P. 1
INFORMATIVO JURIDICO

INFORMATIVO JURIDICO

|Views: 72|Likes:

More info:

Published by: Ruther Chagas de Andrade on Nov 10, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/25/2013

pdf

text

original

' \

j
i
V A l n l V S V : > 3 1 0 1 1 8 1 8
v a

O B 6 9 I U 9 U J f K K J ( J 9 f .
/ & J 9 p 6 : J
3 Q ' M f t I
téCNICA
PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTiÇA
Wi
ms
INFORMATIVO JURíDICO
DA
BIBLIOTECA MINISTRO OSCAR SARAIVA
--­
ISSN - 0103· 362X
~ c a r Saraiva I Superior Tribunal de
- v.1, n.1 - Brasília: STJ, 1989 _.
Justiça. Biblioteca Ministro Oscar
CDU34 Informativo Juridico da Bib. Min. Oscar Saraiva

Copyright © 1989 Superior Tribunal de Justiça
Superior Tribunal de Justiça
Secretaria de Documentação
Biblioteca Ministro Oscar Saraiva
SAFS - Quadra 6, Lote 01 - Bloco "F", 1° andar
70095-900 - Brasília - DF.
Fone: (061) 319-9054
Fax: (061) 319-9554/319-9385
Capa
Impressão: Divisão Gráfica do Conselho da Justiça Federal
Impresso no Brasil.
SUMÁRIO
iça
1° andar
APRESENTAÇÃO 7
DOUTRINA
Adoção por Ascendente - Waldemar Zveiter 11
Direito Penal e Política - Luiz Vicente Cemicchiaro 18
O Recurso Especial e o Código Tributário Nacional- Ari
Pargendler 31
Reforma Administrativa: A Emenda nO 19198 - Carlos Alberto
Menezes Direito 41
LIVROS
Direito 53
Direito Administrativo 55
Direito Civil '" ... .. 56
Direito Comercial 60
Direito Constitucional 61
Direito Econômico 62
Direito Intemacional Público 63
Direito Penal 64
Direito Previdenciário 66
Direito Processual 66
Direito Processual Civil 67
Direito Processual Penal 69
Direito Processual do Trabalho .. 70
Direito do Trabalho 71
Direito Tributário 73
ARTIGOS DE PERiÓDICOS
Bioética e Biodiversidade 77
Penas Alternativas 82
Sonegação Fiscal 84
INDICE DE ASSUNTOS (Monografias) 93
'\
APRESENTAÇÃO
Dando prosseguimento ao mister de promover a divulgação
de estudos doutrinários, eis editado, em mais uma auspiciosa oportuni­
dade, o presente volume do Informativo Jurídico da Biblioteca Minis­
tro Oscar Saraiva, cujo conteúdo, em sua excelsa grandeza, traduz
com proficiência a intenção de servir, levando ao conhecimento do lei­
tor, os artigos sob a égide dos ínclitos Ministros Ari Pargendler, "O Re­
curso Especial e o Código Tributário Nacional"; Carlos Alberto Menezes
Direito, "Reforma Administrativa: a Emenda nO 19198':' Luiz Vicente
Cernicchiaro, "Direito penal e política"; Waldemar Zveiter, "Adoção por
ascendente", conspícuos tratadistas, cujos trabalhos ora expostos,
transmitem de forma cogente e assim cristalinos a exata noção do saber
e do conhecimento doutrinário dos temas expostos.
Afora o suso, depara-se ainda no presente compêndio, refe­
rências bibliográficas, que por sua importância e profundidade, contri­
buirão para o conhecimento jurídico, atualizando-o e inserindo-o no
contexto dos dias correntes, pelo mérito de levar aos consulentes a
descrição e a divulgação de livros e notícias a respeito de obras e de
seus autores, engrandecendo pela leitura, a sapiência do Direito, ins­
trumento maior e essencial dos que labutam nesta Corte de Justiça.
Complementando por fim a publicação ilustrativa, emergem
alguns artigos de periódicos, que muito concorrerão na elucidação de
conceitos, visto q u ~ os temas trazidos a colação, como "Bioética e Bio­
diversidade", "Penas alternativas" e "Sonegação fiscal", inserem-se na
discussão de pleitos, visto que se apresentam, na forma exposta, em
excepcional exegese.
7

ADOÇÃO POR ASCENDENTE
Waldemar Zveiter
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
suMÁRIO: I • ADoçÃO. NOTA INTRODUTÓRIA II·FINALlDADE DO INSTITUTO
DA ADOÇÃO III-ADoçÃO DE NETOS. LEGISLAÇÃO ANTERIOR AO
ECA IV· ADMISSIBILIDADE, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA V­
INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA VI- A VEDAÇÃO LEGAL E A
INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SISTEMA PARA ADMITIR A
ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO
DO JUIZ.
I-ADOÇÃO.
Nota Introdutória
Desde os primórdios, a adoção constitui-se em instituto utilizado
para assegurar continuidade do lar, caracterizando-se na situação de fato pela
qual se recebia em família um estranho, na qualidade de filho. O adjetivo es­
tranho significava alguém não integrante da família de sangue.
Em seu estágio evolutivo, a adoção hoje é instituto essencial­
mente assistencial. Visa dar proteção ao adotado, ajustando-o no lar de uma
nova família, adaptando-o a um outro ambiente doméstico e igualizando-o em
tudo a um filho legítimo do adotante, com todas as implicações humanas, le­
gais e sociais pertinentes. A adoção caracteriza-se atualmente como instituto
de solidariedade social, com singular conteúdo humano, impregnado que está
de altruísmo, de carinho e de apoiamento'.
No direito nacional, devido ás excessivas exigências previstas no
Código Civil de 1916, seus dispositivos nunca tiveram grande aplicação. As
Leis de n.os 3133/57 e 4655/65 bem tentaram aproximar a realidade de fato à
realidade de direito, modemizando-a com a criação da chamada legitimação
adotiva.
Com a edição do Código de Menores, então Lei nO 6697n9, am­
1 Arnaldo Marmitt, Adoção, Aide Editora, pág. 10.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. I I, D. I, p. 1-98, JaDJJul. Im - I I
pliou-se o instituto através da adoção plena. A partir de 1990, com a publica­
ção da Lei nO.8069, de 13 de julho, novo impulso se deu a fim de modemizá-Io
frente aos atuais conflitos vivenciados pela sociedade nacional.
O tema compõe doutrina e jurisprudência conflitantes, como não
poderia deixar de ser, por envolver sentimentos inatos à espécie humana que
busca sempre o ideal do bem-comum, paz e harmonia social.
11 - FINALIDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO
De índole protetiva, a adoçã02 vem sendo ampliada progressiva­
mente, na medida das exigências do mundo moderno. No início, afirmavam os
comentaristas da lei, a finalidade do instituto era propiciar filhos aos que não
podiam tê-los - interesse do adotante -, depois passou a ser uma maneira de
assistir não só menores, mas até adultos, por laços de parentesco ou afetivi­
dade, assegurando-lhes uma forma de subsistência - interesse do adotado -,
através de pensão ou outros meios
3
.
Com o passar do tempo, a sua primitiva finalidade, que era a de
dar um filho a quem a natureza o negara (interesse do adotante), evoluiu para
igualar o adotado, em tudo, ao filho legítimo, sem a exigência de que os pais
naturais existam e possam ou não exercer o pátrio-poder (interesse do adota­
do).
No dizer de Arnold Marmitt
4
, agora a ratio essendi transmudou­
se para ser mais nobre e mais humana, sublime às vezes, com características
eminentemente assistenciais, objetivando sempre amparar o adotado com
liames afetivos e familiares, cercando-o de solidariedade humana e cristã.
A nova regulamentação dada pelo Estatuto da Criança e do Ado­
lescente constitui-se conjunto de normas de ordem pública, revogadora do
Código de Menores e das disposições que tratam da matéria no Código Civil
com elas incompatíveis.
111 - ADOÇÃO DE NETOS
Legislação anterior ao ECA
s
Até 1965 contávamos apenas com a adoção prevista nos artigos
368 a 378 do Código Civil e legislação complementar. Permitia-se a adoção
mediante simples escritura pública. Qualquer pessoa maior de 18 anos poderia
2 Idem
3 Paulo Lúcio Nogueira - ECA Comentado
4 Ibidem
5 Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei n. 8.069, de 13.07.90
12 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1m
7.90
partir de 1990, com a publica­
I se deu a fim de modemizá-Io
jade nacional.
jência conflitantes, como não
inatos à espécie humana que
10nia social.
sendo ampliada progressiva­
lemo. No início, afinnavam os
I propiciar filhos aos que não
,assou a ser uma maneira de
ços de parentesco ou afetivi­
lcia - interesse do adotado -,
litiva finalidade, que era a de
se do adotante), evoluiu para
n a exigência de que os pais
'io-poder (interesse do adota-
a ratio essendi transmudou­
às vezes, com características
re amparar o adotado com
iedade humana e cristã.
statuto da Criança e do Ado­
jem pública, revogadora do
n da matéria no Código Civil
adoção prevista nos artigos
lentar. Pem1itia-se a adoção
.oa maior de 18 anos poderia
ser adotada, mesmo com filhos. Tal como era, não correspondia às necessida­
des sentidas por muitos por não integrar completamente o adotando na família
do adotado. Dava margem aos maiores abusos, dada a falta de fiscalização
adequada.
A Lei nO. 4655/65, complementou as regras do Código Civil com o
instituto da legitimação adotiva. Esta previa a possibilidade de se adotar me­
nores de sete anos, que se encontrassem em situação irregular, com todos os
direitos e deveres de filho legítimo, salvo o caso de sucessão hereditária. Era
de caráter irrevogàvel.
O Código de Menores (Lei nO. 6697/79) veio desdobrar a adoção
em três tipos.6 Foram mantidos íntegros os dispositivos à Lei Civil relativos à
adoção tradicional, nele regulamentada; ficou reservada a adoção simples ao
menor em situação irregular, que dependeria de autorização judicial, e foi alte­
rada a denominação da legitimação adotiva, que passou a ser adoção plena.
Tivemos, pois, então, três modalidades de adoção:
a) A adoção do Código Civil e legislação Complementar;
b) A adoção simples; 7
c) A adoção plena (arts. 29 a 37 e 107 a 109). 8
Tocante à adoção de descendentes por ascendentes, o Código
Civil não a vedava. Atendidos os pressupostos objetivos previstos, não se po­
deria negar a averbação da escritura pública. Permitia-se que qualquer pessoa
maior de dezoito anos pudesse ser adotada, mesmo com filhos. Somente os
maiores de 30 anos poderiam adotar, ainda que casados, solteiros, desquita­
dos, mesmo que já tivessem filhos de sangue. Não era proibida a adoção pelos
ascendentes e pelos irmãos do adotando. Os casados, porém, depois de de­
corridos cinco anos a contar do casamento. O adotante deveria ser 16 anos
mais velho que o adotado e ninguém poderia ser adotado por duas pessoas,
somente se fossem marido e mulher. O tutor ou curador, enquanto não desse
conta de sua administração, não poderia adotar o pupilo ou o curatelado. Não
se poderia adotar sem o consentimento do adotado ou de seu representante
legal. Pem1itia-se a adoção por escritura pública, não se admitindo condição ou
tenno.
O sistema brasileiro não subordinava a validade da adoção à
existência do justo motivo, o que ocorre em numerosas legislações que inclusi­
ve, condicionavam-na a uma convivência prévia. Amparo e oportunidade de
integração do adotado à família e sociedade. Era precisamente a causa eco­
6 Antônio Chaves, Adoção, Del Rey, pág. 69.
7 Arts. 20; 27; 28; 82; 83, m; 96, I, 107 a 109, da Lei 6.657.
8 Regulada pela Lei nO 6.657, arts. 29, 37 e 107-109.
liva, v.U, o. 1, p. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. U, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 13
nômica que, senão imediata, mas mediatamente, presidia a adoção os efeitos
de natureza patrimonial, produzidos pelo estado de filiação resultariam natural
e licitamente deste.
9
IV - ADMISSIBILIDADE, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA
A doutrina anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente en­
tendia ser possível a adoção de neto pelo avô (arts. 368 e 378 do C. Civil).
Corrente liberal sustentava essa posição para a qual, à exceção dos filhos
legítimos que não poderiam ser adotados pelos pais, outro grau de parentesco
não impediria a adoção.
Numerosas foram as opiniões favoráveis na doutrina, tais as de
Munir Cury, que adere a de Paulo Lúcio Nogueira; Aldo de Assis Dias10; João
Francisco Moreira Viegas
11
; Antônio Satúrnio Femandes
12
; Planiol e Ripert
13
e
Massimo Bianca14.
A hipótese não era meramente teórica. Noticiavam os jornais do
dia 26/9/1962 que, em São Paulo, um cidadão, avô de uma criança, pretendia
adotá-Ia como filho, tendo para tanto tomado todos as medidas necessárias, e
numerosa jurisprudência admitia essa possibilidade.
A título de exemplo, podemos citar o acórdão da Sexta Câmara do
TJRJ, de 22/03/1993, na Ap. 3998, Relator, Desembargador Cláudio Viana
(ADV 63.630), no qual decidiu-se que, sendo maior a adotanda, não se aplica,
nem analogicamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e que o Código
Civil, regulador da adoção, não veda seja adotante o avô matemo.
t
t
Ainda a 8
3
Câmara, reg. em 12/4/1994, Ap. 2.861, Relator De­
sembargador Carpena Amorim, firmou entendimento no sentido de que, aten­
didos os pressupostos objetivos previstos na lei civil, não há como se negar a
averbação da escritura de adoção de pessoa maior pelo avô no cartório com­
petente, inaplicando-se, ao caso, o Estatuto da Criança e do Adolescente.
No TJSP, a 2
3
Cãmara v.u. de 6/3/1975, Ap. 234.102, Relator De­
sembargador Dias Filho: ~ é perfeitamente possível a adoção de neto pelos
avós" (RT 496/103). Analogamente, a 4
3
Câmara, em acórdão de 2/12/1969,
diante do silêncio da lei considera "juridicamente possível a adoção dos netos
pelos avós" (RJ 11/96). Ainda outro, de 26/2/1970, no que consignou-se: ~ A
9 Antonio Chaves, in Adoção, Del Rey, pág. 249.
\0 O Menor em face da Justiça
11 Adoção de netos por avós OESP 23/06/1985
12 As três formas de adoção OESP 18/02/1986
13 Planiol e Ripert - Traité Elementaire de Droit Civil, v. I, P 572.
14 Massimo Bianca - Dirito Civile, vol 2, pag 269no
14 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. I, p. 1-98, JanJJul. 1999
I
presidia a adoção os efeitos
de filiação resultariam natural

Criança e do Adolescente en­
(arts. 368 e 378 do C. Civil).
a qual, à exceção dos filhos
lais, outro grau de parentesco
ráveis na doutrina, tais as de
'a; Aldo de Assis Dias10; João
mandes12; Planiol e Ripert13 e
ica. Noticiavam os jornais do
IVÔ de uma criança, pretendia
os as medidas necessárias, e
je.
acórdão da Sexta Câmara do
:!sembargador Cláudio Viana
lOr a adotanda, não se aplica,
Adolescente, e que o Código
e o avô matemo.
994, Ap. 2.861, Relator De­
mto no sentido de que, aten­
não há como se negar a
ior pelo avô no cartório com­
iança e do Adolescente.
175, Ap. 234.102, Relator De­
vei a adoção de neto pelos
I, em acórdão de 2/12/1969,
possível a adoção dos netos
70, no que consignou-se: "A
572.
adoção deve ser facilitada. Admite-se, pois que avós adotem neto" (RT
418/139 e RJ 12/54).
Reconhecendo que o tema propicia discussões, com opiniões a
favor e contra, invocou o Relator, Desembargador Médici Filho, a situação do­
lorosa das criancinhas nascidas de mães solteiras, seguindo o critério que,
com exceção dos filhos legítimos, não podem ser adotadas pelos pais, qual­
quer outra situação de parentesco, nonmalmente, não deveria impedir a ado­
ção. Invoca, ainda, a opinião de Planiol e Ripert; fazendo ver que, na prática, é
freqüente a adoção por parte dos avós ou dos tios.
A 6
a
Câmara do TJGB, em acórdão de 6/9/1974, entendeu, por
maioria de votos, que embora incomum, nada impediria a adoção da neta pelo
avô (RT 473/205). Naquela oportunidade, ressaltou o Relator, Desembargador
Wellington Pimentel, que, salvo algumas exceções (como ocorre na Argentina,
na então Checoslováquia e na Iugoslávia), segundo registra Gustavo Bossert,
as legislações modernas não proíbem a adoção entre parentes, e, quanto
àqueles países, a vedação é limitada, apenas, à adoção entre irmãos.
No RE 89.457-8 GO, Relator Ministro Cordeiro Guerra, decidiu à
unanimidade a 2
a
Tunma do STF, aos 17/11/1981 (RT 558/22): uAdoção sim­
ples, de neto, feita pelos avós, por escritura pública, não é nula. Recurso ex­
traordinário não conhecido. "
Neste contexto não se pode olvidar as situações em que avô
adota neto, tio adota sobrinho, justamente com interesses econômicos, ou
seja, para lhes deixar uma pensão, em virtude da assistência que lhe foi dada
pelo parente, o que representa um ato de gratidão, ou mesmo mera liberalida­
de. A jurisprudência tem reconhecido essa possibilidade.
Em interessante acórdão de 29/06/85, o Conselho da Magistratura
do TJRJ analisou pedido de adoção plena, formulado por avós naturais, sendo
já falecidos os pais do adotado. Frisou-se, ali, a irrelevância da existência de
filhos pré-havidos, tios do adotado, aos quais este equiparar-se-ia, pela ausên­
cia de prejuízo, em virtude do fato de que, por morte dos adotantes, receberia
de igual fonma o adotado, por direito de representação, quinhão idêntico ao de
cada tio, em função de sua orfandade paterna. Interpretação dos arts. 1.620,
1.621 e 1.623 do CC. Mesmo se admitindo fosse o adotado filho adulterino, por
força do disposto no art. 51 da Lei do Divórcio, que alterou o art. 2° da Lei
883/49, recolheria ele quinhão idêntico aos dos filhos legítimos dos adotantes.
(RT611/171)
Finalmente, vale ressaltar ainda o julgamento do RE nO
85.457/GO, RTJ 100/683, STF), no qual o eminente Ministro Cordeiro Guerra
asseverou sobre a possibilidade de avós adotarem netos órfãos ou desassisti­
dos pelos pais. Proferido antes da vigência do ECA reputo-o, contudo, suma­
liva, v.ll, n. 1, p. 1-98, JanJJuJ. 1999
Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 15
mente ilustrativo diante da conciliação que se há de fazer da regra vedativa da
adoção pelos ascendentes com o que dispõe o exame de sua aplicação no
interesse da criança e do adolescente.
Os óbices comumente levantados tais como o eventual prejuízo
na sucessão concorrendo o adotado com seus tios; a confusão que advém
como, verbi gratia, ser o "neto filho dos avós", "irmãos dos tios" e da "própria
mãe", ou a eventual fraude a beneficiar os adotantes com pecúlios e pensões,
não devam servir de óbice a esse instituto que objetiva essencialmente prote­
ger o interesse da criança e do adolescente.
v- INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA
O atual Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu art. 42, §
1°, expressamente veda a adoção de descendentes pelos ascendentes.
Antônio Chaves, doutrina com veemência ser a adoção do neto,
do bisneto ou do irmão do adotante, por este, tão incongruente quanto a ado­
ção do filho legítimo ou do reconhecido. A seu ver, não haveria sentido em um
avô adotar o seu neto como seu filho, ensejando confusão familiar, já que seu
filho passaria a irmão do seu neto, ou o pai irmão do próprio filho, ou ainda o
filho cunhado da sua mãe, sem falar no marido mais velho que sua mulher 16
anos adotando-a como filha, ou vice-versa. Argumenta que consoante o bom
senso a que o direito não pode fugir, não seria necessário que a lei escrita o
dissesse, com todas as letras, que adoções, como as enunciadas, não são
permitidas.
Sustenta-se a finalidade da nova legislação de vedar atos ilegíti­
mos de fraude à lei, como na hipótese de diversas qualidades de pessoas com
relações com a União, Estado ou Município, autarquias, entidades paraesta­
tais, de economia mista e, ainda, sociedades anônimas, que adotam netos
com o único propósito de fazê-los seus dependentes para fins de assistência
médico-hospitalar e, até, para percepção de pensão que, na hipótese de mili­
tar, nunca mais cessará, nem pelo casamento, se a pessoa adotada for do
sexo feminino.
Argumenta-se com o sentido da inconveniência da admissibilidade
da adoção de descendentes por ascendentes, o que quebraria o sistema har­
mônico decorrente do parentesco natural, apoiado no fato da pré-existência do
parentesco entre avós e netos, por laços de sangue.
Como pode se verificar, os fundamentos que alicerçam o coman­
do legal, justificam, segundo tal doutrina, na incongruência de se transformar
vínculo familiar preexistente e com características próprias em outro, que, seria
matriz de novos parentescos (problemática genealógica e genética).
16 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJnL 1999
tia fazer da regra vedativa da
exame de sua aplicação no
lis como o eventual prejuízo
tios; a confusão que advém
rmãos dos tios" e da "própria
ltes com pecúlios e pensões,
~ t i v a essencialmente prote­
10Jescente, no seu art. 42, §
!S pelos ascendentes.
9ncia ser a adoção do neto,
. incongruente quanto a ado­
, não haveria sentido em um
::onfusão familiar, já que seu
) do próprio filho, ou ainda o
ais velho que sua mulher 16
nenta que consoante o bom
ecessário que a lei escrita o
no as enunciadas, não são
islação de vedar atos ilegiti­
qualidades de pessoas com
ilrquias, entidades paraesta­
lõnimas, que adotam netos
Ites para fins de assistência
ão que, na hipótese de mili­
ie a pessoa adotada for do
veniência da admissibilidade
lue quebraria o sistema har­
no fato da pré-existência do
~ .
tos que alicerçam o coman­
19ruência de se transformar
>róprias em outro, que, seria
ígica e genética).
liva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Embora ponderável e merecedora de todo o respeito pelo peso da
autoridade dos Tratadistas que sustentam tal doutrina, coloco-me ao lado dos
que, com idêntica erudição sustentam possível a Adoção do descendente vi­
sando o interesse do menor.
VI - A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SIS­
TEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O
PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ.
Nesse estado de coisas, não quer nos parecer tenha mesmo o novel
Estatuto da Criança, muito embora expressamente vedando a adoção de
descendentes por ascendente, liquidado com a possibilidade legal que se quer ver
reconhecida juridicamente.
Tal desiderato encontra apoio no art. 6°, do mesmo Estatuto, na
interpretação teleológica que o informa dentro do sistema.
Não se pode vislumbrar inconciliável a vedação imposta pela regra
do art. 42, §, 1°, com o texto do art. 6° da mesma lei.
Em caráter excepcional, no prudente arbítrio do juiz, na interpreta­
ção da lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que se destina, as exigências
do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e, notadamente, a
condição da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Esse texto praticamente repete o art. 5° do Código de Menores
quando determina prevalecer o direito do menor acima de qualquer outro. São
notórias as circunstâncias de casos inúmeros de pais biológicos que desco­
nhecem por completo seus filhos deixando-os entregues aos cuidados dos
avós que passam a exercer com extremado amor e carinho as funções de
verdadeiros pais, afigurando-se profundamente injusto e mesmo injurídico em
face da norma do art. 6° negar-lhes o direito de adoção plena dos netos, quan­
do tanto se permite a estranhos.
Nem por isso deixarão os netos de serem netos. Adquirem com a
adoção também a condição legal de filhos de seus avós. A proclamada confu­
são genealógica que disso provém não se constitui bastante para impedi-Ia.
Assim, penso que a vedação contida no § 1° do art. 42 do Esta­
tuto da Criança e do Adolescente há de ser mitigada e ceder ante o princípio
geral, excepcionando-a em cada caso frente as peculiaridades que apresen­
tam e mediante o prudente arbítrio dos juízes a ver prevalente o interesse e o
direito do menor, conciliando-se as legítimas pretensões dos ascendentes ­
escoimados de quaisquer abusos - de adotarem seus netos.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p.I-98, JanJJul.l999 - 17
DIREITO PENAL E pOLíTICA (*)
Luiz Vicente Cemicchiaro
Professor da Universidade de Brasília
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
1 - O Direito reclama pluralidade de pessoas. É relação
intersubjetiva. Conhecida a imagem de Robison Crusoé; enquanto sozinho na
ilha deserta, não podia reclamar nada de ninguém e ninguém dele exigia coisa
alguma. Com a chegada de Sexta-Feira tudo mudou. Formou-se vínculo entre
ambos. Surgiu o Direito.
2 - Do Direito primitivo, cujas normas resultavam dos usos e
costumes, a pouco e pouco, passou-se para a elaboração de lei. Formalizou-se a
norma. A formalização da norma penal evidencia a procedência do argumento.
Bettiol, "Em tema de relações entre a política e o Direito Penal" (Estudo de Direito
e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria, Forense, Rio, 1962, p. 85)
escreveu: "Em verdade, se por alguns, especialmente no período do totalitarismo
político, o Direito Penal foi considerado só em função exclusiva de determinada
política, é necessário estar muito atento, para não cair no equívoco tão fácil de
considerar que o Direito Penal deriva somente de uma matriz política: seja
complexo de regras políticas e tenda somente a finalidades políticas".
Efetivamente, a sistematização do Direito Penal, de que resultou o
princípio da anterioridade da Lei Penal é responsável pela rigidez da extensão
do tipo. O liberalismo, visando a resguardar o direito de liberdade, limita,
restringe o conceito do crime. Tudo em homenagem ao direito de liberdade.
Repudiou-se, então, a analogia in malam partem. Deixaram-se de lado,
entretanto, maiores considerações a respeito do sujeito ativo, ou seja, o ­
homem. Não se buscaram as causas da criminalidade, a não ser partindo do
pressuposto do livre-arbítrio. Dessa forma, o grande protagonista do delito não
ganhara a devida importância. Somente com o surgimento da criminologia
(período científico), conseqüência de investigações, de que são ilustração a
Psiquiatria de Pinel (1745-1826), a tese da "Iocura moral" do criminoso de
Pichard e Despine, a Antropologia de Broce e Thompson, com referência
obrigatória aos trabalhos de Darwin (1809-1882). Coube à Escola Positiva
(*) Palestra proferida durante o IV Seminário Internacional do IBCCrim
18 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
I

ICAM
luizVICente cemicchiaro
SSOI' do Universidade de Brasília
, do Superior Tribunal de Justiça
Ie de pessoaS. É relação
enquanto sozinho na
1 e ninguém dele exigia coisa
:Iou. Formou-se vínculo entre
nas resullavam dos usos e
DnIÇIo de lei. Formalizou-se a
a procedência do argumento.
reilD Penar (Estudo de Direito
Ta. Forense, Rio, 1962, p. 85)
1le no período do totalitarismo
j:Io exclusiva de determinada
cair no equívoco tão fácil de
de uma matriz política: seja
idades políticas·.
eito Penal, de que resultou o
!ível pela rigidez da extensão
direito de liberdade, limita,
;,em ao direito de liberdade.
lem. Deixaram-se de lado,
sujeito ativo, ou seja, o ­
jade, a não ser partindo do
le protagonista do delito não
surgimento da criminologia
de que são ilustração a
Jra moral" do criminoso de
Thompson, com referência
I. Coube à Escola Positiva
loIBCCrim
estimular a busca das causas da criminalidade, realçando-se, dentre outras,
obra de Lombroso, Ferri e Di Tul/io. Enquanto a Escola Clássica se preocupava
em realçar "quem" é criminoso, a Escola Positiva voltava atenção para explicar
"porque alguém comete o delito".
Ambas as colocações têm seu mérito. De um lado, limita, até certo
ponto, o arbítrio do Estado, de outro, projeta a dimensão do homem para
melhor ajustá-lo ao esquema do fato-infração penal.
Não se tocara, entretanto, no ponto fundamental, de certo modo
tratado por Garofalo ao enunciar o conceito de crime natural.
Estou convencido, qualquer raciocínio para analisar e, daí, extrair
as respectivas consequências, fato - infração penal, deve partir do conceito
material de delito para, em seguida, estabelecer a reação social.
3 - Hoje, apesar de todas as recomendações, fundamentalmente,
prevalece o brocardo - punitur ut peccatum est. Há, infelizmente, quase
sempre a mera preocupação de definir o crime e identificar o agente. Com
isso. A consciência jurídica se tranqüiliza, e, em nível meramente formal se faz
a adequação - crime/pena.
Desconsidera-se, embora se saiba, que o fenômeno - infração
penal só ocorre na sociedade e ganha relevo de interesse coletivo. A sanção
criminal, ao contrário da sanção civil, não é meramente reparatória. Não se
confunde também com a sanção administrativa, de cunho e explicação
disciplinar.
A sanção penal conjuga-se com o interesse da sociedade.
A sanção civil dimensiona o dano material, ou moral. A sanção
disciplinar tem o limite no bastante para desestimular o agente público a não
repetir a falta.
A infração penal e a respectiva pena têm, como pressuposto,
respectivamente, a - necessidade - e realizar o - interesse público; de um lado,
que não haja delitos, de outro, a sanção corresponder também ao interesse social.
4 - Aqui, urge acentuar importante particularidade. Observe-se a
infração penal. Retome-se ao que foi obstáculo antes - infração penal do
ponto de vista material.
As normas culturais separam as condutas em dois setores:
aprovadas e reprovadas, conforme se adaptem, ou atritem com o sentido
axiológico. Sem dúvida, dispensa maiores anotações, resultam do juízo de
valor histórico.
Toda infração penal é conduta refutada pela sociedade. Mais, ou
menos intensamente, pouco importa. Daí, enquanto houver divergência entre as
iva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuJ. 1999 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 19
pessoas, sempre haverá comportamento contrário do permitido, ou tolerado (até
que um dia - não se sabe quando - deixar de haver divergências, conflito.
Evidente, pelo menos hoje, numa sociedade utópica).
O ilícito penal, dessa forma, é constante na sociedade atual, como
foi nas sociedades anteriores.
Gera, em conseqüência, reação. A literatura penal aponta o
período da vingança pública, da vingança privada, intercalada a justiça de
talião, e, hoje, o período científico.
Ainda predominantes os princípios da anterioridade do delito e da
prévia definição também da pena. A conquista é inalienável. O esquema penal
precisa ser pré-estabelecido, a fim de evitar as soluções casuísticas, registradas
na história, ensejando ao mais poderoso vingar-se do mais fraco.
Conquistou-se a predeterminação do crime e a predeterminação
da pena. Repita-se: presença do iluminismo. Não se conquistou, entretanto, o
que se propõe com a individualização da pena. Tão importante que elevada a
nível de garantia constitucional.
Mais uma vez, necessário distinguir o aspecto formal do aspecto
t
material. O primeiro restrito ao esquema normativo. O segundo, preocupa-se
com a repercussão pessoal e social da individualização da pena.
t
Nesse ponto, sem dúvida, reside o centro das considerações. t
!
O Juiz, resultante da preocupação formal, resta preso a esquemas
normativos e, como regra, restringe-se a elaborar um silogismo meramente
(
formal. Aqui, mais uma vez, o iluminismo se faz presente. "Le juge est la
bouche de la 101', repetia Rousseau. Evidente a desconfiança ao juiz. Deveria,
tão só, reproduzir o comando da lei. A Escola da Exegese insiste,
intransigentemente, a confundir o Direito com a lei. Daí, a desconfiança com os
juízes: poderiam, com a interpretação, criar outra lei, o que seria abuso.
Chegou-se, nessa linha, a proibir a interpretação, como resguardo de
arbitrariedades.
FIGUEIREDO DIAS (Direito Penal Português, Aequitas, Editorial
Notícias, Lisboa, 1993, pág. 192/197) analisa a "Discricionariedade e
vinculação na determinação da pena
n
e registra que, em Portugal é "jurídico­
constitucionalmente vinculada
n
Literalmente, afirma: •
"Uma responsabilização total do juiz pelas tarefas
de determinação da pena significaria uma violação do princípio
da legalidade da pena (CRP, art. 290, I) ou, quando menos, do
princípio da sua determinação (CRP, art. 30, I). A propósito,
pode suscitar-se a questão de saber se a indicação pelo
legislador de uma qualquer moldura penal - máxime, da que
20 - Informativo Jurídic:o da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
do pennitido, ou tolerado (até
t haver divergências, conflito.
I).
nte na sociedade atual, como
" literatura penal aponta o
Ida, intercalada a justiça de
1 anterioridade do delito e da
inalienável. O esquema penal
lÇÕeS casuísticas, registradas
omais fraco.
t crime e a predeterminação
se conquistou, entretanto, o
lio importante que elevada a
:> aspecto formal do aspecto
'o. O segundo, preocupa-se
ação da pena.
rttro das considerações.
nal, resta preso a esquemas
ir um silogismo meramente
z presente. "Le juge est la
tSconfiança ao juiz. Deveria,
;cola da Exegese insiste,
Daí, a desconfiança com os
:ra lei, o que seria abuso.
lçãO, como resguardo de
)rtuguês, Aequitas, Editorial
1 a "Discricionariedade e
ue, em Portugal é "jurídico­
I:
ataI do juiz pelas tarefas
uma violação do princípio
I) ou, quando menos, do
art. 30, I). A propósito,
er se a indicação pelo
oenal - máxime, da que
oscile entre o mínimo e o máximo legais da espécie de pena
respectiva - cumpre já a exigência jurídico-constitucional de
legalidade e detenninação da pena. Em princípio, não parece
haver razões decisivas para uma resposta negativa, salvo
porventura quanto a uma pena de prisão cuja moldura fosse, p.
ex.; de 1 mês a 20 anos" (pág. 193).
Aqui, chega-se ao ponto fundamental, decorrente desta pergunta:
a atividade jurisdicional, no aplicar a pena, é vinculada ou discricionária?
O autor mencionado registra:
"Ao juiz cabe uma dupla (ou tripla) tarefa, dentro do
quadro condicionante que lhe é oferecido pelo legislador.
Detenninar, por um lado, a moldura penal abstrata cabida aos
factos dados como provados no processo. Em seguida,
encontrar, dentro desta moldura penal, o quantum concreto da
pena em que o argüido deve ser condenado. Ao lado dessas
operações - ou em seguida a elas - , deve escolher a espécie
ou o tipo de pena a aplicar concretamente, sempre que o
legislador tenha posto mais do que uma à disposição do juiz".
5 - Faz-se necessário definir a - discricionariedade.
A cominação da pena estabelece in abstrato a qualidade e a
quantidade da sanctío iuris. O art. 59 do Código Penal estabelece cumprir ao
juiz fixar a pena in concreto dentre a qualidade e espécies das sanções
cominadas.
No tocante à configuração do crime, a atividade do juiz é­
vinculada. O agente não pode responder senão pela infração penal praticada,
evidenciada pelos elementos do conjunto probatório. O magistrado não pode
tratar como homicídio o que é lesão corporal seguida de morte, ou considerar o
crime simples como se qualificado fosse.
A aplicação da pena reclama, no particular, algumas
considerações prévias.
Antes de mais nada, deixar esclarecido, expresso o conceito
aplicado de - discricionariedade.
A vinculação do magistrado deve ser vista em dois planos: num
primeiro momento, como ocorre com a caracterização do ilícito penal, o juiz não
tem liberdade de decisão (opção normativa), como, atrás, restou esclarecido.
No tocante à individualização da pena, cumpre distinguir dois
momentos: em primeiro lugar, mercê do - nulla poena sine lege - o réu não
pode ser submetido senão ao esquema preestabelecido, antes da prática do
va, v.lI, o. 1, P. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, o. I, P. 1-98, JanJJul. 1999 - 21
delito. Quando o magistrado, nos limites da cominação legal, fixa o quantum
definitivo, sem dúvida, atua discricionariamente. Não pode ultrapassar o
quantum máximo, nem impor sanção mais severa, seja relativamente à
espécie como à quantidade cominada. A discricionariedade, contudo precisa
ficar bem delimitada. A lei ao registrar o máximo da cominação limita a
discricionariedade; configura liberdade de ação nos limites da definição legal.
A individualização da pena é atividade complexa. Registra dupla
colocação. A extensão da pena é preestabelecida, antecipadamente registrada na
lei. Todavia, a busca material (não pode ser simplesmente formal) é deixada à livre
investigação do juiz. Somente assim, alcançar-se-á, materialmente, a
individualização - projeção do fato delituoso in concreto.
Neste ponto, ou melhor dizendo, a extensão do instituto, reclama
algumas considerações. Antes de enfrentá-Ias diretamente, porque antecedente
necessário, cumpre vincular ao seu antecedente político.
6 - O princípio da anterioridade do crime e da pena, repita-se, decorre
do iluminismo. Insista-se preocupado com o direito de liberdade.
A Escola Positiva e as ramificações criminológicas, notadamente de
assento sociológico, lançaram preocupação de interesse social. A lei penal precisa
compreender também o sentido social da lei. Não basta a lei. Impõe-se aferir o seu
significado e promover a crítica da legislação para indagar se outros delitos não
deveriam ser incorporadas à lei penal. Nesse sentido, modemamente, a Escola de
Chicago, com acento pragmático, buscando, ao lado da investigação da etiologia
do crime, oferecer a solução adequada ao interesse social. Nesse contexto, surgiu
a figura do crime do colarinho branco, recepcionado por todas as legislações.
A Criminologia modema opera também a crítica do quadro das
sanções penais. E o Juiz, quando dimensiona a sanção ao caso concreto,
desenvolve raciocínio e busca subsídios em conclusões criminológicas. Nesse
quadrante, a operação judicial é também discricionária, entretanto, distinta da
anterior. O poder discricionário, aqui, é mais amplo e obedece a método distinto.
Lá, projeta-se um fato qualificado jurídico-penalmente. O fato, ademais, é anterior
ao julgamento, embora para a individualização da pena, como circunstância,
possa ser ponderado também o comportamento posterior do delinqüente.
A definição e a quantidade da pena, ao contrário, assentam, apesar
de referidos a fato acontecido, em juízo de probabilidade. E mais, o que é
importante: conjugado com o - interesse público.
7 - Insista-se. O nullum crimen sine lege busca diretamente o
interesse individual e, indiretamente, o interesse da sociedade. O nulla poena
sine lege, ao contrário, volta-se, diretamente para o interesse da sociedade e,
indiretamente, para o interesse individual. Aliás, nessa linha, o disposto no art. 59
do Código Penal, referindo, explicitamente, que a sanção penal se destina à ­
22 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osear Saraiva, v.lI, Do 1, P. 1-98, JanJJul. 1999
i1inação legal. fIXa o quantum
!te. Nilo pode ultrapassar o
severa. seja relativamente à
:ionariedade, contudo precisa
lXimo da cominação limita a
os limites da definição legal.
iIde complexa. Registra dupla
antecipadamente registrada na
;mente formal) é deixada à livre
IÇar-se-á, materialmente, a
ereto.
extensão do instituto, reclama
~ m e n t e , porque antecedente
litico.
la e da pena. repita-se, decorre
Ie liberdade.
riminológicas. notadamente de
esse social. A lei penal precisa
ISCa a lei. Impõe-se aferir o seu
indagar se outros delitos não
J, modemamente, a Escola de
lo da investigação da etiologia
social. Nesse contexto, surgiu
por todas as legislações.
ém a crítica do quadro das
I sanção ao caso concreto,
tusões criminológicas. Nesse
lnária, entretanto, distinta da
e obedece a método distinto.
e. O fato, ademais, é anterior
a pena, como circunstância,
erior do delinqüente.
) contrário, assentam, apesar
abilidade. E mais, o que é
! Jege busca diretamente o
I sociedade. O nulla poena
o interesse da sociedade e,
a linha, o disposto no art. 59
anção penal se destina à -
reprovação do crime e à - prevenção do crime. Exigência, aliás, do princípio da
proporcionalidade.
A - prevenção - na espécie, é específica. A prevenção genérica se
efetiva com a publicação da lei penal.
Prevenção implica juízo de valor e juízo de probabilidade. O trabalho
é com objeto certo, determinado, fixado, com pormenores na sentença
condenatória. Trabalha-se, entâo, com o esquema normativo, o delinqüente, a
sociedade e o juízo de probabilidade.
O Juiz (adiante serão feitas considerações específicas), ao fixar a
pena recomendada, trabalha com caso concreto. Diferente do legislador que
pensa hipoteticamente. O legislador raciocina com arroba; o Juiz trabalha com
gramas, quando não miligramas.
O Juiz desenvolve - atividade discricionária. Insista-se. Diferente de
quando define o crime, limitado à adequação fática ao modelo legal. Aqui, ao
contrário, porque desenvolve raciocínio diferente, voltado para outra finalidade,
devendo fazer a subsunção da pena ao interesse social deve, necessariamente,
promover a crítica da pena cominada ao fato sub judice em função do interesse
da sociedade. O referencial, como assinalado, é a - prevenção da criminalidade.
O raciocínio encontra um limite: a pena e a respectiva quantidade
não podem ser superior à cominação legal. Assim impõe o princípio político.
8 - Em arco genérico, pode-se, quanto à prevenção, entendida como
política de eliminação, ou redução da criminalidade, distinguir o delinqüente em
três categorias: a) não evidencia probabilidade de reincidir; b) evidencia
probabilidade de retomar à criminalidade; c) possibilidade de retomo à
delinqüência. Essas categorias mostram personalidades diferentes.
A pena deve ajustar-se ao condenado. Caso contrário, continuar-se-á
a raciocinar e tomar decisões meramente formais. Importa, isso sim, decisão de
cunho material: pondera, leva em conta o fato delituoso e a experiência. Só assim,
ter-se-á sentença de conteúdo.
A pena in abstrato tem como referencial a necessidade de evitar o
retomo do delinqüente ao crime.
Se isso ocorrer, cumprir-se-á a finalidade da pena. Caso contrário,
a sanção aplicada restou no plano formal.
A pena cominada é referência para concretizar a finalidade da
sanção. Conseqüência lógica, deverá, no caso concreto, alcançar esse propósito.
O legislador promove o parâmetro in abstrato; o juiz o realiza in
concreto.
iva, v.lI, 0.1, p. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 • 23
Colocam-se, aqui, dois problemas: a) um de natureza política. de
garantia individual, como registrado, conquista do iluminismo. A pena definida
em lei registra, de modo absoluto, o máximo da restrição ao exercicio do direito
de liberdade. Não pode ser acrescido de um dia se quiser. A pena aplicada na
sentença, para a resposta juridica não restar em plano meramente formal,
atende as particularidades do caso sub judice. De duas, uma: a) a pena
cominada, em função da hipótese em julgamento, atende à finalidade da
sanção; b) ocorre o contrário: não atende a tal finalidade.
Evidente, pelas razões expendidas, não pode ser buscada sanção
mais grave, seja quanto a qualidade como à quantidade.
A hipótese inversa encerra as considerações que seguem: a) se
idôneas, próprias para alcançar o fim proposto, tudo bem. Se, ao contrário,
houver dissonância entre a espécie e o quantum cominado, repita-se, para o
julgamento não se reduzir a mero raciocínio, no plano formal, é legítimo (não
se reduz ao legal) ao magistrado, respeitado o teto da cominação, aplicar a
pena recomendada na hipótese em julgamento, seja mudando a espécie,
como aplicando-a abaixo do mínimo legal. Embora repetição, insisto, é a única
forma de a sentença não se reduzir ao jogo burocrático de silogismo sem
conteúdo. E mais. É a única maneira de a sanção penal alcançar sua
finalidade: atender interesse da sociedade, de modo a que o crime não seja
repetido.
9 - Certo, levantar-se-á a objeção de a segurança jurídica ser
comprometida, deixando nas mãos do juiz excessivo poder de decisão.
A interrogação é relevante. Nenhuma tese, no plano da experiência
jurídica. poderá ser acolhida, se, na prática, revelar-se ineficaz, ou inconveniente.
O tema reclama algumas ponderaçôes.
Em nosso momento histórico, resultante de lutas e agruras,
conferiu-se importância à divisão dos Poderes. Formalmente, iguais e
independentes entre si. A realidade, porém, é outra. Há evidente
predominância do Poder Executivo. Sem medo de errar, procede uma
observação: é tanto mais predominante. quanto maior a distinção econômica­
social das pessoas. O Poder Legislativo, nesse contexto, também projeta a
desigualdade. E, para concretizá-Ia e garanti-Ia, são elaboradas leis. Tantas
vezes, ratificam, consolidam a distinção.
10 - O Direito, entretanto, não se esgota na lei. O Direito é
sistema de princípios (valores); definem, orientam a vida jurídica (interrelação
de condutas). A lei, nem sempre, traduz, projeta esse comando. Não raro, a lei
busca impedir, ou, pelo menos, retardar a eficácia do princípio. Nem sempre,
o concretiza. O salário mínimo, na Constituição da República (art. 7°, IV) é
enunciado como capaz de atender as necessidades básicas do trabalhador e
24 - Informativo Jurídico da Bibliotec:a Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1·98, JanJJul. 1999
I) um de natureza política, de
) iluminismo. A pena definida
tstriçêo ao exercicio do direito
se quiser. A pena aplicada na
tm plano meramente formal,
t. De duas, uma: a) a pena
m, atende à finalidade da
I8lidade.
110 pode ser buscada sanção
Iade.
dEtrações que seguem: a) se
tudo bem. se, ao contrário,
" cominado, repita-se, para o
plano formal, é legítimo (não
teto da cominação, aplicar a
), seja mudando a espécie,
a repetição, insisto, é a única
lUf'OCI'ático de silogismo sem
sanção penal alcançar sua
lOdo a que o crime não seja
de a segurança jurídica ser
ivo poder de decisão.
tese, no plano da experiência
le ineficaz, ou inconveniente.
15.
Llltante de lutas e agruras,
es. Formalmente, iguais e
n, é outra. Há evidente
Ido de errar, procede uma
naior a distinção econômica­
contexto, também projeta a
são elaboradas leis. Tantas
esgota na lei. O Direito é
I a vida jurídica (interrelação
sse comando. Não raro, a lei
ia do princípio. Nem sempre,
da República (art. 7°, IV) é
es básicas do trabalhador e
de sua família, "com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência sociaL" A lei ordinária que fixa o valor,
evidente, não se ajusta ao comando da Carta Política. Observe-se o mesmo
quanto ao salário-família para atender a descendentes (idem, XII). O
funcionário público, todavia, recebe, a esse título, menos de um real!
Há, portanto, evidente, não raro, descompasso entre o princípio e
alei.
Insista-se. O Direito não se confunde com a lei. A lei deve ser
expressão do direito. Historicamente, nem sempre o é. A lei, muitas vezes,
resulta de prevalência de interesses de grupos, na tramitação legislativa.
Apesar disso, a Constituição determina: " ninguém é obrigado a fazer ou deixar
de fazer coisa alguma senão em virtude da lei". Aparentemente, a lei (sentido
material), seria o ápice da pirâmide jurídica. Nada acima dela! Nada contra ela!
A Constituição, entretanto, registra também voltar-se para "assegurar o
exercicio dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem
estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de
uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia
sociaL.. " (Preâmbulo). Ainda que não o proclamasse, assim cumpria ser. Não
se pode desprezar o patrimônio político da humanidade! A lei precisa ajustar­
se ao princípio. Em havendo divergência, urge prevalecer a orientação
axiológica. O Direito volta-se para realizar valores. O Direito é trânsito para
concretizar o justo!
11 - O Judiciário, visto como - Poder - não se subordina ao
Executivo, ou ao Legislativo. Não é servil, no sentido de aplicar a lei, como
alguém que cumpre uma ordem (Nesse caso, não seria - Poder). Impãe-se-Ihe
interpretar a lei conforme o Direito. Adotar posição crítica, tomando como
parâmetro os princípios e a realidade social. A lei, tantas vezes, se desatualiza,
para não dizer carente de eficácia, desde a sua edição.
O Juiz é o grande crítico da lei; seu compromisso é com o Direito!
Não pode ater-se ao positivismo ortodoxo. O Direito não é simples forma! O
magistrado tem compromisso com a Justiça, no sentido de analisar a lei e
constatar se, em lugar de tratar igualmente os homens, mantém a
desigualdade de classes. O juiz precisa tomar consciência de que sua
sentença deve repousar em visão ontológica.
Tantas vezes, a lei se desatualiza, ou é inadequada para conferir o
equilíbrio do conteúdo da relação jurídica. Quando isso acontece, afeta a eficácia.
Em havendo discordância entre o - Direito - e a - lei - esta
precisa ceder espaço àquele.
Cumpre, então, ao Juiz gerar a solução - altemativa. Explique-se:
criar a norma adequada para o caso concreto. A lei deixara de ser expressão
lIiva. v.n, n. I, p.I-98, JanJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. I, p. 1-98, JanJJuI. 1999 - 2S
do Direito. Aplicá-Ia será injustiça. Impõe-se gerar a norma justa (
proporcionalidade reclamada).
Insista-se: o juiz tem dever de ofício de recusar aplicação de lei
injusta.
o juiz precisa tomar consciência de seu papel político; integrante de
Poder. Impõe-se-Ihe visão crítica. A lei é meio. O fim é o Direito. Reclama-se do
magistrado, quando necessário, ajustar a lei ao Direito.
Há, é certo, exemplos dignificantes.
A redação anterior da Lei de Introdução ao Código Civil dispunha
que a sucessão de bens obedecia à lei do casamento. O Brasil recebera
imigrantes de várias origens, como a Itália, Portugal, Japão e países árabes.
Quando o marido falecia, casado com o regime da separação de bens, a viúva
não participaria da meação. O Supremo Tribunal Federal, com notável
sensibilidade, criou jurisprudência de que, no tocante ao patrimônio constituído,
entre nós, aplicar-se-ia a lei brasileira. Com isso, evitou flagrante injustiça.
Vingou, na espécie, o regime da comunhão universal.
Os tribunais, outrossim, foram sensíveis à concubina. Sem lei.
Rigorosamente: contra o sentido literal da lei, a pouco e pouco, quanto aos
bens, reconheceram o direito da mulher ao patrimônio, consoante a
colaboração dada para constituir a fortuna.
Mais recentemente, sufragaram a correção monetária (sem lei)
para evitar o enriquecimento injusto do devedor que não honrasse sua
obrigação, no tempo e modo convencionados.
Ainda. Autorizaram a revisão do valor de alugueres, antes do
termo legal, para garantir o equilíbrio econômico do contrato.
Tem-se, ainda, de reconhecer o direito de cidadania de reivindicar
direitos inscritos na Constituição, cuja concretização legislativa, no entanto, cai
no esquecimento e o Executivo não cumpre o seu papel.
O Judiciário precisa rever a idéia de normas da Constituição não
auto-aplicáveis, dependentes de regulamentação. Na falta de lei específica,
invoquem-se os princípios. A solução do caso concreto virá naturalmente. Para
homenagear os positivistas, registre-se a viabilidade (posta em lei) de recorrer­
se também à analogia e aos princípios gerais do direito. Caso contrário, a
Carta Política se restringe a mero propósito.
O Juiz precisa tomar consciência de que a efetiva igualdade de
todos perante a lei é um mito. A realidade comprova: a isonomia não se realiza
às inteiras. Os órgãos formais de controle da criminalidade, de um modo geral,
26 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
18 gerar a nonna justa (
ia de recusar aplicação de lei
eu papel político; integrante de
!in é o Direito. Reclama-se do
ito.
çIo ao Código Civil dispunha
188I'nento. O Brasil recebera
Jg8I, Japão e palses árabes.
I separaçAo de bens, a viúva
NJn81 Federal, com notável
nte ao patrimônio constituído,
10, evitou flagrante injustiça.
sal.
Jveis à concubina. Sem lei.
pouco e pouco, quanto aos
I patrimônio, consoante a
orreção monetária (sem lei)
Ior que não honrasse sua
Ior de alugueres, antes do
»contrato.
:> de cidadania de reivindicar
lo legislativa, no entanto, cai
:»apel.
10nnas da Constituição não
Na falta de lei específica,
reto virá naturalmente. Para
e (posta em lei) de recorrer­
:> direito. Caso contrário, a
que a efetiva igualdade de
I: a isonomia não se realiza
aliclade, de um modo geral,
... v.lI, 11. 1, P. 1·98, JanJJuL 1999
alcançam pessoas social, econômica e politicamente desprotegidas. Só elas
são presas pelas malhas da justiça penal!
O Poder Judiciário, urge registrar, precisa-se ponderar, que não
é neutro. Fato e norma estão envolvidos pelo valor. Traduzem significado.
Indicam direção. As proclamações dos Direitos Humanos não acontecem por
acaso, não se restringem a simples enunciado acadêmico. Concretizam, isso
sim, reivindicações, exigências em homenagem ao - homem - parâmetro para
realizar o justo.
E mais. O Judiciário tem importante papel político. As decisões
precisam traduzir o Direito da história (a história do Direito orienta nesse
sentido, apesar das inúmeras resistências). A jurisprudência não pode reduzir­
se a mero somatório de julgados. As decisões corretas devem estar
finalisticamente orientadas para o - justo.
Caso contrário, o magistrado, de juiz, passa a servidor burocrático,
mero fazedor de estatística!
No Brasil, o problema ganha particular importância. O acesso ao
Judiciário não é ensejado a todos. Aliás, e com razão. se diz: O Código Civil é para
o rico; o Código Penal para o pobre! Com singular sensibilidade o Ministro
Sepúlveda Pertence, com a responsabilidade de Presidente do Supremo Tribunal
Federal, afirmou: " o pobre só tem acesso à Justiça. como réu." Poucas vezes,
com poucas palavras. foi enunciada tão latismável verdade!
A sentença precisa ponderar as conquistas históricas. Em particular,
num país, que ostenta lei (alienação fiduciária) impondo a prisão civil do devedor
inadimplente!
O juiz é agente de transformação social. Lei iníqua, impeditiva de
realização plena do Estado de Direito Democrático precisa ser repensada.
O juiz, repita-se, deve recusar aplicação à lei iníqua, injusta. Impõe­
se-Ihe invocar princípios. Só assim, a interpretação será sistemática. Criar, se
necessário, a norma para o caso concreto.
O chamado Direito Altemativo (denominação imprópria), portanto, é
preocupação com o Direito. Infelizmente, entre nós, impóe-se utilizar o pleonasmo
- Direito justo! Como se o Direito pudesse afastar-se da - Justiça!
A solução altemativa rompe o conservadorismo acomodado; enseja
o tratamento juridico correto. Confere, sem dúvida, eficácia à vigência da norma
jurídica.
A norma alternativa não é aventura, opinião pessoal do magistrado,
discordar por discordar. Resulta da apreensão de conquistas históricas, acima de
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 27
interesses subalternos. Projeta orientação reclamada pelo Direito. Concreção da
justiça!
A trincheira de hoje será o galardão de amanhã!
O juiz, portanto, como agente político, ao promover a crítica da lei,
não se substitui ao legislador. Ao contrário, ajusta a norma à solução do caso em
julgamento.
Se assim não for, infelizmente, continuar-se-á a projetar sentenças
restritas ao exame meramente formal. É preciso rever o método. A sentença
precisa (sem afrontar o Direito) expressar utilidade social.
A literatura penal moderna, afinada com as postulações deste final
de século, batem veementemente contra as soluções meramente formais,
lembrança ainda da Escola da Exegese.
Ignacio Munagorri, in "Sanción Penal Y Política Criminaf', Instituto
Editorial Reus, SA, Madri, 1977, pág. 213 escreve:
"A sanção penal se coloca mais como resposta que
a normatividade penal oferece para a pacificação social, que
como retribuição abstrata, mais ou menos punitiva, em concreto,
a um delito cometido. Sua justificação se situa na necessidade
para conseguir os fins jurídico-penais, sendo por isso a pena
uma instituição eminentemente dinâmica e finalista."
A preocupação do papel dos juízes no mundo contemporâneo tem
conduzido a profícuas reflexões. Cumpre reagir ao papel desempenhado pela
magistratura na modernidade - sem exagero, chancela do trabalho do
legislador. Nesse período, como conseqüência, preocupação da exegese de
busca dos elementos históricos que conduziria o legislador a elaborar as leis.
O juiz, então, para ser fiel à sua função, precisaria auscultá-los a fim de
traduzir, com precisão, a vontade veiculada pelo Poder Legislativo.
12 - O Direito Penal, nesse contexto, exerce importante missão
social. Mais uma vez: realizar o justo, adaptar-se à necessidade e fornecer a
solução socialmente útil.
As idéias poHticas (tantos são os matizes!) estão presentes na
elaboração e aplicação das leis. As leis penais não ficam alheias à essa
conotação.
o Direito Penal, parte do todo, recepciona as respectivas
conseqüências. Atenção: na elaboração da norma, na sua aplicação e também
na execução. A todo instante, orientações políticas se fazem evidentes. O
Direito está sempre ligado à Política. Quando não houver coincidência de
orientações, forma-se o atrito. Tanto mais profundo quanto seja a distância
28 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
::Ja pelo Direito. Concreção da
amanhã!
, ao promover a crítica da lei,
norma à solução do caso em
uar-se-á a projetar sentenças
rever o método. A sentença
>cial.
JI1l as postulações deste final
)Iuções meramente formais,
Y Política Criminal', Instituto
~ a mais como resposta que
a pacificação social, que
'nos punitiva, em concreto,
:> se situa na necessidade
S, sendo por isso a pena
ica e finalista. "
I mundo contemporâneo tem
) papel desempenhado pela
chancela do trabalho do
reocupação da exegese de
egislador a elaborar as leis.
saria auscultá-los a fim de
>der Legislativo.
), exerce importante missão
à necessidade e fornecer a
atizes!) estão presentes na
não ficam alheias à essa
recepciona as respectivas
na sua aplicação e também
:as se fazem evidentes. O
ão houver coincidência de
Ido quanto seja a distância
iva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
entre o Direito e a Política. Impõe-se, por isso, interpretação constante das
normas jurídicas. Nesse particular, a atuação do Judiciário e do Ministério
Público ganham significativa importância. Sem exagero, importância ainda não
percebida por um e por outro.
A Política, particularmente em países de evidente contraste de
classes sociais, caminha lentamente. Assim o é pela sua natureza; modificá-Ia
significa tocar no mencionado contraste de classes sociais.
O magistrado, então, deverá exercer, concretizar a razão de sua
atividade - conferir a - solução justa - ao caso concreto; para isso, se a - lei­
não ofertar a resposta adequada, com esteio no Direito dar a solução justa à
hipótese em julgamento. Especificamente, no âmbito do Direito Penal,
aplicando a pena, conforme sua necessidade visando ao interesse público.
13 - Útil registrar a observação de ELISA SMITH, in "Las
ideologias y el derecho" (Editorial ASTREA, Buenos Aires, 1982, Pág. 152):
"7°) Se todo ato de normatização jurídica que expressa a
denominada vontade do Estado responde a uma determinada atitude política - à
atitude política do grupo que é o núcleo do poder estatal - deve inferir-se que as
normas criadas por esses atos em determinado momento histórico são, em maior
ou menor medida, o produto de certa concepção da vida social e de suas
circunstãncias históricas concretas.
E não havendo, no fundo, ato normativo realizado por órgão de
Estado que não pressuponha um certo ponto de vista político, com sua
concomitante doutrina, afirmamos que o direito, enquanto se traduz como
sistema de atos estatais produtivos de normas jurídicas, é uma técnica política­
social.
Deve admitir-se, então, a existência de um fundo ideológico, tanto na
base da estrutura de toda a ordem jurídica, como em cada instituição integrativa
dessa ordem".
A ideologia acompanha o jurista, mesmo que ele não sinta.
O magistrado, então, precisa ser sensível a esse pormenor. Se
assim não for, a sentença será mero ato burocrático. Esvazia-se, pois, de seu
conteúdo. E para arrematar - como a sentença penal condenatória tem sentido
teleológico, evidente, só se justifica se o dispositivo for idôneo a alcançar esse
fim.
Urge, então, ao Juiz, sopesando o esquema normativo e a
realidade da sociedade, expedir a solução que se revele - justa. Não faz
sentido uma sentença divorciada da realidade em que vai ser executada.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 29
Infelizmente, esse descompasso conduz a flagrante injustiça: o
condenado socialmente protegido (situação minoritária) cumprirá a execução
em situação mais favorável do que o determinado na sentença; por sua vez, o
condenado socialmente desprotegido (situação majoritária) será submetido a
situação jurídica diversa da condenação.
O fato nunca poderá ser esquecido do juiz!
30 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v.H, D. 1, p. 1-98, JaDJJul. 1999
onduz a flagrante injustiça: o
toritária) cumprirá a execução
lo na sentença; por sua vez, o
majoritária) será submetido a
jo do juiz!
va, v.lI, Do I, P. 1.98, JanJJuL 1999
o Recurso Especial e o Código Tributário Nacional
Ari Pargendler
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
o tempo de duração dos processos é matéria de grande impor­
tância. Trata-se, mesmo, de uma preocupação compartilhada por todos os que
militam na vida forense. A chamada "crise do Judiciário" reside exatamente aí,
como resultado do grande número de processos. Essa crise é maior nos Tri­
bunais Superiores, onde se acumulam as causas vindas de todo o País. O
Supremo Tribunal Federal foi vítima dessa crise, e um dos modos pelos quais
a Constituição Federal de 1988 pretendeu resolvê-Ia foi a de retirar-lhe parte
da competência, transferindo para o Superior Tribunal de Justiça as decisões
sobre questões infraconstitucionais. Não obstante a alteração, o sistema per­
maneceria o mesmo: duas instâncias ordinárias e uma instância extraordinária.
As vésperas de completar um decênio, a prática do sistema não
tem confirmado a sua teoria. O estudo da jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça revela que ele vem julgando matérias que, mais tarde, voltam a ser
examinadas pelo Supremo Tribunal Federal em grau de recurso extraordinário.
Pelo menos em alguns casos, passamos a ter, não uma instância extraordiná­
ria, mas duas - com esse efeito negativo: uma demora de mais alguns anos até
o desfecho final do processo.
O Superior Tribunal de Justiça vem, de fato, decidindo, em recur­
so especial, matéria estranha à sua competência, com o resultado de que,
nesses casos, tem funcionado como uma terceira instância, intermediária, não
prevista no texto constitucional.
É certo que, no julgamento do Agravo Regimental 145.589-7, RJ,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJU, 24.06.94), o Ministro Marco Auré­
lio defendeu o ponto de vista de que o Superior Tribunal de Justiça teria essa
função de terceira instância; desde esse ponto de vista, conhecido o recurso
especial, o acórdão nele proferido, confirmando-o ou reformando-o, substituiria
aquele prolatado no Tribunal a quo, por força do artigo 512 do Código de Pro­
cesso Civil, a saber:
"O julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a
decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso".
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. lI, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999 _
31
Mas o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou outro enten­
dimento, como seja, o de que "a decisão do recurso especial só admitirá recur­
so extraordinário, se a questão constitucional enfrentada pelo STJ for diversa
da que já tiver sido resolvida pela instância ordinária".
Eis trechos de votos de alguns Ministros para o devido esclareci­
mento da questão:
Ministro Carlos Mário Velloso:
"No caso sob exame, a questão constitucional que o Superior Tri­
bunal de Justiça ventilou foi a mesma decidida pelo Tribunal de segundo grau.
Em outras palavras: no caso, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a deci­
são, no que toca à matéria constitucional, do Tribunal de segundo grau. De
sorte que não há falar em recurso extraordinário com base nessa questão
constitucional decidida pelo Tribunal de segundo grau e que não foi atacada, a
tempo e modo, mediante recurso extraordinário".
Ministro Celso de Mello:
"É incabível recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal
de Justiça que não tenha apreciado, originariamente, a questão constitucional.
Se é certo que o tema de direito constitucional foi objeto de julgamento pela
instância ordinária, impunha-se ao ora agravante a obrigação jurídico­
processual de impugnar, pela via recursal extraordinária, o acórdão proferido
pelo Tribunal local. Com a não-interposição, porém, do recurso extraordinário
daquela decisão emanada da instância ordinária, restou precluso o funda­
mento constitucional, a inviabilizar, por isso mesmo, a renovação do debate, na
esfera do Superior Tribunal de Justiça, da matéria constitucional já apreciada
pelo Tribunal local".
Ministro Néri da Silveira:
"Penso que, em hipótese como a dos autos, houve a confirmação
do fundamento de ordem constitucional no STJ, que apreciou entretanto maté­
ria já preclusa, porque deveria ter sido impugnada em recurso extraordinário
não interposto tempestivamente. No máximo o que admitiria contra o acórdão
do STJ, se modificasse o acórdão anterior pelo conhecimento da questão
constitucional, seria recurso extraordinário por ofensa ao art. 105, 111, da Cons­
tituição, ou seja, por conhecer de recurso especial e provê-lo sobre matéria
estranha a sua competência, o que não sucedeu no caso concreto".
Abro um parêntese.
32 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999

