entre 191Q11941. tendo 2icado perplexo) 1C #e resto. nas celas da prisão. acaso. por isso. 6em como a sua 6iogra2ia) (anto *uanto se podia ver na ne6ulosa 2otogra2ia. a /ulgar pela 6iogra2ia. eu tinha conhecimento da sua exist0ncia. o indeciso comunicado parecia até uma inven+ão pura e simples) Essas 2olhinhas reprodu>iam o retrato do general Vlassov. deu1lhe a ler a colec+ão completa do .or esse mesmo pre+o Rpor esses mesmos de> anosS. a a6undLncia. mais ou menos. por exemplo a de 194Q149. *ue se certi2icou do seu nome e do apelido e lhe disseJ 7Em 1915 2i*uei a dever ao seu pai uma grande *uantia em dinheiro e não me 2oi poss-vel pagar11lha) #igne1se.or*ue eles sa6iam ao *ue se expunham)S "ão esperavam *ual*uer perdão. sem nada mais ter conhecido do *ue a escada 2edorenta da casa) REntretanto. de> anos mais cinco de morda+a) Em 195@. em #e>em6ro de 1944. *ue comandava. magro. nem por ter sido conselheiro militar de ?hang =ai1?heA) A primeira como+ão da sua vida veri2icou1se *uando o 4)O Exército de ?ho*ue. p3triaY #e modo nenhumX (er1me1ia arran/ado para alcan+ar a %u-+a. a hist:ria das torrentes. da >ona pr:xima da 2rente de &rei) "elas se comunicava a cria+ão. 2re*uentemente tinham1lhes inve/aX Due dia6oX . *ue não se sa6ia 6em se pretendia ser uma espécie de governo russo ou não) .ravda. procediam 2re*uentemente da mesma 2orma) Vassili AleAsandrov 2oi aprisionado na GinlLndia) Ali o desco6riu um velho comerciante sampeters6urgu0s. muitas ve>es molhadas pela chuva e secas pelo sol. pois. regressado .ara além de tr0s oceanos) A*ueles *ue haviam sido apanhados em casa ou no Exército Vermelho segundo o par3gra2o décimo. 2oi acolhido nos c-rculos dos emigrados russos) Ali encontrou tam6ém uma /ovem por *uem se apaixonou) & 2uturo sogro. não esperavam nenhuma amnistia) J3 antes do nosso encontro nas tarim6as da prisão. como estes rapa>esX &nde não estiveram elesX E n:s re6entaremos assim num campo. sem edulcora+9es nem correc+9es) Ao mesmo tempo contou1lhe. eram presos com 2undamento no par3gra2o respeitante . isto não tinha ainda sido decidido pelos pr:prios alemães) E. como 2acilmente se adivinhar3. esses mesmos *ue eram a6rangidos pelo 5Q11C *uase não ocultavam o seu 2eli> pressentimento de *ue seriam os primeiros a 6ene2iciar da amnistia)S %: os vlassovistas não suspiravamJ 7Ah. de um certo 7comité russo8 de %molensA. 2ome.elos vistos. *uanta coisa interessante pod-amos ter visto. esse ar de sucesso parecia con2irmar1seJ a sua 2olha de servi+o não tinha sido manchada pela guerra de 19@5. ou noutro *ual*uer *ue considerassem conveniente) Estive preso com pessoas dessas) 7Ah. ele considerava1se satis2eito por se ter colocado 6em como che2e de 6rigada))) A$DU'. depois da guerra. tal como 2i> no cap-tulo segundo) E contudo))) AleA1sandrog deixou a namorada. U)$)%)%) e apanhou.ocasião da primeira deten+ão em massa.

2oi promovido a che2e de sec+ão e. o @5)O Exército) (endo rompido o longo cerco de =iev. *ue numa contra1o2ensiva vitoriosa em de2esa da capital Rtomada de %olnetchnogorsAS é mencionado no comunicado de guerra do 'n2orm6ureau. ?hina) "ão estando aparentemente ligado aos altos c-rculos militares e partid3rios. devido . o 4C)O Exército. é promovido a 6rigadeiro) ?omo se pode concluir pelo *ue se seguiu. e nela deviam tomar parte. depois. /3 com a patente de comandante de regimento. incluindo eninegrado. o *ue é mais importante. e até alheio . 2icou eninegrado cercada. entre a*uela 2ornada de generais. na >ona de =iev. a partir desse momento. não podendo rece6er . veio a encontrar1 se naturalmente na*uele 7segundo escalão8 estalinista. não s: estavam escritas num mau russo. de companhia) "os anos 4C terminou o curso da Academia Filitar V-strelW em 19@C. $oAossovsAi. com grosseira /actLncia. velhasS patentes. Vlassov era um dos mais competentes) A 99)b #ivisão de 'n2antaria. os aventureiros do comando supremo estalinista não encontraram nem re2or+os humanos. os caminhos de 'nverno eram ainda transit3veis. *ue aguentou durante seis dias) Ap:s uma 6reve passagem pelo posto de comandante de corpo. antes pelo contr3rioJ no meio da nossa retirada geral para oriente. tomou1se mem6ro do . tendo 44C A$DU'. os 54t) 4)t e 54)O Exércitos) Fas estes tr0s exércitos não se mexeram a tempo. na >ona de Foscovo. no momento em *ue são atri6u-das as 7novas8 Rou antes. nem reservas de muni+9es para mandar em sua a/uda) RGoi com essas reservas *ue se iniciou a o2ensivaXS #este modo. rece6e o comando de divisão e em 194C. não 2oi colhida de surpresa pela agressão hitleriana. a6astec01lasS) & 4)b Exército de ?ho*ue avan+ou com 0xito e em Gevereiro de 1944 encontrou1se a setenta e cinco *uil:metros de pro2undidade no meio do dispositivo alemãoX E.. em 5 de Janeiro de 1944. conseguiu tornar1se o vice1comandante1che2e da 2rente de VolAhov Rgeneral FerietsAovS e rece6er so6 o seu comando o 4)b Exército de ?ho*ue. *ue 2oi promovido para su6stituir os che2es de exército. sendo mo6ili>ado para o Exército Vermelho em 1919 e tendo 2eito a guerra como simples soldado) "a 2rente meridional. *ue comunicavam a cria+ão do $) &) A) RExército $usso de i6erta+ãoS. =u>nietsov. Vlassov. Andrei Andreievitch Vlassov não terminou os estudos do semin3rio de "i/ninovgorod devido . como tam6ém com um esp-rito estrangeiro claramente germLnico. eliuchenAo. *uestãoW em compensa+ão.artido ?omunista R6olchevi*ueSW em 19@. os che2es de divisão e os che2es de 6rigada massacrados) Em 19@Q. avan+ando através do rio VolAhov em direc+ão a noroeste) Esta opera+ão com6inada ti%g2 sido conce6ida para partir de v3rios lados. em datas coordenadas.))S) ?om o -mpeto caracter-stico desses meses. o tenente1general Vlassov comandava /3. em #e>em6ro de 1941. 2oi enviado como conselheiro militar . *ue 2icou sem nenhum acesso para a6astecimento. ela avan+ou para ocidente. 2alta de prepara+ão. onde havia muitos completamente torpes e inexperientes. $evolu+ão. lutando contra #eniAin e Mranguel. ou então estacaram rapidamente Rnão sa6-amos ainda planear opera+9es tão complexas e. a tentativa de romper o cerco de eninegrado.1a %egundo o *ue se pode ho/e esta6elecer. de 14 de #e>em6ro Ra ordem de enumera+ão dos generais era estaJ JuAov. mas a partir de A6ril passaram a ser impratic3veis em toda essa >ona pantanosa por onde tinha avan+ado o 4)O Exército de ?ho*ue. sem sa6er exactamente o *ue se passava em "ovgorod) Em Far+o. Bovorov . 2rente dele. *ue ele instruiu e preparou a partir do Verão de 194C.eremichl. . comanda. em 1941.E AB& #E BU AB &lhando para a 2otogra2ia não era de crer *ue se tratasse de um homem 2ora do vulgar ou *ue h3 muito so2resse pro2undamente pela $<ssia) J3 as pe*uenas 2olhas volantes. da 2artura de papas de cereal existente entre eles e do car3cter galho2eiro dos iniciado. ga6ava1se. e arre6atou .

*ue raspavam os cascos dos cavalos /3 putre2actos. com sucesso. co>endo e comendo essas raspadurasS. na >ona de %iversA) Ele 2oi trans2erido para o *uartel1general alemão. a 14 de Faio. o desconcerto e a co6ardia no seu come+o. naturalmente. *ue durou muitos dias. e logo *ue assomaram para descer a6riu novamente 2ogo com a metralhadora) %: *uando se arremessou uma granada antitan*ue contra ele se sou6e *ue na cave1havia uma cova onde se en2iava. e se existia realmente como 2alar dele com um humor tão alegreY))) %: os alemães podiam mentir assim14) Due haviam realmente russos contra n:s e *ue eles se 6atiam com mais dure>a do *ue *ual*uer %%. como se compreender3. utili>3vamos camu2lagens 6rancas para enco6rir o capote e o 6oné. /3 sem compreender exactamente contra *uem disparavam. um destacamento de russos. protegendo1se das granadas anti1in2antaria) . lan+ado tão loucamente para a 2ornalhaS o 4)O Exército de Vlassov) "este caso. *ue antes tra6alhara. nas celas da cadeia de IutirAi. dois com6atentes perderam1se e deitaram1se lado a lado no solo. até *uase ao 2im da guerra não houve nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S) & nome e a 6ra+adeira com o escudo 2oram inventados por um . pois. no posto de secret3rio do .E AB& #E BU AB 441 seus soldados) "ão se chegava a acreditar na exist0ncia deste exército. come+ou. p3triaX "este caso. 6em depressa o veri2icar-amos) Em Junho de 194@.r<ssia &rientalS. so6 um 2rio não menos 2ero> R#e>em6ro de 194@S) "esta endemoninhada 6atalha invernal. na >ona de &rei. $E?U%A$AF AU(&$'UAV###BOT_TEXT###amp; . andou errante por 2lorestas e pLntanos e 2oi 2eito prisioneiro em . manteve1se silencioso. uma ideia do grau de endurecimento e de desespero com *ue continuava a lutar) Esses russos de2enderam. e o sacri2-cio insensato de exércitos e corpos de exércitos.artido de um dos 6airros de Foscovo) Eles tinham /3 mani2estado a sua discordLncia em rela+ão . e em *ue tanto n:s. veri2icou11se um a6andono ego-sta e cruelX Fas da parte de %talineX A trai+ão não consiste necessariamente em vender1se por dinheiro) A ignorLncia e a inc<ria na prepara+ão da guerra.A$A $E($&?E#E$ a VlassovX Ap:s dois meses de 2ome e de morte lenta Ros soldados con1taram1me mais tarde. pol-tica do Boverno de %taline) Fas 2altava uma personalidadeJ essa personalidade 2oi Vlassov) P A$DU'. com o <nico 2im de salvar o uni2orme de marechal 1 haver3 trai+ão mais amarga do comando supremoY ?ontrariamente a %amsonov.a/uda aérea) & exército encontrou1se %EF VuVE$E% e. nem 14 $ealmente. %o6achinsAie1 VicielAi) Iateram1se todos com tal desespero *ue se diria *ue eles pr:prios tinham constru-do a aldeia) Um deles 2oi encurralado numa cave. de Julho. uma o2ensiva conc0ntrica dos alemães contra o exército cercado Rno ar. ao sul de (ursA) #urante duas semanas desenrolaram1se ali lutas in2rut-2eras por umas centenas de metrosJ com6ates 2ero>es. como eles. viam1se apenas aparelhos alemãesXS) E s: então Rcomo *ue por >om6ariaS 2oi rece6ida autori>a+ão de retroceder para c3 do VolAhov))) ^ouve ainda tentativas desesperadas para romper o cerco até come+os de JulhoX Assim pereceu Rrepetindo o destino do 4)O Exército de %amsonov. por exemplo. a ina6al3vel 6ase de #niepre. de2endeu. por exemplo. Vlassov não se suicidou) #epois do desastre do seu exército. onde vieram a encontrar1se alguns generais aprisionados e o comiss3rio de 6rigada B) ") JilenAov. houve trai+ão . mas tendo1se lan+ado para l3 granadas de mão.ode 2a>er1se. com 2arda alemã. em tal situa+ão. nas proximidades de et>en R. contaram1me *ue na >ona de Falie1=oslovitchie se registou o seguinte casoJ ao avan+ar aos saltos através dos pinheiros. naturalmente.

=) . dando tam6ém as ordens de comando em alemão RAchtungX.) VosAo6oiniAov. atroando. não ocultando. na ?rimeia 1 com a torpe persegui+ão movida ao longo de duas décadas contra as mes*uitas. en*uanto a clarividente con*uistadora ?atarina concedia ver6as do Estado para a constru+ão e a amplia+ão de mes*uitas) &s hitlerianos.alemão de origem russa. *ue come+aram a constituir1se desde os primeiros meses de guerra) &s primeiros a apoiar os alemães 2oram os lituanos Rpois num s: ano t-nhamos1lhes 2eito um sem1n<mero de pati2ariasXSW em seguida. mas o comando alemão descon2iava muito dessas 2orma+9es. so6 a direc+ão de emigrados russos Rapenas uma pe*uena corrente de emigrados aderiu a esse movimento. mas t2t-2et das extremidades da cremalheira esmagou o prisioneiro) J3 esmagado ele contorcia1se e da 6oca sa-a1lhe uma espuma vermelha) E podia1se compreend01loX (inha pre2erido uma morte de soldado a ser en2orcado numa prisão) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de escolha) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de lutar de outra maneira) "ão lhes restou outra 2orma mais econ:mica de lutar. o capitão %chtriA1%chtriA2eld. da &stpropagandaa6tailung) R'nsigni2icante pelo seu posto. no entanto. na >ona de &rcha. encerrando1as e destruindo1asW isto. mas sim 2orma+9es anti1soviéticas. elogiaram1se um ao outro. 2oram as seguintesJ a 6rigada de oAt. a uns *uantos passos de mim. p3tria.E AB& #E BU AB so6re *ue o6/ectivo) As armas autom3ticas de am6os eram soviéticas) #ividiram as 6alas entre si. um dos prisioneiros deu um salto de andorinha e caiu so6 o tan*ue) Este desviou1se. 2rente destes. *uando passou. condu>iam pela 6erma da estrada tr0s prisioneiros. pronunciaram palavr9es e /uras contra o :leo das metralhadoras *ue se congelava) Ginalmente.r<ssia &riental.. como ca/ados. por volunt3rios ucranianos.or exemplo. deixaram completamente de disparar e decidiram 2umar. nem da mãe1p3tria.osteriormente.artido "acional $usso do (ra6alho. cola6ora+ão com a Alemanha) Uma empresa vã pelos dois ladosX Am6os 6uscavam tão1 s: os meios a empregar para enganar o outro) Fas os alemães ocupavam para isso uma posi+ão mais 2avor3vel e os o2iciais de Vlas1sov tinham de seu apenas a 2antasia no 2undo do des2iladeiro)S "ão existia tal exército. in2lu0ncia e procurava convencer a camarilha hitlerista da necessidade de uma alian+a germano1russa. tinha. os seus sentimentos . mas simplesmente da descon2ian+a primitiva dos homens das cavernasJ se o poupo. e come+aram a perseguir1se um ao outroJ a*ui /3 não se tratava de pol-tica. *ue eram precisamente vlassovistas. no entanto. a partir dos come+os de 1944. e de atrair os russos . houve destacamentos de estonianosW no &utono de 1941 apareceram companhias de seguran+a da Iielor1r<ssiaW e na ?rimeia um 6atalhão t3rtaro) (udo isto 2oi semeado por n:s pr:priosX . na prov-ncia de IriansA. ao chegarem ali. ele mata1me) "a . uma divisão de %%J BalitsiaW mais tarde. haltX e outrasS) Fais consider3veis e /3 completamente constitu-das por russos. com um mani2esto dirigido aos cidadãos do pa-s e a 6andeira de %ão Jorge. aperce6eram1se disso e protegeram1nas) . poupando1 se a si pr:prios) %e um prisioneiro 7puro8 e simples /3 era por n:s considerado como um imperdo3vel traidor . compostas de cidadãos soviéticos recentes. a partir de "ovem6ro de 1941 Ro pro2essor local de constru+9es mecLnicas. 2oi 2ormada. um tan*ue (1@4) #e repente. 2undou o . sargentos e tenentes alemães Rs: os ca6os podiam ser russosS. apareceram do lado 444 A$DU'. alemão destacamentos caucasianos e com6atentes cossacos Rmais do *ue um corpo de cavalariaS) "o primeiro 'nverno da guerra come+aram a 2ormar1se sec+9es e companhias de volunt3rios russos. o VitoriosoSW a unidade 2ormada na localidade de &cintor2. tirando os capu>es 6rancos da ca6e+a T e s: então viram a 3guia e a estrelinha nos 6onés um do outro) #eram um saltoX As armas não disparavam) Agarraram1nas pelo cano. colocando .

de um momento para o outroY)))S) #e resto. nem pedir aux-lio) . no meio de cami9es e outros ve-culos destru-dos e voltados) Entre o rico esp:lio *ue se espalhava pelos 6aixios. eu A?&IA$#E'1FE a de2ender um vlassovista perante um agente da %ec+ão Especial. um homem *ue marchava a pé. esta guerra revelou1nos *ue o *ue h3 de pior na terra é ser russo) $ecordo1me. nem da guerra. envergonhado. . andavam . causando1lhe novas es2oladuras roxas na pele) "ão se tratava da guerra p<nica. o despre>o pela pr:pria integridade 2-sicaY Eles sa6iam *ue não podiam contar com a mais pe*uena margem de perdãoX "os nossos campos de prisioneiros 2u>ilavam1nos logo *ue ouviam da sua 6oca a primeira palavra compreens-vel de russo) "o cativeiro soviético como no cativeiro alemão. montado a cavalo.antialemães. como se se tratasse de um animal) 444 . en*uanto as unidades russas 2oram utili>adas contra os guerrilheiros de IriansA e de &rcha e contra os resistentes polacos) A$DU'. de então.*uela tortura ilegal) #e *ual*uer exército.greco1persaX Dual*uer o2icial de *ual*uer exército da terra. pedindo1me a/uda. a partir do Verão de 1944 RV) V) Buil.artido ?omunista Iolchevi*ue e. "A#A #'%%E E "A#A G'U. nu da cintura para cima. não s: escapou inc:lume do cativeiro. com cal+as alemãs. depois do *ue 2oram postos de parte por a*uelesSW e as unidades de Buil. condescend0ncia) Fas *ue podia condu>i1los aos destacamentos vlassovistas da Mehr1macht. esse sargento da %ec+ão Especial pensasse *ue euY))) e se. no sa*ueS do cerco de Io6ruisA. en*uanto um sargento da %ec+ão Especial. em tudo isso não havia nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S. para a 2rente soviética. eu seguia pela estrada. nem Vlassov) As companhias so6 comando alemão 2oram enviadas. nos om6ros e nas costas. . eram os russos os mais maltratados) #e um modo geral. onde se tinham atascado as carro+as e carros. por co6ardia) Em todo o caso tratava1se de tudo menos co6ardiaX &s co6ardes encontram1se onde ha/a indulg0ncia. esse vlassovista 2osse um criminoso *ual*uerY))) e se.*ueles *ue empunharam as armas do inimigoY & comportamento dessas pessoas. *ue tivesse algum poder.E"A% #& "&%%& #E%. o *ue possi6ilitou muitas 2ugas para o lado soviético e até a passagem de todo um 6atalhão. devia p_r termo . o insaci3vel :dio ao regime soviético. não se transmitisse a mim Re se. de um momento para o outro. /udeu. propondo aos alemães a cria+ão da União de ?om6ate dos "acionalistas $ussosS) Entretanto. num russo per2eito. *uem não est3 connosco. sim. com medo de *ue essa peste. no exércitoJ acaso um elemento da %ec+ão Especial daria ouvidos a um capitãoY E. então. solta enormes cavalos alemães) #e repente. senão o <ltimo extremo. mem6ro do . de um momento para o outro. era explicadoJ primeiro. etc))) 1 E FE$E?E#&$ A. chicotada e o empurrava com o cavalo) Ele arreava1lhe com a chi6ata so6re o corpo despido. como se tornou che2e do campo de %uvalAi. nos arredores de iu6lim. todo ensanguentado no rosto. o ilimitado desespero. por trai+ão R6iol:gica. para *uem conhecesse a con/untura. a t-tulo de experi0ncia. gritava. por*ue lhes estava no sangueYSW segundo.A%%E' #E A$B&. ?&F& %E "A#A ('VE%%E &UV'#&. ouvi um grito de socorroJ 7%enhor capitãoX %enhor capitãoX8.E AB& #E BU AB 44@ *ue sucederia. segundo parece. no peito. o da %ec+ão Especial continuou a a+oitar e a perseguir o homem inde2eso. com o seu rosto selvagem. as coisas eram 6em mais simples. o 2a>ia correr diante de si . sem o deixar voltar1se. mas do nossoY))) ?om o 2ero> e a6soluto masochismo a *ue redu>-amos a humanidadeY RDuem não é por n:s.erseguia1o e a+oitava1o.$EU& E #& A"'DU' AFE"(&)S Assim. no nosso simplismo propagand-stico. apoiado por outros prisioneiros. de como na limpe>a Risto é. reconhecida por todos.

impedir *ue a sua unidade 2osse enviada contra os guerrilheiros) Então. ainda. nos arredores de Ierlim) A 6rigada de VosAo6oiniAov e depois da sua morte. e uma divisão de artilharia com tr0s de>enas de canh9es) R& comando era constitu-do por o2iciais. a>ul e vermelho. os alemães tomaram a decisão de enviar carne de canhão russa))) para o 6aluarte do AtlLntico. em Agosto de 194@. contra a resist0ncia 2rancesa e italiana) &s . contemplando com 6in:culos o massacre de Vars:via. no &utono de 194@. um 6atalhão 6lindado. neles se cravarem os seus al2anges. sem se esclarecer onde tinha aparecido. no nordeste da Iielorr<ssia) R%o6re esse 7territ:rio guerrilheiro8. *ue se tinha destacado pela sua crueldade contra os polacos e os /udeus) Em come+os de 194@ o seu comando recusou su6ordinar1se a Vlassov. trans2erido para a >ona de . a>ul e vermelha) & 6atalhão. inexpressivos. amsdor2SW a sua 2arda era russa e a sua 6andeira 6ranca. em grau consider3vel. su6ordinadas a di2erentes camadas. tre>e divis9es 2oram mo6ili>adas para li*uidar o 7territ:rio guerrilheiro8)S Era assim *ue os alemães compreendiam essas e2-gies tricoloresJ %ão Jorge. enviando1o depois para a 2rente ocidental) (endo posto de lado. so6 o comando de emigrantes Rl)=) UaAharov. o campo de %anto André e as iniciais $)&)A)1@ 1@ Essas iniciais eram cada ve> mais conhecidas. não houvesse nenhum exércitoW todas as unidades estavam dispersas. por volunt3rios de IriansA)S Essa 6rigada 2oi incum6ida de de2ender a >ona contra os guerrilheiros))) ?om esse mesmo 2im. *ue se encontrava situado nesses lugares) 'gor UaAharov conseguiu. de cl J 7%R2 de>enas de tan*ues soviéticos. *ue. com o o6/ectivo de atingir o complexo de campos de tra6alho. como anteriormente.ol:nia para "o1guilion a 6rigada de Buil1Ila/evitch. desarmaram o 6atalhão e meteram1no num campo. *uando come+ou a de2inir1se a derrota de ^itler. em6ora. e proclamaram num vasto 7territ:rio guerrilheiro8 o poder soviético. por meados de 1944. muito se escreveu então nos nossos /ornais) Fais tarde. durante todo o ano de 194@. destitu-ram1no. so6re 2undo de %anto André) & russo e o alemão eram intradu>-veis. outros estrangulavam a insurrei+ão) "ão teriam os polacos sido su2icientemente maltratados pelos russos. 2oi trans2erida da . todos os rodionovistas *ue escaparam com vida 2oram presos)S E *uem lan+ou os alemães contra os rodionovistasY A 6rigada de =aminsAiX REm Faio de 1944. aos *uais h3 *ue acrescentar os serventes das pe+as de artilharia. incompat-veis) . para. tinha sido preparado para ser lan+ado em p3ra1*uedas na linha de Vologda1ArcLngel. o 'nvenc-vel. contava com cinco regimentos de in2antaria de dois mil e *uinhentos a tr0s mil homens cada. mas isso não os impedia de coserem na manga es*uerda da 2arda alemã o escudo com o de6rum 6ranco. censurando1o por*ue no seu anunciado programa não 2igurava a 7luta contra o /uda-smo mundial e os comiss3rios /udai>antes8W 2oram /ustamente os elementos desta 6rigada Ros rodionovistas. es*uecido e não necessitando de recordar o pro/ecto inicial. trocaram a sua 6andeira negra com uma caveira prateada pela 6andeira vermelha.sAov) Era 2ormado por cerca de seiscentos soldados e du>entos o2iciais.A$DU'.ior aindaJ em &utu6ro de 1944 os alemães mandaram a 6rigada de =aminsAi R/untamente com as unidades mu+ulmanasS esmagar a insurrei+ão de Vars:via) En*uanto uns russos se deixaram trai+oeiramente adormecer do outro lado de V-stula.E AB& #E BU AB Este *uadro 2icou para sempre gravado em mim) Ele é *uase o s-m6olo do Ar*uipélago e poderia 2igurar na capa do livro) E tudo isto eles o pressentiam e sa6iam de antemão. de =aminsAi.s cartas em #alemdor2. e os generais vlassovistas /ogavam . e as tropas. no Verão de 1944. no século !'!. aumentado até um regimento. prisioneiros de guerra. no século !!Y RFas isso seria tudoY %eriam os <ltimosYS Fais clara parecia ser a exist0ncia do 6atalhão de &ssintor2. dado Buil ter adoptado o nome de $odionovS.

assim.15 6em como muitos carros repletos de velhos. nos momentos de :cio. *uais 2oram os russos *ue lhes salvaram a cidadeY A nossa ^ist:ria est3 deturpada. assestaram um golpe))) contra os alemãesX "o meio do desmoronamento geral. eles não puderam chegar a tempo)S 14 A primeira. depois. na Zustria. não 2oi divulgado entre n:sS.s mãos dos soviéticos.E$#'V###BOT_TEXT###amp;. contra elesJ surgindo de um lado inesperado.ragaS um <ltimo espect3culoJ a convoca+ão de todos os grupos nacionais russos uni2icados por um 7?omité de i6erta+ão dos . toda a amargura e toda a raiva acumulados. 2ormada na 6ase da 76rigada =aminslci8 R%) =) IuniatchenAoSW a segunda.rovavelmente. e os alemães pelo seu sangue russo) &s seus m-seros /ornais eram su6metidos . *ue não lhe 2osse su6metida) %: no estertor do nau2r3gio. as divis9es vlassovistas. em *ue pudessem vir a ser1lhes <teis) Assim ganharia.raga) R(erão todos os checos compreendido. em 2ins de A6ril. voltavam11nos. ?hurchill deu tam6ém um passo de 2iel aliado R*ue. como tinha sido previsto na ?on2er0ncia de lalta. pretendendo1se *ue . não podiam no entanto superar a sua ina6al3vel descon2ian+a perante as unidades russas isoladas. 2oi permitido Rem . se*uer. em "ovem6ro de 1944. crian+as e mulheres. por uma som6ra. a2inal.E AB& #E BU AB #epois o exército de Vlassov come+ou a retroceder para o lado dos americanos. desalo/aram1nos de . entregando ao comando soviético um ?orpo ?ossaco de noventa mil homens.s suas divis9es *ue se passassem para o lado dos checos su6levados) E todos os ultra/es. de uma $<ssia independente. agora. como das outras ve>es. como se *uisessem con2irmar a previsão dos alemães mais m-opes. encharcar1se em vodca) Uma ?&F. so6 as ordens de Uvierev Rantigo comandante militar de ?rac:viaSW a terceira 2icou em metadeW a *uarta apenas reuniu alguns elementosW e ainda o destacamento de avia+ão de Faltsiev) "ão 2oram autori>adas mais de *uatro divis9es) 44. nas proximidades de . no 2im de contas.E AB& #E BU AB 445 &s ha6itantes das regi9es ocupadas despre>avam1nos por serem mercen3rios alemães. ao executarem a sua primeira e <ltima ac+ão independente. %teiner. *uando.s margens . nem decidir1se pelas divis9es integralmente russas. /amais.raga 2oi salva pelos com6atentes soviéticos. os especialistas pol-ticos alemães supunham *ue os oper3rios russos Rostar6eitenS se lan+ariam a tomar as armas) Fas o Exército Vermelho /3 se encontrava no V-stula e no #an<6io))) E. as suas duas divis9es e meia.raga) Ali sou6e *ue o general das %%. morte e. pois nele não se permitia pensar a $<ssia 2ora da Alemanha. E(A . perante os alemães. para não a entregar intacta) E Vlassov ordenou . perderam1nos) A$DU'. pela nossa ha6itual modéstia. 2ora do na>ismoS) Vlassov tornou1se o presidente deste ?omité) %: no &utono de 1944 come+aram a 2ormar1se divis9es vlassovistas. A$DU'. se preparava para destruir a capital checa. um sentido a sua prolongada suspensão na corda da 2orca alemã) Fas os americanos rece6eram1nos hostilmente e o6rigaram1 nos a entregar1se . integralmente russas14) . e /3 sem *ual*uer contacto com o &6erAommando. retrocedendo /3 por toda a parte.ovos da $<ssia8. nesses tr0s cruéis e est<pidos anos. tesoura da censura alemãJ a Brande Alemanha e o G<h1rer) E. nos es2or+ados peitos russos.vlassovistas *ue tinham conservado algum sentido pol-tico ou alguma esperan+a. *ue não dese/avam regressar . 6em como a pu6lica+ão de um mani2esto R6astardo. por ironia. nada mais restava aos vlassovistas do *ue lutar até . em vésperas da derrota. para a IavieraJ toda a sua esperan+a estava posta agora nos aliados. outra sa-da) ^itler e os *ue o rodeavam. E nesse mesmo Faio. tal 2oi a sua exist0ncia durante todos os anos de guerra no estrangeiro sem terem. Vlassov reuniu.

dos p3trios rios cossacos) R& grande homem. através das nossas posi+9es. na >ona de ocupa+ão inglesaW mas. agrupando1se na neve com a sua . desceram directamente para o semicerco de carros prisionais. na noite anterior. *uando 2oi 6lo*ueada Ierlim. e =im '' %ung. eles pagavam a participa+ão directa de %taline na guerra contra o Japão) . metidos em com6oios.E AB& #E BU AB 445 Além das divis9es vlassovistas. em metade da ?oreiaX))) "ão se tratava. *ue estava numa posi+ão avan+ada. na ?hina. morte. passando pelo alto viaduto. so6ressa-a. em troca do rid-culo /oguete das *uatro >onas de Ierlim R*ue se tornaram o seu 2uturo calcanhar1de1 A*uilesS. desde *ue não tivessem de se entregar vivos) . nas discuss9es travadas nas pris9es russas. desde os comandantes de companhias até ao general =rasnov. para a morte. tradicional da diplomacia inglesa) & 2acto era *ue os cossacos estavam dispostos a 6ater1se até . a6andonar as vastas regi9es da %ax:nia e da (ur-n1giaY E *ual 2oi a ra>ão militar e pol-tica *ue os levou a atirar para a mão de %taline. a reali>ar na cidade de ^uden6urgo. haviam cedido secretamente essa cidade . isso e*uivalia a pagar a %taline para *ue ele renunciasse não s: a ocupar a Fanch<ria. ou apunhalando1seJ todas as armas tinham sido con2iscadas) Alguns lan+aram1se do viaduto so6re as pedras da estrada) #epois.s chamas e as2ixiada Iudapeste.araguai ou para a 'ndochina. *uando re6entou a guerra da ?oreia. parte deles tentou a6rir caminho para ocidente. para rece6er as armas) "os seus pa-ses. algumas centenas de milhares de cidadãos soviéticos armados.s tropas soviéticas) Duarenta autocarros com o2iciais. por acaso. os ingleses propuseram primeiramente aos cossacos *ue depusessem as armas. com assom6rosa evid0ncia.or isso. no decorrer de 1941 e até 1945. eu pr:prio 2i*uei de6aixo do 2ogo dos vlassovistas) ^avia igualmente russos dentro do cerco por n:s montado na . não poucas sec+9es militares russas continuavam a a>edar no destro+ado exército alemão. *ue. em torno dos *uais /3 se encontravam as escoltas com listas) E o caminho de regresso estava 6arrado por tan*ues soviéticos) "em se*uer podiam suicidar1se com um tiro. desse modo. isto é. não assegurar nenhumas garantias de independ0ncia para a Europa &rientalY ?omo puderam eles. morte)S 15 A maneira como esta entrega 2oi 2eita teve car3cter pér2ido. ou a partir para o outro lado do oceano. so6 o pretexto de uni2ica+ão) #epois.ossuindo /3 a 6om6a at:mica. mesmo *ue 2osse para o . usando o mesmo estratagema. apressadamente constitu-das. como se 2ossem reunir1se aos seus o2iciais.r<ssia &riental) Uma noite de 2ins de Janeiro. a sua miopia sistem3tica e até a sua estupide>) ?omo puderam eles. sem prepara+ão de artilharia. mas a 2ortalecer Fao (sé1(ung. decidiu tam6ém entreg31los . decididamente. de um indigente c3lculo pol-ticoY Fais tarde. cu/os monumentos com o tempo co6rirão toda a 'nglaterra. de modo *ue tive di2iculdade em retir31lo pelo <ltimo caminho *ue nos restava) Fais tarde voltei l3 por causa de um camião avariado e. para uma pretensa con2er0ncia so6re os destinos do exército. vi como. *uando 2oi desalo/ado FiAolaitchiA. so6 uni2ormes *ue não se distinguiam das 2ardas alemãs) Elas terminaram a guerra em diversos sectores e de maneira di2erente) Alguns dias antes da minha deten+ão. chamaram os o2iciais separadamente dos soldados. a6andonada . $oosevelt e ?hurchill são considerados como modelos de lucide> pol-tica) Entre n:s. e apanharam em tena> o meu goni:metro. e os conservadores tiraram os pés do %ue> 1 ser3 poss-vel *ue os *ue entre eles não t0m a mem:ria curta se não tenham recordado se*uer do epis:dio dos cossacosY A$DU'. não se *ueriam entregarY #i>1se *ue. os ingleses entregaram os soldados. ao amanhecer. eles in2iltraram1se rapidamente. silenciosamente) "a aus0ncia de uma linha de 2rente cont-nua. *uando desapareceram Ienés e FassariA.

camu2lagem 6ranca. com o 2ito de se passarem para o lado dos guerrilheiros Re muitos passaram1se.assarg) E ali 2oram detidos) . decorrido /3 um *uarto de século. tendo nascido entre 1915 e 1944. pois tratava1se da verdadeJ 7%taline renunciou a voc0sX %taline est31se nas tintas para voc0sX8 A lei soviética colocara1os 2ora da lei. mesmo antes de eles se terem colocado 2ora dela) E eles enga/aram1se))) Uns. co6rindo de granadas do>e canh9es pesados sem permitir1lhes dar um s: tiro) %o6 o 2ogo das suas 6alas trace/antes. trai+ão. nãosendo um /oguete dos erros alheios) Fas o destino riu1se deles ainda mais amargamente e tornaram1se pe9es ainda mais min<sculos) ?om uma o6tusa miopia e 2atuidade. espionagemJ tudo dependia do enga/ador *ue se apresentava) &s agentes de recrutamento explicavam1lhes com >om6aria 1 com >om6aria é uma maneira de di>er. causas sociais) . o nosso <ltimo grupo correu tr0s *uil:metros. no campo vi>inho.or*ue. como seriam esses aliadosY))) A palavra 7vlassovista8 soa entre n:s como algo parecido com 7impure>a8. até . mas. tenham empunhado as armas contra a sua pr:pria p3tria. perto de Adling %hvenAitten. alguns deles tinham calado 2undo a dor so2rida pelo vergonhoso ano 41. correndo desvairadamente por ele. a consterna+ão da derrota ap:s tantos anos de /actLnciaW e outros havia *ue consideravam %taline como o primeiro culpado destes inumanos campos de concentra+ão) (am6ém eles sentiram o dese/o de di>er *uem eram e *ual tinha 44Q A$DU'. devendo existir. tendo com6atido depois ao lado deles. lem6rar *ue. através destas p3ginas.uschAin. se levantaram su6itamente e se lan+aram. para isso. isso em nada atenuava a sua condena+ãoS) Entretanto. através da terra devoluta e nevada. eu *uis. era muito /ovem. nas tarim6as de IutirAi) E aca6ava de 2umar o cigarro deles e eles o meu. so6re as posi+9es de 2ogo da nossa 6ateria de cento e cin*uenta e dois mil-metros. segundo o critério estaliniano. se trata de um 2en:meno 6astante inauditoJ *ue v3rias centenas de milhares de /ovens1. em nome de . dando a impressão de *ue su/amos a 6oca s: de pronunci31la. de resto. presos. cavalos a6andonados e 2amintos) "a*uela . se tinha apressado a saudar o in*uieto unatchersAi) A maioria 2ora lan+ada nas 2orma+9es militares pela mesma vaga casual *ue. ponte so6re o riacho . *uando a maioria deles pereceu nos campos e os *ue permaneceram vivos aca6am os seus dias no extremo norte. arrastara os seus camaradas . *ue.E AB& #E BU AB sido a sua terr-vel experi0nciaJ *ue constitu-am uma part-cula da $<ssia e *ueriam in2luir no seu 2uturo. e pertencendo portanto . ao grito de 7hurraX8. e lado a lado -amos levar o 6alde de lata da latrina) Uma grande parte dos vlassovistas.ouco depois 2ui preso) E eis *ue na véspera da parada da Vit:ria est3vamos agora todos /untos. essa /uventude ou a p3tria encanecidaY E algo *ue não se pode explicar por uma propensão 6iol:gica . para a hist:ria mundial. na casa dos vinte e trinta anos. em alian+a com o séu pior inimigo) (alve> se/a necess3rio re2lectirJ *uem ser3 o mais culpado.rimavera havia ainda numerosos emigrados russos nas celas) . e por isso ninguém se atreve a pro2erir duas ou tr0s 2rases cu/o su/eito se/a 7vlassovista8) Fas a ^ist:ria não se escreve assim) Agora. assim como dos 7espi9es de uma hora8. apenas para sair do campo da morte) &utros. 2orragem *ue os cavalos relincham)8 'maginei um *uadro assimJ um descampado e. mas não *ue pensassem so6re um destino russo independente) Até aos aliados estendia1se duas mil verstas 1 e. os alemães s: lhes permitiam *ue morressem pelo $eich. 7desconhecida gera+ão /uvenil8.. como di> o velho ad3gioJ 7"ão é devido .

inseridos os seus acontecimentos na cronologia dos manuais) &s l-ders do movimento 6ranco /3 não eram nossos contemporLneos na terra. mas não éJ o pr:prio #eniAin tentou lutar ao lado da União %oviética contra ^itler. aderiram ao movimento de resist0ncia e. pois essas grades e esses guardas eram russosW eles o6servavam com espanto como as crian+as russas co+avam a nucaJ 7E para *ue dia6o viemosY "ão t-nhamos espa+o su2iciente na EuropaY8S Fas. logo . pelos vistos. se ainda por acaso arrastavam a sua exist0ncia. na Europa ?entral. mu+ulmanos.arece algo de aned:tico.E AB& #E BU AB 449 pedintes. sendo casos isolados os de Ferie/AovsAi e Buippius. nenhuns ind-cios se 2iltravam nos nossos /ornais. p3tria Rnão como 2or+a de com6ate..aris. segundo a *ual se devia meter num campo de tra6alho todo o cidadão soviético *ue tivesse vivido no estrangeiro. eles eram *uase 2eli>es. onde se distinguiam os nomes de Iulga1Aov.se reali>avam pro2undas pes*uisas so6re #ostoievsAi Ren*uanto no nosso pa-s ele era então amaldi+oadoSW *ue existia um extraordin3rio escritor chamado "a6oAov1%irinW *ue Iunine ainda vivia e nos <ltimos vinte anos ainda continuava a escreverW *ue se pu6licavam revistas de arte e eram dados espect3culosW *ue se reuniam congressos de associa+9es regionais onde se 2a>ia ouvir a palavra russaW *ue os homens emigrados não tinham perdido a possi6ilidade de desposar mulheres emigradas e *ue estas lhes davam 2ilhos. 63lticos e ucranianos) A$DU'. nos anos 4514. por emigradosJ estes não 2oram atr3s de ^itler. Ierdiaiev e ossAiW *ue a arte russa cativava o mundo. *ue se puseram ao lado dos alemães) . depois da i6erta+ão de . disposto a deix31lo regressar . um #iaguiliev. resolvidos os seus pro6lemas. entregando uma solicita+ão para regressar . p3tria) "ão importava *ue $<ssia 2osse. se sa6e *ue a grande maioria dos emigrados 6rancos com6ateram ao lado dos repu6licanos) Due as divis9es vlassovistas e o corpo cossaco de Von1. Eram precisamente esses os cidadãos soviéticos *ue 2iguravam na Mehrmacht. acorreram em vaga ao consulado soviético. na nossa maneira soviética de ver. uma . na nossa literatura e na nossa cr:nica liter3ria Re não seriam os nossos saciados mestres *ue no1los dariam a conhecerS. capa>es de nos 2a>er suspeitar *ue os russos no estrangeiro constitu-am um grande mundo espiritualW *ue a. lavadeiras.annevits RArasnovistaS eram compostos por cidadãos soviéticos e não. como poderiam escapar a esse destino os emigradosY "os Ialcãs.avlova. mais cruelmente dispersos do *ue as tri6os de 'srael. guerra de 1941. chegada das tropas soviéticas eles eram presosJ apanhavam1nos nas . mas sim 2antasmas de um passado delido) &s emigrados russos. como lacaios. de acordo com essa mesma l:gica estaliniana. uma responderiamJ 7#e GrancoX #e ^itlerX8 "em agora. ou se/a. mas como s-m6olo da unidade nacionalS) "o per-odo da ocupa+ão da Gran+a. velhos e /ovens.'sso tomava *uase uma apar0ncia de sonhoJ o retorno da ^ist:ria) ^3 muito *ue tinham sido escritos e 2echados os tomos da guerra civil. um ?haliapine. em =ar6ine. com um $ach1 maninov. contemporLneos nossos) As ideias espalhadas no nosso pa-s acerca dos emigrados eram tão 2alsas *ue se se reali>asse um in*uérito para sa6er ao lado de *uem estavam os emigrados russos. era a $<ssiaX Eis a sua palavra de ordem) E assim eles demonstraram *ue não mentiam *uando /3 antes a2irmavam o seu amor a ela) R"as pris9es. no nosso pa-s. cocain:manos. cad3veres vivos) Até . tanto nas 2orma+9es anteriores a Vlassov como nas deleW o mesmo nas unidades e destacamentos de cossacos. 1. de modo nenhum.se ia desenvolvendo uma 2iloso2ia russa original. um Ienois. mor2in:manos. era como pianistas em desagrad3veis restaurantes. um elevado n<mero de emigrados russos. por momentos. e %taline esteve. ou o coro cossaco de JarovW *ue a. na guerra civil espanhola e na %egunda Buerra Fundial. todos .

*ue podiam ser <teis . e não a 4@C A$DU'. em plena 2loresta montanhosa. inclusive cidades.raesi1dium do %oviete %upremo *ue coincidia com o perdão a todosa os emigradosX ?omo não acreditarY E imposs-vel *ue o Boverno mintaX RDue houvesse ou não esse ucasse. de milhares de *uil:metros de distLncia)e a*ui. p3triaS. de uma cor amarelada e escura. não propriamente corpos.E AB& #E BU AB todos. enrugados. e. concedendo1lhes a cidadania soviética e transportando1os com con2orto para a p3tria.*ueles *ue tinham mani2estado as suas ideias pol-ticas) RAs suas 2am-lias iam depois. a uma inspec+ão médica. a tra6alhar.etrogrado haviam derru6ado o imperador) #urante duas décadas eles 2oram 2iéis ao /uramento c>arista e agora. para as >onas de deporta+ão russas. tra>idos para Foscovo. *ue eram então vendidas tran*uilamente nos nossos *uios*ues) Era uma vo> vinda de um mundo tão a2astado *ue nem com a mais assom6rosa 2antasia eu podia supor *ue menos de vinte anos depois os passos do seu autor se cru>ariam com os meus numa invis-vel linha ponteada pelos silenciosos corredores da Brande u6ianAa) E certo *ue não 2oi nessa época distante *ue o encontrei em carne e osso. apenas .rimavera de 1945 tive tempo de o6servar numerosos emigrados. 2icou gravada nos meus olhos) Goram presos cinco minutos antes de serem enterrados. por etapas. como reclusos) %omente não havia ainda uma escolta rigorosa nem cães) Alguns 2oram condu>idos para lugares ha6itados. algures no Volga. os repatriados do Extremo &riente. em *ual*uer especialidade) Goram transportados de !angai em 6arcos) Fas /3 o destino dos 6arcos 2oi di2erenteW não se sa6ia por*u0. ali os deixaram viver de dois a tr0s anos) &utros 2oram imediatamente levados em com6oios para campos de tra6alho. as 6rochuras a>uis de V) V) ?hulguin. exactamente como os nossos) #e momento. com mais pra>er do *ue os livros de J<lio Verne. e lan+ados de um alto declive. s: deitavam as mãos aos homens. nalguns deles não davam de comer) #i2erente 2oi tam6ém o destino dos emigrados *ue desem6arcaram no porto de "aAhodAa Rum dos principais pontos de passagem para BulagS) Duase todos 2oram metidos em com6oios de mercadorias. 2oram todos de novo passados ao raspador) Duando eu era um garoto de nove anos lia. contra as suas convic+9es Re .E AB& #E BU AB 4@1 contra o poder soviético em 1919X ^a6itu3mo1nos tanto . mas a*ui logo os varriam) As coisas levaram mais tempo com os emigrados de !angaiJ as mãos soviéticas não chegaram até l3 em 1945) Fas um representante plenipotenci3rio do Boverno soviético apresentou1se e tornou p<6lico um ucasse do . /ovens e velhos) Goi1me dada a oportunidade de ir. /untamente com o capitão de cavalaria Iorch e o coronel FariuchAin. e a instalar1se onde dese/assem na União %oviética. /untamente com pianos pintados de 6ranco e vasos de plantas) "os anos de 4Q149. e a imagem lament3vel dos seus corpos nus. mas somente vinte anos mais tarde) Entretanto.casas e nas ruas. *uando o telégra2o transmitiu o comunicado de *ue em . nesta . da maneira mais séria do mundo. sendo algumas deixadas na Iulg3ria ou na ?hecoslov3*uia)S "a Gran+a rece6iam1nos com honras e 2lores. mas sim m<mias. naturalmente. e2ectivamente. isso em nada atrapalhava os :rgãos)S &s emigrados de !angai mani2estaram o seu /<6ilo) ?onvidaram1nos a levar os o6/ectos *ue *uisessem Ralguns levaram autom:veis. acumula+ão de in/usti+as nos processos /udicials *ue deix3mos de di2erenciar os seus graus) Este capitão de cavalaria e este coronel eram *uadros militares do exército c>arista) J3 tinham mais de *uarenta anos de idade e serviam h3 uns vinte. em 1945. 2i>eram1lhes um interrogat:rio so6re))) a sua luta A$DU'. *ue continuavam vivos.

não h3 nenhum presidente a2ricano *ue possa estar seguro de *ue. tinham vivido. e naturalmente uniram1se a outros o2iciais para lutar contra esse regime) Era tam6ém natural *ue o Exército Vermelho lutasse contra eles e os /ogasse ao mar) Fas num pa-s onde existisse. categoria *ue constitu-a a excep+ão 1 os *ue en2orcavam sem /ulgamento um entre cada de> oper3rios e espancavam os camponeses 1 ou . 6urguesia internacional R*ue nem em sonhos nem em esp-rito haviam vistoSW de terem servido os governos contra1revolucion3rios Rou se/a.talve> murmurando por dentroJ 7Due a peste caia so6re ti e *ue o dia6o te carregue8S. mas Iorch era como se tivesse regressado .aixão. pela *ual o /ulguemos pelos seus actos de ho/e) &s chineses.&'% #& (E$F& da guerra civilX RExemplo cl3ssico e desavergonhado de aplica+ão retroactiva da leiXS Além disso. em todo o caso. até esse momento.. ainda *ue 2osse em em6rião. apenas comeu metade da ra+ão de pãoW a outra guar1dava1a. isto é. em 1945. de não terem partido imediatamente da $<ssia. o m3rtir de ontem deixa de ser /usto. na Zustria. *uando em . da maioria dos soldados) Due agora os tivessem processado e /ulgado a*ui. em rela+ão ao artigo 5Q. prestaram ainda /uramento ao Boverno provis:rio) "unca mais os convidaram a prestar /uramento a *uem *uer *ue 2osse. ela não se aplicava) R7. numa unidade armada. é verdade *ue o encontraram numa caravana cossaca. acusaram1nos cumulativamenteJ de actos destinados ao derru6amento do poder dos %ovietes de oper3rios e camponesesW de invasão armada do territ:rio soviético Risto é. prescri+ão. mas *ue nos é de todo em todo inacess-vel) %egundo ele. *uais poderiam ser os 2undamentos para os JU BA$ e ainda por cima ao ca6o de um *uarto de séculoY R#urante todo esse tempo eles tinham vivido como simples particularesJ FariuchAin. /untou o pão de sete dias e 6an*ueteou1se durante os tr0s dias de . com o *ue tinha /e/uado. e trocava gradualmente pão duro por mole) #esta 2orma.3scoa na u6ianAaJ durante toda a semana. relatando os pormenores da sua evacua+ão de "ovorossisA.E AB& #E BU AB *ue ani*uilaram sistematicamente mais compatriotas do *ue toda a guerra civil) FariuchAin era ainda capa> de se recordar de tudo claramente. . e murmurava simploriamente como aca6ava de 2este/ar a . um pensamento /ur-dico. aos *uais tinham estado sempre su6ordinadosS) E todos estes pontos R1141 411@S do artigo 5Q correspondiam a um c:digo aprovado))) em 194. não como honrados aposentados. durante um *uarto de século.3scoa) "ão sei precisamente *ue espécie de guardas 6rancos 2oram eles durante a guerra civilJ se pertenciam . uma ve> *ue o exército tinha sido completamente des6aratado) Eles não gostavam de um regime so6 o *ual se arrancavam gal9es e matavam o2iciais. não constitu-a uma prova material nem um argumento) Fas se.ara *u0 remexer no passadoY)))8S A prescri+ão era reservada aos nossos verdugos caseiros 15 Assim. desde o primeiro instante em *ue a camisa de carrasco se lhe pegue ao corpo) E vi1ce1versa) Fas não nas 6iogra2ias do . até . precisamente.etrogrado 2oi proclamado o poder soviéticoS de presta+ão de a/uda . os seus generais. mas como proscritos sem lar. e sim entre os velhos e as mulheres)S Entretanto. desde os $amos até . in2Lncia. como os ha6itantes de todos os pa-ses da Europa e da ZsiaX15 Duanto . o artigo 4 do ?:digo indicava *ue ele se aplicava unicamente aos cidadãos presos no territ:rio da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) Fas a mão direita da %eguran+a do Estado arrancava tanto os *ue eram "i& cidadãos. sua deten+ãoW e *uanto a Iorch. talve> se/a ainda di2-cil encontrar 2undamentos morais para /ulg31los) Esta é uma dialéctica *ue Anatole Grance dominava. /3 nem se*uer 2alamosJ estava 2lexivelmente previsto *ue. seis a sete anos #E. 231lo1ão desde *ue os deixem chegar l3) 4@4 A$DU'. não pu6li*uemos uma lei. mas não. no pr:prio centro do novo aparelho /udici3rio. dentro de de> anos.

tinha uma opinião clara e precisa so6re o *ue nos rodeava. em6ora um certo peso dos dirigentes das organi>a+9es de 6rancos se exercesse so6re eles. de acordo com os seus meios. pretenso guarda 6ranco. pelos vistos. numa das setenta celas. com modesto desa2ogo ou mesmo com di2iculdades) Eram todos muito 6em1educados e. onde e como. o 2im da guerra civil não signi2icava certamente o 2im da luta contra o 6olchevismo) ?om *ue meios ele p_de lutar.ara ele. encontrei /ovens do mesmo processo de lacevitch. com senten+as de de> e de *uin>e anos) "um papel de 2umar estava escrito. com passo el3stico e preciso. as mãos cru>adas so6re o peito e os olhos claros e /uvenis trespassando as paredes) Justamente por*ue n:s nos surpreend-amos com o *ue sucedia . a senten+a de todo o grupo) & primeiro da lista era lacevitch e a sua senten+a era o 2u>ilamento) Eis pois o *ue ele s via e previa através das paredes. em6ora h3 muito sirva como cocheiro) & coronel =onstantin =onstantinovitch 'acevitch di2erenciava1se muito dessas importantes m<mias de emigrantes) . não se sa6endo como é *ue tinha ido parar . em6ora o seu pai. pelo contr3rio. proporcionava1lhe uma 2or+a extraordin3ria) Entre os emigrados encontrava1se 'gor (ronAo. com os seus olhos não envelhecidos. era na cela um ser completamente isolado) %: um ano depois eu pude avaliar e compreender a sua conduta na prisãoJ 2ui parar de novo a IutirAi e. não os a6rangeram. pois desenvolveram1se .s suas mãos. com um passo cuidadoso de velhos. som6ra da indelével desgra+a das suas 2am-lias) Em todos os pa-ses onde tinham estado s: reconheciam a $<ssia como sua p3tria) A sua 2orma+ão espiritual era 6aseada na . 2alta de re2lexãoS. e para ele nada contradi>ia a sua expectativa. andando da mesa para a porta e inversamente) Fas a sua consci0ncia. nossa A$DU'.enso *ue devido ao desconcerto espiritual)S (anto eu como ele éramos magros e altos) Agitados pelos impulsos do vento estival. 2icava um espa+o livre. toda a minha gera+ão de compatriotas *ue ali se encontrava) Eles tinham sido criados so6 uma 6oa protec+ão 2amiliar.ara mim era deveras interessante imaginar. com a pele amarelada e engelhada reco6rindo os ossos) R. naturalmente. a sua ca6e+a era inteiramente calva. isso não me contou) Fas ele tinha a impressão de se encontrar ainda no servi+o activo. chupados. no %ul da $<ssia) Ainda mam3vamos. a*ui na cela) En*uanto o caos e as se*u0ncias descont-nuas e incertas de ideias reinavam na maioria das nossas ca6e+as. entre as tarim6as.nosso tempo revolucion3rioJ se me montaram durante um ano. and3vamos sempre ao lado um do outro. durante o *ual. instru-dos) ?resceram sem conhecer o medo e a repressão. as calorias do rancho prisionalS) Ele não deixava passar o tempo. mas conservava a sua /uventude e mesmo a sua pele rosada) Em toda a cela ele era o <nico *ue 2a>ia gin3stica pela manhã e se 6orri2ava com 3gua da torneira Rtodos n:s poup3vamos.E AB& #E BU AB 4@@ volta. mesmo agora. elasticidade e dinamismo) "ão tinha menos de sessenta anos. 2osse um simples e modesto telegra2ista) . da minha gera+ão) (rav3mos ami>ade) Am6os est3vamos en2ra*uecidos. discutindo as nossas vidas paralelas) "ascemos no mesmo ano. a/uda de parte alguma.or*ue é *ue nos deixamos a6ater tantoY . como todos n:sS e não rece6ia. e a clare>a das suas posi+9es na vida dava1lhe uma permanente energia. no p3tio de recreio de IutirAi. atitude leviana perante a vida. agora toda a vida me chamarei cavalo. *uando eu deixei de ser potro. *ue envolviam toda a /uventude europela Relevada criminalidade. /3 so2rera a instru+ão do processo Resperava a senten+a. *ue não se arrependia de seguir o caminho /usto. ele. *uando o destino remexeu na sua velha 6olsa e me estendeu a mim uma palhinha curta e a ele uma comprida) A sua sina atirou1o para l3 dos mares. en*uanto não se tornaram adultos) ?resceram dum modo tal *ue os v-cios do século. através da vida dele. e nesses cinco ou seis metros andava de um lado para o outro.

