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Monografia- Jordana.

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Monografia- Bullying: Uma realidade escolar desde a primeira infância (da educação infantil as séries iniciais), apresentada ao Instituto Educar Brasil.
Monografia- Bullying: Uma realidade escolar desde a primeira infância (da educação infantil as séries iniciais), apresentada ao Instituto Educar Brasil.

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INSTITUTO EDUCAR BRASIL

JORDANA WRUCK TIMM

BULLYING: UMA REALIDADE ESCOLAR DESDE A PRIMEIRA INFÂNCIA (DA EDUCAÇÃO INFANTIL ÁS SÉRIES INICIAIS)

São Lourenço do Sul 2010 Alfabeto

JORDANA WRUCK TIMM

BULLYING: UMA REALIDADE ESCOLAR NA PRIMEIRA INFÂNCIA (DA EDUCAÇÃO INFANTIL ÁS SÉRIES INICIAIS)

Monografia, requisito para obtenção do título de Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, apresentada ao Instituto Educar Brasil, à Portal faculdades, para o curso de Pós Graduação „lato sensu‟ em Psicopedagogia Clínica e Institucional, para a disciplina de Pesquisa em Psicopedagogia. Especialista: Jordana Wruck Timm.

Orientadora: doutoranda Eliana da Fonseca Fernades

São Lourenço do Sul 2010 Alfabeto

Timm, Jordana Wruck. Bullying: uma realidade escolar desde a primeira infância (da educação infantil ás séries iniciais)/ Jordana Wruck Timm. -- 2010. 102 f. Monografia (Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional) – Instituto Educar Brasil- Portal Faculdades, 2010. Orientação: Eliana Fonseca Fernandes.

1. Bullying. 2. Comunidade. 3. Emoções. 4. Prevenção. 5. Punir. 6. Realidade. I. Fernades, Eliana da Fonseca, orient. II. Título.

Alfabeto

JORDANA WRUCK TIMM

BULLYING: UMA REALIDADE ESCOLAR NA PRIMEIRA INFÂNCIA (DA EDUCAÇÃO INFANTIL ÁS SÉRIES INICIAIS)

Monografia, requisito para obtenção do título de Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, apresentada ao Instituto Educar Brasil, à Portal faculdades, para o curso de Pós Graduação „lato sensu‟ em Psicopedagogia Clínica e Institucional, para a disciplina de Pesquisa em Psicopedagogia.

Banca examinadora:

....................................................................................................................................... Profª Doutoranda Eliana da Fonseca Fernandes

Conceito:........................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................

São Lourenço do Sul, .............de ...........................................de ................. Alfabeto

DEDICATÓRIA

Às pessoas que acreditaram na minha perseverança de querer ir adiante, no potencial que tenho. Dedico aos que me apoiaram, me incentivaram, me ensinaram e aos que de uma forma ou de outra contribuiram para mais este passo em minha vida. Alfabeto

AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus, por minha existência e por guiar-me em passos tão importantes e por vezes difíceis, sempre iluminando meu caminho. Em especial, agradeço a pessoa mais importante neste processo de aprendizagem, o meu namorado Vinícius Böhlke Leitzke, que soube tolerar minha ausência em muitos momentos, que sempre me incentivou e apoiou com ternura, paciência e carinho, nunca me cobrando, mas sempre estando ao meu lado para o que eu precisasse. Agradeço a minha família e a de meu namorado, por terem me apoiado em todas as decisões, auxiliando da maneira que puderam a continuar sempre buscando meus ideias. Aos professores pelo ensinamento que deram-me, mas especialmente a Eliana Fonseca Fernandes, que orientou-me neste processo, que me fez sentir confiante de que era capaz e segura de saber que tinha com quem contar sempre. Muito especialmente agradeço a Renata Lessa Sampaio e Mauro Zacher, que foram as pessoas que despertaram meu interesse na escolha do tema a pesquisar, foram os que mais ajudaram-me em recursos bibliográficos e palavras

incentivadoras. Renata, profissional brilhante que apareceu como uma luz. Não sabe ela, a importância que tem na minha formação, o tamanho da generosidade com que me recebeu e por isto serei grata eternamente. Agradeço aos amigos e colegas de trabalho e de aula, por estarem ao meu lado, tão nervosos quanto eu, mas sempre me entendendo, agradeço a eles por não me abandonarem, apesar de estar muitas vezes ausente. Alfabeto

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“[...] Os dias correm, somem E com o tempo não vão voltar, Só há uma chance pra viver. Não perca a força e o sonho. Não deixe nunca de acreditar. Que tudo vai acontecer. [...]”

(Chance- Rosa de Saron, composição Eduardo)

“[...] Tudo o que eu quiser, O cara lá de cima vai me dar, Me dar toda coragem que puder Que não me falte forças pra lutar! [...]” (Xuxa)

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TIMM, Jordana Wruck. Bullying: uma realidade escolar desde a primeira infância (da educação infantil ás séries iniciais). 2010. 100 p. Monografia apresentada como pré requisito para conclusão do Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Instituto Educar Brasil- Portal Faculdades, São Lourenço do Sul, 2010. RESUMO O trabalho visa reestruturar o pré-projeto já apresentado e complementar informações ainda ocultas no mesmo, os objetivos para a referida pesquisa são expressar curiosidade por novas informações, indignação com a realidade apresentada e respeito com quem passa por esta situação, entender os motivos que levam este fenômeno ao constante crescimento e percebendo até onde se faz presente na realidade, conceituar este transtorno, a fim de entende-lo para poder identificar possíveis casos em determinados sujeitos. A justificativa deu-se em torno da motivação em buscar entender o fenômeno, conhecer o que se passa na realidade. A revisão bibliográfica inicia-se com uma pesquisa de campo, realizada com crianças de uma determinada comunidade, onde mostra os procedimentos utilizados, o local, os sujeitos e as devidas conclusões obtidas, em seguida, é abordado o bullying desde o princípio, escreve no preconceito e na agressão, do pequeno espaço que há entre ambos, investiga ainda na origem, prevenção, identificação, causas, consequências e nas leis, depois parte para um novo fenômeno, o cyberbullying e o uso do mundo virtual na infância, aborda as diferenças entre todos os sujeitos e a união destes em competições e no controle das emoções, punir/ privar, ainda mostra o papel que cada um tem a cumprir diante dos fatos. A metodologia utilizada são duas, a revisão bibliográfica e a pesquisa de campo, serão utilizados livros, periódicos, trabalhos de outros alunos, páginas da internet (seguras e recomendadas) e pesquisas em determinadas comunidades com crianças que frequentam a escola, na necessidade de olhar a realidade com outros olhos, no enxergar o que está próximo e fazer o possível para mudar esta prática violenta que se pronuncia. Palavras-chave: Bullying; Comunidade; Emoções; Prevenção; Punir. Realidade.

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ABSTRACT The work aims to restructure the pre-project already submitted and complement additional information that are still hidden in it. The goals for such research are to express curiosity about new information, outrage at the reality presented and respect for those who go through this, understand the reasons why this phenomenon grows up continously and realize how much this is actually present in our reality, conceptualize this disorder in order to understand to identify possible cases in certain subjects. The reason is around the motivation to try to understand the phenomenon and know what is happening nowadays. This bibliographical review starts with a field research conducted with children of a particular community, which shows the procedures used, the location, and the subjects, along with the conclusions that were obtained, then bullying is dealt from its beginning, it write on prejudice and aggression, the small space that there is between them, still investigate about the origin, prevention, identification, causes, consequences and laws, then changes to a new phenomenon, the cyberbullying and the use of the virtual world during childhood, it examines the differences between all subjects and their union in competitions and in control of emotions, punishing/depriving, also shows the role that each one has to acomplish before the facts. The methodologies used are two, the literature review and field research, books, periodicals, works of other students, web pages (secure and recommended) wills be used, and research in certain communities with children who attend school, in need to look at our situation with other eyes, seeing what's before us and doing everything possible to change this violent practice which is pronounced. Keywords: Bullying. Community. Emotions. Prevention. Punishment. Reality.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS Gráfico 01- Envolvidos em agressões .......................................................................13 Gráfico 02- Bullying ...................................................................................................13 Gráfico 03- Formas de agressões usadas ................................................................14 Tabela 01- Agressores, alvos e testemunhas- como identificá-los............................21 Tabela 02- Efeitos das intervenções tradicionais e colaborativas..............................53

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SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..........................................................................................................10 1 PESQUISA DE CAMPO .........................................................................................12 1.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS UTILIZADOS .....................................12 2 O BULLYING EM SEUS PRIMEIROS PASSOS ...................................................15 2.1 DO PRECONCEITO A AGRESSÃO …………………............…………………….15 2.2 ORIGEM, PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO .....................................................17 2.3 CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS- CICATRIZES QUE NÃO CURAM ..................22 2.4 AS LEIS- AINDA RESTAM ESPERANÇAS ........................................................25 3 BULLYING VIRTUAL …………………………………………………………………...27 3.1 CIBERBULLYING/ ABUSO NO CIBER ESPAÇO ……………………….………...27 3.2 TIPOS DE CIBERABUSOS ….............................................................................31 3.3 ENTENDENDO E CONTROLANDO O ESPAÇO VIRTUAL ...............................32 4 REUNINDO AS DIFERENÇAS ..............................................................................38 4.1 COMPETIÇÕES DURANTE AS ATIVIDADES ...................................................38 4.2 CONTROLANDO AS EMOÇÕES .......................................................................40 4.3 BULLIES SE RELACIONAM, BULLIES BRINCAM .............................................43 5 PUNIÇÃO É A SAÍDA? COMO RESOLVER DETERMINADOS CASOS .............47 5.1 UM PROBLEMA DE TODOS E ESTÁ EM TODOS OS LUGARES ....................47 5.2 PRIVAÇÕES- PUNIR É A SOLUÇÃO? ...............................................................49 5.3 VAMOS INTERVIR, JUNTOS ACHAREMOS A MELHOR SAÍDA ......................50 6 CADA UM FAZ SUA PARTE .................................................................................60 6.1 O PAPEL DA FAMÍLIA ........................................................................................60 6.2 O PAPEL DA ESCOLA ........................................................................................62 6.3 O PAPEL DOS ALUNOS .....................................................................................65 CONCLUSÃO ...........................................................................................................67 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................68 APÊNDICES ..............................................................................................................71 ANEXOS ...................................................................................................................83

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INTRODUÇÃO

O objeto de estudo é o fenômeno bullying, que existe desde muitos anos, mas que infelizmente repercute na realidade, devido ao seu súbito crescimento e ocorrências causadas pelo mesmo, o tema está em constante debate e muitas crianças estão incluídas neste processo, sejam como vítimas, expectadoras e/ou agressoras. Ao pensar no assunto logo vieram os objetivos que instigam a querer buscar cada vez mais informações sobre o tema, a fim de entender melhor o que ocorre, dando continuidade em outro trabalho que já desenvolvido sobre o mesmo assunto, então apresenta-se o objetivo geral, seguido dos três objetivos específicos:  expressar curiosidade, buscando cada vez mais informações sobre o assunto, demonstrando a indignação com a triste realidade que se apresenta e o respeito com quem sofre/sofreu com esta prática. a) entender porque este fenômeno está tomando parte da realidade, mudando histórias, destruindo vidas, e consequentemente, vendo até que ponto esta prática se faz presente no dia a dia. b) conceituar o fenômeno, para entender melhor o que é bullying e saber até que ponto ele se faz presente na realidade com que trabalha-se; c) identificar possíveis casos de bullying com crianças moradoras de determinada comunidade; Enquanto graduanda surgiu à necessidade de escolher um tema para abordar no TCC, e sem noção alguma, sem idéias que motivassem, não conseguia chegar a qualquer pensamento, certo dia teria um painel sobre “Bullying e violência nas escolas e justiça restaurativa”, ofertado pelo Centro de Estudos Trabalhistas, organizado pela psicóloga e psicopedagoga Renata Lessa Sampaio, percebendo a importância de entender o tema, e assistindo-o não restaram dúvidas de que aquele realmente era o tema ao qual sentia-se motivada a defender, e assim o fez, porém o tema envolveu demasiadamente, devido identificar com parte do passado, por este motivo, não restaram dúvidas na hora da escolha para o presente trabalho, depois de tanto pesquisar e descobrir novos conhecimentos, percebeu-se que o tema é muito amplo, que sempre se tem algo a mais a descobrir, a buscar, a conhecer, então resolveu-se ampliar as buscas, ganhando mais aprendizagens na área.

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Para a apresentação escolheu-se dois tipos de metodologias, uma delas é a de referencial teórico e a outra de pesquisa de campo, com esforço ao máximo na busca de materiais, este processo baseou-se em livros, periódicos, páginas da internet (seguras e recomendadas), trabalhos de outros alunos (com formação nas áreas afins). E a pesquisa de campo desenvolveu-se em comunidades de baixa vulnerabilidade. O referencial teórico apresenta, inicialmente, a pesquisa de campo realizada nas vilas: Arthur Kraft, Banhado Grande, Camponesa e Nova Esperança, com o intuito de mostrar a importância das pesquisas, após aborda uma breve introdução ao tema de como tudo começou, mostra o pequeno passo que tem entre o preconceito até chegar à agressão, escreve sobre a origem do bullying, na prevenção e na identificação do transtorno, nas causas e consequências que ficam e algumas leis que protegem as vítimas; fala no mais novo fenômeno, o ciberbullying, confrontando com a idéias de até quando o uso dos computadores na infância traz vantagens; apresenta-se a união das diferenças, das competições e dos controles emocionais; da punição, de como e se convém punir; em seguida é aborda-se o papel de cada um neste processo, seja para as vítimas, ou seja, com os agressores, por último apresenta-se as considerações a cerca do trabalho apresentado, bem como apêndices da pesquisa e anexos relacionados. No trabalho aborda-se muito a autora Cléo Fante, ela que é pedagoga e pioneira no assunto, é autora do programa antibullying: “Educar para a Paz”, apresentou livro junto com Pedra que atua na formação, é imprescindível a contribuição de suas obras para a caracterização desta monografia, dentre outros autores que também se baseiam para minimizar o bullying. Bem como apresenta-se grandes idéias da psicóloga e psicopedagoga Renata Lessa Sampaio, ela que atua profissionalmente na cidade de São Lourenço do Sul e vem desenvolvendo trabalhos sobre o bullying. Esta monografia contribuiu para que a qualificação profissional possa ser permeada de responsabilidade e competência, sempre norteando para os casos que possam vir a acontecer na realidade, dando direção ao trabalho, para que este seja eficaz e combatente diante de tais agressões.

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1 PESQUISA DE CAMPO

Pensou-se em desenvolver o trabalho sobre o bullying, na verdade já vemse buscando materiais a cerca do assunto á mais tempo, mas planejou-se fazer algo novo, queria mostrar que o que eu falo é realidade, infelizmente, por este motivo buscou-se nas comunidades resultados para os questionamentos, buscou-se comprovações para o trabalho. Pesquisou-se o bullying em algumas comunidades carentes de São Lourenço do Sul, com crianças entre zero e seis anos, e foi desenvolvido no sentido de analisar as atitudes discentes a fim de provar a existência deste fenômeno, infelizmente, e comprovar a veracidade dos fatos.

1.1 PROCEDIMETOS METODOLÓGICOS UTILIZADOS

Para a realização da pesquisa de campo, utilizou-se questionários, que se encontram os modelos no apêndice A. A maneira de abordagem deu-se de forma mais “descontraída”, com diálogos/ conversas, na tentativa assim de conseguir respostas mais sinceras das crianças e dos pais, a fim de embasar os conhecimentos pertinentes a pesquisa. Trabalha-se como visitadora no Programa Primeira Infância Melhor de São Lourenço do Sul e fez-se a pesquisa na área em atuação, por isso, ela não ocorreu em escolas de Educação Infantil, mas sim na própria comunidade, nas casas das crianças. As vilas estudadas foram: Arthur Kraft, Banhado Grande, Camponesa e Nova Esperança. Os sujeitos que participaram foram crianças que frequentam a Educação Infantil e os pais. No caso de crianças que ainda não falavam conversou-se com os pais, sobre o comportamento das mesmas em casa. No caso das crianças que já falavam, perguntou-se diretamente a elas e, posteriormente, com os pais sobre o comportamento das mesmas. Realizou-se a entrevista com 10 crianças, que são as que participavam ativamente dos grupos comunitários: escolas e/ou vizinhança. Após fazer a entrevista e analisar os dados obtidos, organizou-se as conclusões em forma de gráficos, para dar melhor entendimento.

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No gráfico 01 observa-se quantas das crianças estão envolvidas em agressões, sejam como agressores, ou como agredidos. No segundo analisamos, detalhadamente, quanto são os agressores, quantos são os agredidos, e as formas de agressões mais utilizadas.

Envolvidos em agressões

Não 20%

Sim 80%

Gráfico 1: Envolvidos em agressões. Fonte: elaborado pela autora.

Bullying

Quantos Não sofrem / agridem? 20%

Quantos sofrem agressão? 30%

Quantos sofrem e agridem? 30%

Quantos agridem? 20%

Gráfico 2: Bullying. Fonte: elaborado pela autora.

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Formas de agressões usadas

Preconceito 13% Emocional 34% Verbal 40%

Física 13%

Gráfico 3: Formas de agressão usadas. Fonte: elaborado pela autora.

Os resultados apontam que 80% das crianças estão envolvidas em agressão já na Primeira Infância e que a maioria envolvida são os agredidos e os que agridem e são agredidos ao mesmo tempo. E que as formas mais utilizadas são as verbais. Já tinha-se noção da complexidade e do envolvimento de muitos no fenômeno, mas precisava-se provas de que as noções são uma realidade. A partir destes dados, percebe-se a complexidade dos fatos, vê-se a importância de continuar buscando e pesquisando a respeito do assunto, já que realmente faz-se muito presente.

