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Roberto Chust Carvalho - Pavimentos De Edifícios Com Lajes Nervuradas

Roberto Chust Carvalho - Pavimentos De Edifícios Com Lajes Nervuradas

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ESTRUTURAS DED CONCRETO ARMADO LIVRO 2

ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO
Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

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1.1 INTRODUÇÃO
O pavimento de uma edificação, devido a sua grande superfície, é, normalmente, a parte da
estrutura que mais consome material. Assim, projetar um pavimento, por exemplo, com menos um
centímetro na altura da laje pode conduzir a uma economia considerável. Por outro lado a busca por
menores dimensões das estruturas do pavimento tem levado ao uso de concretos cada vez mais
resistentes e também em melhorar os processos de cálculo. Entre estas melhorias pode-se afirmar
que o cálculo de pavimentos de edificações como um todo já é realidade obtendo-se, em princípio,
respostas mais próximas da realidade principalmente no que concerne o estado de deformação do
mesmo. Isto se dá devido ao grande avanço em programas de computadores além do acúmulo do
conhecimento desenvolvido em modelagem de estruturas e comportamento das mesmas
Apesar de todo avanço existente no desenvolvimento de programas cabe sempre ao
projetista projetar a estrutura e para tanto precisa conhecer com certa profundidade o
comportamento estrutural da mesma e fazer previsões de dimensões para que o desenvolvimento do
projeto auxiliado por um programa de computador resulte em uma estrutura segura, econômica,
racional, funcional e econômica.
Assim, além das condições no estado limite último (ELU) pode-se ter como preponderante a
verificação do estado limite de serviço (ELS) principalmente o estado de deformação excessiva
sendo preciso neste caso considerar além da fissuração do concreto o efeito da fluência.
Neste capítulo são estudadas as lajes de concreto armado com nervuras, pois representam um
avanço em relação às maciças por necessitarem, em geral, menor quantidade de material
principalmente quando os vão são grandes. Será dada ênfase nas moldadas no local, em uma ou
duas direções. Procura-se mostrar o funcionamento dos pisos constituídos destes elementos e
apresentam-se os principais tipos deste sistema, as prescrições normativas, os modelos de cálculo,
indicações de projeto e finalmente alguns exemplos.

1.2 DEFINIÇÃO

Segunda o item 14.7.7 da NBR 6118 (2003) as “lajes nervuradas são lajes moldadas no local
ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode
ser colocado material inerte”. A idéia é relativamente simples: quando se tem um vão de grande
dimensão as lajes maciças acabam, pelo menos no ELU, apresentando pequena região de concreto
comprimido (será mostrado no item 1.4) e, portanto há muito concreto abaixo da linha neutra que
nesta situação acaba não ajudando na resistência à flexão, portanto nada mais racional do que
substituí-lo por material inerte ou simplesmente moldar através de forma uma região tracionada
composta apenas de nervuras.
Com a definição da Norma pode-se já de antemão definir dois tipos de lajes nervuradas a
pré-fabricadas e as moldadas no local.
PAVIMENTOS DE EDIFÍCIOS COM LAJES
NERVURADAS
CAPÍTULO
1
ESTRUTURAS DED CONCRETO ARMADO LIVRO 2
ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO
Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

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As lajes pré-fabricadas dividem-se em nervuradas com vigotas, lajes alveolares e duplo tê.
As lajes pré-fabricadas podem ser com trilhos em concreto ou com treliça. A figura 1.1 mostra as
lajes em questão.





e) Armação – laje treliça
FIGURA 1.1. Seções transversais de lajes pré-moldadas: a) tipo π; b) alveolar;
c) tipo trilho; d) tipo treliça; e) amadura da nervura da laje tipo treliça
A laje pré-fabricada pode ser feito com trilhos de concreto, com treliça e protendidos. Os
dois primeiros tipos já forem tratados no volume 1 (CARVALHO E FIGUEIREDO [2004]) e
devem seguir das especificações aqui consideradas alem da das normas NBRsss. A laje composta
por nervuras de concreto protendido chamadas de trilhos (o formato da seção transversal da nervura
e de um trilho de trem se assemelham) e a seção transversal pode ser vista na figura 1.2.
Figura 1.2- Seção Transversal de Laje pré-fabricada com vigotas protendidas (figura 3.1.1b
da NBR 14859).
Em relação as lajes nervuradas moldadas no local no item seguinte serão definidas e tipificadas os
principais tipos delas.

1.3 DESCRIÇÃO DAS LAJES NERVURADAS MOLDADAS NO LOCAL
Como já se disse anteriormente procura-se com a solução de laje nervurada diminuir
o consumo de concreto. Porem, para ser mais econômica que a laje maciça a solução deve evitar um
alto consumo de fôrmas e, portanto evitar a confecção do molde de todas as nervuras. Este
inconveniente é superado, por exemplo, com a utilização de moldes reaproveitáveis como o
mostrado na Figura 1.3. Neste caso são usados moldes de plástico reforçado que suporta não só
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ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO
Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

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peso do concreto fresco assim como o peso da armadura e equipamentos e homens andando sobre
sua superfície. Assim o molde serve de forma e bastará o uso de barretes, travessas e pontaletes
para montar o escoramento do mesmo. As arestas, que ficam em contato com o concreto, dos
moldes têm as arestas de formato arredondado. O corpo do molde plástico tem o formato tronco
cônico permitindo uma desforma sem muito esforço. Este equipamento pode ser alugado e permite
muitos reaproveitamentos. O único inconveniente que resta é o aspecto do teto formado por este
tipo de lajes que pode não ser agradável. Assim, em ambientes em que se deseja um acabamento
estético melhor podem-se usar placas de gesso para tornar a superfície inferior totalmente plana.

molde
barretes horizontais
travessa
pontalete
chapuz
aba

Figura 1.3- Moldes plásticos para execução de lajes nervuradas e esquema de escoramento.
Outras soluções podem ser obtidas baseadas no uso de um tablado de madeira, como no caso
da laje maciça, substituindo-se apenas parte do concreto tracionado por materiais mais baratos e
mais leves. Na figura 1.4 vêm-se desenhos de seções transversais esquemáticas desses arranjos.
Nestas situações os materiais de enchimento ficam incorporados à laje, como os blocos de concreto,
concreto celular e cerâmico (Figura 2.5b, c e d) ou com a utilização de blocos de EPS. Em todos
estes casos persiste, em princípio, a execução de um tablado de madeira para depois serem
colocados sobre ele os materiais de enchimento, armadura e finalmente executar a concretagem das
nervuras e capa. Alem de se evitar as formas nas faces laterais das nervuras e face inferior da mesa
obtém-se uma superfície inferior plana, melhorando o aspecto final de acabamento. Deve-se apenas
tomar cuidado para evitar que os elementos inertes incorporados no concreto não se desloquem
durante a concretagem.

FIGURA 1.4 Seções transversais de lajes nervuradas com as formas e materiais
empregados:a) isopor b) blocos de concreto; b) blocos de concreto celular; d) tijolos
cerâmicos furados.
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A colocação de tubulação elétrica embutida nas lajes nervuradas é mais difícil que nas
maciças. Como conseqüência é usual, nesses casos, a opção por sistemas de instalação que
eliminem ou minimizem este tipo de tubulação.
As nervuras, juntamente com as mesas têm, na seção transversal, a forma de T, sendo
portanto bastante eficientes para resistir aos momentos fletores positivos (que tracionam a região
inferior que tem área pequena – nervura – e comprimem a superior que tem área maior – mesa) o
que já não ocorre para os momentos fletores negativos, pois a situação é exatamente inversa
(compressão da nervura e tração da mesa). Desta forma, como diretriz de projeto deve-se admitir
que as lajes nervuradas funcionem sem engastes totais em seu contorno, reduzindo os momentos
negativos.
A laje nervurada normal é aquela em que as nervuras são inferiores, possuindo uma mesa
superior de concreto (figura 1.5). Nesta, os espaços vazios entre as nervuras, criados com a retirada
do concreto, podem ser ocupados por algum material de enchimento sem função estrutural e que irá
permanecer no local, ou podem permanecer livres. Esta é a de uso mais freqüente.
mesa
nervura
mesa
nervura
mesa
nervura

FIGURA 1.5. Laje nervurada normal (direta)

Na laje nervurada invertida as nervuras são superiores, existindo uma mesa inferior de
concreto (figura 1.6). Nesta, os espaços vazios entre as nervuras normalmente permanecem livres,
com as nervuras aparentes, exigindo portanto a necessidade de fôrma para moldar tanto a mesa
como as nervuras. A utilização deste tipo de laje é restrita, sendo recomendada apenas para casos de
lajes em balanços. Por ser de difícil execução, este tipo de laje está praticamente em desuso
atualmente.
nervura
mesa
nervura
mesa
nervura
mesa

FIGURA 1.6. Laje nervurada invertida

Na laje nervurada dupla as nervuras ficam situadas entre duas mesas de concreto, uma
inferior e a outra superior, conforme mostra a figura 1.7. Nos espaços entre as nervuras podem ser
colocados materiais de enchimento, servindo simultaneamente de fôrma para as nervuras e para a
mesa superior, ou então estes podem permanecer livres, sendo necessário nesse caso a utilização de
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fôrmas, as quais serão perdidas. Sua execução é difícil e muito trabalhosa. A exemplo da laje
nervurada invertida, hoje, este tipo de laje está praticamente em desuso.
mesa inferior
nervura
mesa superior
mesa inferior
mesa superior
nervura
mesa inferior
mesa superior
nervura

