Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho A E!

A"#$E %& JE"'(%'"E) "a*uela carta estavam escritas algumas amargas palavras contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em rela+ão , guerra) Estaline não admitia, no entanto, *ual*uer espécie de cr-tica , sua actua+ão como pol-tico e como homem) .or isso, %ol/enitsine v01se condenado, sem *ual*uer /ulgamento, a oito anos de prisão e mais *uatro de ex-lio) Assim come+ou a dura vida de um /ovem 2-sico e matem3tico de 45 anos *ue aca6ou por a6andonar as ci0ncias puras, passando a dedicar1se apenas ,s lides liter3rias) Estes anos de prisão e de ex-lio numa long-n*ua aldeia soviética, para além de o 7levarem8 a rever todas as suas posi+9es ideol:gicas, permitiram1lhe conhecer muitas outras pessoas *ue se encontravam em id0nticas situa+9es) (ais trans2orma+9es ideol:gicas e tais contactos viriam a in2luenciar pro2undamente toda a sua o6ra liter3ria) Em 19;4, 7Um #ia na Vida de 'van #enisovitch8 2oi pu6licado na $<ssia com grande 0xito) =rushtchev, *ue continuava com a sua pol-tica de desanuviamento, permitiu *ue este livro 2osse pu6licado, uma ve> *ue ele iria apro2undar muitas das cr-ticas contra Estaline) "o entanto, a estrondosa venda deste livro impressionou vivamente as autoridades soviéticas *ue, terminado o degelo pol-tico de =rushtchev, proi6iram a divulga+ão de todos os seus livros) ?ome+ou então a 2ase de literatura clandestina) 7& .rimeiro ?-rculo8, 7.avilhão dos ?ancerosos8 e 7Agosto de 19148 2oram /3 pu6licados no &cidente e di2undidos na $<ssia clandestinamente) Entretanto, em %etem6ro de 195@, as 2or+as de seguran+a 7levaram8 Eli>avieta Voroni3nsAaia, a amiga de %ol/enitsine *ue lhe tinha dactilogra2ado secretamente o manuscrito do 7Ar*uipélago de Bulag8, a con2essar onde se encontrava o original) (al con2issão condu>iu Eli>avieta ao suic-dio) .erante tal situa+ão, e em homenagem a tão grande amiga, %ol/enitsine d3 ordem de imediata pu6lica+ão) %e as primeiras edi+9es clandestinas lhe tinham provocado a irradia+ão do %indicato dos Escritores, impedindo1o portanto de ganhar a vida como escritor, a di2usão do 7Bulag8, em 1954, culminou com a sua expulsão do pa-s e a conse*uente retirada do direito de cidadania russa) Assim viveu na $<ssia um cidadão *ue d3 pelo nome de Alexandre %ol/enitsine, escritor e .rémio "o6el da iteratura em 195C) A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB V& UFE ' (radu+ão directa do russo de G$A"?'%?& Ai GE$$E'$A FA$'A F) '%(H J&%E A) %EAI$A 'V$A$'A IE$($A"# A.A$(A#& @5 1 AFA#&$A (-tulo originalJ A.xnnEAAr (KA Ar ?apa de José ?Lndido Morld ?opNright O 195@ 6N Alexandre %ol/enitsine (odos os direitos reservados para a pu6lica+ão desta o6ra em l-ngua portuguesa pela ivraria Iertrand, %)A)$) )

?omposto e impresso por Bris 'mpressores, %)A)$) ) 1 Alto da Ielavista 1 ?acém Aca6ou de imprimir1se em %etem6ro de 1955 Goi com o cora+ão oprimido *ue me a6stive, durante anos, de pu6licar este livro, /3 então conclu-doJ o dever perante os vivos prevalecia so6re o dever perante os mortos) Agora, porém, *ue as 2or+as de seguran+a do Estado dele se apoderaram, nada mais me resta do *ue a sua pu6lica+ão imediata) A) %& JE"'(%'"E %etem6ro de P95)% A E!A"#$E %& JE"'(%'"E A$DU'.E AB& #E BU AB 191Q1195; Ensaio de investiga+ão liter3ria ' e '' .artes "o presente livro não h3 personagens imagin3rias, nem acontecimentos imagin3rios) .essoas e lugares são mencionados pelos seus pr:prios nomes) Duando os mencionarmos por iniciais, isso deve1se a considera+9es de ordem pessoal) %e, de *ual*uer modo, não 2orem re2eridos, isso deve1se simplesmente ao 2acto de a mem:ria humana não ter retido os seus nomes) Fas tudo se passou exactamente assim) "& ano de 1949, aconteceu1nos, a mim e a alguns amigos, lermos uma nota, *ue nos chamou a aten+ão, na revista .riroda R"ature>aS, da Academia das ?i0ncias) 'mpressa em caracteres min<sculos, noticiava *ue no rio =olima, durante umas escava+9es, se tinha deparado, casualmente, so6 uma camada glaciar, uma corrente congelada, nela tendo sido desco6ertos, tam6ém congelados, espécimes de 2auna 2ossili>ada Rvelhos de v3rias de>enas de miléniosS) Esses peixes, ou trit9es, conservavam1se tão 2rescos T testemunhava o correspondente cient-2ico 1 *ue as pessoas presentes *ue6ravam o gelo ali mesmo e comiam1nos ?&F .$AUE$) "ão poucos leitores da revista se devem ter espantado 6astante pelo 2acto de a carne de peixe se poder conservar durante tão longo tempo no gelo) Fas 2oram menos os *ue puderam discernir o sentido verdadeiramente her:ico dessa nota imprudente) ":s compreendemos tudo num 3pice) Vimos com clare>a toda a cena, nos seus m-nimos pormenoresJ como os homens presentes *ue6ravam o gelo, com exacer6ada pressa, e como, menospre>ando os elevados interesses da ictiologia, se acotovelavam uns aos outros, arrancavam os peda+os da carne milen3ria, a passavam pelo lume, a descongelavam e saciavam a 2ome) ?ompreendemo1lo, por*ue n:s pr:prios est3vamos em .$E%E"VA dessa poderosa legião de >eAs, <nica na (erra, *ue s: ela podia comer os trit9es ?&F .$AUE$) =olima era a maior e a mais céle6re ilha, o p:lo da 2erocidade desse assom6roso Ar*uipélago de BU AB, desgarrado pela geogra2ia num ar*uipélago, mas psicologicamente ligado ao continente, a esse *uase invis-vel, *uase intang-vel pa-s ha6itado pelo povo >eA) Este ar*uipélago, cheio de enclaves, recortava1se policromo so6re o 1C A$DU'.E AB& #E BU AB outro pa-s onde estava incorporado, penetrava nas suas cidades, pairava so6re as suas ruas 1 e no entanto havia *uem não se aperce6esse de nada, em6ora muitos tivessem ouvido 2alar vagamente de algoW s: os *ue l3 tinham estado conheciam tudo) Entretanto, como se tivessem perdido o dom da 2ala nas ilhas do Ar*uipélago, eles guardavam sil0ncio) "uma inesperada viragem da nossa hist:ria, uma parte insigni2icante desse Ar*uipélago 2oi dada a conhecer ao mundo) Fas as mesmas mãos *ue nos apertaram as algemas

a6rem agora conciliadoramente as palmas e di>emJ 7"ão se deve))) não se deve remexer no passadoX))) A*uele *ue recorda o passado perde um olhoX8 E, no entanto, o provér6io acrescentaJ 7A*uele *ue o es*uece perde os doisX8 As décadas vão correndo e lam6em irrecuperavelmente as cicatri>es e as <lceras do passado) &utras ilhas, durante este tempo, estremeceram, 2oram1se derretendo, des6ordaram, e o mar polar do es*uecimento vem em6ater so6re elas) E um dia, no século 2uturo, este Ar*uipélago, o seu ar e os ossos dos seus ha6itantes, congelados numa camada glaciar, serão apresentados aos descendentes como um inveros-mil tritão) "ão ouso escrever a hist:ria do Ar*uipélagoJ não me 2oi dado ler os documentos) Fas alguém, algum dia, vir3 a consegui1loY))) A*ueles *ue não dese/am $E?&$#A$ tiveram /3 tempo 6astante Re terão ainda maisS para destruir os documentos todos, completamente) &s on>e anos *ue ali passei incorporei1os não como uma desonra, nem como um sono maldito, mas *uase amando a*uele mundo monstruoso) E agora, tendo1me tornado, por um 2eli> reverso, a pessoa a *uem 2oram con2iadas as in<meras cartas e relatos tardios, talve> eu sai6a transmitir algo dos seus ossos e da sua carne e, para além disso, da carne ainda viva dos trit9es ainda ho/e vivos) #E#'?& este livro a todos *uantos a vida não chegou para o relatar) Due eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter aperce6ido de tudo) E%?$EVE$ um livro como este é superior ,s 2or+as de um s: homem) Além de *uanto eu pr:prio trouxe do Ar*uipélago 1 na minha pr:pria pele, na minha mem:ria, nos ouvidos e nos olhos 1, o material para este livro 2oi1me 2ornecido por relatos, recorda+9es e cartas de du>entas e vinte e sete pessoas) "ão lhes exprimo a*ui o meu reconhecimento pessoalJ este é o nosso monumento comum de ami>ade a todos os torturados e mortos) #esta lista dese/aria salientar a*ueles *ue mais se es2or+aram por me a/udar a incluir neste relato pontos de re2er0ncia 6i6liogr32icos de volumes *ue estão ho/e conservados em 6i6liotecas ou *ue h3 muito 2oram retirados e destru-dos, de tal modo *ue encontrar um exemplar guardado exigiu uma grande tenacidadeW e ainda mais a*ueles *ue me a/udaram a esconder este manuscrito num momento di2-cil e depois a reprodu>i1lo) Fas não chegou ainda a hora de me atrever a mencion31los) & velho #mitri .etrovitch VitAovsAi, de %olovAi, devia ter sido o redactor do presente livro) Entretanto, a metade da vida Z passada Ras suas mem:rias do campo de tra6alho intitulam1se Feia VidaS acarretou1lhe uma paralisia prematura) J3 depois de ter perdido o dom da 2ala, ele pode somente ler uns *uantos cap-tulos conclu-dos, e ad*uirir a certe>a de *ue tudo %E$'A $E A(A#&) E se por longo tempo ainda se não divisar a li6erdade no nosso pa-s, e a di2usão deste livro representar um grande perigo, eu devo por isso mesmo agradecer tam6ém reconhecidamente aos 2uturos leitores, em nome de todos a*ueles *ue morreram) Duando comecei a escrever este livro, no ano de 195Q, não tinha conhecimento de *uais*uer mem:rias ou produ+9es liter3rias so6re os campos de concentra+ão) "os anos de tra6alho *ue decorreram até 19;5, 2ui tomando conhecimento, gradualmente, das "arrativas de =olima, de Variam ?halamov, e das mem:rias de #) VitAovsAi, E) Buin>6urg e 14 A$DU'.E AB& #E BU AB &) Adamova1%lio>6erg, a cu/os tra6alhos me re2iro no decorrer da exposi+ão como 2actos liter3rios, conhecidos por todos Rassim h31de ser no 2im de contasXS) A despeito das suas inten+9es e em contradi+ão com a sua vontade, 2orneceram inapreci3vel material para o presente livro, conservando muitos 2actos importantes e até

n<meros, )6em como o pr:prio ar *ue respiraramJ F) K) %udra61 atsis, ") V) =rilenAo, durante muitos anos o principal procurador do EstadoW e o seu sucessor A) K) VichinsAi, com os seus /uristas1auxiliares, entre os *uais não se pode deixar de destacar ') ) Aver6ach) (am6ém proporcionaram documentos para este livro ($'"(A E %E'% escritores soviéticos, enca6e+ados por FZ!'F& B&$=', autores de um vergonhoso livro so6re o canal do mar Iranco, os primeiros *ue na literatura russa enalteceram o tra6alho 2or+ado) .rimeira .arte A '"#[%($'A ?A$?E$Z$'A 7"a época da ditadura, e cercados por todos os lados de inimigos, temos mani2estado por ve>es uma 6randura desnecess3ria, uma 6ondade desnecess3ria)8 =$' E"=& discurso pronunciado no processo 7.romparti8) ' A #E(E"V\& ?&F& se chega a esse misterioso Ar*uipélagoY A todas as horas para l3 voam avi9es, navegam 6arcos e marcham com6oios, sem *ue neles se ve/a uma s: inscri+ão *ue indi*ue o lugar de destino) &s empregados das 6ilheteiras e os agentes da %ovturista e da 'n1turista 2icarão surpreendidos se voc0 lhes pedir uma passagem para l3) "em do Ar*uipélago, no seu con/unto, nem de nenhum dos seus incont3veis ilhéus eles t0m conhecimento, ou ouviram se*uer 2alar) A*ueles *ue vão dirigir o Ar*uipélago chegam l3 por intermédio da Escola do Finistério do 'nterior RF) V) #)S) A*ueles *ue vão ser guardas no Ar*uipélago são convocados por intermédio de sec+9es militares) A*ueles *ue vão l3 morrer, como voc0 e eu, leitor, esses devem passar in2al-vel e exclusivamente através da deten+ão) #eten+ãoXXX %er3 necess3rio di>er *ue isso representa uma viragem 6rusca em toda a sua vidaY Due é como a *ueda a pi*ue de um corisco so6re a sua ca6e+aY Due é uma como+ão espiritual insuport3vel, a *ue nem todas as pessoas podem adaptar1se, e *ue 2re*uentemente leva , loucuraY & universo tem tantos centros *uantos os seres vivos *ue nele existem) ?ada um de n:s é o centro do mundo e do universo, e ele desmorona1 se *uando alguém nos sussurra ao ouvidoJ 7Est3 presoX8 %e voc0 /3 est3 preso, acaso algo resistiu ainda a esse terramotoY 'ncapa>es, com o cére6ro o2uscado, de a6arcar esses a6alos do universo, os mais su6tis, 6em como os mais simples dentre n:s, não conseguem extrair nesse instante, de toda a sua experi0ncia de vida, senão isto a di>er mais ou menosJ 1 EuYYY .or*u0YYY .ergunta repetida milh9es e milh9es de ve>es antes de n:s, e *ue nunca o6teve resposta) 1Q A$DU'.E AB& #E BU AB A deten+ão é uma transi+ão instantLnea e evidente, uma ruptura, a passagem de um estado a outro) Ao longo da sinuosa rua da nossa vida caminh3vamos 2eli>es, ou arrast3vamo1nos penosamente, encostados a não importa *ue taipaisJ taipais e taipais de madeira podre, de 6arro, de ti/olo, de 6etão, de 2erro 2undido) .ensar-amos no *ue existe para além delesY "em com a vista, nem com o pensamento tent3vamos penetrar no *ue havia por detr3s, *uando é ali mesmo, 6em perto, a dois metros de n:s, *ue come+a o Ar*uipélago de BU AB) "em ainda distingu-amos, nesses taipais, a in<mera *uantidade de portas estreitas e 6em a/ustadas, 6em

camu2ladas) (odas, todas essas portas 2oram preparadas para n:sX E eis *ue uma se a6re r3pida e 2atal, e *ue *uatro mãos 6rancas, masculinas, não ha6ituadas ao tra6alho, mas como garras, nos prendem pelas pernas, pelos 6ra+os, pelo colarinho, pelo 6oné ou por uma orelha e nos arrastam como um 2ardo, en*uanto a porta 2ica para tr3s de n:sW a porta da nossa vida passada, 2echada para sempre) E é tudo) Voc0 é um presoX E nada encontra para responder a isso, a não ser um 6alido do cordeiroJ 1 E1uYYY .or*u0YYY))) Eis o *ue é a deten+ãoJ uma chama o2uscante e um golpe, a partir dos *uais o presente desli>a num segundo para o passado, e o imposs-vel passa a ter os plenos direitos do presente) E é tudo) "ada mais ser3 capa> de assimilar, nem na primeira hora, nem mesmo nos primeiros dias) Ainda trémula no meio do seu desespero o luar de uma lua de 6rin*uedo, de circoJ 7E um erroX (udo ser3 esclarecidoX8 & resto, o *ue agora se 2ormou com 6ase na ideia tradicional a até liter3ria so6re a deten+ão, acumula1se e estrutura1se /3 não na sua desconcertada mem:ria, mas na da sua 2am-lia e dos seus vi>inhos) 'sto é, o 6rusco som nocturno da campainha ou a 6rutal pancada na porta) 'sto é a 6rava investida dos 6riosos agentes com as 6otas su/as) 'sto é, a assustada testemunha *ue os segue) RE para *u0 essa testemunhaY As v-timas não ousam pens31lo, os agentes não o conce6em, mas são assim as instru+9es, e é preciso *ue este/a sentada toda a noite e pela manhã ponha a sua assinatura) .ara as testemunhas *ue levantaram da cama isso é tam6ém uma torturaJ noite ap:s noite andar a a/udar a prender os vi>inhos e conhecidos)S A deten+ão tradicional parte ainda dos preparativos do preso, com as mãos trementes estendidas para os o6/ectos, a levar uma muda de roupa, um peda+o de sa6ão, um pouco de comidaW ninguém sa6e o *ue é necess3rio "um apartamento ha6itam normalmente v3rias 2am-lias e ocupam uma parte) A co>inha e o *uarto de 6anho são comuns) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 19 rio, o *ue se pode levar e a melhor maneira de se vestir, mas os agentes imp9em pressa e interrompemJ 7"ão é preciso levar nada) 3 dão de comer) 3 2a> calor)8 RFentem sempre e se imp9em pressa é para atemori>ar)S A deten+ão tradicional é ainda, depois de terem levado o po6re detido, a ocupa+ão do apartamento durante longas horas por uma 2or+a estranha, r-gida, esmagadora) E ainda o arrom6ar, a6rir, tirar e arrancar das paredes, lan+ar dos arm3rios e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pis31las) "ada existe de sagrado na 6usca do domic-lioX Duando prenderam o ma*uinista 2errovi3rio 'nochin, encontrava11se no *uarto o corpo de uma crian+a *ue aca6ava de morrer) &s /uristas tiraram o corpo da crian+a e revistaram tam6ém l3) Eles dão sa2an9es aos doentes de cama e tiram as ligaduras *ue lhes co6rem as 2eridas)4 #urante a 6usca nada pode ser considerado como um desprop:sitoX Ao amador de antiguidades (chetveruAhin apreenderam 7algumas 2olhas de decretos c>aristas8 1 precisamente dos decretos so6re o termo da guerra contra "apoleão, so6re a 2orma+ão da %anta Alian+a e so6re o servi+o religioso contra a c:lera de 1Q@C) Ao nosso melhor conhecedor do (i6ete, VostriaAov, 2urtaram1lhe manuscritos antigos ti6etanos, valios-ssimos Ros alunos do 2alecido arrancaram1nos com enorme di2iculdade ao ?omité de %eguran+a do Estado, trinta anos depoisXS) Ao orientalista "evsAi, no momento de ser preso, levaram1lhe manuscritos de (agut Re vinte e cinco anos depois, por t01los

deci2rado, concederam1lhe o .rémio enine, a t-tulo p:stumoS) Gi>eram desaparecer o ar*uivo dos ost-acos do Jenissei, ar*uivo pertencente a =arguer, e proi6iram a escrita e o a6eced3rio *ue ele criou, 2icando esse pe*ueno povo sem l-ngua escrita) Em linguagem intelig-vel, tudo isto leva muito tempo a relatar, mas o povo di> acerca da 6usca domicili3riaJ 6uscam o *ue l3 não puseram) evam o *ue seleccionam e por ve>es o6rigam o pr:prio detido a carreg31lo, como 2i>eram a "ina AleAsandrova .altchinsAaia, *ue levou ,s costas um saco com cartas e documentos do seu 2alecido marido, not3vel engenheiro da $<ssia, perpetuamente em ac+ão nas 6ar6as deles, para sempre, sem retorno) .ara os *ue 2icam depois da deten+ão restam as longas se*uelas de uma vida des2eita, desolada) E as tentativas de 2a>er chegar encomendas aos presos) Fas em todos os postigos h3 vo>es *ue ladramJ 7Esse não est3 a*uiX8 %im, diante de um postigo desses, nos piores dias de eninegrado, era preciso 2a>er uma 6icha de cinco dias) E 6em pode acontecer *ue no pra>o de 4 Em 19@5 *uando sa*uearam o 'nstituto do #r) =a>aAov, os agentes da 7comissão8 *ue6raram as provetas com lisati, desco6erto por ele, apesar de os doentes resta6elecidos e os inv3lidos *ue estavam a curar1se pularem em redor e pedirem *ue conservassem o milagroso remédio) R%egundo a versão o2icial, lisati era considerado como um veneno))) .or*ue não conserv31lo como prova de delitoYS 4C A$DU'.E AB& #E BU AB meio ano o pr:prio preso responda ou eles larguemJ 7"ão tem direito a cartas)8 E isso signi2ica desde logo *ue é para sempre) 7"ão tem direito a cartas8 é *uase certo *uerer di>erJ 2oi 2u>ilado)@ E esta a ideia *ue 2a>emos da deten+ão) E, na verdade, a deten+ão nocturna, do tipo descrito, é a pre2erida, pois apresenta as maiores vantagens) (odos os ha6itantes do apartamento 2icam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta) & preso é arrancado ao calor da cama, todo ele redu>ido , impot0ncia do sono, com a mente con2usa) "a deten+ão nocturna, os agentes t0m superioridade de 2or+asJ v3rios homens armados contra um *ue não chegou se*uer a a6otoar as cal+asW durante os preparativos e a revista , casa, por certo *ue não se /unta , entrada da casa nenhum grupo de poss-veis partid3rios da v-tima) A chegada gradual e sem pressas a um apartamento, depois a outro, amanhã a um terceiro ou *uarto, d3 a possi6ilidade de utili>ar /udiciosamente os grupos de agentes e de meter no c3rcere, com 2re*u0ncia, mais ha6itantes da cidade do *ue o n<mero de pol-cias) As deten+9es nocturnas t0m ainda a vantagem de *ue nem os in*uilinos do prédio, nem os transeuntes das ruas da cidade v0em *uantos levaram durante a noite) %e assusta os vi>inhos mais pr:ximos, o acontecimento não existir3 para os mais distantes) E como se nada tivesse acontecido) .ela mesma cal+ada em *ue transitaram os carros da pol-cia durante a noite, des2ila durante o dia um magote de /ovens com 6andeiras e 2lores, entoando alegres can+9es) Fas para os arre6anhadores, cu/o servi+o é apenas o de 2a>er deten+9es e para *uem os horrores so2ridos pelos presos são uma coisa repetida e 2astidiosa, a compreensão da deten+ão é muito mais ampla) Eles possuem toda uma teoria 6em ela6orada, não se devendo pensar ingenuamente *ue a não t0m) A ci0ncia da deten+ão é um cap-tulo importante do curso geral da #irec+ão das .ris9es, e nele assenta a teoria 2undamental da sociedade) As deten+9es são classi2icadas de acordo com critérios diversosJ nocturnas e diurnasW domicili3rias, no lugar de tra6alho ou em trLnsitoW primeira ou segundas deten+9es isoladas ou em grupo) Estas deten+9es di2erenciam1se pelo grau de surpresa

exigido e pelo grau de resist0ncia esperado Rmas em de>enas de milh9es de casos não era esperada resist0ncia alguma, como de @ "uma palavra, 7vivemos em condi+9es malditasJ um homem desaparece sem not-cias e as pessoas mais chegadas, a esposa e a mãe))) não sa6em durante anos o *ue lhe sucedeu8) E /ustoY "ãoY 'sto 2oi escrito por enine em 191C, no necrol:gico de Ia6uchAine) %: *ue h3 *ue di>01lo claramenteJ Ia6uchAine levava uma carga de armas para a insurrei+ão e 2oi com essa carga *ue o 2u>ilaram) Ele sa6ia ao *ue se expunha) Fas o mesmo se não pode di>er de n:s, *ue somos apanhados como coelhos) A$DU'.E AB& #E BU AB 41 2acto não houveSW as deten+9es di2erenciam1se pela gravidade dada , 6usca4 pela necessidade de 2a>er ou não um invent3rio, a 2im de proceder , apreensão e de selar o *uarto ou o apartamentoW pela necessidade de prender a esposa depois da deten+ão do marido e de mandar os 2ilhos para uma casa de crian+as, ou de enviar todo o resto da 2am-lia para a deporta+ão ou ainda os velhos para um campo) Evidentemente, as deten+9es são muito variadas *uanto , 2orma) 'rma Fendel, de nacionalidade h<ngara, conseguiu certa ve>, no =omintern5, em 194;, duas entradas para o (eatro Iolchoi, nas primeiras 2ilas) & /ui> de instru+ão, =leguel, corte/ava1a e ela convidou1o) .assaram em id-lio todo o espect3culo, depois do *ue ele a acompanhou))) directamente , u16ianAa;) E se num dia 6elo de Junho de 1945, na $ua =u>nietsA Fost, a 2ormosa Ana %AripniAova, de louras tran+as e rosto redondo, *ue aca6ava de comprar tecido a>ul para um vestido, é convidada por um /ovem todo /anota a sentar1se ao seu lado, num carro puxado a cavalos Ro cocheiro 2ran>iu o so6rolho, pois compreendeu logo tudoJ os chamados :rgãos nada lhe pagarãoS, sai6am *ue não se trata de um encontro amoroso, mas tam6ém de uma deten+ãoJ eles 2arão um desvio para u6ianAa e entrarão pela negra 2auce desses port9es) E se Rvinte e dois anos depoisS o segundo11capitão Ioris IurAovsAi, envergando um casaco 6ranco, cheirando a magn-2ica 3gua1de1col:nia, compra um 6olo para uma rapariga T é 6om não /urar *ue esse 6olo lhe chegar3 ,s mãos, em lugar de ser partido ,s 2atias pelas 2acas dos investigadores e levado pelo capitão para a primeira cela *ue lhe é destinada) "ão, nunca 2oi descrita, no nosso pa-s, a deten+ão em pleno dia, nem a deten+ão em marcha, nem a deten+ão entre um 2ormigueiro de genteX Entretanto, todas elas são reali>adas de 2orma cuidadosa e 1 caso surpreendenteX 1 as pr:prias v-timas, segundo os agentes, comportam1se da maneira mais no6re poss-vel, para *ue isso, a perdi+ão do condenado, não d0 nas vistas aos *ue permanecem vivos) 4 E h3 ainda, especialmente, toda uma ci0ncia de 6usca domicili3ria, segundo consegui ler num 2olheto para /uristas, de ensino por correspond0ncia, em Alma1Ata) "ele eram elogiados muitos da*ueles /uristas *ue nessas 6uscas não tiveram pregui+a de remexer duas toneladas de esterco, seis metros c<6icos de lenha e dois carros de 2eno, *ue removeram a neve de todo um sector pertencente a uma herdade, *ue tiraram os ti/olos de um 2orno, *ue a6riram uma cova numa estre6aria, *ue inspeccionaram as latrinas, *ue revistaram o canil, as capoeiras, ninhos dos estorninhos, *ue 2uraram colch9es, *ue arrancaram ligaduras do corpo e até dentes de metal para neles procurarem microdocumentos) Aos estudantes da Escola da .ol-cia .ol-tica é recomendado com insist0ncia *ue iniciem a 6usca pela revista pessoal e terminem por ela Rde repente, o revistado pode ter1se apoderado de algo *ue 6uscavamS, voltando uma ve> mais a esse lugar, mas em outra hora do dia, e 2a>endo novamente outra 6usca) 5 A6reviatura da ''' 'nternacional ?omunista, nascida da cisão da '' 'nternacional) R") dos ()S ; %ede das pol-cias soviéticas R(cheAa, B).)U), ")=)V)#), etc)S

antes de mais. *uase sem vida. *ue um homem sem a prepara+ão de lo6o de um campo é incapa> de desem6ara+ar1se dela) "ão pense *ue se voc0 tra6alha na Em6aixada norte1americana e se chama. precisamente um carro marca . onde lhe o2erecem. delirante de alegria. era1lhes dado. e concedem1lhaX Fas ela trans2orma1se numa acarea+ão e numa deten+ãoX . o desconhecido leva .iotr 'vanitch con2iantemente pelo 6ra+o 1 para sempre ou por de> anosX "a esta+ão h3 um vaivém em torno e ninguém repara))) ?idadãos *ue gostam de via/arX "ão es*ue+am *ue em cada esta+ão existe uma sec+ão da B). então como. eu vou recordar1lhe8 e respeitosamente 2a> vénias . chega. levam1no a um lado da entrada da 236rica.artido. s: sendo presos no caminho) Dual*uer mortal desconhecido. por ve>es. uma reserva para um sanat:rio de %otchi) & nosso pato 2ica comovidoJ isso *uer di>er *ue os seus receios eram in2undados) Agradece.ol-cia pol-tica chamada #irec+ão . 7eh p3X ^3 *uantos anos não te ve/oYX Vem a*ui.iotr 'vanitch atrapalha1seJ 7"ão. .)U)5 e v3rias celas de reclusão) Esta insist0ncia importuna de aparentes conhecidos é tão viva. e não s: em Foscovo) . a6rindo os seus 6ra+os como tena>esJ 7%achaX8. em todos os /ornais. esconder ou transmitir a6solutamente nada) ]s altas patentes. Rele não se esconde. 6eira do passeio. cela Rrecorda =arpunitchSW voc0 R"adia evitsAaiaS reclama uma visita . mas)))8 & /ovem expande1se numa atitude a2ectuosaJ 7Então como. dos seus correligion3rios. como o 7carteiro8S. perto da Esta+ão de ?orreios e (elégra2os) & seu amigo desconhecido precipita1se para si através da densa multidão e di>.iotr 'vanitchY8 .iotr 'vanitchJ 7. . um novo cargo.o6ieda))) R#ias depois. depois de lhe veri2icarem o cartão e voc0 est3 presoW arrancam1no de um hospital militar com trinta e nove de 2e6re R^ans Iern1steinS.E AB& #E BU AB "em todos podem ser presos em casa com uma pancada prévia na porta Re se acaso alguém 6ate.erdoe1me. esposa de . *ue est3 condenada. militares ou do . longe dos seus 2amiliares. as pe+as de teatro e as modas 2emininas parecem 2eitas em série. por exemplo. apressa1se a dirigir1se para casa a 2im de preparar a mala) & com6oio partir3 dentro de duas horas e ele >anga1se com a lentidão da esposa) Ei1lo na esta+ãoX Ainda h3 tempoX "a sala de espera ou no 6u2ete um /ovem simp3tico grita1lheJ 7"ão me conhece. apresenta1se como o 7gerente da casa8. dos seus colegas. e nem convém *ue todos se/am detidos no local de tra6alho) %e o *ue vai ser preso é considerado perigoso é mais c:modo prend01lo 2ora do seu meio ha6itual. Al1r1#).S e. gelado de pavor pelas deten+9es em massa e h3 /3 uma semana atormentado pelos olhares de soslaio do seu che2e. *ue os c-rculos competentes nada sa6em do desaparecimento de Al1r1#)S Due novidadeX &s nossos 6ravos rapa>es tam6ém e2ectuaram deten+9es dessas em Iruxelas R2oi assim *ue 2oi preso Jora IlednovS. e o médico não se op9e . as deten+9es podem ser variadas) A si. dos seus esconderi/osJ ele não deve ter tempo de destruir. sua deten+ão Re de *ue vale tentar opor11 seYSW tiram1no directamente da mesa de opera+9es durante uma opera+ão de <lcera do est_mago R") F) Voro6iov.ol-tica do Estado) R") dos ()S A$DU'. não pode ser detido em pleno dia na $ua BorAi.E AB& #E BU AB 4@ ^3 *ue dar aos :rgãos o *ue lhes é devidoJ no século em *ue os discursos dos oradores.<6lica. inspector do departamento regional de Educa+ão . é chamado de um momento para o outro ao ?omité do %indicato. ano de 19@. mas simplesmente gritaS. para não estorvarmos8) Uma ve> de lado. a ag0ncia (ass declarar3. radiantes. cheio de sangue. irritada. e proporcionada uma carruagem1salão. sua mãe.44 A$DU'. o seu marido voltar3 dentro de um minuto)))8 A esposa d3 licen+a. condu>em1no .

ol-cia de %eguran+a do Estado. . mesmo então *uase não 2ugiam) RE em raros casos se suicidavam)S Exactamente o *ue era preciso) Uma ovelha pac-2ica para os dentes do lo6o) 'sto sucedia ainda pela incompreensão do mecanismo das epidemias de deten+9es) &s :rgãos não tinham 2re*uentemente motivo pro2undo para escolha. pelo motorista de t3xi. tem. mas /3 tarde. su6missos. se despediam da 2am-lia. apareceu na recep+ão da ")=)V)#). #irec+ão .E AB& #E BU AB 2ugir Ro *ue. pelo 2uncion3rio da ?aixa Econ:mica e pelo administrador do cinemaJ todos o podem prender e s: depois. se apresentarão. uma mulher a perguntar *ue destino devia dar a uma crian+a de peito. mas simplesmente *uais os n<meros a atingir) & cumprimento destes n<meros podia estar de acordo com as normas. a 6usca . e *uase para metade dos presos. muito escondida. para ocuparem na cela o espa+o *ue lhes é destinado) RE assim mesmo *ue os AolAho>ianos são detidosW seria l3 poss-vel ter de ir de noite 6usc31los a casa por lugares sem caminhoYX ?hamam1nos ao %oviete da aldeia e ali o prendem) &s simples oper3rios são convocados ao escrit:rio da empresa)S "aturalmente *ue cada m3*uina so2re o seu desgaste depois do *ual /3 não pode 2uncionar) "os saturados e es2or+ados anos de 194514. com a trouxa. e isso era no 2im de contas o método da deten+ão) As pris9es pol-ticas no nosso pa-s singulari>aram1se. a plumagem ritual tinha voado e a deten+ão de de>enas de milhares de homens ad*uiriu o m-sero aspecto de uma chamadaJ pegavam nas listas. mas podia tam6ém ter um car3cter completamente casual) Em 19@5. de modo nenhum preparadas para o2erecer resist0ncia) ?riou1se o sentimento geral de 2atalidade. hora e minutos marcados.ao portão de 2erro negro da . . precisamente pelo 2acto de serem detidas pessoas em nada culpadas e.. a ideia de *ue . teve tempo de 2ugir e partiu de viagem directamente para a %i6éria) Em6ora vivesse com o seu nome verdadeiro e pelos documentos 2osse claro *ue era de &rcha.avlu "U"?A 2oi detido.avlu. ra>ão de serS) E mesmo no auge das epidemias de deten+9es.ovo para o 'nterior era imposs-vel 44 A$DU'. mesmo *uando sem isso a v-tima não o2ereceria resist0ncia) &s agentes *uerem porventura /usti2icar o seu servi+o e o elevado n<mero de deten+9esY Iasta enviar a todos os patos visados uma intima+ão e todos eles."uma mercearia convidam1no a passar . voc0 ver3. tiravam1nos de um vagão e metiam1nos noutro. não havia se*uer esse /ogo supér2luo e a pr:pria teoria tinha perdido muito do seu 6rilho. perto de &rcha. ali3s. por não terem a certe>a de regressarem . disseram1lhe. em tais epidemias. composi+9es 2errovi3rias da Europa e era necess3rio a6sorv01las e despach31 las para o BU AB. repu6licano e regimental. *uando as pessoas. saltou pela /anela. *uando chegavam umas atr3s das outras. ao sa-rem cada dia para o tra6alho. nem chamado aos :rgãos. noite. onde a ")=)V)#) se dirigiu para o prenderJ ele não a6riu a porta. a chapa vermelha) ]s ve>es as deten+9es *uase parecem uma 6rincadeira T tais são o engenho e o re2inamento utili>ados. sec+ão de encomendas e ali mesmo o det0mW voc0 é preso pelo via/ante *ue passou a noite em sua casa por 7amor de #eus8W preso pelo electricista *ue 2oi ler o contadorW preso pelo ciclista *ue es6arrou consigo na ruaW pelo revisor do com6oio. nem considerado suspeito) ^3 tr0s tipos de 6uscasJ de Lm6ito 2ederal. e a*uela mulher /3 ali estavaX %ucedeu o oposto com o letoniano Andrei .ol-tica do Estado e ao ?omissariado do . não sa6endo *ue pessoa deter ou não deter. *ue tinha 2ome. de "ovo (cherAassA. celaJ era preciso completar urgentemente a ci2ra prevista e 2altavam agentes para mand31los correr a cidade. 7vamos esclarecer isso8) Esperou duas horas e levaram1na da recep+ão . durante décadas. com o nosso sistema de passaporte. de uma vi>inha detidaJ 7%ente1se8. por isso.

*ue 2icou na rua. na sua esmagadora maioria. a den<ncia de um vi>inho. nos campos. com martelos. *ue torturaX E se cada agente de cada ve> *ue vai 2a>er deten+9es. *uem sa6eY))) Fas tuX 1 tu certamente. como te ordenam. a plena consci0ncia da verdadeira situa+ão) Bast3mo1nos numa incont-vel explosão no ano de 1915. com Lnimo 2orte. e. ou num apartamento. cumpriram a pena so2rida) E *uase todos. o6rigava os seus 2amiliares a assinar um aviso. li6erdade. como por exemplo em eninegrado. não tivesse a certe>a de voltar vivo e tivesse de despedir1se da 2am-liaYX %e durante as deten+9es em massa. est3s na lista)8 Fas ele 2icouJ 7Eu sou o pilar da escola e os pr:prios 2ilhos deles estudam comigo 1 como me podem prenderY)))8 R#ias depois 2oi preso)S "ão é *ual*uer pessoa *ue.` as pessoas não tivessem permanecido nas suas tocas.ode ser *ue escapes) A)') adi/ensAi era pro2essor da escola da aldeia perdida de =ologriva) "o ano de 19@5 aproximou1se dele. na aus0ncia da pessoa de *ue necessitava.ateria sido detida a m3*uina malditaX %e se tivesse))) se se tivesse 2eito isso))) Galtou1nos o su2iciente amor .$E%%ZF&1"&% a su6meter1nos. nunca sendo agarrados. e nos seus vest-6ulos. se comportaram precisamente desse modoJ com pusilanimidade. ordem de te mandarem para o canto de castigoY &u de cru>ar a om6reira Q E depois. nem levados a /ulgamentoW mas a*ueles *ue 2icaram a aguardar /usti+a. para *u0 2ugirY))) E como podes então o2erecer resist0nciaY ))) %: pioras a tua situa+ão e impedes *ue esclare+am o erro) "ão s: não resistes. a despeito de toda Lnsia de %talin. antes mesmo do primeiro interrogat:rio. impot0ncia. umas *uantas pessoas tivessem 2eito em6oscadas com machados. proi6indo1os de *ual*uer desloca+ão e. um campon0s e comunicou1lhe da parte de alguémJ 7AleAsandr 'vanitch. e 2oi com %A('%GAV\& *ue nos su6metemos) RArthur $enson descreve um com-cio oper3rio em . 2atalismo) E certo tam6ém *ue a ")=)V)#). descarregando um golpe no homicida) Duanto . en2im com o *ue encontrassem . e. com o seu motorista solit3rio. como até desces a escada na ponta dos pés. não havia senão *ue arrast31la ou 2urar1lhe os pneusX &s :rgãos 6em depressa notariam a 2alta de cola6oradores e de meio de transporte. mãoY E sa6ido de antemão *ue essas aves nocturnas com 6onés não vão com 6oas inten+9es 1 não h3 risco de errar. pela noite. *ue est3s inocenteX (u ainda encaras os :rgãos como uma institui+ão com l:gica humanaJ hão1de esclarecer e li6ertar) "esse caso. meter1me1ão a mim)8 REle 2oi preso aos vinte e tr0s anos)S A maioria 2ica inerte numa miragem de esperan+a) Uma ve> *ue és inocente 1como te podem prenderY E UF E$$&X J3 te puxam pela gola e não deixas de exorcismarJ 7E um erroX Esclarecerão tudo e hão1de li6ertar1meX8 &utros são presos em massaW isto é tam6ém a6surdo. vai1te em6ora da*ui. naturalmente.E AB& #E BU AB 45 VLnia evitsAi. com espetos. compreende logo aos cator>e anos de idadeJ 7(oda a pessoa honrada deve passar pelo c3rcere) Agora est3 o meu pap3. e tiveram a aud3cia de 2ugir nesse preciso momento. outros houve *ue 2oram apanhados casualmente numa rusga. 2acilmente era su6stitu-da por outro vi>inho) (al como . para *ue os vi>inhos não oi+amQ) E depois. não custava nada em6arcar os *ue tinham 2icado em lugar do 2ugitivo) A inoc0ncia geral engendra a inactividade geral) . mas cada caso 2ica envolto nas trevasJ (alve> a*uele. por exemplo. no mercado. e depois A. e *uando eu crescer.não excedia a região) A*uele *ue era destinado a ser preso por circunstLncias 2ortuitas. tremendo de medo a cada pancada na porta e a cada passo na escadaW se elas tivessem compreendido *ue nada mais tinham a perder. ou numa em6oscada. antes do mais. carrinha da pol-cia.ode ser *ue não te levem a ti) .avlu. resistir precisamente a *u0Y ] apreensão do cintoY &u . como A$DU'. *uando 2oi presa a *uarta parte da popula+ão da cidade.

pois /3 tinham preso toda a direc+ão do . intrépido comunista.or*u0YX8S. por rapa>es estranhos e hostis. e parece não ter sentido discutir *ual*uer deles isoladamente Ros pensamentos do preso giram em torno da grande perguntaJ 7. o *ue lhe 2oi proposto pelos seus cola6oradores sem partido. so6re os patos detidos não se sa6e por*u0) Fas. do ?omité ?entral. K) arin. eles encontraram o seu di3rio -ntimo. nada encontrarão) E. no presente livro. de numerosas insigni2icLncias. mas são todos esses preLm6ulos *ue 2ormam. . agradeceu a #eus) "este cap-tulo. de de>anove anos. em 1944. inevitavelmente. *uando o 2oram deter. para o prender) Duando regressou. limita+9es *uanto . re2erir1nos1emos ainda . e durante oito anos esconderam1no de apartamento em apartamento) & sacerdote 2icou tão extenuado por essa vida de perseguido *ue. "]& ?&F. em 194Q.artido do distrito de =adi R19@5S e s: ele não era detido) "ão podia rece6er o golpe senão de 2renteJ rece6eu1o e sossegou. e não te levavam a ti. sentindo1se per2eitamente nos primeiros dias de deten+ão) & sacerdote 'raAli 2e> em 19@4 uma viagem a Alma1Ata para visitar os crentes deportados. ap:s o assass-nio de =irov) R") dos ()S 4. 6arricou1se e *ueimou documentos durante duas horas) . e exigiu deles sacri2-cios. tardandoW isso é uma consumi+ão interior. ela permaneceu tran*uilaJ não h3 nada.*ueles *ue nos novos tempos se mantiveram como aut0nticos pol-ticos) Vera $i6aAova. os paro*uianos esperavam1no na esta+ão e não o deixaram seguir para casa. *ue ainda recordaremos mais de uma ve>. em Foscovo. e tr0s /ovens tche*uistas revolveram a sua cama e a c:moda da roupa. um so2rimento pior do *ue *ual*uer deten+ão. a2ectou1a mais do *ue toda a u6ianAa com as suas grades e caves) E muitos desses sentimentos -ntimos e a2ectivos. atingidos pela deten+ão. mas nesse entrementes 2oram tr0s ve>es ao seu apartamento. explicou aos oper3rios *ue o seu sindicato devia de2end01los da administra+ão. tua volta levavam e levavam outros como tu.$EE"#E"#& se*uer de *uem é *ue eles precisavam ainda de de2ender1se e para *ue é *ue ainda necessitavam desses direitos) Fas *uando interveio o representante da linha geral e 2ustigou os oper3rios pelo relaxamento da disciplina e pela sua pregui+a. podem ser 6em mais 2ortes do *ue o pavor do c3rcere ou as ideias pol-ticas) A pessoa interiormente não preparada para a viol0ncia é sempre mais dé6il do *ue a*uela *ue a exerce) %ão raras as pessoas inteligentes e auda>es *ue tudo compreendem instintivamente) & director do 'nstituto de Beologia da Academia das ?i0ncias. tendo1se negado a 2ugir. A$DU'. estuda*te social1democrata. *uando o prenderam. e não apenas para um esp-rito dé6il) Vassili Vlassov. mãe podia mostrarJ a leitura dessas linhas. alimenta+ão.Karoslav em 1941) #e Foscovo.E AB& #E BU AB da portaY A deten+ão é composta de pe*uenos preLm6ulos. *ue eles con*uistaram direitos contra os *uais pessoa alguma tem o direito de atentar) &s oper3rios mantiveram1se a6solutamente indi2erentes. a deten+ão no seu con/unto) Duanta coisa não h3 na alma do recém1detidoX %: isto mereceria todo um livro) "ela pode haver sentimentos de *ue nem se*uer n:s suspeitamos) Em 1941. mas isso sucedeu s: no tempo da epidemia de deten+9esJ *uando . *ue a mo+a nem . s: 2alamos so6re a grande massa.or ve>es. o sentimento dominante do detido é o al-vio e até))) a A EB$'A. Brigoriev. administra+ão da 236rica. horas extraordin3rias de gra+a. 2oram sondar os oper3rios para se aconselharem so6re a polémica re2erente aos sindicatos) & representante da oposi+ão. ia1se consumindo. isso suscitpu o entusiasmo do com-cio e os aplausos)S FE$E?EF&% simplesmente tudo *uanto so6reveio depois) b Em #e>em6ro de 19@4. de repente. *uando prenderam a /ovem Evguénia #oiarenAo. su6missão militar 2ace .

a resist0ncia devia ter come+ado a partir da*ui. talve> *ue os nossos concidadãos se re6elassemX E talve> *ue as deten+9es se não tivessem tornado tão 23ceisXY "o ano de 1945. repressão) %im. in<meras ve>es durante o dia. levaram1na para a u6ianAa)S Fas dos seus l36ios resse*uidos não 6rota nem um som e a multidão *ue transita descuidadamente toma1o a voc0 e aos seus carrascos por amigos *ue passeiam) Eu pr:prio tive muitas ve>es a possi6ilidade de gritar) &n>e dias ap:s a minha deten+ão. . tr0s parasitas da contra1espionagem R%merchS9 mais preocupados com *uatro pesadas malas. a deten+ão é inevitavelmente um momento 6reve. vista de toda a sociedade) %u6iram para o autom:vel e 2ugiram) R#ali. /3 *ue pelos c3rceres tinham passado as melhores pessoas da $<ssia. entre centenas de outros homens igualmente inocentes e condenados como voc0) E a sua 6oca não 2oi tapada) E voc0 pode e deveria a6solutamente B$'(A$X Britar *ue vai presoX Due h3 mal2eitores dis2ar+ados *ue andam .*ueles *ue escaparam . na realidade. ca+a das pessoasX Due as apanham com 6ase em den<ncias 2alsasX Due uma surda repressão é desencadeada contra milh9es de pessoasX E. e em todas as partes da cidade. pela noite. u16ianAa.ra+a de %erpuAhovsAaia dois tche*uistas tentaram prender. até se considerava indigna de estar encerrada na prisão. 2oram as duas para a prisão com alegria e orgulho) 7A resist0nciaX &nde esteve a vossa resist0nciaY8. rou6ados na Alemanha por eles e pelos seus che2es da contra1espionagem da %egunda Grente da Iielorr<ssia) %o6 o pretexto de me servirem de escolta. na . a *uinta mala. cheias. nem todos se apressaram de largoXS &s nossos 3geis rapa>es des+oncertaram1se de repente) Eles não podem tra6alhar . do *ue comigo Rdurante o longo caminho tinham /3 passado a con2iar em mimS condu>iram1me . as espingardas autom3ticas causavam1lhes estorvo para arrastar as *uatro pesad-ssimas malas com o6/ectos de valor. do in-cio da deten+ão) Fas não teve come+o) E eis *ue /3 o levam) Em pleno dia. levaram esses o6/ectos para as 2am-lias *ue tinham 2icado na p3tria) Eu transportava. em Foscovo) Eles tinham a denomina+ão de escolta especialW mas. uma mulher) Ela agarrou1se ao poste de ilumina+ão p<6lica e come+ou a gritar. *ue não se repete. de tro2éus da guerra. a mulher devia ter1se dirigido imediatamente para a esta+ão e partirX Fas ela 2oi pernoitar a casa) E. em *ue o levam através da multidão. em 1944. é a recrimina+ão *ue 2a>em ho/e os *ue so2rem. e era eu *ue devia escolher o caminho mais curto para o c3rcereW era eu mesmo *ue devia condu>i1los . Esta+ão de Iie1 9 A6reviatura de 7Forte aos Espi9es) R") dos ()S 4Q A$DU'. sem vontade nenhuma. de dia. sonhava com o isolamento na prisão de %u>dalJ s: ali esperava encontrar A$DU'. ouvindo esses gritos.E AB& #E BU AB lorrAaia. mas tam6ém era necess3ria uma multidão assimX "em todos os transeuntes 2echaram os olhos. *uando a su6missão ainda não tinha amolecido os nossos cére6ros a tal ponto. em *ue iam os meus di3rios e os meus escritosJ as provas contra mim) "enhum dos tr0s conhecia a cidade.E AB& #E BU AB 45 os seus antigos camaradas R/3 não os havia em li6erdadeS e ela6orar a sua 2iloso2ia pol-tica) A socialista revolucion3ria EAaterina &litsAa. e ela era muito /ovem e nada tinha 2eito ainda pela $<ssia) Fas a pr:pria li6erdade a re/eitava) Assim. na sua maior parte. o2erecendo resist0ncia) Juntou1se uma multidão) REra necess3ria uma mulher assim. onde eles nunca tinham estado Re eu con2undia1a com o Finistério dos "eg:cios EstrangeirosS) .*uando estava em li6erdade.

e su6indo de 6aixo.s ve>es o preso nunca é posto em li6erdade. não me separou da vida doméstica *ue nos é tão grata) "um pardacento dia de Gevereiro europeu arre6ataram1me do nosso estreito corredor *ue d3 para o mar I3ltico. não a6ro a 6oca e a escada rolante arrasta1me irreprimi1velmente para o in2erno) E na esta+ão de &Ahotni1$iad hei1de guardar ainda sil0ncio) "ão gritarei perto do Fetropol) "ão agitarei os 6ra+os na pra+a da u6ianAa. v0m as duas esteiras paralelas das escadas rolantes.arece *ue todos olham para mimX "uma 2ila intermin3vel. como se solicitassem uma palavra de verdade) . por 2im. desli>am.or*ue é *ue eu me calo entãoY . e so6re o 2acto de *ue . eu escapei por milagre) E. so6 a c<pula 6ranca do vest-6ulo superior da esta+ão do metro radial da IielorussAaia. dando1lhe ra>ão para não sacri2icar1se) Alguns t0m esperan+a no desenlace 2eli> e temem compromet01lo com o seu grito Ra n:s não nos chegam not-cias do outro lado do mundo. de repente. s: os revolucion3rios t0m sempre as palavras de ordem na ponta da l-ngua prontas a saltarW mas *ue di>er do pacato e simples homem comum. no B:lgota))) Eu tive. para poder 2a>er trans6ordar todo esse mar nuns *uantos gritos sem nexo) Fas eu.or en*uanto. não implicado em nadaY Ele "\& %AIE pura e simplesmente o *ue é *ue deve gritar) E.#epois de um dia na prisão da contra1espionagem do exércitoW depois de tr0s dias na prisão da contra1espionagem da 2rente. inundada de lu> eléctrica. a espécie mais 23cil de deten+ão *ue possa imaginar1se) Ela não me arrancou dos 6ra+os dos 2amiliares. emergindo da pro2undidade do desconhecido.E AB& #E BU AB 49 . na minha direc+ão. repletas de moscovitas) .or*ue é *ue eu não esclare+o a multidão enganada. em6ora as minhas costelas ainda durmam so6re palha podre perto do 6alde da latrina. em6ora os meus olhos /3 tenham visto companheiros espancados e privados do sono.or*ue é *ue então eu permane+o caladoYX))) ?ada pessoa tem sempre uma d<>ia de motivos de desculpa. eu guardo sil0ncio ainda por outro motivoJ por*ue esses moscovitas *ue co6rem as duas escadas rolantes são poucos para mim 1 poucosc & meu clamor seria ali ouvido por umas du>entas ou *uatrocentas pessoas 1 e os restantes du>entos milh9esY))) Eu sonho con2usamente em *ue haverei alguma ve> de gritar a du>entos milh9es))) . certamente. massa) "a verdade A$DU'. h3 ainda um género de pessoas *ue t0m o peito demasiado repleto. onde cerc3vamos ou -amos ser cercados pelos . das amea+as e dos espancamentos. h3 *uatro dias *ue ando como um homem livre entre homens livres. ao nosso encontro. aproveitando o meu <ltimo minuto em p<6licoY Eu guardei sil0ncio na cidade polaca de Irodnitsa Rtalve> ali não compreendessem o russoS) "ão pro2eri palavra nas ruas de IielostoA Rpodia ser *ue isso não interessasse aos polacosS) "ão soltei nem um som na esta+ão de VolAovisA Rhavia l3 pouca genteS) ?omo se nada sucedesse. cu/os olhos viram demasiado. caminhei acompanhado desses 6andoleiros pela gare da esta+ão de FinsA Rmas a esta+ão estava ainda em ru-nasS) E agora levo atr3s de mim esses agentes da contra1espionagem. onde os companheiros de cela me tinham instru-do Racerca dos em6ustes dos interrogat:rios. so6 a c<pula resplandecente. em6ora os meus ouvidos tenham escutado a verdade. podendo1se apanhar 2acilmente de> anosS. e a minha 6oca coma a sopa dos prisioneiros) . não sa6emos *ue desde o momento da deten+ão a nossa sorte est3 *uase decidida segundo a pior das hip:teses e não é poss-vel agrav31laS) &utros não estão ainda maduros para as ideias *ue se transmitem em gritos .

ao cinturão e . como estava desmascarado como inimigo do povo Rpois. aos gal9es. comando. uma com as *uatro mãos . c:lera) Fas agora.ara mim. di>endo com calor no seu rosto sempre severo.E AB& #E BU ABG apelo *ue me era dirigidoJ simX. e agora ele deveria separar1se de mim em 2ace de um peda+o de papel com um carim6oY T Voc0 1 perguntou ele com vo> autorit3ria T. eu retirara *uase intacta a 6ateria de reconhecimento de uma 6olsa onde 2icara a sua artilharia. ele dese/ava 6oa sorte a um inimigoY))) . ouviu1se su6itamente um enérgico @C A$DU'. provocada pela grave palavra de 7preso8 atirada . numa 6rusca reviravolta. no nosso pa-s. através dessa seca ruptura *ue se a6ria/ entre mim e os *ue 2icavam. ou num impulso de se colocar acima da mes*uinha su6ordina+ão de toda a vida) #e> dias antes. tem um amigo na . iluminava1se com ar pensativo 1 talve> com vergonha da sua participa+ão involunt3ria num s:rdido caso. 2ormada de do>e canh9es pesados. pertencendo . levantou1se da mesa Ranteriormente nunca se tinha erguido para me rece6erS. atravessando o *uarto em dois pulos. entreguei1a sem a m-nima suspeita T e de repente do meio dos o2iciais im:veis e tensos saltaram dois agentes da contra11espionagem. claramenteJ T #ese/o1lhe 6oa sorte. pediu1me sem eu sa6er por*u0 a pistola. agarrando1se . estendeu1me a mão R*uando eu estava em li6erdade nunca ma tinha estendidoXS e apertou1ma perante o horror mudo da escolta.alemães. escapuli1me das mãos dos da contra11espionagem e dirigi1me ao che2e da 6rigada) ?onhecia1o poucoJ ele nunca condescendera a conversas simples comigo) . passaram as inconce6-veis e 2a6ulosas palavras do che2e da 6rigadaJ T %ol/enitsine) Volte c3) E eu. capitãoX Eu não s: /3 não era capitão. por surpreendente *ue pare+a eu o6tive1a) E isto merece tanto mais ser recordado *uanto est3 2ora dos nossos costumes) Fal os da contra1espionagem tinham aca6ado de me depenar. *ual*uer pessoa. ca6e+a. sem medo. e 2ui apenas privado da divisão a *ue estava ha6ituado e do espect3culo dos tr0s <ltimos meses da guerra) & che2e da 6rigada chamou1me ao posto de comando. nada mais de ra>o3vel achei do *ue perguntarJ 1 EuY . através desse a6ismo so6re *ue não devia 2iltrar1se som algum. arrancando1me /untamente com a 6olsa as minhas notas pol-ticas. a escolta do estado1maior/ comprimiu1se no seu canto como se temesse compartilhar a inaudita re2le xão do che2e da 6rigada Re. e gritando em tom dram3ticoJ 1 Est3 presoXXX (odo vermelho e varado dos pés . pressa para a sa-da. cara. sec+ão pol-tica.rimeira Grente UcranianaY T "ão é permitidoX))) "ão tem o direitoX T gritaram ao coronel o capitão e o ma/or da contra1espionagem) Assustada. 6olsa de campanha. estrela do 6oné.or*u0YX))) Em6ora essa pergunta não tenha resposta. preparava1se /3 para transmitir material acerca deleS) Fas para mim isso era o su2icienteJX compreendi logo *ue 2ora preso pela correspond0ncia *ue mantinha com meu velho companheiro de escola. est3 /3 completamente desmascaradaS) Assim. e amedrontados pelo tremor das vidra+as provocado pelas explos9es alemãs me empurravam . a partir do momento de deten+ão. e1 através da 6arreira empestada. o seu rosto exprimia ordem. dedu>indo de onde vinha o perigo) E UaAhar Bueorguievitch (ravAin teria podido 2icar por a-X Fas não ?ontinuando a limpar1se e a endireitar1se aos seus pr:prios olhos.

&#E1%E. ser um homemX (ravAin nada so2reuX Encontr3mo1nos h3 pouco cordialmente. apesar de tudo. 2a>er repara+9es a esta aldeia. os rapa>es acordavam ao entorpecerem1se1lhes as costas e volt3vamo1nos todos ao mesmo tempo) . por de6aixo do glo6o 2irme da exist0ncia. *ue t0m a sua originalidade pr:pria) "a*uela noite os da contra1espionagem perderam completamente as esperan+as de se orientarem pelo mapa Rnunca se tinham ali3s orientado por eleS. como agradecimento. mas no cala6ou+o de castigo) Fas é imposs-vel não 2alar dessa arrecada+ão de uma casa de campo alemã. entregando1se1me com ama6ilidade e pedindo1me para eu indicar ao motorista como dirigir1se . en*uanto capitão. com os seus negros capacetes 2o2os.or isso não relatarei pormenores aned:ticos da minha deten+ão. não era l3 *ual*uer ) rapariga. distinguindo1se ainda nalguns lugares as linhas) "os seus casacos su/os. os meus companheiros de cela. em6e6edaram11se e. na palha calcada. encolheram as pernas.E AB& #E BU AB @1 Este livro não ser3 um livro de mem:rias pessoais) . nas suas pernas cam6aleantes) Uma delas.ara comemorar o com6ate travado na noite anterior. não numa cela simples. na pro2undidade da nossa terra. por desgra+a. espécie de pessoas pelos *uais eu tinha ganho a2ecto durante os anos de guerra. mas apenas so6 o alento de uma morte pr:xima e igual para todos)1C 1C Eis o surpreendenteJ . tratando1se de mo+as alemãs. vontade ou de *uatro apertados) Eu era precisamente o *uarto.E AB& #E BU AB . tr0s simples cora+9es de soldados. viam1se as manchas claras das condecora+9es arrancadasW as cicatri>es vermelhas e escuras no rosto e nas mãos eram outras tantas recorda+9es de 2eridas e de *ueimaduras) A divisão deles tinha vindo. porém. *ue eram tan*uistas. entrea6riram os olhos estremunhados de6aixo da lu> de uma lamparina de petr:leo e mexeram1se para me dar lugar) Assim. meio dia antes. e.As vidra+as estremeciam) As explos9es alemãs martiri>avam a terra a du>entos metros dali. nas imedia+9es da aldeia. recordando *ue a*uilo não poderia suceder l3. meteram1se em cantos di2erentes e come+3mos a travar conhecimento) 1 E tu por*ue é *ue est3s a*uiY Fas uma vaga 6risa de preven+ão tinha /3 soprado até mim. e com simple>a pus um ar admiradoJ 1 "ão 2a+o ideia) #i>em1no acaso esses canalhasY "o entanto. conhecendo1nos pela primeira ve>) Ele é engenheiro re2ormado e inspector da %ociedade dos ?a+adores) A$DU'. *ue provisoriamente servia de c3rcere) (inha o comprimento1de um homem e a largura de tr0s homens deitados . sendo l3 metido depois da meia1 noite) &s tr0s *ue estavam deitados. 2ui metido imediatamente. onde estava a contra1espionagem do 4Q)O Exército) . ar2aram.ela manhã acordaram. so6 o tecto empestado dos da contra1espionagem. podiam ser violadas @4 A$DU'. contra1espionagem do exército) Eu mesmo os condu>i e me condu>i até essa prisão. mas sim a amante do che2e da contra1 espionagem do Exército) %imX ^3 /3 tr0s semanas *ue a guerra se travava na Alemanha e todos sa6-amos per2eitamente *ue. 6oce/aram. meio nuas. mais doloroso era para mim estar assim comprimido no 2undo da*uela arrecada+ão) #e ve> em *uando. não o ocultavam) Eram tr0s honestos. arrom6aram uma casa de 6anho. 2icaram oito 6otas estendidas para a porta e *uatro capotes) Eles dormiam e eu espumava de c:lera) Duanto mais eu era senhor de mim mesmo. eu *ue era 6em mais complicado e pior) &s tr0s eram o2iciais) &s seus gal9es tam6ém tinham sido arrancados com 2<ria. ao verem *ue para l3 tinham entrado duas mo+as) Estas conseguiram escapar.

disse 6ruscamenteJ 1 #epressaX Entre n:s as necessidades 2a>em1se rapidamenteX . so6re como se apresentara imediatamente ao 6atalhão mais pr:ximo e se entregara. um dia antes.e 2u>iladas depois. *ue não tinha derretido 1 e todo ele estava co6erto de excrementos humanos.E AB& #E BU AB @@ ignorante se atrevesse a dar1nos. do che2e da contra1espionagem. tolerava11se *ue se corresse atr3s delas pela horta. dando1lhes palmadas nas n3degasJ simples 6rincadeira e nada mais) Fas. eis o *ue nunca escreveram nem ?hein nem os irmãos (urX11S) 1 Due 6rincadeiras se podem 2a>er em tempo de guerraX 1 suspirou com sensate> o rapa>) T ?omo regressar do cativeiro a casaY #igam. tratando1se de uma 7mulher de campanha8. mas na 2ace notava1se uma grande cicatri> vermelha) . de $ostov. a6erta de par em par. enviadas para a Alemanha. mas o sargento. conseguimos arran/ar1nos. ensinem1me) Fal teve tempo de iniciar o relato so6re como. de nari> arre6itado e de 2aces muito coradas) 1 #e onde vens. de elevada estatura e aspecto som6rio) & seu rosto estava enegrecido de p: met3lico ou 2umo.raesidium do %oviete %upremo da União %oviética. *uando su6itamente nos assaltaram novas impress9esJ 1 GormarX Fãos atr3s das costasX 1 lan+ou através da porta. acocoran1do1nos os cinco em lugares di2erentes) #ois soldados com armas puseram11se em 2rente de n:s. não tinham decorrido uns minutos. mas os tan*uistas puseram as mãos atr3s. constituindo isso *uase uma distin+ão militarW se 2ossem polacas ou das nossas. guardando o caminho *ue nos levava . nuas. para *ue ali 2i>esse espionagem e dinamitasse pontes. e eu segui1os) #o outro lado do palheiro havia um pe*ueno curral *uadrado. *ue tinham 2eito toda a guerra e certamente haviam rompido mais de uma linha das trincheiras inimigas. a ordem de 7mãos atr3s das costas8. tão densos e desordenados *ue não era 23cil encontrar onde p_r os pés) Apesar de tudo.arece *ue. a n:s. aguardavam uma senten+a do tri6unal militar. pois /3 tinha consumido todo o ar de *ue disp<nhamos para respirarmos) "a porta estava a6erto um postigo do tamanho de um postal e por ali entrava indirectamente a lu> do corredor) . irmãoY Duem és tuY 1 #o outro lado T respondeu ele.erto de mim. at:nitos R*ue se tratasse de um espião e *ue ele mesmo o dissesse. assim como o 6oné. *ue sem o tan*ue deles não teria chegado ainda a esta aldeia) Apag3mos a lamparina. os alemães o tinham passado para o outro lado da 2rente. um *ual*uer sargento da retaguarda arrancou raivosamente ali mesmo os gal9es aos tr0s o2iciais de linha e as condecora+9es con2irmadas por uma ordem da 2rente e concedidas pelo . o2iciais. e agora esses veteranos. en2ermaria. primeiro11tenente. russas. não tendo o sonolento e cansado che2e do 6atalhão acreditado e remetendo1o . nos meteram l3 um *uinto homem) Ele entrou com um capote novo em 2olha. tam6ém acocorados. com desen2ado) 1 %ou espião) 1 Est3s a rirY 1 respondemos. estava acocorado um tan*uista. com neve amontoada. para lhe dar uns comprimidos. preocupados com o 2acto de *ue ao despontar do dia tivéssemos demasiado espa+o na cela. sa-da do palheiro) Eu 2ervia de indigna+ão pelo 2acto de *ue *ual*uer sargento 11 ?onhecidos autores soviéticos de romances de espionagem) R") dos ()S A$DU'. um sargento capa> de puxar a cauda de um canhão de cento e vinte e dois mil-metros) Ao longo de todo o p3tio rural tinha /3 2ormado um cordão de soldados com armas autom3ticas. e *uando chegou em 2rente do postigo vimos o seu rosto todo 2resco.

mão nenhuma estat-stica. arrastando para a tundra e a taiga a pe*uena *uantidade de *uin>e milh9es de mu/i*ues Ra não terem sido maisS) Fas os mu/i*ues são pessoas privadas do dom da palavra e da escrita e não redigiram protestos nem mem:rias) Em rela+ão a eles. assim como algumas torrentes não mencionadas. os /u->es de instru+ão não tra6alharam a2anosamente noites e noites. no entanto.&'%. respectivamente. a torrente do ano @5 atingiu e levou ao Ar*uipélago pessoas @.artido. 2oi a6sorvida pelos gelos eternos. estava virado para o vento 2resco e agrad3vel) 1 &nde é isso. *ue achavam atemori>ante)S 1 Entre n:s. na sua maioria. 2alam e recordam o ano trigésimo sétimoX & Volga da amargura popularX Fas ide 2alar aos t3rtaros da ?rimeia. semelhante . com um passado no . no *ue sucedeu rios anos de 19@51@Q) E assim é como se se come+asse a imprimir na mem:ria a ideia de *ue não teria havido pris9es nem A"(E% nem #E. endurecido na 2rente. *ue cheirava a petr:leo) 1 "a sec+ão de contra1espionagem do %merchX 1 exclamou o sargento com vo> sonora e altiva. do 6om rio &6i. entre n:sY 1 perguntou ele com lentidão. respirar e recompor1se)S Fas essa torrente era tam6ém 2ormada. %taline não cometeu Rnem eu convoscoS um crime maior) E #E. nem se*uer a principal. mais do *ue era necess3rio) R&s da contra11espionagem adoravam essa a6reviatura de tão mau gostoJ 7Forte aos Espi9es8. tam6émX 1 respondeu lento e pensativo o primeiro11tenente) & seu capacete estava desca-do para o lado. medindo com o olhar a*uele pa*uiderme 2rustrado) (ais. aos calmucos ou aos tchetchénios1 no ano trigésimo sétimo e eles limitar1se1ão a encolher os om6ros) E a eninegrado o *ue é *ue lhe di> o ano trigésimo sétimo. insiste1se sempre. mas apenas nos anos @5 e @Q) "ão tendo . 2oram os primeiros e2l<vios da minha respira+ão prisional) '' ^'%(H$'A #A "&%%A ?A"A 'UAV\& DUA"#& se condena agora a ar6itrariedade do culto. não 2oram mais penosos os anos 4Q149Y E se os >eladores do estilo e da geogra2ia me censurarem por ter ainda omitido na $<ssia alguns rios. com cultura. muitos deles sa6endo mane/ar uma pena T e todos agora /untos escrevem. enganar1me ao di>erJ a torrente de @5 e de @Q não 2oi a <nica. do 6om rio JenisseiJ pelos seus canos de esgoto 2oram expulsas na+9es inteiras.&'% houve a torrente dos anos 194414. de c:coras. entre n:sY 1 ladrou mais alto do *ue o necess3rio o sargento) 1 "o Exército Vermelho T respondeu com muita calma o primeiro11tenente. no entanto. deixando a desco6erto o ca6elo ainda por cortar) & seu traseiro. *ue eles me d0em papelX &utras torrentes 2ormariam outros tantos rios) .. por gente simples e *ue não escreveu mem:rias) Entretanto. *uando tinha havido antes o ano @5Y . com eles não gastaram processos ver6aisJ 6astaram as resolu+9es dos %ovietes de aldeia) Essa torrente trans6ordou. mas s: talve> uma das tr0s mais importantes *ue invadiram os tene6rosos e 2edorentos tu6os da nossa canali>a+ão prisional) A"(E% dela tinha havido a torrente dos anos 49 e @C.1 &nde é isso.E AB& #E BU AB de alta posi+ão. semelhante . A$DU'. não receio. e mesmo os esp-ritos mais ardentes *uase não se lem6ram dela) E como se mal tivesse 2erido a consci0ncia russa) E. e ainda milh9es e milh9es de homens *ue 2icaram Rpor uma culpaXS prisioneiros na Alemanha e *ue regressaram depois) R%taline cauteri>ava as 2eridas para *ue se 2ormasse rapidamente uma crosta e não 2osse necess3rio ao corpo do povo descansar.ara os reincidentes ou para os ha6itantes da região do I3ltico. não mostrando inten+9es de apressar1se de volta ao c3rcere. e em torno delas houve in<meros 2eridos *ue 2icaram nas cidades.

*ue continuam vivas) `` "essa enumera+ão. ao contr3rio. o suor e a urina em *ue 2ic3vamos espremidos. é ainda muito incompleta. crescesse e se 2ortalecesse a sua musculatura. deviam ser mantidos 6em vivos. nesses meses. de o2iciais e ainda de 2uncion3rios dos ministérios e de todo o aparelho do Estado. as grandes enchentes alternavam com as 6aixas. *ue não cumpriam as decis9es do novo poder) Uma das primeiras opera+9es da (cheAa 2oi entretanto a deten+ão do ?omité de Breve da União de Guncion3rios de (oda a $<ssia) Uma das primeiras circulares da ")=)V)#). dos ru2ias. é 23cil adivinhar *ue eles se exercitavam . de IutirAi e de muitas outras pris9es provinciais. o partido dos cadetes 2oi declarado 2ora da lei. por pretensa 7cola6ora+ão8 com os alemães) R") dos ()S A$DU'. na primeira convoca+ão. escoamentos por caleiras e simples gotas isoladas. para *ual*uer tipo de socialismo. de generais. década ap:s década. pois. se sou6ermos *ue os :rgãos Ré com esta no/enta palavra *ue eles se denominam a si pr:priosS cele6rados e exaltados. a a6arrotar de grandes rica+os.ovos deportados em massa. naturalmente. mas.. e iniciou1se a prisão dos seus mem6ros) Duase na mesma altura 2oram e2ectuadas as deten+9es da União da Assem6leia ?onstituinte@ e da rede das 7universidades de soldados8)4 #ado o sentido e o esp-rito da revolu+ão. capturadas uma a uma) A enumera+ão cronol:gica *ue 2arei adiante. onde serão mencionadas de igual modo as torrentes 2ormadas por milh9es de presos e os riachos 2ormados por algumas impercept-veis de>enas.s minhas possi6ilidades de penetrar no passado) (orna1se a*ui a6solutamente necess3rio um complemento das pessoas conhecedoras dos 2actos. os procedimentos coercivos e as deten+9es)85 E em6ora V) ') enine exigisse. em 2ins de 1915. por*ue ela encontrava1se co6erta de lixo) Um dos primeiros golpes da ditadura 2oi vi6rado aos cadetes4 Rno tempo do c>ar eles constitu-am a peste extremista da revolu+ãoW so6 o poder do proletariado a peste extremista da reac+ãoS) Em 2ins de "ovem6ro de 1915. riachos. para *ue não perecesse um s: tent3culo. com uma pressão ora mais elevada do *ue a prevista.E AB& #E BU AB @5 ou não existem ou estão 2echados a cadeado) E ainda por*ue não é completamente /usto examinar a*ui da mesma maneira os anos de mais grave exacer6a+ão Ra guerra civilS e os primeiros anos de pa>. 2icaram repletos os c3rceres de =rest. a2luindo ainda de todos os lados regatos. ora mais 6aixa. e limitada . *uando se esperava clem0ncia) Fas antes mesmo de pensar1se em guerra civil.E$FA"E"(EFE"(E) . é evidente *ue. não estava preparada. di>iaJ 7Em ra>ão da sa6otagem *ue é reali>ada pelos 2uncion3rios))) h3 *ue mostrar a maior iniciativa local. da Assem6leia ?onstituinte. de conhecidos l-ders. ora maiores ora mais pe*uenas. dos contra11revolucion3rios e outras personagens8. e novamente com outras enchentesW as torrentes trans6ordavam. não reali>ada dentro do pra>o. datada de #e>em6ro de 1915. tanto menos testemunhas restamW o rumor extinguiu1se e eclipsou1se e os anais . mas sem *ue nunca os canos prisionais se esva>iassem) & sangue. o mais di2-cil de tudo é ?&FEVA$) 'sso por*ue *uanto mais a gente vai penetrando no tempo.d$ #E A#& os con2iscos. com a estrutura da sua popula+ão. esguichavam incessantemente) A hist:ria desta canali>a+ão é a hist:ria de um curso e de uma a6sor+ão ininterruptos) %implesmente. o . muito po6re.E sa6ido *ue *ual*uer :rgão *ue não se exercite se atro2ia) Assim.elos tu6os perpassava como *ue uma pulsa+ão. para o esta6elecimento de 7uma rigorosa ordem revolucion3ria8. era vis-vel *ue a $<ssia. %EF . em 1944145. *ue 7se esmagassem sem compaixão as veleidades de anar*uia dos é6rios.

s comiss9es paro*uiais) 'nsectos tam6ém a*ueles *ue cantavam nos coros religiosos) 'nsectos ainda todos os padres. eram insectos declarados Re teremos ocasião de ver casos de /ulgamentos contra elesS) E.etrogrado) R& *ue 2a> a distLncia no tempoX Fesmo agora temos di2iculdade em compreender como é *ue esses oper3rios. com uma direc+ão menchevi*ue e socialista revolucion3ria. a+oites) Duanto aos telegra2istas. do Boverno provis:rio *ue sucedeu . *ue 2a>iam parte. por exemplo os da tipogra2ia do . não prestavam o /uramento o6rigat:rio. por 2alar em caminhos de 2erro.E AB& #E BU AB todos e *uais*uer insectos nocivos85) E por insectos ele entendia não apenas todos os elementos estranhos pela sua classe.s melhores 2ormas de limpe>a) "ão podemos. prend01losW ali. ou.artido em . neste momento. /3 *ue muitos insectos se aco6ertavam com a 2arda de 2errovi3rios. não se sa6e por*u0. de de2ender o poder soviético de armas na mão. como os socialistas revolucion3rios. *uanto mais os 2rades e as 2reirasX E mesmo a*ueles tolstoistas *ue. p3g) 4C4) 9 'dem. $evolu+ão de Gevereiro de 1915) R(V) dos ()S @ &rganismo 2ormado por comités de apoio aos socialistas revolucion3rios da es*uerda) R") dos ()S 4 ?ursos nocturnos para militares) R") dos ()S 5 Fensageiro da ")=)V)#). por escrito. 7depois da sa-da do c3rcere. 2u>ilar os parasitas) ^avia ainda a escolha entre a prisão 7ou o castigo de tra6alhos 2or+ados mais duros89) Em6ora tra+asse e sugerisse as orienta+9es 2undamentais do castigo. *ue não simpati>avam com os %ovietes) "ada se podia di>er de 6om *uanto ao ?omité Executivo da União %indical dos Gerrovi3rios RIiA/elS1C. nos caminhos de 2erro. dos 606ados. imediatamente mostraram tend0ncia a ser pregui+osos no tra6alho. en*uanto os contra1revolucion3rios eram relegados l3 para a terceira 2ila. eram insectos encarni+ados. enine. entrando ao servi+o dos %ovietes. p3g) . em *ue 236rica. digamos. investigar em pormenor *uem era a6rangido por essa ampla de2ini+ão de insectosJ a popula+ão russa era demasiado heterogénea e nela havia pe*uenos grupos isolados. sa2an9esW e a outros. mas tam6ém 7os oper3rios calaceiros no tra6alho8. a uns. eram as administra+9es das autar*uias locais e provinciais) 'nsectos eram os mem6ros das cooperativas) Iem como todos os *ue possu-am casas) ^avia não poucos insectos entre os pro2essores de liceu) (odos os insectos *ue pertenciam . dissolvida em 191Q) R") dos ()S . nesse artigo. esses. era necess3rio dar1lhes. n)O 1. &6ras Escolhidas. completamente negligenciados e ho/e es*uecidos) 'nsectos. nem *uanto a outros sindicatos. p3g) 4C4) Q 'dem. a verdade é *ue ele visava o6/ectivos 6em mais amplos) "o artigo 7?omo &rgani>ar a Emula+ão8 Rde 5 e 1C de Janeiro de 191QS. tomo @5. 5a edi+ão. 1915. em massa.*ue pareceria indicar *ue o principal perigo para a $evolu+ão de &utu6ro advinha. Vladimir 'litch propunha uma emula+ão 7das comunas e das comunidades8. naturalmente. tomo @5.Q) @Q A$DU'. p_1los a limpar latrinasW mais além. 5o edi+ão. p3g) 4) . 2re*uentemente repletos de insectos hostis . previa diversas 2ormas de limpe>a dos insectosJ a*ui. V) ') enine proclamou como tare2a imediata. logo *ue se tornaram ditadores. &6ras Escolhidas. p3g) 4C@) 1C &rgani>a+ão sindicalista. <nica e geral 7a limpe>a da terra russa de 4 #emocratas constitucionais. *uanto . dar1lhes um cartão amarelo8W en2im. para si mesmosXS Fais aindaJ 7))) em *ue *uarteirão de uma grande cidade. para ele. classe oper3ria) 5 enine. em *ue aldeia )))) não h3))) sa6otadores *ue se denominam intelectuaisY8Q E certo *ue enine.

se se tivesse utili>ado 2ormas processuais e /ur-dicas caducas) Adoptou1se uma 2orma completamente novaJ a repressão sem /ulgamento. *ue pessoalmente não são acusados de nada. para acelerar de igual modo a vit:ria cultural da revolu+ão. a ")=)V)#) deu ordens. come+ou1se a esventrar e a p_r em cacos as rel-*uias sagradas. depois do atentado do grupo de Alexandre Ulianov. ou das massas revoltadas) #epois do dia @C de Agosto de 191Q.edro ' se u2anava de ter limpo a $<ssia e *ue estorvam sempre um regime severo e harmoniosoY "ão teria sido poss-vel reali>ar essa opera+ão sanit3ria.E AB& #E BU AB @9 E os grupos *ue enumer3mos 2ormam /3 um enxame colossal. havia *ue eliminar alguns in loco e prender outros) $e2lectindo agora so6re os anos 191Q1194C. esses ha6itantes pac-2icos. e *ue são votados ao exterm-nio. agarrando consider3vel n<mero de re2éns811) RE como se. ao terror e . a acusa+ão p<6lica. mas tam6ém todos os estudantes da $<ssia e consider3vel n<mero de 2uncion3rios administrativos do distrito)S . ")=)V)#) *ue tomassem como re2éns os camponeses de todos a*ueles lugares em *ue a limpe>a da neve nos caminhos de 2erro 7se reali>ava de 2orma . de 15 de Gevereiro de 1919 T certamente so6 a presid0ncia de enine T. Vich1nievolotsA e VeliAi. (chem6arsA. deparam1se1nos certas di2iculdadesJ devemos p_r em rela+ão com as torrentes prisionais a*ueles *ue 2oram a+oitados. %eliguer. o 2u>ilamento em =olpinsA. tivesse sido preso não somente esse grupo. sem mesmo serem condu>idos ao c3rcereY E em *ue categoria incluir todos a*ueles *ue os comités de camponeses po6res eliminavam atr3s das cancelas. vingan+a do inimigo armado. o /ulgamento e a execu+ão da senten+a) Em 191Q. elementos da 6urguesia e da o2icialidade. cavalaria de (am6ov. umaW em =iev e em Foscovo. de 7prender imediatamente todos os socialistas revolucion3rios 4C A$DU'. Fstislavl. $i6insA. o <nico :rgão punitivo da hist:ria da humanidade *ue reuniu nas mesmas mãos a investiga+ão. (cheAa e . *ue eram desco6ertas em sérieY REm cada distrito as haviaW em $ia>an houve duasW em =ostroma. e este ingrato tra6alho 2oi assumido a6negadamente pela Vet1cheAa R?omissão Extraordin3ria de toda a UniãoS. *ue exige v3rios anos de tra6alho de limpe>a) Fas *uantos intelectuais malditos. as de>enas de milhares de re2éns. a instru+ão do processo. em Junho de 191Q) Due se passouY #e *uem se tratavaY Em *ue ru6rica inscrev01losY "ão é menor a di2iculdade *ue h3 em determinar se se deve atri6uir .E AB& #E BU AB de direita. in loco.s torrentes prisionais ou ao 6alan+o da Buerra ?ivil. a con2iscar os o6/ectos do culto religioso) Eclodiram revoltas populares em de2esa das igre/as e mosteiros sa*ueados) A*ui e ali tocaram sinos a re6ate e os ortodoxos acorriam. etc)S &u não tiveram tempo disso e não estão portanto relacionados com o tema da nossa pes*uisaY A excep+ão do esmagamento das 2amosas revoltas de Karoslavl. e muito menos em condi+9es de guerra. dos %ovietes da aldeia ou nas traseiras dos *uintaisY (eriam acaso tempo de p_r os pés nas terras do Ar*uipélago os organi>adores de conspira+9es. Ar>amass.A$DU'. v3riasW outras tiveram lugar em %aratov. 2oi proposto . de todo o género. nem se*uer os seus nomes estavam escritos a l3pis numa lista. Ieli1 uA. *uantos estudantes revoltados e *uantos tipos estranhos de 6uscadores da verdade. %molensA. a %entinela da $evolu+ão. Furoma. de inocentes. acerca de alguns acontecimentos s: conhecemos o nomeW por exemplo. a deten+ão. alguns munidos de varapaus) "aturalmente. dos *uais /3 .or disposi+ão do ?onselho da #e2esa. Io6ruisA. Astracã. (chernigov.

e o6rigamo11los a permanecer l3.ovo.e1trogrado. Foscovo.etrogrado e noutras cidades 2u>ilava1se por listas Risto é. considerada pr:xima dos cadetes) E *ue signi2icava 7pr:xima dos cadetes8Y "ão mon3r*uica e não socialista. todos os valores art-sticos e . o desarme do regimento de .insatis2at:ria8. 2undado por . apanhavam1se pessoas em li6erdade para um 2u>ilamento imediatoS e varria1se pura e simplesmente para as pris9es a intelectualidade. so6 pena de *ue 7se a limpe>a da neve não 2osse e2ectuada. ap:s ter1se lan+ado uma ampla rede em torno de verdadeiras e 2alsas conspira+9es Ra do ?entro "acional. essas deten+9es tornaram1se mais numerosas e mais 2re*uentes) A partir de .) anar*uistas. em . o Brande.ol-tica Econ:mica) R") dos ()S A$DU'. mesmo restringindo1nos s: . todos os universit3rios. as greves Rhouve muitas. *ue devia prolongar1se por muitos anos) (odos esses partidos 1 sociais revolucion3rios. eles seriam 2u>ilados814) . en*uanto não terminar a luta entre o tra6alho e o capital815) Ainda em 1919 2oram detidos. data da sua exclusão de todos os %ovietes. sem ru-do. revolu+ão) R") dos ()i 14 "ova . menchevi*ues. ")bb 41144. sua deten+ãoX ogo a seguir aos democratas constitucionais. 2oram e2ectuadas numerosas deten+9es de anar*uistas) "o ano de 1919 2oi presa a parte acess-vel do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios. simultaneamente ao apa>iguamento. p3g) .s concess9es. 6astava *ue em *ual*uer 236rica ou 6airro oper3rio surgisse a agita+ão.reo6ra/ensAi1@ e outros. de Julho ca-ram tam6ém so6 a al+ada das persegui+9es os socialistas revolucion3rios de es*uerda. Foscovo. prendendo1se assim os o2iciais do corpo expedicion3rio russo Rem Gran+aS) "o mesmo ano de 1919. devemos assinalar *ue /3 na . a6alando . com a dissolu+ão da Assem6leia ?onstituinte. revolucion3rios. 2oi decidido deter tam6ém os sociais1democratas como re2éns) Fas. e o6rigando . *ue mais per2idamente e durante mais tempo tinham 2ingido ser aliados do <nico partido conse*uente do proletariado) E. desde então. come+ou a agarrar aos poucos Rde in-cio discretamenteS.)14S para *ue. os menchevi*ues e os socialistas revolucion3rios. o descontentamento. em 1944) Em 1919. os socialistas revolucion3rios e os menchevi*ues) Ap:s o 14 de Junho de 191Q. vol) 'V. os delegados ao ?ongresso dos &per3rios sem . satis2a+ão das leg-timas reivindica+9es dos oper3rios.or disposi+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do .edro. ")E). .Q. de 2ins de 194C. p3g) 1) 14 #ecretos do $egime %oviético.E AB& #E BU AB 41 como os verdadeiros culpados dessas agita+9es) "o Verão de 191Q. tam6ém. #esde 1919 *ue 2icou patente toda a descon2ian+a para com os nossos compatriotas *ue regressavam do estrangeiro Rpor*u0Y. . *ue tinha desempenhado um papel importante em Gevereiro e em &utu6ro de 1915. logo no Verão de 191Q e em Far+o de 1941. o conhecido tche*uista atsis escreveu so6re os menchevi*uesJ 7Esses indiv-duos não 2a>em mais do *ue estorvar1nos) E por isso *ue os a2astamos do caminho. considerados 11 Fensageiro da ")=)V)#). em seguida =ronstadt. a2ivelando apenas uma m3scara e sendo deportados unicamente por issoJ tudo a 2ingir) E s: no curso impetuoso da revolu+ão se exteriori>ou de s<6ito a ess0ncia 6urguesa desses social1traidores) Era natural proceder . sendo 2avor3vel . a (cheAa apanhasse. 191Q. 19.artido Rmotivo pelo *ual este não se e2ectuouS)1.rimavera de 191Q des6ordava a ininterrupta torrente dos traidores socialistas. socialistas11populares ter1se1iam 2ingido. tam6ém. a do complot militarS em Foscovo. durante décadas. pela noite. em A6ril e em &utu6ro de 1919.s deten+9es ha6ituais. ou se/aJ todos os c-rculos cient-2icos. para não nos enredarem as pernas))) Gechamo1los num lugar retirado. em IutirAi. e metida no c3rcere de IutirAi até ao seu /ulgamento.45) 1J1 "ome de um regimento de guarda. com *ue missãoYS.

visava os es2or+os 7para o 2u>ilamento incondicional de todos os implicados nas ac+9es dos guardas 6rancos8) Fas. mas /3 em todo o caso no #on. de $ostov e de "ovo (cherAass. 5)a edi+ão. *ue estava ligada ao avan+o da linha da 2rente. . n:s perdemo1nosJ como 2a>er uma delimita+ão correctaY %e.1) 1. pelas %ec+9es Especiais e pelos (ri6unais $evolucion3rios. tomo 51. 'litch responde1lheJ 7))) est3 claro. toda a restante intelectualidade Runs oitenta por cento delaS era 7pr:xima dos cadetes8) Entre ela. aus0ncia de um ?:digo . em 6arcas. em grande n<mero. *ue *ual*uer resolu+ão desse tipo constitui um impulso para uma nova torrente de pris9es por toda a parte. p3g) . criadas pelas condi+9es de reorgani>a+ão das administra+9es. por experi0ncia. indicando1lhes *uem a6ar6atar e *ue 2a>er deles) "este resumo não vamos seguir as levas dos criminosos e delin*uentes de direito comum4C e por isso recordaremos apenas *ue as desgra+as e pen<rias. tam6ém. p3gs) 4514Q) 1Q 'dem. s: poderiam 2a>er aumentar. sendo o sintoma exterior da torrente) a Uma di2iculdade particular Rmas tam6ém um mérito particularS na organi>a+ão de todas estas levas cou6e. e dali. por esconder o marido. *ue estava gr3vida. de viol0ncia e de especula+ão) Em6ora estes não 2ossem tão perigosos para a exist0ncia da $ep<6lica.E AB& #E BU AB Em toda a parte. nas aldeias. Foscovo. um elevado n<mero de o2iciais a ArcLngel. com a ocupa+ão de cidades e de regi9es) A directri> da ")=)V)#). *ue houve erros8. assim como aconteceu tam6ém no mar ?3spioS. estava inclu-do por exemplo =orolenAo 1 7um lament3vel 2ilisteu. *uando a Buerra ?ivil ainda não tinha completamente terminado em todos os lugares. esta criminalidade comum 2oi tam6ém em parte perseguida e as respectivas . nesse mesmo ano. p3g) . ora violenta) & esmagamento dessa resist0ncia Rsem contar os 2u>ilados em 2lagranteS deu lugar a uma a6undante torrente de presos. de @C de Agosto de 191Q. no Verão de 194C. dever3 relacionar1se tudo isto com a Buerra ?ivil ou com o in-cio da constru+ão pac-2icaY %e. os actos de 6anditismo. os rou6os. até ao ano de 1944. 2oi 2u>ilada a mulher de um o2icial. 7não sendo pecado *ue talentos destes passem uma semana>inha na prisão8)1Q (emos conhecimento da exist0ncia de grupos isolados de presos através de protestos de BorAi) Em 15 de %etem6ro de 1919. preso a preconceitos 6urgueses815. dos te:logos e dos te:ricos do socialismo. de *ual*uer sistema de leis penais) %: a consci0ncia da /usti+a revolucion3ria Rsempre in2al-velXS serviu de guia aos con2iscadores e aos canali>adores. prolongando1se por dois anos) &mitimos deli6eradamente toda uma grande parte da tritura+ão operada pela (cheAa. 'dem. 194C. a %olovAi Rdi>1se *ue algumas delas 2oram a2undadas no mar Iranco. por ve>es. p3g) 4Q) 19 idem. eles encontravam resist0ncia 1 ora o6stinadamente evasiva.C) 15 enine.liter3rios. mas 7imagine *ue desgra+aX Due in/usti+aX8 E aconselha BorAi a não se consumir a choramingar pelos intelectuais apodrecidos)19 Em Janeiro de 1919 2oi introdu>ido o racionamento de v-veres e para a sua re*uisi+ão 2oram 2ormados destacamentos) 15 F)K) atsis 1 #ois Anos de uta na Grente 'nterna) Exposi+ão popular da actividade da (cheAa) Edit) do Estado. das institui+9es e de todas as leis. em "ovo (cherAass. de Faio de 194C 7so6re a actividade de sapa na retaguarda8) %a6emos. 2oram enviadas desta região. em *ue categoria incluir istoY ^3 uma conhecida resolu+ão do ?omité ?entral. segundo a opinião de enine. p3g) 49) 44 A$DU'.enal. todo o corpo de engenharia) ] excep+ão dos escritores extremistas.

da (cheAa de toda a União. *ue tentava impedir o avan+o duma 2ome sem precedentes na $<ssia) E *ue essas mãos *ue davam de comer não eram as apropriadas para vir em a/uda dos 2amintos) & /3 mori6undo =orolenAo. caracteri>ou o seu esmagamento como 7a pior das politi*uices de um governo de politi*ueiros 41 A parte mais la6oriosa do povo 2oi exterminada completamente)8 R=orolenAo. datada de Q de Janeiro. através do 6astião de (ru6etsA. ela era desterrada44) Fas /3 antes. o campo. mas *ual é o seu comércioY T A) %)S. =ichAin e outrosS. para 2ins comerciais. . *ue estiveram detidos então)S .levas aumentaram as torrentes de contra1revolucion3rios) Fas havia tam6ém uma especula+ão de car3cter completamente pol-tico. em 14 de %etem6ro de 1941. 2oram mostradas em alguns versos de Volochin) "o Verão de 1941 2oi detido o ?omité %ocial de A/uda . na ?rimeia. respeitado presidente deste comité. não a2rouxar a repressão. . esse homem não se apresentasse para resgatar a 2am-lia com a sua ca6e+a.ovo. de géneros aliment-cios. sendo e2ectuadas novas deten+9es) "o ano de 194C n:s temos conhecimento Rou antes não temos)))S do processo da União ?amponesa da %i6éria) E é tam6ém em 2ins do mesmo ano *ue se veri2ica o esmagamento preventivo da insurrei+ão camponesa de (am6ov) R"este caso.edro e . tinham sido enviados para a ilha do Ar*uipélago.aulo. não houve processo /udicial)S Fas a maior parte dos ha6itantes das aldeias de (am6ov 2oi presa em Junho de 1941) "essa prov-ncia a6riram1se campos de concentra+ão para as 2am-lias dos camponeses *ue participaram no movimento insurreccional) . passou a ceder ano ap:s ano a colheita gratuitamente) 'sto provocou revoltas camponesas41 *ue 2oram esmagadas.arcelas de campo raso 2oram cercadas com postes de arame 2arpado e nelas 2oi mantida durante tr0s semanas cada 2am-lia suspeita de *ue algum dos seus homens 2i>esse parte dos insurrectos) %e ao 2im das tr0s semanas. a+am6arcamentos ou arma>enamentos AgolovuiA Rdelin*uente de direito comumSJ delin*uente ha6itualW IitoviA Rcrimin so de direito comumSJ criminoso ocasional) R") dos ()S A$DU'. *ue a Buerra ?ivil aca6ou. como indicava o decreto do ?onselho dos ?omiss3rios do . excep+ão dos *ue 2oram 2u>ilados) Esse mesmo ano de 1941 come+ou com a ordem n<mero de>. em Far+o de 1941.E AB& #E BU AB 8 Rcarta enviada.E AB& #E BU AB 4@ . *ue estava a 2a>er es2or+os acima das suas 2or+as. *ue re>aJ 7'ntensi2icar a repressão contra a 6urguesiaX Agora. são punidos com a priva+ão da li6erdade por um pra>o não in2erior a de> anos. seguidos de tra6alhos 2or+ados pesados e con2isco de todos os seus 6ens)8 A partir desse Verão. assinado por enine em 44 de Julho de 191QJ 7&s culpados de venda. carta de 1C1Q141. monopoli>ados pela $ep<6lica Ro campon0s arma>ena o seu cereal para a venda com 2ins comerciais. de 194. enviada a BorAi)S 44 $evista Buerra e $evolu+ão. da Gortale>a de . mas intensi2ic31laX8 As conse*u0ncias disso.roAopovitch. os marinheiros su6levados da 6ase de =ronstadt.) (uAhatchevsAiJ A uta contra as 'nsurrei+9es contra1$evolucion3rias) 44 A$DU'.s V-timas da Gome R=usAova. ")os 51Q. a BorAiS) RE =orolen1Ao recorda1nos tam6ém a signi2icativa particularidade dos c3rceres em 19414@J 7Estão todos impregnados de ti2o)8 Assim o con2irmam %AripniAova e outros.

. e alguns socialistas 2oram até parar .) U) RAdministra+ão . por cr-ticas ao regime Rnão em p<6lico. mas as listas estavam guardadas. a sua sorte podia variar) Uns ca-am rapidamente numa das céle6res centrais prisionais c>aristas. se preparava a destrui+ão da*ueles *ue noutros tempos se en2ureciam nos com-cios de estudantesW da*ueles *ue com orgulho 2a>iam retinir as grilhetas c>aristas) . agora decorridos decénios)S Em seguida. *uem 6oa cama 2i>er)))S E para *ue o desmoronamento desses partidos 2osse irrevers-vel era ainda necess3rio *ue se destro+assem os pr:prios mem6ros desses partidos. gradualmente. e depois as simples 4@ =orolenAo escreveu a BorAi R491. 19@4 ou 19@5. mas em conversas entre colegasS) ?asos desses eram ainda poucos. escolhendo ele pr:prio o seu lugar de resid0ncia. sem clamor. iam desaparecendo os dos outros partidos. reinava nesse /ogo de paci0ncias estendidas so6re a mesa) E sem ru-do.E AB& #E BU AB 45 prov-ncias. a sua ve> aproximava1se. mas a primeira pergunta de tudo decidia. era limpar Foscovo. com os mesmos guardas *ue /3 tinham conhecido antes) A outros 2oi1lhes proposto o desterro. tinham aca6ado de2initivamente todos os partidos pol-ticos da $<ssia. pois esse grupo 2oi interrogado pelos pr:prios Fen/insAi e 'agoda) "o mesmo ano de 1941 as deten+9es 2oram ampliadas e incidiram so6re mem6ros dos outros partidos) Fas /3. cu/as regras eram inteiramente incompreens-veis para os contemporLneos e de cu/os contornos s: agora podemos dar1nos conta) Due intelig0ncia tão previdente era essa *ue planeou tudo istoW *ue mãos tão cuidadosas eram essas *ue. impercept-vel e in2lexivelmente. o grupo de E) #oiarenAoS. ia chegar a sua ve>. rigorosamente. perdendo todas as liga+9es com os lugares e as pessoas onde antes eram conhecidos. mas não por muito tempo 1 uns dois ou tr0s anitos) &u então algo de mais suaveJ uma diminui+ão da li6erdade de desloca+ão.odia não ser preso na primeira rodadaW podia so6reviver. sempre a paci0ncia.s mesmas celas. pelos vistos. excep+ão do vencedor) RAhX. de Jo6. os portos.etrogrado. eles e a sua actividade revolucion3ria) E assim. com a condi+ão de ser tão am3vel *ue se su/eitasse a controle.141SJ 7A ^ist:ria mencionar3 algum dia *ue a revolu+ão 6olchevi*ue reprimia os revolucion3rios e socialistas sinceros com meios iguais aos do regime c>arista)8 A$DU'. 2alando com propriedade. de todas as outras espécies de socialistas) 'sto exigiu uma paci0ncia silenciosa. 2a>endo1lhe uma <nica perguntaJ 2e> parte ou não))) de))) até)))Y REra costume ser interrogado so6re a sua actividade hostil. detinham1no ou convocavam1no amavelmente. passar1se a tempo para os comunistasS) . os centros industriais. até 1944. como é claro. *ue se tinham conservado. aguardando a vontade da B) . como FaisAi ou VichinsAi. .ol-tica do EstadoS) Esta opera+ão prolongou1se por muitos anos por*ue a condi+ão principal era o sil0ncio e a discri+ão) & *ue importava."esse ano de 1941 /3 se e2ectuaram pris9es de estudantes Rpor exemplo. manipulavam as 2ichasY A*uele *ue tinha cumprido tr0s anos era tirado de um monte dessas 2ichas e colocado suavemente noutro) A*uele *ue tinha estado numa central era enviado para o desterro Re o mais longe poss-velS) A*uele *ue tinha resid0ncia 2ixa era tam6ém mandado para o desterro Rmas 2ora dos limites da resid0ncia 2ixaS) A*uele *ue /3 estava no desterro era desterrado para outro local e depois novamente trans2erido para uma central R/3 outraS) A paci0ncia. sem perder um instante. segundo o grau da sua periculosidade. na Academia (imiria>ev. os corpos desses mem6ros) "enhum cidadão do Estado $usso *ue tivesse sido mem6ro de outro partido pol-tico *ue não o 6olchevi*ue escapava a esse destinoJ estava condenado Rse não conseguia.

o dos propagadores do apelo do patriarcaW em . en1tregavam1se . monges e di3conos. transmissão do poder religioso aos partid3rios da 'gre/a Viva) "as prov-ncias e distritos. so6retudo mulheres. decidiu intervir nos assuntos religiosos) Galtava ainda levar a ca6o a 7revolu+ão eclesi3stica8J su6stituir a hierar*uia e colocar em seu 44 ]s ve>es lemos no /ornal um artiguelho e 2icamos 6o*uia6ertosJ & l>vie>tia. *ue aca6ava de ser cognominada B).mais uns anos de vida) Fas chegou inexoravelmente a sua ve> e inexoravelmente. ao longo dos anos 4C e @C. o exterm-nio radical da religião no nosso pa-s.E AB& #E BU AB lugar outra *ue estendesse uma s: orelha para o céu e a outra para a u16ianAa) &s clérigos da 'gre/a Viva45. tendo sido um dos o6/ectivos importantes do grupo B). 2oi posto em li6erdade) ?ompreenda1se isso como se *uiserX Ele continuou a viver em seguida. e não aos sociais1democratas. 2oram presos os metropolitas e os 6ispos e logo a seguir aos peixes gordos. tran*uilamente. *ue punha o6st3culos ."esta opera+ão da Brande .or essa ra>ão 2oi preso o patriarca (iAhon e montaram1se dois ruidosos processos. prisão eles mesmos) "o entanto. certamente.rimavera de 1944 a (cheAa R?omissão Extraordin3ria para a uta contra a contra1 $evolu+ão e a Especula+ãoS. m-sticos. desse modo.etrogrado. a ve> dos mi<dosJ os arciprestes.)U)1")=)V)#). *ue os tri6unais c>aristas impunham as penas mais severasW a eles.s .oder. tinham prometido *ue seria assim. A$DU'. espiritistas Rum grupo como o do conde . as ca6e+as ca-ram dos seus om6ros44) "a . tam6ém. /ustaJ nos anos 4C ti1nham1lhes proposto assinar retracta+9es escritas dos seus partidos e das suas ideologias) Alguns recusaram1 se e ca-ram assim. pois era precisamente aos socialistas revolucion3rios e aos anar*uistas. seguidos de 2u>ilamentosJ em Foscovo. . condenaram1no a dois anos) #epois disso. encarceravam1se e deportavam1se de modo intensivo os 2rades e 2reiras. mais o6stinadas na sua 2é. teve uma nova condena+ãoY "ão. *ue tanto enegreciam a vida russa) #eti1nham1se e /ulgavam1se os c-rculos de 2iéis particularmente activos) Estes c-rculos ampliavam1se sempre e logo eram varridos os crentes. a*ui e acol3. contava *ue um ano ap:s o advento de ^itler ao . mas ao . como sempre. 2oram presos e des6aratados os 7cat:licos orientais8 Rdisc-pulos de Vladimir %oloviovS.artido ?omunista) Ani*uilaram11noY "ão. entretanto. mas sem a/uda exterior eles não podiam dominar o aparelho religioso) .)U).ahlen 2a>ia relat:rios das suas conversas com os esp-ritosS. na primeira rodada do exterm-nioW outros 2i>eram essas retracta+9es e conseguiram. *ue eram pessoas idosas. naturalmente. organi>ando a actividade clandestina) & artigo destinava1se a p_r em relevo a sua intrepide>) 4. s: poderia ser conseguido com a deten+ão em massa dos pr:prios ortodoxos) Apanhavam1se. o do metropolita Veniamin. assim como o grupo de A) ') A6riA:ssova) Duanto aos simples cat:licos e aos sacerdotes polacos. acerca dos *uais /3 a 'mprensa nada noticiava) (odos a*ueles *ue não prestavam /uramento de 2idelidade ao impetuoso movimento renovador da 'gre/a Viva eram detidos) &s sacerdotes eram parte o6rigat:ria de cada leva di3ria e os seus ca6elos grisalhos 6rilhavam de etapa em etapa para %olovAi) "os primeiros anos da década de 4C ca-ram tam6ém seitas de te:so2os. chegou. de 44 de Faio de 1959. sociedades religiosas e 2il:so2os do c-rculo de Ierdiaiev) Entrementes. Faximilian ^uaAe 2oi detido por pertencer))) não a um partido *ual*uer.aci0ncia 2oi exterminada a maioria dos velhos presos pol-ticos. *ue constitu-am /ustamente a antiga popula+ão das deporta+9es) A regularidade do exterm-nio era.

é certo. *ue não tinha sa6ido elevar1se até ao irresist-vel impulso do internacionalismo) Entre muitos da*ueles *ue pertencem . e ainda mais relativamente .*uais. se passou tam6ém a chamar 2reiras) ?onsiderava1se. camponeses e soldados tinham uma maioria numérica de russos e eram interpretados como um poder russoS) Em 194. e tam6ém enviadas a %olovAi) ]s amantes da pecadora vida terrena reservava1se uma leve condena+ão de tr0s anos) & am6iente das levas. as 2reiras com as prostitutas. e pelo estudo de . um certo n<mero de estudantes de eninegrado Rcerca de uma centenaS 2oram condenados a tr0s anos de prisão. ao *ue parece.E AB& #E BU AB 45 R.s 7religiosas8. dachnaAos da Arménia. isto é.s gera+9es seguintes 2irmou1se a ideia de *ue os anos 4C constitu-ram uma espécie de orgia de li6erdade. ela 2oi condenada a de> anos)S As pessoas convictas de possu-rem a verdade espiritual deveriam ocult31la dos))) seus 2ilhosXXX A educa+ão religiosa das crian+as nos anos 4C. a6rangido pelo artigo 5Q1 1C. etendendo uma cola6ora+ão estreita com o poder soviético. en*uanto a mãe ia para %olovAi Rdurante todas estas décadas as mulheres revelaram uma grande 2irme>a de convic+ãoS) (odas as religiosas apanhavam de> anos. *ue o2ereceram resist0ncia . as expedi+9es e a pr:pria %olovAi. 2oi criada em 1944.s respectivas regi9es 2ronteiri+as. 2oram misturadas nesses mesmos anos. implanta+ão. do poder soviético Ros primeiros %ovietes de deputados. menchevi*ues da Be:rgia e 6assmatches da (urcoménia. /unto da ?atedral de =a>an. era1lhes vedada a possi6ilidade de /amais regressarem aos seus 2ilhos e . ao ponto de partida) Duanto . de emigrados menchevi*ues) R") dos ()S 4Q . pela leitura de & Fensageiro %ocialista4. não as impediam de ganhar a vida na sua alegre pro2issão. deten+9es estas *ue aumentavam nas vésperas das 2estas Rpor exemplo. contudo. não pelo seu credo mas por mani2estarem convic+9es em vo> alta e por darem uma educa+ão . 2oi totalmente aprisionada a sociedade sionista ^e/aluts. e regressavam ao ca6o de tr0s anos.or este verso. especialmente em 1945. casos havia em *ue o pai a6/urava e 2icava a criar os 2ilhos.leAhanov. na Zsia ?entral.odes orar livremente.aris. por en*uanto redu>idas. relativamente . durante os longos anos de deporta+ão e de campos de concentra+ão. no 1)O de Faio de 1944S) Em 1945.s crian+as nesse esp-rito) ?omo escreveu (Lnia =hodAevitchJ . *ue todos eram presos e /ulgados. por um discurso pronunciado contra o Boverno. com as suas pesadas malas. sem ter.s dimens9es russasJ mus1savatistas do A>er6ei/ão. passou a ser *uali2icada como um delito.leAhanov Ro pr:prio . em oposi+ão ao patriarca (iAhon. $evista pu6licada em . sua terra natal)S #esde os primeiros anos da década de 4C *ue apareceram correntes puramente nacionais. *uando /ovem. em isolamento 7pol-tico8. *ue nada limitava) "o presente livro havemos de encontrar pessoas *ue se ressentiram dos anos 4C de maneira a6solutamente di2erente) &s estudantes sem partido 6atiam1se nesse tempo pela 7autonomia das escolas superiores8W pelo direito de reali>ar assem6leias pela não inclusão nos programas de estudo de um excesso de matérias pol-ticas) ?omo resposta so6revinham as deten+9es. oper3rios. *ue era então a condena+ão mais longa) RAo limpar as grandes cidades para a sociedade pura *ue se avi>inhava. como agita+ão contra11revolucion3riaX E certo *ue no tri6unal havia ainda a possi6ilidade de a6/urar da religião) Em6ora não 2osse 2re*uente. Fas))) de modo *ue s: #eus te escute) A 'gre/a Viva ou 7renovada8. com os che2es e os soldados da escolta. um grande 0xito) R") dos ()S e A$DU'.

os 7relat:rios de com6ate8 dos vi>inhos) R. ap:s a prisão dos che2es de 2am-lia) #esse modo. cu/a no6re>a era intransmiss-velS eram todos a*ueles *ue possu-am um grau tanto civil como militar) R(V) dos ()S A$DU'. as den<ncias))) perdão. e ainda os c>aristas vermelhos. come+aram as deten+9es dos primeiros R/ovensS trots*uistas) #ois ingénuos soldados vermelhos *ue. era 23cil imaginar *ual seria o estado de esp-rito destes. estavam su/eitos a ser agarrados) Eles camu2laram1se ha6ilmente. provocavam. muito simplesmente. não 2a>endo mais do *ue come+arJ restavam ainda. na verdade. *ue . com o envio de o2iciais para o Ar*uipélago.s ve>es no entanto conseguem irromper) E mencionaremos a*ui a primeira) Entre as esposas e 2ilhos de no6res o2iciais havia não raramente mulheres *ue se destacavam pelas suas *ualidades pr:prias e pelo seu aspecto atraente) Algumas sou6eram talhar para si uma min<scula torrente ao invés T em direc+ão contr3riaX Eram todas a*uelas *ue se lem6ravam de *ue a vida nos é dada uma s: ve> e *ue não h3 . a sua deten+ãoX E eis *ue a torrente engrossa) "os anos 4C houve uma amnistia para os cossacos *ue participaram na Buerra ?ivil) Fuitos regressaram da ilha de emnos ao =u6an e rece6eram terras) Fas.A$DU'. h3 sempre um ou outro caminho para voltar a tr3sX %ão as 2inas e ténues contracorrentes. seguindo a tradi+ão russa.E AB& #E BU AB 49 p:s tinham terminado estudos universit3rios) E uma ve> detidos.rocedendo a uma an3lise social in2al-vel. tinha guardado em casa uma lista dos antigos 2uncion3rios /ur-dicos da prov-ncia) Em 1945 isso 2oi desco6erto casualmenteJ todos 2oram detidos e 2u>ilados)S Assim se iam 2ormando torrentes com o 2undamento da 7oculta+ão da origem social8 e d3 7antiga posi+ão social8) Essas express9es eram interpretadas num sentido amplo) &s no6res eram presos por meros ind-cios de casta) & mesmo se passava com as respectivas 2am-lias) Ginalmente. eles pr:prios. e 2oram introdu>indo1se nas institui+9es soviéticas) "este sentido 2oram de muita a/uda os lapsus linguae. posteriormente. a solu+ão do pro6lema não 2icava conclu-da. 2oram tam6ém atirados para pris9es pol-ticas e mantidos incomunic3veis) ?ompreende1se *ue não escapassem ao golpe as classes exploradoras) Em toda a década de 4C continuou o 2lagelo de antigos o2iciais *ue tinham escapado com vidaJ os 6ra+os *ue não tinham merecido o 2u>ilamento durante a Buerra ?ivilW os 6rancos1vermelhos. as suas esposas e 2ilhos) . *ue não tinham servido todo o tempo no Exército Vermelho ou haviam tido interrup+9es de servi+o. por simples a2ei+ão de coleccionador. *ue haviam lutado dos dois lados. 2oram todos detidos) &s antigos 2uncion3rios do Estado. e sendo detidos. os conhecimentos casuais. pessoas *ue noutros tempos 7no6res a t-tulo pessoal8 Risto é. *ue se tinham escondido. sem grande preocupa+ão de clare>a. donde não voltariam mais) Entretanto. eram presos tam6ém os no6res a t-tulo pessoal45 isto é. soltos e novamente detidos.E AB& #E BU AB apanhara muito menosS) Em 1945. as mães dos o2iciais. aproveitando1se do 2acto de *ue na $ep<6lica ainda não existia o sistema do passaporte interior nem da caderneta de tra6alho. não atestadas por documentos) #i>emos 2lagelo por*ue não lhes davam logo as condena+9es. senão *ue passavam 1 sempre a paci0nciaX 1 por veri2ica+9es intermin3veis. no lugar de resid0ncia.or ve>es tratava1se de uma pura casualidade) Um tal Fova. até irem gradualmente parar a campos de concentra+ão. come+aram a angariar 2undos para os presos trots*uistas. não se podia voltar atr3sJ o *ue estava 2eito estava 2eito) Uma sentinela da $evolu+ão não se engana) Fas não. tornando1se o6/ecto de limita+9es no tra6alho.

sendo vivido. tor+amos1lhe o pesco+oX A *uem reprimirY A *uem torcer o pesco+oY 'mediatamente come+a a promo+ão VoiAov) ?omo sempre. por pouca sorte. pelos vistos. o coxo Bartman e =otche1rovsAiS comportava1se de maneira insuport3vel. uma mulher 6rilhanteJ o seu marido. são detidos os do costumeJ os anar*uistas. metia1se em assuntos pol-ticos. VinaverSW a de ?rac:via R%andomirsAaiaS e a de . a6alado pelas explos9es dos /ornais. *uando h3 agita+9es e tens9es. *ue era.etrogrado Ro velho populista ?hevtsov. *uem mais deter. 'agoda e *ue/andos) E c:mico di>01lo. /3 tinha apanhado uns 6ons sa2an9es. perto da Brande u6ianAa. em Junho) FaiaAovsAi consagrou1lhe *uatro ri6om6antes poemas) &rgani>a+ão de solidariedade aos presos pol-ticos R") dos ()S 5C A$DU'. como tam6ém os democratas1constitucionais contra11revolucion3rios) Goi 2echada em 194. mas aca6ou por pedir para regressar e. como não importa *u0 1 e as *ue lhes agradaram 2oram admitidas) (ornaram1se as in2ormadoras mais proveitosasX A/udaram muito a B) . insolente. 2irme>a e repressão.etrogrado) A de Foscovo portava1se decentemente e até 19@5 não 2oi dissolvida) Fas a de . não suprimida ainda) Fas 2oi um ano tenso.nada de mais *uerido do *ue a nossa vida) &2ereceram1se . um o2icial. pois. 2oi 2u>ilado na sua 2rente. a mais )not3vel das denunciantes do per-odo posterior . procurava apoiar1se nos antigos prisioneiros da 2ortale>a de ?hlissel6urg R"ovorussAi. dirigia um salão *ue as importantes personagens dessa casa muito gostavam de 2re*uentar) %: em 19@5 voltou a ser detida com os seus clientes. como a véspera da guerra. cumprir o apelo do poetaJ ?om união.). e o assassino isolado de VoiAov49 2oi preso nesse pa-s) ?omo e contra *uem.ol:nia apresentou desculpas. (cheAa1B) . revolu+ão 1 o seu 2ilho 2oi tam6ém delator em %olovAi TW e o de ?onc:rdia "iAo1 laievna 'osse. pela revolu+ão mundial) & assass-nio do representante plenipotenci3rio soviético em Vars:via inundou as colunas dos /ornais.ol-tica da Velha $<ssia)4Q ^avia tr0s sec+9esJ a de Foscovo RE) .E AB& #E BU AB Fas. o ano de 1945 é por n:s evocado como um ano despreocupado e 2arto da ") E) . os socialistas revolucion3rios.echAova.) U) como in2ormadoras. 2olhear FaiaAovsAiJ . a . nas cidadesY "ão a classe oper3riaX Fas a intelectualidade 7pr:xima dos cadetes8W essa. do grupo de AleAsandr UlianovS e a/udava não s: os socialistas. a partir de 1919) "ão teria chegado a hora de sacudir a intelectualidade. mas por uma tradi+ão a6surda conservava1se a ?ru> Vermelha . e os seus dirigentes presos e deportados) &s anos passam e o *ue não se re2resca apaga1se nas nossas mem:rias) Envolto nas 6rumas da distLncia. *ue se 2a>ia passar por progressistaY #e passar ao crivo os estudantesY Iasta. e a ela mandaram1na para %olovAi. como cola6oradoras.) U).ensa no =omsomol dias e noitesX As suas 2ileiras examina1as mais atentamente) . os menchevi*<es e ainda a intelig0ncia pura e simples) "a verdade. lancemo1nos a ele. outra ve>. *ue teve enorme con2ian+a nas ditas) ^3 *ue citar a*ui os nomes da <ltima princesa Via1>emsAaia.

crema+ão e dispersão das cin>asS) A$DU'. a destrui+ão dos vest-gios do 2u>ilamento da 2am-lia c>arista Res2acelamento e serra+ão dos ossos. Varentsov e outrosS são GUU' A#&%X &u então. di1lo13 desenvoltamenteJ 7Eu acredito *ue voc0 não é culpado de nada. para os *uais não pediram a autori>a+ão da B) . VoiAov teria dirigido. nesses dias. cami9es 2echados e carro+as a6ertas. de *uarteirão em *uarteirão) Em todos os lugares alguém deve ser a6ar6atado) A palavra de ordem éJ 7#aremos um murro na mesa tão 2orte *ue o mundo estremecer3 de horrorX8 . mesmo de dia. esses lacaios dos antigos patr9es capitalistas) #esde os primeiros anos da $evolu+ão *ue os coloc3mos .%erão todos Aomsomols de verdadeY &u serão apenas Aomsomols mascaradosY Uma concep+ão c:moda do mundo d3 origem a um c:modo termo /ur-dicoJ o de pro2ilaxia social) Ei1lo adoptado. re<nem1se. compreender *ue estamos a reali>ar uma vasta pro2ilaxia socialX8S "a realidade.E AB& #E BU AB 51 mundialY Duando a grande guerra eclodir /3 ser3 tarde) E em Foscovo come+a uma limpe>a plani2icada. *ue tem demasiadas pretens9es de ser insu6stitu-vel e *ue não est3 ha6ituada a cumprir imediatamente as ordens) %e/amos clarosJ n:s nunca deposit3mos con2ian+a nos engenheiros. em . *ue o recém1chegado IoiAo *uase não encontrou lugar para sentar1se)S (omemos um exemplo t-pico dessa torrenteJ algumas de>enas de /ovens organi>aram ser9es musicais. toda essa intelectualidade vacilante e apodrecida. para a IutirAi. a 2im de comemorar a tradicional 2esta do liceu consagrada a . de um des-gnio do imperialismo. os estudantes emigrados. este mon3r*uico matou VoiAov por vingan+a pessoalJ comiss3rio do ?omité $egional de a6astecimento dos Urais. aceite e compreendido imediatamente por todos) RUm dos che2es da constru+ão do canal do mar Iranco. os estudantes da Escola de #ireito Routro esta6elecimento tam6ém privilegiadoS) A promo+ão VoiAov redu>1se.s dimens9es do E EGA"(E 1 designa+ão especial do ?ampo de %olovAi) Fas o crescimento maligno do Ar*uipélago de BU AB /3 tinha come+ado e 6em depressa ele dispersar3 as suas met3stases por todo o corpo do pa-s) ) . a>ar =ogan. em Junho de 191Q. senão nas vésperas da guerra pela revolu+ão 49 %egundo parece. por en*uanto. . nesse mesmo ano. evidentemente. surgiu um novo apetite) ^3 muito *ue é tempo de destruir a intelectualidade técnica. carros celulares.uschAine) &s /ornais deram not-cias do 2acto) (rata1se. algures. na cave da casa trinta e tr0s. *ue restavam ainda na U) $) %) %) e.aris.ara a u6ianAa. moralmente 2erido) E eis *ue são detidos (&#&% os estudantes desse liceu.) U) &uvem m<sica e 6e6em ch3) . autom:veis. puxadas por cavalos) ^3 engarra2amentos nos port9es e engarra2amentos no p3tio) & tempo não chega para 2a>er os descarregamentos e os registos) R%ucede o mesmo noutras cidades) Em $ostov do #on. era tal o aperto no chão. pois. ao mesmo tempo. mas para vir em a/uda da 6urguesia mundial agoni>ante) (&#&% eles são presos e condenados de tr0s a de> anos RAnna %AripniAova apanha cincoS e os organi>adores *ue não reconhecem a culpa )R'van "iAolaievitch. correm velo>es.ara pagar o ch3 angariam uns *uantos Aopecs) E claro *ue a m<sica constitui uma dissimula+ão do seu estado de esp-rito contra1revolucion3rio e *ue o dinheiro angariado não é de modo algum para o ch3. pessoalmente) Fas é uma pessoa culta e deve. *uando deter esses companheiros de viagem inseguros.rovando um novo 2ruto.

concentrando toda a 2or+a o2ensiva de classe na outra intelectualidade) Fas. no per-odo da reconstru+ão. na de *u-mica.) U) su2ocava na tare2a de agarrar e de carregar sa6otadores) "as capitais e nas prov-ncias actuavam as comiss9es de união da Administra+ão .altchinsAi. o2icial engenheiro. sem caminhos de 2erro) Entretanto. na de constru+ão de ma*uinaria. de VielitchAo@C e de tantos outros an:nimos) ?ada ramo da ind<stria. e gene1hete no Finistério da Buerra c>arista onde dirigia a administra+ão dos transportes. podia com toda a certe>a suspeitar1se de *ue o era) E *ue re2inados mal2eitores eram estes velhos engenheiros.or todos os lados surgiam inimigos com réguas de logaritmosX A B) .E AB& #E BU AB 5@ pouco tempo. 2alando longa e animadamente acerca dos pro6lemas econ:micos da constru+ão do socialismo e gostando de dar conselhos) & pior dos seus conselhos 2oi esteJ aumentar as composi+9es de mercadorias. ast<cia e venalidade) A %entinela da $evolu+ão 2ran>ia mais os so6rolhos e para onde *uer *ue olhasse com os olhos 2ran>idos logo desco6ria um ninho de sa6otagem) Este tra6alho de saneamento p_s1se em marcha no ano de 1945 e logo 2oi mostrando ao proletariado todas as causas dos nossos 2racassos econ:micos e das nossas car0ncias) "o ?omissariado dos (ransportes do . do ?omissariado dos (ransportes do . na de guerra. decidiu precisamente autori>ar as composi+9es de mercadorias com . a sua 2alsidade. com *ue diversidade de manhas satLnicas sa6iam sa6otarX "iAolai =arlovitch von FeAAe. Goi tado) AhX. mais clara se tornava a nature>a sa6otadora do velho corpo de engenharia. antigo pro2essor da Academia Filitar. *uando o novo ?omiss3rio dos (ransportes do .) U). 2ingia1se muito devotado . revolvendo essa imund-cie viscosa e todos os dias soltando ais de surpresa) &s tra6alhadores eram in2ormados Rou nãoS das <ltimas 6andalhices dos sa6otadores. cada 236rica e cada o2icina de artesanato devia detectar a sa6otagem *ue havia no seu seio e logo *ue se punham em campo imediatamente a desco6riam Rcom a a/uda da B) . em caso de interven+ão.ovo.) U)S) %e algum engenheiro 2ormado antes da $evolu+ão não tinha sido desmascarado como traidor. mesmo assim n:s pr:prios lhes permitimos *ue tra6alhassem na nossa ind<stria.ovos de toda a União e o .E AB& #E BU AB outros. de modo a deixar a $ep<6lica. na de ouro e de platina. medida *ue amadurecia a nossa direc+ão econ:mica Ro ?onselho de Economia dos . su6metidos .so6 um são controle. descon2ian+a da classe oper3ria) Entretanto. na de constru+ão de 6arcos. na de irriga+ão T por todo o lado havia a6cessos purulentos de sa6otagemX . come+ando estes a entrar em con2lito e a seguir1se uns aos 54 A$DU'. dos vag9es e das locomotivas.ovo.ol-tica do Estado e os tri6unais prolet3rios.lano EstatalS e aumentava o n<mero de planos. Von FeAAe 2oi desmascarado Re 2u>iladoS. de Von FeAAe. o camarada =aganovitch. através dos /ornais) %ou6e1se dos casos de . pois visava o desgaste das linhas 2érreas. *uanta 2alta nos 2e> em 1941X A$DU'. passado A) G) VielitchAo. não temer *ue 2ossem muito carregadas) .ovo Rdos 2errovi3riosS havia sa6otagemJ por isso era di2-cil conseguir passagem nos com6oios e sucediam1se as interrup+9es na distri6ui+ão de mercadorias) "a União Estatal de ?entrais Eléctricas de Foscovo havia sa6otagemJ por isso veri2icavam1se cortes de lu>) "a ind<stria petrol-2era havia sa6otagemJ por isso não se conseguia *uerosene) "a ind<stria t0xtil havia sa6otagemJ por isso as pessoas *ue tra6alhavam não tinham *ue vestir) "a ind<stria do carvão havia uma sa6otagem colossalJ por isso gel3vamos de 2rioX "a do metal. .or interven+ão da B) . constru+ão da nova economia.

*ue não se pode escaparX 7"ão . 2oi presa 7por revelar uma opera+ão secreta8. pedimos ao leitor *ue a guarde todo o tempo na mem:ria T especialmente na primeira década revolucion3riaJ então. pondo em cima da sua mesa de tra6alho duas pistolasJ uma . ordenando1lhe *ue tra6alhe no seu antigo posto Rsem ele tudo se desmoronavaS) Ele p9e as coisas em ordem) Fas as ver6as continuaram a ser. desta ve> pela 7m3 utili>a+ão das ver6as8J se elas não chegaram. havendo pessoas *ue se recusavam cora/osamente a prestar o servi+o proposto. como em *ual*uer outra. e volta1se do avesso o velho a2orismo de *ue 7devagar se vai ao longe)))8) A <nica coisa *ue di2iculta por ve>es a prisão dos velhos engenheiros é *ue não h3 su6stitutos preparados) "iAolai 'vanovitch adi/ens1Ai. isso 2ora devido a *ue o engenheiro principal as não sou6e aplicar 6emX adi/ensAi morre ao 2im de um ano. nuns poucos de anos. prisão. ele e outros dirigentes. chegadas e relacionadas com os condenados. direita. como antes. pois em todos os ramos da ind<stria erguiam1se com as suas 2ormas de c3lculo. insu2icientes T e eis *ue de novo vai parar . trans2ormam a prisão em deten+ão domicili3ria. es*uerda) 54 A$DU'. pelo *ue 2oi detida pela B) .E AB& #E BU AB ?erta ve> convidaram a /ovem Fagdalina Ed/u6ova para ser espia no c-rculo de engenheiros. é primeiro detido pela sua 7teoria das limita+9es8. num 6os*ue. e ela não s: se recusou como 2oi tam6ém contar tudo ao seu tutor Rdevia)espi31lo a ele pr:prioSJ este 2oi logo detido e nos interrogat:rios reconheceu tudo) Ed/u6ova. condenado ao tra6alho de corte de 3rvores) Assim. como por exemplo))) não *ueria manchar a 2ace de 6ron>e dourado da %entinela. sendo todas castigadas sem compaixão fa ?onta1se *ue &rd/oniAid>e 2alava com os velhos engenheiros. isso signi2ica *ue é o6rigat:rio. outra . super2-cie. conseguiu1 emergir . em6ora num c-rculo completamente di2erente 1 entre os destacados comunistas de ?rac:via T. /3 meio morta. e condenada ao 2u>ilamento) Entretanto. não *uerendo compreender como o entusiasmo do pessoal a/uda as pontes e as m3*uinas) #urante essa época toda a psicologia popular é posta em causaJ ridiculari>a1se a circunspecta sa6edoria de *ue 7depressa e 6em não h3 *uem8. *ue eram os her:is pre2eridos de Barin1 FiAhailovsAi e Uamiatine) ?ompreende1se *ue nesta leva. as pessoas tinham ainda o seu orgulho e muitas não haviam ad*uirido ainda o conceito de *ue a moral 2osse uma coisa relativa. tona em =olima) E so6re os *ue não conseguiram vir . so6re esses nada sa6emos) R"os anos @C. mas tem de ser))) os delatores relutantes) Esta torrente. com um estreito sentido de classe. 2ossem arrastadas tam6ém outras pessoas. e 2oram /ustamente 2u>ilados pela sua 2alta de con2ian+a nas possi6ilidades dos transportes socialistasS) Esses limitadores 2oram 2ustigados durante v3rios anos. essa torrente de insu6missos redu>1se a >eroJ uma ve> *ue se exige de alguém ser in2ormador. inteiramente secreta. aca6ou por passar vinte e cinco anos na prisão. 2oi *ue6rada a coluna verte6ral do velho corpo de engenheiros russos. *ue nunca apareceu em p<6lico.) U) e s: um *uarto de século depois. *ue desgastava ruinosamente o material rolante. 7pela 2é cega no coe2iciente de seguran+a8 Rpartindo da *ual ele considerava insu2icientes as ver6as destinadas por &rd/oniAid>e para a amplia+ão das 236ricasS)@1 #epois. "adie/da Vitalievna %urovets negou1se tam6ém a espiar e a denunciar os mem6ros do governo ucraniano.pesadas cargas. e mesmo duas e tr0s ve>es mais pesadas Rtendo por essa desco6erta. rece6ido a &rdem de enineSW os maldosos engenheiros intervieram agora /3 no papel de limitadores Rclamavam *ue isso era demasiado. engenheiro1che2e das 236ricas de material de guerra de '/evsA. ap:s uma série de condena+9es) "esse mesmo ano de 1945. *ue estava gr3vida. gl:ria do nosso pa-s.

mas os investigadores. lan+am so6re si mesmos *ual*uer a6surda a6/ec+ão e eis *ue. havendo1os de so6raJ é algo de glorioso. coragem em nada compar3vel . atri6u-das. super2-cie com 6andeiras. o /ulgamento do . contra sua vontade.artido 'ndustrial reali>aram1se /3 com-cios e mani2esta+9es de toda a popula+ão. super2-cie. numa dia6:lica liga+ão. antecipando1se . esperan+ados numa maior indulg0ncia) A maioria dos engenheiros. para di>er 7nãoX8. do primeiro ao <ltimo. do *ue outro mau)8 Além disso. *uando todos perguntavam por toda a parte por onde é *ue se extraviara o nosso rico pãoY E eis *ue. caros concidadãosX . *uando todos passavam 2ome na 2arta $<ssia. os tri6unais e os procuradores não seriam mais culpados do *ue eu e v:s.ois se temos a ca6e+a co6erta de alguns ca6elos 6rancos é por*ue em tempos vot3mos decorosamente A GAV&$)S A primeira prova 2oi tirada por %taline a prop:sito dos organi>adores da 2ome T e como é *ue essa prova não seria concludente.E AB& #E BU AB 55 para a participa+ão de todo o povo na canali>a+ão. *uando o essencial da pes*uisa se passa su6terraneamente) Em tais processos s: aparece uma pe*uena parte dos detidosJ apenas a*ueles *ue estiveram de acordo. compreendemos *ue os /ulgamentos p<6licos são simples montes de toupeiras . tem lugar em Foscovo o sensacional processo /udicial das . 2acilidade de ho/eX RE mesmo ho/e não se levantam . por precau+ãoX As décadas passariam. são /ulgados com enorme estrépio os organi>adores da 2ome R%ão elesX %ão elesX Ei1losXSJ *uarenta e oito os sa6otadores da ind<stria aliment-cia) Em 2ins de 19@C reali>a1se.é com um puxão *ue se consegue partir a 2orca)8W 7%e não 2or eu ser3 outro)8W 7Fais vale um 6u2o 6om como eu. #eterding e . pelas canali>a+9es. os oper3rios e os 2uncion3rios votam colericamente a 2avor da pena de morte contra os in2ames réus) E *uando do /ulgamento do . perante os olhos dos tra6alhadores.) U) As torrentes 2luem no su6solo. e tam6ém vanta/oso)S Em 194Q. amontoam1se /3 volunt3rios para entrar na pol-cia.s decis9es do tri6unal. todos os acusados. pelas estonteantes congs2iss9es e pela auto2lagela+ão dos acusados Rem6ora ainda não todosS) Ao ca6o de dois anos. a FiliuAov. arrastando a vida 2lorescente da super2-cie) E precisamente a partir desse momento *ue é dado um passo importante A$DU'. em se denunciarem a si e aos outros. $ia6uchinsAi. em 236ricas e institui+9es. em %etem6ro de 19@C. glori2icando a sua sorte e rego>i/ando1se com a repressão /udicial) R'sto. sendo1 lhes aplicados 1 a eles *ue não reconheceram a acusa+ão 1 os mesmos de> anos. mo6ili>ando os alunos das escolas) Eram milh9es de pessoas marcando o passo e gritando atr3s das vidra+as do edi2-cio do tri6unalJ 7A morteX ] morteX ] morteX8 "esta 2ractura da nossa hist:ria ressoaram vo>es solit3rias de protesto ou de a6sten+ãoJ era necess3ria muita coragem. repeliram o a6surdo dos /u->es de instru+ão 1 e esses 2oram /ulgados em sil0ncio. como um monumento cu/o véu caiu.L minas) %ensacional pela pu6licidade *ue lhe é dada. mais sensacionalmente ainda e /3 impecavelmente ensaiado. pela comissão da B) . a*ueles *ue mostravam valentia e sensate>. no meio deste coro de 6ramidos. para a distri6ui+ão por todo o povo da responsa6ilidade em rela+ão a elaJ a*ueles cu/os corpos ainda não ca-ram nas 6ocas da canali>a+ão.artido 'ndustrialJ a*ui. se eleva a maior e mais engenhosa constru+ão de todas as sa6otagens /amais desco6ertas. a*ueles *ue ainda não 2oram levados pelos tu6os do Ar*uipélago 1 esses devem des2ilar .oin1caré) Agora *ue come+amos a penetrar nos meandros da nossa pr3tica /udicial. a hist:ria recuperaria de novo os sentidos.

ara onde 2oram varridas as nossas /ustas acusa+9esY #ecorria então o /ulgamento dos sa6otadores da ind<stria de porcelana Rl3 tam6ém tinha havido imund-cieXS e /3. 6em como parte do campesinato evolu-do. su6itamente. sem adivinhar *ue o seu tempo estava a chegar. a ca+a aos engenheiros terminava precisamente a*ui) Em come+os de 19@1. *ue 6em depressa os seus nomes seriam arrastados nesse 6ramido. ) ") FaAarov. o 2uturo 7primeiro1ministro8 ") #) =ondra1tiev.E AB& #E BU AB .artido ?ampon0s do (ra6alhoJ ao *ue parece. e ali mesmo tam6ém 2oi presoX (odos estes protestos 2oram as2ixiados . teria existido Rmas nunca existiuXS uma enorme 2or+a. da intelectualidade rural. pro2essor da Academia (imiria1>ev.artido ?ampon0s do (ra6alho. tam6ém. e mais tarde uns *uantos dispersos.artido 'ndustrial /3 havia sido mencionado o . de 6igodes /3 6rancos. lugar ainda outro milagre) A seguir ao processo do . AleAsei #oiarenAo. de repente. con2essando1se culpados de tudo. *uando. *ue era 6em conhecido) & aparelho de investiga+ão da B).or onde se evaporou a nossa /usta c:leraY . vida) Goi assim *ue regressou #) A) $o/ansAi) "ão se poder3 di>er *ue ele travou um duelo com %talineY Due um povo cora/oso e c-vico não teria dado a>o a *ue se escrevesse nem este cap-tulo. organi>ada clandestinamente. exclamaramJ 7Estamos inocentesX8 E li6ertaram1nosX R"esse ano o6servou1se até uma pe*uena contracorrenteJ os engenheiros /3 condenados ou perseguidos 2oram restitu-dos . no ano de 19@1. te:ricos e dirigentes sindicais. contra a pena de morte. dos activistas das cooperativas de consumo e agr-colas. toda a vanguarda 2oi unLnime na aprova+ão destas execu+9es) ?éle6res revolucion3rios. em Far+o de 19@1.reocupa+ão com elaX . todos do mesmo modo. 2uturo 7ministro da Agricultura8@@) E. desde os 2ogosos Aomso1mols até aos che2es do partido e aos che2es dos exércitos lend3rios. nem todo este livroYS ^avia /3 muito tempo *ue os menchevi*ues tinham ca-do por terra. de modo algum. sem espinha dorsal) "a reunião do 'nstituto . em geral. todas essas vo>es 2oram as desses tais intelectuais 2r3geis. contudo. numa 6ela noite. o pro2essor #mitri Apollinarievitch $o/ansAi AI%(EVE1%E Rele era. menos conhecidos. com Broman1%uAhanov@4 e laAu6ovitch. agarrados em segredoS. como se di> em linguagem cient-2ica. pensativo) "ão chegou a haver va>ante) "esse ano teve.artido ?ampon0s do (ra6alho. p_s1se pensativo) &s povos do mar Iranco di>em a respeito da preia1marJ a 3gua p9e1se pensativaW isto antes de come+ar a va>ante) Fas é mau comparar a turva alma de %taline com a 3gua do mar Iranco) (alve> ele nem se tenha posto. e. o grand-ssimo processo do . calcule1se. A$DU'.olitécnico de eninegrado. tinham1se indicado #UUE"(&% F' 7mem6ros8) 7] ca6e+a8 do partido destacavam1se o economista agr3rio AleAsandr (chaianov. 6em como dos seus 2ins criminosos) Ao todo. *ue se preparavam para derru6ar a ditadura do proletariado) "o processo do . sete anos antes da sua morte sem gl:ria. se denegriam a si pr:prios. de repente. a classe oper3ria. aos gritos de 7imund-cie8 e de 7canalhas8) Entretanto. aprovou essas execu+9es) (am6ém *uanto sa6emos. um processo irrevers-velS) Ali mesmo 2oi detidoX & estudante #ima &litsAi a6steve1se. pois isso seria. 'oci2 Vissarionovitch enunciou as 7seis condi+9es8 da edi2ica+ão econ:mica e aprouve . saudavam esse 6ramido da multidão. mas nesse ano %taline voltou a pis31los Rprocesso p<6lico do ?omité Gederal dos Fenchevi*ues. sua alta egocracia indicar como *uinta condi+ãoJ passar da pol-tica de repressão da velha intelectualidade técnica a pol-tica de atrac+ão e de preocupa+ão com ela) 5.artido 'ndustrial preparava1se.muitas o6/ec+9es)S (anto *uanto sa6emos. uma. todos . nascen+a) (anto *uanto sa6emos.)U) actuava sem 2alhasJ /3 F' ^A$E% de acusados tinham con2essado pertencerem ao . . os acusados.

artido ?ampon0s do (ra6alho existia. *ue mani2estavam ideias social1revolucion3rias. em 1949. com o seu conhecimento. aiX. um importante grupo de tolstoianos 2oi desterrado para as 2aldas das montanhas do Altai. ao a2irmarem *ue 2oi sem seu conhecimento)S @@ (alve> ele tivesse dado melhor conta desse cargo do *ue a*ueles *ue depois o ocuparam durante *uarenta anos) E o *ue é o destino humanoX #oiarenAo tinha1se mantido. dado *ue verdadeiramente a*uilo era tudo tão mon:tono *ue estava 2artoY "inguém se atrever3 a censurar %taline por um tal sentido de humorX & mais prov3vel é ele ter calculado *ue. talve> nunca o sai6amos) (er3 *uerido rogar pela salva+ão da sua almaY Era cedo de mais) (er1se1ia mani2estado o seu sentido do humor. aos gritos. com o 2undamento de *ue o .or exemplo. pois. ei1los a ser detidos. e2ectuadas deten+9es em massa entre o clero) E muitas outras datas e lugares de *ue ninguém nos legou tra+a)S "ão se deixa de des6aratar todas as seitas. em Gevereiro de 19@4. margem da pol-ticaX Duando a sua 2ilha levava a casa estudantes. eles 2orneciam1lhe comest-veis) Fais tarde. ainda na mesma cidade. e de *ue ele. /3 sem 2or+as. *uando 2oi detido um grande n<mero de intelectuais religiosos.) U) nada deixava passarXS) "ão o6stante. =ondratiev aca6ou por 2icar doente mental e . como é :6vio) RA*ui emergem . em eninegrado. se reuniu o ?omité ?entral Iolchevista. sem *ue se tratasse de um conto de "atal) . os seus mem6ros eram demasiado cultos e instru-dos em literatura religiosa. e a sua 2iloso2ia não era ateia. guardaremos sempre na mem:ria *ue os crentes são presos sem parar. e não h3 maneira de enunciar por ordem o *ue aconteceu Rmas a B) . corriam atr3s dos carros) #epois. e não s: até de manhã. em . era criminosa e não podia proporcionar 2elicidade ao povo)S "os anos 4C. ap:s cinco anos de isolamento. sendo. arrastado ao tri6unal s: o pe*ueno grupo =ondratiev1(chaianov@4) R"o ano de 1941 acusou1se Vavilov. simultaneamente.E AB& #E BU AB 55 %taline FU#&U #E '#E'A%) . das comunidades esta6elecidas entre %otchi e =hosta) (udo nelas 2uncionava ao modo comunistaJ a produ+ão e a distri6ui+ão) E tudo tão honestamente como nunca o pa-s o conseguir3 2a>er em cem anos) Fas.@4 (rata1se do mesmo %uAhanov. tolstoiana e ioga) Uma ?&FU"'#A#E assim.) U) cumpria magni2icamente a tare2aX A B) . o enca6e+ava secretamente)S &s par3gra2os apertam1se. a pena perder tempo) Goi assim suprimido o . ele expulsava1os de casaX A$DU'. 2oi desterrado para Alma1Ata. a ?ondenado ao isolamento prisional. na =arpovAa.or*u0. na véspera do "atal de 1949.or morrer) Forreu tam6ém KurovsAi) (chaianov. por princ-pio. *uando 2echaram de ve> muitas igre/as.E AB& #E BU AB come+ar pelos pro2essores. não valendo. insurrei+ão armada) R&s guias das excurs9es mentem agora. Vavilov. pois não ministravam o programa estatalJ as crian+as. . sendo detido novamente em 194Q) 5Q A$DU'. mas sim um misto de 6aptista. 2oram detidos todos os mem6ros. em ve> disso. em 6reve. super2-cie algumas datas e pontos culminantes) . sem excep+ão. em cu/o apartamento.or exemplo a 7noite de luta contra a religião8. a. tendo ali criado aldeias1comunas /untamente com os 6aptistas) Duando come+ou a constru+ão do com6inado de =u>nietsA. apertam1se os anos. até mesmo as *ue são simpati>antes do comunismo) RAssim.tomando a resolu+ão *uanto .etrogrado. todo o campo iria morrer de 2ome e não apenas os du>entos mil réus. sendo. em 1C de &utu6ro de 1915.artido ?ampon0s do (ra6alho e todos os *ue tinham 7con2essado8 convidados a retractarem1se das con2iss9es 2eitas Rpodemos imaginar a sua alegriaXS. 2oi a ve> dos dirigentes da comunidade) .

ou tra6alharam por sua conta. até ao momento em *ue se negam a pagar. 'smailovS. tudo se derretera. s: ser3 poss-vel esclarec01lo na prisão) E /3 não pode servir de atenuante nem a . alguma ve>.E AB& #E BU AB 59 trLnsito e os campos de concentra+ão rece6em um re2or+o proporcionalmente menor) Duem é *ue é preso nesta corrente 7do ouro8Y (odos a*ueles *ue. sendo logo detidos por insolv0ncia e con2iscando1se1lhes os 6ens) RAos pe*uenos artesãosJ 6ar6eiros. deten+ão dos trots*uistas) A cada um a sua ve>) #epois. de igual modo o resto do partido assiste com aprova+ão . podendo ter guardado ouro. ininterruptamente.ro2) E2riemov. acontecia com muita 2re*u0ncia *ue eles não tinham ouro algumJ os seus 6ens m:veis e im:veis. a partir da cauda. mas aproxima1se. e /3 superiores . conseguiu arran/ar e guardar sessenta moedas de ouro de cinco ru6los cada. cerca de trinta e cinco mil) "ão nos é poss-vel veri2ic31lo)S %ão aprisionados os Aa>aAos. comércio. ap:s a insurrei+ão de 1949) RGoram 2u>ilados. ou os trots*uistas.s escondidasY E aproxima1se. como é :6vio. tudo 2ora con2iscado pela $evolu+ão. apenas os privavam da patente)S "o engrossamento da torrente dos nepmen h3 um interesse econ:mico) & Estado necessita de 6ens. vir3 a imagin3ria oposi+ão da 7direita8) #evorando os mem6ros. chega1se com as 2auces até . deten+ão dos mem6ros dos outros partidos. e a =olima ainda não existe) ?om o ano de 1949 come+a a céle6re 2e6re do ouro) %: *ue a 2e6re ataca não a*ueles *ue o 6uscam. nada mais restando) ?om enorme esperan+a são detidos. al2aiates. segundo di>em. nos anos de 19@C1@1) Em come+os de 19@C é processada a União de i6erta+ão da UcrLnia Ro . não se sa6e como. as cartas da Brande . em 1945149.ara /3.lato1nov. *uantos não haver3 por detr3s destesY Duantos haver3 *ue 2oram presos . um ap:s outro. pode ter1se conhecimento da exist0ncia de ouro nas mãos mais inesperadasJ um oper3rio 7cem por cento8.s suas possi6ilidades. é 7a oposi+ão oper3ria8.ol-tica Econ:micaS) & mais 2re*uente é *ue lhes imponham contri6ui+9es cada ve> mais elevadas. a ve> de meter na prisão os mem6ros do partido dirigenteX . *ue elegeram um leader desa2ortunado) . os /oalheiros e relo/oeiros) Através da den<ncia. 6em como o destacado cr-tico liter3rio F) F) IaAhtine) &s grupos nacionais vão tam6ém a2luindo. ap:s o seu her:ico esmagamento pela cavalaria de Iudi:ni. mas 6em depressa serão milhares) & mais di2-cil é come+arX Assim como estes trots*uistas assistiram tran*uilamente . Botie iAhatchov. e sa6endo n:s *uais as propor+9es entre o *ue é divulgado e o *ue é secreto. "iAovsAi e outrosS.o são acusados pela B) . ora de um extremo ora de outro) %ão aprisionados os NaAutos. e em 1949 são detidos os historiadores *ue não 2oram exilados a tempo para o estrangeiro R. necessita de ouro. nos <ltimos *uin>e anos. são algumas centenas.aci0ncia dos socialistas continuam.) U) propriamente de nada. lentamente. a ser distri6u-das. /ustamente. tiveram algum 7neg:cio8. reparadores de 2ogareiros a petr:leo. iutovsAi. pr:pria ca6e+a) A partir do ano de 194Q é a hora do a/uste de contas com os restos da 6urguesia T os nepmen Rcomerciantes e negociantes *ue desenvolveram a sua actividade durante a "ova . as pris9es de A$DU'. naturalmente. (arle. dese/ando apenas arrancar11lhes o ouro pelo direito do mais 2orte) E por isso *ue os c3rceres estão repletos e os comiss3rios instrutores extenuados) As expedi+9es.or en*uanto. estando esta disposta a não envi31los para o Ar*uipélago de BU AB. mas a*ueles a *uem é extor*uido) A particularidade desta nova torrente 7do ouro8 consiste em *ue todos estes patos ri.) U) Fas. (cheAhovsAi.Assim. dos tempos de "iAolaiW o conhecido guerrilheiro si6eriano Furaviov chegou a &dessa tra>endo consigo uma 6olsinha de ouroW os cocheiros de cavalos t3rtaros de eninegrado todos eles t0m ouro escondido) %e isso é verdade ou não. segundo pensa a B) .

nem os méritos revolucion3rios da*uele so6re *uem caiu a som6ra da den<ncia do ouro) (odos são detidos. estava superlotada com a torrente do 7ouro8S. ainda *ue 2osse por um s: anito) Assim iam 6or6ulhando e mandando as torrentes.s expedi+9es de prisioneiros. metidos em celas da B) . trouxe consider3veis re2or+os aos campos de concentra+ão) (al como . vil9esX &s comiss3rios instrutores não redigem processos ver6ais. escala de um grande Estado) A introdu+ão do sistema do passaporte interior. li6ertaram a 2am-lia e in2ligiram1lhe uma condena+ão) As mais grosseiras aventuras da literatura policial e das operetas de 6andoleiros 2oram levadas . assim procedeu o nosso sistema socialista do passaporteJ ele varreu precisamente os insectos intermédios@5. *ue 2oi a li*uida+ão dos AulaAs) ?omo era desmedidamente grande. as pessoas cometeram 6astantes erros com esses passaportesJ a*ueles *ue não registavam nem noti2icavam a sua mudan+a de domic-lio iam parar ao Ar*uivo. de raiva. não podia conter1se se*uer na /3 desenvolvida rede de c3rceres R*ue.. indo parar imediatamente aos campos de trLnsito. morte ou até *ue e2ectivamente te acreditem) Fas se tens ouro. mas contornou1a. atingindo a parte da popula+ão mais astuciosa. nos anos de 19491@C. pelo 2acto de *ue senão a metade. mas por cima de todas elas rolou e precipitou1se. e a6rasar1te até . . prenderam a mulher e torturaram1na. isso pouco importa a *uem *uer *ue se/a) & importante é istoJ para c3 o ouro. malvadoX & Estado necessita do ouro. a medida da tua resist0ncia e o teu 2uturo) #e resto. promiscuidade de p_r mulheres e homens nas mesmas celas. pois assim não acreditarão *ue o deste todo.) U). varrendo todas as 2rinchas e interst-cios entre a aristocracia. pelo menos uma parte desta torrente tem o seu destino vacilante nas suas pr:prias mãos) %e. mesmo de um Estado enorme) "ão havia termos de compara+ão em toda a hist:ria da $<ssia) (ratava1se de uma . e se vão conden31los ou não. por*ue esses papéis não são precisos para nada. mas h3 um procedimento geralJ servir nas celas. de in-cio.C A$DU'. de Bounod) R") dos ()S . como das posteriores.E AB& #E BU AB a*uele *ue /3 assimilou os h36itos desta institui+ão. não tens ouro. no limiar dos anos @C @. sem domic-lio e sem 6ase de apoio) E. esta torrente Reste oceanoXS extravasava para l3 dos limites de tudo o *ue pode permitir1se num sistema /udici3rio e prisional.ara c3 o ouro.5 Verso do li6reto russo do Gausto. essa leva de milh9es e milh9es. então és tu pr:prio *ue determinas a medida das torturas. além disso. em *uantidades *ue até ho/e pareciam imposs-veis T mas assim é melhor. ao Ar*uipélago de BU AB) #es6ordando de uma s: ve>. na realidade. cede e entrega o ouroJ é isso o mais simples) Fas não se pode d31lo demasiado 2acilmente. num 6alde) Duem repara nessas 6agatelasX . a tua situa+ão não tem sa-daJ vão espancar1te. com a sua enchente. e a ti para *ue te serveY Aos comiss3rios instrutores /3 lhes 2alecem a garganta e as 2or+as para pro2erir amea+as e aplicar torturas. 2a>endo as suas necessidades uns diante dos outros. mais depressa o hão1de darg ?hega1se até . mas o t3rtaro insistia na sua declara+ãoJ 7"ão tenho ouroX8 . pr3tica. *ueimar1te. apenas comida salgada e não dar 3gua a 6e6er) %: a*ueles *ue entregarem ouro é *ue 6e6em 3guaX #e> ru6los por um copo de 3guaX &s homens morrem pelo metal)))@5 Esta leva di2erencia1se das anteriores.renderam a 2ilhaJ o t3rtaro não resistiu e deu cem mil ru6los) Então.condi+ão de oper3rio. isto não é mais 23cil. te preguem com uma condena+ão) Um desses t3rtaros cocheiros resistiu a todas as torturasJ 7"ão tenho ouroX8 Então. por*ue te enganas e sempre te sentir3s culpado perante ti pr:prio) "aturalmente.edro ' simpli2icou a estrutura da popula+ão. mas mais di2-cil. . . e vão guardar1te ainda) Fas d31lo demasiado tarde tam6ém não é poss-velJ arriscas1te a perder o *ue tens de mais *uerido e a *ue.

