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Regioes de Cativeiro

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Doutora Ana Méndez Ferrell

A REVELAÇÃO do mundo espiritual, a forma mais PODEROSA de ser liberado (liberto).

Regiões de Cativeiro
Prólogo pelo Apóstolo Doutor Rony Chaves Editora Voice Of The Light Ministries

Dedicatória Dedico este livro ao meu Pai Celestial, ao meu amado Jesus e AL Espírito Santo e a todos os valentes libertadores ao redor do mundo, que pagaram um alto preço por ver as almas cativas sair para a liberdade

Regiões de Cativeiro (Catividade) Original Title: Regiones de Cautividad. 1ª Edição Espanhol Copyright © 2008 Ana Méndez Ferrell Direitos reservados. Esta publicação não pode ser reproduzida nem transmitida a partir de nenhum meio, nem total nem parcialmente. Tampouco poderá ser arquivada nem reproduzida eletronicamente, mecanicamente, em fotocópia, gravação, nem por nenhum meio de informação sem as devidas permissões do autor. Todas as referências bíblicas foram extraídas da tradução Reina Valera, revisão 1960. Desenho e Fotografia de Capa e Gráficos nas paginações 22, 30, 44, 45 79, 91, 106, 116 e 122 Ananda Lamas Valle anandalamas@gmail.com Desenho Interno Stefan J. Hülf stefanjhuelf@gmx.net Impresso United Graphics Inc., USA Publicado por Voice of the Light Ministries PO Box 3418 Ponte Vedra, Florida, 32004 USA www.VoiceOfTheLight.com ISBN (13): 978-1-933163-17-8

Libertar os cativos na forma tradicional, requer muito tempo, dedicação e um grande esforço físico e espiritual, preço que pouquíssimos estão dispostos a pagar. Porém existe uma forma muito mais simples, precisa e eficaz de fazer libertação e é como Jesus o fez.

Doutora em Teologia da Universidade da Califórnia Ana Méndez Ferrell, é uma das mais conhecidas Generais do exército de Deus. Sua experiência neste campo tem ajudado a transformar a muitas nações. Libertando-as da opressão do inimigo. Ana é conhecida por seu ofício profético e apostólico com o que treina a milhões de pessoas no entendimento do reino de Deus. Ela está debaixo da cobertura do Apóstolo Dr. Rony Chaves e do Sr. C. Peter Wagner. E em conjunto com seu esposo o Sr. Emerson Ferrell são os fundadores do Ministério Voice Of The Light.

Índice Prólogo pelo Apóstolo Doutor Rony Chaves Recomendações Introdução Uma Era de novas Revelações Nas Portas da Morte Lugares Celestiais e Lugares Infernais O Cativeiro e as Cidades em Ruínas As Esferas Espirituais, Reveladas As Diferentes Regiões de Cativeiro A Liberação de Cativeiros “Um Endemoninhado Gadareno” (por Flory González) Fui Libertado do Cativeiro do Homossexualismo e Vício nas Drogas (por David Silva Ríos) A Liberação de Philip (por Gabriel e Rose Du Roi) Testemunho de Ressurreição (por Joan Manuel Reyes) Nascerá uma Cidade algum Día? (por Fernando Orihuela) Prólogo Apóstolo Doutor Rony Chaves Presidente e Fundador do Ministério Avance Missionário Mundial e da Rede Apostólica Latino Americana R.A.M.C.U. Conheço a Profeta Ana Méndez Ferrell desde os inícios de seu Ministério e sou seu mentor, pastor e pai ministerial já a quase quinze anos. Posso sem dúvida alguma declarar que ela é uma mulher extremamente valente; por isso o tema que expõe neste livro é muito desafiante para as estruturas de pensamento teológico convencional. Deve-se ser muito corajoso para abordar este tema, pois de antemão quem o escreve sabe que desencadeará reações negativas muito diversificadas, mas também sabe que desencadeará reações muito positivas, especialmente de muitos líderes e ministros que tiveram experiências similares as dela e estiveram esperando um livro assim para se animar e prosseguir em sua árdua tarefa de liberar aos cativos do inferno. Este material deve ser lido com muita humildade, com muita oração, jejum e adoração. Definitivamente te levará mais além de onde estás no Ministério. Desfruta-o querido leitor, recomendo-o, mudará a perspectiva de teu serviço a Deus e aos prisioneiros das trevas. Recomendado pelo: Apóstolo Guillermo Maldonado Igreja “O Rei Jesus” – Miami, Florida, USA Dou graças a Deus pela vida da profetisa Ana Méndez Ferrell. Pessoalmente, creio que é uma das guerreiras mais poderosas que o corpo de Cristo tem hoje em dia. Não somente fala de guerra espiritual, mas ela a vive.

Eu mesmo fui testemunha de alguns de seus enfrentamentos contra as forças do inimigo. Em minha opinião, é um dos profetas mais usados deste tempo na área da guerra espiritual, como pouquíssimos. O livro que você tem em suas mãos cobre o tema das regiões de cativeiro, na qual a profetisa é uma especialista, e explica os tipos de regiões de cativeiro, assim como a localização das mesmas. Além disso, explica o rol de Jesus na liberação das almas em cativeiro, entregando a revelação ou os diferentes passos para ser livres. Há muitos livros que falam de teoria e conhecimento mas não ensinam como aplicar esse conhecimento. Entretanto, a profetisa Ana Méndez Ferrell entrega poderosas e úteis ferramentas para aqueles que desejam viver em liberdade. Pessoalmente, recomendo este livro a todo o povo cristão. Cada capítulo e cada revelação descrita possuem um versículo bíblico confirmando sua congruência com a palavra de Deus, a qual é seu maior respaldo. Assim mesmo, os testemunhos citados ajudarão a muitas pessoas que todavia estão cativas por Satanás, em alguma área específica. A unção e o poder divino estão sobre esta obra para cumprir o propósito de Jesus de liberar o ser humano de qualquer cativeiro, homossexualidade, vícios nas drogas, no álcool, enfermidades e muito mais. Não importa qual seja seu problema, este livro será benção para você. Recomendado pelo: Apóstolo Samuel Arboleda Pariona Lima, Peru Ao ler o manuscrito de seu livro Regiões de Cativeiro, fiquei impressionado com a revelação que o Espírito Santo lhe deu sobre o tema. Vejo que foi um largo processo em sua vida. As experiências são precisas e moldam-se exatamente dentro de poderosas escrituras (bíblicas) que antes não havíamos entendido. Li com calma e pausadamente o material. Julgo que a doutrina baseada nos textos bíblicos que expõe está correta e bem coerente. Creio que é um livro poderoso para as pessoas do Espírito e para os corações necessitados da liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Este livro é prioritário para salvar a igreja de tanta frustração com o tema de liberações infrutíferas. Muitos ministérios têm seus clientes fixos de libertação. São as mesmas pessoas, com os mesmos casos, e às vezes em pior estado. Creio que a revelação que traz, provém definitivamente da parte de Deus. Recomendado pelo: Profeta Carlos Soto Diretor e Fundador de Ministérios Shaar, Costa Rica Jesus Cristo disse em João 8:32, “e conhecerão a verdade e a verdade os fará livres”. Anteriormente a este versículo nos falou da escritura e de permanecer nela (verso 31). No verso 32 nos leva a nossa verdade, (nossa condição à luz da palavra revelada), a que nos é revelada para liberdade. A pergunta é, livres de quê? A resposta é: Daquilo que aprisiona, que é invisível, e que é inconsistente, na maioria dos casos. Aquilo que pranteia uma luta sem quartel, aquilo que é a causa e não o efeito. A mesma idéia nos dá o livro de

Tiago quando nos diz que recebamos a palavra implantada a qual salvará, libertará, restaurará nossas almas, (Tiago 1:21). Neste livro, Ana Méndez Ferrell nos introduz em uma dimensão de revelação pessoal e nos leva a um nível de batalha espiritual na qual a igreja todavia ainda não entrou plenamente. Pelejamos nos ares, também o fizemos no plano territorial, que significa cartografia espiritual, tomada de cidades, etc, agora vem um campo de batalha não explorado. A escritura declara que a Jesus Cristo lhe foi dado um nome que é sobre todo nome, para que o que está acima, abaixo e debaixo se submeta ao seu senhorio. É o tempo de exercer seu senhorio nas regiões baixas do império da morte e desfazer os desenhos infernais e liberar de cativeiros pessoas e cidades. Com uma linguagem sensível, mas profunda em seus conceitos, a Profeta Ana traça uma resposta às lutas cotidianas que muitos crentes tem sem vitórias contundentes, aos muitos flagelos das sociedades e nações exercidos pelo inimigo através de suas experiências pessoais. A influência sobre a Igreja pelas correntes gregas de pensamento, razão e lógica, ao ser levadas a um ponto extremo, estabeleceram uma anulação parcial dos sentidos espirituais que nos limitaram conhecer profundamente o âmbito espiritual. O princípio prevalente contra essa posição é que o espiritual influi sobre o natural e o determina. Este livro nos descreve parte deste ambiente e dimensão em forma profética de maneira que nos levará a vitórias maiores. Agradeço ao Deus Eterno pela coragem de pessoas como Ana Méndez Ferrell que abrem brecha e pagam um preço para que muitos encontrem a liberdade plena prometida pelo nosso Senhor e Salvador. Recomendado pelo: Apóstolo David Alves Apóstolo Fundador do Conselho de Apóstolos Brasileiros Líder e Presidente do Ministério Tabernáculos Ministério Internacional de Adoração, São Paulo, Brasil “Sem sombra de dúvidas este é um tempo de novos e profundos descobrimentos e revelações para a Igreja de Cristo na Terra. O Espírito Santo está trazendo cada dia mais e mais luz sobre as verdades de Sua Palavra, e Seus profetas estão encontrando nela gloriosos tesouros, até hoje desconhecidos. A profeta Ana Méndez Ferrell é agraciada com um nível muito elevado desta unção para ver e descobrir o que outros ainda não receberam. Neste livro, há preciosas ferramentas para a batalha espiritual e para a libertação de cativos que, nas mãos de ministros maduros, que as podem discernir, tornar-se-ão armas poderosas contra os enganos do maligno. Vidas preciosas, igrejas e ministérios poderão receber tremendos benefícios com a mensagem deste precioso livro!” Recomendado por: Leonardo Fresneda Diretor, Rede Nacional de Intercessores, Colômbia Deus me permitiu ter uma experiência que me dá autoridade para escrever este comentário. Depois que me aprofundar sobre este assunto, de ter ensinado e ministrado a algumas pessoas tirando-as de seu cativeiro, eu

acreditava que já compreendia bem sobre o tema até o dia em que quem foi ministrado fui eu; nesse dia entendi o que é uma região de cativeiro, entendi que a alma se fraciona, entendi que ainda que se ensine e se apregoe somente se conhece isto realmente quando se tem uma experiência. Uma coisa é informação e outra o conhecimento por haver estado ali e ter saído vitorioso destes lugares. Creio firmemente que este livro te abrirá o apetite espiritual, ele te inquietará a buscar uma experiência e te impulsionará a sair de tuas regiões de cativeiro, logo te moverá a converter-te em um liberador de cativos pelo inimigo. Este é um livro escrito para aqueles que, apesar de terem muito tempo no evangelho inclusive servindo como ministros de Deus, crêem que sempre há mais para aprender, que há mais para conquistar para o reino de Deus. Este é um livro de vanguarda para aqueles que são ponta de lança em suas cidades e nações, no que se refere a liberação de cativos. Dou graças a Deus pela profeta Ana Méndez Ferrell, por sua sensibilidade espiritual para receber do Trono da Graça toda esta revelação, e por sua obediência para publicá-la. Bendita sejas Aninha (Anita), por colocar nas mãos da igreja este material tão vital para ela nestes tempos tão decisivos nos quais a esposa do cordeiro deve limpar-se, preparar-se e vestir-se de linho fino, limpo e resplandecente. Recomendado pelos: Apóstolos Alex e Rosy Funes Ministério Apostólico Avance Missionário Jacksonville, Florida USA Por vários anos no ministério, pudemos observar como as pessoas, ainda que confessassem ter aceitado a Cristo como Senhor e Salvador, seguiam padecendo de inúmeras situações contrárias como, por exemplo: depressão, opressão, obsessão e até possessão demoníaca. Era muito doloroso ver como essas pessoas seguiam sofrendo agravantes e injustiças constantes, perseguição e cada vez se afundavam em um buraco sem saída. Bendito seja Deus, pelas revelações e experiências que permitiu viver a sua filha, a profeta Ana Méndez Ferrell, sobre esses lugares de cativeiros mencionados na Bíblia, aonde se tem encontrado aprisionadas muitas gerações, e a forma de como se deve ministrar liberação às almas cativas. Recentemente, estas revelações foram aplicadas no momento de ministrar liberação de cativeiros e com grande gozo vimos como as almas são arrancadas desses cárceres de escuridão e começaram a desfrutar de uma nova vida. Sem lugar para dúvidas, este livro surge como uma poderosa ferramenta de ajuda para todos aqueles pastores e ministros que, assim como nós, anelam ver as almas totalmente livres e gozando de uma vida plena em Cristo. Aleluia! Recomendado pela: Apóstola Neuza Itioka São Paulo, Brasil Ao ler Isaias 61... “Ele veio a liberta aos cativos”, eu sempre o interpretava como outra forma de se referir às pessoas que estavam endemoninhadas. Mas, de fato o Senhor estava dizendo para sua Igreja, que

havia uma maneira de abrir os lugares de aprisionamento onde as pessoas estavam cativas. Então começamos a abrir as prisões nas quais estavam cativos muitos de nossos jovens e pessoas adultas. Descobri a importância que isso tinha na liberação e na saúde interior das pessoas. Tiramos muitas pessoas de diferentes lugares onde se encontravam cativas; Um deles foi um homem cujos demônios se manifestavam continuamente, por dois anos consecutivos, e ao tirá-lo de suas prisões espirituais encontrou sua verdadeira liberdade. Esta é uma revelação que recebemos do Senhor. E fui surpreendida com grande alegria ao ver o que Ana Méndez Ferrell estava fazendo no México, o que nós estávamos sendo ensinados pelo Espírito Santo no Brasil. Mas devo reconhecer que Ana recebeu uma profundidade maior sobre o assunto das regiões de cativeiro. Este livro vai ajudar as pessoas que estão no ministério de liberação (libertação) a aprofundar mais este tema. Hoje, eu não poderia desenvolver meu ministério de liberação sem considerar o cativeiro ou encarceramento em que se encontram pessoas, para levá-las a sua verdadeira liberdade (libertação).

Introdução Este livro é um estudo, sobre uma das revelações mais poderosas que Deus trouxe sobre minha vida ministerial. Libertar os cativos de forma tradicional requer muito tempo, dedicação e um grande esforço físico e espiritual, preço que pouquíssimos estão dispostos a pagar. A batalha é extenuante e muitas vezes traumatizante para a pessoa que está sendo liberta, pela rudeza com que os demônios se manifestam, verdade é que em muitos casos não se obtém o êxito que se está buscando. Entretanto, existe uma forma muito mais simples, precisa e eficaz de promover a libertação e é como Jesus a fez. Jesus não veio tão somente a nos salvar e a morrer por nossos pecados. Jesus veio para nos dar uma liberdade plena em todas as áreas de nossa vida. Ele veio com o propósito de vencer o diabo em todo seu império e a libertar os cativos. Isso vai muito além de expulsar demônios de pessoas possuídas pelo ocultismo, pelas drogas, pelo álcool, etc. O cativeiro tem a ver com todos os homens. O Espírito do Senhor Jeová é sobre mim, porque me ungiu o Senhor; e me enviou a apregoar boas novas aos abatidos, a atar aos quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e aos presos abertura do cárcere; a promulgar o ano da boa vontade de Jeová, e dia de vingança do Deus nosso; a consolar a todos os enlutados; a ordenas que aos enlutados de Sião lhes seja dada glória em lugar de cinza, óleo de gozo em lugar de luto, manto de alegria em lugar de espírito angustiado; e serão chamados árvores de justiça, plantio do Senhor, para glória sua. Isaias 61:1-3 Jesus não foi a nenhuma prisão física para tirar prisioneiros dos cárceres quando esteve aqui na terra e sem reservas exclamou na sinagoga de Nazaré:

Hoje se cumpriu esta Escritura diante de vós. Lucas 4:21b Jesus tirou muitos cativos de suas prisões espirituais por meio do Espírito Santo e o fez vendo e ouvindo o Pai. Ele o fez entendendo o mundo espiritual, como o Senhor quer que seja entendido. Em toda a plenitude da manifestação do Reino de Deus aqui na terra. O cativeiro representou uma das partes mais importantes dos sofrimentos e da vitória de Jesus através de sua morte e ressurreição. Jesus desceu para as partes mais baixas da terra, para tirar do diabo o poder com que faz cativos aos homens. É um assunto de todos os seres humanos; desde os mais abatidos até os mais exitosos. Todos são de alguma forma presos das trevas, através do pecado, do temor e da dor, em alguma parte de sua alma. Assim que, por quanto os filhos participaram de carne e sangue, ele também participou do mesmo, para destruir pela morte ao que tinha o império da morte, ou seja, o diabo, e livrar aos que pelo temor da morte estavam por toda a vida sujeitos a servidão. Hebreus 2:14-15 Este temor da morte não se refere somente ao medo de morrer, mas a tudo que é o império da morte: pobreza, escassez, enfermidade, insegurança, tragédias súbitas, etc. Todas essas coisas controlam e dominam a maioria dos seres humanos, incluindo a Igreja. Entender o cativeiro em nossos dias é de relevante importância, já que deste conhecimento depende o receber e o desenvolver de nossos dons espirituais. Pelo qual disse: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. (E que subiu, que é, mas que também desceu primeiro às partes mais baixas da terra? O que desceu, ele mesmo é o que também subiu sobre todos os céus para cumprir todas as coisas.) E ele mesmo constituiu a uns, certamente apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas; e a outros, pastores e mestres; Para aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, a um varão perfeito, na medida da idade da plenitude de Cristo: Efésios 4:8-13 Note nesta passagem, que primeiro Jesus tem que lidar com o cativeiro, para depois poder liberar os dons para os homens, e que estes levem a Igreja ao seu máximo desenvolvimento. Esta é uma ordem sumamente importante, porque hoje em dia a Igreja não está alcançando a plenitude que deveria ter. Isso ocorre pois muitos dos “Homens Dons” que regem o corpo de Cristo ainda não trataram o problema de cativeiro e isso afeta toda a estrutura. Desde a liderança até as ovelhas, o corpo de Cristo está cheio de enfermidade, de divisões, de temores, de escassez financeira, de falhas graves no caráter, de falta de entendimento e de visão em muitos casos. Todos esses

são sintomas que devemos considerar para nos dar conta de que não estamos entendendo algo apropriadamente. E essa brecha que necessitamos encher, é uma das principais causas da vinda de Jesus para a terra: Levar nosso cativeiro. Este é um livro que libertação profunda. É um livro de revelação profética, com autoridade e propósitos apostólicos, para levar ao Corpo de Cristo a estatura de Varão perfeito. Toda pessoa que sofreu um golpe emocional, um trauma, ou padeceu a dor de alguém lhe romper o coração, o mais provável é que se encontre cativo em alguma área de sua vida. Todo aquele que vem de uma família fraturada, ou de uma herança genética de ocultismo, ou de derramamento de sangue, encontra-se na mesma situação. Essa parte de sua vida, onde você sente que não conseguiu a vitória, ou esse lamaçal de onde não consegue sair pelo atolamento, tem a ver com cativeiro. Ao entender este tema encontrará as respostas aos mais complicados dilemas em seu ser interior. Ajudará você a reconhecer o lugar de onde você mesmo está porventura cativo (se por acaso você estiver) e o levará a sair em liberdade, para logo ajudar a outros. É nosso labor como filhos de Deus, levar o Evangelho da Glória de Jesus Cristo e o Reino de Deus a toda criatura, fazendo-os livres e transportando-os do reino das trevas para o Reino de Sua Luz Admirável. O jejum que eu escolhi, não é mais bem desatar as ligaduras da impiedade, soltar as cargas de opressão, deixar ir livres aos quebrantados e romper todo jugo? Isaias 58:6

Sessão UM Regiões de Cativeiro Capítulo 1 Uma Era de novas Revelações Entramos em um tempo em que Deus está nos entregando tesouros de grande sabedoria. A era apostólica e profética que estamos vivendo, está trazendo novas dimensões da luz de Jesus, o Filho de Deus. Há clareza maior no entendimento das Escrituras e uma revelação do poder e a manifestação do Reino de Deus, sem precedentes. Deus quer levantar um edifício espiritual, constituído de pessoas que entendam o âmbito espiritual e se movam em toda a plenitude do Espírito Santo de Deus. A revelação depende de nosso nível de amor e de compromisso com Deus para sua obra manifestada na terra. Entender a dor no coração de Deus e como Ele sofre por um mundo que está sendo arrastado ao inferno, é Elemental para penetrar as riquezas de sua sabedoria. Deus me permitiu viver Sua dor de muitas formas, para ser sensível a Ele e a seu infinito desejo de libertar aos que ama.

A) Estive no inferno A dor do ser humano foi algo que marcou minha vida. Eu a vivi em minha própria carne através de situações dificílimas de relevar. Ao princípio de minha maturidade fui abusada por vários anos com violência verbal e física, até o ponto de sofrer um homicídio frustrado por estrangulação. Neste brutal ataque estive morta por alguns minutos e logo regressei a vida. Naquele momento eu não havia recebido a salvação ainda através de Jesus e minha alma desceu ao inferno. Asfixiada pelas mãos de meu assassino, vi-me rodeada de sombras negras que vinham a mim. Estava cheia de terror. Desesperada e com já poucas forças lutava para sobreviver, mas foi inútil. Pouco a pouco meu corpo começou a ceder, até que tudo cessou. Meu corpo deixou de sentir a dor e a asfixia. Eu me vi em um túnel negro no qual minha alma descia como que se afundando em um profundo abismo. Ouvia vozes lamentando-se com profundo sofrimento. Paulatinamente, foram-se aproximando de mim centenas de seres descarnados. Suas mãos ossudas me tocavam e tratavam de deixar-me para cima enquanto me posicionavam de um lado para outro. O horror que estava vivendo era indescritível. Gritava mas minha voz se perdia no vazio. Havia uma luz ao fundo, mas não era parte do lugar de onde eu estava, nem havia acesso até ela. Senti como se toda esperança tivesse se esgotado e tornada inalcançável. Tudo eram trevas ao redor de mim. A opressão espremia fortemente minha alma, enquanto caía em um profundo abismo. Foi então que a mão milagrosa de Deus se voltou para mim. Hoje sei que foi a graça e o favor de Jesus que não me deixaram ali. Essa experiência, hoje é um estandarte que me conduz a combater pelo preço que seja pelas almas perdidas. Infelizmente, passaram-se outros seis anos depois desse fato, antes que eu conhecesse o poder de Deus e sua graça redentora e transformadora. O trauma desses anos de violência e de terror me conduziu a uma instabilidade emocional muito forte. Passei dois anos em terapia com um psiquiatra e durante esse tempo, por causa de minha condição, tiraram de mim meus dois filhos, de dois e três anos de idade. A dor foi dilacerante, minha alma naufragava em poços de desespero e agonia. Ao arrancarem de mim meus filhos, arrancaram minha vida e meu desejo de continuar nessa terra. Foi nessa condição desesperada que o diabo me induziu aos caminhos da Nova Era e do ocultismo. A dor nos faz presa fácil em suas garras. Obviamente, longe de encontrar uma saída nesses caminhos de engano e de mentira, minha alma foi-se despedaçando cada vez mais e mais. Atormentada pelas circunstâncias e por espíritos de autodestruição e de morte com os quais o diabo me assediava, fui diagnosticada como um caso de esquizofrenia incurável. Chegou um ponto em que perdi toda a faculdade de pensar coerentemente e assim terminei com uma tentativa de suicídio, confinada em um hospital psiquiátrico. Foi onde a graça e a misericórdia de Deus me alcançaram para transformar minha vida completamente. (Narro completamente a história de meu testemunho em meu livro: Guerra de Alto Nível). A dor forjou em mim uma profunda sensibilidade e compaixão por aqueles que sofrem, por aqueles que vivem vítimas de terrores, de desespero e

de enfermidades. Aprisionados, atormentados nas areias movediças da alma, de onde não se pode permanecer em pé e de onde parece não haver saída. Aborreço a dor em todas as suas formas, e o medo, já que são as armas que usa o diabo para despedaçar a todos os homens. São os instrumentos com que o império das trevas controla e subjuga toda a vida humana que está aprisionada em suas garras. Por eu ter vivido anos de tormento e depressão, fiquei cheia de uma ousadia e uma ira santa contra satanás e sua obra destruidora. Resgatar as almas e libertá-las através do poder de Jesus meu Redentor, é uma das missões mais importantes em minha vida. Desde que entrei nos caminhos do Senhor me propus a ser a inimiga número um de satanás, até onde meu Deus me permita. Este chamado começou a se manifestar desde o primeiro dia de minha salvação. A primeira coisa que veio ao meu espírito foi como poder libertar a todos os enfermos do psiquiátrico. Instantaneamente eu soube uma coisa, se eu estava ali por estar possuída por demônios, eles tinham o mesmo problema. E se eu fui liberta pelo grande poder de Jesus de Nazaré, certamente eles também podiam ser. No dia seguinte, quando o Pastor veio me visitar, a primeira coisa que eu lhe disse foi: Como podemos libertar os cativos? Eles estão presos assim como eu estava. Sem ser um erudito em libertação, porque naquele momento então eram apenas os rumores deste tipo de revelação, ele me disse: A Bíblia diz, que ao que crer estes sinais o seguirão: Em meu nome expulsarão fora demônios, falarão novas línguas... (Marcos 16:17). Você crê?, inquiriu. E com firme convicção em que concordei com ele, saímos de meu quarto de hospital para libertar um a um a todos os dementes. Quinze dias depois, oitenta por cento dos enfermos foram liberados, e estavam sãos, dando a glória a Deus. Assim que eu me converti, comecei a estudar num Instituto Teológico, que pertencia a igreja do Pastor Cristian Gómez. Devorei todos os livros de libertação que caíram em minhas mãos. Entendi que este era um princípio elementar para uma vida vitoriosa em Jesus; Que todo crente tinha que ser liberto para que a vida do Senhor pudesse florescer sem obstáculos nele. Quanto o Senhor me chamou a estabelecer minha primeira Igreja, a libertação tradicional foi um ponto medular de nossas funções. Tivemos magníficos resultados na grande maioria das pessoas e em outras não encontrávamos o êxito que esperávamos. Era como se estivesse faltando uma peça em um quebra-cabeça, que nos impedia de chegar até a vitória total. Hoje, depois de muito crescimento e compreensão do mundo espiritual, eu me dou conta de como a grandeza de Deus nos ajudou em nossa debilidade e nos simples rudimentos com os que contávamos até aquele momento. B) Coisas que não subiram no coração do homem são as que Deus lhe tem preparadas. Antes, como está escrito: Coisas que olho não viu, nem orelha ouviu, nem subiram no coração do homem, são as que Deus tem preparado para aqueles que o amam. I Coríntios 2:9

Eram meados dos anos oitenta, o início de um mover profético começava a brilhar sobre a terra. Ainda não tínhamos muita revelação. Mas o simples e passional amor que sentíamos ao ver uma alma liberta, fazia com que Deus nos mostrasse as circunstâncias que davam direito legal aos demônios para atormentar as pessoas. Deus, em Sua Graça, supre todas as nossas carências, mas deseja encher-nos de sabedoria e que cresçamos em Seu conhecimento. Quer filhos maduros em toda inteligência espiritual. Pelo qual também nós, desde o dia que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento de sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual; Colossences 1:9 Deus quer nos revelar coisas profundas sobre seu Reino e é o nível de nosso amor o que o determina. A luz e o entendimento dos mistérios do Altíssimo vêm a nós na medida em que amamos. Para que sejam confortados seus corações, unidos em amor, e em todas as riquezas de entendimento encontrado, para conhecer o mistério de Deus, e do Pai, e de Cristo; no qual estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e conhecimento. Colossences 2:2-3 O Senhor tem para nós coisas que ainda não foram reveladas a nenhuma outra geração. Deus faz crescer a Sua Igreja de Glória em Glória e de Luz em Luz. As coisas que hoje se apregoam nos púlpitos de vanguarda jamais poderiam acontecer até cem anos atrás. O grande evangelista Charles Finney que foi um precursor e transformador da história de seu tempo, antes de morrer queimou seu livro pessoal de revelações. Ele disse: Não estão prontos para isso, e destruiu um documento, que hoje talvez fosse de grande inspiração. O mesmo Jesus disse: Ainda tenho muitas coisas a lhes dizer, mas agora não podeis relevá-las (compreendê-las). João 16:12 Existem coisas que por causa da nossa imaturidade, ou de nossa cabeça dura, o de nossa religiosidade, não as podemos compreender. Jesus sabe medir em nós o peso de revelação que podemos ou não suportar. Ele ascendeu aos céus e não pode deixar aos seus discípulos tudo o que gostaria; mas nos deu a promessa do Espírito Santo, quem nos ensinaria todas as coisas e nos faria entender o que Jesus tinha falado. Isso quer dizer que os ensinamentos do Senhor são trazidos pelo Espírito Santo, em uma profundidade diferente e em uma diversidade relativa ao nosso crescimento espiritual. Aquele que aspira a toda sabedoria e inteligência espiritual em Deus, tem que se meter com o Senhor mais que nenhum outro. Tem que amar a Deus e a seu próximo, e buscas até obter do Espírito Santo suas respostas.

Então, as coisas que olho não viu nem ouvido ouviu, nem subiram no coração do homem, lhe serão reveladas. Às vezes eu me encontro com pessoas que me perguntam, De onde você tira isso? Nunca antes o tínhamos ouvido!. Bem, Deus disse que há coisas que NUNCA subiram ao coração do homem, e que Ele nos quer revelá-las. São Bíblicas, sempre estiveram na Escritura. Mas estavam fechadas e veladas, para que outros não as vissem. E Ele disse: A vós é dado conhecer os mistérios de Reino de Deus; mas aos outros por parábolas, para que vendo não vejam, e ouvindo não entendam. Lucas 8:10 Digo isso, porque temos que entender que entramos em uma era profética e Deus está levantando uma geração com um entendimento muito mais poderoso e sofisticado do que tiveram as gerações passadas. Do mesmo modo que a ciência e a tecnologia avançam, a Palavra de Deus também se está abrindo para compreender novas coisas e avançar o Reino de Deus de uma maneira mais eficaz. Enquanto nos dediquemos a estar entendendo por palavras e deixando que pequenas raposas (confusões) roubem a obra de Deus, milhões de pessoas seguirão em profunda dor e perdição. Todos eles estão à espera de nosso crescimento espiritual, para ver a manifestação gloriosa dos filhos de Deus. Este é um livro que vai te levar a um entendimento diferente e por sua vez profundo do mundo espiritual, tanto sobre Deus como das trevas. Minha oração é poder levantar uma geração de pessoas que possa libertar aos cativos de uma forma muito mais simples, com menos esforço e de uma maneira mais eficaz. Capítulo 2 Nas portas da Morte Porque esta leve tribulação momentânea, produz em nós a cada momento mais excelente e eterno peso de glória; não olhando nós as coisas que se vem, mas as que não se vem: porque as coisas que se vem são temporárias, mas as que não se vem são eternas. 2 Coríntios 4:17 Era dezembro de 1997. Eu me encontrava a ponto de ir ao um encontro de libertação e treinamento espiritual que nossa Igreja preparara em um hotel separado da Cidade do México. Nessa noite, com a equipe de Guerra espiritual fomos assistir a um filme sobre treinamento militar chamado “G.I.Jane”. Tinham-me recomendado o filme com a finalidade de ver a tenacidade e o valor de uma mulher, para converterse em comando de forças especiais no exército. Há um momento do filme em que o comandante do treinamento, (quem não quer que uma mulher se aliste nas forças especiais do exército) está pelejando contra a protagonista e lhe dá um golpe com tanta força no rosto, que todo o auditório se estremece. Ela cai no chão, praticamente nocauteada.

A câmera enfoca seu rosto em um close up, e em seu coração começa a sair uma força invencível. Em meio a dor intensa recebida pelo golpe, sua força interna a começa a levantar para dar o golpe final em seu adversário. Enquanto eu via esta cena, o Espírito Santo veio sobre mim. Comecei a sentir um fogo dentro de meu coração, que me dizia que em Jesus, o golpe final, era sempre nosso. Não importa quão grande seja a dor, o poder do amor do Filho de Deus, sempre nos levantará para dar o golpe da vitória. (para aqueles que têm reservas sobre ir ao cinema ou não, coloque-as de lado, por favor. Deus pode usar qualquer coisa para falar conosco, uma jumenta, uma figueira seca ou um filme. Nós somos muito cautelosos no que vemos. A verdade é que Deus está usando alguns filmes para nos abrir os olhos a muitos, e a Ele e somente a Ele é a Glória). Somente Jesus sabia como me serviria aquela cena quanto ao terrível golpe que me daria o diabo ao chegar o retiro no dia seguinte. Tínhamos viajado mais de duas horas fora da cidade, nós nos instalávamos apenas para começar o treinamento, quando recebi uma chamada que mudaria o curso de minha vida cristã. Era minha querida amiga Cecilia Pezet. Sua voz tremia completamente tomada de uma enorme dor. <Estou em um hospital com tua irmã Mercedes. Ela ficou subitamente muito mal de saúde e eu a trouxe para que a examinassem. Estão me entregando nesse momento os resultados de suas análises: Ela tem três tumores no cérebro e acaba de entrar para a cirurgia agora mesmo>. Fiquei gelada, ela estivera muito enjoada na última semana e todos pensávamos, até mesmo seu médico, que era um problema no ouvido interno, que lhe causava certos desequilíbrios. Quero que entenda o que senti nesse momento. Mercedes era minha gêmea univitelina. O que significa que nascemos de um mesmo óvulo que se partiu em dois. Eu não nasci sozinha como a maioria das pessoas, nasci com minha gêmea. Deus nos uniu desde a matriz com uma união muito particular. Por quarenta e dois anos sempre estivemos juntas, ainda que pela distância ás vezes chegávamos a nos separar, na alma éramos de uma unidade inseparável. Todavia somente os que são gêmeos possam compreender o que me estava passando. Estava convencida em meu coração que a única coisa que eu não poderia superar na vida era que Mercedes falecesse antes de mim. Assim que recebi essa notícia, súbita e inesperada. Senti tão claramente o golpe do diabo que me derrubava, tal como havia visto no filme. Mas também senti essa força que saia do mais profundo de meu ser, não a força humana de um soldado, mas o mesmo poder de Jesus que venceu a satanás no inferno. Nesse momento, em meio a uma dor indescritível, eu sabia que sabia que Deus me permitiria dar o golpe final. Havia começado um caminho de martírio que durou quatro anos, no qual minha irmã perderia a vida seis vezes, e seis vezes Deus a levantaria dos mortos. Até que, finalmente, Deus nos disse que a hora de sua partida havia chegado. Foram anos cheios de dor e de glória. Talvez os melhores anos no ministério de Mercedes. Ministrou a muitas pessoas desde uma cadeira de rodas. Chamava-a seu carro de fogo. Nessa cadeira viveu as experiências mais maravilhosas com Deus, ela nos ministrava até mesmo aos mais fortes. Transmitia ânimo a todos os que estavam em cadeiras de rodas. Ela lhes