FIGURA 1.7. Laje nervurada dupla


1.4 COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DAS LAJES NERVURADAS
Para ilustrar o uso das lajes nervuradas pode-se comparar o comportamento estrutural de
lajes maciças e nervuradas. A laje maciça apresenta um comportamento estrutural bastante
eficiente, principalmente, quando se deseja projetar pavimentos com forma, em planta, retangular e
com as duas dimensões da mesma ordem de grandeza. Considerando, por exemplo, um pavimento
quadrado em que se projeta uma laje maciça com os lados de dimensões iguais a “b” e
simplesmente apoiada (a rotação nas bordas é suposta livre, não impedida) em paredes
(deslocamentos impedidos na vertical), pode-se a partir da carga p (uniformemente distribuída)
atuante calcular o momento atuante e flecha usando a teoria de placa de pequena espessura, cuja
solução é amplamente conhecida. Usando as tabelas encontradas também em CARVALHO e
FIGUEIREDO (2004)- Volume 1- obtêm-se os valores do momento fletor máximo (por metro) e a
flecha são dados respectivamente pelas expressões 1.1 e 1.2:

m
x
= 0,0441pb
2

1.1
a=0,0467
3
4
Eh
pb

1.2
Com:
m
x-
valor do momento fletor na direção x por faixa de um metro da laje
p-carga uniformemente distribuída por superfície
b- dimensão da laje em planta
a- valor da flecha da placa
E- módulo de elasticidade do concreto
h- espessura da placa
Considerando que o mesmo piso fosse executado com elementos de concreto armado
da mesma espessura que a placa, porém cada elemento com a largura de um metro e independentes,
por exemplo, com elementos pré-moldados, os valores do momento fletor e flecha podem ser
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obtidos pela teoria de viga. Assim cada elemento com largura de um metro, espessura h e valor de
vão igual a b terá os valores de momento e flecha dados pelas expressões 1.3 e 1.4

m
v
= 0,125 pb
2

1.3
a
v
=0,15625
3
4
Eh
pb

1.4

Com:
m
v
- valor do momento fletor na viga
p- carga uniformemente distribuída por metro na viga
b- valor do vão da viga
a
v
- valor da flecha da viga
h- altura da viga
Como se vê a laje, por ter o comportamento de placa, ou seja, um elemento que
apresenta ações significativas em duas direções, está submetida, a esforços solicitantes de menor
intensidade que o elemento do tipo viga, embora necessite de armadura disposta em duas direções.
Também o estado de deformação é menor que o da viga e principalmente o valor da flecha da laje
que é, cerca de apenas 30% do da viga (considerando apenas o cálculo linear, sem fissuração e
fluência)..
Estas vantagens diminuem bastante quando um dos lados do pavimento é igual a
duas vezes o outro. Nesta situação os valores do momento e da flecha (considerando b o valor do
menor lado) são apresentados na tabela 1.1.

TABELA 1.1 – Valores de Momento fletor e flecha para uma viga e uma placa que compõem
um piso de lados iguais a: b e 2b
Placa (laje) Viga
MOMENTO m
x
= 0,10 pb
2
m
v
= 0,125 pb
2

FLECHA
a=0,1168
3
4
Eh
pb
a
v
=0,15625
3
4
Eh
pb


Considera-se inclusive que no limite, quando um lado da placa for muito maior que o
outro, o comportamento da mesma passa a ser de uma viga, ou uma laje armada em uma direção, ou
seja, os esforços na menor direção passam a ser praticamente igual aos obtidos com os da teoria de
viga.
Exatamente pela vantagem da laje maciça apresentar menor deformação e esforços
relativamente pequenos é que durante muito tempo optou-se por projetar pisos com este sistema
estrutural. A execução dos mesmos também é bastante simples e rápida depois de montado o
tabuleiro de formas. Em relação ao custo elevado da forma, devido à escassez da madeira, procura-
se fazer projetos, sempre que possível, de edificações compostas de pavimentos tipos, ou seja,
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pavimentos com a mesma geometria para poder se usar a mesma forma várias vezes diminuindo seu
custo final.
De qualquer forma para pequenos vãos, pelo menos no estado limite último, boa
parte do concreto da laje maciça pouco contribui na resistência à flexão.
Para que isto fique claro considerndo-se que a laje maciça quadrada descrita
anteriormente tenha lado de 4 m, espessura de 7 cm (ver figura 1.8 agora apoiada em vigas embora
considere-se), e esteja submetida a uma ação de carga acidental de 2 kN/m
2
. Considerando estes
valores chega-se a um momento máximo igual à
m
x
=(0,07x25+2). 4
2
.0,0441=2,646kN.m/m.
.

FIGURA 1.8 Pavimento com forma em planta quadrada solução laje maciça
Considerando um concreto f
ck
=20 MPa, aço CA50 e altura útil de 4,7 cm e usando o formulário do
capítulo 3 do livro de CARVALHO e FIGUEIREDO (2004), obtém-se:
KMD = 078 , 0
4 , 1
30000
. 047 , 0 1
64 , 2 4 , 1
. 2
2
=
×
×
=

cd
d
f d b
M
que conduz aos valores de ε
s
=1%, KZ=0,952 e
KX=0,12
Assim o valor da armadura é dado por:

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A
s
= 90 , 1
15 , 1
50
047 , 0 952 , 0
64 , 2 4 , 1
.
=
× ×
×
=

s
d
f d KZ
M
cm
2

para valor da distância da linha neutra e tem-se:
x= KX . d = 0,12 x 4,7 = 0,564 cm

A quantidade de armadura é pequena, porém é preciso lembrar que na outra direção será
necessária a mesma quantidade de armadura, ou seja, é como se usasse 3,80cm
2
mas com apenas
5,6 mm de concreto comprimido.
A partir dos resultados anteriores surge a idéia de considerar nervuras, ou seja, retirar ou
substituir parte da região de concreto abaixo da linha neutra por material leve. Imaginando a seção
indicada na figura 1.9 (usando-se neste caso formas para evitar o concreto na parte inferior) e
considerando portanto nervuras em uma só direção.

FIGURA 1.9 Pavimento com forma quadrada solução com laje nervurada em uma direção


O momento fletor pode ser calculado com o modelo que considera cada nervura
independentemente (ver explicação no capítulo 2 de CARVALHO e FIGUEIREDO [2004]) ou uma
viga de largura de um metro:
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área de concreto de 0,0364 m
2
contra 0,07 m
2
da laje maciça
momento de m
v
=(0,0364.25+2) 0,125.4
2
=5,82 kN.m,
Considerando a linha neutra na mesa (toda a mesa trabalha como largura
colaborante)
KMD = 172 , 0
4 , 1
30000
. 047 , 0 1
82 , 5 4 , 1
. 2
2
=
×
×
=

cd
d
f d b
M
que conduz aos valores de ε
s
=0,87%, KZ=0,885 e
KX=0,286
para valor da distância da linha neutra e tem-se:
x= KX . d = 0,286x 4,7 = 1,34 cm <h
f
=3 cm (linha neutra passa na mesa!)

Assim o valor da armadura é dado por:

A
s
= 50 , 4
15 , 1
50
047 , 0 885 , 0
82 , 5 4 , 1
.
=
× ×
×
=

s
d
f d KZ
M
cm
2
/m


Usando a solução de laje nervurada unidirecional haveria uma economia de concreto,
mas com um ligeiro aumento do consumo da armadura. Na medida que o vão for aumentando ou
então que o pavimento a ser projetado tiver uma relação entre os lados maior que dois o uso de um
sistema nervurado irá se tornar mais interessante sob do ponto de vista econômico e também por
conduzir a um sistema com menor peso próprio.

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FIGURA 1.10 Pavimento com forma quadrada solução com laje nervurada em duas direções

Nas figuras 1.8 e 1.9 são apresentadas as plantas do piso de 4x4m com a solução em
laje maciça e nervurada em uma direção. Para melhorar o funcionamento da laje nervurada pode-se
optar por uma laje nervurada nas duas direções como a mostrada na figura 1.10 que teria como
inconveniente apenas a maior dificuldade na execução das nervuras e um consumo maior de
concreto.
Portanto a laje nervurada é um sistema estrutural onde se procura afastar o concreto da seção
transversal da linha neutra aumentado a altura da laje o que proporciona um maior braço de
alavanca, formado um conjunto de nervuras, em uma ou duas direções com espaçamentos
uniformes entre si. Para fins de análise, o sistema pode ser comparado a uma grelha de barras
uniformemente espaçadas.
Na discussão feita anteriormente, em que se mostrou a vantagem de uma laje
nervurada em relação à maciça, todo o raciocínio foi desenvolvido em torno do estado limite
último. Na questão da deformação a laje nervurada apresenta, se considerarmos a peça trabalhando
no estádio I (sem fissuração), uma flecha maior. Assim, de uma maneira geral quando se projeta
uma laje nervurada considera-se sempre uma altura maior que a correspondente maciça para que a
inércia final da seção transversal confira uma flecha adequada. Em outras palavras em um
pavimento quadrado de lado de 4m, no caso de se projetar uma laje maciça usa-se uma espessura
final de 7 cm. Para a solução de laje nervurada unidirecional pode-se usar nervuras espaçadas de,
por exemplo, 50 cm, com largura de 8 cm, altura final de 13 cm e altura de capa de 3 cm como
indica a figura 1.11.

FIGURA 1.11 Seções transversais para utilizar em um pavimento quadrado com solução com
laje maciça e nervurada em uma direção (cotas em cm).

1.5 VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS LAJES NERVURADAS

As lajes nervuradas apresentam várias vantagens algumas das quais merecem ser
destacadas:
• permitem vencer grandes vãos, liberando espaços, o que é vantajoso em locais como garagens,
onde os pilares, além de dificultarem as manobras dos veículos, ocupam regiões que serviriam
para vagas;
• podem ser construídas com a mesma tecnologia empregada nas lajes maciças.
• são versáteis nas aplicações, podendo ser utilizadas em pavimentos de edificações comerciais,
residenciais, educacionais, hospitalares, garagens, “shoppings centers”, etc.;
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• Gasta-se menos concreto e aço que outros sistemas similares diminuindo o peso próprio final e
aliviando assim as fundações;
• pelas suas características (grande altura e pequeno peso próprio), são bastante adequadas para
suportar cargas elevadas.
Como desvantagens pode-se citar:
• Dificuldade nas passagens de tubulações
• Resultam em alturas maiores aumentando a altura final do prédio ou de cada pé direito.
1. 6 PRESCRIÇÕES NORMATIVAS GEOMÉTRICAS
A NBR6118:2003 no seu item 13.2.4.2 prescreve as seguintes condições para as lajes
nervuradas que estão indicadas na figura 1.12
a) Espessura da mesa (h
f
):
• Quando não houver tubulações horizontais embutidas, h
f
deve ser maior ou igual a 1/15 da
distância entre nervuras e não menor que 3cm.
• Quando existirem tubulações embutidas de diâmetro máximo 12,5 mm, o valor mínimo
absoluto de h
f
deve ser de 4cm.
b) Espessura das nervuras (b
w
):
• A espessura b
w
das nervuras não deve ser inferior a 5 cm.
• Não é permitido o uso de armadura de compressão em nervuras de espessura inferior a 8 cm.
c) Espaçamento entre nervuras
1) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm, pode ser dispensada
a verificação da flexão da mesa, e para a verificação do cisalhamento da região das nervuras,
permite-se a consideração dos critérios de laje.
2) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cm, exige-se a verificação
da flexão da mesa e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas; permite-se essa
verificação como lajes se o espaçamento entre eixos de nervuras for até 90 cm e a largura média das
nervuras for maior que 12 cm;
quando não houver tubulações horizontais embutidas
quando existirem tubulações embutidas de diâmetro 12,5mm
f
h
f
h
≥ 4 cm ⇒
´
a/15 ≥

´
3 cm

5 cm a
w
≥ b 5 cm
h
f
w
b ≥
f
h
quando existirem tubulações embutidas de diâmetro 12,5mm
quando não houver tubulações horizontais embutidas
b ≥
w
a 5 cm

3 cm
´

≥ a/15
´
⇒ 4 cm ≥
h
f
h
f
≥ b
w
5 cm
f
h
quando existirem tubulações embutidas de diâmetro 12,5mm
quando não houver tubulações horizontais embutidas
b ≥
w
a 5 cm

3 cm
´

≥ a/15
´
⇒ 4 cm ≥
h
f
h
f
≥ b
w
5 cm

FIGURA 1.12. Dimensões a observar na seção transversal de lajes nervuradas
(NBR 6118:2003)
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3) para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervuras maior que 110 cm, a mesa deve
ser projetada como laje maciça, apoiada na grelha de vigas, respeitando-se os seus limites mínimos
de espessura.

