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Historia do SUS por Wikipédia

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Historico do Sistema unico de Saude retirado do Wikipédia
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Historia do SUS Sistema Único de Saúde Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Símbolo oficial do SUS. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que tod a a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Anteriormente, a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdênc ia Social (INAMPS), ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdên cia social; os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Do Sistema Únic o de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os univer sitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), os serviços de Vigilância Sanitári a, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesqu sa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. Índice [esconder] • 1 História, 2 Princípios do SUS, 3 Áreas de atuação, 4 Financiamento, 5 Referências lação, 6.1 Portarias do Ministério da Saúde, 7 Ver também, 8 Ligações externas, 9 Outros r rsos

[editar] História Antes do advento do Sistema Único de Saúde (SUS), a atuação do Ministério da Saúde se resum a às atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças (por exemplo, vacinação), reali m caráter universal, e à assistência médico-hospitalar para poucas doenças; servia aos ind igentes, ou seja, a quem não tinha acesso ao atendimento pelo Instituto Nacional d e Assistência Médica da Previdência Social. O INAMPS foi criado pelo regime militar em 1974 pelo desmembramento do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), que hoje é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); era uma autarquia filiada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje Ministério da Previdência Social) , e tinha a finalidade de prestar atendimento médico aos que contribuíam com a previ dência social, ou seja, aos empregados de carteira assinada. O INAMPS dispunha de estabelecimentos próprios, mas a maior parte do atendimento era realizado pela ini ciativa privada; os convênios estabeleciam a remuneração por procedimento. O movimento da Reforma Sanitária nasceu no meio acadêmico no início da década de 1970 co mo forma de oposição técnica e política ao regime militar, sendo abraçado por outros setor es da sociedade e pelo partido de oposição da época — o Movimento Democrático Brasileiro ( MDB). Em meados da década de 70 ocorreu uma crise do financiamento da previdência so cial, com repercussões no INAMPS. Em 1979 o general João Baptista Figueiredo assumiu a presidência com a promessa de abertura política, e de fato a Comissão de Saúde da Câmar a dos Deputados promoveu, no período de 9 a 11 de outubro de 1979, o I Simpósio sobr e Política Nacional de Saúde, que contou com participação de muitos dos integrantes do m ovimento e chegou a conclusões altamente favoráveis ao mesmo; ao longo da década de 19 80 o INAMPS passaria por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendi mento, já numa transição com o SUS. A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS por vários motivos. Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney, o primeiro presidente civil após a dit adura, e foi a primeira CNS a ser aberta à sociedade; além disso, foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária. A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema U ificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), um convênio entre o INAMPS e os governos estaduais, mas o mais importante foi ter formado as bases para a seção "Da Saúde" da C onstituição brasileira de 5 de outubro de 1988. A Constituição de 1988 foi um marco na h istória da saúde pública brasileira, ao definir a saúde como "direito de todos e dever d o Estado". A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro veio o SUDS ; depois, a incorporação do INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99.060, de 7 de março de 1990); e por fim a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS. Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social, ou seja, a participação dos usuários (população) na gestão do serviço. O INAMPS só foi extint

