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cultivo de hortaliças

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DOSSI Ê T ÉCN I CO

CULTIVO DE HORTALIÇAS Ingrid Vieira Machado de Moraes Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro

Novembro de 2006

DOSSIÊ TÉCNICO
Sumário 1 Introdução............................................................................................................... 2 Práticas culturais.................................................................................................... 2.1 Época de plantio e espaçamento....................................................................... 2.2 Seleção de cultivares.......................................................................................... 2.3 Fertilização........................................................................................................... 2.3.1 Macronutrientes................................................................................................ 2.3.1.1 Nitrogênio....................................................................................................... 2.3.1.2 Fósforo............................................................................................................ 2.3.1.3 Potássio.......................................................................................................... 2.3.1.4 Magnésio........................................................................................................ 2.3.1.5 Cálcio.............................................................................................................. 2.3.2 Micronutrientes................................................................................................. 2.3.3 Adubos Orgânicos............................................................................................ 2.3.3.1 Preparo do composto orgânico como adubo............................................. 2.4 Irrigação................................................................................................................ 2.5 Poda e raleio......................................................................................................... 2.6 Aspectos fitossanitários..................................................................................... 3 Implantação das culturas....................................................................................... 3.1 Calendário de plantio.......................................................................................... 3.2 Ferramentas necessárias.................................................................................... 3.3 Preparo do solo.................................................................................................... 3.4 Formação dos canteiros..................................................................................... 3.5 Semeadura............................................................................................................ 3.5.1 Sementeira......................................................................................................... 3.5.1.1 Germinação de sementes............................................................................. 3.5.2 Transplante........................................................................................................ 4 Rotação de Culturas............................................................................................... 5 Plasticultura............................................................................................................ 6 Consorciação de culturas...................................................................................... 7 Controle de pragas e doenças............................................................................... 7.1 Receitas das caldas utilizadas para o controle de pragas.............................. 7.2 Doenças................................................................................................................ Conclusões e recomendações................................................................................. Referências................................................................................................................. 2 4 4 4 5 6 6 7 8 9 9 10 10 11 11 12 12 13 14 15 16 16 17 17 17 18 19 20 20 22 24 25 25 25

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legumes e outros produtos da horticultura Resumo Informações sobre o cultivo de hortaliças. fertilização.http://www. irrigação.. luz. época de plantio e espaçamento. fertilizante. sendo contudo. seleção de cultivares. é fato bem conhecido que. manejamento do solo. vento. agricultura. adubo. Palavras chave Hortaliça. As influências culturais abrangem nutrição mineral. O uso de irrigação e de fertilizantes é indispensável para a manutenção das características da qualidade próprias da cultura. fertilização. Portanto. evitando-se a incidência de desordens fisiológicas que. uso de pulverizações químicas. poda e raleio e implantação das culturas. poda. por exemplo. o sabor e o aroma podem ser afetadas por várias condições na fase de crescimento do vegetal. a textura.SBRT . adubação. Sempre que os processos de crescimento e maturação do vegetal são alterados. um único fator pode predominar e exercer uma influência marcante sobre os demais. 2 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . vegetal. irrigação e drenagem. densidade de plantio. Além disso. principais práticas culturais.ibict. bem como. principalmente da temperatura durante o desenvolvimento do produto. irrigação. impossível determinar a contribuição relativa de cada um deles para a qualidade. A época de semeadura ou plantio e o espaçamento devem ser considerados por terem efeito no período de crescimento. uso de reguladores de crescimento. Entretanto. variam com a espécie e com a maturidade hortícola. todos podendo apresentar algum efeito no desenvolvimento dessas características do produto durante a sua fase de produção.DOSSIÊ TÉCNICO Título Cultivo de hortaliças Assunto Cultivo de hortaliças. ao passo que os fatores ambientais incluem temperatura. cultivo.sbrt. textura do solo. plantio Conteúdo 1 Introdução De acordo com Chitarra e Chitarra (2005) a qualidade dos produtos no campo inicia-se com a seleção de sementes e/ou de mudas certificadas. altitude e pluviosidade. mas também sofrem a influência da estação de crescimento. irrigação. do tipo de porta-enxerto. características como. umidade relativa. O uso adequado de uma população de plantas por área é essencial para se evitar carência de minerais e de água e para se obter uma boa produtividade. etc. de cultivares que melhor se adeqüem aos fatores de clima e solo da região e que apresentam maior grau de resistência às desordens fisiológicas e infecções por patógenos. controle de pragas.br . a qualidade potencial da produção agrícola pode ser influenciada de forma positiva ou negativa. no estabelecimento do tempo para a colheita. bem como. raleio ou desbaste. das práticas de cultivo como poda e desbaste. na tolerância do produto às condições de manuseio e de armazenamento. Esses fatores afetam a obtenção da qualidade máxima na época da colheita.

com maior rendimento. induz a posteriores deteriorações por causas fisiológicas e patológicas. no valor nutritivo. A disponibilidade de água é fator crítico nas fases de crescimento e de maturação. Produtos com aparência relativamente normal podem apresentar infecções latentes no campo e que se desenvolvem posteriormente. promovendo uma rápida deterioração na fase pós-colheira.nem sempre. A colheita deve ser realizada com manuseio cuidadoso para evitar danos mecânicos. peso. o uso dessa tecnologia no campo tem sido dificultado.http://www. por dificultar a colheita. Tem papel fundamental na manutenção da estrutura das paredes celulares e na permeabilidade das membranas. na época de maturação. influenciando negativamente a qualidade e o valor de comercialização dos produtos. umidade. Essas técnicas. As deficiências ou as proporções inadequadas de minerais têm efeito adverso no tamanho. Valores extremos de temperatura (altas e baixas) contribuem para a incidência de desordens fisiológicas. modificações na coloração. Com o uso de pulverizações ou calagem. na fibrosidade. o que não só prejudica a aparência. uma vez que essas áreas danificadas têm menor resistência à penetração por microrganismos. tamanho. Ventos excessivos danificam a estrutura física dos tecidos mas delicados. na espessura da casca. aumentando a suscetibilidade à deterioração. reduzir o período de vida útil e aumentar a incidência do ataque de microrganismos. entre outros atributos. quando devidamente aplicadas. o grau de maturação e asseguram colheita uniforme. na fase de comercialização. A duração da exposição. com controle de temperatura. Elas podem ocorrer posteriormente. As pulverizações químicas com substâncias sintéticas (reguladores de crescimento) são de uso comercial corrente para acelerar ou retardar a maturação. 3 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . principalmente. reduzindo também a incidência de infecções fúngicas. Por outro lado. promove aumento da transpiração. facilitam o manuseio e melhoram o valor da comercialização. etc. açúcares. A elevação da temperatura tem efeito marcante na redução do período de desenvolvimento. com manutenção da firmeza dos tecidos. pelo uso de microrganismos antagonistas. como também. na cor. que dependem da fotossíntese para serem produzidos. Aplicações incorretas de defensivos podem desenvolver desordens fisiológicas. reduz-se a atividade respiratória. durante o armazenamento ou após. Por intensificar a atividade respiratória. No entanto. a degradação da clorofila e a síntese protéica. vitamina C). Os tratamentos fitossanitários na pré-colheita são indispensáveis para a prevenção e erradicação de pragas e doenças. o excesso de chuvas é desvantajoso não só por modificar a composição dos produtos (diluição dos constituintes químicos com redução da qualidade). tem-se demonstrado que com o aumento dos teores desse mineral nos tecidos. como também. reduzindo a massa e o volume do produto devido ao murchamento pela perda do turgor celular.ibict. nos últimos.br . Atenção especial vem sendo dada ao controle biológico de infecções das plantas em geral. uniformizam a aparência. promover abscisão de folhas e frutos. além dos teores de sólidos solúveis (ácidos. O estresse hídrico pode ter efeito negativo na suculência dos tecidos. tais como coloração e espessura da casca. são perceptíveis no campo. reduzindo a sua eficiência em relação aos resultados obtidos em experimentos em laboratório. afetar a composição dos produtos e reduzir a segurança do seu uso. devido aos seus efeitos desejáveis no controle de desordens fisiológicas e no retardo da senescência de frutas e hortaliças. na aparência externa.SBRT . O cálcio tem recebido atenção considerável. bem como. a qualidade e intensidade de luz afetam as características de qualidade. a síntese de etileno. causando abrasões que prejudicam a aparência pela formação de cicatrizes e predispõem os produtos a doenças. pela impossibilidade de controle das condições ambientais. nos teores de sólidos solúveis e de outros constituintes químicos. ou para iniciar e uniformizar o período de floração.sbrt. antecipando a época da colheita de um grande número de produtos agrícolas.

