P. 1
Resumo_Falimentar

Resumo_Falimentar

|Views: 111|Likes:
Publicado porLaura da Costa

More info:

Published by: Laura da Costa on May 30, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/07/2012

pdf

text

original

DIREITO FALIMENTAR - (Lei 11.

101/2005)

LEI N 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005. CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES – art 1 a 4 CAPÍTULO II - DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA Seção I - Disposições Gerais – art. 5 e 6 Seção II - Da Verificação e da Habilitação de Créditos – art. 7 a 20 Seção III - Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores – art. 21 a 34 Seção IV - Da Assembléia-Geral de Credores – art. 35 a 46 CAPÍTULO III - DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Seção I - Disposições Gerais – art. 47 a 50 Seção II - Do Pedido e do Processamento da Recuperação Judicial – art. 51 e 52 Seção III - Do Plano de Recuperação Judicial- art. 53 e 54 Seção IV - Do Procedimento de Recuperação Judicial – art. 55 a 69 Seção V - Do Plano de Recuperação Judicial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – art. 70 a 72 CAPÍTULO IV - DA CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM FALÊNCIA – art. 73 CAPÍTULO V - DA FALÊNCIA – art. 74 Seção I - Disposições Gerais – art. 75 a 82 Seção II - Da Classificação dos Créditos – art. 83 e 84 Seção III - Do Pedido de Restituição – art. 85 a 93 Seção IV - Do Procedimento para a Decretação da Falência – art.94 a 101 Seção V - Da Inabilitação Empresarial, dos Direitos e Deveres do Falido – art. 102 a 104 Seção VI - Da Falência Requerida pelo Próprio Devedor – art. 105 a 107 Seção VII - Da Arrecadação e da Custódia dos Bens – art. 108 a 114 Seção VIII - Dos Efeitos da Decretação da Falência sobre as Obrigações do Devedor – art. 115 a 128 Seção IX - Da Ineficácia e da Revogação de Atos Praticados antes da Falência – art. 129 a 138 Seção X - Da Realização do Ativo – art. 139 a 148 Seção XI - Do Pagamento aos Credores – art. 149 a 153 Seção XII - Do Encerramento da Falência e da Extinção das Obrigações do Falido – art. 154 a 160 CAPÍTULO VI - DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL – art. 161 a 167 CAPÍTULO VII - DISPOSIÇÕES PENAIS Seção I - Dos Crimes em Espécie - Fraude a Credores - Art. 168 a 178 Seção II - Disposições Comuns – Art. 179 a 182 Seção III - Do Procedimento Penal – Art. 183 a 188 CAPÍTULO VIII - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS - Art. 189 a 201

o

1

DL-7661/45 deu lugar à Lei De Recuperação e Falência 11.101/2005 Terminologia 7.661 Concordata Terminologia 11.101 recuperação judicial e extrajudicial
(acordo homologado posteriormente pelo P.Jud. mas não passa pelo processo jud. da lei)

Síndico

Administrador Judicial Comitê de Credores

legitimados passivo (art.1º LRF)

Excluídos (art. 2º)..

FALÊNCIA – fallere - faltar com o prometido (apesar da origem da palavra, não está, necessariamente, ligada à fraude). Sob o aspecto técnico-jurídico exprime a impossibilidade de o devedor arcar com a satisfação de seus débitos, dado a impotência de seu patrimônio para geração dos recursos e meios necessários aos pagamentos devidos. P.ex. o art. 94 da LRF determina os motivos pelos quais a falência poderá ser decretada. Também se utiliza o termo “quebra”, utilizado no CCom. (“Das Quebras” – arts. 797 a 913), posteriormente revogado pelo DL 7661/45. Tinha o condão de ser meio coercitivo para a cobrança dos débitos em face do devedor, mas a nova feição atribuída ao regime falimentar ressalta a importância do instituto como meio apto a proporcionar não a liquidação apenas do ente devedor, mas, sim, a recuperação da Empresa. É portanto, um sistema dual: falência-liquidação e recuperação. A recuperação é instrumento apto para sanear o mercado, impossibilitando que empresas econômica e financeiramente insolventes permaneçam no mercado. A intenção é de preservar o mercado, impedindo que empresas insolventes possam desequilibrá-lo. A liquidação também tem o escopo de assegurar aos credores um tratamento paritário, isonômico (par conditio creditorium). Credores da mesma classe receberão seus créditos de forma proporcional (arts. 83, 84 e 149). A NATUREZA DA FALÊNCIA: Direito Material ou processual? Na verdade é de natureza híbrida, e não se restringe ao direito comercial, mas a vários ramos do direito, como o Dto. Pbco, internacional, penal, etc. Exemplo Dto. Material: arts. 117 e 118 – efeitos em relação aos contratos do falido. Arts. 97 e 98, processual: legitimados para requerer a falência e resposta do devedor. A FALÊNCIA COMO EXECUÇÃO CONCURSAL: de acordo com a sistemática nacional é uma execução coletiva por força de lei. Cada credor, de cada classe, recebe de forma proporcional a seu crédito. A decretação da falência atrai para o juízo único todos os credores e, em regra, interrompe a atividade empresarial do devedor. É um meio extraordinário de execução, englobando todo o patrimônio do devedor, em prol da totalidade de credores. Também chamada de execução extraordinária, concursal, coletiva ou universal. RECUPERAÇÃO JUDICIAL (art.47 Lei 11.101): somatório de providências de ordem econômico-financeiras, econômico-produtivas, organizacionais e jurídicas, por meio 2

por sentença. sociedade operadora de plano de assistência à saúde. entidade de previdência complementar. embora a decisão a tal conteúdo se vincule. “estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido. RECUPERAÇÃO VS. sociedade seguradora. 47). Não participavam. 49 da LRF. cooperativa de crédito. Se o devedor preenchesse os requisitos legais a ele era concedida a concordata. da melhor forma. como hoje ocorre no sistema de recuperação. (arts. somente os credores quirografários. Cabe observar que o fato de o plano de recuperação estar submetido a uma avaliação judicial não significa que perde ele o seu caráter contratual e elimina a vontade das partes (credores e devedor). vigia o regime de concordatas. Sob a ótica processual. Ressalta-se. O juiz é o guardião da legalidade. a ação judicial. em verdade. que eram a maioria dos credores. Também no sistema antigo. ainda que não vencidos”. de iniciativa do devedor. não tem qualquer repercussão sobre o conteúdo do plano estabelecido entre as partes interessadas. ser reestruturada e aproveitada. superando. do emprego e a posição dos interesses dos credores (art. consórcio. 61). a concordata era um “favor legal”. CONCORDATA: No sistema anterior. De acordo com o art. que deverá ser apresentado aos credores e está sujeito à aprovação dos mesmos. 2 Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista.das quais a capacidade produtiva de uma empresa possa. todos os credores são abrangidos pela recuperação e participam da aprovação do plano de recuperação. deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil o 3 . o Art. A concessão. Para a implementação do plano de recuperação. É a massa de credores quem declara a vontade. que o acordo não será firmado em face da unanimidade de credores e sim de uma maioria que irá submeter todos os demais ao plano então apresentado. que será exercida até que não lhe seja decretada a falência e desde que não ultrapasse dois anos. doravante referidos simplesmente como devedor. através de um órgão de deliberação: assembléia geral de credores. No atual sistema. contudo. mas. com isso. sim. o sistema de recuperação judicial e extrajudicial. a situação de crise econômico-financeira em que se encontra seu titular – o empresário -permitindo a manutenção da fonte produtora. o Art. Os credores não eram chamados a se manifestar. que. II – instituição financeira pública ou privada. participavam. sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. O atual sistema não recepcionou o sistema de concordatas. a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. 1 Esta Lei disciplina a recuperação judicial. que a recuperação importa em novação. que podia ser a) preventiva (modalidade mantida na LRF) e b) suspensiva (suspendia o processo falimentar – já não existe mais pq dava margem a fraude contra credores). da recuperação judicial. No regime antigo. Art. 3 É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial. são contratos através dos quais o devedor se compromete com seus credores e tem o condão de sanar a empresa em dificuldades. alcançando uma rentabilidade auto-sustentável. De tal forma. todos os créditos poderão sofrer alteração. tem o escopo de viabilizar a superação de uma situação de crise.