durante longo tempo. não se sa6e por*u0.3lidas. por isso.e+o *ue me enviem para onde *uiserem.ass3vamos longo tempo deitados um ao lado do outro nas tarim6as) Eu aprendi *uanto pude do seu mundo. na*uele momento. mas somente de regressar e o2erecer as suas energias para a*uilo *ue o povo decidisse) .literatura russa. a *ual. tanto mais amada. a lenda so6re o Altai) A*ueles poucos *ue alguma ve> l3 tinham estado.E AB& #E BU AB 4@5 AhX. mantendo1se.opulosas e ricas aldeiasX )))1Q 1Q &s sonhos dos presos so6re o Altai não serão a continua+ão do velho sonho dos camponeses so6re essa regiãoY A. acusadoX8 1 7. reuni2ica+ão dos dois ramos 1 o da metr:pole e o do estrangeiro) %: então ela atingir3 a plenitude. o grupo de 'gor era partid3rio de 7nada decidir a priori8) Eles a2irmavam *ue.E AB& #E BU AB apelo a eles.essa insistente lendaY A$DU'. mas a saudade pela p3tria era tal *ue se no ano de 41 tivessem 2eito 4@4 A$DU'. nessa . mas precisamente as edi+9es soviéticas *uase não chegavam até eles. não existia senão como um 2acto geogr32ico e 2-sico) As pu6lica+9es contemporLneas eram1lhes mais acess-veis do *ue a n:s. e este encontro a6riu1me Ro *ue depois outros encontros con2irmaramS . por isso. mas so6retudo os *ue nunca l3 estiveram. privando1nos de um ramo da cultura russa) E todos os *ue a amaram vverdadeiramente aspirarão . e sentiam essa lacuna de um modo agudo. *ue não coincidiam com as opini9es dos velhos generais e pol-ticos) Assim. até os mais o6stinados de n:s dese/avam o perdão. a distro2ia) E. em particular nas celas. de algo incompleto) As ideias *ue possu-am so6re a nossa vida aut0ntica eram das mais . espalhou1se.rimavera. não podiam compreender o *ue havia de mais importante. dé6il) "o 2im de contas. esconder1se nessa *uietudeX &uvir o n-tido e sonoro canto do galo através dum ar l-mpidoX Acariciar o 2ocinho sério e 6onacheirão de um cavaloX E *ue vão para o #ia6o todos os grandes pro6lemasW *ue *ue6re com eles a ca6e+a outro *ual*uer mais est<pido do *ue euX $epousar ali das in/<rias do investigador. mais 2echadas . ninguém tinha o direito de decidir so6re o 2uturo da $<ssia. nem se*uer de propor algo. parecendo11lhes *ue. por*ue para eles ela signi2icava o princ-pio e o 2im da sua p3tria. todos acorreriam ao Exército Vermelho e mesmo maisa gratamente para morrer do *ue para 2icar vivos) E aos vinte e cinco e vinte e sete anos esta /uventude /3 2ormulava e de2endia com 2irme>a v3rios pontos de) vista. onde havia o escor6uto. deste 2astidioso des6o6inar de toda . s: então ela poder3 desenvolver1se sem entraves) Eu sonho viver até esse dia) & homem é dé6il. de mentira. o *ue havia de mais elevado e 6elo na $<ssia %oviética) (udo o *ue conheciam tinha para eles um ar de deturpa+ão. contanto *ue ha/a l3 o poder soviéticoX E sol)))8 "ão est3vamos amea+ados de ver1nos privados do poder soviético. não havendo compartilhado com a p3tria toda a complexa gravidade das décadas anteriores. sugeriam aos companheiros de cela sonhos harmoniososJ *ue 6elo pa-s é o AltaiX (em a vastidão da %i6éria e um clima suaveX Fargens cheias de trigais e rios de melX Estepes e montanhasX $e6anhos de ovelhas. emigra+ão do *ue o resto da %i6éria) Fas era precisamente para l3 *ue tentavam ir os camponeses Re l3 se instalaramS) "ão preceder3 da.2icavam as terras chamadas do 7Ba6inete de %ua Fa/estade8. ideia de *ue se sumira pela vala de escoamento da guerra civil uma parte consider3vel das nossas 2or+as espirituais. ca+a e pescaX . mas de ver1nos privados do sol))) "inguém *ueria ir para as regi9es polares. estando dispostos a renunciar a muito por um poucochinho mais de vida) ?irculava a seguinte anedotaJ 7A sua <ltima palavra.

por ocasião do décimo anivers3rio de &utu6ro. escala de um século.lano EstatalJ 2ornecer ao Finistério do 'nterior o n<mero de homens a prender)S Uma amnistiaX Uma generosa e ampla amnistiaX ":s esper3vamo1la ansiosamenteX #i>1se *ue na 'nglaterra no anivers3rio da coroa+ão. na orla do 6os*ue) E iria ao 6os*ue não para apanhar lenha seca ou cogumelos.s 'nstitui+9es Educativas. e imiscu-mo1la. para VorAut. e partir para =olima.$H. todos os anos. 1e 6em depressa nos li6ertarão a todos) Alguns até /uravam ter lido no /ornal *ue %taline.ode acreditar1se nisto) E um n<mero muito mes*uinho para o décimo anivers3rio da $evolu+ão) #os pol-ticos. li6ertaram as mulheres com 2ilhos. de *ue a6ra+aria dois troncosJ meus *ueridosX. no Altai. d3 a seguinte ci2raJ por ocasião da amnistia de 1945 2oram li6ertados sete e meio por cento dos reclusos) . onde não havia ainda caminhos nem casasY 'sto era *uase uma tare2a do . haver3 uma grande amnistia.rimavera do 2im de uma tão monstruosa guerraX ":s. não me lem6ro)))S. A$DU'. pois a2rouxavam a nossa vontadeJ *ue um raio os leve. presos. e por muito tempo ainda) "ão escut3vamos os poucos prisioneiros l<cidos *ue havia entre n:s. pelo menos econ:micos.$'& ?&F'%%Z$'& a garantir *ue 6em depressa dariam uma amnistia geral) REstes 6oatos eram vanta/osos para os comiss3rios. v-amos *uebéramos milh9es a 2luir pelos c3rceres e *ue muitos mais milh9es ainda nos acolheriam nos campos) E imposs-vel *ue se deixem assim tantos milh9es de pessoas na prisão. na p3g) @9. tendo o6tido agora uma vit:ria. os *uais grasnavam *ue nunca. todas as cadeias 2icaram va>ias e so6re elas 2lutuavam 6andeiras 6rancasX8 Esta surpreendente visão das 6andeiras 6rancas na prisão 1 e por*u0 6rancasY 1 comovia particularmente o cora+ão19) $epel-amos os mais sensatos. e mesmo mais. ap:s a maior vit:ria mundialX #evem simplesmente reter1nos para nos dar uma severa advert0ncia. assinaremos o *ue *uiserem. do 6arulho das 2echaduras da prisão. disse *ue depois da guerra haveria uma amnistia no nosso pa-s como o mundo nunca vira) A um outro. tinha havido uma amnistia para os presos pol-ticos. senão malévolos. isto é. clem0nciaJ a . de nada mais precisoX))) A pr:pria . para *ue nos 2i*ue na mem:ria) "aturalmente. 4@.a tua vida.E AB&(5E BU AB n:s est3vamos presos aos milh9es precisamente por*ue tinha aca6ado a guerraJ na 2rente /3 não 2a>-amos 2altaW na retaguarda éramos perigosos e nas long-n*uas o6ras de constru+ão sem n:s não se assentava um ti/olo) R":s não t-nhamos su2iciente esp-rito de a6dica+ão de n:s pr:prios para penetrar nos c3lculos. parece1me *ue viveria na mais 6aixa e o6scura ca6ana do extremo da aldeia. *ue explicavam *ue 19 A colectLnea #as . em 1945. assim pura. ao longo de um *uarto de século. e a*ueles a *uem 2altava cumprir uns meses. mas simplesmente para errar entre as 3rvores.. o Boverno estalinista 2osse tão mes*uinho e vingativo *ue se mostrasse incapa> de es*uecer os passos em 2also e os desli>es de cada um dos seus mais insigni2icantes cidadãosY))) . de todas as maneiras não é por muito tempoXS Fas para *ue ha/a clem0ncia é necess3rio *ue a ra>ão prevale+al 'sto é v3lido para toda a nossa ^ist:ria. tão curtaX E n:s expomo1la criminosamente a uma metralhadora *ual*uer. de %talineJ *uem é *ue. no s:rdido lixo da pol-ticaX 3. o lar. para a %i6éria. do as2ixiante ar viciado da cela) A vida *ue nos é dada é tão pe*uena. respondendo a um correspondente americano Rde *ue apelidoY.ris9es . *uereria deixar a 2am-lia. depois de desmo6ili>ado.rimavera exortava . . nem /amais haveria) Encontrava1se sempre na cela um 6u2o para saltar com esta respostaJ 7%im. tinha sido & . dão amnistiaX Goram amnistiados numerosos presos pol-ticos pelo tricenten3rio da dinastia dos $omanov) %eria poss-vel *ue.

a derrota de . do Exército Vermelho ou da ?omuna de . inclusive dessa m-sera amnistia e come+aram a atropel31laJ alguns 2oram retidos na prisão e aos outros. a cada novato *ue chegava . mas as derrotasX As vit:rias são necess3rias para os povos) #epois das vit:rias am6iciona1se ainda novas vit:rias. suscitados pelos :rgãosS) ?ada anivers3rio de &utu6ro. cela. eml5C9) R") dos ()S 41 (alve> *ue s: no século !!. de devasta+9es.aris. 19C415 e 1914115) R") dos ()S A$DU'. pouco a pouco. com ha6ilidade e cautela. em ve> de dar1 lhes li6erdade incondicional. n:s lemos. num ou noutro grau. a primeira coisa *ue se perguntava era se ele tinha ouvido algo so6re a amnistia) E se de uma cela levavam dois ou tr0s presos ?&F A% %UA% ?&'%A%. eram os acusados.oltava 2oi salutar para os %uecosJ tendo perdido o gosto de pele/ar. cada anivers3rio de enine e do #ia da Vit:ria. espera de uma amnistia. so6re o rei da %uécia. escrita com sa6ão so6re os . com o %ol) %: o %ol não se pode comparar com coisa alguma) #o mesmo modo.oGtava4C 2oi uma desgra+a para a $<ssiaJ ela arrastou consigo dois séculos de grandes tens9es. de opressão e de novas e novas guerras) . ora numa revisão do processo Re os 6oatos eram sempre. depois das derrotas *uer1 se a li6erdade. cada plano *uin*uenal e cada reunião plena do %upremo (ri6unal 1 tudo a imagina+ão dos presos 2a>ia coincidir como a tão esperada descida do an/o da li6erta+ãoX E *uanto mais selvagens. mas *ue é necess3rio experimentar na pr:pria carneJ 6enditas se/am não as vit:rias nas guerras. no céle6re vest-6ulo roxo da casa de 6anho de IutirAi. ela não 2oi uma realidade para a $<ssia)S J3 a guerra da ?rimeia e as guerras contra o Japão e a Alemanha44 nos proporcionaram todas as li6erdades e revolu+9es) uma d<>ia) Fas. ocupa+ão 2rancesa. a acreditarmos no *ue se di>. a sua a6undLncia estagnante o tenha condu>ido .rimavera de 1945. todas as esperan+as do mundo podem ser comparadas . mas a espera de uma amnistia a nada se pode comparar) "a . arrependeram1se.^3 uma verdade simples. torrentes de prisioneiros. os peritos logo come+avam a con2rontar os seus . mas nisso não éramos originais) Galando com velhos presos compreendia1se. crise moral) 44 $espectivamente.E AB&#E BU AB 4@5 "essa . tanto mais nascia neles. em come+os de Julho. e ha6itualmente consegue1se) &s povos precisam das derrotas como certas pessoas precisam de so2rimentos e de desgra+asJ elas o6rigam a apro2undar a vida interior e a elevar1se espiritualmente) A vit:ria de . ora num novo c:digo. a enorme pro2ecia. não a lucide> mas sim a 2é na amnistiaX (odas as 2ontes da lu> se podem comparar. *ue eram os postos de correio dos presosW por toda a parte os nossos activistas 6uscavam vest-gios e escritos so6re a amnistia) E.. esta 2é na clem0ncia. sendo por isso *ue os punham em li6erdade) (udo come+ava na latrina e na casa de 6anho. em 1Q5@15. eles tornaram1se o povo mais 2lorescente e livre da Europa41) ":s estamos tão acostumados a orgulhar1nos da nossa vit:ria so6re "apoleão *ue perdemos de vista *ue 2oi precisamente devido a ela *ue a li6erta+ão dos camponeses se não reali>ou cin*uenta anos antesW e *ue 2oi /ustamente gra+as a ela *ue o trono se 2ortaleceu e esmagou os de>em6ris1tas) RDuanto . concederam1lhes uma li6erta+ão 7redu>ida8 Rresid0ncia 2ixaS) 4C r/e pet/ro & Brande.elo contr3rio. nunca a6andonam os cin>entos muros da cadeia) #écada ap:s década. de s<6ito. as di2erentes torrentes de presos sempre esperaram e sempre tiveram 2éJ ora na amnistia.$&?E%%&% e sa6iamente conclu-am *ue eram dos menos graves. *uanto mais homéricas e 2renéticas eram as. entretanto.rimavera t-nhamos 2é na amnistia. *ue esta sede de li6erdade.

A$A DUE ^AJA ? EFn"?'A E "E?E%%Z$'& DUE A $AU###BOT_TEXT###amp; .or *ual artigo est3 preso. por *uem choravam em casa tr0s gera+9es) 7"ão és a6rangido)))8. e uma cru>) ?omecei a preparar1me e não 2oi em vãoJ depois da 3gua 2ervida da manhã chamaram1nos) A cela despediu1se ruidosamente de n:s. pois. pulsava.or mais de uma ve>. ao pensarmos *ue a porta se ia a6rir))) Fas 1 . cu/o nome é muito certeiro. *ue era mais pe*ueno. alegrou1se o velho. vi6rava no nosso corpo. Valentim Rnão me recordo do seu apelidoS. os 2ilhos da mãe tinham1se enganado apenas num tra+oX . 2icou paralisado de alegria. dese/ando1nos sorte. mas umas tena>es ardentes. ao passear de manhã pela cela. aper1tam1te de repente a almaJ e se 2or verdadeY Juntaram vinte pessoas de celas di2erentes e levaram1nos primeiramente ao 6anho Rem cada mudan+a da vida de um preso ele deve. passar pelo 6anhoS) Ali estivemos algum tempo.ara mais pormenores so6re a grande amnistia estaliniana de 5 de Julho de 1945. pelo passeio as2altadoX44 ?ondu>iram1nos .odes não acreditar nisso. cap-tulo V') 4@Q A$DU'. e estava aterrori>ado com o processo) Ele +ra sem d<vida extremamente intuitivo. mas em compensa+ão mais -ntimo. Valentim 3proximou1se de mim e disseJ 7AlexandreX ^o/e vamos os dois)8 E contou1me um sonho onde 2iguravam todos os elementos dos sonhos prisionaisJ uma ponte por cima de um rio turvo. além do mais. das mais a6rasadoras da terra. cara a cara Rdiante de testemunhas não se teria atrevidoS. antes do mais. recon2ortados. no 6astião de (ru6etsAi. cerca de uma hora e meia.rimaveraX E nunca tinha visto nada na vida mais parecido com o para-so do *ue a*uele /ardin>inho de IutirAi.arte '''. podes permitir1te ser céptico. de olhos grandes e 6onitotes. eu sonhei com isso)8 E levavam1nosX .recisamente a eles-iEntretanto.a>ule/os cor de violeta. a alma do preso é tão inclinada ao misticismo *ue ele acolhe os vatic-nios *uase sem assom6ro) "o dia 45 de Julho. o guarda do corredor mandou um velho da nossa cela lavar as latrinas e ali. conclu-ram na cela) 7& guarda é um anal2a6eto)8 "esta cela encontrava1se um /ovem de =iev. a uma altura superior . pois muitos a2irmavam *ue -amos ser postos em li6erdade Ro *ue resultara do con2ronto dos nossos processos. pass3mos pelo /ardim cor de esmeralda do p3tio de IutirAi.*uele estado de excita+ão) . ver . am6os pouco gravesS) . *ue não levava mais de trinta segundos a atravessar. o vest-6u/o principal é muito parecido com o de uma 6oa esta+ãoS e meteram1nos num c3rce1 44 Vi ainda um /ardim parecido.$EVA EVAX Em meados desse m0s de Julho. repeti1lo com grace/os. /3 muitos anos depois. *ue pareciam de mulher. perguntou1lhe compadecidamente.elo cin1 #e 2acto. olhando para a sua ca6e+a grisalhaJb 7. na Gortale>a . velhoteY8 1 7.E AB& #E BU AB *uenta e oitoX8. suspirou o guarda) 7IesteiraX8. como excursionista. esta+ão de IutirAi Rlugar de recep+ão e de envio dos presos. talve> devido . onde ensurdecedoramente chilreavam os p3ssaros Rtalve> 2ossem apenas pardaisSW o verde intenso dessas 3rvores parecia insuport3vel aos olhos desa6ituados da lu>) "unca a vista apreendeu com tanta 2or+a o verde da 2olhagem como nesta . estatura de um homem Ralguém tinha su6ido aos om6ros de outro. ele indicavaJ 7^o/e levam1te a ti e a ti. para *ue tardassem mais tempo a apagar a inscri+ãoSJ 7^urraXXX Em 15 de Julho sair3 uma amnistiaX84@ Duanto rego>i/o houve entre n:sX R%e não tivessem a certe>a não escreveriam a*uiloXS (udo o *ue palpitava. entregues a con/ecturas e a divaga+9es) #epois do vapor do 6anho.

tendo para passeio um tal /ardin>inho. esta+ão de IutirAi. havendo um espa+o su2iciente para *ue cinco ou seis guardas pudessem controlar. derreados. conhecida como a da 6usca Rali se revistavam os recém1detidos. os prisioneiros não eram pessoas inteiramente perdidas no mundo) A n:s levavam1nos a passear s: por recantos co6ertos de pedras mortas) A$DU'. de ca6elos pretos) A expressão dominante do seu rosto era de paciente a6orrecimento) Ele perdia o seu tempo em vão. prometendo a todos n:s a li6erdade e o lar) RVe/amX "unca hav-amos estado numa 6ox tão 6oaX 1 não era por casualidadeXS E todos n:s depend-amos do &)%)&)45 Acontecia *ue est3vamos presos por uma ninharia) #urante tr0s horas ninguém nos molestou. espa+oso) ^avia a. devem. até *ue. ouvia1se o piar ensurdecedor dos p3ssaros e no vão da /anela 6alanceava1se um raminho verde1claro.ol-tica do Estado 1 B) .de . o conta6ilista disseJ 1 ?inco))) anosX E de novo os gon>os da porta rangeramJ voltaram tão rapidamente *ue dava a impressão de os terem levado .elos vistos anunciaram1lhe a li6erdade) 1 EntãoY EntãoY 1 /unt3mo1nos . um elegante ma/or da ") =) V) #).) U)11") =) V) #) V'' "A %E?V###BOT_TEXT###amp; #E FZDU'"A% "A 6ox vi>inha . os gon>os da porta rangeram e chamaram um dos nossos. *ue nos *ueimava) "ovo estrondo) ?hamaram outro e 2i>eram entrar o anterior) an+31mo1nos so6re ele) Fas não parecia o mesmoX A vida tinha paralisado no seu rosto) &s seus olhos a6ertos estavam cegos) ?om movimentos incertos. em todo o caso. 6alanceava. en*uanto os pardais respondiam uns aos outros endia6radamente) %u6itamente. ele mexia1se vacilantemente pelo chão liso da 6ox) Estaria contundidoY (01lo1iam espancado com uma t36ua de engomarY 1 EntãoY EntãoY 1 pergunt3mos angustiados) R%e ele não vem da cadeira eléctrica. nos sent3mos nos 6ancos de pedra) E o raminho 6alanceava. ter1lhe comunicado a pena de morte)S ?om vo> de *uem anuncia o 2im do mundo. estava sentado. latrina para 2a>er uma pe*uena necessidade) Este regressou radiante) . um pacato conta6ilista de trinta e cinco anos) Ele saiu) A porta 2echou1se) .aulo) &s excursionistas surpreendem1se diante dos tene6rosos corredores e celas. numa s: rodada. ninguém a6riu a porta) ":s and3vamos. and3vamos e and3vamos pela 6ox. so6 uma lLmpada.usemo1nos a correr mais intensamente ainda dentro da nossa caixa.uma semiescuridão e ar 2rescoJ a <nica e min<scula /anela 2icava muito alta e não tinha morda+a) Ela dava /ustamente para a*uele ensolarado /ardim) Através de um caixilho a6erto.E AB& #E BU AB 4@9 re grande.edro e . assim de cho2re) 45 %essão especial de deli6era+ão da Administra+ão . encontrando1se va>ias as grosseiras mesas da inspec+ão) %: a um lado. en*uanto tra>iam e levavam os presos um por um) As assinaturas poderiam ser recolhidas muito mais depressa) . sau1dando1nos através do postigo. mas eu pensei *ue. su2ocando de risoJ 1 Duin>e anosX Era demasiado a6surdo para acreditarmos. diante de uma pe*uena mesa ocasional. uns vinte presosS. volta do *ue regressara com esperan+a) Ele 2e> um movimento com o 6ra+o. não havia /3 ninguém.

ao dos re*uerimentos para a a*uisi+ão de artigos de escrit:rio. uma ve> mais) E eu assinei) "ão teria simplesmente achado mais *ue 2a>erY T Então. e p_s1se logo a anotar com a caneta no reverso. nos entregam como 2acturas de com6ust-vel. e veri2icou o meu apelido) ] direita e . viver todos os sentimentos pr:prios deste momento 1 mas não pude. então. *ue pescou um 2arrapo de papel no tinteiro) 1 "ão. viam1se pe*uenas pilhas de papelinhos 6rancos. perguntei1lhe em tom tr3gicoJ T Fas isto é horr-velX &ito anosX . leu1o com indi2eren+a.E AB& #E BU AB por letra) Estava escrita . colocando o meu papelinho na pilha da es*uerda) T . m3*uina.E AB& #E BU AB 44@ . não se dispunha a isso) (inha /3 2eito sinal com a ca6e+a ao guarda. nas administra+9es das casas de ha6ita+ão. soltou a 2olhinha da mão) Eu voltei1a e. data e lugar de nascimentoS) ?:pia 2iel) & %ecret3rio) #ecidiu1seJ aplicar a Rnome do interessadoS por agita+ão e tentativa de uma organi>a+ão anti1 soviética QRoitoS anos de campo correccional de tra6alho) #everia eu limitar1me simplesmente a assinar e a sair silenciosoY &lhei para o ma/orJ iria ele di>er1me *ual*uer coisa. propositadamente.ara emprestar ao momento um pouco de gravidade. mirei1a com todo o vagar. numa vo> precipitada Reu compreendi *ue me condenavam a oito anosS. nas reparti+9es) Ao 2olhear a rima da direita.Ele apontou1me um 6anco situado na sua 2rente. com um ruim aparo. permita1me *ue escreva a*ui mesmo um recurso de apela+ão) A senten+a é in/usta) T Ga+a1o nos termos legais 1 disse mecanicamente com a ca6e+a o ma/or. o ma/or encontrou um 6oletim *ue me di>ia respeito) (irou1o. todos iguais. n<mero)))1 (udo isto era su6linhado com um tra+o ponteado e dividido tam6ém com um ponteado verticalJ (endo examinadoJ a acusa+ão contra Rnome. sem vontade. ou. para entrar o seguinte) .asseX 1 ordenou1me o guarda) E eu passei) 1 $eunida no pr:prio dia da amnistiaJ o tra6alho era urgente) A$DU'.or*u0Y As minhas palavras soaram1me 2alsas a mim mesmoJ nem eu nem ele sent-amos *ue era horr-vel) T A*ui T indicou1me o ma/or. explicar1me algoY "ão. mas não era o original *ue eu tinha so6 os olhos e sim uma c:piaJ Extracto do despacho da ?omissão Especial de #eli6era+ão do ?omissariado do . es*uerda dos tinteiros. da dimensão de metade de uma 2olha de papel de m3*uina e de 2ormato igual ao dos *ue. de modo algum) & ma/or estendia1me /3 o verso da 2olha) E ali tinha ao meu alcance a caneta de sete Aopecs.ovo da %eguran+a do Estado da U) $) %) %). leia) E. tão 6anal era tudo a*uilo) %eria poss-vel *ue 2osse essa a minha verdadeira senten+a e *ue iria constituir uma viragem decisiva na minha vidaY Eu *ueria emocionar1me. *ue o texto me tinha sido comunicado em tal data) & meu cora+ão nem se*uer teve uma leve palpita+ão a mais. *uero l01la eu pr:prio) 1 Acaso vou engan31loY 1 replicou pregui+osamente o ma/or) T Iem. do outro lado da mesa. de 5 de Julho de 1945. sua 2rente. não apenas palavra por palavra mas letra 444 A$DU'. .

suspeitou *ue tivesse sido assim) $egressei . de minuto a minuto. en2ureceu1 se e rasgou o papel *ue continha a decisão) 'sso não tinha importLncia. a senten+a de de> anos de prisão) Ao assinar. inundado pela lu> de Verão) .E AB& #E BU AB 1nos entre risos. aliviador. é verdade. dois 6iscoitosX 1 Fas sim. en*uanto penduravam as nossas roupas nos mesmos ganchos e as levavam para a mesma desin2ec+ão. *ue 2orm3ssemos dois a dois. rece6emos uma lLmina de ruim sa6ão e pass3mos ao amplo e 6arulhento 6anho. ao ler o *ue ele escrevera. a 6alancear1se alegremente . muito o6rigadaX ?inco anos em campos de tra6alho correccionaisX8 Duanto ao h<ngaro $o>cas Janos. sentia1me. ru2avam os tam6ores e convocava1 se) a multidão) Fas a*ui é como se 2osse uma lista do sa6ãoJ vinte cinco anos 1 e a6alarX8 Arnold $appoport agarrou na caneta e escreveu no versoJ 7. doentio) Era uma de2esa viva e salutar do organismo) Ao enxugar1se. e não. no campo. e levaram1nos de novo por esse maravilhoso /ardin>inho. e exi/o imediatamente a minha li6erta+ão)8 & 2uncion3rio esperou primeiro com paci0ncia. via1se ainda a*uele raminho. para nos lavar dos nossos pecados de crian+a) Ali despe/3mos e volt3mos a despe/ar 3gua *uente e pura so6re n:s.rotesto categoricamente contra esta senten+a ilegal e terrorista. apresentaram um papelinho com vinte e cinco anos.ara o 6anho Uma ve> mais) 'sto provocou /3 em n:s gargalhadas) Fas *ue ca6e+udosX #espimo1 444 A$DU'. mais alegre e aliviado) (odos voltavam com de> anos. num corredor. sim. chapinhando tanto como estudantes *ue 2ossem 6anhar1se depois do <ltimo exame) Esse riso era puri2icador. leram1lhe em l-ngua russa. inclusive Valentim) A pena in2antilmente mais 6aixa de todo o nosso grupo tinha sido a do conta6ilista *ue perdera o /u->o Re *ue até ao momento continuava sentado sem dar sinal de siS) #epois da dele a mais pe*uena era a minha) Entre as pinceladas de sol. de como nos tinham encomendado pacotes convencionaisJ *uatro 6atatinhasX. ao ter uma ideia con2usa do seu caso. sorrindo) Estranhamente. a *uem. 6ox. a senten+a continuava em vigorJ a*uilo era uma c:pia) Fas Vera =orneieva aguardava uns *uin>e anos e viu com entusiasmo *ue no seu papelinho somente estavam escritos cinco) $iu1se com o seu riso luminoso e apressou1 se a assinar. do outro lado da /anela. segundo pnso.Galtou1me engenho) Beorgui (enno. e sem tradu+ão. haver3 uma amnistiaX 1 a2irmavam alguns) 1 'sto é simplesmente um pr:1 2orma para assustar1nos.ara ondeY . onde as tinham colocado essa manhã) Balho2ando. mas. respondeu assimJ 7Fas trata1se de prisão perpétuaX #antes. *uando uma pessoa era condenada a prisão perpétua. para *ue não se arrependessem) & o2icial teve d<vidasJ 7Fas voc0 compreendeu o *ue eu lhe liY8 T 7%im. leve 6risa de Junho) ":s 2al3vamos com anima+ão) A*ui e ali o riso 6rotava com 2re*u0ncia na enxovia) $-a1mo1nos por tudo se ter passado 6emW r-amo1nos do pertur6ado conta6ilistaW r-amo1nos das nossas esperan+as matinais e de como se haviam despedido de n:s na cela. ele não compreendeu *ue se tratava da senten+a) (inha esperado longo tempo o /ulgamento e s: mais tarde. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) %taline disse isso mesmo a um correspondente americano))) 1 Dual era o apelido desse correspondenteY 1 "ão sei))) "esse momento ordenaram1nos *ue agarr3ssemos nas nossas coisas. Valentim disse1tne com ar tran*uili>ador e pac-2icoJ .

so6 o arco do cavalo de tiro. pois não o entregou aos tri6unais) E todos os imperadores desterravam tam6ém. sem /ulgamento) A$DU'. parte..1 "ão importa. essa. sem /ulgamento) "os anos . =orolenAo revelava casos de repressão administrativa. s: nos estenderam um papelinhoJ e assineX A troiAa tornou1se mais terr-vel do *ue os tri6unais revolucion3rios) Um 6elo dia ela isolou1se. 2oi deportado sem /ulgamento. explicava *ue não era ao tri6unal *ue se su6tra-a. mas sim a uma repressão administrativa. *uando. a pLndega carnavalesca e um certo mistério) . nem uma palavra com *uem *uer *ue se/a. calar. ideia de *ue os da troiAa não 6e6em. a tradi+ão ia tra+ando uma linha ponteadaW mas era demasiado 2rouxaJ 6oa para uma na+ão asi3tica em letargia. para Bla>ov) =orolenAo cita o caso de Giodor Iogdan. Vul e VassilievYX E era 6em apropriada.) U)X &s nomes dos seus mem6ros não eram ocultos. e não para um pa-s *ue *ueria dar um grande salto em 2rente) E depois havia ainda a aus0ncia de responsa6ilidade pessoalJ *uem era essa ?omissão EspecialY &ra o c>ar. mas *ue 2alta de envergadura. não comem. numa carta escrita da emigra+ão. encerrou1se num ga6inete . enco6riu1se. essa palavra troiAag Ela evoca um pouco o som dos gui>os. nem vivem entre gente humana) E uma ve> *ue se retiraram para deli6erar. não é propriamente um *uartetoX E uma troiAa não é tam6ém um tri6unalX & *ue h3 mais misterioso nela é *ue se re<ne na aus0ncia do acusado))) ":s não estivemos l3.ianAov. com mais dois estudantes. *ue chegou a 2alar com o c>ar e depois 2oi deportadoW de . os *ue não go>avam das suas 6oas gra+as. tanta era a esperan+a *ue tinha este inocente grão. *uanto ao resto. 2uncionando permanentemente) #e in-cio. come+ou a partir dos anos 4C. delegado campon0s. 2a>ia1se até a sua pu6licidade) Duem não conhecia em %olovAi a céle6re troiAa moscovitaJ Ble6 Io*uii. nos anos 5Ca e QC. na verdade.or*u0 troiAak Due signi2ica issoY Um tri6unal. desaparecendo para . tivessem sido inventadas depois da $evolu+ão) J3 ?atarina '' mimoseara o indese/3vel /ornalista "oviAov com *uin>e anos. ora o camarada ministro) . por despacho de um camarada ministro dos dom-nios estatais Rcaso t-pico de deli6era+ão de uma ?omissão EspecialS) Ainda sem /ulgamento. se se podem enumerar os nomes e os casos) A envergadura.E AB& #E BU AB 445 #este modo. 2alava1se delas com orgulho) A troiAa da B) . nada vimos. /untamente com um irmão. para *ue não caiam so6re n:s novas condena+9es) (ra6alharemos honradamente e. em ve> de condena+9es /udicials) Ele pr:prio. ainda somos /ovens. em 1Q5. paternalmente. e os apelidos dos seus mem6ros tornaram1se secretos) Assim nos ha6itu3mos .erdão. ainda temos tempo de viver) & principal agora é não dar passos em 2also) Duando chegarmos ao campo. 2oi deportado uma segunda ve>. passando por cima dos tri6unais. de cumprir comodamente a senten+a e de varrer depois da ca6e+a tudo o *ue se tinha so2rido) Fas come+ou uma sensa+ão a emergir dentro de mimJ se para viver é preciso "###BOT_TEXT###amp; V'VE$ 1 então. através do *ue mais tarde se chamaria uma ?omissão Especial. apanhado entre as pedras de moer estalinistasX %entia1se vontade de estar de acordo com ele. se criaram o2icialmente as troiAas. para *u0Y "ão se pode di>er *ue as ?omiss9es Especiais R&) %) &)S. a6solvido pelo tri6unal e *ue 2oi exilado por ordem superiorW e o de muitas outras pessoas) Vera Uassulitch.C do século !'! 2oi 2eita uma re2orma radical do sistema /udici3rio) Era como se se come+asse a delinear algo *ue aos governantes e aos s<6ditos aparecesse como uma visão /ur-dica da sociedade) Entretanto. calar) (anta era a 2é *ue punha nesse programa. ora o governador.

a &) %) &) aplicava de> anos e a partir de 194Q pregava com um *uarto de século) ^3 *uem ateste R(chavdarovS. na sua ess0ncia. li6erdade Rtratava1se. pois o pr:prio c:digo de 194. em 2un+ão da gravidade do acto cometido84)S "ão é a n:s *ue competir3 escrever a apaixonante hist:ria deste :rgão) ?omo é *ue a troiAa se converteu em ?omissão EspecialY Duando é *ue 2oi mudada a sua denomina+ãoY ^avia ?omiss9es Especiais nas cidades da prov-ncia. escrevemos o seu nome no pluralW é como se se tratasse de uma divindadeJ nunca se sa6e onde situ31laS respondiam .s dactil:gra2as. de modo algum.E AB& #E BU AB 6urgu0s8. por ser a m3*uina de alm_ndegas mais c:modaJ d:cil e pouco exigente não necessitava da lu6ri2ica+ão das leis) & ?:digo era uma coisa e a &) %) &) outra. de uma espécie de %ec+ão de ?ontrole (écnico da B) . a &) %) &) aca6ou.. *ue não rece6emos instru+ão /ur-dica. *ue durante os anos da guerra a &) %) &) aplicava igualmente o 2u>ilamento) "ão seria nada de extraordin3rio) "ão sendo mencionada em parte alguma. não ser3. no 2undo. então. através da troiAa. rece6ia o seu 7menos trinta e dois8 Rproi6i+ão de resid0ncia em trinta e duas cidades da prov-nciaS. ou s: na capitalY E *uem é *ue. com um sinal indelévelJ de 2uturo. com o conceito de 7culpa8. outro do Finistério da %eguran+a do Estado e o terceiro da . destinada a impedir *ue houvesse sucataS) E se por acaso acontecia *ue o preso era inocente. *ue. de admirar. entretanto. *uais eram os tr0s :rgãos *ue estavam l3 representados pelos seus delegados permanentesJ um era do ?omité ?entral do . ou sem eleY E o *ue é *ue acompanhava o ch3Y ?omo se desenrolavam as discuss9esY Galava1se so6re a *uestão. seria um 7reincidente8) RDue o leitor nos perdoeJ ve/a. 2oi criticado tam6ém pelo seu 7ponto de vista inadmissivelmente 44. entretanto. em6rulhamo1nos de novo no oportunismo de direita. sem precisar desses du>entos e cin*uenta artigos. por*ue não sa6emos) %: ouvimos di>er *ue. é s: através das dactil:gra2as *ue nos chegam as senten+as) RE com ordem de degola+ãoJ esse documento não se pode deixar nas nossas mãos)S Estas troiAas Rpara o *ue der e vier. pela sua 7posi+ão de classe insu2iciente8. com a oposi+ão entre 7culpado8 e 7não culpado8) "o entanto. pode1se prender um inocente se ele é socialmente pr:ximo) Fas para n:s. podemos garanti1loX Até 1944 a compet0ncia das troiAas limitava1se . mani2esta+ão de uma insistente necessidadeJ uma ve> as pessoas presas. no campoJ os tri6unais não servem para nadaJ h3 a ?omissão Especial) . por pilhéria. não se podendo processar de 2orma alguma. ela6oravam extractos de processos ver6ais inexistentes) Duanto .rocuradoria) "o entanto. sa6emos. mas apenas um *uadro de experientes dactil:gra2as. 2a>ia parte delaY ?om *ue 2re*u0ncia e dura+ão se reuniaY ?om ch3. rodando 2acilmente. nem na ?onstitui+ão. a &) %) &) era uma trindade.s penas de tr0s anosW a partir da-. durante vinte e cinco anos. ou nem se*uer se 2alavaY "ada escreveremos acerca disso. /3 nos 2oi explicado *ue a *uestão não reside na culpa pessoal.) U). entre os nossos grandes e orgulhosos dirigentes. nem no ?:digo. disso estamos certos. /3 não se podia deix31las regressar . se algum dia sou6ermos *ue não havia *uais*uer reuni9es. como de6aixo da protec+ão de um pai.artido. mas na periculosidade socialJ assim. 2oi ampliada para cinco anosW depois de 19@5.sempre. A$DU'. por uma certa 7pondera+ão 6urguesa na dosagem da pena. so6 a direc+ão de um administrador. e. isso é desculp3vel. ou uma deporta+ão>inha de dois a tr0s anos) E ei1lo marcado para sempre. sem utili>31 los nem mencion31los nunca) ?omo se di>ia. so6 o *ual vivemos. em6ora nos se/a imposs-vel mencionar os nomes desses tr0s >elosos assessores.

mas com tal 2im a &) %) &) ela6orou para si mesmo os seus artigos1siglas. mas. mem:ria de uma crian+a Rparte deles /3 os mencion3mosSJ 1 A%A 1 Agita+ão anti1soviéticaW 1 =$# 1 Actividade contra1revolucion3riaW 1 =$(# 1 Actividade contra1revolucion3ria trots*uista Ra simples letra ( agravava muito a vida do >eA no campoSW 1 . a %taline e a %atan3s))) & grande mérito da &) %) &) era a sua rapide>J esta era limitada apenas pela técnica da dactilogra2ia) Ginalmente. por comodidade. podia não ter de ocupar o seu lugar na ca1 44Q .s 'nstitui+9es Educativas) A$DU'.ris9es . seriam acess-veis . nem se*uer exigindo a 2otogra2ia dele) "o per-odo em *ue as cadeias estavam completamente a6arrotadas. pelo seu n<mero 4 ?olectLnea #as . a &) %) &) não tinha necessidade de ver o acusado 2rente a 2rente Rdescongestionando. os transportes interprisionaisS.?^ 1 $ela+9es conducentes RXS .E AB& #E BU AB 445 limitado. de uma inteira li6erdade /ur-dicaX Fas em6ora a san+ão administrativa não pretendesse tornar1se uma senten+a /udicial. nem superior nem in2erior a ela) Estava su6ordinada unicamente ao ministro do 'nterior. com grande amplitudeJ 1 (?^? 1 Fem6ro da 2am-lia Rcondenado por um dos artigos anterioresS) "ão es*ue+as *ue estes artigos1siglas não se repartiam de maneira uni2orme pelas pessoas e pelos anos. ela podia atingir vinte e cinco anos e incluirJ 1 a priva+ão de t-tulos e de condecora+9es 1 o con2isco de todos os 6ens 1 a reclusão prisional 1 a priva+ão do direito de correspond0ncia) E uma pessoa desaparecia da 2ace da (erra com maior seguran+a do *ue pelo processo primitivo da senten+a /udicial) &utra vantagem importante da &) %) &) era ainda a de *ue a sua decisão não tinha recursoJ não havia onde apelarW não existia nenhuma instLncia. go>avam.# 1 Actividade criminosa Raplicada particularmente aos ex11reclusos dos campos. pois. suspeita de espionagemW 1 =$F 1 &pini9es contra1revolucion3riasW 1 VA% 1 'ncu6a+ão de esp-rito anti1soviéticoW 1 %&E 1 Elemento socialmente perigosoW 1 %VE 1 Elemento socialmente pre/udicialW 1 . se de nada mais podiam ser acusadosSW E 2inalmente. 2osse tam6ém necess3ria uma espécie de c:digo. 2acilmente operacionais Rnão era preciso *ue6rar a ca6e+a e andar atr3s das 2ormula+9es do ?:digoS. assim. havia ainda a comodidade de *ue o recluso. mani2estavam1se por epidemias s<6itas) E h3 *ue prevenir aindaJ a &) %) &) não pretendia de maneira alguma pro2erir uma senten+a contra *ual*uer pessoa) Ela não aplicava penasJ punha uma san+ão administrativa 1 e era tudo) "aturalmente. como o artigo do c:digo e os par3gra2os dos ucasses. uma ve> instaurado o processo.?^ 1 . era entregue ao tri6unalSW 1 %V. os *uais.?ompreende1se *ue.resun+ão de espionagem Rse a espionagem ultrapassava a mera suspeita dela.

e. mas o escrevente *ue os rece6ia /3 tinha conhecimento deles e encontrava1os logo na listaJ %VE.rimeiro de Faio de 19@Q.artido inscrevia no seu programaJ 2a>er o poss-vel no sentido de *ue toda a popula+ão tra6alhadora.E AB& #E BU AB deia. mandarem1nos p_r de /oelhos Rpara evitar 2ugas e como se 2osse para re>ar pela &) %) &)S sendo1lhes imediatamente lida a condena+ão) As coisas podiam passar1se ainda de outra maneiraJ os *ue chegavam a . A$DU'. os tri6unais supremos 1 procuram seguir unanimemente o exemplo da &) %) &). cinco anos Rnessa época 2e>1se sentir uma necessidade urgente de mão1de11o6ra para a constru+ão do canal de FoscovoS) Fas outros havia *ue tra6alhavam durante muitos meses sem conhecerem as condena+9es) Fais tarde Rconta ') #o6riaAS. não num dia *ual*uer. mas tão1pouco 2ic3mos completamente privados de tri6unaisX Entretanto.A$DU'. e não se perder tam6ém nos processos /udicials p<6licos e nos de6ates contradit:rios entre as partes) A sua primeira e principal caracter-stica reside em *ue são . não conheciam os artigos pelos *uais eram acusados. se/a chamada ao exerc-cio das 2un+9es /udicials) (oda 7sem excep+ão8. nesse mesmo ano de 19@Q. nem as penas. para sua comodidade) J3 nos ha6itu3mos de tal 2orma a *ue milh9es e milh9es de pessoas se/am /ulgadas em sess9es secretasW /3 nos 2amiliari>3mos tanto com isso. sendo enviado imediatamente para o campo. então. no 'nverno. evidentemente.E AB& #E BU AB 449 sem excep+ão.ela 6oa ra>ão de *ue não é decente. antes de mais. irmãos ou so6rinhos do acusado *ue ainda te replicam convictamente. num dia de descanso Rrepararam por*ue é *ue escolhiam um tal diaY . não comer de gra+a o seu pão. de *ue não se pode saltarY . e um tenente itinerante apresentou1seJ tinha sido enviado para comunicar1lhes as decis9es da &) %) &) Fas aconteceu *ue não era mau rapa>. para *u0. a*ueles *ue apanharam oito) ?ompreendidoY. *ue por ve>es h3 mesmo 2ilhos. 2ormaram1nos solenemente. olhando de soslaio o cal+ado roto deles e o sol entre os postos gelados. *uando h3 actualmente autocarros 6em mais silenciosos. 6em como. so6 um 2rio rigoros-ssimo. o V''' ?ongresso do . perto da linha. pois o exerc-cio da /usti+a é muito delicado. porta 2echada) E .ara *u0 os carros de cavalos. rapa>es. os nossos tri6unais pol-ticos 1 os tri6unais especiais da região e os tri6unais militares Re por*u0 tri6unais militares em tempos de pa>YS. os tri6unaisY .erie6ori por etapas. disse simplesmenteJ 1 "o 2im de contas. para *ue é *ue ides 2icar a*ui a enregelarY Iasta *ue sai6ais *ue a &) %) &) vos deu de> anos a *uase todosW raros. porta 2echada. com o esp-rito .assaram meses e os >eAs continuavam a tra6alhar ali) #e repente. mas no . para um estado democr3tico. e tra6alhando honradamente) A leitura da c:pia do extracto. com as 6andeiras vermelhas i+adas e comunicaram1lhes as penas ditadas pela troiAa da região de %taline Ro *ue mostra *ue a &) %) &) se descentrali>ava em per-odos de tensãoSJ e cou6eram de> a vinte anos a cada um) & meu che2e de 6rigada %inie6riuAhov. com toda uma composi+ão 2errovi3ria de presos por /ulgar. não 2oi poss-vel. os presos 2oram mandados 2ormar no p3tio. 2oi trans2erido. em 19@Q. muito raros.ara não desempregar os /u->esY . podem dispersar))) Em 2ace de uma tão 2ranca mecani>a+ão da ?omissão Especial. para (cheriepovets) . não ter tri6unais) Em 1919. de (chelia6insAi. podia 2a>01la muito mais tarde) Em casos privilegiados acontecia descarregarem os reclusos dos vag9es na esta+ão de destino e a-.or*ue é *ue ele era vanta/oso para a &) %) &)YS.

para empregarmos a nossa terminologia. uma democracia adulta Radulta. teve um de2ensorY Due Jelia6ov e todos os populistas do grupo A Vontade do . porta 2echadaX "ão é necess3rio a toga e pode1se arrega+ar as mangas) ?omo é 23cil tra6alhar assimX "em micro2ones. ele escreveJ 7E melhor enganar1se na clem0ncia do *ue na puni+ão)8 &h. simX. de um modo mais amplo mesmo. não posso deixar de sentir repugnLncia perante a an3lise destes crimes)))8 E *ue 6om *ue é participar numa audi0ncia .misti2icadoJ 7.s re2ormas 7não havia um s: provér6io de elogio aos tri6unais8) 'sso signi2ica alguma coisaX . nossa vida. ao menos. não somente não 2oi ani*uilada na cLmara de torturas. sim. *ue mulher seria ela se não anavalhasse a sua rivalY))) %enhores /uradosX. sem ter acertadoS. o lea1der da oposi+ão nãd hesita em atri6uir ao Boverno um agravamento da situa+ão no pa-s.or exemplo. *ual de v:s não teria lan+ado a crian+a pela /anela 2oraY)))8SW o impulso de momento do /<ri. mas. *ue tinha disparado. nem correspondentes de /ornais.ois *ue *uerias tuY 'sso signi2ica *ue o caso est3 seguramente relacionado))) &s inimigos viriam a sa6erX "ão se pode)))8 Assim. então.E AB& #E BU AB & *ue havia *ue temerX Ele considerava o /ulgamento p<6lico como uma con*uista de2initivaX))) E *uem é *ue. sendo AI%& V'#A pelos /urados Rnão por uma troiAaS e partindo em triun2o numa carruagemY ?om tais compara+9es. porta 2echada. como tam6ém a não /ulgaram . entre os seus contemporLneos. podia acreditar na &)%)&)Y Algures. metemos a nossa pr:pria ca6e+a entre os /oelhos) Duem é *ue actualmente. com advogados *ue A?U%AF o acusadoJ 7?omo honesto cidadão soviético *ue sou. a parte ur6ani>ada da nossa sociedade pelo caminho conducente ao modelo ingl0s. uma /usti+a digna desse nome é o 2ruto aca6ado de uma sociedade amadurecida) &u então h3 *ue ser o rei %alomão) Vladimir #al o6serva *ue na $<ssia anterior . sim. na nossa p3tria. em esp-rito. . *ue a6riu 2ogo contra o c>ar. nem p<6lico) RFas sim. como verdadeiro patriota. entretanto. maior do *ue na realidade existe) & a6uso da elo*u0ncia é um mal) Fas. mas sim num tri6unal .arece *ue não houve tempo de criar um s: ditado elogioso para os che2es das administra+9es c>aristas locais) ?ontudo. a re2orma /udicial de 1Q.A$A A #EGE%A do acusado 2osse expresso pelo procurador) Duantos séculos ainda a esperar para issoY A nossa experi0ncia social enri*ueceu1nos imenso.[I '?&. h3 um p<6licoJ os comiss3rios instrutores) . contra o che2e da administra+ão de Foscovo do Finistério da %eguran+a do Estado Rem6ora a 6ala passasse ao lado da ca6e+a. mil ve>es simX & a6uso da elo*u0ncia é uma doen+a de *ue so2re não s: uma /usti+a nascente. *ue pode pesar mais do *ue a sua responsa6ilidade c-vica) Fas #ostoievsAi antecipava1se muito. no tri6unal da região de eninegrado. para impor a preponderLncia do seu partido. *ue palavra utili>ar contra o a6uso do secretismoY #ostoievsAi sonhava com um tri6unal em *ue tudo o *ue se revelasse . *ue ^ert>en tanto admirou) Ao re2erir isto não es*ue+o tão1pouco as cr-ticas de #ostoievsAi contra os nossos tri6unais de /urados Rno #i3rio de Um EscritorSW o a6uso da elo*u0ncia dos advogados R7%enhores /uradosX.4 2e> enveredar. eles vinham de dia ver . e o *ue ele temia "###BOT_TEXT###amp; E$A ADU'1 45C A$DU'.rovavelmente. sem se ter medo de *ue 7os turcos pudessem sa6er8Y Due Vera Uassulitch. não *uero di>er b*ue na $<ssia tenha havido alguma ve> uma /usti+a per2eita) . além dos vermes dos livros. se lem6ra de *ue =araAo>ov. temendo *ue 7os inimigos sai6am8.ovo 2oram /ulgados pu6licamente. mas não consciente dos seus 2ins moraisS) A pr:pria 'nglaterra nos d3xexemplos de como.

devido ao desemprego existente no pa-s. cumpridos em casa. h3 igualmente senten+as escritas . di>1lhe sorrindoJ 7En2im. a pré1determina+ão predisp9e . é ser humanistaX Eis uma nova caracter-stica.ris9es .s nove da manhã anunciamJ 7 evantem1se. e aumentavam as de 6reves A$DU'. de acordo. pensando em *ue te podes enganar na senten+a e deixar :r2ãos os seus 2ilhos) E até no caso de um /ui> tão encarni+ado como Ulrich 1 *uantos 2u>ilamentos importantes não 2oram pro2eridos pela sua 6ocaX T. e como disse GaustoJ & mundo todo muda e anda para diante. decididamente não podemos aceitar issoX #ecididamenteX Ginalmente.como se portavam os seus constituintes. volta1se para o lado onde se *uer ir8S) & ?:digo não pode ser uma pedra a 6arrar o caminho ao tri6unal) &s artigos do ?:digo t0m /3 de>. onde /3 se viu issoYS) Ao sa6er *ue %u>i é advogado. de noite. mas tam6ém com os reclusos Risso . 6ar6eados.E AB& #E BU AB 451 de 'gnatov é para 2u>ilar) E s: por acaso é *ue 2oi inclu-do no grupo um tal ipovJ ninguém o conhece e ele não conhece ninguém) Iom. en*uanto a*ui o 2ingimento é a regra. *uanto o al-vio moralJ não tens de torturar1te. a &) %) &) não é hip:crita. pois 6em. todos 2res*uinhos. previamente. ipov é condenado a de> anos) ?omo a pré1determina+ão das senten+as torna menos espinhoso o caminho do tri6unalX "ão é tanto /3 o al-vio do cére6ro. 6ondade) Em 1945. não. 1944S limitava1se a grasnarJ 7. e no momento prop-cio 2a>1se um 6om intervalo para o almo+o) Duando a noite chega.ara *u0 exasperar1seY & tri6unal segue uma ordem agrad3velJ 2uma1se na mesa dos /u->es. ou se/a. os tri6unais diminu-ram as penas de tra6alhos correccionais. pois nessa altura eu tinha de> anos de idadeX8. a terceira caracter-stica é a dialéctica Rdantes. o presidente do tri6unal Rda ?ircunscri+ão Filitar de eninegrado. di>ia1seJ 7A lei é como a 6arra de uma carro+a. a pré1determina+ão das senten+as4. a um ritmo r3pido. e . por*ue hei1de ser eu a guardar palavraY . e depois. &) %) &). visitavam na prisão a*ueles *ue era preciso chamar .s 'nstitui+9es Educativas nos proporciona elementos para ver *ue a pré1determina+ão das senten+as é coisa velha. mão o nome e o so6renome do acusado) E se um *ual*uer %traAhovitch grita na sessão do tri6unalJ 7Eu não podia ter sido recrutado por 'gnatov. não s: com os colegas. *uin>e )vinte anos de vida. a dispensa de pensar. pois /3 nos anos de 1944149 as senten+as dos tri6unais eram dadas apenas em 2un+ão de considera+9es econ:mico1administrativas) A partir de 1944.ro-6o1o de caluniar a contra1espionagem soviéticaX8 J3 est3 tudo decidido h3 muitoJ todo o grupo @ Brupo de (ch) 4 A mesma colectLnea #as .ela manhã chegam. grosseiramente. gorducho e 6onacheirão Ulrich *ue preside) "ão deixa passar a ocasião de grace/ar. o ?olégio Filitar /ulgava o caso 7dos separatistas estonianos8) E o 6aixinho. o *ue signi2ica *ue os /u->es sa6em sempre o *ue exigem os che2es Ré para isso *ue existem os tele2onesXS) ] imagem d. apenas se tendo de inserir . est3 a6erta a audi0nciaX8 E pregam de> anos a cada um) E se vierem di>er1nos *ue. a sua pro2issão vai ser muito <tilX8 Fas o *ue é *ue na realidade os separaY . é necess3rio ir deli6erar) Fas *uando é *ue se viu deli6erar1se de noiteY #eixam os reclusos sentados a noite inteira na sala e vão eles pr:prios para casa) . m3*uina. pelo menos. ordem@)S A segunda caracter-stica essencial dos nossos tri6unais pol-ticos é a exactidão no tra6alho.

odeis aplicar11me.) R"ão pode haver maior amplitudeJ *ue pessoa é perigosa e em *ue consistem essas rela+9es.E AB& #E BU AB (odos os artigos 2oram reco6ertos de interpreta+9es. em Junho de 1955) ?omo Ia6aiev lhes gritou. isso s: o tri6unal sa6e)S Fas não h3 *uem levante o6/ec+9es *uanto . Ierlim.E AB& #E BU AB 45@ E os 2uncion3rios /udicials estão de tal modo ha6ituados a isso *ue cometeram uma enorme ga22e em 195QJ pu6licaram nos /ornais o pro/ecto das novas 7Iases do %istema . ?$'('?&U a aplica+ão de penas curtas.$&'I'#& aplicar penas de prisão in2eriores a um anoX g 454 A$DU'.111149 Rna véspera do décimo segundo anivers3rio de &utu6ro. ele pode sera/ulgado aindaJ 1 . ao cru>ar os um6rais do Finistério da %eguran+a do Estado. um preso é privado de todos os direitos desde *ue lhe cortam os 6ot9es. e /3 não pode evitar uma ?&"#E"AV###BOT_TEXT###amp; 5 "a $ep<6lica da Z2rica do %ul. *ue 2oi condenado a vinte e cinco. por resolu+ão do ?omité Executivo do ?onselho dos ?omiss3rios do .or ter rela+9es com pessoas perigosas. o ?omissariado do .ovo para a Justi+a. 194QS pode apanhar uns de> anos.odem ser executados os sa6otadores e diversionistas)8 Due signi2icava issoY "ão se especi2icava) 'oci2 Vissarionovitch %taline pre2eria não di>er. cu/a produ+ão é de m3 *ualidade) Fas o *ue é um sa6otadorY . se *uiserdes. ele *ue era um preso de direito comumJ 7. segundo parece. na sua circular n<mero cinco.se escreviaJ 7. *uando ia iniciar1se a edi2ica+ão do socialismoS. em conversas no eléctrico.per-odos de prisão Rtrata1se. na vaga de 1949S) A$DU'. de instru+9es) %e os actos do acusado não estão previstos no ?:digo.ovo 2oi simplesmente . o terror chegou nos <ltimos anos ao ponto de *ue cada negro suspeito pode ser preso sem culpa 2ormada por tr0s meses))) V01se logo onde est3 a 2ra*ue>aJ por*ue não por tr0s a de> anosY . vinte anos. 2u>ilamento) As instru+9es do ano 4@J vinte anos de tra6alhos 2or+ados. mas insinuar) (ratar1se1ia unicamente dos *ue dinamitam os caminhos de 2erroY "ão se indicava) 7#iversionista8. /3 sa6emos h3 muito o *ue éJ a*uele.or analogia R*ue imensas possi6ilidadesXSW 1 %implesmente pela sua origem Rartigo 51@5J por pertencer a um meio socialmente perigoso5SW 1 . 2orca) As instru+9es do ano 45J a todos em geral de> anos de prisão. de delitos comunsS) 'sso teve como conse*u0ncia a superlota+ão das cadeias por presos com penas in2eriores a seis meses e a insu2ici0ncia de mão1de1o6ra nas col:nias de tra6alho) Em come+os de 1949. de indica+9es. tre>entos anos de morda+a Rpriva+ão de direitosS) En*uanto viver não hei1 de votar por v:s. e em . mas não uma pessoa *ue nunca o tenha sido R^unter VashAau. exactidão das leis promulgadas) Em 1@ de Janeiro de 195C saiu o ucasse so6re a restaura+ão da pena de morte Rem6ora possa pensar1se *ue ela nunca desapareceu das caves de IériaS) A. mais cinco de priva+ão de direitos c-vicos Ro *ue era um meio de recrutar mão1de1o6ra para o terceiro plano *uin*uenalS5) As instru+9es do ano 49J a todos em geral vinte e cinco anos de prisãoQ) A m3*uina estampa as senten+as) Entretanto.or exemplo. a*uele *ue. : meus 6en2eitoresX8 Q E assim um verdadeiro espião R%hult>. 'sso ignor3vamo1lo) Goi relatado no /ornal '>vie>tia. naturalmente. atentou contra a autoridade do BovernoY &u a*uela *ue casou com um estrangeiroY Acaso ela não atentou contra a grande>a da nossa p3triaY))) Fas não é o /ui> *uem /ulgaJ o /ui> s: rece6e o vencimento) Duem /ulga são as instru+9es o2iciaisX As instru+9es do ano de @5 eramJ de> anos.

or*ue é *ue trans2eriram Voro1chilov para o comando da 2rente "oroesteY8 (chulpeniov respondeu e não voltou a pensar na conversa) Fas osovsAi redigiu uma den<ncia) (chulpeniov 2oi)chamado .)a #ivisão Fotori>ada) Estão presentes o comiss3rio da divisão.e+o ao tri6unal *ue comprove uma ve> mais o meu patriotismo. =aliaguin Rnos com6ates de ^alAhin1Bol.enal da U) $) %) %)8 e E%DUE?E$AF1%E de inserir um ponto so6re a possi6ilidade de uma senten+a de a6solvi+ãoX & :rgão do governo9 repreendeu1os.rimeiraJ 7.erguntas do tri6unalJ 7(eve alguma conversa com osovsAiY Due lhe perguntou eleY Due respondeu voc0Y8 (chulpeniov respondeu ingenuamente. 1C de %etem6ro de 195Q) osovsAi é agora candidato a doutor em ci0ncias médicas) Vive em Foscovo) (udo ie corre 6em) (chulpeniov é condutor de tr:leis) 454 A$DU'. em presen+a de (chulpeniov. armamos1lhe uma cilada)8S %egundaJ 7?on2ias na a/uda dos aliadosY8 R(chulpeniovJ 7?on2io em *ue nos a/udarão. todos tra6alharam em vãoX Eis um exemplo simples e t-pico de um processo no tri6unal militar) Em 1941. não nos a/udarão em nada)8S (erceiraJ 7.. %lessariev) A testemunha osovsAi nem se*uer é convocada a vir depor ao tri6unal) R"o entanto. /3 depois do /ulgamento. mas em tom 6randoJ 7'sso pode dar a impressão de *ue os nossos tri6unais s: pro2erem senten+as condenat:rias)8 .éum ardil. por enaltecer a técnica alemã e por minimi>ar a estratégia do nosso comando militar) "este caso. pode retirar11se)8 R& investigador teme *ue a acusa+ão se desmorone1C)S 9 hvie>tia. mas não desinteressadamente)8 osovsAiJ 7Engano. dando1me a mim uma tare2a em *ue eu tenha de arriscar a vidaX8 E numa atitude de paladino sinceroJ 7A mim e a *uem me denunciou. sec+ão pol-tica1da divisão e expulso do =omsomolJ por esp-rito derrotista. e6iedev. am6os /untosX8 AhX 'sso nãoX Esses costumes cavaleirescos. e o che2e da sec+ão pol-tica. *ue sentia ci<mes de uma mulher *ue dava sorte ao tenente . os tri6unais devem ter duas sa-das. 2e> a este tr0s perguntas) . se as elei+9es gerais se reali>am com um s: candidatoY A senten+a de a6solvi+ão é um a6surdo econ:micoX 'sso signi2ica *ue os in2ormadores.onhamo1nos na pele dos /uristasJ por*ue é *ue. são recolhidas as assinaturas de osovsAi e do comiss3rio %erioguine)S . os agentes operacionais. propriamente 2alando. as sec+9es de agentes operacionais tche*uistas tinham por missão exercer uma actividade de vigilLncia entre as nossas tropas inactivas *ue se encontravam na Fong:lia) & médico militar osovsAi. os procuradores. ele mostrara1se co6arde e agora tinha ocasião de a2astar do seu caminho para sempre uma testemunhaS) Ei1lo preso) (em uma <nica acarea+ão com osovsAi) "###BOT_TEXT###amp; E #'%?U('#A a conversa anterior. entre os dois) Apenas 2a>em a osovsAi uma perguntaJ 7?onhece este homemY8 1 7%im)8 1 7(estemunha. trata1se . devemos extirp31los do nosso povo) osovsAi deve receitar p-lulas. os carcereiros e a escolta. não compreendendo ainda do *ue é culpadoJ 7Fas h3 tanta gente *ue di> issoX8 $e2lexo autom3tico do tri6unalJ 7Duem precisamenteY #iga nomes)8 Fas (chulpeniov não é da ra+a delesX E tem uma <ltima palavraJ 7.E AB& #E BU AB A6atido por ter passado um m0s na 2ossa.avel (chulpeniov. *uem mais discursou 2oi o secret3rio do =omsomol. (chulpeniov comparece perante o tri6unal da @.or*ue é *ue te parece *ue retrocedemos dos alemãesY8 R(chulpeniovJ 7Eles t0m mais recursos técnicos e mo6ili>a1ram1se antes)8 osovsAiJ 7"ão. para 2ormali>a+ão das 2alsas provas. %erioguine educar com6atentes11) Acaso é importante . os investigadores.

no tri6unal. 2eitas durante a instru+ão do processo) E *ue aconteceuY %e houve uma pausa para o rever. em 19@. director do 'nstituto de 'nvestiga+ão ?ient-2ica so6re os (0xteis. prometendo1lhes. 2racturada pelo investigador com um 6anco. na sala va>ia.artidoX8 R"iAolai %emionovitch #ascal. naturalmente. diante um punhado de in*uiridores R&lga %lios6erg. isso não te servir3 de nada) Fas pode aumentar a pena de de> anos para 2u>ilamento 1 isso pode) . 7#eram1 me de> anos8) "ão apagam as inscri+9esJ elas são edi2icantes) (eme. a escolta toma conta dos presos.or exemplo. houve1os em cada divisão Rde outra maneira teria 2icado caro manter os tri6unais militaresS) E o n<mero de divis9es *ue havia no total. *ue são mais simples) "o campo de trLnsito de "ovossi6irsA.or nada dão s: de>8 Duando o tri6unal tem pressa.ausa) &s /u->es n Victor Andreievitch %erioguine reside actualmente em Foscovo. interessava) & procurador chamou1o) =aretniAov mostrou1lhe a sua clav-cula purulenta. por uma lista. vinte e cinco anos)8 & che2e da escolta interessa1seJ 7. 19@5S. e declarouJ 7Assinei tudo so6 torturas)8 & procurador . 2oi apenas de uns *uantos segundos) & procurador exigiu uma suspensão da sessão. se lhes gritaresJ 7%ois uns 2ascistasX Envergonho1me de ter pertencido durante v3rios anos ao vosso . 2a>endo a comunica+ão. Faicop. 5Q111a. se recusaram a con2irmar as suas 2alsas con2iss9es. a 7sessão8 dura um minutoJ entrar e sair) Duando a /ornada no tri6unal ocupa de>asseis horas seguidas. regressaramJ de> anos de prisão e tr0s de perda de direitos c-vicos) ?asos destes. numa segunda suspensão. 2oram de novo 6em sovados.ois. por nada)8 1 7Fentes) . distri6u-dos pela 6ox.E AB& #E BU AB 455 olham o condenado nos olhosJ é interessante ver como ele aguenta. verga1te e não penses *ue podes mudar algo com o teu comportamento) Fesmo *ue pronuncies um discurso como #EFH%(E"E%.sa6er se vais morrer ou nãoY & essencial é *ile n:s se/amos vigilantes) %a-ram. dar1lhes ainda mais) & intervalo terminou) & /ui> intenogou1os uma ve> mais a todos e eles então reconheceram1se culpados) Alexandre Brigorievitch =aretniAov. o *ue é *ue ele sente agora) 7))) Fas. 2umaram. sem explicar para *u0) #a prisão acudiram a toda a pressa os investigadores e os seus a/udantes carrascos) (odos os acusados. su6itamente. demonstrou uma not3vel ha6ilidade) "o pr:prio momento da a6ertura da sessão do ?olégio Filitar do %upremo (ri6unal comunicou. eles insrauram1te um novo processo. em tua de2esa. da porta da sala de sess9es v01se uma toalha 6ranca. gostam de ler a senten+a 7com psicologia8J 7#ecidiu ))) condenar o réu . *ue pareciam ter luvas de 6orracha) ]s senten+as são 2a6ricadas em série) (oda a gente tem um ar sério. os réus. presidente AholiA. poder3 o leitor procur31lo) )))(odas as sec+9es dos tri6unais militares se assemelham de modo sinistro) (ão sinistro como a 2alta de responsa6ilidade pessoal e a insensi6ilidade dos /u->es. em 1945. da penaJ 7Gulano de talX. no %upremo (ri6unal. durante a guerra. através dos guardas. *ue *ueria 2ornecer provas suplementares) 'sso. e então dão ca6o de ti) (chavdarov conta um caso em *ue. (ri6unal Especial do (errit:rio de A>ov e do mar "egro. a mesa servida e travessas com 2ruta) %e não t0m muita pressa. tra6alhando numa empresa de servi+os p<6licos) Vive 6em) A$DU'.or*ue é *ue te deram tantosY8 1 7.S. e melhor do *ue ninguém os rapa>es da escolta. pena m3xima)))8 . 7?ondenaram1me a um *uarto de século8. mas compreende *ue isto é uma palha+ada. levando em conta o seu sincero arrependimento)))8 (odas as paredes da sala de espera do tri6unal estão riscadas com pregos e a l3pisJ 7?ondenaram1me a 2u>ilamento8.

