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A DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR

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A DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO PEDAGÓGICA.

Marilúcia Correia Vasconcelos 1 Delza Cristina Guedes Amorim 2

RESUMO: A reflexão sobre a docência no ensino superior tem mostrado a necessidade de estabelecer a identidade do professor tanto no âmbito do ensino, quanto da pesquisa e da extensão, uma vez que os mesmos são indissociáveis. Objetivando refletir a formação do professor, suas qualificações acadêmicas, pedagógicas e interpessoais, na realidade da Faculdade de Ci ncias ê Sociais e Aplicadas de Petrolina (FACAPE), o estudo foi efetivado ao longo de um ano e meio, através da observação no cotidiano universitário, conversas informais com alunos e professores, utilizando subsídios teóricos da pedagogia e psicopedagogia, apontando o reconhecimento da necessidade de uma qualificação numa perspectiva da pedagogia da competência fruto da vontade e comprometimento inovador. Concluiu-se, desse modo, que a formação para a docência no ensino superior não pode contrariar a unidade teoria-prática necessitando, portanto, de um enfoque que se volte de forma mais abrangente para a relação pedagógica. PALAVRAS-CHAVE: docência no ensino superior; competência didática; relação professor-aluno. ABSTRACT The reflection about the university teaching has shown the necessity of establishing the professor s

needing. informal talking with students and professors using pedagogical and psycopedagogical theoric subsidies. as all of them are inseparable.(delza@facape. showing the acknowledgment of qualification necessity in a perspective competence pedagogy product of a desire and innovator compromisement. KEY-WORDS: university teaching. especialista em psicanálise clínica e professora de FACAPE e do CEFETEPET. especialista em psicopedagogia. the study was done during one year and six months. 1 Pedagoga. ( marilúcia@facape. It is concluded that the formation to the academic in the university teaching can not counteract the unit theory practice. by the observation in the academic diary.identity both in teaching as in searching and in extension. especialista em programação do ensino em pedagogia. professora da FACAPE e Assessora técnica pedagógica da Secretaria de Educação de Petrolina. INTRODUÇÃO A profissão de professor nunca foi fácil e no presente contexto de desvalorização da docência não é diferente. didactic competence. . their academic qualification. Sempre é exigido do professor o desafio de mudar o comportamento de todo tipo de aluno e que desempenhe as competências técnicas com todo esmero. therefore. professor-student relationship.br) 2 Pedagoga. pedagogic and interpersonal in the reality of Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina (FACAPE). of a focus that goes back in a large manner to the pedagogic relationship. Aiming to reflect the professor s formation.br2 1.

Diante dos desafios contemporâneos da profissão de professor. conta acima de tudo consigo mesmo e. quanto à afirmação de sua identidade e as condições do exercício profissional resultantes de uma ausência de uma formação inicial e continuada que sele a capacidade autodidata do professor. surgem reflexões sob os diferentes enfoques e paradigmas relativos aos saberes pedagógicos e epistemológicos que mobilizam a docência gerando assim. assim sendo. convém uma prática reflexiva tanto da dimensão pessoal quanto da dimensão social. pesquisas e titulações. mas que o professor. retoma-se a importância da universidade em investir na formação continuada calcada no ensino.Dentro do exercício da docência é exigido do professor algumas qualificações e. E também levanta a discussão em torno da importância das relações interpessoais entre professores e alunos no processo ensino-aprendizagem. 2. especificamente no ensino superior. como ator social insubstituível da relação 3 pedagógica. pesquisa e extensão. precisa constantemente se auto-avaliar. uma . pois nas profissões que lidam diretamente com pessoas é preciso aceitar que haverá fracassos. A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR No contexto de ampla discussão acerca da formação do professor universitário e as condições pelas quais esses profissionais ingressam na vida acadêmica. observamos a valorização das qualificações acadêmicas. Este artigo aborda primeiramente a problemática profissional do professor no ensino superior. ressaltando o contexto afetivo e emocional na interação em sala de aula. conforme as metas e objetivos do projeto pedagógico. constatada como insuficiente frente ao novo modelo de sociedade e seus paradigmas emergentes. Considerando as interfaces subjacentes a essa discussão. em detrimento das qualificações pedagógicas e interpessoais.

