NEUROANATOMIA - SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO O sistema nervoso autônomo ou SNA controla a função involuntária de diversos órgãos, sendo responsável

pela adaptação do homem ao ambiente em que vive. O SNA controle freqüência cardíaca, secreção hormonal, contrações musculares involuntárias realizando aj ustes finos no ambiente interno do corpo. A maior parte da atividade autônoma não chega ao córtex, sendo inconsciente. As vias eferentes do SNA são formadas por neurônios pré e pós ganglionares. Os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares ficam localizados na coluna cinzenta lateral da medula espinhal e nos núcleos motores do III, VII, IX e X pares de nervo craniano. O axônio destes corpos celulares fazem sinapses com neurônios agrupados, formadores de um gânglio (núcleos de neurônios fora do siste ma nervoso central). Grandes grupos de fibras aferentes e eferentes formam os plexos autônomos no tórax, pelve e abdome. Os receptores viscerais incluem quimiorreceptores, nociceptores, barorreceptores e osmorreceptores. O SNA é distribuído por todo o si stema nervoso central e também pelo sistema nervoso periférico. Sua divisão didática é feita em sistema nervoso autônomo simpático, parassimpático e entérico, sendo esta última desconsiderada por alguns autores. Porção Simpática do Sistema Nervoso Autônomo Maior porção do SNA inervando coração, pulmão, vasos sangüíneos, glândulas e vísceras. A função do SNA Simpático é a de preparar o corpo para uma emergência (situação de "luta ou fuga"), quando o mesmo encontra-se ameaçado. Há taquicardia, vasodilatação muscular esquelética, midríase, aumento da pressão arterial, broncodilatação, cianose, sudorese (fria) e salivação espessa (boca seca). Eferência Simpática. A coluna vertebral possui em sua porção tóracolombar (T1 -L3) uma cadeia paravertebral de gânglios (tronco simpático). Os axônios mielinizados partem da medula pelas raízes anteriores passando por meio dos ramos comunicantes brancos (mielinizados) até os gânglios paravertebrais do tronco simpático. Após penetrarem o gânglio os axônios fazem sinapse colinérgica (ACh) com o neurônio ali presente. O axônio que parte do gânglio é amielínico passando para os nervos espinhais cervicais, torácicos, lombares e sacrais como o ramo comunicante cinzento. As fibras pré -ganglionares podem atravessar o tronco simpático sem que haja sinapse: estas fibras partem do tronco simpático como nervos esplâncnicos maiores e menores. O nervo esplâncnico maior faz sinapse com os gânglios do plexo celíaco, do plexo renal e da medula da supra -renal. O nervo esplâncnico menor faz sinapse com a porção inferior do plexo celíaco. Algumas fibras pré -ganglionares fazem sinapse diretamente com a medula da supra -renal, sendo que estas células medulares são consideradas neurônios simpáticos excitatórios, secretores de noradrenalina e adren alina. Aferência Simpática. As fibras simpáticas cursam desde as vísceras pelos gânglios sem fazer sinapses. Passam para os nervos espinhais por meio dos ramos comunicantes brancos atingindo suas raízes posteriores, em seguida, entram na medula espinhal podendo formar o componente aferente do arco reflexo local ou podem ascender para os centros superiores. Tronco Simpático. São dois troncos nervosos ganglionares que se estendem em cada lado da coluna vertebral. No pescoço cada tronco possui 3 gânglios, no tórax 11 a 12 gânglios, na região lombar 4 ou 5 e na pelve também 4 a 5 gânglios. Porção Parassimpática do Sistema Nervoso Autônomo A porção parassimpática do SNA esta, anatomicamente localizada, na porção crânio -sacral da medula espinhal. O SNA parassimpático esta relacionado, com exceções, ao antagonismo simpático: bradicardia, miose, suor difuso, secreção salivar abundante, aumento do peristaltismo e da atividade glandular. Eferência Parassimpática. Como comentado, as fibras partem das porções crânio -sacrais da medula espinhal. As células nervosas situadas na porção cranial (tronco encefálico) formam núcleos dos seguintes nervos cranianos: III par (oculomotor - núcleo parassimpático de Edinger-Westphal); VII par (facial - núcleo salivatório superior e núcleo lacrimal); IX par (glossofaríngeo - núcleo salivatório inferior) e X par (vago - núcleo dorsal do vago). O axônio destes nervos são mielinizados. A porção sacral (S2, S3 e S4) emite neurônios mielinizados a partir do corno anterior medular formando os nervos esplâncnicos pélvicos. As fibras mielinizadas crânio -sacrais são mielinizadas fazendo sinapses com os gânglios periféricos (presentes na parede da víscera), próximo ao seu destino final, logo as fibras pré -ganglionares são longas enquanto que as fibras pós-ganglionares (amielinizadas) são curtas, oposto ao SNA Simpático. Novamente a sinapse no interior do gânglio é feita pela acetilcolina (colinérgica), igual ao SNA Simpático e sua sinapse terminal é feita também pela ACh, diferente do SNA Simpático. Os gânglios parassimpáticos cranianos são: ciliar, ptérigo -palatino, submandibular e ótico. Em algumas regiões estas células ganglionares ficam próximas aos plexos nervosos como o plexo cardíaco, pulmonar, mioentérico (Auerbach) e mucoso (Meissner). Tanto o plexo mioentérico como o plexo submucoso estão presentes no trato gastrointestinal. Os nervos esplâncnicos fazem sinapses no pl exo hipogástrico. Aferência Parassimpática. Os estímulos viscerais passam para seus corpos celulares situados nos gânglios sensoriais dos nervos cranianos ou para os gânglios das raízes posteriores dos nervos espinhais sacrais.

Novamente, semelhante ao SNA Simpático, as fibras fazem seus arcos reflexos locais ou ascendem para os centros superiores. Nos gânglios além das fibras pré-ganglionares que estão chegando para fazer sinapses com o neurônio pósganglionar, há uma pequena população de células, interneurônios, que apresentam fluorescência de catecolaminas - células pequenas intensamente fluorescentes (small intensely fluorescent - SIF). As células SIF, são carregadas de dopamina e, conseguem modular a atividade no interior do gânglio. Transmissões Pré-Ganglionares: as fibras pré-ganglionares, em suas porções terminais, enrolam-se nos dendritos dos neurônios pós-ganglionares fazendo múltiplas sinapses. O neurotransmissor que excita os neurônios pós-sinápticos, como já mencionado, é a acetilcolina, qu e atuará sobre seus receptores nicotínicos (presentes na membrana pós-sináptica). Vale lembrar que os receptores nicotínicos são encontrados somente nas transmissões neuromusculares (placas motoras) e nos gânglios. A ação da ACh é dita fugaz por rapidamente ser removida da fenda sináptica por ação de uma enzima denominada acetilcolinesterase. (AChE). Há algumas membranas pós-sinápticas que apresentam receptores muscarínicos, sendo estes responsáveis por potenciais mais lentos excitatórios ou até mesmo poten ciais inibitórios. Potenciais de Ação. Os potenciais de ação que são desencadeados pelo neurotransmissor podem ser excitatórios ou inibitórios, dizemos assim que um PPSE é um potencial pós -sináptico excitatório, enquanto que um PPSI é um potencial pós-sináptico inibitório, dependendo do receptor em questão. Na farmacologia o estudo sobre as drogas que atuam nestes gânglios possui importante relevância já que muitas vezes precisamos interromper a transmissão nervosa em determinada região do organismo. Terminações Nervosas Pós-Ganglionares: estas fibras terminam sobre o órgão efetor, seus axônios cursam pelas glândulas, músculo liso e cardíaco perdendo sua bainha de mielina (formada por células de Schwann). Os transmissores pós-ganglionares envolvidos no SNA Parassimpático é a acetilcolina, são ditas terminações colinérgicas. No SNA Simpático, pelo menos na maioria das vezes, o neurotransmissor envolvido é a noradrenalina, são ditas terminações noradrenérgicas. As exceções incluem terminações simpáticas que terminam nos vasos sangüíneos e nas glândulas sudoríparas liberando em suas terminações acetilcolina ao invés da noradrenalina. A noradrenalina por sua vez atua sobre duas classes gerais de receptores: alfa 1 ou alfa 2, beta 1, beta 2 ou beta 3, ambos acoplados à proteína G. Outros transmissores pós-ganglionares já foram descritos tanto para o SNA Simpático como para o SNA Parassimpático sendo eles: ATP, Substância P e Neuropeptídeo Y (NPY). Controle do SNA pelo SNC. O hipotálamo mostra-se a estrutura responsável pelo controle do SNA e SNEndócrino. A estimulação da região anterior do hipotálamo influencia nas respostas parassimpáticas enquanto que a porção posterior nas respostas simpáticas. Vale destacar que o SNC pode influenciar voluntariamente no SNA: quando um paciente chega ao psiquiatra com síndrome do pânico por exemplo, após algumas sessões o indivíduo aprende a lidar com a taquicardia, dispnéia, tremor e sudorese (fria), nesses casos o paciente aprendeu artifícios para lidar com o desconforto d a resposta de alarme que foi transmitida para a periferia via SNA. Sistema Nervoso Entérico. Trata-se de uma outra subdivisão do SNA, muitas vezes não consideradas por alguns autores. Porém didaticamente o SNA Entérico consiste em dois importantes plexos : mioentérico e submucoso presentes em toda extensão do trato gastrointestinal. O plexo de Meissner ou submucoso fica entre a camada submucosa e a camada muscular circular interna, já o plexo mioentérico ou de Auerbach situa -se entre a camada muscular circular interna e camada muscular longitudinal externa. O plexo submucoso esta relacionado com o controle das glândulas da camada mucosa (glândulas de Brünner) enquanto que o plexo mioentérico esta relacionado com os movimentos da parede intestinal. Estes neu rônios presentes nestes plexos enviam sinais para os plexos celíaco e mesentéricos além de promover uma atividade reflexa local. Neurofisiologia - Funções do SNA 1. SNA Simpático prepara e mobiliza o organismo para uma situação de emergência: exercício súbito, medo, raiva, situações que exigem o comportamento de "luta ou fuga". 2. SNA Parassimpático reorganiza as atividades desencadeadas pelo SNA Simpático, visando a restauração do equilíbrio. Inervações Autônomas a) Olho: pálpebra superior (nervo oculomotor) e Íris (midríase ou miose - III par craniano): Neurônios T1-T2 partem pelos ramos comunicantes brancos ascendendo pelo tronco simpático para realizarem sinapses com neurônios pós-ganglionares do gânglio cervical superior. Os nervos penetram o cr ânio junto com a artéria carótida interna passando pelo seio cavernoso dirigindo -se para o gânglio ciliar junto, agora, da artéria oftálmica. Do gânglio ciliar os nervos atingem o músculo dilatador da pupila. Qualquer lesão neste trajeto nervoso desencadeará numa miose ipsilateral. b) Glândula Lacrimal: inervação parassimpática - origina-se no núcleo lacrimal do nervo facial. As fibras pré ganglionares atingem o gânglio ptérigo-palatino por meio do nervo intermédio e do seu ramo petroso maior e também por meio do nervo do canal pterigóideo. As fibras pós-ganglionares se juntam ao nervo maxilar passando para seu ramo zigomático - nervo zigomático-temporal terminando no nervo lacrimal.

