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Doenças transmitidas por pescado no Brasil

Doenças transmitidas por pescado no Brasil

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DOENÇAS TRANSMITIDAS POR PESCADO NO BRASIL Carlos A M Lima dos Santos, dossantoscarlos@globo.

com INTRODUÇÃO As doenças transmitidas por alimentos (DTA) constituem um dos problemas de saúde pública mais freqüentes do mundo contemporâneo. No Brasil, somente alguns estados e/ou municípios dispõem de estatísticas e dados sobre a ocorrência de surtos de DTA, agentes etiológicos mais comuns, alimentos mais freqüentemente implicados, população de maior risco e fatores contribuintes. Por outro lado, a maioria dos casos de DTA não é notificada, pois muitos agentes etiológicos das DTA causam sintomas brandos, fazendo com que a vítima não busque auxílio médico. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde, ocorreram mais de 3.400.000 internações por DTA no Brasil, de 1999 a 2004, com uma média de cerca de 570 mil casos por ano Presume-se alta morbidade, entretanto como poucas DTA estão incluídas no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, não se conhece sua magnitude (CARMO et al. 2005). Ainda segundo CARMO et al. (2005) no Brasil os custos com os casos internados por DTA, de 1999 a 2004, foram de 280 milhões de reais, com média de 46 milhões de reais por ano. Dados recentes da Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS (SIQUEIRA, 2009) indicam que os surtos de DTA no Brasil durante o período de 1999 a 2008 foram 6.602 envolvendo 117.330 pessoas doentes e 64 óbitos. Segundo a SVS estes números (>5%) estariam muito aquém do quadro real. Os dados disponíveis indicam que o agente etiológico era ignorado em 51% dos surtos e o veículo (alimento) era desconhecido em 34,3% dos surtos. As informações disponíveis apontam que a maior parte dos surtos de DTA (84%) é causada por bactérias patogênicas e/ou suas toxinas, predominando Salmonella spp (42,9%), Staphylococcus sp (20,2%), Bacillus cereus (6,9%), Clostridium perfringens (4,9%), Salmonella enteritidis (4,0%), Shigella sp (2,7%), e outros (18,4%), seguidas por vírus (13,6%), contaminantes químicos (1,2%) e parasitos (1%) (SIQUEIRA, 2009). A Figura 1 mostra os alimentos envolvidos nestes surtos: dentre os 6.602 surtos o pescado teria causado 69 deles. Segundo dados do Sistema Regional de Informação sobre Vigilância Epidemiológica das Enfermidades Transmitidas por Alimentos (SIRVETA), coordenado pelo Instituto Panamericano de Proteção de Alimentos e Zoonoses (INPPAZ) da Organização Panamericana de Saúde (OPS/OMS), e apesar do subregistro, ocorreram 6.930 surtos de DTA em países da América entre 1993 e 2002, dos quais 17,8% foram devidos ao pescado, 16,1% à água, 11,7% às carnes vermelhas e 2.6% às frutas e hortaliças (OPS/OMS, 2005). Trabalho apresentado no 37º. Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária, Rio de Janeiro, RJ, 26-30 de julho de 2010.

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Bactérias. cholerae). Surtos de DTA por tipo de alimento contaminado. V. vírus e parasitas patogênicos são os agentes patogênicos biológicos. parahaemolyticus. Brasil 1999-2008 Apesar de que os períodos associados aos dados da OPS/OMS (1993 a 2002) e aqueles da SVS Brasil (1999 a 2008) não permitirem uma comparação direta.8%) Este trabalho visa oferecer uma análise qualitativa e quantitativa das doenças transmitidas pelo pescado no Brasil. químicos e físicos. O trabalho abarca doenças bacterianas..Figura 1. DTA TRANSMITIDAS POR PRODUTOS DA PESCA E DA AQUICULTURA As doenças transmitidas pelo pescado são causadas por agentes biológicos. Dentre as bactérias podemos dividi-las em dois grupos: o primeiro compreenderia aquelas bactérias associadas ao ambiente aquático habitado pelo pescado. os números descritos indicam uma incidência das DTA por pescado no Brasil (>5%) bem inferior aquela do total para as Américas (17. o Clostridium botulinum. oferecendo uma referência até então inexistente no país. parasitoses. compilando-se informações oficiais e não-oficiais ocorridas principalmente nos últimos 25 anos (1985-2010). particularmente os víbrios (V. e 2 . e intoxicações causadas por biotoxinas e contaminantes químicos. SCIELO e PUBMED. viroses. Para sua preparação foram consultadas bases de dados especializados tais como BIREME. a Listeria spp.

