P. 1
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS

|Views: 1.669|Likes:
Publicado porKarina Gularte

More info:

Published by: Karina Gularte on Oct 27, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/11/2013

pdf

text

original

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS Carla Simone da Cunha Carvalho[1] Daisy Marillya Xavier Leite[2] João Carlos

Soares de Oliveira[3] Matheus Vieira Bastos[4] RESUMO Queimaduras são lesões comuns, a maioria de pequena extensão autotratáveis, aquelas com maior extensão são lesões graves que exigem tratamentos intensivos e reabilitação. A profundidade da lesão é classificada como sendo de primeiro, segundo e terceiro graus. A determinação da extensão da área de superfície corporal total lesionada ± ASCT, para calculo rápido é a regra dos nove. O tratamento inclui debridamento, curativos, escarotomia, fasciotomia, enxertos, reposição hídrica, balneoterapia. O avanço da ciência e tecnologia possibilitou o aumento da sobrevida dos clientes com queimaduras, diminuindo a taxa de mortalidade em níveis expressivos. A humanização busca resgatar o sentido a assistência à saúde ao ser humano refletindo sobre as práticas do serviço de enfermagem em uma unidade de tratamento de queimados ± UTQ. Palavras-chave: Queimaduras. Humanização. Atuação do enfermeiro. Enxertos. INTRODUÇÃO Em nossos estudos um dos aspectos evidenciados que merecem destaque é a humanização da assistência de enfermagem na UTQ. A literatura atual reativa as questões éticas e bioéticas têm ressaltado a desumanização da equipe multiprofissional ao contato com o paciente queimado, pois este necessita de um tempo maior de internação hospitalar. A preocupação do ser humano com sua estética após um acidente por queimadura é de extrema importância podendo afetar seu psicológico influenciando o tratamento e reabilitação. Queimadura é uma lesão em determinada parte do organismo desencadeada por um agente físico. Dependendo deste agente podem ser classificadas em térmicas, elétricas e químicas. Esses agentes agem no tecido causando destruição parcial ou total da pele e seus anexos podendo atingir camadas profundas, como tecido subcutâneo, músculos tendões e ossos. (KNOBEL, 2006). Quando se faz uma avaliação das causas das queimaduras observa-se que, na esmagadora maioria das vezes, a falta de cuidado é o principal elemento responsável. A prevenção de lesões por queimaduras no local de trabalho deve incluir o manuseio seguro de substâncias, produtos químicos, líquidos quentes, fósforos, eletricidade tendo maior atenção para crianças, adolescentes, bem como adultos com o uso incorreto da combinação de gasolina e tabagismo (SMELTZER et al, 2006). No entender de Dal Molin, (2004) a dor causada pela queimadura faz com que, na situação de emergência domiciliar, as pessoas utilizem pomadas e ungüentos além de uma infinidade de outros produtos (borra de café, margarina, creme dental, etc.). A pasta de dente, por exemplo, pelo seu frescor que é freqüentemente usada, no entanto, há substâncias anti-sépticas que são extremamente irritantes aos tecidos expostos na zona da lesão queimada. O controle da dor é um dos principais objetivos da enfermagem no tratamento do paciente queimado. Na vigência da dor o paciente poderá apresentar vários sintomas segundo,Smeltzer et al, (2006) taquicardia, sudorese, hipertensão, agitação e desconforto respiratório. Medidas de controle, analgésico e sedação são freqüentemente necessárias. A gravidade de uma queimadura é determinada principalmente pela extensão, área de superfície corporal total queimada (ASCT) e pela sua profundidade. O tratamento de um paciente queimado inclui vários procedimentos, dependendo da extensão e da gravidade das queimaduras, atendimento de emergência, alívio da dor, debridamento e enxertia entre outros. Uma boa equipe multiprofissional, com Médicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros, Psicólogos e Terapeuta ocupacional é imprescindível para a recuperação do paciente (ERAZO, 2006). Segundo o autor citado, atualmente se discute a necessidade de humanizar o cuidado, a assistência, a relação com o usuário do serviço de saúde. A formação dos profissionais de saúde distante do debate e da formulação de política pública de saúde, estão resultando em ações consideradas desumanizadas. Tendo em vista a nova perspectiva de atuação da enfermagem, que incluem em seu contexto o cuidado humanizado, foi despertado o interesse de aprofundar o assunto relacionando ao centro tratamento de queimados. Diante do exposto, justificamos a escolha do tema à alta incidência de lesão por queimaduras e a inserção de mais um centro de tratamento de queimados na Bahia, vinculado ao Hospital do Oeste. Tendo em vista a vasta demanda da região para o tratamento de queimaduras e a possibilidade de divulgação do artigo atingindo não somente a população no geral como também abrangendo as categorias profissionais de saúde. Desse modo, o presente artigo científico, visa abordar não somente a queimadura, mas englobando a humanização da assistência na saúde voltada especificamente ao acompanhamento, prestação de serviços da enfermagem aos pacientes queimados. Buscamos assim, contribuir para um maior entendimento da população e profissionais de saúde, sejam adotadas medidas para uma e fetiva humanização no atendimento e os esclarecimentos de toda a sociedade sobre as queimaduras para diminuir a prevalência dos acidentes e as possíveis melhoras no tratamento, evitando complicações e melhorando a reabilitação do cliente. OBJETIVO