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2 O BULLYING EM SEUS PRIMEIROS PASSOS

2.1 DO PRECONCEITO A AGRESSÃO

Vários são os autores com responsabilidades e conhecimento a cerca deste assunto, mas enfatiza-se o trabalho desenvolvido por Tremblay, Gervais e Pletitclérc (2008), que abordam a questão da primeira infância, desde a gestação, pesquisando a origem de determinados fatores, que serão listados ao decorrer deste e de Fante (2005), que é pioneira sobre o assunto. Inicialmente aborda-se os conceitos de “preconceito” e “agressão”, afim de melhor compreender a prática de bullying. Segundo Napolitano e Cardoso (2007, p. 02), o preconceito é uma idéia negativa formada precipitadamente sobre algo/ alguém ou até mesmo a um grupo de pessoas, e isto leva a discriminação, exclusão e a violência. Segundo Tremblay, Gervais e Petitclerc (2008, p. 04), a agressão é dividida em três tipos principais, são elas: a física (bater, chutar, morder, ...), a verbal (são palavras utilizadas para insultar, ameaçar outrem, enfim) e a indireta (este tipo de agressividade é mais complexa que as demais, consiste em prejudicar outrem, seja falando a respeito, espalhando assuntos excluindo-a do grupo...). Em relação aos termos concorda-se que há um espaço muito pequeno entre o preconceito e a agressão. Na verdade, tudo começa por algum preconceito, e depois disto vem a discriminação, e então a agressão própriamente dita. Neste sentido as observações, as entrevistas feitas com os sujeitos desta pesquisa, revelam ser assim, começa com um “bate boca”, para depois as agressões físicas, os estranhamentos entre um e outro. Tremblay, Gervais e Pletitclérc (2008, p.10) apontam motivos para a compreensão dos comportamentos agressivos. Para os autores existem cinco fatores responsáveis para determinados comportamentos: o meio intra uterino, o temperamento, a herança da espécie, a herança ligada ao sexo e a herança familiar. Levando em consideração estes fatores tudo leva a crer que é na gestação que tudo começa; o uso de drogas e álcool intercedem no desenvolvimento da seus, difamando-a, ou até mesmo

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criança/ feto, bem como o temperamento é formado antes mesmo da criança nascer e continua desenvolvendo-se durante a primeira infância, este temperamento pode ser adquirido por herança e pelo meio onde vive-se. Os autores, Tremblay, Gervais e Pletitclérc (2008, p. 10) defendem que as heranças adquiridas, inicialmente a herança da espécie, que não são aprendidas por exemplos, por que vivenciam tal situação, mas sim porque é de natureza do ser humano, como por exemplo: chorar quando se tem fome, tirar o brinquedo de outra criança, enfim, tem crianças que fazem crises de birras, sem que jamais tenham visto outro fazer, é de natureza. E a herança ligada ao sexo, no início ambos, meninos e meninas coincidem no uso a agressões, mas as meninas tendem a diminuir ou parar com o uso agressivo, bem antes dos meninos, os autores ainda escrevem na herança familiar, onde a agressão pode se passar de forma genética, ou pelo comportamento dos próprios pais/ responsáveis, com quem a criança convive. Até certo ponto, concorda-se com os autores, mas também acredita-se que muitas destas crises de birras, ou até genéticas, são na verdade manhas, colocadas pelos pais, muitas vezes estes fazem todas as vontades, e quando não o fazem as crianças respondem deste modo e novamente os pais a agradam, para que ela pare com a cena, com isto a criança aprende que sempre que quiser algo, é só fazer seu “teatrinho” que irá ganhar. Por isso, antes de criticar a conduta de uma criança, deve-se analisar a educação que as mesmas recebem de seus responsáveis. Acredita-se, também, que o cuidado deve ser dado desde a gestação, já fezse vários cursos para trabalhar com gestantes, acha-se fantástica a gestação e o poder que esta tem na vida dos seres humanos. Pensa-se que os cuidados antes e durante a gestação devem ser tão importantes quanto após o nascimento do bebê. Para que este tenha uma boa formação, a gestante deve passar nove meses cuidando-se, em um ambiente calmo e tranquilo, com uma alimentação sadia e balanceada, ela não deve ingerir álcool, usar drogas, as pessoas a sua volta também devem colaborar. É importante a criança sentir-se segura ainda dentro da barriga, sentir-se acolhida por todos e ver que é desejada, os diálogos já devem ser iniciados neste período, propiciando a comunicação entre mãe e bebê, assim quando a criança

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nascer, ela já estará entendendo o ambiente onde vive, e claro não se muda nada, deve-se continuar sempre conversando bastante com o bebê e é muito importante a participação de todos os que estão a sua volta. 2.2 ORIGEM, PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO Segundo Guareschi e Silva (2008, p. 17), o termo bullying é de origem inglesa e não possui tradução em língua portuguesa, a palavra deriva de “bully”, que significa, enquanto substantivos, valentão/ brigão, e como verbo, brutalizar, tiranizar, amedrontar, ainda escreve que este é um tipo de violência que consiste em agressões fisícas e/ou psicológicas e/ou verbais, de forma repetitiva e intencionais. Fante e Pedra (2008, p. 34), apontam outros termos utilizados para esta prática: a) mobbing, na Noruega e na Dinamarca; b) mobbning, na Suécia e na Finlândia; c) hercélement quotidien, na França; d) prepotenza ou bullismo, na Itália; e) yjime, no Japão; f) agressionen unter shülern, na Alemanha; e g) acoso e amenaza entre escolares ou intimidación, na Espanha. Os autores explicam que Portugal o termo já é utilizado de maneira politicamente correta. No Brasil não foi encontrado um termo com a mesma amplitude de bullying, tendo em vista que intimidação, não abrange totalmente o significado, na verdade ela é uma das formas utilizadas pelos bullies, mas não a única. Neste ponto de vista, o bullying está além da intimidação, da agressão. É necessária uma palavra mais abrangente, que envolve todas as condições que o fenômeno submete. Guareschi e Silva (2008, p. 15) defendem que o fenômeno é tão antigo, quanto a própria escola, e que esta prática ocorre em escala mundial. Afirmam que a Suécia foi a primeira a mobilizar-se com relação ao assunto, Silva (2010, p. 111), confirma as palavras de Guareschi e Silva em seu livro (2008, p. 15).

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Pensa-se, que este assunto existe há muitos anos mesmo, do mesmo modo que Guareschi e Silva (2008, p. 15) escrevem, talvez até antes das escolas surgirem, mas só veio a tomar tais proporções, devido ao seu crescimento. Infelizmente há casos de bullying, se não em todas, mas na maioria das escolas não só do Brasil, mas no mundo todo, e agora devido a este súbito crescimento, perceberam que este fenômeno envolve muito os alunos e traz consequências (estas que serão abordadas a seguir), e por este motivo começou a ser mais estudado, mais pesquisado agora. Segundo Silva (2010, p. 117), o bullying ocorre indepedente de tradições, localização e poder aquisitivo dos alunos, está em escolas públicas e particulares, bem como está entre meninos e meninas (p. 113), porém, as meninas tendem a praticar mais as agressões psicológicas. Neste ponto de vista, pensa-se que realmente, o preconceito/ agressão não escolhe cor, raça, valores, sexo, está por toda parte, muitos são envolvidos, sejam como agressores, sejam como vítimas, sejam como expectadores. Seguindo o enfoque preventivo, pretende-se inicialmente escrever, que em vários livros pesquisados, muito lê-se na origem, nos papéis que cada um tem em relação ao assunto, em causas e consequências, identificação dos envolvidos, enfim, porém chamou atenção, o fato de não abordarem o aspecto preventivo própriamente dito. Para tanto, Fante (2005, p. 89), escreve que são escassos os programas que visam a inclusão ao debate e a prevenção do fenômeno nas escolas, mas ela alerta para programas referentes ao fenômeno, que são aqui no Brasil: Abrapia e Educar para a paz, ambos programas são compostos em medidas sócio-educativas e psicopedagógicas, que buscam a prevenção e a intervenção diante dos fatos, visando a redução do fenômeno. Guareschi e Silva (2008, p. 77) sugerem formulários confidenciais, onde alunos possam espressar seus sentimentos em relação as aulas, seja com o professor, a direção, os colegas, enfim, como maneira de saber se algo esta acontecendo, como está acontecendo, o que pode ser feito, os autores lembram que, por vezes, o bullying pode ser reflexo inclusive de uma prática pedagógica.

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Concorda-se com a idéia de Guareschi e Silva, é um passo para tentar descobrir um pouco mais sobre a realidade em que estamos inseridos. Sugiro como medida preventiva, que as escolas não fiquem prendendo-se a estas regras habituais, estas que ninguém cumpre, mas que adotassem normas e regras de acordo com suas realidades e necessidades, criando um programa interno, poderiam realizar palestras, capacitando professores, funcionários, pais,

comunidade, os alunos, enfim tornando consciente a realidade em que estão. Pereira (2009, p. 67) defende que diante da grandeza do bullying e de suas extensões, é necessário que toda a comunidade escolar entenda o fenômeno, que saiba de sua existência e juntos busquem métodos para saná-los. Mas, para que isso ocorra é preciso que os órgãos responsáveis pelo processo educacional também criem condições de qualificar os professores a fim de torná-los mais preparados para tais situações. Segundo Fante (2005, p. 75) o bullying tem como característica principal a violência oculta, considerando que a criança não falará nada. Por violência oculta, ou violência invisível entende-se como sigilosa, onde quem é vítima tem medo de denunciar e sofrer ainda mais agressões e receio de ser “chacoteado”, por medroso, ou como aquele que apanha, os expectadores também não entregarão os agressores, pois temem ser os próximos alvos, com isto os agressores engrandecem-se por fazer o que bem entende e não ser descoberto pelos

responsáveis. A autora alerta para que estejam atentos a qualquer sinal dado pela criança, por mais simples que pareça. As pessoas vitimadas pelo bullyng apresentam uma queda repentina do rendimento escolar e a resistêcia em ir a aula. Os professores também devem estar muito atentos, caso a criança se isole, ou só queira ficar perto de adulto, caso tenha dificuldade em falar diante dos demais (inseguro ou ansioso), na escolha de jogos em equipe sempre ser o último a ser escolhido. Podem ter aparência deprimida, triste, aflita ou contrariada, apresenta desleixo com as tarefas, seguidamente tem roupas rasgadas, cortes, arronhões, feridas, falta seguidamente a aula, queixa-se de dor de cabeça, pouco apetite, apresenta mudança de humor e perde com certa constância seus pertences.

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Também é importante

observar por outro ângulo, o aluno que faz

brincadeiras ou gozações, que coloca apelidos ou chama pelo nome, mas de forma debochativa, aquele que insulta, menospreza, ridiculariza, faz difamações de outrem, ameaça, manda, incomoda, domina, intimida, agride, discute e que pega pertences de outrem sem o consentimento do mesmo (seguidamente aparece com pertences novos, muitas vezes dizendo terem ganho de um amigo), pois este comportamento é característico dos agressores. Quando isso ocorre os pais ou responsáveis pelas crianças devem estar atentos, procurar a escola, na tentativa de buscar ajuda e orientação, devem dialogar muito com seus filhos, enfim. Estas características devem ser supervisionadas tanto por pais, quanto pelos professores. Fante e Pedra (2008, p. 40) afirmam que as vítimas são preferencialmente as que não tem habilidade de defesa, bem como os agressores são os que apresentam capacidade de liderança, são influentes, a fim de conseguir o que querem do restante da turma. Ou seja, os mais “frágeis” geralmente se tornam vítimas, incapazes de se defender, enquanto aqueles mais “desenvoltos”, são os agressores, estes costumam “levar a turma na conversa”, conseguindo o que querem dos demais, geralmente estão cercados por companheiros, que testemunham seu modo de agir, demonstram achar legal, mas o que na maioria das vezes ocorre, não é admiração pelos seus atos e sim medo, de poder estar testemunhando agora, mas adiante se tornarem vítimas também. Abaixo, segue uma tabela criada por Guareschi e Silva, que mostra bem o que abordou-se anteriormente, esta apresenta critérios de identificação dos envolvidos, onde os autores abordam quem são, como identificar e os comportamentos mais salientes apresentados pelos agressores, pelos alvos e pelas testemunhas do fenômeno:

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Tabela 1 Agressores, alvos e testemunhas como identificá-los Agressores Alvos Testemunhas Quem são.............. São os que São as vítimas Alunos que são aplicam atos de do bullying; obrigados a bullying nos viver em um outros; ambiente de intimidação, ansiedade e medo gerado pelo bullying; Como identificá-los.........

Indivíduos que gostam de ser cercados, admirados e temidos pelos outros alunos; indivíduos que assumem posição de liderança negativa;

Trocam de colégio com frequencia, pouco sociáveis, inseguros, baixa autoestima etc;

Calam-se com medo de tornarem-se as próximas vítimas, setemse inseguros sobre o que fazer e incomodados com a violência;

Comportamentos mais salientes........ Agredir, ameaçar, apelidar, ignorar, discriminar, dominar, humilhar, intimidar.

Isolar-se, deprimir-se, fugir do contato social, abandonar a escola, entre muitos outros.

Fingir que não sabe, omitir-se, aliar-se aos agressores para que não se tornem vítimas também, entre outros.

Tabela 1: Agressores, alvos e testemunhas- Como identificá-los. Fonte: (GUARESCHI e SILVA, 2008, p. 60).

De acordo com os fatos relatados, é importante um olhar atento a tudo que ocorre ao redor. É preciso que pais e professores entendam a gravidade do

problema, reconheçam e procurem auxílio juntos, assim fica mais fácil a descoberta de um possível envolvimento com o bullying, para tentar resolver a situação, talvez antes mesmo desta tomar proporções maiores.

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2.3 CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS- CICATRIZES QUE NÃO CURAM Segundo Fante (2005, p. 47), a causa, o início aos “ataques” se dá pelo fato de o agressor ter um temperamento irritadiço e sentir a necessidade de ameaçar alguém, de dominar, subjulgar, utilizando sua força ou frustarando outrem. A vítima é escolhida de acordo com o temperamento, geralmente o agressor pega os mais frágeis, aqueles que são mais ansiosos, inseguros, passivos, tímidos, aqueles que tem dificuldade de se impor, que provavemente não falarão nada a ninguém e que não usarão de sua força , nem mesmo para se defender. Fante e Pedra (2008, p. 98) acreditam que o comportamento agressivo e violento é aprendido em casa, e concorda-se com a afirmação, pensa-se que a estrutura do ser humano é construída em casa. Se há um ambiente calmo, tranquilo, respeitoso, a criança crescerá dentro de boas normas de convivência, agora se de casa já não dão limites, é desrespeitosa a relação entre familiares, a criança absorverá para si e irá levar por toda a vida, para o seu meio de convívio, claro, não generaliza-se que todos os casos são assim, mas muitos problemas ocorrem por ter causas familiares. Ainda (2008, p. 98), escrevem que é na primeira infância que as crianças já tentam manipular seus pais para estes se submeterem ás suas necessidades, e que pode-se começar a observar a falta de limites e agressividade incontrolável a partir dos dois anos de idade. Fante e Pedra (2008, p. 99) escrevem que as crianças passam por fases/ etapas, e que neste momento os pais e responsáveis precisam estar atentos, sabendo “levar” a relação, não aceitando tudo o que a criança deseja, mas sim colocando limites, caso não se pegue desde o início, tais comportamentos farão parte de um repertório violento, agressivo, manipulador. Desejos todas as crianças têm, por vezes pensa-se, porque negar algo que ela queira, a criança se chateará, isso é verdade hoje, mas um dia ela agradecerá por ter posto limites nela. Caso fizermos todas as vontades das crianças, enquanto filhos, chegará um momento em que ela será parada, que não farão suas vontades, isto ocorrerá na escola, é neste momento que provavelmente a criança será frustrada por não conseguir aquilo que quer, então, ou ela começa a se isolar, se sentir humilhada / travada e pode começar a sofrer bullying, ou ela pode ficar

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agressiva por ter sido bloqueado seu desejo, e pode transformar-se em agressor, o que é mais provável. Com isso, salienta-se: “O educador deve recorrer muito mais a reciprocidade do que á autoridade, que favorece mais do qualquer imposição ou qualquer disciplina exterior, o desenvolvimento da personalidade moral” (PIAGET, 1973, p. 79). Na frase de Piaget, salienta-se que ao escrever sobre o eduador, pode-se referir ao pai, a mãe, o resposável, que também assume este papel. O bullyng ocorre em um ciclo repetitivo, os maus tratos podem vir de alguém que foi agredido e vive- versa. É muito interessante, pensando neste assunto, um treho do livro de Fante e Pedra (2008, p. 101):
O praticante de bullying, em algum momento de sua vida, foi alvo de um tirano, de um bully... Portanto, o bullying acontece dentro de um ciclo repetitivo de abusos e maus tratos, duas faces da mesma moeda em que o indivíduo aparece como vítima e agressor ao mesmo tempo. As crianças não nascem praticando bullying. Algum fator no transcurso de seu desenvolvimento colaborou para o surgimento deste tipo de comportamento. Crianças que são vítimas de alguma forma de abuso na primeira infância, tornam-se inseguras. Sua tendência poderá ser a de se colocar como alvo de bullyies e/ou de submeter outras crianças ao bullying. Reproduzir a vitimização é um esquema de proteção que adotam para lidar com a dor do trauma. Portanto, o bully antes de tudo é um indivíduo que sofre, que tem medo e muita raiva represada no coração...

Segundo Fante e Pedra (2008, p. 83) uma das pricipais consequências é o estresse. Ressaltam que o estresse é responsável por em média 80% das doenças atuais, por conta da resistência imunológica estar baixa e dos sintomas psicossomáticos. A saúde mental também fica abalada, pois muitos são os traumas e devido as suas vivências no meio agressivo poderá ter perdas/ prejuizos no desenvolvimento cognitivo, emocional e socioeducacional, e ainda dependendo da estrutura psiquica de cada um, o fenômeno pode gerar ansiedade, medo, raiva, oscilações de humor, hiperatividade, déficit de atenção, tristeza, retraimento, desejos de vingança, pensamento suicida, entre outros, ainda, devido a estes acontecimento repetitivos pode prejudicar sua capacidade de raciocínio e aprendizagem.