Destaca-se que no texto da NBR 6118:1980 havia a recomendação que nas lajes nervuradas
em uma direção, moldadas no local, eram necessárias nervuras transversais sempre que houvessem
cargas concentradas a distribuir ou quando o vão teórico fosse superior a 4 m, e exigia-se duas
nervuras no mínimo se esse vão ultrapassasse a 6 m. Estas considerações não mais contempladas na
NBR 6118:2003.

1.7 PROCESSO DE CÁLCULO E CONSIDERAÇÕES
Para efeito de cálculo considera-se que cada laje nervurada seja simplesmente apoiada em
seu contorno, e no caso de lajes vizinhas, na região da face comum, deve ser colocada apenas uma
armadura construtiva, negativa, para evitar fissuração exagerada da mesa de concreto.
Na figura 1.13 indica-se um trecho de piso composto de três lajes nervuradas (L1, L2 e L3)
e como são consideradas estruturalmente quando discretizadas (isoladas), para serem calculadas.


FIGURA 1.13. Piso com lajes nervuradas e discretização das mesmas

Para que uma laje nervurada possa ser admitida contínua no contorno é necessário criar uma
mesa de compressão inferior, porém nesse caso será necessário realizar a concretagem em pelo
menos duas etapas. Outra solução é, simplesmente, eliminar, nas regiões do contorno engastadas, o
material de enchimento, criando uma região maciça. Na figura 1.14 estão indicados cortes essas
duas situações.

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FIGURA 1.14. Seções transversais junto ao apoio de lajes nervuradas engastadas

Em relação às condições de apoio, as lajes nervuradas moldadas no local podem estar
apoiadas em paredes de concreto ou de alvenaria estrutural, em vigas ou diretamente em pilares
(lajes nervuradas sem vigas).
.Como todos elementos de concreto armado as lajes nervuradas devem atender as condições
previstas de norma do ELU (estado limites últimos) e ELS (estados limites de serviço).
No caso espécífico das lajes nervuradas os estado limites são verificados analisando-se o
estado limite último de flexão que determinará a armadura longitudinal, o estado limite último de
cisalhamento e os estados de serviço de deformação excessiva e fissuração. Os procedimentos
nestes casos estão resumidos nos subitens seguintes.

1.7.1 Estado limite último de flexão
Será feito, como será visto, normalmente usando os preceitos do capítulo 3 do volume 1
(CARVALHO e FIGUEIREDO FILHO [2004]). Assim, estipulado as condições geométrticas da
seção transversal, obedecendo as condições mínimas geométricas do item anterior e buscando o
tratamento do cisalhamento como lajes, passa-se a calcular a armadura longitudinal de flexão, pois
as outras verificacões dependerão da taxa desta armadura.

1.7.2 Estado limite de serviço – Verificação da deformação excessiva
Recomenda-se fazer em seguida a verificação de flexão a do estado de deformação excessiva para
avaliar se a altura arbitrada possibilitará que a laje não se deforme muito, caso contrário é preciso
aumentar-la.
A verificação do estado limite de deformação (item 19.3.1) deve ser efetuada segundo os
critérios do item 17.3.2, considerando a possibilidade de fissuração (estádio II) e os efeitos da
fluência do concreto,
Conforme o item 17.3.2, a verificação deve ser realizada através de modelos que considerem
a rigidez efetiva das seções do elemento estrutural, o que significa considerar a presença da
armadura, a existência de fissuras no concreto ao longo dessa armadura e as deformações diferidas
no tempo.
Na NBR6118:2003 o conceito de deslocamento limite para verificação do estado limite de
deformações excessivas foi ampliado. De acordo com esse novo conceito, os deslocamentos limites
são valores práticos utilizados para verificação em serviço do estado limite de deformações
excessivas dos elementos estruturais, e são classificados em quatro grupos básicos (item 13.3):
a) aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou efeito visual
desagradável. A limitação da flecha para prevenir essas vibrações, em situações especiais de
utilização, deve ser realizada como estabelecido na seção 23 da norma;
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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

14
14
b) efeitos específicos: os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da construção;
c) efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem ocasionar o mau
funcionamento de elementos que, apesar de não fazerem parte da estrutura, estão a ela ligados;
d) efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o comportamento do
elemento estrutural, provocando afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas. Se
os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado, seus efeitos sobre as tensões
ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados, incorporando-as ao modelo
estrutural adotado.
Não existindo paredes sobre o pavimento faz-se a primeira verificação (aceitabilidade
sensorial) na qual deve ser usada a combinação da carga quase permanente para a condição
visual (ver anexo I) e a diferença entre a flecha da combinação rara com a permanente devido a
carga acidental. Assim, as expressões a se empregar são apresentadas na tabela 1.2
TABELA 1.2-Verificações do estado limite de deformação excessiva
Aceitabilidade visual Vibrações sentidas no piso
Ação g
1
+g
2

2
.q q
Flecha limite
250
l

350
l


Todas as fórmulas necessárias para o cálculo das flechas podem ser encontradas no ANEXO
I.
Ainda segundo 17.3.2, a deformação real da estrutura depende também do processo
construtivo e das propriedades dos materiais (principalmente do módulo de elasticidade e da
resistência à tração) no momento de sua efetiva solicitação. Em face da grande variabilidade desses
parâmetros, existe uma grande variabilidade das deformações reais, não se podendo, portanto
esperar grande precisão nas previsões de deslocamentos por processos analíticos.
O efeito da fissuração no cálculo da flecha imediata é dado no item 17.3.2.1.1, e o cálculo da
flecha adicional diferida no tempo, decorrentes das cargas de longa duração em função da fluência é
dado no item 17.3.2.1.2. Estes temas foram tratados no capítulo 4 do Volume 1 (CARVALHO e
FIGUEIREDO FILHO [2004]) e durante os exemplos numéricos serão retomados..

1.7.3. Verificação ao cisalhamento.
A verificação feita em seguida seria a do cisalhamento em que se procura, no caso de não
haver paredes sobre a laje, evitar o uso de estribos ou armadura transversal. Assim a verificação
neste caso deve ser feita considerando o elemento como laje e verificando-se se a espessura da
nervura é suficiente para evitar o uso de armadura transversal.
A verificação do efeito da força cortante está no item 19.4, e se aplica à lajes e elementos
lineares com d 5 b
w
⋅ ≥ , e serão aqui apresentadas as prescrições referentes às lajes submetidas à
flexão simples.

1.7.3. a- Lajes sem armadura para força cortante
Segundo o item 19.4.1, as lajes maciças ou nervuradas (conforme 17.4.1.1.2-b), podem
prescindir de armadura transversal para resistir aos esforços de tração oriundos da força cortante,
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15
15
quando a força cortante de cálculo (
Sd
V ) for menos ou igual à resistência de projeto ao
cisalhamento (
Rd1
V ), ou seja:

Rd1 Sd
V V ≤
ou colocando sob forma de tensões


Rd1 wd
τ τ ≤
com

d b
V
w
d

=
wd
τ (1.5) e
d b
V
w
rd

=
1
Rd1
τ (1.6)

com
V
d
= Cortante máximo de cálculo atuante na nervura
V
rdi
= esforço cortante de cálculo resistido pelo concreto que é dada por

| | (MPa) d b ) ρ 40 (1,2 k τ V
w 1 Rd Rd1
⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ =
que pode ser expressa por
| | (MPa) ) ρ 40 (1,2 k τ
1 Rd Rd1
⋅ + ⋅ ⋅ = τ (1.7)
onde:
ctd Rd
f 0,25 τ ⋅ =
c
inf ctk,
ctd
γ
f
f = é a resistência de cálculo do concreto ao cisalhamento
ck
3 / 2
21 , 0
ck
3 / 2
m , ct inf , ctk
f f 3 , 0 7 , 0 f 7 , 0 f ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅ = é a resistência característica à tração do
concreto na flexão, definido em 8.2.5 da norma;
k é um coeficiente que tem os seguintes valores:
• k = 1 para elementos onde 50 % da armadura inferior não chega até o apoio;
• k = (1,6 – d), não menor que 1, com d em metros, para os demais casos;
0,02 que maior não ,
d b
A
ρ
w
s1
1

= ;
s1
A é a área da armadura de tração que se estende até não menos que
nec b,
d l + além da
seção considerada; onde
nec b,
l é o comprimento de ancoragem necessário, definido em
9.4.2.5 e figura 19.1 da norma (visto no capítulo 5 do volume 1);
w
b é a largura mínima da seção ao longo da altura útil d.
Atendida a condição
Rd1 wd
τ τ ≤ não será necessário o uso de estribos. Caso contrário seria
necessário verificar o esmagamento da biela de concreto e calcular a armadura transversal como
será visto no item posterior, embora não seja uma boa técnica de projeto.

1.7.3b Lajes com armadura para força cortante
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16
16
Neste caso, segundo o prescrito no item 19.4.2, aplicam-se os critérios estabelecidos em
17.4.2, que trata da verificação do estado limite último de cisalhamento em elementos lineares, com
as seguintes determinações complementares:
• para lajes com espessura superior a 35 cm, a resistência dos estribos pode ser considerada com o
valor máximo de 435 MPa ) f (
ywd
;
• para lajes com espessura até 15cm, a resistência dos estribos pode ser considerada com o valor
máximo de 250 MPa;
• para lajes com espessuras entre 15 cm e 35 cm, permite-se que a resistência dos estribos seja
obtida interpolando-se linearmente entre os valores apresentados acima.
O cálculo de estribos e as demais verificações neste caso estão descrutas no capítulo 6 do volume 1
deste trabalho e as fórmulas correspondentes podem ser encontradas no ANEXO I deste livro.