ensinava a olhar o lado invisível de todas as coisas, onde Deus se manifestava. Organizou a nação inteira em umas “Marchas de Glória” que fizeram história no México. Centenas de milhares de pessoas adoravam a Deus nas ruas e na praça central da Capital. As marchas seguiram mesmo após sua partida para o Senhor. Mas em todas elas sempre ficará a memória de sua cadeirinha de rodas, marchando e adorando a Deus. Em minha vida, esses anos foram uma verdadeira Universidade no Espírito. Lutar pela vida de minha irmã me ensinou tantas coisas, entre elas a revelação deste livro. Quando se ama verdadeiramente, a luta sempre nos levará para a vitória. A derrota mora com a passividade, com a esperança e a fé sem ação. A falsidade de que Deus fará tudo simplesmente porque levantamos uma oração ao céu. Nesses lugares que parecem sem saída é onde mais próximos estamos da manifestação mais poderosa de Deus em nossas vidas, se esperamos sua voz e sua instrução. Deus sempre nos dará a saída, e as circunstâncias difíceis por que passamos sempre tem da parte de Deus um treinamento que nos levantará a um nível maior de autoridade. Deus colocou Moisés em um lugar estreito e sem saída chamado Pihahirot. Onde Faraó diria do povo de Israel: Presos estão na terra e o deserto os prendeu. Moisés confiava em Jeová, mas nem de tudo ele agiria desde uma posição passiva. E Moisés disse ao povo: Não temais; estai firmes, e vede a salvação de Jeová, que Ele fará hoje convosco; porque os Egípcios que hoje tens visto, nunca mais para sempre os vereis. O Senhor pelejará por vós, e vós estareis tranqüilos. Então, o Senhor disse a Moisés: Por que clamas a mim? Diga aos filhos de Israel que marchem. E tu alças a tua vara, e estende tua mão sobre o mar, e divide-o; e entrem os filhos de Israel no meio do mar em seco. Êxodo 14:13-16 E isso foi o que sucedeu em minha vida através desta difícil circunstância. De uma coisa eu sei, e é que ninguém pelejará com mais amor por nossos seres queridos que nós mesmos, com o poder de Deus. A Enfermidade de Mercedes se complicou em uma das operações e ela foi afetada por uma terrível pneumonia. Tinha já pouquíssimas defesas e o frio da sala de cirurgias lhe produziu esta infecção. Devido sua debilidade, as fleumas começaram a se tornar uma massa dura dentro de seus pulmões e não havia maneira de extraí-las. Finalmente, o médico a declarou em etapa terminal. Já havíamos aplicado tudo o que sabíamos sobre o tema de guerra espiritual e cura divina, mas nada parecia funcionar. Perdíamos a Mercedes por minutos. Em meu desespero chamei ao que então era o Centro Mundial de Oração onde eu colaborava em matéria de Guerra com o Doutor C. Peter Wagner. Respondeu-me o Profeta Chuck Pierce, e me deu uma palavra que mudaria todas as coisas. Ana, disse-me, coloca-te profundamente diante de Deus, porque Ele está para lhe entregar uma chave, que não somente livrará

Mercedes da morte, mas te ensinará a pelejar contra domínios e principados em um nível mais alto. Recebi a palavra profética e comecei a buscar a Deus com todo o meu coração. O Senhor então falou ao meu ouvido uma passagem do livro de Jó. Foram-te descobertas as portas da morte, e vistes as portas da sombra da morte? Consideraste até as larguras da terra? Declara se tu sabes tudo isso. Por onde vai o caminho da habitação da luz, e onde está o lugar das trevas? Para que tu as leves aos seus limites, e entendas as veredas da sua casa. Jó 38:17-20 Ao ler isso, eu fiquei perplexa, porque na realidade eu não entendia o que Deus queria comunicar para mim. A resposta a todas essas perguntas era naquele momento: Não, não me foi revelado nada disso. Perguntei a Deus confusa, o que Ele queria me ensinar. Então acrescentou e me disse: Mercedes está aprisionada nas portas da sombra da morte. Você tem que ir por ela e arrancá-la dali. Quando ouvi isso eu fiquei sem fala. Sabia que era o Pai que me estava falando, mas não sabia o que fazer com semelhante instrução. À sombra da morte, Senhor? Inquiri. Eu vou morrer? Perguntei a Ele. Mas já não me disse nada. Eu me comuniquei então com minha autoridade, o apóstolo Rony Chaves e lhe contei o que havia escutado. Eu lhe disse que eu não tinha o direito de voltar a pregar sobre o amor de Deus, se pelo menos não fazia todo o indizível pelo ser que mais amava. Eu lhe pedi sua benção e que orasse por mim no dia seguinte pelas sete da manhã. A essa hora eu me colocaria diante de Deus para buscar esse lugar e se eu não voltasse, queria que soubesse que morreria tentando. Falei também com meus intercessores e com o presbitério de nossa igreja, para que me cobrissem em oração. Pelas sete da manhã entrei em Espírito. Estava nervosa por um lado e com expectativas pelo outro. Tinha plena confiança em Deus e tinha determinado para mim mesma fazer o que fosse necessário, colocando minha vida como meio para salvar a de minha irmã. O peso de Sua Glória começou a vir sobre mim. Foi como uma poderosa invasão do céu que entrou no quarto onde eu estava. Dois anjos apareceram então frente a mim. Suas vestes eram resplandecentes e na expressão de seus rostos se denotava uma força tremenda. Um deles tinha um aro com diversas chaves de ouro que pendurada nele. Este era o dirigente. Com voz firme e doce de vez, disse-me: Siga-nos! Eu me levantei da cama, em meu corpo espiritual e os segui. Era como se tivesse entrando em uma visão celestial. Começamos a caminhar pelas ruas da cidade até que chegamos a uma passagem estreita no piso. Um dos anjos a abriu e descemos para os enormes tubos de drenagem. (Isso me pareceu interessante já que minha irmã se dedicava a resgatar crianças da rua que Vivian nos esgotos) Caminhamos um bom tempo entre as úmidas e escuras paredes tubulares do deságüe. A única luz que tínhamos era a que saía dos refulgentes trajes de meus acompanhantes. Logo chegamos a um buraco no chão. Parecia um antigo conduto, desgastado e amolecido, de uns dois metros de largura. Tinha o odor

da morte e podridão. Encravada na parede vertical deste poço havia uma escada de ferro, pela qual descemos para um lugar mais profundo. Era um túnel terrivelmente escuro e frio. Em todo o caminho havia camas verticais cheias de enfermos, com soros e sondas. Com o olhar comecei a buscar a Mercedes, anelando vê-la em alguma parte; mas o anjo me disse que ainda não tínhamos chegado onde ela estava. Caminhamos entre os agonizantes pacientes os quais se queixavam sem cessar. Alguns emitiam gritos de dor que espremiam a alma. Meu coração queria ajudá-los de alguma maneira mas no fundo não sabia nem onde estávamos nem como auxiliar a ninguém. Concentrei-me em obedecer a direção do anjo com toda sujeição. Chegamos em um segundo buraco. Este era sumamente estreito e oprimente. Um de meus dirigentes deslizou levemente pelo buraco e logo eu o segui e por trás desceu o segundo mensageiro. Tive a impressão de estar afundando num abismo de águas onde o meu próprio peso me arrastava até o fundo. Chegamos a um lugar muito fundo. Fazia muito frio naquele lugar. Um largo corredor se estendia a nossa frente, com cárceres de um lado e de outro. Eram como as velhas masmorras de um calabouço medieval. Havia como dez presos em cada cela. Logo na segunda prisão vi a Mercedes. Todos os que estavam ali tinham roupas cinzas, mas ela tinha vestes brancas, estava agachada em um leito de pedra ao fundo da cela. No momento se abriu a minha boca e clamei em grande voz: Mercedes, sai para fora! Nesse momento entendi o que fez Jesus quando chamou a Lázaro fora da sepultura. Não somente o estava chamando para sair de uma tumba física mas o estava tirando das profundezas do Seol. O anjo interrompeu e me disse que ela não podia sair por si somente, que era necessário que eu entrasse por ela e a tirasse dali. Tomou então uma formosa chave que levava com ele e abriu a porta, Cheguei até onde ela estava e a carreguei sobre o meu ombro. Não pesava nada. Eu a tirei e o anjo me disse que a colocasse no solo e que introduzisse poder de ressurreição deitando-me sobre ela como fizera Eliseu. Assim eu o fiz e ela se encheu de vida e se colocou de pé ao nosso lado. O anjo fechou a cela, e retornamos pelo mesmo caminho por onde havíamos chegado até ali. Pouco mais tarde nos encontramos os quatro: Mercedes, os anjos e eu, em meu dormitório. Então o anjo me disse que era necessário reunir a alma de minha irmã com o resto de sua alma no hospital onde ela se encontrava. Voltei do âmbito espiritual no qual eu me encontrava e subi em meu automóvel. Todavia sentia a presença dos anjos, que junto com Mercedes subiram no carro comigo. Chegamos ao hospital e a parte fragmentada da alma de Mercedes que estivera cativa reintegrou-se com seu corpo. ILUSTRAÇÃO – página 22 Num instante o poder de ressurreição lhe deu novas forças, e tossiu a bola de fleumas, ficando totalmente sarada. No dia seguinte saiu do hospital. Eu tardei dias para assimilar a experiência. Era como o gozo de um mineiro que dá um golpe certeiro em uma veta de ouro e sabe que é o princípio de uma incalculável riqueza que acaba de encontrar.

Esta experiência me levou a sondar em Deus, mais sobre o tema, já que me dei conta que milhões de pessoas podiam também estar aprisionadas em algum lugar. Começou a chover sobre mim uma chuva de revelação em um terreno que levaria para a liberdade a milhões de pessoas. A Bíblia abria-se para mim de uma forma nova e poderosa, descobrindo coisas que sempre estiveram ali mas que, simplesmente, nunca as tinha visto. A primeira coisa que pude entender no Senhor foi, como funciona nossa alma, sua natureza e substância e como o inimigo logra fragmentá-la e encarcerá-la para ter controle sobre ela. O Senhor me mostrou o mundo espiritual e como estão organizadas diferentes regiões nas quais as almas são levadas prisioneiras. Ele me mostrou como e onde se estabelecem os desenhos de destruição do império do diabo e como tirar as almas para a liberdade gloriosa de Nosso Senhor Jesus. Assim que, permita-me ir desenrolando (enredo) este fio de conhecimento, passo a passo, para poder entender como podemos cair cativos e como encontrar a libertação.

Capítulo 3 Lugares Celestiais e Lugares Infernais No mundo espiritual existem dois reinos: um, o da luz e outro o das trevas. No Reino de Deus ou no que se conhece como Os Céus, há diversas regiões que a Bíblia menciona como “Lugares celestiais”. E juntamente nos ressuscitou, e dessa maneira nos fez assentar-nos em lugares celestiais com Cristo Jesus. Efésios 2:6 Da mesma maneira que há lugares celestiais, há também lugares ou regiões de trevas, as quais podemos chamar regiões infernais. Uso esta palavra “Infernal” como um adjetivo usado comumente para categorizar as coisas relacionadas com o diabo. Porém veremos que não todas estas regiões estão ligadas com o destino final dos perdidos, conhecido como o inferno. Esses dois grandes grupos de regiões espirituais estão continuamente ativos sobre a terra dos viventes. Não temos que estar mortos para que o céu se manifeste em nossas vidas, nem tampouco para que o inferno faça alguma das suas (ciladas) entre nós. A missão de nosso Senhor ao trazer ao trazer o Reino de Deus, foi unir uma vez mais o céu e a terra. Isso com a finalidade de que todas as coisas que pertencem ao Reino Celestial possam ser estabelecidas no mundo natural. Descobrindo-nos o mistério de sua vontade, segundo seu beneplácito, que se havia proposto em si mesmo. De reunir todas as coisas em Cristo, na dispensação do cumprimento dos tempos, tanto as que estão nos céus, como as que estão na terra: Efésios 1:9-10

Logo, Jesus se encarrega que a terra seja cheia de suas misericórdias e bênçãos todos os dias; e desta maneira o céu intervém sobre justos e injustos tratando de aproximar todo homem a seu Pai celestial. O faz descer seus desenhos do céu, envia-nos anjos que nos ajudem e pelejem junto a nós, e nos faz sentar em lugares celestiais com Ele. Isso quer dizer que o espírito de um crente pode estar ao mesmo tempo no céu e na terra. Dessa maneira vivia Jesus, imerso em uma realidade celestial tão palpável e visível como o mesmo mundo natural. E ninguém subiu ao céu, mas o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. João 3:13 Aqui, Jesus está falando de subir ao céu, muito antes de sua ascensão e declara também que Ele está no céu. Por outro lado, a missão do diabo, que é o imitador de Deus, é precisamente o oposto: Unir a terra e o inferno sob seu reinado e assim controlar, oprimir, roubar e matar a todo o mundo. O inferno mata, deixa enfermos, destrói e quebranta por todos os lados na terra e sua obra é claramente visível entre os povos. Ligaduras do Seol me rodearam, tenderam-me laços de morte. Salmo 18:5 Também a Bíblia fala daqueles que estão em circunstâncias graves ou presos pelo pecado, como aqueles que estão aprisionados no fogo do inferno. A outros salvai, arrebatando-os do fogo. Judas 1:23a Esta palavra não se refere a tirar os mortos de sua morada eterna, mas aos vivos que estão aprisionadas sob o fogo do diabo. Satanás tem bem estabelecido seu império sobre a terra. Seus demônios, seus quartéis de operação, suas linhas de comunicação, etc. Entre os não convertidos, alguns chegaram a pensar que o inferno está aqui, neste plano existencial; e ainda que o inferno seja real e que seja o lugar de perdição eterna, eles estão sentindo todos os efeitos que este tem sobre o planeta. É por isso que estão nessa confusão. A verdade é que os dois, tanto o céu como o inferno estão operando no meio de nós, atirando-nos para um lado ou para o outro. 1. DESENHOS (Projetos) NO MUNDO ESPIRITUAL Ambos os reinos funcionam através de desenhos que estão estabelecidos no mundo espiritual e que se fazem manifestos em nossas vidas. Os desenhos de Deus vêm dos lugares celestiais; os desenhos do diabo, dos lugares infernais. Entender a operação desses desenhos é de suma importância, para compreender por que nos sucedem muitas das circunstâncias que vivemos. Uma das maiores revelações de Deus sobre a minha vida, veio a mim quando orava por um irmão em um hospital. Deus estava me falando

profundamente do tema dos cativeiros e esta experiência realmente me encheu de luz. Tratava-se de um caso terminal, assim que me coloquei em Espírito para tratar de ver o mundo espiritual ao redor dele e elucidar como poderia ajudá-lo. Prontamente, como se o Senhor me introduzisse dentro de uma visão, apareci num lugar que era uma dessas regiões do mundo das trevas. Era um quarto lúgubre, escuro e frio, e nele estava o irmão, na mesma cama de hospital, com os mesmo tubos, uma réplica exata do que era a realidade visível. Este lugar estava cheio de demônios que falavam coisas sobre o inferno. Ele era um homem de grande santidade, um servo de Deus, que o diabo queria matar. Perguntei ao Espírito Santo onde estávamos e ele me respondeu: Nas câmaras dos desenhos do inferno. “Quero que você se aproxime para escutar o que dizem os demônios, quero ensinar-lhe algo”, acrescentou. Eu me aproximei, e ouvi com clareza como todos a uma voz diziam: OH, satanás, satanás, faça-se a tua vontade na terra, assim como é no inferno! Fiquei sem fala, enquanto o Espírito do Senhor me explicava como no reino das trevas o diabo tem feitos desenhos (projetos) contra nós todos, e continuamente os seres do averno estão estabelecendo-os sobre a terra. Enquanto que a maioria dos cristãos jamais oram para atrair sobre si, os desenhos (projetos) de Deus, certamente os demônios oram para que os do diabo sim prosperem. A oração do Senhor conhecida como “O Pai nosso”, é um diagrama poderosíssimo para estabelecer apostolicamente na terra os desenhos de Deus. Não como uma repetição recitada, mas com o entendimento de como atrair todas as coisas que pertencem ao Reino de Deus até nós. Devemos começar por entrar em Sua presença, em profunda adoração e exaltação ao Pai celestial, e uma vez ali devemos falar dos céus para a terra sobre tudo o que Ele tem desenhado para os Seus filhos. ILUSTRAÇÃO – página 30 Vós pois, orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja Teu nome. Venha Teu reino. Faça-se Tua vontade, como no céu, assim também na terra... Mateus 6:9-10 O diabo, que é um imitador, conhece a forma de unir o invisível com o visível, e usa o poder das palavras de maldição para estabelecer seus desenhos sobre a terra. Agora, voltando para a cena de onde eu me encontrava nessa câmara diabólica, perguntei ao Senhor o que devia fazer. Ele me respondeu: “O filho de Deus foi manifestado para desfazer as obras do diabo, não somente na face da terra mas até o profundo do inferno, de onde tem sua origem. A palavra de fé decretada desde um espírito que se uniu a Jesus não se detém na superfície da terra, tem poder para penetrar os céus, o inferno e todo o mundo invisível”. Assim declarei essa palavra com todo o poder de Deus e nesse instante aquele lugar se desfez diante de meus olhos, e todos os demônios saíram expelidos. Tendo feito isso, meu espírito voltou ao quarto do hospital onde estava o irmão. Toda a atmosfera de morte que o rodeava havia desaparecido, seu rosto começou a encher-se da vida de Jesus que morava nele, e em alguns dias lhe deram alta, perfeitamente curado.