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Fante (2005, p. 81) escreve que o bullying passou a ser problema de saúde pública, devido aos danos físico-emocionais, precisando ser reconhecido por profissionais da área. O bullyng é sim um problema de saúde pública, mas também da escola, da família e da comunidade, infelizmente, podemos perceber que aquilo que parecia uma brincadeirinha, começou a ter proporções muito maiores do que o previsto e isto está acarretando em sérias consequências para os envolvidos, mas, principalmente, para as vítimas. Infelizmente esta é uma realidade das escolas, e que os profissionais devem se mobilizar e tentar fazer algo para contribuir com a redução ou o fim do fenômeno. Estudos em Debarbieux (Blaya e Fante) Guareschi e Silva (2008, p. 64) afimam que as vítimas podem ter transtornos mentais e psicopatologias graves, tentativa de suicídio e/ou consumação do mesmo, bem como homicídio do agressor, geralmente têm consequências no desenvolvimento físico, mental e social, e na questão financeira e social. Segundo eles as consequências vem também para os agressores, como a dificuldade de relacionamento em casa, na familia, no âmbito social. Para as testemunhas diante do ambiente tenso, tornam-se inseguras e temem ser as próximas vítimas, e ainda, tem o ambiente escolar que sente consequências também diante do bullying, pois os níveis de evasão escolar aumentam, começa haver desrespeito dos alunos pelos professores e atualmente muitos casos ocorrem de porte de arma por alunos em sala de aula. Os autores fazem dois comentários pertinentes, primeiro que as

consequências valem para o ciberbullying também, que este embora não haja contato físico é tão cruel quanto, e o segundo é que a evasão nem sempre é a solução, por vezes a vítima já está tão insegura, que para onde for ela poderá ser vítima, mas principalmente porque o agressor procurará outro alvo, tendo o seu saído da escola. Sobre as consequências do Bullyng, Guareschi e Silva (2008, p. 17), afirmam que “é um fenômeno devastador, podendo vir a afetar a auto-estima e a saúde mental dos adolescentes, assim como desencadear problemas como anorexia, bulimia, depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio”.

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Infelizmente as consequências são marcantes, vê-se a necessidade da identificação precoce de casos de bullying, o que não é tarefa fácil, pois quando este passa a ser percebido, todos envolvidos já estão sofrendo com alguma(s) consequência(s), assim pensa-se, e nenhuma delas é benéfica, todas vêm acarretando em novos problemas, em novas consequências que virão para “devastar” com o sossego de quem é vítima desta. Pereira segue no mesmo pensamento de Guareschi e Silva, e escreve que as consequências são para todos os envolvidos, mas as mais severas valem para as vítimas, e elas podem ser de caráter extremamente danosas a curto e a longo prazo (2009, p. 62). Diante das leituras realizadas, vê-se que realmente é um ciclo, onde todos perdem, todos sofrem, mas sem dúvida concordo com os autores de que as vítimas são as mais prejudicadas.

2.4 AS LEIS- AINDA RESTAM ESPERANÇAS

A Constituição Federal de 1988, garante que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de origem, cor, raça, sexo, idade, e que não são admitidas quaisquer formas de preconceito e discriminação. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dispõe de igualdade de ensino para todos, garantindo acesso e permanência na escola, bem como respeito. Entre outras leis que defendem a questão da discriminação, do preconceito, zelando pela paz entre todos. As leis por completo se encontram disponíveis nos anexos. Em 2009, o vereador Mauro Zacher publicou um projeto de lei específico ao Bullying, neste fala sobre a política “antibullying”, as práticas que o mesmo constitui, no ciberbullying, nos objetivos e nos fins de incentivo para a política antibullying. No artigo 4º e o parágrafo único, recomendam que as instituições de ensino devem fazer históricos de casos ocorridos de agressões, as previdências tomadas e os resultados obtidos, vê-se, este projeto retrata desde o princípio, até as medidas a serem tomadas. O projeto de lei completo encontra-se nos anexos.

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Passos foram dados, agora nos resta fazer nossa parte para que os objetvos sejam alcançados em campanha antibullying. Como já escrito anteriormente, é importante promover palestras e trabalhos inserindo a comunidade, estabelecer regras nas escolas, promover debates a respeito do assunto. Acredita-se que se todos profissionais fizerem sua parte, muito mudará, temse em pensamento que educação dá-se em casa, o que considera-se fato, a casa, os ensinamentos dados dentro do lar são as bases de uma boa educação, e esta remove montanhas a favor de quem sabe usá-la. Acredita-se muito no papel da escola, no potencial que esta tem em contribuir com a educação, não que seja papel apenas dela, continua-se pensando que a educação é dever de casa, mas acredita-se que a escola é capaz de contribuir para esta educação, reestruturar se preciso for, e consequentemente leva-se em conta a incumbência das autoridades, em criação de regras/ leis, na denúncia, em formas de punição, em medidas sócio educacionais, para a tentativa de diminuição ou prevenção do fenômeno, tendo em vista, que seu fim, é algo improvável.

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3 BULLYING VIRTUAL 3.1 CIBERBULLYING / ABUSO NO CIBERESPAÇO Segundo Fante e Pedra (2008, p. 63), uma das formas de bullying é o virtual que consiste em zoar, discriminar, difamar através da internet e do celular, devido ao uso de ferramentas tecnológicas cada vez mais sofisticadas (câmeras digitais, celulares, filmadoras) e do acesso a internet estar muito facilitado (e este ser um meio de agredir ocultamente/ anonimamente pois valem de nomes falsos, apelidos, ou ainda, podem se passar por outras pessoas), ampliou-se os métodos de exclusão, dando uma nova postura a um método tão antigo. Os autores (p. 66) afirmam que o ciberbullying acontece através de emails, fotoblogs, msn, orkut, torpedos, blogs, enfim, e como os autores tem o anonimato, eles espalham calunias a respeito da vítma, fotos (geralmente montagens) sem o consentimento da mesma pelo ciberespaço ou até pelos corredores do colégio. Os mesmos autores (p. 68) acreditam que qualquer pessoa pode ser vítima deste abuso, mas a pior constatação que fizeram, foi que pessoas não envolvidas com as agresões até certo momento, mas que sejam tão quão, sem escrupulos (igual aos agressores reais), podem usar destes materias para pedofilia/ pornografia, colocando-os na internet, e os agressores em sua maioria, são adolescentes. Realmente esta é uma forma de agressão tão violenta, quanto a própria agressão física, ela fere a alma e a moral da pessoa, por vezes é muito pior, pois nem sabe-se com quem está lidando-se, não tem noção de por qual parte vem a agressão, e não sabem como buscar seu direitos, o que fazer, a quem recorrer. Fante e Pedra (2008, p. 69) apontam que falta de orientação ética a respeito do uso de recursos tecnológicos, falta de limites, insensibilidade, insensatez, comportamentos inconsequentes, dificuldade de empatia e o pensamento de impunidade, ocorre pois sabe-se que está no anonimato, ou então que as vítimas raramente denunciam, e se o fizerem serão defendidos pelo ECA, por serem menores de idade (caso adolescentes), são motivos para o início a prática do ciberbullying.

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Eles defendem que, por vezes, possivelmente as vítimas reais podem ser os agressores virtuais, um meio de cobrar-se da agressão recebida. E claro, ainda tem aqueles agressores, realmente desligados, não se dão conta do que estão fazendo, não imaginam que aquele ato, possa ter consequências desastrosas, bem como tem os que sabem o que estão fazendo, tem noção do transtorno que estão causando em outrém e mesmo assim fazem propositalmente. Guareschi e Silva (2008, p. 70) também escrevem que o aumento dos casos de ciberbullying deu-se devido a invasão tecnológica na vida das pessoas, e este fator contribui para vida sociocultural e em seguida na vida social dos indivíduos, bem como o anonimato e a falta de punição aos agressores virtuais. Vê-se que realmente é difícil indentificar os envolvidos com o ciberbullying, principalmente os agressores, acredita-se que deveriam ser implantados métodos de acordo com a realidade, procedimentos eficientes para o combate a estes abusos, onde quem comete algo, não fique por isto mesmo, ele deve ser reconhecido e algo tem que acontecer, para que mude esta triste realidade, onde agridem e nada acontece. Em busca de métodos capazes de auxiliar no descobrimento de possíveis agressores virtuais, leu-se uma reportagem de Carpanez, no site da G1(em anexo), que diz o seguinte:
Os responsáveis por essas ações têm a falsa sensação de anonimato. Mas a internet deixa rastros, e é possível identificar o responsável pelo ciberbullying, afirmou ao G1 o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito digital. Para ele, é necessário que se crie nas escolas uma disciplina sobre como se portar na internet, incluindo nessas aulas os aspectos legais do uso da web.

Silva (2010, p. 125) relembra os tempos antigos, onde não necessitava-se de tanta tecnologia, onde tudo era mais calmo, mas questiona, que provavelmente muitos não trocariam os bens que tem hoje, pela pureza de antigamente, relata que os seres humanos tem capacidade de criar ferramentas poderosas, com isto foram muitos os avanços tecnológicos, porém, muitos utilizam destes recursos de maneira insensata e sem finalidades éticas. A autora (p. 126) cita a bomba atômica, ou ainda, os meios de comunicação, como computador e internet, são ferramentas poderosas, mas que, infelizmente,

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muitos jovens utilizam para tranformar a vida de outras, constrangendo, humilhando, enfim. Ela chega dizer que os bullies virtuais, são os verdadeiros covardes mascarados de valentões. Concorda-se com a autora nestes aspectos, entrega-se no sentido de que usa-se e muito a tecnologia, não esta acostumada a ficar sem ela, mas claro, sabese os limites que tem a respeitar, jamais usaria de tais recursos para invadir a vida de outrém, muito menos ferir; usa-se ela a favor, para facilitar o dia a dia, usa-se como recurso estudantil, mas também como forma de lazer, porém, infelizmente não são todos que utilizam-a da mesma forma, muitos realmente extrapolam. Silva (2010, p. 133) ainda aborda sobre a dificuldade que as vítimas têm em se abrirem diante de tanta humilhação, que este é um fato compreensível, mas que a falta de denúncia, faz crescer a ação dos bullies virtuais, impossibilitando desta forma, a ação de autoridades, estes acabam por não conseguir planejar, quão menos executar políticas públicas e/ou privadas para a redução ou melhor, a contenção do fenômeno. Entende-se a dificuldade das vítimas, já que estas já são mais sensíveis por natureza, e ainda sofrendo humilhações, é muito complicado desabafar com íntimos, quem dirá as autoridades, pessoas estranhas, falar de que está sendo ameaçado, colocar mais público as suas ofença. Para poder começar a mudar esta realidade, é necessário, que se comecem as denúncias, que se consiga “por pra fora”, tudo o que acontece, para tentar resolver a própria vida e a de outras vítimas, que passam pela mesma situação; para outros a dificuldade de desabafar, é por parecer ser fraco diante dos outros, admitir estar sendo ameaçado e não saber o que fazer, quem é vítima já está emocionalmente abalado e fica muito difícil recorrer a ajuda e admitir seus anseios em público e tornar mais público do que já está. Heber e Glatzer (2009, p. 222) acreditam que o fato do ciberbullying ser anônimo facilita dos agressores serem mais “maus”, eles criam coragem de dizer coisas, que pessoalmente não conseguiriam, por vezes chegam a fazer isto no impulso, sem pensar nas possíveis consequências. Segundo os autores, este abuso ocorre mais entre meninas, do que meninos, tendo em vista o enfrentamento, que nem todas suportam, nem todas se tem de coragem para este momento.

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Diante desta afirmativa, concorda-se a facilidade em dizer coisas mais “pesadas”, e que muitas meninas usam destes recursos para o enfrentamento (virtual, mas é enfrentamento) no relacionamento com outras pessoaos. Falar o que pensa, sem ser identificado é agressão. E está muito presente em nossa realidade, e a falta de denúncia gera cada vez mais conflitos, mais agressões, e consequentemente mais vítimas. Para encontrar respostas mais concretas, que fizessem enterder melhor este transtorno, procurou-se auxílio de uma profissional da área, com a qual conversouse, e ela sanou as curiosidades. Conforme Renata Lessa Sampaio é mais complexo do que pode-se imaginar:
Envolve o uso de informação e tecnologias e esta cada vez se tornando mais popular, por intensificar na vítima sensação de que não há saída, ela se torna muito mais dolorosa e destrutiva do que as outras formas de intimidação, tendo consequências muito mais devastadoras. Com certeza quem pratica o ciberbullying esta passando por algum problema ou pode ter algum transtorno de caráter, sendo que cada caso deve ser avaliado, a história pregressa do autor, familiar, enfim se há motivos para ele cometer tal "delito" ou não. Como no bullying, os autores do ciberbullying, também apresentam algumas possíveis causas que podem fazer as pessoas a serem autoras, como as influências físicas, como as preferências inatas, os fatores biológicos, o temperamento, ou as influências sociais, como as preferências aprendidas, ou seja, além das preferências inatas, as crianças também aprendem preferências com suas famílias e com a sociedade. A confiança com sua própria superioridade, violência e agressão, preconceito, inveja, medo, vingança, egocentrismo, ambiente familiar ruim, baixa auto-estima, desejo por controle e poder, falta de valores, enfim, tudo que seja vivenciado de uma forma que ele não saiba suportar. E, certamente estas pessoas necessitam de ajuda psicológica ou psiquiátrica, para poder reverter tal situação, mas se for transtorno de caráter a coisa vai por outro caminho. (Renata, graduada em psicologia e pedagogia, pós-graduada em psicopedagogia e psicologia organizacional e cursa mestrado em educação. Ela que apresenta e organiza seminários a cerca do assunto, cedeu entrevista ao jornal O Lourenciano (que encontra-se em anexo), e foi muito receptiva, ao esclarecer questões relacionadas ao bullying e ciberbullying).

Na complexidade do fenômeno cada vez é mais necessário o entendimento a cerca do assunto. Em casos da prática do ciberbullying cabe aos responsáveis pelas crianças em formação uma liberdade vigiada na certeza de que as atitudes dos jovens possam ser permeadas pela responsabilidade e pela prática de valores que viabilizem a cidadania.

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3.2 TIPOS DE CIBERABUSOS Segundo Haber e Glatzer (2009, p. 222), existem vários tipos de abusos existentes por meio das tecnologias. Os mais utilizados são: a) páginas da internet criadas para perturbar: com as facilidades ofertadas pela internet, é muito fácil criar um site, claro esta facilidade foi pensada para ajudar as pessoas, mas muitos as usam de forma incorreta, sem ética; b) fazer-se passar por alguém: o agressor tenta se passar por outro, pode ser algum conhecido de turma, ou não, o que acontece é que ou este agressor conseguiu invadir a conta de outro e por isso se faz passar por ele, ou cria uma nova conta usando do nome do outro; c) grupos de intrigas: são blogues, emails e outros espaços como myspace/ orkut, enfim, onde criam comunidades ou mensagens com humilhações do alvo, vários agrupam-se para caluniar a vítima; d) publicação de vídeos e fotografias: são gravações feitas com o uso da tecnologia, alguns gravam e depois colocam na internet, dois exemplos são o You Tube e o orkut, que pode-se colocar qualquer gravação em rede, assim fica de livre acesso para quem quiser ver, também pode acontecer da vítima fazer uma gravação de si própria, mas esta chega em mãos dos agressores, eles fazem montagens e depois colocam na internet, com o intuito de ridicularizar a vítima, de humilhá-la; e) bullying direto: é quando o bulli entra em contato direto a vítima, por meio on line, manda email, torpedo, enfim, pode ser fictício, mas o intuito maior é o de amedrontar e humilhar quem os recebe; f) inscrições indesejadas: o abusador tendo o contato da vítima, pode increvê-lo para receber vários tipos de emails, com conteúdos não propícios a idade, são maneiras de provocar as vítimas de ciberbullying. Quaisquer das situações acima, o transtorno é terrível, as consequências são tão graves ou mais graves quanto de uma agressão corporal, o fato de ser humilhado e ridicularizado diante de todos, e das constantes ameaças, é doloroso para a vítima, dificilmente ela sairá ilesa desta história.