1.7.4 Verificação do estado limite de fissuração
Por último verifica-se se a s bitolas escolhidas para a armadura longitudinal estão
compatíveis com o estado de fissuração como requisito para assegurar a durabilidade do sistema.
Neste caso é verificada se a abertura máxima de fissura é atendida.
A fissuração em elementos estruturais de concreto armado é inevitável, devido
principalmente à baixa resistência do concreto à tração, e mesmo sob ações de serviço valores
críticos de tensões de tração são atingidos. O controle da abertura de fissuras visa principalmente
proteger as armaduras quanto à corrosão, de modo a não comprometer o bom desempenho e
durabilidade da estrutura.
A fissuração deve ser verificada de acordo com os critérios dados no item 17.3.3, com os
limites estabelecidos em 13.4.2. De maneira geral, fissuração que respeite esses limites (da ordem
de 0,3 mm a 0,4 mm) não acarreta perda de durabilidade ou de segurança quanto aos estados limites
últimos e são funções da agressividade do meio ambiente.
Por outro lado, conforme o item 17.3.3.2, o valor da abertura de fissuras pode sofrer
influência de restrições às variações volumétricas da estrutura difíceis de serem avaliadas de forma
suficientemente precisa. Além disso, essa abertura sofre também a influência das condições de
execução da estrutura. Por essas razões os critérios para estimar a abertura de fissuras devem ser
encarados como avaliações aceitáveis do comportamento geral do elemento, mas não garantem
avaliação precisa da abertura de uma fissura específica.
Todo este assunto está amplamente discutido no capítulo 4 do volume 1 deste trabalho e
também as formulas podem ser encontradas no anexo I.

1.8 ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO
Além das prescrições apresentadas acima, a NBR 6118/2003, no item 20.1, estabelece que a
armadura secundária de flexão em lajes deve ser igual ou superior a 20% da armadura principal,
devendo-se manter ainda um espaçamento entre barras de no máximo 33 cm, e que a emenda dessas
barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal; no item
19.3.3.2, tabela 19.1, esta norma estabelece, para as lajes armadas em uma direção, que esta
armadura, por metro, deve ser ainda superior a 0,9 cm².
Ainda de acordo com o item 20.1, os estribos em lajes nervuradas, quando necessários, não
devem ter espaçamento superior a 20 cm.
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17
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1.9 LAJES NERVURADAS EM UMA DIREÇÃO
Quanto à disposição em planta das nervuras, as lajes nervuradas moldadas no local são
divididas em dois tipos: as nervuradas armadas em uma, e as armadas em duas direções. As
armadas em uma direção apresentam normalmente nervuras na direção do menor vão, e nas
armadas em duas direções as nervuras formam uma malha, quase sempre retangular. Nas armadas
em uma direção, as nervuras têm comportamento estrutural de vigas simplesmente apoiadas como
indica a NBR 6118:2003, no seu item 14.7.7, quando presecreve que as lajes nervuradas
unidirecionais devem ser calculadas segundo a direção das nervuras e desprezadas a rigidez
transversal e a rigidez à torção. No capítulo 2 do volume 1 deste trabalho ve-se uma simulação de
cálculo de lajes nervuradas pré-moldadas em que se justifica este procedimento..
O modelo de cálculo empregado para lajes nervuradas em uma direção para flexão e
verificação de flecha deve ser o de viga trabalhando independentemente com uma seção tranversal
em T, e de lajes ou vigas para o cisalhamento, conforme seja o espaçamento entre as nervuras.


FIGURA 1.15 a) pavimento a ser executado; b) solução em laje nervurada em uma direção, a
nervura transversal apresentada na figura, segundo o novo texto da NBR6118:2003 não é
mais obrigatória.

As lajes em uma direção são usadas quando se deseja executar um pavimento de concreto
em que uma das direções é bem maior que a outra, mas a menor direção também é de valor elevado
ou mesmo se a carga é de grande intensidade. Um exemplo típico pode ser observado na figura 1.15
em que as nervuras foram dispostas na direção dos 5 m.


1.10. LAJES NERVURADAS EM DUAS DIREÇÕES
.As lajes nervuradas em duas direções devem ser usadas quando a relação entre os dois lados
não é superior a 2. Com isso há uma diminuição dos esforços, deformações e uma distribuição das
ações em todo o seu contorno. Costuma-se dispor as nervuras (longarinas) paralelas às direções das
bordas de contorno, e geralmente ortogonais entre si (figura 1.16). Alguns casos em que não se
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18
18
segue esta regra são encontrados na bibliografia mais antiga, embora certamente as vantagens
estruturais obtidas não compensem as dificuldades encontradas na execução deste tipo de estrutura.
As lajes nervuradas bidirecionais segundo a NBR 6118:2003, item 14.7.7 (e ainda conforme
a ABNT NBR:14859-2) podem ser calculadas, para efeito de esforços solicitantes, como lajes
maciças porem um modelo de cálculo mais apropriado que pode ser empregado é o de grelha
equivalente. As nervuras fazem o papel das barras, e pode-se considerar as vigas de contorno
deformáveis verticalmente ou não. De qualquer maneira para o cálculo dos esforços e
deslocamentos como grelha, devido ao grande número de nervuras, é necessário o emprego de um
programa de computador. Nesse caso é necessário fornecer as características geométricas dos
elementos e conhecer também as cargas atuantes. Em resumo deve-se ter uma estimativa dos
esforços para pré-dimensionar a estrutura antes do cálculo computacional.

VIGA VIGA VIGA
VIGA VIGA VIGA
V
I
G
A
V
I
G
A
V
I
G
A
V
I
G
A
V
I
G
A
V
I
G
A

FIGURA 1.16. Laje nervurada em duas direções (nervuras ortogonais)

Assim, já ROCHA (1979), indicava que os esforços das lajes nervuradas podem ser
calculados admitindo a laje como maciça, desde que o espaçamento entre as nervuras fosse inferior
a 50 cm. O mesmo autor apresenta alguns outros processos simplificados de cálculo. Estes
processos foram muito usados, inclusive por outros autores [LEONHARDT ( ), GUYON ( ),
COURBON ( ), HAHN (1972) etc.] quando não se dispunha de recursos computacionais para
cálculo dos esforços. Outras indicações importantes podem ser encontradas em
LEONHARDT (1978).
Os esforços solicitantes obtidos através de laje maciça são, em geral, menores que os obtidos
com o processo de grelha. Para corrigir esta imprecisão HAHN (1972) recomenda que os esforços
encontrados considerando a laje como maciça (placa) devem ser multiplicados pelo coeficiente δ
dado por:
|
|
.
|

\
|
ε +
ε
⋅ −
= δ
4
2
1
6
5
1
1

sendo
λ
= = ε
1
y
x
l
l
, com l
x
o menor vão da laje e l
y
o maior.
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19
19
Este valor, como será visto no exemplo, está muito a favor da segurança. Desta forma,
recomenda-se que a laje nervurada seja calculada, para efeito de pré-dimensionamento, como
maciça e, para efeito de detalhamento, como grelha.
Quando se emprega o modelo de cálculo de placa usado tabelas, admite-se implicitamente
que as vigas do contorno são indeslocáveis, e, portanto a inércia das mesmas não é considerada. Ao
empregar o modelo de grelha pode-se considerar as vigas de contorno como fazendo parte da
estrutura e, assim, levar em conta a sua rigidez. Neste caso os resultados obtidos são bem diferentes,
como pode ser visto em MAZILLI ( ) e CARVALHO ( ).
Chama-se a atenção de que tijolos furados podem ser usados para executar as lajes
nervuradas em duas direções, mas devido aos seus furos haverá um consumo maior de concreto ou
mão de obra adicional para tapá-los com jornal ou outro material.
, permite que as lajes nervuradas bidirecionais sejam calculadas, para efeito de esforços
solicitantes, como lajes maciças, desde que algumas condições sejam observadas, conforme se verá
adiante.

1.11 EXEMPLOS NUMÉRICOS
Neste item são feitos alguns exemplos para mostrar como podem ser aplicados os preceitos
tratados até então.
1.11.a Exemplo de laje nervurada unidirecional
Calcular e detalhar uma laje nervurada usando blocos cerâmicos de 9×19×19 cm (no caso 4
blocos), para o trecho de pavimento dado na figura 12. Considerar ambiente com agressividade
fraca, carga de revestimento, contrapiso e piso igual a 1,0 kN/m
2
e carga acidental de 3 kN/m
2
.
Utilizar aço CA50, concreto com f
ck
= 20 MPa e cobrimento das armaduras igual a 2,0 cm. Adotar
para peso específico do tijolo 13 kN/m
3
.
Ly = 20m
L
x

=

5
m
Ly = 20m
L
x

=

5
m
Ly = 20m
L
x

=

5
m

FIGURA 1.16. Trecho de pavimento a ser projetado

a) Esquema estrutural e dimensões da seção transversal
Como se trata de ambiente pouco agressivo os valores da resistência característica do
concreto e cobrimento das armaduras estão compatíveis.
Como uma das dimensões é maior que o dobro da outra, os vãos e as cargas são de valores
apreciáveis, opta-se pela solução de laje nervurada armada em uma direção. A seção transversal da
mesma será arbitrada com as seguintes dimensões, principalmente em função das dimensões dos
blocos e para evitar verificação à flexão da mesa de cisalhamento das nervuras como vigas (como
laje é possível não colocar qualquer armadura transversal):
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20
20
b
w
= 9 cm (largura das nervuras) e h
f
=6 cm (maior que 4 cm e 45/15=3 cm)
a = 36 cm (distância livre entre nervuras podendo o cisalhamento ser analisado como laje).
Assim as prescrições mínimas estabelecidas pela norma estão atendidas. O valor da
altura foi simplesmente arbitrado, pois na nova versão da norma Brasileira não há expressão (como
havia na versão de 1980) que permita desconsiderar o estado limite de deformação excessiva.
Empregando a altura total de 25 cm, a altura útil poderá ser de 22,4 cm (diâmetro da barra
de 12,5 mm) e resultando portanto h
f
= 6,5 cm. A seção transversal da laje está mostrada na figura
1.17.


