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APOSTILA CIPA - ENGESTRAUSS

APOSTILA CIPA - ENGESTRAUSS

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Sections

  • OBJETIVO DO CURSO
  • HISTÓRIA DA CIPA E SUA LEGISLAÇÃO
  • ANTES DE ENTENDER A CIPA
  • Acidente de Trabalho
  • Acidente do Trabalho - Conceito Legal
  • Acidente do Trabalho - Conceito Técnico (Prevencionista)
  • Quase Acidente (Incidente)
  • Causas de Acidentes do Trabalho
  • Ato Inseguro
  • Condição Insegura
  • Fator Pessoal de insegurança
  • Conseqüências dos Acidentes
  • Para o Acidentado
  • Para a Família
  • Para a Empresa
  • Para a Sociedade
  • Tipos de Acidentes
  • RISCOS AMBIENTAIS
  • Agentes Físicos
  • Agentes Químicos
  • Agentes Biológicos
  • Agentes Ergonômicos
  • Agentes Mecânicos
  • SEESMT
  • Fundamentos
  • PROGRAMAS ESPECIAIS
  • Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA
  • Norma Regulamentadora - NR 09
  • Programa De Controle Médico De Saúde Ocupacional – PCMSO
  • Norma Regulamentadora - NR 07
  • LEGISLAÇÃO:
  • Consolidação das Leis do Trabalho – CLT
  • Noções de Legislação Previdenciária
  • Benefícios para o Trabalhador Urbano, Segurado da Previdência Social
  • As Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho são Devidas
  • Não são Devidas as Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho
  • Consideram-se como Acidente do Trabalho
  • Não são Consideradas como Doença do Trabalho
  • Equiparam-se Também ao Acidente do Trabalho
  • Carência
  • Comunicação do Acidente do Trabalho
  • Prazo para Comunicar o Acidente do Trabalho
  • Quando Deixa de ser Pago o Benefício
  • Renda Mensal do Benefício:
  • Valor do Salário-de-Benefício:
  • Como Deverá ser Comunicado o Acidente do Trabalho:
  • Comunicação de Reabertura:
  • Normas Regulamentadoras
  • NR 01 – Disposições Gerais
  • NR 02 – Inspeção Prévia
  • NR 03 – Embargo ou Interdição
  • NR 05 – CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
  • NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI
  • NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
  • NR 08 – Edificações
  • NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
  • NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
  • NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
  • NR 12 - Máquinas e Equipamentos
  • NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
  • NR 14 – Fornos
  • NR 15 – Atividades e Operações Insalubres
  • NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
  • NR 17 – Ergonomia
  • NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
  • NR 19 – Explosivos
  • NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
  • NR 21 – Trabalho a Céu Aberto
  • NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
  • NR 23 - Proteção Contra Incêndios
  • NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
  • NR 25 – Resíduos Industriais
  • NR 26 – Sinalização de Segurança
  • NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho No MTe
  • NR 28 - Fiscalização e Penalidades
  • NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
  • NR 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
  • NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde
  • NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados
  • A COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA
  • Objetivo da CIPA
  • Organização da CIPA
  • NR – 05
  • Composição
  • Atribuições da CIPA:
  • Atribuições dos Integrantes da CIPA
  • Do Presidente:
  • Do Vice-Presidente:
  • Do Presidente e do Vice-Presidente em conjunto:
  • Do Secretário:
  • Dos Demais Membros da CIPA:
  • Participação dos Trabalhadores na CIPA:
  • Plano de Trabalho
  • Reunião da CIPA
  • Objetivos da Reunião da CIPA:
  • Estudar:
  • Promover:
  • Propor:
  • Campanhas de Segurança:
  • INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES:
  • Passos Importantes:
  • Árvore Das Causas:
  • MAPA DE RISCOS
  • O que é
  • Quem faz
  • Estudos dos tipos de riscos
  • Como levantar e identificar os riscos durante a visita ao setor
  • A avaliação dos riscos para a elaboração do mapa
  • A colocação dos círculos na planta ou croqui
  • MEDIDAS DE CONTROLE
  • Eliminação do risco:
  • Neutralização do risco:
  • Sinalização do risco
  • Proteção Coletiva e Individual:
  • Equipamento de Proteção Individual – E.P.I
  • Obriga-se o empregador quanto ao E.P.I.:
  • Obriga-se o empregado quanto ao E.P.I.:
  • INSPEÇÃO DE SEGURANÇA
  • Objetivo
  • Inspeções que podem ser realizadas
  • Inspeções Gerais
  • Inspeções Parciais
  • Inspeções de Rotina
  • Inspeções Periódicas
  • Inspeções Eventuais
  • Inspeções Oficiais
  • Inspeções Especiais
  • Passos a Serem Seguidos na Inspeção de Segurança
  • Registro
  • Análises de Riscos
  • Priorização
  • Implantação
  • Acompanhamento
  • NOÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO
  • Conceito de Prevenção a Incêndio:
  • Conceito de Incêndio:
  • Conceito de Combate a Incêndio:
  • Conceito de Fogo:
  • Calor
  • Os Efeitos do Calor
  • Efeitos fisiológicos do calor sobre o ser humano
  • Combustível
  • Comburente
  • Métodos de Extinção do Fogo
  • Resfriamento
  • Abafamento
  • Classificação dos Incêndios e Métodos de Extinção
  • Incêndio Classe A
  • Incêndio Classe B
  • Incêndio Classe C
  • Extintores de Incêndio
  • Agente Extintor
  • Água
  • Gás Carbônico (CO2)
  • Pó Químico Seco
  • Extintores Portáteis
  • Extintor de Gás Carbônico
  • Manutenção
  • Inspeções
  • OÇÕES BÁSICAS SOBRE A.I.D.S
  • Como se Transmite a A.I.D.S.;
  • Como Prevenir-se:
  • HIGIENE TAMBÉM É IMPORTANTE!
  • Apresentação pessoal
  • Conservação do ambiente
  • Fumantes
  • ENCERRAMENTO

CURSO DE FORMAÇÃO PARA

COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Curso de Formação para CIPA – Versão 1.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

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Índice

OBJETIVO DO CURSO ........................................................................................................ 7 HISTÓRIA DA CIPA E SUA LEGISLAÇÃO ....................................................................... 7 ANTES DE ENTENDER A CIPA ......................................................................................... 8 Acidente de Trabalho ...................................................................................................... 8 Acidente do Trabalho - Conceito Legal ....................................................................... 8 Acidente do Trabalho - Conceito Técnico (Prevencionista) ......................................... 8 Quase Acidente (Incidente) ......................................................................................... 8 Causas de Acidentes do Trabalho.................................................................................... 9 Ato Inseguro ............................................................................................................... 9 Condição Insegura ...................................................................................................... 9 Fator Pessoal de insegurança ....................................................................................... 9 Conseqüências dos Acidentes ........................................................................................10 Para o Acidentado ......................................................................................................10 Para a Família ............................................................................................................10 Para a Empresa ..........................................................................................................10 Para a Sociedade ........................................................................................................11 Tipos de Acidentes ........................................................................................................11 Acidentes Típicos ..................................................................................................11 Acidentes de Trajeto ..............................................................................................11 Doenças Ocupacionais ...........................................................................................11 Doenças Profissionais ............................................................................................11 RISCOS AMBIENTAIS ....................................................................................................11 Agentes Físicos..............................................................................................................12 Ruído .........................................................................................................................12 Vibrações...................................................................................................................12 Temperaturas Extremas..............................................................................................12 Pressões Anormais .....................................................................................................12 Radiações Ionizantes:.................................................................................................12 Radiações Não-ionizantes ..........................................................................................13 Umidade ....................................................................................................................13 Agentes Químicos .........................................................................................................13 Névoas .......................................................................................................................13 Poeiras .......................................................................................................................13 Gases .........................................................................................................................13 Vapores .....................................................................................................................13 Fumos ........................................................................................................................13 Agentes Biológicos ........................................................................................................14 Bactérias ....................................................................................................................14 Parasitas ....................................................................................................................14 Vírus ..........................................................................................................................14 Fungos .......................................................................................................................14 Protozoários ...............................................................................................................14 Agentes Ergonômicos ....................................................................................................14
Curso de Formação para CIPA – Versão 1.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

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Agentes Mecânicos ........................................................................................................15 SEESMT ...........................................................................................................................15 Fundamentos .................................................................................................................15 Legal .........................................................................................................................15 Empresarial................................................................................................................15 PROGRAMAS ESPECIAIS ..............................................................................................15 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA..................................................15 Norma Regulamentadora - NR 09 ..............................................................................15 Programa De Controle Médico De Saúde Ocupacional – PCMSO .................................16 Norma Regulamentadora - NR 07 ..............................................................................16 LEGISLAÇÃO: .................................................................................................................17 Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.....................................................................17 Noções de Legislação Previdenciária .............................................................................18 Benefícios para o Trabalhador Urbano, Segurado da Previdência Social ....................18 As Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho são Devidas ...................................19 Não são Devidas as Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho ............................19 Consideram-se como Acidente do Trabalho ...............................................................19 Não são Consideradas como Doença do Trabalho ......................................................19 Equiparam-se Também ao Acidente do Trabalho .......................................................20 Carência ....................................................................................................................20 Comunicação do Acidente do Trabalho ......................................................................21 Prazo para Comunicar o Acidente do Trabalho ..........................................................21 Quando Deixa de ser Pago o Benefício ......................................................................21 Renda Mensal do Benefício .......................................................................................21 Valor do Salário-de-Benefício ....................................................................................21 Como Deverá ser Comunicado o Acidente do Trabalho .............................................21 Comunicação de Reabertura.......................................................................................22 Normas Regulamentadoras ............................................................................................22 NR 01 – Disposições Gerais.......................................................................................22 NR 02 – Inspeção Prévia ............................................................................................23 NR 03 – Embargo ou Interdição .................................................................................23 NR 04 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT ....................................................................................................23 NR 05 – CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ...................................23 NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI .................................................23 NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional. ................................23 NR 08 – Edificações. .................................................................................................23 NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais. ...........................................24 NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. ..................................24 NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. ...........24 NR 12 - Máquinas e Equipamentos. ...........................................................................24 NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão. .......................................................................24 NR 14 – Fornos..........................................................................................................24 NR 15 – Atividades e Operações Insalubres. ..............................................................25 NR 16 - Atividades e Operações Perigosas. ................................................................25
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..................................Fiscalização e Penalidades ............25 NR 22 ....................................................................................................35 Curso de Formação para CIPA – Versão 1......................28 NR – 05 ........... ..................Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde........27 NR 32 ......................Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura...................................................26 NR 28 ..........31 Do Secretário: ..............................................................................................................................................................26 NR 25 – Resíduos Industriais.25 NR 23 ...............................................35 Avaliação.............................................................................................................................28 Organização da CIPA ..................................... Pecuária Silvicultura...... ......29 Atribuições da CIPA: ..............Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho No MTe ............................................................ ...................34 Propor: ................................................ ..................................................35 Organização ......Líquidos Combustíveis e Inflamáveis...............Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho........................................................................0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda................................... Exploração Florestal e Aqüicultura...........................Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.NR 17 – Ergonomia.....26 NR 26 – Sinalização de Segurança.............................................................................................................................................................................. .........................25 NR 21 – Trabalho a Céu Aberto.................................................27 NR 33 .............................32 Participação dos Trabalhadores na CIPA: ....... ......................................................................................................................................................27 NR 31 ......... ..........................................25 NR 19 – Explosivos..32 Reunião da CIPA .......................................................................32 Plano de Trabalho .........................................30 Atribuições dos Integrantes da CIPA ....................................................28 Objetivo da CIPA ...................................................25 NR 18 ...........................35 INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES: .............Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário......................................................................................................................................................28 Composição ............................................................................................27 A COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA .............................................26 NR 27 ............... ....................................................26 NR 29 ................................................................................................................................................................... ...........................................34 Campanhas de Segurança: ................................................Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados...........................................Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.................................................... .32 Dos Demais Membros da CIPA: ..........................31 Do Vice-Presidente: ................................................26 NR 24 ............35 Controle ....................... .......................34 Estudar.................. ......................26 NR 30 ..............................................................................................34 Promover: ........... .........................................................................................31 Do Presidente e do Vice-Presidente em conjunto: ........................................................................................................................... 4 ..................................................31 Do Presidente: ..........................................................................Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração................................25 NR 20 ...................................Proteção Contra Incêndios..........................................................34 Objetivos da Reunião da CIPA: ...............35 Planejamento ..............................................................

