Como elaborar o Mapa de Riscos (NR-5

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Como fazer uma boa gestão de CIPA: A inspeção de segurança deve ser feita pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) para levantamento dos dados necessários. A busca da localização, identificação e a avaliação da gravidade dos riscos deve passar pela consulta e dialogo com as pessoas que trabalham com os produtos químicos, maquinas, ferramentas, sistemas, organizações, etc. Neste contato procura-se fazer um diagnostico da maneira como os trabalhadores convivem com o meio que cerca. No caso das empresas de construção, o mapa de riscos do estabelecimento deve ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo venha modificar a situação de riscos estabelecida. Em uma empresa metalúrgica, os riscos dependerão dos processos de produção, das tecnologias e métodos de trabalho. Após discutido e aprovado pela CIPA, o mapa de riscos completo ou setorial deve ser afixado no setor mapeado, em local visível e de fácil acesso para os trabalhadores e visitantes. As etapas da elaboração do mapa de risco são: Levantamento dos dados do processo de trabalho: Numero de funcionários que trabalham no setor, sexo do entrevistado, jornada de trabalho, se já recebeu treinamento para função e se já recebeu treinamento em segurança, avaliação do ambiente de trabalho, das atividades desenvolvidas e do ambiente de trabalho; Identificação dos riscos existentes; Identificação das medidas de proteção e se elas são eficientes: EPIs, EPCs, estado de higiene e conforto dos banheiros, vestiários, bebedouros, refeitório e áreas de lazer; Identificação dos problemas de saúde: Queixas mais freqüentes entre trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalhos ocorridos e as doenças ocupacionais registradas no setor. Analise dos levantamentos de riscos realizados anteriormente. Em resumo: 1º) PASSO:

Conhecer os setores/seções da empresa: O que é e como produz. Para quem e quanto produz (direito de saber); 2º) PASSO:
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Fazer o fluxograma (desenho de todos os setores da empresa e das etapas de produção);

3º) PASSO:

Listar todas as matérias-primas e os demais insumos (equipamentos, tipo de alimentação das máquinas etc.) envolvidos no processo produtivo.

4º) PASSO:

Listar todos os riscos existentes, setor por setor, etapa por etapa (se forem muitos, priorize aqueles que os trabalhadores mais se queixam, aqueles que geram até doenças ocupacionais ou do trabalho comprovadas ou não, ou que haja suspeitas). Julgar importante qualquer informação do trabalhador.

Legislação Comentada: NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

APRESENTAÇÃO 1 NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO APRESENTAÇÃO Com o objetivo de identificar necessidades de informação sobre Segurança do Trabalho e Saúde do Trabalhador (SST), o Serviço Social da Indústria Departamento Regional da Bahia (SESI-DR/BA) realizou um estudo com empresários de pequenas e médias empresas industriais dos setores de Construção Civil, Metal Mecânico, Alimentos e Bebidas. Neste estudo, os empresários baianos participantes apontaram a informação em relação às exigências legais em SST como sua maior necessidade, destacando as dificuldades enfrentadas em relação à legislação que vão do seu acesso à interpretação da mesma. Com vistas a facilitar o entendimento da legislação em SST, e conseqüentemente sua aplicação em empresas industriais, o SESIDR/BA elaborou o presente documento que apresenta numa linguagem comentada algumas das principais questões da Norma Regulamentadora (NR) 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Além de apresentar esta norma no formato de perguntas e respostas, o texto inclui uma lista de documentos complementares e comentários gerais em relação a sua aplicação. Vale destacar que o presente texto
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é um capítulo de outra publicação que aborda diversas NRs de forma comentada. 1 NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO A Norma Regulamentadora 18, cujo título é Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. A NR 18 tem a sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, no inciso I do artigo 200 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 1.1 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ABNT NBR 5418 - Instalações elétricas em atmosferas explosivas. ABNT NBR 7500 - Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos. ABNT NBR 9518 - Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas requisitos gerais. ABNT NBR 11725 - Conexões e roscas para válvulas de cilindros para gases comprimidos. ABNT NBR 11900 - Extremidades de laços de cabo de aço. ABNT NBR 12790 - Cilindro de aço especificado, sem costura, para armazenagem e transporte de gases a alta pressão. ABNT NBR 12791 - Cilindro de aço, sem costura, para armazenamento e transporte de gases a alta pressão. ABNT NBR 13541 - Movimentação de carga - laço de cabo de aço especificação. ABNT NBR 13542 - Movimentação de carga - anel de carga. ABNT NBR 13543 - Movimentação de carga - laços de cabo de aço utilização e inspeção. ABNT NBR 13544 - Movimentação de carga - sapatilho para cabo de aço. ABNT NBR 13545 - Movimentação de carga - manilhas. 10 Convenção OIT 127 - Peso máximo das cargas que podem ser transportadas por um só trabalhador. Instrução Normativa nº 20 INSS/PRES, de 10 de outubro de 2007 Plano de Benefícios da Previdência Social - Trata dos requisitos de aposentadoria especial e emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). Livro Legislação de Segurança e Saúde Ocupacional – volume 1, de autoria de Giovanni Moraes de Araújo. Portaria MTE/GM no 202, de 22/12/2006 - Altera a NR 33 que trata de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados. Portaria MTE/SIT no 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR 18, itens 18.14.22.4 e 18.14.23.3; revoga o item 18.15.43.2; inclui os itens 18.13.12 (Redes de Segurança) e 18.15.56 (Ancoragem), além de novas
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contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos complementares de segurança.expressões no glossário.2 PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS 1. contemplando.4 .3 . 1. Deve incluir os seguintes documentos: Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações. Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho.Quem está obrigado a fazer o PCMAT? Segundo o item 18.3 da NR 18 estabelece que a implementação do PCMAT nos 4 . Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT. o profissional legalmente habilitado é aquele que possui habilitação exigida pela lei. Desta forma. 1.2 da NR 18 determina que o PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho.2. 1.Quem deve elaborar o PCMAT? O item 18.3.2.2.3.3.Quem é o responsável pela implementação do PCMAT? O item 18.1 da NR 18.2 . 1. com sua carga horária.2. levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas. Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas. são obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais.Quem deve ser considerado profissional legalmente habilitado para fins de aplicação da NR 18? Para fins de aplicação da NR 18. Layout inicial do canteiro da obra.O que é o PCMAT? Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT).1 . 1.5 . Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra. o profissional deve ser um profissional dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). previsão do dimensionamento das áreas de vivência. para elaborar o PCMAT. inclusive.2.

2. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. estão às mudanças no cronograma. por exemplo: alteração de cronograma.7 . as alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção. De acordo com o item 18.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais gerando. 1. 1.9 . Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio.2 da NR 18. inclusão de novas tecnologias e equipamentos.É possível ocorrerem alterações do PCMAT durante a fase de construção? Sim. conforme o item 18.1. é obrigatória a comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades. o PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR 9 . como. não importando o porte ou empresa que a construirá. mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra e equipamento. redundâncias de informação.2.3 COMENTÁRIOS Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborará o 5 .Qual a definição de estabelecimento? Estabelecimento é uma obra individualizada.2. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural. 1.6 .É obrigatório o registro do PCMAT na Delegacia Regional do Trabalho (DRT)? Sim.O PCMAT substitui o PPRA? A NR 18 não deixa clara esta questão. 1.Quais os cuidados na elaboração do PCMAT? O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. tendem a ocorrer. 1. tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. para cada obra haverá um único PCMAT. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos.1. durante a construção.3.10 .2. Entre as possíveis alterações. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra e equipamento.estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio.2. assim. 1.8 .

Com vistas a facilitar o entendimento da legislação em SST. principalmente. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado . deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. chamando sua atenção em caso de falhas. Neste estudo. ou seja. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. ele deve ser destacado e relembrado. A cada início de uma etapa de construção nova.PCMAT. Portanto. os empresários baianos participantes apontaram a informação em relação às exigências legais em SST como sua maior necessidade. Metal Mecânico. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços.com certificado que o comprove . nas SIPATs (Semana Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho) e durante a implantação do PCMAT. destacando as dificuldades enfrentadas em relação à legislação que vão do seu acesso à interpretação da mesma. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos.Departamento Regional da Bahia (SESI-DR/BA) realizou um estudo com empresários de pequenas e médias empresas industriais dos setores de Construção Civil. Alimentos e Bebidas. Em primeiro lugar. o Serviço Social da Indústria .Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração SUMÁRIO APRESENTAÇÃO Com o objetivo de identificar necessidades de informação sobre Segurança do Trabalho e Saúde do Trabalhador (SST). ele deve ser um profissional dos SESMT com experiência em construção. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista.assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente. demonstrando sua importância e. o SESI6 . capaz de entender as especificidades daquela obra. e conseqüentemente sua aplicação em empresas industriais. Legislação Comentada: NR 22 . recebido os devidos e corretos EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

ABNT NBR 11725 .Requisitos mínimos.1 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ABNT NBR 5413 .Manilhas.Movimentação de carga . ABNT NBR 12791 . ABNT NBR 13545 .Iluminância de interiores.Movimentação de carga . Vale destacar que o presente texto é um capítulo de outra publicação que aborda diversas NRs de forma comentada. de 03/07/98 .Conexões e roscas para válvulas de cilindros para gases comprimidos. Além de apresentar esta norma no formato de perguntas e respostas. o texto inclui uma lista de documentos complementares e comentários gerais em relação a sua aplicação. que proporcionem aos empregados satisfatórias condições de segurança e saúde no trabalho de mineração.Cabo de aço para uso geral . ABNT NBR 13542 . ABNT NBR 11900 .Movimentação de carga . ABNT NBR 14725 . 1. ABNT NBR 13541 .Refere-se à Segurança e Medicina do Trabalho.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração.Estabelece o Regulamento Técnico sobre o Uso de Equipamentos para Proteção Respiratória.Emprego das cores para identificação de tubulações. de 11/04/94 . procedimentos e medidas de proteção. ABNT NBR 6327 . cujo título é Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração. Decreto no 2. sem costura. 7 . Instrução Normativa MTb/SSMT no 01. determina métodos e procedimentos.SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO A NR 22. 10 Capítulo V do Título II da CLT .Prevenção de acidentes.657.Movimentação de carga .Anel de carga.Extremidades de laços de cabos de aço. nos locais de trabalho. ABNT NBR 13543 . ABNT NBR 12246 .Laço de cabo de aço Especificação.Movimentação de carga . ABNT NBR 6493 . para armazenamento e transporte de gases a alta pressão. ABNT NBR 12790 . para armazenagem e transporte de gases a alta pressão.Laços de cabo de aço utilização e inspeção.Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).Sapatilho para cabo de aço.Cilindro de aço especificado.Espaço confinado . sem costura.DR/BA elaborou o presente documento que apresenta numa linguagem comentada algumas das principais questões da Norma Regulamentadora (NR) 22 .Cilindro de aço. 1 NR 22 . ABNT NBR 13544 .Promulga a Convenção OIT no 170 relativa à Segurança na utilização de produtos químicos no trabalho.

o mármore possui menor quantidade de sílica livre do que o granito.1. detentor de permissão de lavra garimpeira. asbestos. que apresentam riscos quando da sua retomada. por exemplo. é mais comum em rochas sedimentares do tipo carvão mineral e potássio. a conhecida possibilidade de contaminação do talco com amianto.36. aquele que distribui bens minerais.2 PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS 1. 1. Porcentagem de sílica livre no minério lavrado..3 . detentor de concessão de lavra. pois.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Por exemplo.2 . Existem minérios e rochas encaixantes que têm uma maior ou menor porcentagem de sílica livre que varia de região para região. Importante em minas subterrâneas. Portaria MTE/SIT/DSST no 63.037. manganês.12. Presença de água. 1.36. É importante destacar também que gases podem se acumular em áreas abandonadas de minas subterrâneas.12. detentor de manifesto de mina. dependendo da formação geológica. aprovada pela Portaria no 3. no que couber. incluindo também os garimpos.2. A ocorrência de gases. mármore. detentor de registro de extração. detentor de alvará de pesquisa.Compatibilização do subitem 22. Também guarda relação com o tipo de mineral lavrado e com a rocha encaixante. como. de 15/12/99 . Formação geológica do mineral e da rocha encaixante (hospedeira). de 02/12/03 . sendo importante atentar para sua presença especialmente em minas subterrâneas.214/78 e revoga itens da NR 21 Trabalhos a Céu Aberto. aquele que comercializa bens minerais e aquele que beneficia bens minerais.1 .2.Portaria MTE no 2.O que se entende por empreendedor do setor de mineração? Segundo a Portaria no 237/2001 do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM). Presença de gases. granito. entre as quais podemos destacar: Tipo de mineral ou lavrado: Ferro.1 ao subitem 5.Quais os aspectos que determinam os riscos no setor de mineração? Os riscos das atividades do setor mineral dependem de algumas condições.2.1. bauxita. Tal conhecimento é importante. o mineral lavrado poderá conter outros minerais “contaminantes”. Incluiu o subitem 22. entende-se por empreendedor todo detentor de registro de licença. mas também em 8 . 1. para efeito de atendimento da NR 22.Altera a redação da NR 22. beneficiamentos de minerais e pesquisa mineral. principalmente metano. talco etc. ouro.A NR 22 se aplica a qual tipo de trabalho de mineração? A NR 22 englobou os trabalhos de mineração a céu aberto e subterrâneo.35 da NR 5 .

1. no mínimo. em contrato. se não forem executados adequadamente.minas a céu aberto pelo risco de inundações.5 . Coordenar a implementação das medidas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas e prover os meios e condições para que estas atuem em conformidade com esta norma. de acordo com a Instrução Normativa MTb/SSMT no 01. em termos de riscos. desde que confirmado o fato pelo superior hierárquico. contemplando os aspectos da NR 22. 1. Elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). os itens relacionados abaixo: Riscos físicos. quando proposta pelos trabalhadores.Qual o conteúdo mínimo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)? O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) previsto na NR 22 contempla. Elaborar e implementar o PCMSO (NR 7 . Garantir a interrupção das tarefas. possibilitando desabamento.2. o trabalho a céu aberto e o subterrâneo? As minas a céu aberto apresentam menores riscos do que as minas de subsolo. químicos e biológicos. que diligenciará as medidas cabíveis. 158 da CLT como qualquer outro empregador. Métodos de lavra. são as mesmas previstas no Art. 1. Implicam em diversos riscos. em função da existência de risco grave e iminente. Proteção respiratória.6 . não só no que se refere aos riscos de desabamento. Atmosferas explosivas.2.Quais as responsabilidades do permissionário de lavra garimpeira em relação a segurança e saúde ocupacional? As responsabilidades básicas do empregador.2. 9 . Para o setor da mineração. Deficiências de oxigênio. também denominado nesta NR de permissionário de lavra garimpeira. nome do responsável pelo cumprimento da presente Norma Regulamentadora. Ventilação. pois alteram o maciço rochoso. de 11/04/94.O que diferencia. mas quanto à exposição a poeiras minerais. Fornecer às empresas contratadas as informações sobre os riscos potenciais nas áreas em que desenvolverão suas atividades. a NR 22 estabelece as seguintes responsabilidades: Estabelecer.4 . Interromper todo e qualquer tipo de atividade que exponha os trabalhadores a condições de risco grave e iminente para sua saúde e segurança.

