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Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém IPAMB

Legislação
!ível Médio
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Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém IPAMB
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(A) (I)P,)I6*+) P-+"IMI!A-+)
Art5 1# - Esta Lei institui o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Belém.
Art5 2# - As disposições desta Lei constituem o regime jurídico único aplicável aos funcionários de qualquer
categoria do Município de Belém, suas autarquias e fundações.
Art5 7# - Para efeito desta Lei, funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Parágrafo Único - Equipara-se também a funcionário o pessoal contratado por tempo determinado para
exercer função decorrente de necessidade temporária de excepcional interesse público, sujeitando-se ao
regime estatutário previsto nesta Lei.
Art5 8# - Cargo público, como unidade básica da estrutura organizacional, é o conjunto de atribuições e
responsabilidades cometidas a um funcionário, mediante retribuição padronizada e paga pelos cofres
públicos.
§ 1º - Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por Lei, com denominação própria e
em número certo, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
§ 2º - As funções temporárias são criadas por ato administrativo de gestão, nas situações especificas dos
casos previstos em lei, e terão existência por tempo determinado,extinguindo-se automaticamente ao termo
do prazo estabelecido ou com a cessação do estado de necessidade de que resultarem.
Art5 %# - Os cargos de provimento efetivo da administração pública municipal direta, das autarquias e
fundações públicas serão organizados e providos em carreiras.
Art5 9# - Quadro é o conjunto de cargos efetivos e em comissão e de funções gratificadas, integrantes das
estruturas dos órgãos do Município, das autarquias e das fundações públicas municipais.
Art5 $# - O sistema de carreira dos funcionários municipais deverá observar as diretrizes estabelecida nesta
Lei.
Art5 :# - E proibida a prestação de serviços gratuitos, ressalvada a participação em órgãos de deliberação
coletiva para os quais lei exija gratuidade.
.3./", II
(, P-,;IM+!.,< ;AC=!CIA<
REDÌSTRÌBUÌÇÃO E SUBSTÌTUÌÇÃO
Capítulo I
(, P-,;IM+!.,
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)e>?o I
(as (isposi>@es Aerais
Art5 '# - São requisitos básicos para o ingresso no serviço público do Município de Belém:
Ì - a nacionalidade brasileira ou equiparada;
ÌÌ - o gozo dos direitos políticos;
ÌÌÌ.- a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
ÌV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos; e
VÌ - ser julgado apto em inspeção de saúde por serviço médico competente.
Parágrafo Único - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso
público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são
portadoras, para as quais serão reservadas até vinte por cento das vagas oferecidas no concurso.
Art. 10 - O provimento dos cargos públicos municipais far-se-á por ato administrativo de gestão.
Art5 11 - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.
Parágrafo Único - A investidura em função temporária ocorrerá nos termos e condições da respectiva
contratação.
Art5 12 - São formas de provimento em cargo público:
Ì - nomeação;
ÌÌ - ascensão;
ÌÌÌ - transferência;
ÌV - readaptação;
V - reversão;
VÌ - aproveitamento;
VÌÌ - reintegração; e
VÌÌÌ - recondução Seção ÌÌ Da Nomeação
Art5 17 - A nomeação far-se-á:
Ì - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento efetivo; ou
ÌÌ - em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração.
Art5 18 - A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público
de provas ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua validade.
Parágrafo Único - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do funcionário na carreira,
mediante progressão e ascensão funcional, serão estabelecidos em lei específica.
Art5 1% - O concurso será de provas ou de provas e títulos, conforme dispuser o regulamento.
§ 1º - Será de provas ocupacionais o concurso público de provimento dos cargos para cujo desempenho a
lei não exija qualquer nível de escolaridade.
§ 2º - Qualquer que seja o tempo de serviço, o funcionário que tiver ingressado no serviço público mediante
concurso de provas ocupacionais terá ascensão funcional através de processo seletivo interno.
Art5 19 - O concurso público terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual
período.
Parágrafo Único - O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em
edital, que será publicado no Diário Oficial do Município.
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Art5 1$ - Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres, direitos e responsabilidades inerentes ao
cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade
competente e pelo empossado.
§ 1º - O prazo inicial para a posse deverá ser prorrogado em até cento e vinte dias, a requerimento do
interessado.
§ 2º - Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o ato de provimento será tornado sem efeito.
§ 3º - A posse poderá se realizar mediante procuração.
§ 4º - Em se tratando de funcionário em licença ou em qualquer outro afastamento legal, o prazo será
contado do término do impedimento.
§ 5º - Só haverá posse nos casos de provimento de cargo público por nomeação e ascensão funcional
§ 6º - No ato da posse o funcionário apresentará, obrigatoriamente, declaração de bens e valores que
constituem seu patrimônio e declaração sobre o exercício de outro cargo, emprego ou função pública, além
de outros documentos comprobatórios da satisfação das condições exigidas para investidura no cargo,
salvo se já fornecidas anteriormente.
Art5 1: - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.
§ 1º - É de trinta dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados:
Ì - da data da posse, no caso de nomeação; e
ÌÌ - da data da publicação oficial do ato, nos demais casos.
§ 2º - Os prazos deverão ser prorrogados, a requerimento do interessado, por trinta dias.
§ 3º - Na transferência, o prazo para o exercício do servidor em férias ou em licença será contado a partir do
termo final desses eventos.
§ 4º - A não entrada em exercício, ou a sua interrupção por mais de trinta dias, é tipificada como abandono
de cargo.
Art5 1' - O funcionário não poderá ausentar-se do Estado sem autorização superior, nos casos de estudos
ou missão especial com ou sem vencimentos.
§ 1º - A ausência do País dependerá de autorização do Prefeito, para os funcionários vinculados ao Poder
Executivo, e de autorização da Comissão Executiva da Câmara Municipal, para os funcionários vinculados
ao Poder Legislativo.
§ 2º - O afastamento para estudo ou cumprimento de missão especial poderá ser autorizado até o limite de
quatro anos e, finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período será permitida nova ausência.
§ 3º - Ao funcionário beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para
tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao da ausência, ressalvada a hipótese do
ressarcimento das despesas havidas com o seu afastamento.
§ 4º - O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do interesse do serviço público, fora do
Município, com ônus para os cofres municipais, deverá seqüentemente prestar serviço, por igual período, ao
Município.
§ 5º - O servidor efetivo, mediante a sua concordância, poderá ser colocado à disposição de qualquer órgão
da administração direta ou indireta da União, Estados, Distrito Federal e outros Municípios, com ou sem
ônus para o Município de Belém, desde que observada a reciprocidade.
§ 6º - Na condenação criminal transitada em julgado, se esta não for determinante da demissão, continuará
ele afastado até o cumprimento total da pena, com direito a dois terços do vencimento ou remuneração.
§ 7º - O exercício do mandato eletivo federal, estadual ou distrital determina o afastamento do cargo,
emprego ou função, com prejuízo do vencimento ou remuneração.
Art5 20 - Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de até dois anos, durante o qual sua aptidão e capacidade serão objeto de
avaliação para desempenho do cargo, observados os seguintes requisitos:
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Ì - idoneidade moral;
ÌÌ - assiduidade;
ÌÌÌ - disciplina; e
ÌV - produtividade.
§ 1º - Até o fim do período de dezoito meses, o chefe direto do funcionário, ouvido o corpo funcional do
setor, deverá manifestar-se sobre o atendimento, pelo mesmo, dos requisitos fixados pelo estágio.
§ 2º - Da avaliação desfavorável cabe recurso com efeito suspensivo, no prazo de oito dias contados da
ciência do funcionário.
§ 3º - Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem a interposição de recurso, não sendo o
funcionário considerado habilitado no estágio, o mesmo será exonerado.
§ 4º - O funcionário não poderá ser promovido, transferido, removido, redistribuído, reclassificado ou posto à
disposição de outros órgãos ou entidades, e nem obter as licenças constantes nos incisos VÌ, X e XÌ do
artigo 93, durante o período do estágio.
Art5 21 - O funcionário adquirirá estabilidade após dois anos de efetivo exercício, quando habilitado em
concurso público.
Art5 22 - O funcionário estável somente poderá ser demitido em virtude de sentença judicial transitada em
julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.
Parágrafo Único - O pessoal admitido para funções temporárias poderá ser dispensado antes do prazo
estabelecido:
Ì - mediante comunicação de três dias, se tiver cessado o estado de necessidade que determinou sua
contratação;
ÌÌ - sem comunicação prévia, se houver justa causa por falta apurada em sindicância sumária.
)e>?o III
(o (esenvolvimento na Carreira
Art5 27 - O desenvolvimento na carreira dar-se-á por:
Ì - progressão funcional; e
ÌÌ - ascensão funcional.
Art5 28 - Progressão funcional far-se-á pela elevação automática do funcionário à referência imediatamente
superior na escala de vencimento do cargo.
Art5 2% - Ascensão funcional far-se-á pela elevação do funcionário de cargo da categoria funcional a que
pertencer para cargo da referência inicial de categoria mais elevada, sem prejuízo dos vencimentos.
Art5 29 - A ascensão funcional dependerá de aprovação em concurso seletivo interno de provas ou de
provas e títulos.
Art5 2$ - Através de ato, o Poder Executivo e o Poder Legislativo darão a conhecer o numero de vagas
destinadas à ascensão funcional.
Art5 2: - A ascensão não interrompe o tempo de serviço, que contado no novo posicionamento na carreira, a
partir da data da publicação do ato que ascender o funcionário.
Parágrafo Único - O servidor que não estiver no exercício do cargo, ressalvadas as hipóteses consideradas
como de efetivo exercício, não concorrerá à ascensão funcional.
)e>?o I;
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(a .ransBerência
Art5 2' - Transferência é a passagem do funcionário estável de cargo efetivo para outro de igual
denominação e vencimento, pertencente a quadro de pessoal diverso, no âmbito do Município.
Art5 70 - A transferência dar-se-á:
Ì - a pedido, atendida a conveniência do serviço; e
ÌÌ - de ofício, no interesse da administração, ouvido o servidor.
Parágrafo Único - Havendo interessados em maior número que o de vagas, a seleção será feita através do
critério antigüidade.
Art5 71 - Será admitida a transferência de funcionário ocupante de cargo de quadro em extinção para igual
situação em quadro de outro órgão ou entidade.
)e>?o ;
(a -eadapta>?o
Art5 72 - Readaptação é a forma de provimento do funcionário em cargo de atribuição e responsabilidades
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção
médica.
§ 1º - Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá ser deferida se acarretar aumento da remuneração
do readaptando.
§ 2º - Se a readaptação for deferida em cargo cuja remuneração seja menor que a remuneração antes
percebida pelo readaptando, a parcela será paga como diferença pessoal permanente.
§ 3º - O funcionário readaptado perde definitivamente sua vinculação com o cargo anteriormente exercido.
§ 4º - Se não houver possibilidade de readaptação, o funcionário será aposentado.
)e>?o ;I
(a -evers?o
Art5 77 - Reversão é o retorno ao serviço ativo de funcionário aposentado por invalidez, quando
comprovadamente forem declaradas insubsistentes as razões determinantes da aposentadoria.
Art5 78 - A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
Art5 7% - Não poderá reverter o aposentado que alcançar o limite da idade para aposentadoria compulsória.
)e>?o ;II
(o Aproveitamento
Art5 79 - Aproveitamento é o reingresso à atividade de funcionário em disponibilidade, em cargo de
atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
§ 1º - O aproveitamento será obrigatório quando restabelecido o cargo de cuja extinção decorreu a
disponibilidade.
§ 2º - Se o aproveitamento se der em cargo de padrão inferior ao provento da disponibilidade, terá o
funcionário direito à diferença.
Art5 7$ - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o funcionário estável ficará em
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disponibilidade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
Art5 7: - O aproveitamento dependerá de prévia comprovação da capacidade física e mental do funcionário,
por junta médica pericial do Município.
§ 1º - Se julgado apto, o funcionário assumirá o exercício do cargo no prazo de trinta dias, contados da
publicação do ato de aproveitamento.
§ 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o funcionário em disponibilidade será aposentado no cargo que
anteriormente ocupava.
Art5 7' - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o funcionário não entrar
em exercício no prazo legal, salvo por doença comprovada por junta médica pericial do Município.
)e>?o ;III
(a -einteCra>?o
Art5 80 - Reintegração é a reinvestidura do funcionário estável no cargo anteriormente ocupado, quando
invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Art5 81 - A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado e, se este houver sido transformado, no
cargo resultante.
Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de
origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade
remunerada.
)e>?o ID
(a -econdu>?o
Art5 82 - Recondução é o retorno do funcionário estável ao cargo anteriormente ocupado.
Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o funcionario sera aproveitado em outro,
observado o disposto no artigo 36.
CAPI./", II
(A ;AC=!CIA
Art5 87 - A vacância do cargo ocorrerá de:
Ì - exoneração;
ÌÌ - demissão;
ÌÌÌ - ascensão;
ÌV - transferência;
V - readaptação;
VÌ - aposentadoria; e
VÌÌ - falecimento.
Art5 88 - A exoneração dar-se-á a pedido do funcionário ou de ofício.
Parágrafo Único - A exoneração de ofício ocorrerá:
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Ì - quando se tratar de cargo em comissão;
ÌÌ - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
ÌÌÌ - quando o funcionário não assumir o exercício do cargo no prazo legal;
ÌV - quando da investidura do funcionário em outro cargo de provimento efetivo.
Art5 8% - A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa, a pedido ou de ofício, ou por destituição.
CAP3./", III
(A -+(I).-IB/I6E,
Art5 89 - Redistribuição é a movimentação do funcionário, com o respectivo cargo, para quadro de pessoal
de outro órgão ou entidade cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos, observando sempre o
interesse da administração
§ 1º - A redistribuição ocorrerá para o ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços,
inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.
§ 2º - Nos casos de extincao de orgao ou entidade, os funcionarios que nao puderem ser redistribuidos, na
forma, deste artigo, serao colocados em disponibilidade ate o seu aproveitamento, na forma do artigo 36.
CAPI./", I;
(A )/B).I./I6E,
Art5 8$ - Haverá substituição, no caso de impedimento legal ou afastamento do titular de cargo em
comissão ou função gratificada, quando se tornar indispensável tal providencia em face das necessidades
de serviço.
Art5 8: - Nas hipóteses consideradas necessárias, os ocupantes de cargo em comissão terão substitutos
indicados no regimento interno ou em ato regulamentar e, em caso de omissão, serão previamente
designados.
§ 1º - O substituto indicado assumirá automaticamente o exercício do cargo nos afastamentos e
impedimentos do titular.
§ 2º - O substituto fará jus à diferença da remuneração do cargo ou à gratificação de função respectiva,
pagas na proporção dos dias de efetiva substituição.
.3./", III
(,) (I-+I.,)< ;A!.AA+!) + ,B-IAA6*+)
Capítulo I
(A F,-!A(A (+ .-ABA"G,
Art5 8' - A jornada de trabalho não poderá ser superior a 40 nem inferior a 20 horas semanais, na forma que
dispuser a lei ou norma regulamentar. Citado por 1
Art5 %0 - A jornada de trabalho será cumprida no expediente que a administração municipal estabelecer para
o funcionamento das repartições.
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§ 1º - Em casos especiais, atendida a natureza do serviço, poderá ser estabelecido horário para a prestação
do trabalho.
§ 2º - Nos serviços que exijam trabalho aos sábados, domingos e feriados será estabelecida escala de
revezamento.
Art5 %1 - A duração do trabalho poderá ser prorrogada a critério da administração, mediante retribuição
pecuniária suplementar.
CAP3./", II
(, ;+!CIM+!., + (A -+M/!+-A6E,
Art5 %2 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo desempenho efetivo do trabalho no exercício de cargo
público e corresponde ao valor fixado em lei.
§ 1º - A retribuição do pessoal admitido para funções temporárias será fixada no ato que determinar a
admissão, não podendo ser superior ao vencimento dos cargos análogos.
§ 2º - Não haverá vencimento nem retribuição inferior ao salário mínimo fixado em lei, nacionalmente
unificado.
§ 3º - O vencimento é irredutível e a remuneração obedecerá ao limite e princípios previstos no artigo 37,
inciso XV, da Constituição Federal e no artigo 18, inciso XXÌÌ da Lei Orgânica do Município de Belém.
Art5 %7 - Remuneração é o vencimento acrescido das gratificações e demais vantagens de caráter
permanente atribuídas ao funcionário pelo exercício de cargo público
Parágrafo Único - As indenizações, auxílios e demais vantagens ou gratificações de caráter eventual não
integram a remuneração.
Art5 %8 - Proventos são os rendimentos atribuídos ao funcionário em razão da aposentadoria ou
disponibilidade.
Art5 %% - Quando investido em cargo em comissão, o funcionário deixará de perceber o vencimento de seu
cargo efetivo.
Art5 %9 - O funcionário perderá:
Ì - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, salvo nas hipóteses previstas no artigo 123; e
ÌÌ - metade da remuneração, no caso de suspensão convertida em multa, na forma prevista no § 2º do artigo
197.
Parágrafo Único - As faltas ao serviço, até o máximo de oito dias por ano, não excedendo a uma por mês,
em razão de causa relevante, poderão ser abonadas pelo titular do órgão, quando requeridas no dia útil
subseqüente.
Art5 %$ - Salvo por imposição legal ou mandato judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou
provento.
Parágrafo Único - Mediante autorização do funcionário, poderá haver consignação em folha de pagamento a
favor de terceiros, a critério da administração, na forma estabelecida em regulamento.
Art5 %: - As reposições e indenizações ao Município serão descontadas em parcelas mensais e não
excedentes à décima parte da remuneração ou provento.
Art5 %' - O funcionário em débito com a Fazenda Municipal que for demitido, exonerado, ou que tiver sua
aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitá-lo.
Parágrafo Único - A não quitação do débito no prazo previsto neste artigo implicará em sua inscrição na
dívida ativa do Município.
Art5 90 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora
exceto nos casos de prestação de alimentos de homologação ou decisão judicial.
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CAP3./", III
(A) ;A!.AA+!) (+ ,-(+M P+C/!I1-IA
)e>?o I
(as (isposi>@es Aerais
Art5 91 - Além do vencimento, poderão ser atribuídas ao funcionário, na forma que dispuser o regulamento,
as seguintes vantagens: Citado por 1
Ì - gratificações;
ÌÌ - adicionais; e
ÌÌÌ - indenizações.
)e>?o II
(as AratiBica>@es
Art5 92 - Aos funcionários poderão ser concedidas as seguintes gratificações:
Ì - por regime especial de trabalho:
a) em tempo integral; e
b) em dedicação exclusiva;
ÌÌ - por atividades especiais:
a) de função;
b) de localização especial de trabalho, na forma prevista em regulamento;
c) pelo exercício de atividades em condições insalubres ou perigosas;
d) de elaboração de trabalho técnico especializado, na forma prevista em regulamento; e
e) de fiscalização ou coordenação de processos seletivos, na forma prevista em regulamento;
ÌÌÌ - por produtividade;
ÌV - por serviço extraordinário;
V - gratificação natalina; e
VÌ - gratificação de permanência.
)ubse>?o I
(a AratiBica>?o por -eCime +special de .rabalHo
Art5 97 - A gratificação de tempo integral ou de dedicação exclusiva será devida ao funcionário ocupante de
cargo efetivo, comissionado ou em função gratificada, quando convocado para prestação de serviços em
regime especial de trabalho.
Art5 98 - A gratificação devida ao funcionário convocado a prestar serviço em regime de tempo integral ou
de dedicação exclusiva obedecerá às seguintes bases percentuais:
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Ì - tempo integral: cinqüenta por cento do vencimento-base do cargo, com carga horária mínima de duas
horas, além da jornada normal de trabalho diária; e
ÌÌ - dedicação exclusiva: cem por cento do vencimento-base do cargo.
§ 1º - A concessão da gratificação por regime especial de trabalho dependerá de prévia e expressa
autorização do Prefeito ou da Comissão Executiva da Câmara Municipal, sendo vedada a percepção
cumulativa.
§ 2º - VETADO.
)ubse>?o II
(a AratiBica>?o por Atividades +speciais
Art5 9% - A gratificação de função será fixada em lei e atribuída às atividades que indicar.
Art5 99 - Ao funcionário que exercer atividades, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato
permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, será concedida uma gratificação sobre o
vencimento do cargo efetivo, na forma da lei.
Art5 9$ - O funcionário que fizer jus às gratificações de insalubridade e de periculosidade deverá optar por
uma delas, não sendo permitida a acumulação.
Parágrafo Único - O direito à gratificação de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das
condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.
Art5 9: - É vedado à funcionária gestante ou lactante o trabalho em atividades ou operações consideradas
insalubres ou perigosas.
Art5 9' - A gratificação de insalubridade por trabalho com raio X ou substâncias radioativas corresponde a
quarenta por cento sobre o vencimento básico do funcionário.
§ 1º - Os locais de trabalho e os funcionários que operem com raio X ou substâncias radioativas devem ser
mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível
máximo previsto na legislação específica.
§ 2º - Os funcionários a que refere o parágrafo anterior devem ser submetidos a exames médicos
periódicos.
)ubse>?o III
(a AratiBica>?o por Produtividade
Art5 $0 - A gratificação por produtividade será concedida ao funcionário que, no desempenho de suas
atribuições, contribuir para o aprimoramento e incremento do serviço público, e em especial das atividades
de arrecadação e fiscalização de tributos e outras rendas.
Parágrafo Único - As condições para aferição, critérios, prazos ou formas de pagamento serão definidas em
regulamento, observando os limites legais.
)ubse>?o I;
(a AratiBica>?o por )ervi>o +ItraordinJrio
Art5 $1 - O serviço extraordinário será remunerado com o acréscimo de cinqüenta por cento em relação à
hora normal de trabalho. Citado por 3
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Parágrafo Único - Em se tratando de serviço noturno, o valor da hora será acrescido de mais vinte por
cento.
Art5 $2 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e
temporárias, respeitado o limite máximo de horas diárias, conforme se dispuser em regulamento.
Parágrafo Único - Em situação de emergência, previamente definida pelo Chefe do Poder Executivo, o limite
para o desempenho de serviço extraordinário poderá ser elevado para o máximo de quatro horas nos dias
úteis e de oito horas em dias de descanso obrigatório.
Art5 $7 - A concessão da gratificação por serviço extraordinário dependerá, em cada caso, de ato expresso
dos titulares dos órgãos municipais, no qual serão obrigatoriamente fixados o período e o serviço a ser
prestado.
Art5 $8 - O exercício de cargo em comissão e de função gratificada impede o recebimento da gratificação
por serviço extraordinário.
Parágrafo Único - O recebimento da gratificação de tempo integral ou dedicação exclusiva excluirá a
percepção cumulativa da gratificação por serviço extraordinário.
)ubse>?o ;
(a AratiBica>?o !atalina
Art5 $% - A gratificação natalina corresponderá a um doze avos da remuneração devida em dezembro, por
mês de exercício no respectivo ano civil.
Parágrafo Único - A fração igual ou superior a quinze dias será considerada como mês integral.
Art5 $9 - A gratificação natalina será paga até o dia vinte de dezembro de cada ano.
Art5 $$ - A gratificação natalina não poderá ser considerada como calculo de qualquer vantagem pecuniária.
Art5 $: - O funcionário exonerado perceberá uma gratificação natalina proporcionalmente aos meses de
efetivo exercício, calculada sobre a remuneração do mês de exoneração.
)e>?o III
(os Adicionais
Art5 $' - Ao funcionário serão concedidos os adicionais:
Ì - adicional por tempo de serviço;
ÌÌ - adicional de férias;
ÌÌÌ - adicional de escolaridade;
ÌV - adicional de turno; e
V - adicional de cargo em comissão.
)ubse>?o I
(o Adicional por .empo de )ervi>o
Art5 :05 O adicional por tempo de serviço será devido por triênio de efetivo exercício, até o máximo de doze.
§ 1º - Os adicionais serão calculados sobre a remuneração do cargo, nas seguintes proporções:
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Ì - aos três anos, 5%;
ÌÌ - aos seis anos, 5% - 10%;
ÌÌÌ - aos nove anos, 5% - 15%;
ÌV - aos doze anos, 5% - 20%;
V - aos quinze anos, 5% - 25%;
VÌ - aos dezoito anos, 5% - 30%;
VÌÌ - aos vinte e um anos, 5% - 35%;
VÌÌÌ - aos vinte e quatro anos, 5% - 40%;
ÌX - aos vinte e sete anos, 5% - 45%;
X - aos trinta anos, 5% - 50%;
XÌ - aos trinta e três anos, 5% - 55%;
XÌÌ - após trinta e quatro anos, 5% - 60%.
Art5 :1 - O funcionário fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o triênio, independente de
solicitação.
)ub)e>?o II
(o Adicional de 0érias
Art5 :2 - Ìndependentemente de solicitação, será pago ao funcionário, por ocasião das férias, um adicional
de um terço da remuneração correspondente ao período de férias.
Parágrafo Único - No caso do funcionário ocupar cargo em comissão ou estar no exercício de função
gratificada, as respectivas vantagens devem ser consideradas no calculo do adicional de que trata este
artigo.
)ubse>?o III
(o Adicional de +scolaridade
Art5 :7 - O adicional de escolaridade, calculado sobre o vencimento-base, será devido nas seguintes
proporções: Citado por 2
Ì - na quantia correspondente a vinte por cento, ao titular de cargo para cujo exercício a lei exija habilitação
correspondente conclusão do primeiro grau do ensino oficial;
ÌÌ - na quantia correspondente a sessenta por cento, ao titular de cargo para cujo exercício a lei exija
habilitação correspondente à conclusão do segundo grau do ensino oficial;
ÌÌÌ - na quantia correspondente a cem por cento, ao titular do cargo para cujo exercício a lei exija habilitação
correspondente à conclusão do grau universitário. Citado por 1
Parágrafo Único - A gratificação pela docência em atividade de treinamento será atribuída ao servidor no
regime hora-aula, desde que esta atividade não seja inerente ao exercício do cargo, desde que fora do
horário de expediente normal.
)ubse>?o I;
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(o Adicional de .urno
Art5 :8 - O adicional de turno é a vantagem pessoal e eventual devida ao funcionário durante o tempo em
que for submetido a:
Ì - jornada de trabalho que deva ser desempenhada entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas
do dia seguinte, correspondendo a quarenta por cento do vencimento-base;
ÌÌ - trabalho aos sábados, domingos e feriados, em escala de revezamento, correspondente a vinte por
cento do vencimento-base.
Art5 :% - O adicional de turno, apesar de eventual, é devido nas férias e nas licenças remuneradas, se o
funcionário houver desempenhado trabalho nas condições do artigo anterior, durante os últimos doze por
cento meses.
§ 1º - Somente após três anos de percepção do adicional de turno a vantagem será incluída nos proventos
da aposentadoria ou disponibilidade.
§ 2º - Se a aposentadoria resultar de acidente em serviço, o adicional de turno será incluído nos proventos,
qualquer que seja o tempo de sua percepção.
§ 3º - VETADO.
)ubse>?o I;
(o Adicional de CarCo em Comiss?o
Art5 :9 - O funcionário efetivo nomeado para cargo em comissão, cessado esse exercício, fará jus a
perceber, como vantagem pessoal, o adicional de que trata o inciso V, do art. 79, desta Lei, que
corresponderá à quinta parte da diferença entre o vencimento do cargo efetivo e o vencimento do cargo em
comissão, por ano de efetivo exercício, até o máximo de cinco quintos.
Parágrafo Único - Quando mais de um cargo em comissão for exercido sem interrupção, no período anual
aquisitivo, o adicional será calculado em relação ao vencimento do cargo mais elevado.
Art5 :$ - O adicional de que trata o artigo anterior aplica-se também ao exercente de função gratificada,
tomando-se como base de cálculo a quinta parte do valor da respectiva gratificação, até o máximo de cinco
quintos.
Art5 :: - O funcionário que tiver adquirido direito ao máximo de cinco quintos fará jus à atualização
progressiva de cada parcela do adicional, mediante a substituição de cada quinta parte mais antiga pela
nova quinta parte, calculada em relação ao último vencimento ou gratificação, se aquele ou esta for
superior.
Art5 :' - A pena de destituição do cargo em comissão ou da função gratificada implicará, automaticamente,
na perda da vantagem pessoal respectiva.
)e>?o I;
(as Indeni&a>@es
Art5 '0 - O funcionário que, em missão oficial ou de estudo, se afastar da sede, em caráter eventual ou
transitório, para outro ponto do território nacional ou do exterior, fará jus a passagens e diárias, para cobrir
as despesas de pousada e alimentação.
Parágrafo Único - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o
deslocamento não exigir pernoite fora da sede.
Art5 '1 - O funcionário que receber indevidamente diárias será obrigado a restituí-las integralmente, no
prazo de cinco dias, ficando ainda, se for o caso, sujeito a punição disciplinar.
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Art5 '2 - No arbitramento das diárias será considerado o local para o qual foi deslocado o funcionário.
Capítulo I;
(A) "IC+!6A)
)e>?o I
(as (isposi>@es Aerais
Art5 '7 - Conceder-se-á ao funcionário licença:
Ì - para tratamento de saúde;
ÌÌ - por motivo de acidente em serviço;
ÌÌÌ - por motivo de doença em pessoa da família;
ÌV - à gestante;
V - paternidade;
VÌ - por motivo de afastamento do cônjuge;
VÌÌ - para prestação de serviço militar;
VÌÌÌ - para atividade política;
ÌX - para atividade sindical;
X - a título de prêmio por assiduidade e comportamento;
XÌ - para tratar de interesse particular.
§ 1º - As licenças previstas nos incisos Ì a ÌV serão precedidas de inspeção médica realizada pelo órgão
competente do Município.
§ 2º - O funcionário não poderá permanecer em licença por período superior a vinte e quatro meses, salvo
nos casos dos incisos VÌ, VÌÌ, VÌÌÌ e ÌX.
§ 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período das licenças previstas nos incisos Ì a
ÌV deste artigo.
§ 4º - A licença concedida dentro de sessenta dias do término da anterior, da mesma espécie, será
considerada como prorrogação.
Art5 '8 - O pessoal contratado para função temporária terá direito as licenças previstas nos incisos Ì, ÌÌ, ÌÌÌ,
ÌV e V do artigo 93.
§ 1º - Na data do termo final do tempo previsto para admissão termina a vinculação do pessoal temporário
com a administração municipal, cessando as licenças concedidas.
§ 2º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica à licença por motivo de acidente em serviço, que
somente cessará com o restabelecimento da capacidade física ou com a aposentadoria do licenciado.
§ 3º - Se do acidente resultar invalidez permanente, a licença será transformada em aposentadoria.
§ 4º - Os demais motivos de licença, previstos no artigo 93, constituem justa causa para cessação do
desempenho de funções temporárias.
)e>?o II
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(a "icen>a para .ratamento de )aúde
Art5 '% - A licença para tratamento de saúde poderá ser concedida a pedido ou de ofício, com base em
inspeção médica realizada pelo órgão competente do Município, sem prejuízo da remuneração.
Parágrafo Único - Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do funcionário
ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
Art5 '9 - A licença superior a sessenta dias só poderá ser concedida mediante inspeção realizada por junta
médica oficial.
§ 1º - Em casos excepcionais, a prova da doença poderá ser feita por atestado médico particular se, a juízo
da administração, for conveniente ou impossível a ida da junta médica à localidade de residência do
funcionário.
§ 2º - Nos casos referidos no parágrafo anterior, o atestado só produzirá efeitos depois de homologado pelo
serviço médico oficial do Município.
§ 3º - Verificando-se, a qualquer tempo, ter ocorrido má-fé na expedição do atestado ou do laudo, a
administração promoverá a punição dos responsáveis.
Art5 '$ - Findo o prazo da licença, o funcionário será submetido à nova inspeção médica, que concluirá pela
volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria.
Art5 ': - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, salvo
quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço e doença profissional.
)e>?o III
(a "icen>a por Acidente em )ervi>o
Art5 '' - Será licenciado com remuneração integral o funcionário acidentado em serviço.
Art5 100 - Para conceituação do acidente e da doença profissional, serão adotados os critérios da legislação
social do trabalho.
§ 1º - Equipara-se ao acidente em serviço o dano decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo
funcionário no exercício do cargo.
§ 2º - A prova do acidente será feita no prazo de dez dias, prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.
Art5 101 - As normas desta Seção aplicam-se também ao pessoal contratado para funções temporárias.
)e>?o I;
(a "icen>a por Motivo de (oen>a em Pessoa da 0amília
Art5 102 - Poderá ser concedida licença ao funcionário por motivo de doença do cônjuge, companheiro ou
companheira, padrasto ou madrasta, ascendente, descedente, enteado e colateral consangüíneo ou afim
até o segundo grau civil, mediante comprovação médica.
§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do funcionário for indispensável e não puder
ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo.
§ 2º - A comprovação das condições previstas neste artigo, como preliminar para a concessão da licença,
far-se-á mediante inspeção de saúde procedida pelo órgão médico competente, que emitirá o
correspondente laudo, para conseqüente apresentação ao órgão de lotação do funcionário.
§ 3º - A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento ou remuneração:
Ì - integrais, até noventa dias;
ÌÌ - dois terços, quando excedente de noventa dias;
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ÌÌÌ - um terço, quando superior a cento e vinte dias e não exceder a trezentos e sessenta e cinco dias;
ÌV - sem vencimento, quando exceder de trezentos e sessenta e cinco dias.
)e>?o ;
(a "icen>a K Aestante< Adotante e Paternidade
Art5 107 - Será concedida licença a funcionária gestante ou à mãe adotiva de criança de até um ano de
idade por cento e vinte dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.
§ 1º - A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição
médica.
§ 2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto.
§ 3º - No caso de natimorto, decorridos trinta dias do evento, a funcionária terá direito a mais trinta dias de
repouso remunerado.
Art5 108 - Para amamentar o próprio filho até a idade de seis meses, a funcionária lactante terá direito,
durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de
meia hora.
Art5 10% - À funcionária que adotar criança de até doze meses de idade serão concedidos cento e vinte dias
de licença remunerada, para ajustamento do adotado ao novo lar.
Parágrafo Único - No caso de adoção de criança com mais de um ano de idade, o prazo de que trata este
artigo será de trinta dias.
Art5 109 - Até que a lei venha disciplinar o disposto no artigo 7º, XIX, da Constituição Federal, serão
concedidos cinco dias de licença paternidade para o cônjuge ou companheiro, por ocasião do nascimento
do filho.
)e>?o ;I
(a "icen>a por Motivo de ABastamento do CLnMuCe
Art5 10$ - Poderá ser concedida licença ao funcionário para acompanhar cônjuge, companheiro ou
companheira, funcionário público civil ou militar, para outro ponto do território nacional, para o exterior ou
para exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
§ 1º - A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.
§ 2º - Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo, o funcionário poderá ser colocado à disposição
de outro órgão público, sem ônus para o Município.
)e>?o ;II
(a "icen>a para Presta>?o do )ervi>o Militar
Art5 10: - Ao funcionário convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições
previstas na legislação específica.
Parágrafo Único - Concluído o serviço militar, o funcionário terá até trinta dias, sem remuneração, para
reassumir o exercício do cargo.
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)e>?o ;III
(a "icen>a para Atividade Política
Art5 10' - A partir do registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral e até o dia seguinte ao da eleição, o
funcionário candidato a cargo eletivo fará jus à licença com remuneração integral, salvo se a legislação
eleitoral dispuser em contrário.
Parágrafo Único - Ao funcionário público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as disposições do
artigo 38 da Constituição Federal vigente.
)e>?o ID
(a "icen>a para Atividade )indical
Art5 110 - É assegurado o direito à licença com remuneração ao funcionarão eleito para desempenho de
mandato de diretoria em confederação, federação ou sindicato representativo da sua categoria profissional.
Parágrafo Único - A licença terá duração igual a do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.
)e>?o D
(a "icen>a Prêmio
Art5 111 - O funcionário terá direito, como prêmio de assiduidade e comportamento, à licença de sessenta
dias em cada período de três anos de exercício ininterrupto, em que não haja sofrido qualquer penalidade
disciplinar ou criminal.
Art5 112 - Não se concederá licença prêmio ao funcionário que, no período aquisitivo:
Ì - sofrer penalidade disciplinar ou criminal;
ÌÌ - afastar-se do cargo em virtude de:
a) licença para tratamento em pessoa da família que ultrapasse a trinta dias consecutivos ou não durante o
triênio;
b) licença para tratar de interesses particulares;
c) licença por motivo de afastamento do cônjuge, companheiro ou companheira;
ÌÌÌ - faltar ao serviço injustificadamente mais de seis dias durante o período aquisitivo.
Art5 117 - Para efeito de aposentadoria adicional por tempo de serviço, será contado em dobro o tempo de
licença prêmio que o funcionário não houver gozado.
Art5 118 - A requerimento do funcionário, a licença poderá ser gozada em períodos não inferiores a trinta
dias, observada a conveniência do serviço.
Parágrafo Único - Deferida a licença, a administração terá o prazo de sessenta dias para liberar o
funcionário.
)e>?o DI
(a "icen>a para .ratar de Interesses Particulares
Art5 11% - A critério da administração, poderá ser concedida ao funcionário estável licença para trato de
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assuntos particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração.
§ 1º - Não poderá ser negada licença quando o afastamento for comunicado com antecedência mínima de
trinta dias.
§ 2º - A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do funcionário.
Art5 1195 S6 poderá ser concedida nova licença depois de decorridos dois anos do término da anterior.
Capítulo ;
(A) 04-IA)
Art5 11$ - Após doze meses de exercício o funcionário fará jus, anualmente, a trinta dias consecutivos de
férias, não podendo ser levada à conta de férias qualquer falta ao serviço.
Parágrafo Único - Em casos excepcionais, as férias poderão ser fracionadas em dois períodos de quinze
dias corridos, observado sempre o interesse do serviço.
Art5 11: - O funcionário que opere direta e permanentemente com raio X e substâncias radioativas gozará,
obrigatoriamente, vinte dias consecutivos de férias por semestre de atividade profissional, proibida em
qualquer hipótese a acumulação..
Art5 11' - As férias do pessoal integrante do grupo Magistério são de quarenta e cinco dias e coincidirão
com os períodos das férias escolares, obedecendo às restrições regulamentares.
Art5 120 - Cabe ao órgão competente organizar, no mês de novembro, as escalas de férias para o ano
seguinte, atendendo sempre que possível a conveniência dos funcionários.
Parágrafo Único - Depois de programada, a escala só poderá ser modificada com a anuência do funcionário
interessado e da chefia de serviço.
Art5 121 - É proibida a acumulação de férias, salvo por absoluta necessidade de serviço e pelo máximo de
dois anos consecutivos.
Parágrafo Único - Para os efeitos de aposentadoria e adicional de tempo de serviço, contar-se-á em dobro o
período de férias não gozadas, mediante solicitação do funcionário e após deferimento pela autoridade
competente.
Art5 122 - Não serão interrompidas as ferias em gozo, salvo por motivo de calamidade pública, comoção
interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo relevante de superior interesse
público.
Capítulo ;I
(A) C,!C+))*+)
Art5 127 - Sem qualquer prejuízo, poderá o funcionário ausentar-se do serviço:
Ì - por um dia, para doação de sangue;
ÌÌ - até oito dias, por motivo de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro ou companheira, pais, madrasta, padrasto, filhos ou enteados e
irmãos.
Art5 128 - Poderá ser concedido horário especial ao funcionário estudante de nível superior quando
comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do
cargo.
Parágrafo Único - Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horários na
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repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.
Capítulo ;II
(, .+MP, (+ )+-;I6,
Art5 12% - É contado, para todos os efeitos legais, o tempo de serviço público prestado ao Município de
Belém, qualquer que tenha sido a forma de admissão ou de pagamento.
Art5 129 - Considera-se como tempo de serviço prestado a órgãos dos Poderes da União, Estados e
Municípios inclusive suas autarquias, fundações públicas e às empresas de economia mista.
Art5 12$ - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, considerando
o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.
Parágrafo Único - Feita a conversão, os dias restantes, até cento e oitenta e dois, não serão computados,
arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de aposentadoria.
Art5 12: - Além das ausências ao serviço previstas no artigo 123, são consideradas como efetivo exercício
os afastamentos em virtude de:
Ì - férias;
ÌÌ - exercício de cargo em comissão ou equivalente a sua função em órgão ou entidade dos Poderes da
União, dos Estados, dos Município se do Distrito Federal, quando colocado regularmente à disposição;
ÌÌÌ - desempenho do mandato eletivo federal, estadual ou municipal:
ÌV - convocação para o serviço militar;
V - requisição para o Tribunal do Júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VÌ - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento; e
VÌÌ - licenças:
a) à gestante;
b) para tratamento da própria saúde, até dois anos;
c) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
d) prêmio;
e) paternidade, pelo prazo mínimo de cinco dias, nos termos da lei; e
f) licença para atividade sindical.
Parágrafo Único - V E T A D O
Art5 12' - Contar-se-á para efeito de aposentadoria e disponibilidade:
Ì - o tempo de serviço público prestado em cargo ou função federal, estadual ou municipal;
ÌÌ - a licença para tratamento de saúde de pessoa da família do funcionário, até noventa dias;
ÌÌÌ - a licença para atividade política ou sindical;
ÌV - tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, antes do
ingresso do funcionário no serviço público municipal;
V - tempo de serviço em atividade privada vinculada à previdência social;
VÌ - o tempo de serviço ativo nas Forças Armadas e auxiliares, prestado durante a paz, computando-se pelo
dobro o tempo de operação real de guerra.
§ 1º - O tempo em que o funcionário esteve aposentado por invalidez ou em disponibilidade será apenas
contado para nova aposentadoria ou disponibilidade.
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§ 2º - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um
cargo, função ou emprego.
Capítulo ;III
(, (I-+I., (+ P+.I6E,
Art5 170 - É assegurado ao funcionário o direito de requerer, pedir reconsideração e recorrer, bem como o
de representar.
Parágrafo Único - O requerimento, a representação e o pedido de reconsideração serão apresentados no
órgão de lotação do servidor e decidido pela autoridade que tenha expedido o ato ou proferido a decisão, no
prazo improrrogável de trinta dias.
Art5 171 - Caberá recurso:
Ì - do indeferimento do pedido de reconsideração; e
ÌÌ - das decisões sobre recursos sucessivamente interpostos.
§ 1º - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a
decisão, e sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.
§ 2º - Terá caráter de recurso o pedido de reconsideração quando o autor do despacho, decisão ou ato
houver sido o Prefeito ou a Comissão Executiva da Câmara.
Art5 172 - O prazo para interposição do pedido de reconsideração ou de recurso é de trinta dias, a contar da
publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida.
Art5 177 - A representação será dirigida ao chefe imediato do funcionário, ao qual cabe, se a solução não for
de sua alçada encaminhá-la a quem for de direito.
Parágrafo Único - Se não for dado andamento à representação, dentro do prazo de cinco dias, poderá o
funcionário dirigi-la direta e sucessivamente à autoridade superior.
Art5 178 - Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na
repartição, ao funcionário ou seu representante legal.
Art5 17% - O direito de petição prescreve a partir da data da publicação, no órgão oficial, do ato impugnado,
ou quando este for de natureza reservada, da data em que dele tiver conhecimento o funcionário:
Ì - em cinco anos, quanto aos atos de que decorrem a demissão, cassação de disponibilidade, ou que
afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; e
ÌÌ - em cento e vinte dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
Parágrafo Único - Os recursos ou pedidos de reconsideração, quando cabíveis e apresentados dentro do
prazo de que trata o artigo 132, interrompem a prescrição, determinando a contagem de novos prazos, a
partir da data da publicação, no Diário Oficial do Município, do despacho denegatório ou restritivo do pedido.
Art5 179 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art5 17$ - O pedido de reconsideração e o recurso não tem efeito suspensivo; o que for provido retroagirá,
nos efeitos, à data do ato impugnado.
Art5 17: - A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art5 17' - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo por motivo de força
maior.
Parágrafo Único - Os prazos que se vencerem em sábado, domingo, feriado, santificado ou considerado de
freqüência facultativa, ficam dilatados até o primeiro dia útil subseqüente.
Capítulo ID
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(, A0A).AM+!., PA-A )+-;I- A ,/.-, N-AE, ,/ +!.I(A(+
Art5 180 - O funcionário, mediante sua concordância, poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão
ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal ou de outros Municípios, nas seguintes
hipóteses:
a) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; e
b) para exercício de cargo técnico ou em casos previstos em leis específicas.
Art5 181 - Nenhum funcionário poderá ser posto disposição, ou de qualquer forma ter exercício em
repartição diferente daquela em que estiver lotado, sem prévia autorização do Prefeito ou da Comissão
Executiva, formalizada através de ato competente.
Art5 182 - O afastamento para estudo ou missão oficial no exterior obedecerá ao disposto em legislação
pertinente.
Capítulo D
(, -+AIM+ (I)CIP"I!A-
)e>?o I
(os (ireitos e (everes
Art5 187 - São direitos do funcionário, além daqueles especificamente conferidos neste Estatuto:
Ì - ter condição adequada ao trabalho;
ÌÌ - receber da administração os equipamentos e vestuários exigidos pela natureza do serviço;
ÌÌÌ - participar de treinamento de prevenção de acidente de trabalho;
ÌV - ter acesso ao acervo bibliográfico de sua repartição;
V - sugerir providências que visem o aperfeiçoamento do serviço;
VÌ - representar contra ato manifestamente ilegal ou abuso de poder de seus superiores;
VÌÌ - custeio do tratamento de saúde, quando a licença for concedida nos termos do artigo 93, inciso ÌÌ.
Art5 188 - São deveres do funcionário:
Ì - manter assiduidade;
ÌÌ - ser pontual;
ÌÌÌ - usar de discrição;
ÌV - tratar com urbanidade as partes, atendendo-as sem preferências pessoais;
V - desempenhar pessoalmente, com zelo e presteza, os encargos que lhe competirem e os trabalhos de
que for incumbido dentro de suas atribuições;
VÌ - ser leal às instituições constitucionais e administrativas a que servir;
VÌÌ - observar as normas legais e regulamentares.
§ 1º - Considera-se substituto processual os Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais em toda e
qualquer demanda em que seja parte interessada o servidor e o Poder Público.
§ 2º - E assegurada a participação permanente e paritária do servidor nos colegiados dos órgãos do
Município de Belém que seus interesses, profissionais ou previdenciários, sejam objeto de discussão e
deliberação.
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VÌÌÌ - respeitar e acatar seus superiores hierárquicos, obedecendo às suas ordens, exceto quando
manifestamente ilegais;
ÌX - quando indicado pela administração, freqüentar cursos legalmente instituídos, para seu
aperfeiçoamento e especialização;
X - providenciar para que esteja sempre em dia, no assentamento individual, a sua declaração de família;
XÌ - manter espírito de cooperação e solidariedade para com os companheiros de trabalho;
XÌÌ - zelar pela economia e conservação do material que lhe for confiado;
XÌÌÌ - apresentar-se ao serviço convenientemente trajado ou uniformizado, quando for o caso;
XÌV - submeter-se à inspeção de saúde periódica, perante junta médica oficial do Município, quando for
determinada pela administração;
XV - usar os equipamentos e vestuários fornecidos pela administração, de acordo com a natureza do
trabalho;
XVÌ - atender preferencialmente a:
a) requisições destinadas à defesa da Fazenda Pública Municipal;
b) pedidos de certidões para fins de direito;
c) pedidos de informações do Poder Legislativo;
d) diligências solicitadas por comissão de inquérito; e
e) deprecados judiciais.
Parágrafo Único - Será considerado como co-autor o superior hierárquico que, recebendo denúncia ou
representação a respeito de irregularidades no serviço ou falta cometida por funcionário seu subordinado,
deixar de tomar as providências necessárias a sua apuração.
)e>?o II
(as Proibi>@es
Art5 18% - Ao funcionário é proibido:
Ì - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou objeto existente na
repartição;
ÌÌ - ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia autorização do chefe imediato;
ÌÌÌ - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras e outras atividades estranhas ao
serviço;
ÌV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada;
V - tratar de interesses particulares na repartição;
VÌ - exercer comércio entre os companheiros de serviço, mover ou subscrever listas de donativos dentro da
repartição;
VÌÌ - recusar fé a documentos públicos;
VÌÌÌ - opor resistência ínjustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
ÌX - empregar material do serviço público em serviço particular;
X - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XÌ - cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e transitória;
XÌÌ - exercer quaisquer atividades que sejam imcompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o
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horário de trabalho;
XÌÌÌ - proceder de forma desidiosa;
XÌV - participar da gerência ou administração de empresas que mantenham relações comerciais ou
administrativas com o governo, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionados com a
fínalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
XV - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias e juros ou outros favores semelhantes,
federais, estaduais ou municipais, exceto o de intervenção própria;
XVÌ - praticar usuras sob qualquer de suas formas;
XVÌÌ - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente da república;
XVÌÌÌ - constituir-se procurador de partes ou servir de íntermediário perante qualquer repartição pública,
salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo grau;
XÌX - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas no país ou no estrangeiro,
principalmente quando estiver em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer
natureza;
XX - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividades estranhas às funções ou para
lograr, direta ou índiretamente, qualquer proveito; e
XXÌ - praticar atos de sabotagem contra o serviço público.
Parágrafo Único - Não está compreendida nas proibições deste artigo a participação do funcionário em
sociedade em que o Município seja acionista, bem assim na direção ou composição de cooperativas ou
associações de classe.
Art5 189 - É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de parentes até o segundo grau, salvo
quando se tratar de função de confiança e livre escolha, não podendo exceder de dois o número de
auxiliares nestas condições.
)e>?o III
(as -esponsabilidades
Art5 18$ - Pelo exercício irregular de as atribuições, o funcionário responde civil, penal e
administrativamente.
§ 1º - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil ou criminal que no
caso couber, e o pagamento de qualquer indenização não o exime de pena disciplinar em que incorrer.
§ 2º - As cominações civis, penais e disciplinares poderão acumular-se, sendo independentes entre si, bem
como as instâncias civil, penal e administrativa.
Art5 18: - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que nessa qualidade causar à Fazenda
Pública por dolo ou culpa, devidamente apurados.
Parágrafo Único - Caracteriza-se especialmente a responsabílidade:
Ì - pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou responsabilidade, por não prestar contas
ou por não as tomar, na forma e no prazo estabelecidos pelas leis, regulamentos, instruções e ordens de
serviço;
ÌÌ - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho, guias e outros documentos
da receita ou que tenham com eles relação;
ÌÌÌ - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os bens e os materiais sob sua
guarda ou sujeitos a seu exame ou fiscalização; e
ÌV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Pública.
Art5 18' - A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo que importe prejuízo da
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Fazenda Pública ou de terceiros.
§ 1º - O ressarcimento de prejuízo causado à Fazenda Pública, no que exceder os limites de caução e na
falta de outros bens que respondam pela indenização, será liquidado mediante desconto em prestações
mensais não excedentes da décima parte da remuneração.
§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiro, responderá o funcionário perante a Fazenda Pública, através
de composição amigável ou ação regressiva.
§ 3º - Não sendo possível a composição amigável, a ação regressiva deverá ser iniciada no prazo de
noventa dias da data em que transítar em julgado a condenação imposta.
§ 4º - A não observância do disposto no parágrafo anterior, por ação ou omissão do responsável pelo
ajuizamento da ação, constitui falta de exação no cumprimento do dever.
Art5 1%0 - O funcionário que adquirir materiais em desacordo com as disposiçoes legais e regulamentares
será responsabilizado pelo respectivo custo, sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis, podendo,
se houver prejuízo para o erário, ser descontado da remuneração.
Art5 1%1 - Nos casos de indenização à Fazenda Pública, resultante de ato doloso, o funcionário será
obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque ou
omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais.
Art5 1%2 - Fora dos casos previstos no artigo anterior, a importância da indenização poderá ser descontada
do vencimento ou remuneração, não excedendo o desconto a décima parte do valor destes.
Art5 1%7 - Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora dos casos expressamente previstos nas
leis, regulamentos ou regimentos, cometer a pessoas estranhas à repartição o desempenho de encargos
que lhe competirem ou aos seus subordinados.
Art5 1%8 - A responsabilidade administrativa resulta de atos ou omissões praticadas no desempenho de
cargo ou função.
Capítulo DI
(A AC/M/"A6E,
Art5 1%% - É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade
de horários:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou cientlfíco; e
c) a de dois cargos privativos de médico.
Art5 1%9 - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas
públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público.
Parágrafo Único - A proibição de acumular não se aplica ao aposentado, quando investido em cargo
comissionado.
Art5 1%$ - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condícionada à comprovação de compatibilidade de
horária.
.3./", I;
(A P-+;I(4!CIA + A))I).O!CIA
Capítulo I
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(A) (I)P,)l6*+) A+-AI)
Art5 1%: - O Município prestará assistência ao funcionário e a seus dependentes, através da manutenção do
Plano de Seguridade Social.
Parágrafo Único - Na seguridade social, são prevalentes os seguintes objetivos:
Ì - universalidade da cobertura do atendimento;
ÌÌ - uniformidade dos benefícios;
ÌÌÌ - irredutibilidade do valor dos benefícios;
ÌV - caráter democrático da gestão administrativa, com a participação do servidor estável e do aposentado
no colegiado da autarquia de previdência e assistência do Município de Belém.
Art5 1%' - Entre as normas de assistência incluem-se:
Ì - assistência à saúde; e
ÌÌ - previdência e seguro.
Art5 190 - Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento, observadas
as disposições desta Lei:
Art5 191 - Os benefícios concedidos ao funcionário e a seus dependentes compreendem:
Ì - quanto ao funcionário:
a) aposentadoria;
b) salário família; e
c) auxílio natalidade;
ÌÌ - quanto aos dependentes:
a) auxílio-funeral;
b) auxílio-reclusão;
c) pensão por morte; e
d) pecúlio facultativo.
Capítulo II
(,) B+!+03CI,)
)e>?o I
(a Aposentadoria
Art5 192 - O funcionário será aposentado:
Ì - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando decorrentes de acidentes em serviço,
moléstia profissional ou doença grave contagiosa e incurável ou doença incurável, especificada em lei e
proporcionais nos demais casos;
ÌÌ - compulsoriamente, os do sexo masculino, aos setenta anos de idade, e as do sexo feminino, aos
sessenta e cinco anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; e
ÌÌÌ - voluntariamente:
a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais;
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b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e vinte e cinco anos, se
professor com proventos integrais;
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco se mulher, com proventos proporcionais ao
tempo de serviço;
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais
ao tempo de serviço.
§ 1º - Consíderam-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis as que a Lei indicar com base na medicina
especializada.
§ 2º - O funcionário ocupante de cargo em comissão terá direito à aposentadoria se preencher todos os
requisitos deste artigo, mesmo não sendo titular de cargo efetivo, desde que tenha prestado, pelo menos,
cinco anos de serviço ao Município de Belém, suas autarquías e fundações.
§ 3º - Nos casos de exercícios de atividades consideradas insalubres ou perigosas, a aposentadoria de que
trata o inciso ÌÌÌ, alíneas a e c, observará o disposto em regulamento.
§ 4º - A aposentadoria em cargos ou empregos temporários observará o disposto na lei federal.
Art5 197 - Será aposentado com proventos correspondentes ao vencimento ou remuneração de cargo em
comissão ou função gratificada o funcionário efetivo que o venha exercendo por mais de cinco anos
consecutivos ou dez anos alternados, no Município de Belém.
§ 1º - As vantagens definidas neste artigo são extensivas ao funcionário que, à época da aposentadoria,
contar ou perfizer dez anos, consecutivos ou não, em cargo em comissão ou função gratificada.
§ 2º - Quando mais de um cargo ou função tenha sido exercido, serão atribuídos os proventos de maior
padrão, desde que lhe corresponda o exercício mínimo de dois anos consecutivos, ou padrão
imediatamente inferior, desde que superior a um ano, se menor o lapso de tempo desse exercício.
Art5 198 - A aposentadoria compulsória será automática e declarada por decreto, com vigência a partir do
dia imediato aquele em que o funcionário atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.
Parágrafo Único - O funcionário se afastará do serviço do cargo no dia imediato àquele em que atingir a
idade limite.
Art5 19% - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo
ato.
§ 1º - A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde, por período não
excedente a vinte e quatro meses.
§ 2º - Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo, ou de ser
readaptado, o funcionário será aposentado.
§ 3º - O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato de aposentadoria
será considerado como de prorrogação da licença.
Art5 199 - O provento da aposentadoria será revisto na mesma data e proporção sempre que se modificar a
remuneração do funcionário da atividade.
§ 1º - São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos ao
funcionário em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou
função em que se deu a aposentadoria.
§ 2º - Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será inferior ao menor vencimento básico
pago pelo Município.
Art5 19$ - Os proventos de aposentadoria do funcionário afastado para servir em outro órgão ou entidade
serão calculados pelo nível de vencimento e remuneração de seu cargo no Município de Belém.
Art5 19: - Ao funcionário aposentado será paga a gratificação natalina, no mês de dezembro, em valor
equivalente ao respectivo provento.
Art5 19' - Ao funcionário fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo
primeiro dia subseqüente ao do protocolo do requerimento da aposentadoria, sem prejuízo da percepção de
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sua remuneração, caso não seja antes cientificado do indeferimento, na forma da lei.
)e>?o II
(o )alJrioBamília
Art5 1$0 - O salário famllia é devido ao funcionário ativo ou inativo do Município, por dependente econômico.
Parágrafo Único - O salário família corresponderá a cinco por cento do salário mínimo.
Art5 1$1 - Consideram-se dependentes econômicos, para efeitos de salário família:
Ì - o filho menor de dezoito anos de qualquer natureza;
ÌÌ - o filho inválido de qualquer idade ou sexo, desde que total e permanentemente incapaz para o trabalho;
ÌÌÌ - o filho estudante até vinte e quatro anos, que frequentar cursos de primeiro e segundo graus ou superior
em estabelecimentos de ensino oficial ou oficializado, e que não exerça atividade remunerada, nem possua
renda própria.
ÌV - a mãe, que não exerça atividade remunerada não perceba pensão ou qualquer outro rendimento
superior ao salário mínimo; e
V - o cônjuge, companheiro ou companheira, que não exerça atividade remunerada, nem possua renda
própria.
§ 1º - Equiparam-se ao filho o enteado, o tutelado ou o curatelado, sem meios próprios de subsistência.
§ 2º - Para os efeitos deste artigo, considera-se renda própria a importância igual ou superior ao salário
mínimo.
§ 3º - Sendo invalido o dependente, o salãrio-família será pago em dobro.
Art5 1$2 - Quando o pai e a mãe forem funcionários municipais e viverem em comum, o salário-família será
pago a um deles, quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos
dependentes.
Parágrafo Único - Ao pai e a mãe equiparam-se o padrasto e a madrasta e, na falta destes, os
representantes legais dos incapazes.
Art5 1$7 - O salário-família será pago mesmo nos casos em que, continuando titular do cargo, o funcionário
deixe de receber vencimentos, por qualquer motivo.
Art5 1$8 - Quando ocorrer óbito de funcionário que perceba salário-famllia, este benefício continuará a ser
pago a seus dependentes, sem prejuízo da pensão a que fizerem jus.
Art5 1$% - Sobre o salário-família não incindirá qualquer contribuição, mesmo previdenciária ou fiscal, nem
quaisquer deduções ou descontos.
Art5 1$9 - A concessão e supressão de salário-família serão processadas na forma estabelecida em
regulamento.
)e>?o III
P(o AuIílio K !atalidade P +Itinto pela -esolu>?o 00%QCPIPMB< de 1:Q07Q''< publicada no (,M n#
:'::< de 2'Q08Q''5
Art5 1$$ - O auxílio-natalidade à devido à funcionária por motivo de nascimento de filho, em quantia
equivalente a duas vezes o menor vencimento básico pago pelo Município, inclusive no caso de natimorto.
Art5 1$: - Não sendo a parturiente funcionária municipal, o auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro
funcionário municipal.
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Art5 1$' - Se o funcionário falecer antes de verificado o parto, a viúva ou companheira terá direito ao
recebimento do auxílio-natalidade.
Art5 1:0 - Na hipótese de parto múltiplo, o valor pago será correspondente a tantos auxílios natalidade
quantos forem os filhos.
)e>?o I;
P(o AuIílio0uneral P +Itinto pela -esolu>?o n# 00%CPQIPMB< de 1:Q07Q''< publicada no (,M n# :'::<
de 2'Q08Q''5
Art5 1:1 - O auxllio-funeral é devido à família do funcionário falecido na atividade ou do aposentado, em
valor equivalente a duas vezes o menor vencimento básico pago pelo Município.
)e>?o ;
(o AuIílio-eclus?o
Art5 1:2 - A família do funcionário afastado do cargo por motivo de prisão ou condenado judicialmente à
pena que implique em perda do cargo será devido o auxílio-reclusão, no valro correspondente a setenta e
cinco por cento da remuneração.* · Redação dada pela Lei nº 7.508, de 24/01/91, publicada no DOM nº
6957, de 24/01/91.
Parágrafo Único - O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o
funcionário for posto em liberdade, ainda que condicional.
)e>?o ;I
(a Pens?o por Morte
Art5 1:7 - Por morte do funcionário, seus dependentes farão jus a uma pensão global calculada em
proporção à totalidade de remuneração ou dos proventos.* · Redação dada pela Lei nº 7.508, de 24/01/91,
publicada no DOM nº 6957, de 24/01/91.
Parágrafo Único - Também terão direito à pensão por morte os dependentes de quem tenha sido contratado
para função temporária, se o falecimento tiver ocorrido em consequência direta de acidente em serviço.
Art5 1:8 - São beneficiários das pensões:
Ì - o cônjuge;
ÌÌ - a pessoa desquitada, separada judicialmente, ou divorciada com percepção de pensão alimentícia;
ÌÌÌ - a companheira ou companheiro que tenha sido designado pelo funcionário e comprove que vivia em
comum há cinco anos ou que tenha um filho em comum;
ÌV - os filhos de qualquer condição, até vinte e um anos de idade ou, se inválidos, enquanto durar a
invalidez;
V - o pai e a mãe que comprovem dependência econômica do funcionário; e
VÌ - o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até vinte e um anos, e o inválido, enquanto durar a invalídez, que
comprove dependência do funcionário.
Art5 1:% - Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou habilitação tardia, que implique exclusão
beneficiaria, só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida.
Art5 1:9 - Não faz jus a pensão o beneficiário que for condenado pela pratica de crime doloso de que
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resultou a morte do funcionário.
Art5 1:$ - Acarreta perda da qualidade de beneficiário:
Ì - o seu falecimento;
ÌÌ - o seu casamento, em se tratando de cônjuge, companheira ou companheiro;
ÌÌÌ - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge;
ÌV - a cessação da invalidez, em se tratando de beneficiário inválido;
V - a maioridade de filho, irmão órfão ou pessoa designada, aos vinte e um anos de idade; e
VÌ - a renúncia expressa.
Art5 1:: - A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, prescrevendo tão somente as prestações
exigíveis a mais de cinco anos.
)e>?o ;I
(o Pecúlio 0acultativo
Art5 1:' - O pecúlio facultativo objetiva proporcionar ao contribuinte, por sua própria iniciativa, possibilidade
de garantir, após sua morte, a uma ou mais pessoas expressamente designadas, ajuda financeíra, sob a
forma de pagamento único.
Parágrafo Único - A declaração de beneficiários será feita ou alterada a qualquer tempo, nela se
mencionando o critério da divisão do pecúlio, no caso de mais de um beneficiário.
Art5 1'0 - O pecúlio facultativo se constituirá de valor a ser fixado por regulamentação própria.
Art5 1'1 - O direito ao pecúlio facultativo caducará decorridos cinco anos, contados do óbito do funcionário.
Capítulo III
(A A))I).R!CIA S )A2(+
Art5 1'2 - A assistência à saúde do funcionário e de sua família compreende assistência médica, hospitalar,
odontológica e farmacêutica, prestada pelo órgão de previdência do Município, na forma estabelecida em
regulamento. Citado por 1
Parágrafo Único - O direito conferido neste artigo será assegurado, também, aos filhos menores de dezoito
anos e de dezoito até vinte e quatro anos de idade, desde que matriculados em curso regular de
estabelecimento de ensino oficial ou oficializado e eu não tenham renda própria.
Capítulo I;
(, C/).+I,
Art5 1'7 - O plano de seguridade social do funcionário do Município de Belém será custeado com o produto
da arrecadação de contribuições obrigatórias do funcionário e do Município.
§ 1º - A contribuição devida pelo funcionário, para custeio do plano, terá caráter obrigatório, em valor
equivalente a oito por cento da remuneração.
§ 2º - A contribuição do Município corresponderá ao valor do custeio da aposentadoria e do salário-família,
além do montante igual do valor das contribuições efetivamente arrecadadas dos funcionários no mês
anterior, nos termos do § 1º deste artigo.
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.3./", ;
DAS PENALÌDADES E DA SUA APLÌCAÇÃO
Art5 1'8 - São penas disciplinares: Citado por 1
Ì - repreensão; Citado por 1
ÌÌ - suspensão; Citado por 1
ÌÌÌ - destituição de função; Citado por 1
ÌV - demissão;
V - demissão a bem do serviço público; e
VÌ - cassação de aposentadoria e disponibilidade.
Art5 1'% - Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e
os danos que dela provierem para o serviço público.
Art5 1'9 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, no caso de falta de cumprimento dos deveres, a
que não seja cominada penalidade mais severa.
Art5 1'$ - A pena de suspensão, que não excederá a trinta dias, será aplicada em caso de falta grave ou de
reincidência.
Parágrafo Único - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício
do cargo.
Art5 1': - A destituição de função gratificada dar-se-á:
Ì - quando se verificar falta de exação no seu desempenho;
ÌÌ - quando for constatado que, por negligência ou benevolência, o funcionário contribuiu para que se não
apuras o devido tempo, a falta de outrem,
ÌÌÌ - quando ocorrer a aplicação de pena prevista no artigo 197 deste Estatuto.
Parágrafo Único - Ao detentor de cargo em comissão enquadrado nas disposições deste artigo caberá a
pena de destituição, sem perda do cargo efetivo de que seja titular.
Art5 1'' - Será aplicada a pena de demissão nos casos de:
Ì - abandono de cargo;
ÌÌ - procedimento irregular de natureza grave;
ÌÌÌ - ineficiência no serviço;
ÌV - aplicação indevida de dinheiro públicos;
V - incontinência pública escandalosa e prática de jogos proibidos;
VÌ - embriaguez habitual em serviço;
VÌÌ - ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo em legítima defesa;
VÌÌÌ - insubordinação grave em serviço;
ÌX - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de quarenta e cinco dias interpoladamente,
durante um ano;
X - praticar a usura em qualquer de suas formas;
XÌ - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou os tenham
na repartição ou estejam sujeitos à sua fiscalização; e
XÌÌ - coagir ou aliciar subordinados ou qualquer outra pessoa, usando das prerrogativas funcionais com
objetivos de natureza político partidária.
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo o não comparecimento injustificado do funcionário por mais de
trinta dias consecutivos.
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§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço só será aplicada quando verificada a impossibilidade
de readaptação.
Art5 200 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que:
Ì - praticar crime contra a administração pública, nos termos da lei penal;
ÌÌ - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com
prejuízo para o Município ou particulares;
ÌÌÌ - lesar o patrimônio ou os cofres públicos;
ÌV - receber ou solicitar propinas, comissões ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por
intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas;
V - exercer advocacia administrativa; e
VÌ - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-famllia, sem prejuízo da responsabilidade
civil e de procedimento criminal que no caso couber.
Art. 201 - O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a disposição legal em que se fundamenta.
Art5 202 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, se ficar provado que o
inativo:
Ì - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada nesta Lei a pena de demissão ou de
demissão a bem do serviço público;
ÌÌ - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
ÌÌÌ - aceitou representação de Estado estrangeiro, sem prévia autorização do Presidente da República; e
ÌV - praticou a usura em qualquer de suas formas.
Art5 207 - As penas de suspensão superior a quinze dias, destituição de função, demissão e de cassação da
aposentadoria ou disponibilidade serão aplicadas pelo Prefeito ou, nos casos de funcionários do Poder
Legislativo, pela Comissão Executiva da Câmara Municipal.
Art5 208 - A aplicação de penalidade prescreverá em:
Ì - um ano, a de repreensão;
ÌÌ - dois anos, a de suspensão;
ÌÌÌ - três anos, a de destituição de função e demissão por abandono de cargo ou faltas excessivas ao
serviço;
ÌV - quatro anos, a de cassação de aposentadoria ou disponibilidade e demissão, nos casos não previstos
no item anterior; e
V - cinco anos, nos casos de demissão a bem do serviço público.
§ 1º - O prazo da prescrição contar-se-á da data do conhecimento do ato ou fato por quem proceder a sua
apuração.
§ 2º - No caso de inquérito administrativo, a prescrição interrompe-se na data da instauração.
§ 3º - O prazo da prescrição será suspenso quando ocorrer qualquer hipótese do artigo 93.
§ 4º - Se a infração disciplinar for também prevista como crime na lei penal, por esta regular-se-á a
prescrição sempre que os prazos forem superiores aos estabelecidos neste artigo.
Art5 20% - O funcionário que, sem justa causa deixar de atender à exigência legal de autoridade competente
para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de sua remuneração até que
satisfaça essa exigência.
Parágrafo Único - Uma vez cumprida a exigência, o funcionário receberá a remuneração cujo pagamento
tiver sido suspenso.
Art5 209 - O funcionário terá direito à diferença de retribuição do:
Ì - tempo de serviço relativo ao período em que tenha estado preso ou suspenso, quando do processo não
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houver resultado pena disciplinar ou esta se limitar à de repreensão; e
ÌÌ - período do afastamento que exceder do prazo da suspensão disciplinar aplicada em caráter preventivo.
Art5 20$ - Deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as penas que lhe forem
impostas.
Capítulo II
(, A0A).AM+!., P-+;+!.I;,
Art5 20: - O afastamento preventivo do cargo até trinta dias será ordenado pela autoridade competente que
determinar a instauração de processo administrativo, desde que o afastamento do funcionário seja
necessário para a apuração de falta cometida no exercício de suas atribuições.
Parágrafo Único - Poderá ser prorrogado até noventa dias o prazo de afastamento, findo o qual cessarão
automaticamente os respectivos efeitos, ainda que o processo administrativo não esteja concluído.
Art5 20' - O funcionário terá direito à contagem do tempo de serviço:
Ì - relativo ao período em que esteja afastado preventivamente, quando do processo administrativo não
houver resultado pena disciplinar ou esta se limitar a repreensão;
ÌÌ - relativo ao período do afastamento preventivo que exceder do prazo previsto neste regulamento;
ÌÌÌ - relativo ao período de prisão preventiva e ao pagamento de diferença corrigida da remuneração, desde
que reconhecida sua inocência em sentença judicial transitada em julgado.
Art5 210 - O afastamento preventivo é medida acautelatória e não constitui pena.
.3./", ;I
(, P-,C+)), A(MI!I).-A.I;,
Capítulo I
(A AP/-A6E, )/MA-IA (+ I--+A/"A-I(A(+)
Art5 211 - A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade no serviço público é obrigada a
promover-lhe a apuração imediata por meios sumários ou mediante Ìnquérito Administrativo.
Art5 212 - A apuração sumária por meio de sindicância não ficará adstrita ao rito para o Ìnquérito
Administrativo, constituindo simples averiguação, e será procedida por dois servidores de condição
hierárquica nunca inferior a do indiciado.
Parágrafo Único - A sindicância deverá ser concluída no prazo de quinze dias, prorrogável uma única vez
por igual período.
Art5 217 - Se no curso da apuração ficar evidenciada falta punível com pena superior à repreensão e
suspensão correspondente, o responsável pela apuração comunicará o fato ao superior imediato, que
solicitara, pelos canais competentes, a instauração do inquérito administrativo.
Capítulo II
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(, I!T/4-I., A(MI!I).-A.I;,
Art5 218 - O Ìnquérito Administrativo precederá à aplicação das penas de suspensão, de destituição de
função, demissão, demissão a bem do serviço público e cassação de aposentadoria.
Art5 21% - São competentes para determinar a instauração do processo administrativo o Prefeito, os
secretários municipais e os diretores das autarquias ou das fundações, assim como a Comissão Executiva
da Câmara, em relação aos funcionários do Poder Legislativo.
Art5 219 - O inquérito será realizado por uma comissão designada pela autoridade que houver determinado
sua abertura, composta de trás funcionários, os quais poderão ser, inclusive, aposentados.
§ 1º - No ato de designação será indicado um dos membros para dirigir, como presidente, os trabalhos da
comissão, competindo a este indicar o secretário.
§ 2º - A comissão, sempre que necessário, dedicará todo o tempo aos trabalhos do inquérito, ficando seus
membros, em tais casos, dispensados do serviço na repartição.
§ 3º - A comissão procederá a todas as diligências convenientes, recorrendo, quando necessário, a vistorias
ou perícias.
§ 4º - Quando houver indícios de alcance a administração municipal poderá designar funcionário que tenha
habilitação para acompanhar as investigações e diligências em defesa do erário.
§ 5º - O defensor do erário poderá requerer no processo o que for de direito, inclusive a reinquirição do
indiciado ou de testemunhas.
Art5 21$ - Se de imediato ou no curso do Ìnquérito Administrativo ficar evidenciado que a irregularidade
envolve crime, o presidente da comissão, por intermédio da autoridade instauradora, a comunicará ao
Ministério Público.
Art5 21: - O inquérito deverá estar concluído no prazo de noventa dias contados da data da instalação da
comissão, prorrogáveis sucessivamente por períodos de trinta dias, em caso de força maior, e a juízo da
autoridade administrativa determinadora da instauração do inquérito, até o máximo de noventa dias.
§ 1º - A não-observância desses prazos não acarretará nulidade do inquérito, importando, porém, quando
não se tratar de sobrestamento, na responsabilidade administrativa dos membros da comissão.
§ 2º - O sobrestamento do Ìnquérito Administrativo só ocorrerá em caso de absoluta impossibilidade de
prosseguimento, a juízo da autoridade administrativa competente para a sua instauração.
Art5 21' - Os órgãos públicos, sob pena de responsabilidade de seus titulares, atenderão com a máxima
presteza às solicitações da comissão, inclusive requisição de técnicos e peritos, devendo comunicará
prontamente a impossibilidade de atendimento em caso de força maior.
Parágrafo Único - Em caso de necessidade, o Poder Municipal poderá contratar elementos técnicos
externos necessários a investigação, desde que não haja similar no serviço público municipal.
Art5 220 - Ultimada a instrução, será feita, no prazo de trás dias, a citação do indiciado para apresentação
de defesa no prazo de dez dias, sendo-lhe facultada vista no processo, durante todo esse período, na sede
da comissão.
§ 1º - Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de vinte dias.
§ 2º - Estando o indicado em lugar incerto, será citado por edital, publicado duas vezes no órgão oficial e
uma vez em jornal de grande circulação.
§ 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências consideradas imprescindíveis.
Art5 221 - Nenhum acusado será julgado sem ampla defesa, que poderá ser produzida em causa própria,
permitindo-se acompanhamento do inquérito, em todas as suas fases, pelo funcionário acusado ou por seu
defensor.
Art5 222 - Em casos de revelia, o presidente da comissão designará, de ofício, um funcionário para defender
o indiciado.
Art5 227 - Concluída a defesa, a comissão remeterá o processo à autoridade competente, com relatório
onde será exposta a matéria de fato e de direito, concluído pela inocência ou responsabilidade do indiciado,
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indicando, no último caso, as disposições legais que entender transgredidas e as respectivas penas.
Art5 228 - Recebido o processo, a autoridade competente proferirá a decisão no prazo de quarenta e cinco
dias.
§ 1º - A autoridade julgadora decidirá à vista dos fatos apurados pela comissão, não ficando, todavia,
vinculada à conclusões do relatório.
§ 2º - Se a autoridade julgadora entender que os fatos não foram apurados devidamente, determinará o
reexame do inquérito pela própria comissão ou através de outra a ser designada da mesma forma que a
anterior.
Art5 22% - O funcionário só poderá ser exonerado, a pedido, após a conclusão do Ìnquérito Administrativo a
que responder e do qual não resultar pena de demissão ou demissão a bem do serviço público.
.3./", ;II
(,) 0/!CI,!1-I,) +M )I./A6E, +)P+CIA"
Capítulo 2nico
(, )+-;I6, -+"A.I;, S +(/CA6E,
Art5 229 - Aos funcionários que desempenham trabalho de magistério são mantidos os direitos previstos em
estatuto próprio, sem prejuízo dos deveres e direitos estabelecidos nesta Lei, os quais não serão
cumulativos.
.3./", ;III
(A) (I)P,)I6*+) 0I!AI) + .-A!)I.N-IA)
Capítulo 2nico
Art5 22$ - O dia 28 de outubro é consagrado ao funcionário público.
Art5 22: - Os prazos previstos neste Estatuto contar-se-ão por dias corridos, não se computando o dia de
início e prorrogando-se o vencimento que incidirá em sábado, domingo ou feriado para o primeiro dia útil
seguinte.
Art5 22' - Lei especial instituirá o Plano de Carreira a dos Funcionários do Município.
Art5 270 - Para atender aos casos de necessidade temporária de excepcional interesse público, poderão ser
efetuadas contratações de pessoal por tempo determinado, na forma estabelecida na Lei nº 7.453, de 5 de
julho de 1989, que fica mantida no que não colidir com as normas deste Estatuto.
Art5 271 - A vantagem pessoal de que trata o artigo 32 da Lei n2 7.444, de 17 de maio de 1989, fica extinta
e substituída pelo adicional do cargo em comissão, artigo 79 desta Lei, ressalvados, sem caráter
cumulativo, o direito adquirido e os casos pendentes da hipótese do artigo 42 da supracitada lei, até o
término do recesso posterior a este período legislativo.
§ 1º - Ao funcionário, ativo ou inativo, que venha percebendo a vantagem pessoal do sistema anterior, fica
assegurado o direito de optar pelo adicional do cargo em comissão, devendo manifestar sua opção até o
nonagésimo dia da vigência desta Lei.
§ 2º - A falta de manifestação escrita, no prazo aqui estipulado, será considerada opção definitiva e
irrevogável pelo sistema anterior.
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Art5 272 - O adicional previsto no artigo 79, inciso Ì, desta Lei, em sistema de triênios, substitui qualquer
outro adicional por tempo de serviço.
Art5 277 - A licença especial de que trata o artigo 123 da Lei n2 7.000, de 27 de julho de 1976, fica
substituída pela licença prêmio, na forma estabelecida no artigo 93, inciso X, deste Estatuto.
Art5 278 - Esta Lei entra em vigor no dia 28 de outubro deste ano, mas as obrigações financeiras dela
resultantes somente terão vigência a partir de 1º de janeiro do próximo exercício orçamentário.
Art5 27% - Serão subsidiários do presente Estatuto, nos casos omissos, os Estatutos dos Funcionários
Públicos Civis da União e do Estado.
Art5 279 - Ressalvados o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, são revogadas as
disposições em contrário.
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"+I !#$5':8< (+ 70 (+ (+U+MB-, (+ 1'''
(isp@e sobre o plano de seCuridade social dos
servidores do Município de Belém< e dJ outras
providências5
A CÂMARA MUNÌCÌPAL DE BELÉM estatui e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO Ì
ESTRUTURA ÌNSTÌTUCÌONAL
CAPÍTULO ÚNÌCO
DAS DÌSPOSÌÇÕES PRELÌMÌNARES
Art. 1º. O Ìnstituto de Previdência do Município de Belém ÷ ÌPMB, autarquia municipal criada
pela Lei nº 6.774, de 31 de Dezembro de 1969, passa a se denominar Ìnstituto de
Previdência e Assistência do Município de Belém ÷ ÌPAMB, e como tal, a ser o órgão
responsável pelo Sistema de Seguridade Social objeto desta Lei.
Art. 2º. O ÌPAMB, como autarquia municipal, com personalidade jurídica própria, goza de
autonomia administrativa, financeira e patrimonial, com sede e foro na cidade de Belém,
Estado do Pará, tendo por finalidade oferecer a seus segurados e dependentes os
benefícios previdenciários, de assistência médica e social previstos nesta lei.
TÍTULO ÌÌ
DA ESTRUTURA E DA ADMÌNÌSTRAÇÃO DO ÌPAMB
Art. 3º. A estrutura organizacional básica do Ìnstituto compor-se-á de:
Ì ÷ Assembléia Geral;
ÌÌ ÷ Conselho de Administração;
ÌÌÌ ÷ Conselho Fiscal;
ÌV ÷ Órgãos Executivos e de Assessoramento do ÌPAMB.
CAPÍTULO Ì
DOS ÓRGÃOS CONSTÌTUTÌVOS
SEÇÃO Ì
DA ASSEMBLÉÌA GERAL
Art. 4º. Assembléia Geral é a reunião dos segurados, em pleno gozo de seus direitos,
juntamente com os demais órgãos constitutivos do ÌPAMB, e representantes dos órgãos
empregadores.
Parágrafo único. A Assembléia Geral será presidida pelo Presidente do Conselho de
Administração do ÌPAMB e, em seus impedimentos e ausências, por outro membro desse
Conselho, especialmente designado para esse fim.
Art. 5º. São atribuições da Assembléia Geral:
Ì ÷ eleger os segurados obrigatórios do Conselho de Administração, que terão mandato de
dois anos;
ÌÌ ÷ decidir sobre propostas de adoção de normas que impliquem na utilização do patrimônio
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do ÌPAMB, não previstas nesta Lei ou seu Regulamento;
ÌÌÌ ÷ apreciar matérias de relevância submetidas pelo Conselho de Administração.
Art. 6º. A Assembléia Geral reunir-se-á, em caráter ordinário, de dois em dois anos, no
primeiro semestre, com o objetivo exclusivo de eleger os membros não natos do Conselho
de Administração e seus respectivos suplentes.
Art. 7º. A Assembléia Geral reunir-se-á, em caráter extraordinário, para apreciar matérias
pertinentes aos assuntos previstos nos incisos ÌÌ e ÌÌÌ do artigo 14.
Art. 8º. A Assembléia Geral será convocada por edital, publicado no Diário Oficial do
Município com antecedência mínima de cinco dias, do qual constará o local, a data, a hora
e a finalidade da reunião.
Art. 9º. Quando convocada em caráter ordinário, a Assembléia Geral reunirá
independentemente de quórum, com duração de oito horas consecutivas.
Art. 10. Em se tratando de reunião extraordinária, a Assembléia Geral será instalada com a
presença de metade mais um de seus membros em primeira convocação, e com qualquer
número, em segunda e última convocação, realizada meia hora após a primeira.
SEÇÃO ÌÌ
DO CONSELHO DE ADMÌNÌSTRAÇÃO
Art. 11. O Conselho de Administração é o órgão de Orientação e Coordenação Superior no
âmbito do ÌPAMB e terá suas prerrogativas e funcionamento regulado em seu Regimento
Ìnterno.
Art. 12. O Conselho de Administração terá constituição paritária, entre representantes do
Poder Público e dos segurados, conforme indicado abaixo:
Ì ÷ o Secretário Municipal de Administração;
ÌÌ ÷ o Secretário Municipal de Saúde;
ÌÌÌ ÷ um membro de livre escolha e nomeação do Prefeito;
ÌV ÷ dois segurados obrigatórios;
V ÷ um representante dos aposentados da Prefeitura Municipal de Belém;
VÌ ÷ um representante dos pensionistas da Prefeitura Municipal de Belém;
VÌÌ ÷ o Presidente da FUNPAPA.
§ 1º. A Presidência do Conselho de Administração será exercida pelo Secretário Municipal
de Administração, e nos seus impedimentos ou ausências segundo o que dispuser seu
Regimento Ìnterno.
§ 2º. O Presidente do ÌPAMB participará das reuniões do Conselho de Administração,
submetendo e esclarecendo matérias, sem contudo, ter direito a voto.
§ 3º. Cada membro do Conselho de Administração terá seu suplente.
§ 4º. O mandato dos membros do Conselho de Administração será de dois anos, renovável
por igual período.
Art. 13. O Conselho de Administração funcionará somente com a presença da maioria dos
seus membros, sendo impedido de votar aquele que tiver interesse pessoal no assunto ou
estiver ligado por parentesco, até o terceiro grau civil, a qualquer parte interessada.
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Art. 14. Ao Conselho de Administração compete, basicamente:
Ì ÷ apreciar a proposta orçamentária do Ìnstituto para o exercício subsequente, bem como a
suplementação de verbas e abertura de créditos especiais;
ÌÌ ÷ fiscalizar a execução do orçamento e autorizar a transferência de consignações e
subconsignações de verbas orçamentárias, dentro das dotações globais respectivas;
ÌÌÌ ÷ apreciar os balanços e inventários do Ìnstituto;
ÌV ÷ emitir parecer prévio sobre todas as transações a serem desenvolvidas pelo Ìnstituto,
que envolvam o seu patrimônio ou os seus bens, exceto aquelas previstas pelo orçamento;
V ÷ solicitar ao Presidente do Ìnstituto as informações que julgar necessárias ao bom
desempenho de suas atribuições e notificá-lo para correção de irregularidades verificadas,
representando ao Chefe do Poder Executivo Municipal, quando desatendido;
VÌ ÷ decidir sobre os recursos de ofício interpostos pelo Presidente do ÌPAMB;
VÌÌ ÷ julgar os recursos voluntários interpostos contra atos do Presidente do Ìnstituto;
VÌÌÌ ÷ propor ao Chefe do Poder Executivo Municipal medidas legislativas a respeito da
seguridade social dos beneficiários do ÌPAMB;
ÌX ÷ elaborar e rever o Regulamento da Entidade, submetendo-o a apreciação do Prefeito
Municipal;
X ÷ aprovar o Regimento Ìnterno do ÌPAMB;
XÌ ÷ aprovar proposta do Presidente do ÌPAMB de criação e/ou modificação de órgãos que
integram a Estrutura Administrativa do Ìnstituto, e posterior encaminhamento e decisão da
Câmara Municipal de Belém;
XÌÌ ÷ disciplinar a prestação de serviços do Ìnstituto enumerados em dispositivos do
Regulamento;
XÌÌÌ ÷ estabelecer novos benefícios e serviços, ampliar os existentes ou estendê-los a
outros beneficiários, respeitando o disposto no artigo 195, § 5º, da Constituição Federal,
artigo 56 desta Lei e artigo 190 da Lei Orgânica do Município;
XÌV ÷ deliberar sobre os casos omissos da lei;
XV ÷ expedir normas administrativas respeitantes a matérias pertinentes às atividades do
Ìnstituto que independem de lei ou decreto;
XVÌ ÷ propor ao Prefeito Municipal, pelo voto de dois terços de seus membros, o
afastamento do exercício do cargo do Presidente, Diretor Geral, Procurador Geral, Diretor
de Departamento ou Divisão do ÌPAMB, ou Conselheiro do Conselho de Administração
indiciado na prática de ato lesivo ao patrimônio da Ìnstituição ou crime na administração
pública, enquanto durar a apuração dos fatos.
Art. 15. O Conselho de Administração reunirá ordinariamente duas e no máximo quatro
vezes por mês, por convocação de seu Presidente, e extraordinariamente quantas vezes se
fizer necessário, por convocação justificada do Presidente do ÌPAMB, ou por maioria dos
seus membros e somente apreciará os assuntos constantes da convocação.
Art. 16. O Presidente do Conselho de Administração tem como atribuições:
Ì ÷ presidir as reuniões do Conselho e da Assembléia Geral;
ÌÌ ÷ designar, entre os membros do Conselho, relatores para os processos que devem ser
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apreciados pelo plenário;
ÌÌÌ ÷ baixar resoluções, em consonância com as deliberações do Colegiado, sobre matéria
de sua competência;
ÌV ÷ constituir as comissões receptoras de votos, conforme disposição no Regimento
Ìnterno;
V ÷ constituir e presidir a Comissão Apuradora, conforme disposição no Regimento Ìnterno;
VÌ ÷ dar posse aos membros do Conselho;
VÌÌ ÷ convocar e dar posse aos Suplentes do Conselho de Administração, eleitos em
Assembléia Geral, no caso de impedimento dos titulares ou vacância;
VÌÌÌ ÷ designar os membros da Comissão de Tomada de Contas, no caso previsto no
regulamento;
ÌX ÷ baixar instruções sobre o funcionamento da Assembléia Geral Ordinária, autorizar o
registro de chapas, de acordo com o disposto no Regulamento e orientar o processo
eleitoral.
SEÇÃO ÌÌÌ
DO CONSELHO FÌSCAL
Art. 17. O Conselho Fiscal será constituído de três membros efetivos e três membros
suplentes, eleitos pela Assembléia Geral, com votação exclusiva de servidores.
§ 1º. Os Conselheiros Fiscais terão mandatos de dois anos, permitida uma reeleição.
§ 2º. Dois terços dos conselheiros fiscais deverão ter conhecimentos técnicos em
Administração ou Contabilidade.
Art. 18. Compete ao Conselho Fiscal:
Ì ÷ examinar os balancetes mensais e as contas, emitindo parecer a respeito;
ÌÌ ÷ pronunciar-se sobre despesas extraordinárias autorizadas pelo Conselho de
Administração;
ÌÌÌ ÷ propor ao Conselho de Administração medidas que julgar convenientes.
SEÇÃO ÌV
DOS ÓRGÃOS EXECUTÌVOS E DE ASSESSORAMENTO DO ÌPAMB
Art. 19. São Órgãos Executivos do ÌPAMB:
Ì ÷ Presidência;
ÌÌ ÷ Diretor Geral;
ÌÌÌ ÷ Departamento de Administração;
ÌV ÷ Departamento Financeiro e Contábil;
V ÷ Departamento de Previdência;
VÌ ÷ Departamento de Assistências.
Parágrafo único. Os Órgãos Executivos do ÌPAMB são os agentes de orientação e
execução, sob administração e direção do Presidente do Ìnstituto, auxiliado por seus
Diretores.
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Art. 20. São Órgãos de Assessoramento e Direção do ÌPAMB:
Ì ÷ Gabinete;
ÌÌ ÷ Núcleo Setorial de Planejamento;
ÌÌÌ ÷ Procuradoria Geral.
SEÇÃO V
DA PRESÌDÊNCÌA
Art. 21. O Presidente do ÌPAMB deverá possuir notórios conhecimentos de Previdência
Social, sendo indicado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal.
Art. 22. Compete ao Presidente:
Ì ÷ representar o Ìnstituto em suas relações com outras entidades de direito público ou
privado, inclusive em Juízo ou fora dele;
ÌÌ ÷ orientar, coordenar, controlar e avaliar as atividades da administração interna do
Ìnstituto;
ÌÌÌ ÷ elaborar e submeter à apreciação do Conselho de Administração a proposta
orçamentária anual, bem como as respectivas alterações;
ÌV ÷ despachar, conclusivamente, os processos que tramitarem pelo Ìnstituto e que ao
mesmo disserem respeito;
V ÷ atribuir gratificações, fixar diárias e arbitrar ajudas de custo;
VÌ ÷ expedir atos, portarias e ordens de serviço;
VÌÌ ÷ solicitar ao Conselho de Administração autorização prévia em todas as transações que
envolvam o patrimônio do Ìnstituto, inclusive aquelas que dependam também de
autorização legislativa;
VÌÌÌ ÷ rever as próprias decisões;
ÌX ÷ ordenar despesas e procedimentos licitatórios;
X ÷ decidir em primeira instância sobre os pedidos encaminhados ao Ìnstituto, por
beneficiários ou quaisquer interessados;
XÌ ÷ nomear candidatos aprovados em concurso público e para cargos comissionados;
XÌÌ ÷ designar servidores para o desempenho de funções do Ìnstituto, respeitada a lotação
estabelecida no quadro de pessoal e as leis vigentes;
XÌÌÌ ÷ exonerar ou rescindir contrato de servidores do Ìnstituto;
XÌV ÷ contratar e distratar serviços de terceiros;
XV ÷ cumprir e fazer cumprir a legislação Previdenciária e as deliberações do Conselho de
Administração, bem como normas e dispositivos legais de Administração Pública em geral;
XVÌ ÷ movimentar, conjuntamente, com o Diretor do Departamento Financeiro e Contábil as
contas bancárias do ÌPAMB;
XVÌÌ ÷ propor ao Conselho de Administração a fixação ou reajustamento dos valores de
contribuições para o Pecúlio Facultativo;
XVÌÌÌ ÷ propor ao Conselho de Administração a instituição de novos benefícios e serviços,
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bem como a ampliação dos existentes e a sua extensão a outros beneficiários, na forma
estabelecida em Lei;
XÌX ÷ propor ao Conselho de Administração gravames e alienação de bens imóveis do
Ìnstituto, respeitado o disposto pela Lei nº 8.666/93;
XX ÷ exercer as atividades de administração geral e específica da entidade, nos termos
desta Lei, do Regulamento e do Regimento Ìnterno;
XXÌ ÷ firmar convênios e contratos objetivando a realização de serviços com qualquer
entidade;
XXÌÌ ÷ cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho de Administração.
XXÌÌÌ ÷ instaurar procedimento disciplinar, indicando servidores estáveis do Ìnstituto para
comissões de sindicância e de inquérito administrativo, aplicando penalidades, em
consonância com a legislação municipal reguladora da matéria;
XXÌV ÷ aplicar a pena de demissão aos servidores públicos estáveis do Ìnstituto nos casos
previstos em legislação municipal;
XXV ÷ representar à autoridade competente, solicitando a apuração da responsabilidade
penal de servidores do Ìnstituto e de terceiros responsáveis por danos ao seu patrimônio,
determinando, se for o caso, que a Procuradoria Geral do Ìnstituto encaminhe ações
visando à responsabilização civil dos mesmos.
Art. 23. Nos impedimentos do Presidente, responderá pelo expediente do Ìnstituto seu
Diretor Geral e, no de ambos, responderá outro diretor, na forma prevista em Regulamento.
CAPÍTULO ÌÌ
PLANO DE SEGURÌDADE SOCÌAL
SEÇÃO Ì
DOS CONTRÌBUÌNTES
Art. 24. São segurados do ÌPAMB para os efeitos da presente Lei:
Ì ÷ os contribuintes obrigatórios enumerados no artigo 25, e seus dependentes, na forma
estabelecida nesta Lei e seu regulamento;
ÌÌ ÷ os contribuintes facultativos indicados no art. 26 desta Lei.
Art. 25. São contribuintes obrigatórios do ÌPAMB:
Ì ÷ os servidores efetivos da administração direta, autárquica e fundacional do Município;
ÌÌ ÷ os servidores temporários e comissionados dos entes referidos no inciso anterior.
Art. 26. São contribuintes facultativos, desde que requeiram:
Ì ÷ os servidores cedidos para outras esferas governamentais, sem ônus, e os que estejam
no gozo de licença sem vencimentos;
ÌÌ ÷ os ocupantes de cargos eletivos no Município de Belém, em valor equivalente a oito por
cento de sua remuneração.
Art. 27. O pagamento das contribuições gera o direito à percepção de benefícios
previdenciários, de assistência médica e social previstos nesta lei.
Art. 28. Para os contribuintes em caráter facultativo, assim como os aposentados e
pensionistas da administração direta, autárquica e fundacional do Município, deverão, para
perceber assistência à saúde, requerê-la na forma estabelecida nesta Lei e em
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Regulamento.
SEÇÃO ÌÌ
DOS DEPENDENTES
Art. 29. Considera-se dependente do segurado, para fins previdenciários, nos termos desta
Lei:
Ì ÷ o cônjuge, a companheira ou companheiro;
ÌÌ ÷ os filhos, menores de vinte e um anos, não emancipados;
ÌÌÌ ÷ os filhos, se inválidos, de qualquer idade;
ÌV ÷ o menor que, por determinação judicial, esteja sob sua guarda ou tutela, até vinte e um
anos de idade, que vivam, comprovadamente, sob a dependência econômica do
contribuinte, nos termos do Regulamento;
V ÷ os pais que vivam, comprovadamente, sob a dependência econômica do contribuinte,
nos termos do Regulamento.
Art. 30. Considera-se dependente do segurado para fins de atendimento do Plano de
Assistência Básica à Saúde e Social ÷ PABSS, para os efeitos desta Lei:
Ì ÷ sem ônus adicional: até um número total de quatro dependentes.
a) o cônjuge, a companheira ou companheiro;
b) os filhos, menores de vinte e um anos, não emancipados;
c) os filhos inválidos de qualquer idade;
d) o menor que, por determinação judicial, esteja sob sua guarda ou tutela e o enteado, não
emancipados, até vinte e um anos de idade, desde que comprovada a dependência
econômica do contribuinte, na forma estabelecida em Regulamento;
ÌÌ ÷ com ônus adicional, sem limite de número de dependentes:
a) filho solteiro, de vinte e dois a vinte e quatro anos de idade, que resida com o contribuinte
e viva sob sua dependência econômica;
b) os pais, sem rendimento próprio, que residam com o contribuinte e vivam às suas
expensas;
c) irmão, órfão de pai e mãe, até vinte e um anos de idade ou inválido, sem rendimento
próprio, que viva e resida com o contribuinte;
d) os dependentes caracterizados no item "sem ônus" que excederem o número de quatro.
§ 1º. A dependência econômica deverá ser comprovada na forma estabelecida em
Regulamento.
§ 2º. Os beneficiários da pensão, na qualidade de segurados facultativos, para fins de
utilização dos serviços do PABSS, não podem qualificar dependentes.
Art. 31. A comprovação de invalidez nos casos previstos nesta Lei será mediante inspeção
de Junta Médica pericial do ÌPAMB.
Art. 32. É considerada companheira ou companheiro, nos termos do inciso Ì do artigo 29, e
inciso Ì, alínea "a" do artigo 30, desta Lei, aquela ou aquele que mantém união estável com
o contribuinte, mediante declaração de união estável expedida pelo ÌPAMB, na forma do
Regulamento.
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Art. 33. A perda da qualidade de dependente ocorrerá:
Ì ÷ para os cônjuges:
a) pela separação judicial, pelo divórcio ou pela anulação do casamento, decretados por
sentença, transitada em julgado;
b) pelo abandono do lar, desde que reconhecida esta situação por sentença judicial;
ÌÌ ÷ para o companheiro, pela cessação da união estável com o contribuinte;
ÌÌÌ ÷ para os filhos e equiparados, irmãos, pais quando não mais atendidas as condições
estabelecidas nesta Lei;
ÌV ÷ para os "economicamente dependentes", quando cessar esta situação;
V ÷ pelo óbito;
VÌ ÷ para o inválido, quando cessar a invalidez;
VÌÌ ÷ por requerimento do segurado, para os dependentes com ônus adicional;
VÌÌÌ ÷ pela perda da qualidade de segurado daquele de quem ele dependa.
SEÇÃO ÌÌÌ
DA ÌNSCRÌÇÃO
Art. 34. A inscrição, tanto para os segurados obrigatórios, quanto para os facultativos, como
para seus dependentes, é indispensável para o gozo dos benefícios previstos nesta Lei.
§ 1º. Considera-se inscrição:
Ì ÷ o ato pelo qual o segurado obrigatório promove o seu cadastramento no Ìnstituto,
através comprovação de sua nomeação para o exercício do cargo público municipal, ou
contratação temporária e apresentação de documentos pessoais, que forem exigidos na
forma do Regulamento;
ÌÌ ÷ o ato pelo qual o segurado obrigatório indica os seus dependentes, através de
documentação necessária perante o ÌPAMB.
§ 2º. O servidor é responsável civil e criminalmente pela inscrição de dependentes realizada
com base em documentos e informações por ele fornecidos.
§ 3º. Os documentos comprobatórios da condição de dependente serão estabelecidos em
Regulamento.
§ 4º. O segurado fica obrigado a comunicar ao ÌPAMB fato superveniente com provas
cabíveis que importem em exclusão ou inclusão de dependente.
§ 5º. O cancelamento da inscrição do segurado automaticamente cancelará a inscrição dos
respectivos dependentes.
Art. 35. Em caso de falecimento, detenção ou reclusão do segurado, sem que o mesmo
tenha feito a inscrição de dependente, a este será lícito promovê-la, não lhe assistindo,
neste caso, direito a prestações anteriores à inscrição.
Art. 36. Ìncumbe ao segurado a inscrição de seus dependentes, os quais poderão promovê-
la, se aquele falecer sem tê-la efetivado, no prazo de nove meses, a contar do falecimento.
Art. 37. Dar-se-á o cancelamento de inscrição do segurado quando:
Ì ÷ ocorrer o óbito;
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ÌÌ ÷ for demitido ou pedir demissão de cargo público municipal o servidor efetivo;
ÌÌÌ ÷ for exonerado ou pedir exoneração o servidor ocupante de cargo em comissão;
ÌV ÷ ao término ou rescisão do contrato do servidor temporário.
Parágrafo único. Ocorrendo o cancelamento de inscrição por qualquer das hipóteses
previstas, cessarão todos os direitos previstos nesta Lei, a partir da data de seu
desligamento.
Art. 38. O cancelamento da inscrição de dependentes poderá ser promovido de ofício,
quando não verificadas as condições previstas nesta Lei.
CAPÍTULO ÌV
DO PERÍODO DE CARÊNCÌA
Art. 39. Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições
mensais e sucessivas ao ÌPAMB, indispensáveis para que o segurado e seus dependentes
usufruam dos benefícios previstos nesta Lei, sendo para Assistência à Saúde:
Ì ÷ o período de carência corresponde, para os segurados obrigatórios e seus dependentes
diretos, sem ônus adicional, a uma contribuição mensal;
ÌÌ ÷ para os segurados facultativos e dependentes com ônus adicional, o período será igual
a dos segurados obrigatórios para os atendimentos em geral, exceto para internações
obstétricas, cujo período de carência será de nove contribuições;
ÌÌÌ ÷ os segurados obrigatórios e dependentes, sem ônus, que passarem à condição de
segurados facultativos e dependentes com ônus, na vigência do Plano, terão o prazo de
trinta dias após a última contribuição para optarem pela manutenção no Plano, a partir dos
quais cumprirão as carências estabelecidas neste capítulo;
ÌV ÷ os atuais segurados do ÌPMB que aderirem ao PABSS no prazo de trinta dias após sua
implantação, não cumprirão carência.
Parágrafo único. Aquele que, por qualquer motivo, perder a condição de beneficiário do
PABSS, e nele reingressar, ficará sujeito a novos períodos de carência para ter direito aos
benefícios previstos nesta Lei.
Art. 40. O período de carência tem seu início, a partir da data do efetivo recolhimento da
primeira contribuição para o ÌPAMB.
Art. 41. Ìndependem de carência, para efeito de sua percepção, o auxílio-reclusão e salário-
família.
Art. 42. Os benefícios da assistência social, igualmente independem de carência.
Art. 43. A concessão das prestações pecuniárias, relacionadas a pensão por morte, fica
sujeita ao prazo de carência de doze contribuições, sem interrupção.
CAPÍTULO ÌV
DAS CONTRÌBUÌÇÕES
Art. 44. A contribuição previdenciária, devida pelo servidor, terá caráter obrigatório, em valor
equivalente a oito por cento da sua remuneração, excluída a gratificação natalina.
Art. 45. A contribuição previdenciária para os servidores que se vinculem ao ÌPAMB em
caráter facultativo será equivalente à contribuição que seria devida, se no exercício de suas
funções estivesse.
Art. 46. A contribuição para o custeio da assistência à saúde terá caráter obrigatório para os
servidores indicados no art. 25 desta Lei, sendo cobrada no percentual de quatro por cento
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da remuneração, excluída a gratificação natalina.
Art. 47. A contribuição para o custeio da assistência à saúde, para os indicados no art. 26
desta Lei, terá caráter facultativo e corresponderá a oito por cento da remuneração,
excluída a gratificação natalina.
Art. 48. A contribuição para o custeio da assistência à saúde de aposentados e pensionistas
terá caráter facultativo e corresponderá a oito por cento dos proventos ou pensões.
Art. 49. A contribuição para os dependentes adicionais, nos termos do art. 30 desta Lei, será
variável, de acordo com a faixa etária, sendo de:
Ì ÷ dois por cento, para os dependentes até dezessete anos;
ÌÌ ÷ quatro por cento, para os dependentes entre dezoito e quarenta e nove anos;
ÌÌÌ ÷ seis por cento, para os dependentes com mais de cinqüenta anos.
Art. 50. A contribuição do Município para o custeio da previdência e assistência social
corresponderá ao valor do custeio da aposentadoria e do salário-família, além do montante
igual ao valor das contribuições efetivamente arrecadadas dos servidores no mês anterior.
§ 1º. As aposentadorias concedidas, a partir de Janeiro de 2001, não terão seus valores
computados para efeito da contribuição prevista neste artigo.
§ 2º. O recolhimento das contribuições da Previdência Social, bem como das consignações
e outras obrigações dos segurados obrigatórios, será efetuado pelo Poder Público,
obrigatoriamente, até o quinto dia após a data do pagamento do funcionalismo, sob pena de
incidência de multa de dez por cento sobre o valor do débito, além de juros de mora de
0,33% (trinta e três centésimos por cento) por dia de atraso, acrescidos ainda da taxa de
manutenção prevista nesta Lei.
Art. 51. A contribuição do Município para o custeio da assistência à saúde corresponderá a
dois por cento do valor da folha de pagamentos dos servidores efetivos, temporários e
comissionados.
Art. 52. O segurado, servidor efetivo, que vier a exercer cargo em comissão, cargo em
substituição, ou função gratificada, terá sua contribuição calculada sobre o total da
remuneração correspondente a esses cargos ou funções, enquanto no exercício do mesmo.
Parágrafo único. Na hipótese de acumulações de cargos, permitidas em Lei, a contribuição
será calculada sobre o total dos vencimentos ou proventos correspondentes, dos cargos
acumulados.
Art. 53. O recolhimento das contribuições e demais consignações dos segurados inativos,
far-se-á, automaticamente pelo ÌPAMB quando do pagamento mensal da aposentadoria a
que tiverem direito.
Parágrafo único. No caso de não serem descontadas, do salário do segurado ativo, as
contribuições ou outras importâncias consignadas a favor do ÌPAMB, ficará o interessado
obrigado a recolhê-las, diretamente, até o décimo dia do mês subsequente.
Art. 54. Não se verificando o recolhimento da contribuição pelo segurado, nos casos
previstos nesta Lei, ficará o inadimplente sujeito ao juro de um por cento ao mês, acrescido
da taxa de manutenção.
TÍTULO ÌÌÌ
CAPÍTULO Ì
DOS BENEFÍCÌOS E SERVÌÇOS
Art. 55. As prestações asseguradas pelo ÌPAMB a seus segurados e respectivos
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dependentes, consistem em benefícios e assistências.
§ 1º. Benefício é a prestação pecuniária, exigível pelo segurado e seus dependentes,
segundo os termos desta Lei e seu Regulamento.
§ 2º. Assistência é o serviço, de caráter não pecuniário, exigível pelo segurado e seus
dependentes, ligados a área da saúde e assistência social, segundo os termos desta Lei e
seu Regulamento.
SEÇÃO ÚNÌCA
DAS ESPÉCÌES DE BENEFÍCÌOS E SERVÌÇOS
Art. 56. O ÌPAMB prestará na forma estabelecida nesta Lei e seu Regulamento os seguintes
benefícios:
Ì ÷ previdenciários:
a) aos segurados obrigatórios:
1 - aposentadoria por invalidez permanente;
2 - aposentadoria compulsória aos setenta anos;
3 - aposentadoria voluntária;
4 ÷ salário-família, na forma da lei;
5 - auxílio-doença.
b) aos dependentes, exceto pensionistas:
1 - pensão por morte do servidor segurado;
2 - auxílio-reclusão;
3 - pecúlio facultativo, conforme disposições do Regulamento.
ÌÌ ÷ serviços, aos contribuintes e seus dependentes:
1 ÷ a Assistência à Saúde compreenderá: assistência médica, hospitalar, ambulatorial,
laboratorial, psicológica, odontológica, fisioterápica, fonoaudiológica, de enfermagem,
farmacêutica, terapia ocupacional; programas de saúde preventiva, saúde do trabalhador;
empréstimo-saúde; órteses e próteses, conforme o Regulamento;
2 ÷ a Assistência Social compreenderá: ações de atendimento à pessoa idosa, ao
segurado, e mediação na saúde; ações de promoção e geração de renda, de atendimento
às situações de risco, conforme o Regulamento.
CAPÍTULO ÌÌ
DA REMUNERAÇÃO E DOS PROVENTOS DA APOSENTADORÌA
Art. 57. As aposentadorias concedidas com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, serão calculadas na seguinte proporção:
a) 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano, se servidor do sexo masculino;
b) 1/30 (um trinta avos) por ano, se servidor do sexo feminino ou se professor em função de
magistério;
c) 1/25 (um vinte e cinco avos) por ano, se professora em função de magistério.
Art. 58. Os proventos de aposentadorias e pensões serão revistos na mesma proporção e
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na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade,
sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou
vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando
decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei.
Art. 59. Os proventos de aposentadoria proporcional serão equivalentes a setenta por cento
do valor máximo que o servidor poderia obter de acordo com o artigo anterior, acrescido de
cinco por cento por ano de contribuição que supere a soma a que se refere o artigo anterior,
até o limite de cem por cento.
Art. 60. Os proventos de aposentadoria, não poderão ser superiores aos limites
estabelecidos pela Constituição Federal.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DA APOSENTADORÌA
Art. 61. O pagamento dos proventos de aposentadorias concedidas a partir do mês de
Janeiro do ano 2001 serão de competência do ÌPAMB.
SEÇÃO Ì
DA APOSENTADORÌA POR ÌNVALÌDEZ
Art. 62. O servidor municipal será aposentado por invalidez, com proventos integrais, por
força de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou
incurável, especificadas em lei federal.
§ 1º. Nos casos não especificados no caput deste artigo, os proventos de aposentadoria
serão proporcionais ao tempo de contribuição.
§ 2º. A incapacidade para o exercício do cargo, não pressupõe e nem se confunde com a
incapacidade para o serviço público.
§ 3º. A aposentadoria por invalidez será mantida enquanto, a juízo do ÌPAMB, o segurado
permanecer incapacitado para o exercício da profissão, ficando o mesmo obrigado, sob
pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exames periódicos, tratamentos e
processos de reabilitação indicados pelo ÌPAMB, exceto o tratamento cirúrgico, que será
facultado.
§ 4º. Sendo declarado incapaz para o exercício do cargo, o servidor será readaptado a
outra função abrangida pelo Plano de Carreira da Prefeitura Municipal de Belém, suas
autarquias e fundações, após avaliação do Programa Saúde do Trabalhador, do ÌPAMB.
Art. 63. A aposentadoria por invalidez será sempre precedida de licença para tratamento de
saúde, por período não excedente de vinte e quatro meses, salvo se, antes deste prazo, o
ÌPAMB, através de laudo de sua Junta Médica Pericial, concluir pela incapacidade definitiva
para o serviço público.
Art. 64. A aposentadoria por invalidez permanente será devida a contar do dia imediato ao
da cessação da licença para tratamento de saúde, e consistirá em renda mensal
correspondente a:
Ì ÷ cem por cento da remuneração de contribuição vigente no dia da aposentadoria, caso o
benefício seja decorrente de acidente em serviço, doença profissional ou doença grave,
contagiosa ou incurável especificadas em lei federal;
ÌÌ ÷ oitenta por cento da remuneração de contribuição, mais um por cento deste, por grupo
de doze contribuições, não podendo ultrapassar cem por cento do salário de contribuição
nos demais casos.
SEÇÃO ÌÌ
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DA APOSENTADORÌA COMPULSÓRÌA
Art. 65. A aposentadoria será compulsória, quando o segurado completar setenta anos de
idade, proporcional ao tempo de contribuição.
Parágrafo único. O funcionário se afastará do cargo no dia imediato àquele em que atingir a
idade-limite.
SEÇÃO ÌÌÌ
DA APOSENTADORÌA VOLUNTÁRÌA
Art. 66. O servidor poderá aposentar-se voluntariamente, desde que cumprido o tempo
mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público, sendo cinco anos no cargo
efetivo em que se dará aposentadoria, observadas as seguintes condições:
Ì ÷ houver completado sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se do sexo
masculino; ou cinqüenta e cinco anos de idade e trinta anos de contribuição, se do sexo
feminino, com proventos integrais;
ÌÌ ÷ houver completado sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de
idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
§ 1º. Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não
poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.
§ 2º. Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão calculados com
base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, e na
forma da lei, corresponderão à totalidade da remuneração.
§ 3º. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de
aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados os casos
de atividades exercidas, exclusivamente, sob condições especiais, que prejudiquem a
saúde ou a integridade física, definidos em lei.
§ 4º. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em
relação ao disposto no inciso Ì deste artigo para o professor que comprove exclusivamente
tempo de efetivo exercício das funções de magistério, na educação infantil e no ensino
fundamental e médio.
§ 5º. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis, na forma da
Constituição Federal, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do
regime de previdência previsto neste artigo.
§ 6º. O tempo de contribuição federal, estadual e municipal será contado para efeito de
aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade,
efetuando-se a compensação dos valores de contribuição pagos para as entidades acima
indicadas, na forma da Lei Federal.
§ 7º. O disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo somente será aplicado aos servidores que
vierem a ingressar nos quadros da administração pública municipal a partir da vigência
desta Lei, preservados os direitos adquiridos dos atuais servidores.
CAPÍTULO ÌV
DA PENSÃO POR MORTE
Art. 67. Por morte do segurado, aposentado ou não, os dependentes farão jus a uma
pensão mensal, de valor correspondente ao do respectivo provento ou remuneração, a
partir da data do óbito, ou da decisão judicial no caso de morte presumida.
§ 1º. A pensão do dependente de segurado que contribua sobre dois cargos, será devida
relativamente a cada um deles.
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§ 2º. Quando se tratar de morte presumida, a data de início do benefício será a da decisão
judicial.
§ 3º. No caso do parágrafo anterior, com o reaparecimento do segurado, cessará
automaticamente a concessão do benefício, ficando os dependentes desobrigados da
reposição dos valores recebidos, salvo ocorrência de má-fé.
Art. 68. O valor da pensão por morte corresponderá a totalidade da remuneração de
contribuição do servidor falecido, até o limite estabelecido nesta Lei.
Art. 69. A concessão de pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de
outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação de dependente só produzirá
efeito a contar da data de inscrição ou habilitação.
Art. 70. Após a morte do segurado, a designação da companheira pode ser suprida
mediante justificação judicial, em que se evidencie a existência da sociedade conjugal ou
comunhão nos atos da vida civil.
Art. 71. A pensão por morte será concedida ao conjunto dos dependentes do segurado que
falecer, aposentado ou não, sendo rateada da seguinte forma:
Ì ÷ cinqüenta por cento para o cônjuge ou companheiro e o restante dividido em partes
iguais entre os demais dependentes habilitados com direito a pensão;
ÌÌ ÷ cem por cento para o cônjuge ou companheiro ou companheira, quando este for o único
dependente com direito a pensão;
ÌÌÌ ÷ em partes iguais entre todos os dependentes quando não houver cônjuge ou
companheiro.
Art. 72. Extinta a cota de um dependente, o seu direito transfere-se para os demais,
conforme o disposto nesta Lei.
§ 1º. Extinguindo-se o direito à parte da pensão, na forma deste artigo, proceder-se-á a
redistribuição de pensão de forma eqüitativa em favor dos pensionistas remanescentes.
§ 2º. Extinguindo-se a parte do último pensionista, extinguir-se-á também a pensão.
CAPÍTULO V
DO AUXÍLÌO RECLUSÃO
Art. 73. O auxílio reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte aos
dependentes do segurado, independentemente de cumprimento de carência, conforme
previsão da Constituição Federal, quando:
Ì ÷ afastado por motivo de prisão, em flagrante ou preventiva, determinada pela autoridade
competente;
ÌÌ ÷ em virtude de condenação, por sentença definitiva, a pena que não determine a perda
do cargo.
§ 1º. O pagamento do auxílio reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o
servidor for posto em liberdade ainda que condicional.
§ 2º. No caso de falecimento do servidor detento ou recluso, o auxílio reclusão que estiver
sendo pago aos seus dependentes será automaticamente convertido em pensão.
§ 3º. A cada três meses os dependentes têm de fazer a prova da detenção ou reclusão.
CAPÍTULO VÌ
DO AUXÍLÌO DOENÇA
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Art. 74. O auxílio doença é devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho
ou para sua atividade habitual por mais de trinta dias consecutivos, em gozo de licença para
tratamento de saúde.
§ 1º. O pagamento do benefício auxílio doença será custeado pelo órgão de origem do
servidor afastado para tratamento de saúde, na proporção de:
Ì ÷ noventa por cento da remuneração a partir do trigésimo primeiro até o sexagésimo dia
de afastamento;
ÌÌ ÷ oitenta e cinco por cento da remuneração a partir do sexagésimo primeiro até o
nonagésimo dia de afastamento;
ÌÌÌ ÷ oitenta por cento da remuneração a partir do nonagésimo primeiro dia de afastamento
em diante.
§ 2º. Nos afastamentos por licença para tratamento de saúde, nos casos comprovados de
acidente de trabalho, moléstia profissional, doença grave, contagiosa ou incurável, o valor
do auxílio será de cem por cento da remuneração.
TÍTULO ÌV
DOS PLANOS DE CUSTEÌO E DE APLÌCAÇÃO DO PATRÌMÔNÌO
CAPÍTULO Ì
DO PLANO DE CUSTEÌO
Art. 75. O Plano de Custeio do ÌPAMB será aprovado, anualmente, pelo Conselho de
Administração do mesmo, constando obrigatoriamente o regime financeiro e os respectivos
cálculos atuariais.
Parágrafo único. Ìndependentemente do disposto neste artigo, o Plano de Custeio será
revisto, sempre que ocorrerem eventos determinantes de alterações nos encargos do
ÌPAMB.
Art. 76. O custeio do plano de benefícios será atendido pelas seguintes fontes de receitas:
Ì ÷ dotações iniciais ou periódicas e globais da contribuição dos órgãos da administração
direta, autárquica e fundacional, fixadas, atuarialmente, para cada caso, com a finalidade de
integralização do Passivo Atuarial do ÌPAMB;
ÌÌ ÷ contribuições previdenciárias e assistenciais previstas nesta Lei;
ÌÌÌ ÷ receitas de aplicações do patrimônio;
ÌV ÷ doações, subvenções, legados e outras receitas diversas não previstas nos itens
precedentes;
V ÷ taxas de sobrecarga sobre serviços prestados;
VÌ ÷ receita advinda de convênios que o ÌPAMB realizar com entidades públicas ou
privadas, para fins de atendimento na área de assistência à saúde
CAPÍTULO ÌÌ
DO PATRÌMÔNÌO E DA SUA APLÌCAÇÃO
Art. 77. Constituem o patrimônio do ÌPAMB, seus bens, direitos atuais e os que venham a
ser instituídos ou incorporados, sob a forma legal.
Parágrafo único. Os bens do ÌPAMB somente poderão ser alienados ou gravados por
proposta do Presidente do Ìnstituto, aprovada pelo Conselho de Administração, observadas
as disposições legais específicas, em especial aquelas contidas na Lei nº 8.666/93.
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Art. 78. A gestão do ÌPAMB deverá, dentre outros princípios aplicáveis à administração
pública, obedecer:
Ì ÷ às diretrizes gerais de gestão, investimento e alocação dos recursos aprovados pelo
Conselho de Administração;
ÌÌ ÷ aos parâmetros atuariais sugeridos pela Diretoria de Seguridade, visando a sua gradual
estabilização;
ÌÌÌ ÷ a inspeções anuais de auditoria por entidades independentes legalmente habilitadas;
ÌV ÷ a sistema de registro contábil individualizado de cada servidor e dos entes patronais;
V ÷ ao pleno acesso dos segurados às informações relativas à gestão do regime ora
instituído;
VÌ ÷ aos princípios contábeis pertinentes à matéria, conforme determinado por legislação
federal, e contabilização dos ativos por fontes de recursos e gastos.
Art. 79. O ÌPAMB aplicará seu patrimônio, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho
de Administração, em planos que tenham em vista:
Ì ÷ rentabilidade compatível com os imperativos atuariais do plano de custeio;
ÌÌ ÷ garantia dos investimentos;
ÌÌÌ ÷ liquidez compatível com o fluxo dos compromissos previdenciários;
ÌV ÷ manutenção do poder aquisitivo dos capitais aplicados.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DA GESTÃO ECONÔMÌCA E FÌNANCEÌRA
Art. 80. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil e a contabilidade obedecerá às
normas públicas da administração financeira.
Art. 81. Os orçamentos, a programação financeira e os balanços do ÌPAMB obedecerão aos
padrões e normas instituídos por legislação específica, ajustados às suas peculiaridades.
Parágrafo único. Juntamente com o balanço geral, a cada ano, deverá o Presidente realizar,
obrigatoriamente, a avaliação atuarial do ÌPAMB.
Art. 82. O balanço geral com a apuração do resultado do exercício deverá ser apresentado
pelo Diretor-Presidente do ÌPAMB ao Tribunal de Contas dos Municípios, nos prazos
definidos em Lei.
Art. 83. Para garantia da continuidade de pagamento dos benefícios, serão constituídas as
seguintes reservas técnicas:
Ì ÷ reservas matemáticas de benefícios concedidos;
ÌÌ ÷ reservas matemáticas de benefícios a conceder;
ÌÌÌ ÷ reservas de contingência;
ÌV ÷ reserva de reajuste de benefícios;
V ÷ reserva matemática a construir;
VÌ ÷ o déficit técnico.
§ 1º. Reservas matemáticas de benefício concedido é a diferença entre o valor atual dos
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encargos assumidos pelo ÌPAMB, em relação aos seus beneficiários em gozo de rendas
iniciadas de aposentadorias, reservas remuneradas, reformas, auxílio-reclusão e pensões,
e o valor atual das contribuições que, pelos mesmos, ou pelas patronais, venham a ser
recolhidas aos cofres do ÌPAMB, para sustentação aos referidos encargos, de acordo com o
plano de custeio vigente.
§ 2º. Reservas matemáticas de benefícios a conceder é a diferença entre o valor atual dos
encargos a serem assumidos pelo ÌPAMB, em relação aos seus segurados, ativos e
aposentados, respectivos dependentes que ainda não estejam em gozo de rendas iniciadas
de aposentadorias, reservas matemáticas, reformas, auxílio-reclusão, pensões, pecúlios, e
o valor atual das contribuições que, pelos mesmos, ou pelas patronais, venham a ser
recolhidos aos cofres do ÌPAMB, para sustentação dos referidos encargos, de acordo com o
plano de custeio vigente.
§ 3º. Reserva de contingência é a diferença entre o total dos bens do ativo e o total das
obrigações do passivo, no caso de ser positiva essa diferença.
§ 4º. No caso de ser a diferença referida no § 3º (em favor do ativo) superior aos vinte e
cinco por cento da soma dos valores das reservas, referidas nos §§ 1º 2º, a reserva de
contingência será consignada com o valor equivalente ao daquele limite percentual e o
excesso, sob o título de "Reserva de Reajuste de Benefícios".
§ 5º. Reserva Matemática a Constituir é a diferença entre o total das obrigações do passivo
e o total de bens do ativo, no caso de ser positiva essa diferença.
§ 6º. Se a diferença, referida no parágrafo anterior, for superior à Reserva de Benefícios a
Conceder a segurados que ainda não tenham preenchido as condições para o gozo da
aposentadoria, a reserva a constituir será consignada com o valor equivalente ao daquele
limite, e o excesso, sob o título de Déficit Técnico.
Art. 84. O saldo positivo do ÌPAMB, apurado em balanço, ao final da cada exercício
financeiro, será transferido para o exercício seguinte, à crédito da previdência social dos
servidores do Município de Belém.
TÍTULO V
DA RECEÌTA, DA ARRECADAÇÃO E DO RECOLHÌMENTO
CAPÍTULO Ì
DA RECEÌTA
Art. 85. Constituem fontes de receita do ÌPAMB, além daquelas enumeradas no art. 76:
Ì ÷ valores descontados dos funcionários contribuintes obrigatórios, por motivo de faltas e
atrasos ao trabalho não justificados;
ÌÌ ÷ juros de financiamentos efetuados aos beneficiários dentro das normas relativas à
assistência financeira;
ÌÌÌ ÷ taxa de administração no percentual de dois por cento sobre o valor de empréstimo de
crédito de pessoal;
ÌV ÷ contribuições de pecúlios facultativos, de acordo com as normas emanadas do
Conselho de Administração;
V ÷ outras rendas eventuais ou extraordinárias, não previstas nos itens anteriores.
§ 1º. A autoridade administrativa ou servidor que no exercício de suas funções deixar de
efetuar os recolhimentos devidos ao ÌPAMB, incorrerá em falta funcional, sem prejuízo das
sanções de natureza civil ou criminal cabíveis.
§ 2º. Fica assegurado ao ÌPAMB o direito, através de funcionários para tanto
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especificamente credenciados, exercer fiscalização junto aos órgãos empregadores,
relativamente a seus créditos.
§ 3º. Quaisquer quantias devidas ao ÌPAMB, e não recolhidas ou não pagas nos prazos
legais, importam na incidência de juros moratórios e respectiva correção, em função de
perdas de valor do capital.
CAPÍTULO ÌÌ
DA ARRECADAÇÃO E RECOLHÌMENTO
Art. 86. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de quaisquer importâncias
devidas ao ÌPAMB serão feitas em quarenta e oito horas após o pagamento das mesmas,
através de conta bancária específica, e encaminhado, imediatamente, comprovante ao
Departamento Financeiro e Contábil.
TÍTULO VÌ
CAPÍTULO ÚNÌCO
DAS DÌSPOSÌÇÕES FÌNAÌS E TRANSÌTÓRÌAS
Art. 87. O Regimento Ìnterno, aprovado pelo Conselho de Administração, disporá sobre as
atividades dos órgãos que compõe a estrutura administrativa do ÌPAMB, bem como, as
atribuições dos seus respectivos dirigentes.
Art. 88. A partir da vigência desta Lei, o ÌPAMB, procederá à revisão e à atualização das
pensões em vigor, a fim de ajustá-las ao disposto nesta Lei e seu Regulamento.
Art. 89. O diploma legal que disciplina os Direitos e Deveres dos servidores municipais do
ÌPAMB, é o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais ÷ Lei nº 7.502/90.
Art. 90. As consignações devidas ao ÌPAMB, averbadas pela Municipalidade de Belém,
ficam garantidas pelo Erário Municipal, em caso de falecimento, demissão ou abandono de
cargos dos seus servidores.
Art. 91. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina, no mês de Dezembro, em
valor equivalente ao respectivo provento.
Art. 92. Ao servidor fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do
nonagésimo primeiro dia subsequente ao do protocolo do requerimento da aposentadoria,
sem prejuízo da percepção de sua remuneração, caso não seja antes cientificado do
indeferimento, na forma da lei.
Art. 93. A falsidade de documento para criar direito a favor de alguém à prestação ou de
quota da mesma, determinará a nulidade desta ou daquela e seu automático cancelamento,
sem prejuízo da ação criminal que couber.
Art. 94. Podem ser descontados dos benefícios:
Ì ÷ débitos do contribuinte ou dependente para com o Ìnstituto de Previdência e Assistência
do Município de Belém;
ÌÌ ÷ impostos retidos na fonte por força de legislação aplicável;
ÌÌÌ ÷ pensão alimentícia judicialmente decretada.
Art. 95. O pedido de habilitação às prestações em geral, sem qualquer ônus para o
requerente, será dirigido ao Presidente do ÌPAMB, que antes de decidir determinará a oitiva
da Procuradoria Geral do Ìnstituto.
Art. 96. Anualmente, o Ìnstituto procederá à atualização de cadastro de contribuintes,
dependentes e pensionistas.
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Art. 97. Nenhum benefício de aposentadoria ou pensão previsto nesta Lei poderá ser
superior ao subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal, nem inferior ao piso
municipal da Prefeitura Municipal de Belém.
Art. 98. A gratificação natalina ou décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas
terá por base o valor dos proventos do mês de Dezembro de cada ano e corresponderá
1/12 (hum doze avos) para cada mês de benefício concedido.
Parágrafo único. O período superior a quinze dias corresponderá a 1/12 (hum doze avos)
para efeito de cálculo.
Art. 99. O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, dolo ou má-fé, implicará
na devolução ao ÌPAMB do total auferido, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 100. A presente Lei entra em vigor, produzindo todos os seus efeitos, noventa dias da
data de sua publicação no Diário Oficial do Município, de acordo com o disposto no artigo
195, § 6º, da Constituição Federal, sendo revogadas todas as disposições legais em
contrário, especialmente as seguintes: Lei nº 6.774 de 31 de Dezembro de 1969, e suas
alterações posteriores; Lei nº 7.686 de 17 de Janeiro de 1994; as disposições da Lei nº
7.502 de 21 de Dezembro de 1990, e da Lei nº 7.508 de 24 de Janeiro de 1991, que sejam
conflitantes ou contrários ao disposto neste diploma legal; considerando-se para casos
omissos como supletivas a Legislação Estadual e Federal, vigente para a Previdência
Social.
Parágrafo único. A presente Lei será regulamentada no prazo de noventa dias, pelo Chefe
do Poder Executivo Municipal.
Belém(PA), 30 de Dezembro de 1999.
+(MI"),! B-I., -,(-IA/+)
Prefeito Municipal de Belém
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Lei Ordinária N.º 8466, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2005

