P. 1
ARTIGO - MOTIVAÇÃO EDUCAÇÃO FISICA - FERNANDO

ARTIGO - MOTIVAÇÃO EDUCAÇÃO FISICA - FERNANDO

|Views: 380|Likes:
Publicado porLucia Cassettari

More info:

Published by: Lucia Cassettari on Apr 03, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/01/2013

pdf

text

original

CHINA: A INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS Fernando 1 Eliana Beatriz Velasco2 RESUMO A importância da relação professor e aluno para o sucesso

é fundamental. Enfatizase também as relações afetivas em sala de aula e coloca-se este relacionamento como um desafio para o educador pós-moderno, devendo este agir de forma que expresse o seu interesse pelo crescimento dos alunos, e assim respeitando suas individualidades, criando um ambiente mais agradável e propício para a aprendizagem. Cada vez mais as atividades físicas tem assumido uma importância cada vez maior nas escolas do país e na formação dos cidadãos. A preocupação com o ensino vem crescendo e uma maneira de motivar os alunos deve ser buscada e desenvolvida no que concerne a atividade física no contexto escolar. Por isso, justifica-se a importância deste estudo, focando a visão dos alunos e dos profissionais que atuam nas escolas de forma a obter possíveis respostas para a questão a motivação nas aulas e da relação professor aluno. Assim, este estudo se justifica por tentar esclarecer a influência do relacionamento entre professores e alunos e verificar que as dificuldades e sucessos caminham juntos. Através destes esclarecimentos poderá identificar os pontos relevantes, que possam estimular tanto professor como aluno à convivência com motivação no processo educativo levandoos a uma educação física de qualidade. Diante disso levanta-se as seguintes questões: Qual o papel principal do professor de Educação Física: provocar e promover mudanças no comportamento motor com a interação dos fatores biológicos, ambientais e da ação (tarefa) com intuito de alcançar o otimizar o desenvolvimento motor, atentando para outros fatores, como a interação dos domínios: cognitivo, afetivo e motor? Como deve se estabelecer a relação do professor com o aluno de forma a privilegiar a questao da motivação nas aulas de educação fisica? Qual a importancia desta relação para o aluno e para o professor? A partir deste questionamento o objetivo geral deste estudo é entender e analisar a relação professor-aluno pelo viés da motivação como um dos principais mecanismos utilizados pelo primeiro no contexto da aula de educação física. Palavras-Chave: motivação, relação professor-aluno, educação física. 1 INTRODUÇÃO Abordar a atuação de profissionais para qualquer área do conhecimento é uma questão que demanda uma série de questionamentos, considerações,
1 2

Aluno do Curso de Licenciatura em Educação Física, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professora Orientadora.

privilegiando o trabalho em grupo. 2 1 RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO NO ÂMBITO GERAL Segundo Silva e Santos (2002) a relação professor/aluno deve ser vista como um dos suportes na busca da afetividade e eficiência no que tange ao prepraro do aluno para a vida. as autoras acima citadas acreditam que cada profissional deve definir de maneira inequivoca o seu papel nesse contexto social. pesquisas. A importância da relação professor e aluno para o sucesso é fundamental. empreendendo para tal. mas também as relações afetivas. Será visto neste estudo essa questão. mas extremamente desafiadora a análise da atuação de um profissional de Educação Física. nem fácil. de encontrar uma definição para sua vida. . A escola hoje. A interação entre ambos é ainda importante para a adaptação do aluno ao processo escolar. devendo este agir de forma que expresse o seu interesse pelo crescimento dos alunos. Esse profissional trabalha com uma atividade que se diferencia de outras atividades humanas. explicitação de pontos muitas vezes polêmicos e controversos. livre debate de idéias. uma vez. numa redefinição do processo ensino-aprendizagem. Diante disso. Por tanto. busca do diálogo. com relação à atuação de um profissional que tenha como objetivo o desenvolvimento de atuação numa situação de ensino. e assim respeitando suas individualidades. a vivência do conhecimento é fator determinante do aprendizado. que para esse profissional. é de fundamental importância trabalhar não só conteúdos.2 verificações e levantamentos de diferentes vertentes. Não é uma tarefa simples. O bom relacionamento do professor com o aluno se desenvolve na busca pelo desejo que o indivíduo tem de conhecer a si próprio. interação social e diminuição da importância do trabalho individualizado. é um espaço onde se constroem relações humanas. mais do que em qualquer outro tempo. criando um ambiente mais agradável e propício para a aprendizagem. Enfatiza-se também as relações afetivas em sala de aula e coloca-se este relacionamento como um desafio para o educador pós-moderno.