9 . em profundidade e em espaços confinados. Estabilidade do maciço. Ergonomia e organização do trabalho. equipamentos. as informações do Mapa de Risco elaborado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração (CIPAMIN). na verdade o PGR inclui todas as etapas do PPRA (NR 9 .Existem similaridades entre o PPRA e o PGR? Sim.Investigação e análise de acidentes do trabalho.1. Estabelecimento de prioridades.Programa de Prevenção de Riscos de Acidentes). levando-se em conta. 1.Equipamento de Proteção Individual. Riscos decorrentes da utilização de energia elétrica. Plano de emergência.2.2. 20 anos.8 .2.Quais são as etapas para organizar um PGR? O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve incluir as seguintes etapas: Antecipação e identificação de fatores de risco. quando houver. Avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores.Qual a similaridade possível de ser apontada entre o PGR e o PPRA? Além da sua estrutura. Da mesma forma que o PPRA. metas e cronograma. O subitem 22. 1. 1. Riscos decorrentes do trabalho em altura. Acompanhamento das medidas de controle implementadas.7. máquinas. Avaliação periódica do programa. Registro e manutenção dos dados por.3. Equipamentos de proteção individual de uso obrigatório. inclusive. observando-se no mínimo o constante na NR 6 . no mínimo. por isso a Instrução Normativa INSS/PRES no 20 estabelece que o PGR pode substituir o Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) para fins de comprovação da atividade especial. A identificação dos níveis de exposição servirá de base para a elaboração do 10 . para acompanhamento das medidas de controle sob pena de multa. ele deve ser apresentado e discutido na CIPAMIN.3 da NR 22 desobriga as empresas de mineração da exigência do PPRA em função da obrigatoriedade de implementar o PGR. veículos e trabalhos manuais. Monitoramento da exposição aos fatores de riscos. Outros resultantes de modificações e introduções de novas tecnologias.7 . o PGR deve complementar a realização do levantamento ambiental quantitativo dos agentes ambientais (físicos ou químicos).

tais como correias transportadoras. 1. pressão por produtividade e existência. haverá a possibilidade de serem efetuados exames médicos periódicos que nada tenham a ver com os riscos a que o funcionário se encontra exposto. Trânsito de equipamentos pesados. 1. de iluminação suficiente para identificação da sua existência. Pisos irregulares. 1.Quem é o profissional que deve assinar o PGR? A NR 22 não determina a qualificação do profissional que irá elaborar o PGR. polias. não há dúvida que somente um profissional dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) será capaz de elaborar este programa com consistência e qualidade. Falta de proteção de aberturas dos locais de transferência e tombamento de minério.2.12 .. ou não. disjuntores e transformadores sem proteção. 195 da CLT nos leva a acreditar que somente laudos ambientais assinados por engenheiros de segurança e/ou médicos do trabalho terão validade legal em caso de litígios trabalhistas no campo da insalubridade e da periculosidade.2.Quais são os riscos ambientais no trabalho de mineração? Físicos: 11 . 1. escorregadios e sem corrimãos. supervisão e manutenção insuficiente e falta de sinalização são alguns dos fatores de risco elétrico. Entretanto.11 . A existência do Art.2.13 . para atender ao nível de complexidade exigido. Desmoronamentos e quedas de blocos: podem ocorrer não só em minas de subsolo.2. o PCMSO e os levantamentos ambientais. Eletricidade: fiação elétrica desprotegida.Qual o prazo de reavaliação e guarda do PGR? Embora não esteja definido explicitamente.Quais os riscos de acidentes no trabalho de mineração? O trabalho nas atividades potencializa a ocorrência de acidentes do tipo: Queda de “chocos” em minas subterrâneas: depende das condições de estabilidade do maciço rochoso. do sistema de contenção adotado e sua manutenção. Caso isto não ocorra. mas em minas a céu aberto.10 . Iluminação deficiente: propicia quedas e dificulta a identificação de chocos em minas subterrâneas.PCMSO. guinchos etc. entendemos que o PGR deva ser atualizado anualmente ou quando ocorrerem modificações no processo de trabalho. escadas com degraus inadequados. o PGR deverá ser guardado por 20 (vinte) anos. Máquinas e equipamentos sem proteção. Tal qual o PPRA. passarelas improvisadas sem guarda-corpo e corrimão.

Exposição a fungos. cuja ocorrência vai depender das condições geológicas locais. Poeiras minerais: a de maior importância é a sílica livre. 3. Radiações não-ionizantes: ocorrem em atividades de solda e corte e são decorrentes da exposição à radiação solar. Radiações ionizantes: presentes em minerações de urânio. Calor: ocorre exposição em trabalhos a céu aberto e em níveis inferiores de minas subterrâneas. 4. sendo mais importantes na perfuração manual. 2. sendo neste caso dependente do grau geotérmico da região e do sistema de ventilação utilizado. Em usinas de beneficiamento. em virtude do risco de explosão e incêndio. Umidade: ocorre em trabalhos a céu aberto. Gases: o de maior importância é o metano. caminhões e no uso de ferramentas manuais como marteletes pneumáticos e lixadeiras. usinas de beneficiamento e em casos de percolação de água em trabalhos subterrâneos. atividades de perfuração (manual ou mecanizada). Biológicos: 1. manganês. em operações de perfuração a úmido. uso de graxas. Químicos: 1. principalmente em minas subterrâneas. também podem ser utilizados medidores radioativos em espessadores e silos de minério. por exemplo. 5. britagem ou moagem. 4. nos processos de perfuração decorrentes do óleo de lubrificação do equipamento. bactérias e outros parasitas: decorrentes de 12 . Outros produtos químicos podem estar presentes. Outras poeiras também são importantes.1. 6. tais como cianetos (nos processos de beneficiamento de minério de ouro). Ruído: é um dos maiores fatores de risco presentes no setor mineral e decorre da utilização de grandes equipamentos. utilização de ar comprimido e atividades de manutenção em geral. óleos e solventes nas operações de manutenção em geral. principalmente em minas de carvão e potássio. Vibrações: também presentes na operação de grandes equipamentos como tratores. Névoas: geradas. podendo ainda ocorrer na presença de radônio. cujo sistema de ventilação exige o resfriamento do ar utilizado. 3. que é de grande importância em minas a céu aberto. como poeiras de asbestos. britagem e fundição) e nas atividades de solda e corte. 7. 2. carregadeiras. Fumos metálicos: presentes nas atividades de beneficiamento (moagem. minério de chumbo e de cromo. Frio: ocorre em minas a céu aberto em regiões montanhosas e frias e em níveis superiores de minas de subsolo.

trabalhos em turnos e prorrogação de jornada de trabalho.Quais os cuidados a serem tomados no transporte em minas a céu aberto? O transporte em minas a céu aberto deve obedecer aos seguintes requisitos 13 .15 .Disposições Gerais. decorrentes da organização e processos de trabalho.2. 1. Levantamento e transporte de pesos. manuseio de pás e movimentação manual de vagonetas. tais como falta de limpeza dos locais de trabalho e de sanitários e vestiários. trabalhos sobre minério desmontado. hastes de abatimento de “chocos”). Ser informados sobre os riscos existentes no local de trabalho que possam afetar sua segurança e saúde.precárias condições de higiene. Posturas inadequadas: percurso de galerias muito baixas e abatimento manual de chocos em minas subterrâneas. o trabalhador tem o direito de ter acesso a todas as informações sobre os riscos dos processos e atividades executadas em suas áreas de responsabilidades . quebra manual de rochas e abatimento manual de “chocos”. 1. 1. Este item está alinhado com a NR 1 .2.Quais são os direitos dos trabalhadores? Quanto ao direito dos trabalhadores.16 . uso de escadas de grande extensão. Em complemento. Da mesma forma. o princípio básico mais importante diz respeito ao fato que o trabalhador não é obrigado a executar uma tarefa que o coloque em uma situação de risco grave e iminente . segundo a NR 22.é o chamado Direito de Recusa.Quais os fatores potenciais de risco envolvendo a organização do trabalho? Os fatores potenciais de risco. são direitos dos trabalhadores de mineração: Interromper suas tarefas sempre que constatar evidências que representem riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de terceiros. ritmos de trabalho excessivos.2. monotonia e repetitividade.14 . trabalhos sobre máquinas e assentos inadequados de equipamentos. comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico que diligenciará as medidas cabíveis. envolvem: Esforço físico excessivo: decorrentes de grandes percursos a pé (minas a céu aberto ou em subsolo). sendo clássica a maior incidência de tuberculose em trabalhadores silicóticos (silicotuberculose). Controle de produtividade. brocas integrais.é o chamado Direito de Saber. Uso e transporte de ferramentas pesadas (marteletes.

É proibida a manutenção do equipamento de transporte em movimento. projetos e procedimentos.1 da NR 22? O profissional habilitado é aquele previamente qualificado e que tenha registro em um conselho de classe. Os controles de segurança devem incluir aviso prévio à central de operação. 1. A NR fornece uma diretriz consolidada e unificada de todas as ações de prevenção que deverão ser implementadas nas mais diversas atividades da mineração. Nestas atividades de manutenção.18 . 1.2. de forma visível. cabendo aos empregadores interromper as tarefas nestas condições. Quando o plano de lavra e a natureza das atividades realizadas não permitirem a observância do constante como descrito no segundo tópico acima.11.17 .2. Nas laterais das bancadas ou estradas onde houver riscos de quedas de veículos. Tal programa abrange todos os riscos presentes no setor mineral e deve contemplar as ações para controlar ou eliminar tais riscos.19 .Quais são os cuidados com as vias de circulação em ferrovias? O trabalho de manutenção das vias onde circulam locomotivas deve ser. devem ser construídas leiras com altura mínima correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo que por elas trafegue. ficando claro o direito de recusa dos trabalhadores em exercer atividades em condições de risco grave e iminente para sua vida e saúde (incluindo terceiros). preferencialmente. sinalização.Quais são os cuidados com transportadores rotativos? Transportadores possuem elementos rotativos tracionados por correias. e três vezes. Destacamos que a NR estabelece claramente os deveres dos empregadores e trabalhadores. no caso de pista simples. contribuindo para a redução dos acidentes incapacitantes.O que significa profissional habilitado segundo o item 22. isolamento da área e pessoa de vigilância de tráfego no local. diurno com emissão de permissão para trabalho.2. para pistas. Este programa (PGR) foi uma forma simples de agrupar e 14 . deve ser emitida permissão para trabalho. A NR 22 determina a elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pelas empresas. é o caso dos técnicos e engenheiros que têm como competências exclusivas a assinatura dos documentos técnicos previstos na norma. correntes e engrenagem que devem ser protegidos por anteparo físico de modo a evitar contato acidental. das doenças e das mortes no setor mineral. deverão ser adotados procedimentos e sinalizações adicionais para garantir o tráfego com segurança.Segurança e Saúde nas Minas. durante o dia e a noite. Tal direito está consagrado há vários anos na legislação de vários países e consta da onvenção OIT 176 . 1.mínimos: Os limites externos das bancadas utilizadas como estradas devem estar demarcados e sinalizados. A largura mínima das vias de trânsito deve ser duas vezes maior que a largura do maior veículo utilizado. com reflexos positivos na melhoria das condições de trabalho.

Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade). Ao contrário do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho) (NR 18). Este aspecto não deve ser considerado como um retrocesso para a implementação da Higiene Ocupacional.3 desobriga a elaboração do PPRA para aquelas empresas que implementarem o PGR.7. outras ainda estão atrasadas neste processo.1. Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia. saúde e meio ambiente no setor de mineração.Atividades e Operações Insalubres). Estudos de Classificação de Áreas e Inspeção de Riscos com Eletricidade (NR 10 . Inspeção de riscos decorrentes do trabalho em altura. PPRA (NR 9 e NR 15 .Condições em Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Inspeção de riscos decorrentes do trabalho com explosivos (NR 19 Explosivos). 6. NR 6 e NR 7). Enquanto algumas empresas realizam investimentos e melhorias constantes em Segurança e Saúde Ocupacional (SSO).Ergonomia). Para organizar o PGR. Monitoramento da exposição.3 desobriga a existência do PPRA quando existir o PGR. Inspeção de riscos decorrentes do trabalho com líquidos inflamáveis e combustíveis (NR 20 . a necessidade de se estabelecer uma abordagem planejada e diferenciada para a inspeção do trabalho em diferentes empresas ou setores da atividade econômica. Registro e divulgação dos dados. Programa de Conservação Auditiva (PCA) .3. Laudos ergonômicos (NR 17 . o profissional dos SESMT deverá aprofundar seus conhecimentos sobre: Programa de Proteção Respiratória (PPR) .1 listado abaixo: 1.organizar em um único documento uma série de ações e ferramentas obrigatórias para o gerenciamento de segurança. 2. conforme prevê o item 22. o subitem 22.(Instrução Normativa MTb/SSMT no 01.3. o setor mineral está em um processo permanente de transformação.7. Do ponto de vista de organização do trabalho e das condições de trabalho.7. 15 . Muitas destas ações encontram-se detalhadas em outras NRs. O item 22.NR 6). 4.(Ordem de Serviço INSS/DSS no 608/98. em profundidade e em espaços confinados (deficiência de oxigênio) (NR 18 . Antecipação e reconhecimento dos riscos. 5. Avaliação dos riscos e da exposição.1. 3. de 11/04/94 . pois sua estrutura é a mesma do PPRA. o profissional está obrigado a considerar as mesmas referências bibliográficas para consulta dos limites de tolerância (NR 15 e ACGIH – American Conference of Industrial Hygienists) e definição dos métodos de avaliação ambiental (NHO e NIOSH). PCMSO (NR 7). Daí. Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis). Entretanto.

Programa de Conservação Auditiva (Ordem de Serviço INSS/DSS nº 608/98. 3. Estudos de Classificação de Áreas e Inspeção de Riscos com Eletricidade (NR 10). conforme prevê o item 22. O item 22.1.1. em profundidade e em espaços confinados (deficiência de oxigênio) (NR 18). Inspeção de riscos decorrentes do trabalho em altura. Este aspecto não deve ser considerado como um retrocesso para a implementação da Higiene Ocupacional. 2. pois sua estrutura é a mesma do PPRA.7. 2.3 COMENTÁRIOS Destacamos que a NR estabelece claramente os deveres dos empregadores e trabalhadores. cabendo aos empregadores interromper as tarefas nestas condições.NR 6). Este programa (PGR) foi uma forma simples de agrupar e organizar em um único documento uma série de ações e ferramentas obrigatórias para o gerenciamento de segurança. 3.3. saúde e meio ambiente no setor de mineração. Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia. NR 6 e NR 7). 7. 16 . Para organizar o PGR. 5. o profissional dos SESMT deverá aprofundar seus conhecimentos sobre: 1.Programa de Proteção Respiratória (Instrução Normativa MTb/SSMT no 01. 4. com reflexos positivos na melhoria das condições de trabalho. Muitas destas ações encontram-se detalhadas em outras NRs. 8. Antecipação e reconhecimento dos riscos.Segurança e Saúde nas Minas. 6.1 listado abaixo: 1. 9. A NR 22 determina a elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pelas empresas. Avaliação dos riscos e da exposição. 4. PCA . PPR .7. Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle. ficando claro o direito de recusa dos trabalhadores em exercer atividades em condições de risco grave e iminente para sua vida e saúde (incluindo terceiros). Inspeção de riscos decorrentes do trabalho com explosivos (NR 19). PPRA (NR 9 e NR 15). Inspeção de riscos decorrentes do trabalho com líquidos inflamáveis e combustíveis (NR 20). Laudos ergonômicos (NR 17). contribuindo para a redução dos acidentes incapacitantes. Tal direito está consagrado há vários anos na legislação de vários países e consta da Convenção OIT 176 . A NR fornece uma diretriz consolidada e unificada de todas as ações de prevenção que deverão ser implementadas nas mais diversas atividades da mineração. de 11/04/1994 . PCMSO (NR 7). Tal programa abrange todos os riscos presentes no setor mineral e deve contemplar as ações para controlar ou eliminar tais riscos.3 desobriga a elaboração do PPRA para aquelas empresas que implementarem o PGR. doenças e mortes no setor mineral.