FIGURA 1.17. Seção transversal adotada para a laje nervurada
b) Cargas atuantes (por nervura )
g
1
– peso próprio
• concreto = (0,09×0,19+0,45×0,06)×25 = 1,10 kN/m/nervura
• tijolo = 0,36×0,19×13 = 0,89 kN/m/nervura
g
2
– sobrecarga permanente = 1,0×0,45 = 0,45 kN/m/nervura
total carga permanente = 2,45 kN/m/nervura
q – carga accidental =3,0×0,45 = 1,35 kN/m/nervura
carregamento total = 3,80 kN/m/nervura

c) Cálculo da armadura longitudianal (ELU)
Cálculo da largura colaborante (ver capítulo 3 do volume 1)
• Largura colaborante (considerando a nervura trabalhando como T):
cm 45 18 2 9 b 2 b b
1 w f
= × + = × + =
onde:
b
w
= 9 cm é a largura da alma da seção;
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= = × = ×
− = = = × = ×

) 36 ( 18 36 50 , 0 50 , 0
) . 500 , ( 50 500 10 , 0 10 , 0
2 2
1
nervuras entre livre distância a é cm b cm b
apoiada simplesm viga cm a caso no cm a
b
l

• Cálculo do máximo momento fletor atuando em uma nervura:
Momento máximo, considerando viga com 5m de vão
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21
21
( ) nervura m kN p M / 875 , 11 8 / 5 80 , 3 8 /
2 2
= × = ⋅ = l
Usando as fórmulas do capítulo 3 volume 1
05 , 0
4 , 1
20000
224 , 0 45 , 0
875 , 11 4 , 1
2
2
=
× ×
×
=
⋅ ⋅
=
cd f
d
f d b
M
KMD
Com KMD = 0,050 → KX = 0,0758 e KZ = 0,9697
Resultando
f
h m d KX x = < = × = ⋅ = 06 , 0 0169 , 0 224 , 0 0758 , 0 → LN passa na mesa.
• Quantidade da armadura longitudinal A
s
(f
yd
= 50 kN/cm
2
):
76 , 1
15 , 1
50
224 , 0 9697 , 0
975 , 11 4 , 1
=
× ×
×
=
⋅ ⋅
=
yd
d
s
f d KZ
M
A cm
2
/nervura
Com uma barra de φ = 12,5 mm e outra de φ = 8,0 mm em cada nervura resulta
76 , 1 75 , 1 5 , 0 25 , 1
2
≅ = + = cm A
s


d) Verificação do estado de deformação excessiva (ELS)
Para verificar o estado de deformação excessiva é preciso calcular antes uma série de características
geométricas da seção
• Módulo de deformabilidade:
2
/ 000 . 287 . 21 287 . 21 20 600 5 85 , 0 m kN MPa E
c
= = × × =
Coeficiente de homogeneização 86 , 9
287 . 21
000 . 210
= = =
c
s
e
E
E
α

• Inércia da nervura (considerada com viga T) em relação a um eixo horizontal no centro de
gravidade da seção (Estádio I seção bruta ou geométrica):
m y
cg
0785 , 0
19 , 0 09 , 0 06 , 0 45 , 0
155 , 0 19 , 0 09 , 0 03 , 0 06 , 0 45 , 0
=
× + ×
× × + × ×
= (contado a partir da borda superior)
2
3
2
3
) 075 , 0 155 , 0 ( 19 , 0 09 , 0
12
19 , 0 09 , 0
) 03 , 0 075 , 0 ( 06 , 0 45 , 0
12
06 , 0 45 , 0
− × × +
×
+ − × × +
×
= I
4 4
10 23 , 2 m I

× =
• Cálculo do Momento de fissuração
Considerando apenas o peso próprio atuante da laje tem-se a carga atuante de p=1,99 2 ≅ kN/m
( ) nervura m kN p M
g
/ 25 , 6 8 / 5 00 , 2 8 /
2 2
1
= × = ⋅ = l
O momento de fissuração é dado por:
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22
22
t
ct
r
y
I f
M
⋅ ⋅
=
α

com
y
t
=0,25-0,075= 0,175 m (tração na borda inferior)
f
ct
=0,21
2 3 2
/ 1550 55 , 1 20 m kN MPa = = ⋅
2 , 1 = α (por se tratar de seção em t)
nervura m kN M
r
/ / 42 , 2
0175 , 0
10 23 , 2 1550 2 , 1
04
=
⋅ ⋅ ⋅
=


Como M
g1
>M
r
conclui-se que já após a retirada do escoramento a seção do meio estará
trabalhando no estádio II, sendo preciso usar a expressão de BRANSON e portanto calcular a
inércia no estádio II puro

• Cálculo da inércia no estádio II puro
Inicialmente determina-se a posição da linha neutra no estádio II puro usando o formulário do
anexo I referente ao capítulo 4 do livro 1.
Supondo a linha neutra na mesa:
cm
b
a
w
5 , 22
2
1
= =
= ⋅ = ⋅ = 75 , 1 85 , 9
2 s e
A a α 17,2375 cm
2

= ⋅ ⋅ − = ⋅ ⋅ − = 75 , 1 85 , 9 4 , 22 3
s e
A d a α 386,12 cm
3

x
II
=
( )
m
a
a a a a
0378 , 0
45
12 , 386 5 , 22 4 5 , 22 2 , 17
2
4
2
1
3 1
2
2 2
=
⋅ ⋅ + + −
=

⋅ ⋅ − + −

assim a linha neutra passa na mesa (3,78 cm < 6cm)
A inércia no estádio II puro vale:
I
II0
= = − ⋅ ⋅ +

2
3
) (
3
) (
II s e
II f
x d A
x b
α = − ⋅ ⋅ +

2
3
) 78 , 3 4 , 22 ( 75 , 1 86 , 9
3
) 78 , 3 ( 45
6792 cm
4
• Cálculo das flechas:
A expressão da flecha para uma certa carga p é dada por
m c
p
I E
q
a
⋅ ⋅
⋅ ⋅
=
384
5
4
l

O valor de I
m
é dado pela expressão de BRANSON


(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
− ⋅ + |
.
|

\
|
⋅ =
3
0
3
1
M
M
I
M
M
I I
r
II
r
b m

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23
23

Assim para cada Momento (considerado o do meio do vão) de uma combinação de ações tem-se
um valor de inércia I
m
e a expressão da flecha é dada por:

mi
i
c
pi
I
p
E
a ×
×
×
=
384
5
4
l

Na tabela seguinte calcila-se os valores das flechas para os diversos carregamentos

Flechas imediatas para os diversos carregamentos
combinação ação p (kN/m) M
(kN.m)
r=M
r
/M r
3
I
m
(m
4
) p/I
m
a(cm)
permanente g
1
+g
2
2,45 7,66 0,316 3,10x10
-2
7,27x10
-3
33700 1,29
quase permanente g
1
+g
2
+0,3q 2,86 8,94 0,271 1,99x10
-2
7,10x10
-3
40281 1,55
rara g
1
+g
2
+q 3,80 11,875 0,203 8,46 x10
-2
6,92x10
-3
54913 2,10

Assim tem-se:
para a condição de flecha para evitar vibração:
a
q
=a
g1+g2+q
- a
g1+g2
= 2,10 - 1,29 = 0,81 cm < a
limite
= cm 0 , 1 500 / = l
para a condição visual deve ser considerado o efeito da fluência:

( )
f t t
a a α + =

1 .
0 , ,

com .
0 , t
a - flecha imediata devido a cargas permanentes


∞ , t
a - flecha total no tempo infinito

' 50 1
f
ρ ⋅ +
ξ ∆
= α
onde:
ρ’ =
d b
A
'
s


'
s
A − área da armadura de compressão no trecho considerado;
ξ − Coeficiente função do tempo, sendo ) t ( ) t (
0
ξ − ξ = ξ ∆ ;
ξ(t) =
¸


≤ ⋅ ⋅
meses t para
meses t para t
t
70 2
70 996 , 0 68 , 0
32 , 0
;
t − tempo, em meses, onde se deseja o valor da flecha diferida;
Considerando ρ’ =0 e a retirada do escoramento com uma semana (0,25 meses)
chega-se a ) t ( ) t (
0
ξ − ξ = ξ ∆ = 2 -
32 , 0 2 , 0
25 , 0 996 , 0 68 , 0 ⋅ ⋅ = 1,56
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ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO
Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

24
24
( )
f t t
a a α + =

1 .
0 , ,
= 1,55 (1+1,56)=3,97 > a
limite
= cm 42 , 1
350
500
350
= =
l

Mas existe ainda o recurso da contra-flecha (a
cf
)
Considerando a limitação visual após a entrada da carga g
2
deve-se obedecer:
350
2
l
≤ + −
+g ga cf
a a chegando-se a a
cf
< 1,42+1,55=2,97 cm
Considerando para o tempo infinito
42 , 1 97 , 3 42 , 1 ≤ + − → ≤ + −
∞ cf t cf
a a a Assim a
cf
cm 55 , 2 ≥
Desta forma uma contra-flecha de 2,7 cm resolve o problema,
verificando:
Logo após a entrada da sobrecarga permanente a = 1,29 -2,70 = -1,40 cm que em módulo é menor
que o limite de 1,42 cm.
No tempo “infinito” depois de transcorrida a fluência e atuando a flecha da ação quase permanente
a= 3,97-2,70=1,27 <1,47 cm

f) Cálculo da armadura de cisalhamento conforme a NBR 6118:2003
Como já foi dito anteriormente um bom projeto de laje nervurada (desde que não haja cargas
concentradas ou lineares) é aquele em que não de armadura de cisalhamento. Isto é feito
comparando τ
sd
(devida a
Sd
V ) com τ
rd1
(devida a
Rd1
V ). Se τ
sd

Rd1
τ ≤ ela não será necessária.
Sd
V é igual à reação de cada nervura nas vigas de apoio, ou seja, para o carregamento total de
3,80 kN/m em uma nervura, e vão de 5,0 m, resulta:

kN 5 , 9
2
0 , 5 8 , 3
V
Sd
=
×
= e
2
Sd
/ 660
224 , 0 09 , 0
5 , 9 4 , 1
m kN =
×
×
= τ

A resistência de projeto ao cisalhamento é dada por:

| | ) ρ 40 (1,2 k τ
1 Rd Rd1
⋅ + ⋅ ⋅ = τ

Admitindo que toda a armadura inferior chegue ao apoio, resulta:

| | 581 ) 00868 , 0 40 (1,2 376 , 1 276 V
Rd1
= × + × × = kN/m
2

onde:
276 , 0 20 0375 , 0
1,4
f
25 , 0
γ
f
25 , 0 f 0,25 τ
3 / 2
ck
3 / 2
21 , 0
c
ctk,inf
ctd Rd
= = ⋅ = ⋅ = ⋅ = ⋅

MPa = 276 kN/m
2

1 376 , 1 224 , 0 6 , 1 6 , 1 ≥ = − = − = d k
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25
25
00868 , 0
4 , 22 9
75 , 1
1
1
=
×
=

=
d b
A
w
s
ρ

Portanto
2
Sd
/ 660 m kN = τ é maior que
2
Rd1
/ 581 m kN = τ , e haveria necessidade de armadura
transversal; Neste caso o ideal é aumentar a largura da nervura um pouco Assim

2
Sd
/ 581
224 , 0
5 , 9 4 , 1
m kN
b
w

×
×
= τ chegando a m b
w
102 , 0 ≥ Destra forma com b
w
= 11 cm não seria
preciso usar armadura transversal e a tensão nas bielas de compressão está verificada.

