DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL Art. 184 cp 1 – O que é obra intelectual? O que é propriedade intelectual?

R: obras intelectuais compreendem todas as produções do domínio literário. São obras de criação do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, como textos de obras literárias, artísticas, científicas, sermões, etc. Propriedade intelectual é o bem juridicamente protegido pelo tipo penal do art. 184, é obra literária, artística ou científica, e o objeto material do delito. 2 – É necessário que a obra esteja registrada para caracterizar o delito do art. 184? R: a proteção aos direitos de que trata essa lei independe de registro, porém é facultado ao autor registrar sua obra. 3 – Quais os elementos necessários para a caracterização do crime do art. 184, além do dolo? R: no elemento subjetivo o delito de violação do direito autoral somente pode ser praticado dolosamente, não havendo previsão para modalidade de natureza culposa. 4 – A internet pode ser veiculo desse crime? E os arquivos digitais, tem proteção Jurídico Penal? R: é perfeitamente possível a pratica de crime através da internet, valendo-se o agente do crime do oferecimento ao publico, com intuito de lucro, de musica, de filmes e livros, proporcionando ao usuário que as retire da rede, o destinatário paga pelo produto, mas o valor jamais chega ao autor. Quanto à proteção, a resposta é sim. Eles foram objeto de regulamentação específica por intermédio da Lei n° 9.609/98, art. 2°, que esclareceu que o regime de proteção a propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação de direitos autorais, é pertinente destacar que no art. 12 da lei, foi criado um delito específico, cujo tipo penal tem por finalidade proteger os direitos do autor de programa de computador. DOS CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Art. 197 cp 1 – Qual a diferença entre as condutas deste artigo e o art. 146? R: No art. 146 cp, tem sentido de impedir, limitar ou mesmo dificultar a liberdade de alguém, o agente atua com violência ou grave ameaça, ou seja, aquela empreendida contra o próprio corpo da vitima e a grave ameaça “vis compulsiva” exercendo influencia sobre o espírito da vitima, impedindo de atuar segundo sua vontade. Já no art. 197 a violação da liberdade é no funcionamento de estabelecimento onde a vitima exerça qualquer trabalho. A vitima abre ou mantém aberto ou fecha ou mantém fechado o seu estabelecimento conforme a vontade do agente e não segundo seu desejo, sua liberdade é anulada. 2 – O que pode se entender doutrinariamente por “determinado período ou dias”, elemento normativo deste tipo penal? R: É determinar o período em que a pessoa poderá trabalhar tendo em vista a perda da sua liberdade, sendo obrigado a abrir seu estabelecimento em dia e período determinado podendo ser (domingo somente pela manhã). 3 – De quem é a competência para julgamentos destes crimes? R: inicialmente é do juizado especial criminal, pois é de menor potencial ofensivo. Art. 198 cp 1 – O que se entende por contrato de trabalho? R: é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

200 é necessário que o agente efetivamente participe.p – o Estado) Art. quando essa era seu desejo e não a liberdade de seu próprio corpo. e greve é o não trabalho por tempo indeterminado até que se resolva a situação. 146cp R: ele é dirigido no sentido de fazer com que a vítima participe. 199 cp 1 – Qual a diferença entre as condutas deste artigo e o art. Greve e Lock out é a negação do exercício do direito de trabalhar. é a liberdade da vontade. 203 e 204 cp 1 – Quais são os sujeitos ativos e passivos dos artigos? R: no art. conforme sua vontade e sem qualquer pressão para que isso aconteça. 3 – Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo e passivo deste delito? R: pode ser praticado por qualquer pessoa. 202 cp 1 – É necessário especial fim de agir? R: para efeitos de configuração dos delitos exige que o agente atue com uma finalidade especial. e no art. 4 – Associação é equivalente à sindicato? R: sim. No art. 200 e 201cp? R: a diferença é que no art. Art. praticando violência contra a pessoa ou contra a coisa. ou seja. 146cp? R: no art. comerciais ou agrícolas. faça parte do movimento da suspensão ou abandono do trabalho. 