além dos diversos professores que.tensão explícita no bojo das universidades que cada vez mais têm recebido professores sem experiência prévia na função de docente do ensino superior. e o contexto-lócus onde ocorre o saber e as relações que se travam entre suas interdependências. não tiveram nenhum contato anterior com os conhecimentos nas áreas das Ciências humanas e sociais. são de variados conhecimentos e áreas de atuação e em sua maioria. tais como: o aluno sujeito do processo de socialização do saber. os quais ao transitarem entre o amadorismo profissional e a profissionalização. Ficando nítido. 4 numa perspectiva filosófica e política de educação como processo e produto que as várias correntes de pensamento dão a esses termos. que a ausência dessa formação pedagógica vem delegar um peso enorme a esses professores frente às interfaces do que ensinar como ensinar e a quem ensinar . o professor agente de formação. necessitam. de principiantes na docência do ensino superior e nunca tiveram contato com uma formação pedagógica que abarcasse os conhecimentos teóricos e práticos relativos às questões do ensino e aprendizagem em sua contextualização. rever sua prática pedagógica. Partindo desse princípio. percebemos a vivência efetiva que as universidades enfrentam quando o seu corpo docente é composto. confrontam com várias dificuldades que não são previsíveis e passíveis ao exercício da prática docente. interpretar e aplicar a prática. entretanto. apesar de esboçarem um excelente referencial teórico. adentram no campo universitário. portanto. para compreender. em sua maioria. . os professores que por razões e interesses variados. Retomar essa temática implica aprofundarmos nossa discussão em torno das exigências cada vez mais complexas na preparação dos professore s universitários para o ingresso no magistério superior que sobrepassa a formação inicial numa área específica do conhecimento. No geral.

conjugando a qualidade formal com a qualidade política. Retomando nossa linha de pensamento. desarticulada com as finalidades sócio político e culturais do processo educativo. considerado na construção da docência no ensino superior (p. mediante a preparação pedagógica não se dará em separado de processos de desenvolvimento pessoal e Institucional: este é o desafio a ser hoje. componentes intrínsecos à formação docente para o delinear do saber pensar como condição subjetiva do homem de fazer sua história . deslocando.universitária. o docente aloca sua práxis educativa. é preciso apontar algumas saídas entre as quais.Dessa forma.259). referindo-se ao processo de docência do ensino superior. Essa constatação favorece a discussão da formação continuada em serviço que deve referenciar a pessoa do docente como sujeito que ocupa espaços determinantes à transformação da sociedade. a princípio. compreendemos que a função própria da universidade é proporcionar momentos de reflexões cujo objetivo seja a mediação à construção e reconstrução dos conhecimentos. faz-se necessário considerar. assim. concedendo-lhe. que a especialidade da docência oriunda do projeto institucional. como aporte para o domínio dos saberes didáticos e o entrelaçamento da competência acadêmica com a competência didática. em primeira instância. Pimenta e Anastasiou (2002). Para tanto. Sendo assim. sua preparação pedagógica à conquista desse momento como espaço institucionalizado onde seu desenvolvimento pessoal possa percorrer os 5 diferentes espaços universitários. dizem que: O avançar no processo de docência e do desenvolvimento profissional. Atentos a essa questão. no percurso de suas ações e no âmago do seu senso comum pedagógico. o desenvolvimento profissional. cuja habilitação deve vir articulada e legitimada pelo mesmo. assim consistência para o cultivo da competência didático .