I
J Federal firmou outro enten­
so especial só admitirá recur­
'Tentada pelo STJ for diversa
ia".
tros para o devido esclareci­
;titucional que o Superior Tri­
lo Tribunal de segundo grau.
de Justiça confirmou a deci­
ibunal de segundo grau. De
o com base nessa questão
Irau e que não foi atacada, a
decisão do Superior Tribunal
Ite, a questão constitucional.
li objeto de julgamento pela
mte a obrigação jurídico­
dinária, o acórdão proferido
n, do recurso extraordinário
I, restou precluso o funda­
I, a renovação do debate, na
I constitucional já apreciada
autos, houve a confirmação
e apreciou entretanto maté­
I em recurso extraordinário
~ admitiria contra o acórdão
conhecimento da questão
sa ao art. 105, 111, da Cons­
II e provê-lo sobre matéria
caso concreto".
Pode acontecer, mesmo no exercício normal de sua competência,
em recurso especial, que o Superior Tribunal de Justiça deva se pronunciar
sobre matéria constitucional.
Exemplifico.
Imagine-se que alguém ajuíze uma ação pedindo a declaração de
que determinada lei não se lhe aplica, mas sustente, pelo princípio da eventua­
lidade, que essa lei seria inconstitucional se o alcançasse. Se o Tribunal local
decide que a lei não obriga o autor da ação, fica prejudicada a questão consti­
tucional. Quid, se o Superior Tribunal de Justiça afasta a motivação do julga­
do, por entender que a lei, de fato, obriga o autor? Examina o segundo fun­
damento do pedido. E qualquer decisão a esse respeito poderá ser atacada,
em recurso extraordinário, perante o Supremo Tribunal Federal.
O fato decorre do sistema, e não causa qualquer estranheza; de­
cidindo, em recurso especial, sobre matéria constitucional, o Superior Tribunal
de Justiça está sujeito ao controle do Supremo Tribunal Federal. Mas é preciso
que isso fique claro: em recurso especial o Superior Tribunal de Justiça só
decide sobre matéria infraconstitucional, salvo hipótese excepcional em que,
durante o respectivo julgamento, e m e ~ a questão constitucional nova, ainda
não apreciada pelo Tribunal local.
Fecho o parênteses.
Para os efeitos aqui visados, interessam apenas os casos em que
o Superior Tribunal de Justiça tem exercido sua competência de forma anô­
mala. Aquelas nas quais, julgando causas que não são suas, o Superior Tribu­
nal de Justiça se transforma numa terceira instância judicial, aumentando a
duração das demandas e contrariando o devido processo legal (a reforma de
um julgado com fundamento constitucional constitui, a um tempo, manifesta
usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e uso impróprio do
recurso especial).
O exercício dessa competência anômala prejudica o recurso ex­
traordinário interposto no Tribunal a quo, obrigando a parte a interpor novo
recurso extraordinário em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça
acerca da mesma questão constitucional, tal como já decidiu o Supremo Tribu­
nal Federal no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nO 215.053-3,
Ceará, Relator o eminente Ministro Octávio Gallotti (DJU, 02.10.98).
Lê-se no voto condutor:
riA despeito de formalmente afastar a admissibilidade do recurso
especial para o efeito de exame da alegação de infringência da Constituição, a
Turma do Superior Tribunal de Justiça, dele conhecendo e julgando-Ihe o má­
iva, v.lI, D. 1, P. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, D. 1, p. 1-98, JaDJJuL 1999 - 33
rito a título de dirimir o dissídio jurisprudencial, claramente abordou a questão
constitucional referente à auto-aplicabilidade do art. 202 da Carta Política".
"Não havendo o Instituto recorrido da decisão proferida no recurso
especial, inviável se toma o conhecimento do extraordinário interposto contra
julgado regional, até mesmo porque caso o Supremo Tribunal "viesse a refor­
má-lo, nem por isso desconstituiria o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
que o manteve, com trânsito em julgado, e por razões inclusive de ordem
constitucional", como sabiamente ponderou o eminente Ministro Sydney San­
ches, na condição de relator do primeiro precedente citado no despacho ora
agravado (RE 189.710, DJ, de 13.09.96 e Ementário nO 1.841-04).
Pode-se, nesse âmbito, o das causas que o Superior Tribunal de
Justiça julga sem serem de sua competência, identificar três grupos de ques­
tões:
1°9LY.QQ - em que o desate da lide depende de saber se a lei an­
terior à Constituição Federal de 1988 foi recepcionada ou revogada por ela.
Durante muito tempo, o Superior Tribunal de Justiça considerou
que o fenômeno da recepção, ou de sua contrapartida, o da revogação vertical
(pela Constituição em relação à lei), poderia ser examinado em recurso espe­
cial. Na controvertida questão de saber qual o momento do fato gerador do
Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação
de Serviços na importação de mercadorias, decidiu interativamente que, nesse
tópico, o Decreto-Lei nO 406, de 1968, fora recepcionado pela Constituição
Federal, não atribuindo validade ao que o Convênio ICMS nO 66, de 1988, dis­
pôs no particular. Até que o Supremo Tribunal Federal, reconhecendo sua
competência sobre o tema, decidiu o contrário.
2°9LY.QQ - em que o recurso especial alega que o julgado contrari­
ou norma legal que repete norma constitucional (fenômeno a que me referi no
EDREsp 71.964, SP, como hipótese de clone legal).
No Direito Privado são poucas as hipóteses que se assimilam,
pura e simplesmente, ao texto constitucional, v.g., aquelas que dizem respeito
ao direito de propriedade (Código Civil, art. 524), ao direito adquirido (Lei de
Introdução ao Código Civil, art. 6°, § 2°), entre outras.
No Direito Público, a situação é menos cômoda, porque há maté­
rias que a Constituição Federal disciplina detalhadamente e essa matriz é co­
piada pela legislação ordinária, incluindo-se aí em destaque o Imposto Sobre
Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços.
Em casos como este, a interposição simultânea do recurso especial e do re­
curso extraordinário duplica a discussão em sedes diferentes, uma só delas, o
Supremo Tribunal Federal, decidindo definitivamente a causa - e com essa
peculiar circunstância de que o recurso especial e o recurso extraordinário,
34 - Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999
faramente abordou a questão
ri. 202 da Carta Política".
I decisão proferida no recurso
rtTaordinário interposto contra
'emo Tribunal "viesse a refor­
Superior Tribunal de Justiça,
'r razões inclusive de ordem
linente Ministro Sydney San­
ente citado no despacho ora
IriO nO 1.841-04).
s que o Superior Tribunal de
entificar três grupos de ques­
epende de saber se a lei an­
lada ou revogada por ela.
ibunal de Justiça considerou
rtida, o da revogação vertical
!xaminado em recurso espe­
nomento do fato gerador do
de Mercadorias e Prestação
u interativamente que, nesse
epcionado pela Constituição
lio ICMS nO 66, de 1988, dis­
Federal, reconhecendo sua
alega que o julgado contrari­
enõmeno a que me referi no
I).
lipóteses que se assimilam,
aquelas que dizem respeito
ao direito adquirido (Lei de
ClS.
IS cômoda, porque há maté­
lamente e essa matriz é co­
I destaque o Imposto Sobre
s e Prestação de Serviços.
lo recurso especial e do re­
i diferentes, uma só delas, o
mte a causa - e com essa
e o recurso extraordinário,
então, versam sobre a mesma matéria à base de idênticas razões, que só dife­
rem na invocação das normas alegadamente contrariadas; num, textos de lei,
noutro, da Constituição Federal.
Aqui a situação é mais difícil porque nem o Superior Tribunal de
Justiça nem o Supremo Tribunal Federal tem posição unívoca a respeito.
A par de inúmeros julgados que examinam, por exemplo, a ques­
tão de direito adquirido, há no Superior Tribunal de Justiça outros que remetem
seu exame para o Supremo Tribunal Federal. No REsp 2.309, SP, Relator o
eminente Ministro Barros Monteiro, a Egrégia Quarta Turma decidiu: 'Tratando­
se de alegação atinente à ofensa de ato jurídico perfeito e do direito adquirido,
a questão é de natureza constitucional" (DJU, 18.02.91). No mesmo sentido, a
Egrégia 1
8
Turma no REsp 101.132, PRo de que foi Relator o eminente Ministro
Humberto Gomes de Barros (DJU, 26.05.97).
No Supremo Tribunal Federal a prática tem sido a de enfrentar
esse tipo de questão como se fosse constitucional. Todavia, há vozes dissi­
dentes. No Agravo Reg. em Agravo de Instrumento nO 195616-1, RS, Relator o
eminente Ministro Sydney Sanches, a Egrégia 1
8
Turma, reportando-se a deci­
são do eminente Ministro Celso de Mello, decidiu que, "embora a Constituição
mencione a garantia do direito adquirido, o conceito da expressão é regulado
pela Lei de Introdução. Não cabe, assim, recurso extraordinário, posto que a
alegada violação operaria por via reflexa" (STF - RDA 200/162, Ag. NO 135.632
- DJU, 03.04.98).
Na decisão referida, o eminente Ministro Celso de Mello transcre­
ve lição de Rubens Limongi França, o qual situou a questão nestes termos:
' ~ Constituição vigente determina simplesmente o respeito ao di­
reito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. Não apresenta, como
se deu com a Lei de Introdução ao Código Civil, bem assim a Lei nO 3.238, de
1957, uma definição de Direito Adquirido. De onde a questão: o conceito de
Direito Adquirido constitui matéria constitucional ou de caráter ordinário ?" (Di­
reito Intertemporal Brasileiro, p. 4031404, 2
a
ed., 1968, RT) - RDA n. 200, p.
164.
' ~ compreensão dessa questão jurídica" - concluiu, então, o emi­
nente Ministro Celso de Mello - "situa-se, pois, em nosso sistema de direito
positivo, em sede meramente legislativa. Sendo assim, e tendo-se presente o
contexto normativo que vigora no Brasil, é na lei, e nesta somente - enquanto
sedes materiaes que é do tema ora em análise - que repousa o delineamento
dos requisitos concernentes à caracterização do exato significado da expres­
são direito adquirido.
É ao legislador comum, portanto - sempre a partir de uma livre op­
ção doutrinária feita entre as diversas correntes teóricas que buscam determi­
aiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 35
nar O sentido conceitual desse instituto - que compete definir os elementos
essenciais à configuração do perfil e da noção mesma do direito adquirido.
É de ter presente, por isso mesmo - e tal como enfatiza o magisté­
rio doutrinário (Caio Mário da Silva Pereira, "Instituições de Direito Civil", vol.
1/129-156, 5
8
ed.l3
8
tir., 1980, Forense; Vicente Ráo, "Direito e a Vida dos Di­
reitos", vol. I, tomo 1//440-441, nota nO 305, 1952, Max Limonad) - a ampla dis­
cussão que, travada entre os adeptos da teoria subjetiva e os seguidores da
teoria objetiva, muito influenciou o legislador ordinário brasileiro, em momentos
sucessivos, na elaboração da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), pois,
como se sabe a LICC de 1916 (que entrou em vigor em 1917) consagrou em
seu texto a doutrina sustentada pelos subjetivistas (art. 30), enquanto a LICC
de 1942 prestigiou a teoria fonnulada pelos objetivistas (art. 50), muito embora
o legislador, com a edição da Lei nO 3.328/57, que alterou a redação do art. 50
da LlCC/42 houvesse retomado os cânones inspiradores da fonnulação doutri­
nária de índole subjetivista que prevaleceu, sob a égide dos princípios tradicio­
nais, na vigência da primeira Lei de Introdução ao Código (1916).
Essa circunstância basta para evidenciar, a partir de dados con­
cretos de nossa experiência jurídica, que a positivação do conceito nonnativo
de direito adquirido, ainda que suscetível de ser veiculado em sede constituci­
onal, submete-se, no entanto, de lege lata, ao plano estrito da atividade legis­
lativa comum.
Desse modo, e ainda que a proteção ao direito adquirido assuma
estatura constitucional - consagrada que se acha em nonna de sobredireito
que disciplina os conflitos de leis no tempo (CF, art. 5°, XXXVI) - é irrecusável
que a definição dos essentialia que compõem o próprio núcleo conceitual de
direito adquirido subsume-se, no delineamento de seus aspectos materiais e
estruturais, ao exclusivo domínio nonnativo da lei comum.
Sendo assim, cumpre enfatizar que, no plano da dogmática juridica
brasileira pertinente ao conflito intertemporal de leis, a noção de direito adquirido
sempre emergirá, no processo de reconhecimento de sua configuração conceitual,
da análise, prévia e necessária, do preceito inscrito no art. SO, § 20, da LlCC/42,
que encerra, em seu conteúdo material, a própria definição do instituto em causa.
Conclui-se, portanto, que a alegada vulneração ao texto constitu­
cional, acaso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua consta­
tação reclamaria - para que se configurasse - a fonnulação de juízo prévio de
legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem me­
ramente legal (LlCC/42, art. 50, § 20 RDA nO 200, p.164/165).
Nas causas situadas nesse grupo, ocorre fenômeno inverso
àquele acima referido (o da cumulação do recurso especial e do recurso extra­
ordinário), e as partes correm o risco de não ter instância extraordinária, o Su­
36 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, D. 1, P. 1-98, JaDJJuL 1999
I
mpete definir os elementos
:ma do direito adquirido.
tal como enfatiza o magisté­
úições de Direito vol.
io, "Direito e a Vida dos Di­
Limonad) - a ampla dis­
ubjetiva e os seguidores da
irio brasileiro, em momentos
o Código Civil (LICC), pois,
,or em 1917) consagrou em
(art. 30), enquanto a LICC
istas (art. 6"), muito embora
alterou a redação do art. 6"
rdores da formulação doutri­
dos princípios tradicio­
(1916).
eiar, a partir de dados con­
ação do conceito normativo
em sede constituci­
'lO estrito da atividade legis­
ao direito adquirido assuma
! em norma de sobredireito
1. 5°, XXXVI) - é irrecusável
>róprio núcleo conceitual de
, seus aspectos materiais e
'Jmum.
plano da dogmática juridica
a noção de direito adquirido
sua configuração conceitual,
no art. SO, § 2", da LlCC/42,
rJição do instituto em causa.
ulneração ao texto constitu­
rtexa, eis que a sua consta­
rmulação de juízo prévio de
, dispositivos de ordem me­
1641165).
ocorre fenômeno inverso
especial e do recurso extra­
•tância extraordinária, o Su­
premo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, negando-se a exami­
ná-Ias.
3° 9.!1!.QQ - em que se alega incompatibilidade entre leis ordinárias
(federais, estaduais ou municipais) e nonnas gerais de direito tributário esta­
belecidas por lei complementar ou pelo Código Tributário Nacional, que é uma
lei ordinária com força de lei complementar.
Como se resolve a eventual incompatibilidade de lei ordinária (fe­
deral, estadual ou municipal) com uma ou mais nonnas gerais de Direito Tri­
butário?
Talvez o Tribunal que tenha debatido mais exaustivamente a
questão tenha sido o Tribunal Federal de Recursos no julgamento da Argüição
de Inconstitucionalidade na AMS nO 89.825, RS (RTFR nO 129, p. 335/367).
Seguindo a doutrina mais moderna, o Relator, Ministro Carlos Má­
rio Velloso, defendeu o ponto de vista de que a lei ordinária, nesse caso, é
inconstitucional porque usurpa competência que a Constituição reservou para
a lei complementar.
Votos vencidos, no entanto, sustentaram que se tratava de conflito
que se resolvia pela prevalência da lei complementar, porque a lei ordinária
não contrariava diretamente a Constituição Federal.
Na ocasião, disse o Ministro Bueno de Souza:
"À luz da orientação propugnada, até mesmo a sentença do juiz
absolutamente incompetente seria, afinal de contas, inconstitucional ... (e, afi­
naI, não deixa de ser, em tão amplos termos" (p. 350).
Já o Ministro Sebastião Reis aditou:
"... reportando-me aos subsídios trazidos pelo Ministro Bueno de
Souza, embora, em princípio, todo conflito entre leis de hierarquia normativa
diferente encerre uma infração ou ilegitimidade constitucional, o certo é que, no
direito positivo brasileiro, concessa venia, só há de falar-se em controvérsia
constitucional, quando a colisão da Lei menor com a Lei Magna se instaura
direta e imediatamente, interpretação restritiva que se impõe, principalmente
quando se consídera nas cautelas constitucionais em tomo da decretação do
vício máximo e a tradição da nossa jurisprudência e doutrina no sentido de
evitar-se o confronto com a Constituição, quando a discrepância pode ser diri­
mida num cotejo de normas infra-constitucionais" (p. 351).
O Supremo Tribunal Federal manteve o julgado no RE 101.084, PR,
ReI. Min. Moreira Alves, RTJ nO 122, p. 394/398). De lá para cá nunca mais alterou
tal entendimento, que é, portanto, anterior à Constituição Federal de 1988.
livl, v.11, 0.1, p. 1-98, JaoJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 - 37
No julgamento do RE 172.058-1, SC (DJU, 13.10.95), talvez na
ocasião em que mais recentemente o Supremo Tribunal Federal enfrentou a
questão, o Ministro Marco Aurélio assim se manifestou a respeito:
"Neste recurso extraordinário, a União, alicerçada em ensina­
mento de José Afonso da Silva e olvidando conflito de maior envergadura,
sustenta que a espécie resolve-se no campo da ilegalidade - denominada pelo
ilustre Professor como "ilegitimidade constitucional". A norma do art. 35 da Lei
nO 7.713/88 teria implicado, quando muito, ou seja, diante das premissas do
acórdão atacado, a incompatibilidade com o artigo 43 do Código Tributário
Nacional" ... "O caso resolve-se não sob o ângulo da harmonia ou conflito do
citado artigo 35 com o artigo 43 do Código Tributário Nacional, mas em face á
regra inafastável da alínea "a" do inciso 111 do artigo 146 da Carta Política, se­
gundo a qual cabe à lei complementar a definição de tributos e espécies, bem
como em relação aos impostos discriminados na própria Constituição, a dos
respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes. Não vinga, as­
sim, o que articulado pela União, muito embora formalizado a partir de lição, a
toda evidência inadequada à espécie, do inigualável José Afonso da Silva".
À época em que essa jurisprudência se formou, isto é, antes da
Constituição Federal de 1988, decidir que a matéria encerrava inconstituciona­
lidade, e não ilegalidade, só tinha reflexos nos tribunais locais, que para reco­
nhecer o conflito entre as normas estavam sujeitos ao princípio da reserva do
Plenário, previsto no artigo 97 da Constituição Federal, a cujo teor só a maioria
dos membros do Tribunal ou do Órgão Especial, onde houver, pode declarar a
inconstitucionalidade de lei.
Agora, essa jurisprudência passou a definir o recurso cabível, se o
extraordinário ou o especial, e por via de conseqüência qual o Tribunal com­
petente, o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça. E atri­
bui ao Superior Tribunal de Justiça um papel muito pequeno em matéria tribu­
tária.
Inicialmente, o Superior Tribunal de Justiça não compreendeu ou
preferiu ignorar o significado dessa jurisprudência, constando do seu acervo
dezenas de casos diferentes em que a questão estava centrada exclusiva­
mente na compatibilidade ou incompatibilidade entre leis ordinárias (federais,
estaduais ou municipais) e normas gerais de direito tributário integradas no
Código Tributário Nacional. Algumas decisões foram confirmadas pelo Supre­
mo Tribunal Federal, outras não - em ambos os casos evidenciada a impropri­
edade do recurso especial e a incompetência do Superior Tribunal de Justiça.
Tudo porque, então, seu julgamento não foi de última instância, mas de uma
terceira instância não prevista no texto básico.
Atualmente, o sintoma de que estão funcionando mal, porque não
estão decidindo em última instância, já foi percebido pelas Turmas de Direito
38 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
; (DJU, 13.10.95), talvez na
Tribunal Federal enfrentou a
stou a respeito:
lião, alicerçada em ensina­
7flito de maior envergadura,
~ a l i d a d e - denominada pelo
/". A norma do art. 35 da Lei
ia, diante das premissas do
igo 43 do Código Tributário
) da harmonia ou conflito do
írio Nacional, mas em face à
10 146 da Carta Política, se­
, de tributos e espécies, bem
própria Constituição, a dos
'XJntribuintes. Não vinga, as­
rmalízado a partir de líção, a
el José Afonso da Silva".
se formou, isto é, antes da
ia encerrava inconstituciona­
lunais locais, que para reco­
s ao princípio da reserva do
eral, a cujo teor só a maioria
nde houver, pode declarar a
lefrnir o recurso cabível, se o
üência qual o Tribunal com­
Ir Tribunal de Justiça. E atri­
J pequeno em matéria tribu­
ustiça não compreendeu ou
I, constando do seu acervo
estava centrada exclusiva­
Itre leis ordinárias (federais,
eito tributário integradas no
Im confirmadas pelo Supre­
I50S evidenciada a impropri­
>uperior Tribunal de Justiça.
Uma instância, mas de uma
Incionando mal, porque não
do pelas Turmas de Direito
Público (a 1
a
e a 2
a
) - com reações diversas. A 1
a
Turma tem sido casuísta;
deixa de conhecer dos recursos especiais, tão logo a matéria neles versada
tenha sido decidida em recurso extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal.
Já a 2
a
Turma tem procurado se orientar pelos princípios; constatando que a
matéria é de natureza constitucional, não conhece do recurso especial, tenha
ou não sido objeto de decisão no Supremo Tribunal Federal.
Bem por isso, a 2
a
Turma nunca examinou, por exemplo, a
questão de saber se o artigo 3°, inciso I, da Lei nO 8.200, de 1991, é compatível
com o artigo 43 do Código Tributário Nacional, enquanto aquela tem decidido a
matéria, que já está em curso de julgamento no Supremo Tribunal Federal se
pronuncie (RE 201.465-6, MG, ReI. Min. Marco Aurélio). Por um ou por outro
caminho, fica claro que, mantida a orientação do Supremo Tribunal Federal, o
Superior Tribunal de Justiça, com maior ou menor prazo, não conhecerá de
recursos especiais em que se discuta a compatibilidade de leis ordinárias com
normas gerais de direito tributário.
Nem todos os artigos do Código Tributário Nacional encerram
normas gerais de Direito Tributário, e mesmo algumas normas gerais de Direito
Tributário são aplicadas pelo juiz, sem o contraste com as leis ordinárias (v.g.,
arts. 108 e 109), de modo que, nesses casos, o respectivo exame se dá em
recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. Mas a tendência é, realmen­
te, a de que a aplicação das normas gerais de Direito Tributário, nisso se sub­
sumindo grande parte do Código Tributário Nacional, seja decidida em recurso
extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal.
O Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, já não conhece de
recursos especiais em que se discute se a Taxa de Limpeza Pública do Muni­
cípio de São Paulo (Lei Municipal nO 11.152, de 1991) atende aos requisitos de
especificidade e divisibilidade previstos no artigo 77 do Código Tributário Naci­
onal.
O efeito maior de tudo isso será o agravamento da crise por que
passa o Supremo Tribunal Federal, às voltas com uma quantidade invencível
de trabalho. De certo modo, um efeito que ao menos depois da Constituição
Federal de 1988 ele poderia ter evitado se aplicasse à hipótese o critério que
segue nas demais, isto é, o de que o recurso extraordinário só é cabível por
ofensa direta à Constituição. Enquanto nos casos apontados a ofensa só é
percebida após o confronto da lei ordinária com a lei complementar. Sem des­
merecer a jurisprudência assentada ainda na vigência da Constituição Federal
de 1988, fundada em doutrina da melhor qualidade, talvez fosse o caso, no
novo regime, de fazer uma distinção irrelevante no anterior, entre questão
constitucional e questão constitucional sujeita a recurso extraordinário; o con­
flito entre lei ordinária e lei complementar não seria, então, uma questão cons­
titucional sujeita a recurso extraordinário.
liva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 39
A incompatibilidade de uma lei ordinária com uma lei comple­
mentar seria uma questão constitucional para os efeitos do artigo 97 da Cons­
tituição Federal, isto é, o juízo de inconstitucionalidade da lei ordinária só pode­
ria ser pronunciado pela maioria do Tribunal ou de seu Órgão Especial, mas
não seria uma questão constitucional para os efeitos do recurso extraordinário,
porque, nesse caso, a lesão à Constituição Federal seria indireta.
40 - Informativo Jurídico da Bibüoteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1. p. 1-98, JanJJuL 1999
r'lária com uma lei compie­
!feitos do artigo 97 da Cons­
ade da lei ordinária só pode­
le seu Órgão Especial, mas
os do recurso extraordinário,
I seria indireta.
REFORMA ADMINISTRATIVA: A EMENDA N°19/98(*)
Carlos Alberto Menezes Direito
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
Professor Titular da PUC/RJ.
Como todos sabemos, o nosso país tem sido receptivo a uma alta
rotatividade constitucional. Isso pode ser examinado pelo lado positivo, ou seja,
a preocupação de impor sempre limites, muitas vezes amplíssimos, ao poder
do Estado, e pelo lado negativo, ou seja, pela falta de sedimentação cultural do
valor da Constituição, a lembrar Lassalle na sua conhecida equiparação a
uma folha de papel, frágil na medida mesma da identificação dos fatores reais
de poder.
Nós vivemos, desde os primeiros tempos republicanos, sob a in­
fluência dos constituintes americanos, um regime de constituição racional­
nOmr'lativa, para utilizamr'los uma velha, mas importante, tipologia fOmr'lulada por
Garcia-Pelayo. Esse tipo constitucional, que reserva a um corpo representati­
vo a elaboração da Constituição, de uma só vez, em documento escrito, guar­
da muitas vantagens e, também, não poucos inconvenientes. A vantagem mai­
or, sem dúvida, é a explicitação de um patamar legal superior, que impõe uma
hierarquia controlada pela disciplina constitucional. Todas as leis subordinam­
se à Constituição, com o que o controle da constitucionalidade das leis, a partir
da supremacia da Constituição, é a marca mais forte. O inconveniente visível é
o agasalho da Constituição para matérias que, absolutamente, nada têm a ver
com a organização do Estado, com a disciplina dos poderes do Estado, daí
resultando uma freqüente exaustão da Constituição, a exigir mudanças rotinei­
ras para adaptar as matérias alçadas ao patamar constitucional ao padrão
atualizado de exigências da sociedade.
Há, ainda, um aspecto que merece destacado no rol dos inconve­
nientes, assim aquele da mediocrização das matérias constitucionais, a partir
da falta de uma cultura da cidadania. De fato, em nosso país, lamentavelmen­
te, pretende-se resolver o problema moral da sociedade por intemr'lédio do
direito positivo. O sistema legal serve para criar freios contra manobras desti­
(*) Conferência pronunciada no Congresso de Direito Constitucional organizado pela Universi­
dade Estácio de Sá e realizado na EMERJ, em 02.09.98.
raiva, v.U, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, n. I, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 41
nadas a lesar o Estado, para burocratizar a administração pública com o intuito
de impedir os administradores de fraudar o erário, para inibir comportamentos
escusos. Mas, também, serve para guiar interesses de determinados grupos
ou categorias profissionais, sempre atuantes na elaboração legislativa.
O cenário, como é evidente, alcança a Constituição, á medida que
as leis ordinárias, muitas vezes, são elaboradas ao sabor de pressões vigoro­
sas capazes de influenciar o legislador ordinário, como acontece em todas as
partes do mundo.
Ocorre que, com isso, fica esquecida uma indagação fundamental,
qual seja aquela sobre que tipo de Estado desejamos para reger a nossa vida.
Não é bom esquecer que nós, muito rapidamente, passamos de um modelo de
alto teor de intervenção estatal para outro menos intervencionista, ainda que
estejam preservados, do ponto de vista legal, muitos mecanismos de interven­
ção. Veja-se o segmento econômico que vive momento de amplas possibilida­
des de importação, vivificando o mundo globalizado que tanto se propala, mas,
ainda, subordinado a controles severos que, de uma hora para outra, podem
alterar o quadro logístico e impor novo fechamento.
Sem dúvida alguma, não é mais possível construir o Estado na
sua dimensão econômica e empresarial, na qual os mecanismos disponíveis
estão concentrados em corporações poderosas. Essas corporações envolve­
ram o aparelho do Estado de tal maneira que passaram a representar o seu
perfil mais significativo, com uma exuberante prosperidade diante da pobreza
da dimensão social. Veja-se, somente a título de exemplo, as empresas esta­
tais e seus funcionários técnicos, com suas empresas de previdência privada
dispondo de rico patrimônio, e os nossos hospitais e escolas, com a baixíssima
remuneração de médicos e professores, em uma sociedade que ainda tem
analfabetos e doenças endêmicas que perduram até mesmo nos grandes cen­
tros urbanos, sem falar nos enormes espaços da Amazônia e do Nordeste.
Essa radiografia simples já demonstra que o nosso Estado requer urgente mu­
dança qualitativa, voltada para o fortalecimento da cidadania, o que quer dizer,
concretamente, voltada para a satisfação dos interesses básicos da população.
É claro que o rigoroso controle do processo inflacionário teve re­
percussão extremamente positiva, com uma inaugural distribuição da riqueza
nacional em favor dos estratos que vivem de rendimentos fixos ou salários,
aliviando a gula especulativa, própria de uma economia de mercado globaliza­
da, que interliga as crises em qualquer ponto do planeta.
Todavia, o que a reforma do Estado deve buscar é, exatamente,
uma linha que, assim como foi preservada a moeda pelo controle da inflação,
eleja a dimensão social como ponto fundamental para a presença do Estado
na sociedade. Entre uma rica empresa de previdência privada estatal e um
hospital ou uma pequenina escola primária, esta última deve ser considerada,
42 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.n, D. 1, p. 1-98. JanJJuL 1999
listração pública com o intuito
>, para inibir comportamentos
iSeS de determinados grupos
laboração legislativa.
a Constituição, à medida que
ao sabor de pressões vigoro-
como acontece em todas as
uma indagação fundamental,
mos para reger a nossa vida.
, passamos de um modelo de
IS intervencionista, ainda que
itos mecanismos de interven­
mento de amplas possibilida­
:10 que tanto se propala, mas,
uma hora para outra, podem
o.
)ssível construir o Estado na
los mecanismos disponíveis
Essas corporações envolve-
assaram a representar o seu
lsperidade diante da pobreza
exemplo, as empresas esta­
Iresas de previdência privada
s e escolas, com a baixíssima
la sociedade que ainda tem
até mesmo nos grandes cen­
ia Amazônia e do Nordeste.
lO Estado requer urgente mu­
SI cidadania, o que quer dizer,
resses básicos da população.
recesso inflacionário teve re­
Jgural distribuição da riqueza
mdimentos fixos ou salários,
Inomia de mercado globaliza­
laneta.
deve buscar é, exatamente,
lda pelo controle da inflação,
I para a presença do Estado
dência privada estatal e um
última deve ser considerada,
raiva, v.lI, D. 1, P. 1-98, JanJJull999
efetivamente, o objeto da ação estatal. Nesse sentido, busca-se uma adminis­
tração pública eficiente, com a prestação de serviços públicos essenciais com
qualidade. Já o Código de Defesa do Consumidor inclui como direito básico a
"adequada e eficaz prestação de serviços públicos em geral" (art. 6°, X).
A reforma administrativa, que é objeto de nossos trabalhos hoje,
deve ser examinada com essa perspectiva.
Como sabemos, a reforma administrativa começou com uma pro­
posta de emenda do Poder Executivo. E o relator da reforma, na Câmara dos
Deputados, o Sr. Deputado Moreira Franco. recordou em seu relatório que o
Brasil teve a sua primeira reforma administrativa com o Presidente Getúlio
Vargas, que padronizou a administração de material, introduziu a concepção
de orçamento como plano de administração e mudou a administração de pes­
soal, criando o famoso DASP, com a finalidade de fomentar critérios de recru­
tamento e aprimoramento do pessoal. No Governo do Presidente Castello
Branco, elaborou-se uma nova reforma da administração pública, tendo como
eixo o Decreto-lei nO 200/67.
Desta feita, a reforma alcançou, basicamente, o Capítulo VII da
Constituição Federal, alterando, fundamentalmente, os princípios gerais da
administração pública, com a preocupação de expurgar do texto limitações que
seriam inadequadas para agilizar a máquina do Estado e melhorar a qualidade
dos serviços prestados.
Diante do tempo disponível, vamos repassar, apenas, alguns
pontos mais expressivos da reforma administrativa, já em vigor com a promul­
gação da Emenda Constitucional nO. 19, de 1988.
O primeiro ponto que merece destacado e que reputo de grande
alcance é a introdução de comando para a elaboração de uma lei para discipli­
nar as formas de participação do usuário na administração pública direta e
indireta, regulando especialmente: I - as reclamações relativas à prestação
dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualida­
de dos serviços; li - o acesso dos usuários a registros administrativos e a in­
formações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5°, X e XXXIII;
111 - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de
cargo, emprego ou função na administração pública.
Na minha avaliação, este comando constitucional pode ter um
efeito tão poderoso quanto o Código de Defesa do Consumidor. Na verdade,
trata-se de elaborar uma Lei de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos.
Como todos sabemos, o Código de Defesa do Consumidor alcançou uma tal
dimensão que hoje, na lição de mestres como Ruy Rosado de Aguiar e Sérgio
Cavalieri, a sua presença social é mais importante do que a do próprio Código
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 43
44
Civil. E isso porque cuida diretamente de direitos da cidadania, tão pouco valo­
rizados, até a edição do Código, no que se refere ao povo consumidor. Ora, o
que se poderá dizer de uma lei garantindo ao usuário do serviço público direito
de representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego
ou função na administração pública? É evidente que está nas mãos do Con­
gresso Nacional uma responsabilidade maior, à medida que a Constituição
criou um mecanismo de controle da qualidade do serviço público. E o Con­
gresso Nacional dispõe do prazo de cento e vinte dias para elaborar a lei de
defesa do usuário de serviços públicos, a teor do art. 27 da Emenda.
O segundo ponto a ser destacado diz com a controvertida discipli­
na da estabilidade, regulada no art. 41. A reforma administrativa não destruiu a
estabilidade, como muito se alardeou, sem a devida leitura do texto reformado.
O que a reforma incorporou foi a possibilidade da perda do cargo em circuns­
tâncias muito especiais, ademais da sentença judicial transitada em julgado e
do processo administrativo em que seja assegurada ampla defesa, já cons­
tantes da anterior redação.
Primeiro, submeteu a aquisição da estabilidade a uma condição,
assim a obrigatória avaliação especial de desempenho por comissão instituída
para essa finalidade, considerando não mais o prazo de dois anos, mas, sim, o
prazo de três anos. O servidor, agora, aprovado em concurso público, não
mais torna-se estável por inércia. Depende da avaliação obrigatória do seu
desempenho. Isto significa, a meu juízo, que o simples decurso do tempo não
basta para que o servidor adquira a estabilidade. E assim me parece porque o
texto determina que a condição para a aquisição da estabilidade, ademais do
prazo de três anos, é a avaliação especial de desempenho na forma do § 4° do
art. 41.
Segundo, lei complementar estabelecerá o mecanismo de avalia­
ção periódica de desempenho do servidor, com o que, uma vez promulgada a
lei complementar, o servidor poderá, se não mantiver um desempenho satis­
fatório, perder o seu cargo. Como é fácil verificar, esse ditame da Constituição
casa-se com aqueloutro sobre a representação do usuário contra o exercício
negligente ou abusivo de cargo pelo servidor. Está aí posto um freio contra a
má qualidade dos serviços prestados pelo Estado.
Terceiro, impôs a reforma um rigoroso controle da despesa públi­
ca com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados e dos Municípios, que
não poderá ser superior a limites fixados em lei complementar. Assim, autori­
zou o novo texto, desobedecido o limite legislado, desde logo, a suspensão de
todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios e, ainda, estabeleceu uma linha de providências para
o cumprimento do limite antes referido, assim a redução em pelo menos vinte
por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e a
• Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lt, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
ja cidadania, tão pouco valo­
, ao povo consumidor. Ora, o
ário do serviço público direito
J abusivo de cargo, emprego
que está nas mãos do Con­
medida que a Constituição
lo serviço público. E o Con­
e dias para elaborar a lei de
Irt. 27 da Emenda.
: com a controvertida discipli­
administrativa não destruiu a
ja leitura do texto refonnado.
I perda do cargo em circuns­
Iicial transitada em julgado e
rada ampla defesa, já cons­
lStabilidade a uma condição,
enho por comissão instituída
lZo de dois anos, mas, sim, o
:> em concurso público, não
avaliação obrigatória do seu
nples decurso do tempo não
E assim me parece porque o
da estabilidade, ademais do
lmpenho na fonna do § 4° do
::erá o mecanismo de avalia­
que, uma vez promulgada a
ltiver um desempenho satis­
esse ditame da Constituição
lo usuário contra o exercício
á aí posto um freio contra a
o controle da despesa públi­
lados e dos Municípios, que
omplementar. Assim, autori­
desde logo, a suspensão de
ais aos Estados, ao Distrito
la linha de providências para
!dução em pelo menos vinte
demissão de servidores não estáveis. Se, contudo, tais medidas não forem
suficientes para assegurar o cumprimento da detenninação legal, o servidor
estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um
dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administra­
tiva objeto da redução de pessoal, como prescrito no § 4° do art. 169, assegu­
rando, no § 5°, indenização correspondente a um mês de remuneração por
ano de serviço, dispondo a lei federal ordinária sobre a aplicação do mecanis­
mo de redução de pessoal com a demissão de servidores estáveis. E, igual­
mente, estabeleceu que o cargo objeto da redução será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou as­
semelhadas pelo prazo de quatro anos.
A Emenda incluiu um novo artigo na Constituição, o art. 247, co­
mandando que as leis (inciso 111 do § 1° do art. 41 e § 7° do art. 169) sobre a
demissão de servidores estáveis, estabelecerão critérios e garantias especiais
para a perda do cargo pelo servidor público que, em decorrência de seu cargo
efetivo, desenvolva atividades exclusivas de Estado. Com isso criou uma nova
categoria de servidores públicos, que, certamente, provocará desdobramen­
tos.
O terceiro ponto a ressaltar diz respeito ao sistema de remunera­
ção do serviço público. Tenha-se presente que há uma enorme disparidade
nesse aspecto. Assim com o mercado de trabalho assim entre os poderes do
Estado, com teratológicas distorções remuneratórias. A regra básica é a do art.
37, XI, que dispôs que fia remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,
funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacio­
nal, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
qualquer natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos
Ministros do Supremo Tribunal Federal'.
Esta redação tão ampliada e tão minuciosa tem por objetivo evitar
qualquer interpretação que permita a ultrapassagem do teto, como ocorreu
com a anterior redação do mesmo inciso XI, malgrado minha irresignação nos
diversos votos que proferi quando Desembargador do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio de Janeiro.
O que o texto revela é que o teto não pode ser ultrapassado sob
nenhum pretexto, com isso vedando situações constrangedoras, como salários
altíssimos em decorrência de incorporações criadas por lei, ou outros benefíci­
os gerados pela imaginação criadora do legislador e pela interpretação cons­
trutiva dos juízes. Chegou-se ao absurdo de reconhecer remuneração fora de
qualquer padrão hierárquico, com um contracheque cheio de penduricalhos,
, e funções de confiança e a
liva, v.11, Do 1, P. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 4S
tomando, até mesmo, impossível qualquer forma de controle. Esse fato, não
raro, gerou injustiças terrificantes. Enquanto um número limitado de servidores
era beneficiado com remuneração astronômica, alcançando patamares as­
sustadores para o serviço público, a pretexto da incorporação de vantagens
totalmente sem sentido e sem base na realidade social brasileira.
o novo texto, na minha compreensão, elimina tal risco e impõe
uma imediata correção, não tendo valia alguma a alegação de direito adquirido
contra o comando constitucional do teto, mesmo em se tratando do exercício
do poder constituinte derivado, que, ainda, teve o cuidado de repetir a regra do
constituinte originário, no art. 29, determinando que os "subsídios, vencimen­
tos, remuneração, proventos da aposentadoria e pensões e quaisquer outras
espécies remuneratórias adequar-se-ão, a partir da promulgação desta emen­
da, aos limites decorrentes da Constituição Federal, não se admitindo a per­
cepção de excesso a qualquer título". Da mesma maneira que considerou irre­
dutíveis o subsídio e os vencimentos, ressalvado também o teto. O que o
constituinte derivado deixou induvidoso foi a redutibilidade dos subsídios e os
vencimentos se acima do teto previsto no art. 37, XI.
A reforma, de igual modo, abriu a possibilidade de percepção de