................................................................................................................................................................................................................................49 Acompanhamento ........................................ ................................. ...............45 Objetivo....................................................................................................................44 Obriga-se o empregador quanto ao E..............................................P........................................................................: .........................37 Qual.....48 Análises de Riscos ............................ de Acordo com sua Natureza e a padronização das Cores Correspondentes....40 MEDIDAS DE CONTROLE ...........................................39 A avaliação dos riscos para a elaboração do mapa...................................37 Como........................................................... ............................................................................................................................................................44 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA .............. ..........................38 Classificação dos Principais Riscos Ocupacionais em Grupos.............................................................................................................................................................................................................................38 Como levantar e identificar os riscos durante a visita ao setor...........................................................................................44 Obriga-se o empregado quanto ao E.................................................. ................................................................................................................................................46 Inspeções Periódicas .............................................Passos Importantes: .........................42 Proteção Coletiva e Individual: .............................................36 Quem..................................................................................................42 Neutralização do risco.................................................................................36 O Que............................37 Onde............0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.....................47 Registro ......46 Inspeções Parciais .......................... ............................................................................47 Passos a Serem Seguidos na Inspeção de Segurança .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................46 Inspeções Gerais ........................ ...............................................................................................P.. .........................................................................................................................................49 NOÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO .............................................................................................................48 Priorização ...................................P............. ..................................................................................................................................................................................45 Inspeções que podem ser realizadas .................................................................38 Estudos dos tipos de riscos.....................................50 Conceito de Prevenção a Incêndio: ............42 Equipamento de Proteção Individual – E..............................................47 Inspeções Especiais ........ ...........................................................................................................................................41 Eliminação do risco ..................38 O que é ..................................................... 5 ..................................................I..............................................................38 Quem faz ..........................................50 Conceito de Incêndio .........................................................47 Inspeções Oficiais ........................................................................................................................................................................I...............37 Quando....................................42 Sinalização do risco ...............37 Por Que..................................................................36 Árvore Das Causas: .........................................................................................40 A colocação dos círculos na planta ou croqui.............................. .............48 Implantação ...............50 Curso de Formação para CIPA – Versão 1..................... ............................................................................................................................37 MAPA DE RISCOS .........................................................................................................................................................................................................................................46 Inspeções Eventuais .I..46 Inspeções de Rotina ..........

...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................51 Resfriamento .0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda......................................................................55 Água ..........................................................51 Efeitos fisiológicos do calor sobre o ser humano ................................................................................................................................................................................53 Extintores de Incêndio ...........................................................................................................56 Manutenção ....................................................... .................................................57 HIGIENE TAMBÉM É IMPORTANTE! ..........................................................................................................................D.............................................................60 Curso de Formação para CIPA – Versão 1...52 Incêndio Classe A ..............................................Conceito de Combate a Incêndio ................I......58 Apresentação pessoal ........................... ....................................................................................................................52 Abafamento ..................................................................................................... 6 ......................................................................................50 Conceito de Fogo ................................................................................................................................................................................................................................55 Extintor de Água: .............................................................................................51 Métodos de Extinção do Fogo................................................................................................S.................................................................................56 Mensais ....................................D..............................................................................53 Incêndio Classe B ................................................................................................56 Inspeções .....................................56 Extintor de Pó Químico Seco ........................................................57 Como Prevenir-se: .............................................................................................................................................................................................58 Fumantes ......................................................50 Os Efeitos do Calor ......58 ENCERRAMENTO ...............................53 Incêndio Classe C ..................................................55 Extintores Portáteis ..........58 Conservação do ambiente ...............................................57 Como se Transmite a A.....................................................I.....................................................50 Calor .........................................................................................................................................................................................59 TERMO DE CONHECIMENTO DO ................51 Combustível .......................52 Classificação dos Incêndios e Métodos de Extinção ........................................................................................................................................................................S......56 NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A.......................51 Comburente ....55 Gás Carbônico (CO2).................................................................................................................................................................................................56 Extintor de Gás Carbônico ....................................................................................53 Agente Extintor .....55 Pó Químico Seco ...............................................56 Anuais .....................................60 MANUAL DO CURSO PARA FORMAÇÃO DA CIPA ...................................................

A Organização Internacional do Trabalho .036. segunda metade do século XVIII. instruções e rotinas  sobre segurança e saúde do trabalho. nesse ano.OBJETIVO DO CURSO  Levar ao conhecimento do membro da CIPA as principais normas. orientações.  Definir competências relativas às atividades desenvolvidas pelo membro da CIPA.CIPA e. palestras. do aumento do número de acidentes. foi promulgado o Decreto-lei Nº 5. precisamente em 10 de novembro. concursos e prêmios.724 sobre acidente do trabalho. Posteriormente. Em 1944.OIT aprovou. essa lei foi alterada pelos Decretos Nºs 13. Em 1953.637. A prevenção de acidentes e doenças do trabalho no Brasil torna-se legal com a promulgação da Lei Nº 3. na Inglaterra.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. em decorrência da chegada das máquinas. da adaptação do homem ao trabalho. que aprovou a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. a Portaria Nº 155 que regulamenta o uso dos Curso de Formação para CIPA – Versão 1. com o propósito de estimular o interesse para a segurança por meio de sugestões.724 rezava que empresas com mais de 100 trabalhadores tinham o dever de organizar comissões de empregados.452. a Lei Nº 3. 7 .  Conhecer e identificar Riscos Ambientais. pois foi durante o governo do presidente Getúlio Vargas. que nascia esta nascia esta instituição voltada para a segurança e prevenção dos trabalhadores.493 e 24. Pode-se dizer que são 64 anos deexistência. de 1934. bem como da necessidade de um grupo que pudesse apresentar sugestões para a correção de possíveis riscos de acidentes. Em 1943. publica-se a Portaria Nº 155. que regulamenta as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes . A Lei Nº 3. em 1921. cujo capítulo V referia-se à Segurança e Medicina do Trabalho. em 1960. HISTÓRIA DA CIPA E SUA LEGISLAÇÃO A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes surgiu a partir da Revolução Industrial.  Fixar diretrizes de atuação das CIPAs. instrução para a criação de comitês de segurança para industrias que tivessem em seus quadros funcionais pelos menos 25 trabalhadores.724 foi revogada pelo Decreto-lei Nº 7.

a NR 5 . seu dimensionamento. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. Ainda. trabalhador avulso. que integrava o seguro acidente do trabalho da Previdência Social. de 27 de outubro.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. que interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade.214.Conceito Legal Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. de 8 de junho. observando o grau de riscos. a perda ou redução. Em 1999. em setembro deste mesmo ano. saiu a Portaria Nº 033. ANTES DE ENTENDER A CIPA Acidente de Trabalho Acidente do Trabalho . médico residente. suas atribuições. inesperada ou não.Conceito Técnico (Prevencionista) É uma ocorrência não programada. Em 1967. ocasionando perda de tempo útil e/ou lesões nos trabalhadores e/ou danos materiais. temse a quinta revogação da Lei Nº 3. que dispunha sobre o seguro acidente de trabalho. ficando vedada a organização de CIPA’s regional e estadual. quer estabelece novos critérios para a composição e funcionamento da CIPA. de Acidente de Trabalho. Cinco anos depois. com o segurado empregado. Acidente do Trabalho . 8 .Equipamentos de Proteção Individual . NR 5. foi publicada a Lei Nº 5. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. tem-se o Decreto-lei Nº 293. processo eleitoral. da capacidade para o trabalho. Em 1978. a Portaria Nº 32 define a organização das CIPA’s nas empresas. A regra era que todo estabelecimento deveria ter a sua Comissão. que revogou a Lei Nº 293. temporária ou permanente.Norma Regulamentadora . da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho.EPIs.136. Em 1968.dispõe sobre a formação da CIPA. Quase Acidente (Incidente) São ocorrências não desejadas que interferem no processo normal do trabalho e tem Curso de Formação para CIPA – Versão 1.

0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. inconsciente ou circunstancial aos riscos de acidentes sem contrariando norma ou os cuidados necessários. Causas de Acidentes do Trabalho São atos pessoais inseguros e condições inseguras dos meios de trabalho que. propiciam a ocorrência de acidentes. combinados ou separadamente.  Uso de substâncias tóxicas.  Alcoolismo. é todo modo ou maneira de se trabalhar incorretamente.  Conflitos familiares.  Problemas diversos de ordem social e /ou psicologica Curso de Formação para CIPA – Versão 1. como por exemplo:  Problemas de saúde não tratados. 9 . podem vir a provocar acidentes. ou seja. princípio de segurança.potencial para causar lesões e/ou danos materiais. Ato Inseguro Expor-se de maneira consciente. Condição Insegura Falha existente no ambiente ou nos meios de trabalho que comprometem a segurança do trabalhador ou dos próprios equipamentos e instalações. Fator Pessoal de insegurança É o que podemos chamar de “problemas pessoais” do individuo e que. agindo sobre o trabalhador.  Falta de interesse pela atividade que desempenha.