27 de julho de 1993 pela Lei nº 8.689. [editar] Princípios do SUS

Cartão do SUS em São Paulo. O Sistema Único de Saúde teve seus princípios estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde, em 1 990, com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988. Os princípios da universa lidade, integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou dou trinários, e os princípios da descentralização, da regionalização e da hierarquização de pr s organizacionais, mas não está claro qual seria a classificação do princípio da participaç popular. Universalidade "A saúde é um direito de todos", como afirma a Constituição Federal. Naturalmente, enten de-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde, ou seja, é impossível tornar sadios por força de lei. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos; tanto os indivi duais quanto os coletivos. Em outras palavras, as necessidades de saúde das pessoa s (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maio ria. Eqüidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde; como, no ent anto, o Brasil contém disparidades sociais e regionais, as necessidades de saúde var iam. Por isso, enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade, tanto o meio acadêmico qua nto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS. Participação da comunidade O controle social, como também é chamado esse princípio, foi melhor regulado pela Lei nº 8.142. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências de Saúde, que oc rrem a cada quatro anos em todos os níveis, e através dos Conselhos de Saúde, que são órgão colegiados também em todos os níveis. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridad e: enquanto os usuários têm metade das vagas, o governo tem um quarto e os trabalhad ores outro quarto. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis, também chamados de esferas: nacional, estadual e municipa l, cada uma com comando único e atribuições próprias. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde; as transferênci as passaram a ser "fundo-a-fundo", ou seja, baseadas em sua população e no tipo de s erviço oferecido, e não no número de atendimentos. Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade; o nível primário deve ser ofe ecido diretamente à população, enquanto os outros devem ser utilizados apenas quando n ecessário. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência e ntre os serviços de saúde, melhor a sua eficiência e eficácia. Cada serviço de saúde tem um área de abrangência, ou seja, é responsável pela saúde de uma parte da população. Os servi e maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla, abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. Ser eficiente e eficaz, produzindo resultados com qualidades. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; • Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; • Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilizaçã • Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de re s e a orientação programática; • Integração, em nível executivo, das ações de saúde, meio-ambiente e saneamento bási • Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, do ados, do Distrito Federal e dos municípios, na prestação de serviços de assistência à saúde população; • Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e • Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins i s.

[editar] Áreas de atuação Segundo o artigo 200 da Constituição Federal, compete ao SUS: • Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a s aúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderiva dos e outros insumos; • Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do dor; • Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; • Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; • Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico; • Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricio nal, bem como bebidas e águas para consumo humano; • Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização ias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; • Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. [editar] Financiamento Um bom trabalho está sendo feito, principalmente pelas prefeituras, para levar ass istencia à saúde aos mais distantes sertões, aos mais pobres recantos das periferias u rbanas. Por outro lado, os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco d o sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. Outro problema é a heterogeneidade de gas tos, prejudicando os Estados e os municípios, que têm orçamentos mais generosos, pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. Assim, em 1993 foi apresentado uma Emenda Constitucional visando garantir financ iamento maior e mais estável para o SUS, semelhante foi ao que a educação já tem há alguns anos. Proposta semelhante foi apresentada no legislativo de São Paulo (Pec 13/96) . [editar] Referências • BERTONE, Arnaldo Agenor. As idéias e as práticas: a construção do SUS. 2002. Dispon http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/monografia_revisada_Arnaldo.pdf. • CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE. Legislação do SUS. Brasília: CONASS, 200 85-89545-01-6. Acessado em 3 de junho de 2006 em http://www.aids.gov.br/incenti vo/manual/legislacao_sus.pdf (Acessível também a partir do DATASUS). • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema Único de Saúde (SUS): princípios e conquistas. Brasíli io da Saúde, 2000. 44p. il. ISBN 85-334-0325-9. • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. ABC do SUS: Comuni l/Instruções Básicas. Brasília: Secretaria Nacional de Assistência à Saúde, 1991. Acessado 5 de junho de 2006 em http://www.ensp.fiocruz.br/radis/web/ABCdoSUS.pdf. • Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. O SUS de Z: garantindo saúde nos municípios. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. ISBN 85-334-08714. Disponível em PDF e online. • Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. O Desenv ento do Sistema Único de Saúde: avanços, desafios e reafirmação dos seus princípios e diret izes. 1. ed., 2ª reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. ISBN 85-334-055-8. • SOUZA, Renilson Rehem de. O sistema público de saúde brasileiro. Brasília: Ministér Saúde, 2002. Disponível em http://www.opas.org.br/servico/arquivos/Destaque828.pdf. • SOUZA, Renilson Rehem de. Construindo o SUS: a lógica do financiamento e o process o de divisão de responsabilidades entre as esferas de governo. 2002. Disponível em h ttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/monografia_construindo_sus.pdf • Sanitarista — Oitava Conferência Nacional de Saúde — uma das páginas da Biblioteca ouca sobre o personagem homônimo da Reforma Sanitária. • THURLER, Lenildo, SUS - LEGISLACAO E QUESTOES COMENTADAS, 1.ª edição. Rio de Janeir Editora Campus, 2007. ISBN 9788535223804 http://www.livrodosus.com.br • SUS, O que você precisa saber sobre o sistema único de saúde, Associação paulista d ina. [editar] Legislação Legislação fundamental • Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988 — Título VII Ordem Social"), Capítulo II ("Da Seguridade Social"), Seção II ("Da Saúde"). Legislação básica • Lei nº 8.080 , de 19 de setembro de 1990 — Lei Orgânica da Saúde.

