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Anistia, graça e indulto

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Anistia, graça e indulto. Renúncia e perdão.

Decadência e prescrição
Dijosete Veríssimo da Costa Júnior 1. INTRODUÇÃO O Estado é o único detentor do direito de punir os infratores da lei penal, ou seja, só ele tem o jus puniendi que permanecer absoluto enquanto a lei penal não é violada. Sendo violada, a lei penal pela prática de um delito, o jus puniendi estatal deixa de ser abstrato e tor na-se concreto, fazendo surgir a possibilidade do Estado infligir uma reprimenda ao infrato r da lei penal. Essa possibilidade de estabelecer pena ao violador da lei penal é o que caracteriza a punibilidade, que não é requisito ou elemento do crime, mas sua consequência jurídica. No entanto, podem acontecer causas que se tornam obstáculos para a aplicação das sanções penais pelo estado, extinguindo a punibilidade. Essas são as causas extintivas de punibilidade, que são fatos ou atos jurídicos que impedem que o Estado exerça seu jus puniendi co ntra os infratores da lei penal. As causas extintivas da punibilidade podem ocorrer antes da sentença passada em, julgado, atingindo o jus puniendi e extinguindo a pretensão punitiva. Ou depois do trânsito em julgado da sentença condenatória, extinguindo a execução da sanção penal ou apenas de algu ns dos seus efeitos. Entre as causas de extinção da punibilidade estão a ANISTIA, a GRAÇA, o INDULTO, a RENÚNCIA, o PERDÃO, a DECADÊNCIA e a PEREMPÇÃO que são os objetos de análise e aprofundamento deste trabalho acadêmico - jurídico que ora é apresentado. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1. - ANISTIA 2.1.1.CONCEITO A Anistia "significa o esquecimento de certas infrações penal". (Delmanto, p. 165). "Como se exprime Aurélio Leal: O fim da a nistia é o esquecimento do fato ou dos fatos criminosos que o poder público teve dificu ldades de punir ou achou prudente não punir. Juridicamente os fatos deixam de existir; o parlamento possa uma esponja sobre eles. Só a história os recolhe".(Noronha, p. 400). Textos relacionados * Usuário ou traficante? * Penas restritivas de direito e o Código Penal Militar * A descriminalização condicionada da conduta de grafitar pela Lei nº 12.408/11 * A violência sexual no âmbito familiar como forma de transgressão ao sistema de garantias previsto no texto constitucional e aos direitos humanos * O beijo e os toques lascivos com pena de homicídio ³Aplica-se, em regra, a crimes políticos, tendo por objetivo apaziguar paixões coletivas perturbadoras da ordem e da tranqüilidade social; entretanto, tem lugar também nos crimes militares, eleitorais, contra a organização do trabalho e alguns outros´ .(Noronha, p. 400). Se aplicada a ciúmes políticos chama-se anistia especial e se incidir sobre delitos comuns, anistia comum. Ela é cabível a qualquer momento: antes ou depois do processo e mesmo depois da condenação. É uma lei, portanto, é concedida pelo congresso nacional. É o mais amplo dos institutos enumerados pelo código, quando se refere as causas de extinção da punibilidade, visto que a anistia colima o esquecimento do crime que, praticamente, desaparece, pois a lei da anistia o revoga. Como a anistia é lei, fica "sujeita a in terpretação do judiciário. Logo, quando de sua aplicação, a este podem os interessados recorrer".