surge num panorama de compreensão sobre qualidade do trabalho doc ente no recinto da sala de aula. Acreditamos que. saber fazer e saber refazer sua prática de modo crítico e criativo face a realidade. porque é na dinâmica do saber e do agir que o docente reconstrói os saberes do 6 mais simples ao mais complexo. que a universidade é sobretudo sinônimo de mutações.para a história. A formação pedagógica. fruto da vontade e do comprometimento inovador. Demo (1998). visando abordar uma situação complexa e quando referencia em seus escritos as dez novas competências essenciais ao ensino do professor enfatiza o administrar sua própria formação como âncora para que o docente possa navegar os mares mais seguros do ensinar uma vez que. mas na capacidade do docente de agir em circunstâncias previstas ou não em seu plano de ação. os pressupostos de Perrenoud (2002).13) . Fortalecendo os conceitos sobre competência acadêmica e competência didática. nada é possível. no contexto da ação. desafios. as turbulências da era globalizada. apoiado na qualidade organizada do saber. Nesse sentido. usando como instrumentação crucial o conhecimento inovador. como Demo (1998). potencializando sua individualidade. acreditando. que não se restringe aos saberes. trata-se de fazerse oportunidade (p. adversidades e confrontos com o mundo real. mas de saber fazer e sobretudo de refazer permanentemente nossa relação com a sociedade e a natureza. aduz a seguinte definição: Entendemos por competência a condição de não apenas fazer. considerando que são os mesmos que constroem e reconstroemseus conhecimentos a partir da práxis. ou seja. sem uma qualificação na perspectiva da pedagogia da competência . pensada em termos acadêmicos e didáticos. Mas que fazer oportunidade. vão exigindo deste mobilizações maiores para a ação. quando define competência como a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos (cognitivos).

Diante dessas afirmações. 7 3. A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM Como seres sociais que somos. Sobre interação apontamos a relação gerada no âmbito do recinto da sala de aula. Quanto à segunda base. torna-se imperativo que as universidades invistam na formação efetiva do corpo docente para que estes possam transformar as instituições em lócus de produção de ensino. despertar a consciência de uma nova identidade docente que leve e eleve a ampliação das concepções de ensino. de comportamentos. quando apoiada na confiança e empatia mútua encontra no antagonismo de seus interesses e necessidades caminhos que os guiem ao encontro harmonioso do eu-outro como condição inerente às aprendizagens. pesquisa e extensão. compartilha com a opinião de que ensinar exige rigorosidade metódica cuja tríade ensinar/ aprender/pesquisar são elementos indicotomizáveis e uma das condições indispensáveis à valorização do conhecimento pedagógico. reflete as conquistas adquiridas nas circunstâncias vivenciadas e que foram se consolidando através das relações e do equilíbrio entre as emoções e os valores. precisamos do convívio com as pessoas para construir a nossa personalidade e interagir com o mundo ao nosso redor. mas também de aquisição de valores. um novo docente. Enfim. Freire (2002). portanto. Reiteramos que o aprender e o ensinar são duas atividades unificadas pela relação que se estabelece entre o agente formador (professor) e o aprendiz (aluno) centrado em duas bases unidirecional: interação e respeito. as relações estabelecidas entre professores e alunos tornam-se um determinante muito decisivo no processo pedagógico. permitindo um novo olhar e conseqüentemente. não podemos ignorar a importância da interação entre professores e alunos e as relações decorrentes deste convívio. na reflexão sobre . Sabemos que a sala de aula não pode apenas ser um lugar de transmissão de conteúdos teóricos. Freire. Dentro do universo acadêmico da universidade.

É imprescindível diante de problemas de aprendizagem procurar a verdadeira causa. têm sido um elemento de fortalecimento da aprendizagem. Geralmente. que serei tão melhor professor quanto mais severo. Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha por ele. pois diante de tudo o grande prejudicado normalmente é o aluno. muitas vezes ouvimos as afirmações: é preciso separar o lado afetivo do lado profissional ... é preciso investir tanto no aluno como no professor para que não se instale um círculo vicioso: professor-problema.) A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. professores e colegas. Na atividade profissional do professor. pois professor e aluno formam um par complementar complexo e dinâmico. essa separação não existe.159-160) A relação professor-aluno pode tanto produzir resultados positivos quanto negativos. mais distante e cinzento me ponha nas minhas relações com os alunos (. a dificuldade de manter relacionamentos harmoniosos e duradouros é reflexo de perdas e decepções que podem gerar defesas inconscientes. p. sobretudo do ponto de vista democrático. aluno-problema. mais frio. alunos e colegas. isto porque as mesmas apresentam diversos níveis de complexidade e tendem a ficar camuflados em muitas racionalizações. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade.ensinar exige querer bem aos educandos. As dificuldades acadêmicas não podem ser focalizadas apenas no aluno. ( 1996. Será que é possível fazer essa separação? É possível fragmentar-se tanto? Na nossa ótica. ressalta que: Não é certo. o que 8 pode ocorrer é o desenvolvimento da capacidade de manter equilibrado diante -se dos conflitos. . pois os laços afetivos entre professores e alunos. temos que deixar nossos problemas pessoais em casa .