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Virtualmente agredidas, as vitimas poderão viver a humilhação em silêncio, o que poderá gerar, no caso de adolescentes, impedimento do pleno desenvolvimento da personalidadee, em adultos um constrangimento aterrorizante porque o desconhecimento do agressor impede a defesa do agredido. Infelizmente, não há uma legislação que evite este transtorno, o que pode ser feito, é a denúncia, mas são necessárias provas que apontem estar sendo vitimizado, bem como de quem é o agressor. Nos Estados Unidos, criaram uma lei de punição as agressões na escola, e em São Paulo a assembléia aprovou uma lei de combate ao bullying escolar, mas que precisa ser sancionada pelo governador. A base para a iniciativa desta lei, foi a ameaça de um aluno, que se diz vítima, contra a escola. Ele sofreu medidas sócio educativas, estas medidas variam de acompanhamento terapêutico á liberdade assistida (BASSETE, site G1, 2007/ 2008). A matéria completa está disponível nos anexos. 3.3 ENTENDENDO E CONTROLANDO O ESPAÇO VIRTUAL Silva (2010, p. 129) defende que não existe um perfil de vítima específico, que qualquer pessoa pode ter seu email invadido, ou ainda ter montagens suas espalhadas pelo mundo virtual, já os agressores, ou os praticantes de ciberbullying, como a autora chama (p. 130) são difíceis de ser identificados, uma vez que existe muito a questão do anonimato, e raras são as denúncias para este tipo de agressão. Ela advoga que “ a postura de não denunciar, alimenta a realidade covarde que é o ciberbullying”. O que pode-se fazer para prevenir esta prática violenta? Haber e Glatzer (2009, p. 228) indicam em seu livro, um texto cujo título é “Um quilo de prevenção”, sobre o uso de computadores próprios desde a infância sugerindo que os pais verifiquem o contato que tem com seus filhos. Para tanto é necessário ter em mente alguns fatores, por exemplo: como a criança se relaciona com os pais, ela é sempre sincera, caso sim, não há problemas previstos, caso a criança não seja tão honesta assim, é melhor que esta não tenha acesso em lugares privados, para que não se corra o risco, do mesmo modo se os pais não tiverem este tempo para dialogar com os filhos, sempre explicar as crianças de que não devem fornecer dados pessoais a ninguém, muito menos deixar exposto

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tais dados, sempre alertá-los aos perigos das conversasões e dos riscos de humilhações. Pensa-se que não se tem tanto a fazer, pois também não podemos privar as crianças do mundo social, mas acredita-se em um fator fundamental, o dom da palavra, conversas, explicar bem os pontos positivos, os negativos, o que se deve cuidar, o que oferecer e o que não oferecer em hipótese alguma, enfim, alertar bem a criança do risco que se corre, para que esteja preparada á diferentes situações e que se abra com seu responsável diante de qualquer fato que possa vir a ocorrer. Neste sentido a escola apresenta um papel fundamental neste processo, a prática de conversas, debates, a cerca dos cuidados que se deve ter, levar

profissionais para explicarem o uso da internet saudável e vivenciar isto no laboratório da escola, caso tenha. Todos precisam saber que os recursos tecnológicos devem ser usados de maneira responsável e que o desrespeito é passível de punição, bem como, preparar a todos, para em caso de serem vítimas destes abusos, que devem denunciar. Fante e Pedra (2008, p. 72) mostram que segundo a lei, pode-se a acusação de injúria, calúnia e difamação, e que a vítima deve reunir provas (salvar e imprimir os conteúdos recebidos, como email, por exemplo, ou que esteja a disposição de todos, conteúdos de sites, por exemplo), após registrar em cartório e fazer declaração de fé pública, após prestar queixa em delegacia de polícia, ou procurar a promotoria de infância e juventude, após contatar o prestador de serviço da internet para a retirada do material, é importante um acompanhamento psicológico em determinados casos, e as provas valem de arquivos on line. Fante e Pedra (2008, p. 70) relatam que o principal método para interromper este ato agressivo é a denúncia, claro, eles alertam para a prevenção, que é a maneira mais fácil, se nem acontecer, mas caso venha, o melhor é denunciar, outra questão é sempre dialogar, e é importante estabelecer regras quanto ao uso do computador, como o tempo disponível, sites a qual pode acessar, sempre observar a reação da criança diante da tela, antes e depois, enfim. Segundo Haber e Glatzer (2009, p. 229) tem que observar os dois lados, é importante cuidar para que a criança não esteja sendo ameaçada, mas também é importante ver se ela não está amaeaçando. Os mesmos autores citam o que os

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responsáveis devem fazer para tentar prevenir ou identificar se o filho esta envolvido em agressões virtuais: a) bisbilhotar: como eles mesmos escrevem, não é sair por aí lendo todos emails e mensagens, isto até é falta de respeito, invasão de privacidade, e ao invés de ajudar, somente atrapalha a relação entre ambos, mas conferir se tem email suspeito, ou algum remetente desconhecido. É importante ter em mente o que realmente quer procurar, neste caso é se o filho está envolvido em círculo de agressão, então outros assuntos pessoais não devem ser invadidos, e não se deve retirar o computador caso a criança esteja sofrendo algo, pois isto e bem como outras atitudes impensadas só servirão para o envolvido se retrair e não contar nada; b) questionar: de acordo com a idade da criança, pode-se questioná-la a cerca de suas conversas, de seu mundo virtual, como por exemplo, como a criança costuma passar o tempo no computador, que sites costuma visitar, se tem blogues, perfis, com que nome aparece, se a criança permitir mostrar o perfil, com quem costuma se comunicar, por vezes aparece alguém desconhecido enviando-lhe algo, se sabe como bloquear pessoas indesejadas, se fornece informações pessoais, se conhece o ciberbullying/ ciberabuso, já participou de de ciberabuso, já presenciou, perguntar se já forneceu suas senhas a alguém, se já recebeu email ou mensagens ameaçadoras, pedir para ver a lista de contatos dizer quem é cada pessoa da lista, e dizer que qualquer coisa que precisar, pode contar com seu apoio; c) contratos para utilização de computadores: são regras pré-estabelecidas com a criança, pode-se pedir para que ela assine o contrato com o dia que foi assinado, mas os pais também não podem bisbilhotar sem uma razão para isto; d) sites de redes sociais e blogues: questionar se a criança já tem algo publicado na internet, não é motivo para preocupação, no entanto, sempre lembrar de não fornecer informações pessoais, não colocar conteúdos seus, como fotos, vídeos ou outros que possam vir a ser usados contra si próprio depois;

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e) bloquear abusadores: geralmente as crianças não estão preparadas para responder a altura, o mais correto neste caso, é bloquear de imediato, o abusador acaba por desistir, pois verá que ele nem se importou com a ameaça recebida, respostas mesmo que ignorativas, por vezes encorajam o abusador a continuar, pois viu que a vítima não gostou; f) descobrir ciberabusadores: então os autores citam maneiras de descobrilos: pesquisando-se a si próprio no google, como forma de ver se seu nome está envolvido em algo, reenviar os email ao fornecedor de email do abusador, visitar o site fornecedor e procurar pistas do abusador, contactar o site, a empresa de alojamento do site, são formas de procurar por pistas de quem possa ser o possível agressor, bem como, é uma maneira de tentar remover determinados conteúdos agressivos contra a criança, é importante notificar a escola do que está acontecendo. Diante dos fatos toda a prevenção é pouca, e que realmente é melhor prevenir do que remediar, como já diz o velho ditado, mas que é necessário estar atento, controlando possíveis ataques ofensivos contra a criança, porém estas dicas são para os pais, já para os professores, o melhor é o aconselhamento, como não tem-se como vigiar os alunos no ciberespaço o tempo todo, opina-se fornecer determinadas informações na tentativa de conscientizá-los. A seguir, mostra-se a importância de prevenir, apontando as consequências do bullying virtual, que são tão cruéis, quanto o bullying real. Fante e Pedra (2008, p. 71) apontam as consequências do ciberbullying na vida das vítimas, eles relatam que a auto-estima é rebaixada, a vítima começa a ter dúvidas quanto a si própria, assim comprometendo a formação de identidade e a socialização também fica comprometida, tendo em vista, que a vítima não reconhece seus agressores e para ela, neste momento todos são suspeitos, muitas vítimas se isolam ou começam a faltar as aulas com frequência, quando não trocam de escola, como meio de fugir das gozações, mas carregando a dor consigo. No mais as consequências são como a de qualquer outro caso de bullying, porém a vítima sente-se muito mais impotente do que nos outros casos, pois ela nem sequer conhece seus agressores, os autores escrevem que o ciberbullying pode levar ao suicídio, bem como Harber e Glatzer (2009, p. 227) confirmam.

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Concorda-se com o ponto de vista dos autores, realmente a agressão é tão grave quanto o bullying, quanto quaisquer tipo de agressão e apesar da vítima ser impotente conhecendo seus agressores, ao menos ela os reconhece, e sabe de onde virão as ameaças, mas agora sem saber quem esta agredindo, todos passam a ser suspeitos e as consequêncis acabam sendo maiores. Haber e Glatzer (2009, p. 246) indicam que estamos em um mundo cibernético, e que é errado privar a criança de tal tecnologia, diante dos computadores, crianças tímidas e que sofram agressões podem buscar ajuda, entrando em comunidades e desabafando com outras vítimas, que passam ou passaram pelo mesmo sofrimento, pode usar como meio de aprendizagem, o que é importante estabelecer são diálogos, o responsável se fazer presente para qualquer situação, sempre estando alerta a possíveis agressores em seu meio virtual, sem medos, sem pânicos, alertar-se e procurar ajudar sempre que a criança precisar. E a escola, segundo Fante e Pedra (2008, p. 71), deve orientar aos alunos sobre o uso responsável e ético das tecnologias, falar sobre consequências do mau uso tanto para quem estão provocando, quanto para si que pratica, de não fornecer quaisquer informações pessoais aos “amigos virtuais”, é bom alertar para os crimes virtuais e as consequências judiciais que podem vir a sofrer caso se envolvam neste tipo de violência, bem como é importante informar aos pais sobre as novas formas de ataque, para que estes também façam sua parte na prevenção, em casa. A virtualidade se faz muito presente nas vidas, e ela é muito útil, tem os pontos negativos, mas ela é feita em sua maioridade para ajudar, mesmo que a violência se encontre deste modo, não pensa-se ser certo privar as crianças de entrarem neste espaço, mas sim dialogar responsavelmente e fazer com que a mesma use este meio de forma consciente e ética, para apenas tirar deste recurso coisas boas, vantagens para si, para sua vida. É interessante sempre dialogar, falar dos riscos que se corre em rede, falar do tipo de violência que anda percorrendo pelo caminho tecnológico, e sempre lembrar das consequências traumáticas para quem sofre, quanto das judiciais para quem pratica, caso seja denunciado e deixar claro, que em qualquer circunstância podes ter o aconchego dos responsáveis, ter a liberdade em abrir-se e desabafar, a

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cerca do que esta acontecendo e que juntos acharão uma melhor alternativa de contornar a situação.

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4 REUNINDO AS DIFERENÇAS 4.1 COMPETIÇÕES DURANTE AS ATIVIDADES
A competição parece ser o que une as atividades escolares, um elemento utilizado como motivador fundamental para seduzir as crianças a um desempenho.

Inicia-se o capítulo com a frase de Beaudoin e Taylor (2006, p. 30) no sentido de evidenciar que a competição é algo real nas escolas e, principalmente nas falas dos professores que ao longo do dia-a-dia escolar emitem palavras de cunho competitivos que podem implicar em consequências inimagináveis nas vidas dos estudantes. As autoras relatam que competições dão mais entusiasmo a determinadas atividades, mas também promovem algumas consequências, como:
Os alunos concentram-se em si mesmos e não na comunidade; Os alunos sentem que o fim justifica os meios; Compartilhar e cooperar com os outros são opções que se tornam menos atrativas; Aumenta a probabilidade de conflitos e de comentários mordazes. Cresce o desinteresse e o aborrecimento com as atividades menos intensas, não competitivas; Nos alunos, a percepção do eu é movida pela conquista de status ou pelo ganho material, pelas preferências, pelos valores e pela motivação/ satisfação intrínsecas; A crítica e a avaliação de si mesmos e dos outros infiltram-se em suas experiências; A falta de vínculos distorce a interação com os outros, que são vistos como competidores. Beaudoin e Taylor (2006, p. 30).

As autoras lembram que a competição é um convite a problemas para os alunos que estão inseguros, pelo fato de o estresse e a frustração serem inevitáveis, isto na maioria das vezes ocorre pois aqueles que tem dúvidas em relação a sua auto-estima, querem a competição para provar que ela está alta, mas ao perder, eles mesmos começam ter dúvidas em relação a isto e passam a sentir-se fracassados, perdedores. Pensa-se que a competição não leva a lugar algum, é importante respeitarem as regras, bem como, é importante ter a consciencia de que horas se ganha, mas horas se perde, mas quando trata-se de lidarmos com seres que já estão passando por conflitos emocionais, tudo fica mais difícil, são vidas, e pequenos atos fazem grandes diferenças, pode até parecer “bobo”, mas os resultados tem grande influência na vida das crianças.

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Infelizmente, o que a mídia e o mundo oferecem/ incentivam, é a competição, mas a escola tem poder suficiente de mudar esta realidade (pelo menos no período em que a criança se encontra dentro deste espaço), o ideal seria que estabelecessem regras na escola, incentivndo ao lúdico, a participação e excluindo a competição, isto de início, então com muito diálogo, fazer entender que todos em algum momento perdem, bem como ganham, mas que não é isto que vai interferir na pessoa que cada um é, conforme nota-se a turma mais “madura” para entender, pode-se acrescentar algumas brincadeiras competitivas, mas sempre dentro dos limites. Segundo Shapiro e Jankowski (2008, p. 246) no jogo devem-se haver opções, criar, e que todos são livres para aceitar, recusar ou modificar tais condições, Jankowski, escreve: “É melhor ter opções e não precisar delas do que precisar e não ter”. Atribui-se esta leitura principalmente na prática do professor, criar regras de acordo com a turma, observar a todos por diferentes ângulos e ver o que melhor se enquadra a eles. Os autores seguem (p. 31) lembrando que também, por vezes, é difícil convencer para novas opções, quem está em vantagem ou está tirando proveito de outrém, não aceitará as novidades, isto porque lida-se com seres difíceis, mas eles dizem, que antes de impor, devemos nos colocar no lugar do outro, bem como mostrar nosso ponto de vista. O importante é que aja a comunicação, para que o outro comece a entrar no “ritmo”, e também não chegar estabelecendo e fazendo com que aceitem as regras impostas, mas fazer com que tenha participação mútua, questionar aos demais, sobre “o que pensam ser melhor, como fariam se pudessem escolher, mas e se fizessem assim”, sempre questionando, mas introduzindo regras aos poucos, levando-os a pensar, e se mesmo assim o outro não concordar, questionar o porque não, ao contrário de querer encerrar logo o assunto, deve-se ir incentivando, para que se estabeleça a comunicação entre todos, cada qual vendo seu ponto de vista. Neste caso, vê-se que bater de frente e querer impor tudo, só faz comprar “confusão” e não atinge o objetivo, já se discutir e avaliar todas as propostas, se deixar que todos opinem e coloquem seus pontos de vista, será possível entrar em

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um concenso, e ter uma grande chance de melhorar para todos, se todos ficam contentes, o ambiente já começa a mudar, ao menos é o que sempre se espera. Mas, e quando a conversa não funciona, segundo Shapiro e Jankowski (2008, p. 258) tem aqueles que fazem tudo por puro prazer, mal ouvem as propostas, nada aceitam, e enquanto seres humanos, fica-se sem paciência, mas deste modo nada será resolvido, apenas agravará ainda mais a situção, o plano parece quase infalível, mas infelizmente, o que eles querem é estar do contra, é preciso saber lidar com cada situação, conseguir virar as costas e deixar as coisas como estão, para que não se agrave ainda mais o problema (p. 265). Os autores defendem que esta tática permite parar a situação por um tempo, mas também possibilita de caso ela precisar ser reavaliada, estar em aberto para novos conceitos, ao deixar esta “fresta” é permitido encontrar o outro e tentar mudar a cena, se fugir do controle, talvez não tenha mais volta, não haverá chance de reconciliação, de arrumação. Então, pensa-se em tentar mudar as atitudes, é importante saber parar, e se preciso contar até dez, cem, sei lá..., não importa, mas vale ter o controle em mãos e tentar dar uma direção de paz a todos. Beaudoin e Taylor (2006, p. 32) escrevem que regras em demasia sufocam, e levam ao desrespeito as mesmas, que o melhor é colocar as regras significativas. Diante desta afirmativa, vê-se a coincidêcia entre a escrita das autoras com a de Shapiro e Jankowski, e concorda-se, não valem muitas regras e nenhuma cumprida, o melhor é ter poucas, mas de qualidade e respeitadas.

4.2 CONTROLANDO AS EMOÇÕES
Nunca duvide que um grupinho de pessoas inteligentes e comprometidas possa transformar o mundo. Aliás, é a única coisa que sempre transformou.

Inicia-se este capítulo com a frase de Margaret Mead ( apud MIDDELTONMOZ e ZAWADSKI, 2007, p. 135), com o intuito de enfatizar que nem sempre o bullying ocorre de forma explicita. Na silenciosidade de sua ocorrência as consequências são destruidoras.

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As autoras defendem a necessidade de conseguir um grupo destes, capaz de transformar o mundo em que vive-se, mas que infelizmente está tão propenso ao bullying. São jovens cometendo suicídios, a crescente agressividade entre crianças em idade pré escolar, violência doméstica, tiroteio nas escolas, enfim, as consequências do bullying são assustadoras. Concorda-se com a frase de Margaret, e pensa-se ser o único meio de encontar soluções, se pessoas de bem, inteligentes e comprometidas derem-se as mãos em prol disto. Necessita-se também de políticas públicas preocupadas em prevenir, e se cada um fizer sua parte, obteremos êxitos, mas para isto deve-se haver inicialmente a conscientização, sem conhecimento a cerca do assunto, nem os pais, nem as professora, nem ninguém conseguirá fazer qualquer coisa, por isso a importância de capacitar e preparar os envolvidos para este processo. A violência está crescendo constantemente, e medidas pecisam ser tomadas, o que antes era visto entre adultos, passou a acontecer entre os jovens, e já passou para os adolescentes, e atualmente, ocorre entre os pré escolares. Crianças pequenas, já começam a usar de violência para resolverem seus conflitos, já sofrem com a realidade, sentem-se frágeis e não conseguem reagir, esta é uma triste realidade. Em entrevistas com estudantes, Middelton-Moz e Zawadski (2007, p. 137) perceberam que as crianças estão sentindo-se solitárias, elas abordam respostas obtidas entre crianças, a respeito de uma pergunta (o que elas mais queriam dos adultos presentes em sua vida no novo milênio?), as crianças estão pedindo, elas estão cobrando companhia, sentem-se sós, com medo, inseguras, desprotegidas, elas precisam de modelos a recorrer, elas necessitam de responsáveis que lhes ensinem valores, que transmitam responsabilidade e não violência. A falta deste acolhimento, faz com que a criança comece a procurar sua própria familia, incluindo-se em comunidades, muitas vezes de outros iguais a si, ou que já tenha mais vivência e mostre o verdadeiro mundo da agressividade, e este passa a ser o seu modo de vida, utilizando de violência para se manter, para obter o que quiser, muitos bullies disseram que cresceram em ambientes violentos, abandonados, sem valores e limites. Toda criança precisa de pessoas que ofereçam

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apoio, limites, que os entenda e que coloque valores saudáveis, formando assim, geralmente, o bom caráter. Como escrito em outro momento, a educação começa no primeiro ambiente que a criança tem contato, compete aos responsáveis transmitir os conhecimentos de vida, dar atenção e estimular para o caminho do bem. Beaudoun e Taylor (2006, p. 102) escrevem que você é quem os outros enxergam em você, por vezes os comportamentos agressivos são justificados diante de críticas, por vezes, de tanto apontarem seus atos, o ser começa a pensar que é daquele jeito e não tem outra opção, e acaba por levar comportamentos para sua vida e invadindo a vida de outros. As autoras aconselham que se elogie a cada progresso, ficar só criticando e apontando as falhas, fazem com que o ser internalize-as e acredita ser assim, mas quando são elogiados sua auto-estima se eleva, e então passa a ver que também tem qualidades que agradam aos outros. Por vezes, enquanto educadores nem dá-se conta do modo como lida com os alunos, bem como os pais com seus filhos, se estes fazem algo correto, olha-se, mas não dá-se importância, tem aqueles que chegam a pensar que não fazem mais do que a obrigação, mas se fizer algo errado, aponta-lhe o dedo, acusa, xinga, e continua não explicando o que esta incorreto, e a criança carrega para si, cada vez mais se distancia e não acredita em si mesmo. Em uma palestra assistida, há um tempo atrás, ouviu-se que quando uma criança entra em tratamento psicológico, não basta ela ser tratada, mas todos a sua volta devem entrar juntos nesta, e qual não foi a surpresa, ao ler Beaudoin e Taylor (2006, p. 187) elas relatam a história de um menino, que enfrenta problemas em sala de aula, mas é neste momento que dá-se o desfecho principal, no ponto de vista, após várias tentativas e nada funcionava, começou-se a tratar os familiares também, mas do mesmo modo, ele continuava a sofrer no ambiente escolar, ele acreditava que era aquilo que diziam ser, cansado de tantas reclamações, que interiorizava tudo e os resultados não vinham, então foi quando optaram em “tratar” a comunidade também, professores, funcionários, alunos e pais de alunos.