7sem personalidade econ:mica))) R") dos ()S A$DU'. . os soviéticos podem via/ar por todo o pa-s. de novo. da 2am-lia) Fas não seria.&"E%E% E?&"&F'?AFE"(E G&$(E%J e não s: 2ortes *uanto .s suas convic+9es) & apodo AulaA era utili>ado para *ue6rantar A G&$VA) $ecorde1mo1nos e reco6remos os esp-ritosJ tinha decorrido apenas do>e anos desde o grande #ecreto da (erra. a2ortunada ou não. a*ui não se redu>iam. de2ini+ão leninista dos intelectuais como 7classe intermedi3ria)).or essa perman0ncia.elo contr3rio.&$ 'BUA ) ^avia s: nove anos *ue os mu/i*ues tinham regressado do Exército Vermelho e se tinham lan+ado so6re a terra con*uistada) E. a 2im de conhecerem uma extermina+ão comum) REsta 2oi a . se não tivessem estremecido @. pago com /usti+a. do terreno em *ue podiam exercer a sua actividade) Fas. . outra ve>. antes de mais. come+ou a 2alar1se de AulaAs e de camponesesbpo6res) #e onde provinha issoY ]s ve>es da situa+ão. mas ao chegar a *ual*uer localidade. e. %taline com as na+9es in2iéis e suspeitas)S Esta torrente englo6ava s: uma parte insigni2icante da*ueles AulaAs. pelo 2acto de *ue neste caso não havia demasiadas preocupa+9es em agarrar primeiro o che2e de 2am-lia e ver depois o *ue haveria *ue 2a>er ao resto da prole) . logo a seguir ao ano 15. uma 2ome sem seca e sem guerra) Esta torrente di2erenciava1se ainda de todas as precedentes. mesmo devido a insu2ici0ncias tempor3rias das suas 2am-lias) "ão percamos de vista *ue depois da $evolu+ão era imposs-vel *ue *ual*uer tra6alho destes não 2osse pago na sua /usta medidaJ os interesses dos assalariados eram salvaguardados pelos comités de camponeses po6res e pelo %oviete da aldeiaW ai da*uele *ue tentasse lesar a /orna de um tra6alhador agr-colaX & tra6alho assalariado. a cin>as senão lares completosW não se agarrava senão 2am-lias inteiras e velava1 se mesmo >elosamente para *ue nenhuma das crian+as de cator>e. em todo o curso da hist:ria moderna) ^itler repetiu1a depois com os /udeus. *ue enri*uece não com o seu tra6alho. de repente. no pra>o de vinte e *uatro horas.E AB& #E BU AB . em geral.ara 2ixar resid0ncia. pagam um tanto em dinheiro) R") dos ()S Alusão ir:nica e meta2:rica . cu/o nome 2oi utili>ado para desviar a aten+ão) Em russo chamava1se AulaA ao mes*uinho e desonesto tra2icante rural. é permitido ainda ho/e no nosso pa-s) Fas a dilata+ão do 2ustigante termo de AulaA alargou1se irresistivelmente e no ano @C designava1se /3 através dele (&#&% &% ?AF. explora+ão. $evolu+ão. mas 2ortes *uanto ao tra6alho e até simplesmente *uanto . . até .)U)1BU AB estavam tão /udiciosamente tra+ados *ue as cidades nada teriam notado.$'FE'$A experi0ncia deste tipo. eles eram casos isolados e a $evolu+ão privou1os. inclusive de 2érias. o6rigatoriamente. passou1se a designar por AulaAs Rna literatura o2icial e de agita+ãoW da*ui. mas através da usura e do comércio) Em cada localidade. normalmente. os soviéticos devem o6ter a chamada propisca Rautori>a+ão policialS) E para mudar de resid0ncia t0m de pedir a vipisAa Rigualmente uma autori>a+ão da pol-ciaS sem a *ual não o podem 2a>er) ?om o passaporte interior. empregavam tra6alhadores agr-colas assalariados. pol-cia local) . esse mesmo sem o *ual o campesinato não teria seguido os 6olchevi*ues nem a $evolu+ão de &utu6ro teria triun2ado) A terra 2oi distri6u-da por um certo pra>o e . desli>ando para a linguagem usualS todos a*ueles *ue. de de> ou de seis anos escapasseJ todos deviam ir para um e mesmo s-tio. devem comunicar o 2acto. onde não t0m resid0ncia 2ixa.migra+ão de povosW de uma cat3stro2e étnica) Fas os canais da B). num 3pice. por uma trans2er0ncia de signi2icado.1 com uma 2ome de tr0s anos.

por %tepan (chauss:v na novela %) Ualiguin) h9 $ecordo1me *ue esta palavra. 2oi enviado para o ?asa*uestão o 7rei8 da 6atata. se atingiram todos a*ueles *ue constitu-am a ess0ncia da aldeia. considero *ue tu és um auxiliar do inimigo) E isso 6astaX Até ao mais andra/oso tra6alhador agr-cola.artido ?ampon0s do (ra6alho *ue não 2oram presosXS ?ertos agr:nomos não cumprem as directri>es pro2undamente inteligentes de issenAo R2oi numa torrente assim *ue. perigosos para a direc+ão de AolAho>es@Q) E em cada aldeia havia tam6ém a*ueles *ue . pela sua independ0ncia. pelo calor da sua interven+ão nas assem6leias e pelo seu amor . perdendo todo o conceito de 7humanidade8 ela6orado ao .ara designar todas estas v-timas era necess3ria uma nova palavra e ela surgiu) "ela /3 nada havia de 7social8. nos parecia inteiramente l:gica e nada con2usa) A$DU'. mas soava magni2icamenteJ 7Es chegado dos AulaAs8. na nossa /uventude.or ci<mes. ou *ue ele pr:prio era idiota) Acusou os agr:nomos de serem AulaAs e de terem tergiversado na aplica+ão da sua tecnologia) E os agr:nomos 2oram levados para a %i6éria) #e resto. isto é. estes puseram1se a prender os melhores produtores cereal-2eros.E AB& #E BU AB .da tenacidade e da capacidade de tra6alhoY E eis *ue estes mu/i*ues. o tra6alho compulsivo e a 2ome) Era necess3rio des2a>er1se tam6ém da*ueles camponeses Rpor ve>es nada ricosS *ue.4 A$DU'.or todos os lados se come+aram a desco6rir agr:nomos sa6otadores.elos camponeses 2alhados e pelos *ue chegavam das cidades) En2urecidos.E%%&A FE"(E levantavam estorvos aos activistas locais) . orchS) &utros cumprem1nas com pouca su6tile>a e revelam com isso a sua estupide>) REm 19@4 os agr:nomos de . e lan+an1do1os nus para a tundra e para a taiga desa6itadas do "orte) Este movimento de massas não podia deixar de se complicar) Era necess3rio livrar tam6ém a aldeia da*ueles camponeses *ue não mani2estavam simplesmente dese/o de entrar no AolAho>W *ue não revelavam inclina+ão para a vida colectiva. 2oram arremetidos e desarraigados dos %pUr lugares . tornando1se. até esse ano. *ue produ>iam o pão *ue a $<ssia comia no ano de 194Q. no ano de 19@1. nem de econ:mico. pela sua aud3cia. *ue tinham tra6alhado toda a vida. suspeitando Rsa6emos agora com *ue 2undamentoS *ue ela traria o poder aos pregui+osos. a sua energia. com duas palavras. /ustamente como tinha ordenado issenAo) As sementes incharam.aAov semearam linho na neve. co6riram1se de 6olor e morreram) Vastos campos permaneceram incultos durante um ano) @Q Este tipo de campon0s e o seu destino estão retratados de modo imortal.@ issenAo não podia di>er *ue a neve era AulaA. honradamente. mas *ue agora 2a>iam crescer premeditadamente ervas nocivas nos campos russos) RIem entendido por indica+9es do 'nstituto de Foscovo.E AB& #E BU AB longo de milénios. agora completamente desmascarado) (ratava1se precisamente da*ueles mesmos du>entos mil mem6ros do . deles desconhecida. a sua intelig0ncia viva e capacidade de tra6alho. 2or+a 2-sica e esp-rito de decisão. inve/a ou despeito era esse o momento mais prop-cio para um a/uste de contas) . tirando1lhes os 6ens. /usti+a. a sua resist0ncia e consci0ncia) Eles 2oram a2astados e a colectivi>a+ão levada a ca6o) Fas na aldeia colectivi>ada 2lu-ram tam6ém novas torrentesJ a torrente dos sa6otadores da agricultura) . em *uase todas as esta+9es de . /untamente com as suas 2am-lias. era inteiramente poss-vel inclu-1lo entre os chegados aos AulaAsl@9 Goi assim *ue. go>avam da considera+ão dos seus conterrLneos.

mem6ros do %hut>6und4C. assim. dos c-rculos de 2iloso2ia ilegaisW . mas rapa>es e raparigas. *ue os adultos mandavam pela noite cortar espigas. podemos respirarX Vão cessar. portanto durante *uin>e anos Raté 1945. propriedade socialista. estipulados na . os tri6unais aplicavam pesadas penasJ de> anos. mas iam 2luindo. e *ue os 2orne+a) RAli3s. em conta. data em *ue ser3 ampliada e tornada mais rigorosaS) Ginalmente. en2im. repercutindo1se na 2orma ha6itual por todo o pa-s. *ue perderam as lutas de classe em Viena e vieram. garotos e garotas. re2ugiar1se na p3tria do proletariado mundialW 1 &s esperantistas Ressa gente nociva era di>imada por %taline nos mesmos anos em *ue ^itler o 2a>iaSW 1 &s 2ragmentos *ue restavam da %ociedade Gilos:2ica 'ndependente. para salvar1se. de 2uturo.4 A$DU'. esta torrente . dos transportes do comércio e das 236ricas) A ") =) V) #) rece6eu ordem de se ocupar dos grandes des2al*ues) Esta torrente tem de ser levada. ele /3 não primava . a grande torrente das constru+9es do primeiro e do segundo plano *uin*uenal. e.or esta ocupa+ão. pondo1se em vigor um procedimento /udicial 7mais acelerado8 Ranteriormente. tão1pouco se apelava /3 da senten+aS) ?alcula1se *ue uma *uarta parte da popula+ão de eninegrado 2oi limpa em 19@41@5) Esta aprecia+ão. os camponeses não chegaram a tal necessidadeS.ois 6em. *ue a desminta a*uele *ue tem em seu poder os n<meros exactos. tornou1se um aspecto completamente novo de ocupa+ão agr-cola e um tipo inédito de cei2a das searasX "ão 2oi uma torrente nada pe*uenaJ muitas 2oram as de>enas de milhares de camponeses. por*ue não tinham esperan+a de rece6er do AolAho> nada pelo seu tra6alho di3rio) .E AB& #E BU AB não se limitou a eninegrado.oiseX ?ome+ou a torrente =irov. de eninegrado. por atentado perigoso . mas o AolA1ho> não cumpriuJ prisão com eleXSW 1 A torrente dos cortadores de espigas) & corte manual nocturno de espigas. no campo. perdiam1se sempre modestos e invari3veis riachos *ue não se precipitavam com estrépido.ela lentidãoS e sem direito a apelo Ranteriormente.rimavera pela 7comissão de determina+ão da colheita8SW 1 A torrente 7pelo não cumprimento das o6riga+9es de entrega de cereal ao Estado8 Ro comité de >ona do . 2re*uentemente não homens nem mulheres. em6ora de maneira incoerenteJ 2oram por ela apanhados a*ueles *ue ainda se mantinham a*ui e ali 1 os 2ilhos de sacerdotes. eram explicados os 2racassos dos primeiros anos nos AolAho>esXS 1 A torrente 7por perdas da colheita8 Rmas estas 7perdas8 eram calculadas relativamente aos n<meros ar6itr3rios. as mulheres da antiga no6re>a e as pessoas *ue tinham 2amiliares no estrangeiro)S "estas espraiadas torrentes. /3 era tempo) Aca6aram as ang<stias nocturnasX Fas *ue ladrar de cães é esseY AgarraX AgarraX . paralelamente. *ue inundavam tudo.tractores e m3*uinas agr-colas desco6riram1se sa6otagens dos tractores. onde a tensão 2oi considerada tão grande *ue se instalaram *uartéis1generais da ") =) V) #) em cada comité executivo dos %ovietes de 6airro.artido comprometeu1se. amarga e pouco tentadora Rnos tempos de servidão. como 2luido em perman0ncia. sem 2imJ 1 &s austr-acos. 2luindo. de modo especialmente a6undante durante os anos de guerra. nos termos da 2amosa lei de 5 de Agosto de 19@4) REm linguagem da prisão 7lei de sete do oito8)S Esta 7lei de sete do oito8 proporcionou ainda. todas as torrentes massivasX & camarada Folotov declarou em 15 de Faio de 19@@J 7"ão consideramos *ue a nossa tare2a se/a a repressão de massas)8 .

mas *ue 2lui constantemente. ac+ão ou inac+ão. repousando1se ao sexto. cresceu mesmo em vagas particularmente caudalosas4@) . ali3s.E AB& #E BU AB . us6e*ue e Aa>aAo) ^3 pois *uem os leiaXSW 1 E de novo os crentes *ue não *uerem tra6alhar aos domingos Rtinha sido introdu>ida a semana de cinco dias44W os AolAho>ianos eram sa6otadores. não existe de6aixo dos céus in2rac+ão.5 Ginalmente. havia a torrente do décimo par3gra2o.or paradoxal *ue pare+a. *ue não possa ser castigada pela mão de 2erro do artigo 5Q) Gormul31lo tão amplamente era imposs-vel. a6undante. ou "ieArassov para a Fãe11 $<ssiaJ44 grande. setentrional.echAova41 ainda de2endia o direito . pelo método das 6rigadas de la6orat:rios Rem 19@@. o artigo 5Q é um mundo completo. *ue não 2oi mencionado uma s: ve>. diversi2icado.ol-tica. "at3lia 'vanovana IugaienAo 2oi detida pela B). declarando *ue este método era vicioso e ela 2oi li6ertadaSW 1 &s cola6oradores da ?ru> Vermelha .) Fas para 2a>er o elogio desse artigo é poss-vel encontrar ainda mais ep-tetos do *ue a*ueles *ue. do cap-tulo respeitante aos delitos pol-ticos e em lugar algum est3 escrito *ue se/a 7pol-tico8) "ão) Ao lado dos crimes contra a ordem governamental e do 6anditismo ele encontra1se inclu-do no cap-tulo dos 7crimes contra o Estado8) Assim.enal de 194. *ue são detidas cada ve> em maior n<meroW T E a Brande . estipulando *ue h3 unicamente criminosos) & artigo 5Q constava de ?ator>e par3gra2os) . sua interpreta+ão ampla e dialéctica) Duem de entre n:s não so2reu na sua carne o seu sempre envolvente a6ra+oY "a realidade. sua exist0nciaW 1 &s montanheses do ?3ucaso.1 &s pro2essores *ue discordavam do ensino avan+ado. potente. pois não estancou nunca. (urgueniev escolheu para a l-ngua russa. ou ainda A)%)A) RAgita+ão Anti1%oviéticaS) (alve> se/a ela a mais est3vel de todas. turcomen*. em todos os seus longos anos de actividade. no ?:digo. vindas do extremo ou de outro pa-s) R"a constru+ão do canal do Volga pu6licam1se /ornais nacionais em *uatro idiomasJ t3rtaro. a <nica coisa para *ue servia a religiãoSW 1 As seitas religiosas. devastador.enal come+a por se negar a reconhecer *ue no nosso territ:rio ha/a delin*uentes pol-ticos.aci0ncia dos socialistas continua a mudar as cartas) 4C Fovimento de Gevereiro de 19@4) R") dos ()S 41 Esposa de F3ximo BorAi) R") dos ()S 1 Era uma semana de cinco dias de tra6alho. intitulado. gra+as aos es2or+os de EAaterina . o ?:digo . em tempos. por não tra6alharem nos dias de 2estas religiosas. como nos anos @5. =)$)A) RAgita+ão ?ontra1 $evolucion3riaS. 45 ou 49.)U) de $ostov. mas ao 2im do terceiro m0s da instru+ão do processo houve uma resolu+ão. insurgidos em 19@5) As nacionalidades continuam a 2luir. *ue. rami2icado. e nos per-odos das outras grandes torrentes. independentemente do dia da semana) R") dos ()S A$DU'. con2orme estavam ha6ituados nos tempos do tra6alho individualSW 1 Ainda sempre os *ue se negavam a ser in2ormadores da ")=)V)#) Ra*ui eram a6rangidos os padres *ue guardavam o segredo da con2issãoJ os :rgãos compreenderam rapidamente *uanto <til seria para eles sa6erem o conte<do das con2iss9es. não s: na 2ormula+ão dos seus par3gra2os. mas tam6ém *uanto . os eternamente vigilantes e sempre penetrantes :rgãos tiraram a sua 2or+a de UF %H artigo dos cento e *uarenta e oito do cap-tulo especial Rnão comumS do ?:digo . mas tornou1se poss-vel interpret31lo dessa maneira) & artigo 5Q não 2a> parte. inten+ão.

com de> anos) ?onsiderando *ue os nossos soldados. nos anos @C. como se se tratasse..)O do ?:digo . 2oi a*ui *ue 2oram inseridas as al-neas de trai+ão . para os intelectuais conhecidos. ao 2icar a s:s com as pacientes. co>inhava1se .letniev.) (ratava1se de um polaco nascido em em6erg. a UcrLnia. *uando esta 2a>ia parte do império austro11h<ngaro) Até . de 2acto. #as .E AB& #E BU AB tende a de6ilitar o .. onde estava empregado. durante a guerra45)S A partir de 19@4.ol:nia) #epois 2oi para a Zustria. tomada do poder 45 $e2er0ncia aos o6/ectores de consci0ncia) R") dos ()S 4. ou se/a.E AB& #E BU AB .enal. medida *ue regressavam . isso era um gesto humanit3rio *ue ia contra a lei) #e acordo com o c:digo estalinianoW . redigida so6 a direc+ão de VichinsAi) Editora egisla+ão %oviética. mas a prepara+ãoJ segundo uma compreensão dialéctica da inten+ão pode1se entend01la como prepara+ão) E 7a prepara+ão é castigada de igual modo.elo primeiro par3gra2o sa6emos *ue se considera como contra11revolucion3ria *ual*uer ac+ão Rpelo artigo .ris9es . por trai+ão . ao tornarem1se prisioneiros Rpor o2ensas ao poder militarXS.) A$DU'.enal pode tratar1se de inac+ãoS tendente))) a de6ilitar o . Esta torrente atingia *ual*uer pessoa em *ual*uer instante) Fas. Foscovo. sua p3tria. /3 *ue a cidade de em6erg tinha passado a ser a cidade ucraniana de vovX E o po6re não p_de demonstrar. mord01 las1ia nos seios) 'sto era escrito num /ornal central) Due se experimentasse re2ut31loX ?2) o poema Rem prosaS A -ngua $ussa.ol-tica . . mas se o /ui> de instru+ão considerou *ue houve inten+ão de trair. e o pr:prio delito e nisto reside a superioridade da legisla+ão soviética so6re a 6urguesaX4. as ac+9es reali>adas em pre/u->o do poder militar da União %oviética são castigadas com o 2u>ilamento.oder) E isso acarreta 2u>ilamento) RVe/a1se o 2u>ilamento dos *ue 7recusavam o tra6alho8. com a mesma penaS *ue o pr:prio delito8 Rc:digo ucranianoS) #e um modo geralJ 7":s não 2a>emos di2eren+a entre a inten+ão. *ue não tinha ido para Viena com a inten+ão de trair a UcrLniaX Ele 2icou cheio de raiva de o tomarem como traidor)S &utra importante extensão do par3gra2o so6re trai+ão é a sua aplica+ão 7por re2er0ncia ao artigo 19 do c:digo ucraniano8J 7?om inten+ão)8 'sto é. 19@4. l1c. A$DU'. nos interrogat:rios. resulta *ue a recusa. %egunda Buerra Fundial. *uando se est3 2aminto e extenuado. . num campo de concentra+ão. segundo o artigo 5411 do c:digo ucraniano.3triaJ 11a. de (urgueniev. completa. p3g) @. 11d) %egundo estas al-neas. R116SW e s: no caso de circunstLncias atenuantes e tratando1se de civis R11aS. 116. e ali 2oi preso pelos nossos no ano de 1945) Goi condenado a de> anos.ro2) .3tria8.5 . p3tria deveriam ser todos 2u>ilados) R&utro exemplo de interpreta+ão amplaJ recordo1me 6em de um encontro na prisão de IutirAi. insurrei+ão armada. na . de trai+ão) E certo *ue o artigo 19 se prop9e castigar não a inten+ão. ele viveu na sua cidade natal.oder))) A partir de uma interpreta+ão ampla. de ir tra6alhar.s ve>es algum delito in2amante. no Verão de 194. e o poema Duem Bosta de Viver na $<ssiaY. apanhavam s: um total de de> anos.s 'nstitui+9es Educativas) ?olectLnea do 'nstituto de . como o de concupisc0nciaW por exemplo o . de #eArassov) R") dos ()S . *uando nos 2oi devolvido o termo de 7. isso 2oi su2iciente para aplicar a pena m3xima. não houve trai+ão alguma. Rou se/a.8 & segundo par3gra2o re2ere1se .

nem na ind<stria. separa+ão. o /ornalista e a opinião p<6lica4Q) A amplitude da interpreta+ão consistia tam6ém em *ue não se /ulgava alguém directamente por espionagem. nos tempos de %taline. sem compara+ão alguma com as derrotas da $<ssia c>arista nos anos de 19C4 ou 1915Y #errotas como as *ue a $<ssia não conhecia desde o século !'''Y45 . . 2ossem apanhados pelas nossas tropas na Europa ao 2im de um *uarto de século R1944145S. por virtude dele. tendo a6andonado o pa-s anteriormente a 194C. dan+ando ou passando uma noite com ele) R"em todos G&$AF condenados por aplica+ão deste par3gra2o. mas é logo ditado pela concep+ão revolucion3ria do direitoS. a su6sist0ncia do nosso povo não se apoiava na agricultura. seria poss-vel chegar .ar3gra2o *uintoJ incita+ão a *ue um estado estrangeiro declare a guerra . *uem pode ser inclu-do a*uiX Ga>endo uma leitura ampla. conclusão de *ue.ar3gra2o sextoJ a espionagem) Goi interpretado com tal amplitude *ue. encontrava1se 2acilmente toda uma categoria de pessoasJ todos os emigrados *ue. por *ual*uer 2orma. nem em *ual*uer outra coisa. se se contassem todos os *ue.ois *ue 2a>iam eles no estrangeiro senão prestar a/uda . com a a/uda da consci0ncia revolucion3ria. entra neste caso *ual*uer tentativa de sair da União) Fas 7violentamente8 não indica em rela+ão a *uem) Fesmo *ue toda a popula+ão da $ep<6lica *uisesse separar11se. ou o 2u>ilamento) . a pena aplic3vel vai até ao 2u>ilamento Rcomo em ?A#A UF dos par3gra2os seguintesS1 Extrapolando Rnão se podia escrever isso no artigo. U)$)%)%) . mais tarde.Q A$DU'. viam1lhes aplicado o 5Q14J de> anos. os engenheiros do . a um estado estrangeiro *ue se encontre em guerra com a U)$)%)%)8) Este par3gra2o dava a possi6ilidade de processar DUA DUE$ cidadão *ue. tivesse pregado um salto . ucranianos e turcomenos 2oram com grande 2acilidade condenados.odiam tam6ém prest31la todos os socialistas revolucion3riosW todos os menchevi*ues Ra isso se destinava precisamente o artigoS e.lano Estatal e do ?onselho Econ:mico de toda a União %oviética) . senão na espionagem estrangeira. 2oram condenados. pela viol0ncia.E AB& #E BU AB Um caso *ue se deixou passar em 6rancoJ alargar o campo de aplica+ão deste par3gra2o a %taline e ao seu c-rculo diplom3tico e militar. de *ual*uer parte da União das $ep<6licas) . a/uda R2antasiosaS prestada . 6urguesia internacional) Aparentemente.&#'A ser /ulgada em 2un+ão dele) & *uarto par3gra2o re2eria1se .or tais 2actos. cm particular. vivendo1se do dinheiro proveniente das in2orma+9es) A espionagem era algo de muito c:modo pela sua simplicidade. todos os nacionalistas estonianos. a de> e a vinte cinco anos) & terceiro par3gra2o re2ere1se . em territ:rio ocupado. e compreens-vel tanto para o delin*uente pouco evolu-do como para o /urista culto. lituanos. mas sim porJ . nos anos de 194C141) A sua cegueira e insensate> 2oi a isso *ue condu>iram)) Duem senão eles arrastaram a $<ssia para vergonhosas e nunca vistas derrotas. se em Foscovo 2ossem contra a separa+ão /3 seria violenta) #esta 2orma. letonianos. 6ota de um militar alemão ou lhe tivesse vendido um molhinho de ra6anetesW ou uma cidadã *ue tivesse elevado o moral com6ativo do ocupante. 7a/uda prestada. 6urguesia mundialY R&utro exemplo dessa a/uda /3 n:s o conhecemosJ o de um grupo musical dentro da pr:pria U)$)%)%)S . por aplica+ão desse par3gra2o.central ou local e. dada a a6undLncia de pessoas *ue estiveram em territ:rio ocupadoSW mas *ual*uer pessoa . ou se/a. uns anos antes da redac+ão desse mesmo c:digo.

mas assustadoras com6ina+9es de mai<sculas Rneste cap-tulo ainda iremos encontrar outrasS. comer e divertir1se) A$DU'.EJ presun+ão de espionagem Rou espionagem não provada. era uma sorte para o marido.J tratava1se de um criminoso comum. uma vigilLncia alerta Rpois os servi+os de in2orma+ão estrangeiros podiam estender os seus tent3culos ao seu protegido. de nocividade) E2ectivamente. eram par3gra2os contagiosos. pois aplicava1se1lhe o artigo 1@.9 do artigo 5Q ou de algo independente e muito perigoso) &s detidos ao a6rigo de artigos1 siglas eram mais perseguidos. *ue /3 amadurecia.enal soviético5C. . a su6tile>a dialéctica introdu>iu1o l3 tam6ém)S . *ue exigiam um regime severo. por exemplo. *uando. aplica+ão 2atal da penaXSW T ?%EJ liga+9es conducentes RXS . centenas de milhares dos seus melhores 2ilhos se lan+aram inexplicavelmente a actividades nocivas) R& par3gra2o so6 nocividade não estava previsto para estender1se . o 2acto de a amiga de uma amiga da sua mulher mandar 2a>er um vestido . circula+ão 2iduci3ria e . nem o6servar como a 6urocracia se arran/ava para mandriar. todos estes artigos1siglas. pioravam de dia para dia a olhos vistos e devia haver culpados disso) #urante séculos. e acontecia este não ser do . em muitos campos. o marido .ar3gra2o sétimoJ actividades nocivas . da proi6i+ão da in2orma+ão.E AB& #E BU AB . o *ue dava lugar .assou a ser a /usti2ica+ão natural da pol-tica do segredo. .s cooperativas) "os anos @C.artido.artido. no século !''' antes da nossa eraS) %e o marido matava o amante da sua mulher. pela primeira ve>. o povo constru-ra. es6o2etear a seu médico pessoal. aos transportes. por exemplo. do passe das datchas vedadas e dos centros secretos de distri6ui+ão) & povo não podia penetrar através das de2esas 6lindadas da espionite. suspeita de espionagemS. se este era do . suspeita de espionagemW ou se/a. isto é. este par3gra2o esteve muito em voga e a6rangeu massas inteiras so6 a designa+ão simpli2icada. as m3*uinas se *ue6ravam. agricultura. ao comércio. implicando a proi6i+ão da escolta em grupo) Em geral. errar.artido. do *ue os do artigo 5Q) . socialmente pr:ximo. e a todos acess-vel. mesma modista Rnaturalmente cola6oradora da ")=)V)#)S *ue a esposa de um diplomata estrangeiro) E esta categoria do 5Q1. criara tudo sempre honradamente. ou ainda o Aomsomol ou o miliciano activistaW isso era /3 terror) ?om mais 2orte ra>ão o assass-nio de um activista nunca se podia comparar com o assass-nio de um homem comum Ro mesmo *ue no c:digo de ^amura6i. mesmo sendo para os senhores) #esde os tempos de $tariA49 *ue não se tinha ouvido 2alar de *ual*uer nocividade) E eis *ue.ar3gra2o oitavoJ o terror Rnão se tratava da*uele terror *ue devia 72undamentar e legali>ar8 o ?:digo .E Rpresun+ão de espionagemS e ?%E Rliga+9es conducentes . ind<stria.T . as colheitas diminu-am. não propriamente artigos. mas desde *ue era imposs-vel explicar de 2orma sensata por*ue é *ue os campos se enchiam de ervas daninhas. do sistema da porta 2echada.. arrastavam constantemente consigo um halo de mistério) Era imposs-vel compreender se se tratava de rami2ica+9es 45 Epoca das invas9es mong:licas) R") dos ()S E poss-vel *ue a mania da espionagem não 2osse s: uma estreite>a mental de %taline) Ela tornou1se c:moda para *uantos des2rutavam de privilégios) . os 6ens passaram a ser propriedade do povo. mas do terror exercido pela 6aseS) & terror era entendido de um modo particularmente extensivoJ não signi2icava simplesmente colocar 6om6as de6aixo do carro dos gover1nadores4 mas. e podia ser deixado sem escolta) Fas se o amante calhava ser do . até ao interior do campo de concentra+ãoS. todos os ramos citados no par3gra2o sétimo.

pronunciada ou escrita não era a6rangida pelo par3gra2o décimoY & décimo primeiro. erro. contendo um apelo ao derru6amento. inten+9es terroristas. Esse é contra n:sX))) RFaiaAovsAiS 51 'sto tem o ar de um exagero. mas uma o6serva+ão 2eita por uma ra6u/enta vendedora do mercado R7Ah. como o décimoJ 7A propaganda ou a agita+ão. e dava 2undamento .oder. tal par3gra2o era interpretado de tal modo *ue não se exigia organi>a+ão alguma) Esta re2inada aplica+ão. de uma anedota. en*uanto o m3ximo "i& E$A 'F'(A#&X (al era a altive> do Brande . perante a . era de um género especialJ não tinha um conte<do aut:nomo.ar3gra2o nonoJ destrui+ão ou deteriora+ão))) causadas por explosão ou inc0ndio Rin2alivelmente com um o6/ectivo contra1revolucion3rioS) &u mais sucintamenteJ sa6otagem) A amplia+ão consistia em imputar1se a estes 2actos uma inten+ão con1tra1revolucion3ria Ro /ui> de instru+ão sa6ia 6em o *ue se passava na ca6e+a do delin*uenteXS) Dual*uer neglig0ncia humana. esse. tomo 45. entendida como inten+ão) "ão s: 4b . ao a6alo ou ao en2ra*uecimento do poder soviético))) assim como a di2usão. 5)a edi+ão. prepara+ão ou posse de literatura desse tipo)8 Este par3gra2o esta6elecia em tempo #E . através da aplica+ão do par3gra2o oitavo.ois tudo o *ue não 2ortalece.ois tudo o *ue não se a/usta a6alaX E a*uele *ue ho/e não canta connosco. contendo um apelo8 podia entender1se uma conversa entre amigos Re até entre con/uguesS cara a cara. sendo. eu pr:prio a experimentei) ":s éramos dois. *ue /3 apanhasX8S.E AB& #E BU AB uma amea+a directa pro2erida numa cerve/aria) R7Espera.AU apenas o limite m-nimo da pena Rnão muito 6aixoX "ão demasiado suaveXS. compreendia1se *ual*uer coisa escrita numa carta. *ue '#E'A re2lectida.E AB& #E BU AB 51 1 .A AV$A do seu s<6dito) As mais céle6res extens9es deste céle6re par3gra2o eramJ T . incandesc0ncia do pensamento do /ornal do dia) . aplica+ão do artigo com toda a severidade51) . um di3rio -ntimo) Assim tão alegremente extrapolada. uma circunstLncia agravante de *ual*uer dos anteriores. *ue te leve a pesteX8S. mas não 2omos n:s *ue invent3mos tal anedotaW estivemos presos com pessoas dessas) A$DU'. ou por carta particularW e o apelo podia ser um simples conselho pessoal) R":s di>emos 7podia ser8. sendo tudo isso encarado como sa6otagem) Fas nenhum par3gra2o do artigo 5Q se interpretava tão amplamente e com uma tal chama de consci0ncia revolucion3ria. p3g) 19C) 5C A$DU'. umas notas.or 7prepara+ão de literatura8. com re2er0ncia ao /3 mencionado artigo 19. sim. era *uali2icada como '(. ou 2racasso no tra6alho e na produ+ão era imperdo3vel. através da prepara+ão. se a ac+ão se preparou de 2orma organi>ada ou os delin*uentes constitu-ram uma organi>a+ão) "a realidade. mas na realidade A%%'F E$A)S 1 7A6alo ou en2ra*uecimento8 do poder era *ual*uer pensamento *ue não se a/ustasse ou não se elevasse .r-ncipe *ue reinou na segunda metade do século '!. dirigida a um activista.convertia1se num inimigo do povo e era /ulgado segundo o artigo 5Q1Q) ?hegava1se a uma amplia+ão ainda mais lata do conceito. na $<ssia de =iev) R") dos ()S 5C enine. num <nico exemplar. en2ra*ueceX . ou se/a. a .or 7agita+ão.

se deveu a um impulso unLnime de certos revolucion3rios interessados nisso) 54 A$DU'.E AB& #E BU AB de diasW aos reclusos dos camposa de concentra+ão *ue não cumpriam a norma de tra6alhoW e por ricochete. com enorme estrépido e amplitude. *ue. /3 experimentado em 1945.enal duas novas e inauditas penas de *uin>e e vinte anos54) . no prosseguimento do livro) Duem di> lei.E"A "\& ('"^A UF 'F'(E FZ!'F&XXX Este ponto era tão in2initamente amplo *ue não necessitava de *ual*uer acrescento) %AI'A E "\& #'%%E. o *ue *uer di>er *ue se considerava. um em6rião de organi>a+ão. puni+ão *ue podia ir. di> crime) & a+o adamascado do artigo 5Q. depois da guerra. tam6ém. é o mesmo *ue o tivesse 2eito ele pr:prioX & décimo terceiro par3gra2o. /3 tinha perdido h3 muito o seu o6/ectivo. *uando para o vigésimo anivers3rio de &utu6ro se esperava com 2é uma grande amnistia geral. logo ap:s ter sido 2or/ado. antigo director do departamento da pol-cia. a6rangia os *ue tinham pertencido ao servi+o de in2orma+ão da HArana. 2oi de novo aplicado. o pra>enteiro %taline acrescentou ao ?:digo . no ata*ue movido pela lei contra o povo. ou se/a. pol-cia secreta c>arista54) Um servi+o an3logo seria mais tarde considerado. não den<ncia de *ual*uer das ac+9es acima enumeradas) E para o grave pecado de não denunciar A . ou se/a uma organi>a+ãoX & décimo segundo par3gra2o punha em causa a consci0ncia dos cidadãosJ re2eria1se . aos ar*uivos da pol-cia. eu não acredito muito nissoS) "o &utono. conhecendo a nossa lentidão. nos anos 19@51 @Q) E necess3rio di>er *ue a opera+ão de 19@5 não 2oi espontLnea. e *ue na primeira metade desse ano ocorreu um ree*uipamento em muitos c3rceres da UniãoJ 2oram retiradas as tarim6as das celas e colocados no seu lugar 6eliches. aos delin*uentes *ue 2ugiam dos campos. a 2uga do delin*uente não como um impulso para a doce li6erdade. nos primeiros dias da revolu+ão de Gevereiro. por extrapola+ão. so6 a al+ada /ur-dica deste par3gra2o do artigo 5Q) Fuitos dos documentos re2erentes a este tipo de scr1vaVos não so6reviveram a Gevereiro de 1915 e poucos 2oram tornados p<6licos) V) G) #/un1AovsAi. sem d<vida. de um e de dois andares5@) &s velhos prisioneiros recordam *ue o primeiro golpe maci+o ter3 sido dado simultaneamente numa noite de Agosto. com pranchas cont-nuas. morto em =olima. com 6ase no seu sentido revolucion3rio do direito) Este par3gra2o aplicava1se aos camponeses *ue não entregavam os 2ornecimentosW aos AolAho>ianos *ue não tinham tra6alhado o n<mero su2iciente 54 ^3 2undamentos psicol:gicos para suspeitar *ue %taline cairia. como de valor patri:tico) & décimo *uarto par3gra2o pune 7o não cumprimento consciente de determinadas o6riga+9es ou a neglig0ncia premeditada no seu cumprimento8. pelo contr3rio. pelos vistos. até ao 2u>ilamento) $esumindoJ isso tinha o nome de 7sa6otagem8 ou 7contra1revolu+ão econ:mica8) #elimitar o premetidado do impremeditado s: o comiss3rio1instrutor podia 2a>01lo. e depois temperado em todas as torrentes da década seguinte. a2irmava *ue o 2ogo ateado apressadamente. mas como um atentado ao sistema dos campos de concentra+ão) Esta era a <ltima vareta do le*ue do artigo 5Q 1 le*ue *ue envolvia dentro de si a exist0ncia humana) Ap:s este exame resumido do grande A$('B& teremos menos ocasião de nos surpreender. mas sim planeada. em todo o pa-s Rmas.trocarmos secretamente impress9es.

artido. precisamente nas vésperas do assass-nio de =irov) 54 A pena d0 vinte e cinco anos 2oi homologada nas vésperas do trigésimo anivers3rio de &utu6ro.artido) E dirigida por um novo secret3rio. as dactil:gra2as. em 1945) 55 Agora. en*uanto não tom6arem com os cora+9es despeda+adosX Ainda no 2undo da sala.artido havia. pelos vistos. ao o6servar a revolu+ão cultural chinesa R*ue teve tam6ém lugar de>assete anos depois da vit:ria de2initivaS. ignorada pelo ?he2e. o su6stituto. dado *ue. todos se p9em de pé Rdo mesmo modo *ue no decorrer da con2er0ncia todos saltavam da cadeira cada ve> *ue era mencionado o seu nomeS) "a pe*uena sala ressoam 7tempestuosos aplausos *ue se trans2ormam em ova+ão8) .arece não ser casual o 2acto de *ue a ?asa Brande de eninegrado tenha sido conclu-da em 19@4. todos eles tinham assinado a 7plata2orma da "ova &posi+ão8) RE como podiam eles deixar de a assinarY ?omo podiam eles 7não con2iar8 no seu ?omité $egional de eninegradoYS Eis um pe*ueno *uadro da*ueles anosJ est3 a decorrer Rna região de FoscovoS a con2er0ncia distrital do .)U)1")=)V)#)55 E duvidoso *ue tenha havido alguma região em *ue se conservasse o primeiro1secret3rio do ?omité do .assam tr0s. /3 se 2atigam os 6ra+os levantados. *uatro.E AB& #E BU AB 5@ dos %ovietes) %taline escolheu outros *ue lhe eram mais convenientes) &lga (chatchavad>e relata como isso se passou em (6ilissiJ em 19@Q 2oram detidos o presidente do ?omité Executivo dos %ovietes da cidade. precisamente. apenas. da administra+ão soviética. prolon1gam1se por seis minutosX. no meio do aperto.artido. todos os che2es de sec+ão Ron>eS todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) Em li6erdade 2icaram apenas os simples conta6ilistas. os mem6ros da ")=)V)#) e eles o6servam *uem é o primeiro *ue se atreve a pararX))) E os aplausos na pe*uena e desconhecida sala. como um executor super2icial e cego) A$DU'. as mulheres da limpe>a e os pa*uetes))) Duanto . deten+ão dos mem6ros de 6ase do . sete minutosX. cinco minutos e são cada ve> mais tempestuosos os aplausos redundando numa ova+ão) Fas /3 come+am a doer as mãos.oderia 2a>01lo o secret3rio da >ona. acerca de 19@5. *ue se encontra de pé na tri6una e aca6a de ler essa mesma mensagem) Fas ele est3 ali h3 pouco tempo e en1contra1se no lugar do recentemente detido. *ue tinham ingressado antes de 1944) & *ue 2oi aplicado de modo particularmente enérgico em eninegrado. todos os che2es de conta6ilidade e todos os directores dos servi+os econ:micos) &utros 2oram designados) #ecorreram dois meses) E de novo 2oram detidosJ o presidente. todos os che2es de sec+ão Ron>eS. se pode 2a>er um pouco de . em su6stitui+ão do recentemente detido) "o 2im da con2er0ncia é aprovada uma mensagem de 2idelidade ao camarada %taline) ?omo se compreende. o seu su6stituto. do comando militar e das pr:prias B). /3 vão su2ocando as pessoas idosas) A*uilo passa a ser est<pido até para a*ueles *ue sinceramente admiram %taline) Entretanto."ão h3 necessidade de repetir a*ui. oito minutosX))) Eles sucum6emX Estão todos perdidosX "ão podem parar. podemos suspeitar com toda a pro6a6ilidade de acertar *ue se trata de uma lei do desenvolvimento hist:rico) E o pr:prio %taline come+a a aparecer1nos. aplaudindo. um motivo secreto *ue não era mencionado directamente nem nos processos ver6ais nem nas senten+asJ prender de pre2er0ncia os militantes do . tudo *uanto /3 2oi amplamente escrito e ser3 ainda repetido in<meras ve>esJ assestou1se um golpe demolidor nos escal9es superiores do . na sala estão tam6ém de pé. *uem é o primeiro *ue se atreve a pararY . os seus ad/untos.artido ou o presidente do ?omité Executivo 5@ . tendo ele pr:prio medoX "a verdade.

não deviam poder 2a>er parte mais do *ue de> por cento de dirigentes destacados do . aplaudir mais devagar. a mil-cia não sa6ia *ue 2a>er dos ciganos *ue numa das pra+as da cidade. e devia cumpri1la no pra>o esta6elecido) & resto dependia da ha6ilidade dos agentes) $elatado por ")B) A$DU'. vista de todosXY & director da 236rica de papel local. *ue conclui as investiga+9es. uma se sentaram) Estão salvosX & es*uilo teve a ideia de sair da rodaX))) Entretanto. mas aplaudeX #ecorre o nono minutoX & décimoX Ele olha a6orrecido para o secret3rio distrital do partido. *ual*uer men+ão na imprensa re2erente a 19@5.E AB& #E BU AB parte do praesidium e compreende toda a 2alsidade. os restantes não vacilaramX))) & director da 236rica de papel. é dessa 2orma *ue se conhecem as pessoas independentes) E é dessa 2orma *ue se p9em de lado) "essa mesma noite. o director da 236rica é preso) ?om 2acilidade pregam1lhe. cada distrito. em nada mais) Fas dos milh9es então presos. todos pararam no meio do mesmo aplauso e tam6ém . poisY ?omo pararmos entãoY )))S5. instalaram um acampamento) (inham uma ideiaX ?ercaram1nos e levaram todos os homens de de>assete a sessenta anos. todo o 6eco sem sa-da da situa+ão. Eis o *ue é a selec+ão. por outro motivo. independente. uma personalidade 2orte. segundo parece. não tão 2orte. levados meio mortos para o Ar*uipélago. o indescrit-vel entusiasmo geralY #e repente. de *ue o per-odo das deten+9es de @51@Q consistiu apenas no encarceramento dos grandes comunistas e. mas este não se atreve a parar) E uma loucuraX Uma loucura geralX &lhando1se uns aos outros. mulheres simples. era tão dispare e extravagante *ue a*uele *ue dese/asse de2inir cienti2icamente a sua con2ormidade com alguma lei *ue6raria os miolos) RDuanto mais para os contemporLneos) Ela deveria ser para eles incompreens-vel)S Fas a verdadeira lei *ue regia as deten+9es da*ueles tempos era constitu-da pelo n<mero esta6elecido pelas di2erentes categorias e pela sua distri6ui+ão) ?ada cidade. mas *ue 2a>er no praesidium. na sua maioria. e n:s inconscientemente deix3mo1nos in2luenciar. até esse momento. depois da assinatura do documento du>entos e seis. cada unidade militar rece6ia uma determinada ci2ra de presos a enviar. mas 2ingindo 0xtase nos rostos. insolentemente.artido e do Estado) Fesmo nas 6ichas dos c3rceres. . segundo #arjin) Eis o *ue é o cansa+o pela estupide>) Fas ho/e cria1se outro mito) Dual*uer relato pu6licado. no décimo primeiro minuto.E AB& #E BU AB 55 & antigo tche*uista AleAsandr =alganov recorda como rece6eu em (ach*uent um telegrama di>endoJ 7Enviem du>entosX8 Eles tinham aca6ado de 2a>er uma ra>ia e *uase /3 não havia *uem deter) E verdade *ue tinham tra>ido do distrito meia centena de delin*uentes) (iveram uma deiaX (odos os gatunos presos pela mil-cia seriam levados ao a6rigo do artigo 5QX #ito e 2eitoX &ra. com o aspecto de leiteiras) A composi+ão dos detidos desta enorme torrente. para entrega de pacotes.6atota. no praesidium) E. não tão 2uriosamente. o comiss3rio1instrutor recorda1lheJ T "unca1se/a o primeiro a deixar de aplaudirX RDue 2a>er. de eninegrado. os dirigentes da >ona aplaudiram até cair) Até *ue os levem em macasX E.1deixa1se cair no seu lugar. de> anos) Fas. viam1se. é invariavelmente o relato da tragédia dos dirigentes comunistas) E /3 nos convenceram. como inclu-dos no artigo 5QX E cumpriram o planoX . com uma dé6il esperan+a. 2a> 54 A$DU'. ohX FaravilhaX Esvaiu1se então o incont-vel. 2ingindo1se atare2ado.

e teve uma suspeitaX "a manhã seguinte sou6e *ue numerosas pessoas 2oram presas e levadas da cidade) ?ontou a uma sua amiga como era o telegrama) . como espi9es dos estonianos 6rancosSW 1 (odos os atiradores e tche*uistas lituanos 1 sim. aca6am de ver redistri6u-das as cartas da Brande . enca6e+ados pelo seu inspector provincial de ensino. incluindo mulheres. segundo um critério r3cicoSW 1 &s estonianos de eninegrado Rtodos são detidos. anos antes.)I)!) da ")=)V)#)J 7Enviem amanhã a =rasnodar du>entas e *uarenta caixas de sa6ão8. *uanto mais honestos sãoXS 1 &s empregados do caminho de 2erro da ?hina &riental) R(odos os empregados soviéticos desse caminho de 2erro. crian+as e velhos. a telegra2ista. mas se não os es*ueciam nunca nas torrentes anteriores. automaticamente. ou de tche*uistas. exilados por col:nias inteiras Rpor exemplo. por exemplo Firov1 =orona) Este a2irma *ue ele pr:prio tra6alhava para um servi+o de in2orma+ão estrangeiro e. . somente em 2un+ão do apelido de cada um. *ue tinham sido trocados em 1941. /3 tinham sido detidos algunsSW 1 &s coreanos do Extremo &riente Rdeporta+ão para o ?asa*uestão 1primeira experi0ncia de deten+ão. de dois a tr0s anos) R%ão encerrados em eninegradoJ a sec+ão lituana do 'nstituto ^ert>enW a ?asa de ?ultura ituanaW o ?lu6e Esto1 5. *ue ainda não h3 muito constitu-am a espinha dorsal e o orgulho da (cheAaX E até os comunistas da 6urguesa ituLnia. de sincer-ssimos delegados do =omintern 'nternacional ?omunistaS. em manadas) Em parte alguma 2oi indicado *ue era preciso procurar deter o maior n<mero de intelectuais.aci0ncia. agora tão1pouco os es*uecem) Iasta uma den<ncia estudantil Ra associa+ão destas palavras deixou h3 muito de soar de maneira estranhaS. eram transmitidos pelo telégra2o normal) Em (emriuA. transmitiu ao . segundo a *ual o pro2essor da sua escola superior cita pouco enine e Farx e de modo geral não cita %taline T e o pro2essor /3 não comparece . 2oi dada a tare2a de 2u>ilar nessa $ep<6lica *uinhentas pessoas) Eles pediram para aumentar o n<mero e permitiram1lhes *ue 2u>ilassem ainda mais du>entas e trinta) Esses telegramas. p3triaW são presos na 2ronteira e depois acareados com o seu ex1che2e do =omintern. monta1se o processo de trinta pro2essores das escolas secund3rias. muitos dos *uais são atractivas mulheres) ?hamam11nos de volta . na sua santa singele>a. 2re*uentemente. portanto.E AB& #E BU AB nianoW a Escola (écnica lituana e os /ornais lituano e estoniano)S #e6aixo de um terramoto geral. con2er0ncia seguinte) E se ele não 2a> nunca cita+9esY (odos os orientalistas de eninegrado. os seus su6ordinados tam6ém. os lituanos. das gera+9es média e /ovem. A$DU'.&utro casoJ aos tche*uistas de &cétia. segundo relata o che2e de mil-cias Ua6olovsAi. sendo tanto mais nocivos. li6ertando1os das horr-veis condena+9es *ue tinham so2rido. /3 é tempo de cortar este /ogo) Agora os socialistas são metidos na prisão. as de U23 e de %aratovS. os parteiros da $evolu+ão. ligeiramente ci2rados.ereliem) Entre as terr-veis acusa+9es 2igura a de . processados todos /untos e mandados para o matadouro do Ar*uipélago. são presos) (odos os mem6ros do 'nstituto do "orte Rexcepto os do servi+o secretoS são presos) "ão desdenham tão1pouco os pro2essores das escolas prim3rias e secund3rias) Em %verdlov.renderam1na imediatamente) R%eria completamente casual *ue uma pessoa 2osse ci2rada como caixa de sa6ãok &u conhecia1se o *ue era a saponi2ica+ãoY)))S "aturalmente podem dedu>ir1se algumas leis particulares) %ão presosJ 1 &s nossos verdadeiros espi9es no estrangeiro) R(rata1se. sendo varridos todos os *ue ainda o não tinham sido) J3 não h3 ra>ão alguma para se ocultar. eram espi9es /aponeses) Fas deve reconhecer1se *ue.

or isso. prosperamenteJ são 2uncion3rios de 7nomenclatura8. nesta 2eira tra6alha uma en2ermeira *ue se chama . 2am-lia) Agora. depois do 2u>ilamento do marido. 'van Aristaulo1vitch . durante esse tempo morreu a sua mãe de desgostoSW 1 Em %tara1$ussa era exi6ido o 2ilme enine em &utu6ro) Alguém prestou aten+ão . é acusado de preparar a explosão de uma ponte so6re o rio =Lma) 1 Ku/aAov. aplica1se o artigo 5Q15J vinte anosX %eis ge:logos Rdo grupo de =otovitchS. s: um regressouS) 1 A um técnico electricista *ue6rou1se no seu sector um ca6o de alta tensão) 5Q15 com eleJ vinte anos) 1 & oper3rio "oviAov. 2icando ela pr:pria presaW 1 "adie/da Kudenitch 2oi presa devido ao so6renome) E verdade *ue.altchinsAi era um de2ensor de . *ue. por uma tal estupide>. da*ueles *ue /3 não existem) Em regra. 2icou esta6elecidob`*ue não era da 2am-lia do general do mesmo nome e 2oi posta em li6erdade Rmas. todas apanham oito anos de reclusão 55 ?inco dentre eles 2oram torturados nos interrogat:rios.erm. e as crian+as 2icam no continente)S Font9es de v-timasX Fontanhas de v-timasX &2ensiva 2rontal da ") =) V) #) contra as cidadesJ numa mesma onda. aplica1se o artigo 5Q15J de> anos de reclusão) 'ndo /untar1se . morrendo antes do /ulgamento) Vinte e *uatro morreram em campos de concentra+ão) & trigésimo. e em certos lugares R eninegradoS de todos *uantos apanharam 7de> anos sem direito a correspond0ncia8. como deix3mos passar milh9es)S As numerosas 7testemunhas8 do seu processo.E AB& #E BU AB 55 ) REm todo o caso. a pena é mais suave do *ue a da torrente dos AulaAs. mas por 7causas8 #'GE$E"(E%.s principais torrentes. onde reali>avam reuni9es de menchevi*ues e de socialistas revolucion3rios Rcomo é de supor. indicando *ue todos eles visitavam a sua casa. de . 7na perspectiva da chegada dos alemães8 Rsegundo den<nciaS. 2raseJ 7'sto deve sa601lo . /3 não 76urgueses8S a6ate1se o 6ordão com a cad0ncia do p0ndulo) Ao top:gra2o de minas FiAov "iAolai FerAurievitch. e2ectivamente. voltou rea6ilitado) R%e tivesse perecido tam6ém ele. são condenados a de> anos por suspeita de espionagemW .al3cio do 'nverno) Esperem. %).) Fateveieva v0 prender o marido e tr0s dos seus irmãos Rdos *uatro.altchinsAiX8 E . vivem agora em %verdlov. pelo 2acto de *ue devido a uma altera+ão nos estratos estes não coincidiram com duas galerias de uma mina *ue deviam encontrar1se. havia ainda as torrentes especiaisJ as das esposas Rmem6ros da 2am-liaS) Elas englo6am as mulheres dos destacados dirigentes do . 7por oculta+ão premeditada de reservas de estanho no su6solo8 Rou se/a. 2oi detido de dia e 2oram 6uscar a esposa de noite) Apresentaram1lhe a ela uma lista de pessoas e exigiram1lhe *ue a assinasse. por não as terem desco6ertoXS. tinham chegado da .instalarem 3rvores de "atal para incendiar as escolas 55 E so6re a ca6e+a dos engenheiros R/3 da gera+ão soviética. prometeram1lhe deix31la com os tr0s 2ilhos pe*uenos *ue tinham) Ela assinou. se ocultava num lugar a2astado) 1 &s irmãos IoruchAo R.altchinsAaiaX Apanhem1naX E prenderam1na) (ratava1se.avel. e perdeu1 os a todos. com re2ormas a t-tulo pessoal) A tal selec+ão de #arjin) A$DU'.unitch. isto é.artido. nove meses depois.erm. ainda ?$'A"VA%. tam6ém de .ol:nia no ano de 19@C. 'van e %tepanS. /3 adolescentes. não havia tais reuni9esS) . ter-amos deixado passar estas trinta pessoas. da mulher. para se reunirem .

aldeia para apressar a lavra dos campos. aconteceu) #eram1lhe uma condecora+ão) Entregaram1lha numa reunião onde se pronunciavam discursos) "a sua resposta. através da respira+ão ou da entrega de o6/ectos T assim tam6ém num aperto de mão.ergunta1ram1lhe o nome) "o dia seguinte 2oi detida) & comiss3rio instrutor perguntou1lhe o *ue tinha visto) Ela reconheceu honestamente o *ue vira Reis a selec+ão de #arjinS) . de assinar o seu nome. bsempre esperan+ado em *ue rece6eria algo) & *ue. extermina+ão do campo e achado isso muito natural) Agora era o campo *ue poderia o6servar como arrasavam a cidade. no cesto dos papéis da latrina colectiva) Agita+ão anti1soviéticaJ de> anos) %taline e os seus pr:ximos cola6oradores gostavam muito dos seus retratos. pouca) .ropaganda anti1soviéticaJ de> anosW 1 Um canali>ador desligava o aparelho de r3dio do seu *uarto sempre *ue transmitiam intermin3veis cartas a %taline5Q) Um vi>inho denunciou1o 5Q Duem se recorda delasY #urante horas eram estonteantemente iguaisX ?ertamente *ue o locutor evitan se deve lem6rar 6emJ lia1as com grandes in2lex9es.1 Uma condutora de eléctricos de =rasnodar. como elemento socialmente perigosoJ oito anosW 1 Um padeiro semianal2a6eto gostava. se transmitia o inelut3vel cont3gio da deten+ão) .s outras o cont3gio da epidemia sem o sa6erem T num aperto de mão. perto do *ual se movia gente) &ra. durante um encontro na rua.or essas seis 6ocas matava1se a tra6alhar nas tare2as do AolAho>. com assinaturas so6re o rosto do .ois se amanhã és o6rigado a reconhecer *ue estavas a organi>ar um grupo clandestino para envenenar a canali>a+ão de 3gua da cidade. ao regressar tarde do dep:sito.artido chegou . de 2acto. reprodu>indo1os em milh9es de exemplares) As moscas tinham1lhes pouca considera+ão. mesmo esta. dando pena não utili>ar /ornais 1 e *uantos desgra+ados não 2oram condenados por issoX As deten+9es propagavam1se pelas ruas e pelas casas como epidemias) Assim como as pessoas transmitem umas . com muito sentimento) 5Q A$DU'. para desgra+a sua. a pé. e. enchendo com eles os /ornais. isso signi2icava *ue eu estava igualmente perdido) %ete anos antes disso. passou nos su6<r6ios.or esta pergunta condenaram esse velho a de> anos de reclusão. diante de um camião. através da respira+ão. o *ue o elevava perante si mesmo) "ão havendo papel 6ranco. mas unicamente palha.E AB& #E BU AB Ronde estar3 agora esse vi>inhoYS. e um velho mu/i*ue perguntou1lhe se ele sa6ia *ue em sete anos os AolAho>ianos não tinham rece6ido pelos dias de tra6alho nem um grão de cereal. a cidade tinha assistido . mas era demasiado ignorante para isso. e de resto continuavam tam6ém a assestar1lhe golpesJ 1 & agrimensor RXS %aunin 2oi condenado a *uin>e anos))) pela morte de gado RXS e pelas m3s colheitas RXS no seu distrito Re os respons3veis do distrito 2oram todos 2u>ilados pelo mesmo motivoS) 1 Um secret3rio do . nas suas horas livres. por agita+ão anti1soviéticaW 1 &utro 2oi o destino de um mu/i*ue pai de seis 2ilhos) . o camião estava repleto de cad3veresJ As pernas e os 6ra+os apareciam por de6aixo do oleado) .ai e Festre. servia1se do /ornal) &s vi>inhos desco6riram um desses /ornais. o mu/i*ue comoveu1se e disseJ 7%e em lugar desta condecora+ão me dessem uma arro6a de 2arinhaX "ão poder3 serY8 A assist0ncia re6entou em gargalhadas 2ero>es e o novo condecorado 2oi enviado com as suas seis 6ocas para a deporta+ão) . e ho/e eu te apertara a mão na rua.

nos anos 4C. dos 6ielorrussos ocidentais. pela torrente das esposas *ue não renegaram os maridosY Duem recorda. dado *ue todos eram inimigos do povoY E *uem viu os trinta mil checos *ue deixaram.or toda a parte se detinham os o2iciais) E assim se condicionavam as popula+9es.ol:nia 2oram presos. dos ha6itantes da região do I3ltico. a . em compensa+ão. muitos polacos R2oi então *ue se recrutaram as v-timas do massacre de =atin e nos campos de concentra+ão do "orte os mem6ros do 2uturo exército de %i1AorsAi1AndersS) . privando1as dos poss-veis dirigentes da resist0ncia) Assim eram chamadas . *ue ca-ram prisioneiros. *ue esta contracorrente 2oi pe*uenaJ cerca de um a dois por cento de todos os ultimamente presos. es2riando1se as antigas rela+9es. e da. nem enviados para longe e *ue não tinham morrido) Ela 2oi pe*uena. 6em depressa 2oi recuperado nesses mesmos anos e pelos mesmos par3gra2os do in2inito Artigo) Assim.@) QC A$DU'. sendo necess3ria para lan+ar todas as culpas em cima do s:rdido Ke/ov e 2ortalecer o recém1chegado Ié1ria. extrac+ão e .2lu-ram as torrentes da pro2ilaxia social) Goram presos os *ue eram demasiado a6astados e in2luentes. pois. mas. troca de um Aopec por um ru6lo. mas ha6ilmente utili>ada) Assemelham1se . pois tinham assinado uma declara+ão) Estavam emudecidos pelo terror e eram poucos os *ue sa6iam algo dos segredos do Ar*uipélago) A distri6ui+ão 2ora 2eita antesJ as carrinhas pela noite. so6retudo.E AB& #E BU AB A GinlLndia deixou1nos um istmo sem popula+ão. p3g) . a U) $) %) %)Y "ão era poss-vel garantir *ue algum deles não 2osse um espião) Fas 2oram todos enviados para campos de concentra+ão do "orte Ré de l3 *ue parte. e no come+o dos anos @C A$DU'. e. transplanta+ão de todas as pessoas de sangue 2inland0s) ":s nem se*uer demos por esse pe*ueno riachoJ não temos sangue 2inland0s. em 19@9.E AB& #E BU AB 59 2oi declarado oportunismo de direita "ão podemos continuar.3tria) Era. ainda não processados. em 19@9. em 194C. na ?arélia e em eninegrado procedeu1se . . na verdade. na cidade de (am6ov.^aver3 *ue reunir agora todos estes casos e explicar *ue se detinham inocentesY Fas n:s es*uecemo1nos de precisar *ue o pr:prio conceito de culpa 2oi suprimido /3 pela revolu+ão prolet3ria. não 2oi em 19@9 *ue estendemos a mão em a/uda dos ucranianos ocidentais. se 7tudo 2oi esclarecido e os puseram em li6erdade8 Raté os /ornais relatavam com coragem alguns casos isolados de v-timas de cal<niasS isso signi2ica *ue os restantes presos eram certamente uns canalhasX E os *ue regressavam guardavam sil0ncio. depois. os *ue se destacavam pela sua independ0ncia. as antigas ami>ades) ?2) ?olectLnea 7das pris9es)))8. entretanto. e para *ue a auréola do ?he2e 6rilhasse mais radiosamente) Bra+as a este Aopec conseguiu enterrar1se com ast<cia o ru6lo restante) ?om e2eito. por exemplo. ra>ão. as demonstra+9es de dia) Duanto ao Aopec. permitam ainda. a ?hecoslov3*uia ocupada para a *uerida . como traidores .C) Goi na guerra da GinlLndia *ue se procedeu a uma primeira experi0nciaJ a de processar os nossos soldados. *uem deu. o 7corpo checoslovaco8S) Fas. em tempo de guerra. uma mancha nos seus anaisX E verdade. a especular com esses conceitos anti*uados de culpa e inoc0ncia) A promo+ão do regresso.3tria eslava. redu>indo1as ao sil0ncio. intelig0ncia e notoriedade) "as antigas regi9es da . *ue nesse pac-2ico ano 2oram detidos todos os mem6ros da or*uestra de /a>> *ue tocava no ?inema Foderno. 2oi um caso inimagin3vel na hist:ria dos :rgãos. 6em como dos moldavosY Aconteceu *ue os nossos irmãos eram completamente limpos.

mas arran/ou1se meio de levar alguns milhares de 2am-lias lituanas suspeitas R*uatro mil dentre elas 2oram depois entregues. além das pedras do c3rcere. segundo os termos de um decreto especial .4) (ratava1se de um sangria experimental para manter a disciplina geral) (odos eram condenados a de> anos. em ve> da guerra. regimentos. todas as pessoas de origem alemã. en2im.resos comuns Rladr9es e delin*uentes de outro tipoS *ue eram utili>ados como guardas em campos de prisioneiros pol-ticos) R") dos ()S Estive a pontos de experimentar esse decreto na minha pr:pria pele) . os colonos da UcrLnia e do ?3ucaso do "orte. margem do c:digo editado nos primeiros dias da guerra.@) "a sua ess0ncia. no campo de concentra+ão de =rassnoiarsA. de $ovn. mas assumiu 2ormas mais suaves. 2oram deixadas unidades militares inteiras. *ue eram a6andonadas ao inimigo. era a sua primeira experi0ncia nacional desse tipoW tinha para ele interesse te:rico) . mas não se es*ueceram de passar pelas armas os presos pol-ticos nas celas e nos p3tios de vov. não nos aperce6emos dissoX Estava1se a proceder ao ensaio *uando precisamente so6reveio a guerra e com ela a grandiosa retirada) "as rep<6licas ocidentais. mas não se consideravam como a6rangidos pelo artigo 5Q Re a*ueles poucos *ue so6reviveram aos campos de concentra+ão dos anos de guerra. do mesmo modo *ue no caso do esmagamento dos AulaAsJ o ?:digo . e até her:is da guerra civil e velhos militantes do . era necess3rio apressar1se a em6arcar. nuns *uantos dias. de (alin e de muitas outras pris9es do &cidente) "o c3rcere de (artu 2oram 2u>iladas cento e noventa e duas pessoas e os cad3veres lan+ados a um po+o) ?omo imaginar istoY %em *ue sai6as o *ue se passa. te ouve. *ual*uer *ue 2osse a >ona da União %oviética onde vivessem) & sintoma determinante era o do sangue. divis9es de artilharia cl3ssica e antiaérea. a6re1se a porta da cela e disparam so6re ti) Antes de morrer tu gritas e ninguém. o desterro dos alemães 2oi an3logo ao esmagamento dos AulaAs. pois permitiram1lhes levar mais coisas consigo e não os atiraram para lugares tão perdidos e mort-2eros) "enhuma 2ormalidade /ur-dica 2oi repetida. 2oram amnistiados em 1945S) #epois houve a torrente dos *ue não entregaram os aparelhos de r3dio ou as suas pe+as so6resselentes) . como a de Irest. o istmo da ?arélia 2oi anexado pela União %oviética) R") dos ()S ha .E AB& #E BU AB Q1 E logo veio a torrente dos alemãesJ os da região do Volga. a primeira torrente da guerra 2oi a dos espalhadores de 6oatos e semeadores de pLnico.us1me na 6icha de uma padaria) Um miliciano chamou1me e levou1me para completar um n<mero) (eria come+ado peio BU AB. a*ueles a *ue era ainda poss-vel deitar a mão) "a ituLnia. nem ir3 contar) Fas di>1se *ue houve *uem não chegasse a ser 2u>ilado) . desde *ue se tratasse de alemães.primeira experi0ncia na hist:ria da humanidadeX Fas. por espantoso *ue pare+a.C Duando da guerra russo12inlandesa R194CS. com a pressa.ode ser *ue ainda leiamos um livro acerca disso) "a retaguarda.or uma v3lvula de r3dio encontrada Rpor den<nciaS apanhava1se de> anos) . ao sa*ue dos urAi6!) #epois de 4Q de Junho come+aram a e2ectuar1se deten+9es precipitadas na et:nia e na Est:nia) Fas a situa+ão tornava1se perigosa e tiveram de retroceder mais depressa ainda) Es*ueceram1se de desmantelar 2ortale>as inteiras.artido. eram desterrados. se não 2osse essa 2eli> interrup+ão) A$DU'.enal era uma coisa e o desterro de centenas de milhares de homens outra) (ratava1se de uma decisão pessoal do reiX Além disso.

a maioria da avia+ão.@ E o sangue era determinado a partir do so6renome) & engenheiro construtor Vassili &AoroAov Rda palavra oAoroA. ap:s uma an3lise tran*uila. visitar a 2am-lia e incorporarem1se depois na sua unidade. mudou nos anos @C. para centros de veri2ica+ão e de classi2ica+ão. e mais ainda no &utono. de6aixo de suspeitas e d<vidas. 2oram condu>idos. e de maneira nenhuma por culpa sua. =aver>niev Rda palavra Aaver>ni. n:s simplesmente repet-amos a mano6ra de atrac+ão de =utu>ov) %: uma torrente provinda do exército oriental poderia propiciar essa compreensão) E os l36ios 2echaram1se e a 2é passou a ser de 2erro) "as altas es2eras ia 2luindo tam6ém. para $o6ert %hteAAer. por si s:. e. até . era1lhes di2-cil compreender como retroced-amos no &cidente) ] distLncia da %i6éria e dos montes Urais. compunha a primeira torrente de traidores .A partir do 2im do Verão de 1941. tanto mais *ue lhes tinham dado agora a estudar as armas *ue até esse momento eram mantidas secretas para os nossos pr:prios soldadosJ as pistolas autom3ticas #egtiarev e os o6uses de regimento) #ispondo dessas armas. e s: depois iria para a prisãoX8S. não na situa+ão de cativos. e outros) A vit:ria na >ona de Foscovo deu origem a uma nova torrenteJ a dos moscovitas culpados) Agora. onde os o2iciais dos %ervi+os Especiais come+avam por ter descon2ian+as so6re cada palavra sua e até se eram *uem di>iam ser) E os métodos de veri2ica+ão eram os interrogat:rios. intriguistaS. `Jue /3 em 191Q tinha mudado o seu pouco melodioso so6renome pelo de =ol6e. precipitou1se a torrente dos *ue tinham 2icado cercados) (ratava1se da*ueles mesmos de2ensores da . *uando é *ue compartilhou o seu destino com o de &AoroAovY))) Q4 A$DU'. mas. claro. no 2im de contas) &ra. o general E)%) . com o nome anterior.3tria. a torrente dos generais.4 come+ava a soltar1se1lhes a l-ngua. teria 6om6ardeado em primeiro lugar o nosso . *uando isso ainda era poss-vel. mas durante algum tempo dispersos em grupos de com6ate no interior do cerco alemão. em &utu6ro desse ano. retrocendo cento e vinte *uil:metros por dia. em novas unidades militares) &utra parte. %muchAevitch. uma parte dos cercados era integrada. e a *uem depois disso. de *ue meses antes as nossas cidades se tinham despedido com 2an2arras e 2lores. tendo1se encontrado.E AB& #E BU AB exército inactivo. o Brande Estrategista o culpado dissoXS) Goi uma torrente pe*uena. deixando1os repousar. eles não podiam ganhar consci0ncia de *ue. menor por en*uanto. tal era a no6re tare2a das %ec+9es Especiais) E aos her:is de =hassan. em levas) Entre os generais. aper2ei+oando a sua assinatura) Agora. na sua inac+ão. detidos nos c3rceres de Foscovo durante o Verão de 1941. no meio do caos geral. achando inc:modo assinar com esse apelido os seus pro/ectos. ela6ora+ão da norma.tuAhin Ro *ual di>iaJ 7%e eu sou6esse. a torrente dos culpados do recuo Rnão era. e conseguindo romp01lo.ai Duerido. p3tria) Era1lhe aplicado o artigo 5Q1116. grau e con2ian+a. presumoS. de meia centena de pessoas. no Extremo &riente e na Fong:lia) "ão deixar *ue este exército se en2erru/asse. não tinha tempo de provar nada e 2oi preso como alemãoJ 7E este o seu verdadeiro nomeY #e *ue tare2as 2oi incum6ido pela espionagem 2ascistaY)))8 E outro ha6itante de (am6ov. em lugar de serem a6ra+ados 2raternalmente no seu regresso Rcomo teria procedido *ual*uer outro exército do mundoS. em destacamentos desarmados e privados de direitos. *ue soava 6em. mas 2icaram intrepidamente na capital amea+ada e . menos de de> anos) Assim se ia depurando o exército em opera+9es) Fas havia ainda o enorme . as acarea+9es é as declara+9es de uns acerca dos outros) #epois da veri2ica+ão. p_de veri2icar1se *ue esses moscovitas não 2ugiram nem 2oram evacuados. ao princ-pio. 2iguravam o general1che2e das 2or+as aéreas. cou6e em sorte apanhar os golpes mais duros dos tan*ues pesados alemães.

pelos tri6unais das divis9es. é claro *ue o retrocesso se 2a>ia de acordo com um planoSW aos *ue na retaguarda espalhavam cal<nias. sendo catalogados com a letra 7a8J 5Q111aSW 1 &s militares *ue tinham sido 2eitos prisioneiros Rapanhavam tam6ém de> anos. 2oi ainda aspirada uma torrente mais importante de o2iciais e de soldados. ao mesmo tempo *ue o sustento di3rio. no ano de 19@9) R") dos ()S A$DU'. *uando da viragem da guerra a nosso 2avor. porém. de um reservat:rio a outro. 2oi empurrada para as companhias disciplinares e rea6sorvida sem deixar vest-gios na areia vermelha das primeiras linhas) (al 2oi o cimento so6re *ue se 2undaram os alicerces da vit:ria de Estalinegrado. por toda a parte. pelo menos a de cola6ora+ão com o inimigo) Entretanto. na pr3tica era su2iciente registar as séries dos passaportes dos ha6itantes das >onas ocupadasJ prend01los a todos era economicamente insensato. então 6lo*ueada. hist:ria espec-2ica das canali>a+9es) R#e resto. de ano para ano. as pessoas morriam de 2ome) "esse mesmo ano. contra tropas /aponesas.4 ocalidade onde se desenrolaram renhidos com6ates de tropas da U)$)%)%) e da $ep<6lica . morte e retrocederam sem licen+aJ a*ueles mesmos a *uem. a . com re2er0ncia ao artigo 19J esta torrente alimentaria os comiss3rios de instru+ão de Foscovo e de eninegrado 1945S) E evidente *ue o 5Q11C.3tria não podia perdoar a sua vergonha) Esta torrente não chegou. exerciam uma actividade.opular da Fong:lia. não são examinados neste cap-tulo)S A honestidade exige tam6ém *ue citemos as contracorrentes do tempo da guerraJ os /3 mencionados checos e polacos.*ueles *ue. no decurso da grande retirada do sul para o ?3ucaso e para o Volga. de %tali1ne. caluniosamente. para edi2ica+ão da consci0ncia geral. satis2e> as necessidades da retaguarda e da 2rente) Era aplicado aos evacuados. apesar de tudo. tentamos seguir a*ui apenas as torrentes *ue chegavam a BU AB vindas do exterior) As ininterruptas trans2orma+9es internas de BU AB. tam6ém uma 2utura prova de delitoJ se não a de trai+ão . a BU ABJ su6metida ao regime acelerado. a torrente dos muitos milh9es provindos dos territ:rios ocupados e da Europa) &s dois a2luentes mais importantes *ue a compunham eramJ 1 &s cidadãos *ue tinham vivido nos territ:rios so6 o dom-nio alemão ou na Alemanha Rapanhavam de> anos. nunca deixou de ser aplicado. durante toda a guerra. e. 6em como delin*uentes comuns *ue 2oram deixados sair dos campos para irem para a 2rente de 6atalha) A partir de 194@. podendo teoricamente ganhar. di>endo *ue o racionamento era severoW aos *ue na 2rente pro2eriam di2ama+9es. até 194. *ue 2oram particularmente 2ero>es no tempo da guerra. ocupa+ão *ueriam. mas não entrou na hist:ria geral da $<ssia. na >ona de ?rac:via Rainda maisS. se relatavam os horrores da retirada Rsegundo os /ornais. ap:s o insucesso registado na >ona de =ertch Rcento e vinte mil prisioneirosS. sendo catalogados com a letra 768J 5Q1116S) (odos os *ue 2icaram su6metidos . segundo os termos da imortal ordem do dia du>entos e vinte sete. prender apenas uma certa percentagemJ .. pelos chamados delitos do campo de concentra+ão. come+ou a tornar1se mais a6undante. . pretendiam *ue em eninegrado. pois isso signi2icava despovoar amplas extens9es) Iastava. A)%)A) Ragita+ão anti1soviéticaS. *ue não dese/avam . continuar a viverW isso. p3tria.E AB& #E BU AB Q@ resistir até .a6andonada pelas autoridades) Eis *ue /3 deles se suspeitavaJ *uer de minarem o poder das autoridades R5Q11CSW *uer de terem esperado os alemães R5Q111a. 2icando con2inado . di>endo *ue os alemães possu-am uma técnica 2orteW em 1944.

honestamente. por exemplo. em 194@ havia /3 umas torrentes perdidas. mas dispunham deles como prisioneiros) E a ordem especial não chegava) (inham1nos es*uecido))) .culpados. . in2lexivelmente. tal como a denominaram durante muito tempo nas o6ras de constru+ão de VorAut) (ratava1se dos prisioneiros de guerra russos. tiraram1lhes os o6/ectos *ue os americanos lhes tinham dado Rem proveito dos 2uncion3rios dos :rgãos. dar um passo se*uer por VorAutW pagavam1 lhes um sal3rio como se 2ossem livres. por*ue tinham visto um peda+o da vida europela e podiam 2alar so6re ela) (ais relatos eram sempre desagrad3veis R. arrancaram1lhes as ins-gnias militares. com tanto con2orto como nunca tinham go>ado até então. mas . para a p3tria) 'nstalaram1nos imediatamente numa 6a-a deserta do mar ?3spio. pois era imposs-vel *ue tendo servido na pol-cia não se tivesse deixado contagiar pelo esp-rito do inimigo e cumprido as tare2as de *ue este o incum6ria) Fais duramente e com mais rigor eram /ulgados os *ue tinham estado na Europa. semiculpados. um grupo de marinheiros nossos 2oi dar ao litoral da %uécia) #urante toda a guerra viveram livremente nesse pa-s. 6em como a*ueles *ue secavam as tulias no mesmo tapume *ue os alemães) Fas 6astava um por cento de um milhão para 2ormar uma 6oa d<>ia de plet:ricos campos de tra6alho) E não h3 lugar para pensar *ue uma participa+ão honrada em *ual*uer organi>a+ão clandestina de resist0ncia contra os alemães livrava alguém. chegada dos nossos apanhou os seus de> anos. sem licen+a.5 Em6ora não se deixassem logo aperce6er tão claramente. e não do EstadoS e expediram1nos para VorAut. utili>ados pelos americanos no exército de $ommel em Z2rica Ros ^ijiS. *ue a vida a.. nem nunca mais usu2ruiriam no 2uturo) A U)$)%)%) retrocedia. o da*uele Aomsomol de =iev a *uem a organi>a+ão clandestina mandou tra6alhar na pol-cia.E AB& #E BU AB deu in2orma+9es de tudo aos Aomsomols. evidentemente. para lhe transmitir in2orma+9es) & rapa>. mas havia algo *ue não /ogava certo) #eixaram11nos partir e separar1se.) . anos de ru-na e desordem) ?ontar *ue na Europa tudo era a6solutamente mau.5) 'sto torna1se evidente pelo 2acto de. atr3s de arame 2arpado. culpados em *uarto. de modo seguro. como por exemplo a dos 7a2ricanos8. e depois aplicaram a todos eles uma pena por Agita+ão Anti1%oviética. do 'ra*ue e do 'rão. devido aos aliciantes relatos *ue 2a>iam so6re a li6erdade e a a6undLncia *ue veri2icaram na capitalista %uécia RBrupo =adenAoS. não lhes aplicando ainda. em6ora se tratasse de escravos das prov-ncias orientais. de entrar na 2orma+ão dessa torrente) "ão 2oi caso <nico. por 2alta de experi0ncia. morria e passava 2ome e esses canalhas iam comendo o pão da neutralidade) #epois da guerra a %uécia devolveu1no1los) A trai+ão . excep+ão. até nova ordem. das notas de viagem dos escritores sensatosS e muito mais desagrad3veis o eram nos anos do p:s1guerra.3tria era indu6it3vel. nem uma pena nem um artigo do ?:digo) Estes 7a2ricanos8 viveram em VorAut em condi+9es indeterminadasJ não eram guardados.era imposs-vel nem todos o sa6iam 2a>er) Era por esse motivo. so6retudo a*ueles *ue tinham visto no &cidente algo mais do *ue um campo de morte alemão. compreende1se. avan+ava. serem tratados como prisioneiros de guerra os internados Rcivis levados para tra6alhar na AlemanhaS) "os primeiros dias da guerra. *ue 2oram expedidos em %tude6aAers através do Egipto. atacava. mas não podiam. di2erentes de todas as outras. Q4 A$DU'. e não por*ue se tivessem tomado prisioneiros. *ue era /ulgada a maioria dos prisioneiros de guerra.

em eninegrado) #urante dois meses alimentaram1nos para a engorda e deixaram crescer1lhes o ca6elo) #epois. ?om este grupo veri2icou1se um caso aned:tico) "o campo. dali mesmo 2oram levados ao 6anho. por *ual*uer meio.. rapidamente e em catadupa. relataram onde viviam. e enviaram1nos para uma con2er0ncia de imprensa. por decisão do tri6unal. advertiram1nos de *ue se um *ual*uer deles cometesse a canalhice de 2alar de outra 2orma apanharia 7nove gramas8 de chum6o na nuca. não o6stante a guerra com o Japão não ter durado nem tr0s semanas. desse caso e 2oram pu6licadas not-cias caluniosas na imprensa) Entretanto. empregados em tra6alhos urgentes de constru+ão na %i6éria e na Zsia ?en1 2oram levados todos para a prisão de =rest.. sou6e1se. em vinte e *uatro horas. os rapa>es /3 estavam dispersos por diversos campos) #e repente. as dos calmucos. por ordem especial A$DU'. A$DU'. para o "orte da $<ssia) Exactamente vinte e *uatro horas depois. a torrente dos criminosos de guerra alemães. tinham /3 calado a 6oca so6re a vida na %uécia. sem preencherem *ual*uer *uestion3rio T e tanto os mem6ros do . dos ca6ar1dinosW Em 1944. a sua terra e os seus 6ens eram trans2eridos para os herdeiros) #o mesmo modo *ue os alemães no come+o da guerra. não lhes aplicaram nova condena+ão) Q. a dirigir1se para a esta+ão. 2oram passando. as torrentes das na+9es *ue ca-ram em 2altaJ Em 194@. a dos t3rtaros da ?rimeia) Elas não teriam corrido tão impetuosa e velo>mente para o seu desterro perpétuo se os :rgãos não tivessem rece6ido o re2or+o de tropas regulares e de viaturas do exército) As unidades militares cercaram com um anel de 2erro as povoa+9es montanhosas e os *ue ali se tinham aninhado para viver durante séculos 2oram o6rigados. tra6alhavam e indignaram1se com as cal<nias 6urguesas. temendo apanhar por isso uma nova condena+ão) "a %uécia. sendo enviados para os mesmos campos) evando em conta *ue todos eles se portaram 6em.or entre a torrente geral dos li6ertados das >onas ocupadas. na presen+a de /ornalistas estrangeiros convidados e de pessoas *ue conheciam 6em o grupo na %uécia) &s ex1internados mantiveram1se muito animados.E AB& #E BU AB Q5 . indo escrever desculpas) . tam6ém estas nacionalidades eram deportadas unicamente em 2un+ão do critério do sangue. estudavam. industriaram cada um so6re o *ue devia 2a>er. pela impetuosidade das tropas de desem6ar*ue. 2oram apanhados numerosos prisioneiros de guerra /aponeses. porém.ara a imagina+ão ocidental era inimagin3vel explicar de outra 2orma o sucedido) E os protagonistas da con2er0ncia de imprensa. dos tchetchenos. s: por si. seleccionados nos campos de prisioneiros de guerra e trans2eridos. vestiram1nos com s:6ria elegLncia.E AB& #E BU AB .artido como os her:is do tra6alho e os her:is da guerra ainda não 2inda. todos eram tam6ém levados para l3) "os <ltimos anos da guerra houve. a su6ir para os vag9es e a partir imediatamente para a %i6éria. para os do complexo de BU AB) Em 1945. dos inguchos. para o ?asa*uestão. *ue recentemente tinham lido na imprensa ocidental Rpois ela ven1de1se a*ui em cada *uios*ueXS) (ratavam de escrever uns aos outros e puseram1se de acordo. para a Zsia ?entral. indo a eninegrado Ra *uestão das despesas da viagem não pertur6ou ninguémS) ?om o seu aspecto vistoso e 2resco eles constitu-ram o melhor desmentido ao 6oato dos /ornais) &s /ornalistas partiram envergonhados. tendo1lhes cortado o ca6elo e vestido os velhos 2arrapos. uma ap:s outra.

tral, procedendo1se a uma opera+ão de selec+ão de criminosos de guerra id0ntica , *ue 2oi tam6ém ali levada a ca6o para BU AB);5 A partir de 2ins de 1944, *uando o nosso exército irrompeu nos Ialcãs, e so6retudo em 1945, *uando ele atingiu a Europa ?entral, escoou1se ainda pelos canais de BU AB uma torrente de russos emigrados T velhos *ue haviam sa-do por altura da $evolu+ão e /ovens *ue /3 ali tinham crescido) %acavam para a p3tria geralmente os homens, deixando as mulheres e as crian+as na emigra+ão) RE verdade *ue não os levavam todos, mas s: a*ueles *ue ao longo desses vinte e cinco anos tivessem exprimido, em6ora timidamente, os seus pontos de vista pol-ticos, ou *ue os tivessem mani2estado longo tempo antes, durante a $evolu+ão) "ão tocavam na*ueles *ue haviam levado uma exist0ncia simplesmente vegetativa)S As principais torrentes procederam da Iulg3ria, da Jugosl3via, da ?hecoslov3*uia, um pouco menos da Zustria e da AlemanhaW nos outros pa-ses da Europa &riental *uase não viviam russos) ?omo um eco, respondeu1lhe tam6ém da Fanch<ria, em 1945, uma torrente de emigrantes) RAlguns deles não 2oram presos imediatamenteJ houve 2am-lias inteiras *ue 2oram convidadas a regressar , p3tria como pessoas livres) Uma ve> a*ui, separavam1 nos e mandavam1nos para a deporta+ão ou para os c3rceres)S Em todo o per-odo de 1945 a 194;, avan+ou para o Ar*uipélago, en2im, uma grande torrente de verdadeiros inimigos do .oder Ros homens de Klassov, os cossacos de =rasnov, os mu+ulmanos das unidades nacionais criadas por ^itlerS, uns convictos e outros 2or+ados) Juntamente com eles 2oi capturado nada menos de meio milhão de re2ugiados, *ue tinham 2ugido ao poder soviéticoJ civis de todas as idades e de am6os os sexos, *ue tinham conseguido esconder1se no territ:rio dos aliados, mas 2oram per2idamente devolvidos nos anos de 194;145, pelas respectivas autoridades, aos soviéticos;Q) ;5 %em conhecer os pormenores deste caso, estou convicto, não o6stante, de *ue grande parte destes /aponeses não puderam ser /ulgados legalmente) (ratou1se de um acto de1 vingan+a e de um meio de reter a mão1de1o6ra por um pra>o mais prolongado) ;Q %urpreendentemente, apesar de no &cidente ser imposs-vel guardar segredos pol-ticos por muito tempo, pois aca6am inevitavelmente por ser divulgados, o segredo desta trai+ão conheceu uma sorte di2erente, sendo guardado ciosamente pelos governos 6ritLnico e americano) "a verdade, deve ser, senão o <ltimo segredo da %egunda Buerra Fundial, um dos <ltimos) (endo encontrado in<meras ve>es pessoas dessas nas pris9es e nos campos, custava1me a acreditar *ue neste *uarto de século a opinião p<6lica do &cidente "A#A sou6esse desta entrega grandiosa pelas suas propor+9es, de gente simples da $<ssia, pelos governos ocidentais, , repressão e , morte) %: em 195@, no %undaN &Alahoma, de 41 de Janeiro, saiu um pe*ueno artigo de Kulis Epstein, a *uem da*ui me atrevo a transmitir o meu agradecimento, em nome da massa de mortos e dos poucos vivos) (rata1se de um 6reve documento incompleto acerca do ocorrido, e oculto até ao presente, entre os muitos tomos a escrever so6re a repatria+ão A$DU'.E AB& #E BU AB Q5 Um certo n<mero de polacos, mem6ros do exército nacional de =raiova, partid3rios de FiAolaitchiA, passou pelas nossas pris9es em 1945, antes de seguir para BU AB) ^avia tam6ém uns tantos romenos e h<ngaros) A partir do 2im da guerra e por longos anos 2oi escorrendo a a6undante torrente dos nacionalistas ucranianos R7os Iender8S) %o6re o pano de 2undo de toda esta gigantesca transplanta+ão de milh9es de pessoas no p:s1guerra, poucos 2oram os *ue o6servaram torrentes tão pe*uenas comoJ

1 A das raparigas *ue namoravam estrangeiros R194;145S, ou se/a, *ue se deixaram corte/ar por estrangeiros) Elas eram marcadas com o r:tulo do artigo 51@5 Rsocialmente perigosasSW 1 A das crian+as espanholas, essas mesmas *ue tinham sido expatriadas durante a guerra civil, mas /3 se tinham convertido em adultas depois da %egunda Buerra Fundial) Educadas em internatos nossos, elas adaptavam1se, entretanto, mal , nossa vida) Fuitas tentaram regressar 7a casa8) Eram tam6ém marcadas com o r:tulo do 51@5 Rsocialmente perigosasS e as mais o6stinadas com o do artigo 5Q1; Respionagem em proveito))) da AméricaS) R.ara sermos /ustos não devemos es*uecer, tão1pouco, a pe*uena contracorrente dos))) sacerdotes, em 1945) %im, oh milagreX .ela primeira ve> depois de trinta anos eram postos em li6erdade os sacerdotesX .ropriamente 2alando, eles não eram procurados nos campos, mas todas as pessoas *ue, encontrando1se em li6erdade, se lem6ravam deles, podiam dar o seu nome, mencionando o seu paradeiro, e os interessados eram postos por levas em li6erdade, a 2im de participarem no 2ortalecimento da 'gre/a resta6elecida)S 'mporta lem6rar *ue este cap-tulo não tem, de modo algum, por 2im enumerar (&#A% as torrentes *ue 2ertili>aram BU AB, mas s: a*uelas *ue assumiram um mati> pol-tico) Assim, como num curso de anatomia, depois da descri+ão pormenori>ada do sistema da circula+ão sangu-nea, se pode come+ar de novo e detalhadamente a 2a>er a descri+ão do sistema lin23tico 2or+ada para a União %oviéticaJ 7(endo vivido dois anos nas mãos das autoridades 6ritLnicas, com um 2also sentimento de seguran+a, os russos 2oram apanhados de surpresa, nem compreendendo se*uer *ue os repatriavam))) Eram na maioria simples camponeses, com um rancor pessoal contra os 6olchevi*ues)8 As autoridades inglesas portaram1se com eles como se se tratassem de 7criminosos de guerra8, entregando1os, contra sua vontade, nas mãos da*ueles de *uem se não pode esperar um /ulgamento /usto) Goram enviados todos para o exterm-nio, para BU AB) QQ A$DU'.E AB& #E BU AB assim se poderiam descrever de novo, desde 191Q até 195@, as torrentes dos condenados por delitos comuns e mais propriamente por crimes penais) E essa descri+ão tam6ém não ocuparia pe*ueno espa+o) A*ui seriam esclarecidos muitos ucasses RdecretosS céle6res, es*uecidos em parte agora Rem6ora não tenham sido revogados por leiS, *ue 2orneciam a6undante material humano para o insaci3vel Ar*uipélagoJ o decreto so6re o a6sentismo ao tra6alhoW o decreto so6re a produ+ão de2eituosaW o decreto so6re a destila+ão caseira de vodca R*ue atingiu o auge em 1944, mas /3 na década de 4C tinha 2eito muitos estragosSW o decreto punindo os AolAho>ia1nos *ue não cumprissem a norma o6rigat:ria de dias de tra6alhoW o decreto so6re a lei marcial nos caminhos de 2erro Rpromulgado em A6ril de 194@, /3 não no come+o da guerra, mas no momento da sua viragem a nosso 2avorS) Esses decretos, segundo uma tradi+ão antiga, *ue remontava aos tempos de .edro, o Brande, apareciam sempre como ignorando toda a legisla+ão anterior, sem a ter de nenhum modo em conta, como se tivesse sido es*uecida) Era proposta aos /uristas a tare2a de conciliar os di2erentes ramos /ur-dicos, mas eles não curavam disso nem com muito >elo nem com muito 0xito) Esta pulsa+ão de decretos condu>iu a um estranho *uadro de delitos e crimes de direito comum em todo o pa-s) .odia o6servar1se *ue nem os rou6os, nem os assass-nios, nem a destila+ão caseira de vodca, nem as viola+9es aconteciam no nosso pa-s, segundo os lugares e as circunstLncias, como conse*u0ncia de 2ra*ue>as humanas, da lux<ria e de paix9es desen2readasX

"ãoX "os crimes cometidos por todo o pa-s veri2icava1se uma assom6rosa unanimidade e uni2ormidadeX Era todo o pa-s 2ervilhando de violadores, ora apenas de assassinos ou de destiladores de vodca, como reac+ão ao <ltimo decreto governamental) #ir1se1ia *ue cada delito dava o 2lanco ao respectivo decreto, para desaparecer mais depressaX E /ustamente este delito, *ue grassava logo por toda a parte, era o mesmo *ue aca6ava de ser previsto e punido com mais rigor pela nossa s36ia legisla+ão) %e o decreto so6re a militari>a+ão dos caminhos de 2erro levou aos tri6unais multid9es de simples mulheres e de adolescentes, *ue constitu-am a maioria dos 2uncion3rios das linhas 2érreas no tempo de guerra, era por*ue não tendo rece6ido, antes, *ual*uer instru+ão em *uartéis eles eram os *ue provocavam mais atrasos e cometiam in2rac+9es) & decreto so6re o não cumprimento da norma o6rigat:ria dos dias de tra6alho simpli2icou muito a deporta+ão dos AolAho>ianos indolentes *ue não *ueriam satis2a>er1 se com o n<mero de pau>inhos *ue lhes atri6u-am;9) %e por esse motivo antes se exigia um /ulgamento e a aplica+ão do artigo so6re a contra1revolu+ão &s dias de tra6alho eram assinalados por pau>inhos) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB Q9 econ:mica, 6astava agora uma decisão do AolAho>, con2irmada pelo ?omité Executivo do %oviete do distritoW e os pr:prios AolAho>ianos não podiam deixar de se sentir melhor consigo mesmos ao terem consci0ncia de *ue, em6ora 2ossem deportados, /3 não os consideravam como inimigos do povo) RA norma o6rigat:ria de dias de tra6alho era di2erente, segundo as diversas regi9es, sendo a mais privilegiada a dos caucasianosJ setenta e cinco dias de tra6alhoW mas muitos destes 2oram apanhados na torrente, por oito anos, na região de =rasnoiarsA)S "o entanto, neste cap-tulo, não procedemos a um exame pormenori>ado e 2ecundo das torrentes de crimes e delitos comuns) %: não podemos silenciar unicamente, ao atingir 1945, um dos maiores ucasses de %taline) J3 a prop:sito de 19@4 tivemos ocasião de re2erir1nos , céle6re lei do 7sete do oito8, ou 7sete oitavos8,1 lei pela *ual se prendia em pro2usão por uma simples espiga, um pepino, duas 6atatas, uma astilha, ou um carro de linhas5C, e sempre com a pena de de> anos) Fas as exig0ncias do tempo, tais como as compreendia %taline, mudavam, e esses de> anos *ue pareciam su2icientes antes da guerra 2ero>, agora, depois da vit:ria hist:rica e mundial, tinham um aspecto demasiado 2rouxo) E, de novo, com menospre>o do ?:digo, ou es*uecendo1se de *ue existia uma in2inidade de artigos e decretos so6re delapida+9es e rou6os, 2oi pu6licado, em 4 de Junho de 1945, um decreto *ue ia mais longe do *ue todos eles, e *ue 2oi imediatamente 6apti>ado pelos sempre animosos presos como o ucasse 7*uatro do seis8) A superioridade do novo ucasse residia, antes de mais nada, em ser recenteJ logo a seguir , sua apari+ão devia desencadear1se uma vaga de tais delitos e assegurar1se uma a6undante torrente de novos condenados) Fas mais superioridade apresentava ainda *uanto aos pra>os das condena+9esJ se para darem coragem umas ,s outras iam apanhar espigas não uma mas tr0s raparigas Rum 76ando organi>ado8S ou se eram v3rios os rapa>es de do>e anos *ue colhiam ma+ãs ou pepinos, eram sentenciados a vinte anos em campos de concentra+ãoW nas 236ricas, a senten+a era maior e 2oi ampliada até vinte e cinco anos Resta mesma pena de um *uarto de século 2ora introdu>ida dias antes, como uma su6stitui+ão humanista da pena de morteS51) Ginalmente, era reparada a antiga in/usti+a, segundo a *ual s: a não den<ncia por ra>9es pol-ticas era considerada um delito contra o EstadoJ agora, não denunciar os rou6os ao Estado ou ao AolAho> podia valer tr0s anos de campo ou sete anos de deporta+ão) "os anos imediatamente posteriores ao ucasse, milhares de ha6itantes

5C "o processo ver6al escrevia1se 7#u>entos metros de material de costura8) Apesar de tudo, tinham vergonha de escreverJ 7Um carro de linhas8) 51 Fas a pr:pria pena de morte s: por algum tempo ocultou o seu rosto por detr3s do véu, para logo arranc31lo, mostrando os dentes, ao ca6o de dois anos e meio RJaneiro de 195CS) 9C A$DU'.E AB& #E BU AB do campo e da cidade 2oram mandados tra6alhar para as ilhas de BU AB em su6stitui+ão dos ind-genas *ue ali tinham perecido) E certo *ue estasa torrentes seguiram através da mil-cia e dos tri6unais comuns, sem encher os canais de seguran+a do Estado, *ue mesmo sem isso /3 estavam esta2ados nos anos do p:s1guerra) Esta nova linha de %taline 1 segundo a *ual agora, depois da vit:ria so6re o 2ascismo, era necess3rio FE(E$ "A .$'%\& o maior n<mero poss-vel de pessoas e por longo tempo 1 repercutiu1se logo, naturalmente so6re os pol-ticos) "os anos de 194Q149 a mani2esta intensi2ica+ão das persegui+9es e da vigilLncia em toda a vida social 2oi assinalada pela tragicomédia dos reincidentes, *ue não tinha procedente)mesmo nas in2rac+9es das leis estalinianas) Assim 2oram denominados, na linguagem de BU AB, a*ueles desgra+ados a *uem não 2ora assestado o golpe de miseric:rdia em 19@5, conseguindo so6reviver aos imposs-veis e insuport3veis de> anos, e *ue, agora, em 194514Q, al*ue6rados e com a sa<de arruinada, punham timidamente os pés em terra livre, na esperan+a de aca6arem calmamente o curto tempo de vida *ue lhes restava) Fas uma 2antasia selv3tica Rou uma tena> maldade e insaci3vel sede de vingan+aS levou o Beneral-ssimo Vencedor a dar uma ordemJ a de *ue todos esses estropiados deviam ser presos novamente, sem nova culpaX .ara ele, era até econ:mica e politicamente desvanta/oso o6struir a m3*uina deglutidora com os seus pr:prios desperd-cios) Fas %taline decidia precisamente assim) Este 2oi um dos casos em *ue a personalidade hist:rica se mostra caprichosa em rela+ão , necessidade hist:rica) E todos eles, recém1radicados em novos lugares ou em novas 2am-lias, 2oram apanhados) evaram1nos com a mesma lassitude com *ue eles tam6ém andavam) %im, /3 todos eles conheciam com antecipa+ão o caminho da cru>) "ão perguntavamJ 7.or*u0Y8, nem di>iam aos 2amiliares 7voltarei8) Vestiam a roupa mais su/a, enchiam de ta6aco o sa*uinho do campo de tra6alho e iam assinar o processo ver6al) RE este era um e o mesmo para todosJ 7E voc0 *ue esteve detidoY8 1 7%ou)8 1 7#eram1lhe mais de>)8S E vai da- o egocrata aperce6eu1se de *ue não 6astava prender os *ue tinham so6revivido ao ano @5X &s 2ilhos desses seus inimigos /urados, tam6ém esses, era necess3rio prend01 losX .ois eles cresciam e podiam pensar na vingan+a) R(alve> depois de ter ceado 6em tivesse tido um mau sonho so6re essas crian+as)S #epois de 2eitos os c3lculos e e2ectuadas as pris9es, veri2icou1se *ue eram ainda poucos) (inham prendido os 2ilhos dos che2es do exército, mas os dos trots*uistas nem todosX E a torrente dos 2ilhos11 vingativos arrastou1se) REntre eles encontrava1se ena =ossariova,54 de de>assete anos, e Elena $aAovsAaia, de trinta e cinco)S 54 ^elena =ossariova 1 2ilha de ^) V) =ossariov, *ue 2oi secret3rio do ?omité ?entral do =omsomol até 19@5) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 91 #epois do grande deslocamento europeu, %taline conseguiu, até 194Q, reconstituir um reduto 2echado, 6em s:lido, com o tecto mais 6aixo, e nesse espa+o assim delimitado tornar mais espessa ainda a antiga atmos2era de 19@5)

E 2oram1se arrastando as torrentes, durante os anos de 194Q, 49 e 5CJ 1 A dos espi9es imagin3rios Rde> anos antes eram germano1nip:nicos, agora anglo1 americanosSW 1 A dos crentes Rdesta ve>, so6retudo, as seitasSW 1 A dos geneticistas e seleccionadores *ue não tinham sido detidos, partid3rios das teorias de Vavilov e de FendelW 1 A dos simples intelectuais e homens de pensamento Rcom especial rigor para os estudantesS, *ue não tinham 2icado su2icientemente assustados com o acidente) Era moda dar1lhesJ VA( 1 por enaltecer a técnica americanaW VA# 1 por enaltecer a democracia americanaW .U 1 por venerar o &cidente) As torrentes eram id0nticas ,s de 19@5, mas não as senten+asJ a norma, agora, /3 não era os de> anos patriarcais, mas o novo *uarto de século estaliniano) Agora, de> anos era coisa de crian+a))) Uma torrente consider3vel 2oi então originada pelo novo ucasse so6re a divulga+ão de segredos do Estado Re considerava1se como segredosJ as colheitas dos distritosW *ual*uer estat-stica epidemiol:gicaW o tipo de produ+ão de *ual*uer o2icina ou 2a6ri*uetaW a men+ão de *ual*uer aeroporto civilW as >onas do transporte ur6anoW o nome de um recluso *ue se encontrava no campo de tra6alhoS) .or esse ucasse a pena atri6u-da era de *uin>e anos) (ão1pouco eram es*uecidas as torrentes das nacionalidades) Elas 2lu-am constantemente, provindas dos com6ates de guerrilha no meio dos 6os*ues, tal como a torrente dos partid3rios de Iender) %imultaneamente, condenavam1se a de> e cinco anos nos campos e , deporta+ão todos os ha6itantes rurais da UcrLnia &cidental, *ue haviam tido *ual*uer contacto com os guerrilheirosJ *uem deixara pernoitar, *uem lhes dera de comer uma s: ve> *ue 2osse e *uem não os denunciara) A partir de 195C, aproximadamente, 2oi drenada tam6ém a torrente das FU ^E$E% dos 6enderistasJ eram condenadas a de> anos por não os denunciarem, para mais rapidamente aca6arem com eles) "essa época tinha /3 cessado a resist0ncia na ituLnia e na Est:nia) Fas em 1949 irromperam da- potentes torrentes da nova pro2ilaxia social, destinada a garantir a colectivi>a+ão) ?omposi+9es 2errovi3rias inteiras, vindas das tr0s rep<6licas 63lticas, carregavam para a deporta+ão na %i6éria os ha6itantes da cidade e do campo) R& ritmo hist:rico era encurtado nessas rep<6licas) "um 6reve pra>o deviam percorrer o mesmo caminho /3 andado por todo o pa-s)S 94 A$DU'.E AB& #E BU AB Em 194Q 2oi enviada para a deporta+ão ainda outra torrente nacionalistaJ a dos gregos de A>ov, do =u6an e de %uAhumi) #e nada tinham sido culpados aos olhos do .ai durante os anos da guerra, mas agora vingava1se neles, talve> pelo seu 2racasso na Brécia) .arece *ue esta torrente 2oi tam6ém 2ruto da sua dem0ncia pessoal) A maioria dos gregos 2oi parar , deporta+ão na Zsia ?entral e os descontentes postos em isolamento pol-tico) ?erca de 195C, sempre por vingan+a da guerra perdida ou para manter o e*uil-6rio com os /3 deportados, vieram parar ao Ar*uipélago os pr:prios insurrectos do exército de Farcos, *ue nos 2oram entregues pela Iulg3ria) "os <ltimos anos da vida de %taline come+ou a delinear1se, de maneira de2inida, a torrente dos /udeus Ra partir de 195C, iam sendo arrastados aos poucos como

cosmopolitasS) ?om esse o6/ectivo 2oi tramado o caso dos médicos) %egundo parece, %taline preparava1se para organi>ar um grande exterm-nio dos /udeus5@) "o entanto, este 2oi o primeiro des-gnio 2racassado em toda alsua vida) %egundo parece, #eus *uis *ue, através das mãos humanas, ele entregasse a sua alma) & relato *ue precede tinha por 2im mostrar , evid0ncia *ue a transplanta+ão de milh9es de homens e o povoamento de BU AB o6edeciam a uma 2ria e premeditada l:gica, 6em como a uma tenacidade permanente) Due nunca houve entre n:s c3rceres VAU'&%, mas sempre cheios ou superlotados) Due en*uanto v:s vos ocup3veis, para vossa satis2a+ão, com os ino2ensivos segredos do 3tomoW estud3veis a in2lu0ncia de ^eidegger so6re %artreW coleccion3veis reprodu+9es de .icassoW via/3veis em carruagens1camas para as termas, ou aca63veis de construir as vossas casas de campo nos arra6aldes de Foscovo, as carrinhas corriam ininterruptamente de um extremo ao outro das ruas e os agentes da seguran+a do Estado 6atiam e chamavam ,s portas) E eu penso *ue, com este relato, 2ica demonstrado *ue os :rgãos nunca comeram o seu pão em vão) 5@ "ada sa6emos de modo 2idedigno, nem agora nem talve> por longo tempo) Fas, segundo rumores *ue circulavam em Foscovo, o des-gnio de %taline era en2orcar, em come+os de Far+o,7os médicos1assassinos8, na .ra+a Vermelha) Em seguida, os patriotas deviam naturalmente Rso6 a direc+ão de instrutoresS lan+ar1se num pogrom contra os israelitas) E então o Boverno Rconhece1se o car3cter de %taline, não é verdadeYS, salvando magnanimamente os /udeus do :dio popular, expulsava1os nessa mesma noite de Foscovo para o Extremo &riente e para a %i6éria Ronde /3 se estavam a preparar 6arracasS) ''' A '"%($UV\& %E aos intelectuais das pe+as de (cheAhov, sempre a 2a>er con/ecturas so6re o *ue seria a vida dentro de vinte, trinta ou *uarenta anos, tivessem respondido *ue na $<ssia se torturaria os acusados durante a instru+ão do processoW *ue se lhes apertaria o crLnio com um anel de 2erro1W *ue se su6mergiria uma pessoa num 6anho de 3cido4W *ue se ataria um homem nu para o expor ,s 2ormigas e aos perceve/osW *ue se introdu>iria a vareta de uma espingarda, *uente ao ru6ro, pelo ori2-cio anal R7a marca secreta8SW *ue se comprimiriam lentamente com uma 6ota os :rgãos sexuais e *ue, como tratamento mais suave, se torturaria alguém durante uma semana, sem a deixar dormir, nem lhe dar de 6e6er, espancando1o até deixar o corpo em carne viva 1 nem uma s: dessas pe+as teria chegado até ao 2im e todos os seus her:is teriam ido parar ao manic:mio) E não s: os her:is de (cheAhovX Due russo normal dos come+os do século e, entre os mais, *ue mem6ro do .artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso poderia suportar semelhante di2ama+ão lan+ada contra o 2uturo luminosoY A*uilo *ue ainda se admitia so6 o poder de AleAsei FiAhailo1vitch e *ue /3 so6 .edro, o Brande parecia 63r6aroW a*uilo *ue nos tempos de INron podia ser aplicado a de> ou vinte pessoas e *ue /3 era completamente imposs-vel de suceder no reinado de ?atarina, isso 2oi reali>ado em pleno 2lorescimento da sociedade do nosso grande século !!, conce6ido segundo os princ-pios socialistas, *uando /3 voavam avi9es e havia surgido o cinema sonoro e a r3dio) E 2oi reali>ado, não por um criminoso isolado num lugar secreto, mas por de>enas de milhares de 6estas humanas, especialmente amestradas, so6re milh9es de v-timas inde2esas) %er3 apenas terr-vel esta explosão de horroroso atavismo, designado agora como su6ter2<gio, por 7culto de personalidade8Y &u s01lo13 tam6ém *ue, no decurso destes mesmos anos, tivéssemos comemorado o centen3rio de .uschAine, *ue sem *ual*uer vergonha tivéssemos representado essas mesmas pe+as de (cheAhov, em6ora /3

sou6éssemos a resposta a tais perguntasY Fas não ser3 mais terr-vel ainda *ue trinta anos depois nos venham di>erJ não se deve 2alar dissoX $ecordar o so2rimento de milh9es de a ?omo aconteceu ao #outor %), segundo o testemunho de A) .) =) 4 ?omo aconteceu a ^) %) () 94 A$DU'.E AB& #E BU AB pessoas é de2ormar a perspectiva hist:ricaX (ratar de desco6rir a ess0ncia dos nossos costumes é o6scurecer o progresso materialX Due se 2ale antes dos altos12ornos *ue 2oram acesos, ou dos trens de lamina+ão1, ou dos canais *ue 2oram a6ertos))) "ão, dos canais tam6ém não é conveniente 2alar))) Antes do ouro de =olima))) "ão, tão1pouco isso é conveniente) En2im, pode 2alar1se de tudo, mas desde *ue se sai6a 2a>01lo, glori2icando1o))) %er3 então incompreens-vel *ue amaldi+oemos a 'n*uisi+ãoY Acaso, além das 2ogueiras, não havia ao mesmo tempo servi+os religiosos solenesY %er3 incompreens-vel *ue não gostemos do direito 2eudalY Ve/a1se, não se proi6iam os camponeses de tra6alhar todos os dias))) E eles podiam cele6rar o "atal com vilancicosW pela (rindade as mo+as teciam coroas))) `` & car3cter excepcional *ue as lendas orais e escritas atri6uem agora ao ano @5, reside, aos olhos de muitos, na inven+ão de culpas e nas torturas) Fas não é essa a verdade, isso é inexacto) Duais*uer *ue 2orem os anos ou as décadas, a instru+ão, segundo o artigo 5Q, DUA%E "U"?A visou o esclarecimento da verdade, consistindo unicamente num procedimento su/o e inexor3velJ pegar num homem *ue se aca6ava de privar da li6erdade, por ve>es altivo, sempre impreparado, do6r31lo, introdu>i1lo num tu6o estreito, onde os ganchos da armadura lhe esga+avam os costados, onde não podia respirar, de maneira a *ue ele implorasse a gra+a de chegar , outra extremidade) E dessa extremidade, ei1lo *ue sa-a /3 pronto, como um ind-gena do Ar*uipélago, a entrar na terra prometida) R&s mais o6tusos o6stinam1se eternamente, pensando *ue pode haver essa sa-da do tu6o caminhando para tr3s)S Duantos mais anos se deixam passar sem tra+os escritos, mais di2-cil se torna reunir as testemunhas dispersas *ue se salvaram) Fas estas asseguram1nos *ue a cria+ão de 2alsos processos remonta /3 aos primeiros anos de exist0ncia dos :rgãos, tornando assim palp3vel a sua constante e insu6stitu-vel actividade de salva+ão, a 2im de *ue com a diminui+ão dos seus1 inimigos não tivessem os pr:prios :rgãos em m3 hora *ue desaparecer) ?omo se v0 pelo processo de =ossiriev@ a situa+ão da (cheAa era /3 cam6aleante em come+os de 1919) endo os /ornais de 191Q, deparei com um comunicado o2icial so6re a desco6erta de um terr-vel complot, montado por um grupo de de> pessoas *ue *ueriam Re limitavam1se ainda a DUE$E$XS i+ar ate ao telhado do hosp-cio Rve/am s: a altura *ue isto 2a>S alguns canh9es, para da- 6om6ardear o =remlin) As pessoas eram de> Rentre elas podia haver mulheres e adolescentesS, mas ignora1se *uantos eram os canh9es) E de onde vinham esses canh9esY #e *ue cali6re eramY E como 2a>01los su6ir @ .arte ', cap-tulo Q) A$DU'.E AB& #E BU AB 95 da escada até ao telhadoY E como instal31los no telhado inclinado de modo a não resvalarem ao dispararX .or*ue é *ue os pol-cias de .eters6urgo, *uando lutavam contra a $evolu+ão de Gevereiro, não puseram metralhadoras pesadas nos telhadosY))) E, contudo, esta 2antasia, antecipando as constru+9es de 19@5, era lida por toda a genteX E)acreditavam nelaX))) Evidentemente, com o tempo, vieram a demonstrar1nos *ue o

por ser in<tilJ ela deixara de cumprir o seu o6/ectivo militar) Então. ou essa pessoa depressa seria detida de novo. segundo pareceS) 9. pelo 2acto de *ue se organi>a para certi2icar previamente se existem ou não 2undamentos para proceder . e não nos deixando separar da*ueles anos pela cortina de 2umo do 2anatismo. talve> possamos compreender.caso 7?umi1liov8. numa carta . *ual é a sua origem. VetcheAa 2a> notar *ue na (cheAa 72re*uentemente dão seguimento a declara+9es caluniosas8) %im. era. 2oi 2u>ilado todo o ?omité de %apropeliev. *ue tinha de *uarenta a cin*uenta 6ancos. a sua educa+ão) Estas *uest9es determinarão o destino do acusado)8 Em 1@ de "ovem6ro de 194C. 2a>1se esta distin+ãoJ o in*uérito di2ere da instru+ão. *ual o valor de um tal ?A%&) & ano de 1941 2icou na mem:ria de E) #oiarenAo) "a sala de admissão da u6ianAa. ou a deixariam em li6erdade para espi31la) Assim se criou a tradi+ão de *ue os :rgãos nunca t0m 2alhas no seu tra6alho) Due sucede então aos inocentesY))) "o #icion3rio de -ngua $ussa. pelo artigo 5Q11C)S "ão sa6endo *ue pretexto invocar. A$DU'. muito livre) "as instru+9es relativas ao terror vermelho. a/uda1nos a 2a6ricar este casoX Algo de AI%& U(AFE"(E %EFE ^A"(E é relatado so6re a B). o tche*uista F) K) atsis escreveuJ 7))) não procurem. desde o come+o. sem cessar) "enhuma sa6e do *ue é culpada) A impressão geral é a de *ue as pris9es são 2eitas sem motivo) Ela é a <nica em toda a sala *ue sa6eJ é uma socialista revolucion3ria) Eis a primeira pergunta 2eita por 'agodaJ 7Então. os o2iciais do comando. e o processo 2oi ar*uivadoS) "esse mesmo ano de 1941. ensinaram1nos durante de>enas de anos *ue de l3 não se regressaX ] excep+ão do 6reve e premeditado movimento do ano de 19@9. condenaram1no a tr0s anos. dão entrada mulheres durante toda a noite. por*ue é *ue te trouxeram para a*uiY8 & *ue *ueria di>erJ inventa tu mesma. organi>aram um 7canhoneio nocturno8 so6re a 2ortale>a. o comiss3rio instrutor perguntou1lheJ 7Em *ue tra6alhavaY8 1 7Era 2uncion3rio da plani2ica+ão)8 1 7Escreva uma nota so6re este temaJ & *ue é a plani2ica+ão na empresa e como se reali>a) #epois sa6er3 por*ue o prenderam)8 R"a nota ele encontraria *ual*uer pretexto a *ue se agarrar)S 'sso 2a> lem6rar o caso da 2ortale>a de =ovensAaia. apenas se conhecem relatos isolados so6re a li6erta+ão de pessoas como resultado 2inal da investiga+ão) E de resto. durante a instru+ão. instru+ão /udicial) &hX. para demonstrarem a sua utilidade e 2icarem nos seus lugaresX))) Ali3s. 2oi pura inven+ão4) "esse mesmo ano. documentos ou provas de *ue o acusado actuou por palavras ou 4 A) A) AAhmatova exprimiu a sua plena convic+ão acerca disso) Ela até me disse o nome do tche*uista *ue inventou este caso RK) Agranov. no ano de 19@CX A impressão geral era *ue todos estavam presos sem *ual*uer culpa) A tal ponto não sa6iam de *ue acus31los *ue ') #) () 2oi acusado de usar um nome 2also) RE. o seu n-vel de instru+ão Reis o caso do ?omité de %apropelievX T A)%)S. a den<ncia de um pol-cia .AI' '#A#E do acusado. em6ora 2osse o verdadeiro. de autoria de #al. a (cheAa de $ia>an montou um 2also processo so6re uma 7conspira+ão8 da intelectualidade local Rmas os protestos de algumas pessoas cora/osas puderam chegar ainda até Foscovo. *ue 2a>ia parte da ?omissão de .)U) de $ia>an. no ano de 1941. santa simplicidadeX Então os :rgãos nunca sou6eram o *ue é um in*uéritoc As listas enviadas pelos dirigentes. #>er/insAi. sem 2a>er grandes investiga+9es.E AB& #E BU AB por actos contra o poder soviético) A primeira pergunta deve serJ a *ue classe pertence. a mais pe*uena suspeita. alarmados. o ponto de vista te:rico so6re a ?U . em 1914) (inham decidido suprimi1 la.rotec+ão da "ature>a) ?onhecendo1se 6em o car3cter e o am6iente dos c-rculos cient-2icos russos da época.

deten+ão e desta .enal re>ava assimJ 7A den<ncia an:nima pode servir para instaurar um processo criminal)8 RA palavra 7criminal8 não deve causar surpresa. *ueixou1se de *ue durante os interrogat:rios a tinham o6rigado a tomar coca-na) & acusador. sem necessidade de n:doas roxas. na u6ianAa Rtestemunho de Ierta BandalS. paredeX8 A partir de 1941 os interrogat:rios passaram a ser. pretendendo es*uivar1se.. havia sempre viol0ncias. para *ue estre6uches. *ueimavam as mãos dos presos com cigarrosW na prisão de FeteAha. uma ve> *ue todos os pol-ticos eram considerados criminosos)S .s ve>es apontado contra ti. 194@. em 194. as viol0ncias e as torturas. nem 2racturas) Iasta *ue não te deixemos dormirX8 E se %AripniAova. ora ar 2edorento) E havia uma cela revestida de corti+a. empurravam. decorrido um *uarto de século) "o ano de 1954. o *ue não 2oi pois atri6uto do ano de 19@5. em noventa e cinco por cento dos casos. FaAhrovsAaia. na sua maioria.E AB& #E BU AB 95 %AripniAova. de espancamentos.. com rigor. sem ventila+ão. %ivaAov. a tal ponto *ue este dese/ava nem *ue 2osse cortar a ca6e+a com um machado. durante o dia 2echava os olhos na cela. tu /3 sa6es do *ue se trataX8 Era o *ue no ano de 1945 o comiss3rio =haiAin exigia de %AripniAovaW e era o *ue no ano de 1949 exigiam de VitAovsAi) E nada mudou. *ue a tinham amea+ado com o 2u>ilamento. na escuridão. contava *ue essa cela era a*uecida até ao ponto de os poros do corpo sangraremW o6servando os e2eitos através do postigo.rocesso . e *uanto mais 2antasiosa 2or a acusa+ão mais cruel deve ser a investiga+ão. canalha Rela ia a caminho dos sessenta anosS) G31la1emos chegar até tre>entos e *uarenta. era utili>ado o sistema de a*uecimento da 236rica de autom:veis AF& para as celas. di>endo *ue a tua tensão arterial é de du>entos e*uarenta1cento e vinte) 'ssoé pouco. onde. os presos para dentro de um tan*ue cheio de imund-cies) Eis a rela+ão simples entre todos estes 2actos) J3 *ue é necess3rio acusar de *ual*uer maneira. p3g) 4C1) A$DU'. 6errandoJ 7A6re os olhos. o che2e da sec+ão de instru+ão da %eguran+a do Estado de &rd/oniAid>e.. para o6rigar . *ue cumpria a DU'"(A deten+ão. inevit3vel acusa+ão) & tempo dado para a instru+ão do processo não se destinava a esclarecer o delito.secreto ou mesmo de um an:nimo5 eram su2icientes para condu>ir .arece *ue o poeta =liuiev esteve numa cela desse género e a. são inevit3veis as amea+as. o *ual expelia ora ar 2rio. senão arrasto1te pelos pés e prego1te . o vigilante irrompia.permaneceu Ierta Bandal) & participante da insurrei+ão de Karoslavl. s: para ver o 2im mais rapidamente) J3 em b1919 o método principal de instru+ão erL o de p_r o rev:lver so6re a mesa) Assim se desenrolava não apenas a instru+ão dos processos pol-ticos como tam6ém dos 7comuns8) "o processo da Administra+ão Beral dos ?om6ust-veis R1941S a ré. replicouJ 7%e ela declarasse *ue a tinham tratado grosseiramente. mas sim. de 191Q. declaraJ 7& médico da prisão entregou1 nos uma nota. ") V) =r-lenAoJ Em ?inco Anos) Editora Estatal. se su2ocava de calor) .s con2iss9es) E uma ve> *ue as acusa+9es eram sempre inventadas. extenuar e de6ilitar o preso.or isso se . a esgotar. ap:s os interrogat:rios nocturnos. mas sim um sintoma prolongado. para c<mulo. ainda se poderia. colocavam então o preso numa maca e levavam1no para assinar o processo ver6al) %ão conhecidos os métodos *uentes Re 7salgados8S do per-odo de 7ouro8) "a Be:rgia. %telmaAhSW E em 194. repetindoJ 7Gala. Vassili AleAsandrovitch =acianov. nocturnos) "essa época utili>avam1se /3 os 2ar:is de autom:veis para encandear o acusado R(cheAa de $ia>an. Foscovo. de car3cter geral) . . minha v-6ora. mesma Anna 5 & artigo 9@ do ?:digo de . acreditar)8 Eis o assustador rev:lver posto so6re a mesa e . e o comiss3rio instrutor não perde tempo nem 2eitio a desco6rir do *ue és culpado.

torna estranho ler agora por ve>es nas recorda+9es de antigos >eAs. de antemão. as simples amea+as. 2oram condu>idos para o campo *ue 2ica situado perto de VelsA. em rela+ão aos *uais era permitido. em6ora não universal) %er3 mais /usto di>er. eles 2oram acusados de a2ixar carta>es anti1soviéticos) . liga+9es clandestinas. as autori>a+9es de viol0ncias e de torturas 2oram dadas ilimitadamente aos instrutores.or 2alta de pris9es na ituLnia. pelo 2acto de ela ter conhecidos comunscom a 2am-lia dos Aliluiev) . especialmente os ucranianos e os lituanos. encontrei1me com um ucraniano de #niepro1petrovsA a *uem. a extenua+ão pela priva+ão do sono e as celas de castigo não 2oram nunca proi6idasS) Fas /3 a partir do 2im da guerra e nos anos posteriores 2oram especi2icadas certas categorias de presos.assou algum tempo e comunicaram da ituLnia *ue tinham sido desco6ertos os verdadeiros culpados da a2ixa+ão de carta>es.rimavera de 19@Q ) "ão existiram nunca *uais*uer limites morais e espirituais capa>es de re2rear os :rgãos na aplica+ão das torturas) "os primeiros anos a seguir . a resposta 2oi positiva. unanimemente. no campo de trLnsito de =ui6ichiev. con2orme o exigisse o seu tra6alho e o pra>o esta6elecido) Ao mesmo tempo. inclusive o castigo *ue consistia em s: o deixarem dormir com uma vara para apoio. a chantagem. o *ue não se veri2icou nas torrentes maci+as dos AulaAs e das nacionalidadesS. guerra tam6ém torturaram evina. retiravam1lhe a vara) A seguir . sendo preciso desmantel31las. ou se considerava *ue havia. outros não resistiram ao duplo regime de tra6alho no campo e aos interrogat:rios. conseguir todos os nomes através dos *ue estavam presos) & grupo de %Airius $oualdas . $evolu+ão discutia1se a6ertamente no 7%emin3rio da (cheAa8. para o6terem 7liga+9es8 e nomes de pessoas. mas o resultado 2oi esteJ todos os cin*uenta presos. compreendia cin*uenta lituanos) Em 1945. sendo prov3vel *ue elas não 2ossem 23ceis de o6ter Rentretanto. E DUE ADUE E% "A#A ('"^AF A VE$ ?&F '%%&X Em 195C. aplicar uma ampla gama de torturas) Entre elas estavam inclu-dos os nacionalistas. e so6retudo na*ueles casos em *ue havia.rano. na 7Espada Vermelha8 e no 7(error 5 E) Buin>6urg escreve *ue a autori>a+ão para a 7aplica+ão da 2or+a 2-sica8 2oi dada em A6ril de 19@Q) V) ?halamov considera *ue as torturas 2oram permitidas em meados de 19@Q) & velho detido F1tch est3 convencido de *ue houve uma 7ordem acerca da simpli2ica+ão dos interrogat:rios e da su6stitui+ão dos métodos psicol:gicos pelos 2-sicos8) 'vanov11$a>mniA p9e em evid0ncia *ue 7por meados de 19@Q teve lugar o per-odo dos interrogat:rios mais cruéis8) 9Q A$DU'. 2a>endo1os passar. tendo em conta a situa+ão excepcional Rhavia *ue enviar milh9es de homens para o Ar*uipélago num 6reve pra>o pré1determinado. *uanto ao ano de 19@QJ se até a. *uatro horas por dia) #epois. na região de ArcLngel) Alguns 2oram ali torturados. nos anos 19@51@Q.as aplica+9es de torturas era condicionada a 2ormalidades *ue implicavam a sua permissão em cada caso Ra *ual era o6tida 2acilmenteS. mem6ro correspondente da Academia das ?i0ncias. por exemplo. através do aparelho de instru+9es individuais. não se regulamentavam os tipos de torturas e era permitida *ual*uer inven+ão nesse dom-nio) Em 19@9 essa autori>a+ão tão ampla e geral 2oi impressa e exigiram1se novamente 2ormalidades escritas para a aplica+ão das torturas. tinham torturado por métodos diversos. nesse tempo. se con2essaram culpados) . *ue as torturas 2oram permitidas a partir da . segundo o seu critério. de *ual*uer rhodo.E AB& #E BU AB Vermelho8 o pro6lema de sa6er se a aplica+ão de torturas era admiss-vel do ponto de vista do marxismo) A /ulgar pelas conse*u0ncias. o engano.

E AB& #E BU AB Fédia) E. mas apenas a verdade relativa) E vai da. 7apoiando1se não s: na sua intelig0ncia. ele. ou aproximativas. en*uanto n:s. como ms carrascos medievais. era a mesma) E s: so6re mais um ponto é *ue VichinsAi não 2oi até ao 2im.E AB& #E BU AB 99 de 19@5 é o da mani2esta+ão oportuna da doutrina 6rilhante de VichinsAi) Entretanto. ela 2oi então transmitida apenas hierar*uicamente aos comiss3rios instrutores e aos interrogadores. na sua vontade ou crueldadeS) "aturalmente. VichinsAi. o /ui> pode muito 6em o6t01las mesmo sem documentos. nunca é poss-vel esta6elecer a verdade a6soluta.%eria ainda inexacto atri6uir ao ano de 19@5 a 7desco6erta8. segundo ah *ual a con2issão da culpa pelo acusado é mais importante do *ue todas as provas e 2actos) Essa pr3tica tinha1se esta6elecido nos anos 4C) Fas no ano A$DU'.s m3*uinas electr:nicas. *ue ele e um 3s da dialéctica marxista como IuAharine se entregavam a reco6rir de ornamentos dialécticos as mentiras processuaisJ para IuAharine era demasiado est<pido e desopilante morrer.s provas relativas. inclusive. *ue est3 saciado e não 2oi espancadoS 7no seu car3cter8 Rou se/a. e o não é nãoS. *uando come+ou a ser atacada em ora+9es su6ordinadas e em par3gra2os secund3rios de artigos de /ornal. mas tam6ém na sua intui+ão de mem6ro do . porém. para a humanidade. lem6rou *ue.a conclusão mais pr3ticaJ a de *ue é tempo perdido em vão a 6usca de provas documentais a6solutas Relas são todas relativasS e de testemunhas irre2ut3veis Relas podem contradi>er1seS) Duanto . desenvolvendo1se em espiral. como se se tratasse de algo conhecido amplamente e de h3 longo tempo por todos) %ucede *ue nesse ano de sinistra mem:ria. a con2issão do acusado9) . mas simplesmente relativa) Assim. inteligente e mau como era. todos os outros. nas suas 2or+as morais8 Risto é. s: sou6emos dela vinte anos mais tarde. nem agora .artido. esta 2orma de perguntar as coisas era muito mais re2inada do *ue as instru+9es de atsis) A ess0ncia. num discurso *ue se tornou céle6re nos c-rculos especiali>ados. as dedu+9es da /urisprud0ncia de vanguarda voltaram aos pontos de vista da pré1Antiguidade ou da 'dade Q (alve> *ue o pr:prio VichinsAi não tivesse menos necessidade do *ue os seus auditores desta consola+ão dialéctica) Ao gritar da sua tri6una de procuradorJ 7Gu>ilem1 nos todos como cães raivososX8. compreendia 6em *ue os acusados estavam inocentes) Era pois com redo6rada veem0ncia. para sua 2irme>a moral. retorcendo1se na aplica+ão da sua l:gica dialécticaJ por alguma ra>ão. provavelmente. ele deixou *ue a IA A "A "U?A continuasse a ser uma prova AI%& U(A))) Assim. a verdade esta6elecida pela instaura+ão do processo e pelo pr:prio processo não pode ser a6soluta. dado *ue para eles o sim é sim. na superioridade do homem *ue dormiu. mas s: com um certo grau de aproxima+ão. de provar a sua culpaXS e para VichinsAi era mais agrad3vel sentir1se um l:gico do *ue um pati2e mascarado) 1CC A$DU'. sem sair do seu ga6inete. ao assinar uma senten+a de 2u>ilamento n:s nunca podemos estar a6solutamente convictos de executar o culpado. sendo completamente inocente Rele "E?E%%'(AVA.deu um passo *ue os /uristas meta2-sicos não tinham ousado dar em dois mil anosJ o de *ue. 2a>endo apelo ao esp-rito 2lex-vel da dialéctica R*ue não é permitida aos simples s<6ditos do Estado. os nossos procuradores e /u->es concordaram em considerar como principal prova da culpa6ilidade. em conse*u0ncia. 6aseados em certas suposi+9es num certo sentidoQ) #a. Andrei Januarievitch Rd3 vontade de chamar1lhe /aguarievitchS.

recorria a meios dram3ticos. e a uma consider3vel experi0ncia prisional Rhouve alguém *ue de2endeu isso muito a sério numa teseS. mas com 2re*u0nciaS *ue todas as medidas e meios eram 6ons. deixar vest-gios no seu corpo) . 2racturar a coluna verte6ral e. organi>ava1se um intercLm6io amig3vel de experi0ncias. o che2e 2icaria sempre limpo perante %talineJ não havia dado indica+9es directas para torturarX E ao mesmo tempo tinha assegurado as torturasX ?ompreendendo *ue os superiores tomavam precau+9es. pelos vistos. se tornava supér2lua e pesada) E.Entretanto. algo de comum na pre2er0ncia dada aos meios denominados suaves R/3 veremos em *ue consistiamS. a divulga+ão universal do segredo) Em *ual*uer caso. medida da sua intensi2ica+ão.rovavelmente. havia ainda uma circunstLnciaJ como sempre. 7aprendendo1 se com os de vanguarda8W reconhecia1se 7o interesse material8. a ingénua 'dade Fédia. reconhecem1se *ue uma concentra+ão de meios tão aparatosos. os limites reais do e*uil-6rio humano são muito estreitos e era completamente desnecess3rio lan+ar mão da roldana ou do assa1dor para p_r 2ora de si uma pessoa comum) (entaremos enumerar alguns dos métodos mais simples.or isso é1se levado a pensar *ue não existia uma lista de torturas e de vilanias distri6u-das em letra impressa aos comiss3rios instrutores. %taline devia guardar a sua auréola pura e angélica) . roldana.odia ter lugar uma explosão imprevista. %taline não podia estar a6solutamente seguro do seu 0xito) ?om um material gigantesco. parte dos comiss3rios instrutores Rnão a*ueles *ue com exalta+ão se deleitavamS iam come+ando ?ompare1se com o *uinto aditamento . e. impressionantesJ . gra+as ao progresso da medicina. num pra>o 2ixo. contudo. uma 2ractura geol:gica ou. tais comoJ va>ar um olho. enviasse ao tri6unal um n<mero determinado de patos *ue tivessem con2essado) E simplesmente Rpor via oral. ao assador. no século !V'')S A$DU'.$&'I'#&X))) R& mesmo re>a o c:digo ingl0s dos direitos. não o6serv3mos 1 além da priva+ão do sono 1uma completa uni2ormidade de métodos nas v3rias pris9es regionais e entre os di2erentes comiss3rios de uma mesma direc+ão1C) ^avia. ?onstitui+ão dos Estados UnidosJ 7E proi6ido 2a>er declara+9es contra si pr:prio)8 E . procuravam es*uivar1se . encher o corpo de n:doas negras) Eis por*ue. roda. tratando1se de uma aplica+ão em massa. de resto))) E.E AB& #E BU AB 1C1 pelos métodos mais suaves. ainda. . mas *ue se exigia apenas *ue cada sector de instru+ão. com toda a 2or+a do seu poder. contudo.*ueles *ue deixavam vest-gios demasiados evidentes. *ue *ue6rantam a vontade e a personalidade do preso sem. . e esse era um caminho in2al-vel) "a verdade. uma ve> *ue visavam um o6/ectivo elevadoJ *ue ninguém pedia contas a um comiss3rio pela morte de um réuW *ue o médico da prisão deve intervir o menos poss-vel no decurso da instaura+ão do processo) . de resto. se num *ual*uer departamento regional da ")=)V)#) houvesse um 2racasso. a experi0ncia podia decorrer di2erentemente do *ue com material discreto) . com o pagamento a do6rar pelas horas nocturnas e prémios pela instru+ão em pra>os redu>idosW e advertia1 se tam6ém *ue o comiss3rio *ue não desempenhasse 6em a sua tare2a))) #esse modo. arrancar uma orelha. pelo menos. %taline não dissera a <ltima palavra e os seus pr:prios su6ordinados deviam adivinhar) Ele reservava para si um 6uraco de chacal a 2im de poder dar um passo atr3s e escrever A Vertigem dos nxitos) Era a primeira ve> *ue a tortura plani2icada de milh9es de homens era empreendida na hist:ria da humanidade e. .s cavilhas e ao empalamento) "o século !!. em 19@5. para arrancar as dese/adas con2iss9es.