e Escherichia coli. durante a fase epidêmica do surto de cólera que afetou o Brasil. 2003). agrotóxicos. a Shigella. MAGALHÃES et al. nem tampouco em outra investigação correlata (LIMA. como uma conseqüência natural das descargas de esgotos em rios e canais. Paragonimidae (trematóides). No caso dos perigos químicos estão as biotoxinas e os resíduos de metais pesados. PE e descreveram a presença de V. confirmada por Laboratório especializado no Japão) de origem humana no Brasil foi realizada por HOFER (1983) de fezes diarréicas (aquosas) de uma criança de 6 anos de Cascavel. Nenhuma informação epidemiológica do evento foi obtida. apesar do isolamento da bactéria em água do mar (praias) em Recife e arredores. no Estado de Pernambuco. Dentre as principais biotoxinas associadas às doenças transmitidas pelo pescado figuram a histamina.outros. Segundo COLAÇO et al. o segundo grupo incluiria as bactérias de contaminação como a Salmonella. 1987). e o veneno amnésico por moluscos (HUSS et al.000 amostras fecais durante os 2 (dois) anos que se seguiram a chegada da cólera ao Recife. 1995). (1996) analisaram um total de 4. parahaemolyticus (sorotipo 05:K17 e Kanagawa positiva. sendo também detectada na água de consumo. 3 . metschnikovii em 6 (seis) casos de diarréia humana. provavelmente. em pescado. não foi possível evidenciar V. o veneno paralisante por moluscos. a maior pare deles carecendo de confirmação científica. entre outros. a tetraodontoxina. Heterophyidae. cholerae 01.. CE. em um surto de gastroenterite ocorrido em 1974. medicamentos veterinários e de aditivos alimentares. Gnathostomidae (nematóides) e Diphyllobothridae (cestóides). e o Staphylococcus aureus. sua transmissão por veiculação hídrica. Dentre os vírus os principais são o vírus da hepatite tipo A (VHA) e o vírus de Norwalk ou norovírus. (1998). DOENÇAS BACTERIANAS Apesar de que as bactérias sejam indicadas pelos dados oficiais disponíveis como as principais causas de DTA no Brasil e da bibliografia especializada conter inúmeras descrições da presença de bactérias patogênicas para o homem em pescado e derivados em diferentes produtos e regiões do país. A primeira referência de isolamento de V. sem sintomas de infecção sistêmica. Dentre os parasitas patogênicos para o homem transmitidos pelo consumo de pescado sobressaem os helmintos pertencentes as famílias Opisthorchiidae. a não ser o consumo frequente de peixes salgados de origem marinha e de água doce. A bactéria foi isolada de 5 pessoas. Anisakidae. existem somente raras indicações de surtos causados por Vibrio e pela toxina botulínica. Vibrioses O Vibrio cholerae não-01 foi associado à infecção humana no Estado da Bahia (HOFER. indicando.

