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monografia_carloshenrique[1]

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  • 1. INTRODUÇÃO
  • Tabela 01: Quadro comparativo de diversas fontes de energia
  • 2. OBJETIVO
  • 3. REVISÃO DE LITERATURA
  • Figura 02 – Diversas fontes renováveis de energia
  • 3.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR
  • 3.2.1. Piranômetros
  • 3.3. CAMPO DE UTILIZAÇÃO
  • 3.4. SISTEMAS DE AQUECIMENTO SOLAR
  • - Circulação em termossifão;
  • 3.4.1. Circulação por termossifão
  • 3.4.2. Circulação Forçada
  • 3.5. OS COLETORES SOLARES
  • 3.5.1. Coletor solar plano
  • FIGURA 08: Coletor solar plano
  • 3.5.2. Coletores concentradores
  • 3.5.3. CPC ou coletores concentradores parabólicos
  • 3.6. TANQUES DE ARMAZENAMENTO
  • 3.7. REQUISITOS PARA UMA BOA INSTALAÇÃO
  • Tabela 02: Irradiação solar nas regiões
  • 4. A POUSADA
  • 4.1. CÁLCULOS
  • 4.2. AS BUILT
  • Figura 15: Vista dos coletores
  • Figura 17: Quadro de comando
  • 5. ANÁLISE DOS RESULTADOS
  • 6. CONCLUSÃO

CARLOS HENRIQUE FICHE DE CARVALHO

PROJETO DE UM SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA PARA POUSADAS

Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de Pós Graduação Lato Sensu em Fontes Alternativas de Energia, para obtenção do título de especialista em Fontes Alternativas de Energia. Orientador: Prof. Carlos Alberto Alvarenga

LAVRAS MINAS GERAIS - BRASIL

CARLOS HENRIQUE FICHE DE CARVALHO

PROJETO DE UM SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA PARA POUSADAS

Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de Pós Graduação Lato Sensu em Fontes Alternativas de Energia, para obtenção do título de especialista em Fontes Alternativas de Energia.

APROVADA em ____de _____________de________ Prof. ______________________________ Prof. ______________________________

Prof. ______________________________ UFLA Prof. Carlos Alberto Alvarenga

LAVRAS MINAS GERAIS - BRASIL

Dedico este trabalho aos meus pais, Luiz Manoelino de Carvalho e Suely Fiche de Carvalho pelo apoio incondicional.

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela saúde que me proporciona para vencer os desafios da vida;

• •

Aos meus pais, pela criação e educação que me deram; Ao meu orientador Professor Carlos Alberto Alvarenga, que com seu empenho e conhecimento tornou-se possível a conclusão deste trabalho;

Ao Sr. Paulo Sérgio Della-Sérvia Rodrigues, proprietário da pousada Serra do Ouro em São João del Rei, objeto de estudo deste trabalho.

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................... 06 2. OBJETIVOS ..................................................................... 09 3. REVISÃO DE LITERATURA ............................................. 10 3.1. A radiação solar ......................................................... 15 3.2. Instrumentos de medição da radiação solar ........... 19 3.2.1. Piranômetros .......................................................... 20 3.3. Campo de utilização .................................................. 21 3.4. Sistemas de aquecimento solar ............................... 22 3.4.1. Circulação em termossifão.................................... 22 3.4.2. Circulação Forçada ................................................ 24 3.5. Os coletores solares.................................................. 25 3.5.1. Coletor solar plano................................................. 27 3.5.2. Coletores concentradores ..................................... 29 3.5.3. Coletores concentradores parabólicos ................ 30 3.6. Tanques de armazenamento..................................... 32 3.7. Requisitos para uma boa instalação........................ 33 4. A POUSADA ..................................................................... 35 4.1. Cálculos ..................................................................... 36 4.2. AS BUILT .................................................................... 39 5. ANÁLISE DOS RESULTADOS ......................................... 45 6. CONCLUSÃO ................................................................... 47

.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................ 50 2 .......

..........................................................30 Figura 10 – Coletor concentrador parabólico..................09 Figura 02 – Diversas fontes renováveis de energia.27 Figura 09 – Coletor concentrador ........................31 Figura 11 – Tanques de armazenamento.................................................................43 Figura 15 – Vista dos coletores ...................................45 3 ....25 Figura 08 – Coletor solar plano ..................................33 Figura 12 – Planta baixa dos coletores e Boiler ..........................................41 Figura 13 – Corte BB ........................................................................................................................................................23 Figura 07 – Circulação forçada............15 Figura 04 – Média anual de insolação diária no Brasil (horas) .........................................................................................44 Figura 16 – Vista parcial da pousada ...............................................................................16 Figura 05 – Piranômetro ...............42 Figura 14 – Corte AA .....................................13 Figura 03 – Representação das estações do ano e do movimento da terra em torno do sol .............................21 Figura 06 – Circulação por termossifão ...............LISTA DE FIGURAS Figura 01 – Distribuição de consumo de energia elétrica doméstica no Brasil ............................................................44 Figura 17 – Quadro de comando ........................