(Noronha, p. 401). A constituição federal disciplina a lei que concede a anistia no Art. 21, XVII e Art. 48, VIII, que possui caráter retroativo e é irrevogável. De acordo com o Art. 5º, XLIII, CF criminado com o Art. 2º. I da Lei nº 8.072, de 25 -7-1990, a anistia é inaplicável aos delitos que se referem a "prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos". De conformidade com o Art. 5º, XXXVI e XL, da Constituição Federal, após concedida a anistia, não pode ser revogada. Ela possui caráter da generalidade, não abrangendo pessoas e sim fatos, atingindo um maior número de beneficiados. O Art. 187 da Lei de Execução Penais faz referência a anistia nos seguintes temos: "Concedida a anistia, o juiz, de oficio, a requerimentos do interessado ou do Ministério Público, por proposta da autoridade administrativa ou do Conselho Penitenciário, declarão extint a a punibilidade". 2.1.2. EFEITOS DA ANISTIA A anistia é uma das causas de extinção de punibilidade prevista no Art.107, II do Código Penal. Segundo Damásio de Jesus, "a anistia opera Ex. tunc , i.e., para o passado, apagando o crime, extinguindo a punibilidade e dem ais conseqüências de natureza penal"(Jesus, p. 604). Então, caso o sujeito vier a praticar um novo crime, não será considerado reincidente. Ela "rescinde a condenação, ainda que transitada e j ulgado".(Führer, p. 118). A anistia "não abrange os efeitos civis". (Führer, p. 118). Caso os efeitos penais de sentença condenatória transitada em julgado, mas os efeitos civis não desaparecem. Portanto, a anistia tem a finalidade primordial de fazer -se olvidar o crime e extinguir a punibilidade, fazendo desaparecer suas consequências penais, como por exemplo, afastar a reincidência. De acordo com o Art. 96, parágrafo único, CP, extinta a punibilidade, pela anistia, por exemplo, não se impõe medida de segur ança nem subsiste a que tenha sido imposta.

exigindo uma condição pessoal e) INCONDICIONADA . 366).2 FORMAS DA GRAÇA E DO INDULTO A graça e o indulto podem ser: a)PLENOS: Quando a punibilidade é extinta por completo. enquanto o indulto é coletivo e espontâneo". "A graça. a graça e o indulto. 401). p. pois recai sobre a pena.Cita fatos. forma de clemência soberana.2. exclusão dos autores da prática de algumas espécies de crimes. b)PARCIAIS: Quando é concedida a diminuição da pena ou sua comutação. o terrorismo e os crimes definidos como hediondos são insuscetíveis de graça. "Há. pelo ilícito previsto no Art. É tanto que a Lei de Execução Penal passou a trata -la como indulto individual e regula a aplicação do indulto através do Art.1 CONCEITO "A graça é espécie da indulgência principis de ordem individual. quando ocorre a redução ou substituição da sanção. em regra. persistindo os efeitos do crime. (Noronha.5 DIFERENÇAS ENTRE A ANISTIA. porque é constante com a sua finalidade de esquecer o delito cometido. mesmo antes da condenação tornar-se irrecorrível". porém. 165). 165) 2. mas ele pode delegar a atribuição a Ministro de Estado ou outras autoridades.(Mirabete. pois só alcança determinada pessoa". 367) A prática de tortura. a graça e o indulto apenas extingue a punibilidade.(Delmanto. 107. a graça e o indulto pressupões o trânsito em julgado da sentença condenatória". 2. têm sido concedidos indultos. 366). Ambos só podem ser conced idos pelo Presidente da República. se for condicionado. p. . 359. sendo semelhante ao indulto individual". XXXVI. etc.2.3. inciso XII. p. a graça e o indulto são de competência exclusiva do Presidente da República. Tanto a graça quanto o indulto são formas de extinção da punibilidade. podendo responder. GRAÇA E O INDULTO Damásio de Jesus deixa bem clara a diferença entre estes institutos como pode ser comprovado a seguir: a) A anistia exclui o crime. etc. p. 401). p.) e objetivos(cumprimento de parte da pena. conforme o Art. Porém.A lei exige qualquer requisito para a sua concessão 2. Todavia. crimes comuns. podendo ser parciais.A lei não determina qualquer requisito para a sua concessão f) CONDICIONADA . A graça é total (ou pena). podem obter o indulto aqueles que estão gozando os benefícios do sursis ou do livramento condicional. 