confirma a ocorrência de surtos/casos de botulismo no Brasil. Em 2007 um caso esporádico de botulismo.8% foram causados por alimentos de origem suína. 2009). Em onze episódios (69%) foi identificada a toxina tipo A. 4 . muitas são as descrições da presença de Staphylococcus em pescado e derivados.O V. fumissii foram descritos em casos de diarréia infantil em crianças com menos de um (1) ano (MAGALHÃES et al. A presença de vibrios patogênicos para o homem foi determinada em várias espécies de pescado brasileiro. 11. Dentre os 125 casos. não havia legislação e vigilância da doença no Estado de São Paulo.. Assim.8%) foram notificados. Botulismo Segundo SANTIAGO (1972) a primeira epidemia de botulismo do Brasil. em 11. Segundo GELLI et al. houve 41 casos suspeitos notificados.8% dos surtos de botulismo alimentar. com 75 óbitos. fluvialis e V. Não há indicação do alimento associado ao surto estudado. e. o alimento não foi identificado.1%. Nesse período. Intoxicação estafilocócica As estatísticas oficiais apontam o Staphylococcus aureus como um dos principais causadores de toxi-infecções alimentares no Brasil. foi confirmado e notificado ao CVESP em Sorocaba. SP: a vítima foi curada e sobreviveu (DDTHA/CVE/SES-SP. Dos casos de botulismo alimentar. (2002) construíram o perfil epidemiológico do botulismo e uma série histórica de casos diagnosticados no Brasil de 1979 até 2002. Dentre os 19 casos confirmados.1% por palmito em conserva e. sendo que 79% ocorreram em 2001 e 2002. com letalidade de 60%. (2002) a investigação laboratorial de botulismo durante 1982 2001. Sua menção nesta revisão prende-se unicamente ao frequente envolvimento destas espécies de Vibrio com o pescado. EDUARDO et al. dentre estes. tornou-se uma doença de notificação compulsória no Brasil (EDUARDO et al. também causado por uma conserva caseira de peixe. somente em outubro de 2001. 77.. não há qualquer indicação de sua associação com casos de toxi-infeccção estafilocócica. a toxina botulínica tipo A foi encontrada em 7 ocasiões. Apesar de representar uma emergência em Saúde Publica. o primeiro caso de botulismo notificado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde ocorreu em 1999 e. 1990). em diversas regiões do Brasil. teria ocorrido em 1958. até 1999. nove pessoas morreram após consumirem conserva caseira de peixe. O pescado não foi associado a nenhum dos casos. a taxa de letalidade foi de 31. A toxina botulínica tipo A foi responsável por 77. sendo confirmado um caso de botulismo por ferimento e 18 casos de botulismo alimentar. foram registrados 125 casos. No Brasil. apenas 31 (24. no Estado do Rio Grande do Sul.6%. predominantemente em bivalves. Nesta ocorrência. 2002). não obstante. até 2004.

A sorologia foi realizada para diferentes antígenos. Tampouco há constatações da presença deste parasita em espécies de pescado capturadas ou cultivadas no Brasil (OKUMURA et al.. Não há quaisquer indicações de casos autóctenes desta parasitose no Brasil.. em espécies de pescado no território brasileiro.. O paciente havia ingerido em 5 . TO (AMATO et al. Exames laboratoriais mostraram eosinofilia de 17% (1530/mm3). (1990) descreveram um caso de uma mulher no distrito municipal de Cananéia. 2007). além dos exames laboratoriais compatíveis foi feito o diagnóstico de gnastostomíase. 2003. São Paulo. 2009). (1989) descrevem a infecção assintomática por Clonorchis sinensis. QUIJADA et al. Entretanto. Não houve o encontro da larva no tecido de biópsia.VIROSES Não há qualquer indicação de uma associação entre surtos ou casos de viroses no Brasil associadas ao consumo de pescado. do sexo masculino. nos anos recentes já existem evidências científicas da determinação da presença de vírus patogênicos para o homem em moluscos bivalves no sul do país. a saber: vírus da hepatite A (COELHO et al. em 15 (quinze) imigrantes asiáticos (12 de Formosa.. com lesão cutânea pruriginosa eritematoedematosa. 2010) PARASITOSES Anisakíase A bibliografia especializada mostra a constatação da presença de nematóides Anisakidae em várias espécies de pescado brasileiras (KNOFF et al. Gnastostomíase Existe uma descrição recente na bibliografia para um caso de gnastostomíase no Brasil (CASTRO DANI et al.. somente em uma única instância há menção de uma associação (não comprovada) com tres (3) casos humanos de anisakíase em indivíduos que consumiram pescado cru na Ilha de Bananal. SINCERO et al. 2006). Clonorquíase LEITE et al. Houve positividade de apenas uma das bandas (34-35Kda) dos quatro peptídios imunogênicos testados para a larva terciária de Gnathostoma binucleatum pelo Western Blot. 2006). Não há descrição da presença de Gnasthostoma spp. tres semanas antes do surgimento dos sintomas. SP.. A histopatologia da lesão mostrava celulite eosinofílica compatível com a suspeita diagnosticada. onde ingeriu ceviche. 2007). adenovírus (RIGOTTO et al.. diagnosticada através de exame coprológico realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Tratava-se de paciente de 29 anos. Entretanto. e norovírus (VICTORIA et al. parasitada por Ascocotyle sp (Phagicola). 1999.. O paciente informou haver viajado ao Perú. 2 da Coréia do Sul e um de Hong-Kong). Diante do quadro clínico e epidemiológico. SP.. 20 Fagicolose CHIEFFI et al.