queimados. METODO Foi realizada uma revisão bibliográfica com a finalidade de verificar a produção do conhecimento em periódicos sobre queimaduras e a humanização da assistência nos últimos cinco anos. também conhecido com a Regra dos Nove. para um hospital. TRATAMENTO DE EMERGÊNCIA EM SITUAÇÕES DE QUEIMADURAS ± PREIMEIROS SOCORROS Queimaduras são relativamente comuns. José Frota CTQ. em alguns casos às roupas fica aderido à pele o que não estiver aderido deve ser cortado. fazer debridamento. Para o aprofundamento teórico se buscaram o embasamento teórico em fontes complementares como livros. REVISÃO DE LITERATURA TIPOS E AVAIAÇÃO DE QUEIMADURAS Costuma-se classificar as queimaduras de acordo com a profundidade da pele lesada. o processo de enfermagem e a importância da humanização ao paciente vitima de queimaduras. correr provoca o aumento do fogo. Tronco ± 36% (face anterior e posterior). classificações. Caracteriza-se pelo aparecimento da flictena que é a manifestação externa de um descolamento dermo-epidérmico. No estudo. foram incluídos apenas os artigos localizados na Biblioteca da FASB e da Biblioteca do Centro de Colaborador da OPAS ± Organização Pan-americana de Saúde e OMS ± Organização Mundial de Saúde para pesquisa de publicações científicas em saúde ± Bireme. Genitália ± 1%. o primeiro cuidado é a interrupção do agente agressor (ERAZO. 2005). Refletindo sobre esse assunto. manter o equilíbrio hidricoeletrolítico bem como. Caracteriza-se pelo aparecimento de uma zona de morte tecidual (necrose). Em todos os tipos de lesão. o surgimento de bolhas ou sintomatologia mais exarcebada poderá requerer cuidados médicos. Uma fogueira pode ficar fora de controle. várias células epiteliais vão formar novas camadas finas e secas. exaustivamente. Quanto mais superficiais. ao máximo toda a substancia. periódicos. de modo a remover. Não importa qual o tipo de queimadura. atentar também ao risco de se desenvolver uma infecção por perda da primeira camada de proteção da pele (IRION. exposição ao sol. Para o autor citado. tratamento queimados. na maioria dos casos. Exame básico (ATLS) A ± Vias Aéreas B ± Boa Respiração C ± Circulação D ± Dano Neurológico . Deve-se controlar a dor. sejam de 1º grau. com água corrente. ASCT ± ÁREA DE SUPERFÍCIE CORPORAL TOTAL LESADA Existe um método bastante simples para se obter a área de superfície corporal total lesada: o Método de Wallace. por causa da perda excessiva de líquidos. retire as roupas queimadas. melhor o prognóstico. quando a área de superfície corporal total é muito grande o risco de morte e complicações aumenta. seus sinais vitais para que o cliente não desenvolva choque hipovolemico. Knobel. procure resfriar as queimaduras com duchas de água fria. MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System ± on-line) e BDENF (Base de Dados da Enfermagem) tendo como palavras chave: queimaduras. TRATAMENTO MEDICO DO PACIENTE COM QUEIMADURA O tratamento deve ser planejado de acordo a extensão e profundidade da queimadura. Segundo o Instituto Dr. edemaciada e extremamente dolorida aparece também seca sem flictena. limpe-os retirando o que está impedindo a respiração normal. Use-a para estimar o percentual atingido pela lesão (SMELTZER et al. deve-se observar se o paciente respira bem. Queimadura de terceiro grau: É profunda de espessura parcial ou total. tipos. balneoterapia. (2007) abafe as chamas com um cobertor ou similar ou faça o paciente rolar no solo se for por fogo. enquanto não for providenciada a remoção. Tem uma profundidade intermediária. verifique se o nariz e a boca estão desobstruídos. A busca reuniu artigos publicados a partir da base de dados do LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em ciências da Saúde). Uma exposição prolongada ao Sol pode desencadear este tipo de lesão. Regra dos nove Cabeça ± 9%. artigos. caso ouve inalação de fumaça e toxinas. 2006). (2006) relata que essa classificação é importante para se avaliar a previsão de cicatrização e cura da queimadura. Braços ± 9% cada um. A pele em regeneração deve se r protegida contra traumas. em caso de líquidos quentes procure resfriar o local com água fria e se for substancias causticas lave as superfícies atingidas. temperatura. enxertia de queimados. Queimadura de segundo grau: Alem da epiderme atinge camadas intermediárias (derme) é uma queimadura superficial de espessura parcial. se não. escarotomia. 2006). em seguida e o mais rápido possível. Esta regra emprega valor igual a nove ou múltiplo de nove às partes atingidas. enxertos. Problemas respiratórios podem surgir. Embora as queimaduras solares. As queimaduras são classificadas em segundo o autor citado: Queimadura de primeiro grau: É a queimadura mais superficial atinge a epiderme e caracteriza-se por deixar a pele hiperemiada. um fogareiro e a churrasqueira pode dar problema. Pernas ± 18% cada uma. principais causas. fasciotomia. humanização.Analisar a queimadura.