• Lei nº 8.142 , de 28 de dezembro de 1990 — Dispõe sobre a participação da comunidad nsferências intergovernamentais. • Lei nº 8.689 , de 27 de julho de 1993 — Extingue o INAMPS (Instituto Nacional de As istência Médica da Previdência Social). • Decreto nº 1.232 , de 30 de agosto de 1994 — Regulamenta o repasse fundo a fundo. [editar] Portarias do Ministério da Saúde • Portaria GM/MS nº 2.203 , de 5 de novembro de 1996 — Norma Operacional Básica do Si ma Único de Saúde (NOB; disponível em PDF). • Portaria GM/MS nº 1.886, de 18 de dezembro de 1997 — Programa de Agentes Comunitári de Saúde (PACS) e Programa de Saúde da Família (PSF). • Portaria GM/MS nº 3.916, de 30 de outubro de 1998 — Política Nacional de Medicament • Portaria GM/MS nº 3.925, de 13 de novembro de 1998 — Manual para a Organização da A ca no Sistema Único de Saúde. • Lei nº 9.782 , de 26 de janeiro de 1999 — Agência Nacional de Vigilância Sanitária ). • Lei nº 9.787 , de 10 de fevereiro de 1999 — Medicamento genérico. • Lei nº 9.961 , de 28 de janeiro de 2000 — Agência Nacional de Saúde Suplementar (AN • Portaria GM/MS n. º 95, de 26 de janeiro de 2001 — Norma Operacional da Assistência e (NOAS-SUS 2001; disponível em PDF). • Portaria GM/MS n. º 17, de 5 de janeiro de 2001 (republicada em 16 de fevereiro) — adastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (em PDF. • Portaria GM/MS nº 373, de 26 de fevereiro de 2002 — Norma Operacional da Assistênci aúde (NOAS-SUS 2002; disponível em PDF). [editar] Ver também A Wikipédia possui o portal: Portal de Medicina {{{Portal2}}} {{{Portal3}}} {{{Portal4}}} {{{Portal5}}} • Conselho Nacional de Saúde • Estrutura da União (o nível federal do governo brasileiro). • Sérgio Arouca — figura notória da Reforma Sanitária, na época presidente da Fundaçã ruz (FIOCRUZ). • Cartão do SUS. • Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo. • UK National Health Service (em port) • SiCKO Filme de Michael Moore comparando o Sistema de Saúde Americano com o canaden se, inglês e cubano [editar] Ligações externas • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) • Conselho Nacional de Saúde (CNS) • Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) • Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) • Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) • Fundo Nacional de Saúde • Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) • Ministério da Saúde • Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo • Ouvidoria Geral do SUS [editar] Outros recursos • Brasil SUS O Maior Portal de Normas do Sistema Único de Saúde • Publicações Ministério da Saúde , na íntegra • Atos normativos da Esfera Federal do SUS - Saude Legis • Evolução da Estrutura do Sistema de Saúde , um artigo. • LegiSUS , assessoria jurídica em saúde legislação (parte do conteúdo requer registr • Instituto de Direito Sanitário Aplicado , idem. Fonte Wikipédia

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