Assim sendo. As cultivares não só variam em forma. médio e longo prazos ou para o processamento. da mesma forma. 2. uma vez que com as tecnologias utilizadas nessa fase. principalmente quando se realiza a irrigação da cultura. pois nenhum produto é considerado com de boa qualidade visual ou comestível.sbrt.1 Época de plantio e espaçamento A época do plantio pode variar conforme a região. 2. brotos e algumas folhas) que são consumidas na fase de crescimento. a aparência e outros atributos de qualidade são uma função não apenas dos fatores genéticos e ambientais. a composição química.) tem produzido ótimos resultados não só quanto ao aumento da produtividade. prejudica o processo de amadurecimento das frutas climatéricas.I. o início da estação chuvosa é a época mais adequada por favorecer o pegamento e o melhor desenvolvimento das mudas. a seleção de cultivares é de importância primária para se obterem produtos resistentes e com a aparência desejada. utilizam-se recursos naturais e redução de insumos para assegurar uma produção sustentável. Em áreas tropicais. deve-se atentar para as práticas culturais que proporcionem o melhor comportamento do produto na pós-colheita.SBRT . como também a tolerância do produto às condições pós-colheita de manuseio e armazenamento. mas também. quanto aos atributos de qualidade. pode-se prolongar o tempo de vida útil. O uso adequado de uma população de plantas por área é essencial não só para prevenir a redução no rendimento. O desenvolvimento e aplicação do sistema de produção integrada (P. Em geral. apenas mantêm-se as características normais da espécie.ibict. A colheita precoce.http://www. como também em sua capacidade para atingir o fenótipo desejado. A semeadura mais tardia que o normal pode levar o produto a não maturar adequadamente antes do período requerido para a colheita e também pode afetar a sua tolerância às condições de manuseio e armazenamento. Nesse sistema. As estruturas anatômicas e morfológicas. muitas culturas se desenvolvem em estações secas e chuvosas e. quando submetidas a diferentes condições de produção. a colheita tardia reduz o período de conservação. 2 Práticas culturais As condições de cultivo têm influência direta nas características dos produtos hortícolas na fase pós-colheita. do mesmo modo que diferem as características dos produtos para o armazenamento a curto. mas. É importante o entendimento do desenvolvimento de predisposição na pré-colheita com relação às desordens fisiológicas na pós-colheita. A maioria das peculiaridades horticulturais encontra-se sob controle genético. durante muitos anos de cultivo. mantendo o equilíbrio com o meio ambiente. pela garantia de produtos com excelente qualidade e segurança de uso.A maturidade do produto e sua qualidade são fatores interrelacionados. se não atingir a maturidade considerada adequada ao consumidor. tamanho e cor.br . não melhorar a qualidade. sendo indicada para hortaliças (caules.2 Seleção de cultivares Dentre os fatores genéticos. das condições de cultivo. Os riscos podem ser reduzidos pelo uso de práticas culturais e outras condições adequadas. como também. diferem das do mercado de exportação. 4 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . prejudicar a qualidade pós-colheita. ou seja. considerando-se o tipo de mercado e o destino do produto. Do mesmo modo. muitas vezes. As características de produção devem ser correlacionadas com a pós-colheita. onde existe uma grande variação estacional. As exigências do mercado interno. o que pode. antes do completo desenvolvimento. influenciado inicialmente pela seleção e posteriormente pelo homem. o produto chega a ser colhido antes da maturação completa.

Muitas cultivares têm a capacidade de reter sua qualidade na fase póscolheita devido às suas características genéticas. enxofre ou de magnésio. forma e tamanho. a textura é influenciada pelo teor de minerais. divisão e expansão celulares. outros microelementos. ocorre redução no tamanho dos frutos cítricos. auxílio na absorção e translocação de fósforo. com efeito de diluição nos tecidos. nitrogênio.http://www. é reduzida a coloração dos pêssegos. seguidos pelo cálcio e o magnésio. A deficiência ou toxicidade de macro e micronutrientes também resulta em diversas alterações indesejáveis na aparência dos produtos. O cálcio atua na parede celular formando pectato de cálcio. bioquímicas e fisiológicas e a determinadas características físicas. como também pode causar desordens fisiológicas que contribuirão para o aparecimento de defeitos nos produtos pós-colheita. principalmente na coloração.A seleção de cultivares mais apropriadas para uma circunstância particular de produção é fator importante. De um modo geral. Molibdênio Absorção. Com a deficiência de nitrogênio. Armazenamento e utilização de energia química. transporte e fixação de nitrogênio. 2. Ferro Formação de clorofila. há redução do tamanho dos frutos de caroço. com efeito sinergista (ação simultânea) ou antagonista (ação oposta). possivelmente pelo maior crescimento do vegetal. O equilíbrio dos macro e micronutrientes é um dos fatores de maior influência nas características sensoriais e nutritivas. Cobre Ativação de enzimas. encontram-se os minerais essenciais dissolvidos em água. ocorre perda de coloração em maçã. ativação de reações enzimáticas.ibict. Entre eles salientam-se o nitrogênio. necessários ao desenvolvimento normal do vegetal. Manganês Crescimento vegetal e fotossíntese. têm papel fundamental.. Fonte: Adaptado de Carvalho et al. com a deficiência de potássio ou de ferro. como por exemplo o boro e o zinco. (1994) citados por Chitarra e Chitarra (2005). a nutrição mineral dos vegetais apresenta importância fundamental.SBRT . Função Síntese protéica. porque esses elementos regulam os processos fisiológicos e bioquímicos dos tecidos vegetais. controle da abertura e fechamento de estômatos. Magnésio Estrutura da molécula de clorofila. Além desses. principalmente pela associação entre eles. conforme ilustrado na Tabela 1. O nitrogênio em excesso reduz a firmeza e o teor de vitamina C. óleos e proteínas. Por exemplo. Cálcio Funcionamento de membranas celulares.sbrt. o fósforo e o potássio. e com o excesso de manganês. com a deficiência de nitrogênio. os níveis de aplicação podem afetar direta ou indiretamente a qualidade dos produtos hortícolas.br Nutriente Nitrogênio Fósforo Potássio . as quais ainda não são completamente conhecidas. ocorre coloração pobre em hortaliças folhosas. Sabe-se que em um solo bem balanceado. é afetada a sua forma. Boro Regulação das membranas e paredes celulares. Tabela 1 Alguns nutrientes e suas funções nos tecidos vegetais. proporcionando aumento da produtividade e influenciando a qualidade dos produtos.3 Fertilização Entre as práticas de cultivo. 5 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . na resistência ao transporte e ao armazenamento dos produtos hortícolas. A deficiência de qualquer um deles pode afetar não somente a qualidade nutricional e sensorial. ao passo que com a deficiência de ferro ou de cobre. ativação de enzimas proteolíticas. estrutura das paredes celulares. absorção de nitrogênio. Ativador de enzimas. Enxofre Estrutura de aminoácidos. notadamente pelo cálcio. Pela deficiência de potássio ou de zinco. transporte de carboidratos. insolúvel. ativação de enzimas. Por exemplo. transporte de carboidratos das folhas para as raízes. Os nutrientes minerais desempenham diferentes funções. fósforo e potássio.