5º.(Delmanto. (Mirabete. a graça e o indulto "apenas extinguem a punibilidade. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. atinge crimes políticos. CP".1.4 ACEITAÇÃO DA ANISTIA "A anistia não pode ser recusada. pode os destinatários recusa-la. 84.FORMAS DE ANISTIA A anistia possui a seguinte classificação quanto a sua forma: a) PRÓPRIA .(Delmanto. rescinde a condena ção e extingue totalmente a punibilidade.1. 605). certa diferença técnica: a graça é em regra individual e solic itada. CP. (Jesus. II. b) IMPRÓPRIA . Sendo aceita. 188 a 193. Geralmente a graça e o indulto só podem ser concedidos "ap ós condenação transitada em julgado. c) A anistia pode ser concedida pelo poder legislativo. nos termos do Art. O indulto coletivo abrange sempre um grupo de sentenciados e normalmente inclui os beneficiários tendo em visto a duração das penas que lhe foram aplicadas. destina-se a pessoa determinada e não a fato. eventualmente.2 GRAÇA E INDULTO 2. a anistia não pode ser revogada (Art. negando-se a cumprir a exigência a que está subordinada"(Noronha.Concedida depois da condenação.Concedida antes da condenação. 165). quando alcança todas as sanções impostas ao condenado e é parcial. d) A anistia pode ser concedida antes da sentença final ou depois da condenação irrecorrível.Cita fatos e atinge todos os criminosos d) PARCIAL OU RESTRITA . na prática. p. resultando na comutação. p. c) GERAL OU PLENA . da CF. embora se exijam certos requisitos subjetivos(primariedade. Como se vê.2.1. entretanto. p. de modo que o condenado que o recebe não retoma à condição de primário". mas.)"(Mirabete. DA CF) mesmo que o anistiado não cumpra as condições impostas. já o mesmo não a contece: submetida a clemência a uma condição. O in dulto é medida de caráter coletivo. parágrafo único. b) A anistia. 2. visto seu objetivo ser de interesse público. p. não sendo necessário pedido dos interessados.

104. Assim. 374). contados do dia em que veio a saber quem é o autor do crime". CP. vindo o sujeito agradecido ou indultado a cometer novo crime."A renúncia do representante legal do menor que houver completado 18(dezoito) anos não privará este do direito de queixa. 49. E o ato unilateral. ou parcial. p. (Jesus. Por isso. ou o propósito de não exercer o direito de queixa". 373). p. 2. permanecendo os demais efeitos da sentenç a condenatória. CP). parágrafo único.3 RENÚNCIA 2. p. 104. parágrafo único. CPP) 6 .3. salvo quando comutar a pena ou no caso de indult o condicionado. não afastam a reincidência. CPP) . 5 . em relação a um dos autores do crime. A renúncia tácita é regulada pelo Art. CP. a dedicação do ofendido ou seu representante legal do direito de originar a ação penal p rivada.4 ACEITAÇÃO DA GRAÇA E DO INDUL TO `Nos termos do Art. já que se refere a lei apenas à ação privada". 5º do CPP que diz: "A renúncia expressa consta rá de declaração assinada pelo ofendido. já não haverá lugar para a renúncia"(Mirabete. p. "Após a prop ositura da queixa. mas isso não impede qu e seja concedida espontaneamente pelo Presidente da República.Não implica renúncia o fato de receber o ofendido indenização de dano causado pelo crime (A rt. A renúncia é qualificada como causa de extinção da punibil idade pelo disposto no Art. 2. por seu representante legal ou procurador com poderes especiais".Havendo dois ofendidos.Qualquer meio de prova para o pedido de reconhecimento da renúncia é admitido. CPP) 4 .