outra faceta do cuidado de queimadura. taquicardia. contudo. o paciente contra a invasão de bactérias. A descoberta abre caminho para o tratamento sem rejeição em pacientes com úlceras. edema e obstrução (SMELTZER et al. os locais mais comuns são as coxas. O debridamento. geralmente em lesões decorrentes da passagem de corrente de alta voltagem (IRION. poderia deixar defeitos como. pinças ou escovas para separar e remover. assim. atrasando. . Os enxertos podem ser de pele de seres humanos vivos ou mortos ± aloenxertos. mas pode ocorrer dor com a incisão atingindo o subcutâneo. A equipe de enfermagem deve ficar atenta para sinais de hipoxemia. Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)conseguiram pela primeira vez no país reproduzir a pele humana em laboratório.E ± Exposição Controle da dor O tratamento da dor é de responsabilidade do médico e da enfermeira. (2005). Analgésia proporcional à dor deve ser administrada por via venosa. 2006). 2004). A pele queimada de terceiro grau é insensível. 2005). perda da função e contração no local. A punção de um acesso venoso calibroso é de grande importância.o estudo recebeu o prêmio de pesquisa inovadora. O aspecto duro e inelástico da pele com queimadura de terceiro grau restringe os movimentos respiratórios e pode levar a insuficiência respiratória. dexene. É feita a incisão da pele em toda a sua espessura. em maio no Rio . alem disso. sudorese e cianose. podemos perceber o quanto ele está atrelado ao que o médico diz e prescreve. 2006). Este procedimento deve ser realizado na sala de emergência ou mesmo no leito do paciente. indicado quando se suspeita de síndrome de compartimento no antebraço ou perna. As alterações respiratórias mais complicadas são pneumonia e embolia pulmonar (KNOBEL. cloridrato de tramal entre outros. protegendo. fazendo a reposição de líquidos e eletrólitos perdidos que foram prescritos. o processo de epitelização. a dermatologista Beatriz Puzzi. da destaque que no caso de queimaduras de espessura total circunferências de membros ou do tronco. Há o debridamento mecânico. (SMELTZER et al. Os agentes microbianos mais usados são o de uso tópico. Isto se comprova por intermédio de pesquisas que apontaram o cuidado centrado no aspecto farmacológico (DAL MOLIN. Risco de infecção Apesar das precauções assépticas e do uso de agentes antimicrobianos tópicos a queimadura é um meio excelente para o crescimento e proliferação bacteriana. Escarotomia É um procedimento de emergência realizado por um medico com experiência no atendimento a queimados. alginato. Existem fármacos como: colagenase. Reposição hídrica Após controlar a resposta respiratória e dor a enfermeira deve ficar atenta para os sinais de hipovolemia e choque. purinol. podem ser necessárias à realização de escarotomia. a membrana da placenta humana e pele de porcos ± xenoenxertos. onde o tecido morto é segregado com o uso de tesouras. À medida que os resíduos se acumulam na superfície da ferida. nitrato de prata (SMELTZER et al. eles podem retardar a migração dos queratinócitos. O Enfermeiro é responsável por este processo. atingindo-se o subcutâneo. Bactérias como Staphylococcus e Pseudomonas são as mais comuns. Fasciotomia Procedimento realizado na emergência por cirurgião experiente. 1822). O próprio paciente ± autoenxerto. nádegas e tronco (SMELTZER et al. Essas lesões causadas podem destruir a árvore respiratória provocando. assim. queimaduras e lesões. 2005). como os opióides. acetato de mafenide. 2006). como. O estudo é também o primeiro a ser publicado sobre o tema na literatura mundial. antiinflamatórios. A regeneração será lenta por segunda intensão. entre eles o 4º Congresso Mundial de Banco de Tecidos. como também o uso de hidroterapia. O edema tecidual pode causar compressão de estruturas em membros e predispor à necrose de extremidades. principalmente se o cliente tiver uma queimadura grande e profunda (IRION. no entanto. sulfadiazina de prata. 2006). segundo a coordenadora da pesquisa. Irion. apresente duas metas: * Para remover o tecido contaminado por bactérias e corpos estranhos.* Para remover o tecido desvitalizado ou a escara da queimadura na preparação para a enxertia e cura da ferida. (UNICAMP. O método foi apresentado em dois congressos. pode ser o doador se as áreas de retirada do enxerto não estiverem comprometidas. de uso tópico que fazem debridamento. Enxertos Queimaduras grandes e profundas não conseguem se regenerar por si só. 2006). mante-lo fluindo (SMELTZER et al. Problemas respiratórios A inalação de fumaça ou substâncias tóxicas pode causar lesões e levar ao óbito grande parte dos clientes. 2006p. 2005). Tanto o debridamento mecânico como o cirúrgico é feito sobre a ação de anestésicos. Debridamento É muito importante para diminuir a ameaça de infecção. temos de avaliar as causas e adotar as providências para eliminar ou minimizar com o uso de analgésicos prescritos.