Enquanto algumas empresas realizam investimentos e melhorias constantes em Segurança e Saúde Ocupacional (SSO). 16 p. NBR 12790: cilindro de aço especificado. Rio de Janeiro. Daí.7. Monitoramento da exposição.1. Sigle user version. Disponível em: <http://www. Rio de Janeiro. 13 p. 2007. ______. Acesso em: 12 set. Registro e divulgação dos dados. Documentation of the TLVs® and BEIs® with other worldwide occupational exposure values. 11 p. 1992. 2 p. ______. Do ponto de vista de organização do trabalho e das condições de trabalho. Entretanto. 3 p. 1993. NBR 13543: movimentação de carga: laços de cabo de aço: utilização e inspeção. 6 p. 35 p. 2007. ______. 1995. o subitem 22. 2003.com. 1995. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. o setor mineral está em um processo permanente de transformação. Rio de Janeiro. para armazenagem e transporte de gases a alta pressão. ______. 9 p. Cincinnati. ______. 12 p.3 desobriga a existência do PPRA quando existir o PGR. NBR 13541: movimentação de carga: laço de cabo de aço: especificação. Compatible with novell and windows NT networks. NBR 13542: movimentação de carga: anel de carga. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Ohio. Rio de Janeiro. a necessidade de se estabelecer uma abordagem planejada e diferenciada para a inspeção do trabalho em diferentes empresas ou setores da atividade econômica. ______. ______. 2001.5. 6. NBR 6327: cabo de aço para uso geral: requisitos mínimos. NBR 12791: cilindro de aço. 1995. 17 .abntnet. Rio de Janeiro. 1995. ______. REFERÊNCIAS AMERICAN CONFERENCE OF GOVERNAMENTAL INDUSTRIAL HYGIENIST. 1991. NBR 5413: iluminância de interiores. outras ainda estão atrasadas neste processo. ______. ______. 1 CD-ROM.br>. NBR 11725: conexões e roscas para válvulas de cilindros para gases comprimidos. NBR 12246: espaço confinado: prevenção de acidentes. 2004. sem costura. 8Mb. o profissional está obrigado a considerar as mesmas referências bibliográficas para consulta dos limites de tolerância (NR 15 e ACGIH) e definição dos métodos de avaliação ambiental (NHO e NIOSH). Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. NBR 11900: extremidades de laços de cabos de aço. 2007. Rio de Janeiro. sem costura. 10 p. Ao contrário do PCMAT (NR 18). para armazenagem e transporte de gases a alta pressão. procedimentos e medidas de proteção.3.

Rio de Janeiro. ______. Acesso em: 10 set. Acesso em: 22 set.br/legislacao/bdlegislacao/arquivos/5203. ______. Rio de Janeiro.pdf>. Decreto nº 2. ______.mte. 7 p.27 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14725: Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos: FISPQ. 1998.Disposições Gerais. em 25 de junho de 1990. ______. 2007. BRASIL. Instrução Normativa SSMT/MTb nº 01. 6 jul. 2007. 2001. Disponível em: <http://www. Rio de Janeiro. Promulga a Convenção nº 170 da OIT.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at. Acesso em: 20 set. 2007.Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.pdf>. 2007. 28 BRASIL.gov. Disponível em: 18 . relativa à Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho. Disponível em: <http://www.htm>. de 03 de julho de 1998.ipef. NR 6 . 2007.657.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_06. 2007.Atividades e Operações Insalubres. ______.mte.planalto. Disponível em: <http://www. Ministério do Trabalho e Emprego.gov.br/ccivil_03/decreto/D2657.EPI. Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho.000-3). ______. 14 p. de 11 de abril de 1994.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (109.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. BRASIL. Disponível em: <http://www. 2007. Disponível em: <http://www.mte.rtf>. ______.pdf>. 1999. Disponível em: <http://www.Equipamento de Proteção Individual . Disponível em: <http://www. NR 7 .NR 15 . Acesso em: 10 set. Acesso em: 11 set. assinada em Genebra. 2007.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_07_at. DF. 12 p. Brasília. Acesso em: 11 set. NR 9 .gov. NR 10 .mte. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil.mte. 2007.pdf>. 1995. Acesso em: 10 set. BRASIL. NBR 13544: movimentação de carga: sapatilho para cabo de aço. Ministério do Trabalho.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10. Disponível em: <http://www. Ministério do Trabalho e Emprego. Estabelece o regulamento técnico sobre o uso de equipamentos para proteção respiratória.gov.mte.pdf>.gov.br>.gov. NR 1 . NBR 13545: movimentação de carga: manilhas. Acesso em: 17 set.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_01_at.

1. Acesso em: 18 set. NR 22 .gov. Acesso em: 10 set. 2007. Disponível em: <http://www. Acesso em: 11 set. ______.asp>.asp>.asp>.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_18.gov.000-7). OBS – FAZER LEITURA DESTA NR. NR 19 . ______.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_22.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural CIPATR(153.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis (120.000-8).mte. Disponível em: NR-29 NORMA REGULAMENTADORA – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO.mte.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (118.gov. 2007.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_19. de 15 de dezembro de 1999.gov.asp>. O empregador rural que mantenha a média de 20 (vinte) ou mais trabalhadores fica obrigado a organizar e manter em funcionamento. 2007. ______. ______. NR 18 . ______.mte.037. 2007. 2007.0002). Portaria nº 2. PARA RESOLVER EXERCÍCIOS NZS PRÓXIMAS AULAS VALENDO NOTA.NR 22 que dispõe sobre trabalhos subterrâneos.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_20. Acesso em: 17 set.000-3) 3.000-3).asp>.0004). Altera a Norma Regulamentadora . Acesso em: 19 set. NR 17 .br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.Explosivos (119. NRR 3 .Ergonomia (117.gov.pdf >.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração (122. NR 20 . Disponível em: <http://www. Acesso em: 10 set. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. 2007.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_17.mte.gov. ______. Disponível em: <http://www. por 19 .<http://www.mte.mte.

Os membros da CIPATR escolherão o presidente e o vice-presidente.10. possibilitando sua nomeação posterior. O cálculo da média dos trabalhadores será realizado pelo órgão regional do Ministério do Trabalho com colaboração das entidades de classe. (153. uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . (153. (153. Os representantes dos trabalhadores serão por estes eleitos.011-9 / I1) 3.004-6 / I1) 3.006-2 / I1) 3.9.2. (153.012-7 / I1) 3. de acordo com a seguinte proporção mínima: (153. (153. O mandato dos membros da CIPATR será de 2 (dois) anos. (153. terá preferência o empregado com maior tempo de serviço no estabelecimento. A CIPATR será composta de representantes do empregador e dos empregados.4. Os candidatos votados e não-eleitos deverão ser relacionados na ata de eleição e apuração.3. (153.1. em caso de vacância.009-7 / I1) 3. contendo o calendário anual das reuniões ordinárias da CIPATR. Nos estabelecimentos em instalação. serão empossados automaticamente no primeiro dia após o término do mandato anterior.6.5. 3.6.3.013-5 / I1) 3. (153.2. (153. Compete ao presidente da CIPATR: 20 .estabelecimento. O número de empregados para aplicação deste item será obtido pela média aritmética do número de trabalhadores do ano civil anterior. mês e local de realização. Os representantes do empregador serão por este designados. o cálculo será realizado com base no número de trabalhadores previsto no ano.002-0 / I2) 3.7.001-1 / I2) 3. Em caso de empate. acompanhado de cópias das atas da eleição e da instalação e posse. Os membros da CIPATR.008-9 / I1) 3. (153. (153. A eleição para o novo mandato da CIPATR deverá ser convocada pelo empregador.1. (153.005-4 / I1) 3. pelo menos 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato e realizada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias do término do mandato. permitida uma recondução. eleitos e designados para um novo mandato.010-0 / I1) 3.007. pelo presidente e vice-presidente. Organizada a CIPATR.1.0 / I1) 3.CIPATR.1. O registro será feito mediante requerimento ao Delegado Regional do Trabalho. O secretário da CIPATR será escolhido.4. podendo a escolha recair em pessoa não-integrante da CIPATR. em ordem decrescente de votos. a mesma deverá ser registrada no órgão regional do Ministério do Trabalho.1. 3.8. em comum acordo.11.1.003-8 / I2) 3. dia. constando hora.

(153.022-4 / I1) 3. (153. Cabe ao empregador: 21 . (153. estudar e participar de estudos das causas e conseqüências dos acidentes do trabalho rural.15. (153.024-0 / I1) c) estudar.025-9 / I1) d) promover a divulgação e zelar pela observância das NRR. (153.015-1 / I1) c) designar grupos de trabalho para o estudo das causas dos acidentes do trabalho rural. (153. A CIPATR terá as seguintes atribuições: a) manter registro. (153.029-1 / I1) h) convocar pessoas no âmbito do estabelecimento rural.017-8 / I1) e) coordenar todas as atividades da CIPATR. verificando as situações de riscos de acidentes e comunicando-as ao empregador. (153. recomendando-as ao empregador. (153.13. (153. (153.027-5 / I1) f) propor a realização de cursos e treinamentos que julgar necessários para melhorar o desenvolvimento profissional dos trabalhadores. de Normas Complementares.14. coordenar e dirigir as reuniões.a) convocar. (153.026-7 / I1) e) promover atividades que visem a despertar o interesse dos trabalhadores pelos assuntos de prevenção de acidentes do trabalho. (153.020-8/I1) 3. ao SEPATR e às entidades de classe dos trabalhadores as recomendações aprovadas.028-3 / I1) g) elaborar o calendário anual de reuniões ordinárias. (153.12. dos regulamentos e das instruções de serviço emitidos pelo empregador. (153. encaminhando-o ao órgão regional do Ministério do Trabalho e à entidade de classe dos trabalhadores. Compete ao vice-presidente da CIPATR: a) exercer as atribuições que lhe forem delegadas. Compete ao secretário da CIPATR: a) elaborar as atas das reuniões.018-6 / I1) 3. (153. por iniciativa própria ou por sugestão de outros trabalhadores. bem como acompanhar as respectivas execuções.016-0 / I1) d) delegar tarefas aos membros da CIPATR. para tomada de informações por ocasião dos estudos dos acidentes do trabalho.019-4 / I1) b) substituir o presidente nos casos de impedimento eventual. medidas de prevenção de acidentes do trabalho. (153.021-6 / I1) b) exercer as atribuições que lhe forem delegadas.030-5 / I1) 3.023-2 / I1) b) propor a realização de inspeção nas instalações ou áreas de atividades do estabelecimento rural.014-3 / I1) b) encaminhar ao empregador.

036-4 / I1) 3. COMPARANDO SUAS DIFERENÇAS NAQUELA ÍTEM CITADO POR VOCÊ. econômico ou financeiro.16. previamente autenticado pelo órgão regional do Ministério do Trabalho. com a presença do responsável pelo setor em que ocorreu o acidente. (153.032-1 / I2) c) promover para todos os membros da CIPATR.19. EXERCÍCIOS RELATIVOS A NRR-03 (CIPATR) – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO RURAL. em horário de expediente normal do estabelecimento rural. concedendo a seus componentes os meios necessários ao desempenho de suas atribuições.033-0 / I2) 3. os regulamentos e as instruções de serviço emitidos pelo empregador rural sobre o assunto.035-6 / I1) 3.21. a CIPATR reunir-se-á em caráter extraordinário. (153. representantes dos trabalhadores. enquanto estiverem atuando no estabelecimento rural. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. Quando o empregador contratar empreiteiras ou subempreiteiras. A CIPATR manterá livro apropriado.FAZER 10 EXERCÍCIOS COMPARATIVOS ENTRE A CIPA URBANA E A CIPATR. (153. (153.034-8 / I1) 3.18. (153. (153. (153. não poderão sofrer despedida arbitrária. Os membros da CIPATR. 3. através de um representante do empregador e um dos empregados.20. Cabe aos trabalhadores: a) indicar à CIPATR situações de risco e apresentar sugestões para a melhoria dascondições de trabalho. b) cumprir as NRR. no máximo até 5 (cinco) dias após ocorrência. obedecendo ao calendário anual. curso sobre prevenção de acidentes do trabalho. Em caso de acidentes com conseqüência de maior gravidade ou prejuízo de grande monta.a) prestigiar integralmente a CIPATR.037-2 / I2) 3. técnico. A CIPATR reunir-se-á 1 (uma) vez por mês. inclusive para o secretário. as Normas Complementares. 22 . em local apropriado.17. 01. estas poderão participar da CIPATR da contratante principal a pedido ou por convocação. mantendo a CIPATR informada. para lavratura das atas das suas sessões.031-3 / I2) b) estudar as recomendações e determinar a adoção das medidas viáveis.

Preocupa-se com os métodos de recolha. por exemplo. Estatística Um exemplo de gráfico A estatística utiliza-se das teorias probabilísticas para explicar a frequência da ocorrência de eventos. tanto em estudos observacionais quanto em experimento modelar a aleatoriedade e a incerteza de forma a estimar ou possibilitar a previsão de fenômenos futuros. organização. ou político. análise e interpretação de dados. resumo. que significa "homem de estado". alguns autores sugerem que a estatística é um ramo da teoria da decisão. conforme o caso. a sumarização e a interpretação de observações. o planejamento. apresentação e interpretação dos dados. A palavra foi proposta pela primeira vez no século 23 . e a palavra alemã Statistik.  Etimologia O termo estatística surge da expressão em latim statisticum collegium palestra sobre os assuntos do Estado. assim como tirar conclusões sobre as características das fontes donde estes foram retirados. A estatística é uma ciência que se dedica à coleta. para melhor compreender as situações. Dado que o objetivo da estatística é a produção da melhor informação possível a partir dos dados disponíveis. Algumas práticas estatísticas incluem.CONTROLE ESTATÍSTICO DOS ACIDENTES. designando a análise de dados sobre o Estado. de onde surgiu a palavra em língua italiana statista.

em latim. Aparece como vocabulário na Enciclopédia Britânica em 1797. É o erro (erro amostral) que define a qualidade da observação e do delineamento experimental. A abrangência da estatística aumentou no começo do século XIX para incluir a acumulação e análise de dados de maneira geral. História Alguns autores dizem que é comum encontrar como marco inicial da estatística a publicação do "Observations on the Bills of Mortality" (Observações sobre os Sensos de Mortalidade. Seus fundamentos matemáticos foram postos no século XVII com o desenvolvimento da teoria das probabilidades por Pascal e Fermat. que surgiu com o estudo dos jogos de azar. 1662) de John Graunt. As primeiras aplicações do pensamento estatístico estavam voltadas para as necessidades de Estado. Estatística robusta é o conjunto de técnicas utilizadas para atenuar o efeito de outliers e preservar a forma de uma distribuição tão aderente quanto possível aos dados empíricos. inclusive na administração pública e privada. 24 .XVII.   Estatística inferencial é o conjunto de técnicas utilizadas para identificar relações entre variáveis que representem ou não relações de causa e efeito. A estatística baseia-se na medição do erro que existe entre a estimativa de quanto uma amostra representa adequadamente a população da qual foi extraída. Assim o conhecimento de teoria de conjuntos. Hoje. A estatística não é uma ferramenta matemática que nos informa sobre o quanto de erro nossas observações apresentam sobre a realidade pesquisada. O método dos mínimos quadrados foi descrito pela primeira vez por Carl Friedrich Gauss cerca de 1794. Fundamentos Ligações para estatística observacional fenômeno são coletados pelos fenômenos estatísticos. no início do século 19. e sociais. análise combinatória e cálculo são indispensáveis para compreender como o erro se comporta e a magnitude do mesmo. a estatística é largamente aplicada nas ciências naturais. O uso de computadores modernos tem permitido a computação de dados estatísticos em larga escala e também tornaram possível novos métodos antes impraticáveis. fornecendo dados demográficos e econômicos. por Schmeitzel na Universidade de Jena e adotada pelo acadêmico alemão Godofredo Achenwall. e adquiriu um significado de coleta e classificação de dados. na formulação de políticas públicas.