2a>endo amea+as com o pisa1papéisJ 7AhX pati2eX Vais apanhar bnove gramasb na nucaX8. as mudan+as repentinasJ todo o interrogat:rio. este é um método muito e2icienteS) &utra varianteJ a alternLncia de dois comiss3rios. so6 o grosso pavimento de vidro da rua R*ue era um antigo arma>émS. re2inadamente. tornando1se mais male3vel) 4) A persuasão em tom de 2ra*ue>a) E a coisa mais simples) . na cela. 2icavam deitados. chegar3s ao extremo de perder a sa<de) En*uanto num campo de tra6alho ter3s ar. apressa1se a responder o director de um centro de produ+ão de linho) 7Então tenha coragem e assuma as suas responsa6ilidadesX8 Ele assume1asX 1C #i>1se *ue as torturas em $ostov do #on e em =rasnodar se destacavam pela sua crueldade. a*ui na prisão. sendo 2eita toda a espécie de promessas) #epois. pois. de nature>a sens-vel) ?onhe+o dois casos.E AB& #E BU AB @) 'nsultos grosseiros) E um método pouco complicado. como se as unhas terminassem em agulhas.artidoJ 7%e no pa-s h3 car0ncias e até 2ome. em 1944S. naturalmenteX8. mas isso não est3 demonstrado) 1C4 A$DU'. de $ostov Rn<mero trinta e tr0sS.)U). mas *ue pode ter e2eitos seguros so6re pessoas educadas. estes métodos t0m uma 2or+a terr-vel e mesmo ani*uiladora) E mesmo para os *ue t0m convic+9es tão1pouco são 23ceis) 1) Ve/amos em primeiro lugar as noites) . eram metidos v3rias horas no corredor.or*ue é *ue o essencial do desmoronamento das almas tem lugar de noiteY . ela o mimoseou. *ue cederam unicamente com palavr9es) "o caso de um deles Rem IutirAi. deve decidirJ poderia admitir *ue o . os presos. a instaura+ão do processo era dirigida por uma mulher) #e in-cio. lu>))) & melhor para ti. com um tratamento pelo nome ou pelo so6renome. o preso não pode manter o e*uil-6rio e guardar a lucide> como de dia. cru>ando. di>endo como ela era am3vel) Fas um dia voltou aturdido e durante muito tempo recusou1se a repetir as palavras com *ue. como 6olchevi*ue. tinha sido extremamente am3vel. com o rosto contra o chão. sucum6indo ao contraste. durante a noite. é assinares /3)8 (udo muito l:gico) E todos a*ueles *ue concordam e assinam são muito sensatos))) *uando se trata apenas deles pr:prios) Fas raramente sucede assim) E a luta é inevit3vel) &utra variante é a persuasão dirigida a um mem6ro do . disp_e1se a reconhecer e a assinar ao segundo. antes do interrogat:rio. ou parte dele. o instrutor levantou1se.?ome+aremos pelos métodos ps-*uicos) . inclusive o *ue não 2e>) ) 5) ^umilha+ão prévia) "as céle6res caves da B). a aproximar1se Rcontra as mulheres. o preso /3 assimilou a situa+ão geral) E o comiss3rio di>1lhe em tom displicente e amig3velJ 7(u pr:prio compreendes *ue.artido se/a culpado distoY &u o poder soviéticoY8 17"ão. e. um *ue nunca amea+a e atormenta.or*ue é *ue desde o seu aparecimento os :rgãos tiveram pre2er0ncia pela noiteY . até *ue o encarregado de os levar lhes tocasse no om6ro e os condu>isse ao interrogat:rio) AleAsandrovna não tinha 2eito as . com descaro. ocorridos com religiosos. su6itamente. e as suas mãos avan+avam como se 2ossem agarrar os ca6elos. e outro *ue se mostra simp3tico. arrancando violentamente ao sono Re mesmo ainda não martiri>ado pelo sonoS. voc0 mesmo. sem sa6er *ual ir3 encontrar. sendo proi6idos de levantar a ca6e+a e de 2a>er o m-nimo ru-do) Assim. um /oelho so6re o outro) R amento não poder inserir a*ui uma das suas 2rase>inhas)S 4) ?ho*ue provocado pelo contraste psicol:gico) Assim. ele cansava1se de elogi31la. *uase cordial) & interrogado treme de cada ve> *ue entra no ga6inete. de todos os modos.or*ue. ser3s condenado) Fas se op9es resist0ncia.ara *u0 6rincar ao gato e ao ratoY #epois de estar entre outros processados. delicadas. como os mu+ulmanos nas suas preces.ara os patinhos *ue nunca se haviam preparado para os so2rimentos prisionais.

apanharei cinco anos de prisão8 Rna realidade. evidentementeS) Em 1944J 7Voc0 não *uer con2essarY (er3 de ir para %olovAi) ":s pomos em li6erdade a*ueles *ue con2essam)8 Em 1944J 7#epende de mim indicar para *ue campo te enviam) &s campos são di2erentes uns dos outros) Agora temos campos de tra6alhos 2or+ados) %e 2ores sincero. aliada . 2oi interrogado) A investigadora. é o método ideal para exercer in2lu0ncia so6re os 2amiliares do preso. segundo o artigo 95. por 2also testemunho. a pena não excede tr0s mesesS) A*ui. segundo o artigo 94. ou para %uAhanov Rno caso de se estar em e2ortovoS e l3 não 2alarão assim contigo) &ra tu /3 est3s acostumadoJ nesta prisão o regime parece ser A%%'F1A%%'F. ou talve> de um 2rio c3lculoJ o preso é *ue A$DU'. como aviso) Ele Rou elaS t0m ainda muito *ue perderW ele Rou elaS t0m medo.E AB& #E BU AB 1C@ 2icava pertur6ado e assinavaX Duanto a ela.)os cordeiros. para evitar esses perigos. sendo muito variado) E acompanhado 2re*uentemente de sedu+ão e promessas R2alsas. com a assinatura imitada dos nossos 2amiliares e amigos 1 e isso ser3 apenas um modo re2inado de interrogat:rio) A intimida+ão. ir3s para um lugar suave. não conhece o ?:digo . na região de Foscovo Rsegundo me comunicou ') A) . uma vigilante mandou1a despir1se. ainda se podem encontrar. mas sim chamado . 2a>endo strip1tease. não podemos mentir. a *ue recorrerão constantementeJ Q) A mentira) ":s. de =1rasnogorsA. mas continuava a 2a>er perguntas. diante dele. com uma cita+ão 2alsa do c:digoJ 7Eu 2ui advertida de *ue. por agora.ouco. mentira. en*uanto l3. *ue torturas te esperamY E depois a trans2er0ncia))) "ão ser3 melhor cederY8 A intimida+ão age per2eitamente so6re todo a*uele *ue ainda não 2oi preso. na sala de entrada.enal e o menos *ue 2a>em no in-cio do interrogat:rio é mostrar1lhe uma 2olha escrita. medo de *ue não o RaS deixem sair ho/e.erdemos até /3 o h36ito de perguntarJ 7Due lhe pode suceder por mentirY8 Ele pode colocar ante n:s tantos depoimentos 2alsos *uantos *uiser. est3 disposto a 2a>er todo o género de declara+9es e de concess9es) Ela. no decurso do interrogat:rio. como se 2osse do regulamento. despia1se pouco a . por negar1me a 2a>er declara+9es outros cinco)))8 R"a realidade. chamados como testemunhasJ 7%e voc0 não 2i>er as declara+9es R*ue eles exigemS. ?asa Brande. medo da con2isca+ão dos seus 6ens. sedu+ão e . naturalmente.declara+9es necess3rias na u6ianAa) Goi trans2erida para e2ortovo) Ali. para ele isso ser3 pior))) Voc0 deita1o completamente a perder Rcomo é *ue uma mãe pode ouvir istoY11) %: com a assinatura desse RimpingidoS papel voc0 pode salv31lo8 Rperd01loS) . andava pelo ga6inete e aproximava1se do preso conseguindo *ue ele cedesse nas declara+9es) (alve> *ue se tratasse de uma necessidade pessoal dela. naturalmente.) Fétodos *ue levam o preso a desconcertar1se) Eis como G) ') V).)S. como se nada sucedesse. depoimentos so6re muitos outros casos) & o6/ectivo é sempre o mesmoJ criar no acusado um estado de a6atimento) . da sua casa) Ele. mas se te o6stinares apanhar3s vinte e cinco anos de tra6alhos 2or+ados su6terrLneos e ser3s algemadoX8 'ntimida1se tam6ém o acusado com outra prisão piorJ 7%e te manténs renitente enviamos1te para e2ortovo Rno caso de se estar na u6ianAaS. a pena é de dois anosS e. levou1lhe a roupa e 2echou1a nua num *uartinho) ogo vieram vigilantes do sexo masculino *ue se puseram a mirar pelo postigo. entrou /3 em ac+ão outro método. não corria *ual*uer risco pois tinha uma pistola e a campainha) 5) 'ntimida+ão) E o método mais 23cil de utili>ar. mas o comiss3rio mente constantemente e todos estes artigos não se re2erem a ele) . a rir1se e a comentar a 2igura dela) Ga>endo1se um in*uérito.

deixaram1na passar pelo corredor. emprega1se acompanhamento sonoroJ 7A tua mulher /3 est3 presa. recusar1se a 2a>er declara+9es) Fas se as 2i>essem na instru+ão preparat:ria. uma diversão como a *ue se segueY . sem 2alsi2ica+ão. regra geral. na nature>a. depois de ter repelido e rasgado v3rios depoimentos durante a noite. ao ouvir trechos A$DU'. tam6ém a*ui n:s não conseguimos separar de 2orma precisa os métodos ps-*uicos dos 2-sicos) &nde incluir. retir31las e impedir *ue 2ossem utili>adas no /ulgamento) & conhecimento ou parentesco com o delin*uente não eram. mas não .erdeu1a com a sua o6stina+ãoX J3 est3 presaX RFas ela 2oi chamada apenas para uma 2ormalidade sem importLncia.s ve>es trata1se de um disco com uma vo> 7tipo esposa8. estava disposta a so2rer) Fas as amea+as de Boldman eram completamente veros-meis segundo as nossas leis e ela atormentava1se pela sua 2am-lia mais chegada) Duando. em *ue ela se declarava culpada. a *uarta. o comiss3rio Boldman extor*uiu de V) A) =orneieva declara+9es contra outras pessoas. deram1me a depoimentos e apoderou1se de mim uma sensa+ão de n3usea espiritual) #e *ue podia eu orgulhoYX)))8 (am6ém experimentei o mesmo *uando me rea6ilitaram. pode 2a>er1se *ue6rar mesmo o homem mais intrépido Rcomo est3 pro2eti>adoSJ 7& inimigo do homem é a 2am-liaX8 $ecordemos a*uele t3rtaro *ue a tudo resistiuJ . não me 2a>es 2altaX8 R#eve haver esposas *ue escrevem cartas assimW por *ue ra>ão não as haveria no nosso pa-sY $esta1te unicamente decidir em tua alma e consci0ncia se se trata. por exemplo.s da sua mulher. durante o per-odo das rea6ilita+9es. lha mostram através de uma porta envidra+adaX ?omo ela vai silenciosa.E AB& #E BU AB 1C5 #a mesma maneira *ue. exactamente com a sua letraJ 7A6andono1teX #epois das in2Lmias *ue me contaram a teu respeito. pois de outra maneira não sai da*uiX8S &u então dão1lhe a ler uma carta dela. mas ordenaram1lheJ 7"ão)levante a ca6e+a.ol-cia de %eguran+a do EstadoX . numa manhã.renderemos a sua 2ilha e /unt31la1emos . os 2amiliares mais chegados podiam. =orneieva nada temia por si.s pessoas mais chegadas) Gunciona excelentemente so6re os acusados) Esta é mesmo a mais e2ica> das intimida+9es) #esse modo. so6 esta amea+aJ 7?on2iscamos1te a casa e pomos na rua os teus velhos)8 ?onvicta e 2irme na sua 2é.s torturas da 2ilha))) Em 19@C. e muito mais através de uma paredeW mas voc0 tem os nervos tensos. mas o seu destino depende da tua sinceridade) E estão a interrog31la na cela cont-gua.E AB& #E BU AB 9) & /ogo com a a2ei+ão . se*uer. por sua vontade. no minuto com6inado. de 2acto.s suas torturas e . e unicamente ela) =orneieva assinou com alegria e uma sensa+ão de vit:ria moral) "ão conservamos. da tua esposa)))S Em 1944.s si2il-t-casX8 Uma mulherX))) A amea+a de prisão pode a6ranger todos a*ueles *ue voc0 ama) ]s ve>es. o simples instinto humano *ue consiste em /usti2icar1se e de2ender1se de 2alsas acusa+9esX Gicamos 2eli>es *uando conseguimos tomar so6re n:s toda a culpaX14 Agora ela di>J 7&n>e anos depois. não est3 nas condi+9es de um peritoW . do outro lado da parede vem um choro acompanhado de gritos de mulher Reles são todos parecidos.11 %egundo as cruéis leis do 'mpério $usso. inclinando a ca6e+aX %imX E a sua mulherX . nenhuma classi2ica+ão tem compartimenta+9es r-gidas.elos corredores da . e. escutaX8 E2ectivamente. podiam. considerados como provaX))) ?oisa estranha))) 1C4 A$DU'. Boldman come+ou a escrever uma outra variante. a comiss3ria instrutora $imalis 2a>ia a seguinte amea+aJ 7. soprano ou contraltoJ invento registado de alguémS) Fas eis *ue. então.

e. de maneira *ue ela não pudesse apoiar1se em nada.ara uma pessoa extenuada.1C) Fétodo sonoro) ?oloca1se o réu . e sem se*uer o deixar sentar no 6anco. e *ue. no ga6inete do investigador. sentada num 6anco.2i*ue emparedada para toda a vidaX "unca passou por nada semelhante. aproximando1se do preso. então. um meio dia ou um dia inteiro) ^oras de completa incerte>aX (alve> a. est3 disposta a explicar1se. levada pelo 0lan do seu movimento dos depoimentos anteriores so6re mim pr:pria) #o6rei1me e como *ue me tornei outra) Agora não me reconhe+o) ?omo pude assinar isso. *ue é uma espécie de co2re ou arm3rio) A pessoa *ue aca6a de ser detida.s ve>es. então. isso não é 23cil) &u. mantiveram Elena %trutinsAaia durante seis dias no corredor. mas condu>ido durante todo esse tempo ao interrogat:rioJ 7Gulano de tal. não dormisse. numa caixa. logo nos primeiros passos do seu encarceramento.s escuras e onde s: pode manter1se de pé apertada contra a porta) E guardam1na ali durante v3rias horas. umas ve>es com lu> e com espa+o para sentar1se.E AB& #E BU AB interior. pati2eX8 & preso ensurdece.)U) de =ha6arovsA. considerando. l3 em cimaJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 "a generalidade dos casos os métodos de pressão podem come+ar muito antes de se chegar ao ga6inete do investigador) 15) A prisão inicia1se pela 6ox. ainda por cima. /untamente com um colega instrutor. ao ga6inete do investigador) & *ue o levou saiu) Fas o investigador. na B). perde o ouvido) Fas este não é um método econ:mico) %implesmente. cometer uma imprud0ncia 1 e ser3 mais 23cil organi>ar1lhes o processo) 1.. voltam1se para o acusado os pro/ectores do escrit:rio) 14) &utra inven+ão) "a noite do 1)O de Faio de 19@@. cada um inventa e 2a> o *ue pode) 11) As c:cegas) E tam6ém uma diversão) Amarram1se ou apertam1se os 6ra+os e as pernas do preso e 2a>em1se1lhe c:cegas no nari> com uma pena de p3ssaro) & preso torce1se e tem a impressão de *ue lhe estão a per2urar o cére6ro) 14) Apagar o cigarro na pele do preso Rprocesso /3 mencionado antesS) 1@) & método luminoso) #eixa1se uma lu> eléctrica intensa acesa durante vinte e *uatro horas na cela ou depend0ncia onde o preso est3) Uma lLmpada demasiado 2orte para uma depend0ncia pe*uena. e isso é ainda melhorJ vão o2ender o investigador. a discutir e a lutar. o6riga1se a 2alar em vo> muito alta e a repetir tudo) . agarrou no tele2oneJ 7Venham 6usc31lo ao cento e seteX8 evaram1no e condu>iram1no . (che6otariov 2oi. grita1se1lhe aos ouvidosJ 7?on2essa. não interrogado durante do>e horas. o *ue é muito doloroso) E. e. eis como se procediaJ na sec+ão da ")=)V)#) de "ovo (cherAass. *ue não me havia sa-do malY))) 1C. não ca-sse e não se levantasse) %eis diasX Experimente1se 2icar assim sentado durante seis horasX . distLncia de uns seis ou oito metros. .) Duando as 6oxes escasseavam. 2a>em1se dois alti2alantes de papelão e. de paredes 6rancas Reis a aplica+ão da electricidade economi>ada pelos estudantes e pelas donas de casaXS As p3lpe6ras do preso in2lamam1 se. os investigadores tam6ém *uerem divertir1se. mãos atr3s das costasX8 evaram1no para 2ora da cela. sem lhe 2a>er uma s: pergunta. é encerrada. e nem pode aperce6er1se de nadaX Essas primeiras horas decorrem *uando tudo dentro dela est3 ainda envolto nas 6rumas de um torvelinho espiritual *ue ainda não se acalmou) Uns deixam1se a6ater pelo desLnimo 1 e é o momento do primeiro interrogat:rioX &utros irritam1se. com a monotonia do tra6alho. cela) ogo *ue se sentou na tarim6a ouviu1se o ru-do do cadeadoJ 7(che6otariovX Ao interrogat:rioX Fãos atr3s das costasX8 E. outras ve>es . condu>indo1o rapidamente pela escada. A$DU'.

o *ue tam6ém extenua e *ue6ranta) . a sua sepultura Risso era /3 um cru>amento com os métodos psicol:gicosXS) Duando o preso /3 tinha 2eito um 6uraco *ue A$DU'. sem nada explicar ao detido. a 6ox pode ser su6stitu-da pela 2ossa da divisão.E AB& #E BU AB 1C5 ultrapassava a sua cintura. pois tem o sistema 6em organi>adoJ /unto da pessoa a/oelhada é posta uma sentinela e as sentinelas rendem1se 14) A *uem é conveniente colocar assimY ]*ueles *ue. mantendo1se de pé entre um interrogat:rio e outro Rp9e1se um vigilante de guarda. mas realJ de /oelhos e de tal modo *ue não se sentasse so6re os calcanhares. se inclinam a ceder) E é 6om p_r assim as mulheres) 'vanov1$a>umniA descreve outra variante desse métodoJ tendo posto o /ovem ordAipanid>e de /oelhos. o *ual impede o preso de se apoiar nas paredes e. 2icando assim muito dormentes) 'sso chega a durar de oito a de> horas) &u então. 2renteXS. ordAipanid>e do6rou1se a este) 'sto signi2ica *ue ele tem um e2eito positivo so6re os *ue são altivos))) 19) &u então. vinte e *uatro e até *uarenta e oito horas) R& mesmo comiss3rio de instru+ão pode ir a casa. mantinha1se o preso nu. e parecia *ue em torno era tudo deserto1@) "esse deserto. um hércules *ue era pugilista. *ue se mexa) %: issoY %im. em 1941. manda1se sent31lo numa cadeira vulgar. estava de preven+ão no deserto da Fong:lia. *ue participou nos com6ates de =halAhine1Bol. e *ue. *uando o preso est3 /3 6em o6servado. 2a>endo1o sentar1se no 2undoJ a ca6e+a do preso /3 não se via) Uma sentinela 2icava de guarda a v3rias dessas covas. como sucedia nos campos militares.ode1se 2a>01lo sentar nos interrogat:rios. mandava1se1lhe parar. em BoroAhoviets. para prestar declara+9es) 1Q) &6rigar o preso a p_r1se de /oelhos 1 não em sentido 2igurado. de maneira a *ue os pés não cheguem ao solo. durante longas horas. através de uma corda. da seguinte 2ormaJ no extremo do assento.)a #ivisão Fotori>ada de Atiradores.ode1se deix31lo de pé s: durante os interrogat:rios. metia1se o preso durante v3rios dias. o comiss3rio urinou1lhe no rostoX E *ue sucedeuY (endo resistido a outros métodos.atri:tica) "essa 2ossa. dormir e distrair1se. com as medidas exactas. s: isso) ExperimentemX 15) %egundo as condi+9es locais. %amuliov. simplesmente.ara *u0 despender es2or+os com torturasY & rancho era composto de cem gramas de pão e de um copo de 3gua por dia) & tenente (chulpeiov. esteve assim UF Fn%) Ao ca6o de de> dias estava cheio de piolhos) Ao 2im de *uin>e dias 2oi chamado. tendo /3 o Lnimo *ue6rantado. mesmo . como as de la6orat:rio. de tr0s metros de pro2undidade e dois de diLmetro. *ue se encarregava dissoS e ordenava1se1lhe *ue cavasse. mantendo o dorso aprumado) "o ga6inete do comiss3rio ou no corredor pode 2or+ar1se o preso a 2icar nessa posi+ão durante do>e. por ve>es de6aixo de chuva) A 2ossa era para o preso a cela e a retrete) E. ou seriam as situa+9es similares de acampamento *ue condu>iam . pode igualmente manter1se o preso sentado numa cadeira alta. durante o interrogat:rio. *uando tudo ainda 2ervilha dentro de si) #ecorreria isso acaso das instru+9es gerais dadas a todas as sec+9es especiais do Exército Vermelho. o6rigar o preso a permanecer de pé15) . pela primeira ve>. mais . metia1se1lhe uma p3 nas mãos Rera o che2e da %ec+ão Especial. durante a Brande Buerra . so6 o a6rasador sol da Fong:lia e so6 o 2rio nocturno. 6eira Rmais ainda.?omo variante. de vinte e um anos de idade. mas de modo *ue não caia e *ue o 6ordo do assento lhe provo*ue uma pressão dolorosa durante todo o interrogat:rio) E não lhe permitem. se o preso . so6 um céu a6erto. aca6ado de ser preso. sem se lhe 2a>er *ual*uer outra tortura) . ampla di2usão deste métodoY "a @. 2a>iam1lhe chegar tre>entos gramas de pão e 3gua) 'magine1se alguém nessa situa+ão.

e dava1lhe pancadas cada ve> *ue ele 2echava os olhosS) Eis como uma vitima descreve Rantes disso. inseria uma gravura de um c3rcere mongol em *ue se via cada preso encerrado no seu 6a<. ou totalmente inconsciente. tam6ém. um curso de soldadura a electricidade) 15 B) F) . de maneira *ue se torna /3 imposs-vel levar a mal as suas declara+9es1. a2irmando *ue tra6alhava numa cLmara de g3s) %omente no campo. pois a mo+a pode recostar1se. *uatro. lhe d3 pontapés e o levantaS) ]s ve>es.ode di>er1se *ue a priva+ão do sono passou a ser um meio universalmente utili>ado pelos :rgãos. em Funi*ue. *ue predispunha especialmente ao sono Ro guarda de plantão sentava1se ao lado do divã. e o homem perde a no+ão do seu eu) R'sso 2a> lem6rar a narrativa de (cheAhovJ 7Duero dormir8W mas a. . como se diante da vista alguém 6randisse um 2erro incandescente) A l-ngua incha1se devido . por 7tortura da est3tua8) R") dos ()S 1CQ A$DU'. tal como voc0.s pessoas a/oelhadas) Agora. em tal estado de pertur6a+ão.E AB& #E BU AB 2-sicos) ?ompreende1se. de regra da seguran+a do Estado.or*ue h3 *uem tenha come+ado os seus anos de /uventude precisamente assim.dorme ou cai. devido . pois revelou1se um método mais 6arato. um dia inteiro de pé 6asta para *ue uma pessoa 2i*ue sem 2or+as e declare o *ue se dese/a) 4C) #urante todo o tempo em *ue o preso 2ica de pé Rtr0s. lu> intensa. pelos vistos. sede e pica como um ouri+o ao mais leve movimento) &s espasmos da degluti+ão parecem cortar a garganta15) A priva+ão do sono é uma 2orma superior de tortura e não deixa a6solutamente nenhuns vest-gios vis-veis. conseguiu. de inspira+ão mong:lica) A revista "iva de 15 de Far+o de 1914. de triste mem:ria. supremo re2inamento. um estrangeiro *ue não sa6e russo e a *uem dão algo a assinar) Um 63varo. em ve> de p_r o preso de pé. nem se*uer motivo de *ueixas.tudo é muito mais 23cil. entre n:s) nos tempos da .))) & argumento eraJ 7Voc0 não é sincero nas suas declara+9es. manuten+ão de pé. com um pe*ueno ori2-cio para a ca6e+a e para introdu>ir a alimenta+ão) Um guarda andava por entre os 6a<s) 14 . tortura *ue não era avaliada na 'dade Fédia na sua /usta medidaJ não se conhecia a estreite>a dos limites do diapasão em *ue o homem conserva a sua personalidadeW a priva+ão do sono Rligada ainda por cima . grande perda de sangue) %ecam1se as mem6ranas dos olhos. Kup Ashen6renner. en2im. incerte>a 1 *ue longe 2icam as torturas medievais`XS turva o racioc-nio. assinou desse modo um documento. os *uais. em 1945. re2rescam salutarmente o cére6ro) A pessoa 2ica semi1inconsciente. sentavam1no num divã macio. *ue6ra a 2or+a de vontade. . *ue todas as medidas precedentes estão ligadas . permanecendo de guarda . na p3g) 41Q. ao pavor e . tam6ém não dormiram8 Rmas de dia. cinco diasS ha6itualmente não se lhe d3 de 6e6er) (orna1se cada ve> mais clara a com6ina+ão dos métodos psicol:gicos e 1@ 'sto era. sede. experimentar intervalos de lucide>. tendo passado mesmo da categoria de tortura . tinha passado um dia na 6ox dos perceve/osS as suas sensa+9es depois da torturaJ 7%ente1se um cala2rio. t0m /3 gal9es e os seus 2ilhos são /3 adultos) 15 Fétodo designado. mesmo *ue irrompa amanhã uma inspec+ão imprevista1Q) 7"ão lhe permitiram dormirY Fas isto a*ui não é uma casa de repousoc &s 2uncion3rios.or ve>es. priva+ão do sono) 41) . eles des2orraram1seXS . e por isso não se lhe permite dormirX8 . *ue 'magine1se. provar *ue nessa época 2re*uentava.)')#)E) e da #)B)%). certamente. por um minuto *ue se/a.riva+ão do sono.

s ve>es s: em cuecas. é despido e deixado em roupa interior. os cala6ou+os de e2orto1vo não são /amais a*uecidos. contraindo. nem endireitar os 6ra+os. en2ra*uecido e resignado. a tarim6a é recolhida na parede durante o diaW noutros. a)pessoa ali 2ica os seus cinco dias. não é permitido deitar1se. mata1os. mas durante tr0s ou *uatro dias és interrogado ininterrupta e alternadamente por comiss3rios *ue se reve>am) 4@) A 6ox dos perceve/os. ele estava como morto. 2echar os olhosS) E os interrogat:rios mais importantes são 2eitos de noite) E algo de autom3ticoJ a*uele a *uem est3 a ser instaurado o processo não tem tempo de dormir. provindos das paredes e do tecto. como se compreende) 11C A$DU'. /3 re2erida) "um escuro arm3rio de madeira criaram1se centenas de perceve/os. desde o to*ue de alvorada até . milhares talve>) (ira1se o casaco ou a 6lusa ao preso.Entretanto. /3 preso em 195)@. torturaram assim %) A) (che6otariovJ encerraram1no nu num nicho de cimento. caem em cima dele os 2amintos insectos) #e come+o. uma doen+a para toda a vida) &s cala6ou+os apresentam variantesJ a humidade ou a 3gua) J3 depois da guerra.or muito mal *ue se este/a na cela. *ue 2osse. uma inspec+ão era de tal modo impens3vel. ele rece6eu1a 3s gargalhadas. ainda. B) Facha 2oi mantida no cala6ou+o da prisão de (chemovits duas horas descal+a com 3gua gelada até aos torno>elosJ 7?on2essaX8 REla tinha de>oito anosW como davam pena as suas pernas e *uanto tempo teria ainda de viver com elasXS 45) #ever1se13 considerar como uma variante do cala6ou+o o encerramento de pé num nichoY J3 em 19@@. derramando1se1lhe pelo corpo em regueiros) "ão comunicaram a (che6otariov. ca2e-na e massagens no corpo) Fas demorou muito a lem6rar1se como tinha ido ali parar e o *ue lhe havia sucedido na véspera) #urante todo um m0s 2icou inutili>ado mesmo para os . ao 2im de algumas horas. "U"?A se 2i>era. considerando1a uma misti2ica+ão) A$DU'. ou não. *uando o viram. deixa1se sugar) 44) &s cala6ou+os) .or terr-vel. A6aAumov. esmagando1os contra si mesmo e contra as paredes. hora de deitar Rem %uAhanovAa e noutros c3rceres. *ue *uando uma comissão entrou na cela do ministro da %eguran+a do Estado.E AB& #E BU AB *ue isso iria durar apenas vinte e *uatro horas) . ao menos. nem erguer1se. gota a gota. o homem 2ica extenuado pela 2ome e ha6itualmente pelo 2rio Rem %uAhanovAa h3 cala6ou+os escaldantesS) Assim. o preso luta desesperadamente contra eles. durante cinco dias da semana Rnas noites de s36ado para domingo e de domingo para segunda12eira os pr:prios comiss3rios de instru+ão procuram descansarS) 44) Extensão do processo precedenteJ a cadeia rolante dos investigadores) "ão s: não te deixam dormir.E AB& #E BU AB 1C9 permitia prescindir de sentinelas especiais) Em todas as pris9es onde se procede . devendo permanecer im:vel Rdevido . 3gua 2ria R*ue p3gina de antologiaX)))S. a cela parece sempre um para-so) "o cala6ou+o. talve>. s: tendo recuperado os sentidos no leito do hospital) Voltou a si com amon-aco. e logo. estando sentado. nem mesmo. mas apenas os corredores. no dia seguinte. os cala6ou+os são sempre pioresW uma ve> l3.)U) de =ha6arovsA. instru+ão não se pode dormir um minuto se*uer. e ao longo destes os vigilantes de guarda A"#AF de um lado para o outro com 6otas de 2eltro e casacos 2orrados de algodão) & preso. *uanto a ele. de tal 2orma *ue não podia do6rar os /oelhos. o caso é *ue o preso desmaiou e. as2ixia11se com o seu cheiro e. nem voltar a ca6e+a) Fais aindaJ come+ou a cair. e . na B). 2alta de espa+oS durante tr0s a cinco dias Rs: ao terceiro lhe servem rancho *uenteS) "os primeiros minutos pensa para si mesmoJ 7"ão resistirei se*uer uma hora)8 Fas por uma espécie de milagre.

a despeito das insist0ncias do investigador Re este não o podia 2or+ar muito. por*ue isso estragava o /ogoS) #epois da re2ei+ão disseram a (che6otariovJ 7E agora assina as declara+9es *ue 2i>este diante de duas testemunhasX8. (chulpeniov 2oi mantido durante um m0s a cem gramas di3rios) Ga>endo1o sair da 2ossa. é certo *ue sem tal sistema) Entre =ha6arivsA e #niepropetrovsA. por exemplo. na u6ianAa. =arpunitch1Iraven enumera cin*uenta e duas . A$DU'. o e2eito *ue 2a> um s: copitoX Duanto mais uma canecaXS 45) & espancamento sem deixar vest-gios) Utili>am1se matracas de 6orracha. levaram comida a (che6otariovJ 6orche ucraniano. 2a> parte do sistema geral de pressão) & ex-guo rancho prisional de tre>entos gramas de pão. Vindo a ser 2u>ilado) R.s 2atias em diagonal Risso parece não ter importLncia. 1de #niepropetrovsA. esteve numa instala+ão parecida. onde o osso est3 mais . cheio de gordura. malhetes e sacos de areia) E muito doloroso *uando 6atem nos ossos. perante o investigador *ue dormia e o outro *ue velava) #esde a primeira p3gina *ue (che6otariov veri2icara *ue mantinha estreitas rela+9es com todos os mais destacados generais /aponeses e *ue de todos tinha rece6ido miss9es de espionagem) E p_s1se a riscar as 2olhas) Espancaram11no e puser3m1no 2ora do ga6inete) Fas Ilaguinine. o /ogo da autori>a+ão e da proi6i+ão de rece6er pacotes e de 2a>er vir comida de 2ora. meio pão cortado . 2eudal. um meu conhecido. em tempo de pa>. em 19@@. 2lor da pele) =arpunitch1 Iraven. retrete) #e resto.E AB& #E BU AB 111 em sil0ncio. da idade das cavernasX A <nica novidade é ser aplicado na sociedade socialistaX &utros 2alam tam6ém de processos an3logos) E coisa 2re*uente) Fas n:s vamos de novo relatar o caso de (che6otariov. tudo isso é utili>ado a6solutamente com todos. *ue tinha so2rido o mesmo *ue ele. e ao longo de de>asseis anos. não o deixavam comer. nem 6e6er Rao lado estava um /arro com 3guaS. o *ue 2ora redigido. comandante de 6rigada. o comiss3rio instrutor %oAolov colocava diante dele uma panela)de 6orche. o6ter a con2issão do preso através da 2ome) . 2oi espancado durante vinte e um dias consecutivos) RE ainda di>J 7#epois de trinta anos. mas (chulpeniov ainda ho/e insiste no 2acto de o pão estar cortado de 2orma muito tentadoraS e entretanto não lhe dava nada de comer) ?omo tudo isto é velho.interrogat:rios) RAtrevemo1nos a supor *ue esse nicho e a instala+ão dessa gota1a11gota não 2oram 2eitos s: para (che6otariov) Em 1949. /3 mencionada entre os e2eitos com6inados) "ão é assim um meio tão raro.) A 2ome. assinara o papel. não 6e6eu vinho.ara *uem este/a tr0s dias sem comer. *uando o investigador d3 pontapés nas t-6ias. poderemos supor tam6ém a exist0ncia de outras instala+9esYS 4. dado *ue é o produto de muitas com6ina+9es) Gecharam1no durante setenta e duas horas no ga6inete do investigador e a <nica coisa *ue lhe permitiam era ir . de repente. *ue ao longo da sua vida sempre teve aversão ao 3lcool. preso com (che6otariov. isto é. em estado de agrad3vel em6riague>. 6e6era o vinho e.ropriamente 2alando. o elemento 2ome. o segundo dormia num divã e o terceiro andava pelo ga6inete e sempre *ue (che6otariov dormitava espancava1o imediatamente) #epois alternavam as 2un+9es) R(alve> *ue a eles pr:prios os tivessem trans2erido para a*uela situa+ão de caserna. de *uatrocentos e cin*uenta gramas em 1945. nem dormir) "o ga6inete encontravam1se sempre tr0s investigadores) (ra6alhavam em tr0s turnos) Um escrevia todo o tempo Rem sil0ncio e sem in*uietar em nada o presoXS. assim como a utili>a+ão da noite. uma costeleta com 6atatas 2ritas e uma caneca de cristal com vinho tinto) (che6otariov. continuam a doer1me todos os ossos e a ca6e+a)8S Ao recordar o *ue ele e outros relatam. tam6ém dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. por não darem conta do recadoYS E. um caldo espesso. é universal) Fas existe uma utili>a+ão re2inada da 2omeJ por exemplo.

/3 depois da guerra. com o dorso curvado e rangendo.artido de ?arélia. chutava com uma galocha nos :rgãos genitais de um homem pendurado Ros 2ute6olistas *ue apanharam um pontapé nas virilhas podem avali31loS) "ada existe de compar3vel a esta dor. em e2ortovo. mas outros eram de ouro) . acontecesse o *ue acontecesseX E assinou *uatro autos. e não sem ter passado pela 6oxS voc0 decidiu deixar1se ir a6aixo. não sem recear pela sorte dos seus 2amiliares. a *ue nova lu> nos aparece a nossa vida passada. vimos muitos prisioneiros de "ovorossisA a *uem tinham ca-do as unhas) 49) E a camisa de 2or+asY @C) E a 2ractura da espinha dorsalY R%empre na mesma B) . provando *ue os entregara no dep:sito para guardar) #epois. 2osse pelo *ue 2osse Rtalve> sem ter havido uma den<ncia contra si. conhecendo1se de longos anos e con2iando inteiramente um no outro. de maneira alguma) Fas eis *ue voc0. de maneira *ue as palmas 2i*uem planas so6re a mesa. mas tam6ém conhecido na cadeia de ArcLngel Rcomiss3rio de instru+ão 19 Ao secret3rio do ?omité $egional do . o tiraram da manada e o prenderam) E. não deixa o menor vest-gio) & coronel %idorov.E AB& #E BU AB 'vAov. e então 6ate1se1lhes com uma régua nas articula+9es T pode1se rugir de dorX %er3 necess3rio re2erir em particular o espancamento dos dentes até parti11losY R=arpunitch 2icou com oito *ue6rados)S19 ?omo *ual*uer pessoa sa6e. inventaram umas certas ma*uinetas para esmagar as unhas) #epois. *ue corta a respira+ão. reconhecendo *ue era um inimigo /urado do poder soviético.) 114 A$DU'. aperce6eram1se disso e tiraram1lhe o reci6o) 4C Em 191Q. *uando se encontravam 2alavam ousadamente de pol-tica. sem 3gua nem comida. *ue se mostraram 2racos e assinaram o *ue não deviam))) "ão lhes atires pedras) Fas ve/a1seJ não são necess3rias essas torturas. constava da acusa+ão. B) =uprianov. A. da pe*uena e da grandeW sem *ue ninguém ouvisse) E voc0s não se denunciaram. *ue 7uma ocasião espancou um preso pol-tico com tal 2or+a *ue lhe re6entou os t-mpanos8) R=ri1lenAoJ Em ?inco Anos. de "ovorossisA. saciados e insens-veisY))) 'rmãoX "ão censures a*ueles *ue ca-ram em tais situa+9es. I. e ha6itualmente perdem1se os sentidos4C) 4Q) "a ") =) V) #). uns dois dia>itos41) %er3 necess3rio continuar a 2a>er esta enumera+ãoY ^aver3 muito ainda a re2erirY Due mais não inventarão os ociosos.) U) de =ha16arovsA. p3g) 1.rimeiro deram1lhe um reci6o. mas não denunciando ninguém. Iondar) ?omo exemplo FZ!'F& da sua crueldade. o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo /ulgou o antigo guarda da prisão c>arista. 2oi detectado por *ual*uer ra>ão. atam1se as pontas aos calcanhares) Experimente1se 2icar assim. não sem um pouco de priva+ão de sono. no ano de 194CS) Fete1se uma toalha comprida de pano cru pela 6oca Ro 2reioS e depois. em 19@@)S @1) E o 2reio nos dentes Ra 7andorinha8SY Este é um método da %uAha1novAa. nos campos de trLnsito. e o seu amigo. *uando vista do ga6inete do investigadorX E n:s *ue a consider3vamos tão simplesX Voc0. pelas costas. por*ue contava anedotas . nem se*uer os métodos 7mais suaves8 para o6ter con2iss9es da maioria. assim trans6ordante de perigos.2ormas de tortura) Eis ainda outraJ as mãos são apertadas com um aparelho especial. A. para apanhar entre os dentes de 2erro os cordeirinhos *ue não estão precavidos e *ue se es2or+am por regressar aos seus c3lidos lares) E demasiado desigual a rela+ão de 2or+as e de situa+9es) &h. *ue o apanharam pelas orelhas. como numa verdadeira selva a2ricana. um murro no plexo. partiram11lhe alguns dentes) Uns eram naturais e não entraram em conta.

tal e tal data) E verdadeY 1 Iom. o *ue h3 de mais seguro. *ue ele /3 2e> declara+9es so6re si e *ue agora vão tra>01lo para acarea+ãoS) (alve> este/a muito tran*uilo em sua casa. com o comprimento de onda de de>asseis metros. di>er *ue 7se es*ueceu8. e. con2uso pela ins:nia e pela 2ome. igualmenteY E até da dessa tarde agrad3velY E da da es*uinaY E das conversas com ?Y E das conversas com #Y "ão. com uma expressão descontente) Justamente. o seu caso se aproxima do 2im) Fas. até 2oram 2otogra2ados) R(écnica dos agentes.so6re o ?he2e.rimeiro pensamentoJ voc0 es*ueceu1se da*uilo so6re *ue 2alavam) Acaso tem a o6riga+ão de se recordarY Est3 6em.or*ue é *ue voc0sa 2alavam assim carrancudos. técnica dos agentesXS Então. não é uma sa-da. pode ser) 1 Ao mesmo tempo. além disso. so6re *ue é *ue 2alavam nesses encontrosY %o6re *u0Y Eis uma pergunta assustadoraX . nãocon2iava nele) 1 Fas voc0s encontravam1se com 2re*u0nciaY 1 "ão muita) 1 ?omo nãoY %egundo as declara+9es dos seus vi>inhos. entrava na ca6ina eleitoral com a inten+ão de riscar o nome do candidato <nico.artam garra2asX Britem palavr9esX 'sso torna11vos de mais con2ian+aXS 1 &ra.ass3mos uma tarde agrad3vel)8 #epois 2oram vistos na es*uina. escutar emissoras ocidentais) .erguntaJ 1 Fantinha rela+9es de ami>ade com IY 41 ") =) B) A$DU'. 2alavam em vo> 6aixa e nada se ouvia no corredor) RAhX Ie6am. pois não h3 *uem 2ale 6em deles)S &u so6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ãoY . dese/ava *ue houvesse dois candidatos . na es2era da ci0ncia. como sempre. voc0 disse1lhe pelo tele2oneJ 7.E AB& #E BU AB 11@ 1 %im) 1 Era sincero com ele em *uest9es pol-ticasY 1 "ão. tam6émY E da terceira. o *ue é *ue isso tem a verY 1 E voc0 tam6ém o visitou. voc0s não 6e6iam. s: *ue no nosso tempo. por certo. através das inter2er0ncias. e inclusive so6re mulheres e ci0ncia) Fas. aten+ãoX $evendo lentamente a sua caligra2ia. amigosXS. não entregou ninguém e parece *ue se livrou inteligentemente) E /3 di> na cela *ue. amigo. mas tem as costelas inteirasW por en*uanto não apanhou nenhuma pneumonia. tudo é secreto e pode1se cair so6 a al+ada do ucasse acerca da divulga+ão de segredosS) E se na realidade voc0s 2alavam so6re as novas deten+9es na cidadeY &u dos AolAho>esY RE naturalmente mal. é algo de imposs-vel manter) E o seu cére6ro. pertur6ado pela deten+ão. em6ora não houvesse tinta no tinteiro. tentava.ode agora estar seguro de apanhar uns de> anos. o /ui> de instru+ão come+a a redigir o auto n<mero cinco) . no seu aparelho de r3dio. ele estava na sua casa no <ltimo m0s. de rostos carrancudos. em todos os casos. eles notaram *ue. es*uinaY %o6re *ue é *ue 2alavamY (alve> *ue I tenha sido preso Ro comiss3rio a2irma1lhe *ue sim. es*ueceu1 se da primeira conversa) E da segunda. estiveram meia hora ao 2rio. mas para os 2ins do interrogat:rio vão arrast31lo até a*ui e con2ront31los um com o outroJ por*ue é *ue estavam carrancudos . come+a a magicarJ como amanhar1se da maneira mais veros-mil e pregar uma partida ao comiss3rio de instru+ão) %o6re *u0YX))) Era 6om se 2alassem so6re h:*uei Ré. es*uinaY . então h3 *ue repetir tudo Ra ci0ncia é assunto *ue não 2ica muito longe do h:*uei. . pensando 6em. amigosX . durante uma meia hora. não 2a>iam 6arulho. aturdido pelo terror. em tal. escolha nas elei+9es.

or certo *ue I se aperce6er3 e contar3 algo de semelhante. voc0 não 2a> senão apertar mais o n:J so6re *u0Y. por dar 2orma a toda a hist:ria de *ue o acusam. e mesmo para a compreensão da 6ele>a Rem6ora não muitoS) Fas nem a instru+ão. para os cuidados a ter com o nosso corpo. pescaY Fas I dir3 *ue não se tratava de pesca nenhuma. para um comportamento conveniente. ao despedirem1se.etrovitch 2e> a $a>AolniAov uma o6serva+ão assom6rosa. voc0s pr:prios a constroem e ma apresentam /3 2eita)8 %im. eu não necessito de ela6orar a minha versão. um dia. ainda *ue me matem)8 Fas voc0 /3 não dormia h3 tr0s dias) Duase não tinha 2or+a para manter as suas pr:prias ideias e a impertur6a6ilidade do seu rosto) "em tempo para re2lectir um minuto se*uer) E simultaneamente dois comiss3rios de instru+ão Reles gostam de visitar1seS apertaram consigoJ so6re *u0Y.Agora voc0 compreendeu mas /3 é tardeJ a vida é 2eita de tal modo *ue.E AB& #E BU AB 115 cantadora incoer0ncia do 7mal2eitor844 de (cheAhov) Ele es2or+ar1se13.or2-rio . arredondando todas as arestas e pondo de parte tudo o *ue 2or perigosoS) "ão se di> *ue uma 6oa mentira deve sempre ro+ar a verdadeY . sem 2alta. para o servi+o militar. mas depressa se arran/ar3S) %o6re a 6aixa das remunera+9es das normas de produ+ão)))8 1 7E *ue di>iam precisamenteY Alegravam1se com a 6aixaY8 As pessoas normais não podem 2alar assim. as pessoas devem p_r1se de acordo 114 A$DU'. eu tinha dito *ue est3vamos a com6inar ir /untos . isso é inveros-mil) .E AB& #E BU AB e recordar com exactidão o assunto so6re *ue 2alaram nesse dia) #essa 2orma. . nem a experi0ncia nos preparam . pois. mas *ue 2alavam so6re o ensino por correspond0ncia) "ão. so6re *u0Y E vem1lhe . por encontr31la o mais mentirosa e coerentemente poss-vel) &ra o comiss3rio1carniceiro não é esta coer0ncia *ue apreende. o valor de cada coisa) E n:s não estamos preparados para nadaX))) %omos educados e preparados desde a /uventude para a nossa especialidade. *ue s: podia desencantar *uem passou por estas 6rincadeiras do gato e do ratoJ 7?om voc0s. as declara+9es coincidirão) Fas voc0s não se puseram de acordoX Voc0s não imaginaram o *ue é esta selvaX #i>er *ue estavam a com6inar ir /untos .ara *ue tenha alguma verosimilhan+a h3 *ue di>erJ *ueix3vamo1nos um pouco por apertarem as normas) E o comiss3rio instrutor escreve o auto e tradu> na sua l-nguaJ durante este nosso encontro caluni3mos a pol-tica do . em *ual*uer interrogat:rio. é mesmo assimX Um intelectual não pode responder com a em $e2er0ncia ao /ulgamento de um campon0s *ue desapara2usa uma porca da linha 2érrea para 2a>er uma rede de pesca) & Fal2eitor. nem a educa+ão.artido e do Boverno na es2era dos sal3rios) E. 1Q55) R") dos ()S A$DU'. as declara+9es coincidirão e ver1te13s livre deles) #entro de muitos anos voc0 aca6ar3 por compreender *ue se tratava de uma ideia completamente insensata e *ue teria sido muito melhor 2a>er11se passar pelo mais completo idiotaJ 7"ão me recordo de um s: dia da minha vida. os intelectuaisX Goi demasiado longe))) "o ?rime e ?astigo. pesca))) Fas voc0 *ueria ser mais esperto e inteligente *ue o seu comiss3rioX (er um racioc-nio mais r3pido e su6tilX Ah. palerma. em *ual*uer ocasião. so6re *u0Y E eis *ue voc0 presta declara+9esJ 7Gal3vamos so6re os AolAho>es R*ue não est3 tudo em ordem. ca6e+a uma ideia T acertada ou ne2astaY E necess3rio 2alar o mais aproximadamente poss-vel do *ue se passou na realidade Revidentemente. para as o6riga+9es de cidadão. mas apenas duas ou tr0s 2rases) Ele sa6e. em ve> de 2acilitar a investiga+ão. I censur31lo13J eh. os intelectuais.

não 2oi escrito para voc0s.rocesso . *ue conhece todas as leisX & princ-pio da nossa instru+ão /udicial consiste ainda em privar o acusado até do conhecimento das pr:prias leis) E1lhe apresentado o termo da acusa+ão))) E a prop:sitoJ 7Assine)8 T 7Eu não concordo com ela)8 T 7Assine)8 T 7Fas não sou culpado de nadaX8 1 7Voc0 é acusado em con2ormidade com os artigos 5Q11C. passaram1se /3 de>. nem nas 6i6liotecas dos distritos. vista nas 6i6liotecas.enalS) %e voc0 teve a sorte de cair em momento de 6oa disposi+ão do comiss3rio. devendo de um momento para o outro ser su6stitu-dos por outros 1 s: então eu os vi.enal e o ?:digo do . en*uanto é em con2ormidade com essas leis *ue o castigamYX )))#esde então. e esses mesmos c:digos não se encontram .nunca. A$DU'. nem conseguir se*uer '"G&$FA$1FE so6re um c:digo de direito soviéticoX4@ E centenas de presos conhecidos meus. sem encaderna+ão. ter a seu lado alguém com intelig0ncia clara. voc0 não vai assinar para di>er *ue concorda. ele explicar3J ?:digo de . pude /amais ver com os meus olhos.) =) de U) =)Y R?:digo . no ?:digo do . os dois irmãos. e 5Q111.enalS) Voc0 2ica de pé atr3sJ em *ue se di2erencia U) . eles mesmos. o ?:digo . de resto. *ue passaram pela instru+ão de processos e pelo tri6unal.rocesso .E AB& #E BU AB *ue são por si desconhecidos.enal. segunda parte. nenhum deles viu ou teve o c:digo nas mãosX E s: *uando os dois c:digos /3 viviam os <ltimos dias da sua exist0ncia de trinta e cinco anos.) =)Y R?:digo de .rocesso . T & investigador não tem o direito de o6ter declara+9es ou a con2issão do acusado por meio da viol0ncia e amea+as) R&s autores estariam a olhar para a 3guaXS44 . *uin>e anos) E uma densa erva cresceu so6re a sepultura da minha /uventude) ?umpri a condena+ão e até a deporta+ão por pra>o ilimitado) E em parte alguma nem nas sec+9es de 7cultura e educa+ão8 dos campos de tra6alho.s mãos da /uventude despreocupada) Duase parece uma lenda *ue. mas sim para n:s) E a si não lhe 2a> 2alta. num *uios*ue de /ornais do metro de Foscovo Rtinham decidido p_1los . algures.enal) ?omoY 'sso signi2ica *ue não h3 s: um.rocesso . eu explico1lheJ estes artigos são precisamente a*ueles *ue o inculpam) E. os 2ilmes Ros seus autores deviam provar.or exemplo. da ta+a de BU ABXS apresentam1nos a*ueles *ue podemos encontrar no ga6inete do comiss3rio de instru+ão como verdadeiros cavaleiros da verdade e da 2ilantropia. venda pela sua inutilidadeS) E leio agora enternecidamente) .enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) AssineX 8 1 7Fas *ue di>em esses artigosY #eixe1me ler o c:digoX8 1 7Eu não o tenho)8 T 7?onsiga1o do che2e da sec+ãoX8 1 7Ele tam6ém não o tem ao seu dispor) AssineX8 1 7Fas eu pe+o1lhe *ue mo mostreX8 1 7"ão est3 prescrito *ue lho mostre. não se vendem nos *uios*ues. como os nossos pr:prios pais) E so6re *uantas coisas não nos 2a>em con2er0nciasX Gor+ando1nos até a assistir a elasX Fas ninguém nos 2a> uma con2er0ncia so6re o sentido verdadeiro e o sentido amplo dos c:digos penaisW sim.enalJ Artigo 1@. no momento mais di2-cil da luta. nem chegam . nem se*uer nas cidades médias. por pouco *ue se/a. as pe+as de teatro. nem comprar. e em alguns casos estiveram mais de uma ve> em campos de tra6alho e na deporta+ão. para além dos mares. do ?:digo . nem ter nas minhas mãos. mas para con2irmar *ue leu o termo da acusa+ão *ue lhe 2oi apresentado)8 "um dos papéis aparece de repente uma nova com6ina+ão de letrasJ U) . para a grande prova da vidaJ a deten+ão por nada e o interrogat:rio so6re nada) &s romances. mas sim dois c:digos inteiros 11. o réu possa 6ene2iciar da a/uda de um advogado) & *ue signi2ica.

desco6rem e se aperce6em dos seus anteriores erros) ?omo não enganar1se num tal dueloY Duem é *ue não se enganariaY #issemos h3 poucoJ 7Estar idealmente s:)8 )Entretanto. compreendem por*ue é *ue não se podia pedir para consultar um c:digo no (ri6unal . não t0m conhecimentosX E não podem aconselhar1se com *uem *uer *ue se/a) & isolamento do acusadoX Eis outra condi+ão do 0xito da instru+ãoX %o6re a vontade solit3ria e violentada deve cair todo o aparelho destruidor) #esde o momento da deten+ão e durante todo o primeiro per-odo de cho*ue.opular ou no %oviete Executivo do distrito) & interesse pelo c:digo seria um 2en:meno extraordin3rioJ ou voc0 se preparava para cometer um crime. com tardio desespero.Artigo 111 1 & /ui> de instru+ão é o6rigado a esclarecer as circunstLncias suscept-veis de condu>ir . um olhar de simpatia. 6em como . 6randura da condena+ão e do regime no campo Rnunca houve tal rela+ãoS) "o curto espa+o de tempo em *ue o detido est3 a6alado. onde *uer *ue se/a. atormentado e 2ora de si. nas escadas. no corredor. um conselho ou um est-mulo) &s :rgãos tudo 2a>em para lhe eclipsar o 2uturo e de2ormar o presenteJ 2a>em1lhe crer *ue todos os seus amigos e 2amiliares 2oram presos e apanhados com provas materiaisW exageram as possi6ilidades de repressão contra ele e os seus -ntimos. este princ-pio do isolamento ideal do acusado recém1detido. ou para apagar os seus vest-giosX 44 &lhar para a 3guaJ adivinhar o 2uturo . não t0mSW ligam a sinceridade do 7arrependimento8 .s atenuantes da culpa) R7Fas eu esta6eleci o poder soviético em &utu6roX))) Eu 2u>ilei =olt1chaAX))) Eu esmaguei os AulaAsl))) Eu dei ao Boverno de> milh9es de ru6los das minhas economiasX))) Eu 2ui duas ve>es 2erido na <ltima guerraX))) Eu 2ui condecorado tr0s ve>esX)))8 7"\& E .$&?E%%AF&%X)))8. nos ga6inetes T ele não deve encontrar1se. o acusado deve estar idealmente s:J na cela. o preso encontrava1se na cela geral.E AB& #E BU AB 115 RAh. nos c3rceres superlotados. em 19@5 Re tam6ém em 1945S. se se ministrasse previamente ao acusado um curso de ci0ncia prisionalX %e se come+asse por 2a>er um ensaio da instru+ão e s: depois tivesse lugar a verdadeira))) ?om os reincidentes de 194Q /3 não 2i>eram todo este /ogo da instru+ão do processoJ teria sido em vão) Fas os novatos não t0m experi0ncia. densa e a6arrotada) . e *ue s: lho d0em a assinarS) E s: *uando estas são trans2eridas da cela individual para a colectiva. pois 2alecem1lhes as 2or+as.&$ '%%&a DUE & . h3 *ue o6ter dele o m3ximo poss-vel de declara+9es irremedi3veis. nem rece6er o sorriso de ninguém. em geral. se eu sou6esse disso a tempoX Felhor ditoJ se assim 2osse na realidadeX Fas é sempre por 2avor e sempre inutilmente *ue pedimos ao comiss3rio para não escreverJ 7As minhas in2ames e caluniosas inven+9es8 em ve> de 7as minhas a2irma+9es erradas8 e 7o nosso dep:sito clandestino de armas8 em ve> de 7a minha navalha 2errugenta8)S &h. não p_de ser o6servado) ogo *uase desde as primeiras horas. e de exigir a introdu+ão de emendas no auto escrito pelo comiss3rio instrutor) A*ueles *ue conhecem a atmos2era de suspeita existente entre n:s. *ue enredar o maior n<mero poss-vel de pessoas de nada culpadas Ralgumas caem num desLnimo tal *ue até pedem *ue não lhes leiam o auto em vo> alta. 6em como acenar com a compet0ncia para conceder o perdão R*ue os :rgãos. ri1se a ^ist:ria pela 6oca do comiss3rio instrutor) 7& *ue 2e> de 6om não se relaciona com o assunto)8S Artigo 1@9 1 & acusado tem o direito de escrever as declara+9es pelo seu punho e com a sua letra. não culpa6ilidade. meia1noite. olhando 2ixamente para um recipiente com 3gua) R") dos ()S A$DU'. com um dos seus semelhantes. s: então é *ue.

durante semanas inteiras. vontade ou 6e6er 3gua R. numa cela de tipo standart de IutirAi.E AB& #E BU AB . *ual*uer morte ou *ual*uer campo parecia mais leve do *ue continuar encolhido nesse espa+o. em 1945. como nalgumas pris9es si6erianasSW se os presos comiam aos *uatro. 6em como pilhérias 2atigantemente mon:tonas) Fas descreve 6em a vida *uotidiana. 'vanov1$a>umniA esteve com ?E"(& E DUA$E"(A Ras retretes estavam tão so6recarregadas *ue s: permitiam ir uma ve> por dia 2a>er as necessidades. devido ao calor dos corpos e da respira+ão. os seus corpos nus apertavam1se como uma prensa. nos anos de 19@51@Q) A$DU'. a temperatura atingia *uarenta a *uarenta e cinco grausX (odos se deixavam 2icar em cuecas Ras roupas de 'nverno serviam11lhes para se sentarem. numa tigela. para 2a>er as necessidades não havia 6alde na cela.E AB& #E BU AB Assim. em 19@5. *ue ultrapassavam os inconvenientes) A a6undLncia de gente na cela não s: su6stitu-a a estreite>a da cela individual. so6re os /oelhos uns dos outrosW se estavam constantemente a levar uns para os interrogat:rios e a tra>01los espancados. excep+ão do rancho e do ch3 da manhãS)4Q %e ainda por cima o 6alde su6stitu-a a latrina Rou se. especialmente valiosa por*ue se prolongava por dias e semanas inteiros. esperando *ue sa-ssem os *ue iam para a deporta+ão para ter lugar nas celas) ())) esteve preso sete anos em IutirAi. o mesmo se passando com o recreio4. em 1945. espe>inhando1se mutuamente e nem se*uer se podiam mexer. o 7canil8. em 194Q.otapov)S #uma 2orma geral. numa cela individual metiam #EU&'(& homensW em ugansA. DU'"UE45W e. e relataJ tudo estava a6arrotado e havia presos de6aixo das tarim6as. e a situa+ão era a mesma) $ecentemente rece6i de F) =) I) um valioso testamento pessoal so6re a superlota+ão na cadeia de IutirAi. na prisão de IutirAi. mas surgia tam6ém como uma tortura de primeira ordem. na prisão preventiva de =ichiniev.) & mesmo 'vanov calculou *ue na sala de recep+ão da u6ianAa. no livro de 'vanov1$a>umniA h3 muito de super2icial e de pessoal. e por ve>es s: pela noite. devido ao suor alheio. a pele so2ria de ec>emaS) Assim estiveram durante semanas. deitados no solo as2altado) Eu voltei a estar l3 preso sete anos depois. havia um metro *uadrado para ($n% homens Rcalculem a olho o *ue isso representa e procurem arran/ar lugarXS45) "o canil não havia /anela nem ventila+ão e. não su6stituiria 15 A instaura+ão do processo de alguns deles durou de oito a de> meses) 7?ertamente =lim nunca esteve numa cela individual como esta8. antes de 19@1. e sem es2or+os alguns dos comiss3rios instrutoresJ os presos torturavam os pr:prios presosX Fetiam tantos na mesma cela *ue cada um aca6ava por não conseguir nem um pedacito de solo. sentando1se so6re as pernas uns dos outros) 11Q A$DU'. insones e al*ue6radosW se o aspecto destes convencia melhor *ue todas as amea+as do investigadorW e se a*uele *ue h3 /3 alguns meses não era chamado. os recém1detidos *ue /3 tinham passado pelo 6anho e pela 6ox 2icavam durante dias e dias sentados nos degraus das escadas. di>iam os rapa>es Re esteve ele por acaso presoYS) $e2eriam1se a =lim Vorochilov. e. ela estava tão repleta *ue até na lavandaria arran/aram uma cela para setenta mulheresX Duando é *ue esteve então va>ia a prisão de IutirAiY Fas isto não é milagre nenhumJ no c3rcere da %eguran+a do Estado.Fas isto tam6ém tinha os seus méritos. numa cela de tr0s metros *uadrados havia permanentemente trinta pessoasX R%) . pelo contr3rio. em 19@Q. prevista para vinte e cinco pessoas. no ano de 191QJ em &utu6ro desse ano Rsegundo m0s do terror vermelhoS. sem *ue os deixassem respirar . natural de ugansA) "esse mesmo ano.

arrastam1no pelo soalho) As n3degas incharam1se1lhe logo. exasperado. mas na ca6e+a. mas *uase não 2icaram sinais do espancamento) %o6revem1lhe uma terr-vel diarreia e.E AB& #E BU AB 2ome prolongada) A pancada não se sente no lugar.119 isso. não se sa6e por*u0. torturam um preso. não propriamente *uando o investigador amea+a. mas *uando se podem veri2icar através das pessoas) (oma1se conhecimento pelas pr:prias v-timas de *ue in/ectam 3gua salgada em clisteres pela garganta e depois. no c3rcere =arpunitch) &u es2regam1lhe as costas com um ralador até 2a>er sangue e depois regam1 no com aguarr3s) R& comandante de 6rigada $udol2 . #) ri . ser assistente do poderoso $iuminX R#epois da sessão. pela sede. não por um simples guarda. ex1administrador da sec+ão art-stica da V) &) E) %)@C. *ue 2icou com uma 2ractura da coluna verte6ral.intsov so2reu uma e outra coisa. durante todo um dia. e ainda por cima lhe meteram agulhas pelas unhas e as entumesceram com 3gua até incharem. exigindo *ue assinasse um auto em *ue a2irmava *ue pretendia 2a>er avan+ar uma 6rigada de tan*ues contra o Boverno. come+ar3 a 6ater1lhe no a6d:men. e $iumin. claro est3. . não a 2e> avan+ar contra o Boverno) 'sso não é levado em conta) Entretanto. de maneira alguma. ca6e+a da 6rigada no des2ile. não menospre>ava. deram1lhe))) de> anos. o espancado não pode andar e. é verdade. aguentar1se durante um m0sJ ele dormia de pé)S 7Agora vamos experimentar a matraca de 6orracha) A*ui ninguém se aguenta mais de duas ou tr0s sess9es) #ispa as cal+as e deite1se na passadeira)8 & coronel senta1 se nas costas de A) #) Este prepara1se para contar as %aneadas rece6idas) Ele não sa6e ainda o *ue são os golpes da matraca de orracha no nervo ci3tico. por ve>es. de modo per2eito. pode sa6er1se como IA('A Rem 194QS o pr:prio A6aAumov em pessoa) %im. mas. 7voc0 resistiu com honra . com manchas de sangue) $iumin é a/udado nos espancamentos. a solidão teoricamente idealY "um tal amontoado humano nem sempre uma pessoa se decide a a6rir1se com alguém e nem sempre encontra com *uem se aconselhar) E acredita1se mais depressa nas torturas e nos espancamentos. procurando acertar no s-tio /usto) & coronel calca o preso com o seu enorme corpan>ilJ é um 6om tra6alho para *uem ostenta no om6ro tr0s estrelas grandes. não o transportam. e *ue se inclinava para um lado. $iumin. com ast<cia. acariciando o 6astão de 6orracha de uns *uatro cent-metros de diLmetro. ap:s as costumadas torturas in2ligidas. A6aAumov. pegando de 6om grado. reposteiros de seda nas /anelas e nas portas. 6atia ainda com mais satis2a+ão) Ga>ia isso em %uAhanovAa. mas por um coronel) 7Iom8. prova do sono)8 RA) #) conseguiu. ele marchou . no des2ile de &utu6ro49)S E através de AleAsandrov.ara não estragar toda essa 6ele>a estende1se por cima do tapete uma passadeira su/a. o pr:prio ministro da %eguran+a do Estado. na matraca de 6orracha) & seu su6stituto. a pele vai estalar1lhe. sentado no 6alde da cela individual. e um tapete persa no soalho) . sem poder conter as l3grimas. no ga6inete de 7general8 do comiss3rio instrutor) & ga6inete tem um revestimento *ue imita a madeira de nogueira. esse tra6alho rudimentar Rera um %uvorov sempre na primeira linhaXS.s gargalhadas) (em ainda por diante a segunda e a terceira sess9es. *ue parece estalar) #epois do primeiro golpe o torturado enlou*uece de dor e torce as unhas so6re a passadeira) $iumin continua a 6ater. *uando as n3degas emagreceram devido a uma 49 $ealmente. e a tal ponto *ue ele não pode a6otoar as cal+as. por incitar ao de6ilitamento do Boverno) A tal ponto os pr:prios pol-cias não acreditavam no seu 0xito) @C %ociedade de $ela+9es ?ulturais com pa-ses estrangeiros) R") dos ()S 14C A$DU'. di> amavelmente $iumin.

saem1lhe rolando os intestinos) ?ondu>em então o preso . . mas não os homens))) 1 "ão h3 sa-daX (ens de con2essar tudoX 1 sopram1te aos ouvidos os delatores *ue meteram na tua cela) T & c3lculo é simplesJ tens de conservar a sa<deX T di>em1te as pessoas l<cidas) A$DU'. isso signi2ica *ue é necess3rio assinar) E aparece ainda um outro género de ortodoxosJ 1 Eu assinei. a arrastardes atr3s de v:s o maior n<mero poss-vel de gente) Então. denunciando trinta e cinco pessoasJ todos os meus conhecidos) E aconselho1vos a 2a>er o mesmoJ a dardes o maior n<mero de nomes. separarem1te as pernas e sentarem1se so6re cada uma delas dois a/udantes Rdo glorioso corpo de sargentosS. en2ermaria da prisão de IutirAi. 2am-lia *ue est3s num campo de tra6alho.ara *ue não 2i*ue rasto de como se 2a> a instru+ão do processo) 1 E se morreres no ga6inete comunicam . provisoriamente. ora de outro lado. sem direito a correspond0ncia) Due te procurem) 1 E se és um comunista ortodoxo. o mais terr-vel *ue te podem 2a>er é despirem1te da cintura para 6aixo. e interrompem. mantendo1o assim.E AB& #E BU AB 141 1 #epois não te p9em outros dentes 1 avisam a*ueles *ue /3 os não t0m) 1 #e *ual*uer 2orma condenam1te. durante de> minutos. come+a a cochichar1te com ardor aos ouvidosJ 1 & rtosso dever é apoiar a instru+ão /udicial soviética) A situa+ão é de com6ate) ":s pr:prios somos os culpadosJ 2omos demasiado 6randos e assim se propagou esta podridão pelo pa-s) ^3 uma cruel guerra secreta em curso) E a*ui. a pouco e pouco.per2urando1lhe o peritoneu) ?om o aspecto de uma grande hérnia. arrastando1o pelas gadelhas Raos padres é mais c:modo arrast311los assimW mas aos laicos pode1se1lhes tam6ém puxar pela 6ar6a. gradualmente. destacam um outro ortodoxo para /unto de ti. tens *uin>e segundos para gritar *ue con2essas tudo. parecer1te13 simplesmente tratar1 se de uma car-cia paternal. e com o 6ico da sua 6ota Rou sapatoS calca1te. as tentativas de o o6rigar a cometer uma in2Lmia)S Eis como te podem tam6ém torturar a tiX #epois disto. com peri1tonite. sem tocar com os pés no soloS) Entretanto. e cada ve> com mais 2or+a. *uando o in*uiridor de =ichiniov.ara se vingarem) . guarda vermelho 2inland0s. o *ual. ou a caluniar através da imprensa o *ue tens de mais sagrado))) E *ue #eus te /ulgue. agarrarem1te pelas mãos. espanca o padre Victor ?hipovalniAov com uma tena> na nuca.artido não é o6rigado a prestar contas a cada um de n:s. *ue participava na captura de %idneN $eillN e era che2e de uma companhia durante o esmagamento da insurrei+ão de =ronsdadt. tornar1se13 evidente *ue é um a6surdo e li6ertar1nos1ão a todos) . h3 inimigos. não ouves como se exprimemY & . levaram1no com um alicate. a*uilo *ue outrora te 2e> homem. explicando por*u0 e para *u0) Uma ve> *ue o exige. de um extremo a outro do ga6ineteW e a $ichard &Ahol. e o comiss3rio T não desdenham tal tare2a mesmo mulheres 1 coloca1se entre as tuas pernas separadas. pelas pontas do seu enorme 6igode. *uer con2esses ou não 1 concluem os *ue compreendem a ess0ncia da *uestão) 1 A*ueles *ue não assinam são 2u>iladosX 1 pro2eti>a ainda alguém sentado a um canto) 1 . nossa volta. olhando su61repticiamente para *ue os pro2anos não escutem. colocarem1te de costas no so6rado. *ue est3s disposto a 2a>er prender as tais vinte pessoas *ue exigem de ti. en*uanto te olha nos teus olhos e repete e repete as suas perguntas ou propostas de trai+ão) %e ele não apertar demasiado 2ortemente e antes de tempo. #anilov. ora de um.

até ao momento da sua deten+ão. agora coroados com a auréola de m3rtires.. não implorou. mas era tam6ém preciso um . um pouco cedo.119@Q. acometendo todas as suas cidadelas. ao mesmo tempo *ue a pista para o lan+amento de novos la+os) 7?<mplicesX ?orreligion3riosX8. *ue és dé6il. h3 *ue di>er a ti pr:prioJ a vida aca6ou. *ual*uer amigo ou companheiro de armas de ontem) E todos os grandes 6olchevi*ues. espe>i1 144 A$DU'. e *ue até ao interrogat:rio de rea6ilita+ão. em ogiva. dor. depois do seu anterior orgulho e intransig0ncia) ))) Fas como resistir então. com as *uais tão vigorosamente eles in2undiam coragem. conseguiram ser carrascos de outros 6olchevi*ues Rsem levar em conta *ue antes disso /3 tinham sido todos carrascos dos sem partidoS) (alve> *ue 19@5 (E"^A %'#& "E?E%%Z$'& para mostrar o pouco *ue valem essas ?&"?E. pois *uanto mais cedo 2or. luta ideol:gica por intermédio da (cheAaS) Fas Ierdiaiev não se humilhou.artido assimJ a maior parte dos *ue estavam no . *uando a tormenta os atingiu) %e examinarmos em pormenor toda a hist:ria das pris9es e dos processos dos anos de 19@. mas perante a 6aixe>a moral dos acusados. ani*uilavam o6edientemente outros iguais a eles. exigiam de todos com energia) R#i>1se *ue $) $alov mencionou como c<mplice o cardeal $ichelieu. prenderam1no duas ve>es. entregando . li6erdade) Estou condenado . ninguém se surpreendeu com isso)S E por 2alar ainda em ortodoxos) .E AB& #E BU AB nhando todos os seus santu3rios 1 a $<ssia onde eles mesmos nunca 2oram amea+ados de tal repressão) As v-timas dos 6olchevi*ues entre 191Q e 19@.ara reali>ar uma tal . prendiam implacavelmente. agora ou pouco mais tarde.&"(& #E V'%(AX . sem temer pela sua con2ort3vel vida passada) "o limiar da cadeia. de homens. por meio da mesma instru+ão *ue agora so2riam.E precisamente do *ue os :rgãos precisamX A consci0ncia do ortodoxo e os o6/ectivos da ") =) V) #) coincidiam. a maior repugnLncia *ue sentiremos não ser3 perante %taline nem perante os seus sic3rios. mas nada h3 a 2a>er) "ão regressarei . nunca se portaram de modo tão 6aixo como os pr:prios 6olchevi*ues. como o puseram em li6erdade) Eis um homem com o seu . dessa sua reprodu+ão ampliada) Era esse o melhor sintoma da *ualidade do seu tra6alho. mas *uanto mais tarde pior. morte.VoE% #& FU"#&. revolvendo toda a $<ssia. naturalmente) A ") =) V) #) necessitava precisamente desse le*ue.. repressão. condu>iram1no a um interrogat:rio nocturno Rem 1944S no ga6inete de #>er/insAi) 3 estava tam6ém =ameniev Ro *ue prova *ue tam6ém ele não se eximia . cu/o nome 2icou anotado no auto. tu *ue és sens-vel . *ue est3s ligado por vivas a2ei+9es e não est3s preparadoY))) Due 2a>er para ser mais 2orte do *ue o comiss3rio instrutor e de *ue todas essas ratoeirasY E preciso entrar na prisão. mas exp_s1 lhe 2irmemente os princ-pios morais e religiosos pelos *uais não aceitava o poder soviético esta6elecido na $<ssia 1 e não s: reconheceram a inutilidade do processo.U$BA era preciso um %taline. mas não do pr:prio Ierdiaiev) Duiseram intentar1lhe um processo. em 195. menos duro ser3) J3 não tenho 6ens) &s meus entes *ueridos morreram para mim e eu para eles) & meu corpo a partir de ho/e é in<tilJ um corpo estranho) %: o meu esp-rito e a minha consci0ncia permanecem para mim *ueridos e importantes) Gace a um preso com tal Lnimo a instru+ão /udicial treme) %: triun2a a*uele *ue renunciou a tudoX Fas como converter o corpo em pedraY Ve/a1seJ do c-rculo de Ierdiaiev conseguiram 2a>er 2antoches para o tri6unal.oder.

no *ue "icolau ' não acreditou) IaAunine. autodi2amou1se perante "icolau '. sem nada ocultar8) E mesmo . durante uma 6reve instru+ão de duas semanas.ravda RA Verdade $ussaS. os seus 2ilhos serviriam igualmente como o2iciais da guarda.or intermédio da a/uda de crentes. gente dessa no ano de 19@5. ao passar por Foscovo.erdereis A$DU'. 6rilharam pela sua irrever0ncia e despre>o 2ace . um o2icial da pol-cia $E('$AVA imediatamente uma pergunta se o acusado considerava *ue era importuna ou *ue constitu-a uma intromissão na sua vida privada) Em 11 & motivo 2oi. mas não digoX8 R. *uando deixou FoscovoY8 1 7Eu sei. t0m medo uns dos outros. *ue ninguém lhes 2aria perder a carreira) E *ue a propriedade da 2am-lia $adichiev não seria con2iscada) ?ontudo. *ue se evadira da deporta+ão) 7%: *ue não era o ex11metropolita. nem em su6meter os pr:prios de>em6ristas a torturasJ não teve necessidade disso) Até $ileiev 7respondeu longa e sinceramente. mas não assinou denunciando *uem *uer *ue 2osse) "ão se pode di>er *ue a hist:ria dos revolucion3rios russos nos tenha dado os melhores exemplos de 2irme>a) Fas não h3 termo de compara+ão poss-vel.estel se 2oi a6aixo e deu os nomes dos seus camaradas Rainda em li6erdadeS *ue tinha encarregado de enterrar $ussAaia . tinha pernoitado em sua casa o ex11metropolita. . pois os nossos revolucion3rios nunca conheceram o *ue era uma 6oa instru+ão. ou em o6rig31las a dar gritos no ga6inete cont-guo. e desse modo es*uivou1 se . denunciou logo as casas de encontros.o seu dese/o natural de E!. cela. em parte. os seus livros 1 e pediu clem0ncia) "icolau ' não pensou em prender as mulheres dos de>em6ristas.E AB& #E BU AB 14@ o elo)S Fas eu não tenho medo de nadaX Estou disposta agora mesmo a responder diante de #eusX8 ^ouve gente assim. medo até de matar1me) R. os homens *ue se dispuseram a matar Alexandre ''X Eles sa6iam ao *ue se expunhamX BrinievitsAi compartilhou da sorte do c>ar e $issaAov 2icou vivo e caiu nas mãos do /ui> de instru+ão) E "E%%E FE%F& #'A. pena de morte) Iaixe>a de esp-ritoY &u ética revolucion3riaY ?omo deveriam ser dotados de a6nega+ão. com cin*uenta e dois métodos di2erentes) ?hechAovsAi não torturou $adichiev) E $adichiev sa6ia per2eitamente *ue. na sua ?on2issão. mas o aut0nticoX E verdade. como enine.) (ru6etsAoi apressaram1se mesmo a denunciar Bri6oiedov.") %toliarova recorda a sua vi>inha na cela de IutirAi. em 19@5) Era uma velhota) %u6metiam1na a interrogat:rios todas as noites) #ois anos antes. e temendo pela sua /ovem vida apressou1se a comunicar ao Boverno mais in2orma+9es do *ue as *ue este podia suporX Engasgou1se de arrependimento e o2ereceu1se para 7revelar todos os segredos dos anar*uistas8) Em 2ins do século passado e come+o do actual. '?A$ tudo) . mesmo *ue me cortem em peda+os) Voc0s t0m medo dos superiores. este homem not3vel renegou as suas convic+9es. o mesmo *ue depois com IuAharineJ o interrogat:rio era 2eito por irmãos da mesma condi+ão) #a. comissão investigadora) A maioria mostrou1se incapa>. tendo muitos pedido humilhantemente perdãoX Uavalichine lan+ou tudo so6re $ileiev) E) . 6em como o lugar com6inado para isso@1) Goram raros a*ueles *ue. primeira vista.ara casa de *uem 2oi ele.) &6o1lensAi e %) . segundo os costumes da época. tive a honra de rece601 lo)8 17Iem) . *ue não voltou do interrogat:rio . a 6uscar a trouxa) Due escolheu a sua morte. enredando1se mutuamente. 6em como os participantes da conspira+ão. o metropolita tinha 2ugido para a GinlLndia)S &s comiss3rios de instru+ão alternavam1se e reuniam1se em grupos e amea+avam com os punhos a velhota) Ela di>ia1lhesJ 7"ada conseguirão de mim.

de 6oa mem:ria. apesar da censura militar. por uma pessoa *ue ele não dese/ava mencionar) Ao /ui> de instru+ão nada mais lhe restou RcomoY E a 3gua gelada até aos torno>elosY E os clisteres de 3gua salgadaY E a matraca de $iuminY))))S senão su6meter o manuscrito . nem 2oi levada .3ginas de #i3rio. 19. nem mais nem menos. não puderam. ele re6entou em solu+os na celaJ 7& /ui> de instru+ão c>arista nem se atrevia a tratar1me por (UX8 Eis outro exemplo.ensam os "ossos Finistros8X ?omo lem6ra %) .144 A$DU'. chegar até ao seu autor) 7. e 2acilmente poderia enumerar o *ue lhe restava perante o /ui> de instru+ão.ensam os "ossos Finistros8. é meu 1 A) %)S. não arrastei ninguém . eis um exemplo de hero-smo) Fas para o leitor com a experi0ncia amarga do BU AB eis um modelo de in*uérito desa/eitadoJ J<lia não morreu devido . gra+as a #eus. *ue tinha 2ugido do campo de concentra+ão) Ela sa6e. 2asc-culo ') . "icolau V)S teve um car3cter pueril. a 2im de di>er onde estava o seu marido. tratava1se da prisão c>arista. de mani2estar nas cartas o nosso a6erto descontentamento . através dele. mas o simples 2acto de *uando da minha deten+ão me tirarem uma centena de l3pis Ga6er.E AB& #E BU AB 19@Q. provavelmente. um critério completamente di2erente de aprecia+ão) Assim como os condutores de carros de 6ois do tempo de Bogol não podem compreender as velocidades dos avi9es a /acto. se tivesse diante de si o deposit3rio do artigo 7Em *ue . tão1pouco é poss-vel *ue a*uele *ue nunca passou pela m3*uina de picar carne de BU AB se/a capa> de a6ranger as verdadeiras possi6ilidades de uma instru+ão) "o '>vie>tia de 4415159. todos dentro de um so6rescrito. 2oi posta em li6erdade) (odos estes pensamentos so6re a necessidade de tornar1se de pedra @4 "ovi Fir.s torturas. ")O 4. pois. o velho preso pol-tico UelensAi 2oi espancado com varetas de espingarda e lhe tiraram as cal+as como a um garoto.elo interrogat:rio.aris. indignou1me por muito tempo) Examinando mais tarde o meu processo. de *ue os presos pol-ticos se recordam *uase com um sentimento de alegria)@@ Veri2ica1se a*ui um progresso de no+9es. como era de esperar Ro su6linhado a*ui e mais adiante. os pol-cias. *ue os manuscritos *ue lhe encontraram lhe tinham sido entregues para guardar. vi *ue não tinha motivo para me sentir orgulhoso do *ue se passou durante a minha prisão) "aturalmente *ue eu podia ter1me portado com mais 2irme>a e. mas.4) 1 $) . loucura.) Fielgunov. simplesmente. prisão) A nossa deten+ão Rminha e de um amigo processado no mesmo caso. completamente desconhecidos) Eu não s: não estava disposto a cortar todos os la+os -ntimos *ue me uniam ao mundo.ara o leitor pouco atento. an3lise de peritos)8 Fas nada encontraram) . 6em vivinha. em6ora 2_ssemos /3 o2iciais da 2rente) Fant-nhamos correspond0ncia durante a guerra. *uando. ao ca6o de um m0s.e1riesvetov apanhou tam6ém uns *uantos anos.arece *ue . de 19. uns dias antes da 6usca.4. podemos lerJ J<lia $umiantseva 2oi levada para o c3rcere interior de um campo na>i. não sou6eram por Vaneieiv RestudanteS grande coisa) Ele declarou. sair1me do aperto de maneira mais engenhosa) A o2usca+ão do cére6ro e o desLnimo acompanharam1me nas primeiras semanas) %: *ue estas recorda+9es não me roem de remorsos. de um sector para outro. como despo/os.eriesvetov) @@ %) . p3g) 1@9) A$DU'.) FielgunovJ $ecorda+9es e . em =resti. *ue conhecemos através de uma pes*uisa contemporLnea@4) Duando os pol-cias se apoderaram do manuscrito do artigo de enine 7Em *ue .E AB& #E BU AB 145 eram. então. e não pod-amos impedir1nos. mas recusa1se a responderX .

E AB& #E BU AB pareciam m-seros os meus 6al6<cios so6re a puri2ica+ão do leninismo. os meus sediciosos pensamentos. mantendo1se nos limites da pol-tica. um insigni2icante grão de areia. e *ue s: isso salvou a vida. AndreiuchAin.pol-tico. e não num 2uturo long-n*uo))) & terror vermelho é a minha ideia 2avorita))) Estou in*uieto *uanto ao meu destinat3rio Rnão era a primeira carta *ue ele escreviaX 1 A) %)S))) %e lhe acontece algo. e eu pr:prio um sacr-lego 6las2emo. tinha votado o meu :dio) & comiss3rio instrutor punha1se .etrovitch. a Alexandre ''')@4 & ga6inete do comiss3rio ') ') E>iepov. em *ue di>iaJ 7Eu creio 2irmemente *ue haver3 no nosso pa-s o mais implac3vel terror. muito 2ino e com letra mi<da. com o cére6ro con2uso.s ve>es na sua 2rente e /urava em tom teatralJ 7Estamos dispostos a dar a vida por eleX . *ue instaurou o meu processo. de corpo inteiro. devia inventar algo de muito veros-mil so6re os encontros com os meus amigos Rencontros mencionados na correspond0nciaS *ue estivessem concordes com o conte<do das cartas. a *uem eu. nas cartas *ue escrevia aos amigos da minha idade. tinha escrito para ?rac:via uma carta dirigida a um seu amigo. para nos condenarem aos dois) & comiss3rio não tinha. e esses amigos continuavam a corresponder1se comigoX "as suas cartas de resposta encontravam1se tam6ém certas express9es suspeitas@5) E agora E>iepov. cu/o nome tinha sido dia2anamente posto por n:s em c:digoJ cham3vamos1lhe o .erante esse retrato. A$DU'.or2iri . e *ue come+avam /3. no pr:prio momento do atentadoX 14. a nossa ingenuidade não provocava senão riso e admira+ão) #i>iam1me *ue não era poss-vel encontrar outros patos como n:s) (am6ém me convenci disso) Um 6elo dia. a mim tam6ém me pode acontecer e isso não é dese/3vel. pois. então. @4 Um mem6ro do grupo. na*uele tempo. de *uatro metros. assim como . muito sa6ido. *ue atingia *uase a grande>a de um altar. necessidade de inventar coisa alguma a meu respeito. pois arrastarei muita gente activa atr3s de mim)8 A 6usca provocada por esta carta. . cair no Lm6ito do ?:digo . e apenas se es2or+ava por lan+ar o la+o estrangulador so6re *uantos. depois. prolongou1se por cinco semanas.or ele estamos dispostos a atirar1nos para de6aixo dos tan*uesX8 . eu contava o nosso caso. nos c3rceres. alguma ve>. sou6e *ue o seu grupo tinha sido tam6ém preso pelo mesmoJ imprud0ncias na correspond0ncia. acerca da minha ingenuidade. claro e com uma grande /anela Ra %ociedade de %eguros $<ssia não o tinha constru-do para aplica+ão de torturasS) Aproveitando a sua altura de cinco metros. sem. ao ler um estudo so6re o caso de AleAsandr Ulianov.enal) E isso de modo a *ue estas explica+9es sa-ssem da minha garganta como a respira+ão e convencessem o comiss3rio.eters6urgo) & nome de AndreiuchAin s: 2oi desco6erto em 4Q de Gevereiro T e a 1 de Far+o. do poderoso so6erano. /3 com elas na Avenida "evsAi. exigia de mim *ue lhe explicasse tudo de maneira coerenteJ se n:s escrev-amos a*uilo em cartas *ue passavam pela censura. *ue poder-amos di>er. teriam mantido correspond0ncia comigo) Eu exprimia com temeridade. tinham pendurado um retrato. escritos com um l3pis ri/o. a*ueles *ue deviam)arremessar as 6om6as 2oram presos. contudo. cara a caraY Eu não podia convenc01lo de *ue toda a dure>a das minhas express9es se veri2icava somente nas cartas))) E eis *ue. somente digno da morte) & conte<do das nossas cartas dava matéria su2iciente. através da ?rac:via. a 2im de sa6er *uem a tinha escrito para . espa+oso.ap3 Alcaide) RDuando. e *uase com 6ravata. e da minha 2ran*ue>a sem limites) & principal era *ue o meu pregui+oso comiss3rio se não dispusesse a examinar a*uela maldita carga *ue eu tra>ia na*uela maldita mala 1 os apontamentos de um #i3rio de Buerra. nem conter as invectivas com *ue co6r-amos o mais s36io dos s36ios. era de tecto alto. em 1 de Far+o de 1QQ5. merecedora de compaixão.

vinte e dois anos depois. mas sim para o montão de manuscritos *ue ocupavam todo o centro do ga6inete. en*uanto não apareceram os sintomas claros da instaura+ão do processoW até *ue ao *uarto m0s todos os cadernos do meu #i3rio de Buerra 2oram lan+ados para a 6oca in2ernal do 2ogão da u6ianAa. tanta. ainda por classi2icar) Em cadernos nas pastas de papelão.elos espa+os limpos da vidra+a viam1se os telhados moscovitas) E. saltando de uma /anela do n<mero 7trinta e tr0s8) . altura de tr0s homens) Escut3vamos Foscovo. *uase não o via) A minha compaixão 2raternal ia toda para o tra6alho da*uele homem desconhecido. durante cada um dos nossos passeios. em pacotes atados e desatados. eu arrependia1me o mais *ue podia . para resplandecer so6re Foscovo. a tenta+ão de saltar. passas a ser a 6andeira da reac+ão 2ascista no &cidente.ensa nistoX8 %im. a*ui.E AB& #E BU AB 145 e era necess3rio. *ue imagin3vamos *ue a u6ianAa estava a *ueimar ar*uivos de tempos remotos) & meu di3rio perdido não passou da espiral de um minuto no meio da*uela 2uligem) E recordei1me de uma ensolarada e gelada manhã de Far+o. ao *ual era dado estender1se so6re a u6ianAa) &h. por ve>es.s outras) Fas v-amos unicamente a chaminé. na retaguarda. so6re eles. por isso. e *ue aca6avam de ser atirados para ali. eu não olhava para l3. por pouco *ue não 2oi detido. ainda *ue o pre+o 2osse a minha morte. através da *ual me dava. ou simplesmente em 2olhas soltas. as 6u>inas dos autom:veis respondendo umas . um amigo dos anos da escola) Due al-vio me trouxe sa6er *ue ele 2icou em li6erdadeX &ra. come+ando a tomar consci0ncia de todos os meus erros pol-ticos) Extenuava1me neste caminhar pelo 2io da 2aca. de trinta metros. cheiravam a palha h<mida da prisão para os meus camaradas) E s: para *ue o comiss3rio não 2osse transpirar so6re o meu #i3rio de Buerra e não arrancasse dele a 2i6ra da ra+a livre da 2rente. e cu/o resultado tinha sido assim es6anda1lhado no soalho do ga6inete . meio va>io. a apagar1se) Estes apontamentos tradu>iam as minhas pretens9es de me tornar escritor) Eu não con2iava na 2or+a da nossa admir3vel mem:ria e durante os anos de guerra procurava escrever tudo o *ue via Risso era ainda o menor malS e tudo o *ue ouvia das pessoas) Fas os relatos mais naturais do mundo na primeira linha de 2ogo. *ue pena 2oi *ue não te tivessem preso. alegres rolos de 2umo) "o entanto. a*uela 2uligemX ?a-a e ca-a sem cessar. eu pensoJ ahX. ele escreveu1me o seguinteJ 7Através das tuas o6ras pu6licadas depreende1se *ue avalias a vida unilateralmente))) &6/ectivamente.nalguns lugares. em *ue me encontrava no ga6inete do comiss3rio) Ele 2a>ia as suas ha6ituais e grosseiras perguntasW ao tomar notas. então. nas improvisadas encaderna+9es. pareciam sediciosos. ao n-vel do sexto andar) As paredes su6iam ainda até . deturpava as minhas palavras) & sol 6rincava na renda desenhada pelo gelo na larga /anela. condenar1te1iam de modo mais severo) . estou convencido.or minha causa. na $ep<6lica Gederal da Alemanha e nos Estados Unidos))) enine. esmagando1rhe do *uinto andar contra o pavimento. en*uanto não tra>iam ninguém para acarea+ão. /a>iam os restos mortais do esp-rito humano sepultado) A altura desse amontoado de papéis ultrapassava a da escrivaninha do comiss3rio instrutor. e tam6ém os velhos Farx e Engels. como na minha in2Lncia 2i>era um desconhecido predecessor em $ostov do #on. nesse primeiro de Faio do p:s1guerra) E era tanta. *ue respeitas e amas como dantes. entãoX Duanto perdesteX))) A$DU'. numa caixa de cimento. a sentinela de atalaia no sétimo andar e esse in2eli> peda+o do céu de #eus. e. espalhando a casca vermelha de mais um romance morto na $<ssia e deixando as 6or6oletas negras da 2uligem voar pela mais alta das chaminés) ] som6ra desta chaminé passe3vamos n:s. *ue haviam detido na noite anterior. su6indo. no telhado da grande u6ianAa.

martiri>ada. temeroso e p3lido. mas aplicou1lhe cuidadosamente os mesmos de> anos de prisão.rove voc0 *ue não é agente de Vranguel)8 Em 195C.E AB& #E BU AB rão a nossa gera+ão a mais est<pida.E AB& #E BU AB 149 . es*uarte/ada e. *uantos pro/ectos e tra6alhos não 2oram destru-dos nesse edi2-cioX (oda uma cultura ani*uiladaX Ah. assinando depois. desencantar e expor. uma simples 2orma de passatempo. casos di2-ceis. li6ertaram1noY "ão. depoimentos segundo os *uais o velho 2aminto e sonolento teria 2eito perante eles agita+ão anti1soviéticaX %e 2alou sem mal-cia. como lem6ra Eren6urg. as provas de *ue "\& teve inten+9es hostisX E se não as desencanta Ronde poder3 consegui1lasYS.assaram o velho para as mãos de um terceiro comiss3rio) Este retirou a in2undada acusa+ão de trai+ão . perante o ocioso comiss3rio. os :rgãos poupavam1se ao tra6alho de 6uscar as provas de delito) & pato aca6ado de apanhar. aos pésde um retrato de %taline. um dos mais destacados coronéis do F)B)I) RFinistério de %eguran+a do EstadoS. a 2orma+ão dos processos tornavam1se. e passaram com o velho uma tran*uila noite. do papel.das torturas. a chamar a *uem *uer *ue 2osse pelo tele2one. sem direito a escrever a ninguém. *ue tinha 2icado prisioneiro dos alemães. 2uligem das chaminés da u6ianAaX & mais ultra/ante de tudo é *ue os nossos descendentes considera1 14Q A$DU'. p_de. mais incapa> e mais destitu-da do dom da palavra do *ue na verdade 2oiX))) . por agita+ão anti1soviética durante o interrogat:rio) (endo desistido de 6uscar a verdade. e. de l3pis e até de 6ot9es. um cumprimento de o6riga+9es de carrasco. incineradaY Ah. sentado nesse duro 6anco e agitando os seus magros dedos. ele pr:prio 2ornece as provas aproximadas da sua culpa6ilidadeX ?onheci um caso em *ue um velho. a *uem nada podem tra>er de 2ora. de *uatro metros de altura) Eu estava sentado e meditavaJ *ue vida 2ora do comum tinha sido essa noite tra>ida para a-.ois *u0. nos casos 23ceis. Goma Gomitch Belie>ov. da comida. por 2im. não 2oi escutado sem mal-ciaX . deve. se*uer. não o li6ertaramX Ele contou11me tudo isso no c3rcere de IutirAi e não na Avenida (versAi) Ao comiss3rio encarregado da instaura+ão do processo /untou1se outro. sentado num 6anco duro a um canto do ga6inete. provar ao monstruoso comiss3rio *ue "\& tinha tra-do a p3tria. a trocar recorda+9es. totalmente desconhecidas até então da humanidadeX $egra geral. contudo.ara tra+ar uma recta 6asta marcar dois pontos) Em 194C. como se 2ossem duas testemunhas. E E FE%F&. para os pr:prios comiss3rios. pretexto para rece6er o soldo) Fas casos 23ceis houve1os sempre 1 até no céle6re ano de 19@5) Exem1 Alexandre %ol/enitsine) no exército na prisão *uando 2oi li6ertado A$DU'. p3tria. a (cheAa p_s1lhe a *uestão seguinteJ 7. 2uligem. e mesmo *ue não tinha. declarou isto aos detidosJ 7":s não nos damos ao tra6alho de lhe demonstrar Rao presoS a sua culpa6ilidade) E ele *ue tem de provar1nos *ue não teve inten+9es hostis)8 E no espa+o *ue separa estes dois pontos de uma recta primitiva e cani6alesca situam1se as recorda+9es incont3veis de milh9es de homens) Due acelera+ão e simpli2ica+ão da instru+ão dos processos. tal inten+ãoX (ratava1se de um caso escandalosoX . privado do sono.

mas os diplomatas tinham assinado a entrega ã . olhando para mim de soslaio com os olhos 6rilhantes. visitar um colega Rdeixando em seu lugar um guarda pedido ao regimentoS) (agarelando calmamente no divã com um amigo *ue tinha vindo visit31lo. a 2im de assegurar a percentagem necess3ria para a conta6ilidadeY ?hamar *ual*uer dos processados. as pessoas não estavam ha6ituadas. e passavam. redigir o relat:rio para o curso de instru+ão pol-tica. mas. durante a primeira semana de tra6alho de cho*ue de uma instru+ão.ol:nia sem levar o passaporte para via/ar ao estrangeiro Ros seus pais viviam a uma distLncia de de> verst3s. *ue ho/e teria interrogat:rios nocturnos e *ue não o esperasse antes da madrugada Ro meu cora+ão des2aleciaJ isso signi2icava *ue seria interrogado toda a noiteXS Fas imediatamente ele marcava o n<mero do tele2one da amante e em tom de sussurro com6inava ir passar a noite com ela R*ue 6om. de6aixo dos *uais nunca haviam tido oportunidade de deitar1seSW so6re os h36itos dos pa-ses europeus e ultramarinos onde tinham estadoW so6re os esta6elecimentos comerciais e os artigos *ue l3 se encontravamW e especialmente so6re o 2uncionamento dos prost-6ulos estrangeiros e aventuras diversas com mulheres) . escrever cartas particulares. di>endoJ 1 A. segundo o costume antigo. vou poder dormirJ e o meu cora+ão sentia al-vioS) 1@C A$DU'. a instru+ão de *ual*uer processo devia 2a>er1se no pra>o de dois meses. . para o outro ladoS) A instru+ão do processo durou meia horaJ 7Ge> essa viagemY8 T 7Gi>8 T 7?omoY8 1 7Gui a cavalo)8 #e> anos por actividade contra1 revolucion3riaX Uma tal rapide> tem algo de semelhante ao movimento staAhanovista. os comiss3rios estavam interessados em prolongar cada investiga+ão. era permitido solicitar aos procuradores uma ou v3rias prorroga+9es desse pra>o por um m0s Re naturalmente os procuradores não as recusavamS) %eria a6surdo gastar em vão a sa<de.enal. o6rigava1os a marcar a entrada e a sa-da. em *ue houvesse mais processos velhos e de rotina. certamente para controle. não aumentar as pr:prias normas de tra6alho) (endo despendido 2or+as com a garganta e com os punhos. havendo complica+9es. gostavam de utili>ar tais interrogat:rios 7va>ios8 para ampliar a sua experi0ncia da vidaJ perguntavam ao preso pormenores da 2rente Racerca da*ueles mesmos tan*ues alemães. ler longamente o /ornal. *ue não encontrou no entanto seguidores entre os 6onés1a>uis) %egundo o ?:digo de . ligava para casa e di>ia . e olhava com ar de amea+a para o acusado. 2a>er1lhe *ual*uer pergunta assustadora. 2alando em estilo 2a6ril.rocesso . sent31 lo num Lngulo do ga6inete.est3 um canalhaX Um re2inado canalhaX Fas não importa. gastar 7nove gramas8 de chum6o com ele não é para lamentarX & comiss3rio encarregado do meu caso utili>ava tam6ém muito o tele2one) Assim. .pioJ IorodAo era acusado de h3 de>asseis anos ter ido ver os seus pais . es*uecer1se mesmo *ue ele estava ali. não aproveitar essas dila+9es e.s ve>es o comiss3rio dava sinal de si.E AB& #E BU AB Assim. a registar as chamadas dos reclusos para interrogat:rio) Due restava ao comiss3rio. e consumindo a sua vontade e o seu car3cter Rcon2orme *ueria VichinsAiS. o impec3vel sistema era aligeirado pelos v-cips dos seus executores) &utros investigadores. e menos novos) ?onsiderava1se simplesmente indecoroso concluir um processo pol-tico em dois meses) & sistema estatal punia1se a si mesmo pela sua 2alta de con2ian+a e de 2lexi6ilidade) "ão con2iava se*uer nos *uadros seleccionadosJ mesmo a esses. e em todo o caso. mais curiosos.ol:nia dessa parte de Iielorr<ssia) REm 1941. mulher.

com os seus mil ga6inetes. no nosso tempo.ouco depois. por convocat:ria do comiss3rio instrutor. suspirou. um louro impessoal. a 2ormalidade do exame do processo pelo pr:prio acusado. aos autosX #urante a marcha da instru+ãoX Fas não no 2im dela))) Ah. acusado pelo par3gra2o décimo primeiro.s minhas declara+9es) Ele deveria perguntar1me *uais as *ueixas *ue tinha a 2a>er so6re a marcha da investiga+ão. levantou para a parede. para retirar esse acrescento do par3gra2o décimo primeiro) Ele 2olheou o processo ainda uns cinco minutos. *ue devia apor a sua <ltima assinatura) "ão duvidando de *ue a o6teria. ou se/a. li uma coisa impressionanteJ *ue durante a marcha da instru+ão eu tinha o direito de me *ueixar por escrito acerca da incorrecta condu+ão do processo. onde havia um rel:gio de 6ron>e com 2iguras em cima da placa de m3rmore da chaminé.E AB& #E BU AB 1@1 1 E uma pessoa e meia ser3 uma organi>a+ãoY))) Ele premiu o 6otão da campainha. em virtude do respectivo artigo do ?:digo de . os acusados pela mesma causa. e *ue o comiss3rio era o6rigado a /untar as minhas *ueixas por ordem cronol:gica. numa tarde de 2ins de Faio. 6oce/ando. gordo. A sua indol0ncia.edi ra>oavelmente. o *ue signi2icava *ue o processo chegara ao seu termo) evaram1me tam6ém a um interrogat:rio desses) & tenente1coronel =otov. grutas e cho+as dispersos por toda a União %oviética. guardando ainda. não viviam senão da viola+ão da lei. o comiss3rio encontrava1se /3 sentado e redigia o termo da acusa+ão) Eu a6ri a capa da grossa pasta e logo na parte in2erior. nem mau nem 6om. vag9es.Em con2ormidade com o ?:digo do . se não teria havido viola+9es da minha vontade ou in2rac+9es .enal. a6riu os 6ra+os e disseJ 1 E entãoY Uma pessoa é uma pessoa. perguntou *ue é *ue eu tinha a acrescentar . pregui+osamente. em letra de imprensa. para me levarem) . en*uanto organi>a+ão) . lei) Fas h3 /3 muito tempo *ue os procuradores não perguntavam isso) E se perguntassemY (odo este edi2-cio do ministério. estava sentado atr3s da secret3ria e. com os *uais estive depois) ?ontinuei a 2olhear) Vi 2otoc:pias de cartas minhas com interpreta+9es de ideias completamente deturpadas por comentadores desconhecidos Rda espécie do capitão i6inS) E aperce6i1me da maneira hiper6:lica cmm a *ual o capitão tinha envolto as . 6em como os seus cinco mil pavilh9es de investiga+ão. tran*uilo. em aplica+ão do 7du>entos e seis8 1 assim era denominada.rocesso . considerava1se *ue o procurador controlava com vigilLncia a marcha /usta de cada processo) Fas ninguém. todos os procuradores algo importantes ocupavam o seu lugar de acordo com a pr:pria seguran+a do Estado))) *ue deviam controlar). os pormenores do caso na mem:riaS) #epois.enal. o seu temperamento pac-2ico e o seu cansa+o perante estes incont3veis e est<pidos ?A%&% contagiaram1me um tanto) %olicitei apenas a correc+ão de um a6surdo demasiado claroJ éramos dois. en*uanto grupo. não tendo sentido examinar o processo noutro momento não registado. durante v3rias horas.os olhos indi2erentes e. mas a instru+ão do processo 2ora 2eita separadamente Ra mim em Foscovo. 2ui chamado a esse mesmo ga6inete do procurador. tomou conhecimento do caso Reste interrogat:rio era a6solutamente inevit3vel e tam6ém se registava. esse direito não era conhecido por um s: dos milhares de presos.rocesso . ainda diante de mim. em sil0ncio. mas duas /3 são gente) A$DU'. ao meu amigo na 2renteS e dessa maneira eu ia a a /ulgamento s:. examinava pela primeira ve> o meu processo) #urante *uin>e minutos. e em geral nulo. e não éramos n:s *ue mudar-amos as coisas) Além disso. lhe punha a vista em cima antes do chamado 7interrogat:rio com o procurador8.

ele devia 2a>er uma assinatura.. disseram1me apenas *ue não aumentava a condena+ão) E 2oi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue 2ui parar a um campo de tra6alhos 2or+ados) Goi por causa do par3gra2o décimo primeiro *ue.E AB& #E BU AB esse tal lugar onde encerram os poli>ei) "ão valia a pena 2a>01lo >angar1se. para iludir responsa6ilidades. recrutados pelas tropas na>is durante a ocupa+ão) R") dos ()S 1@4 A$DU'. disso ia depender o tom com *ue ele escreveria o termo da acusa+ão))) E assinei) Assinei mesmo com o par3gra2o décimo primeiro) #esconhecia então a sua gravidade. para além das /anelas do *uinto andar da u6ianAa) Era o m0s de Faio) As /anelas do ga6inete. segurei1o com os dedos)S Irilhava algures o entardecer dourado. /untamente com a senten+a da comissão especial por incita+ão ao en2ra*uecimento do poder soviético) RE depois ainda.ois *u0Y &s nossos h36itos de su6missão. a nossa cervi> curvada Rou *ue6radaS não nos permitiam *ue recus3ssemos nem *ue)nos indign3ssemos com esses métodos de 6andidos *ue *uerem esconder o 2io . so6 pena de san+ão Rnão se sa6e segundo *ue artigoS. de o6rigar11me a assinar. comprometendo1se a não contar a ninguém o 2uncionamento dos campos)S .) E até 2e> o gesto de estender a mão para recolher o 7processo8) REu. a 2im de *ue o ar c3lido e a 2lora+ão não irrompessem nessas secretas depend0ncias) #o rel:gio de 6ron>e havia desaparecido o <ltimo raio de lu> e as horas soaram silenciosamente) $ecome+ar tudo pelo in-cioY))) . onde encerramos os poli>ei@.or isso. 6em como os expedientes da mentira e da intimida+ão T métodos completamente legais) .1me mais 23cil morrer do *ue recome+ar tudo desde o princ-pio) Entretanto. 2inalmente. ao ser li6ertado. do a6surdo de *ue eu s: era acusado em termos de 7grupo8X 1 "ão estou de acordo) & senhor dirigiu a instru+ão do processo de 2orma incorrecta 1 disse eu.erdemos A FE#'#A #A 'IE$#A#E) "ão temos meios de determinar onde come+a e onde aca6a) %omos um povo asi3tico e todos os *ue *uiserem apanham1nos. em virtude do artigo 4C. como 2a>em muitos comiss3rios in2ames para co6rir1se. 2ui enviado. a não relatar nunca a ninguém os métodos da instru+ão do meu processo)8 Em algumas direc+9es regionais da ")=)V)#) esta medida era levada a ca6o em sérieJ uma 2:rmula impressa so6re a não divulga+ão era entregue ao preso para assinar. meada) . diante de mim a6ria1se a promessa de uma certa vida) R%e eu tivesse sa6ido *ualX)))S E depois havia Em alemãoJ pol-cias auxiliares russos. comprometo1me. so6re a não divulga+ãoJ 7Eu. apanham1nos estas intermin3veis assinaturas so6re a não divulga+ão) J3 nem estamos segurosJ temos ou não o direito de contar os acontecimentos da nossa pr:pria vidaY 'V &% #EI$U"%1AUU'% .minhas cautelosas declara+9es) E. apanham1 nos. a6aixo assinado. estavam hermeticamente 2echadasJ nem se*uer lhes tinham tirado a cala2etagem de 'nverno. para o desterro perpétuo) E talve> tenha sido melhor) %em uma e outra coisa eu não escreveria este livro))) & comiss3rio encarregado do meu caso apenas me aplicou a tortura do sono.areci. sem *ual*uer senten+a. acto cont-nuo. ele não necessitou. com pouca decisão) 1 E então recome+amos tudo desde o princ-pioX 1 E apertou os l36ios com ar malévolo) 1 evamos1te para um certo lugar. como todas as /anelas exteriores do ministério. depois da 7li6erta+ão8.

estamos demasiado a6sortos na nossa dor. so6re *ual*uer. iam 2a>endo esse tra6alhinho ano ap:s ano) ?omo entãoY Es2or+avam1se talve> por não pensar Rmas isto /3 é uma destrui+ão do homemS. muito mais coisas e 6em mais interessantes do *ue so6re o capitão da %eguran+a do Estado. ordenou *ue o encerrassem na cela individual du>entos e vinte e sete. onde a nossa alma é remo-da. da perversidade. aceitando pura e simplesmente *ue assim tinha de serJ os *ue lhes enviavam as instru+9es não se podiam enganar) Fas os na>istas di>iam o mesmo. era claro *ue os casos eram 2a6ricadosY Ao sair das suas reuni9es.reventiva de ?hpalernaia Rantecessora da ?asa BrandeS. em 2rente do *ual estive não pouco tempo sentado. so6re a nossa corrup+ão) Assim. sim. ideia desta corpora+ão. talve> desviados) E conhecido o epis:dio em *ue Alexandre ''. inspiravam1se de um esp-rito de 6anditismoJ 7Forre tu ho/e. mas n:s guardamos esta impressão ina6al3velJ a da 6aixe>a moral. 2olhas e mais 2olhas. insens-veis aos so2rimentos 1 e essa insensi6ilidade. um acto moral. como lem6ran+a comum e exactaJ a*uela grande podridão. senão para os comiss3rios.ara *uem. *ue amanhã serei euX8 Eles compreendiam *ue os processos eram 2alsos e. como os andra/os de um mendigo. a *uererem meter1se na pele de um preso.E AB& #E BU AB instru-das. com o cora+ão sossegado.assaram /3 de>enas de anos. exacta e cruelmente. no entanto. redigiam autos. uma necessidade ou uma tentativa de en2rentar o assunto espiritualmente) Fas é imposs-vel imaginarmos *ual*uer dos nossos comiss3rios. e mesmo A6aAumov e Iéria. e ao 2alar entre eles. *ue sete ve>es tentaram a sua morte.elo seu servi+o. en*uanto a nossa carne pende em 2arrapos. não o são) . so2remos demasiado. por uma hora *ue 2osse. E>iepov. pois *ueria compenetrar1se da situa+ão da*ueles *ue ali mantinha) "ão se pode negar *ue isso era. *ue pass3mos pelas suas mãos. eu posso guardar na mem:ria. sem *uais*uer acessos de raiva ou de o2ensa. a s:s. não t0m necessidade de raciocinar logicamente T e não o 2a>em) "o seu tra6alho precisam apenas de cumprir as directri>es. ao visitar. em certa ocasião. senão *ue 6ons historiadores não ser-amos dos nossos torcion3riosX Duanto a eles. podiam porventura di>er seriamente *ue desmascaravam criminososY E. para podermos examinar com um olhar l<cido e pro2ético os p3lidos carrascos da noite *ue nos atormentam) Um excesso de amargura interior inunda os nossos olhos. deixando1se comover ao o6ter de F) urie. de 2acto. a ?asa da . não se descreverão nunca a si pr:prios com realidadeX Fas aiX ?ada ex1preso recorda1se pormenori>adamente de toda a instru+ão do seu processo. de como o oprimiam e de *ue esc:ria humana se tratavaW mas do comiss3rio não se lem6ra 2re*uentemente. a assinatura das declara+9es *ue o .A& longo de toda esta tritura+ão entre os rod->ios da grande 'nstitui+ão "octurna. completamente privada de no+9es comuns a todos os homens) . 2icando 2echados a meditar numa cela individual) As 2un+9es *ue executam não exigem deles *ue se/am pessoas 1@4 A$DU'. no entanto. sentimo1nos su2ocar . esse mesmo *ue 2oi severamente atacado pelos revolucion3rios. director do com6inado de =rivoi1$og.risão . com uma cultura e com hori>ontes largos e. do cinismo e da desonra desses homens. a*uele espa+o completamente contaminado pela podridão) . ali 2icando mais de uma hora. t0m11na eles) ":s. para não ter de pensar mais num tal homem) Assim. entretanto. da parte do monarca. 19@QS. pois. recordam1seY1 &u então a #outrina de Vanguarda é uma ideologia de pedra) & comiss3rio instrutor do sinistro &roAutã Rcampo de castigo em =olima. nem se*uer do nome. no seu ga6inete) Algo nos resta.

*ue neles 6rotava contra os presos muito teimosos. disse1lheJ 7.or*ue essas ci2ras signi2icavam uma vida tran*uila. di>ia enternecida . /ustamente. mas na Bestapo procuravam sa6er.artido. um soldo suplementar. evidentemente. sentindo até orgulho pela constru+ão racional da 2raseJ 7A 1 "inguém pode es*uivar1se a esta compara+ãoJ os anos e os métodos são demasiado coincidentes) Fais naturalmente 2a>ia tal compara+ão *uem tinha passado pela Bestapo e pelo Finistério da %eguran+a do Estado.artido de n:s exige) (u. nem pelos cala6ou+os. *uando ia ser posto em li6erdade. exprimiu1se assim perante Adol2 (sivilAoJ 7&ra não te podemos soltar. pensando. velho mem6ro do . inimigos seus) #esse modo. era para eles um 6om tra6alho) A mulher do comiss3rio "iAolai Bra6i1chenAo Rcanal do VolgaS. no 2undo. de *ual*uer modo. #ivnitch 2oi posto em li6erdade) & Finistério da %eguran+a do Estado não 6uscava a verdade e não era inten+ão sua soltar das garras alguém *ue por ele 2osse preso) 4 Faneira delicada de designar as (&$(U$A%) A$DU'. *ue não cediam pela tortura do sono.s vi>inhasJ 7& meu marido é um tra6alhador magn-2ico) Um preso esteve muito tempo sem con2essar e entregaram1no a "iAolai) "iAolai conversa uma noite com ele. prescrito de antemão) %e é necess3rio 2u>ilar1vos. *uando a acusa+ão revelou não ter 2undamento. condecora+9es.E AB& #E BU AB 1@5 instru+ão do processo e o /ulgamento são apenas uma 2ormalidade /ur-dica e em nada podem mudar o vosso destino. cidade ou unidade militar deixassem de se encontrar. o FA'% ?HF&#& era não se desviar da linha geral) . mesmo *ue se/ais e2ectivamente culpados. não era um sentimento de compaixão. perda da man/edoira. eles pre/udicavam a situa+ão pessoal do comiss3rio instrutorX . algo *ue convence) Fas o mais 2re*uente era o cinismo) &s de6runs1a>uis compreendiam muito 6em o 2uncionamento da m3*uina de picar carne e compra>iam1se nela) & comiss3rio FironenAo. =uchna1riov. aldra6ar e passar 6oas noites de 2arra Ro *ue eles 2a>iamS) "<meros 6aixos condu>iriam ao seu despedimento e retrograda+ão. di> l3 o *ue 2arias no nosso lugarY E parece *ue urie estava *uase de acordo com ele Rseria talve> por isso *ue assinou tão 2acilmente. a amplia+ão e a prosperidade dos pr:prios :rgãos) Apresentando 6oas ci2ras. F)B)I. de repente. exilado e pregador da ortodoxia grega) A Bestapo acusava1o de actividade comunista entre os oper3rios russos na Alemanha) & Finistério da %eguran+a do Estado. a verdade e. de liga+9es com a 6urguesia mundial) A conclusão de #ivnitch não era em 2avor do F)B)I)J torturaram1no l3 e c3. promo+9es.or*ue é *ue todos eles se lan+aram assim. a ti. não pela verdade.artido)S 7#0em1nos um homem. *ue não *ueriam entrar dentro dos seus n<meros. para eles. sereis /usti2icados e a6solvidos)8 & che2e da primeira sec+ão de investiga+ão da %eguran+a do Estado da região ocidental do ?asa*uestão. /3 *ue %taline não podia acreditar *ue num determinado 6airro. segunda condena+ão no campo. ainda *ue este/ais a6solutamente inocentes. dos campos de #/ida R1944S di>ia ao condenado Ia6itch. mas por um "[FE$& de indiv-duos interrogados e condenadosY . com uma atrelagem tão 2ogosa. sereis 2u>ilados de todas as maneiras) %e é necess3rio a6solver1vos Risto re2eria1se. assimYS Eis. . mas de o2ensa e irrita+ão.ensas *ue nos d3 alguma satis2a+ão utili>ar ba in2lu0nciabY48 Fas devemos 2a>er a*uilo *ue o . aos #E E% 1 A)%)S. nem pela 2omeX $ecusando1se a con2essar.levariam .or*ue. nessa corrida. como AleAsei 'vanovitch #ivnitch. *ue és de eninegradoX8 R'sto é. e o caso n:s /3 o criaremosX8 Eis como muitos deles pilheriavamJ era este um dos seus ditos) & *ue para n:s era um mart-rio. um velho militante do . podiam mandriar. *ue logo con2essou)8 .

6e6e 3gua salgadaX .E$'&$ da exist0ncia humana. sem excep+ão.ois não é uma em6riague>Y (u és ainda /ovem. nem mesmo 6emX E como se 2osses uma divindade secreta.Era como se *uisessem *ue ele mesmo 2racassasseX #a. mas um velho e corpulento coronel. isso até é divertidoJ pois as tuas estrelinhas medem1se por uma escala completamente di2erente da dos o2iciais normais Re. permitam1te pregar. não sa6iam onde colocar1te. tens um poder incomparavelmente maior do *ue o comandante. o director ou o secret3rio do . da sua reputa+ão. 6asta1te 2ran>ir o so6rolho Rou melhor ainda os l36iosS e di>er ao reitorJ 7E imposs-vel) ^3 considera+9es)))8 E é tudoX 'sso não se 2ar3X &u então. ru-na *ual*uer pessoa.eram dominados e dirigidos pelos mais 2ero>es instintos dessa es2era. a consci0ncia dos seus limites. isso compete ao reitor. examinando as suas decis9es. numa missão especial. como acusada) R%im.rivados. sec+ão especial da contra1espionagemW és apenas um tenente. mortal) %: para as pessoas com hori>ontes limitados é *ue o poder é um veneno letal) #e um cont3gio desses. o instinto do . isso como uma espécie de pseudoconven+ãoS) %o6re toda a gente dessa unidade militar. da es2era %U. estavam nas suas mãos. ainda.E AB& #E BU AB 1@5 . mas tu disp9es da li6erdade deles) E ninguém ousar3 2alar a teu respeito nas reuni9es. a *uem *uisesse destruirX (odas as pessoas. o poder não é. mas isto não se re2ere de nenhum modo aos nossos rapa>esS constitu-a para ele o interesse e o atractivo principal das suas 2un+9es) Dual atractivoX Felhor se diria a em6riague>`) . ou dessa 236rica. e mesmo a mais importante podia ser condu>ida perante si. mas sentas1te a seu lado e todos compreendem *ue és tu o mais importante. este tornou1se mais importante *ue o dinheiro)S & poder é um veneno conhecido desde h3 milénios) Due nunca ninguém tivesse ad*uirido um poder material so6re outremX Fas para *uem 1@. *ue se levanta . C11 desse distrito. pelo tipo das suas actividades e pelo género de vida escolhida. por isso mesmo.E AB& #E BU AB tem 2é em algo de superior e tem. essa é a tua superioridade so6re os pro2essores. tão est<pido como és e não *uerendo estudarW mas andaste tr0s anitos na*uela escola.&#E$ e do E"$'DUE?'FE"(&) REspecialmente do poderJ nas <ltimas décadas. concede (olstoi.odes 2icar sentado cinco minutos e sair. isto aplica1se aos nossos de6runs1 a>uisX "ada h3 a acrescentarXS A consci0ncia deste poder R7e a possi6ilidade de o suavi>ar8. o teu olhar e. até estremecemW tu não so6es para o lugar do presidente. elas não t0m salva+ão) $ecordam1se do *ue (olstoi escreve so6re o poderY@J 7'van 'litch exercia tais 2un+9es *ue tinha possi6ilidade de condu>ir . agradar1te e não ir3 6e6er com o che2e do estado1maior sem te convidar) "ão importa *ue s: tenhas duas pe*uenas estrelinhas.*ue todos os métodos 2ossem 6onsX "a guerra como na guerraX Um tu6o na tua garganta.s ve>es. A$DU'. o teu voltar de ca6e+aX Est3 reunido em sessão o ?onselho ?ient-2ico do 'nstitutoJ tu entras e todos notam. cu/o nome não se pode se*uer citarX (u existes A$DU'. . as estrelas de ma/or. tu pertences . ninguém ousara escrever so6re ti nos /ornais 1 não s: mal. *ue tu és mem6ro da sec+ão especial) . tu *ue 1 diga1se entre par0ntesis 1 és um ranhosoW ainda muito recentemente os teus pais preocupavam1se contigo. comandante de unidade. os servidores da 'nstitui+ão A>ul viviam com mais plenitude e avide> na es2era in2erior) E a. procura adular1te. *ue são Ralém da 2ome e do sexoS. tua chegada. por exemplo. do seu sal3rio. mesmo.artido) Eles disp9em da sua carreira. e como levantaste vooX ?omo mudou a tua situa+ão na vidaX ?omo mudaram os teus movimentos. pois podem solicitar1te assuntos mais importantes 1 mas depois.

em *uemY Ve/am. completo.erante os chamados cidadãos simples R*ue para ti são simplesmente ceposS. seres destacado como etn:gra2o para o lago %eli1guer4 em parte tam6ém para tratares dos nervos) #epois ser3s trans2erido de uma cidade. sopra1se e ele desaparece5) & lugar de comiss3rio re*uer. sa6em1na unicamente os :rgãos. 'line) 5 & pér2ido comiss3rio VolAopialov 2oi encarregado para os Assuntos da 'gre/a na Fold3via) ` Um outro 'line. su6itamente. não tens de te preocupar em sa6er se ele é culpadoJ 2a> o *ue 2or melhor para os :rgãos e tudo estar3 6em) #epender3 de ti a organi>a+ão do processo da 2orma mais agrad3vel. ripostou.9e em tensão as tuas 2or+asX E em tal estado *ue se escarra na 6oca do presoX Due se es2rega o seu rosto no escarrador repletoX9 E em tal estado *ue se arrastam os padres pelas guedelhasX E *ue se . (imo2eiev1$essovsAi) 7Ah.E AB& #E BU AB pela 2rente sempre a mesma coisa. na verdade. para. para o outro extremo do pa-s. ninguém se atrever3 a veri2ic31lo. ao mundialmente conhecido 6i:logo (imo2eiev1$essovsAi) 7E tu. E se ele é tão resistente *ue não cede. sem te cansares muitoJ é 6om tirar algum proveito e tam6ém distrair1se) Estiveste sentado durante longo tempo e.) "ão h3 *ue admirar11se de nadaJ a verdadeira 2un+ão e categoria das pessoas. voc0 é um cientistaY8. conheces as considera+9es especiais. em seguida. 2lex-vel. se não tivesses tido a sorte de te tornares uma pe+a da engrenagem dos :rgãos 1 esse ser vivo. percorre os ga6inetes. mas s: com a condi+ão de seres 2iel aos :rgãosl Eles sempre intercederão por tiX %empre te a/udarão a engolir todo a*uele *ue te o2enderX E retirarão *ual*uer o6st3culo do teu caminhoX Fas s0 2iel aos :rgãosl Ga> tudo o *ue eles te ordenemX %ão eles *ue pensam por ti e *ue designam o teu lugarJ ho/e podes ser da sec+ão especial e amanhã podes ir ocupar o cadeirão do comiss3rio instrutor. onde /3 te tornaste demasiado 2amoso. com a sua heredit3ria aud3cia cossaca. tudo é para ti. tua veri2ica+ão) . e ninguém mais) E por isso tu tens sempre ra>ão) %: não te es*ue+as de uma coisaJ tu mesmo serias um cepo desses. estas mãos trementes. desde o momento em *ue te co6res com o 6oné a>ul) & *ue (U 2a>es. *ue ha6ita no Estado como a 6icha solit3ria no homem) (udo te pertence agora. é um voo da 2antasiaX #eixa em li6erdade a tua 2<ria. permanecer sentado horas e horas) Fas não tens de *ue6rar a ca6e+a a desco6rir as 7provas8 Rdeixa *ue a *ue6re o presoS. *uem ésY8. tu est3s acima do poder declarado. conta coisasJ DUE IE A% BA$BA ^A#A%X Vamos experimentar. estes olhos suplicantes. não lhe ponhas limitesX . esta su6missão co6arde 1 oxal3 *ue algum o2erecesse resist0ncia) 7Bosto dos inimigos resistentesX E agrad3vel *ue6rar1lhes a espinhaa)89.todos te sentem. se todos os teus métodos não dão resultadoY En2ureces1teY Vamos. aos demais deixam1nos simplesmente representarJ ali onde se v0 um mestre emérito das artes ou um her:i do tra6alho socialista. perguntou o general %erov. corrigiu %erov) 1@Q A$DU'. mas *ual*uer pessoa est3 su/eita . como encarregado para os Assuntos da 'gre/a5) &u passar3s a ser o secret3rio respons3vel da União de Escritores. naturalmente. ex1general de 6rigada da %eguran+a do Estado) 5 7Duem és tuY8. rapa>es. tra6alhoJ é necess3rio ir e vir. Victor "iAolaievitch. em Ierlim. de dia e de noite. é a6orrecido encontrar 4 19@1. não retenhas a tua raivaX E uma satis2a+ão imensa. sem se desconcertar. inventaste uma nova 2orma de 7in2lu0ncia8J 7EurecaX8 (ele2ona aos amigos. mas é como se não existissesX E por isso. a atitude mais digna consiste em adoptar uma expressão misteriosa de grande penetra+ão) %: tu.

promovido a1 venda de uns tecidos R*ue /3 ninguém comprava)))S para o activo do .urina no rosto da*ueles *ue 2oram postos de /oelhosX #epois de acesso de 2<ria. se *uiseres. sou6e *ue a sua mulher estava no hospital) & A$DU'. pelos vistos. antes da guerra da ?oreia. isso não desconcertava ninguémS. a escolha particular de *uem prender e a sorte pessoal de cada um dependia. ver-amos com assom6ro. de *uem é *ue haverias de ter vergonhaY %e gostas de mulheres Re *uem é *ue não gosta delasYS.oAhilAo. é varrido da tua 2renteX A terra *ue pisas. e a esposa do procurador não p_de compr31losJ ela não se encontrava presente e ao . Lnsia de lucro. não consigo dispor1me a escrev01lo) Ei1lo) $e2ere1se ao 2acto de *ue. 1945) b & comiss3rio . é teu. sentes1 te um verdadeiro homemX &u então interrogas 7uma rapariga *ue anda com um estrangeiro81C) Iem. o périplo de de>anove anos de V) B) Vlassov pelo Ar*uipélagoY #evido ao 2acto de *ue tendo ele. *ue. est3 nas tuas mãos a sua deten+ão e a sua pena) $e*uisitasteb uma dactil:gra2a para escrever o interrogat:rio e mandaram1te uma. ?hitov) aa ?aso ocorrido com Vassiliev e lvanov1$a>umniA) 1C Ester $). naturalmenteW não os vamos deixar de parte) ?omo come+ou. para sa6er o *ue signi2ica um 6oné a>ulX Dual*uer coisa *ue viste. de ter vergonha) %imX. e imediatamente tu lhe meteste a mão nos seios. é uma espécie de missão de servi+os l3 2oraX E. di> *ue isso nada tem a ver com o assunto) 7Fas sim. numa unidade militar da 2or+a aérea do Extremo &riente. em tr0s *uartas partes dos casos. envergonhada e lavada em l3grimas. é teuX Dual*uer mulher. sendo a norma geral a de prender. e. administrador da cooperativa de consumo local. é tuaX Dual*uer advers3rio. 2a> mesmo um desenho e poder3 até mostrar1to com o corpo. come+as a interrog31laJ 7?omo eraY Em *ue posi+9esY))) E em *ue mais outrasY))) #3 pormenoresX E outros detalhesX 'sso poder3 servir para mim e vou cont31lo aos rapa>esX8 A rapariga. ao regressar de uma missão de servi+o. diante do rapa>ola interrogado14) E como se ele não 2osse gente. di>es1lhe algumas grosserias e perguntas1lheJ 7%er3 *ue o americano a tem 6em cin>elada. a>ul como tuX Duanto . serias idiota se não te aproveitasses da situa+ão) Umas são atra-das pelo teu poder. com ardor.artido R*ue não 2osse para o povo. é tuaX Dual*uer apartamento *ue visitaste. em metade deles. não h3. havia poucos russosY8 E surge1te su6itamente uma ideiaJ com esses estrangeiros ela deve ter ad*uirido alguns conhecimentos) "ão se pode perder a ocasião. é tuaX & céu *ue so6re ti paira. certo tenente11coronel. por exemplo. não tem outra sa-da. ou *u0Y #e *ue é *ue necessitavas.E AB& #E BU AB 1@9 verdade necess3rio experiment31lo. outras cedem por temor) (endo encontrado uma rapariga em *ual*uer parte. por isso. é a paixão de todos eles) ?omo não utili>ar esse poder e uma tal 2alta de controle para enri*uecerY %eria necess3rio ser um santoX))) %e nos 2osse permitido conhecer o 2undamento de certas deten+9es. não te escapar3) E 2icou1te de olho tam6ém uma mulher casadaY %er3 tuaX A2astar o marido do caminho é coisa *ue não te custa nada1@) "ão é na Q Goi o *ue disse a B) B) o comiss3rio de eninegrado. de c3lculos interesseiros da ")=)V)#) local Re dos procuradores. 2icou1te de olhoY %er3 tua. 6onita. tem *ue verX GalaX8 Eis o *ue signi2ica o teu poderX Ela aca6a por contar1te tudo tintim por tintim. da cupide> e da vingan+a. da %eguran+a do Estado de =emerovo) 14 & estudante Ficha I) b ^3 muito tempo *ue tenho um assunto para um contoJ 7A Esposa ?orrompida)8 Fas.

porém.procurador era1lhe molesto ir 2a>er compras ao 6alcão) &ra Vlassov não teve a ideia de di>er1lheJ 7Eu mesmo lhos deixo de parte8 Risso não estava no seu car3cterS) Fais aindaJ o procurador $ussov levou . eles ro-am1se todos por não serem os primeiros a colher tro2éus)S & agente da contra1espionagem do 4Q)O Exército *ue me deteve. so6 a amea+a de *ue. não a incluiu no auto da apreensão Risto pode 2icar consigoS. 2icavam com todos esses cigarros para eles) Até nas horas de interrogat:rios nocturnos. servindo1se dos su6ter2<gios de um auto. tal como estava Ralgo havia sido de2ormado sem remédioS. cm *ue ele chegaria a re>ar por uma1 morte sem so2rimentos) E &$#E"&U1 ^E *ue rece6esse em casa a esposa. olhava com inve/a para a minha cigarreira. caixa de correios de campanha du>entos e trinta e cincoS numa 6usca ao apartamento de um cidadão em li6erdade. cantina privada do .E AB& #E BU AB gravemente a ")=)V)#) da >ona) E 2oi assim *ue o inclu-ram na lista da oposi+ão de direitaX))) As considera+9es e os actos dos de6runs1a>uis costumam ser tão mes*uinhos *ue é coisa de maravilhar) & che2e de uma 6rigada operacional. nem se*uer era uma cigarreira. e *ue vivesse com ela. um par de luvas estrangeiras) RDuando a o2ensiva prosseguia. *ue tinha uma posi+ão in2eriorS e o administrador da cantina não permitiu *ue se servisse a re2ei+ão ao amigo) & procurador exigiu de Vlassov *ue o castigasse.s tantasS) & comiss3rio Giodorov Resta+ão de $echeta. eles 2a>iam trapa+asJ o6serv3vamos como eles anotavam nos autos mais tempo do *ue o utili>ado Rdas tantas . para 6uscas e deten+9es. e usava1as na sua presen+a) A um outro preso ele 2urtou. sacou da pistola e amea+ou mat31lo) Fas rapidamente o primeiro1 tenente o6rigou1o a curvar1se e a sair. mulher do seu acusado =) ') %traAhovitchJ 7"ecessito de um edredão) . devido a rela+9es anormais) & tenente1coronel precipitou1se para a esposa e conseguiu a con2issão delaJ tratava1se de um primeiro1tenente da sec+ão especial da sua unidade Rparece *ue por ela correspondidoS) & marido correu 2urioso ao ga6inete da sec+ão especial. prenderia o pai) A /ovem tinha noivo. disse a Elisa6eth Victorovna %traAhovitch. a6atido e em estado lastimosoJ amea+ou envi31lo a apodrecer no mais terr-vel campo. para salvar o pai.artido Rhavia cantinas dessas nos anos @CS. pagas por tari2a especial. durante o cerco de eninegrado. a 2ilha de um general1che2e do Exército Rem 1944S a casar1se com ele. *ue. o *ue este não 2e>) #esse modo. um rel:gio de pulso) & comiss3rio "iAolai Giodorov =ru/Aov. depois ordenou *ue me revistassem de novo. enviou1o ao namorado e depois suicidou1se) 14C A$DU'. =or>uAhin. ali3s. mas. casou com o agente da %eguran+a) #urante o 6reve tempo de casada escreveu um di3rio. mas sim uma caixa alemã *ual*uer de atraente cor escarlate) E na mira dela tentou toda uma mano6ra auxiliarJ primeiro. rou6ou. tirou a um o2icial do exército preso a 6olsa de campanha e a prancheta. ve/am s:X (irem1 lhaX8 E para *ue eu não protestasseJ 7 evem1no para a enxoviaX8 RDue gendarme c>arista se atreveria a portar1se assim com um de2ensor da p3triaYS ?ada investigador dispunha deb determinada *uantidade de cigarros para animar os *ue con2essavam e para os 6u2os) Alguns. caso contr3rio. um amigo *ue não estava autori>ado a comer ali Risto é. sem se atrever a divorciar1 se nem ousar *ueixar1se 1 era esse o pre+o da li6erdadeX & tenente1coronel cumpriu tudo) R'sto 2oi1me relatado pelo motorista desse mesmo agente da sec+ão especial)S ?asos semelhantes não devem ser poucosJ este é um dom-nio onde se revela particularmente tentador utili>ar o poder) Um desses agentes da %eguran+a do Estado o6rigou. ele mesmo. sa6endo per2eitamente *ue não tinha mais nada nas algi6eirasJ 7Ah. ele o2endeu caso era tão grave *ue os médicos não lho ocultaramJ os seus :rgãos genitais so2riam de uma lesão. %entchenAo.

decididamenteX "ão compreendo. em come+os dos anos 5C. pura e simplesmente. não para o Estado. conhecido de am6osS. dos 7tro2éus8. tenente1coronel Ialandin Rsopa aguadaS e ainda o /ui> de instru+ão %AoroAhvatov RArre6anhadorS) Ve/am. procurava apoderar1se de tudo o *ue podia. *ue. eles passavam os seus ser9es em sal9es . o6/ectos de cristal nas algi6eiras RElisa6eth. explicou ele pra>enteiro))) e levou dali a roupa de 'nverno. condenaram1no a vinte e cinco anos) Estaria l3 muito tempoY A$DU'. *uando particip3vamos nas campanhas /uvenis e execut3vamos o primeiro plano *uin*uenal. atingiu tal envergadura *ue. desapara2usou o puxador da portaJ 7Eis como tra6alha o ?omissariado do . de passagem. nem de nada se apropriaram 1 mas a mim custa1me a imagin31lo. ao chegar . havia diversos (rutniev R. Esta+ão de "ovossi6irsA. os seus apelidosY E ve/am uma ve> mais o *ue é a mem:ria do prisioneiroJ ') =orneiev es*ueceu1se do apelido da*uele coronel da %eguran+a do Estado. ao a6rigo do artigo 5QX En2ureceu1se por se terem atrevido a prend01lo e não duvidava de *ue o caso seria reparado) RE talve> 2osse)S a VolAopialov deriva de volA p lo6o.(raga1me umX8 Ela respondeu11lheJ 7& *uarto onde tenho as coisas de 'nverno est3 selado)8 Então ele di1rigiu1se a casa dela e. en*uanto continuava a servir1se14S) G)m 1954 esta enérgica e inexor3vel mulher Ro marido tudo perdoou. mas para seu proveito Re conseguiu muitos prod-giosS) & nosso her:i limpou vag9es inteiros e construiu para si v3rias casas de campo Ruma delas em =linS) #epois da guerra. do género do de =onAordi 'osse. mas violou outra lei importante. como o 2i>era =ru/1AovJ agiu contra os seus) "ão s: enganou os :rgãos como ainda 2e> piorJ apostou em *ue sedu>iria as mulheres de alguns dos seus camaradas da sec+ão operacional da (cheAa) "ão lhe perdoaramX Goi metido no isolamento pol-tico. enca6e+ada pelo pr:prio A6aAumov. até a pena de morte. isto é.E AB& #E BU AB . algo pudesse cont01los se uma coisa lhes agradasse) J3 nos come+os dos anos @C.or exemplo. não é inventadoX (odos eles su6itamente /untosX RAcerca de VolAopialov e Bra6ichenAe /3 nem vale a pena 2alar15S Acaso não re2lectem nada do *ue as pessoas são. controlava toda essa pilhagen1h. e pialit p 2itar com os olhos desor6itados) Brae tem a rai> em gra6it p sa*uear. advertiu1a ele. *ue.ode ser *ue tenha havido e ha/a de6runs11a>uis *ue nunca rou6aram nada. o seu su6stituto. mandou expulsar todos *uantos estavam sentados no restaurante. por sua ve>. ordenando *ue lhe trouxessem mulheres para si e para os seus colegas de 2arra. amigo de =onAordi 'osse Rpor coincid0ncia. no tempo das vacas gordas. in*uirindo sistematicamente /unto dos ex1presos e das esposas) . e as suas damas ostentavam toiletes estrangeiras) #e onde vinha tudo issoY E os seus apelidosX Era como se tivessem sido escolhidos em 2un+ão deles para esse tra6alhoX .ovo para a %eguran+a do EstadoX8. o che2e da %ec+ão de 'nvestiga+ão. o6rigando1as a dan+ar nuas em cima das mesas) (eria sido perdoado. e dissuadiu1aJ 7"ão é precisoX8S interveio contra =ru/Aov no tri6unal como testemunha) ?omo não era o primeiro caso veri2icado com =ru/Aov e ele violava os interesses dos :rgãos. metendo. ele pediu para ser incorporado na sec+ão dos :rgãos. com os seus pontos de vista. maneira da no6re>a do &cidente.arasitaS. levou tam6ém o *ue p_de e *ue no 2im de contas era dela) 7J3 leva 6astanteX8. na %eguran+a do Estado da região de =emerovo.E AB& #E BU AB 141 & n<mero de casos semelhantes não tem 2imJ poderiam pu6licar1se mil 7 ivros Irancos8 Ra come+ar em 191QS. pilhar) R") dos ()S 144 A$DU'. *ue encontrou no isolamento pol-tico de Vladimir) Esse coronel era a personi2ica+ão con/unta do instinto do poder e do dinheiro) Em come+os de 1945. sem violar o selo de chum6o da %eguran+a do Estado. ma/or ?hAurAin R?oirãoS.

*ue 2e> eleY . 2oi metido por este mesmo de6aixo das tarim6asS) Entretanto. de modo algum. gra+as a essa preven+ão de casta não passam ha6itualmente mal. dos caminhos de 2erro da ?hina &riental) #e repente. teve a 2ra*ue>a de ca1sar1 se por amor com uma 2uncion3ria. alguns casos em *ue os mand9es operacionais dos campos 2oram o6rigados a cumprir penas em campos comuns. realmente. podes ainda 2urtar1te a essa avalancha. não *ueriam. per2ura+9es no corpo com o sa6re. para ser su6stitu-do pelos 2ilhos) Esta lei era 6em vis-vel para uma intelig0ncia superior.Esse destino ne2asto de se deterem a si mesmos não é assim tão raro como isso entre os de6runs1a>uis) "ão h3 uma verdadeira garantia contra tal. com medo de ser ele mesmo arrastado para esse a6ismo) "o <ltimo minuto. tratando1se de tais casos. eles mesmos. =oAhansAaia. porém. mais 2orte até *ue os pr:prios :rgãos. sou6e *ue iam prender os empregados desses servi+os 2errovi3rios) Era então o che2e da %ec+ão &peracional da B) . mas os de6runs1a>uis. antes de re6entar a vaga. e então /3 ninguém a/uda. não o a6andonar na desgra+a.) U) em ArcLngel) %em perder um s: minuto. colocavam as suas ca6e+as so6 a sua pr:pria guilhotina) .E AB& #E BU AB 14@ Estas torrentes surgiram em virtude de uma misteriosa lei de renova+ão dos :rgãosJ um pe*ueno sacri2-cio peri:dico. en*uanto a in2erior lhes segredaJ 7%ão raros a*ueles a *ue isso ocorre. esmagamento da ca6e+a com pesos e halteres e cauteri>a+ão1. e não passaranNiada 6em Rpor exemplo. não temos meios de os conhecer em pormenor. mas talve>. *ue vai morrer so6re as pedras do rio.. tornando1se o che2e da ")=)V)#) de (omsA15) bf $oman Bul. onde se encontraram com os seus pr:prios >eAs RreclusosS. in #>cr/insAi) 15 Ainda um 6om assuntoX Duantos não h3 a*uiX .$E"#EU A FU ^E$ AFA#AX E ainda por cima não como 2uncion3ria dos caminhos de 2erro da ?hina &riental. despeda+amentos de pernas. a 2im de poder dar deles uma ideia) Fas a*ueles agentes da %eguran+a *ue caem nas torrentes Reles t0m igualmente as suas torrentesl)))S arriscam tudo) Uma torrente é um cataclismo natural. e até ministros. o2erecido para *ue os *ue 2icavam tomassem a apar0ncia de puri2icados) &s :rgãos deviam mudar mais depressa do *ue &vcrescimento normal e o envelhecimento das gera+9es humanasJ certos cardumes da %eguran+a do Estado deviam entregar as suas ca6e+as com a in2lexi6ilidade do estur/ão. da mesma 2am-lia)))S. eu escaparei e os meus não me vão desamparar)8 &s seus procuram. se tens uma 6oa in2orma+ão e uma consci0ncia aguda de tche*uista. e *ue se apoiava no 6anditismo. céle6re pelos seus 2u>ilamentos. e assim se explica a sua *uotidiana sensa+ão de impunidade) %ão conhecidos.or exemplo. reconhec01la e prevenir1se) E tanto o rei como os tu6ar9es dos :rgãos. mas 2or/ando1lhe um processo) E não s: 2icou vivo como 2oi promovido. chegada a hora astralmente designada. pois estão ligados por uma conven+ão t3citaJ colocar os deles em situa+ão privilegiada Ro coronel A) ') Voro6iov 2oi metido na cadeia especial de Far2insAW o pr:prio ") ') 'line esteve na u6ianAa mais de oito anosS) A*ueles *ue são presos individualmente pelos seus erros pessoais de c3lculo. demonstrando *ue não tens nenhuma rela+ão com ela) . o agente Funchin.ode ser *ue sirva a alguém) A$DU'. e não se sa6e por*ue eles assimilam mal as li+9es do passado) ?ertamente pela 2alta de intelig0ncia superior. o capitão %aenAo Rnão a*uele carpinteiro tche*uista de ?rac:via dos anos 191Q119. *ue odiava encarni+adamente o artigo 5Q. *uem sa6e.