3 Ainda Silva e Santos (2002) mostram que a interação professor/aluno deve ultrapassar os limites profissionais. reciprocidade e equilíbrio de poder nas relações. Para Raiser (2007. 636-637) tanto no ambiente familiar quanto no escolar. 11). compreendido . casado com o desejo que foi lido. p. quanto mais houver afeto. retirando desse conhecimento. 3) Trabalhar com arte na educação demanda um comprometimento maior do que simplesmente ‘dar aulas’. p. não instigando o aluno à participação efetiva em seu processo de aprendizagem. É na fala do educador. O convívio diário desperta reflexões sobre o que ocorre numa sala de aula. em grande parte das escolas. De acordo com Bronfenbrenner (apud WAGNER. escolares. LÓPEZ. compreensao e habilidade. Tal pensamento reforça a importância do papel da confiança. o professor deve utilizar seu saber pedagógico como forma de possibilitar mudanças. 5) “O educador não é simplesmente aquele que transmite um tipo de saber para seus alunos. elementos teóricos que possibilitem compreensão e um direcionamento a uma ação consciente. p. Ser professor não é tarefa simples. DOTTA. quanto no nível do sistema social. da empatia e da afetividade. Segundo Freire (1992. envolvendo também ponderações sobre a postura do professor e dos alunos. requerendo para seu desenvolvimento amor. Superando as possiveis deficiências. tanto no nível da escola. o trabalho em sala de aula ocorre mais de forma expositiva por parte do professor. apropriando-se de um fazer e de um saber fazer adequados ao momento que vive a escola atual. encaminhar). 2002. Infelizmente. pois é uma relação que deixa consequências para a vida adulta. ultrapassando esta mera transmissão de conhecimentos”. 2006. do ano letivo e de semestres. econômico e político. O professor deve manter-se como fonte inesgotável de conhecimentos no cotidiano de sala de aula. p. Para Rodrigues (apud SILVA E SANTOS. necessários na inter-relação família-escola. expressão do seu desejo. como um simples repassador de conhecimentos. No âmbito escolar. proporcionando novos modelos ao alcance da criança. devolver. recuperar o real significado do seu papel como professor. mais esses espaços poderão ser considerados fatores de proteção eficazes. no ensinar (intervir. e por isso deve-se buscar a afetividade e o diálogo como forma de construção do espaço escolar. O papel do educador é bem mais amplo.

é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem.) O educador para pôr em prática o diálogo. Para Grossi (1994) o relacionamento professor/aluno é peça fundamental na realização comportamental e profissional. p. aberto às novas experiências. p.. também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização. mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada . mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno. Sobre isso coloca Silva (2007. Corroboram com esta posição Silva e Santos (2002) quando destacam que a interação estabelecida entre professor e aluno deve caracterizar-se pela seleção de conteúdos. reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida.. 2) afirma que (. Apesar de tal. numa relação empática.) É o modo de agir do professor em sala de aula. organização.. para que isto ocorra. Para que este aluno possa sentir prazer pelo aprender o professor deve despertar a curiosidade dos alunos. 115) o trabalho do professor em sala de aula e sua relação com os alunos se traduz pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. Para Abreu e Masetto (1990. não deve colocar-se na posição de detentor do saber. Assim sendo.4 pelo educando. pois esta relação traz conseqüências. Percebe-se que desta forma.. a análise dos relacionamentos entre ambos deve envolver interesses e intenções. p. Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão. acompanhando suas ações no desenvolver das atividades. de modo a facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos. Eles colocam que (. procurando compreender. a aprendizagem se torna mais interessante pois o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. deve antes. colocar-se na posição de quem não sabe tudo. 2) O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações. que ele tece seu ensinar. pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores. Ainda sobre esta relação tao importante Gadotti (1999. sistematização didática.