01% pareça muito baixo. 25 . mas. Na realidade. os quais são muitas vezes incompletos. Entretanto. o sol irá certamente nascer amanhã. tais como média ou desvio padrão. que é fácil de reconhecê-las como probabilidade de um ou zero. A probabilidade de um evento é freqüentemente definida como um número entre zero e um. definir o risco de atravessá-la em 10−9 significa que você está bem seguro pelo resto da sua vida. Sumarização da coleção de observações. e se acontecer um evento extremamente improvável que o destrua? Normalmente aproximamos a probabilidade de alguma coisa para cima ou para baixo porque elas são tão prováveis ou improváveis de ocorrer. Nós descrevemos o nosso conhecimento (e) de forma matemática e tentamos aprender mais sobre aquilo que podemos observar. Entretanto.Objeto da estatística Estatística é uma ciência exata que visa fornecer subsídios ao analista para coletar. Isto requer:    O planejamento das observações por forma a controlar a sua variabilidade (concepção do experimento). Você pode dizer que. os segundo e terceiro passos tornam-se normalmente mais importantes que o primeiro. A descrição dos dados coletados é comumente apresentado em gráficos ou relatórios e serve tanto a prospecção de uma ou mais variáveis para posterior aplicação ou não de testes estatísticos bem como a apresentação de resultados de delineamentos experimentais. porque é difícil distinguir entre. A estatística fornece-nos as técnicas para extrair informação de dados.obter um consenso sobre o que as observações nos dizem sobre o mundo que observamos. mesmo que intuitivamente um risco de 0. é objetivo da Estatística extrair informação dos dados para obter uma melhor compreensão das situações que representam. isso pode levar a desentendimentos e comportamentos perigosos. na medida em que nos dão informação útil sobre o problema em estudo. Em algumas formas de estatística descritiva. analisar e apresentar dados.A faceta dessa ferramenta mais palpável é a estatística descritiva. resumir. um risco de 10−4 significa que é bem provável que você tenha um acidente. Inferência estatística . nunca há situações que tenham probabilidades 0 ou 1. Por exemplo. nomeadamente mineração de dados (data mining). por indução. 1. porém. se você espera atravessar uma estrada 105 ou 106 vezes na sua vida. a despeito da grande diferença numérica entre elas. Trata de parâmetros extraídos da população. sendo assim. organizar. uma probabilidade de 10−4 e uma de 10−9.

procura-se agrupa-los e reduzi-los.Quando se aborda uma problemática envolvendo métodos estatísticos. as quais realçam toda a potencialidade da Estatística. Seguidamente o objetivo do estudo estatístico pode ser o de estimar uma quantidade ou testar uma hipótese. deixando de lado a aleatoriedade presente. 26 . os mais usuais são: gráfico de segmentos. De acordo com a característica da informação precisamos escolher o gráfico correto. isto é. se possa extrair o máximo de informação relevante para o problema em estudo. ou clareza gráfico e de linhas veracidade. Quando de posse dos dados. utilizando-se técnicas estatísticas convenientes. ou seja para a população de onde os dados provêm. dando-nos ainda uma medida do erro cometido Estatística Descritiva: Tabelas e Gráficos Os gráficos constituem uma forma clara e objetiva na apresentação de dados estatísticos. posteriormente. baseando-se numa pequena amostra. a intenção é de proporcionar aos leitores em geral a compreensão e veracidade dos fatos. de modo que. sob forma de amostra. Os dados foram expressos em um gráfico de segmentos. Gráfico Objetivos: de Segmento simplicidade. estes devem ser utilizados mesmo antes de se recolher a amostra. gráfico de barras e gráfico de setores. na medida em que vão permitir tirar conclusões acerca de uma população. devese planejar a experiência que nos vai permitir recolher os dados. Uma locadora de filmes em DVD registrou o número de locações no 1º semestre do ano de 2008.

O exemplo abaixo mostra o consumo de energia elétrica no decorrer do de 2005 de uma família. ano 27 . com o intuito de analisar as projeções no períododeterminado.Gráfico de Barras horizontal e vertical Objetivo: representar os dados através de retângulos.

Isso se torna mandatário para a correta análise e compreensão das grandezas envolvidas. Resumo Quando temos que manipular grande quantidade de informação é necessário o uso de gráficos. Note que uma grande quantidade de informação seja ele na forma de dados experimentais ou em qualquer outra forma implica em conhecimento. Introdução 28 . a relação entre quaisquer grandezas envolvidas pode ser facilmente detectada. É um gráfico muito usado na demonstração de dados percentuais. Necessitamos analisar essa coleção de dados e. para isso. 1. utilizamos a representação por gráficos.Gráfico de setores Objetivos: expressar as informações em uma circunferência fracionada. O gráfico a seguir mostrará a preferência dos clientes de uma locadora quanto ao gênero dos filmes locados durante a semana. Requisitos e uso de um gráfico USO DE GRÁFICOS 1. Assim.

muitas vezes. porque as escalas foram construídas assim.001 s). Se escolhermos uma escala em que 0. que fazem o uso continuamente para apresentar informações à população em geral ou grupos específicos de pesquisas. Os gráficos são representações bastante difundidas em diferentes tipos de informativos. Sendo assim fica evidente que tanto no gráfico mono-log como no log-log o aspecto do gráfico será diferente de quando você usa escalas lineares. ao colocarmos diretamente os valores de x e y nós estamos fazendo com que as distâncias entre sucessivos valores de x e y sejam proporcionais a log (x ) e log (y). dentre eles. oriundas de dados numéricos resultados de pesquisas e organizadas em uma tabela. além da televisão e a internet.log 2). Isto é. Numa escala logarítmica as distâncias entre marcas sucessivas não é constante (como numa escala linear) aqui elas são proporcionais às diferenças entre os logaritmos das variáveis. e assim por diante. ao longo de cada eixo. Uma limitação dos gráficos em escala linear é em relação às escalas escolhidas. muito importantes quando se deseja verificar alguma relação matemática (qualitativa ou quantitativa) entre as grandezas representadas nos eixos de um gráfico.log 1).001 s possa ser marcado com facilidade. é constante (o papel milimetrado é um exemplo). objetiva e concisa do que quando estes dados são colocados em tabelas. 1. Uma escala linear é construída de tal modo que a distância entre marcas sucessivas das escalas. Além disso. Se escolhermos uma escala que contenha valores muito grandes (1 s) não conseguiremos representar valores muito pequenos (0.Os gráficos são de extrema importância na visualização e interpretação de informações e dados acerca de temas de aspectos naturais. Saiba qual tipo de gráfico representa melhor 29 . Objetivo Este experimento é na verdade um exercício conduzido a fim de se apresentarem técnicas de análise gráfica de dados. jornais impressos. No entanto. provavelmente os dados maiores (1 s) não caberão sobre o papel. Diante dessas afirmações os gráficos consistem em uma representação constituída por formas geométricas elaboradas de maneira precisa. revistas. gráficos bem feitos apresentam as informações fornecidas pelos dados colhidos de maneira mais clara. sociais e econômicos. os principais estão em livros. a escala logarítmica é feita de tal maneira que a distância entre 1 e 2 é proporcional a (log 2 . a distância entre 2 e 3 é proporcional a (log 3 . o problema dos dados que não cabem sobre o gráfico pode ser resolvido por escalas logarítmicas. Nessa escala.

você precisa saber de três conceitos importantes que constituem os gráficos do Excel 2007. Este elemento é representado pela combinação de dados obtidos da sua tabela e é o resultado da correlação do valor em X e Y. Os marcadores de dados são elementos gráficos usados para representar os pontos de dados.Quantas vezes você já ficou em dúvida sobre qual gráfico usar nos seus trabalhos e apresentações? Não se sinta mal. compara os valores em diferentes séries. Isto é. Sabendo Colunas destas informações. Afinal. Afinal. cruza as informações de acordo com a quantia presente em determinada categoria. Uma série de dados é composta por uma tabela de valores listados em colunas ou linhas. este gráfico pode ajudar bastante. Neste artigo você vai ver quais gráficos são recomendados para cada necessidade que você possa ter. O primeiro deles é o “ponto de dados”. Este gráfico é bastante simples afinal. Se você precisa informar seus recursos para a realização de uma tarefa durante a reunião para a liberação de verbas da sua empresa. isso acontece com muita frequência. O terceiro e último conceito é o “marcador de dados”. Porém não são todos os gráficos que podem ser usados em uma determinada situação. O segundo é a “série de dados”. o Excel 2007 possui várias opções de gráficos para você criar. ele separa em colunas verticais a quantidade de acordo com a categoria em que o valor foi colocado. vamos aos tipos de gráfico: Sem dúvida este é um dos tipos de gráfico mais usados no Excel desde as suas primeiras versões. Cada coluna ou linha com valores é chamada de série. 30 . Mas antes de começarmos.

Este tipo de gráfico permite que a coluna seja mista. Nem sempre os elementos gráficos serão colunas retangulares inseridas verticalmente. cilindros e pirâmides seguindo o mesmo esquema do modelo original. 31 . Isto significa que os valores de cada categoria podem ficar no mesmo elemento gráfico. que sempre vai destacar um elemento do outro para que não haja confusões. muitas vezes pode ser cones. O que os diferencia é a cor da legenda.

qualquer pessoa consegue dimensionar as quantidades referentes às categorias inseridas na tabela de origem.Pizza Na segunda posição dos gráficos mais utilizados pelos usuários vem o modelo “Pizza”. Quando há um grande valor secundário. Este modelo de gráfico torna mais fácil a visualização dos dados. afinal consegue dividir bem cada pedaço para uma determinada proporção. ele funciona da seguinte maneira: é preciso ter duas ou mais categorias e um valor correspondente para cada uma delas. este passa a ser exibido em uma barra ou pizza logo ao lado da principal. porém só é possível fazê-lo em gráficos “pizza” em 3D. Nesta nova edição do Excel. de maneira que o dado complemente a primeira de demonstração. a opção “Pizza de pizza” e “Barra de pizza”. Os gráficos “pizza” ainda permitem que você enfatize alguma fração. O nome já é bastante explicativo. clique sobre ele e arraste. 32 . Assim. Para destacar um pedaço. mas para quem nunca teve contato com este tipo de gráfico. o gráfico “Pizza” ganhou uma novidade.

Isto porque os dois trabalham com informações lineares que podem ser compreendidas horizontalmente – no caso dos gráficos em barras.Os gráficos secundários “pizza de pizza” e “barra de pizza” são resultado da extração de dados da primeira “pizza” e têm a finalidade de destacá-los. O funcionamento deste tipo de gráfico pouco difere do gráfico em colunas. O uso deste tipo de gráfico é aconselhado quando é preciso trabalhar com rótulos muito longos ou então os eixos utilizados estão relacionados ao tempo de duração de alguma 33 . Barras Os gráficos de barra assim como os de coluna e “pizza” são os mais utilizados. Normalmente a primeira “pizza” apresentará grupos bem distintos. A especificação dos valores que compõem a fatia maior da “pizza” primária estarão na barra ou na “pizza” secundária. Isso porque os três possuem uma disposição que facilita muito na compreensão dos dados ali representados. é o que possui o maior número dentro da sequência de dados. sendo que um deles será destacado – normalmente.

cilindro. As cores de cada legenda são separadas de maneira bem evidente.experiência. são os mesmos do gráfico em colunas. empilhadas e 100% empilhadas. aliás.  34 . agrupadas. O gráfico em barras é bastante utilizado em apresentações de pesquisa de intenção de votos ou opinião pelas redes de televisão. Os subtipos são:  Barras agrupadas e barras agrupadas em 3D: exibem três categorias colocadas no eixo vertical e os valores no eixo horizontal – muito útil para comparação rápida de valores. pirâmide horizontais: são apenas formatos de barras diferentes que podem ajudar a diferenciar um tópico representado de outro em um relatório ou estudo.   Barras 100% empilhadas e barras 100% empilhadas em 3D: os gráficos exibidos desta maneira compreendem a contribuição de cada valor para a soma de todos eles dentro de uma categoria. que. Estas formas também podem ser apresentadas em 3D. Cone. Este tipo de gráfico também possui subtipos. Barras empilhadas e barras empilhadas em 3D: reúnem os valores das categorias em uma só barra que ilustra muito bem a visão total de um determinado item.

salários recebidos pelos operários de uma fábrica etc. neste capítulo.5 Distribuição de Freqüência 1.1 Tabela Primitiva Vamos considerar. estaturas de um conjunto de pessoas.6. que compõem uma amostra dos alunos de um colégio A. Suponhamos termos feito uma coleta de dados relativos às estaturas de quarenta alunos.6. como é o caso de notas obtidas pelos alunos de uma classe. a forma pela qual podemos descrever os dados estatísticos resultantes de variáveis quantitativas.5.1. resultando a seguinte tabela de valores: 35 .