......................... 35 4 . 07 Tabela 02 – Irradiação solar nas regiões.....................LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Quadro comparativo de diversas fontes de energia .....

que utiliza a energia do sol. Acredito ser chegada a hora de ingressarmos na era das Fontes Alternativas de Energia. em cozinhas. através de coletores solares e armazenamento em reservatórios especiais pode ser vantajoso. estufas. A energia Termo Solar. piscinas térmicas. o carvão mineral e outras formas de energia suja que causam degradação ambiental e não são renováveis. tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ecologicamente correto. como por exemplo. 5 . a crise do petróleo. saunas e etc. Neste trabalho será mostrado como o aquecimento de água utilizando a energia solar. tais como para substituição de chuveiros elétricos.RESUMO A energia tem sido através da história a base do desenvolvimento das civilizações. dificuldades para a construção de novas centrais hidroelétricas e termelétricas. secadoras. devido a vários fatores. pode ser utilizada para aquecimento de água em suas mais diversas aplicações.

1. INTRODUÇÃO As primeiras experiências para entender melhor a capacidade do sol de aquecer água foram documentadas em 1767 pelo Suíço Horace de Saussure. por exemplo. O sol é uma fonte de energia renovável. de uma pousada. que fez várias experiências com uma caixa revestida com isolamento térmico (Soletrol). 6 . e o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor como fonte de luz é uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio. impulsionado pela crise do petróleo. Na década de 90 houve um crescente profissionalismo em resposta a um mercado cada vez mais exigente e devido ao surgimento das primeiras normas da ABNT específicas para o setor. A energia solar utilizada para aquecimento de água é a solução ideal para áreas mais afastadas e ainda não eletrificadas ou com demanda elétrica insuficiente para a instalação. No Brasil os primeiros aquecedores surgiram nos anos 70.

possui um dos maiores 7 .Economizar 55 kg de GLP por ano .04 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.A tabela 01 abaixo nos mostra como o uso de aquecedores solares pode evitar a utilização de diversas fontes convencionais de produção de energia.02 vezes a energia obtida com o carvão mineral. .Evitar a inundação de cerca de 56 m2 de terras para a geração de energia elétrica . Tabela 01: Quadro comparativo de diversas fontes de energia Para cada m2 de coletor solar instalado permite: .Economizar 66 litros de diesel por ano .54% do petróleo nacional.Economizar 215 kg de lenha por ano Fonte: ASTROSOL Ainda podemos dizer que uma parte do milionésimo de energia solar que nosso País recebe durante o ano poderia nos dar 01 suprimento de energia equivalente a: . devido as suas proporções continentais e localização tropical. O território brasileiro. .

levando em conta o seu preço estar na ordem de R$20. que podem atingir até 80% de economia anual. e somente em Belo Horizonte. 860 prédios funcionam com aquecimento solar (SOLBRASIL). Considerando dados solarimétricos do Brasil. com 26% do consumo doméstico. Segundo dados do PROCEL (1998). 600 mil metros quadrados de coletores solares foram instalados no país. devido ao custo do sistema de aquecimento ser elevado em comparação ao custo de um chuveiro.potenciais do mundo para a utilização da energia solar como forma alternativa de energia. mas mesmo assim a utilização ainda é pequena perto do potencial oferecido. Hoje no Brasil a aplicação em maior escala da energia solar está no uso de aquecedor solar para substituir o chuveiro elétrico. Nos últimos dois anos. chegando a ser 15 vezes maior.00. há regiões que proporcionam 65% de economia e outras. mais quentes. uma grande parcela da produção de energia do país é utilizada no aquecimento de água. conforme figura 01 abaixo: 8 . na geração de água quente (CEMIG).

OBJETIVO A Estrada Real percorre quase todo o interior de Minas Gerais. Tal 9 . 1998). sem falar no potencial turístico. construir uma pousada e utilizar a energia solar como fonte de energia. passando por São Paulo e Rio de Janeiro. 2.Figura 01 – Distribuição de consumo de energia elétrica doméstica no Brasil (PROCEL.400 km de estradas cercadas por regiões que reúnem as condições ideais para prática de esportes radicais ou ligados à natureza. totalizando mais de 1. a fim de levar conhecimento necessário para quem queira. Foi pensando neste grande potencial de investimento que este trabalho foi desenvolvido. por exemplo. partindo de Diamantina até Paraty (Caminho Velho) e Rio de Janeiro (Caminho Novo).

por exemplo. ofurôs. Ela pode ser utilizada não somente em substituição aos chuveiros elétricos. 3. temos uma fonte de energia ecologicamente correta. além da economia com gastos no consumo da energia elétrica. mas também para aquecimento da água em piscinas. não poderia deixar de primeiramente definir quais são as fontes renováveis de energia e qual o significado do termo renovável. REVISÃO DE LITERATURA Ao tratar as fontes renováveis de energia. nada melhor que se utilizar uma fonte de energia limpa. limpa. Em um mercado de turismo cada vez mais exigente e preocupado com a preservação do meio ambiente. inesgotável e gratuita. Algumas fazendas. 10 .necessidade se explica devido às localidades com pouca demanda de energia elétrica. o que implicaria em gastos de reforço na rede elétrica da concessionária local para suprir a demanda. vestiários e também para pré-aquecimento de caldeiras. cozinhas. são transformadas em hotéis e não disponibilizam de energia suficiente para um determinado número de hóspedes. Com o uso da energia solar para aquecimento de água.