uma forma de remuneração, que denominou subsídio, previsto no § 4° do art.
39, obrigatório para o "membro de poder, o detentor de mandato eletivo, os
Ministros de Estado e os Secretários estaduais e municipais". O subsídio é
"fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer adicional, abono,
prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória", tudo subor­
dinado ao teto. Com isso, acaba-se com a mentira remuneratória, mediante a
qual, hoje, um parlamentar ou um juiz percebem importância irrisória como
vencimento, ao qual são acrescidas parcelas infinitas que levam a uma remu­
neração final bem maior. O que essa regra alcança é a transparência no sis­
tema remuneratório dos membros de Poder e detentores de mandato eletivo,
ademais de categoria determinada de ocupantes de cargos estatais. Esse sis­
tema atinge, também, os membros do Ministério Público, na forma do art. 128,
§ 5°, I, c), e os integrantes da Advocacia-Geral da União e da Defensoria PÚ­
blica. Atinge, ainda, os Prefeitos e Vice-Prefeitos e os Governadores e os res­
pectivos vices (art. 28, § 2°e 29, V). E a Emenda permitiu que essa modalida­
de seja aplicada aos servidores públicos organizados em carreira, como capi­
tulado no § 8°do art. 39.
Da mesma forma, a Emenda nO 19/98 criou uma severa restrição
ao exigir que a remuneração e o subsídio somente poderão ser fixados ou
alterados por lei específica, resguardada a iniciativa privativa em cada caso.
Essa regra impede o velho hábito de ampliar a remuneração sem lei, por atos
internos dos Poderes, ou por mera interpretação.
46 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
I de controle. Esse fato, não
úmero limitado de servidores
alcançando patamares as­
I incorporação de vantagens
ceiaI brasileira.
io, elimina tal risco e impõe
alegação de direito adquirido
em se tratando do exercício
cuidado de repetir a regra do
ue os "subsídios, vencimen­
pensões e quaisquer outras
ta promulgação desta emen­
'ral, não se admitindo a per­
maneira que considerou irre­
lo também o teto. O que o
tibilidade dos subsídios e os
(I.
Issibilidade de percepção de
•ídio, previsto no § 4° do art.
,ntor de mandato eletivo, os
e municipais". O subsídio é
~ qualquer adicional, abono,
, remuneratória", tudo subor­
a remuneratória, mediante a
n importância irrisória como
litaS que levam a uma remu­
ça é a transparência no sis­
tentores de mandato eletivo,
de cargos estatais. Esse sis­
lúblico, na forma do art. 128,
~ União e da Defensoria PÚ­
e os Governadores e os res­
permitiu que essa modalida­
dos em carreira, como capi-
Bcriou uma severa restrição
inte poderão ser fixados ou
:Na privativa em cada caso.
muneração sem lei, por atos
..iva, v.11, o. 1, p. 1-98. JanJJuL 1999
A iniciativa da lei para a fixação do teto, ou seja, para a fixação
dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, é conjunta dos Pre­
sidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do
Supremo Tribunal Federal (art. 48, XV). Há, portanto, uma solidariedade dos
Poderes do Estado na fixação do teto.
Uma questão que vai surgir é sobre a regra do § 5° do art. 39, que
autoriza Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a es­
tabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores,
sempre obedecido o teto do inciso XI. Aos Tribunais caberá decidir se será
possível impor um teto inferior àquele fixado no inciso XI para os servidores
públicos.
Um aspecto importante é a nova redação do art. 39 prescrevendo
a criação de um conselho de poHtica de administração e remuneração de pes­
soal. Com a nova redação a fixação dos padrões de vencimento e dos demais
componentes do sistema remuneratório observará a natureza, o grau de res­
ponsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira, os
requisitos para a investidura e as peculiaridades dos cargos, com isso propici­
ando um grande avanço para romper com o velho sistema, sempre apoiado,
em benefícios corporativos ou em padrão inadequado para o tipo de cargo.
Por fim, a Emenda incluiu na Constituição regra que obriga os Po­
deres Executivo, Legislativo e Judiciário a publicar anualmente os valores do
subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. Desse modo, a
sociedade ficará conhecendo com toda claridade, o quanto percebeu os mem­
bros dos Poderes do Estado e os funcionários públicos.
O quarto ponto refere-se a uma possível autonomia gerencial, or­
çamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indi­
reta, que "poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus
administradores e o poder público", tendo por objeto a estipulação de metas de
desempenho, cabendo à lei ordinária dispor sobre o prazo de duração do con­
trato, os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações
e responsabilidades dos dirigentes, remuneração do pessoal. É uma alternativa
possível para melhorar a prestação de serviços pelo Estado, à medida que
impõe padrão de desempenho com responsabilidade pessoal dos dirigentes,
os quais firmarão tal contrato com o próprio Estado. Mas, sem dúvida, pode
beneficiar, por exemplo, hospitais e escolas, muitas vezes prejudicadas pelo
excesso de controles da burocracia com reflexos na qualidade do serviço.
O quinto ponto é sobre o chamado estatuto jurídico da empresa
pública. Primeiro, no art. 37, § 9°, ficou estabelecido que o teto "aplica-se às
empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias,
que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em gera!' .
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 47
Mas, na nova redação do art. 173, o § 1
0
configurou de modo especial as em­
presas "que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de
bens ou de prestação de serviços", devendo a lei ordinária dispor, nestes ca­
sos, sobre sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela soci­
edade, a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive
quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários, a
licitação e contratação de obras, serviços, compras, alienações, observados os
princípios da administração pública, a constituição e o funcionamento dos con­
selhos de administração e fiscal, com a participação dos acionistas minoritários
e sobre os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos
administradores. Criou a Emenda, portanto, um cenário para estas empresas,
regulado por lei especial, que pode alcançar limites bem amplos. Pode ser um
bom caminho, melhor do que a atual indisciplina, tudo a depender do legislador
ordinário.
Finalmente, um ponto que seria útil destacar é o que se refere ao
regjme de concurso público para a investidura em cargo ou emprego público. A
nova disciplina constitucional manteve a exigência do concurso, abrindo, po­
rém, um espaço para que o concurso público tenha em consideração "a natu­
reza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em ler . Com
isso, a lei poderá encontrar mecanismos diferenciados para cada categoria,
evitando critério uniforme, que, sob todos os ângulos, não é recomendável.
Estão postos alguns aspectos que me pareceram merecer relevo,
nas inovações trazidas pela Emenda nO 19/98.
De todos os modos, a questão maior é a de saber se a disciplina
vai ter conseqüência efetiva. Por exemplo, se as leis previstas vão ser elabo­
radas, a começar por aquela, fundamental, fixando o novo teto e aqueloutra
sobre a possibilidade de perda do cargo em função do desempenho e da ne­
cessidade de ser obedecido o limite com as despesas de pessoal.
Na minha compreensão, a reforma pode não ter sido a ideal, mas,
sem sombra de dúvidas, ela representa um grande avanço, talvez o maior, nos
últimos tempos, para disciplinar atividade do Estado, com base na qualidade
do serviço prestado e com uma efetiva participação do usuário. É, repito, um
avanço em um pais acostumado, por longo tempo, a uma burocracia que se
satisfaz com as dificuldades a um direito positivo prolixo e impiedoso com os
direitos do cidadão. Que a aragem iniciada com o Código de Defesa do Con­
sumidor prossiga com a regulamentação infraconstitucional da reforma admi­
nistrativa.
A esperança de todos é que o Estado não seja destruido pela
incompetência dos gestores da coisa pública. Queremos neste fim de século
que o Estado seja mais social e menos econômico, que o professor e o médico
tenham mais prestigio na sociedade e na hierarquia dos servidores do Estado,
48 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, D. 1, P. 1-98, Jan./JuL 1999
)u de modo especial as em­
'uçáo ou comercialização de
ordinária dispor, nestes ca­
:ão pelo Estado e pela soci­
mpresas privadas, inclusive
trabalhistas e tributários, a
, alienações, observados os
e o funcionamento dos con­
o dos acionistas minoritários
o e a responsabilidade dos
para estas empresas,
i bem amplos. Pode ser um
Ido a depender do legislador
9stacar é o que se refere ao
:argo ou emprego público. A
i do concurso, abrindo, po­
a em consideração "a natu­
onna prevista em leI' . Com
:iados para cada categoria,
)s, não é recomendável.
! pareceram merecer relevo,
é a de saber se a disciplina
leis previstas vão ser elabo­
lo o novo teto e aqueloutra
10 do desempenho e da ne­
.as de pessoal.
:te não ter sido a ideal, mas,
avanço, talvez o maior, nos
do, com base na qualidade
ío do usuário. É, repito, um
>, a uma burocracia que se
prolixo e impiedoso com os
Código de Defesa do Con­
;titucional da reforma admi-
Ido não seja destruído pela
neste fim de século
que o professor e o médico
a dos servidores do Estado,
com isso significando que o Estado, finalmente, se reencontra com o seu
destino, isto é, servir ao povo nas atividades essenciais para que cada
brasileiro possa realizar a plenitude de sua natureza na sociedade em que
vive.
liva, v.n, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
Infonnativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. n, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 49
S O ~ A I '
LIVROS
(Novas Aquisições)
DIREITO
001 - AQUAROLl, Marcelo. Dicionário jurídíco de latim e gramática. São
Paulo: WVC, 1998.
002 -ARRUDA JUNIOR, Edmundo Lima de. Direito moderno e mudança
social: ensaios de sociologia jurídica. Belo Horizonte: Del Rey,
1997.
003 - AZEVEDO, Plauto Faraco de. Direito, justiça social e neoliberalismo.
São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
004 - BARONI, Robison. Cartilha de ética profissional do advogado:
perguntas e respostas sobre ética profissional baseadas em consultas
formuladas ao tribunal de ética da OAB-SP. 3. ed. São Paulo: Ln,
1999.
005 - BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de filosofia do direito.
São Paulo: lcone, 1995.
006 - COELHO, Fabio Ulhoa. Roteiro de lógica jurídica. 3. ed., 2. tiragem.
São Paulo: M. Limonad, 1997.
007 - COLAUTTI, Carlos E. Derechos humanos. Buenos Aires: Editorial
Universidad, 1995.
008 - COTRIM, Gilberto Vieira. Direito e legislação: introdução ao direito.
20. ed. reformo São Paulo: Saraiva, 1997.
009 - DAHRENDORF, Ralf. A lei e a ordem. Rio de Janeiro: Instituto Liberal,
1997.
010 - DAMIÃO, Regina Toledo. Curso de português jurídico. 6. ed. São
Paulo: Atlas, 1998.
011 - FIORILLO, Celso Antônio Pacheco, DIAFERIA, Adriana. Biodiversidade
e patrímõnio genético ambiental brasileiro. São Paulo: M.
Limonad, 1999.254 p.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, D. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 - 53
012 - FRANÇA, R. Umongi. Hermenêutica jurídica. 7. ed. rev. e aum. São
Paulo: Saraiva, 1999.
013 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio América, MILARE, Edis. Manual de
direito público e privado. 11. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista
dos Tribunais, 1999.
014 - GOMEZ, Francisco Astudillo et aI. Biotecnologia y derecho. Buenos
Aires: Ciudad Argentina, 1997. (Temas de Derecho Industrial y de la
Competência; 2)
015 - HENRIQUES, Antônio, MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso
de direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas
de pesquisa, da escolha do assunto a apresentação gráfica. São
Paulo: Atlas, 1999.
016 - LARENZ, Karl. Derecho justo: fundamentos de ética jurídica.
reimpresión. Madrid: Civitas, 1993.
017 - MACHADO, Agapito. Questões polêmicas de direito. Belo Horizonte:
Del Rey, 1998.
018 - MONTaRa, Franco. Introdução à ciência do direito. 25. ed. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT Didáticos)
019 - OLIVEIRA, Wilson de. A mulher em face do direito: ao alcance de
todos. 2. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 1998.
020 - PASUKANIS, Eugeny Bronislanovich. Teoria geral do direito e
marxismo. São Paulo: Acadêmica, 1988.
021 - QUIROGA LAVIE, Humberto. Es eficiente el sistema jurídico. Buenos
Aires: Ciudad Argentina, 1998.
022 - RAO, Vicente. O direito e a vida dos direitos. 4. ed. anot. e atual. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1997.
023 - REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 24. ed., 2. tiragem. São
Paulo: Saraiva, 1999.
54 - Ioformativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v.U, 0.1, p. 1-98, JanJJuL 1999
ica. 7. ed. rev. e aum. São
MILARE, Edis. Manual de
~ atual. São Paulo: Revista
lologia y derecho. Buenos
le Derecho Industrial y de la
osco. Monografia no curso
rso : metodologia e técnicas
apresentação gráfica. São
nentos de ética jurídica.
de direito. Belo Horizonte :
I do direito. 25. ed. São
)idáticos)
do direito: ao alcance de
)el Rey, 1998.
~ r i a geral do direito e
sistema jurídico. Buenos
S. 4. ed. anoto e atual. São
to. 24. ed., 2. tiragem. São
l, v. lI, n. I, p. 1-98, JanJJul. 1999
024 - SOARES, Guido Fernando Silva. Common law: introdução ao direito
dos EUA. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
025 - SOUTO, Cláudio. Sociologia do direito: uma visão substantiva. 2. ed.
rev. e aum. Porto Alegre: S.A. Fabris, 1997.
026 - VILANOVA, Lourival. As estruturas lógicas e o sistema do direito
positivo. São Paulo: M. Limonad, 1997.
027 - XAVIER, Ronaldo Caldeira. Latim no direito. 5. ed. rev. e aum., 2.
tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
DIREITO ADMINISTRATIVO
028 - BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito administrativo. 3. ed. São
Paulo: Saraiva, 1999.
029 - BRAZ, Petrônio. Manual de direito administrativo de acordo com a
reforma administrativa. Leme: Led, 1999.
030 - CASTRO, José Nilo de. A CPI municipal. 2. ed. rev. atual. Belo
Horizonte: Del Rey, 1996.
031 - CíCERO, Nídia Karina. Servicios públicos, control y proteccion.
Buenos Aires: Ciudad Argentina. 1996.
032 - CITADINI, Antônio Roque. Comentários e jurisprudência sobre a lei
de licitações públicas. 3. ed. atual. e ampl. São Paulo: M. Limonad,
1999.
033 - CRETELLA JUNIOR, José. Dicionário de direito administrativo. 4. ed.
rev. e aum. Rio de Janeiro: Forense, 1998.
034 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo, FÜHRER, Maximilianus
Roberto Ernesto. Resumo de direito administrativo. 5. ed. de
acordo com as Emendas Constitucionais 19, de 4.6.98, e 20, de
15.12.98. São Paulo: Malheiros, 1999. (Coleção Resumos; 7)
035 - MEDAUAR, Odete. Direito administrativo moderno: de acordo com a
EC 19/98. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
Informativo Jurídico da Biblioteca MiDistro Oscar Saraiva, v. lI, n. I, p. 1-98, JamJJuL 1999 - ss
036 - MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 24. ed.
atualizada por Eurico de Andrade Azevedo, Delcio Balestero Aleixo e
José Emmanuel Burle Filho. São Paulo: Malheiros, 1999.
037 - MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de direito administrativo.
11. ed. rev., atual. e ampl. de acordo com as Emendas
Constitucionais 19 e 20, de 1998. São Paulo: Malheiros, 1999.
038 - MENDES, Renato Geraldo. O novo regime juridico das licitações e
contratos de acordo com a lei n. 9648/98. Curitiba: ZNT, 1998.
039 - MOREIRA, João Batista Gomes. Princípio constitucional da eficiência
da administração pública: Emenda Constitucional 19/98 :
repercussão na teoria do direito administrativo. Brasília: Tribunal
Regional Federal da 1. Região, 1999. (Cartilha Jurídica; 64)
040 - OSÓRIO, Fábio Medina. Improbidade administrativa: observações
sobre a lei 8.429/92. 2. ed., ampl. e atual. Porto Alegre: Síntese,
1998.
041 - DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 10. ed., 2.
tiragem. São Paulo: Atlas, 1999.
042 - SILVA, Edson Jacinto da. Sindicância e processo administrativo
disciplinar: doutrina, prática, jurisprudência. Leme: Led, 1999.
043 - VERRI JUNIOR, Luiz Antônio (Coord.). Licitações e contratos
administrativos: temas atuais e controvertidos. São Paulo: Revista
dos Tribunais, 1999.
DIREITO CIVIL
044 - AMORIM, Sebastião Luiz, OLIVEIRA, Euclides Benedito de. Inventários
e partilhas: direito das sucessões: teoria e prática. 12. ed., rev. e
ampl. São Paulo: Leud, 1999.
045 - AZEVEDO, Álvaro Villaça. Bem de família: com comentários a lei
8.009/90.4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
046 - BARBIERI, Jean-Jacques. Contrats civils, contrats commerciaux.
Paris: Masson/A. Colins, 1995.
56 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
strativo brasileiro. 24. ed.
::lo, Delcio Balestero Aleixo e
Malheiros, 1999.
) de direito administrativo.
lcordo com as Emendas
ulo: Malheiros, 1999.
e jurídico das licitações e
Curitiba: ZNT, 1998.
:onstitucional da eficiência
::Ia Constitucional 19/98 :
'istrativo. Brasília: Tribunal
rtilha Jurídica; 64)
jministrativa: observações
:ual. Porto Alegre: Síntese,
administrativo. 10. ed., 2.
! processo administrativo
cia. Leme: Led, 1999.
Licitações e contratos
'ertidos. São Paulo: Revista
es Benedito de. Inventários
;a e prática. 12. ed., rev. e
ia: com comentários a lei
dos Tribunais, 1999.
contrats commerciaux.
047 - BERTI, Silma Mendes. Direito à própria imagem. Belo Horizonte: Del
Rey, 1998.
048 - BRANDELLI, Leonardo. Teoria geral do direito notarial. São Paulo:
Livraria do Advogado, 1998.
049 - BRASIL. Código Civil (1916). Código civil: lei n. 3.071, de 01.01.1916,
atualizada e acompanhada de legislação complementar, súmulas e
índices sistemático e alfabético-remissivo.... 50. ed. São Paulo:
Saraiva: 1999.(Legislação Brasileira)
050 - CAMPOS JUNIOR, Aluísio Santiago. Posse: aspectos didáticos,
doutrina e jurisprudência. Belo Horizonte: Inédita, 1996.
051 - CESAR, Celso Laet de Toledo. Herança: orientações práticas. São
Paulo: Oliveira Mendes, 1997.
052 - CHINEN, Akira. Know-how e propriedade industrial. São Paulo:
Oliveira Mendes, 1997.
053 - COVELLO, Sérgio Carlos. As normas de sigilo como proteção à
intimidade. São Paulo: SEJAC, 1999.
054 - CRETELLA JÚNIOR, José, CRETELLA NETO, José. 1000 perguntas e
respostas de direito civil: para os exames da OAB - Ordem dos
Advogados do Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998.
055 - DANTAS, Carlos Monterrei. Direito de vizinhança: teoria,
jurisprudência e prática. São Paulo: Law-book, 1999.
056 - DAVID, Fernando Lopes. Impenhorabilidade do bem de família nos
tribunais. São Paulo: IGLU, 1999.
057 - DIAS, Sérgio Novais. Responsabilidade civil do advogado na perda
de uma chance. São Paulo: LTR, 1999.
058 - DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado. 5. ed. atual. São Paulo:
Saraiva, 1999.
059 - DONNINI, Rogério Ferraz. A revisão dos contratos. 18. ed., 3. tiragem.
Rio de Janeiro: Forense, 1999.
Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 ­ ,iva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 57
58
060 - ERRANTE, Edward. Le droit anglo-americain des contrats: arrets et
commentaire. Paris: LGDJ, 1997.
061 - FIUZA, César. Direito civil: curso completo. 2. ed. rev. atual. e ampl.
Belo Horizonte: Del Rey, 1999.
062 - . Direito civil resumido. Belo Horizonte: Inédita, 1999.
063 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo. Resumo de direito civil. 21.
ed. São Paulo: Malheiros, 1999.
064 - GHERSI, Carlos Alberto, ROSSELLO, Gabriela, HISE, Mônica. Derecho
y reparación de danos: tendência jurisprudencial anotada y
sistematizada. Buenos Aires: Editorial Universidad, 1998.
065 - GOMES, Orlando. Contratos. 18. ed., 3. tiragem. Rio de Janeiro:
Forense, 1999.
066 - GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil. 4. ed. São Paulo: Saraiva,
1999.
067 - KICH, Bruno Canisio. Direito de família: teoria, legislação,
jurisprudência e prática. Campinas: Aga Juris, 1999.
068 - LANARI, Flávia de Vasconcellos. Direito marítimo: contratos e
responsabilidade. Belo Horizonte: Del Rey, 1999.
069 - LOPES, Jair Leonardo. Curso de direito civil: parte geral. 3. ed. rev.,
atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.(RT Didáticos)
070 - LOPES, Maurício Antônio Ribeiro. Código civil. 4. ed. rev., atual. e
ampl. até 31.12.1998. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT
Códigos)
071 - MIRANDA, Sandra Julien (Org.) Criança e adolescente: direito a
direitos. São Paulo: Rideel, 1999.
072 - MUJALLI, Walter Brasil. Direito das obrigações: teoria, jurisprudência,
prática e legislação. Araras: Bestbook, 1999.
• Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
icain des contrats : arrets et
eto. 2. ed. rev. atual. e ampl.
zonte : Inédita, 1999.
Resumo de direito civil. 21.
lriela, HISE, Mônica. Derecho
I jurisprudencial anotada y
Iniversidad,1998.
3. tiragem. Rio de Janeiro:
i1. 4. ed. São Paulo: Saraiva,
familia: teoria, legislação,
I Juris, 1999.
ito maritimo: contratos e
:ey, 1999.
civil: parte geral. 3. ed. rev.,
, 1999.(RT Didáticos)
o civil. 4. ed. rev., atual. e
ista dos Tribunais, 1999. (RT
a e adolescente: direito a
ações: teoria, jurisprudência,
1999.
073 - NEGRÃO, Theotônio (Coord.) Código civil e legislação civil em vigor.
18. ed. atual. até 5 de janeiro de 1999. São Paulo: Saraiva, 1999.
074 - NUNES, Luiz Antônio Rizzatto, CALDEIRA, Mirella O'Angelo. Dano
moral e sua interpretação jurisprudencial. São Paulo: Saraiva,
1999.
075 - OLIVEIRA, Basílio de. Concubinato: novos rumos. Rio de Janeiro:
Freitas Bastos, 1997.
076 - PEREIRA, Rodrigo da Cunha. Direito de família: uma abordagem
psicanalítica. Belo Horizonte: Del Rey, 1997.
077 - POSTERLI, Renato. Transtornos de preferência sexual. Belo
Horizonte: Del Rey, 1996.
078 - SANCHES, Hercoles Tecino. Legislação autoral. São Paulo: LTR,
1999.
079 - SANTOS, Gilda dos. Locação e despejo: comentários à lei 8.245-91.
3. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
080 - SANTOS, Regina Beatriz Tavares da Silva Papa dos. Reparação civil
na separação e no divórcio. São Paulo: Saraiva, 1999.
081 - SERPA, Maria de Nazareth. Mediação de família. Belo Horizonte: Del
Rey, 1999.
082 - SILVA, Luis Renato Ferreira da. Revisão dos contratos: do código civil
ao código do consumidor. 2. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
083 - SOARES, José Carlos Tinoco. Tratado da propriedade industrial. São
Paulo: Resenha Tributária, 1988.
084 - STARCH, Boris. Obligations. 5. ed. Paris: L1TEC, 1995.
085 - STILERMAN, Marta N. Menores: tenencia, regimen de visitas. 3. ed.
actual. Buenos Aires: Editorial Universidad, 1997.
raiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJIIl. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 - S9
086 - STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação
jurisprudencial: doutrina e jurisprudência. 4. ed. rev., atual. e ampl.
São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
087 - SZANIAWSKI, Elimar. Limites e possibilidades do direito de
redesignação do estado sexual: estudo sobre o transexualismo :
aspectos médicos e jurídicos. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1999.
DIREITO COMERCIAL
088 - ABRÃO, Carlos Henrique. Do protesto. São Paulo: LEUD, 1999.
089 - ABRÃO, Nelson. A continuação do negócio na falência. 2. ed. rev.,
ampl. e atual. São Paulo: LEUD, 1998.
090 - . Os credores na falência. 2. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo:
LEUD,1998.
091 - BONNEAU, Thierry. Droit bancaire. 2. ed. Paris: Montchrestien, 1996.
(Domat Droit Privé).
092 - BRANCO, Gerson Luiz Carlos. O sistema contratual do cartão de
crédito. São Paulo: Saraiva, 1998.
093 - BRASIL. Código Comercial (1850). Código comercial: lei n. 556, de
25.06.1850, atualizada e acompanhada de legislação complementar,
inclusive código de proteção e defesa do consumidor, lei de locação
de imóveis urbanos e lei de sociedades anônimas. 44. ed. São
Paulo: Saraiva, 1999. (Legislação Brasileira)
094 - CANDELARIO MACIAS, Maria Isabel, RODRIGUEZ GRILLO, Luiza E.
La empresa en crisis: derecho actual. Buenos Aires: Ciudad
Argentina, 1998.
095 - LE CONTRAT de transport de marchandises terrestres et aérien. Sous la
direction et avec un avant-projet de loi commune commentée de René
Rodiere. Paris: A. Pedone, 1977. (Harrnonisation du Droit des
Affaires dans les Pays du Marché Commun).
60 - loformativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Sal"llliva, v. 11, o. 1, p. 1-98, Jao./JuI. 1999
I
e sua interpretação
a. 4. ed. rev., atual. e ampl.
Ibilidades do direito de
jo sobre o transexualismo :
110: Revista dos Tribunais,
Paulo: LEUD, 1999.
;io na falência. 2. ed. rev.,
'., ampl. e atual. São Paulo:
Paris: Montchrestien, 1996.
contratual do cartão de
comercial: lei n. 556, de
le legislação complementar,
consumidor, lei de locação
~ anônimas. 44. ed. São
Ira)
RIGUEZ GRILLO, Luiza E.
aI. Buenos Aires: Ciudad
terrestres et aérien. Sous la
1mune commentée de René
Irmonisation du Droit des
n).
096 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo. Resumo de direito comercial.
22. ed. São Paulo: Malheiros, 1999. 144 p. (Coleção Resumos; 1)
097 - ---o Roteiro das falências e concordatas. 16. ed. rev. e atual. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
098 - GARCIA DE ENTERRIA, Javier. Contrato de factoring y cesion de
créditos. 2. ed. Madrid: Civitas, 1995.(Monografias civitas)
099 - LOPES, Maurício Antônio Ribeiro. Código comercial. 4. ed. rev., atual.
e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT Códigos)
100 - MAIA NETO, Francisco. Dicionário do mercado imobiliário. Belo
Horizonte: Del Rey, 1998.
101 - MARTINS, Fran. Curso de direito comercial: empresa comercial,
empresários individuais, microempresas, sociedades comerciais,
fundo de comércio. 23. ed. rev. e atual. por Jorge Lobo. Rio de
Janeiro: Forense, 1999.
102 - MOSSO, Guillermo G. EI cramdown y otras novedades concursales.
Buenos Aires: Rubinzal-Culzoni, 1998.
103 - OLIVEIRA, Regis Fernandes de, HORVATH, Estevão. Manual de
direito financeiro. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1999. (RT Didáticos)
104 - SIMÃO FILHO, Adalberto. Franchising: aspectos jurídicos e
contratuais. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, 1998.
105 - VALLE, Anco Márcio. Processo falimentar: fase pré-falencial. Rio de
Janeiro: Idéia Jurídica, 1998.
106 - VERRI, Maria Elisa Gualandi. Shopping centers: aspectos jurídicos e
suas origens. Belo Horizonte: Del Rey, 1996.
DIREITO CONSTITUCIONAL
107 - BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa
do Brasil. Brasília: Brasília Jurídica, 1999. (Série legislação de bolso;
7)
iva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 - 61
108 - . Constituição da República Federativa do Brasil. 2. ed. atual.
até a Emenda Constitucional n. 22, de 18/03/99, com notas
remissivas às principais leis básicas. São Paulo: LTr, 1999.
109 - BULOS, Uadi Lamego. Manual de interpretação constitucional. São
Paulo: Saraiva, 1997.
110 - COLAUTTI, Carlos E. Derecho constitucional. Buenos Aires: Editorial
Universidad, 1996.
111 - CORREIA, Marcus Orione Gonçalves. Direito processual
constitucional. São Paulo: Saraiva, 1998.
112 - MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 4. ed. rev. e amplo São
Paulo: Atlas, 1998.
113 - MUJALLI, Walter Brasil. Direito constitucional e a Constituição
Federal: teoria, legislação e jurisprudência. Campinas: Aga Juris,
1999.2v.
114 - PALU, Oswaldo Luiz. Controle de constitucionalidade: conceitos,
sistemas e efeitos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
115 - SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo.
16. ed. rev. e atual. nos termos da reforma constitucional até a
'I!i Emenda Constitucional n. 20, de 15.12.1998. São Paulo: Malheiros,
1999.
116 - SILVA, Paulo Napoleão Nogueira da. Curso de direito constitucional.
2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
DIREITO ECONOMICO
117 - BAPTISTA, Luiz Olavo. O Mercosul, suas instituições e ordenamento
jurídico. São Paulo: LTr, 1998.
118 - BERTUCCI, Rosana et alo Mercosur y medio ambiente. 2. ed. Buenos
Aires: Ciudad Argentina, 1998.
62 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
rativa do Brasil. 2. ed. atual.
de 18/03/99, com notas
I Paulo: LTr, 1999.
'etação constitucional. São
mal. Buenos Aires: Editorial
es. Direito processual
18.
onal. 4. ed. rev. e ampl. São
ucional e a Constituição
ncia. Campinas: Aga Juris,
tilucionalidade: conceitos,
)s Tribunais, 1999.
to constitucional positivo.
:!fonna constitucional até a
1998. São Paulo: Malheiros,
) de direito constitucional.
s Tribunais, 1999.
)
nstituições e ordenamento
lio ambiente. 2. ed. Buenos
119 - BRASIL. Código de Proteção e Defesa do Consumidor (1990). Código
de defesa do consumidor lei n. 8.078, de 11.09.90. São Paulo:
Lawbook, 1999.
120 - BULGARELLI, Waldirio. Questões contratuais no código de defesa
do consumidor. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
121 - CHAOUT, Yves (Org.) Mercosul, Nafta e Alca : a dimensão social. São
Paulo: LTr, 1999.
122 - LAGRASTA NETO, Caetano. Globalização e Mercosul: visão jurídica.
São Paulo: J. de Oliveira, 1999. (Coleção saber jurídico)
123 - MENEM, Carlos Saul. Que é o Mercosul? Buenos Aires: Ciudad
Argentina, 1996.
124 - NEGOCIAÇÕES internacionais e a globalização. São Paulo: LTr, Escola
de Administração de Empresas de São Paulo, 1999.
125 - NEGRO, Sandra Cecília. Cooperación espacial comunitária:
regulación jurídica, exploración y explotación dei espácio. Buenos
Aires: Ciudad Argentina, 1997.
126 - PRUX, Oscar Ivan. Responsabilidade civil do profissional liberal no
código de defesa do consumidor. Belo Horizonte: Del Rey, 1998.
127 - SANTOS, Ozéias J. Código de defesa do consumidor interpretado.
Campinas: AGA Juris, 1998.
128 - SOARES, Paulo Brasil Dill. Código do consumidor comentado. 5. ed.
rev. e ampl. pelo decreto n. 2.181, de 20 de março de 1997 e lei n.
9.099, de 25 de setembro de 1995. Rio de Janeiro: Destaque, 1999.
129 - SOUZA, Washington Peluso Albino de. Primeiras linhas de direito
econômico. 4. ed. São Paulo: LTr, 1999.
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
130 - ACCIOLY, Hildebrando. Manual de direito internacional público.
13. ed. São Paulo: Saraiva, 1998.
liva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 ­ 63
131 -ARAÚJO, Luis Ivani de Amorim. Curso de direito internacional
público. 9. ed., 3. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1998.
132 - BOSON, Gerson de Britto Mello. Direito internacional público: o
Estado em direito das gentes. Belo Horizonte: Del Rey, 1994.
133 - SILVA, Roberto Luiz. Direito internacional público resumido. Belo
Horizonte: Inédita, 1999.
DIREITO PENAL
134 - BITTENCOURT, Cezar Roberto. Manual de direito penal: parte geral.
5. ed. rev., atual. e ampl. pelas leis 9.099/95, 9.268/96, 9.271/96,
9.455197 e 9.714/98, do livro lições de direito penal. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 1999.
135 - BONFIM, Edilson Mougenot. Direito penal da sociedade. São Paulo:
Oliveira Mendes, 1997.
136 - BRASIL. Código Penal (1940). Código penal: decreto-lei n. 2.848, de 7
de dezembro de 1940, atualizado e acompanhado de legislação
complementar, também atualizada, de súmulas e de índices. 37. ed.
São Paulo: Saraiva, 1999. (Legislação Brasileira)
137 - DEL-CAMPO, Eduardo Roberto A. Penas restritivas de direitos:
considerações sobre a lei n. 9.714, de 25-11-1998. São Paulo:
Juarez de Oliveira, 1999.
138 - DOTTI, Rene Ariel. Casos criminais célebres. 2. ed. rev. e ampl. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
139 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo, FÜHRER, Maximiliano Roberto
Ernesto. Resumo de direito penal: parte geral. 15. ed. São Paulo:
Malheiros, 1999. (Coleção Resumos; 5)
140 - GOMES, Luiz Flávio. Penas e medidas alternativas a prisão. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (Coleção Temas Atuais de
Direito Criminal; v.1)
141 - JESUS, Damásio E. de. Direito penal. 22. ed. rev. e atual. São Paulo:
Saraiva, 1999.
64 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul.I999
-
so de direito internacional
liro : Forense, 1998.
ito internacional público: o
izonte : Del Rey, 1994.
)nal público resumido. Belo
de direito penal : parte geral.
9.099/95, 9.268/96, 9.271/96,
de direito penal. São Paulo:
ai da sociedade. São Paulo:
,nal : decreto-lei n. 2.848, de 7
acompanhado de legislação
súmulas e de índices. 37. ed.
Brasileira)
las restritivas de direitos:
de 25-11-1998. São Paulo:
~ b r e s . 2. ed. rev. e ampl. São
=ÜHRER, Maximiliano Roberto
arte geral. 15. ed. São Paulo:
)
; alternativas a prísão. São
{Coleção Temas Atuais de
~ . ed. rev. e atual. São Paulo:
142 - LOPES, Jair Leonardo. Curso de direito penal: parte geral. 3. ed. rev.
e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
143 - LOPES, Maurício Antônio Ribeiro (Coord.). Código penal. 4. ed. rev.,
atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT Códigos)
144 - MACHADO, Agapito. Crimes do colarinho branco e contrabando e
descaminho. São Paulo: Malheiros, 1998.
145 - MARQUES, José Frederico. Tratado de direito penal. Campinas:
Bookseller, 1997. 2v.
146 - NOGUEIRA, Fernando Célio de Brito. Crimes do código de trânsito:
comentários, jurisprudência e legislação. São Paulo: Atlas, 1999.
218 p.
147 - PADRO, Luiz Regis. Crimes contra o ambiente: anotações à lei 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1998.
148 - . Curso de direito penal brasileiro: parte geral. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 1999. (RT Didáticos)
149 - POSTERLI, Renato. Tóxicos e comportamento delituoso. Belo
Horizonte: Del Rey, 1997.
150 - QUIRINO, Arnaldo. Prisão ilegal e responsabilidade civil do estado.
São Paulo: Atlas, 1999.
151 - SALLES JUNIOR, Romeu de Almeida. Homicídio e lesão corporal
culposos no código penal e no código de trânsito brasileiro. São
Paulo: Oliveira Mendes, 1998.
152 - SILVA, Antônio Carlos Rodrigues da. Crimes do colarinho branco.
Brasília: Brasília Jurídica, 1999.
153 - SILVA, Juary C. Elementos de direito penal tributário. São Paulo:
Saraiva, 1998.
154 - TEIXEIRA, Antonio Leopoldo. Da legítima defesa: doutrina, prática,
jurisprudência. Belo Horizonte: Del Rey, 1996.
• raiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 - 65
155 - TOSI, Jorge Luis. Derecho penal aduanero. Buenos Aires: Cíudad
Argentina, 1997.
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
156 - BALERA, Wagner. Processo administrativo previdenciário:
benefícios. São Paulo: LTr, 1999.
157 - CUNHA, Lásaro Cândido da. Reforma da previdência: noções gerais
do sistema previdenciário brasileiro e comentários à Emenda
Constitucional n. 20, promulgada em 15 de dezembro de 1998,
publicada no Diário Oficial, de 16.12.98. Belo Horizonte: Del Rey,
1999.
158 - FELIPE, Jorge Franklin Alves. Previdência social na prática forense.
8. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
159 - GONÇALVES, Nilton Oliveira. As novas regras para a aposentadoria.
São Paulo: LTr, 1999.
160 - JULlÁO, Pedro Augusto Musa. Curso básico de direito previdenciário.
Rio de Janeiro: Forense, 1999.
161 - MARTINEZ, Wladimir Novaes. Aposentadoria especial. 2. ed. São
Paulo: LTr, 1999.
I':
162 - SOUZA, Leny Xavier de Brito e. Previdência social: normas e cálculos
de benefícios. 4. ed. atual. São Paulo: LTr, 1999.
DIREITO PROCESSUAL
163 - COSTANTINO, Juan Antonio. La representación procesal y el gestor.
Buenos Aires: Rubinzal-Culzoni, 1997.
164 - FIGUEIRA JÚNIOR, Joel Dias. Arbitragem: legislação nacional e
estrangeira e monopólio jurisdicional. São Paulo: LTr, 1999.
165 - FIORILLO, Celso Antonio Pacheco, RODRIGUES, Marcelo Abelha,
NERY, Rosa Maria Andrade. Direito processual ambiental
brasileiro. Belo Horizonte: Del Rey, 1996.
66 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
~ r o . Buenos Aires: Ciudad
~ I O
istrativo previdenciário :
Jrevidência : noções gerais
I comentários à Emenda
15 de dezembro de 1998,
. Belo Horizonte: Del Rey,
social na prática forense.
,e, 1999.
Iras para a aposentadoria.
) de direito previdenciário.
oria especial. 2. ed. São
I social: normas e cálculos
r,1999.
L
lción procesal y el gestor.
m: legislação nacional e
Paulo: LTr, 1999.
RIGUES, Marcelo Abelha,
) processual ambiental
166 - JORGE, Flávio Cheim. Apelação cível: teoria geral e admissibilidade.
São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
167 - MAIA NETO, Francisco. Roteiro prático de avaliações e perícias
judiciais. 4. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 1999.
168 - NUNES, Elpídio Donizetti. Redigindo a sentença. 2. ed. Belo
Horizonte: Del Rey, 1999.
169 - PEYRANO, Jorge W. EI proceso atipico: atribuiciones judiciales,
medidas cautelares, constitución de la Iitis, materias probatória,
decisória y recursiva, el pensamiento procesal. Buenos Aires:
Editorial Universidad, 1993.
170 - SANTO, Victor de. La prueba judicial: teoria y practica. 2. ed. actual.
Buenos Aires: Editorial Universidad, 1994.
171 - SILVA, José Anchieta da. A súmula de efeito vinculante amplo no
direito brasileiro: um problema e não uma solução. 2. tiragem. Belo
Horizonte: Del Rey, 1998.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL
172 - ALBUQUERQUE, Abadia Rodrigues de, ALBUQUERQUE, Jaqueline
Blondin de, PEREIRA, Valdemar Rodrigues. Ação de cobrança e
seus procedimentos. Araras: Bestbook, 1999.
173 - ALVIM, J. E. Carreira. Procedimento sumário na reforma processual.
Belo Horizonte: Del Rey, 1997.
174 - AMARANTE, Aparecida. Excludentes de ilicitude civil: legítima
defesa, exercício regular de um direito reconhecido, estado de
necessidade, doutrina, prática. Belo Horizonte: Del Rey, 1999.
175 - ASPECTOS polêmicos e atuais dos recursos cíveis de acordo com a lei
9.756-98. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
176 - BARRETTO, Lauro. Investigação judicial e ação de impugnação de
mandato eletivo. 2. ed. rev. e ampl. Bauru: Edipro, 1999.
iva, v. li, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, n. I, p. 1-98, JamJJul 1999 - 67
177 - BRASIL. Código de Processo Civil (1973). Código de processo civil. 4.
ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT
Códigos)
178- . Código de processo civil: lei n. 5.869, de 11-01-1973, atual.
acompanhada de legislação complementar especial e súmulas.... 29.
ed. São Paulo: Saraiva, 1999. (Legislação Brasileira)
179 - CASTELO, Jorge Pinheiro. Tutela antecipada. São Paulo: LTr, 1999.
180 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo. Resumo de processo civil.
20. ed. rev. e atual. de acordo com as leis 9.099, de 26.09.95,
juizados especiais, 9.307, de 23.09.96, arbitragem 9.756, de
17.12.98, processamento de recursos no âmbito dos tribunais. São
Paulo: Malheiros, 1999. (Coleção Resumos; 4)
181 - KUHN, João Lace. O principio do contraditório no processo de
execução. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1998.
182 - NEGRÃO, Theotônio (Org.) Código de processo civil e legislação
processual em vigor. 30. ed. atual. até 5 de janeiro de 1999. São
Paulo: Saraiva, 1999.
183 - NERY JÚNIOR, Nelson, NERY, Rosa Maria. Código de processo civil
comentado e legislação processual civil extravagante em vigor:
atualizado até 10.03.1999. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1999.
184 - ----o Código de processo civil extravagante em vigor: atualizado
até 10.03.1999.4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1999.
185 - . Principios do processo civil na Constituição Federal. 5. ed.
rev., ampl. e atual. com a lei das interceptações telefônicas 9.296-96,
lei da arbitragem 9.307-96 e a lei dos recursos nos tribunais
superiores 9.756-98. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
186 - NEVES, Celso. Comentários ao código de processo civil: lei n.
5.869, de 11 de janeiro de 1973: arts. 646 a 795. 7. ed. Rio de
Janeiro: Forense, 1999.
68 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
:ódigo de processo civil. 4.
:;ta dos Tribunais, 1999. (RT
5.869, de 11-01-1973, atual.
ar especial e súmulas.... 29.
o Brasileira)
ta. São Paulo: LTr, 1999.
tesumo de processo civil.
IS leis 9.099, de 26.09.95,
96, arbitragem 9.756, de
) âmbito dos tribunais. São
05; 4)
raditório no processo de
19ado, 1998.
'ocesso civil e legislação
5 de janeiro de 1999. São
. Código de processo civil
fil extravagante em vigor:
npl. São Paulo: Revista dos
gante em vigor: atualizado
ilUlo : Revista dos Tribunais,
:onstituição Federal. 5. ed.
tações telefônicas 9.296-96,
os recursos nos tribunais
ios Tribunais, 1999.
de processo civil: lei n.
646 a 795. 7. ed. Rio de
187 - SERPA, Maria de Nazareth. Teoria e prática da mediação de
conflitos. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 1999.
188 - SILVA, Nanei de Melo E. Da citação no processo civil. Belo Horizonte:
Del Rey, 1996.
189 - THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de direito processual civil.
17. ed., rev. e atual., 6. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
190 - TUCCI, José Rogério Cruz e (Coord.) Garantias constitucionais do
processo civil: homenagem aos 10 anos da Constituição Federal de
1988. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
191 - WAMBIER, Luiz Rodriguez, ALMEIDA, Flávio Renato Correia de,
TALAMINI, Eduardo. Curso avançado de processo civil. 2. ed. rev.
e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. 3 v. (RT Didática)
DIREITO PROCESSUAL PENAL
192 - AQUINO, José Carlos G. Xavier de. Manual de processo penal. São
Paulo: Saraiva, 1997.