(isp@e sobre a reestrutura>?o do
Instituto de Previdência do Município de
Belém V IPAMB< no particular ao -eCime
PrWprio de Previdência )ocial do
Município de BelémQPA< e dJ outras
providências5
O PREFEÌTO MUNÌCÌPAL DE BELÉM,

Faço saber que a CÂMARA MUNÌCÌPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO Ì
DO REGÌME PRÓPRÌO DE PREVÌDÊNCÌA SOCÌAL

Art. 1º Fica reestruturado por essa lei o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores do Município
de Belém ÷ ÌPAMB, Estado do Pará, consoante aos preceitos e diretrizes emanadas do art. 40 da CF/88,
das Emendas Constitucionais nº 20/98, 41/2003 e 47/2005, bem como das Leis Federais nº 9.717/98 e
10.887/2004.

Seção Única
Do Órgão, Natureza Jurídica e Seus Fins

Art. 2º O Ìnstituto de Previdência e Assistência do Município de Belém ÷ ÌPAMB, goza de personalidade
jurídica de direito público, natureza autárquica e autonomia administrativa e financeira.
Parágrafo único. O Ìnstituto de Previdência e Assistência do Município de Belém ÷ ÌPAMB, destina-se a
garantir aos seus segurados e dependentes, através de seu RPPS, na conformidade da presente lei,
prestações de natureza previdenciária, em caso de contingências que interrompam, depreciem ou façam
cessar seus meios de subsistência.

CAPÍTULO ÌÌ
DAS PESSOAS ABRANGÌDAS

Seção Ì
Dos Segurados

Art. 3º São contribuintes obrigatórios do ÌPAMB, para efeitos previdenciários:
Ì ÷ os servidores efetivos ativos e inativos da administração direta, autárquica e fundacional do Município e
os da Câmara Municipal de Belém, estes investidos em cargo público por força do Regime Jurídico Único,
Lei nº 7.453, de 05 de julho de 1989;
ÌÌ ÷ são considerados contribuintes obrigatórios do ÌPAMB para efeitos previdenciários, os servidores
estabilizados por força do artigo 19 do Ato da Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal, e os servidores admitidos antes de 05 de outubro de 1988, regidos pelas normas estatutárias;
Parágrafo único. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o Regime
Geral de Previdência Social, conforme disposto no § 13 do art. 40 da Constituição Federal de 1988.

Art. 4º A filiação ao ÌPAMB será obrigatória a partir da publicação desta lei, para os atuais servidores e para
os demais, a partir de suas respectivas posses.

Art. 5º Perderá a qualidade de segurado aquele que deixar de exercer a atividade que o submeta ao regime
do ÌPAMB.
Parágrafo único. A perda da qualidade de segurado importa na caducidade dos direitos inerentes a essa
qualidade.

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Art. 6º Ao segurado que deixar de exercer, temporariamente atividade que o submeta ao regime do ÌPAMB é
facultado manter a qualidade de segurado, desde que passe a efetuar, sem interrupção, o pagamento
mensal das contribuições referentes a sua parte e a do Município.
Parágrafo único. O servidor efetivo da União, dos Estados, do Distrito Federal e de outros Municípios à
disposição do Município de Belém, permanece filiado ao regime previdenciário de origem, bem como o
servidor vinculado a este Ìnstituto posto à disposição de outro poder permanece vinculado ao ÌPAMB.

Seção ÌÌ
Dos Dependentes

Art. 7º São considerados dependentes do segurado, para os efeitos desta lei:
Ì ÷ O cônjuge, a companheira, o companheiro, e o filho não emancipado, de qualquer condição, desde que
não tenha atingido 21 (vinte e um) anos ou inválido;
ÌÌ ÷ os pais; e
ÌÌÌ ÷ o irmão não emancipado, de qualquer condição, desde que não tenha atingido 21 (vinte e um) anos ou
se inválido.
§ 1º. A existência de dependente indicado, em qualquer dos incisos deste artigo exclui do direito ao
benefício os indicados nos incisos subseqüentes.
§ 2º. Equiparam-se aos filhos, nas condições do inciso Ì, mediante declaração escrita do segurado e desde
que comprovada à dependência econômica: o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e desde que
não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.
§ 3º. Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantenha união estável
com o segurado ou segurada, devidamente reconhecida pelo ÌPAMB.
§ 4º. Considera-se união estável aquela verificada entre o homem e a mulher como entidade familiar,
quando forem solteiros, separados judicialmente, divorciados ou viúvos, ou tenham prole em comum,
enquanto não se separarem.

Art. 8º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso Ì do artigo anterior é presumida, a das
pessoas constantes nos incisos ÌÌ e ÌÌÌ deverão comprova-la.

Art. 9º. A perda de qualidade de dependente ocorrerá:
Ì ÷ para os cônjuges, pela separação judicial ou divórcio sem direito a percepção de alimentos, pela
anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado;
ÌÌ ÷ para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada,
enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos;
ÌÌÌ ÷ para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao atingirem a maioridade, salvo se inválidos, ou pela
emancipação, ainda que inválido, exceto neste caso, se a emancipação dor decorrente de colação de grau
em curso de ensino superior; e
ÌV ÷ para os dependentes em geral:
a) pelo matrimônio;
b) pela cessação da invalidez;
c) pelo falecimento.

Seção ÌÌÌ
Da Ìnscrição das Pessoas Abrangidas

Art. 10. Os segurados e seus dependentes estão obrigados a promover a sua inscrição no ÌPAMB, que se
processará da seguinte forma:
Ì ÷ para o segurado, a qualificação perante o ÌPAMB comprovada por documentos hábeis;
ÌÌ ÷ para os dependentes, a declaração por parte do segurado, sujeita à comprovação da qualificação de
cada um por documentos hábeis;
ÌÌÌ ÷ o servidor é responsável civil e criminalmente pela inscrição de dependentes realizada com base em
documentos e informações por ele fornecidos.
Parágrafo único. A inscrição é essencial à obtenção de qualquer prestação, devendo o ÌPAMB fornecer ao
segurado, documento que a comprove.