o que demonstra a importância do nitrogênio e do fósforo para o crescimento das plantas. há melhora no vingamento dos frutos e na conformação desses frutos durante o desenvolvimento. corresponde ao nitrogênio mineral do solo. um dos fatores pré-colheita mais extensamente estudados. há redução no tamanho do fruto e a cor e o sabor são prejudicados em virtude da diminuição do teor de sólidos solúveis no suco e aumento da acidez titulável. aumenta-se a produtividade pelo aumento do número de flores femininas. na forma orgânica. pelo fato de o suco apresentar-se mais concentrado. Em cenoura. com a adubação nitrogenada. coenzimas e das bases purínicas e pirimidínicas. Entretanto. o produto final perde a resistência ao armazenamento. atentando-se para o preparo de uma solução nutritiva balanceada e que atenda realmente a demanda nutricional de cada mineral pela espécie vegetal cultivada. Aumentando-se as quantidades de nitrogênio na fertilização. nitrato (NO3-) e nitrito (NO2). pela nutrição nitrogenada. é sem dúvida. faz os produtos ficarem menos firmes. conforme também observado em culturas diversas como em cítricos. há redução no teor de ácido ascórbico. quando se força uma maior crescimento da raiz com doses excessivas. O carbono. Os tecidos meristemáticos têm um metabolismo protéico muito ativo. no crescimento e formação de novas folhas. fornecidos por sais que os contenham.SBRT .3. caules e raízes.sbrt. sendo os demais elementos essenciais. mas a síntese de compostos nitrogenados depende dos íons inorgânicos. No entando. Com o uso do teor de nitrogênio adequado. além de ser componente de vitaminas.3. principalmente. e. como o fosfato. O adequado fornecimento de nitrogênio está associado a um crescimento vigoroso e intensa coloração verde das folhas. fósforo. por sua vez. redução na síntese dessa 6 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . a qual não é diretamente disponível para as plantas. Dessa maneira. consegue-se maior resistência ao armazenamento. O crescimento vegetativo consiste. Os macronutrientes são aqueles elementos indispensáveis ao vegetal em maiores proporções. dentre os quais.http://www. aumentam-se os teores de tiamina. a taxa de crescimento vegetativo.1 Nitrogênio O nitrogênio (N2) encontrado no solo está. com doses ideais de nitrogênio. Em pepineiros.br . o oxigênio e o nitrogênio são obtidos a partir de CO2. Por melhorar o crescimento vegetal. do ponto de vista industrial é vantajoso.ibict. aumenta-se o crescimento da planta e a produção. o nitrogênio pode causar efeito diluente no teor de ácido ascórbico e o aumento na área da folhagem pode promover redução na intensidade da incidência de luz. com intensa síntese de ácidos nucléicos e proteínas.1. em doses muito elevadas. controla-se de forma ampla. 2. No caso da melancia. embora ocorra uma menor produtividade. aumenta-se o teor de sólidos solúveis e. com o sombreamento. Nessas. e nas fruteiras. A nutrição das plantas.1 Macronutrientes Os vegetais autotróficos requerem vários elementos que são essenciais para seu crescimento e desenvolvimento. potássio. requeridos como íons inorgânicos. couve-flor e batata. mas o excesso. Essas formas podem originar-se da matéria orgânica após a mineralização e dos fertilizantes minerais e orgânicos adicionados ao solo.2. quase todo o nitrogênio encontrado na forma orgânica é representado principalmente por aminoácidos e proteínas. nitrogênio. representado pelas formas iônicas amônio (NH4+). porém. Está envolvido com a fotossíntese e com reações enzimáticas. com o nitrogênio. Com o baixo fornecimento de nitrogênio. quando comparadas com as culturas de ciclo anual. riboflavina e carotenos no espinafre. mais aquosos e insípidos. melhora-se a qualidade do tomate. H2O e O2. magnésio e cálcio. dos quais o nitrogênio é constituinte. O restante (cerca de 2%). em quase sua totalidade. as implicações decorrentes da nutrição mineral alcançam níveis de complexidade bem mais evidentes.

http://www. armazenado nos vacúolos e atua regulando a atividade metabólica no citoplasma e nos cloroplastos. no sabor. Em alguns trabalhos. por ser uma hortaliça folhosa. na firmeza e no teor de vitamina C. do qual depende o crescimento da cabeça. ou formação de nitrosaminas.1. Com a deficiência de nitrogênio. a variação ocorre do verde brilhante ao verde-escuro. Por exemplo.dia-1. desenvolvida pelas plantas deficientes em fósforo. coloração e valor alimentício do tomate. as folhas novas se desenvolvem rijas. com posterior secagem e queda. é uma conseqüência do aumento da síntese de antocianinas. O fósforo inorgânico (Pi) é. O inadequado fornecimento desse nutriente para as plantas resulta na redução da síntese protéica e diminuição do crescimento vegetativo. fosfoproteínas. De um modo geral. as plantas com deficiência de fósforo apresentam-se com caules mais finos e folhas pequenas. em excesso. absorção iônica e respiração. as brotações diminuem e podem permanecer dormentes. verificou-se que o teor desse nutriente pode variar também de espécie para espécie ou dentro de uma mesma espécie. na maioria das espécies de brássicas.ibict. tem o nitrogênio como nutriente mais importante durante a fase de crescimento e a sua adição proporciona uma melhor qualidade nessa olerícola. tornando as folhas e talos mais tenros.sbrt.3. com redução no número de folhas e no tamanho da própria planta. o amarelecimento uniforme das folhas velhas. Exerce funções estruturais de armazenamento e fornecimento de energia química armazenada como ATP e utilizada em processos e reações como a fotossíntese. devido ao excesso de nitrogênio. que são compostos carcinogênicos. e nabo tornam-se predominantemente amarelo-alaranjadas. que provocam câncer. Entretanto. responsável pelo desenvolvimento vegetativo rápido e vigoroso da couve-flor. as folhas mais velhas caem prematuramente. couve-flor. O fósforo tem influência no tamanho. dia-1 e para nitrito é de 20 mg. Em condições normais de saúde.2 Fósforo A concentração de fósforo (P) em solução no solo é extremamente baixa (normalmente entre 0. ou seja. A couve. sem ocorrer a sua redução a nitrito.SBRT .0 kg/ha). Com relação à cor. em sua maioria. ocorre o decréscimo do teor de clorofila e. com uma aparência cerosa e de cor cinza. biossíntese de amido. ocorre melhora na coloração da película. No caso de couves. Em brócolis e repolho. o nitrato é absorvido rapidamente. regula a biossíntese de amido nos amiloplastos. Sua deficiência promove má formação do fruto e maturação tardia e. A toxicidade do nitrato ao homem é relativamente baixa e variável e a dose letal em um adulto está na ordem de 15-70 mg. Também é componente de ácidos nucléicos. nucleotídeos. 2. as folhas velhas de couve crespa. O nitrogênio é o elemento chave. Na ausência de nitrogênio. Em combinação com o nitrogênio e o potássio. na coloração da polpa. fosfolipídeos e açúcares fosfatados. o brócolis é mais exigente em fósforo do que o repolho e a couve-flor.vitamina. devido à elevada tendência de remoção do nutriente da solução. A cor vermelha. em crianças e pessoas debilitadas pode ocorrer a redução causando problemas de toxicidade. conseqüentemente.br . como por exemplo. podendo desenvolver-se também tons púrpura nas margens. coenzimas. Uma das hortaliças mais estudadas quanto ao efeito dos nutrientes na qualidade comercial é o repolho. pode afetar o formato dos frutos.Kg-1. 7 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . Um dos problemas de ocorrência comum na cultura é o rachamento e a menor compactação das cabeças. peso. tanto por precipitação quanto por absorção.Kg-1. As hortaliças folhosas podem acumular altos teores de nitrato livre quando cultivadas em condições de excessiva adubação nitrogenada.1 e 1.