*ue tem no seu interior. pelo menos. =aretniAov em6ara+ou o procurador e este não ousou enco6rir o assunto) Ao recome+ar a sessão do (ri6unal Filitar. su6indo a correr a escada. muito am3vel. nem os 2uncion3rios teriam podido su6irS) ?ru>aram1se com um preso *ue /3 havia sido condenado. onde di>em *ue se re<ne o plen3rio do %upremo (ri6unal da União. meteram =aretniAov novamente na 45.E AB& #E BU AB prisão) ?uraram1no e guardaram1no tr0s meses) ?hegou um novo investigador. puxado pelo 6ra+o por dois agentes da escolta Ro elevador certamente 2uncionava. redigiu uma nova ordem de deten+ão Rse o ?olégio não se tivesse curvado. esse mesmo *ue noutros tempos condenou =aretniAov. s: um tri6unal 2alho) &nde dorme a lei. os restantes haviam sido destitu-dos) RUlrich.E AB& #E BU AB 455 Fas acontecia *ue não eram ciesX %im. mas com o am3vel acompanhamento de um coronel da organi>a+ão do . reunidos a*ui /untosX8 RE eles tam6ém era a primeira ve> *ue viam um >eA vivo. nunca os meus olhos tinham visto um s: /ui>. uma outra redonda com sete cadeiras antigas. engenheiro electrotécnico. senhores. 2oi arrastado até ao *uarto andar. e por conseguinte teriam de p_r em li6erdade =aretniAov) #esse modo))) "A& G&' .ior do *ue um 6andoleiro. volta de uma enorme mesa em 2orma de 2erradura. tive eu de su6ir por essa mesma escada. o seu nome e o seu patron-mico) %ussurraram algo. 2ui ouvido por setenta magistrados do ?olégio Filitar. A$DU'. *uando um raio de lu> incide directamete so6re si. compreendendo *ue não é ninguém e *ue pode escorregar em *ual*uer casca de 6anana) Assim. respectivamente.$&"U"?'A#A %E"(E"VA A BUFAX ?omo se nada tivesse acontecido. estes tr0s mesesS e 2e> novamente as perguntas do primeiro comiss3rio) =aretniAov. permanecendo os tr0s assim de pé) $espirando com di2iculdade Rpor se ter de6ilitado nos interrogat:riosS. as possi6ilidades do preso e da &) %) &)J3 #er/avine escreviaJ . agora.arrependeu1se pela sua avide> em o6ter provas suplementares. A)#)$). olharam1se entre si e Ulrich 1 sempre igual a si mesmoX 1 declarouJ 7Vinte anosX8 evaram1no a correr e a correr trouxeram o seguinte) Goi como num sonhoJ em Gevereiro de 19@. pressentindo a li6erdade. Estende1se para o cada2also) Fas s: excepcionalmente no ?olégio Filitar dob %upremo (ri6unal sucediam 2actos tão desagrad3veis) Era muito raro v01lo es2regar os olhos em6aciados para o6servar de perto um soldadinho detido) Em 19@5. a utili>31lo. mas /3 era tarde) Essa gente s: é cora/osa en*uanto constitui uma pe+a invis-vel da m3*uina geral em 2uncionamento) Fas *uando so6re ela recai uma responsa6ilidade pessoal. ainda.artido) E na sala cercada de uma colunata circular. =aretniAov poderia ter 2icado em li6erdade. logo empalidece. . o mais not3vel dos verdugos. $) é muitos outros))) E eu disse1lhesJ 7Due dia tão memor3velX (endo sido condenado primeiro a um campo de tra6alhos 2or+ados e depois ao desterro perpétuo. com olhos de ver)S A$DU'. aguentou1se 2irmemente e não se reconheceu culpado de nada) E *ue sucedeuY))) Goi condenado a oito anos pela ?omissão Especial R&) %) &)S) Este exemplo chega para demonstrar. eles a2irmavam1me *ue não eram elesX Asseguravam1me *ue os outros /3 l3 não estavam) Alguns tinham sa-do com uma honrosa re2orma. 2ora posto a mexer ainda no tempo de %taline. e agora ve/o1vos a todos. sem a6rigo. o /ui> é nosso inimigo) & pesco+o do cidadão. em 195C. $) disse o seu apelido. mas os presos chegavam com tanta 2re*u0ncia *ue. =aretniAov repetiu tudo))) Então o (ri6unal retirou1se para e2ectivamente discutirX Fas a senten+a *ue devia pronunciar podia ser s: de a6solvi+ão. entrando de rompante pela sala) & (ri6unal Filitar tinha tanta pressa *ue nem se*uer se sentaram. por))) ser moleXS .

naturalmente) . o promoveu. enine exigia *ue se exclu-ssem do . amea+avamJ 7^o/e tu /ulgas1nos a n:s.rocuradoria curvava1se da mesma maneira perante os :rgãos) Duando em 1944 se divulgaram.rocuradoria não se atreveu a intervir com o seu poder. os /u->es se orgulhavam de terem conseguido não aplicar o artigo 51 do ?:digo so6re as circunstLncias atenuantes. parece1me *ue a lei 2oi mais além *ue os homens. e se tudo desse uma volta tal *ue eles me tivessem de /ulgar a mim outra ve>Y A*ui nesta mesma sala Rmostravam1me a sala principalS) Iem. e esses.4) Eis uma interessante concep+ão da de2esa /udicialX))) m 191Q.artido os /u->es *ue aplicassem senten+as demasiado leves) 45Q A$DU'. 2oi depois por ele 6em depressa es*uecido. com indigna+ão. a . mas amanhã seremos n:s *ue te /ulgaremos a ti. e *ue estes 2icaram para tr3s. ou se/a. toma cuidadoX8 Fas. como todos os empreendimentos de =ruchtchev.. teme os /u->es)8 Fas. na 2erocidade) ?hegou a hora de inverter este provér6ioJ não temas os /u->es. 9 de Junho de 19. a mim. inclusive no tempo de =ruchtchev. a su6missão dos tri6unais aos :rgãosl ]s mãos de certo /ui> chegou o seguinte processoJ um cidadão *ue tinha regressado dos Estados Unidos a2irmava caluniosamente *ue havia ali 6oas estradas para autom:veis) E nada mais) "o processo era tudo o *ue 2igurava) & /ui> atreveu1se a devolver a causa para *ue a investiga+ão prosseguisse com o o6/ectivo de conseguir 7material anti1 soviético de pleno valor8. e 2icando portanto nos limites do sistema anterior) &s veteranos da /urisprud0ncia evocavam agora. dessa 2orma. a v3rias vo>es.E AB& #E BU AB & tempo não chegou senão eles terme1iam contado de> ve>es mais coisas) Fas o *ue me disseram d3 para re2lectir) %e os tri6unais e a . en*uanto eu os examinava com assom6ro) Estes eram homensX ^&FE"% completosX ?hegavam mesmo a sorrirX Eles explicavam sinceramente como tinham dese/ado sempre o 6em) Fas. teme a lei) A de A6aAumov. de in-cio tão enérgico. depois de chamar $iumin.rocuradoria eram s: pe9es nas mãos do ministro da %eguran+a do Estado. os a6usos de $iumin na contra1 espionagem do mar do "orte. para desgra+a sua)S hvie>tia. nas con2er0ncias do tri6unal. talve> não se/a necess3rio escrever um cap-tulo . conseguido condenar a vinte e cinco anos em ve> de de>X E *ue humilhante.odiam contar1se pelos dedos da mão os *ue 2oram /ulgados. para *ue esse preso 2osse torturado e espancado) Fas este no6re o6/ectivo não 2oi levado em conta pelos comiss3rios e estes responderam11 lhes coléricosJ 7Voc0 não con2ia nos nossos :rgãosk8 & /ui> 2oi trans2erido como secret3rio do tri6unal para %acalinaX R"o tempo de =ruchtchev tudo era mais suaveJ os /u->es *ue 7cometiam 2altas8 eram mandados))) imaginemX. a6andonado. do 6anco dos réus. 2ornecendo1me involuntariamente elementos para este cap-tulo) RE se eles se dispusessem a pu6licar essas mem:riasY Fas os anos vão passando. mas limitou1se a in2ormar respeitosamente A6aAumov de *ue os seus rapa>es 2a>iam travessuras) A6aAumov tinha motivos para considerar os :rgãos como o sal da (erraX RGoi então *ue ele. condenar1me1iam tam6ém) Dual é *ue nasceu primeiroJ o ovo ou a galinhaY &s homens ou o sistemaY #urante v3rios séculos existiu entre n:s o provér6ioJ 7"ão temas a lei. /3 passaram mais cinco e não se 2e> mais lu>)S Eles recordavam como. as suas mem:rias. tra6alhar como advogadosa)S14 E a . e de haverem. este movimento. parte so6re eles) Eles contavam1me tudo o melhor *ue podiam. não chegando a provocar mudan+as irrevers-veis.

espera. *ue tem talve> origem na sua 6ondade. 2ran>indo a testa num es2or+o de mem:ria. /uventude. o conhecido tche*uista de $i>am. eles sa6iamY)))S) #entre os setenta homens *ue estavam sentados . não os recordamos) RA cavidade do cére6ro en1che1se exclusivamente da*uilo *ue transmitem todos os dias pela r3dio)S "ão me re2iro . mas *ue é lament3vel apesar de tudo) Ela entrega1nos. de 4.s necessidades do poder oper3rio e campon0s) Eles a6riam caminho 1 como então se pensava 1 a uma legalidade audaciosa) Um dia. então não os recordamos) Em6ora se tenham desenrolado . não o *ue 2oi. *ue esse livro lhes aliviou a consci0ncia Rpelo menos é o *ue di>em)))S) $econhecem *ue eu apresentei um *uadro edulcorado. docemente rosada) "esses anos dinLmicos não chegavam a en2erru/ar1se nas 6ainhas os sa6res da guerra. pela noite. do do . e ele lem6rar1se13 do de IuAharine e do de Uinoviev) E ainda. *ue estavam . e a2irmam. em6ora os /ornais deles tenham 2alado. volta da 2erradura. e os /u->es s: podiam re2erir1se . dando opini9es animadas so6re as nossas chagas sociais.E AB& #E BU AB ma2teira *ue os condenados . so6re o modo como o campo 2oi votado ao a6andono))) ?ontinuo sentado e pensoJ se a primeira e min<scula gota de verdade explodiu como uma 6om6a psicol:gica. mas apenas essa linha trace/ada *ue *uiseram gravar em n:s com uma 6roca persistente) "ão sei se isto é um tra+o comum a toda a humanidade. *ue cada um deles conhece campos de tra6alho mais terr-veis Rassim.*uela matinal névoa. nem c:digos. ansiando por re2ormas. discutindo Um #ia na Vida de 'van #enis1sovitc6. 6em como os disparos na nuca) J3 em 191Q. se importa *ue não recordemos se*uer os processos p<6licos. ou s: do nosso povo) E em todo o caso uma caracter-stica lament3vel. mas n:s não pretendemos inclu-1la na nossa pes*uisa) Entretanto. não os 2actos hist:ricos. nas mãos dos mentirosos) Assim. em a6undLncia. pudessem ver tudo das /anelas da prisão) . %telmaAh.C A$DU'. não é poss-vel prescindir de um 6reve resumo) %omos o6rigados a sondar certas ru-nas calcinadas *ue remontam . nas caves. eles come+aram logo a seguir a &utu6ro) J3 em 191Q tinham lugar. nem tão1pouco es2riavam nos coldres os rev:lveres do castigo) Goi mais tarde *ue se tentou enco6rir as execu+9es.s escLncaras. mas aos contemporLneos da*ueles processos) .artido 'ndustrial) E é tudo. o *ue suceder3 no nosso pa-s *uando a Verdade se precipitar em torrentesY E h31de precipitar1se) 'nevitavelmente) $evista) liter3ria incon2ormista) dirigida por A) (vardovsAi) *ue pu6licou um dia na vida de 'ran #enissonitch no tempo de =ruehtched voltando a ter de novo di2iculdades com a censura ap:s a destitui+ão deste e a normali>a+ão então imposta pelos sectores mais conservadores do regime) RF) dos ()S V''' A E' ?$'A"VA "H% tudo es*uecemos) Buardamos na mem:ria. alguns dos *ue intervieram mostraram1se conhecedores de literatura. alguém escrever3 a sua hist:ria pormenori>ada. organi>ava 2u>ilamentos em pleno dia. como uma presa. rego>i/ando1se. se não no1los meteram constantemente no crLnio . para ele não houve mais processos p<6licos) &ra.e+am a um homem de idade mediana *ue enumere *uais 2oram os /ulgamentos p<6licos de grande espavento. no p3tio. e inclusive leitores de "ovi Fir1@. 2or+a.E eis *ue so6em . nos nossos tri6unais) 1E isso *uando ainda não havia leis. *ue naturalmente não tem conhecimento disso. morte. tri6una.

. num per-odo de oitenta anos.or*ue assim era mais e2ica>) &s tri6unais 2uncionavam. processavam e aplicavam penas. dela devendo dedu>ir1se du>entas e trinta pessoas a *uem 2oi comutada a pena e du>entas e setenta *ue não 2oram encontradas Rno 2undamental. compara+ão com a de atsis em s: ano e meio. mas sa6emos *ue previam a 7priva+ão da li6erdade por tempo inde2inido8. margem do aparelho /udici3rio) ?omo imaginar as suas dimens9esY F) atsis.u6licada por F) ") Bernet) Red)S. p3gs) @Q5144@) A$DU'. sem incluir os tri6unais civis e militares) &s tri6unais actuavam /3 por sua conta em "ovem6ro de 1915) Apesar da 2alta de tempo dispon-vel. in2orma *ue s: em ano e meio R191Q e metade de 1919S. são as mais populares . um grupo de dirigentes de es*uerda pu6licou uma colectLnea de artigos T ?ontra a . #ois Anos de uta na 2rente 'nterna) Editora do Estado. ou se/a.E AB& #E BU AB 4.ena de Forte T. o *ue per2a> ao todo. tr0s mil *uatrocentas e vinte pessoas) Estava1se precisamente no auge da céle6re reac+ão de %tolipine.rinc-pios &rientadores do #ireito . mas h3 *ue recordar *ue. escala mundial)8 4 F) ") atsis. se conhecermos a incapacidade para a organi>a+ão *ue revel3mos ao longo da nossa hist:ria. não chega a a6alar1nosJ a nossa ci2ra. mas sim por*ue havia a (cheAa1) .) &s autores advertiam *ue ela era ainda incompleta Rentretanto ela não so2reu tantos des2al*ues como as ci2ras de atsis so6re a guerra civilS) Essa lista a6range mil e *uatrocentos nomes. 4)a edi+ão. e é necess3rio ser tartu2o para não compreender isto)8 E Uinoviev rego>i/ava1se. morte. a *ual não se re2ere ainda a todas as prov-ncias) E verdade *ue os autores da re2erida colectLnea nela apresentam outra estimativa. não resiste . 2oram desco6ertas *uatrocentas e do>e organi>a+9es contra1 revolucion3rias Rci2ra 2ant3stica. não prevendo ainda o seu 2imJ 7As iniciais B). assim como as da (cheAa. em parte por modéstiaS..unishment) 5 &6) ?it). a repressão . exercia1se. a partir de 1Q4. s: em 19C. para os nossos endurecidos nervos. se a calcularmos proporcionalmente a meio ano. e em apenas vinte prov-ncias da $<ssia ?entral R7as ci2ras aapresentadas estão longe de ser completas8@. e so6re ela dispomos de um n<meroQJ novecentas e cin*uenta execu+9es em seis meses R2oi essa a dura+ão dos tri6unais militares stolipinianosS) ?oisa horr-vel esta. .)U).enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa Rnão os lemos. desde 1Q4. por outro lado. até 19C. mas *ue. os . na sua popular colectLnea so6re a actividade da (cheAa4.Existia então um termo o2icialJ /usti+a extra/udicial) "ão por*ue não houvesse tri6unais. até nova ordemS) . precisa ele. pois não os conseguimos o6ter. onde era apresentada5 uma lista com o nome de todos os condenados . mil tre>entas e de> pessoas. 194C) a 'dem.) . 2oram editados em sua inten+ão. 1 condenadas . é ainda ($n% VEUE% FA'% E EVA#A 1 e isto s: em vinte prov-ncias. em 1919. insurrectos polacos *ue 2ugiram para o &cidenteS) $estam oitocentas e *uarenta pessoas) Uma tal ci2ra. p3g) 54) 4 'dem. p3g) 5. p3g) 55) a 'dem. com o t-tulo Against ?apital . segundo a *ual 2oram a Este pintainho com um 6ico duro 2oi chocado por (rotsANJ 7A intimida+ão é uma poderosa arma pol-tica. 2oram 2u>ilados pela (cheAa Risto é. morte Rem6ora não tenham talve> sido executadasS. além da desunião geral e da decad0ncia espiritual da*ueles anosS e houve ao todo oitenta e sete mil presos5) RFas este <ltimo n<mero cheira a 6aixo de mais)S Dual o termo de re2er0ncia *ue permite uma compara+ãoY Em 19C5. paralelamente a eles e independentemente deles. 19C5. sem /ulgamento. 2ora dos tri6unaisS oito mil tre>entas e oitenta e nove pessoasX 4.

d3 vontade de rir ao di>01lo. dado terem sido in<meras as agita+9es e insurrei+9es do campesinato entre 191Q e 1941. em '/evsA ou IotAinsA. *ue arremetiam contra as metralhadoras e.4 A$DU'. depois. distritais e revolucion3rios) &s tri6unais populares ocupavam1se dos assuntos criminais e de pe*uenos casos do dia) "ão podiam condenar ao 2u>ilamento) Até Julho de 191Q conservava1se ainda na /usti+a a heran+a dos socialistas revolucion3riosJ os tri6unais populares. *ue /ulgavam sem pararW *ue cada cidade tomada no curso da guerra civil 2icava assinalada não somente pelo 2umo das armas no p3tio da (cheAa. sem calosJ isso era mais *ue su2iciente. em 1944. o direito de condenar a menos de seis meses) &s tri6unais de distrito e os tri6unais revolucion3rios. 'aroslavl ou Furoma. ter3 sido destru-do pelas pessoas interessadas)S Fas n:s s: sa6emos *ue os tri6unais revolucion3rios não dormitavam. pagavam . 2or*uilhas e machados. a tomar parte di essas insurrei+9es8b) Iom. pois os camponeses não podiam revoltar11se contra o poder oper3rio e campon0sX Fas como explicar *ue.itelin apenas em 1aitelin) Através da citada colectLnea de atsis conhecemos o n<mero de insurrei+9es esmagadas nesse ano e meio em vinte prov-nciasJ tre>entas e *uarenta e *uatro . mas /untamente com eles se lan+ava contra as metralhadorasY atsisJ 7&s outros camponeses eram o6rigados pelos =ulacs. com estacas. a insurrei+ão de %apo/A é recordada apenas em %apo/A. o mais surpreendente ser3 a ci2ra de simples camponeses. ra>ão de um por de> nas 2ilas alinhadas para o 2u>ilamento) Assim. =o>lov ou (am6ov as revoltas custavam tam6ém caro .E AB& #E BU AB soes nocturnas dos tri6unais) E *ue para rece6er uma 6ala não era indispens3vel ser um o2icial 6ranco.or*ue é *ue a massa de camponeses po6res.arte '''. 1414119C5) lv Ver . n<mero dois. um democrata constitucional. e ninguém tenha 2otogra2ado nem 2ilmado essas multid9es excitadas. em compensa+ão. mas tam6ém pelas ses1 Q $evista Iitoe. e a de . talve> descortine longos rolos de senten+as dos tri6unais e consiga estat-sticas) REm6ora isso se/a pouco prov3vel) & *ue não 2oi destru-do pelo tempo e pelos acontecimentos. os tri6unais populares o6tiveram o direito de condenar até de> anos.o6resY E essas amea+as mais terr-veis do *ue as metralhadoras das unidades da (chorY14 . cal<nias e amea+as. com as mãos atadas. perdendo. se levantassem não tr0s is6as numa aldeia.C) RAs insurrei+9es camponesas /3 em 191Q eram designadas como sendo 7de =ulacs8. tinham permanentemente o direito de aplicar a pena de 2u>ilamento. de cada ve>. com as suas 2or*uilhas e machados.^avia tri6unais de tr0s tiposJ populares. podiam ser elevadas até vinte anos9) A partir de Julho de 191Q permitiu1se aos tri6unais populares aplicar penas de cinco anos) Duando /3 se tinham acalmado todas as amea+as de guerra. se alguma ve> vierem a desenrolar1se perante os nossos olhos. *ue s: podem ser examinadas em pormenor por um historiador da*ueles anos) Esse historiador talve> descu6ra documentos. um grande propriet3rio. cap-tulo primeiro) 4. mas por um curto espa+o de tempo estiveram privados deleJ os tri6unais de distrito em 194C c os revolucion3rios em 1941) ^3 a*ui engrenagens muito delicadas. mas toda ela em pesoY . nesses anos. não podiam aplicar penas superiores a dois anos) %: por interven+ão especial do Boverno é *ue algumas senten+as. em6ora elas não ilustrem as gravuras a cores da ^ist:ria waa Buerra ?ivil. não matava os =ulacs su6levados. os da /usti+a extra/udicial e os dos tri6unais. mas seriam essas promessas mais aliciantes do *ue as palavras de ordem do ?omité dos ?amponeses . para se ser condenado ao 2u>ilamento) E 23cil adivinhar *ue. um social1revolucion3rio ou um anar*uista) Iastava ter umas mãos 6rancas e macias. um senador. com promessas. um 2rade. particularmente 6randas.s mãos calosas) "esses rolos.

esmagadas por estas m:s. p3g) 54) 4. senão 2u>ilamos1te a*ui mesmoX8 Fas mantémse 2irmeJ ele não pode 6ater1se.pode preconi>ar a não viol0nciaX E)J 1 'rei para onde me enviarem) & acusadorJ 1 & tri6unal não tem de ocupar1se de *uais*uer actos penais. em 1919.E AB& #E BU AB 4. até %etem6ro de 1919. "oAolsAi. de uma sessão do tri6unal revolucion3rio de $ia>an.@ 6aionetas em terraX .E AB& #E BU AB & presidenteJ 1 Due velho idiotaX &nde o 2oram 6uscarY & de2ensorJ . por considera+9es religiosas Ro6/ec+ão de consci0nciaS) Ele 2oi mo6ili>ado pela 2or+a. 2oram 7apanhados e enviados para a 2rente cin*uenta e *uatro mil e setecentos desertores81@. num instante. o6) cit). vais p_r1te.é tam6ém um velho /urista) Um dos /urados tenta explicar ao réu o seu ponto de vistaJ 7?omo é *ue voc0. pode compartilhar as ideias do aristocrata conde (olstoiY8 & presidente do tri6unal interrompe1o e não o deixa explicar11se) E travada discussão) Um /uradoJ 1 Voc0 não *uer matar e tenta dissuadir os outros) Fas os 6rancos come+aram a guerra e voc0 impede1nos de de2ender1nos) Envi31lo1emos para =oltchaA e a. não pegava em armas nem 2a>ia instru+ão) 'ndignado.4 A$DU'. cu/o ani*uilamento constitui a outra 2ace inevit3vel de *ual*uer revolu+ão *ue utili>a a 2or+aY Eis o relato. por um mero acaso. no processo contra o tolstoiano ') E)J Ap:s ter sido decretada a mo6ili>a+ão geral o6rigat:ria para o Exército Vermelho Rum ano depois das palavras de ordemJ 7A6aixo a guerraX As 1C atsis. com um rev:lver diante de cada um delesJ 7^er:is como tu /3 vimos muitos. é partid3rio do cristianismo livre) & seu caso é entregue ao tri6unal revolucion3rio) A audi0ncia é p<6lica) "a sala h3 umas cem pessoas) & advogado é velho e am3vel) & acusador p<6lico Ra palavra 7procurador8 2oi proi6ida até 1944S. 2eito por uma testemunha ocular. no *uartel. sendo um representante do povo tra6alhador. mas. mas negou1se a6ertamente ao cumprimento do servi+o militar. re*ueiro *ue este caso se/a entregue aos tri6unais populares) & presidenteJ 1 & *u0Y ActosY Ve/am l3. por um mero acaso.ara casaX8S. mas unicamente de actos contra1revolucion3rios) #ado o corpo de delito. mas pela nossa consci0ncia revolucion3riaX & acusadorJ 1 'nsisto em *ue transcrevam o meu re*uerimento na acta) & de2ensorJ 1 Eu associo1me ao acusador) A causa deve ser /ulgada num tri6unal ordin3rio) 1@ atsis. p3N) xtS) a1 Unidades de missão especial) A$DU'. s: na prov-ncia de $ia>an.E *uantas pessoas choram. sim. com uma notaJ 7"ão reconhece o poder soviético)8 'nterrogat:rio) (r0s homens atr3s de uma mesa. o comiss3rio da unidade entregou1o . (cheAa. além de uns *uantos 2u>ilados in loco para exemplo) E) não desertou. *ue legistaX ":s regemo1nos não pelas leis. de /oelhosX Aceita imediatamente ir com6ater. o6) cit). p3g) 55) b 'dem.

seria 6omX "ão havia nenhuma guerra.E AB& #E BU AB 4. ter-amos pre2erido ver as notas estenogra2adas desses processos. desmascarado como um encarni+ado inimigo do povo1aa) %e. mais tarde. nem 6rancos nem vermelhosX8 #e regresso ao *uartel re<nem em assem6leia de soldados vermelhos) ?ensuram a senten+a e redigem um protesto para enviar a Foscovo) Esperando cada dia a morte. não é 23cil de instaurar a ditadura do proletariado. até *ue a de2esa não 2a+a mais um todo com a acusa+ão e o tri6unal. mas enine suprimiu esse posto14S. de *ual*uer modo.ovo para a Justi+a Rpreparavam1se para lhe dar o posto de tri6uno. nem a nova /usti+aX ?omo é de supor.1 ^3 *uarenta anos *ue exer+o a advocacia e é a primeira ve> *ue ou+o uma tal o2ensa) 'nsiram1na na acta) & presidente. h3 *ue complet31lo mentalmente) Evidentemente. mas como avan+aremos n:s no meio deste nevoeiro cor1de1rosaY &s 2u>ilamentos não 2alam. irmão.s prov-ncias.5 não destru-do. sua procura) . primeiro1comandante supremo. tudo o *ue di> respeito . de uma colectLnea dos discursos de acusa+ão do violento revolucion3rio ") V) =rilenAo.elos vistos. um exemplar A$DU'. prisão. s: a acusa+ão nos pode a/udar) ?hegou até n:s. e o6servando diariamente da /anela os 2u>ilamentos. a n:s não nos deixam ir . nem os da escolta. . se nos domina a tenta+ão de respirar o ar /udicial dos primeiros anos ap:s a $evolu+ão. até ser.lhe di>emJ 7%e todos 2ossem como tu. /untamente com os tri6unais revolucion3rios) . é necess3rio sa6er ler este livro) "ão dispomos de outro) E tudo o *ue 2alta. ouvir as dram3ticas vo>es sepulcrais desses primeiros réus e advogados. E) esperou trinta e sete dias) ?hegou en2im a comuta+ão da senten+aJ *uin>e anos de cadeia em regime especial de isolamento) Este é um exemplo edi2icante) Em6ora a lei revolucion3ria tenha vencido. ganhe um rumo e se consolide a linha necess3ria.rotesto contra a senten+a e vou apelar para o ?omissariado da Justi+aX & de2ensorJ T Associo1me ao acusadorX & presidenteJ 1 Evacuem a salaXXX &s mem6ros da escolta recondu>em E). os da escolta metendo1se num assunto *ue não lhes di> respeito e enviando um protestoX AhX.ovo para a de2esa. 2a+am causa comum as resolu+9es das massasX &6servar este caminho ano ap:s ano ser3 uma grata tare2a para o historiador. mas tão1pouco esta 2oi a <nicaX Duantos anos terão de passar ainda até *ue tudo se classi2i*ue. e com eles 2a+a causa comum o processado. e *ue 2oi o glorioso acusador dos maiores processos. rindo1seJ T 'nserimosX 'nserimosX $isos na sala) & tri6unal retira1se para deli6erar) &uvem1se gritos de desacordo na sala de de6ates) Voltam com a senten+aJ 2u>ilamentoX "a sala h3 um murm<rio de indigna+ão) & acusadorJ T . en2im. os desaparecidos 2alam) "em os réus. nem os advogados. nem todas as sess9es decorriam com uma disciplina tão relaxada. nem os espectadores. *ue teve mais tarde a iniciativa das %ec+9es dos (ri6unais Extraordin3rios do ?omissariado do . e a. *uantos es2or+os isso exigiu do presidente do tri6unalX Duanta pertur6a+ão. mesmo *ue eles este/am vivos. e com estes. *uanta indisciplina e 2alta de consci0ncia pol-ticaX A acusa+ão 2a>endo causa comum com a de2esa. primeiro1comiss3rio do . *uando ninguém podia prever *ue uma engrenagem implac3vel iria tragar tudo isto. por intermédio de pessoas de 6oa vontade. em parte. *uisermos levar a ca6o o nosso 6reve resumo dos processos p<6licos.

mas c:modos eram os seus discursos de acusa+ão e as senten+as dos tri6unais. no entanto. e em pormenor. para isso não se reunia todo o Executivo em plen3rio. como no &cidente. era a terceira intersessão decisiva da nossa ^ist:ria. por uma série de considera+9es técnicas81. *ue alguém agora tente descrever ordenadamente. repetia %verdlovJ 7E 6om *ue os poderes legislativo e executivo não este/am separados. os ar*uivos do (ri6unal de Foscovo e do %upremo (ri6unal $evolucion3rio Rem 194@S 7não estavam de modo algum em ordem))) Em toda uma série de causas o estenograma))) estava escrito de 2orma tão incompreens-vel *ue 2oi necess3rio eliminar p3ginas inteiras. o da insurrei+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda e o do almirante ?hastniS 7decorreram em geral sem estenograma815) E estranho a condena+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda não ser um 2acto insigni2icanteJ depois de Gevereiro e de &utu6ro. alguns princ-pios essenciais) . explica =rilenAo.. 5)a edi+ão. o6) cit). a passagem para um sistema 14 enine. pronunciados por =rilenAo. por uma parede surda) (odos os pro6lemas se podem resolver rapidamente)8 Especialmente por tele2one)S E com a maior 2ran*ue>a e exactidão *ue são 2ormuladas. nos discursos /udicials. os processos /udicials da*ueles anos))) ?onhecemos. p3g) 41C) ") V) =rilenAo.or exemplo. *ue é a teoria da independ0ncia do poder /udicial) RJustamente. por %verdlov no seu ga6ineteS) (udo isto. uma senten+a de seis meses podia ser trans2ormada em de> anos Re. A$DU'. p3g) 5) .. p3gs) 415) 4.or exemplo. como o leitor compreender3. 7di2erencia com vantagem o nosso sistema da 2alsa teoria da separa+ão de poderes844. na medida em *ue. *ue /3 então coincidiam plenamente com as exig0ncias do acusador) %egundo ele.Entretanto. o acusador principal indica1nos *ue o Executivo do ?omité ?entral tem o direito de intervir em *ual*uer causa /udicialJ 7& Executivo do ?omité ?entral tem o direito ilimitado de amnistiar e castigar segundo o seu 6elo pra>er)841 R& it3lico é meu) 1 A) %)S) . p3g) 4) 'dem. ou resta6elecer o texto de mem:ria8 RXS E 7uma série de grandes processos8 Rentre os *uais. por exemplo.. tanto mais *uanto 72oi demonstrada a sua exist0ncia819) RGoram então presos mais de mil homens4C 1 haveria *ue instaurar processos a todosYS Assim. as tare2as gerais do tri6unal soviético) & tri6unal era 7simultaneamente o criador do direito Rit3lico de =rilenAoS))) e o instrumento da pol-tica84@ Rit3lico meu)aT A) %)S) ?riador do direito. =rilenAo esclarece *ue pu6licar notas estenogra2adas 7era inc:modo. #urante ?inco Anos R191Q144S) #iscursos de acusa+ão pronuncia1os nos maiores processos instru-dos no (ri6unal de Foscovo e no %upremo (ri6unal $evolucion3rio) Editora do Estado) 194@) (iragemJ 5 CCC exs) bb 'dem.E AB& #E BU AB de partido <nico no Boverno) E não 2oram poucas as acusa+9es) Fas não se 2e> nenhuma acta estenogra2ada) E a 7conspira+ão militar8 de 1919 72oi li*uidada pela (cheAa através de meios de repressão extra/udicials81Q. não houve c:digo algumJ os c:digos c>aristas 2oram deitados pela porta 2ora e ainda não tinham sido ela6orados os nossos) 7E *ue não venham di>er1me *ue os nossos tri6unais penais devem aplicar exclusivamente as normas escritas existentes) Vivemos um processo revolucion3rio)))844 7"um tri6unal revo1 1Q =rilenAo. durante *uatro anos. 6astando *ue a senten+a 2osse emendada. tomo @.

se isso 2or conveniente para a classe oper3ria) Entretanto 7se esta conveni0ncia exigir *ue uma espada punitiva caia so6re a ca6e+a dos réus.Q A$DU'. o6) cit). etc. o2c) cP2). 2olhear processo ap:s processoY Estas declara+9es serão inexoravelmente aplicadas) . mas tam6ém do 2uturo)8@@ As declara+9es do camarada =rilenAo são claras como 3gua) Elas 2a>em emergir com relevo todo este per-odo /udicial) Através das evapora+9es primaveris. anuncia1se /3 a transpar0ncia di32ana do &utono) %er3 necess3rio ir mais longe na nova an3lise. talve> reparassem *ue elas não vos custaram assim tão caroXS (alve> *ue a /usti+a eterna se/a um pouco mais con2ort3velX))) J3 *ue são desnecess3rias as su6tile>as /ur-dicas.5 lucion3rio não devem renascer as su6tile>as e os casu-smos /ur-dicos))) ?riaremos um direito novo e normas éticas novas)845 7.or muito *ue 2alem das leis eternas do direito. p3g) 44) 4C atsis. da /usti+a.ela 6oca do camarada =rilenAo. p3g) 59) @1 'dem. p3g) 4. então. p3g) Q1) @4 'dem. não h3 *ue determinar se o réu é culpado ou não culpadoJ o conceito de culpa6ilidade é um velho conceito 6urgu0s.) 1a =rilenAo. p3g) 14) 4JX 'dem. Ro it3lico é meu) T A)%)S) &s homens não são homens. p3g) @1Q) 4Q 'dem. p3g) Q@) @C 'dem.19 'dem. p3g) 5@) 49 'dem. p3g) 5C5) 45 'dem. ouvimo1lo a2irmar *ue um tri6unal. e deve actuar 7so6 o ponto de vista dos interesses da $evolu+ão))) tendo em conta os resultados mais dese/3veis para as massas oper3rias e camponesas84Q. por mais persuasivo *ue se/a. não é um tri6unalJ 7Um tri6unal revolucion3rio é um :rgão de luta da classe oper3ria contra os inimigos8. de um modo geral. o6) cit). p3g) 44) R& it3lico é meu)S 4. mas sim 7os portadores de determinados ideais849) %e/am *uais 2orem as *ualidades individuais Rdo réuS s: lhe pode ser aplicado um método de valori>a+ãoJ o critério do valor é o do interesse de classe@C) & *ue *uer di>er *ue s: tens o direito de existir.E AB& #E BU AB #a*ui se deve in2erir *ue so6re o acusado não recai propriamente o peso do *ue /3 2e>. agora explicado45) . mas do *ue ele . nenhum discurso. p3g) 1@) b 'dem. R%e as V&%%A% condena+9es 2ossem comparadas com as "&%%A%. se não 2or agora 2u>iladoJ 7":s de2endemo1nos não s: do passado. a/udar38@a Risso são argumentos de advogado. p3g) @) 44 'dem. etc)))S) 7"o nosso tri6unal revolucion3rio não 2a>emos caso nem dos artigos nem das circunstLncias atenuantesW devemos partir de considera+9es de utilidade)8@4 "a*ueles anos houve muitos a *uem sucedeu istoJ depois de terem vivido e vivido desco6riram de repente *ue a sua exist0ncia não era ?&"VE"'E"(E) 45 =rilenAo.E AB& #E BU AB 4. n:s 6em sa6emos))) como elas nos custaram caro)84. 2icam a sa6er *ue os tri6unais revolucion3rios são tri6unais de outro género) "outra ocasião. p3g) 4CQ) A$DU'. 'dem. p3g) 544) 4.&#E$Z 2a>er.

acaso. um /ornal pode ousar ter tais o6/ectivosYn (ão1pouco é revelada a 2rase de %avinAovJ 7E preciso ser um criminoso insensato para pretender seriamente *ue o proletariado internacional rios apoia8. o6) 3t). 2oi o processo contra a li6erdade de expressão) "o seu n<mero de 44 de Far+o de 191Q. autoridade acusadora Rcomo =rilenAo gosta de a caracteri>arS.) A$DU'.ela tentativa de in2luir nos esp-ritos. independentemente de a redac+ão as compartilhar ou não8) Além disso. veste um casaco desa6otoado.) V) legorov.9 de 7um destacado leader pol-tico. =asso e outros mais) #ecidem 2ech31lo para sempreX Ao redactor 'egorov. em guerra. mas não é assim tão vergonhoso se se pensa *ue estamos ainda em 191QX R%e o velho so6reviver. ainda não pelo excesso de comida) Duanto . p3g) Q4) 'dem.Gechai os olhos e imaginai uma pe*uena sala de audi0ncia) Ainda não est3 pintada de ouro) &s 2ervorosos mem6ros do tri6unal usam 6onés simples. em *ual*uer Brécia.E AB& #E BU AB 4. é vergonhoso di>01lo. e onde encontr31loY Assim. a/udou enine a regressar) =rilenAo exclama *ue não tenciona acus31lo de cal<nia Re por*ue nãoY)))S e o /ornal é processado por tentativa de in2luir nos esp-ritosX RFas.o6iedonotsiev. p3g) 49. . di>endo *ue o artigo era da autoria =rilenAo. *ue as autoridades alemãs lhes prestaram coopera+ão para o regresso . cu/as opini9es tinham um interesse geral.4. %tolipin. "atanson e companhia tinham regressado . não via *ual*uer cal<nia nas a2irma+9es de %avinAov 7segundo as *uais não se devia es*uecer *ue enine. não gosta do sorriso das mulheres acusadas e atira1lhes com ar desdenhoso e amea+ador. antes mesmo de *ual*uer senten+aJ 7Voc0. cidadã 'vanova. a despeito das suas correrias revolucion3rias. com esse seu sorrisinho. mas passados v3rios anos aparece novo)S Iem. um dos primeiros e dos mais precoces.$&?E%%& #&% 7I& E('"% $U%%&%8) Este processo.s riscas 6rancas e a>uis) & acusador supremo exprime1se num russo deste géneroJ 7& *ue a mim me interessa são as *uest9es de 2actoX8W 7?oncreti>e1me o momento da tend0nciaX8W 7":s operamos no plano da an3lise da verdade o6/ectiva)8 ]s ve>es l3 surge um ditado latino Ré verdade *ue de um processo a outro esse ditado repete1se. ter3 o pre+o *ue merece e havemos de 2a>er com *ue não se ria nunca maisl8@` Vamos l3 entãoY aS & . como na velha $<ssia de h3 séculos e como ainda presentemente na U) $) %) . suportando as mais incr-veis reac+9esJ oris11FeliAov. condenavam1no. $<ssia através de Ierlim. dado *ue ele ainda nos iria apoiar))) . mas h3 *ue di>er tam6ém *ue. ou se/a. terminou os seus estudos em duas 2aculdades) Duando est3 6em disposto derrama a sua alma so6re os réusJ 7%ois uns pati2es pro2issionaisX8 E não é nada hip:crita) . de civil e pela a6ertura do pesco+o v01se uma camisola de marinheiro . det01lo1ão de novo e *uantas ve>es ainda ser3 agarradoXS . o maldito. continuava a manter1se o h36ito do su6orno. sãoo magros. mas ele estava em viagem. por*ue na realidade assim 2oraJ a Alemanha do =aiser.or estranho *ue pare+a. convidando1o a explicar1seJ como se atreveraY J3 haviam decorrido *uatro meses de dom-nio da "ova Era e /3 tinha chegado a hora de se acostumarX legorov ingenuamente /usti2icou1se.or exemplo. na*ueles anos explosivos. é assim condenado um /ornal *ue se pu6licou desde 1Q. p3tria8. 2echaram o /ornal e levaram ao 6anco dos réus o velho redactor . este conhecido /ornal dos 7pro2essores8 inseriu um artigo de %avinAov T 7Em Viagem8) ?om muito gosto teriam detido o pr:prio %avinAov. a tr0s meses de prisão isolada.

mas.ois a *uestão é claraJ remexendo no seu passado X. e um deles. actividade pol-ticaX RIom. come+ou a indagar *uais os meios de resgatar o marido) Ela conseguiu o6ter uma liga+ão com um conhecido dum dos comiss3rios. não tivesse decidido durante a noite *ue o advogado não era uma pessoa séria. e não teria ido parar aos anais de =rilenAo. eist.%). encadernados de vermelho e gravados a ouro. era mesmo um 7severo acusador. seus auxiliares.E AB& #E BU AB de neg:cios *ue terminaram 6em. e num encontro secreto exigiram1lhe du>entos e cin*uenta mil ru6los. s: por si. se a esposa não tivesse come+ado a apertar com o dinheiro. tam6ém a (cheAa) &s tomos de hist:rias. como em segredo. depois de um regateio. este aliciou mais dois. 6aixando. os :rgãos /udicials) E podemos acrescentar. em ve> de trinta mil. como era costume. o /urado 'aAulov) "ão se sa6e exactamente *uem 2oi. no seu curriculum vitae) 7%e se examina com aten+ão8 o caso desse eist. *ue especulava com lingotes de ouro) A sua mulher. como aconteceu com centenas 45C A$DU'. di2erentemente do tempo estalinista. levando a Brin apenas *uin>e mil ru6los adiantados. não 6asta)S . eles sentem1se estranhos 2ace ao nosso tri6unal revolucion3rio) RDuanto a n:s. isto é.ovoS. capa> de lan+ar raios e coriscos so6re *uem *uer *ue atentasse contra os 2undamentos8) E *ue di>er agora so6re elesY &nde ir 6uscar com *ue denegri1losY RJ3 *ue atacar a corrup+ão. pessoas totalmente devotadas aos interesses da $evolu+ão. atenuando a acusa+ão Ro *ue seria imposs-vel num processo pol-ticoXS) =rilenAo explica assim as coisasJ pela sua compreensão estreita e mes*uinha. pelos vistos. para sessenta mil. tentando1se particularmente su6ornar. se. os acusados eram seus camaradas de armas. atrevemo1nos de 2orma estreita e mes*uinha a supor *ue as testemunhas não tiveram tempo de aprender a temer. com presentes.$&?E%%& #&% ($n% ?&F'%%Z$'&% #& ($'IU"A $EV& U?'&"Z$'& #E F&%?&V& RA6ril de 191QS) Em Far+o de 191Q 2oi preso Ierid>e. a ditadura do proletariado) E na verdade necess3rio um grande atrevimento para p_r em causa os comiss3rios do tri6unal revolucion3rio) E *ue vir3 a suceder posteriormente contigoY)))S E tam6ém interessante a argumenta+ão do comiss3rio) ?om e2eito. so6retudo. o destino dos presos pol-ticos nos primeiros anos da $evolu+ão dependia grandemente do su6ornoJ rece6iam os presentes sem timide> e por isso punham os presos honradamente em li6erdade) =rilenAo seleccionou somente uma d<>ia de processos num per-odo de cinco anos e 2ala1nos de dois desses casos) & caminho *ue o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo e o (ri6unal %upremo seguiam para atingir a per2ei+ão enveredou por vias tortas e am6os se a2undaram na indec0ncia) 6S & . a come+ar pela desa/eitada esposa. é 2ilho de um pro2essor da Universidade de FoscovoX E este pro2essor não é um simples pro2essor. mas um homem *ue durante vinte anos conseguiu so6reviver a todas as reac+9es. pela sua indi2eren+a . dos *uais metade adiantados e pagos através do advogado Brin) (udo poderia ter 2icado ignorado. silenciam1no) ^3 velhas testemunhas oculares *ue se recordam de *ue. e pela manhã não se tivesse precipitado para um outro intermedi3rio. com a telha pr:pria das mulheres. em meio ano. um m0s antes. nem aos nossos Re nem mesmo teria sido o6/ecto de de6ate no ?onselho dos ?omiss3rios do . e. 7encontram1se in2orma+9es extraordinariamente curiosas8) Estamos intrigadosJ ser3 ele um antigo aventureiroY "ão. procuram apresentar provas 2avor3veis aos acusados. mas apitar da reac+ão . deve ter sido 'aAulov *uem decidiu a/ustar as contas com os comiss3rios) & *ue h3 de interessante neste processo é *ue todas as testemunhas.

e ele p_de apenas 6al6uciar as penas de seis meses de prisão a cada um dos comiss3rios e uma multa em dinheiro ao advogado) R%: 2a>endo uso do direito do Executivo do ?omité ?entral de 7aplicar penas ilimitadas8 é *ue =rilenAo conseguiu. não 2oi esse o o6/ecto do processoJ nenhum deles 2oi /ulgado pelos 2actos da 2rente oriental e até lhes perdoaram tudo) Due espanto) #esde *ue 2oi destitu-da a sua .E AB& #E BU AB 451 mas de pro2essores 6urgueses de renome mundial Resses pro2essores. sempre tão animoso. A$DU'. é um representante t-pico da*uela variedade da espécie humana *ue Farx denominou como 7sanguessugas do regime capitalista8. *ue podia p_r em li6erdade *uem *uisesse. certamente mem6ro das ?ent<rias "egras) #e outro modo. no ^otel Fetr:pole.tam6ém =rilenAo 2oi admitido como estudante externo)))S %er3 acaso de surpreender *ue o seu 2ilho se/a uma pessoa de duas carasY Duanto a . *ue não levasse em conta 7os mati>es individuais da culpa6ilidade8W mas uma certa no6re>a. tanto entre as massas revolucion3rias de então como entre os nossos leitores de ho/e. 7pessoa de con2ian+a8 da comissão investigadora.odgaisAi. acompanhadas do con2isco total dos seus 6ens) =rilenAo apregoou aos *uatro ventos a sua vigilLncia e por pouco não rece6eu o t-tulo de tri6uno)S (emos per2eita consci0ncia de *ue. além de todos os advogados e todos os gendarmes. *ue o2erecia ele aos oper3rios e camponeses como alimento mentalY 7Alimentava as vastas massas com literatura de m3 *ualidade8. $:tten6erg e %oloviov tinham tra6alhado na ?omissão de A6astecimento da 2rente oriental Rcontra as tropas da Assem6leia ?onstituinte. os sacerdotes e))) e os not3rios)))@5 . um autom:vel e 6an*ueteava1se no $estaurante Kar) R":s não estamos ha6ituados a imaginar desse modo o ano de 191Q. era 2ilho de um 2uncion3rio /udicial. era Buguel) En*uanto editor.or*ue é *ue o proletariado con2iou em tal gente para a6ater os seus inimigosYS Fas /3 o advogado Brin. respeitante a uma institui+ão ainda mais elevada) cS & . este desgra+ado processo não pode deixar de a6alar a sua 2é na santidade do tri6unal) E com mais timide> ainda passamos ao processo seguinte. tam6ém iremos encontr31los 6em depressa no 6anco dos réusS) =rilenAo encoleri>ava1se e assom6rava1seJ mas *ue gentalha é esta *ue se in2iltrou nos tri6unaisY R(am6ém n:s 2icamos perplexosJ *uem constitui esses tri6unais dos oper3rios e camponesesY . o6ter penas de de> anos de prisão para os investigadores e de cinco para o advogado1 sanguessuga.2orma de rece6er.$&?E%%& #E =&%%'$'EV R15 de Gevereiro de 1919S) G) F) =ossiriev e os seus amigalha+os i6ert. aparecia agora como repugnanteX & mais a6/ecto de todos. naturalmente. mas é assim *ue aparece testemunhado no tri6unal revolucion3rio)S @% =rilenAo. da *ual 2a>em parte. o6) cit). de uma s: ve>. como é *ue o seu pai teria podido servir durante vinte anos o c>arY E o 2ilho tam6ém se preparava para a carreira /udici3ria) Fas so6reveio a $evolu+ão e precipitou1se para os tri6unais revolucion3rios) & *ue ontem parecia po6re. antes ainda de =oltchaAS) ?hegou1se . conclusão de *ue encontraram a. gastando1os em corridas de cavalos e em pLndegas com as en2ermeiras) A ?omissão tinha ad*uirido uma casa.arece *ue =rilenAo não poupou as suas 2or+as para conseguir uma senten+a implac3vel e cruel. entre setenta mil e um milhão de ru6los. uma certa 2adiga se apoderou do tri6unal.E AB& #E BU AB "o entanto. não de Farx. p3g) 5CC) 454 A$DU'.

elos vistos. 6racel2 tes. a constituir))) o ?olégio de $evisão e de ?ontrole da (cheAa da UniãoX Eis a compet0ncia desse ?olégioJ ele tinha plenos poderes para veri2icar a con2ormidade com a lei dos actos de todos os restantes :rgãos da (cheAa da União. não se envaideceramJ com gente do género de FaAsi1mitch.eterson. havia *ue detectar as galinhas dos ovos de oiro e no ano 1Q ca-am não poucas nas redes) RA $evolu+ão tinha sido 2eita com demasiada pressa. =rilenAo 2a> o seguinte coment3rio. velho vaga6undo si6eriano. o6) cit).rimavera de 191Q.E AB& #E BU AB 45@ peters6urgo. mas não conseguiu ascender ao ensino superior) Adveio o poder dos %ovietes e. pois consideramo1lo como uma o6riga+ão))) "ão é o 2acto de exercer esse tipo de tra6alho *ue envergonhaW uma ve> *ue alguém reconhece *ue ele é indispens3vel para o interesse da $evolu+ão. ionAa. as 6e6edeiras e as mulheres8.elo seu aspecto exterior parecia ade*uada e aceitaram1na) A prop:sito dos denunciantes. . e 6rincos as damas 6urguesas tiveram tempo de esconder)S E depois tentar esta6elecer contactos com as 2am-lias dos presos através de um *ual*uer testa1de112erro) Giguras dessas tam6ém des2ilam perante n:s no processo) A. não se podendo ver tudo. por exemplo. pelos vistos. excep+ão. /untamente com "a>arenAo.haviam chegadoY )))Sou mesmo simples copos) 7Era so6re isso.residium da (cheAa da UniãoXXX@.est3. ou de anular as decis9es de todos os restantes :rgãos da (cheAa. na . pelos vistos. do . p3g) 5C5) A$DU'. colares. em *ual*uer 2ase da instru+ão. *ue se concentrava a sua aten+ão. UritsAi. somente. =ossiriev instala1se com grande 2austo Rsetenta mil ru6losS. instalaram em casas particulares e no ^otel %avoi 7um am6iente de luxo))) onde reinam as cartas Rpondo1se em /ogo milhares de ru6losS. Fen/insAi e 'agodaX & modo de vida dos cons:cios continuou a ser o mesmo) "ão se tornaram orgulhosos. deve estar pronto a 2a>01lo@5) Fas acontece *ue UspensAaia não tinha convic+9es pol-ticasX Era isso o mais terr-vel) Ela responde nestes termosJ 7Eu concordei em *ue me pagassem determinada percentagem pelos casos desco6ertos8. e não so6re as ideias. sendo ainda divididos a meias os 6ene2-cios provindos da*ueles *ue o tri6unal evita revelar. $a2ailsAi e FariupolsAi 7*ue não tinham rela+ão alguma com as organi>a+9es comunistas8. como se 2osse para si mesmoJ 7":s não vemos nisso nada de critic3vel.raesidiumX Encontrar1se num degrau a seguir a #>er/insAi. não desdenhando levar da (cheAa da União colheres e ch3venas de prata Rmas como é *ue tais o6/ectos a. atsis. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS Due melhor 2orma de utili>ar o seu direito so6re1humano de prender e de p_r em li6erdade *uem lhe parecesseX . 2oram os *uatro convidados. . esse destacado tch*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil r6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos. 6em como o direito de re*uisitar e examinar *ual*uer processo. amigo de =ossiriev dos anos de tra6alhos 2or+ados por delito comum. desentranhar *uantas pedras preciosas. de vinte e dois anos) Ela terminou o liceu de %am1 =rilenAo. anéis. J3 não era pouco ser a segunda autoridade da (cheAa depois do . 7UspensAaia não estava inclu-da . UspensAaia. ordenando *ue os seus nomes não se mencionem) "a expressão de =rilenAo.?omissão de A6astecimentos. eis o *ue ele tomou para si do movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos. esse destacado tche*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil ru6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. UspensAaia apresentou1se na (cheAa a o2erecer os seus servi+os como in2ormadora) .