2006). um indicador da perfusão renal. lesão e complicações em desenvolvimento. Segundo Cintra. depende de uma prescrição médica. trazendo novos modelos de planos de cuidados que permita a enfermagem aprender o que está se passando com a singularidade de cada humano que esteja precisando de atenção e cuidado. Para controlar os riscos de infecção deve fazer a troca de curativo sempre que necessário e observar. observando sinais. conversa. mas na maneira de ser executada a tarefa. REFERÊNCIAS . Balneoterapia A balneoterapia consiste em um curativo com lavagem da ferida. retrata que a enfermagem encorpara os exercícios de fisioterapia ao cuidado do paciente para impedir a atrofia muscular e manter a mobilidade necessária para as atividades diárias. o objetivo da Enfermagem não está centrado no cuidado ao paciente. patologias de base. é cuidadosamente monitorado e medido a cada hora (KNOBEL. englobando também a família. comportamento se esta orientada no tempo e espaço (GEISSLER. O debito urinário. Fazer o exame físico completo céfalo-podálico.Conforme os autores citados a enfermeira deve ficar atenta para sinais de infecção no local da queimadura. uma vez que o planejamento da assistência pode repercutir no tratamento e no futuro do indivíduo queimado. A reabilitação começa logo depois da queimadura mais precocemente. (2006). que é o cuidado humano. toque. Cuidar é muito mais do que curar. ansiedade. vacinação contra tétano. A assistência humanizada à família implica compreender o processo vivenciado quando um dos seus membros é internado na UTQ. para poder conseguir todas as informações necessárias a fim de identificar os problemas. O uso de cateter venoso calibroso e sonda urinária são inseridos e a avaliação da enfermeira inclui a monitoração do balanço hídrico. para que assim a equipe interdisciplinar tenha condições de reconhecer as suas necessidades (KNOBEL. ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO TRATAMENTO E REABILITAÇÃO DO PACIENTE QUEIMADO O histórico de enfermagem tem como finalidade de ouvir atentamente o paciente. O estado respiratório é rigorosamente monitorado. na perspectiva da dor para DAL MOLIN. coloração. CONCLUSÕES Compartilhar o processo de humanização na equipe multiprofisional é essencial no cuidado. a proposta de humanização do cuidado vem em busca do resgata dos valores humanistas. se usa banheiras ou chuveiros. que em ultima análise. O grau de tolerância à atividade. Um aspecto a destacar é a forma com que o cuidado é desenvolvido na prática. um cuidado primordial para reabilitação. mas especialmente as ações próprias da enfermagem. ou seja. fez cirurgias. A enfermagem deve monitorar com freqüência os sinais vitais. histórias de alergias. dando mais sentido a sua intervenção e maior valor a vida. buscamos conhecer como se dá o processo de planejamento em cuidados de queimaduras com uma estratégia de visão holística. é proporcionar ao indivíduo uma melhor percepção de si e de sua vida. A monitoração cardíaca esta indicada quando o paciente apresenta história de doença cardíaca. sintomas. 2006). da sua avaliação e terapêutica. para a limpeza e remoção de curativos em um ambiente próprio. Dessa forma. respeito e da preocupação com o outro. lesão por eletricidade ou problemas respiratórios. e ao profissional. sendo essencial o fator preponderante a humanização para assistência desses pacientes queimados. os nossos instrumentos de trabalho. Ressaltamos a importância da equipe em alimentar seu conhecimento teórico sobre as queimaduras e os cuidados especiais que esses clientes precisarão para que possam refletir e subsidiar suas decisões juntamente com os planos de cuidados. 2006). para diminuir os efeitos e dos transtornos da longa internação em UTQ. incluindo não apenas o aspecto farmacológico. dor. Nosso entendimento sobre a importância da formação profissional não somente cientificamente como também humanizados está começando. o nosso foco. 2003). usa algum tipo de medicamento. Humanização no cuidado do PAciente em UTQ Humanizar é cuidar do paciente de forma holística. Avaliam-se também o peso corporal. O exame neurológico também deve ser feito para avaliar o nível de consciência. Assim. (2000). secreções. 2006). Os profissionais de enfermagem devem ser preparados para atuar junto ao paciente e sua família.8ºC e não deve ultrapassar os 30 minutos para evitar o calafrio do paciente e o estresse metabólico (SMELTZER et al. individualizado. Smeltzer et al. sendo avaliado o pulso. bem como sinais sistêmicos como febre. ou quando o pulso está arrítmico ou a velocidade anormal lenta ou rápida (SMELTZER et al. respeitando os seus valores. a satisfação cada vez maior. No entanto. A temperatura da água deve ser mantida em 37. totalmente com ênfase nas técnicas. a força e a resistência do paciente irão aumentando gradualmente à medida que a atividade for acontecendo durante períodos cada vez mais longos. Vivenciar diferentes experiências. vale ressaltar a importância do conhecimento técnico e científico para avaliarem suas próprias decisões e prestar uma assistência adequada e humana para situações específicas de cada cliente queimado. A internação em Unidade de Tratamento de Queimados ± UTQ traz alterações principalmente psicológicas por causa da aparência e cicatrizes que nem sempre com cirurgia reparadora se desfazem. culturas e preocupações de cada indivíduo. (2004). temperatura. estado psicológico. também a troca de cateter venoso conforme as normas da instituição. amor. e é necessário perseguir os estudos. com o paciente sob o efeito de sedação venosa ou anestesia. pré-queimadura. contagem de leucócitos. também deveria ser humanizado. nas intervenções de Enfermagem. O cuidado.

Manual de artigos científicos. Cuidando da dor na perspectiva da enfermagem. Doris Smith. 5. Lílian Sholtis e SUDDARTH.unicamp. 2005. 2003. Acessado em: 17 mai. Aline.Geralmente é prestado no local do acidente. 2 nº. paralisia de braços e pernas pode denunciar fratura ao nível do pescoço.ijf.parada dos movimentos respiratórios(apnéia). 2004. São Paulo:Avercamp. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. Capacidade de movimentação: Paralisia de um dos lados do corpo. Hortência de Abreu.Pode ainda ocorrer em função da pouca concentração de oxigênio nas grandes altitudes e em casos de soterramento. Feridas: novas abordagens. Manual de urgências em pronto-socorro. PRONTO SOCORRO Conceito: é o tratamento imediato e provisório dado em casos de acidentes ou enfermarias imprevistas. até que se possa colocar o paciente a cargo de um médico para o tratamento definitivo. ed. 2007. 2006. Disponível em: http://www. e afaste perigos que poderiam complicar a situação. 2006.br. Goiânia: AB.pele fria. já a pele avermelhada pode indicar inicio de envenenamento por monóxido de carbono ou traumatismo craniano. imediatamente. podendo ocorrer nas paradas cardio respiratórias. et al. . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. ERAZO. Rossano Sartori. ed. 10. Terapia intensiva. 4 vol. A confiança do acidentado e dos circunstantes dependerá da calma e da segurança do socorrista. São Paulo.Respostas erradas podem significar traumatismos cranianos e envenenamento. qual o dia da semana. CINTRA. mar/abr. Revista da Associação Médica Brasileira. Cor da pele: A pele pálida ou acinzentada indica circulação insu ficiente. DAL MOLIN. Reação á dor: A incapacidade de movimentos geralmente esta associada á insensibilidade á dor. São Paulo: Atheneu. nome. Exame da vitima: É importante examinar a vitima por ocasião do socorro para que procure avaliar a probabilidade de certas lesões. São Paulo: Atheneu. .Essa dilatação pode ser devida a ataques cardíacos ou envenenamento por drogas ou álcool. 1 nº. hemorragias. se a respiração estiver rápida e superficial pode indicar estado de choque. Sinais e Sintomas: .A ausência de respiração pode indicar parada respiratória. clinicamente. Parada respiratória ( PCR) Situação em que. Reprodução de pele humana em laboratório. Eliane Araújo.br. exposição prolongada ao frio. Revista Latino-Americana de Enfermagem. mantendo-se a calma a fim de evitar o pânico entre as pessoas presentes. 53 vol. a pele azulada ou arroxeada significa queda da oxigenação no sangue. sem precipitação. GEISSLER. edema cerebral. Temperatura do corpo: Temperatura baixa (menos de 36 graus) pode indicar estado de choque.As pupilas quando desiguais (anisocoria) denunciam traumatismos cranianos. ed. não são perceptíveis os movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. tomando providências para que o acidente não origine outros. As causas mais freqüentes ocorrem através da obstrução das vias aéreas superiores em função da aspiração de corpos estranhos. jan/fev.BRUNNER. A ação de quem presta os primeiros socorros está restrita ao primeiro atendimento. Temperatura acima do normal pode ser decorrentes de febre ou de exposição a calor excessivo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. José Frota. A ausência de pulsação pode indicar parada cardíaca. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. já a respiração com eliminação de sangue (boca ou nariz) e tosse podem indicar danos nos pulmões por fratura de costelas. quando dilatadas podem significar estado de relaxamento e inconsciência. superdosagem de drogas. 2006. Devendo-se observar: Pulso: Quando a pulsação estiver abaixo de 60 batimentos/minuto pode indicar estado de choque. 2007. 2004. Planos de cuidados de enfermagem. et al. Queixa de torpor ou formigamento(parestesia) nas extremidades pode significar trauma na coluna. Glenn. Fatores a serem observados: Os primeiros socorros devem ser prestados com rapidez. Disponível em: http://www. IRION. se profunda e penosa pode significar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca. Respiração: Normalmente a respiração de um adulto é de 16 a 18 movimentos respiratórios por minuto. Acessado em: 17 mai. inclusive da face. Instituto Dr.Paralisia das pernas pode indicar fratura de coluna abaixo do pescoço. choque elétrico e outros. Elias. GONÇALVES. inicio de insolação. et al. manejo clinico e atlas em cores.ce. extremidades cianóticas. . Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem. 14 vol. da depressão do sistema nervoso central por intoxicação. KNOBEL. com firmeza e segurança. 2000. pode indicar hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas.Tratado de enfermagem médico cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2006. 8.ausência de pulso femoral ou carotídeo. 2007. onde deverá ser feita a reanimação cardiopulmonar. Estado de consciência: Pergunte a vitima onde esta. Pupilas: Pupilas contraídas podem indicar vício de drogas ou doenças que afetam o Sistema Nervoso Central.gov.