2 – O que se entende por liberdade de associação constitucionalmente? R: a pessoa é livre para associar-se ou não. 2 – Qual é o bem jurídico tutelado? R: são os estabelecimentos industriais. pois as características principais de ambas são uma organização de um grupo existente na sociedade com finalidade distintas. 146 é impedir e limitar a liberdade de alguém contra o próprio corpo. atentando contra a liberdade de trabalho. 2 – Qual a diferença entre os art. Art. e em virtude do constrangimento sofrido deixa de fornecer ou adquirir bens de outrem.2 – Qual a diferença entre condutas deste artigo e o art. 204 (S. a sindicato ou associação profissional. pelo trabalhador por tempo determinado. 201 é necessário os empregados e os empregadores levarem a efeito a obra publica ou serviço de interesse coletivo. 203 são (S. não exigindo o tipo penal em estudo qualquer condição ou qualidade especial do sujeito ativo. 200 e 201 cp 1 – Paralisação é igual a greve e a “Lock out”? R: Paralisação é a suspensão do trabalho. quando o agente dirigir finalisticamente sua conduta no sentido de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. o empregado ou qualquer outra pessoa/S.a – o empregador/s. 198 o agente obriga a vítima a celebrar contrato de trabalho. Art. Art. 205 cp 1 – Quem é o sujeito ativo e passivo deste tipo penal? .a – poderá ser o empregador. e no art. com um especial fim de agir. se filie ou associe contra sua vontade. ou mesmo que deixe de se filiar.p – é a pessoa frustrada em seu direito trabalhista). bem como as coisas neles existentes.

alterar o objeto material que é sepultura ou urna funerária 2 – E o furto de objetos da sepultura. Vilipendiar é menosprezar. por decisão administrativa. Impedir não deixa que aconteça a pratica de culto religioso. não é necessário que seja efetivada a emigração. 212 depois de matar a vitima. ultrajar lhe de maneira desumana e execrável a corpo sem vida. 2 – O que se pode entender por decisão administrativa? R: é quando uma pessoa fica impedida de exercer determinada atividade na função administrativa. 206 e 207 cp 1 – Qual é a diferença entre o art. e não decisão judicial. CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO Art. e 207 é evitar o êxodo de trabalhadores no território nacional. 2 – Quando há a consumação destes delitos? R: Quando há tentativa. não estando incluídas as coroas e flores Art. sendo assim consumase com o aliciamento de trabalhadores. coisa extra commercium. sendo irrelevante o fim visado pelo agente. salvo quando é submetido a experiências cientificas. 211 e 2123 cp? R: Atua com afronto ao sentimento de reverencia dos vivos para com os mortos e o art. troçar de alguém publicamente. 206 e 207? R: é o interesse do Estado em garantir a permanência dos trabalhadores brasileiros no Brasil e manter a mão de obra no seu território. poderá constituir este delito? R: poderá o crime material consumar-se com a violação ou profanação efetiva. inclusive o natimorto. 2 – Qual o conceito de cadáver para o direito penal? R: é o corpo humano inanimado. 2 – Diferencie os verbos escarnecer de impedir. Art. Perturbar é atrapalhar. de exercer determinada atividade e passivo é o Estado. ultrajar ato ou objeto de culto religioso. 210 cp 1 – Qual a diferença entre profanar e violar? R: Profanar é ultrajar. sem violação. R: Escarnecer é zombar. Art. Consuma-se crime se integrar o elemento subjetivo da figura o dolo eventual.R: Ativo é a pessoa que foi impedida. 208 cp 1 – Qual a função do elemento normativo “publicamente” para o tipo penal em questão? R: proteger o sentimento religioso. Existe especial fim de agir. 3 – Qual a diferença entre o art. 211 e 212 cp 1 – Quem é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado de lesão nestes delitos? R: Qualquer pessoa que tenha sentimento de respeito e veneração pelos que já faleceram. chamar a atenção de forma que desvie a intenção da cerimônia. . À sepultura pertencem todos os objetos e ornamentos que a ela se ligam permanentemente. e não integrando ao patrimônio de ninguém. macular e violar. sendo necessária que haja decisão administrativa impedindo seu exercício. a liberdade de culto e de crença. perturbar e vilipendiar. admite a tentativa e sua execução é passível de fracionamento.