considera-se toda substância (petróleo. hidráulica) e ventos (energia eólica). o processo de reposição natural envolve milhares de anos e condições favoráveis (como o petróleo). em princípio todas podem ser produzidas e repostas na natureza. Quanto à renovabilidade das fontes. cuja transformação em outras formas de energia pode ser realizada em larga escala. tais como a energia da biomassa (solar) e a das marés (gravitacional). para várias delas. derivada da primeira. fluidos (energia das ondas. associada ou não ao movimento dos corpos. carvão. As fontes de energia mais conhecidas hoje podem ser classificadas em dois tipos: fontes primárias. originadas de processos fundamentais da natureza. e secundária. urânio. Mas.Quanto às fontes de energia. biomassa) capaz de produzir energia em processos de transformação (combustão. representando apenas transformações e/ou diferentes formas daquelas. fissão nuclear) como também as formas de energia (energia solar. como a energia dos núcleos dos átomos ou a energia gravitacional. ou à temperatura das substâncias (energia geotérmica). enquanto que e reposição artificial quando não é impossível é 11 . gravitacional).

cuja reconstituição pode ser feita sem grandes dificuldades em prazos de apenas alguns anos menos. envolvendo um gasto de energia igual ou superior à quantidade de energia a ser obtida. gravitacional). e aquelas outras. A figura 02 abaixo mostra a classificação geral das fontes de energia conhecidas. como no caso da biomassa. em princípio. 12 .absolutamente inviável. aquelas cuja utilização pela humanidade não representa qualquer variação significativa em seu potencial. que em muitos casos está avaliado para uma duração de vários milhões ou bilhões de anos (energia solar. Estas fontes são classificadas como não renováveis. nenhuma fonte de energia pode ser considerada inesgotável. Da mesma forma. Entretanto. são designadas fontes renováveis de energia. ou custos proibitivos (como é o caso da energia nuclear).

carvão. Do total de energia consumido em 1999.Figura 02 – Diversas fontes renováveis de energia Fonte:(COMCIENCIA) Segundo as Nações Unidas. cabendo apenas 14% às fontes renováveis. cerca de 53% ocorreu nos 24 países com economia desenvolvida. ficando os cerca de 100 países denominados de economia em transição ou em desenvolvimento com os 47% restantes. 13 . em 1998 o consumo mundial de energia primária proveniente de fontes não renováveis (petróleo. gás natural e nuclear) correspondeu a aproximadamente 86% do total.

A RADIAÇÃO SOLAR 14 . pois todas as atividades humanas em maior ou menor grau assim o fazem. como. tais como planejamento familiar. por exemplo.1. implicando em ações em todas as áreas da atividade humana. obrigando a utilização de outras fontes de energia. Neste ponto. muitos especialistas apontam as fontes de energias renováveis como a única solução de suprimento de energia para um desenvolvimento econômico e ambientalmente sustentável. as fontes renováveis de energia aparecem hoje como as melhores opções para um futuro sustentável para a humanidade. Apesar de não estarem isentas de provocarem inúmeras alterações no meio ambiente. 3. O conceito de desenvolvimento sustentável é bastante amplo. alterações nos processos agrícolas e industriais e também a criação de taxas para os impactos ambientais inevitáveis provocados por algumas atividades essenciais. a geração de energia. o que elevará os custos principalmente das fontes não renováveis.Podemos constatar que mais cedo ou mais tarde a oferta destas fontes não renováveis será reduzida.

Além das condições atmosféricas (nebulosidade. como ilustrado na Figura 03. umidade relativa do ar etc. Fonte: (ANEEL. 2006) Desse modo. a disponibilidade de radiação solar. Isso se deve à inclinação do eixo imaginário em torno do qual a Terra gira diariamente (movimento de rotação) e à trajetória elíptica que a Terra descreve ao redor do Sol (translação ou revolução). também denominada energia total incidente sobre a superfície terrestre. de zero hora (Sol abaixo da linha do 15 . em algumas regiões e períodos do ano. a duração solar do dia – período de visibilidade do Sol ou de claridade – varia. depende da latitude local e da posição no tempo (hora do dia e dia do ano).). Figura 03: Representação das estações do ano e do movimento da terra em torno do sol.

O mapa da Figura 04 apresenta a média anual de insolação diária. 16 . 2006) A maior parte do território brasileiro está localizado relativamente próximo da linha do Equador. segundo o Atlas Solarimétrico do Brasil (2000). Figura 04: Média anual de insolação diária no Brasil (horas) Fonte: (ANEEL.horizonte durante o dia todo) a 24 horas (Sol sempre acima da linha do horizonte). de forma que não se observam grandes variações na duração solar do dia.