em comum (de fato/irregulares) não podem requerer a recuperação.000. observados os limites de receita bruta anual e vedações previstos no Art. portanto. Estatais: Empresa Pública e sociedade de economia mista. 3 da Lei Complementar n 123/2006 e na Resolução n 4 do Comitê Gestor do Simples Nacional. 37. alguns requisitos são exigidos para que se possa pleitear a recuperação. também. Comentar o art. 242 da LSA. Art. as soc. mista passaram a ser sujeito passivo de falência. DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E a. c. 48 exige a comprovação. o ato constitutivo atualizado e as atas de nomeação dos atuais administradores”. No caso de serem insolventes. Soc. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E EMPRESA PÚBLICA Com a Lei 10. o art. que o art. No entanto. 51 da LRF. sob a égide da Lei 6404/76. IX. não ter obtido. Participação acionária do Estado. ou 8 anos para ME e EPP). do exercício regular das atividades há mais de 2 anos. que revogou o art. devidamente constituídas.00 • Empresa de Pequeno Porte (EPP): R$ 2. há menos de 5 anos concessão de recuperação. a sociedade empresária. De acordo com o art. mas estão sujeitas à disciplina da falência.SUJEITO PASSIVO EXTRAJUDICIAL DA FALÊNCIA. (art. 170. no momento do pedido da recuperação. ME e EPP: Considera-se ME e EPP. Os limites máximos de receita bruta anual para enquadramento no Simples Nacional previstos na LC nº 123/2006 são os seguintes: • Microempresa (ME): R$ 240. dentre outros requisitos exigidos (não ser falido. DL. 2º da LRF exclui as SEM do rol de legitimados passivos. O segundo pelo tribunal de contas. 173 da CF. O primeiro pelo executivo.101. Dentre eles. Nova Lei (12. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL E SOCIEDADE EMPRESÁRIA Obs. recebem tratamento favorecido. Controle interno e externo.00 (conferir isso) Empresário Individual – tem responsabilidade ilimitada e se suheita à lei 11.411/2011 – art 980a CC) Empresário Individual de responsabilidade limitada (EIRELI) b. de ecom. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 4 .400. Tais sociedades são regidas pela seção V e. 235. Já o art. cabe ao estado dissolvê-las. in verbis: “V – certidão de regularidade do devedor no Registro Público de Empresas. As sociedades de economia mista. XIX e XX da CF: autorizadas por lei.303/2001. 71 trata da micro empresa e empresa de pequeno porte. por força de lei. LSA). são sempre sociedades anônimas. 200/67( DL900/69). Ressalta-se. a sociedade simples e o empresário. cumprindo o mandamento constitucional inscrito no art. destaca-se o comprovante de regularidade.000.

4º).. O mesmo ocorre no caso das demais sociedades sujeitas ao regime da liquidação extrajudicial ou de intervenção. SOCIEDADE SEGURADORA Também as seguradoras estão sujeitas a regime especial. a LRF é aplicada em caráter subsidiário. 12 é claro ao dispor que o Bacen poderá autorizar o interventor a requerer a falência da instituição financeira. 34 da mesma lei faz ref à Lei 7. Art 53 da Lei 6024 diz que inst fin não podem impetrar concordata e art. alínea d. que trata da intervenção e liquidação extrajudicial. Mas não lhes é aplicável a recuperação judicial nem a extrajudicial. de acordo com o art. quando o seu ativo não puder cobrir pelo menos 50% (ou seja. metade) dos créditos quirografários (sem garantia alguma). A intervenção será executada por um interventor. 26 se sujeitam à falência no caso de insuficiência de ativo para pagamento de no mínimo 50% do valor dos créditos quirografários. 198 da LRF. Já o art.190. Tais instituições sujeitam-se. em alguns dispositivos determina que sejam aplicadas algumas normas da LF. no entanto.190/2001. Assim. neste último caso. 1º da Lei 6024/74. as sociedades de leasing e as administradoras de consórcio. 5 . A intervenção se dá ex officio pelo BACEN (art. ou quando houver fundados indícios da ocorrência de crime falimentar”. que se sujeitam à lei falimentar. as sociedades de financiamento. uma única vez (art. ou quando houver indício de prática de crime falimentar. SOCIEDADE OPERADORA DE PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE: Sujeitam-se também ao DL 73/66. uma vez que a 6024/74 faz referencia ao DL 7661/45. Ver art. não lhes sendo aplicada a lei 11. mas não podem se valer do instituto da recuperação.101/2005. Regidos pelo DL 73/66. se decretada a liquidação extrajudicial. cabendo a ele a extinção. 53 da Lei 6024/64. O art. OBS: o art. segundo o qual não poderão requerer a concordata.Gênero no qual se inserem os bancos comerciais e de investimentos. Determinação inclusive que consta do art. As sociedades seguradoras não poderão requerer concordata e não estão sujeitas à falência. de 2001) e. à Lei 6024/74. (Redação dada pela Lei nº 10. d. Como. o ativo não for suficiente para o pagamento de pelo menos a metade dos credores quirografários. Também não incide a Lei 11. salvo. SUSEP promove a intervenção na companhia. art. DL 73/66: “Art. A interpretação deve ser agora em face da LRF. ex.3º) e não poderá exceder o prazo de 6 meses prorrogáveis por mais 6 meses. 26. alterado pela Lei 10. de tal forma que sobre elas não incide a intervenção e a liquidação extrajudicial. 34 da mesma lei determina que é aplicável o regime falimentar. desta forma.34 e 35 da Lei 6024/74.101).. não lhes assiste a possibilidade de pedido de recuperação. A lei 6024. Dessa forma. p. de sorte que não podem requer a recuperação e nem estão sujeitas à falência. a extinção se realizará na forma de intervenção direta do executivo. outrossim. p. realizada pelo Banco Central. No entanto.661 (agora 11.ex. exclui do rol as instituições financeiras federais. estão excluídas do rol de legitimados passivos.101/05.

deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.982 do CC. Lembra-se que o empresário rural pode ou não ser registrado na junta. SOCIEDADE COOPERATIVA: Apesar de inscritas na Junta Comercial. TRANSPORTADOR AÉREO: Sujeitam-se a Lei 7565/86 (Código Brasileiro de Aeronáutica. – Substitui o Código Brasileiro do Ar). Todas as vezes que esta Lei se referir a devedor ou falido.101/2005. Obs: art. mas hoje. não possuem natureza de sociedade empresaria. a procedimentos especiais de intervenção e liquidação extrajudicial. conforme verificado no art. 187 da referida lei. Assim. podem requer a recuperação judicial. não se sujeitam a lei 11. por força do art. 190. 3 É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial. Os devedores proibidos de requerer concordata nos termos da legislação específica em vigor na data da publicação desta Lei ficam proibidos de requerer recuperação judicial ou extrajudicial nos termos desta Lei). que a disposição também se aplica aos sócios ilimitadamente Responsabilidade dos sócios pelas dívidas sociais -(art. 1024. sociedade simples Art. e assim. LRF: “Art. Não podem impetrar concordata as empresas que. 190. tenham por objeto a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou de infra-estrutura aeronáutica). São regidas pela Lei 5764/71 e par. 187. g.f. e de acordo com o art. SOCIEDADES QUE EXERCEM ATIVIDADE RURAL: Se registradas na Junta estão sujeitas sim a LRF. de competência de seu órgão fiscalizador. compreender-se-á responsáveis”. h. 198 da LRF: (Art. o 6 . CC: princípio da subsidiariedade) a) Ilimitada: sociedade em nome coletivo b) Limitada: sociedade limitada e sociedade anônima c) Mista: sociedade em comandita simples. por seus atos constitutivos. exceção à regra do art. A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: Submetidas à LC 109/2001. 198. não podiam impetrar concordata (Art. unico do art. 971 do CC. 199 da LRF. i.