Tipo subjetivo: dolo. Crime material. que representado pela vontade livre e consciente de violar direito autoral alheio.com www. desde que na condição de trabalhador. Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa Sujeito passivo: em relação ao inciso I pode ser qualquer pessoa. Consumação e tentativa: consuma-se com a pratica efetiva das ações incriminadas. Tipo subjetivo: dolo direto ou eventual. Nas qualificadoras exige-se o elemento subjetivo do tipo constituído pelo especial fim de lucro direto ou indireto. Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa sem nenhuma condição especial. Crime de mera conduta sendo desnecessária a produção de resultados. forçar compelir. o criador de obra intelectual.ideiah. ou seja. Como crime material admite-se tentativa. 184 CP Bem jurídico: o bem jurídico protegido é o direito autoral. ofício ou industria que o indivíduo deseja exercer e de decidir quando abrir ou fechar seu próprio estabelecimento. mediante violência ou grave ameaça.com ART 198 CP . Como crime material. arte. na ausência do criador. Classificação doutrinária: crime comum podendo ser praticado por qualquer pessoa. o sujeito passivo só pode ser o proprietário do estabelecimento. E geralmente instantâneo. empregado ou patrão. Consumação e tentativa: consuma-se o crime de atentado contra a liberdade de trabalho quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que foi constrangido. falsificar ou ofender o direito do autor. seus herdeiros ou sucessores. primeira parte. constitui um complexo de direito nascidos com a criação da obra. ou. ART 197 CP Bem jurídico: liberdade de trabalho. Ação penal: a ação penal é publica incondicionada www. pois somente se consuma com a produção do resultado representado pela atividade do ofendido que cumpre as exigências do sujeito ativo. Tipo objetivo: violar que significa transgredir. Crime doloso. desde que presente o elemento subjetivo do crime Sujeito passivo: somente o titular do direito autoral. a profissão. a liberdade de escolher o trabalho.blogspot. é admissível a tentativa em qualquer das figuras descritas. Classificação doutrinária: crime comum podendo ser praticado por qualquer pessoa. Na hipótese desse inciso a pessoa jurídica também pode ser sujeito passivo.ideiah. Em relação ao inciso II. cortar-lhe algum membro. E os chamados direitos conexos do direito de autor. A pessoa jurídica de direito publico e privado também pode ser sujeito passivo desse crime. científica ou artística. escarrar sobre ele. atos de necrofilia. que se verifica com o inicio da ação constrangedora.ideiah. qualquer das atividades enunciadas no dispositivo legal. Nada impede que ocorra as figuras de co-autoria e da participação. isto é. que pode ser literária. que na verdade. Ação penal: ação penal publica incondicionada.4 – Por quais meios pode-se cometer o crime de vilipendio de cadáver? R:Tirar as vestes do cadáver. alguém a fazer o deixar de fazer alguma coisa que não está obrigado. ART.com www. Os direitos do autor podem ser total ou parcialmente transferidos a terceiros. Tipo objetivo: constranger que significa obrigar.blogspot. coagir. derramar liquido imundo sobre as cinzas ou dispersa-los acintosamente. ou seja. com a publicidade de obra inédita ou reproduzida. ressalvados aqueles de natureza personalíssima. o objeto jurídico da proteção penal é a propriedade intelectual.blogspot. representado pela consciência e vontade de concretizar os elementos da descrição típica. Em outros termos. que pode ser fracionada. Crime instantâneo com exceção das modalidades de “expor à venda’ e “ter em depósito”.