Art. 11. Ocorrendo o falecimento do segurado sem que tenha feito sua inscrição e a de seus dependentes, a
estes será lícito promove-la, para outorga das prestações a que fizerem jus.
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CAPÍTULO ÌÌÌ
DOS DÌREÌTOS DAS PESSOAS ABRANGÌDAS
Seção Ì
Dos Benefícios Garantidos aos Segurados

A) Aos segurados obrigatórios:
Ì ÷ aposentadoria por invalidez permanente;
ÌÌ ÷ aposentadoria compulsória;
ÌÌÌ ÷ aposentadoria voluntária;
ÌV ÷ salário família;
V ÷ auxílio doença;
VÌ ÷ salário maternidade.

B) Aos dependentes, excetos pensionistas:
Ì ÷ pensão por morte do servidor segurado;
ÌÌ ÷ auxílio reclusão.


Sub-Seção Ì
Da Aposentadoria

Art. 12. Os servidores abrangidos pelo regime do ÌPAMB serão aposentados:
Ì ÷ por invalides permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificados no art. 14, desta lei:
a) a invalidez será apurada mediante perícia médica realizada segundo instruções emanadas do
ÌPAMB e os proventos da aposentadoria serão devidos a partir do dia seguinte ao ato da
concessão;
b) a doença ou lesão de que o segurado filiado na data da posse ao ÌPAMB já era portador não lhe
conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de
progressão ou agravamento dessa doença ou lesão;
c) a incapacidade para o exercício do cargo, não pressupõe e nem se confunde com a incapacidade
laborativa;
d) a aposentadoria por invalidez será mantida enquanto, a juízo do ÌPAMB, o segurado permanecer
incapacitado para o exercício da profissão, ficando o mesmo obrigado, sob pena de suspensão do
benefício, a submeter-se a exames periódicos, tratamentos e processos de reabilitação indicados
pelo ÌPAMB, exceto o tratamento cirúrgico, que será facultado;
e) sendo declarado incapaz para o exercício do cargo, o servidor será readaptado a outra função
abrangida pelo Plano de Carreira da Prefeitura Municipal de Belém, preferencialmente em seu
órgão de origem, suas autarquias e fundações;
f) a aposentadoria por invalidez será sempre precedida de licença para tratamento de saúde, por
período não excedente a vinte e quatro meses, salvo se, antes deste prazo, o ÌPAMB, através de
laudo de sua Junta Médica Pericial, concluir pela incapacidade definitiva para o serviço público.
ÌÌ ÷ compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição;
ÌÌÌ ÷ voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público
e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições:
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem e cinqüenta e cinco anos de
idade e trinta de contribuição, se mulher;
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição.
§ 1º. Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão consideradas as
remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que
tratam os artigos 40 e 201 da CF/88, na forma do artigo 13 desta lei.
§ 2º. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos
segurados do ÌPAMB, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores:
Ì ÷ portador de deficiência;
ÌÌ ÷ que exerçam atividades de risco;
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ÌÌÌ ÷ cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade
física.
§ 3º. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em relação ao
disposto no art. 12, ÌÌÌ, "a¨, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício de
funções de magistério na educação infantil, no ensino fundamental e médio.
§ 4º. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição, é
vedada a percepção de mais de uma aposentadoria por conta do regime previsto no art. 40 da Constituição
Federal.
§ 5º. Para o cálculo dos valores proporcionais de proventos a que se referem os incisos Ì, ÌÌ e ÌÌÌ, alínea "b¨
deste artigo, o provento corresponderá a um trinta e cinco avos da totalidade da remuneração do servidor
na data da concessão do benefício, por ano de contribuição, se homem, e um trinta avos, se mulher, exceto
se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas em lei, no caso de invalidez permanente.
§ 6º. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 1º do art. 13
desta lei.
§ 7º. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária
estabelecidas no inciso ÌÌÌ, alínea "a¨, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de
permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para
aposentadoria compulsória contidas no inciso ÌÌ.
[1]§ 8º. O servidor só poderá ser afastado do trabalho, após a ciência do deferimento da aposentadoria,
quando esta for voluntária. (AC)

Art. 13. No cálculo dos proventos de aposentadoria previsto no artigo 12 desta lei, será considerada a média
aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos
regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período
contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela
competência.
§ 1º. As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão os seus valores
atualizados, mês a mês, de acordo com a variação integral do [índice fixado para a atualização dos salários
de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime feral da previdência social.
§ 2º. Na hipótese da não instituição de contribuição para o regime próprio durante o período referido no
caput, considerar-se-á, como base de cálculo dos proventos, a remuneração do servidor no cargo efetivo no
mesmo período.
§ 3º. Os valores das remunerações a serem utilizadas no cálculo de que trata este artigo serão
comprovados mediante documento fornecido pelos órgãos e entidades gestoras dos regimes de previdência
aos quais o servidor esteve vinculado.
§ 4º. Para os fins deste artigo, as remunerações consideradas no cálculo da aposentadoria não poderão
ser:
Ì ÷ inferiores ao valor do salário mínimo;
ÌÌ ÷ superiores aos valores dos limites máximos de remuneração no serviço público do respectivo ente; ou
ÌÌÌ ÷ superiores ao limite máximo do salário de contribuição, quanto aos meses em que o servidor esteve
vinculado ao regime de previdência social.
§ 5º. Os proventos, calculados de acordo com o caput, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder
a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de
referência para a concessão da pensão.

Art. 14. O segurado, quando portador de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira,
hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilortrose,
anquilosante, nefropatia grave, estado avançado de doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da
deficiência imunológica adquirida ÷ AÌDS, contaminação por radiação (com base em conclusão da medicina
especializada), hepatopatia grave ou quando vítima de acidente do trabalho ou moléstia profissional que o
invalide para o serviço, terá direito à aposentadoria integral, de acordo com lei federal.

Sub-seção ÌÌ
Afastamento do Trabalho
Auxílio Doença

Art. 15. O auxílio doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para o exercício da função em
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gozo de licença para tratamento de saúde, por mais de 60 (sessenta) dias consecutivos, e corresponderá a
totalidade da remuneração.
§ 1º. Não será devido auxílio doença ao segurado que se filiar ao ÌPAMB na data de sua posse e que já seja
portador de doença ou lesão invocada como causa para concessão do benefício, salvo quando a
incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
§ 2º. Será devido auxílio doença ao segurado que sofrer acidente de qualquer natureza.

Art. 16. Durante os primeiros 60 (sessenta) dias consecutivos de afastamento de atividade por motivo de
doença, incumbe ao Município pagar ao segurado sua remuneração.
§ 1º. As faltas ao serviço correspondentes aos primeiro 60 (sessenta) dias serão abonadas mediante
atestado/laudo médico junto ao órgão de origem.
§ 2º. Quando a incapacidade ultrapassar 60 (sessenta) dias consecutivos, o segurado será submetido à
perícia médica do ÌPAMB.
§ 3º. Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de 90 (noventa) dias contados da
cessação do benefício anterior, o Município fica desobrigado do pagamento relativo aos 60 (sessenta)
primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados,
se for o caso.
§ 4º. Se o segurado, pro motivo de doença, afastar-se do trabalho durante 60 (sessenta) dias, retornando à
atividade no 61º dia (sexagésimo primeiro) dia, e se dele voltar a se afastar dentro de 90 (noventa) dias
desse retorno, fará jus ao auxílio doença a partir da data do novo afastamento.

Art. 17. O segurado afastado do trabalho por motivo de doença está obrigado, independentemente de sua
idade e sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exames médico e acompanhamento
multiprofissional a cargo do ÌPAMB, e se for o caso, a processo de readaptação profissional.

Art. 18. O segurado em gozo de auxílio doença insuscetível de recuperação para sua atividade habitual,
deverá submeter-se a processo de readaptação profissional para exercício de outra atividade e não
cessando o benefício em 24 (vinte e quatro) meses consecutivos, deverá o servidor ser aposentado por
invalidez.

Art. 19. O auxílio doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho e pela transformação em
aposentadoria por invalidez.
§ 1º. O segurado em gozo de auxílio doença que vier exercer qualquer atividade laborativa, mediante
remuneração, terá o benefício cessado imediatamente.
§ 2º. Caberá pedido de reconsideração quando da cessação do benefício, desde que, apresente fatos
novos que venha a justificar a prorrogação do benefício.

Sub-Seção ÌÌÌ
Do Salário Família

Art. 20. O salário família será devido, mensalmente, aos segurados que tenham renda bruta mensal igual ou
inferior ao teto definido para este benefício no Regime Geral de Previdência Social ÷ RGPS, na proporção
do respectivo número de filhos ou equiparados, de qualquer condição, de até quatorze anos ou inválidos.
§ 1º. Quando o pai e a mãe forem segurados, ambos terão direto ao salário família.
§ 2º. As cotas do salário família pagas pelo Município, deverão ser deduzidas quando do recolhimento das
contribuições sobre a folha de pagamento.

Art. 21. O pagamento do salário família será devido a partir da data da apresentação da certidão de
nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado, estando condicionado à apresentação
anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de freqüência à escola do filho ou
equiparado.
§ 1º. O atestado de vacinação e a comprovação de freqüência escolar deverá ser apresentado até o dia 31
de maio de cada ano.
§ 2º. O valor da cota do salário família por filho ou equiparado de qualquer condição, até quatorze anos de
idade ou inválido, é o mesmo definido pelo RGPS.

Art. 22. A invalidez do filho ou equiparado maior de quatorze anos de idade deve ser verificada em exame
médico pericial a cargo do ÌPAMB.
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Art. 23. Em caso de divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso de abandono legalmente
caracterizado ou perda do pátrio poder, o salário família passará a ser pago diretamente aquele cujo cargo
ficar o sustento do menor, ou a outra pessoa, se houver determinação judicial nesse sentido.

Art. 24. O direito ao salário família cessa automaticamente:
Ì ÷ por morte do filho ou equiparado, a contar do mês seguinte ao do óbito;
ÌÌ ÷ quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade, salvo se inválido, a contar do mês
seguinte a data do aniversário;
ÌÌÌ ÷ pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a contar do mês seguinte ao da
cessação da incapacidade; ou
ÌV ÷ pela perda da qualidade de segurado.

Art. 25. O salário família não se incorporará ao subsídio, à remuneração ou ao benefício, para qualquer
efeito.

Sub-Seção ÌV
Do Salário Maternidade

Art. 26. Será devido salário maternidade à segurada gestante, durante cento e vinte dias consecutivos, com
início vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto, podendo ser prorrogado na forma
prevista no § 2º, deste artigo.
§ 1º. À segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário
maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias, se a criança tiver até 1 (um) ano de idade, de 60
(sessenta) dias, se a criança tiver entre 1 (um) a 4 (quatro) anos de idade, e de 30 (trinta) dias, se a criança
tiver de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade.
§ 2º. Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados
de mais duas semanas, mediante inspeção médica.
§ 3º. Em caso de parto antecipado ou não, a segurada tem direito aos cento e vinte dias previstos neste
artigo.
§ 4º. Em caso de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado médico, a segurada terá direito ao
salário maternidade correspondente a duas semanas.
§ 5º. O salário maternidade consistirá de renda mensal igual a remuneração da segurada. Acrescido do 13º
salário proporcional correspondente a 4/12 avos, pago na última parcela.

Art. 27. O início do afastamento do trabalho da segurada será determinado com base em atestado médico
emitido pelo ÌPAMB ou médico de instituição credenciada.
§ 1º. O atestado deve indicar, além dos dados médicos necessários, os períodos a que se referem o art. 26
e seus parágrafos, bem como a data do afastamento do trabalho.
§ 2º. Nos meses de início e término do salário maternidade da segurada, o salário maternidade será
proporcional aos dias de afastamento do trabalho.
§ 3º. O salário maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade.
§ 4º. Quando o parto ocorrer sem acompanhamento médico, o atestado será fornecido pela perícia médica
do ÌPAMB.

Seção ÌÌ
Dos Benefícios aos Dependentes
Sub-Seção Ì
Da Pensão por Morte

Art. 28. A pensão por morte será calculada na seguinte forma:
Ì ÷ igual ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os
benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição Federal, acrescido
de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou
ÌÌ ÷ igual ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento,
até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o
art. 201 da Constituição Federal, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso
em atividade na data do óbito.
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§ 1º. A importância total assim obtida será rateada em partes iguais entre todos os dependentes com direito
a pensão.
§ 2º. Será concedida pensão provisória pro morte presumida do segurado nos seguintes casos:
Ì ÷ sentença declaratória de ausência. Expedida por autoridade judiciária competente; e
ÌÌ ÷ desaparecimento em acidente, desastre ou catástrofe.
§ 3º. A pensão provisória será transformada em definitiva com o óbito do segurado ou após 10 (dez) anos
de ausência ou deve ser cancelada com reaparecimento do mesmo, ficando os dependentes desobrigados
da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé.
§ 4º. Não fará jus a pensão o dependente condenado por prática de crime doloso de que tenha resultado a
morte do segurado.

Art. 29. A pensão por morte será devida aos dependentes a contar:
Ì ÷ do dia do óbito, se requerida até 60 (sessenta) dias;
ÌÌ ÷ da data da decisão judicial, no caso de declaração de ausência; ou
ÌÌÌ ÷ da data da ocorrência do desaparecimento do segurado por motivo de acidente, desastre ou catástrofe,
mediante prova idônea.
ÌV ÷ O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, bem como a companheira (o) que recebia
pensão de alimentos, receberá a pensão em igualdade de condições com os demais dependentes.

Art. 30. Os pensionistas inválidos ficam obrigados, tanto para concessão como para cessação de suas
quotas de pensão, a submeter-se ao exame médico pericial determinado pelo ÌPAMB.
§ 1º. Ficam dispensados dos exames referidos neste artigo os pensionistas inválidos que atingirem a idade
de 55 (cinqüenta e cinco) anos.
§ 2º. O dependente menor de idade que se invalidar antes de completar vinte e um anos, deverá ser
submetido a exame médico pericial, não se extinguindo a respectiva cota se confirmada a invalidez.

Art. 21. A parcela de pensão de cada dependente extingue-se com a perda da qualidade de dependente na
forma do art. 9º desta lei.

Art. 32. Toda vez que se extinguir uma parcela de pensão, proceder-se-á a novo rateio da pensão, na forma
do § 1º, do art. 28, em favor dos pensionistas remanescentes.
Parágrafo único. Com a extinção da quota do último pensionista, extinta ficará também a pensão.

Sub-Seção ÌÌ
Do Auxílio Reclusão

Art. 33. O auxílio reclusão consistirá numa importância mensal igual à totalidade da remuneração percebida
pelo segurado, concedida ao conjunto de seus dependentes, desde que tenha renda bruta igual ou inferior
ao teto definido para este benefício no Regime Geral de Previdência Social, que esteja recolhido à prisão, e
que por este motivo, não perceba remuneração do órgão de origem.
§ 1º. O auxílio reclusão será rateado em cotas partes iguais entre os dependentes do segurado.
§ 2º. O auxílio reclusão será devido a contar da data em que o segurado preso deixar de perceber
remuneração do órgão de origem.
§ 3º. Na hipótese de fuga do segurado, o benefício será suspenso, sendo restabelecido a partir da data da
recaptura ou da reapresentação à prisão, nada sendo devido aos seus dependentes enquanto estiver o
segurado evadido e pelo período da fuga.
§ 4º. Para a instrução do processo de concessão deste benefício, além da documentação que comprovar a
condição de segurado e de dependentes, serão exigidos:
Ì ÷ documento que certifique o não pagamento de remuneração ao segurado pelo órgão de origem, em
razão da prisão; e
ÌÌ ÷ certidão emitida pela autoridade competente sobre o efetivo recolhimento do segurado à prisão e o
respectivo regime de cumprimento da pena, sendo tal documento renovado trimestralmente.
§ 5º. Caso o segurado venha a ser ressarcido com o pagamento da remuneração correspondente ao
período em que esteve preso, e seus dependentes tenham recebido auxílio reclusão, o valor
correspondente ao período de gozo do benefício deverá ser restituído ao ÌPAMB pelo segurado ou por seus
dependentes, devidamente atualizado com base no índice utilizado pelo RGPS para o reajuste dos
benefícios.
§ 6º. Aplicar-se-ão ao auxílio reclusão, no que couberem, as disposições atinentes à pensão por morte.
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§ 7º. Se o segurado preso vier a falecer na prisão, o benefício será transformado em pensão por morte.

SEÇÃO ÌÌÌ
DAS DÌSPOSÌÇÕES DÌVERSAS

Art. 34. O abono natalino será devido aquele que, durante o ano, tiver recebido proventos de aposentadoria,
pensão por morte, salário maternidade pagos pelo RPPS, sobre ele incidindo a contribuição previdenciária.
Parágrafo único. O abono de que trata o caput será proporcional em cada ano ao número de meses de
benefício pago pelo RPPS, em que cada mês corresponderá a um doze avo, e terá por base o valor do
benefício do mês de dezembro, exceto quando o benefício encerrar-se antes deste mês, quando o valor
será o do mês da cessação, sendo vedada a antecipação do pagamento.

Art. 35. É assegurado o reajustamento dos benefícios para preserva-lhes, em caráter permanente, o valor
real, conforme índice utilizado pelo RGPS para o reajuste dos benefícios.

Art. 36. O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria.

Art. 37. É vedada qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício, garantindo-se aos
servidores que tenham adquirido direito a tal contagem até 15 de dezembro de 1998, data em que entrou
em vigor a Emenda Constitucional nº 20.

Art. 38. Aplica-se o limite fixado no art. 37, XÌ da Constituição Federal, à soma total dos proventos de
inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de
outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante
da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma da Constituição
Federal, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo efetivo.

Art. 39. Além do disposto nesta lei, o ÌPAMB observará no que couber, os requisitos e critérios fixados para
o Regime Geral de Previdência Social.

Art. 40. Para efeito do benefício de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de
contribuição na administração pública e na privada, rural ou urbana, hipótese em que os diversos regimes
de previdência social se compensarão financeiramente, nos termos do § 9º, do art. 201 da Constituição
Federal, segundo critérios estabelecidos na Lei Federal nº 9.796/99.
Parágrafo único. Os servidores municipais contemplados pelo art. 3º desta lei, receberão do órgão
instituidor (ÌPAMB), todo o provento integral da aposentadoria, independente do órgão de origem (ÌNSS) ter
feito ou não o repasse do recurso de cada servidor, como compensação financeira.

Art. 41. As prestações, concedidas aos segurados ou a seus dependentes, salvo quanto a importâncias
devidas ao próprio ÌPAMB e aos descontos autorizados, por lei ou derivados da obrigação de prestar
alimento reconhecida por via judicial, não poderão ser objeto de penhora, arresto ou seqüestro, sendo nula
de pleno direito qualquer venda ou cessão e a constituição de quaisquer ônus, bem como a outorga de
poderes irrevogáveis ou em causa própria para a respectiva percepção.

Art. 42. O pagamento dos benefícios em dinheiro será efetuado diretamente ao segurado ou ao dependente,
salvo nos casos de ausência ou impossibilidade de locomoção do beneficiado, quando se fará a procurador,
mediante autorização expressa do ÌPAMB que, todavia, poderá nega-la quando considerar essa
representação inconveniente.

Art. 43. Os valores dos benefícios assegurados às pessoas abrangidas, quando não reclamados,
prescreverão, no prazo de 5 (cinco) anos, a contar da data em que forem devidos, e os valores a eles
correspondentes, serão vertidos em favor do Ìnstituto.

CAPÍTULO ÌV
DO CUSTEÌO

Art. 44. A receita previdenciária do ÌPAMB será constituída, de modo a garantir o seu equilíbrio financeiro e
atuarial, na seguinte forma:
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Ì ÷ de uma contribuição mensal obrigatória, dos segurados ativos, definida pelo § 1º do art. 149 da CF/88,
igual a 11% (onze por cento) calculada sobre a remuneração de contribuição, art. 4º, da Lei federal nº
10.887, de 18 de junho de 2004;
ÌÌ ÷ de uma contribuição mensal, obrigatória, dos segurados inativos e dos pensionistas a razão de 11%
(onze por cento), calculada sobre a parcela dos proventos e das pensões concedidas ou que tenham
cumprido todos os requisitos para sua obtenção até 21/12/2003, que superarem o limite máximo
estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201 da
Constituição Federal;
ÌÌÌ ÷ de uma contribuição mensal dos segurados inativos e dos pensionistas a razão de 11% (onze por
cento), calculada sobre os proventos e as pensões concedidas após a publicação da Emenda Constitucional
nº 41/2003, que superarem o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de
Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição Federal;
[2] ÌV ÷ de contribuição patronal mensal, calculada com base no total das remunerações pagas, devidas ou
creditadas, aos servidores efetivos do Município de Belém, incluídas suas Autarquias e Fundações e do
Poder Legislativo, a razão de 11% (onze por cento), além das transferências dos recursos financeiros
referentes aos proventos de aposentadoria e salário família, concedidos até dezembro de 2000; (NR)
ÌV - de contribuição sobre a remuneração de contribuição mensal dos servidores efetivos do Município,
incluídas suas autarquias e Fundações e do Poder Legislativo, a razão de 11,00% (onze por cento); tais
alíquotas serão atualizadas através de avaliação atuarial anual, definida pelo art. 2º, da Lei Federal nº
9.717/98, com redação dada pela Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004, além das transferências dos
recursos financeiros referentes aos proventos de aposentadoria e salários família, concedidos até dezembro
de 2000; (NR) (Ìnciso ÌV do artigo 44 com NR dada pela Lei nº 8.624, de 28/12/2007 (DOM nº 11.068, de
30/01/2008).
ÌV ÷ de contribuição mensal do Município, incluídas suas autarquias e fundações e do Poder Legislativo, a
razão de 11% (onze por cento), para o exercício 2006 e a partir de 2007 a alíquota será prevista conforme
avaliação atuarial anual, definida pelo art. 2º da Lei Federal nº 9.717/98, com redação dada pela Lei nº
10.887, de 18 de junho de 2004, além das transferências dos recursos financeiros referentes aos proventos
de aposentadoria e salários família, concedidas até dezembro de 2000; (REDAÇÃO ORÌGÌNAL)
V ÷ de uma contribuição mensal dos segurados que usarem da faculdade prevista no art. 6º,
correspondente a sua própria contribuição, acrescida da contribuição correspondente à do Município;
VÌ ÷ pela renda resultante da aplicação das reservas;
VÌÌ ÷ pelas doações, legados e rendas eventuais;
VÌÌÌ ÷ por aluguéis de imóveis, estabelecidos em lei;
ÌX ÷ dos valores recebidos a título de compensação financeira, em razão do § 9º do art. 201 da Constituição
Federal.
[3] X ÷ de contribuição patronal mensal, calculada com base no total das remunerações pagas, devidas ou
creditadas, aos servidores efetivos do Município de Belém, incluídas suas Autarquias e Fundações e do
Poder Legislativo, a razão de 3% (três por cento), referente ao exercício de 2008, para financiamento do
déficit técnico atuarial, adequada à avaliação atuarial anual, nos termos do artigo 2º, da Lei Federal nº
9.717, de 27 de novembro de 1998, com redação dada pela Lei nº 10.887, de 18 junho de 2004, para fazer
cobertura aos benefícios previdenciários concedidos pelo Regime Próprio de Previdência Social do
Município de Belém ÷ RPPS. (NR)
X - de contribuição patronal mensal, sobre a remuneração dos servidores efetivos do Município de Belém,
incluídas suas autarquias e fundações e do Poder Legislativo, de que trata o inc. ÌV, do art. 44, da Lei nº
8.466, de 30 de novembro de 2005, à razão de 3,00% (três por cento), para o exercício de 2008, para
financiamento do déficit técnico atuarial, adequada à avaliação atuarial anual, nos termos do art. 2º, da Lei
Federal n° 9.717, de 27 de novembro de 1998, com redação dada pela Lei nº 10.887, de 18 de junho de
2004, para fazer cobertura aos benefícios previdenciários concedidos pelo Regime Próprio de Previdência
Social do Município de Belém ÷ RPPS. (AC) (REDAÇÃO ORÌGÌNAL) Ìnciso X do artigo 44 AC pela Lei nº
8.624, de 28/12/2007 (DOM nº 11.068, de 30/01/2008).
Parágrafo único. A contribuição prevista no inciso ÌÌÌ deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de
proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os
benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição Federal, quando o
beneficiário for portador de doença incapacitante, conforme disposto no § 21 do art. 40 da Constituição
Federal.

Art. 45. Considera-se remuneração de contribuição, para os efeitos desta lei, a retribuição pecuniária devia
ao segurado a título remuneratório pelo exercício do cargo com valor fixado em lei, acrescido das vantagens
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permanentes do cargo, vantagem individual por produtividade, décimo terceiro vencimento, proventos de
aposentadoria e pensão.
§ 1º. Parcelas remuneratórias pagas em decorrência de função de confiança ou de cargo em comissão,
quando tais parcelas integrarem a remuneração de contribuição do servidor que se aposentar com
fundamento no art. 40 da Constituição Federal, respeitado, em qualquer hipótese, o limite previsto no § 2º
do citado artigo.
§ 2º. Excluí-se de descontos referidos neste artigo, gratificação de férias, horas extras e vantagens
temporárias.
§ 3º. O salário família não está sujeito, em hipótese alguma, a qualquer desconto pelo ÌPAMB.

Art. 46. Em caso de acumulação de cargos permitida em lei, a remuneração de contribuição para os efeitos
desta lei, será a soma das remunerações percebidas.

Seção ÌÌ
Do Recolhimento das Contribuições e Consignações

Art. 47. A arrecadação das contribuições previdenciárias devidas ao ÌPAMB compreendendo o respectivo
desconto e seu recolhimento, deverá ser realizada observando-se as seguintes normas:
Ì ÷ aos setores encarregados de efetuar o pagamento dos servidores ativos e inativos dos órgãos
municipais e do Poder Legislativo, caberá descontar, no ato do pagamento, as importâncias de que trata os
incisos Ì, ÌÌ e ÌÌÌ, do art. 44, desta lei;
ÌÌ ÷ caberá do mesmo modo, aos setores mencionados, recolher ao ÌPAMB ou a estabelecimentos de
crédito indicado, até o 2º (segundo) dia útil do mês subseqüente, a importância arrecadada na forma do item
anterior, juntamente com as contribuições previstas no inciso ÌV, do art. 44, conforme o caso.
Parágrafo único. O Poder Executivo e Legislativo, suas autarquias e fundações encaminharão mensalmente
ao ÌPAMB relação nominal dos segurados, com os respectivos subsídios, remunerações e valores de
contribuição.

Art. 48. O não recolhimento das contribuições a que se referem os incisos Ì, ÌÌ, ÌÌÌ e ÌV do art. 44 desta lei, no
prazo estabelecido no inciso ÌÌ do artigo anterior, ensejará o pagamento de juros moratórios à razão de 1%
(um por cento) ao mês, não cumulativo.

Art. 49. O segurado que se valer da faculdade prevista no art. 6º fica obrigado a recolher mensalmente,
diretamente ao ÌPAMB as contribuições devidas.

Art. 50. As cotas do salário família, salário maternidade, auxílio doença e auxílio reclusão, serão pagas pelo
Município de Belém, mensalmente, junto com a remuneração dos segurados, efetivando-se a compensação
quando do recolhimento das contribuições ao ÌPAMB.

Sub-Seção Ì
Da Fiscalização

Art. 51. O ÌPAMB poderá a qualquer momento, requerer dos poderes do Município e de seus órgãos, as
informações exigidas pela legislação federal, necessárias ao levantamento fiscal e atuarial.
Parágrafo único. A fiscalização será feita por diligência e, exercida por qualquer dos servidores do ÌPAMB,
investido na função de fiscal, através de portaria do Presidente, com acompanhamento de servidor
responsável designado pelo órgão fiscalizado.

Sub-Seção ÌÌ
Do Patrimônio e da sua Aplicação

Art. 52. Constituem o patrimônio do ÌPAMB, seus bens, direito atuais e os que venham a ser instituídos ou
incorporados, sob a forma legal.
Parágrafo único. Os bens do ÌPAMB somente poderão ser alienados ou gravados por proposta do
Presidente do Ìnstituto, aprovada pelo Conselho Deliberativo, observadas as disposições legais específicas,
em especial aquelas contidas na Lei Federal nº 8.666/93.

Art. 53. A gestão do ÌPAMB deverá, dentre outros princípios aplicáveis à administração pública, obedecer:
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Ì ÷ às diretrizes gerais de gestão, investimento e alocação dos recursos aprovados pelo Conselho
Deliberativo;
ÌÌ ÷ aos parâmetros atuariais sugeridos pela Diretoria de Previdência, visando a sua gradual estabilização;
ÌÌÌ ÷ a inspeções anuais de auditoria por entidades independentes legalmente habilitadas;
ÌV ÷ a sistema de registro contábil individualizado de cada servidor e dos entes patrimoniais;
V ÷ ao pleno acesso dos segurados às informações relativas à gestão do regime ora instituído;
VÌ ÷ aos princípios contábeis pertinentes à matéria, conforme determinado por legislação federal, e
contabilização dos ativos por fontes de recursos e gastos.

Art. 54. O ÌPAMB aplicará seu patrimônio, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Deliberativo, em
planos que tenham em vista:
Ì ÷ rentabilidade compatível com os imperativos atuariais do plano de custeio;
ÌÌ ÷ garantia dos investimentos;
ÌÌÌ ÷ liquidez compatível com o fluxo dos compromissos previdenciários;
ÌV ÷ manutenção do poder aquisitivo dos capitais aplicados.

CAPÍTULO V
DA GESTÃO ECONÔMÌCA FÌNANCEÌRA
Seção Ì
Das Generalidades

Art. 55. As receitas previdenciárias arrecadadas pelo ÌPAMB são de sua propriedade, e em caso algum
poderão ter aplicação diversa da estabelecida em lei, sendo nulos de pleno direito os atos que violarem este
preceito, sujeitos os seus autores às sanções estabelecidas na legislação pertinente, além de outras que
lhes possam ser aplicadas.

Art. 56. Na realização de avaliação atuarial e na reavaliação em cada balanço por entidades independentes
legalmente habilitadas, devem ser observadas as normas gerais de atuaria e os parâmetros discriminados
no anexo Ì da Portaria MPAS nº 4.992/99 com as alterações contidas na Portaria MPAS nº 3.385 de
14/09/2001, e posteriores alterações.

Seção ÌÌ
Das Disponibilidades e Aplicação das Reservas

Art. 57. As disponibilidades de caixa referente a receita previdenciária do ÌPAMB, ficarão depositadas em
conta separada das demais disponibilidades do Município e aplicadas nas condições de mercado, com
observância das normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Art. 58. A aplicação das reservas previdenciárias se fera tendo em vista:
Ì ÷ segurança quanto à recuperação ou conservação do valor real, em poder aquisitivo, do capital investido,
bem como ao recebimento regular dos juros previstos para as aplicações de renda fixa e variável;
ÌÌ ÷ a obtenção do máximo de rendimento compatível com a segurança e grau de liquidez;
Parágrafo único. É vedada a aplicação das disponibilidades de que trata o caput em:
Ì ÷ títulos de dívida pública estadual e municipal, bem como em ações e outros papéis relativos às empresas
controladas pelo respectivo ente da Federação;
ÌÌ ÷ empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao poder público, inclusive a suas empresas
controladas.

Art. 59. Para alcançar os objetivos enumerados no artigo anterior, o ÌPAMB realizará as operações em
conformidade com o planejamento financeiro aprovado pelo Conselho Deliberativo.

CAPÍTULO VÌ
DO ORÇAMENTO E DA CONTABÌLÌDADE

Art. 60. O orçamento do ÌPAMB evidenciará as políticas e o programa de trabalho governamental
observados o plano plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias e os princípios da universalidade e do
equilíbrio.
§ 1º. O orçamento do ÌPAMB integrará o orçamento do Município em obediência ao princípio da unidade.
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§ 2º. O orçamento do ÌPAMB observará, na sua elaboração e na sua execução os padrões e as normas
estabelecidas na legislação pertinente.

Seção ÌÌ
Da Contabilidade

Art. 61. A contabilidade será organizada de forma a permitir o exercício das suas funções de controle prévio,
concomitante e subseqüente o de informar, inclusive de apropriar e apurar os custos dos serviços e,
conseqüentemente, de concretizar os seus objetivos, bem como interpretar e analisar os resultados obtidos.

Art. 62. A escrituração contábil será feita pelo método das partidas dobradas.
§ 1º. A contabilidade emitirá relatórios mensais de gestão, inclusive dos custos dos serviços.
§ 2º. Entende-se por relatórios de gestão, o balancete mensal de receitas e despesas do ÌPAMB e demais
demonstrações exigidas pela administração e pela legislação pertinente.
§ 3º. As demonstrações e os relatórios produzidos passarão a integrar a contabilidade geral do Município.

Art. 63. O ÌPAMB observará ainda o registro contábil individualizado das contribuições de cada servidor e do
ente estatal, conforme diretrizes gerais.

Art. 64. Além das disposições contidas na Portaria MPAS nº 916/2003, aplicam-se as seguintes normas:
Ì ÷ a escrituração deverá incluir todas as operações que envolvam direta ou indiretamente a
responsabilidade do Regime Próprio de Previdência Social e modifiquem ou possam vir a modificar seu
patrimônio;
ÌÌ ÷ a escrituração deve obedecer às normas e princípios contábeis previstos na Lei Federal nº 4.320, de 17
de março de 1964, e alterações posteriores;
ÌÌÌ ÷ a escrituração será feita de forma autônoma em relação às contas do ente público;
ÌV ÷ o exercício contábil tem a duração de um ano civil;
V ÷ o ente estatal ou a unidade gestora do Regime Próprio de Previdência Social deve elaborar, com base
em sua escrituração contábil e na forma fixada pelo Ministério da Previdência Social, demonstrações
financeiras que expressem com clareza a situação do patrimônio do respectivo regime e as variações
ocorridas no exercício, a saber:
a) balanço patrimonial;
b) demonstração do resultado do exercício;
c) demonstração financeira das origens das aplicações dos recursos;
d) demonstração analítica dos investimentos.
VÌ ÷ para atender aos procedimentos contábeis normalmente adotados em auditoria, o ente ou a unidade
gestora do Regime Próprio de Previdência Social deverá adotar registros contábeis auxiliares para apuração
de depreciações, de reavaliações dos investimentos, da evolução das reservas e da demonstração do
resultado do exercício;
VÌÌ ÷ as demonstrações financeiras devem ser complementadas por notas explicativas e outros quadros
demonstrativos necessários ao minucioso esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do
exercício;
VÌÌÌ ÷ os investimentos em imobilizações para uso ou renda, devem ser corrigidos e depreciados pelos
critérios adotados pelo Banco Central do Brasil.

CAPÍTULO VÌÌ
DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRÌA

Art. 65. O ÌPAMB, publicará no Diário Oficial do Município, até trinta dias após o encerramento de cada mês,
demonstrativo da execução orçamentária mensal e acumulada até o mês anterior ao do demonstrativo,
explicitando, conforme diretrizes gerais, de forma desagregada:
Ì ÷ o valor de contribuição do ente estatal;
ÌÌ ÷ o valor de contribuição dos servidores públicos ativos;
ÌÌÌ ÷ o valor de contribuição dos servidores públicos inativos e respectivos pensionistas;
ÌV ÷ o valor da despesa total com pessoal ativo;
V ÷ o valor da despesa com pessoal inativo e com pensionistas;
Parágrafo único. O ÌPAMB , encaminhará à Secretaria de Previdência Social ÷ MPS, até 30(trinta) dias após
o encerramento de cada bimestre, demonstrativo financeiro e orçamentário da receita e despesas
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previdenciárias desse período e acumuladas do exercício em curso, informando, conforme anexo ÌÌ da
Portaria MPS nº 4.992 com as alterações contidas na Portaria MPAS nº 3.385, de 14/09/2001.

Seção Ì
Da Despesa

Art. 66. Nenhuma despesa será realizada sem a necessária autorização orçamentária.
Parágrafo único. Para os casos de insuficiências e omissões orçamentárias poderão ser utilizados os
créditos adicionais suplementares e especiais, autorizados por lei e abertos por decreto do Executivo.

Art. 67. A despesa do ÌPAMB se constituirá de:
Ì ÷ pagamento de prestações de natureza previdenciária;
ÌÌ ÷ pagamento de prestações de natureza administrativa.

Seção ÌÌ
Das Receitas

Art. 68. A execução orçamentária das receitas se processará através da obtenção do seu produto nas fontes
determinadas nesta lei.

CAPÍTULO VÌÌÌ
DA ORGANÌZAÇÃO FUNCÌONAL
Seção Ì
Da Estrutura Administrativa

[4]Art. 69. A organização administrativa do ÌPAMB compreenderá os seguintes órgãos:
Ì - Órgãos de Direção:
a) Assembléia Geral. (AG)
b) Conselho Deliberativo - CONDEL.
c) Conselho Fiscal - CONFÌS
d) Presidência.
Art. 69. A organização administrativa do ÌPAMB compreenderá os seguintes órgãos:
Ì ÷ Órgãos de Direção:
a) Conselho Deliberativo ÷ CONDEL, com funções de deliberação superior;
b) Conselho Fiscal ÷ CONFÌS, com função de fiscalização orçamentária de verificação de contas e
de julgamento de recursos;
c) Presidência, com função executiva de administração superior.(REDAÇÃO ORÌGÌNAL)
ÌÌ ÷ Órgão de Assessoramento:
a) Gabinete;
b) Núcleo Setorial de Planejamento;
c) Procuradoria Jurídica;
d) Núcleo de Ìnformática;
e) Núcleo de Comunicação Social.
ÌÌÌ ÷ Órgão Executivos:
a) Diretor Geral;
b) Departamento de Administração;
c) Departamento Financeiro e Contábil;
d) Departamento de Previdência.

Sub-Seção Ì
Dos Órgãos de Direção

[5]Art. 69-A. Assembléia geral é a reunião dos segurados, em pleno gozo de seus direitos, juntamente com
os demais órgãos constitutivos do ÌPAMB, e representantes dos órgãos empregadores.
Parágrafo único. A assembléia geral será presidida pelo Presidente do Conselho Deliberativo do ÌPAMB e,
em seus impedimentos e ausências, por outro membro desse Conselho, especialmente designado para
esse fim.

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Art. 69-B. São atribuições da assembléia geral:
Ì - eleger os segurados obrigatórios do Conselho Deliberativo;
ÌÌ - decidir sobre propostas de adoção de normas que impliquem na utilização do patrimônio do ÌPAMB, não
previstas nesta Lei ou seu Regulamento;
ÌÌÌ - apreciar matérias de relevância submetidas pelo Conselho Deliberativo.

Art. 69-C. A assembléia geral reunir-se-á, em caráter ordinário, de dois em dois anos, no primeiro semestre,
com o objetivo exclusivo de eleger os membros não natos do Conselho Deliberativo e seus respectivos
suplentes.

Art. 69-D. A assembléia geral reunir-se-á, em caráter extraordinário, quando se fizer necessário.

Art. 69-E. A assembléia geral será convocada por edital, publicado no Diário Oficial do Município com
antecedência mínima de cinco dias, do qual constará o local, a data, a hora e a finalidade da reunião.

Art. 69-F. Quando convocada em caráter ordinário, a assembléia geral reunir-se-á independentemente de
quórum.

Art. 69-G. Em se tratando de reunião extraordinária, a assembléia geral será instalada com a presença de
metade mais um de seus membros em primeira convocação, e com qualquer número, em segunda e última
convocação, realizada meia hora após a primeira.

[6]Art. 70. Compõem o Conselho Deliberativo do ÌPAMB os seguintes membros, com escolaridade
preferencialmente superior:
3 (três) representantes do Poder executivo;
1 (um) representante do Poder Legislativo; e
3 (três) representantes dos segurados ativos, com 3 (três) suplentes; 1 (um) representante dos inativos e
pensionistas, com 01 (um) suplente.
Art. 70. Compõem o Conselho Deliberativo do ÌPAMB os seguintes membros:
03 (três) representantes do Poder Executivo;
01 (um) representante do Poder Legislativo; e
03 (três) representantes dos segurados ativos, com dois suplentes;
01(um) representante dos inativos e pensionistas, com um suplente. (REDAÇÃO ORÌGÌNAL)
§ 1º. Os membros do Conselho Deliberativo, representantes do Executivo e do Legislativo, serão
designados pelos Chefes dos Poderes respectivos, e os representantes dos segurados efetivos, inativos e
pensionistas, serão escolhidos dentre os seus pares, por eleição.
§ 2º. O presidente do Conselho Deliberativo será indicado pelo Chefe do Poder Executivo.
[7]§ 3°. Os membros do Conselho Deliberativo terão mandato de 2 (dois) anos, permitida uma reeleição.
§ 3º. Os membros do Conselho Deliberativo terão mandatos de 02 (dois) anos, permitida a recondução em
50% (cinqüenta por cento) de cada representação de seus membros. (REDAÇÃO ORÌGÌNAL)

Art. 71. O Conselho Deliberativo se reunirá com seus membros, na primeira chamada com maioria absoluta
e na segunda com a maioria simples dos presentes, ordinariamente 12 (doze) vezes ao ano, sendo uma por
mês, cabendo-lhe especificamente:
Ì ÷ elaborar seu regimento interno;
ÌÌ ÷ decidir sobre qualquer questão administrativa e financeira que lhe seja submetida pelo Presidente ou
pelo Conselho Fiscal;
ÌÌÌ ÷ julgar os recursos interpostos das decisões do Conselho Fiscal e dos atos do Presidente não sujeitos a
revisão daquele;
ÌV ÷ apreciar sugestões e encaminhar medidas tendentes a introduzir modificações na presente lei, bem
como resolver os casos omissos;
V ÷ a sessão do Conselho Deliberativo será dirigida por seu presidente e no impedimento deste pelo
conselheiro mais antigo.
Parágrafo único. As decisões do Conselho Deliberativo serão promulgadas por meio de resoluções.

Art. 72. A função de Secretário do Conselho Deliberativo será exercida por um servidor do ÌPAMB, por
indicação de sua presidência.

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Art. 73. Os membros do Conselho Deliberativo, perceberão por sessão ordinária R$300,00 (trezentos reais),
reajustados anualmente pelo índice de reajuste do servidor municipal, sendo as extraordinárias sem
remuneração.

Art. 74. O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente 12 (doze) vezes no ano, sendo uma por mês, e,
extraordinariamente, sempre que convocada por seu Presidente, cabendo-lhe especificamente:
Ì ÷ elaborar seu regime interno;
ÌÌ ÷ eleger seu presidente;
ÌÌÌ ÷ acompanhar a execução orçamentária do ÌPAMB;
ÌV ÷ propor ao Conselho Deliberativo as medidas que julgar convenientes.
§ 1º. O Conselho Fiscal será composto por 06 (seis) membros, constituído de 03 (três) titulares, sendo dois
com formação em Ciências Contábeis e um Administrador, comprovadamente inscritos em seus órgãos de
classe e 03 (três) suplentes, eleitos dentre os servidores municipais, para mandato de 02 (dois) anos,
permitida uma reeleição.
§ 2º. O Presidente do Conselho Fiscal será escolhido entre seus membros, e exercerá o mandato por um
ano, vedada a reeleição.
§ 3º. Os membros do Conselho Fiscal, perceberão por sessão ordinária R$ 300,00 (trezentos reais),
reajustados anualmente pelo índice de reajuste do servidor municipal, sendo as extraordinárias sem
remuneração.

Art. 75. O cargo de Presidente do ÌPAMB de nível DAS.10, nos termos desta lei, será provido em comissão,
de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito Municipal, com o mesmo "status¨ de Secretário Municipal.
§ 1º. A nomeação do Presidente do ÌPAMB deve recair sobre pessoa com notório conhecimento em
Previdência Social do Servidor Público.
§ 2º. O Presidente do ÌPAMB, bem como os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, respondem
diretamente por infração ao disposto nesta lei e na Lei Federal nº 9.717, de 27 de novembro de 1998,
sujeitando-se no que couber, da Lei Federal nº 6.435, de 15 de julho de 1977, e alterações subseqüentes,
além do disposto na Lei Federal Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000.
§ 3º. As infrações serão apuradas mediante processo administrativo, a representação ou a denúncia positiva
dos fatos irregulares, em que se assegure ao acusado o contraditório e a ampla defesa.

Art. 76. Compete especificamente ao Presidente:
Ì ÷ representar o ÌPAMB em todos os casos e perante quaisquer autoridades, inclusive judicial;
ÌÌ ÷ comparecer ás reuniões do Conselho Deliberativo ou designar servidor para representa-lo, sem direito a
voto;
ÌÌÌ ÷ cumprir e fazer cumprir as decisões do Conselho Deliberativo;
ÌV ÷ propor, para aprovação do Conselho Deliberativo, o quadro de pessoal do ÌPAMB;
V ÷ nomear, admitir, rescindir, contratar, prover, transferir, exonerar, demitir ou dispensar os servidores do
ÌPAMB;
VÌ - apresentar relatório de receitas e despesas (relatório de gestão) mensais ao Conselho Fiscal;
VÌÌ ÷ despachar os processos de habilitação de benefícios;
VÌÌÌ ÷ movimentar as contas bancárias do ÌPAMB conjuntamente com o diretor do Departamento Financeiro
e Contábil ÷ DFC;
ÌX ÷ fazer delegação de competência aos servidores do ÌPAMB;
X ÷ ordenar despesas e praticar todos os demais atos de administração;
XÌ ÷ atribuir gratificações, fixar diárias e arbitrar ajuda de custo;
XÌÌ ÷ expedir atos, portarias e ordens de serviço;
XÌÌÌ ÷ ordenar despesas e procedimentos licitatórios;
XÌV ÷ nomear para cargos comissionados;
XV ÷ designar servidores para o desempenho de funções do Ìnstituto, respeitada a lotação estabelecida no
quadro de pessoal e as leis vigentes;
XVÌ ÷ contratar e distratar serviços de terceiros;
XVÌÌ ÷ cumprir e fazer cumprir a legislação previdenciária e as deliberações do Conselho Deliberativo, bem
como normas e dispositivos legais de administração pública em geral;
XVÌÌÌ ÷ movimentar, conjuntamente, com o Diretor do Departamento Financeiro e Contábil as contas
bancárias do ÌPAMB;
XÌX ÷ firmar convênios e contratos objetivando a realização de serviços com qualquer entidade;
XX ÷ instaurar procedimento disciplinar, indicando servidores estáveis do Ìnstituto para comissões de
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sindicância e de inquérito administrativo, aplicando penalidades, em consonância com a legislação
municipal reguladora da matéria;
XXÌ ÷ aplicar a pena de demissão aos servidores públicos estáveis do Ìnstituto nos casos previstos em
legislação municipal.
§ 1º. O Presidente será assistido, em caráter permanente ou mediante serviços contratados, por assessores
incumbidos de colaborar e orientar na solução dos problemas técnicos, jurídicos e técnicos atuariais.
§ 2º. Para melhor desenvolvimento das funções do ÌPAMB poderão ser feitos desdobramentos dos órgãos
de direção e execução, por decisões do Conselho Deliberativo.
§ 3º. Nos impedimentos do Presidente, responderá pelo exercício do Ìnstituto, seu Diretor Geral e, no de
ambos, responderá outro diretor, na forma prevista em Regimento.
Sub-Seção ÌÌ
Dos Órgãos de Assessoramento

Art. 77. Compõem a estrutura administrativa dos órgãos de assessoramento, os seguintes cargos:
Ì ÷ Gabinete;
ÌÌ ÷ Núcleo Setorial de Planejamento;
ÌÌÌ ÷ Procuradoria Jurídica;
ÌV ÷ Núcleo de Ìnformática;
V ÷ Núcleo de Comunicação Social.
Parágrafo único. Os cargos criados pelo caput deste artigo serão providos em comissão, de livre nomeação
e exoneração pelo Presidente.

Art. 78. São atribuições específicas do Gabinete:
Ì ÷ Assessorar o Presidente na emissão de pareceres técnicos aos processos de benefícios;
ÌÌ ÷ desempenhar as atividades lhes delegada pelo Presidente;
ÌÌÌ ÷ coordenar os trabalhos administrativos junto ao gabinete do Presidente.

Art. 79. Compete ao Núcleo Setorial de Planejamento:
Ì ÷ Orientar e supervisionar a elaboração do planejamento geral e setorial, e demais instrumentos de
planejamento, bem como de estudos, programas e projetos especiais;
ÌÌ ÷ coordenar a elaboração da proposta orçamentária do ÌPAMB, acompanhar, controlar e avaliar a
execução do orçamento aprovado, realizando a compatibilização e os ajustes necessários;
ÌÌÌ ÷ gerir o programa de modernização institucional e opinar sobre alterações organizacionais nos órgãos;
ÌV ÷ propor medidas de contenção econômico financeira, de modo a racionalizar a execução físico
financeira dos programas baseados no plano plurianual e programação financeira do ÌPAMB;
V ÷ aprovar a programação para treinamento sistemático dos recursos humanos;
VÌ ÷ participar junto com os Departamentos Financeiro Contábil e de Previdência da manutenção
permanente de estudos atuariais, reconhecimento atualizado do comportamento econômico, financeiro e
demográfico do ÌPAMB.

Art. 80. Compete a Procuradoria Jurídica:
Ì ÷ Exercer a função de consultoria jurídica ao Ìnstituto na forma da lei;
ÌÌ ÷ fixar orientação jurídico normativa, que será obrigatória para a administração do Ìnstituto;
ÌÌÌ ÷ representar o Ìnstituto perante os Tribunais;
ÌV ÷ opinar em todos os processos de concessão de benefícios;
V - acompanhar os processos administrativos de sindicância.

Art. 81. Compete ao Núcleo de Comunicação Social:
Ì ÷ Planejar e executar as atividades de informatização;
ÌÌ ÷ manter a aplicabilidade dos softwares e programas corporativos do Ìnstituto com relação a CÌNBESA;
ÌÌÌ ÷ manutenção da integridade do sistema de rede;
ÌV ÷ assessorar a Presidência nos assuntos afins.

Art. 82. Compete ao Núcleo de Comunicação Social:
Ì ÷ Planejamento e elaboração de programas de informação e comunicação em todos os seus aspectos;
ÌÌ ÷ promoção de contatos com a imprensa escrita, falada, televisionada e outros veículos de difusão, com a
finalidade de divulgar as atividades desenvolvidas pelo Ìnstituto;
ÌÌÌ ÷ promover a integração do ÌPAMB com seus usuários;
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ÌV ÷ editar boletins, jornais e outros periódicos internos e externos;
V ÷ executar atividades correlatas.

Sub-Seção ÌÌÌ
Dos Órgãos Executivos

Art. 83. Os cargos que compõem a estrutura administrativa dos órgãos executivos, serão providos em
comissão, de livre nomeação e exoneração pelo Presidente, conforme lei de Plano de Cargos e Salários do
ÌPAMB.

Art. 84. A remuneração dos cargos em comissão que compõem a estrutura administrativa do ÌPAMB, será
fixada nos termos da lei de Plano de Cargos e Salários do ÌPAMB.

Art. 85. As atribuições dos cargos previstos na estrutura administrativa do ÌPAMB, estão previstos em lei de
Plano de Cargos e Salários do ÌPAMB.

Art. 86. Aos órgãos executivos caberão além de outras que lhes forem estipuladas em ato do Presidente, as
seguintes atribuições:
Ì ÷ Direção Geral: promover integração entre as diversas áreas que compõe a instituição, auxiliar direta e
permanentemente a presidência, substituir o Presidente durante seu impedimento;
ÌÌ ÷ Departamento de Administração: todos os serviços atinentes a pessoal, material, bens móveis e imóveis,
correspondência e atos administrativos do Ìnstituto;
ÌÌÌ ÷ Departamento Financeiro e Contábil: superintender os trabalhos da contabilidade, recebimento, guarda
de valores e os pagamentos das despesas, bem como coordenar os investimentos;
ÌV ÷ Departamento de Previdência: proceder ao processamento e instrução dos pedidos de benefícios.

Seção ÌÌ
Do Pessoal

Art. 87. A admissão de pessoal a serviço do ÌPAMB se fará mediante concurso público de provas ou de
provas e títulos.

Art. 88. Os cargos de provimento efetivo do ÌPAMB, com o respectivo número de vagas, escolaridade
exigida e vencimentos, serão delineados na Lei de Plano de Cargos e Salários.

Seção ÌÌÌ
Dos Recursos Administrativos

Art. 89. Os segurados do ÌPAMB e respectivos dependentes poderão recorrer, dentro de 30 (trinta) dias
contados da data em que forem notificados, das decisões, degeneratórias de prestações, observado as
normas da Lei nº 7.502/90.
Parágrafo único. O órgão recorrido poderá reformar sua decisão, em face do recurso apresentado, caso em
que deixará de ser encaminhado à instância superior.

CAPÍTULO ÌX
Dos Deveres e Obrigações
Seção Ì
Dos Segurados

Art. 90. São deveres e obrigações dos segurados:
Ì ÷ acatar as decisões dos órgãos de direção do ÌPAMB;
ÌÌ ÷ aceitar e desempenhar com zelo e dedicação os cargos para os quais forem eleitos ou nomeados;
ÌÌÌ ÷ dar conhecimento à direção do ÌPAMB das irregularidades de que tiverem ciência, e sugerir as
providências que julgarem necessárias;
ÌV ÷ comunicar ao ÌPAMB qualquer alteração necessária aos seus assentamentos, sobretudo aquelas que
digam respeito aos dependentes e beneficiários.
Parágrafo único. O segurado que se valer da faculdade prevista no art. 6º, fica obrigado a recolher suas
contribuições e débitos para com o ÌPAMB mensalmente, diretamente na tesouraria do ÌPAMB, ou na rede
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bancária autorizada com guia emitida por esta Autarquia.

Art. 91. O pensionista terá as seguintes obrigações:
Ì ÷ Acatar as decisões dos órgãos de direção do ÌPAMB;
ÌÌ ÷ comunicar por escrito ao ÌPAMB as alterações ocorridas no grupo familiar para efeito de assentamento;
ÌÌÌ ÷ prestar com fidelidade, os esclarecimentos que forem solicitados pelo ÌPAMB;

CAPÍTULO X
DAS DÌPSOÌÇÕES FÌNAÌS E TRANSÌTÓRÌAS

[8]Art. 92. Observado o disposto no art. 4º, da emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, é
assegurado o direito de opção pela aposentadoria voluntária com proventos calculados de acordo com os
arts. 12, § 1º, e 6º, desta Lei, àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na administração
Pública Municipal direta, autárquica e fundacional e do Poder Legislativo, até a data de publicação daquela
emenda, quando o servidor, cumulativamente:
Art. 92. Observado o disposto no art. 4º da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, é
assegurado o direito de opção pela aposentadoria voluntária com proventos calculados de acordo com
o ...... e 6º, desta lei, aquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública
Municipal direta, autárquica e fundacional e do Poder Legislativo, até a data de publicação daquela Emenda,
quando o servidor, cumulativamente: (REDAÇÃO ORÌGÌNAL)
Ì ÷ Tiver cinqüenta e três anos de idade, se homem, e quarenta e oito anos de idade, se mulher;
ÌÌ ÷ tiver cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria;
ÌÌÌ ÷ contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de:
a) trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher; e
b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tem que, na data de
publicação daquela Emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea "a¨ deste
inciso.
§ 1º. O servidor de que trata este artigo que cumprir as exigências para aposentadoria na forma do caput
terá os seus proventos de inatividade reduzidos para cada ano antecipado em relação aos limites de idade
estabelecidos pelo inciso ÌÌÌ, alínea "a¨ e § 3º do art. 12 desta lei, na seguinte proporção:
Ì ÷ três inteiros e cinco décimos por cento, para aquele que completar as exigências para aposentadoria na
forma do caput até 31 de dezembro de 2005;
ÌÌ ÷ cinco por cento, para aquele que completar as exigências para aposentadoria na forma do caput a partir
de 1º de janeiro de 2006.
§ 2º. O professor, que, até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de
1998, tenha ingressado regularmente, em cargo efetivo de magistério e que opte por aposentar-se na forma
do disposto no caput, terá o tempo de serviço exercido até a publicação daquela Emenda, contado com o
acréscimo de dezessete por cento, ser homem e de vinte por cento, se mulher, desde que se aposente,
exclusivamente, com tempo de efetivo exercício nas funções de magistério, observado o disposto no § 1º.
§ 3º. O servidor de que trata este artigo, que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária
estabelecidas no caput, e que por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência
equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria
compulsória contidas no inciso ÌÌ do art. 12 desta lei.
§ 4º. Às aposentadorias concedidas de acordo com este artigo aplica-se o disposto no art. 40, § 8º, da
Constituição Federal.

Art. 93. Observado o disposto no art. 37, desta lei, o tempo de serviço considerado pela legislação vigente
para efeito de aposentadoria, cumprido até que a lei federal discipline a matéria, será contado como tempo
de contribuição.

Art. 94. Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. 12 ou pelas
regras estabelecidas pelo art. 92 desta lei, o servidor que tenha ingressado no serviço público até a data de
publicação da Emenda Constitucional nº 20/98, poderá aposentar-se com proventos integrais, que
corresponderão à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria,
na forma da lei, quando, observadas as reduções de idade e tempo de contribuição contidas no § 3º do art.
12 desta lei, vier a preencher, cumulativamente, as seguintes condições:
Ì ÷ sessenta anos de idade se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade, se mulher;
ÌÌ ÷ trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher;
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ÌÌÌ ÷ vinte anos de efetivo exercício no serviço público; e
ÌV ÷ dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria.
Parágrafo único. Aplica-se aos proventos de aposentadoria dos servidores públicos que se aposentarem na
forma do caput, o disposto no art. 94 desta lei.

Art. 95. É assegurada a concessão, a qualquer tempo, de aposentadoria aos servidores públicos, bem como
pensão aos seus dependentes, que até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003, tenham
cumprido todos os requisitos para obtenção desses benefícios, com base nos critérios da legislação então
vigente.
§ 1º. O servidor de que trata este artigo que opte por permanecer em atividade tendo completado as
exigências para aposentadoria voluntária e que conte com, no mínimo, vinte e cinco anos de contribuição,
se mulher, ou trinta anos de contribuição, se homem, fará jus a um abono de permanência equivalente ao
valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória
contidas no inciso ÌÌ do art. 12 desta lei.
§ 2º. Os proventos da aposentadoria a ser concedida aos servidores públicos referidos no caput, em termos
integrais ou proporcionais ao tempo de contribuição, já exercido até a data de publicação da Emenda
Constitucional de que trata este artigo, bem como as pensões de seus dependentes, serão calculados de
acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidos os requisitos nela estabelecidos para a
concessão desses benefícios ou nas condições da legislação vigente.

Art. 96. Observado o disposto no art. 37, XÌ, da Constituição Federal, os proventos de aposentadoria dos
servidores públicos titulares de cargo efetivo e as pensões dos seus dependentes, em fruição na data de
publicação da emenda Constitucional nº 41/2003, bem como os proventos de aposentadoria dos servidores
e as pensões dos dependentes abrangidos pelo artigo anterior, serão revistos na mesma proporção e na
mesma data. Sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também
estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos
aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou
função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma
da lei.

Art. 97. Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. 12 ou pelas
regras estabelecidas pelos arts. 92 e 94 desta lei, o servidor municipal que tenha ingressado no serviço
público até 16 de dezembro de 1998 poderá aposentar-se com proventos integrais, desde que preencha,
cumulativamente, as seguintes condições:
Ì ÷ Trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher;
ÌÌ - vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo
em que se der a aposentadoria;
ÌÌÌ ÷ idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 12, inciso ÌÌÌ, alínea "a¨, desta lei,
de um anos de idade para cada ano de contribuição que exceder a condição prevista no inciso Ì do caput
deste artigo.
Parágrafo único. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadoria concedidas com base neste artigo o
disposto no art. 96 desta lei, observando-se igual critério de revisão às pensões derivadas dos proventos de
servidores falecidos que tenham se aposentado em conformidade com este artigo.

Art. 98. O ÌPAMB procederá, anualmente, atualização cadastral, no mês de aniversário de todos os
contribuintes aposentados e pensionistas.
§ 1º. A atualização cadastral é ato obrigatório e personalíssimo, e sua não realização importará na
suspensão do pagamento dos vencimentos, proventos ou pensão, até a sua realização.
§ 2º. As situações excepcionais que impossibilitem a realização pessoal da atualização cadastral serão
disciplinadas por decisão do Conselho Deliberativo do ÌPAMB.

Art. 99. O Município será responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do ÌPAMB,
decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários.

Art. 100. O Presidente do ÌPAMB, reorganizará por meio de portaria a perícia médica singular para emitir
laudo médico pericial nos processos de aposentadoria por invalidez, auxílio doença, salário maternidade e a
readaptação funcional.

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Art. 101. O Plano Básico de Saúde e Assistência do Município de Belém ÷ PABBS, fica regulado pela Lei
Municipal nº 7.984, de 30 de dezembro de 1999, com as respectivas alterações posteriores.

Art. 102. As disposições previstas no parágrafo único do art. 44 desta lei, aplica-se somente aos servidores
inativos e os pensionistas, portadores de doença incapacitante, na forma do § 21, do art. 40, da Constituição
Federal, que adquirirem direitos aos benefícios a partir de 06/07/2005 data de publicação da Emenda
Constitucional nº 47, de 05 de julho de 2005.

Art. 103. O Regimento Ìnterno, aprovado pelo Conselho Deliberativo, disporá sobre as atividades dos
órgãos que compõe a estrutura administrativa do ÌPAMB, bem como, as atribuições dos seus respectivos
dirigentes.

Art. 104. As consignações devidas ao ÌPAMB, averbadas pela municipalidade de Belém, ficam garantidas
pelo erário municipal, em caso de falecimento, demissão ou abandono de cargos dos seus servidores.

Art. 105. A falsidade de documento para criar direito a favor de alguém à prestação ou de quota, da mesma,
determinará a nulidade desta ou daquela e seu automático cancelamento, sem prejuízo de ação criminal
que couber.

Art. 106. A gratificação natalina ou décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas terá por base o
valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano e corresponderá 1/12 (um doze avos) para cada mês
de benefício concedido.
Parágrafo único. O período superior a quinze dias corresponderá a 1/12 (um doze avos) para efeito de
cálculo.

Art. 107. O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, dolo ou má-fé, implicará na devolução
ao ÌPAMB do total auferido, devidamente corrigido, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 108. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, exceto as alíquotas de contribuição
previdenciária, que só serão cobradas noventa dias da data de sua publicação no Diário Oficial do
Município, de acordo com o disposto no artigo 195, § 6º, da Constituição Federal, revogando-se as
disposições em contrário, em especial os dispositivos das leis municipais nº 7.984, de 30 de dezembro de
1999 e 8.234, de 31 de janeiro de 2003, que disciplinam o plano de benefícios previdenciário.
PALÁCÌO ANTÔNÌO LEMOS, em 30 de novembro de 2005.
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Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a
segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma
sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem
interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a
seguinte CONSTÌTUÌÇÃO DA REPÚBLÌCA FEDERATÌVA DO BRASÌL.
TÍTULO Ì
Dos Princípios Fundamentais
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
Ì - a soberania;
ÌÌ - a cidadania;
ÌÌÌ - a dignidade da pessoa humana;
ÌV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
Ì - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
ÌÌ - garantir o desenvolvimento nacional;
ÌÌÌ - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
ÌV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
Ì - independência nacional;
ÌÌ - prevalência dos direitos humanos;
ÌÌÌ - autodeterminação dos povos;
ÌV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VÌ - defesa da paz;
VÌÌ - solução pacífica dos conflitos;
VÌÌÌ - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
ÌX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural
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dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
TÍTULO ÌÌ
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO Ì
DOS DÌREÌTOS E DEVERES ÌNDÌVÌDUAÌS E COLETÌVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade, nos termos seguintes:
Ì - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
ÌÌ - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
ÌÌÌ - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
ÌV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material,
moral ou à imagem;
VÌ - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VÌÌ - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva;
VÌÌÌ - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei;
ÌX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente
de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XÌ - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador,
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial;
XÌÌ - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996)
XÌÌÌ - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer;
XÌV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da
lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVÌ - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente
de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVÌÌ - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVÌÌÌ - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
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XÌX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXÌ - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar
seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
XXÌÌ - é garantido o direito de propriedade;
XXÌÌÌ - a propriedade atenderá a sua função social;
XXÌV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta
Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
XXVÌ - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre
os meios de financiar o seu desenvolvimento;
XXVÌÌ - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVÌÌÌ - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;
XXÌX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXÌ - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício
do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";
XXXÌÌ - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
XXXÌÌÌ - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (Regulamento)
XXXÌV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações
de interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVÌ - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVÌÌ - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVÌÌÌ - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
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XXXÌX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLÌ - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLÌÌ - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos
termos da lei;
XLÌÌÌ - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLÌV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;
XLVÌ - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVÌÌ - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XÌX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVÌÌÌ - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e
o sexo do apenado;
XLÌX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o
período de amamentação;
LÌ - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma
da lei;
LÌÌ - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
LÌÌÌ - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
LÌV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
LVÌ - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
LVÌÌ - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
LVÌÌÌ - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas
em lei;
LÌX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
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LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o
interesse social o exigirem;
LXÌ - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em
lei;
LXÌÌ - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXÌÌÌ - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe
assegurada a assistência da família e de advogado;
LXÌV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
LXVÌ - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou
sem fiança;
LXVÌÌ - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
LXVÌÌÌ - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
LXÌX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há
pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
LXXÌ - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à
soberania e à cidadania;
LXXÌÌ - conceder-se-á "habeas-data":
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXÌÌÌ - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do
ônus da sucumbência;
LXXÌV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos;
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo
fixado na sentença;
LXXVÌ - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVÌÌ - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos necessários
ao exercício da cidadania.
LXXVÌÌÌ a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Ìncluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
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§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja
parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais. (Ìncluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos
aprovados na forma deste parágrafo)
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Ìnternacional a cuja criação tenha manifestado
adesão. (Ìncluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
CAPÍTULO ÌÌ
DOS DÌREÌTOS SOCÌAÌS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança,
a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010)
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:
Ì - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
ÌÌ - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
ÌÌÌ - fundo de garantia do tempo de serviço;
ÌV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo
vedada sua vinculação para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VÌ - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
VÌÌ - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
VÌÌÌ - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
ÌX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
XÌ - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;
XÌÌ - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
XÌÌÌ - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;
(vide Decreto-Lei nº 5.452, de 1943)
XÌV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo
negociação coletiva;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVÌ - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; (Vide
Del 5.452, art. 59 § 1º)
XVÌÌ - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVÌÌÌ - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;
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XÌX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;
XXÌ - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
XXÌÌ - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXÌÌÌ - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
XXÌV - aposentadoria;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em
creches e pré-escolas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
XXVÌ - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVÌÌ - proteção em face da automação, na forma da lei;
XXVÌÌÌ - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
XXÌX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de
trabalho;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de
sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXÌ - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador
portador de deficiência;
XXXÌÌ - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos;
XXXÌÌÌ - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a
menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
XXXÌV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador
avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos
incisos ÌV, VÌ, VÌÌÌ, XV, XVÌÌ, XVÌÌÌ, XÌX, XXÌ e XXÌV, bem como a sua integração à previdência social.
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
Ì - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no
órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
ÌÌ - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou
empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
ÌÌÌ - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em
questões judiciais ou administrativas;
ÌV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada
em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente
da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VÌ - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VÌÌ - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
VÌÌÌ - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção
ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se
cometer falta grave nos termos da lei.
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Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de
pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades
inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos
em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante
destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DA NACÌONALÌDADE
Art. 12. São brasileiros:
Ì - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço
da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em
repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 54, de 2007)
ÌÌ - naturalizados:>
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de
brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.
(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§ 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos
previstos nesta Constituição.
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:
Ì - de Presidente e Vice-Presidente da República;
ÌÌ - de Presidente da Câmara dos Deputados;
ÌÌÌ - de Presidente do Senado Federal;
ÌV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VÌ - de oficial das Forças Armadas.
VÌÌ - de Ministro de Estado da Defesa(Ìncluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
Ì - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse
nacional;
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ÌÌ - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº
3, de 1994)
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Ìncluído pela Emenda Constitucional
de Revisão nº 3, de 1994)
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro,
como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Ìncluído pela
Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.
§ 1º - São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§ 2º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.
CAPÍTULO ÌV
DOS DÌREÌTOS POLÍTÌCOS
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
Ì - plebiscito;
ÌÌ - referendo;
ÌÌÌ - iniciativa popular.
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
Ì - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
ÌÌ - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, os conscritos.
§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:
Ì - a nacionalidade brasileira;
ÌÌ - o pleno exercício dos direitos políticos;
ÌÌÌ - o alistamento eleitoral;
ÌV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VÌ - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de
paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os
houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período
subseqüente.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do
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Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins,
até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito,
salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
Ì - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
ÌÌ - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de
proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso
do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994)
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma
da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
Ì - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
ÌÌ - incapacidade civil absoluta;
ÌÌÌ - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
ÌV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VÌÌÌ;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à
eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de
1993)
CAPÍTULO V
DOS PARTÌDOS POLÍTÌCOS
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania
nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e
observados os seguintes preceitos:
Ì - caráter nacional;
ÌÌ - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes;
ÌÌÌ - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
ÌV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal,
devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 52, de 2006)
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus
estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 3º - Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão,
na forma da lei.
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§ 4º - É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.
(I-+I., A(MI!I).-A.I;, V é o ramo do direito que regula a função administrativa do
Estado, independentemente de ser ela exercida ou não pelo Poder Executivo.