c) Glândulas Salivares: Submandibular e Sublingual possuem inervação pa rassimpática originada no núcleo salivatório superior do nervo facial. As fibras pré -ganglionares cursam para o gânglio submandibular e para outros pequenos gânglios através do nervo da corda do tímpano e nervo lingual. As fibras pós -ganglionares cursam diretamente para a glândula submandibular e via nervo lingual para a glândula sublingual. d) Glândula Parótida: inervação parassimpática originadas no núcleo salivatório inferior do nervo glossofaríngeo. Fibras pré-ganglionares cursam pelo gânglio ótico vi a ramo timpânico do nervo glossofaríngeo e do nervo petroso menor. As fibras pós-ganglionares atingem as glândulas por meio do nervo aurículo -temporal. e) Coração: Fibras pós-ganglionares atingem o coração via ramos nervosos cardíacos superior, médio e i nferior da parte cervical dos troncos simpáticos (plexos cardíacos). Este plexo cardíaco inerva os nodos sinoatrial e atrioventricular. Haverá taquicardia sob estímulo simpático como também dilatação das artérias coronárias. As fibras pré-ganglionares parassimpáticas originam-se no núcleo dorsal do nervo vago inervando também os dois nodos e as artérias coronárias. A ativação deste sistema causa bradicardia. f) Pulmões: As fibras pós -ganglionares cursam pelos plexos pulmonares formando redes em torno dos brônquios e dos vasos sangüíneos. As fibras simpáticas realizam broncodilatação e vasoconstrição. As fibras pré-ganglionares parassimpáticas se originam no núcleo dorsal do vago terminando sobre os plexos pulmonares. g) Trato Gastrointestinal: as fibras parassimpáticas abdominais pré-ganglionares penetram nos troncos vagais anteriores e posteriores terminando nos plexos de Meissner e Auerbach. Os nervos parassimpáticos estimulam o peristaltismo, relaxam os esfíncteres e estimulam secreções. Já as fibras s impáticas pré-ganglionares entram nos nervos esplâncnicos maior e menor fazendo sinapse pós-ganglionares nos gânglios celíaco e mesentérico superior. O SNA simpático inibe o peristaltismo, contrai os esfíncteres inibindo as secreções. h) Rim: as fibras p ré-ganglionares simpáticas penetram o tronco simpático penetrando o plexo renal em torno da artéria renal. Os nervos simpáticos realizam vasoconstrição nas artérias renais. Já as fibras parassimpáticas pré-ganglionares entram no plexo renal vindas do vago. A função parassimpática no rim é questionada. i) Medula da Glândula Supra-Renal: fibras simpáticas entram na medula adrenal através do nervo esplâncnico maior terminando nas células medulares produtoras de adrrenalina. Não há inervação parassimpática na medula adrenal. j) Artérias do Membro Superior: os nervos simpáticos inervam os vasos destes membros. As fibras pré ganglionares originam-se de T2-T8 cursando para o tronco paravertebral fazendo sinapses nos gânglios cervical médio, inferior e primeiro torácico (gânglio estrelado). As fibras pós -ganglionares unem-se aos nervos que formam o plexo braquial. k) Artérias do Membro Inferior: também inervadas por nervos simpáticos. As fibras pré -ganglionares se originam de T9-L3. Estas fibras fazem sinapses nos gânglios lombares e sacrais e as fibras pós -ganglionares atingem as artérias pelos plexos lombares e sacrais. Reflexos Relacionados ao SNA

Reflexos Visuais - Reflexo Direto e Consensual à Luz

Impulsos aferentes partem da retina - nervo óptico - quiasma óptico e tracto óptico. Algumas fibras deixam o tracto óptico para atingir o núcleo pré -tectal. Estas fibras passam pelo núcleo parassimpático de Edinger Westphal do nervo oculomotor bilateralmente. Do III par de nervo craniano as fibras atingem o gân glio ciliar (na órbita). As fibras parassimpáticas pós -ganglionares seguem para a órbita via nervos ciliares curtos. As duas pupilas se contraem no reflexo consensual à luz. Reflexo de Acomodação Quando um objeto mostrado ao indivíduo se aproxima dos gl obos oculares, há contração do músculo reto medial com convergência dos globos oculares para um mesmo eixo e pequena contração da pupilas para restrição das ondas luminosas. O impulso cursa pelo nervo óptico - quiasma óptico - tracto óptico - corpo geniculado lateral - lobo occipital - lobo frontal (campo ocular) - cápsula interna - núcleos mesencefálicos (dentre eles o núcleo de Edinger-Westphal) - gânglio ciliar (órbita) - nervos ciliares curtos que desencadearam contrição da pupila. Reflexo Cardiovascular: Seio Carotídeo e Arco Aórtico Na região do seio carotídeo (bifurcação da artéria carótida comum) e no arco aórtico situam -se os barorreceptores. Quando há elevação da pressão arterial estes receptores são distendidos e sinalizam ao sistema nervoso central, através do nervo glossofaríngeo (seio carotídeo) e vago (arco aórtico), essa alteração. A região que recebe este sinal é denominada núcleo solitário (formação reticular). No tronco (bulbo) há ativação do núcleo dorsal do vago (parassimpático) que p romove bradicardia, simultaneamente fibras retículo espinhais inibem a eferência simpática para o coração e arteríolas reduzindo a resistência vascular periférica. A

pressão arterial ira cair. Reflexo Cardiovascular: Reflexo de Bainbridge Desencadeado por aumento da pressão venosa no átrio direito e das veias cavas. Fibras ascendentes ascendem pelo nervo vago até o bulbo terminando no núcleo do trato solitário (NTS). Neurônios inibem o núcleo parassimpático enviando eferências (fibras retículo -espinhais) para aumentar a eferência simpática. O resultado destes mecanismos é o aumento da freqüência cardíaca. Considerações Clínicas

Síndrome de Horner Sinônimos: Deficiência Óculo-simpática; Síndrome de Claude-Bernard-Horner; Paralisia Óculo-simpática; Heterocromia de Íris. A síndrome de Horner refere-se a uma série de sintomas relacionados à interrupção da inervação simpática de um dos olhos. O grau e a intensidade da lesão depende do tipo de bloqueio da inervação simpática e da sua etiologia. Os achados clínicos que nos indicam síndrome de Horner incluem: ptose palpebral (grau variado), miose e lentidão no reflexo pupilar à ausência de luz comparado à pupila não afetada contralateralmente. A enoftalmia é ocasionada pela ptose e não deverá ser considerado como sintoma na síndrome de Horner. Podemos observar vasodilatação das arteríolas cutâneas, perda da sudorese ipsilateralmente o que é denominado anidrose. A causa da síndrome é variada, podendo ser genética ou traumática, por exemplo por lesão do tronco encefálico e ou da parte cervical da medula espinhal. As doenças neurodegenerativas como esclerose múltipla e siringomielia também pode se apresentar com síndrome de Horner. As lesões tumorais também podem causar a sintomatologia da doença. As doenças cerebrovasculares como os aneurismas cerebrais devem ser incluídos no diagnóstico da síndrome, principalmente aqueles que envolvem a artéria carótida interna. No espectro diagnóstico o médico deverá distinguir o nível da lesão em que o paciente esta situado : lesão no primeiro neurônio (Horner central) representam lesões nas fibras descendentes retículo -espinhais incluindo anidrose e hiperestesia em toda porção do corpo contralateral à lesão; já a lesão no segundo neurônio (Horner pré-ganglionar) cursará com perda da sudorese somente na região da face e do pescoço com presença de rubor ou palidez na mesma região. Por fim, a lesão no terceiro neurônio (Horner pós -ganglionar) incluem dores faciais ou doença no ouvido, nariz ou garganta. O médico deverá ser extremamente criterioso na anamnese para conseguir distinguir entre uma síndrome de Horner central, pré-ganglionar ou pós-ganglionar. Síndrome de Horner

Central

Pré-Ganglionar

Pós-Ganglionar Diplopia decorrente da paralisia do VI par de NC ou no segmento V2 do nervo trigêmio. Dor Dor

Sintomas:

Hemiparestesia no Hemicorpo Ipsilateral

Mais freqüente ser decorrente de um trauma

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Disartria e Disfagia Disartria e Disfagia Nistagmo

Dores no pescoço e nas axilas Dores no pescoço e nas axilas Hemoptise História de cirurgia de cabeça ou pescoço; edema de pescoço; colocação recente de cateter central.

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Ataxia

Um teste farmacológico utilizado para o diagnóstico da síndrome de Horner inclui a utilização de solução de cocaína a 4-10% via ocular: a cocaína instilada sob o olho com inervação simpática intacta causará midríase, enquanto que num olho lesionado haverá apenas uma discreta dilatação. Após 40-60 minutos uma anisocoria maior que 0,8mm é diagnóstico de síndrome de Hor ner. Pupila de Argyll Robertson Condição caracterizada por miose com tamanho fixo, não reativa à luz mas contraindo -se na acomodação. Na

grande maioria das vezes é causada por neuro-sífilis com lesão bilateral do núcleo de Edinger -Westphal. Síndrome de Frey Algumas vezes a síndrome de Frey decorre de uma lesão na parótida. Durante a cicatrização da lesão as fibras nervosas crescem para fora, unindo-se ao coto distal do nervo auricular maior que inerva as glândulas sudoríparas daquela região. Devido a esse fato, todo estímulo à secreção salivar ocasionará secreção de suor, já que o nervo aurículo-temporal estará conectado ao nervo auricular maior. Outro caso semelhante inclui as lesões do nervo facial que ao cicatrizar -se unem-se de forma inapropriada ao nervo correspondente à glândula lacrimal, logo todo estímulo à secreção salivar produzirá lágrimas - daí a denominação lágrimas de crocodilo. Doença do Megacólon Congênito ou Doença de Hirschsprung Doença congênita onde o plexo mioentérico ou de Auerbach não desenvolve-se corretamente na porção distal do cólon. O peristaltismo nessa região é ausente, devido a esse fato as fezes não passam por essa região deixando-a extremamente dilatada. O tratamento implicado nesses casos é a ressecção cirúrgica das p orções aganglionares do intestino

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. .Mielomeningocele: há protusão da meninge como também da medula (tecido nervoso). .Ambas as situações podem cursar com alterações das funções motoras e ou sensitivas. Disrafismo Espinhal ± Malformação Óssea ou Espinha Bífida .Divertículo de tecido nervoso central através de um defeito no fechamento do crânio.Encefalocele .Meningocele: há apenas presença da meninge. .A deficiência de folato no início da gravidez pode ser a etiologia destas alterações morfológicas envolvendo o sistema nervoso central.

. Teoricamente. Por meio dessa rede de nervos. células do sistema imunológico iniciam um quadro inflamatório no local da lesão. Infelizmente. que impedem os axônios lesados de crescerem e reconectarem. impedindo a entrega de oxigênio e nutrientes para as células não afetadas diretamente. o sistema ascendente transporta sinais sensoriais das extremidades do corpo até a medula e de lá para o cérebro. se a massa cinzenta do segmento da medula onde os nervos rotulados C8 for lesada. Em comparação. na medula espinhal a massa cinzenta localiza-se internamente e a massa branca. as vértebras que normalmente protegem a medula podem matar ou danificar as células. antes intactas. Da medula partem 31 pares de nervos raquidianos que se ramificam.A Medula Espinhal Nossa medula espinhal tem a forma de um cordão com aproximadamente 40 cm de comprimento. a medula se conecta com as várias partes do corpo. Os danos mecânicos promovem rompimento de pequenos vasos sangüíneos. Durante uma fratura ou deslocamento da coluna. Nesse caso. se o dano for confinado à massa cinzenta. Ocupa o canal vertebral. o trânsito dos sinais será interrompido até o ponto da fratura. os axônios levando sinais para cima e para baixo através da área branca adjacente continuariam trabalhando. Dessa forma. como veículo condutor de impulsos nervosos. Por exemplo. externamente (o contrário do que se observa no encéfalo). As duas regiões também abrigam células da Glia. que afetam células vizinhas. as células lesadas extravasam componentes citoplasmáticos e tóxicos. a lesão original é só o começo. também. A medula funciona como centro nervoso de atos involuntários e. o paciente só sofrerá paralisia das mãos. Os corpos celulares dos neurônios se concentram no cerne da medula na massa cinzenta.primeira vértebra . na área adjacente a massa branca. sem perder a capacidade de andar ou o controle sobre as funções intestinais e urinárias. A medula possui dois sistemas de neurônios: o sistema descendente controla funções motoras dos músculos. Os axônios ascendentes e descendentes. regula funções como pressão e temperatura e transporta sinais originados no cérebro até seu destino. que acabam morrendo. os distúrbios musculares e sensoriais poderão estar apenas nos tecidos que recebem e mandam sinais aos neurônios residentes no nível da fratura. células da Glia proliferam criando grumos e uma espécie de cicatriz. desde a região do atlas .até o nível da segunda vértebra lombar. se a área branca for lesada. recebendo mensagens e vários pontos e enviando-as para o cérebro e recebendo mensagens do cérebro e transmitindo-as para as várias partes do corpo.