desde que se trate de trabalhador ou profissional que possa integrar algum sindicato ou associação de classe. . com violência ou grave ameaça. material. Crime material. instantâneo e eventualmente permanente. praticando violência contra a pessoa ou a coisa Consumação e tentativa: consuma-se com a suspensão ou abandono coletivo do trabalho e a pratica de violência. o crime consuma-se com a omissão pretendida pelo agente que é a não aquisição ou não fornecimento. no mínimo três de suspensão ou abandono de trabalho coletivo Tipo subjetivo: dolo constituído pela vontade livre e consciente de participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. Classificação doutrinária: crime comum podendo ser praticado por qualquer pessoa. comerciante. forçar coagir. Ação penal: competência da justiça federal (art. sem condição especial. na segunda. constituído pela vontade livre e consciente de constranger alguém. ou seja. que significa pluralidade de pessoas. Tipo objetivo: a ação básica do tipo é constranger alguém mediante violência ou grave ameaça. 109 VI da CF) ART 199 CP Bem jurídico: liberdade de associação e filiação sindical ou profissional Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa Sujeito passivo: igualmente. impede a associação de alguém em determinado sindicato ou associação profissional. Tipo subjetivo: o elemento subjetivo do crime de atentado contra a liberdade de associação é o dolo. compelir alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa a que não está obrigado Tipo subjetivo: nas duas figuras típicas é constituído pelo dolo representado pela vontade consciente de constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a firmar contrato de trabalho ou a boicotar alguém na entrega de matéria-prima ou produto industrial ou agrícola Consumação e tentativa: na primeira figura consuma-se o crime com a assinatura do contrato ou com o inicio do trabalho. industrial ou qualquer pessoa que seja constrangido a não fornecer a matéria-prima ou o produto Tipo objetivo: constranger que significa obrigar. Na primeira parte do tipo o bem jurídico é a liberdade de trabalho na segunda parte do tipo o bem jurídico é a normalidade das relações de trabalho. ART 200 CP Bem jurídico: regularidade e moralidade das relações trabalhistas Sujeito ativo: empregado ou empregador Sujeito passivo: qualquer pessoa. especialmente aquelas relacionadas a obras publicas ou serviços de interesse coletivo. Ação penal: ação penal publica incondicionada. Ação penal: ação penal publica incondicionada ART 201 CP Bem jurídico: regularidade e moralidade das relações trabalhistas. consuma-se o crime no momento em que. se produz a violência contra a pessoa ou coisa. doloso. E geralmente instantâneo. Crime doloso.Bem jurídico: crime pluriofensivo. pode ser qualquer pessoa. a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação. Somente é criminalizada a conduta de constranger à participação ou não-participação em determinado sindicato ou em determinada associação profissional. Consumação e tentativa: consuma-se o atentado contra a liberdade de associação quando o agente. por exemplo. instalada a greve ou o lockout. incluindo empregado e empregador Tipo objetivo: participar. isto é. Classificação doutrinária: trata-se de crime comum. mediante violência ou grave ameaça. mais de um bem jurídico tutelado. Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa Sujeito passivo: pode ser qualquer pessoa que sofra coação tipificada. pois somente se consuma com a produção do resultado representado pela atividade do ofendido que cumpre as exigências do sujeito ativo. A tentativa é possível.