O Senhor me falava claramente de todos esses desenhos diabólicos e colaborou com isso também a Sua palavra através do Salmo 74. É interessante como Asaf, um dos cantores no tabernáculo de David, levanta uma oração profética de profundo entendimento espiritual. Estes salmos vinham do céu e da sabedoria de Deus. Eram guiados definitivamente pelo Espírito Santo, por meio da unção profética que se movia nessa tenda de adoração. Muitos crêem e ensinam nos institutos bíblicos que os salmos são livros poéticos. Mas o rei David e os salmistas não eram poetas, mas profetas. Nesse Salmo se vê a destruição da assembléia de Deus por meio de desenhos estabelecidos desde “O lugar das assolações eternas”, que não são outra coisa que os mesmos infernos e as câmaras dos desenhos do diabo. Asaf chama o Senhor a dirigir seus passos nesse lugar infernal, porque é dali que se tem produzido todo o mal. Por que, oh Deus, nos tens descartado para sempre? Por que acendeu teu furor contra as ovelhas de teu prado? Lembra-te de tua congregação, que adquiriste desde antigamente, Quando redimiste a vara de tua herança; Este monte Sião, onde habitaste. Levanta teus pés às assolações eternas: A todo o mal que o inimigo fez no santuário. Teus inimigos bramaram no meio das tuas sinagogas: Puseram suas divisas por sinais. Eles se parecem com os que levantam o machado na floresta densa. E agora com machados e martelos quebraram todos os seus entalhes. Puseram fogo em teus santuários, profanaram o tabernáculo de teu nome, lançando-o por terra. Disseram em seu coração: Destruamo-los de uma vez; queimaram todas as sinagogas de Deus na terra. Salmo 74:1-8 Tenho visto muitas vezes algo semelhante ao orar por igrejas ou por ministérios que estavam se destruindo e que estavam praticamente acabados pelo poder do diabo. A pergunta que todos nos fazemos é: Como pode prosperar uma obra de satanás contra os filhos de Deus? A resposta é: Se fazemos o que temos que fazer, ou seja, derrubar as portas do inferno, o diabo não pode prosperar a sua obra. Se vivermos em ignorância das artimanhas de nosso inimigo, sem acertar no branco correto com nossas orações, a resposta é: Sim, pode, e isso é o que vemos em milhões de congregações sobre a face da terra. Uma das formas mais conhecidas como o diabo opera através de desenhos é a feitiçaria. Permita-me explicar-lhe como funciona: a palavra “feitiçaria” vem de algo que é “feito”, seja um objeto ou um trabalho. É algo que é feito para produzir um mal em uma pessoa, em uma empresa ou em uma cidade, Para que isso suceda um desenho é necessário, fabricado sob inspiração de espíritos de feitiçaria, que representa aquela pessoa ou projeto que se deseja danificar. Tomarei o exemplo tão conhecido de um boneco vudú no qual se lhe cravam alfinetes. O que o feiticeiro faz na terra, o diabo o reproduz no inferno e vice-versa. Desde o inferno os demônios manterão o desenho ativo e se encarregarão de que se manifeste na pessoa. Isso é a cópia bruta de um princípio celestial feito por Deus:

De certo vos digo que todo o que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo o que desatardes na terra, será desatado no céu. Outra vez vos digo, que se dois de vós concordarem na terra, todas as coisas que pedirem lhes será feito pelo meu Pai que está nos céus. Mateus 18:18-19 O diabo nunca inventou nada, nem é criador de nada. Ele rouba os princípios de Deus e os perverte a seu favor. Este poder para atar e desatar, que Jesus nos deu, é um dos princípios pelos quais Deus nos dá a autoridade de tomar Seus desenhos e baixá-los para a terra. Infelizmente, é o que usa também o diabo, para unir seus desenhos infernais na terra. Quando entendi como o diabo opera, comecei a dirigir minhas orações constantemente sobre a destruição de todas as obras do diabo, até os lugares mesmos de onde se originavam. Quando oro por alguém e descubro, pelo Espírito de Deus, a estrutura de destruição que está operando nesta pessoa, simplesmente oro: “O Filho de Deus foi manifestado para desfazer as obras do diabo, até o profundo do inferno. E nesse momento desato a manifestação de Jesus, o Filho de Deus, fazendo em pedaços a todo desenho do diabo no reino das trevas. Amém”. Há pessoas a quem Deus tem treinado poderosamente nas dimensões proféticas e podem ver as estruturas das trevas e o que o diabo está fazendo, mas nem todos podem. E ainda que seja da vontade de Deus que todos sejamos levantados profeticamente, alguns terão mais trabalho e dedicação em tempo para isso. Entretanto, pode-se decretar por fé o que está entendendo neste livro, e Deus lhe vai a respaldar, se o fizer com todo o seu coração e crendo Nele. Em todo o inferno está escrito que Jesus, o Filho de Deus, destruiu todas as obras do diabo, e quando sua oração se conecta com esta verdade, o poder de Deus é liberado e as obras do diabo são desfeitas. Há pessoas sob desenhos de fracasso, de ruína financeira, de pobreza, de dúvida, de divórcio, de destruição familiar, de enfermidade, de acidente e dessa forma de inúmeras coisas. E várias pessoas entrarão em um nível de liberdade quando desfizermos esses desenhos que os subjugam. Um versículo que considero oportuno elucidar e que algumas pessoas usam para não querer entender as profundezas do inferno, encontraremos em uma das cartas para as sete igrejas do Apocalipse. “mas a vós e aos demais que estão em Tiatira, a quantos não tem essa doutrina, e não conheceram o que eles chamam de profundezas de satanás...” Apocalipse 2:24 Esse versículo se refere a doutrina Jezabélica, à fornicação espiritual e aos sacrifícios feitos aos ídolos, conforme o contexto da passagem. A palavra chave aqui é o verbo “conhecer” que implica comunhão íntima, entrar em relação com o diabo e participar do conhecimento oculto que funde o espírito do homem com o de satanás, produzindo a mais abominável fornicação.

Neste livro estamos tratando sobre a Obra de Cristo destruindo o poder do inferno. Jesus mesmo desceu para as partes mais baixas da terra, e isso não quer dizer que conheceu as profundidades de satanás. Ao tratar este tema com vários Apóstolos e teólogos, o Apóstolo Samuel Arboleda, do Peru, escreveu-me o seguinte: “Eu creio que o dom da ciência no profético é dado pelo Espírito Santo, entre muitas operações para penetrar o reino das trevas onde Deus quer nos mostrar aspectos chaves que trazem uma gloriosa liberdade para as pessoas. Não se trata de descer ao inferno por descer, ou penetrar nele por penetrar. Isso é feito por direção de Deus através de seu Espírito a quem o Senhor conceder. 1) A olhada, penetração ou descida para as regiões do reino das trevas não procede por uma prática nem metodologia específica (como o fazem os bruxos ou espíritas/espiritualizados) mas deve ser uma ação profética e apostólica que vem por ação do Espírito de Deus em seus servos e servas, a quem dotou do dom de ciência, ou de revelação em sonhos, ou de êxtases, para levar ao fim e ao cabo uma certeira libertação de cativeiros. Apocalipse 2:24 alerta contra a distorção desta poderosa arma de libertação de cativeiros levada ao cabo por profetas falsos ou de má conduta. Apocalipse 2:24 não está proibindo esta verdade profética, porque o mesmo espírito está mostrando a João os cativeiros no qual os falsos profetas cairão: cairão acamados (enfermidades), grande tribulação,... e seus filhos serão feridos de morte. 2) O dom de ciência, revelação em sonhos ou êxtases, por obra do Espírito de Deus aparece ou toma alguém e o conduz a saber, caminhar, observar, discernir e receber indicações precisas de Deus para obrar com certeza e eficácia. Normalmente, alguém está em determinado lugar, freqüentemente frente a pessoa que necessita libertação, e dali opera sem necessidade de descrever que alguém está descendo ou caminhando pelo inferno, creio que a explicação prática sobre como aplicar libertação de regiões de cativeiro é sumariamente clara neste livro”. (Capítulo 7)

Capítulo 4 O Cativeiro e as Cidades em Ruínas O objetivo do Império do diabo é fazer prisioneiro, para subjugá-los, oprimi-los, roubar-lhes todo dom de Deus e terminar destruindo-os. Satanás usa a escravidão e as prisões para cortar do homem as asas do Espírito com as que ele levantaria vôo às Alturas de Deus. O diabo rege através de uma grande cidade espiritual chamada Babilônia, a qual se opõe à Cidade Celestial, a Nova Jerusalém. Este é o quartel general do diabo e abaixo dela há uma série de regiões espirituais que compõem todo seu reino de terror e de morte. E a mulher que tens visto, é a grande cidade que reina sobre os reis da terra. Apocalipse 17:18

A) Jesus veio a libertar os cativos. Jesus não somente veio a nos salvar de pecado, mas também para nos resgatar de nosso cativeiro e de tudo o que implica o reino das trevas: Enfermidade, morte, quebrantamento, angústia, pobreza, etc. O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque me ungiu o Senhor; e me tem enviado a apregoar boas novas aos abatidos, a vendar aos quebrantados de coração, a publicar libertação aos cativos, e aos presos abertura do cárcere; Isaías 61:1 Os cativeiros e cárceres aos que se refere esta passagem, não são físicos, mas espirituais. Deus não tira para a liberdade a malfeitores que estão sentenciados. O Reino de Deus respeita a ordem e a justiça de uma nação, e o direito que a lei exerce em encarcerar aos que fazem o mal. Porém sua unção também pode libertar aos que estão presos sendo inocentes, como fez com Pedro, com Paulo e com Silas no livro dos atos. A realidade, é que o reino das trevas está composto por milhões de milhares de prisões, onde satanás tem cativa a raça humana. E o Senhor me tem chamado em justiça, e te terei pela mão; e te guardarei e te colocarei por aliança do povo, por luz das nações; Para que abras olhos de cegos, para que tires do cárcere aos presos, e de casas de prisão aos que moram em trevas. Isaias 42:6-7 E livrar aos que por temor da morte estavam pó toda a vida sujeitos a servidão. Hebreus 2:15

O problema é que quando pensamos em cativeiro, somente consideramos às pessoas que padecem dos problemas sociais como os drogados, as prostitutas e os alcoólicos. E uma vez que tenham deixado seus vícios assumimos que saíram de suas prisões e estão livres da escravidão. Mas o assunto é muito mais complexo do que isso e nos concerne a todos. Não somente estão presos os endemoninhados e os tóxicodependentes, mas o mais poderoso servo de Deus pode também se encontrar nesta situação. Na Bíblia vemos como ainda profetas, tais como o rei David, foram cativos em prisões espirituais. Tira minha alma do cárcere para que louve teu nome: E me rodearão os justos, Porque tu me serás propício. Salmo 142:7 O rei David nunca esteve em uma prisão física, dessa forma o edificador do tabernáculo de adoração mais extraordinário que foi levantado, está dizendo a Deus que não pode louvar porque sua alma está no cárcere. Esta é a realidade de milhões de pessoas, que não somente não podem louvar, mas não podem funcionar em muitas áreas de sua vida. Pessoas que

um dia estão felizes em um culto de domingo e na mesma tarde estão abatidas em uma tristeza, raiva ou angústia da qual não podem sair. Milhões de vidas, até pastores e ministros, parecem montanhas russas em matéria de saúde, caráter, finanças e demais opressões. E isso se deve ao fato de a maravilhosa conquista de Jesus, a respeito do cativeiro, ser um tema praticamente desconhecido. Escutai e ouvi; não vos ensoberbeçais: pois o Senhor falou. Daí glória a Jeová Deus vosso, antes que faça vir trevas, e antes que vossos pés tropecem nos montes de escuridão, e esperais luz, e ela se converte em sombra de morte e trevas. Mas se não ouvirdes isso, em secreto chorará minha alma por causa de vossa soberba; e chorando amargamente, se desfarão meus olhos em lágrimas, porque o rebanho de Jeová foi feito cativo. Jeremias 13:15-17 Mas Deus, quem está reformando todas as coisas e levando de luz em luz a seus pioneiros, apóstolos e profetas, está nos dando muita revelação a respeito. Então, comecemos a entender como pode ser que um cristão fiel, que ama a Deus, possa estar experimentando uma prisão de sua alma, da que não pode sair. B) A fragmentação da Alma A alma, semelhantemente ao espírito, está feita de uma substância fragmentável, ambos estão intimamente unidos entre si. Em cada partícula de nossa alma está contida toda a informação de quem somos, como seres espirituais e animados. Isso é parecido com o que se sucede com nosso corpo. Dentro do núcleo de nossas células, existe uma substância chamada DNA, que é uma cadeia onde se encontra toda a informação genética ou hereditária de nosso ser. Se tem demonstrado, que a partir de uma única célula podemos chegar a reproduzir todo o corpo, se contarmos com a tecnologia para fazê-lo. Na esfera espiritual o diabo não necessita possuir toda a alma de uma pessoa para levá-la a prisões terríveis. Necessita tão somente um fragmento desta, a qual estabelecerá uma região de seu reino, e dali a afligirá. Para que isso suceda, precisa quebrantar a alma, por meio de uma situação de profundo temor, um trauma, ou uma dor aguda. Também, por meio da participação no ocultismo e pelo pecado, consegue dividi-la. Em simbologia bíblica, muitas vezes quando o Senhor fala sobre Judá, fala sobre nossa própria alma, e quando se refere a Jerusalém, sobre nosso espírito. No Antigo Testamento, o povo de Israel, sua história e suas profecias, representam a igreja e sua condição espiritual. Tendo isso em consideração, vejamos nas Escrituras as artimanhas do diabo para apoderar-se das almas. FIGURA ILUSTRATIVA 1 – página 44 Fragmentação da Alma

FIGURA ILUSTRATIVA 2 – página 45 Coração curado por Jesus Personalidade Feliz e Resgatada para o Reino Personalidade atrofiada / parte da alma em estado disfuncional por causa do cativeiro Vamos contra Judá, e lhe aterrorizemos, e lha repartamos entre nós e coloquemos no meio dela por rei ao filho de Tabeel: Isaias 7:6 Todos nós, fomos vítimas alguma vez de situações aterrorizantes ou dolorosas. Momentos no quais se parte algo no profundo de nosso ser. Expressões tais como: “Partiram-me o coração”, ou “Estou feito em pedaços”, denotam o estado de nossa alma que está falando, que está sentindo esta fragmentação. O diabo, então, aproveita esse momento de grande sofrimento para levar cativo um pedaço de nós a um lugar de seu reino e o encerra numa prisão. É interessante que uma vez que a alma foi quebrantada, o diabo tem por estratégia colocar por rei no meio dela ao filho de Tabeel, que em arameu significa: “bom para nada”. Logo, o que satanás faz é nos inutilizar em uma área de nossa vida ou na totalidade, em alguns casos. O rei David sabia claramente que tinha um inimigo espiritual que ficava espreitando contra sua alma para destruí-la. Porque sem causa esconderam para mim sua rede em um buraco; sem causa fizeram buraco para minha alma. ... Senhor, até quando verás isto? Recobre minha alma de seus quebrantamentos, minha vida dos leões. Salmo 35:7 e 17 Nessas escrituras vemos como os inimigos de David não somente eram físicos mas também espirituais. Agora bem, nossa alma é para Deus como uma cidade, que pode ser destruída, e e isso sucede, necessariamente tem que ser reedificada, para que seja funcional. Mas vós sois linhagem escolhida, real sacerdócio, cidade santa, povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que lhes tem chamado das trevas a sua luz admirável. 1 Pedro 2:9 Quando o diabo quebranta nossa alma é como se nossa cidade interior ficasse em ruínas e desolada. Por isso, quando vamos a Jesus necessitamos começar um processo de restauração e de libertação. Isso é reedificar as ruínas antigas. Todos temos que ser reconstruídos, para poder edificar então o templo de Deus em nós. Todos necessitamos que os sinais e os desenhos do diabo sejam desfeitos em nossas vidas para que saiamos para a liberdade total. Assim diz o Senhor, teu Redentor, e formador teu desde o ventre: Eu Jeová, que te faço tudo, que prorrogo somente os

céus, que prorrogo a terra por mim mesmo; que desfaço os sinais dos adivinhos, e enlouqueço aos agoureiros; que faço tornar atrás os sábios, e desvaneço sua sabedoria; que desperta a palavra de seu servo, e cumpre o conselho de seus mensageiros, que diz a Jerusalém: Serás habitada; e as cidades de Judá: Reedificadas serão, e suas ruínas levantarei; Isaias 44:24-26 É a obra de Jesus através do Espírito Santo, que envia sua unção para desfazer a obra do diabo em sua totalidade. Esta não termina com o anúncio das boas novas. O Espírito do Senhor Jeová está sobre mi, porque me ungiu o Senhor; me enviou a apregoar boas novas aos abatidos, a vendar aos quebrantados de coração, a publicar liberdade aos cativos, e aos presos abertura do cárcere; A promulgar ano da boa vontade do Senhor, e dia de vingança de nosso Deus; a consolar todos os enlutados; a ordenar que aos enlutados de Sião se lhes dê glória em lugar de cinza, óleo de gozo em lugar de luto, manto de alegria em lugar do espírito angustiado; e serão chamados árvore de justiça, plantio de Jeová, para glória sua. E edificarão as ruínas antigas, e levantarão os primeiros assolamentos, e restaurarão as cidades assoladas, os assolamentos de muitas gerações. Isaias 61:1-4 Ressaltei as palavras chaves neta passagem porque quero que aprecie em conjunto, a obra reparadora e libertadora do Senhor. Deus quer nos levantar como reis, como sacerdotes, para Deus Seu Pai. Os reis no Reino de Deus, tem cidades resplandecentes. Não há rei sem território, nem rei sem riquezas abundantes, nem reis sem autoridade. Todo o que diz ser um rei, isso é lei e se leva a cabo. Mas enquanto a cidade estiver quebrantada, e ele filho de Tabeel governe qualquer área de nossa vida, inutilizando-a, estaremos em confusão, sem saber como resolver situações que nos mantém desesperados atemorizados ou impotentes. E vós sereis chamados sacerdotes de Jeová, ministros do nosso Deus sereis ditos: comereis as riquezas das nações, e com sua glória sereis sublimes. Em lugar de vossa dupla confusão, e de vossa desonra, em suas heranças sereis louvados; pelo que em suas terras possuirão dupla honra, e terão perpétuo gozo. Isaias 61:6-7 A unção Apostólica é a que nos abre o entendimento para tomar autoridade como reis que somos, sobre as portas do hades “E as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”. Por trás dessas portas estão cativos reis, filhos de Deus, que não conseguem ser quem devem ser, porque o diabo os tem inutilizado. Estão retidos também os tesouros espirituais e materiais desses reis; mas Deus está levantando uma geração de homens e mulheres entendidos, com a unção de Ciro, rei da Pérsia, para restaurar e levantar aos reis, e libertar de cativeiro aos que estão prisioneiros.