(bens dos sócios não podem ser executados antes dos bens sociais. 40 do Código Civil: pessoas jurídicas são de direito público e de direito privado. As sociedades são regidas pelas determinações do Livro II da Parte Especial do Código Civil. Privado (art. (Parte que trata do direito de empresa – arts. Dto. RESUMÃO Empresária: constituída conforme tipos N. 990 do CC). mas não pode demandar. (Coop.A.  Embora haja o reconhecimento de um patrimônio especial não recebe a mesma personalidade jurídica. da Sociedade Simples: também constituída conforme tipos.  Aplicam-se os dispositivos das sociedades simples de forma subsidiária quando for possível. o DF e os territórios.  Não possui personalidade jurídica – Registro é ato constitutivo e não declaratório. 986 ao 990)  Aquela que ainda não possui registro perante o órgão competente. Municípios. 966 e ss). cf. 44): associações. Público (art.PESSOAS JURÍDICAS Art.  Aquele que contratar em nome da sociedade não pode aduzir o benefício de ordem exposto no art. as Autarquias.  Pode ser demandada em juízo.  Os sócios são solidaria e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações sociais. os Estados. 7 . exceto S. Dto. 1024 do CC.41): a União.J. dispõe o art. e as demais entidades de caráter público criadas por lei. (Junta Comercial ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou se encontra irregular depois do registro). é sempre simples) Simples SA Tipo de sociedade LTDA Comandita Nome Coletivo SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS (em comum e em cta de participação) a) Sociedade em comum (art. sociedades e as fundações.  Considerada sociedade irregular ou sociedade de fato.

Os demais sócios participantes obrigam-se com o sócio ostensivo. participando os demais sócios dos resultados correspondentes. nos termos do contrato social.também rege-se pela lei 6404/76. Lei das Sociedades Anônimas) f) Sociedade em comandita por ações (1090 ao 1092 . isso não faz com que a sociedade adquira personalidade jurídica. considerada como contrato de participação/investimento. portanto. arts. 1.art 141 II foi considerado constitucional pelo STF 8 .b) Sociedade em conta de participação (991 e 996)  Não é considerada uma verdadeira sociedade porque lhe faltam alguns pressupostos.  O contrato social produz efeitos somente entre os sócios. e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade.  A liquidação da sociedade em conta de participação rege-se pelas normas de prestação de contas. sendo. 280 e ss) g) Sociedade cooperativa (1093 e pela lei especial: Lei 5764/71) Obs. 914 a 919 do CPC)  Aplicam-se os dispositivos das sociedades simples de forma subsidiária quando for possível.  O sócio ostensivo (pode ser mais de um) obriga-se perante terceiros. Gerais: falência só ocorre quando esta é decretada débitos trabalhistas não são assumidos pela sucessora.  O sócio ostensivo age como empresário individual. objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.1 SOCIEDADES PERSONIFICADAS a) Sociedade simples (997 e 1038) b) Sociedade em nome coletivo (1039 e 1044) c) Sociedade em comandita simples (1045 e 1051) d) Sociedade limitada (1052 e 1087) e) Sociedade anônima (1088 e 1089/ lei especial: lei 6404/76. na forma da lei processual (arts.  Se não houver disposição em contrário no contrato. o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais. no entanto.  A contribuição dos participantes (sócio oculto e sócio ostensivo) formam um patrimônio especial.  A atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo.  Independe de qualquer formalidade e pode ser provada por todos os meios de direito.

Também poderá ser destituído se estiver incurso num dos impedimentos. Tal fato é decorrente do descumprimento de deveres. AJ substitui a figura do síndico (DL 7661/45. O AJ também tem o dever de prestar contas. no exercício do cargo de administrador judicial ou de membro do Comitê em falência ou recuperação judicial anterior. art. negligência ou prática de ato lesivo ao devedor ou a terceiro. segundo parâmetros estabelecidos na LRF. Nas duas primeiras há um vínculo de representação. preferencialmente advogado. mas ele pode contratar outras pessoas..(ii) como mandatário judicial dos credores ou (iii) como órgão auxiliar do Poder Judiciário. de sorte que não comporta a delegação. que não poderá ser substituído sem autorização do juiz. Parágrafo único. solicitação de informações. seus administradores. ADMINISTRADOR JUDICIAL 4. 21. mas diretamente daqueles que se utilizam dos seus serviços. também aplicáveis aos membros do Comitê de Credores (art. O AJ é um particular que vai auxiliar o Poder Público no exercício de função pública sem que ostente a posição de funcionário público. 154). realização de acordos. o nome de profissional responsável pela condução do processo de falência ou de recuperação judicial.se nos últimos 5 (cinco) anos. em ultima análise. fornecimento de informação. Não recebem remuneração do poder público.Jud) e pode ser analisada sob vários aspectos: (i) representante dos credores.§2º e art. A natureza jurídica é híbrida (suporta tanto os credores como o P. Na terceira tem função assemelhada à dos cartorários. ou pessoa jurídica especializada. verificação e preparo do quadro geral de credores. requerimento e venda antecipada de bens em face do juiz. foi destituído. art. chamamento de peritos e avaliadores. representação da massa. 31. arrecadação.ÓRGÃOS DA RECUPERAÇÃO E DA FALÊNCIA 1. Está relacionado a um vício de exercício. administrador de empresas ou contador. economista. 60).. penhores e objetos retidos. muito embora ostentem a condição de agentes públicos. Dentre tais deveres. cuja remuneração será fixada pelo juiz. ao Estado. para auxiliá-lo. Se o administrador judicial nomeado for pessoa jurídica. merecem ser destacados os relacionados às atividades administrativas e às judiciárias. mas pratica atos em nome próprio. Os deveres do AJ estão elencados no art. O rol do art. Deve prestar compromisso e assinar o respectivo termo. mediante autorização do juiz. declarar-se-á. tiver relação de parentesco ou afinidade até o 3º (terceiro) grau com o devedor. da omissão. deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas desaprovada. inimigo ou dependente”. remissão. COMITÊ DE CREDORES ÓRGÃOS OBRIGATÓRIOS OU NECESSÁRIOS 1. ASSEMBLÉIA DE CREDORES 5. Por exemplo: “. O AJ poderá ser destituído no curso da falência. controladores ou representantes legais ou deles for amigo. que era representante do maior credor – hj já não existe esta regra. 21 a 34 De acordo com o art. 22. escolha de auxiliares. MINISTÉRIO PÚBLICO 3. no termo de que trata o art. §1º. prestação de contas e outros. 22 é exemplificativo e estão relacionados à publicidade. 22 da LRF. quando da sua destituição ou quando da extinção da falência (art. ADMINISTRADOR JUDICIAL (AJ) – art. JUIZ 2. imputáveis. demais atos conservatórios ou de declaração de direitos. Suas atividades são fiscalizadas pelo Comitê e pelo Juiz. 33 desta Lei. 9 . “O administrador judicial será profissional idôneo. 30 da LRF). A função exercida pelo AJ é personalíssima.

a LRF estabelece que o valor não pode ser superior a 5% do valor devido aos credores na REJ ou dos bens vendidos na falência. ao devedor ou aos credores por dolo ou culpa. 32 e 33 da LRF). 26. requerer a convocação de AGC. complexidade do trabalho e o valor de mercado. Art. Sua composição se dá em conformidade com o disposto no art. É órgão colegiado. 35 a 46 Isso é novo. ser responsabilizado civilmente pelos atos que cometer em desacordo com sua função. 29 – ressarcimento de despesas do Comitê pelo devedor. Poderá ser constituído tanto no processo de recuperação quanto no de falência. No entanto. 24. Dentre suas competências destacam-se a de fiscalização das atividades do AJ. com 2 (dois) suplentes. e que 40% do montante devido para pagamento após a prestação final de contas (art. Art. convocados em assembléia. averiguar as reclamações de interessados. Pode existir tanto na recuperação quanto na falência. No entanto essa regra é excepcionada. O art. cuidar dos interesses dos credores. para a aprovação do plano de recuperação judicial sua constituição se torna obrigatória (art. já analisado. A atuação do Comitê está prevista em vários arts. ou seja: (i) 1 (um) representante indicado pela classe de credores trabalhistas. 30. está condicionado à aprovação de suas contas. Suas atribuições estão arroladas no art. com 2 (dois) suplentes. qualquer credor. mas poderão requerer reembolso das despesas que tiverem (art. e levará em conta a capacidade do devedor. 56). Os integrantes do Comitê não receberão remuneração. adotar modalidades especiais de realização do ativo ou de manifestar-se em qualquer matéria que possa afetar os interesses dos credores. Não é obrigatória. “a falta de indicação de representante por quaisquer das classes não prejudicará a constituição do Comitê. 3. 35 da LRF. (iii) 1 (um) representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais. com 2 (dois) suplentes. 27 trata do tema de maneira especifica. desempenho do cargo e respectivas responsabilidades A remuneração do AJ será fixada pelo Juiz. zelar pela boa condução da falência. (ii) 1 (um) representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios especiais.O AJ pode. 31. devendo o dissidente em deliberação do Comitê consignar sua discordância em ata para eximir-se da responsabilidade”. 32 determina que “O administrador judicial e os membros do Comitê responderão pelos prejuízos causados à massa falida. caberá ao AJ exercer as funções de sua competência. da LRF. A responsabilização e a destituição seguem as mesma regras aplicáveis ao AJ (Arts. escolher seus membros e a substituição dos mesmos. o devedor ou o MP poderá requerer a sua destituição. 21 a 34 A constituição do Comitê de credores depende da iniciativa de representantes de qualquer uma das classes de credores. No caso de não existir Comitê. ainda.33 e 34 – AJ e membros do Comitê têm que assinar termo de compromisso ref. 2. Se mesmo assim for nomeado. mas o art.26. por óbvio. O Art. 29). §§ 1 e 2). O pagamento. ou seja. Dentre elas destaca-se a de constituir o Comitê de credores.devendo ser ressaltado que as decisões serão tomadas por maioria. §1º). ASSEMBLÉIA GERAL DE CREDORES – art. Na lei antiga não havia assembléia de credores. 10 . que poderá funcionar com número inferior ao previsto no caput deste artigo (art. trata dos impedimentos para atuar como membro do Comitê. COMITÊ DE CREDORES – art. No entanto.