que significa entrar à força.Sujeito ativo: empregado ou empregador. produz-se diretamente a interesse coletivo. empregador ou qualquer pessoa independentemente da relação trabalhista Sujeito passivo: é a pessoa cujo direito trabalhista é frustrado. Ação penal: ação penal publica incondicionada ART 203 CP Bem jurídico: todo e qualquer direito que seja protegido pela legislação trabalhista Sujeito ativo: o empregado. Sujeito passivo: qualquer pessoa. incluindo empregado e empregador Tipo objetivo: participar. pelo texto. delas dispor Consumação e tentativa: consuma-se com a invasão ou ocupação. representado pela vontade consciente de invadir ou ocupar estabelecimento comercial. mediante fraude ou violência. Admite-se a tentativa ART 202 CP Bem jurídico: crime pluriofensivo e os bens jurídicos tutelados são liberdade e organização do trabalho Sujeito ativo: qualquer pessoa empregada ou não Sujeito passivo: o proprietário do estabelecimento e a coletividade conjuntamente Tipo objetivo: invadir. consuma-se o crime no momento em que. nas formas descritas. que significa pluralidade de pessoas. empregador ou qualquer pessoa Sujeito passivo: não é necessariamente uma pessoa física. Admite-se tentativa Ação penal: natureza publica incondicionada ART 204 CP Bem jurídico: é o interesse na nacionalização do trabalho. arbitrária ou hostil. que tem sentido de apossar-se arbitrariamente de estabelecimento comercial. industrial ou agrícola Tipo subjetivo: dolo. Admite-se a tentativa Ação penal: ação penal publica incondicionada ART 205 CP . se produz a interrupção da obra ou serviço. ocupar. Admite-se a tentativa. direito assegurado pela legislação do trabalho. isto é. direito assegurado pela legislação trabalhista Consumação e tentativa: consuma-se no lugar e no momento em que o titular de direito assegurado pela legislação trabalhista se vê impedido de exerce-lo. instalada a greve ou o lockout. Tipo subjetivo: dolo direto e eventual constituído pela vontade livre e consciente de participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. particularmente do estado em garantir a reserva de mercado para os brasileiros em seu próprio território Sujeito ativo: o empregado. independentemente da obtenção dos fins pretendidos. ainda. A ofensa. direito assegurado pela legislação do trabalho Tipo subjetivo: dolo constituído pela vontade consciente de frustrar. lembrando que a ameaça não é meio idôneo para praticar o crime Tipo subjetivo: dolo constituído pela vontade consciente de frustrar obrigação legal relativa à nacionalização do trabalho. com danificação ou disposição. com emprego de violência ou fraude. individual somente. industrial ou agrícola ou danificar os próprios estabelecimentos ou as coisas neles existentes ou. O eventual uso de ameaça não tipifica esse crime Consumação e tentativa: consuma-se o crime com a efetiva frustração de lei que disponha sobre a nacionalização do trabalho. violado ou sonegado Tipo objetivo: frustrar mediante violência ou fraude. Consumação e tentativa: consuma-se com a suspensão ou abandono de obra publica ou serviço de interesse publico coletivo. que é bem representado pelo estado Tipo objetivo: frustrar mediante violência ou fraude. sem condição especial. no mínimo três de suspensão ou abandono de trabalho coletivo. provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse público.

labor). assegurada pela atual constituição. por isso.. função. realizar atividade (trabalho. Tipo objetivo: a ação consiste em aliciar. Tipo subjetivo: geralmente é o dolo. A natureza da ação penal é publica incondicionada. ou seja. dependendo da figura lesiva que é praticada. Ação penal: as penas cominadas. isto é. atrair. desempenhar. . Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. titular do interesse violado Tipo objetivo: exercer. independentemente de qualidade ou condição especial Sujeito passivo: mediato é o Estado e imediato é qualquer pessoa na condição de trabalhador que seja aliciada. ofício. Protege-se também o culto à crença. e multa. É necessário que a ação se direcione à pluralidade de pessoas que reúnam a qualidade exigida pelo tipo. É incontroverso que a liberdade de consciência e de crença constitui uma garantia fundamental individual. sempre que for possível identificar o titular do direito lesado. É teoricamente admissível a tentativa. no mínimo três pessoas que tenha qualificação profissional Tipo subjetivo: o elemento subjetivo é o dolo e o elemento subjetivo especial do tipo é constituído pelo especial fim de propiciar o êxodo. manter a mão-de-obra no território nacional. representado pela vontade consciente de infringir decisão administrativa. Art. o sujeito passivo está diretamente vinculado ao caso concreto pra se saber quando vai ser a coletividade e quando vai ser a pessoa individual.Bem jurídico: é a garantia de execução das decisões administrativas Sujeito ativo: é a pessoa que está impedida de exercer determinada atividade administrativa Sujeito passivo: é o Estado. recrutar. representado pela vontade consciente de recrutar trabalhadores para o exterior. Art. recrutando-os com o emprego de fraude. que sejam efetivamente de trabalhadores. desenvolver. 208 CP Bem jurídico tutelado: o bem jurídico protegido é o sentimento religioso. será ele o sujeito passivo. aliciar. Importante é saber que atividade é trabalho. cumulativamente. 