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Foi-lhe então estimulado o lado pessoal, de acreditar em si, e de trabalhar com este menino e a cada dia foi questionando as suas superações e elogiando a cada novo passo dado. Este é um passo muito bem dado, trabalha-se com o problema, envolve todos no processo, oportuniza momentos de aprendizagem mútua, onde uns ajudam outros, e sempre elogiar os avanços, são modos de tentar por um fim nestas atitudes. Realizar dinâmicas em sala, também é uma boa maneira, onde alerta os alunos, para o quão ruim é passar por esta prática e quão bom é ser elogiado, ter amigos, enfim. Para finalizar, enfatiza-se a importância do auto controle, que cada um deve ter a cerca de si próprio, primeiro lembra-se que no caso do menino citado acima, ele aceitou bem ao tratamento e já sentia-se incomodado por estar excluído, então aceitou ajuda. Shapiro e Jankowski (2008, p. 26) escrevem que se não controlar as emoções, elas irão controlar-lhes, em casos onde se recebe alguma provocação, de imediato, se quer responder a altura, mas reagir, quase sempre, é o sinônimo de perder o controle, com isto tornam-se agressivos e não permite-se aprender com a situação, não permiti-se crescer. Ao invés disto, neutrlize as emoções, manter-se calmo, tranquilo, preparado para ouvir insultos e para não coresponder, para não entrar na mesma linha dele. O que vale pensar agora é em acalmar-se, já sabe-se que todos tem papel fundamental no processo, e que a saída é todos caminharem juntos, em direção a paz, claro, este não é um passo inicial, para quem quer se livrar das agressões, mas que pode ser adotado junto ao tratamento que estiver fazendo.

4.3 BULLIES SE RELACIONAM, BULLIES BRINCAM

Beaudoin e Taylor (2006, p. 35) defendem que atualmente, cada vez mais cedo as crianças precisam estar aprendendo algo, isto insatisfaz tanto alguns professores, que acabam sem entender para que a pressa em fazer com que aprendam cada vez mais rápido e as crianças, que desde muito cedo já estão saturadas da escola.

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As

crianças estão começando a frequentar a escola muito cedo, logo

começam com suas responsabilidades, e com isto alguns assuntos vão se adiantando, mas o que os outros não percebem é que a criança está deixando de cumprir seu papel muito cedo, papel de ser criança. Brincar não é mais a tarefa principal, agora elas já tem responsabilidades a cumprirem, no início até podem achar legal, mas muito cedo poderão começar a não querer mais frequentar a escola, elas já estarão esgotadas de todos dias, trabalhos e trabalhos e quando chegar a hora de realmente levar a sério, elas estarão cansadas e desmotivadas, querendo recuperar o tempo perdido ou quem sabe recorrendo a agressão, como meio de esgotar suas frustrações. Pensa-se também que muito a escola esta envolvida também neste processo, pois se as aulas fossem mais motivacionais, respeitando os limites que cada criança tem, muito já as pouparia e aconteceria no tempo certo. Diante da leitura feita, Beaudoin e Taylor (2006, p. 119) destacam algumas atitudes que vão ao encontro a proposta do respeito em sala de aula, são elas: o vínculo, a apreciação, a colaboração, a auto reflexão, a comunidade, a diversidade e o respeito, e ainda o professor neste processo deve livrar-se do adultismo, estas são idéias que devem se fazer presente na tentativa de levar o respeito para detro de nossa realidade. O vínculo é fundamental para aquisição da confiança, segurança, dentro do espaço que convive-se, apreciar, comentar, não basta perceber que fulano fez algo bem feito, deve-se elogiá-lo pelo feito, deve-se apreciá-lo, colaborar é uma das palavras mais importantes quando se trata de respeito, pois mostra que importa-se com o outro e contribui-se para que de certo, o que se planejou. É importante cada um refletir a cerca de suas atitudes, fazendo uma auto avaliação do certo e do errado, todas estas propostas seguem dentro de uma comunidade, e deve-se ter em mente que a diversidade se faz presente em todos os lugares, o respeito e a inclusão devem ser constantes entre todos, bem como a relação adulto/ criança, cada parte deve saber seu lugar e respeitar o limite do outro, após esta breve discursão, concorda-se com o ponto de vista das autoras em relação a busca pelo respeito, e pensa-se que esta é uma busca que deve ser de todos os envolvidos com a educação.

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Além destas idéias, é interessante o método utilizado pelas autoras (2006, p. 109), elas lançam um capítulo escutando as vozes dos alunos. Ao ouvir as vozes deles, entra-se em contato com suas histórias e, assim, compreendendo-os com mais clareza. É necessário tomar atitudes e pesquisar, mas antes de tudo precisa-se ouvir o que eles tem a dizer, conhece-los melhor, e diferentemente dos outros autores, sem minimizar quaisquer, elas saíram um pouco da teoria e colocaram frases ditas pelos alunos, trabalharam diretamente a realidade em que estão, podendo esclarecer muitos pontos ainda obscuros. Middelton-Moz e Zawadski (2007, p. 78), apontam que o bullying se faz presente, nas ruas, onde muitos de classe um pouco mais elevadas, pensam que não existe, mas a realidade é que muito já ocorreu em escolas rurais e de casse média e alta, também, dismistificando tal ilusão, o bullying não escolhe classe social, racial, ele existe e esta dentre todos. Segundo as autoras, na escola (2007, p. 79) recebe-se alunos com três tipos diferentes de educação recebida em casa, são elas: a) a criança que foi bem preparada, bem estimulada, que aprendeu a reconhecer erros, e as consequências para seus atos, são crianças que tiveram/ tem apoio, se sentem seguras e equilibradas emocionalmente, provavelmente terão sucesso na vida escolar, não se envolvem com certos atos (neste caso o bullying); b) a criança despreparada para se defender, sempre foi super protegida, não foi preparada para o mundo, ela sente-se insegura diante do novo, não sabe como reagir, não sabe quando vai agradar ou quando estará fazendo algo errado, teme as punições, pois não foi ensinada as consequências, nem o certo e o errado, provavelmente serão as vítimas dentro do espaço escolar; c) e ainda, tem aquela criança que não recebeu limite algum de casa, sentem-se maioes que os próprios adultos, querem buscar segurança, e acabam fazendo isto por meio da agressividade, são os agressores que querem vitimar seus colegas ou até mesmo seus professores. Precisa-se de uma educação de valores desde casa, no sentido de ensinar a fazer o que é certo e entender que certas coisas/ações são erradas, pois assim

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mostra-se que tudo tem consequência. É de suma importância o diálogo, pois além de orientar, prepara a criança para a vida em sociedade. Pensa-se que a educação vem de casa, e a mesma pode determinar a personalidade que o indivíduo apresentará em suas relações.

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5 PUNIÇÃO É A SAÍDA? COMO RESOLVER DETERMINADOS CASOS 5.1 UM PROBLEMA DE TODOS E ESTÁ EM TODOS OS LUGARES Acredita-se que o bullying não ocorre em todas as instâncias da sociedade, mas na maioria. Ele é um problema grave que ocorre cada vez com maior

constância e precisa-se ter em mente que é necessário uma unidade educacional a fim de resolvê-lo da melhor maneira possível. Muitos pensam que dentro da escola, o bullying ocorre somente no recreio, puro engano, Haber e Glatzer (2009, p. 19), escrevem que o abuso não é um problema só deste momento, eles trazem consigo a alegria de ver que já se estão levando a sério o bullying, mas sentem-se infelizes, que para este acontecimento foram necessárias muitas tragédias, e que atualmente o que mais pode-se fazer para ajudar a vítima é transmitir segurança a ela. Segundo os autores, segurança é o que mais precisam, crianças não sabem se defender, esta história de que não deve-se se importar com “briguinhas”, não existe, criança se importa, se ofende e ensinar a revidar não é a solução, então transmitir segurança é a melhor saída. Os autores Haber e Glatzer (2009, p. 117) ainda escrevem dos abusos dentro da escola, no desporto e no lazer/ férias, dentro da escola sempre tem casos, por mais que o diretor venha dizer o contrário, segundo os autores onde há crianças, há abusos, para tanto é importante trabalhar desde cedo condutas a serem tomadas, tanto preventivas, quanto se o caso já estiver acontecendo, como os autores mostram (HABER e GLATZER, 2009, p. 122). Certas maneiras podem ser trabalhadas diretamente com as crianças, estimulando-as a resolverem seus conflitos, mas isto depende da criança e do conflito, o mais importante é que preste-se atenção e tome-se alguma atitude, pois dá para imaginar alguém tentando aprender álgebra e estando sendo vitimizado ao mesmo momento? Vê-se que não só álgebra, mas qualquer novo que precise para a vida, a criança já está abalada, como vai se concentrar em outra coisa, se a vitimização ocupa tanto sua vida? Por isso vê-se a importância do diálogo, para que a criança se sinta segura, protegida, com espaço para desabafar e juntos poderem tomar providências.

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Haber e Glatzer (2009, p. 159) afirmam que no desporto não deixam de ocorrer os problemas, mesmo parecendo construtivo, e é construtiva a participação das crianças em modalidades desportivas, o abuso se faz presente, constantemente as crianças lutam pelo poder, necessitam ganhar, para sentirem-se vitoriosos, os autores chegam a classificar o desporto em duas modalidades: jogo limpo e jogo sujo, o primeiro são comportamentos adequados e bom espírito desportivo e o segundo abusos e comportamentos inadequados, e que na linha desportiva, está muito próximo o jogo, da competição, para a agressão. Haber e Glatzer apresentam três tabelas (2009, p. 161-163) que abordam o abuso no desporto, a primeira tabela refere-se aos abusos físicos, a segunda aos abusos relacionais e a terceira aos abusos verbais. Para cada tipo de abuso, eles classificam em agressão branda, moderada ou grave, então como exemplos cita-se alguns destes abusos, conforme os autores: a) abuso físico- Brando: cabeçadas, toalhadas, atirar objetos em outrém, roubar (roupas, equipamentos). Moderado: pregar rasteiras, atirar a bola contra outrém com a intenção de magoar. Grave: estragar, destruir propriedade, violência física para infligir dor; b) abuso relacional- Brando: provocar um indivíduo, comentários críticos, criar intrigas, olhares maldosos e isolamento. Moderado: exclusão por mais de uma vez, envergonhar outrém em público, ameaçar a revelar assuntos pessoais. Grave: calúnias, isolamento de um jogador na equipe, ou até afastamento do mesmo, utilização da internet para quaiquer destes casos; e c) abuso verbal- Brando: críticas durantes as brincadeiras, apreciadores de insultos verbais. Moderado: ameaças verbais de agressão contra o indivíduo, chamar de nomes com intençaõ de magoar outrém, ridicularizar. Grave: ameaças verbais e infração pos danos corporais, utilização da internet para quaiquer dos casos. Quaisquer seja o tipo de violência, é importante estar atento para saber que medidas tomar, para entender quem está sendo vítima e quem está sendo agressor, para evitar que possíveis consequências venham ocorrer, e mesmo que pareça ser uma agressão branda, esta traz consequências também, e inclusive deve-se cuidar

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para que não passe para uma mais severa, pois os agressores tendem a começar devagar e aos poucos vão aumentando a intensidade das agressões, por isso devese ter o máximo de atenção, a final lida-se com vidas. E no campo de férias, os mesmos autores (p. 190) mostram que todo o lazer, pode virar um pesadelo para alguns, tendo em vista que na escola, o bullying ocorre em qualquer parte, mas principalmente no recreio, e as férias, é como se fossem um recreio gigante, com muito tempo para ser agressor e ser vítima. Concorda-se com Haber e Glatzer, quando enfatizam que desporto, competição e agressão estão muito ligados. Infelizmente, a grande maioria entra no jogo para ganhar, os mais sensatos, mesmo que percam, compreendem, pois ora se perde, ora se ganha, mas tem aqueles que não entendem e não aceitam, então começam a resolver sua raiva por ter perdido, por meio da agressão. Em relação ao campo de férias, vê-se que é mais provável ainda ocorrer o bullying, pois as crianças estão livres, dificilmente estão em volta de algum supervisor, tornando-se presas mais fáceis para os agressores. Segundo Guimarães e Rimole (apud GUARESCHI E SILVA, 2008, p. 57) o fenômeno não ocorre mais apenas no ambiente escolar, mas em qualquer lugar onde tenha relações entre pessoas. Os autores ainda referem-se ao mobbing, que é o assédio moral, que ocorre em locais de trabalho, entre pessoas adultas, asunto que apenas cita-se já que não é tema da pesquisa, mas é uma realidade que ocorre no mundo profissional. Então, a violência não é prioridade de um ou de outro lugar, não escolhe sexo, classe social e nem racial, o que realmente pode interferir é a educação dada desde muito cedo em casa, é a confiança de saber que se tem com quem contar, para quem desabafar, aprender a lidar, sem recorrer da mesma ferramenta, a agressão. Por isso o mais importante é o diálogo e a educação.

5.2 PRIVAÇÕES- PUNIR É A SOLUÇÃO?

Atualmente o mundo globalizado impõe às crianças certas atividades que nem sempre trazem divertimento e/ou prazer a elas. Muitas são as imposições familiares, sociais...

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Haber e Glatzer (2009, p. 187) escrevem que o desporto serve para descontraição, diversão e boa saúde, é uma atividade livre de stresse, ao menos deveria ser. O desporto não deve ser praticado contra a vontade de quem o faz, simplesmente por insistência de um dos pais, a criança precisa querer estar ali, gostar de estar ali, sem contar que é importante tanto os pais verificarem se o ambiente é seguro, quanto das crianças terem a liberdade de falar se algo não vai como o desejado, ninguém deve ficar em meio agressivo durante as atividades desportivas, bem como ocorre nas férias (p. 220), estas devem ser uma experiência agradável, e elas não tem que ir temendo algo, quando muito voltarem de lá queixando-se. Então, pensa-se que qualquer seja o momento, deve ser bom para a criança, se ela se queixa em demasia, algo errado está acontecendo, ou mesmo que não se queixe, mas é notório que ela faz sem vontade, que anda desanimada, é bom atentar-se. O ideal é que se crie ambientes de debates, e sempre ouvir tudo o que um aluno falar e investigar, observar para tomar as devidas providências. Em caso de agressores, punir excluindo-os não é a forma mais correta de lidar com os fatos, pois o mesmo deixará de agredir naquele momento/ lugar, mas continuará fazendo em outros, talvez com mais intensidade, como método de vingar-se por ter sido punido. Mas por vezes, a punição pode ser uma atitude aceitável, quando os diálogos não resolvem mais, as orientações não surtem efeitos, enfim, é necessários fazer acordos, para caso não seja respeitado o mesmo, venha alguma consequência para este ato. 5.3 VAMOS INTERVIR, JUNTOS ACHAREMOS A MELHOR SAÍDA Beaudoin e Taylor (2006, p. 52) questionam sobre o porque das crianças se envolverem tanto em encrencas. As autoras justificam que elas não escolhem ter encrencas, a verdade é que não encontram outra maneira de resolver seus conflitos e acabam por partir as agressões físicas e/ou verbais, e enquanto a criança não estiver capacitada o suficiente, ela voltará a fazer várias vezes o mesmo ato, mesmo

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que tenha lhe explicado e ela tenha garantido não fazer mais nada, mas ela não está preparada para parar, ela não encontra outro meio para resolver seus conflitos. Não só a criança, mas qualquer ser humano perde o controle, e acabam por fazer coisas que muitas vezes nem são de sua índole, mas o fizeram por estar em um acesso, é como se ficassem fora do ar, nem sempre tem a intenção, própriamente dita, de ferir outrém. No livro, as autoras relatam casos de crianças dizerem que gostam de seu professor(a), mas no entanto ela pede para que não parta para agressão e a criança simplesmente não ouve, deixando então a suspeita de não gostar do(a) mesmo(a), para tanto as autoras explicam que nem sempre é possível libertar-se de certas atividades, pelo fato de gostar ou não do ser que ensina, chega a dar como exemplo o fato de casais brigarem e que se a afeição tivesse influência, jamais brigariam, o que importa diante dos fatos, é entender que cada aluno tem seu jeito e seus motivos para seus comportamentos, cabe aos educadores, tentarem entender e buscar juntos uma melhor estratégia para lidar e ajudar os mesmos. Shapiro e Jankowski (2008, p. 233) mostram a criatividade de um menino de apenas seis anos de idade, o qual aterrorizava sua irmã e o pai sempre o colocara de castigo (privando dos brinquedos, da televisão, dos amigos, enfim) e que em certo momento o menino sugeriu seu castigo, dizendo ao pai que ao invés de trancálo em seu quarto e fazer com que não faça nada, que lhe dê por ordem limpar seu quarto, e que só possa sair do castigo, quando o mesmo estiver limpo, o pai achou a idéia boa e acatou-a, no entanto quando a mãe chegou e soube da situação, avisou ao pai, que este havia sido trapaceado pelo filho, pois ela havia limpado o quarto pela manhã do mesmo dia. Claro, percebe-se que o menino trapaceou ao pai, mas a idéia central de que se tenha uma comunicação e talvez juntos encontrar a solução para o problema, é muito interessante. Pereira (2009, p. 70) expõe que inicialmente deve-se investigar se realmente existe o bullying na vida de determinada pessoa, com que frequência ocorre, quem são os envolvidos e onde custuma ocorrer, logo em seguida é importante ver a situação da escola e juntos pensarem em uma melhor estratégia para intervir, a autora percebeu unanimidade em pesquisa feita a cerca do fenômeno e declarou a