pode se ajustar a posição do coletor ou painel solar de acordo com a latitude local e o período do ano em que se requer mais energia. um sistema de captação solar fixo deve ser orientado para o Norte. 17 . capital brasileira mais meridional (cerca de 30º S). com ângulo de inclinação similar ao da latitude local. para maximizar o aproveitamento da radiação solar. estima-se que a energia solar incidente sobre a superfície terrestre seja da ordem de 10 mil vezes o consumo energético mundial (CRESESB. devido à reflexão e absorção dos raios solares pela atmosfera. A radiação solar depende também das condições climáticas e atmosféricas.Contudo. a duração solar do dia varia de 10 horas e 13 minutos a 13 horas e 47 minutos. entre 21 de junho e 22 de dezembro. No Hemisfério Sul. Somente parte da radiação solar atinge a superfície terrestre. a maioria da população brasileira e das atividades socioeconômicas do País se concentra em regiões mais distantes do Equador. aproximadamente. Desse modo. 2000). respectivamente. por exemplo. Em Porto Alegre. Mesmo assim.

resultante da interpolação e extrapolação de dados obtidos em estações solarimétricas distribuídas em vários pontos do território nacional. da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. ambos os modelos apresentam falhas e limites e não devem ser vistos como 18 .No Brasil. porém. iniciativa da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF. o Atlas de Irradiação Solar no Brasil faz estimativas da radiação solar a partir de imagens de satélites. ao número relativamente reduzido de estações experimentais e às variações climáticas locais e regionais. O Atlas Solarimétrico do Brasil (2000) apresenta uma estimativa da radiação solar incidente no país. elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e pelo Laboratório de Energia Solar – LABSOLAR. entre os esforços mais recentes e efetivos de avaliação da disponibilidade de radiação solar. Devido. Como lembrado por pesquisadores do Centro de Pesquisas de Eletricidade – CEPEL. em parceria com o Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito – CRESESB. destacam-se os seguintes: a) Atlas Solarimétrico do Brasil. b) Atlas de Irradiação Solar no Brasil.

pode-se viabilizar as instalações de sistemas térmicos e fotovoltaicos em uma determinada região garantindo o máximo aproveitamento ao longo do ano onde as variações da intensidade da radiação solar sofrem significativas alterações. 19 . na medida em que reúnem o máximo possível de dados e podem. segunda e terceira classe. instrumentos de primeira. devem ser complementares. Ao contrário. melhorar as estimativas e avaliações da disponibilidade de radiação solar no Brasil (CRESESB. Com um histórico dessas medidas. As medições padrões são: radiação global e difusa no plano horizontal e radiação direta normal.concorrentes. 3. tanto a componente direta como a componente difusa na superfície terrestre é de maior importância para os estudos das influências das condições climáticas e atmosféricas.2. 2000). dessa forma. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR A medição da radiação solar. De acordo com as normas preestabelecidas pela OMM (Organização Mundial de Meteorologia) são determinados limites de precisão para quatro tipos de instrumentos: de referência ou padrão.

1. Pelas características da célula fotovoltaica.2.3. uma pintada de preto e outra pintada de branco igualmente iluminada. mostra o valor instantâneo da energia solar. M-80M (Russia). Cimel CE-180 (França). Este instrumento caracteriza-se pelo uso de uma termopilha que mede a diferença de temperatura entre duas superfícies. ao ser medida. pois apresenta custo bem menor do que os equipamentos tradicionais. 20 . A expansão sofrida pelas superfícies provoca um diferencial de potencial que. este aparelho apresenta limitações quando apresenta sensibilidade em apenas 60% da radiação solar incidente. Piranômetros Os piranômetros medem a radiação global. Existem vários modelos de piranômetros de primeira (2% de precisão) e também de segunda classe (5% de precisão). Um outro modelo bem interessante de piranômetro é aquele que utiliza para uma coletar célula fotovoltaica de silício Este monocristalino medidas solarimétrias. piranômetro é largamente utilizado. Zonen CM5 e CM10 (Holanda). Existem vários modelos de diversos fabricantes entre eles: Eppley 8-48 (USA). Schenk (Áustria).

rural. CAMPO DE UTILIZAÇÃO A área de atuação utilizando a energia solar é bastante ampla. – Telefonia terrestres. comércio. valendo ressaltar algumas aplicações mais conhecidas. fazendas. cercas. torres e e estações radiotelefonia radiocomunicações.Figura 05 . estradas. Telecomunicações retransmissores. escolas. tais como: Eletrificação . 21 . estações e postos avançados de vigilância e de radiodifusão.Piranômetro de Segunda Classe Fonte: CRESESB 3. indústrias.Utiliza-se para eletrificação de residências.3.

Sinalização aérea e náutica – Faróis náuticos. Refrigeradores e freezer. Sinalização rodoferroviária – painés de mensagens randômicas e variáveis. Circulação por termossifão O mesmo fluido a temperaturas diferentes tem também densidades diferentes.4. tráfego rodoviário. Bombeamento de água. 3. quando se aquece um fluido. sinalização em portos e aeroportos. Por isso. rios. 22 . Aquecimento de água 3. SISTEMAS DE AQUECIMENTO SOLAR Os dois sistemas de aquecimento solar mais utilizados são: Circulação em termossifão. quanto maior é a sua temperatura menor a sua densidade. Televigilância – Depósitos e silos.1. e pontos sujeitos a enchente. Circulação forçada. para sinais luminosos e na iluminação de placas de sinalização.4. sinalização em antenas de transmissão de energia elétrica e de radiodifusão.

senão dá-se o fenômeno inverso quando já não houver sol (termossifão invertido). para subir novamente quando. vaso de expansão e outros pequenos acessórios.Boiler.este tem tendência a estratificar-se ficando a parte mais quente na zona superior. depósito acumulador. (Portal das Energias Renováveis. descendo. 23 . por sua vez for aquecida. O depósito deve ficar acima do coletor. No sistema de termossifão a água aquecida pelo sol no coletor sobe empurrando a água mais fria do depósito. forçando-a a tomar o seu lugar. Estes sistemas são compostos pelo coletor solar. 2.Coletores solares. FIGURA 06: Circulação em termossifão Fonte: ASTROSOL 1. 2004). purgador.