Art. a lei estabelece no art. pelos sindicatos. (II) titulares de créditos com garantia real. 41. sócio controlador. 37) – similar a regras de Assembleia das S. Ou seja. ou. 40 da LRF veda a possibilidade de deferimento de liminares para suspensão ou adiamento da AGC em razão de pendência quanto à existência. os componentes da AGC são: (I) titulares de créditos trabalhistas (titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho). controladas e controladoras do devedor. (ii) relação de credores apresentada pelo AJ. Considerar-se-á aprovada a proposta que obtiver votos favoráveis de credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à assembléiageral. caput). Na hipótese de representação por sindicato. por exemplo. que naquela assembléia específica o credor não terá direito de voto. salvo no caso de deliberação sobre a recuperação judicial. 42. (III) titulares de créditos quirografários. Objetivo é o de evitar impacto nas deliberações das Assembleias. e. sociedades coligadas. membros do conselho consultivo e fiscal. em dada situação. À semelhança das assembléias da sociedades. O art. Somente após o julgamento do mérito é que o credor votará conforme a nova classe determinada pelo juiz.’s i) Primeira convocação: antecedência mínima de 15 dias.39. admitida a representação por procurador. art. exceto nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial nos termos da alínea a do inciso I do caput do art. a relação dos votantes pode ser diversa em cada uma das assembléias. ou a pedido de credores que representem no mínimo 25% do valor total dos créditos de uma determinada classe. embora tenha direito de participar. com privilégio especial. 35 desta Lei. Instala-se em 1ª convocação com a presença de credores titulares de mais da metade dos créditos de cada classe.§2º). – art 39 par 2º De acordo com o art. administrador. alguns requisitos. No caso dos credores com garantia real. na falta desta. a apresentada pelo falido. Notar que a classificação para votar em Assembleia não é a mesma da usada para recebimento do crédito falimentar. Cabe observar que em cada uma das assembléias será analisada a questão de voto pelos credores. (art. 46 que exige no mínimo 2/3 dos créditos presentes para aprovação de realização do ativo de forma diversa da apresentada. para créditos trabalhistas. A regra geral é que a aprovação de propostas se dê por mais da metade do valor total dos créditos presentes. O art.A AGC será convocada pelo Juiz por edital. em regra. com privilégio geral ou subordinados. 37. a LRF determina que as deliberações não serão invalidadas em razão de posterior decisão judicial modificadora da condição de credor (art. Além dos credores.A. será elaborada ata que conterá as deliberações e que será assinada por pelo menos dois representantes de cada classe votante. pois pode ocorrer. quantificação ou classificação de créditos. votam com a classe II até o limite da garantia e com a classe III com o restante. a composição do Comitê de Credores ou forma alternativa de realização do ativo nos termos do art. Mais da metade do passivo em cada classe 11 . 39 traz alguns parâmetros: (i) integrar o quadro geral de credores. (iii) os que tenham seus créditos habilitados. 37). embora não tenham direito de voto e nem sejam computados para fins de quorum de instalação da AGC. cuja aprovação vem regulada de forma especial na lei. Os votos serão proporcionais ao valor do crédito. Comitê de credores ou forma alternativa de realização do ativo. poderão participar da AGC os sócios do devedor. § 6º. Como a relação de credores com direito a voto pode vir a ser alterada. como. 145 desta Lei. A AGC será presidida pelo AJ e secretariada por um credor (art. tenha voz. INSTALAÇÃO DA AGC (art. 43.

DELIBERAÇÕES Art. Classe trabalhadores: metade dos presentes (por cabeça).46) Já em relação a aprovação do Plano de recuperação judicial. independentemente do valor de seu crédito. cumulativamente. 41 desta Lei deverão aprovar a proposta. rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor (art 45) (iii) a forma alternativa de realização do ativo na falência (art. ou seja. a proposta deverá ser aprovada pela maioria simples dos credores presentes. a aprovação deve obedecer a 2 requisitos: (i) aprovação pela maioria dos presentes. o § 2 Na classe prevista no inciso I do art. No caso do Comitê de credores. todas as classes de credores referidas no art.ii) Segunda convocação: antecedência mínima de 5 dias da primeira convocação. independentemente do valor de seu crédito. No entanto.41). dissolvendo-se após a conclusão dos atos que ensejaram a sua instalação. classe dos credores: metade dos créditos presentes – voto é ponderado pelo valor do crédito – combinado com metade dos credores presentes. 45. 41 desta Lei. por cabeça. Já nas demais classes a decisão deverá ser tomada por credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à votação e. o § 3 O credor não terá direito a voto e não será considerado para fins de verificação de quorum de deliberação se o plano de recuperação judicial não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito. 12 . escapam ao sistema ordinário (que leva em conta o universo de credores e não suas classes) as deliberações em relação (i) constituição e composição do Comitê de credores (art. Art. que em relação aos credores trabalhistas. O voto de cada credor será correspondente ao valor de seu crédito. cumulativamente. No caso de realização do ativo de forma alternativa. após ser constituído. o § 1 Em cada uma das classes referidas nos incisos II e III do art. nessas classes. e será aprovada por maioria simples dos presentes.145). a deliberação se dará por maioria dos votos presentes de cada uma das classes (art. Já o CC. as deliberações serão tomadas por maioria simples. o voto será computado por cabeça.41§ 2o : credor pode pertencer à classe dos q têm garantia (até montante garantido) e tb à classe dos q não têm garantia (montante não garantido) Diferença da AGC e do Comitê de Credores (CC) A AGC não é permanente. 42 . Art. A votação será realizada dentro de cada uma das classes.26). cabe observar.44) (ii) aprovação. todas as classes que integram a AGC deverão aprovar a proposta (art. No entanto. 41 desta Lei. pela maioria simples dos credores presentes. Qualquer número. Excepcionalmente será computado por cabeça (um credor/um voto). considerado o valor do crédito e (ii) a maioria dos presentes. Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial. pela maioria simples desses credores. a proposta deverá ser aprovada por credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à assembléia e. a deliberação se dará em face da aprovação de 2/3 dos créditos presentes à AGC (art.Regra geral. atua de forma permanente e somente será dissolvido ao fim da Recuperação Judicial ou da Falência. considerado o voto por cabeça. Plano tem que ser aprovado nas 3 classes para ser homologado pelo juiz mas juiz pode homologar conforme art 58 par 1º . Assim.