0/!6*+) (, +).A(,
- função = é quando alguém exerce uma atividade representando interesses de terceiros.
- A divisão dos poderes não gera absoluta divisão das funções, mas sim, distribuição
de três funções estatais precípuas.
- Pode ser:
a) típica: função para o qual o poder foi criado e
b) atípica: função estranha àquela para o qual o poder foi criado.

Ì) 0un>?o leCislativa: elaboração das leis (função normativa)
- características: produz normas gerais, não concretas e produz inovações
primárias no mundo jurídico.

ÌÌ) 0un>?o FudiciJria: aplicação coativa da lei.
÷ características: estabelece regras concretas (julga em concreto, não produz
inovações primárias, função indireta (deve ser provocado) e
propicia situação de intangibilidade jurídica (coisa julgada).

ÌÌÌ) 0un>?o Administrativa: conversão da lei em ato individual e concreto.
÷ características: estabelece regras concretas, não produz inovações primárias,
é direta (não precisa ser solicitada e é revisível pelo Poder
Judiciário.

0un>?o Administrativa é toda atividade desenvolvida pela Administração
representando os interesses da coletividade, esta função decorre do fato do Brasil ser um
república (= coisa pública ÷ toda atividade desenvolvida tem que privilegiar a coisa
pública).

- Em razão deste interesse público a Administração terá posição privilegiada em face de
terceiros que com ela se relacionam, ela tem prerrogativas e obrigações que não são
extensíveis aos particulares (está em posição de superioridade ÷ ex.: atos da
administração são dotados de presunção validade, de auto-executoriedade (não precisa
recorrer ao Jud.) , cláusulas exorbitantes, desapropriação etc)


P-I!C3PI,)
 são regras que surgem como parâmetro para a interpretação das demais normas
jurídicas. ÷ o art. 37 da CF traz os cinco ("IMP+) princípios mínimos que a
Administração (direta, indireta) devem obedecer, além destes há inúmeros outros.
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- Princípios Aerais da Administra>?o: (- ambos se entrelaçam)
aX )upremacia do interesse público ÷ é o princípio que determina privilégios jurídicos e
um patamar de superioridade do interesse público sobre o particular;

bX Indisponibilidade do interesse público V limita a supremacia, o interesse público não
pode ser livremente disposto pelo administrador que, necessariamente, deve atuar nos
limites da lei.

Princípios constitucionais do (ireito Administrativo:
÷ Vejamos alguns:

aX leCalidade: é a base do Estado Democrático de Direito e garante que todos os
conflitos serão resolvidos pela lei (art. 5º ÌÌ, art. 37, caput e sistema tributário).

÷ Devemos distinguir a legalidade:
Ì) para o direito privado ÷ neste caso as relações são travadas por particulares
visando seus próprios interesses ÷ eles poderão fazer tudo aquilo que a não proibir,
prestigia a autonomia da vontade (relação de não contradição com a lei).;

ÌÌ) para o direito público ÷ tendo em vista o interesse da coletividade que representa, a
Administração só pode fazer aquilo que a lei autoriza (relação de subordinação
com a lei)

obs5:
1X discricionariedade = é a liberdade que o ordenamento jurídico confere ao
Administrador para atuar em certas situações de acordo com o juízo de conveniência e
oportunidade, mas sempre dentro dos limites da lei (não cabe intervenção judicial quanto
ao mérito).
2X Arbitrariedade = é a atuação fora dos limites impostos por lei.

bX publicidade: a administração deve informar a todos os seus atos, já que representa os
nossos interesses. - Não havendo publicidade o ato terá seus efeitos anulados.
• A publicidade é de acordo com certos requisitos legais (não é livre)
• A CF proíbe a publicidade que faça propaganda do administrador (como pessoa), a
propaganda as obras é necessária, sem vincula-las à pessoa (não pode ter
símbolos, imagens, expressões)

+Ice>@es:
Ì) art. 5º, XXXÌÌÌ ÷ garante o sigilo para segurança da sociedade e do Estado;
ÌÌ) art. 5º, X - direito à intimidade e
ÌÌÌ) art. 5º LX ÷ ações que devem correr em segredo de justiça.

obs: se a informação for do seu interesse cabe MS e se for sobre você cabe HD.
cX isonomia Y igualdade ÷ é tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma
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desigual, na medida de suas desigualdades. (a dificuldade é fixar quais são os
parâmetros).
- Para avaliar se há ou não discriminação temos dois elementos:
Ì) fator de discriminação
ÌÌ) objetivo da norma
- quando o fator de discriminação utilizado no caso concreto estiver de acordo
com o objetivo da norma não se fere o princípio da igualdade (a
discriminação é validade) ÷ ex. concurso de salva vidas ÷ no edital exclui os
deficientes físicos, concurso da polícia militar ÷função administrativa ÷ a
exclusão dos deficientes é proibida..

- obs5:
• limite de idade em concurso ÷ tem decisões em ambos os sentidos:
a) contra: TRF entende que não se justifica a limitação, fundamento: art. 3º, ÌV e art.
7º, XXX, da CF. A CE ÷ art. 115, XXVÌÌ, proíbe limites de idade em concurso
público.
b) a favor: art 37, Ì ÷ autoriza o ingresso em concurso público de pessoas brasileiras
ou estrangeiras, ressalvados os limites estabelecidos em lei. Lei 8.112/90 permite
o limite de idade.

dX moralidade: prima pela probidade dentro da Administração como uma das diretrizes a
ser seguida.
• A CF considera as hipóteses de imoralidade = improbidade como crime, portanto, é
ato ilegal e está sujeito ao controle judicial.

- "ei da Improbidade ÷ Lei 8.429/92 ÷ a lei trouxe hipóteses que a improbidade depende
de prova e outras em que se presume.
÷ Presume-se ato de improbidade:
Ì) venda de bem público abaixo do valor de mercado
ÌÌ) compra de bens acima do valor de mercado (superfaturamento)

- o instrumento para o controle da moralidade é a Ação Popular ÷ art. 5º, LXXÌÌÌ

- ConseZ[ências: art. 37, § 4º - podem incidir sem prejuízo da ação penal cabível.
Ì) perda da função;
ÌÌ) suspensão dos direitos políticos;
ÌÌÌ) declaração de indisponibilidade dos bens;
ÌV) obrigação de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário.

eX eBiciência: (EC 19 ÷ já existia mas não com esta roupagem): visa:
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Ì) racionalizar a máquina administrativa;
ÌÌ) aperfeiçoamento na prestação do serviço público
• atuar com eficiência é atuar de modo adequado frente aos meios que possui e aos
resultados obtidos (meio e resultados eficientes)


P,(+-+) (A A(MI!I).-A6E,
• s !oderes sur"e# $o#o instru#entos atra%&s dos 'uais o !oder !()li$o %ai !erse"uir seu
interesse $oleti%o.
- Características:
a) é um dever, é obrigatório;
b) é irrenunciável;
c) cabe responsabilização que pode ser: Ì) quando o administrador se utiliza
dos poderes além dos limites permitidos por lei (ação) ou ÌÌ) quando ele não
utiliza dos poderes quando deveria ter se utilizado (omissão). ÷ Legislação:
Lei 4898/65 ÷ Abuso de Poder e Lei 8429/92 ÷ Ìmprobidade Administrativa.
d) deve obedecer aos limites das regras de competência, sob pena de
inconstitucionalidade.

Abuso de Poder ÷ é o fenômeno que se verifica sempre que uma autoridade ou um
agente público embora competente para a prática de um ato ultrapasse os limites das
suas atribuições ou se desvie das finalidades anteriormente previstas.
- Duas situações (modalidades):

a) ultrapassa seus limites = excesso de poder
b) desvia a finalidade anteriormente prevista = desvio de poder

.eoria dos motivos determinantes V é aquela que prende o administrador no momento
da execução do ato aos motivos que ele alegou no momento de sua edição. Todo ato
administrativo precisa ser motivado para possibilitar o exercício do contraditório e da
ampla defesa (a CE/SP prevê expressamente o princ. da motivação ÷ art. 111) e, são
estes motivos que determinam e condicionam a execução do ato. Se o administrador se
afasta destes motivos há ilegalidade, há abuso de poder mas, se ele obedece a outro
interesse público não há desobediência à teoria, não é desvio de finalidade e, portanto,
não há abuso de poder.

Poder vinculado V estabelece um único comportamento possível a ser tomado pelo
administrador diante de casos concretos, sem nenhuma liberdade para um juízo de
conveniência e oportunidade (juízo de valores).

• O ato que deixar de atender a qualquer dado expresso na lei será nulo, por
desvinculado do seu tipo padrão, podendo ser declarado pela Administração ou
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pelo Judiciário.

Poder discricionJrio neste poder a administrador também está subordinado à lei,
diferencia do vinculado porque ele tem liberdade para atuar de acordo com um juízo de
conveniência e oportunidade, de tal forma que, havendo duas alternativas o administrador
pode optar qual delas, no seu entendimento, preserve melhor o interesse público.

- Discricionariedade é diferente de arbitrariedade: discricionariedade é a liberdade para
atuar, para agir dentro dos limites da lei e arbitrariedade é a atuação do administrador
além (fora) dos limites da lei. ÷ Ato arbitrário é sempre ilegítimo e inválido.

- Controle: os atos arbitrários devem ser reapreciados pelo Judiciário (é abuso de poder).
Diferente do ato discricionário, se for válido o Judiciário não poderá reapreciar o seu
mérito (o juízo de valor do juiz não pode substituir o do administrador ÷ independência dos
poderes).

- Há controvérsia quanto à necessidade ou não dos atos discricionários (minoria ÷ Hely ÷
dispensa)

Poder GierJrZuico V é o poder conferido ao administrador para distribuir e escalonar as
funções dos seus órgãos , ordenar e reaver a atuação de seus agentes, estabelecendo
uma relação de hierarquia, de subordinação.

Poder (isciplinar V é o poder conferido à Administração que lhe permite punir, apenar a
prática de infrações funcionais dos servidores.

Poder -eCulamentar V é o poder conferido ao Administrador para a edição de decretos
e regulamentos para oferecer fiel execução à lei

Poder de Polícia V é o poder conferido ao administrador que lhe permite condicionar,
restringir, frenar o exercício de atividade e direitos pelos particulares em nome do
interesse da coletividade


A., A(MI!I).-A.I;,
 é uma espécie de ato jurídico, é toda manifestação unilateral de vontade da
Administração, que agindo nesta qualidade, tenha por fim imediato adquirir,
resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos ou impor obrigações a
ela mesma e aos particulares.

-eZuisitos de validade:
a* competência ÷ prerrogativa para a edição de um ato, esfera de atuação;
)* Borma ÷ somente a prescrita em lei, maneira de exteriorização dos atos
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administrativos, em regra são escritos (exceção: gestão do guarda de trânsito)
$* motivo ÷ razões que justificam a edição do ato;
d* obMeto ÷ é ato em si mesmo considerado, é o que o ato decide, opina,
certifica;
e* Binalidade ÷ única, o interesse público
• a soma do motivo e do objeto denomina-se mérito do ato administrativo.
• o Judiciário só pode rever os atos administrativos no tocante à legalidade dos
mesmos, não podendo reapreciar o mérito dos atos discricionários.

Atributos do ato administrativo
a) presun>?o de leCalidade (o ônus da prova cabe a quem alega a
ilegalidade);
b) autoeIecutoriedade\
c) imperatividade (coercibilidade)

ClassiBica>?o:
IX Zuanto aos destinatJrios:
a) Cerais ÷ atingem a coletividade como um todo (ex. portaria)
b) individuais ÷ trabalham com uma situação concreta, tem destinatários certos (ex.
decreto expropriatório, licença para edificação, permissão de uso)

IIX Zuanto ao Crau de liberdade:
a) vinculado ÷ é aquele que estabelece um único comportamento possível de ser
adotado pela Administração diante de um caso concreto, não há
margem de liberdade do administrador (ex. aposentadoria por tempo
de serviço)

b) discricionJrio ÷ prevê mais de um comportamento possível a ser tomado pelo
administrador em um caso concreto, há margem de liberdade para
que ele possa atuar com base em um juízo de conveniência e
oportunidade, porém sempre dentro dos limites da lei (ex. permissão
de uso para colocação de mesas e cadeiras nas calçadas públicas)

IIIX Zuanto ao obMeto:
a) ato de império ÷ aqueles que a Administração pratica usando da sua supremacia
sobre o administrado, impondo obrigações de ordem unilateral ex.
desapropriação

b) ato de Cest?o ÷ aqueles praticados pela Administração sem valer-se da sua
supremacia sobre os destinatários. São fundamentalmente regidos
pelo direito privado, a administração se afasta de suas prerrogativas
colocando-se em pé de igualdade com os particulares, ex. contrato de
locação.

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I;X Zuanto K Borma>?o
a) simples ÷ é o que resulta da manifestação de vontade de um órgão da
Administração Pública, depende de uma única manifestação de
vontade

b) composto ÷ é aquele que depende de mais de uma manifestação de vontade que
devem ser produzidas dentro de um mesmo órgão (ex. ato que
dependa da autorização de um superior hierárquico)

c) compleIo ÷ é aquele que para se aperfeiçoar depende de mais de uma
manifestação de vontade, porém, essas manifestações de vontade
devem ser produzidas por mais de um órgão.

- diferença entre atos compostos e complexos: a manifestação de vontade dos atos
compostos provem de único órgão, já os atos complexos dependem de manifestação de
vontade de órgãos diversos.

;X outras classiBica>@es:
a) atos normativos: contêm comando geral visando a correta aplicação da lei.
Detalhar melhor o que a lei previamente estabeleceu. Ex.
decretos, regulamentos

b) atos ordinatWrios ÷ visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a
conduta funcional dos seus agentes (fundamento do poder
hierárquico). Ex. instruções, circulares, ordens de serviço.

c) atos neCociais ÷ contém uma declaração de vontade da Administração para
concretizar negócios com particulares, nas condições
previamente impostas pela Administração Pública. Ex.
autorizações, permissões de uso, concessão de serviço.

d) atos enunciativos ÷ são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar
ou atestar um fato, ou então a emitir uma opinião acerca de um
determinado tema. Ex. certidão, emissão de atestado, parecer.

e) atos punitivos ÷ são aqueles que contém uma sanção imposta pelo poder
público em razão da prática de uma infração de natureza
funcional, imposta de forma unilateral

Para retirar o ato do ordenamento:
+spécies ,bMeto .itular +Beitos
Anula>?o Ìlegalidade do ato - Ex tunc
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Administração
- Judiciário (5º,
XXXV)
(já nasceu ilegal)
-evoCa>?o Razões de conveniência e
oportunidade (o ato é válido,
porém, não mais
conveniente
- Administração Ex nunc (os efeitos
gerados até o momento são
válidos)

Ato nulo e anulJvel V para o Hely ou o ato atinge o interesse da coletividade e é valido,
se contrário será nulo. Para Celso e outros há possibilidade de ato anulável, é o que
contém um vício formal, não atingindo a essência.

Convalida>?o V transformação de ato anulável em válido. Só pode recair sobre a
competência e a forma.
- Diferente de conversão = é a oportunidade de um ato imprestável para uma determinada
finalidade, mas aproveitável em outra para a qual apresenta os requisitos necessários (ex.
transformar uma concessão, a princípio nula porque não havia lei que a previsse, em uma
permissão que atingiria praticamente os mesmos fins da concessão).

P-,C+)), A(MI!I).-A.I;,
 é a seqüência da documentação e das providências necessárias para a obtenção
de determinado ato final

Procedimento administrativo V é o modo pelo qual o processo anda, ou a maneira de
se encadearem os seus atos ÷ é o rito.
- Pode ser:
a) vinculado: quando existe lei determinando a seqüência dos atos, ex. licitação
b) discricionJrio: ou livre, nos casos em que não há previsão legal de rito, seguindo
apenas a praxe administrativa.

- Na esfera administrativa não existe coisa julgada, podendo sempre ser intentada ação
judicial, mesmo após uma decisão administrativa ÷ art. 5º, XXXV.

Princípios do processo administrativo
a) legalidade objetiva ÷apoiar-se em norma legal específica
b) oficialidade ÷ impulsionado pela administração
c) informalismo
d) verdade real
e) garantia de defesa
f) publicidade
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0ases do procedimento:
a) Ìnstauração ÷ ato da própria administração ou por requerimento de interessado.
b) Ìnstrução
c) Defesa
d) Relatório
e) Decisão
f) Pedido de reconsideração ÷ se tiver novos argumentos
g) Recurso ÷ para autoridade hierarquicamente superior, todos tem efeitos devolutivo,
podendo ter ou não efeito suspensivo

Modalidades de processo:
a) mero expediente
b) internos ÷ são os processos que envolvem assuntos da própria Administração
c) externos ÷ são os que abrangem os administrados
d) de interesse público ÷ são os que interessam à coletividade
e) de interesse particular ÷ são os que interessam a uma pessoa
f) de outorga ÷ são aqueles em que o poder público autoriza o exercício de direito
individual (licença de edificação)
g) de controle ÷ são os que abrangem atividade sujeita a fiscalização
h) disciplinares ÷ envolve atuação dos servidores
i) licitatório ÷ os que tratam de licitação

)indic]ncia apuração prévia, pode se usado para infrações leves, punidas com
advertência e suspensão de até 30 dias

N-AE,) P2B"IC,)
 são divisões das entidades estatais (União, Estados e Municípios) ou centros
especializados de competência, como o Ministério do Trabalho, da Fazenda.
• Não tem personalidade jurídica própria, os atos que praticam são atribuídos ou
imputados à entidade estatal a que pertencem.
• Podem ter representação própria, por seus procuradores, bem como ingressar em
juízo, na defesa de suas prerrogativas, contra outros órgãos públicos.
ClassiBica>?o:
a) independentes: são os derivados da Constituição (ex. Senado Federal)
b) autLnomos: são órgãos com autonomia técnica e financeira (ex. Ministérios)
c) superiores: são os órgãos de direção, mas sem autonomia técnica (ex.
Coordenadorias e Gabinetes)
d) subalternos: são órgãos de execução (ex. seções e os serviços)
e) simples: são os que não tem outros órgãos agregados à sua estrutura
f) compostos: são os que têm outros órgãos agregados à sua estrutura, para funções
complementares ou especializadas
g) sinCulares: são órgãos de um só titular (ex. Presidência da República)
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h) coleCiados: são os compostos por duas ou mais pessoas (ex. Conselhos e Tribunais)


+).-/./-A (A A(MI!I).-A6E,
AutarZuia 0unda>?o +mpresa Pública )oc5 +con5 Mista
(eBini>?o São pessoas
jurídicas de direito
público, dotadas
de capital
exclusivamente
público, com
capacidade
administrativa e
criadas para a
prestação de
serviço público
(não tem cap.
polít. não podem
editar leis)
É uma pessoa
jurídica composta
por um patrimônio
personalizado,
destinado pelo
seu fundador para
uma finalidade
específica.
Pode ser pública
ou privada (não
integra a
Administração
indireta).
São pessoas
jurídicas de direito
privado
compostas por
capital exclusiva-
mente público,
criadas para a
prestação de
serviços públicos
ou exploração de
atividades
econômicas sob
qualquer
modalidade
empresarial
Pessoa jurídica de
direito privado
criada para
prestação de
serviço público ou
exploração de
atividade
econômica, com
capital misto e na
forma de S/A
Características - auto
administração
- capac. financeira
- patrimônio
próprio
- auto
administração
- capac. financeira
- patrimônio
próprio
- auto
administração
- capac. financeira
- patrimônio
próprio
- auto
administração
- capac. financeira
- patrimônio
próprio
Controle Não há hierarquia
e subordinação,
só controle da
legalidade
Não há hierarquia
e subordinação,
só controle da
legalidade
Não há hierarquia
e subordinação,
só controle da
legalidade
Não há hierarquia
e subordinação,
só controle da
legalidade
Cria>?o e
+Itin>?o
Lei especifica para
criar
Lei específica cria
a fundação
pública e se
privada autoriza
sua criação
Lei específica
autoriza sua
criação que se
efetiva com
registro dos atos
constitutivos
Lei específica
autoriza sua
criação que se
efetiva com
registro dos atos
constitutivos
PriviléCio Tem
- Art. 150, §2º, CF
- art. 188, CPC
FP ÷ tem - art.
150, §2º, CF e art.
188, CPC
FPriv. ÷ não tem
Não tem ÷ art.
173, §2º e art.
150, §3º da CF
(silêncio da CF se
exerce serviço
público)
Não tem ÷ art.
173, §2º e art.
150, §3º da CF
(silêncio da CF se
exerce serviço
público)
-esp5 do +stado Subsidiária Subsidiária - Se presta serv.
pub. Resp.
subsidiária
- Se exerce ativ.
econ. Est. não
tem respons.
Subsidiária
- art, 242 da L S/A
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0alência Não Não Depende: AE ÷
sim e
SP - não
Não - art. 242 da
L S/A
+Iemplos ÌNCRA (Ìnst, Nac.
de Colonização e
Reforma agrária),
Banco Central,
Embratel, ÌNSS,
ÌBAMA, DNER,
ÌPESP
FUNAÌ, Butantã,
FEBEN, Fund.
Memorial da
América Latina,
ÌBEGE, FUNDAP,
FAPESP.
BNDS, Radiobrás
(sp) e Caixa
Econômica
Federal (AE)
Banco do Brasil
S/A, Petrobrás,
Sabesp, Banespa,
Metrô, ÌMESP,
CET, Anhembi,
CETESB, Congás,
COHAB, CESP
(Centrais Eletr. de
SP).


AAO!CIA) -+A/"A(,-A)
 são autarquias de regime especial, são responsáveis pela regulamentação, o
controle e a fiscalização de serviços públicos transferidos ao setor privado. As
duas principais agências são: ANEEL ÷ Agência Nacional de Energia Elétrica ÷ Lei
9427/96 e ANATEL ÷ Agência Nacional das Telecomunicações, ANP ÷ Agência
Nacional de Petróleo

AAO!CIA) +D+C/.I;A)
 autarquias e fundações que por iniciativa da Administração Direta celebram
contrato de gestão visando a melhoria dos serviços que prestam em troca de uma
maior autonomia gerencial, orçamentária e financeira. Criadas pela Lei 9649/98,
mas ainda não existem

,-AA!IUA6*+) ),CIAI)
 integram a Administração Pública, integram a iniciativa privada mas atuam ao lado
do Estado, cooperando com ele estabelecendo parcerias com o poder público.
São pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos criadas por particulares
para a execução de serviços públicos não exclusivos do Estado, previsto em lei.
A lei 9637/98 autorizou que fossem repassados serviços de: pesquisa científica,
ensino, meio ambiente, cultura e saúde. O instrumento para o repasse é contrato
de gestão ÷ art. 37, § 8º (é um contrato diferente já que o contrato de gestão se
celebra entre a Administração direta e a indireta), dispensa licitação como acontece
em todos os outros casos de transferência de serviço público (facilita o desvio do
dinheiro público). Podem receber: dotações orçamentárias, bens públicos através
de uma permissão de uso, recebem servidores públicos.

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)+-;I6,) ),CIAI) A/.^!,M,)
 rótulo atribuído a todas as pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da
iniciativa privada que foram criadas para desenvolver atividades de auxílio a
determinadas categorias profissionais que não tenham finalidade lucrativa. Ex.
SESÌ, SENAC, SESC (a finalidade é fomentar o desenvolvimento de certas
categorias privadas e, por isso, interessa a Administração ajudar). Podem receber
incentivos com dotações orçamentárias e titularizam contribuições parafiscais.


)+-;I6, P2B"IC,
 do aquele prestado pela Administração ou por seus delegados sob normas e
controles estatais para a satisfação, visando o atingimento dos interesses da
coletividade.
- a titularidade está sempre nas mãos da Administração

0ormas de presta>?o:
a* direta ou centrali&ada ÷ quando estiver sendo prestado pela Administração direta do
Estado;
)* indireta ou descentrali&ada ÷ ocorre quando não estiver sendo prestada pela
Administração direta do Estado, esta o transferiu, descentralizou a sua prestação para
a Administração indireta ou terceiros fora da Administração

- Modalidades de descentrali&a>?o:
a) outorCa ÷ quando ocorre a transferência para terceiros (administração indireta) da
titularidade e da execução do serviço público
b) deleCa>?o ÷ quando transfere para terceiros (concessionárias e permissionárias) só a
execução.

- Diferença de desconcentração:
DESCENTRALÌZAR é tirar do centro e transferir um serviço da Administração direta para
terceiros, podendo estes estar dentro ou fora da Administração e
DESCONCENTRAR ÷ é transferir a prestação de um serviço de um órgão para outro
dentro da própria Administração direta.

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Princípio dos servi>os públicos
a) continuidade
b) cortesia
c) eficiência
d) segurança
e) atualidade
f) regularidade
g) modicidade
h) generalidade.

Modalidade
a) prWprios ÷ não os serviços públicos inerentes à soberania do Estado, como a
defesa nacional ou a polícia judiciária.

b) utilidade pública ÷ são os considerados úteis ou convenientes, como o transporte
coletivo e o fornecimento de energia

c) Cerais V uti universi ÷ são os prestados à sociedade em geral, como a defesa do
território

d) especíBicos V uti singuli – individuali&Jveis ÷ são também serviços prestados a
todos, mas com possibilidade de
identificação dos beneficiados.
Pode ser
Ì) compulsório ÷ são os serviços que não podem ser recusados pelo
destinatário, se remunerados será por taxa. O não
pagamento do serviço não autoriza a supressão do
mesmo, sendo somente autorizada a cobrança executiva
II* +a$ultati%o , são os ser%iços 'ue o usu-rio !ode a$eitar ou não. $o#o o
trans!orte $oleti%o. !a"os !or tari+a.

e* adequados , ser%iços ade'uados são os e/e$utados de a$ordo $o# os !rin$0!ios
es!e$0+i$os do ser%iço !()li$o


CONCESSÃO, PERMISSÃO E AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS

CONCESSÃO - & a dele"ação de sua !restação +eita !elo !oder $on$edente #ediante li$itação
na #odalidade $on$orr1n$ia 2 !essoa 'ue de#onstre $a!a$idade !ara seu
dese#!en3o. !or sua $onta e ris$o e !or !ra4o deter#inado. 5 6ei 8987795
5 8oder $on$edente , & a 9nião. o :stado. o ;F ou <uni$0!io. e# $u=a $o#!et1n$ia se en$ontre o
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ser%iço !()li$o >a titularidade $ontinua sendo sua. s? trans+ere a e/e$ução*.
• @d#ite5se su)$on$essão desde 'ue autori4ada. $onsiste na $ontratação +eita !ela
$on$ession-ria !ara a'uisição de ser%iços ou )ens direta#ente rela$ionados $o# o o)=eto da
$on$essão.
• s $ontratos de $on$ession-rias $o# ter$eiros não en%ol%e o !oder $on$edente.
• !oder $on$edente !ode +is$ali4ar os ser%iços. )e# $o#o inter%ir na $on$essão se
ne$ess-rio

- Coness!o "#eed$da da e%eu&!o de o'#a ( de%e o $on$ession-rio !ri#eiro $onstruir.
$onser%ar. re+or#ar. a#!liar ou #el3orar deter#inada o)ra !()li$a. !or sua !r?!ria $onta e ris$o.
:# se"uida !assa a e/!lorar o ser%iço !or !ra4o deter#inado. su+i$iente#ente lon"o. !ara 'ue
o)ten3a a re#uneração a a#orti4ação de seu in%esti#ento.

- Po)*+$a Ta#$,-#$a ( tari+a & a +onte de rendas das $on$ession-rias. não & tri)uto. o seu %alor ini$ial
& esta)ele$ido na !ro!osta.

- .o#/as de e%+$n&!o0
a* ad%ento do ter#o $ontratual , 'uando ter#ina o !ra4o
)* en$a#!ação , t&r#ino do $ontrato antes do !ra4o. +eito !elo !oder !()li$o. de +or#a
unilateral. !or ra4Aes de interesse !()li$o. $on$ession-rio +a4 =us a
indeni4ação
$* $adu$idade , +or#a de e/tinção do $ontrato antes do !ra4o. !elo !oder !()li$o. de +or#a
unilateral. !or des$u#!ri#ento de $l-usula $ontratual
d* res$isão , +or#a de e/tinção do $ontrato. antes de en$errado o !ra4o. +eita !elo
$on$ession-rio !or +orça do des$u#!ri#ento de $l-usulas $ontratuais !elo
!oder $on$edente. ;e%e ser !or #edida =udi$ial e. en'uanto não transitar e#
=ul"ado a sentença. o ser%iço de%er- $ontinuar sendo !restado.
e* anulação , e/tinção do $ontrato antes do t&r#ino do !ra4o. !or ra4Aes de ile"alidade
+* +al1n$ia ou e/tinção do $on$ession-rio

PERMISSÃO 5 & a dele"ação. a t0tulo !re$-rio. #ediante li$itação da !restação de ser%iços
!()li$os +eita !elo !oder $on$edente. a !essoa 'ue de#onstre $a!a$idade de
dese#!en3o !or sua $onta e ris$o.

Coness!o Pe#/$ss!o
Car-ter #ais est-%el Car-ter #ais !re$-rio
:/i"e autori4ação le"islati%a Bão e/i"e autori4ação le"islati%a. e# re"ra
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6i$itação s? !or $on$orr1n$ia 6i$itação !or 'ual'uer #odalidade
For#ali4ação !or $ontrato For#ali4ação !or $ontrato de adesão
8ra4o deter#inado 8ode ser !or !ra4o indeter#inado
C? !ara !essoas =ur0di$as 8ara !essoas =ur0di$as ou +0si$as.

AUTORIZAÇÃO ( tr1s #odalidadesD
a* autori4ação de uso , e# 'ue u# !arti$ular & autori4ado a utili4ar )e# !()li$o de +or#a
es!e$ial. $o#o na autori4ação de uso de u#a rua !ara reali4ação de
u#a 'uer#esse.

)* autori4ação de atos !ri%ados $ontrolados , e# 'ue o !arti$ular não !ode e/er$er $ertas
ati%idades se# autori4ação do !oder !()li$o.
são ati%idades e/er$idas !or !arti$ulares #as
$onsideradas de interesse !()li$o.
• autori4ação & di+erente de li$ença. ter#os se#el3antes. @ autori4ação & ato dis$ri$ion-rio.
en'uanto a li$ença & %in$ulado. Ba li$ença o interessado te# direito de o)t15la. e !ode
e/i"i5la. desde 'ue !reen$3a $ertos re'uisitos. e/. li$ença !ara diri"ir %e0$ulo.

$* autori4ação de ser%iços !()li$os , $olo$a5se ao lado da $on$essão e da !er#issão de
ser%iços !()li$os. destina5se a ser%iços #uito si#!les.
de al$an$e li#itado. ou a tra)al3os de e#er"1n$ia.
• E e/$eção. e não re"ra. na dele"ação de ser%iços !()li$os.
• @ li$itação !ode ser dis!ens-%el ou ine/i"0%el , art. 24 e 25 da 6ei 8666793.
• E +or#ali4ada !or de$reto ou !ortaria. !or se tratar de ato unilateral e !re$-rio.
• Ce"ue. no 'ue $ou)er. a 6ei 8987795


LICITAÇÃO ( & u# !ro$edi#ento destinado 2 seleção da #el3or !ro!osta dentre as
a!resentadas !or a'ueles 'ue dese=a# $ontratar $o# a @d#inistração 8()li$a
5 6ei 8666793
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 1 o'#$2a+3#$a "a#a0 ad#inistração direta. +undos es!e$iais. autar'uias. +undaçAes
!()li$as. as e#!resas !()li$as. so$iedades de e$ono#ia #ista e de#ais entidades
$ontroladas direta ou indireta#ente !elo !oder !()li$o

5 @ li$itação de%e se"uir o "#$n*"$o es"e*,$o0
a* %in$ulação ao instru#ento $on%o$at?rio
)* =ul"a#ento o)=eti%o >a @d#inistração de%e esti!ular o $rit&rio de =ul"a#ento das !ro!ostas. no
edital*

- P#o4e+os "#56$os0
a* !ro=eto )-si$oD a)ran"e a %ia)ilidade t&$ni$a. o i#!a$to a#)iental. os $ustos. os #&todos e o
!ra4o de e/e$ução , art 6º. IX
)* !ro=eto de e/e$uti%o , a)ran"e a e/e$ução $o#!leta da o)ra. de a$ordo $o# as nor#as t&$ni$as
, art. 6º. X

- Moda)$dades0
a* $on$orr1n$ia , usada !ara $ontratos de %ulto. de a$ordo $o# %alores esta)ele$idos na lei

a* to#ada de !reços , & usada !ara $ontratos de %alor #&dio. $o# !arti$i!ação de interessados =-
$adastrados ou 'ue se $adastre# at& o ter$eiro dia anterior 2 data do re$e)i#ento das !ro!ostas.

)* $on%ite , & a li$itação ade'uada !ara %alores #enores. $o# a $on%o$ação de tr1s
interessados. no #0ni#o. $adastrados ou não. !odendo ta#)&# !arti$i!ar os $adastrados 'ue
#ani+estare# seu interesse 24 3oras antes da a!resentação das !ro!ostas.

• Bos $asos e# 'ue $ou)er $on%ite. a @d#inistração !oder- utili4ar a to#ada de !reços e. e#
'ual'uer $aso. a $on$orr1n$ia.

d* $on$urso , & a li$itação !ara a es$ol3a de tra)al3o t&$ni$o. $ient0+i$o ou art0sti$o. $o# a
instituição de !r1#ios ou re#uneração aos %en$edores. !ra4o de %alidade & de 2 anos. !rorro"-%el
!or u#a %e4. !or i"ual !er0odo , art. 37. III. CF

e* leilão , ser%e !ara a %enda de )ens #?%eis inser%0%eis e de !rodutos a!reendidos ou
!en3orados. )e# $o#o de i#?%eis oriundos de !ro$edi#entos =udi$iais ou de dação e# !a"a#ento
e# 'ue se=a (til a alienação.

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- C#$+5#$os "a#a a6a)$a&!o das "#o"os+as0
a* #el3or !reço
)* #el3or t&$ni$a
$* !reço e t&$ni$a
d* #aior lan$e ou a #aior o+erta , !ara o leilão

• Bo $aso de e#!ate te# !re+er1n$ia os )ens e ser%iços !rodu4idos no !a0s e. su$essi%a#ente.
os !rodu4idos ou !restados !or e#!resa )rasileira. !ersistindo o e#!ate. de$ide5se !or
sorteio.

- .ases da Cono##7n$a -
a* edital 5 lei interna da li$itação
)* 3a)ilitação dos $on$orrentes , li$itantes a!resenta# do$u#entos !essoais
$* e/a#e e $lassi+i$ação das !ro!ostas
d* 3o#olo"ação , rati+i$ação da le"alidade do !ro$edi#ento at& então reali4ado
e* ad=udi$ação , entre"ar o o)=eto da li$itação
• Bas $on$orr1n$ias de "rande %ulto de%e reali4ar5se u#a audi1n$ia !()li$a. antes do edital.
!ara 'ue a so$iedade !ossa de)ater a $on%eni1n$ia e a o!ortunidade da li$itação , art. 39.

5 D$,e#en&a en+#e0
;:CF9@6IFIC@GH , & a re=eição do !ro!onente 'ue não a!resenta os re'uisitos do edita
>ina)ilitação* e
;:CC6@CCIFIC@GH , & a re=eição da !ro!osta do li$itante =- 3a)ilitado. !or de+eito +or#al ou
ine/e'ui)ilidade da o+erta.

- E,e$+os da Ad4ud$a&!o ( atri)ui a o)ra ou ser%iço ao %en$edor da li$itação. $on+erindo5l3e
!re+er1n$ia ao $ontrato. #as o #o#ento e $on%eni1n$ia da assinatura do $ontrato +i$a# ainda na
de!end1n$ia da %ontade dis$ri$ion-ria da @d#inistração. Ia%endo #oti%o =usto e +unda#entado.
!ode o $ontrato não se $on$reti4ar >o %en$edor s? te# e/!e$tati%a de direito 'uanto ao $ontrato.
te# o direito de não ser !reterido +rente a outro*.
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- D$s"ensa de )$$+a&!o ( a $o#!etição. e#)ora !oss0%el. não se reali4ar- !or e/!ressa dis!osição
le"al. Ca)e an-lise dis$ri$ion-ria do ad#inistrador. 5 Ii!?tesesD art. 24


- Ine%$2$'$)$dade ( a $o#!etição não & !oss0%el 5 art. 25.


CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
 $ontrato & a $on%enção esta)ele$ida entre duas ou #ais !essoas !ara $onstituir. re"ular ou
e/tin"uir entre elas u#a relação =ur0di$a !atri#onial.
• @ %alidade do $ontrato e/i"eD a$ordo de %ontades. a"ente $a!a4. o)=eto l0$ito e +or#a
!res$rita ou não !roi)ida e# lei.

Ca#a+e#*s+$as0
a* !arti$i!ação do !oder !()li$o. $o#o !arte !redo#inante. e !ela +inalidade de atender a
interesses !()li$os.
)* te# nature4a !ersonal0ssi#a , s? !ode ser e/e$utado !ela !essoa 'ue $ontratou >sendo !oss0%el
a su)$ontratação de a$ordo $o# os li#ites esta)ele$idos !ela @d#inistração*.
$* na #aioria das %e4es se +or#ali4a !or ter#o de $ontrato es$rito e. e# $asos e/$e!$ionais. !or
ordens de ser%iços
d* li$itação !r&%ia. e# re"ra. so) !ena de nulidade
e* !u)li$idade
+* !ra4o deter#inado >%edado !ra4o indeter#inado*
"* !rorro"a)ilidade , e/i"e ter#o aditi%o. desde 'ue ten3a 3a%ido !re%isão no ato $on%o$at?rio e
no !lano !lurianual
3* $l-usulas e/or)itantes , são a'uelas 'ue e/or)ita#. 'ue e/$ede#. 'ue ultra!assa# o !adrão
$o#u# dos $ontratos e# "eral. !ara $onsi"nar u#a %anta"e# !ara a @d#inistração 8()li$a.
re+ere#5se a $ertas !rerro"ati%as da @d#inistração 'ue a $olo$a# nu#a situação de
su!erioridade e# relação ao !arti$ular $ontratado. sãoD
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I* #odi+i$ação unilateral , de%e ser +eita !or ter#o de adita#ento
II* res$isão unilateral 5 se# $ul!a do $ontratado. $a)e indeni4ação
III* +is$ali4ação
IV* a!li$ação de sançAes , #ultas. ad%ert1n$ias. sus!ensão de !arti$i!açAes e# li$itaçAes
e $ontratos. !ara atraso e ine/e$ução do $ontrato.
V* o$u!ação !ro%is?ria de #?%eis e i#?%eis , 'uando 3ou%er +altas $ontratuais e o
ser%iço +or essen$ial
VI* ina!li$a)ilidade da e/$eção de $ontrato não $u#!rido , exceptio non adimpleti contractus ,
!arti$ular não !ode interro#!er a o)ra so) ale"ação de não estar re$e)endo os
!a"a#entos de%idos.. sal%o se atrasare# #ais de 90 dias. e/$eto $aso de $ala#idade !()li$a.
"ra%e !ertur)ação da orde# interna ou "uerra , art. 78. XV

- Teo#$a da I/"#e6$s!o , a!li$a5se 'uando 3- ne$essidade de re%isão de u#a $l-usula $ontratual
!or +orça de +atos su!er%enientes e i#!re%istos durante a sua e/e$ução , +ato su!er%eniente e
i#!re%is0%el 5 e/.D
a* +orça #aior e $aso +ortuito
)* +ato do !r0n$i!e , deter#inação estatal su!er%eniente e i#!re%is0%el 'ue onera o
$ontrato. re!er$utindo indireta#ente so)re ele.
$* +ato da ad#inistração , !ro%&# de u#a atuação estatal 'ue in$ide direta#ente so)re
o $ontrato. i#!edindo a sua e/e$ução nas $ondiçAes ini$ial#ente esta)ele$idas.
• Janto o +ato do !r0n$i!e $o#o o +ato da ad#inistração !ro%&# de u#a deter#inação estatal.
@ di+erença & 'ue o +ato do !r0n$i!e in$ide so)re toda a so$iedade >e/. i#!osto* e o +ato da
ad#inistração in$ide so)re u# +ato direta#ente >e/. não desa!ro!riação*

- Con+#a+o de o'#as, se#6$&os e ,o#ne$/en+os
a* de o)ra , re+ere5se a $onstruçAes. re+or#as ou a#!liaçAes de $oisas. )e# $o#o 2
+a)ri$ação de !rodutos

)* de ser%iços , re+ere5se a tra)al3os a sere# reali4ados. $o#o de#olição. $onserto. instalação.
#onta"e#. !u)li$idade. tra)al3os t&$ni$o !ro+issional. et$.

$* de +orne$i#ento , são a'ueles e# 'ue o %endedor se $o#!ro#ete a +orne$er #er$adorias e o
$o#!rador a re$e)15las. de #odo $ont0nuo e !eri?di$o. nas $ondiçAes e !ra4os +i/ados.
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• @s o)ras são !restadas !or e#!reitada ou !or tare+a >e#!reitada de !e'ueno !orte*
5 8ode ser e/e$utada !orD
a* !reço "lo)al , a)ran"e a entre"a da o)ra ou do ser%iço todo
)* !reço unit-rio , re+ere5se a se"#entos ou eta!as. !ara !or !artes.

- .o#/as de e%+$n&!o0
a* ad#inistrati%a , !ro#o%ida !or ato unilateral da @d#inistração
)* res$isão a#i"-%el
$* =udi$ial
d* de !leno direito , a$onte$e inde!endente#ente da #ani+estação de %ontade das !artes. !or +ato
su!er%eniente 'ue i#!ede a #ani+estação >e/. +ale$i#ento do $ontratado. dissolução da
so$iedade. !ere$i#ento do o)=eto*

CONV8NIO
 a$ordo +ir#ado !or entidades !ol0ti$as de 'ual'uer es!&$ie ou entre elas e !arti$ulares !ara
reali4ação de o)=eti%os de $ar-ter $o#u# >di+erente do $ontrato ad#inistrati%o e# 'ue o
o)=eti%o não & $o#u#*.

CONS9RCIO
 a$ordo de %ontades +ir#ado entre entidades estatais. da #es#a es!&$ie !ara a reali4ação de
o)=eti%os de interesses $o#uns 5 e/. $ons?r$io entre dois #uni$0!ios.
• Bos $ons?r$ios e nos $on%1nios a!li$a no 'ue $ou)er a 6ei 8666793
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BENS PÚBLICOS
- Es"5$es
a* )ens de uso $o#u# do !o%o , são os )ens 'ue todos !ode# usar. $o#o as ruas e !raças
)* )ens de uso es!e$ial , são destinados 2s instalaçAes e aos ser%iços !()li$os. $o#o os !r&dios
das re!artiçAes ou es$olas !()li$as
$* )ens do#ini$ais , são os 'ue !erten$e# ao a$er%o do !oder !()li$o. se# destinação es!e$ial

- Re2$/e 4u#*d$o dos 'ens ":')$os (
a* s!o $na)$en-6e$s. e/$etoD
I* os )ens de uso $o#u# do !o%o e os de uso es!e$ial são inalien-%eis. e# !rin$0!io. #as
!oderão tornar5se alien-%eis se +ore# desa+etados. ou se=a. se +or #udada destinação. de
#odo 'ue !asse# a ser $onsiderados do#ini$ais.. 8ode dar5se !or lei. !or ato
ad#inistrati%o ou !or u# +ato 'ue torne a destinação in%i-%el.

II* Kens do#ini$ais !ode# ser alienados. e/i"indo5se. e# re"ra. autori4ação le"islati%a.
a%aliação !r&%ia e li$itação , art. 37. XXI. Ce )ens #?%eis dis!ensa# a li$itação.

)* d$#e$+os do "ode# ":')$os so'#e seus 'ens n!o "#es#e6e/
$* n!o ;- usua"$!o de 'ens ":')$os. de 'ual'uer es!&$ie
d* +odos s!o $/"en;o#-6e$s. não !odendo ser !en3orados. arrestados ou se'Lestrados.
e* n!o "ode/ se# o'4e+o de "en;o#, ;$"o+ea ou an+$#ese

- Aqu$s$&!o de 'ens "a#a o "a+#$/<n$o ":')$o0
a* doação
)* $o#!ra
$* desa!ro!riação
d* $on+is$o , art. 91.I do C8 e art. 243 da CF
e* !er#uta
+* dação e# !a"a#ento
"* direito 3eredit-rio
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3* usu$a!ião >)ens !()li$os não !ode# ser usu$a!idos. #as o !oder

- A)$ena&!o de 'ens ":')$os0
 !ode# ser alienados !elas +or#as $o#uns do direito $i%il. $o#o %enda. doação. tro$a. et$.
res!eitados os re'uisitos i#!ostos !elo direito ad#inistrati%o. $o#o autori4ação le"islati%a.
a%aliação e li$itação.
• E%e&!o0 in%estidura , nu#a o)ra !()li$a. so)re u# !edaço !e'ueno de terra. 'ue não
ser%e !ara nada. então. !ode ser alienado. #ediante a%aliação. !ara o dono da terra li#0tro+e.
!or in%estidura.

- U+$)$=a&!o es"e$a) de 'ens ":')$os "o# "a#+$u)a#es , todos !ode# e%entual#ente ser
utili4ados de +or#a es!e$ial !or !arti$ulares. #edianteD

a* au+o#$=a&!o de uso , ser%e !ara au/iliar interesses !arti$ulares e# e%entos o$asionais ou
te#!or-rios >e/. uso de u# terreno )aldio !ara u#a 'uer#esse*.
• E ato unilateral. dis$ri$ion-rio. de t0tulo !re$-rio. !odendo ser
re%o"ado a 'ual'uer te#!o.
• Inde!ende de li$itação e de lei autori4adora
• 8ode ser e# $ar-ter "ratuito ou oneroso
• 8or te#!o deter#inado ou indeter#inado.

)* "e#/$ss!o de uso , & se#el3ante 2 autori4ação #as. & dada no interesse !()li$o. te# "rau
#enor de !re$ariedade. de!ende. e# re"ra. de li$itação e $ria !ara o
!er#ission-rio u# de%er de utili4ação. so) !ena de re%o"ação >e/.
!er#issão de instalação de u#a )an$a de =ornal na %ia !()li$a*

$* oness!o de uso , & $ontrato entre a @d#inistração e u# !arti$ular. tendo !or o)=eto u#a
utilidade !()li$a de $erta !er#an1n$ia >e/. instalação de restaurante
nu# 4ool?"i$o #uni$i!al*. :/i"e. e# re"ra. autori4ação le"islati%a e
li$itação.

d* oness!o de d$#e$+o #ea) de uso , a!li$a5se a!enas a )ens do#ini$ais. E instituto
de direito !ri%ado. de nature4a $ontratual.
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Consiste na a'uisição. !elo !arti$ular. de direito
resol(%el do uso de u# terreno !()li$o. de
#odo "ratuito ou re#unerado. !ara +ins de
interesse so$ial de $erto %ulto. $o#o
ur)ani4ação ou $ulti%o. :/i"e autori4ação
le"islati%a e li$itação

- Bens do "a+#$/<n$o ":')$o >art. 20. 26 da CF*
>? +e##as de6o)u+as ( terras 'ue nin"u&# se a!ossou. ne# +ora# utili4adas !ara al"u# +i#
!()li$o. Bão te# lo$ali4ação e li#ites $laros. !or isso ne$essita# ser
de#ar$adas e se!aradas das outras !ro!riedades. :sta se!aração ou
dis$ri#inação !ode ser ad#inistrati%a ou =udi$ial , @ção
dis$ri#inat?ria , 6ei 6383776. sendo utili4ada a %ia =udi$ial se
insu+i$iente 2 %ia ad#inistrati%a. @!?s a dis$ri#inação elas dei/a#
de ser de%olutas e !assa# a ser si#!les#ente terras !()li$as.
8erten$e# a 9nião e. !or e/$lusão. aos :stados.

@? /a# +e##$+o#$a) ( estende5se nu#a +ai/a de 12 #il3as #ar0ti#as >e'ui%ale a 1.852#* da
lin3a de )ai/a5#ar do litoral $ontinental e insular. Jrata5se de -"uas
!()li$as de uso $o#u#. !erten$entes 2 9nião. so)re as 'uais o Krasil
e/er$e so)erania.
5 ;e!ois do #ar territorial te#osD
I* =ona on+*2ua , $o# in0$io a !artir de 12 #il3as do litoral. at& 24 #il3as. nesta +ai/a o Krasil
$onser%a o !oder de +is$ali4ação e !ol0$ia. e#)ora se# so)erania.
II? =ona eon</$a , $o# in0$io a !artir de 12 #il3as do litoral >i"ual 2 4ona $ont0"ua* e %ai
de 12 at& 200 #il3as. nesta +ai/a te# o Krasil direitos e/$lusi%os de
e/!loração dos re$ursos naturais do #ar.

A? +e##as +#ad$$ona)/en+e ou"adas "o# *nd$os ( são )ens da 9nião. art. 20. XI. CF.
destina#5se 2 !osse !er#anente dos
0ndios. $a)endo5l3es o usu+ruto
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e/$lusi%o das ri'ue4as do solo. dos rios e
dos la"os nelas e/istentes , art. 231. M
2º. CF

B? ")a+a,o#/a on+$nen+a) - são )ens da 9nião os re$ursos naturais da !lata+or#a
$ontinental. 'ue $onsiste no !rolon"a#ento natural das terras
$ontinentais ou insulares. !or )ai/o das -"uas do #ar. e#
e/tensão %ari-%el. $on+or#e a le"islação de $ada !a0s , art. 20.
V. CF

C? +e##enos de /a#$n;a ( são )ens da 9nião. assi# $onsiderados os 'ue. )an3ados !elas
-"uas do #ar ou dos rios na%e"-%eis. %ão at& 33# !ara a !arte
da terra. $ontados desde o !onto a 'ue $3e"a a !rea#ar #&dia
, art. 13 do C?d. de N"uas. art. 20. VII. CF e ;6 9.760746.
s terrenos de #arin3a te# sido o)=eto de arrenda#ento
!er!&tuo a !arti$ulares. #ediante o !a"a#ento de u# +oro
anual. Jal arrenda#ento !er!&tuo deno#ina5se en+iteuse.
$ontinuando a 9nião 2 !ro!riet-ria e o !arti$ular en+iteuta.
$o#o detentor do do#0nio (til

D? +e##enos /a#2$na$s ou #ese#6ados ( são os 'ue se situa# ao lado dos rios
na%e"-%eis. at& u#a distOn$ia de 15# $ontados
desde a lin3a #&dia das en$3entes ordin-rias.
Jais terrenos !ode# !erten$er a al"u# ?r"ão
!()li$o ou a u# !arti$ular. Ce +ore# de
!ro!riedade !ri%ada. são onerados !or u#a
ser%idão de trOnsito. !ara !ossi)ilitar a
+is$ali4ação e a reali4ação de o)ras ou ser%iços
!()li$os !ela @d#inistração >3- di%er"1n$ias*

E? )a2os, #$os e o##en+es de -2ua ( são )ens da 9nião 'uando )an3e# #ais de u# :stado.
sir%a# de li#ites $o# outros !a0ses ou se estenda# a
territ?rio estran"eiro ou dele !ro%en3a#. s terrenos
#ar"inais. nestes $asos. são ta#)&# da 9nião.

F? G)6eos ou )e$+os a'andonados ( se u# rio de -"uas !()li$as %ier a a)andonar
natural#ente o seu leito. as terras !or onde o #es#o
$orria !assa# a !erten$er aos !ro!riet-rios ri)eirin3os
das res!e$ti%as #ar"ens. se# 'ue ten3a# direito a
indeni4ação al"u#a os donos dos terrenos !or onde as
-"uas a)ra# no%o $urso. <as. se o +ato o$orrer !or
o)ra do !oder !()li$o. +i$a ele $o# leito ori"inal do
rio. de%endo indeni4ar os !ro!riet-rios das terras !or
onde !assa a $orrer o no%o $urso , art. 27
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H? .a$%a de ,#on+e$#a ( u#a +ai/a de 150 P# de lar"ura. ao lon"o das +ronteiras terrestres. e
$onsiderada +unda#ental !ara a de+esa na$ional. e sua utili4ação são
re"uladas e# lei. $o#o ser%idão ad#inistrati%a. , art. 20. M 2º. CF

>I? /$nas, 4a=$das e quedas dJ-2ua ( as =a4idas. e# la%ra ou não. e de#ais re$ursos
#inerais e os !oten$iais de ener"ia el&tri$a
$onstitue# !ro!riedade distinta da do solo. !ara
e+eito de e/!loração ou a!ro%eita#ento. e
!erten$e# 2 9nião. "arantida ao $on$ession-rio
a !ro!riedade do !roduto da la%ra , art. 176 da
CF

>>? I);as ( !erten$e# 2 9nião as il3as +lu%iais e la$ustres nas 4onas li#0tro+es $o# outros
!a0sesQ as !raias #ar0ti#asQ as il3as o$eOni$as e as $osteiras. 8erten$e# aos
res!e$ti%os :stados as il3as +lu%iais e la$ustres não !erten$entes 2 9nião , art. 20. IV
e art. 26. III.

>@? .auna s$)6es+#e ( os ani#ais de 'uais'uer es!&$ies. e# 'ual'uer +ase do seu
desen%ol%i#ento e 'ue %i%e# natural#ente +ora do $ati%eiro.
$onstituindo a +auna sil%estre. )e# $o#o seus nin3os. a)ri"os e
$riadouros naturais são !ro!riedades do :stado. sendo !roi)ida a sua
utili4ação. !erse"uição. destruição. $aça ou a!an3a >6ei 5.197767 ,
art. 1º*.


RESPONSABILIDADE DO ESTADO
 & a o)ri"ação i#!osta ao !oder !()li$o de $o#!or os danos o$asionados a ter$eiros. !or atos
!rati$ados !elos seus a"entes. no e/er$0$io das suas atri)uiçAes 5 art. 37. M 6º. CF
• resu#e5se na $o#!osição de danos. não se +ala e# res!onsa)ilidade !enal
• a"entes !()li$os R a"entes !ol0ti$os. ser%idores !()li$os e !arti$ulares e# $ola)oração $o#
o :stado.

- E6o)u&!o -
a* >K .ase , Irres!onsa)ilidade do :stado 5 SJ3e Pin" do not Tron"U

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)* @K .ase , Ves!onsa)ilidade $o# $ul!a. ou res!onsa)ilidade $i%il.
@ $ul!a !oderia re$air so)re o a"ente ou so)re o ser%içoD
5 'uando a @d#inistração não +a4 o 'ue de%eria.
5 'uando o ser%iço +un$ionou atrasado. 'uando de%eria +un$ionar a te#!o e
5 'uando +oi #al +eito

$* AK .ase , Ves!onsa)ilidade o)=eti%a
@ @d#inistração res!onde $o# )ase no $on$eito de ne/o de $ausalidade. 'ue $onsiste na relação de
$ausa e e+eito e/istente entre o +ato o$orrido e as $onse'L1n$ias dele resultantes
:/.D #orte do !reso e# !eniten$i-ria. $olisão de %e0$ulos de%ido 2 +al3a no se#-+oro.

- A #es"onsa'$)$dade o'4e+$6a se d$6$de e/0
I* ris$o inte"ral , o :stado res!onde se#!re. inte"ral#ente. 'uando o$orrer danos a
ter$eiros. não se ad#ite a in%o$ação !elo :stado das $ausas
e/$ludentes da res!onsa)ilidade
II* ris$o ad#inistrati%o , o :stado não res!onde se#!re !or danos o$asionados a
ter$eiros. !ode# ser in%o$ados e/$ludentes da
res!onsa)ilidade e# de+esa do :stado.

- No B#as$)0
a* at& a CF de 1946 , res!onsa)ilidade su)=eti%a >$o# $ul!a*. Beste $onte/to 'ue +oi
editado o C?di"o Ci%il , art. 15 >1916*
)* de 46 e# diante , res!onsa)ilidade o)=eti%a

- Lue/ #es"ondeMMM
@ !essoa =ur0di$a. de direito !()li$o ou !ri%ado. 'ue res!onde !elos danos. !re=udi$ado de%e
a$ionar a !essoa =ur0di$a e não a !essoa +0si$a.

- Res"onde "e)o qu7MMM
Ves!onde# !elos danos 'ue seus a"entes. nessa 'ualidade. $ausare# a ter$eiros. desde 'ue e/ista
ne/o $ausal

5 Io=e. adota#os a res!onsa)ilidade o)=eti%a na #odalidade do ris$o ad#inistrati%o. !ois se ad#ite
e%)uden+es de res!onsa)ilidade 'ue sãoD
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a* $aso +ortuito e +orça #aior
)* $ul!a e/$lusi%a da %0ti#a

5 Re)a&Nes 4u#*d$as0
a* ter$eiro e :stado.
)* :stado e a"ente res!ons-%el >$a)e ação de re"resso*
5 Bão $a)e denun$iação da lide na !ri#eira relação
5 Bão se !ode a$ionar direta#ente o a"ente.

5 Dano ( $ara$ter0sti$asD
a* $erto , dano real. e/istente.
)* es!e$ial , a'uele 'ue !ode ser !arti$ulari4ado. a'uele 'ue não & "en&ri$o. 'ue atin"e u#a ou
al"u#as !essoas.
$* anor#al , a'uele 'ue su!era os !ro)le#as $o#uns. $orri'ueiros da so$iedade.


- Danos nu)ea#es ( art. 21. XXIII. $ 5 a res!onsa)ilidade $i%il !or danos nu$leares inde!ende da
e/ist1n$ia de $ul!a.
@s usinas 'ue o!era# $o# reator nu$lear de%erão ter sua lo$ali4ação de+inida e# lei +ederal. se# o
'ue não !oderão se instaladas.


I!.+-;+!6E, !A P-,P-I+(A(+
- 0undamentos:

a) supremacia do interesse público,
b) prática de ilegalidade (sanção).

Meios de interven>?o:
a) desapropria>?o
Ì) ordinária ou clássica
5 necessidade pública
5 utilidade e
5 interesse social
ÌÌ) extraordinária

b) limita>?o administrativa<
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c) servid?o administrativa<

d) reZuisi>?o<

e) tombamento5


V (+)AP-,P-IA6E,:
- Fases da desapropriação:
a) declaratória
b) executiva.

- Ìnstrumento: Decreto Expropriatório, ou lei de efeito concreto.

- Conteúdo obrigatório do decreto ou da lei:
a) fundamento legal que justifica a desapropriação,
b) identificação do bem que está sendo desapropriado, sob pena de ilegalidade,
c) destinação que vai ser dada ao bem.

- +Beitos:
a) submete o bem à força do Estado
b) fixa as condições em que o bem se encontrava,
c) o poder público passa a ter direito de entrar no bem
d) começo do prazo de caducidade (necessidade ou utilidade ÷ 5 anos e interesse social
÷ 2 anos.

- Exigência de contraditório e ampla defesa.

- -ito: em regra o ordinário, com algumas características especiais.

- ;alor da indeni&a>?o:
a) valor do bem com as benfeitorias que nele se encontram,
b) lucros cessantes,
c) danos emergentes,
d) juros moratórios e compensatórios,
e) correção monetária,
f) honorários advocatícios

- Modalidades:
a) por zona ou extensiva,
b) indireta,
c) para industrialização


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AA+!.+ P2B"IC,
 são todas as pessoas, vinculadas ou não ao Estado, que prestam serviço ao
mesmo, de forma permanente ou ocasional. Dividem-se:

a) aCentes políticos ÷ são os que ocupam os cargos principais na estrutura
constitucional, em situação de representar a vontade política do
Estado (ex. Presidente da República, deputados, juizes)

b) aCentes administrativos ÷ são os servidores públicos em geral, podem ser: civil ou
militares, bem como temporários
Ì) funcionários ÷ titularizam cargo e, portanto, estão submetidos ao regime
estatutário
ÌÌ) empregados ÷ titularizam emprego, sujeitos ao regime celetista. Ambos
exigem concurso.
III* te#!or-rio , art. 37. IX , !ara deter#inado te#!o. dis!ensa $on$urso !()li$o e
$a)e nas 3i!?teses de e/$e!$ional interesseQ

c) aCentes por colabora>?o ÷ são particulares que colaboram como poder público
voluntária ou compulsoriamente, ou também por
delegação. Equiparam-se a funcionários públicos para
fins penais e para responsabilidade por atos de
improbidade.
i) modo voluntário ÷ colaboram com o poder público pessoas que, em
situação de emergência, assumem funções públicas,
passam a ser funcionários de fato ou gestores de
negócio.
ÌÌ) modo compulsório ÷ colaboram pessoas que são requisitadas, como os
jurados e mesários eleitorais.
ÌÌÌ) por delegação ÷ colaboram pessoas para as quais foram atribuídos
serviços públicos, como os concessionários,
permissionários e autorizatários.

CA-A, P2B"IC, V conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um
servidor.

- ClassiBica>?o:
a) carCo em comiss?o ÷ aquele ocupado transitoriamente com base no critério de
confiança
b) carCo eBetivo ÷ preenchido em caráter definitivo, sem transitoriedade. O seu
preenchimento se dá, em regra, por concurso público.
c) vitalício ÷ também preenchidos em caráter definitivo, sendo que seu ocupante
só pode ser desligado por processo judicial ou por processo
administrativo, assegurada à ampla defesa ÷ ex. magistratura, MP
d) de carreira ÷ aquele que faz parte de um conjunto de cargos com a mesma
denominação, escalonados em razão das atribuições e da
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responsabilidade.
e) isolado ÷ não integra carreira nenhuma

Provimento: ato que designa uma pessoa para titularizar um cargo público.
5 8ode a$onte$er das se"uintes #aneirasD

a) Inicial ÷ aquele que independe de relações anteriores do indivíduo com a
Administração Pública.
• dá-se, em regra, por concurso público, com a exceção do cargo em comissão e a
contratação por tempo determinado
• é ato complexo, por passa por várias etapas: concurso, nomeação, posse.
• só se aperfeiçoa com o efetivo exercício de suas funções, após passar por várias
etapas.
b) derivado ÷ aquele que se verifica quando ocorre a titularização de um cargo por
um indivíduo que já se encontra na estrutura da Administração, não
depende de concurso público, é possível concurso interno.

÷ Modalidades de provimento derivado:

1) horizontal ÷ não implica elevação, ascensão funcional, pode ser verificar por
alguns instrumentos:
Ì) transBerência ÷ é a passagem da pessoa de um cargo para outro
sem elevação funcional
ÌÌ) readapta>?o ÷ passagem de um cargo para outro, sem elevação
funcional, compatível com a limitação sofrida pela
pessoa
ÌÌÌ) remo>?o ÷ é o deslocamento do indivíduo de um cargo para
outro, sem ascensão funciona, dentro do mesmo
órgão

2) vertical ÷ passagem de um cargo para outro, implicando em ascensão funcional
Ì) promo>?o ÷ passagem de um cargo para outro dentro da
mesma carreira,

-einCresso = provimento derivado, retorno ao serviço ativo do servidor que estava
dele desligado, pode ser:
a* #e$n+e2#a&!o , & a re$ondução do ser%idor ao #es#o $ar"o de 'ue +ora de#itido. $o# o
!a"a#ento inte"ral dos %en$i#entos e %anta"ens do te#!o e# 'ue este%e
a+astado. u# %e4 re$on3e$ida a ile"alidade da de#issão e# de$isão =udi$ial
ou ad#inistrati%a
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bX recondu>?o ÷ o servidor estável retorna ao cargo anteriormente ocupado em
decorrência de inabilitação em estágio probatório relativo a outro
cargo ou de reintegração do anterior ocupante - art. 29 da Lei
8.112/90

c) revers?o - ocorre o retorno do inativo (aposentado) ao mesmo cargo ou ao cargo
resultante de sua transformação ou simplesmente ao serviço, como
excedente (na terminologia da lei), se o antigo cargo estiver provido,
quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os
motivos da aposentadoria - art. 25 e 26 da Lei 8.112/90

d) aproveitamento ÷ é o retorno obrigatório à atividade do servidor em
disponibilidade, em cargo de atribuições e remuneração
compatíveis com o anteriormente ocupado - art. 30 da mesma
lei.

d) readmiss?o ÷ a reintegração decorrente de ato administrativo ÷ o retorno do
funcionário ao serviço público quando anulada administrativamente
sua desinvestidura.

- (esinvestidura de cargo ou emprego
a) demissão ÷ é a punição por falta grave,
b) exoneração ÷ pode ser:
Ì) a pedido do interessado
ÌÌ) de ofício nos cargos em comissão
ÌÌÌ) motivada (ex. durante o estágio probatório, insuficiência de desempenho)
c) dispensa ÷ ocorre em relação ao admitido pelo regime da CLT quando não há
justa causa.


- ;ac]ncia = abertura de um cargo antes preenchido.
5 ;$"3+eses0
a) exoneração,
b) demissão,
c) promoção,
c) transferência,
d) aposentadoria e falecimento.



5 Altera>@es da +menda 1'
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1) Princípios: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eBiciência5
5 Co# a e+i$i1n$ia o 'ue se !ro$ura & a e/$el1n$ia do ser%idor e do ser%iço !()li$o.
- Permite ao usuário fiscalizar diretamente o serviço público
- Para o servidor a eficiência ser apresenta sob as causas:
a) aZuisi>?o da estabilidade - prova e suficiência de conhecimentos
b) freqüência a cursos de escolas do governo
c) perda da estabilidade, por se revelar incapaz para o serviço público.
• Visa também a racionalização da máquina administrativa - O poder público não
poderá gastar com pessoa mais de 60% do que arrecada com impostos.