4. Circulação Forçada Nas situações em que não é viável a colocação do depósito acima da parte superior dos coletores e para os grandes sistemas em geral é necessário usar bombas eletrocirculadoras para movimentar o fluido térmico.2. O sistema de controle (comando diferencial) está regulado de modo a colocar a bomba em funcionamento logo que a diferença de temperatura entre os coletores e o depósito atinja 5ºC. Estes sistemas são compostos pelo coletor solar. 24 . purgador. depósito acumulador. 2004). bomba eletrocirculadora. vaso de expansão e outros pequenos acessórios. controlador diferencial. A bomba poderá ser comandada por um sistema de controle automático (o comando diferencial). (Portal das Energias Renováveis.3.

5.Termostado diferencial de temperatura (TDT) 3.Coletor Solar 4 .Moto bomba 10 .Descida p/ coletores 6 .Caixa d'água 2 .Consumo de água quente 9 .Alimentação de água fria 8 .Respiro 5 . O calor passa então das aletas para os tubos (serpentina) que geralmente 25 . OS COLETORES SOLARES Quando os raios do sol atravessam o vidro da tampa do coletor solar.FIGURA 07: Circulação forçada Fonte: ASTROSOL 1 . eles esquentam as aletas que são feitas de cobre ou alumínio e pintadas com uma tinta especial e escura que ajuda na absorção máxima da radiação solar.Boiler 3 .Retorno dos coletores 7 .

Geralmente são fornecidos com válvula anticongelamento. Eles têm cobertura de vidro liso e são instalados sobre telhados ou lajes.são de cobre. Devido à baixa densidade da energia solar que incide sobre a superfície terrestre. Recebem um cuidadoso isolamento térmico e ainda vedação com borracha de silicone. Existem vários tipos de coletores solares. mas pode também variar de acordo com o nível de insolação de uma região ou até mesmo de acordo com as condições de instalação. o atendimento de uma única residência pode requerer a instalação de vários metros quadrados de coletores. Daí a água que está dentro da serpentina esquenta e vai direto para o reservatório do aquecedor solar . como o cobre e o alumínio. O número de coletores solares a ser usado numa instalação depende do tamanho do reservatório térmico. sempre o mais próximo possível do reservatório térmico. a saber: 26 . Os coletores solares são fabricados com matéria-prima nobre. Para o suprimento de água quente de uma residência típica (três ou quatro moradores). são necessários cerca de 4 m2 de coletor.

Coletores concentradores.- Planos. objeto de estudo deste trabalho.1.5. O uso dessa tecnologia ocorre principalmente em residências. FIGURA 08: Coletor solar plano Fonte: ASTROSOL 27 . 3. CPC ou coletores concentradores parabólicos. hospitais. restaurantes e hotéis ou pousadas. A figura 08 abaixo mostra um típico coletor solar e suas partes constituintes. mas há demanda significativa e aplicações em outros setores como edifícios públicos e comerciais. Coletor solar plano É o mais comum e destina-se a produção de água quente a temperaturas inferiores a 100ºC.

Tubulação condutora de água: Por onde o fluido térmico circula. C . transmitindo-a para o fluido térmico que circula pela tubulação condutora.Chapa de fundo A .Isolamento térmico F . B .A .Tubulação condutora de água C . moldadas em plástico.Cobertura transparente: Provoca o efeito estufa e reduz as perdas de calor e ainda assegura a estanquicidade do coletor. As caixas podem ser feitas em chapa dobrada de aço galvanizado ou de alumínio.Chapa absorvedora de calor: Ou placa absorvedora de calor.Caixa externa: A Caixa do coletor solar deve ser feita em material resistente à corrosão e com rigidez mecânica suficiente para garantir a integridade estrutural do equipamento. D .Cobertura transparente B .Chapa absorvedora de calor D . 28 . Serve para receber a energia e transforma-la em calor. com perfis e chapas de alumínio.Caixa externa E . etc.

seguindo o sol no seu movimento aparente diurno. é bastante 29 . Esta é uma desvantagem.Isolamento térmico: Serve para evitar perdas de calor uma vez que deverá ser isolada termicamente. Coletores concentradores Para atingir temperaturas mais elevadas há que diminuir as perdas térmicas do receptor. pois o mecanismo de controle para fazer o coletor seguir a trajetória do sol. 3. Estas são proporcionais a superfície deste. consegue-se reduzir as perdas térmicas na proporção dessa redução.5. para dar rigidez e proteger o interior do coletor dos agentes externos. Os sistemas assim concebidos chamam-se concentradores. Reduzindo-a em relação a superfície de captação. Acontece que.E . quanto maior é a concentração menor é o ângulo com a superfície dos coletores segundo o qual têm que incidir os raios solares para serem captados pelo que o coletor tem de se manter sempre perpendicular aos raios solares.2. e concentração é precisamente a relação entre a área de captação (a área de vidro que serve de tampa á caixa) e a área de recepção.