(Mirabete. quando extingue as penas. só alcança determinada pessoa. 2ª parte. 121). podendo a denúncia ser aditada a qualquer tempo para incluir co -autor do delito. poderá ocorrer apenas a perempção e o perdão do ofendido".(Mirabete. A "renúncia é a desistência de exercer o direito de queixa". 374) 2. 103. que ele aquele que impõe certas condições para sua concessão. é a desistência. Portanto. "salvo disposição expressa em contrario.(Delmanto. que traduzam uma verdadeira reconciliação.O indulto coletivo pode também ser total.4 ALGUMAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A RENÚNCIA 1 . 104.(Art."A renúncia ao direito de queixa.2.3. p.5 ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE GRAÇA E INDULTO A graça. sendo o indulto individual. Desse modo. devendo ser. 2. a graça e o indulto não podem ser recusados. do CPP. a renúncia de um deles não implica a do outro. Como afirma Júlio Fabbrini Mirabete. Além disso.2.O direito de queixa não pode ser exercida quanto renunciado expressa ou licitamente(Art. p. p. sejam penais ou civis"(Mirabete. 107. 50.3 FORMAS DE RENÚNCIA A renúncia pode ser expressa ou tácita.1 CONCEITO A renúncia a qual nos referimos é a renúncia do direito de queixa. primeira parte. Observado o disposto no Art. Em quanto isso. nem a renuncia do último excluirá o direito do pri meiro".(Führer. a graça e o indulto excluem apenas a punibilidade e não o crime. solicitada. Já a renúncia tácita é regulada pelo Art. o ofendido decai o direit o de queixa ou de representação se não o exercer dentro do prazo de 6(seis) meses. o indulto é espontâneo e coletivo. p. conscientes e livres. nestes termos: "Imposta renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a v ontade de exerce-lo".3 EFEITOS DA GRAÇA E DO INDULTO Segundo Damásio de Jesus.A queixa contra qualquer dos ofendidos obrigará o processo a todos.2.Na ação penal pública infalível é falar -se em renúncia. 739 do CPP. portanto. 606). inciso V. 374). cabe a renúncia nos casos de ação penal privada subsidiaria da pública. iniciada a ação penal.(Mirabete. 367).3. 7 . a graça e o indulto "somente extinguem a punibilidade. a condenação irrecorrí vel e seus efeitos secundários(sobre o caso de indulto ser concedido antes do trânsito em julgado da sentença notória). 2."Isto é. 2 .(Art. 2. "não cabe a renúncia quando se trata de ação pública condicionada a representaçã o. 48. a renúncia tanto expressa como tácita "deve tratar -se de atos inequívocos. 8 .(Art. 2. CP). quando estas são diminuídas ou substituídas p or outra de menor gravidade. pois cada um possui seu d ireito de queixa. a todos se estenderá". 29. se já houv e sentença com trânsito em julgado.3. Primeira parte do Código Penal. será considerado reincidente". 3 . "extinguem -se somente as sanções mencionadas nos respectivos decretos. 161).2 OPORTUNIDADE DE RENÚNCIA "O direito de queixa só pode ser renunciado antes de proposta a ação penal ". substituindo o crime. Nos termos do Art. recaindo sobre fa tos e abrangendo um número muito grande de pessoas.