2amiliar do pr:prio A6aAumov. parte dos outros.artido e pediu para ser rece6ido por %talineX R. como 7patriota da 'nstitui+ão8. e ao matar. *ue conheci casualmente) R"ão vou repetir a*uilo *ue so6re eles tive ocasião de contar noutro lugar1Q)S $iumin.ara tirar d<vidas. 2oram presos. e pela primeira ve> em toda a sua exist0ncia cru>ou os seus um6rais um procurador R#) () (erieAhovS) $iumin mostrou1se nervoso e servilJ 7Eu não sou culpado. chupava um 6om6om e a uma o6serva+ão de (erieAhov. apresentou1se a ele em 2ins de 1954 com a sensacional not-cia de *ue o pro2essor de medicina Etinguer tinha con2essado *ue su6metera a tratamento incorrecto Jdanov e ?her6aAov Rcom o 2im de os matarS) A6aAumov ne1gou1se a acreditar. o *ue mais o2endia não era se*uer *ue estivesse preso. passando por cima de A6aAumov. estão longe de terem sido os melhoresS) & pr:prio le/ov 2oi espancado durante a instru+ão do processo. Etinguer durante a noite) Fas *uem conhece os segredos destes pal3ciosY . como /3 mencion3mos. passo a passo. e a despeito mesmo de IériaX R^3 sintomas de *ue antes da morte de %taline. a achou *ue $iumin ia demasiado longe) RFas $iumin pressentia melhor a*uilo *ue %taline *ueriaXS . ao não concordar com A6aAumov. cuspiu1o na palma da mão. BU AB 2icou :r2ão) %imultaneamente a le/ov. *ue havia) Era necess3rio 2a>er veri2ica+9es ainda uma ve> mais. respondeu A6aAumov. segundo parece independentemente. di>endoJ 7#esculpe)8 Duanto a A6aAumov. pedindo para ser interrogado) ?omo era seu costume. e tiraram u)ma ?onclusão di2erenteJ A6aAumov.$E"#EU AIA=UF&V) $iumin 2oi para a 2rente com o caso. E(1"BUE$ F&$$EU "E%%A FE%FA "(&'(EX . Iéria tinha a sua situa+ão amea+ada. tele2onou ao ?omité ?entral do .Um primeiro cardume arrastou 'agoda atr3s de si) .E AB& #E BU AB *ue não havia nenhum 7caso dos médicos8W $iumin. mas por uma dessas maravilhosas particularidades da 'nstitui+ão "octurna. mas *ue tentassem . por exempo. recusan1do1o com a mão) A ele.rimeiro ?-rculo) 144 A$DU'. na manhã seguinte. o che2e de todos os compadres dos camposX E depois veio o cardume de Iéria) & gordo e presun+oso A6aAumov trope+ou . com ci2ras e com o 6rilho dos nomes) Eu limitar1me1ei a*ui apenas a uma pe*uena parteJ a hist:ria de $iu1min e de A6aAumov. 2ora dado na véspera. separadamente) &s historiadores dos :rgãos Rse os ar*uivos não 2orem *ueimadosS relatar1nos1ão isso um dia. deu andamento ao caso dos médicos e . *ue o tinha protegido. e 2oi talve> por seu intermédio *ue %taline 2oi li*uidado)S Um dos primeiros passos do novo Boverno 2oi a ren<ncia ao caso dos médicos) Então G&' . estou detido sem motivo8. *ue ainda teremos ocasião de admirar ao 2alar do canal do mar Iranco. depois do *ual /3 a sua ca6e+a estava em /ogo.enso *ue não 2oi esse o seu passo decisivoJ o decisivo. a de *ue sim.$E%& $'UF'" Rainda so6 o poder de IériaS.ela manhã. 2oram levados nesse cardume e os seus nomes riscados das linhas poéticas) & segundo cardume arrastou 6em depressa o e2émero le/ov) Alguns dos melhores cavaleiros de 19@5 pereceram nessa vaga Rmas importa não exagerar.rovavelmente muitos da*ueles nomes gloriosos.ode ser *ue o contacto com %taline tivesse /3 sido reali>ado antes)S %taline rece6eu $iumin. ele riu1seJ 7E uma misti2ica+ão)8 (erieAhov mostrou1lhe o seu mandado de controle das cadeias internas do Finistério da %eguran+a do Estado) 7?omo esse podem 2a6ricar1se *uinhentosX8. o che2e da #irec+ão das Ginan+asW o che2e da #irec+ão %anit3ria e o che2e da Buarda 'nterior de BU AB 1 isto é. talve>. a de 1Q "o . organi>aram essa tarde um interrogat:rio cru>ado com Etinguer. mas AIA=UF&V "i& G&' 'IE$(A#&X 'ntrodu>iram1se novas regras na u6ianAa. $iumin. pois conhecia 6em tais co>inhados. apresentando um lastimoso aspecto) ?om essas deten+9es.

tendo sido encarcerado por %taline.or*ue é *ue não o soltaramY A pergunta não é ingénua) A /ulgar pelos seus crimes contra a humanidade.rocuradoriaY R?ontinuava l3 com a sua na ca6e+aXS E tu acreditas *ue eu. interroguemo1nosJ se a minha vida se tivesse apresentado di2erentemente. e 2u>ilado a 1Q de #e>em6ro de 19541O) Fas era em vão *ue ele se preocupavaJ os :rgãos não morreram por isso) ?omo di> a sa6edoria popularJ ao 2alares do lo6o. ele disse a (erieAhovJ 7(ens os olhos demasiado 6onitosa9. no tempo de =ruchtchev. no nosso pa-s. inlea %edaia. de onde surgiu ela do nosso povoY "ão é da nossa rai>Y "ão é do nosso sangueY %im. (erieAhov ter1se1ia destacado) Assim. ministro da %eguran+a do Estado. como um inculto correio do Estado)S "ão era o /ulgamento *ue A6aAumov temia. e a2asta1te pelas 6oas)8 Uma ve>. mas sim um envenenamento Rmostrando uma ve> mais ser um digno 2ilho dos :rgãoslS ?ome+ou pois a re/eitar toda e *ual*uer comida da prisão. em eninegrado. 2ora enviado para um 6atalhão disciplinar. condenado no tempo de %taline. serei /ulgadoY8 1 7%im)8 1 7Então en2ia um chapéu de coco na ca6e+a. naturalmente. A$DU'. tinha uma visão demasiado pessimista. esposa do 2ilho mais velho. *uando estava preso na u6ianAa. este perguntou1lheJ 7?omo pudésteis & *ue era verdade) Em geral. 2omos chamados ao comité de >ona uma primeira e uma segunda ve>. não são as pessoas *ue t0m necessidade . voltou a 2olha e come+ou a procurar a p3gina desportiva) &utra ve>. no &utono de 19@Q) ":s. e. os :rgãos deixaram de existirX8 REle. rapa>es do =omsomol. não chegam a 2ormar1se personalidade hist:ricas) A$DU'.E AB& #E BU AB 145 permitir *ue a investiga+ão do caso Iéria não 2osse reali>ada pelo Finistério da %eguran+a do Estado. prevendo *ue os partid3rios de %taline aca6ariam por predominar) Fas continuou preso por mais dois anos) . até h3 pouco su6ordinado de A6aAumov. ter1me1ia eu convertido num carrasco assimY E uma pergunta terr-vel.or isso. *uase sem nos pedirem o nosso acordo.E AB& #E BU AB em6ro1me do meu terceiro ano da universidade. ele estava manchado de sangue até a ca6e+a) Fas não era s: eleX &s restantes tinham escapado com sorte) & segredo est3 a*uiJ h3 rumores surdos de *ue. meteram1nos um *uestion3rio nas mãos para preenchermosJ h3 /3 demasiados 2-sicos e matem3ticos. assistindo ao interrogat:rio um importante agente da %eguran+a do Estado.pre/udicar os :rgãos. a p3tria precisa de candidatos . é) . é sempre assim. #) (erieAhov era um homem de 2or+a de vontade c aud3cia 2ora do comum Ros /ulgamentos contam1noS. e talve> de viva intelig0ncia) %e as re2ormas de =ruchtchev tivessem sido mais conse*uentes. terei pena de 2u>ilar1teX A2asta1te do meu caso. A6aAumov aca6ou por ser /ulgado. (erieAhov chamou1o e deu1lhe a ler o /ornal com o comunicado so6re o desmascaramento de Iéria) 'sso era então *uase uma sensa+ão c:smica) A6aAumov leu o comunicado sem pestane/ar. 1 onde morreu) . 2ala tam6ém como o lo6o) Esta 2a+a de lo6os. s: comendo ovos *ue comprava na cantina) RA*ui 2altava1lhe imagina+ão técnica. ao pensar *ue um ovo não pode ser envenenado)S #a 6em surtida 6i6lioteca da u6ianAa s: lia livros de))) %taline R*ue o tinha metido na cadeia)))S 'sso seria talve> uma ostenta+ão ou um c3lculo. mas pela .ara não vestir sem mais o alvo manto dos /ustos. em tempos. ele tinha espancado a nora de =ruchtchev. os *uais não podiam estar su6ordinados a nada no mundoX Em Julho de 195@ $iumin 2oi /ulgado Rem FoscovoS e 2u>ilado) Fas A6aAumov continuou na prisãoX "o interrogat:rio. escola da ")=)V)#) Rde resto. o *ual. se *ueremos responder a ela honestamente) 14.

não havia servi+o pior nem mais su/o do *ue o de agente da pol-cia secreta.assei a o2icial. e h3 sempre um 6urocrata *ue sa6e tudo e 2ala em seu nomeS) Um ano antes.osso. mas tendo 2eito meio ano de servi+o militar opressivo. comecei a examinar sucessivamente a minha verdadeira carreira de o2icial 1 e horrori1>ei1me) . vossa volta. en*uanto a escola da ")=)V)#) nos prometia um racionamento especial e um vencimento duas ou tr0s ve>es maior) & *ue sent-amos não podia tradu>ir1 se em palavras Re se as houvesse.E AB& #E BU AB 145 ?ontudo. não as pod-amos comunicar uns aos outros.onho1me a imaginarJ se ao come+ar a guerra eu /3 tivesse gal9es *uadrados nas lapelas a>uis41 1 *ue teria sido 2eito de mimY . rapa>es de vinte anos de idade. esse mesmo comité de >ona tinha1nos aliciado para uma escola de avia+ão) (am6ém dessa ve> nos recus3mos Rt-nhamos pena de deixar a universidadeS. mas o cora+ão repelirJ 7"ão *uero. 2ui torturado durante mais meio ano na Escola do Exército) #everia. não 6aseado em *ual*uer argumento. marc3vamos o passo nas mesmas paradas *ue os da $evolu+ão de &utu6ro e esperava1nos o mais radioso 2uturo) E di2-cil descrever o sentimento -ntimo. através delas estava claro *ue a luta contra o inimigo interno era uma 2rente de com6ate ardente e uma tare2a honrosa) E isso estava em contradi+ão com a nossa vantagem pr3ticaJ a universidade provincial nada nos podia prometer além de uma escola rural num recanto a2astado e com um sal3rio ex-guo. *ue nos impedia de aceitar a ida para a escola da ")=)V)#) "ão era *ue tal se dedu>isse das con2er0ncias ouvidas so6re o materialismo hist:ricoJ ao contr3rio. ainda de6ru+ado so6re integrais. em geral. E"&JA1FEX Arran/em1se sem mim. *uatro. deram1me gal9es com duas estrelinhas. mas sim a p3tria. mas não tão tena>mente como agora) Um *uarto de século depois pode pensar1seJ sim. naturalmente. isso era1nos per2eitamente indi2erente) (inham mandado prender dois ou tr0s pro2essores. e n:s éramos dos *ue des2ilavam de dia. e isso di>ia1se em vo> alta) Fas tudo vem de mais longe ainda) %em o sa6er. para ser agrad3vel comigo pr:prio. deitado na tarim6a do c3rcere. *ue me teria recusado e *ue a6alaria 6atendo com a porta atr3s de mim) Fas. das moedas de ouro deixadas pelos nossos 6isav:s. mas não era com eles *ue -amos aos 6ailes e assim ainda seria mais 23cil 2a>er exames) ":s. alguns dos nossos rapa>es alistaram1se então) Acho *ue se tivessem exercido uma pressão mais 2orte nos teriam talve> do6rado a todos n:s) . nos tempos em *ue a moral ainda não era considerada relativa e o 6em e o mal se di2erenciavam simplesmente através do cora+ão) A$DU'. eu não entro nisso) 8a E algo *ue data de h3 muito. e es*ueci tudo) . depois com tr0s. mas do cora+ão) . não ao n-vel da ca6e+a.odem gritar1te de todos os ladosJ 7E necess3rio8. como eles torturavam nos c3rceres e para *ue lama vos arrastavam) Fas nãoX As coru/as voam de noite. por temorS) $esistia1se. di>er *ue a minha honestidade não teria suportado tal coisa. resgat3vamos a li6erdade com o *ue nos restava 1 moedas de co6re e pe+as de de> Aopecs. não vindo da universidade.de alguém. e a tua ca6e+a tam6ém pensarJ 7E necess3rioX8. sa6endo o *ue signi2icava estar sempre pronto a su6ordinar1me a pessoas *ue podem não 1ser dignas) #epois. ter assimilado para sempre a amargura do servi+o militarW guardo na minha mem:ria como a pele me gelava e se gretava))) Fas nãoX ?omo prémio de consola+ão. pois. para uma pessoa decente. com 6andeiras) ?omo poder-amos sa6er ou pensar *ual a causa das deten+9esY Due tivessem mudado todos os che2es regionais. *ui+3 desde iermontov) "a*uelas décadas da vida russa em *ue. voc0s compreendiam per2eitamente como 2ervilhavam as deten+9es .

melhor do *ue a da divisão de BoroAhovets. o meu poder conven1ceu1me rapidamente de *ue eu era uma pessoa de *ualidade superior) %entado. diante desta 2olha de papel)S E um velho coronel. depois da hora do descanso. depois. de uma maneira ou doutra. uma ordenan+a R*ue dava pelo no6re nome de 7impedido8S. so6 o comando de um sargento. ganh3vamos um andar 2elino de o2icial e uma vo> met3lica de comando) As ins-gnias com esse 2ormato eram 2ixadas . *ue eu tratava por 7tu8 R e eles a mim por 7o senhor8. eis *ue me puseram os gal9esX E cerca de um m0s depois. onde parecia *ue a morte nos igualava a todos. convocou1me e envergonhou1me) Eu Re di>er *ue /3 depois de ter 2eito a universidadeXS /usti2i*uei1meJ 7"a escola militar assim nos instru-ram8. dava instru+9es) ^avia pais e av_s. naturalmente. o *ue signi2icavaJ *uais podem ser as considera+9es de humanidade. vigilando1nos >elosamente uns aos outros para ver *uem se. em cada novo lugar.(alve> conservasse então o amor . incutidas desde a in2Lncia) "a escola militar and3vamos constantemente atena>ados pela 2ome. não t0m impedidos. sim. 2ic3ssemos so>inhos a marcar passo T isso como castigo) &u então. a 2im de tornar1nos mais 2uriosos. t-pico dos estudantesY Fas entre n:s ele não existia) Existia. escutava1os a eles em posi+ão de sentido) 'nterrompia.E AB& #E BU AB Ginalmente. para *ue. desenrascava melhor) & *ue mais tem-amos era não chegar a ganhar as ins-gnias Renviavam para Estali1negrado a*ueles *ue não terminavam o cursoS) 'nstru-am1nos como se 2_ssemos /ovens 2eras. tal como a vivem todos. *ue era a>ul tratando1se da pol-cia pol-tica) R") dos ()S 14Q A$DU'. naturalmenteS) Fandava1os so6 o 2ogo dos canh9es ligar os 2ios partidos. por ter . é coisa *ue não se pode di>er deles)S Eu o6rigava os soldados a do6rarem1se e a a6rir valas especiais de protec+ão para mim. convencido de *ue não podia haver outras melhores do *ue essas) Até na 2rente de 6atalha. sem pensar muito em sa6er por*ue é *ue isso não correspondia tam6ém aos soldados) Eu /3 tinha. permitam11me. em inspec+ão casual. *ue.s marchas) $ecordo1me 6em *ue 2oi a partir da Escola de &2iciais *ue experimentei a A EB$'A #A $U%('?'#A#EJ ser militar e "i& $EG E?('$W a A EB$'A #E $EG&?' A$ na vida. 2a>iam levantar toda a sec+ão e 2orm31la em volta de uma 6ota su/aJ é desse canalha. es*ueci sinceramente tudo isto durante anosX Aca6o de voltar a lem6rar1me agora mesmo. pela noite. *ue vai agora limp31la e en*uanto ela não 2icar 6rilhante v:s permanecereis a*ui 2ormados) "a Lnsia apaixonada dos gal9es. s: para *ue os che2es superiores não me censurassem Rassim morreu AndriachinS) Eu comia a minha manteiga e as minhas 6olachas de o2icial. uma ve> *ue estamos no exércitoY RDuanto mais nos :rgãos)))S & orgulho medra no cora+ão como o toucinho no porco) Eu lan+ava aos meus su6ordinados ordens indiscut-veis. li6erdade. tentando desco6rir onde pod-amos 2anar um naco mais. eu /3 o6rigava o meu descuidado pra+a Ier6ienov a marcar passo.s extremidades Rde6runsS da gola do li2orme. por*ue era co6erta e se servia l3 o rancho de soldadoJ 2oi onde esteve ViuchAov. tent3ssemos des2orrar1nos em alguém) "ão dorm-amos o su2icienteJ ap:s a hora de sil0ncio. parte do rancho dos soldados) R&s comiss3rios instrutores da u16ianAa. arrastando para l3 os troncos mais pesados de modo a eu 2icar comodamente e 2ora de perigo) E reparem. esses. 2ormando a 6ateria na retaguarda. é verdade *ue na minha 6ateria tam6ém devia haver um lugar de deten+ãoX E no 6os*ue *ual podia ele serY (ratava1se de uma cova. tinha a preocupa+ão de cuidar da minha pessoa e de preparar todas as minhas re2ei+9es . disciplina da 2orma e . so6 o comando do insu6misso sargento Fetlin))) RE%DUE?'. segundo é praxe no nosso am6iente militarW a alegria de es*uecer certas su6tile>as espirituais. o amor . podiam o6rigar1nos a *ue.

no século !'!) R") dos ()S 15C A$DU'. iam seis soldados rasosk E um representante da na+ão vencidaY "ão expli*uei isso de 2orma tão complicada ao sargento. e .op1Aov. *ue estava selada num lado) "ela estavam as minhas roupas de o2icial e todos os meus escritos con2iscadosJ elementos para a minha condena+ão) ?omo. me 2itou. de aspecto 6em tratado. 2e> um gesto para *ue eu agarrasse e levasse a minha mala. por mais de uma ve>. *ue se arrastam com ar a2lito e culpado ao encontro do seu exército li6ertador) Em6ora os li6ertassem. che2e da escolta.E AB& #E BU AB . .ermitam1me ainda outra recorda+ãoJ tinham1me 2orrado a prancheta com pele alemã Rnão. em tinta 6ranca indelével. 6oa comida) . dos *uais.E AB& #E BU AB 149 as minhas ilus9es de pioneiro so6re a 2utura e santa 'gualdadeX Duando. por etapas) Gi>eram1nos ir a pé de &sterod a Irodnitsa) Duando me tiraram da enxovia para 2ormar. a malaY Ele. escrito nas costas dos nossos prisioneiros russos. seis aos pares e um de costas voltadas para mim) %eis deles vestiam capotes militares russos. não era pele humana. ainda me sentia morti2icado ao pensar na degrada+ão *ue seria passar pela depend0ncia dos tele2onistas. *ue partiam a pé de Foscovo para a %i6éria. mas do assento do motoristaS e 2altava uma correia de couroW eu a6orreci11me com issoW su6itamente.perdido um cavalo. era alto. tam6ém %U. então. em cu/o dorso se liam. de 2ato. agarrasse e levasse a malaY 'sto é. com as mãos va>ias. pertencente a um certo comiss3rio pol-tico de guerrilheiros Rdo comité do partido da >onaS e tiraram1lhaJ n:s somos do exército. somos superioresX R$ecordam11se de ?entchenAo. estas enormes letrasJ 7%U)8 & *ue signi2icava 7%oviet Union)8 Eu /3 conhecia esse sinalJ tinha1o visto. minha sorte. *ue /3 tinham visto tudo. /3 estavam de pé sete reclusos. pele muito 6ranca. ?oisa *ue era proi6ida pelo novo regulamento internoY E ao lado. diante do -coneY E para onde tinham voado A$DU'. e um sargento t3rtaro. h3 *ue recordar o esto/o de cigarros vermelho1claro. não havia alegria rec-proca nessa li6erta+ãoJ os seus compatriotas olhavam1nos de soslaio e de modo mais som6rio do *ue aos alemães) E a uma pe*uena distLncia da retaguarda. 2rente. pois os soldados não me deviam ver assimX "o dia seguinte ao da minha deten+ão. o sargento. totalmente a6andonado . um o6/ecto pesado. viram uma correia desse género. o2icial. mas disse11lheJ 1 %ou o2icial) Due a leve o alemão) "enhum dos presos voltou o rosto ao ouvir as minhas palavrasJ era proi6ido voltar1se) %: o *ue 2ormava par comigo. *ue eu tanto pre>avaJ não es*ueci como o tiraram ))) tis o *ue os gal9es 2a>em de um homem) &nde se tinham sumido as recomenda+9es da minha av:. os agentes da contra1espionagem me arrancaram os malditos gal9es. por cuidar mal da cara6ina) . *ueria *ue eu. ha6ituado . eis o *ue lhes aconteciaJ eram metidos na prisão) & sétimo preso era um civil alemão. agente operacional da (checaYS Ginalmente. me tiraram as correias e me empurraram para meter1 me no autom:vel. ele ainda não era assimS) 7Via de Vladimir8 Rcaminho da deporta+ãoSJ alusão ao itiner3rio seguido pelos deportados. so6retudo e chapéu pretos) J3 passava dos cin*uenta. comecei a percorrer a minha 7Via de Vladimir844) #irigiam os presos da sec+ão de contra1espionagem do exército. no posto de comando do che2e de 6rigada.useram1me no *uarto par. admirado R*uando eles deixaram o nosso exército. surrados.

rimavera prematura) &ra alastrava um ténue nevoeiro e a lama se li*ue2a>ia desoladoramente so6 as nossas 6otas. com o sol. a sua aprendi>agem e a minha coincidiam) Ele chamou o alemão. ora o céu clareava e um sol suavemente amarelado. aproveitando o 2acto de *ue ele não compreendera a nossa conversa+ão) (odos os restantes. mas acontecia antes *ue as suas ca6e+as. canalha vlassovistaYX))) Gu>ilem1no. 2eito . com as mãos va>ias tinham sa-do do pa-s e com as mãos va>ias regressavamS. medida. escolta de *ue não a podia levar) E então. ainda inseguro na sua d3diva. teria de explicar a cada um toda a minha vida) ?omo podia eu di>er1 . os gal9es não tinham sido arrancados e. e a nossa coluna de *uatro pares de occipitais p_s1se em marcha) "ão t-nhamos de *ue 2alar com os mem6ros da escoltg e entre n:s era terminantemente proi6ido trocar palavras em marcha. incluindo eu. e decidiram.s nuvens negras uma neve *ue nem parecia 6ranca. repletas de palestras pol-ticas. comprido. nas paragens ou ao pernoitar))) En*uanto acusados. nem de condena+ão no seu 6alancear) h & alemão cansou1se depressa) Ele mudava a mala de uma mão para a outra. as costas. *ue tinham a6ar6atado. as pernas.E AB& #E BU AB 151 apanhar) Em parte. *ue sa6e #eus o *ue não teria visto no cativeiro alemão Rou *ue então sa6ia o *ue era a piedadeS. além disso. o *ue ia a seu lado 2a>endo par com ele. e alguns levantavam1se para 2ixar1nos com olhos de assom6ro) ?ompreendi su6itamente *ue a sua agita+ão e irrita+ão se dirigiam contra mim 1 eu di2erenciava1me muito dos restantesJ o meu capote era novo. talve> *ue esta decad0ncia lhes provocasse uma excita+ão agrad3vel Rum re2lexo de /usti+aS. e nos 2ustigava 2riamente o rosto. não eram capa>es de compreender *ue pudessem prender um comandante de companhia. acompanhando esses gritos de um grande n<mero de palavr9es) Eu aparecia1lhes como uma espécie de velhaco internacional. a*uecia as colinas /3 *uase sem neve e nos mostrava um mundo transl<cido *ue era preciso a6andonar. sempre e sempre seis costas) ^avia tempo para o6servar e voltar a o6servar a retorcida e dis2orme marca %U. *ue não haviam sido cortados. 6rilhavam como ouro 6arato) Via1se per2eitamente *ue eu era o2icial. molhando os capotes e as polainas) %eis costas pela 2rente. *ue não era o6rigado a nada. curiosos. unanimemente. eu não podia compreender) %eis costas) "enhum sinal de aprova+ão. agarrou na mala e levou1a) (ransportaram1na depois tam6ém outros prisioneiros de guerra. e agora a o2ensiva na 2rente marcharia mais depressa. mesmo na estrada s:lida. ao pati2eXXX 1gritavam excitados pelo :dio. os condutores Ro patriotismo mais veemente existe sempre na retaguardaS. os 6ot9es. 6atia no peito. ora se 2ormavam tur6ilh9es hostis *ue arrancavam . sem *ual*uer ordem da escolta) E de novo o alemão) Fas eu não peguei nela) E ninguém me disse uma palavra) Encontr3mos no caminho uma comprida carro+a va>ia) &s condutores miravam1nos. 2a>ia acenos . um prisioneiro de guerra.Fas o sargento da contra1espionagem não se espantou) Em6ora aos seus olhos eu /3 não 2osse o2icial. *ue eu pertencia ao &U($& lado) 1 Apanharam1te. e *ue aca6avam de me A$DU'. dev-amos ir como se nos encontr3ssemos entre invis-veis ta6i*ues. puseram as mãos atr3s das costas Ros prisioneiros de guerra não tinham se*uer uma sacola. 6em como o negro tecido lustroso das costas do alemão) ^avia tempo para re2lectir so6re a vida anterior e compreender a presente) Fas eu não podia) J3 golpeado na 2ronte com uma matraca. a guerra duraria menos) Due lhes podia eu responderY ^avia sido proi6ido de pronunciar uma s: palavra *ue 2osse q. e ordenou1lhe *ue levasse a minha mala. da retaguarda. mergulhados cada um na sua cela individual) Eram dias de tempo vari3vel duma .

talve> *ue não tivéssemos recusado) #o 6em ao mal h3 um passo. escolta. *ue me impediria de exclamarJ 1 %argentoX %alve1meX Ve/a. empurr31lo para a tu6eiraY E por*ue não empurr31loY Eu atri6u-a a mim mesmo uma a6nega+ão desinteressada) Entretanto. perante a cova para a *ual /3 nos disp<nhamos a empurrar os nossos opressores. a escrever e a replicarJ Z Rno ?&F'%%A$'A#& #E %EBU$A"VA #& E%(A#&. insultaram1me e amea+aram1me com os punhos) Eu continuava a sorrir. então. de rosto a6atido.ois não era eu um o2icialY))) %e sete dentre n:s tivessem de morrer pelo caminho. re>a um provér6io) & *ue signi2ica *ue igualmente do mal ao 6em) ogo *ue na nossa sociedade se agitou a lem6ran+a das ar6itrariedades e das torturas. e o oitavo pudesse ser salvo pela escolta. era um carrasco em pot0ncia) E se tivesse entrado para a escola da ")=)V)#) no tempo de 'e/ov. *ue entre os o2iciais ele é a gemaY Due depositaram maior con2ian+a nele do *ue nos outros e *ue. com . detemo1nos aturdidosJ sim. as coisas sucederam de tal 2orma *ue não 2omos n:s os carrascos. 2oram eles) Fas se o . talve> *ue.us1me a sorrir))) &lhando para eles. e uma ve> nessa posi+ão. levavam a minha mala))) Eu nem se*uer sentia remorsosX E se o meu vi>inho. sorria1lhes desde a coluna dos presos em marchaX Fas o meu sorriso pareceu1lhes a pior das 6urlas e gritaram com mais 2<ria.E AB& #E BU AB Due 2eche a*ui o livro o leitor *ue espera *ue ele continue uma acusa+ão pol-tica) Ah.$EE"#'#&X %implesmente não teria compreendido %&I$E o *ue é *ue ele me 2alava) . deve o6rigar o acusado a meter a ca6e+a entre as pernas. mas *ue mimoseavam os restantes. mesmo *uando os seus gal9es não são a>uisX E se ainda por cima são a>uisY %e lhe incutiram. nem por trai+ão ou por deser+ão. todos a eito. ora oprimida por uma alegria maligna. se as coisas 2ossem assim tão simplesX %e num dado lugar houvesse pessoas de alma negra. orgulhando1me de não ir preso por rou6o. os olhos repletos de so2rimento e de experi0ncia. eu estivesse preparado para ocupar um tal posto))) 154 A$DU'. ao pedir a/uda . sou um o2icialX))) Eis o *ue é um o2icial. ora li6ertando espa+o para o despontar da 6ondade) Uma e mesma pessoa nas suas di2erentes idades e em di2erentes situa+9es da vida constitui um ser completamente distinto) &ra pr:ximo do dia6o. por eu ser altaneiro. ora pr:ximo de um santo) Fas o nome não muda. me tivesse censurado. tramando maldosamente negros des-gnios e se se tratasse somente de di2erenci31 las das restantes e de ani*uil31lasX Fas a linha *ue separa o 6em do mal atravessa o cora+ão da cada pessoa) E *uem destr:i um peda+o do seu pr:prio cora+ãoY))) "o decurso da vida de um cora+ão esta linha desloca1se dentro dele. no russo mais claro *ue houvesse. orgulhoso 1 "\& & (E$'A ?&F. por eu ter humilhado a dignidade do preso. por tudo isso. e é a ela *ue tudo é atri6u-do) %:crates disseJ 7?onhece1te a ti pr:prioX8 E. nos segredos maldosos de %taline) 'a sorrindo para lhes di>er *ue *ueria e *ue talve> ainda pudesse corrigir a nossa vida russa) Entrementes.lhes *ue não era um terroristaY Due era amigo delesY E *ue era por eles *ue estava a*uiY . come+aram por todos os lados a explicar. mas por ter penetrado.e*ueno %Auratov tivesse 2eito apelo a n:s. com a 6ar6a crescida de duas semanas. pela 2or+a da dedu+ão. no F'"'%(E$'& #A %EBU$A"VA #& E%(A#&S havia tam6ém gente 6oa) ":s conhecemos essa gente 6oaJ eram a*ueles velhos 6olchevi*ues *ue nos sussurravam 7aguenta1te8 ou inclusive nos passavam uma sandu-che. para além do mais. no de Iéria.

or causa dele. sem protesto. a gente 6oa tentava escapar1 se pela ast<cia)4@ A*ueles *ue l3 2icavam por e*u-voco. procediam /ura exame minucioso) #e resto. pedi a um meu correspondente de 'aroslavl para ir v01lo e lhe entregar pessoalmente uma carta) & meu correspondente entregou1lha e escreveu11meJ 7%im. ou se integravam nesse meio ou eram empurrados para ele. durante a instru+ão do meu processo. de onde me responderamJ 7Goi enviado para tra6alhar nos :rgãos da %eguran+a do Estado)8 Essa agoraX 'sso era 6astante interessanteX Escrevi1lhe para o seu endere+o da cidade e tão1pouco o6tive resposta) . acostumando1se e entrando nos eixos) Fas acaso não 2icavam mesmo l3Y Em =ichiniov.edagogia de 'aroslavl. para *ue a sopa não se es2riasse) Era um mo+o campon0s.E AB& #E BU AB 15@ Aov um m0s antes da sua deten+ãoJ parta. na aldeia) Escrevi1lhe uma ve>. suplicou bno dispens3rio antitu6erculosoJ ) =ncontrem1nie uma doen+a *ual*uerX &rdenam1me *ue v3 tra6alhar para os :n. com uma alma tão pura e sem preconceitos *ue nem a escola militar. pois a. 2ossem ler o meu #i3rio Filitar. por intermédio de pessoas de 2am-lia.assaram alguns anos e 2oi pu6licado o 'van #enissovitch) Iem. agora ele vai responder) "adaX))) (r0s anos depois.2iguravam os seus relatos) Duando 2ui rea6ilitado.uosX8 &s radiologistas inventaram uma in2iltra+ão tu6erculosa e imediatamente os da %eguran+a desistiram) A$DU'.artido. nem a o2icialidade o corromperam) Ele pr:prio me moderava muito) (odo o seu poder de o2icial o utili>ava para uma coisaJ para salvaguardar a vida e as energias dos seus soldados Re entre eles havia muitos idososS) Goi através dele *ue eu sou6e. para *ue *uerem eles sa6er o *ue sucede depois aos condenadosY))) #essa ve> &vcianiAov /3 não p_de guardar sil0ncio e respondeu1meJ 7#epois do 'nstituto convidaram1mc a ir tra6alhar nos :rgãos e pareceu1me *ue a*ui teria o mesmo 0xito)8 REle. em 1955. era a pessoa mais chegada a mim) #urante metade da guerra comemos /untos da mesma marmita e so6 o canhoneio com-amos entre as explos9es. a não ser por erro. parta. o *ue é ho/e o campo e o *ue são os AolAho>es) REle 2alava so6re isso sem irrita+ão. havia coisas *ue não me agradavam. escrevi1lhe duas e não o6tive resposta) Encontrei 2inalmente uma indica+ão de *ue ele tinha aca6ado o 'nstituto de . depois de sair do hospital. o tenente &vcianiAov) "a 2rente. eu temia deveras *ue. com simplicidade. cou6c1lhe escoltar o padre Victor) E dava1lhe penaJ por*ue é *ue ele não tinha 2ugidoY Eis outro caso) Eu tinha um che2e de sec+ão. de 2acto. em $ia>an. tinha um enorme dese/o de encontr31lo) em6rava1me da sua direc+ão. *ue *uerem prend01loX R%eria por iniciativa suaY &u 2oi a mãe *ue o mandou salvar o sacerdoteYS #epois da deten+ão. ele comoveu1se. pela primeira ve>.pontapés) E nas es2eras superiores do . como a 3gua do 6os*ue re2lecte as 3rvores e até mesmo os ramos mais min<sculos)S Duando me prenderam. mas tra6alho bsem 6ordãob e. *ue pouco se di2erenciava de 19@5XS . 0xitoY)))S 7Fas não tenho progredido no novo campo de ac+ão. penso *ue teria escrito melhor este cap-tulo)S "os <ltimos anos de %taline ele /3 era comiss3rio instrutor) "essa época aplicavam em série um *uarto de . não devia l3 haver muita genteJ es*uivavam1se a admiti1la) Antes do recrutamento. humanamente 2alandoY Em geral. escreveu uma excelente 6iogra2ia militar minha e levou1a ao che2e da divisão para a assinar) #epois de desmo6ili>ado procurou. ver como me podia a/udar Rest3vamos em 1945. um aviador de eninegrado. parece *ue ele não leu se*uer o 'van #etiissovitch )))8 E. não haveria gente 76oa8. um /ovem tenente da %eguran+a 2oi avisar ?hipovalni1 #urante )1 guerra. não pre/udicarei nenhum camarada)8 REis uma /usti2ica+ão 1 a camaradagemXS 7Agora /3 não penso no 2uturo)8 Eis tudo))) #ir1se1ia *ue ele não rece6era as cartas anteriores) "ão *ueria ter encontros) R%e nos encontr3ssemos.

tudo se desmoronar3) . naturalmente) Fas agora. Vera passou a 2a>er um verdadeiro sermão em vo> alta) RE necess3rio conhec01la) (ratava1se de uma pessoa 6rilhante. então. 2a>endo. *uando. indo1se ele em6ora) .) conta *ue certa ve> 2oi condu>ida ao interrogat:rio por uma V'B' A"(E intrépida.E AB& #E BU AB 155 do cora+ão) RFas. e. 'gre/a uma aut0ntica separa+ão. os crentes eram um estorvo.século a cada um) E como é *ue tudo isso se conciliou na sua consci0nciaY ?omo é *ue ela se o2uscouY 154 A$DU'. *uando era natural então *ue tivessem surgidoX Fas do *ue ela mais 2alou 2oi so6re a 2é e os crentes) 7#A"(E%8. =orneieva leu o seu dossier. tratava1se. em6ora *uando estava em li6erdade se dedicasse . no entanto. esten:gra2as e empregados de escrit:rio. depois 2oi enta6ulando conversa e. come+aram a explodir 6om6asJ pareciam *ue . a6negado. não se enganariam) E Vera continuou a 2alar diante do comiss3rioXXX .) "ão é poss-vel reconstituir a*ui o seu mon:logo. na verdadeY ?idadãY ?amaradaY (udo isto era proi6ido. para todos. talve> para matar o a6orrecimento dos cola6oradores. *ue voc0s *uerem ?&"%($U'$ e go>ar do 6em1estar neste mundo. por*ue é *ue perseguem os nossos melhores cidadãosY . depois disso. morteJ 7(ive pena dele)8 Ve/am. puro. deve ainda conservar o mais pe*ueno grão interior de alma. mas ela conseguiu a6ordar in<meros assuntos) Galou so6re os traidores . o mais pe*ueno dos grãos) ") . 2ar3 dissipar a 2é) Fas para *u0 e2ectuar deten+9esY8 "esse momento entrou Boldman e *uis rudemente interromp01la) Fas todos lhe gritaramJ 7?ala a 6ocaX))) ?alaX))) Gala. não t0m pregui+a de tra6alhar) . perto da ?asa Brande. levou1a então para uma grande sala. onde estavam meia d<>ia de cola6oradores. di>ia ela 7voc0s 6aseavam tudo no desen2rear das paix9es Rrou6a *uem te rou6ouS.ara não se 2atigar com ela. indi2erente.)O ela compreendeu *uais eram os seus direitos e come+ou a estudar minuciosamente o 7processo8 dos de>assete mem6ros do seu 7grupo religioso8) Ele en2ureceu1se. o dos :rgãos em 194.ara voc0s eles são o material mais preciosoJ com e2eito. segundo di>em. so6 o regime de servidão. 2ala. enredavam1se nas conven+9es) FulherX Assim. eles não rou6am. não é preciso controlar os crentes.or*ue é *ue as palavras de =orneieva. do seu am6iente. /3 se es*ueceu da maior parte e /3 lhes perdeu o conto)S44 . serralharia. mas não to*uem nelae nada perderão com issoX Voc0s são materialistasY Então con2iam no progresso da instru+ão.or muito glacial *ue se/a o pessoal de vigilLncia da ?asa Brande. de repente. esta lem6ran+a vem ainda do 2undo A$DU'.or*ue é *ue escarnecem da alma das melhores pessoasY ?oncedam . uma ou outra pergunta) Era. de intelig0ncia viva e elo*uente.ensarão voc0s construir uma sociedade /usta com os interesseiros e os inve/ososY Então. de ve> em *uando.rimeiro. muda. p3tria e por*ue é *ue não os houve na Buerra . *ue.E AB& #E BU AB Ao recordar o antigo rapa>. tivesse tra6alhado numa cavalari+a e como doméstica)S (odos a escutavam com a respira+ão suspensa.atri:tica de 1Q14. uma revela+ão) Vieram pessoas de outras depend0ncias e o *uarto encheu1se) Em6ora não 2ossem comiss3rios mas sim dactil:gra2as. impressionaram tão vivamente esses ouvintes do ga6inete da %eguran+a do stadoY & pr:prio #) . como ?risto. acaso posso acreditar *ue tudo se/a irrevog3velY Due não su6sistem nele alguns germes vivosY))) Duando o comiss3rio Boldman deu a assinar a Vera =orneieva o artigo 4C. mas não p_de recusar) . mulherX8 R?omo chamar1lhe.) (erieAhov recorda1se ainda do seu primeiro condenado . uma insigni2icante presa.

com tal exagero. ver como são descritos esses mal2eitores) Eles reconhecem1se a si pr:prios como taisW t0m consci0ncia da negridão da sua alma. claramente. nos contos. mesmo raramente. ele /ulgava e con2irmava as condena+9es . 'ago1da se elevava até . *ue mesmo no c3rcere. eles veneram tão o6stinadamente a cor do céuY "o tempo de iermontov os 7a>uis8 /3 existiamJ 7E voc0s. teatro de 2eira. havia -cones no vest-6ulo dos 6anhos 44 )Eis um epis:dio passado com (erieAhov) (entando demonstrar1ine a /usti+a do sistema /udicial. no isolamento pol-tico de Vladimir. considerava1o no6re e isso era algo *ue ele estimava) Fas ousaremos encarar esse sentimento como uma pra+a de armas de 6ondade no seu cora+ãoY .iam cair so6re elas) A vigilante lan+ou1se aterrori>ada para a sua presa. desde h3 /3 dois séculos. no tempo de =ruchtchev. a rir. 2iguras pro2undamente som6rias de mal2eitores 1 *uer se trate de %haAespeare. e o o2icial che2e da guarda trouxe1lhe o iodo e 3gua1oxigenada) A conversa continuou ainda durante uma hora e ele manteve. morte dos outros))) 15.s crian+as. 2ran/as estreitas. *ue não existe) E admiss-vel *ue. santidade))) segundo conta uma testemunha ocular Rdo c-rculo de BorAi. situada nos arredores de Foscovo. *ue não pode haver. tornar1se uma pessoa humana em 2ace do horror da morte) ?omo tão1pouco é uma prova de 6ondade o amor aos 2ilhos Rele é 7um 6om pai8. no entanto. #eus parecia demonstrar1lhe. mas apesar de tudo a>uisX %er3 s: um dis2arceY &u acontecer3 antes *ue tudo o *ue é negro deve. em parte. para maior simplicidade do *uadro) Fas.onha as mãos atr3s das costas1X AvanceX8 ?laro *ue isto não é um grande mérito. e *ue em todas as suas deprava+9es s: temia *ue a sua mulher viesse a sa6er 1 ela tinha con2ian+a nele. =orolenAo e (cheAhov)8 E o *ue é *ue colheu nelesY Duantos milhares de homens desgra+ouY &utro exemploJ a*uele coronel amigo de 'ossé. a6ra+ando1a. *ue se p:s em sentido. conhecia 6em (olstoi. raciocinando deste modoJ não posso viver sem 2a>er mal) Vou incitar o meu pai contra o meu irmãoX Vou deliciar1me com os . *ue nesse tempo era pr:ximo de 'agodaS. na propriedade deste. de %hiller ou de #icAens 1. os gal9es1a>uis. A$DU'. impotentemente. isso /3 nos parece. como metia velhos /udeus numa cave com gelo. as limita+9es do homemX E ele. grosseiro para a nossa percep+ão contemporLnea) & essencial é. 6uscando a união e a simpatia humana) Fas cessou o 6om6ardeamento e logo voltou a indi2eren+a anteriorJ 7.or*ue é *ue. tudo retiraram da ca6e+a e dos om6ros 1 e 2icaram apenas os de6runs. di>em. disparassem os seus rev:lveres contra eles. a mi<de. visitava os al2arra6istas. por exemplo. se descrevam tal género de mal2eitores . comunicar com o céuY %eria 6elo pensar assim) Fas *uando se sa6e como. nus. os palas11a>uisW ordenaram1lhes *ue se tornassem menos vis-veis e os capas1a>uis tudo 2i>eram para se esconderem da gratidão popular. ele 6ateu energicamente com a mão no vidro da mesa e teriu1se no punho) ?hamou imediatamente o pessoal. é 2ardas1a>uisX8 #epois 2oram os 6onés1a>uis.E AB& #E BU AB especialmente para *ue 'agoda e os seus camaradas. amava os livros. ') () Bo1liAov) 7Bostava de cavar no seu /ardim. /usti2icando os pati2esS) Eis como tecem o elogio do presidente do %upremo (ri6unal. indo depois 6anhar1se))) ?omo compreender istoJ tratar1se13 de FA GE'(&$E%Y & *u0YX ^3 gente desta no mundoY %omos tentados a di>er *ue não. *uando a grande literatura mundial dos séculos passados inventa. contava. o algodão ensanguentado so6re o 2erimentoJ acontecia *ue o seu sangue coagulava mal) Assim.

este não proporcionar3 electr9es. na 2raternidade e na 2elicidade das gera+9es 2uturas) Bra+as . nem esconder. guarda sempre a possi6ilidade de retorno.E AB& #E BU AB 155 provasJ segundo o costume dos de6runs1a>uis. ou pelo seu grau. mas sim elogios e testemunhos de respeito) Era assim *ue os in*uisidores se apoiavam no cristianismo. eu convid31los1ia a demonstrar1nos *ue isso é imposs-vel) "as condi+9es de 2ome da*ueles anos onde conseguir alimento para as 2erasY (ir31lo . nos anos 191Q14C. os /aco6inos Rde ontem e de ho/eS na igualdade. nascidos do :dio) Fas as coisas não sucedem assimX . se houve casos desses e *uantos) Fas eu não 6uscaria =m russo nignionoA signi2ica cordeiro) R") dos ()S A$DU'. pode1se comprimi1lo com *ual*uer pressão *ue o g3s mantém1se. mas se se tratar de uma dé6il lu> a>ul. perante si mesmo e perante os outros a desculpar os seus actos e a não escutar censuras nem maldi+9es. o século !! teve de suportar as mal2eitorias .ara 2a>er o mal.or muito *ue se pro/ecte a lu> amarela so6re o l-tio. ei11los *ue se li6ertam R2oi transposto o limiar 2otoeléctricoSX %e se es2riar o oxigénio para l3 dos cem graus negativos. escala de milh9es) 'sto não se pode negar. ele transp9e su6itamente o limiar. cai. os con*uistadores no engrandecimento da p3tria. en*uanto não transp9e o limiar da maldade. o homem deve t011lo interiormente reconhecido como um 6em ou como uma ac+ão sensata. ei1lo *ue a6andonou a humanidade) E talve> sem regresso) . o homem oscila. levanta1se. o l-*uido 2lui) .etrogrado e de &dessa não 2u>ilava todos os condenados. nem deixar passar em sil0ncio) ?omo nos atrevemos a insistir em *ue não existiam mal2eitoresY E *uem ani*uilou esses milh9esY %em mal2eitores não teria havido o Ar*uipélago) ?orreu o 6oato. para a 2irme>a necess3ria e constante do mal2eitor) Ela constitui a teoria social *ue o a/uda. mas o mal2eitor com ideologia ultrapassa1a e os seus olhos continuam claros) A 2-sica conhece as grande>as ou os 2en:menos no limiar) %ão os *ue não existem en*uanto não é transposto um certo 'F'A$ conhecido e ci2rado pela nature>a) . de *ue a (cheAa de . de6ate1se toda a vida entre o 6em e o mal. '#E& &B'A. mas ao transpor os cento e oitenta graus. de todas as maneiras. a maldade é tam6ém uma grande>a com limiar) %im. os na>is na ra+a. de acordo com a lei) (al é. os seus impulsos sinistros. era por*ue eles não tinham ideologia) A ideologiaX Ela 2ornece a dese/ada /usti2ica+ão para a maldade. mas *ue com alguns deles RvivosS alimentava as 2eras dos /ardins >ool:gicos da cidade) "ão sei se isso é verdade ou cal<nia. volta a cair de novo) (odavia. a nature>a do homemJ ele deve 6uscar a JU%('G'?AV\& das suas ac+9es) As JU%('G'?AVoE% de Fac6eth eram dé6eis e os remorsos ro-am1lhe a consci0ncia) Fas lago era um cordeiro45) %e a 2antasia e as 2or+as interiores dos mal2eitores shaAespearianos se limitava a uma de>ena de cad3veres. tinham de morrer e por*ue não manter com a sua morte as 2eras da $ep<6lica e contri6uir assim para a nossa marcha para o 2uturoY "ão é isso acaso racionalY Eis a raia *ue não se atreve a passar o mal2eitor shaAespeariano. e mantém1se nos limites das nossas esperan+as) Fas *uando.elos vistos. 2eli>mente. escorrega. não cede.so2rimentos das v-timasX lago menciona claramente os seus des-gnios. classe oper3riaY A*ueles inimigos. ou pelo poder a6soluto *ue detém. os coloni>adores na civili>a+ão. pela densidade dos actos de malvade>.

citada e registada perante ele. su6missamente. do alto do estrado do tri6unal. se transpusermos os oitenta e seis mil alemães ocidentais para as nossas propor+9es.. de duas metadesJ a virtude triun2a. en2im. todo ele impregnado de sangue nosso. a+ulada por cães) A virtude espancada.. so6reviventesX Voc0s 2oram rea6ilitadosX8 Fesmo a prop:sito do 'van #enissovitch. o v-cio é punido) (ivemos a sorte de chegar a viver ainda num tempo em *ue a virtude. não houve culpados disso) E se alguém 2a> uma simples alusãoJ 7Fas. n:s engasg3mos de alegria. com6alida. o6tuso. ano ap:s ano e de degrau em degrau. como s-m6olo de todos eles. puri2ica1se. de2esa e nada mais pedia ao tri6unal) #i>ia *ue a descri+ão dos seus crimes.E AB& #E BU AB Duando. receamos a6rir as suas 2eridas) E. amistosamenteJ 7&ra. em 19. satis2eito. apenas /ulg3mos Rsegundo os relatos do J<ri Filitar do %upremo (ri6unalS cerca de #EU ^&FE"%) & *ue se 2a> para além do Hder. os nossos descendentes chamarão a v3rias das nossas gera+9es. se não é poss-vel puri2icar1nos desse mal *ue empe+onha o nosso corpoY & *ue é *ue a $<ssia poder3 ensinar ao mundoY "os processos /udicials alemães.&U?&X &itenta e seis mil é poucoX E vinte anos é poucoX ^3 *ue prosseguirX Duanto a n:s. os contemporLneos.A ideia de /usti+a comp9e1se. aos olhos dos homens. n<mero @. ouve recrimina+9es de todos os lados) "os primeiros tempos. ca6e+a. e mesmo depois do tra6alho 2ic3vamos para assistir a com-cios. na Alemanha &cidental. ninguém se atreve a pronunciar uma palavra so6re o v-cio) %im. isso in*uieta1nos) E o *ue se 2a> nos arra6aldes de Foscovo e por tr3s dos verdes taipais dos arredores de %otchi. onde grit3vamosJ E . isso signi2icaria para o nosso pa-s UF DUA$(& #E F' ^]&X "ão o6stante ter passado um *uarto de século. a*ueles *ue)))8. reprovou o crime Re o condenou irreversivelmente na literatura e entre a /uventudeS.ara *u0 voltar a a6rir 2eridas velhasYX4. mas sem *ue tenha havido v-cio) %e alguns milh9es 2oram lan+ados pela ladeira. as gera+9es dos 6a6ososJ primeiro. *ue devemos 2a>erY))) Um dia. desde *ue não a6ra a 6oca) Entretanto. em6ora não triun2e. não é sempre. o 2acto de os assassinos dos nossos maridos e pais andarem pelas nossas ruas e lhes cedermos a passagem T isso não nos in*uieta. o Folotov. veri2icava1se um 2en:meno extraordin3rioJ o réu agarrava1se . 2oi exactamente a o6/ec+ão *ue levanta1i os re2ormados da ?asa A>ulJ para *u0 rea6rir as chagas da*ueles *ue 2oram encarcerados camposY Eles é *ue devem ser poupadosX 15Q A$DU'. mo2ou1se da virtude. E depois. isso é 7remexer o passado8) Entretanto. desde aa antiguidade. o 2a>ia trans6ordar de repugnLncia e *ue não dese/ava mais viver) Esse é o maior 0xito do tri6unalJ *uando o v-cio é tão reprovado *ue o pr:prio criminoso o repudia) Um pa-s *ue oitenta e seis mil ve>es. não lament3mos as p3ginas dos /ornais nem as horas de r3dio gastas. desse mesmo crime) E n:s. /3 é permitido entrar com os seus andra/os e 2icar sentada a um canto. continua a viver até agora na $ua BranovsAi. 2oram /ulgados &'(E"(A E %E'% F' criminosos na>is45. do $eno.&$DUE E DUE a Alemanha precisou de castigar os seus mal2eitores e a $<ssia não precisaY Due caminho de perdi+ão ser3 o nosso. renunciava . camaradaX . atravessando no6remente o passeio e sentando1se no seu comprido e espa+oso autom:vel) E um mistério *ue a n:s. deix3mo1nos . não é poss-vel deci2rarJ . não nos comove. apesar de tudo. não lev3mos ninguém ao tri6unal. a caceteJ 7%il0ncio.

E"A% por um *uarto de milhão. nem maltrat31los a cavalo1marinho. e não apenas para os /u->es. não lhes vamos en2iar 3gua salgada pela garganta.$'FE'$A ?E A 1 . não apenas os protegemos na sua velhice insigni2icante. nem se*uer censurando os criminosos. revelando ao tri6unal *ue são 7velhos8. e o passado em *ue 7não se deve remexer8X #evemos condenar pu6licamente a pr:pria '#E'A da viol0ncia de uns homens so6re os outrosX ?alando o v-cio. *ue tam6ém a.$'FE'$& AF&$ ?&F& compreender istoJ a cela e. como é desolador. 6em alimentados. mesmo *ue 2osse no ano @5. mas é sempre 2onte de prosperidade) &h. na ?asa Brande os presos tomavam duche *uente de de> em de> dias) E certo *ue s: havia a*uecimento nos corredores para os guardas. de *ual*uer 2undamento de /usti+a) E por isso *ue elas crescem na 7indi2eren+a8 e não devido . /3 não são /ovens. deve ser issoJ durante o cerco de eninegrado 2echaram1te na ?asa BrandeY Então tudo se explicaJ é por*ue te meteram l3 *ue ainda est3s vivo) Era esse o melhor lugar de eninegrado. en*uanto em toda a cidade ninguém se lavava e os rostos estavam co6ertos de uma negra camada de poeira. para não 2icar proporcionalmente atr3s da Alemanha &cidental. o amorY))) Ah. 2a>endo1o entrar no corpo s: para *ue não saia para o exterior. /3 não pode ser1lhes aplicado) . continuar a con2undir as atrocidades.$&?U$Z1 &% A (&#&% e a JU BZ1 &% (&#&%X A /ulg31los não tanto a eles como aos seus crimes) A procurar *ue cada um deles diga. um assassino) E se esta 2rase 2or pronunciada A. com solicitude. se a grande tradi+ão do arrependimento russo é para eles "a Alemanha de este não se ouvia 2alar de tais processosW provavelmente procedeu1se a uma reeduca+ão. amim3mos os nossos assassinos na sua velhice 2eli>) Due 2a>er. para as novas gera+9es. e viveram todos os seus melhores anos desa2ogadamente. nem apertar1lhes o crLnio com um anel de 2erro. como tam6ém minamos as 6ases. ser3 su2icienteY "o século !! não se pode /3. decidida pela administra+ão do Estado) A$DU'.odemos ser generosos. n:s %EFEAF&1 & e ele surgir3 ainda mil ve>es mais 2orte no 2uturo) "ão castigando. no con2orto) Dual*uer castigo EDU'(A('V& chega tarde. nem mant01los durante semanas sem dormir. at31los.viviam e tinham su6terrLneos nos ga6inetes para o caso de 6om6ardeamentos) #eixando de lado 6rincadeiras. durante decénios. terr-vel. 7de6ilidade do tra6alho educativo8) &s /ovens compenetram1se da ideia de *ue a in2Lncia nunca é castigada nesta terra. mas as celas tinham canali>a+ão e retretes *ue 2uncionavam 1 e onde é *ue isso acontecia em eninegradoY A ra+ão de pão .E AB& #E BU AB 159 incompreens-vel e rid-culaY Due 2a>er. não os vamos 2u>ilar. em vo> altaJ 1 %im. segundo o método de 7andorinha8. assim de cho2re. /3 t0m de cin*uenta a oitenta anos de idade. não vamos ench01los de perceve/os. se o terror animal de so2rerem a centésima parte do *ue causaram aos outros pesa neles mais do *ue *ual*uer inclina+ão para a /usti+aY %e eles agarram com mãos 3vidas a colheita dos 6ens criados com o sangue dos *ue pereceramY E verdade *ue a*ueles *ue manipulavam a m3*uina de picar carne.massacrar aos milh9esW depois. 2ui um algo>. viver num pa-s assimX hV . nem dar1lhe pontapés. nem empilh31los nas celas como se 2ossem 6agagens amontoadas T não vamos 2a>er1lhes nada do *ue eles 2i>eramX Fas perante o nosso pa-s e os nossos 2ilhos estamos o6rigados a . pelo menos.

li6erdade) Fas não 2oi . mas *ue permite *ue se cante a plena vo> sem *ue o guarda oi+a. onde numa super2-cie de seis metros *uadrados cator>e homens estavam durante meses como sardinhas em lata. com a mesma sorte predestinada) E nenhuma outra coisa recordar3s pela vida 2ora com tanta emo+ão. *ue torna in<til 2alar. *uanto ao resto.b2echa os olhos e 2a> a contaJ em *uantas celas estiveste durante o cumprimento da penaY E di2-cil enumer31las) E em cada uma delas havia gente e mais gente))) A*ui. a todas as outras da mesma cadeiaJ o chão de cimento. centena e meia) "algumas. s: duas pessoas. *ue ca6ia aos *ue estavam em li6erdadeJ cento e vinte e cinco gramas di3rios) Fas ainda serviam. a cela 7individual8 da cadeia de ArcLngel.ode ser *ue ela 2osse horrorosa para um ser humano) Uma caixa cheia de perceve/os e de piolhos. e o c3rcereY E a longa atalaiaY "ão. *uanto te custou a a6rir caminhoX (inham1te en2iado numa 2ossa. so6retudo. onde existem em massa)S . a um posto da mil-cia. para *ue a mutilada lu> divina s: a. não é isso *ue pode explicar))) "ão é isso))) %enta1te. sopa de carne de cavaloX E uma ve> tam6ém papas de cereaisX Uma vida de cão *ue o gato inve/ariaX Fas. a não ser talve> o primeiro amor) Essas pessoas compartilhavam contigo o chão e o ar desse cu6o de pedra.ouco importa *ue as pris9es existam /3 h3 milénios e *ue continuem a existir outros tantos milénios depois Rousemos pensar *ue menosS 1. a chave do a*uecimento no corredor. en*uanto uma lLmpada de *uin>e jatts arde perpetuamente no tecto) &u a cela 7individual8 na cidade de (choi6alsan. e semelhante. ru-do *ue 2a> a tigela da sopa e a caneca vi6rar e mexer1se na mesa. numa 6ox ou numa cave) "inguém te di>ia uma palavra humana. o *ue custa a acreditar *ue não se/a propositadoS. nada tem de semelhante.U e a2ecta a um %oviete de aldeia.era igual . 2icaste um longo Verão) Fas sempre. . ninguém . distingues umaJ a primeira em *ue encontraste pessoas semelhantes a ti. e aos pensamentos tão livres e 2lutuantes *ue de ti nasciam e a *ue agora /3 não podes elevar1te mais) E para chegar a esta primeira cela. tam6ém com uma lLmpada de vinte jatts acesa durante vinte e *uatro horas.s pessoas ao lado das *uais mudavas de posi+ão por vo>es de comandoJ a algo *ue entre as vossas almas palpitava. nem . sem /anela. nesses dias em *ue revivias toda a tua vida a uma lu> nova) E ainda h3s1de lem6rar1te algum dia delas. em poder do guarda.*uele solo su/o. as longas horas de ru-do ensurdecedor Rprovindo de uma o2icina cont-gua de tu6os aerodinLmicos. *ue tu ganhaste amor. nem em toda a tua vida A"(E$'&$ nem . como se 2ossem pessoas de 2am-lia) #e resto.E AB& #E BU AB mas h3 uma cela <nica. e *ue *uando cessa d3 origem a uma sensa+ão de 6eatitude superior . demoraste cinco minutos. uma ve> por dia. entre todas elas. sem tarim6a. a uma esta+ão de caminho de 2erro ou a um porto1) RAs celas ou as casas de prisão preventiva são das mais espalhadas pela 2ace da nossa terra. e. (sagi. mas sim . noutras.s paredes tétricas. pintada de preto. com o chão su/oW uma caixa denominada =.s suas palavras por ve>es admir3veis. ali. como a n<mero cento e on>e. *ue tem as vidra+as pintadas de m-nio.4 A$DU'. mudando a posi+ão das pernas encolhidas s: por vo> de comando) &u uma das celas 7psi*ui3tricas8 de e2ortovo. elas eram então a tua <nica 2am-lia) A*uilo *ue se experimenta na primeira cela da instru+ão do processo. sem ventila+ão. nem ao cheiro do 6alde.or exemplo. incompar3vel.penetre com cor purp<rea. e é precisamente essa em *ue passaste o tempo da instru+ão) .&%(E$'&$) .

tu gemias. mas o detido em 2ase de instru+ão é mantido 2re*uentemente so>inho) Elas medem um metro e meio por dois)4 "o solo de pedra estão encravadas duas pe*uenas cadeiras. se não tens 2or+as para te manteres de pé. mas onde se instrui o processo) 4 Alexandre #ol/ineJ A$DU'. *uando o est_mago @ A trinta e cinco *uil:metros de Foscovo) A. a 2im de *ue o teu esp-rito se su6meta) "a %uAhanovAa a alimenta+ão é sa6orosa e delicada. *ue não 2oi *ue6rantado pela cadeia de %uAhanovAa. para o aturdirem.ara l3 te condu>em as carrinhas. mas tam6ém gravemente doente) As celas 2oram constru-das para dois presos. não te resta senão deixar1te desli>ar. . para os *ue estão su6metidos ao per-odo de instru+ão) . num cala6ou+o vertical. mas não permitem *ue o preso se sente nelas) %o6re *uatro tu6os verticais estende1se ainda uma espécie de t36ua de engomarJ a mesa) & postigo est3 sempre 2echado. como em nenhum outro lugar do Finistério de %eguran+a do Estado. e s: te picavam com uma ponta de 2erro o cére6ro e o cora+ãoW tu gritavas. tão estreito *ue.s seis da manhã.morreu enine. da*uelas de preparar 2arelos para porcos) Fas a re2ei+ão de um s: ar*uitecto 1 6atatas e cro*uetes 1 é repartida por do>e presos) #evido a isso. constitu-do por dois pavilh9esJ um para os *ue cumprem a pena. com sessenta e oito celas. 2a>iam1te ir de e12ortovo para *ual*uer lend3ria e dia6:lica %uAhanovAa) A %uAhanovAa é a mais terr-vel cadeia do Finistério da %eguran+a do Estado) E com ela *ue se amea+am os nossos irmãos. apoiando1te nos /oelhos. uma tarim6a e uma pe*uena esteira de palha. mas tratava1se de um 6uraco para lan+ar1te numa toca. do tamanho de um colchão de crian+a) #e dia as cadeiras estão livres. . sendo apenas a6erto de manhã pelo guarda durante de> minutos) & pe*ueno vidro do postigo é de armadura) "unca h3 passeio) %: se pode ir . de maneira *ue partiste a ca6e+a contra o cano da 3gua4. voltaste a sentir1te vivo e te levaram para /unto dos teus amigos) E reco6raste o racioc-nio) Eis o *ue é a primeira celaX 1 =. ou /3 não pertence ao n<mero dosbvivos)S A %uAhanovAa é o antigo mosteiro de %anta ?atarina.U R#. cai da parede. retrete . pois não h3 outra posi+ão) "esse cala6ou+o guardam1 te mais de um dia.@ (u esperavas esta cela. pois de dia não se reali>amS. pois levam a comida de uma casa de repouso de ar*uitectos. Alexandre #) Ele não se deixou enlou*uecer nem desmorali>ar e para isso es2or+ava1se . de repente. x 4. em 1944) R") dos ()S Fais exactamenteJ 1.E AB& #E BU AB 1.C9 m) ?omo se sa6e issoY E o triun2o do c3lculo de um engenheiro de esp-rito 2orte.USJ ?ela Rou casaS de prisão preventiva) "ão onde se cumpre a condena+ão. ou se/a. hora do come+o dos interrogat:rios. como em toda a parte.s sete da noite Rou se/a. e eles riam1se) #urante semanas ou meses estiveste completamente s: entre inimigos e /3 te despedias do racioc-nio e da vidaW /3 ca-as so6re o radiador do a*uecimento. o seu nome é pronunciado pelos comiss3rios com um sila6ar maligno) RE *uem por l3 passou /3 não pode ser interrogado depoisJ ou responde com um del-rio incoerente. *uando oaguarda a6re a 2echadura inglesa. sonhavas com ela *uase como com a li6erta+ão.5. *uando. não tendo uma co>inha especial. e outro. o preso é en2iado. não s: 2icas a morrer constantemente de 2ome. em 2orma de cepos) %o6re cada cepo. em duas horas e poucos são a*ueles *ue sa6em *ue essa cadeia se encontra a uns *uatro *uil:metros de BorAi1 eninsAie@ e da antiga propriedade de Uinaida VolAonsAaia) As imedia+9es são maravilhosas) Ao ser ali rece6ido.te lan+ava um olhar humano.

pensando *ue poucos seriam os *ue 2alariam mais tarde desta cadeia Ro nosso relato é todo deleS.ara sete celas. o guarda desviou1se da 2rase ha6itual e disseJ 7 evante1seX #o6re a camaX8 ropa e 2inalmente cru>ando o AtlLntico) & seu est-mulo era o seguinteJ regressar mentalmente a casa. h3 dois guardas. agarrei o colchão da enxovia) & guarda. apresenta1se1te agora como deliciosaJ não est3s s: no mundoX Existem ainda criaturas com esp-ritoJ . /3 cego pela o2uscante lu> eléctrica.E%%&A%X #epois de *uatro dias de duelo com o comiss3rio instrutor. enrolei as meias. talve>.por 2a>er c3lculos) Em e2ortovo contava os passos e convertia1os em *uil:metros. inventou um processo de medir a cela) "o 2undo da tigela prisional leu a 2rac+ão de 1CP44 e compreendeu *ue 71C8 signi2icava o diLmetro do 2undo e 7448 o diLmetro do 6ordo) #epois tirou um 2io da toalha e com ele 2e> um metro. além de comer carne humana.)8S. recordando1se de *uantos *uil:metros eram.ela primeira ve> não vais encontrar inimigos) . em6ora 2osse melhor para ti não viver até esse instante 2eli>. *ueria estar deitado por tr0s centésimos de segundo *ue 2osse. sonhando *ue dormia) "o entanto. com uma 6ra+ada. nem uns minutos rou6ados para a tua vida privadaW est3s sempre a ser o6servado. com a ca6e+a so6re a almo2ada. sem assinar uma s: 2olha) . depois através de toda a Eu1 1. terceira) E esse o o6/ectivo da silenciosa %uAhanovAaJ não deixar1te um minuto de sono. mas sim morrer vitorioso na cave. pus o 6oné de 'nverno e.E AB& #E BU AB est3 va>io e não é precisa ainda) #e noite nunca é permitido) . *ue seguem um caminho igual ao teu e aos *uais te podes unir pela radiosa palavra "H%) %im. *ue lhe permitiu medir tudo) 'nventou a seguir como dormir de pé. 2ronteira. mas antes de ele di>erJ 7 evante1seX Ao interrogat:rioX8.E AB& #E BU AB 1. en2urecido. tinha descido ao 2undo do AtlLntico.ela primeira ve> vais ver seres vivos5. sempre so6 o controle da autoridade) Fas se travaste toda essa luta singular contra a loucura. e tendo esperado *ue eu. tinham 2eito comércio com 2-gado de autopsiados) "ão se sa6e por*u0. então tu mereceste a tua primeira celaX E agora vais nela reviver com toda a alma) %e 2oste a6aixo depressa.5 ?on2uso. despre>aste. de Foscovo até . tam6ém podia tratar1se de antrop:2agosJ pessoas *ue. segundo o mapa. se cedeste em tudo e tra-ste toda a gente. apoiando um /oelho na cadeira. América) #epois de um ano passado na cela solit3ria de e2ortovo. pois esse era o momento mais precioso. por isso eles te o6servam tão 2re*uentemente pelo postigoJ o tempo *ue necessita um guarda para passar em 2rente de duas portas e chegar . calcei as 6otas. durante o cerco de eninegrado. vesti o capote. andando na ponta dos pés e 2a>endo1me constantemente sinais para .4 A$DU'. tam6ém est3s maduro agora para a tua primeira cela. depois da hora de sil0ncio. esta palavra *ue tu. o guarda come+ou a a6rir a porta) Eu ouvia tudo. em li6erdade. *uando o levaram para a %uAhanovAa) A*ui. se resististe a todas as tenta+9es da solidão. me deitasse na enxovia. eles eram mantidos pelo Finistério da %eguran+a do Estado /untamente com os presos pol-ticos) A$DU'. de maneira a *ue o guarda tivesse a impressão *ue tinha os olhos a6ertos) E s: por isso não enlou*ueceu) R$iumin manteve1o um m0s sem dormir)S %e estiveste na ?asa Brande. . *uando com ela *ueriam su6stituir a tua personalidade R7":s somos todos como um s: homemX))) ":s estamos pro2undamente indignadosX))) ":s exigimosX))) ":s /uramosX).

ap:s noventa e seis horas de investiga+ão. nisto. eu vinha e2ectivamente da li6erdade`) Um velho sem 6ar6a. pareceram1me tão humanos. com as mãos por cima da manta). em come+os dos anos 4C. tão *ueridos. nmental permitiu concluir *ue no 'nverno as pessoas sempre *uerem esconder as mãos aixo da roupa para se a*uecerem. esses tr0s rostos com a 6ar6a por 2a>er. levou11me por um corredor silencioso como um t<mulo até ao *uarto andar da u6ianAa) . não so6re a guerra. *ue eu /3 tinha es*uecido ao ca6o de uma semanaX 1 Vens da li6erdadeY 1 perguntaram1me) RE essa a primeira pergunta ha6itualmente 2eita a um novato)S 1 "ão 1 respondi eu) RE essa a resposta ha6itualmente dada pelo novato)S #eviam pensar *ue eu sou um preso recente.ass3mos /unto da secret3ria do che2e de sector do isolamento. da nossa o2ensiva so6re Vars:via.s /3 existentes nas antigas cadeias) &s *ue estiveram detidos nesta mesma prisão.) U). nem se*uer da retirada deplor3vel dos . em #e>em6ro) %egundo as ordens dadas. e por isso a medida 2oi de2initivamente aprovada) 4. mas para sa6er se eu tinha ta6aco) .E AB& #E BU AB aliados. /3 me perguntava novidades militares e pol-ticas) Era impressionanteX Em6ora estivéssemos nos <ltimos dias de Gevereiro. os presos t0m um tempo tão incerto e 2r3gil de sono *ue os ha6itantes da cela sessenta e sete /3 dormiam. Bradualmente. e por poucas palavras *ue tivesse pro2erido nuns . instru+ão /usta) Em seguida. *uando cheguei.. eles nada sa6iam da con2er0ncia de 'alta. em geral. com o 2undamento l:gico de terem os presos em *ual*uer momento R*uando a acendiam de noite. nada sa6iamX Eu estava disposto a passar metade da noite a contar1lhes tudo isso. a6ra+ando o colchão e sorrindo de 2elicidade) E eles tam6ém sorriram) E *ue expressão era a*uela. inventavam1se diversas medidas opressivas. nas suas camas de metal. era ainda pior tam6ém 2oi ordenado *ue os presos mantivessem as mãos por cima da manta para *ue se pudessem en2orcar. nas pris9es internas da B) . com orgulho. nem do cerco da . tam6ém militarJ o seu casaco e o seu 6oné de aviador estavam pendurados na coluna da cama) Ainda antes do velhote. como se essas vit:rias e con*uistas 2ossem o6ra das minhas mãos) Fas. p3lidos e enrugados.or muito a6erta *ue eu tivesse a alma para os meus novos amigos. nem. uma veri2ica+ão .r<ssia &riental. no per-odo da instru+ão do processo. para a revista. com as so6rancelhas negras. em 2rente dos n<meros relu>entes das celas e dos *ue6ra1lu>es de cor esverdeada) Ele a6riu1me a cela n<mero sessenta e sete) Entrei e 2echou1a imediatamente atr3s de mim) Em6ora tivessem decorrido apenas uns *uin>e minutos depois da hora do sil0ncio. es*uivando1se assim . *ue 2i*uei de pé. A$DU'. não considerava de modo nenhum *ue vinha 7da li6erdade8) "ão era /3 porventura um preso experienteY))) ?ontudo. Ao ouvirem o ru-do da porta a6rindo1se. o guarda de plantão trouxe a minha cama e 2oi preciso coloc31la sem 2a>er 6arulho) Gui a/udado por um rapa> da minha idade. e portanto *ue venho da li6erdade) Fas eu. *ue se acrescentavam .eu não 2a>er 6arulho. em meados de Janeiro. os presos nada deviam sa6er do mundo exterior 1 e eles. de 2acto. não conheceram estas medidas) A lu> apagava1se então pela noite. da ") =) V) #) e do Finistério da %eguran+a do Estado. muito vivas. como 2a>em os seres humanos normais) Fas come+aram a deixar a lu> acesa. os tr0s estremeceram e instantaneamente levantaram a ca6e+a) Eles tam6ém esperavam *ue chamassem algum para o interrogat:rio) E essas tr0s ca6e+as levantadas e assustadas. ele tinha1me 2eito uma pergunta.

podia revelara os segredos e as intimidades mais ocultas. eu poderia come+ar o meu relato A$DU'. porém.*uantos minutos. enrolaram uma toalha . não me agradava) Fas /3 tinha 2uncionado em mim o comutador moral. e ainda mais seis de escritor clandestino 1 *ue não 2oram os menos perigosos 1 e em todos estes de>assete anos a6ri1me sem re2lectir a de>enas e de>enas de pessoas. algo de estranho pressenti neste companheiro de idade e de 2rente. o detector a/udava1me a di2erenciar a*ueles a *uem. mas *ue intu-ra desde as primeiras 2rases do meu relato.s seis da manhã. sem ter dado um s: passo em 2alsoX "unca li em parte alguma nada so6re isto e deixo1o a*ui . tra6alhei nas mesmas 6rigadas com muitas centenas de pessoas e sempre este detector misterioso. de cento e oitenta graus. ou s: por uma 2enda. *ue tão entusiasmado come+ara a contar. ou então 2echava1me hermeticamente) (udo 6atia sempre tãol certo *ue todas as preocupa+9es dos agentes da %eguran+a com as e*uipas de 6u2os passaram a parecer1me coisa de pigmeusJ pois a*uele *ue est3 disposto a ser traidor revela1o sempre claramente no rosto e na vo>W pode haver *uem o dissimule ha6ilmente. entretanto. tr0s de desterro. de uns olhos. podia ser condu>ido ao interrogat:rio e mantido l3 até . excita+ão e in*uietude. passei oito anos de prisão. para não ir agora parar de novo ao cala6ou+o depois deste 6em1estarS. e 2echara1me para sempre a esse homem) "ão teria 2eito men+ão deste caso se ele 2osse <nico) Aconteceu. mão *ue es2riava por cima da manta. me 2osse poss-vel 2ormul31lo assim tão depressaJ a sensa+ão de *ue tinha come+ado Rcom a deten+ão de cada um de n:sS uma permuta+ão completa dos p:los ou uma rota+ão de todos os conceitos. sem *ue.assaram os anos. cu/a cria+ão não era um mérito meu. co6riram os olhos com len+os *ue os protegiam da lLmpada de du>entos jatts. Bueorgui =ramarenAo. o 2uncionamento deste detector. hora a *ue o comiss3rio vai dormir e a*ui era proi6ido) Uma noite de sono tran*uilo era mais importante do *ue a sorte de todos os planetasX E havia ainda algo de estranho. em *ual*uer momento. so6 o aspecto de um rosto humano. pelas *uais podem cortar1nos a ca6e+a) Assim.E AB& #E BU AB 1. *ue passei a sentir. de meia11idade. poucos minutos depois de conhec01los. nem sa6ia *ue em cada cela devia haver uma) #um modo geral. dos primeiros sons de uma vo> T e eu a6ria1me a essa pessoa completamente. talve> para n:s não 2osse nada alegre) Eles voltaram1se. 2uncionava antes de *ue eu me lem6rasse dele. mas o terceiro ha6itante da cela. marchei nas mesmas 2orma+9es. /3 de ca6elos grisalhos mirando1me com um olhar nada satis2eito. esconderam a outra. o detector. *ue 2a>ia com *ue a*uilo.5 Rnaturalmente 6aixinho e deitado. disse com a*uela rude>a *ue caracteri>ava os do "orteJ 1 Amanhã) A noite é para o sono) E era o mais ra>o3vel) Dual*uer de n:s. di2-cil de captar imediatamente. homens de um século demasiado técnico. conclusão de *ue essa pessoa.enso *ue estes dispositivos morais existem ém muitos de n:s. mas *ue n:s mesmos. como uma *ualidade natural e permanente) . e intelectual como somos. e adormeceram) Eu deitei1me. e logo me 2echei perante ele para sempre) REu não conhecia ainda a palavra 7galinha1choca8. trans6ordando de alegria 2estiva por estar entre outros homens) Uma hora antes não podia calcular *ue me levariam para /unto de alguém) . mas a 2alsidade nota1se) E. considera+ão dos amadores de psicologia) .odia aca6ar a vida . despre>amos esta maravilha e não a deixamos desenvolver1se)S ?oloc3mos a cama no s-tio e. dentro de mim. pelo contr3rio. com assom6ro. como 2a>em os ladr9es. não tinha tempo de re2lectir nem de chegar . então. deitei1me nas mesmas tarim6as. rapidamente.

naturalmenteS e eles 2alariam tam6ém 1 *ue interessante seria o dia seguinte. no cimo de uma das paredes. onde me tinham prendido e onde os nossos se arrastavam agora pela lama e pela neve 2undente. ora através de (svetaieva ora de 7Fater Faria85) Eles tinham visto demasiadas coisas para escolher uma s:) Aspiravam demasiado . mas 2icava /3 muito para tr3sX "o dia seguinte iria 2alar1lhes Rnão so6re o meu caso. 2alaram e escreveram em russo) E estranho *ue eles *uase não se/am descritos na nossa literatura anterior . havia uma categoria de homens pensantes T e s: pensantes) ?omo 2oram votados ao rid-culoX ?omo 2a>iam par:dias so6re elesX As pessoas de inten+9es e actos rectil-neos pareciam t01los atravessados na garganta) "ão encontravam outro apodo para os re6aixar senão o de podridão) #ado *ue estes homens eram uma 2lor precoce.com uma 6ala na nuca Ro comiss3rio prometia1me isso constantementeS. a instru+ão do processo. um 6ule. pois 6em.s alturas para 2incarem os pés 2irmemente na terra) Antes do desmoronar da sociedade. $evolu+ão) %: raramente chega até n:s o seu alento. e.E AB& #E BU AB guarda devia convencer1se de *ue não havia a6usos com estas li6erdades da administra+ãoJ de *ue com o 6ule não 2uravam as paredesW de *ue ninguém engolia o xadre>. um Sogo de xadre> e um monte de livros) REu não sa6ia ainda por*ue é *ue tudo estava no lugar mais vis-vel) Era uma ve> mais o regulamento da u6ianAa) A cada olhadela *ue. antes de n:s. deitaram1 nas para de6aixo da m3*uina de cei2ar) . apagariam a 2orte lLmpada por uns minutos) & *ue isso signi2icavaX Viver de dia com a lu> do diaX "a cela h3 ainda uma mesa) %o6re ela. lan+ava através do postigo. um dos melhores da minha vidaX RUma consci0ncia clara a2lorara em mim muito antesJ a de *ue a cadeia não era para mim um a6ismo. cadeia) E os :culos pertencentes aos presos eram considerados como uma arma tão perigosa *ue. 6ons colch9es. sem ver *uem *uer *ue 2osse) %o6re mim ainda pairava. porta) "ão) Esta prisão pol-tica central era um verdadeiro sanat:rio) E não ca-am 6om6as))) Eu recordava1me do seu silvo crescente e do ru-do da explosão) E como as minas >um6iam docementeX ?omo tudo estremecia. de minuto a minuto. no lugar mais vis-vel. não podiam 2icar em cima da mesa.Q A$DU'.odiam dar1se *uase *uatro passos de passeio. pelo meio1dia. é uma /anelaW na cela h3 uma /anelaX E o estore é uma camu2lagem contra os ata*ues aéreos) "o dia seguinte haveria uma lu> dé6il. manhã seguinte)S Due vida tão con2ort3velX !adre>. arriscando1se a prestar contas e a deixar de ser cidadão da U) $) %) %)W de *ue ninguém se dispunha a *ueimar os livros com a inten+ão de deitar 2ogo . livros. de aroma demasiado su6til. e a administra+ão recolhia1os até . *uando esses *uatro cent-metros c<6icos rangiamX em6rava1me da humidade do lodo dos arredores de Vormdit. para não deixar os alemães romper o cerco) Due vão para o dia6oX %e não *uerem *ue eu me 6ata. mas a viagem mais importante da minha vida)S A mais pe*uena coisa na cela suscitava o meu interesseW o sono tinha1se desvanecido e *uando o guarda não olhava pelo postigo eu o6servava simultaneamenteJ ali. mesmo de noite. tanto me 2a>X Entre os in<meros valores de *ue perdemos a no+ão h3 ainda esteJ o grande mérito da*ueles *ue. da /anela . o 1. havia uma cavidade do tamanho de tr0s ti/olos e dela pendia um estore a>ul de papel) &s meus companheiros tiveram tempo de esclarecer1meJ sim. como anteriormente. cama de molas. roupa limpa) Em toda a guerra não me recordo de ter dormido assim) & soalho era encerado) .

autora de $ecorda+9es so6re IloA) Q ^esito em di>01lo. de um livro *ue veio parar . a a6surda tradi+ão dos c3rceres c>aristas de *ue. a*ueles *ue ainda estão vivos contam1nos toda uma série de ninhariasJ *ue antigamente havia tarim6as de madeira e *ue os colch9es estavam cheios de palhaW *ue antes de terem posto as morda+as nas /anelas. como pela hist:ria viva *ue contava das revolu+9es russas) ?om tudo o *ue tinha conservado na mem:ria. prisão da %eguran+a do Estado) 15C A$DU'. o *ue deviam eles 2a>erY Fais aindaJ durante toda a década de 4C. rapa> ainda. a*ui mesmo na cela. cada palavra sua era uma opinião. *ue valha *uarenta vag9es da nossa literatura. desde então. as atri6u-amos a IériaS) %egundo di>em. 2oi posto em li6erdade1C) .E AB& #E BU AB 1.9 Eles passaram por estas mesmas celas) Fas as suas paredes 2oram arrancando. o papelW estucaram1nas. mas nos anos 5C deste século estes homens parecem emergir de novo . super2-cie) E assom6roso) Duase *ue não se podia esperar isto) A$DU'. não h3 nada escrito nem ditoW e um livro desses. dos pensamentos com *ue partiam para o 2u>ilamento e para %olovAi. de certo modo. não 2ingiam. das conversas *ue a*ui tinham lugar. completamente velhoS dava pelo nome de Anatoli 'litch GastenAo) Era ele *ue enchia a nossa cela da u6ianAa. a partir dos anos 4CW e *ue as morda+as existiam seguramente /3 em 194@ R*uando n:s. mas. um protesto) %ão esses precisamente os *ue a m3*uina de cei2ar escolhe) %ão esses precisamente *ue a de6ulhadora trituraQ) 5 Faria %Ao6tsova. elas estendem a orelha para escutar1nosS) %o6re os antigos ocupantes destas celas. de resto. não se portavam 6em. unanimemente. certamente *ue /3 não ser3 mais escrito) Entretanto. como são raros no con/unto da sociedade) & apelido de GastenAo 2oi extra-do por n:s. e a comida tam6ém era distri6u-da por gordas e altas mulheres lituanas) (rata1se talve> de 6analidades. caiaram1nas e pintaram11nas mais de uma ve> 1 e as paredes das celas nada nos restitu-ram do passado Rpelo contr3rio. so6re a revolu+ão de 19C5) GastenAo era um social1democrata tão arcaico *ue parecia ter deixado de o ser) io interiorJ mais propriamente. se os presos não comunicavam assim. com algumas excep+9esS.E AB& #E BU AB Em 19C4. um impulso. e agrade+o por até ela me terem tra>idoJ pensava muito so6re IuAharine e *ueria 2a>er uma ideia de tudo isto) "o entanto. os vidros haviam /3 sido pintados de gi> até acima. com os micro2ones. a comunica+ão intercelas por meio de pancadas nas paredes ainda se 2a>ia livremente nos anos 4CJ respeitava1se. tinha sido condenado pela primeira ve>. tinha a impressão de *ue não éramos mais do *ue o resto da de6ulha e de *ue para n:s *ual*uer prisão interior regional servia9) Esta era uma honra demasiado grande) Fas com a*ueles *ue vim encontrar não era poss-vel a6orrecer1me) ^avia a *uem escutar e com *uem 2a>er compara+9es) A*uele velho com as so6rancelhas vivas Raos sessenta e tr0s anos de idade não era. em ra>ão do 7mani2esto8 de 15 de &utu6ro de 19C5."a sua vida individual eles eram particularmente vulner3veisJ não se curvavam. tanto como guardião das tradi+9es dos velhos c3rceres russos.s nossas mãos. mas elas dão *ue re2lectir) A mim era1me muito necess3ria esta estada na cadeia pol-tica mais importante da União. ele podia analisar todo o passado e todo o presente) ^omens assim não somente são valiosos numa cela. a maioria dos guardas da*ui eram lituanos Rvindos dos regimentos de atiradores.

lan+aram1se. atrapalhado. chega1se . pelas hist:rias da instru+ão prim3ria e pelo ?urso Ireve Rde hist:ria do . os 6ene2iciados 2oram retidos mais dois ou tr0s meses e o6rigados a 2ixarem1se Risto é.. pela *ual podia passar um homem a cavalo.or ela 2oram li6ertados. ou se/a.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso para se evadir.ois essa cita+ão enigm3tica é 2alsa) Em virtude de tal mani2esto. suplicandoJ 7%enhoresX $ogo1lhes *ue se/am sensatosX Eu não tenho direito de li6ert311 los com 6ase no comunicado telegr32ico) (enho de rece6er instru+9es directas do meu che2e. o *ue signi2icavaJ *uatro anos com grilh9es e *uatro anos de deporta+ão) &s primeiros *uatro cumpriu1os na central de %e6as1topolW onde. ainda os retiveram 6ar6aramente todo um diaX)))S11 Ao serem postos em li6erdade. por sinal. nem havia ainda no+ão delas. a maior parte dos *uais para o estrangeiro. organi>ada do exterior com a coopera+ão dos partidos revolucion3riosJ social1revolucion3rio. h1C Duem. excep+ão de um.artidoS não aprendeu e não decorou *ue este 7mani2esto in2ame e provocador8 2oi uma in/<ria . convocada a #uma e concedida uma amnistia completa e inteiramente ampla R*ue ela tivesse sido 2or+ada. 6em como a rua. como se compreende. GastenAo 2oi condenado a oito anos de tra6alhos 2or+ados. independentemente da senten+a e da nature>a da condena+ão) %: não a6rangia os presos comuns) A amnistia esta1liniana de 5 de Julho de 1945 Ré verdade *ue não 2or+adaS procedeu precisamente ao contr3rioJ todos os presos pol-ticos continuaram no c3rcere) 11 #epois da amnistia estaliniana. os *ue estavam em li6erdade. a *ue6rar as vidra+as das /anelas. . esteve pouco tempo na deporta+ão. e das celas da prisão de Iielaia (serAov. isso é outra *uestãoS) . e duas de>enas de presos Rnão todos os *ue o dese/avam. li6erdadeW *ue o c>ar tinha ordenadoJ 7 i6erdade para os mortos e prisão para os vivos8Y . corria de cela em cela.or 2avor. eram permitidos (&#&% os partidos pol-ticos. a partir as portas e a exigir do director da prisão a sua li6erdade imediata) ^ouve *uem levasse pontapés nas trom6asY Encerrado num cala6oi+oY Algumas celas 2oram privadas de livros ou de cantinaY #e maneira nenhumaX & director. nada mais nada menos do *ue (&#&% os presos pol-ticos. de =iev) . no Jenissei) ?omparando o seu relato Re mais tarde os de outros so6reviventesS com o 2acto deveras conhecido de *ue os nossos revolucion3rios se evadiam . tendo conhecimento da amnistia pelo telégra2o. mas s: os *ue haviam sido designados pelos respectivos partidos para a 2ugaS munidos de antemão com pistolas. não havia *uais*uer 7morda+as8 nas /anelas dos c3rceres. mas sim para distrair os guardas e armar con2usão) Em contrapartida. realmente. os *ue chegavam e os *ue sa-am. sem excep+ão. onde GastenAo esteve detido. mas ninguém considerou isso ar6itr3rio) A$DU'. conversando em vo> alta com *uem *uisessem do exterior) E eis *ue.E AB& #E BU AB 151 através dos guardas. de entre n:s. t0m de passar ainda a*ui a noite)8 E. pela 6recha e.s centenas e centenas da deporta+ão. como se relatar3 adiante. /3 no dia 15 de &utu6ro. saiu simplesmente do lugar do desterro sem passaporte) #irigiu1se a .REra interessante o seu relato so6re as condi+9es da*uela amnistia) "a*ueles anos. GastenAo e os seus camaradas lan+aram1se logo na revolu+ão) Em 19C. conclusão de *ue da deporta+ão c>arista somente não 2ugiam os pregui+osos. se veri2icou uma evasão em massa de presos. conseguiram 2ugir todos) & pr:prio Anatoli GastenAo não rece6eu ordem do . comunicaram a not-cia aos presos) &s presos pol-ticos come+aram a arre6atar1se de alegria.or meio da explosão de uma 6om6a 2oi a6erta uma 6recha na parede da cadeia. tão 23cil isso era) GastenAo 2oi dos *ue 72ugiu8. a 2ixar resid0ncia onde lhes impuseramS. anar*uista e social1democrata) . nesse per-odo. os presos podiam ver livremente o p3tio da prisão.

ara *ue não nos reun-ssemos e não discut-ssemos)8 Em6ora estas simples palavras. mas sem ra->es) . excep+ão de uma <nica pessoa na terraXS . 2oi para o ?anad3. esperando partir de 6arco com o aux-lio de um conhecido) "ão conseguiu.não haveria /amais uma revolu+ão prolet3ria. desempenhou tare2as administrativas) Ao mesmo tempo. ela aconteceu 1 e antes mesmo de *ue a esperassem 1. tudoY8 Iem. . p3tria. lei *ue impede as aves de migrar14) .ara mim dir1se1ia *ue o mais importante e admir3vel nesse homem era o 2acto de ter conhecido pessoalmente enine. parecia1me isso um sacrilégio. essa tão impacientemente dese/ada revolu+ão.aris) Ali conheceu enine e unatcharsAi e. eu irritava1me. cru>ou tran*uilamente. em ong/umeau.or essa ra>ão havia imensas coisas *ue GastenAo não me podia explicar como dese/aria) Ele di>ia1me claramente em russoJ 7"ão cries -dolosX8 Fas eu não o compreendiaX Ao ver a minha exalta+ão. su6metendo1se . ho/e não levas o 6alde da latrinaY8. de com6oio. onde tra6alhou como oper3rio. di>endo por exemploJ 7'litch. o dragão do regime imperial inclinou1se para o clandestino e. nem tudoX A mim parecia1me *ue /3 tinha su6metido a d<vida 6astantes coisas) IastavaX &u então di>iaJ 7Duase não h3 /3 velhos presos pol-ticos. a 2im de a passar) Esta empresa era considerada pouco perigosa. e todos regressaram) #epois houve ainda outra revolu+ão) GastenAo /3 não sentia o mesmo impulso *ue dantes por estas revolu+9es) Fas regressou. tocou1lhe no om6roJ 7%enhor FaAarovX %enhor FaAarovX . estudou 2ranc0s e. toda a mãe $<ssia. d<vidaX (udoX8)T 7?omo. sem ter a certe>a de se tratar dele) Ginalmente. de *ue "i& %E $E?&$#AVA do seu novo apelidoX Due 2a>erY &s passageiros eram uns *uarenta e o 2uncion3rio /3 tinha come+ado a cham31los) GastenAo 2ingiu *ue estava a dormir) &uvira entregar todos os passaportes e como tinham chamado diversas ve>es por um tal FaAarov.or 2avor. teve vontade de conhecer mundo) Antes da guerra. sem o nome. aperce6eu1se. eu sou um dos <ltimos) &s velhos deportados pol-ticos 2oram todos ani*uilados e a nossa associa+ão 2oi dissolvida logo nos anos @C)8 T 7Fas por*u0Y8 1 7. ditas em tom tran*uilo.ouco depois de GastenAo ter regressado .Vladivosto*ue. e a tal ponto GastenAo não sentia atr3s de si o h36ito da persegui+ão *ue mani2estou uma despreocupa+ão surpreendenteJ ao atingir a 2ronteira e ao dar o seu passaporte ao 2uncion3rio da pol-cia. amavelmente. >angava1me. sua volta. *ue se convertera num pr:spero 2a>endeiro 154 A$DU'. eu compreendi a1as s: como tratando1se de outra malvade> de %taline) Um 2acto penoso. e esteve nos Estados Unidos) & tipo de vida despreocupada *ue reina nesses pa-ses surpreendeu GastenAo e tirou a conclusão de *ue a. onde era 6olchevi*ue clandestino e onde tinha sido preso) Ali deram1lhe um passaporte de outra pessoa e dirigiu1se para a 2ronteira austr-aca.E AB& #E BU AB Fuita coisa era então ainda inacess-vel a GastenAo) . ex1marinheiro do . mas ele pr:prio recordava isso de modo completamente 2rio) R& meu estado de Lnimo continuava a ser esteJ se alguém na cela tratava GastenAo simplesmente pelo patron-mico. por mais de uma ve>J 7Voc0 é matem3tico. ele repetia1me insistentemente. giado do ?anad3. sempre sem passaporte. de repente. não se sa6e por*u0) Então. o6servando a vida . o seu passaporteX8 GastenAo via/ou até .artido. via/ando até . tam6ém voltou um amigo seu. para si é imperdo3vel es*uecer #escartesJ h3 *ue se su6meter tudo . na escola do . não s: pela com6ina+ão dessas palavras. UcrLnia. 2ossem de 6radar aos céus.otemAine. sendo pouco prov3vel *ue ela 2osse necess3ria) Fas a*ui. na $<ssia. mas por me parecer um sacrilégio chamar 'litch1@ a *uem *uer *ue 2osse. de *ue6rar as vidra+as.

E AB& #E BU AB 15@ relatos de GastenAo.s con*uistadas em Gevereiro e em Far+o deste ano)))814 é como se reconstitu-sse. pois superava todos os cl3ssicos russos pelo simples 2acto de ser escritor prolet3rioS.or outro lado. de novo.assara a rece6er uma pe*uena e tran*uila re2orma Rnaturalmente.leAhanov) ^o/e. indo 2inalmente parar ao trust municipal 7Fosgoro2ormlenie8 Rpu6licidade em painéis. para a/udar a construir o alme/ado socialismo) 'nscreveu1se numa da primeiras comunas e o2ereceu o tractor) ?om esse tractor tra6alhava *ual*uer pessoa. pelo *ue depressa aca6aram com ele) & ex1marinheiro via tudo a*uilo 6em di2erente do *ue havia imaginado vinte anos antes) & tra6alho era dirigido por pessoas *ue não tinham capacidade para o 2a>erW mandavam executar coisas *ue. gasto a sua roupa e pouco lhe restava dos d:lares canadianos *ue trocara por ru6los de papel) %uplicou *ue o deixassem sair com a 2am-lia. 6em humano.otemAine. assim teria so6revivido até 195@) Fas. não é por*ue eu não dese/e o triun2o da classe oper3ria na $<ssia. de . ora nos ouvidos. e dt *ual*uer maneira. onde tra6alhou completamente na som6ra) Eu surpreendia1meJ por*u0 esse caminho tão evasivoY Ele.artido. de BorAi R*ue eu nessa altura tinha em alta estima. atravessou a 2ronteira. $<ssia. tão po6re como *uando 2ugira de . incompreensivelmente.Est3 inteiramente provado *ue nem tudo o *ue entra nos nossos ouvidos consegue penetrar na consci0ncia) & *ue não vai no sentido do nosso estado de Lnimo perde1se. sua idade e . o pensamento de GastenAo) Duando ele regressou . claramente.leAhanov. por desgra+a.ravda e depois outro lugar ainda mais modesto. mas precisamente por*ue o anseio +om todas as 2or+as da minha alma))) ?onvém recordar a o6serva+ão de Engels de *ue para a classe oper3ria não pode haver maior desgra+a do *ue a tomada do poder pol-tico *uando ainda não est3 preparada para issoW essa tomada do poder o6rig31la13 a retroceder para posi+9es muito anteriores . como tra6alhador assalariado do campo) 7'litch8 era o patron-mico de Vladimir 'litch Ulianov R enineS) #i>er s: 'litch é uma expressão de grande respeito) R") dos ()S A$DU'. prenderam um vi>inho do mesmo apartamento. insistiam em promov01lo e poderia ter ocupado um posto importante 1 mas ele não *uis. e mesmo sem isso /3 havia muitas coisas a recordar da vida prisional. para um 2a>endeiro >eloso.3tria. GastenAo guardava simplesmente o dese/o. em6ora me lem6re per2eitamente de numerosos ) Ele vendeu a sua 2a>enda e o seu gado. *ue me aconselhava muito a ler um dia em li6erdade) Ele mesmo. mas os t-tulos *ue mais se aproximavam dos meus gostos de então não os es*ueciJ ?onsidera+9es 'noportunas. o escritor ) %). *uando leio isto num escrito de . datado de 4Q de &utu6ro de 1915J 7)))%e me entristecem os acontecimentos dos <ltimos dias. ora depois dos ouvidos. da cidade de FoscovoS. tendo em considera+ão a sua antiga actividade clandestina. cru>ou o oceano como então. pois isso despertaria a lem6ran+a de ter sido pessoa chegada a muitos 2u>iladosS e. pre2erindo um modesto lugar na Editora . era um verdadeiro disparate) . e come+ou no ?anad3. devido . terra *uerida. coleira)8 Vendo *ue nada se podia 2a>er. e. ele tinha perdido as suas energias. não como personalidade do . li6ertino e . com o dinheiro e um tractor novinho em 2olhJ voltou . as suas re2lex9es se imprimiriam vagamente na minha mem:ria) Ele indicou1me diversos livros. e Um Ano na . /3 não contava demorar1se entre os vivos e achava satis2a+ão na esperan+a de *ue eu viesse um dia a recolher os seus pensamentos) (omar notas era imposs-vel. a sua vida. mas perde1se) Acontece *ue. sua sa<de. de continuar vivo) . respondiaJ 7?ão velho não se acostuma . en*uanto marinheiro Rnão tinha dinheiro para o 6ilheteS.

istola é sinonimo de terror e GastenAo. todos nos levant3vamos R2icar na cama era expor1se a ir parar ao cala6ou+oS. palavras de ordem. era um terrorista aca6ado) E eis *ue agora o comiss3rio punha em realce o seu terrorismo. sem pele Rno controle. um dia em *ue estava com dois grãos na asa e se /actanciara de possuir uma pistola) . como se 2osse um atri6uto de superioridade) & seu rosto não terminava. mas não se podia deixar de ouvir a vo> sussurrante do novatoJ ela era tão 2orte. ao mesmo tempo. por analogiaY))) A$DU'. vimos)um generalX E verdade *ue ele não tinha *ual*uer distintivo. *uase mesmo chorosa. mas sim importante. senão pela in2erior. e tr0s dentre n:s não levant3mos se*uer a ca6e+a. tendo saltado da cama para conseguir um pouco de ta6aco Re talve> alguma in2orma+ão para o comiss3rioS) Eles come+aram a 2alar 6aixinho e n:s procur3mos não escutar. com uma mand-6ula de 6uldogue.E AB& #E BU AB 155 rosto era gorducho. 2or+a de vontade e autoritarismo *ue lhe tinham permitido atingir essa patente numa idade ainda pouco avan+ada) . em troca do seu chorudo ordenado. *ue se podia pensar *ue na nossa cela tinha dado entrada um drama 2ora do vulgar) & novato perguntava se havia muitos condenados ao 2u>ilamento) #e *ual*uer modo. sem som6ra de d<vida. alarmada e tensa. ainda.permanentemente em6riagado. ao to*ue da alvorada. *ue o acusava de estar ao servi+o da espionagem 2rancesa e ca1 . de uns tre>entos gramas Rcomprado no mercado a cem ru6los o *uiloXS. uma d<>ia de 6atatas co>idas. nem se*uer ins-gnias descosidas ou desa6otoadas) Fas o seu casaco magn-2ico. pela parte superior. encontros e reuni9es do ano de 19C@) E a sua velha mulher Rnão tinham 2ilhosS todos os de> dias. roli+o. sendo a. sem voltar a ca6e+a pedi1lhes *ue 2alassem mais 6aixo) Duando. dum generalW um general *ual*uer. de 4Q11C115b 154 A$DU'. o d:lman de seda e toda a sua 2igura e o seu rosto indigitavam tratar1se. de costado largo e om6ros salientes) %e o seu ls Era esse um tema pre2erido de %talineJ atri6uir a cada preso do seu partido Re em geral a cada velho revolucion3rioS a acusa+ão de ter estado ao servi+o da pol-cia c>arista) %eria pela sua intoler3vel descon2ian+aY &u))) por um sentimento interiorY))) &u.leAhanovJ ?arta A6erta aos &per3rios de .*ue se concentravam toda a energia. é certo. mandava a Anatoli 'litch as encomendas *ue estavam dentro das suas possi6ilidadesJ um peda+o de pão negro.E AB& #E BU AB nadiana e de ter sido in2ormador da pol-cia c>arista15) Em 1945. claro est3. elas eram picadas com uma sovelaS) & aspecto dessas m-seras encomendas 1 *ue na realidade eram sagradas 1 despeda+ava o cora+ão) E *uanto mereceu um homem por sessenta e tr0s anos de honrade> e de d<vidasX hte ` ` As *uatro camas da nossa cela deixavam entre elas um espa+o para a mesa) Fas alguns dias depois de eu ter chegado meteram l3 um *uinto preso e a cama 2icou atravessada ao meio) " (rouxeram esse novato uma hora antes da alvorada. mas in2alivelmente um general completo) Era 6aixo. um simples 6rigadeiro. como era permitido. com o seu velho passado de social1democrata. apenas =ramarenAo. isso não lhe dava um ar 6onacheirão. no momento em *ue o sono é mais doce.etrogrado Rin /ornal Unidade. um chorudo comiss3rio compulsava seriamente os ar*uivos provinciais da pol-cia secreta e redigia autos per2eitamente sérios acerca de interrogat:rios onde 2iguravam os nomes de conspiradores.

onde havia pão. A$DU'. na esperan+a de ir para a cidade. uma grinalda enrolada para as alturas) "esses anos extenuantes de 1949 até 19@@. veri2icou1se ser )V)U). estavam vagos) E o destino da sua 2orma+ão era ocup31los) A vida de U) tornou1se uma sucessão de 0xitos. milhares de oper3riosJ era o engenheiro1che2e das grandes constru+9es dos arra6aldes de Foscovo) #esde o come+o da guerra *ue ele . mas com cães1pol-ciasW *uando 6andos de homens 2amintos se arrastavam para as esta+9es 2errovi3rias. Academia. e mesmo da técnica . pois ia 2a>er trinta e seis anos R7se não me 2u>ilarem8S e. gostos re2inados e 2acilidade de palavra.s *uest9es sociais e . nenhum general. e 2oi a sua actividade de militante *ue. e todos tinham *ual*uer marca de esp-rito impressa no rosto) "os come+os dos anos @C perdi o contacto com este meio) #epois eclodiu a guerra) E eis *ue surgia ante mim um engenheiro) #a*ueles *ue vieram su6stituir os *ue tinham sido exterminados) Uma vantagem não se lhe podia negarJ era muito mais entroncado. superando os outros talentos. a*uela 2acilidade e largue>a de ideias *ue lhes permitiam passar desem6ara+adamente de uma es2era a outra da engenharia. urgentemente.or certo *ue aca6aria de enri*uecer. nem se*uer coronel. possu-am uma 2orma+ão esmerada. mas sim um engenheiroX EngenheiroYX Gui educado precisamente no meio de engenheiros e recordo1me 6em dos dos anos 4CJ tinham a*uela mentalidade a6erta e irradiante. m<sica. a*uele humor livre e ino2ensivo. Academia 'ndustrial. não era. mas como não lhes davam 6ilhetes e eles não sa6iam como partir iam morrer numa massa resignada de 6otas e samarras /unto dos taipais das esta+9es 1. como um 2oguetão.E AB& #E BU AB momento em *ue os céle6res postos de comando da ind<stria soviética. *ue não s: 2i>essem o seu tra6alho. os outros engenheiros para BU AB) &s soviéticos tinham necessidade de. onde entrou em 1949. leais cem por cento. ainda mais /ovem do *ue aparentava. lavrando a terra no sentido mais literal e real do termo) i:nia U) era um desses desgrenhados e ignorantes /ovens camponeses. nesses anos. se tornassem verdadeiros 6usinessmen) Era no 15. 2alava de maneira terminante. era talentoso. mas se ocupassem de toda a produ+ão. 2a>er deles engenheiros conscientes. arte) Além disso. o arrancou da ignorLncia e da rude>a da aldeia e o levou. precisamente *uando levavam. visto ser inteligente e talve> se tivesse convertido num comerciante) "a era soviética ingressou no =omsomol. ainda por construir. ou *ual*uer espécie de militar. através da 2aculdade oper3ria até . com a perda de cu/os talentos IielinsAi e (olstoi tanto se a2ligiam) %em ser nenhum omonossov nem ter por si mesmo chegado . no 2im de contas. evitando as express9es vulgaresJ uns dedicavam1se um pouco . mas continuaria a lavrar a terra se não tivesse havido a $evolu+ão) . outros . o *ue é mais surpreendente. em6ora h3 muito lhe não 2ossem necess3rias) i6erto do 2ardo vão da ama6ilidade. isto é. *uando a guerra civil era travada não com carros e*uipados de metralhadoras. como gado. entre os vencedores e os dirigentes) "ão teve se*uer tempo de ser che2e de e*uipaJ imediatamente puseram so6 as suas ordens de>enas de engenheiros. mais 2orte do *ue os outros) ?onservava a 2or+a dos om6ros e das mãos. U) ignorava *ue os ha6itantes das cidades rece6iam o pão racionado pois tinha uma 6olsa de estudante de novecentos ru6los Rum oper3rio não *uali2icado rece6ia então sessentaS) & seu cora+ão não so2ria pela aldeia. onde tinha sacudido a poeira dos sapatosJ a sua nova vida decorria /3 a*ui. olhava 6ruscamente. sem esperar se*uer *ue pudesse haver o6/ec+9es) (inha crescido di2erentemente dos outros e tra6alhado tam6ém de maneira di2erente) & seu pai era lavrador.Duando se 2i>eram as apresenta+9es. pintura.

mas não se lem6rou de *ue ainda existia o artigo 5Q) E. para Alma1Ata.2icou. engenhosa e experiente garra) Adaptou1se r3pida e sa6iamente ao novo ritmo de guerra da economia nacionalJ tudo para a vit:riaW arranca para diante *ue tudo passar3 por conta da guerraX %: 2e> uma concessão a estaJ renunciou aos 2atos e . mas parece *ue por causa de uma mulherS) U) pugnava para *ue as suas opera+9es econ:micas decorressem com limpe>a. no 2undo da retaguarda. tudo se podendo sempre conciliar. no seu dossier 2igurava /3 uma anedota de 19@. com a di2eren+a de *ue agora s: ali tra6alhavam presos) & aspecto desses insigni2icantes hom<nculos incomodava1o muito pouco. tanto mais alegrias li6erta no outro) U) tinha não apenas uma mand-6ula de 6uldogue. nesses pormenores ele não entrava) &s anos de guerra. mandou 2a>er umas 6otas de pele de 6e>erro e um d:lman de general. 2oram os melhores da vida de U)X (al é a propriedade inevit3vel e geral da guerraJ *uanto mais amargura ela concentra num p:lo.. não con1 A$DU'. arran/ar. so6retudo. não se desmoronar . agarrava todas essas mulheres. em 1941. a2irmava1nos *ue a deten+ão o tinha interrompido lamentavelmente *uando /3 per2a>ia du>entas e noventa e tal. impedindo1o por desgra+a de ter atingido as tre>entas) ?omo era no tempo da guerra. o campo. capa> de derru6ar um ro6le *ue se lhe atravessasse nas suas correrias)S Due acostumado ele estava a *ue entre os dirigentes todos 2ossem do seu tipo. mas os nossos ouvidos não estavam a6ertos para isso) Em6ora nenhum perigo o amea+asse. desarvorava pela cela exactamente como um potente /avali.s mulheres. o *ue não era di2-cil de acreditar) Ele dispunha1se. ele tinha uma energia viril. esperando os alemães Re2ectivamente. não economi>ava. maior é a inve/a) ?omo aca6ava de sa6er pela instru+ão do processo. com os seus meios. isento do servi+o militar. se chupam e se deitam 2ora para apanhar outrosS. ductilidade da matéria. dissimularX (inha1se es*uecido de *ue *uanto maiores são os 0xitos. espremendo1as e pondo1as de parte) Due acostumado ele estava . a relatar tudo. $asputine. gostosamente. não lhes prestava aten+ão) "a*uela :r6ita 6rilhante em *ue se movia s: eram importantes as ci2ras do cumprimento do plano) A U) 6astava1lhe indicar o local de tra6alho. era convulsivamente *ue ele Rum pouco . *ue se desenrascassem para executar as normasJ *uantas horas tra6alhavam e como se alimentavam. maneira dos mariscos *ue se tiram de um prato. gastava1as como se 2ossem Ao1pecs e as de mil como ru6los) U) não era avaro. a*uecer1se e divertir1se) Um dinheirão louco. não o 2a>ia re2lectir. naturalmente. as mulheres estavam s:s e. não se apressara a partir de Foscovo. durante longo tempo. se roem. ao contramestre. estas olhavam1no 2re*uentemente de outro ponto de vistaJ dirigiam1se a ele para aiimentar1se. *uanto .s gravatas e. além do poder do dinheiro. evacuando1se com toda a direc+ão central. a*uelas a *uem tirava o ca6a+oW essa estat-stica era o seu desporto) "a cela. . dirigindo maiores constru+9es ainda so6re o rio 'li.E AB& #E BU AB 155 tava) %: contava as mulheres *ue passavam pelas suas mãos e. epis:dio atr3s de epis:dio. esse mesmo com *ue chegou ali. o *ue corria pelas suas mãosJ a sua carteira a6arrotava como um 6arrilW as notas de de> ru6los. contada despreocupadamente num grupo de amigos em6riagados) #epois. não suscitava irrita+ão nos inv3lidos nem os olhares reprovadores das mulheres) Fas. na sua carreira de /avali selvagemX REm horas de grande agita+ão. e *uem é *ue l3 não te v0YS)Uma destas den<ncias era a de *ue. 2oram1se 2iltrando pe*uenas den<ncias e testemunhos de agentes Rhavia *ue levar as mulheres ao restaurante. apesar de tudo isso. então. vestido de ca*ui. mas tam6ém uma r3pida. e eles. /unto de n:s) Era a moda. nos <ltimos anos de li6erdade. esse 6loco teria1podido. assim andava como toda a gente. ele demorara1se l3.

ele come+ava a cantarolar em vo> 6aixaJ Es*uecidoW a6andonado. cada de> dias Risso não era permitido com mais 2re*u0nciaS. com o rosto gorducho apoiado nas suas curtas e grossas mãos. inclinava1se so6re os seus man/ares expostos R*ue contrastavam pelo seu aroma e pelas suas cores. eu disse *ue. durante esses anos no campo. autor de Buerra e . como deputado) R") dos ()S 15Q A$DU'. não tivesse recusado. em compensa+ão. em compensa+ão. nem se*uer uma p3gina inteira. est3vamos de humor triste. nem encarou a pr:pria deten+ão tão tragicamente como ele) Junto de n:s. não seria ele um cem1por1centoY Fas. e es*uecidas) E *uando a piedade *ue sentia por si mesmo lhe 2a>ia cair a coura+a da energia maldosa. anos inteiros de l3grimasJ ora pelas missivas das amantes.ois éX Ele era um dos 7organi>adores da vit:ria8. por presun+ão. nãoX ?erta ve>.) . Alusão a uma con2usão 2eita por U) entre eão (olstoi. nem um instante se*uer duvidara da nossa vit:ria so6re os alemães) Ele olhou1me 6ruscamente e não acreditouJ 7Fas. mas *ue não o podia a/udar a derru6ar as paredes. não seria ele um desses prolet3rios conscientes.so6re ele. e novamente as l3grimas lhe ca-am em 2io) Em vo> alta. e de *ue. estremeceu e come+ou a rolar) RUm exemplo mais. com as 6atatas pisadas do velho revolucion3rio clandestinoS.E AB& #E BU AB Fas. mas tinha 2éS) (odos n:s. dentro do autom:vel. escritor soviético. ideia de *ue não o esperavam mais do *ue uns #EU A"&% de prisão. *ue prova *ue as causas /udicials come+am pelos interesses ego-stas dos 7a>uis8)))S & hori>onte intelectual de U) era deste géneroJ considerava *ue existia uma l-ngua americanaW na cela. pois eu estava convencido de *ue os alemães venceriamX E 2oi isso o *ue me perdeuX8 . *ue ele s: conhecia. compreendia1se per2eitamente *ue em li6erdade lia ainda menos) A 1 uschAhine conhecia1o apenas como her:i de anedotas esca6rosas e /ulgava *ue (olstoi devia ser deputado do %oviete %upremo1. e levou as mãos . perante n:s surgia um homem perdido e visivelmente 6om) Eu surpreen1 A$DU'. diante da mesa. não leu um s: livro. mas todos os dias ia acreditando nos alemães e aguardava1os inevitavelmenteX "ão por*ue gostasse deles. %acha. discutindo acerca da marcha da guerra. ele recordava as l3grimas da esposa.elas suas conversas. seria naturalmente um capata> e não conheceria as agruras. h3 muito por ele não amada. sentado na sua cama. desde o primeiro dia. manteiga. como não as conhecera no passado) Fas isso não o consolava no m-nimo *ue 2osse) Estava demasiado aca6ado pelo 2racasso de uma vida tão excelenteJ pois h3 s: uma vida na terra e por nada mais ele se tinha interessado ao longo dos seus trinta e seis anos de exist0nciaX Fais de uma ve>. a um certo procurador. comoY8.a>. material de constru+ão para uma casa de campo) A*ui o seu caso despertou do sono. 7Ai. educados para su6stituir . durante dois meses. encontradas nas algi6eirasW ora por umas calcinhas metidas . mas ninguém se desmorali>ou tanto. e se leu um par3gra2o ou outro 2oi unicamente para se distrair dos tristes pensamentos no processo) . a6undantes pacotes de pão 6ranco.altchinsAi e Von FeAAeY . caviar vermelho. ele ha6ituou1se . convertia1a assim em piedade por si mesmo) E tam6ém pela mulher) Esta. com os olhos perdidos e enevoados. %acha. se.E AB& #E BU AB . na minha mocidade 2i*uei desamparado))) E nunca podia prosseguirX ?hegado a*ui.or muito estranho *ue pare+a. na cela. levava1lhe agora. explodia em pranto) (oda a grande 2or+a *ue dele 6rotava. e Aleixo (olstoi. pressa no so6retudo. no entanto. mas simplesmente por*ue conhecia 6em a nossa economia Rnaturalmente eu não a conhecia. ca6e+a. carne de vitela e estur/ão) Ele dava1nos a cada um de n:s uma sandu-che e um cigarro.

ou convidam os presos a assinar os diversos documentos prisionais) 1QC A$DU'. os guardas da u6ianAaS e como uma r3pida e silenciosa som6ra. 2a>emos as camas. em6ora pela sua idade ele 2osse o <nico)*ue /3 não podia contar so6reviver nem regressar . inutilmente e ainda privados de lu> eléctrica) Este 2or+ado despertar matinal . não havendo na cela um sorvo de ar respir3vel. durante esse per-odo) "essas duas horas ninguém vem tra>er nada . esta com6ina+ão é até uma caracter-stica nacional)8 Fas GastenAo. nosso companheiro de cela. (udo ir3 2ruti2icar "as gera+9es *ue hLo1de virX (enho 2é nissoX E oxal3 *ue estas p3ginas a/udem a concreti>ar essa 2éX &s dias de de>asseis horas na nossa cela eram po6res de acontecimentos exteriores.159 dia1me de *ue ele pudesse chorar assim) & estoniano Arnold %u>i. como se estivesses de6ru+ado para o xadre> ou inclinado so6re um livro. mas. por exemplo. isso o *ue éX . pois se encontra a2ixado em cada cela) Além disso. podendo mesmo toda a cela 2icar privada do passeio) ?ruel in/usti+a. e sentamo1nos nelas sem esperan+as.s seis) horas. uma can+ão de deportadosJ %e é preciso a vida dar "o 2undo das pris9es ou das minas. pela primeira ve> na vida. onde os guardas 2alam e distri6uem a comida. ostensivamente a6erto em cima dos /oelhos. era o homem mais animoso da cela. ou então tiram1te o livro. apoiando1te nas paredes ou pondo os cotovelos na mesa. não se chama ninguémJ os comiss3rios ainda dormem docemente. tendo voado mais um dia) &s acontecimentos são m-nimos. darão uma pancada de advert0ncia com a chave Brande postigo a6erto na porta da cela. para ler nessas duas horas *ue te tiram o Lnimo. o terceiro1 sargento d3 tr0s passos na cela e se te encontra adormecido podes ir parar ao cala6ou+o. explicava1meJ 7A crueldade 2a> aumentar o6rigatoriamente o sentimentalismo) E a lei da compensa+ão) "os alemães. pelo contr3rio. de>asseis minutos de espera por um tr:lei me parecem mais a6orrecidos) Em6ora não ha/a 2actos dignos de aten+ão. é particularmente a6surdo para a*ueles *ue passaram a noite no interrogat:rio e s: h3 pouco puderam dormir) Fas não tentes 2a>er 6atotaX %e procuras cochichar um pouco. cela. mas est3 inscrito em letras impressas no regulamento da prisão e não tens mais *ue l01lo. e s: .ela verdade est3s tu presoX &u então ensinava1me a entoar a sua can+ão. ninguém l3 entra. a6rindo1se de modo a 2ormar uma mesa. se precisas de :culos. li6erdade) A6ra+ando1me pelos om6ros. *uando vem a noite suspira1se por não ter chegado o tempo. os che2es da prisão estão ainda a voltar a si. e .E AB& #E BU AB na porta ou ainda piorJ a porta *ue normalmente se 2echa com um cadeado 6arulhento é a6erta sem ru-do Restão 6em treinados nisso. *uando o cére6ro ainda est3 em6otado pelo sono e o mundo parece todo ele desagrad3vel e a vida va>ia de perspectivas. aprende1se a v01los com uma lente de aumentar) As horas mais tristes do dia são as duas primeirasJ desde *ue ouvimos o) ru-do da chave na 2echadura Rna u6ianAa não h3 7man/edoura815. não poder3s p_r a vista nos livros. como um esp-rito desli>ando das paredes. por exemplo. este castigo geral. pois os :culos *ue te tiraram de noite são ainda perigosos para ti. mas tão cheios de interesse *ue a mim. di>ia1meJ 7$esistir pela verdade. nem 2a> perguntas so6re nada. com alguns ca6elos grisalhos. nem se*uer no santo regulamento. e para a ordem de 7p_r1se a pé8 é tam6ém preciso a6rir a portaS saltamos para o chão sem demora.

espontaneidade)S E depressa todos 2ormam em 2ila indiana. *ual não é permitido aludir na literatura Rem6ora /3 se tenha dito com imortal leviandadeJ 7Iendito a*uele *ue pela manhã)))8S) "este come+o de dia.s oito da manhã. *ue parece tão natural. implicaria preocupa+9es e precau+9es excessivas da parte dos guardas e eles não são pagos para isso) & mesmo se passa com os :culosJ para *u0 preocupar1te com isso desde a alvoradaY Antes de terminar o turno da noite devolvem1 nos) . /3 na prisão se estendeu uma armadilha ao preso. vertuAei se/a 7a*uele *ue d3 a volta . ler dos dois lados. tal como encher1te com o rancho. tal palavra /3 estava muito di2undida) #i>iam *ue ela procedia dos guardas ucranianosJ 7%t:i t3 nié vertuAhaisX8) Fas h3 *ue recordar tam6ém a palavra inglesa *ue signi2ica carcereiro rtitrnAeNJ 7Volta a chave8S) (alve>.s oito da noite e . liter3rios))) A visita . ou então. uma armadilha ao seu esp-rito) #evido ao estado de imo6ilidade prisional e . não sem antes nos entregarem tantas 2olhinhas de papel do tamanho de dois 6ilhetes de com6oio *uantos são os presos) "a u6ianAa estas 2olhinhas não são interessantesJ elas são 6rancas) Fas h3 cadeias tão atraentes *ue dão 2ragmentos de livros impressos) Due maravilhosa leituraX Adivinhar de onde são extra-dos.s seis horas da tarde Rnalgumas pris9es. e é assim mais c:modo levar os presos . mes*uinhe> da alimenta+ão. apertar1te. visita da manhã .E AB& #E BU AB 1Q1 *ue durar3 todo o dia. 1Q "o meu tempo. até ao dia seguinte pela manhãS) Agora tu tens de preocupar1te com a aproxima+ão do interrogat:rio diurno e com os outros acontecimentos do dia.os guardas VertuAei se mant0m acordados e se inclinam a cada minuto so6re a a6ertura do postigo1Q) Fas decorre uma opera+ão nessas duas horasJ ir . em condi+9es de a/ustar contas com a nature>a) E eis *ue te mandam sair rapidamente e te 2echam até . de pensar e até de ingerir a 2raca comida) ]s ve>es. a cu/a 2acilidade de acesso os lomens livres não sa6em dar o valor devido) Essa extenuante e vulgar necessidade pode assaltar1te todos os dias. ao levantar1se. e depois torturar1te todo o dia. depois do impotente momento de torpor. chave8 Rvertit AlintchS) A$DU'. 2rente o respons3vel *ue leva contra o peito o 6alde de oito litros com tampa) 3. assimilar o conte<do. latrina ao 2im do turnoJ deixar l3 ir um ou outro. aproveitar o estilo T mesmo com palavras cortadas isso é poss-velX 1 e permut31los com os camaradas) Em alguns lugares dão recortes da Branat. ordin3rias. discute1se nas celas *ual a origem do regulamento da u6ian1Aa ou de *ual*uer outra prisãoJ se se trata de uma crueldade calculada ou se tudo resultou simplesmente assim) Eu penso *ue resultou simplesmente assim) A alvorada 2oi naturalmente um c3lculo malévolo. na $<ssia. latrina) #esde a alvorada *ue o guarda 2e> uma importante comunica+ãoJ designar *uem é *ue est3 ho/e incum6ido de tirar o 6alde da retrete da cela) R"as pris9es 6anais. durante o dia. isoladamente. de ler. encerram1nos de novo. . no o6/ectivo. com as mãos atr3s das costas. latrina. outrora uma enciclopédia de vanguarda. mas t3 ninguém te deixar3 ir a esse excelente s-tio. a 3gua e a sopa aguada. é horr-vel di>01lo. latrina converte1se num acto de conhecimento) Fas não é caso para rir) (rata1se de uma grosseira necessidade. de modo algum. ainda não se est3. de cl3ssicos. privar1te da li6erdade de conversar. e logo a seguir . sendo depois reconhecido no topo como <til e aprovado) &s turnos mudam . e o *ue é mais ultra/ante. seguindo . mas não. mas muito do restante aconteceu mecanicamente Rcomo numerosas crueldades da nossa vida em geralS. os presos t0m tanta li6erdade e autonomia *ue são eles pr:prios *ue decidem esta *uestão) Fas na prisão pol-tica central tal assunto não pode ser deixado .

despe/a o ch3 para o 6ule. ele representa digna e discretamente a Europa) Goi um not3vel advogado da Est:nia e chamavam1lhe o 7=uldsuu8 Rl36ios de ouroS) "o corredor h3 de novo movimentoJ outro parasita com uma 6ata escura 1 um rapa> 2orte. na nossa cela. e.E eis *ue come+am a distri6u-1losJ ouve1se a6rir as portas) . o seu rosto torna1se de repente mais severo. 2icar com restos de moléculas de a+<car e de pão nas suas mãosS) Estes *uatrocentos e cin*uenta gramas de pão.E AB& #E BU AB as cinco ra+9es de pão e as de> por+9e>inhas de a+<car) A nossa galinha11choca anda em torno delasJ em6ora. domina o ingl0s e alemão. ele deixou de apertar os olhos ap:s coloc31los) ?om os seus olhos de concha. ouvindo1 nos das suas trincheiras. parodiavam1nosJ 7.ara *uem esta ra+ãoY 1 . a galinha1 choca *uer sopesar tudo. o teu companheiro de processo não os usaW mas não nos atrevemos a 6ater na parede. acastanhada. gordurosa.1 inevitavelmente.\&X Fas alto. pois metade é de 6atata.ode sa6er 11se se alguém usa :culos na cela vi>inha Rora. do 6alde sem 6ico. se o miolo est3 pegado . esperar o ch3. 19 Fas onde é *ue isto não se 2a>Y #esde h3 longos anos *ue o povo so2ria de 2ome) E todas estas reparti+9es de ra+9es se 2a>iam tam6ém no exército) E os alemães.ara o respons3vel . e a de 6aixo com cin>a. pois *uem não comeu pão assim nestas décadasYS ?ome+am os devaneios e as recorda+9es) Due pão tão 6ranco se co>ia ainda nos anos vinteX Um pão redondo. penetrante. *ue não est3 na 2rente 1 trouxe1nos numa travessa 1Q4 A$DU'. amigos. poroso. com o pão /3 somos genteXS provocam estes gramas de pão. em geral. *uanto mais não se/a.etrogrado. espon/oso. o *ue é . este é um tema proi6idoX J3 t-nhamos com6inado *ue não dir-amos nem uma palavra so6re comidaX #e novo. *ue longas discuss9es ainda Rsoltou1se1nos a l-ngua. as 2_ssemos agora tirar . pois *uanto a isso são muito severosS) Fas /3 nos restitu-ram tam6ém os nossos) GastenAo s: pode ler com eles. e durante os vinte anos de independ0ncia da Est:nia conservou toda a pure>a do seu idioma russo) #epois. c_deaJ é a sorte *ue decide *ual a reparti+ão19. /3 em (artu. entretanto. ou com01la agoraY #eixar parte dela para a ceia ou com01la toda ao almo+oY E *ue *uantidadeY Além de todas estas po6res vacila+9es. um movimento no corredorJ distri6uem o ch3) &utro latagão com a 6ata escura e 6aldes) ?olocamos o nosso 6ule no corredor. e ele. completou os seus estudos) Além da l-ngua materna estoniana. 2eito mais de 3gua do *ue de cerealX RGastenAo. estudando tam6ém as constitui+9es e c:digos de diversos pa-ses) A*ui. as recens9es cient-2icas da revista alemã Iericht. explica *ue é este mesmo pão *ue os tra6alhadores de Foscovo comem agora)S Fas haver3 nele mesmo 2arinhaY #e *ue misturas 2oi 2eitoY REmacada cela h3 uma pessoa entendida em misturas. são a nossa muleta e o mais importante acontecimento *uotidiano) E a vida *ue come+aX E o dia *ue come+a. numa linha recta. sorte Rtem importLncia sa6er se se trata da c_dea. e %u>i usa1os permanentemente) $epara. entornando1o ao lado na passadeira) E todo o corredor est3 encerado como um hotel de primeira classe4C) E é tudo como pitan+a) &s alimentos *uentes virão um atr3s do outro. com um pouco de carvão do 2orno) . *ual a *uantidade de peda+os necess3rios para 2a>er o peso. com a c_dea de cima dourada.ão *ue aca6ou irremediavelmenteX A*ueles *ue nasceram nos anos trinta nunca sa6erão. ele estudava em . na Gaculdade de ^ist:ria é Gilologia. e durante todos estes anos seguiu regularmente o Economist londrino. com o miolo cheio de humidade pantanosa. *ue s: agora come+aX ?ada um tem uma *uantidade de pro6lemasJ ter3 repartido /udiciosamente ontem a sua ra+ãoY #ever3 cort31la com um 2io. tal como podemos imaginar o rosto de uma pessoa culta no nosso século) Fuito antes da $evolu+ão.

pol-ticoX8 #e Ierlim, veio /untar1se1nos o 6i:logo (imo2eien1$essovsAi, a *uem /3 nos re2erimos) "unca ninguém se sentia tão o2endido como ele, na u6ianAa, por esses derramamentos no solo) Via nisso um sintoma da 2alta de interesse pro2issional dos carcereiros R6em como de todos n:sS pelo *ue estão 2a>endo) Fultiplicou vinte e sete anos de exist0ncia da u6ianAa por setecentas e trinta ve>es ao ano, em cento e on>e celas, e indignou1se por ter achado mais 23cil derramar 3gua 2ervida dois milh9es cento e oitenta e oito mil ve>es no chão, e apanh31la com um trapo, do *ue 2a>er 6aldes com 6ico) A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q@ , uma e ,s *uatro da tarde, e depois horas de lem6ran+as) R'sso não é tam6ém por crueldadeJ a gente da co>inha necessita de despachar1se depressa e de sair *uanto antes)S "ove horas) $onda da manhã) Fuito antes, ouve1se dar voltas particularmente ruidosas ,s chaves, pancadas extremamente 2ortes nas portas, e um dos tenentes de plantão dos andares entra, d3 dois passos na cela, empertigado, *uase em posi+ão de contin0ncia, e o6serva1nos severamente, todos /3 de pé) R":s não ousamos lem6rar *ue os pol-ticos tinham o direito de não se levantar)S ?ontar *uantos somos não é grande tra6alho, 6asta uma olhadela, mas esse instante é uma prova para os nossos direitos, pois, se temos alguns, não os conhecemos, e se não os conhecemos ele deve escond01los de n:s) (oda a 2or+a da aprendi>agem da u6ianAa reside na completa mecani>a+ãoJ nem express9es, nem anota+9es, nem uma palavra a mais) (odos os direitos *ue n:s conhecemos são os de peti+ão escrita para a repara+ão do cal+ado e para ir ao médico) Fas, se te chamarem ao médico, tu não te rego>i/ar3s, e o *ue te ir3 surpreender ser3, antes de mais, essa mecani>a+ão pr:pria da u6ianAa) & olhar do médico não exprime preocupa+ão, nem se*uer revela simples aten+ão) Ele não perguntaJ 7#e *ue se *ueixaY8, pois a*ui é1se avaro de palavras e não se pode pronunciar esta 2rase sem lhe dar 0n2ase) an+a apenasJ 7DueixasY8 %e tu te come+as a espraiar, tentando explicar a doen+a, ele interrompe1teJ 7Est3 6em) Um denteY Extrai1se) &u então, p9e1se arsénico) ?urasY A*ui não se 2a>em)8 R'sso aumentaria o n<mero de visitas e criaria um am6iente *uase humano)S & médico da prisão é o melhor auxiliar do comiss3rio e do verdugo) %e o preso *ue est3 a ser espancado volta a si, ainda por terra, ouve a vo> do médicoJ 7.odem continuar, o pulso est3 normal)8 #epois de cinco dias de cala6ou+o 2rio, o médico examina o corpo nu e entorpecido e di>J 7.odem continuar)8 %e te espancarem até , morte, ele assina um certi2icado de :6itoJ morte por cirrose no 2-gadoW por en2arto) %e o chamam urgentemente para assistir a um mori6undo na cela, ele não se apressa) E a*uele *ue se comportar de outra maneira 1 esse não é mantido nas nossas pris9es) & dr) G) .) Baa> não poderia tra6alhar a*ui) Fas o nosso galinha1choca est3 mais 6em in2ormado so6re os seus direitos Rsegundo di>, h3 on>e meses *ue estão a instaurar1lhe o processoW os interrogat:rios apenas se reali>am de diaS) Ei1lo *ue chama e pede uma entrevista com o che2e da prisão) ?omo, ao che2e de toda a u6ianAaY %im) E inscrevem1no) RE pela noite, depois da hora do sil0ncio, *uando todos os comiss3rios estão nos respectivos ga6inetes, chamam1no e regressa provido de ta6aco) E um tra6alho grosseiro, naturalmenteW mas, por en*uanto, não inventaram nada de melhor) .assar sistematicamente , utili>a+ão de micro2ones tam6ém é uma enorme despesaJ não se pode escutar durante dias inteiros cento e on>e celas) Due h31de 2a>er1seX &s galinhas1chocas 2icam mais 6aratos e serão ainda utili>ados por muito tempo) Fas é di2-cil a 1Q4 A$DU'.E AB& #E BU AB

=ramarenAo aguentar connosco) ]s ve>es 2ica a suar, escutando as nossas conversas e pela sua expressão v01se *ue não compreende)S &utro direito aindaJ a li6erdade de entregar re*uerimentos por escrito Rem troca da li6erdade de imprensa, de reunião e de vota+ão, *ue perdemos ao deixar a vida livreXS #uas ve>es por m0s o guarda *ue est3 de plantão de manhã perguntaJ 7Duem dese/a escrever solicita+9esY8 E inscreve todos os *ue mani2estam tal dese/o) A meio do dia chamam1te para um cu6-culo separado e 2echam1te) A- podes escrever a *uem *uiseresJ ao .ai dos .ovosW ao ?omité ?entral do .artidoW ao %oviete %upremoW ao ministro IériaW ao ministro A6aAumovW ao procurador1geralW , ?entral FilitarW , #irec+ão .risionalW , sec+ão de instru+ão /udicialW e podes *ueixar1te da deten+ão, do comiss3rio, do che2e da prisãoX Em *ual*uer caso, o teu pedido não ter3 0xito algum, nem se*uer ser3 ar*uivado, e o mais alto respons3vel *ue o vai ler ser3 o teu comiss3rio instrutor) Entretanto, tu nada conseguir3s demonstrar) Fais aindaJ ele "i& & E$Z se*uer, por*ue não pode l01lo auem *uer *ue se/a) "esse peda+o de papel, de 5 ! 1C cm, um pouco maior o *ue o *ue te entregaram de manhã para a latrina, mal podes arranhar, com uma caneta *ue6rada ou munida dum aparo torcido, metida num tinteiro cheio de 3gua e de 2arrapos, as letrasJ 7$EDUE$')))8 'mediatamente, elas se apagam no papel grosseiro e 7FE"(&8 não ca6er3 se*uer na linha, en*uanto do outro lado da 2olha tudo ressumou) .ode ser *ue ainda ha/a outros direitos, mas o guarda de plantão silencia1os) (alve> não percas muito desconhecendo1os) A ronda aca6a de passar) & dia come+a) J3 chegam os comiss3rios, alguns no edi2-cio) & guarda chama1os com enorme mistérioJ ele di> apenas a primeira letra e do seguinte modoJ 7Duem come+a por ?Y, *uem come+a por GY8, ou aindaJ 7Duem come+a por AY8 Voc0s devem dar provas de prontidão e apresentar1se como v-timas) Esta regra 2oi adoptada contra poss-veis erros dos guardasJ chamar alguém pelo apelido numa cela indevida e assim n:s 2icarmos a sa6er *uem est3 preso) Fas, mesmo separados e dispersos por toda a cadeia, n:s não estamos privados de not-cias entre as celasJ ao darem entrada mais presos, 6aralham1nos e cada um dos *ue são trans2eridos leva para a nova cela toda a experi0ncia ad*uirida na anterior) Assim, estando no *uarto andar, tudo sa6emos das celas da cave e das 6oxes do primeiro andar, acerca da escuridão do segundo, onde se encontram agrupadas as mulheres, so6re a instala+ão de duas galerias do *uinto e do n<mero mais alto das celas doa *uinto andarJ cento e on>e) Em 2rente da cela onde eu estava, encontrava1se o escritor de crian+as Iondarine, *ue, até então, tinha estado no andar das mulheres, com um correspondente polaco, *ue, por sua ve>, havia estado com o marechal11de1campo Von .aulus 1 e todos os pormenores so6re .aulus tam6ém n:s os conhec-amos41) b Von .aulus, general alemão, aprisionado na 6atalha de Estalinegrado) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 .assado o per-odo das chamadas para os interrogat:rios, para a*ueles *ue 2icavam na cela a6ria1se um longo e agrad3vel dia, rico de possi6ilidades e não demasiado o6scurecido pelas o6riga+9es) Estas podem ca6er1nos, mas duas ve>es por m0s, como, por exemplo, a de desin2ectar as camas com uma lLmpada de soldar Rna u6ianAa, os 2:s2oros são categoricamente proi6idos, e para 2umar um cigarro temos de ter a paci0ncia de levantar o dedo diante do postigo, pedindo 2ogo ao guarda, mas, *uanto ,s lLmpadas de soldar, não, con2iam1nos1las tran*uilamenteS) (am6ém nos pode ca6er uma espécie de direito, mas *ue muito se parece com uma o6riga+ãoJ uma ve> por semana chamam1nos um por um ao corredor e ali, com uma m3*uina de cortar ca6elo, por a2iar, 2a>em1nos a 6ar6a) &utra o6riga+ão é a de p_r a 6rilhar o soalho da cela) RU)

es*uiva1se sempre a esse tra6alho, *ue considera humilhante, como *ual*uer outro)S Gatigamo1nos muito, devido , 2ome, senão esta tare2a poderia inscrever1se talve> até entre os direitos, tão alegre e sadia ela éX ?om os pés descal+os, a escova de lustro para diante e o tronco para tr3s, e inversamente de tr3s para diante, não te preocupes com nada maisX & soalho 2ica a 6rilhar como um espelhoX Uma prisão , .otemAineX #e resto, /3 não estamos tão apertados, como na nossa antiga cela sessenta e sete) Em meados de Far+o, veio /untar1se1nos um sexto companheiro, e como a*ui se desconhecem os 6eliches e não existe o costume de dormir no chão, mudaram1nos com toda a e*uipa, para a linda cela cin*uenta e tr0s) R$ecomendo muito a *uem nunca l3 esteve *ue a visiteXS "ão é uma celaX E um pal3cio tran*uilo, destinado a dormit:rio para via/antes céle6resX A sociedade de seguros $<ssia44, sem olhar a despesas de constru+ão, levantou nesta ala um andar com cinco metros de altura) RDue 6elos 6eliches de *uatro andares a- teria constru-do o che2e da contra1espionagem da 2rente, metendo l3, de 2orma garantida, uns cem homensXS E a /anelaX Al1+ando1se so6re o parapeito, o guarda *uase não chega ao postigo, e uma s: das vidra+as poderia servir de /anela para todo um *uarto) Apenas as 2olhas de a+o, cravadas da morda+a, nos 2a>em recordar *ue não estamos num pal3cio) #e todas as maneiras, nos dias claros, por cima dessa morda+a, chega até n:s, vindo do po+o do p3tio da u6ianAa, e re2lectido por *ual*uer vidra+a do sexto ou do sétimo andar, um p3lido raio de sol) Um verdadeiro Esta sociedade ad*uiriu um peda+o de terra moscovita, propenso ao sangueJ do outro lado da $ua GurAassovsAi, perto da casa de $ostoptchin, 2oi massacrado o inocente Vere1chaguin, em 1Q14, e em 2rente da Brande u6ianAa vivia Re assassinava os seus servosS a criminosa %altitchiAha) r.or Foscovo, redac+ão de ") A) BueiniA e outros) Foscovo, Editora %a6achniAov, 1915, p3g) 4@1)S 1Q; A$DU'.E AB& #E BU AB coelhinho4@, este raio de sol, um ser vivo e *ueridoX Acompanhamos carinhosamente o seu desli>ar pela parede, cada passo seu est3 repleto de sentido, augura a aproxima+ão do passeio, conta uma a uma as v3rias meias horas *ue 2altam para o almo+o, e antes de este chegar desaparece) #esse modo, eis todas as nossas possi6ilidadesJ ir ao passeioX, ler um livroX, trocar impress9es so6re o passadoX, escutar e aprenderX, discutir e educar1seX E, como recompensa, haver3 ainda um almo+o de dois pratosX 'ncr-velX .ara os presos dos tr0s primeiros andares da u6ianAa, o passeio é desagrad3velJ metem1nos num pe*ueno p3tio in2erior, h<mido, no 2undo de um estreito po+o entre os edi2-cios da cadeia) .elo contr3rio, os presos do *uarto e do *uinto andares são levados para um ninho de 3guias, para um telhado do *uinto andar) E verdade *ue o chão é de cimento, *ue as paredes são de 6etão, tendo a altura de tr0s homensW e havendo /unto delas um) guarda desarmado, 6em como, de atalaia na torre, uma sentinela de arma autom3tica, mas o ar é aut0ntico e aut0ntico é o céuX 7Fãos atr3s das costasX Em 2ilas de doisX "ão conversarX "ão pararX8 %: se es*ueceram de proi6ir *ue se levante a ca6e+aX E tu, naturalmente, levanta1la) A*ui podes ver, /3 não o re2lexo, /3 não a imagem indirecta, mas o pr:prio %olX & pr:prio %ol, eternamente vivoX &u o seu derramar dourado através das nuvens primaveris) A .rimavera promete a todos a 2elicidade, mas ao preso ainda de> ve>es maisX &hX & céu de A6rilX "ão importa *ue eu este/a na prisãoX A mim, certamente, não me 2u>ilam) Em troca, hei1de tornar1me a*ui mais inteligenteX ^ei1de compreender muita coisa, : ?éuX ?orrigirei ainda os meus erros, não perante eles, mas perante ti, ?éuX A*ui, dei1me conta deles e hei1de repar31losX

?hega até n:s, como provindo de uma cova pro2unda e long-n*ua, da .ra+a #>er/insAi, o ininterrupto e a6a2ado coro das 6u>inas dos autom:veis) .ara a*ueles *ue marcham ao som dessas 6u>inas, elas devem parecer1lhes a trom6eta do triun2o, mas da*ui v01se claramente a sua insigni2icLncia) Vinte minutos apenas de passeio, mas *uantas preocupa+9es em torno dele, para *uanta coisa h3 *ue 6uscar tempoX Em primeiro lugar, é muito interessante, en*uanto te levam para l3 e te tra>em de volta, compreender a disposi+ão de toda a cadeia, ver para onde dão estes min<sculos p3tios suspensos, a 2im de *ue algum dia, *uando estiveres em li6erdade, possas atravessar a pra+a e sa6er onde passavas) "o 4@ Am6iguidade conotativa, *ue permite a %ol/enitsine um /ogo de signi2icantes e de signi2icados) Em russo, >aitc6iA signi2ica 7raio de sol8, en*uanto o seu diminutivo, >aitcho1noA, signi2ica 7coelhinho))) R") dos ()S A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q5 caminho damos muitas voltas e eu invento este sistemaJ desde a cela, contar cada volta )para a direita como se 2osse 7mais um8 e cada volta para a es*uerda como se 2osse 7menos um8) .or muito rapidamente *ue nos 2a+am dar as voltas, não é necess3rio apressares1te a representar o percurso, 6astando1te tempo para contar a totalidade) E se, pelo caminho, através de alguma /anela da escada, aperce6es o dorso das n3iadas da u6ianAa, *ue se encostam a pe*uenas torres com colunas, dominando a mesma pra+a, e te recordas do n<mero de voltas, atingida nessa altura, podes depois, na cela, prientarte e sa6er para onde d3 a vossa /anela) Em seguida, no passeio, é preciso simplesmente respirar, concentran1do1te o mais poss-vel) E tam6ém, nessa solidão so6 a claridade do céu, imaginar a tua luminosa vida 2utura, sem pecados nem erros) Fas é ainda a-, acima de tudo, o lugar mais prop-cio para 2alar so6re temas pungentes) Em6ora no passeio se/a proi6ido conversar, isso não importa, é necess3rio sa6er 2a>01lo, precisamente por*ue a- ninguém vos ouveW nem o galinha1choca, nem os micro2ones) #urante o passeio, eu e %u>i procuramos 2ormar um par) Galamos igualmente na cela, mas o mais importante gostamos de deix31lo para o passeio) "o primeiro dia, não coincidimos, mas, pouco a pouco, come+amos a a/ustar1nos, e ele /3 teve tempo de me di>er muitas coisas) ?om ele, ad*uiro uma aptidão nova para mimJ a de paciente e conse*uentemente, aceitar tudo a*uilo *ue nunca 2igurou nos meus planos e *ue, aparentemente, não tinha rela+ão alguma com a linha claramente tra+ada da minha vida) #esde a in2Lncia *ue eu sei, ignoro de onde, *ue o meu 2im é a hist:ria da revolu+ão russa e *ue o resto não me di> inteiramente respeito) .ara a compreensão da revolu+ão russa h3 muito tempo *ue de nada mais necessito, além do marxismoJ todos os corpos estranhos *ue se pegaram a mim, cortei1os e voltei1lhes as costas) Fas o destino condu>iu1me /unto de %u>i, *ue evoluiu numa es2era a6solutamente di2erente) Agora, ele 2ala1me com entusiasmo de tudo o *ue é a sua vida, e esse tudo é a Est:nia e a democracia) Apesar de antes nunca me ter passado pela ca6e+a interessar1me pela Est:nia, e ainda menos pela democracia 6urguesa, eu escuto1o, escuto os seus relatos apaixonados so6re os vinte anos de li6erdade desse pe*ueno povo la6orioso, pouco 6arulhento, de homens de grande estatura e de uma lentidão e seriedade naturaisW escuto1o a expor1me os princ-pios da ?onstitui+ão estoniana, inspirados na melhor experi0ncia europela, e como ela 2uncionava no seu parlamento de uma s: ?Lmara e composta de cem deputadosW e sem sa6er por*u0 come+o a gostar de tudo isso, tudo isso come+a a sedimentar1se na minha experi0ncia44) .onho1me a penetrar, com interesse,

#epois, %u>i 2alar3 de mim nestes termosJ 7Era uma estranha mistura de marxista e (iocrata)8 %im, estes dois aspectos uniram1se então em mim de 2orma extravagante) 1QQ A$DU'.E AB& #E BU AB na sua tr3gica hist:riaJ entre dois grandes martelos, o teut:hico e o eslavo, est3 exposta, desde tempos imemoriais, a pe*uena 6igorna estoniana) %o6re ela, am6os assestaram as suas pancadas, ora do oriente ora do ocidente, alternadamente, não se vendo um 2im para esta alternativa, como ainda não se v0 ho/e) E conhecida Rou melhor, completamente desconhecida)))S a hist:ria de como n:s *uisemos tom31la irre2lectidamente de assalto em 191Q, sem *ue ela o permitisse) Em seguida, 'udenitch despre>ou os seus ha6itantes, como se 2ossem 2inlandeses, e n:s trat3mo1los como 6andidos 6rancos) Duanto aos estudantes da Est:nia, inscreveram1se como volunt3rios) Assestaram1lhe mais pancada em 194C, em 1941 e em 1944) Uma parte dos 2ilhos desse povo 2oi apanhada pelo exército russo, a outra pelo exército alemão e a restante 2ugiu para o 6os*ue) &s velhos intelectuais de (a1lin discutiam como sair desse maldito c-rculo, a2astar1se de *ual*uer maneira e viver uma vida pr:priaJ por suposi+ão, ter (ii2 como primeiro11ministro e como ministro da Educa+ão "acional, digamos, %u>i) Fas nem ?hurchill nem $oosevelt se preocuparam com eles e, em troca, o6tiveram a solicitude do 7tio Jo8 RJoséS) Fal as nossas tropas entraram no pa-s, todos esses sonhadores 2oram apanhados na primeira noite, nos seus apartamentos de (alin) Agora, todos eles, uns *uin>e, se encontram na prisão moscovita da u6ianAa, cada um em celas di2erentes e acusados, segundo o artigo 5Q, do criminoso dese/o de autodetermina+ão) & regresso do passeio , cela constitui sempre uma pe*uena deten+ão) Até na nossa cela de luxo o ar parecia pesado, depois do recreio) Ah, como seria 6om petiscar algoX Fas não se pode, nem vale a pena pensar nissoX Ai deles, se alguns dos *ue rece6iam pacotes de casa, sem *ual*uer tacto, se punham a mostrar a sua comida 2ora do tempo e come+avam a comer) (anto pior, isso 2ar1nos1ia agu+ar o nosso autodom-nioX Ai dele, se o autor de um livro te 2a> uma partida e se p9e a descrever pormenori>adamente o sa6or da comidaX Gora com esse livroX Gora com BogolX Gora tam6ém com (cheAhov, 2oraX ^3 neles demasiada comidaX 7"ão tinha 2ome, mas, de *ual*uer maneira, 2oi comendo Ro 2ilho da mãeXS uma por+ão de vitela e 6e6eu cerve/a)8 & *ue é preciso é uma leitura espiritual) #ostoievsAi, por exemplo, eis *uem os presos devem lerX Fas, permitam1me, esta passagem é deleJ 7As crian+as passavam 2ome, h3 /3 alguns dias *ue nada viam além de pão e lingui+a)8 Fas a 6i6lioteca é o ornato da u6ianAa) E certo *ue a 6i6liotec3ria é algo repulsivaJ uma rapariga loura, tipo cavalona, *ue tudo 2a> para não parecer 6onita, com o seu rosto tão empoado *ue parece a m3scara de uma 6oneca im:vel, de l36ios viol3ceos e de pestanas negras, depiladas) RA 2alar verdade, isso di>1lhe respeito a ela, mas ser1nos1ia mais agrad3vel se nos aparecesse uma /ovem vistosa) (alve> o che2e da u6ianAa tivesse levado tudo isso em conta)S Fas *ue maravilhaJ cada de> dias, vindo 6uscar os livros, vai satis2a>endo os nossos pedidosX Ela escuta, com essa mecani>a+ão inumana da u6ianAa, sem se poder compreender se ouviu 6em os nomes e A$DU'.E AB& #E BU AB 1Q9 os t-tulos, ou mesmo as nossas palavras) #epois sai) ":s passamos v3rias horas entre a in*uieta+ão e a alegria) #urante esse tempo são 2olheados e veri2icados todos os livros *ue nos 2oram entreguesJ procura1se ver se deix3mos picadas ou pontos de6aixo das letras Ré esse um processo de correspond0ncia dentro da prisãoS, ou se assinal3mos com a unha as passagens de *ue mais gostamos) 'n*uietamo1nos com isso, em6ora não

se/amos culpados de nada) Eles podem vir e di>er *ue 2oram desco6ertos pontos, e, como sempre, terão ra>ão, como sempre não terão necessidade de provas e 2icaremos privados, durante tr0s meses, de livros, se é *ue não trans2erem toda a cela para os cala6ou+os) E são estes os melhores e os mais radiosos meses prisionais, en*uanto não nos enterram na cova de um campo de tra6alhoX ?omo é doloroso ter de passar sem livrosX ":s não tememos apenas, estremecemos, tal como na adolesc0ncia ao mandar uma carta de amor e ao esperar a resposta) Vir3 ou nãoY E *ual ser3Y Ginalmente, tra>em os livros, o *ue condicionar3 os de> dias *ue vão seguir1seJ iremos intensi2icar mais a leitura ou, então, se não t0m interesse, devolvemo1los, passando a 2alar mais) (ra>er tantos livros *uantas pessoas h3 na cela, é o c3lculo de um cortador de pão e não de uma 6i6liotec3riaJ não um para cada, mas seis para seisX As celas onde h3 muitos presos 2icam a ganhar) x ]s ve>es, a rapariga cumpre os nossos pedidos maravilhosamenteX Fas outros desdenha1os e, contudo, isso torna1se interessante) .or*ue a pr:pria 6i6lioteca da u6ianAa é <nica no género) ?ertamente *ue os livros prov0m de 6i6liotecas particulares apreendidasW os 6i6li:2ilos *ue os coleccionaram /3 entregaram a alma a #eus) Fas o principal é *ue, tendo censurado e castrado, em geral, durante décadas, as 6i6liotecas do pa-s, a %eguran+a do Estado se es*ueceu de o 2a>er no seu pr:prio seioJ e, a*ui, no seu covil, podia1se ler Uamiatin, .ilniaA, .anteleimon $omanov e *ual*uer tomo de Fere/AovsAi) RAlguns pilheriavam, di>endoJ 7?onsideram1nos aca6ados e é por isso *ue nos dão a ler o *ue é proi6ido)8 Eu penso *ue as 6i6liotec3rias da u6ianAa não tinham ideia do *ue nos emprestavamJ tratava1se de pregui+a e de ignorLncia)S "as horas *ue precedem as re2ei+9es, l01se muito) Fas uma 2rase pode 2a>er1te saltar, correr da /anela para a porta e da porta para a /anela) %entes dese/o de mostrar a alguém o *ue leste, o *ue da- se depreende, e surge uma discussão) As discuss9es são tam6ém agudas, nesse tempoX Gre*uentemente, enred3vamo1nos em discuss9es com Kuri E) "a*uela manhã de Far+o, *uando nos trans2eriram os cinco da cela ao pal3cio cin*uenta e tr0s, meteram ali connosco um sexto preso) Ele entrou como uma som6ra, sem tocar com as 6otas no chão) Entrou, 19C A$DU'.E AB& #E BU AB mas inseguro de poder suster1se de pé,e apoiou as costas contra a coluna da porta) "a cela /3 não estava acesa a lLmpada e a lu> matinal era ne6ulosaW entretanto, o novato não olhava com os olhos a6ertos , semicerrava1os) E não di>ia palavra) & tecido do seu casaco militar e as suas cal+as não permitia inclu-1lo nem no exército soviético, nem no alemão, nem no polaco, nem no ingl0s) A 2orma do seu rosto era alongada e pouco tinha de russo) E *ue magro estavaX #e tão esguio, parecia mais alto) Gi>eram1lhe perguntas em russo, mas não respondeu) %u>i interrogou1o em alemãoJ tão1 pouco respondeu) #irigiu1se em seguida a ele em ingl0s, e manteve1se calado) Bradualmente, no seu rosto amarelado e extenuado de semicad3ver, 2oi despontando um sorriso, um sorriso como nunca tinha visto em toda a minha vidaX 7Ben1te)))8, pronunciou, como se voltasse a si mesmo depois de um desmaio ou como se tivesse passado a noite , espera do 2u>ilamento) E estendeu a sua dé6il e es*u3lida mão) "ela segurava uma pe*uena trouxa) & nosso galinha1choca, *ue tinha /3 compreendido do *ue se tratava, apressou1se a agarr31la e desatou1a so6re a mesa) ^avia ali uns du>entos gramas de ta6aco ligeiro, e ele enrolou logo um enorme cigarro para si) Goi assim *ue apareceu entre n:s Kuri "iAolaievitch E), depois de ter sido mantido durante tr0s semanas numa enxovia da cave)b

#urante o per-odo dos incidentes nos caminhos de 2erro da ?hina &riental, em 1949, cantava1se em todo o pa-s a can+ãoJ Varrendo com o seu peito de a+o os inimigos A vinte e sete monta a guarda) & comandante de artilharia da divisão vinte e sete de atiradores, constitu-da ainda no tempo da guerra civil, era o o2icial do antigo exército c>arista, "iAolai E) Reu recordava1 me deste apelidoW tinha1o visto entre os autores do nosso manual de artilhariaS) "um vagão de mercadorias, a2ecto ao transporte de passageiros, ele percorria, com a sua insepar3vel esposa, o Volga e o Ural, ora para leste, ora para oeste) "esse vagão passou os seus primeiros anos, e, igualmente, o seu 2ilho Kuri, nascido em 1915, contemporLneo da $evolu+ão) #esde essa época long-n*ua o seu pai radicou1se na Academia de eninegrado, onde vivia desa2ogadamente e como personalidade importante, tendo o seu 2ilho terminado a escola de *uadros de comando) #urante a guerra russo12inlandesa, *uando Kuri ardia no dese/o de lutar pela p3tria, os amigos do pai enviaram1no, como a/udante, para o Estado1Faior do Exército) Kuri não teve ocasião de arrastar1se até ,s 2orti2ica+9es 2inlandesas, nem de cair no cerco da contra1espionagem, nem de enregelar1se na neve, so6 as 6alas dos 2rancos1atiradores) Fas a &rdem da Iandeira Vermelha 1 não *ual*uer outraX 1 veio1lhe cair delicadamente no peito) Assim, A$DU'.E AB& #E BU AB 191 terminou a guerra 2inlandesa com a consci0ncia de nela haver tido um comportamento /usto e <til) Fas a guerra seguinte não a p_de passar tão 6em) A 6ateria *ue estava so6 o seu comando viu1se cercada na >ona de uga) Andaram , deriva, ca+aram1nos e aprisionaram1nos) Kuri 2oi parar ao campo de concentra+ão alemão dos o2iciais na >ona de Vilnius) "a vida de cada um h3 sempre um acontecimento *ue se torna decisivo para o seu destino, para as suas convic+9es e as suas paix9es) &s dois anos *ue passou nesse campo a6alaram Kuri) & *ue era tal campo, não seria poss-vel exprimi1lo com simples palavras, nem analis31lo com silogismosJ haveria *ue morrer l3 e s: *uem não morria era capa> de tirar conclus9es) Duem podia so6reviver eram os impedidos, pol-cias internos do campo, recrutados entre os nossos) ?omo se compreende, Kuri não se tornou impedido) .odiam so6reviver ainda os co>inheiros e tam6ém os intérpretesJ esses eram procurados) Ele, *ue dominava per2eitamente o alemão, ocultou tal 2acto) Viu logo *ue, en*uanto intérprete, teria de entregar os seus) .odia demorar a sua morte a6rindo covas, mas havia outros mais 2ortes e mais ha6ilidosos do *ue ele) Kuri declarou *ue era pintor) E2ectivamente, no Lm6ito da sua educa+ão multi2orme, rece6era li+9es de pintura, e não pintava mal a :leo) %: o dese/o de seguir a carreira do pai, de *ue sentia orgulho, o impediu de 2re*uentar a Escola de Ielas1Artes) Juntamente com um velho pintor Rlamento não recordar1me do seu nomeS levaram1no para uma ca6ina isolada numa 6arraca, e, ali, Kuri pintava de gra+a para os comandantes alemães uma série de *uadrosJ o 6an*uete de "ero, um coro de el2os) Em troca, levavam1lhe comida) A*uela 6e6eragem, pela *ual os o2iciais prisioneiros 2a>iam 6icha, com as suas marmitas, ,s seis da manhã, en*uanto os impedidos lhes 6atiam com paus e os co>inheiros com seus colher9es) Ie6eragem essa *ue era insu2iciente para manter um homem vivo) .elas tardes, Kuri, da /anela da ca6ina, visuali>ava o <nico *uadro, para o *ual lhe dera voca+ão a arte do pincelJ a névoa pairando so6re o prado /unto do pLntano, o prado cercado de arame 2arpado, com um sem1n<mero de 2ogueiras ardendo, e, , volta das 2ogueiras, o *ue restava dos antigos o2iciais russosJ seres agora semelhantes a 2eras, roendo os ossos de cavalos mortos, 2a>endo 6olachas de cascas de 6atata, rumando

na . distri6u-dos por toda a p3tria. . arremessam1nos esmolas através do arame 2arpado. Felgunov nota no seu di3rio *ue corre o I&A(& de *ue a U)$)%)%) não permite *ue se preste a/uda aos seus soldados prisioneiros na Alemanha. e os *ue. tinham permissão de 2alar em seu nomeY E como se h31de reagir com /usti+a *uando a nossa mãe nos vendeu aos ciganos. h31de so6reviver e tirar conclus9es) Ja todos eles sa6em *ue a *uestão não depende dos alemães. /3 em 1915. acaso estamos ligados ainda a ela por 2idelidadeY A p3tria *ue traiu os seus soldados é porventura uma p3triaY )))?omo tudo se trans2ormou para KuriX Ele admirava o pai 1 e passou a amaldi+o31loX .E AB& #E BU AB soviéticos vivem e morrem assim. e *ue entre os prisioneiros de numerosas nacionalidades s: os 194 A$DU'. e enviados pela 2am-lia. inclusive. um ou outro alistou1se para se salvar da 2ome) Fas E) 201lo com 2irme>a e lucide>) "ão se demorou muito tempo na legiãoJ *uando te arrancam a pele. pensou *ue ele tinha tra-do. os *ue planavam mais a6aixo. camada ap:s camadaS) & *u0Y %talineY "ão ser3 exagerado atri6uir tudo a %taline. por 6ondade.esterco e remexendo1se todos devido aos piolhos) "em todos esses 6-pedes tinham ainda morrido) "em todos haviam perdido ainda o dom do discurso coerente e. so6 os re2lexos purp<reos das chamas.or*u0Y #a*ui e dali vão chegando as explica+9esJ a U)$)%)%) não reconhece a ?onven+ão da ^aia so6re os prisioneiros. assinada pela $<ssia. não tens de chorar pela lã) Kuri dei1 45 %: em 1955 reconhecemos esta conven+ão) #e resto. nos atirou aos cãesY Acaso continua a ser mãeY %e a nossa mulher anda a correr as ruas.rimavera de 194@. são tratados de modo muito insuport3vel) Duanto aos ingleses e aos noruegueses. entra em con2lito e discute com o velho pintor Raté então. o /uramento do exército em *ue se criara. não indo simplesmente rece6er o racionamento alemão) %e os acampamentos 2icam ao lado uns dos outros. ninguém est3 em pior situa+ão) &s polacos e os /ugoslavos. pior ainda. ou. não assume nenhumas o6riga+9es *uanto ao tratamento dos prisioneiros e não pretende de2ender os seus *ue ca-ram no cativeiro45) A U)$)%)%) não reconhece a ?ru> Vermelha 'nternacional) A U)$)%)%) não reconhece os seus soldados de ontemJ não lhe convém prestar1lhes a/uda no cativeiro) & cora+ão do nosso entusiasta contemporLneo da $evolu+ão de &utu6ro gela1se) Ali. *ue tra-a agora os seus pr:prios soldados) E por*ue é *ue o /uramento de Kuri o devia vincular a um regime assim traidorY Duando. na realidade. Kuri tinha di2iculdade em admitir a*uilo. e os nossos lan+am1se1lhes como sete cães a um osso) %ão os russos *ue suportam toda a guerraW são os russos *ue t0m esse destino) . os aliados. geralmente. chegaram ao campo os recrutadores das primeiras 7legi9es8 6ielorrussas. mas o velho ia pondo a verdade a nu. conclus9es algumas) E os outrosY &s *ue cercavam %taline. e de *ue eles vivem pior *ue os de todos os aliados) 'sso para *ue não ha/a I&A(&% so6re a 6oa vida dos prisioneiros e estes não se . via1se como uma intelig0ncia tardia despontava na*ueles rostos *ue remontavam ao ^omem de "eanderthal) A 6oca tornava1se1lhe amargaX A vida *ue Kuri conservava /3 nem lhe a *uerida em si mesma) Ele não é da*ueles *ue aceitam 2acilmente es*uecer) "ão. isto é. e isso para esta6elecer este mesmo regime. ou apenas e alemães.s suas mãos tão curtasY (odo a*uele *ue s: tira metade das conclus9es não tira. na ca6ina da 6arraca. estão inundados de pacotes da ?ru> Vermelha 'nternacional.ela primeira ve>.

um rapa> viva+o regressou. lia os livros *ue dantes não lhe eram acess-veisJ Iunine. . na retaguarda soviética. dese/ando 2icar vivos. *uando as 2am-lias dos privilegiados. a2ogava cada ve> mais a sua con2usão na vodca) & *ue era a*uela escola de espionagemY "ada tinha de uma escola verdadeira. a6andonados. com a agravante da inten+ão de sa6otagem) 'sto signi2icava guard31los na cadeia até a morte) 194 A$DU'. eles *ueriam simplesmente escapar . porém) an+avam1nos a pretexto de insu2lar Lnimo) Fas para os mori6undos prisioneiros de guerra russos. a entregar1se novamente aos alemães) ` Fas um 6elo dia. os nossos investigadores não admitiam tais ra>9es) Due direito tinham eles de viver. na opinião de Kuri. naturalmente) Em seis meses s: lhes puderam ensinar a dominar o p3ra1*uedas.) Felgunov. $ecorda+9es e #i3rios. outros iam para a 2arra com o dinheiro) "unca nenhum deles voltou atr3s. 6rotasse a cada p3gina o sangue das 2eridas vivas da $<ssia) Fas o *ue é *ue sucediaY Em *ue delapidavam eles a sua inapreci3vel li6erdadeY Uma ve> mais a descrever o corpo 2eminino. através dessa escola. Aldanov.. através da 2rente. segundo a tradi+ão russa. morte e ao cativeiro. mesmo sem isso. em 1945. o recrutou como seu 6ra+o direito) Assim. in2ormando de *ueatinha reali>ado a tare2a Ride l3 veri2ic31loXS) Era um 2acto invulgar) & che2e não teve d<vidas de *ue ele tinha sido enviado pela contra1espio1nagem %merch e decidiu 2u>il31lo Ré esse o destino de um espião escrupulosoXS) Fas Kuri insistiu em *ue. ele percorria toda a Alemanha. vestiam roupas de a6a2o novas.egar na cara6ina alemã) #evido ao seu 2also /ogo de espionagem aplicaram1lhes o grave artigo 5!1. eram uma 6oa sa-daJ os rapa>es comiam. Am2i1teatrov))) Kur esperava *ue em todos eles. e logo um certo ?^EGE alemão. come+ou um desli>e *ue Kuri não tinha previsto. era . e. esta6eleceriam liga+9es pelo c:digo da r3dio e regressariam outra ve>) "o entanto. assim se 2oi operando uma mudan+a) Ele ardia no dese/o de li6ertar a sua p3tria e puseram1no a preparar espi9es alemães para com6ater os seus) &nde estava o limiteY))) A partir de *ue momento se não pode ir demasiado longeY Kuri passou a ser tenente do exército alemão) ?om a 2arda alemã.E AB& #E BU AB 19@ xou de ocultar o seu conhecimento da l-ngua germLnica. encontrado no servi+o de contra11espionagem do exércitoS. de conhecer e. ainda por cima.4. a 6ele>a das ca6e+as no6res. visitava os emigrados russos. pelo contr3rio. em Iunine por exemplo. *ue tinha sido designado para criar uma escola de espi9es de 2orma+ão acelerada. essas escola>inhas. dinamitariam os o6/ectivos designados. logo adiante.E AB& #E BU AB mo este 7espião8 de nari> chato. a 2a>er uso de explosivos e a transmitir mensagens pela r3dio) "ão con2iavam muito neles. mas não ao pre+o de dispararem contra os seus na 2rente4. e. p3ginas 199 e 4C@)S A$DU'. a explosão das paix9es. dos arredores de =assen. viviam 6emY "ão se lhes reconheceu nenhuma atenuante pelo 2acto de se recusarem a . 6em como a contar anedotas esta2adas dos anos long-n*uos) Eles escreviam como se nenhuma revolu+ão se tivesse veri2icado na $<ssia ou como se 2osse /3 demasiado inacess-vel a eles explic31la) #eixavam aos /ovens o cuidado de se orientar na vida) Assim se agitava KuriJ tinha Lnsia de ver.aris.) Ga>iam1nos passar a linha da 2rente. recheavam as algi6eiras de dinheiro soviético) (anto os alunos como os pro2essores 2ingiam *ue tudo se passaria como previstoJ *ue na retaguarda soviética 2ariam espionagem. entretanto. 19. "aturalmente. a li6erdade de escolha dependia do seu car3cter e da sua consci0ncia) 'mediatamente todos a6andonavam os explosivos e a r3dio) A di2eren+a consistia apenas nistoJ uns entregavam1se sem mais . "a6oAov. ia a Ierlim. vol) '.s autoridades Rco1 4. sem esperan+a.entreguem tão gostosamente) ^3 certa continuidade de ideias) R%) . o p_r do %ol.