 Despesas com treinamento do substituto  do acidentado.  Gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado.Conseqüências dos Acidentes Para o Acidentado  Sofrimento Físico (Dor). Curso de Formação para CIPA – Versão 1.  Custo de um material ou equipamento  danificado no acidente.  Atraso na entrega de produtos e conseqüentemente descontentamento de clientes.  Custo no recrutamento e seleção de pessoal. 10 .  Dificuldades com as autoridades e má fama para a empresa.  Incapacidade para o trabalho temporário ou permanente. Para a Empresa  Tempo perdido por outros empregados  ao socorrer um acidentado.  Sofrimento psicológico alterando  seu comportamento a partir do acidente:  Comprometimento financeiro. colocando seus dependentes em clima de incerteza.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Para a Família  Desestruturamento financeiro.

torna-se necessário avaliar o grau de sua intensidade. Doenças Ocupacionais: São doenças causadas pelas condições do ambiente de trabalho. dificilmente eliminados.  Perda temporária ou permanente de elemento produtivo. RISCOS AMBIENTAIS Os riscos ambientais estão presentes em praticamente todos os locais das empresas. portanto. Tipos de Acidentes Os acidentes do trabalho podem ser classificados como: Acidentes Típicos: São todos os acidentes que ocorrem no desenvolvimento do trabalho na própria empresa ou a serviço desta. Doenças Profissionais: São doenças causadas pelo tipo de trabalho desenvolvido. capazes de afetar a saúde. 11 . a segurança e o bem-estar do trabalhador. São.Para a Sociedade Aumento dos impostos e taxas de seguro. Além do simples reconhecimento. cujas características podem causar danos a integridade física dos trabalhadores a eles expostos.  Aumento do custo de vida.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. as condições ambientais de segurança do trabalho. Somente após a Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Acidentes de Trajeto: São os acidentes que ocorrem no trajeto entre a residência e o trabalho ou vice-versa. variando em categoria e intensidade. que o trabalhador exposto sofrerá prejuízo a sua saúde. Ao serviço de segurança e higiene do trabalho competirá a avaliação destes agentes de riscos no ambientes onde são exercidas as funções. observando se faz parte do itinerário normal do acidentado. São denominados agentes de risco e são inerentes e indispensáveis. A simples existência não significa. por isso.  Mais dependentes da coletividade.

pois produzem uma ionização nos materiais sobre os quais incidem. a exposição intensa e prolongada ao ruído atua desfavoravelmente sobre o estado emocional do indivíduo com conseqüências imprevisíveis sobre o equilíbrio psicossomático. que são classificados nos seguintes grupos: Agentes Físicos Neste grupo temos: Ruído: reduz a capacidade auditiva do trabalhador. como é o caso dos raios X. (Ex. As radiações ionizantes são provenientes de materiais radioativos como é o caso do raio gama (g).  De um modo geral. além de ser freqüentemente o causador indireto de acidentes do trabalho.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. produzem a subdivisão de partículas inicialmente neutras em partículas eletricamente carregadas. isto é. quanto mais elevados os níveis encontrados. na identificação e no controle desses agentes. quer por causar distração ou mau entendimento de instruções. quer por mascarar avisos ou sinais de alarme.avaliação de intensidade dos riscos a saúde. São assim chamadas. mergulho para manutenção de plataformas de petróleo. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. A C. 12 . Vibrações: as vibrações podem ser divididas em duas categorias: vibrações localizadas e vibrações de corpo inteiro. sejam as relativas ao homem ou ao ambiente.  É aceito ainda que o ruído elevado influa negativamente na produtividade. pode dar sua contribuição.: trabalho de abastecimento de forno a lenha).A. é que podem ser propostas medidas adequadas de controle. trabalho com britadeira. maior o número de trabalhadores que apresentarão início de surdez profissional e menor será o tempo em que este e outros problemas se manifestarão. etc) Temperaturas Extremas: As temperaturas extremas são as condições térmicas rigorosas. em que são realizadas diversas atividades profissionais (Ex.P.I. Radiações Ionizantes: Oferecem sério risco à saúde dos indivíduos expostos. etc). ou são produzidas artificialmente em equipamentos. Pressões Anormais: As pressões anormais são encontradas principalmente em trabalhos submersos (ex.

moído ou triturado. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. quanto menor a partícula.Radiações Não-ionizantes: São de natureza eletromagnética e seus efeitos dependerão de fatores como duração e intensidade da exposição. fumos e demais produtos químicos que possam vir a agredir a saúde de quem a eles se expõe. solvente de tintas. ocorrem através da evaporação de líquidos ou sólidos. são formadas quando um material sólido é quebrado. tais como: oxigênio. 13 .0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. nitrogênio. Ex: soldagem. Ex: minério. amianto. etc (ex. região do espectro em que se situam. Umidade: As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. como líquida ou gasosa. extrusão de plásticos. solda elétrica. tóxicos. etc. neblinas. como em operações de pinturas. etc. formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. querosene. madeira. tais como: gasolina. sílica. geralmente são caracterizados pelos odores (cheiros). poeiras de grãos. Vapores: etc. como por exemplo: gases. Gases: são substâncias não líquida ou sólidas nas condições normais de temperatura e pressão. vapores. sendo maior a chance de ser inalada. etc). vaporizado e resfriado rapidamente. mais tempo ela ficará suspensa no ar. etc. são formadas normalmente quando há geração de spray. Agentes Químicos São os agentes ambientais causadores em potencial de doenças profissionais devido à sua ação química sobre o organismo dos trabalhadores. fundição. alergênicos etc. gás carbônico. Podem ser encontrados tanto na forma sólida. com umidade excessiva. poeiras. por serem produtos corrosivos. Fumos: ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido). Veja algumas definições: Névoas: Poeiras: são encontradas quando líquidos são pulverizados. comprimento de onda de radiação.

dentre eles os que exigem posturas inadequadas ou esforço excessivo por parte do trabalhador. 14 . ex. postura inadequada. trabalho de pé. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Vírus. segurança e produtividade. comprometendo a sua saúde. ex. trabalhadores de curtume e de estações de tratamento de esgoto. tratadores de animais. brucelose.: ameba Agentes Ergonômicos São aqueles relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes à execução das atividades profissionais. açougueiros. esforço físico intenso. levantamento e transporte manual de pesos. desconforto térmico. Parasitas: sugam o homem as suas substâncias nutritivas. Bactérias: causam as pneumonias e as inflamações purulentas. hospitais. Exemplos: iluminação inadequada.Agentes Biológicos São microorganismos causadores de doenças com os quais pode o trabalhador entrar em contato. malária. Vírus: são responsáveis pelas gripes. paralisia infantil. fungos e bacilos são exemplos de microorganismos ficam expostos de de aos quais freqüentemente enfermeiros. bactérias. lumbrigas. HIV. desconforto acústico. causando diarréia. Estes fatores podem produzir alterações no organismo e estado emocional dos trabalhadores. etc). no exercício de diversas atividades profissionais. cachumba. movimentos viciosos. parasitas. etc (ex. tuberculose. etc. controle rígido de produtividade. sanatórios e médicos. trabalho em regime de turno. análises funcionários laboratórios biológicas. ex: vermes. mobiliário inadequado. lavradores. responsáveis pelas doenças em crianças e velhos debilitados. lixeiros.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. febre amarela. Fungos: bebês. sapinho em Protozoários: ficam alojados no intestino.

organizado através de um setor ou departamento da empresa. Ferramentas defeituosas ou inadequadas. etc. Arranjo físico deficiente. tornar o ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. e são responsáveis por uma série de lesões nos trabalhadores. escoriações. como cortes. Empilhamentos precários ou fora de prumo. etc. Ele só existirá na dependência do número de funcionários desta empresa bem como do grau de risco de suas atividades. queimaduras. EPI inadequado. Fundamentos Legal: Artigo 162 da CLT. ou reduzir ao mínimo possível as incidências de acidentes do trabalho.214/78 e NR 04. Instalações elétricas deficientes.Agentes Mecânicos São os que agridem o trabalhador por meio de alguma ação mecânica. Exemplos de agentes mecânicos: Máquinas sem proteção. Empresarial: Promover a preservação da saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. evitar danos corporais e materiais tanto ao empregado quanto ao empregador. PROGRAMAS ESPECIAIS Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA Norma Regulamentadora . Portaria 3. que cuida dos aspectos de Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança do Trabalho. Pisos defeituosos ou escorregadios.NR 09 Curso de Formação para CIPA – Versão 1. SEESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. 15 .0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. eliminar. fratura.

Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Programa De Controle Médico De Saúde Ocupacional – PCMSO Norma Regulamentadora . avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.  Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores. dos seus 16 . com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto trabalhadores.  Monitoramento da exposição aos riscos. reconhecimento. do programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA.  Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle. O PCMSO deve incluir.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.  Registro e divulgação dos dados.  Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia. através da antecipação.NR 07 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. por parte de todos os empregados e instituições que admitam trabalhadores como empregados. por parte de todos os trabalhadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. O programa de prevenção de riscos ambientais deverá incluir as seguintes etapas:  Antecipação e reconhecimento dos riscos. entre outros. do programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. a realização obrigatória dos exames médicos:  Admissional  Periódico  De retorno ao trabalho  De mudança de função  Demissional Curso de Formação para CIPA – Versão 1.

LEGISLAÇÃO:
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT
Capitulo V – Da Segurança e da Medicina do Trabalho Art. 154 – “A observância em todos os locais de trabalho, do disposto neste Capitulo, não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras e regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios, em que se situem os respectivos estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convenções coletivas de trabalho”. Art. 163 – “Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (C.I.P.A.), de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nestas especificadas”. Obrigações Gerais das Empresas: Art. 157 - “Cabe às Empresas: I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente; IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente”. Obrigações Gerais dos Empregados Art. 158 – “Cabe aos Empregados: I – observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior; II – colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste capitulo; Parágrafo único: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a – à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b – “ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa”. Art. 166 – “A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamentos
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de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados”. Art. 167 – “O equipamento de proteção só poderá ser posto a venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho”. Art. 168 – “Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho”. Art. 169 – “Será obrigatória a notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude de condições especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho”. Os detalhes para aplicação dos demais artigos do Capitulo V da CLT, encontram-se especificados nas Normas Regulamentadoras expedidas e atualizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTb.