193 - BRASIL. Código de Processo Penal (1941). Código de processo penal .
4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
(RT Códigos).
194 - BRASIL. Código de Processo Penal (1941). Código de processo
penal: decreto-lei n. 3.689, de 03.10.1941, atualizado, acompanhado
de legislação complementar e súmulas.... 39. ed. São Paulo: Saraiva,
1999. (Legislação Brasileira)
195 - FREYESLEBEN, Márcio Luis Chila. A prisão provisória no CPPM. Belo
Horizonte: Del Rey, 1997.
196 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo, FÜHRER, Maximiliano Roberto
Ernesto. Resumo de processo penal. 10. ed. São Paulo: Malheiros,
1999. (Coleção Resumos; 6)
197 - LAGRASTA NETO, Caetano et aI. A lei dos juizados especiais
criminais na jurisprudência. São Paulo: Oliveira Mendes, 1999.
iva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJul. 1999 - 69
198 - MOSSIN, Heráclito Antônio. Júri: crimes e processo. São Paulo: Atlas,
1999.
199 - SILVA, Solimar Soares da. Questões práticas do tribunal de júri. 2.
ed. atual. e ampl. Belo Horizonte: Del Rey, 1997.
200 - TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Código de processo penal
comentado. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 1999.
201 - VIEL, Luiz. Temas polêmicos: estudos e acórdãos em matéria criminal.
Curitiba: JM, 1999.
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
202 - DINIZ, José Janguie Bezerra. O direito e a justiça do trabalho diante
da globalização. Colaborador André Emmanuel Barreto Campello.
São Pauo : LTr, 1999.
I:':
203 - GONÇALES, Odonel Urbano. Direito processual do trabalho. São
Paulo: LTr, 1999.
204 - MALTA, Christovão Piragibe Tostes. Prática do processo trabalhista.
29. ed. rev., aum. e atual. São Paulo: LTr, 1999.
11: 205 - MARTINS, Sérgio Pinto. Direito processual do trabalho: doutrina e
prática forense, modelos de petições, recursos, sentenças e outros.
10. ed. atual. até fevereiro de 1999. São Paulo: Atlas, 1999.
206 - NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de direito processual do
trabalho. 18. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1998.
207 - OLIVEIRA, Francisco Antônio de. Comentários dos precedentes
normativos e individuais do TST. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1999.
208 - ----o Manual de audiências trabalhistas: doutrina. jurisprudência,
precedentes e enunciados do TST. 2. ed. rev. e atual. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 1999.
70 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n.l, p.I-98, JanJJuL 1999
:>rocesso. São Paulo: Atlas,
t:as do tribunal de júri. 2.
',1997.
ódigo de processo penal
: Saraiva, 1999.
órdãos em matéria criminal.
6.BALHO
justiça do trabalho diante
lmanuel Barreto Campello.
essual do trabalho. São
do processo trabalhista.
1999.
I do trabalho: doutrina e
ursos, sentenças e outros.
lulo : Atlas, 1999.
e direito processual do
1998.
tários dos precedentes
,ão Paulo: Revista dos
~ : doutrina, jurisprudência,
, rev. e atual. São Paulo:
'a, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
209- . O processo na justiça do trabalho: doutrina, jurisprudência,
enunciados e súmulas. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1999.
DIREITO DO TRABALHO
210-BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) (1943).
Consolidação das Leis do Trabalho. Ed. escolar, 24. ed. São
Paulo: LTr, 1999.
211 - CABRAL, Adelmo de Almeida. Manual de direito do trabalho. São
Paulo: LTr, 1999. 2 v.
212 - CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do
Trabalho: legislação complementar, jurisprudência. 24. ed. atual. e
ampl. São Paulo: Saraiva, 1999.
213 - COSTA, Orlando Teixeira da. O direito do trabalho na sociedade
moderna. São Paulo: LTr, 1999.
214 - DELGADO, Maurício Godinho. Introdução ao direito do trabalho:
relações de trabalho e relação de emprego. 2. ed. rev., atual. e
reelaborada. São Paulo: LTr, 1999.
215 - ---o O novo contrato por tempo determinado: acompanham esta
obra os comentários à lei n. 9.601/98, inclusive sobre o banco de
horas, regime compensatório anual e textos da legislação pertinente.
2. ed. São Paulo: LTr, 1999.
216 - DESIDERI, Susy Lani. Empregado doméstico: trabalhista e
previdenciário. São Paulo: Julex, 1998.
217 - GOMES, Orlando, GOTTSCHALK, Elson. Curso de direito do trabalho.
15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
218 - KRUSE, Marcos. As horas extras e suas implicações: novas
reflexões de cálculo sobre um tema importante. São Paulo: LTr,
1998.
219 - MARTINS, Adalberto. A embriaguez no direito do trabalho. São
Paulo: LTr, 1999.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 - 71
220 - MARTINS, Sérgio Pinto. Curso de direito do trabalho. São Paulo:
Dialética, 1999.
221 - ---o Direito do trabalho. 8. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo:
Atlas, 1999.
222 - ----o Manual do trabalho doméstico. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1998.
223 - MENEZES, João Salvador Reis, PAULlNO, Naray Jesimar Aparecida.
Normas regulamentadoras - NRS - em perguntas e respostas:
NR-7, Portaria n. 3.214178 PCMSO. São Paulo: LTr, 1999.
224 - MORALES, Cláudio Rodrigues. Manual prático do sindicalismo. São
Paulo: LTr, 1999.
225 - NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao direito do trabalho. 25.
ed. rev. e atual. São Paulo: LTr, 1999.
226 - . Teoria geral dei derecho dei trabajo. São Paulo: LTr, 1999.
358 p.
227 - ROCHA, Júlio César de Sã da. Direito da saúde: direito sanitário na
perspectiva dos interesses difusos e coletivos. São Paulo: LTr, 1999.
228 - ROMITA, Arion Sayão. Globalização da economia e direito do
trabalho. São Paulo: LTr, 1997.
1[,
229 - RUDIGER, Dorothée Susanne. O contrato coletivo no direito privado:
contribuições do direito do trabalho para a teoria geral do contrato.
São Paulo: LTr, 1999.
230 - SALOMO, Jorge Lages. Aspectos dos contratos de prestação de
serviços. São Paulo: J. de Oliveira, 1999.
231 - SILVA, Ciro Pereira da. A hora e a vez do salário variável: a
participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa.
São Paulo: LTr, 1999.
232 - VALERIANO, Sebastião Saulo. Relações especiais de trabalho. São
Paulo: LTr, 1999.
72 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
do trabalho. São Paulo:
atual. e ampl. São Paulo:
3. ed. São Paulo: Atlas,
Naray Jesimar Aparecida.
n perguntas e respostas:
'aula: LTr, 1999.
tico do sindicalismo. São
10 direito do trabalho. 25.
ajo. São Paulo: LTr, 1999.
saúde: direito sanitário na
vos. São Paulo: LTr, 1999.
economia e direito do
oletivo no direito privado:
a teoria geral do contrato.
,ntratos de prestação de
E do salário variável: a
ou resultados da empresa.
speciais de trabalho. São
233 - VILHENA, Paulo Emílio Ribeiro de. Relação de emprego: estrutura
legal e supostos. 2. ed. rev., atual. e aum. São Paulo: LTr, 1999.
DIREITO TRIBUTÁRIO
234 - BORGES, Humberto Bonavides. Gerência de impostos: IPI, ICMS, e
ISS. 2. ed. ampl. e atual. São Paulo: Atlas, 1998.
235 - ----o Planejamento tributário: IPI, ICMS e ISS: economia de
impostos, racionalização de procedimentos fiscais. 4. ed. atual. e
ampl. São Paulo: Atlas, 1998.
236 - BRASIL. Código Tributário Nacional (1966). Código tributário
nacional: lei n. 5.172, de 25-10-1966, atualizada e acompanhada de
legislação complementar, súmulas e indices.... 28. ed. São Paulo:
Saraiva, 1999. 862 p. (Legislação Brasileira)
237 - CARVALHO, Fábio Junqueira de, MURGEL, Maria Ines. IRPJ: teoria e
prática jurídica. São Paulo: Dialética, 1999.
238 - et aI. Contribuições sociais: problemas jurídicos: COFINS,
PIS, CSLL e CPMF. São Paulo: Dialética, 1999.
239 - COIMBRA, J. R. Feijó. A defesa do contribuinte na área
administrativa e judicial: ações cabíveis na área judicial, doutrina,
jurisprudência, legislação. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:
Destaque, 1999.
240 - FERNANDES, Edison Caros. Sistema tributário do Mercosul: o
processo de harmonização das legislações tributárias. 2. ed. rev. e
ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
241 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo, FÜHRER, Maximiliano Roberto
Ernesto. Resumo de direito tributário. 4. ed. São Paulo: Malheiros,
1999. (Coleção Resumos; 8)
242 - GRUPENMACHER, Betina Treiger. Tratados internacionais em
matéria tributária e ordem interna. São Paulo: Dialética, 1999.
iva, v. li, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, n. I, p. 1-98, JamJJuL 1999 - 73
243 - LOPES, Maurício Antonio Ribeiro (Coord.) Código tributário nacional.
4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
772 p. (RT Códigos)
244 - LUNARDELLI, Pedro Guilherme Accorsi. Isenções tributárias. São
Paulo: Dialética, 1999.
245 - MAIA, Mary Elbe Gomes Queiroz. Do lançamento tributário: execução
e controle. São Paulo: Dialética, 1999.
246 - MARTINS, Ives Gandra da Silva. Questões atuais de direito tributário.
Belo Horizonte: Del Rey, 1999.
247 - RIO DE JANEIRO (Estado). Código Tributário (1975). Código tributário
do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Destaque, 1998.
248 - TOSI, Jorge Luis. Derecho aduanero: disposiciones generales,
mercaderia, servi cio aduanero, auxiliares de aduana, control,
regimenes especiales, obligación tributária, área aduanera especial,
reciprocidad de tratamiento. Buenos Aires: Ciudad Argentina, 1996.
249 - WATERHOUSE, Price (Org.). Compensação de tributos federais. São
Paulo: Atlas, 1998.
I'
11;
74 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osc:ar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
;ódigo tributário nacional.
levista dos Tribunais, 1999.
Isenções tributárias. São
T1ento tributário : execução
atuais de direito tributário.
io (1975). Código tributário
leiro : Destaque, 1998.
disposiciones generales,
ues de aduana, control,
ia, área aduanera especial,
. : Ciudad Argentina. 1996.
o de tributos federais. São
liva, v. li, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
ARTIGOS DE PERiÓDICOS
BIOÉTICA E BIODIVERSIDADE
001 - AMARAL, Francisco. Por um estatuto jurídico da vida humana: a
construção do bíodireito. Revista da Academia Brasileira de Letras
Juridicas, v. 12, n. 12, p. 109-119, jul.ldez. 1997.
002 - ARCANJO, Francisco Eugênio Machado. Convenção sobre diversidade
biológica e projeto de lei do Senado n. 306/95: soberania,
propriedade e acesso aos recursos energéticos. Revista de Direito
Ambiental, v. 2, n. 7, p. 137-157, jul./set. 1997.
003 - BAGARINAO, Teodora. Nature parks, museums, gardens, and zoas for
biodiversity conservation and environment education : the Philippines.
Ambio, v. 27, n. 3, p. 230-237, may 1998.
004 - BATISSE, Michel. Biosphere reserves: a challenge for biodiversity
conservation and regional development. Environment, v. 39, n. 5,
p. 6-15, 31-33, june 1997.
005 - BONALUME NETO, Ricardo. Bioesperança. Problemas Brasileiros,
v. 36, n. 331, p. 18-21,jan.lfev. 1999.
006 - ---o Veneno que salva. Problemas Brasileiros, v. 36, n. 326, p. 30­
33, mar.labr. 1998.
007 - BYK, Christian. Le choit intemational de la bioethique : jus gentium ou /ex
mercatoria ? Journal du Droit Intemational, v. 124, n. 4, p. 913-944,
oct.ldec. 1997.
008 - CARPENTER, Julia F. Internally motivated development projects: a
potencial tool for biodiversity conservation outside of projected areas.
Ambio, v. 27, n. 3, p. 211-216, may 1998.
009 - CARRIERE, Jean. The degradation of central american wetlands: in
search of proxímate and remote causes. Revista Europea de
Estudios Latinoamericanos y dei Caribe: european review of
latin american and caribbean studies, n. 63, p. 100-110, dec. 1997.
010 - CLOTET, Joaquim. Bioética como ética aplicada e genética. Bioética,
v. 5, n. 2, p. 173-183, 1997.
77 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JaDJJaL 1999
011 - COHEN, Cláudio, AUGUSTINIS, Emílio José de. É possível a autonomia
do sentenciado no sistema penitenciário? Bioética, v. 6, n. 1, p. 55­
59,1998.
012 - CORDANI, Umberto G., MACROVITCH, Jacques, SALATI, Eneas.
Avaliação das ações brasileiras após a Rio-92. Estudos Avançados,
v. 11, n. 29, p. 399-407, jan.labr. 1997.
013 - CUSTÓDIO, Helita Barreira. Crueldade contra animais e a proteção
destes como relevante questão jurídico-ambiental e constitucional.
Revista de Direito Ambiental, v. 3, n. 10, p. 60-92, abr./jun. 1998.
014 - DANTAS, Maurício. Biopirata ataca no Mercosul. Revista do Mercosul,
n. 46, p. 30-31, fev.lmar. 1998.
015 - ----o Fronteiras abertas ao saque. Cadernos do Terceiro Mundo,
v. 22, n. 205, p. 12-29, jan. 1998.
016 - DIDES, Cláudia. Salud reprodutiva, etica y genero. Revista Mujer Salud,
! ~ : 't
n. 1, p. 57-63, ene.lmar. 1998.
017 - DINIZ, Débora, GONZALEZ VELEZ, Ana Cristina. Bioética feminista: a
emergência da diferença. Estudos Feministas, v. 6, n. 2, p. 255-263,
1998.
I:
018 - FARIAS, Paulo José Leite. Limites éticos e jurídicos a experimentação
. ~
genética em seres humanos: a impossibilidade da clonagem humana
no ordenamento jurídico brasileiro. Revista da Fundação Escola
Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios,
v. 5, n. 10, p. 127-142, jul.ldez. 1997.
019 - FERRAZ, Octávio Luiz Motta. Questionamentos judiciais e a proteção
contra o paciente: um sofisma a ser corrigido pelo gerenciamento de
riscos. Bioética, v. 5, n. 1, p. 5-12, 1997.
020 - FIEVE, Regis. Os comitês de ética em pesquisa médica na França.
Bioética, v.6, n. 2, p. 177-181, 1998.
021 - FREITAS, Corina Bontempo Duca de. Os comitês de ética em pesquisa:
evolução e regulamentação. Bioética, v. 6, n. 2, p. 189-195, 1998.
78 - Informativo Jnrídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1, p. 1-98, Jan./JuL 1999
e. É possível a autonomia
aioética, v. 6, n. 1, p. 55­
leques, SALATI, Eneas.
92. Estudos Avançados,
Cl animais e a proteção
nbiental e constitucional.
. 60-92, a b r . ~ u n . 1998.
uI. Revista do Mercosul,
lOS do Terceiro Mundo,
~ r o . Revista Mujer Salud,
ina. Bioética feminista : a
tas, v. 6, n. 2, p. 255-263,
ridicos a experimentação
:ide da clonagem humana
:3 da Fundação Escola
to Federal e Territórios,
DS judiciais e a proteção
lo pelo gerenciamento de
luisa médica na França.
022 - FROTA-PESSOA, Oswaldo. Fronteiras do biopoder. Bioética, v. 5, n. 2,
p. 253-261, 1997.
023 - GALVÃO, Fernando A. N., VARELLA, Marcelo Dias. Tutela penal do
patrimônio genético. Revista dos Tribunais, São Paulo, v. 86, n. 741,
p. 463-483, jul. 1997.
024 - GARRAFA, Volnei. Bioética : os limites da manipulação da vida. Revista
Brasileira de Ciências Criminais, v.5, n. 17, p. 167-171, jan.lmar.
1997.
025 - , OSELKA, Gabriel. Saúde pública, bioética e eqüidade.
Bioética, v. 5, n. 1, p. 27-33,1997.
026 - GOLDIM, José Roberto et aI. A experiência dos comitês de ética no
hospital de clínicas de Porto Alegre. Bioética, v.6, n.2, p.211-216,
1998.
027 - ---, FRANCISCONI, Carlos Fernando. Os comitês de ética
hospitalar. Bioética, v. 6, n. 2, p. 149-155, 1998.
028 - GOMES, Luiz Roldão de Freitas. Bioética: protegendo o criador dos
riscos da criação. Rumos do Desenvolvimento, v. 21. n. 136, p. 16­
19, maio 1997.
029 - . Direitos da personalidade e bioética. Revista de Direito
Renovar, n. 9, p. 37-53, set./dez. 1997.
030 - GOMEZ, Achiana. Tecnociencia y bioetica: cuales son los limites?
Revista Mujer Salud, n. 2, p. 33-56. a b r . ~ u n . 1997.
031 - GRECO, Dirceu Bartolomeu, MOTA, Joaquim Antônio Cesar. A
experiência do comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal
de Minas Gerais (COEP/UFMG) 1997-98. Bioética. v. 6, n. 2, p. 197­
201,1998.
032 - HOLM, Saren, WULFF, Henrik R. O comitê de ética na Dinamarca.
Bioética, v. 6, n. 2, p. 171-175, 1998.
033 - HOSSNE, William Saad, HOSSNE, Rogério Saad. Opinião do estudante
de medicina sobre algumas questões bioéticas. Bioética, v. 6, n. 2,
p. 127-133, 1998.
:ês de ética em pesquisa:
1. 2, p. 189-195, 1998.
•, v.n, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
79 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.n, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999
034 - KICKMANN, Ernani. Racionalidade e floresta amazônica. Opinio:
Revista do Centro de Ciências Econômicas Jurídicas e Sociais,
n. 1, p. 21-27, jan./jun. 1998.
035 - KIPPER, Délio, LOCH, Jussara de Azambuja, FERRARI, Nilce Maria. A
experiência do comitê de ética em pesquisa da Pontifícía
Universidade Católica do Rio Grande do Sul no comitê de bioética do
Hospital São Lucas e da Faculdade de Medicina da PUC-RS.
Bioética, v. 6, n. 2, p. 203-209, 1998.
036 - UMA lei para a selva. Ecologia e Desenvolvimento, v.7, n.67, p. 10­
13,dez. 1997/jan. 1998.
037 - LEONE, Cláudio. A criança, o adolescente e a autonomia. Bioética, v. 6,
n. 1, p. 51-54,1998.
038 - LUNA, Florencia, BERTOMEU, Maria JÚlia. Comitês de ética en la
Argentina. Bíoética, v. 6, n. 2, p. 183-187, 1998.
,r:
I:: ., 039 - MARTINEZ, Stella Maris. Quem es el dueiio deI genoma humano?
11/, ,)
Bioética, v. 5, n. 2, p. 221-230, 1997.
II 040 - MARTINS, Hermínio. Tecnologia, modernidade e política. Lua Nova,
:r :
n. 40141, p. 298-322, 1997.
041 - MAZZONI, Cosimo Marco. La bioética na bisogno di norme giuridiche.
li
Revista Trimestrale de Diritto e Procedura Civile, v. 52, n. 1,
'1(; I
p. 285-289, mar. 1998.
042 - MINEIRO, Procópio. Patentes: sinal de alerta no desenvolvimento.
Ecologia e Desenvolvimento, v. 6, n. 62, p. 4-7, dez. 19961jan. 1997.
043 - PAGIOLA, Stefano et aI. Incorporando a biodiversidade no
desenvolvimento agrícola. Finanças & Desenvolvimento, v. 18, n. 1,
p. 38-41, mar. 1998.
044 - PENA, Sérgío Danilo. Por que proibir clonagem humana? Ciência Hoje,
v. 22, n. 127, p. 26-33, mar.fabr. 1997.
045 - PROTEÇAO jurídica das invençOes biotecnológicas: diretiva 98144ICE
do parlamento europeu e do consenso da União Européia. Revista
da ABPI, n. 34, p. 43-51, maioljun. 1998.
80 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.l1, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
amazônica. Opinio:
licas Jurídicas e Sociais,
, FERRARI, Nilce Maria. A
pesquisa da Pontifícia
ui no comitê de bioética do
le Medicina da PUC-RS.
v. 7, n.67, p. 10­
I autonomia. Bioética, v. 6,
. Comitês de ética en la
1998.
no dei genoma humano?
Ide e política. Lua Nova,
di norme giuridiche.
edura Civile, v. 52, n. 1,
lerta no desenvolvimento.
:l. 4-7, dez. 1996/jan. 1997.
) a bíodiversidade no
»envolvimento, v. 18, n. 1,
m humana? Ciência Hoje,
lógicas: diretiva 98/44/CE
I União Européia. Revista
046 - REIS, Lindalva G. As novas biotecnologias vegetais no contexto de
interdependência norte-sul de biorecursos. Universa: Revista da
Universidade Católica de Brasília, v. 6, n. 1, p. 107-116, fev. 1998.
047 - SALZANO, Francisco M. Genética e ambiente. Bioética, v. 5, n. 2,
p. 165-172, 1997.
048 - SANTILLI, Julíana. A proteção aos direitos intelectuais coletivos das
comunidades indígenas brasileiras. Revista CEJ, v. 1, n. 3, p. 46-53,
set./dez. 1997.
049 - SANTOS, Antonio Silveira Ribeiro dos. Biodiversidade: desenvolvimento
sustentável. Revista de Direito Ambiental, v.2, n.7, p.94-101,
jul./set. 1997.
050 - SHRAMM, Fermin Roland. A autonomia difícil. Bioética, v. 6, n. 1, p. 27­
37,1998.
051 - - Engenia, eugenética e o espectro do eugenismo:
considerações atuais sobre biotecnologia e bioética. Bioética, v. 5,
n. 2, p. 203-220, 1997.
052 - SEGRE, Marco. Ética e saúde. Síntese, v. 1, n. 3, p. 19-23, set. 1998.
053 - ---, SILVA, Franklin Leopoldo e, SCHRAMM, Fermin R. °contexto
histórico, semântico e filosófico do princípio de autonomia. Bioética,
v. 6, n. 1, p. 15-25, 1998.
054 - SILVA, Franklin Leopoldo e. °biofilho. Bioética, v. 5, n. 2, p. 185 a 193,
1997.
055 - SILVA, Helena Terezinha Hubert, FRANCISCO, Alberto de, BARROS,
Fabrício Silveira. Introducción ai estudio de la ley espanola 30/1979,
de 27 de octubre, de extracción y transplante de órganos, en relación
com la ley brasilena núm. 9.434, de 4 de febrero de 1997. Estudos
Jurídicos, v. 31, n. 83, p. 77-89, set./dez. 1998.
056 - SZTAJN, RacheI. Consentimento informado e o projeto de código civil.
Revista de Direito Mercantil Industrial Econômico e Financeiro,
nova série, v. 36, n. 109, p. 93-97, jan.lmar. 1998.
va, v.U, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 81 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.ll, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
057 - TORRES, Juan Mannuel. Resolviendo problemas bioeticos originados en
el teste y screening genetico para enfermidades recesivas. Bioética,
v. 5, n.2, p. 195-201, 1997.
058 - VARELLA, Marcelo Dias. Biodiversidade e instrumentos jurídicos
relevantes. Seqüência: Estudos Jurídicos e Políticos, v. 19, n. 35,
p. 81-96, dez. 1997.
059 - VEATCH, Robert M. As comissões de ética hospitalar ainda tem função?
Bioética, v. 6, n. 2, p. 161-170, 1998.
060 - VERB, Zena. O caso Dolly : até onde a clonagem pode chegar? Ciência
Hoje, v. 22, n. 127, p. 34-35, mar.labr. 1997.
061 - VIEIRA, Tereza Rodrigues. O direito de morrer e a prática da eutanásia
em doentes terminais. Repertório 108 Jurisprudência: civil,
processual, penal e comercial, n. 2, p. 46-43, 2. quinz. jan. 1998.
062 - WELLS, Michael P., WILLlAMS, Margaret D. Russia's protected areas in
transition : the impacts of perestroika, economic reform and the move
towards democracy. Arnbio, v. 27, n. 3, p. 198-206, may 1998.
I
I
PENAS ALTERNATIVAS
001 - BANDARRA, Leonardo Azeredo. Experiência do Ministério Público nos
Juizados Especiais Criminais. Revista dos Juizados Especiais:
Doutrina e Jurisprudência, v. 1, n. 1, p. 33-37, jul. 96/fev. 1997.
002 - COSTA José Américo A. Justiça criminal consensual. Informativo
Consulex,v. 11, n.51,p. 1387, dez. 1997.
003 - COSTA, Monica Barroso. Alterações no código penal: comentários a lei
n.9.714, de 25 de novembro de 1998. Revista Jurídica, v.47,
n. 258, p. 48-57, abro 1999.
004 - COYLE, Anchew. Altematives to imprisonment. Revista da Fundação
Escola Superíor do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios, v. 6, n. 12, p. 229-245, jul./dez. 1998.
82 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.n, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999
as bioeticos originados en
ades recesivas. Bioética,
9 instrumentos jurídicos
:; e Políticos, v. 19, n. 35,
:;pitalar ainda tem função?
em pode chegar? Ciência
r e a prática da eutanásia
Jurisprudência: civil,
43,2. quinz. jan. 1998.
tussia's protected areas in
:>mic reform and the move
98-206, may 1998.
do Ministério Público nos
)s Juizados Especiais:
,-37, jul. 96/fev. 1997.
consensual. Informativo
:> penal : comentários a lei
Revista Jurídica, v. 47,
nt. Revista da Fundação
I do Distrito Federal e
1998.
005 - DIAS, João Luís Fischer. Conversão das penas de prestação de serviços
a comunidade e restritiva de direitos em pena privativa de liberdade
no Juizado Especial Criminal. Revista dos Juizados Especiais:
Doutrina e Jurisprudência, v. 1, n. 3, p. 13-17, set. 97/fev. 1998.
006 - FARIAS, Vilson. Alterações no código penal: considerações gerais em
torno da lei n. 9.714-98. Revista Juridica, v. 47, n. 258, p. 58-63, abro
1999.
007 - FERREIRA, Ivete Senise. Penas alternativas e substitutivos penais.
Informativo Consulex, v. 12, n. 3, p. 80-78, jan. 1998.
008 - GOMES, Luiz Flávio. Lei n. 9.714/98: penas alternativas (as novas
penas alternativas, propósitos da lei e competência). Repertório 10B
Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 2, p. 44­
41, 2. quinz. jan. 1999.
009 - KAHN, Tulio. Programa integrado de prestação de serviços à
comunidade: avaliando a experiência. Revista Brasileira de
Ciências Criminais, v. 6, n. 24, p. 287-296, out./dez. 1998.
010 - NALlNI, José Renato. O juiz criminal e a lei 9.099/95. Revista dos
Tribunais, v. 86, n. 744, p. 429-446, out. 1997.
011 - NUNES, Adeildo. As penas alternativas. Informativo Consulex, v. 11,
n. 4, p. 107, jan. 1997.
012 - PASSOS, Nicanor Sena. Prisões: política criminal brasileira e penas
alternativas. Consulex: Revista Jurídica, v.1, n.7, p.10-17, jul.
1997.
013 - PIRES, Ariosvaldo de Campos. Alternativas a pena privativa de liberdade
e outras medidas. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 5,
n. 20, p. 75-81, out./dez. 1997.
014 - PRISÕES: um sistema em crise. O Correio/Unesco, v.26, n.8, ago.
1998.42 p.
015 - RIBEIRO, Maria Eugênia da Silva. Breves reflexões sobre as penas
alternativas: seu fundamento, sua eficácia. Revista do Ministério
Público do Estado de Sergipe, v. 8, n. 15, p. 21-27,1998.
'a, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
83 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.ll, Do 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
016 - ROBALDO, José Carlos de Oliveira. Cestas básicas como pena
alternativa: sua constitucionalidade. Informativo Consulex, v. 11,
n. 27, p. 711-710, jul. 1997.
017 - -. Penas alternativas. Consulex: Revista Jurídica, v.3, n.26,
p. 48-49, fev. 1999.
018 - ROURE, Denise de. Panorama dos processos de reabilitação de presos.
Consulex: Revista Jurídica, v. 2, n. 20, p. 15-17, ago. 1998.
019 - SANTANA, Selma Pereira de, Penas alternativas. Revista APMP, v.1,
n. 8, p. 41-42, jul. 1997.
020 - SOUZA, Nelson Oscar de. ° poder judiciário e a reforma. Revista da
Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina,
v. 3, n. 3, p. 29-49, 1997.
021 - ----o Uma reforma que se impõe. Ajuris, v. 24, n. 71, p. 43-62,
nov.1997.
'I I'
022 - URSO, Luiz Flávio Borges D'. A nova lei de penas alternativas.
Informativo Consulex, v. 12, n. 50, p. 1446-1445, dez. 1998.
I"
023 - ----o Penas alternativas e o sistema prisional brasileiro. Revista
APMP, v. 2, n. 19, p. 21-22, jun. 1998.
SONEGAÇÃO FISCAL
001 - ALENCAR, Fontes de. Sonegação fiscal: aspectos controvertidos.
Revista CEJ, v. 1, n. 3, p. 100-104, set./dez. 1997.
002 - AZEVEDO, David Teixeira de. A representação penal e os crimes
tributários: reflexão sobre o art. 83 da lei 9.430/96. Revista dos
Tribunais, v. 86, n. 739, p. 475-486, maio 1997.
003 - BALERA, Wagner. Crime tributário de apropriação indébita. Repertório
108 Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 4,
p. 87-83, 2. quinz. fev. 1998.
84 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v.U, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
tas básicas como pena
mativo Consulex, v. 11,
ista Jurídica, v. 3, n. 26,
de reabilitação de presos.
15-17, ago. 1998.
vaso Revista APMP, v. 1,
e a reforma. Revista da
tado de Santa Catarina,
is, v. 24, n. 71, p. 43-62,
i de penas alternativas.
-1445, dez. 1998.
sional brasileiro. Revista
aspectos controvertidos.
.1997.
ação penal e os crimes
~ i 9.430/96. Revista dos
997.
ação indébita. Repertório
penal e comercial, n.4,
004 - CAMPANILE, Vinicius Tadeu. A interpretação do artigo 83 da lei
9.430/96. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas, v. 5,
n. 20, p. 162-165, jul./set. 1997.
005 - CERNICCHIARO, Luiz Vicente. Prefeito municipal e imposto de renda.
Consulex : Revista Jurídica, v. 1, n. 6, p. 32, jun. 1997.
006 - CONRADO, Paulo Cesar. Algumas considerações sobre os tipos penais
contidos nos artigos 1., inciso IV e 2., inciso 11, da lei n. 8.137/90.
Revista Dialética de Direito Tributário, n. 31, p. 58-62, abro 1998.
007 - ----o Crime de falta de recolhimento de contribuição previdenciária: o
artigo 2., inciso 11, da lei n. 8.137/90 versus o artigo 95, alínea d, da lei
n. 8.212/91. Revista Dialética de Direito Tributário, n. 16, p. 36-41,
jan.1997.
008 - CUNHA, Arlindo Felipe da. O Ministério Público e a representação; artigo
83 da lei 9.430/96. Cadernos de Direito Tributário e Finanças
Públicas, v. 5, n. 20, p. 153-156, jul./set. 1997.
009 - DELMANTO, Fábio Machado de Almeida. O término do processo
administrativo-fiscal como condição da ação penal nos crimes contra
a ordem tributária. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 6,
n. 22, p. 63-79, a b r . ~ u n . 1998.
010- DERZI, Misabel Abreu Machado. O sigilo bancário, a lei 9.613/98 e a
intributabilidade do ilícito. Repertório 10B Jurisprudência: civil,
processual, penal e comercial, n. 13, p. 273-264, 1. quinz. jul. 1998.
011 - DIAS. José Carlos Vaz e. Obrigação tributária: ilícito administrativo e
ilícito penal: a questão da autonomia das instâncias administrativa e
penal nos crimes contra a ordem tributária. Repertório 10B
Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 1, p.21­
18, 1. quinz. jan. 1998.
012 - DOBROWOLSKI, Sílvio. Crime de omissão de recolhimento de impostos
e de contribuições: aspectos constitucionais. Repertório 10B
Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 11,
p. 214-208, 1. quinz. jul. 1997.
a, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJul1999
85 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JanJJulI999
013 - EISELE, Andreas. A responsabilidade penal dos administradores
públicos pelo crime do art. 95, "O", da lei n. 8.212/91, e as alterações
contidas na lei n. 9.639/98. Revista Dialética de Direito Tributário,
n. 35, p.7-15, ago. 1998.
014 - GAMA, Guilherme Calmon Nogueira da. ° prévio esgotamento
administrativo nos crimes fiscais e contra o sistema financeiro.
Revista CEJ, v. 2, n. 5, p. 72-79, maio/ago. 1998.
015 - GOES, Silvana Batini Cesar. Sonegação fiscal e lavagem de dinheiro :
uma visão crítica da lei n. 9.613/98. Revista CEJ, v. 2, n. 5, p. 18-22,
maio/ago. 1998.
016 - JESUS, Oamásio E. de. A questão da representação na ação penal por
delito tributário (lei n.9.430/96, artigo 83). Repertório 10B
Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 9, p. 167­
166,1. quinz. maio 1997.
017 - LEÃO, Antonio Carlos Amaral, LEÃO Hugo Leonardo V. C. A acusação
penal precipitada, os nítidos processos de elisão legal e a Resolução
n. 1 da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado de Minas
Gerais de 24-4-97. ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Infonnativo
Semanal, v. 18, n. 23, p. 338-336, jun. 1998.
018 - MACHADO, Agapito. Nos crimes fiscais tributários a oferta da denúncia
deve aguardar o término do procedimento administrativo fiscal?
Revista Dialética de Direito Tributário, n. 29, p. 7-9, fev. 1998.
019 - MACHADO, Hugo de Brito. Ação penal nos crimes contra a ordem
tributária: prévio esgotamento da via administrativa. Revista
Jurídica, v. 45, n. 234, p. 34-45, abr. 1997.
020 - ----o Algumas questões relativas aos crimes contra a ordem
tributária. Revista Forense, v. 94, n. 344, p. 31-41, out./dez. 1998.
021 - ----o Excesso de exação. Revista Dialética de Direito Tributário,
n. 39, p.49-63,dez. 1998.
022 - . A fraude como elemento essencial do tipo no crime de
supressão ou redução de tributo. Revista Dialética de Direito
Tributário, n. 38, p. 46-63, novo 1998.
86 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, D. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
lal dos administradores
8.212/91, e as alterações
:a de Direito Tributário,
o prévio esgotamento
'a o sistema financeiro.
1998.
I e lavagem de dinheiro:
, CEJ, v. 2, n. 5, p. 18-22,
ntação na ação penal por
83). Repertório 10B
! comercial, n. 9, p. 167­
onardo V. C. A acusação
ilisão legal e a Resolução
blico do Estado de Minas
ca : Boletim Infonnativo
IriOS a oferta da denúncia
lto administrativo fiscal?
p. 7-9, fev. 1998.
; crimes contra a ordem
administrativa. Revista
crimes contra a ordem
31-41, out./dez. 1998.
ca de Direito Tributário,
ai do tipo no crime de
.ta Dialética de Direito
023 - -----. Planejamento tributário e crime. Repertório 10B
Jurisprudência: civil, processual, penal e comercial, n. 5, p. 105­
103, 1. quinz. mar. 1998.
024 - ---o Responsabilidade penal pelo fato de outrem nos crimes contra
a ordem tributária. Repertório 10B Jurisprudência: civil,
processual, penal e comercial, n. 17, p.359-357, 1. quinz. set.
1998.
025 - . Supressão ou redução de vários tributos mediante conduta
única e a questão do concurso de crimes. Revista Dialética de
Direito Tributário, n. 34, p. 52-62, jul. 1998.
026 - MATTOS, Mauro Roberto Gomes de. Lei resgata dignidade do
contribuinte. ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Infonnativo
Semanal, v. 17, n. 5, p. 74-73, fev. 1997.
027 - MELEGA, Luiz. Algumas anotações sobre os crimes contra a ordem
tributária e a extinção da punibilidade: condição de procedibilidade da
ação penal por delito tributário, exclusão de hipóteses de
inadimplência da relação dos crimes contra a ordem tributária, projeto
de lei federal n. 1.055/1995. LTR Suplemento Tributário, v. 33,
n. 78, p.489-494, 1997.
028 - MENDES, Carlos Alberto Pires et aI. Crimes econômicos, tributários e
previdenciários: jurisprudência classificada. Revista Brasileira de
Ciências Criminais, v. 6, n. 24, p. 297-303, out./dez. 1998.
029 - NABARRETE NETO, André. Extinção da punibilidade nos crimes contra
a ordem tributária. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 5,
n. 17, p. 172-179, jan.lmar. 1997.
030 - NUNES, Vidal Serrano. Crimes contra a ordem tributária. Cadernos de
Direito Tributário e Finanças Públicas, v.5, n.21, p.116-124,
out./dez. 1997.
031 - ----o A extinção da punibilidade nos crimes contra a organização
tributária. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas, v. 5,
n. 19, p. 110-130, 1997.
a, v.U, D. I, P. 1-98, JaDJJuL 1999
87 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, D. I, p. 1-98, JaDJJuL 1999
032 - PENIDO, Flávia Valéria Regina. O artigo 83 da lei 9.430/96:
interpretação. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas,
v. 5, n. 20, p. 157-161, jul.lset. 1997.
033 - PIRAINO, Adriana. A ação penal nos crimes contra a ordem tributária e o
art. 83 da lei 9.430/96. Cadernos de Direito Tributário e Finanças
Públicas, v. 5, n. 21, p. 111-115, out./dez. 1997.
034 - PIZOLlO JUNIOR, Reinaldo. Os crimes contra a ordem tributária e a
questão da condição de procedibilidade. Revista Dialética de Direito
Tributário, n. 25, p. 88-101, out. 1997.
035 - PONTE, Luís Roberto. O imposto não sonegável. Nação em Revista,
n. 7, p. 53-55, maio 1998.
036 - RADLOFF, Stephan Klaus. Da aplicação do art. 83 da lei n. 9.430/96.
Jurisprudência Catarinense, n. 80, p. 9-14, out./dez. 1997.
037 - ROMEU, Alceu de Castro. Tributadoria pública e autonomia da
administração pública: identidade do tributador e "cafização" da
receita. Tributação em Revista, v. 7, n. 26, p. 67-78, out./dez. 1998.
038 - SALOMÃO, Heloísa Estellita. Arrependimento nos crimes contra a ordem
tributária. Revista Dialética de Direito Tributário, n.37, p. 52-61,
out. 1998.
039 - SARAIVA, Deolinda. Condomínio Brasil: onde imposto virou ameaça.
Rumos do Desenvolvimento, v. 22, n. 142, p. 24-31, novo 1997.
040 - SARAIVA FILHO, Oswaldo Othon de Pontes. Lei n.9.430/96, art. 83.
Repertório 10B Jurisprudência: civil, processual, penal e
comercial, n. 11, p. 217-215,1. quinz.jun. 1997.
041 - SCHOLZ, Leonidas Ribeiro. Crimes contra a ordem tributária e
persecução penal. Revista dos Tribunais, v. 86, n.739, p.487-494,
maio 1997.
042 - SILVA, Aloisio Firmo Guimarães da, CORREA, Paulo Fernando.
Considerações sobre a natureza jurídica da norma prevista no art. 83
da lei 9.430/96. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v.6,
n. 23, p. 147-154, jul.lset. 1998.
88 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
) 83 da lei 9.430/96:
trio e Finanças Públicas,
ntra a ordem tributária e o
to Tributário e Finanças
997.
"a a ordem tributária e a
vista Dialética de Direito
ável. Nação em Revista,
:Irt. 83 da lei n. 9.430/96.
, out./dez. 1997.
ública e autonomia da
lutador e "cafização" da
p. 67-78, out./dez. 1998.
lOS crimes contra a ordem
ibutário, n. 37, p. 52-61,
e imposto virou ameaça.
p.24-31, novo 1997.
, Lei n. 9.430/96, art. 83.
processual, penal e
1997.
I a ordem tributária e
V. 86, n. 739, p.487-494,
~ R E A , Paulo Fernando.
norma prevista no art. 83
:iências Criminais, v.6,
043 - SOUZA, Nelson Bernardes de. Crimes contra a ordem tributária e
processo administrativo. Revista dos Tribunais, v. 86, n. 740, p. 495­
501, jun. 1997.
044 - TEIXEIRA FILHO, Miguel. O alcance da anistia, aos crimes de omissão
no recolhimento de contribuições, introduzida pela lei n.9.639/98.
Revista Dialética de Direito Tributário, n. 39, p. 75-82, dez. 1998.
045 - TUCCI, Rogério Lauria. Breve estudo sobre a ação penal relativa a
crimes contra a ordem tributária. Revista do Advogado, n. 53, p.7­
17, out. 1998.
046 - VAZ, Carlos. Considerações sobre evasão tributária. CEFIR, v. 41,
n. 365, p. 11-24,dez. 1997.
047 - VELASQUES, Renato Vinhas, HOFFMANN, Magali Mannhart. Artigo 83
da lei 9.430/96 e a ação penal nos crimes contra a ordem tributária.
Revista dos Tribunais, v. 86, n. 745, p. 459-462, novo 1997.
048 - VIDIGAL, Edson. Fluxos de cadeira ou de caixa: o exaurimento da
instância administrativo-fiscal como condição de procedibilidade para
a ação penal. ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Informativo
Semanal, v. 19, n. 12, p. 181 a 177, mar. 1999.
049 - WIEGERINCK, Jan. Para (quase) todos pagarem os impostos.
Informativo Consulex, V. 11, n. 2, p. 51, jan. 1997.
050 - ZIONI, Cecília. As contas não fecham. Problemas Brasileiros, V. 36,
n. 327, p. 26-29, maiofjun. 1998.
a. v.n. n. 1, p. 1.98, JanJJul. 1999
89 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.ll, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
( s e l j e J 6 o u o w ) S O l N n S S V 3 0 3 : : > I O N I
• I
íNDICE DE ASSUNTOS
(Monografias)
Ação civil, 172
Administração pública, 39
Advogado
responsabilidade civil, 57
Antijuridicidade, 174
Apelação cível, 166
Aposentadoria, 159, 161
Arbitragem, 164
Audiência (processo trabalhista), 208
Bem de família, 45, 56
Bens impenhoráveis, 56
Biodiversidade, 11
Biotecnologia, 14
Cartão de crédito, 92
Citação (processo civil), 188
Código
civil
Brasil, 49, 58, 70, 73
comercial, 93, 99
penal, 136, 143
processo civil, 177, 178, 182, 183, 184, 186
processo penal, 193, 194, 200
processo penal militar, 195
tributário, 236, 243
Rio de Janeiro, 247
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), 30
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 93
Common law, 24
Compensação tributária, 249
Concordata, 97
Concubinato, 75
Conflito internacional, 187
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)(1943), 210, 212
Constitucionalidade das leis, 114
Constituição
Brasil (1988),107,108,113
Contrabando, 144
Contrato, 46, 59, 65, 82
administrativo, 38, 43
coletivo do trabalho, 229
comercial, 46,95
Inglaterra, 60
por tempo determinado, 215
Contribuições sociais, 238
Contribuinte
pessoa
física, 239
jurídica, 237
Crime
do colarinho branco, 144, 152
ecológico, 147
Dano moral
jurisprudência, 74
Delito de trânsito, 146
Direito, 2,3,5,6,8,9,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,26,27
dicionário, 1
Direito administrativo, 28, 29, 34, 35, 36, 37,41
dicionário, 33
Direito alfandegário, 155, 248
94 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
210,212
3,26,27
Direito ambiental, 11, 118, 165
Direito autoral
legislação, 78
Direito bancário, 91
Direito civil, 54, 61, 62, 63, 66, 69
Direito comercial, 96, 101
Direito constitucional, 109, 110, 111, 112, 113, 115, 116
Direito econômico, 129
Direito empresarial, 94
Direito de família, 67, 76, 81
Direito financeiro, 103
Direito internacional público, 130, 131, 132, 133
Direito à intimidade, 53
Direito marítimo, 68
Direito notarial, 48
Direito das obrigações, 72, 84
Direito penal, 134, 135, 138, 139, 141, 145, 148, 153
Direito previdenciário, 157, 160
Direito privado, 13
Direito processual, 165, 169
Direito à própria imagem, 47
Direito sobre o próprio corpo, 77, 87
Direito público, 13
Direito do trabalho, 202, 211, 213,214,217,219,220,221,225,226,
227,228
Direito tributário, 241, 242, 246
Direito de vizinhança, 55
Direitos
da criança, 71
a, v.11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 95
~
e garantias individuais, 190
humanos, 7
do menor, 85
Divórcio, 80
Empregado doméstico, 216, 222
Entorpecentes, 149
Ética profissional
advogado, 4
Execução (processo civil), 181
Factoring, 98
Falência, 89, 90, 97, 102, 105
Franquia, 104
Globalização da economia, 122, 124, 202, 228
Herança,51
Hermenêutica jurídica, 12
Homicídio, 151
Hora extra, 218
Imposto, 234
de renda, 237
Integração econômica, 121, 125
Mercosul, 117
Inventário, 44
Isenção tributária, 244
Juizado especial criminal, 197
Júri, 198, 199
Lançamento tributário, 245
Legislação trabalhista, 223
Legítima defesa, 154
Lesão corporal, 151
96 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999
Licitação
legislação, 32, 38, 43
Locação, 79
Mandato eletivo, 176
Marxismo, 20
Mercado Comum do Sul (Mercosul), 117, 118, 121, 122, 123,240
imobiliário, 100
Partilha, 44
Pena
alternativa, 140
restritiva de direitos, 137
Perícia (processo civil), 167
Planejamento tributário, 235
Posse, 50
Prestação de serviço, 230
Previdência social, 158, 162
Prisão
ilegal,150
provisória, 195
Probidade administrativa, 40
Processo
administrativo, 156
civil, 180, 185, 188, 189, 191
disciplinar, 42
penal, 192, 196, 201
trabalhista, 203, 204, 205, 206, 207, 208, 209
Propriedade industrial, 52, 83
Proteção ao consumidor, 119, 120, 126, 127, 128
Protesto de título, 88
Prova (processo civil), 170
Recurso (processo civil), 175
va, v. U, Do 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. U, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 ­
97
Reforma
administrativa, 29
previdenciária, 157
processual, 173
Relações trabalhistas, 232, 233
Reparação do dano, 64
Representação processual, 163
Responsabilidade civil
do Estado, 150
jurisprudência, 86
Salário, 231
Sentença civil, 168
Separação judicial, 80
Serviços públicos
Argentina, 31
Shopping center, 106
Sindicalismo, 224
Sistema tributário, 240
Sociologia jurídica, 25
Súmula vinculante, 171
Terminologia jurídica. 10, 27
Transporte de mercadoria, 95
Tutela antecipada, 179
98 - Informativo Jurídico da BibliotKll Ministro Oscar Saraiva, v. 11, Do 1, P. 1-98, Jan./JuL 1999
6 6 6 1 1 D r r u s r ' 8 6 - ( - d ' 1 " l i ' l i ° A ' 1
o r 5 e w a p e : » u 3 a e y e J 6 0 J d a H a p o r - i a s
a p J O ! J a d n S
o J u a t u e q e : » ' f a