assim sucessivamente.Aspirador de secreções.A compressão sobre o apêndice xifóide pode ocasionar laceração do fígado. iniciar nova insuflação e. .Com o paciente em DDH fechar uma das narinas pressionando-a com o dedo contra o septo nasal.Observação: em recém nascidos e lactantes.Coloque o paciente em DDH sobre uma superfície rígida. Comprima as narinas do paciente com os dedos. Assistência respiratória: A massagem cardíaca visa comprimir o coração entre o esterno e os corpos vertebrais com a finalidade de impedir o sangue oxigenado para a circulação.midríase: as pupilas começam a dilatar-se entre 30 a 45 segundos após a interrupção da circulação.R. Tratamento: consiste na ressuscitação cardio respiratória(RCR). na proporção de 12 a 20 respirações.sondas endotraqueais.Aplique inicialmente um soco precordial no terço médio do esterno. Procedimentos para respiração boca á boca Coloque o paciente em D. Coloque uma das mãos sob o pescoço do paciente e outra na testa.Desfibrilador.A eficácia da massagem cardíaca é avaliada pela palpação do pulso carotídeo ou femoral e se há contração das pupilas. tais como: hora da parada. atendimento prestado. deve-se aplicar a boca sobre a boca e o nariz.O auxiliar de enfermagem deve auxiliar ao médico em todos os procedimentos necessários. promovendo-se assim a inspiração.Com os braços esticados. utilizando-se do peso do próprio dorso. . .D. A administração de oxigênio 100% umidificado por insuflação direta através das narinas é feita da seguinte forma: . .Oxigênio. como o Ambu.Material de entubação(laringoscópio. . inspire e coloque seus lábios firmemente de encontro á boca do paciente. . deixando as narinas livres. .Esta posição evita a queda da língua. . medicamentos e aparelhos necessários á ressuscitação cardio pulmonar. puxe a mandíbula para frente. já que há deslocamento de mandíbula e a língua é forçada a acompanha-la.Colaborar na dissecação de veia ou passagem de intracarth.0 cm.: . A ressuscitação respiratória deverá prosseguir até o retorno dos movimentos respiratórios espontâneos ou até que cheguem outros recursos assistenciais. ventilatória e circulatória. máscaras e intermediários. . .Cânulas de guedell. No pronto socorro. .C. . . Procedimentos para Massagem Cardíaca: .mandril). limpe a boca de muco e objetos estranhos.Promover a expiração. levando em torno de 4 a 5 minutos para que a lesão cerebral se torne irreversível.R. associando-se acessórios como cânulas nasais ou orais.5 a 5. de modo rítmico e contínuo. para ventilar o paciente. terminada a expiração. inclinando a cabeça para trás tanto quanto possível e após. Assistência de enfermagem na P.H (decúbito dorsal horizontal) sobre uma mesa ou no chão.Eletrocardiógrafo.Ambu. Ponha-se a lado esquerdo da cabeça do paciente. . cateterização de veia e administração de medicamentos: .Puncionar e fixar uma veia para administração e soluções e drogas prescritas.No caso de duas pessoas.Tábua de massagem cardíaca. . resultado e óbito.Sondas de aspiração de diversos calibres.Butterfly ou scalp . de modo que empurre o ar para as vias aéreas do paciente.inconsciência(redução de perfusão cerebral).Se a assistência for prestada apenas por uma pessoa. envolvendo o tórax com as mãos e comprimindo o terço médio do esterno com os polegares. O deslocamento do esterno deve ser de 3. Material e Equipamentos necessários para P. Retire os dedos que comprimem as narinas para que o ar saia. . Assistência ventilatória: A respiração artificial é uma manobra que possibilita a introdução e a retirada de ar dos pulmões de forma rítmica e alternada. comprimir verticalmente o tórax do paciente.C.. a massagem cardíaca deve ser executada. . costuma-se usar dispositivos mecânicos.Acoplar firmemente a extremidade livre da borracha de oxigênio na outra narina.Isolar a cama ou a maca do paciente com biombos. . na proporção de 80/100 compressões por minuto. .Fazer anotações no prontuário.Em recém-nascidos e crianças menores.bird ou similar. expirando logo após.Apóie uma das mãos sobre a parte mais baixa no esterno e acima do apêndice xifóide. enrolando o dedo em um pano. . . . apoiando a outra mão em cima da primeira e tomando cuidado para não encostar os os dedos sobre a costela.Providenciar material. a proporção é de 1 ventilação para 5 massagens. . intercalam-se 2 ventilações para 15 massagens cardíacas.