*ue uma hora antes eram leais ao reich alemão. sua maneira) Agora *ue a guerra estava claramente perdida para eles.ois 6em. mas. *ue a tudo tinha renunciado. inclinando1se para a mesa. todo corado. o tentava através da mesaJ 7Kuri "iAolaievitchY. /3 endurecido. encheu1se de calor) A p3triaY Era maldita. estava um compatriota em6riagado e. para onde. realmente somos russosX %e nos perdoam. o comando soviético aprecia a sua experi0ncia e os seus conhecimentos e *uer utili>31los para conhecer a organi>a+ão da contra1espionagem alemã)))8 As vacila+9es roeram E) durante duas semanas) Fas. mandou 2ormar os alunos da escola e declarouJ 7Eu passo1me para o lado soviéticoX ?ada um é livre de escolherX8 E esses inexperientes aprendi>es de espi9es. 2am-liaY E passear por =amennostrovY . sentiam todos. de todas as maneiras. evidentemente. não proporcionara a 2elicidade a Kuri) Ele não se arrependia. a sua escola de espionagem ocultou1se até . sentado diante dele. *ue. chegada dos tan*ues soviéticos e depois veio a contra1espionagem %merch) Kuri /3 não voltou a ver os seus rapa>es) 'solaram1no durante de> dias e o6rigaram1no a descrever toda a hist:ria da escola. eles se escapariam os dois) E eis *ue. ainda com leite no nari>. tam6ém n:s. as tare2as diversionistas) Ele pensava realmente *ue a sua 7experi0ncia e conhecimentos8))) Estava1 A$DU'. 6radaram entusiasmadosJ 7^urraX (am6ém n:))) :))) :sX8 REles vitoriavam os seus 2uturos tra6alhos 2or+ados)))S Então. os programas.odia 2icar a aguardar o 2u>ilamento. tão 2alhos de arrependimento como ele.E AB& #E BU AB 195 1se mesmo a discutir o pro6lema da sua ida a casa. *ueridaX ?oncediam1 lhe o perdãoY))) E poderia regressar . tinha aparecido a Kuri uma sa-daJ o che2e gostava dele e disse1lhe *ue possu-a uma propriedade na Espanha. en*uanto não se matar o seu nervo. para visitar a 2am-lia) E s: na u6ianAa ele compreendeu *ue. claramente. se1 gredou1lheJ 7Kuri "iAolaievitchX & comando soviético promete1lhe o perdão se voc0 se passar agora connosco)8 Kuri estremeceu) & seu cora+ão. devia trans2erir a sua escola para o interior. logo *ue o império ardesse. em6ora procedessem de pontos de partida di2erentes)S Eu di>ia *ue durante longo tempo s: pessoas de inten+9es su6limes e de todo em todo a6negadas tinham dirigido as *uest9es importantes no nosso pa-s) Ele a2irmava *ue eram da mesma t0mpera de %taline. logo desde o come+o) R%o6re o 2acto . *uando depois da o2ensiva soviética para l3 do V-stula. a vida deles era 2alsa) &s alemães mane/avam1nos . desde *ue sa-ra do campo. ele ordenou *ue dessem a volta por uma tran*uila gran/a polaca. de todas as maneiras.arriscando a vida ele pr:prio. *ue lhes 2altava um ponto de apoio.necess3rio condecor31lo e apresent31lo aos alunos) &ra o espião aca6ado de regressar prop_s a Kuri *ue 2ossem 6e6er uns copos e. mas não via nenhum 2uturo diante dele) $eunindo1se a 6e6er vodca com outros russos. apropriada para isso))) Kuri esteve tr0s semanas na nossa cela) #urante todo esse tempo discutimos com ele) Eu di>ia *ue a nossa $evolu+ão era magn-2ica e /usta e *ue apenas tinha sido horr-vel a sua de2orma+ão em 1949) Ele olhava1me com pena e mordia os seus l36ios nervososJ antes de empreender a $evolu+ão devia1se ter limpo o pa-s dos perceve/osX R"isto havia estranhamente uma certa coincid0ncia com GastenAo. voltaremos e hão1de ver como ainda seremos 6ons cidadãosX ))) Esse ano e meio passados. mesmo em %alamanca. estaria mais perto do rio "eva))) . in/usta. não deixamos de sentir o apelo da p3tria até ao dia em *ue engolimos o arsénico) &s lot:2agos da &disseia conheciam certa 2lor de l:tus. ou então uma senten+a de vinte anos) A es2umada imagem da terra p3tria 2a> com *ue uma pessoa se deixe enganar irremediavelmente))) Assim como um dente não cessa de doer.

ara os teimosos *ue não assinam os autos e não reconhecem as culpas. na exacta medida *ue permite . avide>) ?om o tempo. latrina. 2rugalidade. repletas de perigo. ha6itualmente a estas horas não costumam tocar . não sou6emos aproximar1nos e o6servar1nos mais. . esse sim. não é verdadeY AhX As noites imponder3veis da u6ianAaX R?ontudo. satis2eito com as papas. medula) eão (olstoi. por mais *ue tenha perguntado. vai regressando. adapta1se . não tocam no pão e não sa6em onde met01lo) Fas o apetite. imponder3veis somente se não te aguarda o interrogat:rio nocturno)))S E como se o corpo não tivesse peso. mas isso /3 não é tão terr-velJ é 23cil acostumar1se a não dese/ar comer de noite 1 processo desde h3 muito conhecido pela medicina militarJ nos regimentos de reserva tam6ém não dão de comer . e a pouca alimenta+ão *ue a*ui nos dão consegue chegar . pela *ual é prov3vel *ue tenhas esperado e estremecido todo o dia) Due aliviada 2ica de repente toda a genteX ?omo de s<6ito se simpli2icam todos os grandes pro6lemas) J3 notaram isso. depois tra>iam1nos. uma travessa para cada um.E AB& #E BU AB ta) Alguns. & sono é o melhor remédio contra a 2ome e contra a depressãoJ o organismo não se desgasta e o cére6ro não 2a> passar e repassar os erros cometidos) Entretanto. acaloradas devido . no estilo de restaurante.arece *ue nos elevamos até . e os guardas espreitam com insist0ncia para ver se voltamos as 2olhas do livro. mas. gradualmente. 2ora a*ueles *ue não possuem documentos para sair dos rec_nditos cantos do "orte) & destino de Kuri E) não era o de um soldado raso) Ginalmente. não diverg-amos)S Eu tinha uma grande estima por BorAi) Due esp-rito tão l<cidoX Due concep+9es tão /ustasX Due not3vel artistaX Ele interrompia1meJ era uma personalidade insigni2icante e a6orrecidaX Ga6ricou a sua pr:pria personagem da mesma 2orma *ue inventou os seus her:is) (odos os seus livros são 2a6ricados do princ-pio ao 2im. so6re a comida. ouv-amos o alegre tilintar no corredor. o contraste é maiorJ *uando regressam /3 est3 a aca6ar a hora de descanso)S . em ve> de nos negarmos um ao outro) evaram1no da cela e. chega a hora do /antarJ mais outra colherada de papas) A vida apressa1se a o2erecer1te todos os seus dons) Agora 2altam cinco a seis horas e até ao aviso do sil0ncio nada levas . noite) Então aproxima1se a hora de ir . com dois pratos de alum-nio Rnão havia tigelasSJ uma colherada de sopa e outra de papas aguadas e sem gordura) #urante as primeiras emo+9es.ropriamente 2alando é proi6ido dormir.s alturas do %inai.de *ue %taline era um 6andido. elevando1se o mais poss-vel . ninguém me sou6e dar not-cias dele na cadeia de IutirAi e ninguém o encontrou nos c3rceres de trLnsito) Até os soldados rasos de Vlassov desapareceram sem deixar vest-gios Ro *ue é mais certo da terraS. e depois a sensa+ão de 2ome permanente condu> .s altas es2eras) "a u6ianAa isto é 2acilitado pela licen+a de estar deitado duas horas depois do almo+o. desde então. se a gente consegue moderar1se. A$DU'. a6rimos um livro para dis2ar+ar e dormitamos) . nossa /uventude. alma deixar de sentir a sua opressão) Due leves e livres pensamentosX . chegou a comida da prisão) Fuito antes. /usta) . o *ue é ainda algo *ue lem6ra a maravilha de uma casa de repouso) #eitamo1nos de costas voltadas para a 2enda da porta. é o rei da nossa literaturaX . 6oca.ara isso é necess3ria uma auto1educa+ão *ue 2a+a perder o h36ito de olhar de soslaio para *uem come algo mais e consiga p_r de parte as conversas. e *ue ali. até .or causa destas discuss9es di3rias. porta) RA explica+ão deste humanitarismo reside no 2acto de *ue a*ueles *ue estão proi6idos de descansar se encontram nessa altura no interrogat:rio diurno) . durante dias. ao acusado nada lhe entra pela gargan1 19.

*ue não h3 *uem o6rigue agora as tropas aliadas a lutar contra n:s) E todavia. devia ser com isto *ue sonhava . sentimos menos dese/o de discutir do *ue de ouvir algo de interessante e até de conciliador. ao ponto de o desa6ituar de mani2estar o seu desvelo estas salvas destinavam1se a comemorar as vit:rias do exército soviético. grito eu Rtam6ém semi1murmurandoS) GastenAo intervém. ser preso pol-tico era um motivo de orgulho) "ão somente as 2am-lias não renegavam o preso. eu protesto e discutimos 2uriosamente) &s seus argumentos consistem em *ue o nosso exército est3 deveras extenuado. mas tentamos imagin31lo nos seus pormenores. destinados ao comum ca6a> prisional. s: então. eu a2irmo *ue o exército não se encontra tão extenuado como isso.E AB& #E BU AB velo pelos *ue so2remY Agora isso seria considerado como algo de desvairado) Due se tente propor em *ual*uer institui+ão uma angaria+ão de 2undos para a 2esta os presos da . dam presuntos de "atal.g) 1PC5 ()W 19Q A$DU'. e. mas nada mais h3 na nossa vida) Due 23cil se tornou atingir esse ideal))) "aturalmente. 2a>endo1se passar por noivas. por detr3s do estore. *ue é agora *ue o Exército Vermelho e os an1gio1americanos vão atirar1se uns contra os outros.ela consci0ncia pol-tica) Due trans2orma+ão 6rusca e irrevog3vel aterrori>ou assim o nosso povo. 2alando todos cordatamente) Um dos temas pre2eridos na prisão é a conversa so6re as tradi+9es carcer3rias.3scoa sem levar pacotes a presos desconhecidos. por exemploJ a *uestão do 2im da guerra) E eis *ue o guarda entra na cela. sendo por ve>es acompanhadas de 2ogo1dc1arti2-cio) 2. particularmente. so6re como eram as coisas antes) GastenAo encontra1se entre n:s e por isso ouvimos esses relatos de prineira 2onte) & *ue mais nos comove é *ue dantes. *ue acumulou experi0ncia e *ue actualmente est3 repleto de 2or+a e de 2<ria. pastéis de massa. para pensar e so2rerX E n:s so2remos e pensamos. ridiculari>ando1nos. adivinhando *uais as cidades tomadas) Kuri. grita lmas em tom de murm<rioS Kuri) 7E as ArdenasY8. partindo com o cora+ão mais aliviado) &nde desapareceu esta 6ondade russaY Goi su6stitu-da . pela noite. come+ar3 a verdadeira guerra) A cela mani2esta um 3vido interesse por esse press3gio) E como terminar3Y Kuri assegura *ue com uma ligeira derrota do Exército Vermelho Re portanto com a nossa li6erta+ão ou o nosso 2u>ilamentoS) A*ui. pois os pro6lemas são mais explosivos. 6aixando o estore a>ul de camu2lagem da /anela) Agora. conseguiam 2a>er1lhes visitas) E a velha e universal tradi+ão do envio de em6rulhos nas 2estasY "inguém na $<ssia come+ava a 2este/ar a . mal a6astecido so6retudo. discutimos ao longo das noites.e dos livros) Entramos de novo mais 2ogosamente em cho*ue com E).por entre as chamas. distraindo1nos da parti1 A$DU'. di>endo *ue não compreendemos o &cidente. empad9es. e *ue contra os aliados /3 não com6ater3 com tal 2irme>a) . como não vemos o mapa da Europa. indo nessa hip:tese despeda+ar os aliados com mais limpe>a ainda do *ue aos alemães) 7"uncaX8. nos surge a apari+ão da verdade) %im. 2ica 2ulo com essas salvas) 'nvocando o destino para corrigir os erros por si cometidos.E AB& #E BU AB 195 da de xadre> com %u>.uschAhineJ Duero viver. como 1unhem muitas /ovens desconhecidas. sem palavras e sem expressão.elo exemplo das unidades *ue conhe+o. 2olares) Dual*uer po6re velhota levava uma de>ena de ovos pintados. de6ilitado. ele a2irma *ue a guerra não aca6a de modo algum. a Foscovo nocturna come+a a disparar salvas de artilharia45) "ão vemos o 2ogo no céu.

agarremos a mantaX Assim como na 2rente não a6es se uma ra/ada de pro/écteis se vai a6ater so6re ti. 2oi no essencial encarcerada))) &utro tema de *ue é agrad3vel 2alar pela noite. era preciso t01lo ditoX ))) Fas. ele come+ou rapidamente a assinar e trouxeram1no outra ve> para a*ui)S 7%e acaso te puserem em li6erdade. pouco depois de nos termos despedido de E).rimeira mulher de BorAi) R") dos ()S A$DU'. . os engenheiros. via/ava no estrangeiro.echAo1va4Q. os religiososS. sua volta) 1 Dual é o n<mero desta celaY 1 perguntou in*uieto) 1 ?in*uenta e tr0s) Ele estremeceu) . 6omX. utili>ando a sua imunidade pessoal. *ue não 2a>iam parte do teu c-rculo de preocupa+9es) E. pode ser *ue tam6ém me soltem depressa))) Fas aconteceu simplesmente *ue a mulher de F) deixou cair a *uinta 6atata da 6olsa. tr0s 6iscoitos)8 T 7. mas torna1se1nos di2-cil imagin31lo) Ele explica1nos *ue E) . é uma 6agatela T então promete1me *ue ir3s ver a minha mulher e como prova disso ela *ue me mande num pacote. é a li6erta+ão) %im. com 2ato a>ul e um 6oné a>ul1escuro) "ada tra>ia consigo) &lhava.ol-tica) J3 não digo *ue se/a imposs-vel para n:s acreditar nisso. como 2ora com6inado. /ovem.) . de resto. mas s: para os antigos mem6ros de partidos pol-ticos) AhX. duas ma+ãs)))8 1 7Agora não h3 ma+ãs em parte alguma)8 1 7Então. o teu caso.) . escuta.echAo1va. con2uso. pelos vistos. F) rece6eu *uatro 6atatasX 'sso prova *ue 2oi li6ertado) &ra o seu caso é muito mais sério do *ue o meu. en*uanto ") /3 se encontra no porão do 6arco *ue segue rumo a =olima)S Assim vamos conversando so6re toda a espécie de coisas. entretanto. *uem come+a por UX8 Fas o guarda não a6riu a 6oca) A porta des1cerrou1se) evant3mos a ca6e+a) A entrada estava um novatoJ magrinho. .ara todos os pol-ticosY A*ui cumpria esclarecerJ não. U) 7com os seus o6/ectos pessoais8) (eria ele 2icado de um momento para o outro em li6erdadeY A 2orma+ão do processo não podia terminar tão depressa) R#e> dias depois. angariava dinheiro Rno nosso pa-s não poderia angariar muitoS. não para os contra11 revolucion3rios Rpor exemplo. excep+ão de E) . e tu sentes1te 6em e alegre entre pessoas interessantes *ue não 2a>iam parte da tua vida. *uando não se est3 .cadeia localX 'sso ser3 tomado *uase como uma insurrei+ão anti1soviéticaX Até *ue grau chegou a nossa 2erocidadeX Pb E *ue representavam esses presentes 2estivos para os presosY Assiso s: uma comida sa6orosaY "ão) Eles tradu>iam o c3lido sentimento de *ue os *ue estavam em li6erdade pensavam e se preocupavam contigo) GastenAo conta1nos *ue mesmo durante o poder soviético existiu a ?ru> Vermelha . *ue se ouviu o ru-do da 2echadura) &s cora+9es oprimiram1seJ *uem irão levarY Agora o guarda vai lan+arJ 7Duem come+a por %X. não podemos sa6er tam6ém a*ui *ual é a tua noite 2atal de interrogat:rio) #eitamo1nos. a pr:pria ?ru> Vermelha. depressa. espera de um interrogat:rio. pomos um 6ra+o por cima da manta e es2or+amo11nos por a2ugentar os pensamentos da ca6e+a) #ormirX Goi num momento assim.E AB& #E BU AB 199 #epressa. /3 a silenciosa ronda nocturna passouJ levaram os :culos e a lLmpada deu sinal tr0s ve>es) 'sso signi2ica *ue dentro de cinco minutos tocar3 a sil0ncioX . ei1lo *ue regressaJ levaram1no para e2ortovo) A-. de uma noite de A6ril. di>1se *ue se veri2icam casos surpreendentes *uando alguém é li6ertado) evaram da nossa cela. digamos. sendo depois comprados a*ui artigos para os presos pol-ticos *ue não tinham 2am-lia) .ode suceder *ue não ha/a 6iscoitos em Foscovo)8 T 7Iom. então servem *uatro 6atatas)8 RGacto extraordin3rio e admir3velJ levaram e2ectivamente ") e. tu mesmo o di>es. recordamos casos divertidos. de um minuto para outro.

provavelmente não 1 tran*uili>3mo1lo) 1 Agora não 2u>ilam ninguém) Apanhar3s uns #EU A"&%.E AB& #E BU AB 1 Fas *uem é) voc0Y & novato sorriu1se. supondo *ue não era necess3rio ir mais longe nem havia mais *ue escutar) Fas enganou1seJ 1 ?omo isso. assim sem mais nem maisY Em nome de *uemY 1 Em meu nome pr:prio) 4CC A$DU'. antes da distri6ui+ão do pão. amanhã. mas. assentou pra+a no exército e levaram1no para Iiro6id/ã. não iam ser a6orrecidas) (rouxeram tam6ém ao 7imperador8 uma cama. solenemente. um velho corpulento e desconhecido. perto do 6alde da latrina) Em 191. e olh3mos para ele) & seu rosto magro e t-mido não tinha *ual*uer parecen+a com o rosto de FiAhail $omanov) "em a idade))) 1 Amanhã. go>ando antecipadamente a certe>a de *ue as duas primeiras horas da manhã.s gargalhadas) Ele tinha um rosto simpl:rio. o6ediente. talve> . *ue tinha tirado) 1 "ão. . estas tornaram1se mais espa+adas) & velho não voltou a aparecer) Victor aprendeu a pro2issão de motoristaW em 19@. devoto.el3giaX (u tens um 2ilho de um ano) Buarda1o para #eus) Duando soar a hora. menina dos seus olhos) Victor cresceu sossegado. um apelo.el3gia não o sa6ia.1 Vens da ruaY 1 pergunt3mos1lhe) 1 "ão))) T a6anou com ar so2redor a ca6e+a) 1 Duando 2oste presoY 1 &ntem de manhã) $imos . devota esposaJ 7. de *ue não h3 *ue esperar resposta)S 1 "ão sei))) Uma ninharia))) (odos respondem assim. o estado de esp-rito da classe oper3riaX E voltou1se para o outro lado. como se se sentisse culpadoJ 1 & imperador FiAhail) Uma 2a-sca saltou entre n:s) evant3mo1nos. todos estão presos devido a *ual*uer ninharia) E so6retudo ninharia para o pr:prio acusado) 1 Fas.tem. entrou em casa de Iielov. um colchão. e dirigiu1se . ma*uinista de locomotivas em Foscovo. com as pestanas *uase 6rancas) 1 E por*u0Y RE uma pergunta pouco honesta. voltando1se para mimJ 1 A. disposto a dormir. A) '). 2iel ao princ-pio de classe) 1 &per3rio) GastenAo estendeu a mão e. agora h3 *ue dormirX 1 disse severamente %u>i) #ormimos. alongando o rosto) E apertava entre as mãos a pala do 6oné. voltarei de novo8) E saiu) Duem 2osse esse velho. de 6ar6a ruiva. e ele deitou1se em sil0ncio. onde serviu numa companhia motori>ada de transportes) "ão era muito desem6ara+ado. suave. no entantoY))) 1 Escrevi um apelo) Ao povo russo) 1 & *u01010YYY R7"inharias8 dessas ainda não t-nhamos encontradoXS 1 'rão 2u>ilar1meY 1 perguntou ele. ainda nas camas. tendo 2re*uentemente vis9es de an/os e da Virgem) #epois. disse. pela certa) 1 E oper3rioY EmpregadoY 1 perguntou o social1democrata. mas ele 2alou de 2orma tão clara e amea+adora *ue as suas palavras venceram o cora+ão maternal) E cuidou dessa crian+a mais do *ue .

costumes. e não o deixaria 2icar mal) IliuAher gostou de Iielov e 2icou com ele) Iem depressa. %edin) Fas %edin 2e> um des2al*ue Rtrinta e cinco milh9es. . insistiu o velho) "isto entrou a mãe e 2icou paralisada de pavor. 2icou novamente sem tra6alho /unto dos che2es) Empregou1se como condutor de uma empresa de transportes e nas horas de 2olga 2a>ia tra6alho negro condu>indo passageiros a =rasnaia . s: a. ora o>ovsAi e alguns outros e.el3gia. ele 2icou na garagem do =remlin. sua volta. invocando1se *ual*uer ra>ão plaus-vel. depois puseram1no a a6rir trincheiras e a construir caminhos) #epois da vida descuidada e 2arta *ue tinha levado nos <ltimos anos isso 2oi para ele um golpe doloroso. imperador da %anta $<ssiaX8. Iielov assistiu então ao processo contra IuAharine. respondeu Iielov) 7Fas passar3s a ser FiAhail. sem sa6er por*u0. UcrLnia. não o mandaram para a 2rente de 6atalha. nem mais nem menosS e a2astaram1no em sil0ncio desse cargo) Iielov. *ue teve lugar na ?asa dos %indicatos) Entre todos os seus patr9es apenas se re2eriu com calor a =ruchtchev. sua do+ura e suavidade. olhando . a6riu1se de repente a porta e entrou um velho corpulento e desconhecido. morte. mesa da 2am-lia e não separadamente. em 19@Q. como se lhe 2i>essem dar com o 2ocinho em terra) . FiAhailX Due #eus te a6en+oeX8 17Eu chamo1me Victor8. antes de proceder . sendo cumpridor no tra6alho. na co>inhaW nesses anos. *ue lhe arrastava a asa) "esse per-odo de mano6ras chegou ali o marechal IliuAher e o condutor deste adoeceu gravemente) IliuAher &rdenou ao comandante da companhia *ue lhe enviasse o seu melhor motoristaW)o comandante chamou o che2e da sec+ão. olhou com ar severo para Iielov e disse1lheJ 7%a<de. come+ando a condu>ir ora FiAhailov Rdirigente do =omsomolS. encanecido. teve pausa no seu tra6alho na garagem do Boverno e. e regressou a Foscovo. Iielov não era 6e6edor. *ue lhe era 2ielS e levou consigo Iielov) #epois de ter perdido o seu superior. conseguiu livrar1se como doente. sem a sua protec+ão.E AB& #E BU AB 4C1 6an*uetes. onde novamente se empregouJ passou a ser o motorista de ?her6aAov49 e. como tinha mesmo empo6recido) Esteve *uase . separaram o marechal do Extremo &riente. . pela sua pouca sa<de. derramando a 3gua dos 6aldesJ era o mesmo velho *ue viera vinte e sete anos antes. IliuAher 2oi chamado a Foscovo Rdesse modo. convidou1o com insist0ncia a ir com ele) 7"ão teria deixado =ruchtchev em toda a minha vida8. tão impr:prias de um motorista. *ue logo pensou em mandar ao marechal o seu rival Iielov) R"o exército sucede 2re*uentemente assimJ é promovido não a*uele *ue o merece mas a*uele de *uem se *uerem livrar)S Além disso.devido . medidas de seguran+a Rde *ue nos contou pormenoresS) ?omo representante do simples proletariado moscovita. di>ia Victor AleAseievitch) Fas algo o reteve em Foscovo) Em 1941. *ue tinha ido lavar e 6uscar 3gua . sou6este conservar o .se conservava ainda a simplicidade oper3ria) & alegre =ruchtchev tam6ém votou simpatia a Victor AleAseievitch Iielov e. encantou uma das raparigas recrutadas para o tra6alho e atravessou1se no caminho do seu che2e de sec+ão.aAhr3 R6airro moscovitaS) Fas os seus pensamentos /3 estavam 2ixos noutra coisa) Em 194@. estando em casa da mãe. =ruchtchev) Goi então *ue Iielov p_de o6servar muitas coisasJ A$DU'.assou muitas necessidades e amarguras e o6servou. com a 6ar6a 6ranca) Ien>eu1se diante do -cone. do comiss3rio do povo para a ind<stria petrol-2era. pouco antes do come+o da guerra. sua deten+ão. 2inalmente. ao 2a>er uma viagem. *ue o povo não s: não havia passado a viver melhor do *ue antes da guerra. 2oi mo6ili>ado imediatamente pelo ?omissariado da Buerra) Entretanto. mas para um 6atalhão de tra6alhoJ primeiro enviaram1no a pé a 'n>a. 2onte com os 6aldes. mas ele mesmo) 7Due #eus te guarde. pois s: em sua casa o motorista se sentava . a seguir.

não haver uma *ue o 2i>esse. pelas *uais até ao momento não se sentia culpado. *ue tivera ocasião de acercar1se das personagens mais altas. sens-vel como Giodor 'oannovitch. avisado. sua gordura. e assim.E AB& #E BU AB no trono) Ge> então sa6er ao emocionado /ovem *ue. das depend0ncias pelas *uais devia passar. *ue nos contou tudo isto resumidamente) ":s ainda não t-nhamos perce6ido a sua simplicidade in2antil. era um 2en:meno raroX GastenAo não se tinha . todos os cola6oradores se sumiam) $es2olegando. de .etr:leo *ue tinham lido o mani2esto. *ue escutara o *ue contavam outros motoristas.uschAhine) R") dos ()S A$DU'. escreveu novamente um mani2esto e deu1o a ler a #EU pessoasJ motoristas e serralheiros) (odos estiveram de acordoX E "E"^UF & E"($EB&UX R(ra1tando1se de de> pessoas. e logo no &utono desse mesmo ano de 194@ escreveu o seu primeiro mani2esto dirigido ao povo russo. est3vamos a6sorvidos pelo seu invulgar relato e 1 a culpa 2oi nossaX 1 não tivemos tempo de o avisar acerca do galinha1choca) (ão11pouco nos passou pela ca6e+a *ue tudo o *ue ele. os %edin. Iielov assom6rou1se de como é *ue o comiss3rio podia t011los conhecido) Goi a*ui *ue n:s nos aperce6emos))) &s oper3rios do ?omissariado do . precisamente. estiveram de acordo 1e "E"^UF #E"U"?'&U o 7imperador8X Fas ele pr:prio compreendera *ue era cedoX. ou ao médico. em 195@. *ue leu a *uatro oper3rios da garagem do ?omissariado do . o pro2ético velho *uase não se enganouX @1 Atri6uto dos c>ares da Fosc:via. a come+ar a reunir as suas 2or+as) & velho não lhe ensinou como o 2a>er e saiu) Victor AleAseievitch não tivera tempo de lho perguntar) Agora tinha perdido para sempre a tran*uilidade e a simplicidade da vidaX (alve> *ue outro *ual*uer tivesse retrocedido perante uma ideia 2ora das suas possi6ilidades. mas Victor.etr:leo))) ))) ogo pela manhã rode3mos Victor AleAseievitch. tinha 2icado convencido de *ue nada havia neles de extraordin3ria antes pelo contr3rio) & c>ar novamente ungido. so6re os *uais nunca ninguém sa6eria nada))) R"o dia seguinte. os ?her6aAov. desde 'van. o (err-vel) (ornou1se o s-m6olo do poder.oder e ele seria o imperador de toda a $<ssia@C Reis a ra>ão por *ue o n<mero 5@ da cela tanto o assom6rouXS.etr:leo. não gostava de ver gente. ap:s o interrogat:rio. o <ltimo dos $iuriA. a partir do ano de 194Q. ele punha1se de gatas e dava a volta ao tapete) #esgra+ado de todo o secretariado se ali desco6risse p:) 4C4 A$DU'. =ramarenAo come+ou a pedir 7para ir ao che2e da prisão pedir ta6aco8. sua volta. depois de um verso céle6re do Ioris Bodonov. mas o *ue é certo é *ue 6em depressa o chamaram) E ele denunciou esses *uatro oper3rios do ?omissariado do . *uando chegava ao %ecretariado da 'n2orma+ão. *ue era cedo de maisX E tinha *ueimado o mani2esto) Um ano se passara) Victor AleAseievitch tra6alhava como mecLnico na @C ?om o pe*ueno erro de ter con2undido o motorista com o *ue era condu>ido dentro do autom:vel. sentiu so6re si o peso do chapéu de mo1nomaAha@1) A miséria e a dor do povo *ue via . na*ueles tempos de den<ncias.areceu1lhe estranho ter de esperar até 194Q. devido .teu 2ilho8. tendo para isso. ingenuamente.E AB& #E BU AB 4C@ garagem de uma empresa de transportes) "o &utono de 1944. come+avam a pesar agora so6re os seus om6ros e seria ele o respons3vel se elas se prolongassem) . haveria uma mudan+a de . *ue vira de perto os FiAhailov. doce. acrescentou o velho) E chamou de parte o 2uturo imperador. contara não era ainda do conhecimento do comiss3rio instrutorX))) #epois de terminado o relato. como um patriarca *ue o instalasse /3 Ele relatava *ue o o6eso ?her6aAov.

e prometendo aos seus partid3rios miss9es de servi+o para uni2ica+ão das 2or+as mon3r*uicas no interior do pa-s) #ecorreram meses) & 7imperador8 a6riu1se a duas raparigas da mesma garagem) A*ui o caso /3 não caiu em saco roto) As /ovens estavam ideologicamente . aonde é *ue iam lev311loY Gi>eram1no su6ir imediatamente no elevador. camaradas)))8 E sorria com timide>) Ele compreendia.el3gia. e houve um momento em *ue o 7imperador8 *uase chegou a destruir o seu mani2esto. espero 1 di>ia U). na retrete) Fas pensou *ue assim o pressionariam ainda mais) Aonde. devias *ueimar.enganado nas suas conclus9es *uanto ao 7estado de esp-rito da classe oper3ria8)S E certo *ue o 7imperador8 lan+ava mão de ingénuos su6ter2<giosJ 2a>ia alus9es insinuando *ue tinha uma 2orte mão no Boverno *ue o apoiava. *uando caminhava pelo mercado. por en*uanto. levando o mani2esto consigo. dado *ue *uer suprimir os empréstimosc))) 7Varrerei o =remlin da 2ace da (erra)8 Fas onde vai instalar o seu governoY %ervi1lhe1ia.etr:leo) Entregaram logo o processo ao coronel e este riu1se ao analisar o apeloJ 1 7Vossa ma/estade8 escreve a*uiJ 7#arei instru+9es ao meu ministro da Agricultura para *ue na . comam. um velho oper3rio. com a sua pr:pria mão. simpl:rio. 7sua ma/estade8Y Ve/a. encontrou1o e disse1lheJ 7Victor. levando1o perante um general e um coronel. como era rid-culo e 2ora do tempo ser imperador de todas as $<ssias) Fas *ue 2a>er.rimavera dissolva os AolAho>es)8 Fas como vai dividir o invent3rio agr-colaY 'sto não 2oi previsto))) #epois escreveJ . não tendo chamado ninguém para interrogat:rios) "o meio do sil0ncio ouviu1 se no entanto alguém protestar contra *ual*uer coisa) evaram1no da cela para a enxovia Rpelo som determin3vamos a disposi+ão de todas as portasS e espancaram1no . nem sempre pod-amos conter o risoJ 1 "ão se es*uecer3 de n:s.rimeiro de Faio tiraram a camu2lagem das /anelas) A guerra. 6astou um s: interrogat:rio para *ue a Brande u6ianAa 2icasse sossegadaJ veri2icaram nada haver1de terr-vel) Gi>eram de> deten+9es na garagem da empresa de transportes e *uatro na do ?omissariado do . em 195@. alturaX E logo o cora+ão de Victor AleAseievitch se oprimiu. 7'ntensi2icarei a constru+ão de moradias e alo/arei cada pessoa perto do seu lugar de tra6alho))) Aumentarei os sal3rios dos oper3rios)))8 E com *ue dinheiro. se a elei+ão do %enhor se tinha detido neleYX Iem depressa o levaram da nossa cela)@4 7 "as vésperas do . era *uase como um segundo dia de . o edi2-cio da Brande u6ianAaY "ão dese/a ir visit31loY))) a&s /ovens comiss3rios vieram tam6ém para se rir do 7imperador8 de todas as $<ssias) Além da piada.3scoaJ as 2esta entrecru>avam1se) (odos os comiss3rios passeavam por Foscovo. 2oram tão precipitados *ue não o revistaram. por exemplo. com calos nas mãos. con2orme o ritual. o2erecia1no1las sem distinguir o teu e o meuJ 7?omam. e a*uele arre6atou1lhe. aca6ara) A*uela tarde. m3*uina. de so6rancelhas 6rancas. tens ra>ão)8 dirigiu11se a casa para o 2a>er) Fas dois /ovens simp3ticos a6ordaram1no ali mesmo. no mercadoJ 7Victor AleAseievitchX Venha connoscoX8 E num autom:vel ligeiro levaram1no para a u6ianAa) A*ui. o dinheirinho tem de ser impresso . piscando1nos o olho) (odos se riam dele))) Victor AleAseievitch. nada mais o6servaram de importante) ":s mesmo. não achasY8 E Victor sentiu com acuidade *ue o tinha escrito demasiado cedoX 7Vou agora *ueim31lo. ao rece6er as 6atatas co>idas da sua in2eli> mãe . per2eitamente. 2are/ando desgra+a) "o domingo depois da Anuncia+ão. na u6ianAa. esse papel. na cela. estava tran*uila como nunca. pelos vistos. *ue era um dos seus correligion3rios. o mani2esto do seu 6olso a6arrotado) Entretanto.

essa . tais aren*ues no oceano) "a primeira ponta desse cardume . vindos de não muito longe. como apenas se 2a>ia. nas nossas cadeias.rimeiro de Faio e qm 5 de "ovem6ro) %: por isso nos aperce6emos do 2im da guerra) . em6ora não a toda a largura. no . era recusado . ergueram a ca6e+a e olharam de soslaio a morda+a R7ahX. parece *ue de *uarenta salvas) Era /3 o 2im dos 2ins) %o6re a morda+a da nossa /anela.durante longo tempo) . a primavera dos prisioneiros russos) Eles passavam pelas pris9es da União como densos e invis-veis cardumes cin>entos. marcada para 44 de Junho 1 *uarto anivers3rio do in-cio da guerra) As pedras *ue tinham servido de alicerce.raga e Ierlim) $estava sa6er *ual das duas era) Em 9 de Faio trouxeram1nos o almo+o /untamente com a ceia. essa Vit:ria) "ão era para n:s. da parte dos antigos presos) A$DU'. as salvas8S. mas chegava1nos /3 o rumor de *ue se preparava uma grande parada da Vit:ria.*ueles *ue. tinha na ponta da l-ngua para di>er1lheJ 7"iAita %erguievitchX (emos um conhecido comum)8Fas disse1lhe outra 2rase.rimavera de 1945 2oi antes de mais. segundo parecia) E nessa mesma noite ouviu1se outra sauda+ão.$'FAVE$A EF Junho de 1945 chegavam até . n:s.ela noite dispararam ainda trinta salvas) J3 não havia mais capitais para tomar. a6surdamente a6andonados. impedindo a vit:ria alheiaJ Due são para o traidor os acordes da gl:riaY1 Essa .ra+a Vermelha.4. voltando a deitar1se) E de novo se em6rulharam nos capotes) a "esses mesmos capotes cheios de lama das trincheiras ou de cin>a de acampamentos. onde metade dos presos eram ex1prisioneiros e ex1soldados da 2rente) Ele descreveu a <ltima das salvas numa concisa oitava.or entre o amea+ador sil0ncio ouvia1se nitidamente cada arrochada no corpo mole e na 6oca engasgada) "o dia 4 de Faio dispararam trinta salvas. mais necess3ria. tinham rece6ido na sua 2ronte e no seu peito os primeiros golpes desta guerra. os sons met3licos das or*uestras da $ua essnaia ou da "ovoslo16odsAaia) Executavam s: marchas. na u6ianAa. em 19. na . o *ue signi2icava tratar1se de uma capital europela tomada) ^avia ainda duas por tomarJ . gemiam e a2undavam1se e não eram elas *ue deviam coroar o edi2-cio) Fas até 2igurar dignamente nos alicerces. *ue repetiam ve>es sem conta) E n:s 2ic3vamos de pé /unto das /anelas a6ertas. e per2urados por estilha+os de metralha alemã) "ão era para n:s. encontrava1se nessa noite numa superlotada cela de IutirAi. escutando) Eram unidades militares *ue des2ilavamY &u oper3rios *ue dedicavam com satis2a+ão o seu tempo livre a marcar passoY "ão sa6-amos. desmo6ili>ado por invalide> Rcom uma 2erida incur3vel nos pulm9esS e preso com um grupo de estudan1 @4 Duando me apresentaram a =ruchtchev.E AB& #E BU AB 4C5 tes.rimavera) 2 V' E%%A . das outras celas da u6ianAa e de todas as cadeias da capital. por detr3s das morda+as verde1escuras dos vidros. antigos prisioneiros de guerra e antigos com6atentes. /ovem antitan*uista. da prisão. todas as manhãs e todas as noites. contempl3vamos o céu de Foscovo repleto de 2ogo1de11arti2-cios e cru>ado pelos raios dos pro/ectores) Ioris Bammerov.s /anelas da cadeia de IutirAi. alinhando nos versos mais prosaicos como se deitaram nas tarim6as e se co6riram com os capotesW como acordaram com o 6arulho.

converteu1se. eu sentia *ue esta hist:ria de alguns milh9es de prisioneiros russos me ligava a ela para sempre.oder aos %ovietesX8 Eramos n:s os *ue estend-amos as nossas mãos in2antis. s: por casualidade é *ue eu não havia estado) ?ompreendi *ue o meu dever era meter om6ros a um dos cantos do seu 2ardo comum e lev31lo até ao 2im. nas canteiras de =ertchW como se. s: por*ue t-nhamos escapado com vida4) J3 *uando cort3vamos a . uma insigni2icLncia e es*ueci1me de me lamentar acerca dos gal9es arrancados) 3. na primavera do a/uste de contas com a minha gera+ão) Eramos n:s a*ueles a *uem cantavam no 6er+oJ 7(odo o . *ueimadas do sol. de todos os lados. pela primeira ve>. de modo *ue %taline temia *ue eles pensassem tra>er da campanha na Europa a li6erdade europela. eu vi as colunas.apareceu1me Kuri E) Fas agora eu estava envolto. para as cornetas de pioneiros. com as mãos atr3s 4 &s cativos de Iuchenjald. 2rente e ali havia escutado. como um al2inete 2ixa uma 6arata) A pr:pria hist:ria de como eu 2ui parar . como /3 tinha acontecido cento e vinte anos antes) ?ontudo. os <nicos *ue tinham um ar a6atido.or elas 2luiu a torrente de todos a*ueles *ue tinham estado na EuropaJ os emigrados da guerra civilW os alemães do este. então. os seus relatos. no cerco de ?rac:via. nascida em 1915. en*uanto não me esmagassem) %entia1me agora como se. essa angustiante primavera das pris9es. os gal9es de capitãoJ com eles postos.E AB& #E BU AB mente. pelo seu movimento coeso e seguro. e /3 então a sua triste>a me deixou estupe2acto. não seria poss-vel sa6er por*ue vinham tão tristesY Fas eis *ue o destino me atirara tam6ém para o rasto destes prisioneiros) Eu /3 tinha 2eito com eles o caminho da sec+ão de contra1espionagem até . exclama+ão de 7Este/am preparadosX8b. precisamente o *uadro de o2iciais do exército *ue 2oi disperso em algumas semanas) Assim. *ue tinham 2icado vivos.E AB& #E BU AB 4C9 .&$ '%%& metidos em camposJ como é *ue pudeste escapar vivo de um campo de exterm-nioY A*ui h3 maroscaX A$DU'. contemporLnea da $evolu+ão. tinha participado nas mani2esta+9es do vigésimo anivers3rio. ao som das marchas da Vit:ria. no come+o da guerra. ainda não muito claros para mim) %: depois Kuri E) me explicou tudo. e *ue. como se tivessem /3 um destino marcado) "em s: os prisioneiros passaram por estas celas) . constituindo pela sua idade. mais exacta1 1 Verso de Alexandre IloA) R") dos ()S 4CQ A$DU'. o *ue mais havia era gente da minha gera+ão ou. onde tinham ido parar os meus companheiros de gera+ão. en*uanto . /unto com esses rapa>es.artido ?omunista) E agora encontr3vamo1nos entre os demais. e agora. sua volta todos nos alegr3vamos. em6ora eu não sou6esse ainda *ual a sua causa) Eu saltei para o chão e aproximei1me dessas colunas espontaneamente 2ormadas) R.r<ssia &riental em duas. e *ue . da nova AlemanhaW os o2iciais do Exército Vermelho *ue eram demasiado 6ruscos e ousados nas suas conclus9es. em compara+ão. prisão parecia1me. respond-amos. saudandoJ 7%empre preparadosX8 Era mos n:s os *ue introdu>-amos armas em Iuchenjald e *ue ali mesmo ingress3vamos no . dos prisioneiros *ue regressavam. sem *ual*uer d<vida. houvesse sido aprisionado na travessia da ponte do %oloviovsAi.$E?'%AFE"(E .ara *u0. colunasY E por*ue iam 2ormadosY "inguém a isso os o6rigava) &s prisioneiros de guerra de todas as na+9es regressavam em de6andadaX Fas os nossos *ueriam voltar o mais su6missos poss-vel)))S Eu tra>ia. desalentadas. de6aixo das c<pulas de ti/olo vermelho do castelo de IutirAi. E$AF .

para *u0Y Eram comedores supér2luos) E testemunhas supér2luas de vergonhosas derrotas) ]s ve>es *ueremos mentir. mas sim por ela atrai+oados) "ão 2oram eles. para morder a carne do meu 6ra+o *ue ainda não congelara) E como se dia ap:s dia. saiu a lume o primeiro tra6alho honesto so6re este assunto) .)B) BregrorienAo.. os in2eli>es. mas um erro lingu-stico 2oi então cometido.artido ?omunista da bh $) %) %). en*uanto se lan+avam so6 os tan*ues. morte no cativeiro) @ Agora. ela atrai+oa1os desavergonhadamente. *ue tra-ram a p3tria. mas a l-ngua não nos permite) Esses homens 2oram declarados traidores. carta . a p3tria tra-a1os malevolamente. horas e horas na 6icha. caldeira do campo de o2iciais n<mero sessenta e oito R%uvalAiS) Era como se tivesse a6erto com as mãos e com a tampa da marmita uma cova em 2orma de sino Rmais estreita em cimaS. um comunicado de grande e2eito. mas ninguém. mas a calculista p3tria *ue os traiu a eles e.E AB& #E BU AB E agora.Q) #a*ui por diante eles multiplicar1se1ão) "em todas as testemunhas morreram e 6em depressa ninguém chamar3 ao Boverno de %taline senão o Boverno da loucura e da trai+ão) 41C A$DU'. e um prisioneiro trans2ormado em animal 2ero> se arrastasse até mim. 19.. o Brande Estrategista. revista . por ($n% VEUE%) A primeira ve>. de *ue 2oram v-timas muitos milh9esJ trair os1seus 2ilhos e declar31los traidoresYX E com *ue 2acilidade os exclu-mos das nossas contasX (ra-ramX &pr:6rioX ^3 *ue risc31 losX $iscou1os mesmo antes de n:s o nosso . e mesmo estas na propor+ão de uma para cada cinco) RDue outro eão (olstoi ir3 2a>er reviver perante n*8 este IorodinoYS E com um torpe movimento do seu curto e grosso dedo. e lan+ando1lhes /3 o la+o estrangulador a partir da 2ronteira4) 'n<meras 2oram as in2Lmias *ue se cometeram e os mil e cem anos de exist0ncia da nossa na+ão testemunham1no) Fas ter3 havido alguma mais gigantesca do *ue esta. ao 2im de vinte e sete anos. p3tria. atravessar o estreito de . ao 2rio. de 1Q. no campo de 6atalha.aiJ ele lan+ou a 2lor da intelectualidade moscovita para a m3*uina de picar carne de Via>ma. com a consci0ncia agu+ada pela 2ome. sem outro motivo *ue não 2osse pu6licar. tanto pelos /u->es como pelos procuradores e investigadores) E os pr:prios acusados. revelando involuntariamente a verdadeJ *uiseram declar31los traidores . en*uanto ainda se podiam levantar para o ata*ue) Fas encarregou1se de aliment31los no cativeiro. pela terceira ve>. na 6arraca dos ti2osos e /unto do arame 2arpado do campo vi>inho dos ingleses. grosseiramente. mandou. diga1 se mesmo. em #e>em6ro de 1941. a6andonando1os . *uando o governo *uerido da p3tria tudo havia 2eito para perder a guerraJ tinha destru-do as linhas de 2orti2ica+9esW exposto a avia+ão a ser destro+adaW desmontado os tan*ues e a artilhariaW privado o pa-s de generais competentes e proi6ido os exércitos de resistirem@) &s prisioneiros de guerra 2oram precisamente a*ueles *ue apararam com os seus corpos o golpe e detiveram o Exército alemão) "a segunda ve>. inclusive nos documentos /udicials. no ano.ro6lemas da ^ist:ria do . os tratou senão como 7traidores da p3tria8) Est3 tudo ditoX Eles não 2oram traidores a ela. com cara6inas Verdan. 2alando ou escrevendo. tivesse levado o meu orgulho soviético para tr3s do arame 2arpado do campo de concentra+ãoW como se tivesse 2icado. a 2im de não passar o 'nverno so6 um céu a6erto. uma ideia clara penetrasse no meu cére6ro mori6undoJ *ue a $<ssia %oviética renunciava aos seus 2ilhos agoni>antes) 7&s 2ilhos orgulhosos da $<ssia8 tinham1lhe 2eito 2alta. %amisdat. para o6ter uma colherada de Aava RsucedLneo de ca2éS gelado e me convertesse num cad3ver ainda antes de chegar .das costas. atraindo1os com amor maternal R7A p3tria perdoou1vosX A p3tria chama11vosX8S. todo o povo e os /ornais repetiram e transcreveram esse erro.

mas talve> *ue a causa resida. se desco6riram su6itamente milh9es de traidores entre a gente simples do povo) ?omo compreender istoY ?omo explic31loY Ao nosso lado. p3tria e *ue não se lhes podia perdoar) &ra. no seu 2orte 4 Era um dos maiores criminosos de guerra. *ue dirigia então a mano6ra de atrac+ão e degluti+ão dos repatriados) A$DU'. mas sim os soldados) R?om *ue 2acilidade nos deix3mos arrastar por ep-tetos preconce6idosW com *ue 2acilidade estivemos de acordo em considerar esses a6negados soldados como traidoresX "uma das celas de IutirAi encontrava1se.*uele *ue so2ria o cativeiro era dado o t-tulo de no6reg Ga>er trocas de prisioneiros. eram traidores . não se sa6e por*u0. empregado nas 236ricas de #emidov) Era espada<do. nessas mãos e pernas de lavrador) Ele tinha /3 meditado tantoX 1 Eu aprendia com ele a compreender o mundoX E. se revelou um <nico traidor céle6re. o (err-velJ 7Gu>ilaX EstrangulaX "ão d0s tréguasX8W e *ue BorAi era um 6a6oso e um charlatão *ue /usti2icava os verdugos) Eu sentia entusiasmo por e6edievJ era como se todo o povo russo se personi2icasse perante mim. o ex1che2e da direc+ão da espionagem do Exército Vermelho. o velho e6ediev. de repente. nossa volta estavam ocupadas por presos do 116) Due ultra/ante isso 2oi para os rapa>esX & velho 2a>ia vatic-nios seguros em nome da $<ssia. com 6ar6a . mais parecia um vigoroso tra6alhador. o comerciante 7 ord ^aj1^aj8. apesar de tudo. segundo 116. nessa . e era para eles di2-cil e vergonhoso terem de de2ender1se a si pr:prios desta nova acusa+ão) A de2esa deles perante o velho cou6e1me a mim e a dois rapa>es condenados pelo par3gra2o décimo) Até *ue grau de o6scurantismo conseguem chegar as mon:tonas mentiras do EstadoJ mesmo os mais dotados de n:s somente são capa>es de a6ranger a*uela parte da verdade em *ue meteram o seu pr:prio nari>)S5 Goram tantas as guerras *ue a $<ssia travou Rmelhor seria *ue 2ossem menos)))S e acaso houve muitos traidores nessas guerrasY Veri2icou1se. nesta guerra. e podia parecer um tra6alhador auxiliar da cadeia. 2e> atroar a sua vo>. era um dever da sociedade depois de (&#A% as guerras) ?ada 2uga do cativeiro era glori2icada . um metal<rgico *ue tinha o t-tulo de pro2essor. da terra e do tra6alho. aos alemães) E. coronel1general BoliAov. onde. en*uanto no nosso pa-s houve milh9esY E terr-vel a6rir a 6oca para di>01lo. . sua volta) Era so6re metalurgia *ue ele menos 2alava. e *ue. porventura. di>endo *ue os presos. mas o morto nunca)8 %o6 o c>ar AleAsei FiAhailovitch.ugatchov e com uma mão tão potente. pelo seu aspecto. o traidor não é ele. cortando com a mão. com6atera contra ^itler a 'nglaterra capitalista.rimavera. de 2ronte ampla. contudo. tão elo*uentemente. . na mais /usta das guerras. mas com a sua vo> de 6aixo explicava *ue %taline era um cão de 2ila tão 2ero> como 'van. todas as tarim6as .=ertch a ?E"(& E V'"(E F' dos nossos soldados 1 *uase tantos russos *uantos havia nas proximidades de Iorodino 1 e entregou1os todos. acarinh31los e recon2ort31los. *ue era capa> de agarrar numa selha com um *uintal de peso) "a cela vestia uma 6ata cin>enta de tra6alho so6re a roupa 6ranca interior. sem com6ate. era pouco asseado. donde se erguia uma ca6e+a inteligente. *ue a trai+ão se enrai>asse no esp-rito do soldado russoY Fas eis *ue. en*uanto se não sentava a ler e a 2orte e costumada ma/estade de pensamentos não lhe iluminava o rosto) Gre*uentemente. do <ltimo ou do antepen<ltimo século. no regime))) Até agora havia um antigo provér6io *ue /usti2icava assim a prisãoJ 7& prisioneiro pode ainda gritar.E AB& #E BU AB 411 dorso. os presos reuniam1se . Farx descreveu a miséria e os so2rimentos da classe oper3ria. e por*ue é *ue entre eles.

na $<ssia. pois até mesmo para um idiota se tornava claro *ue s: os vlas1sovistas podiam ser /ulgados por trai+ão) Goi sim para *ue eles não 2alassem da Europa entre os seus conterrLneos na aldeia) A*uilo *ue não v0s não te d3 volta . ca6e+a)))S E assim. /usti2icassem *ue se metessem na ordem os militares e os religiosos) Duanto aos militares. o soldado russo devia. n:s vamos condenar1te) %: o nosso soldado. mesmo tendo perdido as duas pernas. morre agora. guarda na>i) &s governos tomavam em considera+ão os seus com6atentes. até. em muletas Rcaso do leninegradense 'vanov. são 6ons todos os métodos) A li+ão da investiga+ão e da cela não instru-ram. soldo) %: os com6atentes do Exército Vermelho Rcaso <nico no mundoS não eram considerados prisioneiros Era o *ue estava escrito nos regulamentos r7'van não é prisioneiroX8. em tempo de guerra. h3 morte.E AB& #E BU AB 41@ . mostrando como era surpreendente *ue os 2alsos 7sa6otadores8. /3 *ue não pudeste morrer no campo de 6atalha. conta do1lhes os anos de servi+o e assegurando1lhes promo+9es imediatas e. é ingénuo di>erJ 2or*ue não))) "unca os governos de *ual*uer época 2oram. colectas de 2undos para aux-lio aos nossos prisioneiros e as nossas religiosas o6tinham licen+a para ir .est3 uma desco6ertaX Eis o *ue isso signi2icaJ vai e morre. e o mais insigni2icante de todos aos olhos dos inimigos e dos aliados. as cartas e o apoio de todos iam 2luindo através dos pa-ses neutros) &s prisioneiros de guerra ocidentais não se humilhavam a estender a mão para a marmita alemã e dirigiam1se com despre>o . estou inocente. sa6endo *ue eles pr:prios não estavam ao servi+o da espionagem estrangeira nem destru-am o Exército Vermelho. *ue esteve depois preso no campo de UstvimS. esta gente e mesmo condenados conservavam todos a cegueira #A $UAJ a cren+a cega em todas as conspira+9es. *uais os caminhos *ue se a6riam ante o prisioneiro russoY egal. mas não h3 prisioneirosX A. mas para com eles. segundo o *ual. envenenamentos. assim gritavam os alemães das suas trincheirasS) Fas *uem podia imaginar todo o conte<do desta ideiaYX ^3 guerra. regressaste vivo do cativeiro. moralistas) Eles nunca prenderam nem castigaram as pessoas por algo) Eles prenderam e castigaram1nas para *ue não 2i>essem algoX %e todos esses prisioneiros 2oram presos não 2oi por trai+ão . em6ora as almas /ovens procurassem não acreditarJ existia um certo artigo 5Q1116. as 6alas inimigasW a n:s.or não *uerer morrer de uma 6ala alemã. em nada. um s:J /a>er por terra e deixar1se pisar) ?ada erva do mais dé6il caule irrompe para viver) Fas tu. morrer de uma soviéticaX Aos outros. se arrastava para rece6er a 6e6eragem de porcos *ue davam nos p3tios interiores do ''' $eich) %: para ele estava hermeticamente 2echada a porta de casa. as dos nossos) R#e resto. *ue tinham sido aprisionados. estende1te e deixa1te pisar) Em6ora com atraso. depois do cativeiro. re/eitado pela p3tria.5 VitAovsAi descreve tudo isto de 2orma mais ampla Rnos anos @CS.rimeira Buerra Fundial 2i>eram1se. de modo algum. para com os inimigos. acreditavam piamente *ue os engenheiros eram sa6otadores e *ue os religiosos eram dignos de exterm-nio) & homem soviético raciocinava na prisão deste modoJ eu. p3tria. pessoalmente. *ue n:s continuamos a viver) Fas se. Alemanha visit31los) Em cada n<mero de /ornal se lem6rava aos leitores *ue havia compatriotas seus *ue so2riam num vil cativeiro) (odos os povos do &cidente 2i>eram o mesmo nesta <ltima guerraJ as encomendas.E AB& #E BU AB como um gesto do mais elevado hero-smo) "o decurso da . che2e de sec+ão de metralhadoras na guerra da GinlLndia. não havia pena mais suave do *ue o 2u>ilamentoX . e nesse caso não te /ulgaremos) A$DU'. sa6otagens e actos de espionagem) 414 A$DU'. compreendendo *ue eles mesmos não eram culpados.

e ao 6anco dos réusJ como é *ue 2ugiste. condu>ia1te . todas outras vias *ue possa imaginar o teu desesperado cére6ro. em tal narrativa so6re o destino de um prisioneiro de guerra. todas elas te condu>irão ao cho*ue com a lei) A evasão para a p3tria. enrai>ada em n:s. ap:s um *uarto de século de uma revolu+ão apoiada por todo o povoXSW @S Goi inventada uma 2ant3stica evasão do cativeiro.ol:nia ou os Ialcãs. *ue renunciou a n:s. p3tria) #evias ter continuado a viver no campo. com *ue missão te mandaram) RFiAhail Iurnatsev.s 2or+as da $esist0ncia. a/udante dos alemães e da morteY A lei estaliniana não te aplicava. inexplicavelmente. onde as p3ginas de guerra são p3lidas e 2alhas de convic+ão Ro autor. custa dos teus compatriotas e camaradasY ?onverter1te em pol-cia. .&s com6atentes dormem) #isseram a <ltima palavra) E pelos séculos hLo1de ter ra>ão). *uando os outros não conseguem 2ugirY ^3 a*ui algo de o6scuroX ?on2essa. contou a 7verdade amarga8 so6re 7este aspecto da nossa vida8. & VE$#A#E'$& . excep+ão da esc:ria) M . muitos mais5)S A 2uga para o lado dos guerrilheiros ocidentais. sec+ão de contra1espionagem. mas 1 *ue anedotaX 1 o coronel ainda lhe concede um m0s de licen+aX R'sto é. para te /untares . de onde é *ue eles sa-ram. e tornava1te mais perigoso aindaJ tendo vivido livremente entre a popula+ão europela. não 2a>ia senão protelar a tua hora de responder perante o tri6unal. Vacili (ior*uin) 5 "a nossa cr-tica tornou1se regra escrever *ue ?holoAhov. passando através de metade da Alemanha e depois cru>ando a . uma pena mais severa do *ue pela participa+ão nas 2or+as de $esist0nciaJ o artigo é o mesmo. %merch. .E AB& #E BU AB to muito pre/udicial) E se não tiveste medo de 2ugir e em seguida de lutar. não conheceu a <ltima guerraS. digna de um romance policial. é por*ue és homem decidido e duplamente perigoso de regresso . com um montão de cordelinhos puxados pelo ca6elo. ?holoAhov não escreve uma palavraS. esse caminho a todos. proi6ia. Em conse*u0ncia. em geral muito 2rouxa.avel IondarenAo. como a instru+ão estipula. es*uivando toda a intensidade do pro6lema) RE se ele se tivesse entregue com plena consci0ncia. na sua imortal narrativa & #estino de Um ^omem. che2e. e a mesma a condena+ãos Re pode adivinhar1se por*u0J um homem desses é menos perigosoXS) Fas uma lei -ntima. mas ela é uma pura cristã tirada de #ostoievsAiS. canalha. pelos vistos. por isso. rompendo as cercas do campo.$&I EFA #& ?A('VE'$& E%(Z &?U (& &U #E(U$. ele 2ica com li6erdade para cumprir a sua eventual missão da espionagem 2ascista))) Esse coronel est3 6om para ser l3 metidoXS 414 A$DU'. 7revelou8 o pro6lema) Vemo1nos o6rigados a o6servar *ue em tal narrativa. *ue nos maldisse Rso6re isso. . *ue não 2oi a p3tria *ue nos a6andonou. e muitos. *ue teria sucedido entãoYSW 4S & principal pro6lema do cativeiro est3 apresentado de tal 2orma. A) (vardovsAi. podias ter1te deixado contagiar por um esp-ri1 . onde os alemães são descritos de 2orma estereotipada e pseudopo1pular. então *ue se expli*ue. até cair na anedota Rs: a esposa do her:i est3 6em apresentada.A#&J 1S Goi escolhido um dos casos menos 2lagrantesJ o de um prisioneiro *ue perdeu a mem:ria para torn31lo 7indiscut-vel8. tam6ém. como se veri2icou na maioria dos casos. para *ue não surgisse o o6rigat:rio e inevit3vel 2ormalismo da recep+ão do prisioneiroJ a contra1espionagem R%merchS e o campo de veri2ica+ão e 2iltragem) %oAolov não s: não é encerrado atr3s da rede de arame)2arpado. *uando 2oi precisamente isso *ue criou uma situa+ão sem sa-da) (udo se passa antes como 3e entre n:s tivessem surgido traidores) RFas se é essa a explica+ão 2undamental. pois 6em.

*ue nunca rilharam morcegos. como eles 2a>iam aos *ue voavam so6re o campo.riva+ão de direitos c-vicos) R") dos ()S A$DU'. os apelos do enga/ador acenavam com a miragem da li6erdade e de uma vida verdadeira onde *uer Q . por detr3s dele. se v0 2umegar uma co>inha de campanha e a todos os *ue estão de acordo dão de comer até encherem a 6arriga 1 uma s: ve> *ue se/aX Uma ve> mais *ue se/a. restava urrr2 *uintaJ esperar os enga/adores. ocultar *ue eras um oper3rio *uali2icado) %endo construtor ou electricista. *uando. rindo1se. por 2elicidade. nos campos de prisioneiros. contar apanhar uns de> anos. logo *ue 2ossem lan+ados pelos alemães para o lado russo. vestindo as suas 2ardas do Exército Vermelho e voltando. tu poderias. /untamente com o 6ondoso comando. por uma trai+ão . ainda h3 pouco. tu conservarias a tua pure>a patri:tica se 2icasses a cavar a terra. pude ver muitos deles. tinham sido.E AB& #E BU AB 415 *ue os destinassemJ aos 6atalh9es de VlassovW aos regimentos de cossacos de =rasnovW aos 6atalh9es de tra6alho para cimentar o 2uturo muro do AtlLnticoW aos 2iordes norueguesesW . com armas. .s areias da -6iaW aos Aiji 1 ^il2sjill1ge 1. ?&F& E DUE . na tua especialidade.s autoridades soviéticas. dos tontos dos alemães.ondo de lado estas *uatro vias. por uma trai+ão pura . muitos haveriam de ser tam6ém a6andonados pela p3triaS) &nde *uer *ue 2osse.s 2ileiras) Bostaria *ue me dissessem %E ^UFA"AFE"(E %E$'A #E E%. mas tam6ém ante a humanidade) E a*ueles. apanharias de ca6e+a 6aixa))) os mesmos de> anos e mais cinco de morda+aX (al era a 2iligrana de hipop:tamo em *ue %taline tanto se distinguiuX &utras ve>es chegavam enga/adores de car3cter completamente diversoJ russos *ue.&#E$'A %E$ #E &U($& F&#&Y Eram rapa>es sinceros.ol-cia $ural. agravada pelo tra6alho para o inimigo. esperar *ue eles te recrutassem) ]s ve>es.E$A$ &U($A ?&'%A. *ual*uer argumento. . de ca6e+a orgulhosamente erguida. e 2irmas havia *ue escolhiam engenheiros e oper3rios) %egundo o superior imperativo estaliniano. mais cinco de morda+aQ) Assim. 6agagens e instru+9es. por detr3s as portas do campo. para perseguir e ca+ar guerrilheiros Rdos *uais. tu devias negar *ue eras engenheiro. di2icilmente poderão compreender *ue irresist-vel 2or+a material ad*uire *ual*uer apelo. comiss3rios pol-ticos vermelhos. não s: perante a p3tria.. de rostos 6olachudos. na vida) Fas. dos nossos rapa>es. p3tria. em geral. pouco importava. com um simp3tico sota*ue de VieatAa . se inscreveram nos 6reves cursos para espi9es não tiravam ainda as conclus9es <ltimas do a6andono a *ue estavam votadosJ actuavam ainda de 2orma extraordinariamente patri:tica) Encaravam isso como o recurso mais 23cil para se escaparem do campo) Duase todos tinham na ideia o pro/ecto de irem entregar1se. nem puseram a co>er as solas velhas das 6otas. a apodrecer ou a re6uscar nas lixeiras) Então. di2-ceis ou inadmiss-veis. n:s mesmos o dispensamos de *ual*uer dever. *ue. insultavam o regime soviético e 2a>iam apelo . pois os guardas 6rancos não 2a>iam esse tra6alho) &s enga/adores convocavam um com-cio no campo. com Lnimo com6ativo. como o passavam os nossos prisioneiros de guerra. auxiliares volunt3rios da Mehrmacht Rhavia uns do>e hiji em cada companhia alemãSW ou ainda . chegavam alguns alemães das >onas rurais e enga/avam tra6alhadores agr-colas para os lavradores. . além das 2umegantes papas de cereal. p3tria. desde *ue não 2icassem ali a morrer aos poucos como gado a6andonado) A um homem *ue levamos ao extremo de rilhar morcegos. nada complicados. inscri+ão nas escolas de espionagem ou nas unidades vlas1sovistas) A*ueles *ue nunca passaram 2ome.

vamos. poderia parecer *ue essa era a <nica 2orma ade*uada *ue eles tinham de sair dessa situa+ão) . condu>idos aos campos do "orte e l3 desapareceram) & mesmo destino teriam conhecido os chineses *ue participaram na Buerra ?ivil. *uando am6os /3 tinham rece6ido o *ue lhes competia por lei))) Duantos anosY & leitor perspica> /3 sa6eJ de> anos. antes de mais nada. h3 /3 muito *ue estão preparadosX Fas é oportuno levantar esta *uestãoJ houve. por incr-vel *ue pare+aX . *ue alguma ve> tivessem sido 2ixados num retrato ao lado de um rosto com uma 2isionomia estrangeira. incorporou1se na e*uipagem de um tan*ue nosso . 2icaram vivos. ou tivessem 2otogra2ado um edi2-cio da cidade Rpor exemplo. *ue alguma ve> tivessem a6randado o passo perto do ^otel 'nturist. *ue tinham sido as 6aionetas mais leais durante os primeiros anos da $evolu+ão. *ue não 2oram denunciantes.. sem *ual*uer pr3tica de lidar com a 6<ssola ou com o mapa) Assim. sem p_r o nari> de 2ora. sendo magn-2icos engenheiros. em 19@5. em VladimirS eram acusados de igual crime) A*ueles *ue olhavam com demasiada insist0ncia para uma 41.or exemplo. não lhes perdoouX ?onheci %emionov e =arpov na cadeia de Iu1tirAi. tam6ém a eles. para a 2rente) E em 1944 tinha ainda um coldre va>io em ve> de uma pistola Ro comiss3rio não compreendia por*ue é *ue ele não deu ca6o da ca6e+a com o coldreS) Evadiu1se por ($n% VEUE%) Em 45. para a ponte de uma estrada ou para a chaminé de uma 236rica. e. eram tam6ém v-timas dessa acusa+ão) (odos os in<meros comunistas estrangeiros *ue desapareceram na União %oviética. *uer 2ossem destacados ou pe*uenos 2uncion3rios do =omintern. o tenente %emionov tinha marchado. apesar de tudo. entretanto. *ue não tra6alharam na sua especialidade para os alemães. 2oram igualmente acusados de espionagemX %taline parece ter intervindo e multiplicado a céle6re 2rase da co*ueta ?atarina) Ele pre2eria 2a>er apodrecer novecentos e noven1te e nove inocentes a deixar escapar um s: espião. de espionagem9) E os atiradores lituanos. recaindo em 6loco so6re *uase todos eles) (odos os soviéticos *ue alguma ve> tivessem estado no estrangeiro.ortas #ouradas. eram acusados. como V& U"(Z$'&. sem distin+ão de pessoas. *ue 2a6ricavam is*ueiros com os restos do 2erro velho. 2a>iam uns 6iscates) %er3 poss-vel *ue a p3tria lhes não tenha perdoado. mais cinco de morda+a) E. im6ecisX & artigo e a recompensa *ue merecem h3 /3 muito.oderia parecer *ue a empresa do comando alemão era dispendiosa e a6surda) Fas nãoX ^itler /ogava em sintonia com o car3cter do déspota seu irmão) A mania da espionagem era um dos tra+os 2undamentais da loucura estaliniana) %taline vivia o6cecado pela ideia de *ue o seu pa-s estava pe/ado de espi9es) (odos os chineses *ue ha6itavam o Extremo &riente soviético 2oram condenados segundo o artigo 5Q1. ainda *ue insigni2icante) Assim. a*ueles *ue não aceitaram nenhum enga/amento. se não tivessem partido antecipadamente) ?entenas de milhares de coreanos 2oram exilados para o ?asa*uestão. A$DU'. e *ue. assim. *ue con2ian+a se podia ter nos soldados russos *ue tinham estado realmente nas mãos da espionagem alemãYX E *ue al-vio para os casacos do Finistério da %eguran+a do Estado se milhares e milhares de soldados lan+ados para a Europa não ocultavam terem sido recrutados voluntariamente para a espionagemX Due evidente con2irma+ão dos progn:sticos do mais s36io dos s36iosX Vamos. ao serem detidos em massa.E AB& #E BU AB linha 2érrea. eles $EJE'(A$AF a proposta alemã de tra6alhar na sua especialidadeX Em 1941.ou de Vladi1mir) Enga/avam1se volunt3rios na espionagem. so6 a mesma suspeita. tam6ém. com apenas *uatro ou cinco anos de escola rural. os engenheiros electrotécnicos "iAolai Andreievitch %emionov e Giodor Giodoro1vitch =arpov. passando toda a guerra no campo de prisioneiros. depois da li6erta+ão do campo. as . pelo 2acto de terem ca-do prisioneirosY "ão.

e. a instru+ão partia do princ-pio de *ue tu eras. automaticamente. 2a>endo.145) Uns eram presos nos centros de concentra+ão na Alemanha) &utros não eram o2icialmente presos. igual . eras tu *ue devias demonstrar *ue não o eras) #evias 6asear1te. os americanos e os ingleses R*uando a li6erta+ão do cativeiro não 2ora 2eita por n:s. sendo enviada para um rincão distante) A outros. rece6endo a &rdem da Estrela Vermelha) E no 2im de tudo isso 2oi 9 'oci2 Iro> (ito escapou por um tri> a esse destino) Fas . *ue tinham conhecido na Alemanha. e o tri6unal aplicava1te. na con2usão. *ue podiam não estar nesse campo. alguém conseguiu escapulir1se. mas na 2ronteira levavam1nos em vag9es de mercadorias. culpado) %em sa-res da rede de arame 2arpado. permitiam humanamente *ue 2ossem para casa) Fas a tua alegria era prematuraX Adiantando1se a eles. e por .oucos prisioneiros de guerra cru>aram a 2ronteira soviética como pessoas livres. companheiros de 2eitos de #imitrov no processo de eip>ig. pois todos os dias tu ias extraindo o teu carvão) E se alguma das testemunhas não depunha nos termos re*ueridos. com a di2eren+a de *ue os *ue ali se encontravam ainda não tinham sido condenados e deviam rece6er a senten+a1no campo) (odos estes campos de controle e de 2iltragem estavam adstritos a alguma 236rica. mas a p3tria nada perdia com isso. não conseguissem provar *ue. ou /3 não se encontravam testemunhas vivas. ao avistarem a p3tria através dessa rede de arame 2arpado. so6retudo. por sua ve>. 41Q A$DU'. apertavam1lhes a mão e. mas numa região a2astada) &s agentes operacionais de =emerovo enviavam as perguntas aos de %oliAamsA e eram esses *ue interrogavam as testemunhas e enviavam as suas respostas. tornando1o mais vulner3velS) A outros propunham. para um dos in<meros campos de controle e de 2iltragem dispersos por todo o pa-s) Estes pouco se di2erenciavam dos campos de tra6alho. por mais voltas *ue dessem. de todas as maneiras.Rde tropas de desem6ar*ue aéreoS e (&F&U IE$ 'F. *ue não tiveras tempo de ver. de tarde ou de noite. em carne e osso. novas perguntas. *ue tra6alhassem na guarda militari>ada de um campoJ 2icando aparentemente livre. tu não tinhas senão *ue culpar1 te a ti mesmoJ eras. os agentes operacionais decidiam *ue grau de isolamento tu merecias) Alguns rece6iam ordem de mudar o lugar de resid0ncia Risto altera sempre a rela+ão do homem com o meio am6iente. eram interrogadosW para isso. /ornada de tra6alho de de> horas) "os tempos livres. o *ue dava lugar a *ue 2osses tam6ém interrogado como testemunha) E certo *ue o esclarecimento do caso podia prolongar1se por um ano ou dois. para isso. isso era uma circunstLncia 2ortemente agravanteS. 2oram am6os condenados) %taline preparava outro destino para #imitrov) A$DU'. em6ora por se terem simplesmente deixado aprisionar merecessem o 2u>ilamento. então. e2ectivamente. e os antigos prisioneiros de guerra. p3tria. so6 escolta. em testemunhasJ outros prisioneiros de guerra. terra) Esses indiv-duos tinham deixado. e se. de ser dos nossos. os teus de> anos) "o caso de *ue. havias servido os alemães. sem se reunir em sessão 2ormal. 2oi apanhado logo depois. mas por E E%. segundo parecia.E AB& #E BU AB através dos canais secretos das sec+9es especiais.E AB& #E BU AB 415 de2initivamente aprisionado e condenado) Eis o espelho da nossa "emésis) . no6remente. a pessoa perdia1toda e *ual*uer li6erdade individual. catalogado como traidor . podiam adaptar1se desde o primeiro dia .opov e (aniev. mina ou o6ra de constru+ão. havia no campo de controle e de 2iltragem um elevado n<mero de comiss3rios instrutores e de 2uncion3rios da %eguran+a) ?omo sempre. evidentemente. a partir de 194. o seu processo /3 havia chegado .

eram presos com 2undamento no par3gra2o respeitante . como todos os generais da nova 2orma+ão) R#isseram1me depois *ue não era assim e *ue Vlassov tinha antes uma 2igura mais parecida com a de um general do &cidenteJ alto.E AB& #E BU AB 419 Goram primeiro pe*uenas 2olhas de papel. mais ou menos. ele considerava1se satis2eito por se ter colocado 6em como che2e de 6rigada))) A$DU'. por exemplo a de 194Q149. *uanta coisa interessante pod-amos ter visto. p3triaY #e modo nenhumX (er1me1ia arran/ado para alcan+ar a %u-+a. se eu sou6esseX8 R. da >ona pr:xima da 2rente de &rei) "elas se comunicava a cria+ão. em #e>em6ro de 1944. tal como 2i> no cap-tulo segundo) E contudo))) AleA1sandrog deixou a namorada. nessa .ara além de tr0s oceanos) A*ueles *ue haviam sido apanhados em casa ou no Exército Vermelho segundo o par3gra2o décimo. isto não tinha ainda sido decidido pelos pr:prios alemães) E. mesmo *uando os prisioneiros sa6iam. a hist:ria das torrentes. a /ulgar pela 6iogra2ia. como 2acilmente se adivinhar3. 2oi torpemente deixado morrer . eu tinha conhecimento da sua exist0ncia. *ue se certi2icou do seu nome e do apelido e lhe disseJ 7Em 1915 2i*uei a dever ao seu pai uma grande *uantia em dinheiro e não me 2oi poss-vel pagar11lha) #igne1se. *ue h3 tr0s anos não eram cei2adas. de um certo 7comité russo8 de %molensA. regressado . *ue não se sa6ia 6em se pretendia ser uma espécie de governo russo ou não) . procediam 2re*uentemente da mesma 2orma) Vassili AleAsandrov 2oi aprisionado na GinlLndia) Ali o desco6riu um velho comerciante sampeters6urgu0s. sem edulcora+9es nem correc+9es) Ao mesmo tempo contou1lhe. esse ar de sucesso parecia con2irmar1seJ a sua 2olha de servi+o não tinha sido manchada pela guerra de 19@5. nas celas da prisão. U)$)%)%) e apanhou. 6em como a sua 6iogra2ia) (anto *uanto se podia ver na ne6ulosa 2otogra2ia. para sua edi2ica+ão. acaso. sem nada mais ter conhecido do *ue a escada 2edorenta da casa) REntretanto. como estes rapa>esX &nde não estiveram elesX E n:s re6entaremos assim num campo. entre 191Q11941. regressou . o indeciso comunicado parecia até uma inven+ão pura e simples) Essas 2olhinhas reprodu>iam o retrato do general Vlassov. o seu rosto dava1lhe um aspecto de pessoa 6em sucedida e 6em tratada. *uando estava cercado) Fas em *ue 2rases dessa 6iogra2ia se podia acreditarY11 . muitas ve>es molhadas pela chuva e secas pelo sol. tendo 2icado perplexo) 1C #e resto. agita+ão.or*ue eles sa6iam ao *ue se expunham)S "ão esperavam *ual*uer perdão. esses mesmos *ue eram a6rangidos pelo 5Q11C *uase não ocultavam o seu 2eli> pressentimento de *ue seriam os primeiros a 6ene2iciar da amnistia)S %: os vlassovistas não suspiravamJ 7Ah. de> anos mais cinco de morda+a) Em 195@. num campo especial. a a6undLncia. 2re*uentemente tinham1lhes inve/aX Due dia6oX . por isso. se eu sou6esseX)))8 era esse o principal estri6ilho. a Gran+aX (eria ido para além1marX .elos vistos. não esperavam nenhuma amnistia) J3 antes do nosso encontro nas tarim6as da prisão. rece601la)8 A antiga d-vida pela desco6ertaX AleAsandrov.ara além1oceanoX . *ue comandava. 2ome.or esse mesmo pre+o Rpor esses mesmos de> anosS. perdidas entre as ervas altas. ou noutro *ual*uer *ue considerassem conveniente) Estive preso com pessoas dessas) 7Ah. deu1lhe a ler a colec+ão completa do . pois.rimavera) %e sou6esse *ue me iam rece6er assimX Due me enganavam assimX Due era este o destinoX (eria eu. nem por ter sido conselheiro militar de ?hang =ai1?heA) A primeira como+ão da sua vida veri2icou1se *uando o 4)O Exército de ?ho*ue. 2oi acolhido nos c-rculos dos emigrados russos) Ali encontrou tam6ém uma /ovem por *uem se apaixonou) & 2uturo sogro.ocasião da primeira deten+ão em massa.ravda. com :culos de aros de tartaruga)S Fas. depois da guerra. magro.

o @5)O Exército) (endo rompido o longo cerco de =iev.1a %egundo o *ue se pode ho/e esta6elecer. nem reservas de muni+9es para mandar em sua a/uda) RGoi com essas reservas *ue se iniciou a o2ensivaXS #este modo. eliuchenAo..eremichl.E AB& #E BU AB &lhando para a 2otogra2ia não era de crer *ue se tratasse de um homem 2ora do vulgar ou *ue h3 muito so2resse pro2undamente pela $<ssia) J3 as pe*uenas 2olhas volantes. Vlassov era um dos mais competentes) A 99)b #ivisão de 'n2antaria. os che2es de divisão e os che2es de 6rigada massacrados) Em 19@Q. da 2artura de papas de cereal existente entre eles e do car3cter galho2eiro dos iniciado. velhasS patentes. rece6e o comando de divisão e em 194C. e arre6atou . o tenente1general Vlassov comandava /3. ela avan+ou para ocidente. onde havia muitos completamente torpes e inexperientes. Bovorov . $evolu+ão. de 14 de #e>em6ro Ra ordem de enumera+ão dos generais era estaJ JuAov. 2icou eninegrado cercada. a6astec01lasS) & 4)b Exército de ?ho*ue avan+ou com 0xito e em Gevereiro de 1944 encontrou1se a setenta e cinco *uil:metros de pro2undidade no meio do dispositivo alemãoX E. com grosseira /actLncia. em 1941. os caminhos de 'nverno eram ainda transit3veis. a tentativa de romper o cerco de eninegrado. os 54t) 4)t e 54)O Exércitos) Fas estes tr0s exércitos não se mexeram a tempo. os aventureiros do comando supremo estalinista não encontraram nem re2or+os humanos. o *ue é mais importante. em 5 de Janeiro de 1944. entre a*uela 2ornada de generais. Vlassov. *ue 2oi promovido para su6stituir os che2es de exército. sem sa6er exactamente o *ue se passava em "ovgorod) Em Far+o. antes pelo contr3rioJ no meio da nossa retirada geral para oriente. de companhia) "os anos 4C terminou o curso da Academia Filitar V-strelW em 19@C. como tam6ém com um esp-rito estrangeiro claramente germLnico. *ue aguentou durante seis dias) Ap:s uma 6reve passagem pelo posto de comandante de corpo. /3 com a patente de comandante de regimento. incluindo eninegrado. é promovido a 6rigadeiro) ?omo se pode concluir pelo *ue se seguiu. lutando contra #eniAin e Mranguel. não s: estavam escritas num mau russo. ou então estacaram rapidamente Rnão sa6-amos ainda planear opera+9es tão complexas e. em datas coordenadas. mas a partir de A6ril passaram a ser impratic3veis em toda essa >ona pantanosa por onde tinha avan+ado o 4)O Exército de ?ho*ue. tomou1se mem6ro do . a partir desse momento. 2oi promovido a che2e de sec+ão e. não 2oi colhida de surpresa pela agressão hitleriana. . e nela deviam tomar parte. 2oi enviado como conselheiro militar . $oAossovsAi.))S) ?om o -mpeto caracter-stico desses meses. avan+ando através do rio VolAhov em direc+ão a noroeste) Esta opera+ão com6inada ti%g2 sido conce6ida para partir de v3rios lados. conseguiu tornar1se o vice1comandante1che2e da 2rente de VolAhov Rgeneral FerietsAovS e rece6er so6 o seu comando o 4)b Exército de ?ho*ue. no momento em *ue são atri6u-das as 7novas8 Rou antes. *ue 2icou sem nenhum acesso para a6astecimento. =u>nietsov. na >ona de Foscovo. não podendo rece6er . na >ona de =iev. sendo mo6ili>ado para o Exército Vermelho em 1919 e tendo 2eito a guerra como simples soldado) "a 2rente meridional. depois. em #e>em6ro de 1941. tendo 44C A$DU'. ?hina) "ão estando aparentemente ligado aos altos c-rculos militares e partid3rios. 2alta de prepara+ão. e até alheio .artido ?omunista R6olchevi*ueSW em 19@. *uestãoW em compensa+ão. ga6ava1se. Andrei Andreievitch Vlassov não terminou os estudos do semin3rio de "i/ninovgorod devido . 2rente dele. *ue comunicavam a cria+ão do $) &) A) RExército $usso de i6erta+ãoS. comanda. *ue ele instruiu e preparou a partir do Verão de 194C. o 4C)O Exército. veio a encontrar1 se naturalmente na*uele 7segundo escalão8 estalinista. *ue numa contra1o2ensiva vitoriosa em de2esa da capital Rtomada de %olnetchnogorsAS é mencionado no comunicado de guerra do 'n2orm6ureau. devido .

dois com6atentes perderam1se e deitaram1se lado a lado no solo.artido de um dos 6airros de Foscovo) Eles tinham /3 mani2estado a sua discordLncia em rela+ão . naturalmente. um destacamento de russos. so6 um 2rio não menos 2ero> R#e>em6ro de 194@S) "esta endemoninhada 6atalha invernal. 6em depressa o veri2icar-amos) Em Junho de 194@. por exemplo. /3 sem compreender exactamente contra *uem disparavam. come+ou. nas celas da cadeia de IutirAi.a/uda aérea) & exército encontrou1se %EF VuVE$E% e. até *uase ao 2im da guerra não houve nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S) & nome e a 6ra+adeira com o escudo 2oram inventados por um . co>endo e comendo essas raspadurasS. onde vieram a encontrar1se alguns generais aprisionados e o comiss3rio de 6rigada B) ") JilenAov.ode 2a>er1se. a 14 de Faio. e se existia realmente como 2alar dele com um humor tão alegreY))) %: os alemães podiam mentir assim14) Due haviam realmente russos contra n:s e *ue eles se 6atiam com mais dure>a do *ue *ual*uer %%. por exemplo. na >ona de &rei. andou errante por 2lorestas e pLntanos e 2oi 2eito prisioneiro em . e logo *ue assomaram para descer a6riu novamente 2ogo com a metralhadora) %: *uando se arremessou uma granada antitan*ue contra ele se sou6e *ue na cave1havia uma cova onde se en2iava. utili>3vamos camu2lagens 6rancas para enco6rir o capote e o 6oné. p3triaX "este caso. como se compreender3.E AB& #E BU AB 441 seus soldados) "ão se chegava a acreditar na exist0ncia deste exército. viam1se apenas aparelhos alemãesXS) E s: então Rcomo *ue por >om6ariaS 2oi rece6ida autori>a+ão de retroceder para c3 do VolAhov))) ^ouve ainda tentativas desesperadas para romper o cerco até come+os de JulhoX Assim pereceu Rrepetindo o destino do 4)O Exército de %amsonov. e em *ue tanto n:s. houve trai+ão . a ina6al3vel 6ase de #niepre. $E?U%A$AF AU(&$'UAV\& .A$A $E($&?E#E$ a VlassovX Ap:s dois meses de 2ome e de morte lenta Ros soldados con1taram1me mais tarde. contaram1me *ue na >ona de Falie1=oslovitchie se registou o seguinte casoJ ao avan+ar aos saltos através dos pinheiros. com 2arda alemã. de2endeu. lan+ado tão loucamente para a 2ornalhaS o 4)O Exército de Vlassov) "este caso. manteve1se silencioso. veri2icou11se um a6andono ego-sta e cruelX Fas da parte de %talineX A trai+ão não consiste necessariamente em vender1se por dinheiro) A ignorLncia e a inc<ria na prepara+ão da guerra. como eles. pol-tica do Boverno de %taline) Fas 2altava uma personalidadeJ essa personalidade 2oi Vlassov) P A$DU'. *ue antes tra6alhara. nem 14 $ealmente. o desconcerto e a co6ardia no seu come+o.r<ssia &rientalS. com o <nico 2im de salvar o uni2orme de marechal 1 haver3 trai+ão mais amarga do comando supremoY ?ontrariamente a %amsonov. uma o2ensiva conc0ntrica dos alemães contra o exército cercado Rno ar. ao sul de (ursA) #urante duas semanas desenrolaram1se ali lutas in2rut-2eras por umas centenas de metrosJ com6ates 2ero>es. protegendo1se das granadas anti1in2antaria) . em tal situa+ão. mas tendo1se lan+ado para l3 granadas de mão. no posto de secret3rio do . *ue durou muitos dias. com sucesso. *ue raspavam os cascos dos cavalos /3 putre2actos. nas proximidades de et>en R. de Julho. na >ona de %iversA) Ele 2oi trans2erido para o *uartel1general alemão. e o sacri2-cio insensato de exércitos e corpos de exércitos. uma ideia do grau de endurecimento e de desespero com *ue continuava a lutar) Esses russos de2enderam. %o6achinsAie1 VicielAi) Iateram1se todos com tal desespero *ue se diria *ue eles pr:prios tinham constru-do a aldeia) Um deles 2oi encurralado numa cave. naturalmente. pois. Vlassov não se suicidou) #epois do desastre do seu exército.

mas sim 2orma+9es anti1soviéticas. como ca/ados. o VitoriosoSW a unidade 2ormada na localidade de &cintor2. 2oram as seguintesJ a 6rigada de oAt. 2oi 2ormada. mas o comando alemão descon2iava muito dessas 2orma+9es. mas simplesmente da descon2ian+a primitiva dos homens das cavernasJ se o poupo. in2lu0ncia e procurava convencer a camarilha hitlerista da necessidade de uma alian+a germano1russa.alemão de origem russa. ele mata1me) "a . por volunt3rios ucranianos. nem da mãe1p3tria. na >ona de &rcha. apareceram do lado 444 A$DU'. um dos prisioneiros deu um salto de andorinha e caiu so6 o tan*ue) Este desviou1se. poupando1 se a si pr:prios) %e um prisioneiro 7puro8 e simples /3 era por n:s considerado como um imperdo3vel traidor . 2rente destes.E AB& #E BU AB so6re *ue o6/ectivo) As armas autom3ticas de am6os eram soviéticas) #ividiram as 6alas entre si. pronunciaram palavr9es e /uras contra o :leo das metralhadoras *ue se congelava) Ginalmente. colocando .osteriormente. 2undou o . alemão destacamentos caucasianos e com6atentes cossacos Rmais do *ue um corpo de cavalariaS) "o primeiro 'nverno da guerra come+aram a 2ormar1se sec+9es e companhias de volunt3rios russos. sargentos e tenentes alemães Rs: os ca6os podiam ser russosS.r<ssia &riental. a partir dos come+os de 1944. atroando.or exemplo. *ue come+aram a constituir1se desde os primeiros meses de guerra) &s primeiros a apoiar os alemães 2oram os lituanos Rpois num s: ano t-nhamos1lhes 2eito um sem1n<mero de pati2ariasXSW em seguida. elogiaram1se um ao outro.artido "acional $usso do (ra6alho. a uns *uantos passos de mim. um tan*ue (1@4) #e repente.) VosAo6oiniAov. encerrando1as e destruindo1asW isto. o capitão %chtriA1%chtriA2eld. deixaram completamente de disparar e decidiram 2umar. na ?rimeia 1 com a torpe persegui+ão movida ao longo de duas décadas contra as mes*uitas.. e come+aram a perseguir1se um ao outroJ a*ui /3 não se tratava de pol-tica. no entanto. a partir de "ovem6ro de 1941 Ro pro2essor local de constru+9es mecLnicas. na prov-ncia de IriansA. haltX e outrasS) Fais consider3veis e /3 completamente constitu-das por russos. p3tria. com um mani2esto dirigido aos cidadãos do pa-s e a 6andeira de %ão Jorge. *ue eram precisamente vlassovistas. mas t2t-2et das extremidades da cremalheira esmagou o prisioneiro) J3 esmagado ele contorcia1se e da 6oca sa-a1lhe uma espuma vermelha) E podia1se compreend01loX (inha pre2erido uma morte de soldado a ser en2orcado numa prisão) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de escolha) "ão lhes 2oi deixada a possi6ilidade de lutar de outra maneira) "ão lhes restou outra 2orma mais econ:mica de lutar. os seus sentimentos . cola6ora+ão com a Alemanha) Uma empresa vã pelos dois ladosX Am6os 6uscavam tão1 s: os meios a empregar para enganar o outro) Fas os alemães ocupavam para isso uma posi+ão mais 2avor3vel e os o2iciais de Vlas1sov tinham de seu apenas a 2antasia no 2undo do des2iladeiro)S "ão existia tal exército. e de atrair os russos . aperce6eram1se disso e protegeram1nas) . houve destacamentos de estonianosW no &utono de 1941 apareceram companhias de seguran+a da Iielor1r<ssiaW e na ?rimeia um 6atalhão t3rtaro) (udo isto 2oi semeado por n:s pr:priosX . da &stpropagandaa6tailung) R'nsigni2icante pelo seu posto. compostas de cidadãos soviéticos recentes. ao chegarem ali. *uando passou. tinha. uma divisão de %%J BalitsiaW mais tarde. tirando os capu>es 6rancos da ca6e+a T e s: então viram a 3guia e a estrelinha nos 6onés um do outro) #eram um saltoX As armas não disparavam) Agarraram1nas pelo cano. condu>iam pela 6erma da estrada tr0s prisioneiros. so6 a direc+ão de emigrados russos Rapenas uma pe*uena corrente de emigrados aderiu a esse movimento. não ocultando. en*uanto a clarividente con*uistadora ?atarina concedia ver6as do Estado para a constru+ão e a amplia+ão de mes*uitas) &s hitlerianos. no entanto. =) . dando tam6ém as ordens de comando em alemão RAchtungX.

a partir do Verão de 1944 RV) V) Buil. no sa*ueS do cerco de Io6ruisA.E AB& #E BU AB 44@ *ue sucederia. o *ue possi6ilitou muitas 2ugas para o lado soviético e até a passagem de todo um 6atalhão. sem o deixar voltar1se. andavam . mas do nossoY))) ?om o 2ero> e a6soluto masochismo a *ue redu>-amos a humanidadeY RDuem não é por n:s. "A#A #'%%E E "A#A G'U. segundo parece.A%%E' #E A$B&. com o seu rosto selvagem.erseguia1o e a+oitava1o. eu A?&IA$#E'1FE a de2ender um vlassovista perante um agente da %ec+ão Especial. causando1lhe novas es2oladuras roxas na pele) "ão se tratava da guerra p<nica. onde se tinham atascado as carro+as e carros.$EU& E #& A"'DU' AFE"(&)S Assim. esse vlassovista 2osse um criminoso *ual*uerY))) e se. no exércitoJ acaso um elemento da %ec+ão Especial daria ouvidos a um capitãoY E. a t-tulo de experi0ncia. por trai+ão R6iol:gica. no nosso simplismo propagand-stico. todo ensanguentado no rosto. condescend0ncia) Fas *ue podia condu>i1los aos destacamentos vlassovistas da Mehr1macht. devia p_r termo . nu da cintura para cima. gritava. en*uanto as unidades russas 2oram utili>adas contra os guerrilheiros de IriansA e de &rcha e contra os resistentes polacos) A$DU'. . montado a cavalo. de um momento para o outro. num russo per2eito. nem pedir aux-lio) .antialemães. eu seguia pela estrada. como se tornou che2e do campo de %uvalAi. solta enormes cavalos alemães) #e repente. . de como na limpe>a Risto é. /udeu. sim. nem Vlassov) As companhias so6 comando alemão 2oram enviadas. nem da guerra.greco1persaX Dual*uer o2icial de *ual*uer exército da terra. o ilimitado desespero. por*ue lhes estava no sangueYSW segundo. o da %ec+ão Especial continuou a a+oitar e a perseguir o homem inde2eso. como se se tratasse de um animal) 444 . no peito. ?&F& %E "A#A ('VE%%E &UV'#&. não se transmitisse a mim Re se. o insaci3vel :dio ao regime soviético. reconhecida por todos. por co6ardia) Em todo o caso tratava1se de tudo menos co6ardiaX &s co6ardes encontram1se onde ha/a indulg0ncia. com cal+as alemãs. etc))) 1 E FE$E?E#&$ A. depois do *ue 2oram postos de parte por a*uelesSW e as unidades de Buil. no meio de cami9es e outros ve-culos destru-dos e voltados) Entre o rico esp:lio *ue se espalhava pelos 6aixios. de um momento para o outroY)))S) #e resto. apoiado por outros prisioneiros. esse sargento da %ec+ão Especial pensasse *ue euY))) e se. não s: escapou inc:lume do cativeiro.*ueles *ue empunharam as armas do inimigoY & comportamento dessas pessoas. esta guerra revelou1nos *ue o *ue h3 de pior na terra é ser russo) $ecordo1me. com medo de *ue essa peste. de um momento para o outro. as coisas eram 6em mais simples. en*uanto um sargento da %ec+ão Especial. um homem *ue marchava a pé. chicotada e o empurrava com o cavalo) Ele arreava1lhe com a chi6ata so6re o corpo despido. pedindo1me a/uda.*uela tortura ilegal) #e *ual*uer exército. em tudo isso não havia nenhum Exército $usso de i6erta+ão R$) &) A)S. envergonhado. o despre>o pela pr:pria integridade 2-sicaY Eles sa6iam *ue não podiam contar com a mais pe*uena margem de perdãoX "os nossos campos de prisioneiros 2u>ilavam1nos logo *ue ouviam da sua 6oca a primeira palavra compreens-vel de russo) "o cativeiro soviético como no cativeiro alemão. nos arredores de iu6lim. senão o <ltimo extremo. ouvi um grito de socorroJ 7%enhor capitãoX %enhor capitãoX8. nos om6ros e nas costas. para *uem conhecesse a con/untura. era explicadoJ primeiro. para a 2rente soviética. propondo aos alemães a cria+ão da União de ?om6ate dos "acionalistas $ussosS) Entretanto. o 2a>ia correr diante de si .E"A% #& "&%%& #E%.artido ?omunista Iolchevi*ue e. de então. eram os russos os mais maltratados) #e um modo geral. *ue tivesse algum poder. mem6ro do . então. *uem não est3 connosco.

E AB& #E BU AB Este *uadro 2icou para sempre gravado em mim) Ele é *uase o s-m6olo do Ar*uipélago e poderia 2igurar na capa do livro) E tudo isto eles o pressentiam e sa6iam de antemão. impedir *ue a sua unidade 2osse enviada contra os guerrilheiros) Então. muito se escreveu então nos nossos /ornais) Fais tarde. no &utono de 194@. no século !!Y RFas isso seria tudoY %eriam os <ltimosYS Fais clara parecia ser a exist0ncia do 6atalhão de &ssintor2. *ue se encontrava situado nesses lugares) 'gor UaAharov conseguiu. durante todo o ano de 194@. e as tropas. em6ora. a>ul e vermelha) & 6atalhão.A$DU'. trans2erido para a >ona de . contava com cinco regimentos de in2antaria de dois mil e *uinhentos a tr0s mil homens cada. desarmaram o 6atalhão e meteram1no num campo.ior aindaJ em &utu6ro de 1944 os alemães mandaram a 6rigada de =aminsAi R/untamente com as unidades mu+ulmanasS esmagar a insurrei+ão de Vars:via) En*uanto uns russos se deixaram trai+oeiramente adormecer do outro lado de V-stula. contra a resist0ncia 2rancesa e italiana) &s . com o o6/ectivo de atingir o complexo de campos de tra6alho. su6ordinadas a di2erentes camadas. um 6atalhão 6lindado. em grau consider3vel. o 'nvenc-vel. a>ul e vermelho. por meados de 1944. no século !'!. prisioneiros de guerra. como anteriormente. *uando come+ou a de2inir1se a derrota de ^itler. aumentado até um regimento. o campo de %anto André e as iniciais $)&)A)1@ 1@ Essas iniciais eram cada ve> mais conhecidas. so6re 2undo de %anto André) & russo e o alemão eram intradu>-veis. no nordeste da Iielorr<ssia) R%o6re esse 7territ:rio guerrilheiro8. neles se cravarem os seus al2anges. es*uecido e não necessitando de recordar o pro/ecto inicial. amsdor2SW a sua 2arda era russa e a sua 6andeira 6ranca. inexpressivos. aos *uais h3 *ue acrescentar os serventes das pe+as de artilharia. em Agosto de 194@.s cartas em #alemdor2. não houvesse nenhum exércitoW todas as unidades estavam dispersas. todos os rodionovistas *ue escaparam com vida 2oram presos)S E *uem lan+ou os alemães contra os rodionovistasY A 6rigada de =aminsAiX REm Faio de 1944. os alemães tomaram a decisão de enviar carne de canhão russa))) para o 6aluarte do AtlLntico. no Verão de 1944. trocaram a sua 6andeira negra com uma caveira prateada pela 6andeira vermelha. censurando1o por*ue no seu anunciado programa não 2igurava a 7luta contra o /uda-smo mundial e os comiss3rios /udai>antes8W 2oram /ustamente os elementos desta 6rigada Ros rodionovistas. por volunt3rios de IriansA)S Essa 6rigada 2oi incum6ida de de2ender a >ona contra os guerrilheiros))) ?om esse mesmo 2im. e proclamaram num vasto 7territ:rio guerrilheiro8 o poder soviético. *ue. incompat-veis) . e os generais vlassovistas /ogavam . e uma divisão de artilharia com tr0s de>enas de canh9es) R& comando era constitu-do por o2iciais. contemplando com 6in:culos o massacre de Vars:via. tinha sido preparado para ser lan+ado em p3ra1*uedas na linha de Vologda1ArcLngel. so6 o comando de emigrantes Rl)=) UaAharov. destitu-ram1no. de =aminsAi.ol:nia para "o1guilion a 6rigada de Buil1Ila/evitch.sAov) Era 2ormado por cerca de seiscentos soldados e du>entos o2iciais. de cl J 7%R2 de>enas de tan*ues soviéticos. para. outros estrangulavam a insurrei+ão) "ão teriam os polacos sido su2icientemente maltratados pelos russos. tre>e divis9es 2oram mo6ili>adas para li*uidar o 7territ:rio guerrilheiro8)S Era assim *ue os alemães compreendiam essas e2-gies tricoloresJ %ão Jorge. 2oi trans2erida da . mas isso não os impedia de coserem na manga es*uerda da 2arda alemã o escudo com o de6rum 6ranco. ainda. nos arredores de Ierlim) A 6rigada de VosAo6oiniAov e depois da sua morte. *ue se tinha destacado pela sua crueldade contra os polacos e os /udeus) Em come+os de 194@ o seu comando recusou su6ordinar1se a Vlassov. dado Buil ter adoptado o nome de $odionovS. enviando1o depois para a 2rente ocidental) (endo posto de lado. sem se esclarecer onde tinha aparecido.

nos es2or+ados peitos russos. 2ora do na>ismoS) Vlassov tornou1se o presidente deste ?omité) %: no &utono de 1944 come+aram a 2ormar1se divis9es vlassovistas. em "ovem6ro de 1944. 2oi permitido Rem . e /3 sem *ual*uer contacto com o &6erAommando. nesses tr0s cruéis e est<pidos anos. em 2ins de A6ril. nos momentos de :cio.E AB& #E BU AB 445 &s ha6itantes das regi9es ocupadas despre>avam1nos por serem mercen3rios alemães.raga) R(erão todos os checos compreendido.ovos da $<ssia8. E(A . como se *uisessem con2irmar a previsão dos alemães mais m-opes. perderam1nos) A$DU'. depois. crian+as e mulheres. encharcar1se em vodca) Uma ?&F. /amais. para não a entregar intacta) E Vlassov ordenou . *ue não lhe 2osse su6metida) %: no estertor do nau2r3gio. assestaram um golpe))) contra os alemãesX "o meio do desmoronamento geral. *uando. 6em como a pu6lica+ão de um mani2esto R6astardo. assim.E AB& #E BU AB #epois o exército de Vlassov come+ou a retroceder para o lado dos americanos. nem decidir1se pelas divis9es integralmente russas.rovavelmente.raga 2oi salva pelos com6atentes soviéticos. de uma $<ssia independente. como tinha sido previsto na ?on2er0ncia de lalta. voltavam11nos. no 2im de contas. não 2oi divulgado entre n:sS. agora. se preparava para destruir a capital checa.15 6em como muitos carros repletos de velhos. ?hurchill deu tam6ém um passo de 2iel aliado R*ue. 2ormada na 6ase da 76rigada =aminslci8 R%) =) IuniatchenAoSW a segunda. pois nele não se permitia pensar a $<ssia 2ora da Alemanha. as suas duas divis9es e meia.ragaS um <ltimo espect3culoJ a convoca+ão de todos os grupos nacionais russos uni2icados por um 7?omité de i6erta+ão dos . nada mais restava aos vlassovistas do *ue lutar até . E nesse mesmo Faio.raga) Ali sou6e *ue o general das %%. desalo/aram1nos de . retrocedendo /3 por toda a parte. não podiam no entanto superar a sua ina6al3vel descon2ian+a perante as unidades russas isoladas. tal 2oi a sua exist0ncia durante todos os anos de guerra no estrangeiro sem terem. morte e. *ue não dese/avam regressar .s margens . so6 as ordens de Uvierev Rantigo comandante militar de ?rac:viaSW a terceira 2icou em metadeW a *uarta apenas reuniu alguns elementosW e ainda o destacamento de avia+ão de Faltsiev) "ão 2oram autori>adas mais de *uatro divis9es) 44. em *ue pudessem vir a ser1lhes <teis) Assim ganharia. por uma som6ra.E$#'V\&. contra elesJ surgindo de um lado inesperado. outra sa-da) ^itler e os *ue o rodeavam. eles não puderam chegar a tempo)S 14 A primeira. entregando ao comando soviético um ?orpo ?ossaco de noventa mil homens. nas proximidades de . Vlassov reuniu. as divis9es vlassovistas. tesoura da censura alemãJ a Brande Alemanha e o G<h1rer) E. um sentido a sua prolongada suspensão na corda da 2orca alemã) Fas os americanos rece6eram1nos hostilmente e o6rigaram1 nos a entregar1se . ao executarem a sua primeira e <ltima ac+ão independente. para a IavieraJ toda a sua esperan+a estava posta agora nos aliados. %teiner.s mãos dos soviéticos. *uais 2oram os russos *ue lhes salvaram a cidadeY A nossa ^ist:ria est3 deturpada. A$DU'. toda a amargura e toda a raiva acumulados. os especialistas pol-ticos alemães supunham *ue os oper3rios russos Rostar6eitenS se lan+ariam a tomar as armas) Fas o Exército Vermelho /3 se encontrava no V-stula e no #an<6io))) E. se*uer. perante os alemães. por ironia. integralmente russas14) . na Zustria. e os alemães pelo seu sangue russo) &s seus m-seros /ornais eram su6metidos .s suas divis9es *ue se passassem para o lado dos checos su6levados) E todos os ultra/es.vlassovistas *ue tinham conservado algum sentido pol-tico ou alguma esperan+a. como das outras ve>es. a2inal. em vésperas da derrota. pretendendo1se *ue . pela nossa ha6itual modéstia.

a reali>ar na cidade de ^uden6urgo. mesmo *ue 2osse para o . os ingleses propuseram primeiramente aos cossacos *ue depusessem as armas. desde *ue não tivessem de se entregar vivos) . decidiu tam6ém entreg31los . a6andonar as vastas regi9es da %ax:nia e da (ur-n1giaY E *ual 2oi a ra>ão militar e pol-tica *ue os levou a atirar para a mão de %taline. de um indigente c3lculo pol-ticoY Fais tarde.r<ssia &riental) Uma noite de 2ins de Janeiro. em metade da ?oreiaX))) "ão se tratava. ou a partir para o outro lado do oceano.araguai ou para a 'ndochina. não se *ueriam entregarY #i>1se *ue. parte deles tentou a6rir caminho para ocidente. e apanharam em tena> o meu goni:metro. e os conservadores tiraram os pés do %ue> 1 ser3 poss-vel *ue os *ue entre eles não t0m a mem:ria curta se não tenham recordado se*uer do epis:dio dos cossacosY A$DU'. apressadamente constitu-das. *uando re6entou a guerra da ?oreia. morte)S 15 A maneira como esta entrega 2oi 2eita teve car3cter pér2ido. sem prepara+ão de artilharia. *uando 2oi desalo/ado FiAolaitchiA. vi como. na >ona de ocupa+ão inglesaW mas. no decorrer de 1941 e até 1945. e =im '' %ung.ossuindo /3 a 6om6a at:mica. por acaso.dos p3trios rios cossacos) R& grande homem. a6andonada . agrupando1se na neve com a sua . mas a 2ortalecer Fao (sé1(ung. so6 uni2ormes *ue não se distinguiam das 2ardas alemãs) Elas terminaram a guerra em diversos sectores e de maneira di2erente) Alguns dias antes da minha deten+ão.or isso. na noite anterior. em torno dos *uais /3 se encontravam as escoltas com listas) E o caminho de regresso estava 6arrado por tan*ues soviéticos) "em se*uer podiam suicidar1se com um tiro.s chamas e as2ixiada Iudapeste. *uando desapareceram Ienés e FassariA. não assegurar nenhumas garantias de independ0ncia para a Europa &rientalY ?omo puderam eles. morte. para a morte. desde os comandantes de companhias até ao general =rasnov. *ue. metidos em com6oios. os ingleses entregaram os soldados. isso e*uivalia a pagar a %taline para *ue ele renunciasse não s: a ocupar a Fanch<ria. algumas centenas de milhares de cidadãos soviéticos armados. tradicional da diplomacia inglesa) & 2acto era *ue os cossacos estavam dispostos a 6ater1se até . eu pr:prio 2i*uei de6aixo do 2ogo dos vlassovistas) ^avia igualmente russos dentro do cerco por n:s montado na . silenciosamente) "a aus0ncia de uma linha de 2rente cont-nua. desceram directamente para o semicerco de carros prisionais. eles pagavam a participa+ão directa de %taline na guerra contra o Japão) . ou apunhalando1seJ todas as armas tinham sido con2iscadas) Alguns lan+aram1se do viaduto so6re as pedras da estrada) #epois. na ?hina. passando pelo alto viaduto. chamaram os o2iciais separadamente dos soldados. cu/os monumentos com o tempo co6rirão toda a 'nglaterra. não poucas sec+9es militares russas continuavam a a>edar no destro+ado exército alemão. através das nossas posi+9es.s tropas soviéticas) Duarenta autocarros com o2iciais. para rece6er as armas) "os seus pa-ses. como se 2ossem reunir1se aos seus o2iciais. ao amanhecer. so6 o pretexto de uni2ica+ão) #epois. usando o mesmo estratagema. *ue estava numa posi+ão avan+ada. $oosevelt e ?hurchill são considerados como modelos de lucide> pol-tica) Entre n:s. de modo *ue tive di2iculdade em retir31lo pelo <ltimo caminho *ue nos restava) Fais tarde voltei l3 por causa de um camião avariado e. haviam cedido secretamente essa cidade . a sua miopia sistem3tica e até a sua estupide>) ?omo puderam eles. desse modo. decididamente. eles in2iltraram1se rapidamente. *uando 2oi 6lo*ueada Ierlim. so6ressa-a. com assom6rosa evid0ncia. nas discuss9es travadas nas pris9es russas. para uma pretensa con2er0ncia so6re os destinos do exército. em troca do rid-culo /oguete das *uatro >onas de Ierlim R*ue se tornaram o seu 2uturo calcanhar1de1 A*uilesS.E AB& #E BU AB 445 Além das divis9es vlassovistas. isto é.

até . o nosso <ltimo grupo correu tr0s *uil:metros. através destas p3ginas. lem6rar *ue. *uando a maioria deles pereceu nos campos e os *ue permaneceram vivos aca6am os seus dias no extremo norte. de resto. se trata de um 2en:meno 6astante inauditoJ *ue v3rias centenas de milhares de /ovens1. e lado a lado -amos levar o 6alde de lata da latrina) Uma grande parte dos vlassovistas. ao grito de 7hurraX8. alguns deles tinham calado 2undo a dor so2rida pelo vergonhoso ano 41. isso em nada atenuava a sua condena+ãoS) Entretanto.camu2lagem 6ranca. cavalos a6andonados e 2amintos) "a*uela .or*ue. para isso. nãosendo um /oguete dos erros alheios) Fas o destino riu1se deles ainda mais amargamente e tornaram1se pe9es ainda mais min<sculos) ?om uma o6tusa miopia e 2atuidade. eu *uis. mas. *ue. trai+ão. 7desconhecida gera+ão /uvenil8. através da terra devoluta e nevada. arrastara os seus camaradas . como di> o velho ad3gioJ 7"ão é devido . em nome de . como seriam esses aliadosY))) A palavra 7vlassovista8 soa entre n:s como algo parecido com 7impure>a8. mesmo antes de eles se terem colocado 2ora dela) E eles enga/aram1se))) Uns. tendo nascido entre 1915 e 1944. so6re as posi+9es de 2ogo da nossa 6ateria de cento e cin*uenta e dois mil-metros. espionagemJ tudo dependia do enga/ador *ue se apresentava) &s agentes de recrutamento explicavam1lhes com >om6aria 1 com >om6aria é uma maneira de di>er.E AB& #E BU AB sido a sua terr-vel experi0nciaJ *ue constitu-am uma part-cula da $<ssia e *ueriam in2luir no seu 2uturo.rimavera havia ainda numerosos emigrados russos nas celas) . nas tarim6as de IutirAi) E aca6ava de 2umar o cigarro deles e eles o meu. decorrido /3 um *uarto de século. 2orragem *ue os cavalos relincham)8 'maginei um *uadro assimJ um descampado e. presos. apenas para sair do campo da morte) &utros. correndo desvairadamente por ele. na casa dos vinte e trinta anos. para a hist:ria mundial. dando a impressão de *ue su/amos a 6oca s: de pronunci31la.assarg) E ali 2oram detidos) .uschAin. pois tratava1se da verdadeJ 7%taline renunciou a voc0sX %taline est31se nas tintas para voc0sX8 A lei soviética colocara1os 2ora da lei. perto de Adling %hvenAitten.ouco depois 2ui preso) E eis *ue na véspera da parada da Vit:ria est3vamos agora todos /untos.. os alemães s: lhes permitiam *ue morressem pelo $eich. em alian+a com o séu pior inimigo) (alve> se/a necess3rio re2lectirJ *uem ser3 o mais culpado. ponte so6re o riacho . assim como dos 7espi9es de uma hora8. causas sociais) . co6rindo de granadas do>e canh9es pesados sem permitir1lhes dar um s: tiro) %o6 o 2ogo das suas 6alas trace/antes. no campo vi>inho. mas não *ue pensassem so6re um destino russo independente) Até aos aliados estendia1se duas mil verstas 1 e. se levantaram su6itamente e se lan+aram. com o 2ito de se passarem para o lado dos guerrilheiros Re muitos passaram1se. e pertencendo portanto . segundo o critério estaliniano. essa /uventude ou a p3tria encanecidaY E algo *ue não se pode explicar por uma propensão 6iol:gica . e por isso ninguém se atreve a pro2erir duas ou tr0s 2rases cu/o su/eito se/a 7vlassovista8) Fas a ^ist:ria não se escreve assim) Agora. tenham empunhado as armas contra a sua pr:pria p3tria. devendo existir. a consterna+ão da derrota ap:s tantos anos de /actLnciaW e outros havia *ue consideravam %taline como o primeiro culpado destes inumanos campos de concentra+ão) (am6ém eles sentiram o dese/o de di>er *uem eram e *ual tinha 44Q A$DU'. era muito /ovem. se tinha apressado a saudar o in*uieto unatchersAi) A maioria 2ora lan+ada nas 2orma+9es militares pela mesma vaga casual *ue. tendo com6atido depois ao lado deles.

como lacaios. eles eram *uase 2eli>es. mas não éJ o pr:prio #eniAin tentou lutar ao lado da União %oviética contra ^itler. nenhuns ind-cios se 2iltravam nos nossos /ornais. todos .se reali>avam pro2undas pes*uisas so6re #ostoievsAi Ren*uanto no nosso pa-s ele era então amaldi+oadoSW *ue existia um extraordin3rio escritor chamado "a6oAov1%irinW *ue Iunine ainda vivia e nos <ltimos vinte anos ainda continuava a escreverW *ue se pu6licavam revistas de arte e eram dados espect3culosW *ue se reuniam congressos de associa+9es regionais onde se 2a>ia ouvir a palavra russaW *ue os homens emigrados não tinham perdido a possi6ilidade de desposar mulheres emigradas e *ue estas lhes davam 2ilhos. entregando uma solicita+ão para regressar . disposto a deix31lo regressar . por momentos. na Europa ?entral. segundo a *ual se devia meter num campo de tra6alho todo o cidadão soviético *ue tivesse vivido no estrangeiro. em =ar6ine. na guerra civil espanhola e na %egunda Buerra Fundial. logo . depois da i6erta+ão de . contemporLneos nossos) As ideias espalhadas no nosso pa-s acerca dos emigrados eram tão 2alsas *ue se se reali>asse um in*uérito para sa6er ao lado de *uem estavam os emigrados russos. inseridos os seus acontecimentos na cronologia dos manuais) &s l-ders do movimento 6ranco /3 não eram nossos contemporLneos na terra. nos anos 4514. era a $<ssiaX Eis a sua palavra de ordem) E assim eles demonstraram *ue não mentiam *uando /3 antes a2irmavam o seu amor a ela) R"as pris9es. resolvidos os seus pro6lemas. lavadeiras. sendo casos isolados os de Ferie/AovsAi e Buippius. mas sim 2antasmas de um passado delido) &s emigrados russos. com um $ach1 maninov. um Ienois. se sa6e *ue a grande maioria dos emigrados 6rancos com6ateram ao lado dos repu6licanos) Due as divis9es vlassovistas e o corpo cossaco de Von1. aderiram ao movimento de resist0ncia e. na nossa maneira soviética de ver.aris. 1.avlova. capa>es de nos 2a>er suspeitar *ue os russos no estrangeiro constitu-am um grande mundo espiritualW *ue a. tanto nas 2orma+9es anteriores a Vlassov como nas deleW o mesmo nas unidades e destacamentos de cossacos. cad3veres vivos) Até . ou o coro cossaco de JarovW *ue a. um ?haliapine. no nosso pa-s. guerra de 1941.'sso tomava *uase uma apar0ncia de sonhoJ o retorno da ^ist:ria) ^3 muito *ue tinham sido escritos e 2echados os tomos da guerra civil. cocain:manos.arece algo de aned:tico. por emigradosJ estes não 2oram atr3s de ^itler. ou se/a.E AB& #E BU AB 449 pedintes. pois essas grades e esses guardas eram russosW eles o6servavam com espanto como as crian+as russas co+avam a nucaJ 7E para *ue dia6o viemosY "ão t-nhamos espa+o su2iciente na EuropaY8S Fas. onde se distinguiam os nomes de Iulga1Aov. Eram precisamente esses os cidadãos soviéticos *ue 2iguravam na Mehrmacht. um elevado n<mero de emigrados russos. mais cruelmente dispersos do *ue as tri6os de 'srael. *ue se puseram ao lado dos alemães) . 63lticos e ucranianos) A$DU'. era como pianistas em desagrad3veis restaurantes.annevits RArasnovistaS eram compostos por cidadãos soviéticos e não.se ia desenvolvendo uma 2iloso2ia russa original. p3tria Rnão como 2or+a de com6ate. de acordo com essa mesma l:gica estaliniana. como poderiam escapar a esse destino os emigradosY "os Ialcãs. velhos e /ovens. chegada das tropas soviéticas eles eram presosJ apanhavam1nos nas . mu+ulmanos. uma . mas como s-m6olo da unidade nacionalS) "o per-odo da ocupa+ão da Gran+a. p3tria) "ão importava *ue $<ssia 2osse. na nossa literatura e na nossa cr:nica liter3ria Re não seriam os nossos saciados mestres *ue no1los dariam a conhecerS. mor2in:manos. acorreram em vaga ao consulado soviético. se ainda por acaso arrastavam a sua exist0ncia. de modo nenhum. um #iaguiliev. pelos vistos. uma responderiamJ 7#e GrancoX #e ^itlerX8 "em agora. e %taline esteve.. Ierdiaiev e ossAiW *ue a arte russa cativava o mundo.

em *ual*uer especialidade) Goram transportados de !angai em 6arcos) Fas /3 o destino dos 6arcos 2oi di2erenteW não se sa6ia por*u0. 2icou gravada nos meus olhos) Goram presos cinco minutos antes de serem enterrados. e não a 4@C A$DU'. como reclusos) %omente não havia ainda uma escolta rigorosa nem cães) Alguns 2oram condu>idos para lugares ha6itados. e. /untamente com o capitão de cavalaria Iorch e o coronel FariuchAin. mas somente vinte anos mais tarde) Entretanto. e a imagem lament3vel dos seus corpos nus. isso em nada atrapalhava os :rgãos)S &s emigrados de !angai mani2estaram o seu /<6ilo) ?onvidaram1nos a levar os o6/ectos *ue *uisessem Ralguns levaram autom:veis. ali os deixaram viver de dois a tr0s anos) &utros 2oram imediatamente levados em com6oios para campos de tra6alho. e a instalar1se onde dese/assem na União %oviética. *ue eram então vendidas tran*uilamente nos nossos *uios*ues) Era uma vo> vinda de um mundo tão a2astado *ue nem com a mais assom6rosa 2antasia eu podia supor *ue menos de vinte anos depois os passos do seu autor se cru>ariam com os meus numa invis-vel linha ponteada pelos silenciosos corredores da Brande u6ianAa) E certo *ue não 2oi nessa época distante *ue o encontrei em carne e osso. de milhares de *uil:metros de distLncia)e a*ui. da maneira mais séria do mundo. *ue podiam ser <teis . e lan+ados de um alto declive. e2ectivamente. algures no Volga. /ovens e velhos) Goi1me dada a oportunidade de ir.raesi1dium do %oviete %upremo *ue coincidia com o perdão a todosa os emigradosX ?omo não acreditarY E imposs-vel *ue o Boverno mintaX RDue houvesse ou não esse ucasse. com mais pra>er do *ue os livros de J<lio Verne. 2oram todos de novo passados ao raspador) Duando eu era um garoto de nove anos lia. acumula+ão de in/usti+as nos processos /udicials *ue deix3mos de di2erenciar os seus graus) Este capitão de cavalaria e este coronel eram *uadros militares do exército c>arista) J3 tinham mais de *uarenta anos de idade e serviam h3 uns vinte. naturalmente. por etapas.casas e nas ruas. as 6rochuras a>uis de V) V) ?hulguin.rimavera de 1945 tive tempo de o6servar numerosos emigrados. apenas . mas a*ui logo os varriam) As coisas levaram mais tempo com os emigrados de !angaiJ as mãos soviéticas não chegaram até l3 em 1945) Fas um representante plenipotenci3rio do Boverno soviético apresentou1se e tornou p<6lico um ucasse do . não propriamente corpos. nalguns deles não davam de comer) #i2erente 2oi tam6ém o destino dos emigrados *ue desem6arcaram no porto de "aAhodAa Rum dos principais pontos de passagem para BulagS) Duase todos 2oram metidos em com6oios de mercadorias. enrugados.etrogrado haviam derru6ado o imperador) #urante duas décadas eles 2oram 2iéis ao /uramento c>arista e agora. contra as suas convic+9es Re . s: deitavam as mãos aos homens. para as >onas de deporta+ão russas. /untamente com pianos pintados de 6ranco e vasos de plantas) "os anos de 4Q149. a tra6alhar. *uando o telégra2o transmitiu o comunicado de *ue em . a uma inspec+ão médica. nesta . concedendo1lhes a cidadania soviética e transportando1os com con2orto para a p3tria. *ue continuavam vivos. exactamente como os nossos) #e momento.*ueles *ue tinham mani2estado as suas ideias pol-ticas) RAs suas 2am-lias iam depois. mas sim m<mias. os repatriados do Extremo &riente. p3triaS. tra>idos para Foscovo. inclusive cidades. sendo algumas deixadas na Iulg3ria ou na ?hecoslov3*uia)S "a Gran+a rece6iam1nos com honras e 2lores.E AB& #E BU AB 4@1 contra o poder soviético em 1919X ^a6itu3mo1nos tanto .E AB& #E BU AB todos. em 1945. 2i>eram1lhes um interrogat:rio so6re))) a sua luta A$DU'. de uma cor amarelada e escura. em plena 2loresta montanhosa.

com o *ue tinha /e/uado. in2Lncia.ara *u0 remexer no passadoY)))8S A prescri+ão era reservada aos nossos verdugos caseiros 15 Assim.3scoa na u6ianAaJ durante toda a semana.&'% #& (E$F& da guerra civilX RExemplo cl3ssico e desavergonhado de aplica+ão retroactiva da leiXS Além disso. numa unidade armada. e sim entre os velhos e as mulheres)S Entretanto.etrogrado 2oi proclamado o poder soviéticoS de presta+ão de a/uda . em 1945. o m3rtir de ontem deixa de ser /usto. prescri+ão. como os ha6itantes de todos os pa-ses da Europa e da ZsiaX15 Duanto . os seus generais. ainda *ue 2osse em em6rião. apenas comeu metade da ra+ão de pãoW a outra guar1dava1a.aixão. uma ve> *ue o exército tinha sido completamente des6aratado) Eles não gostavam de um regime so6 o *ual se arrancavam gal9es e matavam o2iciais. pela *ual o /ulguemos pelos seus actos de ho/e) &s chineses. em rela+ão ao artigo 5Q. acusaram1nos cumulativamenteJ de actos destinados ao derru6amento do poder dos %ovietes de oper3rios e camponesesW de invasão armada do territ:rio soviético Risto é. não constitu-a uma prova material nem um argumento) Fas se. .. até . um pensamento /ur-dico. isto é. /untou o pão de sete dias e 6an*ueteou1se durante os tr0s dias de . *uando em . *uais poderiam ser os 2undamentos para os JU BA$ e ainda por cima ao ca6o de um *uarto de séculoY R#urante todo esse tempo eles tinham vivido como simples particularesJ FariuchAin. em todo o caso. o artigo 4 do ?:digo indicava *ue ele se aplicava unicamente aos cidadãos presos no territ:rio da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa) Fas a mão direita da %eguran+a do Estado arrancava tanto os *ue eram "i& cidadãos. sua deten+ãoW e *uanto a Iorch. aos *uais tinham estado sempre su6ordinadosS) E todos estes pontos R1141 411@S do artigo 5Q correspondiam a um c:digo aprovado))) em 194. não h3 nenhum presidente a2ricano *ue possa estar seguro de *ue. mas *ue nos é de todo em todo inacess-vel) %egundo ele.E AB& #E BU AB *ue ani*uilaram sistematicamente mais compatriotas do *ue toda a guerra civil) FariuchAin era ainda capa> de se recordar de tudo claramente. mas não. de não terem partido imediatamente da $<ssia. na Zustria. mas Iorch era como se tivesse regressado . até esse momento. é verdade *ue o encontraram numa caravana cossaca. seis a sete anos #E. talve> se/a ainda di2-cil encontrar 2undamentos morais para /ulg31los) Esta é uma dialéctica *ue Anatole Grance dominava. durante um *uarto de século. e trocava gradualmente pão duro por mole) #esta 2orma. ela não se aplicava) R7. não como honrados aposentados. prestaram ainda /uramento ao Boverno provis:rio) "unca mais os convidaram a prestar /uramento a *uem *uer *ue 2osse. no pr:prio centro do novo aparelho /udici3rio. desde o primeiro instante em *ue a camisa de carrasco se lhe pegue ao corpo) E vi1ce1versa) Fas não nas 6iogra2ias do . mas como proscritos sem lar. e murmurava simploriamente como aca6ava de 2este/ar a .3scoa) "ão sei precisamente *ue espécie de guardas 6rancos 2oram eles durante a guerra civilJ se pertenciam . dentro de de> anos. e naturalmente uniram1se a outros o2iciais para lutar contra esse regime) Era tam6ém natural *ue o Exército Vermelho lutasse contra eles e os /ogasse ao mar) Fas num pa-s onde existisse. precisamente.talve> murmurando por dentroJ 7Due a peste caia so6re ti e *ue o dia6o te carregue8S. categoria *ue constitu-a a excep+ão 1 os *ue en2orcavam sem /ulgamento um entre cada de> oper3rios e espancavam os camponeses 1 ou . /3 nem se*uer 2alamosJ estava 2lexivelmente previsto *ue. 231lo1ão desde *ue os deixem chegar l3) 4@4 A$DU'. 6urguesia internacional R*ue nem em sonhos nem em esp-rito haviam vistoSW de terem servido os governos contra1revolucion3rios Rou se/a. da maioria dos soldados) Due agora os tivessem processado e /ulgado a*ui. relatando os pormenores da sua evacua+ão de "ovorossisA. desde os $amos até . não pu6li*uemos uma lei. tinham vivido.