Assim diz Jeová a seu ungido, a Ciro, ao qual tomei eu por sua mão direita, para sujeitar nações diante dele e desatar colunas de reis; para abrir diante dele portas, e as portas não se fecharão: Eu irei diante de ti, e endereçarei (modificarei) os lugares torcidos; quebrantarei portas de bronze, e ferrolhos de ferro tornarei em pedaços; e te darei os tesouros escondidos, e os segredos mui guardados; para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te coloco nome. Isaias 45:1-3 A alma que foi quebrantada e que ficou encerrada nos cativeiros vai ser ministrada e atormentada por tudo o que ver, sentir e escutar a seu redor na região espiritual onde se encontre. Está aprisionada por portas de ferro em lugares de maldade, nos lugares torcidos ou iníquos do reino das trevas. Na experiência que narrei sobre minha irmã, na qual ela se encontrava encarcerada na região das portas da sombra da morte, isso foi o que lhe sucedeu. Pouco a pouco, sua alma foi se impregnando de todo esse ambiente mórbido que a rodeava, e se não fosse resgatada, inevitavelmente a morte teria aspirado sua vida, até matá-la. Ela era uma preciosa serva do Senhor cujo destino final era o céu, mas não devia partir antes que seu tempo se cumprisse. As portas do hades não prevaleceram, porque Cristo me deu a Vitória! Diferentemente das moradas da alma, que são edificadas por estruturas de pensamentos e emoções, os cativeiros são estritamente lugares espirituais controlados pelas hostes de satanás. Para tirar as almas desses lugares necessitamos autoridade de Deus contra as forças das trevas. A outros salvai, arrebatando-os do fogo; Judas 23a O fogo do inferno aprisiona a justos e injustos. Já que todos podem ser expostos a traumas, a feitiços e a armadilhas espirituais com as quais o inimigo protege seus territórios. Por exemplo, em uma sala de cirurgia, quando o paciente está anestesiado, ou em cemitérios, quando uma alma quebrantada pelo luto, entram as regiões da morte que imperam aí, sem nenhuma proteção. Pode ser também por temores, ou portas que se abrem no meio de um combate espiritual. Ou por fazer um avanço, levando o evangelho, a uma região minada pelo inimigo, que não foi previamente liberta. Muitas são as razões pelas quais a alma é levada cativa. Outros nascem já cativos, por que foram gerados no cativeiro de seus pais. Lembre-se que falamos que nossa alma é como uma cidade e no caso de muitos, uma que foi assolada. E edificarão as ruínas antigas, e levantarão os assolamentos primeiros, e restaurarão as cidades assoladas, os assolamentos de muitas gerações. Isaias 61:1-4 Este é o caso de crianças que nascem com autismo, encerrados neles mesmo, em um mundo atribuído para eles nas regiões espirituais. Também sucede quando um bebê quis ser abortado por seus pais, ou bem os que

sofreram a intensa dor de uma mãe atormentada, enquanto estavam em seu ventre. Essas almas, muitas vezes não querem nascer porque ficaram aprisionadas em regiões de morte. As fobias, como claustrofobias, agora fobia, medo de altura, de escuridão e qualquer outra coisa que nos aterrorize, tem a ver com um cativeiro da alma. Eu sofri quando criança um trauma muito forte enquanto brincava com meus irmãos. Eles, caçaram uma enorme mariposa noturna gorda e peluda e colocaram dentro de minha blusa, pela gola. Eu gritava de terror, sentindo aquele animal aprisionado em minha roupa e tratando de sair. Longe de receber ajuda, riam-se de mim. Isso produziu em mim uma aversão a toda mariposa e traça, ao ponto que sendo eu já maior, ao ver tão somente uma dessas tracinhas eu me descompunha literalmente. Quando vim aos pés de Jesus, eu lhe pedi várias vezes para ser liberta daquele pânico, mas mesmo com tudo o que fazia e com o que tentavam os mais destros libertadores, eu seguia aprisionada naquela fobia. Não tive mais a fobia quando descobri os princípios que aqui exponho, e pude sair para a liberdade. Como eu disse anteriormente, a alma aprisionada vê, sente e ouve tudo o que está a seu redor nesse lugar onde está encarcerada. O fragmento de minha alma que ficara cativo pelo trauma, encontrava-se em um calabouço escuro cheio de mariposas negras que voavam desordenadamente ao redor de mim e se jogavam contra meu rosto e todo o meu corpo. Naquele lugar perpetuava-se o horror que eu tinha vivido quando criança. Isto tinha como conseqüência, ao ver fisicamente um desses animais, meu ser consciente se conectava com minha alma aprisionada. Então, o terror que eu vivia nesse calabouço me invadia como uma torrente e eu perdia o controle. Esse não foi o único cativeiro do qual eu tive que sair. Minha alma foi quebrantada muitas vezes pelo inimigo e tive que ir de uma em uma, a cada prisão a tirar minha alma. Hoje, sou uma pessoa integral, cheia de valor e plenitude em cada área de minha vida. E o diabo já não me pode amedrontar. Glória a Deus! Certo que é que, a alma de um filho de Deus que está em parte prisioneira, jamais se desenvolverá em sua totalidade. Pela graça de Deus alcançará certo nível, mas não passará dali. Muitos servos de Deus morreram antes de seu tempo. Muitos vivem em escravidão com medicamentos, ou sofrendo destruição que não tinha por que suceder. Outros, vivem de cirurgia em cirurgia, ou em escassez e necessidade. Nada disso tem que ser assim, Jesus levou já cativo o nosso cativeiro, agora nos toca para sairmos para a liberdade. Vamos, então, a desagregar muitos desses lugares que conformam com o império do diabo.

Capítulo 5 As Esferas Espirituais, Reveladas

Há lugares celestiais e regiões de escuridão como mencionei anteriormente. Essas últimas são o oposto do Reino de Deus. São espirituais, portanto não estão enquadradas pelo tempo, nem pelo espaço, como o conhecemos na terra. Agora bem, quando pensamos no céu ou no inferno, temos conceitos em nossa mente que temos fabricado previamente, mas a realidade espiritual é muito diferente dos filmes de Hollywood ou das narrações de Dante Aligheri ou dos quadros do renascimento. Deus quer abrir nosso entendimento e reformá-lo a um nível de revelação, conforme a unção apostólica e profética que estamos vivendo. Nas teologias tradicionais há uma total carência de elementos que nos ajudem a entender como está conformado o mundo invisível ou seu funcionamento entre os viventes, já que foram feitas em tempos onde não se tinha a revelação apostólica e profética que temos hoje. Nelas, entendemos como “O inferno” a morada eterna dos perdidos, E este é o sentido estrito da palavra. Um se vai ao céu, ou se vai ao inferno. Também sabemos que há um “lago de fogo” onde são lançados a besta e o falso profeta, junto com todos os condenados, depois do grande juízo de Deus. Inclusive conhecemos que há um lugar chamado o “Tártaro”, que é a prisão mais profunda do inferno onde habitam os anjos caídos, segundo menciona o Apóstolo Judas em sua Epístola. E isso é, em poucas palavras, toda a teologia que se tem a respeito. Entretanto, Deus está nos revelando a muitos Profetas e Apóstolos, que esses conceitos requerem uma análise no Espírito, muito mais profunda. As Escrituras estão cheias de passagens que nos falam de toda uma estrutura dessa dimensão invisível, e como nos afeta a cada um de nós. A Bíblia está repleta de versículos interessantíssimos que falam do cativeiro, das regiões onde se encontra e como opera. E o Espírito Santo está vertendo luz e está abrindo esses versos para que sejam entendidos nesse tempo. A) O conhecimento do mundo espiritual – Uma faculdade da unção profética Para compreender como funciona o mundo espiritual, temos que analisar a unção profética em todo o contexto do que significa. É através dela que vamos receber a revelação completa. O mover profético vai mais além de simplesmente dizer: “Assim disse o Senhor”, ou ter uma visão celestial. É um âmbito diferente do nosso, é a entrada para o reino invisível de Deus, é o instrumento usado por Deus para fazê-lo visível, audível e palpável. É o que faz real e que permite podermos penetrá-lo e extrair dele toda sua riqueza de sabedoria e de conhecimento. Os profetas do Antigo Testamento conheceram esta dimensão, alguns deles a penetraram sendo levados no Espírito aos mesmos céus. Outros foram trasladados, como Ezequiel para ver o templo de Deus e a Cidade Santa. Daniel foi levantado entre os céus e a terra para receber a visão das bestas que se levantariam sobre a terra. Moisés foi levado a dimensões extraordinárias, onde lhe foi revelado a Gênese de toda a criação. De todos esses, diz a epístola aos Hebreus, que não seriam aperfeiçoados aparte de nós, mas que Deus tem preparado algo melhor para nós. Dá-se conta? Deus quer nos dar coisas maiores do que deu a esses grandes homens de Deus. Os apóstolos entenderam esta dimensão, porque penetraram o Reino de Deus.

Viveram em seu sobrenatural já que, para eles, a unção do céu e da terra através de Jesus, era pão de todos os dias. No livro de Atos vemos a Felipe, o diácono, que foi trasladado não somente em espírito, mas também em corpo de um lugar para outro. O mesmo sucedeu a Paulo, quando foi feito prisioneiro por Herodes. Estando no cárcere caiu em um sonho profundo e nisso viu um anjo que o veio resgatar. Ambos se trasladam através da prisão como sim se tratava tão somente de uma visão, mas a experiência é tão profunda que o Senhor desmaterializa seu corpo e o volta a materializar fora da prisão. Paulo, é levado ao terceiro céu, e não sabe se foi no corpo ou fora do corpo. João é levado no Espírito a ver toda a revelação do Apocalipse, na qual lhe são revelados tanto o céu como os lugares mais profundos do inferno. Amado leitor: O Livro dos Atos não terminou no primeiro século, segue se escrevendo através de todos aqueles que crêem em Deus e que penetraram no Reino de Deus. Agora bem, como conseguiram? O Apóstolo João, de maneira semelhante aos outros, praticava o “estar no espírito”, como algo cotidiano e essencial para sua vida espiritual. Este é um estado de profunda intimidade com Deus, onde o espírito do homem se torna hipersensível a presença de Deus e a revelação, e as visões do Reino Celestial se manifestam com toda clareza. O Reino de Deus está no meio de nós, e tão somente uma translúcida membrana nos separa dele. Esta se transpassa através de conhecer a Deus intimamente. Nossa fé e amor para com Deus, o tempo que passamos a sós com Ele, faz-nos passar do outro lado. Aí, Ele se faz visível, audível e nos preenche de grandes revelações. Dessa forma o Apóstolo João teve êxtases extraordinários nos quais viu a Jesus em Sua Glória. Não somente foi arrebatado ao terceiro céu, mas também lhe foram mostradas algumas das regiões do reino das trevas. Quanto mais conhecermos o céu e estivermos habituados a fazer dele uma realidade, maior revelação teremos, e Deus nos dará a conhecer os lugares secretos de nosso inimigo. Vejamos agora como, estando na presença de Deus, foram reveladas a João várias das regiões espirituais das que trata este livro. Ele é levado ao céu para ver o que iria acontecer, e a partir do Capítulo 13 do Apocalipse, vemos o Apóstolo João ser trasladado de um lugar para outro, começando pelo mar. Este não era um oceano material, mas um mar espiritual, desde onde observa o surgimento da besta. Quero que note que ele está presenciando o reino das trevas. E eu me deparei sobre a areia do mar, e vi uma besta subir do mar, que tinha sete cabeças e dez cornos; e sobre seus cornos dez diademas; e sobre as cabeças dela nome de blasfêmia. Apocalipse 13:1 Nesse lugar lhe é revelado tudo o que esta besta faz no meio da terra. Depois disso, é trasladado a um lugar onde se fundem a terra e o inferno, para ver surgir aí a segunda besta.

Depois vi outra besta que subia da terra; e tinha dois cornos semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como um dragão. Apocalipse 13:11 No Capítulo 17, um anjo o conduz a outro lugar das trevas, chamado “o deserto”, onde satanás governa desde a grande Babilônia. João descreve essa cidade espiritual, como uma habitação de demônios, covil de todo espírito imundo e albergue de toda ave imunda e aborrecível. (Apocalipse 18:2) E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem aqui, e te mostrarei a condenação da grande prostituta, a qual está sentada sobre muitas águas: ...E me levou em Espírito ao deserto; e vi uma mulher sentada sobre uma besta vermelha cheia de nomes de blasfêmia e que tinha sete cabeças e dez cornos. Apocalipse 17:1 e 3 Jesus também fala desse deserto, já que Ele mesmo instrui a seus discípulos, dizendo-lhes que os demônios habitam em lugares desertos e secos. Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não o encontra. Mateus 12:43 Outra coisa que lhe foi revelado a João é “o abismo” onde vê a satanás encarcerado por mil anos. (Apocalipse 20:1-3). O anjo lhe mostra da mesma maneira “o poço do abismo” ou Abadom. Desse lugar sai um fumo cheio de lagostas para destruir a terra. Mas adiante veremos como todos esses lugares não são somente importantes nas narrações proféticas do Apocalipse mas são lugares ativos em nosso meio. É nessas regiões onde milhões de almas estão cativas e de onde satanás leva a cabo seus planos de tirania e destruição. E o quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela que caiu do céu na terra; e lhe foi dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço como o fumo de um grande forno; e escureceu-se o sol e o ar pelo fumo do poço. ...E tem sobre si por rei ao anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom (deserto), e em grego, Apoliom (destruidor). Apocalipse 9:1-2 e 11 Durante a revelação celestial do Juízo final, Deus mostra a João os lugares de onde opera a morte. Todos os que morrem sem Jesus, são conduzidos a três diferentes lugares, onde jazem a espera de serem julgados. E o mar deu os mortos que estavam nele; e a morte e o Hades deram os mortos que estavam neles; e foi julgado cada um segundo suas obras. E o Hades e a morte foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Apocalipse 20:13-14 Se não prestamos atenção a esta passagem, ao ler que os mortos estão no mar, pensaríamos que se refere às pessoas que morreram afogadas ou

comidas por tubarões. Se este fosse o caso, leríamos: O mar entregou a seus mortos e a terra entregou aos que nela estavam. Mas não menciona a “terra”, mas ao mar, a morte e o Hades. A experiência do Apóstolo João, mostra-nos que numa análise profética dessa natureza podem ser revelados, tanto os lugares celestiais como as regiões das trevas. Deus quer que tenhamos esse tipo de Experiências e que nos entreguemos a seus filhos a sabedoria maior. “Coisas que olho não viu, nem ouvido ouviu, são as que tenho preparadas para os que me amam” (1 Coríntios 2:9). Jesus veio a fazer do céu uma realidade visível, audível e palpável. E como nem todos serão arrebatados ao terceiro céu, pelo Espírito Santo, todos podem ter visões do Reino de Deus e a possibilidade que o Senhor lhes revele os lugares de cativeiro. Descobrindo o mistério de sua vontade, segundo seu beneplácito, que se havia proposto em si mesmo. De reunir todas as coisas em Cristo, na dispensação do cumprimento dos tempo, tanto as que estão nos céus, como as que estão na terra: Efésios 1:9-10 Ver a realidade espiritual era comum entre os apóstolos. No livro dos Atos, vemos como o Apóstolo Pedro identifica com toda clareza as regiões espirituais onde o mago Simão se encontrava cativo. Nesse caso, ele não necessitou entrar em um êxtase para se dar conta de quais eram suas prisões. O Espírito Santo as revelou a ele através do dom da palavra da ciência e ele simplesmente as denunciou. Este mago havia se convertido ao Senhor, era um cristão batizado e era membro da igreja local, mas nunca fora liberto. Sua mente estava configurada de acordo com o lugar espiritual no que ele estava prisioneiro; por causa disso, comete o erro tão ousado de tratar de comprar o dom do Espírito Santo. Na feitiçaria todos os “serviços espirituais” se compram com dinheiro, logo era esse o seu costume. Então Pedro lhe disso: Teu dinheiro pereça contigo, que pensas que o dom de Deus se ganha por dinheiro. Não tens tu parte nem sorte nesse negócio; porque teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te pois dessa tua maldade, e roga a Deus, para que talvez sejas perdoado desse pensamento em teu coração. Porque em fel de amargura e na prisão de maldade vejo que estás. Atos 8:20-23 Esta forma de se expressar nos mostra a clareza com que os Apóstolos do século primeiro discerniam as prisões e o estado da alma das pessoas. Deus está levando a milhões de pessoas por meio dos dons de “palavra de ciência” e de “profecia”, a ver e a entender com maior profundidade o mundo espiritual. É dessa maneira que poderemos ser mais efetivos para libertar uma pessoa do cativeiro com resultados extraordinários. Estes dons funcionam em diferentes níveis e às vezes Deus nos permitirá, dentro da dimensão profética, ter umas experiências mais vívidas e claras que outras. E se Deus assim o requer, alguns serão introduzidos em profundidades como as que dizia o Apóstolo Paulo, “Não sei se no corpo ou fora do corpo”, conheço a um homem que foi levado ao terceiro céu. Amém