Cada feixe forma um nervo. Cada fibra nervosa é envolvida por uma camada conjuntiva denominada endoneuro. Percepções sensoriais da face. Controle da movimentação do globo ocular. Seu conjunto forma a rede nervosa. o que leva à paralisia e atrofia dos músculos. cinco são motores e os quatro restantes são mistos. Quando partem do encéfalo. da pupila e do cristalino. os nervos são chamados de cranianos. feixe de axônios de neurônios motores (centrífugos). formados por axônios de neurônios sensoriais e por neurônios motores. Controle dos movimentos da mastigação (ramo motor). O Sistema Nervoso Periférico O sistema nervoso periférico é formado por nervos encarregados de fazer as ligações entre o sistema nervoso central e o corpo. que podem ser formadas de axônios ou de dendritos. que são formados por prolongamentos de neurônios sensoriais (centrípetos). As fibras nervosas. Controle da movimentação do globo ocular. Vários feixes agrupados paralelamente formam um nervo. quando partem da medula espinhal denominam-se raquidianos. Cada feixe é envolvido por uma bainha conjuntiva denominada perineuro. Existem ainda os nervos mistos. V-TRIGÊMEO mista VI-ABDUCENTE motora . seios da face e dentes (ramo sensorial).O vírus da poliomielite causa lesões na raiz ventral dos nervos espinhais. Os nervos que levam informações da periferia do corpo para o SNC são os nervos sensoriais (nervos aferentes ou nervos sensitivos). Percepção visual. NERVO é a reunião de várias fibras nervosas. Aqueles que transmitem impulsos do SNC para os músculos ou glândulas são nervos motores ou eferentes. Controle da movimentação do globo ocular. Do encéfalo partem doze pares de nervos cranianos. O nervo também é envolvido por uma bainha de tecido conjuntivo chamada epineuro. formadas pelos prolongamentos dos neurônios (dendritos ou axônios) e seus envoltórios. Em nosso corpo existe um número muito grande de nervos. organizam-se em feixes. Nervo craniano I-OLFATÓRIO II-ÓPTICO III-OCULOMOTOR IV-TROCLEAR sensitiva sensitiva motora motora Função Percepção do olfato. Três deles são exclusivamente sensoriais.

laringe e palato. Controle dos músculos da faringe. Percepção gustativa no terço anterior da língua (ramo sensorial). faringe. Percepção gustativa no terço posterior da língua. dos músculos esternoclidomastóideo e trapézio. VIII-VESTÍBULOCOCLEAR IXGLOSSOFARÍNGEO sensitiva mista X-VAGO mista XI-ACESSÓRIO XII-HIPOGLOSSO motora motora . palato. Percepção postural originária do labirinto (ramo vestibular). Inervação das vísceras torácicas e abdominais. percepções sensoriais da faringe. laringe. laringe.VII-FACIAL mista Controle dos músculos faciais ± mímica facial (ramo motor). Controle motor da faringe. da laringe e da língua. Percepção auditiva (ramo coclear). Percepções sensoriais da orelha. tórax e vísceras.

.Os 31 pares de nervos raquidianos que saem da medula relacionam-se com os músculos esqueléticos. Desse modo. os 31 pares de nervos raquidianos distribuem-se da seguinte forma: y y y y oito pares de nervos cervicais. Os corpos celulares dos neurônios que formam as fibras motoras localizam-se na medula. De acordo com as regiões da coluna vertebral. os nervos raquidianos são todos mistos. reunindo-se em estruturas especiais chamadas gânglios espinhais. Os corpos dos neurônios que formam as fibras sensitivas dos nervos sensitivos situam-se próximo à medula. que é sensitiva. doze pares de nervos dorsais. e a raiz anterior ou ventral. porém fora dela. Essas raízes se unem logo após saírem da medula. que é motora. seis pares de nervos sagrados ou sacrais. cinco pares de nervos lombares. Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal.

Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca.O conjunto de nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso periférico. fazendo com que os sistema autônomo não seja totalmente independente do sistema nervoso cefalorraquidiano. também chamado involuntário ou visceral. Esses ramos são formados por pequenas dilatações denominadas gânglios. funciona independentemente de nossa vontade e tem por função regular o ambiente interno do corpo. controlando a atividade dos sistemas digestório. O corpo celular do neurônio pós-ganglionar fica no interior do gânglio nervoso e seu axônio conduz o estímulo nervoso até o órgão efetuador. como o próprio nome diz. o coração e os pulmões. Um conjunto de nervos comunicantes que ligam os gânglios aos nervos raquidianos. controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. O sistema nervoso autônomo compõe-se de três partes: y y y Dois ramos nervosos situados ao lado da coluna vertebral. As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos. Um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos diversos órgãos de nutrição. O SNP Autônomo ou Visceral. que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. O corpo celular do neurônio pré-ganglionar fica localizado dentro do SNC e seu axônio vai até um gânglio. Com base na sua estrutura e função. que pode ser um músculo liso ou cardíaco. . um neurônio pré-ganglionar e outro pós-ganglionar. o sistema nervoso periférico pode ainda subdividir-se em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo ou de vida vegetativa. excretor e endócrino. como o estômago. O corpo celular de uma fibra motora do SNP voluntário fica localizado dentro do SNC e o axônio vai diretamente do encéfalo ou da medula até o órgão que inerva. num total de 23 pares. Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. onde o impulso nervoso é transmitido sinapticamente ao neurônio pós-ganglionar. cardiovascular. O SNP Voluntário ou Somático tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. Um nervo motor do SNP autônomo difere de um nervo motor do SNP voluntário pelo fato de conter dois tipos de neurônios.

O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial. o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos. se o sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração. O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina. Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes. 2002. permitindo ao organismo responder a situações de estresse. promovendo aumento da secreção de adrenalina. Ed. hormônio que produz a resposta de "luta ou fuga" em situações de stress. Por exemplo. o sistema parassimpático entra em ação. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula supra-renal. A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros. Se o sistema simpático acelera o trabalho do estômago e dos intestinos. Bio 2. SÔNIA. Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios. razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos. razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. de modo geral. diminuindo o ritmo cardíaco. Por exemplo.São Paulo. estimula ações que mobilizam energia. de maneira antagônica.Imagem: LOPES. Saraiva. pelo aumento da pressão arterial. o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações desses órgãos. entre outras. De modo geral. esses dois sistemas têm funções contrárias (antagônicas). O SNP autônomo simpático. Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina. Um corrige os excessos do outro. . da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo.

estimulam. quando os centros simpáticos cerebrais se tornam excitados. preparando o corpo para a atividade. . quase todos os nervos simpáticos.Órgão Olho: pupila Músculo ciliar Glândulas gastrointestinais Glândulas sudoríparas Coração: músculo (miocárdio) Coronárias Vasos sanguíneos sistêmicos: Abdominal Músculo Pele Pulmões: brônquios Vasos sangüíneos Tubo digestivo: luz Esfíncteres Fígado Rim Bexiga: corpo Esfíncter Ato sexual masculino Glicose sangüínea Metabolismo basal Atividade mental Secreção da medula supra-renal (adrenalina) Efeito da estimulação simpática Dilatada nenhum vasoconstrição sudação Atividade aumentada Vasodilatação Efeito da estimulação parassimpática Contraída Excitado Estimulação de secreção Nenhum Diminuição da atividade Constrição Constrição Dilatação Constrição ou dilatação Dilatação Constrição moderada Diminuição do tônus e da peristalse Aumento do tônus Liberação de glicose Diminuição da produção de urina Inibição Excitação Ejaculação Aumento Aumento em até 50% Aumento Aumento Nenhum Nenhum Nenhum Constrição Nenhum Aumento do tônus e do peristaltismo Diminuição do tônus Nenhum Nenhum Excitação Inibição Ereção Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Em geral. simultaneamente.

Sensitivo: responsável pela sensibilidade somática de grande parte da cabeça. A vasodilatação muscular permite que o sangue flua facilmente através dos músculos.Além do mecanismo da descarga em massa do sistema simpático.sensitivo. algumas condições fisiológicas podem estimular partes localizadas desse sistema. Motor: inerva os músculos da mastigação. inerva o músculo oblíquo superior. que passa para o interior da fibra. III . Exercícios: durante o exercício físico. Nervos Cranianos Nervo olfatório. ela é destruída.motor. milo-hióide e o digástrico. IV . V . dor. II . determinando uma contração muscular. enquanto a vasoconstrição diminui o fluxo sangüíneo em todas as regiões do corpo. Nervo troclear. reto superior. Nos dois casos. o metabolismo aumentado nos músculos tem um efeito local de dilatação dos vasos sangüíneos musculares. porém. Nervo trigêmeo. pressão e tato) e propiceptivos. . ao mesmo tempo. despolarizando essa área da membrana do músculo.sensitivo. reto medial. conduz impulsos olfatórios. tanto nos gânglios do SNPA simpático como nos do parassimpático. oblíquo inferior (somíticos). o sistema simpático tem efeito vasoconstritor para a maioria das outras regiões do corpo. Também o aquecimento do sangue que passa através do centro de controle térmico do hipotálamo aumenta o grau de vasodilatação superficial. exceto no coração e no cérebro. ciliar e esfíncter da pupila (lisos). reto inferior. Nervo oculomotor. o que permite a despolarização da membrana. Esse mediador químico atua nas dobras da membrana. Essa despolarização local promove um potencial de ação que é conduzido em ambas as direções ao longo da fibra. Quase imediatamente após ter a acetilcolina estimulado a fibra muscular. conduz impulsos visuais. Duas das condições são as seguintes: y y Reflexos calóricos: o calor aplicado à pele determina um reflexo que passa através da medula espinhal e volta a ela. conduz impulsos exteroceptivos (temperatura. aumentando a sua permeabilidade aos íons sódio. ocorrem sinapses químicas entre os neurônios pré-ganglionares e pós-ganglionares. inerva os músculos levantador da pálpebra. I . sem alterar os vasos profundos. dilatando os vasos sangüíneos cutâneos. Nervo óptico.motor. Nas junções neuro-musculares. a substância neurotransmissora é a acetilcolina.

inerva parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo. Nervo vago. X Função: misto Sensitivo: gustação na epiglote. XII Motor: inerva a musculatura extrínseca e intrínseca da língua Nervo olfatório (percepção dos odores): O receptor do neurônio pseudo-unipolar interage com as partículas voláteis encontradas no ar. inerva a parte posterior das fossas nasais e face superior do palato mole. fibras parassimpáticas terminam no gânglio ótico e dele saem fibras do nervo aurículo-temporal que inerva a glândula parótida. úvula. inerva parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo. Motor: inervação de músculos da faringe e da laringe. É a única sensibilidade que não passa pelo tálamo. Motor: inervação dos músculos da mímica.Motor: inerva o músculo reto lateral. VII . inerva os músculos da laringe através do nervo laríngeo recorrente e as vísceras torácicas juntamente com fibras vagais. estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. VIII Sensitivo: parte vestibular. sublingual e lacrimal. VI . Deve-se comparar um lado com o outro. inervação parassimpática das vísceras e abdominais. baunilha e outras substâncias de odor conhecido em cada narina separadamente e tomando-se o cuidado de tapar a outra narina. tuba auditiva. traquéia. Nervo acessório. XI Função: misto Motor: une-se ao vago. seio e corpo carotídeos. esôfago e vísceras torácicas e abdominais. Motor: inerva o músculo constrictor da faringe e o músculo estilofaríngeo. conduz impulsos relacionados com o equilíbrio. Nervo hipoglosso. Nervo facial. laringe. inervação de parte da faringe. A estria olfatória medial faz conexão com a área septal. conduz impulsos relacionados com a audição. inervação do 1/3 posterior da língua. Nervo glossofaríngeo. parte coclear. tonsilas. inervação de parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo. Nervo vestíbulo-coclear. inervação pré-ganglionar das glândulas submandibular. Testar o odor aproximando-se café.Nervo abducente. faringe. Hiposmia e anosmia: primeiro deve-se descartar alteração periférica por processos .Sensitivo: gustação nos 2/3 anteriores da língua. inerva os músculos esternocleidomastóideo e trapézio. O impulso olfatório consciente passa pela lâmina crivosa do osso etmóide e segue pelas estrias olfatórias laterais até o úncus. IX Sensitivo: gustação no 1/3 posterior da língua. Perguntar sempre se o paciente sente normalmente o cheiro das coisas.

A retina temporal recebe as imagens do campo nasal. . Do corpo geniculado lateral. A ambliopia são alterações na acuidade visual e a amaurose é perda da visão. para o tracto óptico e para o corpo geniculado lateral do tálamo.inflamatórios que alteram a mucosa como a rinite. A memória sofre alterações. Os segundos neurônios são bipolares e os terceiros neurônios são ganglionares. II Nervo óptico: Testar a acuidade visual (mostrar objetos. Todos eles constituem as três camadas da retina. A lesão do tracto óptico provoca a perda do campo nasal e temporal (hemianopsia homônima). segue em direção aos colículos superiores no tecto do mesencéfalo. troclear e abducente): Examinar a motricidade extrínseca pedindo para o paciente acompanhar o dedo do médico. primeiro deve-se perguntar se o paciente tem alguma deficiência visual. As causas são múltiplas. pesquisar a campimetria grosseira (com o paciente olhando na testa do examinador comparando-se o campo visual do médico e do paciente). o segundo e o terceiro neurônios estão localizados na retina. IV e VI (oculomotor. ocorre parosmia (olfato pervertido). Pode ser causada por traumatismo crânio-encefálico (aceleração e desaceleração o encéfalo se desloca no crânio e as fibras da lâmina crivosa se rompem). Deve-se avaliar primeiro um olho e depois o outro. pedir para o paciente ler alguma coisa). fazer pesquisa do fundo de olho com o oftalmoscópio (observar a papila. Os primeiros neurônios caracterizam os cones e os bastonetes. a qual também pode ocorrer em pacientes psiquiátricos. os vasos e a presença de escavação fisiológica). O primeiro. A lesão no quiasma óptico causa hemianopsia bitemporal (heterônima) devido ao cruzamento das fibras provenientes de ambas as retinas nasais. A retina nasal recebe as imagens do campo temporal. parte das fibras segue à área 17 de Brodmann nos lábios do sulco calcarino através do feixe geniculo-calcarino enquanto o restante das fibras. III. que constituem a via aferente do reflexo fotomotor. Da retina as fibras seguem para o quiasma óptico. normalmente por problemas do próprio globo ocular. A lesão no nervo óptico direito causa a perda da visão no lado direito.