'\
j

i

VAlnlVS

~V:>SO O~lSINIIN V:>31011818

va
o:>lal~nr OAIlVW~O:lNI

PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTiÇA

INFORMATIVO JURíDICO DA BIBLIOTECA MINISTRO OSCAR SARAIVA

--­

ISSN - 0103· 362X

Informativo Juridico da Bib. Min. Oscar Saraiva

Bloco "F". . 1° andar 70095-900 .DF.Quadra 6. Fone: (061) 319-9054 Fax: (061) 319-9554/319-9385 Capa Impressão: Divisão Gráfica do Conselho da Justiça Federal Impresso no Brasil. Lote 01 .Copyright © 1989 Superior Tribunal de Justiça Superior Tribunal de Justiça Secretaria de Documentação Biblioteca Ministro Oscar Saraiva SAFS .Brasília .

Carlos Alberto Menezes Direito LIVROS Direito Direito Administrativo Direito Civil Direito Comercial Direito Constitucional Direito Econômico Direito Intemacional Público Direito Penal Direito Previdenciário Direito Processual Direito Processual Civil Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho .Waldemar Zveiter Direito Penal e Política .Luiz Vicente Cemicchiaro 11 18 31 41 O Recurso Especial e o Código Tributário Nacional.. ..Ari Pargendler Reforma Administrativa: A Emenda nO 19198 .. 56 60 61 62 63 64 66 66 67 69 70 71 73 Bioética e Biodiversidade Penas Alternativas Sonegação Fiscal INDICE DE ASSUNTOS (Monografias) 77 82 84 93 . Direito do Trabalho Direito Tributário ARTIGOS DE PERiÓDICOS '" 53 55 ..SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DOUTRINA 7 Adoção por Ascendente .

visto que se apresentam. como "Bioética e Bio­ diversidade". emergem alguns artigos de periódicos. que muito concorrerão na elucidação de conceitos. 7 . ins­ trumento maior e essencial dos que labutam nesta Corte de Justiça. visto qu~ os temas trazidos a colação. refe­ rências bibliográficas. "Penas alternativas" e "Sonegação fiscal". cujo conteúdo. traduz com proficiência a intenção de servir. Complementando por fim a publicação ilustrativa. em mais uma auspiciosa oportuni­ dade. o presente volume do Informativo Jurídico da Biblioteca Minis­ tro Oscar Saraiva. Afora o suso. cujos trabalhos ora expostos. depara-se ainda no presente compêndio. a sapiência do Direito. eis editado. conspícuos tratadistas. na forma exposta. os artigos sob a égide dos ínclitos Ministros Ari Pargendler. "Direito penal e política". em sua excelsa grandeza. pelo mérito de levar aos consulentes a descrição e a divulgação de livros e notícias a respeito de obras e de seus autores. atualizando-o e inserindo-o no contexto dos dias correntes. transmitem de forma cogente e assim cristalinos a exata noção do saber e do conhecimento doutrinário dos temas expostos. Carlos Alberto Menezes Direito. "Reforma Administrativa: a Emenda nO 19198':' Luiz Vicente Cernicchiaro. engrandecendo pela leitura. que por sua importância e profundidade. "O Re­ curso Especial e o Código Tributário Nacional". inserem-se na discussão de pleitos. "Adoção por ascendente". em excepcional exegese.APRESENTAÇÃO Dando prosseguimento ao mister de promover a divulgação de estudos doutrinários. contri­ buirão para o conhecimento jurídico. Waldemar Zveiter. levando ao conhecimento do lei­ tor.

VNI~.lnOa .

os 3133/57 e 4655/65 bem tentaram aproximar a realidade de fato à realidade de direito. então Lei nO 6697n9. le­ gais e sociais pertinentes. Adoção. v. a adoção hoje é instituto essencial­ mente assistencial. Aide Editora. Em seu estágio evolutivo. LEGISLAÇÃO ANTERIOR AO ECA IV· ADMISSIBILIDADE. 1-98. I. devido ás excessivas exigências previstas no Código Civil de 1916. impregnado que está de altruísmo. A adoção caracteriza-se atualmente como instituto de solidariedade social.ADOÇÃO POR ASCENDENTE Waldemar Zveiter Ministro do Superior Tribunal de Justiça suMÁRIO: I • ADoçÃO. I I. de carinho e de apoiamento'. As Leis de n. Nota Introdutória Desde os primórdios. com todas as implicações humanas. modemizando-a com a criação da chamada legitimação adotiva. JaDJJul. pág. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA V­ INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA VI. Com a edição do Código de Menores.A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SISTEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ. com singular conteúdo humano. adaptando-o a um outro ambiente doméstico e igualizando-o em tudo a um filho legítimo do adotante. 10. am­ 1 Arnaldo Marmitt. caracterizando-se na situação de fato pela qual se recebia em família um estranho. p. II Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. NOTA INTRODUTÓRIA II·FINALlDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO III-ADoçÃO DE NETOS. Visa dar proteção ao adotado. Im - . a adoção constitui-se em instituto utilizado para assegurar continuidade do lar. na qualidade de filho. O adjetivo es­ tranho significava alguém não integrante da família de sangue. D. I-ADOÇÃO. No direito nacional. seus dispositivos nunca tiveram grande aplicação. ajustando-o no lar de uma nova família.

1.interesse do adotado -. objetivando sempre amparar o adotado com liames afetivos e familiares. v. revogadora do Código de Menores e das disposições que tratam da matéria no Código Civil com elas incompatíveis. afirmavam os comentaristas da lei. evoluiu para igualar o adotado. de 13 de julho. JanJJuL 1m . Permitia-se a adoção mediante simples escritura pública. 1-98. Com o passar do tempo. agora a ratio essendi transmudou­ se para ser mais nobre e mais humana. de 13. assegurando-lhes uma forma de subsistência . com características eminentemente assistenciais. O tema compõe doutrina e jurisprudência conflitantes.pliou-se o instituto através da adoção plena. por laços de parentesco ou afetivi­ dade. paz e harmonia social. mas até adultos. cercando-o de solidariedade humana e cristã.069.07. No início. ao filho legítimo. em tudo. na medida das exigências do mundo moderno. sem a exigência de que os pais naturais existam e possam ou não exercer o pátrio-poder (interesse do adota­ do). a adoçã02 vem sendo ampliada progressiva­ mente.lI. com a publica­ ção da Lei nO. 11 .ECA Comentado 4 Ibidem 5 Estatuto da Criança e do Adolescente . depois passou a ser uma maneira de assistir não só menores. A nova regulamentação dada pelo Estatuto da Criança e do Ado­ lescente constitui-se conjunto de normas de ordem pública.FINALIDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO De índole protetiva. como não poderia deixar de ser.90 2 3 12 .ADOÇÃO DE NETOS s Legislação anterior ao ECA Até 1965 contávamos apenas com a adoção prevista nos artigos 368 a 378 do Código Civil e legislação complementar. a sua primitiva finalidade. No dizer de Arnold Marmitt . p. por envolver sentimentos inatos à espécie humana que busca sempre o ideal do bem-comum. n. que era a de dar um filho a quem a natureza o negara (interesse do adotante). 4 111 .Lei n. através de pensão ou outros meios3 . a finalidade do instituto era propiciar filhos aos que não podiam tê-los . A partir de 1990.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 8.8069. Qualquer pessoa maior de 18 anos poderia Idem Paulo Lúcio Nogueira . sublime às vezes.interesse do adotante -. novo impulso se deu a fim de modemizá-Io frente aos atuais conflitos vivenciados pela sociedade nacional.

não se po­ deria negar a averbação da escritura pública. Arts. Tivemos. então. ainda que casados. 96. o que ocorre em numerosas legislações que inclusi­ ve. que se encontrassem em situação irregular. pois. 8 Regulada pela Lei nO 6. 83. Tal como era. Somente os maiores de 30 anos poderiam adotar. Del Rey. JanJJuL 1999 - 13 . com todos os direitos e deveres de filho legítimo. Amparo e oportunidade de integração do adotado à família e sociedade. 7 8 c) A adoção plena (arts. I. depois de de­ corridos cinco anos a contar do casamento. 20. que dependeria de autorização judicial. Era de caráter irrevogàvel. Era precisamente a causa eco­ 6 7 Antônio Chaves. solteiros. mesmo que já tivessem filhos de sangue. nele regulamentada. complementou as regras do Código Civil com o instituto da legitimação adotiva.6 Foram mantidos íntegros os dispositivos à Lei Civil relativos à adoção tradicional. arts. condicionavam-na a uma convivência prévia. 1-98. 29 a 37 e 107 a 109). Esta previa a possibilidade de se adotar me­ nores de sete anos. 6697/79) veio desdobrar a adoção em três tipos. 4655/65. não poderia adotar o pupilo ou o curatelado. mesmo com filhos. Adoção. O Código de Menores (Lei nO. 107 a 109. Permitia-se que qualquer pessoa maior de dezoito anos pudesse ser adotada. Atendidos os pressupostos objetivos previstos. A Lei nO. O sistema brasileiro não subordinava a validade da adoção à existência do justo motivo. somente se fossem marido e mulher.657. três modalidades de adoção: a) A adoção do Código Civil e legislação Complementar. v. dada a falta de fiscalização adequada. m. não correspondia às necessida­ des sentidas por muitos por não integrar completamente o adotando na família do adotado. n. 29. 1. b) A adoção simples. O tutor ou curador. U. da Lei 6. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Tocante à adoção de descendentes por ascendentes. 28. Não se poderia adotar sem o consentimento do adotado ou de seu representante legal. ficou reservada a adoção simples ao menor em situação irregular. enquanto não desse conta de sua administração. pág. o Código Civil não a vedava. que passou a ser adoção plena. 69. 27. mesmo com filhos. e foi alte­ rada a denominação da legitimação adotiva. Dava margem aos maiores abusos. desquita­ dos.ser adotada. p. O adotante deveria ser 16 anos mais velho que o adotado e ninguém poderia ser adotado por duas pessoas. Pem1itia-se a adoção por escritura pública. não se admitindo condição ou tenno.657. 82. salvo o caso de sucessão hereditária. Os casados. porém. 37 e 107-109. Não era proibida a adoção pelos ascendentes e pelos irmãos do adotando.

n. v. Noticiavam os jornais do dia 26/9/1962 que. de 6/3/1975.861. I. à exceção dos filhos legítimos que não poderiam ser adotados pelos pais. mas mediatamente.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. vol 2. A hipótese não era meramente teórica. o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ap. não veda seja adotante o avô matemo. 14 Massimo Bianca . 1999 . em 12/4/1994. inaplicando-se. tendo para tanto tomado todos as medidas necessárias. pag 269no \0 14 . nem analogicamente. Corrente liberal sustentava essa posição para a qual. de 26/2/1970. I. Ainda a 83 Câmara. não se aplica. aten­ didos os pressupostos objetivos previstos na lei civil. e que o Código Civil. a 23 Cãmara v. no que consignou-se: ~A 9 Antonio Chaves.lI. avô de uma criança. P 572.u.630).nômica que. Analogamente.Dirito Civile. Antônio Satúrnio Femandes . in Adoção. tais as de Munir Cury. Planiol e Ripert 13 e Massimo Bianca 14. de 22/03/1993. JanJJul. Relator De­ sembargador Carpena Amorim. a 4 3 Câmara. Civil). em acórdão de 2/12/1969. v. que adere a de Paulo Lúcio Nogueira. podemos citar o acórdão da Sexta Câmara do TJRJ. Del Rey. um cidadão. João 11 12 Francisco Moreira Viegas . na Ap. Relator De­ sembargador Dias Filho: ~é perfeitamente possível a adoção de neto pelos avós" (RT 496/103).ADMISSIBILIDADE. e numerosa jurisprudência admitia essa possibilidade. Numerosas foram as opiniões favoráveis na doutrina. regulador da adoção. Desembargador Cláudio Viana (ADV 63. sendo maior a adotanda. O Menor em face da Justiça 11 Adoção de netos por avós OESP 23/06/1985 12 As três formas de adoção OESP 18/02/1986 13 Planiol e Ripert . 9 IV .102. senão imediata. Aldo de Assis Dias 10. 2. pretendia adotá-Ia como filho. diante do silêncio da lei considera "juridicamente possível a adoção dos netos pelos avós" (RJ 11/96). No TJSP. Relator. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA A doutrina anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente en­ tendia ser possível a adoção de neto pelo avô (arts. firmou entendimento no sentido de que. 1-98. pág. no qual decidiu-se que. 3998. 368 e 378 do C. em São Paulo. presidia a adoção os efeitos de natureza patrimonial.Traité Elementaire de Droit Civil. 234. p. o Estatuto da Criança e do Adolescente. 249. ao caso. A título de exemplo. Ap. produzidos pelo estado de filiação resultariam natural e licitamente deste. não há como se negar a averbação da escritura de adoção de pessoa maior pelo avô no cartório com­ petente. outro grau de parentesco não impediria a adoção. reg. Ainda outro.

em virtude da assistência que lhe foi dada pelo parente. a irrelevância da existência de filhos pré-havidos. A 6a Câmara do TJGB. JanJJul. aos quais este equiparar-se-ia. com opiniões a favor e contra.623 do CC. RTJ 100/683. Naquela oportunidade. as legislações modernas não proíbem a adoção entre parentes. p. n. por escritura pública.621 e 1. na então Checoslováquia e na Iugoslávia). qual­ quer outra situação de parentesco. seguindo o critério que. que embora incomum. em função de sua orfandade paterna. Proferido antes da vigência do ECA reputo-o. para lhes deixar uma pensão. No RE 89. feita pelos avós. o que representa um ato de gratidão. 1. pela ausên­ cia de prejuízo. 51 da Lei do Divórcio. por maioria de votos. por direito de representação. 11. nonmalmente. recolheria ele quinhão idêntico aos dos filhos legítimos dos adotantes. Em interessante acórdão de 29/06/85. salvo algumas exceções (como ocorre na Argentina.457-8 GO. é freqüente a adoção por parte dos avós ou dos tios. entendeu. 1. (RT611/171) Finalmente. STF). que alterou o art. Admite-se. 1999 15 . de neto. ali. " Neste contexto não se pode olvidar as situações em que avô adota neto. por força do disposto no art. 1-98. o Conselho da Magistratura do TJRJ analisou pedido de adoção plena. à adoção entre irmãos. 1. v. segundo registra Gustavo Bossert. no qual o eminente Ministro Cordeiro Guerra asseverou sobre a possibilidade de avós adotarem netos órfãos ou desassisti­ dos pelos pais. a opinião de Planiol e Ripert.457/GO. Interpretação dos arts. nada impediria a adoção da neta pelo avô (RT 473/205). quanto àqueles países. aos 17/11/1981 (RT 558/22): uAdoção sim­ ples.620. formulado por avós naturais. ou seja. a vedação é limitada. Mesmo se admitindo fosse o adotado filho adulterino. 2° da Lei 883/49. ressaltou o Relator. Desembargador Wellington Pimentel. ainda. e. que. Relator Ministro Cordeiro Guerra. A jurisprudência tem reconhecido essa possibilidade. não é nula. receberia de igual fonma o adotado. a situação do­ lorosa das criancinhas nascidas de mães solteiras. justamente com interesses econômicos. Reconhecendo que o tema propicia discussões. ou mesmo mera liberalida­ de. em virtude do fato de que. Desembargador Médici Filho. não deveria impedir a ado­ ção. suma­ Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Frisou-se. não podem ser adotadas pelos pais. Recurso ex­ traordinário não conhecido. contudo. vale ressaltar ainda o julgamento do RE nO 85. pois que avós adotem neto" (RT 418/139 e RJ 12/54). invocou o Relator. na prática.adoção deve ser facilitada. tios do adotado. quinhão idêntico ao de cada tio. em acórdão de 6/9/1974. tio adota sobrinho. por morte dos adotantes. apenas. fazendo ver que. Invoca. decidiu à unanimidade a 2a Tunma do STF. sendo já falecidos os pais do adotado. com exceção dos filhos legítimos.

se a pessoa adotada for do sexo feminino. Como pode se verificar.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. como as enunciadas. até. o que quebraria o sistema har­ mônico decorrente do parentesco natural. nunca mais cessará. JanJJnL 1999 . v. não seria necessário que a lei escrita o dissesse. Argumenta que consoante o bom senso a que o direito não pode fugir. entidades paraesta­ tais. que adoções. ou o pai irmão do próprio filho. já que seu filho passaria a irmão do seu neto. na incongruência de se transformar vínculo familiar preexistente e com características próprias em outro. ou vice-versa. por laços de sangue. segundo tal doutrina. que. § 1°. por este.mente ilustrativo diante da conciliação que se há de fazer da regra vedativa da adoção pelos ascendentes com o que dispõe o exame de sua aplicação no interesse da criança e do adolescente. nem pelo casamento. Estado ou Município. a confusão que advém como. Antônio Chaves. com todas as letras. 1-98. verbi gratia. ser o "neto filho dos avós". tão incongruente quanto a ado­ ção do filho legítimo ou do reconhecido. 16 . como na hipótese de diversas qualidades de pessoas com relações com a União. de economia mista e. p. que adotam netos com o único propósito de fazê-los seus dependentes para fins de assistência médico-hospitalar e. doutrina com veemência ser a adoção do neto. v. A seu ver. no seu art.H. sem falar no marido mais velho que sua mulher 16 anos adotando-a como filha. Argumenta-se com o sentido da inconveniência da admissibilidade da adoção de descendentes por ascendentes. não haveria sentido em um avô adotar o seu neto como seu filho. ensejando confusão familiar. não devam servir de óbice a esse instituto que objetiva essencialmente prote­ ger o interesse da criança e do adolescente. expressamente veda a adoção de descendentes pelos ascendentes. 1. sociedades anônimas.INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA O atual Estatuto da Criança e do Adolescente. ainda. na hipótese de mili­ tar. para percepção de pensão que. não são permitidas. "irmãos dos tios" e da "própria mãe". seria matriz de novos parentescos (problemática genealógica e genética). os fundamentos que alicerçam o coman­ do legal. ou ainda o filho cunhado da sua mãe. do bisneto ou do irmão do adotante. ou a eventual fraude a beneficiar os adotantes com pecúlios e pensões. n. apoiado no fato da pré-existência do parentesco entre avós e netos. justificam. Os óbices comumente levantados tais como o eventual prejuízo na sucessão concorrendo o adotado com seus tios. Sustenta-se a finalidade da nova legislação de vedar atos ilegíti­ mos de fraude à lei. autarquias. 42.

6° da mesma lei. conciliando-se as legítimas pretensões dos ascendentes ­ escoimados de quaisquer abusos . na interpretação teleológica que o informa dentro do sistema. liquidado com a possibilidade legal que se quer ver reconhecida juridicamente. com idêntica erudição sustentam possível a Adoção do descendente vi­ sando o interesse do menor. quan­ do tanto se permite a estranhos. a condição da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. v. no prudente arbítrio do juiz. excepcionando-a em cada caso frente as peculiaridades que apresen­ tam e mediante o prudente arbítrio dos juízes a ver prevalente o interesse e o direito do menor. os direitos e deveres individuais e coletivos. Adquirem com a adoção também a condição legal de filhos de seus avós. 1. 6°. Em caráter excepcional. p. A proclamada confu­ são genealógica que disso provém não se constitui bastante para impedi-Ia. VI . Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. não quer nos parecer tenha mesmo o novel Estatuto da Criança. 42 do Esta­ tuto da Criança e do Adolescente há de ser mitigada e ceder ante o princípio geral.Embora ponderável e merecedora de todo o respeito pelo peso da autoridade dos Tratadistas que sustentam tal doutrina. Nem por isso deixarão os netos de serem netos. coloco-me ao lado dos que.de adotarem seus netos. na interpreta­ ção da lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que se destina. as exigências do bem comum. afigurando-se profundamente injusto e mesmo injurídico em face da norma do art. Assim. Esse texto praticamente repete o art. 5° do Código de Menores quando determina prevalecer o direito do menor acima de qualquer outro. Nesse estado de coisas. penso que a vedação contida no § 1° do art. Não se pode vislumbrar inconciliável a vedação imposta pela regra do art. JanJJul. n. do mesmo Estatuto. 42. São notórias as circunstâncias de casos inúmeros de pais biológicos que desco­ nhecem por completo seus filhos deixando-os entregues aos cuidados dos avós que passam a exercer com extremado amor e carinho as funções de verdadeiros pais.A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SIS­ TEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ. notadamente. muito embora expressamente vedando a adoção de descendentes por ascendente.l999 - 17 . Tal desiderato encontra apoio no art. 11. §.I-98. com o texto do art. e. 1°. 6° negar-lhes o direito de adoção plena dos netos.

85) escreveu: "Em verdade. de que resultou o princípio da anterioridade da Lei Penal é responsável pela rigidez da extensão do tipo. conseqüência de investigações. Surgiu o Direito. p.DIREITO PENAL E pOLíTICA (*) Luiz Vicente Cemicchiaro Professor da Universidade de Brasília Ministro do Superior Tribunal de Justiça 1 . não podia reclamar nada de ninguém e ninguém dele exigia coisa alguma. É relação intersubjetiva. Deixaram-se de lado. 1-98. o Direito Penal foi considerado só em função exclusiva de determinada política. a tese da "Iocura moral" do criminoso de Pichard e Despine. JanJJul. restringe o conceito do crime. a pouco e pouco. entretanto. passou-se para a elaboração de lei. p. Efetivamente. Conhecida a imagem de Robison Crusoé. de que são ilustração a Psiquiatria de Pinel (1745-1826). 1962. enquanto sozinho na ilha deserta. 1999 (*) 18 . a Antropologia de Broce e Thompson. Bettiol. "Em tema de relações entre a política e o Direito Penal" (Estudo de Direito e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria. Formou-se vínculo entre ambos. o grande protagonista do delito não ganhara a devida importância. para não cair no equívoco tão fácil de considerar que o Direito Penal deriva somente de uma matriz política: seja complexo de regras políticas e tenda somente a finalidades políticas". a não ser partindo do pressuposto do livre-arbítrio. limita. especialmente no período do totalitarismo político.H. Coube à Escola Positiva Palestra proferida durante o IV Seminário Internacional do IBCCrim . v.O Direito reclama pluralidade de pessoas. Forense. 2 . a analogia in malam partem. Rio. Somente com o surgimento da criminologia (período científico). O liberalismo. ou seja. é necessário estar muito atento. com referência obrigatória aos trabalhos de Darwin (1809-1882). Repudiou-se. Tudo em homenagem ao direito de liberdade. n.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. cujas normas resultavam dos usos e costumes. 1. Com a chegada de Sexta-Feira tudo mudou. Formalizou-se a norma. maiores considerações a respeito do sujeito ativo. a sistematização do Direito Penal. A formalização da norma penal evidencia a procedência do argumento. Dessa forma. o ­ homem. Não se buscaram as causas da criminalidade. visando a resguardar o direito de liberdade.Do Direito primitivo. então. se por alguns.

realçando-se. a sanção corresponder também ao interesse social. a Escola Positiva voltava atenção para explicar "porque alguém comete o delito". obra de Lombroso. De um lado. enquanto houver divergência entre as Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. infelizmente. e. prevalece o brocardo . daí.punitur ut peccatum est.infração penal só ocorre na sociedade e ganha relevo de interesse coletivo.e realizar o . Há. de outro. A consciência jurídica se tranqüiliza. urge acentuar importante particularidade. ou menos intensamente. o arbítrio do Estado. Enquanto a Escola Clássica se preocupava em realçar "quem" é criminoso. que não haja delitos. respectivamente. em nível meramente formal se faz a adequação . Ambas as colocações têm seu mérito. deve partir do conceito material de delito para. Com isso. de outro. p. 3 . Ferri e Di Tul/io. extrair as respectivas consequências. de um lado. Mais.crime/pena. Retome-se ao que foi obstáculo antes . Toda infração penal é conduta refutada pela sociedade. A sanção disciplinar tem o limite no bastante para desestimular o agente público a não repetir a falta. v. Não se tocara. quase sempre a mera preocupação de definir o crime e identificar o agente. estabelecer a reação social. em seguida.Hoje. não é meramente reparatória. embora se saiba. dispensa maiores anotações. Estou convencido. A sanção penal conjuga-se com o interesse da sociedade. que o fenômeno .infração penal do ponto de vista material. até certo ponto. A sanção civil dimensiona o dano material. de cunho e explicação disciplinar. As normas culturais separam as condutas em dois setores: aprovadas e reprovadas. fato . Observe-se a infração penal. ou moral. JanJJul. apesar de todas as recomendações. 4 . Daí. projeta a dimensão do homem para melhor ajustá-lo ao esquema do fato-infração penal. de certo modo tratado por Garofalo ao enunciar o conceito de crime natural. Sem dúvida.interesse público. ao contrário da sanção civil. resultam do juízo de valor histórico. no ponto fundamental.infração penal. Não se confunde também com a sanção administrativa.estimular a busca das causas da criminalidade.Aqui. entretanto. fundamentalmente. pouco importa. 11. n. 1999 19 . A sanção criminal. a . qualquer raciocínio para analisar e. limita.necessidade . A infração penal e a respectiva pena têm. dentre outras. conforme se adaptem. Desconsidera-se. 1-98. ou atritem com o sentido axiológico. 1. como pressuposto.

a desconfiança com os juízes: poderiam. Daí. 290. sempre haverá comportamento contrário do permitido. dessa forma. a proibir a interpretação.máxime. mais uma vez. conflito.deixar de haver divergências. ou tolerado (até que um dia . quando menos. do princípio da sua determinação (CRP. hoje. pode suscitar-se a questão de saber se a indicação pelo legislador de uma qualquer moldura penal . sem dúvida. intercalada a justiça de talião. O primeiro restrito ao esquema normativo. 1999 . restringe-se a elaborar um silogismo meramente formal. e. A conquista é inalienável. Lisboa. o que se propõe com a individualização da pena. repetia Rousseau. p. "Le juge est la bouche de la 101'. n. o período científico. numa sociedade utópica). O Juiz. Evidente. resta preso a esquemas normativos e. pág. necessário distinguir o aspecto formal do aspecto material. O segundo. afirma: t t ! t ( "Uma responsabilização total do juiz pelas tarefas de determinação da pena significaria uma violação do princípio da legalidade da pena (CRP. Aqui. Repita-se: presença do iluminismo.lI. em Portugal é "jurídico­ n constitucionalmente vinculada • Literalmente. A propósito. Deveria. Conquistou-se a predeterminação do crime e a predeterminação da pena. 1-98. nessa linha. 1.Informativo Jurídic:o da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. tão só.pessoas. ensejando ao mais poderoso vingar-se do mais fraco. 1993. o que seria abuso. Aequitas. A literatura penal aponta o período da vingança pública. I) ou. FIGUEIREDO DIAS (Direito Penal Português. Tão importante que elevada a nível de garantia constitucional. em conseqüência. O esquema penal precisa ser pré-estabelecido. Não se conquistou. Evidente a desconfiança ao juiz. criar outra lei. art. intransigentemente. é constante na sociedade atual. da vingança privada. O ilícito penal. reproduzir o comando da lei. v. resultante da preocupação formal. como regra. entretanto. registradas na história.não se sabe quando . Chegou-se. 192/197) analisa a "Discricionariedade e n vinculação na determinação da pena e registra que. com a interpretação. reside o centro das considerações. Nesse ponto. o iluminismo se faz presente. 30. Gera. reação. pelo menos hoje. preocupa-se com a repercussão pessoal e social da individualização da pena. a fim de evitar as soluções casuísticas. I). A Escola da Exegese insiste. JanJJul. como foi nas sociedades anteriores. da que 20 . a confundir o Direito com a lei. Ainda predominantes os princípios da anterioridade do delito e da prévia definição também da pena. como resguardo de arbitrariedades. Mais uma vez. Editorial Notícias. art.

como ocorre com a caracterização do ilícito penal. O art. o juiz não tem liberdade de decisão (opção normativa). No tocante à individualização da pena.Faz-se necessário definir a . Em princípio. no aplicar a pena. 1-98.discricionariedade.nulla poena sine lege . No tocante à configuração do crime. o.discricionariedade. Detenninar.. ex.. dentro do quadro condicionante que lhe é oferecido pelo legislador. a moldura penal abstrata cabida aos factos dados como provados no processo. chega-se ao ponto fundamental. A aplicação considerações prévias. JanJJul. li. dentro desta moldura penal. deve escolher a espécie ou o tipo de pena a aplicar concretamente. algumas Antes de mais nada. 5 . expresso o conceito aplicado de . sempre que o legislador tenha posto mais do que uma à disposição do juiz". O magistrado não pode tratar como homicídio o que é lesão corporal seguida de morte. de 1 mês a 20 anos" (pág. o quantum concreto da pena em que o argüido deve ser condenado. como. no particular.ou em seguida a elas . p. Ao lado dessas operações . por um lado. não parece haver razões decisivas para uma resposta negativa. Aqui.cumpre já a exigência jurídico-constitucional de legalidade e detenninação da pena. A vinculação do magistrado deve ser vista em dois planos: num primeiro momento. mercê do . atrás. encontrar. 193). antes da prática do Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. deixar esclarecido. cumpre distinguir dois momentos: em primeiro lugar. O agente não pode responder senão pela infração penal praticada. salvo porventura quanto a uma pena de prisão cuja moldura fosse. Em seguida. A cominação da pena estabelece in abstrato a qualidade e a quantidade da sanctío iuris. decorrente desta pergunta: a atividade jurisdicional. evidenciada pelos elementos do conjunto probatório. 1999 - 21 . ou considerar o crime simples como se qualificado fosse. 59 do Código Penal estabelece cumprir ao juiz fixar a pena in concreto dentre a qualidade e espécies das sanções cominadas. P.o réu não pode ser submetido senão ao esquema preestabelecido. da pena reclama. é vinculada ou discricionária? O autor mencionado registra: "Ao juiz cabe uma dupla (ou tripla) tarefa. v. a atividade do juiz é­ vinculada. restou esclarecido. I.oscile entre o mínimo e o máximo legais da espécie de pena respectiva .

embora para a individualização da pena. oferecer a solução adequada ao interesse social. repita-se. O nulla poena sine lege. possa ser ponderado também o comportamento posterior do delinqüente. A extensão da pena é preestabelecida. v. A Escola Positiva e as ramificações criminológicas. Registra dupla colocação. ao contrário.O princípio da anterioridade do crime e da pena. lançaram preocupação de interesse social. decorre do iluminismo. referindo. Todavia. notadamente de assento sociológico. O nullum crimen sine lege busca diretamente o interesse individual e. E mais. A discricionariedade. é mais amplo e obedece a método distinto. seja relativamente à espécie como à quantidade cominada.lI. projeta-se um fato qualificado jurídico-penalmente. reclama algumas considerações. a extensão do instituto. que a sanção penal se destina à ­ 22 . indiretamente. o interesse da sociedade. a Escola de Chicago.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osear Saraiva. assentam. Não pode ultrapassar o quantum máximo. recepcionado por todas as legislações. Não basta a lei. alcançar-se-á. desenvolve raciocínio e busca subsídios em conclusões criminológicas. apesar de referidos a fato acontecido. o disposto no art. Neste ponto. aqui. A definição e a quantidade da pena. a individualização . ao lado da investigação da etiologia do crime.projeção do fato delituoso in concreto. Somente assim. ou melhor dizendo. Aliás. porque antecedente necessário. A Criminologia modema opera também a crítica do quadro das sanções penais. 7 . como circunstância. 59 do Código Penal. A lei ao registrar o máximo da cominação limita a discricionariedade. cumpre vincular ao seu antecedente político. 1999 . A individualização da pena é atividade complexa. Nesse contexto. nem impor sanção mais severa. fixa o quantum definitivo. configura liberdade de ação nos limites da definição legal. Quando o magistrado. diretamente para o interesse da sociedade e. nos limites da cominação legal. ademais. antecipadamente registrada na lei. distinta da anterior. modemamente. em juízo de probabilidade. 6 . JanJJul. Lá. buscando. ao contrário. Nesse sentido. 1-98. E o Juiz. com acento pragmático. atua discricionariamente. o que é importante: conjugado com o . Do 1. nessa linha.delito.interesse público. P. Antes de enfrentá-Ias diretamente. explicitamente. Impõe-se aferir o seu significado e promover a crítica da legislação para indagar se outros delitos não deveriam ser incorporadas à lei penal. materialmente. é anterior ao julgamento. surgiu a figura do crime do colarinho branco. Insista-se preocupado com o direito de liberdade.Insista-se. sem dúvida. volta-se. quando dimensiona a sanção ao caso concreto. entretanto. a operação judicial é também discricionária. a busca material (não pode ser simplesmente formal) é deixada à livre investigação do juiz. contudo precisa ficar bem delimitada. A lei penal precisa compreender também o sentido social da lei. Nesse quadrante. O fato. O poder discricionário. indiretamente. para o interesse individual.