A tabela obtida através da ordenação dos dados recebe o nome de rol. conhecidos os valores de uma variável. TABELA 2 ESTATURAS DE 40 ALUNOS DA FACULDADE A 150 151 152 153 154 155 155 155 155 156 156 156 157 158 158 160 160 160 160 160 161 161 161 161 162 162 163 163 164 164 164 165 166 167 168 168 169 170 172 173 36 . Assim. a partir dos dados não ordenados. ainda.5. qual a menor ou qual a maior estatura ou.TABELA 1 ESTATURAS DE 40 ALUNOS DA FACULDADE A 166 162 155 154 160 168 152 161 161 161 163 156 150 163 160 172 162 156 155 153 160 173 155 157 165 160 169 156 167 155 151 158 164 164 170 158 160 168 164 161 A esse tipo de tabela. quantos alunos se acham abaixo ou acima de uma dada estatura.2 Rol Partindo dos dados acima – tabela primitiva – é difícil averiguar em torno de que valor tende a se concentrar as estaturas. é difícil formarmos uma idéia exata do comportamento do grupo como um todo. cujos elementos não foram numericamente organizados.6. 1. A maneira mais simples de organizar os dados é através de uma certa ordenação (crescente ou decrescente). denominamos tabela primitiva.

será observada e estudada muito mais facilmente quando dispusermos valores ordenados em uma coluna e colocarmos.5.Agora. a variável em questão. ainda. qual a menor estatura (173 cm). que há poucos valores abaixo de 155 cm e acima de 170 cm. podemos saber. o número de vezes que aparece repetido. vemos que há uma concentração das estaturas em algum valor entre 160 cm e 165 cm e. com relativa facilidade. a ordem que um valor particular da variável ocupa no conjunto. que a amplitude de variação foi de 173 – 150 = 23 cm.6. ao lado de cada valor. mais ainda. assim. estatura. uma tabela que recebe o nome de distribuição de freqüência: TABELA 3 ESTATURAS FREQ (cm) 150 151 152 153 154 155 156 157 158 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 172 173 1 1 1 1 1 4 3 1 2 5 4 2 2 3 1 1 1 2 1 1 1 1 37 . 1.3 Distribuição de Freqüência No exemplo que trabalhamos. Obtemos. Denominamos freqüência o número de alunos que fica relacionado a um determinado valor da variável. Com um exame mais acurado. e.

154 ‫( 851 —׀‬é um intervalo fechado à esquerda e aberto à direita. já que exige muito mais espaço. mesmo quando o número de valores da variável (n) é de tamanho razoável. é o agrupamento dos valores em vários intervalos. de 4 alunos. 157 cm. Deste modo. inclusive. 155 cm. pela própria natureza da variável contínua.2007 ESTATURAS FREQUÊNCIA (cm) 38 . 156 cm. em Estatística. denominada distribuição de freqüência com intervalos de classe: Exemplo: TABELA 4 ESTATURAS DE 40 ALUNOS DA FACULDADE A . sendo que. Chamando de freqüência de uma classe o número de valores da variável pertencente à classe. preferimos chamar os intervalos de classes. tal que: 154 ≤ x < 158). de 3 alunos. e 158 cm. estaremos agrupando os valores da variável em intervalos.Total 40 Mas o processo dado é ainda inconveniente. se um dos intervalos for. em vez de dizermos que a estatura de 1 aluno é de 154 cm. dizemos que 9 alunos têm estaturas entre 154. e de 1 aluno. por exemplo. Sendo possível. a solução mais aceitável. os dados da Tabela 3 podem ser dispostos como na Tabela 4. Assim.

5. Já na Tabela 4 não podemos ver se algum aluno tem a estatura de 159 cm. Assim. desde o início. que onze alunos têm estatura compreendida entre 158 e 162 cm. simplesmente.4 Elementos de uma Distribuição de Freqüência 1) lasses de freqüência ou..150 154 158 162 166 170 ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ 154 158 162 166 170 174 4 9 11 8 5 3 40 Total Dados fictícios. com segurança.71 cm de altura. fazemos uma tabulação. até porque a estatística tem por finalidade específica analisar o conjunto de valores. k (onde k é o número total de classes da distribuição). tornar possível o uso de técnicas analíticas para sua total descrição. facilmente. desinteressando-se por casos isolados. na Tabela 3 podemos verificar. O que pretendemos com a construção dessa nova tabela é realçar o que há de essencial nos dados e. a partir da Tabela 1. sendo i = 1. são comumente denominados dados agrupados. 39 . Notas:  Se nosso intuito é. em nosso exemplo.. Assim. o intervalo 154 ι— 158 define a segunda classe (i = 2).6. a obtenção de uma distribuição de freqüência com intervalos de classe. podemos afirmar que k = 6. também.  1. Como a distribuição é formada de seis classes. No entanto. classes são intervalos de variação da variável. ganhamos em simplicidade para perdermos em pormenores. 3. Quando os dados estão organizados em uma distribuição de freqüência. sabemos. As classes são representadas simbolicamente por i.. basta. 2. Ao agruparmos os valores da variável em classes. que quatro alunos têm 161 cm de altura e que não existe nenhum aluno com 1. .

empregando. ou.6.150 = 23  AA = 23 cm 40 . se as classes possuem o mesmo intervalo. O menor número é o limite inferior da classe (li) e o maior número. intervalo de classe é a medida do intervalo que define a classe. e L2 = 158 3) Amplitude de um intervalo de classe.li Na distribuição da Tabela 1. Assim: hi = Li . temos: AT = 174 – 14501 = 24  AT = 24 cm Nota:  É evidente que. Assim. de acordo com a Resolução 886/66 do IBGE. temos: AA = 173 . simplesmente.4. em termos desta quantidade até menos aquela. verificamos a relação: AT  hi = k 5) Amplitude amostral (AA) é a diferença entre o valor máximo e o valor mínimo da amostra: AA = x(máx) – x(mín) Em nosso exemplo. por exemplo. Na segunda classe. Ela é obtida pela diferença entre os limites superior e inferior dessa classe e indicada por hi. o indivíduo com uma estatura de 158 cm está incluído na terceira classe (i = 3) e não na segunda.5.2) Denominamos limites de classe os extremos de cada classe. temos: h2 = L2 – l2  h2 = 158 – 154 = 4 cm 4) Amplitude total da distribuição (AT) é a diferença entre o limite superior da última classe (limite superior máximo) e o limite inferior da primeira classe (limite inferior mínimo): AT = L(máx) – l(mín) Em nosso exemplo. temos: l2 = 154 Nota:  Os intervalos de classe devem ser escritos. o limite superior da classe (Li). para isso. o símbolo ‫( —׀‬inclusão de li e exclusão de Li).

calculamos a semisoma dos limites de da classe (média aritmética): xi = (li + Li)  2 Assim. 7) Freqüência simples ou freqüência absoluta ou. Assim. A freqüência simples é simbolizada por fi (lemos: f índice i ou freqüência da classe i). o ponto que divide o intervalo de classe em duas partes iguais. a seguinte representação tabular técnica: TABELA 5 ESTATURAS DE 40 ALUNOS DA FACULDADE A i ESTATURAS (cm) fi 41 . f2 = 9. f3 = 11. 6) Ponto médio de uma classe (xi) é. freqüência de uma classe ou de um valor individual é o número de observações correspondentes a essa classe ou a esse valor. temos: f1 = 4. em nosso exemplo. temos: ∑(i=1 → 6)fi = 40 ou ∑fi = 40 Podemos. f5 = 5 e f6 = 3 A soma de todas as freqüências é representada pelo símbolo de somatório (∑): ∑(i=1 → k)fi = n Para a distribuição em estudo. simplesmente. agora. o ponto médio da segunda classe.Observe que a amplitude total da distribuição jamais coincide com a amplitude amostral. como o próprio nome indica. em nosso exemplo. é: xi = (li + Li)  2  x2 = (154 + 158)  2 = 156 cm Nota:  O ponto médio de uma classe é o valor que a representa. Para obtermos o ponto médio de uma classe. f4 = 8. dar à distribuição de freqüência das estaturas dos quarenta alunos da faculdade A.

log n onde: i é o número de classe. fi 3 4 5 6 7 8 9 .3 .5 Número de Classes – Intervalos de Classe A primeira preocupação que temos.1 2 3 4 5 6 150 154 158 162 166 170 ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ 154 158 162 166 170 174 4 9 11 8 5 3 ∑fi = 40 1. Essa regra nos permite obter a seguinte tabela: TABELA 6 ESTATURAS (cm) 3 6 12 23 47 91 182 ‫5 ׀—׀‬ ‫11 ׀—׀‬ ‫22 ׀—׀‬ ‫64 ׀—׀‬ ‫09 ׀—׀‬ ‫181 ׀—׀‬ ‫263 ׀—׀‬ .5.. é a determinação do número de classes e. na construção de uma distribuição de freqüência. 42 .. consequentemente. da amplitude e dos limites dos intervalos de classe.6. n é o número total de dados. que nos dá o número de classes em função do número de valores da variável: i ≈ 1 + 3... Para a determinação do número de classes de uma distribuição podemos lançar mão da regra de Sturges.

Outro problema que surge é a escolha dos limites dos intervalos.. i = 6 Logo: h = (173 -150) / 6 = 23/6 = 3. Resolva: 1) As notas obtidas por 50 alunos de uma classe foram: 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 5 5 5 4 5 5 5 6 6 6 6 6 6 6 6 6 7 7 7 7 7 7 7 8 8 8 8 8 8 9 9 9 a.. Complete a distribuição de freqüência abaixo: i 1 2 3 4 5 6 NOTAS 0 2 4 6 ‫2 —׀‬ ‫4 —׀‬ ‫6 —׀‬ ‫8 —׀‬ 8 ‫—׀‬ 10 xi 1 .. evitar classe com freqüência nula ou com freqüência relativa muito exagerada etc.Além da regra de Sturges.. . na realidade. Decidido o número de classes que deve ter a distribuição.. fi 1 . o que conseguimos dividindo a amplitude total pelo número de classes: h ≈ AT / i Quando o resultado não é exato... resta-nos resolver o problema da determinação da amplitude do intervalo de classe. que deve estar ligado à natureza dos dados. Em nosso exemplo. Entretanto. os quais deverão ser tais que forneçam. para pontos médios. números que facilitem os cálculos – números naturais. procurando. ainda.. de um julgamento pessoal. esta vai depender.. seis classes de intervalos iguais a 4.. devemos arredondá-lo para mais. pela Tabela 6... . a verdade é que essas fórmulas não nos levam a uma decisão final.. da unidade usada para expressa-los e.. .. ... do objetivo que se tem em vista... temos: Para n = 40. 43 . . . existem outras fórmulas empíricas que pretendem resolver o problema da determinação do número de classes que deve ter a distribuição (há quem prefira: i = h)...8 ≈ 4 Isto é.. sempre que possível... na medida do possível.

Qual o número de classes da distribuição? 4. ... Qual a amplitude da distribuição? 3. 5.. Qual a amplitude do segundo intervalo da classe? c... a soma das freqüências simples é igual ao número total dos dados: ∑ fi = n 2) Freqüências relativas (fri) são os valores das razões entre as freqüências simples e a freqüência total: Como vimos.6 Tipos de Freqüências 1) Freqüências simples ou absolutas (fi) são os valores que realmente representam o número de dados de cada classe. a soma das freqüências simples é igual ao número total dos dados: fri = fi /∑ fi Logo. h3 = . 44 .. Qual o limite inferior da quarta classe? 5.∑fi = 50 b. l1 = . f5 = .. é: fr3 = f3 /∑ f3  fr3 = 11 / 40 = 0... Agora responda: 1. em nosso exemplo (Tabela 5).... x2 = 1. Como vimos..6.. Complete: 1. Qual a amplitude amostral? 2. L3 = . 3.275 Evidentemente: ∑ fri = 1 ou 100% Nota:  O propósito das freqüências relativas é o de permitir a análise ou facilitar as comparações. 4. a freqüência relativa da terceira classe... 2..5. Qual o limite superior da classe de ordem 2? 6. n = . 6..

Quantos alunos têm estatura entre 154 cm..3) Freqüência acumulada (Fi) é o total das freqüências de todos os valores inferiores ao limite superior do intervalo de uma dada classe: Fk = f1 + f2 + .075 ∑= 1. podemos montar a seguinte tabela com as freqüências estudadas: TABELA 7 ESTATURAS (cm) 150 154 158 162 166 170 ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ ‫—׀‬ 154 158 162 166 170 174 i 1 2 3 4 5 6 fi 4 9 11 8 5 3 ∑ = 40 xi 152 156 160 164 168 172 fri 0.000 Fi 4 913 24 32 37 40 Fri 0.125 0. a freqüência acumulada correspondente à terceira classe é: F3 = ∑(i=1 → 3) fi = f1 + f2 + f3  F3 = 4 + 9 + 11 = 24. + fk ou Fk = ∑ fi (i = 1. para a terceira classe.325 0.100 0. no exemplo apresentado no início deste capítulo.800 0. e 158 cm? 45 . 4) Freqüência acumulada relativa (Fri) de uma classe é a freqüência acumulada da classe. k) Assim. temos: Fri = Fi / ∑ fi  Fri = 24/40 = 0. dividida pela freqüência total da distribuição: Fri = Fi / ∑ fi Assim. O que significa existirem 24 alunos com estatura inferior a 162 cm (limite superior do intervalo da terceira classe).600 0.925 1.225 0.. como as seguintes: a. .275 0.200 0. 2..000 O conhecimento dos vários tipos de freqüência ajuda-nos a responder a muitas questões com relativa facilidade..100 0. inclusive..6 Considerando a Tabela 3.

o número de alunos é dado por: F3 = ∑(i=1 → 3) fi = f1 + f2 + f3  F3 = 24 Portanto. b.6. Qual a percentagem de alunos cujas estaturas são inferiores a 154 cm? Esses valores são os que formam a primeira classe.F2 = 40 – 13 = 27 1. então: ∑(i=1 → 6) fi – F2 = n .100 x 100 = 10 Logo. 2 e 3. . xn fri f1 f2 . a distribuição é chamada distribuição sem intervalos de classe. .7 Distribuição de Freqüência sem Intervalos de Classe Quando se trata de variável discreta de variação relativamente pequena. Como fr1 = 0. . cada valor pode ser tomado como um intervalo de classe (intervalo degenerado) e.5. c. d.100. Quantos alunos têm estatura não-inferior a 158 cm? O número de alunos é dado por: ∑(i=1 → 6) fi = f3 + f4 + f5 + f6 = 11 + 8 + 5 + 3 = 27 Ou. . a resposta é : 9 alunos. Como f2 = 9. Quantos alunos têm estatura abaixo de 162? É evidente que as estaturas consideradas são aquelas que formam as classes de ordem 1. 24 alunos têm estatura abaixo de 162 cm. obtemos a resposta multiplicando a freqüência relativa por 100: 0. Assim. a percentagem de alunos é 10%. fn ∑ fi = 46 . tomando a seguinte forma: TABELA 8 xi x1 x2 .Esses são os valores da variável que formam a segunda classe. nesse caso.

temos: TABELA 10 i 1 2 3 4 5 6 xi 2 3 4 5 6 7 ∑= 20 fi 4 7 5 2 1 1 fri 0.55 0.10 0.05 ∑= 1.35 0.20 0.05 0.n Exemplo: Seja x a variável ―número de cômodos das casas ocupadas por vinte famílias entrevistadas‖: TABELA 9 i 1 2 3 4 5 6 xi 2 3 4 5 6 7 fi 4 7 5 2 1 1 ∑= 40 Completada com vários tipos de freqüência.20 0.95 1.25 0.00 Nota: 47 .90 0.80 0.00 Fi 4 11 16 18 19 20 Fri 0.