(Mirabete.612) 2. CPP e Art.3 FORMAS DO PERDÃO De acordo com o Art.5 ACEITAÇÃO DO PERDÃO "Ao contrário da renúncia. O perdão extraprocessual pode ser expresso ou tácito". p.Quando resulta da prática de ato incabível com a vont ade de prosseguir na ação(CP. CP. o querelado será intimado a dizer. 51.4. O artigo 58. ao mesmo tempo. do CP. tomand o em consideração determinadas circunstâncias". p. Art. 107. 106.2. devendo.4. 1º) Conforme Damásio de Jesus. d)TÁCITO . o perdão concedido por um não prejudicar o direito do outro. desistindo da ação penal privada. "(Delmanto. mesmo na pendência de recurso extraordinário. "o perdão processual é sempre expresso(CPP. ser cientificado de que o seu silêncio importava aceitação". a concessão do perdão cabe ao seu representante legal. declara aceitar o perdão. 58. o perdão pode ser: a)PROCESSUAL . P. Todavia. Art. CPP. Caso haja pluralidade de ofendidos. quando há mais de um querelante. o direito de perdão pode ser exercido por ele ou por seu representante. Art. por seu representante legal ou procurador com poderes especiais.Feita fora dos autos da ação penal. o perdão dado por um deles não prejudica o direito dos outros ofendidos de prosseguir a ação(CP. "O perdão só é cabível na ação penal privada subsidiária da pública. 2º.Concedido através de declaração ou termo assinado pelo ofendido. Esse dispositivo mos tra que a aceitação pode ser expressa ou tácita. II. p. efeitos em relação ao que o recusa". 104). supra citado. 106. mediante declaração expressa nos autos.4.4. b)EXPROCESSUAL . Se o ofendido tiver entre 18 e 21 anos. Antes do inicio da açã o penal não poderá existir perdão. estabeleceu: "concedido o perdão. "Portanto. 106. CP. parte inicial). 52). até o trânsito em julgado da sentença condenatória. p.1. é extensível a todos os querelados o perdão concebido a um deles. "quando há dois ou mais querelados. caput e 1º. Nestes termos. Art. não produzindo efeito se o querelando não aceita(Art. V.121). o perdão não basta ser concedido: é mistério que seja aceito. nem à ação penal pública condicionada ou incondicionada( Delmanto. se o aceite.4.4. pois o perdão só é cabível após a instauração da ação". I e III.4 CONCESSÃO DO PERDÃO Se o ofendido é menor de 18 anos de idade. p. 2. p. 2. "perdão é a desistência do querelante de prosseguir na ação penal privada que iniciou". c)EXPRESSA .Quando consiste em ato praticado pelo querelado incompatível com a vontade de não aceitar o perdão e no caso do Art. 162). trata -se de causa de extinção de punibilidade. entretanto.(Delmanto. 107.6 EFEITOS DO PERDÃO ACEITO NO CONCURSO DE AGENTES. o perdão é um ato bilateral. sem que produza. caput e parágrafo único do CPP. seu representante legal ou procurador especialmente habilitado(CPP.4 PERDÃO 2. Segundo o Art. 106. caso em que o CP permite ao juiz deixar de aplicar a pena.Ocorrendo fora dos autos c)EXPRESSO . 613). 2. p. 106. p. II. ainda há ocasião para o perdão. II). Art.(Jesus. . É constante de declaração assinada pelo querelado.Quando o querelante. dentro de 3(três) dias.(CP. Nesse caso. pois o direito de queixa é indivisível.Quando realizada nos autos da ação penal. b)EXPROCESSUAL . "O perdão do ofendido não se confude com o perdão judicial. Art. CP. 162). 163). 611).2 OPORTUNIDADE DO PERDÃO O perdão só pode ser concedido depois de inicia da a ação penal pública e. 2. 58.4.CONCEITO O querelante pode perdoar o querelado.7 EXTENSÃO DO PERDÃO Se o perdão for concedido a um dos querelados. de acordo com Art. 106. mas renúncia(CP. Arts. incidos III)".(Jesus. d)TÁCITA .(Delmanto. Art. nos autos. podemos classificar a aceitação do perdão da seguinte forma: a)PROCESSUAL .(Führer. estende-se aos demais(CP. 162).(Jesus. 50 e 56). `Nos termos do Art.Ocorrendo dentro dos autos. II) 2.375) A exigência da aceitação do perdão se justifica porque o perdão é bilateral e o querelado pode ter o interesse de provar a su a inocência. Então. inciso V e 106. o perdão concedido a um deles se est ende a todos. (CPP. de modo expresso ou tácito". I). 106.