Se houver alteração da motricidade ocular o paciente vai se queixar de diplopia ou lesão dupla. A convergência ocular é atribuída ao núcleo de Perlia. a miose ao parassimpático através do núcleo de Edinger-Westphal e os movimentos do globo ocular em geral estão integrados pelo fascículo longitudinal medial. midríase e ptose palpebral. Sinal de Argyll -Robertson ocorre miose bilateral.O músculo oblíquo inferior vira o olho para cima quando ele está aduzido e o músculo oblíquo superior vira o olho para baixo quando ele está aduzido. Na paralisia do nervo oculomotor ocorre estrabismo divergente. que desaparece tapando-se um dos olhos. No exame da motricidade ocular intrínseca as pupilas devem ser isocóricas (mesmo diâmetro) e ter os contornos regulares. O reflexo fotomotor direto caracteriza-se pela miose pupilar ao incidir um feixe luminoso diretamente sobre um olho e o reflexo fotomotor indireto ou consensual caracteriza-se pela miose no outro olho sem que ele seja estimulado diretamente. Examinar a convergência ocular através do reflexo de acomodação. A Síndrome de Claude Bernard Horner é caracterizada por miose. Examinar a motricidade intrínseca ao se observar o diâmetro pupilar através dos reflexos fotomotor e consensual. O reflexo de acomodação é caracterizado miose e convergência ocular quando se aproxima um objeto dos olhos do paciente. Denomina-se anisocoria à diferença de diâmetro entre as pupilas. Ocorre devido à lesão periaquedutal em pacientes com sífilis. A midríase indica comprometimento do parassimpático através de lesão no núcleo de Edinger-Westphal e a miose indica lesão do simpático cervical. O estrabismo convergente ocorre na paralisia do nervo abducente. perda do reflexo fotomotor direto e manutenção do reflexo de acomodação visual. O núcleo de Perlia está relacionado com os músculos extrínsecos do olho menos o reto lateral e o oblíquo superior. ptose palpebral com diminuição da . enomina-se discoria à irregularidade do contorno pupilar.

colocação de clipes nos aneurismas e carbamazepina. Examina-se a sensibilidade geral nos dois terços anteriores da língua. pterigóideo lateral. raiz V1 (oftálmico): inerva do alto da cabeça até a fenda palpebral. A porção sensitiva inerva os dois terços anteriores da língua (sensibilidade geral). raiz V2 (maxilar): inerva da fenda palpebral até a rima bucal. milo-hióideo e ventre anterior do digástrico). O reflexo masseterino possui ambos os componentes aferente e eferente pertencentes ao nervo trigêmeo.fenda palpebral e enoftalmia. Examina-se o reflexo córneo-palpebral ao tocar o limbo corneano com um pedaço de algodão pedindo para o paciente olhar para cima e para o lado oposto. A região da cabeça posterior ao vértice é inervada por C1 e C2. examina-se a motricidade dos músculos da mastigação. raiz V3 (mandibular): inerva da rima bucal até a raiz mandibular. . O reflexo do espirro é feito através de estímulo sobre a mucosa nasal. examina-se os reflexos do trigêmeo. As principais formas de tratamento são a afastamento da alça vascular. com dois tubos de ensaio. V Nervo trigêmeo (predominantemente sensitivo). também utilizada nas neurites. com um pedaço de algodão examina-se a sensibilidade tátil. A porção motora inerva os músculos da mastigação (temporal. examina-se a sensibilidade térmica. A raiz V3 divide-se em porção sensitiva e porção motora. Na maior parte das vezes a trigeminalgia ocorre por compressão vascular (aneurismas) determinando dor ao falar ou comer. Com a ponta romba examina-se a sensibilidade dolorosa. As patologias que podem ocorrer são a trigeminalgia ou algia ou neuralgia do trigêmeo (é muito dolorosa). A dor é semelhante a um choque. um contendo água quente e outro tubo com água fria. A região localizada abaixo da raiz mandibular é inervada por C2 e C3. A resposta obtida no reflexo córneo-palpebral se dá através do nervo facial. pterigóideo medial. masseter.

Herpes zoster: comum em pacientes com história de varicela. ficando grande parte ou a totalidade da córnea recoberta pela pálpebra superior (sinal de Bell). Quando o paciente faz força para fechar os olhos aparece um desvio do globo ocular para cima e para fora. everter o lábio inferior para avaliar o platisma. sulcos da pele menos pronunciados do lado paralisado assim como rima palpebral mais aberta do lado paralisado (lagoftalmia). orbicular dos olhos. bucinador e platisma. orbicular da boca. Avaliam-se os reflexos: orbicular das pálpebras (V-VII). Os núcleos lacrimal e salivatório superior localizam -se na ponte e emitem fibras pré-ganglionares eferentes viscerais gerais parassimpáticas que seguem pelo nervo intermediário de Wrisberg até chegarem às glândulas lacrimais e submandibulares. Em virtude do déficit do músculo orbicular das pálpebras a secreção lacrimal escorre pela face no lado paralisado (epífora). piscar ausente ou menos evidente do lado comprometido. VII Nervo facial: inerva a musculatura da mímica: músculos enrugador da testa. Canula-se a saída de lágrima e saliva de um lado e comparar com o lado oposto. mostrar os dentes. O vírus fica no gânglio trigeminal. reflexo palmomentual (estimular a região tenar obtendo-se contração da musculatura mentoniana pelo nervo facial) e reflexo do orbicular da boca. Há formação de vesículas (bolhas). Na paralisia facial periférica pode ser observado desvio dos traços fisionômicos para o lado são. Pesquisar a sensibilidade gustativa nos dois terços anteriores da língua. A paralisia do nervo facial pode ser periférica (nuclear e infranuclear) e central (supranuclear). O ramo intermediário de Wrisberg realiza a inervação especial ou gustativa dos dois terços anteriores da língua. O facial também toma parte na salivação e no lacrimejamento através dos núcleos lacrimal e salivatório superior. respectivamente. . Pede-se para o paciente enrugar a testa.

Teste do equilíbrio: Observar tendência à queda estando o paciente em pé e de olhos fechados (se houver lesão labiríntica o corpo cai para o lado afetado). que possui conexões com o lobo parietal e com a zona medial do cerebelo. Há necessidade de sabermos se uma hipoacusia (diminuição da audição) é de condução ou de percepção. O segundo neurônio localiza-se nos núcleos cocleares dorsal e ventral. de onde seguem para o corpo geniculado medial do tálamo e para a área 41 de Brodmann no giro temporal transverso anterior ou giro de Heschl. para os colículos inferiores. Alterações dos neurônios na orelha interna levam a alterações auditivas de percepção. A via vestibular inicia-se nos receptores localizados no labirinto. O primeiro neurônio está localizado no gânglio vestibular ou gânglio de Scarpa. Alterações na orelha média determinam distúrbios auditivos de condução. relacionada com o equilíbrio. O primeiro neurônio da via auditiva está localizado no gânglio espiral e os seus receptores estão localizados no órgão de Corti. apagamento do sulco nasogeniano. Teste da audição: Com um diapasão de 128 Hertz realiza-se a prova de Rinne e a prova de Weber.. Do núcleo coclear as fibras cruzam-se para formar o corpo trapezóide. observar o indivíduo com os braços estendidos (irá apontar para o lado afetado). de onde seguem para o lemnisco lateral. A paralisia facial central (supranuclear) traduz-se semiologicamente por comprometimento do território inferior da face com desvio da rima bucal.uando o paciente procura olhar para cima o globo ocular do lado paralisado excursiona mais no sentido vertical que o do lado são (sinal de Negro). VIII Nervo vestíbulo-coclear: o nervo vestíbulo-coclear possui uma parte auditiva e uma parte labiríntica. se o labirinto estiver lesado à direita o nistagmo será à esquerda). Na surdez de condução a vibração . ex. observar nistagmo com desvio lento dos olhos para o lado afetado e correção rápida para o outro lado (nome do nistagmo é dado pela fase rápida. disartria e ausência de contração do platisma. A orelha média é responsável pela amplificação dos sons. Na prova de Weber coloca-se o diapasão vibrando no alto da cabeça.

IX e X .Os nervos glossofaríngeo. Quando há uma lesão do neurônio motor periférico pode ocorrer atrofia de língua. ela desviará para o lado paralisado. A condução aérea deverá ser melhor que a condução óssea. . Quando a língua é puxada para dentro da boca. Na surdez de percepção a vibração vai para o lado normal. Para avaliar a função do músculo esternocleidomastóideo deve-se pedir para o paciente virar a cabeça para um lado enquanto o médico a empurra para o outro lado. Os nervos glossofaríngeo e vago realizam a inervação sensitiva e motora da orofaringe e da laringe. A surdez de percepção deve ser tratada pelo neurologista.é sentida no lado que o paciente refere comprometimento da audição. o indivíduo será capaz de ouvir por algum tempo as vibrações do diapasão colocado próximo da orelha externa. A parte bulbar é analisada juntamente com os nervos glossofaríngeo e vago. O tratamento da surdez de condução é da esfera do otorrinolaringologista. ela é desviada para o lado são. hipotonia e fasciculações. A parte espinhal inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo. relacionado com a função motora. Prova de Rinne: o diapasão é colocado sobre o processo mastóide do osso temporal e quando o paciente deixar de ouvir a vibração coloca-se o diapasão nas proximidades da orelha externa. XII Nervo hipoglosso: pede-se para o paciente exteriorizar a língua e movimentá-la para os lados. Ao pedir para o paciente virar a cabeça para a esquerda examina-se o ECM direito e vice-versa. XI Nervo acessório: possui uma parte espinhal ou medular e uma parte bulbar ou craniana. Para avaliar a função do músculo trapézio o médico deve tentar abaixar o ombro do paciente contra a resistência do paciente. vago e a raiz craniana do acessório estão integrados no núcleo ambíguo. Quando a língua é colocada para fora da boca. Em situações normais.

Os principais sintomas decorrentes de lesão nestes nervos são a disfagia e as alterações na voz. neoplasias da base frontal (meningeoma) . Se a úvula subir centralizada não há lesão dos nervos IX e X. o palato mole e a úvula sobem com desvio para o lado normal. TCE . O sintoma da lesão das cordas vocais é a voz bitonal. formado pelo glossofaríngeo e pelo ramo craniano ou bulbar do acessório. epilepsia (sintoma recorrente). infecciosa pedir que identifique letras. símbolos. cravo. tais como café. transtorno psicogênico essências e aromas previamente conhecidos pelo paciente. Nervos cranianos: anatomia e exame clínico n° nome do nervo função emergência craniana inervação sintomas de alteração causas de alteração exame I OLFATÓRIO sensitiva lâmina crivosa do etmóide olfação anosmia parosmia rinite alérgica (a mais comum) . As cordas vocais são inervadas pelo nervo recorrente. O sinal da cortina indica lesão dos nervos IX e X. As cordas vocais devem ser examinadas com espelho apropriado. canela. Não se realiza o exame da sensibilidade dolorosa ou térmica. Se houver lesão de um dos lados. números de uma distância de . etc. O normal é ocorrer o reflexo do vômito. Exame motor: Observar a subida do palato mole enquanto o indivíduo pronuncia as letras "A" ou "E". O lado lesado ficará hipotônico e abaixado (sinal da cortina). II ÓPTICO sensitiva canal óptico visão redução / perda da acuidade visual neurite óptica (isquêmica diabetes?. não sendo um exame . Exame sensitivo: Tocar o palato na região retro-amigdaliana e no terço posterior da língua.

ciliar m. Quanto mais precoce seu início maior a probabilidade de ser sintoma inicial de esclerose múltipla. desmielinizante esclerose múltipla?). e mais rara ainda sua descoberta testar o m. oblíquo superior pedindo para o indivíduo movimentar o olho para dentro e para baixo V TRIGÊMEO (r. neoplasia cerebral testar a motilidade ocular extrínseca todos os mm. cerebral posterior ou comunicante. oblíquo superior do olho incapacidade de fazer o globo ocular movimentar-se para dentro e para baixo vascular é rara sua apresentação.transtornos visuais diversos Lues?. oftálmico) sensitiva fissura orbital superior pele acima da comissura palpebral perda da sensibilidade do globo ocular e da região anterior da face. aneurisma das aa. 5 metros testar acuidade de cada olho separadamente testar o reflexo fotomotor III OCULOMOTOR motora fissura orbital superior motricidade do globo ocular ptose palpebral estrabismo vascular (diabetes. doença de Lyme?. mandibular) mista forame oval pele abaixo da ver acima ver acima observar a contração dos masseteres e . ambliopia por álcooltabaco aprox. labial ver acima ver acima ver acima V TRIGÊMEO (r. neoplasias (neurinoma. fungos?. glaucoma. esfíncter da íris divergente midríase IV TROCLEAR motora fissura orbital superior m. meningeoma) testar a sensibilidade da face e córnea V TRIGÊMEO (r. atrofia óptica hereditária (doença de Leber). palpebral e a c. hematoma extradural). maxilar) sensitiva forame redondo pele entre a c. excetuando o oblíquo superior (IV) e o reto lateral (VI) são inervado por este par testar o reflexo fotomotor m. neuralgia trigeminal (dor recorrente com exame normal geralmente associada a compressão vascular e sintomas começando após os 50 anos).