.Algodão. . presença de hipertensão assintomática durante anos. . .Equipo de soro(macro e microgotas) de sangue e PVC.Pode ser benigna. o fluo sanguíneo é inadequado para manter a atividade celular normal.Esparadrapo. .Cvaliar o nível de consciência.pneumotórax. desorientação e tonturas. . . Cuidados de Enfermagem: . sendo suas causas mais comuns a hemorragia. . com elevações apenas moderadas de P.A.Estenose da aorta.9% e glicosado 5% e 10%.Estar alerta aos sinais de complicações.produzindo muitos sintomas e danos vasculares. rupturas de fígado e baço.Intracarth. na qual. .Fios cirúrgicos(algodão 2. observando reações do paciente. podendo haver uma breve bradicardia. .0 e mononylon 4. O auxiliar de enfermagem deve estar sempre atento ao pedido médico e auxilia-lo em tudo quanto for necessário. . . queimadura e desidratação. cadarço.Controlar o débito urinário. rupturas pulmonares. Tipos de Choque: Choque hipovolêmico: Devido ao decréscimo do volume liquido provocado pela perda de sangue.Polidipsia.Sudorese.Coma. fraturas do esterno e costelas.Verificar a PA a cada 5 minutos. tais como: .Cefaléia. Hipertensão Secundaria: associada a outras patologias. Crise Hipertensiva: É toda situação clínica que tem como característica uma elevação importante da Pressão Arterial(PA).Distúrbios endócrinos. Choque: O choque constitui um estado anormal de hipotensão e prostração. . .O choque irreversível é definido como a incapacidade de responder á ressuscitação.Respiração rápida e superficial. na hipertensão de longa duração.Seringas e agulhas de diversos tamanhos e calibres. por outro lado. Moderada: apresenta níveis intermitentemente elevados. Quadro clinico: Hipotensão associada com taquicardia. .Material para flebotomia. . ou seja. . . Tratamento: O objetivo do tratamento é baixar a pressão sanguínea a níveis normais(PA diastólica abaixo de 100mmHg) o mais rapidamente possível a fim de evitar o agravamento das lesões. . plasma e líquidos do organismo.Xilocaina geléia e solução á 2%.A droga escolhida deverá ser de fácil manuseio. . de ação imediata e de metábolização rápida. .Patologia renal.Pulso rápido. .PA diastólica elevada(geralmente maior que 140mmHg).Soro fisiológico 0. .Gazes.0). deficiente no suprimento de sangue e oxigênio para o organismo. .Administrar medicações prescritas com cautela. Nas paradas cardio respiratórias podem ocorrer complicações tais como: hemotórax. .Campo fenestrado.Redução da função renal. .Solução anti-séptica. .colocando em risco de vida órgãos ou sistemas vitais.Problemas cardiovasculares.. . alterações visuais. Maligna: aumento repentino e intenso da PA. encontramos pacientes com cifras muito elevadas e assintomática. . .Náuseas e vômitos.Controlar rigorosamente o gotejamento do soro. pasta condutora e fio de extensão. Sinais e Sintomas: .Sonolência ou agitação.Luvas de diversos tamanhos. Classificação da Hipertensão Arterial: Hipertensão Essencial: PA diastólica maior ou igual a 90mmHg e não esta associada a nenhuma patologia de base.O conceito de crise hipertensiva não deve ter exclusivamente uma implicação numérica pois em um individuo normotenso pode surgir sintomas.

ou seja.Colli. evitar o gasto de energia. com reposição de líquidos para corrigir a hipotensão. Choque cardiogênico: causado pela falência do coração em sua função como bomba. . .. Assistência de Enfermagem: .Mantenha as vias aéreas desobstruídas. Cuidados de emergência: Ao primeiro sinal ou risco de choque: . . Tratamento do Choque: O choque é uma complicação gravíssima e quando não tratada a tempo pode levar o paciente á morte. tais como a Penicilina. Choque Pirogênico: caracteriza-se por reação devido a presença de pirogenos e contaminação de soluções de materiais utilizados na administração por via endovenosa.Observar se há hemorragia tentando estancar o sangramento. nunca bebidas alcoólicas.Baixo débito urinário(menos que 25 ml/h).Procure rapidamente um médico. . por exotoxinas de bactérias gram-positivas (Pneumococos. geralmente. não excessivamente para evitar vasodilatação.Hipotensão arterial.Administrar medicamentos conforme prescrição médica e controlar gotejamento de soro. De um modo geral. Choque Séptico: resulta de processos infecciosos graves. ofereça água ou outra bebida morna. manter a oxigenação do paciente. .ICC.Ministrar oxigênio.Estabelecer e manter via aérea permeável. é o aparelho respiratório.Agitação. Estafilococo) Riquetsias e vírus.Pruridos e formigamentos.Controle de sinais vitais de 15 em 15 minutos ou a critério médico.Confusão mental.Aumento do débito cardíaco. Choque Anafilático: resulta da reação antígeno-anticorpo devido a hipersensibilidade do organismo á determinadas substâncias. . POLITRAUMATISMOS: . . o tratamento baseia-se em corrigir o volume.Palidez. o coração não consegue bombear uma quantidade de sangue suficiente para o organismo. confusão e obnubilação.Em caso de vômito. pois uma das complicações de choque prolongado é a anúria. o Iodo. não excessivamente para evitar a vasodilatação. .Hipotensão arterial(pressão sistólica menor que 80 mmHg). iniciando os processos de ressuscitação se necessário.Pele fria e pegajosa. restabelecer o tônus vascular. que poderá ou não ser reversível.A seguir.Manter o paciente calmo e aquecido.Pele seca. que acarretam distúrbios hemodinamicos e metabólicos com conseqüente morte celular. .Suas causas mais comuns são o Infarto Agudo do Miocárdio(IAM). Pseudomonas.Mantenha-a aquecida e coberta. . quente e ruborizada(contrastando com outros choques). Quadro Clinico: . .Oligúria e hipovolêmia.Pulso rápido e taquicardia.Sintomas cardíacos com dor torácica recorrente ou persistente.Manter toda a medicação de emergência e material para infusão endovenosa pronto para uso. inclinada para trás e virada para o lado. prevenir complicações e combater a causa básica do choque. causados por endoxinas da desintegração de bactérias gram-negativas (E.Assegurar uma veia e coletar amostra de sangue. . A fonte mais freqüente é o aparelho geniturinário e surge após cirurgia ou manipulação.Controle de diurese.Dispnéia e cefaléia.Hipertermia. a Procaína r substância alérgicas de modo geral.Ocorrência ou não de parada cardio respiratória ou morte. . deite-a de lado com a cabeça baixa. . Quadro clinico: . .Nunca de nada por via oral sem que a vítima volte á consciência. . . . essa posição impede a aspiração para os pulmões. Quadro Clinico: . após traqueostomia ou uso prolongado de tubo traqueal. Proteus. abscessos e fístula. .Se estiver inconsciente. . .Calafrios com tremores.Sensação de calor. arritmias graves e embolia pulmonar. .Manter volume sanguíneo circulante.A terceira fonte é o trato gastrointestinal havendo.Pulso fraco e filiforme(as vezes ausente). o choque séptico é causado pela septicemia. .Apatia e coma. .Manter a vitima deitada com os pés mais altos que a cabeça. . .Se estiver consciente. . . . . . Klebsiella).