a respiração e a síntese protéica. ativa as invetases que hidrolisam a sacarose em glicose e frutose. Tem várias funções no metabolismo do vegetal. A abertura dos estômatos requer potássio. incluindo acúmulo de carboidratos solúveis. Além disso. Atua também na abertura dos estômatos. Na deficiência. o potássio afeta a fotossíntese em vários níveis. o repolho pode apresentar manchas escuras ou cinzas. há um aumento da atividade do ciclo de Krebs resultando em aumento da respiração. tais como secas. Uma adubação potássica adequada proporciona tomates com coloração vermelha mais acentuada e o interior mais bem formado. podendo restringir assimilção de CO2 pela folha o que afeta a fotossíntese. Por exemplo. por causa de seu importante efeito sobre o tamanho. A qualidade das plantas deficientes também é inferior. 8 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . O excesso pode resultar em rachadura nos frutos. facilitando as trocas gasosas nos tecidos. atuando como fator nas relações hídricas dos vegetais. com maior consumo de substratos oxidáveis pela mitocôndria. A sua deficiência promove mudanças químicas no vegetal.1. eficientemente. O potássio desempenha papel vital na ativação de numerosos sistemas enzimáticos em plantas. transporte de solutos no xilema e no floema. Sob deficiência de potássio. que podem causar séria redução em sua qualidade. O potássio também é requerido para o uso eficiente da água disponível no solo. sendo o mais abundante no citoplasma.ibict. em batata-doce. plantas deficientes podem ter suas respostas estomáticas alteradas. e conseqüentemente.3. forma.SBRT . Os frutos são mais firmemente presos nas plantas. transporte do floema. Durante a comercialização ou armazenamento. pois possui papel importante na osmorregulação.3 Potássio O potássio é o único cátion monovalente essencial para todas as plantas superiores. Altas concentrações de potássio no citoplasma e cloroplastos são requeridas para estabilizar o pH entre 7 e 8 nesses compartimentos. Como soluto inorgânico osmoticamente ativo em plantas. sendo a amido sintetase (enzima catalisadora da reação de síntese de amido) ativada por ele. sendo o potássio conhecido como nutriente da qualidade . vento e extremos de temperatura. A maior incidência dessas manchas está relacionada com a acidez do solo e com uma menor disponibilidade de potássio. tem grande importância para a extensão e o crescimento celulares. O mecanismo de abertura e fechamento dos estômatos é dependente do fluxo de potássio nas células-guarda. reduzindo as perdas por queda. A respiração e as reações associadas ao transporte de elétrons são diretamente dependentes de substratos provenientes da fotossíntese. movimento dos estômatos e taxa de respiração. e assim. osmorregulação. sabor e resistência dos produtos hortícolas ao armazenamento. faixa ótima para a maioria das reações enzimáticas. são menos tolerantes a estresses ambientais. decréscimo de amido e acúmulo de compostos nitrogenados solúveis. cor. sendo o cátion mais importante para a formação de pressão osmótica.2. Em plantas superiores. no crescimento vegetal.http://www. As plantas deficientes em potássio por não utilizarem a água e outros nutrientes do solo ou fertilizantes. a sua deficiência causa redução nesse processo. os frutos apresentam péssima coloração e menor tempo de conservação. O potássio é requerido pelas plantas para a síntese de amido. atuando como ativador de várias enzimas durante a fotossíntese.sbrt. excesso de água. sem a presença de espaços vazios. extensão celular e equilíbrio entre cátions e ânions. Plantas bem nutridas com potássio têm o número e tamanho dos estômatos por unidade de área foliar aumentados. Portanto.br . são menos resistentes ao ataque de pragas e doenças.

o seu efeito é menor do que o do potássio. consequëntemente. a sua concentração declina rapidamente com a maturidade.4 Magnésio O magnésio é pouco exigido pelas plantas e considerando que a disponibilidade é satisfatória na maioria dos solos. os quais ocasionam perdas significativas durante as fases de classificação e seleção de frutos. através do xilema.ibict. O cálcio é absorvido pelas raízes e translocado. Nas folhas e nos frutos. A rachadura acima do septo interlocular é atribuída a um enfraquecimento anatômico do septo.2. Além disso. Nesse particular.3. Também se pode fazer a combinação da fertilização do solo e a aplicação foliar. porém. O magnésio está bem associado com ânions insolúveis. Esse distúrbio está relacionado com a absorção de água e se inicia várias horas após a ocorrência de chuvas. do qual.http://www. determinando o tamanho dos seus poros e influenciando a sua permeabilidade. num processo passivo. O cálcio participa de maneira efetiva na preservação da integridade e funcionalidade das membranas celulares e na manutenção da consistência firme dos frutos. sendo a freqüência das aplicações na pré-colheita um fator muito importante para a absorção ou penetração desse elemento nos tecidos. A aplicação de cálcio pode ser realizada por pulverizações na planta ou por calagem no solo. A cultivar.sbrt. O magnésio é constituinte da molécula de clorofila e também encontrado em apreciável quantidade em sementes. tanto antes. Os problemas relacionados com a suplementação deficitária de cálcio para a planta surgem nos frutos após a colheita e durante o armazenamento. Aumentando-se o suprimento de potássio. É um componente integrante das membranas celulares. está aparentemente relacionado com o metabolismo do fósforo e é considerado específico na ativação de diversos sistemas enzimáticos das plantas.br . a maturidade e o grau de permeabilidade da casca afetam a absorção do cálcio pelos tecidos dos produtos hortícolas. O aumento do teor de cálcio no produto parece ser proporcional à quantidade aplicada. É uma desordem muito conhecida e que proporciona aumento na incidência de fungos e insetos. mantendo ligadas as moléculas de fosfolipídios nessas membranas e. são muitas as evidências de que é de fundamental importância para a permeabilidade e manutenção da integridade celular.SBRT . Essa ação do cálcio confere aos vegetais uma textura mais firme e maior resistência. a deficiência desse nutriente não é muito comum. tais como. Sabe-se que o cálcio fortalece os tecidos do tomate reduzindo a incidência da desordem e que o seu efeito na textura deve9 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . alterando o seu tamanho. mediante a diminuição da respiração e da produção de etileno. em torno de 70% está solúvel e associado com ânions inorgânicos e orgânicos ácidos. malato e citrato. sendo o nutriente que apresenta maior associação com a textura e com a redução de desordens fisiológicas. Nos tecidos das plantas há uma alta proporção de magnésio total. O amadurecimento irregular de tomate pode ser reduzido pela nutrição com magnésio. como no controle de distúrbios fisiológicos e na conservação dos frutos. como após a colheita. visto que a aplicação desse cátion é positiva tanto no retardamento da maturação e da senescência. 2. o teor de magnésio em folhas e raízes. devido a sua função de ligação às pectinas ácidas da parede celular e da lamela média. reduz-se consideravelmente. incluindo oxalato e pectato.3.1.1. Como exemplo do efeito do cálcio. Os efeitos do cálcio em frutos tem recebido atenção especial. O suplemento de potássio afeta o teor de magnésio de diferentes órgãos da planta.5 Cálcio A aplicação pré-colheita de cálcio resulta em frutos mais firmes. É bem conhecido o seu envolvimento nos processos nos processos fisiológicos e bioquímicos relacionados com as modificações estruturais e de composição das paredes celulares. cita-se a sua eficiência na redução das rachaduras em tomates.

O distúrbio se acha relacionado com níveis baixos de cálcio nas raízes e nos pecíolos.sbrt. e a presença de tecido morto inutiliza os frutos para o comércio.2 Micronutrientes Os micronutrientes são elementos minerais considerados essenciais à vida e exigidos em pequenas quantidades pelas plantas. mediante a reação do solo. Além dos micronutrientes corriqueiramente já aceitos como tal (B. tornando-os insolúveis. que se torna rapidamente cinzento. tais como: folhas secas. A nutrição desbalanceada afeta a sua ocorrência nas plantas de três modos: influência da suscetibilidade à infecção. pois. pela reação que ocorre com os fosfatos. aumentando a resistência das plantas aos patógenos. Cl. se desenvolve causando colapso da epiderme. às vezes. sendo rapidamente atacado por microrganismos. Pode ocorrer necrose. além de fornecer nutrientes para a terra. na matéria seca.3. quadro clínico e curso da doença. 10 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . o fruto enruga ou apodrece.br . O sintoma característico é o encharcamento verde no ponto de inserção do estilo (ovário). que permitem o acréscimo do Na e Si. dois outros elementos (Co e Ni) satisfazem um ou dois dos critérios de essencialidade e há evidências.se à formação de pectatos de Ca na parede celular. aparece como pequenas cavidades no córtex e. acompanhada ou não por sinais de murcha. posteriormente. indiretamente. Elevados níveis de cálcio nos tecidos de várias espécies vegetais têm sido associados com níveis crescentes de resistência a doenças. O cálcio afeta a ocorrência e a evolução das doenças diretamente.3. A extremidade do fruto começa a ficar preta e. Cu. Mo e Zn). Fé. 2. ainda limitadas. à semelhança da que ocorre em tomate. atingindo um diâmetro razoável. A deficiência de cálcio causa a podridão estilar em tomate. O internal tipburn é uma desodem de natureza fisiológica que ocorre em diversas cultivares de repolho. O aparecimento da podridão estilar é atribuído. Estes resíduos decompostos transformam. urbano ou industrial. as cavidades se transformam em lesões passíveis de infestação por microrganismos. Em fases mais avançadas. as relações e o crescimento dos frutos. Em vários trabalhos. A podridão apical da melancia tem sido relacionada com a deficiência de cálcio e os sintomas aparecem em frutos de diversos tamanhos. na necrose. Desempenham funções vitais no metabolismo e/ou fisiológicos. É interesssante observar que há uma inter-relação entre o transporte de nutrientes. Os seus teores. 2. animal.3 Adubos Orgânicos Os adubos orgânicos são constituídos de resíduos de origem vegetal. principalmente.se em húmus que. passando a preto. ocorre infecção por microrganismos. e. de início. à deficiência de cálcio. e qualquer fator que possa diminuir o seu suprimento ao fruto pode provocar o aparecimento da desordem. Mn. restos de vegetais ou de alimentos.http://www.SBRT . esterco animal e tudo o mais que se decompõe em estado natural. com podridão seca. achatada.ibict. grama cortada. que atuam como responsáveis pela suscetibilidade às desordens. na sua forma elementar. são normalmente expressos em ppm (parte por milhão). A adubação orgânica apresenta uma série de vantagens: aumenta o teor de matéria orgânica do solo. Altos teores de cálcio na célula podem torná-lo tóxico. O cálcio também apresenta efeito protetor contra a incidência de doenças. melhoram principalmente a sua qualidade (melhorando sua estrutura). verifica-se haver um estreita relação entre o teor de cálcio da planta e incidência dessa desordem. melhora a estrutura do solo (arejando os solos argilosos e agregando os arenosos). quer como ativadores enzimáticos. O cavity spot é uma desordem fisiológica de cenouras que.