2) Princípio especíBico da acessibilidade ÷ art. 37, Ì - brasileiros (natos e
naturalizados) e estrangeiros, nos termos
da lei, com exceção dos cargos privativos
de brasileiros natos ÷ art. 12, § 3º
• o art. 37, Ì é norma de eficácia contida ÷ gera efeitos imediatos e admite lei
posterior que restrinja sua eficácia, portanto, enquanto não vier a lei o acesso para
estrangeiros será livre.
• a lei poderá ser: federal, estadual ou municipal

3* .o#/a de In2#esso -
a* onu#so ":')$o ( #e2#a 2e#a) ( "a#a0
5 a#2o , re"i#e estatut-rio >& o 'ue #el3or se ade'uai. #as não & o (ni$o*
5 e/"#e2o , re"i#e da C6J >não & id1nti$o ao da ini$iati%a !ri%ada*
5 A e/enda >H e%+$n2u$u o #e2$/e 4u#*d$o :n$oO

• $on$urso de%er- serD de !ro%as ou de !ro%as e t0tulos. de a$ordo $o# a nature4a e a
$o#!le/idade do $ar"o ou e#!re"oU >:C , 19*

)* a#2o e/ o/$ss!o , li%re no#eação. li%re e/oneração

$* on+#a+a&!o +e/"o#-#$a , art. 37. IX , s? & !oss0%el !ara +a4er +rente a u#a e/$e!$ional
situação de e#er"1n$ia. e/ , !essoal !ara $o#)ate 2 den"ue

4* P#a=o de 6a)$dade do onu#so 5 at& dois anos. ad#itida u#a !rorro"ação !or i"ual
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!er0odo.
• @ !re%isão de%e $onstar do edital.
• ;urante o !ra4o de %alidade. a @d#inistração não est- o)ri"ada a $ontratar. #as o a!ro%ado
te# o direito de não ser !reterido +rente a no%os $on$ursandos.


Es+a'$)$dade - "arantia o+ere$ida ao ser%idor 'ue l3e asse"ura a !er#an1n$ia no ser%iço
!()li$o atendidas 2s e/i"1n$ias esta)ele$idas !ela Constituição.

5 D$,e#en+e de 6$+a)$$edade R & a "arantia de !er#an1n$ia no $ar"o. & u# a$r&s$i#o 2 esta)ilidade
>e/. <8. <a"istratura. se ad'uire a!?s os dois anos de est-"io !ro)at?rio*

5 Requ$s$+os "a#a se adqu$#$# a es+a'$)$dade0
a* no#eação e# $ar-ter e+eti%o.
)* 'ue o indi%0duo ten3a ultra!assado o est-"io !ro)at?rio. 'ue & de 3 anos >e/$eto !ara <8 e
Wui4*
$* a!ro%ação e# !ro%a de $on3e$i#entos ou dese#!en3o.

5 al$an$e da esta)ilidade & do ser%iço e não do $ar"o

5 Pe#da da es+a'$)$dade 5 art. 41. M 1ºD
a* e# %irtude de sentença =udi$ial transitada e# =ul"ado.
)* #ediante !ro$esso ad#inistrati%o e# 'ue l3e se=a asse"urada 2 a#!la de+esa.
$* #ediante !ro$edi#ento de a%aliação !eri?di$a de dese#!en3o. na +or#a da lei
$o#!le#entar. asse"urada a a#!la de+esa.
d* !or e/$esso de 'uadros ,

• li#ite de des!esa & de 60 X do 'ue arre$ada# os :stados , art. 169 e 6C 82795 5
Med$das0
I* redução e# !elo #enos 20X das des!esas $o# $ar"os e# $o#issão e +unçAes de $on+iança.
II* e/oneração dos ser%idores não est-%eis.
• se estas #edidas adotadas não +ore# su+i$ientes !ara asse"urar o $u#!ri#ento da
deter#inação da lei $o#!le#entar. o ser%idor est-%el !oder- !erder o $ar"o. desde 'ue ato
nor#ati%o #oti%ado de $ada u# dos 8oderes es!e$i+i'ue a ati%idade +un$ional. o ?r"ão ou
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unidade ad#inistrati%a o)=eto da redução de !essoa 5 art. 169. M 4º Q
• +ar- =us a indeni4ação 5 M 5ºQ
• o $ar"o o)=eto da redução $onsidera5se e/tinto. sendo %edada 2 $riação do $ar"o. e#!re"o
ou +unção $o# atri)uiçAes i"uais ou asse#el3adas !elo !ra4o de 4 anos
• %ide art. 247 da CF


Acumula>?o V art. 37, XVÌ e XVÌÌÌ, CF - a regra geral proíbe a acumulação
remunerada de cargos, exceto:
a) quando houver compatibilidade de horários,
b) que acumulação não ultrapasse os subsídios recebidos pelos Ministros do STF,
c) que recaia em uma das seguintes hipóteses:
Ì) dois cargos de professor
ÌÌ) professor com outro técnico científico
ÌÌÌ) dois cargos de médico.
• há outras situações de legislação específica ÷ ex.: juiz e professor.
 )e Bor mandato eletivo: ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes
regras:
a) mandato eletivo fed. est. e distrital ÷ ficará afastado do cargo, emprego ou
função
b) prefeito ÷ afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela
remuneração
c) vereador ÷ havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens
de seu cargo, emprego ou função sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, não sendo compatível aplica-se
o artigo anterior
• o afastamento é computado com tempo serviço, com todos os efeitos, exceto
promoção por merecimento


Aposentadoria _+C 20Q':X ÷ é a garantia de inatividade remunerada reconhecida aos
servidores que já prestaram longos anos de serviço, ou
se tornaram incapacitados para suas funções
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a) acumula>?o: regra geral: não se admite a acumulação de vencimentos e proventos
exceção: médicos, professores, cargos eletivos e cargos em comissão é possível
acumular desde que o valor não ultrapasse o teto (art. 37, XÌ)

b) Art5 80 da C0

Ì) Ìnvalidez de caráter permanente que impeça o indivíduo de continuar exercendo suas
atividades
- proventos podem ser:
1) integrais ÷ se a invalidez decorre de acidente em serviço, moléstia profissional ou
doença grave, contagiosa ou incurável, ou
2) proporcionais ÷ proporcionais ao tempo de contribuição

ÌÌ) compulsória: fato gerador = atingimento do limite de idade = 70 anos
- proventos proporcionais ao tempo de contribuição

ÌÌÌ) voluntária ÷ requerida pelo servidor que cumprido tempo mínimo de dez anos de
efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a
aposentadoria

- a EC trocou o critério de tempo de serviço por tempo de contribuição

- se o servidor com mais de 10 anos de serviço e que não tenha tempo mínimo de 5 anos
em determinado cargo efetivo ou vitalício dar-se-á com base no cargo anterior, desde que
nele tenha aquele tempo mínimo; caso contrário, o cargo inicial servirá de cálculo para o
benefício.

- Nas seguintes condições:

1) proventos integrais
- 60 anos de idade e 35 anos de contribuição ÷ se homem e
- 55 anos de idade e 30 anos de contribuição ÷ se mulher

2) proventos proporcionais (ao tempo de contribuição)
- 65 anos de idade ÷ se homem
- 60 anos de idade ÷ se mulher
- não existe mais a antiga aposentadoria proporcional ÷ homem 30 e mulher 25.


- Aposentadoria especial
Características:
a) aposentadoria voluntária
b) com proventos integrais
c) professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de
Magistério
d) só magistério infantil, ensino fundamental e médio (excluídos desta aposentadoria os
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professores universitários)
e) limites de idade - 55 anos de idade ÷ se homem e
- 50 anos de idade ÷ se mulher


- Aplicabilidade das mudan>as:
a) as regras valerão para aqueles que ingressarem na estrutura da Administração Pública
após a promulgação da Emenda

b) grupo de servidores que já estavam no mercado de trabalho e que já preencheram os
requisitos anteriores para se aposentar ÷ até a data da promulgação da emenda ÷ aplica-
se à regra do direito adquirido (emenda é fruto de poder derivado, sofre limitações)

c) grupo de servidores que estão no mercado de trabalho, mas que preenchem os
requisitos para aposentadoria ÷ não podem invocar o direito adquirido - regras de
transição previstas no art. 9º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias


- Proventos : e as pensões não poderão exceder à remuneração do respectivo servidor
no cargo efetivo ÷ art. 40, § 2º
- serão calculados com base nos proventos da remuneração do servidor no cargo efetivo
em que se der a aposentadoria - § 3º
Revisão dos proventos: os valores das aposentadorias e pensões, obedecido o limite
do art. 37, XÌ, serão revistos na mesma proporção e na mesma data em que se modificar
a remuneração dos servidores em atividade, sendo estendidos aos aposentados e
pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade. - § 8º

- -evers?o e cassa>?o da aposentadoria :
a) reversão ÷ é o retorno do inativo ao serviço, em face de cessação dos motivos que
autorizam a aposentadoria por invalidez.
b) cassação é penalidade assemelhada à demissão, por acarretar a exclusão do infrator
do quadro dos inativos e, conseqüentemente, a cessação dos pagamentos de seus
proventos.

- Pens?o por morte ÷ o benefício será igual ao valor dos proventos do servidor falecido
ou ao valor dos proventos a que teria direito servidor em atividade na data do seu
falecimento ÷ art. 40, § 7º


)istema remuneratWrio da Administra>?o direta e indireta para os servidores da
ativa

- Características Cerais:
1) sujeito ao princípio da reserva legal específica
2) assegurada à revisão geral anual dos subsídios e vencimentos, sempre na mesma data
e sem distinção índices, assegurou a irredutibilidade real e não apenas nominal do
subsídio e dos vencimentos.
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3) a EC 19 criou o teto geral e obrigatório no âmbito da Administração direta autárquica e
fundacional, estipulando que os subsídios, os vencimentos, os salários e os proventos,
pensões e outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as
vantagens pessoas ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio
mensal, em espécie, dos Min. Do STF ÷ art. 37, XÌ
4) o teto geral será fixado por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República, da
CD, do SF e do STF que, por curiosidade, mas por evidente cautela está sujeita à sanção
do chefe do Executivo ÷ art. 48.
5) os vencimentos também ficam sujeitos a um teto entre os vencimentos dos cargos
pertencentes aos Poderes, que corresponde àqueles pagos pelo Executivo ÷ art, 37, XÌÌ.
6) os salários dos empregados públicos das empresas públicas e das sociedades de
economia mista , e suas subsidiárias, só estarão submetidas ao teto geral se as pessoas
jurídicas receberem recursos do poder público.
7) os direitos assegurados no art. 39, § 3º - 13º salário, 1/3 de férias não estão incluídos
no teto geral


- Compreende as seCuintes modalidades:

a) )/B)3(I, é uma modalidade de remuneração, fixada em parcela única, paga
obrigatoriamente aos detentores de mandato eletivo (Senador,
Deputado Federal, Estadual, Vereador, Presidente, Vice-Presidente,
Governador , Vice-Governador, Prefeito e Vice-Prefeito) e aos demais
agentes políticos (Ministros de Estado, Secretários Estaduais e
Municipais, os membros da Magistratura e o MP e Ministros e
Conselheiros dos Tribunais de Contas). (arts 39, § 4º, 49, VÌÌ e VÌÌÌ, e
73, § º, c/c os arts. 75, 95, ÌÌÌ e 128, § 5º, Ì, e)
- aCente político (membro de poder, detentor de mandato eletivo, ministros de Estado,
Secretários Estaduais e Municipais) ÷ tem como única modalidade de remuneração
cabível, enquanto que os demais agentes públicos poderão ter remuneração.

b) -+M/!+-A6E, V

Ì) vencimentos - (no plural) ÷ é espécie de remuneração e corresponde à soma dos
vencimentos e das vantagens pecuniárias, constituindo a retribuição pecuniária devida ao
servidor pelo exercício do cargo público.
- vencimento (no singular) ÷ corresponde ao padrão do cargo público fixado em lei (salário
base)
- vencimentos - salário padrão do cargo acrescido dos demais componentes do sistema
remuneratório do servidor público da Administração direta, autárquica e fundacional.

ÌÌ) salário - pago aos empregados públicos da Administração direta e indireta regidos pela CLT, titulares de
empregos públicos e não de cargos públicos.
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Lei nº 7502 de 20 de dezembro de 1990 de Belem
DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE BELÉM.

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei institui o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Belém. Art. 2º - As disposições desta Lei constituem o regime jurídico único aplicável aos funcionários de qualquer categoria do Município de Belém, suas autarquias e fundações. Art. 3º - Para efeito desta Lei, funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público. Parágrafo Único - Equipara-se também a funcionário o pessoal contratado por tempo determinado para exercer função decorrente de necessidade temporária de excepcional interesse público, sujeitando-se ao regime estatutário previsto nesta Lei. Art. 4º - Cargo público, como unidade básica da estrutura organizacional, é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um funcionário, mediante retribuição padronizada e paga pelos cofres públicos. § 1º - Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por Lei, com denominação própria e em número certo, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. § 2º - As funções temporárias são criadas por ato administrativo de gestão, nas situações especificas dos casos previstos em lei, e terão existência por tempo determinado,extinguindo-se automaticamente ao termo do prazo estabelecido ou com a cessação do estado de necessidade de que resultarem. Art. 5º - Os cargos de provimento efetivo da administração pública municipal direta, das autarquias e fundações públicas serão organizados e providos em carreiras. Art. 6º - Quadro é o conjunto de cargos efetivos e em comissão e de funções gratificadas, integrantes das estruturas dos órgãos do Município, das autarquias e das fundações públicas municipais. Art. 7º - O sistema de carreira dos funcionários municipais deverá observar as diretrizes estabelecida nesta Lei. Art. 8º - E proibida a prestação de serviços gratuitos, ressalvada a participação em órgãos de deliberação coletiva para os quais lei exija gratuidade.

TÍTULO II DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

Capítulo I DO PROVIMENTO

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Seção I Das Disposições Gerais Art. 9º - São requisitos básicos para o ingresso no serviço público do Município de Belém: I - a nacionalidade brasileira ou equiparada; II - o gozo dos direitos políticos; III.- a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - a idade mínima de dezoito anos; e VI - ser julgado apto em inspeção de saúde por serviço médico competente. Parágrafo Único - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras, para as quais serão reservadas até vinte por cento das vagas oferecidas no concurso. Art. 10 - O provimento dos cargos públicos municipais far-se-á por ato administrativo de gestão. Art. 11 - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. Parágrafo Único - A investidura em função temporária ocorrerá nos termos e condições da respectiva contratação. Art. 12 - São formas de provimento em cargo público: I - nomeação; II - ascensão; III - transferência; IV - readaptação; V - reversão; VI - aproveitamento; VII - reintegração; e VIII - recondução Seção II Da Nomeação Art. 13 - A nomeação far-se-á: I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento efetivo; ou II - em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração. Art. 14 - A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua validade. Parágrafo Único - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do funcionário na carreira, mediante progressão e ascensão funcional, serão estabelecidos em lei específica. Art. 15 - O concurso será de provas ou de provas e títulos, conforme dispuser o regulamento. § 1º - Será de provas ocupacionais o concurso público de provimento dos cargos para cujo desempenho a lei não exija qualquer nível de escolaridade. § 2º - Qualquer que seja o tempo de serviço, o funcionário que tiver ingressado no serviço público mediante concurso de provas ocupacionais terá ascensão funcional através de processo seletivo interno. Art. 16 - O concurso público terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. Parágrafo Único - O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial do Município.

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fora do Município. § 1º .No ato da posse o funcionário apresentará. ou a sua interrupção por mais de trinta dias. § 3º .Na condenação criminal transitada em julgado. § 2º .Na transferência. § 4º . o prazo será contado do término do impedimento. § 4º . § 2º .O exercício do mandato eletivo federal. nos demais casos. se esta não for determinante da demissão. durante o qual sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para desempenho do cargo. poderá ser colocado à disposição de qualquer órgão da administração direta ou indireta da União. a requerimento do interessado.Em se tratando de funcionário em licença ou em qualquer outro afastamento legal.O afastamento para estudo ou cumprimento de missão especial poderá ser autorizado até o limite de quatro anos e.Se a posse não se concretizar dentro do prazo. § 7º .O funcionário não poderá ausentar-se do Estado sem autorização superior. § 5º . com direito a dois terços do vencimento ou remuneração. no caso de nomeação. Distrito Federal e outros Municípios. emprego ou função. é tipificada como abandono de cargo.IPAMB Art.É de trinta dias o prazo para o servidor entrar em exercício. o ato de provimento será tornado sem efeito.A posse poderá se realizar mediante procuração. obrigatoriamente. a requerimento do interessado.Ao funcionário beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao da ausência. § 3º .Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.da data da publicação oficial do ato. § 5º . deveres. 20 . com o compromisso de bem servir. salvo se já fornecidas anteriormente.A não entrada em exercício.O prazo inicial para a posse deverá ser prorrogado em até cento e vinte dias. desde que observada a reciprocidade. § 1º . § 4º . nos casos de estudos ou missão especial com ou sem vencimentos. além de outros documentos comprobatórios da satisfação das condições exigidas para investidura no cargo. e II .Posse é a aceitação expressa das atribuições. o prazo para o exercício do servidor em férias ou em licença será contado a partir do termo final desses eventos. por igual período. somente decorrido igual período será permitida nova ausência.A ausência do País dependerá de autorização do Prefeito.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 19 . § 1º . Art. formalizada com a assinatura do termo pela autoridade competente e pelo empossado. observados os seguintes requisitos: 4 www. declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração sobre o exercício de outro cargo. o funcionário nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de até dois anos. Estados.apostile. Art. mediante a sua concordância. com ou sem ônus para o Município de Belém.com. ressalvada a hipótese do ressarcimento das despesas havidas com o seu afastamento. para os funcionários vinculados ao Poder Executivo. finda a missão ou estudo. estadual ou distrital determina o afastamento do cargo. direitos e responsabilidades inerentes ao cargo público.O servidor efetivo. Art.O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do interesse do serviço público. por trinta dias. § 6º . § 3º . 17 .Os prazos deverão ser prorrogados. deverá seqüentemente prestar serviço.da data da posse.br . emprego ou função pública. 18 .Só haverá posse nos casos de provimento de cargo público por nomeação e ascensão funcional § 6º . continuará ele afastado até o cumprimento total da pena.Ao entrar em exercício. com prejuízo do vencimento ou remuneração. ao Município. e de autorização da Comissão Executiva da Câmara Municipal. com ônus para os cofres municipais. contados: I . para os funcionários vinculados ao Poder Legislativo. § 2º .

Art.idoneidade moral. Parágrafo Único . 25 . Seção III Do Desenvolvimento na Carreira Art. se tiver cessado o estado de necessidade que determinou sua contratação. 24 . § 1º . Art.O servidor que não estiver no exercício do cargo.Através de ato.br .progressão funcional.sem comunicação prévia. que contado no novo posicionamento na carreira. a partir da data da publicação do ato que ascender o funcionário. ouvido o corpo funcional do setor.Ascensão funcional far-se-á pela elevação do funcionário de cargo da categoria funcional a que pertencer para cargo da referência inicial de categoria mais elevada. 27 .disciplina. ressalvadas as hipóteses consideradas como de efetivo exercício. o chefe direto do funcionário.IPAMB I .O funcionário estável somente poderá ser demitido em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 22 . Art. Parágrafo Único .Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem a interposição de recurso.A ascensão funcional dependerá de aprovação em concurso seletivo interno de provas ou de provas e títulos. 23 . não concorrerá à ascensão funcional. quando habilitado em concurso público. o mesmo será exonerado. no prazo de oito dias contados da ciência do funcionário. Seção IV 5 www. § 3º . 28 . durante o período do estágio. 26 . deverá manifestar-se sobre o atendimento.O funcionário adquirirá estabilidade após dois anos de efetivo exercício.produtividade. Art.O funcionário não poderá ser promovido.assiduidade.O desenvolvimento na carreira dar-se-á por: I . transferido. Art. redistribuído. e II . sem prejuízo dos vencimentos. III .Da avaliação desfavorável cabe recurso com efeito suspensivo. pelo mesmo. § 4º .apostile. reclassificado ou posto à disposição de outros órgãos ou entidades. II .Até o fim do período de dezoito meses. Art. II . Art. § 2º .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 21 . se houver justa causa por falta apurada em sindicância sumária.mediante comunicação de três dias. não sendo o funcionário considerado habilitado no estágio. dos requisitos fixados pelo estágio. X e XI do artigo 93. e IV .O pessoal admitido para funções temporárias poderá ser dispensado antes do prazo estabelecido: I . o Poder Executivo e o Poder Legislativo darão a conhecer o numero de vagas destinadas à ascensão funcional.com.Progressão funcional far-se-á pela elevação automática do funcionário à referência imediatamente superior na escala de vencimento do cargo.A ascensão não interrompe o tempo de serviço. e nem obter as licenças constantes nos incisos VI.ascensão funcional. removido.

a parcela será paga como diferença pessoal permanente.Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. Seção VI Da Reversão Art. 37 .Reversão é o retorno ao serviço ativo de funcionário aposentado por invalidez.de ofício. o funcionário será aposentado. Art. 34 . § 3º . 29 . 31 . terá o funcionário direito à diferença.A transferência dar-se-á: I .apostile. Art. no interesse da administração. § 4º . § 1º . no âmbito do Município.Havendo interessados em maior número que o de vagas. § 2º . 32 . Seção V Da Readaptação Art.Será admitida a transferência de funcionário ocupante de cargo de quadro em extinção para igual situação em quadro de outro órgão ou entidade.Se o aproveitamento se der em cargo de padrão inferior ao provento da disponibilidade.br . atendida a conveniência do serviço. Art.Não poderá reverter o aposentado que alcançar o limite da idade para aposentadoria compulsória.Aproveitamento é o reingresso à atividade de funcionário em disponibilidade.O funcionário readaptado perde definitivamente sua vinculação com o cargo anteriormente exercido. a seleção será feita através do critério antigüidade.IPAMB Da Transferência Art.Se a readaptação for deferida em cargo cuja remuneração seja menor que a remuneração antes percebida pelo readaptando. verificada em inspeção médica. pertencente a quadro de pessoal diverso. quando comprovadamente forem declaradas insubsistentes as razões determinantes da aposentadoria. § 2º .Em qualquer hipótese. Art.com. 30 . 35 .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . e II . ouvido o servidor.Readaptação é a forma de provimento do funcionário em cargo de atribuição e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental.Transferência é a passagem do funcionário estável de cargo efetivo para outro de igual denominação e vencimento.O aproveitamento será obrigatório quando restabelecido o cargo de cuja extinção decorreu a disponibilidade. § 1º . 33 . Parágrafo Único .A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.Se não houver possibilidade de readaptação. em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.a pedido. Seção VII Do Aproveitamento Art. Art. o funcionário estável ficará em 6 www. a readaptação não poderá ser deferida se acarretar aumento da remuneração do readaptando. 36 .

apostile. 40 .Verificada a incapacidade definitiva. Parágrafo Único .readaptação. Seção IX Da Recondução Art.br . ainda. Art. ou. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. observado o disposto no artigo 36.falecimento. com ressarcimento de todas as vantagens. CAPITULO II DA VACÂNCIA Art. IV . 41 .A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado e.Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o funcionário não entrar em exercício no prazo legal.transferência. § 1º .Se julgado apto.Recondução é o retorno do funcionário estável ao cargo anteriormente ocupado. Parágrafo Único . 43 .aposentadoria. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo.Reintegração é a reinvestidura do funcionário estável no cargo anteriormente ocupado. II .Encontrando-se provido o cargo de origem. o funcionário em disponibilidade será aposentado no cargo que anteriormente ocupava. por junta médica pericial do Município. Art. e VII . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. contados da publicação do ato de aproveitamento. se este houver sido transformado. no cargo resultante.demissão. Art. salvo por doença comprovada por junta médica pericial do Município. 42 .A exoneração de ofício ocorrerá: 7 www.Encontrando-se provido o cargo. 39 . Seção VIII Da Reintegração Art. VI .A vacância do cargo ocorrerá de: I . 44 .com. § 2º .A exoneração dar-se-á a pedido do funcionário ou de ofício.O aproveitamento dependerá de prévia comprovação da capacidade física e mental do funcionário. posto em disponibilidade remunerada. III . Art.ascensão. Parágrafo Único . o funcionário assumirá o exercício do cargo no prazo de trinta dias. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. 38 .exoneração.IPAMB disponibilidade. V . o funcionario sera aproveitado em outro.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .

§ 2º .Redistribuição é a movimentação do funcionário.IPAMB I .quando o funcionário não assumir o exercício do cargo no prazo legal. na forma que dispuser a lei ou norma regulamentar. ou por destituição. 50 . § 2º .quando se tratar de cargo em comissão. 47 .Nos casos de extincao de orgao ou entidade.Nas hipóteses consideradas necessárias. observando sempre o interesse da administração § 1º . deste artigo. para quadro de pessoal de outro órgão ou entidade cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos. CAPÍTULO III DA REDISTRIBUIÇÃO Art. TÍTULO III DOS DIREITOS.com. em caso de omissão. extinção ou criação de órgão ou entidade.O substituto indicado assumirá automaticamente o exercício do cargo nos afastamentos e impedimentos do titular.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. 45 . III . 49 . VANTAGENS E OBRIGAÇÕES Capítulo I DA JORNADA DE TRABALHO Art. serao colocados em disponibilidade ate o seu aproveitamento. CAPITULO IV DA SUBSTITUIÇÃO Art.A jornada de trabalho será cumprida no expediente que a administração municipal estabelecer para o funcionamento das repartições. inclusive nos casos de reorganização.A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . os ocupantes de cargo em comissão terão substitutos indicados no regimento interno ou em ato regulamentar e. pagas na proporção dos dias de efetiva substituição.O substituto fará jus à diferença da remuneração do cargo ou à gratificação de função respectiva. 48 . II . 8 www. 46 . serão previamente designados. § 1º .br . no caso de impedimento legal ou afastamento do titular de cargo em comissão ou função gratificada. quando se tornar indispensável tal providencia em face das necessidades de serviço. na forma. os funcionarios que nao puderem ser redistribuidos.Haverá substituição. IV .A jornada de trabalho não poderá ser superior a 40 nem inferior a 20 horas semanais.quando da investidura do funcionário em outro cargo de provimento efetivo.A redistribuição ocorrerá para o ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços. Citado por 1 Art.apostile. com o respectivo cargo. a pedido ou de ofício. Art. na forma do artigo 36. Art.

poderá ser estabelecido horário para a prestação do trabalho.metade da remuneração. e II .Vencimento é a retribuição pecuniária pelo desempenho efetivo do trabalho no exercício de cargo público e corresponde ao valor fixado em lei.Salvo por imposição legal ou mandato judicial. § 2º . em razão de causa relevante.O vencimento.O funcionário perderá: I . § 2º .apostile. 57 .A retribuição do pessoal admitido para funções temporárias será fixada no ato que determinar a admissão.a remuneração dos dias que faltar ao serviço. 56 . o funcionário deixará de perceber o vencimento de seu cargo efetivo. ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. a critério da administração.Em casos especiais.As reposições e indenizações ao Município serão descontadas em parcelas mensais e não excedentes à décima parte da remuneração ou provento. nacionalmente unificado. § 3º .As faltas ao serviço. 52 . Art. 53 . Art. na forma prevista no § 2º do artigo 197. 60 .O funcionário em débito com a Fazenda Municipal que for demitido. 59 . não podendo ser superior ao vencimento dos cargos análogos. § 1º . Parágrafo Único . mediante retribuição pecuniária suplementar. 58 . Art.A não quitação do débito no prazo previsto neste artigo implicará em sua inscrição na dívida ativa do Município. inciso XV. não excedendo a uma por mês. Art. Art. exonerado.com.IPAMB § 1º . no caso de suspensão convertida em multa. poderão ser abonadas pelo titular do órgão. na forma estabelecida em regulamento.Mediante autorização do funcionário.As indenizações. até o máximo de oito dias por ano. 51 . terá o prazo de sessenta dias para quitá-lo.Proventos são os rendimentos atribuídos ao funcionário em razão da aposentadoria ou disponibilidade. 9 www.Não haverá vencimento nem retribuição inferior ao salário mínimo fixado em lei. salvo nas hipóteses previstas no artigo 123. Parágrafo Único . domingos e feriados será estabelecida escala de revezamento. atendida a natureza do serviço.Quando investido em cargo em comissão.A duração do trabalho poderá ser prorrogada a critério da administração.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 55 . nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. Art. da Constituição Federal e no artigo 18. CAPÍTULO II DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO Art. auxílios e demais vantagens ou gratificações de caráter eventual não integram a remuneração. Art. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto.Nos serviços que exijam trabalho aos sábados. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros.Remuneração é o vencimento acrescido das gratificações e demais vantagens de caráter permanente atribuídas ao funcionário pelo exercício de cargo público Parágrafo Único .br . Parágrafo Único . quando requeridas no dia útil subseqüente. seqüestro ou penhora exceto nos casos de prestação de alimentos de homologação ou decisão judicial. 54 . Art.O vencimento é irredutível e a remuneração obedecerá ao limite e princípios previstos no artigo 37. Art. inciso XXII da Lei Orgânica do Município de Belém.

na forma prevista em regulamento.com.por atividades especiais: a) de função. 63 . e III .gratificação de permanência. b) de localização especial de trabalho.Além do vencimento.IPAMB CAPÍTULO III DAS VANTAGENS DE ORDEM PECUNIÁRIA Seção I Das Disposições Gerais Art.indenizações.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . quando convocado para prestação de serviços em regime especial de trabalho. e e) de fiscalização ou coordenação de processos seletivos. e VI . as seguintes vantagens: Citado por 1 I . III . IV . 64 . 62 .A gratificação devida ao funcionário convocado a prestar serviço em regime de tempo integral ou de dedicação exclusiva obedecerá às seguintes bases percentuais: 10 www. comissionado ou em função gratificada. II .apostile. 61 .br .adicionais.gratificação natalina. e b) em dedicação exclusiva. c) pelo exercício de atividades em condições insalubres ou perigosas. Seção II Das Gratificações Art.por produtividade. na forma prevista em regulamento.por regime especial de trabalho: a) em tempo integral.Aos funcionários poderão ser concedidas as seguintes gratificações: I . II . d) de elaboração de trabalho técnico especializado.por serviço extraordinário. na forma que dispuser o regulamento. Subseção I Da Gratificação por Regime Especial de Trabalho Art. Art.gratificações. V .A gratificação de tempo integral ou de dedicação exclusiva será devida ao funcionário ocupante de cargo efetivo. poderão ser atribuídas ao funcionário. na forma prevista em regulamento.

O direito à gratificação de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. § 1º . critérios. em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida. será concedida uma gratificação sobre o vencimento do cargo efetivo. não sendo permitida a acumulação. Art. além da jornada normal de trabalho diária. observando os limites legais. Subseção III Da Gratificação por Produtividade Art. com carga horária mínima de duas horas. 71 .O funcionário que fizer jus às gratificações de insalubridade e de periculosidade deverá optar por uma delas. 68 .É vedado à funcionária gestante ou lactante o trabalho em atividades ou operações consideradas insalubres ou perigosas. Citado por 3 11 www. 69 . prazos ou formas de pagamento serão definidas em regulamento. § 1º . e II .A gratificação por produtividade será concedida ao funcionário que. Parágrafo Único .A concessão da gratificação por regime especial de trabalho dependerá de prévia e expressa autorização do Prefeito ou da Comissão Executiva da Câmara Municipal. na forma da lei.As condições para aferição. Art. 66 . 65 . Art.apostile.A gratificação de função será fixada em lei e atribuída às atividades que indicar.com. com habitualidade.VETADO. e em especial das atividades de arrecadação e fiscalização de tributos e outras rendas. contribuir para o aprimoramento e incremento do serviço público.Os locais de trabalho e os funcionários que operem com raio X ou substâncias radioativas devem ser mantidos sob controle permanente. Subseção IV Da Gratificação por Serviço Extraordinário Art. § 2º . sendo vedada a percepção cumulativa.IPAMB I .dedicação exclusiva: cem por cento do vencimento-base do cargo.Ao funcionário que exercer atividades. § 2º .br . Subseção II Da Gratificação por Atividades Especiais Art.tempo integral: cinqüenta por cento do vencimento-base do cargo. 70 . Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação específica. 67 . Parágrafo Único .Os funcionários a que refere o parágrafo anterior devem ser submetidos a exames médicos periódicos.A gratificação de insalubridade por trabalho com raio X ou substâncias radioativas corresponde a quarenta por cento sobre o vencimento básico do funcionário. no desempenho de suas atribuições.O serviço extraordinário será remunerado com o acréscimo de cinqüenta por cento em relação à hora normal de trabalho.

75 .A gratificação natalina corresponderá a um doze avos da remuneração devida em dezembro.A concessão da gratificação por serviço extraordinário dependerá. IV . 77 . 78 . o valor da hora será acrescido de mais vinte por cento. conforme se dispuser em regulamento. de ato expresso dos titulares dos órgãos municipais. previamente definida pelo Chefe do Poder Executivo.A fração igual ou superior a quinze dias será considerada como mês integral. Parágrafo Único . no qual serão obrigatoriamente fixados o período e o serviço a ser prestado. 80.adicional de escolaridade.Os adicionais serão calculados sobre a remuneração do cargo.A gratificação natalina não poderá ser considerada como calculo de qualquer vantagem pecuniária. II . Art. o limite para o desempenho de serviço extraordinário poderá ser elevado para o máximo de quatro horas nos dias úteis e de oito horas em dias de descanso obrigatório.Em se tratando de serviço noturno. § 1º . 79 .O recebimento da gratificação de tempo integral ou dedicação exclusiva excluirá a percepção cumulativa da gratificação por serviço extraordinário.O funcionário exonerado perceberá uma gratificação natalina proporcionalmente aos meses de efetivo exercício. nas seguintes proporções: 12 www. Subseção V Da Gratificação Natalina Art.adicional de férias. Art. 72 . Art. até o máximo de doze. Seção III Dos Adicionais Art. por mês de exercício no respectivo ano civil. III . calculada sobre a remuneração do mês de exoneração.com. 74 .adicional por tempo de serviço. em cada caso.Em situação de emergência.IPAMB Parágrafo Único .adicional de cargo em comissão.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .adicional de turno.apostile. Subseção I Do Adicional por Tempo de Serviço Art. Art.br . Parágrafo Único . Art. respeitado o limite máximo de horas diárias. O adicional por tempo de serviço será devido por triênio de efetivo exercício. Parágrafo Único .Ao funcionário serão concedidos os adicionais: I . 73 .A gratificação natalina será paga até o dia vinte de dezembro de cada ano. 76 . e V .O exercício de cargo em comissão e de função gratificada impede o recebimento da gratificação por serviço extraordinário.Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. Art.

XII .O funcionário fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o triênio. um adicional de um terço da remuneração correspondente ao período de férias.aos vinte e quatro anos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . ao titular de cargo para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente conclusão do primeiro grau do ensino oficial. 5% . Subseção IV 13 www. Parágrafo Único . as respectivas vantagens devem ser consideradas no calculo do adicional de que trata este artigo. IX . 5% . 81 . 83 .aos seis anos. 5% . X .aos três anos. XI .35%.aos doze anos.45%.No caso do funcionário ocupar cargo em comissão ou estar no exercício de função gratificada.50%. 82 . 5%. II . 5% .55%. 5% .aos vinte e sete anos. 5% .IPAMB I . ao titular de cargo para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente à conclusão do segundo grau do ensino oficial. 5% .60%.na quantia correspondente a vinte por cento.10%.30%. IV .aos quinze anos.25%. Subseção III Do Adicional de Escolaridade Art. VI .apostile.A gratificação pela docência em atividade de treinamento será atribuída ao servidor no regime hora-aula.na quantia correspondente a sessenta por cento. 5% .aos nove anos.aos vinte e um anos. 5% . desde que esta atividade não seja inerente ao exercício do cargo. V . III .Independentemente de solicitação.na quantia correspondente a cem por cento. VII . Citado por 1 Parágrafo Único .após trinta e quatro anos. Art.br . calculado sobre o vencimento-base.com.aos trinta e três anos. por ocasião das férias. SubSeção II Do Adicional de Férias Art. será pago ao funcionário.15%. III .20%. 5% . VIII .aos dezoito anos. II . independente de solicitação.aos trinta anos. desde que fora do horário de expediente normal. 5% .40%. será devido nas seguintes proporções: Citado por 2 I .O adicional de escolaridade. ao titular do cargo para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente à conclusão do grau universitário.

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Do Adicional de Turno Art. 84 - O adicional de turno é a vantagem pessoal e eventual devida ao funcionário durante o tempo em que for submetido a: I - jornada de trabalho que deva ser desempenhada entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, correspondendo a quarenta por cento do vencimento-base; II - trabalho aos sábados, domingos e feriados, em escala de revezamento, correspondente a vinte por cento do vencimento-base. Art. 85 - O adicional de turno, apesar de eventual, é devido nas férias e nas licenças remuneradas, se o funcionário houver desempenhado trabalho nas condições do artigo anterior, durante os últimos doze por cento meses. § 1º - Somente após três anos de percepção do adicional de turno a vantagem será incluída nos proventos da aposentadoria ou disponibilidade. § 2º - Se a aposentadoria resultar de acidente em serviço, o adicional de turno será incluído nos proventos, qualquer que seja o tempo de sua percepção. § 3º - VETADO.

Subseção IV Do Adicional de Cargo em Comissão Art. 86 - O funcionário efetivo nomeado para cargo em comissão, cessado esse exercício, fará jus a perceber, como vantagem pessoal, o adicional de que trata o inciso V, do art. 79, desta Lei, que corresponderá à quinta parte da diferença entre o vencimento do cargo efetivo e o vencimento do cargo em comissão, por ano de efetivo exercício, até o máximo de cinco quintos. Parágrafo Único - Quando mais de um cargo em comissão for exercido sem interrupção, no período anual aquisitivo, o adicional será calculado em relação ao vencimento do cargo mais elevado. Art. 87 - O adicional de que trata o artigo anterior aplica-se também ao exercente de função gratificada, tomando-se como base de cálculo a quinta parte do valor da respectiva gratificação, até o máximo de cinco quintos. Art. 88 - O funcionário que tiver adquirido direito ao máximo de cinco quintos fará jus à atualização progressiva de cada parcela do adicional, mediante a substituição de cada quinta parte mais antiga pela nova quinta parte, calculada em relação ao último vencimento ou gratificação, se aquele ou esta for superior. Art. 89 - A pena de destituição do cargo em comissão ou da função gratificada implicará, automaticamente, na perda da vantagem pessoal respectiva.

Seção IV Das Indenizações Art. 90 - O funcionário que, em missão oficial ou de estudo, se afastar da sede, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do território nacional ou do exterior, fará jus a passagens e diárias, para cobrir as despesas de pousada e alimentação. Parágrafo Único - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. Art. 91 - O funcionário que receber indevidamente diárias será obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de cinco dias, ficando ainda, se for o caso, sujeito a punição disciplinar.

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Art. 92 - No arbitramento das diárias será considerado o local para o qual foi deslocado o funcionário.

Capítulo IV DAS LICENÇAS

Seção I Das Disposições Gerais Art. 93 - Conceder-se-á ao funcionário licença: I - para tratamento de saúde; II - por motivo de acidente em serviço; III - por motivo de doença em pessoa da família; IV - à gestante; V - paternidade; VI - por motivo de afastamento do cônjuge; VII - para prestação de serviço militar; VIII - para atividade política; IX - para atividade sindical; X - a título de prêmio por assiduidade e comportamento; XI - para tratar de interesse particular. § 1º - As licenças previstas nos incisos I a IV serão precedidas de inspeção médica realizada pelo órgão competente do Município. § 2º - O funcionário não poderá permanecer em licença por período superior a vinte e quatro meses, salvo nos casos dos incisos VI, VII, VIII e IX. § 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período das licenças previstas nos incisos I a IV deste artigo. § 4º - A licença concedida dentro de sessenta dias do término da anterior, da mesma espécie, será considerada como prorrogação. Art. 94 - O pessoal contratado para função temporária terá direito as licenças previstas nos incisos I, II, III, IV e V do artigo 93. § 1º - Na data do termo final do tempo previsto para admissão termina a vinculação do pessoal temporário com a administração municipal, cessando as licenças concedidas. § 2º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica à licença por motivo de acidente em serviço, que somente cessará com o restabelecimento da capacidade física ou com a aposentadoria do licenciado. § 3º - Se do acidente resultar invalidez permanente, a licença será transformada em aposentadoria. § 4º - Os demais motivos de licença, previstos no artigo 93, constituem justa causa para cessação do desempenho de funções temporárias.

Seção II

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Da Licença para Tratamento de Saúde Art. 95 - A licença para tratamento de saúde poderá ser concedida a pedido ou de ofício, com base em inspeção médica realizada pelo órgão competente do Município, sem prejuízo da remuneração. Parágrafo Único - Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do funcionário ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. Art. 96 - A licença superior a sessenta dias só poderá ser concedida mediante inspeção realizada por junta médica oficial. § 1º - Em casos excepcionais, a prova da doença poderá ser feita por atestado médico particular se, a juízo da administração, for conveniente ou impossível a ida da junta médica à localidade de residência do funcionário. § 2º - Nos casos referidos no parágrafo anterior, o atestado só produzirá efeitos depois de homologado pelo serviço médico oficial do Município. § 3º - Verificando-se, a qualquer tempo, ter ocorrido má-fé na expedição do atestado ou do laudo, a administração promoverá a punição dos responsáveis. Art. 97 - Findo o prazo da licença, o funcionário será submetido à nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria. Art. 98 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço e doença profissional.

Seção III Da Licença por Acidente em Serviço Art. 99 - Será licenciado com remuneração integral o funcionário acidentado em serviço. Art. 100 - Para conceituação do acidente e da doença profissional, serão adotados os critérios da legislação social do trabalho. § 1º - Equipara-se ao acidente em serviço o dano decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício do cargo. § 2º - A prova do acidente será feita no prazo de dez dias, prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. Art. 101 - As normas desta Seção aplicam-se também ao pessoal contratado para funções temporárias.

Seção IV Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. 102 - Poderá ser concedida licença ao funcionário por motivo de doença do cônjuge, companheiro ou companheira, padrasto ou madrasta, ascendente, descedente, enteado e colateral consangüíneo ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação médica. § 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do funcionário for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo. § 2º - A comprovação das condições previstas neste artigo, como preliminar para a concessão da licença, far-se-á mediante inspeção de saúde procedida pelo órgão médico competente, que emitirá o correspondente laudo, para conseqüente apresentação ao órgão de lotação do funcionário. § 3º - A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento ou remuneração: I - integrais, até noventa dias; II - dois terços, quando excedente de noventa dias;

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Seção VI Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art.No caso de nascimento prematuro. por ocasião do nascimento do filho.Para amamentar o próprio filho até a idade de seis meses. Parágrafo Único . a uma hora de descanso. § 1º . a licença terá início a partir do parto. da Constituição Federal. Seção VII Da Licença para Prestação do Serviço Militar Art. durante a jornada de trabalho.apostile. salvo antecipação por prescrição médica. sem remuneração. quando superior a cento e vinte dias e não exceder a trezentos e sessenta e cinco dias.A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. decorridos trinta dias do evento. sem prejuízo da remuneração.um terço.sem vencimento.À funcionária que adotar criança de até doze meses de idade serão concedidos cento e vinte dias de licença remunerada. para ajustamento do adotado ao novo lar. funcionário público civil ou militar.Poderá ser concedida licença ao funcionário para acompanhar cônjuge. sem ônus para o Município. § 1º .Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo. quando exceder de trezentos e sessenta e cinco dias. 103 . Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . companheiro ou companheira.Concluído o serviço militar. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. XIX. para reassumir o exercício do cargo.No caso de adoção de criança com mais de um ano de idade. para o exterior ou para exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. a funcionária lactante terá direito. a funcionária terá direito a mais trinta dias de repouso remunerado.A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação. 107 . na forma e condições previstas na legislação específica. o funcionário terá até trinta dias.com. Adotante e Paternidade Art. 105 . Seção V Da Licença à Gestante. Art. IV .IPAMB III . o funcionário poderá ser colocado à disposição de outro órgão público. § 2º .Ao funcionário convocado para o serviço militar será concedida licença.Até que a lei venha disciplinar o disposto no artigo 7º. § 3º . o prazo de que trata este artigo será de trinta dias. serão concedidos cinco dias de licença paternidade para o cônjuge ou companheiro. 108 .Será concedida licença a funcionária gestante ou à mãe adotiva de criança de até um ano de idade por cento e vinte dias consecutivos. Parágrafo Único . 106 .No caso de natimorto. § 2º . para outro ponto do território nacional.br . 104 . 17 www. Art.

sofrer penalidade disciplinar ou criminal.É assegurado o direito à licença com remuneração ao funcionarão eleito para desempenho de mandato de diretoria em confederação.com. 109 .afastar-se do cargo em virtude de: a) licença para tratamento em pessoa da família que ultrapasse a trinta dias consecutivos ou não durante o triênio. Parágrafo Único . b) licença para tratar de interesses particulares.faltar ao serviço injustificadamente mais de seis dias durante o período aquisitivo. III .A requerimento do funcionário. companheiro ou companheira.Para efeito de aposentadoria adicional por tempo de serviço.IPAMB Seção VIII Da Licença para Atividade Política Art. 112 . Parágrafo Único . II . Art. Parágrafo Único .Não se concederá licença prêmio ao funcionário que.A critério da administração. Art. 113 . à licença de sessenta dias em cada período de três anos de exercício ininterrupto.Ao funcionário público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as disposições do artigo 38 da Constituição Federal vigente. a administração terá o prazo de sessenta dias para liberar o funcionário. poderá ser concedida ao funcionário estável licença para trato de 18 www.O funcionário terá direito.br .A partir do registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral e até o dia seguinte ao da eleição. Art. como prêmio de assiduidade e comportamento. Seção X Da Licença Prêmio Art. 111 . federação ou sindicato representativo da sua categoria profissional. 114 . 115 . no período aquisitivo: I . 110 . c) licença por motivo de afastamento do cônjuge.apostile.A licença terá duração igual a do mandato. Seção IX Da Licença para Atividade Sindical Art. será contado em dobro o tempo de licença prêmio que o funcionário não houver gozado. em que não haja sofrido qualquer penalidade disciplinar ou criminal. o funcionário candidato a cargo eletivo fará jus à licença com remuneração integral. salvo se a legislação eleitoral dispuser em contrário. Seção XI Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . observada a conveniência do serviço.Deferida a licença. a licença poderá ser gozada em períodos não inferiores a trinta dias. podendo ser prorrogada no caso de reeleição.

sem remuneração.Para efeito do disposto neste artigo. não podendo ser levada à conta de férias qualquer falta ao serviço. Art. observado sempre o interesse do serviço. a trinta dias consecutivos de férias.Sem qualquer prejuízo.Não serão interrompidas as ferias em gozo. Parágrafo Único .Após doze meses de exercício o funcionário fará jus. atendendo sempre que possível a conveniência dos funcionários. vinte dias consecutivos de férias por semestre de atividade profissional.IPAMB assuntos particulares. padrasto.Poderá ser concedido horário especial ao funcionário estudante de nível superior quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. por motivo de: a) casamento. Art. as férias poderão ser fracionadas em dois períodos de quinze dias corridos. anualmente.A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo. b) falecimento do cônjuge. Art. pais. Art. comoção interna. salvo por absoluta necessidade de serviço e pelo máximo de dois anos consecutivos. salvo por motivo de calamidade pública. S6 poderá ser concedida nova licença depois de decorridos dois anos do término da anterior.Depois de programada. a pedido do funcionário. Parágrafo Único .Não poderá ser negada licença quando o afastamento for comunicado com antecedência mínima de trinta dias. Parágrafo Único . II . filhos ou enteados e irmãos. Art. 119 . a escala só poderá ser modificada com a anuência do funcionário interessado e da chefia de serviço. companheiro ou companheira. no mês de novembro. madrasta.. 116. Art.Para os efeitos de aposentadoria e adicional de tempo de serviço. convocação para júri. 122 . mediante solicitação do funcionário e após deferimento pela autoridade competente. § 1º . 120 . 124 .As férias do pessoal integrante do grupo Magistério são de quarenta e cinco dias e coincidirão com os períodos das férias escolares. Art. 118 . serviço militar ou eleitoral ou por motivo relevante de superior interesse público. as escalas de férias para o ano seguinte. Capítulo VI DAS CONCESSÕES Art.com.O funcionário que opere direta e permanentemente com raio X e substâncias radioativas gozará.É proibida a acumulação de férias.Cabe ao órgão competente organizar. sem prejuízo do exercício do cargo.br . obrigatoriamente.até oito dias. obedecendo às restrições regulamentares.apostile.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Parágrafo Único .por um dia. § 2º . pelo prazo de até dois anos consecutivos. Capítulo V DAS FÉRIAS Art.Em casos excepcionais. 121 . 123 . para doação de sangue. poderá o funcionário ausentar-se do serviço: I . contar-se-á em dobro o período de férias não gozadas. será exigida a compensação de horários na 19 www. 117 . proibida em qualquer hipótese a acumulação.

br .Feita a conversão. Estados e Municípios inclusive suas autarquias. e f) licença para atividade sindical.Além das ausências ao serviço previstas no artigo 123. II . estadual ou municipal. até dois anos. 20 www. dos Município se do Distrito Federal.exercício de cargo em comissão ou equivalente a sua função em órgão ou entidade dos Poderes da União. Art.férias. computando-se pelo dobro o tempo de operação real de guerra. antes do ingresso do funcionário no serviço público municipal. estadual ou municipal: IV . e) paternidade. e VII . III . quando colocado regularmente à disposição. 129 . c) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional.com. não serão computados.o tempo de serviço ativo nas Forças Armadas e auxiliares. os dias restantes.desempenho do mandato eletivo federal. Parágrafo Único . estadual ou municipal. qualquer que tenha sido a forma de admissão ou de pagamento. dos Estados.tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal.licenças: a) à gestante.apostile. Art. V . III .o tempo de serviço público prestado em cargo ou função federal. fundações públicas e às empresas de economia mista. até cento e oitenta e dois.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .É contado.missão ou estudo no exterior.Considera-se como tempo de serviço prestado a órgãos dos Poderes da União. considerando o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. IV . para efeito de aposentadoria. 128 . para todos os efeitos legais. prestado durante a paz. são consideradas como efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I . o tempo de serviço público prestado ao Município de Belém. II . nos termos da lei.V E T A D O Art. respeitada a duração semanal do trabalho. Parágrafo Único . 127 .tempo de serviço em atividade privada vinculada à previdência social. d) prêmio.Contar-se-á para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I .a licença para tratamento de saúde de pessoa da família do funcionário.A apuração do tempo de serviço será feita em dias.IPAMB repartição. 126 . V . b) para tratamento da própria saúde. Art. Capítulo VII DO TEMPO DE SERVIÇO Art. § 1º . VI . até noventa dias.a licença para atividade política ou sindical.convocação para o serviço militar.O tempo em que o funcionário esteve aposentado por invalidez ou em disponibilidade será apenas contado para nova aposentadoria ou disponibilidade. que serão convertidos em anos. 125 . pelo prazo mínimo de cinco dias.requisição para o Tribunal do Júri e outros serviços obrigatórios por lei. VI . arredondando-se para um ano quando excederem este número. quando autorizado o afastamento.

Capítulo IX 21 www.br . 138 . Art. feriado. quando cabíveis e apresentados dentro do prazo de que trata o artigo 132. da decisão recorrida. a partir da data da publicação. pedir reconsideração e recorrer. Art. do despacho denegatório ou restritivo do pedido. e II . Capítulo VIII DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. no Diário Oficial do Município. 130 .A representação será dirigida ao chefe imediato do funcionário. da data em que dele tiver conhecimento o funcionário: I . Art. Art. quanto aos atos de que decorrem a demissão. § 1º . a qualquer tempo. Art.IPAMB § 2º .A administração deverá rever seus atos. 136 . 134 . Parágrafo Único . é assegurada vista do processo ou documento. 139 . domingo. nos demais casos. pelo interessado. ao funcionário ou seu representante legal. Art.Caberá recurso: I . Parágrafo Único . determinando a contagem de novos prazos.Se não for dado andamento à representação. do ato impugnado.O pedido de reconsideração e o recurso não tem efeito suspensivo. 135 .São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo. dentro do prazo de cinco dias.em cinco anos. Art. o que for provido retroagirá. § 2º . a representação e o pedido de reconsideração serão apresentados no órgão de lotação do servidor e decidido pela autoridade que tenha expedido o ato ou proferido a decisão. salvo por motivo de força maior. à data do ato impugnado. Parágrafo Único . quando eivados de ilegalidade.Os prazos que se vencerem em sábado. cassação de disponibilidade. 132 . no órgão oficial.do indeferimento do pedido de reconsideração. no prazo improrrogável de trinta dias. decisão ou ato houver sido o Prefeito ou a Comissão Executiva da Câmara.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo. nos efeitos.apostile. ficam dilatados até o primeiro dia útil subseqüente. Art. e II .Terá caráter de recurso o pedido de reconsideração quando o autor do despacho.O requerimento. na repartição. salvo quando outro prazo for fixado em lei. função ou emprego. ao qual cabe. em escala ascendente. às demais autoridades.É assegurado ao funcionário o direito de requerer.com. bem como o de representar. ou quando este for de natureza reservada.A prescrição é de ordem pública. não podendo ser relevada pela administração. 137 . Parágrafo Único .Para o exercício do direito de petição. 131 .em cento e vinte dias.O prazo para interposição do pedido de reconsideração ou de recurso é de trinta dias.Os recursos ou pedidos de reconsideração.O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. poderá o funcionário dirigi-la direta e sucessivamente à autoridade superior.das decisões sobre recursos sucessivamente interpostos. a contar da publicação ou da ciência. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. Art. 133 . santificado ou considerado de freqüência facultativa.O direito de petição prescreve a partir da data da publicação. interrompem a prescrição. se a solução não for de sua alçada encaminhá-la a quem for de direito. e sucessivamente.

sejam objeto de discussão e deliberação. atendendo-as sem preferências pessoais. nas seguintes hipóteses: a) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança.E assegurada a participação permanente e paritária do servidor nos colegiados dos órgãos do Município de Belém que seus interesses. dos Estados.IPAMB DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE Art.ser pontual. além daqueles especificamente conferidos neste Estatuto: I .ser leal às instituições constitucionais e administrativas a que servir. III . 144 . II . 22 www. os encargos que lhe competirem e os trabalhos de que for incumbido dentro de suas atribuições.O afastamento para estudo ou missão oficial no exterior obedecerá ao disposto em legislação pertinente. Capítulo X DO REGIME DISCIPLINAR Seção I Dos Direitos e Deveres Art. profissionais ou previdenciários. 141 .representar contra ato manifestamente ilegal ou abuso de poder de seus superiores. inciso II.Nenhum funcionário poderá ser posto disposição.São deveres do funcionário: I . VII . Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . V . V .participar de treinamento de prevenção de acidente de trabalho. poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. VII .ter acesso ao acervo bibliográfico de sua repartição. e b) para exercício de cargo técnico ou em casos previstos em leis específicas. III .desempenhar pessoalmente. 142 . II .São direitos do funcionário. do Distrito Federal ou de outros Municípios.sugerir providências que visem o aperfeiçoamento do serviço.Considera-se substituto processual os Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais em toda e qualquer demanda em que seja parte interessada o servidor e o Poder Público.manter assiduidade. sem prévia autorização do Prefeito ou da Comissão Executiva.com.br . formalizada através de ato competente.ter condição adequada ao trabalho. § 2º . com zelo e presteza.receber da administração os equipamentos e vestuários exigidos pela natureza do serviço. mediante sua concordância. 143 . VI . 140 .tratar com urbanidade as partes. IV . Art.O funcionário.usar de discrição. VI .custeio do tratamento de saúde. IV .observar as normas legais e regulamentares. § 1º . ou de qualquer forma ter exercício em repartição diferente daquela em que estiver lotado. Art. quando a licença for concedida nos termos do artigo 93.apostile.

para seu aperfeiçoamento e especialização.usar os equipamentos e vestuários fornecidos pela administração. mover ou subscrever listas de donativos dentro da repartição. a sua declaração de família.manter espírito de cooperação e solidariedade para com os companheiros de trabalho. deixar de tomar as providências necessárias a sua apuração. freqüentar cursos legalmente instituídos.Ao funcionário é proibido: I . X . 145 .ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia autorização do chefe imediato. VI .atender preferencialmente a: a) requisições destinadas à defesa da Fazenda Pública Municipal. XI .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .quando indicado pela administração.zelar pela economia e conservação do material que lhe for confiado. VIII .entreter-se. presente ou vantagem de qualquer espécie.recusar fé a documentos públicos. durante as horas de trabalho.submeter-se à inspeção de saúde periódica.respeitar e acatar seus superiores hierárquicos. perante junta médica oficial do Município. quando for o caso. de acordo com a natureza do trabalho.empregar material do serviço público em serviço particular. em razão de suas atribuições. II . IX .cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do cargo que ocupa. XI . d) diligências solicitadas por comissão de inquérito. qualquer documento ou objeto existente na repartição. e e) deprecados judiciais.tratar de interesses particulares na repartição. XV . XIV .receber propina. c) pedidos de informações do Poder Legislativo.exercer quaisquer atividades que sejam imcompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o 23 www.retirar. sem prévia permissão da autoridade competente. III . X .apresentar-se ao serviço convenientemente trajado ou uniformizado.apostile. XII . XIII .exercer comércio entre os companheiros de serviço. XII . recebendo denúncia ou representação a respeito de irregularidades no serviço ou falta cometida por funcionário seu subordinado.com.br . XVI .deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada. IV . IX . Seção II Das Proibições Art. V . no assentamento individual. quando for determinada pela administração.Será considerado como co-autor o superior hierárquico que.IPAMB VIII . VII . Parágrafo Único . b) pedidos de certidões para fins de direito. exceto em situações de emergência e transitória. em palestras. comissão. exceto quando manifestamente ilegais.providenciar para que esteja sempre em dia. obedecendo às suas ordens.opor resistência ínjustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. leituras e outras atividades estranhas ao serviço.

pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho. estaduais ou municipais.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . garantias e juros ou outros favores semelhantes.apostile. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo grau.pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou responsabilidade.aceitar representação de Estado estrangeiro.praticar usuras sob qualquer de suas formas. Seção III Das Responsabilidades Art. Parágrafo Único . Parágrafo Único . e XXI . XVI .com. qualquer proveito.É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de parentes até o segundo grau. II . 148 . penais e disciplinares poderão acumular-se.A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo que importe prejuízo da 24 www. Art.Não está compreendida nas proibições deste artigo a participação do funcionário em sociedade em que o Município seja acionista.br . regulamentos. XVIII .O funcionário é responsável por todos os prejuízos que nessa qualidade causar à Fazenda Pública por dolo ou culpa.participar da gerência ou administração de empresas que mantenham relações comerciais ou administrativas com o governo. Art. não podendo exceder de dois o número de auxiliares nestas condições. sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionados com a fínalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado.Pelo exercício irregular de as atribuições.requerer ou promover a concessão de privilégios. exceto o de intervenção própria.valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividades estranhas às funções ou para lograr. XIV . XIII .As cominações civis. avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os bens e os materiais sob sua guarda ou sujeitos a seu exame ou fiscalização. danos.Caracteriza-se especialmente a responsabílidade: I . Art. 149 . devidamente apurados. 146 . instruções e ordens de serviço. salvo quando se tratar de função de confiança e livre escolha. bem como as instâncias civil. e IV .por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Pública. XX .receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas no país ou no estrangeiro. III . e o pagamento de qualquer indenização não o exime de pena disciplinar em que incorrer. penal e administrativa. principalmente quando estiver em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer natureza. penal e administrativamente. 147 .A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber. direta ou índiretamente.constituir-se procurador de partes ou servir de íntermediário perante qualquer repartição pública. sendo independentes entre si. o funcionário responde civil.proceder de forma desidiosa.praticar atos de sabotagem contra o serviço público. § 2º .IPAMB horário de trabalho. § 1º . XVII .pelas faltas. guias e outros documentos da receita ou que tenham com eles relação. na forma e no prazo estabelecidos pelas leis. sem autorização do Presidente da república. bem assim na direção ou composição de cooperativas ou associações de classe. XV . federais. XIX . por não prestar contas ou por não as tomar.

Parágrafo Único . será liquidado mediante desconto em prestações mensais não excedentes da décima parte da remuneração. no que exceder os limites de caução e na falta de outros bens que respondam pela indenização. ser descontado da remuneração. § 3º . 150 . Art. Art.A proibição de acumular não se aplica ao aposentado. TÍTULO IV DA PREVIDÉNCIA E ASSISTÊNCIA Capítulo I 25 www. § 4º . b) a de um cargo de professor com outro técnico ou cientlfíco. se houver prejuízo para o erário.Nos casos de indenização à Fazenda Pública. § 2º . Capítulo XI DA ACUMULAÇÃO Art. Art.O ressarcimento de prejuízo causado à Fazenda Pública. regulamentos ou regimentos.Fora dos casos previstos no artigo anterior. responderá o funcionário perante a Fazenda Pública. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público.Não sendo possível a composição amigável. fica condícionada à comprovação de compatibilidade de horária. sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis. fora dos casos expressamente previstos nas leis. a importância do prejuízo causado em virtude de alcance. Art.A responsabilidade administrativa resulta de atos ou omissões praticadas no desempenho de cargo ou função.A não observância do disposto no parágrafo anterior. por ação ou omissão do responsável pelo ajuizamento da ação. não excedendo o desconto a décima parte do valor destes. 152 . de uma só vez. 156 . Art. exceto quando houver compatibilidade de horários: a) a de dois cargos de professor. empresas públicas.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. e c) a de dois cargos privativos de médico. cometer a pessoas estranhas à repartição o desempenho de encargos que lhe competirem ou aos seus subordinados. Art. constitui falta de exação no cumprimento do dever.apostile. § 1º . 157 . através de composição amigável ou ação regressiva.Tratando-se de dano causado a terceiro.com. ainda que lícita.IPAMB Fazenda Pública ou de terceiros. a ação regressiva deverá ser iniciada no prazo de noventa dias da data em que transítar em julgado a condenação imposta. resultante de ato doloso. 154 . quando investido em cargo comissionado. 151 .A acumulação de cargos. desfalque ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais. 155 . podendo.É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.br . o funcionário será obrigado a repor. 153 . Art.Será igualmente responsabilizado o funcionário que.O funcionário que adquirir materiais em desacordo com as disposiçoes legais e regulamentares será responsabilizado pelo respectivo custo. a importância da indenização poderá ser descontada do vencimento ou remuneração.

apostile.com. III . 162 . se mulher.quanto aos dependentes: a) auxílio-funeral. moléstia profissional ou doença grave contagiosa e incurável ou doença incurável.compulsoriamente. especificada em lei e proporcionais nos demais casos. b) salário família.Os benefícios concedidos ao funcionário e a seus dependentes compreendem: I . II . sendo os proventos integrais. e d) pecúlio facultativo. com a participação do servidor estável e do aposentado no colegiado da autarquia de previdência e assistência do Município de Belém.uniformidade dos benefícios. com proventos integrais.por invalidez permanente.O funcionário será aposentado: I . e aos trinta.quanto ao funcionário: a) aposentadoria. Art. II . observadas as disposições desta Lei: Art. aos setenta anos de idade. 159 .previdência e seguro.br . e II .irredutibilidade do valor dos benefícios. Parágrafo Único .assistência à saúde.O Município prestará assistência ao funcionário e a seus dependentes. Art.IPAMB DAS DISPOSlÇÕES GERAIS Art.Entre as normas de assistência incluem-se: I . aos sessenta e cinco anos de idade.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . II .universalidade da cobertura do atendimento. e c) auxílio natalidade. se homem. IV . 158 . os do sexo masculino. são prevalentes os seguintes objetivos: I . Capítulo II DOS BENEFÍCIOS Seção I Da Aposentadoria Art. e as do sexo feminino.caráter democrático da gestão administrativa.Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. 160 . e III . b) auxílio-reclusão.voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço. quando decorrentes de acidentes em serviço. c) pensão por morte. 26 www. 161 . através da manutenção do Plano de Seguridade Social.Na seguridade social.

164 . por período não excedente a vinte e quatro meses. pelo menos.A aposentadoria em cargos ou empregos temporários observará o disposto na lei federal. Art.São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos ao funcionário em atividade. se menor o lapso de tempo desse exercício. 167 . desde que tenha prestado.O funcionário se afastará do serviço do cargo no dia imediato àquele em que atingir a idade limite.br .Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo. se homem.Os proventos de aposentadoria do funcionário afastado para servir em outro órgão ou entidade serão calculados pelo nível de vencimento e remuneração de seu cargo no Município de Belém. § 2º . serão atribuídos os proventos de maior padrão. ou padrão imediatamente inferior. § 1º .Nos casos de exercícios de atividades consideradas insalubres ou perigosas.A aposentadoria compulsória será automática e declarada por decreto.Ao funcionário aposentado será paga a gratificação natalina. à época da aposentadoria. se mulher. 166 . se professor com proventos integrais. Art. § 3º .A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. § 3º . contagiosas ou incuráveis as que a Lei indicar com base na medicina especializada. § 1º .Consíderam-se doenças graves. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. sem prejuízo da percepção de 27 www.Ao funcionário fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro dia subseqüente ao do protocolo do requerimento da aposentadoria. o provento não será inferior ao menor vencimento básico pago pelo Município. alíneas a e c. e aos vinte e cinco se mulher. 168 . Art.com.apostile. com vigência a partir do dia imediato aquele em que o funcionário atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.O funcionário ocupante de cargo em comissão terá direito à aposentadoria se preencher todos os requisitos deste artigo. Parágrafo Único . § 1º . 169 . desde que superior a um ano.Quando proporcional ao tempo de serviço. d) aos sessenta e cinco anos de idade. cinco anos de serviço ao Município de Belém. desde que lhe corresponda o exercício mínimo de dois anos consecutivos. se professor. Art. Art. § 2º .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . c) aos trinta anos de serviço.Quando mais de um cargo ou função tenha sido exercido. em cargo em comissão ou função gratificada. a aposentadoria de que trata o inciso III. Art. 165 . inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. no Município de Belém. observará o disposto em regulamento. § 4º . consecutivos ou não. § 1º . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. § 2º .O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato de aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença.Será aposentado com proventos correspondentes ao vencimento ou remuneração de cargo em comissão ou função gratificada o funcionário efetivo que o venha exercendo por mais de cinco anos consecutivos ou dez anos alternados.A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. § 2º . e vinte e cinco anos. em valor equivalente ao respectivo provento. suas autarquías e fundações. e aos sessenta.O provento da aposentadoria será revisto na mesma data e proporção sempre que se modificar a remuneração do funcionário da atividade. no mês de dezembro. mesmo não sendo titular de cargo efetivo. o funcionário será aposentado. ou de ser readaptado. Art.As vantagens definidas neste artigo são extensivas ao funcionário que.IPAMB b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério. 163 . se homem. contar ou perfizer dez anos.