 Se a variável toma numerosos valores distintos. ∑= 20 Fi 2 9 21 29 34 Histograma Nos histogramas. formando intervalos de classe de amplitude diferente de um.. ... ao contrário dos gráficos de barras. .. é comum tratala como uma variável contínua.... ... cada barra vertical indica uma frequência.. Resolva: 1) Complete a distribuição abaixo... determinando as freqüências simples: i 1 2 3 4 5 xi 2 3 4 5 6 fi . .. nos quais cada barra indica um valor pontual. uma variação de determinados dados definidos pelo eixo "x". Este tratamento (arbitrário) abrevia o trabalho.. mas acarreta alguma perda de precisão.. 48 .

constituída de uma série de retângulos justapostos que têm por base o intervalo de classe. e as grandezas são colocadas na linha horizontal.Na estatística. normalmente um gráfico de barras verticais. Sobre cada uma levanta-se uma barra que termina na altura relativa ao valor de sua grandeza. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero. um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de uma massa de medições. O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. A área de cada retângulo é proporcional à freqüência da classe correspondente e tem grande aceitação nos casos de distribuição contínua de freqüência Polígono de frequência 11 Um polígono de frequência é um gráfico que se realiza através da união dos pontos mais altos das colunas num histograma de frequência (que utiliza colunas verticais para mostrar as frequências). Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal. Representação histográfica. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. 49 . a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades. Conhecido também como gráfico de barras. A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Histograma: Gráfico composto por duas linhas perpendiculares onde a altura representa o valor da grandeza. como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.

Os polígonos de frequência para dados agrupados, por sua vez, constroem-se a partir da marca de classe que coincide com o ponto médio de cada coluna do histograma. Quando são representadas as frequências acumuladas de uma tabela de dados agrupados, obtém-se um histograma de frequências acumuladas, que permite dispor em diagrama o seu polígono correspondente. Por exemplo: um polígono de frequência permite reflectir a média das temperaturas máximas de um país num determinado período de tempo. No eixo X (horizontal), pode-se assinalar os meses do ano (Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, etc.). No eixo Y (vertical), indica-se a média das temperaturas máximas de cada mês (24º, 25º, 21º…). O polígono de frequência é criado ao unir, com um segmento, a média de todas as temperaturas máximas. Geralmente, os polígonos de frequência são usados quando se pretende mostrar mais de uma distribuição ou a classificação cruzada de uma variável quantitativa contínua com uma qualitativa ou quantitativa discreta num mesmo gráfico. O ponto que tiver mais altura num polígono de frequência representa a maior frequência, ao passo que a área abaixo da curva inclui a totalidade dos dados existentes. Convém lembrar que a frequência é a repetição menor ou maior de uma ocorrência, ou a quantidade de vezes que um processo periódico se repete por unidade de tempo.

(REFORÇO DA AULA) FREQUÊNCIA ACUMULADA (OGIVA DE GALTON) DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS Introdução A distribuição de freqüências é um arranjo tabular dos diversos valores de uma variável em grupos, classes, intervalos ou níveis com as respectivas informações de cada grupo. Para a construção de uma distribuição de freqüência, devemos conceituar:
    

Dados Brutos; Rol; Amplitude Total; Números de Classes (Sturges); Intervalos de Classes;

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  

Distribuição de Freqüências; Elementos de uma Distribuição de Freqüências; Representação Gráfica de uma Distribuição de Freqüências.

Dados brutos São aqueles que não foram numericamente arranjados, isto é, são aqueles que ainda não foram colocados em uma ordem de grandeza. Dado bruto é um conjunto desorganizado de observações, de informações. É um conjunto não trabalhado. É um monte de informações sem uma seqüência lógica. Rol É o arranjo dos dados brutos em uma ordem de grandeza crescente ou decrescente. O rol é um conjunto de números trabalhados, organizados ou lapidados. Observe a aplicação conceitual abaixo: Aplicação Conceitual 001 Em uma amostra de 10 funcionários da Empresa Slow Grill, em abril, encontramos os salários, em reais: 600, 800, 1000, 1500, 1100, 1400, 1200, 900, 1100 e 700. Observe que este conjunto numérico está desorganizado em função de uma ordem crescente ou decrescente de grandeza. Colocando-o em uma ordem crescente de grandeza, teremos o seu rol: 600, 700, 800, 900, 1000, 1100, 1100, 1200, 1400 e 1500. Amplitude total É a diferença entre os valores extremos de um conjunto, definido em uma ordem de grandeza. A diferença entre o maior e o menor valor de um conjunto define a amplitude total
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ou o comprimento do conjunto numérico. AT = Vmáx - Vmin A amplitude total é o primeiro passo para definir a sensibilidade de um conjunto, pois aquele que apresentar a menor amplitude será um conjunto mais concentrado, mais homogêneo e menor risco. Aplicação Conceitual 002 Os salários de uma amostra de dez funcionários da Empresa Star Girl foram: 600, 700, 800, 900, 1000, 1.100, 1.100, 1.200, 1.400 e 1.500. Qual é o valor da amplitude total?A amplitude total será a diferença entre os valores extremos assumidos pela variável salários, onde: Valor máximo = 1500 Valor mínimo = 600 Logo: AT = Vmáx - Vmin AT = 1500 - 600 = 900.

Aplicação Conceitual 003 Sejam os valores da variável X: 6, 10, 12, 14, 17, 20 e 24. A amplitude total desta variável será: - 6 = 18. AT = Vmáx - Vmin AT = 24

Número de classes (Sturges) Para determinar o número de classes, com as quais vamos trabalhar, adotaremos o seguinte modelo: K = 1 + 3,3 Log n Onde o K representa o número de classes e o n é o tamanho da população. Usando Sturges por meio do logaritmo neperiano. Logo: K = 1 + 3,3 Ln n / Ln 10 ou K = 1 + 1,43 Ln n. O número de classes de uma distribuição não deve ser menor que 5 e nem maior que 12.

52

3 Log n Então: K = 1 + 3.00.800.400.400. 1. e assim sucessivamente.Intervalo de classes O intervalo de classe.000. de tal forma que o último nível será de 2.004. Observe que o 1º nível salarial da Empresa será de 800 a 1.600.400 define os níveis salariais da empresa. A amplitude total dos salários desta população será de: AT = Vmáx . 1. 1. O intervalo de cada classe é a razão da progressão aritmética. 2.00 e o maior de R$ 2.6 K=8 O intervalo de cada grupo ou nível salarial será de h = AT / K = 1.200.000. 2. Logo a progressão aritmética formada pelos intervalos 800. 1.400. o 3º nível de 1. o número de classes e o intervalo de classes.6 K=8 K=8 Ou K = 1 + 3. encontrou-se o menor salário de R$ 800. 1. isto é.400 . igual em todas as classes o que facilitará os cálculos posteriores.6 Ou K = 1 + 1.000.000 à 1. em fevereiro de 2.Vmin AT = 2.800 = 1.3 Ln 100 / Ln 10 O =7. na medida do possível. 53 . Calcule a amplitude total.200. sendo definido por: h = AT / K Aplicação Conceitual 005 Em uma amostra de 100 funcionários da Empresa Tecovan.200 à 2.200 à 1. o 2º nível de 1. com sede em Belo horizonte. deverá ser regular.3 Log 100 K= 1 + 3.600 / 8 h = 200 Os oito níveis salariais desta Empresa serão construídos através de uma progressão aritmética cujo 1º termo será 800 e razão 200.3 x 2 = 7.600 O Número de classes ou o número de níveis salariais desta Empresa será de: K = 1 + 3.200.43 Ln 80 = 7.400. 2.

Em primeiro lugar. de 34 a 40. O próximo passo será o de identificar quantos funcionários a empresa terá com um tempo de serviço dentro dos respectivos intervalos. de 52 a 58. Após definidos o número de níveis e o valor do intervalo. As classes serão de 16 a 22. segundo Sturges. vamos construir uma distribuição de freqüências através de uma progressão aritmética cujo 1º termo é 16. tendo 64 meses de serviço prestados. de 40 a 46. O intervalo de 16 a 22 representa a primeira classe do conjunto e o intervalo de 58 a 64 representa a última classe. 54 . realizamos uma pesquisa sobre o tempo de serviço dos 100 funcionários da empresa Pacífico Sul e encontramos um funcionário com o menor tempo de serviço de 16 meses e outro com o maior tempo de serviço da empresa.3 ( 2 ) = 7. de 22 a 28. de 58 a 64 meses.Aplicação Conceitual 006 Em fevereiro deste ano. vamos construir uma distribuição de freqüências através de uma progressão aritmética cujo 1º termo é 16.16 = 48 meses A seguir definir o número ideal de classes. As classes serão de 16 a 22. o número de classes e o valor do intervalo de classes para uma distribuição de freqüências. de 28 a 34. O intervalo de 16 a 22 representa a primeira classe do conjunto e o intervalo de 58 a 64 representa a última classe. de 22 a 28. de 46 a 52. de 52 a 58. de 28 a 34. Calcule a amplitude total. a razão é 6 e o último termo será 64. de 40 a 46. de 58 a 64 meses. a razão é 6 e o último termo será 64. de 34 a 40. sendo definido por: K = 1 + 3.3 Log 100 = 1 + 3.6 K=8 Vamos trabalhar com 8 classes / grupos / níveis e o valor do intervalo de cada classe será: h = AT / K h = 48 / 8 = 6 Definindo o número de níveis e o valor do intervalo. de 46 a 52. calcularemos amplitude total: AT = 64 .3 Log n K = 1 + 3.

o menor ou o maior valor do conjunto. classes ou níveis. Para atingir a este objetivo. sem perder as suas principais características. de 64 a 70.375. é necessário sumarizar. representar. de 40 a 46. Geralmente as distribuições de freqüências são definidas por meio de uma progressão aritmética. Com este intervalo de 6. Os níveis. motivo pelo qual arredondamos o valor do intervalo para 6 e as classes serão de 16 a 22. Distribuição de Freqüências A distribuição de freqüências visa representar um grande conjunto de informações. de 22 a 28. visando à descrição numérica do fenômeno. A distribuição de freqüência é uma série cujos dados numéricos relativos a um fenômeno estão reunidos em intervalos de valores iguais ou não. expor o fenômeno com a finalidade de se obter as suas características quantitativas. classes ou níveis com as suas respectivas freqüências que representam o número de observações pertencentes a cada classe. a nossa progressão ficaria muito complicada. com intervalos. sintetizar. Estas tabelas de freqüências podem representar tanto valores individuais quanto valores agrupados 55 . geralmente regulares. embora possa ser utilizada a progressão geométrica para a sua construção. Nos casos de uma distribuição de freqüências. classes deverão ser mutuamente exclusivas e todos os valores deverão ser enquadrados. os dados estatísticos estão dispostos ordenadamente em linhas e colunas. Após a coleta de dados.375. mais fácil e de melhor visualização. grupos. Podemos definir a distribuição de freqüências como um arranjo tabular de um conjunto em grupos. de 34 a 40. Na distribuição de freqüências. sempre é bom trabalhar com valores que nos levam a um entendimento mais simples. permitindo-se assim sua leitura no sentido horizontal e vertical e o tempo. A idéia fundamental para sumarizar um conjunto de observações constitui na criação de grupos. contendo todas as observações. de 58 a 64 meses. podemos redimensionar a razão da progressão aritmética. de 46 a 52. Uma tabela de freqüência é uma tabela onde se procura fazer corresponder os valores observados da variável em estudo e as respectivas freqüências. de 28 a 34. a amplitude seria de 51 meses e o número de classes continua sendo o mesmo 8 e o intervalo de seria de 51/8 = 6. de 52 a 58. o local e a espécie do fenômeno não variam. nos respectivos intervalos. Observe que criamos uma classe para registrar o valor 67.Se os valores extremos de uma variável fossem 16 meses e o maior 67 meses.

00 à R$ 449. temos uma distribuição de freqüências. serventes. em reais. Observe que 25 funcionários têm salários de R$ 550. O primeiro nível salarial ou a primeira classe ou intervalo de salários é formado por 4 empregados que têm salários variando de R$ 400. Elementos de uma Distribuição de Freqüência Elementos de uma Classe As classes ou níveis de uma distribuição de freqüência são os intervalos de variação de uma variável e os valores extremos de uma classe são denominados de limites de classe.00 à R$ 799. envolvendo pedreiros. foram reunidos em 8 grupos salariais.99.99 e 18 funcionários têm salários de R$ 500. com salários variando de R$ 400. pintores. Salários da Construção Civil PesadaFevereiro/2007 – Belo Horizonte – Em Reais Nº classes Salários Números 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª Total Fonte: DRH Os salários do pessoal da construção civil. MG. relativa aos salários de uma amostra de 100 empregados da construção civil. em fevereiro deste ano.99. bombeiros e carpinteiros. 400 a 450 450 a 500 500 a 550 550 a 600 600 a 650 650 a 700 700 a 750 750 a 800 4 10 18 25 20 13 7 3 100 56 . numa amostra de 100 empregados.Aplicação Conceitual 007 Abaixo. em Belo Horizonte. Estes valores são denominados de limites inferior (Li) e superior (l) da classe. em fevereiro de 2007.99.00 a R$ 549.00 à R$ 599.

isto é. A distribuição de freqüência acumulada crescente. somam-se os limites da classe. 57 (400 + 450) / 2 = 425 . sucessivamente. A soma das freqüências relativas é igual a 1 ou 100%.25. inclusive a freqüência da respectiva classe. Estes gráficos são gráficos de análise. obtendo as freqüências acumuladas de cada classe. (fad) é obtida repetindo a freqüência simples da última classe e a partir daí. o salário médio dos integrantes do 1º nível salarial será igual a: xi = (Limite sup + Limite inf) / 2 Distribuição de Freqüência Relativa A freqüência relativa de uma classe é a freqüência simples dessa classe dividida pelo soma de todas as freqüências simples. através do limite superior de uma classe. a variável desta distribuição poderá ser considerada contínua não importando se na prática for discreta. (fac) é obtida repetindo a freqüência simples da 1ª classe a partir daí somar sucessivamente as demais freqüências. Para obtê-lo. assim: fr% = fi /n Pela Aplicação Conceitual anterior. O ponto médio é o principal representante de uma classe.Amplitude total da classe é a diferença entre os valores extremos da classe e a da distribuição de freqüências é a diferença entre os valores extremos de uma distribuição de freqüência.99.00 à R$ 599. as demais freqüências. Representação Gráfica de uma Distribuição de Freqüências Uma distribuição de freqüência poderá ser representada por um histograma. Pode-se dizer que 25% dos funcionários têm salários que variam de R$ 550. o ponto médio da 1ª classe. um polígono de freqüência ou pelas ogivas de Galton. Distribuição de Freqüência Acumulada A freqüência acumulada de uma classe é a soma das freqüências anteriores ou posteriores. a freqüência relativa da 4ª classe da tabela anterior é (25 / 100) = 0. Exprime-se a freqüência acumulada “crescente”. As freqüências acumuladas poderão ser crescentes ou decrescentes. obtendo as freqüências acumuladas de cada classe. portanto só devem ser feitos quando a variável for contínua. a diferença entre o maior limite superior e o menor limite inferior. A distribuição de freqüência acumulada decrescente. ou seja: xi = (Limite sup + Limite inf) / 2 Analisando a Aplicação Conceitual do item anterior. dividindo o resultado por dois. Se estivermos trabalhando com uma distribuição de freqüências. isto é. somar.