a) Êxtase em Deus X Viagens astrais Ao sondar cada vez mais profundamente as dimensões proféticas, surgem perguntas tais como: Um êxtase no espírito é uma viagem astral? De maneira nenhuma! São dois casos muito distintos. Um êxtase é uma visão, na qual vivemos e experimentamos o que está sucedendo no mundo espiritual. É como se estivéssemos em um cinema moderno vendo um filme e de repente pudéssemos nos introduzir na tela. A pessoa que está tendo esta experiência está totalmente consciente. Nunca saiu de seu corpo. “O espírito do profeta está sujeito ao profeta”. Pode se comunicar com outros que estão no mesmo quarto, tendo a mesma experiência no caso de uma visão corporativa ou ao estar libertando alguém. A experiência se pode suspender a vontade do profeta. No fundo, é tão somente uma manifestação profunda do dom profético ou da palavra de ciência. É como o expressa o profeta Ezequiel: Em visões de Deus fui levado para a cidade Santa. (Ezequiel 40) Este tipo de experiência se obtém “entrando no espírito”, quando uma pessoa se desenvolveu nos dons espirituais de revelação. No caso de um arrebatamento, como o de João ou o de Paulo, a experiência é tão real que não se poder saber se é no corpo ou fora do corpo. Deus é o único que pode provocar um traslado espiritual desta natureza e não a vontade do homem. Pelo contrário, o que se conhece no mundo do ocultismo como uma “viagem astral” é uma experiência muito diferente. Nesta, o espírito do viajante é entregue a “espíritos guias” ou “espíritos de poder” que o ajudarão a separar seu corpo de seu espírito. Ao sair o espírito do corpo, o pessoa fica inconsciente, em um estado letárgico. Não tem a habilidade de controlar a experiência mas são os demônios que a determinam. É possível que durante o transe, espíritos demoníacos usem o corpo para falar. A voz é identificada claramente como alguém diferente da pessoa que está viajando espiritualmente. Esta é uma prática tremendamente perigosa e contrária à Bíblia. A viagem astral é a falsificação demoníaca das experiências espirituais que Deus tem desenhadas para nós.

Capítulo 6 As Diferentes Regiões de Cativeiro As prisões de cativeiro espiritual se encontram repartidas em diferentes regiões dentro do reino do mal. A alma fragmentada será introduzida nestes cárceres, para que os desenhos do diabo, que operam nesses lugares, se manifestem na pessoa. Repito o que disse anteriormente: Uma alma pode pertencer a Deus, ter sido redimida e salva e mesmo assim um fragmento dela pode se encontrar cativo. Isso produzirá enfermidades, desgraças, temores, angústias e quebrantos que parecem não ter resposta em suas orações. Analisemos, então, todos estes lugares onde o cativeiro se leva a cabo.

1) O lugar das trevas As trevas, não somente é o nome genérico do império do diabo mas também um lugar espiritual em si. O povo assentado em trevas viu grande luz: os que moravam em terra de sombra de morte, luz resplandeceu sobre eles. Isaías 9:2 Esta terra de trevas e de sombra de morte estava localizada no território de Naftalí e Zebulom. Jesus identifica estas regiões espirituais nessa zona especificamente, e não em outra; Dando a entender que cada uma das cidades na terra pode estar regida por certas áreas do império de satanás. Mas não haverá para sempre escuridão para aquele que está agora em angústia, tal como aflição que lhe veio no tempo que levianamente tocaram a primeira vez a terra de Zebulom, e a terra de Naftalí; Pois ao fin encherá de Glória o caminho do mar, daquele lado do Jordão, na Galiléia dos gentis. Isaías 9:1 Quando as trevas se estabelecem em certos lugares, criam profunda violência, aflição, angústia e confusão entre os moradores dessas terras. Olha o pacto: Porque os lugares tenebrosos da terra, cheias estão de habitações de violência. Salmo 74:20 Mostra-nos o que devemos dizer; Porque nós não podemos colocar em ordem as idéias por causa das trevas. Jó 37:19 Notemos agora como nesse seguinte salmo, escrito por um dos filhos de Coré, levita de Deus, ele descreve um lugar espiritual no qual está aprisionado e encarcerado, sem saída. Colocaste-me no buraco profundo, em trevas, em lugares profundos. Sobre mim repousou tua ira, e me afligiste com todas tuas ondas. (Selah) Distanciaste de mim meus conhecidos: Colocaste-me por abominação para eles: Enclausurado estou, e não posso sair. Salmo 88:6-8 O Senhor nos mostrou muitas vezes esse lugar de trevas, ao libertar os cativos. Nele há diferentes níveis de escuridão, e ao entrar ali em visões de Deus, pedimos ao Senhor que irradie sua luz em nós, para poder ver, devido a escuridão que reina ali. Muitas vezes, necessitamos anjos de intensa luz que nos abram o caminho por onde iremos. As pessoas que estão aprisionadas neste lugar, perambulam como cegas, não sabendo para onde ir. Vivem em constante dúvida e incredulidade porque não podem ver, seus olhos estão em completa escuridão. As trevas não somente simbolizam o viver em pecado, mas também o não saber para onde ir, ou o que fazer, ou desconhecer do nosso propósito. Há pessoas arrependidas que vivem santamente e ainda

estão em trevas no momento em muitas situações de suas vidas. Esta falta de luz os conduz a cometer erros e a sofrer as conseqüências dos mesmos, ou viver em constantes fracassos. Palpamos a parede como cegos, e andamos tateando como sem olhos; tropeçamos no meio dia como de noite; estamos em lugares escuros como mortos. Isaías 59:10 Esta região poderia ser descrita como um lugar onde há buracos no solo. Aqui as pessoas tropeçam, e ao cair suas almas são afligidas, nesses lugares. São poços mui estreitos, onde a opressão chega a ser asfixiante. No mundo natural, esta gente se vê a si mesma oprimida e escura, tudo é estreito neles: sua visão, a forma de pensar e ainda a forma como caminham e se movem. Alguém os observa e estão como que atados por ligaduras invisíveis. Sua linguagem corporal denota claramente seu cativeiro. Suas casas são o reflexo do lugar onde estão aprisionados. Não buscam os lugares muito luminosos e acumulam grande quantidade de coisas nas casas. São em geral (não sempre) pessoas desorganizadas. A desordem sempre está ligada às trevas e as atrai sistematicamente. No Gênesis, quando a terra estava desordenada e vazia, as trevas a tinham coberto. Jó também relaciona a falta de ordem com as trevas. Terra de escuridão, lúgubre, Como sombra de morte, sem ordem, E cuja luz é como densas trevas. Jó 10:22 Uma vida sem ordem, desalinhada das prioridades de Deus, demonstra claramente um cativeiro nas regiões das trevas. Observamos as prisões, neste lugar, como covas profundas, muitas delas como libirintos que conduzem a masmorras. No livro “Healing the Wounded Spirit” (Cura do espírito ferido) escrito por John Sanford, um dos mais proeminentes ministérios de libertação nos Estados Unidos, descreve uma libertação de cativeiros na região das trevas, muito interessante. Juanita, a pessoa que ele mais liberta, vivia uma vida totalmente apagada, estava como que morta interiormente. John, após tentar todas as formas de libertação, foi levado em visões de Deus ao lugar onde o diabo tinha-a aprisionada. “Vi o Nosso maravilhoso Senhor, descendo um túnel escuro, tortuoso e íngreme. Ele não levava nenhuma tocha ou lanterna, Ele mesmo era a luz. Eu o segui. A experiência era como se seguisse um automóvel que transita um estreito caminho que desce montanha abaixo, cujas luzes às vezes iluminam as paredes rochosas e cheias de árvores e logo desaparecem ao chegar numa curva e só permanece a escuridão. A Luz de Jesus, iluminava as paredes do túnel enquanto avançava. Chegamos a um lugar onde se levantava a enorme porta de um calabouço. Estava oxidada, velha e fechada com chave. Quando o Senhor parou frente a ela, esta se abriu sozinha. A Escritura vinha aceleradamente em minha memória. “E eis que eu vivo para sempre e tenho as chaves da morte e do Hades” (Apocalipse 1:18) Sabia que estávamos em um lugar como esses... Ele não teve necessidade de introduzir nenhuma chave para abrir a porta, Ele era a chave. A porta se abriu com Sua autoridade. “As

portas do Hades não prevaleceram contra minha Igreja” (Mateus 16:18b). Foime confirmado então que A igreja devia estar na ofensiva e não na defensiva, derrubando as portas do inferno, para invadi-las e libertar aos cativos. Estávamos entrando num calabouço do inferno e eu o sabia. Olhei então que o Senhor se adentrava sobre o piso sujo, ao seu redor voavam sobras fantasmagóricas próprias do inferno, que fugiam de Sua presença. Ali em um canto, agachada em posição fetal, com manilhas nos pulsos e nos tornozelos, presa na parede, encontrava-se Juanita. Sua aparência era mórbida, entre azul e branca, estava totalmente debilitada e esquelética. Tinha o aspecto de uma menina pequenina. Então, Jesus, com suas mãos transpassadas rompeu os grilhões que a aprisionavam. Ele a tomou em seus braços e a arrulhou junto a Seu peito. Eu pensei nesse momento: Como pastor apascentará a Sua rebanho: em seu braço levará os cordeiros e em seu seio os levará; Pastoreará suavemente as recém nascidas Isaías 40:11 Comecei a chorar comovido de alegria enquanto via como o Senhor a tirava dali. Durante toda a experiência eu ia descrevendo em voz alta o que via, para que Juanita o escutasse... Ao estar em seus braços, o Senhor soprou nela hálito de vida, logo ela pode se colocar de pé e Ele a tomou pela mão e saíram juntos até fora do túnel. Ao ir caminhando, Juanita começou a crescer até converter-se na mulher que era. O Senhor, então, recorreu seu corpo com suas mãos e a cor mórbida que tinha desapareceu, e sua pele se tornou rosada. A visão concluiu quanto vi que a voltava numa bonita pradaria no céu, onde ela saiu correndo, cheia de gozo e liberdade... A vida de Juanita foi totalmente transformada, e hoje é uma mulher cheia de vida”. Juanita estava num desses buracos profundos de onde o diabo lhe sugava a vida e a alegria de viver. Estes poços profundos na região das trevas, constituem diferentes tipos de cárceres: nalguns deles, a pessoa é atormentada por demônios de terror. Estes se manifestam como demônios horríveis, seres descarnados, espíritos de perseguição ou de homicídio. Este tipo de pessoas, no mundo natural, tem grande temor a escuridão, não podem dormir em um quarto escuro, sentem-se acercadas por algo inesperado que vai sair do meio da escuridão. Sempre estão temerosas de que algo inesperado e catastrófico lhes poderá acontecer. E isso sucede pois literalmente é o que está vivendo o pedaço de sua alma que foi aprisionado e levado a essa região. Em geral, ao libertar pessoas assim, somos introduzidos primeiro através de “regiões de temor” onde a alma foi fragmentada por um incidente aterrorizante ou um grande trauma. Também, pela intervenção de ocultismo dos antecessores ou da própria pessoa. Muitos filmes de terror são feitos com o propósito de aprisionar as almas. Pouco tempo atrás fizemos uma ofensiva de guerra espiritual no território da Disney World, os Estúdios Universal e os demais parques de atrações na área de Orlando. FIGURA página 74: A Revanche da Múmia

Ficamos pasmados ao ver tantos jogos cujo propósito é encher de medo as pessoas. Mas isso não é tudo; o mais inacreditável é que muitos deles, no momento de maior terror escuta a voz de um demônio ou de um monstro que grita “Agora, estou possuindo tua alma” ou “Tua alma é minha, pela eternidade”. Será que isso é sem propósito? Aquele que tiver ouvidos para ouvir que ouça! Milhões de pessoas saem dali com o rosto apavorado, pelo susto que passaram e logo riem, ignorando totalmente as maquinações do diabo. Quando o Senhor nos mostrou as prisões espirituais das trevas nesses lugares de aparente diversão, choramos e clamamos em profunda intercessão, para libertar milhões de almas que ficaram cativas ali. Outro tipo de cárceres que temos encontrado na região das trevas, são prisões de pecado. Estas se encontram em diferentes níveis de profundidade ou em regiões conectadas às trevas. As regiões espirituais não estão isoladas, umas conduzem a outras. Por exemplo, quando uma pessoa sofre um grande trauma ou um medo intenso, abrem-se as regiões de temor para cativar sua alma. A medida que vai aumentando o número de circunstâncias aterrorizantes em sua vida, a alma será estabelecida em regiões de trevas ou em lugares ainda mais fundos, dos que falarei mais adiante. Em geral, o Espírito Santo nos revela por onde entrou e dali nos mostra como se foi afundando, até que nos aponta o lugar onde está cativa. As prisões de pecado, mostram-se às vezes como setas e outras vezes como vales cheios de gente aprisionada, açoitados por demônios que os induzem a pecar e a pecar. Outras vezes os vemos em lagos de cegueira, onde os demônios grotescos de sensualidade e luxúria os submergem a todo tipo de imundícia sexual. Temos visto lagos cheios de álcool. Ou pessoas aprisionadas dentro de uma cela, onde são obrigados a se drogar ou a beber continuamente. Ali, enquanto se embebedam ou injetam drogas, chamas de fogo saem do fundo da prisão e lhes acendia a alma com violência ou desenfreadamente. Este é o caso extremo de alguém que não pode sair. Todos somos responsáveis por nossos pecados, porque o livre arbítrio é sempre nosso e não do diabo. Refirome aos casos de verdadeira possessão, onde a pessoa se arrependeu muitas vezes e inevitavelmente é arrastado ao pecado. Neste ponto devemos ter cuidado e discernir, porque há pessoas que por um lado diz que se arrepende mas pelo outro, amam seu pecado. Neste caso devemos levas a pessoa a ter um encontro com o sacrifício de Jesus na cruz, para que possa sentir Sua dor pelo pecado e então se converta. As regiões de escuridão são muito diversas, e não é a intenção desse livro exaltar as aborrecíveis habitações de Satanás, descrevendo uma a uma. Destes lugares de cativeiro, o que mais me impressionou ver, são as prisões de homossexualismo. É um lugar onde os sexos são confundidos. É como um redemoinho onde o sexo das pessoas são mesclados uns com os outros e logo arrastados e encarcerados em prisões que tem a forma de enormes sexos femininos e masculinos. Os homens são encarcerados em prisões com a forma de um órgão masculino, e as mulheres no feminino, e desta maneira são feitos homossexuais e lésbicas. As pessoas que vi, estavam tão imersas dentro dessas prisões que tudo o que viam, cheiravam e

respiravam era proveniente daqueles gigantescos órgãos. Já não podiam ver mais o sexo oposto para operar na forma em que Deus os desenhou. O Senhor me permitiu liberar a várias pessoas do homossexualismo, e suas vidas mudaram radicalmente. Um desses testemunhos está narrado neste livro pelo mesmo jovem que foi liberto. (Capítulo 9) A.) As portas das trevas A região “das trevas” com suas prisões, labirintos, vales e abismos é uma zona na qual estão conectadas outras regiões. Normalmente suas portas são os lugares que as antecedem. a. Regiões de Temor Estas regiões e seus demônios servem como guardiões e suas hostes são as carregadas de trazer os prisioneiros para as diferentes partes das regiões de escuridão. Quando a alma de uma pessoa é aterrorizada em meio de uma circunstância extrema, esta porta se abre e a alma fragmentada é levada cativa. b. As Salas dos Pactos Outras de suas portas de entrada para as trevas são as salas dos pactos com o diabo. Quando no mundo natural se levam a cabo cerimônias ocultistas, no espiritual se abrem essas portas. Estas podem ter sua origem na feitiçaria, na bruxaria, na adivinhação, em rituais de idolatria, maçonaria, controle da mente e todo tipo de Nova Era. c. Portas de Dor Estas portas se abrem quando a alma sofre uma dor profunda: Como é o caso da perda de algum ente querido, o rechaço, o abandono. Também quando a alma, em estado fetal, foi abortada. As traições, humilhações, zombarias e violência conduzem a alma quebrantada ao cativeiro. Estas são conduzidas através da dor, a regiões de trevas tais como cativeiros de ódio, de ira, de vingança, de violência e de ressentimento, onde são afligidas e atormentadas. Figura explicativa página 79 2.) O Abismo, os poços e os lugares profundos Em cada uma das regiões de cativeiro, há cárceres, poços e correntes de águas turvas e de cegueira. Elas estão tanto nas regiões das trevas, como nas do Abismo, como no Abadón e nas regiões da morte. São buracos espirituais que funcionam como armadilhas, para capturar uma presa. A alma está submersa na angústia de estar ali e se sente sem saída.