essas têm a função de ensinar como lecionar. Segundo Betti (1999) há regras que são fixas. a análise da aula concentra-se nas exigências e nas regras que constroem e desenvolvem as situações de aula. Gomes. p. Abranches (2007) uma análise da educação física tem a tarefa de reduzir a complexidade do ensino para torná-lo palpável. que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade. As regras decodificadas dão sentido às modalidades esportivas e podem ser chamadas de regras constitutivas.5 aprendizagem dos alunos. Há duas formas diferentes de análises. do clima que o professor consegue estabelecer com seus alunos. de maneira direta. 96) afirma que O bom professor é o que consegue. Por outro . uma que parte de um processo analítico de interação diferenciando os processos desejáveis dos indesejáveis (que facilitam ou dificultam a aula). não dormem. da empatia com seus alunos. suas dúvidas. de capacidade de ouvir. 3 RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO CONTEXTO DA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA De acordo com Silva. Interação são as regras e condições que determinam as relações entre os seres humanos e suas experiências e vivências. fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor. Pode-se dizer que a relação entre professor e aluno depende. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. quando se entende a educação física como um processo de interação social. isto significa que as regras valem para os esportes e para a convivência social. surpreendem suas pausas. suas incertezas. outro que parte da análise de regras e dos objetos a serem usados para formar a estrutura cognitiva. mas há também regras que fixadas por acordos feitos entre os desportistas e jogadores. Para as autoras acima citadas. enquanto fala. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam. válidas e conhecidas mundialmente nas competições. refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação da ligação entre o seu conhecimento e o deles. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Ainda sobre esta relação. Freire (1996.

Cabe ainda estipular de que regras se necessita para definir as relações sociais na aula de educação física. as atividades motoras e tudo o que possa contribuir para a execução do jogo sem acidentes graves. Bressane (1982) numa aula de educação física sobre um determinado esporte podem ocorrer dois tipos de regras a serem estipuladas: a) as regras da aula. São as regras que determinam a aula. As regras da aula compreendem o relacionamento entre o professor e o aluno. 66) "(. entre outras coisas. De acordo com Friedmann (1996.) A motivação é fator que influencia o desenvolvimento: se a motivação é grande. b) as regras do esporte que vai ser ensinado. p.1 CONCEITOS E ESTUDOS A motivação é fundamental para que ocorra a aprendizagem. definindo a situação na qual os alunos agem.. É ela que impulsiona o indivíduo a agir de determinada maneira. bem como o desempenho escolar do aluno. a criança irá se esforçar para fazer as coisas mais complexas. é necessário entender. são conhecidas como regras regulativas. elas prescrevem como os alunos e prefessores devem relacionar-se entre si e seu processo de interação. como é conceituada a motivação. a buscar novos conhecimentos. Para que haja desenvolvimento afetivo e . à luz dos autores. o papel do aluno e o rendimento de cada um que executa ou participa da aula. 4. o tempo.6 lado existem regras que determinam como as relações entre os desportistas devem ocorrer e como recebem as instruções. A relação entre as regras dá-se no momento em que o professor decide consciente ou inconscientemente as suas ações em aula. do interesse e da necessidade da criança. as regras do jogo compreendem aquelas que determinarão o espaço de movimentação. Correa." A aprendizagem depende da motivação. Portanto a motivação influencia a aprendizagem em sala de aula. 4 A MOTIVAÇÃO NA SALA DE AULA Antes de se abordar o tema da motivação na sala de aula. especificamente na aula de educação física. De acordo com Faria Júnior..