Sutura do ferimento. as bordas do couro cabeludo podem ser comprimidas com o dedo. Cuidados de enfermagem 1° imediatos . 4.Assim pode ser mais grave uma queimadura de primeiro grau e mais extensa que uma de terceiro grau pequena. Traumatismos Crânio Encefálico (T.preparação do material para flebotomia e P.punção de veia para reposição das perdas sanguíneas e administração de medicamentos. . Quando o crânio esta intacto. . P. .C e sinais vitais. 2.Evitar ou tratar infecções. .C. . Choque devido á dor.Usar técnica asséptica rigorosa. 2º grau: Atingem a derme.C. edema (inchaço) e formação de bolhas.Limpeza da área com Povidini ou água e sabão.freqüência e movimento torácico). para avaliação do débito urinário. . 5.O T. . músculo e ate os ossos. Classificação: As queimaduras variam de grau e intensidade. para estancar o sangramento temporariamente e permitir a inspeção. podo em risco sua vida.E): Os pacientes que chegam ao posto de emergência podem apresentar fratura de crânio.atingem somente a epiderme.avaliação das funções cardio circulatórias usando manobras de ressuscitação quando houver P.observando as extremidades (coloração. 3º grau: Atingem o teado subcutâneo. .permeabilidade das vias aéreas (retirada de prótese). atropelamentos.sondagem vesical. Tratamento: . Choque hipovolêmico por perda de água. se prescrita. Deformidade. estabelecendo a seguinte ordem.Eles podem ser abertos ou fechados. queimadura de sol. QUEIMADURAS Conceito: Queimaduras são lesões produzidas por agentes térmicos. . devido á grande vascularização local.R. ou o corpo humano chocando-se contra um objeto. colisões de autos ou ferimentos. que podem ser tanto um objeto chocandose contra o corpo humano.colocação da cânula de guedell.avaliação de trauma crânio encefálico e outras lesões.controle rigoroso da administração e perda de líquidos.E decorre geralmente de quedas acidentais. Complicações: 1. estabelecendo prioridade e dando atenção imediata aquele traumatismo que interfere nas funções vitais.avaliação da ansiedade do paciente.avaliação das possíveis lesões intratorácicas. .aspiração das secreções orofaríngeas.Aliviar a dor .C. . elétricos e radiativos que destroem os tecidos. Princípios básicos do tratamento de emergência: Fazer uma avaliação rápida do estado geral do paciente. químicos.Prevenir complicações renais e ou respiratórios. edema cerebral ou hematoma.E esta condicionada principalmente á lesão cerebral.lesão de cérebro.A gravidade do T.Prevenir deformidades. . .Tricotomia ao redor. Tratamento: . Lesão do couro cabeludo: Costumam sangrar com uma certa intensidade. A pele fica vermelha e há pouca dor. .V.entubação e uso de respirador.avaliação da função respiratória(ritmo.exemplo. Problemas respiratórios e renais. Infecção. .imobilização das fraturas. Politraumatismos são lesões múltiplas de diversas naturezas que podem comprometer diversos órgãos e sistema. de acordo com o agente o tempo de exposição e a área atingida.C. . temperatura e pulso). A gravidade de uma queimadura é avaliada pelo grau e pela intensidade (extensão). havendo posteriormente necrose do tecido.controle da hemorragia. produzindo lesões no inicio esbranquiçadas. orientando e esclarecendo sobre o seu estado. procedimentos e dúvidas. . . .Repor perdas liquidas .Traumatismos são lesões provocadas por forças externas. 1º grau: São superfícies. há avermelhamento intenso.C. preparar o paciente para cirurgia. .Se for detectada hemorragia interna.Receber o paciente queimado em sala limpa. . 3.V. há muita dor.