Redes armaram meus passos; abateu-se minha alma: buraco cavaram diante de mim; no meio dele caíram. Salmo 57:6 O abismo, é um lugar próximo ao inferno ou ao Seol. Este último significa: “lugar inferior”. É o lugar das águas de escuridão, de onde são enviados os demônios que tem a ver com as águas. Como o leviatã, o príncipe dos soberbos. Naquele dia Jeová visitará com sua espada dura, grande e forte, sobre leviatã, serpente roliça, e sobre leviatã serpente retorcida; e matará o dragão que está no mar. Isaias 27:01 Mas tu derribado estás no Seol, aos lados do Abismo. Isaias 14:15 É também sem sombra de dúvidas, uma das portas do inferno. E é deste lugar de onde sai “a besta” do Apocalipse. A Bíblia nos ajuda a localizar uma de suas entradas principais, no que se conhece como a face do Abismo. Esta se encontra ao norte nas regiões polares, onde não há terra seca abaixo do gelo. As águas se endurecem a maneira de pedra, e congela-se a face do Abismo. Jó 38:30 Numa ocasião, no ano de 2004, o Senhor nos levou a uma expedição de Guerra espiritual ao Pólo Norte, antes que me fosse revelada esta escritura no livro de Jó. O Senhor me instigava a ir para combater os poderes das trevas que daquele lugar estavam afetando alguns países da Europa. Estávamos caminhando por um enorme vale de água congelada, quando meu espírito começou a ouvir gritos e vozes. Vinham debaixo do gelo. Nesse instante o Senhor abriu os meus olhos espirituais e vi milhares de pessoas cativas no poço sem fim. Logo vi como uma enxurrada de espíritos de loucura que saíam desse lugar e eram enviados sobre a terra. Nesse momento, um de nossos guerreiros começou a sentir um ataque de morte. A vida se lhe escapara por segundos. O Senhor nos dirigiu a sujeitá-lo para que não caísse, e entre Emerson e eu o tiramos arrastado aquele lugar. O Espírito me exortava a não deixar de orar, porque o diabo queria aprisionar sua alma. Depois de um tempo, obtivemos a vitória. Regressamos do Pólo Norte, mas a lembrança do que havíamos visto e experimentado, tínhamos constantemente em nossa mente. Pouco depois desse sucesso, o Apóstolo Fernando Orihuela, boliviano, comentou comigo que o Espírito Santo lhe tinha revelado a Importância dos Pólos no mundo espiritual. E que lhe mostrara que a entrada para a face do Abismo estava no Pólo Norte. Quando ele me disse isso, teve muito mais sentido o que tínhamos vivido naquele lugar. O Abismo está constituído de poços profundos cheios de águas. Em alguns deles estão aprisionadas as almas, e em outros moram os demônios que serão soltos quando for tocada a quinta trombeta, do Apocalipse.

E o quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela que caiu do céu na terra; e lhe foi dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço como o fumo de um grande forno, e escureceu-se o sol e o ar pelo fumo do poço. E do fumo saíram lagostas sobre a terra; e lhes fui dado poder, como tem poder os escorpiões da terra. Apocalipse 9:1-3 A.) Poços do Abismo e Poços de Cegueira Salva-me, oh Deus, pois as águas tem entrado até a alma. Estou fundido em lama profunda, onde não dá pé: Vieram abismos de águas, e a corrente me tem anegado. ...Não me anegue o ímpeto das águas, não me trague o abismo, nem o poço feche sobre mim sua boca. Salmo 69:1-2 e 15 Durante o tempo em que o livro dos Salmos foi escrito, os profetas no tabernáculo de David, tinham muito clara a dimensão espiritual. Vieram experimentaram as mesmas coisas que hoje Deus nos está revelando. Quando entramos no âmbito do Espírito começam a fluir visões de tão grande detalhe que começam a se descobrir diante de nossos olhos. Os salmistas que escreveram este tipo de cântico, não estavam tratando de fazer poesia, estas são orações de guerra espiritual, dirigidas a Deus em uma forma específica e com grande entendimento. Estes poços de cegueira, tem a ver com lodos de iniqüidade. São armadilhas criadas pelo inimigo, situações onde alguém é aprisionado em um enredo de iniqüidade do qual não pode ver saída. No mundo natural isso se refletirá em situações sumamente difíceis. Pode ser um negócio mal administrado, que está acarretando situações legais em que a pessoa está com uma corda no pescoço. São situações de dúvida, calúnias e falsos testemunhos. São circunstâncias que estão desenhadas para trazer grande destruição, e a pessoa sente que se afoga sem encontrar a solução. B.) Poços de desespero. Pacientemente esperei no Senhor, e se inclinou para mim, e ouviu meu clamor. E me tirou do poço de desespero, do lodo da cegueira; e colocou meus pés sobre a penha, e endireitou meus passos. Salmo 40:1-2 Muitas pessoas que caem em depressão, estão cativas em algum poço. A mim, o Senhor me resgatou de um hospital psiquiátrico, de onde minha alma quebrantada ficara aprisionada em poços dos que parecia não haver saída. Era muito claro sentir como eu me afundava mais e mais no buraco profundo e escuro. Ali, as vozes do diabo me atormentavam de dia e de noite. As visões de seres horríveis me acusavam todo o tempo. Noites inteiras, meu espírito e minha alma aprisionadas viam as profundidades de um lugar desolado e terrivelmente triste. Eram pesadelos vividos! Os médicos as chamavam de esquizofrenia; mas hoje sei que não eram isso, eu estava vivendo em minha alma tudo o que se sucedia no lugar do cativeiro. Eu me sentia atada e

aprisionada por muros invisíveis que me afundavam e quase não me deixavam nem respirar. Quando Deus me resgatou, e Jesus genuinamente entrou em meu coração, vi literalmente como se abria a porta dessa espécie de caixa forte, essa prisão de ferro na qual eu me encontrava. Eu me vi saindo fora, a um lugar espaçoso, cheio de luz e de paz. E me tirou a um lugar espaçoso, e me livrou, porque se agradou de mim. 2 Samuel 22:20 Os lugares do céu são espaçosos, o espírito se levanta e voa, nossa visão se expande e se faz clara, e a paz e o gozo estão por todos os lados. Com tudo isso, eu tinha que me manter firme em conservar minha liberdade. Recordo, ao princípio de minha vida cristã, como o diabo me sugeria uma e outra vez que me lançasse a esses poços de aflição. Suas palavras deprimentes, recordando-me toda a dor que padecera, eram como um escorregador no qual era difícil permanecer firme. Muitas vezes vi esse poço com tanta clareza, o vi convidando-me a saltar, toda a força do diabo me empurrava, mas minha vontade era minha e não a entregaria ao diabo. Eu o resistia, enquanto inclinava como com um timão meu poder de decisão até os braços de Jesus. Numa ocasião, estando em Seu regaço, ouvi sua voz que me disse: Fecha a boca desse abismo, eu tenho autoridade para fechá-lo e entrego-a a ti! Assim eu o fiz, e nunca mais, não importa quão triste seja a circunstância na qual eu me encontre, esse poço segue fechado e não pode voltar a me tragar. Aleluia! A vontade é uma arma poderosa, entregue-a a Deus e exerça o poder de decidir, escolhendo sempre os caminhos do Senhor. Deixe de crer que o diabo é todo poderoso. Sinceramente, não é. C.) Poço da perdição. Mas tu, oh Deus, farás descer aqueles ao poço da perdição: Os homens sanguinários e enganadores não chegarão a metade de seus dias: Entretanto eu confiarei em ti. Salmo 55:23 Estes, além de serem poços de perdição eterna, também mantém aprisionadas pessoas em pecado, em vícios, ou em terríveis ações de maldade. Tenho visto pessoas cuja mente está presa em sua totalidade neste lugar. Praticamente todas suas portas interiores estão tomadas por demônios e a mente cativa recebe todos os desenhos do diabo com grande clareza. Este é o caso de feiticeiros, mafiosos, narcotraficantes, ladrões e homicidas profissionais. D.) Poço de corrupção e Poço de maldade. E eis que amargura grande me sobreveio na paz: Mas a ti agradou livrar minha vida do poço de corrupção. Porque

lançastes no esquecimento todos os meus pecados. Isaías 38:17 Neste poço de maldade é que estava cativo o mago Simão, a quem citei linhas atrás. Porque em fel de amargura e em prisão de maldade vejo que estás. Atos 8:23 Em países de grande corrupção, estes poços operam a nível nacional. Toda a forma de pensar das pessoas tem sido modificada a partir deste lugar, ou tem recebido sua influência. As nações estão afundadas no poço que cavaram. Salmo 9:15 Em minha nação, México, isto é claríssimo. Com freqüência vemos que as pessoas operam sem nenhum reparo nas formas mais comuns de corrupção, como por exemplo, dar dinheiro a policiais, para evitar uma multa. Mentir, roubar, buscar proveito para alguém as custas de outros, são casos comuns ainda entre cristãos. E o pior é que não se dão nem conta, em muitos casos. Parece-lhes algo normal. Isso provém do mesmo poço da corrupção e temos que arrancar nossa alma desses lugares. Cada um de nós, como filhos de Deus (se é que o somos) podemos chamar nossa própria alma fora desse lugar. Você tem o poder dado por Deus para vir contra as portas do inferno e estas no prevalecerão. Você tem as chaves do Reino de Deus para abrir toda reja nas prisões de onde se encontre cativo. Abra-as! E ordene a sua alma que saia desse lugar. Você não pertence a esse lugar. Você é de Deus e deve posicionar-se em lugares celestiais. Ainda a criação inteira se encontra escravizada nesta região. E por isso é tão importante que entendamos quem somos em Deus, e nossa missão como libertadores. Porque também a criação mesma será liberta da escravidão da corrupção, para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Romanos 8:21 3.) Os lugares da morte O Seol, o vale da sombra da morte e a morte Esta é uma parte sumamente interessante de nosso estudo, porque estes três diferentes lugares constituem uma das mais importantes vitórias de Jesus. Muitas vezes pensamos que a obra da cruz, terminou quando o Messias entregou o espírito no Monte Calvário; logo, Ele desceu às partes mais baixas da terra, para concluir sua obra. No Getsemani, onde conquistou a dor da alma e o temor a morte, somente passou pouco mais de três horas. Entre sue cativeiro, juízo e crucificação passaram menos de 24 horas; Mas nas partes mais baixas da

terra onde conquistou o inferno, a morte, e as regiões de nosso cativeiro, passou praticamente três dias; e isso é algo muito importante a considerar. Jesus não somente morreu por nós, mas o como, o quando e o onde de sua morte e sepultura são sumamente relevantes. Cada parte de seus padecimentos, tampouco é um acidente; Tudo forma o desenho completo de nossa redenção. Antes da fundação do mundo, Ele foi imolado espiritualmente, para redimir nosso espírito. (Apocalipse 13:08). Com a dor de sua alma, pagou por nossas dores; em seu corpo levou a enfermidade e a iniqüidade. Ao ser despojado de suas roupas, expôs o pecado e com a morte venceu a morte. Assim que, porquanto os filhos participaram da carne e sangue, Ele também participou do mesmo, para destruir pela morte ao que tinha o império da morte, isto é, ao diabo, Hebreus 2:14 Era necessário que Jesus fosse sacrificado na Páscoa, porque era o Cordeiro de Deus. Era indispensável que isso sucedesse no alto de um monte, O Calvário, para tirar-lhe do diabo o poder sobre os lugares altos. E também foi relevante que seu corpo fosse posto em uma cova coberta com uma pedra, porque Jesus não somente conquistou as alturas mas também os lugares profundos da terra. O estudo exaustivo de cada parte de Sua Paixão é impressionante, o qual analiso em meu livro “Comei de minha carne, Bebei de meu sangue”, mas pelo momento me enfocarei aqui unicamente em sua morte. Agora, como dissemos anteriormente, a morte não é somente o destino final de nossa existência neste mundo. A morte opera em meio ao mundo natural de muitas maneiras: Através do temor, da enfermidade, dos acidentes, da loucura, de tudo o que se corrompe. No espiritual mata movimentos inteiros do Espírito, destrói Igrejas, e ministérios. Tudo o que o homem faz separado de Deus, tem a ver com a morte. O tema da morte, deixa nervosas a maioria das pessoas, e isso se deve ao que é o método que o diabo usa para controlar e dirigir este mundo. Para o verdadeiro cristão, que tem seu coração nas coisas eternas, a morte não é nada mais que a vitória que o une ao seu amado Jesus. O que aprende a negar sua vida até a morte, conquistou o poder que desarma o diabo e seu império. Para estes cristãos falar desse tema, não é traumático, nem se assustam, porque a tem vencido. Infelizmente, muitos de nossos amados irmãos todavia estão na luta e outros aprisionados em cativeiros dos quais devem sair. A.) “O Seol” Esta é a palavra hebraica que significa, lugares inferiores. No grego é “hades” e em Latin é “inferno”, simplesmente situa uma zona de operação do reino de satanás. Da mesma maneira que é “o príncipe da potestade do ar” e sob este título controla o segundo céu, nos lugares inferiores controla todo o que tem a ver com a morte e o cativeiro. Ninguém põe objeção ao fato de saber que o diabo governa desde os ares. Nem tampouco ninguém se opõe ao pensamento que este “segundo céu”

tenha influência sobre a terra. Mas agora, Deus quer ampliar nosso entendimento sobre os territórios de operação de nosso inimigo, para que possamos destruir sua obra, em todas as suas formas. O diabo não somente é o príncipe da potestade do ar mas comparte também os títulos de “o anjo do abismo”, “o príncipe das trevas”, e “aquele que tem o império da morte”. Logo, então, pensar no mundo espiritual como “um Céu e um inferno” é uma percepção limitada e de pouco conhecimento. Desde os ares e no alto dos montes se considera-se tudo o que tem a ver com o governo do diabo. No Seol, ou inferno, o que tem a ver com o cativeiro e morte. Este lugar espiritual, aparte de possuir uma zona onde jazem los defuntos, é também um centro de operações do inimigo. Desde este lugar satanás exerce o poder para adoecer, para matar e para destruir a vida natural e a espiritual. Tabela – página 91 Como disse anteriormente neste livro, “inferno” ou “infernal” são palavras que utilizamos como descritivas do que tem a ver com o diabo. Assim é uma forma mais popular da linguagem, que uma descrição correta do que realmente significa. Há países que são o reflexo vivo dessas regiões de morte, como por exemplo a Polônia. No ano 2000 o Senhor nos levou a fazer uma viagem de Guerra Espiritual para abrir os céus desse país. E ao fazer toda a investigação, Deus nos mostrou que a nação estava submergida e movida em pactos nas regiões da morte. A potestade que regia esta nação se chamava “a virgem negra”. Sua imagem se encontra na parte subterrânea da Basílica de JaznaGorá na cidade de Czestochowa. Entrar ali é como entrar dentro dos próprios desenhos do inferno. Toda a capela está pintada de negro e ao fundo se encontra “a madona”. Seu rosto é negro e está marcado por três cicatrizes que dividem uma de suas bochechas. O Senhor me mostrou que seu rosto era o mapa de destruição da Polônia, estabelecido nas regiões inferiores. Por isso a capela estava abaixo da terra, pois ela governa desde o infra-mundo. Ao estudar a história da Polônia, nós nos demos conta que várias vezes através dos anos, essa nação fora dividida em três partes que combatiam entre si. Logo vi algo, que somente o vi ali. Por toda a nação e em todo lugar há crucifixos com a figura de Jesus colocado no madeiro. Ao princípio aquilo me pareceu um assunto religioso, mas o Senhor aclarou meu entendimento. Ele me disse: O diabo me quer ver morto, porque essa é a vitória que ele anuncia no inferno, dizendo que ele foi quem me deu morte. Cada um desses crucifixos são sinais territoriais para estabelecer a morte em todo o país. São decretos que demarcam a região do Seol sobre a terra. Polônia foi devastada e destruída muitas vezes em sua história. De fato, Hitler escolheu esta nação para edificar-lhe um altar para a mesma morte. Sendo ele, um dos maiores ocultistas que jamais viveu, o diabo lhe pediu que reproduzisse o inferno sobre a terra; um verdadeiro altar desde onde obteria o poder para governar o mundo. Tinha que oferecer-lhe um sacrifício de seis milhões, seiscentos e sessenta mil vidas de sangue Judeu ou Cristão. Isso foi edificado em Auschwitz, Polônia, no campo de morte mais importante do regime de Hitler.