Públicas  Edital c/ rol de credores e advert.7 pg1) – regras art. 58: Plano s/ objeção ou aprovado em AG (ou aceito pelo juiz cf pg1 art58) juiz concede recuperação judicial e empresa permanece neste estado até q se cumpram obrigações q se vençam em 2 anos (se não se cumprem => convolação em falência) VERIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO DOS CRÉDITOS Obs. Isto é.52  Nomeação do AJ  Dispensa de certidão neg. Tanto na falência quanto na recuperação o procedimento de verificação e habilitação dos créditos é o mesmo. sobre prazos T15: 15 dias p/ apresentação ao AJ das habilitações ou divergências (art.: só devedor pode pedir recuperação. ativi//s  Intimação MP e comunic às Faz. impugnação (art 8) T90: 30 dias p/ objeção ao plano (art.51 T0: Deferimento do Processamento da Recuperação Judicial – Art. 53) T70: 10 dias p/ apres. A segunda é decorrente do processo de impugnações que se verificarão em decorrência da relação apresentada pelo administrador judicial. Antes de tratarmos especificamente do procedimento de verificação e habilitação de créditos é necessário que se ressalte que o referido procedimento possui duas fases bem distintas: (i) uma administrativa e (ii) outra contenciosa.Instrução da Petição Inicial – Art.56 pg1) Plano deve ser aprovado nas 3 classes de credores para que juiz conceda a recuperação – exceção nps par do art 58.101/2005 a partir do art. p/ exerc. 7º. Falência pode ser pedida pelo próprio devedor ou pelo credor O tema é tratado na Lei 11. Art.55) T150: 150 dias p/ realização da AG credores (art.9 T60: 45 dias p/ AJ publicar Edital c/ rel de credores (art 7 pg 2) T60: 60 dias p/ devedor apresentar plano (art. tem início com as impugnações e contestações 13 . A primeira fase será realizada sob o comando do administrador Judicial.

Já se o impugnante for o próprio credor que não concorda com a classificação ou mesmo com o valor de seu 14 . com os documentos a ela relativos. Isso tudo se dará perante o administrador judicial (art. 52. a relação dos credores constante do edital de que trata o art. Nas demais situações de falência. na qual deverá constar também a natureza do crédito. Art. 18 desta Lei” (art. qualquer credor. Com a publicação do edital. a qual será decorrente da análise dos livros contábeis e dos documentos comerciais e fiscais do devedor e também com base nos demais documentos que lhe forem apresentados pelos credores. no prazo de 5 dias. que prepara um primeiro edital. mas terão uma só autuação as diversas impugnações versando sobre o mesmo crédito”. dispensada a publicação de que trata o art. o devedor ou o Ministério Público apresentem impugnação perante o juiz em face da relação apresentada.. “A impugnação será dirigida ao juiz por meio de petição. No caso de não ocorrer impugnações obviamente que não haverá fase contenciosa. caput. art. A impugnação poderá ocorrer em face da legitimidade. Quando do deferimento do processamento da recuperação ou da decretação da quebra o juiz mandará publicar edital com a relação nominal dos credores.8 – prazo de 10 dias para impugnar. II). instruída com os documentos que tiver o impugnante. além do endereço do credor. sob pena de desobediência (cf.13 a 15 da LRF.§1º. abre-se o prazo de 15 dias para que os credores se manifestem em relação às divergências quanto ao conteúdo do crédito e para requerer a habilitação de créditos não habilitados. §1º). desta Lei.99. 8º. de tal sorte que haverá apenas a fase administrativa. pode ocorrer quando vários credores objetivam excluir determinado crédito da relação apresentada. importância ou classificação do crédito. p. estabelece como o juiz deverá proceder após serem os autos a ele conclusos. Deve ser observado que. 11 e 12. tendo o Administrador Judicial a obrigação de apresentar o quadro geral de credores. Feita a verificação. § 2º. para que o Comitê (se houver). cabe ao Administrador Judicial realizar a verificação dos créditos. como incidente processual. 7º. o administrador judicial fará publicar edital contendo a relação de credores. como quadro-geral de credores.51. o qual indicará as provas consideradas necessárias. Passados os 15 dias. 11. a relação de credores deverá ser juntada pelo falido. Cabe observar que a impugnação será autuada em separado. Já no parágrafo único do mesmo artigo tem-se que: “Cada impugnação será autuada em separado. De acordo com o art. art. III c/c art. 14). a classificação e o valor. par. Já no caso de não ocorrerem impugnações. 13. Isso. Administrador judicial recebe rol dos credores do devedor.único). Publicada a relação. 7º. Cabe observar que na recuperação essa relação é apresentada pelo devedor junto com a petição inicial (art. os credores cujos créditos forem impugnados serão intimados para contestar a impugnação. III).apresentadas em relação aos créditos relacionados. O procedimento da verificação e habilitação dos créditos tem início com o deferimento do processamento da recuperação judicial ou com a decretação da quebra. Já no art.ex.10 – credores podem habilitar-se tardiamente De acordo com o art. a relação é apresentada pelo devedor juntamente com o pedido de autofalência (art. 15 há prescrições em relação aos procedimentos adotados pelo Juiz quando transcorrido os prazos previstos nos arts. Ou seja.105. “o juiz homologará. de acordo com o art. contados da decretação da quebra.II). abre-se o prazo de 10 dias. de sorte a não prejudicar o andamento do processo (art. A impugnação será processada nos termos dos arts. o Administrador Judicial deverá apresentar no prazo de 45 dias nova relação de credores. 7º. Na autofalência.

cabe ao Administrador Judicial a apresentação consolidada do quadro geral de credores. Quando a habilitação do crédito for requerida pelo credor. o agravo não impedirá a formação do quadro geral de credor e a realização de rateios entre os credores nele incluídos. 9º. atualizado até a data da decretação da falência ou do pedido de recuperação judicial. para que o Administrador Judicial apresente parecer sobre a situação. o endereço do credor e o endereço em que receberá comunicação de qualquer ato do processo. como mencionado. Contudo. Se a impugnação for parcial. conforme determina o art. II). se o Tribunal negar provimento ao recurso. mencionando.16). pois o juiz fará reserva do valor do crédito para satisfação do crédito impugnado (art. o valor reservado será rateado posteriormente entre os demais credores. Observa-se que deverá constar do quadro geral de credores a importância e a classificação de cada crédito na data do requerimento da recuperação judicial ou da decretação da falência e que referido quadro geral de credores será juntado aos autos e deverá ser publicado no órgão oficial. nos seguintes termos: Art. a não ser no caso referido. o devedor e o Comitê (se houver). o credor não será prejudicado. par. (iV) determinará as provas a serem produzidas. seguem os autos conclusos ao juiz. E ainda. designando audiência de instrução e julgamento. no prazo de 5 dias. II – o valor do crédito. 16. A habilitação de crédito realizada pelo credor nos termos do art.crédito. 15) O Juiz determinará (i) a inclusão no quadro-geral de credores das habilitações de créditos não impugnadas. par. (Aí é que devem ser observados os preceitos do art. (art. se necessário. 7o desta Lei (art. Deve ainda ser observado que da decisão judicial sobre a impugnação caberá agravo (art.15. de 5 dias. (ii) julgará as impugnações que entender suficientemente esclarecidas pelas alegações e provas apresentadas pelas partes. desta Lei deverá conter: I – o nome. não tem efeito suspensivo. no prazo de 5 (cinco) dias. uma vez que o agravo. III). terão prazo de 5 dias para apresentar manifestação em relação ao incidente (impugnações). 18. No entanto. III – os documentos comprobatórios do crédito e a indicação das demais provas a serem produzidas.único). 7º § 1º. Observa-se também que. de cada crédito. esta se dará em conformidade com o art. Após isso. 18. o credor será pago com base no valor incontroverso e a reserva recairá sobre a diferença. I). sua origem e classificação. No entanto. contado da data da sentença que houver julgado as impugnações. é o devedor e os demais credores. Juntadas as contestações. (iii) fixará. o valor e a classificação (art. que o agravo terá efeito suspensivo apenas se este efeito for conferido pelo relator para o fim exclusivo de exercício de direito de voto em assembléia-geral de credores. Referido quadro geral deverá ser homologado pelo Juiz e assinado tanto pelo Juiz quanto pelo Admi nistrador Judicial (art.17). em cada uma das restantes impugnações. 9º. Tomadas tais providências. Julgadas as impugnações.15. no valor constante da relação referida no § 2o do art. o credor também poderá agravar desta decisão. quem deverá apresentar contestação.15. no caso de algum credor apresentar impugnação solicitando a inclusão de um crédito e o juiz julgar improcedente o pedido. abre-se novo prazo. 15 . os aspectos controvertidos e decidirá as questões processuais pendentes (art.único).

