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Emissão de Metano

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EMISSÃO DE METANO POR RUMINANTES

INTRODUÇÃO
• A pecuária contribui para as emissões antrópicas de Gases do Efeito Estufa (GEE): metano (CH4), dióxido de carbono(CO2) e óxido nitroso (N2O) à atmosfera;

• O aumento da concentração desses gases provoca o aquecimento da superfície terrestre e destruição da camada de ozônio na estratosfera; • A taxa de CH4 emitido pelos ruminantes domésticos é considerada a terceira maior fonte em escala global.

OBJETIVO
• Esclarecer acerca da poluição que os microorganismos do rúmem produzem mas que é natural dos animais, como atestar os índices e quais os métodos para reduzi-los.

REVISÃO DE LITERATURA
• A produção de CH4 é parte do processo digestivo dos herbívoros ruminantes e ocorre no rúmen; • A fermentação que ocorre durante o metabolismo dos carboidratos do material vegetal ingerido é um processo anaeróbio efetuado pela população microbiana ruminal, em que converte os carboidratos celulósicos em ácidos graxos de cadeia curta, principalmente ácidos acético, propiônico e butírico.

Contribuição relativa de gee de origem antrópica Figura 1

(IPCC, 2006)

Figura 2

Efeito Estufa

EMISSÕES NO MUNDO E NO BRASIL
Emissões de CH4 no Mundo: Fontes Antrópicas: 375 milhões t/ano; Ruminantes: 70 a 100 milhões t/ano (22% de todo CH4 produzido pela humanidade); • Rebanhos no Brasil: 173 milhões de bovinos; 16 milhões de ovinos; 9,4 milhões de caprinos; 1,13 milhão de bufálos; 500 mil silvestres.
(ANUALPEC, 2009)

Figura 3

Emissão de metano por atividade antrópica (IPCC, 2006)

Figura 4 Emissões de CH4 no brasil: (IPCC, 2006)

PRODUÇÃO DE METANO
• Metano é produzido naturalmente no rúmem por bactérias denominadas “metanogênicas”;
• O CH4 é fundamental para remoção de H+ do rúmen, evitando intoxicação do animal.

Figura 5

Produção de metano por fermentação entérica

Figura 6

Principais fontes de GEE na agricultura.

COMO REDUZIR A EMISSÃO
• Gelo, formol e estricnina são excelentes redutores da emissão de metano; • Ionóforos, glicerol, tanino, saponinas, óleos, gorduras, vacinas, anticorpos policlonais; • Pastagens bem manejadas, melhoramento genético, sistemas eficientes de produção.

METODOLOGIA
• Em animais criados em regime de pastagem, desenvolveram a técnica empregando o hexafluoreto de enxofre (SF6) como gás traçador interno;

• Essa técnica consiste na colocação de um tubo de permeação, que libera o SF6 a uma taxa previamente conhecida, no rúmen do animal e as amostras de CH4 e SF6 são coletadas nas proximidades da boca e narina do animal.

• Assume-se nesse método que o padrão de emissão de SF6 simula o padrão de emissão de CH4; • O fluxo de CH4 liberado pelo animal é calculado em relação ao fluxo de SF6 (Westberg et al.,1998).

Figura 7

Figura 8

Tabela 1.

ADITIVOS
• A manipulação da fermentação ruminal tem como principais objetivos aumentar a formação de ácido propiônico, diminuir a formação de metano (responsável pela perda de 2% a 12% da energia do alimento) e reduzir a proteólise e desaminação da proteína dietética no rúmen. • Alguns aditivos podem alcançar parte desses efeitos, aumentando a eficiência produtiva.

IONÓFOROS
• Os ionóforos são um tipo de antibiótico que, seletivamente, deprime ou inibe o crescimento de microorganismos do rúmen; • Eles são produzidos por diversas linhagens de Streptomyces, e pelo menos 74 deles foram descobertos depois de lasalocida, em 1951; • A lasolacida e a monensina têm sido utilizadas no Brasil como promotores de crescimento em confinamento.

• Geralmente ionóforos são altamente efetivos contra bactérias gram-positivas, mas exibem pouca ou nenhuma atividade contra as gramnegativas;

• Bactérias gram-negativas possuem uma membrana externa que contém porinas com um tamanho limite de, aproximadamente, 600 Da; • A maioria dos ionóforos são maiores que 600 Da e, consequentemente, não passam através das porinas.

• Os ionóforos atuam sobre a população bacteriana ruminal, alterando a fermentação e os produtos da digestão microbiana; • Os efeitos dos ionóforos na fermentação ruminal são:
 1)aumento na produção de propionato e redução na de metano, resultando em melhoria na eficiência energética;  2)redução na degradação protéica, resultando em melhoria na utilização de compostos nitrogenados; e,  3)redução na produção de ácido lático, que resulta em diminuição nas desordens ruminais.

• Um estudo observou a queda inicial na produção de metano com o consumo de monensina ou lasalocida (226 mg/dia), seguida de equiparação ao grupo controle após doze dias do início da suplementação.