Prevenção implica juízo de valor e juízo de probabilidade. necessariamente. limitado à adequação fática ao modelo legal. O legislador raciocina com arroba. ao fixar a pena recomendada. pode-se. do princípio da proporcionalidade. porque desenvolve raciocínio diferente. como assinalado. O raciocínio encontra um limite: a pena e a respectiva quantidade não podem ser superior à cominação legal. v.na espécie. leva em conta o fato delituoso e a experiência. distinguir o delinqüente em três categorias: a) não evidencia probabilidade de reincidir. 11. Se isso ocorrer. Caso contrário. 1-98. 1999 • 23 . 8 . Importa. com o esquema normativo. o Juiz trabalha com gramas. c) possibilidade de retomo à delinqüência. a sanção aplicada restou no plano formal. continuar-se-á a raciocinar e tomar decisões meramente formais. Essas categorias mostram personalidades diferentes. Caso contrário. no caso concreto. é a . n. cumprir-se-á a finalidade da pena. Só assim. entendida como política de eliminação.Em arco genérico. trabalha com caso concreto. o delinqüente. 1. alcançar esse propósito. Aqui. A pena in abstrato tem como referencial a necessidade de evitar o retomo do delinqüente ao crime. quando não miligramas. quanto à prevenção. Assim impõe o princípio político. devendo fazer a subsunção da pena ao interesse social deve. Conseqüência lógica.prevenção da criminalidade. b) evidencia probabilidade de retomar à criminalidade. fixado. A prevenção genérica se efetiva com a publicação da lei penal. promover a crítica da pena cominada ao fato sub judice em função do interesse da sociedade. isso sim. O trabalho é com objeto certo. A .reprovação do crime e à . JanJJul. O Juiz desenvolve . Diferente de quando define o crime.prevenção . decisão de cunho material: pondera. ao contrário. Diferente do legislador que pensa hipoteticamente. é específica. o juiz o realiza in concreto.atividade discricionária. A pena cominada é referência para concretizar a finalidade da sanção. a sociedade e o juízo de probabilidade.prevenção do crime. ter-se-á sentença de conteúdo. determinado. entâo. O legislador promove o parâmetro in abstrato. aliás. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. com pormenores na sentença condenatória. O Juiz (adiante serão feitas considerações específicas). A pena deve ajustar-se ao condenado. Insista-se. O referencial. p. Exigência. voltado para outra finalidade. deverá. ou redução da criminalidade. Trabalha-se.

entretanto. Sem medo de errar. O Poder Legislativo. É a única maneira de a sanção penal alcançar sua finalidade: atender interesse da sociedade. insisto. n. v. Embora repetição. poderá ser acolhida. como registrado. atende as particularidades do caso sub judice. ratificam. E mais. O Direito é sistema de princípios (valores).O Direito. A pena aplicada na sentença. de modo absoluto. atende à finalidade da sanção.Certo. projeta esse comando. revelar-se ineficaz. nem sempre. é legítimo (não se reduz ao legal) ao magistrado. Tantas vezes. A interrogação é relevante. tudo bem. Não pode ser acrescido de um dia se quiser. orientam a vida jurídica (interrelação de condutas). em função da hipótese em julgamento. seja quanto a qualidade como à quantidade. resultante de lutas e agruras. Evidente. também projeta a desigualdade. Formalmente. 1. 7°. Se. não pode ser buscada sanção mais grave. IV) é enunciado como capaz de atender as necessidades básicas do trabalhador e 24 . A lei. quanto maior a distinção econômica­ social das pessoas. na Constituição da República (art. O tema reclama algumas ponderaçôes. pelo menos. levantar-se-á a objeção de a segurança jurídica ser comprometida. repita-se. para a resposta juridica não restar em plano meramente formal. porém. deixando nas mãos do juiz excessivo poder de decisão. aplicar a pena recomendada na hipótese em julgamento. O salário mínimo.Informativo Jurídico da Bibliotec:a Ministro Oscar Saraiva. dois problemas: a) um de natureza política. como aplicando-a abaixo do mínimo legal. A hipótese inversa encerra as considerações que seguem: a) se idôneas. consolidam a distinção.Colocam-se. 1999 . 9 . nesse contexto. Nem sempre. no plano formal. aqui. o máximo da restrição ao exercicio do direito de liberdade. Há evidente predominância do Poder Executivo. De duas. 10 . E. p. são elaboradas leis. uma: a) a pena cominada. Em nosso momento histórico. b) ocorre o contrário: não atende a tal finalidade. JanJJul. respeitado o teto da cominação. pelas razões expendidas. seja mudando a espécie. para o julgamento não se reduzir a mero raciocínio. de garantia individual. 1·98. Não raro. de modo a que o crime não seja repetido.lI. definem. o concretiza. próprias para alcançar o fim proposto. conquista do iluminismo. A pena definida em lei registra. iguais e independentes entre si. conferiu-se importância à divisão dos Poderes. a lei busca impedir. não se esgota na lei. traduz. é outra. procede uma observação: é tanto mais predominante. se. retardar a eficácia do princípio. houver dissonância entre a espécie e o quantum cominado. A realidade. ou inconveniente. Nenhuma tese. ou. ao contrário. no plano da experiência jurídica. na prática. é a única forma de a sentença não se reduzir ao jogo burocrático de silogismo sem conteúdo. para concretizá-Ia e garanti-Ia.

afeta a eficácia. n.altemativa. Cumpre. se desatualiza. todavia. o desenvolvimento. Aparentemente. A lei deve ser expressão do direito. ou é inadequada para conferir o equilíbrio do conteúdo da relação jurídica. resulta de prevalência de interesses de grupos. assim cumpria ser. como alguém que cumpre uma ordem (Nesse caso. seu compromisso é com o Direito! Não pode ater-se ao positivismo ortodoxo. Insista-se.não se subordina ao Executivo.esta precisa ceder espaço àquele. saúde.Poder . educação. evidente. Historicamente. o bem estar. 1-98. não seria . fundada na harmonia sociaL . O Direito volta-se para realizar valores. ou ao Legislativo. desde a sua edição. Não se pode desprezar o patrimônio político da humanidade! A lei precisa ajustar­ se ao princípio. muitas vezes. Em havendo discordância entre o . O juiz precisa tomar consciência de que sua sentença deve repousar em visão ontológica. O Direito não se confunde com a lei. visto como .O Judiciário. a esse título. a lei (sentido material). descompasso entre o princípio e alei. XII). A lei. nem sempre o é. no sentido de analisar a lei e constatar se. transporte e previdência sociaL" A lei ordinária que fixa o valor. Em havendo divergência. A lei deixara de ser expressão Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva.de sua família. a lei se desatualiza. Explique-se: criar a norma adequada para o caso concreto. seria o ápice da pirâmide jurídica. vestuário. Adotar posição crítica.Poder)." (Preâmbulo). Não é servil. Observe-se o mesmo quanto ao salário-família para atender a descendentes (idem. Nada acima dela! Nada contra ela! A Constituição. Ainda que não o proclamasse. a liberdade. em lugar de tratar igualmente os homens. lazer. Apesar disso. tomando como parâmetro os princípios e a realidade social. O Direito é trânsito para concretizar o justo! 11 . Quando isso acontece. a segurança. no sentido de aplicar a lei. mantém a desigualdade de classes. urge prevalecer a orientação axiológica. 11. recebe. então. a Constituição determina: " ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer coisa alguma senão em virtude da lei". pluralista e sem preconceitos. I.lei . Tantas vezes. "com moradia. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. A lei. entretanto. O Juiz é o grande crítico da lei. 1999 2S . p. Impãe-se-Ihe interpretar a lei conforme o Direito. v. para não dizer carente de eficácia. JanJJuI. higiene. evidente. não raro.. registra também voltar-se para "assegurar o exercicio dos direitos sociais e individuais. tantas vezes. O funcionário público. alimentação. portanto.Direito . não se ajusta ao comando da Carta Política. ao Juiz gerar a solução . menos de um real! Há.e a . O Direito não é simples forma! O magistrado tem compromisso com a Justiça. na tramitação legislativa.

A realidade comprova: a isonomia não se realiza às inteiras. Na falta de lei específica. aplicar-se-ia a lei brasileira. injusta. 26 . v. O fim é o Direito. invoquem-se os princípios. ainda. na espécie. Para homenagear os positivistas. A redação anterior da Lei de Introdução ao Código Civil dispunha que a sucessão de bens obedecia à lei do casamento. de reconhecer o direito de cidadania de reivindicar direitos inscritos na Constituição. Vingou. Quando o marido falecia. registre-se a viabilidade (posta em lei) de recorrer­ se também à analogia e aos princípios gerais do direito. 1-98. dependentes de regulamentação. ajustar a lei ao Direito. casado com o regime da separação de bens. com notável sensibilidade.do Direito. de um modo geral. integrante de Poder. Reclama-se do magistrado. é certo. exemplos dignificantes. n. O Judiciário precisa rever a idéia de normas da Constituição não auto-aplicáveis. entre nós. Japão e países árabes. JanJJuL 1999 . quando necessário. cuja concretização legislativa. criou jurisprudência de que. Ainda. no tocante ao patrimônio constituído.lI. Autorizaram a revisão do valor de alugueres. a pouco e pouco. O Juiz precisa tomar consciência de que a efetiva igualdade de todos perante a lei é um mito. Aplicá-Ia será injustiça. antes do termo legal. no entanto. para garantir o equilíbrio econômico do contrato. p. proporcionalidade reclamada). outrossim. quanto aos bens. Impõe-se-Ihe visão crítica. a Carta Política se restringe a mero propósito. evitou flagrante injustiça. no tempo e modo convencionados. Rigorosamente: contra o sentido literal da lei. Há. Os tribunais. Com isso. Portugal. A solução do caso concreto virá naturalmente. reconheceram o direito da mulher ao patrimônio. foram sensíveis à concubina. Mais recentemente. o regime da comunhão universal.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Impõe-se gerar a norma justa ( Insista-se: o juiz tem dever de ofício de recusar aplicação de lei o juiz precisa tomar consciência de seu papel político. sufragaram a correção monetária (sem lei) para evitar o enriquecimento injusto do devedor que não honrasse sua obrigação. 1. Os órgãos formais de controle da criminalidade. Caso contrário. consoante a colaboração dada para constituir a fortuna. Sem lei. cai no esquecimento e o Executivo não cumpre o seu papel. A lei é meio. como a Itália. Tem-se. O Brasil recebera imigrantes de várias origens. a viúva não participaria da meação. O Supremo Tribunal Federal.

que não é neutro. passa a servidor burocrático." Poucas vezes. Concretizam. Só assim. Infelizmente. A norma alternativa não é aventura.alcançam pessoas social. As decisões precisam traduzir o Direito da história (a história do Direito orienta nesse sentido. p. Em particular. Caso contrário. JanJJuL 1999 - 27 . se necessário. O acesso ao Judiciário não é ensejado a todos. reivindicações. O juiz. O chamado Direito Altemativo (denominação imprópria). repita-se.Direito justo! Como se o Direito pudesse afastar-se da . Criar. entre nós. o Código Penal para o pobre! Com singular sensibilidade o Ministro Sepúlveda Pertence.justo. Indicam direção. foi enunciada tão latismável verdade! A sentença precisa ponderar as conquistas históricas. opinião pessoal do magistrado. 1.Justiça! A solução altemativa rompe o conservadorismo acomodado. como réu. urge registrar. não se restringem a simples enunciado acadêmico. As proclamações dos Direitos Humanos não acontecem por acaso. E mais. eficácia à vigência da norma jurídica.homem . Só elas são presas pelas malhas da justiça penal! O Poder Judiciário. n. precisa-se ponderar. Impõe­ se-Ihe invocar princípios. que ostenta lei (alienação fiduciária) impondo a prisão civil do devedor inadimplente! O juiz é agente de transformação social. exigências em homenagem ao . num país. Fato e norma estão envolvidos pelo valor. e com razão. 1-98. afirmou: " o pobre só tem acesso à Justiça. acima de Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. é preocupação com o Direito. enseja o tratamento juridico correto. Traduzem significado. Confere. Resulta da apreensão de conquistas históricas. deve recusar aplicação à lei iníqua. econômica e politicamente desprotegidas. v. com poucas palavras. de juiz. o magistrado. A jurisprudência não pode reduzir­ se a mero somatório de julgados. Aliás. injusta. Lei iníqua. isso sim. mero fazedor de estatística! No Brasil. se diz: O Código Civil é para o rico. a interpretação será sistemática. apesar das inúmeras resistências). sem dúvida. impeditiva de realização plena do Estado de Direito Democrático precisa ser repensada. discordar por discordar.parâmetro para realizar o justo. As decisões corretas devem estar finalisticamente orientadas para o . impóe-se utilizar o pleonasmo . com a responsabilidade de Presidente do Supremo Tribunal Federal. portanto. 11. a norma para o caso concreto. o problema ganha particular importância. O Judiciário tem importante papel político.

para ser fiel à sua função. As idéias poHticas (tantos são os matizes!) estão presentes na elaboração e aplicação das leis. na sua aplicação e também na execução. Concreção da justiça! A trincheira de hoje será o galardão de amanhã! O juiz. v. Ignacio Munagorri. sendo por isso a pena uma instituição eminentemente dinâmica e finalista. continuar-se-á a projetar sentenças restritas ao exame meramente formal. nesse contexto. 12 . exerce importante missão social. Sua justificação se situa na necessidade para conseguir os fins jurídico-penais. p. que como retribuição abstrata. batem veementemente contra as soluções meramente formais. Ao contrário. 1. então. in "Sanción Penal Y Política Criminaf'. As leis penais não ficam alheias à essa conotação. afinada com as postulações deste final de século. infelizmente. 1-98.H.O Direito Penal. não se substitui ao legislador. Nesse período. Atenção: na elaboração da norma. 1977. Mais uma vez: realizar o justo. orientações políticas se fazem evidentes. A literatura penal moderna. lembrança ainda da Escola da Exegese. Direito Penal. chancela do trabalho do legislador. forma-se o atrito. A sentença precisa (sem afrontar o Direito) expressar utilidade social.interesses subalternos. Se assim não for. preocupação da exegese de busca dos elementos históricos que conduziria o legislador a elaborar as leis. parte do todo. em concreto. Cumpre reagir ao papel desempenhado pela magistratura na modernidade . a um delito cometido. como agente político. como conseqüência.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. recepciona as respectivas conseqüências. portanto. A todo instante. pág. O juiz. Projeta orientação reclamada pelo Direito. É preciso rever o método. adaptar-se à necessidade e fornecer a solução socialmente útil. SA. 213 escreve: "A sanção penal se coloca mais como resposta que a normatividade penal oferece para a pacificação social. a vontade veiculada pelo Poder Legislativo. O Direito está sempre ligado à Política. mais ou menos punitiva. Instituto Editorial Reus. ajusta a norma à solução do caso em julgamento. n." A preocupação do papel dos juízes no mundo contemporâneo tem conduzido a profícuas reflexões. JanJJuL 1999 o . precisaria auscultá-los a fim de traduzir.sem exagero. Quando não houver coincidência de orientações. Tanto mais profundo quanto seja a distância 28 . Madri. com precisão. ao promover a crítica da lei.

Útil registrar a observação de ELISA SMITH. com sua concomitante doutrina. Buenos Aires. 152): "7°) Se todo ato de normatização jurídica que expressa a denominada vontade do Estado responde a uma determinada atitude política . p.conferir a .entre o Direito e a Política. é uma técnica política­ social. deverá exercer. enquanto se traduz como sistema de atos estatais produtivos de normas jurídicas.ao caso concreto. Pág. sopesando o esquema normativo e a realidade da sociedade.como a sentença penal condenatória tem sentido teleológico. a existência de um fundo ideológico. a sentença será mero ato burocrático. Esvazia-se. modificá-Ia significa tocar no mencionado contraste de classes sociais. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.à atitude política do grupo que é o núcleo do poder estatal . O magistrado. então. como em cada instituição integrativa dessa ordem". JanJJuL 1999 - 29 . A ideologia acompanha o jurista. expedir a solução que se revele . 1. então. Nesse particular.lei­ não ofertar a resposta adequada. interpretação constante das normas jurídicas. in "Las ideologias y el derecho" (Editorial ASTREA. mesmo que ele não sinta. se a . aplicando a pena.deve inferir-se que as normas criadas por esses atos em determinado momento histórico são. Deve admitir-se. no âmbito do Direito Penal. com esteio no Direito dar a solução justa à hipótese em julgamento. caminha lentamente. A Política. só se justifica se o dispositivo for idôneo a alcançar esse fim. Sem exagero. para isso. Especificamente. Assim o é pela sua natureza. afirmamos que o direito. Se assim não for. 1982. n.justa.solução justa . o produto de certa concepção da vida social e de suas circunstãncias históricas concretas. por isso. concretizar a razão de sua atividade . Urge. O magistrado. precisa ser sensível a esse pormenor. em maior ou menor medida. então. então. conforme sua necessidade visando ao interesse público. pois. particularmente em países de evidente contraste de classes sociais. 13 . Não faz sentido uma sentença divorciada da realidade em que vai ser executada. E para arrematar . ao Juiz. no fundo. importância ainda não percebida por um e por outro. 1-98. v. E não havendo. a atuação do Judiciário e do Ministério Público ganham significativa importância. 11. evidente. Impõe-se. ato normativo realizado por órgão de Estado que não pressuponha um certo ponto de vista político. de seu conteúdo. tanto na base da estrutura de toda a ordem jurídica.

1999 . D. 1-98. esse descompasso conduz a flagrante injustiça: o condenado socialmente protegido (situação minoritária) cumprirá a execução em situação mais favorável do que o determinado na sentença. v.H. por sua vez.Infelizmente.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. o condenado socialmente desprotegido (situação majoritária) será submetido a situação jurídica diversa da condenação. p. JaDJJul. O fato nunca poderá ser esquecido do juiz! 30 . 1.

a saber: "O julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso". Pelo menos em alguns casos.06. conhecido o recurso especial. transferindo para o Superior Tribunal de Justiça as decisões sobre questões infraconstitucionais. O Superior Tribunal de Justiça vem. não uma instância extraordiná­ ria.o Recurso Especial e o Código Tributário Nacional Ari Pargendler Ministro do Superior Tribunal de Justiça o tempo de duração dos processos é matéria de grande impor­ tância. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. o Ministro Marco Auré­ lio defendeu o ponto de vista de que o Superior Tribunal de Justiça teria essa função de terceira instância. I. o sistema per­ maneceria o mesmo: duas instâncias ordinárias e uma instância extraordinária. Trata-se. no julgamento do Agravo Regimental 145. RJ. v. lI. passamos a ter. nesses casos. mais tarde.589-7. O estudo da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça revela que ele vem julgando matérias que. intermediária. Não obstante a alteração. mas duas . a prática do sistema não tem confirmado a sua teoria. confirmando-o ou reformando-o. e um dos modos pelos quais a Constituição Federal de 1988 pretendeu resolvê-Ia foi a de retirar-lhe parte da competência. JanJJuL 1999 _ 31 . As vésperas de completar um decênio. com o resultado de que.com esse efeito negativo: uma demora de mais alguns anos até o desfecho final do processo. onde se acumulam as causas vindas de todo o País. por força do artigo 512 do Código de Pro­ cesso Civil. tem funcionado como uma terceira instância. de fato. n. decidindo. É certo que. como resultado do grande número de processos. de uma preocupação compartilhada por todos os que militam na vida forense. matéria estranha à sua competência. o acórdão nele proferido. em recur­ so especial. substituiria aquele prolatado no Tribunal a quo. mesmo. não prevista no texto constitucional. desde esse ponto de vista. voltam a ser examinadas pelo Supremo Tribunal Federal em grau de recurso extraordinário. O Supremo Tribunal Federal foi vítima dessa crise. 24. Essa crise é maior nos Tri­ bunais Superiores. p. A chamada "crise do Judiciário" reside exatamente aí. Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJU.94). 1-98.

Abro um parêntese. do Tribunal de segundo grau. o Superior Tribunal de Justiça confirmou a deci­ são. o acórdão proferido pelo Tribunal local. se a questão constitucional enfrentada pelo STJ for diversa da que já tiver sido resolvida pela instância ordinária". porque deveria ter sido impugnada em recurso extraordinário não interposto tempestivamente. Com a não-interposição. por isso mesmo. originariamente. 1-98. a questão constitucional que o Superior Tri­ bunal de Justiça ventilou foi a mesma decidida pelo Tribunal de segundo grau. o de que "a decisão do recurso especial só admitirá recur­ so extraordinário. na esfera do Superior Tribunal de Justiça. 105. houve a confirmação do fundamento de ordem constitucional no STJ. No máximo o que admitiria contra o acórdão do STJ. ou seja. 32 . Se é certo que o tema de direito constitucional foi objeto de julgamento pela instância ordinária. o que não sucedeu no caso concreto". no que toca à matéria constitucional. pela via recursal extraordinária. em hipótese como a dos autos. Eis trechos de votos de alguns Ministros para o devido esclareci­ mento da questão: Ministro Carlos Mário Velloso: "No caso sob exame. a inviabilizar. porém. a renovação do debate. n.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. mediante recurso extraordinário". seria recurso extraordinário por ofensa ao art. 1.Mas o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou outro enten­ dimento. se modificasse o acórdão anterior pelo conhecimento da questão constitucional. restou precluso o funda­ mento constitucional. impunha-se ao ora agravante a obrigação jurídico­ processual de impugnar. Em outras palavras: no caso. por conhecer de recurso especial e provê-lo sobre matéria estranha a sua competência. a tempo e modo. a questão constitucional. da matéria constitucional já apreciada pelo Tribunal local".lI. JanJJuL 1999 . 111. p. Ministro Néri da Silveira: "Penso que. do recurso extraordinário daquela decisão emanada da instância ordinária. v. da Cons­ tituição. De sorte que não há falar em recurso extraordinário com base nessa questão constitucional decidida pelo Tribunal de segundo grau e que não foi atacada. que apreciou entretanto maté­ ria já preclusa. como seja. Ministro Celso de Mello: "É incabível recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça que não tenha apreciado.

sobre matéria constitucional. E qualquer decisão a esse respeito poderá ser atacada. que o Superior Tribunal de Justiça deva se pronunciar sobre matéria constitucional. a Turma do Superior Tribunal de Justiça. 1-98. durante o respectivo julgamento. e não causa qualquer estranheza. JaDJJuL 1999 - 33 . eme~a questão constitucional nova. em recurso especial.053-3. Aquelas nas quais. 1.98). 02.Pode acontecer. Relator o eminente Ministro Octávio Gallotti (DJU. obrigando a parte a interpor novo recurso extraordinário em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça acerca da mesma questão constitucional. Lê-se no voto condutor: riA despeito de formalmente afastar a admissibilidade do recurso especial para o efeito de exame da alegação de infringência da Constituição. 11. de fato. manifesta usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e uso impróprio do recurso especial). em recurso extraordinário. aumentando a duração das demandas e contrariando o devido processo legal (a reforma de um julgado com fundamento constitucional constitui. obriga o autor? Examina o segundo fun­ damento do pedido. julgando causas que não são suas. Fecho o parênteses. fica prejudicada a questão consti­ tucional. Ceará. Imagine-se que alguém ajuíze uma ação pedindo a declaração de que determinada lei não se lhe aplica. de­ cidindo. D. perante o Supremo Tribunal Federal. pelo princípio da eventua­ lidade. O fato decorre do sistema. mas sustente. Se o Tribunal local decide que a lei não obriga o autor da ação. por entender que a lei.10. Mas é preciso que isso fique claro: em recurso especial o Superior Tribunal de Justiça só decide sobre matéria infraconstitucional. em recurso especial. que essa lei seria inconstitucional se o alcançasse. salvo hipótese excepcional em que. interessam apenas os casos em que o Superior Tribunal de Justiça tem exercido sua competência de forma anô­ mala. o Superior Tribu­ nal de Justiça se transforma numa terceira instância judicial. Quid. mesmo no exercício normal de sua competência. dele conhecendo e julgando-Ihe o má­ Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. p. Exemplifico. O exercício dessa competência anômala prejudica o recurso ex­ traordinário interposto no Tribunal a quo. v. a um tempo. tal como já decidiu o Supremo Tribu­ nal Federal no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nO 215. o Superior Tribunal de Justiça está sujeito ao controle do Supremo Tribunal Federal. se o Superior Tribunal de Justiça afasta a motivação do julga­ do. Para os efeitos aqui visados. ainda não apreciada pelo Tribunal local.

Durante muito tempo.96 e Ementário nO 1. a interposição simultânea do recurso especial e do re­ curso extraordinário duplica a discussão em sedes diferentes. e por razões inclusive de ordem constitucional".g. 34 . o Superior Tribunal de Justiça considerou que o fenômeno da recepção. nesse tópico. SP. Na controvertida questão de saber qual o momento do fato gerador do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços na importação de mercadorias. reconhecendo sua competência sobre o tema. como hipótese de clone legal). o das causas que o Superior Tribunal de Justiça julga sem serem de sua competência. não atribuindo validade ao que o Convênio ICMS nO 66.964.e com essa peculiar circunstância de que o recurso especial e o recurso extraordinário. 1-98. No Direito Privado são poucas as hipóteses que se assimilam. 6°.QQ . decidiu o contrário.em que o desate da lide depende de saber se a lei an­ terior à Constituição Federal de 1988 foi recepcionada ou revogada por ela. entre outras.QQ . JanJJuI. ao texto constitucional. porque há maté­ rias que a Constituição Federal disciplina detalhadamente e essa matriz é co­ piada pela legislação ordinária. até mesmo porque caso o Supremo Tribunal "viesse a refor­ má-lo. 2° 9LY. que o manteve. de 1968.710. aquelas que dizem respeito ao direito de propriedade (Código Civil.09. nesse âmbito. decidindo definitivamente a causa .Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v. Em casos como este. claramente abordou a questão constitucional referente à auto-aplicabilidade do art.rito a título de dirimir o dissídio jurisprudencial. ao direito adquirido (Lei de Introdução ao Código Civil. fora recepcionado pela Constituição Federal.. 524). 202 da Carta Política". ou de sua contrapartida. Até que o Supremo Tribunal Federal.841-04).em que o recurso especial alega que o julgado contrari­ ou norma legal que repete norma constitucional (fenômeno a que me referi no EDREsp 71. poderia ser examinado em recurso espe­ cial. 1999 . p. Pode-se. 1. § 2°). na condição de relator do primeiro precedente citado no despacho ora agravado (RE 189. No Direito Público. n. o Decreto-Lei nO 406. DJ. com trânsito em julgado. como sabiamente ponderou o eminente Ministro Sydney San­ ches. inviável se toma o conhecimento do extraordinário interposto contra julgado regional. v. de 13. de 1988. art. "Não havendo o Instituto recorrido da decisão proferida no recurso especial. decidiu interativamente que. a situação é menos cômoda. dis­ pôs no particular. o da revogação vertical (pela Constituição em relação à lei). uma só delas.lI. nem por isso desconstituiria o acórdão do Superior Tribunal de Justiça. o Supremo Tribunal Federal. pura e simplesmente. incluindo-se aí em destaque o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços. art. identificar três grupos de ques­ tões: 1° 9LY.

enquanto sedes materiaes que é do tema ora em análise .02. versam sobre a mesma matéria à base de idênticas razões. 4031404. n. É ao legislador comum. ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. Todavia. 18. o conceito da expressão é regulado pela Lei de Introdução. posto que a alegada violação operaria por via reflexa" (STF . JanJJul. A par de inúmeros julgados que examinam."situa-se. De onde a questão: o conceito de Direito Adquirido constitui matéria constitucional ou de caráter ordinário ?" (Di­ reito Intertemporal Brasileiro.então. Sendo assim.98). p. portanto . uma definição de Direito Adquirido. No Agravo Reg.91). textos de lei. Ag. que só dife­ rem na invocação das normas alegadamente contrariadas. o eminente Ministro Celso de Mello transcre­ ve lição de Rubens Limongi França.RDA 200/162.04.238. NO 135.632 . RT) . o emi­ nente Ministro Celso de Mello . é na lei. 03. p. em Agravo de Instrumento nO 195616-1. a Egrégia Quarta Turma decidiu: 'Tratando­ se de alegação atinente à ofensa de ato jurídico perfeito e do direito adquirido. a Egrégia 18 Turma no REsp 101. 1968. v. 26.sempre a partir de uma livre op­ ção doutrinária feita entre as diversas correntes teóricas que buscam determi­ Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.05. e nesta somente . Na decisão referida. o qual situou a questão nestes termos: '~ Constituição vigente determina simplesmente o respeito ao di­ reito adquirido. bem assim a Lei nO 3.DJU. noutro. de 1957. SP. 1. pois. em sede meramente legislativa.97). 1-98. 11.que repousa o delineamento dos requisitos concernentes à caracterização do exato significado da expres­ são direito adquirido. num. reportando-se a deci­ são do eminente Ministro Celso de Mello. decidiu que. então. há vozes dissi­ dentes. a ques­ tão de direito adquirido. No REsp 2. em nosso sistema de direito positivo. Não cabe. 2 a ed. Relator o eminente Ministro Sydney Sanches. Relator o eminente Ministro Barros Monteiro. RS. da Constituição Federal. como se deu com a Lei de Introdução ao Código Civil. e tendo-se presente o contexto normativo que vigora no Brasil. há no Superior Tribunal de Justiça outros que remetem seu exame para o Supremo Tribunal Federal. 200. No mesmo sentido. a questão é de natureza constitucional" (DJU.132. No Supremo Tribunal Federal a prática tem sido a de enfrentar esse tipo de questão como se fosse constitucional. '~ compreensão dessa questão jurídica" . "embora a Constituição mencione a garantia do direito adquirido. 164.RDA n.309. recurso extraordinário. Não apresenta. p. Aqui a situação é mais difícil porque nem o Superior Tribunal de Justiça nem o Supremo Tribunal Federal tem posição unívoca a respeito. a Egrégia 18 Turma.concluiu. por exemplo. 1999 35 . assim. PRo de que foi Relator o eminente Ministro Humberto Gomes de Barros (DJU..

50. muito influenciou o legislador ordinário brasileiro. ao plano estrito da atividade legis­ lativa comum. Essa circunstância basta para evidenciar. enquanto a LICC de 1942 prestigiou a teoria fonnulada pelos objetivistas (art. da análise.l38 tir. ocorre fenômeno inverso àquele acima referido (o da cumulação do recurso especial e do recurso extra­ ordinário).consagrada que se acha em nonna de sobredireito que disciplina os conflitos de leis no tempo (CF.e tal como enfatiza o magisté­ rio doutrinário (Caio Mário da Silva Pereira. Forense. 1980. como se sabe a LICC de 1916 (que entrou em vigor em 1917) consagrou em seu texto a doutrina sustentada pelos subjetivistas (art. 50 da LlCC/42 houvesse retomado os cânones inspiradores da fonnulação doutri­ nária de índole subjetivista que prevaleceu. e as partes correm o risco de não ter instância extraordinária. a noção de direito adquirido sempre emergirá. v. D. ainda que suscetível de ser veiculado em sede constituci­ onal. do preceito inscrito no art.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.a fonnulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem me­ ramente legal (LlCC/42. 50). no plano da dogmática juridica brasileira pertinente ao conflito intertemporal de leis.que compete definir os elementos essenciais à configuração do perfil e da noção mesma do direito adquirido. XXXVI) . SO. I. que encerra. É de ter presente.. que a positivação do conceito nonnativo de direito adquirido.164/165). no delineamento de seus aspectos materiais e estruturais. vol. portanto. de lege lata. da LlCC/42. travada entre os adeptos da teoria subjetiva e os seguidores da teoria objetiva. e ainda que a proteção ao direito adquirido assuma estatura constitucional . 1. tomo 1//440-441. sob a égide dos princípios tradicio­ nais. o Su­ 36 . "Direito e a Vida dos Di­ reitos". que a alegada vulneração ao texto constitu­ cional. cumpre enfatizar que.nar O sentido conceitual desse instituto . no entanto. no processo de reconhecimento de sua configuração conceitual. por isso mesmo . apresentar-se-ia por via reflexa. 30). Max Limonad) . a partir de dados con­ cretos de nossa experiência jurídica. na vigência da primeira Lei de Introdução ao Código (1916). muito embora o legislador.U. p. JaDJJuL 1999 . 1/129-156. "Instituições de Direito Civil". nota nO 305. na elaboração da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC). 1-98. § 20 RDA nO 200. submete-se. 1952. que alterou a redação do art. 5°. em seu conteúdo material. eis que a sua consta­ tação reclamaria . a própria definição do instituto em causa. Conclui-se. Sendo assim. Vicente Ráo. com a edição da Lei nO 3. pois. vol. ao exclusivo domínio nonnativo da lei comum.é irrecusável que a definição dos essentialia que compõem o próprio núcleo conceitual de direito adquirido subsume-se. 58 ed. art. em momentos sucessivos.para que se configurasse .328/57. art. acaso existente. Desse modo.a ampla dis­ cussão que. prévia e necessária. P. § 20. Nas causas situadas nesse grupo.

em tão amplos termos" (p. reportando-me aos subsídios trazidos pelo Ministro Bueno de Souza.em que se alega incompatibilidade entre leis ordinárias (federais. afi­ naI. p. Já o Ministro Sebastião Reis aditou: ". o Relator. RTJ nO 122. anterior à Constituição Federal de 1988. principalmente quando se consídera nas cautelas constitucionais em tomo da decretação do vício máximo e a tradição da nossa jurisprudência e doutrina no sentido de evitar-se o confronto com a Constituição. em princípio.premo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça. RS (RTFR nO 129. embora.. concessa venia. porque a lei ordinária não contrariava diretamente a Constituição Federal. 351). nesse caso.QQ . n. Votos vencidos.084. no direito positivo brasileiro. 1-98. De lá para cá nunca mais alterou tal entendimento. p. sustentaram que se tratava de conflito que se resolvia pela prevalência da lei complementar. Como se resolve a eventual incompatibilidade de lei ordinária (fe­ deral.. estaduais ou municipais) e nonnas gerais de direito tributário esta­ belecidas por lei complementar ou pelo Código Tributário Nacional. 350). no entanto.!1!. Seguindo a doutrina mais moderna. 1999 - 37 . 11. 1. interpretação restritiva que se impõe. (e. é inconstitucional porque usurpa competência que a Constituição reservou para a lei complementar. afinal de contas. p. defendeu o ponto de vista de que a lei ordinária.. quando a colisão da Lei menor com a Lei Magna se instaura direta e imediatamente. disse o Ministro Bueno de Souza: "À luz da orientação propugnada. só há de falar-se em controvérsia constitucional. 3° 9. Moreira Alves. PR. até mesmo a sentença do juiz absolutamente incompetente seria. quando a discrepância pode ser diri­ mida num cotejo de normas infra-constitucionais" (p. inconstitucional . o certo é que. estadual ou municipal) com uma ou mais nonnas gerais de Direito Tri­ butário? Talvez o Tribunal que tenha debatido mais exaustivamente a questão tenha sido o Tribunal Federal de Recursos no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade na AMS nO 89. que é uma lei ordinária com força de lei complementar. Ministro Carlos Má­ rio Velloso. negando-se a exami­ ná-Ias. 394/398). Na ocasião. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Min. portanto. que é. JanJJuI. ReI. todo conflito entre leis de hierarquia normativa diferente encerre uma infração ou ilegitimidade constitucional.825. v. não deixa de ser.. 335/367). O Supremo Tribunal Federal manteve o julgado no RE 101.

em ambos os casos evidenciada a impropri­ edade do recurso especial e a incompetência do Superior Tribunal de Justiça. porque não estão decidindo em última instância. Tudo porque. ou seja. então. essa jurisprudência passou a definir o recurso cabível. o sintoma de que estão funcionando mal. a cujo teor só a maioria dos membros do Tribunal ou do Órgão Especial. A norma do art. Algumas decisões foram confirmadas pelo Supre­ mo Tribunal Federal. 1-98. "O caso resolve-se não sob o ângulo da harmonia ou conflito do citado artigo 35 com o artigo 43 do Código Tributário Nacional. alicerçada em ensina­ mento de José Afonso da Silva e olvidando conflito de maior envergadura. bases de cálculo e contribuintes. previsto no artigo 97 da Constituição Federal. estaduais ou municipais) e normas gerais de direito tributário integradas no Código Tributário Nacional.II. o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça. que para reco­ nhecer o conflito entre as normas estavam sujeitos ao princípio da reserva do Plenário.. e não ilegalidade. decidir que a matéria encerrava inconstituciona­ lidade.denominada pelo ilustre Professor como "ilegitimidade constitucional". Não vinga. Inicialmente. já foi percebido pelas Turmas de Direito 38 . outras não . antes da Constituição Federal de 1988. isto é. Agora. o Ministro Marco Aurélio assim se manifestou a respeito: "Neste recurso extraordinário. do inigualável José Afonso da Silva". diante das premissas do acórdão atacado. n. Atualmente. v. quando muito. a União. onde houver. 1. seu julgamento não foi de última instância. e por via de conseqüência qual o Tribunal com­ petente.713/88 teria implicado. JanJJuL 1999 .058-1. mas em face á regra inafastável da alínea "a" do inciso 111 do artigo 146 da Carta Política. mas de uma terceira instância não prevista no texto básico. se o extraordinário ou o especial. pode declarar a inconstitucionalidade de lei. só tinha reflexos nos tribunais locais.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. a toda evidência inadequada à espécie. a incompatibilidade com o artigo 43 do Código Tributário Nacional" . bem como em relação aos impostos discriminados na própria Constituição. sustenta que a espécie resolve-se no campo da ilegalidade . 13.10. o Superior Tribunal de Justiça não compreendeu ou preferiu ignorar o significado dessa jurisprudência.. a dos respectivos fatos geradores. as­ sim. muito embora formalizado a partir de lição. talvez na ocasião em que mais recentemente o Supremo Tribunal Federal enfrentou a questão. se­ gundo a qual cabe à lei complementar a definição de tributos e espécies.95). À época em que essa jurisprudência se formou. 35 da Lei nO 7. o que articulado pela União. SC (DJU. p. constando do seu acervo dezenas de casos diferentes em que a questão estava centrada exclusiva­ mente na compatibilidade ou incompatibilidade entre leis ordinárias (federais. E atri­ bui ao Superior Tribunal de Justiça um papel muito pequeno em matéria tribu­ tária.No julgamento do RE 172.

sem o contraste com as leis ordinárias (v.com reações diversas. seja decidida em recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. mantida a orientação do Supremo Tribunal Federal. é compatível com o artigo 43 do Código Tributário Nacional. Por um ou por outro caminho. Mas a tendência é. deixa de conhecer dos recursos especiais. p. 1-98. então. O efeito maior de tudo isso será o agravamento da crise por que passa o Supremo Tribunal Federal. v. uma questão cons­ titucional sujeita a recurso extraordinário. entre questão constitucional e questão constitucional sujeita a recurso extraordinário. Sem des­ merecer a jurisprudência assentada ainda na vigência da Constituição Federal de 1988. o Superior Tribunal de Justiça. 1. tão logo a matéria neles versada tenha sido decidida em recurso extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. e mesmo algumas normas gerais de Direito Tributário são aplicadas pelo juiz. Nem todos os artigos do Código Tributário Nacional encerram normas gerais de Direito Tributário. não conhece do recurso especial. A 1a Turma tem sido casuísta. de 1991) atende aos requisitos de especificidade e divisibilidade previstos no artigo 77 do Código Tributário Naci­ onal. tenha ou não sido objeto de decisão no Supremo Tribunal Federal. fundada em doutrina da melhor qualidade. um efeito que ao menos depois da Constituição Federal de 1988 ele poderia ter evitado se aplicasse à hipótese o critério que segue nas demais. a de que a aplicação das normas gerais de Direito Tributário.Público (a 1a e a 2a ) . talvez fosse o caso.200.. Marco Aurélio). Já a 2 a Turma tem procurado se orientar pelos princípios. já não conhece de recursos especiais em que se discute se a Taxa de Limpeza Pública do Muni­ cípio de São Paulo (Lei Municipal nO 11. enquanto aquela tem decidido a matéria. por exemplo. o de que o recurso extraordinário só é cabível por ofensa direta à Constituição. isto é. constatando que a matéria é de natureza constitucional. nisso se sub­ sumindo grande parte do Código Tributário Nacional. 108 e 109). o respectivo exame se dá em recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. que já está em curso de julgamento no Supremo Tribunal Federal se pronuncie (RE 201. ReI. O Superior Tribunal de Justiça. inciso I. De certo modo. às voltas com uma quantidade invencível de trabalho. nesses casos. no novo regime. por exemplo. fica claro que. com maior ou menor prazo. a questão de saber se o artigo 3°. 11. MG. n. a 2a Turma nunca examinou. de 1991. realmen­ te. da Lei nO 8.g. JanJJul.152. 1999 - 39 . Min. não conhecerá de recursos especiais em que se discuta a compatibilidade de leis ordinárias com normas gerais de direito tributário. Bem por isso. o con­ flito entre lei ordinária e lei complementar não seria. Enquanto nos casos apontados a ofensa só é percebida após o confronto da lei ordinária com a lei complementar. de modo que.465-6. arts. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. de fazer uma distinção irrelevante no anterior.

isto é. a lesão à Constituição Federal seria indireta. p. porque.A incompatibilidade de uma lei ordinária com uma lei comple­ mentar seria uma questão constitucional para os efeitos do artigo 97 da Cons­ tituição Federal. 40 .Informativo Jurídico da Bibüoteca Ministro Oscar Saraiva. mas não seria uma questão constitucional para os efeitos do recurso extraordinário. 1-98. o juízo de inconstitucionalidade da lei ordinária só pode­ ria ser pronunciado pela maioria do Tribunal ou de seu Órgão Especial. v.H. 1. nesse caso. n. JanJJuL 1999 .

a lembrar Lassalle na sua conhecida equiparação a uma folha de papel. guar­ da muitas vantagens e. O inconveniente visível é o agasalho da Constituição para matérias que. Há. que reserva a um corpo representati­ vo a elaboração da Constituição. o nosso país tem sido receptivo a uma alta rotatividade constitucional. de uma só vez. é a marca mais forte. lamentavelmen­ te. ou seja. a partir da falta de uma cultura da cidadania. Como todos sabemos. ainda. frágil na medida mesma da identificação dos fatores reais de poder. a exigir mudanças rotinei­ ras para adaptar as matérias alçadas ao patamar constitucional ao padrão atualizado de exigências da sociedade. tipologia fOmr'lulada por Garcia-Pelayo. também.REFORMA ADMINISTRATIVA: A EMENDA N° 19/98(*) Carlos Alberto Menezes Direito Ministro do Superior Tribunal de Justiça Professor Titular da PUC/RJ. e pelo lado negativo. em 02. O sistema legal serve para criar freios contra manobras desti­ (*) Conferência pronunciada no Congresso de Direito Constitucional organizado pela Universi­ dade Estácio de Sá e realizado na EMERJ. que impõe uma hierarquia controlada pela disciplina constitucional. I. De fato. com o que o controle da constitucionalidade das leis. não poucos inconvenientes. n. mas importante. v. ou seja. com a disciplina dos poderes do Estado. em documento escrito. a partir da supremacia da Constituição.98. 1-98. nada têm a ver com a organização do Estado. 1999 - . daí resultando uma freqüente exaustão da Constituição. assim aquele da mediocrização das matérias constitucionais. pretende-se resolver o problema moral da sociedade por intemr'lédio do direito positivo. ao poder do Estado. A vantagem mai­ or. JanJJul.09. em nosso país. pela falta de sedimentação cultural do valor da Constituição. li. sob a in­ fluência dos constituintes americanos. Esse tipo constitucional. Isso pode ser examinado pelo lado positivo. Todas as leis subordinam­ se à Constituição. para utilizamr'los uma velha. um aspecto que merece destacado no rol dos inconve­ nientes. 41 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Nós vivemos. é a explicitação de um patamar legal superior. um regime de constituição racional­ nOmr'lativa. muitas vezes amplíssimos. p. a preocupação de impor sempre limites. sem dúvida. absolutamente. desde os primeiros tempos republicanos.

muitas vezes. assim como foi preservada a moeda pelo controle da inflação. 42 . com suas empresas de previdência privada dispondo de rico patrimônio. sempre atuantes na elaboração legislativa. também. 1. voltada para o fortalecimento da cidadania. podem alterar o quadro logístico e impor novo fechamento. ainda. para burocratizar a administração pública com o intuito de impedir os administradores de fraudar o erário. Todavia. O cenário. serve para guiar interesses de determinados grupos ou categorias profissionais. Não é bom esquecer que nós. Sem dúvida alguma. subordinado a controles severos que. Essa radiografia simples já demonstra que o nosso Estado requer urgente mu­ dança qualitativa. Veja-se o segmento econômico que vive momento de amplas possibilida­ des de importação. muito rapidamente. própria de uma economia de mercado globaliza­ da. não é mais possível construir o Estado na sua dimensão econômica e empresarial. ainda que estejam preservados. o que quer dizer. do ponto de vista legal. em uma sociedade que ainda tem analfabetos e doenças endêmicas que perduram até mesmo nos grandes cen­ tros urbanos. vivificando o mundo globalizado que tanto se propala. JanJJuL 1999 . v.nadas a lesar o Estado. as empresas esta­ tais e seus funcionários técnicos. com uma inaugural distribuição da riqueza nacional em favor dos estratos que vivem de rendimentos fixos ou salários. voltada para a satisfação dos interesses básicos da população. somente a título de exemplo. exatamente. Essas corporações envolve­ ram o aparelho do Estado de tal maneira que passaram a representar o seu perfil mais significativo. que interliga as crises em qualquer ponto do planeta. são elaboradas ao sabor de pressões vigoro­ sas capazes de influenciar o legislador ordinário. Ocorre que. como é evidente.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. para inibir comportamentos escusos. eleja a dimensão social como ponto fundamental para a presença do Estado na sociedade. com a baixíssima remuneração de médicos e professores. 1-98. uma linha que. com isso. esta última deve ser considerada. na qual os mecanismos disponíveis estão concentrados em corporações poderosas. muitos mecanismos de interven­ ção. Veja-se. e os nossos hospitais e escolas. Mas. como acontece em todas as partes do mundo. É claro que o rigoroso controle do processo inflacionário teve re­ percussão extremamente positiva. sem falar nos enormes espaços da Amazônia e do Nordeste. á medida que as leis ordinárias. com uma exuberante prosperidade diante da pobreza da dimensão social. qual seja aquela sobre que tipo de Estado desejamos para reger a nossa vida. fica esquecida uma indagação fundamental. Entre uma rica empresa de previdência privada estatal e um hospital ou uma pequenina escola primária.n. p. D. alcança a Constituição. aliviando a gula especulativa. mas. concretamente. o que a reforma do Estado deve buscar é. passamos de um modelo de alto teor de intervenção estatal para outro menos intervencionista. de uma hora para outra.

as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. introduziu a concepção de orçamento como plano de administração e mudou a administração de pes­ soal. 1. este comando constitucional pode ter um efeito tão poderoso quanto o Código de Defesa do Consumidor. 5°. Na verdade. o Capítulo VII da Constituição Federal. basicamente. 111 . Como sabemos. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. alterando. apenas. alguns pontos mais expressivos da reforma administrativa. Já o Código de Defesa do Consumidor inclui como direito básico a "adequada e eficaz prestação de serviços públicos em geral" (art. na lição de mestres como Ruy Rosado de Aguiar e Sérgio Cavalieri. recordou em seu relatório que o Brasil teve a sua primeira reforma administrativa com o Presidente Getúlio Vargas. 11. X). Diante do tempo disponível. JanJJuL 1999 43 . No Governo do Presidente Castello Branco. com a preocupação de expurgar do texto limitações que seriam inadequadas para agilizar a máquina do Estado e melhorar a qualidade dos serviços prestados.o acesso dos usuários a registros administrativos e a in­ formações sobre atos de governo. a reforma administrativa começou com uma pro­ posta de emenda do Poder Executivo. os princípios gerais da administração pública. da qualida­ de dos serviços. 6°. externa e interna. n. que é objeto de nossos trabalhos hoje. Na minha avaliação. que padronizou a administração de material. elaborou-se uma nova reforma da administração pública. o Sr. Deputado Moreira Franco. observado o disposto no art. trata-se de elaborar uma Lei de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos. já em vigor com a promul­ gação da Emenda Constitucional nO. O primeiro ponto que merece destacado e que reputo de grande alcance é a introdução de comando para a elaboração de uma lei para discipli­ nar as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. X e XXXIII. regulando especialmente: I . a reforma alcançou. de 1988. na Câmara dos Deputados. 1-98. v. com a finalidade de fomentar critérios de recru­ tamento e aprimoramento do pessoal. busca-se uma adminis­ tração pública eficiente. 19. a sua presença social é mais importante do que a do próprio Código Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. li .efetivamente.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. emprego ou função na administração pública. o objeto da ação estatal. criando o famoso DASP. A reforma administrativa. Nesse sentido. deve ser examinada com essa perspectiva. tendo como eixo o Decreto-lei nO 200/67. o Código de Defesa do Consumidor alcançou uma tal dimensão que hoje. Desta feita. E o relator da reforma. com a prestação de serviços públicos essenciais com qualidade. Como todos sabemos. p. fundamentalmente. vamos repassar.