2009a) indicam os seguintes números de casos de difilobotríase naquele estado por ano: 2004 (16). 2005).. pois restringem-se exclusivamente aos peixes analisados (EDUARDO et al. com um total de 68 casos identificados por diagnóstico laboratorial por meio de exames de ovos e/ou estróbilo. sem comprovação da presença da larva de parasita nas amostras de peixe analizadas (SANTOS & FARO. latum com resultado negativo. MEZZARI et al. Posteriormente. foram notificados vários casos ao Sistema de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DDTHA-CVE) do Estado de São Paulo (EDUARDO et al. apesar da incapacidade de detectar a presença de larvas do cestóide em amostras de peixe (SÁ LÍRIO et al. TAVARES et al. SP. principalmente membros da colônia japonesa de Registro. (2007).. 2005. Ribeirão Preto. 2009). PB (1). Porto Alegre (5). Salmão importado do Chile foi o único veículo implicado nestes casos. O estudo epidemiológico dos 45 notificados.. EMMEL et al. aos casos oficialmente notificados em São Paulo devem ser somados aqueles descritos para outros estados na bibliografia especializada: Salvador. e descreveram 10 casos positivos (8. Rio de Janeiro. (2006). DF (1). A identificação laboratorial do parasita com base no exame helmintológico do parasita e/ou de seus ovos foi confirmada por SAMPAIO et al. 2005. RJ (5). 2006 (9).. CAPUANO et al. causado por Phagicola sp. e Brasília.82%) de infecção por Phagicola longus.. 2005 (39). SP. diagnosticado pelo exame de fezes dos pacientes que haviam consumido carne crua de tainha. Dados oficiais mais recentes do Estado de São Paulo (DDTHA. 2004). DIAS & WOICIECHOVSKI (1994) realizaram 102 exames de fezes de pessoas suspeitas de comerem peixe cru (sashimi). nove (9) casos de heterofidíase em humanos. Amostras de salmão foram analisadas microscopicamente para a presença de larvas de D. CHIEFFI et al.várias ocasiões filés crus de tainha.. Salmão importado do Chile (procedente de Puerto Montt) seria o veículo associado a estes casos.. perfazendo um total de 82 casos de difilobotríase no país. João Pessoa. Difilobotríase No Brasil não havia casos autóctones esporádicos ou de surtos de difilobotríase até o ano de 2003. 2008 (3).. 2004. 2007. No final de 2004 e primeiro trimestre de 2005. Sul e Norte do país.. 2008. o que não fornece base científica para descartar os achados epidemiológicos no estudo dos pacientes. Os demais casos foram confirmados para difilobotríase através das amostras de fezes com ovos do parasita. A presença de metacercarias de Phagicola sp foi descrita em tainhas (Mugil spp. BA (1).6%) eliminaram fragmentos ou o parasita inteiro que foi diagnosticado como Diphyllobothrium latum. 2007 (1). revelou que 25 dos pacientes (55.) no Sudeste. (1992) relataram no município de Registro. SP (1). 2008).. 6 . 2006. LLAGUNO et al. LACERDA et al. com 33 casos com investigação concluída. sempre com uma elevada incidência (SIMÕES et al. Durante o período 2004-2008.. O inquérito epidemiológico demonstrou que salmão importado do Chile e consumido em pratos crus tipo sushi e sashimi foi a espécie responsável pelo surto.