acaso. conseguindo. /3 assinado em nome da ?omissão de $evisão e ?ontrole. mesmo nas 2ileiras do partido do proletariado. ao ca6o de uns meses. sendo de crer *ue em 6reve o 2u>ilariam) RE di>er *ue nos ho/e nos interrogamos so6re a 2orma como se chegou . essa entrevista secreta veio a ser conhecida pelo /urado laAuloN. e o presidente do tri6unal Rter1se1ia lem6rado da indigna+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . colocou atr3s de uma cortina uma esten:gra2a) Assim 2o1 @5 =rilenAo. amigo -ntimo de =ossiriev. FecherAa1BrevsY Entretanto. h3 *ue compreend01la humanamente. pelos vistos. p3g) 5C5) . deu motivo a um processo) Goi condu>ido so6 escolta para testemunhar. tornar1se. ar6itrariedade e por*ue é *ue ninguém lutou contra issoXS 454 A$DU'. por i6ert e $otten6erg Rna (cheAa. BodeliuA tinha rece6ido um avan+o de do>e mil. o regateio devia prosseguirS) E nisto ele 2oi desco6ertoX E na sua desorienta+ão 2orneceu provasX RFecherAa teve ainda tempo de se apresentar . s: um passo do glorioso caminho tinha sido ainda percorrido pela (cheAa e /3. comunista e comiss3ria) Entretanto. por outro))) discussão *ue na*uele tempo dividia o . esse mesmo *ue tinha enterrado os investigadores su6ornados e *ue. não conseguimos tocar no 2undo do processo) UspensAaia organi>ou para FecherAa1Brevs um encontro numa casa privada com um tal BodeliuA.ara acalmar a indigna+ão do leitor h3 *ue re2erir *ue este laAulov. com a a/uda de importantes tche*uistas.E AB& #E BU AB ram registadas todas as a2irma+9es de BodeliuA so6re =ossiriev. como em termos algo o6scuros escrevia =rilenAo. rece6ia dinheiro e em *ue *uantidadeW segundo o estenograma.ovo da Economia. surgia 7uma discussão entre os tri6unais e as suas 2un+9es. cedendo a FecherAa um passe para entrar na (cheAa. p3g) 51@) R& it3lico é meu)S 1Q 'dem. UspensAaia não 2icou muito tempo na pol-cia secreta. na (cheAa. como chegou a pagar1lhe a mulher de um preso.ovo em 2ace do processo dos /u->esYS tam6ém cometeu um erro de classeJ em ve> de advertir simplesmente o camarada #>er/insAi e de arran/ar tudo em 2am-lia. a 2im de se porem de acordo *uanto ao pre+o do resgate do marido Rela erigia))) seiscentos mil ru6losXS) Fas. por *ual*uer a>ar não explicado no tri6unal. o presidente do (ri6unal $evolucion3rio de FoscovoY &cupar1se13 ele. *ue /3 tinha re*uisitado o processo do seu marido para veri2ica+ão)S Fas permitam1meX Este desmascaramento mancha a 2arda a>ul da (cheAaX Estar3 senhor do seu /u->o. da sua 2un+ãoY Acontece *ue era essa a tend0ncia do momentoJ momento *ue 2icou totalmente oculto nas pregas da nossa grandiosa ^ist:ria) Acontece *ue o primeiro ano de tra6alho da (cheAa produ>iu uma impressão um tanto repulsiva. *uando com um s: golpe Rintervir para *ue tirem a um comerciante o selo de chum6o da portaS rece6e cinco mil ru6los. %oloviov e outros comiss3riosW todas as suas indica+9es so6re *uem. tinha um :dio de classe ao sistema prolet3rio de processos /udicials e extra/udicials. ?omissão de $evisão e de ?ontrole.artido e os 6airros oper3rios em dois campos84C) Goi assim *ue surgiu o processo de =ossiriev Raté esse momento todos tinham go>ado de impunidadeS.no pessoal da (cheAa e tra6alhava . pe+a8y) #e resto. e as 2un+9es extra/udicials da (cheAa. o6) cit). e p_de ser levado até ao mais alto n-vel) . ou mesmo de>assete mil. ainda não ha6ituado a isso) %: um ano. por um lado. laAulov denunciou o caso ao (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo@9. explica o acusadorJ ela estava ha6ituada a gastar sem conta. e *ue representam para ela os m-seros *uinhentos ru6los *ue lhe pagava o ?onselho do . sanguessuga *ue za antes do /ulgamento de =ossiriev tinha sido a6ar6atada.

volta1se para o tri6unal petri2icado e. por*ue))) não h3 dados su2icientes8. BodeliuA arrepende1se de terb podido caluniar a (cheAa. passando um grande n<mero de anos na deporta+ão Rcompreende1se agora a sua tend0ncia para a vida luxuosaXS) %: as amnistias c>aristas lhe valeram) 44 =rilenAo. *uantos enredosX &nde est3 %haAespeareY %oloviov palou através da parede na p3lida som6ra da cela) BodeliuA retractou1se com mão dé6il))) E di>er *ue no teatro e no cinema s: nos são dados os anos revolucion3rios pela can+ão das ruas (orvelinhos hostis) A$DU'. *ue come+ava a aco6ardar1se. não se apresentaram. até o pr:prio Gélix Edmundovitch #>er/insAi. p3g) 14) 41 AhX. mas =rilenAo releva1os assimJ 7%oloviov e #>er/insAi puseram em evid0ncia as magn-2icas *ualidades de =ossiriev)844 RAh. pede *ue lhe d0em papel e escreve uma retracta+ãoJ tudo o *ue ele disse so6re =ossiriev e outros comiss3rios é mentira. camarada .#evia1se salvar a (cheAaX %alvar a (cheAaX %oloviov pede autori>a+ão ao tri6unal para ir . em termos penetrantes. teve tam6ém a ousadia de não comparecer ante o tri6unal revolucion3rioX E não houve 2or+a capa> de a o6rigarX Entretanto. a 6iogra2ia de =ossiriev d31nos conta da sua vontade invulgar) Antes da $evolu+ão tinha sido processado em v3rias ocasi9es. mas calcula *ue alguns 7cidadãos *ue 2icaram em li6erdade tenham montado a *uestão8 e enviado %oloviov para a (anganAa) E este o momento de interrogar i6ert e $otten6erg) Am6os 2oram chamados. o acusador 7não *uer di>er *ue %oloviov tenha participado neste caso. na cidade de =ostroma. na u6ianAa. mas não se apresentaramX Assim mesmo.eters. 6em como o *ue 2oi estenogra2ado por detr3s da cortinaX41 4C =rilenAo. dep9e em de2esa da inoc0ncia de =ossiriev.ara além do mais. p3g) 544) . por tentativa de morte do pai e por assass-nio de um companheiro com o 2im de utili>ar o seu passaporte) "os casos restantes. ca6e+a 2ria e mãos limpas) E so6re o lixo das cal<nias ergue1se diante de n:s um cavaleiro de 6ron>e) . inclina1se reverentemente =rilenAo)S %entindo aproximar1se a morte. BodeliuA retractou1se e est3 mori6undoX E =ossiriev não con2essa nadaX E %oloviov de nada é culpadoX E não h3 *uem interrogar))) Em compensa+ão. cheio de ang<stia) ?om o seu rosto alongado e ardente de asceta. este processoXS E 23cil adivinhar o *ue p_de di>er #>er/insAiJ *ue =ossiriev é um tche*uista de 2erro. oh) cit). sem compaixão para o inimigoW *ue ele é um 6om camarada) #e cora+ão ardente. *uantas testemunhas vieram depor perante o tri6unal por sua pr:pria vontadeX & vice1presidente da (cheAa. cadeia da (anganAa Raté in2eli>mente não da u6ian1AaS para ter uma conversa com o preso BodeliuA) & tri6unal recusa) Então %oloviov penetra na cela de BodeliuA sem licen+a do tri6unal) E d31se uma coincid0nciaJ é precisamente então *ue BodeliuA adoece gravementeX R7%er3 duvidoso 2alar1se da exist0ncia de m3 vontade por parte de %oloviov8. revolucion3rias e pro2issionais) Estes depoimentos não nos 2oram transmitidos. insiste =rilenAo) & passe para FecherAa não caiu com certe>a do céuX "ão.ois imaginem *ue esta aristocrata. com inten+ão de pilhagem. recusaram1se a vir) Então permitam ao menos *ue se interrogue FecherAaX . estrangulando1a com as suas pr:prias mãosW mais tarde.E AB& #E BU AB 455 7E *uem lhe deu o passe para entrarY8. =ossiriev havia sido /ulgado por 2raudes. na maioria delas por crimeJ por se ter. o2icial incautoX 1 passados vinte anos hão1de recordar11te. o6) cit). em de2esa das suas *ualidades morais. introdu>ido por manha na casa da velha %mir1nova.

cooptado para o ?omité ?entral e designado para a #umaS. teve em resposta esta tirada.erdendo o sentido da medida.a conclusão de *ue era necess3rio exclu-1las do nosso meio) Duem conheceu os nossos princ-pios não pode temer *ue o 2acto de ter sido condenado /udicialmente no passado o ameace de ser exclu-do das 2ileiras dos revolucion3rios8 )))4JX A.E AB& #E BU AB Fas. mais honrados e mais 2irmes. tão valiosa ideologicamente *ue destoa até na exposi+ão harmoniosa dos processos /udicialsJ 7%e no antigo tri6unal c>arista havia algo em *ue pod-amos con2iar. severas e /ustas vo>es de destacados tche*uistas interromperam o acusador. esse momento 2oi magni2icamente expresso . *ue 2ora.erante a sua decisão era sempre permitido ter con2ian+a. mesmo correndo o risco de cometer erros))) . como tam6ém tenho o6ri1 4@ =rilenAo.E AB& #E BU AB 455 ga+ão de lutar com todas as minhas 2or+as contra issoX ] ca6e+a da (cheAa 2oram colocados os camaradas mais respons3veis. *uanto tr0s meses antes.or isso. a despeito das *uatro condena+9es penais *ue 2iguravam no seu cadastro. *ue o presente processo 2osse não o processo de =ossiriev e UspensAaia. p3g) 5C9) w A$DU'.artido.est3 como sa6ia 2alar dentro de uma perspectiva partid3ria o camarada =rilenAoX Fas neste caso o seu racioc-nio viciado o6scurecia a imagem cavalheiresca de =ossiriev) E criou1se no tri6unal uma situa+ão tal *ue o camarada #>er/insAi se viu o6rigado a di>erJ 7. vindos ainda do tempo da clandestinidade. a Autoridade Acusadora adoptara uma posi+ão de classe inatac3velJ 7#o nosso ponto de vista. nem nunca *uis. no processo do provocador $) FalinovsAi Rex12avorito da direc+ão do . cada delito é o produto de um determinado sistema social e neste sentido uma condena+ão aplicada segundo as leis da sociedade capitalista e da época c>arista não é aos nossos olhos um 2acto *ue deixe para sempre uma mancha indelével))) ":s conhecemos muitos exemplos de terem 2igurado nas nossas 2ileiras pessoas com 2eitos semelhantes no passado. o o2icial. em come+os de 1919.or um segundo Rmas s: por um segundoX 1 A) %)S atravessou1me a ideia de sa6er se o camarada =ossiriev não ser3 v-tima das paix9es pol-ticas *ue ultimamente se acenderam em torno da (cheAa)844 =rilenAo aperce6eu1se dissoJ 7Eu não *uero. neste passo. mas o processo da (cheAa) "ão s: não posso *uer01lo. do alto da c3tedra da acusa+ão do tri6unal revolucion3rio. pois eles cometiam o menor n<mero de erros /udicials)8 (anto mais ultra/antes pareciam semelhantes a2irma+9es na 6oca do camarada =rilenAo. A$DU'. através dos *uais sa6ia as voltas *ue tudo podia dar amanhã) 'sso resulta da o6serva+ão de alguns processos. o6) cit). era unicamente nos tri6unais de /urados))) . e nunca tir3mos da. hão1de di>01lo)S (al era o 2io da navalha so6re *ue marchava o supremo acusadorX V011se *ue ele tinha certos contactos. 2a>endo notar *ue todos esses tri6unais antigos eram compostos de propriet3rios e 6urgueses e não podiam ser levados em conta pela nossa nova sociedade) . e deste tam6ém) %opravam certas correntes. a $evolu+ão tem de exprimir1lhes o seu agradecimento))) %u6linho este aspecto para *ue))) depois ninguém me possa di>er bele aca6ou por ser um instrumento da trai+ão pol-ticab845 R%im. *ue assumiram o pesado dever de esmagar os nossos inimigos. *ue /3 era tempo de re2rear a (cheAaX %im. p3g) @@5) 44 'dem.45. insu2lando *ue 6astava.

ou vinte e cinco. em 15 de Gevereiro de 1919. p3g) 14) 45Q A$DU'. permane1 45 =rilenAo.a) 3 surge a dialéctica. no interesse da sociedade e da $evolu+ão. suponho eu. ele 7não deve ser menos terr-vel. e até l3 o regime 2icar3 s:lido) Ai de n:sJ 7"ão h3 nem pode haver outra resposta. dar3 2rutosX8 Ela excedeu1se))) 'sso signi2ica *ue sa6e muita coisa))) E a =ossiriev houve *ue sacri2ic31lo tam6ém) Gu>ilaram1no) . sendo imposs-vel p_r de outra maneira a *uestão) "enhum isolamento. e ainda estamos longe disso Rna verdadeY)))S. este processo 2oi de pouca importLncia) . legalidade revolucion3ria84. ele disse 6emJ o ani*uilamentoX Fas é ainda uma rapariga nova.etersX RAcontece *ue ela utili>ava o seu nome sem mancha em opera+9es de chantagem. apli*uem1lhe de> anos. 'dem. p3gs) 5C9151C) R& it3lico é meu 1 A)%)S 4. pairavam nuvens negras so6re a u6ianAa nesses dias) E este livro poderia ter seguido outro rumo) Fas. p3g) 511) 'dem. nos anais) Um s: dia chegou para do6rar =ossiriev. conversaram os dois e tudo se esclareceu) As nuvens passaram) (odavia.num artigo de IuAharine. onde *uer *ue te metasX E =rilenAo deixa escapar a 2raseJ 7& tri6unal revolucion3rio é chamado a su6stituir a (cheAa8 RA %UI%('(U'$Y)))S #e resto. o6) cit). di> voc0. camarada =rilenAoX %im. dois dias depois. neste caso. inimigo de $asputine e desalo/ado por este do seu postoS4QW =u>nietsov. *ue não tinham sido inclu-dos no processo. ei1la *ue insinua *ue teve um passado o6scuro em $iga. inclusive o camarada .) em *ue este di> 7*ue se deve passar do revolucionarismo legal . de terror e de amea+as. mas estes 2oram triturados durante cinco dias) Eis os principais acusadosJ A) #) %amarine Rpersonagem conhecida na $<ssia. de Janeiro de 194CS ocupar3. a (cheAa 2oi privada dos seus direitos /udicials 1 7mas não por muito tempo8X 45 & *ue veio complicar ainda a /ornada de de6ates 2oi o repugnante comportamento da desavergonhada UspensAaia) Até mesmo no 6anco dos réus ela atirou para a lama outros importantes tche*uistas. *ue lutava pela separa+ão da 'gre/a do poder c>arista. =rilenAo esteve inteiramente de acordo com a opinião dos tche*uistasJ 7En*uanto não se esta6elecer um regime s:lido. pro2essor de . do *ue o 2oi a (cheAa8) #o *ue 2oiY))) Fas acaso ele /3 a enterrouYX))) Um momentoJ su6stituir.eters durante as suas conversas com outros tche*uistas)S Agora. cidadão =rilenAo) Iom. 7um lugar devido nos anais da $evolu+ão $ussa8) "ada mais nada menos.$&?E%%& #&% 7? E$'?A'%8 R1111. o 2érreo Gélix 2oi ver Vladimir 'litch. antigo procurador1geral do %-nodo. por disposi+ão especial do Executivo do ?omité ?entral. o interesse da de2esa da $evolu+ão implica *ue não h3 nem pode haver outra senten+a para a cidadã UspensAaia *ue não se/a o seu ani*uilamento)8 "ão o 2u>ilamento. mas *ue 2a>er dos tche*uistasY #ias terr-veisX ?ompreende11se a pressa com *ue o seu che2e veio testemunhar com um capote até aos pés) (alve> se/am 2alsas as suas in2orma+9es. segundo a opinião de =rilenAo.od-amos não nos ter detido nele) Fas. no sentido da aplica+ão do sistema de intimida+ão. entretanto))) dS & .E AB& #E BU AB cendo sem cerim:nia no ga6inete de . *ueim31los1ão) %e /3 não os tiverem *ueimado) ?omo ver3 o leitor. antes da $evolu+ão) (inha1se tornado um réptil durante os oito meses *ue viveu entre tche*uistasX Due 2a>er com uma 2ulana assimY "isso.ara salvar outros) %er3 permitido ler alguma ve> os velhos ar*uivos da u6ianAaY "ão.

che2e do ?onselho dos ?omiss3rios do .E AB& #E BU AB . destinada a montar uma vigilLncia permanente. a 2im de seguirem todos em tropel atr3s dele para onde *uer *ue o levassem.ovo contra os vexames *ue os 2uncion3rios locais 2a>iam so2rer . ela devia 2a>er apelo ao povo a to*ue de re6ate e pelo tele2one.ar:*uias Unidas. ao clero e . eram escritas . *ue pena aplicar a esses terr-veis delitosY "ão lha ditar3 acaso ao leitor a sua consci0ncia revolucion3riaY Evidentemente. dia e noite. sem processo.ovo *ue o pusesse em li6erdade) "ão era um empreendimento digno da antiga $<ssia. tendo enviado mensagens aos comiss3rios do povo. esse de reunir1se ao to*ue de re6ate. agora. *uatro soldados vermelhos mataram o metropolitaW *ue 7aca6a de ser instru-do o processo contra o patriarca e 2alta apenas su6met01lo aos tri6unais revolucion3rios8W e *ue é 7unicamente por uma atitude prudente em rela+ão . em =iev. p3g) .ovoS. a ru-na do pa-s) . talve> o melhor *ue nos 2oi dado pelo clero. e ir em tropel apresentar uma s<plicaY ))) & acusador mostra1se surpreendidoJ *ue perigo amea+a o patriarca. o pr:prio acusador a2irmar3J 7E uma not3vel personagem social.1) 4QC A$DU'. nas imedia+9es da sua resid0ncia) Em caso de perigo para o patriarca.direito can:nico na Universidade de FoscovoW e os arciprestes UspensAi e (svietAov. *ue se encontram so6 a in2lu0ncia da propaganda clerical.or*u0 então o alarme dos ortodoxos *uanto ao patriarcaY #urante os <ltimos dois anos o patriarca (iAhon não se calou.s suas ovelhasW as suas mensagens R2oram elas o primeiro %anisdatXS. por*ue é *ue se lhes meteu na ca6e+a de2end01loY "enhum. tocando o sino a re6ate) R"aturalmenteX Goi tam6ém assim *ue se de2enderam os templos contra os t3rtarosXS (erceira culpaJ o insolente e incessante envio de *ueixas ao ?onselho dos ?omiss3rios do . %H & GUU' AFE"(&X (al como o exigiu =rilenAo Rpara %amarine e =u>nietsovS) Fas. e Fas para o acusador.s re*uisi+9es. o6) 3t). o *ual constituiu Rentre os crentes de *uarenta a oitenta anosS uma guarda volunt3ria para o patriarca Rnaturalmente desarmadaS. en*uanto assim se ocupavam com a maldita legalidade e escutavam os discursos torrenciais dos inumer3veis advogados 6urgueses Rnão =rilenAo. re*uisi+ão dos 6ens da 'gre/a Ralém do encerramento dos mosteiros. 'gre/aW contra os grosseiros sacrilégios e as viola+9es da lei so6re a li6erdade de consci0ncia) Essas *ueixas. tendo sido proi6idas de ser impressas nas tipogra2ias. *ue deixamos por agora tran*uilos estes inimigos de classe849) .s vastas massas de oper3rios e de camponeses. condu>iam ao descrédito dos 2uncion3rios locais) Analisando agora todas as culpas dos acusados. pois. dos indese/3veisW *ue ainda h3 muito pouco tempo. na realidadeJ s: *ue desde h3 dois anos a (cheAa se desem6ara+a. em6ora não atendidas Rdepoimentos de Iontch11Iruievitch. das 6aixelas dos o2-cios religiososS) & ?onselho das . entre %amarine e $asputine não havia di2eren+a) w A$DU'. um 2ilantropo)8S E eis do *ue eram culpadosJ criaram o ?onselho Foscovita das . tam6ém de Foscovo) R%o6re (svietAov.ar:*uias di2undiu uma palavra de ordem entre os laicosJ resistir . da %anta $<ssia. dos vasos sagrados. por parte das autoridades. trata1se agora dos lustres. m3*uina) Ele desmascarava o exterm-nio de inocentes. a intran*uilidade pela vida do patriarcaY %egunda culpa dos acusadosJ em todo o pa-s se estava a proceder 3 rela+ão e .or*u0. além do con2isco das terras e dos 6os*ues.E AB& #E BU AB 459 irem rogar Reis a contra1revolu+ãoXS ao ?onselho dos ?omiss3rios do .

a limpe>a))) de tais activistas e camale9es))) é uma exig0ncia imprescind-vel da $evolu+ão8W 7A disposi+ão da (cheAa acerca da a6oli+ão dos 2u>ilamentos))) constitui um orgulho para o poder soviético)8 Fas isso 7ainda não nos o6riga a considerar *ue a *uestão da a6oli+ão dos 2u>ilamentos tenha sido decidida de uma ve> para sempre))) para toda a dura+ão do poder soviético85C) . apelando para a insurrei+ão popular e para o assass-nio de um desses 2uncion3rios) &s restantes negaram depois *ue tivessem cometido sacrilégios ou cuspido. se admitimos a regenera+ão espiritual.transmitidos por considera+9es técnicasS. voltando a s01lo de novo. e muito em 6reveX ^3 ainda todo um 6ando *ue é necess3rio li*uidarX RA come+ar pelo pr:prio =rilenAo e por muitos dos seus irmãos de classe)))S E o tri6unal revolucion3rio o6edeceu e condenou %amarine e =u>niet1sov ao 2u>ilamento. Girgu2. indu6it3vel. do in/usto processo contra a (cheAaS não constitu-a um processo aut:nomo. com o 2undamento seguiteJ 7Fesmo supondo *ue a situa+ão 2ortalecida da $ep<6lica elimina o perigo imediato de tais pessoas. v3rios 2uncion3rios soviéticos. *ue do arma>ém se manda para a prov-ncia) (ratava1se de modelos. *ue o intimaram Re mexa1se depressaXS a entregar as rel-*uias do venerado %avva. se converteu. *ue. mas *ue. não tendo naturalmente tirado o 6oné. *ue 7mais tarde. não se sa6e por*u0. diante do altarS. entretanto. como tam6ém um deles 5C =rilenAo. tendo dado tudo aos po6res e entrando num mosteiro) Ali3s. de um momento para outro.ovo havia1a tornado extensiva aos tri6unais revolucion3riosY Ainda não) 'sso deu novo Lnimo a =rilenAo) E ele continuou a exigir o 2u>ilamento. (cheAa) RA (cheAa privada do 2u>ilamentoY)))S E o ?onselho dos ?omiss3rios do . completa vit:ria so6re o imperialismo mundialc RAinda l3 se devem encontrar)))S . resultante de um con/unto de circunstLncias casuais. parece1me. não eram os 2uncion3rios.edimos aos leitores *ue levem em conta *ue logo desde 191Q se esta6eleceu o nosso costume /udici3rio de *ue cada processo de Foscovo Rcom excep+ão. em6ora 2a>endo1os 6ene2iciar da amnistiaJ internamento num campo de concentra+ão até . evidentemente. tantas ve>es *uantas se considerasse convenienteS) "esse Verão tinham1se apresentado ao superior Jonas51. compreendem os outros pro6lemas por si pr:prios) . *ue di>ia respeito .E AB& #E BU AB 4Q 1 pegou com as suas mãos na caveira do 6eato %avva e come+ou a cuspir nela. o6) cit). neste per-odo de tra6alho criador. através dos *uais os alunos.elo *ue 7de melhor podia dar o clero8 T *uin>e anos em ve> de cinco) ^avia outros réus ligados ao processo. a 2im de *ue a acusa+ão tivesse uma 6ase material convincenteJ os 2rades e os pro2essores de Uvienigorod. *ue ali se conservavam) Esses 2uncion3rios não s: 2umaram no templo Rpelos vistos. e para =rilenAo 2oram su2icientes as suas declara+9es54) Eram então /ulgados agora esses 2uncion3rios soviéticosY "ão. p3g) Q1) 51 & antigo militar de cavalaria da Buarda. mas sim um -ndice da pol-tica /udicialJ uma espécie de amostra de v-tima. não tinham sido /ulgados durante o pra>o de um ano e meio Rou talve> tivessem sido /3 /ulgados. o *ue resta da teoria das classesY A$DU'. mas sim os 2radesX . sou6e1se *ue))) tinha sido a6olida a pena de morteX & *u0YX "ão pode serX ?omo é issoY (ratava1se de uma disposi+ão de #>er/insAi. a mim. do Fosteiro de Uvienigorod. não se sa6e se ele 2e> e2ectivamente essa d3diva8) "a verdade. como a*ueles *ue 2iguram num caderno de aritmética. posteriormente. para melhor su6linhar a 2ic+ão da sua santidade) ?ometeram ainda outros sacrilégios) 'sso levou a *ue tocassem a re6ate. acusados de 2actos registados no Verão de 191Q.alavras pro2éticasX & 2u>ilamento ser3 restaurado.

precisamente. acerca da li*uida+ão de todas as rel-*uias em geral.ovo. todo iluminado pela sua an3lise de classe. postando1se diante do altar) b =rilenAo. pegaram nas rel-*uias do chauvinista %erguei $ado1nie/sA e ala com elas para o Fuseu de Foscovo54) ^ouve uma circular do comiss3rio do povo da Justi+a. com data de 45 de Agosto de 194C.E AB& #E BU AB &s comiss3rios do povo. de %olvitchegodsA. sem se hesitar em violar a sua vontade p:stuma8) Duem não se lem6ra de tais cenasY A primeira impressão da minha vida remonta certamente aos meus tr0s a *uatro anos de idadeJ na igre/a de =islovodsA entram de rompante as ca6e+as pontiagudas Ros tche*uistas. sacerdotes. vão gritandoJ 7#e pé. e os che2es pol-ticos riram1se 6astanteJ eis o *ue nos censuraram. a /ulgar pelo caso de Uvienigorod. os comiss3rios do povo implicaram com a 'gre/a levando1a até aos tri6unais revolucion3riosPE em 194C ca-ram so6re o Fosteiro da (rindade e de %ão %érgio. *ue não havia li6erdade para as prédicas religiosas e *ue 7muitos predicadores auda>es /3 tinham pago com o sangue do mart-rio))) tendo sido deitada a mão aos 6ens da 'gre/a. com os capacetes na ca6e+a. logo *ue a guerra civil come+ou a decrescer. utili>ando os capacetes de IudioniS e passam através a muda e estupe2acta multidão de 2iéis e. *ue de nada são culpados. enviada ao ?onselho dos ?omiss3rios do .1) 4Q4 A$DU'. de $ia>an. para 2acilitar aos ortodoxos a de2esa da $evolu+ão) Fas. tais acusa+9es cessaram.14C de Agosto de 194CSJ vinte e oito réus. é o pr:prio acusador supremo *ue nos explica com todo o gosto *ue 7em *uase todos os tri6unais da $ep<6lica se desenrolaram85@ R6ela palavraXS processos semelhantes) E ainda recentemente eles se reali>aram nos tri6unais de #vina %etentrional. naturalmente. 2rades e 2reiras. 7existia e existe ainda uma camada social *ue desde h3 muito é o6/ectivo de re2lexão por parte dos representantes do socialismo . nem leram a mensagem. simples escaravelhos. a marcha radiosa para a nova sociedade /usta) ?ontinuando a servir1nos da selec+ão 2eita por =rilenAo. de %aratov. de esp-rito contra11revolucion3rio. *uando se di> 7o processo dos clericais8 h3 *ue entend01lo no plural) #e resto. o6) cit). simplesmente por acusa+9es in2undadas. além dos grandes propriet3rios e capitalistas. lancemos agora um olhar so6re um caso examinado no 7VerAhtri6e8 R%upr) (ri)S como gostam de a6reviar entre eles. de (sarievoAoAchaisAJ 2oram /ulgados clérigos e salmodistas da 'gre/a li6ertada pela $evolu+ão de &utu6ro) & leitor /ulgar3 detectar a*ui uma contradi+ãoJ por*ue é *ue muitos desses processos são antriores ao modelo moscovitaY 'sso é tão1s: um de2eito da nossa exposi+ão) A persegui+ão /udicial e extra/udicial da 'gre/a li6ertada teve o seu in-cio em 191Q e. revelia) ?om uma vo> ainda não enrou*uecida ao dar in-cio ao seu veemente discurso. mais outros tantos /ulgados . de U2a. em termos di2usos e indeterminados)8 E certo *ue com a amea+a de #eniAin e =oltchaA. o acusador supremo 2a>1nos sa6er *ue. pois eram elas *ue di2icultavam. /3 então. o (ri6unalX8 eS & . a viola+ão da vontade p:stumaX .$&?E%%& #& 7?E"($& (Z?('?&8 R1. interrompem o servi+o religioso. atingiu.ois n:s estamo1nos nas tintas para os nossos antepassadosX %: tra6alhamos para os nossos descendentes) 7Executam 6ispos. o patriarca (iAhon escreveu numa mensagem. p3g) . en*uanto para n:s. uma certa gravidade) Em &utu6ro de 191Q. de =a>an.Assim. de (versA. reunidos por gera+9es de crentes.

considerando *ue nunca ia ao 2undo das coisas. para convenc01lo a não tocarem no mosteiro nem nas suas rel-*uias. por*ue é *ue não se /unta a n:sY . 5)a ed).ovo. apanhei uma 6ala na intelectualidade)855 R$e2er0ncia a GanN =aplan)S ?om tais sentimentos. parte dos réus deste processoS. isto é. não é esse o cére6ro da na+ão. se *ue6rarmos demasiados p<caros) %e ela 6usca a /usti+a. mais precisamente. motivadas pelas deten+9es de intelectuais Rentre eles. o6) cit). enine. ele re2eria1se . 2oi re2ormado. são acess-veis a todos e podem ser compilados com maior ou menor aten+ão) Assim. intelectualidade em termos descon2iados e pouco amistososJ 7li6eral e apodrecida8. e escreve a respeito da massa2undamental da intelectualidade russa de então Rpr:xima dos 7democratas constitucionais8SJ 7"a realidade. ditadura do proletariadoYS Esse tom de mo2a para com a intelig0ncia. segundo parece. "outra ocasião. saiu dele aliada dos generais negros Rnem se*uer dos 6rancosXS. prova de uma nova revisão geral)8 %im. causa dos oper3rios. aos pr:prios intelectuais. di> a BorAiJ 7%er3 culpa sua Rda intelectualidadeS. t) 51.revolucion3rio) R'sto éJ dever3 continuar a existir ou nãoY 1 A) %)S))) Essa camada é a chamada intelectualidade))) "este processo vamos ver como o tri6unal da ^ist:ria /ulga a intelectualidade russa855 e como a /ulga tam6ém a $evolu+ão) 54 & patriarca cita =liutchevsAiJ 7As portas do mosteiro do Vener3vel não se 2echarão e as lamparinas não se apagarão so6re o seu sepulcro senão *uando tivermos delapidado todos os restos de reservas morais e espirituais legados pelos nossos grandes construtores da (erra $ussa. a sua eterna duplicidade. 2inalmente. so6re ela) Entretanto. *ue aca6aram por amaldi+oar a sua eterna irre2lexão. com gala.s dilig0ncias de BorAi. na época em *ue decorriam todas essas audi0ncias dos tri6unais revolucion3rios) Em carta a BorAi. consola1nos o 2acto de *ue esses documentos estão pu6licados. p3g) 4) . entrando no caminho da $evolu+ão com palavras de ordem de poder popular R/3 era alguma coisa. é apenas para *ue a situa+ão geral da $ep<6lica se torne clara *ue recordamos a opinião do presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . pelos pu6licistas e os /ornalistas dos anos 4C. *ue tra-ra a causa dos oper3rios) RFas *uando é *ue ela prestara /uramento .or mim.E AB& #E BU AB 4Q@ &s limites de espa+o da nossa pes*uisa não nos permitem examinar a*ui *ual a $EG E!###BOT_TEXT###amp; exacta dos representantes do socialismo revolucion3rio acerca do destino da chamada intelectualidade. . p3g) @4) A$DU'. como o Vener3vel %erguei)8 "ão pensava =liutchevsAi *ue a delapida+ão se consumaria ainda com ele vivo) & patriarca solicitou uma audi0ncia ao presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . nem o *ue é *ue pensavam. Vla1dimir 'litch responde . esse despre>o a *ue a votou. mas sim a sua trampa)85. 55 =rilenAo. tão ha6itual nas pessoas instru-das85Q. apesar de tudoXS. de 15 de %etem6ro de 1919 R/3 por n:s citadaS. 76eata8. época) E é /usJoX Fas eis *ue so6 as a6:6adas do %upremo (ri6unal estava a vo> da Autoridade Acusadora e nos 2a> regressar ao 6anco dos réusJ 7Esta camada social))) 2oi su6metida durante estes anos .ovo. pois a 'gre/a estava separada do EstadoX Goi1lhe respondido *ue o presidente estava ocupado na discussão de importantes pro6lemas e *ue a entrevista não poderia reali>ar1se nos dias mais pr:ximos) "em nos mais long-n*uos) x. transmitindo1se ao meio am6iente e. como agente mercen3rio RXS e d:cil do imperia1 5. 7cheia de inc<ria. revisão como então se di>ia 2re*uentemente) E como decorreu essa revisãoY #este modoJ 7A intelectualidade russa. a sua eterna car0ncia de coluna verte6ral e o seu desesperado atraso em rela+ão .

pois. p3g) @5@) 4Q4 A$DU'.artido #emocr3tico ?onstitucionalS. t) 4. claroSW so6re a direc+ão administrativa Rdemocracia e não ditaduraSW e outras coisas mais) Dual a conclusão das provasY Fuito simplesJ através delas demonstra1se a correspond0ncia e a concordLncia de pontos de vista dos presentes com #eniAinl RI1r1r))) Au. mercen3rios do imperialismo europeu) E repugna1nos especialmente esse ?entro 1 a*ui 6apti>ado 7?entro (3ctico8. os revolucion3rios cient-2icos Rno entanto. a vida corre assim e assado))) E F) F) =ichAin Rmem6ro do ?omité ?entral do . mas est3 claro *ue aconselham #eniAin a dar1lhes a terraS acerca do caso dos /udeus Rsegundo parece. ed) da Academia das ?i0ncias. no interesse da revolu+ão mundial. ora de menchevi*ues. p3g) @Q) A$DU'. por si s:. por exemplo =rilenAo. suponhamos *ue anteriormente tal territ:rio pertencia . no come+o do século !!X Due 2or+a pro2éticaX &h. onde est3 o ?entro. 7?entro "acional8. sendo unicamente por isso *ue ainda estamos vivosS) 3. 'van 'vanitchY))) Duanto 3 n:s. davam a conhecer uns aos outros os seus pontos de vistac RGrio glacial)S As acusa+9es são muito graves e apoiam1se so6re provasJ contra vinte e oito acusados h3 dois documentos.E AB& #E BU AB lismo europeu) A intelectualidade espe>inhou as suas 6andeiras Rcomo no exércitoYS e lan+ou1as . o6) cit). não era uma organi>a+ão. teve de se aca6ar com eles) "ão se 2e> outra coisa durante os anos 4CS) &lhamos com aversão para as vinte e oito pessoas aliadas dos negros generais. ora de engenheiros. Alemanha. programa. Foscovo. *ue não tinhaJ estatutos. mas *ue até &utu6ro 2a>iam parte dos mesmos comités *ue os presentes) E isto d31nos o direito de assimilar ausentes e presentes) As cartas tratam de diverg0ncias com #eniAin so6re pro6lemas tão insigni2icantes como o dos camponeses Rnão no1lo di>em. p3g) 54) bb 'dem. naturalmente. ali.. $<ssia.s cegas e procura sa6er tudo o *ue se 2a> em toda a parte)8 %a6er (U#& o *ue se 2a> EF (&#A A . agora processado.s cegasYYY))) (em. mais além.s outrasJ como vivem a-. ra>ão o acusador ao *uali2icar /usticeiramente as suas ac+9es como trai+ãoX (rai+ão para com o poder soviéticoXXX . e *ue depois. 4)a ed). residentes na peri2eria Rem =iev. centros e centros. p3g) 5Q enine. e as pessoas continuavam a enviar 6ilhetes umas . cedemos esse peda+o . euXS Fas h3 tam6ém acusa+9es directas 2eitas aos presentesJ troca de in2orma+9es com conhecidos seus. a mão do imperialismo) E verdade *ue o cora+ão 2ica um pouco aliviado *uando ouvimos mais adiante di>er *ue o ?entro (3ctico.5 V) P) enine c A) F) BorAi.E AB& #E BU AB 4Q5 ainda não so6 o poder central soviéticoX 'sto é. 19. aparece.C) %ão duas cartas de dois leaders ausentes Restão no estrangeiroSJ FiaAotin e Gioderov) Ausentes. ora de direitistas116uAharinistas. ora de trots*uistas e de >inovievistas. mem6ros *ue pagavam *uota) Então *ue 2a>iam elesY 'stoJ encontravam1seX R%entimos cala2rios nas costas)S Ao encontrar1se. 7?entro #ireitista8 Rda mem:ria dos processos de duas décadas emergem centros. todos eles esmagados.A$(EYY))) "ão *uerer andar . mesmo no 6anco dos réus. lama)8 59 ?omo não dar gritos de arrependimentoY))) ?omo não arranhar o peito com as unhasY))) E s: 7não h3 necessidade de aca6ar com os seus representantes isolados8 por*ue 7este grupo social /3 viveu o tempo *ue tinha a viver8) 'sto. não voltar aos antigos vexamesSW so6re o pro6lema nacional12ederal Risso é.1. d3 esta /usti2ica+ão insolenteJ 7Uma pessoa não *uer andar .

"iAolai Vassilie1vitchY. atenuaram1na depoisJ campo de concentra+ão até ao 2im da guerra civil)S A culpa dos acusados reside em eles não se terem deixado 2icar acocorados nos seus rinc9es.or uma ch3vena de ch3) . da ci0ncia 2inanceira.E AB& #E BU AB 7. lan+a1lhes =rilenAoJ 7Eu dese/ava . so6re a organi>a+ão 2ederativa da $<ssiaW V) 1) %tempAo1 vsAi tratou do pro6lema agr3rio Re. esta6eleceram pro/ectos) %im. é um acto contra1revolucion3rio))) #urante a guerra civil não s: a actividade contra o poder soviético é criminosa))) é criminosa a pr:pria inactividade) 8. de todos os modos))) neste momento. tudo se torna claro) Eles são condenados ao 2u>ilamento por inactividade) . chupando os du>entos e cin*uenta gramas de pão.1 a "ome e patron-mico de =rilenAo) R") dos ()S 4Q. so6re *ual ser3 o regime *ue deve su6stituir o soviético. em 19@1. *ue procura algum papelY ma cata+ãoY Um instanteX E necess3rio dar uma re2er0nciaX (omada noutro processoY "ão tem importLnciaX "ão ser3 acaso isto.artido ?ampon0s do (ra6alho)S & nosso cora+ão acusador palpita 2ortemente no peito. sem de2ender a colectivi>a+ão)))SW V) %) Furalevitch. eles escreveram tra6alhosX RE. *ue. agora tudo se compreende. da economia) E) ") =) =oltsov RgrandeS. a*ui em Foscovo. tendo os intelectuais de . 7preocupar1se. 6i:logo. chama1se a issoJ estudar a possi6ilidade de uma alternativa) A vo> do acusador atroa. como é 23cil adivinhar. certamente. mas 7entenderem1se e porem1se de acordo entre si so6re *ual devia ser o regime. ap:s a *ueda do poder soviéticoX8 "a linguagem cient-2ica actual. não mexeram nem com um dedo Re parece *ue 2oi assim)))S. 2oi por uma torpe>a *ue não lhe 2orneceram a cita+ão devidaX Due con2usãoX))) Fas "iAolai Vassilievitch /3 est3 no seu apogeuJ 7E mesmo se os senhores acusados. da instru+ão p<6lica na 2utura $<ssiaW ") ") VinogradiAi. A$DU'.@ Iem. tudo isto sem se apoiarem nos tra6alhos antecedentes de enine. en*uanto 7peritos do direito p<6lico. ela6oraram notas.etrogrado decidido.or exemplo. permitia a esses tu6ar9es 6urgueses *ue se reunissem.ara n:s))) o conceito de tortura est3 /3 contido no pr:prio 2acto de manter os pol-ticos na prisão)))8 Ve/am s:X Fanter os pol-ticos na prisão é uma torturaX E isto é dito pelo acusadorX Due visão tão amplaX Uma nova /urisprud0ncia nasceX Fais adianteJ 7))) A luta contra o regime c>arista era para eles Ros pol-ticosS uma segunda nature>a e não podiam deixar de lutar contra o c>arismoX8. pela c3tedra. adiantando1se ao veredicto) Due pena aplicar a estes generais trans2ormados em homens de mãoY .4 #a mesma 2orma *ue estes não podiam deixar de estudar as poss-veis alternativasY))) pensar não ser3 talve> a primeira nature>a do intelectualY))) Ah.Fas ve/amos os seus actos mais terr-veisJ no auge da guerra civil eles))) escreveram tra6alhos. no seu 'nstituto) R"esta ratoeira caiu tam6ém ") #) =ondraticv. das rela+9es econ:micas. atr3s de uma ch3vena de ch3. no caso da entrada de Kudnitch. de (rotsAN e de IuAharine)))S & pro2essor %) A) =otliarevshi. *ue ir3 pretensamente desmoronar1se. o simples 2acto de conversar.ara eles. seria condenado de2initivamente no caso do . com a convoca+ão da #uma democr3tica da cidade8 Rpara de2end01la da ditadura do generalS. mas parece1nos notar uma 2enda) #ir1se1ia *ue ele 6usca algo com os olhos. das *uest9es /udicials e da instru+ão p<6lica8. para discutir. *ue na sua p3tria s: conheceu persegui+9es e castigos. antes de mais. s: um castigoJ o 2u>ilamentoX Esta não é a exig0ncia do acusadorJ é /3 a senten+a do tri6unalX RIom.

perpassam diante de n:s vinte e oito rostos masculinos . ou spetsi1. custasse o *ue custasse) .ode ser *ue A'"#A conservassem a antiga dignidade da intelig0ncia) "ão sei) Fas *uem é esta mulher nova *ue passou assim tão rapidamenteY E uma 2ilha de (olstoiJ Alexandra) =rilenAo perguntou1lhe o *ue 2a>ia ela em tais entrevistas) $espondeuJ 7. eram os spetsi *ue deviam 7indicar a 2orma correcta de resolver o pro6lema8X @ & *ue signi2ica *ue 7os dirigentes não eram os culpados))) &s culpados . como então se di>ia) Aca6ava de passar1se o mais cruel dos *uatro 'nvernos da guerra civilJ /3 nada restava para o a*uecimento. p3g) 15) ba 'dem. indeci2r3vel. eram ainda acusados a*ueles *ue estavam in2ormados e silenciaram) R7%a6iam e não o disseram8. os com6oios não chegavam . sim. todos os *ue 2icaram céle6res. não tinham uma ideia exacta do assunto. naturalmente.ol-tica Rtam6ém no 6anco dos réusS. ainda não come+3mos) (odos os grandes processos. antes de mais nada.or considera+9es técnicas))) Enco6rindo esta 2alta.ode ser *ue não) . "iAolai Vassilievitch tão1pouco)S Entretanto.s esta+9es. com a pel-cula torcida.gritar1lhesJ b&s senhores deviam pensar. mem6ro da ?ru> Vermelha . tendo1se desencadeado nas 236ricas uma vaga de greves Ragora eliminadas da hist:riaS) Duem é o culpadoY %im.t). o6) . tra*uinas.E AB& #E BU AB 4Q5 e 2emininos de antes da $evolu+ão) "ão podemos apanhar as suas express9esX AssustadosY #esdenhososY AltivosY Ve/am. em ve> de deixar Kudnitch passarXXb8 Fas eles não a tinham dadoX RA*ui para n:s. inclusive de lãXS) As suas maldades não t0m conta nem medidaX Fas não haver3 2reio para o castigo prolet3rioX ?omo numa cLmara cinematogr32ica em *ueda livre. na nossa linguagem de ho/e)S Fas o *ue se segue /3 não é uma inactividade.ode ser *ue /3 tivessem cedido .reparava o samovarX8 (r0s anos de campo de concentra+ãoX Assim despontou o sol da nossa li6erdade) Assim cresceu. eis a céle6re perguntaJ DUEF E & ?U . p3g) Q) '! A E' A('"BE A '#A#E V'$' A nossa exposi+ão 2oi1se alongando) E. *ue visava os engenheiros. o6) cit). as suas respostas 2altamX "ão dispomos das suas <ltimas palavrasX . não o6stante. 6em nutrida na sua in2Lncia. em como dar a vida. ainda estão por vir) Fas as linhas 2undamentais /3 se encontram tra+adas) Vamos continuar a acompanhar a nossa lei ao longo da idade dos pioneiros) $ecordemos o h3 muito es*uecido e. cantina prisionalXS e roupas Rimaginem.4 =rilenAo.ode ser *ue se auto2lagelassem) . a lei de &utu6ro) J3 es*uecemos tudo) =rilenAo.$&?E%%& #A #'$E?V###BOT_TEXT###amp; ?E"($A #&% ?&FIU%(uVE'%) RFaio de 1941S. outros acusados a/udavam os reclusos de IutirAi com dinheiro Rpodemos imaginar esse a2luxo de capitais . nas capitais havia 2rio e 2ome. não a #irec+ão1Beral) "em se*uer a localX 'sso é importante) %e 7os camaradas *ue vinham de 2ora8 Ros dirigentes comunistasS. ainda e sempre a nature>a intermédiaXS))) 'sso serviu para 2undamentar plenamente a an3lise marxista *ue os 6olchevi*ues sempre 2i>eram da intelig0ncia) "ão sei) . o acusador segreda1nosJ 7Assistimos a uma completa auto2lagela+ão e arrependimento dos erros cometidos) A irasci6ilidade pol-tica e a nature>a intermédia da intelig0ncia))) R%im. p3g) @9) A$DU'. de resto não pol-tico 2S . é uma ac+ão criminosaJ através de ) ") =ruschova. Lnsia de conservar a vida.A#&Y4 Iem.

no 6anco dos réus encontram1 se o conhecido camarada do . h3 neste processo algo de opressivo e *ue é precursor dos processos 7da Fina8 e do 7. pro2essores. *ue com ele 2ormavam um ?entro. processo /3 de todo es*uecido. logo no princ-pio do ano. p3gs) @Q41@Q@) 49C A$DU'. segundo parece. estariam agora sentados diante do %upremo (ri6unal e. continuava a lavrar um sentimento de hostilidade para com esses malditos spetsiW entretanto. nem lenha nem petr:leoJ 7Esta situa+ão. inclusive. come+ou a desenhar1se.ovo. são apenas uns complicados. então. em desacordo com o plano) EspecialistasJ técnicos. de momento. aplicava1lhes senten+as leves) Evidentemente. recalculavam e ela6oravam os planos8 Rcomo arrancar v-veres e com6ust-veis aos camposS) "ão os *ue os impunham.eram a*ueles *ue calculavam. ou são. 7a culpa era dos spetsi e não do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa8.rata das artes. de tr0s guerras e de tr0s revolu+9es. desde o come+o do século. precisamente. mas a*ueles *ue os preparavamX %e a plani2ica+ão cometia excessos eram os spetsi *ue pagavam as 2avas) %e as ci2ras não coincidiam. nem mesmo 7dos che2es mais respons3veis da #irec+ão ?entral dos ?om6ust-veis84) "ão h3 carvão. descrita na pe+a de (cheAhov5. no in-cio do per-odo de reconstru+ão. os reaccion3rios e os revolucion3rios. o6) cit). insigni2icante. o processo seria per2eitamente t-pico) Fas. urgentes. no peito dos prolet3rios. o engenheiro1che2e desse servi+o) Ao longo da 'dade da . o ?onselho de ?omiss3rios do . 2oi criada pelos spetsi)8 Eles eram acusados de não se terem oposto . o primeiro ano de pa>. gS & . p3g) @!1) 4 idem. senão tudo se desmoronava) E o tri6unal revolucion3rio não os massacrava) =rilenAo. os spetsi eram culpados de tudoX Fas o tri6unal prolet3rio era clemente. toda a cidade de Foscovo 6e6eu 3gua de &lden6orguer) &s aAmeistas e os 2uturistas. não se podia passar sem eles. pura e simplesmente. uma linha trace/ada de indulg0ncia para com os engenheiros) & ano de 1944. ego-stas e corruptos) Assim. de $iAov e de terem 2eito 2ornecimentos a este e .odem admirar1seJ a guerra aca6ou e por*ue é *ue h3 tamanha anima+ão nos tri6unaisY Fas tam6ém em 1945 e em 194Q o #ragão se animou extraordinariamente) "ão existir3 a*ui uma simples regularidadeYS ^3 *ue não deixar passar.E AB& #E BU AB "uma palavra.*uele. dois mem6ros da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa e dois sindicalistas) Fas como a corda *ue se rompe ao longe. sim. Gevereiro de 1944S. e sem nenhuma caracter-stica t-pica) E isto por*ue ele a6range uma <nica vida humana.$&?E%%& %&I$E & %U'?u#'& #& E"BE"^E'$& & #E"1I&$BUE$ R%upremo (ri6unal. engenheiros. pois não aprenderam a tra6alhar so6 o capitalismo. de *uatro #umas do Estado. tão rico mesmo *ue este nosso cap-tulo lhe ser3 *uase todo dedicado) R. médicos) R") dos ()S (-tulo de um romance de ^ci>en) WV dos ()S @ =rilenAo. %edielhniAov. e esta /3 se extinguiu) %e tal não tivesse acontecido. con2usa e ca:tica. a2irma *ue desde 194C 7não existe sa6otagem8) &s spetsi são culpados. os /unAers e os guardas vermelhos..artido. 2oi a6undante em processos p<6licos. a (cheAa e a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 6e6eram a 3gua pura e 2ria de &lden6or1 . uns incapa>es. com espanto.artido 'ndustrial8) V) V) &lden6orguer tinha tra6alhado durante trinta anos no %ervi+o de ?anali>a+ão de Zgua de Foscovo e tornara1se. mas não 2i>eram isso por maldade.s mensagens tele2:nicas. esse engenheiro e mais de> outras pessoas.

ascendeu ao ?omissariado do . $evolu+ão de Gevereiro ele disse aos seus oper3rios *ue a revolu+ão tinha terminado.ouco importa. e *ue todos deviam ocupar os seus lugares e 2a>er a 3gua correr) E durante os com6ates de &utu6ro.E AB& #E BU AB 491 guer) Ele não era casado. despedido 7por actos indecorosos8. o comité do sindicato não dormia. apoio a greve)8 Ele rece6eu o dinheiro da comissão de greve destinado aos empregados. então. no seu devido tempo. não somente os spetsi. ele s: tinha uma preocupa+ãoJ conservar a canali>a+ão da 3gua) &s %EU% cola6oradores puseram1se em greve.veio a controlar o seu antigo che2e e a vingar1se do seu o2ensor. procura de cotovelos para os tu6os avariados) . não salvaram a canali>a+ãoX As coisas não come+aram a melhorar. perdoem1me) Duanto ao resto))) *uanto ao resto. e =rilenAo permite1se 2alar com toda a 2ran*ue>a desde o %upremo (ri6unalJ 7Era o *ue pensavam. é claroJ era ele o melhor de2ensor dos interesses oper3rios) E os comunistas puseram1se a dirigir a canali>a+ão de 3gua) 7%: os oper3rios devem mandar e s: os comunistas t0m autoridade completa 1 a /uste>a de tal posi+ão 2oi con2irmada por este processo)8Q A &rgani>a+ão do . é um inimigoX Eis o *ue ele disse a um oper3rioX 7& poder soviético não se aguentar3 nem duas semanas)8 RUma nova orienta+ão surge em vésperas da ")E). um malandrão *ue era escritur3rio da canali>a+ão. por torpe>a. p3g) 4@4) 494 A$DU'.ovo por*ue 7l3 pagam melhor ainda8. Brande Buerra) R") dos ()S A$DU'. mas sim a piorarX (al era a ast<cia posta por essa *uadrilha de engenheiros em levar a ca6o. pela calada. 2oi para a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 7por*ue ali pagavam melhor8. sim.artido de Foscovo não tirava os olhos da canali>a+ão da 3gua) RE por detr3s dela estava ainda a (cheAa)S 7Goi através de um sadio sentimento de hostilidade de classe *ue constru-mos. estragar os canos ou as m3*uinas8) "o dia seguinte . e da. e convidaram1no a aderir) Ele respondeuJ 7))) #o ponto de vista técnico não 2a+o greve. em Foscovo. mas) n:s tam6ém.ouco importa. não deixando de colocar ao seu lado))) um comiss3rio)89 'mediatamente todos passaram a p_r em causa. em resposta ao golpe 6olchevista. sem o seu conhecimento. a dar ordens e instru+9es ao engenheiro =rilenAo. .E AB& #E BU AB che2e.ara vigiar os especialistas 6urgueses. a em virtude da *ual nunca na sua vida se tinha exprimido com dure>a. é um inimigoX ?omo nos di>ia o camarada enineJ 7. ele não permitiu *ue as tropas de vigilLncia tivessem acesso . o pessoal técnico R72oi limpo todo esse ninho de arran/istas8S) E. o6) cit). precisamos de um cão de guarda como a 'nspec+ão &per3rio1 ?amponesa)8 #ois desses cães de guarda 2oram colocados permanentemente /unto de &lden6orguer) RUm deles.). o seu maldoso des-gnioX Fais aindaJ passando por cima da sua nature>a intermédia de intelectual. e entretanto correu . p3g) 4@9) R& it3lico é meu)S ` 'dem.1 & Jardim das ?ere/eiras) R") dos ()S .er-odo de desenvolvimento art-stico *ue vai dos 2ins do século !'! até . por mais de uma ve>)81 . e mesmo a trans2erir. cordialmente)))S Entretanto. p3g) 4@@) 'dem. deu um reci6o. nem tinha 2ilhos e em toda a sua vida dedicou1se unicamente a essa canali>a+ão de 3gua) Em 19C5. &l1den6orguer atreveu1se a *uali2icar as ac+9es do novo che2e . FaAarov1UemliansAi.s canali>a+9es 7por*ue os soldados podiam. com tudo isso. o nosso exércitoW e 2oi em nome dela *ue não con2i3mos um s: posto de responsa6ilidade a pessoas *ue não 2ossem do nosso campo. *ue /3 6astava.