28 www.apostile.o cônjuge. e V . companheiro ou companheira. Art.Equiparam-se ao filho o enteado. quando separados. o funcionário deixe de receber vencimentos.br . Parágrafo Único . mesmo previdenciária ou fiscal.a mãe. § 3º . o salãrio-família será pago em dobro. § 2º . nem possua renda própria.Para os efeitos deste artigo. nem possua renda própria. de acordo com a distribuição dos dependentes. este benefício continuará a ser pago a seus dependentes.O salário-família será pago mesmo nos casos em que.O salário famllia é devido ao funcionário ativo ou inativo do Município. Art.Sendo invalido o dependente. § 1º . Art. II . Parágrafo Único . 170 . 173 . 172 . em quantia equivalente a duas vezes o menor vencimento básico pago pelo Município. caso não seja antes cientificado do indeferimento.Não sendo a parturiente funcionária municipal. sem prejuízo da pensão a que fizerem jus. o tutelado ou o curatelado. considera-se renda própria a importância igual ou superior ao salário mínimo. inclusive no caso de natimorto. III .Consideram-se dependentes econômicos. que não exerça atividade remunerada não perceba pensão ou qualquer outro rendimento superior ao salário mínimo. de 18/03/99.A concessão e supressão de salário-família serão processadas na forma estabelecida em regulamento. publicada no DOM nº 8988. 176 .Sobre o salário-família não incindirá qualquer contribuição.o filho inválido de qualquer idade ou sexo.Ao pai e a mãe equiparam-se o padrasto e a madrasta e. Seção III *Do Auxílio à Natalidade * Extinto pela Resolução 005/CP-IPMB. Art.o filho estudante até vinte e quatro anos. e que não exerça atividade remunerada. de 29/04/99. os representantes legais dos incapazes. na forma da lei. por dependente econômico. desde que total e permanentemente incapaz para o trabalho. Art.Quando ocorrer óbito de funcionário que perceba salário-famllia. que frequentar cursos de primeiro e segundo graus ou superior em estabelecimentos de ensino oficial ou oficializado. será pago a um e outro. Art. o salário-família será pago a um deles. sem meios próprios de subsistência.O salário família corresponderá a cinco por cento do salário mínimo. nem quaisquer deduções ou descontos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Seção II Do Salário-família Art. para efeitos de salário família: I . por qualquer motivo. 177 . Art.o filho menor de dezoito anos de qualquer natureza. 178 . Art.O auxílio-natalidade à devido à funcionária por motivo de nascimento de filho. IV . 171 . que não exerça atividade remunerada.Quando o pai e a mãe forem funcionários municipais e viverem em comum. o auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro funcionário municipal.IPAMB sua remuneração.com. 174 . na falta destes. continuando titular do cargo. 175 .

separada judicialmente. Art. publicada no DOM nº 8988. que implique exclusão beneficiaria. 180 . 179 .O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o funcionário for posto em liberdade. que comprove dependência do funcionário. qualquer prova posterior ou habilitação tardia.A família do funcionário afastado do cargo por motivo de prisão ou condenado judicialmente à pena que implique em perda do cargo será devido o auxílio-reclusão. até vinte e um anos. publicada no DOM nº 6957. Art. de 24/01/91.508.* · Redação dada pela Lei nº 7.o irmão. e VI . enquanto durar a invalidez. Seção VI Da Pensão por Morte Art. seus dependentes farão jus a uma pensão global calculada em proporção à totalidade de remuneração ou dos proventos. até vinte e um anos de idade ou.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Seção IV *Do Auxílio-Funeral * Extinto pela Resolução nº 005-CP/IPMB.508. de 24/01/91. V .São beneficiários das pensões: I . Parágrafo Único .a pessoa desquitada. Parágrafo Único . 181 . III . a viúva ou companheira terá direito ao recebimento do auxílio-natalidade. de 18/03/99. publicada no DOM nº 6957. 183 .a companheira ou companheiro que tenha sido designado pelo funcionário e comprove que vivia em comum há cinco anos ou que tenha um filho em comum. se o falecimento tiver ocorrido em consequência direta de acidente em serviço. Art.o pai e a mãe que comprovem dependência econômica do funcionário.* · Redação dada pela Lei nº 7. Art. de 24/01/91.Por morte do funcionário.Também terão direito à pensão por morte os dependentes de quem tenha sido contratado para função temporária.br . ou divorciada com percepção de pensão alimentícia.Se o funcionário falecer antes de verificado o parto.o cônjuge. em valor equivalente a duas vezes o menor vencimento básico pago pelo Município. o valor pago será correspondente a tantos auxílios natalidade quantos forem os filhos. Art. só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. 185 . 186 .Na hipótese de parto múltiplo. se inválidos.O auxllio-funeral é devido à família do funcionário falecido na atividade ou do aposentado. de 24/01/91.Não faz jus a pensão o beneficiário que for condenado pela pratica de crime doloso de que 29 www. ainda que condicional. no valro correspondente a setenta e cinco por cento da remuneração. IV . 184 . 182 . enquanto durar a invalídez. de 29/04/99. e o inválido. II . órfão de pai e sem padrasto. Seção V Do Auxílio-Reclusão Art.apostile.com.IPAMB Art.Concedida a pensão.os filhos de qualquer condição.

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resultou a morte do funcionário. Art. 187 - Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I - o seu falecimento; II - o seu casamento, em se tratando de cônjuge, companheira ou companheiro; III - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge; IV - a cessação da invalidez, em se tratando de beneficiário inválido; V - a maioridade de filho, irmão órfão ou pessoa designada, aos vinte e um anos de idade; e VI - a renúncia expressa. Art. 188 - A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, prescrevendo tão somente as prestações exigíveis a mais de cinco anos.

Seção VI Do Pecúlio Facultativo Art. 189 - O pecúlio facultativo objetiva proporcionar ao contribuinte, por sua própria iniciativa, possibilidade de garantir, após sua morte, a uma ou mais pessoas expressamente designadas, ajuda financeíra, sob a forma de pagamento único. Parágrafo Único - A declaração de beneficiários será feita ou alterada a qualquer tempo, nela se mencionando o critério da divisão do pecúlio, no caso de mais de um beneficiário. Art. 190 - O pecúlio facultativo se constituirá de valor a ser fixado por regulamentação própria. Art. 191 - O direito ao pecúlio facultativo caducará decorridos cinco anos, contados do óbito do funcionário.

Capítulo III DA ASSISTÈNCIA À SAÚDE Art. 192 - A assistência à saúde do funcionário e de sua família compreende assistência médica, hospitalar, odontológica e farmacêutica, prestada pelo órgão de previdência do Município, na forma estabelecida em regulamento. Citado por 1 Parágrafo Único - O direito conferido neste artigo será assegurado, também, aos filhos menores de dezoito anos e de dezoito até vinte e quatro anos de idade, desde que matriculados em curso regular de estabelecimento de ensino oficial ou oficializado e eu não tenham renda própria.

Capítulo IV DO CUSTEIO Art. 193 - O plano de seguridade social do funcionário do Município de Belém será custeado com o produto da arrecadação de contribuições obrigatórias do funcionário e do Município. § 1º - A contribuição devida pelo funcionário, para custeio do plano, terá caráter obrigatório, em valor equivalente a oito por cento da remuneração. § 2º - A contribuição do Município corresponderá ao valor do custeio da aposentadoria e do salário-família, além do montante igual do valor das contribuições efetivamente arrecadadas dos funcionários no mês anterior, nos termos do § 1º deste artigo.

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TÍTULO V DAS PENALIDADES E DA SUA APLICAÇÃO Art. 194 - São penas disciplinares: Citado por 1 I - repreensão; Citado por 1 II - suspensão; Citado por 1 III - destituição de função; Citado por 1 IV - demissão; V - demissão a bem do serviço público; e VI - cassação de aposentadoria e disponibilidade. Art. 195 - Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço público. Art. 196 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, no caso de falta de cumprimento dos deveres, a que não seja cominada penalidade mais severa. Art. 197 - A pena de suspensão, que não excederá a trinta dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. Parágrafo Único - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo. Art. 198 - A destituição de função gratificada dar-se-á: I - quando se verificar falta de exação no seu desempenho; II - quando for constatado que, por negligência ou benevolência, o funcionário contribuiu para que se não apuras o devido tempo, a falta de outrem, III - quando ocorrer a aplicação de pena prevista no artigo 197 deste Estatuto. Parágrafo Único - Ao detentor de cargo em comissão enquadrado nas disposições deste artigo caberá a pena de destituição, sem perda do cargo efetivo de que seja titular. Art. 199 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: I - abandono de cargo; II - procedimento irregular de natureza grave; III - ineficiência no serviço; IV - aplicação indevida de dinheiro públicos; V - incontinência pública escandalosa e prática de jogos proibidos; VI - embriaguez habitual em serviço; VII - ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo em legítima defesa; VIII - insubordinação grave em serviço; IX - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de quarenta e cinco dias interpoladamente, durante um ano; X - praticar a usura em qualquer de suas formas; XI - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou os tenham na repartição ou estejam sujeitos à sua fiscalização; e XII - coagir ou aliciar subordinados ou qualquer outra pessoa, usando das prerrogativas funcionais com objetivos de natureza político partidária. § 1º - Considerar-se-á abandono de cargo o não comparecimento injustificado do funcionário por mais de trinta dias consecutivos.

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§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação. Art. 200 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - praticar crime contra a administração pública, nos termos da lei penal; II - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Município ou particulares; III - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; IV - receber ou solicitar propinas, comissões ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; V - exercer advocacia administrativa; e VI - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-famllia, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal que no caso couber. Art. 201 - O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a disposição legal em que se fundamenta. Art. 202 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, se ficar provado que o inativo: I - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada nesta Lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público; II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; III - aceitou representação de Estado estrangeiro, sem prévia autorização do Presidente da República; e IV - praticou a usura em qualquer de suas formas. Art. 203 - As penas de suspensão superior a quinze dias, destituição de função, demissão e de cassação da aposentadoria ou disponibilidade serão aplicadas pelo Prefeito ou, nos casos de funcionários do Poder Legislativo, pela Comissão Executiva da Câmara Municipal. Art. 204 - A aplicação de penalidade prescreverá em: I - um ano, a de repreensão; II - dois anos, a de suspensão; III - três anos, a de destituição de função e demissão por abandono de cargo ou faltas excessivas ao serviço; IV - quatro anos, a de cassação de aposentadoria ou disponibilidade e demissão, nos casos não previstos no item anterior; e V - cinco anos, nos casos de demissão a bem do serviço público. § 1º - O prazo da prescrição contar-se-á da data do conhecimento do ato ou fato por quem proceder a sua apuração. § 2º - No caso de inquérito administrativo, a prescrição interrompe-se na data da instauração. § 3º - O prazo da prescrição será suspenso quando ocorrer qualquer hipótese do artigo 93. § 4º - Se a infração disciplinar for também prevista como crime na lei penal, por esta regular-se-á a prescrição sempre que os prazos forem superiores aos estabelecidos neste artigo. Art. 205 - O funcionário que, sem justa causa deixar de atender à exigência legal de autoridade competente para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de sua remuneração até que satisfaça essa exigência. Parágrafo Único - Uma vez cumprida a exigência, o funcionário receberá a remuneração cujo pagamento tiver sido suspenso. Art. 206 - O funcionário terá direito à diferença de retribuição do: I - tempo de serviço relativo ao período em que tenha estado preso ou suspenso, quando do processo não

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com. pelos canais competentes. 209 . findo o qual cessarão automaticamente os respectivos efeitos.O funcionário terá direito à contagem do tempo de serviço: I . ainda que o processo administrativo não esteja concluído. 210 . III .A apuração sumária por meio de sindicância não ficará adstrita ao rito para o Inquérito Administrativo. Art. Art. prorrogável uma única vez por igual período. o responsável pela apuração comunicará o fato ao superior imediato.relativo ao período de prisão preventiva e ao pagamento de diferença corrigida da remuneração.A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade no serviço público é obrigada a promover-lhe a apuração imediata por meios sumários ou mediante Inquérito Administrativo. a instauração do inquérito administrativo.Se no curso da apuração ficar evidenciada falta punível com pena superior à repreensão e suspensão correspondente. e II .Poderá ser prorrogado até noventa dias o prazo de afastamento.período do afastamento que exceder do prazo da suspensão disciplinar aplicada em caráter preventivo.A sindicância deverá ser concluída no prazo de quinze dias. Capítulo II 33 www. II . Capítulo II DO AFASTAMENTO PREVENTIVO Art. 213 .relativo ao período do afastamento preventivo que exceder do prazo previsto neste regulamento.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .IPAMB houver resultado pena disciplinar ou esta se limitar à de repreensão. 208 . constituindo simples averiguação. desde que o afastamento do funcionário seja necessário para a apuração de falta cometida no exercício de suas atribuições. Parágrafo Único . e será procedida por dois servidores de condição hierárquica nunca inferior a do indiciado.relativo ao período em que esteja afastado preventivamente. Art. desde que reconhecida sua inocência em sentença judicial transitada em julgado. TÍTULO VI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO Capítulo I DA APURAÇÃO SUMARIA DE IRREGULARIDADES Art.br . Art. Parágrafo Único . que solicitara. 211 . quando do processo administrativo não houver resultado pena disciplinar ou esta se limitar a repreensão.O afastamento preventivo do cargo até trinta dias será ordenado pela autoridade competente que determinar a instauração de processo administrativo.O afastamento preventivo é medida acautelatória e não constitui pena. 212 .apostile.Deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as penas que lhe forem impostas. Art. 207 .

permitindo-se acompanhamento do inquérito.A não-observância desses prazos não acarretará nulidade do inquérito.Em casos de revelia.br . em tais casos. os trabalhos da comissão. a citação do indiciado para apresentação de defesa no prazo de dez dias. inclusive. por intermédio da autoridade instauradora.IPAMB DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO Art. composta de trás funcionários. como presidente.Havendo dois ou mais indiciados.O defensor do erário poderá requerer no processo o que for de direito. com relatório onde será exposta a matéria de fato e de direito.Em caso de necessidade. sempre que necessário. 217 .O Inquérito Administrativo precederá à aplicação das penas de suspensão. competindo a este indicar o secretário. 216 . Parágrafo Único . porém. 215 . Art.Ultimada a instrução. 220 . § 2º . Art. Art. dedicará todo o tempo aos trabalhos do inquérito. § 1º . atenderão com a máxima presteza às solicitações da comissão. desde que não haja similar no serviço público municipal. demissão a bem do serviço público e cassação de aposentadoria. de ofício.com.A comissão procederá a todas as diligências convenientes. na responsabilidade administrativa dos membros da comissão. inclusive a reinquirição do indiciado ou de testemunhas. em relação aos funcionários do Poder Legislativo. até o máximo de noventa dias. o presidente da comissão designará. recorrendo.Quando houver indícios de alcance a administração municipal poderá designar funcionário que tenha habilitação para acompanhar as investigações e diligências em defesa do erário. aposentados. sendo-lhe facultada vista no processo.apostile. a comissão remeterá o processo à autoridade competente.Concluída a defesa. quando necessário. 221 . ficando seus membros.O sobrestamento do Inquérito Administrativo só ocorrerá em caso de absoluta impossibilidade de prosseguimento. de destituição de função. será feita. no prazo de trás dias. para diligências consideradas imprescindíveis. prorrogáveis sucessivamente por períodos de trinta dias. a juízo da autoridade administrativa competente para a sua instauração. em todas as suas fases.São competentes para determinar a instauração do processo administrativo o Prefeito.A comissão. importando. um funcionário para defender o indiciado. os secretários municipais e os diretores das autarquias ou das fundações. 223 . durante todo esse período. 34 www.O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. § 3º .Os órgãos públicos. concluído pela inocência ou responsabilidade do indiciado. dispensados do serviço na repartição. na sede da comissão. § 2º . e a juízo da autoridade administrativa determinadora da instauração do inquérito.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Art. Art. que poderá ser produzida em causa própria. § 3º . devendo comunicará prontamente a impossibilidade de atendimento em caso de força maior. em caso de força maior. Art. publicado duas vezes no órgão oficial e uma vez em jornal de grande circulação. assim como a Comissão Executiva da Câmara.Nenhum acusado será julgado sem ampla defesa. será citado por edital. § 4º . o Poder Municipal poderá contratar elementos técnicos externos necessários a investigação. Art. o presidente da comissão. o prazo será comum e de vinte dias. Art. § 2º . sob pena de responsabilidade de seus titulares. 219 . 218 . os quais poderão ser. quando não se tratar de sobrestamento. Art.Estando o indicado em lugar incerto. a vistorias ou perícias. § 1º . inclusive requisição de técnicos e peritos. demissão. 214 .O inquérito será realizado por uma comissão designada pela autoridade que houver determinado sua abertura.O inquérito deverá estar concluído no prazo de noventa dias contados da data da instalação da comissão. § 1º . pelo funcionário acusado ou por seu defensor.Se de imediato ou no curso do Inquérito Administrativo ficar evidenciado que a irregularidade envolve crime. § 5º .No ato de designação será indicado um dos membros para dirigir. a comunicará ao Ministério Público. 222 .

Se a autoridade julgadora entender que os fatos não foram apurados devidamente. sem prejuízo dos deveres e direitos estabelecidos nesta Lei.453.com. ressalvados.Para atender aos casos de necessidade temporária de excepcional interesse público. Art.A falta de manifestação escrita. 230 . 225 .Aos funcionários que desempenham trabalho de magistério são mantidos os direitos previstos em estatuto próprio. § 1º . não se computando o dia de início e prorrogando-se o vencimento que incidirá em sábado. até o término do recesso posterior a este período legislativo. devendo manifestar sua opção até o nonagésimo dia da vigência desta Lei. TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Capítulo Único Art. 35 www.apostile. a autoridade competente proferirá a decisão no prazo de quarenta e cinco dias.O funcionário só poderá ser exonerado. os quais não serão cumulativos. TÍTULO VII DOS FUNCIONÁRIOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL Capítulo Único DO SERVIÇO RELATIVO À EDUCAÇÃO Art. de 5 de julho de 1989. na forma estabelecida na Lei nº 7. 224 . poderão ser efetuadas contratações de pessoal por tempo determinado. § 2º .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . após a conclusão do Inquérito Administrativo a que responder e do qual não resultar pena de demissão ou demissão a bem do serviço público.br . sem caráter cumulativo. que venha percebendo a vantagem pessoal do sistema anterior. fica assegurado o direito de optar pelo adicional do cargo em comissão. Art. § 1º . o direito adquirido e os casos pendentes da hipótese do artigo 42 da supracitada lei. Art. as disposições legais que entender transgredidas e as respectivas penas. será considerada opção definitiva e irrevogável pelo sistema anterior. domingo ou feriado para o primeiro dia útil seguinte. vinculada à conclusões do relatório.O dia 28 de outubro é consagrado ao funcionário público. que fica mantida no que não colidir com as normas deste Estatuto. § 2º . 228 . ativo ou inativo. todavia.Recebido o processo. Art.444. determinará o reexame do inquérito pela própria comissão ou através de outra a ser designada da mesma forma que a anterior. Art. no último caso.A autoridade julgadora decidirá à vista dos fatos apurados pela comissão. no prazo aqui estipulado.IPAMB indicando. 229 .Os prazos previstos neste Estatuto contar-se-ão por dias corridos.A vantagem pessoal de que trata o artigo 32 da Lei n2 7. fica extinta e substituída pelo adicional do cargo em comissão. 226 . 227 . não ficando. Art.Lei especial instituirá o Plano de Carreira a dos Funcionários do Município. a pedido.Ao funcionário. 231 . de 17 de maio de 1989. artigo 79 desta Lei.

em sistema de triênios. Art. substitui qualquer outro adicional por tempo de serviço. nos casos omissos. 36 www.IPAMB Art. 235 .Esta Lei entra em vigor no dia 28 de outubro deste ano.com. desta Lei. Art.Ressalvados o direito adquirido. são revogadas as disposições em contrário. 234 .A licença especial de que trata o artigo 123 da Lei n2 7. fica substituída pela licença prêmio.Serão subsidiários do presente Estatuto.apostile. Art.O adicional previsto no artigo 79. 236 . deste Estatuto. 232 . inciso I.br . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .000. 233 . de 27 de julho de 1976. inciso X. na forma estabelecida no artigo 93. Art. mas as obrigações financeiras dela resultantes somente terão vigência a partir de 1º de janeiro do próximo exercício orçamentário. os Estatutos dos Funcionários Públicos Civis da União e do Estado.

1º.com.984.apostile. 5º. e representantes dos órgãos empregadores.br . goza de autonomia administrativa. Parágrafo único. CAPÍTULO I DOS ÓRGÃOS CONSTITUTIVOS SEÇÃO I DA ASSEMBLÉIA GERAL Art. passa a se denominar Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém – IPAMB. autarquia municipal criada pela Lei nº 6.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . por outro membro desse Conselho. II – Conselho de Administração. III – Conselho Fiscal. especialmente designado para esse fim. de assistência médica e social previstos nesta lei. 2º. juntamente com os demais órgãos constitutivos do IPAMB. 3º. São atribuições da Assembléia Geral: I – eleger os segurados obrigatórios do Conselho de Administração.774. O IPAMB. de 31 de Dezembro de 1969. com personalidade jurídica própria. A Assembléia Geral será presidida pelo Presidente do Conselho de Administração do IPAMB e. DE 30 DE DEZEMBRO DE 1999 Dispõe sobre o plano de seguridade social dos servidores do Município de Belém. A estrutura organizacional básica do Instituto compor-se-á de: I – Assembléia Geral. com sede e foro na cidade de Belém. IV – Órgãos Executivos e de Assessoramento do IPAMB. como autarquia municipal. em pleno gozo de seus direitos. Art. tendo por finalidade oferecer a seus segurados e dependentes os benefícios previdenciários. II – decidir sobre propostas de adoção de normas que impliquem na utilização do patrimônio 37 www. Art.IPAMB LEI Nº7. em seus impedimentos e ausências. a ser o órgão responsável pelo Sistema de Seguridade Social objeto desta Lei. 4º. e dá outras providências. TÍTULO II DA ESTRUTURA E DA ADMINISTRAÇÃO DO IPAMB Art. financeira e patrimonial. A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM estatui e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I ESTRUTURA INSTITUCIONAL CAPÍTULO ÚNICO DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. O Instituto de Previdência do Município de Belém – IPMB. Estado do Pará. Assembléia Geral é a reunião dos segurados. que terão mandato de dois anos. e como tal.

O Conselho de Administração é o órgão de Orientação e Coordenação Superior no âmbito do IPAMB e terá suas prerrogativas e funcionamento regulado em seu Regimento Interno. 6º. Art. § 1º. até o terceiro grau civil. A Assembléia Geral reunir-se-á. VI – um representante dos pensionistas da Prefeitura Municipal de Belém. A Assembléia Geral reunir-se-á. 38 www. 9º. Art. com o objetivo exclusivo de eleger os membros não natos do Conselho de Administração e seus respectivos suplentes. II – o Secretário Municipal de Saúde. a Assembléia Geral reunirá independentemente de quórum. não previstas nesta Lei ou seu Regulamento. sem contudo. em segunda e última convocação. entre representantes do Poder Público e dos segurados. § 4º. § 3º. Art. sendo impedido de votar aquele que tiver interesse pessoal no assunto ou estiver ligado por parentesco. renovável por igual período.com. V – um representante dos aposentados da Prefeitura Municipal de Belém. 12. A Assembléia Geral será convocada por edital. submetendo e esclarecendo matérias. Art. realizada meia hora após a primeira.br . III – apreciar matérias de relevância submetidas pelo Conselho de Administração. com duração de oito horas consecutivas. Em se tratando de reunião extraordinária. para apreciar matérias pertinentes aos assuntos previstos nos incisos II e III do artigo 14. A Presidência do Conselho de Administração será exercida pelo Secretário Municipal de Administração. a qualquer parte interessada. 8º. a data. Quando convocada em caráter ordinário. III – um membro de livre escolha e nomeação do Prefeito.apostile. O Conselho de Administração funcionará somente com a presença da maioria dos seus membros. em caráter extraordinário. IV – dois segurados obrigatórios. no primeiro semestre. O Conselho de Administração terá constituição paritária. conforme indicado abaixo: I – o Secretário Municipal de Administração. Cada membro do Conselho de Administração terá seu suplente.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . a hora e a finalidade da reunião. SEÇÃO II DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Art. 11. e nos seus impedimentos ou ausências segundo o que dispuser seu Regimento Interno.IPAMB do IPAMB. do qual constará o local. O Presidente do IPAMB participará das reuniões do Conselho de Administração. VII – o Presidente da FUNPAPA. Art. publicado no Diário Oficial do Município com antecedência mínima de cinco dias. 10. § 2º. a Assembléia Geral será instalada com a presença de metade mais um de seus membros em primeira convocação. de dois em dois anos. e com qualquer número. Art. O mandato dos membros do Conselho de Administração será de dois anos. Art. ter direito a voto. 13. em caráter ordinário. 7º.

V – solicitar ao Presidente do Instituto as informações que julgar necessárias ao bom desempenho de suas atribuições e notificá-lo para correção de irregularidades verificadas. enquanto durar a apuração dos fatos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . representando ao Chefe do Poder Executivo Municipal. Procurador Geral. pelo voto de dois terços de seus membros. relatores para os processos que devem ser 39 www. IX – elaborar e rever o Regulamento da Entidade. submetendo-o a apreciação do Prefeito Municipal. O Presidente do Conselho de Administração tem como atribuições: I – presidir as reuniões do Conselho e da Assembléia Geral.com. III – apreciar os balanços e inventários do Instituto. e posterior encaminhamento e decisão da Câmara Municipal de Belém. que envolvam o seu patrimônio ou os seus bens. Diretor de Departamento ou Divisão do IPAMB. e extraordinariamente quantas vezes se fizer necessário.br . ou por maioria dos seus membros e somente apreciará os assuntos constantes da convocação. respeitando o disposto no artigo 195. por convocação justificada do Presidente do IPAMB. XIII – estabelecer novos benefícios e serviços. Art.apostile. ampliar os existentes ou estendê-los a outros beneficiários.IPAMB Art. X – aprovar o Regimento Interno do IPAMB. XI – aprovar proposta do Presidente do IPAMB de criação e/ou modificação de órgãos que integram a Estrutura Administrativa do Instituto. XII – disciplinar a prestação de serviços do Instituto enumerados em dispositivos do Regulamento. VIII – propor ao Chefe do Poder Executivo Municipal medidas legislativas a respeito da seguridade social dos beneficiários do IPAMB. Diretor Geral. XIV – deliberar sobre os casos omissos da lei. VI – decidir sobre os recursos de ofício interpostos pelo Presidente do IPAMB. o afastamento do exercício do cargo do Presidente. O Conselho de Administração reunirá ordinariamente duas e no máximo quatro vezes por mês. por convocação de seu Presidente. 15. quando desatendido. Art. bem como a suplementação de verbas e abertura de créditos especiais. II – designar. XVI – propor ao Prefeito Municipal. IV – emitir parecer prévio sobre todas as transações a serem desenvolvidas pelo Instituto. 14. II – fiscalizar a execução do orçamento e autorizar a transferência de consignações e subconsignações de verbas orçamentárias. XV – expedir normas administrativas respeitantes a matérias pertinentes às atividades do Instituto que independem de lei ou decreto. da Constituição Federal. 16. entre os membros do Conselho. exceto aquelas previstas pelo orçamento. VII – julgar os recursos voluntários interpostos contra atos do Presidente do Instituto. Ao Conselho de Administração compete. artigo 56 desta Lei e artigo 190 da Lei Orgânica do Município. § 5º. basicamente: I – apreciar a proposta orçamentária do Instituto para o exercício subsequente. dentro das dotações globais respectivas. ou Conselheiro do Conselho de Administração indiciado na prática de ato lesivo ao patrimônio da Instituição ou crime na administração pública.

IV – Departamento Financeiro e Contábil. § 1º. VI – dar posse aos membros do Conselho. conforme disposição no Regimento Interno. auxiliado por seus Diretores.apostile. emitindo parecer a respeito.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . conforme disposição no Regimento Interno. no caso de impedimento dos titulares ou vacância. Os Órgãos Executivos do IPAMB são os agentes de orientação e execução. IV – constituir as comissões receptoras de votos. Os Conselheiros Fiscais terão mandatos de dois anos. com votação exclusiva de servidores. III – propor ao Conselho de Administração medidas que julgar convenientes. SEÇÃO III DO CONSELHO FISCAL Art. 19. III – Departamento de Administração. Parágrafo único. eleitos em Assembléia Geral.com. Dois terços dos conselheiros fiscais deverão ter conhecimentos técnicos em Administração ou Contabilidade. SEÇÃO IV DOS ÓRGÃOS EXECUTIVOS E DE ASSESSORAMENTO DO IPAMB Art. sobre matéria de sua competência. VIII – designar os membros da Comissão de Tomada de Contas. § 2º. II – pronunciar-se sobre despesas extraordinárias autorizadas pelo Conselho de Administração. permitida uma reeleição. autorizar o registro de chapas. 18. VI – Departamento de Assistências.br . São Órgãos Executivos do IPAMB: I – Presidência. sob administração e direção do Presidente do Instituto. V – constituir e presidir a Comissão Apuradora. 17. II – Diretor Geral. VII – convocar e dar posse aos Suplentes do Conselho de Administração. eleitos pela Assembléia Geral. no caso previsto no regulamento. V – Departamento de Previdência. de acordo com o disposto no Regulamento e orientar o processo eleitoral. 40 www. Compete ao Conselho Fiscal: I – examinar os balancetes mensais e as contas. IX – baixar instruções sobre o funcionamento da Assembléia Geral Ordinária. III – baixar resoluções. em consonância com as deliberações do Colegiado. O Conselho Fiscal será constituído de três membros efetivos e três membros suplentes. Art.IPAMB apreciados pelo plenário.

III – elaborar e submeter à apreciação do Conselho de Administração a proposta orçamentária anual. bem como as respectivas alterações. XVII – propor ao Conselho de Administração a fixação ou reajustamento dos valores de contribuições para o Pecúlio Facultativo. 21. XIII – exonerar ou rescindir contrato de servidores do Instituto. XVI – movimentar. XVIII – propor ao Conselho de Administração a instituição de novos benefícios e serviços. conjuntamente. 22. inclusive aquelas que dependam também de autorização legislativa. conclusivamente. VIII – rever as próprias decisões. XV – cumprir e fazer cumprir a legislação Previdenciária e as deliberações do Conselho de Administração. coordenar. São Órgãos de Assessoramento e Direção do IPAMB: I – Gabinete.IPAMB Art. com o Diretor do Departamento Financeiro e Contábil as contas bancárias do IPAMB.br . XII – designar servidores para o desempenho de funções do Instituto. II – Núcleo Setorial de Planejamento. respeitada a lotação estabelecida no quadro de pessoal e as leis vigentes. 41 www. VII – solicitar ao Conselho de Administração autorização prévia em todas as transações que envolvam o patrimônio do Instituto.apostile.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . bem como normas e dispositivos legais de Administração Pública em geral. Art. Compete ao Presidente: I – representar o Instituto em suas relações com outras entidades de direito público ou privado. inclusive em Juízo ou fora dele. XI – nomear candidatos aprovados em concurso público e para cargos comissionados. X – decidir em primeira instância sobre os pedidos encaminhados ao Instituto.com. SEÇÃO V DA PRESIDÊNCIA Art. fixar diárias e arbitrar ajudas de custo. os processos que tramitarem pelo Instituto e que ao mesmo disserem respeito. 20. O Presidente do IPAMB deverá possuir notórios conhecimentos de Previdência Social. III – Procuradoria Geral. IX – ordenar despesas e procedimentos licitatórios. VI – expedir atos. XIV – contratar e distratar serviços de terceiros. por beneficiários ou quaisquer interessados. controlar e avaliar as atividades da administração interna do Instituto. II – orientar. portarias e ordens de serviço. IV – despachar. V – atribuir gratificações. sendo indicado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal.

26 desta Lei. Art. em consonância com a legislação municipal reguladora da matéria. em valor equivalente a oito por cento de sua remuneração. II – os ocupantes de cargos eletivos no Município de Belém. no de ambos. II – os contribuintes facultativos indicados no art. sem ônus. na forma estabelecida em Lei.br . XXI – firmar convênios e contratos objetivando a realização de serviços com qualquer entidade. 24. 28. Art. autárquica e fundacional do Município. deverão. de assistência médica e social previstos nesta lei. O pagamento das contribuições gera o direito à percepção de benefícios previdenciários. II – os servidores temporários e comissionados dos entes referidos no inciso anterior. se for o caso.apostile. para perceber assistência à saúde. determinando. Para os contribuintes em caráter facultativo.IPAMB bem como a ampliação dos existentes e a sua extensão a outros beneficiários. desde que requeiram: I – os servidores cedidos para outras esferas governamentais. XXV – representar à autoridade competente. São contribuintes facultativos. assim como os aposentados e pensionistas da administração direta. 23. 27. XXIII – instaurar procedimento disciplinar. e os que estejam no gozo de licença sem vencimentos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . que a Procuradoria Geral do Instituto encaminhe ações visando à responsabilização civil dos mesmos. indicando servidores estáveis do Instituto para comissões de sindicância e de inquérito administrativo. e seus dependentes. respeitado o disposto pela Lei nº 8. São segurados do IPAMB para os efeitos da presente Lei: I – os contribuintes obrigatórios enumerados no artigo 25. do Regulamento e do Regimento Interno. na forma estabelecida nesta Lei e seu regulamento. São contribuintes obrigatórios do IPAMB: I – os servidores efetivos da administração direta. aplicando penalidades. solicitando a apuração da responsabilidade penal de servidores do Instituto e de terceiros responsáveis por danos ao seu patrimônio. 25. autárquica e fundacional do Município. XXII – cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho de Administração. CAPÍTULO II PLANO DE SEGURIDADE SOCIAL SEÇÃO I DOS CONTRIBUINTES Art. XX – exercer as atividades de administração geral e específica da entidade. Art. requerê-la na forma estabelecida nesta Lei e em 42 www. Art. XIX – propor ao Conselho de Administração gravames e alienação de bens imóveis do Instituto. nos termos desta Lei. 26.666/93. Nos impedimentos do Presidente. responderá outro diretor. Art. XXIV – aplicar a pena de demissão aos servidores públicos estáveis do Instituto nos casos previstos em legislação municipal. responderá pelo expediente do Instituto seu Diretor Geral e. na forma prevista em Regulamento.com.

de qualquer idade. a) o cônjuge. a companheira ou companheiro. até vinte e um anos de idade. de vinte e dois a vinte e quatro anos de idade. por determinação judicial. se inválidos. e inciso I. § 1º. que resida com o contribuinte e viva sob sua dependência econômica. comprovadamente. II – com ônus adicional. Considera-se dependente do segurado para fins de atendimento do Plano de Assistência Básica à Saúde e Social – PABSS. esteja sob sua guarda ou tutela e o enteado. sob a dependência econômica do contribuinte. até vinte e um anos de idade ou inválido. SEÇÃO II DOS DEPENDENTES Art. Art. d) o menor que. nos termos desta Lei: I – o cônjuge. III – os filhos. não emancipados. Os beneficiários da pensão. mediante declaração de união estável expedida pelo IPAMB. para fins previdenciários. c) irmão. IV – o menor que. nos termos do Regulamento. d) os dependentes caracterizados no item "sem ônus" que excederem o número de quatro. na forma do Regulamento. 31. desta Lei. para os efeitos desta Lei: I – sem ônus adicional: até um número total de quatro dependentes. § 2º. não podem qualificar dependentes. nos termos do Regulamento. alínea "a" do artigo 30. 43 www. V – os pais que vivam. A dependência econômica deverá ser comprovada na forma estabelecida em Regulamento. não emancipados.IPAMB Regulamento. Art. não emancipados. que viva e resida com o contribuinte. na forma estabelecida em Regulamento. nos termos do inciso I do artigo 29. Considera-se dependente do segurado. c) os filhos inválidos de qualquer idade. 30. sem rendimento próprio. É considerada companheira ou companheiro. aquela ou aquele que mantém união estável com o contribuinte. A comprovação de invalidez nos casos previstos nesta Lei será mediante inspeção de Junta Médica pericial do IPAMB. comprovadamente. menores de vinte e um anos. II – os filhos. sem rendimento próprio. b) os filhos. por determinação judicial. b) os pais. para fins de utilização dos serviços do PABSS. 32.apostile.com. que residam com o contribuinte e vivam às suas expensas. até vinte e um anos de idade.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . esteja sob sua guarda ou tutela. órfão de pai e mãe. na qualidade de segurados facultativos. sem limite de número de dependentes: a) filho solteiro.br . sob a dependência econômica do contribuinte. 29. a companheira ou companheiro. menores de vinte e um anos. desde que comprovada a dependência econômica do contribuinte. Art. que vivam.

desde que reconhecida esta situação por sentença judicial. Dar-se-á o cancelamento de inscrição do segurado quando: I – ocorrer o óbito. 34. IV – para os "economicamente dependentes". no prazo de nove meses. Art. se aquele falecer sem tê-la efetivado. é indispensável para o gozo dos benefícios previstos nesta Lei. § 3º.br . pais quando não mais atendidas as condições estabelecidas nesta Lei. Incumbe ao segurado a inscrição de seus dependentes. pela cessação da união estável com o contribuinte. O segurado fica obrigado a comunicar ao IPAMB fato superveniente com provas cabíveis que importem em exclusão ou inclusão de dependente. O servidor é responsável civil e criminalmente pela inscrição de dependentes realizada com base em documentos e informações por ele fornecidos. que forem exigidos na forma do Regulamento. VIII – pela perda da qualidade de segurado daquele de quem ele dependa. direito a prestações anteriores à inscrição. O cancelamento da inscrição do segurado automaticamente cancelará a inscrição dos respectivos dependentes. b) pelo abandono do lar. a contar do falecimento. tanto para os segurados obrigatórios. quando cessar a invalidez. Os documentos comprobatórios da condição de dependente serão estabelecidos em Regulamento. § 4º. Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . neste caso. II – para o companheiro. 36. através de documentação necessária perante o IPAMB. irmãos. VII – por requerimento do segurado. decretados por sentença. A perda da qualidade de dependente ocorrerá: I – para os cônjuges: a) pela separação judicial. V – pelo óbito. § 1º.IPAMB Art. ou contratação temporária e apresentação de documentos pessoais. Art. § 2º. transitada em julgado. detenção ou reclusão do segurado. 44 www. Em caso de falecimento.com. SEÇÃO III DA INSCRIÇÃO Art. como para seus dependentes. II – o ato pelo qual o segurado obrigatório indica os seus dependentes. VI – para o inválido.apostile. para os dependentes com ônus adicional. 35. sem que o mesmo tenha feito a inscrição de dependente. A inscrição. não lhe assistindo. Considera-se inscrição: I – o ato pelo qual o segurado obrigatório promove o seu cadastramento no Instituto. os quais poderão promovêla. pelo divórcio ou pela anulação do casamento. quando cessar esta situação. 37. 33. III – para os filhos e equiparados. § 5º. a este será lícito promovê-la. através comprovação de sua nomeação para o exercício do cargo público municipal. quanto para os facultativos.

em valor equivalente a oito por cento da sua remuneração. a uma contribuição mensal. A concessão das prestações pecuniárias.com. e nele reingressar. Art. na vigência do Plano. Ocorrendo o cancelamento de inscrição por qualquer das hipóteses previstas. igualmente independem de carência. IV – ao término ou rescisão do contrato do servidor temporário. O período de carência tem seu início. IV – os atuais segurados do IPMB que aderirem ao PABSS no prazo de trinta dias após sua implantação. Art. sem ônus adicional. não cumprirão carência. sem interrupção. se no exercício de suas funções estivesse. cujo período de carência será de nove contribuições. cessarão todos os direitos previstos nesta Lei. III – os segurados obrigatórios e dependentes. sem ônus. Art. quando não verificadas as condições previstas nesta Lei. 39. sendo cobrada no percentual de quatro por cento 45 www. terá caráter obrigatório. Parágrafo único. perder a condição de beneficiário do PABSS. 42. A contribuição para o custeio da assistência à saúde terá caráter obrigatório para os servidores indicados no art. ficará sujeito a novos períodos de carência para ter direito aos benefícios previstos nesta Lei. para os segurados obrigatórios e seus dependentes diretos. Art. CAPÍTULO IV DO PERÍODO DE CARÊNCIA Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . a partir dos quais cumprirão as carências estabelecidas neste capítulo. sendo para Assistência à Saúde: I – o período de carência corresponde. terão o prazo de trinta dias após a última contribuição para optarem pela manutenção no Plano. A contribuição previdenciária para os servidores que se vinculem ao IPAMB em caráter facultativo será equivalente à contribuição que seria devida. que passarem à condição de segurados facultativos e dependentes com ônus. o auxílio-reclusão e saláriofamília. para efeito de sua percepção. 43. exceto para internações obstétricas. II – para os segurados facultativos e dependentes com ônus adicional. CAPÍTULO IV DAS CONTRIBUIÇÕES Art. 44. III – for exonerado ou pedir exoneração o servidor ocupante de cargo em comissão. por qualquer motivo. 38. 40. indispensáveis para que o segurado e seus dependentes usufruam dos benefícios previstos nesta Lei. excluída a gratificação natalina. 41. Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais e sucessivas ao IPAMB.IPAMB II – for demitido ou pedir demissão de cargo público municipal o servidor efetivo. fica sujeita ao prazo de carência de doze contribuições. A contribuição previdenciária. devida pelo servidor. a partir da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição para o IPAMB. Art. Os benefícios da assistência social. o período será igual a dos segurados obrigatórios para os atendimentos em geral. Independem de carência. 45. Art. 46. a partir da data de seu desligamento. 25 desta Lei. Aquele que.apostile. relacionadas a pensão por morte. O cancelamento da inscrição de dependentes poderá ser promovido de ofício. Art. Parágrafo único.br .

terá caráter facultativo e corresponderá a oito por cento da remuneração. além de juros de mora de 0. enquanto no exercício do mesmo. 54. O recolhimento das contribuições e demais consignações dos segurados inativos. Parágrafo único. para os dependentes entre dezoito e quarenta e nove anos. O recolhimento das contribuições da Previdência Social. excluída a gratificação natalina. ou função gratificada. As aposentadorias concedidas. 49. para os dependentes com mais de cinqüenta anos. sob pena de incidência de multa de dez por cento sobre o valor do débito. Na hipótese de acumulações de cargos. Não se verificando o recolhimento da contribuição pelo segurado. Art. servidor efetivo. A contribuição do Município para o custeio da assistência à saúde corresponderá a dois por cento do valor da folha de pagamentos dos servidores efetivos. far-se-á. A contribuição do Município para o custeio da previdência e assistência social corresponderá ao valor do custeio da aposentadoria e do salário-família. O segurado. Art. terá sua contribuição calculada sobre o total da remuneração correspondente a esses cargos ou funções. Art. nos casos previstos nesta Lei. ficará o interessado obrigado a recolhê-las. Parágrafo único. do salário do segurado ativo.br . acrescidos ainda da taxa de manutenção prevista nesta Lei. obrigatoriamente. 48. além do montante igual ao valor das contribuições efetivamente arrecadadas dos servidores no mês anterior. Art. até o décimo dia do mês subsequente. No caso de não serem descontadas. acrescido da taxa de manutenção. 51. de acordo com a faixa etária. a partir de Janeiro de 2001. Art. 50. As prestações asseguradas pelo IPAMB a seus segurados e respectivos 46 www.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . ficará o inadimplente sujeito ao juro de um por cento ao mês. cargo em substituição. para os indicados no art. III – seis por cento. 30 desta Lei. que vier a exercer cargo em comissão. § 1º. 52.apostile. Art. § 2º. TÍTULO III CAPÍTULO I DOS BENEFÍCIOS E SERVIÇOS Art.33% (trinta e três centésimos por cento) por dia de atraso. temporários e comissionados. Art.IPAMB da remuneração. 55. automaticamente pelo IPAMB quando do pagamento mensal da aposentadoria a que tiverem direito. A contribuição para o custeio da assistência à saúde de aposentados e pensionistas terá caráter facultativo e corresponderá a oito por cento dos proventos ou pensões. permitidas em Lei. 47. será efetuado pelo Poder Público. diretamente. nos termos do art. 26 desta Lei. A contribuição para os dependentes adicionais. sendo de: I – dois por cento. não terão seus valores computados para efeito da contribuição prevista neste artigo. Art. II – quatro por cento. a contribuição será calculada sobre o total dos vencimentos ou proventos correspondentes. será variável. as contribuições ou outras importâncias consignadas a favor do IPAMB. A contribuição para o custeio da assistência à saúde. 53. dos cargos acumulados. bem como das consignações e outras obrigações dos segurados obrigatórios. até o quinto dia após a data do pagamento do funcionalismo. excluída a gratificação natalina. para os dependentes até dezessete anos.com.

de enfermagem. se servidor do sexo masculino. As aposentadorias concedidas com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 3 .auxílio-reclusão. programas de saúde preventiva. § 1º. O IPAMB prestará na forma estabelecida nesta Lei e seu Regulamento os seguintes benefícios: I – previdenciários: a) aos segurados obrigatórios: 1 . CAPÍTULO II DA REMUNERAÇÃO E DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA Art. segundo os termos desta Lei e seu Regulamento. conforme disposições do Regulamento. 4 – salário-família. 56.aposentadoria compulsória aos setenta anos. ações de promoção e geração de renda. conforme o Regulamento. exceto pensionistas: 1 .br . 57.pecúlio facultativo.IPAMB dependentes. exigível pelo segurado e seus dependentes. SEÇÃO ÚNICA DAS ESPÉCIES DE BENEFÍCIOS E SERVIÇOS Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . laboratorial. terapia ocupacional. § 2º. ligados a área da saúde e assistência social. farmacêutica. na forma da lei. segundo os termos desta Lei e seu Regulamento. exigível pelo segurado e seus dependentes.aposentadoria voluntária. de atendimento às situações de risco. se servidor do sexo feminino ou se professor em função de magistério. 2 .aposentadoria por invalidez permanente.auxílio-doença. 2 . se professora em função de magistério. e mediação na saúde. psicológica. órteses e próteses. odontológica. de caráter não pecuniário. ambulatorial. serão calculadas na seguinte proporção: a) 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano. Os proventos de aposentadorias e pensões serão revistos na mesma proporção e 47 www. 3 . fonoaudiológica. ao segurado. b) aos dependentes. 5 . saúde do trabalhador. hospitalar. Art. b) 1/30 (um trinta avos) por ano. II – serviços. conforme o Regulamento. fisioterápica. 2 – a Assistência Social compreenderá: ações de atendimento à pessoa idosa. empréstimo-saúde. 58.com.apostile. aos contribuintes e seus dependentes: 1 – a Assistência à Saúde compreenderá: assistência médica. c) 1/25 (um vinte e cinco avos) por ano. Assistência é o serviço. Benefício é a prestação pecuniária. consistem em benefícios e assistências.pensão por morte do servidor segurado.

salvo se. com proventos integrais. na forma da lei. 61. ficando o mesmo obrigado. sob pena de suspensão do benefício. § 1º. Nos casos não especificados no caput deste artigo. 63. Art. II – oitenta por cento da remuneração de contribuição. Os proventos de aposentadoria. antes deste prazo. após avaliação do Programa Saúde do Trabalhador. concluir pela incapacidade definitiva para o serviço público.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Art. suas autarquias e fundações. o IPAMB. caso o benefício seja decorrente de acidente em serviço. por força de acidentes em serviço. tratamentos e processos de reabilitação indicados pelo IPAMB. que será facultado. § 2º. A aposentadoria por invalidez será mantida enquanto. Art. sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. Os proventos de aposentadoria proporcional serão equivalentes a setenta por cento do valor máximo que o servidor poderia obter de acordo com o artigo anterior. 59. do IPAMB. O pagamento dos proventos de aposentadorias concedidas a partir do mês de Janeiro do ano 2001 serão de competência do IPAMB. A aposentadoria por invalidez permanente será devida a contar do dia imediato ao da cessação da licença para tratamento de saúde. doença profissional ou doença grave. através de laudo de sua Junta Médica Pericial. os proventos de aposentadoria serão proporcionais ao tempo de contribuição. O servidor municipal será aposentado por invalidez. o segurado permanecer incapacitado para o exercício da profissão. por grupo de doze contribuições. 64.br . Art. A incapacidade para o exercício do cargo. SEÇÃO I DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ Art. § 3º.com. 60. contagiosa ou incurável. exceto o tratamento cirúrgico.apostile. A aposentadoria por invalidez será sempre precedida de licença para tratamento de saúde. não pressupõe e nem se confunde com a incapacidade para o serviço público. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. Sendo declarado incapaz para o exercício do cargo. a juízo do IPAMB. 62. moléstia profissional ou doença grave. o servidor será readaptado a outra função abrangida pelo Plano de Carreira da Prefeitura Municipal de Belém. mais um por cento deste.IPAMB na mesma data. inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. SEÇÃO II 48 www. por período não excedente de vinte e quatro meses. acrescido de cinco por cento por ano de contribuição que supere a soma a que se refere o artigo anterior. até o limite de cem por cento. a submeter-se a exames periódicos. contagiosa ou incurável especificadas em lei federal. e consistirá em renda mensal correspondente a: I – cem por cento da remuneração de contribuição vigente no dia da aposentadoria. não poderão ser superiores aos limites estabelecidos pela Constituição Federal. especificadas em lei federal. CAPÍTULO III DA APOSENTADORIA Art. § 4º. não podendo ultrapassar cem por cento do salário de contribuição nos demais casos.

SEÇÃO III DA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA Art. sob condições especiais. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos.br . definidos em lei.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . II – houver completado sessenta e cinco anos de idade. por ocasião da sua concessão. O disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo somente será aplicado aos servidores que vierem a ingressar nos quadros da administração pública municipal a partir da vigência desta Lei. quando o segurado completar setenta anos de idade. e na forma da lei. § 2º. de valor correspondente ao do respectivo provento ou remuneração. A pensão do dependente de segurado que contribua sobre dois cargos.com. com proventos integrais. efetuando-se a compensação dos valores de contribuição pagos para as entidades acima indicadas. A aposentadoria será compulsória. proporcional ao tempo de contribuição. 65. § 5º. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. Os proventos de aposentadoria. § 1º. preservados os direitos adquiridos dos atuais servidores. os dependentes farão jus a uma pensão mensal.apostile. CAPÍTULO IV DA PENSÃO POR MORTE Art.IPAMB DA APOSENTADORIA COMPULSÓRIA Art. sendo cinco anos no cargo efetivo em que se dará aposentadoria. serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria. O tempo de contribuição federal. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. ou da decisão judicial no caso de morte presumida. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. § 6º. estadual e municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. desde que cumprido o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público. que prejudiquem a saúde ou a integridade física. a partir da data do óbito. exclusivamente. O servidor poderá aposentar-se voluntariamente. O funcionário se afastará do cargo no dia imediato àquele em que atingir a idade-limite. corresponderão à totalidade da remuneração. na forma da Constituição Federal. 67. § 3º. se do sexo feminino. ressalvados os casos de atividades exercidas. § 1º. aposentado ou não. se do sexo masculino. se homem. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis. se mulher. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. § 7º. Os proventos de aposentadoria e as pensões. 49 www. será devida relativamente a cada um deles. ou cinqüenta e cinco anos de idade e trinta anos de contribuição. na forma da Lei Federal. § 4º. observadas as seguintes condições: I – houver completado sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. em relação ao disposto no inciso I deste artigo para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério. por ocasião de sua concessão. 66. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Por morte do segurado. na educação infantil e no ensino fundamental e médio. e sessenta anos de idade. Parágrafo único.

até o limite estabelecido nesta Lei. o auxílio reclusão que estiver sendo pago aos seus dependentes será automaticamente convertido em pensão.IPAMB § 2º. § 1º. Extinguindo-se o direito à parte da pensão. § 1º. conforme previsão da Constituição Federal. O valor da pensão por morte corresponderá a totalidade da remuneração de contribuição do servidor falecido. Art. a pena que não determine a perda do cargo. Art. Art. Extinguindo-se a parte do último pensionista. Após a morte do segurado. § 3º. § 2º. sendo rateada da seguinte forma: I – cinqüenta por cento para o cônjuge ou companheiro e o restante dividido em partes iguais entre os demais dependentes habilitados com direito a pensão. O pagamento do auxílio reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade ainda que condicional. 71. 73. 69. quando: I – afastado por motivo de prisão.apostile. II – em virtude de condenação. No caso do parágrafo anterior. nas mesmas condições da pensão por morte aos dependentes do segurado. Quando se tratar de morte presumida. e qualquer inscrição ou habilitação de dependente só produzirá efeito a contar da data de inscrição ou habilitação. a data de início do benefício será a da decisão judicial.br . CAPÍTULO VI DO AUXÍLIO DOENÇA 50 www. ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores recebidos. aposentado ou não.com. 72. 68.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . A concessão de pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente. Art. III – em partes iguais entre todos os dependentes quando não houver cônjuge ou companheiro. o seu direito transfere-se para os demais. extinguir-se-á também a pensão. em flagrante ou preventiva. No caso de falecimento do servidor detento ou recluso. § 2º. II – cem por cento para o cônjuge ou companheiro ou companheira. quando este for o único dependente com direito a pensão. a designação da companheira pode ser suprida mediante justificação judicial. com o reaparecimento do segurado. A pensão por morte será concedida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer. Art. Extinta a cota de um dependente. cessará automaticamente a concessão do benefício. salvo ocorrência de má-fé. na forma deste artigo. 70. proceder-se-á a redistribuição de pensão de forma eqüitativa em favor dos pensionistas remanescentes. CAPÍTULO V DO AUXÍLIO RECLUSÃO Art. O auxílio reclusão será devido. § 3º. A cada três meses os dependentes têm de fazer a prova da detenção ou reclusão. determinada pela autoridade competente. independentemente de cumprimento de carência. por sentença definitiva. conforme o disposto nesta Lei. em que se evidencie a existência da sociedade conjugal ou comunhão nos atos da vida civil.

anualmente.br . Art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .com. Independentemente do disposto neste artigo. O Plano de Custeio do IPAMB será aprovado. § 1º. nos casos comprovados de acidente de trabalho. § 2º. TÍTULO IV DOS PLANOS DE CUSTEIO E DE APLICAÇÃO DO PATRIMÔNIO CAPÍTULO I DO PLANO DE CUSTEIO Art. IV – doações. 77. III – oitenta por cento da remuneração a partir do nonagésimo primeiro dia de afastamento em diante.IPAMB Art. observadas as disposições legais específicas. III – receitas de aplicações do patrimônio. 51 www. doença grave. sob a forma legal. para fins de atendimento na área de assistência à saúde CAPÍTULO II DO PATRIMÔNIO E DA SUA APLICAÇÃO Art. autárquica e fundacional. contagiosa ou incurável. direitos atuais e os que venham a ser instituídos ou incorporados. o Plano de Custeio será revisto. com a finalidade de integralização do Passivo Atuarial do IPAMB.apostile. moléstia profissional. aprovada pelo Conselho de Administração. fixadas. O auxílio doença é devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para sua atividade habitual por mais de trinta dias consecutivos. Parágrafo único. legados e outras receitas diversas não previstas nos itens precedentes. atuarialmente. Parágrafo único. constando obrigatoriamente o regime financeiro e os respectivos cálculos atuariais. em especial aquelas contidas na Lei nº 8. na proporção de: I – noventa por cento da remuneração a partir do trigésimo primeiro até o sexagésimo dia de afastamento. o valor do auxílio será de cem por cento da remuneração. pelo Conselho de Administração do mesmo. seus bens. Os bens do IPAMB somente poderão ser alienados ou gravados por proposta do Presidente do Instituto. Constituem o patrimônio do IPAMB. 74. II – oitenta e cinco por cento da remuneração a partir do sexagésimo primeiro até o nonagésimo dia de afastamento. para cada caso. VI – receita advinda de convênios que o IPAMB realizar com entidades públicas ou privadas. O pagamento do benefício auxílio doença será custeado pelo órgão de origem do servidor afastado para tratamento de saúde. 75. Nos afastamentos por licença para tratamento de saúde.666/93. II – contribuições previdenciárias e assistenciais previstas nesta Lei. 76. O custeio do plano de benefícios será atendido pelas seguintes fontes de receitas: I – dotações iniciais ou periódicas e globais da contribuição dos órgãos da administração direta. subvenções. em gozo de licença para tratamento de saúde. V – taxas de sobrecarga sobre serviços prestados. sempre que ocorrerem eventos determinantes de alterações nos encargos do IPAMB.

conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Administração. VI – aos princípios contábeis pertinentes à matéria. a cada ano. em planos que tenham em vista: I – rentabilidade compatível com os imperativos atuariais do plano de custeio. a programação financeira e os balanços do IPAMB obedecerão aos padrões e normas instituídos por legislação específica. obedecer: I – às diretrizes gerais de gestão. conforme determinado por legislação federal. V – reserva matemática a construir. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil e a contabilidade obedecerá às normas públicas da administração financeira. 81. II – aos parâmetros atuariais sugeridos pela Diretoria de Seguridade. e contabilização dos ativos por fontes de recursos e gastos. III – liquidez compatível com o fluxo dos compromissos previdenciários. Art. IV – manutenção do poder aquisitivo dos capitais aplicados. a avaliação atuarial do IPAMB.IPAMB Art. CAPÍTULO III DA GESTÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA Art. V – ao pleno acesso dos segurados às informações relativas à gestão do regime ora instituído. O balanço geral com a apuração do resultado do exercício deverá ser apresentado pelo Diretor-Presidente do IPAMB ao Tribunal de Contas dos Municípios. 78. Para garantia da continuidade de pagamento dos benefícios. II – garantia dos investimentos. III – a inspeções anuais de auditoria por entidades independentes legalmente habilitadas. deverá o Presidente realizar.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 79. IV – a sistema de registro contábil individualizado de cada servidor e dos entes patronais. § 1º. ajustados às suas peculiaridades. II – reservas matemáticas de benefícios a conceder. nos prazos definidos em Lei.com. VI – o déficit técnico. dentre outros princípios aplicáveis à administração pública. Art. O IPAMB aplicará seu patrimônio. Parágrafo único. investimento e alocação dos recursos aprovados pelo Conselho de Administração. 82. obrigatoriamente. III – reservas de contingência.br . IV – reserva de reajuste de benefícios. 80. visando a sua gradual estabilização. 83. Os orçamentos. Juntamente com o balanço geral. Reservas matemáticas de benefício concedido é a diferença entre o valor atual dos 52 www.apostile. serão constituídas as seguintes reservas técnicas: I – reservas matemáticas de benefícios concedidos. Art. Art. A gestão do IPAMB deverá.

com. 85. para sustentação dos referidos encargos. V – outras rendas eventuais ou extraordinárias. ativos e aposentados. Art. reservas matemáticas. § 1º. de acordo com o plano de custeio vigente. Reserva Matemática a Constituir é a diferença entre o total das obrigações do passivo e o total de bens do ativo. ou pelas patronais. no caso de ser positiva essa diferença. III – taxa de administração no percentual de dois por cento sobre o valor de empréstimo de crédito de pessoal. 76: I – valores descontados dos funcionários contribuintes obrigatórios. Constituem fontes de receita do IPAMB.IPAMB encargos assumidos pelo IPAMB. reformas. será transferido para o exercício seguinte. venham a ser recolhidas aos cofres do IPAMB. pelos mesmos. TÍTULO V DA RECEITA. de acordo com as normas emanadas do Conselho de Administração. § 6º. II – juros de financiamentos efetuados aos beneficiários dentro das normas relativas à assistência financeira. não previstas nos itens anteriores. reservas remuneradas. sem prejuízo das sanções de natureza civil ou criminal cabíveis. Reservas matemáticas de benefícios a conceder é a diferença entre o valor atual dos encargos a serem assumidos pelo IPAMB. Fica assegurado ao IPAMB o direito. a reserva de contingência será consignada com o valor equivalente ao daquele limite percentual e o excesso. § 5º. ao final da cada exercício financeiro. A autoridade administrativa ou servidor que no exercício de suas funções deixar de efetuar os recolhimentos devidos ao IPAMB. referidas nos §§ 1º 2º. § 3º. por motivo de faltas e atrasos ao trabalho não justificados. para sustentação aos referidos encargos. venham a ser recolhidos aos cofres do IPAMB. DA ARRECADAÇÃO E DO RECOLHIMENTO CAPÍTULO I DA RECEITA Art. a reserva a constituir será consignada com o valor equivalente ao daquele limite. O saldo positivo do IPAMB. auxílio-reclusão. à crédito da previdência social dos servidores do Município de Belém. e o valor atual das contribuições que. § 2º. em relação aos seus segurados. respectivos dependentes que ainda não estejam em gozo de rendas iniciadas de aposentadorias. Reserva de contingência é a diferença entre o total dos bens do ativo e o total das obrigações do passivo. pecúlios. apurado em balanço.br . pensões. no caso de ser positiva essa diferença. além daquelas enumeradas no art. ou pelas patronais. § 4º. de acordo com o plano de custeio vigente. § 2º. sob o título de "Reserva de Reajuste de Benefícios". IV – contribuições de pecúlios facultativos.apostile. em relação aos seus beneficiários em gozo de rendas iniciadas de aposentadorias. e o excesso. referida no parágrafo anterior. reformas. através de funcionários para tanto 53 www. sob o título de Déficit Técnico. 84. auxílio-reclusão e pensões. pelos mesmos. for superior à Reserva de Benefícios a Conceder a segurados que ainda não tenham preenchido as condições para o gozo da aposentadoria. Se a diferença. e o valor atual das contribuições que.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . incorrerá em falta funcional. No caso de ser a diferença referida no § 3º (em favor do ativo) superior aos vinte e cinco por cento da soma dos valores das reservas.

Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 88. demissão ou abandono de cargos dos seus servidores. dependentes e pensionistas.br . 87. 54 www.502/90. bem como. ficam garantidas pelo Erário Municipal. 95. 86. sem prejuízo da ação criminal que couber.com. em função de perdas de valor do capital. CAPÍTULO II DA ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO Art. no mês de Dezembro. as atribuições dos seus respectivos dirigentes. determinará a nulidade desta ou daquela e seu automático cancelamento. Art. Ao servidor fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro dia subsequente ao do protocolo do requerimento da aposentadoria. imediatamente. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de quaisquer importâncias devidas ao IPAMB serão feitas em quarenta e oito horas após o pagamento das mesmas. e encaminhado. III – pensão alimentícia judicialmente decretada. aprovado pelo Conselho de Administração. O pedido de habilitação às prestações em geral. 90.IPAMB especificamente credenciados. Art. O Regimento Interno. em caso de falecimento. Art. será dirigido ao Presidente do IPAMB. o Instituto procederá à atualização de cadastro de contribuintes. Art. Art. em valor equivalente ao respectivo provento. II – impostos retidos na fonte por força de legislação aplicável. A falsidade de documento para criar direito a favor de alguém à prestação ou de quota da mesma. relativamente a seus créditos. Art. Podem ser descontados dos benefícios: I – débitos do contribuinte ou dependente para com o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém. 91. caso não seja antes cientificado do indeferimento. que antes de decidir determinará a oitiva da Procuradoria Geral do Instituto. O diploma legal que disciplina os Direitos e Deveres dos servidores municipais do IPAMB. procederá à revisão e à atualização das pensões em vigor. Anualmente. disporá sobre as atividades dos órgãos que compõe a estrutura administrativa do IPAMB. na forma da lei. a fim de ajustá-las ao disposto nesta Lei e seu Regulamento. Art. TÍTULO VI CAPÍTULO ÚNICO DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 89. 92. exercer fiscalização junto aos órgãos empregadores. A partir da vigência desta Lei. Art. 93. importam na incidência de juros moratórios e respectiva correção.apostile. comprovante ao Departamento Financeiro e Contábil. e não recolhidas ou não pagas nos prazos legais. As consignações devidas ao IPAMB. 94. sem qualquer ônus para o requerente. sem prejuízo da percepção de sua remuneração. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina. 96. Art. o IPAMB. através de conta bancária específica. é o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais – Lei nº 7. § 3º. averbadas pela Municipalidade de Belém. Quaisquer quantias devidas ao IPAMB.

produzindo todos os seus efeitos. Art.IPAMB Art. dolo ou má-fé.508 de 24 de Janeiro de 1991.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 98. Parágrafo único. sem prejuízo da ação penal cabível. noventa dias da data de sua publicação no Diário Oficial do Município. sendo revogadas todas as disposições legais em contrário. EDMILSON BRITO RODRIGUES Prefeito Municipal de Belém 55 www. 97. vigente para a Previdência Social. de acordo com o disposto no artigo 195. Art. § 6º. 99. Art.com. implicará na devolução ao IPAMB do total auferido. pelo Chefe do Poder Executivo Municipal.774 de 31 de Dezembro de 1969. A presente Lei entra em vigor. as disposições da Lei nº 7. que sejam conflitantes ou contrários ao disposto neste diploma legal. Lei nº 7.686 de 17 de Janeiro de 1994. especialmente as seguintes: Lei nº 6. Belém(PA). da Constituição Federal. O período superior a quinze dias corresponderá a 1/12 (hum doze avos) para efeito de cálculo. A gratificação natalina ou décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de Dezembro de cada ano e corresponderá 1/12 (hum doze avos) para cada mês de benefício concedido.502 de 21 de Dezembro de 1990. considerando-se para casos omissos como supletivas a Legislação Estadual e Federal.apostile. 100. e suas alterações posteriores. O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. e da Lei nº 7.br . nem inferior ao piso municipal da Prefeitura Municipal de Belém. Parágrafo único. 30 de Dezembro de 1999. Nenhum benefício de aposentadoria ou pensão previsto nesta Lei poderá ser superior ao subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal. A presente Lei será regulamentada no prazo de noventa dias.