(Portal das Energias Renováveis.5. 30 . Figura 09: Coletor concentrador Fonte: PORTAL DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS 3. para além de só permitir a captação da radiação direta. CPC ou coletores concentradores parabólicos O desenvolvimento da óptica permitiu muito recentemente a descoberta de um novo tipo de concentrador (chamados CPC ou Winston) que combinam as propriedades dos coletores planos (também podem ser montados em estruturas fixas e têm um grande ângulo de visão o que também permite a captação da radiação difusa) com a capacidade de produzirem temperaturas mais elevadas (>70ºC).dispendioso e complicado. 2004).3. como os concentradores convencionais do tipo de lentes.

A captação solar realizase nas duas faces das alhetas já que o sol incide na parte superior delas e os raios que são refletidos acabam por incidir na parte inferior das alhetas. 31 . (Portal das Energias Renováveis. 2004). que no caso dos CPC’s a superfície absorvedora é constituída por uma grelha de alhetas em forma de acento circunflexo. aumentando assim ainda mais a temperatura do fluido e diminuindo as perdas térmicas. colocadas por cima de uma superfície refletora.Figura 10: Coletor concentrador parabólico Fonte: PORTAL DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS A diferença fundamental entre coletores parabólicos e planos é a geometria da superfície de absorção.

apesar de seu alto coeficiente de condução térmica (385W/mK). outros metais como o cobre. devido ao custo deste. o tanque metálico é normalmente recoberto por um bom material isolante (lã de vidro e poliuretano). o reservatório deve contar com um baixo coeficiente de trocas térmicas com o ambiente. TANQUES DE ARMAZENAMENTO Devido ao fato da radiação solar não ser constante ao longo do dia.03 a 0. 32 . também são utilizados. Para garantir um bom isolamento térmico.04 W/mK. ou quando esta é muito baixa. Um encapsulamento de aço galvanizado ou alumínio garante um bom acabamento e certa rigidez ao sistema. no entanto. com coeficientes de condução térmica na ordem de 0. A união destes requisitos acaba levando ao uso do aço inoxidável. que tenham uma boa rigidez estrutural e suportem temperaturas entre 60ºC e 80ºC. se faz necessário o uso de um reservatório térmico capaz de armazenar a energia absorvida para possibilitar o uso do sistema em períodos sem radiação solar. faixa normalmente utilizada sistemas domésticos. usar materiais que sejam resistentes a corrosão. Para manter a água aquecida.6.3.

A Figura 11 abaixo mostra alguns modelos de tanques de armazenamento de fabricação nacional. Figura 11 – Tanque de armazenamento Fonte: Soletrol. Projetos arquitetônicos inadequados respondem pelo mau funcionamento de 33% dos sistemas de aquecimento solar e erros no próprio sistema.7. como a instalação errada ou 33 . depende do correto dimensionamento do equipamento para atender o nível de conforto pretendido pelos usuários. entretanto. REQUISITOS PARA UMA BOA INSTALAÇÃO Um sistema de aquecimento solar instalado corretamente pode economizar até 80% da energia elétrica consumida para banho. Essa proporção. 2004 3. Estudos da Cemig indicam que a maioria das falhas deve-se a erros no projeto hidráulico de distribuição de água quente (56%).

para que a convecção natural aconteça. Deve-se observar também a inclinação do coletor. Buscar posições com o mínimo de sombreamento sobre os coletores nas horas de maior incidência de calor a fim de aproveitar ao máximo a eficiência dos mesmos. As tubulações que levam água quente ao ponto de consumo devem ser construídos com tubos resistentes ao calor como aço galvanizado. Um desnível de 60 cm entre o nível inferior do reservatório e a saída da água quente do coletor deve ser considerado. quando bem instalado. os mesmos devem estar voltados para a face norte e se não for possível. CPVC e polipropileno. cobre. para o noroeste ou nordeste. deve ser considerada uma inclinação de 15 graus. Caso se utilize a face leste ou oeste do telhado deve-se acrescentar mais 25% de área de coletor solar.placas de má qualidade respondem por apenas 11% das falhas. Contudo. o sistema de aquecimento solar é muito eficiente. Para um melhor aproveitamento dos coletores solares. 34 . que deve ser igual a latitude local + 5 graus. Quando isso não for possível. no caso de sistemas de circulação natural.

Os cálculos a seguir confirmam as instalações existentes na pousada.467 4.608 3. a área dos coletores solares e a capacidade de consumo de água quente.556 4. 35 .918 4. como por exemplo. como mostra o quadro abaixo.439 4. pode-se obter um melhor rendimento das instalações. Foi inaugurada em 2001 já com o sistema de aquecimento solar instalado.Existem regiões que de acordo com a irradiação solar. Tabela 02: Irradiação solar nas regiões Irradiação média anual Cidade Porto Alegre São Paulo Belo Horizonte Brasília Recife Manaus Ribeirão Preto Fonte: ASTROSOL (Kcal/m2/dia) 3.944 4. A POUSADA Trata-se de uma pousada de médio porte instalada na Estrada Real.755 3. mais precisamente na cidade de São João Del Rei.