pelo ?onselho dos %indicatos e pelo camarada =ui6ichevS) ^avia /3 *uatro anos *ue a 3gua corria pelos canos.artido adoptou as seguintes medidasJ destituir o engenheiro principal ))) do conselho de administra+ão da rede distri6uidora de 3gua e criar11lhe uma situa+ão de vigilLncia permanente. como se compreende. *ue os moscovitas a 6e6iam e nada tinham notado))) Então o camarada %edielhniAov escreveu um artigo na Vida Econ:micaJ 7Em virtude dos rumores *ue in*uietam a opinião p<6lica acerca do estado catastr:2ico da canali>a+ão)))8. opuseram1se1lhe. mentisX8) Então. aproximavam1 se as elei+9es para o %oviete de Foscovo e os tra6alhadores da empresa apresentaram a candidatura de &lden6orguer. camarada %edielhniAov. 7contagiada pela mentalidade pe*ueno16urguesa8. UeniuA R2igura pro2undamente simp3tica a =rilenAo 7pela sua estrutura interior8S. tal era a 2alsa autoridade *ue o engenheiro1che2e go>ava entre os oper3rios) A despeito disso. não *uero 2alarX8 E acrescentouJ 7Galaremos noutro lugar)8 A$DU'. atirou a6ertamente . e *ue era preciso não con2iar nele. esta era uma candidatura sem esperan+as. o secret3rio do . inclusive o de *ue o %ervi+o de ?anali>a+ão 6om6eava a 3gua so6 a terra. apresentando na assem6leia geral a seguinte resolu+ãoJ 7&lden6orguer é o centro e a alma da sa6otagem. so6 pretexto de delapida+ão.artido) "o entanto.ois 6em. mas opor1lhe resist0ncia em tudo) Entretanto. de despotismoX Goi então *ue 2icou claro *ue o 7engenheiro &lden6orguer atrai+oava conscientemente os interesses dos tra6alhadores e aparecia como um inimigo declarado da ditadura da classe oper3ria8) ?ome+aram a convocar comiss9es de controle para a canali>a+ão. . impedindo1o. de reparar as caldeiras e su6stituir os reservat:rios de madeira por outros de cimento) &s che2es dos oper3rios passaram a di>er a6ertamente nas reuni9es da empresa *ue o engenheiro1che2e era 7a alma da sa6otagem técnica organi>ada8. mas estas acharam *ue tudo estava em ordem e *ue a 3gua corria normalmente) &s elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa não se con2ormaram com isso e passaram a enviar relat:rios e mais relat:rios . contrap_s a candidatura do .da canali>a+ão. mas não o sa6ia 2a>er) . *ual a célula comunista. convocando1o constantemente perante comiss9es e su6comiss9es *ue o interrogavam e incum6iam de tare2as urgentes) ?ada 2alta de compar0ncia era anotada na acta 7para o caso de um 2uturo processo /udicial8) Através do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa Rpresidido pelo camarada enineS conseguiram 2a>er nomear para a canali>a+ão uma 7troiAa extraordin3ria8 R2ormada pela inspec+ão &per3rio1?amponesa.artido enviou uma mensagem ao comité de 6airro e a todas as instLncias. estar do lado de &lden6orguer e não ver a sua sa6otagem) "esse momento. onde deu conta de muitos outros e in*uietantes 6oatos. minando conscientemente todos os alicerces de Foscovo Rlan+ados ainda nos tempos de 'van =alita1C) ?onvocaram a ?omissão do %oviete da capital) Ela o6servouJ 7& estado do a*ueduto é satis2at:rio. deteriorar e romper a canali>a+ão com 2ins pol-ticos8. na*uilo em *ue lhes 2oi poss-vel. precisamente.E AB& #E BU AB 49@ & .artido. cara de mil ca6e+as prolet3riasJ 7?om cent<rias negras como voc0s. e a direc+ão técnica racional)8 &lden6orguer re2utou todas as acusa+9es) Então %edielhniAov respondeu tran*uilamenteJ 7Eu apenas me propus a tare2a de . e ser3 para n:s um inimigo pol-tico no %oviete de FoscovoX8 &s oper3rios opuseram1se ruidosamente e aos gritos de 7não é verdadeX. o tra6alho não melhorava e tudo pioravaX))) & *ue o2endia especialmente 7a psicologia heredit3ria dos prolet3rios8 da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa e dos sindicatos era o 2acto de a maioria dos oper3rios de servi+o de 6om6agem. direc+ão) &lden6orguer *ueria simplesmente 7destruir. a célula do .

eu conhe+o esses artigosJ eles visam os inimigos de classeW mas a*ui não são inimigos de classe *ue estão a ser /ulgados)8 Entretanto. dada a 2alta de especialistas desse tipo))) e a impossi6ilidade de su6stitu-1los))) 7"ão 2alando /3 da sua perda pessoal como indiv-duo))) "esta época. tinha ra>ão ao ver. *ue reinou no século !'V) R") dos ()S 494 A$DU'. tendo um gesto de intelectual intermédio inveteradoJ ao entravarem1lhe uma encomenda de novas caldeiras estrangeiras Ras velhas era imposs-vel repar31las agora na $<ssiaS. em cada um *ue não era dos seus.artido Iolchevista))) desorgani>a+ão do tra6alho da canali>a+ão))) pre/u->o para o %oviete de Foscovo e para a $<ssia soviética.). mas compete aos spetsi averiguar o *ue h3 de verdade em toda esta *uestão)8 Due restava 2a>er aos che2es oper3riosY Dual era o <ltimo e mais seguro recursoY A den<ncia . por parte de 2uncion3rios soviéticos e de mem6ros do . 7.E AB& #E BU AB com peso) Ele compreende as coisasJ 7& oper3rio russo. conscientemente 2or/adas. na realidade. não estava preparada)S & caso não 2ica por ali) A organi>a+ão contra1revolucion3ria podia detectar1se mesmo sem ele. ele suicidou1se) RA*uilo tinha sido demasiado para uma s: pessoa.ara não 2alar do estado catastr:2ico do dep:sito de 3gua de$u6liovX E 2oi então *ue &lden6orguer cometeu uma 2alta de tacto. de retroceder e mano6rarW pode ser *ue o . é tal *ue 7se torna necess3rio dar uma li+ão a esses e a outros8) & processo so6e ao %upremo (ri6unal) =rilenAo é comedidamente severo) 'nexor3vel. a institui+9es do Estado))) com circunstLncias agravantes Rvingan+a pessoal. mais depressa um inimigo do *ue um amigo811.levantar 6arulho em torno do pro6lema. *ue. contra a *ual venha em6ater a l:gica primitiva de honrados e a6negados com6atentes8 14) Iom. a/uste de contasS))) mau uso do cargo ocupado))) irresponsa6ilidade pol-tica. estes 2oram condenados a uma))) censura p<6licaX #uas verdades))) dois pesos e duas medidas))) E %edielhniAov. pr-ncipe russo da Fosc:via. e os elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa insistem em tra>01la .s amea+as do acusadorJ 7?amarada =rilenAoX. além do mais. de uma organi>a+ão contra11revolucion3ria8) . =rilenAo volta . não tendo d<vida alguma 7so6re a presen+a. naturalmente. no %ervi+o de ?anali>a+ão. mas 1C 'van =alita. a6uso do poder e da autoridade. (cheAaX Assim 2e> %edielhniAovX Ele 7pinta o *uadro da destrui+ão premeditada da canali>a+ão por parte de &lden6orguer8. *ue ir3 suceder1lhes agoraY %er3 poss-vel)))Y & meu leitor /3 est3 acostumado e sopra1meJ (&#&% E!))) Exactamente) (odos expostos ao rid-culo) #ado o sincero arrependimento dos acusados. acostum3mo1nos a levar pouco em conta essas perdas irrepar3veis)))111 & %upremo (ri6unal $evolucion3rio deve 2a>er ouvir com toda a 2or+a a sua vo>))) & castigo deve ser aplicado com todo o seu rigorX))) "ão viemos a*ui para grace/arX)))8 Feu #eus. pode ser *ue tenhamos de 2a>er ainda maiores concess9es. em *ue a luta representa o conte<do essencial da nossa vida. medida *ue 2or evoluindo a nossa pol-tica pr3tica de con/unto. *ue 2a> caminho.artido se ve/a o6rigado a escolher uma linha t3ctica. no cora+ão da Foscovo Vermelha. o tri6unal 7tratou com 6randura8 os oper3rios *ue testemunharam contra %edielhniAov e os da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa) E o réu %edielhniAov respondeu sem in*uieta+ão . carga com vivacidade) #en<ncias 2alsas. lu>) #ois meses passam no meio de mano6ras surdas) Fas o esp-rito da ") E) . mas. parece *ue apanhou um ano de prisão) (enho di2iculdade em acreditar) .

nem romances. nos anos 4CX Ve/amos agora o *ue se passou a partir do ano 1Q) "os dois processos *ue se seguem descansaremos um pouco do nosso acusador supremo 2avoritoJ ele est3 ocupado na prepara+ão do grande processo dos socialistas revolucion3rios14) Este grandioso processo come+ava a suscitar uma pro2unda in*uieta+ão na Europa e o ?omissariado do . *uando a vit:ria pol-tica /3 parecia ter sido alcan+ada. mais r3pida e 2acilmente do *ue se esperava. em 1. a causa de *ual*uer 2ome é costume 2a>01la recair so6re os AulaAs) Fas *uando a 2ome era geral. e podiam ser despachados Fesmo sem ?:digo) J3 vimos *ue a separa+ão da 'gre/a do Estado era por este compreendida de tal modo *ue tudo *uanto nos templos se encontrava pendurado. nem velho nem novo) ?ertamente *ue essa preocupa+ão do ?:digo não tinha escapado a =rilenAoJ era preciso coordenar tudo de antemão) Entretanto. pela $<ssia. a6ateu1se so6re a região do Volga um ano de 2ome como nunca se tinha conhecido) ?omo ela não adorna muito a coroa de gl:ria dos vencedores desta guerra. os cereais mantinham1se de6aixo da neve. contrariamente . como o de %aratov. de intermin3veis vag9es de v-veres enviados durante meses. essas ventas *ue b =rilenAoJ o6) cit). *ue no1los representais so6 o claro 6ul-cio da alegriaX Fesmo sem a2lorar os seus extremos. eles são ines*uec-veis) Esses 2ocinhos. *ue. exposto e pintado.C5) R") dos ()/ 49. mesmo sem os ter visto com olhos de crian+a. nem estudos estat-sticos 1 é algo *ue se procura es*uecer. posse do Estado e a 'gre/a 2icava unicamente com essa igre/a nua.ovo da Justi+a aperce6eu1se de *ue h3 /3 *uatro anos *ue /ulg3vamos sem ter ainda um ?:digo . 6ardos dos anos 4C.a> de Irest. esta atitude irre2lectida provocou demasiada indigna+ão popular) "a guerra civil. Europa progressista. *ue come+ava a acender1se. p3g) 4@5) 14 'dem.enal. na perda da v con2ian+a e da esperan+a do campon0s de poder guardar para si uma pe*uena parte *ue 2osse da sua colheita) Fas alguma ve> alguém 2alar3 da*ueles 2ornecimentos. promessa deste <ltimo.&hX. mesmo das regi9es *ue a 2ome ia devastar. em aplica+ão da . privada de vo>es de protesto. e como sua conse*u0ncia natural. 2alam entre dentes e sem ir mais além de aduas linhas) E no entanto essa 2ome chegou até ao cani6alismo. de *ue 2ala a %agrada Escritura) Em 191Q. 1919. durante v3rios anos. *ue não em6ele>a) &s processos provinciais contra os socialistas revolucion3rios.E AB& #E BU AB Além disso. explica1nos as ra>9es da 2ome e da ru-na completas do pa-sJ elas residem na *ueda de toda a produtividade Ras mãos tra6alhadoras encontram1se ocupadas com as armasS. tinham /3 come+ado antes) ab Ap:s a morte de Ioris Bodunov. onde estavam elesY V) B) =orolenAo. nas suas ?artas a unatc6arsAib1. não interessavam . A$DU'. nunca se pu6licaram entre n:s. até aos pais comerem os seus pr:prios 2ilhos) "unca uma 2ome assim tinha sido conhecida na $<ssia. como testemunham os historiadores. nem se*uer no (empo dos (umultosa5 Rentão. *ue travara no &cidente os <ltimos com6atesY . deu1se in-cio aos con2iscos religiosos) "o entanto. era insensato criar uma 2rente interior contra os crentes) (eve de se adiar o momento do di3logo entre os comunistas e os cristãos) "o 2im da guerra civil. p3g) 45Q) A$DU'.E AB& #E BU AB 495 acossavam os engenheiros 1 não h3 d<vida de *ue se 2artaram 6em. os processos religiosos *ue iam a6rir1se eram *uest9es internas. passava . para a Alemanha do =aiser. p3g) 4@Q) 11 'dem. sem serem colhidosS) Um s: 2ilme so6re essa 2ome poderia pro/ectar uma lu> nova so6re tudo o *ue vimos e *ue sa6emos acerca da $evolu+ão e da guerra civil) Fas não h3 nem 2ilmes.

eles são cristãos e 6ondososX 1S %e recusam. matam1se dois coelhosJ *ue se/am agora os padres a alimentar a região do VolgaX "a verdade. a/uda do . mesmo a partir da desgra+a popular) E.lhe cortaram a iniciativa. as persegui+9es. culpamo1los de toda essa 2ome e esmagamos a 'gre/aW 4S %e concordam. limpamos os templosW @S E num caso ou noutro aumentamos a reserva de divisas) . os dirigentes da 'gre/a cristã não deviam ter1se agarrado a o6/ec+9es. *uando come+ou a grassar essa 2ome. a cadeia era curtaJ se os ha6itantes do Volga comiam os seus 2ilhos era por*ue n:s não t-nhamos outra preocupa+ão *ue não 2osse dissolver a Assem6leia ?onstituinte) Fas a genialidade da pol-tica consistia em o6ter 0xitos. uma 'gre/a *ue s: tinha conhecido a repressão. num golpe de inspira+ão. chegando a roer1se as om6reiras das portas) E. semelhante acto constitui um sacrilégio. de GevereiroJ con2iscar todos os valores dos templos para os 2amintos) & patriarca escreveu a =alinine. em #e>em6ro de 1941. esclarecendo1o de *ue s: o poder soviético estava autori>ado a enta6ular conversa+9es com estrangeiros. come+ando a angariar dinheiro) Fas permitir uma a/uda directa da 'gre/a . mas este não respondeu) Então. de novo.<6lico) & patriarca 2e> apelo . de uma s: ca/adada. pois não era em a6soluto delas *ue havia de ressurgir Rse haviaS a nova 2irme>a na 2é) Fas é preciso ter em mente a situa+ão deste desgra+ado patriarca. eleito /3 depois de &utu6ro. *ue dirigia a 'gre/a h3 poucos anos. sido tentado com a Assem6leia ?onstituinte e como era costume em todos os parlamentos da Europa) Uma ideia eclodiu num relLmpagoX Uma ideia. os 2u>ilamentos. 1944.s 6ocas es2omeadas seria minar a ditadura do proletariado) &s comités 2oram proi6idos e o dinheiro con2iscado a 2avor do (esouro .s V-timas da Gome prop_s . e de *ue não era necess3rio semear o alarmeJ segundo o *ue escreviam os /ornais.apa de $oma e do #eão de ?antu3ria. é 23cil censurar o patriarca) "aturalmente. 2omeW não deviam ter1se agarrado a estas ri*ue>as. o prelado pu6licou uma nova e 2at-dica mensagemJ 7#o ponto de vista da 'gre/a. na região do Volga comia1se ervas e solas de sapatos.rovavelmente esta ideia 2oi suscitada por actos da pr:pria 'gre/a) ?omo indica o patriarca (iAhon. mas ainda a. as autoridades tinham todos os meios para aca6ar com a 2ome) Entretanto.aris. do género de sa6er se o poder soviético não tinha outros recursos. logo em Agosto de 1941. e %ami>dat. mas apenas a*ueles *ue não eram canonicamente imprescind-veis para os servi+os religiosos) & patriarca mani2estou o seu acordo e o ?omité de Estado de A/uda . de resto.s V-timas da Gome ela6orou as instru+9esJ todas as o2ertas deviam ser ab .#a causa ao e2eito. ou *uem é *ue tinha levado a região do Volga . o patriarca lan+ou uma mensagem. autori>ando todos os conselhos paro*uiais a o2erecer o6/ectos *ue não 2ossem indispens3veis aos o2-cios religiosos) E assim tudo corria. o risco de dissolver1se no compromisso e enredar a vontade prolet3ria. 2inalmente. em 4Q de Gevereiro. e n:s não podemos aprovar o con2isco)8 A meio século de distLncia. de a/uda aos 2amintos.E AB& #E BU AB 495 volunt3riasX Em 19 de Gevereiro de 1944. noutros tempos.5) A$DU'. isto éJ um decretoX Um decreto do ?omité Executivo ?entral de toda a $<ssia. datado de 4. o ?omité de Estado de A/uda . 19. e *ue lhe havia sido con2iada com a missão de a salvaguardar) . 'gre/a *ue o2erecesse os seus 6ens aos 2amintos T não todos. como tinha. a 'gre/a criou comités diocesanos e pan1russos.

tirar o manto dourado da Virgem de =a>an. 2oi tomado tam6ém de um arre6atamento *ue não podia ser posto em d<vidaJ 7'sto é de #eus e nos daremos tudo) Fas não é necess3rio 2a>er con2iscos. mais 2raca se tornava a sua posi+ão) Em Far+o desenvolve1se um movimento entre o clero.etrogrado de A/uda . Veniamin.E AB& #E BU AB aEm . assegurou *ue isso suscitaria uma atitude 6enevolente da parte do poder soviético em rela+ão . não eram menos agudas do *ue as da região do Volga)S & metropolita de . e com 0xito das conversa+9es e escreve 6enevolentemente. 2rente dos 2iéis.Então os /ornais lan+aram uma campanha contra o patriarca e todos os altos dignit3rios da 'gre/a.etrogrado. em preces. como em todos os outros lugares. 9 e 1C de Far+o15 con2irma a conclusão pac-2ica.s V-timas da GomeJ 7&s crentes t0m receio de *ue os valores da 'gre/a possam ser utili>ados para outros 2ins.oder e ele tomar3 conta do *ue considerar necess3rio)8 E come+ou em .ravda de . acusando1os de estrangularem a região do Volga com a mão descarnada da 2omeX E *uanto mais se o6stinava com 2irme>a o patriarca. arciprestes e .etrogrado de A/uda . segundo o relato de uma testemunha) Veniamin anunciouJ 7A 'gre/a &rtodoxa est3 disposta a tudo dar em a/uda dos 2amintos8. e estes. no sentido de ceder os valores e de chegar a acordo com o . a o2erta deve ser volunt3ria)8 Ele era de igual modo 2avor3vel ao controle da 'gre/a e dos crentesJ seguir os valores da 'gre/a até ao momento em *ue se convertessem em pao p3ra os 2amintos) A sua o6sessão era a de não in2ringir a vontade condenat:ria do patriarca) 49Q A$DU'.etrogrado.s V-timas da Gome. 2ins mes*uinhos e alheios aos seus cora+9es)8 R?onhecendo os princ-pios gerais da #outrina de Vanguarda.etrogrado parecia *ue tudo se iria arran/ar paci2icamente) "as sess9es da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . todos se levantaram) & metropolita disseJ 7& *ue mais nos pesa é a disc:rdia e a inimi>ade) Fas tempos virão em *ue todos os 2ilhos russos se unirão) Eu mesmo irei . re2erindo1se ao metropolitaJ 7"o %molni chegou1se a acordo em *ue os c3lices e os revestimentos dos -cones se/am 2undidos em lingotes. com a ca6e+a desco6erta. porta) & /ornal .s V-timas da Gome. de 5 de Far+o de 1944. *ue deu origem a incidentes graves) Agora havia 2undamentos legais para dar in-cio aos processos religiosos1Q) hS . o con2isco pela 2or+a. =anattchniAov.etrogrado. 'gre/a R6elas palavrasXS "um caloroso arre6atamento.$&?E%%& ? E$'?A #E F&%?&V& R4. considerando apenas como um sacrilégio o con2isco pela viol0ncia) Fas então o con2isco não era necess3rioX & presidente do ?omité de Estado de . de A6ril15 de Faio de 1945S) "o Fuseu . *ue tinha passado a 2a>er parte da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda . /3 *ue as necessidades do =omintern e do &riente. registou1se até uma situa+ão eu2:rica. so6 a presid0ncia de IeA. não são necess3rios aos es2omeados da região do VolgaX E su6stitu-da a e*uipa do ?omité de . chorando so6re ele doces l3grimas e 2a>endo dele o2erenda)8 #eu a 60n+ão aos 6olchevistas mem6ros do ?omité. na presen+a dos crentes)8 Fas de novo se est3 a tramar um compromissoX &s vapores envenenados do cristianismo empe+onham a vontade revolucion3ria) Uma tal união e uma tal entrega dos valores. ladeado pelos procuradores unin e onguinov) Eram de>assete réus.olitécnico reuniu1se o (ri6unal $evolucion3rio. acompanharam1no até .oder) &s receios *ue ainda su6sistiam 2oram expressos a =alinine pelo 6ispo Antonin BranovsAi. o leitor experiente concordara em *ue isso era muito prov3vel. de Q.s V-timas da GomeW os /ornais lan+am o2ensas contra os 7maus pastores8 e contra os 7pr-ncipes da 'gre/a8. esclarecendo os seus representantesJ 7"ão precisamos de nenhuns dos vossos sacri2-ciosX "em de ter *uais*uer conversa+9es convoscoX (udo pertence ao . *ue se li6ertava.

milh9es de ve>es. &.E AB& #E BU AB 1 %im.*ueles *ue come+aram a persegui+ãoJ *ual 2oi o seu o6/ectivoY . pelas costas.arte '. /3 se/a escolhido Rnisto o ano de 1944 não se di2erencia muito do de 19@5 ou de 19. sem levar em conta a sua vontade.atriarcaJ @CC A$DU'. persegui+ão *ue os /ornais levam a ca6o contra siY %e s: v:s sois perseguido. condenando unicamente a entrega contra vontade) . mas esmagar a 'gre/a no momento oportuno)S A 5 de Faio é chamado ao tri6unal.s V-timas da Gome. mas.atriarcaJ 1 ^3 *ue pergunt31lo . ou não. en*uanto mantinha conversa+9es com o ?omité de Estado de A/uda . dos 6ens) 15 ArtigosJ 7A 'gre/a e a Gome8 e 7?omo %erão ?on2iscados os Iens da 'gre/a8. . de uma ponta . trata1se 6em de um sacrilégio) & apelo não di> *ue não se deve dar os valores. nos interrogat:rios nocturnosX E nunca ousaremos responder tão simplesmente como o . acusados de distri6uir o apelo do patriarca) Esta acusa+ão era mais grave do *ue a da entrega. 19.4W e das 7"otas do 'nterrogat:rio do . considero. por ra>9es de princ-pio. de um modo geral.QS.E AB& #E BU AB 499 & arcipreste Uao>ersAi E"($EB&U (&#&% &% VA &$E% #& %EU (EF. tomo V das actas do processo /udicial) A$DU'. 2oi pu6licado.atriarcaJ 1 E mau sinal dos tempos) .leigos. . s: assinou) Fas *uem o escreveuY E *uem 2oram os conselheirosY E aindaJ por*ue é *ue se 2a> re2er0ncia. de Anatoli evitin. 1Q Estes dados 2oram por mim colhidos do livro Ensaios so6re a ^ist:ria dos (umultos $eligiosos. *ue. *ue enche a sala. isso não é sacrilégio. os costumes da $<ssia estavam tão enrai>ados e os h36itos dos %ovietes constitu-am ainda uma pel-cula tão 2ina *ue . %ami>dat. os /u->es de instru+ão.atriarcaJ 1 %im) .residenteJ 1 'sso nada tem a ver com a religiãoX .atriarca (iAhon8. outraY ?ertamente. um decretoY (iAhonJ 1 E verdade) . como testemunha.residenteJ 1 #isse ou não. considera *ue o poder soviético procedeu incorrectamenteY Argumento demolidorX ^ão1de repeti1lo a n:s. o patriarca (iAhon) Em6ora o p<6lico. no apelo. textualmente. de2ende o apelo do patriarca.residenteJ 1 #esse modo. na medida em *ue não este/am em contradi+ão com as regras da 2é) R(odos deviam responder assimX &utra teria sido a nossa ^ist:riaXS %egue1se uma discussão can:nica) & patriarca esclareceJ 1 %e a pr:pria 'gre/a entrega as ri*ue>as. por*ue 2alar então de n:s))) Due *uer isso di>erY . considerando o con2isco pela 2or+a um sacrilégio) (orna1se assim a 2igura central do processo e ser3 imediatamente GUU' A#&) R'sto revela *ue o mais importante não é dar de comer aos 2amintos. mas se lhas tiram.residenteJ 1 ?onsidera *ue as leis actuais do Estado são para si o6rigat:rias ou nãoY . entrada do patriarca mais de metade dos assistentes se p_s de pé para rece6er a sua 60n+ão) (iAhon assumiu toda a responsa6ilidade pela ela6ora+ão e distri6ui+ão do apelo) & presidente es2or+a1se por arrancar1lhe algo maisJ 1 Fas isso não pode serX %er3 poss-vel *ue tenha escrito tudo com a sua pr:pria mão.

até os crentes se acostumarem . o *ue signi2ica *ue é mentiraX & acusador insiste. as coisas são tanto mais interessantes para n:sJ contra vontadeXS & presidente. sua aus0ncia) $ecordam1 se de *ue. tinham deixado ali os cart9es de visitaS) #e outra maneira. ou o ponto de vista do Boverno soviéticoY R$esposta esperadaJ 1 7 ))) do Boverno soviético)8S 1 Iem. e ali 2oi mantido em rigorosa reclusão.ela primeira ve>. no antigo eslavo) RiV) dos ()S 1) A$DU'.residenteJ 1 'sso *uer di>er *ue 2a> uma declara+ão sem provasX Ainda resta demonstrar *ue o patriarca *ueria derru6ar o poder soviético) Eis a demonstra+ãoJ 7A propaganda é uma tentativa de preparar os esp-ritos para um 2uturo derru6amento do . on>e são condenados .residenteJ 19 Em russo a palavra 7sacrilégio8 Rsviatot/tsvoS é composta de 7sviato8 p sagrado e 7tata8 p ladrão. 2icou estupe2actoJ 1 & *ue é para si mais importante. e a <ltima. morte) RE 2u>ilam cinco)S ?omo disse =rilenAo.oder) & tri6unal decide intentar um processo penal contra o patriarca) A 5 de Faio é pro2erida a senten+aJ dos de>assete acusados. o ?onselho ?entral Executivo de toda a $<ssiaY . o tri6unal não pode acreditar em si) & patriarca é incapa> de mencion31los) .E AB& #E BU AB @C1 T 'ndi*ue o nome da*ueles *ue espe>inharam o manto do -coneX REles. o manto do -cone não entrava no caixote e meteram1no l3 . segundo os cLnones 1 exclamou o acusador) 1 Fas do ponto de vista da caridadea)ca) R. o patriarca é destitu-do e preso) RFas as coisas ainda não chegaram ao 2im) . não estamos a*ui para gracinhas) Ao ca6o de uma semana. trans2eriram1no para o Fosteiro de #onsA. admitamos *ue se/a sacrilégio.or en*uanto. em cin*uenta anos. é invocada no tri6unal essa po6re caridade)))S Ga>1se uma an3lise 2ilol:gica da palavra 7sacrilégio8) %viatotatsvo vem de sviato e tat1aa) AcusadorJ 1 %igni2icar3 isso *ue n:s.RAssim. triun2anteJ 1 Vamos l3. *uem espalhou essa repugnante cal<niaY R . nem o tele2one)S . trata de ladr9es os representantes do poder soviético. no 2im de contasJ os cLnones religiosos. representantes do poder soviético somos ladr9es de o6/ectos sagradosY R$u-dos prolongados na sala) %uspensão da audi0ncia) &s encarregados da ordem entram em ac+ão)S AcusadorJ 1 Assim. ainda h3 pouco. camarada IcA. 2or+a com os pés) Fas não estava presente o pr:prio patriarcaY AcusadorJ 1 ?omo é *ue sa6e issoY #iga o apelido do sacerdote *ue lho contouX R%u6entendidoJ agora mesmo o prenderemosXS h & patriarca não di>. com tudo isso.atriarcaJ 1 Eu cito apenas os cLnones) #iscute1se depois o termo 76las2émia8) Duando 2i>eram o con2isco da 'gre/a de %ão Vassili =cssarisA. =rilenAo mani2estava surpresaJ *ue perigo amea+a o patriarcaY))) E certo *ue *uando o perigo se aproxima 2urtivamente de nada vale o to*ue a re6ate.

E($&B$A#& R9 de Junho15 de Julho de 1944S) &s réus Racusados de resist0ncia . como no edi2-cio do tri6unal. em =rasnoiarsA. a pouco e pouco. pela primeira ve> desde os tempos da antiga "ovgorod. doce. es*uina. mem6ro do colégio do ?omissariado do . Veniamin 2oi eleito com os votos de todos eles) "ão compreendendo a época. um dos mem6ros mais importantes da 'gre/a Activa e cola6orador da B).$&?E%%& ? E$'?A #E .)U). sacerdotes e leigos) & presidente do (ri6unal. Io6richiev1. exclamouJ 7(oda a 'gre/a &rtodoxa é uma organi>a+ão contra1 revolucion3ria) . tinham sido eleitos os metropolitas de Foscovo e de . e era tão plaus-vel. o acusador e o1tri6unal chamavam1lhe inimigo do povo Ra palavrinha /3 existia. era contemporLneo e havia sido companheiro de enine na deporta+ão. contudo. popular entre o povo e o clero. salva a tua genteX8 como se compreende.ortanto.E AB& #E BU AB era 2ormada por soldados vermelhos.etrogrado o metropolita Venia1min) Ele não era um alto dignit3rio da 'gre/a.) A) =rassiAov.ovo da Justi+a. roupa e até uma manta) & leitor vai certamente notando como o tri6unal. não tendo as da de2esa podido 2a>er os seus depoimentos) R?omo tudo se assemelhaX))) ?ada ve> mais)))S & acusador %mirnov exigiu *ue ca-ssem 7de>asseis ca6e+as8) & acusador =rassiAov. . diga1se de passagemS) #e um processo a outro. tinha vinte e cinco anos de idade Rsegundo se di>ia. e depois seu amigo na emigra+ão) As suas execu+9es de violino eram muito apreciadas de Vladimir 'litch) #esde a Avenida do "eva até . devia1se prender toda a 'gre/aXvv . *uanto a ele. por se mani2estar a 2avor do metropolita) Acontece *ue Egorov /3 estava preparado para issoJ levava consigo uma grande pasta e nela tinha posto comida. a 2im de conseguir uma atenua+ão do decreto acerca do con2isco dos 6ens) & seu apelo ao ?omité de Estado de A/uda .s V-timas da Gome 2oi por ele divulgado entre o povo com o6/ectivos suspeitos R%amisdatXS. a maior parte do p<6lico @C4 A$DU'. e estes levantavam1se tam6ém todas as ve>es *ue entrava o metropolita com o seu capu> 6ranco) E. todos os dias havia uma grande multidão. mas eis o *ue relata uma testemunha ocular) & primeiro advogado de de2esa. e agir de acordo com a 6urguesia mundial) & sacerdote =rasnitsAi. na rua. testemunhou no sentido de *ue os sacerdotes se tinham posto de acordo para provocar uma revolta contra o poder soviético. é preso em . entre os *uais pro2essores de teologia e de direito can:nico. *ue Io6richiev se apressou a passar ao advogado Burovitch o rel:gio de ouro e a carteira))) E o tri6unal disp_s *ue 2osse detida ali mesmo uma testemunha. 2oi amea+ado de prisão pelo tri6unal) E isto estava tão de acordo com as normas da época.etrogrado) Acess-vel. se*uer. tanto a*ui. nomeado como todos os metropolitas) "a .rimavera de 1915. entrega dos valores da 'gre/aS eram em n<mero de v3rias de>enas de homens. os ?rentes demasiado >elosos eram presos)S "a sala. visitando 2re*uentemente as 236ricas e as o2icinas. modesto. %emionov. onde o corte/o dava a volta. ar*uimandritas.Ao ca6o de duas semanas.uchAine. não sendo. e *uando condu>iam o metropo1 vta muitas pessoas se a/oelhavam e entoavamJ 7%enhor. considerava como sua tare2a li6ertar a 'gre/a da pol-tica 7dado *ue no passado tinha so2rido imenso em conse*u0ncia dela8) Eis obmetropolita *ue 2oi su/eito ao iS . come+ava a tornar1se cada ve> mais patente a 2alta de li6erdade dos advogados) =rilenAo não nos di> nada acerca disso. era padeiroS) & principal acusador. come+a a ad*uirir as 2ormas por n:s /3 conhecidas) & metropolita Veniamin é acusado de ter chegado mal1intencionadamente a acordo))) com o poder soviético. o pro2essor Egorov. 6aseando1se na 2ome) Goram ouvidas unicamente as testemunhas de acusa+ão.

ao não cumprimento em massa das o6riga+9es militares. ex11mem6ro da #umaW o pro2essor de direito K) . não dir3 palavraXS & con2isco dos valores da 'gre/a. na prov-ncia houve vinte e dois) & ?:digo . *ue passamos a transcreverJ 7"ão h3 prova alguma de culpa6ilidade.ovo da Justi+aJ 7?amarada =ursAiX Em minha opinião. sem autori>a+ão. 2oram conservadas v3rias 2rases do advogado *ue de2endeu o metropolita. mas o clero da capital encontrava1se no 6anco dos réus e certas mãos empurram1 no para a morte) & princ-pio 2undamental. 2oi a6erta a sessão do ?omité Executivo de toda a União. não muito long-n*ua. mas é duro ter de ceder a palavra) En*uanto os de6ates se prolongam. resist0ncia passiva contra o Boverno. o ?omité Executivo da União concedeu o indulto a seis) &s outros *uatro Ro metropolita VeniaminW o ar*uimandrita %erguei.ara o &cidenteS) Bomo no caso de apelo de Vi6org.osto de cadetes. e ainda não tinham conseguido aca6ar o pro/ecto do c:digo) Gora apenas entregue a Vladimir Uitch. morte) Esta morte. por um grupo de deputados da #u1 do1 (Om. en*uanto ninguém poderia ser coagido a partir voluntariamente . 2icar3 imp3vida) Es*uecer3 tudo. *ue se encontrava em BorAi. para os *uais era imprescind-vel o 2u>ilamento Rentre eles. aca6ada ser3 tam6ém a sua vida)))8 & tri6unal condenou de> . em notas . como estava previsto. nem mesmo um 2undamento para acusa+ão))) Due dir3 a ^ist:riaY R&h. até ao 2im do processo dos socialistas revolucion3rios Rtudo indicava *ue se preparavam para 2u>il31los em con/untoS) #epois. em .E AB& #E BU AB Eis como 'litch explicou as suas conclus9es ao comiss3rio do . tem de se ampliar o Lm6ito da aplica+ão do 2u>ilamento))) Rcomut3vel em expulsão para o estrangeiroS a todas as actividades dos conhecidos che2es menchevi*ues. pressa para o processo dos socialistas revolucion3riosJ /3 era tempo de exi6ir os 6locos de granito da eiX Em 14 de Faio. é o interesse do poder soviético) "o entanto. margem do pro/ecto. socialistas revolucion3rio.enal 2oi ela6orado . ou ao não pagamento dos impostosS)4C & 2u>ilamento devia ainda ter lugar noutro casoJ por regresso.E AB& #E BU AB @C@ 'gre/a se 2orti2ica) REntre n:s não ser3 o casoX)))S "ada mais tenho a di>er. o incitamento .9J propaganda e agita+ão))) em particular. etcW é preciso encontrar . em *ue nos ver-amos des6ordados pelos *ue a2luiriam da Europa para virem re2ugiar1se entre n:s. não se es*ue+am de *ue com o sangue dos m3rtires a A$DU'. R%) K) BurovitchS.artido do (ra6alho e socialistas menchevi*ues) R") @C4 A$DU'. desenrolou1se com toda a calma. os acusados estão vivos) Aca6ados os de6ates. pelo *ual o Boverno c>arista tinha aplicado tr0s e prisão) REste apelo tinha sido lan+ado em 19C. o artigo . por v:s posto em evid0ncia. para ele o examinar) %eis artigos do c:digo previam como pena m3xima o 2u>ilamento) 'sso era insatis2at:rio) Em 15 de Faio.or um acaso raro. eles aguardaram1na durante mais de um m0s. mem6ros do .) "ovitsAi e o advogado =ovcharovS 2oram 2u>ilados na noite de 14 para 1@ de Agosto) $ogamos encarecidamente ao leitor para não es*uecer o princ-pio da multiplica+ão . do estrangeiro Ro *ue antes 2a>iam todos os socialistasS) &utro castigo e*uivalente ao 2u>ilamentoJ a deporta+ão) RVladimir Uitch tinha previsto a época.etrogrado.R& programa não era nada ut:pico e 6em depressa seria *uase inteiramente levado a ca6o) E era uma 6oa 6ase para o #'Z &B&)S . Vladimir Uitch enine acrescentou mais seis artigos. nem um 2acto. escala provincial) En*uanto nos re2erimos apenas a dois processos religiosos.

nossa conversa. &6ras Escolhidas. %)a edi+ão. p3gs) 4C414C5) aha & pr:prio enine) R") dos ()S 44 enine.enal a partir de 1 de Junho de 1944) E /3 so6re 6ases legais a6riu1se. o leito mortu3rio de che2e) 41 enine. introdu>ido no texto. em 4C de Faio. envio1lhe um rascunho suplementar para o par3gra2o do ?:digo . e por pouco tempo. em esta6elecer a re2erida liga+ão) E. mais ou menos larga) ?om sauda+9es comunistas enine)844 A6ster1nos1emos de comentar este importante documento) & sil0ncio e a medita+ão são mais apropriadas) (al documento é tanto mais importante. no dia seguinte. expulsaram muitosYS & terror é um meio de persuasão44. p3g) 1Q9) a1 'dem. do *ual s: parcialmente. uma pe+a 2undamental do seu testamento pol-tico) "ove dias depois desta carta. camarada =arAlin45 R6om apelido para . agora mesmo. em 15 de Faio. sairão o 5Q14 e o pai de todos n:s. o artigo 5Q. so6 a al+ada desse artigoX (udo isso 2oi. e . parece *ue tudo est3 claroX Fas =ursAi não compreendia 6em) ?ertamente ele tinha di2iculdade em encontrar a 2ormula+ão exacta. *uanto se trata de uma das <ltimas disposi+9es de enine. politicamente /usta Re não somente do estreito ponto de vista /ur-dicoS.tomo 45. p3g) 19C) A$DU'. sua espera. o velho))) 7 )))A propaganda. sem 2alsidades e sem adornos) A 2ormula+ão deve ser o mais ampla poss-vel. a agita+ão. deu1lhe o primeiro ata*ue. donde dentro de alguns anos. o S . constituindo. antes de se ter apoderado dele a doen+a.enal))) A ideia 2undamental.E AB& #E BU AB @C5 Em anexo a este rascunho encontram1se duas variantes do par3gra2o adicional. pois s: a consci0ncia e o sentido revolucion3rio da /usti+a decidirão das condi+9es da sua aplica+ão pr3tica. a participa+ão numa organi>a+ão ou a coopera+ão Rbcooperando o6/ectivamente ou suscept-vel de cooperarbS))) com organi>a+9es ou pessoas cu/a actividade tenha um car3cter)))8 Apresentem1me %anto Agostinho e eu garanto *ue o ponho. aprovou e p_s em vigor o ?:digo . como se impunha. espero *ue este/a clara apesar de todas as de2ici0ncias do rascunhoJ evidenciar a6ertamente *ue se trata de uma tese de princ-pio. &6ras Escolhidas. enine remeteu de BorAi uma segunda cartaJ 7?amarada =ursAiX ?omo complemento .$&?E%%& #&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% RQ de Junho15 de Agosto de 1944S) %upremo (ri6unal) & presidente ha6itual.ovo4@ para o6ter esclarecimentos) Esta conversa é para n:s desconhecida) Fas. na sua totalidade) 01se e 2ica1se estupe2actoJ eis o *ue signi2ica dar uma 2ormula+ão o mais ampla poss-velc Eis o *ue signi2ica 2a>er uma aplica+ão o mais larga poss-velc 01se e recorda1 se *uanta gente ele conseguiu apanhar. se resta6eleceu. no Lngulo do segundo andar. tomo 45. onde /3 se encontrava preparado. 5)b edi+ão. assim. no &utono de 1944) (alve> as duas cartas a =ursAi tivessem sido escritas na*uele claro ga6inete de m3rmore 6ranco.uma 2ormula+ão *ue ponha essas actividades em liga+ão com a 6urguesia internacional8 Rsu6linhado por enineS4a) Ampliar o Lm6ito de aplica+ão de 2u>ilamentoX %er3 di2-cil de compreenderY RAcaso. 2oi ver o presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . por um ptr-odo de dois meses. en2im. tomo @9. na sua se*u0ncia. motivando a ess0ncia e a /usti2ica+ão da sua necessidade e limites) & tri6unal não deve eliminar o terrorJ prometer isto seria enganar1nos a n:s mesmos ou enganar os outros) ^3 *ue 2undament31lo e legali>31lo claramente. com a pena de 2u>ilamento ampliada) E a sessão do Executivo ?entral de toda a União.

*ue lutava pelo derru6amento do c>arismo e *ue assumira Rgra+as . nesse processo. não tendo sido ainda dispersos nem li*uidados. não sou6éssemos per2eitamente *ue o essencial em *ual*uer processo /udicial não é a acusa+ão. agora.um /ui>XS. gosta de rir1se de n:s e deixa1nos tempo para pensarX Duin>e anos. toda a hist:ria dos estados é a hist:ria dos golpes e tomadas do . e. de Janeiro de 191Q desceram . mas reclamaram gra+a. a primeira acusa+ão 2eita contra eles era a de terem sido os iniciadores da Buerra ?ivilX %im. 2oi o tempo *ue ele deixou a . eles iniciaram1na. passados e 2uturos dos seus desa2ortunados inimigos. os leitores. en*uanto todos os actos. contra o poder legal do Boverno oper3rio1campon0sJ apoiavam assim a sua ilegal Assem6leia ?onstituinte Releita livremente.E AB& #E BU AB mais ha6ilidade e com mais solide>. cinco anos antes.ovo. talve> não aceit3ssemos de1Lnimo tão 23cil este processo) Fas a conveni0ncia vai1se delineando sem 2alhasJ di2erentemente dos menchevi*ues. tendo. logo como re6eldes. nas acusa+9es pro2eridas perante o tri6unal. *ue eles apoiavam era em parte composto por eles. *ue concentrou a aten+ão de todo o mundo socialista. em tam6ém limitadas décadas. su6stitu-do pelo h36il Bueor1gui . até. os socialistas revolucion3rios eram um partido solid3rio vi>inho. ou se/a 7grasnar8) R") cPos ()S @C.iataAov intervinha 6ruscamente. previdente. particularidade da sua t3ctica do terrorismoS o maior peso da deporta+ão. imediatamente se aco6erta com o manto di32ano da /usti+a. igual. para 2ortalecimento da nova ditadura Ra do proletariadoS. e todos os seus actos. A$DU'. os socialistas revolucion3rios tentaram ilegalmente de2end01lo4. não se arrependeram entretanto politicamente) "ão se colocaram de /oelhos diante do ?onselho de ?omiss3rios do . rua como mani2estantes. mas sim a conveni0ncia. 2eito su6levar os NunAers *ue estavam ao servi+o do Boverno derru6ado) Iatidos pelas armas. *uando em 5 e . apesar de tudo. impedindo os réus de se exprimirem) %e n:s.iataAov)))S "ão havia advogados) &s réus eram destacados socialistas revolucion3rios e eles pr:prios se de2endiam) . *ue se intitulou a si mesmo Boverno) ?ontinuaram a insistir em *ue o <nico Boverno legal era o anterior) "ão reconheceram imediatamente a 6ancarrota de uma linha pol-tica seguida durante vinte anos45.oder) E a*uele *ue se instalou a tempo no . lhe terem o2erecido resist0ncia de armas na mão) Duando o Boverno provis:rio. com su2r3gio universal. *ue1legalmente haviam . serão considerados leg-timos e consagrados com odes. se se inseriam na /3 longa e dilatada hist:ria dos estados) A excep+ão das democracias parlamentares 1 contadas pelos dedos 1. pass-veis dos tri6unais e punidos pela lei) ^3 apenas uma semana *ue 2oi aprovado o ?:digo . solicitando *ue os dissolvessem e *ue os deixassem de considerar como um partido)4Q E eis a segunda acusa+ãoJ eles cavaram o a6ismo da Buerra ?ivil. a chamada culpa. nos dias do golpe de &utu6ro. *ue *uase não atingiu os 6olchevi*ues) Fas. e aos tiros responderam mesmo com tiros. directo e secretoS contra os marinheiros e os soldados vermelhos. 2oi.iataAov) R& destino. serão criminosos. passados e 2uturos. pode erroneamente interpretar1se todo este processo como constituindo uma vingan+a partid3ria) Gica1se entretanto a meditar. em elei+9es gerais. de>. era conveniente aca6ar com eles) 'gnorando esse princ-pio.oder com "ome *ue 2a> lem6rar o ver6o hrrAats. os socialistas revolucion3rios continuavam a ser considerados perigosos.enalv mas /3 so6re ele se acumulam os cinco anos de hist:ria vividos ap:s a $evolu+ão) E vinte. 2oram eles *ue a iniciaramX Ei1los acusados de. 2oi legalmente varrido pelas metralhadoras dos marinheiros.

os socialistas revolucion3rios. a *ue podiam servir e condu>ir os tran*uilos de6ates da Assem6leia ?onstituinteY Apenas ao atear de uma guerra civil de tr0s anos) Esta come+ou pela simples ra>ão 4. tal como o esta6elece o acto de acusa+ão. trai+oeiramente.ovo)S (erceira acusa+ãoJ eles não reconheceram a pa> de Irest1 itovsA. muito elegantes. com tantos processos. isso é outra hist:ria) A sua culpa não era menor por isso) 45 (ratava1se e2ectivamente de uma 6ancarrota. e o Boverno soviético. a sétima acusa+ão era a de cola6orarem com %avinAov. eram espi9es da EntenteX &ntem.dissolvido essa Assem6leia e dispersado os mani2estantes) R#e resto. preparavam1se Rnão se preparavam se*uer. =rilenAo gague/ou *ue os socialistas revolucion3rios tam6ém estavam ligados ao Estado1Faior de udendor22. talve> tam6ém o 2ossem os lingotes de ouro)))S ] *uarta acusa+ão. não tendo ocorrido a =rilenAo. mas a pedra caiu em saco roto e não tomaram isso em conta)S #a*ui /3 não 2ica longe a sexta acusa+ãoJ os socialistas revolucion3rios. *uando a Alemanha do =aiser vivia os seus <ltimos meses e semanas na guerra contra os aliados.ovo se ter constitu-do como tal) A$DU'.E AB& #E BU AB @C5 de *ue nem todos os ha6itantes. isso era algo de explosivo) #esde então. impedindo o ouro de sair da p3tria) "uma palavra. 2iel ao tratado de Irest11 itovsA a apoiava nessa pesada luta. *ue tenham vacilado e 2inalmente renunciado. eram revolucion3rios. segue1se a *uintaJ *uanto aos meios técnicos para essa explosão. &msA. Due eles o tenham 2eito molemente. ainda não se tinha por vergonhoso nem se ocultava o 2acto de *ue se enviava ouro russo para o 2uturo império de ^itler. %am3ra.deriva uma grave e *uarta acusa+ãoJ no Verão e no &utono de 191Q. UcrLnia. =u6ã. *ue se p9e sempre de pé))) #a. come+am a sentir1se n3useas ))) Iem. ou com os democratas constitucionais. *ue antes da $evolu+ão se destacavam por usarem um uni2orme 2orrado de 6ranco) R") dos ()S . Ural ou ?3ucaso. estão presentes 7todos os elementos caracteri>adores da trai+ão ao Estado. por se terem erigido eles mesmo em governos depois de o ?onselho de ?omiss3rios do . sua maneira. mas apenas uma parte do seu tronco) #esse modo. senão mesmo com os guardas16rancos) Estudantes reaccion3rios. eles *ueriam apanhar o dinheiro . ho/e espi9esX "a época. . mas limitavam1se a discutir. apesar da suas especiali>a+9es em ^ist:ria e #ireito 1nenhum dos seus cola6oradores lho sussurrou T. EntenteS) 'sto ro+ava /3 o limite extremo da trai+ãoX bREm todo o caso. o *ue se passaria se acaso)))S para dinamitar a via 2érrea. uma e docilmente. 6em como da pr3tica de ac+9es criminosas visando arrastar o pa-s para a guerra8) (rai+ão do EstadoX Ela é como um teimoso. $<ssia. ou com a Alian+a do $enascimento Racaso ainda existiaY)))S. *ue não cortou a ca6e+a . enviando1lhe com6oios inteiros de v-veres e pagando1lhe tri6utos mensais em ouro. se su6meteram aos decretos legais do ?onselho dos ?omiss3rios do . . ou Gilo1nenAo. tinham os socialistas revolucion3rios a inten+ão de o6t01los com 2undos rece6idos dos representantes aliados Rpara não dar o ouro a Builherme. em6ora isso não 2osse compreendido imediatamente) 4Q Em 2un+ão destes mesmos princ-pios 2oram considerados igualmente ilegais todos os governos regionais e peri2éricosJ de ArcLngel. *ue se os carris de a+o eram propriedade do povo. eles 7organi>aram uma ac+ão criminosa de destrui+ão da propriedade do povo 1 os caminhos de 2erro8) REntão. U23. em 191Q. a*uele tratado leg-timo e salvador. antes da passagem de uma dessas composi+9es. ou até com os 2orros16rancos49. implacavelmente.

cordial e compadecido. até vos unirdes aos democratas constitucionaisY R%im.@CQ A$DU'. o acusado Buendelman. a isso se tendo devido a amnistia)S E a*ui mesmo. para aplicar a cada um o castigo merecido. pensava1se nisso) E2ectivamente. ou por uma repentina ilumina+ão no alto da tri6una. penetra pro2undamente no preso. de *ue vai servir1se cada ve> com mais seguran+a nos processos posteriores e *ue. mantidos pela 6urguesiaYX &nde est3 o vosso orgulho revolucion3rioY (odas estas a2irma+9es reunidas dão a medida exacta das acusa+9es.E AB& #E BU AB (al era a cadeia de acusa+9es magni2icamente articulada pelo procurador@C) Ap:s uma lenta matura+ão no sil0ncio do ga6inete. n:s e v:s somos todos revolucion3riosX R":sX V:s e ":s. em ra>ão da amea+a de =oltchaA e de #eniAini. era para a causa e em caso algum para 2ins partid3rios 1 mas onde est3 o limiteY Duem o demarcaY "ão é a causa tam6ém um o6/ectivo do . no tri6unal. v:s 2osteis1vos deixando arrastar) V:s. em 2avor exclusivo dos socialistas revolucion3rios. de *ue alguns réus 6aixaram a ca6e+a e e2ectivamente um ou outro 2icou com o cora+ão *ue6radoJ como puderam eles descer tão 6aixoY Esta compaixão do procurador. os socialistas revolucion3rios retiraram a palavra de ordem da insurrei+ão. na sala inundada de lu>. em 19@5. nos come+os de 1919. não se sa6e por*u0. mais precisamente desde 45 de Gevereiro de 1919. a6riram mesmo aos seus irmãos comunistas um sector da 2rente contra =oltchaA. ele encontra a*ui o tom /usto. mem6ro do ?omité ?entral. não te a2li/as8S) Fas tem1se a impressão. partido dos socialistas revolucion3rios. por certo *ue o vosso cora+ão se *ue6raXS Fisturardes1vos com os o2iciaisY Ensinar aos 2orros16rancos a vossa 6rilhante técnica conspirativaY "ão sa6emos *uais as respostas dos acusados) %e algum deles assinalou o car3cter especial da revolta de &utu6roJ declarar a guerra a todos os partidos de uma s: ve>. e até ao momento não tinham levado a ca6o a luta armada contra os 6olchevi*ues) R&s socialistas revolucion3rios de %amara. a2ectuosamente reprovador. e ao mesmo tempo proi6i1los de se unirem entre si R7se não te tocam.E AB& #E BU AB @C9 ?omo sair da situa+ãoY (inha1se pensado nisso) Duando a 'nternacional %ocialista pediu ao Boverno soviético *ue suspendesse o processo contra os seus con2rades socialistas. v:s rece6-eis dela a/uda em dinheiro) A princ-pio. mas eis *ue a con2usão se esta6eleceuJ 1 (odos os 2actos de *ue é acusado o partido dos socialistas revolucion3rios remontam a 1919W 1 #esde então. somos iguaisXS ?omo pudésteis v:s descer assim tão 6aixo. uma amnistia *ue lhes perdoava toda as lutas anteriormente travadas contra os 6olchevi*uesW se não reincidissem de 2uturoW 1 E A(é AB&$A "###BOT_TEXT###amp; ('"^AF V& (A#& A ($AVA$ (A'% U(A%) 1 E est3vamos no come+o de 1944X #evolveram1lhes este apodo) A$DU'.artidoY Assim. numa palavra. tra>ido da cela escura) E =rilenAo envereda ainda por uma nova via l:gica R*ue prestou grandes servi+os a VichinsAi contra =ameniev e IuAharineSJ entrando em alian+a com a 6urguesia. ter3 um 0xito espectacular) Esse tom consiste em revelar a rela+ão *ue existe entre lY os /u->es e os réus em 2ace do resto do mundo) Essa melodia toca as cordas mais sens-veis do acusado) #esde a tri6una da acusa+ão lan+a1se aos socialistas revolucion3riosJ en2im. e são até de so6ra) & tri6unal podia retirar1se para deli6erar. declaravaJ 7#0em1nos a . havia sido decretada.

luta armada e . mas segundo o novo ?:digo . é *ue é o nosso estiloX Fas. com todas as suas 2or+as. uma das acusa+9es era 2undadaJ a de *ue. em 1919. Assem6leia ?onstituinte)S E pedem apenas a reali>a+ão de novas elei+9es para estes %ovietes. o6) cit). disse =rilenAo. a possi6ilidade de 2a>erem propaganda contra o . rir1se. 7a nenhum dos che2es da /usti+a soviética lhe passou pela ca6e+a8 *ue os socialistas revolucion3rios organi>avam ainda o terror contra os dirigentes do Estado soviéticoX RA *uem. FE(E$ "A . renunciaram ao seu antigo Boverno provis:rio e . a*ueles destacados socialistas revolucion3rios *ue 2ugiram para a Europa) V Fas tudo isto era pouco) E cogitou1se o seguinteJ 7Fuitos dos *ue a*ui estão a ser /ulgados não teriam sido inculpados neste processo se não 2ossem acusados de organi>ar actos terroristasc8 &ra. ren<ncia. lamenta1se o nosso procurador) Entretanto. dos socialistas revolucion3rios. ainda por cima. era necess3rio /ulg31los) #e *ue acus31los entãoY 7Este per-odo não 2oi o6/ecto. ter1se1ia estendido a amnistia aos actos terroristasX &u. . ser3 sempre assim)S E v:s *uereis li6erdade de propaganda dos partidos. /3 *ue eram mantidos na prisão Rnão estavam /3 l3 h3 tr0s anosYS. em Gevereiro de 1919. eles reconheceram o poder dos %ovietesX R&u se/a.possi6ilidade de utili>ar todas as chamadas li6erdades c-vicas e n:s não in2ringiremos as leis)8 R#ar1lhes a eles. 7cortar imediatamente a) estes grupos. de cem anos. sim. de resto.oder8@1) E precisamente como resposta . na realidade. na mesma medida. então. 7todas8X Due charlat9es)))S ?omo se ainda não 2osse pouco deixar de travar *ual*uer luta. escrevia e 2a>ia Rso6retudo do *ue di>ia e escreviaS a chamada 7#elega+ão no estrangeiro do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios8. p3g) 1Q@) @1C A$DU'. os socialistas revolucion3rios adoptaram a resolu+ão R*ue não levaram . uma 2elicidade *ue então nem se*uer nisso pensaram) %: *uando houve necessidade é *ue de tal se aperce6eram)S E agora esta acusa+ão não é a6rangida pela amnistia Rdado *ue s: a luta 2oi amnistiadaS) E =rilenAo serve1se disso) Duantas coisas 2oram desco6ertasX Duanto se 2oi desco6rirX Antes de mais nada.est3X 3 come+a a mostrar1se o 2ocinho 2ero> do inimigo 6urgu0sX Acaso é poss-velY A hora é graveX Estamos cercados de inimigosX RE dentro de vinte. com /uste>a. para *ue os soldados se recusassem a participar nas expedi+9es punitivas contra os camponeses) @1 =rilenAo. *uando 2oi concedida a amnistia. utili>ando todas as medidas de repressão governamental. de um in*uérito /udicial8.s suas propostas pac-2icas.artido 7se oporia. podia passar pela ca6e+a esta6elecer uma rela+ão entre os socialistas revolucion3rios e o terrorY %e alguém tivesse pensado nisso. não se aceitaria a 6recha a6erta na 2rente de =oltchaA) Goi.$'%###BOT_TEXT###amp; (&#& & ?&F'(E ?E"($A #&% FE%F&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% Ra*ueles *ue conseguiram apanharSX Este. $evolu+ãoX #issuadir os soldados das expedi+9es punitivasX Eles podiam ser ainda acusados de tudo a*uilo *ue di>ia. com li6erdade de propaganda dos partidos) Estão a ouvirY Estão a ouvirY A. como resposta.E AB& #E BU AB Esta era uma 6aixa e pér2ida trai+ão . encolher os om6ros) #ecidiu1se.enal isso era o mesmoS de 2a>er propaganda secreta no Exército Vermelho. poderiam simplesmente. 2ilhos de uma cadelaYX As pessoas politicamente sensatas. de cin*uenta. o *ue é *ue disseram os che2es dos socialistas revolucion3rios@4 logo nos primeiros dias depois do golpe de &utu6roY (chernov Rno 'V ?ongresso dos %ocialistas $evolucion3riosS a2irmou *ue o . pr3tica. a *ual*uer atentado contra .