tanto em frutas como em hortaliças.4 Irrigação O efeito da irrigação. depois de reunido. sem o plantio da horta. feijão rasteiro. aumenta a atividade microbiana no solo. de forma a expor a parte interna. resta apenas proceder às regas periódicas para manter a umidade e providenciar o revolvimento do material (uma vez por mês.http://www.br . A água no solo tem sido o principal fator limitante da produtividade das diversas culturas. através da liberação de micronutrientes benéficos às plantas. sempre alternando este material (matéria orgânica) com materiais inoculantes. utilizado na quantidade de 20 litros por metro quadrado. cobre-se o material com palha ou camada de terra de 3cm (pode-se usar. além de ajudar na adubação nitrogenada (fixa o nitrogênio do ar no solo). aumenta a disponibilidade de nutrientes para as plantas. em camadas de aproximadamente 10cm.SBRT . frutas. estando pronto para utilização como adubo. Após a montagem da pilha. pelo aumento da população da flora e fauna deste. o estresse hídrico na planta pode ter efeito nocivo na aparência externa e suculência dos tecidos maduros. No caso de um terreno ficar vazio por alguns meses. quando o material deverá estar bem homogêneo (não se distinguindo mais as camadas originais). esse material deve ser bem picado para facilitar a sua decomposição e. que irão ajudar no processo de decomposição. como capim e gramas cortados. para evitar o malcheiro e as moscas). deve ser depositado sobre o solo.1 Preparo do composto orgânico como adubo A preparação do composto (compostagem) é feita da seguinte forma: reúnem-se os restos de cultura. pode afetar o crescimento e o desenvolvimento das plantas e. terra preta rica em húmus. promovendo maior aeração e enraizamento. com isso.. feijão-de-porco. também.sbrt. elimina ou diminui doenças do solo. diminui os efeitos tóxicos do alumínio existente no solo. tem sido extensivamente estudado quanto ao crescimento vegetativo e rendimento. que é utilizado nas doses de 2 a 4 kg por metro quadrado de canteiro e o composto de lixo.ibict. Isso feito. diminui a compactação. que consiste no plantio de uma leguminosa (soja. ou no florescimento). após sua incorporação ao solo (que deve ser feita um pouco antes. podendo também reduzir tanto o peso fresco como o volume do produto. grandes. para haver aeração e homogeneização da massa. porque fornecem os microrganismos necessários à aceleração do mesmo. 2. as quantidades são em geral. aumenta a resistência das plantas às pragas e doenças (a matéria orgânica produz substâncias que aceleram o crescimento das plantas e outras que funcionam como antibióticos). De modo geral. Quando a água da chuva se torna insuficiente para o ciclo completo da cultura. constituídos por: esterco animal. ela torna os solos pesados mais soltos e ajuda na erradicação das ervas daninhas. de cor escura. como o composto orgânico. reduzindo os efeitos da seca e os gastos com a irrigação). 2. com a consistência de terra e com cheiro agradável. uma camada de cal sobre o monte. armazenando uma quantidade de água equivalente 4 a 6 vezes ao seu próprio peso. O tempo para a decomposição é de aproximadamente 3 a 4 meses. mantém constante a temperatura do solo (a matéria orgânica é má condutora de calor e. etc. portanto.3. ou mesmo terra de jardim. a temperatura do solo não varia muito). no início e uma vez por semana depois). Seja qual for o tipo de matéria orgânica aplicada ao solo. folhas e cascas de legumes. pois cresce mais rápido do que elas. aumenta a infiltração da água das chuvas e diminui a enxurrada. é recomendado o uso da adubação verde.3.aumenta a capacidade de retenção de água e a sua disponibilidade para as plantas (a matéria orgânica age como uma esponja. lab-lab) que. o rendimento e a qualidade do 11 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .

tais como mudança de pigmentação. as remanescentes. a inoculação do produto ocorre antes ou durante a colheita. apresenatm deterioração mais rápida (devido a essas infecções iniciais) posteriormente no armazenamento e na comercialização. cor. aliadas a parâmetros econômicos que permitam a maximização dos lucros na atividade agrícola. como observado em abóbora e morango. é necessário o emprego de técnicas racionais de manejo de irrigação.br .6 Aspectos fitossanitários Os danos por patógenos são uma das principais causas de perdas de frutas e hortaliças na fase de produção. O estresse dos tecidos causado pelos patógenos produz diferentes alterações metabólicas. mas. Os danos por insetos também resultam em alterações indesejáveis na aparência dos produtos.produto. No caso de infecções quiescentes.http://www. o que resulta em frutos com forma defeituosa. controle biológico. o dano extreno ou aparente é mínimo. O manejo da água deve ser adequado para cada espécie vegetal. principalmente na forma. o inseto continua com a sua atividade destrutiva na fase pós-colheita. 2. bem como. reduzindo a qualidade do produto.ibict. controle de ervas daninhas. raleio ou desbaste. Poda. Em alguns casos. tamanho e condição geral. para a obtenção de um produto de ótima qualidade com um bom potencial de armazenamento. conduzindo à modificação na aparência do tecido. O desenvolvimento subseqüente do microrganismo e a degradação dos tecidos do produto só ocorrem na fase pós-colheita. 2. ensacamento do produto. dependendo das partes da planta a serem colhidas. 12 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .. Para o sucesso de uma agricultura irrigada. O dano primário é causado pelo desenvolvimento da larva que forma um túnel através do interior do produto. O tamanho das frutas pode sofrer aumento considerável pelas operações de poda e desbaste. levando ao decréscimo da produção. evitando-se que as culturas tenham suas produções afetadas. podem ser utilizados para atingir os objetivos desejados. Safras que foram afetadas com doenças ou pragas no campo podem ter produtos com aparência relativamente normal na colheita. Os métodos de proteção do vegetal têm sido largamente utilizados com esses objetivos.SBRT . Técnicas adequadas de proteção ao vegetal são importantes requisitos para uma boa produção. Os produtos danificados devem ser descartados durante a colheita ou nas operações de seleção subseqüentes. notadamente nos tecidos adjacentes à área afetada pela doença. A poda reduz o número total de gemas da planta e. o excesso de água no solo prejudica a aeração na camada da zona radicular. Os danos podem ser superficiais como internos. A higiene no campo. o que irá proporcionar maior vigor a elas e suporte mais forte para uma maior carga de frutos. A irrigação é a técnica que permite o fornecimento de água ao solo quando sua umidade se reduz. têm efeito positivo na redução de pragas e doenças no campo. Na maioria dos casos. A eficiência na absorção de nutrientes pelas plantas pode ser afetada pelo manejo incorreto na irrigação. Sua utilização faz com que se tenha incrementos consideráveis na produção.sbrt. dispõem de maior quantidade de reservas metabólicas. etc. Outro tipo de dano causado por insetos é decorrente da falta ou de polinização incompleta.5 Poda e raleio Muitas técnicas são aplicadas na fase de produção para aumentar a produtividade e obter características de qualidade desejáveis nos produtos. mesmo onde a deficiência de água não é facilmente visualizada. com remoção e destruição de materiais doentes e infestados e um bom espaçamento entre as plantas para promover uma boa circulação. sendo típicos e aparentes ainda no campo. Além disso. forma ou amadurecimento precoce.

