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06/08/2015

Site da DGST ­ Dimensionamento Hidráulico de Canalização Preventiva

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Dúvidas Frequentes  : :  Dimensionamento Hidráulico de Canalização
Preventiva
Data de Publicação: 06/11/2007     

Informações Técnicas
Guia Prático para o dimensionamento de uma bomba hidráulica

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GUIA PRÁTICO PARA DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO DE CANALIZAÇÃOE REDE
PREVENTIVA CONTRA INCÊNDIO:

Durante  a  elaboração  do  Projeto  de  Segurança  Contra  Incêndio  e  Pânico  para
qualquer  edificação  ou  estabelecimento,  o  projetista  deve  considerar  uma  série  de  fatores,
dentre os quais podemos ressaltar: a área total construída da edificação (ATC); seu número de
pavimentos;  sua  altura  total;  sua  finalidade  e/ou  natureza  ocupacional;  o  tipo,  o  volume  e  a
forma  de  estocagem  dos  materiais  nela  existentes;  além  de  quaisquer  outros  fatores  de  risco
inerentes a edificação.
Toda  essa  análise  tem  a  finalidade  de  definir  os  dispositivos  preventivos  fixos  e
móveis  contra  incêndio  e  pânico  à  serem  exigidos  para  a  edificação  em  referência,  conforme
prevê  o  COSCIP  (Código  de  Segurança  Contra  Incêndio  e  Pânico  ­  Decreto  nº  897/76)  e  sua
Legislação  complementar  para  o  Estado  do  Rio  de  Janeiro.  A  partir  disso,  o  projetista  deve
realizar  um  estudo  prévio  da  arquitetura  da  edificação,  com  o  intuito  de  definir  a  localização
exata dos dispositivos, essencialmente, dos dispositivos preventivos fixos contra incêndio.
No  caso  específico  da  Canalização  Preventiva  e  Rede  Preventiva  Contra  Incêndio,  o
projetista  deverá  definir:  o  percurso  da  tubulação,  os  pontos  de  localização  dos  hidrantes
(inclusive  do  hidrante  de  recalque),  a  locação  da  Casa  de  Máquinas  de  Incêndio  (CMI)  e,
conseqüentemente,  das  bombas  de  incêndio.  Finalmente,  de  posse  de  todos  os  dados
supracitados  e  definido  o  esquema  isométrico  da  tubulação  de  incêndio,  o  projetista  deverá
efetuar o dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo, ordenadamente, na forma em
que se segue:
A) DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS:
1­ Dados preliminares : Risco da edificação ­ de acordo com a Resolução SEDEC nº 109/93 ­
(pequeno,  médio  canalização  preventiva,  médio  rede  preventiva  e  grande);  material  que
compõe  a  tubulação  (definição  da  constante  de  rugosidade  “C”)  e  número  de  lances  de
mangueira por hidrante .

2­  Resolução  SEDEC  nº  124/93  e  Anexo  II  da  Resolução  SEDEC  nº  109/93:  Diâmetro
mínimo  da  tubulação  (63mm  ou  75mm),  diâmetro  da  sucção  e  do  recalque,  vazão  do  sistema
(L/min,  L/seg,  M³/h),  vazão  no  hidrante,  pressão  útil  (mca),  número  de  hidrantes  (simples  ou
duplo), número e tipo de bombas de incêndio, tipo e diâmetro das mangueiras.

B) PERDAS NA SUCÇÃO – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE SUCÇÃO (Hms):
O conceito de sucção positiva/ negativa depende da diferença de cota entre o eixo da
bomba de incêndio e o nível mínimo do reservatório, seja ele superior ou inferior, considerando
a completa utilização da RTI (reserva técnica de incêndio).
http://www.dgst.cbmerj.rj.gov.br/modules.php?name=Content&file=print&pid=118