Mas mesmo que existam todos esses recursos favoráveis. Segundo Piletti (1988. ou seja. como o adulto. sem escola e sem uma porção de outros recursos. só executa alguma ação exterior ou mesmo inteiramente interior quando impulsionada por um motivo e este se traduz sob a forma de uma necessidade. Este processo.) a motivação pode ser considerada como um requisito..16) “(. a motivação será tratada como um fator fundamental da aprendizagem. ou dentro dele. . obtem-se motivação por meio dos componentes afetivos e emocionais. de outra maneira. Para Piaget (1967. sem livro. identificando os fatores motivacionais como também de estratégias de aprendizagem. 146) ao afirmar que “(. segundo o autor acima citado. p. se não houver motivação não haverá aprendizagem. faz com que cada pessoa desenvolva metas de. entre outras.” Dessa forma. E isto está relacionado com a aprendizagem como destaca Pozo (2002. e essas metas serão a motivação das mesmas para atingir seus objetivos e propósitos.7 cognitivo. para iniciar e direcionar o comportamento. levando em consideração o fato de o desenvolvimento depender do equilíbrio afetivo. p. Refere-se às forças que agem sobre um organismo. metas de estudo. deve-se encorajar a criança à autonomia e pensamento crítico.) A criança.. a motivação é um conjunto de variáveis que ativam a conduta e a orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo. cada indivíduo apresenta diferentes tipos de motivação em relação a um tema préestabelecido. p.. De acordo com Huertas (2001) pode-se entender a motivação como sendo um processo psicológico. uma condição prévia da aprendizagem. que vão depender da pessoa. 63) Sem motivação não há aprendizagem. se comprometendo com o seu processo e realizando com eficiência sua aprendizagem.. Estudar a motivação consiste em analisar os fatores que fazem as pessoas empreender determinadas ações dirigidas e alcançar objetivos. Sem motivação não há aprendizagem”. Para este autor. Pode ocorrer aprendizagem sem professor. neste trabalho. para que o aluno desperte para o desejo de aprender. metas profissionais.

Neste contexto. Desta forma. O aluno que possui uma . Diante disso estabelece-se uma forte relação entre professor e aluno. (. o aprendizado é afetado pela a auto-estima. por trás das palavras que se constroem.8 Sobre a questão da motivação em sala de aula. Com a expansão de suas capacidades afetivas e cognitivas por meio da construção contínua.) a motivação é um conjunto de variáveis que ativam a conduta e a orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo”. (1995).. Outro aspecto que deve ser analisado no contexto da motivação é a questão do afeto e da auto-estima. para este autor. significados conhecidos e experimentar o domínio de uma nova habilidade. da aprendizagem... o afeto se desenvolve paralelamente a cognição ou inteligência e. A auto-estima elevada estimula a aprendizagem. para Fita (1999. os estudos de Tapia (1999. p. as crianças estão capacitadas a investir afeto e ter sentimentos validados nelas mesmas. pois se o professor trabalha desmotivado. a autoestima se relaciona de maneira muito próxima com a motivação ou interesse da criança para aprender. 19) trazem a importante constatação de que é importante que os alunos aprendam alguma coisa que faça sentido. Diversas pesquisas sobre a auto-imagem e o desempenho escolar mostram a existência de uma relação consistente entre a auto-estima e a capacidade de aprender.) descobrir. da motivação e da disciplina espera-se que a criança rume a conquistar o autocontrole e seu bem estar escolar. A partir do desenvolvimento do vínculo afetivo. e apresenta diferentes reações diante de um aluno indiferente ou agressivo. 142) “(. Corroborando com as idéias de Huertas e Pozo. Segundo Bean et al. mas do sucesso que esperamos se tentamos alcançá-los”. 77) “(.) a motivação não depende só dos motivos que temos. encontrar explicação para um problema relativo a um tema que se deseja compreender... p. p. a motivação está relacionada à determinadas ações que conduzem os indivíduos a alcançar seus objetivos. certamente haverá um comprometimento do desenvolvimento escolar dos alunos.. analisando a teoria de Piaget. Para Seber (1997). como por exemplo. De acordo com Pozo (2002. tem participação fundamental na ativação intelectual. que vai influenciar a formação da auto-estima deste último.