Parágrafo único. na conformidade da presente lei. estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Art. destina-se a garantir aos seus segurados e dependentes. autárquica e fundacional do Município e os da Câmara Municipal de Belém. Art. os servidores estabilizados por força do artigo 19 do Ato da Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. 41/2003 e 47/2005. das Emendas Constitucionais nº 20/98. no particular ao Regime Próprio de Previdência Social do Município de Belém/PA. DE 30 DE NOVEMBRO DE 2005 Dispõe sobre a reestruturação do Instituto de Previdência do Município de Belém – IPAMB. Estado do Pará. natureza autárquica e autonomia administrativa e financeira. através de seu RPPS.887/2004. goza de personalidade jurídica de direito público. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. para os atuais servidores e para os demais. Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM. para efeitos previdenciários: I – os servidores efetivos ativos e inativos da administração direta. bem como das Leis Federais nº 9. e dá outras providências. 56 www. 5º Perderá a qualidade de segurado aquele que deixar de exercer a atividade que o submeta ao regime do IPAMB. Parágrafo único. em caso de contingências que interrompam.717/98 e 10. Parágrafo único. aplica-se o Regime Geral de Previdência Social. e os servidores admitidos antes de 05 de outubro de 1988. Ao servidor ocupante. 1º Fica reestruturado por essa lei o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores do Município de Belém – IPAMB.453. bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 3º São contribuintes obrigatórios do IPAMB. Lei nº 7.com. regidos pelas normas estatutárias. conforme disposto no § 13 do art. de 05 de julho de 1989. Art. a partir de suas respectivas posses.º 8466. estes investidos em cargo público por força do Regime Jurídico Único. 2º O Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém – IPAMB. 40 da CF/88. A perda da qualidade de segurado importa na caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade. prestações de natureza previdenciária. II – são considerados contribuintes obrigatórios do IPAMB para efeitos previdenciários.br . Seção Única Do Órgão. consoante aos preceitos e diretrizes emanadas do art. CAPÍTULO II DAS PESSOAS ABRANGIDAS Seção I Dos Segurados Art. O Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém – IPAMB. exclusivamente.IPAMB Lei Ordinária N. 4º A filiação ao IPAMB será obrigatória a partir da publicação desta lei. depreciem ou façam cessar seus meios de subsistência. 40 da Constituição Federal de 1988. Natureza Jurídica e Seus Fins Art.apostile.

a estes será lícito promove-la. § 1º. a das pessoas constantes nos incisos II e III deverão comprova-la. separados judicialmente. que se processará da seguinte forma: I – para o segurado. 9º. pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado.br . desde que não tenha atingido 21 (vinte e um) anos ou inválido. de qualquer condição. permanece filiado ao regime previdenciário de origem. Seção II Dos Dependentes Art. Art. pela anulação do casamento. sem interrupção. enquanto não se separarem. Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que. devendo o IPAMB fornecer ao segurado. 6º Ao segurado que deixar de exercer. III – o servidor é responsável civil e criminalmente pela inscrição de dependentes realizada com base em documentos e informações por ele fornecidos. exceto neste caso. temporariamente atividade que o submeta ao regime do IPAMB é facultado manter a qualidade de segurado. Ocorrendo o falecimento do segurado sem que tenha feito sua inscrição e a de seus dependentes. enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos. Art. e III – o irmão não emancipado. II – para os dependentes. desde que não tenha atingido 21 (vinte e um) anos ou se inválido. mantenha união estável com o segurado ou segurada.IPAMB Art. de qualquer condição. III – para o filho e o irmão. quando forem solteiros. Parágrafo único. § 4º.apostile. a companheira. o companheiro. ou tenham prole em comum. nas condições do inciso I. desde que passe a efetuar. a qualificação perante o IPAMB comprovada por documentos hábeis. e IV – para os dependentes em geral: a) pelo matrimônio. para outorga das prestações a que fizerem jus.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Art. salvo se inválidos. pela separação judicial ou divórcio sem direito a percepção de alimentos. se a emancipação dor decorrente de colação de grau em curso de ensino superior. Seção III Da Inscrição das Pessoas Abrangidas Art. 7º São considerados dependentes do segurado. de qualquer condição. a declaração por parte do segurado.com. sujeita à comprovação da qualificação de cada um por documentos hábeis. em qualquer dos incisos deste artigo exclui do direito ao benefício os indicados nos incisos subseqüentes. § 2º. ainda que inválido. para os efeitos desta lei: I – O cônjuge. A existência de dependente indicado. c) pelo falecimento. ao atingirem a maioridade. II – para a companheira ou companheiro. divorciados ou viúvos. Parágrafo único. b) pela cessação da invalidez. 57 www. dos Estados. e o filho não emancipado. 10. § 3º. documento que a comprove. Equiparam-se aos filhos. do Distrito Federal e de outros Municípios à disposição do Município de Belém. A inscrição é essencial à obtenção de qualquer prestação. mediante declaração escrita do segurado e desde que comprovada à dependência econômica: o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação. pela cessação da união estável com o segurado ou segurada. ou pela emancipação. devidamente reconhecida pelo IPAMB. O servidor efetivo da União. o pagamento mensal das contribuições referentes a sua parte e a do Município. bem como o servidor vinculado a este Instituto posto à disposição de outro poder permanece vinculado ao IPAMB. A perda de qualidade de dependente ocorrerá: I – para os cônjuges. Considera-se união estável aquela verificada entre o homem e a mulher como entidade familiar. sem ser casada. 11. II – os pais. Os segurados e seus dependentes estão obrigados a promover a sua inscrição no IPAMB. 8º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I do artigo anterior é presumida.

se mulher. salvo se. II – aposentadoria compulsória. preferencialmente em seu órgão de origem.br . B) Aos dependentes. II – que exerçam atividades de risco. excetos pensionistas: I – pensão por morte do servidor segurado. por período não excedente a vinte e quatro meses. V – auxílio doença. salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. b) a doença ou lesão de que o segurado filiado na data da posse ao IPAMB já era portador não lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez. Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. e) sendo declarado incapaz para o exercício do cargo. se homem e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. desta lei: a) a invalidez será apurada mediante perícia médica realizada segundo instruções emanadas do IPAMB e os proventos da aposentadoria serão devidos a partir do dia seguinte ao ato da concessão. se homem. contagiosa ou incurável. ressalvados. III – aposentadoria voluntária. a juízo do IPAMB. exceto o tratamento cirúrgico. exceto se decorrente de acidente em serviço. ficando o mesmo obrigado. § 1º. o IPAMB. 58 www. o segurado permanecer incapacitado para o exercício da profissão. Sub-Seção I Da Aposentadoria Art. § 2º. o servidor será readaptado a outra função abrangida pelo Plano de Carreira da Prefeitura Municipal de Belém. aos setenta anos de idade. através de laudo de sua Junta Médica Pericial.IPAMB CAPÍTULO III DOS DIREITOS DAS PESSOAS ABRANGIDAS Seção I Dos Benefícios Garantidos aos Segurados A) Aos segurados obrigatórios: I – aposentadoria por invalidez permanente. a submeter-se a exames periódicos. 14. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.apostile. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam os artigos 40 e 201 da CF/88. moléstia profissional ou doença grave. VI – salário maternidade. sob pena de suspensão do benefício.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . concluir pela incapacidade definitiva para o serviço público. d) a aposentadoria por invalidez será mantida enquanto. II – compulsoriamente. por ocasião da sua concessão. II – auxílio reclusão. antes deste prazo. não pressupõe e nem se confunde com a incapacidade laborativa. 12. III – voluntariamente. suas autarquias e fundações. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. se mulher. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. b) sessenta e cinco anos de idade. e sessenta anos de idade. os casos de servidores: I – portador de deficiência. especificados no art.com. f) a aposentadoria por invalidez será sempre precedida de licença para tratamento de saúde. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos segurados do IPAMB. nos termos definidos em leis complementares. c) a incapacidade para o exercício do cargo. IV – salário família. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. na forma do artigo 13 desta lei. que será facultado. Os servidores abrangidos pelo regime do IPAMB serão aposentados: I – por invalides permanente. tratamentos e processos de reabilitação indicados pelo IPAMB.

cegueira. As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão os seus valores atualizados. 14.com. estado avançado de doença de Paget (osteíte deformante). Os valores das remunerações a serem utilizadas no cálculo de que trata este artigo serão comprovados mediante documento fornecido pelos órgãos e entidades gestoras dos regimes de previdência aos quais o servidor esteve vinculado. Para os fins deste artigo. terá direito à aposentadoria integral. II – superiores aos valores dos limites máximos de remuneração no serviço público do respectivo ente. de acordo com a variação integral do [índice fixado para a atualização dos salários de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime feral da previdência social. quando portador de tuberculose ativa.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . considerar-se-á. hepatopatia grave ou quando vítima de acidente do trabalho ou moléstia profissional que o invalide para o serviço. § 1º. paralisia irreversível e incapacitante. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício de funções de magistério na educação infantil. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. exceto se decorrente de acidente em serviço. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no inciso II. II e III. § 5º. moléstia profissional ou doença grave. 15. no caso de invalidez permanente. por ano de contribuição. Os proventos. 13. Para o cálculo dos valores proporcionais de proventos a que se referem os incisos I. 13 desta lei. (AC) Art. em relação ao disposto no art.IPAMB III – cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. se posterior àquela competência. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.apostile. contagiosa ou incurável. será considerada a média aritmética simples das maiores remunerações. alínea “b” deste artigo. nefropatia grave. 12. § 4º. cardiopatia grave. Na hipótese da não instituição de contribuição para o regime próprio durante o período referido no caput. “a”. § 6º. o provento corresponderá a um trinta e cinco avos da totalidade da remuneração do servidor na data da concessão do benefício. O segurado. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria por conta do regime previsto no art. Art. síndrome da deficiência imunológica adquirida – AIDS. § 2º. doença de Parkinson. O auxílio doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para o exercício da função em 59 www. utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado. Sub-seção II Afastamento do Trabalho Auxílio Doença Art. por ocasião de sua concessão. se mulher. 40 da Constituição Federal. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no inciso III. de acordo com lei federal. alienação mental. [1]§ 8º.br . as remunerações consideradas no cálculo da aposentadoria não poderão ser: I – inferiores ao valor do salário mínimo. O servidor só poderá ser afastado do trabalho. mês a mês. e um trinta avos. após a ciência do deferimento da aposentadoria. no ensino fundamental e médio. § 4º. neoplasia maligna. III. quando esta for voluntária. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 1º do art. especificadas em lei. correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição. alínea “a”. calculados de acordo com o caput. § 3º. anquilosante. hanseníase. a remuneração do servidor no cargo efetivo no mesmo período. No cálculo dos proventos de aposentadoria previsto no artigo 12 desta lei. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição. como base de cálculo dos proventos. se homem. espondilortrose. quanto aos meses em que o servidor esteve vinculado ao regime de previdência social. § 7º. § 3º. contaminação por radiação (com base em conclusão da medicina especializada). § 5º. ou III – superiores ao limite máximo do salário de contribuição.

21. Art. de até quatorze anos ou inválidos. desde que. § 1º. Será devido auxílio doença ao segurado que sofrer acidente de qualquer natureza. O segurado em gozo de auxílio doença insuscetível de recuperação para sua atividade habitual. Caberá pedido de reconsideração quando da cessação do benefício. Art.apostile. é o mesmo definido pelo RGPS. de qualquer condição. § 1º. 17. fará jus ao auxílio doença a partir da data do novo afastamento. por mais de 60 (sessenta) dias consecutivos. Art. O segurado afastado do trabalho por motivo de doença está obrigado. O atestado de vacinação e a comprovação de freqüência escolar deverá ser apresentado até o dia 31 de maio de cada ano. Se o segurado. e se dele voltar a se afastar dentro de 90 (noventa) dias desse retorno. a processo de readaptação profissional. § 1º. o Município fica desobrigado do pagamento relativo aos 60 (sessenta) primeiros dias de afastamento. As faltas ao serviço correspondentes aos primeiro 60 (sessenta) dias serão abonadas mediante atestado/laudo médico junto ao órgão de origem. ambos terão direto ao salário família. e corresponderá a totalidade da remuneração. § 2º. apresente fatos novos que venha a justificar a prorrogação do benefício. deverão ser deduzidas quando do recolhimento das contribuições sobre a folha de pagamento. afastar-se do trabalho durante 60 (sessenta) dias. deverá o servidor ser aposentado por invalidez. até quatorze anos de idade ou inválido. pro motivo de doença. § 1º. Art. retornando à atividade no 61º dia (sexagésimo primeiro) dia. Quando a incapacidade ultrapassar 60 (sessenta) dias consecutivos. independentemente de sua idade e sob pena de suspensão do benefício. se for o caso.IPAMB gozo de licença para tratamento de saúde. 60 www. Quando o pai e a mãe forem segurados. Não será devido auxílio doença ao segurado que se filiar ao IPAMB na data de sua posse e que já seja portador de doença ou lesão invocada como causa para concessão do benefício. 20. O salário família será devido. O pagamento do salário família será devido a partir da data da apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado. estando condicionado à apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de freqüência à escola do filho ou equiparado.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . O valor da cota do salário família por filho ou equiparado de qualquer condição. § 4º.com. Durante os primeiros 60 (sessenta) dias consecutivos de afastamento de atividade por motivo de doença. A invalidez do filho ou equiparado maior de quatorze anos de idade deve ser verificada em exame médico pericial a cargo do IPAMB. § 2º. o segurado será submetido à perícia médica do IPAMB. a submeter-se a exames médico e acompanhamento multiprofissional a cargo do IPAMB. 16. § 3º. Art. § 2º. Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de 90 (noventa) dias contados da cessação do benefício anterior. § 2º. 22. e se for o caso. mediante remuneração. O segurado em gozo de auxílio doença que vier exercer qualquer atividade laborativa. 18. terá o benefício cessado imediatamente. aos segurados que tenham renda bruta mensal igual ou inferior ao teto definido para este benefício no Regime Geral de Previdência Social – RGPS. Sub-Seção III Do Salário Família Art. As cotas do salário família pagas pelo Município. salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados. deverá submeter-se a processo de readaptação profissional para exercício de outra atividade e não cessando o benefício em 24 (vinte e quatro) meses consecutivos. na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados. mensalmente. O auxílio doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho e pela transformação em aposentadoria por invalidez. Art. 19.br . incumbe ao Município pagar ao segurado sua remuneração. § 1º. § 2º.

Nos meses de início e término do salário maternidade da segurada. os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas.com. II – quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade. a segurada tem direito aos cento e vinte dias previstos neste artigo. para qualquer efeito. Art. § 4º. além dos dados médicos necessários. durante cento e vinte dias consecutivos. o atestado será fornecido pela perícia médica do IPAMB. se a criança tiver de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade. § 4º. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. Quando o parto ocorrer sem acompanhamento médico. O atestado deve indicar. comprovado mediante atestado médico. O direito ao salário família cessa automaticamente: I – por morte do filho ou equiparado. § 2º. 61 www. 28. O salário maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade. Em caso de aborto não criminoso. podendo ser prorrogado na forma prevista no § 2º. 25. § 5º. 26. Acrescido do 13º salário proporcional correspondente a 4/12 avos. ou em caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do pátrio poder. deste artigo. Seção II Dos Benefícios aos Dependentes Sub-Seção I Da Pensão por Morte Art. separação judicial ou de fato dos pais. ou II – igual ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. à remuneração ou ao benefício. À segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias. salvo se inválido.apostile. § 3º.br . 201 da Constituição Federal. O salário família não se incorporará ao subsídio. se a criança tiver entre 1 (um) a 4 (quatro) anos de idade. a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade. caso aposentado à data do óbito. 24. pago na última parcela. bem como a data do afastamento do trabalho. ou IV – pela perda da qualidade de segurado. a segurada terá direito ao salário maternidade correspondente a duas semanas. 23. a contar do mês seguinte ao do óbito. ou a outra pessoa. O início do afastamento do trabalho da segurada será determinado com base em atestado médico emitido pelo IPAMB ou médico de instituição credenciada. Em caso de divórcio.IPAMB Art. Sub-Seção IV Do Salário Maternidade Art. O salário maternidade consistirá de renda mensal igual a remuneração da segurada. § 3º. Será devido salário maternidade à segurada gestante. 26 e seus parágrafos. caso em atividade na data do óbito.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . com início vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto. Em casos excepcionais. mediante inspeção médica. 27. 201 da Constituição Federal. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. o salário família passará a ser pago diretamente aquele cujo cargo ficar o sustento do menor. de 60 (sessenta) dias. o salário maternidade será proporcional aos dias de afastamento do trabalho. os períodos a que se referem o art. Em caso de parto antecipado ou não. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. a contar do mês seguinte a data do aniversário. A pensão por morte será calculada na seguinte forma: I – igual ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. se a criança tiver até 1 (um) ano de idade. e de 30 (trinta) dias. § 1º. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. Art. § 1º. III – pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido. se houver determinação judicial nesse sentido. Art. § 2º.

sendo restabelecido a partir da data da recaptura ou da reapresentação à prisão. além da documentação que comprovar a condição de segurado e de dependentes. 9º desta lei. Os pensionistas inválidos ficam obrigados. e seus dependentes tenham recebido auxílio reclusão.IPAMB § 1º. Aplicar-se-ão ao auxílio reclusão. O auxílio reclusão será rateado em cotas partes iguais entre os dependentes do segurado. as disposições atinentes à pensão por morte. desde que tenha renda bruta igual ou inferior ao teto definido para este benefício no Regime Geral de Previdência Social. O auxílio reclusão será devido a contar da data em que o segurado preso deixar de perceber remuneração do órgão de origem. 28. não se extinguindo a respectiva cota se confirmada a invalidez. O auxílio reclusão consistirá numa importância mensal igual à totalidade da remuneração percebida pelo segurado. tanto para concessão como para cessação de suas quotas de pensão. devidamente atualizado com base no índice utilizado pelo RGPS para o reajuste dos benefícios. extinta ficará também a pensão. Art. desastre ou catástrofe. no que couberem. § 2º. § 3º. nada sendo devido aos seus dependentes enquanto estiver o segurado evadido e pelo período da fuga.br . o valor correspondente ao período de gozo do benefício deverá ser restituído ao IPAMB pelo segurado ou por seus dependentes. § 6º. 21.com. e II – desaparecimento em acidente. § 1º. deverá ser submetido a exame médico pericial. 33. do art. 30. Sub-Seção II Do Auxílio Reclusão Art. § 1º. e que por este motivo. § 4º. que esteja recolhido à prisão. ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores recebidos. A parcela de pensão de cada dependente extingue-se com a perda da qualidade de dependente na forma do art. não perceba remuneração do órgão de origem. Art. II – da data da decisão judicial. Para a instrução do processo de concessão deste benefício. concedida ao conjunto de seus dependentes. receberá a pensão em igualdade de condições com os demais dependentes. IV – O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato. Caso o segurado venha a ser ressarcido com o pagamento da remuneração correspondente ao período em que esteve preso. proceder-se-á a novo rateio da pensão. Ficam dispensados dos exames referidos neste artigo os pensionistas inválidos que atingirem a idade de 55 (cinqüenta e cinco) anos. 62 www. § 5º. Expedida por autoridade judiciária competente. sendo tal documento renovado trimestralmente. Art. em favor dos pensionistas remanescentes. Art. o benefício será suspenso. serão exigidos: I – documento que certifique o não pagamento de remuneração ao segurado pelo órgão de origem. § 4º. e II – certidão emitida pela autoridade competente sobre o efetivo recolhimento do segurado à prisão e o respectivo regime de cumprimento da pena. § 2º. desastre ou catástrofe. mediante prova idônea. Na hipótese de fuga do segurado. 32. 29. salvo má-fé. a submeter-se ao exame médico pericial determinado pelo IPAMB. § 3º.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . A pensão provisória será transformada em definitiva com o óbito do segurado ou após 10 (dez) anos de ausência ou deve ser cancelada com reaparecimento do mesmo. A pensão por morte será devida aos dependentes a contar: I – do dia do óbito. A importância total assim obtida será rateada em partes iguais entre todos os dependentes com direito a pensão. em razão da prisão. bem como a companheira (o) que recebia pensão de alimentos. ou III – da data da ocorrência do desaparecimento do segurado por motivo de acidente. Não fará jus a pensão o dependente condenado por prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do segurado. na forma do § 1º. Com a extinção da quota do último pensionista. O dependente menor de idade que se invalidar antes de completar vinte e um anos. § 2º. Toda vez que se extinguir uma parcela de pensão. Será concedida pensão provisória pro morte presumida do segurado nos seguintes casos: I – sentença declaratória de ausência.apostile. se requerida até 60 (sessenta) dias. no caso de declaração de ausência. Parágrafo único.

38. serão vertidos em favor do Instituto. 201 da Constituição Federal. Art. CAPÍTULO IV DO CUSTEIO Art. As prestações. salvo quanto a importâncias devidas ao próprio IPAMB e aos descontos autorizados. Art. Art. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. quando se fará a procurador. o IPAMB observará no que couber. Se o segurado preso vier a falecer na prisão. mediante autorização expressa do IPAMB que. Art. e terá por base o valor do benefício do mês de dezembro. segundo critérios estabelecidos na Lei Federal nº 9. 37. Art. rural ou urbana. e os valores a eles correspondentes. sendo vedada a antecipação do pagamento. 37. quando não reclamados. sobre ele incidindo a contribuição previdenciária. Os valores dos benefícios assegurados às pessoas abrangidas.IPAMB § 7º. Art. Além do disposto nesta lei. do art. garantindo-se aos servidores que tenham adquirido direito a tal contagem até 15 de dezembro de 1998. e de cargo efetivo. É assegurado o reajustamento dos benefícios para preserva-lhes. O tempo de contribuição federal. Os servidores municipais contemplados pelo art. não poderão ser objeto de penhora. receberão do órgão instituidor (IPAMB). Art. quando o valor será o do mês da cessação. 44. durante o ano. todavia. Aplica-se o limite fixado no art. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. Art.br . O pagamento dos benefícios em dinheiro será efetuado diretamente ao segurado ou ao dependente. salário maternidade pagos pelo RPPS.796/99. Parágrafo único. 39. A receita previdenciária do IPAMB será constituída. nos termos do § 9º. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma da Constituição Federal. 42. 34. o valor real. de modo a garantir o seu equilíbrio financeiro e atuarial. como compensação financeira. data em que entrou em vigor a Emenda Constitucional nº 20. exceto quando o benefício encerrar-se antes deste mês. na seguinte forma: 63 www. 41. arresto ou seqüestro. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na privada. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. poderá nega-la quando considerar essa representação inconveniente. pensão por morte. concedidas aos segurados ou a seus dependentes. O abono de que trata o caput será proporcional em cada ano ao número de meses de benefício pago pelo RPPS. prescreverão.com. o benefício será transformado em pensão por morte. hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente. por lei ou derivados da obrigação de prestar alimento reconhecida por via judicial. os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. todo o provento integral da aposentadoria. em caráter permanente. bem como a outorga de poderes irrevogáveis ou em causa própria para a respectiva percepção. sendo nula de pleno direito qualquer venda ou cessão e a constituição de quaisquer ônus. É vedada qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. 36. 40. Parágrafo único.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .apostile. à soma total dos proventos de inatividade. SEÇÃO III DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS Art. conforme índice utilizado pelo RGPS para o reajuste dos benefícios. independente do órgão de origem (INSS) ter feito ou não o repasse do recurso de cada servidor. tiver recebido proventos de aposentadoria. 43. 3º desta lei. XI da Constituição Federal. 35. Art. salvo nos casos de ausência ou impossibilidade de locomoção do beneficiado. no prazo de 5 (cinco) anos. Para efeito do benefício de aposentadoria. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria. O abono natalino será devido aquele que. em que cada mês corresponderá a um doze avo. a contar da data em que forem devidos.

(REDAÇÃO ORIGINAL) V – de uma contribuição mensal dos segurados que usarem da faculdade prevista no art. calculada com base no total das remunerações pagas. Art.IPAMB I – de uma contribuição mensal obrigatória. 201 da Constituição Federal. dos segurados inativos e dos pensionistas a razão de 11% (onze por cento). da Lei federal nº 10. para o exercício 2006 e a partir de 2007 a alíquota será prevista conforme avaliação atuarial anual. IV. de 28/12/2007 (DOM nº 11. (NR) (Inciso IV do artigo 44 com NR dada pela Lei nº 8.apostile. conforme disposto no § 21 do art. obrigatória.887. 2º. Parágrafo único. II – de uma contribuição mensal. a razão de 3% (três por cento). incluídas suas Autarquias e Fundações e do Poder Legislativo. de 18 de junho de 2004. a razão de 11. à razão de 3. [3] X – de contribuição patronal mensal. para o exercício de 2008. que superarem o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. incluídas suas autarquias e Fundações e do Poder Legislativo. a retribuição pecuniária devia ao segurado a título remuneratório pelo exercício do cargo com valor fixado em lei. definida pelo art. nos termos do art. (NR) X .br . de 30/01/2008).717/98. 40 da Constituição Federal. 44. incluídas suas Autarquias e Fundações e do Poder Legislativo.com. de 18 de junho de 2004. além das transferências dos recursos financeiros referentes aos proventos de aposentadoria e salário família. nos termos do artigo 2º. calculada sobre os proventos e as pensões concedidas após a publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003. (NR) IV . a razão de 11% (onze por cento).887. igual a 11% (onze por cento) calculada sobre a remuneração de contribuição. calculada com base no total das remunerações pagas. 4º.00% (onze por cento). que superarem o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. acrescido das vantagens 64 www. de 18 de junho de 2004. para financiamento do déficit técnico atuarial. art. 6º. 2º da Lei Federal nº 9.466. de que trata o inc. VII – pelas doações. definida pelo § 1º do art.00% (três por cento). 201 da Constituição Federal. da Lei Federal nº 9. concedidos até dezembro de 2000. definida pelo art. referente ao exercício de 2008. da Lei Federal nº 9.887. da Lei nº 8. devidas ou creditadas. com redação dada pela Lei nº 10.717/98. tais alíquotas serão atualizadas através de avaliação atuarial anual. aos servidores efetivos do Município de Belém. adequada à avaliação atuarial anual. adequada à avaliação atuarial anual.068. Considera-se remuneração de contribuição. VIII – por aluguéis de imóveis. de 30/01/2008). incluídas suas autarquias e fundações e do Poder Legislativo. IX – dos valores recebidos a título de compensação financeira. para financiamento do déficit técnico atuarial. além das transferências dos recursos financeiros referentes aos proventos de aposentadoria e salários família. legados e rendas eventuais.de contribuição sobre a remuneração de contribuição mensal dos servidores efetivos do Município. para fazer cobertura aos benefícios previdenciários concedidos pelo Regime Próprio de Previdência Social do Município de Belém – RPPS. concedidas até dezembro de 2000. para fazer cobertura aos benefícios previdenciários concedidos pelo Regime Próprio de Previdência Social do Município de Belém – RPPS. 45.887. a razão de 11% (onze por cento). devidas ou creditadas.624. III – de uma contribuição mensal dos segurados inativos e dos pensionistas a razão de 11% (onze por cento). acrescida da contribuição correspondente à do Município. de 30 de novembro de 2005.717. de 18 de junho de 2004. em razão do § 9º do art. 2º. da Lei Federal n° 9. A contribuição prevista no inciso III deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art.de contribuição patronal mensal.068.624. 201 da Constituição Federal. (AC) (REDAÇÃO ORIGINAL) Inciso X do artigo 44 AC pela Lei nº 8. para os efeitos desta lei. de 27 de novembro de 1998. 201 da Constituição Federal. IV – de contribuição mensal do Município.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . com redação dada pela Lei nº 10. sobre a remuneração dos servidores efetivos do Município de Belém. 149 da CF/88. aos servidores efetivos do Município de Belém.717. quando o beneficiário for portador de doença incapacitante. de 18 junho de 2004. calculada sobre a parcela dos proventos e das pensões concedidas ou que tenham cumprido todos os requisitos para sua obtenção até 21/12/2003. [2] IV – de contribuição patronal mensal. além das transferências dos recursos financeiros referentes aos proventos de aposentadoria e salários família. de 27 de novembro de 1998. correspondente a sua própria contribuição. do art. incluídas suas autarquias e fundações e do Poder Legislativo.887. estabelecidos em lei. com redação dada pela Lei nº 10. concedidos até dezembro de 2000. com redação dada pela Lei nº 10. VI – pela renda resultante da aplicação das reservas. de 28/12/2007 (DOM nº 11. dos segurados ativos.

exercida por qualquer dos servidores do IPAMB. efetivando-se a compensação quando do recolhimento das contribuições ao IPAMB. ensejará o pagamento de juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês. não cumulativo. III e IV do art.666/93. O não recolhimento das contribuições a que se referem os incisos I. a qualquer desconto pelo IPAMB. através de portaria do Presidente. observadas as disposições legais específicas. 44. quando tais parcelas integrarem a remuneração de contribuição do servidor que se aposentar com fundamento no art. em qualquer hipótese. II – caberá do mesmo modo. A gestão do IPAMB deverá. Em caso de acumulação de cargos permitida em lei. salário maternidade. requerer dos poderes do Município e de seus órgãos. remunerações e valores de contribuição. Parágrafo único. gratificação de férias. investido na função de fiscal. do art. 44. As cotas do salário família. juntamente com as contribuições previstas no inciso IV. direito atuais e os que venham a ser instituídos ou incorporados. 52. aos setores mencionados. 40 da Constituição Federal. caberá descontar. auxílio doença e auxílio reclusão. 48. § 3º. do art. O IPAMB poderá a qualquer momento. a importância arrecadada na forma do item anterior. O salário família não está sujeito. Seção II Do Recolhimento das Contribuições e Consignações Art. desta lei. II. Sub-Seção I Da Fiscalização Art. no ato do pagamento. seus bens. em hipótese alguma. suas autarquias e fundações encaminharão mensalmente ao IPAMB relação nominal dos segurados. a remuneração de contribuição para os efeitos desta lei.com. Art. em especial aquelas contidas na Lei Federal nº 8. necessárias ao levantamento fiscal e atuarial. 44 desta lei. horas extras e vantagens temporárias. 51. Art. aprovada pelo Conselho Deliberativo. § 2º. décimo terceiro vencimento. as importâncias de que trata os incisos I. sob a forma legal. deverá ser realizada observando-se as seguintes normas: I – aos setores encarregados de efetuar o pagamento dos servidores ativos e inativos dos órgãos municipais e do Poder Legislativo. será a soma das remunerações percebidas. Parágrafo único. vantagem individual por produtividade. O Poder Executivo e Legislativo. II e III. até o 2º (segundo) dia útil do mês subseqüente.br . com os respectivos subsídios.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . dentre outros princípios aplicáveis à administração pública. Art. A arrecadação das contribuições previdenciárias devidas ao IPAMB compreendendo o respectivo desconto e seu recolhimento. Excluí-se de descontos referidos neste artigo. Art. A fiscalização será feita por diligência e.apostile. conforme o caso. 50. mensalmente. no prazo estabelecido no inciso II do artigo anterior. § 1º. serão pagas pelo Município de Belém. recolher ao IPAMB ou a estabelecimentos de crédito indicado. o limite previsto no § 2º do citado artigo. Constituem o patrimônio do IPAMB. 49. Art. junto com a remuneração dos segurados. O segurado que se valer da faculdade prevista no art. 6º fica obrigado a recolher mensalmente. proventos de aposentadoria e pensão. 47. diretamente ao IPAMB as contribuições devidas.IPAMB permanentes do cargo. as informações exigidas pela legislação federal. Os bens do IPAMB somente poderão ser alienados ou gravados por proposta do Presidente do Instituto. obedecer: 65 www. Parcelas remuneratórias pagas em decorrência de função de confiança ou de cargo em comissão. Parágrafo único. 46. 53. com acompanhamento de servidor responsável designado pelo órgão fiscalizado. Sub-Seção II Do Patrimônio e da sua Aplicação Art. respeitado.

Parágrafo único. e contabilização dos ativos por fontes de recursos e gastos. II – garantia dos investimentos. 55. O orçamento do IPAMB evidenciará as políticas e o programa de trabalho governamental observados o plano plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias e os princípios da universalidade e do equilíbrio. As receitas previdenciárias arrecadadas pelo IPAMB são de sua propriedade. CAPÍTULO V DA GESTÃO ECONÔMICA FINANCEIRA Seção I Das Generalidades Art. Art. § 1º. em planos que tenham em vista: I – rentabilidade compatível com os imperativos atuariais do plano de custeio. O IPAMB aplicará seu patrimônio. As disponibilidades de caixa referente a receita previdenciária do IPAMB. O orçamento do IPAMB integrará o orçamento do Município em obediência ao princípio da unidade. bem como em ações e outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da Federação. Art. II – empréstimos. de qualquer natureza. 57. IV – manutenção do poder aquisitivo dos capitais aplicados. sujeitos os seus autores às sanções estabelecidas na legislação pertinente.br .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . II – a obtenção do máximo de rendimento compatível com a segurança e grau de liquidez.385 de 14/09/2001.apostile. com observância das normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. 59. IV – a sistema de registro contábil individualizado de cada servidor e dos entes patrimoniais. em poder aquisitivo.com. conforme determinado por legislação federal. bem como ao recebimento regular dos juros previstos para as aplicações de renda fixa e variável. A aplicação das reservas previdenciárias se fera tendo em vista: I – segurança quanto à recuperação ou conservação do valor real. inclusive a suas empresas controladas. CAPÍTULO VI DO ORÇAMENTO E DA CONTABILIDADE Art. devem ser observadas as normas gerais de atuaria e os parâmetros discriminados no anexo I da Portaria MPAS nº 4. 54. III – liquidez compatível com o fluxo dos compromissos previdenciários. Art.992/99 com as alterações contidas na Portaria MPAS nº 3. V – ao pleno acesso dos segurados às informações relativas à gestão do regime ora instituído. 56. além de outras que lhes possam ser aplicadas. Na realização de avaliação atuarial e na reavaliação em cada balanço por entidades independentes legalmente habilitadas. e posteriores alterações. 66 www. VI – aos princípios contábeis pertinentes à matéria. visando a sua gradual estabilização. conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Deliberativo. Seção II Das Disponibilidades e Aplicação das Reservas Art. III – a inspeções anuais de auditoria por entidades independentes legalmente habilitadas. investimento e alocação dos recursos aprovados pelo Conselho Deliberativo. e em caso algum poderão ter aplicação diversa da estabelecida em lei. o IPAMB realizará as operações em conformidade com o planejamento financeiro aprovado pelo Conselho Deliberativo. 58. Art. do capital investido. 60. aos segurados e ao poder público. ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades do Município e aplicadas nas condições de mercado.IPAMB I – às diretrizes gerais de gestão. II – aos parâmetros atuariais sugeridos pela Diretoria de Previdência. É vedada a aplicação das disponibilidades de que trata o caput em: I – títulos de dívida pública estadual e municipal. Para alcançar os objetivos enumerados no artigo anterior. sendo nulos de pleno direito os atos que violarem este preceito.

a saber: a) balanço patrimonial.br .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . II – o valor de contribuição dos servidores públicos ativos. c) demonstração financeira das origens das aplicações dos recursos. de concretizar os seus objetivos. inclusive de apropriar e apurar os custos dos serviços e. demonstrativo da execução orçamentária mensal e acumulada até o mês anterior ao do demonstrativo. conseqüentemente. de reavaliações dos investimentos. 63. CAPÍTULO VII DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA Art. Art.com. O IPAMB . 64. 65. de forma desagregada: I – o valor de contribuição do ente estatal. encaminhará à Secretaria de Previdência Social – MPS. bem como interpretar e analisar os resultados obtidos. d) demonstração analítica dos investimentos.IPAMB § 2º. concomitante e subseqüente o de informar. até trinta dias após o encerramento de cada mês. A escrituração contábil será feita pelo método das partidas dobradas. § 2º. demonstrativo financeiro e orçamentário da receita e despesas 67 www. explicitando. com base em sua escrituração contábil e na forma fixada pelo Ministério da Previdência Social. e alterações posteriores. conforme diretrizes gerais. demonstrações financeiras que expressem com clareza a situação do patrimônio do respectivo regime e as variações ocorridas no exercício. publicará no Diário Oficial do Município. o balancete mensal de receitas e despesas do IPAMB e demais demonstrações exigidas pela administração e pela legislação pertinente. V – o valor da despesa com pessoal inativo e com pensionistas. III – a escrituração será feita de forma autônoma em relação às contas do ente público.320. III – o valor de contribuição dos servidores públicos inativos e respectivos pensionistas. Art. IV – o exercício contábil tem a duração de um ano civil. VIII – os investimentos em imobilizações para uso ou renda. até 30(trinta) dias após o encerramento de cada bimestre. Além das disposições contidas na Portaria MPAS nº 916/2003. inclusive dos custos dos serviços. 61. 62. A contabilidade emitirá relatórios mensais de gestão. b) demonstração do resultado do exercício. devem ser corrigidos e depreciados pelos critérios adotados pelo Banco Central do Brasil. de 17 de março de 1964. VII – as demonstrações financeiras devem ser complementadas por notas explicativas e outros quadros demonstrativos necessários ao minucioso esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. Entende-se por relatórios de gestão. o ente ou a unidade gestora do Regime Próprio de Previdência Social deverá adotar registros contábeis auxiliares para apuração de depreciações. O IPAMB.apostile. IV – o valor da despesa total com pessoal ativo. § 1º. § 3º. VI – para atender aos procedimentos contábeis normalmente adotados em auditoria. Seção II Da Contabilidade Art. O orçamento do IPAMB observará. aplicam-se as seguintes normas: I – a escrituração deverá incluir todas as operações que envolvam direta ou indiretamente a responsabilidade do Regime Próprio de Previdência Social e modifiquem ou possam vir a modificar seu patrimônio. A contabilidade será organizada de forma a permitir o exercício das suas funções de controle prévio. da evolução das reservas e da demonstração do resultado do exercício. V – o ente estatal ou a unidade gestora do Regime Próprio de Previdência Social deve elaborar. II – a escrituração deve obedecer às normas e princípios contábeis previstos na Lei Federal nº 4. conforme diretrizes gerais. As demonstrações e os relatórios produzidos passarão a integrar a contabilidade geral do Município. O IPAMB observará ainda o registro contábil individualizado das contribuições de cada servidor e do ente estatal. Art. Parágrafo único. na sua elaboração e na sua execução os padrões e as normas estabelecidas na legislação pertinente.

autorizados por lei e abertos por decreto do Executivo.com. d) Departamento de Previdência.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .IPAMB previdenciárias desse período e acumuladas do exercício em curso. informando. III – Órgão Executivos: a) Diretor Geral. A despesa do IPAMB se constituirá de: I – pagamento de prestações de natureza previdenciária. com função de fiscalização orçamentária de verificação de contas e de julgamento de recursos.(REDAÇÃO ORIGINAL) II – Órgão de Assessoramento: a) Gabinete. Seção I Da Despesa Art. 68 www. II – pagamento de prestações de natureza administrativa. A organização administrativa do IPAMB compreenderá os seguintes órgãos: I . A execução orçamentária das receitas se processará através da obtenção do seu produto nas fontes determinadas nesta lei.br . 67. 69. Para os casos de insuficiências e omissões orçamentárias poderão ser utilizados os créditos adicionais suplementares e especiais. c) Presidência. Sub-Seção I Dos Órgãos de Direção [5]Art. Art.apostile. A organização administrativa do IPAMB compreenderá os seguintes órgãos: I – Órgãos de Direção: a) Conselho Deliberativo – CONDEL. Art. Parágrafo único. (AG) b) Conselho Deliberativo . 66. em seus impedimentos e ausências. b) Núcleo Setorial de Planejamento. c) Procuradoria Jurídica. CAPÍTULO VIII DA ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL Seção I Da Estrutura Administrativa [4]Art. conforme anexo II da Portaria MPS nº 4. c) Conselho Fiscal . especialmente designado para esse fim. b) Departamento de Administração. Nenhuma despesa será realizada sem a necessária autorização orçamentária. e representantes dos órgãos empregadores. com função executiva de administração superior. c) Departamento Financeiro e Contábil. com funções de deliberação superior.CONDEL. Seção II Das Receitas Art. d) Núcleo de Informática. Assembléia geral é a reunião dos segurados. por outro membro desse Conselho. juntamente com os demais órgãos constitutivos do IPAMB.385.Órgãos de Direção: a) Assembléia Geral. b) Conselho Fiscal – CONFIS. e) Núcleo de Comunicação Social.CONFIS d) Presidência. 69. 69-A. em pleno gozo de seus direitos.992 com as alterações contidas na Portaria MPAS nº 3. 68. Parágrafo único. de 14/09/2001. A assembléia geral será presidida pelo Presidente do Conselho Deliberativo do IPAMB e.

e os representantes dos segurados efetivos.br . Os membros do Conselho Deliberativo terão mandato de 2 (dois) anos. III – julgar os recursos interpostos das decisões do Conselho Fiscal e dos atos do Presidente não sujeitos a revisão daquele. e 03 (três) representantes dos segurados ativos. O presidente do Conselho Deliberativo será indicado pelo Chefe do Poder Executivo. São atribuições da assembléia geral: I . (REDAÇÃO ORIGINAL) Art. [7]§ 3°.com.eleger os segurados obrigatórios do Conselho Deliberativo. ordinariamente 12 (doze) vezes ao ano. em caráter ordinário. III . II . serão escolhidos dentre os seus pares. publicado no Diário Oficial do Município com antecedência mínima de cinco dias. 69-F. V – a sessão do Conselho Deliberativo será dirigida por seu presidente e no impedimento deste pelo conselheiro mais antigo.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 72. 70. não previstas nesta Lei ou seu Regulamento. § 2º. inativos e pensionistas. A assembléia geral será convocada por edital. e com qualquer número. A função de Secretário do Conselho Deliberativo será exercida por um servidor do IPAMB. 69-D. Art. [6]Art. a data. A assembléia geral reunir-se-á. em caráter extraordinário.decidir sobre propostas de adoção de normas que impliquem na utilização do patrimônio do IPAMB. a assembléia geral será instalada com a presença de metade mais um de seus membros em primeira convocação. Art.apreciar matérias de relevância submetidas pelo Conselho Deliberativo. 01 (um) representante do Poder Legislativo. (REDAÇÃO ORIGINAL) § 1º. 69-C. Quando convocada em caráter ordinário. Em se tratando de reunião extraordinária.apostile. Os membros do Conselho Deliberativo. Art. 69 www. e 3 (três) representantes dos segurados ativos. 69-B. Os membros do Conselho Deliberativo terão mandatos de 02 (dois) anos. permitida uma reeleição. com o objetivo exclusivo de eleger os membros não natos do Conselho Deliberativo e seus respectivos suplentes. bem como resolver os casos omissos. 69-G. em segunda e última convocação. a hora e a finalidade da reunião. com um suplente. Art. 71. com escolaridade preferencialmente superior: 3 (três) representantes do Poder executivo. II – decidir sobre qualquer questão administrativa e financeira que lhe seja submetida pelo Presidente ou pelo Conselho Fiscal. Parágrafo único. representantes do Executivo e do Legislativo. quando se fizer necessário. com 3 (três) suplentes. 69-E. 1 (um) representante do Poder Legislativo. na primeira chamada com maioria absoluta e na segunda com a maioria simples dos presentes. A assembléia geral reunir-se-á. Art. por indicação de sua presidência. cabendo-lhe especificamente: I – elaborar seu regimento interno. Compõem o Conselho Deliberativo do IPAMB os seguintes membros. permitida a recondução em 50% (cinqüenta por cento) de cada representação de seus membros. com dois suplentes. Art. O Conselho Deliberativo se reunirá com seus membros. 01(um) representante dos inativos e pensionistas. com 01 (um) suplente. Compõem o Conselho Deliberativo do IPAMB os seguintes membros: 03 (três) representantes do Poder Executivo. realizada meia hora após a primeira. As decisões do Conselho Deliberativo serão promulgadas por meio de resoluções. de dois em dois anos. sendo uma por mês. 70. a assembléia geral reunir-se-á independentemente de quórum. IV – apreciar sugestões e encaminhar medidas tendentes a introduzir modificações na presente lei. 1 (um) representante dos inativos e pensionistas. serão designados pelos Chefes dos Poderes respectivos.IPAMB Art. do qual constará o local. por eleição. § 3º. no primeiro semestre. Art.

XI – atribuir gratificações. e exercerá o mandato por um ano. XV – designar servidores para o desempenho de funções do Instituto. O Presidente do IPAMB. de 04 de maio de 2000. e alterações subseqüentes.717. de 27 de novembro de 1998. O cargo de Presidente do IPAMB de nível DAS. Art. sendo uma por mês. demitir ou dispensar os servidores do IPAMB. constituído de 03 (três) titulares. § 2º. exonerar. vedada a reeleição. 74. XVII – cumprir e fazer cumprir a legislação previdenciária e as deliberações do Conselho Deliberativo. As infrações serão apuradas mediante processo administrativo. A nomeação do Presidente do IPAMB deve recair sobre pessoa com notório conhecimento em Previdência Social do Servidor Público. transferir. além do disposto na Lei Federal Complementar nº 101. 76. de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito Municipal.00 (trezentos reais). com o mesmo “status” de Secretário Municipal.10. comprovadamente inscritos em seus órgãos de classe e 03 (três) suplentes. III – acompanhar a execução orçamentária do IPAMB. com o Diretor do Departamento Financeiro e Contábil as contas bancárias do IPAMB. VII – despachar os processos de habilitação de benefícios. Art. respondem diretamente por infração ao disposto nesta lei e na Lei Federal nº 9. sem direito a voto. XVI – contratar e distratar serviços de terceiros. IX – fazer delegação de competência aos servidores do IPAMB. IV – propor ao Conselho Deliberativo as medidas que julgar convenientes. XX – instaurar procedimento disciplinar. sempre que convocada por seu Presidente. IV – propor.com. XIV – nomear para cargos comissionados. cabendo-lhe especificamente: I – elaborar seu regime interno. em que se assegure ao acusado o contraditório e a ampla defesa. II – comparecer ás reuniões do Conselho Deliberativo ou designar servidor para representa-lo. permitida uma reeleição. a representação ou a denúncia positiva dos fatos irregulares. reajustados anualmente pelo índice de reajuste do servidor municipal.apostile.00 (trezentos reais). § 1º. § 3º. O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente 12 (doze) vezes no ano. Art. de 15 de julho de 1977.IPAMB Art. § 1º. nos termos desta lei. X – ordenar despesas e praticar todos os demais atos de administração. admitir. reajustados anualmente pelo índice de reajuste do servidor municipal.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . O Conselho Fiscal será composto por 06 (seis) membros. sendo as extraordinárias sem remuneração. 75. será provido em comissão. § 2º. para aprovação do Conselho Deliberativo. da Lei Federal nº 6. VI . respeitada a lotação estabelecida no quadro de pessoal e as leis vigentes.435. e. XIX – firmar convênios e contratos objetivando a realização de serviços com qualquer entidade. Os membros do Conselho Fiscal. sendo dois com formação em Ciências Contábeis e um Administrador. indicando servidores estáveis do Instituto para comissões de 70 www. eleitos dentre os servidores municipais. VIII – movimentar as contas bancárias do IPAMB conjuntamente com o diretor do Departamento Financeiro e Contábil – DFC. XIII – ordenar despesas e procedimentos licitatórios. extraordinariamente. II – eleger seu presidente. sujeitando-se no que couber. III – cumprir e fazer cumprir as decisões do Conselho Deliberativo.apresentar relatório de receitas e despesas (relatório de gestão) mensais ao Conselho Fiscal. rescindir. para mandato de 02 (dois) anos. Compete especificamente ao Presidente: I – representar o IPAMB em todos os casos e perante quaisquer autoridades. XVIII – movimentar. V – nomear. bem como normas e dispositivos legais de administração pública em geral. portarias e ordens de serviço. conjuntamente. inclusive judicial. fixar diárias e arbitrar ajuda de custo. XII – expedir atos. bem como os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. o quadro de pessoal do IPAMB. perceberão por sessão ordinária R$ 300. 73. Os membros do Conselho Deliberativo. sendo as extraordinárias sem remuneração.br . O Presidente do Conselho Fiscal será escolhido entre seus membros. § 3º. perceberão por sessão ordinária R$300. prover. contratar.

II – fixar orientação jurídico normativa. reconhecimento atualizado do comportamento econômico. Art. V – Núcleo de Comunicação Social. § 2º. Compõem a estrutura administrativa dos órgãos de assessoramento. III – manutenção da integridade do sistema de rede. televisionada e outros veículos de difusão.acompanhar os processos administrativos de sindicância. Compete ao Núcleo Setorial de Planejamento: I – Orientar e supervisionar a elaboração do planejamento geral e setorial. Art. com a finalidade de divulgar as atividades desenvolvidas pelo Instituto. aplicando penalidades. Art. III – coordenar os trabalhos administrativos junto ao gabinete do Presidente. 71 www. II – coordenar a elaboração da proposta orçamentária do IPAMB. § 1º. V – aprovar a programação para treinamento sistemático dos recursos humanos. controlar e avaliar a execução do orçamento aprovado. responderá outro diretor. Compete ao Núcleo de Comunicação Social: I – Planejamento e elaboração de programas de informação e comunicação em todos os seus aspectos. em consonância com a legislação municipal reguladora da matéria. 81. III – promover a integração do IPAMB com seus usuários. IV – assessorar a Presidência nos assuntos afins. 77. Parágrafo único.apostile. II – manter a aplicabilidade dos softwares e programas corporativos do Instituto com relação a CINBESA. falada. XXI – aplicar a pena de demissão aos servidores públicos estáveis do Instituto nos casos previstos em legislação municipal. III – gerir o programa de modernização institucional e opinar sobre alterações organizacionais nos órgãos. Compete a Procuradoria Jurídica: I – Exercer a função de consultoria jurídica ao Instituto na forma da lei. V . bem como de estudos. de modo a racionalizar a execução físico financeira dos programas baseados no plano plurianual e programação financeira do IPAMB. São atribuições específicas do Gabinete: I – Assessorar o Presidente na emissão de pareceres técnicos aos processos de benefícios. II – promoção de contatos com a imprensa escrita. e demais instrumentos de planejamento. 78. programas e projetos especiais. por decisões do Conselho Deliberativo.com. Para melhor desenvolvimento das funções do IPAMB poderão ser feitos desdobramentos dos órgãos de direção e execução. VI – participar junto com os Departamentos Financeiro Contábil e de Previdência da manutenção permanente de estudos atuariais. financeiro e demográfico do IPAMB. IV – opinar em todos os processos de concessão de benefícios. Art. seu Diretor Geral e. 79. Sub-Seção II Dos Órgãos de Assessoramento Art. § 3º. Os cargos criados pelo caput deste artigo serão providos em comissão. II – desempenhar as atividades lhes delegada pelo Presidente.IPAMB sindicância e de inquérito administrativo. 80. Art. II – Núcleo Setorial de Planejamento. O Presidente será assistido. IV – Núcleo de Informática. IV – propor medidas de contenção econômico financeira. na forma prevista em Regimento. acompanhar. responderá pelo exercício do Instituto. 82. por assessores incumbidos de colaborar e orientar na solução dos problemas técnicos. realizando a compatibilização e os ajustes necessários. no de ambos. em caráter permanente ou mediante serviços contratados. os seguintes cargos: I – Gabinete. de livre nomeação e exoneração pelo Presidente. que será obrigatória para a administração do Instituto.br . jurídicos e técnicos atuariais. III – Procuradoria Jurídica. III – representar o Instituto perante os Tribunais. Compete ao Núcleo de Comunicação Social: I – Planejar e executar as atividades de informatização.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Nos impedimentos do Presidente.

ou na rede 72 www. 87. 85. Parágrafo único. estão previstos em lei de Plano de Cargos e Salários do IPAMB. 84. substituir o Presidente durante seu impedimento. II – Departamento de Administração: todos os serviços atinentes a pessoal. Sub-Seção III Dos Órgãos Executivos Art. auxiliar direta e permanentemente a presidência.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Art. jornais e outros periódicos internos e externos. escolaridade exigida e vencimentos. Art. V – executar atividades correlatas. caso em que deixará de ser encaminhado à instância superior. 88. guarda de valores e os pagamentos das despesas. IV – comunicar ao IPAMB qualquer alteração necessária aos seus assentamentos. Seção II Do Pessoal Art. dentro de 30 (trinta) dias contados da data em que forem notificados. O órgão recorrido poderá reformar sua decisão. Seção III Dos Recursos Administrativos Art.IPAMB IV – editar boletins. das decisões. Aos órgãos executivos caberão além de outras que lhes forem estipuladas em ato do Presidente. A remuneração dos cargos em comissão que compõem a estrutura administrativa do IPAMB.apostile. CAPÍTULO IX Dos Deveres e Obrigações Seção I Dos Segurados Art. de livre nomeação e exoneração pelo Presidente.com. sobretudo aquelas que digam respeito aos dependentes e beneficiários. 86. III – Departamento Financeiro e Contábil: superintender os trabalhos da contabilidade. material. O segurado que se valer da faculdade prevista no art. em face do recurso apresentado. 6º. e sugerir as providências que julgarem necessárias. Art. serão providos em comissão. bem como coordenar os investimentos. Art. recebimento. conforme lei de Plano de Cargos e Salários do IPAMB. II – aceitar e desempenhar com zelo e dedicação os cargos para os quais forem eleitos ou nomeados. Os segurados do IPAMB e respectivos dependentes poderão recorrer. IV – Departamento de Previdência: proceder ao processamento e instrução dos pedidos de benefícios. III – dar conhecimento à direção do IPAMB das irregularidades de que tiverem ciência. correspondência e atos administrativos do Instituto. 90. fica obrigado a recolher suas contribuições e débitos para com o IPAMB mensalmente.br . serão delineados na Lei de Plano de Cargos e Salários. com o respectivo número de vagas. será fixada nos termos da lei de Plano de Cargos e Salários do IPAMB. As atribuições dos cargos previstos na estrutura administrativa do IPAMB. Os cargos de provimento efetivo do IPAMB. observado as normas da Lei nº 7.502/90. as seguintes atribuições: I – Direção Geral: promover integração entre as diversas áreas que compõe a instituição. diretamente na tesouraria do IPAMB. degeneratórias de prestações. A admissão de pessoal a serviço do IPAMB se fará mediante concurso público de provas ou de provas e títulos. 89. bens móveis e imóveis. Os cargos que compõem a estrutura administrativa dos órgãos executivos. 83. Parágrafo único. São deveres e obrigações dos segurados: I – acatar as decisões dos órgãos de direção do IPAMB.

§ 4º. se mulher. de 15 de dezembro de 1998. II – comunicar por escrito ao IPAMB as alterações ocorridas no grupo familiar para efeito de assentamento. para aquele que completar as exigências para aposentadoria na forma do caput até 31 de dezembro de 2005. no mínimo. que corresponderão à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria. 12 desta lei. as seguintes condições: I – sessenta anos de idade se homem. os esclarecimentos que forem solicitados pelo IPAMB. 12 desta lei. O servidor de que trata este artigo que cumprir as exigências para aposentadoria na forma do caput terá os seus proventos de inatividade reduzidos para cada ano antecipado em relação aos limites de idade estabelecidos pelo inciso III. CAPÍTULO X DAS DIPSOIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS [8]Art. § 8º. tenha ingressado regularmente. vier a preencher. para aquele que completar as exigências para aposentadoria na forma do caput a partir de 1º de janeiro de 2006. 12 ou pelas regras estabelecidas pelo art. 92. se mulher.com.. II – tiver cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. O servidor de que trata este artigo. quando o servidor. na forma da lei.. e trinta anos. ser homem e de vinte por cento. com tempo de efetivo exercício nas funções de magistério. cumulativamente. terá o tempo de serviço exercido até a publicação daquela Emenda. 12. e quarenta e oito anos de idade. 4º. da emenda Constitucional nº 20. 12 desta lei. fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no inciso II do art. o tempo de serviço considerado pela legislação vigente para efeito de aposentadoria. cumprido até que a lei federal discipline a matéria. 92 desta lei.. quando. se homem. se homem. é assegurado o direito de opção pela aposentadoria voluntária com proventos calculados de acordo com os arts. que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no caput. Art. II – cinco por cento. até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20. até a data de publicação daquela Emenda. § 2º. e trinta anos de contribuição. Art. desta lei.. na data de publicação daquela Emenda. se mulher. 73 www. 92. àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na administração Pública Municipal direta. que. desta lei. 4º da Emenda Constitucional nº 20.br . desta Lei. II – trinta e cinco anos de contribuição. 91. e 6º. e 6º. Observado o disposto no art. de 15 de dezembro de 1998. na seguinte proporção: I – três inteiros e cinco décimos por cento.. § 1º. III – contar tempo de contribuição igual. § 3º. autárquica e fundacional e do Poder Legislativo. Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. é assegurado o direito de opção pela aposentadoria voluntária com proventos calculados de acordo com o . Observado o disposto no art. e b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tem que.apostile. se mulher.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . se homem. faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea “a” deste inciso. Às aposentadorias concedidas de acordo com este artigo aplica-se o disposto no art. até a data de publicação daquela emenda. § 1º. e cinqüenta e cinco anos de idade. 93. contado com o acréscimo de dezessete por cento. desde que se aposente. observado o disposto no § 1º. exclusivamente. O pensionista terá as seguintes obrigações: I – Acatar as decisões dos órgãos de direção do IPAMB. se mulher. aquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública Municipal direta. Observado o disposto no art. observadas as reduções de idade e tempo de contribuição contidas no § 3º do art. alínea “a” e § 3º do art. 37. será contado como tempo de contribuição. e que por permanecer em atividade. autárquica e fundacional e do Poder Legislativo. O professor. poderá aposentar-se com proventos integrais. 40. quando o servidor. o servidor que tenha ingressado no serviço público até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. 94. da Constituição Federal. cumulativamente: (REDAÇÃO ORIGINAL) I – Tiver cinqüenta e três anos de idade. em cargo efetivo de magistério e que opte por aposentar-se na forma do disposto no caput. à soma de: a) trinta e cinco anos. cumulativamente: Art. III – prestar com fidelidade. Art.IPAMB bancária autorizada com guia emitida por esta Autarquia. de 15 de dezembro de 1998.

92 e 94 desta lei. III – idade mínima resultante da redução. 96.br . anualmente. Art. salário maternidade e a readaptação funcional. Art. da Constituição Federal. se mulher. com base nos critérios da legislação então vigente. serão revistos na mesma proporção e na mesma data. os proventos de aposentadoria dos servidores públicos titulares de cargo efetivo e as pensões dos seus dependentes. Art. e sua não realização importará na suspensão do pagamento dos vencimentos. Os proventos da aposentadoria a ser concedida aos servidores públicos referidos no caput. decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários. Art. em fruição na data de publicação da emenda Constitucional nº 41/2003. cumulativamente. O Município será responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do IPAMB. 94 desta lei. se homem. 12 desta lei. em termos integrais ou proporcionais ao tempo de contribuição. desde que preencha. 99.com. O servidor de que trata este artigo que opte por permanecer em atividade tendo completado as exigências para aposentadoria voluntária e que conte com. Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. § 1º. É assegurada a concessão. observando-se igual critério de revisão às pensões derivadas dos proventos de servidores falecidos que tenham se aposentado em conformidade com este artigo. Parágrafo único. bem como os proventos de aposentadoria dos servidores e as pensões dos dependentes abrangidos pelo artigo anterior. 98. § 2º. reorganizará por meio de portaria a perícia médica singular para emitir laudo médico pericial nos processos de aposentadoria por invalidez. Sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. atualização cadastral. Observado o disposto no art. inciso III. serão calculados de acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidos os requisitos nela estabelecidos para a concessão desses benefícios ou nas condições da legislação vigente. 12 ou pelas regras estabelecidas pelos arts. auxílio doença. Art. bem como as pensões de seus dependentes. Parágrafo único. de um anos de idade para cada ano de contribuição que exceder a condição prevista no inciso I do caput deste artigo. 37. e trinta anos de contribuição. As situações excepcionais que impossibilitem a realização pessoal da atualização cadastral serão disciplinadas por decisão do Conselho Deliberativo do IPAMB. vinte e cinco anos de contribuição. já exercido até a data de publicação da Emenda Constitucional de que trata este artigo. quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria. ou trinta anos de contribuição. se homem. fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no inciso II do art. e IV – dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. que até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003. 96 desta lei. o disposto no art. A atualização cadastral é ato obrigatório e personalíssimo. Art. O Presidente do IPAMB.vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público. Aplica-se aos proventos de aposentadoria dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadoria concedidas com base neste artigo o disposto no art. proventos ou pensão. II . § 2º. de aposentadoria aos servidores públicos. tenham cumprido todos os requisitos para obtenção desses benefícios.IPAMB III – vinte anos de efetivo exercício no serviço público. no mínimo. relativamente aos limites do art. se mulher. as seguintes condições: I – Trinta e cinco anos de contribuição. 74 www. o servidor municipal que tenha ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998 poderá aposentar-se com proventos integrais. 100. até a sua realização. O IPAMB procederá. no mês de aniversário de todos os contribuintes aposentados e pensionistas. na forma da lei. 12. desta lei. § 1º. sendo também estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade.apostile.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . XI. inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. 95. a qualquer tempo. 97. bem como pensão aos seus dependentes. alínea “a”.

Art. As consignações devidas ao IPAMB. sem prejuízo de ação criminal que couber. bem como. de 30 de dezembro de 1999. fica regulado pela Lei Municipal nº 7. 44 desta lei.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . em caso de falecimento.apostile. revogando-se as disposições em contrário. 75 www. 105. devidamente corrigido. O período superior a quinze dias corresponderá a 1/12 (um doze avos) para efeito de cálculo. A gratificação natalina ou décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano e corresponderá 1/12 (um doze avos) para cada mês de benefício concedido.984. As disposições previstas no parágrafo único do art. § 6º. portadores de doença incapacitante. que adquirirem direitos aos benefícios a partir de 06/07/2005 data de publicação da Emenda Constitucional nº 47. 106. 40. que disciplinam o plano de benefícios previdenciário. O Regimento Interno. sem prejuízo da ação penal cabível. O Plano Básico de Saúde e Assistência do Município de Belém – PABBS. em especial os dispositivos das leis municipais nº 7. do art. de 31 de janeiro de 2003. da mesma. demissão ou abandono de cargos dos seus servidores. 104. disporá sobre as atividades dos órgãos que compõe a estrutura administrativa do IPAMB. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.IPAMB Art. de acordo com o disposto no artigo 195. aplica-se somente aos servidores inativos e os pensionistas. de 05 de julho de 2005. que só serão cobradas noventa dias da data de sua publicação no Diário Oficial do Município.984. aprovado pelo Conselho Deliberativo. dolo ou má-fé. de 30 de dezembro de 1999 e 8. exceto as alíquotas de contribuição previdenciária. na forma do § 21. 103. em 30 de novembro de 2005. Art. as atribuições dos seus respectivos dirigentes. Art. 102. Art.234. ficam garantidas pelo erário municipal. Art. determinará a nulidade desta ou daquela e seu automático cancelamento. implicará na devolução ao IPAMB do total auferido. da Constituição Federal. Art. 101.br . PALÁCIO ANTÔNIO LEMOS. 108. A falsidade de documento para criar direito a favor de alguém à prestação ou de quota.com. Parágrafo único. 107. com as respectivas alterações posteriores. Art. averbadas pela municipalidade de Belém. O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. da Constituição Federal.

VIII .garantir o desenvolvimento nacional. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. política. II .a dignidade da pessoa humana. raça.defesa da paz. IV . idade e quaisquer outras formas de discriminação.apostile. V .solução pacífica dos conflitos. Todo o poder emana do povo.autodeterminação dos povos. II . a liberdade. promulgamos. IV . independentes e harmônicos entre si. na ordem interna e internacional. II . representantes do povo brasileiro.os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Art.prevalência dos direitos humanos.não-intervenção. cor. IV .promover o bem de todos. III . X . 2º São Poderes da União. sem preconceitos de origem. justa e solidária. IX . Parágrafo único. sob a proteção de Deus. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. o desenvolvimento. destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais.IPAMB CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 PREÂMBULO Nós.cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. sexo.repúdio ao terrorismo e ao racismo. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. fundada na harmonia social e comprometida. TÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. Art.a cidadania. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I . o Executivo e o Judiciário. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. VI .igualdade entre os Estados.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . III .construir uma sociedade livre. com a solução pacífica das controvérsias. o Legislativo. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I .concessão de asilo político. pluralista e sem preconceitos.com. Art. a segurança. nos termos desta Constituição.br . 1º A República Federativa do Brasil. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático.independência nacional.o pluralismo político. III .erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.a soberania. social e cultural 76 www. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I . Parágrafo único. VII . V . A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica. o bem-estar.

a criação de associações e. sendo vedado o anonimato. a de cooperativas independem de autorização. V . nos termos desta Constituição. à segurança e à propriedade. salvo. permanecer ou dele sair com seus bens.é livre o exercício de qualquer trabalho. XVI . quando necessário ao exercício profissional. sem armas.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. ou para prestar socorro.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. VI . nos termos da lei. XII .todos podem reunir-se pacificamente. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. 77 www. no último caso. em locais abertos ao público. nos termos da lei. à liberdade. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. científica e de comunicação. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. 5º Todos são iguais perante a lei.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. III . na forma da lei.é assegurada. visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. XV . ou. X . garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. artística. a honra e a imagem das pessoas. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.br . TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art.é assegurado o direito de resposta. podendo qualquer pessoa. por determinação judicial. VII .ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. moral ou à imagem. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. a vida privada.296.a casa é asilo inviolável do indivíduo.apostile.com. XVII .são invioláveis a intimidade. XVIII . nos termos seguintes: I .é inviolável a liberdade de consciência e de crença. além da indenização por dano material.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. IV .é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. XI . na forma da lei. durante o dia.IPAMB dos povos da América Latina.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .é livre a expressão da atividade intelectual. nele entrar. II . independentemente de autorização.é plena a liberdade de associação para fins lícitos. XIV . (Vide Lei nº 9. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. fixada em lei.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. ofício ou profissão. sem distinção de qualquer natureza. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. à igualdade. proporcional ao agravo. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. por ordem judicial. vedada a de caráter paramilitar.é livre a manifestação do pensamento. IX . salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. de 1996) XIII . de dados e das comunicações telefônicas. independentemente de censura ou licença. VIII .