⇒REFLEXÕES
• Verifique que a espessura média de concreto neste exemplo é de 10,5 cm. No caso de se
usar uma laje maciça com esta espessura (10,5 cm) o consumo de armadura para atender o
ELU seria de 6,76 cm
2
( por faixa de 0,54m).
• Foi considerado na verificação do ELS de deformação excessiva que o contorno da laje seja
indeslocável na vertical. No caso de haver vigas deformáveis neste contorno as flechas das
mesmas deveriam ser consideradas no cálculo.
• Havendo continuidade na laje (considerando faixa maciça junto aos apoios e lajes vizinhas)
o valor da flecha inicial (imediata) cairia drasticamente.
• Um programa de grelha equivalente não linear obteria flecha mais próxima da realidade.
1.11.b. Exemplo de laje nervurada bidirecional
Pré-dimensionar uma laje nervurada para o trecho de pavimento dado na figura 1.18 usando
tijolos cerâmicos furados de 19×24×39 cm, concreto com f
ck
= 20 MPa, aço CA-50 e cobrimento de
2 cm. Considerar carga acidental de 3 kN/m
2
e carga de revestimento, piso mais contrapiso, igual a
1 kN/m
2
. As vigas de apoio tem largura de 20 cm e podem ser consideradas indeslocaveis na
direção vertical.

Ly = 8,60m Ly = 8,60m Ly = 8,60m
L
x

=

7
,
2
0
m
L
x

=

7
,
2
0
m
L
x

=

7
,
2
0
m

FIGURA 1.18. Trecho de pavimento a ser projetado
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26
26

a) Determinação da seção transversal
Para iniciar a solução é preciso partir de uma altura de seção transversal, como a indicada na figura
1.19

Assim, será adotado para a altura total o valor de h = 29 cm, e as seções transversais da laje
nas direções x e y estão representadas pelos cortes AA e BB da figura 1.19.

FIGURA 1.19. Seções transversais da laje nervurada e planta de um trecho de laje

b) Carregamento
Como se trata de pré-dimensionamento e o modelo de cálculo é o de placa, interessa calcular
a carga atuante por m
2
de laje.

g
1
– peso próprio
• mesa = 0,05×25 = 1,25 kN/m
2

• nervuras = 0,24×0,12×25/0,88 = 0,82 kN/m
2

= 0,24×0,12×25/0,90 = 0,80 kN/m
2

• tijolos = (0,76×0,78×0,24)×13/(0,90×0,88) = 2,34kN/m
2

g
2
– sobrecarga permanente = 1,00 kN/m
2

total carga permanente = 6,21 kN/m
2

q – carga accidental = 3,00 kN/m
2

carregamento total = 9,21 kN/m
2



c) Cálculo dos máximos momentos atuantes na laje
O cálculo dos momentos máximos (carregamento total) nas direções x (m
x
) e y (m
y
), por
largura unitária de laje, é feito também como para as maciças, a partir das tabelas do capítulo 7 do
livro 1 (tabela 7.3) para o caso 1 (laje apoiada no contorno) com as expressões:

100
p
m
2
x
x x
l ⋅
⋅ µ =
100
p
m
2
x
y y
l ⋅
⋅ µ =
e com 2 , 1 194 , 1
20 , 7
60 , 8
x
y
≅ = = = λ
l
l
tem-se, da tabela 7.3, µ
x
= 5,90 e µ
y
= 4,48, resultando

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27
27
m m kN
p
m
x
x x
/ 16 , 28
100
20 , 7 21 , 9
90 , 5
100
2 2
=
×
× =

⋅ =
l
µ
m m kN
p
m
x
y y
/ 38 , 21
100
20 , 7 21 , 9
48 , 4
100
2 2
=
×
× =

⋅ =
l
µ

d) Momentos máximos por nervura em cada direção

82 , 24 88 , 0 21 , 28 = × =
x
m kNm/nervura
24 , 19 90 , 0 38 , 21 = × =
y
m kNm/nervura

Com o critério de Hahn, onde 837 , 0
60 , 8
20 , 7 1
y
x
= =
λ
= = ε
l
l
, tem-se

64 , 1
837 , 0 1
837 , 0
6
5
1
1
1
6
5
1
1
4
2
4
2
=
|
|
.
|

\
|
+
× −
=
|
|
.
|

\
|
ε +
ε
⋅ −
= δ

Resulta finalmente, para as nervuras em cada direção:
70 , 40 64 , 1 82 , 24 = × =
x
m kNm/nervura
55 , 31 64 , 1 24 , 19 = × =
y
m kNm/nervura


e) Largura colaborante, considerando as nervuras em cada direção trabalhando como T

• Direção x:
m b b b
w f
88 , 0 39 , 0 2 10 , 0 2
1
= × + = × + =
onde:
b
w
= 0,10 m é a largura da alma da seção;
¦
¹
¦
´
¦
= = × = ×
− = = = × = ×

) 36 , 0 ( 39 , 0 78 , 0 50 , 0 50 , 0
) . 20 , 7 , ( 72 , 0 20 , 7 10 , 0 10 , 0
2 2
1
nervuras entre livre distância a é m b m b
apoiada simplesm viga m a caso no m a
b
l


• Direção y:
m 90 , 0 39 , 0 2 12 , 0 b 2 b b
1 w f
= × + = × + =
onde:
b
w
= 0,12 m é a largura da alma da seção;

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28
28
¦
¹
¦
´
¦
= = × = ×
− = = = × = ×

) 36 , 0 ( 39 , 0 78 , 0 50 , 0 50 , 0
) . 60 , 8 , ( 86 , 0 60 , 8 10 , 0 10 , 0
2 2
1
nervuras entre livre distância a é m b m b
apoiada simplesm viga m a caso no m a
b
l


f) Cálculo da armadura longitudinal
Como as armaduras se cruzam no encontro das nervuras, a altura útil em cada direção será
diferente. Recomenda-se que seja tomada como altura útil da laje a distância entre a borda
comprimida superior e o centro das barras da camada superior da armadura positiva das nervuras,
pois isto acarreta um valor menor para a altura útil e maior para a área de aço; dessa maneira fica
garantido o posicionamento correto das barras na laje, pois na obra não é possível garantir se a
armadura de cada direção será colocada na camada correta, respeitando o cálculo se feito com
alturas úteis diferentes.

FIGURA 1.20. Altura útil da laje nervurada em cada direção
Assim, a altura útil será a altura (29 cm) menos o cobrimento (2 cm), menos e menos 1,5 vezes
o diâmetro da armadura longitudinal (adotando φ 1,25 cm e considerando a não existência de
estribos), resultando d = 25,0 cm, conforme indicado na figura 1.20.

• Posição da linha neutra (x), necessário para verificar se a seção é retangular ou T, em cada
uma das direções, admitindo inicialmente que seja retangular:
direção x (b
w
= b
f
= 0,88 m, d = 0,25 m):
x
x
cd f
d
m
m
f d b
M
KMD × × =
× ×
× ×
=
⋅ ⋅
=
−3
2 2
10 781 , 1
20000 25 , 0 88 , 0
4 , 1 4 , 1

direção y (b
w
= b
f
= 0,90 m, d = 0,28 m):
y
y
cd f
d
m
m
f d b
M
KMD × × =
× ×
× ×
=
⋅ ⋅
=
−3
2 2
10 74 , 1
20000 25 , 0 90 , 0
4 , 1 4 , 1

Sem interpolar, tomando para KX valores correspondentes ao primeiro KMD acima do
calculado, e com x = KX×d, resulta:

direção situação momento (kNm) KMD KX x (cm)
x normal 24,82 0,044 0,0603 0,0150
x Hahn 40,70 0,072 0,1076 0,0269
y normal 19,24 0,033 0,0449 0,0112
y Hahn 31,55 0,055 0,0758 0,0189
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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

29
29

Todos os valores de x são menores que a espessura da mesa (h
f
= 8 cm), indicando que a
linha neutra passa na mesa e em todas as situações a seção se comporta como retangular.

• Determinação da área de aço necessária:
KZ
m
KZ
m
f d KZ
M
A
yd
d
s
× = ⋅
×
×
=
⋅ ⋅
= 128 , 0
50 25 , 0
15 , 1 4 , 1
(cm
2
/nervura)
Da mesma maneira, sem interpolar, tomando para KZ valores correspondentes ao primeiro
KMD acima do calculado, resulta para as armaduras:

direção situação momento
(kNm)
KMD KZ
KZ
m

KZ
m
115 , 0 A
s
× =

x normal 24,82 0,044 0,9759 25,43 3,25 cm
2
/nervura
x Hahn 40,70 0,072 0,9570 42,53 5,44 cm
2
/nervura
y normal 19,24 0,033 0,9820 19,59 2,51 cm
2
/nervura
y Hahn 31,55 0,055 0,9665 32,64 4,18 cm
2
/nervura

• Armadura final por nervura em cada direção, com o critério de Hahn e barras de φ 16,0 mm
(A
s
= 2,0 cm
2
):
direção x: 5,44 cm
2
/nervura → 3 φ 16,0 (A
s
= 6 cm
2
)
direção y: 4,18 cm
2
/nervura → 2 φ16,0 (A
s
= 4 cm
2
)

Usando o critério da NBR6118:2003
direção x: 3,25 cm
2
/nervura → 2 φ 12,5 + 1 φ 10 (A
s
= 3,35 cm
2
)
direção y: 2,51 cm
2
/nervura → 2 φ12,5 (A
s
= 2,5 cm
2
)

f) Verificação do estado de deformação excessiva (ELS)
Para verificar o estado de deformação excessiva é preciso calcular antes uma série de características
geométricas da seção
• Módulo de deformabilidade:
2
/ 000 . 287 . 21 287 . 21 20 600 5 85 , 0 m kN MPa E
c
= = × × =
Coeficiente de homogeneização 86 , 9
287 . 21
000 . 210
= = =
c
s
e
E
E
α