durante a trans2er0ncia da sua sede para FoscovoW logo. o terrorS. no ano de 194CJ 7%e os 6olchevi*ues atentarem contra a vida dos re2éns socialistas revolucion3rios. por coincid0ncia. preciosas provas . com os seus depoimentos volunt3rios. passados tantos anos.) U) e ao tri6unal. =rilenAo 2a> este coment3rioJ 7%e esta pessoa *uisesse inventar uma hist:ria.os direitos do povo8. com suspeita solicitude. *uem sa6e se o terror era a sua segunda nature>akS & partido nunca levou a ca6o actos de terror) 'sso ressalta mesmo do discurso de acusa+ão de =rilenAo) Fas recorre1se 2or+osamente a 2actos deste géneroJ na ca6e+a de um dos acusados 2igurava o pro/ecto de dinamitar a locomotiva do com6oio do ?onselho de ?omiss3rios do . esses encarni+ados terroristas são postos em total li6erdade)S &s depoimentos são de tal modo 2r3geis *ue é preciso apoi31los com argumentos) %o6re uma das testemunhas.or*ue não renunciaram pura e simplesmenteY ?omo se atreveram apensar em empunhar as armasX 7. esses activistas nada 2i>eram) #ois deles. seria pouco prov3vel *ue a imaginasse de 2orma a *ue. *ue se a6orreciam na inac+ão) A isso se redu>ia o terror) R#e resto.) RVe/a1se *ue l-nguaXS A$DU'. p3g) 4@.para diante parece poss-vel desencadear o processo) 7"este dom-nio da investiga+ão8. e o ?) ?) é culpado de terror) &u aindaJ o mem6ro do ?) ?V) #onsAoi advertiu Gaina =aplan de *ue seria expulsa do partido se disparasse contra enine) E poucoX . mas não se decidiu a aplic31lo) #a. estava de atalaia com uma carga de piroxilina. lamenta1se =rilenAo. encarregada da execu+ão. perto da esta+ãoJ logo. 2alando de #onsAoiJ 7%er3 poss-vel . 2orneceram em 1944. como o tinha 2eito so6 o regime c>arista) RE todos recordavam como ele o tinha 2eito)S BotsJ 7%e os autocratas do %molni atentam tam6ém contra a Assem6leia ?onstituinte))) o . o6) cit).or*ue não a proi6iram categoricamente dissoY R&u melhorJ por*ue é *ue não a denunciaram . então o partido voltar3 a empunhar as armas@4)8 Fas por*u0 todas estas condi+9esY . haver3 muito poucos testemunhos))) com isso a nossa tare2a 2ica extraordinariamente di2icultada))) neste dom-nio8 Risto é. durante uma noite.E AB& #E BU AB @11 6olchevi*ues passem a executar os socialistas)8 &u. longamente experimentada)8 (alve> se tenha lem6rado. de repente. o ?) ?) é culpado de terror) 'vanova. B) . mas as suas declara+9es não di>em respeito ao ?) ?) dos socialistas revolucion3rios.ovo.or*ue não 2i>eram declara+9es de car3cter a6solutamente negativok8 R?amarada =rilenAo. de modo inexplic3vel. 7devido . (cheAaYS (udo o *ue =rilenAo conseguiu arrancar deste magma 2oi *ue os socialistas revolucion3rios não adoptaram as medidas necess3rias para 2a>er cessar os actos individuais de terror dos seus activistas. h3 *ue demonstrar *ue os socialistas revolucion3rios se enganaram a si pr:prios) &s socialistas revolucion3rios disseram entãoJ 7Aguardemos *ue os E *ue é *ue não disseram todos estes charlat9es durante uma vida inteiraY =rilenAo. e. conspira+ão.artido %ocialista $evolucion3rio sa6er3 lem6rar1se da sua antiga t3ctica. houve um atentado contra o com6oio de (rotsAi. 7 em certos momentos é como se nos v-ssemos o6rigados a errar nas trevas) 8@@ A tare2a de =rilenAo era complicada pelo 2acto de *ue o terror contra o poder soviético tinha sido discutido no ?omité ?entral R?)?)S dos socialistas revolucion3rios em 191Q e tinha sido re/eitado) E agora. =onopliova e %emonov. acertasse precisamente no ponto exacto)8@5 RFuito 6em ditoX 'sto pode aplicar1se a *ual*uer depoimento preparado)S &u então.

p3g) 45Q) 1. *uanto ao restante. p3g) 451) @14 A$DU'. mesmo sem recorrer ao tri6unal. p3g) 45@) @5 'dem. até . no 2undo. di>endo não concordar com o derru6amento da ditadura 6olchevista por *ual*uer meio. mas. não tinham por assim di>er 2eito expropria+9es e. todos os acusados. o6) cit). tudo lhe é agora imputado apenas. mas s: através da união de todas as massas tra6alhadoras e de um tra6alho de agita+ão Rou se/a.$'&X 'sto. impulsos. por ele demonstrar a*uilo de *ue a acusa+ão precisaY8 Duanto a =onopliova. o ex1?omité ?entral. e *ue deve considerar1se como esta6elecido)8@Q & . de> meses antes do processo. a veracidade do seu depoimento consiste precisamente no 2acto de ela não revelar tudo a*uilo de *ue a acusa+ão necessita) RFas é o 6astante para o 2u>ilamento dos acusados)S 7%e se levanta o pro6lema de =onopliova inventar tudo isto))) a resposta é @4 Duanto aos outros re2éns. *ue aca6assem com eles))) @5 =rilenAo. direito ao cora+ãoJ 7'nimigos encarni+ados e eternos8. cada um dos seus movimentos.$H. eis o *ue são os acusadosX "esse caso. pois. /3 se sa6e o *ue h3 a 2a>er deles) . se tinham de alugar casas e ir de uma cidade para outraYS) #antes.suspeitar da sua extrema perspic3cia. /usto. muito 6em) Fas h3 melhorJ 7. culpa) E se. como culpa. pelo contr3rio. não vai até ao 2im) &u aindaJ 7 evar =onopl-ova.oderia ter ocorrido este encontroY Essa possi6ilidade não est3 exclu-da)8 "ão est3 exclu-dak & *ue signi2ica *ue ocorreuc AdianteX Em seguida. de acordo com o derru6amentoX Fas se. para *ue nos enchem os ouvidos com eleY ^ouve umas *uantas 7expropria+9es8 de 2undos de institui+9es soviéticas Rcomo é *ue os socialistas revolucion3rios podiam sa2ar11se de apuros. *ue nunca chegou a ter dirigentes dignos dele) E cada uma das suas decis9es ou indecis9es. mas agora. ou retrocessos. perante um tri6unal soviético. p3g) @C5) A$DU'. recém1eleito. inde2eso e até inactivo. culpa. em *ue estão implicados. 7*uando alguém est3 disposto a denunciar.artido dos %ocialistas $evolucion3rios é /3 culpado pelo simples 2acto de "i& %E (E$ #E"U"?'A#& A %' . não 2alhaX E uma desco6erta do pensamento /ur-dico inscrita no novo ?:digo) E 11. os nossos agradecidos descendentes) =rilenAo dispara com 2uror. ao 2u>ilamento. o6) cit). na linguagem dos revolucion3rios. *ue interesse é *ue isso poder3 ter para E2imov8Y@5 'sso é. desorientado. escrevia ao novo. =rilenAo. como se v0. vai1se pro/ectando a p3lida e amarelada lu> da lanterna da lei so6re toda a insegura. sim. /3 preso em IutirAi.E AB& #E BU AB claraJ *uando alguém se p9e a inventar. havia 7o grupo de sapa8) Ele deu muito *ue 2alar e de repente 2oi 7dissolvido por inactividade8) Então. %i6éria.Q 'dem. oscilante e enredada hist:ria desse partido ver6alista. Fas ela. uma ve> mais. então inventa8 Rele sa6e de *ue 2alaX T ])%)S. em %etem6ro de 1941. grandilo*uente. não eram culpados de derru6ar o regime. h3 muito haviam sido perdoadosY & nosso caro procurador tira então da manga a sua reserva secretaJ 7Em <ltimo caso a não den<ncia constitui um crime. tratava1se de no6res e elegantes 7expropria+9es8. então denuncia8@. mesmo estando preso não concordava em ser li6ertado pelo terror nem por um complotS.E AB& #E BU AB @1@ o caminho empedrado pelo *ual se hão1de arrastar e arrastar. estava. sem mais nem mais. tudo passava a ser 7pilhagem e enco6rimento8) Através das pe+as de acusa+ão do processo. isso era1lhes assacado agora como a sua primeira culpaJ ahX ahX. sem excep+ão. e não eram culpados de terror. de todo em todo.

est3 tudoJ 2altava s: dar um empurrão para atingir o ideal)S %ucede *ue a investiga+ão prévia se reali>ou so6 a o6serva+ão do procurador Ro pr:prio =rilenAoS e desse modo se eliminaram conscientemente alguns desacordos nos depoimentos) ^3 mesmo depoimentos 2eitos pela primeira ve> perante o tri6unal) Due *uerem. ou lan+ado 6om6as 1 tudo é o mesmoX A pena é igualXXX #o mesmo modo *ue um pintor. mas tam6ém uma grande 2irme>aX & procurador argumentaJ 7&s acusados constituem um perigo para a $<ssia soviética. sua mulher na cama *ue seria 6om derru6ar o poder soviético. muito poucas nos 2oram ditas acerca da atitude deles. mas espero *ue o meu tempo ainda não tenha passado)8 R. destacou1se no tri6unal pelas suas discuss9es com =rilenAo so6re a 2orma como eram 2alsi2icados os depoimentos das testemunhas.assou. todo o panorama dos anos @5. ainda são genteX . amiguinho.oucas coisas. pelos respectivos n<meros. por distrac+ão. cada ve> mais. isso não tem *ual*uer signi2icado essencial8)@9 Duer tenha sussurrado . tudo é o mesmoX (omada *ue 2oi uma decisão. /3 a. e so6re 7os métodos especiais de tratamento delas antes do processo8) eia1seJ é evidente *ue 2oram tra6alhados pela B).est3 tudo. cita as palavras *ue pronunciaram no tri6unal) & réu Ierg 7acusava os 6olchevi*ues de terem chacinado as v-timas de 5 de Janeiro8 Ra6riram 2ogo so6re os mani2estantes *ue de2endiam a Assem6leia ?onstituinteS) E i6erov di>ia sem papas na l-nguaJ 7Eu reconhe+o1me culpado de em 191Q não ter tra6alhado su2icientemente para o derru6amento do poder dos 6olchevi*ues)84C Evguenia $atner teve express9es semelhantes. os principais artigos re2erentes aos contra11revolucion3rios. mas é ver *ue golpes assesta com esses n<meros. nem na san+ão penalX .& ?:digo é tão novo *ue =rilenAo nem teve tempo de aprender de cor. /3 depois do /ulgamento.&$(AFE"(& #&% A?U%A#&%X Eles ainda não são carneiros amestrados. com uns *uantos tra+os 2ortes de carvão.ara n:s. 2oiJ 7#urante o pr:prio processo. sua conduta no tri6unal com elogios)841 A aprecia+ão do ?omité ?entral Executivo de toda a $<ssia. com plena clare>a e sangue12rio))) não nos preocupa o pro6lema de sa6er como o /u->o da hist:ria avaliar3 a o6ra *ue reali>amos8) . 2eito propaganda nas elei+9es. eles reservaram1se o direito de prosseguir a sua actividade anterior)8 Duanto ao réu Bendelman1Bra6ovsAi Rele mesmo /uristaS. com todas as minhas 2or+as. passou)S #etectamos a*ui a antiga paixão pela sonoridade das 2rases. pAg) 1Q5) 'dem.E AB& #E BU AB alguns dos réus encontrem consola+ão no 2acto de alguma ve> um analista se re2erir a eles ou . contra o chamado poder oper3rio1campon0s. o6) cit). dado *ue consideram 6om tudo *uanto 2i>eram) (alve> =rilenAo. mas pode1se per2eitamente calcul31la) ]s ve>es =rilenAo. com *ue pro2undidade os cita e os interpretaX E como se desde h3 décadas mane/asse tais artigos como *uem mane/a o cutelo da guilhotina) Fas eis algo *ue é essencialmente novo e importanteJ a di2erencia+ão entre métodos e meios. tam6ém para n:s 2oi tomando 2orma. através dos es6o+os de 1944. 2a> emergir o retrato dese/ado. ainda não cheg3mos l3X Ainda não é esse o ?&F. e de novo IergJ 7?onsidero1me culpado perante a $<ssia tra6alhadora de não ter podido lutar.)U) RJ3 a. a inten+ão e a ac+ão. 45 e 49) Fas não. é em 2un+ão dela *ue /ulg3mos) Due ela 7se tenha levado a ca6o ou não. *ue existia no antigo c:digo c>arista. p3g) 1C@) @14 A$DU'. h3 certas arestas) ^3 coisas *ue não 2oram aca6adas) "o 2im de contas 7é nosso dever di>er. deixa entre n:s de existirc Ela não intervém nem na *uali2ica+ão do delito.

=rilenAo lem6ra1%e. sem 2alar de uma centena dentre elas. é ele *ue lhes d3 as directri>es8)4. *uando estes dispunham de poderes extraordin3rios. d3 provas de aud3ciaJ na verdade. *ue o re*uisit:rio i do procurador 7não é uma ordem para o tri6unal8. parte) em6re1se amigo leitor. ter1se ladrado durante dois meses na audi0ncia e perdido *uin>e horas a de6itar discursos de acusa+ão. sempre asssim)S %o6 o céu cor de tur*uesa e pelas 3guas a>uis vão navegando rumo ao estrangeiro os nossos primeiros diplomatas e /ornalistas) & ?omité Executivo de #eputados &per3rios e ?amponeses conservava no seu rega+o os eternos re2éns) &s mem6ros do partido dirigente tinham lido sessenta n<meros do . com esp-rito magnLnimo. *uando todos os acusados 7/3 não era a primeira nem a segunda ve> *ue tinham passado pelas mãos dos :rgãos. p3g) @44) A$DU'. era ultra/ante para =rilenAo ter1se levado meio ano a preparar este processo. pela primeira e <ltima ve> na hist:ria da /urisprud0ncia soviética. 7elementos 2ornecidos pelos :rgãos da investiga+ão. gra+as a uma ou outra circunstLncia. AFE". . aos campos de concentra+ão. ao *ual é necess3rio explicar istoX))) E o tri6unal.Fas as arestas havemos de tom31las em conta e de corrigi1las) Entretanto. na sua senten+a. de *ue existe a investiga+ãoX A investiga+ão preliminar antes mesmo da instru+ãoX E eis a explica+ão h36il *ue ele d3J a*uilo *ue se desenrolou 2ora do Lm6ito da o6serva+ão do procurador e *ue v:s considerais como a instru+ão é. *ue não são comprovados pela instru+ão. 2icar vivos84@ 1 para aca6ar agora por dar tra6alho a =rilenAoJ o de lev31los ao 2u>ilamento por 2orma legal) 41 =rilenAo. excep+ão dos p3tios da (cheAa) REm laroslavl. evitas pisar o almo2ari>) Galando em termos pro2issionais. esmagaremos estes todos) "os campos da $<ssia cei2ava1se /3 a segunda colheita em pa>) "ão se disparava em mais nenhum lugar. AFE") "enhum se atreveu a di>er "]&) . p3g) @45) 44 'dem. o6) cit). *ue este se/a 7o6rigado a tomar imediatamente em conta ou a cumprir8)45 Ielo tri6unal esse.ravda so6re o processo Rtodos eles liam o /ornalS 1 e todos haviam dito AFE". t0m muito menos valor pro6at:rio /udicial do *ue os elementos da instru+ão *uando esta é inteligentemente organi>ada8)44 %e és esperto. em . isso é a instru+ãoX &s in2ormes. ele condena ao 2u>ilamento não 7todos até ao <ltimo8. tendo conseguido. A senten+a aplicada pelo %upremo (ri6unal é utili>ada 7como norma indicadora8)45 Duantos haver3 ainda nas prov-ncias *ue serão assim en2errolhados. em *ue se atam todos os n:s e se apertam todos os para2usos. mas s: cator>e pessoas) As restantes são condenadas a prisão. lem6re1seJ o %upremo (ri6unal 7é olhado por todos os tri6unais da $ep<6lica. ' até ao <ltimoX844 Fas =rilenAo previne. *ue serão o6/ecto de um processo . a investiga+ão) E a*uilo *ue v:s considerais como uma repeti+ão da investiga+ão revista pelo procurador.etrogrado. tendo ' em conta *ue o processo é seguido pelo mundo inteiro. mas suspender3 o seu cumprimento) E a sorte 2utura dos condenados depender3 do comportamento dos socialistas revolucion3rios *ue 2icaram em li6erdade Rinclusive os *ue se encontram no estrangeiroS) %e eles tiverem actividades contra n:s. de 2acto.E AB& #E BU AB @15 ?laro *ue 7a senten+a deve ser uma e a mesmaJ o 2u>ilamento de todos. podem calcul31lo por si pr:prios) Fas talve> este processo aca6e por ser cortado pelo . es*uivando1 se. o metropolita Veniamin) E sempre assim. p3g) 4@Q) 4v 'dem.raesidium do ?omité ?entral Executivo de toda a UniãoJ este con2irmar3 a senten+a de 2u>ilamento.erAurov. 2u>ilava1se .

u6ianAa)4Q A investiga+ão consistiu num <nico interrogat:rioJ apenas as declara+9es volunt3rias e o exame da sua actividade) Em 4@ de Agosto tinha /3 sido entregue o termo de acusa+ão) R$apide> incr-vel. *uase não contestava as provas) Ele con2eria uma dimensão l-rica a este processoJ era o seu <ltimo encontro com a $<ssia e a <ltima possi6ilidade de se explicar em vo> alta) #e arrepender1se) R"ão destes pecados *ue lhe imputavam 1 mas doutros) Vinha muito a prop:sito. nos ?omités de %oldados Rentenda1seJ 2ora eleito deputado pelos soldadosSW e. indu6itavelmente. de Agosto a6riu o /ulgamento) & presidente era um tal Ulrich Rencontramo1lo pela primeira ve>S. n:sX Voc0 ama a $<ssia. o6) cit).) 45 'dem. passados tempos. e a vida agitada de %avinAov não podia terminar calmamente em "ice) Ele não podia deixar de 2a>er uma <ltima tentativa.s avessas. esta melodiaJ pois se tanto voc0 como n:s somos russosX))) Voc0 e n:s T isto é. mas sem um dirigente de méritoX "ão se podia imaginar um an>ol mais tentadorX %im. p3g) 4C5) 45 'dem. n:s respeitamos esse seu amor 1 mas acaso 4Q %o6re este regresso 2i>eram1se muitas suposi+9es) Fas. p3g) @19) 'dem. p3g) 4C9) @1. AlemanhaSW 7de manter contactos com os representantes do comando aliado8 Risto *uando era dirigente do Finistério da BuerraXSW 7de se in2iltrar. ela6orada com uma terminologia . ele mani2estara1se pela declara+ão da guerra . 19. A$DU'. de *ue crimes não era acusado %avinAovY #e 7inimigo sistem3tico do campesinato po6re8W de 7ter a/udado a 6urguesia russa a reali>ar as suas aspira+9es imperialistas8 Rou se/a.) U) lan+ou através deles um an>ol seguroJ a*ui. em 19@5Y #e *ue é *ue se *ueixavamY))) Acaso não tinham sido lan+ados todos os 2undamentos da aus0ncia de /usti+a 1 primeiro com a repressão extra/udicial da icheAa. nem tão1pouco de2ensor) %avinAov de2endia1se sem grande convic+ão. n)O 11S) (endo levado alguns agentes de %avinAov . 2inalmente T havia de *ue 2a>er rir as galinhasX 1. havia uma grande organi>a+ão clandestina. tinha 7simpatias mon3r*uicas8) Fas tudo isto era velho) ^avia algo de novo nas acusa+9es. um certo Ar1 damatsAi R*ue tinha acesso aos ar*uivos do ?omissariado da %eguran+a do EstadoS pu6licou uma hist:ria *ue. a B) . na $<ssia. para sua perdi+ão) .or*ue é *ue emendaram então. $<ssia. trai+ão e enganando outros. parecia pr:xima da realidade Rrevista "icva.E AB& #E BU AB J3 pro2eticamente =rilenAo tinha deixado escapar *ue não era o passado *ue /ulgavam. com todos os exageros ret:ricos da literatura pretensiosa. regressar ele pr:prio . depois com esses processos precoces e com esse /ovem ?:digoY Acaso 19@5 não era tam6ém &IJE?('VAFE"(E "E?E%%Z$'& Rnecess3rio para os o6/ectivos de %taline e *uem sa6e se para os da ^ist:riaSY 44 =rilenAo. p3g) @4. mas sim o 2uturo) ?om uma 6oa 2oice. mas *ue produ>iu e2eito) Alguém calculara certamenteJ extor*uir a %avinAov m-seras declara+9es 2alsas não 2aria senão destruir a verosimilhan+a do *uadro)S "a conclusão da acusa+ão. com intuitos de provoca+ão.ol:nia Res*ueceram1se do JapãoX)))SW e tentativa de envenenamento do Exército Vermelho com cianeto Rmas não chegara a envenenar um s: soldadoS) Em 4. para pertur6ar o acusado. *ue 2iguraria em todos os 2uturos processosJ dinheiro rece6ido dos imperialistasW espionagem a 2avor da . não havendo *ual*uer acusador.5. Ioris Victorovitch %avinAov cru>ou a 2ronteira soviética) Goi logo preso e condu>ido . recentemente. o mais di2-cil é o primeiro golpe) ?erca de 4C de Agosto de 1944..

com a anima) de Jovem *ue ainda conserva.) U). em .riu6el contou a um dos seus -ntimos *ue ele era um dos *uatro *ue lan+aram %avinAov. não puderam simplesmente agarrar e salvar o seu grande e pesado corpo) "o entanto. exclamouJ 7AcreditoX 'sso coincideX Eu acreditava em IliumAin. explicando sensata e coerentemente por*ue é *ue se tinha suicidado) E com tanta propriedade e tão de acordo com o seu esp-rito e a sua 2orma de exprimir1se *ue o pr:prio 2ilho do morto. um documento /usti2icativo Rpara *ue não houvesse engulhos no servi+oS. 2u>ilaremos centenas de milhares)S Assim. em todo o caso. %avinAov arro/ou1se de uma das /anelas sem rede do p3tio interior da u6ianAa. a baiumAin. sendo uma porta de 6alcão e não propriamente uma /anela) Eles tinham escolhido o *uartoX %: *ue *uanto a ArdamatsAi. de *ual*uer modo.aris.) U) Acontecia *ue *uando %a1estava preso. e segundo . os posteriores detidos da u6ianAa.1por incum60ncia da B) . se em Faio de 1945 am6os não 2ossem reco6ertos pelo terceiro mistérioJ em estado de depressão. e *ue se este se havia suicidado era por reconhecer a sua 6ancarrota pol-tica)49 4g E n:s. os est<pidos. IliumAin era a <nica pessoa a *uem era permitido visit31lo permanente1 @1Q A$DU'. pela /anela do *uinto andar. contou a laAu6ovitch *ue era ele *uem tinha escrito a carta .:stuma de %avinAov. o antigo tche*uista Artur . acreditou piamente. os an/os se descuidaram.oder3 ele temer um *ual*uer %avinAovX R%e ao 2im de vinte anos se de6ilitar. uma)S & segundo mistério 1 a senten+a ina6itual1ente 6enévola 1 é desvendado pela 6rus*uidão do terceiro) (rata1se de um rumor surdo. por*ue tinha sido indultado %avinAov) Ve/a1se como em sete anos se 2ortalecera o poder soviéticoX . de olhos 6rilhantes. e este. *ue ninguém podia ter escrito esta carta senão o seu pai. a amistosa morte de *ue não se pode . a todos con2irmando.A$DU'. 7entretendo1o8 pelas tardes) R. pensava *ue ele se ga6ava)8 Eis o *ue se apurouJ em 2ins dos . considerando *ue os motivos de vingan+a não podem inspirar o sentido da /usti+a das massas prolet3rias8. não se in*uietem.E AB& #E BU AB Fas todos os mais importantes e céle6res processos estão. turvando então muitas mentesJ degeloY $egenera+ãoY Ulrich.E AB& #E BU AB @15 não a amamos n:s tam6émY Acaso não somos n:s agora a 2or+a e a gl:ria da $<ssiaY E voc0 *uis lutar contra n:sY Arrependa1seX)))S Fas o mais espantoso de tudo 2oi a senten+aJ 7A aplica+ão da pena m3xima não é exigida pelo interesse da manuten+ão da ordem legal revolucion3ria e. teria vindo /untar1se o segundo mistério da senten+a Ra clem0nciaS.se arro/ara) 'nclin3vamo1nos diante dessa 6ela lenda e es*uec-amo1nos de *ue a experi0ncia dos carcereiros é internacionalX . em grande segredo. no Grauda. %avinAov deixou. ainda por vir) mente na cela. parecendo desculpar1se.ressentiria acaso %avinAov *ue era a morte *ue ia 2re*uentemente visit31lo 1 a insinuante. papague3vamos credulamente *ue as redes de metal tinham sido estendidas nas escadas da prisão desde *ue %avinAov da. explicou ele mesmo. e os homens da B) . o 2u>ilamento é comutado em de> anos de priva+ão da li6erdade) 'sto 2oi sensacional.ois se as redes existiam tam6ém nas pris9es americanas /3 nos come+os do século. bias ele chegou até mim e eu transmiti1o em 19. para o p3tio da u6ianAaX RG) isto não contradi> em nada a versão actual de Arda1blatsAiJ essa /anela tinha um parapeito 6aixo.5 a F) ") KaAu6ovitch. os seus an/os1da1guarda. ev Iorisso1vitch. ao primeiro mistério do regresso.riu6el se lan+aram a ele . como seria poss-vel *ue a técnica soviética estivesse atrasadaY Em 19@5. /3 mori6undo no campo de =olima.

esse pLntano de ideias) Duanto ao camarada enine. num acesso de c:lera. pelos vistos. uma noite) Entretanto. e sem o reprodu>ir. *uestão da deporta+ão de escritores e de pro2essores *ue a/udam a contra1revolu+ão. o seu esp-rito de aventureirismo. é necess3rio preparar isso o mais cuidadosamente poss-vel) %em prepara+ão cometeremos tonterias))) E preciso organi>ar tudo isso de tal 2orma *ue esses 7espi9es militares8 se/am ca+ados permanente e sistematicamente e expulsos para o estrangeiro) . s: se alterando com esta mancha gelatinosa e sem contorno preciso da velha intelig0ncia 6urguesa. e enviados para a lixeira da Europa) REntre os . era provocado pela importLncia e pela exemplaridade da medida) A disposi+ão das 2or+as de classe na $<ssia %oviética era 6em clara e contrastada.ol-tico)81 & car3cter naturalmente secreto.r-ncipes. *uando estavam a ela6orar o ?:digo. *uanto a ele. ele 2oi enviado a . levou IliumAin . secretamente. escrevia em 19 de FaioJ 7?amarada #>er/insAiX Duanto . transmitiu1o. essas multid9es *ue se introdu>em loucamente. tais multid9es não existiram e 2icou sem e2eito o artigo ditado a =urs1Ai) & <nico exc0ntrico *ue se achou em toda a $<ssia 2oi %avinAov.aris. ilha dos . nas nossas linhas 2ronteiri+as de arame 2arpado. sem deixar perder a sua 6rilhante ideia. num navio. neste caso. e. *uanto antes. Vladimir 'litch. *ue ele mesmo tinha alimentado com o seu primeiro leite sangrento) ! A E' (&$"&U1%E A#U (A &"#E estão elas. agora em todo o seu poder de tche*uista. não s: não partilhou da sorte de todos os socialistas revolucion3rios de es*uerda.ol-tico aprovaram1no. vindas do &cidente. $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussaY A despeito de todas as previs9es cient-2icas. mas nem contra esse chegaram a servir1se de tal artigo) Em compensa+ão.adivinhar a 2ormaYS 'sso a/udou IliumAin a apanhar a maneira de exprimir1se e de pensar de %avinAov.e+o1lhe *ue mostre isto secretamente. doente. a penetrar na intimidade das suas <ltimas medita+9es) . e a sua visita a (rotsAi seria um segredo 6em guardado se $adeA /3 não 2osse então um delator) $adeA denunciou IliumAin e este 2oi tragado pelas 2auces do monstro. cerca de tre>entos importantes homens de letras russos 2oram metidos))) numa barca+aY))). como 2oi tam6ém protegido por #>er/insAi Rcomo ele dese/ava proteger =ossirievS. mas prontamente se envergonhou e o deixou) ^3. em 2ins de 1944. em 191Q.ergunta1seJ e por*u0 lan+31lo pela /anelaY "ão teria sido mais simples envenen31loY ?ertamente *ue era inten+ão deles mostrar os restos a alguém. pelo seu regresso ar6itr3rio . nada de melhor se tendo podido inventar para raspar e lan+ar 6orda 2ora. a pena oposta T a deporta+ão para o estrangeiro em ve> do 2u>ilamento 1 2oi experimentada em massa e sem tardar) "essa época ainda. para assassinar Ia/enov Rum cola6orador do secretariado de %taline *ue tinha 2ugidoS e conseguiu lan+31lo com 0xito do com6oio. tendo o camarada #>er/insAi organi>ado a ca+a. ele *ue em outros tempos 2ora auda>mente atacado por Fandelstam) Eren16urgo come+ou a escrever so6re IliumAin. tendo1se aparentemente convertido ao 6olchevismo) E claro *ue o mantinham de reserva para as tare2as especialmente su/as) ?erta ve>. coisas para contar) #epois do esmagamento dos socialistas revolucion3rios de es*uerda. no limiar dos anos @C. ou a admira+ão por (rotsAi. /3 tinha ca-do na cama. perguntando ao pro2essor de leis se tinha alguma missão para a U) $) %) %) (rotsAi deu1lhe um pacote para $adeA) IliumAin levou1o. no entanto. ou pensavam 2a>01lo) E o momento de revelar tam6ém o *ue 2oi 2eito de IliumAin. não. e *ue n:s 2u>il3mos de acordo com o artigo 51 do ?:digo Ucraniano. *ue na es2era ideol:gica desempenhava o papel de uma aut0ntica espionagem militar. aos mem6ros do Iureau . mas os mem6ros do Iureau . o assassino de Fir6ach não s: não 2oi castigado.

e de *ue nessa lixeira podiam crescer 2lores venenosas) E 2oi a6andonado tal processo) (oda a limpe>a posterior condu>ia *uer . chegou1se . etcW e os dos escritores e pu6licistas K) 1) AiAhenvald. tam6ém l3 2oram parar matem3ticos como #) G) %elivanov)S Entretanto.) =arssavin.E AB& #E BU AB @41 . o secret3rio de eão (olstoi. F) A) &ssorguin. 2inalmente. A) A) =isse6etter.enal. e logo. e desta ve> contra os engenheiros) Goi assim *ue se a6riuJ aS & .) Viches1lavtsev.rocesso das Finas R1Q de Faio115 de Julho de 194QS. por um simples comiss3rio instrutor do . intelig0ncia dos engenheiros e técnicos T tanto mais perigosa *uanto ocupava uma 2orte posi+ão na economia nacional e era di2-cil control31la unicamente com a a/uda da #outrina de Vanguarda) (ornava1se agora claro *ue 2ora um erro o processo em de2esa de &lden6orguer Rtinha1se reunido ali um 6om centrin6oXS e prematura a declara+ão perempt:ria de =rilenAoJ 7"ão se podia 2alar de sa6otagem dos engenheiros a partir de 194C141) 8@ %e não era sa6otagem. V) G) IulgaAov) #evido . p3gs) 4. %ec+ão Especial do %upremo (ri6unal da U)$)%)%)W presidenteJ A) K) VichinsAi Rrei1 #uAhonine. as coisas não continuaram assim permanente e sistematicamente) (alve> pelo clamor da emigra+ão. p3g) 4@5) Vasilv 'vanovich AnichAov FiAhail AleAsandrovich AleAsandr %htro6inder AleAsandr AndreNevich %vechn1 Keli>aveta KevgenNevna A$DU'. comandante do exército russo so6 o Boverno provis:rio) Goi morto em "ovem6ro de 1915. o6) cit). como por exemplo.echeAhonov) &utros 2oram ainda expedidos por pe*uenos grupos. corrigido e melhorado.) Felgunov. ') ') apchin. *uer ao Ar*uipélago) Aprovado em 194.s suas m3s ami>ades. tomo 54. nem uma execu+ão per2eita. %) ") IulgaAov. grande. para a *ual isso era um verdadeiro 7presente8.514. o ?:digo . 6em concatenado. sem tra6alho.rocesso das FinasS) Fal se tinha compreendido o *ue era necess3rio procurar 1 a nocividade premeditada. A) %) '>goiev.se a2irmaram e ad*uiriram a gl:ria 2iguram os dos 2il:so2os ") &) ossAi. era pior aindaJ nocividade premeditada Resta expressão 2oi lan+ada. mas a nature>a de %taline e tudo o *ue a nossa /usti+a contava de inventores aspirava. pelos vistos. nestes achados12ragment3rios não havia uma unidade de pensamento. em come+os de 194@. ao *ue parece.a enine. ') A) 'linW os dos historiadores %) .) ' @4C A$DU'. apesar do inédito *ue o conceito tinha na hist:ria da humanidade. 5)b edi+ão. se come+ou a desco6ri1la. G) A) %tepun. I) . Re mantido até =ruchtchevS. A) V) . a ela) E.E AB& #E BU AB nomes *ue a. V) ) FiaAotin. conclusão de *ue essa medida não era a melhor. sorte de #uAhonine4. ) . de *ue se deixava escapar em vão 6oa carne para 2u>ilamento. %) ) GranA.. entran+ou todas as antigas cordas dos artigos pol-ticos numa <nica e s:lida rede de arrasto 1 o artigo 5Q 1 e 2oi utili>ado para esse género de pesca) Esta alarga1se rapidamente . ")A) Ierdiaiev. a nossa lei amadureceu e p_de apresentar ao mundo algo de verdadeiramente per2eitoX Um processo -ntegro. em todos os ramos da ind<stria e em todas as 236ricas) "o entanto. linchado pela tropa) R") dos ()S 11 =rilenAo.

lano do Estado) Galaremos mais pormenori>adamente so6re ele na .rocesso das Finas *ue =rilenAo come+ou a cavar um novo e mais largo 2osso Rca-ram. cap-tulo de>S) . Vassili1'u/in e Antonov11 %aratovsAi) Eram simp3ticos e. preencher as lacunas devidas .ravda. sociedade os seus graves crimes8. sua 2rente v3rias 2iguras importantes. a sua incapacidade de deslocar ou re/eitar o 6loco da senten+a 1. <nica e exclusiva do #on6assS era desproporcionada para a época) Goi. não o6stante a ruidosa actividade de procurador *ue exercia h3 /3 de> anos) A escolha de =rilenAo revelou1se err:nea) . pro2essor do 'nstituto de Finas e consultor do . a partir de 194C. cin*uenta e seis testemunhas) BrandiosoXXX Ai dele. do . ao penetrar num dom-nio novo para ele. ele passou a ser o camarada ministro do ?omércio e da 'nd<stria) . mas =rilenAo tinha s: de> dedos.iotr AAimovitch . inc<ria c>aristaY #epois de Gevereiro. *ue dirigia os es2or+os de guerra do con/unto da ind<stria russa. p3g) @) @44 A$DU'. aspirariam unanimemente a um mesmo o6/ectivo) Além do mais. os de2eitos do novo processo estavam .) U)S. a envergadura do .4. 191Q e 1944S. uma espécie de transmissão /ur-dica do testemunhoS4W cin*uenta e tr0s acusados. em anteriores processosS 1 a importLncia dos réus e dos de2ensores.arte '''. lemos no hvie>tia um necrol:gio so6re as v-timas da repressão) G) *uem o assinouY & campeão da longevidade Antonov1 %aratovsAiX 5 .rocesso das Finas R*ue punha em causa a ind<stria de extrac+ão car6on-2era. estes seriam /3 cento e cin*uenta e nove. onde tanto o tri6unal como o procurador. sendo. pela simples sonoridade dos seus apelidos.altchinsAi 2oi apontado como o principal réu do novo e grandioso processo) "o entanto. 2inalmente.rocesso das Finas 1 os acusadores p<6licos &ssadtchi e ?heinS) (orna1se desnecess3rio di>er com *ue gosto e ha6ilidade lhe prestou aux-lio todo o aparelho da Administra+ão . e *ue sou6e. tanto a de2esa como os acusados. vista e eram imperdo3veis precisamente ao experiente =rilenAo) "o um6ral da sociedade sem classes. 44 de Faio de 194Q. em 19. como tam6ém não tinha no+ão das possi6ilidades de resist0ncia das almas. t-nhamos 2or+as. *ue /3 tinha passado para o pulso de 2erro de lagoda) ^avia *ue criar e desmascarar a organi>a+ão dos engenheiros.ela sua actividade revolucion3ria tinha sido perseguido pelo c>aris1mo.altchinsAi. destacado engenheiro de minas /3 nos come+os do século. nessa grandiosidade residia tam6ém a 2ra*ue>a desse processoJ se para cada réu 2osse necess3rio manipular apenas tr0s 2ios. o da engenharia. nele dois cons:cios seus. mas não todosJ s: de>asseis dentre eles) (re>e o2ereciam resist0ncia) Vinte e *uatro não se reconheciam em geral culpados)5 'sso era uma mani2esta+ão inadmiss-vel de discordLncia *ue as massas não podiam compreender) Ao lado dos méritos Rconseguidos.tor ainda da Universidade Estatal de FoscovoSW acusador principalJ ") V) =rilenAo Rencontro céle6re. poss-veis de nocividade premeditada) Duem não conhecia uma 2igura tão indu6itavelmente 2orte e insuportavelmente arrogante como . para organi>ar um processo /udicial sem con2lito Rre2lexo do nosso regime interno não con2litualS. logo a partir do dia do termo do . *ue durante a guerra mundial era /3 o camarada 4 E os mem6ros assessores eram velhos revolucion3rios. de resto. 7os acusados procuravam revelar . sem d<vida.E AB& #E BU AB presidente do ?omité da 'nd<stria de Buerra. e VichinsAi s: de>. o imprudente =rilenAo. e esteve tr0s ve>es preso depois da $evolu+ão de &utu6ro Rem 1915.ol-tica e Estatal Uni2icadaJ R&) B) . precisava1se de colocar . inclusive. ou se/a. são nomes *ue se recordam 2acilmente) #e repente. *ue a6rangia todo o pa-s) .ara isso. tomando o com6oio em marcha. tam6ém) "aturalmente. não s: desconhecia a resist0ncia dos materiais.

*ue E . e =rilenAo não conseguia lev31lo a ca6o)5 E 2oi s: no Verão de .) U) so6re o 2u>ilamento dos tr0s. além disso. e tam6ém presas) . E *uanto tempo perdido para nadaX Duase um anoX Duantas noites de interrogat:rioX Duantas 2antasias dos in*uiridoresX E tudo em vão) =rilenAo tinha de recome+ar tudo pelo princ-pioJ procurar uma 2igura *ue 2osse 6rilhante e 2orte. 44 de Faio de 1949) 5 E muito poss-vel *ue este seu 2racasso o tenha 2eito cair nas m3s gra+as do che2e e determinado a condena+ão sim6:lica do ex1procurador nessa mesma guilhotina) A$DU'. o pr:prio Antonov1%aratovsAi e o nosso 2avorito =rilenAo) Agora /3 não h3 7ra>9es técnicas8 *ue impe+am de o2erecer ao leitor o estenograma completo do processo 1 ele a. até são muitasX (r0s das oito pertencem . um ramo pouco vanta/oso) E perdeu1se outro anoX & pa-s aguardava o processo universal dos sa6otadores da economia.&%%uVE manter1se 2irme 1 e assim deixaram uma ardente chama de reprova+ão dirigida a todos os céle6res acusados posteriores) Escondendo a sua derrota. e morreu sem ter assinado *ual*uer a6surdo) Juntamente com ele 2oram postos . tam6ém sa6otadoras da economia.rocesso das FinasS) ^ão1de exclamar os leitoresJ então oito pessoas podem representar toda a ind<striaY .ro/ectosY #irectri>esY ?omunicadosY ?onsidera+9esY #en<nciasY "otas pessoaisY "adaX 'sto é 1 "EF UF . prova. em 44 de Faio de 1949. mas este morreu sem ter aceite representar esse vil papel) ?onseguiram vergar o velho Giodotov. andou . sessão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) & pr:prio VichinsAi. ind<stria t0xtil. economia.est3Q 1. mas *ue ao mesmo tempo se mostrasse dé6il e completamente d<ctil) Fas ele compreendia tão mal esta maldita ra+a de engenheiros *ue perdeu ainda um ano em tentativas desa2ortunadas) A partir do Verão de 1949. ou *ue se oponham .E '"^&X ?omo é *ue a B) . pelos grandes pre/u->os premeditadamente causados .acotesY #ocumentos denunciadoresY . ind<stria t0xtil.&%%uVE o2erecer resist0ncia.artido 'ndustrial R45 de "ovem6ro15 de #e>em6roS. pertencia .altchinsAi suportou todos os meios de tratamento conhecidos pela &) B) .s voltas com =hrenoAov. ") =) VonmeA e A) G) VelitchAo) %e Galeceram durante as torturas ou 2oram 2u>ilados.rocesso do .ara n:s. não se entregou. e so6re a condena+ão de muitos outros *ue não eram mencionados). presen+a de correspondentes estrangeiros) 'deia grandiosaJ no 6anco dos réus. hvie>tia. lagoda pu6licou.A. mas eles demonstraram *ue é . toda a ind<stria do pa-s.) U) cometeu tal descuidoJ prender tanta gente e não ter conseguido arre6anhar nenhum papelY 7^avia muitos8. mas era na verdade demasiado velho e. *ue 2icou a ser uma o6ra1prima da nossa /usti+a e um modelo inating-vel pela /usti+a mundial) 6S & ..) U). mas 72oi tudo destru-do8) $a>ãoJ 7onde guardar os ar*uivosY8 "o processo são apresentados unicamente v3rios artigos de . e pelos vistos tão1pouco se entregaram.E AB& #E BU AB @4@ 19@C *ue alguém desencantou e prop_s o director do 'nstituto de (écnica (érmica. aguardava1o o camarada %taline. é coisa *ue por en*uanto não sa6emos. $am>inX Este 2oi preso e em tr0s meses preparou1se e encenou1se magni2icamente o espect3culo.lanosY . um conciso comunicado da &) B) . todos os seus ramos e :rgãos de plani2ica+ão) R%: o olhar do construtor distingue a 2alha por onde desapareceram a minera+ão e os transportes 2errovi3rios)S A acrescentar a isto h3 a parcim:nia na utili>a+ão dos materiaisJ são acusadas apenas oito pessoas Rsendo levados em conta os erros cometidos no . ramo important-ssimo para a de2esa nacional))) Fas h3 nesse caso uma multidão de testemunhasY %ete pessoas.

artido 'ndustrial. mas não. mais claro. h3 cinco audi0ncias *ue toma ch3 com 6olachas ou o *ue *uer *ue lhe vão servir) ?omo é *ue os réus conseguem resistir a uma tal descarga emocionalY "ão havia grava+ão em magneto2ones. chama hist:rico ao seu discurso de acusa+ão. mas eis a descri+ão do de2ensor &tsepJ 7As palavras dos réus 2lu-am diligentemente. pois o 7de2ensor soviético é. o seu texto arrependido e 2luente é murmurado com tanta 2rouxidão *ue. pois nada se ouve) A de2esa não altera no m-nimo *ue se/a a harmonia do processoJ ela est3 de acordo com todas as suposi+9es do procurador. o crescimento anual da produ+ão 2icaria redu>ido apenas a vinte ou vinte e dois por cento.ara isso l3 est3 "iAolai Vassilievitch =rilenAo) "a verdade. como é costume para os estudantes med-ocres) & *ue mais temem os réus é *ue algo 2i*ue por esclarecer.rocesso do . 2re*uentemente. discutindo somente se não poder3 o seu cliente escapar ao 2u>ilamento) & *ue ser3 mais <til. nada tem *ue 2a>er. construir a superauto1estrada Fos1covo1#on6assYS para retardar a solu+ão de importantes pro6lemas) REn*uanto os 1C . para maior clare>a.laneavam a diminui+ão do ritmo de desenvolvimento Rpor exemplo. e não contestam a nature>a dos seus crimes nem a *uali2ica+ão das suas ac+9es. e se dese/a 2alar. 7o seu cad3ver ou o seu tra6alho8Y E *uais eram os crimes hediondos desses engenheiros 6urguesesY Ei1los) . nem . não 2or+ado. com 2rie>a e tran*uilidade pro2issional)8 Essa agoraX (anta paixão na con2issãoY E dilig0nciaY E 2rie>aY 'sso é poucoJ pelos vistos. 2alar. Editora egisla+ão %oviética. *uando os tra6alhadores estavam dispostos a dar *uarenta a cin*uenta por centoS) $etardavam os ritmos de extrac+ão de com6ust-vel local) "ão desenvolviam o =u>6ass com su2iciente rapide>) Utili>avam as discuss9es econ:micas te:ricas Rdevia a6astecer1se o #on6ass com a central eléctrica do #niepre.E AB& #E BU AB é necess3rio 2a>er perguntasJ os réus 2alam. experimenta um sentimento de indigna+ão pelos crimes dos seus clientes8)1C "o interrogat:rio da audi0ncia a de2esa 2a> perguntas t-midas e simples e desiste imediatamente. simplesmente.rocesso do . estigmati>arX & velho Giodotov Rde sessenta e seis anosS é convidado a sentar1seJ o *ue disse /3 6astaX. *ue alguém 2i*ue por desmascarar. sincero. antes de tudo./ornaisJ da emigra+ão e do interior) Fas como condu>ir a acusa+ãoYX))) . denunciar. em *ue o arrependimento 2a> irromper do peito mon:logos intermin3veis. sem se*uer serem interrogados) $am>in. os seus pr:prios argumentos são estreitos e 2ormulados contra vontade. *ue um apelido 2i*ue por pronunciar. um cidadão soviético8 e 7em un-ssono com todo o povo tra6alhador. e depois pedem ainda a palavra para completar o *ue se es*ueceram de di>er. logo *ue VichinsAi a interrompe) &s advogados apenas de2endem dois ino2ensivos acusados da ind<stria t0xtil. depois de extensas explica+9es. p3g) 45@) @44 A$DU'. ele o2erece1se para dar ainda esclarecimentos 1e interpreta+9esX Em cinco sess9es seguidas. 7Eu sou um corrompido8. 7A nossa ideologia 6urguesa8 ))) & procuradorJ 7Esse 2oi o seu erroY8 (charnovsAiJ 7E o meu delitoX8 =rilenAo. camaradas /u->es. 2alam. VichinsAi lhes pede *ue 2alem mais alto. 19@1) a 'dem. não é a sua primeira experi0ncia) 7A melhor prova de todas as circunstLncias é sempre o reconhecimento da culpa6ilidade pelos réus)89 Um reconhecimento aut0ntico. Foscovo. exp9em de 2orma l:gica tudo o *ue é imprescind-vel para acus31los. p3g) 4QQ) .artido 'ndustrial. *ue a inten+ão lesiva de alguém 2i*ue por denunciar) E como se descomp9em a si pr:priosX 7Eu sou um inimigo de classe8. explicam. 2a> um 6reve resumo.

se puder duplicar . *ue a /i6:ia da u6ianAa se tinha incum6ido de uma *uestão. por causa dos contraplanos 2inanceiros para a ind<striaY ^aver3 uma despropor+ão. apanhados. gra+as ao elevado n<mero de contratos de 2inanciamento e produ+ão proposto pelas massas R*uantidades duplasXS) &ra. sem se consultar o plano do Estado. precisamente. de cima assim o haviam ordenadoS))) ora. através das 2astidiosas autodeclara+9es. *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta são imposs-veis de extrair. como é amargo o pão do procuradorX #ecidiu1se *ue tudo seria pu6licado palavra por palavraX 'sso signi2ica *ue todos os engenheiros o lerão) Uma ve> a6erto o vinho. ora))). não lhe chegando as noites nem os dias de 2olga para ler tudo. mas o pensamento. insiste na sua o leitor dos anos . di> com cepticismo o nosso leitor) ?omoY . deram1se saltos de planos minimalistas para maximalistas) E come+ou uma clara e premeditada actividade nociva.A$DU'.E AB& #E BU AB Eis em *ue am6iente eles tra6alhavam) =alinniAovJ 7Entre n:s tinha1se criado um clima de descon2ian+a técnica)8 aritchevJ 7Duer *uiséssemos *uer não. su6missos. de todas as 2ormas. crise geral e até . de todos os modos. de um tra6alho *ue não era da sua es2era) Due do grosseiro n: levantam voo sem di2iculdade as asas poderosas do pensamento do século !!) &s presos ali estão. é necess3rio 6e601loX E =rilenAo lan+a1se auda>mente a discutir e a 2a>er perguntas so6re os pormenores de engenhariaX E as 2olhas soltas e intercaladas dos grandes /ornais. as coisas estão paralisadasXS $etinham o exame dos pro/ectos de engenharia Rnão os aprovavam instantaneamenteS) "os cursos so6re a resist0ncia de materiais aplicavam uma linha anti1soviética) 'nstalavam m3*uinas anti*uadas) ?ongelavam capitais rdespendiam1nos em constru+9es prolongadas e custosasS) $eali>avam repara+9es desnecess3rias RXS) Aproveitavam mal o metal Rsortimento incompleto de 2erroS) ?riavam despropor+9es entre as o2icinas. as matérias11primas e as possi6ilidades de ela6ora+ão Re isso mani2estava1se especialmente no ramo t0xtil onde se constru-ram uma ou duas 236ricas a mais para o algodão colhidoS) #epois. pode ser *ue não resulte assim tão poucoY &ra. ela6oradas sem nenhuma intelig0ncia nem ha6ilidade. evola1se. em *uais*uer condi+9es *ue se/a)8b Entre estas duas impossi6ilidades se comprimia todo o tra6alho)dessa desgra+ada gera+ão de engenheiros) & 'nstituto de (écnica (érmica orgulha1se dos resultados da sua principal investiga+ãoJ elevou 6ruscamente o coe2iciente de utili>a+ão do com6ust-velW a partir . e mesmo as assustadas e 2atigadas anguas dos réus conseguem nomear e di>er1nos tudo) @4. A$DU'.ara si isso é poucoY Fas se.E AB& #E BU AB @45 engenheiros discutem.se. em *ual*uer reunião sindical.C) "ão poderia ocorrer tudo isso. o pre/u->o não aparecia so6 a 2orma de destrui+ão ou de deterioramentoJ tratava1se de um plano operacional *ue devia condu>ir . repetimos cada ponto e o mastigamos cinco. vontade as percentagensY AhX. t-nhamos de extrair esses *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta Risto é. paralisa+ão da economia em 19@CX Fas não condu>iu a isso. ele se decide a lerY inha ap:s linhaY Ver3 então. esse. 2ixando1se apenas nos estri6ilhos colocados de ve> em *uando em alguns par3gra2osJ sa6otadoresX %a6otadoresX Fas se. enchem1se de caracteres min<sculos com su6tile>as técnicas) & c3lculo é *ue o leitor se sinta aturdido. oito ve>es. esmagados. com o desenvolvimento acelerado dessa mesma in2eli> ind<stria t0xtil) E o pior é *ue pro/ectavam Rmas sem uma s: ve> as reali>arem em nenhum lugarS ac+9es de sa6otagem na energética) #esse modo. ora))). no decurso do /ulgamento.

construir para os oper3rios edi2-cios com amplitude e 6om ar Rportanto no ?omissariado do (ra6alho tam6ém h3 sa6otadores. ser3 inevit3vel mud31las. de serem consideradas pre/udiciais)148 11 . no pa-s do proletariado. *ue os médicos exigiam uma caixa de ar de nove metros de altura. amplos corredores e demasiado 6oa ventila+ãoY Acaso não se trata de uma actividade pre/udicialY "ão é isso imo6ili>a+ão irrevers-vel de capitalXX &s sa6otadores 6urgueses explicam1lhe *ue o ?omissariado do . mistura))) Fas o procurador não escutaX ?om a o6stina+ão de uma pedra ele volta ao assunto de> ve>es durante o processo.lano Duin*uenalJ o algodão não é seleccionado no lugar da colheita. ra>ão por *ue não devemos copiar o *ue se l3 2a> como os macacos. *ue são mais carasW nos pr:ximos de> anos 2icar3 mais 6arato comprar as inglesas. se/am *uais 2orem as *ue tenhamosl e então compr31las1emos mais caras) A. p3g) @45) 14 'dem.E AB& #E BU AB @45 Iom.rocesso do . sendo tudo expedido desordenadamente. para voc0s é sa6otagemX . . recorrendo a um maior n<mero de tra6alhadores) #entro de um decénio. em6ora menos aper2ei+oadas. tinham decidido aumentar o n<mero de locomotivas e de vag9es) "ão ser3 isto uma moderni>a+ãoY "###BOT_TEXT###amp;. no 2uturo plano. a trac+ão autom3tica s: pode introdu>ir1se e amorti>ar1se a longo pra>o e n:s temos necessidade dela /3 para amanhãXS A 2im de aproveitar melhor as linhas 2érreas de via simples. insiste e insiste numa *uestão espectacular. como poder3 explicar1se mais claramente o aterrori>ado réuY))) & *ue para n:s é teoria. para *ue se/a enviada a cada 236rica uma determinada *ualidade correspondente . com a explica+ão de *ue num pra>o de cem anos isso se /usti2icava T l3 estava ela ainda. extrac+ão do com6ust-vel 1 isso %'B"'G'?A DUE ^&UVE %AI&(ABEF. tendo1a Giodotov 6aixado para seis 1 por*ue não para cincoY Eis a sa6otagemX RFas se a tivesse 6aixado para . de 6oa mente. GiodotovJ 7E :6vio *ue se se puseram a contar cada Aopec. Giodotov chegou . no 2im de contas. para os dentesYS #o 6anco dos réus concorda.da-. *ue congelavam o capitalX R"a verdade. com tectos altos. ser3 necess3rio gastar dinheiro no re2or+o da parte superior das pontes e das viasX Ap:s uma pro2unda re2lexão econ:mica so6re o 2acto de *ue na América o capital é 6arato e a mão11de1o6ra cara. devido ao 2renesim selvagem do .ovo *ueria. p3g) @. tomem notaXS. sua designa+ão. voltando aos dados do pro6lemaJ por*ue é *ue passaram a construir 7236ricas1pal3cios8. conclusão seguinteJ não é vanta/oso comprar agora cei2adoras1de6ulhadoras americanas. a %AI&(ABEFX ?ongelamento de capitaisX A6sor+ão de arma+9es *ue escasseiamX RBuard31las1ão. então pode chamar a isso sa6otagem) &s ingleses di>emJ eu não sou su2icientemente rico para poder comprar coisas 6aratas))) E ele tenta explicar docemente ao teimoso procuradorJ 7Dual*uer *ue se/a o ponto de vista te:rico. en*uanto entre n:s sucede o contr3rio. em lugar de simples cimento.ois o *ue voc0s *uerem é apanhar as coisas ho/e. sem pensarem nada no amanhã))) & velho Giodotov tenta explicar onde vão perder1se centenas de milhares e milh9es de ru6los. *ue 2icaria mais 6arato. por acaso. de *ual*uer maneira.artido 'ndustrial. diminuindo o n-vel de produ+ão do com6ust-velX "o plano dos transportes propuseram o ree*uipamento de todos os vag9es de trac+ão autom3tica T isso signi2ica.reside a sa6otagemX %o6 a apar0ncia de economia o *ue o réu não *uer é *ue na ind<stria soviética ha/a as m3*uinas mais avan+adasX E *uando se lan+aram a construir novas 236ricas de 6etão armado. apresentam1se menos exig0ncias *uanto . insiste. *ue sa6otavam. 2ornecem1se normas suscept-veis.5) A$DU'. mera sa6otagemX ?om e2eito. uma ve> mais.