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necessidade de prevenir e/ou intervir, relata a importância de unir escola e família em busca de alternativas para trabalhar com este aluno (p. 73). Percebe-se preocupação dentre tantos autores lidos, com relação a intervenção, mas a verdade é esta, deve-se observar o território primeiro e ver como tudo acontece, em seus detalhes, para poder tomar alguma atitude, pois esta para surtir efeito, deve ser bem planejada, bem estruturada e deve ir de encontro com a realidade em que a criança encontra-se. Haber e Glatzer (2009, p. 101) mostram que os pais devem educar sem abusar, as crianças devem ter limites e entender o certo e o errado, os responsáveis precisam mostrar-se sérios diante da mesma e explicar-lhes as regras estabelecidas na casa (quanto ao uso de palavrões, violência, como tratar professores e colegas, enfim). Bem como, necessitam de regras no ambiente escolar também (horários, não faltar as aulas, ter educação para com os professores, fazer as lições de casa etc.), e ainda, escrevem em consequências, caso não cumpra com as regras, igualmente ditas anteriomente. Os autores defendem a criação das próprias regras, pais e filho/a(s) e para cada regra uma consequência para a violação da mesma, assim quando ocorrer do descumprimento de alguma delas, o castigo não será cumprido com raiva, pois a criança entenderá que fez errado e que passaria por esta situação, afinal foi sua escolha descumprir o combinado. São interessantes as idéias apresentada pelos autores, atitudes com grandes chances de dar certo, planejar as regras e as consequências na presença das crianças, torna o espaço mais pessoal para ela, mostra um lado de responsabilidade, que ela ajudou a construir e que então terá que obedecer, pois são regras suas também, caso não o façam terão que arcar com as responsabilidades da qual ajudou a criar. A seguir uma tabela, criada por Beaudoin e Taylor, onde as autoras colocam os efeitos das intervenções tradicionais e colaborativas, a cerca da violência:

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Tabela 2 Efeitos das intervenções tradicionais e colaborativas Efeito das práticas de autoridade Efeito das conversas tradicionais: colaborativas: a) alunos podem mudar por a) Os alunos mudam medo ou pelo desejo de agradar um decisão pessoal; adulto;

por

b)

a

motivação

é

externa b) com

os alunos passam a ver mais clareza porque

(punição ou recompensa);

desejam mudar;

c)

a vigilância muitas vezes é c)

a

vigilância

não

é

necessária;

necessária; os alunos em geral têm um compromisso com suas próprias escolhas;

d)

é

comum

a

reincidência, d)

se ocorrerem erros, serão e gerarão auto

especialmente quando os alunos infrequentes ficam sozinhos; avaliação;

e)

podem crescer a frustração e e)

geralmente

cresce

a

o ressentimento com a adoção da autoconfiança á medida que os punição, geralmente aumentando a alunos têm mais dos dos êxito e

probabilidade de o aluno praticar o consciencia bullying ou faltar com o respeito; preferidos

efeitos novos

comportamentos;

f)

a consequência- e não a f)

é comum a congruência

lição que se aprende- pode dominar dos valores do indivíduo com a a mente dos alunos; identidade preferida dominar a mente dos alunos;

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g)

os alunos ficam cada vez g)

os alunos logo sentem o

mais aborrecidos, ressentidos e respeito e respeitam cada vez afastados em função de seu mais os educadores por tratá-las pessoas dignas de

relacionamento com os educadores, como

cuja experiência geralmente é de consideração; desrespeito ou de humilhação;

h)

os alunos não expressam h)

os

alunos

passam

a

para si mesmos, com clareza e exprimir com bastante clareza os sentido, como e por que poderiam efeitos negativos que lhes são reagir ás situações de um modo importantes diferente. e as idéias

exclusivas que lhes possibilitam agir de um modo diferente.

Tabela 2: Efeitos das intervenções tradicionais e colaborativas. Fonte: BEAUDOIN E TAYLOR, 2006, p. 61.

Como pode-se observar, existe muitas diferenças entre uma cultura tradicional e os novos meios de tentar contornar a situação, o fato de dividir a responsabilidade com as crianças as tornam mais refletivas em seus atos, e claro as consequências vem a melhorar. Para Shapiro e Jankowski (2008, p. 22) existe uma técnica chamada N.I.C.E., é um sistema para saber lidar com os tiranos, mas sem se tornar um deles primeiro, abaixo o significado da sigla e o funcionamento da técnica: a) Neutralize as emoções, é necessário manter o controle para encontrar soluções para lidar com os problemas. b) Identifique as pessoas com quem está lidando, existem três tipos de pessoas difíceis, há aquelas que são difíceis em situação de estresse (só se irritam quando algo de errado acontece), há as pessoas

estratégicamente difíceis (vêm vantagem, é uma estratégia eficaz para se obter o que deseja) e há ainda aquelas que são simplesmente difíceis (já

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nascem difíceis, sentem prazer em ser desta maneira, se submetem a qualquer situação contanto que atinjam a quem não gostam). c) Controle o confronto, após conhecer o tipo de pessoa com quem está lidando, fica mais fácil utilizar técnicas que possam contornar a situação, havendo negociação, e por último. d) Explore todas as possibilidades, mesmo após o confronto, podem ocorrer casos, para tanto é importante finalizar as discussões sem agravá-las, assim terá uma porta aberta para novas negociações. É necessária que esta técnica seja trabalhada primeiros nos profissionais envolvidos, para que estes saibam utilizar com os alunos, não adianta alunos neutralizando sua emoções, se o professor, está ansioso, estressado... Para finalizar o capítulo, descreve-se um projeto apresentado por Beaudoin e Taylor (2006, p. 145-180), onde abordam a questão do lidar com o desrespeito e o bullying em sala de aula, são dinâmicas que poderão ser praticadas na escola. Neste as autoras relatam um projeto com alunos das séries iniciais, que passa pelas seguintes etapas: “O bicho que irrita” (nome do projeto) a) a exteriorização do problema, - estabelecendo um vínculo com o professor: sendo um dos momentos mais importantes, segundo as autoras, neste momento podem conhecer a vida pessoal do professor e sobre as dificuldades que o mesmo vem encontrando na sala de aula, - valorizando a diversidade: neste partem para o entendimento da diversidade existente, e a valorização da mesma, é um “jogo” de perguntas e respostas, quem o conduz é o professor, este por sua vez, deve-se mostrar interessado nas respostas, e com ar de quem não sabe o que é, que necessita das respostas dos alunos para adquirir os conhecimentos. Uma abordagem importante neste passo, é questionar e se todas pessoas do mundo fossem aguais?, - desmascarando o “bicho que irrita”: quanto as agressões, o professor conduzirá as perguntas e respostas a cerca do bicho que irrita, é um modo de (re)conhecer, ver onde possivelmente ele pode estar atuando

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dentro da sala de aula, talvez se consiga respostas, do tipo, quem são os envolvidos, após cada um deve criar um pôster/ cartaz mostrando o bicho que irrita, da sua maneira, como o imagina, constituído de um slogam e uma ilustração, - exibição dos pôsteres: os pôsteres feitos na semana anterior serão apresentados a turma, é importante que a cada apresentação, seja retribuída com aplausos. Então para encerrar esta primeira seção, os alunos devem ser estimulados a observar se conseguem ou não resistir algumas vezes ao “bicho que irrita”; b) construindo sucessos, - quadro de sucessos individuais: Para iniciar esta seção, os alunos serão questionados, se conseguiram resistir ao “bicho que irrita” ao menos uma vez, os que conseguiram poderam contar suas histórias, sem dizer o nome do bicho, sendo aplaudido no final. Então cada um começará anotar as vezes em que poderia ter faltado com respeito, mas que escolheram não agir desta forma, - as estratégias e os sopros do tornado: conferir as anotações, para ver a compreensão que o aluno teve da estratégia (ocorre muitas vezes, de conseguirem se controlar e não baterem em quem os provocou, mas batem em si próprios, mas este caminho leva a auto mutilação), é importante não corrigir as estratégias erradas, mas sim questionar e fazer com que o aluno entenda as medidas que deve tomar, - o que é uma equipe: no fato de cada um contar suas estratégias, vão ampliando as possibilidades de cada um, pois assim um vai aprendendo com o outro, após deve-se dialogar sobre o que cada um define por equipe e estimular para que a turma forme uma equipe, com nome e bandeira, contra o “bicho que irrita”, - definindo o termo respeito: a turma deve expor a experiência de conviver em equipe, para respostas negativas, deve-se investigar, questionar, para ver o que pensa que a equipe deveria fazer para contribuir consigo, contra o “bicho que irrita”. Após os alunos serão estimulados a entrevistarem, ao menos, dois adultos em relação ao respeito,

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- as entrevistas: no grupo, cada um irá relatar o que descobriu e dará sua opinião sobre, - o “bicho que irrita” versus a foto do respeito: em conversas ver o que a turma acha, se conseguem enxergar diferença dos momentos em que o “bicho que irrita” se faz presente e aqueles que onde o respeito comanda, após registrar as informações dadas pelos alunos, pode-se tirar duas fotos, uma retratando quando o “bicho que irrita” está pela volta e outra com o respeito se fazendo presente, é interessante dar uma cópia de cada foto para cada aluno. Preparando para a próxima semana, os alunos serão estimulados a escreverem poemas sobre o respeito, podendo auxilia-los fornecendo perguntas, - poemas feitos em equipe: cada um com o poema feito na semana anterior, escolherá um verso deste, e aleatoriamente a professora irá escrevê-los no quadro montando o poema da equipe, - observadores secretos de sucesso: será feito um sorteio, onde cada um tira dois nomes e deverão investigar estas pessoas, cada vez que a mesma conseguir evitar o “bicho que irrita”, o observador secreto escreverá um bilhete, avisando que viu, onde viu, o que tinha feito e dando os parabéns. Os bilhetes serão entregues primeiro a professora, esta só entregará aos alunos, quando todos tiverem bilhete a receber, - dividindo a experiência: podem colocar para a turma os bilhetes recebidos, geralmente eles ficam felizes, pois por vezes percebem momentos que nem haviam se dado conta antes e começam a gostar de ver que toda turma se respeita, onde todos são mais gentis e tolerantes. Esta atividade pode continuar por mais uma semana, mas para isto todos devem estar recebendo bilhetes ou, ainda, pode-se trocar os espiões, - o jogo de adivinhar quem é o observador e a superobservação: este passo deve ser admnistrado com cautela, para que este momento não se torne competitivo, onde uns acertam e outros erram. Após os observadores serem desmascarados, pode-se propor uma atividade de superobservação, onde todos observam todos e escrevem bilhetes informativos dos sucessos obtidos;

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c) a celebração do conhecimento e da habilidade; - dia da apreciação: neste momento serão recordados os momentos de sucesso, onde todos poderão falar das evoluções que seus colegas tiveram, sempre retribuidos de aplausos calorosos. Em seguida, pode-se fornecer mais fichas, onde pode-se espionar os colegas e fazer os devidos registros, agora, pode espionar quem quiser, mas tudo deve ser registrado e entregue ao professor, a turma terá um dia estipulado, onde irão ver seus bilhetes (o professor estará atento, para ninguém ficar de fora, todos receberão bilhetes), - a festa: a revelação dos bilhetes, é chegado o grande momento, para eles é muito importante, afinal, eles querem saber quais foram os sucessos notados, - os esquetes: as autoras propõe a preparação de um espetáculo contra o “bicho que irrita” para os pais, a admnistração, as outras turmas, enfim, para tanto serão encaminhados convites, além de uma solicitação para a gravação do espetáculo, - o espetáculo e seu vídeo: pode-se confeccionar certificados, onde cada um pode escrever sobre o que mais gostou, pode pedir para um colega escrever também e assinar como testemunha de seu sucesso e depois vem a visualização do vídeo, - as histórias: agora cada um escreverá sua história, para os casos de crianças que não se sintam a vontade em escrever, por não ter noção da estruturação do texto, pode-se entregar uma ficha para que ela complete, nesta, a história está quase pronta, porém faltam os detalhes mais importantes, que caberá a criança completar de acordo com a sua história, - leitura da história em público: nem todos sentem-se a vontade de tornar pública a sua história, por isso neste momento são chamados os voluntários para expor seus escritos. É um projeto com várias dinâmicas, que poderão evidenciar boas atitudes, foram muito bem elaborados e que realmente podem fazer a diferença dentro de uma sala de aula, são maneiras práticas, e bem eficientes de envolver toda a turma

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a identificarem o problema e tentar fazer algo para mudar a atual realidade e poderem conviver em um ambiente respeitoso, sem contar que poderão desabafar sem necessariamente exporem-se, usando de uma atividade prazerosa, mas com efeitos benéficos para si.

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6 CADA UM FAZ A SUA PARTE

6.1 O PAPEL DA FAMÍLIA

Silva (2010, p. 60) abre uma discussão a cerca da permissividade na educação dos filhos, ela escreve a cerca de muitos pais e profissionais que levaramse por um livro e mudaram seu comportamento diante de seus filhos, como maneira de compensar o tempo distante dos mesmos e para que não se repita a rigidez como foram tratados em sua infância. Eles não querem o mesmo aos filhos e acabam por fazer todas as vontades dos mesmos, as consequências para tais comportamentos podem ser vistos nos dias atuais, inconsequêntes, não cumprem nem as orientações dados por seus responsáveis, estão sendo criados sem limites e irão levar este conhecimento para as ruas, onde vítimas pagarão injustamente pelos atos dos mesmos. Cabe aos pais (p. 171) antes de repreender, ouvir seus filhos, com vontade de ajudá-los, fazendo com que os mesmos criem confiança e segurança a ponto de desabafar quando necessário. Segundo Chalita (2008, p. 174), os pais devem estar atentos a algumas atitudes que os filhos possam vir a ter caso forem vítimas, como por exemplo: a) desinteresse pela escola (inventando desculpas para não frequenta-la, demonstra falta de vontade, pede por troca de escola, sente-se mal próximo ao horário da aula); b) abandono dos estudos (queda no rendimento escolar e desleixo com as tarefas); c) medo da escola (não quer andar só no caminho da escola, pedindo para ser acompanhado, muda com frequência o trajeto da escola); d) marcas da intimidação (retorna da escola com pertences rasgados ou os perde repetidas vezes); e) sinais de isolamento (dificilmente esta em companhia de amigos, apresenta manifestações de baixa auto estima, joga muito no

computador); e

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f) mudanças de comportamento (muda o humor de uma hora para outra, ficando agressivo, triste, aflito, seguidamente tem pesadelos, queixa-se de dor). E também, Chalita (2008, p. 175) apresenta questões de serem observadas, pelos pais de possíveis agressores: a) ar de superioridade (mostra-se orgulhoso, vem com roupa amarrotada); b) sinais suspeitos (chega com objetos e/ou dinheiro sem saber de onde veio); c) agressividade (desafia, é agressivo com pais e irmãos, sem levar em conta tamanho, idade); d) habilidade (normalmente consegue livrar-se de situações de

constrangimento); e e) dominação (tenta dominar para mostrar sua autoridade). De acordo com as idéias de Chalita, Guareschi e Silva (2008, p. 80) confirmam em outras palavras, os comportamentos a serem observados, tanto pelo pais das vítimas, quanto aos pais dos agressores. Os cuidados valem para o ciberbullying também, Silva (2010, p. 137) alerta para alguns cuidados necessários durante o uso do computador pelas crianças, em casa, como por exemplo: quanto tempo ela permanece diante do computador, neste período tem reações do tipo: xingar, chorar, rir ou ficar muito quieto, se alguém entra no quarto ou no local onde fica o computador, ele tenta esconder a tela. Pensa-se que os pais devem prestar atenção ao comportamento de seus filhos e as idéias apresentadas por Chalita, Silva e por Guareschi e Silva são bem o retrato de quem está envolvido com o fenômeno, cabe a família fazer sua parte, na esperança de que tudo vai dar certo, observar e dialogar são as melhores estratégias.
Nem permissivos, nem autoritários, nem passivos, nem superprotetores. Na vida, tudo é uma questão de equilíbrio. Falar demais é um problema, e de menos também. Comer demais faz mal para a saúde, comer de menos também.” Chalita (2008, p. 178).