fumigantes. No entanto. modernização da atividade e redução de custos. torna-se limitado pela dificuldade do controle das condições ambientais no campo. as espécies de hortaliças podem apresentar diferentes exigências de clima. tais como compostos fenólicos. ácidos orgânicos. 3. especialmente com os sexuais e os de agregação. embalagens tratadas e ceras. Para tanto. em geral. Essas características geram um mercado muito dinâmico. provocando neles mudanças imediatas em suas atitudes comportamentais. em doses não fitotóxicas.SBRT .Os tratamentos químicos são bastante efetivos quando aplicados na fase pré-colheita. por sua vez. que exige do produtor atualização permanente. com produtos químicos para o controle de pragas e de doenças é essencial para assegurar um produto sadio na colheita. De acordo com o método de aplicação. São aplicados em armadilhas para a captura de insetos. compostos sulfurados. antes da colheita. Aplicações incorretas podem desenvolver desordens fisiológicas no produto. Devido ao seu efeito residual tóxico. Diferentes grupos de compostos químicos são utilizados. A exploração de hortaliças de folha. havendo necessidade de tratamento complementar. tem maior potencial para o armazenamento e de marcado. para subsidiar o produtor na tomada de decisão. o uso de microrganismos para o controle de doenças nas plantas. sua aplicação no campo não é economicamente viável. principalmente na prevenção de infecções latentes. ao se definir a época adequada para plantio deve-se considerar aspectos como microclimas regionais e características especificas das cultivares. ou seja. o solo e suas propriedades e tecnologia de produção se agregam às informações de mercado. visa centros consumidores próximos às propriedades.ibict. O sucesso no uso desses compotos químicos depende.sbrt. O controle de insetos-pragas tem sido realizado com o uso de feromônios. Os feromônios são substâncias químicas secretadas por um indivíduo. O tratamento por pulverização. O conhecimento do comportamento das pragas é imprescindível para o desenvolvimento de métodos adequados ao seu controle. visando à prevenção ou ao extermínio de doenças e pragas no campo ou pós-colheita. o uso de defensivos agrícolas deve obedecer rigorosamente às recomendações legais de uso. com medidas de controle na pós-colheita. maximizando o rendimento econômico da atividade. quando e quanto plantar cada uma. Em alguns casos. de acordo com o receituário agronômico e a legislação estabelecida para cada país. 3 Implantação das culturas O planejamento da exploração olerícola (de hortaliças) é o ponto fundamental para o início do negócio. sobretudo. no entanto. Assim.br . os produtos químicos são classificados em pulverizantes. as indicações deste documento são de natureza geral e como tal devem ser apreciadas. pós. Informações sobre o local onde as culturas serão implantadas (posição relativa ao sol e topografia). Esse. da aplicação de substâncias que sejam ao mesmo tempo fungistáticas e bactericidas. os quais têm se mostrado como componentes promissores do manejo integrado de um grande número de espécies de pragas. imersões.http://www. antibióticos e fungicidas. compostos halogenados. principalmente devido à perecibilidade dos produtos e à baixa resistência ao transporte. a discussão com técnicos e pessoas ligadas à atividade é fundamental. lançados ao exterior e recebidas por indivíduos da mesma espécie.1 Calendário de plantio Para ter um bom desenvolvimento. para determinar quais espécies explorar. A tabela abaixo mostra as épocas mais favoráveis ao plantio de algumas espécies de 13 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . por exemplo. ou influenciar a composição. O próprio caráter temporário das culturas implica em um processo ininterrupto de planejamento. O controle biológico é um método alternativo para se evitar o uso de defensivos químicos no campo.

isto é.hortaliças de folha. Fonte: http://www.sebraemg.ibict. cortar as plantas daninhas que nascem e crescem entre as plantas cultivadas.2 Ferramentas necessárias As ferramentas influem bastante na eficiência e no rendimento dos serviços.br/Geral/arquivo_get.br .aspx?cod_areasuperior=2&cod_areaconteudo=231&cod_past a=234&cod_conteudo=1511&cod_documento=113 3.sbrt. acertar as bordas e as superfícies dos canteiros. Novos cultivares e a adoção de técnicas como a plasticultura podem viabilizar cultivos o ano todo. serve para incorporar adubos.http://www. Na formação e manutenção de uma horta doméstica ou comunitária não é necessário uma grande quantidade de ferramentas.SBRT .com. 14 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . Os materiais básicos a serem utilizados são: ENXADA .é usada para capinar. Tabela 2 Época de plantio de algumas hortaliças de acordo com o clima. No preparo do solo.

br//arquiv os/secretarias/abastecimento/downlo ad/0007/upload_fs/hortas. Deve-se apresentar o bico com crivos finos. calcário ou adubos. acertar a superfície dos canteiros.(pedaço de cabo de vassoura apontado de um dos lados) serve para fazer pequenas covas para o transplante ou sulcos nos canteiros. PÁ RETA .sp. afofar a terra entre as linhas plantadas e fazer sulcos e covas pequenas nos canteiros.utilizada na preparação de misturas de terra que serão utilizadas em sementeiras.é utilizado para cavar e revolver a terra. CARRINHO DE MÃO .utilizada para remover a terra e composto orgânico. mangueira . Fonte: http://ww2. COLHER DE JARDINEIRO OU DE TRANSPLANTE .usada para retirar com maior facilidade as mudas a serem transplantadas.http://www. podemos utilizar ainda: cordão ou barbante . REGADOR . com um bloco de terra junto às raízes.pdf 15 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . Além dessas. incorporar a matéria orgânica.é usado para retirar plantas daninhas dos canteiros. ANCINHO OU RASTELO .ENXADÃO .para alinhamento dos canteiros. SACHO .para aplicar defensivos ou adubos foliares. entre plantas. plantador ou chucho .importante para o transporte de terra. garfo .prefeitura. Da esqueda para a direita: Enxada.para irrigação da horta.ibict.sbrt.SBRT .gov. adubos e produtos colhidos. pulverizador . enxadão e rastelo.br . Fig 1 Equipamentos para formação e manutenção de uma horta.para coleta de mato e folhagens. peneira .serve para facilitar o trabalho de juntar resíduos de materiais espalhados na área. retirando também os torrões de terra. para evitar que gotas grandes de água prejudiquem o nascimento das plantas novas ou as recém-transplantadas. porém deve-se ter o cuidado de não usar jatos de água muito fortes para não afetar as plantas.facilita o trabalho de irrigação (rega) em áreas maiores.

sp.br//arquivo s/secretarias/abastecimento/download/ 0007/upload_fs/hortas. Após o revolvimento. Fonte: http://ww2.sbrt. sem torrões. Se o local for de fácil encharcamento.3 Preparo do solo Inicia-se com a limpeza do terreno. faz-se o revolvimento da terra a uma profundidade de 20 a 25cm (ou um palmo).sp. Arbustos e outras plantas que façam sombra sobre a horta deverão ser eliminados.4 Formação dos canteiros Fig 3 Canteiro preparado. aproveita-se para incorporar o esterco ou matéria orgânica. 16 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . que deve ser amontoado num único ponto. a operação seguinte é a construção dos canteiros. 3. a não ser que sejam plantas úteis para o proprietário.http://www.pdf Os canteiros são os locais onde se transplantam as mudas ou onde se plantam as hortaliças de semeação direta.br .br//arquivos/secretarias/ab astecimento/download/0007/upload_fs/hortas. Fonte: http://ww2. retirando-se entulho e pedras e capinando-se o mato com a enxada. Em áreas pequenas. pá larga. Deverão apresentar a terra solta.SBRT . Após a limpeza.pdf 3.gov. rastelinho e em cima: pulverizador e reagdor. pá estreita. Podemos também nos canteiros utilizar uma pequena parte como sementeiras para a produção de mudas que depois serão transplantadas para canteiros definitivos ou em covas. pedras ou outros materiais e a superfície deve ser bem plana (lisa). onde ficarão até a decomposição total.Fig 2 Da esquerda para a direita: sacho.prefeitura. deve-se fazer a drenagem do terreno. raízes.prefeitura.ibict. quebrandose os torrões de terra e nivelando-se o terreno. para posterior incorporação ao solo.gov.