Noções de Legislação Previdenciária
O decreto nº 9032, de 29/04/95, regulamenta a Lei de Acidentes do Trabalho. A partir do seu artigo, trata das prestações devidas ao acidentado, pela instituição previdenciária que hoje tem o monopólio do seguro de acidentes do trabalho. Para que o trabalhador tenha direito a prestações da Previdência Social, é necessário que ele preencha determinadas condições, entre elas, a de ter contribuído, durante certo período, para o Instituto. Embora seja a Instituição Previdenciária que assegura prestações ao acidentado, na hipótese de acidente de trabalho, tais prestações impedem do dito período de carência do Decreto 9032, de 29/04/1995.

Benefícios para o Trabalhador Urbano, Segurado da Previdência Social
 Auxílio-doença  Auxílio-acidente  Abono anual  Salário-maternidade  Salário-família
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 Aposentadoria por tempo de contribuição  Aposentadoria por idade  Aposentadoria especial  Aposentadoria por invalidez  Pensão por morte  Auxílio-reclusão  Auxílio Doença por Acidente do trabalho  Reabilitação profissional  Amparo Assistencial

As Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho são Devidas
 ao empregado;  ao trabalhador avulso;  ao médico-residente (Lei nº 8.138 de 28/12/90);  ao segurado especial.

Não são Devidas as Prestações Relativas ao Acidente do Trabalho
 ao empregado doméstico; ao contribuinte individual.

Consideram-se como Acidente do Trabalho
 doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.  doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Não são Consideradas como Doença do Trabalho
 a doença degenerativa;  a inerente ao grupo etário;  a que não produza incapacidade laborativa;  a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
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Independentemente do meio de locomoção utilizado. . .Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. inundações. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. inclusive veículo de propriedade do segurado. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. . sabotagem ou terrorismo praticado por terceiros ou companheiros de trabalho. de negligência ou de imperícia de terceiros ou de companheiro de trabalho. embora não tenha sido a causa única.Ofensa física intencional.No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. qualquer que seja o meio de locomoção.Ato de imprudência. .Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. por motivo de disputa relacionada ao trabalho.Desabamento. inclusive veículo do segurado.  O acidente sofrido no local e no horário do trabalho em conseqüência de: . Curso de Formação para CIPA – Versão 1.Ato de agressão. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. basta ser segurado da Previdência Social.Ato de pessoa privada do uso da razão. financiada por esta.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.Em viagem a serviço da empresa. inclusive de terceiro. 20 . inclusive para estudo.Equiparam-se Também ao Acidente do Trabalho  O acidente ligado ao trabalho que. ainda que fora do local e horário de trabalho: . incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. . para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. . Carência Não é exigida carência.  a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. .  o acidente sofrido pelo segurado. .

de imediato. Para os inscritos a partir de 29/11/99 .  quando o segurado solicita e tem a concordância da perícia médica do INSS. ou na falta desta o próprio acidentado. 21 . Renda Mensal do Benefício: O valor do auxílio doença acidentário corresponde a 91% do salário de benefício.  quando esse benefício se transformar em aposentadoria por invalidez.  quando o segurado volta voluntariamente ao trabalho. seus dependentes.CAT adquirido nas papelarias ou nas Agências da Previdência Social ou através da Internet Curso de Formação para CIPA – Versão 1.o salário de benefício corresponderá à média aritmética simples dos maiores salários de contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo.o salário de benefício corresponderá à média aritmética simples dos maiores salários de contribuição. Como Deverá ser Comunicado o Acidente do Trabalho: Através do formulário próprio de Comunicação de Acidente do Trabalho . a entidade sindical competente. Valor do Salário-de-Benefício: Para os inscritos até 28/11/99 . Quando Deixa de ser Pago o Benefício  quando o segurado recupera a capacidade para o trabalho.Comunicação do Acidente do Trabalho A comunicação de acidente do trabalho deverá ser feita pela empresa. Observação: Durante o benefício de acidente do trabalho o empregado tem garantia da manutenção do contrato de trabalho até 12 meses após a cessação do pagamento do benefício. em caso de morte. no mínimo 80% (oitenta por cento) de todo período contributivo desde a competência 07/94. o médico assistente ou qualquer autoridade pública.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. corrigidos monetariamente. correspondentes a. Prazo para Comunicar o Acidente do Trabalho Até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.

um breve resumo de cada uma delas: NR 01 – Disposições Gerais. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS.  3ª via .à Delegacia Regional do Trabalho.  6ª via .gov. As disposições contidas nas NR’s aplicam-se ainda.br>.  4ª via .  5ª via . às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais Abaixo.à empresa. 22 .ao Sistema Único de Saúde-SUS. Comunicação de Reabertura: As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. que serão relativos à data da reabertura. Normas Regulamentadoras As Normas Regulamentadoras – NR’s são Resoluções Legais relativas à Segurança e Medicina do Trabalho emanado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.<www.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. atestado médico e data da emissão. Determina a observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas da administração direta e indireta às Normas Regulamentadoras – NRs.  2ª via . aos trabalhadores avulsos.ao segurado ou dependente.previdenciasocial. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. São de execução obrigatória pelas empresas privadas e públicas. Na CAT de reabertura deverão constar as mesmas informações da época do acidente exceto quanto ao afastamento.ao INSS. com a seguinte destinação:  1ª via . último dia trabalhado.ao sindicato de classe do trabalhador. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Deverá ser preenchido em 06 (seis) vias.

todo dispositivo ou produto. máquina ou equipamento. de uso individual utilizado pelo trabalhador.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.Equipamentos de Proteção Individual – EPI. para aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. por parte de todos os empregados e instituições que admitam trabalhadores como empregados do PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL .PCMSO NR 08 – Edificações. Autoriza o Delegado Regional do Trabalho ou Delegado do Trabalho Marítimo. NR 04 . Prevê a obrigatoriedade de inspeção prévia em todo estabelecimento novo. poderá interditar estabelecimento. Define e normatiza a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional. NR 06 . antes de iniciar suas atividades. NR 05 – CIPA . normatizando seu uso. com a finalidade de promover à saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. ou embargar obra indicando na decisão tomada.NR 02 – Inspeção Prévia. NR 03 – Embargo ou Interdição.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT Regulamenta a obrigatoriedade dos SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO. Esclarece como equipamento de Proteção Individual – EPI. as providências que deverão ser adotadas para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. setor de serviço. destinado a proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. conforme o caso.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. com a brevidade que a ocorrência exigir. NR 07 . à vista de Laudo Técnico do serviço competente que demonstre grave e eminente risco para o trabalhador. 23 .

Regulamenta a utilização de fornos. interagem em instalações elétricas e serviços em eletricidade.Transporte. Movimentação. direta ou indiretamente. que são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosfera. que devem ser construídos solidamente e revestidos com material refratário. 24 .Programas de Prevenção de Riscos Ambientais.Máquinas e Equipamentos. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. de forma que o calor radiante não Curso de Formação para CIPA – Versão 1. visando a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. NR 11 . Normatiza procedimentos para atuar em ambientes com caldeiras e vasos sob pressão. para garantir a segurança e conforto aos que nela trabalham. para qualquer utilização. excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processos. NR 13 .Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. guindastes. relacionados às máquinas e equipamentos. do PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA. Armazenagem e Manuseio de Materiais. transportadores industriais e máquinas transportadoras. NR 12 . NR 09 . NR 10 . estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação.Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. utilizando qualquer fonte de energia. Normas de segurança para a operação de elevadores. NR 14 – Fornos. de forma a garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que. Regulamenta as Instalações e áreas de trabalho. através da antecipação. avaliação e conseqüente controle da ocorrência dos riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos.Caldeiras e Vasos de Pressão. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. reconhecimento.

manuseio e armazenagem de explosivos. a obrigatoriedade da existência de abrigos. NR 17 – Ergonomia. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos.ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora. nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração. Visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Estabelece diretrizes de ordem administrativa. NR 22 . Normatiza para os trabalhos realizados à céu aberto. NR 18 . Tem como objetivo quantificar e qualificar as operações insalubres existentes no local de trabalho. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres. Tem como objetivo quantificar e qualificar as atividades e operações perigosas existentes no local de trabalho. Regulamenta o depósito. NR 19 – Explosivos. capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. NR 20 . Define como sendo “liquido combustível” todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70°C e inferior a 93. NR 16 . de planejamento e de organização. segurança e desempenho eficiente. ainda que rústicos.3°C.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. 25 . Tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente Curso de Formação para CIPA – Versão 1.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis. de modo a proporcionar um máximo de conforto.Atividades e Operações Perigosas.

Tem por objetivo fixar as cores a serem usadas nos locais de trabalho para a prevenção de acidentes.Proteção Contra Incêndios. facilitar os primeiros socorros à acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Visa regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. NR 28 . Tem por objetivo fixar os parâmetros mínimos das condições relacionados à instalações sanitárias e de conforto para os trabalhadores durante a permanência nos locais de trabalho.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. NR 27 . identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. NR 23 . NR 26 – Sinalização de Segurança. NR 29 . Estabelece condições especiais para a proteção contra inc~endios. para o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho. líquidos e sólidos gerados no ambiente de trabalho. identificando os equipamentos de segurança. prevendo equipamentos e treinamento de pessoal. 26 . Determina a correta destinação final de resíduos industriais gasosos.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho No MTe Define a obrigatoriedade do registro no Ministério do Trabalho através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho ou das Delegacias Regionais do Trabalho. delimitando áreas.Fiscalização e Penalidades Dispõe sobre a fundamentação para a fiscalização do cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. NR 24 . de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. NR 25 – Resíduos Industriais.de trabalho.

Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. NR 32 . direta ou indiretamente. NR 33 . de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem. Tem por objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados. Exploração Florestal e Aqüicultura. NR 31 . Objetiva estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário. Estabelece os requisitos mínimos para a identificação de espaços confinados e o reconhecimento.e saúde aos trabalhadores portuários.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e a saúde e meio ambiente do trabalho. avaliação.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. nestes espaços. monitoramento e controle dos riscos existentes. NR 30 . 27 . Pecuária Silvicultura. silvicultura. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. pecuária.

será composta por representantes do empregador e representantes eleitos pelos empregados.I. social e administrativa (que possa assegurar o apoio e a iniciativa para a atuação da C.I. o Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Organização da CIPA NR – 05  A Norma Regulamentadora nº 5.. de forma criativa e participativa. medianteo controle dos Riscos presentes:  No ambiente  Nas condições e  Na organização do trabalho Visando a preservação da vida e promoção da saúde dos trabalhadores.A. Vale lembrar que a CIPA não trabalha sozinha!! O seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e conscientização. visando a humanização do trabalho.P. conforme previsto no Quadro I desta mesma NR. objetivando sempre melhorar as condições de trabalho. dentre funcionários que estão em setores expostos a maior risco. enquanto que os representantes do empregados elegerão.I. entre todos os trabalhadores.I. dentre eles.  O empregador designará.P.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. médica. anualmente dentre os seus representantes o Presidente da C.  O mandato dos membros eleitos será de 01 ano. da Portaria nº 08 de 23. em relação à forma como os trabalhos são realizados.  A C.)  Os representantes dos empregados serão eleitos em escrutínio secreto.A COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA Objetivo da CIPA A comissão interna de prevenção de acidentes – cipa – tem como objetivo a Prevenção de Doenças e Acidentes de Trabalho.A. podendo haver uma reeleição.A.P. organiza e determina o funcionamento da C.P. de todos os níveis hierárquicos. operacional.A.02. 28 .99.  Os representantes do empregador deverão ser indicados na medida possível das seguintes áreas: técnica.

na ausência ou impedimento eventual do Presidente. Este assumirá a presidência da C.  A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA .0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. que possuam empregados conforme as determinações do Artigo 3º .Vice-Presidente.em número acima do mínimo estabelecido no Quadro I.  É importante verificar que a NR 5 fala algumas vezes de trabalhadores e algumas de empregados.tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. dimensionamento.I. para sua categoria específica.P. ainda que sejam contratados por outras.  A CIPA é obrigatória para as empresas que possuam empregados com vínculo de emprego. Devem constituir CIPA os empregadores. ou seus equiparados. 29 . Composição Curso de Formação para CIPA – Versão 1.A. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Quando a norma diz empregados. quando refere-se a trabalhadores engloba todos os que trabalham no estabelecimento de determinada empresa.da CLT . refere-se àqueles com vínculo de emprego com a empresa determinada.

quando houver. com assessoria do sesmt. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. onde houver. das discussões promovidas pelo empregador.  participar com o sesmt.  requerer ao sesmt.  divulgar e promover o cumprimento das normas regulamentadoras. com a participação do maior número de trabalhadores. periodicamente. verificações nos ambientes de condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. elaborar o mapa de riscod.  participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. em conjunto com o sesmt. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho. a cada reunião.Atribuições da CIPA:  identificar os riscos do processo de trabalho.  requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham Curso de Formação para CIPA – Versão 1. onde houver. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho. 30 . a paralização de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente contra a segurança e saúde dos trabalhadores. onde houver.  elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. ou ao empregador.  participar.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados.  colaborar no desenvolvimento e implementação do pcmso e ppra e de outros programas relacionados a segurança e saúde no trabalho. relativas à segurança e saúde no trabalho.  realizar. relacionado a segurança e saúde dos trabalhadores.  realizar.  divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde do trabalho.

Quando houver. quando houver. Atribuições dos Integrantes da CIPA Do Presidente:  Convocar os membros para as reuniões da CIPA. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.  promover.  participar. Do Presidente e do Vice-Presidente em conjunto:  Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos. zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados. Do Vice-Presidente:  Executar atribuições que lhe forem delegadas. as decisões da comissão. anualmente. de campanha de prevenção a aids. encaminhando ao empregador e ao SESMT. a semana interna de prevenção de acidentes do trabalho –sipat. 31 . anualmente.  Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários.  requisitar à empresa as cópias das cat emitidas.  Delegar atribuições ao Vice-Presidente. em conjunto com a empresa.  Manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA.  Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento. onde houver.  Coordenar as reuniões da CIPA.interferido na segurança e saúde dos trabalhadores.  Delegar atribuições aos membros da CIPA.  Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT. em conjunto com o sesmt.  Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria.  Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA.

 preparar as correspondências.  Orientar os colegas sobre as medidas de segurança que devem ser tomadas. Para que este Plano seja válido.  Colaborar com a gestão da cipa. Do Secretário:  acompanhar as reuniões da CIPA. queixas e sugestões que visem à segurança do trabalho.  Indicar à cipa. ao Plano de Trabalho da CIPA e à sua importância para o adequado funcionamento da Comissão. em vários momentos. Participação dos Trabalhadores na CIPA:  Participar da eleição de seus representantes.  Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.  Trazer informações. e redigir as atas apresentando-as para aprovação e assinatura dos membros presentes. 32 . Plano de Trabalho A NR-5 refere-se. ele precisa responder a três questões básicas: Curso de Formação para CIPA – Versão 1.  Transmitir aos colegas informações sobre o trabalho realizado durante as reuniões. Dos Demais Membros da CIPA:  Colher as opiniões dos colegas. Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA. e  outras que lhe forem conferidas.  Constituir a comissão eleitoral. Um plano tem como objetivo prever e organizar as ações de um grupo. ao sesmt e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho.

0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. a primeira questão: “Como estamos?” será respondida a partir de um prévio levantamento de dados obtido pelo estudo das:  Atividades realizadas e das pendências do Plano de Trabalho. A fim de facilitar o trabalho da CIPA. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.  A terceira questão:  “Como chegar lá?” Será respondida pela programação de atividades que deverão ser realizadas. O Plano de Trabalho não é fixo.  Conclusões levantadas no último Mapa de Riscos e das propostas sugeridas (as realizadas ou não). sempre acompanhadas de previsões e responsáveis por suas execuções. Com base neste material. a Comissão estabelece metas intermediárias e define prioridades a serem atingidas. Como estamos?  O que pretendemos?  Como chegar lá? No caso específico da CIPA. sugerimos um modelo de Plano de Trabalho. A avaliação deve ser feita a cada reunião da CIPA. a CIPA terá uma fotografia da situação real do hospital em termos de segurança. O passo seguinte será o estabelecimento dos objetivos e das metas. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. respondendo a segunda questão:  “O que pretendemos?’ considerando-se que o objetivo da CIPA é a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. durante o seu mandato. Ele sofre alterações a medida que surgem novas situações ou forem solucionados os problemas.  Análises dos últimos acidentes e doenças ocorridos e das medidas sugeridas. 33 .

A.A. Propor:  Campanhas ao empregador visando o incentivo àqueles que se destacarem no campo prevencionista. através de memorando.  A realização de inspeções. para o caso de substituição de algum titular.I..  Causas. e campanhas e orientações relativas a A. tecem-se comentários sobre a ocorrência ou não de acidentes durante o período.I. – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho.P. e se nada mais houver a ser tratado. Após informações sobre pendências.I. o Presidente deverá dar por encerrada a reunião.D. A reunião deve ser aberta pelo Presidente da C.Reunião da CIPA Inicialmente o Presidente da C. deve convocar os representantes para a reunião.T. Objetivos da Reunião da CIPA: Estudar:  Medida de prevenção de acidentes que devem ser introduzidas na empresa. Após os debates. o Presidente solicitará aos presentes que se manifestem sobre medidas prevencionistas e façam apresentação de sugestões. hora e local.I. O Presidente no prosseguimento da reunião.P. Em seguida deve ser feita a leitura da ata da reunião anterior e solicitado a sua aprovação. que deverá fazer a chamada dos membros titulares ou dos suplentes. indicando dia. sobre o andamento das propostas apresentadas em reuniões anteriores.A. deverá dar informações aos presentes. regulamentos e instruções emitidas pelo empregador. Promover:  A divulgação e zelar pela observância das normas.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.P.  Anualmente a S.  A realização de cursos e treinamentos que melhorem o desempenho dos Curso de Formação para CIPA – Versão 1. circunstâncias e conseqüências de acidentes. para verificação de possíveis situações de risco. 34 .S.

técnicas. elaborar palestras. – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho. as conseqüências dos acidentes acarretam uma série de providências administrativas. Campanhas de Segurança:   As campanhas de segurança fazem parte na prevenção em nível motivacional. além disso. Controle: é a chave limitadora que mantém os planos no sentido estabelecido. levando em consideração a política e regulamentos da empresa. psicológicas. INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES: A investigação de acidentes não poderá ter aspecto punitivo. Para tanto é necessário: Planejamento: é o processo que estabelece o trabalho que será realizado no futuro.  Promover a S.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. repercutindo também na área da previdência social que ampara por muitas formas os acidentados. apurando distorções e corrige falhas mediante um replanejamento. fixar placas de segurança (Sinalização). mas sim causas que provocam os acidentes.T. Utiliza-se de vários meios de comunicação como: fixar cartazes. para que seja evitada a sua repetição. O controle visa garantir que os planos não se desviem de seu real objetivo. Este processo estabelece o desenvolvimento dos trabalhos.A. baseados nas necessidades da organização nos pontos fortes e nos deficientes do grupo. educativas dentro da empresa.P.I. Organização: um dos pontos fundamentais da organização do trabalho é a fixação de objetivos claros e a distribuição de tarefas e responsabilidades de forma adequada à competência e disponibilidade dos cipeiros. Acuidadosa investigação de acidente oferece elementos valiosos para a análise que deve ser feita. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. 35 .empregados.  Medidas de proteção contra incêndio. pois o objetivo maior não é descobrir culpados. Avaliação: checa os resultados. médicas.

testemunhas. aplicadas. desde que se entenda bem o sistema e tenha habilidade para obter dados e fatos. com a finalidade de levantar dados e fatos que levem as causas e origens. S. que é o aproveitamento da experiência de um acidente. em favor da prevenção futura de casos semelhantes.   Registrar tudo para evitar a dispersão de raciocínio.P.M.. foi acidentado? .. outros.T. O importante é obter informações concretas e verdadeiras para compor a árvore. Exemplos dessas informações: Quem. Por quem quer que sejam feitas (C. Árvore Das Causas: Trata-se de um método que pode ter aplicação simples e com bons resultados. os acidentes do trabalho que causam alguns tipos de danos.  Entrevistar: o acidentado. tudo deve ser bem observado e investigado com muito cuidado. Chega-se assim. Não se deixar levar pela primeira impressão ou informação. as investigações devem obedecer alguns critérios e regras para se chegar a um melhor resultado.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.E.A prática prevencionista pede que. é o chefe dele? Curso de Formação para CIPA – Versão 1. de acordo com a necessidade ou conveniência. deverão corrigir as falhas que ocasionaram o acidente. ao objetivo da investigação. Passos Importantes:  Comparecer ao local do acidente o quanto antes possível e colher o máximo de informações sobre o acidente.. Este método auxilia na investigação.I. encarregado do acidentado ou do serviço. a partir do interesse do próprio acidentado em comparecer ao ambulatório médico a fim de receber tratamento. tão logo possível. . 36 . O bom resultado das investigações depende de um eficiente sistema de comunicação das ocorrências. sejam submetidos a um processo de investigação.. Deve-se ter em mente as informações com as quais se deverá trabalhar.. etc)..A. O próximo passo é analisar e selecionar as medidas corretivas que..S. porque orienta o raciocínio de quem investiga e evita a dispersão de informações levantadas.