favorecendo a ocorrência de infecção.Colocando-o sobre a maca forrada com lençol.Controle hídrico. Este EPI é mais adotado pela equipe de enfermagem que atua na unidade de internação. Somente dois fizeram referência ao uso de luvas estéreis. . da metabolização da vitamina D. A lavagem de mãos também foi um dos itens pelos profissionais para prevenir e controlar as infecções na área queimada. Os demais não especificaram o momento e outros relataram lavar apenas antes de realizá O uso de EPI -lo. MNC INTRODUÇÃO A pele é o mais extenso órgão do corpo humano.Controle de sinais vitais a cada hora. . prevenção e recuperação da saúde do indivíduo em situações críticas. Conclusão É relevante destacar que diante os resultados apresentados a necessidade de atualização da equipe de enfermagem no desenvolvimento do cuidado com clientes vítima de queimaduras. Estabelecer plano de promoção. tendo como lócus de investigação a unidade no hospital das clinicas de Teresópolis Constantino Otaviano situado no Rio de Janeiro no município de Teresópolis. Assistência de enfermagem em clientes vitimas de queimaduras AUTORES: Lopes. Resultados A pesquisa nos mostra que as luvas foram os EPI mais utilizados pelos profissionais de enfermagem. contra perdas excessivas de água e eletrólitos.Mudar de decúbito freqüentemente.S ORIENTADORA(S): Tanji. .Incentivar dieta. na termorregulação e na recepção de estímulos do ambiente. Em caso de comprometimento da sua integridade como a queimadura. Oliveira. o contato com a realidade assistencial em hospitais gerais tem nos revelado o quanto ainda temos a avançar na . somente dois profissionais que realizam o 1º curativo executam a lavagem das mãos antes e após o curativo. por se tratar de situações que envolvem atendimento de alto risco. ..Utilizar as roupas do paciente com cuidado. e contra traumas físicos. 2º imediato . protegendo-o contra a invasão de microrganismos. . . Por outro lado CABRAL & GOMES (1999) recomendam lavar a área queimada com água corrente e soluções à base de Clorexidine. A pesquisa será feita com profissionais de enfermagem( técnicos e enfermeiros ) a fim de melhorar a assistência de enfermagem aos clientes vitimas de queimaduras.L. o uso de água corrente para a realização do banho recomenda. Dentre os que responderam. sendo muito importante deixá-lo sobre as lesões. principalmente quando realizado entre o contato com pacientes diferentes. OBJETIVO GERAL Identificar e analisar as medidas adotadas para a prevenção e controle das infecções na assistência ao paciente portador de queimaduras. simplesmente. METODOLOGIA Estudo de caso.Dar cuidados higiênicos. a função de todos os sistemas do corpo estará afetada e as defesas do organismo estarão limitadas. . foi citado como uma das medidas mais utilizadas na prevenção e controle das infecções hospitalares pelos profissionais durante o banho três profissionais descreveram o uso de sabonete individual eum. . atendendo a resolução 196/96 do Ministério da Saúde. A prevenção e o controle de infecção em pacientes portadores de queimaduras revestem-se de importância e impacto na qualidade da assistência. que relataram utilizar com maior freqüência. Entretanto.Q.M. a limpeza com água e sabão. .Puncionar veia.S. O capote vem em seguida na freqüência de utilização. nas unidades de clinica cirúrgica e ambulatório geral de cirurgia . . .Prevenir escaras e deformidades.Incentivar a deambulação. além de ser uma das exigências para o êxito terapêutico. O instrumento da pesquisa será um questionário contendo apenas questões abertas (apêndice A) e observação sistemática.Observar estado mental do paciente (confusão. Em um período de março a maio de 2007 . Percebemos que a maioria dos profissionais estão conscientes da importância e necessidade desse procedimento. Participa da produção de hormônios e secreção de substâncias.Movimentação no leito.Auxiliar no curativo das áreas queimadas.Controle hídrico rigoroso. Cordeiro. .E. OBJETIVO ESPECÍFICO Identificar os cuidados oferecidos pelos profissionais na assistência ao paciente portador de queimaduras. torpor e delírios).Controle de sinas vitais. Para a coleta de dados será confeccionado um termo de consentimento livre e esclarecido . .

frio. superfícies quentes. Lesão de Segundo Grau Queimadura que atinge tanto a derme quanto a epiderme. CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES Determinar o grau da lesão é determinar a profundidade da queimadura (se atingiu epiderme. Todos esses mediadores inflamatórios aumentam a permeabilidade capilar aos líquidos com conseqüente edema. derme ou outros tecidos).br/queimados Queimaduras Queimaduras são lesões dos tecidos orgânicos em decorrência de trauma de origem térmica resultante da exposição a chamas.rj. Clinicamente caracteriza-se por eritema e dor local sem a presença de bolhas ou flictenas. . Na re alidade assistencial é freqüente observarmos uma dicotomia entre a teoria e a prática. substâncias químicas. As principais alterações fisiológicas que ocorrem num processo de queimadura são: aumento de permeabilidade capilar e edema.gov. Lesão de Primeiro Grau Atinge a epiderme (camada mais externa) e não provoca alterações na hemodinâmica. A lesão térmica determina a exposição do colágeno no tecido afetado levando à liberação de histamina. Muitas vezes a diferenciação entre os graus de lesão pode ser difícil e o diagnóstico de certeza só pode ser realizado através de histopatologia do tecido. PALAVRAS CHAVES : queimaduras. radiação.adoção de medidas de prevenção e controle de infecção. prevenção e controle REFERENCIAS infecção hospitalar : manual prático www. atrito ou fricção. A característica mais marcante é a presença de bolhas. Um bom exemplo é a queimadura solar.saude. líquidos quentes. A histamina juntamente com outras cininas ativa o sistema do ácido arquidônico liberando prostaglandinas. bem estabelecidas na literatura.

Lesão de Segundo Grau Profunda: Acomete também uma porção mais profunda da derme. A lesão característica apresenta-se com aspecto duro. Lesão de Terceiro Grau É uma queimadura que acomete todas as camadas da pele e pode atingir também outros tecidos (subcutâneos músculos e ossos). O diagnóstico diferencial principal é com a lesão de terceiro grau ( queimaduras de segundo grau são dolorosas e as de terceiro grau não costumam doer). Como exemplo figuram as leões por escaldadura (líquido superaquecido). esbranquiçado ou marmóreo. . As bolhas apresentam fundo de coloração violácea ou esbranquiçada. As queimaduras de terceiro grau podem ter causa elétrica ou térmica.Lesão de Segundo Grau Superficial: Atinge epiderme e superfície da derme apresentando lesões bolhosas eritematosas. perda de sensibilidade no local e presença de vasos trombosados. inelástico.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->