V – a especificação do objeto da garantia que estiver na posse do credor. entretanto. reclassificar ou retificar qualquer crédito incluído no quadro geral de credores. nos termos do art. pois o que importa é a liquidez do título. Ressaltando. Parágrafo único. aos quais a lei considera como créditos retardatários. apenas se faz necessário que se declare a origem. No entanto. no caso de ter sido descoberta falsidade. Já em relação ao pagamento. O efeito de uma habilitação retardatária é que ela impede o credor de votar em assembléia enquanto não incluída no quadro geral de credores. Lembrando que os títulos de créditos são autônomos. o titular do 16 . Neste primeiro momento. 7º. os credores retardatários não possuem direito de voto. documentos ignorados na época do julgamento do crédito ou de sua inclusão no quadro geral de credores (art. Deve ser também observado que. poderá ser proposta ação que vise excluir. pelo rito ordinário previsto no CPC. 6º. o credor (declarante) estará obrigado. Neste caso. 10. essa habilitação deverá ser feita mediante ação própria. só será exigida se houver impugnação do crédito. (ver habilitação retardatária – art. a forma é livre. de habilitação. por qualquer credor ou pelo Ministério Público. não se computando os acessórios compreendidos entre o término do prazo e a data do pedido de habilitação (art. cabe ao credor solicitar ao juiz a reserva do valor correspondente ao seu crédito. visando à retificação do quadro geral de credores (art. Referida ação pode ser proposta pelo Administrador Judicial. e o respectivo instrumento. cheque). até o encerramento da recuperação judicial ou da falência. III. ressalta-se que não há necessidade de advogado. 9. entretanto. E ainda. Já na recuperação judicial. não se exigindo os requisitos das petições. mesmo após a publicação do quadro geral de credores. pois no caso de ocorrer rateios durante o período de julgamento e inclusão no quadro geral de credores o credor não será prejudicado. simulação.19). se houver. §6º). §§1º e 2º (ilíquidas ou trabalhistas). Já em relação aos créditos não habilitados nos termos do art. nota promissória. 15. §3º). Ressalta-se também que. A comprovação. estes poderão ainda ser habilitados. uma vez que a habilitação se dará em instância administrativa e não judicial. Cabe observar que. dolo. Os títulos e documentos que legitimam os créditos deverão ser exibidos no original ou por cópias autenticadas se estiverem juntados em outro processo. erro essencial ou. nas hipótese previstas no art.IV – a indicação da garantia prestada pelo devedor. a declinar a origem do referido título. exceto se o crédito for trabalhista. ainda. os créditos retardatários perdem direito a rateios eventualmente realizados e ficam sujeitos ao pagamento de custas. que deverá ser proposta exclusivamente no juízo da recuperação judicial ou da falência ou. pelo Comitê. §1º e não o tendo sido feitos perante o juiz na forma de impugnação. na FALÊNCIA.10) Com isso. embora o crédito esteja assentado em um título de crédito abstrato (letra de câmbio. fraude. perante o juízo que tenha originariamente reconhecido o crédito.

diferentes massas serão formadas. 20. no momento da arrecadação dos bens. o dolo ou má-fé na constituição do crédito. terão. De acordo com o art. que sua cobrança executiva encontre-se garantida por penhora (art.crédito atingido pela ação. então. inventário ou arrolamento”. apurado o respectivo crédito e transitado em julgado a sentença é que será ela habilitada no juízo falimentar. comunicando. ou seja. os valores recebidos devem ser restituídos em dobro. §2º). de tal forma que o patrimônio dos sócios também respondem pelas dívidas das sociedade. Porém. somente poderá ser realizado mediante a prestação de caução no mesmo valor do crédito questionado (art. De acordo com ele. “a cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação na falência. sequer são incluídos no quadro geral de credores. perante à Justiça do Trabalho. cabe observar que ao devedor é assegurado o parcelamento dos débitos fiscais. Na falência. 17 . poderá o juízo trabalhista determinar a reserva da importância que estimar como devida na recuperação ou na falência. nas quais os sócios possuem responsabilidade ilimitada. 187 do CTN. Aliás. “As habilitações dos credores particulares do sócio ilimitadamente responsável processar-se-ão de acordo com as disposições desta Seção”. para terem seus créditos satisfeitos. ao final.152). durante o processamento da ação. 19. No entanto. também nela deverá ser dirimido. e qualquer controvérsia em relação ao crédito. Diante disso. não se sujeitam à habilitação. acrescidos dos juros legais (art. de tal sorte que seguem o seu curso normal no juízo competente. tem-se que. as execuções fiscais não se suspendem com a decretação da quebra. os créditos tributários integram o quadro geral de credores. um dos requisitos para a concessão de recuperação judicial é justamente a comprovação de quitação dos débitos tributários. Isso significa que. aos moldes do que trata o art. comandita simples e comandita por ações. Cabe observar que. Dessa forma. na recuperação judicial. Atenção especial deve ser dada ao art. ou que sua exigibilidade esteja suspensa. ou ainda. Nas sociedades em nome coletivo. mas sujeitam-se a uma ordem de classificação. por outro lado. cabe à Fazenda Pública apenas comunicar ao juízo da falência o montante do seu crédito.19. pois não se sujeitam aos efeitos da mesma. 191-A. concordata. Comprovados. que proceder a devida habilitação de seus créditos. No entanto. Ressaltando que. CTN). caso não constem da relação apresentada pelo devedor. ainda assim. os bens particulares dos sócios também serão arrecadados e os credores de tais sócios. recuperação judicial. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS Os créditos tributários não se sujeitam ao crivo do juízo falimentar ou da recuperação judicial para sua verificação. dependendo do tipo de sociedade e da responsabilidade do sócio perante a sociedade. Créditos fiscais vêm logo depois de trabalhista / acidente de trabalho CRÉDITOS TRABALHISTAS As ações trabalhistas devem correr no juízo próprio.

Após isto é que será o crédito informado ao juízo da falência ou da recuperação pra que integre o quadro geral de credores. e créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços prestados após a decretação da falência. realização do ativo e distribuição do seu produto. Ressalta-se que tal medida poderá ser tomada ex officio ou por provocação do interessado. também no caso das ações ilíquidas. ou após a decretação da falência. aos moldes do que determina o art. créditos com privilégio especial. nos termos do art. as ações que demandam quantia ilíquida não se sujeitam a tal mandamento. §3º). 4. XXVIII). 1. III. remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxiliares. Dentre os créditos extraconcursais também há uma ordem a ser seguida: I. III. O art. CLASSIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS (ART. caput. 52. quando incorrer o empregador em dolo ou culpa (CF.83 e 84) De acordo com o art. art. 6. .6º. créditos subordinados. a decretação de falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial. V. créditos trabalhistas ou decorrentes de acidente de trabalho. administração. créditos com garantia real. 8. créditos quirografários.6. V e art. créditos com privilégio geral. 5. obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recuperação judicial. IV. São os chamados créditos concursais e devem obedecer a seguinte ordem de pagamento. 7. CRÉDITOS ILÍQUIDOS De acordo com a LRF. créditos tributários. Do mesmo modo como ocorre com as ações trabalhista. bem como custas do processo de falência. devendo prosseguir com seu curso normal no juízo que lhe é competente até que se tornem líquidas. custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha sido vencida. art. 2. as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas. quantias fornecidas à massa pelos credores. 3. acarreta a suspensão de todas as ações ou execuções em face da massa falida ou do devedor. despesas com arrecadação. poderá o juízo requerer a reserva de valores correspondente ao montante que achar devido. o juízo da falência (art. 83 há 8 classes. 84 prevê a primazia para o pagamento dos créditos considerados extraconcursais (V. Nestas ações estão incluídas as ações de indenizações decorrentes de acidentes de trabalho. inclui fornecedores que permitiram manutenção do negócio durante período de recuperação). No entanto. e 18 II. 7º. 67 desta Lei. inclusive as multas tributárias.para tanto. 99.