.erro no estágio do trabalho. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.... de outros e conclusão do investigador com todos os dados conseguidos. local exato na seção. .em que pavilhão..falhou ou deixou de ser feito? Qual.. . 37 .versão do acidentado.a norma de segurança que foi transgredida? . ....foi a lesão? .......etc.aconteceu? ... . seção... o tempo de casa..o dano material? ..deixou de ser feito assim? ... ... do encarregado....etc.foi feito isso? .aconteceu? – dia.. a função..foi esse o tipo de ferimento? .mais estava presente no momento do acidente? .. etc. detalhe ou manobra do trabalho? Onde...0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. ...estava sendo feito? . Quando..em que fase da operação..... .. Como. O Que.deixou de usar? .fez isso ou aquilo de maneira errada? ........ de testemunhas.. ponto tal da máquina ou do equipamento etc.. o tempo de função.. quando aconteceu? .. Por Que..a idade. máquina... hora...aconteceu? . o treinamento e outros dados pessoais do acidentado que possam vir a ser importantes? .

que possam ter influído na ocorrência. 38 . Se faz necessário a obtenção de informações do acidentado. O mapa de riscos deve ser feito obrigatoriamente nas empresas que possuem CIPAS. de Acordo com sua Natureza e a padronização das Cores Correspondentes. Quando necessário. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. se não houver condições de conseguir. Estudos dos tipos de riscos A Cipa deve se familiarizar com a tabela abaixo. O seu objetivo é informar e conscientizar os trabalhadores pela fácil visualização desses riscos. isto não deverá ser um obstáculo: faz-se um desenho simplificado. Vejamos com Cipa pode constituir este mapa. mas. e sobre ele. objetivo que interessa aos empresários e aos trabalhadores. MAPA DE RISCOS O que é O mapa é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos locais de trabalho. após ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos e com a orientação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT do hospital.É a pergunta – por que? – que mais se repete numa investigação de acidente e que acaba levando às conclusões desejadas. Classificação dos Principais Riscos Ocupacionais em Grupos. É importante ter uma planta do local. um esquema ou croqui do local. se faz também a pesquisa junto a outras pessoas envolvidas no acidente. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de acidentes do trabalho. por meio de círculos de diferentes tamanhos e cores. Quem faz O mapa de riscos é feito pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Cipa. que classifica os riscos de acidente do trabalho.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Nessa tabela há cinco tipos de riscos que corresponderão a cinco cores diferentes no mapa.

A seguir o grupo deverá percorrer as áreas a serem mapeadas com lápis e papel na mão. 39 . Curso de Formação para CIPA – Versão 1.Grupo 1 Verde Riscos físicos Grupo2 Vermelho Riscos químicos Grupo 3 Marrom Riscos Biológicos Grupo 4 Amarelo Riscos ergonômicos Esforço físico intenso Grupo5 Azul Riscos de acidentes Arranjo físico inadequado Máquinas e equipamentos sem proteção Instrumentos inadequadas ou defeituosas Iluminação inadequada Eletricidade Probabilidade de incêndio ou explosão Armazenamento inadequado Manipulação inadequada de perfuro-cortantes Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Ruídos Vibrações Radiações ionizantes Radiações não ionizantes Frio Calor Pressões anormais Umidade Poeiras Fumos Névoas Neblinas Gases Vapores de Substâncias. deve-se dividir o setor em áreas conforme as diferentes atividades. compostos ou produtos químicos Vírus Bactérias Protozoários Fungos Parasitas Bacilos Levantamento e transporte manual de peso Exigência de postura inadequada Controle rígido de produtividade Imposição de ritmos excessivos Trabalho em turno e noturno Jornadas de trabalho prolongadas Monotonia e repetitividade Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico Como levantar e identificar os riscos durante a visita ao setor. Após o estudo dos tipos de risco. Essa divisão facilitará a identificação dos riscos de acidentes do trabalho.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

Nesta fase. Risco Grande Risco Médio Risco Pequeno Os círculos podem ser desenhados ou colados. O importante é anotar o que existe e marcar o lugar certo. faz-se a classificação dos perigos existentes conforme o tipo de agente. Depois disso é que se começa a colocar os círculos na planta ou croqui para representar os riscos. pois isso será importante para se fazer o mapa.3. Também é preciso marcar os locais dos riscos informados em cada área. A colocação dos círculos na planta ou croqui. A avaliação dos riscos para a elaboração do mapa. conforme a tabela do subitem 3. a Cipa deve fazer uma reunião para examinar cada risco identificado na visita ao setor. não se deve ter a preocupação de classificar os riscos.3.ouvindo as pessoas acerca das situações de riscos de acidentes do trabalho. Sobre esse assunto. é importante perguntar aos demais trabalhadores o que incomoda e quanto incomoda. Também se determina o grau (“tamanho”): pequeno. Nesse momento. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Os riscos são caracterizados graficamente por cores e círculos.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. 40 . Com as informações anotadas. O importante é que os tamanhos e as cores correspondam aos graus e tipos. conforme a tabela do subitem 3. E a cor do círculo representa o tipo de risco. O tamanho do círculo representa o grau do risco. médio ou grande. O grau e o tipo de risco serão identificados depois.

diversos riscos de um só tipo – por exemplo. planejamento ou implantação. indicando que aquele problema se espalha pela área toda. ou quando estas não forem suficientes ou encontrar-se em fase de estudo. 3. deverão ser adotados outras medidas. Quando comprovado pelo empregador ou instituição a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva. dos riscos físicos. Uma outra situação é a existência de riscos de tipos diferentes num mesmo ponto.Cada círculo deve ser colocado naquela parte do mapa que corresponde ao lugar onde existe o problema. calor – não é preciso colocar um círculo para cada um desses agentes. Neste caso. vibração. Quando um risco afeta a seção inteira – exemplo: ruído -. divide-se o círculo conforme a quantidade de riscos – em 2. cada parte com a respectiva cor. com a cor verde. ou ainda em caráter complementar ou emergencial. obedecendo-se a seguinte hierarquia: Curso de Formação para CIPA – Versão 1. uma forma de representar isso no mapa é coloca-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas. num mesmo ponto de uma seção. Caso existam. Basta um círculo apenas – neste exemplo. 4 e até 5 partes iguais. riscos físicos: ruído. 41 . Veja como fica: Risco abrange toda a seção (Exemplo: ruído) MEDIDAS DE CONTROLE São medidas necessárias para a eliminação e a minimização dos riscos ocupacionais. desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

cavaletes etc.. Como por exemplo. selecionadas de forma a estabelecer maior eficácia na prática. principalmente por intermédio de inspeções de segurança. análise dos acidentes e análise de risco. Ex: Uma placa dizendo “PISO ESCORREGADIO”.  Eliminação do risco  Neutralização do risco  Sinalização do risco Eliminação do risco: Os acidentes se previnem com a aplicação de medidas específicas de segurança. Deve-se identificar os riscos por meio de pesquisas e estudo.. investigação. Segue-se a necessidade de se investir no controle dos mesmos. considerando três alternativas básicas de controle.EPI. o que é possível fazer é neutralizar o risco com uma proteção coletiva (proteções) Sinalização do risco Caso as duas possibilidades descritas acima. engrenagens etc. medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho. antes escorregadio. Proteção Coletiva e Individual: Curso de Formação para CIPA – Versão 1.EPC e individual . devemos sinalizar a possibilidade de um acidente.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. por outro. Este risco poderá ser eliminado com a troca do material do piso. podemos citar as partes móveis de uma máquina: polias. 42 ..Não é possível suprimir tais partes do equipamento. fitas. Geralmente isso é feito com placas. emborrachado e antiderrapante.. Como primeira opção devemos analisar a viabilidade técnica da eliminação do risco.  utilização de equipamento de proteção coletiva . não sejam aplicáveis. realizadas pelo SESMT – Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho. Com essa medida o risco foi definitivamente eliminado e os trabalhadores protegidos Neutralização do risco: Existem problemas que impedem a eliminação do risco existente. EX: Uma escada com piso escorregadio apresenta um sério risco de acidente.

Tanto a Proteção Coletiva como a Proteção Individual fazem parte na eliminação de riscos de acidentes. A NR-12 trata de dispositivos que são conhecidos como equipamentos de proteção coletiva. Ex. 43 . Curso de Formação para CIPA – Versão 1. dificultar e evitar ou minimizar a gravidade dos acidentes. ou do ponto perigoso. por necessidade de serviço.  Sinalização do risco – é utilizado quando não se aplicam as duas alternativas anteriores.: (Proteção de Polias). seus objetivos são eliminar.  Neutralização do risco – utilizar dispositivos de  proteção. Os riscos de acidentes são identificados através de três alternativas básicas de controle:  Eliminação do risco – utilizar o método de análise de eliminação do risco. ou por outra razão se aproxima do risco. ou seja. protege quem.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

I. indicado.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. através da proteção coletiva.:  Usar OBRIGATORIAMENTE o E.I. Equipamento de Proteção Individual – E. enquanto o E.Is. a Proteção coletiva isola o risco do homem.I.P. É importante procurar sempre investir na neutralização do risco.P.P. serão introduzidos apenas para minimizar o risco ou evitar a lesão.P. Obrigatoriedade – a NR-06 da Portaria nº 3214 de 08.P. adequado e a proteção contra riscos de lesões.P.78 do Ministério do Trabalho estabelece as seguintes obrigações: Obriga-se o empregador quanto ao E.06. adequado e aprovado pelo órgão competente. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.Desta forma.I. Os E.P.  Treinar o trabalhador quanto ao seu uso. minimiza o risco ao homem. 44 . destinado a proteger a integridade física do trabalhador durante suas atividades laborais.I.P.  Responsabilizar-se pela guarda e conservação.I. através de identificação e avaliação dos riscos.:  Fornecer gratuitamente ao empregado.I. são atribuições do grupo de prevenção de acidentes. Uso e Indicação:  A indicação do E.  Fornecer o E. Obriga-se o empregado quanto ao E. É todo dispositivo de uso individual.