• Por outro lado, pesquisadores estudaram a adaptação de carneiros fistulados à monensina (30 mg/cabeça/dia durante 21dias, seguidos de 60 mg/cabeça/dia durante 28 dias), e notaram que as modificações na fermentação ruminal induzidas pela monensina persistiram durante o tempo (49 dias) de suplementação do ionóforo.

REDUÇÃO DAS EMISSÕES
• Na alemanha, constatou-se que, ao adicionar substâncias provenientes de plantas tropicais na dieta alimentar do animal, é possível diminuir a emissão de metano. • Foram testados três tipos de aditivos alimentares: Gordura de coco, linhaça e de sementes de girassol. • Essas substâncias conseguem inibir a proliferação de um microorganismo no rúmen, responsável pela produção do metano.

• Na segunda fase da pesquisa, foram testados saponinas e tanino. “Os resultados mostraram diminuição do metano em até 20%”; • Os cientistas também sabem que ruminantes alimentados exclusivamente com ração produzem um terço do metano do que as que comem em pastos. “O metano se origina, principalmente, da digestão da celulose dos alimentos verdes”.

MANEJO DE DEJETOS
• O metano também é produzido durante a decomposição anaeróbia de material orgânico presente no esterco animal; • Três grupos de animais somam mais de 80% das emissões globais totais a partir desta fonte:
o o o

Suínos 40%, Gado de corte 20% Gado leiteiro 20%.

• Países desenvolvidos contribuem com a maior porcentagem das emissões globais de metano por essa fonte, as emissões de países em desenvolvimento são substanciais e com tendência a aumentar com a maior industrialização e crescimento populacional.

• A composição do dejeto é determinada pela dieta animal, quanto maior o conteúdo de energia e a digestibilidade do alimento, maior a capacidade de produção de metano; • Uma dieta de alta qualidade produz um dejeto altamente biodegradável, com maior potencial de gerar metano; • Uma dieta mais fibrosa produzirá um dejeto menos biodegradável, contendo material orgânico mais complexo, tal como celulose, hemicelulose e lignina.

CONCLUSÃO
• O metano constitui numa forma natural do ruminante retirar H+ do rúmen evitando a acidez, todavia consititui num gás poluente que deve ser reduzido da atmosfera dada a cruzada ambienal que esta geração tem que enfrentar; • Técnicas de manejo ,de dejetos ou o uso de aditivos, são os caminhos para amenizar a emissão de metano por ruminantes.

BIBLIOGRAFIA
• • DEMARCHI, J. J. A. A. Redução de Gases de Efeito Estufa e a propriedade sustentável. Revista Danone no Campo, mar/abr., p. 18-22, 2008. DEMARCHI, J.J.A.A.; MANELLA, M.Q.; LOURENÇO, A.J.; ALLEONI, G.F.; FRIGHETTO, R.T.S.; PRIMAVESI, O.; LIMA, M.A. T. T. Preliminary results on methane emission by Nelore cattle in Brazil grazing Brachiaria brizantha cv. Marandu. In: INTERNATIONAL METHANE & NITROUS OXIDE MITIGATION CONFERENCE, 3., 17-21/11/2003, Beijing, China. Proceedings II... Beijing: China Coal Information Institute, 2003. CD-Rom: Session – Grassland and forage crops, pp. 80-82, 2003. EMBRAPA Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa provenientes de atividades agrícolas no Brasil: emissões de metano provenientes da pecuária (revisado), Jaguariúna, 1999. EMBRAPA - Suínos e Aves (2005).Biodigestor: geração e utilização de biogás (DVD), Coord, Técnica: Airton Kuntz, Concórdia, SC, Brasil. FNP. Anualpec – Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo: Instituto FNP, 2005. 340p. POSSENTI, R. A.; FRANZOLIN, R.; SHAMMAS, E. A.; BRÁS, P.; DEMARCHI, J. J. A. A.; FRIGUETTO, R. T. S.; LIMA, M. A. Efeitos de dietas com dois níveis de Leucaena leucocephala (LAM) de WIT com ou sem a adição de Saccharomyces cerevisiae sobre a emissão do gás metano em bovinos. 43º. Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, João Pessoa, PB, Anais, 2006. PRIMAVESI, O.; FRIGUETTO, R. T. S.; PEDREIRA, M. S.; LIMA, M. A.; BERCHIELLI, T. T.; DEMARCHI, J. J. A. A.; MANELLA, M. Q.; BARBOSA, P. F.; JOHNSON, K. A.; WESTBERG, H.H. Técnica do Gás traçador SF6 para medição de campo do metano ruminal em bovinos: adaptações para o Brasil. São Carlos: EMBRAPA Pecuária Sudeste, 77 p. (Documentos, 39), 2004a. CD-ROM. PRIMAVESI, O.; FRIGHETTO, R.T.S.; PEDREIRA, M. S.; LIMA, M.A.; BERCHIELLI, T.T., BARBOSA, P.F. Metano entérico de bovinos leiteiros em condições tropicais brasileiras. Pesq. Agropec. Bras., v. 39, pp. 277-283, 2004b.

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