2. ou.5. não existe perempção porque a inércia do queixoso fará com que o Ministério Público retome a ação.158).de inércia do querelante. 798. 102. § 3º). a sanção jurídica comi nada ao querelante em decorrência de sua inércia . ou seja . Com relação a contagem dos prazos de perempção. abandono da causa pelo qu erelante. art. regra também estabelecida para a contagem do prazo de decadência. p. nos quais ocorre a decadência do direito de queixa.6. Só cabe a perempção após iniciada a ação penal privada. contados do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. Existem duas formas de se dar a decadência: uma direta. pelo não exercício no prazo legal. sendo -lhe inaplicável as normas de contagem processual. Nos crimes de imprensa. apesar de ciente da autoria. onde o prazo prescricional é de um mês. e outra indireta. De acordo com o art.5. não podendo.     . 107.167). ela é causa de extinção da punibilidade.158). art. A regra geral é a estabelecida pelo art. 107.§1º.371). já o Ministério Público não tem essa disponibilidade. art. o direito de queixa poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal."(Delm anto. Antes. descuido.PEREMPÇÃO DA AÇÃO PENAL 2.(Delmanto. art. do Código Penal Brasileiro. "A decadência extingue o direito do ofendido.PRAZO DE DECADÊNCIA DO DIREITO DE QUEIXA OU DE REPRESENTAÇÃO É fatal e improrrogável o prazo de decadência. 100. do direito de continuar a movimentar a ação penal exclusivamente privada. o de suprir a omissão do Ministério Público ( dando lugar à ação penal privada subsidiária ). Arts. diante do que o Estad o perde o jus puniendi. fugir à sua natureza material. "Perempção é a perda . 3ª figura. 165)."(Delmanto."(Führer. 38 e 46)". IV. Se a queixa é subsidiária (Cód. de acordo com a regra imposta pelo art.CONCEITO A decadência é prevista na art. p. IV como causa de extinção da punibilidade. embora a peremp ção tenha conotações processuais. Celso Delmanto se posiciona da seguinte forma: "Domina a opinião de que ela s e faz na forma do CPP. p. 120)."(Delmanto. não estando sujeito a interrupções ou suspensões. p. Há exceções ao prazo normal da decadência.1.6. Segundo Damásio de Jesus. Com maior razão.158) . a perempção é declarada quando implica desídia.(Noronha. incide a prescrição. art. a interpelação judicial e o o pedido de explicações não interrompem nem suspendem o prazo de decadência. Processo Penal. 240. 10 do Código penal conta -se o dia do início do prazo.§ 2º. não tem ela lugar na ação pública.250/76."(Delmanto. como causa extintiva da punibilidade. pois este tem a faculdade de representar ou não contra seu ofensor (disponibilidade da ação penal). decadência ou a renúncia. Estas regras se refe rem a titularidade do direito de queixa ou de representação e decadência. o prazo de decadência é de t rês meses. p.2. do dia em que s e esgota o prazo do oferecimento da denúncia. pois. não atuou no prazo legal". o seu prazo de ser computado pela regra geral. (Mirabete. p. "É a perda do direito de ação penal privada ou de representação. "A decadência pode atingir tanto o direito de oferecer queixa (na ação penal de iniciativa privada). O inquérito policial. o direito de queixa ou representação pertence ao seu representante legal. Damásio de Jesus conceitua a perempção da seguinte forma: "Perempção é a perda do direito de demandar querelado pelo mesmo cr ime em fase . no caso do § 3º. Diz o art.§ 3º). como por exemplo. o crime de adultério." A súmula 594. "perempção é a perda do direito de prosseguir na ação penal privada. 41.DECADÊNCIA 2."(Mirabete. a perempção é de direito material. nos casos de ação penal pública. como o de representar (n a ação penal pública condicionada). p. 10.406).§1º. independentemente pelo ofendido o u seu representante legal". nos quais o Promotor de Justiça não pode atuar e quando desapareci do o direito de delatar.2. do CP. 2.CONCEITO A perempção é apresentada no art. 34 do código de Processo Penal que: "Se o ofendido for menor de 21 (vinte e um ) e maior de 18 anos." "Na hipótese de ação penal privada subsidiária (CP. como parte principal ( Cód. Por isso. "Decadência é a perda do direito de ação. que significa extinguir ou "pôr termo" a alguma coisa.1.5. do artigo 100 deste código. e não pela indicada no CP. se manifestando nos casos de ação privada. 29) ." (Jesus. p. Magalhães de Noronha.causada pela inércia processual do querelado. ou ainda . "Para a declaração da decadência é indispensável prova inequívoca no sentido de que o ofendido.384). Penal. "Só quando a ação é exclusivamente privada é que pode ocorrer a perempção. 103. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não exercer dentro do prazo de seis meses.369). do Código Penal Brasileiro que diz: "Salvo disposição expressa em contrário. 618). mas a obrigação (dever) de propor a ação penal quando encontrar os pressupostos necessários. Segundo E."(Noronha. não se aplica à ação penal privada subsidiária da pública. porém. do STF veio confirmar a regra estabelecida pelo Código de Pro cesso Penal ao estabelecer que: "Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos. por não havê-lo exercido o ofendido durante o prazo legal. Conforme o entendimento do STF. art. Para Mirabete. p. "perempção deriva de perimir. p. Se o ofendido for menor de 18 anos. A perempção. assim. Em nosso entendimento. o prazo de seis meses conta -se do dia em que se esgota o prazo para o Ministério Público oferecer denúncia (CPP. p. contados da data da publicação ou transmição de acordo com a Lei nº 5.