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As atitudes dos pais podem ser relevantes na concretização de atitudes equilibradas em sala de aula, isto é importante para que haja um ambiente propício a aprendizagem. O ambiente tem muita influência no comportamento que a criança venha a ter. Chalita (2008, p. 177) aponta alguns tipos de ambiente: a) ambiente dominador: pais excessivamente rígidos, autoritários, podem contribuir para um comportamento agressivo, por parte dos filhos, ou ainda, pode ser ao contrário, o medo dos pais, os aterrorizam tanto, que ficam inseguros, sentem dificuldades em se adaptar a um grupo, tornando-se alvos/ vítimas; b) ambiente superprotetor: pode demonstrar falta de confiança dos pais sobre a habilidade dos filhos, com esta super proteção, a criança torna-se dependente do outro, sempre necessitando de aprovação daquilo que faz, não assume decisões para si e nem para o grupo, devido sua desconfiança, fazendo-a ser excluída do grupo; c) ambiente passivo: geralmente são fatores deste ambiente, a omissão e a indiferença, esta última pode-se converter em rejeição, nesta dinâmica familiar falta o principal, o afeto; e d) ambiente participativo: propicia o equilibrio. Na maioria das vezes, este espaço favorece o desenvolvimento, é capaz de encorajar, envolvem os filhos na dinâmica familiar, que é permeada por afeto e amor, e é contruída com o modelo, o diálogo e a presença (não presentes em quantidade, mas em qualidade), estes reconhecem de longe quando algo não vai bem. A família é a base de tudo, na maioria das vezes, é lá que deve-se dar as primeiras e mais importantes orientações, que servirão para os alunos das escolas e os futuros adultos, a maneira como irão se comportar, em que estarão envolvidos dependerá da maneira que forem educados, de como serão orientados. 6.2 O PAPEL DA ESCOLA
Se estamos todos conectados á teia da vida, precisamos, enquanto humanidade, estarmos ligados a um projeto social onde o bem

63 possa realizar uma vida justa e em plenitude. (JOÃO CABRAL DE MELO NETO)

Inicia-se este capítulo com a idéia de conexão para a plenitude da vida. Uma vida onde a saudabilidade do planeta esteja em primeiro plano. Neste sentido é preciso rever as diversas instâncias da sociedade. Cabe aqui a revisão da estrutura escolar como um todo. Silva (2010, p. 63) alerta para necessidade de modificar além da organização escolar, mas também os conteúdos programáticos, os métodos de ensino e estudo e, ainda, a mentalidade da educação formal. Silva (2010, p. 162) apresenta estratégias que devem ser seguidas, a fim de mudar a atual situação, inicialmente deve-se ter o reconhecimento da existência do bullying na escola e ter a consciencia das consequências que pode vir a ter no desenvolvimento socioeducacional e na estruturação da personalidade dos estudantes, um segundo passo a ser dado é a capacitação dos profissionais, para que estes estejam preparados para identificar, diagnosticar, intervir e encaminhar, então vem o terceiro passo, que é conduzir o tema a uma discussão, a fim de mobilizar toda comunidade. A autora (p. 164) aborda, ainda, que o papel dos professores é fundamental, pois são eles que tem a melhor visão a cerca de seus alunos e que é importante estarem sempre atentos as reações dos mesmos e anotar tudo o que acharem necessário, a cerca de sua condutas, de seus comportamentos. Concorda-se com as estratégias apontadas por Silva, bem como esta visão do papel do professor, realmente são eles que mais lidam com os alunos, são os professores que tem todo o contato, do mesmo modo que são mais íntimos para dialogar, criar um ambiente mais seguro e confiável, para que os alunos sintam-se a vontade e possam vir a recorrer se quiserem, para isto a importância de uma boa qualificação do professor, para que este saiba agir diantes destas circunstâncias. Chalita (2008, p. 205) mostra algumas intervenções já adotadas por conselhos para profissionais da escola, seguem abaixo: a) estabelecer regras, deixando claro que não é permitido o bullying dentro da escola, e sempre que alguém for vítima e/ou presenciar alguma cena desta violência deve comunicar a direção;

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b) divulgar e esclarecer o bullying, para que todos tenham conhecimento a cerca desta violência; c) estimular a constante busca dos presentes na escola, a fim de levantar a opinião de cada um a respeito do que acham sobre o bullying e o que pensam que deve ser feito em relação a isto; d) divulgar os resultados em reuniões e cartazes com as respostas obtidas na pesquisa; e) criarem as próprias regras da turma, sem fugir das normas da escola, deste modo os alunos tendem mais a obedecer e cumprir as regras, a final foram eles que puseram; f) permitir a participação dos alunos em busca de soluções para o fenômeno em sala de aula; g) partir ao ponto, quando o professor identificar que estão ocorrendo casos deve-se investigar os fatos e conversar diretamente com o agressor e a vítima; h) estabelecer estratégias, de quando observar que está acontecendo algo, de uma causa específica, incluir o assunto em projeto e trabalhar com a turma, claro, sem por em foco os envolvidos; i) estabelecer parcerias, quando algo ocorrer os pais dos envolvidos serão chamados a escola, a fim de juntos procurarem alguma solução para o presente problema; j) deve-se interferir diretamente se algo estiver ocorrendo em sala de aula, pode-se definir os lugares onde cada um irá sentar, a fim de separar os agressores de seus possíveis alvos; k) conversar é o melhor caminho, explicar a turma de que deve-se respeitar as diferenças entre todos e lembrar de como é bom conviver em um ambiente onde todos são respeitados e se sentem felizes; l) e por último, utilizando ferramentas, como teatro, letras de músicas, filmes que abordem o assunto, importante após cada ferramenta utilizada questionar sobre o que viu/ouviu. Em seguida, Guareschi e Silva (2008, p. 78) alertam que a escola tem obrigação de repassar aos pais os problemas que os filhos vem enfrentando, bem

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como os professores e coordenadores da instituição devem mobilizar e capacitar todos os funcionários da escola, para que estejam atentos a possíveis práticas de bullying. Nos Estados Unidos quando é constatado um problema como este, as crianças só podem frequentar a escola com a presença dos pais, para que conheçam os problemas e tentem ajudar seus filhos. Pensa-se que falar com os envolvidos diretamente, vai depender de opção deles, pois forçar a um diálogo só vem a agravar ainda mais a situação, no mais são idéias práticas, mas bem eficazes. E de acordo com Guareschi e Silva, concorda-se com os alertas feitos, pois os pais devem estar informados do que acontece na vida dos filhos, enquanto estão no ambiente escolar, ou em qualquer outro lugar, mas principalmente a capacitação de todos funcionários da instituição de ensino, assim fica mais fácil de controlar o crescimento da violência neste espaço, se todos souberem o que é o bullying e o que fazer mediante cenas vistas do fenômeno. No pensamento de Fante (2005, p. 91) atualmente, nas escolas, há grande dificuldades nas vivências cotidianas, isso porque a convivência parece ser a matéria mais difícil de ser entendida:
A intolerância, a ausência de parâmetros que orientem a convivência pacífica e a falta de habilidade para resolver os conflitos são algumas das principais dificuldades detectadas no ambiente escolar. Atualmente, a matéria mais difícil da escola não é a matemática ou a biologia; a convivência,para muitos alunos e de todas as séries, talvez seja a matéria mais difícil de ser aprendida.

Se a convivência entre as pessoas que vivem na comunidade escolar se torna complexa parece que a prática do bullying concretiza-se. As relações interpessoais são dificultadas pela falta de convivência pacífica, o que opina-se que esta deve ser uma disciplina de aula também, com tanta relevância quanto a língua portuguesa e a matemática, por exemplo. 6.3 O PAPEL DOS ALUNOS Segundo Guareschi e Silva (2008, p. 82), o papel dos alunos é participar da supervisão e intervenção nos atos de bullying, para tanto estes necessitam ser encorajados e orientados para isto.

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Pensa-se que uma maneira que contribui muito para o descobrimento de casos de bullying, são os próprios alunos denunciando, pois estes fazem-se presente no processo e sabem de todo enredo desde seu início, estes podem optar em fazer denuncias anônimas, e não importa, seja vítima ou expectador, o que importa é que tomem providências, como esta por exemplo, assim vários casos já seriam resolvidos, antes mesmo, de chegarem ao estado deprimente e quase sem volta. Sem esta contribuição, até que um adulto venha a tomar conhecimento pode ser tarde de mais, ou a criança já ter sofrido muito, assim descobre-se no início, além de evitar futuras consequências, já se evita o transtorno de sofrer os atos no momento. Mas, também é importante salientar, que os responsáveis por receber as denuncias anônimas, devem ter o cuidado da ética, pois esta também é uma má conduta, que muitas vezes é exercitada pela própria escola, pelos próprios professores. Lembra-se, neste momento de João Cabral de Mello Neto em seu poema, tecendo a manhã, porque parece que estando em conexão com os professores, os alunos, a direção pode-se, todos em comunhão, tecer uma escola onde o bullying possa ser minimizado desde que todos, em unidade uníssona, possam ter em mente que este ideal possa realmente ocorrer.
Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.

Sabe-se os problemas de infraestrutura que encontra-se as escolas e da dificuldade de lidar com tais, mas não é impossível que possa-se transformá-la. É preciso que a teia tênue da vida/da educação, possa tecer todas as manhãs com a unidade de um cântico que expresse a competência e a vontade de todos os professores alicerçados na infraestutura proporcionada pelas políticas públicas deste país.

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CONCLUSÕES

Neste momento vale relembrar um episódio que marcou a monografia, no início, quando começou-se a escrevê-la, mas já estava com mais de cinquenta páginas prontas, sentia-se insatisfeita com os resultados que obtia-se, simplesmente não sentia nem vontade de escrever mais, não conseguia conclui-la, então decidiuse apagar tudo, e recomeçar, quando já não restava mais tanto tempo assim, lembra-se de algumas colegas dizerem, “-tu estás doida”, mas após buscar novas bibliografias, ler novos autores, novos livros, minha vontade em escrever voltou, e aqui está o resultado, inclusive necessitou-se cortar algumas partes, pois passou do número de páginas combinado. Mas agora acredita-se ter buscado, novamente, “chaves” importantes a cerca do bullying, buscou-se novos conhecimentos em relação ao assunto, o que oportunizou momentos ímpares com os resultados obtidos, para encerrar, têm-se a enfatizar que as buscas não pararam por aqui, pois vão continuar acompanhando pelo mestrado, doutorado, enfim. E, rapidamente, é importante agradecer novamente, aos conselhos e orientações da professora Eliana da Fonseca Fernandes, e aos materiais e bibliografias emprestadas pela Psicóloga e psicopedagoga Renata Lessa Sampaio e Mauro Zacher. Sem a contribuição de vocês, esta monografia não estaria concluída.

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APÊNDICES

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APÊNDICE A- Questionário para Pesquisa de Campo: a) Identificando o sujeito: b) Seus amigos brigam

com você? Iniciais da criança:_______________ Idade: ______Sexo: ( ) f ( ) m ( ) sim ( ) não Com que freqüência? ___________ Onde ocorrem as brigas: _________ c) Como são as brigas: ( ) verbal ( ) físico ( ) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável:    Como é o comportamento da criança em casa? Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola? Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança, d) E você, briga/ agride

seus colegas? ( ) sim ( ) não

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações neles contida.

Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

OBS.: Estes formulários foram preenchidos por mim, pois as crianças

não escrevem ainda, então as questionei, e respondi nas folhas.

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APÊNDICE B- Respostas Obtidas na Entrevista:

a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: A. B. S Idade: 02 anos Sexo: (x) f ( ) m

( ) sim (x) não Com que freqüência? ___________ Onde ocorrem as brigas: _________

c) Como são as brigas? ( ) verbal ( ) físico ( ) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? ( )sim (x)não

Como é o comportamento da criança em casa?

Segundo relato da avó ela é muito carinhosa e calma, sempre quer contar as novidades da escolinha, e com quem brincou durante o dia, adora atividades que trabalhem sua imaginação, adora livros.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola? É o „mimo‟, a avó recebe muitos elogios na hora em que busca a menina da escola, ela é o centro das atenções, a avó mexe: „devem ser estes lindos olhinhos azuis em uma moreninha‟.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Assim como a avó relatou, os pareceres mostram ela ser o „xodó‟ mesmo, são só elogios em relação aos trabalhos e comportamentos da menina, que se mostra calma e amiga de todos. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: E. B. M. Idade: 02 anos Sexo: (x) f ( ) m

( ) sim (x) não Com que freqüência? ___________ Onde ocorrem as brigas: _________

c) Como são as brigas? ( ) verbal ( ) físico ( ) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? ( ) sim (x) não

Como é o comportamento da criança em casa?

A mãe disse que ela é tranqüila, é a única filha menina entre mais três irmãos, a mãe trabalha e quem busca é eles, e fica com os mesmos até a chegada dela, eles brincam, e se relacionam muito bem.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola? Na escola, a mãe disse que ela é chamada „carinhosamente‟ de gorda, as professoras apresentam um bom relacionamento com a menina e ela reage da mesma forma com todos.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Vi, que realmente a menina apresenta uma personalidade calma na escola também, os pareceres mostram sua conduta de paz com os outros, e dos outros para com ela. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: É. R. G. Idade: 02 anos Sexo: ( ) f (x) m

( ) sim ( ) não Com que freqüência? ___________ Onde ocorrem as brigas: _________

c) Como são as brigas? ( ) verbal ( ) físico ( ) emocional ( ) preconceito

d) E você, briga/agride seus colegas? (x) sim ( ) não

e) Perguntas para o responsável:  Como é o comportamento da criança em casa?

Ele é tranqüilo, segundo relato da mãe, mas se não fizer um desejo sim, ele passa para os tapas e gritos.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Ele recém está iniciando, foi sua primeira semana, mas a mãe disse que foi informada na escola que ele adora brincar, que é carinhoso, mas que se precisa estar de olho, pois se não sua „mãozinha corre‟.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Não apresenta histórico e pareceres escolares ainda. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: É. V. A. Idade: 06 anos Sexo: ( ) f (x) m

(x) sim ( ) não Com que freqüência? De vez em quando. Onde ocorrem as brigas: na rua

c) Como são as brigas? (x) verbal ( ) físico (x) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? ( ) sim (x) não

Como é o comportamento da criança em casa?

A mãe relatou que com a ausência do pai, ele começou a ficar mais „rebelde‟ não obedece, começou a „responder‟, coisa que não fazia antes, ela disse estar conversando muito com ele, para que ele não entre para as fases das agressões devidas aos fatos que andam acontecendo e sua vidinha.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Ele não freqüenta a escola, as brigas ocasionalmente ocorridas são entre os amigos de bairro.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Não tem pareceres, pois não freqüenta a escola. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: G. J. A. M. Idade: 05 anos Sexo: ( ) f (x) m

(x)sim ( )não Com que freqüência? Todos os dias Onde ocorrem as brigas: Na escola

c) Como são as brigas? (x) verbal ( ) físico (x) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? ( ) sim (x) não

Como é o comportamento da criança em casa?

Ele é o único filho homem e segundo a mãe é o mais tranqüilo, o mais carinhoso, que esta sempre na volta, quando suas irmãs o provocam ele reage com choro e não agride.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Ele sempre é mais tímido, e quando tem festinha ele não participa, pois chora muito e pede pela mãe, diz ter medo de se perder.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Segundo seus pareceres ele é um bom aluno, faz tudo o que lhe é solicitado, é prestativo e atencioso, seus trabalhos apresentam bastante coordenação e interesse/ cuidado.

Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: G. S. T. Idade: 02 anos Sexo: ( ) f (x) m Com

(x) sim ( ) não que freqüência? De vez em

quando. Onde ocorrem as brigas: Em casa. c) Como são as brigas? (x) verbal (x) físico (x) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável:  Como é o comportamento da criança em casa? d) E você, briga/ agride seus colegas? (x) sim ( ) não

Ele é muito ciumento em relação ao irmão e as outras crianças da casa, ele é tímido e principalmente quando se sente ameaçado, ele recorre ao seio da mãe, para mamar. Ele também é birrento, quer as coisas na sua hora e do seu jeito.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Na escola ele não chegou a freqüentar nem uma semana e está com pânico, só diz “medo, medo” ao ver uma das auxiliares da salinha, e não tem jeito, então a mãe desistiu e o tirou da escolinha.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Não tem histórico e nem pareceres escolares. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: J. A. F. Idade: 03 anos Sexo: (x) f ( ) m

(x) sim ( ) não Com que freqüência? Todos os dias. Onde ocorrem as brigas: Na escola.

c) Como são as brigas? (x) verbal (x) físico ( ) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? (x) sim ( ) não

Como é o comportamento da criança em casa?

É uma criança calma, segundo a mãe, gosta de brincar sozinha ou com ela, é muito comunicativa.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Entrou na escola com fácil adaptação, brinca com todos, mas não gosta que a contrariem, caso isto ocorra ela parte pra agressão, se lhe agredirem ela revida.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Como faz pouco que ela entrou na escola, ainda não lhe entregaram nenhum parecer. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: J. M. Idade: 01 ano Sexo: (x) f ( ) m

( ) sim (x) não Com que freqüência? ____________ Onde ocorrem as brigas?_________

c) Como são as brigas? (x) verbal ( ) físico (x) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? ( ) sim (x) não

Como é o comportamento da criança em casa?

Segundo a mãe ela é uma criança muito fofa, que adora estar entre crianças, se diverte com facilidade, porém tem uma irmã um pouco maior que ela, esta implica e lhe tira os brinquedos, a menina responde com choros à irmã.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola? Ela é um „xodó‟, todos adoram a „juaninha‟, a sim ela é chamada por seus colegas e professoras, em casa também.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Pelo que observei realmente ela é bem paparicada e não apresenta comportamentos agressivos na escola também. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: J. P. A. Idade: 03 anos Sexo: ( ) f (x) m

(x) sim ( ) não Com que freqüência? Todos os dias Onde ocorrem as brigas? Em casa

c) Como são as brigas? (x) verbal ( ) físico (x) emocional (x) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E

você,

briga/

agride

seus colegas? (x) sim ( ) não

Como é o comportamento da criança em casa?

Segundo relato da avó materna do menino, quem cuida dele é ela, e como esta tem mais duas filhas pequenas e o J. P. A. ainda não caminhar, apesar de ter três anos, ele se irrita com facilidade e quer a atenção toda para ele, então as meninas o provocam de forma oral e este, quando as pega, as agride com tapas, xingamentos, enfim.   Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Ele não freqüenta a escola. Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Ele não apresenta pareceres, pois não freqüenta a escola. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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a) Identificando o sujeito:

b) Seus amigos brigam com você?

Iniciais da criança: S. V. A. M. Idade: 03 anos Sexo: (x) f ( ) m

( ) sim (x) não Com que freqüência? ___________ Onde ocorrem as brigas: _________

c) Como são as brigas: ( ) verbal ( ) físico ( ) emocional ( ) preconceito e) Perguntas para o responsável: 

d) E você, briga/ agride seus colegas? (x) sim ( ) não

Como é o comportamento da criança em casa?