O histograma é um gráfico de colunas. registramos no eixo X os limites inferiores da distribuição e. O ponto médio é registrado no eixo das abscissas e a respectiva freqüência simples/relativa no das ordenadas. registramos no eixo dos x o limite inferior de cada classe e no gráfico de colunas. mas nem todos os gráficos de linha são polígonos de freqüências. A este conjunto de linhas. justapostas com intervalos nulos entre elas. por meio dos limites inferiores de cada classe. Polígono de Freqüência é um gráfico de linha. denomina-se ogivas de Galton. Os segmentos de reta que ligam tais pontos definem o polígono de freqüências abaixo. registramos as categorias da variável.Histograma de Freqüência x Polígono de Freqüência Histograma de Freqüência é um conjunto de colunas sucessivas. a altura e a largura de cada coluna são proporcionais à freqüência e amplitude de cada classe. A primeira linha parte do ponto (0.50) e define o gráfico da freqüência acumulada decrescente. as respectivas freqüências acumuladas simples ou relativas.0) e define o gráfico da freqüência acumulada crescente e a segunda linha parte do ponto (0. no eixo dos Y. Salários dos Funcionários da Empresa Daves KellerMarço/2007 – BH – Em Reais Ogivas de Galton Para a construção das ogivas de Galton. Neste gráfico associamos cada ponto médio à sua respectiva freqüência. cujas bases são registradas no eixo das abscissas. porque no histograma. Março/2006 – Em Reais 58 . Salários dos Funcionários da Empresa Daves KellerBelo Horizonte. mas nem todos os gráficos de colunas definem um histograma.

0 Ma=(6. 23.0 2ºB=9.60 Quinta R$ 2. por isso o seu valor diário possui variações.20 Sexta R$ 2.0 4ºB=5.0)/4 Ma=27/4 Ma=6.75 A média anual de Carlos foi 6.0+7.75. também é utilizado nas pesquisas estatísticas. 2 Ma = (3+12+23+15+2) / 5 Ma = 55 / 5 A média dos números é igual a 11.30 Terça R$ 2. nas escolas calculando a média final dos alunos. pois a média dos resultados determina o direcionamento das ideias expressas pelas pessoas pesquisadas. Esse tipo de cálculo é muito utilizado em campeonatos de futebol no intuito de determinar a média de gols da rodada.O dólar é considerado uma moeda de troca internacional. 59 . EXERCICIOS 1 .A média aritmética é considerada uma medida de tendência central e é muito utilizada no cotidiano.0 3ºB=7. 12. Ma = Ma = Ma = O valor médio do dólar na semana apresentada foi de R$ ………….0+5. Surge do resultado da divisão do somatório dos números dados pela quantidade de números somados. 15.10 Quarta R$ 2. Por exemplo.0+9.00 Determine o valor médio do preço do dólar nesta semana. determinar a média dos número 3. Exemplo 1 Calcule a média anual de Carlos na disciplina de Matemática com base nas seguintes notas bimestrais: 1ºB=6. Acompanhando a variação de preços do dólar em reais durante uma semana verificou-se as variações de acordo com a tabela informativa: Segunda R$ 2.

200.EXERCÍCIO 2 Em uma empresa existem cinco faixas salariais divididas de acordo com a tabela a seguir: Grupos A B C D E Sálario R$ 1. Exercícios de Médias 1) Calcule a média aritmética simples em cada um dos seguintes casos: a) 15 . 32 f) 91 . 84 . 10 d) 1 .000. 3 . 37 .00 R$ 1. 9 e) 18 . 71 . 5 . 62 . 36 b) 80 . Ma = Ma = Ma = A média salarial da empresa é de R$ ………………. 50 60 . 84 . 100 c) 59 . 95 . 62 . 8 . 48 .00 R$ 500. 6 .00 R$ 800.00 R$ 1. 7 . 25 . 4 . 2 .00 Determine a média de salários da empresa. 37 .500.

13 e 9? 2) Qual é a média aritmética ponderada dos números 10.5 9. 2. 4.2) João deseja calcular a média das notas que tirou em cada uma das quatro matérias a seguir.0 Matemática 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 8.2 9.0 RELAÇÃO DE EXERCÍCIOS PARA RESOLVER 1) Qual é a média aritmética simples dos números 11. 18 e 30 sabendo-se que os seus pesos são respectivamente 1.0 7.1 Português 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 7. 7.9 7.3 7.2 História 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 5. 16 e 32? 61 . 14.5 6. Calcule a média ponderada de suas notas. 8.6 10.8 8.0 8. 3 e 5? 3) Qual é a média geométrica dos números 2.4 8.5 7. sendo que as duas primeiras provas valem 2 pontos e as outras duas valem 3 pontos: Inglês 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 6.9 7.

cuja média aritmética simples é de 150cm. Se a eles juntarmos o número 48. quanto passará a ser a nova média aritmética simples? 5) Em uma sala de aula os alunos têm altura desde 130cm até 163cm. Quantos quilogramas do produto B serão utilizados nesta mistura? 9) A média das notas dos 50 alunos de uma classe e 7. Se estes oito alunos forem retirados desta classe. Qual é o maior valor que um desses números pode ter? 62 .00/kg. Se considerarmos apenas as notas dos 15 meninos. pertencentes ao conjunto do números inteiros não nulos é igual a 44. Qual a média das notas se considerarmos apenas as meninas? 10) A média aritmética simples de 4 números pares distintos. Oito destes alunos possuem exatamente 163cm. a média aritmética simples e a média geométrica deles são respectivamente 20 e 20.80/kg com um produto B que custa R$ 4.4) Dado um conjunto de quatro números cuja média aritmética simples é 2. Quantos alunos há nesta sala de aula? 6) Dados dois números quaisquer.7. Quais são estes dois números? 7) A média geométrica entre dois números é igual a 6. que custa R$ 6.5. a nova média aritmética será de 148cm. qual será a média geométrica entre estes três números? 8) Um comerciante pretende misturar 30 kg de um produto A.00/kg para obter um produto de qualidade intermediária que custe R$ 6.5 se incluirmos o número 8 neste conjunto. a nota média é igual a 7.

Média aritmética ponderada Definição A média aritmética ponderada é a média dos elementos do conjunto numérico A em relação à adição. nesse caso.. Conclusão Para se obter a média aritmética ponderada dos n elementos do conjunto numérico A. p2.. Calculo da média aritmética ponderada Sendo x a média aritmética ponderada dos elementos do conjunto numérico A = {x1.. .. nesse caso. . pn. onde todos os elementos têm o seu determinado peso... 63 . x3. p3. temos: como a média aritmética simples. temos. = pn = 1. por definição: Note que quando p1 = p2 = p3 = . xn}.. x2. e dividi-la pela soma dos pesos. com seus respectivos pesos p1. é necessário determinar a soma dos produtos de cada elemento multiplicado pelo respectivo peso..Média aritmética ponderada 5.

. isto é.. pois não é tão sensível aos dados.Moda Define-se moda como sendo: o valor que surge com mais freqüência se os dados são discretos. definida do seguinte modo: Ordenados os elementos da amostra. 2. for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos como "outliers").Mediana A mediana. a média aproxima-se da mediana 2. o intervalo de classe com maior freqüência se os dados são contínuos. a média tende a ser inferior à mediana. 1. da representação gráfica dos dados.. Assim. é uma medida de localização do centro da distribuição dos dados. A partir do exposto. depois de ordenada a amostra de n elementos: Se n é ímpar. 9. . a mediana é o elemento médio. a média ao contrário da mediana. a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a divide ao meio. Xn:n então uma expressão para o cálculo da mediana será: Como medida de localização. às observações que são muito maiores ou muito menores do que as restantes (outliers). Estes valores são os responsáveis pela má utilização da média em muitas situações em que teria mais significado utilizar a mediana. para os quais não se pode calcular a média e por vezes a mediana. Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações. deduzimos que se a distribuição dos dados: 1. como a média. mesmo que estes valores surjam em pequeno número na amostra. 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50% são maiores ou iguais à mediana Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra. obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe modal Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos. 64 . a média e a mediana coincidem. é uma medida muito influenciada por valores "muito grandes" ou "muito pequenos".1. ou. apresentados sob a forma de nomes ou categorias. for aproximadamente simétrica.2. Se n é par. a média tende a ser maior que a mediana 3.3-Considerações a respeito de Média e Mediana Se se representarmos os elementos da amostra ordenada com a seguinte notação: X1:n . a mediana é a semi-soma dos dois elementos médios. for enviesada para a direita (alguns valores grandes como "outliers").9.A mediana não é tão sensível. Como já vimos.Quando a distribuição é simétrica. a mediana é mais robusta do que a média. X2:n . 9.

65 .

de 22 a 28. e assim sucessivamente. a razão é 6 e o último termo será 64. de 34 a 40. de 46 a 52.6 K=8 Vamos trabalhar com 8 classes / grupos / níveis e o valor do intervalo de cada classe será: h = AT / K h = 48 / 8 = 6 Definindo o número de níveis e o valor do intervalo. O próximo passo será o de identificar quantos funcionários a empresa terá com um tempo de serviço dentro dos respectivos intervalos.Observe que o 1º nível salarial da Empresa será de 800 a 1. calcularemos amplitude total: AT = 64 .16 = 48 meses A seguir definir o número ideal de classes.200. realizamos uma pesquisa sobre o tempo de serviço dos 100 funcionários da empresa Pacífico Sul e encontramos um funcionário com o menor tempo de serviço de 16 meses e outro com o maior tempo de serviço da empresa. o número de classes e o valor do intervalo de classes para uma distribuição de freqüências.400. de 52 a 58. segundo Sturges. O intervalo de 16 a 22 representa a primeira classe do conjunto e o intervalo de 58 a 64 representa a última classe.3 ( 2 ) = 7. de 58 a 64 meses.000 à 1. As classes serão de 16 a 22. As classes serão de 16 a 22. de 40 a 46.3 Log 100 = 1 + 3. de 52 a 58. o 3º nível de 1. 66 . de 22 a 28. vamos construir uma distribuição de freqüências através de uma progressão aritmética cujo 1º termo é 16. de 58 a 64 meses. de 28 a 34. de 34 a 40. Em primeiro lugar. tendo 64 meses de serviço prestados.200 à 2. de tal forma que o último nível será de 2. O intervalo de 16 a 22 representa a primeira classe do conjunto e o intervalo de 58 a 64 representa a última classe.3 Log n K = 1 + 3. de 46 a 52. de 28 a 34. Calcule a amplitude total. vamos construir uma distribuição de freqüências através de uma progressão aritmética cujo 1º termo é 16. o 2º nível de 1.000. Após definidos o número de níveis e o valor do intervalo. a razão é 6 e o último termo será 64.200 à 1. Aplicação Conceitual 006 Em fevereiro deste ano. sendo definido por: K = 1 + 3. de 40 a 46.400.

Na distribuição de freqüências. A idéia fundamental para sumarizar um conjunto de observações constitui na criação de grupos. contendo todas as observações. classes deverão ser mutuamente exclusivas e todos os valores deverão ser enquadrados. permitindo-se assim sua leitura no sentido horizontal e vertical e o tempo. embora possa ser utilizada a progressão geométrica para a sua construção. Podemos definir a distribuição de freqüências como um arranjo tabular de um conjunto em grupos. Após a coleta de dados. mais fácil e de melhor visualização. de 22 a 28. de 64 a 70. sempre é bom trabalhar com valores que nos levam a um entendimento mais simples. visando à descrição numérica do fenômeno. Estas tabelas de freqüências podem representar tanto valores individuais quanto valores agrupados Aplicação Conceitual 007 67 . nos respectivos intervalos. de 52 a 58. Com este intervalo de 6. de 58 a 64 meses. o local e a espécie do fenômeno não variam. representar. de 34 a 40. grupos. podemos redimensionar a razão da progressão aritmética.Se os valores extremos de uma variável fossem 16 meses e o maior 67 meses. Distribuição de Freqüências A distribuição de freqüências visa representar um grande conjunto de informações. geralmente regulares. expor o fenômeno com a finalidade de se obter as suas características quantitativas. com intervalos. Observe que criamos uma classe para registrar o valor 67. o menor ou o maior valor do conjunto. sintetizar. motivo pelo qual arredondamos o valor do intervalo para 6 e as classes serão de 16 a 22. Geralmente as distribuições de freqüências são definidas por meio de uma progressão aritmética. a amplitude seria de 51 meses e o número de classes continua sendo o mesmo 8 e o intervalo de seria de 51/8 = 6. Para atingir a este objetivo.375. classes ou níveis. classes ou níveis com as suas respectivas freqüências que representam o número de observações pertencentes a cada classe. de 46 a 52. Nos casos de uma distribuição de freqüências. de 40 a 46.375. sem perder as suas principais características. de 28 a 34. os dados estatísticos estão dispostos ordenadamente em linhas e colunas. é necessário sumarizar. Uma tabela de freqüência é uma tabela onde se procura fazer corresponder os valores observados da variável em estudo e as respectivas freqüências. a nossa progressão ficaria muito complicada. Os níveis. A distribuição de freqüência é uma série cujos dados numéricos relativos a um fenômeno estão reunidos em intervalos de valores iguais ou não.

Salários da Construção Civil PesadaFevereiro/2007 – Belo Horizonte – Em Reais Nº classes 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª Total Fonte: DRH Os salários do pessoal da construção civil.99.00 à R$ 599. relativa aos salários de uma amostra de 100 empregados da construção civil. Salários Números 400 a 450 450 a 500 500 a 550 550 a 600 600 a 650 650 a 700 700 a 750 750 a 800 4 10 18 25 20 13 7 3 100 68 .00 à R$ 799.00 a R$ 549. foram reunidos em 8 grupos salariais. Observe que 25 funcionários têm salários de R$ 550. envolvendo pedreiros. serventes. O primeiro nível salarial ou a primeira classe ou intervalo de salários é formado por 4 empregados que têm salários variando de R$ 400.99. MG.99 e 18 funcionários têm salários de R$ 500. Elementos de uma Distribuição de Freqüência Elementos de uma Classe As classes ou níveis de uma distribuição de freqüência são os intervalos de variação de uma variável e os valores extremos de uma classe são denominados de limites de classe. numa amostra de 100 empregados. temos uma distribuição de freqüências. Estes valores são denominados de limites inferior (Li) e superior (l) da classe. bombeiros e carpinteiros. em reais.Abaixo. em fevereiro deste ano. pintores. em fevereiro de 2007. em Belo Horizonte.99. com salários variando de R$ 400.00 à R$ 449.

ou seja: xi = (Limite sup + Limite inf) / 2 Analisando a Aplicação Conceitual do item anterior. somar. as demais freqüências. a variável desta distribuição poderá ser considerada contínua não importando se na prática for discreta. Histograma de Freqüência x Polígono de Freqüência (400 + 450) / 2 = 425 69 . Pode-se dizer que 25% dos funcionários têm salários que variam de R$ 550. Para obtê-lo. portanto só devem ser feitos quando a variável for contínua. A soma das freqüências relativas é igual a 1 ou 100%. o salário médio dos integrantes do 1º nível salarial será igual a: xi = (Limite sup + Limite inf) / 2 Distribuição de Freqüência Relativa A freqüência relativa de uma classe é a freqüência simples dessa classe dividida pelo soma de todas as freqüências simples. obtendo as freqüências acumuladas de cada classe. Estes gráficos são gráficos de análise. dividindo o resultado por dois.25. através do limite superior de uma classe. isto é. obtendo as freqüências acumuladas de cada classe. o ponto médio da 1ª classe.00 à R$ 599. Exprime-se a freqüência acumulada “crescente”. somam-se os limites da classe. A distribuição de freqüência acumulada crescente. (fad) é obtida repetindo a freqüência simples da última classe e a partir daí. O ponto médio é o principal representante de uma classe. assim: fr% = fi /n Pela Aplicação Conceitual anterior. sucessivamente. (fac) é obtida repetindo a freqüência simples da 1ª classe a partir daí somar sucessivamente as demais freqüências. isto é. As freqüências acumuladas poderão ser crescentes ou decrescentes. A distribuição de freqüência acumulada decrescente. inclusive a freqüência da respectiva classe.99. a diferença entre o maior limite superior e o menor limite inferior. Representação Gráfica de uma Distribuição de Freqüências Uma distribuição de freqüência poderá ser representada por um histograma. um polígono de freqüência ou pelas ogivas de Galton.Amplitude total da classe é a diferença entre os valores extremos da classe e a da distribuição de freqüências é a diferença entre os valores extremos de uma distribuição de freqüência. Distribuição de Freqüência Acumulada A freqüência acumulada de uma classe é a soma das freqüências anteriores ou posteriores. a freqüência relativa da 4ª classe da tabela anterior é (25 / 100) = 0. Se estivermos trabalhando com uma distribuição de freqüências.