Mas. Segundo Souza (2002) os estudiosos do tema da afetividade como fator preponderante para a construção do conceito que o aluno faz de si próprio. pois a reflexão e o sentimento precedem a ação. existem inúmeros problemas causados pela desmotivação. Os bons sentimentos são reforçados pelo desempenho bem-sucedido. Tratando-se da questão para a sala de aula. Aumentam sua capacidade de enfrentar desafios em relação aquele que não se vê como um aluno de sucesso. 2006). o professor que tiver mais . porque. diferente de um aluno que se sente incompetente e assim acredita não ser capaz. sabe-se que não existe uma forma pré-estabelecida e devidamente confirmada para fazer as aulas serem o foco de atenção das crianças. e estes sentimentos podem ter causas de fundo afetivo. hoje em dia. É uma espiral crescente. neste contexto. Diante de qualquer fase que o sujeito esteja vivendo. Essa desvalorização do ser humano prejudica e altera o conceito que ela faz de si mesma. Nesta perspectiva o desempenho deste aluno tende a ser um sucesso. Knüppe (2006) mostra que existem pesquisas que evidenciam o fato das crianças estarem chegando às escolas cada vez mais desmotivadas com os estudos. o que leva a um processo de repetência e de evasão escolar.9 auto-estima elevada aprende com maior facilidade e satisfação e por isso enfrenta as novas tarefas de aprendizagem com mais confiança e entusiasmo. pois a cada sucesso que o aluno alcança o torna mais seguro e confiante na sua competência. contribuem a todo o momento para que se construa a sua auto-estima. Segundo Zenti (apud KNÜPPE. a agressividade e o desrespeito. Oliveira (1998) traz os conceitos de Vygotsky que sempre estudou o aprendizado inserido no desenvolvimento sócio-histórico da pessoa como um processo que se desenvolve a partir de diferentes fases interligadas entre si. por conta da falta de valorização da pessoa como ser humano. o que demonstra determinação e expectativas positivas. tem aumentado. este sempre estará convivendo com grupos diversificados de pessoas que. contudo. isto certamente leva-o a ser psicologicamente mais saudável do que daquele que tem uma visão negativa de si. encontra-se no ambiente escolar a violência. já que este último acha-se um derrotado e seu temor diante de situações de exposição que possam demonstrar seus pensamentos e sentimentos são crescentes.

a linguagem e a cognição. para a palavra. 278) coloca que os especialistas no assunto afirmam que os professores devem mostrar aos seus alunos que estudar pode ser divertido. p. 7). 9). mas alguma coisa se pode fazer para que os alunos recuperem ou mantenham seu interesse em aprender”. entre outras variáveis” .. 9). nas pesquisas realizadas com professores. a percepção da realidade. como parte do processo ensino-aprendizagem (BOMTEMPO. processual e contextual. Para Camargo (2004) é papel da escola disponibilizar o maior espaço possível. O aluno necessita aprender a ser feliz e descobrir que existe prazer na aprendizagem. Porém. 2006. para que os professores e alunos produzam sentidos originais para o que vivenciam juntos. p. De acordo com Torre (1999.. já que as funções envolvidas na maneira como se percebe a realidade. ao menos em parte este problema.10 sensibilidade e energia talvez consiga se sair melhor e superar. Tambem o professor possui as mesmas necessidades. Faz-se necessário pensar na inter-relação entre a afetividade. 1997. . a maior dificuldade está em competir com os atrativos tecnológicos e os brinquedos que encantam as crianças. Precisa encontrar prazer também em aprender. e que na escola não existem. o educador é um eterno aprendiz e encontrando prazer em ensinar. o planejamento e a regulação de atividades suportam essa interrelação. demonstrando que não é possível uma educação que se ocupe de maneira separada de tais instâncias ou que relegue alguma delas ao segundo plano. dos níveis do sistema educacional e das características socioculturais de quem aprende.. p.) a motivação escolar é algo complexo. entre outras funções. o planejamento e a regulação de suas atividades. a linguagem possibilita ao aluno. “(. reconhecerá seu erro e o erro de seu aluno. existe uma colocação recorrente com relação ao desinteresse dos alunos em querer aprender e estes professores acreditam que “(. Ainda Zenti (apud KNÜPPE.) esse fato afeta diretamente professores e alunos em função das áreas de estudo. p. Como relembra o autor. Ainda segundo Torre (1999. Também se deve pensar na motivação a partir da questão da linguagem. Afinal.. e desta forma motivá-los. Necessita estar feliz com o que faz para contagiar seus alunos.