• Inércia da nervura (considerada com viga T) em relação a um eixo horizontal no centro de
gravidade da seção (Estádio I seção bruta ou geométrica)
Embora se trate de uma placa é preciso saber se há regiões fissuradas ou não. Uma maneira de
fazê-lo, de maneira aproximada, é verificar o que ocorre segundo a menor direção e portanto
considerar no caso a direção x
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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

30
30
Cálculo da característica geométrica da seção transversal
m y
cg
0823 , 0
24 , 0 12 , 0 05 , 0 88 , 0
17 , 0 24 , 0 12 , 0 025 , 0 05 , 0 88 , 0
=
× + ×
× × + × ×
= (a partir da borda superior)
2
3
2
3
) 0823 , 0 17 , 0 ( 24 , 0 12 , 0
12
24 , 0 12 , 0
) 025 , 0 0823 , 0 ( 05 , 0 88 , 0
12
05 , 0 88 , 0
− × × +
×
+ − × × +
×
= I
4 4
10 13 , 5 m I

× =
• Cálculo do Momento de fissuração
Considerando apenas o peso próprio atuante da laje tem-se a carga atuante de p=6,21
kN/m/nervura
m m kN
p
m
x
x x
/ 99 , 18
100
20 , 7 21 , 6
90 , 5
100
2 2
=
×
× =

⋅ =
l
µ
por nervura m
x
=18,99x0,88=16,71 kN.m/nervura
t
ct
r
y
I f
M
⋅ ⋅
=
α

com
y
t
=0,29-0,0823= 0,2077 m (tração na borda inferior)
f
ct
=0,21
2 3 2
/ 1550 55 , 1 20 m kN MPa = = ⋅
2 , 1 = α (por se tratar de seção em t)
nervura m kN M
r
/ / 59 , 4
2077 , 0
10 13 , 5 1550 2 , 1
04
=
⋅ ⋅ ⋅
=


Como M
g1
>M
r
conclui-se que já após a retirada do escoramento a seção do meio estará
trabalhando no estádio II. Como se trata de placa não é possível aplicar direto a expressão de
BRANSON mas é possível de maneira simplista fazê-lo como será indicado a seguir.
Inicialmentedeve-se calcular a inércia no estádio II puro

• Cálculo da inércia no estádio II puro
Inicialmente determina-se a posição da linha neutra no estádio II puro usando o formulário do
anexo I referente ao capítulo 4 do livro 1.
Supondo a linha neutra na mesa:
cm
b
a
w
44
2
1
= =
33 35 , 3 85 , 9
2
= × = × =
s e
A a α cm
2

= × × − = × × − = 35 , 3 85 , 9 25 3
s e
A d a α -825 cm
3

x
II
=
( )
cm
a
a a a a
97 , 3
88
825 44 4 33 33
2
4
2
1
3 1
2
2 2
=
× × + + −
=
×
× × − + −

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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

31
31
asssim a linha neutra passa na mesa (3,97 cm < 5cm)
Assim
I
II0
= = − × × +
×
2
3
) (
3
) (
II s e
II f
x d A
x b
α = − × × +
×
2
3
) 97 , 3 25 ( 35 , 3 86 , 9
3
) 97 , 3 ( 88
16443 cm
4

• Cálculo da flecha elástica
O cálculo das flechas é feito como para as lajes maciças, e para tanto, podem ser utilizadas
tabelas específicas; no caso, as do capítulo 7 (CARVALHO e FIGUEIREDO FILHO, 2001)
para o caso de laje simplesmente apoiada no contorno (caso 1, tabela 7.2):
3
4
100 h E
p
a
c
x


⋅ =
l α

e com 2 , 1 194 , 1
20 , 7
60 , 8
x
y
≅ = = = λ
l
l
tem-se, da tabela 7.2, α = 6,52, resultando
p
p
f
4
3 7
4
10 421 , 3
29 , 0 10 1 , 2
20 , 7
100
52 , 6

× =
× ×
×
× =

Combinação ações valor de p a(mm)
permanente g
1
+g
2

6,21 2,12
quase permanente g
1
+g
2
+0,3q
7,11 2,43
rara g
1
+g
2
+q
9,21 3,15

Para levar em conta a fissuração do concreto calcula-se a inércia média de Branson para as três
situações de combinação de carga e considerando apenas os valores da direção x verifica-se
qual o fator de ampliação da flecha elástica.
Com
m
I
amp
I
I
c =
e a inércia média I
m
calculada em função do momento M atuante


Combinação ações p m
x
r= m
x
/M
r
I
m
(m
4
) c
amp
= I
i
/I
m
permanente g
1
+g
2

6,21 16,71 0,274 0,0001716 2,99
quase permanente g
1
+g
2
+0,3q
7,11 21,74 0,211 0,0001677 3,06
rara g
1
+g
2
+q
9,21 24,82 0,185 0,0001666 3,07

Os valores das flechas para as diversas combinações de carga considerando a fissuração pode
ser estimada multiplicando-se os coeficientes de amplificação (c
amp
) obtidos a partir da inércia
equivalente de Branson para a direção x

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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

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32
Combinação ações a(mm) a(mm) com fissuração
permanente g
1
+g
2

2,12 6,33
quase permanente g
1
+g
2
+0,3q
2,43 7,43
rara g
1
+g
2
+q
3,15 9,67


Assim a flecha para verificar a condição de vibração é dada por

a
q
=a
g1+g2+q
- a
g1+g2
= 9,67 - 6,33 = 3,34 mm < a
limite
= mm 4 , 14 500 / = l
para a condição visual deve ser considerado o efeito da fluência:

( )
f t t
a a α + =

1 .
0 , ,

com .
0 , t
a - flecha imediata devido a cargas permanentes


∞ , t
a - flecha total no tempo infinito

' 50 1
f
ρ ⋅ +
ξ ∆
= α
onde:
ρ’ =
d b
A
'
s


'
s
A − área da armadura de compressão no trecho considerado;
ξ − Coeficiente função do tempo, sendo ) t ( ) t (
0
ξ − ξ = ξ ∆ ;
ξ(t) =
¸


≤ ⋅ ⋅
meses t para
meses t para t
t
70 2
70 996 , 0 68 , 0
32 , 0
;
t − tempo, em meses, onde se deseja o valor da flecha diferida;
Considerando ρ’ =0 e a retirada do escoramento com uma semana (0,25 meses)
chega-se a ) t ( ) t (
0
ξ − ξ = ξ ∆ = 2 -
32 , 0 2 , 0
25 , 0 996 , 0 68 , 0 ⋅ ⋅ = 1,56
( )
f t t
a a α + =

1 .
0 , ,
= 7,43 (1+1,56)=19 mm < a
limite
= mm 20
350
7200
350
= =
l


g) Verificação de cisalhamento
Como a distância entre as nervuras é inferior a 90 cm e a espessura das nervuras é de 12 cm
o cisalhamento pode ser verificado como laje.

f) Força cortante por nervura em cada direção
A força cortante em cada nervura pode ser calculada também admitindo a laje como maciça
utilizando as tabelas 7.6 do capítulo 7 do livro 1 para cálculo das reações da laje nas vigas de apoio
do contorno do pavimento.
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Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas

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33
As reações em cada direção, para o caso 1 (laje simplesmente apoiada), são dadas pelas
expressões seguintes:

10
p k q
x
x x
l
⋅ ⋅ =
10
p k q
x
y y
l
⋅ ⋅ =
e com 2 , 1 194 , 1
20 , 7
60 , 8
x
y
≅ = = = λ
l
l
tem-se, da tabela 7.6, k
x
= 2,92 e k
y
= 2,50, resultando
m kN p k q
x
x x
/ 36 , 19
10
20 , 7
21 , 9 92 , 2
10
= × × = ⋅ ⋅ =
l

m kN p k q
x
y y
/ 57 , 16
10
20 , 7
21 , 9 50 , 2
10
= × × = ⋅ ⋅ =
l


A força cortante máxima em cada nervura é obtida multiplicando-se as reações pela
distância entre as nervuras em cada direção.

kN q V
x x
27 , 15 88 , 0 36 , 17 86 , 0 = × = ⋅ =
kN q V
y y
91 , 14 90 , 0 57 , 16 90 , 0 = × = ⋅ =
MPa m kN
d b
V
w
d
rsd
71 , 0 / 712
25 , 0 12 , 0
270 , 15 4 , 1
2
≅ =
×
×
=

= τ
A resistência de projeto ao cisalhamento é dada por:

| | ) ρ 40 (1,2 k τ
1 Rd Rd1
⋅ + ⋅ ⋅ = τ

Admitindo que toda a armadura inferior chegue ao apoio, resulta:

| | 596 ) 011 , 0 40 (1,2 35 , 1 276 V
Rd1
= × + × × = kN/m
2

onde:
276 , 0 20 0375 , 0
1,4
f
25 , 0
γ
f
25 , 0 f 0,25 τ
3 / 2
ck
3 / 2
21 , 0
c
ctk,inf
ctd Rd
= = ⋅ = ⋅ = ⋅ = ⋅

MPa = 276 kN/m
2

1 35 , 1 25 , 0 6 , 1 6 , 1 ≥ = − = − = d k
011 , 0
25 12
3 , 3
1
1
=
×
=

=
d b
A
w
s
ρ

Portanto
2
Sd
/ 710 m kN = τ é maior que
2
Rd1
/ 596 m kN = τ , e haveria necessidade de armadura
transversal; Neste caso o ideal é aumentar a largura da nervura um pouco Assim

2
Sd
/ 596
25 , 0
27 , 15 4 , 1
m kN
b
w

×
×
= τ chegando a m b
w
143 , 0 ≥ Destra forma com b
w
= 15 cm não seria
preciso usar armadura transversal e a tensão nas bielas de compressão está verificada.
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34



1.11.c. Exemplo comparativo de cálculo como laje maciça e com modelo de grelha
Calcular os esforços solicitantes (momento fletor e força cortante) e a flecha da laje
nervurada indicada na figura 17. Considerar que para executar as nervuras serão usadas formas
reaproveitaveis e que a laje esteja apoiada em todo o seu contorno em paredes de alvenaria
estrutural. Dados:
• sobrecarga permanente (revestimento, piso, etc.): g
2
= 1 kN/m
2

• carga acidental: q = 5 kN/m
2

• resistência do concreto: f
ck
= 20 MPa
• aço CA50B.