207 CP Bem jurídico tutelado: o bem jurídico protegido é o interesse do Estado em evitar o êxodo de trabalhadores no território nacional. isto é. independentemente da efetiva emigração. Ou seja. Tipo subjetivo: o elemento subjetivo é o dolo. independentemente de sua crença religiosa ou qualquer outra qualidade ou condição especial Sujeito passivo: ora pode ser a pessoa individual ora pode ser a coletividade ou corpo social. Consumação e tentativa: consuma-se o crime com o aliciamento de trabalhadores. como interesse éticosocial independentemente da religião professada. Consumação e tentativa: consuma-se com o aliciamento de trabalhadores independentemente do êxodo efetivo (crime formal). Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. isto é. Não há previsão na modalidade culposa. Não nos parece adequado priorizar sempre o Estado em detrimento de direito sagrados dos cidadãos. Procura-se evitar que alguma região fique despovoada em detrimento de outra. função. são detenção. Tipo objetivo: consiste em recrutar que tem o sentido de atrair. Importante saber que trabalhadores significa pluralidade. ou seja. seduzir pessoas para levalas a trabalhar no exterior. de uma três anos. seduzir trabalhadores. independente de qualidade ou condição Sujeito passivo: mediato é o Estado e imediato é qualquer pessoa na condição de trabalhador que seja recrutada mediante fraude. praticando a atividade que lhe fora proibida. com a finalidade de levá-los para o exterior. com o uso de meio fraudulento. agora internamente. Ação penal: publica incondicionada Art. Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. 206 CP Bem jurídico tutelado: interesse do Estado em garantir a permanecia dos trabalhadores brasileiros no Brasil.

instantâneo. Admite-se em principio a tentativa por se tratar de crime material. 211 CP Bem jurídico tutelado: sentimento e respeito aos mortos Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. instantâneo. Ao corpo social como uma todo interessa a manutenção do respeito aos entes que já passaram. de violar o sentimento de respeito ao morto. de forma livre e unissubjetivo. na segunda figura. desde que exponha os restos mortais às intempéries. doloso. isto é. inclusive os parentes do morto. ou seja. pois sua execução é passível de fracionamento. Art 210 CP Bem jurídico tutelado: sentimento e respeito aos mortos Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. material. por motivo de crença ou função religiosa. destroçar). não requerendo nenhuma condição particular Sujeito passivo: são os familiares e amigos do morto. direto ou eventual. Consumação e tentativa: consuma-se com a violação ou profanação efetiva. devassar. A sepultura comum pode ser violada com a simples remoção da terra. a coletividade. Tipo subjetivo: somente é punível a titulo de dolo. representado pela vontade consciente de escarnecer publicamente de alguém em razão de sua religião ou função religiosa. de forma livre e unissubjetivo. material. Consumação e tentativa: consuma-se o crime. inclusive os parentes do morto. 209 CP Bem jurídico tutelado: sentimento e respeito aos mortos Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. formal. Classificação doutrinaria: trata-se de crime comum. com a perturbação da cerimônia religiosa. Ação penal: ação penal de natureza publica incondicionada Art. Classificação doutrinária: trata-se de crime comum. não requerendo nenhuma condição particular Sujeito passivo: : são os familiares e amigos do morto. Tratando-se de urna. com o escarnecimento de pessoa determinada. na primeira figura. subtrair (retira-lo do . inclusive os parentes do morto. Ação penal: a ação penal é publica incondicionada. abrir. Perturbar é tumultuar. Art. A conduta impeditiva ou turbadora deve dirigir-se necessariamente contra o enterro ou cerimônia. implícito. embaraçar ou atrapalhar. é cabível tentativa. Tipo subjetivo: é constituído pelo dolo e pelo elemento subjetivo especial do tipo. impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso e vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. sendo irrelevante que a sepultura ou urna encontre em cemitério publico ou privado. Consuma-se em outros termos. Tipo subjetivo: é constituído pelo dolo. Como é crime material. Impedir significa evitar que comece ou paralisar a cerimônia já em andamento. alterar o objeto material que é a sepultura (lugar próprio para receber cadáveres) ou urna funerária.Tipo objetivo: o tipo prevê três figuras distintas: escarnecer de alguém publicamente. Consumação e tentativa: consuma-se o crime com o efetivo impedimento ou perturbação de enterro ou cerimônia fúnebre. Consuma-se com qualquer ato de vandalismo sobre a sepultura. A necessidade do elemento subjetivo especial do injusto tem encontrado resistência particularmente na jurisprudência. doloso. não requerendo nenhuma condição particular Sujeito passivo: é o corpo social. e só mediatamente a coletividade Tipo objetivo: a primeira conduta típica consiste em violar. a violação dar-se-a de qualquer forma. Ação penal: ação penal publica incondicionada. na forma escrita é admissível a tentativa. e só mediatamente a coletividade Tipo objetivo: são três condutas tipificadas – destruir(demolir. consuma-se com o efetivo impedimento ou perturbação. Teoricamente é admissível a tentativa. Tipo objetivo: impedir ou perturbar. representado pelo especial fim.