4. cozinhas (dissolução de gorduras) 60° a 70°C. da temperatura requerida para a água. Consumo diário de água a uma temperatura média de 60°C: casa popular ou rural. da quantidade de água consumida por banho e do número de banhos que cada usuário toma por dia. A Norma Técnica Brasileira. 36 litros por pessoa. 45 litros por pessoa. dado pela área da placa coletora e pelo volume do reservatório térmico é. * Agência Brasileira de Normas Técnicas 36 . residencial. do número de usuários. Confirmando essa Norma. NB 128/ABNT*. fornece as seguintes especificações para o aquecimento de água residencial: temperaturas usuais para uso pessoal em banhos ou higiene: 35° a 50°C. CÁLCULOS O tamanho do aquecedor. basicamente. uma função da insolação média local. a uma temperatura entre 50° e 60°C. que rege a instalação de água quente no Brasil. diversos autores adotam o consumo médio diário entre 30 e 50 litros por pessoa. apartamento 60 litros por pessoa.1.

Os valores adotados num projeto podem variar. Considerando a vazão de 7 litros/minuto para cada chuveiro e um tempo médio de 10 minutos para cada banho. Logo: VAZÃO TOTAL = 5. teremos uma vazão total de: Vazão = 3(pessoas) x 70 litros = 210 litros Como são 20 apartamentos.000 litros/dia. teremos: Vazão total = 20 x 210 = 4. com a água quente aberta. utilizaremos a seguinte fórmula: S = Q / Ixn. Considerando que pode-se utilizar a água quente na cozinha e uma margem de segurança. é pouco provável que se use no chuveiro. teremos uma vazão total de 70 litros.200 litros/dia. Por outro lado existem usuários que têm o hábito de banhar-se por mais de 10 minutos.000 litros/dia Para o cálculo dos coletores. Por exemplo. água a uma temperatura superior a 40°C. o que pode significar um consumo superior a 50 litros. adotaremos uma vazão total de 5. a depender de exigências e costumes dos futuros usuários. Se em cada apartamento ficarem hospedadas três pessoas. onde: 37 . por dia.

715 Kg/hora. I = Intensidade da radiação solar n = Rendimento do coletor. A área dos coletores solares será: S = 18.590 / 0. Considerando o tempo médio de funcionamento dos coletores de 07 horas.h.3567.S = área dos coletores solares. A temperatura ambiente da água na região é T1=24ºC. a temperatura da água terá que ser elevada em 26ºC. Vamos considerar o rendimento dos coletores solares de 60%. Q = Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma determinada quantidade de água em xºC.h = 0.25 cm2 38 .590 I = 0.0 cal/cm2. verifica-se uma insolação média de 0. para chegar a uma temperatura T2 = 50ºC.min = 57.057 x 0. O volume total de água de 5.ºCx26ºC = 18.95 cal/cm2.057 Kcal/ cm2.60 = 54. corresponde a 715 litros/hora. ou seja. Portanto. Portanto: Q = 715 Kg/h x 1 kcal/Kg. fornecido pelo fabricante. por um período de 7 horas por dia.000 litros.min.95 cal/cm².

2.500 x 8 = 20 kW 4. Geralmente este método é utilizado quando o sistema é manual. que tem capacidade de 2.S = 54. instalado dentro do Boiler. para cada Boiler da pousada. com duas bombas fazendo com que a água circule pela tubulação até os coletores solares. Utiliza-se um resistor de 5 a 8W para cada litro do reservatório. quando o resistor é ligado manualmente. que é de 57 m2.500 litros.35 m2 de coletores solares.35 m2 Portanto. AS BUILT Os dados calculados são confirmados com a área dos coletores solares instalados hoje na pousada. Portanto. O sistema existente na pousada utiliza a circulação forçada. ou seja. para aquecermos 5. pode-se utilizar um resistor.000 litros de água diariamente a uma temperatura para banho em torno de 50ºC teremos uma área total de 54. o resistor deverá ter uma potência de: R = 2. Existe também 39 . Em dias de menor insolação.

5 m2.500 litros. que entra em operação em tempos de menor insolação. sendo cada grupo com um Boiler de 2.500 litros de capacidade. Os 57 m2 de coletores solares foram divididos em dois grupos de 28. 40 .instalado um sistema de aquecimento a gás. As placas coletoras foram instaladas orientadas para o Norte Geográfico e com uma inclinação de 30º. tudo automatizado através de sensores e controlado por um quadro elétrico de comando. totalizando uma capacidade de consumo de 5. Na Figura 12 está a planta de cobertura da pousada. cada um instalados no entreforro.000 litros. com a localização dos coletores solares e dos Boiler’s com capacidade de 2.

Figura 12: Planta baixa dos coletores e dos Boiler’s 41 .

Nas figuras 13 e 14 abaixo. localização dos Boiler’s e do aquecimento a gás. Foto 13: Corte BB 42 . com a localização dos coletores solares com sua inclinação. estão os cortes AA e BB da planta da pousada.

com a vista dos coletores solares e o quadro de comando de todo o sistema.Figura 14: Corte AA Nas fotos a seguir estão as instalações em funcionamento na pousada. 43 .