porque no histograma.0) e define o gráfico da freqüência acumulada crescente e a segunda linha parte do ponto (0. Março/2006 – Em Reais 70 .50) e define o gráfico da freqüência acumulada decrescente. justapostas com intervalos nulos entre elas. no eixo dos Y. A primeira linha parte do ponto (0. O histograma é um gráfico de colunas. cujas bases são registradas no eixo das abscissas. a altura e a largura de cada coluna são proporcionais à freqüência e amplitude de cada classe. registramos as categorias da variável. as respectivas freqüências acumuladas simples ou relativas. A este conjunto de linhas. por meio dos limites inferiores de cada classe. O ponto médio é registrado no eixo das abscissas e a respectiva freqüência simples/relativa no das ordenadas. mas nem todos os gráficos de linha são polígonos de freqüências. Os segmentos de reta que ligam tais pontos definem o polígono de freqüências abaixo. mas nem todos os gráficos de colunas definem um histograma. Salários dos Funcionários da Empresa Daves KellerBelo Horizonte.Histograma de Freqüência é um conjunto de colunas sucessivas. Polígono de Freqüência é um gráfico de linha. registramos no eixo dos x o limite inferior de cada classe e no gráfico de colunas. Salários dos Funcionários da Empresa Daves KellerMarço/2007 – BH – Em Reais Ogivas de Galton Para a construção das ogivas de Galton. denomina-se ogivas de Galton. registramos no eixo X os limites inferiores da distribuição e. Neste gráfico associamos cada ponto médio à sua respectiva freqüência.

Esse tipo de cálculo é muito utilizado em campeonatos de futebol no intuito de determinar a média de gols da rodada.0+9. Exemplo 1 Calcule a média anual de Carlos na disciplina de Matemática com base nas seguintes notas bimestrais: 1ºB=6. Por exemplo. 2 Ma = (3+12+23+15+2) / 5 Ma = 55 / 5 A média dos números é igual a 11. pois a média dos resultados determina o direcionamento das ideias expressas pelas pessoas pesquisadas.20 Sexta R$ 2.0+7.30 Terça R$ 2. também é utilizado nas pesquisas estatísticas.10 Quarta R$ 2.0 3ºB=7.0)/4 Ma=27/4 Ma=6.0+5.75 A média anual de Carlos foi 6. Ma = Ma = Ma = 71 .0 Ma=(6. 12. EXERCICIOS 1 .O dólar é considerado uma moeda de troca internacional. nas escolas calculando a média final dos alunos. 15. 23. por isso o seu valor diário possui variações.60 Quinta R$ 2.00 Determine o valor médio do preço do dólar nesta semana. Acompanhando a variação de preços do dólar em reais durante uma semana verificou-se as variações de acordo com a tabela informativa: Segunda R$ 2.A média aritmética é considerada uma medida de tendência central e é muito utilizada no cotidiano. Surge do resultado da divisão do somatório dos números dados pela quantidade de números somados. determinar a média dos número 3.75.0 2ºB=9.0 4ºB=5.

95 . Exercícios de Médias 1) Calcule a média aritmética simples em cada um dos seguintes casos: a) 15 . 6 . 62 .00 Determine a média de salários da empresa. 32 f) 91 . 25 . Ma = Ma = Ma = A média salarial da empresa é de R$ ………………. EXERCÍCIO 2 Em uma empresa existem cinco faixas salariais divididas de acordo com a tabela a seguir: Grupos A B C D E Sálario R$ 1.000. 100 c) 59 . 37 . 9 e) 18 .00 R$ 800. 10 d) 1 . 37 .500.00 R$ 1.O valor médio do dólar na semana apresentada foi de R$ …………. 84 . 62 . 48 .200. 7 . 8 . 84 . 71 .00 R$ 1. 5 .00 R$ 500. 36 b) 80 . 2 . 3 . 50 72 . 4 .

7.4 8.1 Português 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 7. 2. 14. 2) Qual é a média aritmética ponderada dos números 10.2 9. 3 e 5? 73 . Calcule a média ponderada de suas notas. 18 e 30 sabendo-se que os seus pesos são respectivamente 1.1) João deseja calcular a média das notas que tirou em cada uma das quatro matérias a seguir.9 7. sendo que as duas primeiras provas valem 2 pontos e as outras duas valem 3 pontos: Inglês 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 6.3 7.5 9.5 6.0 8.8 8. que é a quantidade de números: Logo: A média aritmética simples destes números é 10.6 10.5 7.0 RELAÇÃO DE EXERCÍCIOS PARA RESOLVER 1) Qual é a média aritmética simples dos números 11.9 7.0 Matemática 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 8. 13 e 9? Como visto na parte teórica.0 7. a solução deste exercício resume-se em somarmos os números e dividirmos este total por quatro.2 História 1ª prova 2ª prova 3ª prova 4ª prova 5.

Se chamarmos esta soma de S. quanto passará a ser a nova média aritmética simples? Na parte teórica vimos que a soma dos elementos de um conjunto de números.6: 74 . pois se tratam de cinco números: Se não dispusermos de uma calculadora científica esta solução ficaria meio inviável. somando-se os expoentes temos: Finalmente dividindo-se o índice e o expoente por 5 e resolvendo a potência resultante: Então: A média geométrica deste conjunto de números é 8. obteremos a soma destes quatro números que é igual a 10: Ao incluirmos o número 8 neste conjunto de números. a soma dos mesmos passará de 10 para 18 e como agora teremos 5 números ao invés de 4. 3) Qual é a média geométrica dos números 2. a raiz de índice cinco. 16 e 32? Se dispusermos de uma calculadora científica. 8. 4) Dado um conjunto de quatro números cuja média aritmética simples é 2. 4. Este total deve ser então dividido pela soma total dos pesos: Assim sendo: A média aritmética ponderada deste conjunto de números é 22.5 se incluirmos o número 8 neste conjunto. podemos então escrever: Como dentro do radical temos um produto de potências de mesma base. a média dos mesmos será 18 dividido por 5 que é igual a 3. dividida pela quantidade de elementos deste conjunto. isto sem contar na dificuldade em realizarmos as multiplicações? Repare que todos os números são potência de 2.5. pois como iríamos extrair tal raiz. resulta na média aritmética simples entre eles.Neste outro caso a solução consiste em multiplicarmos cada número pelo seu respectivo peso e somarmos todos estes produtos. este exercício pode ser solucionado multiplicando-se todos os números e extraindo-se do produto final. em função do enunciado podemos nos expressar matematicamente assim: Passando o divisor 4 para o segundo membro e o multiplicando pelo termo 2.

Oito destes alunos possuem exatamente 163cm. cuja média aritmética simples é de 150cm. a média aritmética simples passará a ser igual a 3. Se chamarmos de S a soma da altura de todos os alunos desta classe e de n o número total de alunos. Expressando esta informação em forma de equação temos: Novamente isolemos a variável S: Como na primeira equação calculamos que por 150n: . a média aritmética simples e a média geométrica deles são respectivamente 20 e 20. a nova média aritmética será de 148cm.6. é necessário que fiquemos com apenas uma variável na mesma. Quantos alunos há nesta sala de aula? Sabemos que a média aritmética simples de um conjunto de números é igual à soma dos mesmos dividida pela quantidade de números deste conjunto. 6) Dados dois números quaisquer. Se estes oito alunos forem retirados desta classe. Para conseguirmos isto iremos substituir a por 41 . 5) Em uma sala de aula os alunos têm altura desde 130cm até 163cm.Portanto: Ao inserirmos o número 8 neste conjunto de números. Quais são estes dois números? Chamemos de a e b estes dois números. A média aritmética deles pode ser expressa como: Já média geométrica pode ser expressa como: Vamos isolar a na primeira equação: Agora para que possamos solucionar a segunda equação. podemos escrever a seguinte equação: Isolando a variável S temos: O enunciado nos diz que se retirarmos todos os oito alunos que medem 163cm. teremos 148cm como a nova média de altura da turma.5.b: Note que acabamos obtendo uma equação do segundo grau: 75 . vamos trocar S na segunda equação Enfim: Nesta sala de aula há 60 alunos.

ou seja. Quantos quilogramas do produto B serão utilizados nesta mistura? Interpretando o enunciado. Para b = 16 temos: . É de se esperar. Acesse a página decomposição de um número natural em fatores primos para maiores informações sobre este assunto. que a seja igual a 16. iremos Para b = 25 temos: Concluindo: Os dois números são 16 e 25.00/kg. Sabemos que encontrar o valor de a. a média. que custa R$ 6. Se a eles juntarmos o número 48. realizamos a decomposição dos números 36 e 48 em fatores primos. Respondendo à pergunta: Ao juntarmos o número 48 aos dois números iniciais. a partir do que foi dito no enunciado podemos montar a seguinte equação: Elevando ambos os membros desta equação ao quadrado.00/kg para obter um produto de qualidade intermediária que custe R$ 6.80/kg com um produto B que custa R$ 4. resulte em R$ 6. qual será a média geométrica entre estes três números? Se chamarmos de P o produto destes dois números. 76 . portanto os valores 16 e 25. a média geométrica passará a ser 12. que a seja igual a 25 e quando b for igual a 25. de sorte que o resultado.Solucionando a mesma temos: O número b pode assumir. portanto que quando b for igual a 16. iremos obter o valor numérico do produto destes dois números: Agora que sabemos que o produto de um número pelo outro é igual 36. portanto atribuindo a b um de seus possíveis valores. 8) Um comerciante pretende misturar 30 kg de um produto A. Vamos conferir.00/kg. entendemos que devemos somar o valor total de dois produtos e depois dividir este total pela soma da quantidade destes dois produtos. resta-nos multiplicálo por 48 e extraímos a raiz cúbica deste novo produto para encontrarmos a média desejada: Note que para facilitar a extração da raiz cúbica. 7) A média geométrica entre dois números é igual a 6.

10) A média aritmética simples de 4 números pares distintos. Identificando como x este quarto valor. de sorte que a soma total não se altere. 4 e 6. à pontuação total obtida pelos meninos e dividirmos o valor desta soma pelo número de alunos da classe.00. 9) A média das notas dos 50 alunos de uma classe e 7.7. três dos elementos devem ter o menor valor possível. Qual é o maior valor que um desses números pode ter? Quando falamos de média aritmética simples. Em função do enunciado. os três menores valores inteiros. ao diminuirmos um dos valores que a compõe. de sorte que o quarto elemento tenha o maior valor dentre eles. Se considerarmos apenas as notas dos 15 meninos. Em função do explanado acima. distintos e não nulos são: 2. pares. Como sabemos. Se somarmos a pontuação total obtida pelas meninas.7. iremos obter a sua média que é igual a 7. vamos montar a seguinte equação: Solucionando-a temos: 77 . a nota média é igual a 7. ou distribuí-la entre vários outros valores. Qual a média das notas se considerarmos apenas as meninas? Nesta classe de 50 alunos temos 15 meninos e consequentemente temos 35 meninas. Neste exercício. precisamos aumentar a mesma quantidade em outro valor. para solucionar o problema vamos montar uma equação onde chamaremos de x a média das notas das meninas: Solucionando a equação temos: Logo: A média das notas das meninas é igual a 8.A representação matemática desta situação pode ser vista abaixo: Como sabemos que A = 30. vamos substituí-lo na equação a fim de podermos encontrar o valor de B: Portanto: 12 kg do produto B serão utilizados nesta mistura para que o quilograma do produto final custe R$ 6. tal que a média aritmética seja igual a 44. se quisermos obter a mesma média. pertencentes ao conjunto do números inteiros não nulos é igual a 44. obtemos o somatório dos mesmos. ao multiplicarmos o valor da média pela quantidade de elementos. Este será o maior valor que o quarto elemento poderá assumir.

= pn = 1.Assim sendo: O maior valor que um desses números pode ter é 164. x3. temos: como a média aritmética simples. nesse caso. Média aritmética ponderada Definição A média aritmética ponderada é a média dos elementos do conjunto numérico A em relação à adição. por definição: Note que quando p1 = p2 = p3 = .. xn}. Calculo da média aritmética ponderada Sendo x a média aritmética ponderada dos elementos do conjunto numérico A = {x1.. p3. p2.. nesse caso. com seus respectivos pesos p1. temos. .. x2... onde todos os elementos têm o seu determinado peso.. . pn. Média aritmética ponderada 5. 78 ..

a média e a mediana coincidem. como a média. Xn:n então uma expressão para o cálculo da mediana será: Como medida de localização. da representação gráfica dos dados. Assim.Moda Define-se moda como sendo: o valor que surge com mais freqüência se os dados são discretos. 79 . definida do seguinte modo: Ordenados os elementos da amostra. pois não é tão sensível aos dados. 9. para os quais não se pode calcular a média e por vezes a mediana. 2. .3-Considerações a respeito de Média e Mediana Se se representarmos os elementos da amostra ordenada com a seguinte notação: X1:n . e dividi-la pela soma dos pesos. mesmo que estes valores surjam em pequeno número na amostra.Quando a distribuição é simétrica.. Estes valores são os responsáveis pela má utilização da média em muitas situações em que teria mais significado utilizar a mediana. 9. a mediana é mais robusta do que a média. depois de ordenada a amostra de n elementos: Se n é ímpar.1. a mediana é a semi-soma dos dois elementos médios. ou. é uma medida de localização do centro da distribuição dos dados. a média ao contrário da mediana.Mediana A mediana. 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50% são maiores ou iguais à mediana Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra. isto é.Conclusão Para se obter a média aritmética ponderada dos n elementos do conjunto numérico A.. Se n é par. apresentados sob a forma de nomes ou categorias. é uma medida muito influenciada por valores "muito grandes" ou "muito pequenos". a mediana é o elemento médio.2.A mediana não é tão sensível. a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a divide ao meio. 1. obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe modal Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos. Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações. às observações que são muito maiores ou muito menores do que as restantes (outliers). . o intervalo de classe com maior freqüência se os dados são contínuos. X2:n . é necessário determinar a soma dos produtos de cada elemento multiplicado pelo respectivo peso. 9. Como já vimos.

80 . a média tende a ser inferior à mediana. deduzimos que se a distribuição dos dados: 1. a média tende a ser maior que a mediana 3. a média aproxima-se da mediana 2. for aproximadamente simétrica.A partir do exposto. for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos como "outliers"). for enviesada para a direita (alguns valores grandes como "outliers").

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