Ela é mais provocativa, disse a mãe, quando seus amiguinhos estão na volta ou mesmo os irmãos, ela arranja um jeitinho de provocar, implicar, e xinga, ou até parte para uns „tapas‟.  Segundo relato dos professores, como a criança reage na escola?

Do mesmo modo que é em casa é na escola também, tem que estar sempre de olho.  Se possível, vou pedir para olhar os pareceres escolares da criança,

caso não tenha mais, vou pedir para que me diga como eram as informações nele contida. Os pareceres relatam sua „despaciência‟ com os demais, até sem motivos, ela começa a provocar, no mais é esperta e bem agitada. Questionário utilizado para a pesquisa de campo, como método para análise de dados para o TCC sobre o Bullying. Especialista: Jordana Wruck Timm, curso: Psicopedagogia Institucional e Clínica. Fonte: elaborada pela autora.

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ANEXOS

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ANEXO A- Algumas Leis 

PROC. Nº 1439/09/ PLL Nº 050/09/ PROJETO DE LEI

Dispõe sobre o desenvolvimento de política “antibullying” por instituições de ensino e de educação infantil, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos. Art. 1º As instituições de ensino e de educação infantil, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, desenvolverão política “antibullying”, nos termos desta Lei. Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se “bullying” qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. § 1º Constituem práticas de “bullying”, sempre que repetidas: I – ameaças e agressões físicas como bater, socar, chutar, agarrar, empurrar; II – submissão do outro, pela força, à condição humilhante; III – furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios; IV – extorsão e obtenção forçada de favores sexuais; V – insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes; VI – comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, entre outras; VII – exclusão ou isolamento proposital do outro, pela fofoca e disseminação de boatos ou de informações que deponham contra a honra e a boa imagem das pessoas; e VIII – envio de mensagens, fotos ou vídeos por meio de computador, celular ou assemelhado, bem como sua postagem em “blogs” ou “sites”, cujo conteúdo resulte em sofrimento psicológico a outrem.

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§ 2º O descrito no inc. VIII do § 1º deste artigo também é conhecido como “ciberbullying”. Art. 3º No âmbito de cada instituição a que se refere esta Lei, a política “antibullying” terá como objetivos: I – reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições de que trata esta Lei e melhorar o desempenho escolar; II – promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais; III – disseminar conhecimento sobre o fenômeno “bullying” nos meio de comunicação e nas instituições de que trata esta Lei, entre os responsáveis legais pelas crianças e adolescentes nela matriculados; IV – identificar concretamente, em cada instituição de que trata esta Lei, a incidência e a natureza das práticas de “bullying”; V – desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de “bullying” nas instituições de que trata esta Lei; VI – capacitar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do “bullying” e para o desenvolvimento de abordagens específicas de caráter preventivo; VII – orientar as vítimas de “bullying” e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima das vítimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu

desenvolvimento escolar; VIII – orientar os agressores e seus familiares, a partir de levantamentos específicos, caso a caso, sobre os valores, as condições e as experiências prévias – dentro e fora das instituições de que trata esta Lei – correlacionadas à prática do “bullying”, de modo a conscientizá-los a respeito das consequências de seus atos e a garantir o compromisso dos agressores com um convívio respeitoso e solidário com seus pares; IX – evitar tanto quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos como, por exemplo, os “círculos restaurativos”, a fim de promover sua efetiva responsabilização e mudança de comportamento;

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X – envolver as famílias no processo de percepção, acompanhamento e formulação de soluções concretas; e XI – incluir no regimento a política “antibullying” adequada ao âmbito de cada instituição. Art. 4º As instituições a que se refere esta Lei manterão histórico próprio das ocorrências de “bullying” em suas dependências, devidamente atualizado. Parágrafo único. As ocorrências registradas deverão ser descritas em relatórios detalhados, contendo as providências tomadas em cada caso e os resultados alcançados, que deverão ser enviados periodicamente à Secretaria Municipal de Educação. Art. 5º Para fins de incentivo à política “antibullying”, o Executivo Municipal: I – promoverá seminários, palestras, debates; II – distribuirá cartilhas de orientação aos pais, alunos e professores; III – recorrerá à contribuição de especialistas no tema; IV – apoiar-se-á nas evidências científicas disponíveis na literatura especializada e nas experiências exitosas desenvolvidas em outros países. Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 7º Na regulamentação desta Lei, serão estabelecidas as ações a serem desenvolvidas e os prazos a serem observados para a execução da política “antibullying”. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

“Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores” (...) (COLLOR/art.53).

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 (...)

Constituição Federal de 1988

Art. 3º- “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - Construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - Garantir o desenvolvimento nacional; III – Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Art. 4º- “VIII- Repúdio ao terrorismo e ao racismo”. Art. 5º- “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito a vida, á liberdade, á igualdade, á segurança, e á propriedade nos termos seguintes: IHomens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos

desta constituição. (...) VIII- Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (...). (...) XLI- A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. XLII- A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, nos termos da lei”. Art. 7º- “XXX- Proibição de diferença de salários, de exercícios de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou idade civil. XXXI- Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência”. (Constituição Federal, pág.: 01, 02, 07).

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ANEXO B- Alguns Materiais, Programas e matérias 

Você sabe o que é bullying?

Segundo a pedagoga e psicóloga Renata Lessa Sampaio, em entrevista ao jornal O Lourenciano [...] “É uma agressão a alma, é um ato de covardia que se faz repetidamente contra uma criança, um adolescente. Por exemplo: uma criança que sofre preconceito na sala de aula, porque é negra ou gorda. O bullying, ás vezes, é um tipo de “brincadeira”, mas uma brincadeira covarde, pois é sempre o mais forte, fazendo com que o mais fraco sofra numa relação de sala de aula ou profissional. Esta prática é prejudicial ás crianças? Ela é prejudicial, porque marca a vida da pessoa para sempre. Há muitos casos de jovens, em muitos países do mundo, que se matam por causa do bullying. Quais são os tipos mais comuns? “Os tipos mais comuns são as brincadeiras, como os pequenos tapas. É um menino que não joga bola muito bem e todo mundo bate na cabeça dele. Com o gordinho, o magrinho, o dentuço, esses são os tipos mais comuns. Mas há situações complexas que são os de violência propriamente dita. Hoje, há um tipo de bullying chamado ciberbullying, ou seja, as pessoas fazem uma filmagem ou, ás vezes, uma montagem de alguma coisa ruim da vida de alguém e coloca na internet. Todos começam a ver cenas que, muitas vezes, não são verdadeiras, mas que destroem a imagem de quem foi vitimizada na internet. É importante que os pais percebam as reações de seus filhos. Observar se o filho gostava de ir a escola, mas já não gosta mais; se a filha, que era muito participativa, agora fica quieta, tímida. Se o filho está escondendo alguma coisa, isso quer dizer que algo estranho está acontecendo na vida dele. Para termos uma idéia do elemento assustador, que é o bullying, hoje, há um relato, nos países que fizeram uma pesquisa sobre este assunto, de que 40% das crianças, em idade escolar, sofram desse mal. Quase metade da população escolar passa por isso. Daí a importância do tema e dos pais estarem bem preocupados em como orientar seus filhos, para que eles não sofram as consequências do bullying”. [...]

Fonte: 30/06/2010- matéria publicada no Jornal O Lourenciano. Alfabeto

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Serginho Groisman fala sobre bullying em campanha da Rede Globo

Segunda-Feira, 07 de Junho de 2010 às 16h21min

“-Humilhar, excluir, discriminar, dar apelidos ofensivos, espalhar mentiras no mundo real ou virtual, tudo isso é inaceitável”, diz Serginho Groisman em campanha que a Rede Globo lança a partir desta semana, esclarecendo o que é bullying e cyberbullying. Em um filme de 30 segundos, criado pela Central Globo de Comunicação, o apresentador do „Altas Horas‟ convida as pessoas a falarem sobre o assunto com filhos, alunos e amigos. O vídeo entra no ar nos intervalos da programação da emissora. Fonte: Acessado em: sábado, 31 de julho de 2010. Em: http://home.areavip.com.br/noticias/41562/serginho-groisman-fala-sobrebullying-em-campanha-da-rede-globo.html

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Atores dão entrevista sobre bullying, lembrando de suas infâncias

No programa do GUGU, foi exibida uma entrevista com atores daquela emissora a cerca do bullying, onde revelaram:

Heitor Martinez apanhava de crianças maiores. Antônio Grassi era motivo de deboche, por não saber andar de bicicleta corretamente. Juliana Barrone sofria gozações por seu sotaque. A filha de Ângela Muniz era chamada de gorda. Bianca (ex paquita da Xuxa) e primo de Ângelo Paes Leme também foram alvos de agressões.

Na entrevista, foram abordadas também a campanha nos Estados Unidos, a qual é nomeada por “Stop Bullying What”. E ainda, sugeriram o filme “Forest Gump”, e “Carrie a estranha”, a série “Todo mundo odeia o Chris” e a música Jeremi, que mostram casos de bullying.

Afirmaram que bullying é sinônimo de covardia, que 30% das crianças de 5ª a 8ª série já sofreram bullying e que o ciberbullying ocorre, na maioria das vezes, entre os 11 e os 18 anos de idade.

Fonte: Reportagem exibida no programa do Gugu, na rede Record de TV, no dia 01/08/2010 (domingo), ás 18h25min.

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Bullying pode começar em casa, diz cartilha do CNJ

Exemplo dos pais é fundamental para atitude dos filhos, segundo texto. Escola é apontada como co-responsável nos casos de violência. Do G1, em São Paulo 20/10/2010 12h34 - Atualizado em 20/10/2010 14h55

Capa da cartilha do CNJ

Cartilha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com dicas para o combate ao bullying nas escolas, lançada nesta quarta-feira (20) em Brasília, afirma que, muitas vezes, o fenômeno começa em casa. A escola é apontada como coresponsável nos casos de violência. Segundo o texto, de autoria da psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, o exemplo dos pais é fundamental para a atitude que os filhos terão em relação aos colegas. "Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores", diz o texto. A cartilha traz em forma de perguntas e respostas várias orientações sobre como identificar o fenômeno, quais são suas consequências e como evitar. De acordo com o texto, o bullying é cometido pelos meninos com a utilização da força física e pelas meninas com intrigas, fofocas e isolamento das colegas. As Alfabeto

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formas podem ser verbais, física e material, psicológica e moral, sexual, e virtual, conhecida como ciberbullying. Segundo a cartilha, características de comportamento podem mostrar que uma criança é vítima de bullying. Na escola, elas ficam isoladas ou perto de adultos, são retraídas nas aulas, mostram-se tristes, deprimidas e aflitas. Em casos mais graves, podem apresentar hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas. Em casa, a criança se queixa de dores de cabeça, enjôo, dor de estômago, tonturas, vômitos, perda de apetite e insônia, de acordo com a cartilha. Outros indicadores são mudanças de humor repentinas, tentativas de faltar às aulas. Segundo o texto, a escola é co-responsável nos casos de bullying. A cartilha orienta a direção das escolas a acionar os pais, conselhos tutelares, órgãos de proteção à criança e ao adolescente. “Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão”, diz a cartilha. O texto afirma ainda que, em casos de atos infracionais, a escola tem o dever de fazer uma ocorrência policial. “Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da criminalidade infantojuvenil”, diz o texto. No Brasil, de acordo com a cartilha, predomina o uso de violência com armas brancas. Em escolas particulares, vítimas são segregadas, principalmente, devido a hábitos ou sotaques. A cartilha orienta os pais a observar o comportamento dos filhos e a manter diálogo franco com eles. “Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psíquicos”, diz o texto. Além disso, os pais devem estimular os filhos a desenvolver talentos e habilidades inatos, para resgatar a autoestima e construir sua identidade social.

Fonte: Reportagem exibida na RBS TV, no dia 20/10/2010. Acessado em: quarta-feira, 03 de novembro de 2010. Em: http://g1.globo.com/vestibular-eeducacao/noticia/2010/10/bullying-pode-comecar-em-casa-diz-cartilha-do-cnj.html.

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Sensação de anonimato facilita ciberbullying, diz advogado

27/09/07 - JULIANA CARPANEZ Do G1, em São Paulo É possível identificar responsáveis pelo ciberbullying, mas isso exige autorização judicial. Advogado sugere criação de disciplina escolar sobre uso responsável da internet. Ao contrário do que muitos internautas ainda pensam, é possível identificar sua verdadeira identidade na web, mesmo que no universo virtual eles utilizem nomes falsos. No entanto, pelo fato de essa identificação ser um tanto burocrática -para ser feita, é necessário uma autorização judicial --, muitos usuários se aproveitam da falsa sensação de anonimato para praticar o ciberbullying, ou intimidação através de meios digitais. Nesta semana, foram registrados dois casos relacionados a esse tipo de intimidação. Uma professora e uma inspetora de uma escola estadual em Bauru, a 343 km de São Paulo, abriram um boletim de ocorrência depois de se depararem com mensagens ofensivas no site de relacionamentos Orkut. Em outra situação, um aluno que se diz vítima de bullying na escola usou essa mesma rede social para divulgar que não se responsabilizaria por seus atos. "Aos familiares das vítimas peço desculpas e deixo bem claro que eu não quero o perdão de ninguém. Talvez me chamem de assassino", escreveu o jovem em seu perfil. O bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. No caso do ciberbullying, essas mesmas ações são realizadas também contra professores via blogs, Orkut, YouTube, outros tipos de sites, mensageiros instantâneos e mensagens de texto escritos no telefone celular. Para o Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes), o uso da tecnologia propicia uma “forma de ataque perversa, que extrapola muito os muros da escola, ganhando dimensões incalculáveis”. “Os responsáveis por essas ações têm a falsa sensação de anonimato. Mas a internet deixa rastros, e é possível identificar o responsável pelo cyberbullying”, afirmou ao G1 o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito digital. Para Alfabeto

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ele, é necessário que se crie nas escolas uma disciplina sobre como se portar na internet, incluindo nessas aulas os aspectos legais do uso da web.

No caso da intimidação virtual, por exemplo, o responsável pode ter de pagar uma indenização à vítima, além de poder responder pelo crime de difamação (um ano de prisão). Se o ofensor tiver menos de 16 anos, seus pais responderão pelo crime; se ele tiver entre 16 e 18 anos, responderá junto com seus pais ou responsáveis. Opice Blum lembra ainda que o anonimato na internet é crime: “Nossa constituição garante a liberdade de expressão, mas veda o anonimato”. Por isso, ao esconder sua verdadeira identidade, o ofensor pode ter a indenização e a pena aumentadas. Uma pesquisa sobre violência nas escolas feita com 4 mil estudantes paulistas e divulgada pelo “Fantástico” (assista ao vídeo do início desta reportagem) mostra que, nas escolas particulares, 10% das ações de bullying são realizadas em sites de relacionamento e blogs. Esse número cai para 8% quando considera os estudantes de escolas públicas. Já um levantamento realizado pelo Cemeobes no final do ano letivo de 2006, com 530 alunos do ensino médio de uma rede privada de ensino do Distrito Federal, indica: 20% desses estudantes já foram vítimas de ataques on-line. Desse total, 63% são mulheres. O problema vem ganhando proporções alarmantes em todo o mundo. Na semana passada, autoridades do Reino Unido lançaram uma campanha com o objetivo de reduzir essa prática. Entre as iniciativas, estão dicas para não responder a provocações enviadas via celular ou publicadas na internet, armazenar as evidências da intimidação e fazer denúncias às autoridades. A ação foi criada depois da publicação de um estudo, segundo o qual 34% dos jovens com idades entre 12 e 15 anos no Reino Unido já foram vítimas do ciberbullying. Professores na mira. O bullying escolar, que tem como alvo os alunos, também colocou os professores na mira dos ofensores justamente pela falsa sensação de anonimato. Dificilmente um aluno zombaria de professores e funcionários da escola neste ambiente sem ser punido, mas na web é possível que isso aconteça. Assim, no universo virtual, fotos de alunos e professores ganham efeitos especiais negativos, internautas criticam essas pessoas sem qualquer censura e também fazem votações Alfabeto

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on-line para humilhar o alvo de seus ataques -- “o professor mais mal vestido” ou “o aluno mais burro”, por exemplo. Isso quando os ofensores não assume no universo virtual a identidade da pessoa zombada, para divulgar falsas informações. Um perfil falso no Orkut, por exemplo, pode exibir a imagem da vítima, informações que ela jamais divulgaria sobre si mesma e os apelidos pelos quais os colegas de escola a chamam (e que ela provavelmente detesta). “Quando a vítima descobre esse tipo de conteúdo, seu nome e imagem já estão em rede mundial, sendo muito difícil sair ilesa da situação”, afirma a Cemeobes no texto “Ciberbullying: perversidade virtual”. O que fazer? Especialistas afirmam, com unanimidade, que a prática de ciberbullying deve ser denunciada às autoridades. Assim como acontece com os crimes de calúnia e difamação realizados via meios virtuais, as vítimas devem dar queixa em delegacias tradicionais ou, se preferirem, nas especializadas, como a Delegacia de Crimes Praticados por Meios Eletrônicos, do DEIC (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Segundo o delegado assistente José Mariano de Araújo Filho, do DEIC, as denúncias feitas em delegacias tradicionais são encaminhadas às especializadas em crimes virtuais, caso haja necessidade. No site da Safernet, organização que luta para defender os direitos humanos na internet, há uma seção que orienta os usuários da internet sobre o que fazer em caso de crimes de ameaça, calúnia, injúria e falsa identidade. Entre as instruções estão a preservação de todas as provas, realização de denúncia e também o envio de uma carta registrada, com modelo disponível no site, para o provedor de serviço tirar a página ofensiva do ar.

Fonte: Matéria exibida em: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL110445-6174,00SENSACAO+DE+ANONIMATO+FACILITA+CIBERBULLYING+DIZ+ADVOGADO.ht ml. Acessada em: sexta-feira, 05 de novembro de 2010. Alfabeto

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(Último anexo foi retirado para esta publicação, pois possuia imagens e pesava demasiadamente, impossiblitando a mesma).

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