e nesses cinco ou seis metros andava de um lado para o outro. era na cela um ser completamente isolado) %: um ano depois eu pude avaliar e compreender a sua conduta na prisãoJ 2ui parar de novo a IutirAi e. não se sa6endo como é *ue tinha ido parar . mesmo agora. com senten+as de de> e de *uin>e anos) "um papel de 2umar estava escrito. encontrei /ovens do mesmo processo de lacevitch. como todos n:sS e não rece6ia.ara ele. andando da mesa para a porta e inversamente) Fas a sua consci0ncia. entre as tarim6as. proporcionava1lhe uma 2or+a extraordin3ria) Entre os emigrados encontrava1se 'gor (ronAo. mas conservava a sua /uventude e mesmo a sua pele rosada) Em toda a cela ele era o <nico *ue 2a>ia gin3stica pela manhã e se 6orri2ava com 3gua da torneira Rtodos n:s poup3vamos. de acordo com os seus meios. onde e como. da minha gera+ão) (rav3mos ami>ade) Am6os est3vamos en2ra*uecidos. elasticidade e dinamismo) "ão tinha menos de sessenta anos. en*uanto não se tornaram adultos) ?resceram dum modo tal *ue os v-cios do século. tinha uma opinião clara e precisa so6re o *ue nos rodeava. as mãos cru>adas so6re o peito e os olhos claros e /uvenis trespassando as paredes) Justamente por*ue n:s nos surpreend-amos com o *ue sucedia . no p3tio de recreio de IutirAi. nossa A$DU'. 2icava um espa+o livre. durante o *ual. chupados. som6ra da indelével desgra+a das suas 2am-lias) Em todos os pa-ses onde tinham estado s: reconheciam a $<ssia como sua p3tria) A sua 2orma+ão espiritual era 6aseada na . *uando eu deixei de ser potro. em6ora h3 muito sirva como cocheiro) & coronel =onstantin =onstantinovitch 'acevitch di2erenciava1se muito dessas importantes m<mias de emigrantes) . discutindo as nossas vidas paralelas) "ascemos no mesmo ano.s suas mãos. com modesto desa2ogo ou mesmo com di2iculdades) Eram todos muito 6em1educados e. pois desenvolveram1se .E AB& #E BU AB 4@@ volta. pretenso guarda 6ranco. agora toda a vida me chamarei cavalo. pelos vistos. 2alta de re2lexãoS. *ue não se arrependia de seguir o caminho /usto. não os a6rangeram. /3 so2rera a instru+ão do processo Resperava a senten+a. o 2im da guerra civil não signi2icava certamente o 2im da luta contra o 6olchevismo) ?om *ue meios ele p_de lutar. naturalmente. ele. toda a minha gera+ão de compatriotas *ue ali se encontrava) Eles tinham sido criados so6 uma 6oa protec+ão 2amiliar.enso *ue devido ao desconcerto espiritual)S (anto eu como ele éramos magros e altos) Agitados pelos impulsos do vento estival. numa das setenta celas. com um passo cuidadoso de velhos. and3vamos sempre ao lado um do outro. instru-dos) ?resceram sem conhecer o medo e a repressão.ara mim era deveras interessante imaginar. a senten+a de todo o grupo) & primeiro da lista era lacevitch e a sua senten+a era o 2u>ilamento) Eis pois o *ue ele s via e previa através das paredes. pelo contr3rio. atitude leviana perante a vida.or*ue é *ue nos deixamos a6ater tantoY . a*ui na cela) En*uanto o caos e as se*u0ncias descont-nuas e incertas de ideias reinavam na maioria das nossas ca6e+as. em6ora um certo peso dos dirigentes das organi>a+9es de 6rancos se exercesse so6re eles. no %ul da $<ssia) Ainda mam3vamos.nosso tempo revolucion3rioJ se me montaram durante um ano. em6ora o seu pai. 2osse um simples e modesto telegra2ista) . com os seus olhos não envelhecidos. com a pele amarelada e engelhada reco6rindo os ossos) R. *ue envolviam toda a /uventude europela Relevada criminalidade. e para ele nada contradi>ia a sua expectativa. as calorias do rancho prisionalS) Ele não deixava passar o tempo. a sua ca6e+a era inteiramente calva. isso não me contou) Fas ele tinha a impressão de se encontrar ainda no servi+o activo. *uando o destino remexeu na sua velha 6olsa e me estendeu a mim uma palhinha curta e a ele uma comprida) A sua sina atirou1o para l3 dos mares. e a clare>a das suas posi+9es na vida dava1lhe uma permanente energia. a/uda de parte alguma. com passo el3stico e preciso. através da vida dele.

a lenda so6re o Altai) A*ueles poucos *ue alguma ve> l3 tinham estado. não havendo compartilhado com a p3tria toda a complexa gravidade das décadas anteriores. estando dispostos a renunciar a muito por um poucochinho mais de vida) ?irculava a seguinte anedotaJ 7A sua <ltima palavra. de mentira. onde havia o escor6uto. mais 2echadas . ca+a e pescaX .2icavam as terras chamadas do 7Ba6inete de %ua Fa/estade8. nem se*uer de propor algo. *ue não coincidiam com as opini9es dos velhos generais e pol-ticos) Assim. mas so6retudo os *ue nunca l3 estiveram.rimavera. ideia de *ue se sumira pela vala de escoamento da guerra civil uma parte consider3vel das nossas 2or+as espirituais. e sentiam essa lacuna de um modo agudo. acusadoX8 1 7. na*uele momento. durante longo tempo. não existia senão como um 2acto geogr32ico e 2-sico) As pu6lica+9es contemporLneas eram1lhes mais acess-veis do *ue a n:s. contanto *ue ha/a l3 o poder soviéticoX E sol)))8 "ão est3vamos amea+ados de ver1nos privados do poder soviético. o *ue havia de mais elevado e 6elo na $<ssia %oviética) (udo o *ue conheciam tinha para eles um ar de deturpa+ão. por isso. por*ue para eles ela signi2icava o princ-pio e o 2im da sua p3tria. até os mais o6stinados de n:s dese/avam o perdão.opulosas e ricas aldeiasX )))1Q 1Q &s sonhos dos presos so6re o Altai não serão a continua+ão do velho sonho dos camponeses so6re essa regiãoY A. sugeriam aos companheiros de cela sonhos harmoniososJ *ue 6elo pa-s é o AltaiX (em a vastidão da %i6éria e um clima suaveX Fargens cheias de trigais e rios de melX Estepes e montanhasX $e6anhos de ovelhas. e este encontro a6riu1me Ro *ue depois outros encontros con2irmaramS . de algo incompleto) As ideias *ue possu-am so6re a nossa vida aut0ntica eram das mais .3lidas. em particular nas celas. por isso. mas precisamente as edi+9es soviéticas *uase não chegavam até eles. o grupo de 'gor era partid3rio de 7nada decidir a priori8) Eles a2irmavam *ue. mas de ver1nos privados do sol))) "inguém *ueria ir para as regi9es polares. não se sa6e por*u0. mas a saudade pela p3tria era tal *ue se no ano de 41 tivessem 2eito 4@4 A$DU'. reuni2ica+ão dos dois ramos 1 o da metr:pole e o do estrangeiro) %: então ela atingir3 a plenitude. não podiam compreender o *ue havia de mais importante. ninguém tinha o direito de decidir so6re o 2uturo da $<ssia. parecendo11lhes *ue.E AB& #E BU AB 4@5 AhX.E AB& #E BU AB apelo a eles. deste 2astidioso des6o6inar de toda . s: então ela poder3 desenvolver1se sem entraves) Eu sonho viver até esse dia) & homem é dé6il. privando1nos de um ramo da cultura russa) E todos os *ue a amaram vverdadeiramente aspirarão .essa insistente lendaY A$DU'. todos acorreriam ao Exército Vermelho e mesmo maisa gratamente para morrer do *ue para 2icar vivos) E aos vinte e cinco e vinte e sete anos esta /uventude /3 2ormulava e de2endia com 2irme>a v3rios pontos de) vista. a distro2ia) E. esconder1se nessa *uietudeX &uvir o n-tido e sonoro canto do galo através dum ar l-mpidoX Acariciar o 2ocinho sério e 6onacheirão de um cavaloX E *ue vão para o #ia6o todos os grandes pro6lemasW *ue *ue6re com eles a ca6e+a outro *ual*uer mais est<pido do *ue euX $epousar ali das in/<rias do investigador. mantendo1se.ass3vamos longo tempo deitados um ao lado do outro nas tarim6as) Eu aprendi *uanto pude do seu mundo.literatura russa. espalhou1se. dé6il) "o 2im de contas. emigra+ão do *ue o resto da %i6éria) Fas era precisamente para l3 *ue tentavam ir os camponeses Re l3 se instalaramS) "ão preceder3 da. nessa . tanto mais amada. a *ual.e+o *ue me enviem para onde *uiserem. mas somente de regressar e o2erecer as suas energias para a*uilo *ue o povo decidisse) .

e a*ueles a *uem 2altava cumprir uns meses. para *ue nos 2i*ue na mem:ria) "aturalmente. e imiscu-mo1la.. respondendo a um correspondente americano Rde *ue apelidoY. do as2ixiante ar viciado da cela) A vida *ue nos é dada é tão pe*uena. parece1me *ue viveria na mais 6aixa e o6scura ca6ana do extremo da aldeia. e mesmo mais. isto é. na orla do 6os*ue) E iria ao 6os*ue não para apanhar lenha seca ou cogumelos. ao longo de um *uarto de século. de nada mais precisoX))) A pr:pria .$H. v-amos *uebéramos milh9es a 2luir pelos c3rceres e *ue muitos mais milh9es ainda nos acolheriam nos campos) E imposs-vel *ue se deixem assim tantos milh9es de pessoas na prisão. de todas as maneiras não é por muito tempoXS Fas para *ue ha/a clem0ncia é necess3rio *ue a ra>ão prevale+al 'sto é v3lido para toda a nossa ^ist:ria. pois a2rouxavam a nossa vontadeJ *ue um raio os leve. ap:s a maior vit:ria mundialX #evem simplesmente reter1nos para nos dar uma severa advert0ncia. *ue explicavam *ue 19 A colectLnea #as .lano EstatalJ 2ornecer ao Finistério do 'nterior o n<mero de homens a prender)S Uma amnistiaX Uma generosa e ampla amnistiaX ":s esper3vamo1la ansiosamenteX #i>1se *ue na 'nglaterra no anivers3rio da coroa+ão. d3 a seguinte ci2raJ por ocasião da amnistia de 1945 2oram li6ertados sete e meio por cento dos reclusos) . depois de desmo6ili>ado. o Boverno estalinista 2osse tão mes*uinho e vingativo *ue se mostrasse incapa> de es*uecer os passos em 2also e os desli>es de cada um dos seus mais insigni2icantes cidadãosY))) . para a %i6éria.ris9es . tão curtaX E n:s expomo1la criminosamente a uma metralhadora *ual*uer.rimavera exortava . assinaremos o *ue *uiserem. senão malévolos. tinha havido uma amnistia para os presos pol-ticos. de *ue a6ra+aria dois troncosJ meus *ueridosX. tendo o6tido agora uma vit:ria. todos os anos. o lar. dão amnistiaX Goram amnistiados numerosos presos pol-ticos pelo tricenten3rio da dinastia dos $omanov) %eria poss-vel *ue. no s:rdido lixo da pol-ticaX 3. presos. pelo menos econ:micos.rimavera do 2im de uma tão monstruosa guerraX ":s.$'& ?&F'%%Z$'& a garantir *ue 6em depressa dariam uma amnistia geral) REstes 6oatos eram vanta/osos para os comiss3rios. os *uais grasnavam *ue nunca. na p3g) @9. tinha sido & . *uereria deixar a 2am-lia. nem /amais haveria) Encontrava1se sempre na cela um 6u2o para saltar com esta respostaJ 7%im. e por muito tempo ainda) "ão escut3vamos os poucos prisioneiros l<cidos *ue havia entre n:s. . onde não havia ainda caminhos nem casasY 'sto era *uase uma tare2a do . por ocasião do décimo anivers3rio de &utu6ro. em 1945. para VorAut. não me lem6ro)))S. no Altai. escala de um século.s 'nstitui+9es Educativas. A$DU'. disse *ue depois da guerra haveria uma amnistia no nosso pa-s como o mundo nunca vira) A um outro. haver3 uma grande amnistia.E AB&(5E BU AB n:s est3vamos presos aos milh9es precisamente por*ue tinha aca6ado a guerraJ na 2rente /3 não 2a>-amos 2altaW na retaguarda éramos perigosos e nas long-n*uas o6ras de constru+ão sem n:s não se assentava um ti/olo) R":s não t-nhamos su2iciente esp-rito de a6dica+ão de n:s pr:prios para penetrar nos c3lculos. de %talineJ *uem é *ue. todas as cadeias 2icaram va>ias e so6re elas 2lutuavam 6andeiras 6rancasX8 Esta surpreendente visão das 6andeiras 6rancas na prisão 1 e por*u0 6rancasY 1 comovia particularmente o cora+ão19) $epel-amos os mais sensatos. clem0nciaJ a . do 6arulho das 2echaduras da prisão. 4@. assim pura. e partir para =olima.a tua vida. li6ertaram as mulheres com 2ilhos. mas simplesmente para errar entre as 3rvores.ode acreditar1se nisto) E um n<mero muito mes*uinho para o décimo anivers3rio da $evolu+ão) #os pol-ticos. 1e 6em depressa nos li6ertarão a todos) Alguns até /uravam ter lido no /ornal *ue %taline.

a derrota de .E AB&#E BU AB 4@5 "essa .$&?E%%&% e sa6iamente conclu-am *ue eram dos menos graves. as di2erentes torrentes de presos sempre esperaram e sempre tiveram 2éJ ora na amnistia. entretanto. n:s lemos. *ue eram os postos de correio dos presosW por toda a parte os nossos activistas 6uscavam vest-gios e escritos so6re a amnistia) E. mas *ue é necess3rio experimentar na pr:pria carneJ 6enditas se/am não as vit:rias nas guerras. espera de uma amnistia. pouco a pouco. ora num novo c:digo. em 1Q5@15. com ha6ilidade e cautela. inclusive dessa m-sera amnistia e come+aram a atropel31laJ alguns 2oram retidos na prisão e aos outros. 19C415 e 1914115) R") dos ()S A$DU'. *uanto mais homéricas e 2renéticas eram as. todas as esperan+as do mundo podem ser comparadas . esta 2é na clem0ncia. mas a espera de uma amnistia a nada se pode comparar) "a . com o %ol) %: o %ol não se pode comparar com coisa alguma) #o mesmo modo. num ou noutro grau. eram os acusados. cada anivers3rio de enine e do #ia da Vit:ria. suscitados pelos :rgãosS) ?ada anivers3rio de &utu6ro. nunca a6andonam os cin>entos muros da cadeia) #écada ap:s década.^3 uma verdade simples. não a lucide> mas sim a 2é na amnistiaX (odas as 2ontes da lu> se podem comparar. eml5C9) R") dos ()S 41 (alve> *ue s: no século !!. ora numa revisão do processo Re os 6oatos eram sempre. arrependeram1se. os peritos logo come+avam a con2rontar os seus . sendo por isso *ue os punham em li6erdade) (udo come+ava na latrina e na casa de 6anho. torrentes de prisioneiros. a cada novato *ue chegava . tanto mais nascia neles. de s<6ito. cela. mas nisso não éramos originais) Galando com velhos presos compreendia1se.oltava 2oi salutar para os %uecosJ tendo perdido o gosto de pele/ar. crise moral) 44 $espectivamente.rimavera t-nhamos 2é na amnistia. a sua a6undLncia estagnante o tenha condu>ido . e ha6itualmente consegue1se) &s povos precisam das derrotas como certas pessoas precisam de so2rimentos e de desgra+asJ elas o6rigam a apro2undar a vida interior e a elevar1se espiritualmente) A vit:ria de .aris. so6re o rei da %uécia. em ve> de dar1 lhes li6erdade incondicional. *ue esta sede de li6erdade.oGtava4C 2oi uma desgra+a para a $<ssiaJ ela arrastou consigo dois séculos de grandes tens9es. cada plano *uin*uenal e cada reunião plena do %upremo (ri6unal 1 tudo a imagina+ão dos presos 2a>ia coincidir como a tão esperada descida do an/o da li6erta+ãoX E *uanto mais selvagens.elo contr3rio. depois das derrotas *uer1 se a li6erdade. concederam1lhes uma li6erta+ão 7redu>ida8 Rresid0ncia 2ixaS) 4C r/e pet/ro & Brande. no céle6re vest-6ulo roxo da casa de 6anho de IutirAi. eles tornaram1se o povo mais 2lorescente e livre da Europa41) ":s estamos tão acostumados a orgulhar1nos da nossa vit:ria so6re "apoleão *ue perdemos de vista *ue 2oi precisamente devido a ela *ue a li6erta+ão dos camponeses se não reali>ou cin*uenta anos antesW e *ue 2oi /ustamente gra+as a ela *ue o trono se 2ortaleceu e esmagou os de>em6ris1tas) RDuanto . em come+os de Julho. de devasta+9es. escrita com sa6ão so6re os . a enorme pro2ecia.. do Exército Vermelho ou da ?omuna de .rimavera de 1945. ela não 2oi uma realidade para a $<ssia)S J3 a guerra da ?rimeia e as guerras contra o Japão e a Alemanha44 nos proporcionaram todas as li6erdades e revolu+9es) uma d<>ia) Fas. ocupa+ão 2rancesa. de opressão e de novas e novas guerras) . mas as derrotasX As vit:rias são necess3rias para os povos) #epois das vit:rias am6iciona1se ainda novas vit:rias. a acreditarmos no *ue se di>. a primeira coisa *ue se perguntava era se ele tinha ouvido algo so6re a amnistia) E se de uma cela levavam dois ou tr0s presos ?&F A% %UA% ?&'%A%.

dese/ando1nos sorte. ao pensarmos *ue a porta se ia a6rir))) Fas 1 . eu sonhei com isso)8 E levavam1nosX .E AB& #E BU AB *uenta e oitoX8. olhando para a sua ca6e+a grisalhaJb 7.odes não acreditar nisso. recon2ortados. conclu-ram na cela) 7& guarda é um anal2a6eto)8 "esta cela encontrava1se um /ovem de =iev. aper1tam1te de repente a almaJ e se 2or verdadeY Juntaram vinte pessoas de celas di2erentes e levaram1nos primeiramente ao 6anho Rem cada mudan+a da vida de um preso ele deve. e estava aterrori>ado com o processo) Ele +ra sem d<vida extremamente intuitivo. estatura de um homem Ralguém tinha su6ido aos om6ros de outro. mas em compensa+ão mais -ntimo. *ue pareciam de mulher. am6os pouco gravesS) .or mais de uma ve>. o guarda do corredor mandou um velho da nossa cela lavar as latrinas e ali.*uele estado de excita+ão) . a alma do preso é tão inclinada ao misticismo *ue ele acolhe os vatic-nios *uase sem assom6ro) "o dia 45 de Julho. cu/o nome é muito certeiro. pelo passeio as2altadoX44 ?ondu>iram1nos . *ue não levava mais de trinta segundos a atravessar. no 6astião de (ru6etsAi. ver . Valentim Rnão me recordo do seu apelidoS. pois. pulsava. ao passear de manhã pela cela. antes do mais. Valentim 3proximou1se de mim e disseJ 7AlexandreX ^o/e vamos os dois)8 E contou1me um sonho onde 2iguravam todos os elementos dos sonhos prisionaisJ uma ponte por cima de um rio turvo. suspirou o guarda) 7IesteiraX8. podes permitir1te ser céptico.or *ual artigo est3 preso. onde ensurdecedoramente chilreavam os p3ssaros Rtalve> 2ossem apenas pardaisSW o verde intenso dessas 3rvores parecia insuport3vel aos olhos desa6ituados da lu>) "unca a vista apreendeu com tanta 2or+a o verde da 2olhagem como nesta . entregues a con/ecturas e a divaga+9es) #epois do vapor do 6anho. vi6rava no nosso corpo. como excursionista. repeti1lo com grace/os. velhoteY8 1 7. perguntou1lhe compadecidamente. a uma altura superior . por *uem choravam em casa tr0s gera+9es) 7"ão és a6rangido)))8. cerca de uma hora e meia.A$A DUE ^AJA ? EFn"?'A E "E?E%%Z$'& DUE A $AU\& .a>ule/os cor de violeta. /3 muitos anos depois. *ue era mais pe*ueno. o vest-6u/o principal é muito parecido com o de uma 6oa esta+ãoS e meteram1nos num c3rce1 44 Vi ainda um /ardim parecido. passar pelo 6anhoS) Ali estivemos algum tempo.recisamente a eles-iEntretanto. das mais a6rasadoras da terra. os 2ilhos da mãe tinham1se enganado apenas num tra+oX .$EVA EVAX Em meados desse m0s de Julho. na Gortale>a . e uma cru>) ?omecei a preparar1me e não 2oi em vãoJ depois da 3gua 2ervida da manhã chamaram1nos) A cela despediu1se ruidosamente de n:s. mas umas tena>es ardentes.elo cin1 #e 2acto.arte '''. além do mais. talve> devido . cara a cara Rdiante de testemunhas não se teria atrevidoS.rimaveraX E nunca tinha visto nada na vida mais parecido com o para-so do *ue a*uele /ardin>inho de IutirAi. de olhos grandes e 6onitotes. 2icou paralisado de alegria. ele indicavaJ 7^o/e levam1te a ti e a ti. para *ue tardassem mais tempo a apagar a inscri+ãoSJ 7^urraXXX Em 15 de Julho sair3 uma amnistiaX84@ Duanto rego>i/o houve entre n:sX R%e não tivessem a certe>a não escreveriam a*uiloXS (udo o *ue palpitava. cap-tulo V') 4@Q A$DU'. pois muitos a2irmavam *ue -amos ser postos em li6erdade Ro *ue resultara do con2ronto dos nossos processos. alegrou1se o velho.ara mais pormenores so6re a grande amnistia estaliniana de 5 de Julho de 1945. pass3mos pelo /ardim cor de esmeralda do p3tio de IutirAi. esta+ão de IutirAi Rlugar de recep+ão e de envio dos presos.

edro e . em todo o caso. espa+oso) ^avia a. su2ocando de risoJ 1 Duin>e anosX Era demasiado a6surdo para acreditarmos. havendo um espa+o su2iciente para *ue cinco ou seis guardas pudessem controlar. até *ue. prometendo a todos n:s a li6erdade e o lar) RVe/amX "unca hav-amos estado numa 6ox tão 6oaX 1 não era por casualidadeXS E todos n:s depend-amos do &)%)&)45 Acontecia *ue est3vamos presos por uma ninharia) #urante tr0s horas ninguém nos molestou.uma semiescuridão e ar 2rescoJ a <nica e min<scula /anela 2icava muito alta e não tinha morda+a) Ela dava /ustamente para a*uele ensolarado /ardim) Através de um caixilho a6erto. ele mexia1se vacilantemente pelo chão liso da 6ox) Estaria contundidoY (01lo1iam espancado com uma t36ua de engomarY 1 EntãoY EntãoY 1 pergunt3mos angustiados) R%e ele não vem da cadeira eléctrica.usemo1nos a correr mais intensamente ainda dentro da nossa caixa. latrina para 2a>er uma pe*uena necessidade) Este regressou radiante) . os gon>os da porta rangeram e chamaram um dos nossos. sau1dando1nos através do postigo.aulo) &s excursionistas surpreendem1se diante dos tene6rosos corredores e celas. não havia /3 ninguém. mas eu pensei *ue.E AB& #E BU AB 4@9 re grande. derreados.elos vistos anunciaram1lhe a li6erdade) 1 EntãoY EntãoY 1 /unt3mo1nos . 6alanceava. esta+ão de IutirAi. um pacato conta6ilista de trinta e cinco anos) Ele saiu) A porta 2echou1se) .de . ter1lhe comunicado a pena de morte)S ?om vo> de *uem anuncia o 2im do mundo.) U)11") =) V) #) V'' "A %E?V\& #E FZDU'"A% "A 6ox vi>inha . conhecida como a da 6usca Rali se revistavam os recém1detidos. so6 uma lLmpada. os prisioneiros não eram pessoas inteiramente perdidas no mundo) A n:s levavam1nos a passear s: por recantos co6ertos de pedras mortas) A$DU'. uns vinte presosS. encontrando1se va>ias as grosseiras mesas da inspec+ão) %: a um lado. ouvia1se o piar ensurdecedor dos p3ssaros e no vão da /anela 6alanceava1se um raminho verde1claro. *ue nos *ueimava) "ovo estrondo) ?hamaram outro e 2i>eram entrar o anterior) an+31mo1nos so6re ele) Fas não parecia o mesmoX A vida tinha paralisado no seu rosto) &s seus olhos a6ertos estavam cegos) ?om movimentos incertos. um elegante ma/or da ") =) V) #). diante de uma pe*uena mesa ocasional. devem. ninguém a6riu a porta) ":s and3vamos. numa s: rodada. en*uanto os pardais respondiam uns aos outros endia6radamente) %u6itamente. de ca6elos pretos) A expressão dominante do seu rosto era de paciente a6orrecimento) Ele perdia o seu tempo em vão. o conta6ilista disseJ 1 ?inco))) anosX E de novo os gon>os da porta rangeramJ voltaram tão rapidamente *ue dava a impressão de os terem levado . en*uanto tra>iam e levavam os presos um por um) As assinaturas poderiam ser recolhidas muito mais depressa) . estava sentado. nos sent3mos nos 6ancos de pedra) E o raminho 6alanceava. tendo para passeio um tal /ardin>inho.ol-tica do Estado 1 B) . volta do *ue regressara com esperan+a) Ele 2e> um movimento com o 6ra+o. and3vamos e and3vamos pela 6ox. assim de cho2re) 45 %essão especial de deli6era+ão da Administra+ão .

ao dos re*uerimentos para a a*uisi+ão de artigos de escrit:rio. com um ruim aparo. de modo algum) & ma/or estendia1me /3 o verso da 2olha) E ali tinha ao meu alcance a caneta de sete Aopecs. e veri2icou o meu apelido) ] direita e . explicar1me algoY "ão. tão 6anal era tudo a*uilo) %eria poss-vel *ue 2osse essa a minha verdadeira senten+a e *ue iria constituir uma viragem decisiva na minha vidaY Eu *ueria emocionar1me. leu1o com indi2eren+a. viam1se pe*uenas pilhas de papelinhos 6rancos.E AB& #E BU AB 44@ . todos iguais.E AB& #E BU AB por letra) Estava escrita . da dimensão de metade de uma 2olha de papel de m3*uina e de 2ormato igual ao dos *ue. colocando o meu papelinho na pilha da es*uerda) T .Ele apontou1me um 6anco situado na sua 2rente. não apenas palavra por palavra mas letra 444 A$DU'. data e lugar de nascimentoS) ?:pia 2iel) & %ecret3rio) #ecidiu1seJ aplicar a Rnome do interessadoS por agita+ão e tentativa de uma organi>a+ão anti1 soviética QRoitoS anos de campo correccional de tra6alho) #everia eu limitar1me simplesmente a assinar e a sair silenciosoY &lhei para o ma/orJ iria ele di>er1me *ual*uer coisa. soltou a 2olhinha da mão) Eu voltei1a e. *ue o texto me tinha sido comunicado em tal data) & meu cora+ão nem se*uer teve uma leve palpita+ão a mais.ovo da %eguran+a do Estado da U) $) %) %). n<mero)))1 (udo isto era su6linhado com um tra+o ponteado e dividido tam6ém com um ponteado verticalJ (endo examinadoJ a acusa+ão contra Rnome. então. não se dispunha a isso) (inha /3 2eito sinal com a ca6e+a ao guarda. propositadamente. *ue pescou um 2arrapo de papel no tinteiro) 1 "ão. ou. viver todos os sentimentos pr:prios deste momento 1 mas não pude.or*u0Y As minhas palavras soaram1me 2alsas a mim mesmoJ nem eu nem ele sent-amos *ue era horr-vel) T A*ui T indicou1me o ma/or. de 5 de Julho de 1945. *uero l01la eu pr:prio) 1 Acaso vou engan31loY 1 replicou pregui+osamente o ma/or) T Iem. para entrar o seguinte) . es*uerda dos tinteiros. numa vo> precipitada Reu compreendi *ue me condenavam a oito anosS. sua 2rente. perguntei1lhe em tom tr3gicoJ T Fas isto é horr-velX &ito anosX . sem vontade. o ma/or encontrou um 6oletim *ue me di>ia respeito) (irou1o. leia) E. m3*uina. nas administra+9es das casas de ha6ita+ão. nos entregam como 2acturas de com6ust-vel. . mas não era o original *ue eu tinha so6 os olhos e sim uma c:piaJ Extracto do despacho da ?omissão Especial de #eli6era+ão do ?omissariado do . do outro lado da mesa. mirei1a com todo o vagar. e p_s1se logo a anotar com a caneta no reverso. nas reparti+9es) Ao 2olhear a rima da direita.ara emprestar ao momento um pouco de gravidade.asseX 1 ordenou1me o guarda) E eu passei) 1 $eunida no pr:prio dia da amnistiaJ o tra6alho era urgente) A$DU'. permita1me *ue escreva a*ui mesmo um recurso de apela+ão) A senten+a é in/usta) T Ga+a1o nos termos legais 1 disse mecanicamente com a ca6e+a o ma/or. uma ve> mais) E eu assinei) "ão teria simplesmente achado mais *ue 2a>erY T Então.

e exi/o imediatamente a minha li6erta+ão)8 & 2uncion3rio esperou primeiro com paci0ncia. a senten+a de de> anos de prisão) Ao assinar. via1se ainda a*uele raminho. *uando uma pessoa era condenada a prisão perpétua.ara o 6anho Uma ve> mais) 'sto provocou /3 em n:s gargalhadas) Fas *ue ca6e+udosX #espimo1 444 A$DU'. de como nos tinham encomendado pacotes convencionaisJ *uatro 6atatinhasX. *ue 2orm3ssemos dois a dois. sentia1me. suspeitou *ue tivesse sido assim) $egressei . para *ue nos 2i*ue na mem:ria) %taline disse isso mesmo a um correspondente americano))) 1 Dual era o apelido desse correspondenteY 1 "ão sei))) "esse momento ordenaram1nos *ue agarr3ssemos nas nossas coisas. de minuto a minuto. mais alegre e aliviado) (odos voltavam com de> anos. num corredor. apresentaram um papelinho com vinte e cinco anos. en*uanto penduravam as nossas roupas nos mesmos ganchos e as levavam para a mesma desin2ec+ão. onde as tinham colocado essa manhã) Balho2ando. Valentim disse1tne com ar tran*uili>ador e pac-2icoJ . inclusive Valentim) A pena in2antilmente mais 6aixa de todo o nosso grupo tinha sido a do conta6ilista *ue perdera o /u->o Re *ue até ao momento continuava sentado sem dar sinal de siS) #epois da dele a mais pe*uena era a minha) Entre as pinceladas de sol. chapinhando tanto como estudantes *ue 2ossem 6anhar1se depois do <ltimo exame) Esse riso era puri2icador. dois 6iscoitosX 1 Fas sim. ao ler o *ue ele escrevera. mas. no campo. para *ue não se arrependessem) & o2icial teve d<vidasJ 7Fas voc0 compreendeu o *ue eu lhe liY8 T 7%im. a *uem. muito o6rigadaX ?inco anos em campos de tra6alho correccionaisX8 Duanto ao h<ngaro $o>cas Janos. a 6alancear1se alegremente . en2ureceu1 se e rasgou o papel *ue continha a decisão) 'sso não tinha importLncia. e levaram1nos de novo por esse maravilhoso /ardin>inho. inundado pela lu> de Verão) . é verdade. segundo pnso. sorrindo) Estranhamente. e sem tradu+ão. respondeu assimJ 7Fas trata1se de prisão perpétuaX #antes. para nos lavar dos nossos pecados de crian+a) Ali despe/3mos e volt3mos a despe/ar 3gua *uente e pura so6re n:s. ao ter uma ideia con2usa do seu caso.rotesto categoricamente contra esta senten+a ilegal e terrorista.Galtou1me engenho) Beorgui (enno. leram1lhe em l-ngua russa.E AB& #E BU AB 1nos entre risos. sim. e não. leve 6risa de Junho) ":s 2al3vamos com anima+ão) A*ui e ali o riso 6rotava com 2re*u0ncia na enxovia) $-a1mo1nos por tudo se ter passado 6emW r-amo1nos do pertur6ado conta6ilistaW r-amo1nos das nossas esperan+as matinais e de como se haviam despedido de n:s na cela. ru2avam os tam6ores e convocava1 se) a multidão) Fas a*ui é como se 2osse uma lista do sa6ãoJ vinte cinco anos 1 e a6alarX8 Arnold $appoport agarrou na caneta e escreveu no versoJ 7. rece6emos uma lLmina de ruim sa6ão e pass3mos ao amplo e 6arulhento 6anho. aliviador. haver3 uma amnistiaX 1 a2irmavam alguns) 1 'sto é simplesmente um pr:1 2orma para assustar1nos. a senten+a continuava em vigorJ a*uilo era uma c:pia) Fas Vera =orneieva aguardava uns *uin>e anos e viu com entusiasmo *ue no seu papelinho somente estavam escritos cinco) $iu1se com o seu riso luminoso e apressou1 se a assinar. 6ox. do outro lado da /anela. ele não compreendeu *ue se tratava da senten+a) (inha esperado longo tempo o /ulgamento e s: mais tarde. doentio) Era uma de2esa viva e salutar do organismo) Ao enxugar1se.ara ondeY .

encerrou1se num ga6inete . com mais dois estudantes. a pLndega carnavalesca e um certo mistério) . *uanto ao resto. pois não o entregou aos tri6unais) E todos os imperadores desterravam tam6ém. de cumprir comodamente a senten+a e de varrer depois da ca6e+a tudo o *ue se tinha so2rido) Fas come+ou uma sensa+ão a emergir dentro de mimJ se para viver é preciso "\& V'VE$ 1 então. passando por cima dos tri6unais. parte. apanhado entre as pedras de moer estalinistasX %entia1se vontade de estar de acordo com ele. nos anos 5Ca e QC. come+ou a partir dos anos 4C. calar.ianAov. ideia de *ue os da troiAa não 6e6em. *ue chegou a 2alar com o c>ar e depois 2oi deportadoW de . ainda temos tempo de viver) & principal agora é não dar passos em 2also) Duando chegarmos ao campo. enco6riu1se. =orolenAo revelava casos de repressão administrativa. 2oi deportado uma segunda ve>. explicava *ue não era ao tri6unal *ue se su6tra-a. mas *ue 2alta de envergadura. paternalmente. desaparecendo para . a tradi+ão ia tra+ando uma linha ponteadaW mas era demasiado 2rouxaJ 6oa para uma na+ão asi3tica em letargia. por despacho de um camarada ministro dos dom-nios estatais Rcaso t-pico de deli6era+ão de uma ?omissão EspecialS) Ainda sem /ulgamento. para *u0Y "ão se pode di>er *ue as ?omiss9es Especiais R&) %) &)S. tivessem sido inventadas depois da $evolu+ão) J3 ?atarina '' mimoseara o indese/3vel /ornalista "oviAov com *uin>e anos. através do *ue mais tarde se chamaria uma ?omissão Especial.) U)X &s nomes dos seus mem6ros não eram ocultos. so6 o arco do cavalo de tiro. a6solvido pelo tri6unal e *ue 2oi exilado por ordem superiorW e o de muitas outras pessoas) Vera Uassulitch. nem vivem entre gente humana) E uma ve> *ue se retiraram para deli6erar. se criaram o2icialmente as troiAas. para *ue não caiam so6re n:s novas condena+9es) (ra6alharemos honradamente e. s: nos estenderam um papelinhoJ e assineX A troiAa tornou1se mais terr-vel do *ue os tri6unais revolucion3rios) Um 6elo dia ela isolou1se.erdão.. Vul e VassilievYX E era 6em apropriada. sem /ulgamento) "os anos . 2uncionando permanentemente) #e in-cio. delegado campon0s. e os apelidos dos seus mem6ros tornaram1se secretos) Assim nos ha6itu3mos . se se podem enumerar os nomes e os casos) A envergadura. sem /ulgamento) A$DU'. nada vimos. 2oi deportado sem /ulgamento. 2alava1se delas com orgulho) A troiAa da B) . 2a>ia1se até a sua pu6licidade) Duem não conhecia em %olovAi a céle6re troiAa moscovitaJ Ble6 Io*uii.1 "ão importa. não é propriamente um *uartetoX E uma troiAa não é tam6ém um tri6unalX & *ue h3 mais misterioso nela é *ue se re<ne na aus0ncia do acusado))) ":s não estivemos l3. /untamente com um irmão. calar) (anta era a 2é *ue punha nesse programa. em 1Q5. não comem. para Bla>ov) =orolenAo cita o caso de Giodor Iogdan.or*u0 troiAak Due signi2ica issoY Um tri6unal. ainda somos /ovens. numa carta escrita da emigra+ão. em ve> de condena+9es /udicials) Ele pr:prio. na verdade. *uando. ora o governador. essa.C do século !'! 2oi 2eita uma re2orma radical do sistema /udici3rio) Era como se se come+asse a delinear algo *ue aos governantes e aos s<6ditos aparecesse como uma visão /ur-dica da sociedade) Entretanto. nem uma palavra com *uem *uer *ue se/a. ora o camarada ministro) . e não para um pa-s *ue *ueria dar um grande salto em 2rente) E depois havia ainda a aus0ncia de responsa6ilidade pessoalJ *uem era essa ?omissão EspecialY &ra o c>ar. essa palavra troiAag Ela evoca um pouco o som dos gui>os.E AB& #E BU AB 445 #este modo. tanta era a esperan+a *ue tinha este inocente grão. os *ue não go>avam das suas 6oas gra+as. mas sim a uma repressão administrativa.

ela6oravam extractos de processos ver6ais inexistentes) Duanto . de admirar. sem utili>31 los nem mencion31los nunca) ?omo se di>ia. pode1se prender um inocente se ele é socialmente pr:ximo) Fas para n:s.sempre. em 2un+ão da gravidade do acto cometido84)S "ão é a n:s *ue competir3 escrever a apaixonante hist:ria deste :rgão) ?omo é *ue a troiAa se converteu em ?omissão EspecialY Duando é *ue 2oi mudada a sua denomina+ãoY ^avia ?omiss9es Especiais nas cidades da prov-ncia. a &) %) &) era uma trindade. por uma certa 7pondera+ão 6urguesa na dosagem da pena.s penas de tr0s anosW a partir da-. destinada a impedir *ue houvesse sucataS) E se por acaso acontecia *ue o preso era inocente. a &) %) &) aca6ou. em6ora nos se/a imposs-vel mencionar os nomes desses tr0s >elosos assessores. rodando 2acilmente. ou sem eleY E o *ue é *ue acompanhava o ch3Y ?omo se desenrolavam as discuss9esY Galava1se so6re a *uestão. /3 não se podia deix31las regressar . com o conceito de 7culpa8. podemos garanti1loX Até 1944 a compet0ncia das troiAas limitava1se . nem na ?onstitui+ão. ou nem se*uer se 2alavaY "ada escreveremos acerca disso. seria um 7reincidente8) RDue o leitor nos perdoeJ ve/a. na sua ess0ncia.. 2a>ia parte delaY ?om *ue 2re*u0ncia e dura+ão se reuniaY ?om ch3. /3 nos 2oi explicado *ue a *uestão não reside na culpa pessoal. mas apenas um *uadro de experientes dactil:gra2as. e. ou s: na capitalY E *uem é *ue. em6rulhamo1nos de novo no oportunismo de direita. no 2undo. não se podendo processar de 2orma alguma. *ue durante os anos da guerra a &) %) &) aplicava igualmente o 2u>ilamento) "ão seria nada de extraordin3rio) "ão sendo mencionada em parte alguma. não ser3. disso estamos certos. escrevemos o seu nome no pluralW é como se se tratasse de uma divindadeJ nunca se sa6e onde situ31laS respondiam . como de6aixo da protec+ão de um pai. por*ue não sa6emos) %: ouvimos di>er *ue. então. *uais eram os tr0s :rgãos *ue estavam l3 representados pelos seus delegados permanentesJ um era do ?omité ?entral do . através da troiAa. A$DU'.artido. pois o pr:prio c:digo de 194. rece6ia o seu 7menos trinta e dois8 Rproi6i+ão de resid0ncia em trinta e duas cidades da prov-nciaS. no campoJ os tri6unais não servem para nadaJ h3 a ?omissão Especial) . outro do Finistério da %eguran+a do Estado e o terceiro da . se algum dia sou6ermos *ue não havia *uais*uer reuni9es. entre os nossos grandes e orgulhosos dirigentes. entretanto. *ue. a &) %) &) aplicava de> anos e a partir de 194Q pregava com um *uarto de século) ^3 *uem ateste R(chavdarovS.E AB& #E BU AB 6urgu0s8. sem precisar desses du>entos e cin*uenta artigos. durante vinte e cinco anos. de uma espécie de %ec+ão de ?ontrole (écnico da B) . por ser a m3*uina de alm_ndegas mais c:modaJ d:cil e pouco exigente não necessitava da lu6ri2ica+ão das leis) & ?:digo era uma coisa e a &) %) &) outra. mas na periculosidade socialJ assim. de modo algum. so6 o *ual vivemos. nem no ?:digo. é s: através das dactil:gra2as *ue nos chegam as senten+as) RE com ordem de degola+ãoJ esse documento não se pode deixar nas nossas mãos)S Estas troiAas Rpara o *ue der e vier. so6 a direc+ão de um administrador. 2oi ampliada para cinco anosW depois de 19@5.) U). *ue não rece6emos instru+ão /ur-dica. com um sinal indelévelJ de 2uturo. entretanto. pela sua 7posi+ão de classe insu2iciente8. ou uma deporta+ão>inha de dois a tr0s anos) E ei1lo marcado para sempre. mani2esta+ão de uma insistente necessidadeJ uma ve> as pessoas presas.rocuradoria) "o entanto. 2oi criticado tam6ém pelo seu 7ponto de vista inadmissivelmente 44. isso é desculp3vel. com a oposi+ão entre 7culpado8 e 7não culpado8) "o entanto. li6erdade Rtratava1se. por pilhéria. sa6emos.s dactil:gra2as.

a &) %) &) não tinha necessidade de ver o acusado 2rente a 2rente Rdescongestionando. os transportes interprisionaisS. mani2estavam1se por epidemias s<6itas) E h3 *ue prevenir aindaJ a &) %) &) não pretendia de maneira alguma pro2erir uma senten+a contra *ual*uer pessoa) Ela não aplicava penasJ punha uma san+ão administrativa 1 e era tudo) "aturalmente. nem superior nem in2erior a ela) Estava su6ordinada unicamente ao ministro do 'nterior. 2osse tam6ém necess3ria uma espécie de c:digo. podia não ter de ocupar o seu lugar na ca1 44Q . assim. havia ainda a comodidade de *ue o recluso. nem se*uer exigindo a 2otogra2ia dele) "o per-odo em *ue as cadeias estavam completamente a6arrotadas. suspeita de espionagemW 1 =$F 1 &pini9es contra1revolucion3riasW 1 VA% 1 'ncu6a+ão de esp-rito anti1soviéticoW 1 %&E 1 Elemento socialmente perigosoW 1 %VE 1 Elemento socialmente pre/udicialW 1 .resun+ão de espionagem Rse a espionagem ultrapassava a mera suspeita dela. 2acilmente operacionais Rnão era preciso *ue6rar a ca6e+a e andar atr3s das 2ormula+9es do ?:digoS. como o artigo do c:digo e os par3gra2os dos ucasses. por comodidade. ela podia atingir vinte e cinco anos e incluirJ 1 a priva+ão de t-tulos e de condecora+9es 1 o con2isco de todos os 6ens 1 a reclusão prisional 1 a priva+ão do direito de correspond0ncia) E uma pessoa desaparecia da 2ace da (erra com maior seguran+a do *ue pelo processo primitivo da senten+a /udicial) &utra vantagem importante da &) %) &) era ainda a de *ue a sua decisão não tinha recursoJ não havia onde apelarW não existia nenhuma instLncia.ris9es . a %taline e a %atan3s))) & grande mérito da &) %) &) era a sua rapide>J esta era limitada apenas pela técnica da dactilogra2ia) Ginalmente. se de nada mais podiam ser acusadosSW E 2inalmente. mem:ria de uma crian+a Rparte deles /3 os mencion3mosSJ 1 A%A 1 Agita+ão anti1soviéticaW 1 =$# 1 Actividade contra1revolucion3riaW 1 =$(# 1 Actividade contra1revolucion3ria trots*uista Ra simples letra ( agravava muito a vida do >eA no campoSW 1 . com grande amplitudeJ 1 (?^? 1 Fem6ro da 2am-lia Rcondenado por um dos artigos anterioresS) "ão es*ue+as *ue estes artigos1siglas não se repartiam de maneira uni2orme pelas pessoas e pelos anos.E AB& #E BU AB 445 limitado. seriam acess-veis .?^ 1 $ela+9es conducentes RXS .# 1 Actividade criminosa Raplicada particularmente aos ex11reclusos dos campos. mas. mas com tal 2im a &) %) &) ela6orou para si mesmo os seus artigos1siglas. pois. uma ve> instaurado o processo.?^ 1 . go>avam.?ompreende1se *ue. era entregue ao tri6unalSW 1 %V. pelo seu n<mero 4 ?olectLnea #as . de uma inteira li6erdade /ur-dicaX Fas em6ora a san+ão administrativa não pretendesse tornar1se uma senten+a /udicial.s 'nstitui+9es Educativas) A$DU'. os *uais.

não ter tri6unais) Em 1919. para *u0. e tra6alhando honradamente) A leitura da c:pia do extracto.rimeiro de Faio de 19@Q.ara *u0 os carros de cavalos. para *ue é *ue ides 2icar a*ui a enregelarY Iasta *ue sai6ais *ue a &) %) &) vos deu de> anos a *uase todosW raros. não comer de gra+a o seu pão. não conheciam os artigos pelos *uais eram acusados. e não se perder tam6ém nos processos /udicials p<6licos e nos de6ates contradit:rios entre as partes) A sua primeira e principal caracter-stica reside em *ue são . evidentemente. então. 2ormaram1nos solenemente. para (cheriepovets) . num dia de descanso Rrepararam por*ue é *ue escolhiam um tal diaY . de (chelia6insAi. muito raros. sendo enviado imediatamente para o campo.A$DU'. disse simplesmenteJ 1 "o 2im de contas. porta 2echada) E . porta 2echada.ela 6oa ra>ão de *ue não é decente. pois o exerc-cio da /usti+a é muito delicado. com toda uma composi+ão 2errovi3ria de presos por /ulgar. em 19@Q. podem dispersar))) Em 2ace de uma tão 2ranca mecani>a+ão da ?omissão Especial.erie6ori por etapas. o V''' ?ongresso do . de *ue não se pode saltarY . não num dia *ual*uer. antes de mais. a*ueles *ue apanharam oito) ?ompreendidoY. e um tenente itinerante apresentou1seJ tinha sido enviado para comunicar1lhes as decis9es da &) %) &) Fas aconteceu *ue não era mau rapa>. mas no .E AB& #E BU AB deia.artido inscrevia no seu programaJ 2a>er o poss-vel no sentido de *ue toda a popula+ão tra6alhadora.or*ue é *ue ele era vanta/oso para a &) %) &)YS. com o esp-rito . com as 6andeiras vermelhas i+adas e comunicaram1lhes as penas ditadas pela troiAa da região de %taline Ro *ue mostra *ue a &) %) &) se descentrali>ava em per-odos de tensãoSJ e cou6eram de> a vinte anos a cada um) & meu che2e de 6rigada %inie6riuAhov. mas tão1pouco 2ic3mos completamente privados de tri6unaisX Entretanto. nesse mesmo ano de 19@Q. so6 um 2rio rigoros-ssimo. e. não 2oi poss-vel.E AB& #E BU AB 449 sem excep+ão. perto da linha. os tri6unais supremos 1 procuram seguir unanimemente o exemplo da &) %) &). 2oi trans2erido. para um estado democr3tico. para sua comodidade) J3 nos ha6itu3mos de tal 2orma a *ue milh9es e milh9es de pessoas se/am /ulgadas em sess9es secretasW /3 nos 2amiliari>3mos tanto com isso. A$DU'. *uando h3 actualmente autocarros 6em mais silenciosos. se/a chamada ao exerc-cio das 2un+9es /udicials) (oda 7sem excep+ão8. cinco anos Rnessa época 2e>1se sentir uma necessidade urgente de mão1de11o6ra para a constru+ão do canal de FoscovoS) Fas outros havia *ue tra6alhavam durante muitos meses sem conhecerem as condena+9es) Fais tarde Rconta ') #o6riaAS. 6em como. no 'nverno. rapa>es. nem as penas. os presos 2oram mandados 2ormar no p3tio.ara não desempregar os /u->esY . olhando de soslaio o cal+ado roto deles e o sol entre os postos gelados. mas o escrevente *ue os rece6ia /3 tinha conhecimento deles e encontrava1os logo na listaJ %VE. os tri6unaisY . os nossos tri6unais pol-ticos 1 os tri6unais especiais da região e os tri6unais militares Re por*u0 tri6unais militares em tempos de pa>YS. mandarem1nos p_r de /oelhos Rpara evitar 2ugas e como se 2osse para re>ar pela &) %) &)S sendo1lhes imediatamente lida a condena+ão) As coisas podiam passar1se ainda de outra maneiraJ os *ue chegavam a . podia 2a>01la muito mais tarde) Em casos privilegiados acontecia descarregarem os reclusos dos vag9es na esta+ão de destino e a-. irmãos ou so6rinhos do acusado *ue ainda te replicam convictamente. *ue por ve>es h3 mesmo 2ilhos.assaram meses e os >eAs continuavam a tra6alhar ali) #e repente.

no tri6unal da região de eninegrado. h3 um p<6licoJ os comiss3rios instrutores) . metemos a nossa pr:pria ca6e+a entre os /oelhos) Duem é *ue actualmente. mil ve>es simX & a6uso da elo*u0ncia é uma doen+a de *ue so2re não s: uma /usti+a nascente. não posso deixar de sentir repugnLncia perante a an3lise destes crimes)))8 E *ue 6om *ue é participar numa audi0ncia . *ue mulher seria ela se não anavalhasse a sua rivalY))) %enhores /uradosX. nem correspondentes de /ornais.[I '?&. *ue a6riu 2ogo contra o c>ar. teve um de2ensorY Due Jelia6ov e todos os populistas do grupo A Vontade do . então. *ue ^ert>en tanto admirou) Ao re2erir isto não es*ue+o tão1pouco as cr-ticas de #ostoievsAi contra os nossos tri6unais de /urados Rno #i3rio de Um EscritorSW o a6uso da elo*u0ncia dos advogados R7%enhores /uradosX. uma democracia adulta Radulta. sim.rovavelmente. nossa vida. eles vinham de dia ver . entre os seus contemporLneos.s re2ormas 7não havia um s: provér6io de elogio aos tri6unais8) 'sso signi2ica alguma coisaX . não *uero di>er b*ue na $<ssia tenha havido alguma ve> uma /usti+a per2eita) . contra o che2e da administra+ão de Foscovo do Finistério da %eguran+a do Estado Rem6ora a 6ala passasse ao lado da ca6e+a. nem p<6lico) RFas sim. *ue palavra utili>ar contra o a6uso do secretismoY #ostoievsAi sonhava com um tri6unal em *ue tudo o *ue se revelasse . porta 2echadaX "ão é necess3rio a toga e pode1se arrega+ar as mangas) ?omo é 23cil tra6alhar assimX "em micro2ones. . porta 2echada. e o *ue ele temia "\& E$A ADU'1 45C A$DU'.E AB& #E BU AB & *ue havia *ue temerX Ele considerava o /ulgamento p<6lico como uma con*uista de2initivaX))) E *uem é *ue. para impor a preponderLncia do seu partido.ois *ue *uerias tuY 'sso signi2ica *ue o caso est3 seguramente relacionado))) &s inimigos viriam a sa6erX "ão se pode)))8 Assim. de um modo mais amplo mesmo. como tam6ém a não /ulgaram .4 2e> enveredar.or exemplo. maior do *ue na realidade existe) & a6uso da elo*u0ncia é um mal) Fas. não somente não 2oi ani*uilada na cLmara de torturas. a parte ur6ani>ada da nossa sociedade pelo caminho conducente ao modelo ingl0s.ovo 2oram /ulgados pu6licamente. a re2orma /udicial de 1Q. para empregarmos a nossa terminologia. simX. na nossa p3tria. mas. uma /usti+a digna desse nome é o 2ruto aca6ado de uma sociedade amadurecida) &u então h3 *ue ser o rei %alomão) Vladimir #al o6serva *ue na $<ssia anterior . se lem6ra de *ue =araAo>ov. entretanto. ao menos. em esp-rito.arece *ue não houve tempo de criar um s: ditado elogioso para os che2es das administra+9es c>aristas locais) ?ontudo. sendo AI%& V'#A pelos /urados Rnão por uma troiAaS e partindo em triun2o numa carruagemY ?om tais compara+9es. *ual de v:s não teria lan+ado a crian+a pela /anela 2oraY)))8SW o impulso de momento do /<ri. além dos vermes dos livros. *ue tinha disparado. com advogados *ue A?U%AF o acusadoJ 7?omo honesto cidadão soviético *ue sou. temendo *ue 7os inimigos sai6am8. mas sim num tri6unal . sem se ter medo de *ue 7os turcos pudessem sa6er8Y Due Vera Uassulitch. como verdadeiro patriota. podia acreditar na &)%)&)Y Algures. sim. mas não consciente dos seus 2ins moraisS) A pr:pria 'nglaterra nos d3xexemplos de como. ele escreveJ 7E melhor enganar1se na clem0ncia do *ue na puni+ão)8 &h. o lea1der da oposi+ão nãd hesita em atri6uir ao Boverno um agravamento da situa+ão no pa-s.misti2icadoJ 7. *ue pode pesar mais do *ue a sua responsa6ilidade c-vica) Fas #ostoievsAi antecipava1se muito.A$A A #EGE%A do acusado 2osse expresso pelo procurador) Duantos séculos ainda a esperar para issoY A nossa experi0ncia social enri*ueceu1nos imenso. sem ter acertadoS.

é ser humanistaX Eis uma nova caracter-stica. grosseiramente. pois 6em. *uin>e )vinte anos de vida. en*uanto a*ui o 2ingimento é a regra. a dispensa de pensar.ara *u0 exasperar1seY & tri6unal segue uma ordem agrad3velJ 2uma1se na mesa dos /u->es. mão o nome e o so6renome do acusado) E se um *ual*uer %traAhovitch grita na sessão do tri6unalJ 7Eu não podia ter sido recrutado por 'gnatov.ela manhã chegam. é necess3rio ir deli6erar) Fas *uando é *ue se viu deli6erar1se de noiteY #eixam os reclusos sentados a noite inteira na sala e vão eles pr:prios para casa) . visitavam na prisão a*ueles *ue era preciso chamar . apenas se tendo de inserir .E AB& #E BU AB 451 de 'gnatov é para 2u>ilar) E s: por acaso é *ue 2oi inclu-do no grupo um tal ipovJ ninguém o conhece e ele não conhece ninguém) Iom. a um ritmo r3pido. 6ondade) Em 1945. o *ue signi2ica *ue os /u->es sa6em sempre o *ue exigem os che2es Ré para isso *ue existem os tele2onesXS) ] imagem d. decididamente não podemos aceitar issoX #ecididamenteX Ginalmente. ipov é condenado a de> anos) ?omo a pré1determina+ão das senten+as torna menos espinhoso o caminho do tri6unalX "ão é tanto /3 o al-vio do cére6ro. h3 igualmente senten+as escritas . previamente. e aumentavam as de 6reves A$DU'. ordem@)S A segunda caracter-stica essencial dos nossos tri6unais pol-ticos é a exactidão no tra6alho. de noite. o ?olégio Filitar /ulgava o caso 7dos separatistas estonianos8) E o 6aixinho. onde /3 se viu issoYS) Ao sa6er *ue %u>i é advogado.s 'nstitui+9es Educativas nos proporciona elementos para ver *ue a pré1determina+ão das senten+as é coisa velha. a pré1determina+ão das senten+as4. e no momento prop-cio 2a>1se um 6om intervalo para o almo+o) Duando a noite chega. e depois. a pré1determina+ão predisp9e . e . de acordo. por*ue hei1de ser eu a guardar palavraY . di>1lhe sorrindoJ 7En2im. 1944S limitava1se a grasnarJ 7. pois /3 nos anos de 1944149 as senten+as dos tri6unais eram dadas apenas em 2un+ão de considera+9es econ:mico1administrativas) A partir de 1944. di>ia1seJ 7A lei é como a 6arra de uma carro+a. todos 2res*uinhos. est3 a6erta a audi0nciaX8 E pregam de> anos a cada um) E se vierem di>er1nos *ue. m3*uina. devido ao desemprego existente no pa-s. &) %) &). e como disse GaustoJ & mundo todo muda e anda para diante. o presidente do tri6unal Rda ?ircunscri+ão Filitar de eninegrado. volta1se para o lado onde se *uer ir8S) & ?:digo não pode ser uma pedra a 6arrar o caminho ao tri6unal) &s artigos do ?:digo t0m /3 de>. não s: com os colegas. ou se/a. gorducho e 6onacheirão Ulrich *ue preside) "ão deixa passar a ocasião de grace/ar. a terceira caracter-stica é a dialéctica Rdantes.como se portavam os seus constituintes.s nove da manhã anunciamJ 7 evantem1se. *uanto o al-vio moralJ não tens de torturar1te. 6ar6eados.ris9es . os tri6unais diminu-ram as penas de tra6alhos correccionais. cumpridos em casa. pensando em *ue te podes enganar na senten+a e deixar :r2ãos os seus 2ilhos) E até no caso de um /ui> tão encarni+ado como Ulrich 1 *uantos 2u>ilamentos importantes não 2oram pro2eridos pela sua 6ocaX T.ro-6o1o de caluniar a contra1espionagem soviéticaX8 J3 est3 tudo decidido h3 muitoJ todo o grupo @ Brupo de (ch) 4 A mesma colectLnea #as . a &) %) &) não é hip:crita. não. pelo menos. a sua pro2issão vai ser muito <tilX8 Fas o *ue é *ue na realidade os separaY . mas tam6ém com os reclusos Risso . pois nessa altura eu tinha de> anos de idadeX8.

2u>ilamento) As instru+9es do ano 4@J vinte anos de tra6alhos 2or+ados.E AB& #E BU AB 45@ E os 2uncion3rios /udicials estão de tal modo ha6ituados a isso *ue cometeram uma enorme ga22e em 195QJ pu6licaram nos /ornais o pro/ecto das novas 7Iases do %istema . exactidão das leis promulgadas) Em 1@ de Janeiro de 195C saiu o ucasse so6re a restaura+ão da pena de morte Rem6ora possa pensar1se *ue ela nunca desapareceu das caves de IériaS) A. /3 sa6emos h3 muito o *ue éJ a*uele.or analogia R*ue imensas possi6ilidadesXSW 1 %implesmente pela sua origem Rartigo 51@5J por pertencer a um meio socialmente perigoso5SW 1 . mais cinco de priva+ão de direitos c-vicos Ro *ue era um meio de recrutar mão1de1o6ra para o terceiro plano *uin*uenalS5) As instru+9es do ano 49J a todos em geral vinte e cinco anos de prisãoQ) A m3*uina estampa as senten+as) Entretanto. cu/a produ+ão é de m3 *ualidade) Fas o *ue é um sa6otadorY .ovo para a Justi+a. 2orca) As instru+9es do ano 45J a todos em geral de> anos de prisão. vinte anos. o terror chegou nos <ltimos anos ao ponto de *ue cada negro suspeito pode ser preso sem culpa 2ormada por tr0s meses))) V01se logo onde est3 a 2ra*ue>aJ por*ue não por tr0s a de> anosY .odeis aplicar11me. de instru+9es) %e os actos do acusado não estão previstos no ?:digo.or exemplo. *ue 2oi condenado a vinte e cinco. na vaga de 1949S) A$DU'. a*uele *ue. mas não uma pessoa *ue nunca o tenha sido R^unter VashAau. de indica+9es.se escreviaJ 7. tre>entos anos de morda+a Rpriva+ão de direitosS) En*uanto viver não hei1 de votar por v:s.or ter rela+9es com pessoas perigosas.111149 Rna véspera do décimo segundo anivers3rio de &utu6ro.odem ser executados os sa6otadores e diversionistas)8 Due signi2icava issoY "ão se especi2icava) 'oci2 Vissarionovitch %taline pre2eria não di>er.per-odos de prisão Rtrata1se. de delitos comunsS) 'sso teve como conse*u0ncia a superlota+ão das cadeias por presos com penas in2eriores a seis meses e a insu2ici0ncia de mão1de1o6ra nas col:nias de tra6alho) Em come+os de 1949. isso s: o tri6unal sa6e)S Fas não h3 *uem levante o6/ec+9es *uanto . um preso é privado de todos os direitos desde *ue lhe cortam os 6ot9es. em conversas no eléctrico. ?$'('?&U a aplica+ão de penas curtas. 194QS pode apanhar uns de> anos. por resolu+ão do ?omité Executivo do ?onselho dos ?omiss3rios do .ovo 2oi simplesmente . segundo parece. 'sso ignor3vamo1lo) Goi relatado no /ornal '>vie>tia. ele *ue era um preso de direito comumJ 7. mas insinuar) (ratar1se1ia unicamente dos *ue dinamitam os caminhos de 2erroY "ão se indicava) 7#iversionista8. : meus 6en2eitoresX8 Q E assim um verdadeiro espião R%hult>.) R"ão pode haver maior amplitudeJ *ue pessoa é perigosa e em *ue consistem essas rela+9es.E AB& #E BU AB (odos os artigos 2oram reco6ertos de interpreta+9es. naturalmente. e em . ele pode sera/ulgado aindaJ 1 .$&'I'#& aplicar penas de prisão in2eriores a um anoX g 454 A$DU'. *uando ia iniciar1se a edi2ica+ão do socialismoS. o ?omissariado do . Ierlim. se *uiserdes. ao cru>ar os um6rais do Finistério da %eguran+a do Estado. atentou contra a autoridade do BovernoY &u a*uela *ue casou com um estrangeiroY Acaso ela não atentou contra a grande>a da nossa p3triaY))) Fas não é o /ui> *uem /ulgaJ o /ui> s: rece6e o vencimento) Duem /ulga são as instru+9es o2iciaisX As instru+9es do ano de @5 eramJ de> anos. em Junho de 1955) ?omo Ia6aiev lhes gritou. na sua circular n<mero cinco. e /3 não pode evitar uma ?&"#E"AV\& 5 "a $ep<6lica da Z2rica do %ul.

propriamente 2alando. armamos1lhe uma cilada)8S %egundaJ 7?on2ias na a/uda dos aliadosY8 R(chulpeniovJ 7?on2io em *ue nos a/udarão.enal da U) $) %) %)8 e E%DUE?E$AF1%E de inserir um ponto so6re a possi6ilidade de uma senten+a de a6solvi+ãoX & :rgão do governo9 repreendeu1os. devemos extirp31los do nosso povo) osovsAi deve receitar p-lulas.onhamo1nos na pele dos /uristasJ por*ue é *ue.erguntas do tri6unalJ 7(eve alguma conversa com osovsAiY Due lhe perguntou eleY Due respondeu voc0Y8 (chulpeniov respondeu ingenuamente. os investigadores. 2e> a este tr0s perguntas) . se as elei+9es gerais se reali>am com um s: candidatoY A senten+a de a6solvi+ão é um a6surdo econ:micoX 'sso signi2ica *ue os in2ormadores.e+o ao tri6unal *ue comprove uma ve> mais o meu patriotismo. am6os /untosX8 AhX 'sso nãoX Esses costumes cavaleirescos. *uem mais discursou 2oi o secret3rio do =omsomol. os carcereiros e a escolta. os agentes operacionais. (chulpeniov comparece perante o tri6unal da @.. e o che2e da sec+ão pol-tica. 1C de %etem6ro de 195Q) osovsAi é agora candidato a doutor em ci0ncias médicas) Vive em Foscovo) (udo ie corre 6em) (chulpeniov é condutor de tr:leis) 454 A$DU'. dando1me a mim uma tare2a em *ue eu tenha de arriscar a vidaX8 E numa atitude de paladino sinceroJ 7A mim e a *uem me denunciou. os procuradores. para 2ormali>a+ão das 2alsas provas. entre os dois) Apenas 2a>em a osovsAi uma perguntaJ 7?onhece este homemY8 1 7%im)8 1 7(estemunha.or*ue é *ue te parece *ue retrocedemos dos alemãesY8 R(chulpeniovJ 7Eles t0m mais recursos técnicos e mo6ili>a1ram1se antes)8 osovsAiJ 7"ão. ele mostrara1se co6arde e agora tinha ocasião de a2astar do seu caminho para sempre uma testemunhaS) Ei1lo preso) (em uma <nica acarea+ão com osovsAi) "\& E #'%?U('#A a conversa anterior. mas em tom 6randoJ 7'sso pode dar a impressão de *ue os nossos tri6unais s: pro2erem senten+as condenat:rias)8 .rimeiraJ 7. e6iedev. não compreendendo ainda do *ue é culpadoJ 7Fas h3 tanta gente *ue di> issoX8 $e2lexo autom3tico do tri6unalJ 7Duem precisamenteY #iga nomes)8 Fas (chulpeniov não é da ra+a delesX E tem uma <ltima palavraJ 7. %lessariev) A testemunha osovsAi nem se*uer é convocada a vir depor ao tri6unal) R"o entanto.or*ue é *ue trans2eriram Voro1chilov para o comando da 2rente "oroesteY8 (chulpeniov respondeu e não voltou a pensar na conversa) Fas osovsAi redigiu uma den<ncia) (chulpeniov 2oi)chamado .E AB& #E BU AB A6atido por ter passado um m0s na 2ossa. não nos a/udarão em nada)8S (erceiraJ 7. /3 depois do /ulgamento. todos tra6alharam em vãoX Eis um exemplo simples e t-pico de um processo no tri6unal militar) Em 1941. são recolhidas as assinaturas de osovsAi e do comiss3rio %erioguine)S . mas não desinteressadamente)8 osovsAiJ 7Engano. por enaltecer a técnica alemã e por minimi>ar a estratégia do nosso comando militar) "este caso. trata1se . em presen+a de (chulpeniov. =aliaguin Rnos com6ates de ^alAhin1Bol.éum ardil. as sec+9es de agentes operacionais tche*uistas tinham por missão exercer uma actividade de vigilLncia entre as nossas tropas inactivas *ue se encontravam na Fong:lia) & médico militar osovsAi. %erioguine educar com6atentes11) Acaso é importante .)a #ivisão Fotori>ada) Estão presentes o comiss3rio da divisão. *ue sentia ci<mes de uma mulher *ue dava sorte ao tenente . pode retirar11se)8 R& investigador teme *ue a acusa+ão se desmorone1C)S 9 hvie>tia.avel (chulpeniov. sec+ão pol-tica1da divisão e expulso do =omsomolJ por esp-rito derrotista. os tri6unais devem ter duas sa-das.

no %upremo (ri6unal. 7#eram1 me de> anos8) "ão apagam as inscri+9esJ elas são edi2icantes) (eme. naturalmente. regressaramJ de> anos de prisão e tr0s de perda de direitos c-vicos) ?asos destes. 2oi apenas de uns *uantos segundos) & procurador exigiu uma suspensão da sessão. *ue são mais simples) "o campo de trLnsito de "ovossi6irsA.S. através dos guardas. 5Q111a. a 7sessão8 dura um minutoJ entrar e sair) Duando a /ornada no tri6unal ocupa de>asseis horas seguidas. no tri6unal. houve1os em cada divisão Rde outra maneira teria 2icado caro manter os tri6unais militaresS) E o n<mero de divis9es *ue havia no total. e então dão ca6o de ti) (chavdarov conta um caso em *ue. director do 'nstituto de 'nvestiga+ão ?ient-2ica so6re os (0xteis. *ue *ueria 2ornecer provas suplementares) 'sso.or nada dão s: de>8 Duando o tri6unal tem pressa. vinte e cinco anos)8 & che2e da escolta interessa1seJ 7.E AB& #E BU AB 455 olham o condenado nos olhosJ é interessante ver como ele aguenta. sem explicar para *u0) #a prisão acudiram a toda a pressa os investigadores e os seus a/udantes carrascos) (odos os acusados. *ue pareciam ter luvas de 6orracha) ]s senten+as são 2a6ricadas em série) (oda a gente tem um ar sério. a mesa servida e travessas com 2ruta) %e não t0m muita pressa. presidente AholiA. e melhor do *ue ninguém os rapa>es da escolta. em tua de2esa. 19@5S. interessava) & procurador chamou1o) =aretniAov mostrou1lhe a sua clav-cula purulenta. dar1lhes ainda mais) & intervalo terminou) & /ui> intenogou1os uma ve> mais a todos e eles então reconheceram1se culpados) Alexandre Brigorievitch =aretniAov.or*ue é *ue te deram tantosY8 1 7. 2umaram. da penaJ 7Gulano de talX. a escolta toma conta dos presos. durante a guerra. 2racturada pelo investigador com um 6anco. prometendo1lhes.artidoX8 R"iAolai %emionovitch #ascal. em 1945. o *ue é *ue ele sente agora) 7))) Fas. diante um punhado de in*uiridores R&lga %lios6erg. se lhes gritaresJ 7%ois uns 2ascistasX Envergonho1me de ter pertencido durante v3rios anos ao vosso . por uma lista. Faicop. se recusaram a con2irmar as suas 2alsas con2iss9es.ausa) &s /u->es n Victor Andreievitch %erioguine reside actualmente em Foscovo. mas compreende *ue isto é uma palha+ada. pena m3xima)))8 . e declarouJ 7Assinei tudo so6 torturas)8 & procurador . verga1te e não penses *ue podes mudar algo com o teu comportamento) Fesmo *ue pronuncies um discurso como #EFH%(E"E%. numa segunda suspensão. 2oram de novo 6em sovados. isso não te servir3 de nada) Fas pode aumentar a pena de de> anos para 2u>ilamento 1 isso pode) . demonstrou uma not3vel ha6ilidade) "o pr:prio momento da a6ertura da sessão do ?olégio Filitar do %upremo (ri6unal comunicou. por nada)8 1 7Fentes) . levando em conta o seu sincero arrependimento)))8 (odas as paredes da sala de espera do tri6unal estão riscadas com pregos e a l3pisJ 7?ondenaram1me a 2u>ilamento8. gostam de ler a senten+a 7com psicologia8J 7#ecidiu ))) condenar o réu . su6itamente. em 19@. eles insrauram1te um novo processo. os réus.or exemplo. (ri6unal Especial do (errit:rio de A>ov e do mar "egro. da porta da sala de sess9es v01se uma toalha 6ranca. na sala va>ia. 7?ondenaram1me a um *uarto de século8. distri6u-dos pela 6ox. 2eitas durante a instru+ão do processo) E *ue aconteceuY %e houve uma pausa para o rever.sa6er se vais morrer ou nãoY & essencial é *ile n:s se/amos vigilantes) %a-ram. 2a>endo a comunica+ão. tra6alhando numa empresa de servi+os p<6licos) Vive 6em) A$DU'. poder3 o leitor procur31lo) )))(odas as sec+9es dos tri6unais militares se assemelham de modo sinistro) (ão sinistro como a 2alta de responsa6ilidade pessoal e a insensi6ilidade dos /u->es.ois.

em 195C. senhores. por))) ser moleXS . pressentindo a li6erdade. nunca os meus olhos tinham visto um s: /ui>.artido) E na sala cercada de uma colunata circular. esse mesmo *ue noutros tempos condenou =aretniAov. 2ora posto a mexer ainda no tempo de %taline. $) disse o seu apelido. e por conseguinte teriam de p_r em li6erdade =aretniAov) #esse modo))) "A& G&' . agora.arrependeu1se pela sua avide> em o6ter provas suplementares. as possi6ilidades do preso e da &) %) &)J3 #er/avine escreviaJ . redigiu uma nova ordem de deten+ão Rse o ?olégio não se tivesse curvado. $) é muitos outros))) E eu disse1lhesJ 7Due dia tão memor3velX (endo sido condenado primeiro a um campo de tra6alhos 2or+ados e depois ao desterro perpétuo. entrando de rompante pela sala) & (ri6unal Filitar tinha tanta pressa *ue nem se*uer se sentaram. s: um tri6unal 2alho) &nde dorme a lei.$&"U"?'A#A %E"(E"VA A BUFAX ?omo se nada tivesse acontecido. os restantes haviam sido destitu-dos) RUlrich. onde di>em *ue se re<ne o plen3rio do %upremo (ri6unal da União. meteram =aretniAov novamente na 45. 2oi arrastado até ao *uarto andar. 2ui ouvido por setenta magistrados do ?olégio Filitar. reunidos a*ui /untosX8 RE eles tam6ém era a primeira ve> *ue viam um >eA vivo. engenheiro electrotécnico. o /ui> é nosso inimigo) & pesco+o do cidadão. aguentou1se 2irmemente e não se reconheceu culpado de nada) E *ue sucedeuY))) Goi condenado a oito anos pela ?omissão Especial R&) %) &)S) Este exemplo chega para demonstrar. com olhos de ver)S A$DU'. *ue tem no seu interior. . A)#)$). tive eu de su6ir por essa mesma escada. a utili>31lo. respectivamente. su6indo a correr a escada. =aretniAov poderia ter 2icado em li6erdade. mas os presos chegavam com tanta 2re*u0ncia *ue. nem os 2uncion3rios teriam podido su6irS) ?ru>aram1se com um preso *ue /3 havia sido condenado. =aretniAov em6ara+ou o procurador e este não ousou enco6rir o assunto) Ao recome+ar a sessão do (ri6unal Filitar. uma outra redonda com sete cadeiras antigas. muito am3vel. puxado pelo 6ra+o por dois agentes da escolta Ro elevador certamente 2uncionava. logo empalidece. A$DU'. o seu nome e o seu patron-mico) %ussurraram algo. e agora ve/o1vos a todos. estes tr0s mesesS e 2e> novamente as perguntas do primeiro comiss3rio) =aretniAov. volta de uma enorme mesa em 2orma de 2erradura.ior do *ue um 6andoleiro. permanecendo os tr0s assim de pé) $espirando com di2iculdade Rpor se ter de6ilitado nos interrogat:riosS. mas /3 era tarde) Essa gente s: é cora/osa en*uanto constitui uma pe+a invis-vel da m3*uina geral em 2uncionamento) Fas *uando so6re ela recai uma responsa6ilidade pessoal. =aretniAov repetiu tudo))) Então o (ri6unal retirou1se para e2ectivamente discutirX Fas a senten+a *ue devia pronunciar podia ser s: de a6solvi+ão. o mais not3vel dos verdugos. sem a6rigo.E AB& #E BU AB prisão) ?uraram1no e guardaram1no tr0s meses) ?hegou um novo investigador. ainda. pelo menos. olharam1se entre si e Ulrich 1 sempre igual a si mesmoX 1 declarouJ 7Vinte anosX8 evaram1no a correr e a correr trouxeram o seguinte) Goi como num sonhoJ em Gevereiro de 19@. eles a2irmavam1me *ue não eram elesX Asseguravam1me *ue os outros /3 l3 não estavam) Alguns tinham sa-do com uma honrosa re2orma.E AB& #E BU AB 455 Fas acontecia *ue não eram ciesX %im. Estende1se para o cada2also) Fas s: excepcionalmente no ?olégio Filitar dob %upremo (ri6unal sucediam 2actos tão desagrad3veis) Era muito raro v01lo es2regar os olhos em6aciados para o6servar de perto um soldadinho detido) Em 19@5. mas com o am3vel acompanhamento de um coronel da organi>a+ão do . compreendendo *ue não é ninguém e *ue pode escorregar em *ual*uer casca de 6anana) Assim. *uando um raio de lu> incide directamete so6re si.

e esses. não chegando a provocar mudan+as irrevers-veis. na 2erocidade) ?hegou a hora de inverter este provér6ioJ não temas os /u->es. /3 passaram mais cinco e não se 2e> mais lu>)S Eles recordavam como. tra6alhar como advogadosa)S14 E a .E AB& #E BU AB & tempo não chegou senão eles terme1iam contado de> ve>es mais coisas) Fas o *ue me disseram d3 para re2lectir) %e os tri6unais e a . conseguido condenar a vinte e cinco anos em ve> de de>X E *ue humilhante. a su6missão dos tri6unais aos :rgãosl ]s mãos de certo /ui> chegou o seguinte processoJ um cidadão *ue tinha regressado dos Estados Unidos a2irmava caluniosamente *ue havia ali 6oas estradas para autom:veis) E nada mais) "o processo era tudo o *ue 2igurava) & /ui> atreveu1se a devolver a causa para *ue a investiga+ão prosseguisse com o o6/ectivo de conseguir 7material anti1 soviético de pleno valor8.4) Eis uma interessante concep+ão da de2esa /udicialX))) m 191Q. amea+avamJ 7^o/e tu /ulgas1nos a n:s. inclusive no tempo de =ruchtchev. condenar1me1iam tam6ém) Dual é *ue nasceu primeiroJ o ovo ou a galinhaY &s homens ou o sistemaY #urante v3rios séculos existiu entre n:s o provér6ioJ 7"ão temas a lei. talve> não se/a necess3rio escrever um cap-tulo . a mim. nas con2er0ncias do tri6unal. enine exigia *ue se exclu-ssem do . e se tudo desse uma volta tal *ue eles me tivessem de /ulgar a mim outra ve>Y A*ui nesta mesma sala Rmostravam1me a sala principalS) Iem. a6andonado.odiam contar1se pelos dedos da mão os *ue 2oram /ulgados.artido os /u->es *ue aplicassem senten+as demasiado leves) 45Q A$DU'. dessa 2orma. os a6usos de $iumin na contra1 espionagem do mar do "orte. naturalmente) . e de haverem. para desgra+a sua)S hvie>tia. este movimento. depois de chamar $iumin. as suas mem:rias. mas limitou1se a in2ormar respeitosamente A6aAumov de *ue os seus rapa>es 2a>iam travessuras) A6aAumov tinha motivos para considerar os :rgãos como o sal da (erraX RGoi então *ue ele. a v3rias vo>es. e 2icando portanto nos limites do sistema anterior) &s veteranos da /urisprud0ncia evocavam agora. com indigna+ão. toma cuidadoX8 Fas. mas amanhã seremos n:s *ue te /ulgaremos a ti.. para *ue esse preso 2osse torturado e espancado) Fas este no6re o6/ectivo não 2oi levado em conta pelos comiss3rios e estes responderam11 lhes coléricosJ 7Voc0 não con2ia nos nossos :rgãosk8 & /ui> 2oi trans2erido como secret3rio do tri6unal para %acalinaX R"o tempo de =ruchtchev tudo era mais suaveJ os /u->es *ue 7cometiam 2altas8 eram mandados))) imaginemX. 2ornecendo1me involuntariamente elementos para este cap-tulo) RE se eles se dispusessem a pu6licar essas mem:riasY Fas os anos vão passando. parece1me *ue a lei 2oi mais além *ue os homens. 2oi depois por ele 6em depressa es*uecido. e *ue estes 2icaram para tr3s.rocuradoria não se atreveu a intervir com o seu poder. teme os /u->es)8 Fas. o promoveu. 9 de Junho de 19. en*uanto eu os examinava com assom6ro) Estes eram homensX ^&FE"% completosX ?hegavam mesmo a sorrirX Eles explicavam sinceramente como tinham dese/ado sempre o 6em) Fas. parte so6re eles) Eles contavam1me tudo o melhor *ue podiam. teme a lei) A de A6aAumov.rocuradoria curvava1se da mesma maneira perante os :rgãos) Duando em 1944 se divulgaram.rocuradoria eram s: pe9es nas mãos do ministro da %eguran+a do Estado. os /u->es se orgulhavam de terem conseguido não aplicar o artigo 51 do ?:digo so6re as circunstLncias atenuantes. de in-cio tão enérgico. ou se/a. a . como todos os empreendimentos de =ruchtchev. do 6anco dos réus.

2ran>indo a testa num es2or+o de mem:ria. em a6undLncia. mas apenas essa linha trace/ada *ue *uiseram gravar em n:s com uma 6roca persistente) "ão sei se isto é um tra+o comum a toda a humanidade. então não os recordamos) Em6ora se tenham desenrolado . *ue estavam . 6em como os disparos na nuca) J3 em 191Q. discutindo Um #ia na Vida de 'van #enis1sovitc6. o conhecido tche*uista de $i>am. morte. *ue naturalmente não tem conhecimento disso. nem tão1pouco es2riavam nos coldres os rev:lveres do castigo) Goi mais tarde *ue se tentou enco6rir as execu+9es. o *ue suceder3 no nosso pa-s *uando a Verdade se precipitar em torrentesY E h31de precipitar1se) 'nevitavelmente) $evista) liter3ria incon2ormista) dirigida por A) (vardovsAi) *ue pu6licou um dia na vida de 'ran #enissonitch no tempo de =ruehtched voltando a ter de novo di2iculdades com a censura ap:s a destitui+ão deste e a normali>a+ão então imposta pelos sectores mais conservadores do regime) RF) dos ()S V''' A E' ?$'A"VA "H% tudo es*uecemos) Buardamos na mem:ria. não é poss-vel prescindir de um 6reve resumo) %omos o6rigados a sondar certas ru-nas calcinadas *ue remontam .*uela matinal névoa. para ele não houve mais processos p<6licos) &ra. do do .E AB& #E BU AB ma2teira *ue os condenados . ansiando por re2ormas. *ue cada um deles conhece campos de tra6alho mais terr-veis Rassim. dando opini9es animadas so6re as nossas chagas sociais. ou s: do nosso povo) E em todo o caso uma caracter-stica lament3vel. nas caves. organi>ava 2u>ilamentos em pleno dia. e ele lem6rar1se13 do de IuAharine e do de Uinoviev) E ainda.artido 'ndustrial) E é tudo. não os 2actos hist:ricos. volta da 2erradura. eles come+aram logo a seguir a &utu6ro) J3 em 191Q tinham lugar. alguns dos *ue intervieram mostraram1se conhecedores de literatura. tri6una. mas *ue é lament3vel apesar de tudo) Ela entrega1nos. nas mãos dos mentirosos) Assim. mas n:s não pretendemos inclu-1la na nossa pes*uisa) Entretanto.C A$DU'. em6ora os /ornais deles tenham 2alado. pudessem ver tudo das /anelas da prisão) .s escLncaras. no p3tio. /uventude.E eis *ue so6em . e os /u->es s: podiam re2erir1se . nos nossos tri6unais) 1E isso *uando ainda não havia leis. e inclusive leitores de "ovi Fir1@. espera. mas aos contemporLneos da*ueles processos) . nem c:digos. e a2irmam. so6re o modo como o campo 2oi votado ao a6andono))) ?ontinuo sentado e pensoJ se a primeira e min<scula gota de verdade explodiu como uma 6om6a psicol:gica. 2or+a. *ue tem talve> origem na sua 6ondade. rego>i/ando1se. pela noite.e+am a um homem de idade mediana *ue enumere *uais 2oram os /ulgamentos p<6licos de grande espavento. se importa *ue não recordemos se*uer os processos p<6licos. não os recordamos) RA cavidade do cére6ro en1che1se exclusivamente da*uilo *ue transmitem todos os dias pela r3dio)S "ão me re2iro . se não no1los meteram constantemente no crLnio . de 4. docemente rosada) "esses anos dinLmicos não chegavam a en2erru/ar1se nas 6ainhas os sa6res da guerra. como uma presa. *ue esse livro lhes aliviou a consci0ncia Rpelo menos é o *ue di>em)))S) $econhecem *ue eu apresentei um *uadro edulcorado. alguém escrever3 a sua hist:ria pormenori>ada.s necessidades do poder oper3rio e campon0s) Eles a6riam caminho 1 como então se pensava 1 a uma legalidade audaciosa) Um dia. %telmaAh. não o *ue 2oi. eles sa6iamY)))S) #entre os setenta homens *ue estavam sentados .

o *ue per2a> ao todo. os .unishment) 5 &6) ?it). . ou se/a. pois não os conseguimos o6ter. 1 condenadas . 4)a edi+ão. com o t-tulo Against ?apital .E AB& #E BU AB 4. s: em 19C. exercia1se. sem incluir os tri6unais civis e militares) &s tri6unais actuavam /3 por sua conta em "ovem6ro de 1915) Apesar da 2alta de tempo dispon-vel. onde era apresentada5 uma lista com o nome de todos os condenados . em 1919. e é necess3rio ser tartu2o para não compreender isto)8 E Uinoviev rego>i/ava1se. assim como as da (cheAa.u6licada por F) ") Bernet) Red)S. p3g) 55) a 'dem. e so6re ela dispomos de um n<meroQJ novecentas e cin*uenta execu+9es em seis meses R2oi essa a dura+ão dos tri6unais militares stolipinianosS) ?oisa horr-vel esta. paralelamente a eles e independentemente deles. dela devendo dedu>ir1se du>entas e trinta pessoas a *uem 2oi comutada a pena e du>entas e setenta *ue não 2oram encontradas Rno 2undamental. até nova ordemS) . são as mais populares . p3g) 54) 4 'dem. escala mundial)8 4 F) ") atsis.) &s autores advertiam *ue ela era ainda incompleta Rentretanto ela não so2reu tantos des2al*ues como as ci2ras de atsis so6re a guerra civilS) Essa lista a6range mil e *uatrocentos nomes. 19C5. é ainda ($n% VEUE% FA'% E EVA#A 1 e isto s: em vinte prov-ncias. em parte por modéstiaS. a repressão .Existia então um termo o2icialJ /usti+a extra/udicial) "ão por*ue não houvesse tri6unais. p3g) 5. e em apenas vinte prov-ncias da $<ssia ?entral R7as ci2ras aapresentadas estão longe de ser completas8@. p3gs) @Q5144@) A$DU'. a *ual não se re2ere ainda a todas as prov-ncias) E verdade *ue os autores da re2erida colectLnea nela apresentam outra estimativa. além da desunião geral e da decad0ncia espiritual da*ueles anosS e houve ao todo oitenta e sete mil presos5) RFas este <ltimo n<mero cheira a 6aixo de mais)S Dual o termo de re2er0ncia *ue permite uma compara+ãoY Em 19C5. se a calcularmos proporcionalmente a meio ano. tr0s mil *uatrocentas e vinte pessoas) Estava1se precisamente no auge da céle6re reac+ão de %tolipine.)U). in2orma *ue s: em ano e meio R191Q e metade de 1919S. #ois Anos de uta na 2rente 'nterna) Editora do Estado. a partir de 1Q4. 2oram desco6ertas *uatrocentas e do>e organi>a+9es contra1 revolucion3rias Rci2ra 2ant3stica.rinc-pios &rientadores do #ireito . não resiste ... até 19C. segundo a *ual 2oram a Este pintainho com um 6ico duro 2oi chocado por (rotsANJ 7A intimida+ão é uma poderosa arma pol-tica. um grupo de dirigentes de es*uerda pu6licou uma colectLnea de artigos T ?ontra a . não prevendo ainda o seu 2imJ 7As iniciais B). mas sa6emos *ue previam a 7priva+ão da li6erdade por tempo inde2inido8.ena de Forte T. mil tre>entas e de> pessoas. 194C) a 'dem. por outro lado.enal da $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussa Rnão os lemos. mas sim por*ue havia a (cheAa1) . sem /ulgamento. se conhecermos a incapacidade para a organi>a+ão *ue revel3mos ao longo da nossa hist:ria. 2oram 2u>ilados pela (cheAa Risto é. insurrectos polacos *ue 2ugiram para o &cidenteS) $estam oitocentas e *uarenta pessoas) Uma tal ci2ra. na sua popular colectLnea so6re a actividade da (cheAa4. morte Rem6ora não tenham talve> sido executadasS. não chega a a6alar1nosJ a nossa ci2ra.or*ue assim era mais e2ica>) &s tri6unais 2uncionavam. morte. mas *ue. para os nossos endurecidos nervos. compara+ão com a de atsis em s: ano e meio.) . margem do aparelho /udici3rio) ?omo imaginar as suas dimens9esY F) atsis. desde 1Q4. mas h3 *ue recordar *ue. num per-odo de oitenta anos. 2ora dos tri6unaisS oito mil tre>entas e oitenta e nove pessoasX 4. 2oram editados em sua inten+ão. processavam e aplicavam penas. precisa ele.

nesses anos. pois os camponeses não podiam revoltar11se contra o poder oper3rio e campon0sX Fas como explicar *ue. mas /untamente com eles se lan+ava contra as metralhadorasY atsisJ 7&s outros camponeses eram o6rigados pelos =ulacs. cal<nias e amea+as. em compensa+ão. d3 vontade de rir ao di>01lo. ter3 sido destru-do pelas pessoas interessadas)S Fas n:s s: sa6emos *ue os tri6unais revolucion3rios não dormitavam. um senador.arte '''. particularmente 6randas. *ue /ulgavam sem pararW *ue cada cidade tomada no curso da guerra civil 2icava assinalada não somente pelo 2umo das armas no p3tio da (cheAa. *ue arremetiam contra as metralhadoras e. depois. podiam ser elevadas até vinte anos9) A partir de Julho de 191Q permitiu1se aos tri6unais populares aplicar penas de cinco anos) Duando /3 se tinham acalmado todas as amea+as de guerra. mas toda ela em pesoY . o mais surpreendente ser3 a ci2ra de simples camponeses.C) RAs insurrei+9es camponesas /3 em 191Q eram designadas como sendo 7de =ulacs8. mas tam6ém pelas ses1 Q $evista Iitoe. *ue s: podem ser examinadas em pormenor por um historiador da*ueles anos) Esse historiador talve> descu6ra documentos. com promessas. 2or*uilhas e machados. em6ora elas não ilustrem as gravuras a cores da ^ist:ria waa Buerra ?ivil. se levantassem não tr0s is6as numa aldeia. pagavam . para se ser condenado ao 2u>ilamento) E 23cil adivinhar *ue. um 2rade. mas seriam essas promessas mais aliciantes do *ue as palavras de ordem do ?omité dos ?amponeses .or*ue é *ue a massa de camponeses po6res. os da /usti+a extra/udicial e os dos tri6unais. talve> descortine longos rolos de senten+as dos tri6unais e consiga estat-sticas) REm6ora isso se/a pouco prov3vel) & *ue não 2oi destru-do pelo tempo e pelos acontecimentos. n<mero dois. a insurrei+ão de %apo/A é recordada apenas em %apo/A. de cada ve>. não podiam aplicar penas superiores a dois anos) %: por interven+ão especial do Boverno é *ue algumas senten+as. um democrata constitucional.E AB& #E BU AB soes nocturnas dos tri6unais) E *ue para rece6er uma 6ala não era indispens3vel ser um o2icial 6ranco. um social1revolucion3rio ou um anar*uista) Iastava ter umas mãos 6rancas e macias. um grande propriet3rio. com estacas.o6resY E essas amea+as mais terr-veis do *ue as metralhadoras das unidades da (chorY14 . perdendo. em 1944. com as mãos atadas. 'aroslavl ou Furoma.itelin apenas em 1aitelin) Através da citada colectLnea de atsis conhecemos o n<mero de insurrei+9es esmagadas nesse ano e meio em vinte prov-nciasJ tre>entas e *uarenta e *uatro .^avia tri6unais de tr0s tiposJ populares. não matava os =ulacs su6levados. distritais e revolucion3rios) &s tri6unais populares ocupavam1se dos assuntos criminais e de pe*uenos casos do dia) "ão podiam condenar ao 2u>ilamento) Até Julho de 191Q conservava1se ainda na /usti+a a heran+a dos socialistas revolucion3riosJ os tri6unais populares. com as suas 2or*uilhas e machados.4 A$DU'. e a de . mas por um curto espa+o de tempo estiveram privados deleJ os tri6unais de distrito em 194C c os revolucion3rios em 1941) ^3 a*ui engrenagens muito delicadas. sem calosJ isso era mais *ue su2iciente. cap-tulo primeiro) 4. ra>ão de um por de> nas 2ilas alinhadas para o 2u>ilamento) Assim. se alguma ve> vierem a desenrolar1se perante os nossos olhos. dado terem sido in<meras as agita+9es e insurrei+9es do campesinato entre 191Q e 1941. e ninguém tenha 2otogra2ado nem 2ilmado essas multid9es excitadas. em '/evsA ou IotAinsA. tinham permanentemente o direito de aplicar a pena de 2u>ilamento. o direito de condenar a menos de seis meses) &s tri6unais de distrito e os tri6unais revolucion3rios. a tomar parte di essas insurrei+9es8b) Iom.s mãos calosas) "esses rolos. =o>lov ou (am6ov as revoltas custavam tam6ém caro . os tri6unais populares o6tiveram o direito de condenar até de> anos. 1414119C5) lv Ver .

@ 6aionetas em terraX .pode preconi>ar a não viol0nciaX E)J 1 'rei para onde me enviarem) & acusadorJ 1 & tri6unal não tem de ocupar1se de *uais*uer actos penais. s: na prov-ncia de $ia>an. vais p_r1te. no processo contra o tolstoiano ') E)J Ap:s ter sido decretada a mo6ili>a+ão geral o6rigat:ria para o Exército Vermelho Rum ano depois das palavras de ordemJ 7A6aixo a guerraX As 1C atsis. o6) cit). por um mero acaso. (cheAa. *ue legistaX ":s regemo1nos não pelas leis. p3g) 54) 4. pode compartilhar as ideias do aristocrata conde (olstoiY8 & presidente do tri6unal interrompe1o e não o deixa explicar11se) E travada discussão) Um /uradoJ 1 Voc0 não *uer matar e tenta dissuadir os outros) Fas os 6rancos come+aram a guerra e voc0 impede1nos de de2ender1nos) Envi31lo1emos para =oltchaA e a. por um mero acaso. em 1919. não pegava em armas nem 2a>ia instru+ão) 'ndignado. é partid3rio do cristianismo livre) & seu caso é entregue ao tri6unal revolucion3rio) A audi0ncia é p<6lica) "a sala h3 umas cem pessoas) & advogado é velho e am3vel) & acusador p<6lico Ra palavra 7procurador8 2oi proi6ida até 1944S. 2oram 7apanhados e enviados para a 2rente cin*uenta e *uatro mil e setecentos desertores81@. 2eito por uma testemunha ocular. re*ueiro *ue este caso se/a entregue aos tri6unais populares) & presidenteJ 1 & *u0Y ActosY Ve/am l3. sim.E AB& #E BU AB 4. até %etem6ro de 1919. no *uartel. o6) cit). p3g) 55) b 'dem. num instante. p3N) xtS) a1 Unidades de missão especial) A$DU'. além de uns *uantos 2u>ilados in loco para exemplo) E) não desertou. o comiss3rio da unidade entregou1o . de /oelhosX Aceita imediatamente ir com6ater. mas negou1se a6ertamente ao cumprimento do servi+o militar. mas pela nossa consci0ncia revolucion3riaX & acusadorJ 1 'nsisto em *ue transcrevam o meu re*uerimento na acta) & de2ensorJ 1 Eu associo1me ao acusador) A causa deve ser /ulgada num tri6unal ordin3rio) 1@ atsis. esmagadas por estas m:s.é tam6ém um velho /urista) Um dos /urados tenta explicar ao réu o seu ponto de vistaJ 7?omo é *ue voc0.E AB& #E BU AB & presidenteJ 1 Due velho idiotaX &nde o 2oram 6uscarY & de2ensorJ . de uma sessão do tri6unal revolucion3rio de $ia>an. com um rev:lver diante de cada um delesJ 7^er:is como tu /3 vimos muitos. senão 2u>ilamos1te a*ui mesmoX8 Fas mantémse 2irmeJ ele não pode 6ater1se. mas unicamente de actos contra1revolucion3rios) #ado o corpo de delito. com uma notaJ 7"ão reconhece o poder soviético)8 'nterrogat:rio) (r0s homens atr3s de uma mesa. "oAolsAi. cu/o ani*uilamento constitui a outra 2ace inevit3vel de *ual*uer revolu+ão *ue utili>a a 2or+aY Eis o relato. mas.ara casaX8S.4 A$DU'. sendo um representante do povo tra6alhador.E *uantas pessoas choram. por considera+9es religiosas Ro6/ec+ão de consci0nciaS) Ele 2oi mo6ili>ado pela 2or+a.

1 ^3 *uarenta anos *ue exer+o a advocacia e é a primeira ve> *ue ou+o uma tal o2ensa) 'nsiram1na na acta) & presidente. *uisermos levar a ca6o o nosso 6reve resumo dos processos p<6licos. nem 6rancos nem vermelhosX8 #e regresso ao *uartel re<nem em assem6leia de soldados vermelhos) ?ensuram a senten+a e redigem um protesto para enviar a Foscovo) Esperando cada dia a morte. e com eles 2a+a causa comum o processado. de *ual*uer modo. e o6servando diariamente da /anela os 2u>ilamentos. se nos domina a tenta+ão de respirar o ar /udicial dos primeiros anos ap:s a $evolu+ão. *uanta indisciplina e 2alta de consci0ncia pol-ticaX A acusa+ão 2a>endo causa comum com a de2esa. ouvir as dram3ticas vo>es sepulcrais desses primeiros réus e advogados. . *uando ninguém podia prever *ue uma engrenagem implac3vel iria tragar tudo isto. h3 *ue complet31lo mentalmente) Evidentemente. até ser. 2a+am causa comum as resolu+9es das massasX &6servar este caminho ano ap:s ano ser3 uma grata tare2a para o historiador. e *ue 2oi o glorioso acusador dos maiores processos. os da escolta metendo1se num assunto *ue não lhes di> respeito e enviando um protestoX AhX. primeiro1comiss3rio do . *ue teve mais tarde a iniciativa das %ec+9es dos (ri6unais Extraordin3rios do ?omissariado do . um exemplar A$DU'. desmascarado como um encarni+ado inimigo do povo1aa) %e.5 não destru-do. seria 6omX "ão havia nenhuma guerra. primeiro1comandante supremo. E) esperou trinta e sete dias) ?hegou en2im a comuta+ão da senten+aJ *uin>e anos de cadeia em regime especial de isolamento) Este é um exemplo edi2icante) Em6ora a lei revolucion3ria tenha vencido. nem os espectadores. en2im. *uantos es2or+os isso exigiu do presidente do tri6unalX Duanta pertur6a+ão. nem a nova /usti+aX ?omo é de supor. rindo1seJ T 'nserimosX 'nserimosX $isos na sala) & tri6unal retira1se para deli6erar) &uvem1se gritos de desacordo na sala de de6ates) Voltam com a senten+aJ 2u>ilamentoX "a sala h3 um murm<rio de indigna+ão) & acusadorJ T .elos vistos. e com estes. mesmo *ue eles este/am vivos. tudo o *ue di> respeito .s prov-ncias. /untamente com os tri6unais revolucion3rios) .rotesto contra a senten+a e vou apelar para o ?omissariado da Justi+aX & de2ensorJ T Associo1me ao acusadorX & presidenteJ 1 Evacuem a salaXXX &s mem6ros da escolta recondu>em E). os desaparecidos 2alam) "em os réus. mas enine suprimiu esse posto14S. prisão. irmão. ganhe um rumo e se consolide a linha necess3ria. a n:s não nos deixam ir . de uma colectLnea dos discursos de acusa+ão do violento revolucion3rio ") V) =rilenAo. por intermédio de pessoas de 6oa vontade. mas como avan+aremos n:s no meio deste nevoeiro cor1de1rosaY &s 2u>ilamentos não 2alam. ter-amos pre2erido ver as notas estenogra2adas desses processos.lhe di>emJ 7%e todos 2ossem como tu. s: a acusa+ão nos pode a/udar) ?hegou até n:s. nem os advogados. e a. sua procura) . é necess3rio sa6er ler este livro) "ão dispomos de outro) E tudo o *ue 2alta. nem os da escolta. mas tão1pouco esta 2oi a <nicaX Duantos anos terão de passar ainda até *ue tudo se classi2i*ue. nem todas as sess9es decorriam com uma disciplina tão relaxada. mais tarde.ovo para a de2esa. até *ue a de2esa não 2a+a mais um todo com a acusa+ão e o tri6unal.ovo para a Justi+a Rpreparavam1se para lhe dar o posto de tri6uno. em parte.E AB& #E BU AB 4. não é 23cil de instaurar a ditadura do proletariado.

e em pormenor. repetia %verdlovJ 7E 6om *ue os poderes legislativo e executivo não este/am separados. por exemplo. ou resta6elecer o texto de mem:ria8 RXS E 7uma série de grandes processos8 Rentre os *uais. não houve c:digo algumJ os c:digos c>aristas 2oram deitados pela porta 2ora e ainda não tinham sido ela6orados os nossos) 7E *ue não venham di>er1me *ue os nossos tri6unais penais devem aplicar exclusivamente as normas escritas existentes) Vivemos um processo revolucion3rio)))844 7"um tri6unal revo1 1Q =rilenAo. 5)a edi+ão. A$DU'. uma senten+a de seis meses podia ser trans2ormada em de> anos Re. 7di2erencia com vantagem o nosso sistema da 2alsa teoria da separa+ão de poderes844. 6astando *ue a senten+a 2osse emendada. =rilenAo esclarece *ue pu6licar notas estenogra2adas 7era inc:modo. *ue é a teoria da independ0ncia do poder /udicial) RJustamente. os ar*uivos do (ri6unal de Foscovo e do %upremo (ri6unal $evolucion3rio Rem 194@S 7não estavam de modo algum em ordem))) Em toda uma série de causas o estenograma))) estava escrito de 2orma tão incompreens-vel *ue 2oi necess3rio eliminar p3ginas inteiras. durante *uatro anos. p3g) 4) 'dem. o da insurrei+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda e o do almirante ?hastniS 7decorreram em geral sem estenograma815) E estranho a condena+ão dos socialistas revolucion3rios de es*uerda não ser um 2acto insigni2icanteJ depois de Gevereiro e de &utu6ro. era a terceira intersessão decisiva da nossa ^ist:ria. p3g) 41C) ") V) =rilenAo. alguns princ-pios essenciais) . pronunciados por =rilenAo. no entanto. por %verdlov no seu ga6ineteS) (udo isto. mas c:modos eram os seus discursos de acusa+ão e as senten+as dos tri6unais. explica =rilenAo.. por uma série de considera+9es técnicas81..or exemplo. nos discursos /udicials. como no &cidente.Entretanto. p3g) 5) .E AB& #E BU AB de partido <nico no Boverno) E não 2oram poucas as acusa+9es) Fas não se 2e> nenhuma acta estenogra2ada) E a 7conspira+ão militar8 de 1919 72oi li*uidada pela (cheAa através de meios de repressão extra/udicials81Q. por uma parede surda) (odos os pro6lemas se podem resolver rapidamente)8 Especialmente por tele2one)S E com a maior 2ran*ue>a e exactidão *ue são 2ormuladas.or exemplo. o6) cit). #urante ?inco Anos R191Q144S) #iscursos de acusa+ão pronuncia1os nos maiores processos instru-dos no (ri6unal de Foscovo e no %upremo (ri6unal $evolucion3rio) Editora do Estado) 194@) (iragemJ 5 CCC exs) bb 'dem. as tare2as gerais do tri6unal soviético) & tri6unal era 7simultaneamente o criador do direito Rit3lico de =rilenAoS))) e o instrumento da pol-tica84@ Rit3lico meu)aT A) %)S) ?riador do direito. como o leitor compreender3. na medida em *ue. tanto mais *uanto 72oi demonstrada a sua exist0ncia819) RGoram então presos mais de mil homens4C 1 haveria *ue instaurar processos a todosYS Assim. para isso não se reunia todo o Executivo em plen3rio. *ue /3 então coincidiam plenamente com as exig0ncias do acusador) %egundo ele.. tomo @. os processos /udicials da*ueles anos))) ?onhecemos. p3gs) 415) 4. a passagem para um sistema 14 enine. *ue alguém agora tente descrever ordenadamente. o acusador principal indica1nos *ue o Executivo do ?omité ?entral tem o direito de intervir em *ual*uer causa /udicialJ 7& Executivo do ?omité ?entral tem o direito ilimitado de amnistiar e castigar segundo o seu 6elo pra>er)841 R& it3lico é meu) 1 A) %)S) .

Ro it3lico é meu) T A)%)S) &s homens não são homens.E AB& #E BU AB #a*ui se deve in2erir *ue so6re o acusado não recai propriamente o peso do *ue /3 2e>. ouvimo1lo a2irmar *ue um tri6unal. mas tam6ém do 2uturo)8@@ As declara+9es do camarada =rilenAo são claras como 3gua) Elas 2a>em emergir com relevo todo este per-odo /udicial) Através das evapora+9es primaveris. p3g) 59) @1 'dem. 2olhear processo ap:s processoY Estas declara+9es serão inexoravelmente aplicadas) . p3g) 44) R& it3lico é meu)S 4. p3g) @) 44 'dem.ela 6oca do camarada =rilenAo.E AB& #E BU AB 4. o6) cit). se não 2or agora 2u>iladoJ 7":s de2endemo1nos não s: do passado. e deve actuar 7so6 o ponto de vista dos interesses da $evolu+ão))) tendo em conta os resultados mais dese/3veis para as massas oper3rias e camponesas84Q. da /usti+a. não h3 *ue determinar se o réu é culpado ou não culpadoJ o conceito de culpa6ilidade é um velho conceito 6urgu0s. etc)))S) 7"o nosso tri6unal revolucion3rio não 2a>emos caso nem dos artigos nem das circunstLncias atenuantesW devemos partir de considera+9es de utilidade)8@4 "a*ueles anos houve muitos a *uem sucedeu istoJ depois de terem vivido e vivido desco6riram de repente *ue a sua exist0ncia não era ?&"VE"'E"(E) 45 =rilenAo. p3g) 44) 4C atsis. p3g) @1Q) 4Q 'dem. p3g) 1@) b 'dem. mas sim 7os portadores de determinados ideais849) %e/am *uais 2orem as *ualidades individuais Rdo réuS s: lhe pode ser aplicado um método de valori>a+ãoJ o critério do valor é o do interesse de classe@C) & *ue *uer di>er *ue s: tens o direito de existir. 'dem. talve> reparassem *ue elas não vos custaram assim tão caroXS (alve> *ue a /usti+a eterna se/a um pouco mais con2ort3velX))) J3 *ue são desnecess3rias as su6tile>as /ur-dicas. por mais persuasivo *ue se/a. R%e as V&%%A% condena+9es 2ossem comparadas com as "&%%A%. p3g) Q1) @4 'dem. p3g) 4. o6) cit). não é um tri6unalJ 7Um tri6unal revolucion3rio é um :rgão de luta da classe oper3ria contra os inimigos8. n:s 6em sa6emos))) como elas nos custaram caro)84. p3g) 5C5) 45 'dem. o2c) cP2).5 lucion3rio não devem renascer as su6tile>as e os casu-smos /ur-dicos))) ?riaremos um direito novo e normas éticas novas)845 7. a/udar38@a Risso são argumentos de advogado. se isso 2or conveniente para a classe oper3ria) Entretanto 7se esta conveni0ncia exigir *ue uma espada punitiva caia so6re a ca6e+a dos réus. p3g) 5@) 49 'dem. p3g) 14) 4JX 'dem.Q A$DU'. então.) 1a =rilenAo. p3g) 4CQ) A$DU'. p3g) Q@) @C 'dem. mas do *ue ele . p3g) 544) 4. etc. agora explicado45) . 2icam a sa6er *ue os tri6unais revolucion3rios são tri6unais de outro género) "outra ocasião.19 'dem.&#E$Z 2a>er. de um modo geral.or muito *ue 2alem das leis eternas do direito. anuncia1se /3 a transpar0ncia di32ana do &utono) %er3 necess3rio ir mais longe na nova an3lise. nenhum discurso.

"atanson e companhia tinham regressado . mas passados v3rios anos aparece novo)S Iem. acaso. na*ueles anos explosivos.s riscas 6rancas e a>uis) & acusador supremo exprime1se num russo deste géneroJ 7& *ue a mim me interessa são as *uest9es de 2actoX8W 7?oncreti>e1me o momento da tend0nciaX8W 7":s operamos no plano da an3lise da verdade o6/ectiva)8 ]s ve>es l3 surge um ditado latino Ré verdade *ue de um processo a outro esse ditado repete1se. um /ornal pode ousar ter tais o6/ectivosYn (ão1pouco é revelada a 2rase de %avinAovJ 7E preciso ser um criminoso insensato para pretender seriamente *ue o proletariado internacional rios apoia8. det01lo1ão de novo e *uantas ve>es ainda ser3 agarradoXS . ou se/a. $<ssia através de Ierlim. convidando1o a explicar1seJ como se atreveraY J3 haviam decorrido *uatro meses de dom-nio da "ova Era e /3 tinha chegado a hora de se acostumarX legorov ingenuamente /usti2icou1se. como na velha $<ssia de h3 séculos e como ainda presentemente na U) $) %) .E AB& #E BU AB 4. antes mesmo de *ual*uer senten+aJ 7Voc0. ainda não pelo excesso de comida) Duanto . p3tria8. di>endo *ue o artigo era da autoria =rilenAo. veste um casaco desa6otoado. *ue as autoridades alemãs lhes prestaram coopera+ão para o regresso . a/udou enine a regressar) =rilenAo exclama *ue não tenciona acus31lo de cal<nia Re por*ue nãoY)))S e o /ornal é processado por tentativa de in2luir nos esp-ritosX RFas.Gechai os olhos e imaginai uma pe*uena sala de audi0ncia) Ainda não est3 pintada de ouro) &s 2ervorosos mem6ros do tri6unal usam 6onés simples. independentemente de a redac+ão as compartilhar ou não8) Além disso. dado *ue ele ainda nos iria apoiar))) . =asso e outros mais) #ecidem 2ech31lo para sempreX Ao redactor 'egorov. um dos primeiros e dos mais precoces. terminou os seus estudos em duas 2aculdades) Duando est3 6em disposto derrama a sua alma so6re os réusJ 7%ois uns pati2es pro2issionaisX8 E não é nada hip:crita) . 2oi o processo contra a li6erdade de expressão) "o seu n<mero de 44 de Far+o de 191Q. a tr0s meses de prisão isolada. o maldito.9 de 7um destacado leader pol-tico. cidadã 'vanova. .o6iedonotsiev. não via *ual*uer cal<nia nas a2irma+9es de %avinAov 7segundo as *uais não se devia es*uecer *ue enine.ela tentativa de in2luir nos esp-ritos. é vergonhoso di>01lo. não gosta do sorriso das mulheres acusadas e atira1lhes com ar desdenhoso e amea+ador. autoridade acusadora Rcomo =rilenAo gosta de a caracteri>arS.$&?E%%& #&% 7I& E('"% $U%%&%8) Este processo.) V) legorov. ter3 o pre+o *ue merece e havemos de 2a>er com *ue não se ria nunca maisl8@` Vamos l3 entãoY aS & . mas ele estava em viagem. este conhecido /ornal dos 7pro2essores8 inseriu um artigo de %avinAov T 7Em Viagem8) ?om muito gosto teriam detido o pr:prio %avinAov. suportando as mais incr-veis reac+9esJ oris11FeliAov. p3g) 49. p3g) Q4) 'dem. mas h3 *ue di>er tam6ém *ue. continuava a manter1se o h36ito do su6orno. em *ual*uer Brécia.4. por*ue na realidade assim 2oraJ a Alemanha do =aiser.or exemplo. condenavam1no. cu/as opini9es tinham um interesse geral. sãoo magros. a despeito das suas correrias revolucion3rias. é assim condenado um /ornal *ue se pu6licou desde 1Q. com esse seu sorrisinho. mas não é assim tão vergonhoso se se pensa *ue estamos ainda em 191QX R%e o velho so6reviver.) A$DU'. de civil e pela a6ertura do pesco+o v01se uma camisola de marinheiro . o6) 3t).or estranho *ue pare+a. %tolipin. em guerra. 2echaram o /ornal e levaram ao 6anco dos réus o velho redactor . e onde encontr31loY Assim.

um m0s antes. o destino dos presos pol-ticos nos primeiros anos da $evolu+ão dependia grandemente do su6ornoJ rece6iam os presentes sem timide> e por isso punham os presos honradamente em li6erdade) =rilenAo seleccionou somente uma d<>ia de processos num per-odo de cinco anos e 2ala1nos de dois desses casos) & caminho *ue o (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo e o (ri6unal %upremo seguiam para atingir a per2ei+ão enveredou por vias tortas e am6os se a2undaram na indec0ncia) 6S & . não tivesse decidido durante a noite *ue o advogado não era uma pessoa séria. com a telha pr:pria das mulheres. atenuando a acusa+ão Ro *ue seria imposs-vel num processo pol-ticoXS) =rilenAo explica assim as coisasJ pela sua compreensão estreita e mes*uinha. os :rgãos /udicials) E podemos acrescentar. *ue especulava com lingotes de ouro) A sua mulher.$&?E%%& #&% ($n% ?&F'%%Z$'&% #& ($'IU"A $EV& U?'&"Z$'& #E F&%?&V& RA6ril de 191QS) Em Far+o de 191Q 2oi preso Ierid>e. se a esposa não tivesse come+ado a apertar com o dinheiro. como em segredo. como aconteceu com centenas 45C A$DU'.%). se. mas um homem *ue durante vinte anos conseguiu so6reviver a todas as reac+9es. e um deles. eles sentem1se estranhos 2ace ao nosso tri6unal revolucion3rio) RDuanto a n:s. como era costume. pelos vistos.ois a *uestão é claraJ remexendo no seu passado X. pela sua indi2eren+a . com presentes. mas apitar da reac+ão . e. silenciam1no) ^3 velhas testemunhas oculares *ue se recordam de *ue. a come+ar pela desa/eitada esposa. tentando1se particularmente su6ornar. é 2ilho de um pro2essor da Universidade de FoscovoX E este pro2essor não é um simples pro2essor. em meio ano. 7encontram1se in2orma+9es extraordinariamente curiosas8) Estamos intrigadosJ ser3 ele um antigo aventureiroY "ão. e pela manhã não se tivesse precipitado para um outro intermedi3rio. o /urado 'aAulov) "ão se sa6e exactamente *uem 2oi. era mesmo um 7severo acusador. no seu curriculum vitae) 7%e se examina com aten+ão8 o caso desse eist. mas. para sessenta mil. dos *uais metade adiantados e pagos através do advogado Brin) (udo poderia ter 2icado ignorado. come+ou a indagar *uais os meios de resgatar o marido) Ela conseguiu o6ter uma liga+ão com um conhecido dum dos comiss3rios. capa> de lan+ar raios e coriscos so6re *uem *uer *ue atentasse contra os 2undamentos8) E *ue di>er agora so6re elesY &nde ir 6uscar com *ue denegri1losY RJ3 *ue atacar a corrup+ão. seus auxiliares. este aliciou mais dois. não 6asta)S . atrevemo1nos de 2orma estreita e mes*uinha a supor *ue as testemunhas não tiveram tempo de aprender a temer. encadernados de vermelho e gravados a ouro. e não teria ido parar aos anais de =rilenAo. em ve> de trinta mil. deve ter sido 'aAulov *uem decidiu a/ustar as contas com os comiss3rios) & *ue h3 de interessante neste processo é *ue todas as testemunhas. procuram apresentar provas 2avor3veis aos acusados.ovoS.E AB& #E BU AB de neg:cios *ue terminaram 6em. tam6ém a (cheAa) &s tomos de hist:rias. nem aos nossos Re nem mesmo teria sido o6/ecto de de6ate no ?onselho dos ?omiss3rios do . e num encontro secreto exigiram1lhe du>entos e cin*uenta mil ru6los. 6aixando. actividade pol-ticaX RIom. depois de um regateio. os acusados eram seus camaradas de armas. isto é. s: por si. so6retudo. eist. pessoas totalmente devotadas aos interesses da $evolu+ão. a ditadura do proletariado) E na verdade necess3rio um grande atrevimento para p_r em causa os comiss3rios do tri6unal revolucion3rio) E *ue vir3 a suceder posteriormente contigoY)))S E tam6ém interessante a argumenta+ão do comiss3rio) ?om e2eito. levando a Brin apenas *uin>e mil ru6los adiantados. di2erentemente do tempo estalinista.

no ^otel Fetr:pole.arece *ue =rilenAo não poupou as suas 2or+as para conseguir uma senten+a implac3vel e cruel. como é *ue o seu pai teria podido servir durante vinte anos o c>arY E o 2ilho tam6ém se preparava para a carreira /udici3ria) Fas so6reveio a $evolu+ão e precipitou1se para os tri6unais revolucion3rios) & *ue ontem parecia po6re. e ele p_de apenas 6al6uciar as penas de seis meses de prisão a cada um dos comiss3rios e uma multa em dinheiro ao advogado) R%: 2a>endo uso do direito do Executivo do ?omité ?entral de 7aplicar penas ilimitadas8 é *ue =rilenAo conseguiu. *ue não levasse em conta 7os mati>es individuais da culpa6ilidade8W mas uma certa no6re>a. os sacerdotes e))) e os not3rios)))@5 . certamente mem6ro das ?ent<rias "egras) #e outro modo. p3g) 5CC) 454 A$DU'. não 2oi esse o o6/ecto do processoJ nenhum deles 2oi /ulgado pelos 2actos da 2rente oriental e até lhes perdoaram tudo) Due espanto) #esde *ue 2oi destitu-da a sua . uma certa 2adiga se apoderou do tri6unal. naturalmente.or*ue é *ue o proletariado con2iou em tal gente para a6ater os seus inimigosYS Fas /3 o advogado Brin. era Buguel) En*uanto editor. conclusão de *ue encontraram a.2orma de rece6er. acompanhadas do con2isco total dos seus 6ens) =rilenAo apregoou aos *uatro ventos a sua vigilLncia e por pouco não rece6eu o t-tulo de tri6uno)S (emos per2eita consci0ncia de *ue. *ue podia p_r em li6erdade *uem *uisesse. respeitante a uma institui+ão ainda mais elevada) cS & . gastando1os em corridas de cavalos e em pLndegas com as en2ermeiras) A ?omissão tinha ad*uirido uma casa. tam6ém iremos encontr31los 6em depressa no 6anco dos réusS) =rilenAo encoleri>ava1se e assom6rava1seJ mas *ue gentalha é esta *ue se in2iltrou nos tri6unaisY R(am6ém n:s 2icamos perplexosJ *uem constitui esses tri6unais dos oper3rios e camponesesY . $:tten6erg e %oloviov tinham tra6alhado na ?omissão de A6astecimento da 2rente oriental Rcontra as tropas da Assem6leia ?onstituinte. tanto entre as massas revolucion3rias de então como entre os nossos leitores de ho/e. de uma s: ve>. este desgra+ado processo não pode deixar de a6alar a sua 2é na santidade do tri6unal) E com mais timide> ainda passamos ao processo seguinte. 7pessoa de con2ian+a8 da comissão investigadora. aparecia agora como repugnanteX & mais a6/ecto de todos. era 2ilho de um 2uncion3rio /udicial. sempre tão animoso. da *ual 2a>em parte. mas é assim *ue aparece testemunhado no tri6unal revolucion3rio)S @% =rilenAo.tam6ém =rilenAo 2oi admitido como estudante externo)))S %er3 acaso de surpreender *ue o seu 2ilho se/a uma pessoa de duas carasY Duanto a .E AB& #E BU AB "o entanto. entre setenta mil e um milhão de ru6los. não de Farx. é um representante t-pico da*uela variedade da espécie humana *ue Farx denominou como 7sanguessugas do regime capitalista8. um autom:vel e 6an*ueteava1se no $estaurante Kar) R":s não estamos ha6ituados a imaginar desse modo o ano de 191Q.odgaisAi. antes ainda de =oltchaAS) ?hegou1se . o6ter penas de de> anos de prisão para os investigadores e de cinco para o advogado1 sanguessuga. além de todos os advogados e todos os gendarmes. o6) cit). *ue o2erecia ele aos oper3rios e camponeses como alimento mentalY 7Alimentava as vastas massas com literatura de m3 *ualidade8.$&?E%%& #E =&%%'$'EV R15 de Gevereiro de 1919S) G) F) =ossiriev e os seus amigalha+os i6ert.E AB& #E BU AB 451 mas de pro2essores 6urgueses de renome mundial Resses pro2essores. A$DU'.

é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos. deve estar pronto a 2a>01lo@5) Fas acontece *ue UspensAaia não tinha convic+9es pol-ticasX Era isso o mais terr-vel) Ela responde nestes termosJ 7Eu concordei em *ue me pagassem determinada percentagem pelos casos desco6ertos8. UritsAi. não se podendo ver tudo. Fen/insAi e 'agodaX & modo de vida dos cons:cios continuou a ser o mesmo) "ão se tornaram orgulhosos. pois consideramo1lo como uma o6riga+ão))) "ão é o 2acto de exercer esse tipo de tra6alho *ue envergonhaW uma ve> *ue alguém reconhece *ue ele é indispens3vel para o interesse da $evolu+ão.elos vistos. desentranhar *uantas pedras preciosas. =rilenAo 2a> o seguinte coment3rio. não se envaideceramJ com gente do género de FaAsi1mitch. instalaram em casas particulares e no ^otel %avoi 7um am6iente de luxo))) onde reinam as cartas Rpondo1se em /ogo milhares de ru6losS. a constituir))) o ?olégio de $evisão e de ?ontrole da (cheAa da UniãoX Eis a compet0ncia desse ?olégioJ ele tinha plenos poderes para veri2icar a con2ormidade com a lei dos actos de todos os restantes :rgãos da (cheAa da União. do . excep+ão. *ue se concentrava a sua aten+ão. anéis. esse destacado tch*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil r6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão. não desdenhando levar da (cheAa da União colheres e ch3venas de prata Rmas como é *ue tais o6/ectos a. de vinte e dois anos) Ela terminou o liceu de %am1 =rilenAo.est3. ou de anular as decis9es de todos os restantes :rgãos da (cheAa. J3 não era pouco ser a segunda autoridade da (cheAa depois do . UspensAaia apresentou1se na (cheAa a o2erecer os seus servi+os como in2ormadora) . em *ual*uer 2ase da instru+ão. as 6e6edeiras e as mulheres8. . pelos vistos. mas não conseguiu ascender ao ensino superior) Adveio o poder dos %ovietes e. ionAa. na . pelos vistos. somente.E AB& #E BU AB 45@ peters6urgo.rimavera de 191Q. 2oram os *uatro convidados. $a2ailsAi e FariupolsAi 7*ue não tinham rela+ão alguma com as organi>a+9es comunistas8. 6racel2 tes. /untamente com "a>arenAo. é para ele compat-vel com a revolu+ão mundialXS Due melhor 2orma de utili>ar o seu direito so6re1humano de prender e de p_r em li6erdade *uem lhe parecesseX . sendo ainda divididos a meias os 6ene2-cios provindos da*ueles *ue o tri6unal evita revelar. ordenando *ue os seus nomes não se mencionem) "a expressão de =rilenAo. eis o *ue ele tomou para si do movimento revolucion3rio)8 R"egando agora a origem dos su6ornos rece6idos. UspensAaia. e 6rincos as damas 6urguesas tiveram tempo de esconder)S E depois tentar esta6elecer contactos com as 2am-lias dos presos através de um *ual*uer testa1de112erro) Giguras dessas tam6ém des2ilam perante n:s no processo) A. velho vaga6undo si6eriano. colares.eterson.residium da (cheAa da UniãoXXX@. como se 2osse para si mesmoJ 7":s não vemos nisso nada de critic3vel. p3g) 5C5) A$DU'.?omissão de A6astecimentos.elo seu aspecto exterior parecia ade*uada e aceitaram1na) A prop:sito dos denunciantes. .haviam chegadoY )))Sou mesmo simples copos) 7Era so6re isso. 7UspensAaia não estava inclu-da . amigo de =ossiriev dos anos de tra6alhos 2or+ados por delito comum. 6em como o direito de re*uisitar e examinar *ual*uer processo. atsis. =ossiriev instala1se com grande 2austo Rsetenta mil ru6losS.raesidiumX Encontrar1se num degrau a seguir a #>er/insAi. o6) cit). havia *ue detectar as galinhas dos ovos de oiro e no ano 1Q ca-am não poucas nas redes) RA $evolu+ão tinha sido 2eita com demasiada pressa. por exemplo. e não so6re as ideias. esse destacado tche*uista não pestane/a ao a2irmar *ue uma conta de du>entos mil ru6los no Ianco de ?hicago é proveniente de uma heran+aX))) (al situa+ão.

o regateio devia prosseguirS) E nisto ele 2oi desco6ertoX E na sua desorienta+ão 2orneceu provasX RFecherAa teve ainda tempo de se apresentar . ou mesmo de>assete mil. colocou atr3s de uma cortina uma esten:gra2a) Assim 2o1 @5 =rilenAo. tornar1se. p3g) 51@) R& it3lico é meu)S 1Q 'dem. e p_de ser levado até ao mais alto n-vel) . FecherAa1BrevsY Entretanto.artido e os 6airros oper3rios em dois campos84C) Goi assim *ue surgiu o processo de =ossiriev Raté esse momento todos tinham go>ado de impunidadeS.ovo em 2ace do processo dos /u->esYS tam6ém cometeu um erro de classeJ em ve> de advertir simplesmente o camarada #>er/insAi e de arran/ar tudo em 2am-lia. não conseguimos tocar no 2undo do processo) UspensAaia organi>ou para FecherAa1Brevs um encontro numa casa privada com um tal BodeliuA. conseguindo. esse mesmo *ue tinha enterrado os investigadores su6ornados e *ue. por *ual*uer a>ar não explicado no tri6unal. pe+a8y) #e resto. ?omissão de $evisão e de ?ontrole.ara acalmar a indigna+ão do leitor h3 *ue re2erir *ue este laAulov. explica o acusadorJ ela estava ha6ituada a gastar sem conta. como em termos algo o6scuros escrevia =rilenAo. amigo -ntimo de =ossiriev.no pessoal da (cheAa e tra6alhava . laAulov denunciou o caso ao (ri6unal $evolucion3rio de Foscovo@9. sanguessuga *ue za antes do /ulgamento de =ossiriev tinha sido a6ar6atada. sendo de crer *ue em 6reve o 2u>ilariam) RE di>er *ue nos ho/e nos interrogamos so6re a 2orma como se chegou . o presidente do (ri6unal $evolucion3rio de FoscovoY &cupar1se13 ele. por outro))) discussão *ue na*uele tempo dividia o . da sua 2un+ãoY Acontece *ue era essa a tend0ncia do momentoJ momento *ue 2icou totalmente oculto nas pregas da nossa grandiosa ^ist:ria) Acontece *ue o primeiro ano de tra6alho da (cheAa produ>iu uma impressão um tanto repulsiva. a 2im de se porem de acordo *uanto ao pre+o do resgate do marido Rela erigia))) seiscentos mil ru6losXS) Fas. %oloviov e outros comiss3riosW todas as suas indica+9es so6re *uem. h3 *ue compreend01la humanamente. rece6ia dinheiro e em *ue *uantidadeW segundo o estenograma. como chegou a pagar1lhe a mulher de um preso. *uando com um s: golpe Rintervir para *ue tirem a um comerciante o selo de chum6o da portaS rece6e cinco mil ru6los. s: um passo do glorioso caminho tinha sido ainda percorrido pela (cheAa e /3. por um lado.E AB& #E BU AB ram registadas todas as a2irma+9es de BodeliuA so6re =ossiriev. tinha um :dio de classe ao sistema prolet3rio de processos /udicials e extra/udicials. o6) cit). com a a/uda de importantes tche*uistas. UspensAaia não 2icou muito tempo na pol-cia secreta. ainda não ha6ituado a isso) %: um ano. pelos vistos. deu motivo a um processo) Goi condu>ido so6 escolta para testemunhar. e as 2un+9es extra/udicials da (cheAa. comunista e comiss3ria) Entretanto. surgia 7uma discussão entre os tri6unais e as suas 2un+9es. /3 assinado em nome da ?omissão de $evisão e ?ontrole. *ue /3 tinha re*uisitado o processo do seu marido para veri2ica+ão)S Fas permitam1meX Este desmascaramento mancha a 2arda a>ul da (cheAaX Estar3 senhor do seu /u->o. BodeliuA tinha rece6ido um avan+o de do>e mil. na (cheAa. acaso. por i6ert e $otten6erg Rna (cheAa. cedendo a FecherAa um passe para entrar na (cheAa. ar6itrariedade e por*ue é *ue ninguém lutou contra issoXS 454 A$DU'. e o presidente do tri6unal Rter1se1ia lem6rado da indigna+ão do ?onselho dos ?omiss3rios do . p3g) 5C5) . e *ue representam para ela os m-seros *uinhentos ru6los *ue lhe pagava o ?onselho do .ovo da Economia. mesmo nas 2ileiras do partido do proletariado. ao ca6o de uns meses. essa entrevista secreta veio a ser conhecida pelo /urado laAuloN.

BodeliuA arrepende1se de terb podido caluniar a (cheAa. pede *ue lhe d0em papel e escreve uma retracta+ãoJ tudo o *ue ele disse so6re =ossiriev e outros comiss3rios é mentira. na u6ianAa. a 6iogra2ia de =ossiriev d31nos conta da sua vontade invulgar) Antes da $evolu+ão tinha sido processado em v3rias ocasi9es. *uantos enredosX &nde est3 %haAespeareY %oloviov palou através da parede na p3lida som6ra da cela) BodeliuA retractou1se com mão dé6il))) E di>er *ue no teatro e no cinema s: nos são dados os anos revolucion3rios pela can+ão das ruas (orvelinhos hostis) A$DU'. dep9e em de2esa da inoc0ncia de =ossiriev. passando um grande n<mero de anos na deporta+ão Rcompreende1se agora a sua tend0ncia para a vida luxuosaXS) %: as amnistias c>aristas lhe valeram) 44 =rilenAo. *uantas testemunhas vieram depor perante o tri6unal por sua pr:pria vontadeX & vice1presidente da (cheAa.ara além do mais. p3g) 544) . insiste =rilenAo) & passe para FecherAa não caiu com certe>a do céuX "ão. na maioria delas por crimeJ por se ter. ca6e+a 2ria e mãos limpas) E so6re o lixo das cal<nias ergue1se diante de n:s um cavaleiro de 6ron>e) . introdu>ido por manha na casa da velha %mir1nova. mas não se apresentaramX Assim mesmo.#evia1se salvar a (cheAaX %alvar a (cheAaX %oloviov pede autori>a+ão ao tri6unal para ir . =ossiriev havia sido /ulgado por 2raudes. 6em como o *ue 2oi estenogra2ado por detr3s da cortinaX41 4C =rilenAo. este processoXS E 23cil adivinhar o *ue p_de di>er #>er/insAiJ *ue =ossiriev é um tche*uista de 2erro. oh) cit). mas calcula *ue alguns 7cidadãos *ue 2icaram em li6erdade tenham montado a *uestão8 e enviado %oloviov para a (anganAa) E este o momento de interrogar i6ert e $otten6erg) Am6os 2oram chamados. com inten+ão de pilhagem. estrangulando1a com as suas pr:prias mãosW mais tarde. revolucion3rias e pro2issionais) Estes depoimentos não nos 2oram transmitidos. em de2esa das suas *ualidades morais. mas =rilenAo releva1os assimJ 7%oloviov e #>er/insAi puseram em evid0ncia as magn-2icas *ualidades de =ossiriev)844 RAh. o2icial incautoX 1 passados vinte anos hão1de recordar11te. teve tam6ém a ousadia de não comparecer ante o tri6unal revolucion3rioX E não houve 2or+a capa> de a o6rigarX Entretanto. camarada . o6) cit). cheio de ang<stia) ?om o seu rosto alongado e ardente de asceta. sem compaixão para o inimigoW *ue ele é um 6om camarada) #e cora+ão ardente. por tentativa de morte do pai e por assass-nio de um companheiro com o 2im de utili>ar o seu passaporte) "os casos restantes.eters. em termos penetrantes. recusaram1se a vir) Então permitam ao menos *ue se interrogue FecherAaX . não se apresentaram. BodeliuA retractou1se e est3 mori6undoX E =ossiriev não con2essa nadaX E %oloviov de nada é culpadoX E não h3 *uem interrogar))) Em compensa+ão. na cidade de =ostroma. inclina1se reverentemente =rilenAo)S %entindo aproximar1se a morte. p3g) 14) 41 AhX. *ue come+ava a aco6ardar1se.E AB& #E BU AB 455 7E *uem lhe deu o passe para entrarY8. o acusador 7não *uer di>er *ue %oloviov tenha participado neste caso. até o pr:prio Gélix Edmundovitch #>er/insAi. por*ue))) não h3 dados su2icientes8. volta1se para o tri6unal petri2icado e.ois imaginem *ue esta aristocrata. cadeia da (anganAa Raté in2eli>mente não da u6ian1AaS para ter uma conversa com o preso BodeliuA) & tri6unal recusa) Então %oloviov penetra na cela de BodeliuA sem licen+a do tri6unal) E d31se uma coincid0nciaJ é precisamente então *ue BodeliuA adoece gravementeX R7%er3 duvidoso 2alar1se da exist0ncia de m3 vontade por parte de %oloviov8.

est3 como sa6ia 2alar dentro de uma perspectiva partid3ria o camarada =rilenAoX Fas neste caso o seu racioc-nio viciado o6scurecia a imagem cavalheiresca de =ossiriev) E criou1se no tri6unal uma situa+ão tal *ue o camarada #>er/insAi se viu o6rigado a di>erJ 7. através dos *uais sa6ia as voltas *ue tudo podia dar amanhã) 'sso resulta da o6serva+ão de alguns processos. tão valiosa ideologicamente *ue destoa até na exposi+ão harmoniosa dos processos /udicialsJ 7%e no antigo tri6unal c>arista havia algo em *ue pod-amos con2iar. A$DU'. esse momento 2oi magni2icamente expresso .E AB& #E BU AB 455 ga+ão de lutar com todas as minhas 2or+as contra issoX ] ca6e+a da (cheAa 2oram colocados os camaradas mais respons3veis.erante a sua decisão era sempre permitido ter con2ian+a. severas e /ustas vo>es de destacados tche*uistas interromperam o acusador. mesmo correndo o risco de cometer erros))) . hão1de di>01lo)S (al era o 2io da navalha so6re *ue marchava o supremo acusadorX V011se *ue ele tinha certos contactos.or isso. como tam6ém tenho o6ri1 4@ =rilenAo. mas o processo da (cheAa) "ão s: não posso *uer01lo. pois eles cometiam o menor n<mero de erros /udicials)8 (anto mais ultra/antes pareciam semelhantes a2irma+9es na 6oca do camarada =rilenAo. e deste tam6ém) %opravam certas correntes. cooptado para o ?omité ?entral e designado para a #umaS.erdendo o sentido da medida. *uanto tr0s meses antes. 2a>endo notar *ue todos esses tri6unais antigos eram compostos de propriet3rios e 6urgueses e não podiam ser levados em conta pela nossa nova sociedade) . *ue 2ora. a Autoridade Acusadora adoptara uma posi+ão de classe inatac3velJ 7#o nosso ponto de vista. cada delito é o produto de um determinado sistema social e neste sentido uma condena+ão aplicada segundo as leis da sociedade capitalista e da época c>arista não é aos nossos olhos um 2acto *ue deixe para sempre uma mancha indelével))) ":s conhecemos muitos exemplos de terem 2igurado nas nossas 2ileiras pessoas com 2eitos semelhantes no passado. p3g) 5C9) w A$DU'. no processo do provocador $) FalinovsAi Rex12avorito da direc+ão do . *ue /3 era tempo de re2rear a (cheAaX %im.a conclusão de *ue era necess3rio exclu-1las do nosso meio) Duem conheceu os nossos princ-pios não pode temer *ue o 2acto de ter sido condenado /udicialmente no passado o ameace de ser exclu-do das 2ileiras dos revolucion3rios8 )))4JX A. vindos ainda do tempo da clandestinidade. p3g) @@5) 44 'dem. o o2icial. do alto da c3tedra da acusa+ão do tri6unal revolucion3rio.artido. a $evolu+ão tem de exprimir1lhes o seu agradecimento))) %u6linho este aspecto para *ue))) depois ninguém me possa di>er bele aca6ou por ser um instrumento da trai+ão pol-ticab845 R%im. a despeito das *uatro condena+9es penais *ue 2iguravam no seu cadastro.45. *ue o presente processo 2osse não o processo de =ossiriev e UspensAaia.E AB& #E BU AB Fas. insu2lando *ue 6astava. e nunca tir3mos da. nem nunca *uis. era unicamente nos tri6unais de /urados))) . em come+os de 1919. o6) cit).or um segundo Rmas s: por um segundoX 1 A) %)S atravessou1me a ideia de sa6er se o camarada =ossiriev não ser3 v-tima das paix9es pol-ticas *ue ultimamente se acenderam em torno da (cheAa)844 =rilenAo aperce6eu1se dissoJ 7Eu não *uero. teve em resposta esta tirada. mais honrados e mais 2irmes. neste passo. *ue assumiram o pesado dever de esmagar os nossos inimigos.

