P. 1
termopar

termopar

|Views: 416|Likes:
Publicado porrobertojunior002

More info:

Published by: robertojunior002 on Aug 21, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

09/29/2013

pdf

text

original

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA TECNOLOGIA EM AUTOMATIZAÇÃO INDUSTRIAL DISCIPLINA DE INSTRUMENTAÇÃO PROFESSOR: VALNER

BRUSAMARELLO TRABALHO FINAL DE INSTRUMENTAÇÃO

TERMÔMETRO COM SENSOR TERMOPAR TIPO J

Caxias do Sul, 23 de junho de 2004.

FÁBIO ARGENTA RUDINEI ZIMMERMANN WALTER COLOMBO

INTRODUÇÃO: Em todas as instalações industriais, a medição da temperatura é de extrema importância, permite a medição de níveis de energia térmica, conhecer a eficiência dos equipamentos térmicos e assim poder corrigir as suas condições de funcionamento, bem como conhecer a eficiência de ciclos termodinâmicos. Tendo em vista a importância e necessidade de se possuir um total controle sobre processos térmicos, consta neste relatório um dos modos de se obter este controle, que é através de um Termopar Tipo J e de um circuito eletrônico na qual o sinal é otimizado afim de poder utilizá-lo na instrumentação industrial. Mediante uma explanação sobre o Termopar Tipo J, pode-se ter um melhor conhecimento em relação ao seu funcionamento, composição, características e comportamento quando submetido a variações de temperatura. Também se pode ter uma idéia de como trabalhar o sinal gerado pelo Termopar Tipo J através do circuito eletrônico de amplificação e compensação apresentado.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A importância da temperatura: Temperatura: segunda grandeza mais medida no mundo, perdendo apenas para o tempo. Só por isso, já temos uma idéia da sua importância na vida das pessoas e na produção industrial. Monitoramento ambiental; meteorologia; investigação de novos combustíveis; aproveitamento da energia solar; desenvolvimento de motores para automóveis; cuidados médicos; qualidade final de um produto e conservação de alimentos nas gôndolas dos supermercados são alguns exemplos da influência da temperatura no dia-a-dia das pessoas. E praticamente todo o processo industrial está sobre os efeitos dessa grandeza. Portanto, controlá-la corretamente chega a ser uma questão de sobrevivência. Ao contrário da pressão, a medição da temperatura não depende da quantidade do material que se pretende avaliar. Por esse motivo, foram muitas as dificuldades em se criar um instrumento capaz de medi-la corretamente. Galileu Galilei é considerado o primeiro inventor de um termômetro, em 1592. Depois dele, vários modelos foram desenvolvidos. Santorio Santorre criou o termoscópio a base de ar e equipado com uma escala para leitura, em 1612. Só em 1714, um fabricante holandês de instrumentos de precisão chamado Gabriel Fahrenheit desenvolveu os primeiros termômetros de mercúrio precisos e repetitivos. Em 1821, Thomas Seebeck descobriu o termopar, mais importante sensor industrial de temperatura. O Sistema Internacional de Unidades (SI) classifica a temperatura universal em Kelvins. Porém, admite-se que essa escala não é adequada para o uso diário. Assim, foi estabelecida a seguinte proporção: t / ºC = T / K – 273,15. Atualmente, a medição de temperaturas por meio de termômetros de platina é muito importante nos processos de controle industrial. O maior objetivo da monitoração de variáveis e controle em processos industriais é obter produtos de alta qualidade, com melhores condições de rendimento e segurança, com custos de produção compatíveis com a grande competitividade do mercado globalizado. Mas, a influência da temperatura não pára por aí, ela pode ser responsável também pela eficácia dos processos de esterilização; tratamento térmico de metais; refino de aço e conservação de alimentos. Medidores ideais Se a temperatura influencia o resultado final de um produto, é necessário, portanto, escolher corretamente um aparelho para medição dessa grandeza. Seu controle e monitoração são realizados por meio das informações fornecidas pelos sensores de temperatura, como termopares; termorresistências etc. Ligados a instrumentos de controle e registro, esses aparelhos irão atuar no processo registrando e controlando a temperatura ideal para determinada linha de produção. Há indústrias que realmente se preocupam com a temperatura. Outras, apesar de serem bastante dependentes dessa grandeza, simplesmente não possuem o menor cuidado com ela.