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2º  Critério:  Para  hidrantes  nivelados  ou  com  pequeno  desnível. (mca) ­ de acordo com: fabricante*. diâmetro. este valor deve ser considerado no dimensionamento hidráulico. como em instalações do tipo castelo d’água ­ vide Capítulo IX e Figuras 14 e 15 do Anexo ao COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico ­ Decreto nº 897/76). 1º Critério: Maior perda estática ou menor ganho estático. Obs: Quando houver dúvida. etc). lembrando: CVr (m) = comprimento total da tubulação da saída das bombas ao hidrante mais desfavorável + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas. fig Onde: J = Fator de perda de carga (mca/m) Q = Vazão total do sistema (L/min) C = Constante de rugosidade do material (adimensional) D = Diâmetro do trecho considerado da tubulação (mm) III) Definir o comprimento virtual da sucção ­ CVs.rj.  + http://www.dgst.                       Hmt (mca) = Hms + Hmr + Pmang.php?name=Content&file=print&pid=118 2/3 . etc. válvulas. lembrando: CVs  (m)  =  comprimento  total  da  tubulação  até  a  entrada  das  bombas  +  somatório  do comprimento equivalente das peças (curvas. II) Definir a perda estática no recalque ­ Per (mca) III) Calcular o “J” para o recalque ­ Jr (mca/m) ­ (considerando o diâmetro do recalque) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação).br/modules.  verificar  qual  deles apresenta maior perda localizada no recalque . * O CBMERJ exige a instalação de mangueiras que possuam a marca de conformidade da ABNT. vazão no hidrante e o número de mangueiras.  recomendada  para  tubulações  com diâmetros superiores a 2” ou 50mm). 2­ Sucção Negativa: I) Definir a perda estática na sucção ­ Pes (mca) II) Calcular o “J” para sucção ­ Js ­ (considerando o diâmetro definido para sucção) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação). IV) Definir a perda localizada na sucção ­ Pls (mca) = Js x Cvs V) Definir Hms (mca) = Pes + Pls C) PERDAS NO RECALQUE – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE RECALQUE (Hmr): I) Definir o hidrante mais desfavorável hidraulicamente em relação a(s) bomba(s) de incêndio. tipo de mangueira exigido. ·  Pela  Fórmula  (utilizaremos  a  Fórmula  de  Hazen­Williams.  recomendada  para  tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm).). registros.gov. registros. IV) Definir o comprimento virtual do recalque ­ CVr.06/08/2015 Site da DGST ­ Dimensionamento Hidráulico de Canalização Preventiva 1­ Sucção Positiva: Hms = 0 Obs: Quando o ganho estático na sucção for relevante. V) Definir a perda localizada no recalque ­ Plr (mca) = Jr x Cvr VI) Definir Hmr (mca) = Per + Plr D) CÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (Hmt): I) Definir a perda localizada nas mangueiras ­ Pmang. ·  Pela  Fórmula  (utilizaremos  a  Fórmula  de  Hazen­Williams.cbmerj. válvulas. verificar qual deles apresenta maior valor para Hmr.

06/08/2015 Site da DGST ­ Dimensionamento Hidráulico de Canalização Preventiva Pútil.dgst. F) DEFINIÇÃO DA BOMBA: A  bomba  adotada  deverá.rj.cbmerj.   Imprimir          Fechar esta janela   http://www.   E) CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA INCÊNDIO:     P  =    1000x Hmt x Q                            75  x    x 3600. Caso o projetista perceba que o valor da referida grandeza é relevante.        Onde: P = Potência da bomba (CV) Hmt = Altura manométrica total (mca) h = Rendimento da bomba (%) – valor definido pelo fabricante .  o  presente  guia  desconsidera  o  valor  da Altura Manométrica Piezométrica.gov.  necessariamente. Observação:  No  intuito  de  simplificar  os  cálculos.php?name=Content&file=print&pid=118 3/3 .  deverá  fazê­lo  constar  do  memorial  de  dimensionamento  hidráulico  do  sistema preventivo fixo contra incêndio adotado.br/modules.  atender  a  vazão  do  sistema  e  a  altura manométrica total calculada.