ao que parece. é necessário a compreensão e tratamento do ser humano enquanto ser pessoa . Para Morgado (2002). Na visão de Freud em suas reflexões sobre a Psicologia do Escolar. v.aluno. um amigo. como também o olhar crítico dos colegas e pessoas mais próximas. É necessário sair da posição autoritária e ter a coragem de submeter-se ao olhar crítico de quem está diretamente sendo o alvo da sua atuação o aluno. as implicações sociais.286). Em se tratando dessa multireferencialidade. a figura de autoridade que simbolizam os pais. Neste sentido.educador. é preciso investir no auto conhecimento.A trajetória do aluno sempre aponta a figura do professor como sendo a mais importante e. mais que um profissional. 9 Para construir uma competência na relação com os alunos. portanto. pondo o conhecimento como o legitimador da autoridade pedagógica. O professor precisa também sair da posição de invulnerabilidade e síndrome do sucesso. (1914. na medida em que está sempre entre aquelas que trabalham com pessoas e assim sendo sujeita a conflitos. tende a acontecer na sala de aula. ou seja. cognitivas e também emocionais e espirituais. a personalidade do professor exerce mais influência no aluno do que a disciplina estudada.. ambigüidades e defesas. e até mesmo de profissionais especializados. procurando compreender sua . Nessa reflexão Perrenoud (1993) diz ser a profissão docente uma profissão impossível . as relações transferenciais (hostilidade ou afetividade) do aluno para com o professor. orgânicas. culturais. alguém com quem possa ter um relacionamento onde a emoção esteja presente. é fundamental e urgente tratar da vida pessoal do professor para que ele possa lidar com o aluno deixando marcas positivas em sua história.XXIII p. pois o professor acima de tudo conta consigo mesmo. Não se pode negar a complexidade que envolve o ser humano e no que se refere ao processo ensino-aprendizagem. O que o professor precisa é não reagir a ela (contratransferência).

10 Cada professor tem suas vivências na formação acadêmica e constrói sua identidade vocacional e profissional na interação com os alunos através de uma prática reflexiva na experiência cotidiana. suas potencialidades e fragilidades evitando permanecer na posição defensiva de que eu sou assim mesmo . Em contrapartida vemos professores ansiosos e inseguros que com ignorância e arrogância mantêm um afastamento do aluno.humanidade. principalmente diante do mundo globalizado capitalista. Ele paga e pode escolher. Nessa dinâmica do relacionamento professor-aluno temos consciência atualmente de um descaso com a figura do professor. A mudança que o outro precisa para nós é muito óbvia. desprezando a con strução do relacionamento com o aluno. utilizando práticas pedagógicas tradicionais. onde a avaliação (prova) é . Uma das coisas mais difíceis na vida é estabelecer mudanças. exigir e determinar o professor que ele quer. pois qualquer método pedagógico tem a intensidade relacionada ao valor pessoal de quem o utiliza. É preciso determinação e persistência para desaprender hábitos e atitudes que prejudicam a trajetória profissional e aprender novas posturas que por certo trarão novas perspectivas. o professor é visto como seu funcionário. ( 1967 ) Observamos assim a importância da pessoa do professor na dinâmica relacional em sala de aula. pois isso contraria a própria posição de facilitador da aprendizagem. criando um clima de medo em sala de aula. porém a nossa própria mudança é permeada de muita resistência. Nesta reflexão pode-se observar a contribuição do pensamento de Mauco: O que é mais importante não é o discurso ou o método do educador e sim o que ele é e sente. Nessa interação com os alunos é preciso atentar para as atitudes tomadas no exercício da autoridade docente . com a perda de prestígio e respeito. Em muitos casos observa-se um abuso de poder. principalmente nas instituições privadas de ensino. Quanto aos alunos. se achando o dono do saber.