que é o corpo humano inanimado. No entanto. inclusive do natimorto. material. o vilipendio a cadáver não destaca que as partes deste também são protegidas pelas normas penais. Objeto material: é o cadáver. Pode ser por palavras. detenção. isto é. No entanto. que é o corpo humano inanimado. Art. com a subtração. atos. de um a três anos e multa. do fim especifico. inclusive os parentes do morto.local em que se encontra. instantâneo. Classificação doutrinaria: trata-se de crime comum. inclusive do natimorto. fazendo-o desaparecer. Tipo subjetivo: dolo. que significa aviltrar. instantâneo. mesmo que temporariamente. de forma livre e unissubjetivo (ou seja. doloso. doloso. Tipo subjetivo: é o dolo constituído na vontade do agente de destruir. Como se trata de crime material é claramente permitida a tentativa. representado pela vontade consciente de menosprezar cadáver ou suas cinzas. Tipo objetivo: vilipendiar. . trata-se de ato que se pratica junto ao cadáver ou a suas cinzas. de forma livre e unissubjetivo. ou seja. etc. a retirada do corpo da esfera de vigilância ou proteção de quem de direito ou com sua ocultação. com intenção clara de ultrajá-lo. material. formal. 212 cp. Ação penal: ação penal publica incondicionada. gestos. Acreditamos que as partes de um cadáver também encontram a proteção da norma penal contida no art. no desejo consciente de desprezar o corpo sem vida da vitima. Consumação e tentativa: consuma-se com a destruição do cadáver não sendo necessário que haja destruição total. ultrajar. quando material. sob a proteção de alguem) e ocultar (fazer desaparecer sem destrui-lo. independentemente da finalidade que tenha animada sua conduta. e só mediatamente a coletividade. ou seja. o vilipendio a cadáver não destaca que as partes deste também são protegidas pelas normas penais. ou simplesmente com o vilipendio verbal junto ou sobre o cadáver. Consumação e tentativa: consuma-se o crime com o ato ultrajante. não requerendo nenhuma condição particular Sujeito passivo: são os familiares e amigos do morto. Dependendo da forma de execução cabe sim a tentativa. 212 CP Bem jurídico tutelado: sentimento e respeito aos mortos Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. Acreditamos que as partes de um cadáver também encontram a proteção da norma penal. Para a configuração do crime de vilipendio é indispensável a presença de elemento moral. Classificação doutrinaria: trata-se de crime comum. É constituído pelo fim especial de aviltrar. esconder temporariamente). pois o próprio tipo penal se satisfaz com parte dele. qualquer das três figuras pode ser praticada isoladamente por apenas um agente) Pena e ação penal: as penas cominadas são cumulativamente. qualquer das três figuras pode ser praticada isoladamente por apenas um agente. publicações em jornais ou coisas do gênero. É incondicionada. Objeto material: é o cadáver. e não mediante declarações em publico. subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele.

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