A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor. No entanto. 83 desta Lei. o devedor que se encontrar em dificuldades econômicofinanceiras poderá requerer ao Juiz o deferimento do processamento da recuperação Judicial. Na recuperação o Juiz não irá influenciar no plano de recuperação. a fim de permitir a manutenção da fonte produtora. titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho. 2. 3. pois a maioria vinculava à minoria. Nos termos da Lei: “Art. Atingia a todos. c) LEI 11101/2005 – retoma a natureza contratual com a participação dos credores. a) LEI 2024/1908 – CONCORDATA. É contrato judicial com feição de novação. portanto. b) DL 7661/45 – CONCORDATA. titulares de créditos quirografários. RECUPERAÇÃO JUDICIAL Considerações a respeito da concordata. 47. com privilégio especial. PRESSUPOSTOS E PROCESSAMENTO Cabe ressaltar que a recuperação judicial é sempre um processo prévio à falência. do emprego dos trabalhadores e dos 19 . Ou seja. A recuperação Judicial. Atingia os créditos quirografários. com privilégio geral ou subordinados. mas tão somente para evitá-la. Não havia a participação dos credores. de tal sorte que não poderá ser utilizada para suspender a falência. tem por objetivo permitir que o devedor em crise possa superar a sua situação de desequilíbrio econômico-financeiro. titulares de créditos com garantia real. Dessa forma. 41. Acordo. Sua função é de guardião da legalidade. Deferimento do pedido. Liberdade de contratar sui generis.Componentes da AGC 1. respeitada a ordem estabelecida no art. para que o devedor atinja seu objetivo de recuperação é necessário preencher certas condições pessoais e requisitos processuais. Natureza contratual. Preenchimento dos requisitos legais. é impedir que o acordo desrespeite ou ultrapasse as fronteiras da lei.tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência. Classes de credores de acordo com o art. Favor concedido pelo Juiz. Novamente há sujeição à vontade da maioria e não de todos.

*cessa a suspensão das ações (art.52. A fase de execução inicia-se com o deferimento da recuperação e termina com a sentença que encerra o processo de recuperação.45) ou conforme– art.” Conforme leciona Fábio Ulhoa Coelho.52.caput). com a aprovação do plano de recuperação em assembléia (art. Ou seja. * o despacho de processamento (art. promovendo. * a mera distribuição do pedido de recuperação judicial produz o efeito de sustar a tramitação dos pedidos de falência aforados contra a devedora requerente.52.58. FASE POSTULATÓRIA início: pedido – petição inicial (art.§4º). fase postulatória fase deliberativa fase de execução A fase postulatória tem início com a petição inicial de recuperação judicial e se encerra com o despacho judicial que manda processar o pedido.interesses dos credores. FASE DELIBERATIVA início: despacho que manda processar a recuperação judicial (art.58.6.51) fase postulatória fim: despacho que manda processar a recuperação judicial (art. Isto é. III) quando (i) o plano de recuperação for aprovado ou (ii) com o decurso do prazo de 180 dias (art. a preservação da empresa. A fase deliberativa inicia-se com a verificação dos créditos e vai até a discussão do plano de recuperação apresentado pelo devedor. assim. OBSERVAÇÕES: 20 . (ii) Deliberativa. o processo da recuperação judicial se divide em 3 fases: (i) Postulatória. sua função social e o estímulo à atividade econômica. § 1º). caput) OBSERVAÇÕES: * não tem participação do MP na fase postulatória.58.52. e (iii) Execução. tem início com o despacho que manda processar a recuperação e conclui-se com a decisão que concede a recuperação. caput). caput) não se confunde com a decisão concessiva da recuperação judicial (art. caput) fase deliberativa fim: decisão que concede a recuperação (art.

Se. sem efeito suspensivo. Continua existindo como sujeito de direito e obrigações.58. *a recuperação judicial acarreta a novação dos créditos anteriores ao pedido e obriga o devedor e todos os credores a ele sujeitos (art. a garantia que havia antes da recuperação retorna ao credor. *a sociedade devedor não tem suprimida a sua personalidade jurídica. *ao seu nome será acrescida a expressão “em recuperação judicial” (art. Conteúdo do agravo: só em relação ao desatendimento das normas legais sobre a convocação e instalação da assembléia ou quorum de deliberação. caput) processo de *regra geral: plano é imutável. Também deverá ser comunicado à junta comercial.63.59. mas pode ser aditado. por exemplo. nessa situação. FASE DE EXECUÇÃO início: deferimento da recuperação (art.59. há a substituição de uma garantia real por outra de menor valor. o credor a ela está submetido. desde que com a anuência da AGC. fiadores e obrigados de regresso.59. caput).§2º).69).*a decisão concessiva da recuperação judicial é título executivo extrajudicial (art. se o plano não vier a ser cumprido. Ou seja. A omissão da expressão implica responsabilidade civil direta e pessoal do administrador que estiver representando a sociedade em recuperação judicial no ato em que ela se verificou. A única restrição diz respeito aos atos de alienação ou oneração de bens e direitos do ativo permanente que só podem ser praticados se forem úteis à recuperação. Legitimados para recorrer: credores e o MP (art. Com a decretação da falência tudo corre como se não tivesse ocorrido a recuperação da devedora (art. *da decisão que concede a recuperação judicial cabe AGRAVO. o portador de nota promissória firmada pelo devedor em recuperação judicial pode executar o avalista como se não houvesse o benefício. Ou seja. nem mesmo o mérito do plano de recuperação aprovado. No entanto. Dessa forma. o sacrifício direto representado pela recuperação judicial do avalizado. se houver (art.§2º). mas se não estiver somente poderá ocorrer com a devida autorização do Juiz e ouvido o Comitê. *os credores sujeitos aos efeitos da recuperação judicial conservam intactos seus direitos contra coobrigados.61. toda e qualquer alteração e renegociação realizada no âmbito da recuperação judicial são eficazes apenas na hipótese do plano de recuperação ser implementado e ter sucesso. mesmo contra à sua vontade.66). 21 . Nenhuma outra matéria pode ser questionada neste agravo. Cabe ao avalista suportar. terá ele de habilitar-se na recuperação ou sujeitar-se ao plano.caput) fase de execução fim: com a sentença que encerra o recuperação (art.§1º). Deve ser previsto no plano.

único). 51 da LRF. por sentença transitada em julgado. 122. da LSA). mas isso só poderá ocorrer em casos de urgência. Na SA é a AG que irá autorizar o órgão administrativo (administração) a requerer a recuperação. a autorização também deverá advir de assembléia ou reunião específica pra tal fim. requerer a recuperação (par. as responsabilidades daí decorrentes.único do art. e (ii) desistência do pedido da devedora beneficiada que poderá ser apresentado à qualquer tempo e desde que com a anuência da AGC (52. inventariante ou sócio remanescente – par. quem está devidamente autorizado a requerer a recuperação Judicial e em que termos isso deve ocorrer. O critério é o da maioria absoluta. VIII e 1072 do CCivil). Já se o devedor for LTDA. estejam declaradas extintas. Exercer regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e atender aos seguintes requisitos. 61). 48) O Pedido de recuperação judicial deve ser feito nos termos do art. obtido concessão de recuperação judicial. 22 . Se for Sociedade em Comandita Simples e Em Nome Coletivo a autorização será por maioria absoluta dos votos (arts. se o foi. IX. Aqui vale observar a legitimidade do requerente. a administração. No entanto. dependendo do tipo societário a figurar no pólo ativo da ação de recuperação a decisão de requer a recuperação judicial deverá observar os comandos legais. b) não ter. cumulativamente a) não ser falido e. 1071. a deliberação ocorrerá com a votação de representação de mais da metade do capital social (arts. no caso de ser uma (i) SA ou Comandita por Ações. Ou seja. Isto é. maioria dos presentes à assembléia. Sujeito passivo: CREDORES REQUISITOS Para requerer a Recuperação Judicial (art. ou seja.*a fase de execução se encerra de duas maneiras: (i) cumprimento do plano de recuperação em até dois anos conforme determina a Lei (art. 48) o devedor deve: 1. há menos de 5 (cinco) anos. em casos extremos. LEGITIMAÇÃO ATIVA E PASSIVA Sujeito Ativo: DEVEDOR (a recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente. Vale dizer. alicerçada no poder de controle. Poderá.§4º). 1010. a autorização para requerer a recuperação deve advir da AG (art. herdeiros do devedor. 1040 e 1046 do CCivil).