é reconhecida a instituição do júri. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.apostile. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. ou por interesse social. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.a propriedade atenderá a sua função social. XXIV . XXX .a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. assegurada ao proprietário indenização ulterior. c) a soberania dos veredictos.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular.o Estado promoverá. XXIX . assim definida em lei.com. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. XXVI . XXV . aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. XXI . bem como proteção às criações industriais.é garantido o direito de propriedade. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. exigindo-se.a pequena propriedade rural. desde que trabalhada pela família.não haverá juízo ou tribunal de exceção. inclusive nas atividades desportivas. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. ou de interesse coletivo ou geral. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. no primeiro caso. b) o sigilo das votações.são a todos assegurados. (Regulamento) XXXIV . mediante justa e prévia indenização em dinheiro. o trânsito em julgado.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . XXXVIII .as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. XXXIII . XX .a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. sob pena de responsabilidade. com a organização que lhe der a lei. a defesa do consumidor. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. XXXVII . ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. assegurados: a) a plenitude de defesa. 78 www. que serão prestadas no prazo da lei.a lei não prejudicará o direito adquirido. XXXVI . b) a obtenção de certidões em repartições públicas. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. publicação ou reprodução de suas obras.IPAMB XIX . à propriedade das marcas.é garantido o direito de herança. XXVIII . XXXII .são assegurados. XXIII .a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. na forma da lei. XXXI .br . quando expressamente autorizadas. se houver dano. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.no caso de iminente perigo público. XXVII .ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.as entidades associativas. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. XXII . a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus".aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. XXXV .

a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. nos termos da lei. na forma da lei. em processo judicial ou administrativo.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. entre outras. salvo nas hipóteses previstas em lei. LIII . no processo. LII . 79 www. salvo o naturalizado.com.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. LVIII . civis ou militares.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. LV . as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. LIV . nos termos da lei.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.IPAMB XXXIX .a lei regulará a individualização da pena e adotará. XLIII . o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. d) de banimento.a lei penal não retroagirá.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. e) suspensão ou interdição de direitos. se esta não for intentada no prazo legal. c) de trabalhos forçados. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. b) perda de bens. XLIX . podendo evitá-los. por eles respondendo os mandantes. XIX. as provas obtidas por meios ilícitos.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . salvo para beneficiar o réu. a idade e o sexo do apenado.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. de acordo com a natureza do delito. em caso de crime comum.apostile.br . XLVII . XLII .nenhum brasileiro será extraditado.não há crime sem lei anterior que o defina.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. L .aos litigantes. XLVI . XL . se omitirem.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. XLV . XLI . nos termos do art. LI .o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. b) de caráter perpétuo. LVI .não haverá penas: a) de morte. XLVIII . os executores e os que. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. XLIV . d) prestação social alternativa. praticado antes da naturalização. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. e) cruéis. até o limite do valor do patrimônio transferido. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. sujeito à pena de reclusão.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.são inadmissíveis. com os meios e recursos a ela inerentes. salvo em caso de guerra declarada.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. nem pena sem prévia cominação legal. LVII . c) multa. LIX . contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 84.

definidos em lei. no âmbito judicial e administrativo. LXXVIII a todos.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário.são gratuitos para os reconhecidamente pobres.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. LXVII . LXVI . LXXI . e. LXIX . são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. à soberania e à cidadania. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. b) para a retificação de dados.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. na forma da lei. LXXIV . LXXII .o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe.são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data". quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. entre os quais o de permanecer calado. LXI . quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. b) organização sindical.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. LXXVII . salvo comprovada má-fé. LXII . na forma da lei: a) o registro civil de nascimento.o preso será informado de seus direitos. ficando o autor.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. b) a certidão de óbito.br . salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.não haverá prisão civil por dívida.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. de 2004) 80 www.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. LXVIII . LXXV . LXXIII . LXIV . com ou sem fiança. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. por ilegalidade ou abuso de poder.apostile. judicial ou administrativo. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.IPAMB LX . LXV . LXXVI . à moralidade administrativa.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. LXX .com. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. os atos necessários ao exercício da cidadania. quando a lei admitir a liberdade provisória. LXIII . não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data".

proteção do salário na forma da lei. desvinculada da remuneração. a proteção à maternidade e à infância. (Vide Del 5. educação. a saúde. ou resultados. 81 www.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. higiene.jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. no mínimo. constituindo crime sua retenção dolosa.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . para os que percebem remuneração variável. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. em caso de desemprego involuntário. por três quintos dos votos dos respectivos membros. 6º São direitos sociais a educação. de 1998) XIII . a assistência aos desamparados. serão equivalentes às emendas constitucionais. XVI . participação na gestão da empresa. e.salário mínimo . XVIII . (vide Decreto-Lei nº 5. VI .com. VIII . que preverá indenização compensatória. VII . o trabalho. na forma desta Constituição.remuneração do serviço extraordinário superior.irredutibilidade do salário. III . IV . de 2004) CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS Art.seguro-desemprego. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. um terço a mais do que o salário normal. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. em cada Casa do Congresso Nacional.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. facultada a compensação de horários e a redução da jornada.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.participação nos lucros.licença à gestante. saúde. XI . lazer. de 1943) XIV . sem prejuízo do emprego e do salário. nos termos de lei complementar. alimentação. de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo) § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. II . dentre outros direitos. em dois turnos. § 2º . de 2010) Art. o lazer. nunca inferior ao mínimo.br . IX .garantia de salário.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. a alimentação. a previdência social.repouso semanal remunerado. transporte e previdência social. em cinqüenta por cento à do normal. XII . preferencialmente aos domingos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64. vestuário.piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. salvo negociação coletiva. conforme definido em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. excepcionalmente.gozo de férias anuais remuneradas com. fixado em lei.452.apostile. a moradia. XV . 59 § 1º) XVII . com a duração de cento e vinte dias. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. a segurança. X . 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. art. V . nacionalmente unificado.fundo de garantia do tempo de serviço.IPAMB § 1º . pelo menos.452.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo.

proteção do mercado de trabalho da mulher. salvo na condição de aprendiz.br . em qualquer grau. bem como a sua integração à previdência social. inclusive em questões judiciais ou administrativas.IPAMB XIX . III . II . até um ano após o final do mandato.proteção em face da automação. XX . sem excluir a indenização a que este está obrigado. Parágrafo único.com. nos termos da lei.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho.apostile. XXI . salvo se cometer falta grave nos termos da lei. XXXI .aposentadoria. quando incorrer em dolo ou culpa. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. independentemente da contribuição prevista em lei. XXXII . na forma da lei. VIII. nos termos fixados em lei. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.ação. XXIV . V . XVIII. de 1998) XXXIV .proibição de distinção entre trabalho manual.a assembléia geral fixará a contribuição que. de 2006) XXVI . 82 www.assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. cor ou estado civil. será descontada em folha.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. se eleito. insalubres ou perigosas. XXIX . ressalvado o registro no órgão competente.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. XXVII . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. em se tratando de categoria profissional. Art. XXXIII . nos termos da lei.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .é vedada a criação de mais de uma organização sindical. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. não podendo ser inferior à área de um Município.redução dos riscos inerentes ao trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53. na mesma base territorial.proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. XVII.proibição de diferença de salários.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.adicional de remuneração para as atividades penosas.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. na forma da lei. VIII . VI. de 25/05/2000) XXX .seguro contra acidentes de trabalho. a cargo do empregador.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. XIX. XXV . XXVIII . São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. idade. higiene e segurança. IV .é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. por meio de normas de saúde.licença-paternidade. ainda que suplente. XXII . perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos.proibição de trabalho noturno. sendo no mínimo de trinta dias. VII . XV. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. XXIII . representativa de categoria profissional ou econômica. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. XXI e XXIV. VI . a partir de quatorze anos. observado o seguinte: I .igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 8º É livre a associação profissional ou sindical. mediante incentivos específicos.

por sentença judicial. desde que estes não estejam a serviço de seu país. na forma da lei. CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE Art. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. Art.de Presidente e Vice-Presidente da República. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. salvo os casos previstos nesta Constituição. 10. depois de atingida a maioridade.br . de 2007) II .Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . Nas empresas de mais de duzentos empregados. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.IPAMB Parágrafo único. 11.tiver cancelada sua naturalização. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. § 3º .de Presidente da Câmara dos Deputados.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.com.naturalizados:> a) os que. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. atendidas as condições que a lei estabelecer. II . b) os nascidos no estrangeiro. VII . de 1994) § 1º Aos portugueses com residência permanente no País. adquiram a nacionalidade brasileira. São brasileiros: I . em qualquer tempo.de oficial das Forças Armadas. de 1999) § 4º . 12. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. V .apostile. § 2º . Art. VI . § 1º .da carreira diplomática. salvo nos casos previstos nesta Constituição. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 9º É assegurado o direito de greve. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. 83 www. IV . ainda que de pais estrangeiros. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54. se houver reciprocidade em favor de brasileiros.de Presidente do Senado Federal. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. de pai brasileiro ou mãe brasileira. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. pela nacionalidade brasileira.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . III . Art. de 1994) § 2º .

as armas e o selo nacionais. os Prefeitos e quem os houver sucedido.O alistamento eleitoral e o voto são: I . com valor igual para todos. c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 2º .com. VI . § 1º .(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. d) dezoito anos para Vereador. § 2º . o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. III . Prefeito.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . na forma da lei: I . II .o domicílio eleitoral na circunscrição. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.Os Estados. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. o Presidente da República. Deputado Estadual ou Distrital. II . e. § 3º . ao brasileiro residente em estado estrangeiro. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. § 1º .iniciativa popular.referendo. o hino. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. os conscritos.facultativos para: a) os analfabetos. durante o período do serviço militar obrigatório. III . os Governadores de Estado e do 84 www.br . II .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. de 1994) a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. de 1997) § 6º . nos termos da lei.IPAMB II . de 1994) Art. c) vinte e um anos para Deputado Federal.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.adquirir outra nacionalidade. 13.obrigatórios para os maiores de dezoito anos.apostile. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. IV . § 5º O Presidente da República.a filiação partidária. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. pela norma estrangeira.plebiscito. V . mediante: I .a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.São condições de elegibilidade.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e. de 1994) b) de imposição de naturalização. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.o pleno exercício dos direitos políticos. Vice-Prefeito e juiz de paz. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. 14.a nacionalidade brasileira. b) os maiores de setenta anos. § 4º .Para concorrerem a outros cargos.o alistamento eleitoral.

Art. resguardados a soberania nacional.incapacidade civil absoluta. 5º. no território de jurisdição do titular. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.se contar mais de dez anos de serviço. na forma da lei. até o segundo grau ou por adoção. o pluripartidarismo.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. § 7º . incorporação e extinção de partidos políticos. § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. III . II .br . A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. do Distrito Federal. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.condenação criminal transitada em julgado. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 16. § 4º. de 1994) § 10 . II . respondendo o autor.IPAMB Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 37.apostile. 85 www.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. corrupção ou fraude. distrital ou municipal. atendidas as seguintes condições: I . 17.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.com. enquanto durarem seus efeitos. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. a fim de proteger a probidade administrativa.prestação de contas à Justiça Eleitoral. na forma da lei. se temerária ou de manifesta má-fé. nos termos do art. Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4. estadual. 15. deverá afastar-se da atividade.improbidade administrativa. para a inatividade. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4.O militar alistável é elegível. de 2006) § 2º .Os partidos políticos. do Presidente da República. o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. se eleito. IV . e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função.caráter nacional.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . após adquirirem personalidade jurídica. § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 52. § 8º . II . IV .Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. será agregado pela autoridade superior e. nos termos do art. V . os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. passará automaticamente.São inelegíveis. fusão. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. de 1993) CAPÍTULO V DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art. § 11 . o regime democrático. É vedada a cassação de direitos políticos. É livre a criação. de Governador de Estado ou Território. III . não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. na forma da lei civil. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico.se contar menos de dez anos de serviço. § 3º . salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. VIII. no ato da diplomação.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I .

desapropriação etc) PRINCÍPIOS  são regras que surgem como parâmetro para a interpretação das demais normas jurídicas. FUNÇÕES DO ESTADO . além destes há inúmeros outros.: atos da administração são dotados de presunção validade. aplicação coativa da lei.função = é quando alguém exerce uma atividade representando interesses de terceiros.com.br . .Função Administrativa . distribuição de três funções estatais precípuas. de auto-executoriedade (não precisa recorrer ao Jud. mas sim. DIREITO ADMINISTRATIVO – é o ramo do direito que regula a função administrativa do Estado. esta função decorre do fato do Brasil ser um república (= coisa pública – toda atividade desenvolvida tem que privilegiar a coisa pública). função indireta (deve ser provocado) e propicia situação de intangibilidade jurídica (coisa julgada). ela tem prerrogativas e obrigações que não são extensíveis aos particulares (está em posição de superioridade – ex. – características: estabelece regras concretas. . . 86 www.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. A divisão dos poderes não gera absoluta divisão das funções. independentemente de ser ela exercida ou não pelo Poder Executivo. indireta) devem obedecer. não produz inovações primárias. – o art. é direta (não precisa ser solicitada e é revisível pelo Poder Judiciário. não concretas e produz inovações primárias no mundo jurídico.apostile. elaboração das leis (função normativa) produz normas gerais. estabelece regras concretas (julga em concreto. cláusulas exorbitantes.Pode ser: a) típica: b) atípica: I) Função legislativa: .é toda atividade desenvolvida pela Administração representando os interesses da coletividade. não produz inovações primárias. 37 da CF traz os cinco (LIMPE) princípios mínimos que a Administração (direta. função para o qual o poder foi criado e função estranha àquela para o qual o poder foi criado.IPAMB § 4º .) .Em razão deste interesse público a Administração terá posição privilegiada em face de terceiros que com ela se relacionam.características: II) Função Judiciária: – características: III) Função Administrativa: conversão da lei em ato individual e concreto.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .

caput e sistema tributário). necessariamente.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 5º LX – ações que devem correr em segredo de justiça. 5º II.obs. mas sempre dentro dos limites da lei (não cabe intervenção judicial quanto ao mérito).Não havendo publicidade o ato terá seus efeitos anulados. • A publicidade é de acordo com certos requisitos legais (não é livre) • A CF proíbe a publicidade que faça propaganda do administrador (como pessoa). b) publicidade: a administração deve informar a todos os seus atos. . – Devemos distinguir a legalidade: I) para o direito privado – neste caso as relações são travadas por particulares visando seus próprios interesses – eles poderão fazer tudo aquilo que a não proibir. sem vincula-las à pessoa (não pode ter símbolos.direito à intimidade e III) art.apostile. c) isonomia = igualdade – é tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma 87 www. ..br . deve atuar nos limites da lei. 2) Arbitrariedade = é a atuação fora dos limites impostos por lei.: 1) discricionariedade = é a liberdade que o ordenamento jurídico confere ao Administrador para atuar em certas situações de acordo com o juízo de conveniência e oportunidade. a propaganda as obras é necessária. 5º.Princípios Gerais da Administração: (. 5º. XXXIII – garante o sigilo para segurança da sociedade e do Estado. prestigia a autonomia da vontade (relação de não contradição com a lei). já que representa os nossos interesses. expressões) Exceções: I) art. II) art.ambos se entrelaçam) a) Supremacia do interesse público – é o princípio que determina privilégios jurídicos e um patamar de superioridade do interesse público sobre o particular.IPAMB . X .Princípios constitucionais do Direito Administrativo: – Vejamos alguns: a) legalidade: é a base do Estado Democrático de Direito e garante que todos os conflitos serão resolvidos pela lei (art. para o direito público – tendo em vista o interesse da coletividade que representa. . o interesse público não pode ser livremente disposto pelo administrador que.obs: se a informação for do seu interesse cabe MS e se for sobre você cabe HD. art. imagens.com. 37. b) Indisponibilidade do interesse público – limita a supremacia. a Administração só pode fazer aquilo que a lei autoriza (relação de subordinação com a lei) II) .

A CE – art. portanto.Lei da Improbidade – Lei 8. LXXIII .o instrumento para o controle da moralidade é a Ação Popular – art. Lei 8.com. I) perda da função. concurso da polícia militar –função administrativa – a exclusão dos deficientes é proibida. na medida de suas desigualdades.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . .podem incidir sem prejuízo da ação penal cabível. XXVII. • A CF considera as hipóteses de imoralidade = improbidade como crime. II) suspensão dos direitos políticos.apostile. XXX. – Presume-se ato de improbidade: I) venda de bem público abaixo do valor de mercado II) compra de bens acima do valor de mercado (superfaturamento) .Para avaliar se há ou não discriminação temos dois elementos: I) fator de discriminação II) objetivo da norma quando o fator de discriminação utilizado no caso concreto estiver de acordo com o objetivo da norma não se fere o princípio da igualdade (a discriminação é validade) – ex. III) declaração de indisponibilidade dos bens. 7º.112/90 permite o limite de idade. parâmetros). I – autoriza o ingresso em concurso público de pessoas brasileiras ou estrangeiras.obs..429/92 – a lei trouxe hipóteses que a improbidade depende de prova e outras em que se presume.br . fundamento: art. § 4º . proíbe limites de idade em concurso público.Conseqüências: art. d) moralidade: prima pela probidade dentro da Administração como uma das diretrizes a ser seguida. (a dificuldade é fixar quais são os . 115.: • limite de idade em concurso – tem decisões em ambos os sentidos: a) contra: TRF entende que não se justifica a limitação. IV) obrigação de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário. IV e art. é ato ilegal e está sujeito ao controle judicial. 37. 3º. ressalvados os limites estabelecidos em lei. concurso de salva vidas – no edital exclui os deficientes físicos. e) eficiência: (EC 19 – já existia mas não com esta roupagem): visa: 88 www. . 5º. b) a favor: art 37.IPAMB desigual. da CF.

não há abuso de poder.Abuso de Poder – é o fenômeno que se verifica sempre que uma autoridade ou um agente público embora competente para a prática de um ato ultrapasse os limites das suas atribuições ou se desvie das finalidades anteriormente previstas. c) cabe responsabilização que pode ser: I) quando o administrador se utiliza dos poderes além dos limites permitidos por lei (ação) ou II) quando ele não utiliza dos poderes quando deveria ter se utilizado (omissão). b) é irrenunciável. se ele obedece a outro interesse público não há desobediência à teoria. 111) e. há abuso de poder mas. . por desvinculado do seu tipo padrão. sem nenhuma liberdade para um juízo de conveniência e oportunidade (juízo de valores).Características: a) é um dever.com. sob pena de inconstitucionalidade. da motivação – art.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . são estes motivos que determinam e condicionam a execução do ato.apostile.Duas situações (modalidades): a) b) ultrapassa seus limites = excesso de poder desvia a finalidade anteriormente prevista = desvio de poder . . é obrigatório. II) aperfeiçoamento na prestação do serviço público • atuar com eficiência é atuar de modo adequado frente aos meios que possui e aos resultados obtidos (meio e resultados eficientes) PODERES DA ADMINISTRAÇÃO • Os poderes surgem como instrumentos através dos quais o poder público vai perseguir seu interesse coletivo.br 89 . Se o administrador se afasta destes motivos há ilegalidade.Poder vinculado – estabelece um único comportamento possível a ser tomado pelo administrador diante de casos concretos. • O ato que deixar de atender a qualquer dado expresso na lei será nulo.IPAMB I) racionalizar a máquina administrativa. .Teoria dos motivos determinantes – é aquela que prende o administrador no momento da execução do ato aos motivos que ele alegou no momento de sua edição. . não é desvio de finalidade e. podendo ser declarado pela Administração ou www. d) deve obedecer aos limites das regras de competência. portanto. Todo ato administrativo precisa ser motivado para possibilitar o exercício do contraditório e da ampla defesa (a CE/SP prevê expressamente o princ. – Legislação: Lei 4898/65 – Abuso de Poder e Lei 8429/92 – Improbidade Administrativa.

para agir dentro dos limites da lei e arbitrariedade é a atuação do administrador além (fora) dos limites da lei. transferir. . forma – somente a prescrita em lei. de subordinação.Poder discricionário . Diferente do ato discricionário.Controle: os atos arbitrários devem ser reapreciados pelo Judiciário (é abuso de poder). ordenar e reaver a atuação de seus agentes.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . maneira de exteriorização dos atos www. .Poder Disciplinar – é o poder conferido à Administração que lhe permite punir. .Há controvérsia quanto à necessidade ou não dos atos discricionários (minoria – Hely – dispensa) . tenha por fim imediato adquirir.Poder de Polícia – é o poder conferido ao administrador que lhe permite condicionar. restringir. . havendo duas alternativas o administrador pode optar qual delas. esfera de atuação. – Ato arbitrário é sempre ilegítimo e inválido.Discricionariedade é diferente de arbitrariedade: discricionariedade é a liberdade para atuar. modificar.Poder Regulamentar – é o poder conferido ao Administrador para a edição de decretos e regulamentos para oferecer fiel execução à lei . apenar a prática de infrações funcionais dos servidores.com. diferencia do vinculado porque ele tem liberdade para atuar de acordo com um juízo de conveniência e oportunidade.IPAMB pelo Judiciário. preserve melhor o interesse público. resguardar.apostile.br .neste poder a administrador também está subordinado à lei. . se for válido o Judiciário não poderá reapreciar o seu mérito (o juízo de valor do juiz não pode substituir o do administrador – independência dos poderes). estabelecendo uma relação de hierarquia. extinguir e declarar direitos ou impor obrigações a ela mesma e aos particulares.Poder Hierárquico – é o poder conferido ao administrador para distribuir e escalonar as funções dos seus órgãos . no seu entendimento.Requisitos de validade: a) b) 90 competência – prerrogativa para a edição de um ato. que agindo nesta qualidade. . frenar o exercício de atividade e direitos pelos particulares em nome do interesse da coletividade ATO ADMINISTRATIVO  é uma espécie de ato jurídico. de tal forma que. . é toda manifestação unilateral de vontade da Administração.

há margem de liberdade para que ele possa atuar com base em um juízo de conveniência e oportunidade. .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . o Judiciário só pode rever os atos administrativos no tocante à legalidade dos mesmos.br . não há margem de liberdade do administrador (ex.com. desapropriação b) ato de gestão – aqueles praticados pela Administração sem valer-se da sua supremacia sobre os destinatários. não podendo reapreciar o mérito dos atos discricionários. portaria) b) individuais – trabalham com uma situação concreta. porém sempre dentro dos limites da lei (ex. certifica. d) objeto – é ato em si mesmo considerado. aposentadoria por tempo de serviço) b) discricionário – prevê mais de um comportamento possível a ser tomado pelo administrador em um caso concreto. c) imperatividade (coercibilidade) . e) finalidade – única. decreto expropriatório. permissão de uso) II) quanto ao grau de liberdade: a) vinculado – é aquele que estabelece um único comportamento possível de ser adotado pela Administração diante de um caso concreto.Atributos do ato administrativo a) presunção de legalidade (o ônus da prova cabe a quem alega a ilegalidade).IPAMB administrativos. a administração se afasta de suas prerrogativas colocando-se em pé de igualdade com os particulares. 91 www. licença para edificação. permissão de uso para colocação de mesas e cadeiras nas calçadas públicas) III) quanto ao objeto: a) ato de império – aqueles que a Administração pratica usando da sua supremacia sobre o administrado. opina. impondo obrigações de ordem unilateral ex. b) auto-executoriedade.Classificação: I) quanto aos destinatários: a) gerais – atingem a coletividade como um todo (ex. ex. o interesse público • • a soma do motivo e do objeto denomina-se mérito do ato administrativo. tem destinatários certos (ex. em regra são escritos (exceção: gestão do guarda de trânsito) c) motivo – razões que justificam a edição do ato.apostile. contrato de locação. São fundamentalmente regidos pelo direito privado. é o que o ato decide.

Para retirar o ato do ordenamento: Espécies Anulação 92 Objeto Ilegalidade do ato Titular www. instruções. circulares. Ex. são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou atestar um fato.apostile. certidão. Ex.br Efeitos Ex tunc . contém uma declaração de vontade da Administração para concretizar negócios com particulares. são aqueles que contém uma sanção imposta pelo poder público em razão da prática de uma infração de natureza funcional. Detalhar melhor o que a lei previamente estabeleceu. depende de uma única manifestação de vontade é aquele que depende de mais de uma manifestação de vontade que devem ser produzidas dentro de um mesmo órgão (ex. essas manifestações de vontade devem ser produzidas por mais de um órgão. Ex. emissão de atestado. nas condições previamente impostas pela Administração Pública. ordens de serviço.IPAMB IV) quanto à formação a) simples – é o que resulta da manifestação de vontade de um órgão da Administração Pública. ou então a emitir uma opinião acerca de um determinado tema. V) outras classificações: a) atos normativos: contêm comando geral visando a correta aplicação da lei. regulamentos b) atos ordinatórios – visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional dos seus agentes (fundamento do poder hierárquico). ato que dependa da autorização de um superior hierárquico) é aquele que para se aperfeiçoar depende de mais de uma manifestação de vontade.com. já os atos complexos dependem de manifestação de vontade de órgãos diversos. b) composto – c) complexo – . permissões de uso. concessão de serviço. imposta de forma unilateral c) atos negociais – d) atos enunciativos – e) atos punitivos – . porém.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . parecer.diferença entre atos compostos e complexos: a manifestação de vontade dos atos compostos provem de único órgão. decretos. autorizações. Ex.

em uma permissão que atingiria praticamente os mesmos fins da concessão).br . . nos casos em que não há previsão legal de rito.IPAMB Administração . ex.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . .Diferente de conversão = é a oportunidade de um ato imprestável para uma determinada finalidade. não atingindo a essência.Convalidação – transformação de ato anulável em válido.Procedimento administrativo – é o modo pelo qual o processo anda. Para Celso e outros há possibilidade de ato anulável.Ato nulo e anulável – para o Hely ou o ato atinge o interesse da coletividade e é valido.com. ou a maneira de se encadearem os seus atos – é o rito.Administração (já nasceu ilegal) Ex nunc (os efeitos gerados até o momento são válidos) . podendo sempre ser intentada ação judicial. . se contrário será nulo. . licitação b) discricionário: ou livre. transformar uma concessão. mas aproveitável em outra para a qual apresenta os requisitos necessários (ex. a princípio nula porque não havia lei que a previsse. mesmo após uma decisão administrativa – art. XXXV. XXXV) Revogação Razões de conveniência e oportunidade (o ato é válido.apostile. Só pode recair sobre a competência e a forma.Princípios do processo administrativo a) legalidade objetiva –apoiar-se em norma legal específica b) oficialidade – impulsionado pela administração c) informalismo d) verdade real e) garantia de defesa f) publicidade 93 www.Pode ser: a) vinculado: quando existe lei determinando a seqüência dos atos. . não mais conveniente . porém. seguindo apenas a praxe administrativa.Na esfera administrativa não existe coisa julgada. PROCESSO ADMINISTRATIVO  é a seqüência da documentação e das providências necessárias para a obtenção de determinado ato final . é o que contém um vício formal.Judiciário (5º. 5º.

br .IPAMB . punidas com advertência e suspensão de até 30 dias ÓRGÃOS PÚBLICOS  • são divisões das entidades estatais (União.Classificação: a) independentes: são os derivados da Constituição (ex. b) Instrução c) Defesa d) Relatório e) Decisão f) Pedido de reconsideração – se tiver novos argumentos g) Recurso – para autoridade hierarquicamente superior. contra outros órgãos públicos. por seus procuradores. mas sem autonomia técnica (ex. pode se usado para infrações leves. como o Ministério do Trabalho. Senado Federal) b) autônomos: são órgãos com autonomia técnica e financeira (ex. Ministérios) c) superiores: são os órgãos de direção. Coordenadorias e Gabinetes) d) subalternos: são órgãos de execução (ex. podendo ter ou não efeito suspensivo .com. Estados e Municípios) ou centros especializados de competência. bem como ingressar em juízo.apuração prévia.Sindicância .Modalidades de processo: a) mero expediente b) internos – são os processos que envolvem assuntos da própria Administração c) externos – são os que abrangem os administrados d) de interesse público – são os que interessam à coletividade e) de interesse particular – são os que interessam a uma pessoa f) de outorga – são aqueles em que o poder público autoriza o exercício de direito individual (licença de edificação) g) de controle – são os que abrangem atividade sujeita a fiscalização h) disciplinares – envolve atuação dos servidores i) licitatório – os que tratam de licitação .apostile. seções e os serviços) e) simples: são os que não tem outros órgãos agregados à sua estrutura f) compostos: são os que têm outros órgãos agregados à sua estrutura. Não tem personalidade jurídica própria. para funções complementares ou especializadas g) singulares: são órgãos de um só titular (ex. todos tem efeitos devolutivo. . os atos que praticam são atribuídos ou imputados à entidade estatal a que pertencem. na defesa de suas prerrogativas.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .Fases do procedimento: a) Instauração – ato da própria administração ou por requerimento de interessado. da Fazenda. Presidência da República) 94 www. • Podem ter representação própria.

art.com. dotadas de capital exclusivamente público. 188.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . 150. 95 www. só controle da legalidade Não há hierarquia e subordinação. §2º e art. financeira . §3º da CF (silêncio da CF se exerce serviço público) Criação Extinção e Lei especifica para Lei específica cria criar a fundação pública e se privada autoriza sua criação Tem . 150. financeira . 242 da L S/A subsidiária .capac. CF e art. não podem indireta). econ.br .capac. Econ. CPC Privilégio FP – tem . – não tem exerce serviço público) Subsidiária Resp.art. §2º. Administração qualquer polít. 173.capac. financeira .IPAMB h) colegiados: são os compostos por duas ou mais pessoas (ex.art. só controle da legalidade Não há hierarquia e subordinação. só controle da legalidade Lei específica autoriza sua criação que se efetiva com registro dos atos constitutivos Não há hierarquia e subordinação. Não tem – art. Resp. 188.Se presta serv. do Estado Subsidiária . 150. §3º da CF (silêncio da CF se FPriv. com capacidade administrativa e criadas para a prestação de serviço público Fundação É uma pessoa jurídica composta por um patrimônio personalizado. financeira patrimônio patrimônio patrimônio patrimônio próprio próprio próprio próprio Controle Não há hierarquia e subordinação.apostile. CPC 150. Mista Pessoa jurídica de direito privado criada para prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica. não tem respons. Est.Art. §2º. Empresa Pública Soc.capac. CF . Subsidiária pub. . criadas para a prestação de Pode ser pública serviços públicos ou privada (não ou exploração de integra a atividades econômicas sob (não tem cap. Conselhos e Tribunais) . com capital misto e na forma de S/A São pessoas jurídicas de direito privado compostas por capital exclusivamente público. 173.Se exerce ativ. destinado pelo seu fundador para uma finalidade específica. §2º e art. só controle da legalidade Lei específica autoriza sua criação que se efetiva com registro dos atos constitutivos Não tem – art. modalidade editar leis) empresarial Características auto auto auto auto administração administração administração administração .ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO Autarquia Definição São pessoas jurídicas de direito público.

ensino. Petrobrás. Memorial da América Latina. Butantã. As duas principais agências são: ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – Lei 9427/96 e ANATEL – Agência Nacional das Telecomunicações. 37. COHAB. 242 da L S/A Banco do Brasil S/A. CETESB. orçamentária e financeira. Nac. CET. Exemplos INCRA (Inst. cooperando com ele estabelecendo parcerias com o poder público. bens públicos através de uma permissão de uso.IPAMB Falência Não Não Depende: sim e SP . de SP). Embratel. IPESP FUNAI. BNDS. são responsáveis pela regulamentação. integram a iniciativa privada mas atuam ao lado do Estado. FAPESP. IBAMA. Anhembi. DNER. INSS. meio ambiente. FEBEN. recebem servidores públicos.apostile. Criadas pela Lei 9649/98. IMESP. previsto em lei. IBEGE. § 8º (é um contrato diferente já que o contrato de gestão se celebra entre a Administração direta e a indireta).br . Fund. Radiobrás (sp) e Caixa Econômica Federal (AE) AGÊNCIAS REGULADORAS  são autarquias de regime especial. O instrumento para o repasse é contrato de gestão – art. ANP – Agência Nacional de Petróleo AGÊNCIAS EXECUTIVAS  autarquias e fundações que por iniciativa da Administração Direta celebram contrato de gestão visando a melhoria dos serviços que prestam em troca de uma maior autonomia gerencial. CESP (Centrais Eletr.art.com.não AE – Não . FUNDAP. o controle e a fiscalização de serviços públicos transferidos ao setor privado. Banespa. Sabesp. Congás.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . dispensa licitação como acontece em todos os outros casos de transferência de serviço público (facilita o desvio do dinheiro público). A lei 9637/98 autorizou que fossem repassados serviços de: pesquisa científica. Metrô. cultura e saúde. São pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos criadas por particulares para a execução de serviços públicos não exclusivos do Estado. Podem receber: dotações orçamentárias. Banco Central. de Colonização e Reforma agrária). 96 www. mas ainda não existem ORGANIZAÇÕES SOCIAIS  integram a Administração Pública.

SESI. SENAC. visando o atingimento dos interesses da coletividade.apostile.IPAMB SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS  rótulo atribuído a todas as pessoas jurídicas de direito privado. . Ex.br .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .Formas de prestação: a) direta ou centralizada – quando estiver sendo prestado pela Administração direta do Estado. b) indireta ou descentralizada – ocorre quando não estiver sendo prestada pela Administração direta do Estado. Podem receber incentivos com dotações orçamentárias e titularizam contribuições parafiscais. SERVIÇO PÚBLICO  do aquele prestado pela Administração ou por seus delegados sob normas e controles estatais para a satisfação.Modalidades de descentralização: a) outorga – quando ocorre a transferência para terceiros (administração indireta) da titularidade e da execução do serviço público b) delegação – quando transfere para terceiros (concessionárias e permissionárias) só a execução.Diferença de desconcentração: DESCENTRALIZAR é tirar do centro e transferir um serviço da Administração direta para terceiros. descentralizou a sua prestação para a Administração indireta ou terceiros fora da Administração . 97 www. SESC (a finalidade é fomentar o desenvolvimento de certas categorias privadas e. por isso.com. integrantes da iniciativa privada que foram criadas para desenvolver atividades de auxílio a determinadas categorias profissionais que não tenham finalidade lucrativa.a titularidade está sempre nas mãos da Administração . . interessa a Administração ajudar). podendo estes estar dentro ou fora da Administração e DESCONCENTRAR – é transferir a prestação de um serviço de um órgão para outro dentro da própria Administração direta. esta o transferiu.

sendo somente autorizada a cobrança executiva são os serviços que o usuário pode aceitar ou não.apostile. o Estado.Modalidade a) próprios – não os serviços públicos inerentes à soberania do Estado. I) compulsório – II) facultativo – e) adequados – serviços adequados são os executados de acordo com os princípios específicos do serviço público CONCESSÃO. .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . b) utilidade pública – são os considerados úteis ou convenientes.com. . como a defesa do território d) específicos – uti singuli – individualizáveis – são também serviços prestados a todos. se remunerados será por taxa. pagos por tarifa. Pode ser são os serviços que não podem ser recusados pelo destinatário.br .IPAMB .Lei 8987/95 . o DF ou Município. como o transporte coletivo. como a defesa nacional ou a polícia judiciária.Princípio dos serviços públicos a) continuidade b) cortesia c) eficiência d) segurança e) atualidade f) regularidade g) modicidade h) generalidade. em cuja competência se encontre o 98 www. por sua conta e risco e por prazo determinado. PERMISSÃO E AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS CONCESSÃO é a delegação de sua prestação feita pelo poder concedente mediante licitação na modalidade concorrência à pessoa que demonstre capacidade para seu desempenho.Poder concedente – é a União. como o transporte coletivo e o fornecimento de energia c) gerais – uti universi – são os prestados à sociedade em geral. O não pagamento do serviço não autoriza a supressão do mesmo. mas com possibilidade de identificação dos beneficiados.

consiste na contratação feita pela concessionária para aquisição de serviços ou bens diretamente relacionados com o objeto da concessão. ampliar ou melhorar determinada obra pública. O poder concedente pode fiscalizar os serviços.apostile. suficientemente longo. feito pelo poder público. c) caducidade – d) rescisão – e) anulação – extinção do contrato antes do término do prazo. . Em seguida passa a explorar o serviço por prazo determinado. de forma unilateral. por sua própria conta e risco.IPAMB serviço público (a titularidade continua sendo sua. feita pelo concessionário por força do descumprimento de cláusulas contratuais pelo poder concedente. mediante licitação da prestação de serviços públicos feita pelo poder concedente. o serviço deverá continuar sendo prestado. só transfere a execução). para que obtenha a remuneração a amortização de seu investimento. por razões de interesse público. a pessoa que demonstre capacidade de desempenho por sua conta e risco. Permissão Caráter mais precário Não exige autorização legislativa. Os contratos de concessionárias com terceiros não envolve o poder concedente. O concessionário faz jus a indenização forma de extinção do contrato antes do prazo. por descumprimento de cláusula contratual forma de extinção do contrato. em regra Concessão Caráter mais estável Exige autorização legislativa 99 www.br .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . pelo poder público. enquanto não transitar em julgado a sentença. . conservar. reformar.com. • Admite-se subconcessão desde que autorizada.Concessão precedida da execução de obra – deve o concessionário primeiro construir. bem como intervir na concessão se necessário • • . a título precário. antes de encerrado o prazo.Formas de extinção: a) advento do termo contratual – b) encampação – quando termina o prazo término do contrato antes do prazo. por razões de ilegalidade f) falência ou extinção do concessionário PERMISSÃO é a delegação.Política Tarifária – tarifa é a fonte de rendas das concessionárias. de forma unilateral. não é tributo. o seu valor inicial é estabelecido na proposta. Deve ser por medida judicial e.

por se tratar de ato unilateral e precário. e não regra. • • • • É exceção.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . b) autorização de atos privados controlados – • autorização é diferente de licença.IPAMB Licitação só por concorrência Formalização por contrato Prazo determinado Só para pessoas jurídicas Licitação por qualquer modalidade Formalização por contrato de adesão Pode ser por prazo indeterminado Para pessoas jurídicas ou físicas. AUTORIZAÇÃO – três modalidades: a) autorização de uso – em que um particular é autorizado a utilizar bem público de forma especial. desde que preencha certos requisitos.Lei 8666/93 100 www. e pode exigi-la. c) autorização de serviços públicos – coloca-se ao lado da concessão e da permissão de serviços públicos.br . na delegação de serviços públicos. em que o particular não pode exercer certas atividades sem autorização do poder público. licença para dirigir veículo. Na licença o interessado tem direito de obtê-la. são atividades exercidas por particulares mas consideradas de interesse público. É formalizada por decreto ou portaria. ex. de alcance limitado.com. ou a trabalhos de emergência. no que couber. termos semelhantes. enquanto a licença é vinculado. A autorização é ato discricionário.apostile. Segue. destina-se a serviços muito simples. 24 e 25 da Lei 8666/93. a Lei 8987/95 LICITAÇÃO – é um procedimento destinado à seleção da melhor proposta dentre as apresentadas por aqueles que desejam contratar com a Administração Pública . A licitação pode ser dispensável ou inexigível – art. como na autorização de uso de uma rua para realização de uma quermesse.

fundos especiais.br . 6º.Projetos prévios: a) projeto básico: abrange a viabilidade técnica. X .com. de acordo com as normas técnicas – art. de acordo com valores estabelecidos na lei a) tomada de preços – é usada para contratos de valor médio. fundações públicas.A licitação deve seguir o princípio específico: a) vinculação ao instrumento convocatório b) julgamento objetivo (a Administração deve estipular o critério de julgamento das propostas. • Nos casos em que couber convite. a concorrência. o impacto ambiental.IPAMB  É obrigatória para: administração direta. prazo de validade é de 2 anos. podendo também participar os cadastrados que manifestarem seu interesse 24 horas antes da apresentação das propostas. 101 www. em qualquer caso. b) convite – é a licitação adequada para valores menores. CF e) leilão – serve para a venda de bens móveis inservíveis e de produtos apreendidos ou penhorados. prorrogável por uma vez.apostile. os custos. a Administração poderá utilizar a tomada de preços e. IX b) projeto de executivo – abrange a execução completa da obra. d) concurso – é a licitação para a escolha de trabalho técnico.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . com a convocação de três interessados.Modalidades: a) concorrência – usada para contratos de vulto. as empresas públicas. 37. os métodos e o prazo de execução – art 6º. III. com a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores. com participação de interessados já cadastrados ou que se cadastrem até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. no mínimo. bem como de imóveis oriundos de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento em que seja útil a alienação. por igual período – art. autarquias. científico ou artístico. sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pelo poder público . no edital) . cadastrados ou não.

br . .Fases da Concorrência a) edital .IPAMB . pode o contrato não se concretizar (o vencedor só tem expectativa de direito quanto ao contrato.lei interna da licitação b) habilitação dos concorrentes – licitantes apresentam documentos pessoais c) exame e classificação das propostas d) homologação – ratificação da legalidade do procedimento até então realizado e) adjudicação – entregar o objeto da licitação • Nas concorrências de grande vulto deve realizar-se uma audiência pública. persistindo o empate.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . .apostile. 39. por defeito formal ou inexequibilidade da oferta.Critérios para avaliação das propostas: a) melhor preço b) melhor técnica c) preço e técnica d) maior lance ou a maior oferta – para o leilão • No caso de empate tem preferência os bens e serviços produzidos no país e. tem o direito de não ser preterido frente a outro). conferindo-lhe preferência ao contrato. sucessivamente. antes do edital.com.Efeitos da Adjudicação – atribui a obra ou serviço ao vencedor da licitação. Havendo motivo justo e fundamentado. .Diferença entre: DESQUALIFICAÇÃO – é a rejeição do proponente que não apresenta os requisitos do edita (inabilitação) e DESCLASSIFICAÇÃO – é a rejeição da proposta do licitante já habilitado. 102 www. mas o momento e conveniência da assinatura do contrato ficam ainda na dependência da vontade discricionária da Administração. decide-se por sorteio. os produzidos ou prestados por empresa brasileira. para que a sociedade possa debater a conveniência e a oportunidade da licitação – art.

como parte predominante. • A validade do contrato exige: acordo de vontades.Hipóteses: art.art.com. regular ou extinguir entre elas uma relação jurídica patrimonial. Cabe análise discricionária do administrador. que excedem. em casos excepcionais. em regra. sob pena de nulidade e) publicidade f) prazo determinado (vedado prazo indeterminado) g) prorrogabilidade – exige termo aditivo. 25. agente capaz. referem-se a certas prerrogativas da Administração que a colocam numa situação de superioridade em relação ao particular contratado.Inexigibilidade – a competição não é possível . Características: a) participação do poder público. 24 . por ordens de serviços d) licitação prévia. desde que tenha havido previsão no ato convocatório e no plano plurianual h) cláusulas exorbitantes – são aquelas que exorbitam. não se realizará por expressa disposição legal. c) na maioria das vezes se formaliza por termo de contrato escrito e.br .apostile. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS  contrato é a convenção estabelecida entre duas ou mais pessoas para constituir. que ultrapassam o padrão comum dos contratos em geral. b) tem natureza personalíssima – só pode ser executado pela pessoa que contratou (sendo possível a subcontratação de acordo com os limites estabelecidos pela Administração). para consignar uma vantagem para a Administração Pública. embora possível.Dispensa de licitação – a competição.IPAMB .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . são: 103 www. e pela finalidade de atender a interesses públicos. . objeto lícito e forma prescrita ou não proibida em lei.

serviços e fornecimentos a) de obra – refere-se a construções. c) de fornecimento – são aqueles em que o vendedor se compromete a fornecer mercadorias e o comprador a recebê-las. impedindo a sua execução nas condições inicialmente estabelecidas. exceto caso de calamidade pública. publicidade. quando houver faltas contratuais e o serviço for essencial sem culpa do contratado. • Tanto o fato do príncipe como o fato da administração provém de uma determinação estatal.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . grave perturbação da ordem interna ou guerra – art. para atraso e inexecução do contrato.. repercutindo indiretamente sobre ele. salvo se atrasarem mais de 90 dias. XV .Contrato de obras.ex. de modo contínuo e periódico. c) fato da administração – provém de uma atuação estatal que incide diretamente sobre o contrato. instalação. não desapropriação) . montagem. suspensão de participações em licitações e contratos. reformas ou ampliações de coisas. etc. 104 www.: a) força maior e caso fortuito b) fato do príncipe – determinação estatal superveniente e imprevisível que onera o contrato. conserto. bem como à fabricação de produtos b) de serviços – refere-se a trabalhos a serem realizados. imposto) e o fato da administração incide sobre um fato diretamente (ex. 78. cabe indenização V) ocupação provisória de móveis e imóveis – VI) inaplicabilidade da exceção de contrato não cumprido – exceptio non adimpleti contractus – particular não pode interromper a obra sob alegação de não estar recebendo os pagamentos devidos. advertências. como demolição.apostile.IPAMB I) modificação unilateral – deve ser feita por termo de aditamento II) rescisão unilateral III) fiscalização IV) aplicação de sanções – multas.br .com. nas condições e prazos fixados. A diferença é que o fato do príncipe incide sobre toda a sociedade (ex. trabalhos técnico profissional.Teoria da Imprevisão – aplica-se quando há necessidade de revisão de uma cláusula contratual por força de fatos supervenientes e imprevistos durante a sua execução – fato superveniente e imprevisível .

com.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .br . por fato superveniente que impede a manifestação (ex.IPAMB • - As obras são prestadas por empreitada ou por tarefa (empreitada de pequeno porte) Pode ser executada por: a) preço global – abrange a entrega da obra ou do serviço todo b) preço unitário – refere-se a segmentos ou etapas. falecimento do contratado. consórcio entre dois municípios. CONSÓRCIO  acordo de vontades firmado entre entidades estatais. da mesma espécie para a realização de objetivos de interesses comuns .apostile.ex. . para por partes. perecimento do objeto) CONVÊNIO  acordo firmado por entidades políticas de qualquer espécie ou entre elas e particulares para realização de objetivos de caráter comum (diferente do contrato administrativo em que o objetivo não é comum). dissolução da sociedade. • Nos consórcios e nos convênios aplica no que couber a Lei 8666/93 105 www.Formas de extinção: a) administrativa – promovida por ato unilateral da Administração b) rescisão amigável c) judicial d) de pleno direito – acontece independentemente da manifestação de vontade das partes.

como os prédios das repartições ou escolas públicas c) bens dominicais – são os que pertencem ao acervo do poder público. como as ruas e praças b) bens de uso especial – são destinados às instalações e aos serviços públicos. por ato administrativo ou por um fato que torne a destinação inviável. e) não podem ser objeto de penhor.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . Se bens móveis dispensam a licitação.Espécies a) bens de uso comum do povo – são os bens que todos podem usar. 91. exceto: I) os bens de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. exigindo-se.. XXI. não podendo ser penhorados. em princípio.IPAMB BENS PÚBLICOS .Aquisição de bens para o patrimônio público: a) doação b) compra c) desapropriação d) confisco – art. II) Bens dominicais podem ser alienados. de modo que passem a ser considerados dominicais. em regra. se for mudada destinação.I do CP e art. Pode dar-se por lei.apostile. autorização legislativa. 243 da CF e) permuta f) dação em pagamento g) direito hereditário 106 www. 37. hipoteca ou anticrese . arrestados ou seqüestrados.com. de qualquer espécie d) todos são impenhoráveis. mas poderão tornar-se alienáveis se forem desafetados.br . b) direitos do poder públicos sobre seus bens não prescrevem c) não há usucapião de bens públicos. ou seja. avaliação prévia e licitação – art.Regime jurídico dos bens públicos – a) são inalienáveis. sem destinação especial .

É ato unilateral. para o dono da terra limítrofe. É instituto de direito privado.Utilização especial de bens públicos por particulares – todos podem eventualmente ser utilizados de forma especial por particulares. de natureza contratual. mas o poder .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . avaliação e licitação.br d) concessão de direito real de uso – 107 . • Exceção: investidura – numa obra pública. podendo ser revogado a qualquer tempo. permissão de instalação de uma banca de jornal na via pública) c) concessão de uso – é contrato entre a Administração e um particular. mediante: a) autorização de uso – • • • • serve para auxiliar interesses particulares em eventos ocasionais ou temporários (ex. em regra. sob pena de revogação (ex. que não serve para nada. então. em regra. www. Independe de licitação e de lei autorizadora Pode ser em caráter gratuito ou oneroso Por tempo determinado ou indeterminado. troca. é dada no interesse público. como autorização legislativa. discricionário. de título precário. por investidura. de licitação e cria para o permissionário um dever de utilização. Exige. b) permissão de uso – é semelhante à autorização mas. mediante avaliação.apostile. sobre um pedaço pequeno de terra. etc. . como venda. autorização legislativa e licitação.IPAMB h) usucapião (bens públicos não podem ser usucapidos. aplica-se apenas a bens dominicais. pode ser alienado. instalação de restaurante num zoológico municipal).com. tem grau menor de precariedade. uso de um terreno baldio para uma quermesse). respeitados os requisitos impostos pelo direito administrativo. tendo por objeto uma utilidade pública de certa permanência (ex.Alienação de bens públicos:  podem ser alienados pelas formas comuns do direito civil. doação. depende.

CF. Trata-se de águas públicas de uso comum. pertencentes à União. 2) mar territorial – estende-se numa faixa de 12 milhas marítimas (equivale a 1. aos Estados.com. como urbanização ou cultivo. .apostile.Depois do mar territorial temos: I) zona contígua – com início a partir de 12 milhas do litoral. destinam-se à posse permanente dos índios. Não tem localização e limites claros. Pertencem a União e. por exclusão.852m) da linha de baixa-mar do litoral continental e insular. Após a discriminação elas deixam de ser devolutas e passam a ser simplesmente terras públicas.Bens do patrimônio público (art. sobre as quais o Brasil exerce soberania. por isso necessitam ser demarcadas e separadas das outras propriedades.br . nesta faixa o Brasil conserva o poder de fiscalização e polícia. 20. sendo utilizada a via judicial se insuficiente à via administrativa. Exige autorização legislativa e licitação . de direito resolúvel do uso de um terreno público. com início a partir de 12 milhas do litoral (igual à zona contígua) e vai de 12 até 200 milhas. Esta separação ou discriminação pode ser administrativa ou judicial – Ação discriminatória – Lei 6383/76.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . cabendo-lhes o usufruto 108 www. pelo particular. 26 da CF) 1) terras devolutas – terras que ninguém se apossou. nem foram utilizadas para algum fim público. art. 20. de modo gratuito ou remunerado. nesta faixa tem o Brasil direitos exclusivos de exploração dos recursos naturais do mar. II) zona econômica – 3) terras tradicionalmente ocupadas por índios – são bens da União. até 24 milhas. XI.IPAMB Consiste na aquisição. embora sem soberania. para fins de interesse social de certo vulto.

nestes casos. as terras por onde o mesmo corria passam a pertencer aos proprietários ribeirinhos das respectivas margens. 13 do Cód. de Águas. continuando a União à proprietária e o particular enfiteuta.br 5) terrenos de marinha – 6) terrenos marginais ou reservados – 7) lagos. assim considerados os que. devendo indenizar os proprietários das terras por onde passa a correr o novo curso – art. Os terrenos de marinha tem sido objeto de arrendamento perpétuo a particulares. 231. Mas. sem que tenham direito a indenização alguma os donos dos terrenos por onde as águas abram novo curso. conforme a legislação de cada país – art. art. sirvam de limites com outros países ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. até uma distância de 15m contados desde a linha média das enchentes ordinárias. 27 www.760/46. VII. para possibilitar a fiscalização e a realização de obras ou serviços públicos pela Administração (há divergências) são bens da União quando banhem mais de um Estado. vão até 33m para a parte da terra.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . dos rios e dos lagos nelas existentes – art. 20. que consiste no prolongamento natural das terras continentais ou insulares. são onerados por uma servidão de trânsito. Tais terrenos podem pertencer a algum órgão público ou a um particular. Os terrenos marginais.apostile. banhados pelas águas do mar ou dos rios navegáveis. § 2º. mediante o pagamento de um foro anual. contados desde o ponto a que chega a preamar média – art. CF e DL 9. por baixo das águas do mar. como detentor do domínio útil são os que se situam ao lado dos rios navegáveis.com.IPAMB exclusivo das riquezas do solo. fica ele com leito original do rio. rios e correntes de água – 8) Álveos ou leitos abandonados – 109 . CF são bens da União. se um rio de águas públicas vier a abandonar naturalmente o seu leito. 20. CF 4) plataforma continental são bens da União os recursos naturais da plataforma continental. Se forem de propriedade privada. V. Tal arrendamento perpétuo denomina-se enfiteuse. são também da União. se o fato ocorrer por obra do poder público. em extensão variável.

as praias marítimas. 37. IV e art. 26. e considerada fundamental para a defesa nacional. como servidão administrativa.Evolução a) 1ª Fase – Irresponsabilidade do Estado . § 6º. e demais recursos minerais e os potenciais de energia elétrica constituem propriedade distinta da do solo. em lavra ou não.197/67 – art. e pertencem à União. 20.com. as ilhas oceânicas e as costeiras. 12) Fauna silvestre – RESPONSABILIDADE DO ESTADO  é a obrigação imposta ao poder público de compor os danos ocasionados a terceiros. abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado. sendo proibida a sua utilização. servidores públicos e particulares em colaboração com o Estado. em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro. 176 da CF 10) minas.“The king do not wrong” 110 www. e sua utilização são reguladas em lei. constituindo a fauna silvestre.art. para efeito de exploração ou aproveitamento. bem como seus ninhos.apostile. os animais de quaisquer espécies. não se fala em responsabilidade penal agentes públicos = agentes políticos. caça ou apanha (Lei 5. § 2º. Pertencem aos respectivos Estados as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União – art. – art. 20.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . ao longo das fronteiras terrestres. por atos praticados pelos seus agentes. garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra – art. perseguição. .IPAMB 9) Faixa de fronteira – uma faixa de 150 km de largura. no exercício das suas atribuições . III.br . CF as jazidas. CF • • resume-se na composição de danos. jazidas e quedas d’água – 11) Ilhas – pertencem à União as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. 1º). destruição.

quando o serviço funcionou atrasado. podem ser invocados excludentes da responsabilidade em defesa do Estado. desde que exista nexo causal . colisão de veículos devido à falha no semáforo. não se admite a invocação pelo Estado das causas excludentes da responsabilidade o Estado não responde sempre por danos ocasionados a terceiros. quando ocorrer danos a terceiros. . quando deveria funcionar a tempo e quando foi mal feito c) 3ª Fase – Responsabilidade objetiva A Administração responde com base no conceito de nexo de causalidade.Responde pelo quê??? Respondem pelos danos que seus agentes.apostile. A culpa poderia recair sobre o agente ou sobre o serviço: quando a Administração não faz o que deveria.br . integralmente. pois se admite excludentes de responsabilidade que são: 111 www.A responsabilidade objetiva se divide em: I) risco integral – o Estado responde sempre. ou responsabilidade civil.No Brasil: a) até a CF de 1946 – responsabilidade subjetiva (com culpa). II) risco administrativo – . que consiste na relação de causa e efeito existente entre o fato ocorrido e as conseqüências dele resultantes Ex.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .com.: morte do preso em penitenciária.IPAMB b) 2ª Fase – Responsabilidade com culpa. O prejudicado deve acionar a pessoa jurídica e não a pessoa física.Hoje. editado o Código Civil – art. adotamos a responsabilidade objetiva na modalidade do risco administrativo.Quem responde??? A pessoa jurídica. . nessa qualidade. causarem a terceiros. de direito público ou privado. que responde pelos danos. 15 (1916) Neste contexto que foi b) de 46 em diante – responsabilidade objetiva .

Dano – características: a) certo – dano real.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . sem o que não poderão se instaladas.Meios de intervenção: a) desapropriação I) ordinária ou clássica necessidade pública utilidade e interesse social II) extraordinária b) limitação administrativa. .br . corriqueiros da sociedade.a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE . As usinas que operam com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. c) anormal – aquele que supera os problemas comuns. b) prática de ilegalidade (sanção). 21.Fundamentos: a) supremacia do interesse público.Não cabe denunciação da lide na primeira relação . aquele que não é genérico.Não se pode acionar diretamente o agente. existente. . 112 www. que atinge uma ou algumas pessoas.apostile.Danos nucleares – art. c . . b) especial – aquele que pode ser particularizado.com. XXIII.IPAMB a) caso fortuito e força maior b) culpa exclusiva da vítima .Relações jurídicas: a) terceiro e Estado. b) Estado e agente responsável (cabe ação de regresso) .

Fases da desapropriação: a) declaratória b) executiva.Rito: em regra o ordinário.Valor da indenização: a) valor do bem com as benfeitorias que nele se encontram. e) correção monetária. com algumas características especiais. ou lei de efeito concreto.br . e) tombamento. c) o poder público passa a ter direito de entrar no bem d) começo do prazo de caducidade (necessidade ou utilidade – 5 anos e interesse social – 2 anos.Modalidades: a) por zona ou extensiva. .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . sob pena de ilegalidade.com. c) para industrialização 113 www. b) indireta.Efeitos: a) submete o bem à força do Estado b) fixa as condições em que o bem se encontrava.IPAMB c) servidão administrativa.Instrumento: Decreto Expropriatório. d) juros moratórios e compensatórios.Conteúdo obrigatório do decreto ou da lei: a) fundamento legal que justifica a desapropriação.apostile. – DESAPROPRIAÇÃO: . . c) destinação que vai ser dada ao bem. . b) lucros cessantes. f) honorários advocatícios . d) requisição. . . b) identificação do bem que está sendo desapropriado. .Exigência de contraditório e ampla defesa. c) danos emergentes.

dispensa concurso público e cabe nas hipóteses de excepcional interesse. bem como temporários titularizam cargo e. portanto.Classificação: a) cargo em comissão – aquele ocupado transitoriamente com base no critério de confiança b) cargo efetivo – preenchido em caráter definitivo.IPAMB AGENTE PÚBLICO  são todas as pessoas. magistratura. ou também por delegação. Dividem-se: são os que ocupam os cargos principais na estrutura constitucional. vinculadas ou não ao Estado. i) modo voluntário – colaboram com o poder público pessoas que. MP d) de carreira – aquele que faz parte de um conjunto de cargos com a mesma denominação. IX – para determinado tempo. como os concessionários. por concurso público.com. cometidas a um .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . podem ser: civil ou militares. sendo que seu ocupante só pode ser desligado por processo judicial ou por processo administrativo. Ambos exigem concurso. assumem funções públicas. a) agentes políticos – b) agentes administrativos – I) funcionários – II) empregados – III) temporário – c) agentes por colaboração – são particulares que colaboram como poder público voluntária ou compulsoriamente. O seu preenchimento se dá.apostile. 37. estão submetidos ao regime estatutário titularizam emprego. II) modo compulsório – colaboram pessoas que são requisitadas. permissionários e autorizatários. em regra.CARGO PÚBLICO – conjunto de atribuições e responsabilidades servidor. escalonados em razão das atribuições e da 114 www. . em situação de emergência. juizes) são os servidores públicos em geral. passam a ser funcionários de fato ou gestores de negócio. assegurada à ampla defesa – ex. deputados. Equiparam-se a funcionários públicos para fins penais e para responsabilidade por atos de improbidade. III) por delegação – colaboram pessoas para as quais foram atribuídos serviços públicos. sem transitoriedade. sujeitos ao regime celetista. como os jurados e mesários eleitorais.br . art. Presidente da República. que prestam serviço ao mesmo. de forma permanente ou ocasional. c) vitalício – também preenchidos em caráter definitivo. em situação de representar a vontade política do Estado (ex.

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e) isolado –

responsabilidade. não integra carreira nenhuma

Provimento: ato que designa uma pessoa para titularizar um cargo público. - Pode acontecer das seguintes maneiras: a) Inicial – aquele que independe de relações anteriores do indivíduo com a Administração Pública. • dá-se, em regra, por concurso público, com a exceção do cargo em comissão e a contratação por tempo determinado • é ato complexo, por passa por várias etapas: concurso, nomeação, posse. • só se aperfeiçoa com o efetivo exercício de suas funções, após passar por várias etapas. b) derivado – aquele que se verifica quando ocorre a titularização de um cargo por um indivíduo que já se encontra na estrutura da Administração, não depende de concurso público, é possível concurso interno.

– Modalidades de provimento derivado: 1) horizontal – não implica elevação, ascensão funcional, pode ser verificar por alguns instrumentos: I) transferência – é a passagem da pessoa de um cargo para outro sem elevação funcional II) readaptação – passagem de um cargo para outro, sem elevação funcional, compatível com a limitação sofrida pela pessoa III) remoção – é o deslocamento do indivíduo de um cargo para outro, sem ascensão funciona, dentro do mesmo órgão

2) vertical – passagem de um cargo para outro, implicando em ascensão funcional I) promoção – passagem de um cargo para outro dentro da mesma carreira,

Reingresso =

provimento derivado, retorno ao serviço ativo do servidor que estava dele desligado, pode ser: é a recondução do servidor ao mesmo cargo de que fora demitido, com o pagamento integral dos vencimentos e vantagens do tempo em que esteve afastado, um vez reconhecida a ilegalidade da demissão em decisão judicial ou administrativa
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a) reintegração –

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b) recondução –

o servidor estável retorna ao cargo anteriormente ocupado em decorrência de inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou de reintegração do anterior ocupante - art. 29 da Lei 8.112/90 ocorre o retorno do inativo (aposentado) ao mesmo cargo ou ao cargo resultante de sua transformação ou simplesmente ao serviço, como excedente (na terminologia da lei), se o antigo cargo estiver provido, quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria - art. 25 e 26 da Lei 8.112/90 é o retorno obrigatório à atividade do servidor em disponibilidade, em cargo de atribuições e remuneração compatíveis com o anteriormente ocupado - art. 30 da mesma lei.

c) reversão -

d) aproveitamento –

d) readmissão –

a reintegração decorrente de ato administrativo – o retorno do funcionário ao serviço público quando anulada administrativamente sua desinvestidura.

- Desinvestidura de cargo ou emprego a) demissão – é a punição por falta grave,

b) exoneração – pode ser: I) a pedido do interessado II) de ofício nos cargos em comissão III) motivada (ex. durante o estágio probatório, insuficiência de desempenho) c) dispensa – ocorre em relação ao admitido pelo regime da CLT quando não há justa causa.

- Vacância = abertura de um cargo antes preenchido. - hipóteses: a) exoneração, b) demissão, c) promoção, c) transferência, d) aposentadoria e falecimento.

-

Alterações da Emenda 19 -

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1) Princípios: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. - Com a eficiência o que se procura é a excelência do servidor e do serviço público. - Permite ao usuário fiscalizar diretamente o serviço público - Para o servidor a eficiência ser apresenta sob as causas: a) aquisição da estabilidade - prova e suficiência de conhecimentos b) freqüência a cursos de escolas do governo c) perda da estabilidade, por se revelar incapaz para o serviço público. • Visa também a racionalização da máquina administrativa - O poder público não poderá gastar com pessoa mais de 60% do que arrecada com impostos.

2) Princípio específico da acessibilidade – art. 37, I - brasileiros (natos e naturalizados) e estrangeiros, nos termos da lei, com exceção dos cargos privativos de brasileiros natos – art. 12, § 3º • o art. 37, I é norma de eficácia contida – gera efeitos imediatos e admite lei posterior que restrinja sua eficácia, portanto, enquanto não vier a lei o acesso para estrangeiros será livre. • a lei poderá ser: federal, estadual ou municipal

3) Forma de Ingresso a) concurso público – regra geral – para: - cargo – regime estatutário (é o que melhor se adequai, mas não é o único) - emprego – regime da CLT (não é idêntico ao da iniciativa privada) - A emenda 19 extinguiu o regime jurídico único. • O concurso deverá ser: de provas ou de provas e títulos, complexidade do cargo ou emprego” (EC – 19) de acordo com a natureza e a

b) cargo em comissão – livre nomeação, livre exoneração c) contratação temporária – art. 37, IX – só é possível para fazer frente a uma excepcional situação de emergência. ex – pessoal para combate à dengue até dois anos, admitida uma prorrogação por igual
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4) Prazo de validade do concurso 117

o órgão ou www. a Administração não está obrigada a contratar. é um acréscimo à estabilidade (ex. na forma da lei complementar. o servidor estável poderá perder o cargo. . desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. Estabilidade - garantia oferecida ao servidor que lhe assegura a permanência no serviço público atendidas às exigências estabelecidas pela Constituição.IPAMB período.art. . que é de 3 anos (exceto para MP e Juiz) aprovação em prova de conhecimentos ou desempenho. mas o aprovado tem o direito de não ser preterido frente a novos concursandos. mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada à ampla defesa.apostile. • • A previsão deve constar do edital. MP. que o indivíduo tenha ultrapassado o estágio probatório. Durante o prazo de validade. assegurada a ampla defesa. mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. § 1º: a) b) c) d) • em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 41.O alcance da estabilidade é do serviço e não do cargo . se estas medidas adotadas não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar.com.Requisitos para se adquirir a estabilidade: a) b) c) nomeação em caráter efetivo. se adquire após os dois anos de estágio probatório) . Magistratura.Perda da estabilidade . por excesso de quadros – limite de despesa é de 60 % do que arrecadam os Estados – art. 169 e LC 82/95 - Medidas: I) II) • redução em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .Diferente de vitaliciedade = é a garantia de permanência no cargo.br 118 . exoneração dos servidores não estáveis.

§ 5º. emprego ou função. emprego ou função sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. CF . autárquica e fundacional. o cargo objeto da redução considera-se extinto. sendo vedada à criação do cargo. com todos os efeitos.art.  Se for mandato eletivo: ao servidor público da administração direta. exceto promoção por merecimento . não sendo compatível aplica-se o artigo anterior • o afastamento é computado com tempo serviço.apostile. • há outras situações de legislação específica – ex. • • • fará jus a indenização . emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de 4 anos vide art. § 4º . 247 da CF .com. 37. est. que acumulação não ultrapasse os subsídios recebidos pelos Ministros do STF. no exercício de mandato eletivo. emprego ou função b) prefeito – afastado do cargo. ou se tornaram incapacitados para suas funções 119 www. que recaia em uma das seguintes hipóteses: I) dois cargos de professor II) professor com outro técnico científico III) dois cargos de médico.IPAMB unidade administrativa objeto da redução de pessoa . e distrital – ficará afastado do cargo.: juiz e professor. sendo-lhe facultado optar pela remuneração c) vereador – havendo compatibilidade de horário.Aposentadoria (EC 20/98) – é a garantia de inatividade remunerada reconhecida aos servidores que já prestaram longos anos de serviço. 169.Acumulação – a) b) c) art.a regra geral proíbe a acumulação remunerada de cargos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . aplicam-se as seguintes regras: a) mandato eletivo fed. perceberá as vantagens de seu cargo. exceto: quando houver compatibilidade de horários. XVI e XVIII.br .

ensino fundamental e médio (excluídos desta aposentadoria os 120 www.Nas seguintes condições: 1) proventos integrais .55 anos de idade e 30 anos de contribuição – se mulher 2) proventos proporcionais (ao tempo de contribuição) . desde que nele tenha aquele tempo mínimo.Características: a) aposentadoria voluntária b) com proventos integrais c) professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de Magistério d) só magistério infantil. moléstia profissional ou doença grave. o cargo inicial servirá de cálculo para o benefício.a EC trocou o critério de tempo de serviço por tempo de contribuição .proventos podem ser: 1) integrais – se a invalidez decorre de acidente em serviço.apostile.60 anos de idade e 35 anos de contribuição – se homem e . professores.br .com. XI) b) Art. contagiosa ou incurável.IPAMB a) acumulação: regra geral: não se admite a acumulação de vencimentos e proventos exceção: médicos.65 anos de idade – se homem .Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . cargos eletivos e cargos em comissão é possível acumular desde que o valor não ultrapasse o teto (art.não existe mais a antiga aposentadoria proporcional – homem 30 e mulher 25.Aposentadoria especial . . .proventos proporcionais ao tempo de contribuição III) voluntária – requerida pelo servidor que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria . ou 2) proporcionais – proporcionais ao tempo de contribuição II) compulsória: fato gerador = atingimento do limite de idade = 70 anos . 37.60 anos de idade – se mulher .se o servidor com mais de 10 anos de serviço e que não tenha tempo mínimo de 5 anos em determinado cargo efetivo ou vitalício dar-se-á com base no cargo anterior. 40 da CF I) Invalidez de caráter permanente que impeça o indivíduo de continuar exercendo suas atividades . caso contrário.

conseqüentemente.regras de transição previstas no art. em face de cessação dos motivos que autorizam a aposentadoria por invalidez.55 anos de idade – se homem e . . b) cassação é penalidade assemelhada à demissão. § 2º .Pensão por morte – o benefício será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito servidor em atividade na data do seu falecimento – art. serão revistos na mesma proporção e na mesma data em que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. mas que preenchem os requisitos para aposentadoria – não podem invocar o direito adquirido .Revisão dos proventos: os valores das aposentadorias e pensões.br . 40.Sistema remuneratório da Administração direta e indireta para os servidores da ativa . obedecido o limite do art.Proventos : e as pensões não poderão exceder à remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo – art.Aplicabilidade das mudanças: a) as regras valerão para aqueles que ingressarem na estrutura da Administração Pública após a promulgação da Emenda b) grupo de servidores que já estavam no mercado de trabalho e que já preencheram os requisitos anteriores para se aposentar – até a data da promulgação da emenda – aplicase à regra do direito adquirido (emenda é fruto de poder derivado. 40.Características gerais: 1) sujeito ao princípio da reserva legal específica 2) assegurada à revisão geral anual dos subsídios e vencimentos. § 7º . a cessação dos pagamentos de seus proventos.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém . assegurou a irredutibilidade real e não apenas nominal do subsídio e dos vencimentos. XI.serão calculados com base nos proventos da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria .Reversão e cassação da aposentadoria : a) reversão – é o retorno do inativo ao serviço.§ 8º .50 anos de idade – se mulher .IPAMB professores universitários) e) limites de idade .com. . sempre na mesma data e sem distinção índices. 9º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias . por acarretar a exclusão do infrator do quadro dos inativos e.apostile. sendo estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. 121 www. sofre limitações) c) grupo de servidores que estão no mercado de trabalho.§ 3º . 37.

Secretários Estaduais e Municipais) – tem como única modalidade de remuneração cabível. § 3º .13º salário. 7) os direitos assegurados no art.vencimento (no singular) – corresponde ao padrão do cargo público fixado em lei (salário base) .agente político (membro de poder. Governador . 48. não poderão exceder o subsídio mensal. Prefeito e Vice-Prefeito) e aos demais agentes políticos (Ministros de Estado. ministros de Estado. 5) os vencimentos também ficam sujeitos a um teto entre os vencimentos dos cargos pertencentes aos Poderes.IPAMB 3) a EC 19 criou o teto geral e obrigatório no âmbito da Administração direta autárquica e fundacional. § 4º. 6) os salários dos empregados públicos das empresas públicas e das sociedades de economia mista . dos Min. paga obrigatoriamente aos detentores de mandato eletivo (Senador. VII e VIII.Concurso Público 2011 : Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém .vencimentos . por curiosidade. e suas subsidiárias. pensões e outra espécie remuneratória. Estadual. 37. enquanto que os demais agentes públicos poderão ter remuneração. Deputado Federal. e 73. os membros da Magistratura e o MP e Ministros e Conselheiros dos Tribunais de Contas). percebidos cumulativamente ou não. 122 www. III e 128. estipulando que os subsídios. b) REMUNERAÇÃO – I) vencimentos . 39. titulares de empregos públicos e não de cargos públicos. c/c os arts. em espécie. os salários e os proventos. Vereador. da CD. I. 75. XII. 37. autárquica e fundacional. II) salário .com. (arts 39. Vice-Presidente.pago aos empregados públicos da Administração direta e indireta regidos pela CLT.br . incluídas as vantagens pessoas ou de qualquer outra natureza. XI 4) o teto geral será fixado por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República.apostile. 1/3 de férias não estão incluídos no teto geral . do SF e do STF que. Presidente.Compreende as seguintes modalidades: a) SUBSÍDIO é uma modalidade de remuneração. mas por evidente cautela está sujeita à sanção do chefe do Executivo – art. só estarão submetidas ao teto geral se as pessoas jurídicas receberem recursos do poder público. Do STF – art. fixada em parcela única. 49. que corresponde àqueles pagos pelo Executivo – art.(no plural) – é espécie de remuneração e corresponde à soma dos vencimentos e das vantagens pecuniárias. Secretários Estaduais e Municipais. 95. § 5º. os vencimentos. § º. constituindo a retribuição pecuniária devida ao servidor pelo exercício do cargo público.salário padrão do cargo acrescido dos demais componentes do sistema remuneratório do servidor público da Administração direta. Vice-Governador. . detentor de mandato eletivo. e) .

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