 Cabe a cada supervisor manter a disciplina quanto ao uso correto do E. capuz e bonés. mangotes e dedais: Pernas e Pés – perneiras. Face – máscara para solda. as propostas metodológicas mais aceitas envolvem a Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Mãos e Braços – luvas. A base de toda inspeção de segurança e análise dos riscos sob os aspectos já citados deve envolver indivíduos.P. gases e vapores. Dentro do objetivo de análise dos vários fatores de risco e acidentes. grupos operações e processos. alínea da NR 5 (Portaria 8/99).. O cipeiro deve realizar inspeções nos ambientes e condições de trabalho. Vias respiratórias – respiradores faciais. botas e sapatos de segurança.P. Olhos – óculos para impacto. poeiras e neblinas. pelos seus subordinados.16.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. INSPEÇÃO DE SEGURANÇA Objetivo A inspeção de segurança tem por objetivo detectar as possíveis causas que propiciem a ocorrência de acidentes. 45 . “d” . Ouvidos – protetor tipo concha ou plugs auricular.I. visor facial. Exemplos de proteções: Cabeça e Crânio – capacete. A inspeção de segurança esta prevista como atribuição da CIPA no item 5. Desta forma. a inspeção de segurança é uma prática contínua em busca de:  métodos de trabalhos inadequados  riscos ambientais  verificação da eficácia das medidas preventivas em funcionamento. solda. visando tomar ou propor medidas que eliminem ou neutralizem os riscos de acidentes do trabalho.I. É obrigação do funcionário usar corretamente o E.

Inspeções Parciais Elas podem limitar-se em relação a áreas específicas. e podem limitar-se em relação às atividades. de rotina. Inspeções de Rotina Cabem aos encarregados dos setores de segurança. parciais. aos membros da CIPA. Naturalmente.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. sendo verificados apenas determinados setores do hospital. É muito importante que os próprios trabalhadores façam verificações em suas ferramentas. Dessas verificações podem participar engenheiros.identificação do agente do acidente. Podem ser: gerais. oficiais e especiais. mas também pelos profissionais dos Serviços Especializados. técnicos de segurança. certas máquinas ou certos equipamentos. em verificações de rotina. com objetivos diferentes e programadas em épocas e intervalos variáveis. físico ou ambiental que provoca perdas. periódicas. ao pessoal que cuida da manutenção de máquinas. Inspeções que podem ser realizadas As inspeções de segurança não são feitas somente pela CIPA. são mais procurados os riscos que se manifestam com mais freqüência e que constituem as causas mais comuns de acidentes. a tarefa caberá a CIPA da empresa. Controlar ou neutralizar o agente é muito mais importante do que simplesmente atribuir a culpa a este ou àquele fato ou pessoa. equipamentos e condutores de energia. 46 . nas máquinas que operam e nos equipamentos que utilizam. onde não existirem Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. sendo verificados certos tipos de trabalho. Essas verificações devem ser repetidas a intervalos regulares e. médicos. podem ser feitas por diversos motivos. assistentes sociais e membros da CIPA. Inspeções Periódicas Como é natural que ocorram desgastes dos meios materiais utilizados na produção. O agente do acidente é todo fator humano. Inspeções Gerais São aquelas feitas em todos os setores do hospital e que se preocupam com todos os problemas relativos à Segurança e Medicina do Trabalho. de Curso de Formação para CIPA – Versão 1. eventuais.

cozinhas. Inspeções Oficiais São realizadas por agentes dos órgãos oficiais e das empresas de seguro. como refeitórios. pois a assimilação de conhecimentos cada vez mais amplos sobre a questões de Segurança e Medicina do Trabalho vai tornar mais completo o trabalho educativo que a comissão desenvolve. Materiais móveis de maior uso e desgaste devem merecer verificações periódicas. como caldeiras e mesmo de equipamentos de segurança como extintores e outros. realizar inspeções em ambientes ligados à saúde do trabalhador. O médico pode. da pesquisa de germes que podem provocar doenças. Inspeções Eventuais Não tem datas ou períodos determinados. de equipamentos e de instalações energéticas podem provocar. da quantidade de partículas tóxicas em suspensão no ar.por exemplo. 47 . Além disso. de máquinas. Passos a Serem Seguidos na Inspeção de Segurança Existem alguns passos que devem ser seguidos para o desenvolvimento dessa atividade. instalações sanitárias. principalmente a de equipamentos perigosos. a renovação dos membros da CIPA faz com que um número sempre maior de empregados passe a aprofundar os conhecimentos exigidos para a solução dos problemas relativos a acidentes e doenças do trabalho. Podem ser feitas por técnicos vários. inspeções destinadas a descobrir riscos que o uso de ferramentas. vestiários e outros. com regularidade. aparelhos de teste e de medição. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Inspeções Especiais Destinam-se a fazer controles técnicos que exigem profissionais especializados. e se destinam a controles especiais de problemas importantes dos diversos setores da empresa.tempos em tempos devem ser marcadas.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. incluindo médicos ou engenheiros. A presença de representantes da CIPA nas inspeções de segurança é sempre recomendável. Pode-se dar o exemplo de medição do ruído ambiental. Algumas dessas inspeções são determinadas por lei.

O quadro abaixo orienta a decomposição de uma operação para este fim.São eles: observação. priorização. o interessado deve decompor e separar as fases da operação. Dados O que é feito? Análise dos Riscos Deve ser feito isso que está sendo observado ou existe algum risco que sugere alteração? Como é feito? A técnica desenvolvida é correta? Contém riscos que podem ser eliminados com pequenas alterações? Por que é feito? O objetivo da atividade será alcançado corretamente em segurança? Priorização A partir da análise de riscos. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Observação: Neste primeiro passo. implantação e acompanhamento. os elementos da CIPA devem observar criteriosamente as condições de trabalho e de atuação das pessoas. 48 . para verificação cuidadosa dos riscos que estão presentes em cada fase. Essa observação deve ser completada com dados obtidos por meio de entrevistas e preenchimento de questionários junto aos coordenadores e trabalhadores.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Análises de Riscos Da verificação de segurança resulta a necessidade de um estudo mais aprofundado de determinada operação. registro. priorizar os problemas de forma a atender àqueles mais graves e/ou iminentes. Trata-se da análise de riscos. análise de riscos. Para realiza-la. Registro O registro dos riscos observados sobre saúde e segurança do trabalho deve ser feito em formulários que favoreçam a análise dos problemas apontados.

com o objetivo de controlar as condições ambientais sanando riscos imediatos com a ajuda das Chefias e do SESMT. Dessas comissões participam o cipeiro titular. setores afins e com o SESMT. sugere-se que mensalmente sejam realizadas inspeções de segurança. o relatório com as medidas corretivas definidas deverão ser encaminhados ao departamento responsável para sua efetivação. em prazos determinados por prioridade. junto à unidade responsável. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.Implantação Nesta fase. Acompanhamento Consiste na verificação e cobrança das medidas preventivas propostas. Devem ser realizados. Cada setor da Univali (Campus) seria verificado por subcomissão da CIPA. A operacionalização das medidas deverá ser negociada no próprio setor responsável. 49 . Toda verificação de segurança possui um ciclo de procedimentos básicos: Observações Acompanhamento Registro Verificação De Segurança Implantação Análise de Risco Definição de Prioridades Para que a CIPA tenha uma atuação mais efetiva. o suplente da área e o coordenador do setor.

com liberação de luz. causando danos. com objetivo de salvar vidas. fumaça e gases. 50 . um dos elementos essenciais da combustão. Para efeito didático. atribuindo-se. Conceito de Fogo: Também conhecido por combustão é uma reação química de oxidação. calor. resultante da transformação de uma energia por processo físico e químico. As moléculas estão constantemente em movimento. e instalação de equipamentos de proteção e combate a incêndio num determinado ambiente. adota-se o triangulo do fogo para exemplificar e explicar a combustão.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. isto é. Conceito de Incêndio: Fogo que surge com intensidade e fora de controle. evitando danos e a calamidade pública. patrimônio e o meio ambiente. auto-sustentável. Quando um corpo é aquecido. destruindo vidas. a cada face. movimentação ou vibração das moléculas que compõem a matéria. buscando evitar o surgimento de um incêndio e minimizar os seus danos através de medidas e cuidados como treinamento. patrimônio e proteger o meio ambiente. Calor Forma de energia que eleva a temperatura. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.NOÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO Conceito de Prevenção a Incêndio: Ato ou efeito de prevenir-se tomar cuidado ou cautela. gerada da transformação de outra energia. Conceito de Combate a Incêndio: Ato ou ação para controlar. a velocidade das moléculas aumenta e o calor (demonstrado pela vibração da temperatura) também aumenta. prejuízo ou calamidade pública. através de processo físico ou químico é a matéria em movimento. e dominar o fogo fora de controle.

líquidos ou gasosos. 2º e 3º graus) podem levar até a morte. a combustão consome o oxigênio do ar num processo contínuo.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.Os Efeitos do Calor  Eleva a temperatura. Contudo. Os combustíveis podem ser sólidos. insolação. interrompendo a alimentação da combustão. Combustível É toda a substância capaz de queimar e alimentar a combustão. da área de propagação do fogo. ainda não atingido.  Muda o estado químico da matéria. Comburente É o elemento que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. É o elemento que serve de campo de propagação ao fogo. 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. A atmosfera é composta por 21% de oxigênio. Notam-se chamas. Efeitos fisiológicos do calor sobre o ser humano O Calor é a causa direta da queima e de outras formas de danos pessoais. Quando o oxigênio contido no ar do ambiente atinge concentração menor que 8%. Baseia-se na retirada do material combustível. Quando a porcentagem do oxigênio do ar do ambiente passa de 21% para a faixa compreendida entre 16% e 8%. que nos casos mais graves (1º. fadiga e problemas para o aparelho respiratório. notam-se brasas e não mais chamas. O mais comum é que o oxigênio desempenhe esse papel. Método também denominado corte ou remoção do suprimento do combustível. não há combustão.  Muda o estado físico da matéria. a queima torna-se mais lenta. Danos causados pelo calor incluem desidratação. 51 . Métodos de Extinção do Fogo É a forma mais simples de se extinguir um incêndio.  Aumenta o volume. a queima desenvolve-se com velocidade e de maneira completa. além de queimaduras. Em ambiente com a composição normal do ar. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.

espumas. realização de aceiro. Não havendo comburente para reagir com o combustível. Conforme já vimos anteriormente. a diminuição do oxigênio em contato com o combustível vai tornando a combustão mais lenta. terra. 52 . Curso de Formação para CIPA – Versão 1. ou colocar um copo voltado de boca para baixo sobre uma vela acesa. Classificação dos Incêndios e Métodos de Extinção Os incêndios são classificados de acordo com os materiais neles envolvidos. gases especiais etc. Abafamento Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material combustível. por ter grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrada na natureza. Colocar uma tampa sobre o recipiente contendo álcool em chamas. até a concentração de oxigênio chegar próximo de 8%. retirada de materiais combustíveis do ambiente em chamas. vapor d´água. como areia. cessando a combustão.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando. Resfriamento È o método mais utilizado. como os peróxidos orgânicos e o fósforo branco. a liberação de gases ou vapores inflamáveis. cobertores. Essa classificação é feita para determinar o agente extintor adequado para o tipo de incêndio específico. são duas experiências práticas que mostram que o fogo se apagará tão logo se esgote o oxigênio em contato com o combustível. Pode-se abafar o fogo com uso de materiais diversos. onde não haverá mais combustão. bem como a situação em que se encontram. A água é o agente extintor mais usado. pós. conseqüentemente.: fechamento de válvula ou interrupção de vazamento de combustível líquido ou gasoso. etc. É inútil o emprego de água onde queimam combustíveis com baixo ponto de combustão (menos de 20ºC). A redução da temperatura está ligada à quantidade e à forma de aplicação da água (jato). não haverá fogo.Ex. Como exceção estão os materiais que têm oxigênio em sua composição e queimam sem necessidade do oxigênio do ar. diminuindo. de modo que ela absorva mais calor que o incêndio é capaz de produzir. Entendemos como agentes extintores todas as substâncias capazes de eliminar um ou mais dos elementos essenciais do fogo. pois a água resfria até a temperatura ambiente e o material continuará produzindo gases combustíveis.