5. no entanto. Para a maioria das hortaliças. para facilitar a drenagem da água e evitar problemas com enxurradas. para que as gotas de água não enterrem demais as sementes. com uma camada de pedras embaixo. cortando as águas .20m para facilitar os trabalhos posteriores e o comprimento variável. em maior 17 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . A altura do canteiro deverá ser entre 0. ou.gov. muito pequenas e necessitam de boas condições para germinar. Fig 4 Sementeira de alface. e em seguida. Neste caso. para que sua superfície fique plana e horizontal.1 Sementeira As sementes de hortaliças são. A cobertura deverá ser feita com uma fina camada de terra. podendo ser feita em caixas (furadas no fundo. adubar e plantar.sbrt. sulcos ou leiras. os canteiros devem ser orientados no sentido perpendicular à inclinação.15 e 0.ibict. 4) De acordo com a inclinação do terreno.Estes canteiros devem ser construídos de acordo com a seguinte técnica: 1) Com uma largura entre 1.1 Germinação de sementes Para que ocorra uma germinação perfeita.br . com a construção de sementeiras. convém orientar os canteiros de modo que o seu comprimento obedeça à direção norte-sul. 3. quando o solo é argiloso. comprimindo-se fortemente com a lâmina de uma enxada comum. as sementes necessitam de oxigênio. ou espalhá-las fora do sulco de semeadura. os canteiros devem apresentar um dos lados maiores (o de baixo) mais elevado que o outro. em seguida. de acordo com o que se dispõe de área. 3) Nos terrenos planos. (Construir os canteiros como se fossem uma escada). basta revolver e destorroar a terra para.5. geralmente. fazer as covas. duas vezes o tamanho delas. onde a distribuição das sementes deverá ser uniforme e em sulcos distanciados de aproximadamente 10 cm entre um e outro.SBRT .1. é necessária uma preparação especial do terreno.pdf 3. As sementes deverão estar a uma profundidade de aproximadamente.br//arquivos/secretarias/a bastecimento/download/0007/upload_fs/hortas.sp. de preferência peneirada. Fonte: http://ww2.prefeitura. Não é necessário o preparo de grandes áreas para a sementeira. canteiros.http://www.00 e 1. 2) Nos terrenos mais ou menos inclinados. regada com regador de crivo fino. deve-se firmar a terra das bordas dos canteiros.5 Semeadura Para algumas espécies. como se diz popularmente. para facilitar o escoamento do excesso de água). ou em uma parte do canteiro.20m acima do nível do solo. 3.

Medianamente úmido fava. Fazer covas no canteiro plantando as mudas. abobrinha. pois as várias espécies de hortaliças apresentam diferentes exigências nestes dois aspectos.br .aspx?cod_areasuperior=2&cod_areaconteudo=231&cod_past a=234&cod_conteudo=1511&cod_documento=113 Dentro dos limites de temperatura exigidas pela espécie. cenoura. 18 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . ervilha. brócolos. de modo que a raiz principal não fique enrolada.SBRT . Outros dois fatores importantes para a germinação são a temperatura e o adequado nível de umidade do solo. para que o pegamento seja bom e não haja retardamento no seu crescimento. melancia.sbrt. evitando regar nas horas de sol quente. pimenta.sebraemg. o solo destinado à semeadura deve propiciar condições adequadas de arejamento. Escolher as de melhor aspecto e arrancá-las com a ajuda de uma colher de jardineiro. Muito úmido berinjela. Deve-se molhar a sementeira antes da retirada das mudas. jiló. Deve ser feito quando as mudas estiverem com 4 a 6 folhas definitivas.2 Transplante Consiste na retirada das mudas da sementeira para o local definitivo (canteiros ou covas). repolho. couve-flor. Molhar bem todos os dias pela manhã ou no final da tarde.http://www. feijão-vagem.ou menor quantidade. cebola. beterraba. a germinação será mais lenta e desuniforme. espinafre. rabanete. pepino. melão. Assim.5. alface. para facilitar o arrancamento. sempre que a temperatura for mais baixa.ibict. pimentão.br/Geral/arquivo_get. Tabela 3 Exigências em relação à temperatura para germinação de algumas hortaliças. aipo.com. * Quanto à exigência de umidade do solo: Pouco úmido abóbora. nabo. milho. Apertar bem a terra ao redor das raízes. tomate. dependendo da espécie. moranga. para ficarem firmes. Fonte: http://www. 3.

brócolis. São as solanáceas (batata. as crucíferas (agrião. mostarda. as curcubitáceas (abóbora.prefeitura. Fonte: http://ww2. para um melhor pegamento das mudas.gov. cebola e aspargo) e as umbelíferas (cenoura. evitando.SBRT . requeridos em maiores quantidades por estas plantas. pimentão e tomate). podendo inviabilizar o cultivo naquela área. Fig 5 Retirada das mudas de alface (transplante).pdf Fig 6 Transplante das mudas de alface.O transplante deve ser feito. ou de outras da mesma família. Outra conseqüência é o incremento da ocorrência de pragas e doenças. acaba esgotando o solo em nutrientes específicos. O plantio contínuo de uma mesma hortaliça. inclusive. Fonte: http://ww2. 5 Plasticultura 19 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .http://www. alho-poró. chuchu.sp. moranga. O ideal em um cultivo de hortaliças é o rodízio de plantas nos canteiros. repolho e rúcula). em dias chuvosos ou nublados.gov. Ao longo do tempo. há a redução progressiva da produtividade e qualidade dos produtos. couveflor. repetir plantas da mesma família no canteiro.pdf 4 Rotação de Culturas As principais espécies de olerícolas estão concentradas em. de preferência.ibict. específicos destas plantas.sp. nabo.br//arquivos/secretarias/abasteci mento/download/0007/upload_fs/hortas. melancia e pepino). aipo e funcho). ou durante as horas mais frescas do dia.prefeitura. com as de raízes ou as de frutos. cebolinha. cinco famílias botânicas.sbrt. alternando hortaliças de folhas. couve.br . berinjela. jiló. melão. basicamente.br//arquivos/secretarias/abasteci mento/download/0007/upload_fs/hortas. as liliáceas (alho.

que. necessitam de muita luz. que exploram a gravidade e usam tubos finos microperfurados de polietileno. O manejo das estufas ou túneis dependerá das condições climáticas da região do cultivo. pode-se usar ervas aromáticas como repelentes (como a arruda). A ventilação da cultura sob plástico é fundamental. explorando camadas diferentes de solo. porque essas plantas retardam mutuamente seu crescimento). as plantas de gergelim plantadas nas bordas da horta protegem-nas contra as saúvas. válvulas e controles de fluxo. devendo ser orientado por técnicos com experiência. podendo tornar-se completamente impróprio para a maioria das plantas. O horticultor poderá adotar o sistema de casa de vegetação ou de túneis de cultivo.ibict.http://www. técnica de irrigação localizada. pois estas gostam das folhas. Assim. Semeados juntos. a hortelã mantém a borboleta longe da couve e melhora a saúde dos tomateiros. alho-porró. hortaliças de folhas (exigentes em nitrogênio) e hortaliças de raízes (exigentes em potássio). muitas vezes. Os insetos são extremamente sensíveis aos odores.A adoção do plástico implica em inúmeras vantagens ao horticultor. cebolinha. salsa e cenoura). num mesmo canteiro. 6 Consorciação de culturas O plantio de associações vegetais ou consórcios com plantas companheiras são favoráveis e eficazes para o sucesso de uma boa produção hortícola. Plantas com ciclos diferentes também podem ajudar-se mutuamente. a exemplo do milho.SBRT . especialmente com o uso de plantas aromáticas. por isso servem bem para as bordaduras das hortas (mas não podem ser plantados em associação com a ervilha e o feijão. que empregam motobombas. o rabanete estará pronto para a colheita antes que a alface exija maior espaço aéreo para a plena abertura de suas folhas. Os resultados obtidos. que contém substâncias que acabam matando os fungos que alimentam a saúvas. Uma vez iniciado o processo de salinização. Assim. o cravo-de-defunto possui uma substância que repele os nematóides (por isso devem ser cultivados ao lado das culturas mais susceptíveis: tomate. A recuperação ou mesmo o manejo de solos salinos é difícil e envolve altos investimentos. constituindo um risco muito grande ao produtor a possibilidade de salinização do solo. além do aumento da produtividade. a camomila melhora o gosto e o crescimento das cebolas. O manejo de estufas ou de cultivos sob o plástico deve ser bem orientado. tem antecipação da colheita. podem ser boas companheiras para as que precisam de um sombreamento parcial. dependendo das espécies que irá cultivar. Existem sistemas sofisticados de gotejamento. distribuídas pelo canteiros. cebola. para não criar ambiente propício à proliferação de pragas (cada praga ou doença costuma atacar várias espécies da mesma família). pode-se misturar. 20 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . a consorciação bem-feita tem sido uma das mais eficazes medidas de prevenção de doenças. e alternativas mais simples e baratas. o capim-limão melhora o sabor e o crescimento dos tomates. percebe redução no seu custo de produção devido à redução da necessidade de tratos culturais e redução da aplicação de agrotóxicos e adubos. o solo perde boa parte da sua capacidade produtiva. O método de irrigação mais eficaz nos túneis e estufas é o gotejamento.br . não retornam todo o capital gasto na recuperação. tornando-se plantas antagônicas. salsão. ao lado de plantas que queremos proteger. alho-porro têm propriedades repelentes. Outro princípio é o de que as plantas consorciadas pertençam a famílias diferentes. Plantas com raízes profundas tornam o solo mais penetrável para outras de raízes curtas. Plantas que. Um exemplo: alface e rabanete. Na verdade.sbrt. permitindo melhor aproveitamento e cobertura do terreno. Os exemplos são inúmeros: o alho.