*ue t0m de tra6alhar animosamente depois de um processo *ue denigre toda a classeS. não existe sa-da) (udo é mau) E mau o sim e é mau o não) E mau avan+ar e é mau recuar) %e se apressaram.*uatro e meio seria. p3g) 4C4) 14 'dem.E AB& #E BU AB . a despropor+ão 2oi tam6ém pre/udicial) $epara+9es. *ue os oper3rios tomem um 6elo 6anho de vaporX "o meio de tudo issoJ 7As despropor+9es eram preconce6idas))) Uma torpe organi>a+ão tinha ar*uitectado 6em as coisas.lano Duin*uenal a reali>ar em *uatro anos) %a6eremos então *uanta ri*ue>a e *uantas energias populares 2oram desperdi+adas em vão) %a6eremos como . houve uma rutura do ritmo. por imposs-vel. a sa6otagemJ 7":s t-nhamos a possi6ilidade de produ>ir. estimula o impaciente =rilenAo) R#ar1lhe1ão exemplos clarosX ^aver3 alguém *ue aca6ar3 por escrever a hist:ria da técnica nestes anosX Ele citar3 todos os exemplos. concordem *ue não é pouco) =rilenAo a6usa muitas ve>es dos seus artistas até os levar a uma entoa+ão 2atigada. uma insolente sa6otagemJ recriar para os livres oper3rios soviéticos as horr-veis condi+9es das 236ricas capitalistas)S . outra ve> e outra ve> so6re essa *uestão da altura do tectoX E como se atreveram a montar tão potentes ventiladoresY Era a previsão dos dias mais *uentes de Verão))) E por*u0 para os dias mais *uentesY "os dias mais *uentes. em6ora tenham de continuar a desempenhar o seu papel. não pense)))15 =rilenAoJ 1 ?on2irma1oY GiodotovJ 1 Galando com propriedade))) em certas passagens))) parece *ue em geral))) sim)1. *ue ainda não 2oram presos. ele insiste ainda outra ve>. p3g) 4C4) @4Q A$DU'.ara um relat:rio o2icial da*ueles anos. desmoronar1se13 por si pr:prio) 3 est3 ela. houve um atraso premeditado e nocivoW se se su6ordinaram aos caprichos da 2antasia de avan+ar. ordenadas de ?'FA pelos che2es torpes *ue dirigemS e o plano. com as suas instala+9es.rocesso do . e*uipamentos de) 6aseJ tudo era imo6ili>a+ão de capitaisW o tra6alho até ao desgaste do material tornava1se uma ac+ão sa6otadoraX RAcrescente1se *ue os investigadores conhecerão tudo isto através dos réus.artido 'ndustrial. mil toneladas. mas dev-amos Rem virtude desse est<pido planoS produ>ir tr0s mil. antes do ?entro dos Engenheiros)8 R(charnovsAiS u 7"ão são necess3rias *uais*uerbac+9es de sa6otagem)))8 7Iasta levar a ca6o as ac+9es previstas e tudo se consumar3 por si mesmo)814 Ele mesmo não pode exprimir1se mais claramenteX 'sso passa1se depois de v3rios meses de u6ianAa e no 6anco dos réus) Iastam as ac+9es previstas Risto é. isso não a2ecta mais do *ue tr0s por cento do custoW mas não. 6ons ou maus) Ele poder3 avaliar todas as convuls9es histéricas do vosso . e não hav-amos adoptado as medidas necess3rias para essa produ+ão)8 1@ .ara os engenheiros Ra*ueles *ue ainda estão em li6erdade. com o 2im tam6ém de sa6otar) %e desenvolveram um ramo da ind<stria com prud0ncia. melhoramentos. do mesmo modo. . revisto e depurado. relativamente ao custo glo6al de toda a 236rica. a pressa teve por 2im sa6otarW se não se apressaram.rocuram explicar a =rilenAo *ue. pelo a6surdo de os o6rigar a moer e a remoer. *uando /3 sentem vergonha pelo dramaturgo. digamos. paor meio da priva+ão do sono e do cala6ou+o 1 e voc0s mesmos poderão 2ornecer1me 2actos convincentes de *ue é poss-vel terem praticado actos de sa6otagem)S 7#01me um exemplo claroX #01me um exemplo claro do seu tra6alho de sapa8. por um peda+o de vida) =rilenAoJ 1 Est3 de acordoY GiodotovJ 1 Estou de acordo))) em6ora. no 2undo.

não é preciso entrar em pormenores) Duanto mais pormenores se dão. em todas as vias 2érreas)))1Q & autor utili>a no texto a expressão chinesa) R") dos ()S Essa 2lecha. até . *uer se/am de estrangeiros.artido 'ndustrial. e todas as m3*uinas 2icarão paralisadas.ropriamente 2alando. mais adiante. esperem. ind<stria t0xtilX .rimeira Buerra Fundial. pois.reparava uma interven+ão estrangeiraW 4S $ece6ia dinheiro dos imperialistasW @S Exercia espionagemW 4S (inha distri6u-do as pastas do 2uturo Boverno) A. p3g) 445) 1. ei1los. deixando a União %oviética mergulhada nas trevas. porta 2echada não devem di>er *uais seriam os actos de sa6otagemX "em mencionar as 236ricasX "em indicar *uais os pontos geogr32icosX "em mencionar os apelidos. cem mil emigrantes Reles h3 muito *ue de6andaram. sendo um inimigo terr-velS) A et:niaX E a Est:niaX REstes dois pe*uenos pa-ses a6andonariam gostosamente as preocupa+9es dos seus /ovens regimes e todos em massa se lan+ariam nas con*uistas)S Fas o mais terr-vel de tudo é a direc+ão do golpe principal) ?omo. est3 6em. ela é /3 conhecidaY %imX .artir3 da Iessar36ia e. mas 6astava uma apitadela para imediatamente se reuniremS) #epois.`2 15 . 'dem. acusados. *ue 6om pode sair da*uiY &s diletantes e entusiastas 2a>iam ainda mais desgastes do *ue os che2es torpes)S %im. sessão . menos as pati2arias arrastam ao 2u>ilamento) Fas.E AB& #E BU AB @49 os melhores pro/ectos 2oram condenados e reali>ados os piores.ol:nia Ra ela davam11lhe metade da UcrLniaS) A $oménia Rsão conhecidos os seus 6rilhantes 0xitos na . *uem é *ue a desenhou para =rilenAo no ma+o de cigarrosY "ão seria J*uele *ue meditou toda a nossa de2esa para o ano de 1941Y))) @@C A$DU'.artido 'ndustrial provocar3 tam6ém curto1circuitos. provocar1se1ão engarra2amentosX "as centrais eléctricas. haviam1na marcado para 194Q) Fas não chegaram a p_r1se de acordo.artido 'ndustrialJ 1S .E AB& #E BU AB ^aver3 explos9esY "ão. avan+ar3 directamente so6re FoscovoX Q E. entre elas as t0xteisX %erão desencadeados actos diversionistas) RAten+ão. e se separaram. acess-veis e compreens-veis mesmo a um anal2a6etoXXX & . segundo os piores métodos) Fas *uando são os guardas1vermelhos15 *ue dirigem os engenheiros das explora+9es de diamantes. *uer dos nossosXS Acrescentem a isto o golpe mortal *ue ser3 dado . o . reservando para si Rcomo pre+o da organi>a+ão geralS uma parte da UcrLnia) A 'nglaterra. trans2eriram1na para 19@C) #e novo não se chegou a acordo) Gica então para 19@1) .) A$DU'.aralelamente. s: *ue ser3 ainda mais terr-vel) (odos eram dirigidos pelo *uartel11general 2ranc0s) A Gran+a Rnão éS não tinha mais com *ue se preocupar. p3g) @5. apoiando1se na margem direita do #niepre. havia a . houve 2alta de coordena+ão) Iom. mas como medida de atemori>a+ão promete enviar uma es*uadra para o mar "egro e para o I3ltico Rpor isso se lhe dariam o petr:leo do ?3ucasoS) &s principais com6atentes seria)m. nesse momento 2atal.rocesso do . ainda muito menos com6ateria.rimeiro. nem di2iculdades. ainda não é tudoX &s crimes mais importantes ainda estão por virX Ei1los.est3X E todas as 6ocas se 2echaram) E todos os o6/ectores 2ran>iram as so6rancelhas) E s: se ouvia o patear das mani2esta+9es e um 6rado atr3s da /anelaJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Fas não é poss-vel dar mais pormenoresY E para *u0Y))) En2im. nem lutas de partidos) Iastava apitar e todas as divis9es se poriam em marcha para a interven+ãoX . duas outras unidades t0xteis serão constru-das na . as coisas passar1se1iam assimJ a Gran+a não com6ateria ela mesma.

sim) Fas decidiram convert01lo em partido) Era algo de mais s:lido) Assim seria mais 23cil lutar pelas pastas no 2uturo Boverno) 'sso 7mo6ili>aria as massas de técnicos e de estrangeiros para a luta pelo . a6ster1se de indicar a sua nacionalidadeS)4C Ultimamente tinha1se come+ado a 7preparar ac+9es de trai+ão por parte de certas unidades do Exército Vermelho8 Rnão nomear a armaX. p3g) 4C9) A$DU'.E AB& #E BU AB @@1 esmore+am. para servir de 6ase de apoio aos intervencionistasXa19 #ominando as 236ricas t0xteis.ois. . a6rindo1se então aos intervencionistas os caminhos mais curtos de modo a alcan+ar Foscovo sem molhar os pés nem os cascos dos cavalos Rpor*ue é *ue aos t3rtaros isso tinha sido tão di2-cilY . e as suas priva+9es.olessie e o pLntano pr:ximo do lago 'lhmen) VichinsAi pro-6e *ue se mencionem os lugares exactos.rocesso do . en2im. contra os outros partidosX Em primeiro lugar. mas uma das testemunhas 6ateu com a l-ngua nos dentes. uma célula de 2inanciadores. p3g) @5.E$%&"ABE"%X Fas para onde aponta o seu dedo. *ue o poder soviético se descuidou) . estes arremeterão inexoravelmente so6re FoscovoX Fas eis o complot mais pér2idoJ eles *ueriam Rnão tiveram tempoS drenar a corrente do =u6an. =) e $) Rnão mencionar em nenhum caso os nomes e.Iielorr<ssia.or outro lado.oder8) E contra *uem lutarY . nem tudo o *ue verga *ue6ra) Due os tra6alhadores não 19 . *ue em 1941 essas crédulas massas de mani2estantes expiaram o tra6alho #E%%A% .or*u0 um partido e não um ?entro de (écnicos e de EngenheirosY (-nhamo1nos acostumado a 2alar de ?entroX ^avia tam6ém um ?entro.artido 'ndustrialY .ol:nia e a $oménia) Iem. so6 a apar0ncia de 236ricas de serra+ão.artido 'ndustrialX &uvem o patear da multidãoY &uvem o descontentamento das massas tra6alhadorasJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Ve/am como des2ilam 7a*ueles *ue em caso de guerra terão de expiar com as suas vidas. não nomear as unidadesX.or causas diversas e complexas) &ra não 2ora eleito .artido ?ampon0s do (ra6alho. ora os nossos industriais emigrados consideram *ue as suas antigas empresas ainda não tinham sido su2icientemente reconstru-das pelos 6olchevi*ues 1deixem *ue os 6olchevi*ues tra6alhem ainda um poucoX E depois não havia maneira de p_r de acordo a . chuva) (am6ém constru-ram Rproi6ido di>er ondeS depend0ncias para os intervencionistasX R&nde se alo/ariam todos os ocupantes sem domic-lio das guerras anterioresY)))S As instru+9es para tudo isso rece6iam1nas os réus de misteriosos indiv-duos estrangeiros. o Exército IrancoY (omem nota. se constru-ram Rnão se pode mencionar o lugar. s: uma ind<stria essencial tinha so2rido perdasXS #e todas as 2ormas. procuradorY Duem aponta com o seu dedoYS "a realidade por*u0 o .olessie e do 'lhmen) Fas desta ve> 2icar3 a desco6erto a cidade das pedras 6rancasXS Acrescente1se ainda *ue.or*ue é *ue "apoleão 2oi incapa> de atingir FoscovoY Evidentemente.) R"ão tro+avam. mas houvera um . por*ue é *ue não se reali>ou a interven+ãoY .oincaré em Gran+a. mas *uase nada 2i>eram. esclareceu1seJ o pro/ecto era vasto. e os seus so2rimentos.artido 'ndustrial. pensando *ue tudo agora est3 perdido. os pLntanos de . contra o . ordem de prisãoXS R"o entanto. constitu-da por antigos o2iciais do Exército Iranco) RAhX. pilheriavam)S 4C 'dem. mas tinham a inten+ão de agrupar Rem6ora tão1pouco o 2i>essemS. não tinha havido interven+ão. o tra6alho dessas personagens8)41 RE parece *ue adivinhouJ 2oi precisamente com as suas vidas. é segredoS hangares para *ue os avi9es dos intervencionistas não 2icassem . ordem de prisãoXS ?élulas de estudantes de esp-rito anti1soviético))) REstudantesY (omem nota. não nomear os apelidosXS) E certo *ue nada disso reali>aram. numa institui+ão central do exército. as suas priva+9es e os seus so2rimentos. devido aos pLntanos de .

contra o . e imediatamente 7são encostados . a an3lise não o deixaria 2icar mal. parede com depoimentos cru>ados8 e as coisas resultam animadas. cita com seguran+a dois mil mem6ros) &nde houver dois. segundo os dados do tri6unal. do discurso de =rilenAo. dum momento para o outro. com capacetes e lan+as.artido 'ndustrial) Fas não importa. en*uanto dois mil estão desenhados num painel de 2undo) & mesmo se passava com o .rocesso do . e haver3 de mencion31lasS. mostrando como chegou até . .est3J os tr0s partidos /untos deviam construir um centro uni2icado) Fas a B) .ois 6em. em toda a U) $) %) %). é *ue estes tu6ar9es da intelectualidade 6urguesa são todos. medida *ue se encontravam nas administra+9es transmitiam1nas ver6almente) #epois. acompanhado por oito com6atentes em pé de guerra. mas $am>in recorda1se 6em. h3 pois um ?omité ?entralJ sim. sua gl:riaX J3 *ue existe um partido. um 2ilho de um pro2essor prim3rio. origin3rios de 2am-lias po6res) Um 2ilho de um campon0s. sa6otagem) Este acrescento irre2lectido de um *uadro humano estragou.pois este tinha /3 du>entos mil homensX Em segundo lugar. todos os cinco actos) A primeira coisa *ue 2icamos a sa6er. *uanto a ele. h3 de trinta a *uarenta mil engenheiros) 'sso signi2ica *ue de cada sete deterão um e os seis restantes 2icarão assustados)S E os contactos com o . o ?omité ?entral delesX E verdade *ue não houve nunca uma con2er0ncia. *uer dos grupos rami2icados) Era tudo até um tanto ou *uanto despovoado))) (charnovsAiJ 7"ão houve uma organi>a+ão 2ormalmente constitu-da do . prendem cinco) &ra. os oito. o total exacto é desconhecido)8 E como reali>avam as suas ac+9es de sa6otagemY ?omo transmitiam as suas directri>esY .) U) desmante ou1o) E ainda 6em *ue 2omos desmanteladosX R&s réus estão todos satis2eitos)S E lison/eiro para %taline esmagar tr0s partidosX (r0s 7centros8 teriam acrescentado muito . um 2ilho de um escritur3rio com muitos 2ilhos.E AB& #E BU AB tinhaY aritchevJ 7& c3lculo dos mem6ros é di2-cil. entrouJ umas cinco pessoas) (odos os mem6ros se tratavam com de2er0ncia) E o lugar de presidente todos o cediam reciprocamente) (ão1pouco se e2ectuaram sess9es. *uer do ?omité ?entral Rninguém se lem6ra delas. não distri6uiu os papéis. um 2ilho de um 2erro1velho))) (odos os oito tinham estudado com pouco . ao som das 2an2arras. tentam 7es*uivar1se8.artido 'ndustrial)8 E *uantos mem6ros 41 . 2or+a de repeti+9es) ?ada epis:dio é retomado v3rias ve>es e assim multiplicam as horr-2icas vis9es) . de repente os réus 7es*uecem1se8 de insigni2icLncias. deixando os actores improvisarJ *ue cada um relatasse a sua vida e *ual a sua atitude desde a $evolu+ão.artido 'ndustrial. isso serve. . p3g) 4@5) @@4 A$DU'.artido 'ndustrialJ de mostrar a sua 6ase social) A*ui estava1se /3 no terreno da luta de classes. pode representar1seX RAgora mal se pode acreditar como tudo tomava então a*uele aspecto amea+ador e sério)S E algo *ue se aprende de mem:ria. e =rilenAo a2astou1se do 7sistema8 de %tanislavsAi44. =rilenAo exagerou) (eve a ideia de destacar um novo aspecto do .lano do Estado ou no ?onselho da Economia "acional de toda a União e 7plani2icavam ac+9es sistem3ticas contra os comunistas dos campos8 ))) &nde /3 vimos istoY AhX %imX "a Aida) $adamés rece6e despedidas *uando parte em campanha.artido ?ampon0s do (ra6alhoY Encontravam1se no .artido Fenchevi*ueX Fas então o ?entroY A. surpreendentemente. como no (eatro de Arte de Foscovo) (odavia. *ue nem uma s: ve> se reali>aram elei+9es) Duem *uis. cada um 2a>ia a sa6otagem con2orme entendia) R$am>in.ara *ue6rar a monotonia.

os pro2essores da Escola (écnica %uperior de Foscovo reelegeram =alinniAov como reitor. os engenheiros conheciam in<meras di2iculdadesJ *uase lhes era imposs-vel dar instru+ão superior aos seus 2ilhos Rlem6remo1nos *ue eram 2ilhos de intelectuais. no *uadro geral das vit:rias comuns. o *ue não se passou. uma greve de pro2essoresX & caso era *ue a Escola %uperior de Estudos (écnicos de Foscovo. outro tra6alhando 14 ?éle6re encenador soviético. convidaram1no a comparecer numa reunião estudantil 7para prestar contas do seu tra6alho8 Rnão compareceuS) & pro2essor =alinniAov.aris so6re a interven+ão) & caminho de &tchAin tam6ém havia conhecido o sucessoJ aos vinte e nove anos /3 7tinha go>ado da ilimitada con2ian+a do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa do ?onselho dos ?omiss3rios do .)U). numa longa série de ensaios repetitivos) R") dos ()/ A$DU'. e &tchAin. ainda nos anos da reac+ão de %tolipin. no tempo soviético. tra6alhando eles mesmos para custear os seus estudos) E a partir de *ue idadeY A partir dos do>e. isto é. da <ltima *ualidadeS) & tri6unal não discute) E =rilenAo tam6ém não) R&s pr:prios acusados apressam1se a concordar *ue. passando a ser pro2essores de nomeada) R?omo é isso poss-velY A n:s tinham1nos dito *ue nos tempos do c>arismo))) s: os 2ilhos dos grandes 2a>endeiros e dos capitalistas))) &s arm3rios poderão mentirY)))S En*uanto agora. pouco a pouco. de. de *uarenta e tr0s anos. *ue nomeou o seu) Entretanto. em 1941.ovo) & mesmo não se pode di>er do pro2essor (charnovsAi.artido 'ndustrial e contra a interven+ão emanam deles) $am>in tinha1se mostrado de tal 2orma vaidoso R*uando dos seus precoces e desmedidos 0xitosS *ue nos meios da engenharia ninguém lhe apertava a mãoX Fas ele aguentouX E. sem deten+9es)S Giodotov tinha sessenta e seis anosW pelo tempo *ue /3 tra6alhara como engenheiro de 236ricas era on>e anos mais velho do *ue o .E AB& #E BU AB @@@ numa locomotiva))) E eis o mais monstruosoJ ninguém havia conseguido 6arrar1lhes o caminho para a instru+ãoX (odos tinham terminado normalmente o ensino secund3rio e depois as escolas técnicas superiores. naturalmente. depois de vinte e tr0s anos de ensino.trinta e nove Ro mesmo *ue em 1941 denunciou a Administra+ão ?entral de ?om6ust-veisS.ovo. por certo. enca6e+ou uma luta a6erta contra o poder soviéticoX Fais precisamente. compreende1seS levar a ca6o conversa+9es em .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso e . cator>e anosX Um dando li+9es. e durante todo um ano =alinniAov 2oi reitor contra a vontade do @@4 A$DU'. os pro2essores puseram1se em greve. ele poderia Rpor instru+9es da B). tinha con*uistado para si a autonomia académica Ra escolha do corpo docente. são vivos e imprudentes) (odas as principais provas contra o . apoiados pelos estudantes Rainda não havia verdadeiros estudantes prolet3riosS. no /ulgamento. a elei+ão do reitor. em 1941. cu/o 7sistema8 se 6aseava. tre>e. mas isso não agradou ao ?omissariado do . e2ectivamente.tinham 2alado de 2orma deveras parecidaS) A di2eren+a de idade *ue os separa é uma caracter-stica a considerar) Alguns contam perto de sessenta anos ou maisJ as explica+9es destes suscitam simpatia) Fas $am>in e arit1chev.E AB& #E BU AB poder soviético) R%: em 1944 aca6ou por ceder e perdeu a sua autonomia. de sessenta e dois anos de idadeJ estudantes an:nimos tinham1no in/uriado num /ornal mural e. director do (eatro de Arte de Foscovo. por um novo per-odo. entre outros aspectos. etcS) &ra. a poder distinguir tam6ém os réus Raté a. isso não era importante)S ?ome+amos.dinheiro. perce6e as alus9es de =rilenAo por meias palavras e d31lhe 2ormula+9es precisas) (odas as acusa+9es se 6aseiam na mem:ria de $am>in) E tal o seu autodom-nio e a sua persist0ncia *ue.

o *ue tinham ocupado os postos de A$DU'.A%%&U "A $EA '#A#E. além disso. até certo grau. *ue ela6oravam pro/ectos. e tornavam1se tão necess3riosX E seriam eles *ue organi>avam a criseY Due 2a>iam espionagem por uma esmolaY $am>in disse uma 2rase honrada no tri6unalJ 7& caminho da sa6otagem econ:mica é estranho . princ-pios cient-2icos da racionali>a+ão do tra6alhoS) A minha mem:ria de in2Lncia guarda essa lem6ran+a dos engenheiros1pro2essores da*ueles anos) Era exactamente assimJ não os deixavam tran*uilos. mas sim uma es2era emp-rica. a pol-tica é muito mais complicada e elevada do *ue o conhecimento dos metais para produ+ão de tur6inasX A*ui não é a ca6e+a nem a instru+ão *ue contam) $espondamJ com *ue estado de Lnimo acolheram a $evolu+ão de &utu6roX ?om cepticismo) 'sto é. e eis *ue através de simples lapsos humanos. tão ocupado andava com o ensino e com o lan+amento das novas ci0ncias Rorgani>a+ão da produ+ão. durante anos consecutivos. *ue não compreendiam as leis da produ+ão. um a6cesso no pesco+o da sociedade. pouco *uali2icados. a pol-tica não é uma espécie de ci0ncia. dos seus auxiliares na ind<stria. a*uilo *ue %E .or*u0Y . margem do papel previsto. ou mesmo 7completamente anal2a6etos8 em pol-tica) "a verdade.or*u0Y =rilenAo metralha1os com as suas perguntas te:ricas. v0 mal de noite. prescindindo de um elevado sal3rio e pre2erindo incorporar1se nos 72unerais vermelhos8. não descrita por *ual*uer aparelho matem3tico e su6metida ainda ao ego-smo humano e . até . nem durante a noite.prestara servi+o em todas as 236ricas de tecidos e de 2ia+ão da $<ssia R*ue odiosas eram estas pessoas.or*ue é *ue estes não deviam considerar como mais natural uma estrutura social em *ue as decis9es 2ossem tomadas por a*ueles *ue podiam dirigir sensatamente a sua actividadeY R%e se p9e entre par0ntesis a orienta+ão ética da sociedade T acaso não é para isto *ue ho/e tende toda a ci6ernética socialY 1. estrutura interna do corpo de engenheiros)8 #urante todo o /ulgamento =rilenAo o6riga os réus a vergar a espinha e a desculparem1 se por serem 7meio anal2a6etos8. os pol-ticos pro2issionais não representam. se nos a6re o n<cleo da verdade. e como dese/avam ver1se livres delas *uanto antesXS Em 19C5. os estudantes *ue preparavam o seu diploma. não teve uma noite livre. e2ectivamente. com hostilidadeY . a priva+ão das li6erdades mais elementares) RE estas li6erdades não voltaram /amais)S ?omo podiam eles "###BOT_TEXT###amp; DUE$E$ uma rep<6lica democr3ticaY ?omo podiam os engenheiros aceitar a ditadura dos oper3rios. e a partir do *ual se 2e> inchar toda a 6or6ulha) A primeira coisa *ue os engenheiros veri2icaram na reviravolta de &utu6ro 2oi a desorgani>a+ão)) RE durante tr0s anos o *ue houve. deve dirigir11se segundo os princ-pios da técnica)8 A pressão selvagem do comunismo de guerra podia causar apenas desgosto aos engenheiros) Um engenheiro não pode participar em disparates 1 e isso explica *ue. nem se*uer ir ao teatro) E eram eles *ue preparavam a interven+ãoY A ru-na econ:micaY (charnovsAi. acaso. 2oi s: desorgani>a+ão)S (odos veri2icaram. demitiu1se do lugar de director da 236rica de Foro>ov. não pode sair de casa.E AB& #E BU AB @@5 comando mais importantes pondo1se a dirigir os engenheirosY . atr3s do 2éretro dos oper3rios mortos pelos cossacos) Agora é um homem doente.lano Duin*uenal. )na época do in-cio do .s paix9es cegas) R"o tri6unal. (charnovsAi 2oi ao ponto de di>erJ 7A pol-tica. *ue redigiam teses) $egressavam ao seio da 2am-lia s: l3 pelas on>e) E *ue eram apenas trinta mil em todo o pa-s. . nem 2-sica nem economicamente. *ue a impede de 2a>er girar livremente a ca6e+a e de mexer os 6ra+osYS E por*ue é *ue os engenheiros não podem ter pontos de vista pol-ticosY "a verdade.

a pergunta não era essa) GiodotovJ 1 Forreu e não 2oi o <nico a morrer) %e ele morreu voluntariamente. 7muitos outros 2oram mortos8)S Assim. os engenheiros se v0em o6rigados a mentir perante a direc+ão do . eles necessitavam realmente de se unir e de se guardar mutuamenteJ com e2eito. dem0nciaY ._r1se de ladoY Duanto a si mesmos.ara resta6elecer a autoridade e o prest-gio da engenharia. A$DU'. calmas e mesmo pronunciadas casualmente. *ual*uer oper3rio pode não apenas deixar de cumprir as decis9es do engenheiro. não s: eram pagos com um sal3rio incomensuravelmente mais 6aixo do *ue a sua contri6ui+ão para a produ+ão.ol-ticaY Veri2icou1se *ue a ") E) .artido 'ndustrial. %EF. sem ser imprescind-vel vota+ão alguma) #as resolu+9es e do 6ordão do .E AB& #E BU AB =rilenAo cala1se) 'sso signi2ica *ue é verdade) RGolheiem uma ve> mais o processo de &lden6orguer e tentem imaginar essa persegui+ão) "o 2im de contas. ao mesmo tempo. *ue não tinha se*uer o direito de instruir os seus 2ilhos. se os colegas não o protegessem) Acaso eles apreciam a sinceridadeY "ão ser3 por isso *ue. de *ual*uer modo.lano do Estado e do ?onselho da Economia . mesma amea+a) Fas para tal união não era precisa nenhuma con2er0ncia. *ue pensam claramente. como devia proceder a ra>ão colectiva da engenharia 1 a ca6e+a da engenharia do . nenhuma *uoti>a+ão) ?omo se trata sempre de esta6elecer compreensão entre pessoas inteligentes. unicamente sentem 2alta as mentes limitadas) RE isto *ue nem %tali1 ne nem os /u->es. nem toda a sua companhia *uerem compreenderX Eles não t0m experi0ncia dessas rela+9es rec-procas entre os homens. neste grande pa-s de déspotas anal2a6etos. apesar de uma miséria digna da idade das cavernas) Duando se iniciou a "ova Economia .oder passava a tomar uma atitude ra>o3vel) Fas as condi+9es /3 não eram as mesmasJ os engenheiros.194C. o *ue é humano.rocesso do .) tinha sido apenas um engano c-nico) Ela6oraram1se pro/ectos desatinados e irreais de um salto super1rindustrial. como tam6ém se exigia deles *ue assegurassem o sucesso e a disciplina da mesma. isso consegue1se com poucas palavras. de como n:s o de2endemos)S GiodotovJ 1 %im) .$E $AU###BOT_TEXT###amp;) =rilenAo o6/ectaJ 1 em6ra1se do processo de &lden6orguerY &u se/a. do direito de manter essa disciplina) Agora. anunciaram1se planos e tare2as imposs-veis) "estas condi+9es. então es*uarte/avam1 no. privando1os.artidoXS Uma tal unidade h3 muito tempo /3 *ue existe entre os engenheiros russos. pouco lhes importavaJ .ol-tica. unidade vivida década ap:s década) Ela 2oi notada pelo novo poder e este alarmou1se) E chegamos a 1945) . nunca viram disso na hist:ria do .ara onde se evaporou a 6ela sensate> da "ova Economia .artido.ara chamar a aten+ão so6re a situa+ão dos engenheiros 2oi preciso *ue ele desse a vida) =rilenAo RdecepcionadoSJ 1 Iem. por ve>es. muitos outros 2oram mortos)4` . não s: eram vistos como uma camada socialmente suspeita. p3g) 44Q) @@. logo os engenheiros gostosamente se lan+aram ao tra6alhoJ eles encararam a ") E) . como tam6ém o2end01lo e até espanc31lo impunementeJ como representante da classe oper3ria dirigente.artidoY . ele ter3. antes mesmo de ter cometido *ual*uer 2altaX Fas se realmente se enganasse nalguma coisa.opularY %u6meter1se . o engenheiro era culpado de tudo. a maioria deles se mantivesse inactiva.) como um sintoma de *ue o . todos estão su/eitos .

e *ue os depoimentos dos acusados devem. salvador para todo o pa-s. mas 7os nossos camaradas. regul31los sensatamente e eliminar pura e simplesmente as tare2as mais excessivas) &s engenheiros podiam ter uma espécie de . no decurso de oito meses de deten+ão. em *ue conta apenas a *uantidade. assim. e de certo 2uncion3rio da B) . cumprir essas tare2as8) 'sso signi2ica *ue era preciso moderar esses planos. os 2actos /3 não coincidem) =rilenAo >anga1se e grita para os est<pidos presosJ T (0m de 2a>er com *ue as vossas respostas se/am iguaisX4` Fas. de maneira alguma. o complot silencioso da engenharia. atr3s dos 6astidores. nem os conhecem de nenhum 7. *uando se tratava dos pro6lemas da interven+ão) . pois sempre se conseguiria a2astar algumas decis9es ruinosas e recuperar os milh9es e milh9es derramados e espalhados) "a con2usão geral.44 "a sua acarea+ão com =uprianov. para corrigir as tomarias dos dirigentes 1 e o mais rid-culo é *ue isso era no interesse destesX Assim como no interesse de toda a ind<stria e do povo. era necess3rio ser pintalgado so6 as cores grosseiras da sa6otagem e da interven+ão) Assim. de nada mais tenho conhecimento). 231lo recordar) =irpotenAo RtorpementeSJ T Além da interven+ão. os *ue tra6alham na pr3tica. no entreacto.) U). em 19@CX Era logo o 2u>ilamentoX E para 2uror da multidão isso era pouco. *ue lhe apertara a mão RYS havia pouco tempo Rseria uma espécie de acordoJ desempenhe 6em o seu papel e a B) . p3g) @54) . nada mais sei) =rilenAo incita1o.no papel podiam escrever1se *uais*uer ci2ras.) U)X R"ão acham *ue é uma 6ele>a. ainda *ue representando um papel incomensuravelmente menor. *ue come+am a contorcer1se) =rilenAoJ T Voc0 2a> parte desse grupoY (estemunha =irpotenAoJ T #uas ou tr0s ve>es. se re6aixaram a si mesmos e aos seus colegasY Gervem simplesmente em indigna+ão contra os emigrados) Ardem no dese/o de 2a>er uma declara+ão escrita para os /ornaisJ uma declara+ão colectiva dos acusados em de2esa dos métodos da B) . durante v3rios dias. *ue di>em voc0s a istoY))) Feu #eusX ?omo os réus mani2estaram indigna+ãoX Alterando a ordem normal do processo. tudo é de novo a/ustado por medida) &s réus estão todos de novo ligados aos 2ios e cada um aguarda o puxão) =rilenAo puxa de repente os oito duma s: ve>J imaginem *ue os industriais emigrados pu6licaram um artigo a2irmando *ue não tiveram conversa+9es algumas com $am>in e aritchev. não era vis-vel) A$DU'.rocesso do . algo de 6rilhanteYS $am>inJ 7Due n:s não temos sido su6meti1 44 . eles pedem *ue *uanto antes os deixem exprimir1seX &nde se desvaneceu a*uela tran*uilidade torturada com a *ual. enxertada neste *uadroW aparece1nos irreal e in2ecunda a visão da verdade) 3 se estragou o tra6alho do encenador) Giodotov tinha /3 2alado das noites sem sono RXS.artido 'ndustrial. ter1lhes sido extor*uidos .E AB& #E BU AB @@5 E.artido 'ndustrial8. 2or+a de torturas) Então.) U) cumprir3 a sua promessaYS) Agora são /3 as testemunhas. provavelmente.recisamente o *ue era necess3rioX =rilenAo RalentadoramenteSJ T ?ontinueX =irpotenAo RpausaSJ T Além disso. não poderão.lano do Estado pr:prio. h3 *ue de2ender a 7*ualidade T alma da técnica8) E 2ormar assim os estudantes) Eis o 2ino e delicado tecido da verdade) ?omo ela 2oi) Fas *ue se experimentasse di>er isto em vo> alta. o plano e o superplano.

p3g) 454) 45 'dem. mostra) ?alculo *ue seria especialmente di2-cil ao procurador supremo acostumar1se e *ue o seu traseiro. isso signi2ica *ue são culpadosX E realmenteJ . para *u0 então prend01losY Uma ve> *ue 2oram presos. E essa a 2or+a do pensamentoX Em milhares de anos.ois se não t0m conviv0ncia entre si. mas o traseiro.artidoS) . p3g) 454) 4Q 'vanov1$a>umniA. onde podem eles reali>ar essa conspira+ão gigantescaY . ar*ueado. é com maligna alegria *ue visuali>o esse comprimido traseiro. 2ica de 2ora. en2im. acalma1me) 7"ão 2alando /38. .artido 'ndustrial. =rilenAo e VichinsAi renunciam a essa carta colectiva) &s réus. nem a maus tratos 1 prova1o su2icientemente a nossa presen+a a*uiX8 R#e 2acto. e en*uanto 2a+o o longo relato destes processos isso.ecador como sou.rocesso do .ris9es e #eporta+9es. continua o procurador. para gl:ria da /usti+a soviética) . mas um novato não aprende a 2a>01lo imediatamente e anda de gatas) Ele mete a ca6e+a.E AB& #E BU AB dos a torturas. o camarada =rilenAo consagra1 lhes o 6rilho da sua l:gicaJ 7%e admitirmos. e eu tam6ém me sinto muito melhorX8 Fas.45 'dem. se não os pudessem levar ao tri6unalXS GiodotovJ 7"ão é s: para mim *ue a prisão tem vantagens) Eu até me sinto melhor na cadeia do *ue em li6erdade)8 &tchAinJ 7E eu. não se compreende o *ue é *ue o6riga todos . nem 2oram apresentados tre>entos nem du>entos ao tri6unal. uma testemunha *ue 2icou viva contar1nos13 onde)))S Agora não sou eu *ue vou explicar ao leitor. devia so6ressair 6astante. *ue estas pessoas não di>em a verdade. depois o mistério passou para os processos dos che2es do . no entanto. pag) @5Q) @@Q A$DU'. e 201lo durante dois anos) . a reconhec01lo em coro))) %im. em *ue consiste o tão apregoado 7mistério dos processos de Foscovo dos anos @C8 Rprimeiro. por no6re>a de alma. . mas apenas oito pessoas) Um coro de oito não é assim tão di2-cil de dirigir) E =rilenAo podia escolh01los entre milhares.or*ue. Editora (cheAhov) A$DU'. sem *uais*uer a6sten+9es nem desacordos. e *ue o lugar *ue a este era destinado 2icava de6aixo das tarim6as) 'magina1o per2eitamente como se o estivesse a ver Reu mesmo tive de raste/arSJ ali as tarim6as são tão 6aixas *ue s: de ro/o se pode desli>ar pelo chão su/o e as2altado. ainda por adelga+ar. em certa medida. por um segundo *ue se/a.artido 'ndustrial. uma. . 7*ue.E AB& #E BU AB @@9 RUmas *uantas p3ginas mais adiante. durante o tempo da instaura+ão do processoXYX8 4. para *ue serviriam as torturas.&$DUE E DUE E E% ?&FEVA$AF A GA A$Y #eixemos de lado a *uestão das torturasX))) .onhamos o pro6lema psicologicamenteJ por*ue é *ue eles con2essamY E eu perguntoJ E *ue mais podiam eles 2a>erY41 Due /uste>aX Due psicologiaX Duem 2oi alguma ve> recluso desta institui+ão *ue se recordeJ *ue mais podiam 2a>erY))) 'vanov1$a>umniA conta4Q *ue em 19@Q esteve preso com =rilenAo na mesma cela. não houve dois mil duplicados.altchinsAi não se deixou do6rar 1 2oi 2u>ilado Re postumamente declarado 7dirigente do . então por*ue é *ue 2oram presas e por*ue é *ue su6itamente elas come+aram a 2alarY84. mas é o leitor *ue vai explicar1me. em IutirAi. os acusadores não se aperce6eram dissoJ o pr:prio 2acto da deten+ão revela /3 culpa6ilidadeX %e os réus não são culpados. causou espanto o do . se isso 2or verdade Ras torturasS. t01la1iam escritoX E t01la1iam assinadoX Fas talve> ainda lhe restem algumas d<vidasY Assim.

um eixo de vagão com o lugar de um eixo de locomotiva)S . mas é necess3rio aguentarX Viver é mais preciosoX E *ue garantia temos de *ue depois não seremos 2u>iladosY . *ue a6rangia todas as matérias com ela relacionadas e restitu-a tudo /3 tra6alhado. peneira e ao crivo. se não cometerem 2alta alguma. dar . est3 disposto a tudoX Due talentoX Goi preso em 2ins do Verão. para os seus netos)S "ão compreendem *ue 2u>il31los sem sair do p3tio da B). por ve>es. uma s: ve>J 7=hrenniAov morreu durante a instaura+ão do processo)8 . eles escreveram isso em min<sculas. de elo em elo. ao menos uma prova nesse coro geralY "ão.artido 'ndustrial) (er3 havido ao menos um leve 2eito seu. por ve>es. deix3mo1los vivos) R. *ue sa6emos. eis um achadoJ $am>inX Este tem energiaX Este tem garraX E. *ue exige para a puri2ica+ão o arrependimento de todo o povo8)49 Em suma.. *uer viver para os seus 2ilhos.artido 'ndustrial era tão rami2icada *ue. um texto *ue voc0s mesmos escreverão. procuremX. tanto para n:s como para voc0s.ara os idiotas. aliment31los e apresent31los ao /ulgamentoX Então onde reside o mistérioY "a maneira de manipul31losY "ada mais simplesJ voc0s dese/am viverY RA*uele *ue não *uer viver para si mesmo. encontrou de repente em si 7os tra+os t-picos do crime russo.artido 'ndustrial8. n:s sa6eremos apreci31los) Ve/am *uantos processos houve de sa6otadoresJ todos os *ue se portaram decentemente. não custa a6solutamente nadaY R'ndu6itavelmente *ue é assim) ]*uele *ue não compreendeu isso.or*ue é *ue nos vingar-amos de voc0sY Voc0s são uns magn-2icos especialistas e.)U). escrevemo1lo em letras mai<sculas e grandes caracteresJ (&$(U$A#& #U$A"(E &% '"(E$$&BA(H$'&%X RGoi tam6ém declarado. não se pudera ainda desco6rir por completo. dirigente do .or isso pu6licaram uma nota em pe*uenos caracteres. procuradores. a esse. de repente.erdoar aos réus d:ceis de um /ulgamento anterior. =rilenAo con2unde.or*ue E E "###BOT_TEXT###amp; #EU "EF UFA %HXS E. apanhem1naXS E ele era capa> de tudoJ sa6ia o *ue é um mistério. mas n:s. *ual*uer 2acto *ue 2osse) (inha. tentando recordar os termos técnicos) R"o processo. o melhor é *ue representem um certo espect3culo. a t-tulo p:stumo. como especialistas.E AB& #E BU AB se enganar na escolha das pessoas) Fas o risco não era grandeJ um erro de investiga+ão pode ser sempre atirado para a cova) E a*ueles *ue são passados . dar1lhe1emos um curso de morte lenta na u6ianAa)S Assim. é uma condi+ão importante para um 2uturo processo) E assim *ue. procurem aindaXS) 7Eu estou 2irmemente convencido de *ue su6siste ainda uma pe*uena camada intermédia anti1 soviética nos c-rculos de engenheiros)8 RIich16ich. nem a m-nima) . *ue o mistério h3 *ue explic31lo artisticamente) 'nsens-vel como um madeiro. para viver. aprenderemos. como até parecia *ue ele mesmo havia composto toda a pe+a. o displicente re2inamento de um artista eméritoJ 7A actividade do . em6ora deles não tenha 2icado se*uer uma palavrinhaS) #epois. *ual*uer apelido. vergonhoso. com pormenores8 Risto é. mesmo ap:s o décimo primeiro dia do /ulgamento. mas aparecia no primeiro plano) @4C A$DU'.)U) consistia em não $am>in 2oi desmerecidamente omitido pela mem:ria russa) Eu penso *ue ele mereinteiramente converter1se no tipo negativo do traidor c-nico e deslum6rante) & 2ogo1de12gala da trai+ãoX "ão era ele *ue representava essa época. esses h3 *ue cur31los.ara voc0s ser3 desagrad3vel. l-ngua. mesmo antes do in-cio do processo T mas não s: entrou no seu papel. segundo re>am os depoimentos. esta esperan+a se vai transmitindo até aos pr:prios Uinoviev e =ameniev)S Fas aten+ãoX ^3 *ue cumprir todas as nossas condi+9es até ao 2imX & /ulgamento deve e2ectuar1se para 6em da sociedade %ocialistaX . toda a di2iculdade de =rilenAo e da B). e *ue n:s. esperavam extrair o *ue precisavam de =hrenniAov) Este não cedeu) .

or*u0. a 2ome. pois. agora. dar um salto@C. *uanto ao campo. por exemplo.s ma*uina+9es dos seus governosW 4) A solidariedade dos engenheiros 2oi a6alada. p3g) 49) ab 'dem. carece a6solutamente de verte6ralidade))) E ihcomensuravelmente mais elevado o ol2acto do proletariado)8@4 . 7é /usta a linha geral do . para *ue não restassem d<vidas de *ue era este o o6/ectivo do processo. espera da execu+ão))) E até pela garganta dos intelectuais arrependidos passam pro2ecias como estaJ 7?om o desenvolvimento da sociedade. vinha a motiva+ão ideol:gica) %e eles se puseram a causar pre/u->os 2oi por hostilidade de ideias) Fas não o reconhecem agora unanimementeY E ainda por ra>9es ideol:gicas) Goram su6/ugados pelo espect3culo ardente dos altos12ornos do terceiro ano do . toda a intelectualidade assustada e dividida) E. 2u>ilar gente de tão 6oa vontadeY))) Goi isso o *ue se escreveu durante décadas da hist:ria da nossa @b .lano Duin*uenalX "as suas <ltimas declara+9es eles dese/am e solicitam para si a vida. como resultado do actual processo do . . glori2ica 7a consci0ncia revolucion3ria das massas prolet3rias e dos seus che2es8.E os réus cumprem todas as condi+9es))) A su6tile>a da oposi+ão intelectual dos engenheiros assume. a desorgani>a+ão e mais rematadas tonterias 1 tudo isso 2oi atri6u-do aos engenheiros1 sa6otadoresW 4) & povo 2icou assustado com a iminente interven+ão e disposto a novos sacri2-ciosW @) &s c-rculos de es*uerda no &cidente 2icaram advertidos *uanto . so6re o som6rio e vergonhoso passado de toda a intelectualidade))) 2osse tra+ada uma cru> para sempre)8 @4 "o mesmo sentido se mani2esta aritchevJ 7Essa casta deve ser destru-da))) "ão h3 nem pode haver lealdade nos meios da engenhariaX8 @@ E &tchAinJ 7A intelectualidade é algo de pantanosoW ela não tem. coluna verte6ral. com os es2or+os de inculpa+ão dos oito. etc))) aritchevJ 7A União %oviética não ser3 vencida pelo mundo capitalista mori6undo)8 =alinniAovJ 7A ditadura do proletariado é umanecessidade inevit3vel) &s interesses do povo e os interesses do poder soviético convergem para um o6/ectivo 2irmemente determinado)8 E. p3g) 5CQ) . *uando Fao era ainda /ovem) b 'dem. p3g) 5C4) Eis como se 2alava E"($E "H% em 19@C. 2oram alcan+ados todos os o6/ectivos do processoJ 1) (odas as de2ici0ncias *ue existem no pa-s. acess-vel . polvilhado nos pratos dos tra6alhadoresX 'sso ainda não chegou a ser congeminado pela temperatura)S #epois.ara estes estranhos réus. o 2rio. mas não é isso o principal para eles) RGiodotovJ 7"ão h3 perdão para n:sX & acusador tem ra>ãoX8S . o aspecto de uma s:rdida sa6otagem premeditada. a vida individual ir1se13 estreitando))) A vontade colectiva é a 2orma superior)8@1 Assim.rocesso do . os *uais 7sou6eram encontrar caminhos para a pol-tica econ:mica incomensuravelmente mais /ustos8 do *ue os aos cientistas e calcularam muito mais certeiramente os ritmos de desenvolvimento da economia nacional) Agora 7eu A$DU'. compreensão do <ltimo 7li*uidador do anal2a6etismo8) RFas não se 2ala ainda de vidro mo-do.artido 'ndustrial. no limiar da morte. *ue é preciso tomar de assalto)))8. na sua 6oca. como disse o acusador. o ani*uilamento dos AulaAs8) Eles t0m tempo de maldi>er de tudo. uma ve> mais ele 2oi proclamado com clare>a por $am>inJ 7Eu *ueria *ue. p3g) 51C) @4 'dem.artido.artido 'ndustrial.E AB& #E BU AB @41 compreendi *ue é necess3rio dar uma arrancada. a 2alta de roupas. o mais importante é convencer o povo e o mundo inteiro da in2ali6ilidade e da clarivid0ncia do Boverno soviético) $am>in.

etrovitch. Antonov1%ara1tovsAi. a paralisa+ão de toda a ind<striaX. e não se pode tirar nenhuma pedra 1 para não se desmoronarX . 2inalmente. e o seu pedido de rea6ilita+ão. não se sa6e por*u0. FiAhail . mas a. em muitos postos estatais importantes) A situa+ão real e o es*uema não se coadunavamJ os aut0nticos menchevi*ues não ocupavam nenhuns postos) Fas esses . todos nos seus lugares. com 2ins contra1 revolucion3rios. para dentro de tr0s meses) &s pra>os para os ensaios são muito apertados. mas a merda da na+ão. a distri6ui+ão das pastas ministeriaisX "o /ulgamento dos menchevi*ues tinha1se a mesma decora+ão. *ue se co6riram de vergonha com o seu inc0ndio do $eichtag)))S Goi conseguido o standard e agora pode manter1se por muitos anos e repetir1se pelo menos cada temporada T como dir3 o . entre n:s. chegou agora .E AB& #E BU AB intelig0ncia 1 desde o an3tema do ano 4C Ro leitor recorda1seJ 7"ão é o cére6ro da na+ão. ?hverniA) E. um agente a soldo do imperialismo)8S até ao an3tema do ano @C) E acaso de maravilhar *ue a palavra intelig0ncia se tenha a2irmado. e havia /3 tr0s *ue lia atentamente toda a pol-tica do grande l>vie>tia) %egui linha ap:s linha os estenogramas destes dois /ulgamentos) J3 no do . dado *ue o seu processo entrou nas l3pides de ouro da nossa hist:ria. como um insultoY Eis como são montados os processos /udiciais p<6licos) & pensamento in*uiridor estalinista alcan+ou. em *ue ele exp9e a 2alsi2ica+ão dos 2actos. os actores articulavam as réplicas molemente.s mãos da nossa salvadora %amisdat. mas não importa) Ve/a e escuteX Em exclusividade do nosso teatroX EstreiaX cS . não tenha havido /ulgamentosYS %er3 2astidioso retomar um coment3rio seguido do estenograma) Fas eu tenho o testemunho recente de um dos principais réus neste processo. o seu ideal) R&ra.) U) tinha uma tare2a 6em planeadaJ demonstrar *ue os menchevi*ues se in2iltraram ha6ilmente.etrovitch 2ica com antecedentes penais.rocesso do Iureau Unido dos Fenc6evi*ues R119 de Far+o de 19@1S) %essão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) . =rilenAo e o seu a/udante $oguinsAi) A encena+ão est3 segura de si Ro material /3 não é técnico. o ol2acto é o essencial por uma ra>ão desconhecida fhh (udo vem através do nari>) @44 A$DU'. mas com uma suavidade enervante) Eu tinha então do>e anos. p3g) 5C9) "o proletariado. mas /3 descolorida. e o espect3culo era a6orrecido até aos 6oce/os. pela sua actividade revolucion3riaX Due monstruosidades não existem entre n:sX A$DU'. a grandiosidade do cen3rioJ a interven+ão geralX. mas como consola+ão 2oi1lhe atri6u-da uma re2orma a t-tulo pessoal.rincipal Encenador) & dese/o desse .artido ?ampon0s do (ra6alho e.E AB& #E BU AB @4@ ?omo se compunha o inexistente Iureau UnidoY A B) .rincipal é o de designar o espect3culo seguinte. ora))) ele causa inve/a aos desastrados ^itler e Boe66els. como 3 ha6itualS e p9e em palco cator>e réus) (udo decorre não s: suavemente.'dem. ao menos.artido 'ndustrial o meu cora+ão in2antil pressentia per2eitamente a irrealidade. em seguida. durante v3rios anos. mas partid3rio. e sa6e1se /3 como as coisas se passaram)@5 & seu relato explica1nos materialmente toda a cadeia dos processos de Foscovo dos anos @C) @5 $ecusaram1lhe a rea6ilita+ão. as manigLncias. a mentira.residente. tornando1se uma repeti+ão sem talento) RFas acaso %taline poderia compreender isto através da sua pele de rinoceronteY ?omo explicar *ue ele ha/a anulado o processo do . a aliada dos generais negros.havia.

/usta ou in/usta. apanhando oito anos de prisão)S A B) U) tinha o seguinte es*uemaJ era preciso *ue houvesse dois do ?onselho da Economia "acional. B) . com altive>)S Em Julho de 1915 ele so2reu dolorosamente e considerou como um erro 2atal o 2acto de o %oviete . por partir ele pr:prio como comiss3rio de exército para a 2rente sudoeste) Em Vinitsa deteve pessoalmente #eniAin Rdepois da su6leva+ão ) de =ornilovS e lamentou muito Rno /ulgamentoS *ue não o tivessem 2u>ilado ali mesmo) #e olhos claros. seria amnistiadoS. 2oi preso pelo Boverno c>arista em 191.etunin) RExponho os 2actos segundo KaAu6ovitch)S Apresentemos agora este KaAu6ovitch) Ele come+ou a sua actividade revolucion3ria tão cedo *ue não chegou se*uer a terminar o liceu) Em Far+o de 1915.ovo para o ?omércio. no 2im de contas. /3 então so6 estrondosos aplausos. direc+ão os seus pro/ectos. 2a>ia 2igura de muito /ovem no . mas 2oi1lhes ordenado *ue se considerassem como tal) &s verdadeiros pontos de vista pol-ticos dos acusados para nada interessavam . e no provocador . na . no entanto. como paga. dois do ?onselho das . dois do Ianco do Estado. tornando1o a $evolu+ão de Gevereiro inistro do (ra6alho) Bvo>diev 2oi um dos m3rtires das prolongadas deten+9es BU AB) não sei *uanto tempo esteve preso até 19@C. sempre completamente a6sorvido pela sua ideia. dois do)))S Eis a ra>ão por *ue se recorria . de propor com ousadia e entusiasmo . Vladimir Bustavovitch Broman Rele a/udaria a montar este caso e. com Um deles era =u>ma A) Bvo>diev. no ?asa*uestão) @44 A$DU'. mas depois desse ano esteve l3 ininterruptamente) E. sendo eleito mem6ro da delega+ão enviada ao %oviete de . em 1919.*ueles /ornalistas *ue exortaram o povo a prosseguir a guerra 1 isto em A6ril de 1915X Duase 2oi retirado da tri6una) Fas desculpou1se e. logo ao chegar. um da União ?entral das ?ooperativas e um do . com a ligeire>a t-pica da*ueles tempos. como por exemplo estesJ 2ormar. /3 era presidente do %oviete de #eputados &per3rios. tornou1se um 6om orador) "o ?ongresso da Grente &cidental ele chamou irre2lectidamente inimigos do povo .etrogrado) Ali. teve tais sa-das e envolveu de tal maneira o audit:rio *ue no 2inal voltou a chamar1lhes inimigos do povo.. $am>in 2oi.rimavera de 1915. segundo se di>. 2a>ia e2ectivamente parte do 6ureau clandestino de Foscovo.E AB& #E BU AB continuando o seu discurso. testemunha) Fas a esperan+a da B) . ainda em 1954. amigos meus o conheceram no campo de %passAi. dois do ?omissariado do .) U) residia no principal acusado. a respectiva condena+ão)S Fuito servi+al e lo*ua>. ou 2a>er aderir os menchevi*ues. um governo social1 democrata.ossu-do pelas suas convic+9es R*ue o impeliam constantemente para dianteS.*ueles cu/a pro2issão concordava) E se eram na realidade ou não menchevi*ues tudo dependia dos 6oatos) Alguns *ue ca-ram na rede não o eram de *ual*uer modo. *ue tinha 2icado tran*uilo e nada 2a>ia. igualmente. homem com um destino amargo) Esse mesmo Bvo>diev *ue 2oi presidente do grupo oper3rio do ?omité 'ndustrial1Filitar e *ue. R(odas as testemunhas apanharam depois. tendo in2lu0ncia na nomea+ão dos comiss3rios de guerra @5 e aca6ando. ?amponeses e %oldados de %molensA) . sempre muito sincero. 2oi indicado para a comissão militar do %oviete de .ersonalidades %ociais. in2alivelmente.lano) RA *ue ponto tudo isso era mon:tono e 2alho de inventivaX J3 no ano 4C tinham prescrito para o ?entro (3ctico dois da União do $enascimento.não 2a>iam parte do processo) RV) =)) 'Aov.) U) "em todos os condenados se conheciam entre si) Arre6anharam1se como testemunhas os menchevi*ues *ue se p_de)@.artido Fenchevi*ue) E era1o de 2acto) 'sto não o impedia. por estupide> extrema. .etrogrado. mas no processo não sou6eram isso e ele passou para segundo plano. 'nternacional ?omunista) R#an e outros re/eitaram sistematicamente as suas variantes.

punha um pouco de ordem no caos da investi1 @5 "ão o con2undir com o coronel do estado1maior KaAu6ovitch. prov-ncia de %molensA. *ue lhe aplicaram toda a gamaJ cala6ou+o gelado. em 194C. segundo o plano da B) . pancadas nos :rgãos genitais) (orturaram1no de tal maneira *ue KaAu6ovitch e o seu companheiro A6raam Buin>6urg cortaram as veias de desespero) #epois de se resta6elecerem não os torturaram mais. chamado pelo investigador.E AB& #E BU AB @45 ga+ão. como um cavalo 2ogoso *ue se apressa ele mesmo a meter a ca6e+a no /ugo)S . para re2or+ar o tra6alho de recolha de produtos aliment-cios) Eis o *ue lhe disse =rilenAoJ 1 FiAhail . sua e minha. reviravolta de &utu6ro.) U) ?omo aos demais. 2oi amaldi+oado por Fartov e. se teve necessidade de prender precisamente esse género de menchevi*ues. ele pede1lhe *ue o . *ue. a di>er a6surdos) E o pr:prio comiss3rio RAleAsei AleAsievitch "aciedAinS di>iaJ 7Eu sei.artido. como o leitor /3 sa6e pelo passado. pois na*ueles anos Rentre dois processosS =rilenAo dera um salto .artido Iolchevi*ueS.s tropas governamentais para lutarem contra outros socialistas. não os espancaram. tendo sido até considerado o melhor pelo ?omissariado do .) U). mas comportou1se como um 6olchevi*ue durante toda a $evolu+ão. ele 2oi detido) Goi então convocado para um interrogat:rio por =rilenAo. tendo ocupado ainda outras 2un+9es de relevo) Duando. sei *ue nada disso existiaX Fas exigem isso de n:sX8 ?erta ve>. *ue tam6ém empurram a 7con2essar8.etrogrado ter aprovado o apelo dirigido pelo Boverno provis:rio . levar a ca6o este processo) R%taline dava ordens a =rilenAo. nem honra)))8S E havia ainda as acarea+9es com outros *ue /3 se renderam. *ue auxilie a investiga+ão) "o tri6unal. 2oi redactor do Jornal do ?omércio. mantiveram11nos apenas duas semanas sem os deixar dormir) RKaAu6ovitch disseJ 7%: *ueria dormirX J3 não existia nem vergonha. eu sou 2rancoJ considero1o um comunistaX R'sto in2undiu Lnimo e aprumo a KaAu6ovitch)S "ão duvido da sua inoc0ncia) Fas é o6riga+ão do . ao convencer1se de *ue era incapa> de 2a>01los in2lectir para a via seguida pelos 6olchevi*ues) Exponho tudo isto em pormenor para tornar claro *ue KaAu6ovitch não era propriamente um menchevi*ue. cou6e1lhe ter de en2rentar investigadores1carniceiros. mas KaAu6ovitch palpita pela causa. a6andonou de2initivamente os menchevi*ues.ovo dos A6astecimentos Rele assegura *ue não precisou de destacamentos punitivosW não seiW no /ulgamento ele lem6rou ter1se servido de 6arreiras preventivasS) "os anos 4C. melhorasse o regime estatal criado por eles) Ginalmente.%ocialista de .oissei 'ssaievitch (eitel6aum. com a sua participa+ão e in2lu0ncia. eu pedirei ao presidente *ue lhe d0 a palavra) E KaAu6ovitch prometeu) ?om a consci0ncia do seu dever. em6ora estes tivessem pegado em armas) A seguir . ao organi>ar o processo) %ucede *ue am6os se conheciam per2eitamente. do modo mais sincero e inteiramente desinteressado) E. prometeu) "unca uma tare2a tão respons3vel lhe tinha sido dada ainda pelo poder soviéticoX #urante a instru+ão podiam não ter tocado em KaAu6ovitch nem com um dedoX Fas isso era demasiado su6til para a B) . nos momentos cruciais. KaAu6ovitch prop_s ao seu partido *ue apoiasse inteiramente os 6olchevi*ues e *ue.e+o1lhe *ue coopere em tudo. *ue nessas mesmas sess9es representava o Finistério da Buerra) A$DU'.etrovitch. em caso de di2iculdade imprevista. ardente ou hermético. 2oi ainda comiss3rio da prov-ncia de %molensA para a recolha de produtos aliment-cios Rera o <nico dentre eles a não estar inscrito no . em 194C. *ue 7se tinham in2iltrado8. KaAu6ovitch d3 de caras com um preso torturado) & comiss3rio sorri1seJ 7A*ui tem o . em 19@C.