4. Esta afirmação encontra respaldo no que coloca Fita (1999) sobre a importância do bom professor para o aluno seja motivado na sala de aula. tentando em contrapartida. para existir aprendizagem é necessário haver a motivação. Diante disso Huertas (2001) destaca que a motivação precisa estar atrelada a metas e objetivos. Partindo desse pressuposto. o autor faz a relação direta entre desejo e metas e a motivação. Ainda Huertas (2001) destaca que estas metas e objetivos podem desencadear a conduta motivada. o que levará estes últimos a aprender.1. ou seja. e desta forma. uma vez que. pode-se dizer que um bom professor é aquele que sabe como motivar seus alunos.11 Assim. é entender o quanto o ser humano precisa estar bem para poder lidar com os problemas das pessoas que fazem parte do seu ambiente. conhecimentos e atitudes. destacando que uma prescinde da outra. para que o professor possa motivar seus alunos deve também possuir metas de ensino. por meio dela podemos compreender a razão do comportamento humano. . Desta forma. sua participação na vida de seus alunos tenderá a basear-se no respeito e na justiça. E por conseqüência. Assim sendo. Diante disso. formando a base indispensável para considerar uma ação como motivada ou não. quanto do aluno. pois o que impulsiona uma pessoa a agir de uma determinada forma são os motivos. pode-se concluir que existe a necessidade de se trabalhar com e para os professores a questão da afetividade. tanto da parte do professor. Partindo-se desta idéia. um professor emocionalmente equilibrado consegue intervir de forma adequada nas relações conflituosas de sua sala de aula. Segundo Knüppe (2006) a motivação deve fazer parte do processo ensinoaprendizagem em todos os momentos na sala de aula e seguramente. não influenciar este aluno quanto às suas habilidades.1 Motivação nas Aulas de Educação Física A motivação constitui para a educação um importante campo de conhecimento que deve ser explorado pelos professores. a influência do professor se dá no processo de desenvolvimento da motivação da aprendizagem pelo aluno. o papel do professor para Huertas (2001) é o de facilitar a construção pelos alunos do processo de formação do conhecimento.

a repetência está relacionada ao desinteresse dos alunos. A autora acima citada destaca também a importância de entender também o processo de desmotivação porque este gera graves conseqüências como a repetência e a evasão escolar. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS . estabelecendo metas e objetivos que levarão os alunos a sentirem a motivação e assim. Ela cita o exemplo da escola pública. Huertas (2001) destaca que aos poucos o professor consegue aperfeiçoar suas habilidades e seus esquemas motivacionais. ou seja. Isso leva ao processo de evasão escolar. 2006) a desmotivação dos professores relaciona-se com a rotina de trabalho e a inibição. quase sempre é percebida pelos alunos. Outro ponto que merece destaque neste estudo é com relação a motivação não estar ligada apenas aos alunos. que não se movam em absoluto. melhor será a aprendizagem de seu aluno.12 Concordando com o autor acima citado. o que segundo Pozo (2002. Para ele “(. 139) está intimamente relacionado a motivação ou a falta da mesma. p. serem motivados também. Concluindo. Assim. claro que uma posição assertiva e intusiasmada por parte dos professores certamente terá reflexos positivos nos seus alunos. o que incentiva a desmotivação destes últimos. Já no caso das escolas particulares.) normalmente. Para Jesus e Santos (apud KNÜPPE. não é que não estejam motivados. muitas vezes os professores estão motivadas para o trabalho.. elas também devem estar motivadas. mas sim que se movem para coisas diferentes e em direções diferentes das que pretendem seus professores”. Assim fica.. onde alguns alunos que ao repetirem várias vezes a mesma série. Knüppe (2006) acredita que quanto mais consciente for o professor com relação a motivação. ela refere-se também aos professores. Segundo pesquisa realizada por Knüppe (2006) a maioria dos professores acreditam que para seus alunos serem motivados para a aprendizagem. às vezes não e essa atitude. acabam saindo da escola para ingressar no mundo do trabalho visando um retorno financeiro.

13 .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->