Segundo. Ora. Como é fácil verificar. O que a reforma incorporou foi a possibilidade da perda do cargo em circuns­ tâncias muito especiais. Isto significa. JanJJuL 1999 . ao Distrito Federal e aos Municípios e. à medida que a Constituição criou um mecanismo de controle da qualidade do serviço público. ademais da sentença judicial transitada em julgado e do processo administrativo em que seja assegurada ampla defesa. n. com o que. agora. esse ditame da Constituição casa-se com aqueloutro sobre a representação do usuário contra o exercício negligente ou abusivo de cargo pelo servidor.lt. sim. Primeiro. perder o seu cargo. a teor do art. no que se refere ao povo consumidor. como muito se alardeou. assim a redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e a 44 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 41. estabeleceu uma linha de providências para o cumprimento do limite antes referido. lei complementar estabelecerá o mecanismo de avalia­ ção periódica de desempenho do servidor. 27 da Emenda. não mais torna-se estável por inércia. mas. assim a obrigatória avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. ainda. tão pouco valo­ rizados. ademais do prazo de três anos. 41. já cons­ tantes da anterior redação. O servidor. emprego ou função na administração pública? É evidente que está nas mãos do Con­ gresso Nacional uma responsabilidade maior. Terceiro. é a avaliação especial de desempenho na forma do § 4° do art. Assim. 1-98. E o Con­ gresso Nacional dispõe do prazo de cento e vinte dias para elaborar a lei de defesa do usuário de serviços públicos. a meu juízo. o servidor poderá. Está aí posto um freio contra a má qualidade dos serviços prestados pelo Estado. que não poderá ser superior a limites fixados em lei complementar. A reforma administrativa não destruiu a estabilidade. o que se poderá dizer de uma lei garantindo ao usuário do serviço público direito de representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. aprovado em concurso público. a suspensão de todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. uma vez promulgada a lei complementar. desde logo. dos Estados e dos Municípios. se não mantiver um desempenho satis­ fatório. autori­ zou o novo texto. submeteu a aquisição da estabilidade a uma condição. sem a devida leitura do texto reformado. v. regulada no art. desobedecido o limite legislado.Civil. 1. até a edição do Código. impôs a reforma um rigoroso controle da despesa públi­ ca com pessoal ativo e inativo da União. considerando não mais o prazo de dois anos. o prazo de três anos. E isso porque cuida diretamente de direitos da cidadania. O segundo ponto a ser destacado diz com a controvertida discipli­ na da estabilidade. que o simples decurso do tempo não basta para que o servidor adquira a estabilidade. p. Depende da avaliação obrigatória do seu desempenho. E assim me parece porque o texto determina que a condição para a aquisição da estabilidade.

desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. como salários altíssimos em decorrência de incorporações criadas por lei. XI. estabeleceu que o cargo objeto da redução será considerado extinto. A regra básica é a do art. não poderão exceder o subsídio mensal. 169) sobre a demissão de servidores estáveis. p. certamente. estabelecerão critérios e garantias especiais para a perda do cargo pelo servidor público que. ou outros benefíci­ os gerados pela imaginação criadora do legislador e pela interpretação cons­ trutiva dos juízes. JanJJuL 1999 - 4S . Se. v. Chegou-se ao absurdo de reconhecer remuneração fora de qualquer padrão hierárquico. 1-98. O que o texto revela é que o teto não pode ser ultrapassado sob nenhum pretexto. n. provocará desdobramen­ tos. vedada a criação de cargo. malgrado minha irresignação nos diversos votos que proferi quando Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer natureza. 41 e § 7° do art. autárquica e fundacio­ nal. dos Estados. 1. Tenha-se presente que há uma enorme disparidade nesse aspecto. que dispôs que fia remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal'. co­ mandando que as leis (inciso 111 do § 1° do art. o órgão ou unidade administra­ tiva objeto da redução de pessoal. o servidor estável poderá perder o cargo. dos membros de qualquer dos Poderes da União. como prescrito no § 4° do art. no § 5°. o art. 37. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Esta redação tão ampliada e tão minuciosa tem por objetivo evitar qualquer interpretação que permita a ultrapassagem do teto. A Emenda incluiu um novo artigo na Constituição. Assim com o mercado de trabalho assim entre os poderes do Estado. percebidos cumulativamente ou não. indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. com isso vedando situações constrangedoras. E. dispondo a lei federal ordinária sobre a aplicação do mecanis­ mo de redução de pessoal com a demissão de servidores estáveis. desenvolva atividades exclusivas de Estado. funções e empregos públicos da administração direta. O terceiro ponto a ressaltar diz respeito ao sistema de remunera­ ção do serviço público. em espécie. 169. assegu­ rando. 247. como ocorreu com a anterior redação do mesmo inciso XI. em decorrência de seu cargo efetivo.demissão de servidores não estáveis. que. tais medidas não forem suficientes para assegurar o cumprimento da detenninação legal. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. com teratológicas distorções remuneratórias. com um contracheque cheio de penduricalhos. 11. Com isso criou uma nova categoria de servidores públicos. do Distrito Federal e dos Municípios. contudo. emprego ou função com atribuições iguais ou as­ semelhadas pelo prazo de quatro anos. pensões ou outra espécie remuneratória. igual­ mente.

teve o cuidado de repetir a regra do constituinte originário. que. previsto no § 4° do art. 37. c). vencimen­ tos. 39. como capi­ tulado no § 8° do art. verba de representação ou outra espécie remuneratória". não raro. mediante a qual. o detentor de mandato eletivo. E a Emenda permitiu que essa modalida­ de seja aplicada aos servidores públicos organizados em carreira. obrigatório para o "membro de poder. V). § 2° e 29. também. Essa regra impede o velho hábito de ampliar a remuneração sem lei. ao qual são acrescidas parcelas infinitas que levam a uma remu­ neração final bem maior. § 5°. 28. Com isso. 46 . elimina tal risco e impõe uma imediata correção. XI. prêmio. A reforma. abono. por atos internos dos Poderes. determinando que os "subsídios. gerou injustiças terrificantes. p. aos limites decorrentes da Constituição Federal. que denominou subsídio. 29. resguardada a iniciativa privativa em cada caso. ademais de categoria determinada de ocupantes de cargos estatais. O que essa regra alcança é a transparência no sis­ tema remuneratório dos membros de Poder e detentores de mandato eletivo. até mesmo. 1. ainda. não se admitindo a per­ cepção de excesso a qualquer título". na minha compreensão. hoje. os membros do Ministério Público. remuneração. Da mesma maneira que considerou irre­ dutíveis o subsídio e os vencimentos. a Emenda nO 19/98 criou uma severa restrição ao exigir que a remuneração e o subsídio somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. ou por mera interpretação. ainda. tudo subor­ dinado ao teto. de igual modo. na forma do art. 128. um parlamentar ou um juiz percebem importância irrisória como vencimento.U. O subsídio é "fixado em parcela única. n. mesmo em se tratando do exercício do poder constituinte derivado. o novo texto. O que o constituinte derivado deixou induvidoso foi a redutibilidade dos subsídios e os vencimentos se acima do teto previsto no art. a pretexto da incorporação de vantagens totalmente sem sentido e sem base na realidade social brasileira. Esse sis­ tema atinge. acaba-se com a mentira remuneratória. 39. Enquanto um número limitado de servidores era beneficiado com remuneração astronômica. não tendo valia alguma a alegação de direito adquirido contra o comando constitucional do teto. Esse fato. proventos da aposentadoria e pensões e quaisquer outras espécies remuneratórias adequar-se-ão. no art. Atinge.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. e os integrantes da Advocacia-Geral da União e da Defensoria PÚ­ blica. os Prefeitos e Vice-Prefeitos e os Governadores e os res­ pectivos vices (art. JanJJuL 1999 . Da mesma forma. alcançando patamares as­ sustadores para o serviço público.tomando. impossível qualquer forma de controle. os Ministros de Estado e os Secretários estaduais e municipais". 1-98. abriu a possibilidade de percepção de uma forma de remuneração. a partir da promulgação desta emen­ da. ressalvado também o teto. v. vedado o acréscimo de qualquer adicional. I.

é conjunta dos Pre­ sidentes da República. tendo por objeto a estipulação de metas de desempenho. a sociedade ficará conhecendo com toda claridade. 39. dos Estados. JanJJuL 1999 47 . do Distrito Federal e dos Municípios a es­ tabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores. Mas. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em gera!' . Aos Tribunais caberá decidir se será possível impor um teto inferior àquele fixado no inciso XI para os servidores públicos. Desse modo. o quanto percebeu os mem­ bros dos Poderes do Estado e os funcionários públicos. do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal (art. cabendo à lei ordinária dispor sobre o prazo de duração do con­ trato. § 9°. hospitais e escolas. 48. em benefícios corporativos ou em padrão inadequado para o tipo de cargo. v. O quarto ponto refere-se a uma possível autonomia gerencial. obrigações e responsabilidades dos dirigentes. à medida que impõe padrão de desempenho com responsabilidade pessoal dos dirigentes. dos Estados. Um aspecto importante é a nova redação do art.A iniciativa da lei para a fixação do teto. com isso propici­ ando um grande avanço para romper com o velho sistema. Há. direitos. e suas subsidiárias. or­ çamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indi­ reta. É uma alternativa possível para melhorar a prestação de serviços pelo Estado. 1-98. os quais firmarão tal contrato com o próprio Estado. pode beneficiar. sempre apoiado. para a fixação dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Por fim. o grau de res­ ponsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. que receberem recursos da União. muitas vezes prejudicadas pelo excesso de controles da burocracia com reflexos na qualidade do serviço. 1. Legislativo e Judiciário a publicar anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. n. 39 prescrevendo a criação de um conselho de poHtica de administração e remuneração de pes­ soal. portanto. a ser firmado entre seus administradores e o poder público". Uma questão que vai surgir é sobre a regra do § 5° do art. sempre obedecido o teto do inciso XI. ou seja. 37. no art. da Câmara dos Deputados. por exemplo. os requisitos para a investidura e as peculiaridades dos cargos. os controles e critérios de avaliação de desempenho. remuneração do pessoal. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. Primeiro. Com a nova redação a fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará a natureza. O quinto ponto é sobre o chamado estatuto jurídico da empresa pública. a Emenda incluiu na Constituição regra que obriga os Po­ deres Executivo. uma solidariedade dos Poderes do Estado na fixação do teto. ficou estabelecido que o teto "aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. sem dúvida. p. que autoriza Lei da União. XV). que "poderá ser ampliada mediante contrato. 11.

talvez o maior. um avanço em um pais acostumado. sob todos os ângulos. que. sem sombra de dúvidas.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 1-98. Pode ser um bom caminho. D. É. compras. que o professor e o médico tenham mais prestigio na sociedade e na hierarquia dos servidores do Estado. um ponto que seria útil destacar é o que se refere ao regjme de concurso público para a investidura em cargo ou emprego público. a reforma pode não ter sido a ideal. que pode alcançar limites bem amplos. A esperança de todos é que o Estado não seja destruido pela incompetência dos gestores da coisa pública. nestes ca­ sos. a constituição e o funcionamento dos con­ selhos de administração e fiscal. A nova disciplina constitucional manteve a exigência do concurso. portanto. a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. trabalhistas e tributários. com a participação dos acionistas minoritários e sobre os mandatos. regulado por lei especial. serviços. fundamental. não é recomendável. mas. o § 10 configurou de modo especial as em­ presas "que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços"./JuL 1999 . a lei poderá encontrar mecanismos diferenciados para cada categoria. comerciais. Estão postos alguns aspectos que me pareceram merecer relevo.Mas. melhor do que a atual indisciplina. a uma burocracia que se satisfaz com as dificuldades a um direito positivo prolixo e impiedoso com os direitos do cidadão. 1. v. alienações. devendo a lei ordinária dispor. nos últimos tempos. Por exemplo. na nova redação do art. 173. se as leis previstas vão ser elabo­ radas. fixando o novo teto e aqueloutra sobre a possibilidade de perda do cargo em função do desempenho e da ne­ cessidade de ser obedecido o limite com as despesas de pessoal. Que a aragem iniciada com o Código de Defesa do Con­ sumidor prossiga com a regulamentação infraconstitucional da reforma admi­ nistrativa. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. por longo tempo. tudo a depender do legislador ordinário. Jan.H. nas inovações trazidas pela Emenda nO 19/98. Na minha compreensão. evitando critério uniforme. Queremos neste fim de século que o Estado seja mais social e menos econômico. Finalmente. 48 . a começar por aquela. ela representa um grande avanço. na forma prevista em ler . po­ rém. para disciplinar atividade do Estado. De todos os modos. um cenário para estas empresas. repito. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. com base na qualidade do serviço prestado e com uma efetiva participação do usuário. a licitação e contratação de obras. Com isso. observados os princípios da administração pública. a questão maior é a de saber se a disciplina vai ter conseqüência efetiva. um espaço para que o concurso público tenha em consideração "a natu­ reza e a complexidade do cargo ou emprego. P. abrindo. sobre sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela soci­ edade. Criou a Emenda.

1. 1-98. n. v. n. JanJJul. isto é. 1999 - 49 .com isso significando que o Estado. se reencontra com o seu destino. Infonnativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. finalmente. p. servir ao povo nas atividades essenciais para que cada brasileiro possa realizar a plenitude de sua natureza na sociedade em que vive.

SO~AI' .

ed. Ralf.COTRIM.BOBBIO. 1997. ed. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. 005 . v. 009 . 1997. 1998. Cartilha de ética profissional do advogado: perguntas e respostas sobre ética profissional baseadas em consultas formuladas ao tribunal de ética da OAB-SP. 007 . São Paulo: Revista dos Tribunais.LIVROS (Novas Aquisições) DIREITO 001 . 1-98. São Paulo: M. 1998. 1995. A lei e a ordem. 6. Dicionário jurídíco de latim e gramática.AZEVEDO. O positivismo jurídico: lições de filosofia do direito. Marcelo. 1999. 1997.FIORILLO. 1997. 006 . Celso Antônio Pacheco. Direito e legislação: introdução ao direito. 3.254 p. Fabio Ulhoa. Rio de Janeiro: Instituto Liberal. 3.DAMIÃO. JamJJuL 1999 53 . reformo São Paulo: Saraiva. 1. São Paulo: Atlas. 1995. 008 . tiragem. ed. ed. 11. justiça social e neoliberalismo. Plauto Faraco de. 1999. Derechos humanos. São Paulo: M. Regina Toledo. Buenos Aires: Editorial Universidad. Edmundo Lima de. Biodiversidade e patrímõnio genético ambiental brasileiro. 010 . 20. Gilberto Vieira.COLAUTTI. p. Roteiro de lógica jurídica. Direito moderno e mudança social: ensaios de sociologia jurídica. São Paulo: WVC. São Paulo: Ln. Limonad.. 1999.COELHO. Curso de português jurídico. 004 .BARONI. Belo Horizonte: Del Rey. D. 003 . Carlos E.AQUAROLl. Adriana. 2. Direito.DAHRENDORF. 011 . Robison. 002 -ARRUDA JUNIOR. DIAFERIA. Limonad. Norberto. São Paulo: lcone.

1999. Edis. João Bosco. 1999. e atual. Maximilianus Cláudio América.1. Monografia no curso de direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa. Biotecnologia y derecho. 4. Derecho justo: fundamentos reimpresión. Hermenêutica jurídica. Franco.OLIVEIRA. 1997. O direito e a vida dos direitos. Wilson de. JanJJuL 1999 . Miguel.FÜHRER. 017 . São Paulo: Acadêmica. Vicente. da escolha do assunto a apresentação gráfica. 021 .HENRIQUES. ed. p. A mulher em face do direito: ao alcance de todos. ed. 25. 1998. 1998.Ioformativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. anot.012 .LARENZ. 020 . ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais. Humberto.. R. ed. 023 . ed.MACHADO. 022 .MONTaRa. Buenos Aires: Ciudad Argentina. 013 . 7. v. rev. MEDEIROS. 0.FRANÇA. tiragem. 2) 015 . Karl. São Paulo: Atlas. 1999. Antônio. Francisco Astudillo et aI. 1998. MILARE. 11. Madrid: Civitas. (Temas de Derecho Industrial y de la Competência. Es eficiente el sistema jurídico. 1988. de ética jurídica. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2. 2. 014 . Manual de direito público e privado. (RT Didáticos) 019 . Lições preliminares de direito. 54 . Agapito.RAO. 1993. Umongi. 018 . e aum.GOMEZ.REALE. Buenos Aires: Ciudad Argentina. e atual. Teoria geral do direito e marxismo. 24.U. Eugeny Bronislanovich. Belo Horizonte: Del Rey. 1997. 1-98. 1999. São Paulo: Saraiva. Belo Horizonte: Del Rey. São Paulo: Revista dos Tribunais. e atual. ed. São Paulo: Saraiva. 1999.PASUKANIS. Introdução à ciência do direito. 016 . Questões polêmicas de direito.QUIROGA LAVIE.

024 - SOARES, Guido Fernando Silva. Common law: introdução ao direito dos EUA. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. 025 - SOUTO, Cláudio. Sociologia do direito: uma visão substantiva. 2. ed. rev. e aum. Porto Alegre: S.A. Fabris, 1997. 026 - VILANOVA, Lourival. As estruturas lógicas e o sistema do direito positivo. São Paulo: M. Limonad, 1997. 027 - XAVIER, Ronaldo Caldeira. Latim no direito. 5. ed. rev. e aum., 2. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.

DIREITO ADMINISTRATIVO 028 - BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito administrativo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1999. 029 - BRAZ, Petrônio. Manual de direito administrativo de acordo com a reforma administrativa. Leme: Led, 1999. 030 - CASTRO, José Nilo de. A CPI municipal. 2. ed. rev. atual. Belo Horizonte: Del Rey, 1996. 031 - CíCERO, Nídia Karina. Servicios públicos, control y proteccion. Buenos Aires: Ciudad Argentina. 1996. 032 - CITADINI, Antônio Roque. Comentários e jurisprudência sobre a lei de licitações públicas. 3. ed. atual. e ampl. São Paulo: M. Limonad, 1999. 033 - CRETELLA JUNIOR, José. Dicionário de direito administrativo. 4. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Forense, 1998. 034 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo, FÜHRER, Maximilianus Roberto Ernesto. Resumo de direito administrativo. 5. ed. de acordo com as Emendas Constitucionais 19, de 4.6.98, e 20, de 15.12.98. São Paulo: Malheiros, 1999. (Coleção Resumos; 7) 035 - MEDAUAR, Odete. Direito administrativo moderno: de acordo com a EC 19/98. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
Informativo Jurídico da Biblioteca MiDistro Oscar Saraiva, v. lI, n. I, p. 1-98, JamJJuL 1999 -

ss

036 - MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 24. ed. atualizada por Eurico de Andrade Azevedo, Delcio Balestero Aleixo e José Emmanuel Burle Filho. São Paulo: Malheiros, 1999. 037 - MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de direito administrativo. 11. ed. rev., atual. e ampl. de acordo com as Emendas Constitucionais 19 e 20, de 1998. São Paulo: Malheiros, 1999. 038 - MENDES, Renato Geraldo. O novo regime juridico das licitações e contratos de acordo com a lei n. 9648/98. Curitiba: ZNT, 1998. 039 - MOREIRA, João Batista Gomes. Princípio constitucional da eficiência da administração pública: Emenda Constitucional 19/98 : repercussão na teoria do direito administrativo. Brasília: Tribunal Regional Federal da 1. Região, 1999. (Cartilha Jurídica; 64) 040 - OSÓRIO, Fábio Medina. Improbidade administrativa: observações sobre a lei 8.429/92. 2. ed., ampl. e atual. Porto Alegre: Síntese, 1998. 041 - DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 10. ed., 2. tiragem. São Paulo: Atlas, 1999. 042 - SILVA, Edson Jacinto da. Sindicância e processo administrativo disciplinar: doutrina, prática, jurisprudência. Leme: Led, 1999. 043 - VERRI JUNIOR, Luiz Antônio (Coord.). Licitações e contratos administrativos: temas atuais e controvertidos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.

DIREITO CIVIL 044 - AMORIM, Sebastião Luiz, OLIVEIRA, Euclides Benedito de. Inventários e partilhas: direito das sucessões: teoria e prática. 12. ed., rev. e ampl. São Paulo: Leud, 1999. 045 - AZEVEDO, Álvaro Villaça. Bem de família: com comentários a lei 8.009/90.4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. 046 - BARBIERI, Jean-Jacques. Contrats civils, contrats commerciaux. Paris: Masson/A. Colins, 1995.
56 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999

047 - BERTI, Silma Mendes. Direito à própria imagem. Belo Horizonte: Del Rey, 1998. 048 - BRANDELLI, Leonardo. Teoria geral do direito notarial. São Paulo: Livraria do Advogado, 1998. 049 - BRASIL. Código Civil (1916). Código civil: lei n. 3.071, de 01.01.1916, atualizada e acompanhada de legislação complementar, súmulas e índices sistemático e alfabético-remissivo.... 50. ed. São Paulo: Saraiva: 1999.(Legislação Brasileira) 050 - CAMPOS JUNIOR, Aluísio Santiago. Posse: aspectos didáticos, doutrina e jurisprudência. Belo Horizonte: Inédita, 1996. 051 - CESAR, Celso Laet de Toledo. Herança: orientações práticas. São Paulo: Oliveira Mendes, 1997. 052 - CHINEN, Akira. Know-how e propriedade industrial. São Paulo: Oliveira Mendes, 1997. 053 - COVELLO, Sérgio Carlos. As normas de sigilo como proteção à intimidade. São Paulo: SEJAC, 1999. 054 - CRETELLA JÚNIOR, José, CRETELLA NETO, José. 1000 perguntas e respostas de direito civil: para os exames da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998. 055 - DANTAS, Carlos Monterrei. Direito de vizinhança: jurisprudência e prática. São Paulo: Law-book, 1999. teoria,

056 - DAVID, Fernando Lopes. Impenhorabilidade do bem de família nos tribunais. São Paulo: IGLU, 1999. 057 - DIAS, Sérgio Novais. Responsabilidade civil do advogado na perda de uma chance. São Paulo: LTR, 1999. 058 - DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado. 5. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 1999. 059 - DONNINI, Rogério Ferraz. A revisão dos contratos. 18. ed., 3. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 ­

57

1999.LANARI. 1997. 066 . Direito de família: teoria. HISE. rev.060 .LOPES. Belo Horizonte: Inédita. 1999. São Paulo: Malheiros. 064 . 3.MIRANDA. jurisprudência e prática. Curso de direito civil: parte geral. tiragem. Le droit anglo-americain des contrats: arrets et commentaire. 1998.. Bruno Canisio. Araras: Bestbook. (RT Códigos) 071 . Maurício Antônio Ribeiro.) Criança e adolescente: direito a direitos. Walter Brasil. César. Paris: LGDJ. Carlos Roberto.1998.ERRANTE. 069 . Jair Leonardo. 1999. 1999. Maximilianus Cláudio Américo. ed. e ampl. Orlando. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1999.FÜHRER. jurisprudência. 1999. rev. 065 . Direito civil. ed. Campinas: Aga Juris. 1999.GONÇALVES. 11. Resumo de direito civil. v. atual. 58 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. p. Buenos Aires: Editorial Universidad. 067 . 4. prática e legislação. Contratos.. Direito civil: curso completo. 3. 068 . atual. 1999. ed. Sandra Julien (Org. Derecho y reparación de danos: tendência jurisprudencial anotada y sistematizada. JanJJuL 1999 .GHERSI. 1999. Edward. 062 . atual. Belo Horizonte: Del Rey. ed. Rio de Janeiro: Forense. 1. 1999. ROSSELLO.GOMES.(RT Didáticos) 070 . 072 . 1999. ed. rev. Mônica. 061 . Carlos Alberto.. Código civil. n. Flávia de Vasconcellos. 1-98. e ampl. 21. São Paulo: Revista dos Tribunais. Direito civil resumido. 18.12. Belo Horizonte: Del Rey. 4. 2.MUJALLI. 063 . São Paulo: Rideel. até 31.FIUZA.LOPES. ed. Gabriela. São Paulo: Saraiva. legislação. Direito marítimo: contratos e responsabilidade.KICH. Direito das obrigações: teoria.

073 - NEGRÃO, Theotônio (Coord.) Código civil e legislação civil em vigor. 18. ed. atual. até 5 de janeiro de 1999. São Paulo: Saraiva, 1999. 074 - NUNES, Luiz Antônio Rizzatto, CALDEIRA, Mirella O'Angelo. Dano moral e sua interpretação jurisprudencial. São Paulo: Saraiva, 1999. 075 - OLIVEIRA, Basílio de. Concubinato: novos rumos. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1997. 076 - PEREIRA, Rodrigo da Cunha. Direito de família: uma abordagem psicanalítica. Belo Horizonte: Del Rey, 1997. 077 - POSTERLI, Renato. Transtornos Horizonte: Del Rey, 1996. de preferência sexual. Belo

078 - SANCHES, Hercoles Tecino. Legislação autoral. São Paulo: LTR, 1999. 079 - SANTOS, Gilda dos. Locação e despejo: comentários à lei 8.245-91. 3. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. 080 - SANTOS, Regina Beatriz Tavares da Silva Papa dos. Reparação civil na separação e no divórcio. São Paulo: Saraiva, 1999. 081 - SERPA, Maria de Nazareth. Mediação de família. Belo Horizonte: Del Rey, 1999. 082 - SILVA, Luis Renato Ferreira da. Revisão dos contratos: do código civil ao código do consumidor. 2. tiragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999. 083 - SOARES, José Carlos Tinoco. Tratado da propriedade industrial. São Paulo: Resenha Tributária, 1988. 084 - STARCH, Boris. Obligations. 5. ed. Paris: L1TEC, 1995. 085 - STILERMAN, Marta N. Menores: tenencia, regimen de visitas. 3. ed. actual. Buenos Aires: Editorial Universidad, 1997.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 S9

086 - STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial: doutrina e jurisprudência. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. 087 - SZANIAWSKI, Elimar. Limites e possibilidades do direito de redesignação do estado sexual: estudo sobre o transexualismo : aspectos médicos e jurídicos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.

DIREITO COMERCIAL 088 - ABRÃO, Carlos Henrique. Do protesto. São Paulo: LEUD, 1999. 089 - ABRÃO, Nelson. A continuação do negócio na falência. 2. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: LEUD, 1998. 090 . Os credores na falência. 2. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: LEUD,1998.

091 - BONNEAU, Thierry. Droit bancaire. 2. ed. Paris: Montchrestien, 1996. (Domat Droit Privé). 092 - BRANCO, Gerson Luiz Carlos. O sistema contratual do cartão de crédito. São Paulo: Saraiva, 1998. 093 - BRASIL. Código Comercial (1850). Código comercial: lei n. 556, de 25.06.1850, atualizada e acompanhada de legislação complementar, inclusive código de proteção e defesa do consumidor, lei de locação de imóveis urbanos e lei de sociedades anônimas. 44. ed. São Paulo: Saraiva, 1999. (Legislação Brasileira) 094 - CANDELARIO MACIAS, Maria Isabel, RODRIGUEZ GRILLO, Luiza E. La empresa en crisis: derecho actual. Buenos Aires: Ciudad Argentina, 1998. 095 - LE CONTRAT de transport de marchandises terrestres et aérien. Sous la direction et avec un avant-projet de loi commune commentée de René Rodiere. Paris: A. Pedone, 1977. (Harrnonisation du Droit des Affaires dans les Pays du Marché Commun).
60 - loformativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Sal"llliva, v. 11, o. 1, p. 1-98, Jao./JuI. 1999

096 - FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo. Resumo de direito comercial. 22. ed. São Paulo: Malheiros, 1999. 144 p. (Coleção Resumos; 1) 097 -

---o Roteiro das falências e concordatas. 16. ed. rev. e atual. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.

098 - GARCIA DE ENTERRIA, Javier. Contrato de factoring y cesion de créditos. 2. ed. Madrid: Civitas, 1995.(Monografias civitas) 099 - LOPES, Maurício Antônio Ribeiro. Código comercial. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT Códigos) 100 - MAIA NETO, Francisco. Dicionário do mercado imobiliário. Belo Horizonte: Del Rey, 1998. 101 - MARTINS, Fran. Curso de direito comercial: empresa comercial, empresários individuais, microempresas, sociedades comerciais, fundo de comércio. 23. ed. rev. e atual. por Jorge Lobo. Rio de Janeiro: Forense, 1999. 102 - MOSSO, Guillermo G. EI cramdown y otras novedades concursales. Buenos Aires: Rubinzal-Culzoni, 1998. 103 - OLIVEIRA, Regis Fernandes de, HORVATH, Estevão. Manual de direito financeiro. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. (RT Didáticos) 104 - SIMÃO FILHO, Adalberto. Franchising: aspectos contratuais. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, 1998. jurídicos e

105 - VALLE, Anco Márcio. Processo falimentar: fase pré-falencial. Rio de Janeiro: Idéia Jurídica, 1998. 106 - VERRI, Maria Elisa Gualandi. Shopping centers: aspectos jurídicos e suas origens. Belo Horizonte: Del Rey, 1996.

DIREITO CONSTITUCIONAL 107 - BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Brasília Jurídica, 1999. (Série legislação de bolso;

7)
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JamJJuL 1999 61

legislação e jurisprudência. ed. ed. de 18/03/99.CORREIA. Direito constitucional.1998. 2. 111 . 16. 1999.2v. José Afonso da. Carlos E. Uadi Lamego.12. Curso de direito constitucional positivo. São Paulo: LTr. v.SILVA. 11.BAPTISTA. sistemas e efeitos. Controle de constitucionalidade: conceitos. e amplo São Paulo: Atlas. Constituição da República Federativa do Brasil. 115 . 1998. 1998. 1998. 1997. Paulo Napoleão Nogueira da. São Paulo: Malheiros. Manual de interpretação constitucional.BERTUCCI. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais. O Mercosul. Buenos Aires: Editorial Universidad.108 - . 109 . ed. 1999. Campinas: Aga Juris. 1999. 1998. e atual. JanJJul. 1-98.MORAES. atual. Direito processual 112 . Curso de direito constitucional. suas instituições e ordenamento jurídico. 62 . 1999 . 2. Marcus Orione Gonçalves. Walter Brasil. e atual. 1996. DIREITO ECONOMICO 117 . p. 118 . São Paulo: LTr. Oswaldo Luiz. rev. 1. São Paulo: Saraiva. 22. nos termos da reforma constitucional até a Emenda Constitucional n. São Paulo: Revista dos Tribunais. ed. ed.SILVA. Alexandre de.COLAUTTI. rev. até a Emenda Constitucional n. São Paulo: Saraiva.BULOS. 1999. Rosana et alo Mercosur y medio ambiente. constitucional. 4. Direito constitucional e a Constituição Federal: teoria. com notas remissivas às principais leis básicas. 113 . de 15. 110 . 2.PALU.MUJALLI. n. 1999. 116 . 20. 114 . Luiz Olavo. Buenos Aires: Ciudad Argentina. Derecho constitucional.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.

Rio de Janeiro: Destaque.lI. ed. 1999.90.MENEM.SANTOS. 129 . São Paulo: LTr. Manual de direito internacional público. Código de defesa do consumidor lei n.BRASIL. 1999. 127 .119 . São Paulo: J. e ampl. 1998. Que é o Mercosul? Buenos Aires: Ciudad Argentina. Waldirio.078. Paulo Brasil Dill. ed. Escola de Administração de Empresas de São Paulo. 1999. 2. ed. de 25 de setembro de 1995. Código de defesa do consumidor interpretado.PRUX. Washington Peluso Albino de. Responsabilidade civil do profissional liberal no código de defesa do consumidor. São Paulo: Saraiva. p.NEGRO. Código de Proteção e Defesa do Consumidor (1990). Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Oscar Ivan. 8. 1999. rev. 1998. ed. Carlos Saul. Hildebrando. 9. 120 . 121 . 1996. Buenos Aires: Ciudad Argentina. Nafta e Alca : a dimensão social. Questões contratuais no código de defesa do consumidor. Cooperación espacial comunitária: regulación jurídica. Campinas: AGA Juris. n. 1999. 1.09. de 11. 1997. Primeiras linhas de direito econômico. Código do consumidor comentado. Belo Horizonte: Del Rey.LAGRASTA NETO. 125 .ACCIOLY. Yves (Org.BULGARELLI. de Oliveira. Sandra Cecília.SOUZA. JamJJuL 1999 ­ 63 . 1998. Ozéias J. 1-98. 1998. (Coleção saber jurídico) 123 . 122 .SOARES. de 20 de março de 1997 e lei n. Globalização e Mercosul: visão jurídica. 4.) Mercosul. São Paulo: Lawbook. pelo decreto n. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 130 . 2. Caetano. 124 . 13. 5. exploración y explotación dei espácio. 1999. 126 . v. São Paulo: Atlas. 128 .CHAOUT.181. São Paulo: LTr.099.NEGOCIAÇÕES internacionais e a globalização. São Paulo: LTr.

ed. do livro lições de direito penal.271/96.455197 e 9.SILVA. 2. 1994. ed.131 -ARAÚJO. DIREITO PENAL 134 . de. rev. 1999.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. e atual. n. 9. Casos criminais célebres.DEL-CAMPO. também atualizada.BOSON. 1. e ampl. 133 .848. 64 . 1999. FÜHRER. São Paulo: Malheiros. Belo Horizonte: Inédita. 5) 140 . 1999. 132 . 138 . Gerson de Britto Mello. (Coleção Resumos. Edilson Mougenot. 139 . e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais. de súmulas e de índices. 11. ed. 15. de 7 de dezembro de 1940. JanJJul. Direito penal. Curso de direito internacional público. rev.714.714/98. São Paulo: Juarez de Oliveira.JESUS. 37. São Paulo: Saraiva. 9.1) 141 . São Paulo: Revista dos Tribunais. 135 . Rene Ariel. Maximilianus Cláudio Américo. São Paulo: Revista dos Tribunais. Roberto Luiz. 9. Luis Ivani de Amorim. tiragem.268/96. Direito penal da sociedade. atual.I999 .GOMES. 2. 3. Cezar Roberto. 1999. Luiz Flávio. Belo Horizonte: Del Rey. v. (Legislação Brasileira) 137 . São Paulo: Saraiva.BRASIL. ed. rev. p. 9. 1997. 1999. de 25-11-1998. Penas e medidas alternativas a prisão. Código penal: decreto-lei n.099/95. 1999. pelas leis 9. ed. atualizado e acompanhado de legislação complementar. Direito internacional público resumido. Rio de Janeiro: Forense. Damásio E. 1998. ed. Eduardo Roberto A. Maximiliano Roberto Ernesto. 22. São Paulo: Oliveira Mendes. 1999. Resumo de direito penal: parte geral. Manual de direito penal: parte geral. 1999.BONFIM.DOTTI.. Direito internacional público: o Estado em direito das gentes. v. 136 . (Coleção Temas Atuais de Direito Criminal.BITTENCOURT.. Código Penal (1940).FÜHRER. 1-98. 9. 5. Penas restritivas de direitos: considerações sobre a lei n.

Campinas: Bookseller.TEIXEIRA.LOPES. Belo Horizonte: Del Rey. Código penal.PADRO. Crimes contra o ambiente: anotações à lei 9. Crimes do código de trânsito: comentários. prática. 1999. 146 . São Paulo: Malheiros. Belo Horizonte: Del Rey. (RT Didáticos) 149 . 145 .SILVA. 150 . São Paulo: Atlas. ed. Juary C. p. Prisão ilegal e responsabilidade civil do estado. Fernando Célio de Brito. 143 .605. 4.POSTERLI. São Paulo: Saraiva. e atual. 152 .SILVA. Brasília: Brasília Jurídica. atual. Tratado de direito penal. Crimes do colarinho branco e contrabando e descaminho. São Paulo: Revista dos Tribunais. n. jurisprudência e legislação. 1998.SALLES JUNIOR. Homicídio e lesão corporal culposos no código penal e no código de trânsito brasileiro.QUIRINO. 1998. v. Antônio Carlos Rodrigues da. JamJJuL 1999 - 65 . 151 . Curso de direito penal brasileiro: parte geral. Renato. rev. 1-98. 11. Agapito. (RT Códigos) 144 ..MACHADO. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 1. 1997. Tóxicos e comportamento delituoso. 148 . José Frederico. Elementos de direito penal tributário.142 . Romeu de Almeida. 1996. 1999. Maurício Antônio Ribeiro (Coord. 1999. de 12 de fevereiro de 1998. Crimes do colarinho branco. 2v. 1997. 1998.LOPES. e ampl. 154 . 1999. 3. Curso de direito penal: parte geral. São Paulo: Atlas.NOGUEIRA. Jair Leonardo. São Paulo: Oliveira Mendes.). ed. 218 p. 153 . Luiz Regis. 1998. São Paulo: Revista dos Tribunais. rev. Antonio Leopoldo.MARQUES. 147 . São Paulo: Revista dos Tribunais. jurisprudência. Da legítima defesa: doutrina. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1999. Arnaldo. 1999.

11. Derecho penal aduanero. 8. ed. 159 . Belo Horizonte: Del Rey. 1-98.FIGUEIRA JÚNIOR. Lásaro Cândido da. 161 . São Paulo: LTr.TOSI. Wagner. Jorge Franklin Alves.COSTANTINO.BALERA. Celso Antonio Pacheco. São Paulo: LTr.12. São Paulo: LTr. DIREITO PROCESSUAL 163 . Curso básico de direito previdenciário. São Paulo: LTr.MARTINEZ. Buenos Aires: Cíudad Argentina. JanJJuL 1999 . DIREITO PREVIDENCIÁRIO Processo administrativo 156 . benefícios. 165 . NERY.CUNHA. 158 . RODRIGUES. Arbitragem: legislação nacional e estrangeira e monopólio jurisdicional. 160 . 1997. 1999. v. La representación procesal y el gestor. 20. Reforma da previdência: noções gerais do sistema previdenciário brasileiro e comentários à Emenda Constitucional n. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: LTr. 1996. Nilton Oliveira. Rosa Maria Andrade. 162 . Buenos Aires: Rubinzal-Culzoni. ed. Marcelo Abelha. 1997. 1999. 66 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.JULlÁO. Juan Antonio. 1999. Direito processual ambiental brasileiro. Pedro Augusto Musa.155 . As novas regras para a aposentadoria. Joel Dias.FELIPE. n. e atual. 1999.SOUZA. Rio de Janeiro: Forense. promulgada em 15 de dezembro de 1998. 164 . p. Wladimir Novaes. previdenciário: 157 . 1999. Aposentadoria especial.98.GONÇALVES. Jorge Luis. ed. Leny Xavier de Brito e. Previdência social: normas e cálculos de benefícios.FIORILLO. Previdência social na prática forense. rev. publicada no Diário Oficial. Belo Horizonte: Del Rey. 1999. 4. de 16. 1. 1999. 1999. 2. atual.

1998. DIREITO PROCESSUAL CIVIL 172 . prática. ed. medidas cautelares. Abadia Rodrigues de. Belo Horizonte: Del Rey.SILVA. 170 . ALBUQUERQUE.ASPECTOS polêmicos e atuais dos recursos cíveis de acordo com a lei 9.JORGE. 171 . e ampl. 1993. ed. doutrina. JamJJul 1999 - 67 . Redigindo a sentença. 4.ALBUQUERQUE. 1999. J. 2. rev. Investigação judicial e ação de impugnação de mandato eletivo. rev. 2. 1999. 168 . 174 . estado de necessidade.BARRETTO. Lauro. Horizonte: Del Rey. Buenos Aires: Editorial Universidad. Buenos Aires: Editorial Universidad.MAIA NETO. 173 . A súmula de efeito vinculante amplo no direito brasileiro: um problema e não uma solução. Excludentes de ilicitude civil: legítima defesa. E. tiragem. exercício regular de um direito reconhecido. Araras: Bestbook. n.ALVIM. 1999. 2. PEREIRA. v. Elpídio Donizetti. São Paulo: Revista dos Tribunais. Bauru: Edipro. e atual. Carreira. actual. Valdemar Rodrigues. 167 . EI proceso atipico: atribuiciones judiciales. p. li. Victor de. Belo Horizonte: Del Rey. 1999. 2. Procedimento sumário na reforma processual. Aparecida. decisória y recursiva. Roteiro prático de avaliações e perícias judiciais. ed. 1999. ed. constitución de la Iitis. Jaqueline Blondin de. 1997. Ação de cobrança e seus procedimentos.NUNES.166 .PEYRANO.SANTO.AMARANTE. 176 . Francisco. materias probatória. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Belo 169 . Belo Horizonte: Del Rey. La prueba judicial: teoria y practica. I.756-98. 1999. 1-98. 1999. Flávio Cheim. São Paulo: Revista dos Tribunais. Apelação cível: teoria geral e admissibilidade. Belo Horizonte: Del Rey. 1994. 175 . Jorge W. José Anchieta da. el pensamiento procesal.