O que muitas vezes não se percebe são os desperdícios, como gastos desnecessários com energia elétrica, parada de máquinas, não uniformidade de produto e processo, refugos, entre outros. A escolha do sistema de medição de temperatura de um determinado processo depende da faixa de temperatura que se pretende medir; das condições ambientais em que a medição será realizada; do tempo de resposta e da profundidade de imersão e de uma precisão compatível com as tolerâncias do processo. Além disso, os instrumentos ainda devem ter entrada universal; algoritmo de controle PID e sistema de auto-sintonia para start-up e operação. O conhecimento dos operadores quanto ao manuseio dos aparelhos também deve ser considerado. É preciso escolher um modelo compatível com o nível de conhecimento e capacidade de configuração dos operadores. Selecionar fornecedores que ofereçam um suporte técnico eficiente e permanente no Brasil também é fundamental para manter o medidor de temperatura em perfeitas condições. O responsável pela especificação do sensor de temperatura deverá analisar as necessidades e características de seu processo de produção e procurar, a partir daí, qual o sensor que oferece o melhor custo-benefício para essa aplicação. Escala de temperatura A escala internacional de temperatura de 1990 (ITS-90) define as temperaturas Kelvin internacionais, com o símbolo T90 e as temperaturas Celsius internacionais, com o símbolo t90. Dessa forma, a relação entre T e t é: t90 / ºC = T90 / K – 273,15. A ITS-90 se estende desde 0,65 K até a mais elevada temperatura mensurável em termos da lei da radiação de Planck usando radiação monocromática. Entre 0,65 K e 5,0 K, T90 é definida em termos das relações entre temperatura e pressão de vapor do 3He e do 4He. Entre 3,0 K e o ponto triplo do néon (24,5561 K), T90 é definida por meio de um termômetro de gás, de hélio, calibrado em três temperaturas realizáveis experimentalmente, às quais foram atribuídos valores numéricos (pontos fixos definidores) e usando procedimentos de interpolação especificados. Entre o ponto triplo do hidrogênio em equilíbrio (13,8033 K) e o ponto de congelação da prata (961,78ºC), T90 é definida por meio de termômetros de resistência de platina calibrados em conjuntos especificados de pontos fixos definidores e usando procedimentos de interpolação especificados. Acima do ponto de congelação da prata (961,78ºC), T90 é definida em termos de um ponto fixo definidor e da lei da radiação de Planck. A introdução da nova escala de temperaturas, em primeiro de janeiro de 1990, trouxe como conseqüência à modificação da quase totalidade dos valores numéricos de temperatura. Este aspecto – infelizmente pouco divulgado fora da comunidade metrológica – pode ter algumas conseqüências importantes para todos os que trabalham em áreas da ciência e da técnica em que são necessárias medições rigorosas da temperatura. Com efeito, uma dada temperatura termodinâmica expressa com base na ITS-90 tem um valor numérico diferente daquele que tinha quando era expressa a partir