INTOXICAÇÕES POR BIOTOXINAS Histamina Os casos de intoxicação pela histamina devido à ingestão de pescado e derivados não são notificados oficialmente em nosso país. no Brasil. Posteriormente o consumo de ostras foi também ligado aos casos de envenenamento. 7 . 1998. 2007). VDM – em inglês “Diarrhoeic Shellfish Poisoning – DSP”) associados à alga Dinophysis acuminata e ao ácido ocadáico. Na bibliografia especializada não há um só caso de intoxicação por histamina devido ao consumo de pescado descrito no Brasil. O molusco incriminado foi o mexilhão (Perna perna) cultivado naquele Estado. em janeiro de 2007. mas sim pelo número reduzido de pesquisadores e de pesquisas específicas nesta área.. SILVA et al. Para toxinas paralisantes o risco seria moderado. (2010) descrevem 27 casos de envenenamento humano resultante da ingestão de baiacú em pacientes tratados em Centros Toxicológicos dos Estados de Santa Catarina e Bahia. confirmados por bioensaios específicos (“mouse bioessay”). Esta foi a primeira descrição de casos comprovados de VDM e a primeira vez que um plano de contingência foi posto em prática.. No caso da toxina amnésica o risco poderia ser considerado baixo. Envenenamento pela ingestão de baiacú (“puffer fish”) O baiacú (“puffer fish”) pode ser um peixe venenoso devido a neurotoxinas potentes tais como a tetradotoxina (TTX) e a saxitoxina (STX) presente em seus tecidos. PROENÇA e OLIVEIRA. E para toxinas diarréicas o risco de intoxicação seria alto.. de mais de 150 casos provocados pela toxina diarréica (Veneno Diarréico por Moluscos. Não pela inexistência de fatos. SCHRAMM (2008) concluiu que existe risco de intoxicação alimentar associada às ficotoxinas marinhas através do consumo de moluscos bivalvos do litoral de Santa Catarina. segundo as normas do novo Comitê Nacional de Controle Sanitário de Moluscos Bivalves (PROENÇA et al. 1999) e o período estudado em suas pesquisas (fevereiro de 2006 e julho de 2007). Considerando trabalhos anteriores (PROENÇA et al. No caso de intoxicação causada pelo consumo de moluscos bivalves contaminados por biotoxinas existe uma única descrição no Estado de Santa Catarina. poucos são os dados de ocorrência de algas nocivas e são quase inexistentes os registros de intoxicações alimentares provocadas por ficotoxinas. Estes trabalhos foram realizados principalmente com o mexilhão Perna perna. muitas são as descrições da presença de histamina em pescado em nosso país (MORENO et al. 2003). Entretanto. Intoxicações por algas nocivas (biotoxinas marinhas) Segundo SCHRAMM (2008).

Em populações ribeirinhas da Amazônia com alto consumo de peixe. A presença de sintomas neuromusculares é sugestiva de ação de neurotoxinas. (2000) descreveram danos citotóxicos. inclusive no pescado. AMORIM et al. o que seria consideravelmente superior à recomendação da OMS de 0. 2010). merece destaque o caso particular da Amazônia. A bibliografia especializada reúne grande número de informações que associam efeitos nocivos do mercúrio com o consumo de pescado.). cobre) não existem evidências desta associação. Resíduos de metais pesados O SINITOX não possui dados que associem o envenenamento por metais pesados com o consumo de pescado. (2000). principal fonte de proteínas de origem animal na região. compilação. sutis porém quantificáveis. Existe uma descrição recente de um caso de envenenamento fatal por tetrodotoxina causado pelo consumo de baiacú (Tetradontidae) em Goiana. Para outros metais pesados (chumbo. Pernambuco (SANTANA NETO et al. Os envenenamentos foram classificados como moderados (52%) e severos (33%). Envenenamento por ingestão de polvo (Octopus spp) HADDAD JR & MOURA (2007) relataram um quadro manifestado por sintomas neurológicos e musculares em uma mulher de 45 anos.23µg/kg/dia (PASSOS & MERGLER. observaram efeitos neurotóxicos relacionados ao Hg.. e. que surgiu após o consumo da carne de polvo comum (Octopus sp. As toxinas dos polvos do gênero Octopus são pouco conhecidas INTOXICAÇÕES POR CONTAMINANTES QUÍMICOS O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX – criado em 1980 e vinculado à Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ – é responsável pela coleta. Desde os últimos anos 80 vários estudos confirmaram a presença de mercúrio no ambiente da Bacia Amazônica. entre outros autores. Ocorreram duas mortes. LEBEL et al.durante o período 1984 a Janeiro de 2008. cádmio. análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento registrados pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica – RENACIAT. A principal fonte desta poluição negativa seria o uso indiscriminado do mercúrio em operações de garimpo contaminando o ambiente aquático e o pescado. Mercúrio Com referência ao mercúrio e seu risco potencial para a saúde pública no Brasil. Existe uma das mais altas exposições ao mercúrio no caso de várias comunidades e o consumo médio foi estimado em aproximadamente 1-2µg/kg/dia. comprovadamente existentes em muitos gêneros de polvos. como redução do campo visual e do desempenho psicomotor. (1998) e DOLBEC et al. 2008). 8 .