21 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .http://www. Tabela 4 Exemplos de plantas companheiras e antagonistas.SBRT . pode-se também plantar duas fileiras de batata-doce junto à cerca e deixar que as plantas ramifiquem e cresçam. um pé de girassol é suficiente para atrair as borboletas ou mariposas que irão depositar os seus ovos nele. A função e de barreira física.sbrt.ibict. protegendo as hortaliças das lagartas.em áreas afetadas por formigas cortadeiras.br .

sp. hastes.http://www.br//arquivos/secretarias/abastecimento/dow nload/0007/upload_fs/hortas.Fonte: http://ww2.gov. ocorre o ataque de pragas e doenças que. se não controladas.ibict. Como principais pragas das hortaliças.prefeitura. sugando a seiva ou comendo partes delas.SBRT .br . raízes e frutos. PRAGAS são insetos e ácaros que atacam as folhas.pdf 7 Controle de pragas e doenças Mesmo nas pequenas hortas. temos: 22 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . prejudicam o crescimento das plantas e a qualidade do produto a ser colhido.sbrt.

br//arquivos/secretarias/abastecimento/dow nload/0007/upload_fs/hortas.br .prefeitura.sbrt.ibict.Fig 7 Principais pragas de hortaliças.gov.sp.pdf 23 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . Fonte: http://ww2.SBRT .http://www.

couve. melão. Pode-se utilizar. Esperar esfriar e usar um litro do produto em 5 litros de água para pulverizações. isto é. pois perderá seu poder para combater as pragas. coar e misturar um copo desta mistura em 10 litros de água para pulverizar as plantas atacadas. um litro de água. após fervê-lo. entre covas de abóbora. utilizá-lo no mesmo dia e preferencialmente. No álcool a solução poderá ser guardada e utilizada quando necessário.br . como é o caso do manjericão. Deixar esfriar. Como o fumo é volátil (se perde facilmente no ar). Coe e misture com 3 24 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .sbrt. eliminar toda e qualquer planta daninha que sirva de hospedeira aos insetos. Deve-se. não armazená-lo. melancia. pois os ataques de pragas geralmente não são muito severos e podem ser combatidos pela eliminação manual (catação).1 Receitas das caldas utilizadas para o controle de pragas . 7. Ferver as folhas com a água durante meia hora. Utilizar um litro do produto em 3 litros de água para pulverizar as plantas.Na horta caseira. deve-se evitar o uso de produtos químicos ou inseticidas.http://www. portanto. cebola e outros. se assustam e fogem. Bater as pimentas em um liquidificador com dois litros de água até a maceração total. . Utiliza-se também. . pois os pássaros. também. Coar e diluir um copo do produto para 15 litros de água e pulverizar nas plantas atacadas. Corta-se o fumo em pedacinhos e mistura-se com o álcool e sabão.Calda de cebolinha verde: 1kg de cebolinha verde e 10 litros de água. Os fios não devem ficar muito esticados.Calda de folha de pessegueiro: 1kg de folha de pessegueiro e 5 litros de água.ibict.Calda de pimenta: 500g de pimenta. 4 litros de água e 5 colheres de sabão de côco em pó.Calda de cebola: 1kg de cebola e 10 litros de água. ou inimigos naturais. ao pousar nos barbantes. Coloca a cebola picada na água e deixar curtir durante 2 dias. outros insetos que são úteis. também. cebolinha. é recomendado fazer um trançado de barbante ou linha de pesca com tiras de plástico amarradas neste barbante (como se fosse fazer uma rabiola de pipa) utilizando-se sacos de supermercado brancos ou embalagens de ovos de Páscoa por cima dos canteiros. sempre diluído em água. b) 100g de fumo em corda. para o controle de pulgões sugadores e moscas brancas (transmissores de vírus). produtos feitos com plantas que possuem um cheiro forte. casca de arroz como cobertura morta do solo. Utilizar um litro do produto em 3 litros de água para pulverizar as plantas. eliminando-se as partes mais atacadas. . pode ocorrer o ataque de pássaros nas sementeiras ou canteiros e. um litro de álcool e 100g de sabão de soda. deixando curtir por 2 dias.Calda de fumo: a)100g de fumo em corda. Juntar a cebolinha com a água e deixar curtir por uma semana. pois comem as pragas (exemplo: joaninha come pulgões e cochonilhas). . Corta-se o fumo em pedacinhos e coloca-se na água para ferver até ficar escura.SBRT . repolho e feijão. a 10 cm de altura nas sementeiras e de 15 a 20 cm nos canteiros definitivos. Ainda referente ao controle de pragas.

A.ibict.http://www. A utilização de medidas preventivas e controle rigoroso da qualidade são indispensáveis no agronegócio. devendo-se queimar as plantas eliminadas para diminuir o foco das doenças.colheres de sabão e acrescente os 2 litros de água restantes. hastes ou frutos. Nome do técnico responsável Ingrid de Moraes Nome da Instituição do SBRT responsável 25 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . Conclusões e recomendações O produtor de hortaliças deve atentar para os problemas relacionados à segurança no consumo de alimentos. CULTIVO DE HORTALIÇAS. 7. . murchamento e morte das plantas.prefeitura. M.br//arquivos/secretarias/abastecimento/download/0007/upload_f s/hortas.sp. O controle das doenças é feito eliminando-se as partes atacadas ou a planta toda (mantendo a cultura no limpo para não aumentar a incidência).br/Geral/arquivo_get. 785 p. encrespamento.com. Disponível em: http://ww2. mal desenvolvimento das plantas. considerando que os produtos hortícolas destinados ao consumo in natura devem apresentar características ótimas de qualidade. Pós-colheita de frutas e hortaliças: fisiologia e manuseio. engruvinhamento.2 Doenças De um modo geral. Referências CHITARRA. CHITARRA. mal crescimento das folhas. Acesso em: 21 nov. geralmente nas folhas. podridão.aspx?cod_areasuperior=2&cod_areaconteudo=231&cod_past a=234&cod_conteudo=1511&cod_documento=113.Calda de manjericão: 1kg de manjericão e um litro de água. SEBRAE-MG. que deve ser feita utilizando-se um litro da mistura e 3 litros de água. Pulverizar sobre as plantas atacadas. 2006. deformação.BACTÉRIAS: causam manchas geralmente escuras.SBRT . armazenamento e transporte das hortaliças.sbrt.br .sebraemg. remover a terra com a enxada e encharcar o local com a solução. Podem causar secamento ou apodrecimento das partes atacadas e murchamento e morte das plantas.VÍRUS: causam amarelamento. B. . Acesso em: 21 nov. Lavras: UFLA. 2006. Pulverizar sobre a planta atacada.pdf . F. Uso da creolina ou amoníaco: Dissolver um copo em 10 litros de água. Disponível em: http://www. 2005. Localizar o formigueiro. Deixar a mistura curtindo por 10 minutos antes da aplicação. Prefeitura do Município de São Paulo.FUNGOS: que provocam o aparecimento de pintas ou pequenas manchas. secamento das partes atacadas.. que podem ser reduzidos pelo uso de tecnologias apropriadas e pela adoção de padrões de qualidade na produção.gov. as principais são causadas por: . . I. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.

Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro Data de finalização 24 nov.br .sbrt.http://www.ibict.SBRT . 2006 26 Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .

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