6º desta Lei. 2. Torna-se prevento o juízo da distribuição (art 6º. 51 determina que a petição deverá ser fundamentada. 69 desta Lei. cabe observar que. pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei. ressalvadas as ações previstas nos §§ 1º. conforme determina o art.51. isto é. Ressalta-se que também neste momento. (Obs: cabe ao devedor comunicar a suspensão aos juízos competentes – § 3º) determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial. 3. 52. deferirá o processamento da recuperação judicial. sob pena de destituição de seus administradores. Ou seja. ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. 21 desta Lei.c) não ter. 2. a competência territorial é a do principal estabelecimento (centro de decisões). É um critério fático. observando o disposto no art. obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo. e 3. determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça suas atividades.(ME e EPP) d) não ter sido condenado ou não ter. O art. O juízo da recuperação/falência segue a regra de um juízo universal. 4. permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam. 5. 2º e 7º do art. de acordo com o art. ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. nomeará o administrador judicial. Ou seja. observado o disposto no art. 23 . Preenchidos os requisitos do art. o Juiz. 6º desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos §§ 3º e 4º do art. 3º. o juiz: 1. Apresentar documentos (II e IX). todas as demandas nas quais há a participação do devedor e dizem respeito à sua atividade devem ser processadas em um único juízo. Justificar o pedido. o devedor deverá: 1. no mesmo ato. Em relação à Recuperação Judicial. como administrador ou sócio controlador. para que se possa garantir um tratamento isonômico. na forma do art. Explicar a situação econômica. há menos de 8 (oito) anos. 49 desta Lei.§8º da LRF). exceto para contratação com o Poder Público ou para recebimento de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

dele caberá APELAÇÃO.49. contratos e documentos firmados pelo devedor sujeito ao procedimento de recuperação judicial deverá ser acrescida. 51. em seus parágrafos é possível anotar algumas exceções. e para que os credores apresentem objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor nos termos do art. inclusive em incorporações imobiliárias. ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio 24 . após o nome empresarial. No entanto. decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (art. deferido o processamento da recuperação judicial (art. EFEITOS EM RELAÇÃO AOS CREDORES Não são todos os créditos que se sujeitam á recuperação judicial.O juiz também ordenará a expedição de edital. se o pedido de deferimento do processamento da recuperação judicial for negado. em moeda corrente nacional. pelo proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade. na forma do art. para publicação no órgão oficial. caput) não poderá o devedor dela desistir. não cabe recurso sobre o ato que defere o pedido de processamento de recuperação judicial. par. que conterá: (i) o resumo do pedido do devedor e da decisão que defere o processamento da recuperação judicial. (iii) a advertência acerca dos prazos para habilitação dos créditos. antes do despacho que defere o processamento é lícito ao autor desistir do pedido (art. escapam à recuperação judicial: (i) Os créditos tributários. 49 determine no caput que “Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido.69. 7o. Cabe observar. arrendador mercantil.único).§4º). O juiz também determinará ao Registro Público de Empresas a anotação da recuperação judicial no registro correspondente (art. 55. uma vez mais que. seja ele com base na legitimidade da parte ou em relação aos documentos referidos no art. É medida que visa assegurar o movimento regular do processo.§4 e art. Ou seja. O ato que concede o deferimento do processamento da recuperação judicial é de natureza jurídica de despacho de mero expediente e. (ii) Importância entregue ao devedor. II) (iii) Créditos titularizados pelo proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis. em que se discrimine o valor atualizado e a classificação de cada crédito.86. é irrecorrível. por exemplo. ainda que não vencidos”. portanto. Dessa forma.52. Em todos os atos.52. § 1o. No entanto. (ii) a relação nominal de credores.69). a menos que a desistência seja aprovada em assembléia geral de credores. Também não poderá desistir após a sentença que concede a recuperação judicial. Embora o art. a expressão "em Recuperação Judicial" (art.

25 . A lei prevê também a possibilidade de um GESTOR judicial. A suspensão das ações e execuções se realiza pelo prazo de 180 dias. Dessa forma. sendo seus atos fiscalizados pelo administrador judicial e do comitê (se houver). que somente atuará quando o administrador for alijado da condução de seu negócio. respeitada.67.Ressalta-se que a recuperação judicial não afeta os direitos creditórios detidos em face de coobrigados. e obrigados de regresso em geral. no que couber. não são exigíveis do devedor. fiadores. 83 desta Lei (art. 6º. 5. Ante a sua consumação.64). Pode ser também que o afastamento seja compulsório (art. conforme art. Em nenhuma hipótese permite a lei seja ele excedido. EFEITOS EM RELAÇÃO AOS BENS E A PESSOA DO DEVEDOR O devedor. salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor. no limite do valor dos bens ou serviços fornecidos durante o período da recuperação (art. Dessa forma. cabendo ao devedor comunicar os respectivos juízos. inclusive aqueles relativos a despesas com fornecedores de bens ou serviços e contratos de mútuo. na recuperação judicial. não sofre as mesmas restrições que se manifestam em relação ao falido. independentemente de qualquer pronunciamento judicial a respeito. Os créditos quirografários sujeitos à recuperação judicial pertencentes a fornecedores de bens ou serviços que continuarem a provê-los normalmente após o pedido de recuperação judicial terão privilégio geral de recebimento em caso de decretação de falência. O despacho que defere o processamento da recuperação judicial ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. a ordem estabelecida no art. Deve ser observado ainda que os créditos decorrentes de obrigações contraídas pelo devedor durante a recuperação judicial. podendo o titular exercê-los em sua plenitude. I e II. par. na recuperação judicial ou na falência as obrigações a título gratuito e as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência. fica restabelecido o direito dos credores de iniciar ou prosseguir em suas ações e execuções. Na recuperação judicial o devedor: (i) Permanece na administração de seus bens.67). em caso de decretação de falência.único). não pode o avalista do emitente de uma nota promissória alegar em defesa a recuperação judicial do sacador devedor. Deve ser ainda observado que a lei também determina que certos valores e obrigações não podem ser exigidos do devedor na recuperação judicial. 52. serão considerados extraconcursais. No entanto. §4º c/c art. § 1º). o plano de recuperação poderá prever o afastamento do devedor ou a substituição total ou parcial de seus administradores. que deve ser contado da publicação do edital anunciando o deferimento do processamento da recuperação (art.

61. Convolada a recuperação em falência. os credores posteriores à distribuição do pedido de recuperação serão reclassificados. Nomeado o gestor.53. Se o plano de recuperação não for cumprido o juiz deverá decretar a falência do devedor (art.§4º) 4) descumprimento do plano de recuperação. Não poderá haver prorrogação deste prazo. o juiz convocará nova assembléia.56.§1º). 3) rejeição do plano pela AGC (pode ocorrer se o plano apresentado pelo devedor não for aprovado ou ainda quando planos alternativos forem apresentados e também não forem aprovados. as normas referentes ao administrador judicial. CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO EM FALÊNCIA – Art. Ao gestor judicial serão aplicáveis. pois sua alienação ou oneração faz parte do planejamento do saneamento da devedora. Se convolada a recuperação em falência tais atos são ineficazes. 73 e 74 A convolação da recuperação em falência poderá ocorrer em 4 hipóteses: 1) deliberação dos credores (ainda na fase postulatória e deliberativa – a crise é gravíssima e não comporta reorganização – art. Em assim ocorrendo há a resolução do plano de recuperação e tudo o que foi acordado no plano perde sua eficácia e retorna ao status quo ante.66). senão mediante autorização do juiz (art. contados da recusa ou da declaração de impedimento nos autos. para decidir sobre um novo gestor.seja ele empresário individual ou sociedade empresária (art. no prazo de 72 horas. 26 . excepcionados os que fizerem parte do plano de recuperação judicial. caput). a) 2) não apresentação do plano pelo devedor no prazo de 60 dias contados do despacho que determina o processamento da recuperação (art.131. no que couber. Se não for apresentado no prazo de 60 dias o juiz deverá decretar a falência da devedora.35. permanecendo o administrador judicial no desempenho da correspondente função. Em não havendo plano de recuperação a ser executado o Juiz deve decretar a falência (art. ou seja.65). observada a determinação do art. §2º). ao estado inicial que precedeu à recuperação (art. (ii) Exceção: após a distribuição do pedido de recuperação judicial não poderá alienar ou onerar bens ou direitos do seu ativo permanente.61. I. se este não aceitar o encargo.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->