*ue lutava pela separa+ão da 'gre/a do poder c>arista. sendo imposs-vel p_r de outra maneira a *uestão) "enhum isolamento. o interesse da de2esa da $evolu+ão implica *ue não h3 nem pode haver outra senten+a para a cidadã UspensAaia *ue não se/a o seu ani*uilamento)8 "ão o 2u>ilamento. antes da $evolu+ão) (inha1se tornado um réptil durante os oito meses *ue viveu entre tche*uistasX Due 2a>er com uma 2ulana assimY "isso. 'dem. neste caso. =rilenAo esteve inteiramente de acordo com a opinião dos tche*uistasJ 7En*uanto não se esta6elecer um regime s:lido. ele disse 6emJ o ani*uilamentoX Fas é ainda uma rapariga nova. inimigo de $asputine e desalo/ado por este do seu postoS4QW =u>nietsov. ei1la *ue insinua *ue teve um passado o6scuro em $iga. di> voc0.od-amos não nos ter detido nele) Fas. este processo 2oi de pouca importLncia) . o6) cit). conversaram os dois e tudo se esclareceu) As nuvens passaram) (odavia. e ainda estamos longe disso Rna verdadeY)))S. suponho eu. antigo procurador1geral do %-nodo. p3gs) 5C9151C) R& it3lico é meu 1 A)%)S 4. camarada =rilenAoX %im.ara salvar outros) %er3 permitido ler alguma ve> os velhos ar*uivos da u6ianAaY "ão. ele 7não deve ser menos terr-vel. de terror e de amea+as. p3g) 511) 'dem. *ue não tinham sido inclu-dos no processo. *ueim31los1ão) %e /3 não os tiverem *ueimado) ?omo ver3 o leitor. por disposi+ão especial do Executivo do ?omité ?entral.) em *ue este di> 7*ue se deve passar do revolucionarismo legal . a (cheAa 2oi privada dos seus direitos /udicials 1 7mas não por muito tempo8X 45 & *ue veio complicar ainda a /ornada de de6ates 2oi o repugnante comportamento da desavergonhada UspensAaia) Até mesmo no 6anco dos réus ela atirou para a lama outros importantes tche*uistas.E AB& #E BU AB cendo sem cerim:nia no ga6inete de .etersX RAcontece *ue ela utili>ava o seu nome sem mancha em opera+9es de chantagem. permane1 45 =rilenAo. pro2essor de . ou vinte e cinco. p3g) 14) 45Q A$DU'. e até l3 o regime 2icar3 s:lido) Ai de n:sJ 7"ão h3 nem pode haver outra resposta. mas estes 2oram triturados durante cinco dias) Eis os principais acusadosJ A) #) %amarine Rpersonagem conhecida na $<ssia.eters durante as suas conversas com outros tche*uistas)S Agora. cidadão =rilenAo) Iom. o 2érreo Gélix 2oi ver Vladimir 'litch. de Janeiro de 194CS ocupar3. onde *uer *ue te metasX E =rilenAo deixa escapar a 2raseJ 7& tri6unal revolucion3rio é chamado a su6stituir a (cheAa8 RA %UI%('(U'$Y)))S #e resto. inclusive o camarada . do *ue o 2oi a (cheAa8) #o *ue 2oiY))) Fas acaso ele /3 a enterrouYX))) Um momentoJ su6stituir. legalidade revolucion3ria84. entretanto))) dS & . nos anais) Um s: dia chegou para do6rar =ossiriev. no interesse da sociedade e da $evolu+ão.a) 3 surge a dialéctica.$&?E%%& #&% 7? E$'?A'%8 R1111. no sentido da aplica+ão do sistema de intimida+ão. mas *ue 2a>er dos tche*uistasY #ias terr-veisX ?ompreende11se a pressa com *ue o seu che2e veio testemunhar com um capote até aos pés) (alve> se/am 2alsas as suas in2orma+9es.num artigo de IuAharine. pairavam nuvens negras so6re a u6ianAa nesses dias) E este livro poderia ter seguido outro rumo) Fas. dois dias depois. apli*uem1lhe de> anos. 7um lugar devido nos anais da $evolu+ão $ussa8) "ada mais nada menos. segundo a opinião de =rilenAo. dar3 2rutosX8 Ela excedeu1se))) 'sso signi2ica *ue sa6e muita coisa))) E a =ossiriev houve *ue sacri2ic31lo tam6ém) Gu>ilaram1no) . em 15 de Gevereiro de 1919.

sem processo. 'gre/aW contra os grosseiros sacrilégios e as viola+9es da lei so6re a li6erdade de consci0ncia) Essas *ueixas. nas imedia+9es da sua resid0ncia) Em caso de perigo para o patriarca.ovo *ue o pusesse em li6erdade) "ão era um empreendimento digno da antiga $<ssia. a intran*uilidade pela vida do patriarcaY %egunda culpa dos acusadosJ em todo o pa-s se estava a proceder 3 rela+ão e . em6ora não atendidas Rdepoimentos de Iontch11Iruievitch.ar:*uias Unidas.or*u0. condu>iam ao descrédito dos 2uncion3rios locais) Analisando agora todas as culpas dos acusados. da %anta $<ssia. dos indese/3veisW *ue ainda h3 muito pouco tempo. *ue se encontram so6 a in2lu0ncia da propaganda clerical. dia e noite. em =iev. das 6aixelas dos o2-cios religiososS) & ?onselho das .ovo contra os vexames *ue os 2uncion3rios locais 2a>iam so2rer .or*u0 então o alarme dos ortodoxos *uanto ao patriarcaY #urante os <ltimos dois anos o patriarca (iAhon não se calou. talve> o melhor *ue nos 2oi dado pelo clero. por*ue é *ue se lhes meteu na ca6e+a de2end01loY "enhum. um 2ilantropo)8S E eis do *ue eram culpadosJ criaram o ?onselho Foscovita das . e Fas para o acusador. o *ual constituiu Rentre os crentes de *uarenta a oitenta anosS uma guarda volunt3ria para o patriarca Rnaturalmente desarmadaS. o pr:prio acusador a2irmar3J 7E uma not3vel personagem social.1) 4QC A$DU'.ar:*uias di2undiu uma palavra de ordem entre os laicosJ resistir . eram escritas . %H & GUU' AFE"(&X (al como o exigiu =rilenAo Rpara %amarine e =u>nietsovS) Fas. tendo sido proi6idas de ser impressas nas tipogra2ias. *uatro soldados vermelhos mataram o metropolitaW *ue 7aca6a de ser instru-do o processo contra o patriarca e 2alta apenas su6met01lo aos tri6unais revolucion3rios8W e *ue é 7unicamente por uma atitude prudente em rela+ão .s vastas massas de oper3rios e de camponeses.ovoS.s re*uisi+9es. p3g) . dos vasos sagrados. en*uanto assim se ocupavam com a maldita legalidade e escutavam os discursos torrenciais dos inumer3veis advogados 6urgueses Rnão =rilenAo. tocando o sino a re6ate) R"aturalmenteX Goi tam6ém assim *ue se de2enderam os templos contra os t3rtarosXS (erceira culpaJ o insolente e incessante envio de *ueixas ao ?onselho dos ?omiss3rios do . ela devia 2a>er apelo ao povo a to*ue de re6ate e pelo tele2one. e ir em tropel apresentar uma s<plicaY ))) & acusador mostra1se surpreendidoJ *ue perigo amea+a o patriarca. *ue deixamos por agora tran*uilos estes inimigos de classe849) . na realidadeJ s: *ue desde h3 dois anos a (cheAa se desem6ara+a. trata1se agora dos lustres. além do con2isco das terras e dos 6os*ues. agora. o6) 3t). re*uisi+ão dos 6ens da 'gre/a Ralém do encerramento dos mosteiros. ao clero e . a 2im de seguirem todos em tropel atr3s dele para onde *uer *ue o levassem. m3*uina) Ele desmascarava o exterm-nio de inocentes. tendo enviado mensagens aos comiss3rios do povo. a ru-na do pa-s) . pois. *ue pena aplicar a esses terr-veis delitosY "ão lha ditar3 acaso ao leitor a sua consci0ncia revolucion3riaY Evidentemente. che2e do ?onselho dos ?omiss3rios do .E AB& #E BU AB .s suas ovelhasW as suas mensagens R2oram elas o primeiro %anisdatXS. por parte das autoridades.direito can:nico na Universidade de FoscovoW e os arciprestes UspensAi e (svietAov. esse de reunir1se ao to*ue de re6ate.E AB& #E BU AB 459 irem rogar Reis a contra1revolu+ãoXS ao ?onselho dos ?omiss3rios do . tam6ém de Foscovo) R%o6re (svietAov. destinada a montar uma vigilLncia permanente. entre %amarine e $asputine não havia di2eren+a) w A$DU'.

não tinham sido /ulgados durante o pra>o de um ano e meio Rou talve> tivessem sido /3 /ulgados. *ue. o *ue resta da teoria das classesY A$DU'. indu6it3vel. compreendem os outros pro6lemas por si pr:prios) . não se sa6e se ele 2e> e2ectivamente essa d3diva8) "a verdade. como a*ueles *ue 2iguram num caderno de aritmética.transmitidos por considera+9es técnicasS. *ue o intimaram Re mexa1se depressaXS a entregar as rel-*uias do venerado %avva. de um momento para outro. se converteu. tantas ve>es *uantas se considerasse convenienteS) "esse Verão tinham1se apresentado ao superior Jonas51. mas *ue. *ue 7mais tarde. completa vit:ria so6re o imperialismo mundialc RAinda l3 se devem encontrar)))S . mas sim um -ndice da pol-tica /udicialJ uma espécie de amostra de v-tima. (cheAa) RA (cheAa privada do 2u>ilamentoY)))S E o ?onselho dos ?omiss3rios do . Girgu2. *ue do arma>ém se manda para a prov-ncia) (ratava1se de modelos. p3g) Q1) 51 & antigo militar de cavalaria da Buarda. parece1me.elo *ue 7de melhor podia dar o clero8 T *uin>e anos em ve> de cinco) ^avia outros réus ligados ao processo. *ue di>ia respeito . mas sim os 2radesX . tendo dado tudo aos po6res e entrando num mosteiro) Ali3s. se admitimos a regenera+ão espiritual. apelando para a insurrei+ão popular e para o assass-nio de um desses 2uncion3rios) &s restantes negaram depois *ue tivessem cometido sacrilégios ou cuspido. entretanto. com o 2undamento seguiteJ 7Fesmo supondo *ue a situa+ão 2ortalecida da $ep<6lica elimina o perigo imediato de tais pessoas. do Fosteiro de Uvienigorod. para melhor su6linhar a 2ic+ão da sua santidade) ?ometeram ainda outros sacrilégios) 'sso levou a *ue tocassem a re6ate. posteriormente. e para =rilenAo 2oram su2icientes as suas declara+9es54) Eram então /ulgados agora esses 2uncion3rios soviéticosY "ão. resultante de um con/unto de circunstLncias casuais. não eram os 2uncion3rios. sou6e1se *ue))) tinha sido a6olida a pena de morteX & *u0YX "ão pode serX ?omo é issoY (ratava1se de uma disposi+ão de #>er/insAi. não tendo naturalmente tirado o 6oné. como tam6ém um deles 5C =rilenAo.ovo havia1a tornado extensiva aos tri6unais revolucion3riosY Ainda não) 'sso deu novo Lnimo a =rilenAo) E ele continuou a exigir o 2u>ilamento.E AB& #E BU AB 4Q 1 pegou com as suas mãos na caveira do 6eato %avva e come+ou a cuspir nela. *ue ali se conservavam) Esses 2uncion3rios não s: 2umaram no templo Rpelos vistos. e muito em 6reveX ^3 ainda todo um 6ando *ue é necess3rio li*uidarX RA come+ar pelo pr:prio =rilenAo e por muitos dos seus irmãos de classe)))S E o tri6unal revolucion3rio o6edeceu e condenou %amarine e =u>niet1sov ao 2u>ilamento. o6) cit). voltando a s01lo de novo. do in/usto processo contra a (cheAaS não constitu-a um processo aut:nomo. acusados de 2actos registados no Verão de 191Q. evidentemente.edimos aos leitores *ue levem em conta *ue logo desde 191Q se esta6eleceu o nosso costume /udici3rio de *ue cada processo de Foscovo Rcom excep+ão. a 2im de *ue a acusa+ão tivesse uma 6ase material convincenteJ os 2rades e os pro2essores de Uvienigorod.alavras pro2éticasX & 2u>ilamento ser3 restaurado. diante do altarS. neste per-odo de tra6alho criador. através dos *uais os alunos. em6ora 2a>endo1os 6ene2iciar da amnistiaJ internamento num campo de concentra+ão até . v3rios 2uncion3rios soviéticos. a limpe>a))) de tais activistas e camale9es))) é uma exig0ncia imprescind-vel da $evolu+ão8W 7A disposi+ão da (cheAa acerca da a6oli+ão dos 2u>ilamentos))) constitui um orgulho para o poder soviético)8 Fas isso 7ainda não nos o6riga a considerar *ue a *uestão da a6oli+ão dos 2u>ilamentos tenha sido decidida de uma ve> para sempre))) para toda a dura+ão do poder soviético85C) . a mim. não se sa6e por*u0.

mais outros tantos /ulgados . a /ulgar pelo caso de Uvienigorod. é o pr:prio acusador supremo *ue nos explica com todo o gosto *ue 7em *uase todos os tri6unais da $ep<6lica se desenrolaram85@ R6ela palavraXS processos semelhantes) E ainda recentemente eles se reali>aram nos tri6unais de #vina %etentrional. de %olvitchegodsA. pois eram elas *ue di2icultavam. enviada ao ?onselho dos ?omiss3rios do . o (ri6unalX8 eS & .ovo. postando1se diante do altar) b =rilenAo. e os che2es pol-ticos riram1se 6astanteJ eis o *ue nos censuraram. de =a>an. reunidos por gera+9es de crentes. pegaram nas rel-*uias do chauvinista %erguei $ado1nie/sA e ala com elas para o Fuseu de Foscovo54) ^ouve uma circular do comiss3rio do povo da Justi+a. uma certa gravidade) Em &utu6ro de 191Q.1) 4Q4 A$DU'. logo *ue a guerra civil come+ou a decrescer. o acusador supremo 2a>1nos sa6er *ue. de $ia>an. /3 então. sem se hesitar em violar a sua vontade p:stuma8) Duem não se lem6ra de tais cenasY A primeira impressão da minha vida remonta certamente aos meus tr0s a *uatro anos de idadeJ na igre/a de =islovodsA entram de rompante as ca6e+as pontiagudas Ros tche*uistas. interrompem o servi+o religioso. nem leram a mensagem. de (sarievoAoAchaisAJ 2oram /ulgados clérigos e salmodistas da 'gre/a li6ertada pela $evolu+ão de &utu6ro) & leitor /ulgar3 detectar a*ui uma contradi+ãoJ por*ue é *ue muitos desses processos são antriores ao modelo moscovitaY 'sso é tão1s: um de2eito da nossa exposi+ão) A persegui+ão /udicial e extra/udicial da 'gre/a li6ertada teve o seu in-cio em 191Q e. *ue de nada são culpados. em termos di2usos e indeterminados)8 E certo *ue com a amea+a de #eniAin e =oltchaA. além dos grandes propriet3rios e capitalistas.$&?E%%& #& 7?E"($& (Z?('?&8 R1.Assim. a marcha radiosa para a nova sociedade /usta) ?ontinuando a servir1nos da selec+ão 2eita por =rilenAo. *uando se di> 7o processo dos clericais8 h3 *ue entend01lo no plural) #e resto. o patriarca (iAhon escreveu numa mensagem. p3g) . com os capacetes na ca6e+a. atingiu.E AB& #E BU AB &s comiss3rios do povo. simplesmente por acusa+9es in2undadas. *ue não havia li6erdade para as prédicas religiosas e *ue 7muitos predicadores auda>es /3 tinham pago com o sangue do mart-rio))) tendo sido deitada a mão aos 6ens da 'gre/a. utili>ando os capacetes de IudioniS e passam através a muda e estupe2acta multidão de 2iéis e. lancemos agora um olhar so6re um caso examinado no 7VerAhtri6e8 R%upr) (ri)S como gostam de a6reviar entre eles. todo iluminado pela sua an3lise de classe. de U2a. sacerdotes. acerca da li*uida+ão de todas as rel-*uias em geral. naturalmente. vão gritandoJ 7#e pé. tais acusa+9es cessaram. 2rades e 2reiras. a viola+ão da vontade p:stumaX . para 2acilitar aos ortodoxos a de2esa da $evolu+ão) Fas. de %aratov. simples escaravelhos. en*uanto para n:s. com data de 45 de Agosto de 194C. de esp-rito contra11revolucion3rio. revelia) ?om uma vo> ainda não enrou*uecida ao dar in-cio ao seu veemente discurso. precisamente.ois n:s estamo1nos nas tintas para os nossos antepassadosX %: tra6alhamos para os nossos descendentes) 7Executam 6ispos. de (versA. 7existia e existe ainda uma camada social *ue desde h3 muito é o6/ectivo de re2lexão por parte dos representantes do socialismo . o6) cit).14C de Agosto de 194CSJ vinte e oito réus. os comiss3rios do povo implicaram com a 'gre/a levando1a até aos tri6unais revolucion3riosPE em 194C ca-ram so6re o Fosteiro da (rindade e de %ão %érgio.

ovo. como agente mercen3rio RXS e d:cil do imperia1 5. parte dos réus deste processoS. *ue tra-ra a causa dos oper3rios) RFas *uando é *ue ela prestara /uramento .s dilig0ncias de BorAi. 2inalmente. entrando no caminho da $evolu+ão com palavras de ordem de poder popular R/3 era alguma coisa. consola1nos o 2acto de *ue esses documentos estão pu6licados. intelectualidade em termos descon2iados e pouco amistososJ 7li6eral e apodrecida8. 7cheia de inc<ria. transmitindo1se ao meio am6iente e. na época em *ue decorriam todas essas audi0ncias dos tri6unais revolucion3rios) Em carta a BorAi. ele re2eria1se . por*ue é *ue não se /unta a n:sY . 5)a ed). ditadura do proletariadoYS Esse tom de mo2a para com a intelig0ncia. isto é. pelos pu6licistas e os /ornalistas dos anos 4C. o6) cit). *ue aca6aram por amaldi+oar a sua eterna irre2lexão. de 15 de %etem6ro de 1919 R/3 por n:s citadaS. segundo parece. 2oi re2ormado. di> a BorAiJ 7%er3 culpa sua Rda intelectualidadeS. motivadas pelas deten+9es de intelectuais Rentre eles. mas sim a sua trampa)85. para convenc01lo a não tocarem no mosteiro nem nas suas rel-*uias. são acess-veis a todos e podem ser compilados com maior ou menor aten+ão) Assim. e escreve a respeito da massa2undamental da intelectualidade russa de então Rpr:xima dos 7democratas constitucionais8SJ 7"a realidade. apesar de tudoXS. apanhei uma 6ala na intelectualidade)855 R$e2er0ncia a GanN =aplan)S ?om tais sentimentos. a sua eterna car0ncia de coluna verte6ral e o seu desesperado atraso em rela+ão . 76eata8. com gala. pois a 'gre/a estava separada do EstadoX Goi1lhe respondido *ue o presidente estava ocupado na discussão de importantes pro6lemas e *ue a entrevista não poderia reali>ar1se nos dias mais pr:ximos) "em nos mais long-n*uos) x. . a sua eterna duplicidade. p3g) 4) . causa dos oper3rios. Vla1dimir 'litch responde .revolucion3rio) R'sto éJ dever3 continuar a existir ou nãoY 1 A) %)S))) Essa camada é a chamada intelectualidade))) "este processo vamos ver como o tri6unal da ^ist:ria /ulga a intelectualidade russa855 e como a /ulga tam6ém a $evolu+ão) 54 & patriarca cita =liutchevsAiJ 7As portas do mosteiro do Vener3vel não se 2echarão e as lamparinas não se apagarão so6re o seu sepulcro senão *uando tivermos delapidado todos os restos de reservas morais e espirituais legados pelos nossos grandes construtores da (erra $ussa. "outra ocasião. considerando *ue nunca ia ao 2undo das coisas. revisão como então se di>ia 2re*uentemente) E como decorreu essa revisãoY #este modoJ 7A intelectualidade russa.or mim. tão ha6itual nas pessoas instru-das85Q. saiu dele aliada dos generais negros Rnem se*uer dos 6rancosXS. época) E é /usJoX Fas eis *ue so6 as a6:6adas do %upremo (ri6unal estava a vo> da Autoridade Acusadora e nos 2a> regressar ao 6anco dos réusJ 7Esta camada social))) 2oi su6metida durante estes anos . p3g) @4) A$DU'. é apenas para *ue a situa+ão geral da $ep<6lica se torne clara *ue recordamos a opinião do presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . prova de uma nova revisão geral)8 %im. mais precisamente. t) 51.ovo. nem o *ue é *ue pensavam. não é esse o cére6ro da na+ão. enine. se *ue6rarmos demasiados p<caros) %e ela 6usca a /usti+a.E AB& #E BU AB 4Q@ &s limites de espa+o da nossa pes*uisa não nos permitem examinar a*ui *ual a $EG E!\& exacta dos representantes do socialismo revolucion3rio acerca do destino da chamada intelectualidade. aos pr:prios intelectuais. so6re ela) Entretanto. 55 =rilenAo. como o Vener3vel %erguei)8 "ão pensava =liutchevsAi *ue a delapida+ão se consumaria ainda com ele vivo) & patriarca solicitou uma audi0ncia ao presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . esse despre>o a *ue a votou.

por exemplo =rilenAo. lama)8 59 ?omo não dar gritos de arrependimentoY))) ?omo não arranhar o peito com as unhasY))) E s: 7não h3 necessidade de aca6ar com os seus representantes isolados8 por*ue 7este grupo social /3 viveu o tempo *ue tinha a viver8) 'sto. todos eles esmagados. Alemanha. ora de engenheiros. ed) da Academia das ?i0ncias. o6) cit). não era uma organi>a+ão.s cegas e procura sa6er tudo o *ue se 2a> em toda a parte)8 %a6er (U#& o *ue se 2a> EF (&#A A . cedemos esse peda+o . não voltar aos antigos vexamesSW so6re o pro6lema nacional12ederal Risso é. p3g) 54) bb 'dem. agora processado.C) %ão duas cartas de dois leaders ausentes Restão no estrangeiroSJ FiaAotin e Gioderov) Ausentes.A$(EYY))) "ão *uerer andar .E AB& #E BU AB 4Q5 ainda não so6 o poder central soviéticoX 'sto é. claroSW so6re a direc+ão administrativa Rdemocracia e não ditaduraSW e outras coisas mais) Dual a conclusão das provasY Fuito simplesJ através delas demonstra1se a correspond0ncia e a concordLncia de pontos de vista dos presentes com #eniAinl RI1r1r))) Au. e *ue depois. ra>ão o acusador ao *uali2icar /usticeiramente as suas ac+9es como trai+ãoX (rai+ão para com o poder soviéticoXXX . teve de se aca6ar com eles) "ão se 2e> outra coisa durante os anos 4CS) &lhamos com aversão para as vinte e oito pessoas aliadas dos negros generais. p3g) 5Q enine. davam a conhecer uns aos outros os seus pontos de vistac RGrio glacial)S As acusa+9es são muito graves e apoiam1se so6re provasJ contra vinte e oito acusados h3 dois documentos. 7?entro "acional8. d3 esta /usti2ica+ão insolenteJ 7Uma pessoa não *uer andar . onde est3 o ?entro. a vida corre assim e assado))) E F) F) =ichAin Rmem6ro do ?omité ?entral do .5 V) P) enine c A) F) BorAi. t) 4. 7?entro #ireitista8 Rda mem:ria dos processos de duas décadas emergem centros. ali.s cegasYYY))) (em. mais além.. mesmo no 6anco dos réus. pois. mas est3 claro *ue aconselham #eniAin a dar1lhes a terraS acerca do caso dos /udeus Rsegundo parece.s outrasJ como vivem a-. por si s:. suponhamos *ue anteriormente tal territ:rio pertencia . os revolucion3rios cient-2icos Rno entanto.E AB& #E BU AB lismo europeu) A intelectualidade espe>inhou as suas 6andeiras Rcomo no exércitoYS e lan+ou1as . ora de menchevi*ues. mas *ue até &utu6ro 2a>iam parte dos mesmos comités *ue os presentes) E isto d31nos o direito de assimilar ausentes e presentes) As cartas tratam de diverg0ncias com #eniAin so6re pro6lemas tão insigni2icantes como o dos camponeses Rnão no1lo di>em.1. Foscovo. sendo unicamente por isso *ue ainda estamos vivosS) 3. 19. ora de direitistas116uAharinistas. programa. mercen3rios do imperialismo europeu) E repugna1nos especialmente esse ?entro 1 a*ui 6apti>ado 7?entro (3ctico8. no come+o do século !!X Due 2or+a pro2éticaX &h. p3g) @5@) 4Q4 A$DU'. centros e centros. aparece. 4)a ed). ora de trots*uistas e de >inovievistas.artido #emocr3tico ?onstitucionalS. $<ssia. e as pessoas continuavam a enviar 6ilhetes umas . a mão do imperialismo) E verdade *ue o cora+ão 2ica um pouco aliviado *uando ouvimos mais adiante di>er *ue o ?entro (3ctico. naturalmente. p3g) @Q) A$DU'. 'van 'vanitchY))) Duanto 3 n:s. *ue não tinhaJ estatutos. mem6ros *ue pagavam *uota) Então *ue 2a>iam elesY 'stoJ encontravam1seX R%entimos cala2rios nas costas)S Ao encontrar1se. no interesse da revolu+ão mundial. euXS Fas h3 tam6ém acusa+9es directas 2eitas aos presentesJ troca de in2orma+9es com conhecidos seus. residentes na peri2eria Rem =iev.

lan+a1lhes =rilenAoJ 7Eu dese/ava . pela c3tedra. tendo os intelectuais de . no caso da entrada de Kudnitch. seria condenado de2initivamente no caso do .etrogrado decidido. permitia a esses tu6ar9es 6urgueses *ue se reunissem. é um acto contra1revolucion3rio))) #urante a guerra civil não s: a actividade contra o poder soviético é criminosa))) é criminosa a pr:pria inactividade) 8. *ue na sua p3tria s: conheceu persegui+9es e castigos. em 19@1. eles escreveram tra6alhosX RE.or exemplo.E AB& #E BU AB 7. o simples 2acto de conversar. *ue procura algum papelY ma cata+ãoY Um instanteX E necess3rio dar uma re2er0nciaX (omada noutro processoY "ão tem importLnciaX "ão ser3 acaso isto.Fas ve/amos os seus actos mais terr-veisJ no auge da guerra civil eles))) escreveram tra6alhos. no seu 'nstituto) R"esta ratoeira caiu tam6ém ") #) =ondraticv. *ue. 7preocupar1se.@ Iem.ara n:s))) o conceito de tortura est3 /3 contido no pr:prio 2acto de manter os pol-ticos na prisão)))8 Ve/am s:X Fanter os pol-ticos na prisão é uma torturaX E isto é dito pelo acusadorX Due visão tão amplaX Uma nova /urisprud0ncia nasceX Fais adianteJ 7))) A luta contra o regime c>arista era para eles Ros pol-ticosS uma segunda nature>a e não podiam deixar de lutar contra o c>arismoX8. com a convoca+ão da #uma democr3tica da cidade8 Rpara de2end01la da ditadura do generalS. para discutir. chama1se a issoJ estudar a possi6ilidade de uma alternativa) A vo> do acusador atroa. so6re a organi>a+ão 2ederativa da $<ssiaW V) 1) %tempAo1 vsAi tratou do pro6lema agr3rio Re. tudo isto sem se apoiarem nos tra6alhos antecedentes de enine. A$DU'. sem de2ender a colectivi>a+ão)))SW V) %) Furalevitch. atenuaram1na depoisJ campo de concentra+ão até ao 2im da guerra civil)S A culpa dos acusados reside em eles não se terem deixado 2icar acocorados nos seus rinc9es. *ue ir3 pretensamente desmoronar1se.4 #a mesma 2orma *ue estes não podiam deixar de estudar as poss-veis alternativasY))) pensar não ser3 talve> a primeira nature>a do intelectualY))) Ah. atr3s de uma ch3vena de ch3. ela6oraram notas. en*uanto 7peritos do direito p<6lico. agora tudo se compreende. da economia) E) ") =) =oltsov RgrandeS. so6re *ual ser3 o regime *ue deve su6stituir o soviético.artido ?ampon0s do (ra6alho)S & nosso cora+ão acusador palpita 2ortemente no peito.ara eles. a*ui em Foscovo. tudo se torna claro) Eles são condenados ao 2u>ilamento por inactividade) . da ci0ncia 2inanceira. chupando os du>entos e cin*uenta gramas de pão. não mexeram nem com um dedo Re parece *ue 2oi assim)))S. s: um castigoJ o 2u>ilamentoX Esta não é a exig0ncia do acusadorJ é /3 a senten+a do tri6unalX RIom. das *uest9es /udicials e da instru+ão p<6lica8. mas 7entenderem1se e porem1se de acordo entre si so6re *ual devia ser o regime. adiantando1se ao veredicto) Due pena aplicar a estes generais trans2ormados em homens de mãoY . 2oi por uma torpe>a *ue não lhe 2orneceram a cita+ão devidaX Due con2usãoX))) Fas "iAolai Vassilievitch /3 est3 no seu apogeuJ 7E mesmo se os senhores acusados. certamente. das rela+9es econ:micas.1 a "ome e patron-mico de =rilenAo) R") dos ()S 4Q. 6i:logo. antes de mais. da instru+ão p<6lica na 2utura $<ssiaW ") ") VinogradiAi.or uma ch3vena de ch3) . "iAolai Vassilie1vitchY. de (rotsAN e de IuAharine)))S & pro2essor %) A) =otliarevshi. como é 23cil adivinhar. esta6eleceram pro/ectos) %im. ap:s a *ueda do poder soviéticoX8 "a linguagem cient-2ica actual. mas parece1nos notar uma 2enda) #ir1se1ia *ue ele 6usca algo com os olhos. de todos os modos))) neste momento.

p3g) @9) A$DU'. os com6oios não chegavam . nas capitais havia 2rio e 2ome. eram os spetsi *ue deviam 7indicar a 2orma correcta de resolver o pro6lema8X @ & *ue signi2ica *ue 7os dirigentes não eram os culpados))) &s culpados . o acusador segreda1nosJ 7Assistimos a uma completa auto2lagela+ão e arrependimento dos erros cometidos) A irasci6ilidade pol-tica e a nature>a intermédia da intelig0ncia))) R%im. eis a céle6re perguntaJ DUEF E & ?U .ol-tica Rtam6ém no 6anco dos réusS. "iAolai Vassilievitch tão1pouco)S Entretanto. ainda não come+3mos) (odos os grandes processos. não a #irec+ão1Beral) "em se*uer a localX 'sso é importante) %e 7os camaradas *ue vinham de 2ora8 Ros dirigentes comunistasS. naturalmente.4 =rilenAo. Lnsia de conservar a vida. as suas respostas 2altamX "ão dispomos das suas <ltimas palavrasX . na nossa linguagem de ho/e)S Fas o *ue se segue /3 não é uma inactividade. não tinham uma ideia exacta do assunto. tra*uinas.s esta+9es. tendo1se desencadeado nas 236ricas uma vaga de greves Ragora eliminadas da hist:riaS) Duem é o culpadoY %im. como então se di>ia) Aca6ava de passar1se o mais cruel dos *uatro 'nvernos da guerra civilJ /3 nada restava para o a*uecimento. ainda e sempre a nature>a intermédiaXS))) 'sso serviu para 2undamentar plenamente a an3lise marxista *ue os 6olchevi*ues sempre 2i>eram da intelig0ncia) "ão sei) . ou spetsi1. o6) . *ue visava os engenheiros. é uma ac+ão criminosaJ através de ) ") =ruschova.ode ser *ue /3 tivessem cedido . com a pel-cula torcida. a lei de &utu6ro) J3 es*uecemos tudo) =rilenAo.ode ser *ue A'"#A conservassem a antiga dignidade da intelig0ncia) "ão sei) Fas *uem é esta mulher nova *ue passou assim tão rapidamenteY E uma 2ilha de (olstoiJ Alexandra) =rilenAo perguntou1lhe o *ue 2a>ia ela em tais entrevistas) $espondeuJ 7.or considera+9es técnicas))) Enco6rindo esta 2alta.ode ser *ue não) . eram ainda acusados a*ueles *ue estavam in2ormados e silenciaram) R7%a6iam e não o disseram8. perpassam diante de n:s vinte e oito rostos masculinos .reparava o samovarX8 (r0s anos de campo de concentra+ãoX Assim despontou o sol da nossa li6erdade) Assim cresceu. cantina prisionalXS e roupas Rimaginem. o6) cit). p3g) 15) ba 'dem. mem6ro da ?ru> Vermelha .E AB& #E BU AB 4Q5 e 2emininos de antes da $evolu+ão) "ão podemos apanhar as suas express9esX AssustadosY #esdenhososY AltivosY Ve/am. todos os *ue 2icaram céle6res. não o6stante. p3g) Q) '! A E' A('"BE A '#A#E V'$' A nossa exposi+ão 2oi1se alongando) E.A#&Y4 Iem. outros acusados a/udavam os reclusos de IutirAi com dinheiro Rpodemos imaginar esse a2luxo de capitais . em ve> de deixar Kudnitch passarXXb8 Fas eles não a tinham dadoX RA*ui para n:s. antes de mais nada. indeci2r3vel. em como dar a vida. 6em nutrida na sua in2Lncia. inclusive de lãXS) As suas maldades não t0m conta nem medidaX Fas não haver3 2reio para o castigo prolet3rioX ?omo numa cLmara cinematogr32ica em *ueda livre.$&?E%%& #A #'$E?V\& ?E"($A #&% ?&FIU%(uVE'%) RFaio de 1941S. custasse o *ue custasse) .t).gritar1lhesJ b&s senhores deviam pensar.ode ser *ue se auto2lagelassem) . sim. de resto não pol-tico 2S . ainda estão por vir) Fas as linhas 2undamentais /3 se encontram tra+adas) Vamos continuar a acompanhar a nossa lei ao longo da idade dos pioneiros) $ecordemos o h3 muito es*uecido e.

e esta /3 se extinguiu) %e tal não tivesse acontecido.eram a*ueles *ue calculavam. não se podia passar sem eles. de $iAov e de terem 2eito 2ornecimentos a este e . de momento. urgentes. pois não aprenderam a tra6alhar so6 o capitalismo. no in-cio do per-odo de reconstru+ão. 7a culpa era dos spetsi e não do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa8.rata das artes. senão tudo se desmoronava) E o tri6unal revolucion3rio não os massacrava) =rilenAo.artido 'ndustrial8) V) V) &lden6orguer tinha tra6alhado durante trinta anos no %ervi+o de ?anali>a+ão de Zgua de Foscovo e tornara1se. *ue com ele 2ormavam um ?entro. são apenas uns complicados.E AB& #E BU AB "uma palavra. insigni2icante. %edielhniAov. o6) cit).*uele. esse engenheiro e mais de> outras pessoas.$&?E%%& %&I$E & %U'?u#'& #& E"BE"^E'$& & #E"1I&$BUE$ R%upremo (ri6unal. o ?onselho de ?omiss3rios do . uma linha trace/ada de indulg0ncia para com os engenheiros) & ano de 1944. ego-stas e corruptos) Assim. no peito dos prolet3rios. ou são. o processo seria per2eitamente t-pico) Fas.. mas a*ueles *ue os preparavamX %e a plani2ica+ão cometia excessos eram os spetsi *ue pagavam as 2avas) %e as ci2ras não coincidiam. a2irma *ue desde 194C 7não existe sa6otagem8) &s spetsi são culpados. 2oi criada pelos spetsi)8 Eles eram acusados de não se terem oposto . segundo parece. Gevereiro de 1944S. sim. tão rico mesmo *ue este nosso cap-tulo lhe ser3 *uase todo dedicado) R. precisamente. estariam agora sentados diante do %upremo (ri6unal e. logo no princ-pio do ano. h3 neste processo algo de opressivo e *ue é precursor dos processos 7da Fina8 e do 7. os reaccion3rios e os revolucion3rios. come+ou a desenhar1se. com espanto. processo /3 de todo es*uecido. p3g) @!1) 4 idem. 2oi a6undante em processos p<6licos. médicos) R") dos ()S (-tulo de um romance de ^ci>en) WV dos ()S @ =rilenAo. desde o come+o do século. e sem nenhuma caracter-stica t-pica) E isto por*ue ele a6range uma <nica vida humana. o engenheiro1che2e desse servi+o) Ao longo da 'dade da . no 6anco dos réus encontram1 se o conhecido camarada do . p3gs) @Q41@Q@) 49C A$DU'. recalculavam e ela6oravam os planos8 Rcomo arrancar v-veres e com6ust-veis aos camposS) "ão os *ue os impunham. pro2essores.artido. os /unAers e os guardas vermelhos. continuava a lavrar um sentimento de hostilidade para com esses malditos spetsiW entretanto. gS & .ovo. descrita na pe+a de (cheAhov5. o primeiro ano de pa>. em desacordo com o plano) EspecialistasJ técnicos. inclusive. nem mesmo 7dos che2es mais respons3veis da #irec+ão ?entral dos ?om6ust-veis84) "ão h3 carvão.odem admirar1seJ a guerra aca6ou e por*ue é *ue h3 tamanha anima+ão nos tri6unaisY Fas tam6ém em 1945 e em 194Q o #ragão se animou extraordinariamente) "ão existir3 a*ui uma simples regularidadeYS ^3 *ue não deixar passar. uns incapa>es. de *uatro #umas do Estado. de tr0s guerras e de tr0s revolu+9es. mas não 2i>eram isso por maldade. nem lenha nem petr:leoJ 7Esta situa+ão. toda a cidade de Foscovo 6e6eu 3gua de &lden6orguer) &s aAmeistas e os 2uturistas. então. a (cheAa e a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 6e6eram a 3gua pura e 2ria de &lden6or1 .s mensagens tele2:nicas. pura e simplesmente. os spetsi eram culpados de tudoX Fas o tri6unal prolet3rio era clemente. con2usa e ca:tica. aplicava1lhes senten+as leves) Evidentemente. dois mem6ros da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa e dois sindicalistas) Fas como a corda *ue se rompe ao longe. engenheiros.

o pessoal técnico R72oi limpo todo esse ninho de arran/istas8S) E.1 & Jardim das ?ere/eiras) R") dos ()S . o seu maldoso des-gnioX Fais aindaJ passando por cima da sua nature>a intermédia de intelectual. sim. é um inimigoX ?omo nos di>ia o camarada enineJ 7. estragar os canos ou as m3*uinas8) "o dia seguinte . a em virtude da *ual nunca na sua vida se tinha exprimido com dure>a. o nosso exércitoW e 2oi em nome dela *ue não con2i3mos um s: posto de responsa6ilidade a pessoas *ue não 2ossem do nosso campo. &l1den6orguer atreveu1se a *uali2icar as ac+9es do novo che2e . é claroJ era ele o melhor de2ensor dos interesses oper3rios) E os comunistas puseram1se a dirigir a canali>a+ão de 3gua) 7%: os oper3rios devem mandar e s: os comunistas t0m autoridade completa 1 a /uste>a de tal posi+ão 2oi con2irmada por este processo)8Q A &rgani>a+ão do . sem o seu conhecimento.ouco importa. FaAarov1UemliansAi.er-odo de desenvolvimento art-stico *ue vai dos 2ins do século !'! até . então. p3g) 4@9) R& it3lico é meu)S ` 'dem. por torpe>a. *ue /3 6astava. e =rilenAo permite1se 2alar com toda a 2ran*ue>a desde o %upremo (ri6unalJ 7Era o *ue pensavam. com tudo isso. e convidaram1no a aderir) Ele respondeuJ 7))) #o ponto de vista técnico não 2a+o greve. ascendeu ao ?omissariado do .ara vigiar os especialistas 6urgueses. o6) cit). por mais de uma ve>)81 .).artido de Foscovo não tirava os olhos da canali>a+ão da 3gua) RE por detr3s dela estava ainda a (cheAa)S 7Goi através de um sadio sentimento de hostilidade de classe *ue constru-mos.ovo por*ue 7l3 pagam melhor ainda8. $evolu+ão de Gevereiro ele disse aos seus oper3rios *ue a revolu+ão tinha terminado. não deixando de colocar ao seu lado))) um comiss3rio)89 'mediatamente todos passaram a p_r em causa. no seu devido tempo. e mesmo a trans2erir. o comité do sindicato não dormia. em Foscovo. perdoem1me) Duanto ao resto))) *uanto ao resto. Brande Buerra) R") dos ()S A$DU'. um malandrão *ue era escritur3rio da canali>a+ão. é um inimigoX Eis o *ue ele disse a um oper3rioX 7& poder soviético não se aguentar3 nem duas semanas)8 RUma nova orienta+ão surge em vésperas da ")E). 2oi para a 'nspec+ão &per3rio1?amponesa 7por*ue ali pagavam melhor8. mas) n:s tam6ém.s canali>a+9es 7por*ue os soldados podiam. não somente os spetsi. deu um reci6o.ouco importa. não salvaram a canali>a+ãoX As coisas não come+aram a melhorar. apoio a greve)8 Ele rece6eu o dinheiro da comissão de greve destinado aos empregados. pela calada. ele s: tinha uma preocupa+ãoJ conservar a canali>a+ão da 3gua) &s %EU% cola6oradores puseram1se em greve. . ele não permitiu *ue as tropas de vigilLncia tivessem acesso . procura de cotovelos para os tu6os avariados) . nem tinha 2ilhos e em toda a sua vida dedicou1se unicamente a essa canali>a+ão de 3gua) Em 19C5.E AB& #E BU AB che2e. e entretanto correu . mas sim a piorarX (al era a ast<cia posta por essa *uadrilha de engenheiros em levar a ca6o. precisamos de um cão de guarda como a 'nspec+ão &per3rio1 ?amponesa)8 #ois desses cães de guarda 2oram colocados permanentemente /unto de &lden6orguer) RUm deles. a dar ordens e instru+9es ao engenheiro =rilenAo. em resposta ao golpe 6olchevista.E AB& #E BU AB 491 guer) Ele não era casado. e da.veio a controlar o seu antigo che2e e a vingar1se do seu o2ensor. cordialmente)))S Entretanto. e *ue todos deviam ocupar os seus lugares e 2a>er a 3gua correr) E durante os com6ates de &utu6ro. despedido 7por actos indecorosos8. p3g) 4@4) 494 A$DU'. p3g) 4@@) 'dem.

esta era uma candidatura sem esperan+as. opuseram1se1lhe. deteriorar e romper a canali>a+ão com 2ins pol-ticos8. apresentando na assem6leia geral a seguinte resolu+ãoJ 7&lden6orguer é o centro e a alma da sa6otagem. *ual a célula comunista.da canali>a+ão. o secret3rio do . tal era a 2alsa autoridade *ue o engenheiro1che2e go>ava entre os oper3rios) A despeito disso. direc+ão) &lden6orguer *ueria simplesmente 7destruir. e *ue era preciso não con2iar nele. e ser3 para n:s um inimigo pol-tico no %oviete de FoscovoX8 &s oper3rios opuseram1se ruidosamente e aos gritos de 7não é verdadeX. camarada %edielhniAov. impedindo1o. onde deu conta de muitos outros e in*uietantes 6oatos. de reparar as caldeiras e su6stituir os reservat:rios de madeira por outros de cimento) &s che2es dos oper3rios passaram a di>er a6ertamente nas reuni9es da empresa *ue o engenheiro1che2e era 7a alma da sa6otagem técnica organi>ada8. atirou a6ertamente . *ue os moscovitas a 6e6iam e nada tinham notado))) Então o camarada %edielhniAov escreveu um artigo na Vida Econ:micaJ 7Em virtude dos rumores *ue in*uietam a opinião p<6lica acerca do estado catastr:2ico da canali>a+ão)))8. mas estas acharam *ue tudo estava em ordem e *ue a 3gua corria normalmente) &s elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa não se con2ormaram com isso e passaram a enviar relat:rios e mais relat:rios . aproximavam1 se as elei+9es para o %oviete de Foscovo e os tra6alhadores da empresa apresentaram a candidatura de &lden6orguer.artido enviou uma mensagem ao comité de 6airro e a todas as instLncias. UeniuA R2igura pro2undamente simp3tica a =rilenAo 7pela sua estrutura interior8S.artido adoptou as seguintes medidasJ destituir o engenheiro principal ))) do conselho de administra+ão da rede distri6uidora de 3gua e criar11lhe uma situa+ão de vigilLncia permanente. na*uilo em *ue lhes 2oi poss-vel. 7contagiada pela mentalidade pe*ueno16urguesa8.ois 6em. mentisX8) Então. e a direc+ão técnica racional)8 &lden6orguer re2utou todas as acusa+9es) Então %edielhniAov respondeu tran*uilamenteJ 7Eu apenas me propus a tare2a de . minando conscientemente todos os alicerces de Foscovo Rlan+ados ainda nos tempos de 'van =alita1C) ?onvocaram a ?omissão do %oviete da capital) Ela o6servouJ 7& estado do a*ueduto é satis2at:rio. de despotismoX Goi então *ue 2icou claro *ue o 7engenheiro &lden6orguer atrai+oava conscientemente os interesses dos tra6alhadores e aparecia como um inimigo declarado da ditadura da classe oper3ria8) ?ome+aram a convocar comiss9es de controle para a canali>a+ão.artido. precisamente. so6 pretexto de delapida+ão. convocando1o constantemente perante comiss9es e su6comiss9es *ue o interrogavam e incum6iam de tare2as urgentes) ?ada 2alta de compar0ncia era anotada na acta 7para o caso de um 2uturo processo /udicial8) Através do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa Rpresidido pelo camarada enineS conseguiram 2a>er nomear para a canali>a+ão uma 7troiAa extraordin3ria8 R2ormada pela inspec+ão &per3rio1?amponesa. o tra6alho não melhorava e tudo pioravaX))) & *ue o2endia especialmente 7a psicologia heredit3ria dos prolet3rios8 da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa e dos sindicatos era o 2acto de a maioria dos oper3rios de servi+o de 6om6agem.artido) "o entanto. pelo ?onselho dos %indicatos e pelo camarada =ui6ichevS) ^avia /3 *uatro anos *ue a 3gua corria pelos canos. mas não o sa6ia 2a>er) . mas opor1lhe resist0ncia em tudo) Entretanto. não *uero 2alarX8 E acrescentouJ 7Galaremos noutro lugar)8 A$DU'. estar do lado de &lden6orguer e não ver a sua sa6otagem) "esse momento. cara de mil ca6e+as prolet3riasJ 7?om cent<rias negras como voc0s.E AB& #E BU AB 49@ & . . a célula do . como se compreende. inclusive o de *ue o %ervi+o de ?anali>a+ão 6om6eava a 3gua so6 a terra. contrap_s a candidatura do .

*ue ir3 suceder1lhes agoraY %er3 poss-vel)))Y & meu leitor /3 est3 acostumado e sopra1meJ (&#&% E!))) Exactamente) (odos expostos ao rid-culo) #ado o sincero arrependimento dos acusados. na realidade. eu conhe+o esses artigosJ eles visam os inimigos de classeW mas a*ui não são inimigos de classe *ue estão a ser /ulgados)8 Entretanto. *ue 2a> caminho. além do mais. naturalmente. tinha ra>ão ao ver. não tendo d<vida alguma 7so6re a presen+a. a6uso do poder e da autoridade.artido se ve/a o6rigado a escolher uma linha t3ctica. pode ser *ue tenhamos de 2a>er ainda maiores concess9es. acostum3mo1nos a levar pouco em conta essas perdas irrepar3veis)))111 & %upremo (ri6unal $evolucion3rio deve 2a>er ouvir com toda a 2or+a a sua vo>))) & castigo deve ser aplicado com todo o seu rigorX))) "ão viemos a*ui para grace/arX)))8 Feu #eus. dada a 2alta de especialistas desse tipo))) e a impossi6ilidade de su6stitu-1los))) 7"ão 2alando /3 da sua perda pessoal como indiv-duo))) "esta época. no cora+ão da Foscovo Vermelha. é tal *ue 7se torna necess3rio dar uma li+ão a esses e a outros8) & processo so6e ao %upremo (ri6unal) =rilenAo é comedidamente severo) 'nexor3vel. contra a *ual venha em6ater a l:gica primitiva de honrados e a6negados com6atentes8 14) Iom. *ue. a/uste de contasS))) mau uso do cargo ocupado))) irresponsa6ilidade pol-tica. lu>) #ois meses passam no meio de mano6ras surdas) Fas o esp-rito da ") E) .ara não 2alar do estado catastr:2ico do dep:sito de 3gua de$u6liovX E 2oi então *ue &lden6orguer cometeu uma 2alta de tacto. parece *ue apanhou um ano de prisão) (enho di2iculdade em acreditar) . mas. mas compete aos spetsi averiguar o *ue h3 de verdade em toda esta *uestão)8 Due restava 2a>er aos che2es oper3riosY Dual era o <ltimo e mais seguro recursoY A den<ncia . carga com vivacidade) #en<ncias 2alsas. de uma organi>a+ão contra11revolucion3ria8) . a institui+9es do Estado))) com circunstLncias agravantes Rvingan+a pessoal.s amea+as do acusadorJ 7?amarada =rilenAoX. mais depressa um inimigo do *ue um amigo811. =rilenAo volta . mas 1C 'van =alita.artido Iolchevista))) desorgani>a+ão do tra6alho da canali>a+ão))) pre/u->o para o %oviete de Foscovo e para a $<ssia soviética.E AB& #E BU AB com peso) Ele compreende as coisasJ 7& oper3rio russo.). pr-ncipe russo da Fosc:via. no %ervi+o de ?anali>a+ão. ele suicidou1se) RA*uilo tinha sido demasiado para uma s: pessoa. não estava preparada)S & caso não 2ica por ali) A organi>a+ão contra1revolucion3ria podia detectar1se mesmo sem ele. 7.levantar 6arulho em torno do pro6lema. em *ue a luta representa o conte<do essencial da nossa vida. *ue reinou no século !'V) R") dos ()S 494 A$DU'. de retroceder e mano6rarW pode ser *ue o . em cada um *ue não era dos seus. estes 2oram condenados a uma))) censura p<6licaX #uas verdades))) dois pesos e duas medidas))) E %edielhniAov. tendo um gesto de intelectual intermédio inveteradoJ ao entravarem1lhe uma encomenda de novas caldeiras estrangeiras Ras velhas era imposs-vel repar31las agora na $<ssiaS. o tri6unal 7tratou com 6randura8 os oper3rios *ue testemunharam contra %edielhniAov e os da 'nspec+ão &per3rio11?amponesa) E o réu %edielhniAov respondeu sem in*uieta+ão . por parte de 2uncion3rios soviéticos e de mem6ros do . (cheAaX Assim 2e> %edielhniAovX Ele 7pinta o *uadro da destrui+ão premeditada da canali>a+ão por parte de &lden6orguer8. medida *ue 2or evoluindo a nossa pol-tica pr3tica de con/unto. conscientemente 2or/adas. e os elementos da 'nspec+ão &per3rio1?amponesa insistem em tra>01la .

em 1. os cereais mantinham1se de6aixo da neve. eles são ines*uec-veis) Esses 2ocinhos. não interessavam . *uando a vit:ria pol-tica /3 parecia ter sido alcan+ada. *ue. *ue não em6ele>a) &s processos provinciais contra os socialistas revolucion3rios. 6ardos dos anos 4C. pela $<ssia. de intermin3veis vag9es de v-veres enviados durante meses. privada de vo>es de protesto. mesmo das regi9es *ue a 2ome ia devastar. sem serem colhidosS) Um s: 2ilme so6re essa 2ome poderia pro/ectar uma lu> nova so6re tudo o *ue vimos e *ue sa6emos acerca da $evolu+ão e da guerra civil) Fas não h3 nem 2ilmes. como o de %aratov. até aos pais comerem os seus pr:prios 2ilhos) "unca uma 2ome assim tinha sido conhecida na $<ssia. e como sua conse*u0ncia natural. era insensato criar uma 2rente interior contra os crentes) (eve de se adiar o momento do di3logo entre os comunistas e os cristãos) "o 2im da guerra civil. explica1nos as ra>9es da 2ome e da ru-na completas do pa-sJ elas residem na *ueda de toda a produtividade Ras mãos tra6alhadoras encontram1se ocupadas com as armasS. durante v3rios anos. esta atitude irre2lectida provocou demasiada indigna+ão popular) "a guerra civil. *ue come+ava a acender1se. nem romances. a causa de *ual*uer 2ome é costume 2a>01la recair so6re os AulaAs) Fas *uando a 2ome era geral.&hX. tinham /3 come+ado antes) ab Ap:s a morte de Ioris Bodunov. nem velho nem novo) ?ertamente *ue essa preocupa+ão do ?:digo não tinha escapado a =rilenAoJ era preciso coordenar tudo de antemão) Entretanto. em aplica+ão da . deu1se in-cio aos con2iscos religiosos) "o entanto. e podiam ser despachados Fesmo sem ?:digo) J3 vimos *ue a separa+ão da 'gre/a do Estado era por este compreendida de tal modo *ue tudo *uanto nos templos se encontrava pendurado. p3g) 4@Q) 11 'dem.E AB& #E BU AB Além disso. mais r3pida e 2acilmente do *ue se esperava. a6ateu1se so6re a região do Volga um ano de 2ome como nunca se tinha conhecido) ?omo ela não adorna muito a coroa de gl:ria dos vencedores desta guerra. *ue no1los representais so6 o claro 6ul-cio da alegriaX Fesmo sem a2lorar os seus extremos.E AB& #E BU AB 495 acossavam os engenheiros 1 não h3 d<vida de *ue se 2artaram 6em.a> de Irest. de *ue 2ala a %agrada Escritura) Em 191Q. posse do Estado e a 'gre/a 2icava unicamente com essa igre/a nua. contrariamente . nem estudos estat-sticos 1 é algo *ue se procura es*uecer. os processos religiosos *ue iam a6rir1se eram *uest9es internas.ovo da Justi+a aperce6eu1se de *ue h3 /3 *uatro anos *ue /ulg3vamos sem ter ainda um ?:digo . na perda da v con2ian+a e da esperan+a do campon0s de poder guardar para si uma pe*uena parte *ue 2osse da sua colheita) Fas alguma ve> alguém 2alar3 da*ueles 2ornecimentos. Europa progressista. nem se*uer no (empo dos (umultosa5 Rentão. exposto e pintado. 2alam entre dentes e sem ir mais além de aduas linhas) E no entanto essa 2ome chegou até ao cani6alismo.enal. para a Alemanha do =aiser. essas ventas *ue b =rilenAoJ o6) cit). *ue travara no &cidente os <ltimos com6atesY . mesmo sem os ter visto com olhos de crian+a. nunca se pu6licaram entre n:s.C5) R") dos ()/ 49. passava . promessa deste <ltimo. p3g) 45Q) A$DU'. 1919. como testemunham os historiadores. nas suas ?artas a unatc6arsAib1. nos anos 4CX Ve/amos agora o *ue se passou a partir do ano 1Q) "os dois processos *ue se seguem descansaremos um pouco do nosso acusador supremo 2avoritoJ ele est3 ocupado na prepara+ão do grande processo dos socialistas revolucion3rios14) Este grandioso processo come+ava a suscitar uma pro2unda in*uieta+ão na Europa e o ?omissariado do . p3g) 4@5) 14 'dem. A$DU'. onde estavam elesY V) B) =orolenAo.

e n:s não podemos aprovar o con2isco)8 A meio século de distLncia. come+ando a angariar dinheiro) Fas permitir uma a/uda directa da 'gre/a . matam1se dois coelhosJ *ue se/am agora os padres a alimentar a região do VolgaX "a verdade. como tinha. as autoridades tinham todos os meios para aca6ar com a 2ome) Entretanto. semelhante acto constitui um sacrilégio. limpamos os templosW @S E num caso ou noutro aumentamos a reserva de divisas) . 1944. autori>ando todos os conselhos paro*uiais a o2erecer o6/ectos *ue não 2ossem indispens3veis aos o2-cios religiosos) E assim tudo corria. sido tentado com a Assem6leia ?onstituinte e como era costume em todos os parlamentos da Europa) Uma ideia eclodiu num relLmpagoX Uma ideia.lhe cortaram a iniciativa. eleito /3 depois de &utu6ro. isto éJ um decretoX Um decreto do ?omité Executivo ?entral de toda a $<ssia. ou *uem é *ue tinha levado a região do Volga . mas apenas a*ueles *ue não eram canonicamente imprescind-veis para os servi+os religiosos) & patriarca mani2estou o seu acordo e o ?omité de Estado de A/uda .rovavelmente esta ideia 2oi suscitada por actos da pr:pria 'gre/a) ?omo indica o patriarca (iAhon. culpamo1los de toda essa 2ome e esmagamos a 'gre/aW 4S %e concordam. o patriarca lan+ou uma mensagem. pois não era em a6soluto delas *ue havia de ressurgir Rse haviaS a nova 2irme>a na 2é) Fas é preciso ter em mente a situa+ão deste desgra+ado patriarca. de uma s: ca/adada. 19. o risco de dissolver1se no compromisso e enredar a vontade prolet3ria. as persegui+9es. em 4Q de Gevereiro. num golpe de inspira+ão.s V-timas da Gome prop_s . logo em Agosto de 1941.s 6ocas es2omeadas seria minar a ditadura do proletariado) &s comités 2oram proi6idos e o dinheiro con2iscado a 2avor do (esouro . e de *ue não era necess3rio semear o alarmeJ segundo o *ue escreviam os /ornais.5) A$DU'. os 2u>ilamentos. *ue dirigia a 'gre/a h3 poucos anos. os dirigentes da 'gre/a cristã não deviam ter1se agarrado a o6/ec+9es.apa de $oma e do #eão de ?antu3ria. a/uda do . 2inalmente.#a causa ao e2eito. noutros tempos. a cadeia era curtaJ se os ha6itantes do Volga comiam os seus 2ilhos era por*ue n:s não t-nhamos outra preocupa+ão *ue não 2osse dissolver a Assem6leia ?onstituinte) Fas a genialidade da pol-tica consistia em o6ter 0xitos. a 'gre/a criou comités diocesanos e pan1russos. mas ainda a. de novo.aris. e *ue lhe havia sido con2iada com a missão de a salvaguardar) . eles são cristãos e 6ondososX 1S %e recusam. datado de 4. o prelado pu6licou uma nova e 2at-dica mensagemJ 7#o ponto de vista da 'gre/a. esclarecendo1o de *ue s: o poder soviético estava autori>ado a enta6ular conversa+9es com estrangeiros. *uando come+ou a grassar essa 2ome. e %ami>dat. mesmo a partir da desgra+a popular) E. é 23cil censurar o patriarca) "aturalmente. de a/uda aos 2amintos. de GevereiroJ con2iscar todos os valores dos templos para os 2amintos) & patriarca escreveu a =alinine. 2omeW não deviam ter1se agarrado a estas ri*ue>as. em #e>em6ro de 1941. mas este não respondeu) Então. chegando a roer1se as om6reiras das portas) E. de resto.E AB& #E BU AB 495 volunt3riasX Em 19 de Gevereiro de 1944. do género de sa6er se o poder soviético não tinha outros recursos.s V-timas da Gome ela6orou as instru+9esJ todas as o2ertas deviam ser ab . o ?omité de Estado de A/uda . na região do Volga comia1se ervas e solas de sapatos.<6lico) & patriarca 2e> apelo . 'gre/a *ue o2erecesse os seus 6ens aos 2amintos T não todos. uma 'gre/a *ue s: tinha conhecido a repressão.

*ue se li6ertava. /3 *ue as necessidades do =omintern e do &riente. chorando so6re ele doces l3grimas e 2a>endo dele o2erenda)8 #eu a 60n+ão aos 6olchevistas mem6ros do ?omité. o leitor experiente concordara em *ue isso era muito prov3vel.etrogrado de A/uda . não eram menos agudas do *ue as da região do Volga)S & metropolita de . em preces.oder e ele tomar3 conta do *ue considerar necess3rio)8 E come+ou em .etrogrado de A/uda .$&?E%%& ? E$'?A #E F&%?&V& R4. todos se levantaram) & metropolita disseJ 7& *ue mais nos pesa é a disc:rdia e a inimi>ade) Fas tempos virão em *ue todos os 2ilhos russos se unirão) Eu mesmo irei . re2erindo1se ao metropolitaJ 7"o %molni chegou1se a acordo em *ue os c3lices e os revestimentos dos -cones se/am 2undidos em lingotes. considerando apenas como um sacrilégio o con2isco pela viol0ncia) Fas então o con2isco não era necess3rioX & presidente do ?omité de Estado de . *ue deu origem a incidentes graves) Agora havia 2undamentos legais para dar in-cio aos processos religiosos1Q) hS . 9 e 1C de Far+o15 con2irma a conclusão pac-2ica. de A6ril15 de Faio de 1945S) "o Fuseu . como em todos os outros lugares.s V-timas da Gome.etrogrado parecia *ue tudo se iria arran/ar paci2icamente) "as sess9es da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda .oder) &s receios *ue ainda su6sistiam 2oram expressos a =alinine pelo 6ispo Antonin BranovsAi.s V-timas da GomeJ 7&s crentes t0m receio de *ue os valores da 'gre/a possam ser utili>ados para outros 2ins. o con2isco pela 2or+a. mais 2raca se tornava a sua posi+ão) Em Far+o desenvolve1se um movimento entre o clero.etrogrado. porta) & /ornal . e estes. acusando1os de estrangularem a região do Volga com a mão descarnada da 2omeX E *uanto mais se o6stinava com 2irme>a o patriarca.s V-timas da GomeW os /ornais lan+am o2ensas contra os 7maus pastores8 e contra os 7pr-ncipes da 'gre/a8. arciprestes e . so6 a presid0ncia de IeA. tirar o manto dourado da Virgem de =a>an. esclarecendo os seus representantesJ 7"ão precisamos de nenhuns dos vossos sacri2-ciosX "em de ter *uais*uer conversa+9es convoscoX (udo pertence ao .etrogrado.etrogrado. no sentido de ceder os valores e de chegar a acordo com o .ravda de . registou1se até uma situa+ão eu2:rica.E AB& #E BU AB aEm . com a ca6e+a desco6erta. e com 0xito das conversa+9es e escreve 6enevolentemente.s V-timas da Gome. de Q. 2ins mes*uinhos e alheios aos seus cora+9es)8 R?onhecendo os princ-pios gerais da #outrina de Vanguarda. Veniamin.Então os /ornais lan+aram uma campanha contra o patriarca e todos os altos dignit3rios da 'gre/a.olitécnico reuniu1se o (ri6unal $evolucion3rio. 2oi tomado tam6ém de um arre6atamento *ue não podia ser posto em d<vidaJ 7'sto é de #eus e nos daremos tudo) Fas não é necess3rio 2a>er con2iscos. ladeado pelos procuradores unin e onguinov) Eram de>assete réus. a o2erta deve ser volunt3ria)8 Ele era de igual modo 2avor3vel ao controle da 'gre/a e dos crentesJ seguir os valores da 'gre/a até ao momento em *ue se convertessem em pao p3ra os 2amintos) A sua o6sessão era a de não in2ringir a vontade condenat:ria do patriarca) 49Q A$DU'. acompanharam1no até . de 5 de Far+o de 1944. não são necess3rios aos es2omeados da região do VolgaX E su6stitu-da a e*uipa do ?omité de . segundo o relato de uma testemunha) Veniamin anunciouJ 7A 'gre/a &rtodoxa est3 disposta a tudo dar em a/uda dos 2amintos8. assegurou *ue isso suscitaria uma atitude 6enevolente da parte do poder soviético em rela+ão . 2rente dos 2iéis. na presen+a dos crentes)8 Fas de novo se est3 a tramar um compromissoX &s vapores envenenados do cristianismo empe+onham a vontade revolucion3ria) Uma tal união e uma tal entrega dos valores. =anattchniAov. 'gre/a R6elas palavrasXS "um caloroso arre6atamento. *ue tinha passado a 2a>er parte da ?omissão ?entral do ?omité de Estado de A/uda .

.atriarcaJ 1 %im) . sem levar em conta a sua vontade.residenteJ 1 #isse ou não. considero. os costumes da $<ssia estavam tão enrai>ados e os h36itos dos %ovietes constitu-am ainda uma pel-cula tão 2ina *ue .*ueles *ue come+aram a persegui+ãoJ *ual 2oi o seu o6/ectivoY . condenando unicamente a entrega contra vontade) .s V-timas da Gome. 19. trata1se 6em de um sacrilégio) & apelo não di> *ue não se deve dar os valores. tomo V das actas do processo /udicial) A$DU'. s: assinou) Fas *uem o escreveuY E *uem 2oram os conselheirosY E aindaJ por*ue é *ue se 2a> re2er0ncia. de um modo geral. por*ue 2alar então de n:s))) Due *uer isso di>erY . *ue enche a sala.residenteJ 1 #esse modo. mas. %ami>dat. de Anatoli evitin.atriarcaJ 1 ^3 *ue pergunt31lo . 1Q Estes dados 2oram por mim colhidos do livro Ensaios so6re a ^ist:ria dos (umultos $eligiosos.residenteJ 1 ?onsidera *ue as leis actuais do Estado são para si o6rigat:rias ou nãoY . de uma ponta . os /u->es de instru+ão. como testemunha.residenteJ 1 'sso nada tem a ver com a religiãoX . isso não é sacrilégio. &. mas se lhas tiram. textualmente. mas esmagar a 'gre/a no momento oportuno)S A 5 de Faio é chamado ao tri6unal. *ue. considera *ue o poder soviético procedeu incorrectamenteY Argumento demolidorX ^ão1de repeti1lo a n:s. na medida em *ue não este/am em contradi+ão com as regras da 2é) R(odos deviam responder assimX &utra teria sido a nossa ^ist:riaXS %egue1se uma discussão can:nica) & patriarca esclareceJ 1 %e a pr:pria 'gre/a entrega as ri*ue>as. persegui+ão *ue os /ornais levam a ca6o contra siY %e s: v:s sois perseguido. pelas costas. entrada do patriarca mais de metade dos assistentes se p_s de pé para rece6er a sua 60n+ão) (iAhon assumiu toda a responsa6ilidade pela ela6ora+ão e distri6ui+ão do apelo) & presidente es2or+a1se por arrancar1lhe algo maisJ 1 Fas isso não pode serX %er3 poss-vel *ue tenha escrito tudo com a sua pr:pria mão. o patriarca (iAhon) Em6ora o p<6lico. 2oi pu6licado.leigos. .E AB& #E BU AB 1 %im. no apelo.4W e das 7"otas do 'nterrogat:rio do .QS.atriarca (iAhon8. milh9es de ve>es. acusados de distri6uir o apelo do patriarca) Esta acusa+ão era mais grave do *ue a da entrega. considerando o con2isco pela 2or+a um sacrilégio) (orna1se assim a 2igura central do processo e ser3 imediatamente GUU' A#&) R'sto revela *ue o mais importante não é dar de comer aos 2amintos.arte '. nos interrogat:rios nocturnosX E nunca ousaremos responder tão simplesmente como o .E AB& #E BU AB 499 & arcipreste Uao>ersAi E"($EB&U (&#&% &% VA &$E% #& %EU (EF. por ra>9es de princ-pio.atriarcaJ @CC A$DU'. outraY ?ertamente. de2ende o apelo do patriarca. dos 6ens) 15 ArtigosJ 7A 'gre/a e a Gome8 e 7?omo %erão ?on2iscados os Iens da 'gre/a8. um decretoY (iAhonJ 1 E verdade) .atriarcaJ 1 E mau sinal dos tempos) . /3 se/a escolhido Rnisto o ano de 1944 não se di2erencia muito do de 19@5 ou de 19. en*uanto mantinha conversa+9es com o ?omité de Estado de A/uda . ou não.

camarada IcA. ou o ponto de vista do Boverno soviéticoY R$esposta esperadaJ 1 7 ))) do Boverno soviético)8S 1 Iem. =rilenAo mani2estava surpresaJ *ue perigo amea+a o patriarcaY))) E certo *ue *uando o perigo se aproxima 2urtivamente de nada vale o to*ue a re6ate. morte) RE 2u>ilam cinco)S ?omo disse =rilenAo. representantes do poder soviético somos ladr9es de o6/ectos sagradosY R$u-dos prolongados na sala) %uspensão da audi0ncia) &s encarregados da ordem entram em ac+ão)S AcusadorJ 1 Assim. trata de ladr9es os representantes do poder soviético. o *ue signi2ica *ue é mentiraX & acusador insiste.oder) & tri6unal decide intentar um processo penal contra o patriarca) A 5 de Faio é pro2erida a senten+aJ dos de>assete acusados. 2or+a com os pés) Fas não estava presente o pr:prio patriarcaY AcusadorJ 1 ?omo é *ue sa6e issoY #iga o apelido do sacerdote *ue lho contouX R%u6entendidoJ agora mesmo o prenderemosXS h & patriarca não di>.atriarcaJ 1 Eu cito apenas os cLnones) #iscute1se depois o termo 76las2émia8) Duando 2i>eram o con2isco da 'gre/a de %ão Vassili =cssarisA. sua aus0ncia) $ecordam1 se de *ue. segundo os cLnones 1 exclamou o acusador) 1 Fas do ponto de vista da caridadea)ca) R. o patriarca é destitu-do e preso) RFas as coisas ainda não chegaram ao 2im) . tinham deixado ali os cart9es de visitaS) #e outra maneira. admitamos *ue se/a sacrilégio. no antigo eslavo) RiV) dos ()S 1) A$DU'. em cin*uenta anos.or en*uanto. *uem espalhou essa repugnante cal<niaY R . o ?onselho ?entral Executivo de toda a $<ssiaY . o tri6unal não pode acreditar em si) & patriarca é incapa> de mencion31los) . com tudo isso.E AB& #E BU AB @C1 T 'ndi*ue o nome da*ueles *ue espe>inharam o manto do -coneX REles.RAssim. o manto do -cone não entrava no caixote e meteram1no l3 . 2icou estupe2actoJ 1 & *ue é para si mais importante. e a <ltima. no 2im de contasJ os cLnones religiosos. e ali 2oi mantido em rigorosa reclusão. até os crentes se acostumarem . on>e são condenados . trans2eriram1no para o Fosteiro de #onsA. é invocada no tri6unal essa po6re caridade)))S Ga>1se uma an3lise 2ilol:gica da palavra 7sacrilégio8) %viatotatsvo vem de sviato e tat1aa) AcusadorJ 1 %igni2icar3 isso *ue n:s.residenteJ 1 'sso *uer di>er *ue 2a> uma declara+ão sem provasX Ainda resta demonstrar *ue o patriarca *ueria derru6ar o poder soviético) Eis a demonstra+ãoJ 7A propaganda é uma tentativa de preparar os esp-ritos para um 2uturo derru6amento do . as coisas são tanto mais interessantes para n:sJ contra vontadeXS & presidente. não estamos a*ui para gracinhas) Ao ca6o de uma semana. triun2anteJ 1 Vamos l3. nem o tele2one)S . ainda h3 pouco.ela primeira ve>.residenteJ 19 Em russo a palavra 7sacrilégio8 Rsviatot/tsvoS é composta de 7sviato8 p sagrado e 7tata8 p ladrão.

entrega dos valores da 'gre/aS eram em n<mero de v3rias de>enas de homens. e *uando condu>iam o metropo1 vta muitas pessoas se a/oelhavam e entoavamJ 7%enhor. é preso em .Ao ca6o de duas semanas. tinham sido eleitos os metropolitas de Foscovo e de . testemunhou no sentido de *ue os sacerdotes se tinham posto de acordo para provocar uma revolta contra o poder soviético.E($&B$A#& R9 de Junho15 de Julho de 1944S) &s réus Racusados de resist0ncia . devia1se prender toda a 'gre/aXvv . onde o corte/o dava a volta. salva a tua genteX8 como se compreende. e era tão plaus-vel. não tendo as da de2esa podido 2a>er os seus depoimentos) R?omo tudo se assemelhaX))) ?ada ve> mais)))S & acusador %mirnov exigiu *ue ca-ssem 7de>asseis ca6e+as8) & acusador =rassiAov. sacerdotes e leigos) & presidente do (ri6unal.etrogrado o metropolita Venia1min) Ele não era um alto dignit3rio da 'gre/a. na rua.)U). a pouco e pouco. nomeado como todos os metropolitas) "a . *ue Io6richiev se apressou a passar ao advogado Burovitch o rel:gio de ouro e a carteira))) E o tri6unal disp_s *ue 2osse detida ali mesmo uma testemunha. e agir de acordo com a 6urguesia mundial) & sacerdote =rasnitsAi.rimavera de 1915. mas eis o *ue relata uma testemunha ocular) & primeiro advogado de de2esa. a maior parte do p<6lico @C4 A$DU'. es*uina. não sendo. come+a a ad*uirir as 2ormas por n:s /3 conhecidas) & metropolita Veniamin é acusado de ter chegado mal1intencionadamente a acordo))) com o poder soviético.E AB& #E BU AB era 2ormada por soldados vermelhos. se*uer.ortanto. e depois seu amigo na emigra+ão) As suas execu+9es de violino eram muito apreciadas de Vladimir 'litch) #esde a Avenida do "eva até . era padeiroS) & principal acusador. visitando 2re*uentemente as 236ricas e as o2icinas.) A) =rassiAov. mem6ro do colégio do ?omissariado do .etrogrado) Acess-vel. ar*uimandritas.s V-timas da Gome 2oi por ele divulgado entre o povo com o6/ectivos suspeitos R%amisdatXS. 6aseando1se na 2ome) Goram ouvidas unicamente as testemunhas de acusa+ão. %emionov.$&?E%%& ? E$'?A #E . os ?rentes demasiado >elosos eram presos)S "a sala. . considerava como sua tare2a li6ertar a 'gre/a da pol-tica 7dado *ue no passado tinha so2rido imenso em conse*u0ncia dela8) Eis obmetropolita *ue 2oi su/eito ao iS . 2oi amea+ado de prisão pelo tri6unal) E isto estava tão de acordo com as normas da época.ovo da Justi+a. roupa e até uma manta) & leitor vai certamente notando como o tri6unal. era contemporLneo e havia sido companheiro de enine na deporta+ão. Io6richiev1. come+ava a tornar1se cada ve> mais patente a 2alta de li6erdade dos advogados) =rilenAo não nos di> nada acerca disso. a 2im de conseguir uma atenua+ão do decreto acerca do con2isco dos 6ens) & seu apelo ao ?omité de Estado de A/uda . todos os dias havia uma grande multidão. doce. entre os *uais pro2essores de teologia e de direito can:nico. tinha vinte e cinco anos de idade Rsegundo se di>ia. contudo. por se mani2estar a 2avor do metropolita) Acontece *ue Egorov /3 estava preparado para issoJ levava consigo uma grande pasta e nela tinha posto comida. diga1se de passagemS) #e um processo a outro. popular entre o povo e o clero. em =rasnoiarsA. Veniamin 2oi eleito com os votos de todos eles) "ão compreendendo a época. exclamouJ 7(oda a 'gre/a &rtodoxa é uma organi>a+ão contra1 revolucion3ria) . tanto a*ui. o pro2essor Egorov. um dos mem6ros mais importantes da 'gre/a Activa e cola6orador da B). como no edi2-cio do tri6unal. pela primeira ve> desde os tempos da antiga "ovgorod. e estes levantavam1se tam6ém todas as ve>es *ue entrava o metropolita com o seu capu> 6ranco) E.uchAine. o acusador e o1tri6unal chamavam1lhe inimigo do povo Ra palavrinha /3 existia. *uanto a ele. modesto.

é o interesse do poder soviético) "o entanto.E AB& #E BU AB Eis como 'litch explicou as suas conclus9es ao comiss3rio do . ao não cumprimento em massa das o6riga+9es militares. os acusados estão vivos) Aca6ados os de6ates. e ainda não tinham conseguido aca6ar o pro/ecto do c:digo) Gora apenas entregue a Vladimir Uitch. mas o clero da capital encontrava1se no 6anco dos réus e certas mãos empurram1 no para a morte) & princ-pio 2undamental.ovo da Justi+aJ 7?amarada =ursAiX Em minha opinião. o artigo .or um acaso raro. em *ue nos ver-amos des6ordados pelos *ue a2luiriam da Europa para virem re2ugiar1se entre n:s. aca6ada ser3 tam6ém a sua vida)))8 & tri6unal condenou de> .ara o &cidenteS) Bomo no caso de apelo de Vi6org. 2icar3 imp3vida) Es*uecer3 tudo. sem autori>a+ão. desenrolou1se com toda a calma. para ele o examinar) %eis artigos do c:digo previam como pena m3xima o 2u>ilamento) 'sso era insatis2at:rio) Em 15 de Faio. até ao 2im do processo dos socialistas revolucion3rios Rtudo indicava *ue se preparavam para 2u>il31los em con/untoS) #epois. como estava previsto. por um grupo de deputados da #u1 do1 (Om. por v:s posto em evid0ncia. Vladimir Uitch enine acrescentou mais seis artigos. não se es*ue+am de *ue com o sangue dos m3rtires a A$DU'. en*uanto ninguém poderia ser coagido a partir voluntariamente . ex11mem6ro da #umaW o pro2essor de direito K) .R& programa não era nada ut:pico e 6em depressa seria *uase inteiramente levado a ca6o) E era uma 6oa 6ase para o #'Z &B&)S .) "ovitsAi e o advogado =ovcharovS 2oram 2u>ilados na noite de 14 para 1@ de Agosto) $ogamos encarecidamente ao leitor para não es*uecer o princ-pio da multiplica+ão . margem do pro/ecto. o incitamento .artido do (ra6alho e socialistas menchevi*ues) R") @C4 A$DU'. em . mas é duro ter de ceder a palavra) En*uanto os de6ates se prolongam. escala provincial) En*uanto nos re2erimos apenas a dois processos religiosos. para os *uais era imprescind-vel o 2u>ilamento Rentre eles. 2oi a6erta a sessão do ?omité Executivo de toda a União. 2oram conservadas v3rias 2rases do advogado *ue de2endeu o metropolita. *ue passamos a transcreverJ 7"ão h3 prova alguma de culpa6ilidade. mem6ros do . pelo *ual o Boverno c>arista tinha aplicado tr0s e prisão) REste apelo tinha sido lan+ado em 19C. tem de se ampliar o Lm6ito da aplica+ão do 2u>ilamento))) Rcomut3vel em expulsão para o estrangeiroS a todas as actividades dos conhecidos che2es menchevi*ues.9J propaganda e agita+ão))) em particular.E AB& #E BU AB @C@ 'gre/a se 2orti2ica) REntre n:s não ser3 o casoX)))S "ada mais tenho a di>er. eles aguardaram1na durante mais de um m0s. em notas .etrogrado. etcW é preciso encontrar . socialistas revolucion3rio. não muito long-n*ua. pressa para o processo dos socialistas revolucion3riosJ /3 era tempo de exi6ir os 6locos de granito da eiX Em 14 de Faio. *ue se encontrava em BorAi. na prov-ncia houve vinte e dois) & ?:digo .enal 2oi ela6orado . resist0ncia passiva contra o Boverno. o ?omité Executivo da União concedeu o indulto a seis) &s outros *uatro Ro metropolita VeniaminW o ar*uimandrita %erguei.osto de cadetes. nem mesmo um 2undamento para acusa+ão))) Due dir3 a ^ist:riaY R&h. R%) K) BurovitchS. morte) Esta morte. não dir3 palavraXS & con2isco dos valores da 'gre/a. do estrangeiro Ro *ue antes 2a>iam todos os socialistasS) &utro castigo e*uivalente ao 2u>ilamentoJ a deporta+ão) RVladimir Uitch tinha previsto a época. ou ao não pagamento dos impostosS)4C & 2u>ilamento devia ainda ter lugar noutro casoJ por regresso. nem um 2acto.

agora mesmo. &6ras Escolhidas. em esta6elecer a re2erida liga+ão) E. na sua se*u0ncia. 2oi ver o presidente do ?onselho dos ?omiss3rios do . parece *ue tudo est3 claroX Fas =ursAi não compreendia 6em) ?ertamente ele tinha di2iculdade em encontrar a 2ormula+ão exacta. na sua totalidade) 01se e 2ica1se estupe2actoJ eis o *ue signi2ica dar uma 2ormula+ão o mais ampla poss-velc Eis o *ue signi2ica 2a>er uma aplica+ão o mais larga poss-velc 01se e recorda1 se *uanta gente ele conseguiu apanhar. sua espera.$&?E%%& #&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% RQ de Junho15 de Agosto de 1944S) %upremo (ri6unal) & presidente ha6itual. mais ou menos larga) ?om sauda+9es comunistas enine)844 A6ster1nos1emos de comentar este importante documento) & sil0ncio e a medita+ão são mais apropriadas) (al documento é tanto mais importante. nossa conversa. no Lngulo do segundo andar. como se impunha. o leito mortu3rio de che2e) 41 enine. motivando a ess0ncia e a /usti2ica+ão da sua necessidade e limites) & tri6unal não deve eliminar o terrorJ prometer isto seria enganar1nos a n:s mesmos ou enganar os outros) ^3 *ue 2undament31lo e legali>31lo claramente. em 4C de Faio. tomo @9. se resta6eleceu. p3g) 1Q9) a1 'dem. so6 a al+ada desse artigoX (udo isso 2oi.uma 2ormula+ão *ue ponha essas actividades em liga+ão com a 6urguesia internacional8 Rsu6linhado por enineS4a) Ampliar o Lm6ito de aplica+ão de 2u>ilamentoX %er3 di2-cil de compreenderY RAcaso. expulsaram muitosYS & terror é um meio de persuasão44. donde dentro de alguns anos.enal a partir de 1 de Junho de 1944) E /3 so6re 6ases legais a6riu1se. envio1lhe um rascunho suplementar para o par3gra2o do ?:digo . %)a edi+ão. introdu>ido no texto. no &utono de 1944) (alve> as duas cartas a =ursAi tivessem sido escritas na*uele claro ga6inete de m3rmore 6ranco.tomo 45. e por pouco tempo. no dia seguinte. constituindo.ovo4@ para o6ter esclarecimentos) Esta conversa é para n:s desconhecida) Fas. tomo 45. sairão o 5Q14 e o pai de todos n:s. p3gs) 4C414C5) aha & pr:prio enine) R") dos ()S 44 enine. por um ptr-odo de dois meses. sem 2alsidades e sem adornos) A 2ormula+ão deve ser o mais ampla poss-vel. espero *ue este/a clara apesar de todas as de2ici0ncias do rascunhoJ evidenciar a6ertamente *ue se trata de uma tese de princ-pio. a participa+ão numa organi>a+ão ou a coopera+ão Rbcooperando o6/ectivamente ou suscept-vel de cooperarbS))) com organi>a+9es ou pessoas cu/a actividade tenha um car3cter)))8 Apresentem1me %anto Agostinho e eu garanto *ue o ponho. en2im. antes de se ter apoderado dele a doen+a. o velho))) 7 )))A propaganda. e . aprovou e p_s em vigor o ?:digo . politicamente /usta Re não somente do estreito ponto de vista /ur-dicoS.enal))) A ideia 2undamental. uma pe+a 2undamental do seu testamento pol-tico) "ove dias depois desta carta. em 15 de Faio. camarada =arAlin45 R6om apelido para . 5)b edi+ão. o S . com a pena de 2u>ilamento ampliada) E a sessão do Executivo ?entral de toda a União. do *ual s: parcialmente. *uanto se trata de uma das <ltimas disposi+9es de enine.E AB& #E BU AB @C5 Em anexo a este rascunho encontram1se duas variantes do par3gra2o adicional. onde /3 se encontrava preparado. deu1lhe o primeiro ata*ue. a agita+ão. enine remeteu de BorAi uma segunda cartaJ 7?amarada =ursAiX ?omo complemento . assim. o artigo 5Q. pois s: a consci0ncia e o sentido revolucion3rio da /usti+a decidirão das condi+9es da sua aplica+ão pr3tica. p3g) 19C) A$DU'. &6ras Escolhidas.

não se arrependeram entretanto politicamente) "ão se colocaram de /oelhos diante do ?onselho de ?omiss3rios do . rua como mani2estantes. os socialistas revolucion3rios tentaram ilegalmente de2end01lo4. não tendo sido ainda dispersos nem li*uidados. agora. nas acusa+9es pro2eridas perante o tri6unal. eles iniciaram1na. tendo. passados e 2uturos dos seus desa2ortunados inimigos. A$DU'.um /ui>XS. contra o poder legal do Boverno oper3rio1campon0sJ apoiavam assim a sua ilegal Assem6leia ?onstituinte Releita livremente. os socialistas revolucion3rios eram um partido solid3rio vi>inho. e aos tiros responderam mesmo com tiros. gosta de rir1se de n:s e deixa1nos tempo para pensarX Duin>e anos. e.ovo. nesse processo. era conveniente aca6ar com eles) 'gnorando esse princ-pio.E AB& #E BU AB mais ha6ilidade e com mais solide>. para 2ortalecimento da nova ditadura Ra do proletariadoS. igual. logo como re6eldes. 2oi. lhe terem o2erecido resist0ncia de armas na mão) Duando o Boverno provis:rio. ou se/a 7grasnar8) R") cPos ()S @C. serão considerados leg-timos e consagrados com odes. em tam6ém limitadas décadas. imediatamente se aco6erta com o manto di32ano da /usti+a. nos dias do golpe de &utu6ro. não sou6éssemos per2eitamente *ue o essencial em *ual*uer processo /udicial não é a acusa+ão. se se inseriam na /3 longa e dilatada hist:ria dos estados) A excep+ão das democracias parlamentares 1 contadas pelos dedos 1. mas sim a conveni0ncia. previdente. 2oi o tempo *ue ele deixou a .iataAov)))S "ão havia advogados) &s réus eram destacados socialistas revolucion3rios e eles pr:prios se de2endiam) . particularidade da sua t3ctica do terrorismoS o maior peso da deporta+ão. *ue concentrou a aten+ão de todo o mundo socialista.iataAov) R& destino. pode erroneamente interpretar1se todo este processo como constituindo uma vingan+a partid3ria) Gica1se entretanto a meditar. en*uanto todos os actos. *uando em 5 e . e todos os seus actos. toda a hist:ria dos estados é a hist:ria dos golpes e tomadas do . 2eito su6levar os NunAers *ue estavam ao servi+o do Boverno derru6ado) Iatidos pelas armas. *ue se intitulou a si mesmo Boverno) ?ontinuaram a insistir em *ue o <nico Boverno legal era o anterior) "ão reconheceram imediatamente a 6ancarrota de uma linha pol-tica seguida durante vinte anos45. passados e 2uturos. pass-veis dos tri6unais e punidos pela lei) ^3 apenas uma semana *ue 2oi aprovado o ?:digo . a primeira acusa+ão 2eita contra eles era a de terem sido os iniciadores da Buerra ?ivilX %im. su6stitu-do pelo h36il Bueor1gui . solicitando *ue os dissolvessem e *ue os deixassem de considerar como um partido)4Q E eis a segunda acusa+ãoJ eles cavaram o a6ismo da Buerra ?ivil. *ue lutava pelo derru6amento do c>arismo e *ue assumira Rgra+as .oder com "ome *ue 2a> lem6rar o ver6o hrrAats. *ue1legalmente haviam .iataAov intervinha 6ruscamente. a chamada culpa. talve> não aceit3ssemos de1Lnimo tão 23cil este processo) Fas a conveni0ncia vai1se delineando sem 2alhasJ di2erentemente dos menchevi*ues. apesar de tudo. serão criminosos. directo e secretoS contra os marinheiros e os soldados vermelhos. com su2r3gio universal. *ue eles apoiavam era em parte composto por eles. em elei+9es gerais. mas reclamaram gra+a. de>. os socialistas revolucion3rios continuavam a ser considerados perigosos. de Janeiro de 191Q desceram .oder) E a*uele *ue se instalou a tempo no . impedindo os réus de se exprimirem) %e n:s. 2oram eles *ue a iniciaramX Ei1los acusados de. 2oi legalmente varrido pelas metralhadoras dos marinheiros. *ue *uase não atingiu os 6olchevi*ues) Fas. cinco anos antes. até.enalv mas /3 so6re ele se acumulam os cinco anos de hist:ria vividos ap:s a $evolu+ão) E vinte. os leitores.

se su6meteram aos decretos legais do ?onselho dos ?omiss3rios do . eles 7organi>aram uma ac+ão criminosa de destrui+ão da propriedade do povo 1 os caminhos de 2erro8) REntão. tinham os socialistas revolucion3rios a inten+ão de o6t01los com 2undos rece6idos dos representantes aliados Rpara não dar o ouro a Builherme. em6ora isso não 2osse compreendido imediatamente) 4Q Em 2un+ão destes mesmos princ-pios 2oram considerados igualmente ilegais todos os governos regionais e peri2éricosJ de ArcLngel. =u6ã. a *ue podiam servir e condu>ir os tran*uilos de6ates da Assem6leia ?onstituinteY Apenas ao atear de uma guerra civil de tr0s anos) Esta come+ou pela simples ra>ão 4. ou com a Alian+a do $enascimento Racaso ainda existiaY)))S.dissolvido essa Assem6leia e dispersado os mani2estantes) R#e resto. EntenteS) 'sto ro+ava /3 o limite extremo da trai+ãoX bREm todo o caso. isso é outra hist:ria) A sua culpa não era menor por isso) 45 (ratava1se e2ectivamente de uma 6ancarrota. tal como o esta6elece o acto de acusa+ão. implacavelmente. mas a pedra caiu em saco roto e não tomaram isso em conta)S #a*ui /3 não 2ica longe a sexta acusa+ãoJ os socialistas revolucion3rios. eles *ueriam apanhar o dinheiro . o *ue se passaria se acaso)))S para dinamitar a via 2érrea. antes da passagem de uma dessas composi+9es. estão presentes 7todos os elementos caracteri>adores da trai+ão ao Estado. por se terem erigido eles mesmo em governos depois de o ?onselho de ?omiss3rios do . com tantos processos. mas apenas uma parte do seu tronco) #esse modo.ovo se ter constitu-do como tal) A$DU'. não tendo ocorrido a =rilenAo. ou com os democratas constitucionais.ovo)S (erceira acusa+ãoJ eles não reconheceram a pa> de Irest1 itovsA. ou até com os 2orros16rancos49. sua maneira. . talve> tam6ém o 2ossem os lingotes de ouro)))S ] *uarta acusa+ão. eram revolucion3rios. *ue não cortou a ca6e+a . eram espi9es da EntenteX &ntem. =rilenAo gague/ou *ue os socialistas revolucion3rios tam6ém estavam ligados ao Estado1Faior de udendor22. e o Boverno soviético. &msA. Due eles o tenham 2eito molemente. *ue se os carris de a+o eram propriedade do povo. a sétima acusa+ão era a de cola6orarem com %avinAov. *ue antes da $evolu+ão se destacavam por usarem um uni2orme 2orrado de 6ranco) R") dos ()S . come+am a sentir1se n3useas ))) Iem. 2iel ao tratado de Irest11 itovsA a apoiava nessa pesada luta. UcrLnia. %am3ra. segue1se a *uintaJ *uanto aos meios técnicos para essa explosão. em 191Q. enviando1lhe com6oios inteiros de v-veres e pagando1lhe tri6utos mensais em ouro. uma e docilmente. 6em como da pr3tica de ac+9es criminosas visando arrastar o pa-s para a guerra8) (rai+ão do EstadoX Ela é como um teimoso. impedindo o ouro de sair da p3tria) "uma palavra. mas limitavam1se a discutir. muito elegantes. preparavam1se Rnão se preparavam se*uer. *ue se p9e sempre de pé))) #a. a*uele tratado leg-timo e salvador. ainda não se tinha por vergonhoso nem se ocultava o 2acto de *ue se enviava ouro russo para o 2uturo império de ^itler. apesar da suas especiali>a+9es em ^ist:ria e #ireito 1nenhum dos seus cola6oradores lho sussurrou T. *uando a Alemanha do =aiser vivia os seus <ltimos meses e semanas na guerra contra os aliados.deriva uma grave e *uarta acusa+ãoJ no Verão e no &utono de 191Q. *ue tenham vacilado e 2inalmente renunciado. senão mesmo com os guardas16rancos) Estudantes reaccion3rios.E AB& #E BU AB @C5 de *ue nem todos os ha6itantes. trai+oeiramente. U23. os socialistas revolucion3rios. Ural ou ?3ucaso. $<ssia. isso era algo de explosivo) #esde então. . ho/e espi9esX "a época. ou Gilo1nenAo.

em 19@5. o acusado Buendelman.E AB& #E BU AB @C9 ?omo sair da situa+ãoY (inha1se pensado nisso) Duando a 'nternacional %ocialista pediu ao Boverno soviético *ue suspendesse o processo contra os seus con2rades socialistas. v:s 2osteis1vos deixando arrastar) V:s. e até ao momento não tinham levado a ca6o a luta armada contra os 6olchevi*ues) R&s socialistas revolucion3rios de %amara. os socialistas revolucion3rios retiraram a palavra de ordem da insurrei+ão. penetra pro2undamente no preso. v:s rece6-eis dela a/uda em dinheiro) A princ-pio. em 2avor exclusivo dos socialistas revolucion3rios. mais precisamente desde 45 de Gevereiro de 1919. era para a causa e em caso algum para 2ins partid3rios 1 mas onde est3 o limiteY Duem o demarcaY "ão é a causa tam6ém um o6/ectivo do . ele encontra a*ui o tom /usto. em ra>ão da amea+a de =oltchaA e de #eniAini. e são até de so6ra) & tri6unal podia retirar1se para deli6erar. não te a2li/as8S) Fas tem1se a impressão.E AB& #E BU AB (al era a cadeia de acusa+9es magni2icamente articulada pelo procurador@C) Ap:s uma lenta matura+ão no sil0ncio do ga6inete. a6riram mesmo aos seus irmãos comunistas um sector da 2rente contra =oltchaA.@CQ A$DU'. nos come+os de 1919. ou por uma repentina ilumina+ão no alto da tri6una. n:s e v:s somos todos revolucion3riosX R":sX V:s e ":s. mantidos pela 6urguesiaYX &nde est3 o vosso orgulho revolucion3rioY (odas estas a2irma+9es reunidas dão a medida exacta das acusa+9es.artidoY Assim. para aplicar a cada um o castigo merecido. de *ue vai servir1se cada ve> com mais seguran+a nos processos posteriores e *ue. numa palavra. pensava1se nisso) E2ectivamente. ter3 um 0xito espectacular) Esse tom consiste em revelar a rela+ão *ue existe entre lY os /u->es e os réus em 2ace do resto do mundo) Essa melodia toca as cordas mais sens-veis do acusado) #esde a tri6una da acusa+ão lan+a1se aos socialistas revolucion3riosJ en2im. uma amnistia *ue lhes perdoava toda as lutas anteriormente travadas contra os 6olchevi*uesW se não reincidissem de 2uturoW 1 E A(é AB&$A "\& ('"^AF V& (A#& A ($AVA$ (A'% U(A%) 1 E est3vamos no come+o de 1944X #evolveram1lhes este apodo) A$DU'. cordial e compadecido. mem6ro do ?omité ?entral. no tri6unal. havia sido decretada. de *ue alguns réus 6aixaram a ca6e+a e e2ectivamente um ou outro 2icou com o cora+ão *ue6radoJ como puderam eles descer tão 6aixoY Esta compaixão do procurador. a isso se tendo devido a amnistia)S E a*ui mesmo. até vos unirdes aos democratas constitucionaisY R%im. na sala inundada de lu>. declaravaJ 7#0em1nos a . não se sa6e por*u0. a2ectuosamente reprovador. mas eis *ue a con2usão se esta6eleceuJ 1 (odos os 2actos de *ue é acusado o partido dos socialistas revolucion3rios remontam a 1919W 1 #esde então. tra>ido da cela escura) E =rilenAo envereda ainda por uma nova via l:gica R*ue prestou grandes servi+os a VichinsAi contra =ameniev e IuAharineSJ entrando em alian+a com a 6urguesia. somos iguaisXS ?omo pudésteis v:s descer assim tão 6aixo. partido dos socialistas revolucion3rios. e ao mesmo tempo proi6i1los de se unirem entre si R7se não te tocam. por certo *ue o vosso cora+ão se *ue6raXS Fisturardes1vos com os o2iciaisY Ensinar aos 2orros16rancos a vossa 6rilhante técnica conspirativaY "ão sa6emos *uais as respostas dos acusados) %e algum deles assinalou o car3cter especial da revolta de &utu6roJ declarar a guerra a todos os partidos de uma s: ve>.

s suas propostas pac-2icas. então. de cem anos. o *ue é *ue disseram os che2es dos socialistas revolucion3rios@4 logo nos primeiros dias depois do golpe de &utu6roY (chernov Rno 'V ?ongresso dos %ocialistas $evolucion3riosS a2irmou *ue o . Assem6leia ?onstituinte)S E pedem apenas a reali>a+ão de novas elei+9es para estes %ovietes. para *ue os soldados se recusassem a participar nas expedi+9es punitivas contra os camponeses) @1 =rilenAo. os socialistas revolucion3rios adoptaram a resolu+ão R*ue não levaram .oder8@1) E precisamente como resposta .E AB& #E BU AB Esta era uma 6aixa e pér2ida trai+ão . em 1919.possi6ilidade de utili>ar todas as chamadas li6erdades c-vicas e n:s não in2ringiremos as leis)8 R#ar1lhes a eles. a*ueles destacados socialistas revolucion3rios *ue 2ugiram para a Europa) V Fas tudo isto era pouco) E cogitou1se o seguinteJ 7Fuitos dos *ue a*ui estão a ser /ulgados não teriam sido inculpados neste processo se não 2ossem acusados de organi>ar actos terroristasc8 &ra. ainda por cima.enal isso era o mesmoS de 2a>er propaganda secreta no Exército Vermelho. ren<ncia. poderiam simplesmente. *uando 2oi concedida a amnistia. com li6erdade de propaganda dos partidos) Estão a ouvirY Estão a ouvirY A. o6) cit). luta armada e . .est3X 3 come+a a mostrar1se o 2ocinho 2ero> do inimigo 6urgu0sX Acaso é poss-velY A hora é graveX Estamos cercados de inimigosX RE dentro de vinte. de resto. mas segundo o novo ?:digo . de cin*uenta. uma 2elicidade *ue então nem se*uer nisso pensaram) %: *uando houve necessidade é *ue de tal se aperce6eram)S E agora esta acusa+ão não é a6rangida pela amnistia Rdado *ue s: a luta 2oi amnistiadaS) E =rilenAo serve1se disso) Duantas coisas 2oram desco6ertasX Duanto se 2oi desco6rirX Antes de mais nada. 7cortar imediatamente a) estes grupos. com todas as suas 2or+as. sim. rir1se. pr3tica. lamenta1se o nosso procurador) Entretanto. na realidade. $evolu+ãoX #issuadir os soldados das expedi+9es punitivasX Eles podiam ser ainda acusados de tudo a*uilo *ue di>ia. é *ue é o nosso estiloX Fas.$'%\& (&#& & ?&F'(E ?E"($A #&% FE%F&% %&?'A '%(A% $EV& U?'&"Z$'&% Ra*ueles *ue conseguiram apanharSX Este. disse =rilenAo. podia passar pela ca6e+a esta6elecer uma rela+ão entre os socialistas revolucion3rios e o terrorY %e alguém tivesse pensado nisso. eles reconheceram o poder dos %ovietesX R&u se/a. de um in*uérito /udicial8. 7todas8X Due charlat9es)))S ?omo se ainda não 2osse pouco deixar de travar *ual*uer luta. era necess3rio /ulg31los) #e *ue acus31los entãoY 7Este per-odo não 2oi o6/ecto. dos socialistas revolucion3rios. a *ual*uer atentado contra . escrevia e 2a>ia Rso6retudo do *ue di>ia e escreviaS a chamada 7#elega+ão no estrangeiro do ?omité ?entral dos socialistas revolucion3rios8. /3 *ue eram mantidos na prisão Rnão estavam /3 l3 h3 tr0s anosYS. com /uste>a. em Gevereiro de 1919. como resposta. a possi6ilidade de 2a>erem propaganda contra o .artido 7se oporia. na mesma medida. encolher os om6ros) #ecidiu1se. uma das acusa+9es era 2undadaJ a de *ue. ter1se1ia estendido a amnistia aos actos terroristasX &u. não se aceitaria a 6recha a6erta na 2rente de =oltchaA) Goi. renunciaram ao seu antigo Boverno provis:rio e . p3g) 1Q@) @1C A$DU'. utili>ando todas as medidas de repressão governamental. 2ilhos de uma cadelaYX As pessoas politicamente sensatas. 7a nenhum dos che2es da /usti+a soviética lhe passou pela ca6e+a8 *ue os socialistas revolucion3rios organi>avam ainda o terror contra os dirigentes do Estado soviéticoX RA *uem. ser3 sempre assim)S E v:s *uereis li6erdade de propaganda dos partidos. FE(E$ "A .

ovo.os direitos do povo8. conspira+ão. como o tinha 2eito so6 o regime c>arista) RE todos recordavam como ele o tinha 2eito)S BotsJ 7%e os autocratas do %molni atentam tam6ém contra a Assem6leia ?onstituinte))) o . com os seus depoimentos volunt3rios. o ?) ?) é culpado de terror) 'vanova. esses encarni+ados terroristas são postos em total li6erdade)S &s depoimentos são de tal modo 2r3geis *ue é preciso apoi31los com argumentos) %o6re uma das testemunhas. de modo inexplic3vel. e o ?) ?) é culpado de terror) &u aindaJ o mem6ro do ?) ?V) #onsAoi advertiu Gaina =aplan de *ue seria expulsa do partido se disparasse contra enine) E poucoX . o terrorS.or*ue não renunciaram pura e simplesmenteY ?omo se atreveram apensar em empunhar as armasX 7. seria pouco prov3vel *ue a imaginasse de 2orma a *ue. mas não se decidiu a aplic31lo) #a. lamenta1se =rilenAo. com suspeita solicitude.or*ue não 2i>eram declara+9es de car3cter a6solutamente negativok8 R?amarada =rilenAo.E AB& #E BU AB @11 6olchevi*ues passem a executar os socialistas)8 &u. p3g) 4@. *ue se a6orreciam na inac+ão) A isso se redu>ia o terror) R#e resto. B) . de repente. no ano de 194CJ 7%e os 6olchevi*ues atentarem contra a vida dos re2éns socialistas revolucion3rios. mas as suas declara+9es não di>em respeito ao ?) ?) dos socialistas revolucion3rios. o6) cit). então o partido voltar3 a empunhar as armas@4)8 Fas por*u0 todas estas condi+9esY . e. haver3 muito poucos testemunhos))) com isso a nossa tare2a 2ica extraordinariamente di2icultada))) neste dom-nio8 Risto é. longamente experimentada)8 (alve> se tenha lem6rado. houve um atentado contra o com6oio de (rotsAi. acertasse precisamente no ponto exacto)8@5 RFuito 6em ditoX 'sto pode aplicar1se a *ual*uer depoimento preparado)S &u então.or*ue não a proi6iram categoricamente dissoY R&u melhorJ por*ue é *ue não a denunciaram . (cheAaYS (udo o *ue =rilenAo conseguiu arrancar deste magma 2oi *ue os socialistas revolucion3rios não adoptaram as medidas necess3rias para 2a>er cessar os actos individuais de terror dos seus activistas.) U) e ao tri6unal.) RVe/a1se *ue l-nguaXS A$DU'. preciosas provas . durante uma noite. perto da esta+ãoJ logo. 2alando de #onsAoiJ 7%er3 poss-vel . h3 *ue demonstrar *ue os socialistas revolucion3rios se enganaram a si pr:prios) &s socialistas revolucion3rios disseram entãoJ 7Aguardemos *ue os E *ue é *ue não disseram todos estes charlat9es durante uma vida inteiraY =rilenAo. =rilenAo 2a> este coment3rioJ 7%e esta pessoa *uisesse inventar uma hist:ria.para diante parece poss-vel desencadear o processo) 7"este dom-nio da investiga+ão8. estava de atalaia com uma carga de piroxilina. esses activistas nada 2i>eram) #ois deles. =onopliova e %emonov. encarregada da execu+ão. 2orneceram em 1944. por coincid0ncia.artido %ocialista $evolucion3rio sa6er3 lem6rar1se da sua antiga t3ctica. 7 em certos momentos é como se nos v-ssemos o6rigados a errar nas trevas) 8@@ A tare2a de =rilenAo era complicada pelo 2acto de *ue o terror contra o poder soviético tinha sido discutido no ?omité ?entral R?)?)S dos socialistas revolucion3rios em 191Q e tinha sido re/eitado) E agora. *uem sa6e se o terror era a sua segunda nature>akS & partido nunca levou a ca6o actos de terror) 'sso ressalta mesmo do discurso de acusa+ão de =rilenAo) Fas recorre1se 2or+osamente a 2actos deste géneroJ na ca6e+a de um dos acusados 2igurava o pro/ecto de dinamitar a locomotiva do com6oio do ?onselho de ?omiss3rios do . 7devido . passados tantos anos. durante a trans2er0ncia da sua sede para FoscovoW logo.

p3g) 45Q) 1. até . no 2undo. p3g) 451) @14 A$DU'. culpa) E se. /3 se sa6e o *ue h3 a 2a>er deles) . não 2alhaX E uma desco6erta do pensamento /ur-dico inscrita no novo ?:digo) E 11. de todo em todo. mesmo estando preso não concordava em ser li6ertado pelo terror nem por um complotS. o6) cit). o ex1?omité ?entral. tratava1se de no6res e elegantes 7expropria+9es8. p3g) @C5) A$DU'. como se v0. impulsos. mas s: através da união de todas as massas tra6alhadoras e de um tra6alho de agita+ão Rou se/a. perante um tri6unal soviético.oderia ter ocorrido este encontroY Essa possi6ilidade não est3 exclu-da)8 "ão est3 exclu-dak & *ue signi2ica *ue ocorreuc AdianteX Em seguida.E AB& #E BU AB claraJ *uando alguém se p9e a inventar. 7*uando alguém est3 disposto a denunciar. inde2eso e até inactivo. na linguagem dos revolucion3rios.$H. se tinham de alugar casas e ir de uma cidade para outraYS) #antes. a veracidade do seu depoimento consiste precisamente no 2acto de ela não revelar tudo a*uilo de *ue a acusa+ão necessita) RFas é o 6astante para o 2u>ilamento dos acusados)S 7%e se levanta o pro6lema de =onopliova inventar tudo isto))) a resposta é @4 Duanto aos outros re2éns. sim. o6) cit). *uanto ao restante. recém1eleito.$'&X 'sto. e não eram culpados de terror. tudo lhe é agora imputado apenas. direito ao cora+ãoJ 7'nimigos encarni+ados e eternos8. grandilo*uente. *ue interesse é *ue isso poder3 ter para E2imov8Y@5 'sso é. di>endo não concordar com o derru6amento da ditadura 6olchevista por *ual*uer meio. mas. muito 6em) Fas h3 melhorJ 7.E AB& #E BU AB @1@ o caminho empedrado pelo *ual se hão1de arrastar e arrastar. desorientado. em *ue estão implicados. uma ve> mais. havia 7o grupo de sapa8) Ele deu muito *ue 2alar e de repente 2oi 7dissolvido por inactividade8) Então. pelo contr3rio. todos os acusados. por ele demonstrar a*uilo de *ue a acusa+ão precisaY8 Duanto a =onopliova. %i6éria. isso era1lhes assacado agora como a sua primeira culpaJ ahX ahX. como culpa. Fas ela. /3 preso em IutirAi. mesmo sem recorrer ao tri6unal. culpa. h3 muito haviam sido perdoadosY & nosso caro procurador tira então da manga a sua reserva secretaJ 7Em <ltimo caso a não den<ncia constitui um crime. e *ue deve considerar1se como esta6elecido)8@Q & . =rilenAo.suspeitar da sua extrema perspic3cia. em %etem6ro de 1941. não tinham por assim di>er 2eito expropria+9es e. ao 2u>ilamento. *ue nunca chegou a ter dirigentes dignos dele) E cada uma das suas decis9es ou indecis9es. sem mais nem mais. oscilante e enredada hist:ria desse partido ver6alista. vai1se pro/ectando a p3lida e amarelada lu> da lanterna da lei so6re toda a insegura. tudo passava a ser 7pilhagem e enco6rimento8) Através das pe+as de acusa+ão do processo. estava. sem excep+ão. cada um dos seus movimentos. de acordo com o derru6amentoX Fas se. os nossos agradecidos descendentes) =rilenAo dispara com 2uror. ou retrocessos. escrevia ao novo. eis o *ue são os acusadosX "esse caso. de> meses antes do processo. para *ue nos enchem os ouvidos com eleY ^ouve umas *uantas 7expropria+9es8 de 2undos de institui+9es soviéticas Rcomo é *ue os socialistas revolucion3rios podiam sa2ar11se de apuros. pois. não eram culpados de derru6ar o regime. p3g) 45@) @5 'dem. mas agora.Q 'dem. não vai até ao 2im) &u aindaJ 7 evar =onopl-ova. /usto.artido dos %ocialistas $evolucion3rios é /3 culpado pelo simples 2acto de "i& %E (E$ #E"U"?'A#& A %' . então denuncia8@. *ue aca6assem com eles))) @5 =rilenAo. então inventa8 Rele sa6e de *ue 2alaX T ])%)S.

com *ue pro2undidade os cita e os interpretaX E como se desde h3 décadas mane/asse tais artigos como *uem mane/a o cutelo da guilhotina) Fas eis algo *ue é essencialmente novo e importanteJ a di2erencia+ão entre métodos e meios.ara n:s. nem na san+ão penalX .oucas coisas. ainda são genteX .est3 tudoJ 2altava s: dar um empurrão para atingir o ideal)S %ucede *ue a investiga+ão prévia se reali>ou so6 a o6serva+ão do procurador Ro pr:prio =rilenAoS e desse modo se eliminaram conscientemente alguns desacordos nos depoimentos) ^3 mesmo depoimentos 2eitos pela primeira ve> perante o tri6unal) Due *uerem. eles reservaram1se o direito de prosseguir a sua actividade anterior)8 Duanto ao réu Bendelman1Bra6ovsAi Rele mesmo /uristaS. ou lan+ado 6om6as 1 tudo é o mesmoX A pena é igualXXX #o mesmo modo *ue um pintor. /3 a. por distrac+ão. destacou1se no tri6unal pelas suas discuss9es com =rilenAo so6re a 2orma como eram 2alsi2icados os depoimentos das testemunhas.&$(AFE"(& #&% A?U%A#&%X Eles ainda não são carneiros amestrados. pelos respectivos n<meros. 2oiJ 7#urante o pr:prio processo. é em 2un+ão dela *ue /ulg3mos) Due ela 7se tenha levado a ca6o ou não. com todas as minhas 2or+as. todo o panorama dos anos @5. os principais artigos re2erentes aos contra11revolucion3rios. contra o chamado poder oper3rio1campon0s. muito poucas nos 2oram ditas acerca da atitude deles. o6) cit). p3g) 1C@) @14 A$DU'. cita as palavras *ue pronunciaram no tri6unal) & réu Ierg 7acusava os 6olchevi*ues de terem chacinado as v-timas de 5 de Janeiro8 Ra6riram 2ogo so6re os mani2estantes *ue de2endiam a Assem6leia ?onstituinteS) E i6erov di>ia sem papas na l-nguaJ 7Eu reconhe+o1me culpado de em 191Q não ter tra6alhado su2icientemente para o derru6amento do poder dos 6olchevi*ues)84C Evguenia $atner teve express9es semelhantes. dado *ue consideram 6om tudo *uanto 2i>eram) (alve> =rilenAo. a inten+ão e a ac+ão.& ?:digo é tão novo *ue =rilenAo nem teve tempo de aprender de cor. mas pode1se per2eitamente calcul31la) ]s ve>es =rilenAo. mas espero *ue o meu tempo ainda não tenha passado)8 R. *ue existia no antigo c:digo c>arista. cada ve> mais. deixa entre n:s de existirc Ela não intervém nem na *uali2ica+ão do delito. mas é ver *ue golpes assesta com esses n<meros. sua conduta no tri6unal com elogios)841 A aprecia+ão do ?omité ?entral Executivo de toda a $<ssia. através dos es6o+os de 1944. com plena clare>a e sangue12rio))) não nos preocupa o pro6lema de sa6er como o /u->o da hist:ria avaliar3 a o6ra *ue reali>amos8) . tam6ém para n:s 2oi tomando 2orma. h3 certas arestas) ^3 coisas *ue não 2oram aca6adas) "o 2im de contas 7é nosso dever di>er.est3 tudo. e de novo IergJ 7?onsidero1me culpado perante a $<ssia tra6alhadora de não ter podido lutar. com uns *uantos tra+os 2ortes de carvão. tudo é o mesmoX (omada *ue 2oi uma decisão. 2a> emergir o retrato dese/ado. isso não tem *ual*uer signi2icado essencial8)@9 Duer tenha sussurrado . passou)S #etectamos a*ui a antiga paixão pela sonoridade das 2rases.assou. mas tam6ém uma grande 2irme>aX & procurador argumentaJ 7&s acusados constituem um perigo para a $<ssia soviética. pAg) 1Q5) 'dem.)U) RJ3 a. sua mulher na cama *ue seria 6om derru6ar o poder soviético. /3 depois do /ulgamento. e so6re 7os métodos especiais de tratamento delas antes do processo8) eia1seJ é evidente *ue 2oram tra6alhados pela B). amiguinho.E AB& #E BU AB alguns dos réus encontrem consola+ão no 2acto de alguma ve> um analista se re2erir a eles ou . ainda não cheg3mos l3X Ainda não é esse o ?&F. 45 e 49) Fas não. 2eito propaganda nas elei+9es.

*ue não são comprovados pela instru+ão. de 2acto. d3 provas de aud3ciaJ na verdade. p3g) 4@Q) 4v 'dem. es*uivando1 se. *ue o re*uisit:rio i do procurador 7não é uma ordem para o tri6unal8. *ue serão o6/ecto de um processo . tendo conseguido. esmagaremos estes todos) "os campos da $<ssia cei2ava1se /3 a segunda colheita em pa>) "ão se disparava em mais nenhum lugar. p3g) @44) A$DU'. lem6re1seJ o %upremo (ri6unal 7é olhado por todos os tri6unais da $ep<6lica. sem 2alar de uma centena dentre elas.raesidium do ?omité ?entral Executivo de toda a UniãoJ este con2irmar3 a senten+a de 2u>ilamento. 2icar vivos84@ 1 para aca6ar agora por dar tra6alho a =rilenAoJ o de lev31los ao 2u>ilamento por 2orma legal) 41 =rilenAo. . *ue este se/a 7o6rigado a tomar imediatamente em conta ou a cumprir8)45 Ielo tri6unal esse. AFE") "enhum se atreveu a di>er "]&) . ' até ao <ltimoX844 Fas =rilenAo previne. aos campos de concentra+ão.etrogrado. p3g) @45) 44 'dem. na sua senten+a. podem calcul31lo por si pr:prios) Fas talve> este processo aca6e por ser cortado pelo . com esp-rito magnLnimo.ravda so6re o processo Rtodos eles liam o /ornalS 1 e todos haviam dito AFE". excep+ão dos p3tios da (cheAa) REm laroslavl. pela primeira e <ltima ve> na hist:ria da /urisprud0ncia soviética.E AB& #E BU AB @15 ?laro *ue 7a senten+a deve ser uma e a mesmaJ o 2u>ilamento de todos. mas s: cator>e pessoas) As restantes são condenadas a prisão.Fas as arestas havemos de tom31las em conta e de corrigi1las) Entretanto.erAurov. é ele *ue lhes d3 as directri>es8)4. mas suspender3 o seu cumprimento) E a sorte 2utura dos condenados depender3 do comportamento dos socialistas revolucion3rios *ue 2icaram em li6erdade Rinclusive os *ue se encontram no estrangeiroS) %e eles tiverem actividades contra n:s. a investiga+ão) E a*uilo *ue v:s considerais como uma repeti+ão da investiga+ão revista pelo procurador. era ultra/ante para =rilenAo ter1se levado meio ano a preparar este processo. o6) cit). parte) em6re1se amigo leitor. *uando estes dispunham de poderes extraordin3rios. 2u>ilava1se . *uando todos os acusados 7/3 não era a primeira nem a segunda ve> *ue tinham passado pelas mãos dos :rgãos. o metropolita Veniamin) E sempre assim. AFE". ao *ual é necess3rio explicar istoX))) E o tri6unal. de *ue existe a investiga+ãoX A investiga+ão preliminar antes mesmo da instru+ãoX E eis a explica+ão h36il *ue ele d3J a*uilo *ue se desenrolou 2ora do Lm6ito da o6serva+ão do procurador e *ue v:s considerais como a instru+ão é. gra+as a uma ou outra circunstLncia. A senten+a aplicada pelo %upremo (ri6unal é utili>ada 7como norma indicadora8)45 Duantos haver3 ainda nas prov-ncias *ue serão assim en2errolhados. em *ue se atam todos os n:s e se apertam todos os para2usos. tendo ' em conta *ue o processo é seguido pelo mundo inteiro. =rilenAo lem6ra1%e. ter1se ladrado durante dois meses na audi0ncia e perdido *uin>e horas a de6itar discursos de acusa+ão. sempre asssim)S %o6 o céu cor de tur*uesa e pelas 3guas a>uis vão navegando rumo ao estrangeiro os nossos primeiros diplomatas e /ornalistas) & ?omité Executivo de #eputados &per3rios e ?amponeses conservava no seu rega+o os eternos re2éns) &s mem6ros do partido dirigente tinham lido sessenta n<meros do . isso é a instru+ãoX &s in2ormes. ele condena ao 2u>ilamento não 7todos até ao <ltimo8. em . 7elementos 2ornecidos pelos :rgãos da investiga+ão. evitas pisar o almo2ari>) Galando em termos pro2issionais. t0m muito menos valor pro6at:rio /udicial do *ue os elementos da instru+ão *uando esta é inteligentemente organi>ada8)44 %e és esperto.

ela6orada com uma terminologia . nem tão1pouco de2ensor) %avinAov de2endia1se sem grande convic+ão. AlemanhaSW 7de manter contactos com os representantes do comando aliado8 Risto *uando era dirigente do Finistério da BuerraXSW 7de se in2iltrar. e a vida agitada de %avinAov não podia terminar calmamente em "ice) Ele não podia deixar de 2a>er uma <ltima tentativa. com todos os exageros ret:ricos da literatura pretensiosa.) U) lan+ou através deles um an>ol seguroJ a*ui. ele mani2estara1se pela declara+ão da guerra . 2inalmente T havia de *ue 2a>er rir as galinhasX 1. A$DU'. depois com esses processos precoces e com esse /ovem ?:digoY Acaso 19@5 não era tam6ém &IJE?('VAFE"(E "E?E%%Z$'& Rnecess3rio para os o6/ectivos de %taline e *uem sa6e se para os da ^ist:riaSY 44 =rilenAo. n)O 11S) (endo levado alguns agentes de %avinAov . na $<ssia. esta melodiaJ pois se tanto voc0 como n:s somos russosX))) Voc0 e n:s T isto é. *ue 2iguraria em todos os 2uturos processosJ dinheiro rece6ido dos imperialistasW espionagem a 2avor da . mas sem um dirigente de méritoX "ão se podia imaginar um an>ol mais tentadorX %im. indu6itavelmente. *uase não contestava as provas) Ele con2eria uma dimensão l-rica a este processoJ era o seu <ltimo encontro com a $<ssia e a <ltima possi6ilidade de se explicar em vo> alta) #e arrepender1se) R"ão destes pecados *ue lhe imputavam 1 mas doutros) Vinha muito a prop:sito.or*ue é *ue emendaram então. recentemente. mas *ue produ>iu e2eito) Alguém calculara certamenteJ extor*uir a %avinAov m-seras declara+9es 2alsas não 2aria senão destruir a verosimilhan+a do *uadro)S "a conclusão da acusa+ão. nos ?omités de %oldados Rentenda1seJ 2ora eleito deputado pelos soldadosSW e.ol:nia Res*ueceram1se do JapãoX)))SW e tentativa de envenenamento do Exército Vermelho com cianeto Rmas não chegara a envenenar um s: soldadoS) Em 4. n:s respeitamos esse seu amor 1 mas acaso 4Q %o6re este regresso 2i>eram1se muitas suposi+9es) Fas. 19. parecia pr:xima da realidade Rrevista "icva. u6ianAa)4Q A investiga+ão consistiu num <nico interrogat:rioJ apenas as declara+9es volunt3rias e o exame da sua actividade) Em 4@ de Agosto tinha /3 sido entregue o termo de acusa+ão) R$apide> incr-vel.. Ioris Victorovitch %avinAov cru>ou a 2ronteira soviética) Goi logo preso e condu>ido . $<ssia. a B) . tinha 7simpatias mon3r*uicas8) Fas tudo isto era velho) ^avia algo de novo nas acusa+9es. o6) cit). trai+ão e enganando outros. para pertur6ar o acusado. de Agosto a6riu o /ulgamento) & presidente era um tal Ulrich Rencontramo1lo pela primeira ve>S. não havendo *ual*uer acusador. com intuitos de provoca+ão.E AB& #E BU AB J3 pro2eticamente =rilenAo tinha deixado escapar *ue não era o passado *ue /ulgavam. p3g) 4C9) @1. mas sim o 2uturo) ?om uma 6oa 2oice. p3g) 4C5) 45 'dem.s avessas. o mais di2-cil é o primeiro golpe) ?erca de 4C de Agosto de 1944. p3g) @19) 'dem.5. para sua perdi+ão) . em 19@5Y #e *ue é *ue se *ueixavamY))) Acaso não tinham sido lan+ados todos os 2undamentos da aus0ncia de /usti+a 1 primeiro com a repressão extra/udicial da icheAa. um certo Ar1 damatsAi R*ue tinha acesso aos ar*uivos do ?omissariado da %eguran+a do EstadoS pu6licou uma hist:ria *ue.) 45 'dem. regressar ele pr:prio . p3g) @4. n:sX Voc0 ama a $<ssia. de *ue crimes não era acusado %avinAovY #e 7inimigo sistem3tico do campesinato po6re8W de 7ter a/udado a 6urguesia russa a reali>ar as suas aspira+9es imperialistas8 Rou se/a. havia uma grande organi>a+ão clandestina. passados tempos.

turvando então muitas mentesJ degeloY $egenera+ãoY Ulrich. não puderam simplesmente agarrar e salvar o seu grande e pesado corpo) "o entanto. considerando *ue os motivos de vingan+a não podem inspirar o sentido da /usti+a das massas prolet3rias8. os est<pidos. em grande segredo. contou a laAu6ovitch *ue era ele *uem tinha escrito a carta .5 a F) ") KaAu6ovitch. 2u>ilaremos centenas de milhares)S Assim.riu6el contou a um dos seus -ntimos *ue ele era um dos *uatro *ue lan+aram %avinAov. não se in*uietem.:stuma de %avinAov. o antigo tche*uista Artur . IliumAin era a <nica pessoa a *uem era permitido visit31lo permanente1 @1Q A$DU'. /3 mori6undo no campo de =olima. em todo o caso. e segundo . de *ual*uer modo. um documento /usti2icativo Rpara *ue não houvesse engulhos no servi+oS. ev Iorisso1vitch. em . parecendo desculpar1se. explicou ele mesmo.) U). papague3vamos credulamente *ue as redes de metal tinham sido estendidas nas escadas da prisão desde *ue %avinAov da. a baiumAin.) U) Acontecia *ue *uando %a1estava preso. com a anima) de Jovem *ue ainda conserva. a amistosa morte de *ue não se pode . sendo uma porta de 6alcão e não propriamente uma /anela) Eles tinham escolhido o *uartoX %: *ue *uanto a ArdamatsAi. exclamouJ 7AcreditoX 'sso coincideX Eu acreditava em IliumAin.aris. ainda por vir) mente na cela.E AB& #E BU AB @15 não a amamos n:s tam6émY Acaso não somos n:s agora a 2or+a e a gl:ria da $<ssiaY E voc0 *uis lutar contra n:sY Arrependa1seX)))S Fas o mais espantoso de tudo 2oi a senten+aJ 7A aplica+ão da pena m3xima não é exigida pelo interesse da manuten+ão da ordem legal revolucion3ria e.1por incum60ncia da B) . ao primeiro mistério do regresso. o 2u>ilamento é comutado em de> anos de priva+ão da li6erdade) 'sto 2oi sensacional.E AB& #E BU AB Fas todos os mais importantes e céle6res processos estão. de olhos 6rilhantes.riu6el se lan+aram a ele . uma)S & segundo mistério 1 a senten+a ina6itual1ente 6enévola 1 é desvendado pela 6rus*uidão do terceiro) (rata1se de um rumor surdo. a todos con2irmando. pela /anela do *uinto andar. bias ele chegou até mim e eu transmiti1o em 19. e este. 7entretendo1o8 pelas tardes) R. acreditou piamente. pensava *ue ele se ga6ava)8 Eis o *ue se apurouJ em 2ins dos .se arro/ara) 'nclin3vamo1nos diante dessa 6ela lenda e es*uec-amo1nos de *ue a experi0ncia dos carcereiros é internacionalX . explicando sensata e coerentemente por*ue é *ue se tinha suicidado) E com tanta propriedade e tão de acordo com o seu esp-rito e a sua 2orma de exprimir1se *ue o pr:prio 2ilho do morto. *ue ninguém podia ter escrito esta carta senão o seu pai. os an/os se descuidaram. os posteriores detidos da u6ianAa. e os homens da B) .ois se as redes existiam tam6ém nas pris9es americanas /3 nos come+os do século.oder3 ele temer um *ual*uer %avinAovX R%e ao 2im de vinte anos se de6ilitar. para o p3tio da u6ianAaX RG) isto não contradi> em nada a versão actual de Arda1blatsAiJ essa /anela tinha um parapeito 6aixo. se em Faio de 1945 am6os não 2ossem reco6ertos pelo terceiro mistérioJ em estado de depressão. por*ue tinha sido indultado %avinAov) Ve/a1se como em sete anos se 2ortalecera o poder soviéticoX .ressentiria acaso %avinAov *ue era a morte *ue ia 2re*uentemente visit31lo 1 a insinuante. como seria poss-vel *ue a técnica soviética estivesse atrasadaY Em 19@5. no Grauda.A$DU'. %avinAov arro/ou1se de uma das /anelas sem rede do p3tio interior da u6ianAa. e *ue se este se havia suicidado era por reconhecer a sua 6ancarrota pol-tica)49 4g E n:s. os seus an/os1da1guarda. teria vindo /untar1se o segundo mistério da senten+a Ra clem0nciaS. %avinAov deixou.

secretamente. *ue ele mesmo tinha alimentado com o seu primeiro leite sangrento) ! A E' (&$"&U1%E A#U (A &"#E estão elas. s: se alterando com esta mancha gelatinosa e sem contorno preciso da velha intelig0ncia 6urguesa. ele *ue em outros tempos 2ora auda>mente atacado por Fandelstam) Eren16urgo come+ou a escrever so6re IliumAin. essas multid9es *ue se introdu>em loucamente. nada de melhor se tendo podido inventar para raspar e lan+ar 6orda 2ora. nas nossas linhas 2ronteiri+as de arame 2arpado.ol-tico)81 & car3cter naturalmente secreto. $ep<6lica %ocialista %oviética Gederativa $ussaY A despeito de todas as previs9es cient-2icas.ol-tico aprovaram1no. mas nem contra esse chegaram a servir1se de tal artigo) Em compensa+ão. no entanto. tais multid9es não existiram e 2icou sem e2eito o artigo ditado a =urs1Ai) & <nico exc0ntrico *ue se achou em toda a $<ssia 2oi %avinAov. é necess3rio preparar isso o mais cuidadosamente poss-vel) %em prepara+ão cometeremos tonterias))) E preciso organi>ar tudo isso de tal 2orma *ue esses 7espi9es militares8 se/am ca+ados permanente e sistematicamente e expulsos para o estrangeiro) .e+o1lhe *ue mostre isto secretamente. ou pensavam 2a>01lo) E o momento de revelar tam6ém o *ue 2oi 2eito de IliumAin. perguntando ao pro2essor de leis se tinha alguma missão para a U) $) %) %) (rotsAi deu1lhe um pacote para $adeA) IliumAin levou1o. pelos vistos. tendo o camarada #>er/insAi organi>ado a ca+a. a pena oposta T a deporta+ão para o estrangeiro em ve> do 2u>ilamento 1 2oi experimentada em massa e sem tardar) "essa época ainda.adivinhar a 2ormaYS 'sso a/udou IliumAin a apanhar a maneira de exprimir1se e de pensar de %avinAov.ergunta1seJ e por*u0 lan+31lo pela /anelaY "ão teria sido mais simples envenen31loY ?ertamente *ue era inten+ão deles mostrar os restos a alguém. levou IliumAin . e. não s: não partilhou da sorte de todos os socialistas revolucion3rios de es*uerda. a penetrar na intimidade das suas <ltimas medita+9es) . ilha dos . mas prontamente se envergonhou e o deixou) ^3. sem deixar perder a sua 6rilhante ideia. Vladimir 'litch. o seu esp-rito de aventureirismo. em 2ins de 1944. *uanto antes. mas os mem6ros do Iureau . num navio. e enviados para a lixeira da Europa) REntre os . /3 tinha ca-do na cama. transmitiu1o. tendo1se aparentemente convertido ao 6olchevismo) E claro *ue o mantinham de reserva para as tare2as especialmente su/as) ?erta ve>. não.aris. escrevia em 19 de FaioJ 7?amarada #>er/insAiX Duanto . como 2oi tam6ém protegido por #>er/insAi Rcomo ele dese/ava proteger =ossirievS. era provocado pela importLncia e pela exemplaridade da medida) A disposi+ão das 2or+as de classe na $<ssia %oviética era 6em clara e contrastada. para assassinar Ia/enov Rum cola6orador do secretariado de %taline *ue tinha 2ugidoS e conseguiu lan+31lo com 0xito do com6oio. e a sua visita a (rotsAi seria um segredo 6em guardado se $adeA /3 não 2osse então um delator) $adeA denunciou IliumAin e este 2oi tragado pelas 2auces do monstro. *uanto a ele. pelo seu regresso ar6itr3rio . num acesso de c:lera. em 191Q. agora em todo o seu poder de tche*uista. cerca de tre>entos importantes homens de letras russos 2oram metidos))) numa barca+aY))). doente. vindas do &cidente. *uestão da deporta+ão de escritores e de pro2essores *ue a/udam a contra1revolu+ão. neste caso. uma noite) Entretanto. *ue na es2era ideol:gica desempenhava o papel de uma aut0ntica espionagem militar. ele 2oi enviado a .r-ncipes. ou a admira+ão por (rotsAi. e sem o reprodu>ir. e *ue n:s 2u>il3mos de acordo com o artigo 51 do ?:digo Ucraniano. esse pLntano de ideias) Duanto ao camarada enine. no limiar dos anos @C. coisas para contar) #epois do esmagamento dos socialistas revolucion3rios de es*uerda. *uando estavam a ela6orar o ?:digo. aos mem6ros do Iureau . o assassino de Fir6ach não s: não 2oi castigado.

sem tra6alho. por um simples comiss3rio instrutor do . ")A) Ierdiaiev. e desta ve> contra os engenheiros) Goi assim *ue se a6riuJ aS & . etcW e os dos escritores e pu6licistas K) 1) AiAhenvald. ') A) 'linW os dos historiadores %) .a enine. linchado pela tropa) R") dos ()S 11 =rilenAo.rocesso das Finas R1Q de Faio115 de Julho de 194QS. ) . 5)b edi+ão.514. %ec+ão Especial do %upremo (ri6unal da U)$)%)%)W presidenteJ A) K) VichinsAi Rrei1 #uAhonine. %) ) GranA. p3gs) 4. A) %) '>goiev. 6em concatenado. se come+ou a desco6ri1la.. intelig0ncia dos engenheiros e técnicos T tanto mais perigosa *uanto ocupava uma 2orte posi+ão na economia nacional e era di2-cil control31la unicamente com a a/uda da #outrina de Vanguarda) (ornava1se agora claro *ue 2ora um erro o processo em de2esa de &lden6orguer Rtinha1se reunido ali um 6om centrin6oXS e prematura a declara+ão perempt:ria de =rilenAoJ 7"ão se podia 2alar de sa6otagem dos engenheiros a partir de 194C141) 8@ %e não era sa6otagem. a ela) E. nem uma execu+ão per2eita. F) A) &ssorguin.rocesso das FinasS) Fal se tinha compreendido o *ue era necess3rio procurar 1 a nocividade premeditada. Re mantido até =ruchtchevS. apesar do inédito *ue o conceito tinha na hist:ria da humanidade. e logo. mas a nature>a de %taline e tudo o *ue a nossa /usti+a contava de inventores aspirava. nestes achados12ragment3rios não havia uma unidade de pensamento. de *ue se deixava escapar em vão 6oa carne para 2u>ilamento. 2inalmente. em todos os ramos da ind<stria e em todas as 236ricas) "o entanto. A) V) . ao *ue parece. *uer ao Ar*uipélago) Aprovado em 194. corrigido e melhorado. era pior aindaJ nocividade premeditada Resta expressão 2oi lan+ada. entran+ou todas as antigas cordas dos artigos pol-ticos numa <nica e s:lida rede de arrasto 1 o artigo 5Q 1 e 2oi utili>ado para esse género de pesca) Esta alarga1se rapidamente .) Felgunov. tam6ém l3 2oram parar matem3ticos como #) G) %elivanov)S Entretanto. o6) cit). chegou1se . p3g) 4@5) Vasilv 'vanovich AnichAov FiAhail AleAsandrovich AleAsandr %htro6inder AleAsandr AndreNevich %vechn1 Keli>aveta KevgenNevna A$DU'. I) . V) G) IulgaAov) #evido .E AB& #E BU AB nomes *ue a. as coisas não continuaram assim permanente e sistematicamente) (alve> pelo clamor da emigra+ão. o ?:digo . pelos vistos. tomo 54.E AB& #E BU AB @41 . %) ") IulgaAov.se a2irmaram e ad*uiriram a gl:ria 2iguram os dos 2il:so2os ") &) ossAi. em come+os de 194@. grande. a nossa lei amadureceu e p_de apresentar ao mundo algo de verdadeiramente per2eitoX Um processo -ntegro. como por exemplo. conclusão de *ue essa medida não era a melhor. A) A) =isse6etter. o secret3rio de eão (olstoi.) =arssavin.) ' @4C A$DU'. e de *ue nessa lixeira podiam crescer 2lores venenosas) E 2oi a6andonado tal processo) (oda a limpe>a posterior condu>ia *uer . comandante do exército russo so6 o Boverno provis:rio) Goi morto em "ovem6ro de 1915.echeAhonov) &utros 2oram ainda expedidos por pe*uenos grupos. G) A) %tepun.) Viches1lavtsev. para a *ual isso era um verdadeiro 7presente8. ') ') apchin. V) ) FiaAotin. sorte de #uAhonine4.enal.s suas m3s ami>ades.

e esteve tr0s ve>es preso depois da $evolu+ão de &utu6ro Rem 1915. ou se/a.ol-tica e Estatal Uni2icadaJ R&) B) . inclusive. precisava1se de colocar . em 19. logo a partir do dia do termo do . o imprudente =rilenAo.altchinsAi.rocesso das Finas R*ue punha em causa a ind<stria de extrac+ão car6on-2era.ela sua actividade revolucion3ria tinha sido perseguido pelo c>aris1mo.ravda. a partir de 194C. e VichinsAi s: de>. *ue /3 tinha passado para o pulso de 2erro de lagoda) ^avia *ue criar e desmascarar a organi>a+ão dos engenheiros.E AB& #E BU AB presidente do ?omité da 'nd<stria de Buerra. tam6ém) "aturalmente. sem d<vida. 2inalmente. t-nhamos 2or+as.4. nessa grandiosidade residia tam6ém a 2ra*ue>a desse processoJ se para cada réu 2osse necess3rio manipular apenas tr0s 2ios. cap-tulo de>S) . não s: desconhecia a resist0ncia dos materiais. preencher as lacunas devidas .ara isso. cin*uenta e seis testemunhas) BrandiosoXXX Ai dele. a envergadura do . do . mas =rilenAo tinha s: de> dedos. onde tanto o tri6unal como o procurador. sendo. como tam6ém não tinha no+ão das possi6ilidades de resist0ncia das almas. lemos no hvie>tia um necrol:gio so6re as v-timas da repressão) G) *uem o assinouY & campeão da longevidade Antonov1 %aratovsAiX 5 . pro2essor do 'nstituto de Finas e consultor do . 44 de Faio de 194Q. *ue durante a guerra mundial era /3 o camarada 4 E os mem6ros assessores eram velhos revolucion3rios. pela simples sonoridade dos seus apelidos.altchinsAi 2oi apontado como o principal réu do novo e grandioso processo) "o entanto.tor ainda da Universidade Estatal de FoscovoSW acusador principalJ ") V) =rilenAo Rencontro céle6re. a sua incapacidade de deslocar ou re/eitar o 6loco da senten+a 1. inc<ria c>aristaY #epois de Gevereiro. de resto.) U)S. em anteriores processosS 1 a importLncia dos réus e dos de2ensores. não o6stante a ruidosa actividade de procurador *ue exercia h3 /3 de> anos) A escolha de =rilenAo revelou1se err:nea) . tomando o com6oio em marcha.rocesso das Finas *ue =rilenAo come+ou a cavar um novo e mais largo 2osso Rca-ram. são nomes *ue se recordam 2acilmente) #e repente. o da engenharia. sua 2rente v3rias 2iguras importantes. uma espécie de transmissão /ur-dica do testemunhoS4W cin*uenta e tr0s acusados. estes seriam /3 cento e cin*uenta e nove. ele passou a ser o camarada ministro do ?omércio e da 'nd<stria) .lano do Estado) Galaremos mais pormenori>adamente so6re ele na . Vassili1'u/in e Antonov11 %aratovsAi) Eram simp3ticos e. vista e eram imperdo3veis precisamente ao experiente =rilenAo) "o um6ral da sociedade sem classes. nele dois cons:cios seus. destacado engenheiro de minas /3 nos come+os do século.rocesso das Finas 1 os acusadores p<6licos &ssadtchi e ?heinS) (orna1se desnecess3rio di>er com *ue gosto e ha6ilidade lhe prestou aux-lio todo o aparelho da Administra+ão . p3g) @) @44 A$DU'. aspirariam unanimemente a um mesmo o6/ectivo) Além do mais. sociedade os seus graves crimes8. *ue dirigia os es2or+os de guerra do con/unto da ind<stria russa. tanto a de2esa como os acusados. para organi>ar um processo /udicial sem con2lito Rre2lexo do nosso regime interno não con2litualS. <nica e exclusiva do #on6assS era desproporcionada para a época) Goi. os de2eitos do novo processo estavam . 7os acusados procuravam revelar .arte '''. poss-veis de nocividade premeditada) Duem não conhecia uma 2igura tão indu6itavelmente 2orte e insuportavelmente arrogante como . mas não todosJ s: de>asseis dentre eles) (re>e o2ereciam resist0ncia) Vinte e *uatro não se reconheciam em geral culpados)5 'sso era uma mani2esta+ão inadmiss-vel de discordLncia *ue as massas não podiam compreender) Ao lado dos méritos Rconseguidos.iotr AAimovitch . *ue a6rangia todo o pa-s) . e *ue sou6e. ao penetrar num dom-nio novo para ele. 191Q e 1944S.

&%%uVE o2erecer resist0ncia. até são muitasX (r0s das oito pertencem . o pr:prio Antonov1%aratovsAi e o nosso 2avorito =rilenAo) Agora /3 não h3 7ra>9es técnicas8 *ue impe+am de o2erecer ao leitor o estenograma completo do processo 1 ele a. *ue 2icou a ser uma o6ra1prima da nossa /usti+a e um modelo inating-vel pela /usti+a mundial) 6S & .rocesso das FinasS) ^ão1de exclamar os leitoresJ então oito pessoas podem representar toda a ind<striaY . ou *ue se oponham . mas eles demonstraram *ue é . além disso. um ramo pouco vanta/oso) E perdeu1se outro anoX & pa-s aguardava o processo universal dos sa6otadores da economia.ara n:s. $am>inX Este 2oi preso e em tr0s meses preparou1se e encenou1se magni2icamente o espect3culo. mas era na verdade demasiado velho e.) U) so6re o 2u>ilamento dos tr0s.est3Q 1..E AB& #E BU AB @4@ 19@C *ue alguém desencantou e prop_s o director do 'nstituto de (écnica (érmica. hvie>tia.ro/ectosY #irectri>esY ?omunicadosY ?onsidera+9esY #en<nciasY "otas pessoaisY "adaX 'sto é 1 "EF UF .acotesY #ocumentos denunciadoresY . e so6re a condena+ão de muitos outros *ue não eram mencionados).) U) cometeu tal descuidoJ prender tanta gente e não ter conseguido arre6anhar nenhum papelY 7^avia muitos8. mas *ue ao mesmo tempo se mostrasse dé6il e completamente d<ctil) Fas ele compreendia tão mal esta maldita ra+a de engenheiros *ue perdeu ainda um ano em tentativas desa2ortunadas) A partir do Verão de 1949. mas este morreu sem ter aceite representar esse vil papel) ?onseguiram vergar o velho Giodotov.lanosY .E '"^&X ?omo é *ue a B) . não se entregou. ramo important-ssimo para a de2esa nacional))) Fas h3 nesse caso uma multidão de testemunhasY %ete pessoas. pertencia . pelos grandes pre/u->os premeditadamente causados . lagoda pu6licou. um conciso comunicado da &) B) . e =rilenAo não conseguia lev31lo a ca6o)5 E 2oi s: no Verão de . tam6ém sa6otadoras da economia. prova.&%%uVE manter1se 2irme 1 e assim deixaram uma ardente chama de reprova+ão dirigida a todos os céle6res acusados posteriores) Escondendo a sua derrota.A.artido 'ndustrial R45 de "ovem6ro15 de #e>em6roS. e tam6ém presas) . ind<stria t0xtil. 44 de Faio de 1949) 5 E muito poss-vel *ue este seu 2racasso o tenha 2eito cair nas m3s gra+as do che2e e determinado a condena+ão sim6:lica do ex1procurador nessa mesma guilhotina) A$DU'. aguardava1o o camarada %taline. ind<stria t0xtil. mas 72oi tudo destru-do8) $a>ãoJ 7onde guardar os ar*uivosY8 "o processo são apresentados unicamente v3rios artigos de . economia.altchinsAi suportou todos os meios de tratamento conhecidos pela &) B) . *ue E . toda a ind<stria do pa-s. E *uanto tempo perdido para nadaX Duase um anoX Duantas noites de interrogat:rioX Duantas 2antasias dos in*uiridoresX E tudo em vão) =rilenAo tinha de recome+ar tudo pelo princ-pioJ procurar uma 2igura *ue 2osse 6rilhante e 2orte. sessão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) & pr:prio VichinsAi.) U). e pelos vistos tão1pouco se entregaram. ") =) VonmeA e A) G) VelitchAo) %e Galeceram durante as torturas ou 2oram 2u>ilados.s voltas com =hrenoAov. presen+a de correspondentes estrangeiros) 'deia grandiosaJ no 6anco dos réus. andou . todos os seus ramos e :rgãos de plani2ica+ão) R%: o olhar do construtor distingue a 2alha por onde desapareceram a minera+ão e os transportes 2errovi3rios)S A acrescentar a isto h3 a parcim:nia na utili>a+ão dos materiaisJ são acusadas apenas oito pessoas Rsendo levados em conta os erros cometidos no . e morreu sem ter assinado *ual*uer a6surdo) Juntamente com ele 2oram postos . é coisa *ue por en*uanto não sa6emos.rocesso do . em 44 de Faio de 1949.

p3g) 4QQ) . em *ue o arrependimento 2a> irromper do peito mon:logos intermin3veis. *ue alguém 2i*ue por desmascarar. mas não. 7o seu cad3ver ou o seu tra6alho8Y E *uais eram os crimes hediondos desses engenheiros 6urguesesY Ei1los) .artido 'ndustrial. não é a sua primeira experi0ncia) 7A melhor prova de todas as circunstLncias é sempre o reconhecimento da culpa6ilidade pelos réus)89 Um reconhecimento aut0ntico. *uando os tra6alhadores estavam dispostos a dar *uarenta a cin*uenta por centoS) $etardavam os ritmos de extrac+ão de com6ust-vel local) "ão desenvolviam o =u>6ass com su2iciente rapide>) Utili>avam as discuss9es econ:micas te:ricas Rdevia a6astecer1se o #on6ass com a central eléctrica do #niepre. mas eis a descri+ão do de2ensor &tsepJ 7As palavras dos réus 2lu-am diligentemente. não 2or+ado. antes de tudo. Editora egisla+ão %oviética. 7A nossa ideologia 6urguesa8 ))) & procuradorJ 7Esse 2oi o seu erroY8 (charnovsAiJ 7E o meu delitoX8 =rilenAo. um cidadão soviético8 e 7em un-ssono com todo o povo tra6alhador. para maior clare>a. construir a superauto1estrada Fos1covo1#on6assYS para retardar a solu+ão de importantes pro6lemas) REn*uanto os 1C . Foscovo. com 2rie>a e tran*uilidade pro2issional)8 Essa agoraX (anta paixão na con2issãoY E dilig0nciaY E 2rie>aY 'sso é poucoJ pelos vistos. depois de extensas explica+9es. 2alar.ara isso l3 est3 "iAolai Vassilievitch =rilenAo) "a verdade. mais claro. 2a> um 6reve resumo. h3 cinco audi0ncias *ue toma ch3 com 6olachas ou o *ue *uer *ue lhe vão servir) ?omo é *ue os réus conseguem resistir a uma tal descarga emocionalY "ão havia grava+ão em magneto2ones. os seus pr:prios argumentos são estreitos e 2ormulados contra vontade. VichinsAi lhes pede *ue 2alem mais alto. *ue um apelido 2i*ue por pronunciar. 2alam.rocesso do . *ue a inten+ão lesiva de alguém 2i*ue por denunciar) E como se descomp9em a si pr:priosX 7Eu sou um inimigo de classe8. pois o 7de2ensor soviético é. chama hist:rico ao seu discurso de acusa+ão. e não contestam a nature>a dos seus crimes nem a *uali2ica+ão das suas ac+9es. sem se*uer serem interrogados) $am>in.E AB& #E BU AB é necess3rio 2a>er perguntasJ os réus 2alam. 2re*uentemente. nada tem *ue 2a>er. pois nada se ouve) A de2esa não altera no m-nimo *ue se/a a harmonia do processoJ ela est3 de acordo com todas as suposi+9es do procurador. como é costume para os estudantes med-ocres) & *ue mais temem os réus é *ue algo 2i*ue por esclarecer.laneavam a diminui+ão do ritmo de desenvolvimento Rpor exemplo. denunciar. nem . estigmati>arX & velho Giodotov Rde sessenta e seis anosS é convidado a sentar1seJ o *ue disse /3 6astaX. logo *ue VichinsAi a interrompe) &s advogados apenas de2endem dois ino2ensivos acusados da ind<stria t0xtil. o seu texto arrependido e 2luente é murmurado com tanta 2rouxidão *ue. discutindo somente se não poder3 o seu cliente escapar ao 2u>ilamento) & *ue ser3 mais <til. exp9em de 2orma l:gica tudo o *ue é imprescind-vel para acus31los.rocesso do . ele o2erece1se para dar ainda esclarecimentos 1e interpreta+9esX Em cinco sess9es seguidas. experimenta um sentimento de indigna+ão pelos crimes dos seus clientes8)1C "o interrogat:rio da audi0ncia a de2esa 2a> perguntas t-midas e simples e desiste imediatamente. 19@1) a 'dem. o crescimento anual da produ+ão 2icaria redu>ido apenas a vinte ou vinte e dois por cento. e depois pedem ainda a palavra para completar o *ue se es*ueceram de di>er. 7Eu sou um corrompido8. sincero. camaradas /u->es. p3g) 45@) @44 A$DU'./ornaisJ da emigra+ão e do interior) Fas como condu>ir a acusa+ãoYX))) . simplesmente. explicam. e se dese/a 2alar.artido 'ndustrial.

de todas as 2ormas. A$DU'. t-nhamos de extrair esses *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta Risto é. o pre/u->o não aparecia so6 a 2orma de destrui+ão ou de deterioramentoJ tratava1se de um plano operacional *ue devia condu>ir . repetimos cada ponto e o mastigamos cinco.se. *uarenta e dois milh9es de toneladas de na2ta são imposs-veis de extrair. como é amargo o pão do procuradorX #ecidiu1se *ue tudo seria pu6licado palavra por palavraX 'sso signi2ica *ue todos os engenheiros o lerão) Uma ve> a6erto o vinho.A$DU'. evola1se. no decurso do /ulgamento. crise geral e até . su6missos. as matérias11primas e as possi6ilidades de ela6ora+ão Re isso mani2estava1se especialmente no ramo t0xtil onde se constru-ram uma ou duas 236ricas a mais para o algodão colhidoS) #epois. oito ve>es. de cima assim o haviam ordenadoS))) ora. de um tra6alho *ue não era da sua es2era) Due do grosseiro n: levantam voo sem di2iculdade as asas poderosas do pensamento do século !!) &s presos ali estão. precisamente. insiste na sua o leitor dos anos . di> com cepticismo o nosso leitor) ?omoY . enchem1se de caracteres min<sculos com su6tile>as técnicas) & c3lculo é *ue o leitor se sinta aturdido. paralisa+ão da economia em 19@CX Fas não condu>iu a isso. deram1se saltos de planos minimalistas para maximalistas) E come+ou uma clara e premeditada actividade nociva.ara si isso é poucoY Fas se. esmagados. de todos os modos. mas o pensamento. através das 2astidiosas autodeclara+9es.E AB& #E BU AB @45 engenheiros discutem. sem se consultar o plano do Estado. com o desenvolvimento acelerado dessa mesma in2eli> ind<stria t0xtil) E o pior é *ue pro/ectavam Rmas sem uma s: ve> as reali>arem em nenhum lugarS ac+9es de sa6otagem na energética) #esse modo. ora))). não lhe chegando as noites nem os dias de 2olga para ler tudo. 2ixando1se apenas nos estri6ilhos colocados de ve> em *uando em alguns par3gra2osJ sa6otadoresX %a6otadoresX Fas se. ora))). em *uais*uer condi+9es *ue se/a)8b Entre estas duas impossi6ilidades se comprimia todo o tra6alho)dessa desgra+ada gera+ão de engenheiros) & 'nstituto de (écnica (érmica orgulha1se dos resultados da sua principal investiga+ãoJ elevou 6ruscamente o coe2iciente de utili>a+ão do com6ust-velW a partir . em *ual*uer reunião sindical. se puder duplicar . vontade as percentagensY AhX. gra+as ao elevado n<mero de contratos de 2inanciamento e produ+ão proposto pelas massas R*uantidades duplasXS) &ra. é necess3rio 6e601loX E =rilenAo lan+a1se auda>mente a discutir e a 2a>er perguntas so6re os pormenores de engenhariaX E as 2olhas soltas e intercaladas dos grandes /ornais. por causa dos contraplanos 2inanceiros para a ind<striaY ^aver3 uma despropor+ão. *ue a /i6:ia da u6ianAa se tinha incum6ido de uma *uestão.C) "ão poderia ocorrer tudo isso. ele se decide a lerY inha ap:s linhaY Ver3 então. pode ser *ue não resulte assim tão poucoY &ra. esse. ela6oradas sem nenhuma intelig0ncia nem ha6ilidade. as coisas estão paralisadasXS $etinham o exame dos pro/ectos de engenharia Rnão os aprovavam instantaneamenteS) "os cursos so6re a resist0ncia de materiais aplicavam uma linha anti1soviética) 'nstalavam m3*uinas anti*uadas) ?ongelavam capitais rdespendiam1nos em constru+9es prolongadas e custosasS) $eali>avam repara+9es desnecess3rias RXS) Aproveitavam mal o metal Rsortimento incompleto de 2erroS) ?riavam despropor+9es entre as o2icinas.E AB& #E BU AB Eis em *ue am6iente eles tra6alhavam) =alinniAovJ 7Entre n:s tinha1se criado um clima de descon2ian+a técnica)8 aritchevJ 7Duer *uiséssemos *uer não. apanhados. e mesmo as assustadas e 2atigadas anguas dos réus conseguem nomear e di>er1nos tudo) @4.