isto é. se for interrompido o fluxo elétrico. madeira. Podem ser portáteis ou sobre rodas. é necessário resfriamento. O emprego de pós-químicos irá apenas retardar a combustão. pano e borracha. No caso de líquido muito aquecido (ponto de ignição). Incêndio Classe B Incêndio envolvendo líquidos inflamáveis. Incêndio Classe C Incêndio envolvendo equipamentos energizados. a fim de reduzir a temperatura do material em combustão. 53 . Curso de Formação para CIPA – Versão 1. Método de extinção: Para a sua extinção necessita de agente extintor que não conduza a corrente elétrica e utilize o princípio de abafamento ou da interrupção (quebra) da reação em cadeia. abaixo do seu ponto de ignição. a queima se dá na superfície e em profundidade. Método de extinção: Necessita de resfriamento para a sua extinção. É caracterizado pelas cinzas e brasas que deixam como resíduos e por queimar em razão do seu volume. Esta classe de incêndio pode ser mudada para ``A´´. É caracterizado por não deixar resíduos e queimar apenas na superfície exposta e não em profundidade. graxas e gases combustíveis. como papel. Deve-se ter cuidado com equipamentos (televisor.Incêndio Classe A Incêndio envolvendo combustíveis sólidos comuns. não agindo na queima em profundidade. Método de extinção: Necessita para a sua extinção do abafamento. Extintores de Incêndio Extintores são recipientes metálicos que contêm em seu interior agente extintor para o combate imediato e rápido a princípios de incêndio. do uso de água ou soluções que a contenham em grande porcentagem. É caracterizado pelo risco de vida que oferece ao brigadista. isto é.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. por exemplo) que acumulam energia elétrica. pois estes continuam energizados mesmo após a interrupção da corrente elétrica.

por carretas. ``C´´ e ``D´´. Para cada classe de incêndio há um ou mais extintores adequados. O rótulo traz informações sobre as classes de incêndio para as quais o extintor é indicado e instruções de uso.  Todo o extintor possui. ``B´´. Classificam-se conforme a classe de incêndio a que se destinam: ``A´´. 54 . em seu corpo.conforme o tamanho e a operação. rótulo de identificação facilmente localizável.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. Os extintores portáteis também são conhecidos simplesmente por extintores e os extintores sobre rodas. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.

Agente Extintor Água É o agente extintor mais abundante na natureza. Quando utilizada em combate a fogo em líquidos inflamáveis. pode sofrer choque elétrico. Age principalmente por abafamento. Recebem o nome do agente extintor que transportam em seu interio r (por exemplo: extintor de água. secundariamente. neblina. pulverizadas. em presença de materiais energizados. que. etc). extinguindo-o por quebra da reação em cadeia e por abafamento. porque contem água em seu interior). aumentando. Atua também por abafamento (dependendo da forma como é aplicada. assim. Por não deixar resíduos nem ser corrosivo é um agente extintor apropriado para combater incêndios em equipamentos elétricos e eletrônicos sensíveis (centrais telefônicas e computadores). Age principalmente por resfriamento. a água conduz eletricidade e seu usuário. a área do incêndio. bicarbonato de potássio ou cloreto de potássio. jato contínuo. não condutor de eletricidade e não venenoso (mas asfixiante). formam uma nuvem de pó sobre o fogo. é um gás mais denso (mais pesado) que o ar. tendo. Gás Carbônico (CO2) Também conhecido como dióxido de carbono ou CO2. Pó Químico Seco Os pós-químicos secos são substâncias constituídas de bicarbonato de sódio.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. sem cor. Em razão da existência de sais minerais em sua composição química. destinados a combater princípios de incêndio. Extintores Portáteis São aparelhos de fácil manuseio. em virtude do seu baixo custo e da facilidade de obtenção. Curso de Formação para CIPA – Versão 1. O pó deve receber um tratamento anti-higroscópico para não umedecer evitando assim a solidificação no interior do extintor. A água é o agente extintor mais empregado. sem cheiro. há o risco de ocorrer transbordamento do líquido que está queimando. devido a sua propriedade de absorver grande quantidade de calor. ação de resfriamento. 55 .

Anuais: Verificar se não há dano físico no extintor. Observar a pressão do manômetro (se houver). Curso de Formação para CIPA – Versão 1. peças soltas ou quebradas e pressão nos manômetros. Este teste é precedido por uma minuciosa observação do aparelho. se a pressão de trabalho é de 14 kgf/cm2. onde são verificados: localização. Extintor de Pó Químico Seco: Pressurizado. ataques químicos ou corrosão. o lacre e o pino de segurança. Extintor de Gás Carbônico. Manutenção A manutenção começa com o exame periódico e completo dos extintores e termina com a correção dos problemas encontrados. Qüinqüenais: Fazer o teste hidrostático. para verificar a existência de danos físicos. visibilidade. Inspeções Semanais: amostragem) Verificar acesso.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. acesso. visibilidade e sinalização (por Mensais: Verificar se o bico ou a mangueira está obstruído. Deve ser efetuado por pessoal habilitado e com equipamento especializado.5 vezes a pressão de trabalho. isto é. que é a prova a que se submete o extintor a cada 5 anos ou toda vez que o aparelho sofre acidentes. rótulo de identificação. obstrução no bico ou na mangueira. danos físicos. tais como: batidas. Neste teste. peso. visando um funcionamento seguro e eficiente.Os extintores podem ser: Extintor de Água: Pressurizado. É realizada através de inspeções. avaria no pino de segurança e no lacre. 56 . lacre e selo. Recarregar o extintor. exposição a temperaturas altas. a pressão de prova será de 35 kgf/ cm2. o aparelho é submetido a uma pressão de 2.

uma doença causada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana).0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.  Nas relações sexuais com homem ou mulher portador do vírus da AIDS.S.  Não compartilhar agulhas e seringas.  Nas transfusões de sangue contaminado pelo vírus da AIDS.I.S. por exemplo. o Parto e pelo leite materno..OÇÕES BÁSICAS SOBRE A. – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Como Prevenir-se:  Usar camisinha nas relações sexuais.D.  através de material perfuro cortante com vírus (não esterilizado). O mundo vem sendo atingido pela A.  Mãe portadora do vírus da AIDS. alguns usuários de drogas injetáveis que compartilhem essas seringas e agulhas. passando para o bebê. 57 .  Aparelhos de uso pessoal não devem ser compartilhados – medida de higiene básica que nos protege de qualquer doença. Como se Transmite a A. Este vírus ataca a defesa natural do corpo contra infecções e outras doenças destruindo os glóbulos brancos que são responsáveis por garantir tal defesa em nosso organismo.S. Imunidade é o processo pelo qual o corpo humano é capaz de se defender de infecções e doenças. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.D. durante a gestação.  Caso necessite de uma transfusão de sangue.I.D.I. exija que ele tenha o teste Negativo para o vírus da AIDS.  Através do uso de seringas e agulhas como.

0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. saúde e pelo ambiente no qual vivemos ou trabalhamos. conhecida como lei antifumo. 58 . cuidando de sua aparência e higiene pessoal.  Instituições de tratamento de saúde relacionadas ao vício. somente se pode fumar nos seguintes locais:  Residências.  Locais de culto religioso onde o fumo faça parte do ritual . Todos temos de nos sentir responsáveis pela segurança.HIGIENE TAMBÉM É IMPORTANTE! Apresentação pessoal É fundamental também para a segurança e saúde no ambiente de trabalho que você preserve sua boa apresentação. da qual destacamos que em resumo. para consumo no próprio local. Conservação do ambiente Já que você preserva sua própria aparência. nada mais natural do que preservar o seu local de trabalho. Curso de Formação para CIPA – Versão 1.541/09.  Ruas e parques. NOS DEMAIS LOCAIS É EXPRESSAMENTE PROIBIDO. seja ativa ou passivamente. desde que adequado na forma que a lei exige. Fumantes Zele pela segurança e pela saúde também evitando o contato com o fumo. com autorização médica. Lembre-se inclusive que agora está em vigor a Lei Estadual 13.  Estabelecimentos que vendam somente fumo. mantendo-o limpo. usando roupas adequadas ao seu ambiente de trabalho. organizado e não jogando papéis ou qualquer tipo de lixo pelo chão.por exemplo Candomblé.

ENCERRAMENTO Você. que já tinha conhecimento das regras e da cultura organizacional desta empresa.! Parabéns por fazer parte desta equipe! Curso de Formação para CIPA – Versão 1.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. 59 . agora tem também um sólido conhecimento sobre Higiene. Segurança e Saúde no Ambiente do Trabalho! Contamos com você para que use estes conhecimentos aplicando-os em favor da melhoria da qualidade e condições de vida de todos em nossa empresa.

Declaram ainda que têm conhecimento da existência do Manual do Curso de Formação da CIPA. conforme previsto na Norma Regulamentadora n° 5. Presidente Titular Titular Suplente Suplente Suplente Vice Presidente Titular Titular Suplente Suplente Suplente (MODELO DE TERMO PARA IMPRESSÃO) Curso de Formação para CIPA – Versão 1.P. sempre que solicitado.0 (uso interno) Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda. devendo este disponibilizar a qualquer dos membros para consulta.A..TERMO DE CONHECIMENTO DO MANUAL DO CURSO PARA FORMAÇÃO DA CIPA Os participantes abaixo. 60 . medicina e convivência no ambiente de trabalho..I. contendo regras. o qual fica sob a responsabilidade do Presidente da mesma. além das ações que devem ser adotadas durante o desenvolvimento das atividades nesta empresa. componentes da gestão _____/_____. recomendações e orientações sobre segurança. declaram que receberam o treinamento referente ao Curso Para Formação da C. da CIPA da Engestrauss Engenharia e Fundações Ltda.

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