FIGURA 17. Laje nervurada quadrada, do exemplo 3, apoiada em parede estrutural

Como já comentado, o cálculo de lajes nervuradas em duas direções deve ser feito
preferencialmente com o modelo de grelha, com as nervuras em cada direção admitidas como
elementos de viga. Para que se possa melhor avaliar o comportamento da laje, os esforços serão
calculados com o modelo de grelha e o de placa isolada.
Pela planta apresentada, a distância entre o eixo da parede e a primeira nervura (também a
última) é igual a 105 cm, 5 cm maior que os demais espaçamentos entre as outras nervuras (iguais a
100 cm). Para a definição do comprimento dos elementos este valor será empregado, porém não
será levado em conta para a definição das características geométricas da seção transversal da
nervura.

a) Cargas atuantes
g
1
– peso próprio
laje superior (mesa) = 0,07×25 = 1,75 kN/m
2

nervuras = 2×0,10×0,30×25 = 1,50 kN/m
2

g
2
– sobrecarga permanente = 1,00 kN/m
2

total carga permanente (g
1
+ g
2
) = 4,25 kN/m
2

q – carga acidental = 5,00 kN/m
2

Carregamento total (g + q) = 9,25 kN/m
2


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35
b) Cálculo dos esforços e flecha através da teoria de placa (laje maciça)
O pavimento da figura 17 será calculado inicialmente como uma laje maciça, de acordo com
as recomendações da NB1/80 (3.3.2.10, 3.3.2.1 e 6.1.1.3 a) pois a distância entre nervuras não é
superior a 100 cm. Será necessário posteriormente verificar a flexão das mesas em virtude do
espaçamento entre as nervuras ter superado 50 cm (item 3.3.2.10, NB1/80).
Para o cálculo dos esforços solicitantes e flecha serão usadas tabelas para lajes maciças,
lembrando que neste caso, de fato, os pontos do contorno da laje estão impedidos de se deslocar
verticalmente (apoio sobre parede), porém não é possível dizer o mesmo da rotação; entretanto, será
admitido que a placa está simplesmente apoiada em todo o contorno, ou seja, não há engastamento.
No emprego das tabelas serão utilizados os valores correspondentes ao caso 1 (laje
simplesmente apoiada no contorno), e o parâmetro de entrada é a relação (λ) entre os lados da lajes,
que neste caso é igual a 1 por ser ela quadrada.

• Cálculo dos momentos em uma nervura:
Com os coeficientes µ
x
= µ
y
= 4,41 da tabela 7.3 para lajes maciças, caso 1, os momentos
máximos no meio do vão, por metro de laje, são iguais a:
76 , 26
100
1 , 8 25 , 9
41 , 4
100
p
m m m
2 2
x
y x
=
×
× =

⋅ µ = = =
l
kNm/m
Como o espaçamento entre nervuras é de um metro (100 cm), este já é o momento atuando em
cada uma delas, ou seja:
m kN 76 . 26 ) m ( 1 ) m / m kN ( 76 , 26 M = × =

• Cálculo da força cortante em cada nervura
A máxima força cortante atuante em uma nervura pode ser encontrada calculando a reação da
laje nas paredes de contorno (item 3.3.2.9 da NB1/80), com as tabelas 7.6 e caso 1 (laje
simplesmente apoiada no contorno), e que será igual nas duas direções por ser a laje quadrada.
A reação, sendo k
x
= k
y
= 2,50, é dada pela expressão:
m / kN 73 , 18
10
10 , 8
25 , 9 5 , 2
10
p k q q q
x
y x
= × × = ⋅ ⋅ = = =
l

Como o espaçamento entre as nervuras é de 1 m, a força cortante máxima em uma nervura é o
valor acima, ou seja:
kN 73 , 18 ) m ( 1 ) m / kN ( 73 , 18 V = × =

• Cálculo da flecha
Para o cálculo da flecha a combinação de ações a ser empregada deve ser a freqüente
(p = g + 0,7 q). Como a laje não é de fato maciça, deve ter a flecha aumentada na proporção
entre a inércia à flexão da nervura (estádio I) com a inércia que uma seção com a mesma altura
teria se fosse maciça. Assim a flecha deverá ser multiplicada pela relação
34 , 4
10 72 , 9
10 22 , 4
I
I
4
3
n , f
m , f
=
×
×
=



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36
onde
m , f
I é a inércia à flexão da laje maciça para uma largura de 1 m em relação a um eixo
horizontal passando pelo seu centro de gravidade, ou seja,
4 3
3
m , f
m 10 22 , 4
12
37 , 0 1
I

× =
×
=
e
n , f
I é a inércia à flexão da nervura também em relação a um eixo horizontal no centro de
gravidade da seção, donde:
m 2795 , 0
30 , 0 10 , 0 07 , 0 0 , 1
15 , 0 30 , 0 10 , 0 335 , 0 07 , 0 0 , 1
y
cg
=
× + ×
× × + × ×
=
2
3
2
3
n , f
) 15 , 0 2795 , 0 ( 30 , 0 10 , 0
12
30 , 0 10 , 0
) 2795 , 0 335 , 0 ( 07 , 0 0 , 1
12
07 , 0 0 , 1
I − × × +
×
+ − × × +
×
=

4 4
n , f
m 10 72 , 9 I

× =
O valor final da flecha será:
m 0046 , 0 34 , 4
37 , 0 000 795 28
10 , 8 ) 0 , 5 7 , 0 25 , 4 (
100
67 , 4
34 , 4
h E
) q 7 , 0 g (
100
f
3
4
3
c
4
x
= ×
×
× × +
× = ⋅

⋅ ⋅ +

α
=
l

sendo
α = 4,67 dado na tabela 7.2 (caso 1);
MPa 795 28 5 , 3 20 6600 9 , 0 5 , 3 f 6600 9 , 0 E
ck c
= + × × = + × × = (módulo secante do
concreto, conforme item 8.2.5 da NB1/80);
m 37 , 0 h = .

• Resumo
Os esforços e deslocamentos na laje, considerando o modelo de placa são:
Momento fletor máximo por nervura: m kN 76 , 26 M =
cortante máximo por nervura: kN 73 , 18 V =
flecha para combinação freqüente: m 0046 , 0 f =

b) Cálculo dos esforços e flecha através do modelo de grelha
Para resolver o pavimento com o modelo de grelha foi empregada uma malha com
espaçamento de 1 m (coincidindo com a distância entre as nervuras), resultando em 81 nós (1, 2, 3,
etc.) e 144 elementos de barra (E1, E2, E3, etc.), conforme mostrado na figura 18.

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FIGURA 18. Malha da grelha usada na resolução da estrutura


Para resolver a grelha é necessário introduzir as características geométricas dos elementos, e
portanto é preciso determinar o valor da largura colaborante da seção em forma de T das nervuras.
Na figura 19 estão indicadas as dimensões da seção transversal das nervuras usadas para a
determinação do trecho da laje, sendo b
f
a largura da mesa que pode ser considerada trabalhando, na
flexão, junto com a alma. O valor de b
f
é dado por:
cm 100 m 0 , 1 45 , 0 2 10 , 0 b 2 b b
1 w f
= = × + = × + =
onde:
b
w
= 0,10 m é a largura da alma da seção;
¦
¹
¦
´
¦
= = × = ×
= = × = ×
− = = = × = ×

) nervuras entre livre distância a é m 45 , 0 b ( m 45 , 0 90 , 0 50 , 0 b 50 , 0
) mesa da espessura a é cm 07 , 0 h ( m 56 , 0 07 , 0 8 h 8
) apoiada . simplesm viga m 10 , 8 a , caso no ( m 81 , 0 10 , 8 10 , 0 a 10 , 0
b
2 2
f f 1
l



FIGURA 19. Dimensões (cm) da seção transversal das nervuras (elementos da grelha)
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As características geométricas da seção (área, inércia à flexão e inércia à torção) são
calculadas no estádio I (sem fissuração) e sem a consideração da armadura, que não é ainda
conhecida.
Para o cálculo do momento de inércia à torção da nervura (
n , t
I ) é utilizada a expressão a
seguir, advinda da resistência dos materiais, em que o elemento é dividido em retângulos, sendo b
sempre a menor dimensão (espessura) e h a maior medida ao longo de todo o retângulo, ou segundo
a sua linha média (esqueleto).
4 4
3 3 n
1 i
3
i i
n , t
m 10 14 , 2
3
10 , 0 30 , 0
3
07 , 0 0 , 1
3
b h
I

=
× =
×
+
×
=

=


Assim, para as nervuras da laje, as propriedades são:
2
m 1 , 0 30 , 0 10 , 0 0 , 1 07 , 0 A = × + × =
4 4
n , f
m 10 72 , 9 I

× =

(inércia à flexão, já calculada anteriormente)
4 4
n , t
m 10 14 , 2 I

× =
A estrutura será resolvida para a combinação rara de ações ou seja com p = g + q (atuação
de todas as cargas), e o carregamento, em virtude da malha ter bastante elementos, será feito
aplicando cargas concentradas aos nós. O valor, para um nó central, é (a é o espaçamento entre
nervuras em uma direção e b na outra):
kN 25 , 9 0 , 1 0 , 1 25 , 9 b a p P = × × = ⋅ ⋅ =
O cálculo dos esforços e deslocamentos foi feito com o programa GPLAN [RAMALHO et
Alli ( )], resultando nos seguintes valores, colocados juntamente com os obtidos com a teoria de
placa para facilitar a comparação:

Resultados grelha placa
momento fletor máximo por nervura: m kN 53 , 42 M = m kN 76 , 26 M =
cortante máximo por nervura: kN 30 , 21 V = kN 73 , 18 V =
flecha para combinação freqüente: m 0106 , 0 f = m 0046 , 0 f =

Na figura 20 os resultados máximos obtidos com os modelos de placa e de grelha estão em
gráficos. Como já salientado, os valores são bem maiores quando calculados com a teoria de grelha,
confirmando a recomendação de que a teoria de placa, para este tipo de estrutura, serve apenas para
se pré-dimensionamento.

Flechas (cm)
0
0.5
1
1.5
1 2
1- placa 2-grelha
Momentos fletores
(kN.m)
0
20
40
60
1 2
1-placa 2-grelha
Cortante (kN)
15
20
25
1 2
1-placa 2-grelha

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FIGURA 20. Valores máximos de flecha, momento fletor e força cortante nas nervuras

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