Figura 15: Vista dos coletores Figura 16: Vista parcial da pousada 44 .

ANÁLISE DOS RESULTADOS Para analisar a viabilidade econômica das instalações. será feita uma simulação com a pousada utilizando chuveiro elétrico nos vinte apartamentos.Figura 17: Quadro de comando 5. vamos considerar que cada apartamento tenha instalado um chuveiro de 5. Para o nosso cálculo. com uma média de ocupação de três hóspedes por apartamento.400W de 45 .

que está localizada em área urbana e o preço do kWh está na faixa de R$0.7 kWh x 20 = 54 kWh O consumo mensal será: Consumo mensal = 54 kWh x 30 dias = 1. o valor gasto com energia elétrica durante 01 mês seria de R$793. ou seja. o consumo mensal. 46 . utilizado na posição inverno (pior situação). Portanto. o consumo diário de cada apartamento será: Consumo diário = 5. com duração média de 10 minutos cada banho (mesmos dados utilizados para calcular o consumo de água e da área dos coletores).49 centavos de real. 20 apartamentos ocupados com três hóspedes tomando três banhos por dia com duração média de 10 minutos cada banho será de 1. considerando 100% de ocupação.80. alimentado em 127V. considerando os dados da conta de energia da pousada.potência.4 kW x 0.7 kWh Como a pousada possui 20 apartamentos: Consumo diário total = 2. O consumo diário de cada apartamento será calculado considerando 03 banhos por dia. Em valores de hoje.5 hora = 2.620 kWh Portanto.620 kWh por mês.

CONCLUSÃO Segundo dados coletados com o proprietário. durante 01 ano seria de: R$ 3. temos: 4 x 1.16 = R$ 5.715. o gasto com energia elétrica da pousada somente com chuveiro elétrico.620 kWh.Considerando que a pousada tem 100% de ocupação durante 04 meses do ano. Nos cálculos feitos anteriormente. a média do consumo de energia nos últimos doze meses foi de apenas 718 kWh.80 = R$ 3.175. considerando 40% de ocupação: 8 x 0. 47 .4 x R$ 793.715.0 x R$ 793. o que vem comprovar que o chuveiro elétrico seria o grande vilão no consumo energia da pousada.36 6.540.175. considerando uma ocupação de 100% em 04 meses e de somente 40% nos outros 08 meses.80 = R$ 2.540.20 Nos outros 08 meses do ano.20 + R$ 2. somente com os chuveiros elétricos o consumo seria de 1.16 Portanto.36 Portanto: Custo anual = R$ 5.

00.500. Como foi calculado. pois no local não existe rede de distribuição trifásica.000. o custo das instalações passaria para R$ 37. Caso o proprietário optasse por instalar chuveiros elétricos. os gastos para implantação do sistema de aquecimento da pousada foram de aproximadamente de R$30. Logo. somente para os mesmos a pousada teria de construir um padrão de energia com proteção de no mínimo 300A. em valores atuais. ou seja. vamos considerar um aumento de 25%.36. o retorno dos investimentos se daria em aproximadamente 06 anos.00 em dezembro de 2001. Para atualizar estes valores. O custo desta reforma na rede. o custo anual da pousada utilizando chuveiros elétricos seria de R$ 5. 48 .Ainda de acordo com o proprietário. Diante deste fato. Conclui-se também que o investimento no padrão de entrada da pousada foi drasticamente reduzido. a concessionária de energia local teria de fazer uma reforma na rede de distribuição a fim de atender a pousada.715. tendo em vista que o padrão atual de fornecimento de energia elétrica é bifásico.

por se tratar de uma energia totalmente limpa. o quanto o uso da energia solar para aquecimento de água para substituir os chuveiros elétricos em uma pousada é viável. é divido entre a concessionária de energia local e o cliente. 49 .dependendo do caso. portanto. tanto economicamente quanto ecologicamente. Fica evidente.

2. CENTRO NACIONAL EM PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS – CERPCH http://www. UFSC.gov. Eólica e de Biomassa. disponível em http://www.br/reportagens/2004/12/13. C. L. Disponível em: http://www. ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração.br/Publicacoes/download/Diren g. São Paulo.comciencia.br/aplicacoes/atlas/pdf/03Energia_Solar(3). AMBIENTEBRASIL. Disponível http://www. CEMIG.pdf.ambientebrasil. 4.br/fontes_renovaveis/solar..com.br/. ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. A. ABREU. Florianópolis. S. ALVARENGA.cemig. Lavras: UFLA / FAEPE. Ar condicionado. disponível em http://www. Ventilação e Aquecimento.br. Disponível em: http://www. Brasil.aneel. Fontes NãoConvencionais de Energia – As Tecnologias Solar.com.br/index. htm. em: 5. – Energia Solar. 2001.php. 6.cerpch.abrava.cepel. COMCIÊNCIA Disponível em: http://www.astrosol. CRESESB . 9. 10.br/.com. Laboratório de Energia Solar. 8. ASTROSOL http://www.cresesb.shtml.Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito.edu. Utilização da Energia Solar em Substituição a Chuveiros Elétricos. Disponível em: 7.PDF 50 .com.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 3.unifei. 2000.

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