da IPTS-68, exceto nos casos do zero absoluto (0 K), da temperatura do ponto triplo da água (273,16 K ou 0,01ºC) e de alguns outros pontos para os quais os valores de temperatura obtidos nas duas escalas são casualmente os mesmo (57 K; 656,85ºC e 896,85ºC). A título de exemplo das conseqüências prática dessas alterações, pode-se pensar no ponto de ebulição da água, à pressão atmosférica normal; tal temperatura era de 100ºC pela IPTS-68, sendo agora de 99,974ºC. O controle de temperatura O procedimento mais adequado para o controle da temperatura deve ser desenvolvido pelo próprio cliente de acordo com a realidade de seu processo. Porém, alguns cuidados gerais devem ser seguidos: controlar o recebimento dos equipamentos e sensores com os respectivos certificados de matéria prima e calibração; averiguar periodicamente as condições de instalação e troca desses aparelhos e realizar freqüentemente a calibração dos sensores e instrumentos associados. Por falar em calibração, como se dá esse processo? Quais as imprecisões mais comuns durante a calibração desses instrumentos? Os métodos utilizados para a calibração dos medidores de temperatura são vários. De modo geral, esse processo é realizado da seguinte forma: por meio de pontos fixos de temperatura e por comparação. A primeira é mais precisa, visando à calibração de padrões de referência. Esse método é utilizado por laboratórios que desejam uma incerteza de medição bastante pequena. Já a calibração por comparação é o mais usual e se destina a medidores e sensores de fábrica. Os sensores de temperatura normalmente são calibrados por comparação. Nesse caso, usa-se um sistema composto por um padrão calibrado, como um termopar, um termômetro de resistência ou de líquido-em-vidro e um forno de calibração, com uniformidade conhecida. Geralmente, os indicadores de temperatura são calibrados por meio de uma fonte de tensão, corrente ou resistência calibrada, cuja escolha dependerá do tipo de entrada do equipamento a ser verificado. Os defeitos encontrados durante o processo de calibração são diversos. Nos termômetros digitais, termorresistores e termopares as conexões elétricas são os principais pontos de erro. Os termopares devem ter um cuidado especial, visto que os cabos de ligação podem influenciar no processo de calibração. Cada tipo tem seu respectivo cabo e as conexões elétricas devem estar ao máximo afastadas dos pontos de calor para que não interfiram nas leituras do equipamento.Quanto aos sensores, a oxidação e sujeira nos contatos, bem como a baixa resistência de isolação elétrica e nas unidades de leitura são os erros mais freqüentes verificados nos aparelhos durante o processo de calibração. No primeiro caso, basta uma limpeza rigorosa. Já no segundo, o usuário precisa fazer um monitoramento com megôhmetros. A malha formada pelo sensor, fios de ligação e unidade de leitura não pode ter um erro superior à média quadrática dos prováveis erros de cada componente da malha. A incerteza da calibração deve estar entre 1/3 e 1/10 da tolerância admitida para o objeto em calibração.

O Termopar Termopar é um tipo de sensor de temperatura muito simples, robusto, barato e de fácil utilização. O dispositivo gera eletricidade a partir de diferenças de temperatura. Dois fios condutores de eletricidade, por exemplo, o cobre e uma liga de cobreníquel chamada constatam, quando unidos em uma de suas extremidades, geram uma tensão elétrica, que pode ser medida na outra extremidade, se existir diferença de temperatura entre elas. Como a diferença de potencial é proporcional à diferença de temperatura entre suas junções, este princípio, denominado efeito Seebeck em homenagem ao cientista que o descreveu, é amplamente utilizado para medir temperatura na indústria, em muitos tipos de máquinas e equipamentos. Se você desejar se aprofundar um pouco mais, sugerimos nosso curso Sensores de Temperatura - Princípios e Aplicações A temperatura da junção de referência para termopares foi fixada em 0ºC para simplificar as equações matemáticas usadas que descrevem o comportamento dos termopares. Como conseqüência, as tabelas de referência dos termopares pressupõem uma junção de referência em 0ºC. Para realizar medições corretas o usuário deverá assegurar-se que essa condição está sendo atendida, seja por meios físicos (banho de gelo) ou por meios eletrônicos (compensação automática realizada pelo instrumento de leitura). Na relação de normas da ABNT e você verá que existe uma norma NBR sobre preparação de junção de referência para termopares. Acidentes e novas tecnologias Um erro no controle da temperatura pode superaquecer ou não aquecer o suficiente um material, causando entupimentos, aumento de pressão e até explosões. Uma temperatura incorreta pode significar má esterilização ou produção indevida de um alimento, acarretando danos aos consumidores. São exemplos práticos da importância do controle correto da temperatura.Para se prevenir desses infortúnios, deve-se ter os processos controlados por especialistas em temperatura. Além disso, é importante que os operadores estejam devidamente treinados e conheçam os procedimentos de emergência em caso de falhas. Experimento de Seebeck. As primeiras medições de temperatura registradas que se tem conhecimento, foram realizadas por GALILEU, a partir de um termoscópio, termômetro cujo princípio físico era a expansão do ar; na ocasião, sua “escala” estava dividida em “graus de calor”, segundo seus registros. Em 1821, o físico alemão Thomas Johann Seebeck observou que, unindo as extremidades de dois metais diferentes “x” e “y” e submetendo as junções “a” e “b” a temperaturas diferentes T1 e T2, surge uma f.e.m. (força eletromotriz,