5.307-96 e a lei dos recursos nos tribunais superiores 9. rev. Código de processo civil: lei n. processamento de recursos no âmbito dos tribunais. (Legislação Brasileira) 179 . e atual. ed.FÜHRER.307. Comentários ao código de processo civil: lei n. 1999. 1999. v. São Paulo: Saraiva. ed. João Lace. de 17. 1999. e ampl. ed. atual.. Theotônio (Org. Rosa Maria. São Paulo: Revista dos Tribunais. arbitragem 9. 5.03. 180 .. de 11-01-1973.869. O principio do contraditório no processo de execução. 1999. de 11 de janeiro de 1973: arts.. atual.09. 5. Rio de Janeiro: Forense.869. Resumo de processo civil.09. 1999. até 5 de janeiro de 1999.296-96. rev.NEGRÃO. Código de processo civil comentado e legislação processual civil extravagante em vigor: atualizado até 10. 4.95.KUHN.12.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. de 26. ed. 183 .756. 1998. de 23. (Coleção Resumos. (RT Códigos) 178.1999.4. rev. 1999. Nelson. NERY. Porto Alegre: Livraria do Advogado. 4) 181 . juizados especiais. Maximilianus Cláudio Américo.CASTELO. 30.NERY JÚNIOR. 1999. 1999. 182 . rev.) Código de processo civil e legislação processual em vigor. Celso. São Paulo: Revista dos Tribunais.NEVES. 1. 185 - . rev. São Paulo: Saraiva. lei da arbitragem 9. e ampl. ampl. 4. JanJJuL 1999 .756-98. com a lei das interceptações telefônicas 9. 1999. ed. 29.BRASIL. 11. São Paulo: Revista dos Tribunais.03. 7. Jorge Pinheiro.. Código de Processo Civil (1973). 9. 20. Principios do processo civil na Constituição Federal. de acordo com as leis 9.099. atual. 186 . 68 . São Paulo: LTr.. acompanhada de legislação complementar especial e súmulas. n.177 . São Paulo: Malheiros.96. Código de processo civil. p. e ampl. 646 a 795. ed. e atual. Tutela antecipada.1999. São Paulo: Revista dos Tribunais. ed. 184 - ----o Código de processo civil extravagante em vigor: atualizado até 10. 1-98. ed.98.

José Carlos G. 1999. tiragem.689. Curso avançado de processo civil. São Paulo: Revista dos Tribunais.1941. Caetano et aI. 11. Rio de Janeiro: Forense. 189 . 10. Belo Horizonte: Del Rey. Resumo de processo penal. Curso de direito processual civil. 3 v. José Rogério Cruz e (Coord. n. Márcio Luis Chila. e ampl. e atual. rev. Código de Processo Penal (1941). rev..10. 1999.SERPA. 1997. acompanhado de legislação complementar e súmulas. Flávio Renato Correia de. ed. São Paulo: Saraiva. 1-98. 194 .BRASIL. 3. (RT Códigos). Rio de Janeiro: Lumen Juris. Eduardo.. Teoria e prática da mediação de conflitos. (RT Didática) DIREITO PROCESSUAL PENAL 192 . 196 .187 . Da citação no processo civil.AQUINO. 188 . Manual de processo penal.. 190 . TALAMINI. JamJJul..THEODORO JÚNIOR. 1. 1996. atual. Belo Horizonte: Del Rey. A prisão provisória no CPPM. São Paulo: Oliveira Mendes. Maximilianus Cláudio Américo. 39. 1999.LAGRASTA NETO. Luiz Rodriguez. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 193 . v. ed.SILVA.) Garantias constitucionais do processo civil: homenagem aos 10 anos da Constituição Federal de 1988. e atual. 4. Código de processo penal: decreto-lei n. 1999. 1999 - 69 . ALMEIDA. 6) 197 ...TUCCI. 1999. de 03.WAMBIER. Humberto. (Coleção Resumos. 6. 1999. p.BRASIL.FREYESLEBEN. Nanei de Melo E. ed.FÜHRER. Maximiliano Roberto Ernesto. São Paulo: Malheiros. (Legislação Brasileira) 195 . A lei dos juizados especiais criminais na jurisprudência. São Paulo: Revista dos Tribunais. São Paulo: Saraiva. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. atualizado. Maria de Nazareth. Xavier de. rev. 2. Código de processo penal. 1997. 1999. 1999. 191 . Código de Processo Penal (1941). 17. FÜHRER. ed.

OLIVEIRA. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense. 206 . atual. 1999. 70 . ed. Luiz. Sérgio Pinto. 18. José Janguie Bezerra.GONÇALES. O direito e a justiça do trabalho diante da globalização. modelos de petições. Fernando da Costa. 199 . Solimar Soares da. 204 . 207 . Prática do processo trabalhista. 1999. ed. 29. 1999. 1999. precedentes e enunciados do TST. e atual. Júri: crimes e processo. rev. e ampl. 1999. 1999. atual.MOSSIN.DINIZ. 1999.MARTINS. 208 - ----o Manual de audiências trabalhistas: doutrina.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 2. Comentários dos precedentes normativos e individuais do TST. São Paulo: Atlas..TOURINHO FILHO. rev. ed. Francisco Antônio de.SILVA. 200 . Questões práticas do tribunal de júri. e atual. aum.NASCIMENTO. p.MALTA. 4. São Paulo: LTr. Temas polêmicos: estudos e acórdãos em matéria criminal. 205 . Colaborador André Emmanuel Barreto Campello. e atual.VIEL. recursos.I-98. rev. ed. 1999. 11. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 202 . 1997. sentenças e outros. São Paulo: Atlas. ed. Direito processual do trabalho. Heráclito Antônio. 10. São Paulo: Saraiva. n. 201 . São Paulo: Saraiva.198 . Código de processo penal comentado. ed. Christovão Piragibe Tostes. Amauri Mascaro. 1999. São Paulo: LTr. São Pauo : LTr. São Paulo: Revista dos Tribunais. rev. Belo Horizonte: Del Rey. v. JanJJuL 1999 . 2. Odonel Urbano. até fevereiro de 1999. 203 . Curitiba: JM. Curso de direito processual do trabalho. jurisprudência. 1998. São Paulo: Revista dos Tribunais.l.

215 - ---o O novo contrato por tempo determinado: acompanham esta obra os comentários à lei n. ed. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) (1943). Maurício Godinho. Orlando. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho: legislação complementar. p. 15. São Paulo: LTr. 1999. jurisprudência. 1999. rev. 218 . As horas extras e suas implicações: novas reflexões de cálculo sobre um tema importante. JamJJuL 1999 71 . Marcos. 1999. Ed. ed. 2 v. 213 .COSTA. O direito do trabalho na sociedade moderna. São Paulo: LTr. Introdução ao direito do trabalho: relações de trabalho e relação de emprego. Manual de direito do trabalho. O processo na justiça do trabalho: doutrina. São Paulo: Revista dos Tribunais. Consolidação das Leis do Trabalho. 9. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 216 . 211 . São Paulo: LTr. e ampl. 1999. atual. e reelaborada.KRUSE. Empregado doméstico: previdenciário. ed. 1. 1999. 219 .209- . A embriaguez no direito do trabalho. 214 . Rio de Janeiro: Forense. Adelmo de Almeida. São Paulo: LTr. regime compensatório anual e textos da legislação pertinente. 1998. São Paulo: LTr.CARRION. 11. DIREITO DO TRABALHO 210-BRASIL. inclusive sobre o banco de horas. GOTTSCHALK. enunciados e súmulas.CABRAL. rev. 1-98.GOMES.MARTINS. 4. ed. jurisprudência. 2. 24.DELGADO.. 212 . 1999. e ampl. São Paulo: Julex. 2.DESIDERI. ed. 1999. Adalberto. Curso de direito do trabalho. 1999. Elson. v. atual. trabalhista e 217 . 1999. escolar. São Paulo: LTr. Orlando Teixeira da. São Paulo: Saraiva. n. Valentin.601/98. ed. 1998. Susy Lani. 24. São Paulo: LTr.

MENEZES.ROMITA. p. rev. 8. 230 . São Paulo: LTr.SILVA. João Salvador Reis. 72 . 11. Dorothée Susanne.SALOMO. 222 - 223 . v. 1999. 1.220 . Arion Sayão. Amauri Mascaro. 231 . Cláudio Rodrigues. São Paulo: Atlas. Portaria n.NRS . 25. Júlio César de Sã da.. 1999.MARTINS. São Paulo: LTr. 3. e ampl. n.MORALES. rev. São Paulo: LTr. 1999. ed. ed. 1999. e atual. 1999. Curso de direito do trabalho. 225 . PAULlNO.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Teoria geral dei derecho dei trabajo. O contrato coletivo no direito privado: contribuições do direito do trabalho para a teoria geral do contrato. ed. atual. São Paulo: LTr. Direito da saúde: direito sanitário na perspectiva dos interesses difusos e coletivos. Naray Jesimar Aparecida. 1999. 232 . 1999. Jorge Lages. Iniciação ao direito do trabalho.VALERIANO. 1997. Relações especiais de trabalho. Manual do trabalho doméstico. 229 .NASCIMENTO.214178 PCMSO. São Paulo: LTr. Normas regulamentadoras . Sebastião Saulo. 227 . de Oliveira. São Paulo: LTr. 1999. Globalização da economia e direito do trabalho. 1999. 1-98. Manual prático do sindicalismo. 1999. Sérgio Pinto.ROCHA. São Paulo: LTr. JanJJuL 1999 . São Paulo: J. 226 . São Paulo: LTr. São Paulo: LTr. Aspectos dos contratos de prestação de serviços. 224 . 228 . São Paulo: Dialética. São Paulo: Atlas. A hora e a vez do salário variável: a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa. 3.RUDIGER.em perguntas e respostas: NR-7. 1999. Direito do trabalho. 358 p. Ciro Pereira da. 221 - ---o ----o 1998.

rev. 2.FÜHRER. Resumo de direito tributário. rev. (Coleção Resumos. 5. e ampl. 1999. 2. J. 236 . 1999. 1999. Humberto Bonavides. ed. Código Tributário Nacional (1966). 1999. atual. JamJJuL 1999 73 . Rio de Janeiro: Destaque. FÜHRER.CARVALHO. n. DIREITO TRIBUTÁRIO 234 . Maria Ines. Betina Treiger. 1999. São Paulo: LTr. São Paulo: Dialética. I. 4. São Paulo: Saraiva. jurisprudência. 4. 1-98.. A defesa do contribuinte na área administrativa e judicial: ações cabíveis na área judicial. Relação de emprego: estrutura legal e supostos. de 25-10-1966. p. ed. 235 - ----o Planejamento tributário: IPI.172. ed. 1999. Feijó. 238 et aI. São Paulo: Revista dos Tribunais. 240 . Tratados internacionais em matéria tributária e ordem interna. Código tributário nacional: lei n. PIS. R.COIMBRA. ed. (Legislação Brasileira) 237 . ed.BORGES.. racionalização de procedimentos fiscais. ICMS. São Paulo: Atlas. e ampl. São Paulo: Atlas. ampl. 1999. São Paulo: Malheiros. 28. e ISS. e aum.BRASIL. CSLL e CPMF. 1998. Maximilianus Cláudio Américo.VILHENA. atualizada e acompanhada de legislação complementar. Sistema tributário do Mercosul: o processo de harmonização das legislações tributárias.. Contribuições sociais: problemas jurídicos: COFINS.GRUPENMACHER. Maximiliano Roberto Ernesto. São Paulo: Dialética. e atual. 1998. li. súmulas e indices.FERNANDES.. 1999. 862 p. ICMS e ISS: economia de impostos. 241 . São Paulo: Dialética. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v. atual. 8) 242 . ed. Gerência de impostos: IPI.233 . MURGEL. 239 . legislação. IRPJ: teoria e prática jurídica. Edison Caros. 2. 2. Paulo Emílio Ribeiro de. doutrina. ed. e atual. rev. Fábio Junqueira de.

1. rev. 4. JanJJuL 1999 . reciprocidad de tratamiento. Questões atuais de direito tributário. Mary Elbe Gomes Queiroz. 247 . v. 11. 1998.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osc:ar Saraiva. 1998. 74 .RIO DE JANEIRO (Estado). Buenos Aires: Ciudad Argentina.243 .. 245 . Derecho aduanero: disposiciones generales. 772 p.). Price (Org. São Paulo: Revista dos Tribunais.LUNARDELLI. Código tributário do Estado do Rio de Janeiro. auxiliares de aduana. Código Tributário (1975).LOPES. Pedro Guilherme Accorsi. Rio de Janeiro: Destaque.TOSI. 1996.MARTINS. (RT Códigos) 244 . ed. mercaderia. 249 . 1-98. Compensação de tributos federais. São Paulo: Atlas. 248 .) Código tributário nacional. atual. 1999. Ives Gandra da Silva.MAIA. Maurício Antonio Ribeiro (Coord. servicio aduanero. 1999. n. São Paulo: Dialética. Belo Horizonte: Del Rey. 1999. control. área aduanera especial. 1999. obligación tributária. Isenções tributárias. regimenes especiales. 246 .WATERHOUSE. p. Jorge Luis. Do lançamento tributário: execução e controle. São Paulo: Dialética. e ampl.

ARTIGOS DE PERiÓDICOS .

Bioética como ética aplicada e genética. v. 109-119. Por um estatuto jurídico da vida humana: a construção do bíodireito. 6-15. Julia F. 124. 5. 326. n. 100-110. Revista Europea de Estudios Latinoamericanos y dei Caribe: european review of latin american and caribbean studies. 36. Bioética. 1997. 30­ 33. 27. 007 .jan. Francisco.CARRIERE. n. 12. Nature parks. 3.CLOTET. may 1998.labr. Problemas Brasileiros. n. 002 . p. jul. v. p. v. Le choit intemational de la bioethique : jus gentium ou /ex mercatoria ? Journal du Droit Intemational.BYK. 1-98. v.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 2. v. Christian. mar. n. 913-944. Joaquim.II. p. 006 - ---o Veneno que salva. Environment. 77 . p. n. Ricardo. propriedade e acesso aos recursos energéticos. 31-33. gardens.AMARAL. 173-183.ldez. 2. n. 1. 5. 27. n. 010 . oct. 005 . 1998. 1999. 009 .ARCANJO. Convenção sobre diversidade biológica e projeto de lei do Senado n. museums. may 1998. jul. 1997. 008 . 003 . n. 004 . Ambio. Problemas Brasileiros.BATISSE. 137-157. dec. 18-21. Francisco Eugênio Machado. p. Biosphere reserves: a challenge for biodiversity conservation and regional development. Teodora. v. p.lfev. Michel. and zoas for biodiversity conservation and environment education : the Philippines.CARPENTER. 306/95: soberania. 230-237. 1997. 39.BONALUME NETO. v. 211-216.BAGARINAO.ldec. Revista da Academia Brasileira de Letras Juridicas.BIOÉTICA E BIODIVERSIDADE 001 . Bioesperança. JaDJJaL 1999 . 63. 3. 4. n. v./set. 36. n. The degradation of central american wetlands: in search of proxímate and remote causes. 7. v. n. v. Revista de Direito Ambiental. june 1997. Jean. p. p. 331. 1997. p. p. 1997. p. Ambio. Internally motivated development projects: a potencial tool for biodiversity conservation outside of projected areas. 12.

1998. jan.COHEN. 1. p. n. v. 3. Paulo José Leite.H.CUSTÓDIO. 10. n. Cláudia. abr. 1998. v. 1998.DINIZ. 22. 021 . 012 . n. v. 46. 1-98. 1998. p. AUGUSTINIS. 78 . v. 55­ 59. 60-92.labr. p. 018 . 1998. p. Salud reprodutiva. 1998. Eneas. 5.lmar. 1997. É possível a autonomia do sentenciado no sistema penitenciário? Bioética. p. 020 . Biopirata ataca no Mercosul. fev. 1997. 6.DANTAS. Bioética. 6. Umberto G. n../jun. 189-195. 255-263. Os comitês de ética em pesquisa: evolução e regulamentação. Regis. 399-407. 30-31. p. n. 177-181.FIEVE. Revista da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. n. 016 . Cláudio. Revista de Direito Ambiental. 019 . Bioética. n. 205. 1. Jan. v. 014 . 1.lmar. 57-63. v. p. Estudos Avançados. p. Os comitês de ética em pesquisa médica na França. v.FERRAZ. v.Informativo Jnrídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 5. GONZALEZ VELEZ. n. 2. jan. Avaliação das ações brasileiras após a Rio-92. Limites éticos e jurídicos a experimentação genética em seres humanos: a impossibilidade da clonagem humana no ordenamento jurídico brasileiro. Débora. 013 . Questionamentos judiciais e a proteção contra o paciente: um sofisma a ser corrigido pelo gerenciamento de riscos. 1998. etica y genero.011 . Revista Mujer Salud. Jacques. p. Bioética. v.FREITAS. v. 015 - ----o Fronteiras abertas ao saque. n. Cadernos do Terceiro Mundo. 5-12. Revista do Mercosul. ene./JuL 1999 . Ana Cristina. p.DIDES. Octávio Luiz Motta. Estudos Feministas. n.ldez. Corina Bontempo Duca de. SALATI. p. Emílio José de. Helita Barreira. n. 1997. Crueldade contra animais e a proteção destes como relevante questão jurídico-ambiental e constitucional. 2. jul. p. 017 . MACROVITCH. Bioética feminista: a emergência da diferença.6. 1998. 2. 6. 127-142. 12-29. 10. Maurício. 1.FARIAS. 11.CORDANI. n. 29.

025 . p. Bioética. 741. Bioética. Marcelo Dias. v. José Roberto et aI. 1997. Achiana. 149-155. O comitê de ética na Dinamarca. Volnei. 1997. Opinião do estudante de medicina sobre algumas questões bioéticas.GOMES. p. Oswaldo. 21.5. 1997. 37-53. 1997. Carlos Fernando. 33-56. Rumos do Desenvolvimento. 026 .211-216. jan. abr. n. JanJJuI. v. William Saad. 1.1997. 6. 027 . n. 028 .GARRAFA. 5.GOMEZ.n. Fernando A. 2. Saúde pública. MOTA. 9.~un. 171-175. n./dez. Joaquim Antônio Cesar. Saren. Revista Brasileira de Ciências Criminais. v. Tecnociencia y bioetica: cuales son los limites? Revista Mujer Salud. 79 .. n.GRECO.. v. n. 1998.022 .2. VARELLA. Bioética. 023 . Bioética. Fronteiras do biopoder. v. p. n.6. n. Dirceu Bartolomeu. 1998. n. Rogério Saad. 17. FRANCISCONI. bioética e eqüidade. 16­ 19. Revista dos Tribunais. Bioética : os limites da manipulação da vida. 1. OSELKA. p.HOLM. Bioética. 033 . 1998. 27-33. 2. p. HOSSNE.GOLDIM. n. p. v. WULFF.GALVÃO. N. p. 1997. Direitos da personalidade e bioética. p. A experiência dos comitês de ética no hospital de clínicas de Porto Alegre. p. v.lmar. v. Os comitês de ética hospitalar. 024 . 253-261. maio 1997. 86. Tutela penal do patrimônio genético. 5. Luiz Roldão de Freitas. 029 . Bioética. Revista de Direito Renovar..Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 030 . 197­ 201.HOSSNE. v. 2. 2. 167-171. 6. 031 . Gabriel. p. n.FROTA-PESSOA. São Paulo. 032 . Bioética. 1999 . jul. 6. 127-133. v. 1-98. p. 1998.. v. 2. n. set. 136. n. 6. p. A experiência do comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (COEP/UFMG) 1997-98.. 463-483. p. Bioética: protegendo o criador dos riscos da criação. Henrik R. 2.1998. n.

v. Ecologia e Desenvolvimento. n. 51-54. 6. 62. 035 . 10­ 13. 1997. 036 . Opinio: Revista do Centro de Ciências Econômicas Jurídicas e Sociais. mar. 1. Lua Nova. 43-51. 285-289. 221-230. n. 039 .KICKMANN. 2. 4-7.dez. 037 . 183-187.UMA lei para a selva. FERRARI.MARTINS. mar. Bioética.fabr.7. 1. n. Tecnologia. Stella Maris. 1997. 5. 044 . Cosimo Marco. La bioética na bisogno di norme giuridiche. v. 18. Sérgío Danilo. 042 . n.l1. maioljun. 1998. Maria JÚlia. 043 . v. n. 1997. n. p. 1998. o adolescente e a autonomia. 040 . Revista da ABPI. 1998.PROTEÇAO jurídica das invençOes biotecnológicas: diretiva 98144ICE do parlamento europeu e do consenso da União Européia. 298-322. JanJJuL 1999 . 1-98. p.67. 19961jan. 1998. Bíoética. A experiência do comitê de ética em pesquisa da Pontifícía Universidade Católica do Rio Grande do Sul no comitê de bioética do Hospital São Lucas e da Faculdade de Medicina da PUC-RS. Délio. Bioética. 1997/jan. 1997. Cláudio.034 . mar. Procópio. p. 52. 038 .LEONE. 6. 127. n. 1998. v. p. 2. 1998. 22.LUNA. A criança. 1998. LOCH.MINEIRO.MARTINEZ.1998. 1. p. 041 . 21-27. p. Nilce Maria. jan. n. p. n. 34. Patentes: sinal de alerta no desenvolvimento. v.KIPPER. 6. p. v. Hermínio. p. Ernani. Racionalidade e floresta amazônica. Stefano et aI. 80 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 26-33. Finanças & Desenvolvimento./jun. modernidade e política. Ecologia e Desenvolvimento. p. v. v. dez. Jussara de Azambuja.MAZZONI. 1. Revista Trimestrale de Diritto e Procedura Civile.PENA. n. Por que proibir clonagem humana? Ciência Hoje. Comitês de ética en la Argentina. p. Incorporando a biodiversidade no desenvolvimento agrícola. 203-209. 045 . 38-41. Quem es el dueiio deI genoma humano? Bioética. n. v. Florencia. 40141. n. n. p. p. 2. v. 6. BERTOMEU. 1.PAGIOLA.

n. Biodiversidade: desenvolvimento sustentável. 6. set. n. 93-97. RacheI. 1998. 056 . 1. 31./set.7. semântico e filosófico do princípio de autonomia. p. contexto 053 . de 4 de febrero de 1997. 1997. 1. n.SILVA. 055 .. n. Bioética. p. histórico. 185 a 193.SZTAJN. FRANCISCO. SILVA. 1998. Franklin Leopoldo e. 109. 1998. Bioética. 2./dez. p. jan. 1997. Marco. Fermin R. Ética e saúde.SALZANO. 047 . de extracción y transplante de órganos.Engenia. Fermin Roland. en relación com la ley brasilena núm. v. v. v. Revista de Direito Mercantil Industrial Econômico e Financeiro. SCHRAMM. 5.. 2. Introducción ai estudio de la ley espanola 30/1979. Universa: Revista da Universidade Católica de Brasília. Francisco M. v. de 27 de octubre. p. 6. 051 . 3. 1998. BARROS. 5. 19-23.SILVA. JanJJuL 1999 . n. 049 . p.046 . 6. Genética e ambiente. p./dez. 1998. 052 . Consentimento informado e o projeto de código civil. 36. v.lmar. Bioética. Revista CEJ.434. 83. 107-116. 81 . n. 1997. v.SANTILLI. 46-53.94-101. A autonomia difícil..1998. n. Bioética. 1-98. A proteção aos direitos intelectuais coletivos das comunidades indígenas brasileiras. fev. 203-220. 165-172.ll.SHRAMM. n. 1997. Síntese. 050 . n. ° ° biofilho. jul. p.SEGRE. v. 1997. 1. 1. 2. Bioética.. 1. 15-25. eugenética e o espectro do eugenismo: considerações atuais sobre biotecnologia e bioética. Revista de Direito Ambiental.2. v. p. Lindalva G. v. Julíana. Fabrício Silveira. set. 1. As novas biotecnologias vegetais no contexto de interdependência norte-sul de biorecursos. 9. 054 . Estudos Jurídicos. p. v. p. v. v. 3. Alberto de. n. Helena Terezinha Hubert. n.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 048 .REIS. set. p. Antonio Silveira Ribeiro dos. Franklin Leopoldo e. nova série. 5. n. 77-89. p. 27­ 37.SANTOS.

quinz. 19. Tereza Rodrigues. Robert M. 1997.VARELLA./dez. 002 . 1-98. 198-206. 6.9. n. mar.51. 46-43. 5. Justiça criminal consensual. Revista da Fundação Escola Superíor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. 33-37. 3. p. n. v.v. 1387. v. p.47. n. 1.n. As comissões de ética hospitalar ainda tem função? Bioética.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. n. Repertório 108 Jurisprudência: civil. Revista dos Juizados Especiais: Doutrina e Jurisprudência. jan. p. 82 . v. p. v.p. Bioética. jul. dez. de 25 de novembro de 1998. Marcelo Dias. 1997. v. 1997. p. JanJJuL 1999 . n. Zena. 127. Informativo Consulex. 061 . 1998. Biodiversidade e instrumentos jurídicos relevantes. O direito de morrer e a prática da eutanásia em doentes terminais. v. v.COSTA.labr. n. 2. 35. v. Experiência do Ministério Público nos Juizados Especiais Criminais. 1998. v. 81-96. Leonardo Azeredo. 229-245. 1998. n.COYLE. Monica Barroso. Alterações no código penal: comentários a lei n. WILLlAMS. 22. O caso Dolly : até onde a clonagem pode chegar? Ciência Hoje. 12. n. 258. I.WELLS. Seqüência: Estudos Jurídicos e Políticos. n. p.714. Margaret D. Arnbio. 6. may 1998. 34-35. dez. 1997. abro 1999. 059 . n. Resolviendo problemas bioeticos originados en el teste y screening genetico para enfermidades recesivas. 003 . economic reform and the move towards democracy. 062 . PENAS ALTERNATIVAS 001 . p. p. 2. 96/fev.. 2. 1.2. 48-57. penal e comercial.VEATCH. processual. 27. Michael P. 195-201. jul. Revista Jurídica.TORRES. p. 161-170. 11. Altematives to imprisonment. Anchew.BANDARRA.COSTA José Américo A.VIEIRA.057 . Russia's protected areas in transition : the impacts of perestroika. 004 . 1997.VERB. 058 . n. 060 . p. Juan Mannuel.

NUNES. 47./dez. 11. p. n. 2. O juiz criminal e a lei 9. p. propósitos da lei e competência). O Correio/Unesco. 15.KAHN. p. out. Revista do Ministério Público do Estado de Sergipe. 012 .1998. JanJJuL 1999 ./dez. p. Luiz Flávio. 1998. 009 .Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Breves reflexões sobre as penas alternativas: seu fundamento. 287-296. 83 . 20. v. 006 .1.RIBEIRO. 1997. jan. penal e comercial. v. v. 1998. out. n. p. 80-78. n. Prisões: política criminal brasileira e penas alternativas. 107. Maria Eugênia da Silva. jul. sua eficácia. p. Conversão das penas de prestação de serviços a comunidade e restritiva de direitos em pena privativa de liberdade no Juizado Especial Criminal.10-17. 12. 014 . 1-98.8. 9. 5. 429-446.005 . v. n. 011 . Tulio. 007 . 1997. 86. 13-17. 24. Alternativas a pena privativa de liberdade e outras medidas.PASSOS. 2. v.26. jan. 75-81. n. 97/fev. Nicanor Sena. 008 . 58-63. Revista dos Juizados Especiais: Doutrina e Jurisprudência. Ivete Senise.7. 015 . Revista Brasileira de Ciências Criminais.ll. Repertório 10B Jurisprudência: civil. 258. Lei n. v. 9.714/98: penas alternativas (as novas penas alternativas. 3. jan. 1997. n. v.FERREIRA. n.42 p. ago. quinz. 1998. Revista Brasileira de Ciências Criminais. 3. abro 1999. p. processual.NALlNI. 4. Vilson. Informativo Consulex. Alterações no código penal: considerações gerais em torno da lei n. n. set. v. 1998. n. p. p. 1999.DIAS. Consulex: Revista Jurídica. Revista dos Tribunais. v. 8. 44­ 41. As penas alternativas. João Luís Fischer. Informativo Consulex. 1. p. Do 1. Revista Juridica. p.FARIAS.PIRES. José Renato. 013 . out. Adeildo. 010 . n.714-98.GOMES. 21-27. Ariosvaldo de Campos.099/95.PRISÕES: um sistema em crise. 744. 1997. Programa integrado de prestação de serviços à comunidade: avaliando a experiência. Penas alternativas e substitutivos penais. v. 6. n. v.

n.SOUZA. 1997. p. 018 . 19. p. p.BALERA.ROBALDO. p. 020 . 739. 20. Nelson Oscar de. 29-49. 2. 475-486. Sonegação fiscal: aspectos controvertidos. n.1997. p. p. p. 11. jul. 022 . penal e comercial.SANTANA. quinz. nov. 1998. Fontes de. 1997. Cestas básicas como pena alternativa: sua constitucionalidade.ROURE. 023 - ----o Penas alternativas e o sistema prisional brasileiro. 87-83. 12. v. v. 50. Revista APMP. 84 . 83 da lei 9. v.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 3. jun. v. 1446-1445. n.26. n.1. n. Selma Pereira de. Revista APMP. 3. p. v. 1998. p. 1. David Teixeira de. 71. 1998. 002 . maio 1997. 2. Revista CEJ. 1999. Revista da Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina.AZEVEDO.ALENCAR. p. fev. n. 019 . n. n. ago. Informativo Consulex. 1997. 43-62. p. v. 21-22. 017 -.016 . Consulex: Revista Jurídica. 86. 8. Panorama dos processos de reabilitação de presos. 3. Denise de. 4. v.URSO. v./dez. 100-104. 2. 48-49. fev.U. 1998. p. n. n. 41-42. Repertório 108 Jurisprudência: civil. poder judiciário e a reforma. n. A representação penal e os crimes tributários: reflexão sobre o art. 021 - ° ----o Uma reforma que se impõe. Wagner. 003 . Penas alternativas. v. 1. 711-710. 1997. 24. SONEGAÇÃO FISCAL 001 . Ajuris. A nova lei de penas alternativas. v. processual. Crime tributário de apropriação indébita. set. 15-17. dez. n. 1-98.3. Consulex: Revista Jurídica.430/96. José Carlos de Oliveira. jul. Informativo Consulex. 27. Luiz Flávio Borges D'. JanJJuL 1999 . v. Penas alternativas. Revista dos Tribunais.

8.CAMPANILE. Revista Brasileira de Ciências Criminais. 1997. 008 . 16. alínea d. Crime de omissão de recolhimento de impostos e de contribuições: aspectos constitucionais. jul. 6.613/98 e a intributabilidade do ilícito. 1. Revista Dialética de Direito Tributário.CUNHA. 20. 1. p. 36-41. Arlindo Felipe da. 1-98. inciso IV e 2. p. n./set. O Ministério Público e a representação. 005 . p. 1997. penal e comercial. quinz. Consulex : Revista Jurídica. Revista Dialética de Direito Tributário. n./set. p. 010. 162-165. José Carlos Vaz e.137/90 versus o artigo 95. processual.~un. v.. p.430/96. Repertório 10B Jurisprudência: civil. 007 - ----o Crime de falta de recolhimento de contribuição previdenciária: o artigo 2.DELMANTO. Sílvio. n. v. 1997.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 6. 214-208. 5.212/91. 012 . 1998. 1998. 85 .1997. jan. quinz. jul. 8.II. 153-156. 20. 1. penal e comercial. jul. 006 . p. v. 8. Luiz Vicente. n. 63-79. n. da lei n. 1. processual.. p. inciso 11. 1. p. da lei n. quinz. jun. JanJJulI999 . 5. Misabel Abreu Machado. Repertório 10B Jurisprudência: civil.DERZI. O sigilo bancário.CONRADO. Paulo Cesar.430/96. 58-62. 1. 11. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. 13. Algumas considerações sobre os tipos penais contidos nos artigos 1. abr. 22. p.DIAS. da lei n. jul.004 . Prefeito municipal e imposto de renda. p. v. Repertório 10B Jurisprudência: civil. jan. n. processual. 32. A interpretação do artigo 83 da lei 9.DOBROWOLSKI. a lei 9.21­ 18. penal e comercial. Vinicius Tadeu. Fábio Machado de Almeida. 31.137/90. 1998. abro 1998. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. v.. inciso 11. n. Obrigação tributária: ilícito administrativo e ilícito penal: a questão da autonomia das instâncias administrativa e penal nos crimes contra a ordem tributária. O término do processo administrativo-fiscal como condição da ação penal nos crimes contra a ordem tributária. 1997. 009 . 273-264. n. artigo 83 da lei 9. 011 .CERNICCHIARO. n. n.

ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Infonnativo Semanal. 94. 5. Revista CEJ. p.013 . n. p. n. Silvana Batini Cesar. v. p.49-63. 167­ 166. prévio esgotamento administrativo nos crimes fiscais e contra o sistema financeiro. v. p. Sonegação fiscal e lavagem de dinheiro : uma visão crítica da lei n.GOES. p. processual. 1998. 2. 8. 1-98. n. 338-336. novo 1998. 018 .7-15. n. 1997. p. A acusação penal precipitada. 95. Revista Forense. n. quinz.dez. Revista Dialética de Direito Tributário. 1998. 18-22. 014 . 1998. de. ago. A responsabilidade penal dos administradores públicos pelo crime do art. 5. fev. maio/ago. 1. 34-45. p. 39. A questão da representação na ação penal por delito tributário (lei n. maio/ago. LEÃO Hugo Leonardo V. Guilherme Calmon Nogueira da. p.----o Excesso de exação. Repertório 10B Jurisprudência: civil./dez. 7-9. 020 . 31-41. abr.1. n. 18. 1998. 72-79. 46-63. n. Agapito. 1998. 45. 23.639/98. 022 . Revista Jurídica. 016 .JESUS. Ação penal nos crimes contra a ordem tributária: prévio esgotamento da via administrativa. maio 1997. JanJJuL 1999 ° 86 . 019 . "O". v. 9.212/91.LEÃO. n. 015 . A fraude como elemento essencial do tipo no crime de supressão ou redução de tributo. p. penal e comercial. 234. v. p.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. out. os nítidos processos de elisão legal e a Resolução n. C. Revista Dialética de Direito Tributário. 1998.U. Revista Dialética de Direito Tributário. p. e as alterações contidas na lei n. Revista CEJ. v.9. da lei n. Antonio Carlos Amaral. Andreas. 38. n.430/96. 1 da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado de Minas Gerais de 24-4-97. . n. jun. D. 344. Nos crimes fiscais tributários a oferta da denúncia deve aguardar o término do procedimento administrativo fiscal? Revista Dialética de Direito Tributário. artigo 83).MACHADO. 35. 017 . 9. Oamásio E.MACHADO. 9. Hugo de Brito.613/98.----o Algumas questões relativas aos crimes contra a ordem tributária. 29. 1998. v. 021 . 2.EISELE.GAMA.

025 - .023 . 1. fev. 17. 172-179. 34. 026 . Repertório 10B Jurisprudência: civil. Revista Dialética de Direito Tributário. out. 110-130. p.055/1995. v. v. Lei resgata dignidade do contribuinte. 1. p.MATTOS. 1998. 1997./dez. v. 1997. n. v.5. Carlos Alberto Pires et aI. p.NABARRETE NETO. v. p. v. 297-303. JaDJJuL 1999 . v. p. 031 - ----o A extinção da punibilidade nos crimes contra a organização tributária. D. 027 . jan. Repertório 10B Jurisprudência: civil.489-494. 6.21. Crimes econômicos. 78. n.MELEGA. 24. Vidal Serrano. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. p. p. abr. 17. p.~un. n.359-357. 1997. Revista Brasileira de Ciências Criminais. p. 87 . LTR Suplemento Tributário. 1998. 74-73. Extinção da punibilidade nos crimes contra a ordem tributária. processual. penal e comercial. 1998. 028 . 17. n./dez. 1998.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 030 . 105­ 103.NUNES. p. projeto de lei federal n. 1-98. Planejamento tributário e crime. 1. Luiz. 1997. 5.MENDES.116-124. ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Infonnativo Semanal. n. 5. Crimes contra a ordem tributária.U. André. tributários e previdenciários: jurisprudência classificada. Revista Brasileira de Ciências Criminais. 1997. 024 - ---o Responsabilidade penal pelo fato de outrem nos crimes contra a ordem tributária. Algumas anotações sobre os crimes contra a ordem tributária e a extinção da punibilidade: condição de procedibilidade da ação penal por delito tributário. I. processual.lmar. n. Supressão ou redução de vários tributos mediante conduta única e a questão do concurso de crimes. n. n. out. set. Mauro Roberto Gomes de. 33. 5. 19. mar. 5. quinz. 029 . jul.-----. penal e comercial. exclusão de hipóteses de inadimplência da relação dos crimes contra a ordem tributária. 52-62. quinz. n.

039 . 9-14. out. out. 5. Rumos do Desenvolvimento. 035 . Revista Dialética de Direito Tributário. 9. 041 . 83 da lei n. quinz. 24-31. 1997. 20. processual. n. jul. Flávia Valéria Regina. p.9. n. 1-98. 23. 53-55. Deolinda.430/96. n./dez. 83. n. 111-115.PIZOLlO JUNIOR. Os crimes contra a ordem tributária e a questão da condição de procedibilidade. Adriana.032 . p. 037 . 033 . Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. 147-154. art. Arrependimento nos crimes contra a ordem tributária. p. n. Revista Dialética de Direito Tributário. Revista dos Tribunais.430/96. n. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas.jun. 1997. p./dez. Alceu de Castro. 21. 80. Tributação em Revista. 157-161. Luís Roberto. 038 . JanJJul. 83 da lei 9.6.SARAIVA FILHO. v.430/96.SARAIVA. p. A ação penal nos crimes contra a ordem tributária e o art.PENIDO. jul. 040 . 034 . p. Tributadoria pública e autonomia da administração pública: identidade do tributador e "cafização" da receita. p.ROMEU. v.SILVA. 1997. v. 036 . 88-101.SCHOLZ. Nação em Revista. p. Jurisprudência Catarinense. 1998. 67-78.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. novo 1997. Aloisio Firmo Guimarães da. 52-61. 1998. n. Considerações sobre a natureza jurídica da norma prevista no art. Reinaldo. Oswaldo Othon de Pontes.430/96: interpretação.739. 7. 26.RADLOFF.lset.PONTE. out. Crimes contra a ordem tributária e persecução penal. penal e comercial. v. Condomínio Brasil: onde imposto virou ameaça. p. 25. 22.PIRAINO. 83 da lei 9. O artigo 83 da lei 9. 88 . p. 217-215. 042 . 5. n. n. Lei n. out. 1. Da aplicação do art./dez. O imposto não sonegável.lset. n.SALOMÃO. 7. 11. 1998. p. v. maio 1997. v. Paulo Fernando. Heloísa Estellita.37. p. 86. n. CORREA. v. Revista Brasileira de Ciências Criminais. Stephan Klaus. Repertório 10B Jurisprudência: civil. 1997. 1999 . out. maio 1998.II. 1997.430/96. Leonidas Ribeiro.487-494.1. 142. n.

n. n. 048 . novo 1997. p. 745. Considerações sobre evasão tributária. p. 740. n. 75-82.7­ 17.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. p. 495­ 501. Nelson Bernardes de. n. 12. 045 . 047 . 459-462. 39. CEFIR. Rogério Lauria. 1997.TEIXEIRA FILHO. 86. 1998.9.VAZ. 1-98. p. p. Revista dos Tribunais. Miguel. 327.VELASQUES.SOUZA. 1999. os impostos. Magali Mannhart. v. p. 1998.WIEGERINCK. 2. 86. jun. n. aos crimes de omissão no recolhimento de contribuições. 1997. out. Carlos. jan.TUCCI. n. 181 a 177. Fluxos de cadeira ou de caixa: o exaurimento da instância administrativo-fiscal como condição de procedibilidade para a ação penal. Breve estudo sobre a ação penal relativa a crimes contra a ordem tributária. Crimes contra a ordem tributária e processo administrativo. v. As contas não fecham. p. v. 36. Jan. 51. Revista Dialética de Direito Tributário. n. 046 . 11-24. introduzida pela lei n. n. 11. 19.VIDIGAL.dez. V.043 . O alcance da anistia.ZIONI. n. v. mar. V. 050 . HOFFMANN. 1. 53. Artigo 83 da lei 9. 1998.639/98. JanJJuL 1999 .430/96 e a ação penal nos crimes contra a ordem tributária. maiofjun. Edson. 41. ADV Advocacia Dinâmica: Boletim Informativo Semanal. Revista do Advogado. Renato Vinhas. Problemas Brasileiros. p. 049 . p. v. 26-29. Para (quase) todos pagarem Informativo Consulex. Revista dos Tribunais. dez. 89 . 044 .ll. 365. 1997. Cecília.

(seljeJ6ouow) SOlNnSSV 30 3::>IONI • I .

v. 184.íNDICE DE ASSUNTOS (Monografias) Ação civil. n. JanJJul. 92 Citação (processo civil). 182. 161 Arbitragem. 164 Audiência (processo trabalhista). 186 processo penal. 166 Aposentadoria. 177. 58. 11 Biotecnologia. p. 99 penal. 174 Apelação cível. 93. 243 Rio de Janeiro. 178. 39 Advogado responsabilidade civil. 136. 236. 200 processo penal militar. 56 Biodiversidade. 11. 14 Cartão de crédito. 1. 70. 143 processo civil. 193. 183. 49. 208 Bem de família. 194. 247 Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). 1-98. 73 comercial. 45. 57 Antijuridicidade. 1999 93 . 188 Código civil Brasil. 30 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 159. 195 tributário. 56 Bens impenhoráveis. 172 Administração pública.

37. 36.95 Inglaterra. 33 Direito alfandegário. 144 Contrato. 97 Concubinato.17. 11. 24 Compensação tributária. 2. 35.20.113 Contrabando. 229 comercial.107. JanJJuL 1999 .14. 28. 215 Contribuições sociais. 1 Direito administrativo. 34. 74 Delito de trânsito. p.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.6.41 dicionário. 144. 60 por tempo determinado. 59.Common law. 1.16. 249 Concordata.22.108. 46.27 dicionário. 210.9. v. 114 Constituição Brasil (1988). 212 Constitucionalidade das leis. 29.3.8. 75 Conflito internacional. 46. 65.18. n. 187 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)(1943). 38.23. 248 94 .15.5.26. 43 coletivo do trabalho.19. 237 Crime do colarinho branco. 146 Direito. 82 administrativo.21. 238 Contribuinte pessoa física. 239 jurídica. 152 ecológico. 155. 147 Dano moral jurisprudência. 1-98.

160 Direito privado. 103 Direito internacional público. 101 Direito constitucional. 66. 165. JanJJul. 246 Direito de vizinhança. 116 Direito econômico. 72. 153 Direito previdenciário.228 Direito tributário. 13 Direito do trabalho. 112. 71 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 96. 54. 77. 130. 139. 81 Direito financeiro. 213. 118.Direito ambiental. 157. 148. 11. 94 Direito de família. 110.225. 1999 95 . 129 Direito empresarial. v. 78 Direito bancário. 138.220. 115. 141. 111.226. 202. 84 Direito penal. 1-98.217. 63. 61. 47 Direito sobre o próprio corpo. 131. 241. 68 Direito notarial. 11. 1. 76. 69 Direito comercial. 135. 133 Direito à intimidade. 145.219. 165 Direito autoral legislação. 132. 67. 211.221. 227. 134. 113. 169 Direito à própria imagem. 109. 87 Direito público. 13 Direito processual. p. 91 Direito civil. 48 Direito das obrigações. 242. 53 Direito marítimo. 62.214. 55 Direitos da criança. n.

117 Inventário. 11. 199 Lançamento tributário. 234 de renda. 85 Divórcio. 4 Execução (processo civil). 122. 149 Ética profissional advogado. 97. 190 humanos. 222 Entorpecentes. v. 216. 223 Legítima defesa. n.51 Hermenêutica jurídica. 105 Franquia. 244 Juizado especial criminal. 218 Imposto. 104 Globalização da economia. 151 96 . 124. 181 Factoring. 80 Empregado doméstico. 237 Integração econômica. p. 44 Isenção tributária. 228 Herança.e garantias individuais. JanJJuI. 12 Homicídio. 125 Mercosul. 89. 154 Lesão corporal. 202. 121. 90. 245 Legislação trabalhista.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 1. 198. 197 Júri. 1-98. 151 Hora extra. 98 Falência. 1999 . 7 do menor. 102.

v. 118. 117. 119. 100 Partilha. 43 Locação. 201 trabalhista. 156 civil. 196. 42 penal. 235 Posse. 180. 38. 20 Mercado Comum do Sul (Mercosul). 208. 1-98. 191 disciplinar. 52.150 provisória. 167 Planejamento tributário. 189. 50 Prestação de serviço. 140 restritiva de direitos. 79 Mandato eletivo. 207. 162 Prisão ilegal. 170 Recurso (processo civil). 1. 175 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 121. 1999 ­ 97 . 192. 88 Prova (processo civil). 32. 209 Propriedade industrial. 206. 158. p. 44 Pena alternativa. 126. 120. 188.Licitação legislação. 176 Marxismo. n. 205. 128 Protesto de título. 122. 127.240 imobiliário. 203. 123. 40 Processo administrativo. 83 Proteção ao consumidor. JanJJuI. U. 195 Probidade administrativa. 185. 204. 137 Perícia (processo civil). 230 Previdência social.

Reforma administrativa. 25 Súmula vinculante. 106 Sindicalismo. 233 Reparação do dano. 173 Relações trabalhistas. 31 Shopping center. 163 Responsabilidade civil do Estado. 10. 95 Tutela antecipada. Jan. 224 Sistema tributário. 168 Separação judicial./JuL 1999 . 171 Terminologia jurídica. 1-98. v. 150 jurisprudência. 232. 179 98 . 29 previdenciária. 64 Representação processual. Do 1.Informativo Jurídico da BibliotKll Ministro Oscar Saraiva. 27 Transporte de mercadoria. 240 Sociologia jurídica. 86 Salário. 231 Sentença civil. P. 80 Serviços públicos Argentina. 11. 157 processual.

or5ewape:»u3 a eyeJ60JdaH ap or-ias ~nr ap leunq!J~ JO!JadnS oJuatueqe:»'f a ~saJdw. .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->