da mímica facial. (a frigore) é aparentemente a causa mais comum de paralisia tipo NMI. da mastigação (masseteres. além de teste de Romberg (pedir para a pessoa fechar os olhos. doença de Lyme deveria ser considerada quando a epidemiologia fosse positiva. quando o componente . mostrar os dentes observar a presença de assimetria a parte parassimpática (gustação) é de difícil avaliação e raramente indicada caso a paralisia seja do tipo NMS somente o orbicular da boca tende a ser acometido. gustação poderá estar diminuída ou ausente. temporais e pterigoídeos) temporais apalpá-los para observar seu trofismo e tônus observar se há desvio da mandíbula quando o indivíduo abre a boca VI ABDUCENTE motora fissura orbital superior m. síndrome de Melkerson-Rosenthal (paralisia facial unilateral recorrente associada com língua escrotal salpicada. fechar os olhos. serão afetados. por exemplo). da expressão facial (frontal. reto lateral do olho estrabismo convergente (incapacidade para girar o globo ocular para fora) hipertensão intracraniana (a causa mais freqüente) testar a motilidade extrínseca do globo ocular VII FACIAL mista forame estilomastóideo mm. orbicular do olho e orbicular da boca) glândulas salivares e lacrimais gustação dos 2/3 anteriores da língua perda da mímica facial (frontal. Nesta situação. se for tipo NMI todos os mm.comissura labial mm. da mastigação (masseteres. entretanto. erguer os braços e mantê-los estendidos) mostra paciente pendendo para um lado. por exemplo: enrugar a fronte. pedir para a pessoa porção vestibular: auditiva equilíbrio observa-se nistagmo. temporais e pterigoídeos) comprometimento dos mm. orbicular do olho e orbicular da boca) vascular isquêmica é a causa mais comum da paralisia tipo NMS paralisia facial de Bell manobras que forcem o indivíduo a utilizar os mm. entrecortada) síndrome de GuillainBarrè (com diplegia facial) neurinoma VIII VESTÍBULOCOCLEAR sensitiva meato acústico interno porção coclear: audição perdas do equilíbrio redução da acuidade labirintopatia neoplasias do ângulo ponto-cerebelar (neurinoma de acústico.

que são os seguintes: elevador da pálpebra superior. VI par São nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital superior. da faringe gustação do 1/3 posterior da língua dificuldade de mobilização da faringe/laringe sua porção sensitiva é de difícil avaliação neuralgia do glossofaríngeo é muito provavelmente a principal afecção relacionada a este par. do ombro neoplasia e trauma testar a força dos mm. classificados como aferentes viscerais especiais. Cada nervo óptico une-se com do lado oposto. O nervo óptico é um nervo exclusivamente sensitivo. laringe. cujas fibras conduzem impulsos olfatórios. do ombro XII HIPOGLOSSO motora canal do hipoglosso mm. III par. distribuindo -se aos músculos extrínsecos do bulbo ocular. penetrando no crânio p elo canal óptico. atravessam a lâmina crivosa do osso etmóide e terminam no bulbo olfatório.vestibular é afetado sinais cerebelares freqüentemente há acometimento do V e VII. c ujas fibras conduzem impulsos visuais classificando -se como aferentes somáticas especiais. formando o quiasma óptico. sua disfunção raramente é diagnosticada X VAGO mista forame jugular sensibilidade e motricidade de vísceras mm. IV par e Abducente. sendo. originando-se na região olfatória de cada fossa nasal. neoplasia e doença degenerativa do neurônio motor pedir ao paciente mexer a língua em várias direções Estudo sumário dos pares cranianos 1) Nervo olfatório ± I par É representado por numerosos pequenos feixes nervosos que. onde há cruzamento parcial de suas fibras as quais se continuam no tracto óptico até o corpo geniculado lateral. 3) Nervos oculomotor. incluindo palato mole e pregas vocais teste na náusea ver mobilidade de cordas vocais XI ACESSÓRIO motora forame jugular ajuda o vago na motricidade de vísceras do pescoço e da cavidade torácica mm. da faringe dificuldade de mobilização da faringe. traumatismo e acidentes cirúrgicos embora freqüentemente suspeitada. É um nervo exclusivamente sensitivo. reto inferior. neoplásicas e infecciosas (difteria). andar: há tendência para oscilar em direção ao lado com disfunção testes de Rinne e Weber IX GLOSSOFARÍNGEO mista forame jugular mm. causas vasculares. da língua mobilidade deficiente e atrofia fasciculações vascular. Troclear. . reto superior. 2) Nervo óptico ± II par É constituído por um grosso feixe de fibras nervosas que se originam na retina. emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular. esternocleidomastoídeo e trapézio atrofia / paralisia dos mm.

Os quatro outros componentes funcionais do VII par pertencem ao nervo intermédio. Todos estes músculos são enervados pelo oculomotor. Estes músculos são lisos as fibras que os enervam classificam -se como eferentes viscerais gerais. formando o joelho externo ou genículo do nervo facial. responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça. masséter. através de fibras que se classificam como aferentes somáticas gerais. V par O nervo trigêmio é um nervo misto. sobre a parte petrosa do osso temporal. Os impulsos proprioceptivos originam-se em receptores localizados nos músculos mastigadores e na articulação têmporo -mandibular. Além disso. tonsilas. Possui uma raiz sensitiva e uma raiz motora. A raiz motora do trigêmio é constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular. Glossofaríngeo (IX) e Vago (X) Componente funcional Aferente visceral especial Aferente visceral geral VII Gustação nos 2/3 anteriores da língua Parte posterior das fossas nasais e face superior do palato mole Parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo Glândula submandibular. nervo oftálmico. situados no gânglio trigemial (ou semilunar. Todos estes componentes são sintetizados a seguir: Componentes funcionais das fibras dos nervos facial (VII). oblíquo superior e oblíquo inferior. dor. A seguir o nervo descreve nova curva para baixo. emerge do crânio pelo forame estilo -mastóideo. esôfago e vísceras. reto lateral. b) da conjuntiva ocular. nervo maxilar e nervo mandibular. faringe. com exceção do reto lateral e do oblíquo superior enervados. f) da maior parte da dura-máter craniana. os dois componentes do nervo facial penetram no meato acústico interno. o nervo facial prop riamente dito. músculo estilohióideo e ventre posterior do músculo digástrico. e) dos 2/3 anteriores da língua. tuba auditiva. que possui fibras aferentes viscerais especiais. e uma raiz sensitiva e visceral. pterogóideo medial. c) da parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal. 5) Nervo Facial. VII par O nervo facial emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz motora. sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. aferentes viscerais gerais. Estes músculos derivam do segundo arco branquial e as fibras a eles destinadas são eferentes viscerais especiais. milo -hiódeo e o ventre anterior do músculo digástrico). As fibras aferentes são prolongamentos periféricos de neurônios sensitivos situados no gânglio geniculado. pressão e tato) originam -se: a) da pele da face e da fronte. aferentes somáticas gerais e eferentes viscerais gerais. onde existe um gânglio sensitivo. Os prolongamentos periféricos dos neu rônios sensitivos do gânglio trigemial formam distalmente ao gânglio os três ramos ou divisões do trigêmio. ou gânglio de Gasser). Estas fibras conduzem impulsos exteroceptivos e proprioceptivos. Todos estes músculos derivam do 1º arco branquial e as fibras que os enervam classificam -se como eferentes viscerais especiais. 4) Nervo trigêmio. Os impulsos exteroceptivos (temperatura. e o músculo esfíncter da pupila. sendo de origem miotômica. laringe. nariz e seios paranasais. respectivamente.reto medial. que se localiza no cavo trigemial. úvula. o nervo oculomotor possui fibras responsáveis pela enervação pré -ganglionar dos músculos intrínsecos do bulbo ocular: o músculo ciliar que regula a convergência do cristalino. d) dos dentes. assim. Depois de curto trajeto o nervo facial encurva -se fortemente para trás. IX Gustação no 1/3 posterior da língua 1/3 posterior da língua. Juntamente com o nervo vestíbulo -coclear. A raiz sensitiva é formada pelos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos. um tronco nervoso único que penetra no canal facial. o nervo intermédio (de Wrisberg). torácicas e abdominais Parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo Vísceras torácicas e abdominais Aferente somático geral Eferente visceral geral . o gânglio genic ulado. Admite-se que os músculos extrínsecos do olho derivam dos somitos pré -ópticos. pelos nervos abducente e troclear. seio e corpos carotídeos Parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo Glândula parótida X Gustação na epiglote Parte da faringe. atravessa a glândula parótida e distribui uma série de ramos para os músculos mímicos. As fibras nervosas que os enervam são classificadas como eferentes somáticas. distribuindo -se aos músculos mastigadores (temporal. constituindo o componente funcional mais importante do VII par. no interior do qual o nervo intermédio perde a sua individualidade formando-se. os componentes eferentes originam-se em núcleos do tronco encefálico. traquéia.

A parte vestibular é formada por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular. Entre as fibras aferentes viscerais do nervo glossofaríngeo merecem atenção as que enervam o seio e o corpo carotídeo e que constituem um nervo independente. . 9) Nervo acessório. X par O nervo vago. 7) Nervo glossofaríngeo.sublingual e lacrimal Eferente visceral especial Musculatura mímica Músculo constrictor superior da faringe e músculo estilofaríngeo Músculos da faringe e da laringe Origem aparente e território de distribuição do nervo trigêmio. Ao sair do crânio. A este ronco reunem-se os filamentos da raiz craniana que emerge do sulco lateral posterior do bulbo. XI par O nervo acessório é formado por uma raiz craniana (ou bulbar) e uma raiz espinhal. Compõem-se de uma parte vestibular e uma parte coclear. nos dentes (C) e nos músculos (D). percorre o pescoço e o tórax. O nervo vago. o gânglio superior (ou jugular) situado ao nível do forame jugular e o gânglio inferior (ou nodoso). tem trajeto próprio e dirigem -se obliquamente para baixo. IX par O nervo glossofaríngeo é um nervo misto que emerge do sulco lateral posterior do bulbo. que sai do crânio pelo forame jugular. Estas fibras conduzem impulsos que informam continuamente o sistema nervoso central sobre as variações de pressão arterial e do teor de oxigênio do sangue. As fibras eferentes do glossofaríngeo originam-se em neurônios situados em núcleos do tronco encefálico. Ocupa juntamente com os nervos facial e intermédio o meato acústico interno. As fibras oriundas da raiz craniana que se unem ao vago funcionalmente são de dois tipos: a) fibras eferentes viscerais especiais ± enervam os músculos da laringe através do nervo laríngeo recorrente. receptor da audição. glossofaríngeo e vago. na pele (A). contém as fibras da raiz espinhal. O ramo interno. têm origem. na mucosa e meninges (B). sob a f orma de filamentos radiculares que se dispõem em linha vertical. na porção petrosa do osso temporal. região denominada ângulo pontocerebelar. reunem -se ao vago e distribuem-se com ele. Este emerge do crânio pelo forame jugular. O tronco comum atravessa o forame jugular em companhia dos nervos glossofaríngeo e vago dividindo -se em um ramo interno e outro externo. o nervo apresenta dois gânglios. formam um tronco comum que penetra no crânio pelo forame magno. funções e conexões centrais diferentes. ramificando -se na raiz da língua e na faringe. enerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo. que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino. formados por neurônios sensitivos. originados em receptores da p orção vestibular do ouvido interno. A parte coclear do VIII par é constituída de fibras que se originam nos neurônios sensitivos do gânglio espiral e que conduzem impulsos nervosos relacionados com a audição originados no órgão espiral (de Corti). de maneira sintética. entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a enervação autônoma das visceras torácicas e abdominais. 8) Nervo vago. 6) Nervo vestíbulo-coclear. o ramo do seio carotídeo. o nervo glossofaríngeo tem trajeto descendente. As fibras do nervo vestíbulo -coclear classificam-se como aferentes somáticas especiais. A raiz espinhal é formada por filamentos radiculares que emergem da face lateral dos 5 ou 6 primeiros segmentos cervicais da medula. VIII par O nervo vestíbulo-coclear é um nervo exclusivamente sensitivo. Estes filamentos reunem -se para formar o tronco do nervo glossofaríngeo . que contém as fibras da raiz craniana. Neste longo trajeto o nervo vago dá origem a numerosos ramos que enervam a laringe e a faringe. O esquema mostra também os territórios sensitivos dos nervos faci al. numa tabela anterior. terminando no abdômen. enquanto as fibras aferentes têm seus neurônios nos gânglios inferior (fibras viscerais) e superior (fibras somáticas). o maior dos nervos cranianos é misto e essencialmente visceral. Os componentes funcionais das fibras do nervo glossofaríngeo a ssemelham-se aos do vago e do facial. superior (ou jugular) e inferior (ou petroso). As fibras eferentes do vago originam-se em núcleos situados no bulbo e as fibras sensitivas nos gânglios superior (fibras somáticas) e inferio r (fibras viscerais). que conduzem impulsos nervosos relacionados com o equilíbrio. glossofaríngeo e facial têm os mesmos componentes funcionais já apresentados. O vago possui dois gânglios sensitivos. Entre os dois gânglios reunem-se ao vago o ramo interno do nervo acessório. No seu trajeto. O ramo externo. através do forame jugular. que embora unidas em tronco comum. situado logo abaixo deste forame. situado na cóclea. Emerge do sulco lateral posterior do bulbo sob a forma d e filamentos radiculares que se reúnem para formar o nervo vago. entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo.

