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Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem.

[6] A noção
equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século
XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda
patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do
grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram
inúmeras campanhas antianarquistas.[7] Outro equívoco banal é se considerar anarquia
como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens. À
ausência de ordem - ideia externa aos princípios anarquistas -, dá-se o nome de
"anomia".[8]

Passando da conceituação do Anarquismo à consolidação dos seus ideais, existe uma


série de debates em torno da forma mais adequada para se alcançar e se manter uma
sociedade anárquica. Eles perpassam a necessidade ou não da existência de uma moral
anarquista, de uma plataforma organizacional, questões referentes ao determinismo da
natureza humana, modelos educacionais e implicações técnicas, científicas, sociais e
políticas da sociedade pós-revolução. Nesse sentido, cada vertente do Anarquismo tem
uma linha de compreensão, análise, ação e edificação política específica, embora todas
vinculadas pelos ideais-base do Anarquismo. O que realmente varia, segundo os
teóricos, são as ênfases operacionais.