2007. distribuídos por região e ano Não existem evidências que associem casos de envenamento por resíduos de agrotóxicos.. CONCLUSÕES A revisão mostra uma carência séria de dados epidemiológicos sobre a ocorrência de doenças transmitidas pelo pescado no Brasil. 2000). não há constatações de problemas de saúde associados ao consumo destas espécies. 2005. vis-a-vis à contaminação do pescado por mercúrio. Os dados disponíveis indicam que contrastando com as estatísticas disponíveis para outros alimentos. agrotóxicos de uso doméstico. Resíduos de agrotóxicos Foram construídas séries históricas para casos e óbitos de intoxicação por agrotóxicos registrados pelo SINITOX. Assim.. as DTA causadas pelo pescado teriam uma etiologia diferente: para o pescado as intoxicações superariam em muito as doenças infecciosas provocadas por bactérias patogênicas. FARIA et al.. produtos veterinários. 2000a). O assunto se reveste de grande complexidade tendo em vista o elevado consumo de pescado na região e os benefícios para a população local. medicamentos veterinários e/ou resíduos de aditivos alimentares (CALDAS & SOUZA. contrariamente ao descrito para a Amazônia. BOCHNER. ALERGIAS Não foram encontrados dados oficiais ou não-oficiais sobre a ocorrência de alergia alimentar no Brasil associada ao consumo de pescado. as intoxicações por biotoxinas (veneno diarréico dos moluscos bivalves e tetradontoxina) e pela toxina botulínica. Os prós e contras uma intervenção de comunicação de risco e suas alternativas fazem parte de um excelente estudo sobre os riscos para as populações ribeirinhas do Rio Madeira (BOSCHIO & HENSHEL. A Tabela 1 mostra o quadro sumário das DTA causadas por pescado no Brasil. Apesar dos vários estudos sobre a presença de mercúrio em espécies marinhas e de água de doce em outras regiões do país. MAXIMIANO et al. 9 . 2000. 2007. seguidas por doenças parasitárias (difilobotríase e fagicolose).outros autores também observaram efeitos imunológicos e cardiovasculares negativos tanto em adultos quanto em crianças (BOSCHIO & HENSHEL. seriam aquelas DTA cuja prevenção e controle mereceriam uma maior concentração de esforços. para o período iniciado em 1985 para casos e em 1986 para óbitos e indo até 2003. raticidas e agrotóxicos de modo geral (somatório das quatro categorias anteriores). discriminados em agrotóxicos de uso agrícola.

2009 Castro Dani et al.Tabela 1. 2010 Haddad Jr.. 2006. 2005. 2010. & Moura (2007) 10 .. Dias & Woiciechovski.... Santos & Faro. parahaemolyticus) Parasitoses Anisakíase Gnastostomíase Clonorquíase Fagicolose Veículo (Alimento) N/I Surtos Casos Óbitos Referência 1 1 Hofer. DTAs causadas por pescado e derivados no Brasil (dados extraídos da literatura especializada) Doença Infecções Gastroenterite (V.. 1994 Eduardo et al. Lacerda et al.. Capuano et al. Santana Neto et al. 2008. Tavares et al. 2005. 2004. . Emmel et al. DDTHA-CVE.. 1958 DDTHA-CVE. 2007 Baiacu 7 (Tetradontidae) Polvo (Octopus spp) 1 28 3 1 Silva et al. 2009 Intoxicações por biotoxinas Envenenamento diarréico por moluscos bivalves Envenenamento por peixes Envenenamento por moluscos cefalópodos Mexilhão (Perna perna) 1 150 Proença et al.. Llagano et al. 2004. 1989 Chieffi et al.. 1987 Peixe de rio (Bananal) Ceviche (Perú) N/I Tainha (Mugil spp) Salmão importado 1 1 1 2 3 1 15 20 Amato et al.. 1992.. 2009 Difilobotríase 10 82 Intoxicações bacterianas Botulismo Conserva caseira de peixe 2 10 9 Santiago. 1990. 2007. 2009 Leite et al.

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