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Dos crimes contra a administração pública QUESTÔES

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Dos crimes contra a administração pública 05/05/2009-13:30 Autor: Danilo Fernandes Christófaro;

Resolução da questão 23 23 - Sobre os crimes praticados contra a administração em geral, assinale a alternativa correta. (A) Comete o delito de desobediência o delegado de policia que, em razão de amizade com o autor do delito, não atende a requisição de Ministério Publico para fins de instauração de inquérito policial. (B) O crime de corrupção ativa, para se configurar na forma consumada, deve ter causado prática funcional a infringir dever por parte do servidor público. (C) Constitui crime de prevaricação a conduta de policial civil que retarda, indevidamente, a prática de ato de ofício, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. (D) A conduta do servidor fazendário, que, em razão de seu cargo, exige ou solicita, para si ou para outrem, vantagem indevida, constitui o crime de concussão previsto no art.316 do Código Penal. (E) Constitui crime de advocacia administrativa a conduta de advogado particular que patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública. NOTAS REDAÇÃO A questão em comento trata dos crimes contra a administração pública em geral, e exigiu que o candidato assinalasse a alternativa CORRETA, que de acordo com o gabarito divulgado, é a alternativa (C). Vejamos: (A) Comete o delito de desobediência o delegado de policia que, em razão de amizade com o autor do delito, não atende a requisição de Ministério Publico para fins de instauração de inquérito policial. A primeira alternativa está incorreta, pois o delito de desobediência tem como sujeito ativo qualquer pessoa (particular contra a administração), mesmo sendo funcionário público. No entanto, para que o funcionário público figure como sujeito ativo deste tipo, é indispensável que seja fora de sua função, logo, como se tratava de delegado de polícia (funcionário público) em exercício de sua função, enquadra-se no tipo penal do artigo 319 do CP, prevaricação: "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal". No caso, o delegado deixou de atender requisição do Ministério Público em razão de amizade com o autor do delito (sentimento pessoal). (B) O crime de corrupção ativa, para se configurar na forma consumada, deve ter causado prática funcional a infringir dever por parte do servidor público. Outra alternativa errônea, uma vez que a forma consumada deste crime (corrupção ativa) se dá no momento do oferecimento ou prometimento da vantagem indevida ao funcionário público, não necessitando que ocorra prática funcional a infringir dever por parte do servidor público para consumação do crime. O que ocorre em algumas situações, é o funcionário simular o recebimento da quantia para que possa ocorrer à prisão em flagrante (flagrante esperado) e, como o crime já está consumado, não há nada de irregular nisso. (C) Constitui crime de prevaricação a conduta de policial civil que retarda, indevidamente, a prática de ato de ofício, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. A alternativa C é a que o candidato deveria ter assinalado como sendo a CORRETA, haja vista tratar-se de crime de prevaricação, que já exposto na alternativa A, refere-se, realmente, ao ato de "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal", é o que se extrai do artigo 319 do Código Penal, ou seja, bastava o conhecimento da literalidade de lei para identificar que esta afirmativa era a correta, podendo descartar-se as demais. Contudo, analisemos as alternativas restantes para dirimir eventuais dúvidas. (D) A conduta do servidor fazendário, que, em razão de seu cargo, exige ou solicita, para si ou para outrem, vantagem indevida, constitui o crime de concussão previsto no art. 316 do Código Penal.

interesse privado perante a administração pública. desde que seja funcionário público. mas em razão dela. para si ou para outrem. . interesse privado perante a administração pública. todavia. outros particulares etc.embora seja denominado como "advocacia administrativa". o que na alternativa (erroneamente) constou como sendo parte integrante do mencionado artigo. notamos que em momento algum o legislador inseriu em seu texto o verbo solicitar. O crime de "advocacia administrativa" é aquele em que um funcionário público favorece. facilita. (E) Constitui crime de advocacia administrativa a conduta de advogado particular que patrocina. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. O examinador misturou o verbo do artigo 316 (exigir) com o do 317 (solicitar) ambos do CP. direta ou indiretamente. esta alternativa também está incorreta. direta ou indiretamente. é constante atribuição dos advogados patrocinarem causas contra a administração pública."exigir. o que é mais do que normal. pode ser praticado por qualquer pessoa (advogado ou não). O artigo 321 do CP . justamente para confundir o candidato. favorecendo-se da sua condição e usando das suas amizades com os outros funcionários. em outro artigo. defende. valendo-se da qualidade de funcionário" . direta ou indiretamente. Logo. fala-se de advogado particular que patrocina. Na alternativa em exame.Conhecendo o teor do artigo 316 do CP . vantagem indevida". direta ou indiretamente. O ato de solicitar vantagem indevida aparece tipificado também no rol dos crimes contra a administração pública."patrocinar. um interesse alheio. ora. interesse privado perante a administração pública.

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