Segundo este ponto de vista as fib ras da raiz espinhal do nervo acessório são eferentes viscerais especiais. Embora haja discussão sobre o assunto. essencialmente motor. Este emerge do crânio pelo canal hipoglosso. ou seja. o que.b) Fibras eferentes viscerais gerais ± enervam vísceras torácicas juntamente com as fibras vagais. Assim as fibras do hipoglosso são consideradas eferentes somáticas. ramo da divisão mandibular do trigêmio.NERVO OLFATÓRIO: Através de quimiorreceptores distribuídos no epitélio olfativo (na cavidade nasal e nasofaringe) ele capta partículas de odor dispersas no ar e conduz estas informações às vias olfativas. a seguir. 10) Nervo hipoglosso. distribuindo -se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua. Embora haja controvérsia sobre a origem embrionária dos músculos trapézio e esternocleidomastóideo. Neuroanatomia dos pares de nervos cranianos. Verifica -se que o único nervo motor é o hipoglosso e que a enervação sensitiva é feita pelos seguintes pares cranianos: a) trigêmio ± sensibilidade geral nos 2/3 anteriores. o glossofaríngeo e o nervo lingual. A propósito da enervação da língua. b) facial ± sensibilidade gustativa nos 2/3 anteriores. Ao chegar ao . admite -se que a musculatura da língua seja derivada dos miótomos da região occipital. emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se unem para formar o tronco do nervo. esta de acordo com a posição de seu núcleo no tronco encefálico. convém recordar que ela é feita por quatro nervos cranianos cujos territórios de enervação são mostrados abaixo. I PAR . . o hipoglosso. apenas três nervos estabelecem contato direto com a língua. existem argumentos que indicam uma origem branquiomérica. como as fibras do facial chegam à língua através do nervo lingual. c) glossofaríngeo ± sensibilidade geral e gustativa no 1/3 posterior. tem trajeto inicialmente descendente dirigindo -se. XII par O nervo hipoglosso. Entretanto. para diante.

Prosseguimos movimentando uma caneta no sentido do trabalho de cada um destes nervos (que obviamente estimulará um os mais músculos conforme seu trabalho específico veja no esquema abaixo) e notamos qual dos movimentos que o paciente não realiza. Na verdade o ideal é repetir o teste com 3 ou 4 odores conhecidos do paciente. Assim ele acompanha o movimento dos dedos com os olhos sem mover a cabeça. O último exame é realizado basicamente por médicos e alguns ortoptitas. além da função autonômica do III nervo. Pode ser adaptado também ao movermos os dedos para um lado e outro. elas devem ser testadas. Com este último exame pode-se desconfiar de uma série de patologias como catarata. se for o caso com outras.NERVO OCULOMOTOR/ IV PAR .NERVO ÓPTICO: Este nervo capta estímulos luminosos do ambiente. Podemos testar até mesmo com nossos dedos. A outra forma é com o exame dos campos visuais.córtex do giro parahipocampal e do úncus esta informação será analisada e comparada. diabetes. Devemos testar primeiramente as narinas separadamente para vermos se não há nenhuma forma de obstrução. .NERVO TROCLEAR/ VI PAR . Temos: O IV faz o paciente olhar para a ponta do seu nariz com os dois olhos (inferiormente e medialmente). Logo verificamos se o paciente enxerga no seu campo visual central e nos periféricos (um de cada lado do paciente). II PAR . para análises detalhadas para áreas 18 e 19). é o exame de fundo de olho. Há basicamente 3 formas de se avaliar este nervo. Desta forma suspeitamos de lesão de acordo com o movimento não realizado. Caso haja isto poderá afetar o exame. hipertensão arterial. O VI faz a abdução do globo ocular. Neste exame é necessária uma experiência um pouco maior. fazendo o paciente olhar para o lado (com um dos olhos por vez). solicitando-se que o paciente aspire algum odor conhecido dele (talvez pó de café ou álcool. levantando 1 ou 2 e perguntando ao paciente quantos ele vê levantados. Não estão sendo citados aqui os músculos que cada nervo irá estimular para realizar estes movimentos. estes são levados para áreas corticais específicas para sua análise (primariamente para área 17 e secundariamente. Desta forma solicitamos ao paciente que mantenha a sua cabeça imóvel durante o teste. A primeira é através da acuidade visual simples. Nele vêem-se alguns dos meios transparentes oculares e os vasos retinianos. De maneira simplista podemos adaptar esta etapa colocando-se um objeto a cerca de 30 a 40 cm do paciente e perguntando a ele o que ele vê. estando o paciente com a cabeça fixa. separadamente. entre outros. III PAR . Caso estejam integras o exame continua. Logo após.NERVO ABDUCENTE: Estes 3 nervos são os responsáveis pelos movimentos do globo ocular. com o cuidado de não irritar a mucosa nasal com as repetições do teste ou com exposição por muito tempo). O III realiza todos os demais movimentos não realizados pelo VI e pelo IV.

isto indicará uma provável disfunção cerebelar (Romberg verdadeiro ou cerebelar). Este autor no início do século passado observou a relação que a aferência visual tem com o equilíbrio. Sua parte sensitiva pode ser testada solicitando-se ao paciente para ele degustar algo e tocar só com a parte anterior da língua (2/3 anteriores). devido a sua porção sensitiva devemos testar a sensibilidade facial através das diversas sensibilidades: térmica (com tubos de ensaio com água fria e água quente). VII PAR . Assim cada qual é testado e coloca-se ao lado. O teste deve ser feito algumas vezes para que o examinador tenha certeza (3 ou 4 vezes são suficientes). caso o paciente caia sempre para o mesmo lado isto indicará. com os pés próximos e não juntos e manter os olhos fechados. Resumidamente podemos testa-lo solicitando ao paciente movimentos como os da mastigação.). obviamente há a necessidade de se lembrar da função dos músculos da mímica facial. Agora. Lembrando que a porção sensitiva deste nervo divide-se em 3 ramos: oftálmico (responsável pela sensibilidade corneana e das porções próximas aos globos oculares). Em seu teste descreve que o paciente deve ficar em ortostatismo. dolorosa (com uma agulha e pequenas espetadelas na face do sujeito). etc. tátil (com escovas. pincéis ou esponjas de diferentes texturas). muito provavelmente uma disfunção labiríntica (Romberg labiríntico). Desta forma o examinador nota queda do sujeito testado para algum lado. lacrimejamento ou não em excesso.NERVO TRIGÊMEO: Este nervo é misto controlando os músculos da mastigação (pterigóide medial e lateral. na ficha de avaliação. temporal e masseter) e a sensibilidade da face. ou a observação de . entre outras formas. passo a passo do que estamos observando. se há movimentos irradiados. Além disso. caso obviamente ele tenha algum tipo de lesão. Para tal. assim vamos tomando nota. Sua porção motora pode ser testada avaliando-se todos os músculos da mímica facial independentemente.V PAR . algumas particularidades sobre sua função (o quanto esta diminuída. Caso o sujeito caia cada momento para um lado ou para frente ou para trás. maxilar (região próxima as maxilas) e mandibular região próxima a mandíbula) VII PAR . Seja qual for a forma de sensibilidade testada o paciente deverá permanecer com os olhos fechados e deverá relatar o que esta sentindo. entre outras prováveis. Sua função visceral é testada observando-se sudorese da pele facial. Outros testes podem ser feitos como o de instabilidade lateral sentado. A função do equilíbrio esta relacionada ao posicionamento da cabeça e movimentos dela e pode ser testada segundo o teste de Romberg.NERVO VESTÍBULO-COCLEAR: Este é um nervo exclusivamente sensitivo e como seu próprio nome indica possui duas funções: Equilíbrio e audição.NERVO FACIAL: Também é misto e sofre lesão com certa frequência. secreção mucosa nasal irregular.

Solicita-se ao paciente para ele deitar sobre o decúbito que ele relata vertigem e cerca de meio minuto depois ele relatará nova vertigem (manobra de Nylen-barany). Em sua semiologia notamos. A audição é testada de maneira simples com o tique-taque de um relógio percebido pelo paciente ou com o esfregar de dois dedos próximos a cada orelha do paciente. Esta porção pode ainda ser testada instilando-se água fria e quente pelos meatos acústicos externos do paciente (geralmente é feito pelo neurologista ou pelo otorrino este teste). esôfago e das vísceras do tórax e do abdômen. Além disso. laringe. O excesso de bocejos (frequência muito aumentada sem relação com sono do paciente) pode indicar lesão vagal.NERVO GLOSSOFARÍNGEO: Este nervo é misto sendo responsável pela sensibilidade do terço posterior da língua. devemos observar tonteiras e sensações de náuseas que o paciente pode relatar (em alguns casos mais graves o desconforto com estas sensações é tão intenso que o paciente pode vir a vomitar ou perder momentaneamente a consciência). Suas funções são testadas basicamente observando-se a deglutição do sujeito (pode apresentar uma disfagia) e testando-se a gustação do terço posterior da língua. tonsila. Há outros 3 testes simples que podem ser feitos por nós fisioterapeutas e são bem simples. .VAGO: Este é o maior dos nervos cranianos. Além destas funções inerva autonomicamente a glândula parótida. A realização da prova de Weber pode ser de considerável valor (ou mesmo o teste de Rinné). Podemos ainda solicitar ao paciente que fique em ortostatismo e feche os olhos (até aqui é igual ao teste de Romberg). traquéia. úvula . pois ele pode oscilar fortemente e cair a qualquer momento. X PAR . logo após solicitamos que ele caminhe no mesmo local. Caso ele tenha alguma lesão vestibular ele apontará mais para o lado da lesão do em direção ao objeto.nistagmo (movimentos oscilatórios rítmicos dos globos oculares). tuba auditiva. quando o paciente abre a boca. é misto e recebe a sensibilidade da faringe. Inerva autonomicamente todas as vísceras torácicas e abdominais. IX PAR . Quando o paciente fala o desvio é para o lado são. faringe. tendência a marcha em latero-pulsão (marcha em que o paciente sempre tende a andar com discreta queda para o lado de sua lesão vestibular). entre outros. Caso o sujeito tenha alguma lesão sua marcha será em rotação para o lado da lesão. Em todos os testes para equilíbrio ou disfunções vestibulares é indicado que se fique ao lado do paciente. o palato mole (ou músculo-membranoso) desviado para o lado da lesão na inspeção estática. Em outro teste solicitamos que o paciente observe um objeto e depois de alguns segundos feche os olhos e aponte este objeto. O reflexo do vômito ausente (quando estimulamos a região do palato mole ou a úvula com um algodão) pode indicar lesão do X par. seios e corpos carotídeos.

a marcha. assim como a coordenação.HIPOGLOSSO: O último dos nervos cranianos é responsável pela motricidade da língua. XII PAR . por essa razão. tumores ou infecções e. Em alguns casos observamos fasciculações na língua. o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos.XI PAR .ex. os nervos motores. Caso o indivíduo tenha lesão a língua será projetada mais para o lado da lesão. É observada a presença de queda da pálpebra superior (ptose) I Olfatório Olfato II Óptico Visão III Oculomotor Movimentos dos olhos para cima. para baixo e para dentro . a postura.ACESSÓRIO: Este nervo exclusivamente motor geralmente é testado observando-se as funções dos músculos ECOM e trapézio que são inervados por ele. Um nervo craniano pode ser afetado em qualquer ponto de seu trajeto em decorrência de lesões. Teste dos Nervos Cranianos Numeração dos Nervos Cranianos Nome Função Teste Itens com odores muito específicos (p. os nervos sensoriais e os reflexos. Respectivamente examinamos as rotações de cabeça e inclinações assim como a simples elevação dos ombros. que estão diretamente conectados ao cérebro. mas com maior atenção no sistema nervoso.. Nervos Cranianos O médico examina a função dos 12 pares de nervos cranianos. São examinados os nervos cranianos. assim como hipotrofia do lado lesado. Desta forma sua semiologia fica reduzida a simples solicitação de protusão da língua do paciente. a função do sistema nervoso autônomo e o fluxo sangüíneo cerebral. para baixo e para dentro. sabão.Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica. é necessário que seja determinada a localização exata da lesão. café e cravo) são colocados junto ao nariz do indivíduo para serem identificados É testada a capacidade de ver objetos próximos e distantes e de detectar objetos ou movimentos com os cantos dos olhos (visão periférica) É examinada a capacidade de olhar para cima.