depois de todas as mentiras *ue engolira. segundo 2icara entendido. nem dos seus aprendi>es. KaAu6ovitch não se cansou de repetir su6missamente todas as med-ocres mentiras ruminadasJ acima disso não se elevava a imagina+ão nem de %taline. da ra>ão de viver de KaAu6ovitch. o *ue deixava perplexo =rilenAo)S Fas havia tanta mentira misturada. a mesma 2ra*ue>a humana. durante o /ulgamento. de 2orma a *ue cada um compreendesse melhor o seu papel) RE 2oi assim *ue o ?omité ?entral do . 2oi convocada a primeira sessão da organi>a+ão do Iureau Unido dos Fenchevi*ues. devido a não terem uma posi+ão independente)S E. tão di2-cil de meter na ca6e+a. estruturada com depoimentos de provocadores e de in2eli>es réus. en*uanto contra1revolucion3rio. KaAu6ovitch admitiu (eitel6aum no Iureau Unido) @4. loucura. mas iriam tortur31lo de novo. destinada a porem1se de acordo. A$DU'. de todo o longo caminho *ue tivera de percorrer para escapar aos erros do menchevismo e aderir . lhe perdoariamY Ele não se enganouJ apanhou uma condena+ão in2antil 1 cinco anos)S A pen<ria dos menchevi*ues era de tal ordem *ue a B) . aca6ando por lev31lo . *uando /3 sem isso o seu corpo estava su2icientemente marcado) &nde encontraria uma pessoa o apoio moral para este mart-rio.) U) recrutava acusados dentre os volunt3riosX))) RA (eitel6aum esperava1o um importante papelJ liga+9es com os menchevi*ues do estrangeiro e com a %egunda 'nternacionalX Fas. . no ga6inete do comiss3rio de primeira classe #mitri Fatveievitch #mitriev.artido. con2orme prometera a =rilenAo) A chamada delega+ão dos menchevi*ues no estrangeiro Ressencialmente toda a nata do seu ?omité ?entralS pu6licou no Vorjarts@.E AB& #E BU AB #ias antes do /ulgamento. iria provocar no processo um escLndalo mundialY FasJ 1S 'sso seria uma punhalada nas costas do poder soviéticoX 'sso seria a nega+ão do o6/ectivo de toda a sua vida. /uste>a do 6olchevismoW 4S #epois deste escLndalo não o deixariam morrer. suplica1lheJ 7?amarada KaAu6ovitch. amea+am1me de 2u>ilamento) Então é melhor morrer como contra1revolucion3rio do *ue como um criminoso comumX R(er1lhe1iam prometido *ue. não o 2u>ilariam pura e simplesmente. pe+o1lhe *ue me admita no seu Iureau Unido dos Fenchevi*uesX Acusam1me de estar bcorrompido por 2irmas estrangeirasb. *ue os participantes armaram con2usão. sem nunca a ele ter regressado) E o mais rid-culo eram as grandes *uantias *ue 2iguravam no /ulgamento 1 somas de *ue nunca o partido disp_s) . e2ectivamente. e desta ve> por vingan+a. a mesma devo+ão ao . onde iria 6uscar coragemY RGoi com o som ardente das suas palavras a ressoar nos meus ouvidos *ue transcrevi os seus argumentos) E raro recolher como *ue 7postumamente8 as explica+9es de um participante num processo assim) E eu acho *ue seria a mesma coisa se IuAharine ou $iAov nos revelassem o motivo da misteriosa su6missão no seu processoJ a mesma sinceridade.admita na sua organi>a+ão anti1soviética) Galem sem mim. não assimilaram tudo numa sessão. levaria cinco anos honradamente)S ?om a aprova+ão do comiss3rio. eu sairei uns momentos)8 %aiu) (eitel6aum. 2or+ados pelo terror) A maioria esmagadora dos acusados h3 mais de de> anos *ue a6andonara o partido. e reuniram1 se pela segunda ve>) ?om *ue sentimento a6ordava KaAu6ovitch o processoY #epois de todas as torturas *ue suportara. vontade.artido 'ndustrial se reuniuX Eis onde os réus 7tinham podido reunir1se8. nem dos martiri>ados réus) $epresentou o melhor *ue p_de o seu papel. a mesma aus0ncia de apoio moral para a luta. um artigo dessolidari>ando1se dos acusados) Ela escrevia *ue se tratava de uma vergonhosa comédia /udicial.

na sua <ltima declara+ão. como podia não sentir pena dos de c3. mesmo po6re. em compara+ão com a u6ianAaS. . contra os *ue não podem responder) 'sto é pr:prio do homem) E os argumentos dados revelam. no 6anco . indignava1se agora sinceramente.E AB& #E BU AB isolamento. renegar a entregar os desgra+ados ao seu destinoY REra uma resposta 2orte. KaAu6ovitch não deixou de anuirJ 7&s crimes de *ue me reconheci culpado Rele d3 um grande signi2icado a esta 2eli> expressão de *ue me reconheci culpado) A 6om entendedorJ *ue não cometiXS são dignos do castigo m3ximo e eu não pe+o indulg0nciaX "ão pe+o *ue me deixem com vidaX8 RAo lado. pelos seus mart-rios e so2rimentosY ?omo podia assim. contra a sua trai+ão . todas as datas e todos os nomes. e os *ue tinham 2or/ado o processo 2este/avam o seu triun2o)S Fesmo relatando isso em 19. rtuma torrente de irrita+ão e elo*u0ncia) 'rrita+ão contra *uemY (endo conhecido as torturas. eu consegui1o e surpreendi1meJ a mem:ria de KaAu6ovitch. insolentemente. mas ter1lhe com /usti+a chamado 2an3tico Rem6ora de uma ideia opostaS. revolu+ão socialista. mas *ue saltou como uma mola. não o ter insultado.E AB& #E BU AB @45 (endo lido o artigo. tendo cortado as veias. lhes dava instru+9es para sa6otarX 1 e agora /3 não se lem6ra) &s menchevi*ues no estrangeiro não tinham escrito um artigo desavergonhado nem satis2eitoW eles AFE"(AVAF /ustamente as desgra+adas v-timas do processo. mas contra a delega+ão no estrangeiroXXX (ratava1se de uma reviravolta do eixo psicol:gicoX ?om seguran+a e com con2orto Ra emigra+ão. *ue não se levantou pura e simplesmente. *ue punha termo a todos os seus so2rimentosX #e resto.) U). imagem do processo do . constitui naturalmente um con2orto. no discurso de acusa+ão. não se conhecia então o estenograma do /ulgamento) Fais tarde. contra a sua deser+ão. *ue temos ra>ão) =rilenAo disse. *ue KaAu6ovitch era um 2an3tico de ideias contra1revolucion3rias e *ue por isso re*ueria para ele 1 o 2u>ilamentoX E KaAu6ovitch não s: sentia nesse dia l3grimas de agradecimento nos olhos. exigindo simples e honradamente o 2u>ilamento. est3 agradecido a =rilenAo por ele não o ter humilhado.Hrgão do . não contra o procurador nem contra a B) . como /3 censurava os menchevi*ues em 1915) Entretanto. mas indicavam *ue havia /3 muito tempo *ue eles não eram menchevi*ues 1 o *ue correspondia . muito a prop:sito. verdade) ?ontra *uem é *ue se encoleri>ava. mas neste pormenor tinha 2alhadoJ ele dissera no /ulgamento *ue a delega+ão no estrangeiro.artido %ocial1#emocrata Alemão) R") dos ()S A$DU'. com todos os 2ios de uma s: ve>. KaAu6ovitch treme de indigna+ão contra a delega+ão no estrangeiro. de modo tão duro e sincero.artido 'ndustrialS) E todos intervieram) E todos de2enderam os métodos da B) . por incum60ncia da '' 'nternacional %ocialista. KaAu6ovitchY E como é *ue os menchevi*ues do estrangeiro podiam "i& deixar os processados entregues ao seu destinoY ":s temos tend0ncia para revoltar1nos contra a*ueles *ue são mais 2racos. conservava todas as insigni2icLncias. do seu <ltimo discursoY Due não se limitou a 2alar segundo o *ue tinha prometido a =rilenAo. para estes 2a>erem uma declara+ão Rtratava1se do mesmo esticão. =rilenAo pediu . tendo1se arrastado por muitos campos e celas de @4Q A$DU'. contra o ?omité ?entral menchevi*ue))) Fas *ual é a recorda+ão *ue KaAu6ovitch conserva da sua 7resposta8. ?hverniA *ue o comunicasse aos réus. estando por mais de uma ve> a pontos de morrer. contra a sua ren<ncia.) U) T nãoX T. não o ter ridiculari>ado no 6anco dos réus. tão exacta. essa gente desavergonhada e satis2eita. como ainda ho/e.5.

s suas convic+9es. tomando em conta os camaradasX8S ?oncordemos. *ue davam todos os 6alidos *ue se lhes havia ordenado. em6ora até ao momento muitas coisas se tenham aclarado Re com especial acerto por Arthur =oestlerS@9. se apresentavam agora como carneiros desanimados e su6missos. pela cele6ridade dos nomes desses réus. *uer esclare+a ou não. *uer da revolucionari>a+ão da legalidade) Fas da*ui por diante tudo se tomar3 para n:s dolorosoJ como o leitor se lem6rar3. *uer da legalidade revolucion3ria. então /3 se sa6e *uem tem de lhe acudir e o *ue 2a>er)S Fas as inexactid9es dos estenogramas em nada mudam nem desculpam o *uadro) & mundo assistiu surpreendido a tr0s pe+as seguidas.rocuradoriaY Acaso não 2icam assim totalmente explicados os processos dos anos 19@. os /u->es viram concentrados so6re eles os olhares de todo o mundo) "ão se distraiu deles a aten+ão. não 2oi isto um achado para a . não coincidia plenamente com o *ue tinha sido dito nos /ulgamentos) Um escritor autori>ado a assistir aos processos. 7aproximadamente a partir de 19@4 come+ou1se a violar as normas leninistas da legalidade8) E como é *ue a6ordaremos agora este p-ncaro das ilegalidadesY ?omo é *ue nos arrastaremos agora por este amargo caminhoY A 2alar verdade. os seus camaradas. mas. e tam6ém do uso da hipnose) (udo isso.119@QY "ão teria sido este processo *ue 2e> %taline pensar *ue os seus principais inimigos eram charlat9es e *ue ele podia manipul31los completamente. reconhecendo crimes *ue de 2orma alguma podiam ter cometido) "unca se vira na hist:ria nada de igual) Era 2lagrante o contraste com o recente /ulgamento de #imitrov. se no decurso do /ulgamento ele se desvia do textoW terceira coluna 1 apelido do tche*uista respons3vel por essa medida) E se =restinsAi A$DU'. *ue tinha su6vertido e aterrori>ado o mundo inteiro. em *ue os grandes che2es do auda> comunista. em eip>ig) Este respondia rugindo como um leão aos /u->es na>is. *uando se tornou necess3rio suspender a audi0ncia para a/ustar os depoimentos 2eitos) REu imagino assim as coisasJ antes do processo 2oi ela6orado um registo para os casos de erroJ primeira coluna 1nome do réuW segunda coluna 1 *ue medida adoptar durante a suspensão da audi0ncia. . os dos processos seguintes. vamos re2erir1nos apenas aos seus enigmas) ^ouve uma pe*uena discrepLnciaJ o conte<do das actas estenogra2adas. vomitavam tudo so6re si mesmos e se re6aixavam servilmente. o enigma continua a ser a6ordado com am6iguidade) Galou1se acerca de uma po+ão do (i6ete *ue privava um homem da sua vontade. a si e . oriundos da mesma coorte in2lex-vel. perante a *ual todo o mundo tremia T e até os maiores dentre eles. os mem6ros da chamada 7guarda leninista8 1. tomou apontamentos r3pidos e aperce6eu1se depois destas incongru0ncias) (odos os correspondentes notaram o incidente com =restinsAi. so6re eles se escrevia. *ue 2oram pu6licadas. entre o p<6lico seleccionado.dos réus. 2i> correr intrepidamente a minha pena) "ão se me encolhia o cora+ão e desli>3vamos despreocupadamente. apre1sentavam1se diante do tri6unal a mi/ar1se pelas pernas a 6aixo) E. a*ui. a tr0s espect3culos longos e car-ssimos. e como nos explicaram de>enas de ve>es. por*ue durante todos estes *uin>e anos est3vamos so6 a égide. a come+ar por =ruchtchev. se 2a>iam coment3rios) E haveriam de 2a>er) Duanto a n:s. organi>ando o mesmo género de espect3culosY Due me perdoe o indulgente leitorX Até ao momento.E AB& #E BU AB @49 su6itamente se em6rulhar. Broman so16ressaltou1seJ 7Voc0 enlou*ueceuX Voc0 não tem o direito de 2a>er isso.

$E%& "EF ($n% FE%E%X "ão teve "EF UFA ["'?A ?&"#E"AV###BOT_TEXT###amp;X Em compara+ão com os ind-genas vulgares do nosso Ar*uipélago eram umas crian+as de peito. eles não 2a>iam se*uer uma ideia do *ue era uma verdadeira prisão. pode . *ue nos anos @C. numa visita *ue lhe 2e> antes do /ulgamento. não sa6iam o *ue eram os c3rceres) $iAov e ') ") %mirnov 2oram presos v3rias ve>es. com toda a certe>a. como presidente dos tri6unais militares revolucion3rios. nem do *ue eram as tena>es de uma investiga+ão in-*ua) "ão existem 2undamentos para supor *ue. so6 os ausp-cios da ") =) V) #). a @Q. passaram na cadeia cinco anos cada um. por se tratar de velhos revolucion3rios I) *ue não tremeram nas pris9es c>aristas. o *ue tam6ém não é coisa excepcional) &s che2es do . se tivesse sido apanhado no meio destas tena>es. de uma s: ve>. *ue vimos nos /ulgamentos dos anos de @.não vale a pena re2ut31loJ se a ") =) V) #) dispunha de tais meios. 6em como ano e meio na deporta+ão) Agora. acerca de #>er/insAi. é rid-culo di>01lo. em geral. de> anos normaisJ como nos nossos tempos *ual*uer AolAho>ianoW é verdade *ue esses de> anos englo6avam tr0s numa central de tra6alhos 2or+ados. de certo modo.or*ue na $<ssia. ela não existia)S "ão conheciam nem os interrogat:rios nem as condena+9es) 7"enhuma cLmara especial de torturas8. so6retudo. deporta+9es pouco prolongadas. e s: se alongou mais na deporta+ão no &nega4C) =ameniev. nenhuma %acalina. existia uma escola de hipnotismo) A esposa de =ameniev.or*ue não de6ilitar e eclipsar a vontade dos acusadosY E not:rio *ue ' nos anos 4C houve céle6res hipnoti>adores *ue a6andonaram a sua carreira e passaram ao servi+o da B) . esteve dois anos preso. ele cumpriu apenas de> anos. prova de 2ogo) Fas a*ui havia um simples erro) J3 não se tratava desses mesmos velhos revolucion3rios) Uma tal gl:ria tinham1na I rece6ido em heran+a. e nem se*uer cheiraram os tra6alhos 2or+ados) IuAharine tinha so2rido muitas pris9es 6reves. . um tanto divertidasW pelos vistos. sendo amnistiadosW até . nenhuma deporta+ão especial para KaAutia. ?'"?&) Uinoviev. mas. 2oi 23cil para ele ad*uiri1la. segundo os nossos actuais critérios. *ue a ele cou6eram as penas mais pesadas e *ue passou toda a vida na prisão) Fas. so2reram condena+9es. "###BOT_TEXT###amp; E%(EVE . sem ser su6metido a interrogat:rios a sério.artido. ele não esteve se*uer um ano seguido no mesmo s-tio. e não é prova de uma aut0ntica 2irme>aJ a*uele *ue ordenou in<meros 2u>ilamentos.altchinsAi ou =hrenniAov não 2oram vergados pela po+ão do (i6ete ou pelo hipnotismoY I "ão h3 *ue encontrar uma explica+ão mais elevada T uma explica+ão psicol:gicaY I ?ausa perplexidade. cumprindo dois anos de deporta+ão em Ust1=ut) A severidade de (rotsAi. antes de ter sido presa)8 F Fas por*ue é *ue . ostentavam no seu passado revolucion3rio deten+9es curtas e leves. atingiu os 6olchevi*ues) %a6e1se. encontrou1o prostrado. (rotsAi se portasse com mais 2irme>aW não havia motivo para isso) Ele tinha conhecido tam6ém exclusivamente deten+9es 23ceis. o 2acto de eles serem com6atentes temperados. os nossos /ovens de de>asseis anos apanhavam.) U) E sa6e1se. com todo o seu longo tra6alho de agita+ão e de viagens por todas as cidades da $<ssia. não parecendo o mesmo) 7Ela teve ainda tempo de comunicar isso. por a2inidade com os populistas. não se compreende DUE "&$FA% F&$A'% a podiam impedir de recorrer a eles) . mas a aut0ntica e inexor3vel instru+ão nunca sou6eram o *ue ela era) R.E AB& #E BU AB conspiradores conheceram a deporta+ão com grilhetas. 2oi algo de ligeiro e evadiram1se de todas as deporta+9es sem di2iculdade. sua deten+ão na u6ianAa. com os socialistas I revolucion3rios e com os anar*uistas) Esses lan+adores de 6om6as e @5C A$DU'.

segundo parece na penum6ra de uma cortina de musselina. Uinoviev. =ossior e o pr:prio =rilenAo. h3 umas /anelas 2echadas com 2olhas1de12landres. ao n-vel do segundo andar. pedia1lhe piedade a ele directamenteJ 7#iri/o1lhe um apeloX Eu constru. *ue lhe servia de orienta+ão psicol:gica para conseguir 0xitos na sua vidaJ tomar em conta @54 A$DU'. havia uma selec+ãoX &s mais clarividentes e decididos dos condenados não se entregaram de mãos atadas. ideia da sua pr:pria morteX REstes dois tipos de 2irme>a não estão mutuamente ligados)S E $adeA era um provocador Rmas não 2oi o <nico.a nossa perplexidade) E certo *ue aos encenadores parece ter sido neste caso mais di2-cil escolher os intérpretes do *ue nos anteriores processos dos engenheirosJ ali eles tinham *uarenta 2igurantes por onde escolher. nos seus <ltimos momentos) ?omo se %taline estivesse sentado ali na sala. se esta6elecermos uma compara+ão com os actos correntes do comum dos cidadãos. . eram considerados de antemão como super1homens e da. com seguran+a e insist0ncia. (omsAi.E AB& #E BU AB as 2ra*ue>as humanas. *uanto a ele. apesar de tudo. os principais intérpretes são conhecidos de todos. =ameniev. uma escolha) A selec+ão 2oi limitada. toda a perplexidade deriva unicamente da cren+a na singularidade destes homens) "a verdade. *ue recuperaram.para %' dois grandes canaisX)))8 E alguém *ue ali se encontrava nesse instante conta *ue. (chu6ar. acredito piamente *ue ele seguisse as comédias desde a %ala de &utu6ro) "ão posso admitir *ue ele se privasse desse espect3culo. e o p<6lico dese/a *ue se/am eles mesmos a representar) Fas.E AB& #E BU AB @51 REste assassino de milh9es de homens não podia admitir *ue o assassino1mor não al6ergasse no seu cora+ão um sentimento de solidariedade. e por detr3s delas uma galeria não iluminada) #a sala nunca se pode adivinhar se h3 ali alguém ou não) & cã é invis-vel e o ?onselho re<ne1se sempre como se ele estivesse presente) #ado o pronunciado car3cter oriental de %taline. . eram todos 2rouxos e conhecia as de6ilidades respectivas) E nisto ele tinha um tene6roso mérito. 'agoda. mas sem opr:6rio) Goi por isso *ue não levaram a /ulgamento $ud>utaA. e a*ui a companhia teatral é pe*uena. por detr3s de uma /anelinha do segundo andar.deixar1se ir a 6aixo . desse pra>er)S Assim. resistiram e morreram em sil0ncio. não h3 para n:s nenhum enigma no 2acto de eles di>erem tão mal uns dos outros) 'sto parece1nos compreens-velJ o homem é 2raco.artido ?omunista $usso R6olchevi*ueS) A$DU'. as pessoas vão1se a 6aixo) Fas IuAharine. em geral. se acendeu um 2:s2oro nas trevas. em compensa+ão. 2ora do vulgar. de *ual*uer maneira. era um criminoso declarado) 4C (odos os dados a*ui citados são extra-dos do tomo 41 do #icion3rio Enciclopédico Branai. o Encenador dos grandes 6igodes conhecia 6em cada um) Ele sa6ia tam6ém *ue. EnuAid>e. suicidando11se antes da deten+ão R%AripuniA. ao n-vel mais 6aixo da vida *uotidiana) . em6ora os seus nomes pudessem ter adornado esses processos) %: levaram os mais male3veisX ^ouve.ostichiev. onde estão coligidas auto6iogra2ias ou cr:nicas 6iogr32icas 2idedignas de dirigentes do . aperce6endo1se a 2orma de um cachim6o) Duem esteve alguma ve> em IaAhtchissarai recorda1se talve> desta 2antasia oriental) "a sala de sess9es do ?onselho de Estado. mas.iataAov. e ') ") %mirnov. BamarniAS) %: se deixavam agarrar os *ue *ueriam viver) E de todo a*uele *ue *uer viver pode 2a>er1se hgato sapato))) Fas houve mesmo alguns deles *ue se comportaram nos interrogat:rios de 2orma contr3ria. *ue t0m pe*uenos ori2-cios. nestes tr0s processosSX 'agoda.

e logo *uando os processaram pela primeira ve>. como todos os outros.seud:nimo de %taline na clandestinidade) R") dos ()S A$DU'. durante muitos anos. distLncia.E AB& #E BU AB @5@ desempenharia o seu papel magni2icamente) ?om e2eito. nem se*uer a meia vo>) "ão 2a>ia mais *ue ensaiar o seu papelX Fas antes disso.oder. antes mesmo de terem vindo . uma ?onstitui+ão apenas para ingl0s ver) "a estratos2era ele tinha a impressão de voar livremente. somente enviou um telegrama a =o6a. pedindo1lhe *ue adiasse o 2u>ilamento de =ameniev e de Uinoviev. como numa prisão) R#e resto. sua 3atcha no &utono.da*ueles anosJ 7Alguma coisa. tam6ém esse o tratou %taline como um homem ao rés da terra. para *ue *ueria ele uma acarea+ão em carne e ossoY Entretanto. 2icando sempre sem resposta) .. s: para permanecer dentro do . olhando de soslaio.artido. certamente.artidoX)))S #urante o segundo processo de =ameniev. de tirar a prova e sa6ia *ue IuAhartchiA de1 41 .artido Ra cada um a sua ve>S.E a*uele *ue. passou muito tempo sem *ue IuAharine 2osse preso) Ele perdeu o seu lugar no /ornal '>vie>tia. depois do assass-nio de =irov. tinha permitido. disse aos seus -ntimosW 7& *u0Y E gente capa> disso))) (alve> tenha havido algo)))8 REra a 2orma cl3ssica do homem comum. . /3 2i>era os ensaios) (ivera tempo. desde a primeira . no nosso pa-s)8 'sto disse1o em 19@5 o primeiro te:rico do . nos aparece como o mais inteligente e o mais l<cido dentre os che2es di2amados e 2u>ilados Ra *uem =oestler consagrou o seu talentoso estudoS. suportando o seu exterm-nio44) Ele deixara esmagar e denegrir as suas ideias. lu> e amadurecido devidamente) E *uando ainda era redactor1principal do /ornal '>vie>tia e mem6ro do Iureau . renunciara aos seus pontos de vista. ali3sS. não vigenteS. no Verão de 19@.artido 1 e viveu ainda no seu apartamento do =remlin Ro pal3cio de $ecreio de . um contacto cordial com %talineX Fas o *uerido =o6a. numa aparente li6erdade) IuAharine redigiu. deixando de ter *ual*uer actividade. deve ter havido))) "ão se prende ninguém sem motivo. cidade de Grun>e. *uando 2oi . ele renegara os seus disc-pulos e partid3rios presos e deportados Rpouco numerosos. como se 2osse legal. durante meio ano. a 6rincar como o gato com o rato.edro 1S.artidoX (ratava1se de ensaios para esse papelX %e todos se condu>em assim em li6erdade. IuAharine. mesmo então.artido denunciando a*uela monstruosidadeY "ão. para ter tempo de ser acareado com eles e /usti2icar1se) Era tardeX %e =o6a estava /3 na posse de su2icientes documentos. o 2u>ilamento de =a1meniev e de Uinoviev) "ão se ergueu contra isso. sem nada sa6er) #escendo das montanhas . pelos *uais se via *ue tinham sido apresentadas provas ani*uiladoras contra IuAharine) (entou acaso evitar essa execu+ãoY Ge> acaso um apelo ao .ol-tico do . ") 1) IuAharine. ele andava . as sentinelas do =remlin 2i>eram1lhe a contin0ncia como se nada ocorresse)S J3 ninguém o visitava nem o chamava pelo tele2one) E todos esses meses ele escrevia in2atigavelmente cartasJ 7Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX)))8. e pensava *ue havia derrotado =o6a41J impingira1lhe essa constitui+ão *ue o o6rigaria a suavi>ar a ditadura) Fas ele pr:prio /3 estava no papo) IuAharine não gostava de =ameniev e de Uinoviev. o *ue ser3 *uando os seus corpos. *ual*uer posto no . *uando %taline amea+ava exclu-lo do . nem em vo> alta.rocurava esta6elecer. ainda no cume das honrarias e do . ca+a em (ianchan. <ltima palavra. penetrando a sua psicologia e mantendo1o durante longo tempo nas garras da morte. a sua comida e o seu sono estiverem nas mãos dos carrascos da u6ianAa) %u6meter1se1ão sem pestane/ar aa texto do drama) . h3 /3 muito tempo. toda a ?onstitui+ão vigente Rmelhor dito. leu a not-cia dos dois 2u>ilamentos e os artigos dos /ornais.

artido 1 isso seria monstruosoX Duanto aos trots*uistas. e $adeA. 6em como na sua pr:pria adapta+ão ao papel) Fesmo o seu envio . antes de eles terem passado a s01lo. no tra6alho do Encenador relativamente a ele.artidoX E nesta sua corda sens-vel Rde todos elesS /ogava esplendidamente o *uerido =o6a. ainda mais irrecusavelmente e de antemão.rocuradoria um vago comunicadoJ 7Duanto .ra+a VermelhaS. e assim privou1os de todo e *ual*uer poder) E todos os seus es2or+os passaram a ser dirigidos no sentido de se manterem no . para recolher manuscritos de Farx.artido) IuAharine não possu-a Rnenhum deles possu-aS o seu . cena principal) E agora. do '>vie>tia.&"(& #E V'%(A '"#E. 2undamentalmente. cometem1se /untos) "a mani2esta+ão de "ovem6ro Ra sua despedida da . 2oi pu6licado pela . o negrume das acusa+9es 1 a prolongada e intermin3vel não deten+ão.artido e o *ue sucedeuY & *ue é necess3rio é manter1se a unidade. não era apenas uma necessidade exterior a 2im de esta6elecer uma rede de acusa+9es pelas liga+9es mantidasW a li6erdade desinteressada da sua viagem indicava. a extenuante ang<stia *ue o cercava em casa 1 destru-a melhor ainda a vontade da v-tima do *ue as press9es directas da u6ianAa) REste não escapar3.artido) E.E"#E"(EW nenhum de2endia realmente uma ideologia oposicionista. ele 2e>1lhe a contin0nciaJ 7& camarada %taline surpreende1se por v01los a*uiX E pede1lhes *ue ocupem o vosso lugar na tri6una do Fausoléu)8 . tu ser3s poupadoJ não estavas ligado aos trots*uistas)8 E IuAharine acreditava *ue 2icaria vivo. 2icavam uma ao lado da outra. pedindo *ue lhe retirassem pu6licamente as acusa+9es) Então. *ue.artidoX #e 2icar vivo. acusa+ão contra IuAharine. so6retudo. *ual 2oi o maior receio de IuAharineY %a6e1se de 2onte 2idedigna *ue 2oi o de ser exclu-do do . os /ornais continuaram a noticiar a indigna+ão das massas) IuAharine tele2onava ao ?omité ?entral) IuAharine escrevia cartas. IuAharine 2oi chamado por =aganovitch. certa noite. na presen+a 44 %: de2endeu E2im (seitlin e não por muito tempo) @54 A$DU'. no tra6alho do tempo so6re ele. o seu regresso . depois ordenou *ue levassem %oAolniAov e amistosamente disse a IuAharineJ 7Ele mente em tudo. no <ltimo 'nverno. desde o momento em *ue ele pr:prio se tinha convertido no . para *ue atrair uma nova som6raY Fas as suas datchas. e nada devia ser estragado. de 2acto.artidoX #e ver1se privado do . ele e a mulher tomaram lugar na tri6una dos convidados com um passe da redac+ão do '>vie>tia) #e repente. o devassoX8 Entretanto. dirigiu1se a eles um soldado vermelho armado) (eve um pressentimentoX 7A*ui mesmoY "este instanteY8 )))"ão. Europa. ele sempre se deu mal com elesJ a2astaram1se do . organi>ou uma acarea+ão com %oAolniAov) Este dep_s acerca do 7centro paralelo da direita8 Rentenda1seJ paralelo ao ?entro (rots*uistaS e da actividade clandestina de IuAharine) =aganovitch condu>iu o interrogat:rio energicamente. nem posto de parte. de não o pre/udicaremX Eram demasiadas exig0ncias para poderem ser independentesX A IuAharine tinha sido destinado. na *ual pudessem autonomi>ar1se. *uero *ue sai6as *ue não sou culpado da nada) Além do mais. mani2estando o dese/o de encontrar11se com ele) IuAharine recusouJ am6os somos acusados. 7Duerido =o6aX))8. se se cometem erros. não se acharam provas o6/ectivas)8 $adeA tele2onou1lhe no &utono.E AB& #E BU AB de importantes tche*uistas. apanhar3 tam6ém um ano)S ?erta ve>. a2irmar1se) %taline havia1os denunciado como opositores. mas 2ora do ."os meses *ue precederam a deten+ão. o papel principal. 2oi l3J 7#iga eu o *ue disser. *ue não o excluiriam do .

no intervalo. sentado ali mesmo entre os che2es) &rd/oniAid>e colocava a mão /unto do ouvido Rele não ouvia 6emSJ 7#iga. mas sim como mem6ro do ?omité ?entral. $iAov disse a IuAharineJ 7(omsAi teve 2or+a de vontade. de vinte e dois anos de idade. alternaram o duche escoc0s.artido)))8 %taline 2ran>iu o so6rolho perante um tal a6surdoJ 7Fas ninguém te exclui do .ro2essores Vermelhos. mulher.E AB& #E BU AB @55 todas as maneiras.iataAov) E. mas não conseguia)))S) E Folotov) E %talineX Due grande cora+ãoX Due grata generosidadeX 7#e A$DU'. arrependeu1se de 6oa mente diante do plen3rio. *ue nessa . e voc0 2ornece todas as provas voluntariamentek8 R"otaJ &rd/oniAid>e apanhou tam6ém uma 6ala na nuca)S 7#e todo em todo voluntariamente8. continuamos a viver como est<pidos)8 A*ui interveio =aganovitch com c:lera e com invectivas Rele dese/aria tanto acreditar na inoc0ncia de IuAhartchiA. mas não IuAharine)8 REra como se alguém. independentemente da sua vontade. expressa na greve da 2ome) E IuAharine vacilouJ talve> tivesse o2endido em algo o . arrastou1se até ao plen3rio) 7& *ue é *ue te veio . respondeu. cortem1me um peda+o de chouri+oX =o6a disse1me *ue não me excluirão)8S Fas.iatoAov 2e> depoimentos in2ames contra IuAharine e $iAov. ohX. concentrasse as acusa+9es contra IuAharineXS Um duche escoc0s) Assim vai amolecendo a vontade) Assim se vão ha6ituando ao papel de her:is a6atidos) A partir da*ui come+aram sem parar e levar1lhe a casa os autos dos interrogat:riosJ dos antigos alunos do 'nstituto de . com a seguinte ordem do diaJ 1) &s crimes do centro de direita) 4) A actividade antipartido do camarada IuAharine. no decorrer do plen3rio. não como se se tratasse de um acusado.rimavera lhe tinha dado um 2ilhoJ 7 0 tu. simplesmente para seu conhecimento))) Gre*uentemente. perguntou1lhe cordialmente o *uerido =o6a) 7Due havia de 2a>er. eu não possoX8 E solu+ava. emagrecido. e suicidou1se) Fas n:s os dois. .artido))) ?om a 6ar6a por 2a>er. se lan+am tais acusa+9es contra mimY Duerem excluir1me do . e ali mesmo deu por 2inda a greve da 2ome) RUma ve> em casaJ 7Vamos. para *ue o ?omité ?entral averiguasse e lhe retirasse as acusa+9es) ?omunicou isso por carta ao *uerido =o6a e manteve a greve escrupulosamente) Então 2oi convocado ao plen3rio do ?omité ?entral. ca6e+aY8. nãoX. /3 em Agosto tinha compreendido. durante meio ano) Em 5 de #e>em6ro 2oi aprovada com /<6ilo a ?onstitui+ão de IuAharine. e era /3 uma caricatura de si mesmo) Atr3s dele estavam postados mudos tche*uistas Rde 'ago1da. não t0m em conta %talineS4@ apodaram1no de mercen3rio 2ascista e exigiram o seu 2u>ilamento) . mas não se suicidou) Acaso não se havia adaptado ele ao papel *ue lhe 2ora destinadoY))) E ainda se reali>ou outro /ulgamento p<6lico))) E 2u>ilaram ainda um punhado deles))) E IuAharine era respeitado. eu considero *ue a culpa de IuAharine não est3 demonstrada) $iAov talve> se/a culpado. de $adeA e dos demais 1 e todos apresentavam provas graves da negra trai+ão 6uAharinista) evavam1lhe a casa. animou1se. ao rece6er novos documentos. =aganovitch e Folotov R*ue insolentesX. /3 com aspecto de culpado. com a ca6e+a so6re a almo2ada) Buardava em casa dois rev:lveres Re %taline tinha1lhe dado tempoXS.Assim. tendo sido denominada para sempre como estalinista) .iatoAov 2oi Jevado ao plen3rio de #e>em6ro do ?omité ?entral com os dentes partidos.artidoX8 E IuAharine acreditou. IuAharine di>ia . ele decidiu 2a>er a greve da 2ome em casa. cam6aleando. e IuAharine não era apanhado))) Em come+os de Gevereiro de 19@5. pois 'agoda tam6ém se treinava e se preparava para o papelS) .

mas IuAharine teme1a) $estava um di3logo não muito di2-cil com VichinsAi. n:s poup3mos muitos.artido Rassass-nios.or outras palavras. elas não 2oram cometidas)8 1 7Fas não podiam t01lo sidoY Galando teoricamente))) R(rata1se de te:ricosX)))S &s interesses mais altos. em *ue di2erir3 a sua posi+ão relativamente . deix31lo1emos viverJ mandamo1lo secretamente para a ilha de Fonte ?risto e l3 voc0 ir3 tra6alhar so6re a economia do socialismo)8 T 7Fas nos /ulgamentos anteriores parece *ue voc0s os 2u>ilaramY8 1 7Ve/a *ue compara+ão est3 a 2a>erJ eles e voc0X Além disso. não o comoveu44) Due tinha decidido este agudo e 6rilhante te:rico legar aos descendentes através das suas <ltimas palavrasY Ga>er ainda outra s<plica para ser reintegrado no . sim)8 1 7. e nada mais) Uma pe*uena transla+ão 2ilos:2ica) Estamos de acordoY))) %im. *uantas ve>es ele não tinha 2eito cair =o6a de costas so6re o tapeteX ?ertamente nem isso =o6a lhe p_de perdoar)S #epois de um lamento deste género. naturalmente. depois de estar assim ani*uilado.E AB& #E BU AB @55 mundial e apenas pre/udicar3 o . venda da . inclusive) Duer di>erJ não s: os anteriores e in2ames processos. resta apenas uma pe*uena diverg0nciaJ é preciso 2a>er coincidir a hip:tese e os 2actosW é preciso. pois. pois KaAu6ovitch dese/ava a morte.E AB& #E BU AB E de novo IuAharine caiu no desLnimo e os <ltimos dias passou1os a escrever uma carta ao 72uturo ?omité ?entral8) Aprendida de mem:ria e assim retida. mas tam6ém todas as nausea6undas torrentes da nossa grande canali>a+ão prisionalX Assim reconhecia *ue era digno de su6mergir1se tam6ém nelas))) Ginalmente. sim)8 T 7Fas não é verdade *ue a luta contra o . continuam entretanto a ser os interesses do . 2oi conhecida recentemente pelo mundo inteiro) Entretanto.artido) E é evidente *ue não ter3 uma morte 23cil) Fas se tudo correr 6em.artidoY8 1 7. sim) "a pr3tica. diante dos mem6ros do ?omité ?entral.oderia)))8 1 7Assim.Ue *ue a6undLncia de depoimentos nos privamos. tinha amadurecido completamente para ser entregue . a tal ponto *ue /3 não são necess3rias as torturas. de KaAu6ovitch. como nãoY "ão é preciso explicar1lhe a si *ue se agora no /ulgamento volta atr3s e di> algo di2erente. reconhecer como reali>ado a*uilo *ue. A$DU'. para voc0s. com as convic+9es da oposi+ão.3triaSY8 1 7"o entanto.ela l:gica das coisas. no 2im de contas. podiam cometer1se todas e *uais*uer in2Lmias contra o .artidoY8 1 7%im. segundo este es*uemaJ 7E exacto *ue cada oposi+ão contra o . e isto segundo os pr:prios /ornais)8 . naturalmenteX8 1 7Assim. respeitando o no6re sossego da velhice de FolotovX @5. poderia ter1se reali>ado) "ão é verdade *ue isso poderia ter ocorridok8 1 . ca+ador e lutadorX REm lutas a 6rincar.artidoY8 1 7Em geral.artido Rcom *ue humilha+ão pagou ele tal devo+ão ao . perdoem1me. é necess3rio reconhecer o poss-vel como real.artido é uma luta contra o .s mãos dos pontos de teatro e dos encenadores su6alternos) Ele era um homem de m<sculos. signi2ica isso *ue. s: teoricamente. para desacreditar *ual*uer ideia de oposi+ão no 2uturo. n:s. no ano de 19@1Y "o 2acto de *ue ele não est3 su/eito aos mesmos dois argumentosY Ele é mesmo mais 2raco. compreende *ue s: 2ar3 o /ogo da 6urguesia Assim como não comoveu o 72uturo ?omité ?entral8) A$DU'. espionagem.artido não pode deixar de trans2ormar1se numa guerra contra o .artidoXS) Uma ve> mais protestava 7aprovar completamente8 tudo o *ue ocorrera até 19@5. naturalmente.

estava 2ora das possi6ilidades preparar1se tudo tão cuidadosamente. então. mas h3 pouca gente *ue sa6e disto) Alguns processos 2racassaram e tudo 2icou em 3guas de 6acalhau) E oportuno re2erir a*ui um desses processos. podiam ainda os acusados 2incar1se assim no seu ponto de vista. numa distante e perdida aldeia da região de 'vanovo. cuidadosos e instru-dos. um da*ueles camponeses chamados 7intensivis1tas8.(alve> *ue o enigma não se/a assim tão o6scuroY %empre esta cantilena irresist-vel através de tantos processos. e *ue o che2e da sec+ão agr3ria da >ona. ele tinha pro/ectado em 19@5 levar a ca6o uma ampla rede de processos por >onas. extenuada pelas remessas o6rigat:rias de cereais ao Estado. estimulados pelo poder soviéticoJ ainda não tinham decidido *ue era preciso varrer todos esses intensivistas) %tavrov. comunistasa) E como p_de voc0 desviar1se. nem em 1944. devido a ter ingressado no . e cada uma delas era contra os seus empreendimentosJ tudo se passava como se as inventassem de prop:sito l3 em cima para tornar a vida mais amarga e di2-cil aos mu/i*ues) ?erta ve>. apenas com algumas varia+9esJ ora. Ano do in-cio dos processos de dissidentes. triste e perdida. nem em 19@5. e gritando com a ca6e+a erguidaJ 7"ão. /untos. pu6licadas no /ornal regional de 'vano1vo) Em 2ins de 19@4. não somos revolucion3rios ?&F& V&?n%X))) "ão. derreter a ma*uilhagem.ois voc0 e n:s.5X45 Fas mesmo os espect3culos magni2icamente conseguidos 2icavam caros e re*ueriam muitos cuidados) E %taline decidiu não mais lan+ar mão dos espect3culos p<6licos) Fais exactamente. para *ue a alma negra da oposi+ão se tornasse vis-vel para as massas) Fas não se encontraram 6ons encenadores. em m3*uinas e de uma direc+ão sensata da economia) E sucedeu *ue o primeiro1secret3rio do ?omité do . %tavrov. ao *ual 2oi dado como capital a antiga e calma vila de =adii) &s novos dirigentes 2oram para l3 destacados de diversos lugares e s: se conheceram no local de destino) Eles 2oram encontrar uma >ona m-sera. 2ugir o encenador pela escada de servi+o e correr os pontos de teatro para a toca como rata>anas) E na rua teria amanhecido /3 o ano de 19. mas de cima ca-am em catadupas directri>es. *uanto a ele. era uma pessoa com um 2irme sentido de /usti+a. somos n:sl "a sociedade vai amadurecendo lentamente a compreensão hist:rica) E *uando ela amadurece. de a/uda em dinheiro. voc0s são. capital da prov-ncia di>endo ser necess3rio redu>ir o plano de remessas de cerealJ o distrito não o podia cumprir. tinha sido criado um novo distrito. Giodor 'vanovitch %mirnov. não somos comunistas ?&F& V&?n%X)))8 E parece *ue o simples 2acto de gritar 2a>ia cair por terra os cen3rios.artido. e os pr:prios acusados não eram tão complexos) Assim. cu/as reportagens tinham come+ado a se. *ue /3 nos anos 4C orientavam as suas explora+9es so6re 6ases cient-2icas Rpelo *ue eram. como n:s. agir contra n:sY Arrependa1seX .artido. *uando do *ue ali se necessitava era. não somos russos ?&F& V&?n%X))) "ão. para avaliar o sacrilégio *ue isto constitu-a . era um mu/i*ue de gema. não 2oi varrido *uando da li*uida+ão dos AulaAs) (alve> ele pr:prio tenha participado nessa li*uida+ãoYS) "o seu novo lugar de tra6alho eles tentaram 2a>er algo pelos camponeses. isto é. resistindo a esta cantilena arrepiante e envolvente. como seria necess3rio. em *ue estes passaram a a2irmar1se 7mortais) R") dos ()S @5Q A$DU'. as coisas tornaram1se menos 23ceis para %taline. o ?aso de =adii.E AB& #E BU AB na /un+ão com =astroma e "i/ngorod. tudo é simples) "em em 1944. caso contr3rio empo6receria até um limite perigoso) E preciso recordar o am6iente dos anos @C Rmas s: dos anos @CYS. pelo contr3rio. os dirigentes de =adii escreveram um relat:rio .

não 2oram adoptadas medidas 2rontais pelas autoridades superiores. o seu su6stituto. ") ') =rilov. convencido de *ue A$DU'.contra o plano. o estoniano Univer 1 e o seu lugar 2oi ocupado por $omanov) %tavrov 2oi condu>ido . mesmo assim. 2icou o2endido por ter sido impedido de prender. a alma do ano @5XS. %a6urov. minha repreensão)8 E o . com lacunas. neutrali>31lo. $ussov R/3 descrito no cap-tulo *uartoS) & che2e da ") =) V) #) do distrito. precisamente a t3ctica estalinista do ?omité ?entral)S Em tempestuosas reuni9es do . e o motim *ue 2omentava contra o . elo*uente e engenhoso nas discuss9es. iniciativa local) Duando %mirnov partiu de 2érias. segundo11secret3rio.E AB& #E BU AB @59 ele o é) & . prendeu o presidente do Executivo do %oviete do distrito.artido o novo presidente do Executivo. eu estou.artido esclareceu1se *ue %tavrov era tão trots*uista como /esu-ta romano) & che2e das cooperativas de consumo do distrito. cooperador inato. e ainda outros) E interessante ver como se decidiu a sorte de Vlassov) $ecentemente. por imagin3ria actividade de sa6otagem. o *ue era mais importante.artido a expulsar $omanov. dois h36eis e entendidos cooperadores de origem social incerta RVlassov admitia sempre no tra6alho *uais*uer cooperadores de antes da $evolu+ãoJ eles dominavam magni2icamente as *uest9es e procuravam ser diligentesW os prolet3rios *ue lhe propunham nada sa6iam 2a>er e. segundo os h36itos da*ueles tempos. e para Vlassov isso signi2icava dois meses de sal3rio) Ele não guardava para si ilegalmente nem uma migalha) 7"ão d3s. Vassili Giodorovitch $omanov. o6rig31lo a 2a>er marcha a tr3sW depois chegar3 a ve> dele) E esta. secret3rio do ?omité #istrital. uma coisa dessasX8 "o dia seguinte =rilov apresentou1se na cooperativa.ara /3. nada *ueriam 2a>erS) #e todas as maneiras. /3 como representante do ?omité #istrital do . impingiu a seguinte resolu+ão ao ?omité #istritalJ 7&s 0xitos do distrito seriam mais 6rilhantesRYS se não 2osse por causa do trots*uista %tavrov)8 Assim come+ou o 7caso %tavrov8) R & método é interessanteJ dividir . mas isso nunca ninguém o sa6er3. mas deixadas . e ordenou *ue se reunisse o . homem autodidacta.artido com a seguinte ordem do diaJ 7A actividade sa6otadora de %mirnov e de Univer na cooperativa de consumoW relatorJ o camarada Vlassov)8 A*ui.artido aclarouJ *uase logo a seguir. 2oi pessoalmente propor a Vlassov *ue o2erecesse . assim como *uanto . comunista. em pe*uena escala. $omanov) Assim como havia o2endido mortalmente o procurador do distrito.artido Rtoda esta mascarada e todos estes neg:cios são.artido aclarar3 as coisas. ele tinha incitado a excluir do . ") =) V) #) regional e ali con2essou ser trots*uistaW *ue toda a vida tinha 2eito parte do 6loco. em conse*u0ncia das torturas) Em todo o caso. %mirnov.oderX Fas. 2oram redu>idos a escrito os autos) #epressa 2oram presos o secret3rio do . che2e da suposta organi>a+ão de direita. convenceu a assem6leia do . acalorando1se *uando se tratava do *ue considerava /usto. pois morreu na prisão central da ") =) V) #) de 'vanovo. ") =) V) #) R7depois conta6ili>as isso de *ual*uer 2orma8S setecentos ru6los de tecidos R7trapos8S. com os socialistas revolucion3riosW e *ue no seu distrito era mem6ro de uma organi>a+ão clandestina de direita Rum ramalhete digno da*uele tempoJ s: 2altava a liga+ão directa com a EnteriteS) (alve> ele não tenha con2essado nada. depois lamentar3s)8 Vlassov expulsou1o daliJ 7?omo se atreve propor1me a mim. a ") =) V) #) do distrito prendeu %tavrovW ao ca6o de um m0s.artido do distrito. assustar %mirnov. por cal<niaX E 2oi1lhe aplicada uma repreensãoX A <ltima interven+ão de $omanov é muito caracter-stica desse tipo de gente e da con2ian+a *ue depositava no sistemaJ 7Em6ora tenham demonstrado a*ui *ue %tavrov não é trots*uista. a ") =) V) #) estava disposta ainda a arran/ar as coisas pelas 6oas com a cooperativaX & su6stituto da ") =) V) #) do distrito. . %o1roAin. Vassili Bregorievitch Vlas1sov. mas com essas atitudes naturais *ue tanto surpreendem nos $ussos. o che2e da sec+ão de 2inan+as do distrito.

e das aldeias todos a2lu-am ali em 6usca de pão negro) "os arma>éns havia 2arinha. pois 2oi ele *ue o prendeu e *ue es1a a tratar do caso %mirnov1UniverX8 =rilov negou1seJ 7Eu não estou a par @.artido Ra cada passo depara1se1nos o mesmo tipo de métodos em toda a UniãoXS) 'sto sucedia em 19@5. nas pe*uenas cidades e especialmente nas vilas e aldeias.. enviava 2arinha do arma>ém. em Foscovo e noutras grandes cidades. ele.C A$DU'. vendendo1se somente pão 6ranco. mais caroS) "a >ona de =adii não havia outra pani2icadora além da da sede do distrito. no entanto.artido.or*ue é *ue não veio. co>iam elas pr:prias o pão) A proi6i+ão da venda de 2arinha signi2icavaJ não comam pãoX "o centro distrital de =adii 2ormavam1se longas e nunca vistas 6ichas para o pão Rde resto assestou1se tam6ém um golpe nessas 6ichasJ em Gevereiro de 19@5. inin1 Em ingl0s no texto) R") dos ()S N A$DU'. *ue para l3 se levasse lenha e se pusessem as mulheres a tra6alhar nos 2ornos russos caseiros 1 mas colectivamente. dois anos depois de terem sido eliminadas as cadernetas de racionamento do pão. e actualmente aparecem por ve>es mem:rias de /ornalistas e escritores mostrando como /3 então come+ava a grande 2artura) (udo entrou na hist:ria e existe o risco de *ue 2i*ue nela para sempre) E. em devido tempo. proi6iu1se o 2a6rico de pão negro nos centros distritais.ois se nem voc0 est3 a par do assunto. sua venda ao p<6licoXXX Entretanto. a imprensa andava sempre de mãos dadas com a ") =) V) #)S. e pela tarde 2oi proposto a Vlassov *ue apresentasse um relat:rio do seu tra6alho ao ?omité #istrital do . apesar das astutas disposi+9es do Estado. depois de ter sido encontradaX %em construir pani2icadoras Rnão tinha recursos para issoS. não individualmenteS) A sec+ão distrital das cooperativas comprometia1se a a6astec01las de 2arinha) ?omo com o ovo de ?olom6oJ a solu+ão é simples. em "ovem6ro de 19@. no ano @5. e a ") =) V) u1 interromp01lo1iaJ 7&nde estava voc0k . é por*ue eles estão presos sem 2undamentoX8 E a reunião pura e simplesmente não se reali>ou) Fas seria 2re*uente as pessoas atreverem1se a de2ender1seY RA situa+ão no ano @5 não estar3 completa. ele não .E AB& #E BU AB do assunto)8 VlassovJ 7. na região de 'vanovo Re outrasS 2oi dada a instru+ão secreta de proi6ir o comércio de 2arinha) "a*ueles anos muitas donas de casa.E AB& #E BU AB @. vendeu pão a todo o distrito durante esse anoJ percorreu os =olAho>es e em oito deles chegou a acordo no sentido de *ue nas is6as a6andonadas pelos AulaAs se criassem pani2icadoras colectivas Rou se/a. ele 2ornecia pão negro ao distrito) %im. Vlassov encontrou solu+ão e.cada tru*ue é uma pérolaX #e momento não se acusa VlassovX Fas 6astava *ue ele dissesse duas palavras so6re a actividade sa6otadora do antigo secret3rio do . e n:s perderemos de vista homens ousados e de decis9es enérgicas. irromperam no ga6inete de Vlassov o conta6ilista principal das cooperativas do distrito e o seu su6stituto "). se não mencionarmos o 2acto de *ue /3 tarde. na sua es2era de compet0ncia. mas duas proi6i+9es se opunham . segundo ano da chamada FiAoNan prosperitN`.ela manhã.1 terruptamente. o2erecendo1lhe de> mil ru6losJ 7Vassili BregorievitchX Gu/a esta noiteX Esta noite aindaX #e outra 2orma est3 perdidoX8 Fas Vlassov considerava *ue não era digno de um comunista 2ugir)S . comunicar1nosY8 Em tal situa+ão havia muitos *ue se desorientavam e se enterravam) Fas não Vlassov) Ele respondeu imediatamenteJ 7Eu ao tarei o relat:rioX Due o 2a+a =rilov. no /ornal do distrito. e exigia mais do ?omité $egional) "ão vendendo pão negro no centro distrital. nessa noite. Vlassov p_1las a 2uncionar num s: dia) %em 2a>er comércio de 2arinha. apareceu uma severa nota so6re o tra6alho na sec+ão das cooperativas do distrito Ré preciso di>er *ue.

e o 6ilhete de deputado do %oviete local Rele havia sido eleito pelo povo e não havia *ual*uer decisão do Executivo do %oviete privando1o da imunidadeXS) Fas os milicianos não 2i>eram caso dessas 2ormalidades. mas violara o esp-rito das disposi+9esJ economi>ar 2arinha e deixar o povo morrer de 2ome) E assim. canalhasX evam o meu che2eX8 Ali mesmo. ao edi2-cio da ") =) V) #) distrital. de autom:vel) ^avia mais de uma de>ena de viaturas. viu1o da /anela do ?omité do . de modo geral. ") =) V) #). e . um Aomsomol.artido Rna véspera. mas o cen3rio ainda não estava pronto. mas. e arrastou1se pelo conhecido caminho até . num clu6e ainda não aca6ado de construir) #epois.4 A$DU'. enchendo os corredores. relativamente aos seus companheiros de processo) Este *uase tinha sido instaurado sem ele e agora ia 2a>er1se o /ulgamento p<6lico) evaram1no para a prisão central de 'vanovo. provocando admira+ão nas aldeias. tinham ponta por onde critic31lo) #epois dessa cr-tica ainda so6reviveu uma noite) Fas de dia 2oi preso) ?omo um pe*ueno galo de com6ate Rera de 6aixa estatura e mantinha1se sempre um pouco arrogante. os condu>iam pelas ruas de =adii. não se tinha decidido a sua expulsãoXS. com os sa6res desem6ainhados e as pistolas em riste. tentou recusar1se a en/regar o cartão do . em =adiiS. e todos os dias. 2a>iam1nos passar pela aldeia onde ainda h3 pouco constitu-am o governo local) As /anelas do clu6e /3 tinham sido postas.transgredira a letra das instru+9es.ela organi>a+ão irrepreens-vel e pelo e2eito de intimida+ão Finistro do 'nterior de antes da $evolu+ão) R") dos ()S @. sem sair da sala. misto de terror e de pressentimento de guerra) . so6re ele *uase não 2oi exercida *ual*uer pressãoW 2i>eram1lhe apenas dois interrogat:rios e nenhuma testemunha veio depor) As pastas da investiga+ão estavam repletas de comunicados da sec+ão distrital das cooperativas e de recortes dos /ornais do distrito) Vlassov era acusado deJ 1S (er provocado 6ichas no pãoW 4S #e não ter assegurado o sortimento de um m-nimo de mercadorias Rcomo se houvesse tais mercadorias e alguém as propusesse a =adiiSW @S #e ter 2eito um stocA excessivo de sal. de todos os modos. de 2orma *ue ca6iam l3 setecentas pessoas de uma ve> Rna $<ssia. nem todas as pessoas tinham aprendido ainda Rso6retudo nas aldeias. numa guerra sempre se teme 2icar sem salS) Em 2ins de %etem6ro levaram os acusados a /ulgamento p<6lico. mas de pé. ao lado das comiss9es especiais e dos /ulgamentos . *ue 2ormavam uma 2ila 2ora do vulgar pela velha estrada deserta. de dia. com a ca6e+a inclinada para tr3sS. de resto. segundo um velho costume da $<ssia. noite o tri6unal reunia11se . lan+aram1se so6re ele e levaram1no pela 2or+a) #a sec+ão distrital das cooperativas condu>iram1no . lu> de *uerosene) (ra>iam um p<6lico escolhido dos =olAho>es) (oda a aldeia de =adii ia assistir) ^avia gente não apenas sentada nas cadeiras e nas /anelas. encarregado das organi>a+9es contra1revolucion3riasS) A guarda era composta por *uarenta homens da reserva da mil-cia montada. numa distLncia de cento e de> *uil:metros. não havia lu> eléctrica Rcomo. gostam desses espect3culosS) & 6ancos da . em =adii) Este não era o caminho mais curto R*ue luxo.E AB& #E BU AB mde todo o processo respondia =linguin Rche2e da sec+ão especial e regional da ") =) V) #). não existia. no regresso. entre 44 e 45 de %etem6ro. pelas ruas de =adii. na reunião do ?omité #istrital. 2oi exclu-do do ?omité #istrital e do =omsomol. como era o <ltimo. *uando este era o6rigatoriamente uma reserva 7em caso de mo6ili>a+ão8 Rdado *ue. pela sua simplicidadeS a não di>er o *ue pensavam) & vendedor exclamouJ 7Ah.artido) Então. porta 2echadaXSJ de 'vanovo a =inechma 2oram condu>idos num 7vagão de %tolipine845W e de =inechma a =adii. no distrito. e um dos /ovens vendedores. cova) Vlassov 2oi preso tarde.

no distritoY8 1 7%im.@ & /ui> censura1osJ como é *ue puderam.2rente eram permanentemente reservados aos comunistas. dirigia a acusa+ão Rem6ora todos os acusados tivessem recusado de2esa. 2a>er outras declara+9esY Univer. haver3 pris9es por l3S.erguntam ao réu %mirnovJ 7Voc0 sa6ia da exist0ncia de 6ichas para o pão. na instru+ão. en*uanto ho/e não h3 6ichasS) . mas a*ui 2oi decidido.artido) &s seus /u->es h3 muito *ue deixaram de ter essa preocupa+ão)S "o intervalo. incum6i Vlassov de enviar um relat:rio ao camarada %taline)8)1 7E por*ue é *ue voc0s não o 2i>eramY REles não sa6em ainda . por meio da sa6otagem econ:mica Rnão teriam podido encontrar os direitistas um lugar mais ignorado para dar in-cio ao seu pro/ectoXS) & procurador 2e> um re*uerimentoJ em6ora %tavrov tivesse morrido na cadeia. do segundo ao primeiro plano. devia ser tomado a*ui em conta. ?hu6in.E AB& #E BU AB @. so6re a*uilo *ue a cada um toca mais de perto Rantes vendia1se pão sem conta. de6ilitado. diplomado pela Universidade de #orpat. esperando o *ue sucederia mais adiante) Ga>1se de novo a leitura do depoimento do morto durante a investiga+ão) ?ome+a o interrogat:rio dos réus e 1 *ue con2usãoX 1 (&#&% eles %E $E($A?(AF das comiss9es 2eitas durante as averigua+9esX "ão se sa6e como se teria procedido neste caso na %ala de &utu6ro da ?asa dos %indicatos4Q. solene.s organi>a+9es regionais não deram resultado. de rosto simples. concorda ainda de 6om grado o vigoroso Vlassov) 7A verdade é *ue voc0s em nada se di2erenciam dos 2ascistas alemãesX8 =liuguin en2urece1seJ 7Escuta. criado em 'vanovo Rve/a1se. de Foscovo) R") dos ()S A$DU'. %mirnov conservava a vo> sonora e a calma seguran+a *ue lhe era dada pela sua inoc0ncia) Este homem espada<do. *ue se impunha como o6/ectivo derru6ar o poder soviético na vila. canalha. e contar toda a verdadeX8 1 7%: a verdadeX8. sem vergonha alguma.artido)8 1 7E *ue medidas tomaramY8 "ão o6stante as torturas. resumia1se a *ue no distrito de =adii actuava um grupo clandestino da direita 6uAharinista. disse com vo> *uase inaud-velJ 7?omo comunista. claro. canalhaY (u tam6ém deves reconhecer1te culpado. não posso relatar num /ulgamento p<6lico os métodos de interrogat:rio da ")=)V)#)8 REis um modelo dos processos dos 6uAharinistas) E isto *ue os paralisaJ o *ue eles mais procuram é *ue o povo não pense mal do . Vlassov passa. elas estendiam1se desde a padaria até ao pr:prio edi2-cio do ?omité #istrital do . =liuguin percorre as celas dos acusados) #i> a VlassovJ 7&uviste como se curvaram %mirnov e Univer. e a sala ouve cada palavra suaJ 7Visto *ue todos os apelos 2eitos . de *ue /3 nenhum dos réus podia impugn31loS) Fas a ignorLncia da popula+ão de =adii não captava tais su6tile>as cient-2icas. continuar A céle6re %ala das ?olunas. como inspirador ideol:gico do grupo) E neste momento *ue a multidão *ue enche os corredores come+a a compreender as coisas mais claramente *uando o tri6unal é o6rigado a 2alar so6