CONCLUSÃO Terminada as explanações doutrinárias sobre os objetos de estudo deste trabalho acadêmico -jurídico. qualquer das pessoas a qu em couber fazê-lo. do perdão. a qualquer ato do processo a que deva estar presente. a graça deve ser solicitada. podemos resumir em poucas frases o que foi colocado anteriormente. Pode ser geral. para prosseguir no processo. poderia dar margem a dúvidas e a misturas desordenadas dos conceitos e da aplicação pr ática dos mesmos. II. de modo expresso ou tácito.(Mirabete. Não afasta a reincidência. III. exclui o crime e apaga a infração penal. esta se extinguir se deixar sucessor. iniciada esta. esperam ansiosos por uma oportunidade como essa para mostra seus dons.quando. que serão utilizados com freqüên cia na nossa vida de futuros operadores do Direito. condicionada ou incondicionada.quando o querelante deixar de comparecer. Aplica -se em regra a crimes políticos e é concedida pelo Congresso Nacional . O indulto exclui somente a punibilidade e não o crime."Nos casos em que somente se procede mediante queixa. bem como nos crimes hediondos. devemos enxergar nessa empreitada um horiz onte aberto para proporcionar um maior crescimento nos conhecimentos relativos as causa de punibilidade. Pode vir antes ou depois da sentença e afasta a reincidência .quando. 60 do Código de Processo Penal. da graça. da decadência e da perempção que.6. ressalvado o disposto no art. dependendo da aceitação da querelado. muitas ve zes.quando sendo o querelante pessoa jurídica. restrita. O perdão do querelante consiste na desistência da ação penal privada proposta. 240)". como nos casos de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (art. terrorismo. É dada por lei e abrange fatos e não pessoas. Além disso. Ao contrário do indulto que é espontâneo. entende -se ainda com caso de perempção a morte do querelante nos delitos que são objeto de ação privada personalíssima. caso fossem estudados desacompanhados de uma técnica didática altamente viável. A anistia. É um ato bilateral . A decadência é a perda do direito de ação penal privada ou representação pelo não exercício no prazo legal de 6 meses.previstas no artigo 60 do CPP. A graça é o mesmo que indulto individual e assim como a anistia não cabe em crimes de tortura. não comparecer em juízo. Pressupõe condenação com trânsito em julgado e compete ao Presidente da República. . 3. Por essa razão. ou de ixou de formular o pedido de condenação nas alegações finais. ela pode ser expressa ou tácita e só existe se realizada antes de iniciada a ação penal privada.CASOS DE PEREMPÇÃO DE AÇÃO PENAL A perempção é regulada pelo art.2. A renúncia do direito de queixa consiste na desistência da propositura da ação penal priva da. formas e aplicação dos institutos da anistia. deve ser reconhecida e valorizada tal tarefa por proporcionar a descoberta de grandes talentos entre os alunos que. CPP ou geralmente por inércia do querelante. tráfico de entorpecentes e drogas afins. do indulto. o querelante deixa de pr omover o andamento do processo durante 30 (trinta) dias seguintes.2. 36. d a renúncia. vejamos o que diz esse artigo: Art. IV. sem motivo justificado. primeiro ponto abordado nesse trabalho. p." "Além das hipóteses . Concluindo. caso tenha havido sentença transitado em julgado. dentr o do prazo de 60 (sessenta) dias. Com isso. considerar -se-á perempta a ação penal: I. que especifica os diversos casos de perempção em quatro incisos. nota-se a grande importância deste trabalho que nos proporcionou maior aprofundamento dos conceitos. falecendo o querelante . que é a regra geral com raras exceções.373). 236) e adultério ( art. E a perempção que é a perda do direito de prosseguir a ação penal privada por algum fato previsto no artigo 60. Pode também incidir sobre crimes comuns e não abrange os efeitos civis. ou sobrevindo sua incapacidade . 60.

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