O equilíbrio é testado solicitando ao indivíduo que caminhe sobre uma linha reta. A capacidade de deglutição é testada É solicitado ao indivíduo que ele encolha os ombros para se observar a presença de fraqueza ou ausência de movimentos É solicitado ao indivíduo que mostre a língua para se observar a presença de um desvio para um lado ou outro V Trigêmeo Sensibilidade e movimento faciais VI Abducente Movimento lateral dos olhos VII Facial Movimento facial VIII Acústico Audição e equilíbrio IX Glossofaríngeo Função da garganta X Vago Deglutição. além da linha média. A posição da úvula (na região posterior e medial da garganta) é verificada. seja espontaneamente ou enquanto o indivíduo fixa um alvo É testada a capacidade de abrir a boca e mostrar os dentes e de fechar firmemente os olhos A audição é testada com um diapasão. para se verificar a presença de rouquidão. passo a passo A voz é analisada. freqüência cardíaca XI Acessório Movimentos do pescoço e da parte superior das costas XII Hipoglosso Movimento da língua Nervos Motores Os nervos motores ativam os músculos voluntários (músculos que produzem movimento. A lesão de um nervo motor pode causar . solicitando ao indivíduo que diga "ah-h-h" A voz é analisada. para se verificar a presença de rouquidão e se o indivíduo apresenta um tom de voz anasalado. como os músculos dos membros inferiores utilizados durante a marcha). A capacidade de deglutição é testada.IV Troclear Movimentos dos olhos para baixo e para dentro É testada a capacidade de movimentar cada olho de cima para baixo e de dentro para fora São testadas a sensação de áreas afetadas da face e a fraqueza ou paralisia dos músculos que controlam a capacidade da mandíbula de apertar os dentes É testada a capacidade de movimentar o olho para fora.

um reflexo similar nos cotovelos e no tornozelos e o reflexo de Babinski. A falta de estímulo ao nervo periférico também causa deterioração e emaciação muscular (atrofia). o médico concentra-se em uma área na qual o indivíduo sente adormecimento. São realizados testes para se verificar a perda de sensibilidade na superfície do corpo. Os reflexos mais comumente testados são o reflexo patelar. exceto nos lactentes com menos de seis meses de idade. sobre sua conexão com a medula espinhal e sobre o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. de calor ou de vibração. pedindo que ele descreva a sua posição. Esse reflexo patelar (um dos reflexos tendinosos profundos) fornece informações sobre o funcionamento do nervo sensitivo. utilizando primeiramente um alfinete e. A capacidade de discernir a posição é verificada solicitando-se ao paciente que feche os olhos e mova um dedo (de uma das mãos ou de um dos pés) para cima e para baixo. Quando o hálux (dedão do pé) se eleva e os demais dedos se estendem e abrem lateralmente. quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha. em seguida. solicitando ao paciente que ele empurre ou puxe alguma coisa contra uma resistência. a perna flexiona. Normalmente. em seguida. isto pode ser um sinal de uma anomalia cerebral ou de nervos motores que vão do cérebro até a medula espinhal. um objeto com borda romba. testa a força de vários músculos. O médico investiga a presença de atrofia muscular e. Nervos Sensitivos Os nervos sensitivos transmitem informações ao cérebro sobre a pressão. a dor. desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna. A função dos nervos sensoriais também pode ser testada com a aplicação de uma pressão suave. formigamento ou dor. Reflexos O reflexo é uma resposta automática a um estímulo. o frio. Muitos outros reflexos podem ser testados para se avaliar funções nervosas específicas. O arco reflexo segue um circuito completo.fraqueza ou paralisia do músculo por ele inervado. sem que haja envolvimento do cérebro. a posição das partes do corpo e a forma das coisas. Arco Reflexo . que é testado através da aplicação de um golpe firme precina borda externa da planta do pé com um objeto rombudo. o calor. os dedos dos pés encurvam. a vibração. Geralmente. para verificar se ele consegue perceber a diferença entre a picada e a pressão. Por exemplo.

5. Postura e Marcha Para testar a coordenação.ex. 4. O músculo contrai.se em pé. dificuldade de ereção ou de sua manutenção). o médico coloca um estetoscópio sobre as artérias do pescoço e verifica a presença de ruídos anormais (sopros) produzidos pelo sangue sendo forçado através de uma área estreita. Uma percussão no joelho estimula receptores sensitivos. 2. ele toque o próprio nariz com o dedo indicador. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro. 3. Fluxo Sangüíneo Cerebral Um estreitamento (estenose) grave das artérias que transportam o sangue até o cérebro coloca o indivíduo em risco de um acidente vascular cerebral. em primeiro lugar. que ele abra os braços e comece a andar. 1. . o médico pode realizar uma série de testes como. Na medula espinhal. a ausência de sudorese ou problemas sexuais (p. Um exemplo é o reflexo patelar. Exame Clínico dos Nervos Cranianos Constitui-se numa parte fundamental no exame clínico neurológico. Para avaliar as artérias. parado. o sinal é transmitido do nervo sensorial ao nervo motor. Para uma avaliação mais acurada.. diabéticos ou que apresentam doenças arteriais ou cardíacas. que ele repita rapidamente essas ações. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo da coxa. a ultra-sonografia com Doppler ou a angiografia cerebral. finalmente. Sistema Nervoso Autônomo Uma distúrbio do sistema nervoso autônomo (involuntário) pode causar problemas como a queda da pressão arterial quando o indivíduo fica em pé (hipotensão). O exame bem feito nos dá a idéia se uma lesão é periférica ou central. Pode-se solicitar ao paciente que ele toque o nariz primeiramente com os olhos abertos e em seguida com os olhos fechados. Em seguida. é necessária a realização de exames mais sofisticados como. Coordenação. com os braços esticados e os olhos fechados e. assim como a função cerebral. Vários outros testes simples podem também ser realizados. Novamente. Em seguida.O arco reflexo é a via que um nervo reflexo segue. por exemplo. a mensuração da pressão arterial com o indivíduo sentado e logo após ele colocar. gerando um sinal nervoso. Essas ações testam os nervos motores e sensoriais. é solicitado ao paciente que ele toque o dedo do médico e. o médico solicita ao paciente que. fazendo com que a perna se desloque para frente. que ele fique em pé. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a medula espinhal. por exemplo. finalmente. O risco é maior em indivíduos idosos ou hipertensos.

observamos através da pupila do paciente o disco óptico e. Exame de fundo de olho: utiliza-se um equipamento denominado oftalmoscópio. trombose de seio cavernoso dentre outras) os pacientes queixam-se de diplopia quando olham para baixo. A acuidade visual deverá ser testada para perto e para longe: a visão de perto é testada pedindo ao paciente que leia um cartão com letras de tamanhos diferentes. Os vasos sangüíneos (4 vasos principais .pede-se ao paciente que cubra o olho direito e o clínico cobre o seu olho esquerdo. AVC.questiona-se o paciente quanto à sua percepção. Quando não há percepção da substância em questão. No repouso há estrabismo externo (olhos miram para lateral). e) Nervo Abducente .NC III: o terceiro par inerva todos os músculos extra-oculares exceto os músculos oblíquo superior e reto lateral.observa-se estrabismo interno (já comentado). A explicação para o comprometimento dos nervos autônomos é a de que os nervos parassimpáticos situam-se superficialmente ao nervo óculomotor. para cima e para baixo. Nas lesões (como traumatismos cranioencefálicos. não devendo apresentar hemorragias ou exsudatos. Já a anosmia unilateral pode resultar numa situação que acomete o nervo olfatório: devemos pensar em fraturas da fossa anterior.NC I: observe se as vias aéreas estão limpas.NC IV: o nervo troclear inerva o músculo oblíquo superior que produz a rotação do globo ocular para baixo e para fora (lateralmente). aneurismas. aplica-se alguma substância aromática facilmente reconhecida (menta. Em seguida. Por fim a mácula deverá ser observada (o paciente olha diretamente para a luz do oftalmoscópio deixando-a mais escura do que o resto da retina). A retina é vermelha. Lesões parciais do III NC podem estar presentes e poupando os músculos extra-oculares e intra-oculares (músculo esfíncter pupilar e músculo ciliar): denominamos oftalmoplegia interna quando os músculos intra-oculares são acometidos mas os extra-oculares não. meningiomas.a) Nervo Olfatório . Nas lesões do nervo óculomotor o olho perde sua capacidade de movimentar-se para cima.NC VI: inerva o músculo reto lateral movendo o olho lateralmente. com visão clara da sua borda (limites) o centro do disco mostra-se mais claro.questiona-se ao paciente alguma alteração recente da visão. A diplopia pode estar presente. midríase não respondente à luz. O disco óptico possui coloração rósea.artérias com suas respectivas veias) são avaliados quanto à sua turgidez isto é. O paciente olha para um objeto distante. d) Nervo Troclear . tabaco) . tromboses). Exame dos músculos extra-oculares: a cabeça do paciente é mantida fixa movimentando seus olhos para esquerda. Cada olho é testado alternadamente. e oftalmoplegia externa quando o inverso acontece. Nas lesões (como em aneurismas de artéria carótida interna. b) Nervo Óptico . As lesões da via visual são freqüentemente causadas por tumores hipofisários (já que o quiasma óptico situa-se intimamente superior à glândula hipofisária). pedindo-se ao paciente que diga quando identificar o objeto. as veias não deverão estar comprimidas pelas artérias. Nas . o paciente não move o olho para lateral . em seguida. por exemplo. direita. para dentro (nasal) e para baixo. denominamos anosmia bilateral. A visão de longe é aferida pelo teste de Snellen onde a uma distância de 6 metros o paciente é questionado sobre a letra mostrada. fixamente. causada por doença da mucosa olfatória como resfriado. por exemplo. Repete-se o procedimento para o outro olho do paciente. Devemos lembrar que o sabor dos alimentos depende do olfato e não do paladar. há diplopia associada a ptose palpebral. Inerva o músculo levantador da pálpebra superior e o músculo liso relacionado ao reflexo de acomodação (músculo esfíncter pupilar e músculo ciliar). Em seguida testamos os campos visuais: o paciente fica sentado em frente ao médico há uma distância de 60cm . tumores expansivos como meningiomas.NC II: a anamnese é fundamental para a detecção do problema . pede-se que o paciente olhe para a pupila do médico: um objeto pequeno é movido em arco em torno da periferia do campo da visão. c) Nervo Óculomotor . sendo os primeiros a serem comprimidos nos processos neoplásicos compressivos. a retina. dentre outras causas tais como neurite óptica decorrente à invasão da infecção dos seios esfenoidais e etmoidais para o canal óptico. tumores cerebrais de lobo frontal. etc.