faz -se . Neste sentido a comunicação autêntica. é normal na convivência humana. Ser autêntico neste sentido não é simplesmente dizer o que pensa. juntamente com a liderança sábia do professor para administrar as vivências. Como professores e líderes na relação pedagógica é necessária uma postura autocrítica para perceber que se um determinado tipo de conflito tem persistido ao longo do tempo na carreira docente. mas acima de tudo pensar no que diz. Cada nova disciplina. Na relação professor-aluno é preciso estabelecer um nível de comunicação autêntica. A sala de aula é um espaço de construção do conhecimento. mas é possível formular uma resposta ao desafio de repensar a relação pedagógica. cada nova turma gera expectativas tanto no aluno quanto no professor. o desgaste emocional. para superar situações desafiadoras em sala de aula. pode romper qualquer entrave.instrumento de punição e acerto de contas. Quando ocorre uma frustração das expectativas surge o desinteresse. Consciente de que as universidades são produtos das relações humanas. ou seja. e se articule com o preparo pedagógico. atitudes e expectativas. Conflitos podem surgir. pois o primeiro passo para a mudança é o reconhecimento da necessidade de mudar e o segundo é a tomada de decisão de fazê-lo a despeito do outro ou das circunstâncias. com transparência e respeito mútuo. mas como resolver os conflitos é que se torna importante. é preciso uma qualificação para o exercício docente que ultrapasse o domínio do conhecimento específico na área. mas sem negar a expressão das emoções e valores. A formação para a docência no ensino superior não pode contrariar a unidade teoria-prática. é necessário tratar a real causa fugindo das justificativas. a irreverência. 11 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Não há como esgotar um assunto de tão grande envergadura. cada novo professor. jogando no outro todas as frustrações e preconceitos.

Há muito tempo ouve-se a afirmativa Ensinar é uma arte . Educar pela pesquisa. De Themira de Oliveira e outros. A formação do professor tem enfatizado mais os conhecimentos científicos e tecnológicos dando pouca ênfase às questões de relacionamento interpessoal. Psicanálise e educação. Rio de Janeiro: Imago.necessário fortalecer o debate sobre as possibilidades de estabelecer uma política de formação continuada para os professores universitários. SP:Autores associados. . cultural e político estrutural do recinto universitário.281288. aponta para uma virtude dialética reconstrutiva dos conhecimentos a serviço do processo educativo que fundamentalmente deve se processar nas competências humanas e sua base alicerçada no patrimônio histórico. FREIRE. Sigmund. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 2002. 3 ed. 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: DEMO. p. MAUCO. IN: Edição Standart Brasileira das obras psicológicas de Sigmund Freud. A universidade que visa à qualidade. s/d. São Paulo: Paz e Terra. Qualquer prejuízo nessa relação desarticula a tranqüilidade do professor no ensino e a receptividade do aluno na aprendizagem. Campinas. Georges. Lisboa: Moraes. 25 ed. Paulo. Algumas considerações sobre a psicologia do escolar (1914). Realmente é uma arte que precisa ser aperfeiçoada a cada dia através de uma postura crítica e reflexiva da práxis. XXIII.1998. 1967. social. FREUD. A relação professor-aluno é paradoxalmente a maior produtora de tensões como também de recompensas e gratificações. Pedro. pois a reflexão é um valioso instrumento de auto desenvolvimento e transformação. Trad.

2 ed. Lea das Graças Camargo. Philliph.MORGADO. RS:Artmed. 2002. PERRENOUD.1993. Docência no ensino superior. São Paulo: Sumus.A. ANASTASIOU. __________________. PIMENTA. profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. 2002. Práticas pedagógcas. Lisboa: Dom Quixote. São Paulo: Cortez. . Da sedução na relação pedagógica: professor-aluno no embate com afetos inconscientes. Dez novas competências para ensinar: Porto Alegre. 2002.Selma Garrido. M.

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