normalmente da ordem de mV) entre os pontos a e b, denominada “tensão termoelétrica”.

x T1 “a” T2=T. ambiente “b”

i

y

Experimento de Seebeck.

x T1 “a” T2=T. ambiente “b”

i

y

Figura 2 - Dois metais diferentes, “x” e “y” com as extremidades unidas e mantidas a temperaturas diferentes

x T1 “a”

x T2=T. ambiente “b”

i

y

Figura 3 - Abrindo o circuito em qualquer ponto e inserindo um instrumento adequado, tem-se o valor da f.e.m.

Este fenômeno é conhecido por "Efeito Seebeck". Em outras palavras, ao se conectar dois metais diferentes (ou ligas metálicas) do modo mostrado na Figura 1, tem-se um circuito tal que, se as junções “a” e “b” forem mantidas em temperaturas diferentes T1 e T2, surgirá uma f.e.m. termoelétrica e uma corrente elétrica “i” circulará pelo chamado "par termoelétrico” ou "termopar". Qualquer ponto deste circuito poderá ser aberto e nele inserido o instrumento para medir a f.e.m. (Figura 3). Em 1826, o físico francês Antonie Becquerel sugeriu pela primeira vez a utilização do efeito Seebeck para medição de temperatura. 1a Lei Termoelétrica “A força eletromotriz "e" de um termopar depende somente da natureza dos condutores e da diferença de temperatura entre as junções de contato”. Algumas conseqüências importantes da 1a Lei a)Se as junções estiverem à mesma temperatura, a f.e.m. gerada pelo termopar é nula. b) A f.e.m. gerada pelo termopar independe do ponto escolhido para medir o sinal. Por isso, ao confeccionar o termopar, numa das junções não é realizada a solda, introduzindo-se ali o instrumento. c) A f.e.m. do termopar não será afetada se em qualquer ponto do circuito for inserido um terceiro metal, desde que suas junções sejam mantidas a mesma temperatura. Esta propriedade é chamada, por alguns autores, de "Lei dos Metais Intermediários”. 2a Lei Termoelétrica(Lei das Temperaturas Intermediárias) “Se dois metais homogêneos diferentes produzem uma f.e.m. E1 quando as junções estão às temperaturas T1 e T2, e uma f.e.m. E2, quando as junções estão a T2 e T3, a f.e.m. gerada quando as junções estão a T1 e T3 será E1 + E2”. A Figura mostra um termopar usado para medir a temperatura T1; o instrumento indicara uma voltagem proporcional a diferença (T1 - T2 ).T2 pode ser medida com um termômetro convencional.

ε
a
T

RT

x
T 2 y

Cu Rv C u

1

b

Figura 4 - Circuito equivalente, Rv é a resistência interna do voltímetro. RT é a resistência dos fios do termopar acrescido dos fios que levam o sinal ao instrumento. TERMOPARES – CIRCUITOS DE TERMOPARES E MEDIÇÕES DE F.E.M.

ε
a

Rr

Cu Rv Cu

x
T b 2
y

T 1

Analisando o circuito elétrico, pode-se notar que o voltímetro somente irá informar a f.e.m. (e) se Rv >> RT. Desta forma, a escolha do instrumento adequado, requer um grande cuidado!