*ue congelavam o capitalX R"a verdade. *ue sa6otavam. de 6oa mente. p3g) @.rocesso do . para os dentesYS #o 6anco dos réus concorda. *ue são mais carasW nos pr:ximos de> anos 2icar3 mais 6arato comprar as inglesas. ser3 inevit3vel mud31las. ra>ão por *ue não devemos copiar o *ue se l3 2a> como os macacos. tinham decidido aumentar o n<mero de locomotivas e de vag9es) "ão ser3 isto uma moderni>a+ãoY "\&. então pode chamar a isso sa6otagem) &s ingleses di>emJ eu não sou su2icientemente rico para poder comprar coisas 6aratas))) E ele tenta explicar docemente ao teimoso procuradorJ 7Dual*uer *ue se/a o ponto de vista te:rico. tendo1a Giodotov 6aixado para seis 1 por*ue não para cincoY Eis a sa6otagemX RFas se a tivesse 6aixado para . sem pensarem nada no amanhã))) & velho Giodotov tenta explicar onde vão perder1se centenas de milhares e milh9es de ru6los. ser3 necess3rio gastar dinheiro no re2or+o da parte superior das pontes e das viasX Ap:s uma pro2unda re2lexão econ:mica so6re o 2acto de *ue na América o capital é 6arato e a mão11de1o6ra cara. diminuindo o n-vel de produ+ão do com6ust-velX "o plano dos transportes propuseram o ree*uipamento de todos os vag9es de trac+ão autom3tica T isso signi2ica. a %AI&(ABEFX ?ongelamento de capitaisX A6sor+ão de arma+9es *ue escasseiamX RBuard31las1ão. para voc0s é sa6otagemX . com a explica+ão de *ue num pra>o de cem anos isso se /usti2icava T l3 estava ela ainda.5) A$DU'. tomem notaXS. construir para os oper3rios edi2-cios com amplitude e 6om ar Rportanto no ?omissariado do (ra6alho tam6ém h3 sa6otadores. 2ornecem1se normas suscept-veis. em lugar de simples cimento. uma ve> mais.ois o *ue voc0s *uerem é apanhar as coisas ho/e. em6ora menos aper2ei+oadas. recorrendo a um maior n<mero de tra6alhadores) #entro de um decénio. en*uanto entre n:s sucede o contr3rio. mistura))) Fas o procurador não escutaX ?om a o6stina+ão de uma pedra ele volta ao assunto de> ve>es durante o processo. por acaso. se/am *uais 2orem as *ue tenhamosl e então compr31las1emos mais caras) A. devido ao 2renesim selvagem do . Giodotov chegou . *ue 2icaria mais 6arato. p3g) @45) 14 'dem. insiste e insiste numa *uestão espectacular. de *ual*uer maneira. a trac+ão autom3tica s: pode introdu>ir1se e amorti>ar1se a longo pra>o e n:s temos necessidade dela /3 para amanhãXS A 2im de aproveitar melhor as linhas 2érreas de via simples. voltando aos dados do pro6lemaJ por*ue é *ue passaram a construir 7236ricas1pal3cios8. no 2uturo plano. sua designa+ão. apresentam1se menos exig0ncias *uanto . mera sa6otagemX ?om e2eito. extrac+ão do com6ust-vel 1 isso %'B"'G'?A DUE ^&UVE %AI&(ABEF.lano Duin*uenalJ o algodão não é seleccionado no lugar da colheita. como poder3 explicar1se mais claramente o aterrori>ado réuY))) & *ue para n:s é teoria. GiodotovJ 7E :6vio *ue se se puseram a contar cada Aopec. para *ue se/a enviada a cada 236rica uma determinada *ualidade correspondente .da-. no pa-s do proletariado. *ue os médicos exigiam uma caixa de ar de nove metros de altura. no 2im de contas.ovo *ueria.E AB& #E BU AB @45 Iom. de serem consideradas pre/udiciais)148 11 . com tectos altos.reside a sa6otagemX %o6 a apar0ncia de economia o *ue o réu não *uer é *ue na ind<stria soviética ha/a as m3*uinas mais avan+adasX E *uando se lan+aram a construir novas 236ricas de 6etão armado. insiste. sendo tudo expedido desordenadamente. conclusão seguinteJ não é vanta/oso comprar agora cei2adoras1de6ulhadoras americanas.artido 'ndustrial. amplos corredores e demasiado 6oa ventila+ãoY Acaso não se trata de uma actividade pre/udicialY "ão é isso imo6ili>a+ão irrevers-vel de capitalXX &s sa6otadores 6urgueses explicam1lhe *ue o ?omissariado do . .

rocesso do . por imposs-vel.lano Duin*uenal a reali>ar em *uatro anos) %a6eremos então *uanta ri*ue>a e *uantas energias populares 2oram desperdi+adas em vão) %a6eremos como . não pense)))15 =rilenAoJ 1 ?on2irma1oY GiodotovJ 1 Galando com propriedade))) em certas passagens))) parece *ue em geral))) sim)1. com as suas instala+9es. em6ora tenham de continuar a desempenhar o seu papel. houve um atraso premeditado e nocivoW se se su6ordinaram aos caprichos da 2antasia de avan+ar. mas dev-amos Rem virtude desse est<pido planoS produ>ir tr0s mil.rocuram explicar a =rilenAo *ue.ara os engenheiros Ra*ueles *ue ainda estão em li6erdade. relativamente ao custo glo6al de toda a 236rica. isso não a2ecta mais do *ue tr0s por cento do custoW mas não. melhoramentos. concordem *ue não é pouco) =rilenAo a6usa muitas ve>es dos seus artistas até os levar a uma entoa+ão 2atigada. no 2undo. com o 2im tam6ém de sa6otar) %e desenvolveram um ramo da ind<stria com prud0ncia. por um peda+o de vida) =rilenAoJ 1 Est3 de acordoY GiodotovJ 1 Estou de acordo))) em6ora. p3g) 4C4) @4Q A$DU'. antes do ?entro dos Engenheiros)8 R(charnovsAiS u 7"ão são necess3rias *uais*uerbac+9es de sa6otagem)))8 7Iasta levar a ca6o as ac+9es previstas e tudo se consumar3 por si mesmo)814 Ele mesmo não pode exprimir1se mais claramenteX 'sso passa1se depois de v3rios meses de u6ianAa e no 6anco dos réus) Iastam as ac+9es previstas Risto é. digamos. paor meio da priva+ão do sono e do cala6ou+o 1 e voc0s mesmos poderão 2ornecer1me 2actos convincentes de *ue é poss-vel terem praticado actos de sa6otagem)S 7#01me um exemplo claroX #01me um exemplo claro do seu tra6alho de sapa8. a sa6otagemJ 7":s t-nhamos a possi6ilidade de produ>ir.*uatro e meio seria.E AB& #E BU AB . . estimula o impaciente =rilenAo) R#ar1lhe1ão exemplos clarosX ^aver3 alguém *ue aca6ar3 por escrever a hist:ria da técnica nestes anosX Ele citar3 todos os exemplos. outra ve> e outra ve> so6re essa *uestão da altura do tectoX E como se atreveram a montar tão potentes ventiladoresY Era a previsão dos dias mais *uentes de Verão))) E por*u0 para os dias mais *uentesY "os dias mais *uentes. e*uipamentos de) 6aseJ tudo era imo6ili>a+ão de capitaisW o tra6alho até ao desgaste do material tornava1se uma ac+ão sa6otadoraX RAcrescente1se *ue os investigadores conhecerão tudo isto através dos réus. ordenadas de ?'FA pelos che2es torpes *ue dirigemS e o plano. e não hav-amos adoptado as medidas necess3rias para essa produ+ão)8 1@ .ara um relat:rio o2icial da*ueles anos. *ue os oper3rios tomem um 6elo 6anho de vaporX "o meio de tudo issoJ 7As despropor+9es eram preconce6idas))) Uma torpe organi>a+ão tinha ar*uitectado 6em as coisas. desmoronar1se13 por si pr:prio) 3 est3 ela. do mesmo modo. *uando /3 sentem vergonha pelo dramaturgo. p3g) 4C4) 14 'dem. a despropor+ão 2oi tam6ém pre/udicial) $epara+9es. revisto e depurado. houve uma rutura do ritmo. pelo a6surdo de os o6rigar a moer e a remoer. a pressa teve por 2im sa6otarW se não se apressaram. *ue ainda não 2oram presos. 6ons ou maus) Ele poder3 avaliar todas as convuls9es histéricas do vosso . *ue t0m de tra6alhar animosamente depois de um processo *ue denigre toda a classeS.artido 'ndustrial. ele insiste ainda outra ve>. não existe sa-da) (udo é mau) E mau o sim e é mau o não) E mau avan+ar e é mau recuar) %e se apressaram. uma insolente sa6otagemJ recriar para os livres oper3rios soviéticos as horr-veis condi+9es das 236ricas capitalistas)S . mil toneladas.

artir3 da Iessar36ia e.est3X E todas as 6ocas se 2echaram) E todos os o6/ectores 2ran>iram as so6rancelhas) E s: se ouvia o patear das mani2esta+9es e um 6rado atr3s da /anelaJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Fas não é poss-vel dar mais pormenoresY E para *u0Y))) En2im. apoiando1se na margem direita do #niepre. menos as pati2arias arrastam ao 2u>ilamento) Fas. ainda muito menos com6ateria. entre elas as t0xteisX %erão desencadeados actos diversionistas) RAten+ão.`2 15 . acess-veis e compreens-veis mesmo a um anal2a6etoXXX & . as coisas passar1se1iam assimJ a Gran+a não com6ateria ela mesma.aralelamente. *uer se/am de estrangeiros. houve 2alta de coordena+ão) Iom. sendo um inimigo terr-velS) A et:niaX E a Est:niaX REstes dois pe*uenos pa-ses a6andonariam gostosamente as preocupa+9es dos seus /ovens regimes e todos em massa se lan+ariam nas con*uistas)S Fas o mais terr-vel de tudo é a direc+ão do golpe principal) ?omo. ela é /3 conhecidaY %imX .E AB& #E BU AB ^aver3 explos9esY "ão. porta 2echada não devem di>er *uais seriam os actos de sa6otagemX "em mencionar as 236ricasX "em indicar *uais os pontos geogr32icosX "em mencionar os apelidos. e se separaram. p3g) @5.reparava uma interven+ão estrangeiraW 4S $ece6ia dinheiro dos imperialistasW @S Exercia espionagemW 4S (inha distri6u-do as pastas do 2uturo Boverno) A. haviam1na marcado para 194Q) Fas não chegaram a p_r1se de acordo.rocesso do . nem lutas de partidos) Iastava apitar e todas as divis9es se poriam em marcha para a interven+ãoX . trans2eriram1na para 19@C) #e novo não se chegou a acordo) Gica então para 19@1) . reservando para si Rcomo pre+o da organi>a+ão geralS uma parte da UcrLnia) A 'nglaterra.E AB& #E BU AB @49 os melhores pro/ectos 2oram condenados e reali>ados os piores.rimeiro. em todas as vias 2érreas)))1Q & autor utili>a no texto a expressão chinesa) R") dos ()S Essa 2lecha. avan+ar3 directamente so6re FoscovoX Q E.rimeira Buerra Fundial. duas outras unidades t0xteis serão constru-das na . nesse momento 2atal. acusados. segundo os piores métodos) Fas *uando são os guardas1vermelhos15 *ue dirigem os engenheiros das explora+9es de diamantes. provocar1se1ão engarra2amentosX "as centrais eléctricas. cem mil emigrantes Reles h3 muito *ue de6andaram. nem di2iculdades.ol:nia Ra ela davam11lhe metade da UcrLniaS) A $oménia Rsão conhecidos os seus 6rilhantes 0xitos na . havia a . pois. mas como medida de atemori>a+ão promete enviar uma es*uadra para o mar "egro e para o I3ltico Rpor isso se lhe dariam o petr:leo do ?3ucasoS) &s principais com6atentes seria)m. deixando a União %oviética mergulhada nas trevas. sessão . não é preciso entrar em pormenores) Duanto mais pormenores se dão. *uem é *ue a desenhou para =rilenAo no ma+o de cigarrosY "ão seria J*uele *ue meditou toda a nossa de2esa para o ano de 1941Y))) @@C A$DU'. mais adiante. o .artido 'ndustrial. 'dem. mas 6astava uma apitadela para imediatamente se reuniremS) #epois. p3g) 445) 1. ind<stria t0xtilX .ropriamente 2alando. até . est3 6em. *ue 6om pode sair da*uiY &s diletantes e entusiastas 2a>iam ainda mais desgastes do *ue os che2es torpes)S %im.) A$DU'. esperem. e todas as m3*uinas 2icarão paralisadas. *uer dos nossosXS Acrescentem a isto o golpe mortal *ue ser3 dado .artido 'ndustrial provocar3 tam6ém curto1circuitos. s: *ue ser3 ainda mais terr-vel) (odos eram dirigidos pelo *uartel11general 2ranc0s) A Gran+a Rnão éS não tinha mais com *ue se preocupar. ainda não é tudoX &s crimes mais importantes ainda estão por virX Ei1los.artido 'ndustrialJ 1S . ei1los.

artido ?ampon0s do (ra6alho. numa institui+ão central do exército. a6ster1se de indicar a sua nacionalidadeS)4C Ultimamente tinha1se come+ado a 7preparar ac+9es de trai+ão por parte de certas unidades do Exército Vermelho8 Rnão nomear a armaX. p3g) 4C9) A$DU'. é segredoS hangares para *ue os avi9es dos intervencionistas não 2icassem . procuradorY Duem aponta com o seu dedoYS "a realidade por*u0 o . mas uma das testemunhas 6ateu com a l-ngua nos dentes. s: uma ind<stria essencial tinha so2rido perdasXS #e todas as 2ormas.ol:nia e a $oménia) Iem.E AB& #E BU AB @@1 esmore+am.Iielorr<ssia. *ue em 1941 essas crédulas massas de mani2estantes expiaram o tra6alho #E%%A% .olessie e o pLntano pr:ximo do lago 'lhmen) VichinsAi pro-6e *ue se mencionem os lugares exactos. . =) e $) Rnão mencionar em nenhum caso os nomes e. as suas priva+9es e os seus so2rimentos. o tra6alho dessas personagens8)41 RE parece *ue adivinhouJ 2oi precisamente com as suas vidas. a6rindo1se então aos intervencionistas os caminhos mais curtos de modo a alcan+ar Foscovo sem molhar os pés nem os cascos dos cavalos Rpor*ue é *ue aos t3rtaros isso tinha sido tão di2-cilY . e as suas priva+9es. ora os nossos industriais emigrados consideram *ue as suas antigas empresas ainda não tinham sido su2icientemente reconstru-das pelos 6olchevi*ues 1deixem *ue os 6olchevi*ues tra6alhem ainda um poucoX E depois não havia maneira de p_r de acordo a . para servir de 6ase de apoio aos intervencionistasXa19 #ominando as 236ricas t0xteis. ordem de prisãoXS ?élulas de estudantes de esp-rito anti1soviético))) REstudantesY (omem nota. uma célula de 2inanciadores. não tinha havido interven+ão. mas tinham a inten+ão de agrupar Rem6ora tão1pouco o 2i>essemS. por*ue é *ue não se reali>ou a interven+ãoY . constitu-da por antigos o2iciais do Exército Iranco) RAhX.oincaré em Gran+a.artido 'ndustrialY .or*ue é *ue "apoleão 2oi incapa> de atingir FoscovoY Evidentemente.ois. e os seus so2rimentos. p3g) @5. chuva) (am6ém constru-ram Rproi6ido di>er ondeS depend0ncias para os intervencionistasX R&nde se alo/ariam todos os ocupantes sem domic-lio das guerras anterioresY)))S As instru+9es para tudo isso rece6iam1nas os réus de misteriosos indiv-duos estrangeiros.olessie e do 'lhmen) Fas desta ve> 2icar3 a desco6erto a cidade das pedras 6rancasXS Acrescente1se ainda *ue. o Exército IrancoY (omem nota. estes arremeterão inexoravelmente so6re FoscovoX Fas eis o complot mais pér2idoJ eles *ueriam Rnão tiveram tempoS drenar a corrente do =u6an. *ue o poder soviético se descuidou) . devido aos pLntanos de .) R"ão tro+avam.or outro lado. pilheriavam)S 4C 'dem. mas *uase nada 2i>eram.artido 'ndustrialX &uvem o patear da multidãoY &uvem o descontentamento das massas tra6alhadorasJ 7] F&$(EX ] F&$(EX ] F&$(EX8 Ve/am como des2ilam 7a*ueles *ue em caso de guerra terão de expiar com as suas vidas. nem tudo o *ue verga *ue6ra) Due os tra6alhadores não 19 . esclareceu1seJ o pro/ecto era vasto. não nomear as unidadesX. sim) Fas decidiram convert01lo em partido) Era algo de mais s:lido) Assim seria mais 23cil lutar pelas pastas no 2uturo Boverno) 'sso 7mo6ili>aria as massas de técnicos e de estrangeiros para a luta pelo . contra o . os pLntanos de .E$%&"ABE"%X Fas para onde aponta o seu dedo.oder8) E contra *uem lutarY . so6 a apar0ncia de 236ricas de serra+ão. pensando *ue tudo agora est3 perdido.artido 'ndustrial. ordem de prisãoXS R"o entanto. se constru-ram Rnão se pode mencionar o lugar.rocesso do . contra os outros partidosX Em primeiro lugar.or*u0 um partido e não um ?entro de (écnicos e de EngenheirosY (-nhamo1nos acostumado a 2alar de ?entroX ^avia tam6ém um ?entro.or causas diversas e complexas) &ra não 2ora eleito . mas houvera um . não nomear os apelidosXS) E certo *ue nada disso reali>aram. en2im.

*ue nem uma s: ve> se reali>aram elei+9es) Duem *uis.artido Fenchevi*ueX Fas então o ?entroY A. h3 de trinta a *uarenta mil engenheiros) 'sso signi2ica *ue de cada sete deterão um e os seis restantes 2icarão assustados)S E os contactos com o . de repente os réus 7es*uecem1se8 de insigni2icLncias.artido ?ampon0s do (ra6alhoY Encontravam1se no . o ?omité ?entral delesX E verdade *ue não houve nunca uma con2er0ncia. p3g) 4@5) @@4 A$DU'. pode representar1seX RAgora mal se pode acreditar como tudo tomava então a*uele aspecto amea+ador e sério)S E algo *ue se aprende de mem:ria. não distri6uiu os papéis. e =rilenAo a2astou1se do 7sistema8 de %tanislavsAi44. mostrando como chegou até . dum momento para o outro. do discurso de =rilenAo. a an3lise não o deixaria 2icar mal. en*uanto dois mil estão desenhados num painel de 2undo) & mesmo se passava com o . origin3rios de 2am-lias po6res) Um 2ilho de um campon0s. ao som das 2an2arras. um 2ilho de um escritur3rio com muitos 2ilhos. *uer do ?omité ?entral Rninguém se lem6ra delas. parede com depoimentos cru>ados8 e as coisas resultam animadas.E AB& #E BU AB tinhaY aritchevJ 7& c3lculo dos mem6ros é di2-cil. o total exacto é desconhecido)8 E como reali>avam as suas ac+9es de sa6otagemY ?omo transmitiam as suas directri>esY . *uer dos grupos rami2icados) Era tudo até um tanto ou *uanto despovoado))) (charnovsAiJ 7"ão houve uma organi>a+ão 2ormalmente constitu-da do . isso serve. sua gl:riaX J3 *ue existe um partido. h3 pois um ?omité ?entralJ sim.rocesso do . um 2ilho de um 2erro1velho))) (odos os oito tinham estudado com pouco . prendem cinco) &ra. um 2ilho de um pro2essor prim3rio. .artido 'ndustrial) Fas não importa.est3J os tr0s partidos /untos deviam construir um centro uni2icado) Fas a B) . os oito.artido 'ndustrialJ de mostrar a sua 6ase social) A*ui estava1se /3 no terreno da luta de classes. sa6otagem) Este acrescento irre2lectido de um *uadro humano estragou.lano do Estado ou no ?onselho da Economia "acional de toda a União e 7plani2icavam ac+9es sistem3ticas contra os comunistas dos campos8 ))) &nde /3 vimos istoY AhX %imX "a Aida) $adamés rece6e despedidas *uando parte em campanha.artido 'ndustrial. 2or+a de repeti+9es) ?ada epis:dio é retomado v3rias ve>es e assim multiplicam as horr-2icas vis9es) . e haver3 de mencion31lasS.) U) desmante ou1o) E ainda 6em *ue 2omos desmanteladosX R&s réus estão todos satis2eitos)S E lison/eiro para %taline esmagar tr0s partidosX (r0s 7centros8 teriam acrescentado muito . segundo os dados do tri6unal. como no (eatro de Arte de Foscovo) (odavia. surpreendentemente.artido 'ndustrial)8 E *uantos mem6ros 41 . *uanto a ele.pois este tinha /3 du>entos mil homensX Em segundo lugar.ara *ue6rar a monotonia. =rilenAo exagerou) (eve a ideia de destacar um novo aspecto do . em toda a U) $) %) %). cada um 2a>ia a sa6otagem con2orme entendia) R$am>in. cita com seguran+a dois mil mem6ros) &nde houver dois. . medida *ue se encontravam nas administra+9es transmitiam1nas ver6almente) #epois. é *ue estes tu6ar9es da intelectualidade 6urguesa são todos. todos os cinco actos) A primeira coisa *ue 2icamos a sa6er. com capacetes e lan+as. entrouJ umas cinco pessoas) (odos os mem6ros se tratavam com de2er0ncia) E o lugar de presidente todos o cediam reciprocamente) (ão1pouco se e2ectuaram sess9es. deixando os actores improvisarJ *ue cada um relatasse a sua vida e *ual a sua atitude desde a $evolu+ão. tentam 7es*uivar1se8. mas $am>in recorda1se 6em. contra o . acompanhado por oito com6atentes em pé de guerra.ois 6em. e imediatamente 7são encostados .

)U). de. no /ulgamento.E AB& #E BU AB @@@ numa locomotiva))) E eis o mais monstruosoJ ninguém havia conseguido 6arrar1lhes o caminho para a instru+ãoX (odos tinham terminado normalmente o ensino secund3rio e depois as escolas técnicas superiores. ainda nos anos da reac+ão de %tolipin. enca6e+ou uma luta a6erta contra o poder soviéticoX Fais precisamente. os engenheiros conheciam in<meras di2iculdadesJ *uase lhes era imposs-vel dar instru+ão superior aos seus 2ilhos Rlem6remo1nos *ue eram 2ilhos de intelectuais. e durante todo um ano =alinniAov 2oi reitor contra a vontade do @@4 A$DU'. sem deten+9es)S Giodotov tinha sessenta e seis anosW pelo tempo *ue /3 tra6alhara como engenheiro de 236ricas era on>e anos mais velho do *ue o . a elei+ão do reitor. outro tra6alhando 14 ?éle6re encenador soviético. de *uarenta e tr0s anos. tre>e. etcS) &ra. uma greve de pro2essoresX & caso era *ue a Escola %uperior de Estudos (écnicos de Foscovo. pouco a pouco. compreende1seS levar a ca6o conversa+9es em . em 1941. são vivos e imprudentes) (odas as principais provas contra o . ele poderia Rpor instru+9es da B). em 1941. *ue nomeou o seu) Entretanto. depois de vinte e tr0s anos de ensino.trinta e nove Ro mesmo *ue em 1941 denunciou a Administra+ão ?entral de ?om6ust-veisS. e2ectivamente. por certo.E AB& #E BU AB poder soviético) R%: em 1944 aca6ou por ceder e perdeu a sua autonomia. os pro2essores da Escola (écnica %uperior de Foscovo reelegeram =alinniAov como reitor. cu/o 7sistema8 se 6aseava. apoiados pelos estudantes Rainda não havia verdadeiros estudantes prolet3riosS. de sessenta e dois anos de idadeJ estudantes an:nimos tinham1no in/uriado num /ornal mural e.aris so6re a interven+ão) & caminho de &tchAin tam6ém havia conhecido o sucessoJ aos vinte e nove anos /3 7tinha go>ado da ilimitada con2ian+a do ?onselho do (ra6alho e da #e2esa do ?onselho dos ?omiss3rios do . tra6alhando eles mesmos para custear os seus estudos) E a partir de *ue idadeY A partir dos do>e. numa longa série de ensaios repetitivos) R") dos ()/ A$DU'. tinha con*uistado para si a autonomia académica Ra escolha do corpo docente.artido 'ndustrial e contra a interven+ão emanam deles) $am>in tinha1se mostrado de tal 2orma vaidoso R*uando dos seus precoces e desmedidos 0xitosS *ue nos meios da engenharia ninguém lhe apertava a mãoX Fas ele aguentouX E.artido &per3rio %ocial1#emocrata $usso e . entre outros aspectos.ovo) & mesmo não se pode di>er do pro2essor (charnovsAi. cator>e anosX Um dando li+9es. e &tchAin. a poder distinguir tam6ém os réus Raté a.tinham 2alado de 2orma deveras parecidaS) A di2eren+a de idade *ue os separa é uma caracter-stica a considerar) Alguns contam perto de sessenta anos ou maisJ as explica+9es destes suscitam simpatia) Fas $am>in e arit1chev.ovo. passando a ser pro2essores de nomeada) R?omo é isso poss-velY A n:s tinham1nos dito *ue nos tempos do c>arismo))) s: os 2ilhos dos grandes 2a>endeiros e dos capitalistas))) &s arm3rios poderão mentirY)))S En*uanto agora. convidaram1no a comparecer numa reunião estudantil 7para prestar contas do seu tra6alho8 Rnão compareceuS) & pro2essor =alinniAov. isso não era importante)S ?ome+amos. o *ue não se passou. no tempo soviético. por um novo per-odo.dinheiro. no *uadro geral das vit:rias comuns. naturalmente. da <ltima *ualidadeS) & tri6unal não discute) E =rilenAo tam6ém não) R&s pr:prios acusados apressam1se a concordar *ue. director do (eatro de Arte de Foscovo. mas isso não agradou ao ?omissariado do . os pro2essores puseram1se em greve. perce6e as alus9es de =rilenAo por meias palavras e d31lhe 2ormula+9es precisas) (odas as acusa+9es se 6aseiam na mem:ria de $am>in) E tal o seu autodom-nio e a sua persist0ncia *ue. isto é.

dos seus auxiliares na ind<stria. e tornavam1se tão necess3riosX E seriam eles *ue organi>avam a criseY Due 2a>iam espionagem por uma esmolaY $am>in disse uma 2rase honrada no tri6unalJ 7& caminho da sa6otagem econ:mica é estranho . )na época do in-cio do . margem do papel previsto. os estudantes *ue preparavam o seu diploma. deve dirigir11se segundo os princ-pios da técnica)8 A pressão selvagem do comunismo de guerra podia causar apenas desgosto aos engenheiros) Um engenheiro não pode participar em disparates 1 e isso explica *ue. e eis *ue através de simples lapsos humanos. os pol-ticos pro2issionais não representam. durante anos consecutivos. a priva+ão das li6erdades mais elementares) RE estas li6erdades não voltaram /amais)S ?omo podiam eles "\& DUE$E$ uma rep<6lica democr3ticaY ?omo podiam os engenheiros aceitar a ditadura dos oper3rios. a*uilo *ue %E . v0 mal de noite. e a partir do *ual se 2e> inchar toda a 6or6ulha) A primeira coisa *ue os engenheiros veri2icaram na reviravolta de &utu6ro 2oi a desorgani>a+ão)) RE durante tr0s anos o *ue houve. nem durante a noite. a pol-tica não é uma espécie de ci0ncia. pouco *uali2icados. estrutura interna do corpo de engenheiros)8 #urante todo o /ulgamento =rilenAo o6riga os réus a vergar a espinha e a desculparem1 se por serem 7meio anal2a6etos8. demitiu1se do lugar de director da 236rica de Foro>ov. atr3s do 2éretro dos oper3rios mortos pelos cossacos) Agora é um homem doente.or*u0Y =rilenAo metralha1os com as suas perguntas te:ricas. nem 2-sica nem economicamente. *ue não compreendiam as leis da produ+ão. *ue redigiam teses) $egressavam ao seio da 2am-lia s: l3 pelas on>e) E *ue eram apenas trinta mil em todo o pa-s. não teve uma noite livre. princ-pios cient-2icos da racionali>a+ão do tra6alhoS) A minha mem:ria de in2Lncia guarda essa lem6ran+a dos engenheiros1pro2essores da*ueles anos) Era exactamente assimJ não os deixavam tran*uilos. ou mesmo 7completamente anal2a6etos8 em pol-tica) "a verdade. até . prescindindo de um elevado sal3rio e pre2erindo incorporar1se nos 72unerais vermelhos8. e como dese/avam ver1se livres delas *uanto antesXS Em 19C5. o *ue tinham ocupado os postos de A$DU'.A%%&U "A $EA '#A#E.or*ue é *ue estes não deviam considerar como mais natural uma estrutura social em *ue as decis9es 2ossem tomadas por a*ueles *ue podiam dirigir sensatamente a sua actividadeY R%e se p9e entre par0ntesis a orienta+ão ética da sociedade T acaso não é para isto *ue ho/e tende toda a ci6ernética socialY 1. . a pol-tica é muito mais complicada e elevada do *ue o conhecimento dos metais para produ+ão de tur6inasX A*ui não é a ca6e+a nem a instru+ão *ue contam) $espondamJ com *ue estado de Lnimo acolheram a $evolu+ão de &utu6roX ?om cepticismo) 'sto é. *ue ela6oravam pro/ectos. (charnovsAi 2oi ao ponto de di>erJ 7A pol-tica. nem se*uer ir ao teatro) E eram eles *ue preparavam a interven+ãoY A ru-na econ:micaY (charnovsAi. mas sim uma es2era emp-rica. tão ocupado andava com o ensino e com o lan+amento das novas ci0ncias Rorgani>a+ão da produ+ão.s paix9es cegas) R"o tri6unal.lano Duin*uenal.E AB& #E BU AB @@5 comando mais importantes pondo1se a dirigir os engenheirosY . com hostilidadeY . acaso.prestara servi+o em todas as 236ricas de tecidos e de 2ia+ão da $<ssia R*ue odiosas eram estas pessoas. 2oi s: desorgani>a+ão)S (odos veri2icaram. até certo grau.or*u0Y . e2ectivamente. não pode sair de casa. além disso. se nos a6re o n<cleo da verdade. não descrita por *ual*uer aparelho matem3tico e su6metida ainda ao ego-smo humano e . um a6cesso no pesco+o da sociedade. *ue a impede de 2a>er girar livremente a ca6e+a e de mexer os 6ra+osYS E por*ue é *ue os engenheiros não podem ter pontos de vista pol-ticosY "a verdade.

_r1se de ladoY Duanto a si mesmos. apesar de uma miséria digna da idade das cavernas) Duando se iniciou a "ova Economia .ol-tica. o engenheiro era culpado de tudo. dem0nciaY .194C. de como n:s o de2endemos)S GiodotovJ 1 %im) .) tinha sido apenas um engano c-nico) Ela6oraram1se pro/ectos desatinados e irreais de um salto super1rindustrial. logo os engenheiros gostosamente se lan+aram ao tra6alhoJ eles encararam a ") E) . calmas e mesmo pronunciadas casualmente.artidoY . isso consegue1se com poucas palavras. não s: eram vistos como uma camada socialmente suspeita.$E $AU\&) =rilenAo o6/ectaJ 1 em6ra1se do processo de &lden6orguerY &u se/a. unidade vivida década ap:s década) Ela 2oi notada pelo novo poder e este alarmou1se) E chegamos a 1945) . muitos outros 2oram mortos)4` . do direito de manter essa disciplina) Agora. a pergunta não era essa) GiodotovJ 1 Forreu e não 2oi o <nico a morrer) %e ele morreu voluntariamente. A$DU'.E AB& #E BU AB =rilenAo cala1se) 'sso signi2ica *ue é verdade) RGolheiem uma ve> mais o processo de &lden6orguer e tentem imaginar essa persegui+ão) "o 2im de contas. ao mesmo tempo.artido 'ndustrial. antes mesmo de ter cometido *ual*uer 2altaX Fas se realmente se enganasse nalguma coisa.artido. de *ual*uer modo. como tam6ém se exigia deles *ue assegurassem o sucesso e a disciplina da mesma. p3g) 44Q) @@.) como um sintoma de *ue o . privando1os. 7muitos outros 2oram mortos8)S Assim. o *ue é humano.opularY %u6meter1se .ara resta6elecer a autoridade e o prest-gio da engenharia. *ue pensam claramente. nunca viram disso na hist:ria do .oder passava a tomar uma atitude ra>o3vel) Fas as condi+9es /3 não eram as mesmasJ os engenheiros. nenhuma *uoti>a+ão) ?omo se trata sempre de esta6elecer compreensão entre pessoas inteligentes. eles necessitavam realmente de se unir e de se guardar mutuamenteJ com e2eito.ara chamar a aten+ão so6re a situa+ão dos engenheiros 2oi preciso *ue ele desse a vida) =rilenAo RdecepcionadoSJ 1 Iem. mesma amea+a) Fas para tal união não era precisa nenhuma con2er0ncia. então es*uarte/avam1 no.rocesso do . anunciaram1se planos e tare2as imposs-veis) "estas condi+9es. *ual*uer oper3rio pode não apenas deixar de cumprir as decis9es do engenheiro.lano do Estado e do ?onselho da Economia . *ue não tinha se*uer o direito de instruir os seus 2ilhos. não s: eram pagos com um sal3rio incomensuravelmente mais 6aixo do *ue a sua contri6ui+ão para a produ+ão. a maioria deles se mantivesse inactiva. sem ser imprescind-vel vota+ão alguma) #as resolu+9es e do 6ordão do .artidoXS Uma tal unidade h3 muito tempo /3 *ue existe entre os engenheiros russos. pouco lhes importavaJ . ele ter3. os engenheiros se v0em o6rigados a mentir perante a direc+ão do . como tam6ém o2end01lo e até espanc31lo impunementeJ como representante da classe oper3ria dirigente. unicamente sentem 2alta as mentes limitadas) RE isto *ue nem %tali1 ne nem os /u->es. por ve>es.ara onde se evaporou a 6ela sensate> da "ova Economia . como devia proceder a ra>ão colectiva da engenharia 1 a ca6e+a da engenharia do . se os colegas não o protegessem) Acaso eles apreciam a sinceridadeY "ão ser3 por isso *ue. neste grande pa-s de déspotas anal2a6etos. %EF.ol-ticaY Veri2icou1se *ue a ") E) . todos estão su/eitos . nem toda a sua companhia *uerem compreenderX Eles não t0m experi0ncia dessas rela+9es rec-procas entre os homens.

231lo recordar) =irpotenAo RtorpementeSJ T Além da interven+ão. e *ue os depoimentos dos acusados devem. *ue come+am a contorcer1se) =rilenAoJ T Voc0 2a> parte desse grupoY (estemunha =irpotenAoJ T #uas ou tr0s ve>es. para corrigir as tomarias dos dirigentes 1 e o mais rid-culo é *ue isso era no interesse destesX Assim como no interesse de toda a ind<stria e do povo. de maneira alguma.) U). ainda *ue representando um papel incomensuravelmente menor. o complot silencioso da engenharia. eles pedem *ue *uanto antes os deixem exprimir1seX &nde se desvaneceu a*uela tran*uilidade torturada com a *ual. 2or+a de torturas) Então. salvador para todo o pa-s.no papel podiam escrever1se *uais*uer ci2ras.artido 'ndustrial8. se re6aixaram a si mesmos e aos seus colegasY Gervem simplesmente em indigna+ão contra os emigrados) Ardem no dese/o de 2a>er uma declara+ão escrita para os /ornaisJ uma declara+ão colectiva dos acusados em de2esa dos métodos da B) . não era vis-vel) A$DU'. algo de 6rilhanteYS $am>inJ 7Due n:s não temos sido su6meti1 44 . enxertada neste *uadroW aparece1nos irreal e in2ecunda a visão da verdade) 3 se estragou o tra6alho do encenador) Giodotov tinha /3 2alado das noites sem sono RXS.44 "a sua acarea+ão com =uprianov. em 19@CX Era logo o 2u>ilamentoX E para 2uror da multidão isso era pouco. ter1lhes sido extor*uidos . *ue di>em voc0s a istoY))) Feu #eusX ?omo os réus mani2estaram indigna+ãoX Alterando a ordem normal do processo. *uando se tratava dos pro6lemas da interven+ão) .E AB& #E BU AB @@5 E. h3 *ue de2ender a 7*ualidade T alma da técnica8) E 2ormar assim os estudantes) Eis o 2ino e delicado tecido da verdade) ?omo ela 2oi) Fas *ue se experimentasse di>er isto em vo> alta. provavelmente.) U)X R"ão acham *ue é uma 6ele>a. os 2actos /3 não coincidem) =rilenAo >anga1se e grita para os est<pidos presosJ T (0m de 2a>er com *ue as vossas respostas se/am iguaisX4` Fas.) U) cumprir3 a sua promessaYS) Agora são /3 as testemunhas. em *ue conta apenas a *uantidade.rocesso do . regul31los sensatamente e eliminar pura e simplesmente as tare2as mais excessivas) &s engenheiros podiam ter uma espécie de . não poderão. no decurso de oito meses de deten+ão. durante v3rios dias.recisamente o *ue era necess3rioX =rilenAo RalentadoramenteSJ T ?ontinueX =irpotenAo RpausaSJ T Além disso. de nada mais tenho conhecimento). e de certo 2uncion3rio da B) . mas 7os nossos camaradas. cumprir essas tare2as8) 'sso signi2ica *ue era preciso moderar esses planos. atr3s dos 6astidores.lano do Estado pr:prio. p3g) @54) . era necess3rio ser pintalgado so6 as cores grosseiras da sa6otagem e da interven+ão) Assim. os *ue tra6alham na pr3tica. pois sempre se conseguiria a2astar algumas decis9es ruinosas e recuperar os milh9es e milh9es derramados e espalhados) "a con2usão geral. nem os conhecem de nenhum 7. no entreacto. nada mais sei) =rilenAo incita1o. assim. *ue lhe apertara a mão RYS havia pouco tempo Rseria uma espécie de acordoJ desempenhe 6em o seu papel e a B) .artido 'ndustrial. tudo é de novo a/ustado por medida) &s réus estão todos de novo ligados aos 2ios e cada um aguarda o puxão) =rilenAo puxa de repente os oito duma s: ve>J imaginem *ue os industriais emigrados pu6licaram um artigo a2irmando *ue não tiveram conversa+9es algumas com $am>in e aritchev. o plano e o superplano.

pag) @5Q) @@Q A$DU'.altchinsAi não se deixou do6rar 1 2oi 2u>ilado Re postumamente declarado 7dirigente do . mas apenas oito pessoas) Um coro de oito não é assim tão di2-cil de dirigir) E =rilenAo podia escolh01los entre milhares. mostra) ?alculo *ue seria especialmente di2-cil ao procurador supremo acostumar1se e *ue o seu traseiro. ainda por adelga+ar. .ris9es e #eporta+9es. onde podem eles reali>ar essa conspira+ão gigantescaY . e *ue o lugar *ue a este era destinado 2icava de6aixo das tarim6as) 'magina1o per2eitamente como se o estivesse a ver Reu mesmo tive de raste/arSJ ali as tarim6as são tão 6aixas *ue s: de ro/o se pode desli>ar pelo chão su/o e as2altado. 2ica de 2ora. uma. devia so6ressair 6astante. em *ue consiste o tão apregoado 7mistério dos processos de Foscovo dos anos @C8 Rprimeiro. nem a maus tratos 1 prova1o su2icientemente a nossa presen+a a*uiX8 R#e 2acto.rocesso do . uma testemunha *ue 2icou viva contar1nos13 onde)))S Agora não sou eu *ue vou explicar ao leitor. e 201lo durante dois anos) .or*ue.45 'dem. ar*ueado. a reconhec01lo em coro))) %im. em certa medida. mas um novato não aprende a 2a>01lo imediatamente e anda de gatas) Ele mete a ca6e+a.onhamos o pro6lema psicologicamenteJ por*ue é *ue eles con2essamY E eu perguntoJ E *ue mais podiam eles 2a>erY41 Due /uste>aX Due psicologiaX Duem 2oi alguma ve> recluso desta institui+ão *ue se recordeJ *ue mais podiam 2a>erY))) 'vanov1$a>umniA conta4Q *ue em 19@Q esteve preso com =rilenAo na mesma cela. .ois se não t0m conviv0ncia entre si. nem 2oram apresentados tre>entos nem du>entos ao tri6unal. para *ue serviriam as torturas.artido 'ndustrial. e eu tam6ém me sinto muito melhorX8 Fas. p3g) 454) 45 'dem.ecador como sou. por um segundo *ue se/a. é com maligna alegria *ue visuali>o esse comprimido traseiro. Editora (cheAhov) A$DU'. durante o tempo da instaura+ão do processoXYX8 4. então por*ue é *ue 2oram presas e por*ue é *ue su6itamente elas come+aram a 2alarY84. p3g) 454) 4Q 'vanov1$a>umniA. acalma1me) 7"ão 2alando /38. por no6re>a de alma.E AB& #E BU AB dos a torturas.E AB& #E BU AB @@9 RUmas *uantas p3ginas mais adiante. . para *u0 então prend01losY Uma ve> *ue 2oram presos. se não os pudessem levar ao tri6unalXS GiodotovJ 7"ão é s: para mim *ue a prisão tem vantagens) Eu até me sinto melhor na cadeia do *ue em li6erdade)8 &tchAinJ 7E eu. se isso 2or verdade Ras torturasS. isso signi2ica *ue são culpadosX E realmenteJ . e en*uanto 2a+o o longo relato destes processos isso.artido 'ndustrial. continua o procurador. 7*ue. os acusadores não se aperce6eram dissoJ o pr:prio 2acto da deten+ão revela /3 culpa6ilidadeX %e os réus não são culpados. mas o traseiro. E essa a 2or+a do pensamentoX Em milhares de anos.artidoS) . o camarada =rilenAo consagra1 lhes o 6rilho da sua l:gicaJ 7%e admitirmos. mas é o leitor *ue vai explicar1me. no entanto. =rilenAo e VichinsAi renunciam a essa carta colectiva) &s réus. causou espanto o do . em IutirAi. en2im.&$DUE E DUE E E% ?&FEVA$AF A GA A$Y #eixemos de lado a *uestão das torturasX))) . sem *uais*uer a6sten+9es nem desacordos. não se compreende o *ue é *ue o6riga todos . depois o mistério passou para os processos dos che2es do . não houve dois mil duplicados. *ue estas pessoas não di>em a verdade. t01la1iam escritoX E t01la1iam assinadoX Fas talve> ainda lhe restem algumas d<vidasY Assim. para gl:ria da /usti+a soviética) .

or*ue é *ue nos vingar-amos de voc0sY Voc0s são uns magn-2icos especialistas e. peneira e ao crivo.)U) consistia em não $am>in 2oi desmerecidamente omitido pela mem:ria russa) Eu penso *ue ele mereinteiramente converter1se no tipo negativo do traidor c-nico e deslum6rante) & 2ogo1de12gala da trai+ãoX "ão era ele *ue representava essa época. para viver. de elo em elo. dar . como especialistas. vergonhoso.artido 'ndustrial era tão rami2icada *ue. e *ue n:s. mesmo ap:s o décimo primeiro dia do /ulgamento. est3 disposto a tudoX Due talentoX Goi preso em 2ins do Verão. encontrou de repente em si 7os tra+os t-picos do crime russo. aprenderemos. *ue a6rangia todas as matérias com ela relacionadas e restitu-a tudo /3 tra6alhado. procurem aindaXS) 7Eu estou 2irmemente convencido de *ue su6siste ainda uma pe*uena camada intermédia anti1 soviética nos c-rculos de engenheiros)8 RIich16ich. *uer viver para os seus 2ilhos. dar1lhe1emos um curso de morte lenta na u6ianAa)S Assim. com pormenores8 Risto é. uma s: ve>J 7=hrenniAov morreu durante a instaura+ão do processo)8 . l-ngua. aliment31los e apresent31los ao /ulgamentoX Então onde reside o mistérioY "a maneira de manipul31losY "ada mais simplesJ voc0s dese/am viverY RA*uele *ue não *uer viver para si mesmo. em6ora deles não tenha 2icado se*uer uma palavrinhaS) #epois. por ve>es.artido 'ndustrial8. mas n:s. =rilenAo con2unde.artido 'ndustrial) (er3 havido ao menos um leve 2eito seu. mas é necess3rio aguentarX Viver é mais preciosoX E *ue garantia temos de *ue depois não seremos 2u>iladosY . *ual*uer 2acto *ue 2osse) (inha. mas aparecia no primeiro plano) @4C A$DU'. se não cometerem 2alta alguma. não custa a6solutamente nadaY R'ndu6itavelmente *ue é assim) ]*uele *ue não compreendeu isso.or isso pu6licaram uma nota em pe*uenos caracteres. dirigente do . esses h3 *ue cur31los. de repente. para os seus netos)S "ão compreendem *ue 2u>il31los sem sair do p3tio da B). por ve>es. o melhor é *ue representem um certo espect3culo. *ual*uer apelido. nem a m-nima) . *ue sa6emos. *ue exige para a puri2ica+ão o arrependimento de todo o povo8)49 Em suma. procuremX. eis um achadoJ $am>inX Este tem energiaX Este tem garraX E. o displicente re2inamento de um artista eméritoJ 7A actividade do .ara os idiotas. toda a di2iculdade de =rilenAo e da B). n:s sa6eremos apreci31los) Ve/am *uantos processos houve de sa6otadoresJ todos os *ue se portaram decentemente.or*ue E E "\& #EU "EF UFA %HXS E. como até parecia *ue ele mesmo havia composto toda a pe+a. segundo re>am os depoimentos.)U). tanto para n:s como para voc0s. um eixo de vagão com o lugar de um eixo de locomotiva)S . deix3mo1los vivos) R. a t-tulo p:stumo. procuradores. ao menos uma prova nesse coro geralY "ão. não se pudera ainda desco6rir por completo. apanhem1naXS E ele era capa> de tudoJ sa6ia o *ue é um mistério. escrevemo1lo em letras mai<sculas e grandes caracteresJ (&$(U$A#& #U$A"(E &% '"(E$$&BA(H$'&%X RGoi tam6ém declarado.erdoar aos réus d:ceis de um /ulgamento anterior.E AB& #E BU AB se enganar na escolha das pessoas) Fas o risco não era grandeJ um erro de investiga+ão pode ser sempre atirado para a cova) E a*ueles *ue são passados . tentando recordar os termos técnicos) R"o processo. a esse. é uma condi+ão importante para um 2uturo processo) E assim *ue. *ue o mistério h3 *ue explic31lo artisticamente) 'nsens-vel como um madeiro. mesmo antes do in-cio do processo T mas não s: entrou no seu papel. um texto *ue voc0s mesmos escreverão. eles escreveram isso em min<sculas. esta esperan+a se vai transmitindo até aos pr:prios Uinoviev e =ameniev)S Fas aten+ãoX ^3 *ue cumprir todas as nossas condi+9es até ao 2imX & /ulgamento deve e2ectuar1se para 6em da sociedade %ocialistaX .ara voc0s ser3 desagrad3vel.. esperavam extrair o *ue precisavam de =hrenniAov) Este não cedeu) .

no limiar da morte. 2oram alcan+ados todos os o6/ectivos do processoJ 1) (odas as de2ici0ncias *ue existem no pa-s.ara estes estranhos réus. vinha a motiva+ão ideol:gica) %e eles se puseram a causar pre/u->os 2oi por hostilidade de ideias) Fas não o reconhecem agora unanimementeY E ainda por ra>9es ideol:gicas) Goram su6/ugados pelo espect3culo ardente dos altos12ornos do terceiro ano do .E os réus cumprem todas as condi+9es))) A su6tile>a da oposi+ão intelectual dos engenheiros assume. polvilhado nos pratos dos tra6alhadoresX 'sso ainda não chegou a ser congeminado pela temperatura)S #epois.rocesso do . na sua 6oca. glori2ica 7a consci0ncia revolucion3ria das massas prolet3rias e dos seus che2es8. p3g) 49) ab 'dem. toda a intelectualidade assustada e dividida) E. a 2alta de roupas. mas não é isso o principal para eles) RGiodotovJ 7"ão h3 perdão para n:sX & acusador tem ra>ãoX8S . para *ue não restassem d<vidas de *ue era este o o6/ectivo do processo. *uando Fao era ainda /ovem) b 'dem. agora. . pois. o aspecto de uma s:rdida sa6otagem premeditada. p3g) 5C4) Eis como se 2alava E"($E "H% em 19@C. como disse o acusador.E AB& #E BU AB @41 compreendi *ue é necess3rio dar uma arrancada. compreensão do <ltimo 7li*uidador do anal2a6etismo8) RFas não se 2ala ainda de vidro mo-do. *uanto ao campo.artido. o 2rio.artido 'ndustrial. como resultado do actual processo do . so6re o som6rio e vergonhoso passado de toda a intelectualidade))) 2osse tra+ada uma cru> para sempre)8 @4 "o mesmo sentido se mani2esta aritchevJ 7Essa casta deve ser destru-da))) "ão h3 nem pode haver lealdade nos meios da engenhariaX8 @@ E &tchAinJ 7A intelectualidade é algo de pantanosoW ela não tem.lano Duin*uenalX "as suas <ltimas declara+9es eles dese/am e solicitam para si a vida. carece a6solutamente de verte6ralidade))) E ihcomensuravelmente mais elevado o ol2acto do proletariado)8@4 . por exemplo. uma ve> mais ele 2oi proclamado com clare>a por $am>inJ 7Eu *ueria *ue. a desorgani>a+ão e mais rematadas tonterias 1 tudo isso 2oi atri6u-do aos engenheiros1 sa6otadoresW 4) & povo 2icou assustado com a iminente interven+ão e disposto a novos sacri2-ciosW @) &s c-rculos de es*uerda no &cidente 2icaram advertidos *uanto . 7é /usta a linha geral do .s ma*uina+9es dos seus governosW 4) A solidariedade dos engenheiros 2oi a6alada. 2u>ilar gente de tão 6oa vontadeY))) Goi isso o *ue se escreveu durante décadas da hist:ria da nossa @b . o mais importante é convencer o povo e o mundo inteiro da in2ali6ilidade e da clarivid0ncia do Boverno soviético) $am>in.artido 'ndustrial.or*u0. com os es2or+os de inculpa+ão dos oito. os *uais 7sou6eram encontrar caminhos para a pol-tica econ:mica incomensuravelmente mais /ustos8 do *ue os aos cientistas e calcularam muito mais certeiramente os ritmos de desenvolvimento da economia nacional) Agora 7eu A$DU'. acess-vel . a 2ome. etc))) aritchevJ 7A União %oviética não ser3 vencida pelo mundo capitalista mori6undo)8 =alinniAovJ 7A ditadura do proletariado é umanecessidade inevit3vel) &s interesses do povo e os interesses do poder soviético convergem para um o6/ectivo 2irmemente determinado)8 E. coluna verte6ral. *ue é preciso tomar de assalto)))8. dar um salto@C. p3g) 5CQ) . p3g) 51C) @4 'dem. espera da execu+ão))) E até pela garganta dos intelectuais arrependidos passam pro2ecias como estaJ 7?om o desenvolvimento da sociedade. o ani*uilamento dos AulaAs8) Eles t0m tempo de maldi>er de tudo. a vida individual ir1se13 estreitando))) A vontade colectiva é a 2orma superior)8@1 Assim.

2inalmente. não se sa6e por*u0. *ue se co6riram de vergonha com o seu inc0ndio do $eichtag)))S Goi conseguido o standard e agora pode manter1se por muitos anos e repetir1se pelo menos cada temporada T como dir3 o . não tenha havido /ulgamentosYS %er3 2astidioso retomar um coment3rio seguido do estenograma) Fas eu tenho o testemunho recente de um dos principais réus neste processo.residente. mas partid3rio. entre n:s. todos nos seus lugares. com 2ins contra1 revolucion3rios. p3g) 5C9) "o proletariado.s mãos da nossa salvadora %amisdat. ao menos. a distri6ui+ão das pastas ministeriaisX "o /ulgamento dos menchevi*ues tinha1se a mesma decora+ão. durante v3rios anos. chegou agora . como um insultoY Eis como são montados os processos /udiciais p<6licos) & pensamento in*uiridor estalinista alcan+ou. FiAhail .) U) tinha uma tare2a 6em planeadaJ demonstrar *ue os menchevi*ues se in2iltraram ha6ilmente. mas a merda da na+ão.artido 'ndustrial o meu cora+ão in2antil pressentia per2eitamente a irrealidade.'dem. o ol2acto é o essencial por uma ra>ão desconhecida fhh (udo vem através do nari>) @44 A$DU'. a paralisa+ão de toda a ind<striaX.rincipal é o de designar o espect3culo seguinte. pela sua actividade revolucion3riaX Due monstruosidades não existem entre n:sX A$DU'. mas /3 descolorida. para dentro de tr0s meses) &s pra>os para os ensaios são muito apertados. a aliada dos generais negros. a grandiosidade do cen3rioJ a interven+ão geralX. e o espect3culo era a6orrecido até aos 6oce/os. dado *ue o seu processo entrou nas l3pides de ouro da nossa hist:ria. em seguida. e não se pode tirar nenhuma pedra 1 para não se desmoronarX . ora))) ele causa inve/a aos desastrados ^itler e Boe66els.artido ?ampon0s do (ra6alho e. e sa6e1se /3 como as coisas se passaram)@5 & seu relato explica1nos materialmente toda a cadeia dos processos de Foscovo dos anos @C) @5 $ecusaram1lhe a rea6ilita+ão.rocesso do Iureau Unido dos Fenc6evi*ues R119 de Far+o de 19@1S) %essão extraordin3ria do %upremo (ri6unal) . as manigLncias. ?hverniA) E. tornando1se uma repeti+ão sem talento) RFas acaso %taline poderia compreender isto através da sua pele de rinoceronteY ?omo explicar *ue ele ha/a anulado o processo do . como 3 ha6itualS e p9e em palco cator>e réus) (udo decorre não s: suavemente. mas com uma suavidade enervante) Eu tinha então do>e anos. em muitos postos estatais importantes) A situa+ão real e o es*uema não se coadunavamJ os aut0nticos menchevi*ues não ocupavam nenhuns postos) Fas esses . e o seu pedido de rea6ilita+ão. mas como consola+ão 2oi1lhe atri6u-da uma re2orma a t-tulo pessoal. =rilenAo e o seu a/udante $oguinsAi) A encena+ão est3 segura de si Ro material /3 não é técnico.E AB& #E BU AB intelig0ncia 1 desde o an3tema do ano 4C Ro leitor recorda1seJ 7"ão é o cére6ro da na+ão. mas a. um agente a soldo do imperialismo)8S até ao an3tema do ano @C) E acaso de maravilhar *ue a palavra intelig0ncia se tenha a2irmado. mas não importa) Ve/a e escuteX Em exclusividade do nosso teatroX EstreiaX cS . e havia /3 tr0s *ue lia atentamente toda a pol-tica do grande l>vie>tia) %egui linha ap:s linha os estenogramas destes dois /ulgamentos) J3 no do . em *ue ele exp9e a 2alsi2ica+ão dos 2actos.etrovitch 2ica com antecedentes penais.etrovitch. a mentira. Antonov1%ara1tovsAi.rincipal Encenador) & dese/o desse . o seu ideal) R&ra.E AB& #E BU AB @4@ ?omo se compunha o inexistente Iureau UnidoY A B) .havia. os actores articulavam as réplicas molemente.

ossu-do pelas suas convic+9es R*ue o impeliam constantemente para dianteS. apanhando oito anos de prisão)S A B) U) tinha o seguinte es*uemaJ era preciso *ue houvesse dois do ?onselho da Economia "acional. um da União ?entral das ?ooperativas e um do .rimavera de 1915.. na . /3 era presidente do %oviete de #eputados &per3rios. tornando1o a $evolu+ão de Gevereiro inistro do (ra6alho) Bvo>diev 2oi um dos m3rtires das prolongadas deten+9es BU AB) não sei *uanto tempo esteve preso até 19@C. por partir ele pr:prio como comiss3rio de exército para a 2rente sudoeste) Em Vinitsa deteve pessoalmente #eniAin Rdepois da su6leva+ão ) de =ornilovS e lamentou muito Rno /ulgamentoS *ue não o tivessem 2u>ilado ali mesmo) #e olhos claros. direc+ão os seus pro/ectos.*ueles cu/a pro2issão concordava) E se eram na realidade ou não menchevi*ues tudo dependia dos 6oatos) Alguns *ue ca-ram na rede não o eram de *ual*uer modo. dois do ?onselho das . e no provocador . com a ligeire>a t-pica da*ueles tempos. com altive>)S Em Julho de 1915 ele so2reu dolorosamente e considerou como um erro 2atal o 2acto de o %oviete . igualmente. /3 então so6 estrondosos aplausos. 'nternacional ?omunista) R#an e outros re/eitaram sistematicamente as suas variantes. seria amnistiadoS.etrogrado) Ali. um governo social1 democrata. tendo in2lu0ncia na nomea+ão dos comiss3rios de guerra @5 e aca6ando. ou 2a>er aderir os menchevi*ues. de propor com ousadia e entusiasmo . 2oi indicado para a comissão militar do %oviete de . no 2im de contas. Vladimir Bustavovitch Broman Rele a/udaria a montar este caso e. /usta ou in/usta. $am>in 2oi.etunin) RExponho os 2actos segundo KaAu6ovitch)S Apresentemos agora este KaAu6ovitch) Ele come+ou a sua actividade revolucion3ria tão cedo *ue não chegou se*uer a terminar o liceu) Em Far+o de 1915. tornou1se um 6om orador) "o ?ongresso da Grente &cidental ele chamou irre2lectidamente inimigos do povo . em 1919.ersonalidades %ociais. dois do Ianco do Estado. homem com um destino amargo) Esse mesmo Bvo>diev *ue 2oi presidente do grupo oper3rio do ?omité 'ndustrial1Filitar e *ue.etrogrado. mas 2oi1lhes ordenado *ue se considerassem como tal) &s verdadeiros pontos de vista pol-ticos dos acusados para nada interessavam . .lano) RA *ue ponto tudo isso era mon:tono e 2alho de inventivaX J3 no ano 4C tinham prescrito para o ?entro (3ctico dois da União do $enascimento.) U) "em todos os condenados se conheciam entre si) Arre6anharam1se como testemunhas os menchevi*ues *ue se p_de)@. mas depois desse ano esteve l3 ininterruptamente) E. 2oi preso pelo Boverno c>arista em 191. amigos meus o conheceram no campo de %passAi. 2a>ia e2ectivamente parte do 6ureau clandestino de Foscovo. dois do ?omissariado do . ?amponeses e %oldados de %molensA) .ovo para o ?omércio. logo ao chegar. teve tais sa-das e envolveu de tal maneira o audit:rio *ue no 2inal voltou a chamar1lhes inimigos do povo. a respectiva condena+ão)S Fuito servi+al e lo*ua>. sendo eleito mem6ro da delega+ão enviada ao %oviete de . como por exemplo estesJ 2ormar. por estupide> extrema. segundo se di>. *ue tinha 2icado tran*uilo e nada 2a>ia.*ueles /ornalistas *ue exortaram o povo a prosseguir a guerra 1 isto em A6ril de 1915X Duase 2oi retirado da tri6una) Fas desculpou1se e. sempre completamente a6sorvido pela sua ideia.E AB& #E BU AB continuando o seu discurso. testemunha) Fas a esperan+a da B) . dois do)))S Eis a ra>ão por *ue se recorria . ainda em 1954. B) . mas no processo não sou6eram isso e ele passou para segundo plano. R(odas as testemunhas apanharam depois.) U) residia no principal acusado. in2alivelmente. sempre muito sincero.não 2a>iam parte do processo) RV) =)) 'Aov. no ?asa*uestão) @44 A$DU'.artido Fenchevi*ue) E era1o de 2acto) 'sto não o impedia. 2a>ia 2igura de muito /ovem no . com Um deles era =u>ma A) Bvo>diev. como paga. no entanto.

prometeu) "unca uma tare2a tão respons3vel lhe tinha sido dada ainda pelo poder soviéticoX #urante a instru+ão podiam não ter tocado em KaAu6ovitch nem com um dedoX Fas isso era demasiado su6til para a B) . chamado pelo investigador. *ue 7se tinham in2iltrado8. a6andonou de2initivamente os menchevi*ues.artido. como o leitor /3 sa6e pelo passado.%ocialista de . *ue tam6ém empurram a 7con2essar8.ovo dos A6astecimentos Rele assegura *ue não precisou de destacamentos punitivosW não seiW no /ulgamento ele lem6rou ter1se servido de 6arreiras preventivasS) "os anos 4C. como um cavalo 2ogoso *ue se apressa ele mesmo a meter a ca6e+a no /ugo)S . KaAu6ovitch prop_s ao seu partido *ue apoiasse inteiramente os 6olchevi*ues e *ue.) U). mantiveram11nos apenas duas semanas sem os deixar dormir) RKaAu6ovitch disseJ 7%: *ueria dormirX J3 não existia nem vergonha.etrogrado ter aprovado o apelo dirigido pelo Boverno provis:rio . punha um pouco de ordem no caos da investi1 @5 "ão o con2undir com o coronel do estado1maior KaAu6ovitch. KaAu6ovitch d3 de caras com um preso torturado) & comiss3rio sorri1seJ 7A*ui tem o . pancadas nos :rgãos genitais) (orturaram1no de tal maneira *ue KaAu6ovitch e o seu companheiro A6raam Buin>6urg cortaram as veias de desespero) #epois de se resta6elecerem não os torturaram mais. mas comportou1se como um 6olchevi*ue durante toda a $evolu+ão. *ue nessas mesmas sess9es representava o Finistério da Buerra) A$DU'.E AB& #E BU AB @45 ga+ão. *ue. ao organi>ar o processo) %ucede *ue am6os se conheciam per2eitamente.) U) ?omo aos demais. sua e minha. eu sou 2rancoJ considero1o um comunistaX R'sto in2undiu Lnimo e aprumo a KaAu6ovitch)S "ão duvido da sua inoc0ncia) Fas é o6riga+ão do . para re2or+ar o tra6alho de recolha de produtos aliment-cios) Eis o *ue lhe disse =rilenAoJ 1 FiAhail .etrovitch. melhorasse o regime estatal criado por eles) Ginalmente. tendo ocupado ainda outras 2un+9es de relevo) Duando. tendo sido até considerado o melhor pelo ?omissariado do .e+o1lhe *ue coopere em tudo. levar a ca6o este processo) R%taline dava ordens a =rilenAo.artido Iolchevi*ueS. *ue lhe aplicaram toda a gamaJ cala6ou+o gelado. reviravolta de &utu6ro. sei *ue nada disso existiaX Fas exigem isso de n:sX8 ?erta ve>.s tropas governamentais para lutarem contra outros socialistas. a di>er a6surdos) E o pr:prio comiss3rio RAleAsei AleAsievitch "aciedAinS di>iaJ 7Eu sei. se teve necessidade de prender precisamente esse género de menchevi*ues. nem honra)))8S E havia ainda as acarea+9es com outros *ue /3 se renderam. 2oi amaldi+oado por Fartov e. cou6e1lhe ter de en2rentar investigadores1carniceiros. ardente ou hermético.oissei 'ssaievitch (eitel6aum. 2oi redactor do Jornal do ?omércio. em caso de di2iculdade imprevista. nos momentos cruciais. ele 2oi detido) Goi então convocado para um interrogat:rio por =rilenAo. em6ora estes tivessem pegado em armas) A seguir . 2oi ainda comiss3rio da prov-ncia de %molensA para a recolha de produtos aliment-cios Rera o <nico dentre eles a não estar inscrito no . ao convencer1se de *ue era incapa> de 2a>01los in2lectir para a via seguida pelos 6olchevi*ues) Exponho tudo isto em pormenor para tornar claro *ue KaAu6ovitch não era propriamente um menchevi*ue. prov-ncia de %molensA. ele pede1lhe *ue o . pois na*ueles anos Rentre dois processosS =rilenAo dera um salto . em 194C. mas KaAu6ovitch palpita pela causa. eu pedirei ao presidente *ue lhe d0 a palavra) E KaAu6ovitch prometeu) ?om a consci0ncia do seu dever. não os espancaram. segundo o plano da B) . *ue auxilie a investiga+ão) "o tri6unal. do modo mais sincero e inteiramente desinteressado) E. com a sua participa+ão e in2lu0ncia. em 19@C. em 194C.

en*uanto contra1revolucion3rio. da ra>ão de viver de KaAu6ovitch.) U) recrutava acusados dentre os volunt3riosX))) RA (eitel6aum esperava1o um importante papelJ liga+9es com os menchevi*ues do estrangeiro e com a %egunda 'nternacionalX Fas. nem dos seus aprendi>es. *ue os participantes armaram con2usão. mas iriam tortur31lo de novo. lhe perdoariamY Ele não se enganouJ apanhou uma condena+ão in2antil 1 cinco anos)S A pen<ria dos menchevi*ues era de tal ordem *ue a B) . a mesma 2ra*ue>a humana. de 2orma a *ue cada um compreendesse melhor o seu papel) RE 2oi assim *ue o ?omité ?entral do . e reuniram1 se pela segunda ve>) ?om *ue sentimento a6ordava KaAu6ovitch o processoY #epois de todas as torturas *ue suportara. pe+o1lhe *ue me admita no seu Iureau Unido dos Fenchevi*uesX Acusam1me de estar bcorrompido por 2irmas estrangeirasb. e desta ve> por vingan+a. depois de todas as mentiras *ue engolira. sem nunca a ele ter regressado) E o mais rid-culo eram as grandes *uantias *ue 2iguravam no /ulgamento 1 somas de *ue nunca o partido disp_s) . levaria cinco anos honradamente)S ?om a aprova+ão do comiss3rio. suplica1lheJ 7?amarada KaAu6ovitch. não o 2u>ilariam pura e simplesmente. a mesma devo+ão ao . onde iria 6uscar coragemY RGoi com o som ardente das suas palavras a ressoar nos meus ouvidos *ue transcrevi os seus argumentos) E raro recolher como *ue 7postumamente8 as explica+9es de um participante num processo assim) E eu acho *ue seria a mesma coisa se IuAharine ou $iAov nos revelassem o motivo da misteriosa su6missão no seu processoJ a mesma sinceridade. 2oi convocada a primeira sessão da organi>a+ão do Iureau Unido dos Fenchevi*ues.admita na sua organi>a+ão anti1soviética) Galem sem mim. con2orme prometera a =rilenAo) A chamada delega+ão dos menchevi*ues no estrangeiro Ressencialmente toda a nata do seu ?omité ?entralS pu6licou no Vorjarts@. iria provocar no processo um escLndalo mundialY FasJ 1S 'sso seria uma punhalada nas costas do poder soviéticoX 'sso seria a nega+ão do o6/ectivo de toda a sua vida. no ga6inete do comiss3rio de primeira classe #mitri Fatveievitch #mitriev. loucura. não assimilaram tudo numa sessão. e2ectivamente. a mesma aus0ncia de apoio moral para a luta. o *ue deixava perplexo =rilenAo)S Fas havia tanta mentira misturada. 2or+ados pelo terror) A maioria esmagadora dos acusados h3 mais de de> anos *ue a6andonara o partido. destinada a porem1se de acordo. durante o /ulgamento. um artigo dessolidari>ando1se dos acusados) Ela escrevia *ue se tratava de uma vergonhosa comédia /udicial.artido 'ndustrial se reuniuX Eis onde os réus 7tinham podido reunir1se8.artido. /uste>a do 6olchevismoW 4S #epois deste escLndalo não o deixariam morrer. estruturada com depoimentos de provocadores e de in2eli>es réus. KaAu6ovitch admitiu (eitel6aum no Iureau Unido) @4. tão di2-cil de meter na ca6e+a. eu sairei uns momentos)8 %aiu) (eitel6aum. segundo 2icara entendido. aca6ando por lev31lo . amea+am1me de 2u>ilamento) Então é melhor morrer como contra1revolucion3rio do *ue como um criminoso comumX R(er1lhe1iam prometido *ue. KaAu6ovitch não se cansou de repetir su6missamente todas as med-ocres mentiras ruminadasJ acima disso não se elevava a imagina+ão nem de %taline. . vontade. nem dos martiri>ados réus) $epresentou o melhor *ue p_de o seu papel. A$DU'. *uando /3 sem isso o seu corpo estava su2icientemente marcado) &nde encontraria uma pessoa o apoio moral para este mart-rio. de todo o longo caminho *ue tivera de percorrer para escapar aos erros do menchevismo e aderir . devido a não terem uma posi+ão independente)S E.E AB& #E BU AB #ias antes do /ulgamento.

5. contra a sua ren<ncia. contra os *ue não podem responder) 'sto é pr:prio do homem) E os argumentos dados revelam. KaAu6ovitch treme de indigna+ão contra a delega+ão no estrangeiro. tendo1se arrastado por muitos campos e celas de @4Q A$DU'. verdade) ?ontra *uem é *ue se encoleri>ava. indignava1se agora sinceramente. revolu+ão socialista. na sua <ltima declara+ão. com todos os 2ios de uma s: ve>. para estes 2a>erem uma declara+ão Rtratava1se do mesmo esticão. como podia não sentir pena dos de c3.) U) T nãoX T. KaAu6ovitchY E como é *ue os menchevi*ues do estrangeiro podiam "i& deixar os processados entregues ao seu destinoY ":s temos tend0ncia para revoltar1nos contra a*ueles *ue são mais 2racos. do seu <ltimo discursoY Due não se limitou a 2alar segundo o *ue tinha prometido a =rilenAo. rtuma torrente de irrita+ão e elo*u0ncia) 'rrita+ão contra *uemY (endo conhecido as torturas. contra a sua trai+ão . de modo tão duro e sincero. mas *ue saltou como uma mola. tendo cortado as veias.E AB& #E BU AB isolamento. muito a prop:sito. est3 agradecido a =rilenAo por ele não o ter humilhado. como ainda ho/e. . mas indicavam *ue havia /3 muito tempo *ue eles não eram menchevi*ues 1 o *ue correspondia . conservava todas as insigni2icLncias. =rilenAo pediu . imagem do processo do . mas contra a delega+ão no estrangeiroXXX (ratava1se de uma reviravolta do eixo psicol:gicoX ?om seguran+a e com con2orto Ra emigra+ão. lhes dava instru+9es para sa6otarX 1 e agora /3 não se lem6ra) &s menchevi*ues no estrangeiro não tinham escrito um artigo desavergonhado nem satis2eitoW eles AFE"(AVAF /ustamente as desgra+adas v-timas do processo.Hrgão do . no 6anco . *ue temos ra>ão) =rilenAo disse. todas as datas e todos os nomes. mas neste pormenor tinha 2alhadoJ ele dissera no /ulgamento *ue a delega+ão no estrangeiro. não o ter insultado. estando por mais de uma ve> a pontos de morrer. não se conhecia então o estenograma do /ulgamento) Fais tarde. constitui naturalmente um con2orto. pelos seus mart-rios e so2rimentosY ?omo podia assim. e os *ue tinham 2or/ado o processo 2este/avam o seu triun2o)S Fesmo relatando isso em 19. mesmo po6re. em compara+ão com a u6ianAaS. mas ter1lhe com /usti+a chamado 2an3tico Rem6ora de uma ideia opostaS. insolentemente.E AB& #E BU AB @45 (endo lido o artigo. contra o ?omité ?entral menchevi*ue))) Fas *ual é a recorda+ão *ue KaAu6ovitch conserva da sua 7resposta8. não contra o procurador nem contra a B) . *ue não se levantou pura e simplesmente. exigindo simples e honradamente o 2u>ilamento. renegar a entregar os desgra+ados ao seu destinoY REra uma resposta 2orte. não o ter ridiculari>ado no 6anco dos réus. contra a sua deser+ão. ?hverniA *ue o comunicasse aos réus. *ue punha termo a todos os seus so2rimentosX #e resto. *ue KaAu6ovitch era um 2an3tico de ideias contra1revolucion3rias e *ue por isso re*ueria para ele 1 o 2u>ilamentoX E KaAu6ovitch não s: sentia nesse dia l3grimas de agradecimento nos olhos. eu consegui1o e surpreendi1meJ a mem:ria de KaAu6ovitch. essa gente desavergonhada e satis2eita. KaAu6ovitch não deixou de anuirJ 7&s crimes de *ue me reconheci culpado Rele d3 um grande signi2icado a esta 2eli> expressão de *ue me reconheci culpado) A 6om entendedorJ *ue não cometiXS são dignos do castigo m3ximo e eu não pe+o indulg0nciaX "ão pe+o *ue me deixem com vidaX8 RAo lado. por incum60ncia da '' 'nternacional %ocialista.) U).artido 'ndustrialS) E todos intervieram) E todos de2enderam os métodos da B) .artido %ocial1#emocrata Alemão) R") dos ()S A$DU'. como /3 censurava os menchevi*ues em 1915) Entretanto. no discurso de acusa+ão. tão exacta.

*uer da revolucionari>a+ão da legalidade) Fas da*ui por diante tudo se tomar3 para n:s dolorosoJ como o leitor se lem6rar3.E AB& #E BU AB @49 su6itamente se em6rulhar. tomou apontamentos r3pidos e aperce6eu1se depois destas incongru0ncias) (odos os correspondentes notaram o incidente com =restinsAi. a si e . *ue tinha su6vertido e aterrori>ado o mundo inteiro. a come+ar por =ruchtchev. os mem6ros da chamada 7guarda leninista8 1. vamos re2erir1nos apenas aos seus enigmas) ^ouve uma pe*uena discrepLnciaJ o conte<do das actas estenogra2adas. pela cele6ridade dos nomes desses réus. os dos processos seguintes. organi>ando o mesmo género de espect3culosY Due me perdoe o indulgente leitorX Até ao momento. so6re eles se escrevia. se apresentavam agora como carneiros desanimados e su6missos. o enigma continua a ser a6ordado com am6iguidade) Galou1se acerca de uma po+ão do (i6ete *ue privava um homem da sua vontade. e como nos explicaram de>enas de ve>es. *ue 2oram pu6licadas. perante a *ual todo o mundo tremia T e até os maiores dentre eles.dos réus. a tr0s espect3culos longos e car-ssimos. não 2oi isto um achado para a . Broman so16ressaltou1seJ 7Voc0 enlou*ueceuX Voc0 não tem o direito de 2a>er isso. se no decurso do /ulgamento ele se desvia do textoW terceira coluna 1 apelido do tche*uista respons3vel por essa medida) E se =restinsAi A$DU'.119@QY "ão teria sido este processo *ue 2e> %taline pensar *ue os seus principais inimigos eram charlat9es e *ue ele podia manipul31los completamente. e tam6ém do uso da hipnose) (udo isso. os /u->es viram concentrados so6re eles os olhares de todo o mundo) "ão se distraiu deles a aten+ão. 2i> correr intrepidamente a minha pena) "ão se me encolhia o cora+ão e desli>3vamos despreocupadamente. reconhecendo crimes *ue de 2orma alguma podiam ter cometido) "unca se vira na hist:ria nada de igual) Era 2lagrante o contraste com o recente /ulgamento de #imitrov. em eip>ig) Este respondia rugindo como um leão aos /u->es na>is. então /3 se sa6e *uem tem de lhe acudir e o *ue 2a>er)S Fas as inexactid9es dos estenogramas em nada mudam nem desculpam o *uadro) & mundo assistiu surpreendido a tr0s pe+as seguidas. *uer da legalidade revolucion3ria. mas. em6ora até ao momento muitas coisas se tenham aclarado Re com especial acerto por Arthur =oestlerS@9. a*ui.s suas convic+9es. 7aproximadamente a partir de 19@4 come+ou1se a violar as normas leninistas da legalidade8) E como é *ue a6ordaremos agora este p-ncaro das ilegalidadesY ?omo é *ue nos arrastaremos agora por este amargo caminhoY A 2alar verdade. não coincidia plenamente com o *ue tinha sido dito nos /ulgamentos) Um escritor autori>ado a assistir aos processos. por*ue durante todos estes *uin>e anos est3vamos so6 a égide. em *ue os grandes che2es do auda> comunista. vomitavam tudo so6re si mesmos e se re6aixavam servilmente. os seus camaradas. se 2a>iam coment3rios) E haveriam de 2a>er) Duanto a n:s.rocuradoriaY Acaso não 2icam assim totalmente explicados os processos dos anos 19@. apre1sentavam1se diante do tri6unal a mi/ar1se pelas pernas a 6aixo) E. oriundos da mesma coorte in2lex-vel. *uer esclare+a ou não. tomando em conta os camaradasX8S ?oncordemos. *ue davam todos os 6alidos *ue se lhes havia ordenado. . entre o p<6lico seleccionado. *uando se tornou necess3rio suspender a audi0ncia para a/ustar os depoimentos 2eitos) REu imagino assim as coisasJ antes do processo 2oi ela6orado um registo para os casos de erroJ primeira coluna 1nome do réuW segunda coluna 1 *ue medida adoptar durante a suspensão da audi0ncia.

ele cumpriu apenas de> anos. por a2inidade com os populistas. nenhuma deporta+ão especial para KaAutia. ele não esteve se*uer um ano seguido no mesmo s-tio. atingiu os 6olchevi*ues) %a6e1se. com toda a certe>a. um tanto divertidasW pelos vistos. com todo o seu longo tra6alho de agita+ão e de viagens por todas as cidades da $<ssia. numa visita *ue lhe 2e> antes do /ulgamento. (rotsAi se portasse com mais 2irme>aW não havia motivo para isso) Ele tinha conhecido tam6ém exclusivamente deten+9es 23ceis. deporta+9es pouco prolongadas. ela não existia)S "ão conheciam nem os interrogat:rios nem as condena+9es) 7"enhuma cLmara especial de torturas8.artido. 2oi algo de ligeiro e evadiram1se de todas as deporta+9es sem di2iculdade. com os socialistas I revolucion3rios e com os anar*uistas) Esses lan+adores de 6om6as e @5C A$DU'. de certo modo. como presidente dos tri6unais militares revolucion3rios. *ue vimos nos /ulgamentos dos anos de @.or*ue não de6ilitar e eclipsar a vontade dos acusadosY E not:rio *ue ' nos anos 4C houve céle6res hipnoti>adores *ue a6andonaram a sua carreira e passaram ao servi+o da B) . nenhuma %acalina. mas a aut0ntica e inexor3vel instru+ão nunca sou6eram o *ue ela era) R. esteve dois anos preso. passaram na cadeia cinco anos cada um. *ue a ele cou6eram as penas mais pesadas e *ue passou toda a vida na prisão) Fas. o 2acto de eles serem com6atentes temperados. a @Q. existia uma escola de hipnotismo) A esposa de =ameniev. *ue nos anos @C.or*ue na $<ssia. segundo os nossos actuais critérios. nem do *ue eram as tena>es de uma investiga+ão in-*ua) "ão existem 2undamentos para supor *ue. so2reram condena+9es.E AB& #E BU AB conspiradores conheceram a deporta+ão com grilhetas. o *ue tam6ém não é coisa excepcional) &s che2es do . ostentavam no seu passado revolucion3rio deten+9es curtas e leves. mas. antes de ter sido presa)8 F Fas por*ue é *ue . "\& E%(EVE . não parecendo o mesmo) 7Ela teve ainda tempo de comunicar isso. sua deten+ão na u6ianAa. e não é prova de uma aut0ntica 2irme>aJ a*uele *ue ordenou in<meros 2u>ilamentos. e s: se alongou mais na deporta+ão no &nega4C) =ameniev. sem ser su6metido a interrogat:rios a sério. 6em como ano e meio na deporta+ão) Agora. e nem se*uer cheiraram os tra6alhos 2or+ados) IuAharine tinha so2rido muitas pris9es 6reves.$E%& "EF ($n% FE%E%X "ão teve "EF UFA ["'?A ?&"#E"AV\&X Em compara+ão com os ind-genas vulgares do nosso Ar*uipélago eram umas crian+as de peito. so6retudo. pode . por se tratar de velhos revolucion3rios I) *ue não tremeram nas pris9es c>aristas. em geral. é rid-culo di>01lo. 2oi 23cil para ele ad*uiri1la. não se compreende DUE "&$FA% F&$A'% a podiam impedir de recorrer a eles) . sendo amnistiadosW até . eles não 2a>iam se*uer uma ideia do *ue era uma verdadeira prisão. de> anos normaisJ como nos nossos tempos *ual*uer AolAho>ianoW é verdade *ue esses de> anos englo6avam tr0s numa central de tra6alhos 2or+ados.altchinsAi ou =hrenniAov não 2oram vergados pela po+ão do (i6ete ou pelo hipnotismoY I "ão h3 *ue encontrar uma explica+ão mais elevada T uma explica+ão psicol:gicaY I ?ausa perplexidade. de uma s: ve>. ?'"?&) Uinoviev. prova de 2ogo) Fas a*ui havia um simples erro) J3 não se tratava desses mesmos velhos revolucion3rios) Uma tal gl:ria tinham1na I rece6ido em heran+a. não sa6iam o *ue eram os c3rceres) $iAov e ') ") %mirnov 2oram presos v3rias ve>es.não vale a pena re2ut31loJ se a ") =) V) #) dispunha de tais meios. acerca de #>er/insAi. se tivesse sido apanhado no meio destas tena>es.) U) E sa6e1se. so6 os ausp-cios da ") =) V) #). os nossos /ovens de de>asseis anos apanhavam. . encontrou1o prostrado. cumprindo dois anos de deporta+ão em Ust1=ut) A severidade de (rotsAi.

as pessoas vão1se a 6aixo) Fas IuAharine. eram considerados de antemão como super1homens e da. =ameniev. desse pra>er)S Assim.para %' dois grandes canaisX)))8 E alguém *ue ali se encontrava nesse instante conta *ue. segundo parece na penum6ra de uma cortina de musselina. suicidando11se antes da deten+ão R%AripuniA. nos seus <ltimos momentos) ?omo se %taline estivesse sentado ali na sala. em geral. com seguran+a e insist0ncia. apesar de tudo.a nossa perplexidade) E certo *ue aos encenadores parece ter sido neste caso mais di2-cil escolher os intérpretes do *ue nos anteriores processos dos engenheirosJ ali eles tinham *uarenta 2igurantes por onde escolher. se acendeu um 2:s2oro nas trevas. e o p<6lico dese/a *ue se/am eles mesmos a representar) Fas. nestes tr0s processosSX 'agoda. aperce6endo1se a 2orma de um cachim6o) Duem esteve alguma ve> em IaAhtchissarai recorda1se talve> desta 2antasia oriental) "a sala de sess9es do ?onselho de Estado. resistiram e morreram em sil0ncio. de *ual*uer maneira. onde estão coligidas auto6iogra2ias ou cr:nicas 6iogr32icas 2idedignas de dirigentes do . =ossior e o pr:prio =rilenAo. e ') ") %mirnov. em6ora os seus nomes pudessem ter adornado esses processos) %: levaram os mais male3veisX ^ouve.ostichiev. EnuAid>e. ao n-vel do segundo andar. se esta6elecermos uma compara+ão com os actos correntes do comum dos cidadãos. . . ao n-vel mais 6aixo da vida *uotidiana) . uma escolha) A selec+ão 2oi limitada. era um criminoso declarado) 4C (odos os dados a*ui citados são extra-dos do tomo 41 do #icion3rio Enciclopédico Branai. 'agoda. havia uma selec+ãoX &s mais clarividentes e decididos dos condenados não se entregaram de mãos atadas.artido ?omunista $usso R6olchevi*ueS) A$DU'. e por detr3s delas uma galeria não iluminada) #a sala nunca se pode adivinhar se h3 ali alguém ou não) & cã é invis-vel e o ?onselho re<ne1se sempre como se ele estivesse presente) #ado o pronunciado car3cter oriental de %taline. em compensa+ão.E AB& #E BU AB @51 REste assassino de milh9es de homens não podia admitir *ue o assassino1mor não al6ergasse no seu cora+ão um sentimento de solidariedade. e a*ui a companhia teatral é pe*uena. BamarniAS) %: se deixavam agarrar os *ue *ueriam viver) E de todo a*uele *ue *uer viver pode 2a>er1se hgato sapato))) Fas houve mesmo alguns deles *ue se comportaram nos interrogat:rios de 2orma contr3ria.deixar1se ir a 6aixo .iataAov. o Encenador dos grandes 6igodes conhecia 6em cada um) Ele sa6ia tam6ém *ue. *uanto a ele. Uinoviev. (chu6ar. *ue recuperaram. h3 umas /anelas 2echadas com 2olhas1de12landres. *ue lhe servia de orienta+ão psicol:gica para conseguir 0xitos na sua vidaJ tomar em conta @54 A$DU'. mas. toda a perplexidade deriva unicamente da cren+a na singularidade destes homens) "a verdade. *ue t0m pe*uenos ori2-cios. pedia1lhe piedade a ele directamenteJ 7#iri/o1lhe um apeloX Eu constru. eram todos 2rouxos e conhecia as de6ilidades respectivas) E nisto ele tinha um tene6roso mérito. 2ora do vulgar. por detr3s de uma /anelinha do segundo andar. acredito piamente *ue ele seguisse as comédias desde a %ala de &utu6ro) "ão posso admitir *ue ele se privasse desse espect3culo.E AB& #E BU AB as 2ra*ue>as humanas. (omsAi. não h3 para n:s nenhum enigma no 2acto de eles di>erem tão mal uns dos outros) 'sto parece1nos compreens-velJ o homem é 2raco. os principais intérpretes são conhecidos de todos. ideia da sua pr:pria morteX REstes dois tipos de 2irme>a não estão mutuamente ligados)S E $adeA era um provocador Rmas não 2oi o <nico. mas sem opr:6rio) Goi por isso *ue não levaram a /ulgamento $ud>utaA.

somente enviou um telegrama a =o6a.artidoX (ratava1se de ensaios para esse papelX %e todos se condu>em assim em li6erdade. o *ue ser3 *uando os seus corpos. para ter tempo de ser acareado com eles e /usti2icar1se) Era tardeX %e =o6a estava /3 na posse de su2icientes documentos. deixando de ter *ual*uer actividade.da*ueles anosJ 7Alguma coisa.E a*uele *ue.artidoX)))S #urante o segundo processo de =ameniev. cidade de Grun>e. tinha permitido. disse aos seus -ntimosW 7& *u0Y E gente capa> disso))) (alve> tenha havido algo)))8 REra a 2orma cl3ssica do homem comum. .rocurava esta6elecer. sua 3atcha no &utono. e logo *uando os processaram pela primeira ve>.ol-tico do . nem se*uer a meia vo>) "ão 2a>ia mais *ue ensaiar o seu papelX Fas antes disso. ") 1) IuAharine. distLncia. o 2u>ilamento de =a1meniev e de Uinoviev) "ão se ergueu contra isso. nem em vo> alta. tam6ém esse o tratou %taline como um homem ao rés da terra. as sentinelas do =remlin 2i>eram1lhe a contin0ncia como se nada ocorresse)S J3 ninguém o visitava nem o chamava pelo tele2one) E todos esses meses ele escrevia in2atigavelmente cartasJ 7Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX))) Duerido =o6aX)))8. desde a primeira . penetrando a sua psicologia e mantendo1o durante longo tempo nas garras da morte. ele andava .artido Ra cada um a sua ve>S. uma ?onstitui+ão apenas para ingl0s ver) "a estratos2era ele tinha a impressão de voar livremente.. como se 2osse legal. olhando de soslaio.artido 1 e viveu ainda no seu apartamento do =remlin Ro pal3cio de $ecreio de . ainda no cume das honrarias e do .edro 1S. de tirar a prova e sa6ia *ue IuAhartchiA de1 41 . um contacto cordial com %talineX Fas o *uerido =o6a. e pensava *ue havia derrotado =o6a41J impingira1lhe essa constitui+ão *ue o o6rigaria a suavi>ar a ditadura) Fas ele pr:prio /3 estava no papo) IuAharine não gostava de =ameniev e de Uinoviev. ele renegara os seus disc-pulos e partid3rios presos e deportados Rpouco numerosos. s: para permanecer dentro do .seud:nimo de %taline na clandestinidade) R") dos ()S A$DU'. pelos *uais se via *ue tinham sido apresentadas provas ani*uiladoras contra IuAharine) (entou acaso evitar essa execu+ãoY Ge> acaso um apelo ao . a 6rincar como o gato com o rato. ca+a em (ianchan. *uando %taline amea+ava exclu-lo do . <ltima palavra. *ual*uer posto no . no Verão de 19@. numa aparente li6erdade) IuAharine redigiu. como todos os outros. deve ter havido))) "ão se prende ninguém sem motivo. não vigenteS. IuAharine. durante muitos anos. h3 /3 muito tempo.E AB& #E BU AB @5@ desempenharia o seu papel magni2icamente) ?om e2eito. lu> e amadurecido devidamente) E *uando ainda era redactor1principal do /ornal '>vie>tia e mem6ro do Iureau . renunciara aos seus pontos de vista.artido denunciando a*uela monstruosidadeY "ão. *uando 2oi . durante meio ano. mesmo então. ali3sS. /3 2i>era os ensaios) (ivera tempo. a sua comida e o seu sono estiverem nas mãos dos carrascos da u6ianAa) %u6meter1se1ão sem pestane/ar aa texto do drama) . suportando o seu exterm-nio44) Ele deixara esmagar e denegrir as suas ideias.oder.artido. certamente. nos aparece como o mais inteligente e o mais l<cido dentre os che2es di2amados e 2u>ilados Ra *uem =oestler consagrou o seu talentoso estudoS. passou muito tempo sem *ue IuAharine 2osse preso) Ele perdeu o seu lugar no /ornal '>vie>tia. leu a not-cia dos dois 2u>ilamentos e os artigos dos /ornais. antes mesmo de terem vindo . no nosso pa-s)8 'sto disse1o em 19@5 o primeiro te:rico do . pedindo1lhe *ue adiasse o 2u>ilamento de =ameniev e de Uinoviev. 2icando sempre sem resposta) . sem nada sa6er) #escendo das montanhas . como numa prisão) R#e resto. toda a ?onstitui+ão vigente Rmelhor dito. depois do assass-nio de =irov. para *ue *ueria ele uma acarea+ão em carne e ossoY Entretanto.

o seu regresso . Europa. o devassoX8 Entretanto. depois ordenou *ue levassem %oAolniAov e amistosamente disse a IuAharineJ 7Ele mente em tudo. a2irmar1se) %taline havia1os denunciado como opositores. 7Duerido =o6aX))8. so6retudo.artidoX #e 2icar vivo. na presen+a 44 %: de2endeu E2im (seitlin e não por muito tempo) @54 A$DU'. no <ltimo 'nverno. desde o momento em *ue ele pr:prio se tinha convertido no . se se cometem erros. e nada devia ser estragado. dirigiu1se a eles um soldado vermelho armado) (eve um pressentimentoX 7A*ui mesmoY "este instanteY8 )))"ão. ainda mais irrecusavelmente e de antemão. *ue. 6em como na sua pr:pria adapta+ão ao papel) Fesmo o seu envio .E"#E"(EW nenhum de2endia realmente uma ideologia oposicionista.artidoX E nesta sua corda sens-vel Rde todos elesS /ogava esplendidamente o *uerido =o6a. para *ue atrair uma nova som6raY Fas as suas datchas. *uero *ue sai6as *ue não sou culpado da nada) Além do mais. de não o pre/udicaremX Eram demasiadas exig0ncias para poderem ser independentesX A IuAharine tinha sido destinado. os /ornais continuaram a noticiar a indigna+ão das massas) IuAharine tele2onava ao ?omité ?entral) IuAharine escrevia cartas. organi>ou uma acarea+ão com %oAolniAov) Este dep_s acerca do 7centro paralelo da direita8 Rentenda1seJ paralelo ao ?entro (rots*uistaS e da actividade clandestina de IuAharine) =aganovitch condu>iu o interrogat:rio energicamente. o negrume das acusa+9es 1 a prolongada e intermin3vel não deten+ão.ra+a VermelhaS. tu ser3s poupadoJ não estavas ligado aos trots*uistas)8 E IuAharine acreditava *ue 2icaria vivo.rocuradoria um vago comunicadoJ 7Duanto . no tra6alho do Encenador relativamente a ele. ele 2e>1lhe a contin0nciaJ 7& camarada %taline surpreende1se por v01los a*uiX E pede1lhes *ue ocupem o vosso lugar na tri6una do Fausoléu)8 .artido) E. e assim privou1os de todo e *ual*uer poder) E todos os seus es2or+os passaram a ser dirigidos no sentido de se manterem no . não se acharam provas o6/ectivas)8 $adeA tele2onou1lhe no &utono. ele sempre se deu mal com elesJ a2astaram1se do . 2icavam uma ao lado da outra. mani2estando o dese/o de encontrar11se com ele) IuAharine recusouJ am6os somos acusados. ele e a mulher tomaram lugar na tri6una dos convidados com um passe da redac+ão do '>vie>tia) #e repente. e $adeA. no tra6alho do tempo so6re ele. não era apenas uma necessidade exterior a 2im de esta6elecer uma rede de acusa+9es pelas liga+9es mantidasW a li6erdade desinteressada da sua viagem indicava. antes de eles terem passado a s01lo. na *ual pudessem autonomi>ar1se. 2undamentalmente. IuAharine 2oi chamado por =aganovitch. acusa+ão contra IuAharine. pedindo *ue lhe retirassem pu6licamente as acusa+9es) Então."os meses *ue precederam a deten+ão. 2oi l3J 7#iga eu o *ue disser.artidoX #e ver1se privado do .artido e o *ue sucedeuY & *ue é necess3rio é manter1se a unidade. nem posto de parte. certa noite. de 2acto. mas 2ora do .E AB& #E BU AB de importantes tche*uistas. apanhar3 tam6ém um ano)S ?erta ve>.artido) IuAharine não possu-a Rnenhum deles possu-aS o seu .artido 1 isso seria monstruosoX Duanto aos trots*uistas. o papel principal. *ual 2oi o maior receio de IuAharineY %a6e1se de 2onte 2idedigna *ue 2oi o de ser exclu-do do . *ue não o excluiriam do . para recolher manuscritos de Farx. cena principal) E agora. cometem1se /untos) "a mani2esta+ão de "ovem6ro Ra sua despedida da . a extenuante ang<stia *ue o cercava em casa 1 destru-a melhor ainda a vontade da v-tima do *ue as press9es directas da u6ianAa) REste não escapar3. 2oi pu6licado pela .&"(& #E V'%(A '"#E. do '>vie>tia.

ro2essores Vermelhos. de $adeA e dos demais 1 e todos apresentavam provas graves da negra trai+ão 6uAharinista) evavam1lhe a casa. e era /3 uma caricatura de si mesmo) Atr3s dele estavam postados mudos tche*uistas Rde 'ago1da. /3 com aspecto de culpado. não como se se tratasse de um acusado.iatoAov 2e> depoimentos in2ames contra IuAharine e $iAov.artidoX8 E IuAharine acreditou. ao rece6er novos documentos. respondeu. concentrasse as acusa+9es contra IuAharineXS Um duche escoc0s) Assim vai amolecendo a vontade) Assim se vão ha6ituando ao papel de her:is a6atidos) A partir da*ui come+aram sem parar e levar1lhe a casa os autos dos interrogat:riosJ dos antigos alunos do 'nstituto de . arrastou1se até ao plen3rio) 7& *ue é *ue te veio . =aganovitch e Folotov R*ue insolentesX.E AB& #E BU AB @55 todas as maneiras. ca6e+aY8.rimavera lhe tinha dado um 2ilhoJ 7 0 tu. mulher. cortem1me um peda+o de chouri+oX =o6a disse1me *ue não me excluirão)8S Fas. continuamos a viver como est<pidos)8 A*ui interveio =aganovitch com c:lera e com invectivas Rele dese/aria tanto acreditar na inoc0ncia de IuAhartchiA. com a seguinte ordem do diaJ 1) &s crimes do centro de direita) 4) A actividade antipartido do camarada IuAharine. no intervalo. de vinte e dois anos de idade. IuAharine di>ia . mas sim como mem6ro do ?omité ?entral. no decorrer do plen3rio. perguntou1lhe cordialmente o *uerido =o6a) 7Due havia de 2a>er. simplesmente para seu conhecimento))) Gre*uentemente. nãoX. expressa na greve da 2ome) E IuAharine vacilouJ talve> tivesse o2endido em algo o .iataAov) E. *ue nessa . e suicidou1se) Fas n:s os dois. $iAov disse a IuAharineJ 7(omsAi teve 2or+a de vontade. eu considero *ue a culpa de IuAharine não est3 demonstrada) $iAov talve> se/a culpado. durante meio ano) Em 5 de #e>em6ro 2oi aprovada com /<6ilo a ?onstitui+ão de IuAharine.Assim. sentado ali mesmo entre os che2es) &rd/oniAid>e colocava a mão /unto do ouvido Rele não ouvia 6emSJ 7#iga. mas não se suicidou) Acaso não se havia adaptado ele ao papel *ue lhe 2ora destinadoY))) E ainda se reali>ou outro /ulgamento p<6lico))) E 2u>ilaram ainda um punhado deles))) E IuAharine era respeitado. e IuAharine não era apanhado))) Em come+os de Gevereiro de 19@5. arrependeu1se de 6oa mente diante do plen3rio. . ohX.artido))) ?om a 6ar6a por 2a>er. alternaram o duche escoc0s. emagrecido. /3 em Agosto tinha compreendido. mas não conseguia)))S) E Folotov) E %talineX Due grande cora+ãoX Due grata generosidadeX 7#e A$DU'. eu não possoX8 E solu+ava.iatoAov 2oi Jevado ao plen3rio de #e>em6ro do ?omité ?entral com os dentes partidos.artido)))8 %taline 2ran>iu o so6rolho perante um tal a6surdoJ 7Fas ninguém te exclui do . e ali mesmo deu por 2inda a greve da 2ome) RUma ve> em casaJ 7Vamos. tendo sido denominada para sempre como estalinista) . com a ca6e+a so6re a almo2ada) Buardava em casa dois rev:lveres Re %taline tinha1lhe dado tempoXS. pois 'agoda tam6ém se treinava e se preparava para o papelS) . não t0m em conta %talineS4@ apodaram1no de mercen3rio 2ascista e exigiram o seu 2u>ilamento) . e voc0 2ornece todas as provas voluntariamentek8 R"otaJ &rd/oniAid>e apanhou tam6ém uma 6ala na nuca)S 7#e todo em todo voluntariamente8. ele decidiu 2a>er a greve da 2ome em casa. cam6aleando. mas não IuAharine)8 REra como se alguém. se lan+am tais acusa+9es contra mimY Duerem excluir1me do . animou1se. independentemente da sua vontade. para *ue o ?omité ?entral averiguasse e lhe retirasse as acusa+9es) ?omunicou isso por carta ao *uerido =o6a e manteve a greve escrupulosamente) Então 2oi convocado ao plen3rio do ?omité ?entral.

diante dos mem6ros do ?omité ?entral. depois de estar assim ani*uilado.artido) E é evidente *ue não ter3 uma morte 23cil) Fas se tudo correr 6em. n:s. sim)8 T 7Fas não é verdade *ue a luta contra o .artido é uma luta contra o . sim) "a pr3tica. n:s poup3mos muitos. com as convic+9es da oposi+ão. perdoem1me.artidoY8 1 7Em geral. ca+ador e lutadorX REm lutas a 6rincar. signi2ica isso *ue.oderia)))8 1 7Assim. de KaAu6ovitch. como nãoY "ão é preciso explicar1lhe a si *ue se agora no /ulgamento volta atr3s e di> algo di2erente. é necess3rio reconhecer o poss-vel como real. para voc0s. venda da .E AB& #E BU AB E de novo IuAharine caiu no desLnimo e os <ltimos dias passou1os a escrever uma carta ao 72uturo ?omité ?entral8) Aprendida de mem:ria e assim retida. deix31lo1emos viverJ mandamo1lo secretamente para a ilha de Fonte ?risto e l3 voc0 ir3 tra6alhar so6re a economia do socialismo)8 T 7Fas nos /ulgamentos anteriores parece *ue voc0s os 2u>ilaramY8 1 7Ve/a *ue compara+ão est3 a 2a>erJ eles e voc0X Além disso.artidoY8 1 7. pois. podiam cometer1se todas e *uais*uer in2Lmias contra o . inclusive) Duer di>erJ não s: os anteriores e in2ames processos. no 2im de contas. mas tam6ém todas as nausea6undas torrentes da nossa grande canali>a+ão prisionalX Assim reconhecia *ue era digno de su6mergir1se tam6ém nelas))) Ginalmente. no ano de 19@1Y "o 2acto de *ue ele não est3 su/eito aos mesmos dois argumentosY Ele é mesmo mais 2raco. e isto segundo os pr:prios /ornais)8 . mas IuAharine teme1a) $estava um di3logo não muito di2-cil com VichinsAi.artidoXS) Uma ve> mais protestava 7aprovar completamente8 tudo o *ue ocorrera até 19@5. espionagem. A$DU'. para desacreditar *ual*uer ideia de oposi+ão no 2uturo.s mãos dos pontos de teatro e dos encenadores su6alternos) Ele era um homem de m<sculos. não o comoveu44) Due tinha decidido este agudo e 6rilhante te:rico legar aos descendentes através das suas <ltimas palavrasY Ga>er ainda outra s<plica para ser reintegrado no . naturalmente. a tal ponto *ue /3 não são necess3rias as torturas. respeitando o no6re sossego da velhice de FolotovX @5. em *ue di2erir3 a sua posi+ão relativamente . segundo este es*uemaJ 7E exacto *ue cada oposi+ão contra o . naturalmente. sim)8 1 7. tinha amadurecido completamente para ser entregue .Ue *ue a6undLncia de depoimentos nos privamos. *uantas ve>es ele não tinha 2eito cair =o6a de costas so6re o tapeteX ?ertamente nem isso =o6a lhe p_de perdoar)S #epois de um lamento deste género.ela l:gica das coisas.artido Rcom *ue humilha+ão pagou ele tal devo+ão ao . poderia ter1se reali>ado) "ão é verdade *ue isso poderia ter ocorridok8 1 .E AB& #E BU AB @55 mundial e apenas pre/udicar3 o .or outras palavras.artido não pode deixar de trans2ormar1se numa guerra contra o . 2oi conhecida recentemente pelo mundo inteiro) Entretanto. elas não 2oram cometidas)8 1 7Fas não podiam t01lo sidoY Galando teoricamente))) R(rata1se de te:ricosX)))S &s interesses mais altos. resta apenas uma pe*uena diverg0nciaJ é preciso 2a>er coincidir a hip:tese e os 2actosW é preciso.3triaSY8 1 7"o entanto. s: teoricamente. pois KaAu6ovitch dese/ava a morte. e nada mais) Uma pe*uena transla+ão 2ilos:2ica) Estamos de acordoY))) %im. compreende *ue s: 2ar3 o /ogo da 6urguesia Assim como não comoveu o 72uturo ?omité ?entral8) A$DU'. continuam entretanto a ser os interesses do .artido Rassass-nios. naturalmenteX8 1 7Assim. reconhecer como reali>ado a*uilo *ue.artidoY8 1 7%im.

ao *ual 2oi dado como capital a antiga e calma vila de =adii) &s novos dirigentes 2oram para l3 destacados de diversos lugares e s: se conheceram no local de destino) Eles 2oram encontrar uma >ona m-sera. mas de cima ca-am em catadupas directri>es. estimulados pelo poder soviéticoJ ainda não tinham decidido *ue era preciso varrer todos esses intensivistas) %tavrov. Ano do in-cio dos processos de dissidentes.(alve> *ue o enigma não se/a assim tão o6scuroY %empre esta cantilena irresist-vel através de tantos processos. não somos comunistas ?&F& V&?n%X)))8 E parece *ue o simples 2acto de gritar 2a>ia cair por terra os cen3rios. pu6licadas no /ornal regional de 'vano1vo) Em 2ins de 19@4. para *ue a alma negra da oposi+ão se tornasse vis-vel para as massas) Fas não se encontraram 6ons encenadores. cuidadosos e instru-dos. /untos. os dirigentes de =adii escreveram um relat:rio . %tavrov.ois voc0 e n:s. não somos russos ?&F& V&?n%X))) "ão. numa distante e perdida aldeia da região de 'vanovo. capital da prov-ncia di>endo ser necess3rio redu>ir o plano de remessas de cerealJ o distrito não o podia cumprir. agir contra n:sY Arrependa1seX . *uanto a ele. ele tinha pro/ectado em 19@5 levar a ca6o uma ampla rede de processos por >onas. devido a ter ingressado no . não somos revolucion3rios ?&F& V&?n%X))) "ão. podiam ainda os acusados 2incar1se assim no seu ponto de vista. como seria necess3rio. tinha sido criado um novo distrito. em *ue estes passaram a a2irmar1se 7mortais) R") dos ()S @5Q A$DU'. e os pr:prios acusados não eram tão complexos) Assim. *ue /3 nos anos 4C orientavam as suas explora+9es so6re 6ases cient-2icas Rpelo *ue eram. comunistasa) E como p_de voc0 desviar1se.artido. nem em 1944. de a/uda em dinheiro. mas h3 pouca gente *ue sa6e disto) Alguns processos 2racassaram e tudo 2icou em 3guas de 6acalhau) E oportuno re2erir a*ui um desses processos. somos n:sl "a sociedade vai amadurecendo lentamente a compreensão hist:rica) E *uando ela amadurece.5X45 Fas mesmo os espect3culos magni2icamente conseguidos 2icavam caros e re*ueriam muitos cuidados) E %taline decidiu não mais lan+ar mão dos espect3culos p<6licos) Fais exactamente. cu/as reportagens tinham come+ado a se. extenuada pelas remessas o6rigat:rias de cereais ao Estado. o ?aso de =adii. e *ue o che2e da sec+ão agr3ria da >ona. isto é. caso contr3rio empo6receria até um limite perigoso) E preciso recordar o am6iente dos anos @C Rmas s: dos anos @CYS.artido. tudo é simples) "em em 1944. e gritando com a ca6e+a erguidaJ 7"ão. e cada uma delas era contra os seus empreendimentosJ tudo se passava como se as inventassem de prop:sito l3 em cima para tornar a vida mais amarga e di2-cil aos mu/i*ues) ?erta ve>. resistindo a esta cantilena arrepiante e envolvente. então.E AB& #E BU AB na /un+ão com =astroma e "i/ngorod. derreter a ma*uilhagem. pelo contr3rio. apenas com algumas varia+9esJ ora. como n:s. não 2oi varrido *uando da li*uida+ão dos AulaAs) (alve> ele pr:prio tenha participado nessa li*uida+ãoYS) "o seu novo lugar de tra6alho eles tentaram 2a>er algo pelos camponeses. era uma pessoa com um 2irme sentido de /usti+a. *uando do *ue ali se necessitava era. as coisas tornaram1se menos 23ceis para %taline. era um mu/i*ue de gema. 2ugir o encenador pela escada de servi+o e correr os pontos de teatro para a toca como rata>anas) E na rua teria amanhecido /3 o ano de 19. voc0s são. estava 2ora das possi6ilidades preparar1se tudo tão cuidadosamente. para avaliar o sacrilégio *ue isto constitu-a . um da*ueles camponeses chamados 7intensivis1tas8. Giodor 'vanovitch %mirnov. triste e perdida. nem em 19@5. em m3*uinas e de uma direc+ão sensata da economia) E sucedeu *ue o primeiro1secret3rio do ?omité do .

artido do distrito. dois h36eis e entendidos cooperadores de origem social incerta RVlassov admitia sempre no tra6alho *uais*uer cooperadores de antes da $evolu+ãoJ eles dominavam magni2icamente as *uest9es e procuravam ser diligentesW os prolet3rios *ue lhe propunham nada sa6iam 2a>er e. impingiu a seguinte resolu+ão ao ?omité #istritalJ 7&s 0xitos do distrito seriam mais 6rilhantesRYS se não 2osse por causa do trots*uista %tavrov)8 Assim come+ou o 7caso %tavrov8) R & método é interessanteJ dividir . a ") =) V) #) estava disposta ainda a arran/ar as coisas pelas 6oas com a cooperativaX & su6stituto da ") =) V) #) do distrito. por cal<niaX E 2oi1lhe aplicada uma repreensãoX A <ltima interven+ão de $omanov é muito caracter-stica desse tipo de gente e da con2ian+a *ue depositava no sistemaJ 7Em6ora tenham demonstrado a*ui *ue %tavrov não é trots*uista. $ussov R/3 descrito no cap-tulo *uartoS) & che2e da ") =) V) #) do distrito. o seu su6stituto. assustar %mirnov. o che2e da sec+ão de 2inan+as do distrito. em pe*uena escala.artido aclarar3 as coisas. com os socialistas revolucion3riosW e *ue no seu distrito era mem6ro de uma organi>a+ão clandestina de direita Rum ramalhete digno da*uele tempoJ s: 2altava a liga+ão directa com a EnteriteS) (alve> ele não tenha con2essado nada. pois morreu na prisão central da ") =) V) #) de 'vanovo. ") =) V) #) R7depois conta6ili>as isso de *ual*uer 2orma8S setecentos ru6los de tecidos R7trapos8S.artido esclareceu1se *ue %tavrov era tão trots*uista como /esu-ta romano) & che2e das cooperativas de consumo do distrito. por imagin3ria actividade de sa6otagem. ") ') =rilov. segundo11secret3rio. minha repreensão)8 E o . com lacunas. depois lamentar3s)8 Vlassov expulsou1o daliJ 7?omo se atreve propor1me a mim. mas isso nunca ninguém o sa6er3. .artido aclarouJ *uase logo a seguir. %mirnov. /3 como representante do ?omité #istrital do .artido com a seguinte ordem do diaJ 7A actividade sa6otadora de %mirnov e de Univer na cooperativa de consumoW relatorJ o camarada Vlassov)8 A*ui. o estoniano Univer 1 e o seu lugar 2oi ocupado por $omanov) %tavrov 2oi condu>ido . a ") =) V) #) do distrito prendeu %tavrovW ao ca6o de um m0s. convencido de *ue A$DU'. 2oram redu>idos a escrito os autos) #epressa 2oram presos o secret3rio do . %a6urov. assim como *uanto . em conse*u0ncia das torturas) Em todo o caso.E AB& #E BU AB @59 ele o é) & .artido a expulsar $omanov. homem autodidacta. iniciativa local) Duando %mirnov partiu de 2érias. che2e da suposta organi>a+ão de direita. eu estou. 2icou o2endido por ter sido impedido de prender. ") =) V) #) regional e ali con2essou ser trots*uistaW *ue toda a vida tinha 2eito parte do 6loco. mas com essas atitudes naturais *ue tanto surpreendem nos $ussos. o *ue era mais importante. e para Vlassov isso signi2icava dois meses de sal3rio) Ele não guardava para si ilegalmente nem uma migalha) 7"ão d3s.artido Rtoda esta mascarada e todos estes neg:cios são. e ainda outros) E interessante ver como se decidiu a sorte de Vlassov) $ecentemente. uma coisa dessasX8 "o dia seguinte =rilov apresentou1se na cooperativa. neutrali>31lo. a alma do ano @5XS.ara /3. mas deixadas . segundo os h36itos da*ueles tempos. 2oi pessoalmente propor a Vlassov *ue o2erecesse . comunista.contra o plano. nada *ueriam 2a>erS) #e todas as maneiras. Vassili Bregorievitch Vlas1sov. secret3rio do ?omité #istrital. e ordenou *ue se reunisse o . precisamente a t3ctica estalinista do ?omité ?entral)S Em tempestuosas reuni9es do .oderX Fas. cooperador inato. convenceu a assem6leia do . Vassili Giodorovitch $omanov. e o motim *ue 2omentava contra o . o6rig31lo a 2a>er marcha a tr3sW depois chegar3 a ve> dele) E esta. $omanov) Assim como havia o2endido mortalmente o procurador do distrito. mesmo assim. não 2oram adoptadas medidas 2rontais pelas autoridades superiores. prendeu o presidente do Executivo do %oviete do distrito.artido o novo presidente do Executivo. elo*uente e engenhoso nas discuss9es. acalorando1se *uando se tratava do *ue considerava /usto. %o1roAin. ele tinha incitado a excluir do .

Vlassov p_1las a 2uncionar num s: dia) %em 2a>er comércio de 2arinha. é por*ue eles estão presos sem 2undamentoX8 E a reunião pura e simplesmente não se reali>ou) Fas seria 2re*uente as pessoas atreverem1se a de2ender1seY RA situa+ão no ano @5 não estar3 completa. co>iam elas pr:prias o pão) A proi6i+ão da venda de 2arinha signi2icavaJ não comam pãoX "o centro distrital de =adii 2ormavam1se longas e nunca vistas 6ichas para o pão Rde resto assestou1se tam6ém um golpe nessas 6ichasJ em Gevereiro de 19@5. vendeu pão a todo o distrito durante esse anoJ percorreu os =olAho>es e em oito deles chegou a acordo no sentido de *ue nas is6as a6andonadas pelos AulaAs se criassem pani2icadoras colectivas Rou se/a. apesar das astutas disposi+9es do Estado. no ano @5. ele. e pela tarde 2oi proposto a Vlassov *ue apresentasse um relat:rio do seu tra6alho ao ?omité #istrital do . sua venda ao p<6licoXXX Entretanto. ele não . na região de 'vanovo Re outrasS 2oi dada a instru+ão secreta de proi6ir o comércio de 2arinha) "a*ueles anos muitas donas de casa. e a ") =) V) u1 interromp01lo1iaJ 7&nde estava voc0k .E AB& #E BU AB do assunto)8 VlassovJ 7. segundo ano da chamada FiAoNan prosperitN`. nessa noite. nas pe*uenas cidades e especialmente nas vilas e aldeias. o2erecendo1lhe de> mil ru6losJ 7Vassili BregorievitchX Gu/a esta noiteX Esta noite aindaX #e outra 2orma est3 perdidoX8 Fas Vlassov considerava *ue não era digno de um comunista 2ugir)S . na sua es2era de compet0ncia.cada tru*ue é uma pérolaX #e momento não se acusa VlassovX Fas 6astava *ue ele dissesse duas palavras so6re a actividade sa6otadora do antigo secret3rio do .. enviava 2arinha do arma>ém. a imprensa andava sempre de mãos dadas com a ") =) V) #)S. depois de ter sido encontradaX %em construir pani2icadoras Rnão tinha recursos para issoS. mais caroS) "a >ona de =adii não havia outra pani2icadora além da da sede do distrito. no /ornal do distrito. mas duas proi6i+9es se opunham . e n:s perderemos de vista homens ousados e de decis9es enérgicas. apareceu uma severa nota so6re o tra6alho na sec+ão das cooperativas do distrito Ré preciso di>er *ue.artido Ra cada passo depara1se1nos o mesmo tipo de métodos em toda a UniãoXS) 'sto sucedia em 19@5. dois anos depois de terem sido eliminadas as cadernetas de racionamento do pão. e exigia mais do ?omité $egional) "ão vendendo pão negro no centro distrital. em "ovem6ro de 19@.C A$DU'. e das aldeias todos a2lu-am ali em 6usca de pão negro) "os arma>éns havia 2arinha. ele 2ornecia pão negro ao distrito) %im. inin1 Em ingl0s no texto) R") dos ()S N A$DU'. em devido tempo.ela manhã. não individualmenteS) A sec+ão distrital das cooperativas comprometia1se a a6astec01las de 2arinha) ?omo com o ovo de ?olom6oJ a solu+ão é simples.ois se nem voc0 est3 a par do assunto. irromperam no ga6inete de Vlassov o conta6ilista principal das cooperativas do distrito e o seu su6stituto "). *ue para l3 se levasse lenha e se pusessem as mulheres a tra6alhar nos 2ornos russos caseiros 1 mas colectivamente. no entanto. comunicar1nosY8 Em tal situa+ão havia muitos *ue se desorientavam e se enterravam) Fas não Vlassov) Ele respondeu imediatamenteJ 7Eu ao tarei o relat:rioX Due o 2a+a =rilov.1 terruptamente. Vlassov encontrou solu+ão e.E AB& #E BU AB @. se não mencionarmos o 2acto de *ue /3 tarde. pois 2oi ele *ue o prendeu e *ue es1a a tratar do caso %mirnov1UniverX8 =rilov negou1seJ 7Eu não estou a par @. e actualmente aparecem por ve>es mem:rias de /ornalistas e escritores mostrando como /3 então come+ava a grande 2artura) (udo entrou na hist:ria e existe o risco de *ue 2i*ue nela para sempre) E. proi6iu1se o 2a6rico de pão negro nos centros distritais. em Foscovo e noutras grandes cidades. vendendo1se somente pão 6ranco.or*ue é *ue não veio.artido.

relativamente aos seus companheiros de processo) Este *uase tinha sido instaurado sem ele e agora ia 2a>er1se o /ulgamento p<6lico) evaram1no para a prisão central de 'vanovo. 2oi exclu-do do ?omité #istrital e do =omsomol. de resto. de autom:vel) ^avia mais de uma de>ena de viaturas. não se tinha decidido a sua expulsãoXS. porta 2echadaXSJ de 'vanovo a =inechma 2oram condu>idos num 7vagão de %tolipine845W e de =inechma a =adii. ao lado das comiss9es especiais e dos /ulgamentos . de modo geral. tentou recusar1se a en/regar o cartão do . encarregado das organi>a+9es contra1revolucion3riasS) A guarda era composta por *uarenta homens da reserva da mil-cia montada. tinham ponta por onde critic31lo) #epois dessa cr-tica ainda so6reviveu uma noite) Fas de dia 2oi preso) ?omo um pe*ueno galo de com6ate Rera de 6aixa estatura e mantinha1se sempre um pouco arrogante. no distrito. não havia lu> eléctrica Rcomo. e o 6ilhete de deputado do %oviete local Rele havia sido eleito pelo povo e não havia *ual*uer decisão do Executivo do %oviete privando1o da imunidadeXS) Fas os milicianos não 2i>eram caso dessas 2ormalidades. num clu6e ainda não aca6ado de construir) #epois. e um dos /ovens vendedores. com os sa6res desem6ainhados e as pistolas em riste. ") =) V) #). *ue 2ormavam uma 2ila 2ora do vulgar pela velha estrada deserta. segundo um velho costume da $<ssia. em =adii) Este não era o caminho mais curto R*ue luxo.transgredira a letra das instru+9es. na reunião do ?omité #istrital. nem todas as pessoas tinham aprendido ainda Rso6retudo nas aldeias. noite o tri6unal reunia11se . pelas ruas de =adii. mas violara o esp-rito das disposi+9esJ economi>ar 2arinha e deixar o povo morrer de 2ome) E assim. ao edi2-cio da ") =) V) #) distrital. no regresso. enchendo os corredores. so6re ele *uase não 2oi exercida *ual*uer pressãoW 2i>eram1lhe apenas dois interrogat:rios e nenhuma testemunha veio depor) As pastas da investiga+ão estavam repletas de comunicados da sec+ão distrital das cooperativas e de recortes dos /ornais do distrito) Vlassov era acusado deJ 1S (er provocado 6ichas no pãoW 4S #e não ter assegurado o sortimento de um m-nimo de mercadorias Rcomo se houvesse tais mercadorias e alguém as propusesse a =adiiSW @S #e ter 2eito um stocA excessivo de sal. os condu>iam pelas ruas de =adii. 2a>iam1nos passar pela aldeia onde ainda h3 pouco constitu-am o governo local) As /anelas do clu6e /3 tinham sido postas. com a ca6e+a inclinada para tr3sS.E AB& #E BU AB mde todo o processo respondia =linguin Rche2e da sec+ão especial e regional da ") =) V) #). provocando admira+ão nas aldeias. lan+aram1se so6re ele e levaram1no pela 2or+a) #a sec+ão distrital das cooperativas condu>iram1no . mas o cen3rio ainda não estava pronto. sem sair da sala.artido Rna véspera. e todos os dias. um Aomsomol.4 A$DU'. não existia. numa guerra sempre se teme 2icar sem salS) Em 2ins de %etem6ro levaram os acusados a /ulgamento p<6lico. como era o <ltimo. misto de terror e de pressentimento de guerra) . entre 44 e 45 de %etem6ro.artido) Então. pela sua simplicidadeS a não di>er o *ue pensavam) & vendedor exclamouJ 7Ah. de dia. e arrastou1se pelo conhecido caminho até . em =adiiS. numa distLncia de cento e de> *uil:metros. de 2orma *ue ca6iam l3 setecentas pessoas de uma ve> Rna $<ssia. de todos os modos. *uando este era o6rigatoriamente uma reserva 7em caso de mo6ili>a+ão8 Rdado *ue. gostam desses espect3culosS) & 6ancos da . mas. cova) Vlassov 2oi preso tarde.ela organi>a+ão irrepreens-vel e pelo e2eito de intimida+ão Finistro do 'nterior de antes da $evolu+ão) R") dos ()S @. e . canalhasX evam o meu che2eX8 Ali mesmo. mas de pé. viu1o da /anela do ?omité do . lu> de *uerosene) (ra>iam um p<6lico escolhido dos =olAho>es) (oda a aldeia de =adii ia assistir) ^avia gente não apenas sentada nas cadeiras e nas /anelas.

no processo. devia ser tomado a*ui em conta. de *ue /3 nenhum dos réus podia impugn31loS) Fas a ignorLncia da popula+ão de =adii não captava tais su6tile>as cient-2icas. dirigia a acusa+ão Rem6ora todos os acusados tivessem recusado de2esa. concorda ainda de 6om grado o vigoroso Vlassov) 7A verdade é *ue voc0s em nada se di2erenciam dos 2ascistas alemãesX8 =liuguin en2urece1seJ 7Escuta. haver3 pris9es por l3S. claro. na instru+ão.@ & /ui> censura1osJ como é *ue puderam. incum6i Vlassov de enviar um relat:rio ao camarada %taline)8)1 7E por*ue é *ue voc0s não o 2i>eramY REles não sa6em ainda . criado em 'vanovo Rve/a1se. e contar toda a verdadeX8 1 7%: a verdadeX8.erguntam ao réu %mirnovJ 7Voc0 sa6ia da exist0ncia de 6ichas para o pão. esperando o *ue sucederia mais adiante) Ga>1se de novo a leitura do depoimento do morto durante a investiga+ão) ?ome+a o interrogat:rio dos réus e 1 *ue con2usãoX 1 (&#&% eles %E $E($A?(AF das comiss9es 2eitas durante as averigua+9esX "ão se sa6e como se teria procedido neste caso na %ala de &utu6ro da ?asa dos %indicatos4Q. de6ilitado.s organi>a+9es regionais não deram resultado. sem vergonha alguma. como inspirador ideol:gico do grupo) E neste momento *ue a multidão *ue enche os corredores come+a a compreender as coisas mais claramente *uando o tri6unal é o6rigado a 2alar so6re as 6ichas do pão. não mostra pressa. *ue se impunha como o6/ectivo derru6ar o poder soviético na vila. %mirnov conservava a vo> sonora e a calma seguran+a *ue lhe era dada pela sua inoc0ncia) Este homem espada<do. de ca6elo castanho1claro. disse com vo> *uase inaud-velJ 7?omo comunista. considerando1se como prestadas perante o tri6umal. solene. por meio da sa6otagem econ:mica Rnão teriam podido encontrar os direitistas um lugar mais ignorado para dar in-cio ao seu pro/ectoXS) & procurador 2e> um re*uerimentoJ em6ora %tavrov tivesse morrido na cadeia. en*uanto ho/e não h3 6ichasS) . para *ue o tri6unal tivesse sempre o dese/ado apoio) A constitui+ão especial do tri6unal englo6ava o vice1presidente do tri6unal regional. Vlassov passa. do segundo ao primeiro plano. amea+ador e longo.artido) &s seus /u->es h3 muito *ue deixaram de ter essa preocupa+ão)S "o intervalo. ?hu6in. 2a>er outras declara+9esY Univer.E AB& #E BU AB @.2rente eram permanentemente reservados aos comunistas. resumia1se a *ue no distrito de =adii actuava um grupo clandestino da direita 6uAharinista. diplomado pela Universidade de #orpat. e os assessores Iitch e Uao>iorov) & procurador regional =arassiA. entretanto. elas estendiam1se desde a padaria até ao pr:prio edi2-cio do ?omité #istrital do . as declara+9es 2eitas por ele antes da sua morte Rera nestes depoimentos de %tavrov *ue se 6aseavam todas as acusa+9esXS) & tri6unal mani2estou a sua concordLnciaJ ter em considera+ão as declara+9es do de2unto como se ele estivesse vivo Rcom a vantagem. canalha. so6re a*uilo *ue a cada um toca mais de perto Rantes vendia1se pão sem conta.artido)8 1 7E *ue medidas tomaramY8 "ão o6stante as torturas. de rosto simples. não posso relatar num /ulgamento p<6lico os métodos de interrogat:rio da ")=)V)#)8 REis um modelo dos processos dos 6uAharinistas) E isto *ue os paralisaJ o *ue eles mais procuram é *ue o povo não pense mal do . 2oi1lhes imposto o advogado o2icioso para /usti2icar a presen+a do acusador p<6licoS) & re*uisit:rio da acusa+ão. no distritoY8 1 7%im. h3s1de pag31lo com sangueX498 A partir deste momento. canalhaY (u tam6ém deves reconhecer1te culpado. mas a*ui 2oi decidido. e a sala ouve cada palavra suaJ 7Visto *ue todos os apelos 2eitos . de Foscovo) R") dos ()S A$DU'. continuar A céle6re %ala das ?olunas. =liuguin percorre as celas dos acusados) #i> a VlassovJ 7&uviste como se curvaram %mirnov e Univer.

se deixar o seu lugar de acusador. gritos) ?hamem1no.4 A$DU'.s massas as negras entranhas do antrop:2agoX & /ulgamento /3 podia terminarX Fas não. por*ue é *ue ele não imp_s o seu veto.raesidium do Executivo do %oviete $egional proi6indo vender 2arinha e 2a>er pão) & procurador =arassiA é mem6ro permanente do . processar1se13 RYS tam6ém o procurador) Fas ho/e é voc0 *ue estamos a /ulgar) R^3 duas verdades 1 uma para cada categoriaXS 1 Assim. não se lamenta acerca do ideal morto Ré isso o *ue 2alta nos processos de FoscovoXS) Ele responde com vo> sonora e tran*uilaJ 1 "enhum) "ão houve resposta) "a sua vo> cansada lia1seJ era o *ue eu esperava. e se se sentar a*ui ao meu ladoX a "ão se entende nada) Iarulho. e eles durante mais tr0s dias não deixam de insistir no mesmo) & procurador esgana1seJ 1 #uplicidadeX E isso o *ue 2a>emX ?om uma mão sa6otam e com a outra escrevem a %talineX E ainda esperavam resposta deleYX Due responda agora o réu VlassovX ?omo é *ue chegou a inventar uma sa6otagem tão monstruosaJ p_r termo . como procurador. come+am os depoimentos das testemunhas) & conta6ilista "))) 1 Due conhece acerca da actividade sa6otadora de VlassovY 1 "ada) 1 ?omo pode ser issoY . eu exi/o *ue o tirem da c3tedra de procuradorX 1 repisa o tur6ulento e incont-vel Vlassov) %uspensão da audi0ncia))) Iom. *ue signi2icado educativo tem para as massas este /ulgamentoY Fas eles insistem) #epois do interrogat:rio dos réus.raesidium) %e isto é uma sa6otagem econ:mica.por*u0X))) #eixaram1no escaparXS8 1 7Escrevemo1lo e eu mandei1o por esta2eta especial directamente ao ?omité ?entral. a tal decisãoY 'sso não signi2ica *ue come+ou a sa6otar antes de mimY & procurador a2undou1se. e no campo ele 2oi morto . 2oi apanhado =liuguin. ordem. venda de 2arinhaY #eixar de co>er pão de centeio na capital do distritoY & 2ranganote Vlassov não espera *ue o mandem levantar) Ele mesmo se apressa a dar um salto e a gritar estridentemente na salaJ 1 Estou completamente de acordo em responder por isso perante o tri6unal.ai e do nosso Festre não houve respostaX & /ulgamento p<6lico atingira o seu ponto culminanteX J3 tinha sido mostrado . Vlassov explica agora com toda a satis2a+ãoJ 1 ?hegaram instru+9es do . senhor procurador =arassiA.&%(AX #o nosso . o golpe tinha sido r3pido e certeiro) & /ui> não encontra nada *ue di>er) E pronuncia entre dentesJ 1 %e 2or preciso.E AB& #E BU AB "\& ^&UVE $E%. machadada pelo 6u2o Bu6aidulin) @. sem passar pelo ?omité $egional) Buardou1se uma c:pia nos ar*uivos do ?omité #istrital)8 A sala nem respira) & tri6unal alarma1se) "ão é necess3rio perguntar mais. não lhes chega para isso nem o tacto nem a intelig0ncia. mas h3 ainda alguém *ue perguntaJ 1 E *ual 2oi o resultadoY Esta pergunta est3 nos l36ios de todosJ 7E *ual 2oi o resultadoY8 %mirnov não solu+a. na realidade) "ão 2altar3 muito para *ue o seu pr:prio sangue se/aaderramadoX "o meio da ma1a seguran+a do Estado em *ue caiu Ke/ov. *ue é istoY))) (endo tomado a palavra de assalto.

5 actividade sa6otadora de Vlassov) E voc0 não sa6e nadaY 1 Então pergunte . puxou1lhe pelo casacoJ 7'diotaX8 Ele pr:prio.. não o6stante as enorme reservas de cereal do poder soviético)8 #ominando o seu pr:prio receio. so6re1 2alar verdade. de todas as maneiras vão1me condenar ao 2u>ilamento) %: tenho 2é em *ue chegar3 o tempo em *ue v:s estareis no nosso lugarX)))5C #esde as sete da tarde até . uma hora da madrugada *ue o tri6unal esteve a ela6orar a senten+a. o poder soviético tem muito cerealY R&ra. su6linhando *ue os interesses da p3tria lhe são tão *ueridos a ele como a *ual*uer honrado cidadão) %mirnov. demasiado sincero para continuar a sustentar a ca6e+a so6re os om6ros para l3 de 19@5) Duando %a6urov pediu *ue lhe conservassem a vida 1 7não para mim. A$DU'. o procurador pronunciou um longo discurso) & advogado. pertencentes ao =omsomol . desco6erta. na sua <ltima interven+ão. nisto ele enganou1se) @. em =adii. oraX Due responderY))) Duem é *ue est3 disposto a di>erJ eu não o conteiYS 1 (em muito))) 1 Então por*ue é *ue havia a*ui tantas 6ichasY 1 "ão sei))) 1 #e *uem depende issoY 1 "ão sei))) 1 ?omo não sa6eY Duem era o seu che2eY 1 Vassili Bregorievitch) 1 Ao dia6o Vassili BregorievitchX & réu VlassovX 'sso signi2ica *ue dependia dele) A testemunha cala1se) & presidente dita ao secret3rioJ 7$espostaJ em conse*u0ncia da actividade sa6otadora de Vlassov 2ormavam1se 6ichas para o pão. para os meus 2ilhinhos8 1.*ueles *ue escreveram esses artigosX A gerente da padaria) 1 #iga. no 2undamental. en*uanto os réus se mantinham sentados so6 a amea+a dos sa6res. >angado.E AB& #E BU AB @. de outra organi>a+ão de sa6otadores da economia. de acordo com papéis escritos de antemão) %ois os executores de uma provoca+ão da ") =) V) #) #iga eu o *ue disser. Vlassov. de2endeu1se a si pr:prio. Univer. não deixou passar a <ltima ocasião para mostrar o seu atrevimentoJ 1 "ão vos considero como um tri6unal. não solicitou nada e de nada se arrependeu) . as conclus9es do tri6unal condu>iram ainda .1 Eu estava na sala das testemunhas e não ouvi o *ue se di>ia) 1 "ão tem necessidade de escutarX Através das suas mãos passavam muitos documentos. outros dois réus a de> anos e um a oito) Além disso. mas sim como actores representando uma opereta no tri6unal.se 2ala da A$DU'. voc0 não podia deixar de sa6er) 1 &s documentos estavam todos em ordem) 1 A*ui tem) Um montão de /ornais do distrito) Fesmo a.elo *ue se pode esta6elecer agora.E AB& #E BU AB carregada de todas as alucinantes ac+9es. liga+9es e inten+9es sa6otadoras) %mirnov. Vlassov. e na sala do clu6e as lLmpadas de *uerosene roram ardendo. e o p<6lico >um6ia sem a6andonar a sala) 1 ao prolongada como a redac+ão da senten+a 2oi a sua leitura. era um homem 2irme. %a6urov e Vlassov 2oram condenados ao 2u>ilamento.

cara) Vlassov es2or+ou1se por lho tirar) Um miliciano acorreu e a2astou o seu che2e pol-tico. . naturalmente. seguravam a pistola) E o <ltimo ia atr3s apontando a pistola para o condenado pelas costas) & resto da mil-cia estava postada a intervalos regulares para evitar *ual*uer ata*ue da multidão) ^o/e. como tam6ém deviam ser guardados custasse o *ue custasse. gritando antes de morrer constantementeJ 7&nde est3 o meu pap3Y (ragam o meu pap3X8 Duando calculamos os milh9es de homens *ue pereceram nos campos. e as velhas auguravamJ 7Ela olha para a terra. com a mão livre. canalhas. por sua ve>. de oito anos) Ela amava o pai extremosamente) "ão p_de voltar a estudar na escola R>om6avam dela di>endoJ 7& teu pai é um sa6otadorX8 Ela 6rigava com as outrasJ 7& meu pap3 é 6omX8S) #epois do /ulgamento. *ue é *ue voc0s 2a>emYX8. meu #eus.R*ue não tardaram a ser presosJ recordam1se do /ovem vendedorYSW o centro clandestino das organi>a+9es era em 'vanovo. "EF UFA %H VEU %E $'U. *ue. mas na sala havia uma tensão tão som6ria *ue se ouviam os suspiros e o choro das pessoas estranhas.est3 por *ue os processos pol-ticos p<6licos. e na penum6ra da sala houve um movimento na multidão) Vlassov gritou para os 6ancos da 2renteJ 1 Fas por*ue é *ue voc0s. convencida completamente. no nosso pa-s. gritavam ao tri6unal vo>es vindas da sala) #esesperadamente a esposa de Univer irrompeu em pranto. menina Uoia Vlassova. não pelo /ulgamento /udicial mas pelas cara6inas apontadas contra ela. até . a esposa de Univer) E não houve aplausos)))51 51 Uma pe*uena nota consagrada . tilintaram os vidros) Duase esmagada. ") =) V) #). estava su6ordinado a Foscovo Ro a6ismo ia1se a6rindo so6 os pés de IuAharineS) #epois das palavras rituais 7ao 2u>ilamentoX8. e mesmo nos dois primeiros 6ancos onde estavam sentados os mem6ros do . como tam6ém pelas /anelas) $angeram as t36uas. e procedeu1se assimJ cada condenado era acompanhado por cinco guardas) Um levava a lanterna) &utro ia adiante com a pistola no ar) #ois agarravam o condenado com um 6ra+o. não criaram ra->es) .E AB& #E BU AB @.artido não ressoaram aplausos. era preciso condu>i1los ao centro regional) A primeira tare2a era a de escolt31los pelas ruas. 6uscava uma sa-da. en*uanto. 6em como as pistolas dos en*uavedistas locais. 2icou ca-da de6aixo das cadeiras. se se continuasse assim. e a meia escuridão aumentava a con2usão geral e o medo) A multidão.5 &s condenados não s: não podiam ser 2u>ilados imediatamente. *ual*uer pessoa sensata estar3 de acordo em *ue. *ue tinha cometido um erro) & che2e da escolta ordenouJ 7]s armasX8 E trinta cara6inas das mil-cias de seguran+a. 2oram apontadas contra a multidão Rpois parecia *ue esta ia lan+ar1se para arre6atar os condenadosS) A sala estava iluminada s: por umas *uantas lLmpadas de *uerosene. depressa morrer3)8 E morreu de meningite. o /ui> 2e> uma pausa para os aplausos. noite. não aplaudemY E di>em1se comunistasX & dirigente pol-tico do destacamento da guarda correu para ele e apon1tou1lhe o rev:lver . até de manhã. andando sempre ca6is6aixa. por*ue /3 não tinham nada a perder e. es*uecemo1nos de multiplic31los por dois ou por tr0s))) A$DU'. com /ulgamentos p<6licos. o *ue /3 era completamente indecoroso) 7&hX. a ") =) V) #) nunca teria cumprido a sua grandiosa tare2a) A. viveu s: um ano Raté então /amais estivera doenteS) "esse ano. os gritos e os desmaios dos 2amiliares. não s: pelas portas. desmaiada. para execut31los. esmagando1se no pLnico.

ugatchov. conveniente) Fas para os delin*uentes. nem se*uer por crimes de Estado)S & sangue dos cinco de>em6ristas 2e> 2are/ar as narinas do nosso Estado) #esde então. .edro ' havia du>entos artigos *ue o previam) Fas 'sa6el. uma s: ve> a elaJ di>em *ue ao su6ir ao trono 2e> a promessa de não executar ninguém T e em vinte anos de reinado não houve *ual*uer execu+ão) Fesmo durante a Buerra dos %ete Anos.E AB& #E BU AB muitas guerras. de todas as maneiras. para os presos comuns. inclusive por meio de reuni9es sindicaisX Fas. entregar a vida 1 a #eus 1 através de uma vota+ão dos /u->es 2oi coisa *ue meio século depois de . 'sa6el tinha so6re isso uma visão humanista universal. não recorreu. e até aos de>em6ristas. nos nossos campos são mais penosos do *ue os castigos do tempo da imperatri> 'sa6el) %egundo a nossa actual terminologia1. não tendo a6olido a pena capital. o corte do nari>. a ela. a execu+ão por crimes de Estado não 2oi a6olida. morteY (am6ém h3 *ue di>erJ havia. ao trono e ao regime. de 1Q5. ela reconheceu *ue a execu+ão era. pena capitalJ 7?ondenado . para *ue não se apague o %ol de2initivamente para ele. podia levar1se uma pessoa até . no entanto.ovo8. sendo con2irmada pelos ?:digos de 1Q45 e de 19C4.ugatchovS. mas nos regimentos não havia tri6unais militares)S E durante todo o longo reinado de Alexandre ' 2oi introdu>ida a pena de morte unicamente para os delitos militares cometidos em campanha Rem 1Q14S) RA*ui poderão di>er1nosJ e os a+oites até . não voltou a acontecer no nosso pa-s. 2:rmula da condena+ão . não lhe propomos) E talve> *ue no decurso deste livro o leitor se incline no sentido de *ue vinte. e não das inten+9es mani2estadas na co>inha comum de um apartamento soviéticoW época das greves de massas e dos dist<r6ios dos camponesesW . por*ue não considerar a execu+ão a6olidaY so6 o c>ar . o motim da peste. uma sensa+ão in*uietante de ang<stiaJ a de 2icar sem de2esa) E para se proteger a si. nos nossos dias.avel. a pena de morte na $<ssia era uma medida de excep+ão) Ao longo de trinta anos. alargando1se ainda aos crimes de guerra e aos previstos pelas leis penais mar-timas) E durante este tempo *uantas pessoas 2oram executadas na $<ssiaY 'ndic3mos /3 Rno cap-tulo oitavoS os c3lculos re2erentes aos leaders do per-odo de 19C5 a 19C5) Acrescent3mos1lhes os dados comprovados pelo perito russo em direito penal ") %) (agantsiev4) Até 19C5. nos casos pol-ticos RFirovitch. nem mesmo pela $evolu+ão de Gevereiro. R") dos ()S @5C A$DU'. morte. por ra>9es humanit3rias. medida m3xima de seguran+a social)))). morte. assass-nios secretos. é claro. meio século antes da matan+a dos /aco6inos) E certo *ue n:s somos muito desenvoltos na ridiculari>a+ão de todo o nosso passadoW não reconhecemos nunca um acto nem uma 6oa inten+ão) Assim pode tam6ém denegrir1se inteiramente 'sa6elJ ela su6stituiu a execu+ão pelos golpes de a>orrague.!' ] FE#'#A FZ!'FA A pena de morte na $<ssia tem uma hist:ria com altos e 6aixos) "o ?:digo de AleAsandr FiAhailoNitch o castigo m3ximo era previsto em cin*uenta casosW no regulamento militar de . dos actos terroristas. a 19C5 Répoca dos revolucion3rios de 7A Vontade do . a a6oli+ão da pena de morte 2oi con2irmada) RE houve Alusão . de todo em todo. isto é. e ?atarina ''. ela passou sem essa pena) (rata1se de um exemplo surpreendente para os meados do século !V'''. e mesmo de> anos. a marca do 2errete Rpara os ladr9esS e a deporta+ão perpétua para a %i6éria) Fas diremos em de2esa da imperatri>J como podia ela voltar1se mais 6ruscamente contra as ideias da*uela sociedadeY (alve> *ue o condenado . um ponto de vista de classe Re portanto mais /ustoS) "ão executar a6solutamente ninguém dava1lhe. escolhesse voluntariamente todo esse complexo de castigos *ue n:s. nem es*uecida.

houve uma agita+ãoJ a pena de morte 2ora a6olidaX & procurador =rilenAo esclareceuJ 7. come+ada em 191Q) Fais horrorosa nos parece ainda a moda de am6as as partes 6eligerantes. na 4 ") %) (agantsiev. num per-odo de de>asseis meses Rde Junho de 191Q a &utu6ro de 1919S. e mais tarde dos vencedores. ou se/a. conclusão de *ue em vinte prov-ncias da $<ssia ?entral. =hrustaliev1"ossar. cerca de de>assete por ano. pressa a senten+aJ 7Gu>il31lo num pra>o de vinte e *uatro horas)8 "a sala do tri6unal. as suas err:neas concep+9es 2oram postas de lado. de 1QQ4 a 19C. em todo o pa-s) R'sto englo6ando as execu+9es por crimes comunsXS@ #urante os anos da primeira revolu+ão e do seu esmagamento. para delitos militares. =arA1lin. chegaremos . A . ou se/a. a pena de morte 2oi resta6elecida.época durante a *ual se criaram e 2ortaleceram todos os partidos da 2utura $evolu+ãoS. 2oram executadas))) tre>e pessoas) "<mero horroroso para))) a %u-+aX A$DU'. ridiculari>ou nessa altura a utopia dos seus camaradas. podia sair dessa 76ondosa8 medida) RE como a a6oliramY Em come+os de 191Q. *ue levou . FA'% #E F' .&$ Fn%5) RA prop:sito. como escreve (agantsiev) RA*ui ela interrompeu1se)S & Boverno provis:rio. mas institu-da para inaugurar nova era de execu+9es) %e considerarmos *ue atsis4 não diminui os n<meros. pode até acontecer *ue não se/am estes 2u>ilamentos isolados Rcom senten+as prévias ou não. pois ele /3 sa6ia *ue.ena de Forte) %pec) Ii6lio. num russo de2eituoso pronunciou . 2oram 2u>iladas mais de de>asseis mil pessoas. por se ter recusado a meter a pi*ue a es*uadra do I3ltico) & presidente do %upremoa(ri6unal $evolucion3rio. carecendo apenas de in2orma+9es completas. a partir de Junho de 191Q 1 não propriamente 7resta6elecida8. resta6elecida por =erensAiX8 ?onservou1se o relato de uma discussão *ue ocorreu no %molni. 2oram executadas perto de *uinhentas pessoas. (rotsAi ordenou *ue se processasse AleAsei ?hastni. 2ustigando a imagina+ão dos $ussos. nada se avan+aria a caminho da nova sociedade) Entretanto. e a partir de 4Q de &utu6ro de 1915 a pena de morte 2oi a6olida) "ada de 6om. o n<mero de execu+9es elevou1se. 2a>endo cair l3grimas a (olstoi e criando indigna+ão em =oro1lenAo e em muitos outrosJ de 19C5 a 19CQ 2oram executadas cerca de duas mil e du>entas pessoas R*uarenta e cinco por m0sXS) Goi uma epidemia de execu+9es. *ueda do Boverno provis:rio) A palavra de ordem dos 6olchevi*ues para a mudan+a de regime eraJ 7A6aixo a pena de morte. e o artista *ue 2e> o desenho do lend3rio uni2orme do soldado vermelho para toda a guerra civil)S #e resto. do a2undamento de 6arca+as com centenas de pessoas.E AB& #E BU AB @51 pr:pria noite de 45 para 4. ao 2ormar um Boverno de coliga+ão com os socialistas revolucion3rios de es*uerda.eters6urgo R19C5S. est3 claro. no seu advento. com ra>ão. e *ue mais tarde se elevaram a milharesS os *ue mais gravemente em6riagaram e arrepiaram a $<ssia nesta era de execu+9es. de &utu6roJ um dos primeiros decretos não devia ser a a6oli+ão da pena de morte para sempreY E enine. recém1promovido a almirante. em todos os seus direitos.or*ue se in*uietamY Goi a execu+ão *ue 2oi a6olida) "ão vamos executar ?hastni T vamos 2u>il31lo)8 E 2u>ilaram1no)S A /ulgar pelos documentos o2iciais. suprimiu a pena de morte em geral) Em Julho de 1915 resta6eleceu1a para o exército em opera+9es e nas prov-ncias da 2rente de luta. e *ue os tri6unais revolucion3rios 2i>eram pelo menos um tra6alho /udicial e*uivalente ao extra/udicial da (cheAa. 191@) @ Em %chlissel6urg. sem a pena de morte.. e até nem inscritas nas listas) R(al 2oi o caso da