os neurônios do lado direito realizaram o movimento contralateral da musculatura superior da face. Lesões isoladas deste nervo são raras. os dois lados serão simétricos.nos casos de lesões do nervo facial a pálpebra do lado lesionado não apresentará resistência à tentativa do médico em abri-la. sensibilidade no terço posterior da língua além do músculo estilofaríngeo. O ramo para o palato mole deverá ser testado pedindo ao paciente que diga "ahhh": o palato deverá se elevar e a úvula deslocada para trás. V2 e V3 do nervo. A paralisia de Bell é considerada uma lesão no neurônio motor inferior cursando com paralisia da musculatura superior e inferior da face. h) Nervo Vestíbulo-Coclear . Para localizarmos a topografia de uma lesão do nervo facial devemos considerar: caso o nervo abducente esteja comprometido como também o facial. Já os distúrbios que acometem o nervo coclear se manifestam com surdez e tinito. com a fase rápida na direção oposta à lesão. estiver presente paralisia dos músculos inferiores da face. A oftalmoplegia bilateral pode ocorrer em escleroses múltiplas. labirintite aguda e trauma cranioencefálico. observaremos os dentes bilateralmente em simetria. Lesões no neurônio motor superior será diagnosticada se. isto é. com uma espátula. A função motora é testada pedindo ao paciente que trinque os dentes: os músculos masseter e temporal devem ser palpados notando sua contração. Nas lesões isso não ocorrerá. f) Nervo Trigêmio . As doenças que cursam com surdez podem ser originadas de lesões no ouvido médio (órgão espiral de Corti) ou ainda. traumatismos ou nos tumores de tronco encefálico. somente se.oftalmoplegias internucleares há lesão do fascículo longitudinal medial com desconexão do núcleo óculomotor do núcleo abducente: quando o paciente é instruído para olhar lateralmente o músculo reto lateral ipsilateral contrai movendo o olho lateralmente mas o músculo reto medial contralateral deixa de contrair. Não havendo lesão. e o olho fica dirigido diretamente para frente. No caso de lesão do nervo facial.podendo ser ocasionada por exposição ao ar frio. palato mole e laringe. O teste deste nervo inclui a sensibilidade geral e gustativa no terço posterior da língua. é sugestivo de uma lesão na ponte. Lesões neste ramo do nervo vago causará discreto ou nenhum "engasgo".NC X: o teste para o nervo vago deve feito pela avaliação dos ramos vagais para faringe. Por fim. i) Nervo Glossofaríngeo . As lesões no próprio nervo coclear incluem tumores e traumatismos. A dor é sentida mais freqüentemente nas regiões inervadas por V2 e V3. observando o reflexo faríngeo (engasgo). com a separação dos lábios mantendo os dentes trincados. Caso o nervo vestíbulo-coclear e o facial não estiverem funcionando devemos pensar em lesão no meato acústico interno. j) Nervo Vago . AVCI. Nas lesões de V1 a córnea e a conjuntiva ficam insensíveis ao toque. Outro teste utilizado é pedir ao paciente que feche os olhos com firmeza: o clínico deverá tentar abrir seus olhos pela elevação delicada das pálpebras superiores . A vertigem é causada pelas doenças do labirinto onde podemos citar a doença de Meniére. Na paralisia de Bell há uma disfunção do nervo facial em seu curso pelo canal facial . Perda do paladar nos 2/3 anteriores da língua indica que o facial esta lesionado próximo ao ponto onde têm origem o nervo corda do tímpano (canal facial).NC IX: envolvido na secreção parotídea. O teste do diapasão deverá ser realizado para avaliação dos dois ouvidos.NC VII: pede-se para que o paciente mostre os dentes. por exemplo. As lesões do neurônio motor inferior cursam de modo diferente das lesões superiores causando paralisias tanto dos músculos superiores da face como dos inferiores.NC V: a porção sensorial do trigêmio pode ser testada utilizando-se um pedaço de algodão ou um alfinete aplicados em toda a área inervada pelas porções V1. O médico deve tocar a parede lateral da laringe. O nistagmo vestibular é uma oscilação rítmica. Na neuralgia do trigêmio há uma dor intensa na face. Logo. g) Nervo Facial .NC VIII: os distúrbios que acometem o nervo vestibular cursam com vertigens e nistagmo. estando também acometido. o vago é testado pela . isso porque ambos os hemisférios enviam fibras córtico-nucleares para estes músculos. Alterações na secreção da glândula parótida associado a lesão do facial é sugestivo de câncer da glândula parótida. se o neurônio motor superior esquerdo estiver lesionado. A função vestibular pode ainda ser testada através dos testes de calor produzidos pelo médico no meato acústico externo do paciente. o nervo vago. observaremos uma maior área de dentes do lado intacto. no ouvido interno: doença de Menière. sem causa definida.o inchaço do nervo no interior do canal provocará compressão . in controlável dos olhos.

k) Nervo Acessório . lesões das fibras córticonucleares não ocasionaram atrofia e a língua desviar-se-á para o lado oposto à lesão.observação de rouquidão e ou perda de voz como sintomas de paralisia do nervo vago. l) Nervo Hipoglosso . a língua também estará atrofiada (menor) do lado lesionado. glossofaríngeos. É comum em processos que acometam a fossa craniana posterior. FAB. As lesões neste nervo podem decorrer de traumas. logo. As lesões poderão ser causadas por FAF. tumores e AVC. Pelo exame laringoscópico podemos testar o movimento das cordas vocais. Exames do Estado Mental O Que o Médico Deve Solicitar ao Indivíduo Indicar a data atual e o local onde ele se encontra e dizer o nome de determinadas pessoas O Que Este Teste Indica Orientação no tempo. Devemos considerar que o núcleo do hipoglosso recebe fibras dos dois hemisférios cerebrais mas o músculo genioglosso (responsável pelo movimento da língua para fora da boca) só recebe fibras córtico-nucleares de um único hemisfério. o acometimento dos nervos vago. um teste mais específico do estado mental normalmente é necessário para se diagnosticar um problema que esteja afetando os processos mentais. Lesões do nervo acessório cursam com perda de força na virada da cabeça como também com queda do ombro ipsilateral à lesão. FAB. acessório e hipoglosso. FAF.nas lesões do neurônio motor inferior a língua será deslocada para o lado da lesão (paralisado). no espaço e conhecimento de pessoas Repetir uma lista curta de objetos Lembrar três itens não relacionados entre si após 3 a 5 minutos Descrever um evento que ocorreu no dia anterior ou alguns dias antes Descrever eventos do passado distante Interpretar um provérbio (p. traumas e tumores.NC XI: inerva os músculos esternocleidomastóideo e trapézio..NC XII: o paciente deverá colocar a língua para fora . pedras que rolam não criam limo ) ou explicar determinada analogia (como por que o cérebro se parece com um computador? ) Descrever sentimentos e opinões sobre a doença Interiorização da doença Pensamento abstrato Concentração Memória imediata Memória recente Memória remota . doenças desmielinizantes. No entanto. A história clínica fornece ao médico uma boa idéia sobre o estado mental do paciente.ex. Testamos este nervo pedindo ao paciente que vire a cabeça contra uma resistência (a mão do médico) e logo após mexa os ombros (testando o trapézio).

o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos. que estão diretamente conectados ao cérebro.na palma da mão e nos dedos) Copiar estruturas simples e complexas (p... assim como a coordenação. coloque o polegar direito sobre a orelha esquerda e mostre a língua ) Nomear objetos simples e partes do corpo e ler. utilizando blocos de construção) ou posições dos dedos e desenhar um relógio.ex. os nervos motores. a postura.. a marcha. mas com maior atenção no sistema nervoso.ex. tocando-os em um ou dois pontos (p. Nervos Cranianos O médico examina a função dos 12 pares de nervos cranianos.ex. os nervos sensoriais e os reflexos.Citar os últimos cinco presidentes e a capital do país Informar como ele se sente no dia e como ele usualmente se sente nos outros dias Executar uma ordem simples que envolva três partes distintas do corpo e que dependa da diferenciação entre direita e esquerda (p. Um nervo craniano pode ser afetado em qualquer ponto de seu trajeto em decorrência de . a função do sistema nervoso autônomo e o fluxo sangüíneo cerebral. São examinados os nervos cranianos. escrever e repetir certas frases Identificar pequenos objetos com a mão e números escritos na palma da mão e discriminar um do outro. um cubo ou uma casa Escovar os dentes ou retirar um fósforo da caixa e acendê-lo Realizar operações matemáticas simples Base de conhecimento Humor Capacidade de obedecer comandos simples Função da linguagem Como o cérebro processa as informações a partir dos órgãos sensoriais Relações espaciais Capacidade de realizar uma ação Exame Físico Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica.

lesões. tumores ou infecções e. É observada a presença de queda da pálpebra superior (ptose) É testada a capacidade de movimentar cada olho de cima para baixo e de dentro para fora São testadas a sensação de Sensibilidade e V Trigêmeo movimento faciais áreas afetadas da face e a fraqueza ou paralisia dos músculos que controlam a capacidade da mandíbula de apertar os dentes É testada a capacidade de movimentar o olho para fora. por essa razão. é necessário que seja determinada a localização exata da lesão. para baixo e para dentro Movimentos IV Troclear dos olhos para baixo e para dentro Movimento VI Abducente lateral dos olhos . além da linha média. Teste dos Nervos Cranianos Numeração dos Nervos Cranianos Itens com odores muito específicos (p.ex. I Olfatório Olfato café e cravo) são colocados junto ao nariz do indivíduo para serem identificados É testada a capacidade de ver objetos próximos e II Óptico Visão distantes e de detectar objetos ou movimentos com os cantos dos olhos (visão periférica) É examinada a capacidade de olhar para cima.. seja espontaneamente ou enquanto o indivíduo fixa Nome Função Teste Movimentos dos olhos para III Oculomotor cima. para baixo e para dentro. sabão.

X Vago freqüência cardíaca verificar a presença de rouquidão e se o indivíduo apresenta um tom de voz anasalado.um alvo É testada a capacidade de VII Facial Movimento facial abrir a boca e mostrar os dentes e de fechar firmemente os olhos A audição é testada com um diapasão. O equilíbrio é VIII Acústico Audição e equilíbrio testado solicitando ao indivíduo que caminhe sobre uma linha reta. para se Deglutição. A posição da úvula (na região posterior e medial da garganta) é verificada. passo a passo A voz é analisada. para se verificar a presença de rouquidão. A capacidade de IX Glossofaríngeo Função da garganta deglutição é testada. solicitando ao indivíduo que diga ah-h-h A voz é analisada. A capacidade de deglutição é testada Movimentos do pescoço e XI Acessório da parte superior das costas É solicitado ao indivíduo que ele encolha os ombros para se observar a presença de fraqueza ou ausência de movimentos É solicitado ao indivíduo XII Hipoglosso Movimento da língua que mostre a língua para se observar a presença de um desvio para um lado ou outro Nervos Motores .

em seguida. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a 3. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo 5. motor. Quando o hálux (dedão do pé) se eleva e os demais dedos se estendem e abrem lateralmente. o calor. Esse reflexo patelar (um dos reflexos tendinosos profundos) fornece informações sobre o funcionamento do nervo sensitivo. que é testado através da aplicação de um golpe firme precina borda externa da planta do pé com um objeto rombudo. o médico concentra-se em uma área na qual o indivíduo sente adormecimento. desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna. o sinal é transmitido do nervo 4. sem que haja envolvimento do cérebro. Os reflexos mais comumente testados são o reflexo patelar. exceto nos lactentes com menos de seis meses de idade. Normalmente. solicitando ao paciente que ele empurre ou puxe alguma coisa contra uma resistência. Arco Reflexo O arco reflexo é a via que um nervo reflexo segue. o frio. Por exemplo. São realizados testes para se verificar a perda de sensibilidade na superfície do corpo. isto pode ser um sinal de uma anomalia cerebral ou de nervos motores que vão do cérebro até a medula espinhal. Geralmente. Na medula espinhal. um objeto com borda romba. pedindo que ele descreva a sua posição. em seguida. utilizando primeiramente um alfinete e. sobre sua conexão com a medula espinhal e sobre o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. a dor. Uma percussão no joelho estimula receptores 2. como os músculos dos membros inferiores utilizados durante a marcha). formigamento ou dor. espinhal. medula sensorial da ao nervo é gerando o um reflexo sinal patelar. Reflexos O reflexo é uma resposta automática a um estímulo. para verificar se ele consegue perceber a diferença entre a picada e a pressão. coxa. os dedos dos pés encurvam. a perna flexiona. O músculo contrai.Os nervos motores ativam os músculos voluntários (músculos que produzem movimento. O arco reflexo segue um circuito completo. Nervos Sensitivos Os nervos sensitivos transmitem informações ao cérebro sobre a pressão. a vibração. A lesão de um nervo motor pode causar fraqueza ou paralisia do músculo por ele inervado. um reflexo similar nos cotovelos e no tornozelos e o reflexo de Babinski. A função dos nervos sensoriais também pode ser testada com a aplicação de uma pressão suave. Muitos outros reflexos podem ser testados para se avaliar funções nervosas específicas. Um exemplo sensitivos. O médico investiga a presença de atrofia muscular e. a posição das partes do corpo e a forma das coisas. testa a força de vários músculos. fazendo com que a perna se . quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha. 1. de calor ou de vibração. A capacidade de discernir a posição é verificada solicitando-se ao paciente que feche os olhos e mova um dedo (de uma das mãos ou de um dos pés) para cima e para baixo. A falta de estímulo ao nervo periférico também causa deterioração e emaciação muscular (atrofia). nervoso.

ele toque o próprio nariz com o dedo indicador. . parado. Mielografia.Tomografia Computadorizada. Tomografia Computadorizada por Emissão de Fótons Isolados. Tomografia por Emissão de Pósitrons. Coordenação. que ele abra os braços e comece a andar. Vários outros testes simples podem também ser realizados. com os braços esticados e os olhos fechados e. que ele repita rapidamente essas ações. finalmente.Potenciais Evocados. Punção Lombar. que ele fique em pé.desloque para frente. o médico solicita ao paciente que. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro. assim como a função cerebral. é solicitado ao paciente que ele toque o dedo do médico e. Ultrasonografia com Doppler. Em seguida. Postura e Marcha Para testar a coordenação. em primeiro lugar. Eletroencefalografia. Em seguida. Eletromiografia . Ressonância Magnética. Essas ações testam os nervos motores e sensoriais. Angiografia Cerebral. Pode-se solicitar ao paciente que ele toque o nariz primeiramente com os olhos abertos e em seguida com os olhos fechados. finalmente.