TERMOPARES – POTÊNCIA TERMOELÉTRICA
Ao se medir a f.e.m. termoelétrica de um par termoelétrico em função da temperatura, obtém-se, em geral, uma relação do tipo mostrado no gráfico da figura 5. A curva mostrada no gráfico é denominada de curva de calibração do par termoelétrico. A relação da f.e.m. termoelétrica com a temperatura, normalmente, não é linear, mas para algumas faixas de temperatura, pode ser considerada como se o fosse (veja a reta 1 da Figura 5).

Figura 5 - Curva de calibração de um par termoelétrico A partir do gráfico pode-se definir uma grandeza denominada de potência termoelétrica do termopar, dada por: P = de/dT ou para um intervalo de temperatura P = eD/DT A potência termoelétrica representa a sensibilidade de resposta (De) do par termoelétrico com a variação de temperatura (DT).

TERMÔMETROS COMERCIAIS

TERMOPARES – FIOS DE COMPENSAÇÃO

x
T1 Termopar
y

T2

Fios de Compensação

T3

Figura 6 - Termopar com fios de compensação

Na maioria dos casos, sobretudo em aplicações industriais, o instrumento de medida e o termopar necessitam estar relativamente afastados. Desta forma, os terminais do termopar poderão ser conectados a uma espécie de cabeçote, e, a partir deste cabeçote são adaptados fios de compensação (praticamente com as mesmas características dos fios do termopar, porém mais baratos) até o instrumento, conforme mostra a Figuras 6. Na montagem apresentada na Figura 6, o sinal lido no instrumento é proporcional a (T1 - T3), já que os fios de compensação possuem as mesmas características do termopar (é como se existisse um único termopar). Note que, se os fios fossem de cobre (fios comuns) o sinal lido pelo instrumento seria proporcional a (T1 - T2). ALGUNS TIPOS DE TERMOPARES

Figura 7 - Diversos termopares com finalidades aplicativas diferentes.

Figura 8 - Terminais para termopares - conexão com cabos de compensação.

Figura 9 - Termopares com proteção diversa (bainha de inox, tubo de inox).

Figura 10 - Termopar especial com base magnética para fixação em dispositivos metálicos.

Figura 11 - Termopar com indicador digital de temperatura.

O Efeito Peltier
Em 1834, Jean Peltier, mostrou, através de experimentos, que quando se passa uma pequena corrente elétrica através da junção de dois fios diferentes, em uma direção, a junção se resfria, e assim absorve calor de sua vizinhança. Quando a direção de corrente é invertida, a junção se aquece. E assim libera calor para a vizinhança. Quando se introduz um gerador em um circuito formado por um par termoelétrico com ambas extremidades unidas e à mesma temperatura inicial, ao circular uma corrente elétrica "I" pelo circuito, observa-se que em uma das junções ocorre um resfriamento T, enquanto na outra junção ocorre um aquecimento de mesmo valor. Ao se inverter o sentido da corrente elétrica inverte-se também o efeito de aquecimento e resfriamento nas junções. Uma aplicação do efeito Peltier –Coolers de microprocessadores. O efeito Peltier pode ser descrito como uma espécie de "bomba de calor", que "suga" calor de um dos lados, e o dissipa do lado oposto. Isto significa que temos um lado frio e um lado quente. O lado frio, é o que suga o calor, que naturalmente é o que ficará e contato com o processador, enquanto o lado quente em geral é fixado a um cooler convencional, que ajuda a dissipar o calor gerado, evitando que o peltier se superaqueça. Como o peltier deve cobrir toda a área de contato do processador, existem peltiers de vários tamanhos. Os peltiers são bem mais eficientes que os coolers convencionais, mas naturalmente possuem suas desvantagens.1.Consomem uma quantidade absurda de eletricidade. Os modelos mais "econômicos" consomem por volta de 70 watts; 2.2.Peltiers geram uma grande quantidade de calor durante seu funcionamento, que somado com o calor "sugado" é dissipado pela face quente. Apesar do processador ficar mais frio, a quantidade de calor irradiada para o restante do micro será maior. 3.3.Condensa umidade devido ao processador demorar um certo tempo para esquentar e o Peltier começar a trabalhar imediatamente. Portanto, a sua face fria fica realmente gelada até que o processador esquente, causando um grande acumulo de umidade ou até mesmo “água em estado liquido”.

DESCRIÇÃO DO MATERIAL UTILIZADO NO EXPERIMENTO: • • • • 1 Osciloscópio 1 multímetro 1 simulador de termopar tipo J 1 estanhador

Fonte Simétrica +8/-8 VCC: • • • • • • Trafo 220V/12 + 12 V 4 x diodo 1N 4007 2 x capacitores 1000 µF 2 x capacitores 100 µF regulador 7808 regulador 7908

Circuito eletrônico: • 3 x resistor de 1 KΩ • 5 x resistor de 10 KΩ • 1 x resistor de 100 KΩ • 1 x diodo 1N 4148 • 1 x diodo zener 5V2 • 1 x capacitor de 220 pF • 1 x capacitor de 1 nF • 1 x trimpot de 100 KΩ • 1 x CI LM 324 • 1 x termopar tipo J

DESCRIÇÃO DA MONTAGEM DO EXPERIMENTO: Com posse do material a ser utilizado, foi montado o circuito na placa conforme mostra o esquema elétrico anexo: Depois de montado o circuito foi utilizado o simulador de termopar tipo J para variar a tensão (simulando assim o termopar), e com essa variação foram colhidos com um voltímetro e um osciloscópio os resultados referentes ao sinal de saída amplificado. Esses valores foram comparados com uma tabela de termopares e com isto foi estabelecida uma relação de tensão x temperatura, a qual será mostrada em uma tabela posteriormente.

Montagem do termômetro:

Características dos componentes: O CI usado no termômetro consiste em quatro amplificadores operacionais de alto ganho com freqüência interna compensada e foi desenvolvida para trabalhar com fonte simples ou simétrica de 3 a 32 VCC.

Tabela de temperatura do circuito:

Temp.(°C)

Tabela de Temperatura circuito Tensão termopar(mV)

Saída(V)

-30 -20 -10 0 8 18 28 39 48 69 89 139

-1,50 -1,00 -0,50 0,00 0,40 0,90 1,40 2,00 2,50 3,60 4,70 7,40

-6,45 -6,24 -6,04 -5,84 -5,63 -5,41 -5,20 -4,98 -4,76 -4,32 -3,87 -2,73

Gráfico de resposta sensor:

Resposta sensor em relação a temperatura
160 140 120 Temperatura ( oC) 100 80 60 40 20 -2,00 0 -200,00 -40 2,00 4,00 6,00 8,00

Tensão(mV)

Gráfico de temperatura em relação aa tensão de saída do circuito:

Temperatura x Tensão saída
160 140 120 Temperatura ( C)
o

100 80 60 40 20 -7,00 -6,00 -5,00 -4,00 -3,00 -2,00 -1,00 0 0,00 -20 -40 Tensão(V)

CONCLUSÃO: Através deste trabalho pôde-se verificar na teoria e da prática a origem, a composição e o comportamento do Termopar Tipo J quando submetido a variações de temperatura. Pôde-se também analisar o funcionamento de um circuito eletrônico projetado para justamente fazer a leitura do sinal gerado pelo Termopar Tipo J, trabalhar este sinal e torná-lo possível para o uso na instrumentação industrial. Tendo em vista a análise feita sobre o Termopar Tipo J e o circuito eletrônico para otimização do sinal, pode-se concluir a perfeita adaptação deste modelo de sensor no uso em processos de indicação e controle de temperatura na área da instrumentação industrial.

BIBLIOGRAFIA: www.fairchildsemi.com www.banasmetrologia.com.br www.ecil.com.br www.termopar.com.br www.unicamp.com.br www.eletricazine.com.br

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->