O Furor alemão não somente queria matar o povo judeu; se fosse esse o objetivo, teria enviado bombas aos guetos onde já os tinha prisioneiros em todas as nações da Europa. Para quê transportá-los a um mesmo lugar? Para quê alimentá-los e tê-los cativos? Para quê gastar tanto dinheiro e esforço em construir campos com dormitórios, câmaras de gás e crematórios, se o único objetivo era matá-los? O plano era maior e terrivelmente demoníaco. Tinha que reproduzir a dor no inferno. O som de agonia e desespero. Os diferentes níveis de prisões e masmorras de tormento que existem no Seol. As mesmas câmaras de tortura, a mesma asfixia dos lugares estreitos e de opressão nas regiões de cativeiro. FIGURAS – páginas 94, 95, 96, 97, 98 e 99 DOCUMENTO – página 100 (Ofício Executivo do Presidente – Comitê de Refugiados de Guerra) Tradução do texto oficial da Oficina Executiva do Presidente, Comitê de Refugiados de Guerra. Campos de extermínio – Auschwitz e Birkenau: “É um fato inegável que os Alemães tem deliberadamente e sistematicamente assassinado a milhões de civis inocentes – tanto Judeus como Cristãos – em toda a Europa”. Nos calabouços mais profundos de Auschwitz, Hitler emparedava vivos aos seus cativos. Às vezes demoravam até quatro dias para morrer. Logo se deleitava com a música de Wagner e de Beethoven mesclada com os gritos de terror e dor dilacerantes de seus prisioneiros, nas câmaras de gás e nas de tortura. Enquanto isso acontecia, o império da morte se estendia sobre toda a Europa. Enormes cativeiros de morte e de sombra de morte ficaram estabelecidos no antigo continente. É assustador quando fazemos libertações massivas de cativeiros nessas nações, e chego ao ponto de tirar aos que estão presos nas regiões da morte. A dor no que estão aprisionados tantos deles, pelo que sofreram seus pais ou eles mesmos na Segunda Guerra Mundial, é aterrorizante. Quando abrimos as portas de suas prisões e saem para a liberdade, é grandioso o gozo que recebem. Suas vidas são transformadas depois de sair dessas regiões. Sua saúde muda, muitas de suas enfermidades são instantaneamente curadas. Hitler entendeu o poder do Seol para cativar suas presas e isso é o que Deus nos quer revelar. O Seol, não é somente um lugar, é também um poder usado por satanás para levar pessoas em cativeiro. Não somente se for vítima, como no caso do povo judeu na guerra, este poder tem também sua atração, e muitos caem nele. Os que confiam em seus bens, e na multidão de suas riquezas se vangloriam ...Como rebanhos serão levados ao Seol; a morte os pastoreará; e os retos se assenhorearão deles pela manhã (prontamente): E se consumirá seu bom parecer e o Seol será sua morada. Entretanto Deus redimirá minha vida do

poder do Seol, Porque Ele me tomará consigo. (Selah.). Salmo 49:06 e14-15 Ressaltei neste versículo o fato de que os retos se tornam senhores dos que estão sob o poder do Seol; isto nos faz ver, que essa cena não está sucedendo com pessoas que já faleceram, porque de maneira nenhuma nos tornaremos senhores sobre os defuntos, nem teremos contato algum com eles. Assim vemos que há gente dentre os vivos que é pastoreada pela morte e o Seol é sua morada; ali vivem em sentido espiritual e se alimentam de tudo o que tem a ver com a morte. Ainda seus rostos, como o vemos em seus olhares apagados ou cheios de violência, em seus ritos emaciados ou cheios da feiúra própria do seol. Note agora, nessa próxima passagem, como a alma do rei David é cativa no Seol e isso lhe produz uma enfermidade da qual quase morre. Jeová Deus meu, a Ti clamei, e me curaste. Oh Jeová, fizeste subir minha alma do Seol; Deste-me vida, para que não descesse para a sepultura. Salmo 30:02-03 O confiar na mentira ou na falsidade leva a regiões de morte. Porque tens dito: Pacto temos feito com a morte, e fizemos acordo com o Seol; quando passar o turbilhão do açoite, não nos chegará, porque temos colocado o nosso refúgio na mentira, e na falsidade nos esconderemos: Isaias 28:15 B.) “A sombra da morte” Esta é a projeção sobre a terra do que se move nas regiões da morte e do Seol. Correntes do Seol me rodearam, estenderam-se contra mim laços de morte. Salmos 18:05 Através de muitas liberações de casos em que temos participado, arrancando pessoas de seus cativeiros, temos nos dado conta que todas as enfermidades procedem dessas regiões, em geral do vale da sombra da morte ou do Seol. Nas escrituras vemos, no Salmo 23, que em muitos casos o cristão pode estar atravessando por esse vale, e sofrendo as conseqüências dessa travessia. Em outros, a alma ficou cativa e se não é resgatada se afundará até ser alcançada por essa morte. Ainda que ande em vale de sombra de morte, Não temerei mal algum; porque Tu estarás comigo: Tua vara e teu cajado me acrescentarão alívio. Salmo 23:04 Uma das coisas mais perigosas ao ser tratado em um hospital, é que a pessoa ignora que esses lugares estão estabelecidos fortemente nas regiões de morte. De fato, a maioria dos hospitais se constroem nas proximidades de

um cemitério. Isso faz com que a intensa atividade espiritual procedente das regiões de morte nos panteones, sugue as vidas dos que ficam aprisionados nos sanatórios. Esses são lugares de intenso sofrimento, trauma, dor e morte; e são lugares favoritos do diabo para lançar a rede e cativar quantidades enormes de pessoas. Quando é inevitável que alguém vá para um hospital, será imediatamente necessário fechar as portas da morte e do Seol, e cortar espiritualmente toca corrente de morte e túneis espirituais procedentes dos cemitérios. Nós temos EM JESUS as chaves do Seol e da morte. As chaves servem para fechar e para abrir. E nesse caso devemos fechá-las, fazendo um decreto com a autoridade que Jesus nos deu. Quando vermos a área das regiões celestiais, entenderemos que, como filhos de Deus, não temos necessidade de recorrer aos hospitais; e como Deus nos quer salvar desse desnecessário sofrimento. Não faz muito tempo que fizemos uma guerra espiritual para liberta a cidade de San Agustín, no morte da Flórida. Não muito longe dali estão nossas oficinas de ministério. Esta é a cidade mais antiga dos Estados Unidos, e está considerada como a terceira cidade mais cheia de fantasmas nessa nação. Nesta população, tudo gira ao redor da morte. A principal atração é um tour noturno para fotografar fantasmas. Famílias de todos os lados vem para esta cidade, e trazem consigo ainda aos filhinhos pequeninos e bebês de braço, e os fazem entrar nos cemitérios e nas casas assombradas. Todos os assistentes e em especial as crianças se deparam com espíritos reais. Não há truques nem shows pré-fabricados. Noite após noite dezenas de pessoas entram nas regiões da morte onde irremediavelmente ficam cativas. Quando orávamos a Deus, perguntando-lhe como libertas essa cidade, o Senhor me mostrou que a população inteira estava submergida dentro da região da “sombra da morte”. Essa é a parte mais superficial do Seol e se encontra a flor da terra. É ali onde perambulam os espíritos chocarreiros, e os mortos que são invocados pelos espíritas. Estes atraem espíritos de morte, que produzem toda enfermidade e morte espiritual entre os habitantes de uma população. Algumas teologias afirmam que não há tal coisa, como espíritos de mortos que tenham contato com as pessoas. Estas estabelecem que os fantasmas são demônios que tomam a forma e simulam a voz dos que partiram. Eu cresci no Evangelho com essa crença, até que Deus mudou meu parecer numa batalha que fizemos em Roma. Fomos ao Vaticano, a orar para que o povo católico pudesse sair de seu cativeiro e pudesse ver a verdadeira luz do Evangelho de Jesus. Orar nesse lugar produziu uma guerra intensa, e em um momento dado o Espírito Santo me disse: Estás ignorando por completo o exército dos mortos e se levantaram para vir com vocês; mobiliza o exército de anjos contra eles. Assim o fiz, enquanto vinha a minha memória, como em cada missa, os Católicos pedem ajuda aos defuntos para que os protejam. Figura Ilustrativa – Página 106 Ao me aprofundar no tema, consultei primeiro com o Espírito Santo e logo com vários teólogos de alta reputação, perguntando-lhes: Onde na

Escritura se estabelece que os fantasmas são demônios e não espíritos de mortos? Todos chegaram a mesma conclusão. “Em nenhuma parte”, e perceberam que era um tema praticamente desconhecido para a teologia evangélica; Sem demora, estiveram de acordo que havia passagens na Bíblia, onde efetivamente parecia que os mortos podiam aparecer no mundo dos vivos. Cheguei a conclusão que se a escritura não afirma que os fantasmas, ou espíritos dos mortos, são demônios, Porque então temos que crer nisso? Melhor esquadrinharmos A Palavra de Deus, que é a forma de chegar na verdade. Sinto que é importante em matéria de libertação conhecer a diferença entre demônios e fantasmas ou espíritos de mortos, já que não lidamos com eles da mesma maneira. Vejamos então alguns versículos que apóiam o que O Senhor me esteve mostrando. Então serás humilhada, falarás desde a terra, e tua fala sairá do pó; e será tua voz da terra como de um fantasma (pythón / python / pitão, píton, duende familiar, espírito), e tua fala sussurrará desde o pó. Isaias 29:04 Aqui o Senhor mesmo condena a cidade de Ariel e logo define o que é um fantasma. Se refere a sua voz como a de alguém que está sob a terra, como de alguém que esteve vivo e agora fala desde a terra dos defuntos. Parou-se um fantasma diante de meus olhos, cujo rosto eu não conheci, e ficou, ouvi o que dizia: Será o homem mais justo que Deus? Será o varão mais limpo que o que o fez? Jó 04:16-17 Nessa passagem, Jó identifica ao personagem que fala com ele como um fantasma, tem rosto de homem mas lhe é desconhecido. Não o define como demônio. Outra Passagem interessante, encontraremos no livro dos Salmos, onde vemos como o rei David orava contra as vozes dos mortos. Não seja eu envergonhado, oh Jeová, já que te invoquei; sejam envergonhados os ímpios, estejam mudos no Seol. Salmos 31:17 A única razão pela qual está interessado que estejam calados na sepultura, é porque existe a possibilidade de que não estejam. Também vemos na Bíblia um exemplo de invocação de mortos, quando o rei Saul pediu para a adivinha de Endor que lhe fizesse vir o espírito do profeta Samuel. Isso é um terrível pecado e de nenhuma maneira devemos promover ou invocar alguma conversação com os mortos. O que trato de demonstrar é que os mortos que se aparecem, não são demônios, mas espíritos humanos. Porque me tens enganado? Que tu és Saul. E o rei lhe disse: Não temas: Que tens visto? E a mulher respondeu a Saul:

Tenho visto deuses que sobem da terra. E ele lhe disse: Qual é a sua forma? E ela respondeu: Um homem ancião vem, coberto de um manto. Saul então entendeu que era Samuel, e humilhando o rosto em terra, fez grande reverência. E Samuel disse a Saúl: Porque me tens inquietado fazendo-me vir? I Samuel 28:13-15a Vemos com clareza que o que vem dentre os mortos foi o profeta Samuel. Assim que também o viu a adivinha como um espírito cheio do resplendor de Deus, posto que o confunde com um deus. Mas, desde logo, não é um demônio disfarçado. Agora bem, voltemos para a história da cidade de San Agustín, a qual estava cheia de fantasmas e que mencionei anteriormente. Perguntei ao Espírito Santo, como orar contra aqueles espíritos que perambulavam naquela zona da sombra da morte, já que não eram demônios. Ele me disse: “Ordena aos meus anjos que os levem cativos às suas moradas eternas”. Assim o fizemos e de imediato foram aprisionados e levados a regiões profundas de escuridão, onde os deixamos de ver. Este lugar da “sombra da morte” é onde o diabo tem os desenhos para destruir a vida espiritual de Igrejas, movimentos de Deus e ministros. Algumas vezes tenho ouvido a expressão “esta cidade é cemitério dos pastores”. Isso é um claro indicador de que a dita cidade está coberta por esse tipo de região de morte. No ano de 2003 fui convidada pela igreja “O Rei Jesus”, uma igreja crescente em Miami. O pastor Guillermo Maldonado comentou comigo que tinha uma grande preocupação, já que todas as igrejas que chegavam a 1500 membros nessa cidade, eram destruídas dramaticamente. Comentou comigo de vários casos de líderes de igrejas que tinham começado com grande êxito e poder de Deus, mas ao chegar a essa cifra tinham caído em pecado. Seus ministérios foram destruídos e as igrejas com eles. Eu lhe falei então dos desenhos do inferno e concordou que orássemos juntos buscando qual seria o desenho de morte sobre essa cidade. O Senhor nos levou em visão a uma das regiões do Seol. Ali vimos demônios aliados a feiticeiros que tinham edificado um cemitério de pastores no mundo espiritual. Este tinha como objetivo matar a vida espiritual dos servos de Deus. Vimos tumbas com os nomes de todos os pastores que ministravam em Miami, submergidas em uma enorme fossa e entre eles estava o pastor Maldonado. Derribamos espiritualmente os sepulcros e abrimos as prisões da morte onde se encontravam. Um a um os tiramos começando por meu anfitrião. Logo destruímos esse panteón espiritual com o poder de Deus e o Senhor nos deu a Vitória. Amém! Desde então as igrejas crescem em grande número nessa cidade onde hoje, “O Rei Jesus” é a maior igreja Latina nos Estados Unidos. Este desenho também encontramos em um cemitério (no mundo natural) terrivelmente diabólico, na população de Cassadaga, próximo a cidade de Orlando na Florida. Este é um povo de ocultistas, de onde o diabo controla a atividade mágica dos centros de atrações de Walt Disney. Entre as tumbas do panteón havia um trono dedicado a satanás, e frente a ele havia pactos de toda índole. Havia uma bandeira americana totalmente rodeada de feitiçaria com a que haviam consagrado a nação ao diabo. Deus

nos mostrou no espírito, como em torno dela, havia um cemitério de pastores e ali os tinham enterrados para bani-los ou matá-los espiritualmente. Na história de Orlando houve muitos pastores destruídos pelo pecado, e igrejas que tiveram um avivamento, mas este se apagou. E outros que, em pleno auge e crescimento, mudaram-se para outro Estado. Destruímos esse lugar espiritualmente, e muitas coisas maravilhosas da parte de Deus começaram a ocorrer em Orlando. C.) A região da Morte Este é o lugar onde jazem os que já partiram desse mundo. Algumas vezes o Senhor nos levou a ressucitar aos mortos durante velórios, ou em acidentes ou em algum outro lado. E tivemos interessantes visões desse lugar. Um defunto, ao que tentamos trazer para a vida, deve ser arrancado dessa região. Somente Deus concede a ressurreição. A vida e a morte estão somente sob Seu Poder. Em uma ocasião eu pregava sobre ressuscitar os mortos, em uma cidade chamada Giradot, na Colômbia. No meio do serviço entrou uma senhora gritando que um menino caíra de um quarto andar e acabara de morrer. Rogáva-nos que fossemos para tratar de ressuscitá-lo. O fogo do Espírito ardia na reunião e os pastores entusiasmados me animaram a ir ao velório onde tinham o menino. Tiramos todas as pessoas da sala onde se encontrava o pequeno defunto, e ficamos aqueles que tínhamos fé em vê-lo ressuscitar. O Senhor nos mostrou uma região profunda e desolada. Era como um vale de árvores e folhas secas. Entre as folhas murchas apareciam sepulcros esquecidos. Estás vendo a região da morte, disse-me o Espírito Santo. Em visões de Deus, o Senhor me levou a abrir uma das tumbas. Dentro dela, em um poço profundo, encontrava-se o menino. Eu o tomei nas mãos para puxá-lo para fora. Estava totalmente frio e duro. Uma força poderosa o ancorava a esse lugar. Clamamos com todo nosso ser pelo poder da ressurreição. O quarto no velatório se encheu da glória de Deus. Eram como ondas de vida que se estavam formando. Não tínhamos nenhuma dúvida de que o menino voltaria dentre os mortos. Nisso apareceu um trono refulgente e envolto em uma nuvem branca; estava o Pai. Suas roupas cobriram o pequeno caixão. Ao seu lado estava Jesus. Falavam um com o outro, mas não escutávamos nada além de um sopro. O momento era solene. Eu lhes pedi então que nos concedessem essa ressurreição. Jesus nos olhou, e nos disse que não o poderia fazer. Explicounos que o menino estava já com eles, mas que se voltasse a vida sua alma se perderia. Então desapareceram de nossa vista e nos olhamos uns aos outros com alegria, satisfeitos do veredicto do Senhor. Ainda que o menino não tenha ressuscitado, algo maravilhoso aconteceu. Enquanto o Pai e o Filho desceram por causa de nossa oração, a coberta de morte que cobria a cidade de desfez. Nos dias que se seguiram, o poder de ressurreição começou a tocar a todos, igrejas mortas se encheram de vida, ministérios que estavam agonizando, ressurgiram em grande poder. Tudo na cidade voltou para a vida. Deus permitiu o incidente da morte do menino, para trazer a ressurreição para a cidade. Glória ao Seu Nome!

4.) O Abadón Como o Abadón forma a parte mais profunda do Abismo, quero tratá-lo de forma especial; porque é aqui que se fraga todos os planos de destruição do diabo. E tem por rei sobre eles o anjo do Abismo cujo nome em hebreu é Abadón, e em grego é Apolión. Apocalipse 9:11 (Eu me pergunto, se será tão somente casualidade que este versículo seja precisamente 9:11, data em que foram destruídas as torres gêmeas de Nova York). Recordo uma ocasião em que um poderoso servo de Deus nos Estados Unidos se aproximou de mim. Em um período relativamente curto de tempo tivera uma série de acidentes automobilísticos e sentia que a morte o estava cercando com grande insistência. Imediatamente que ouvi o testemunho desse homem, o Espírito Santo me confirmou o que já suspeitava: estava sob um desenho de destruição e sua alma já fora capturada para destruir seu ministério a qualquer custo. Este desenho fora edificado no Abadón, que em hebreu quer dizer destruição. (mash-shoo-aw´) É sobre esse lugar que se refere Asaf, quando pede a Deus que dirija seus passos aos assolamentos eternos. Levanta teus pés aos assolamentos eternos: (masshuw´ah netsach) A tudo o que o inimigo fez de mal no santuário. ...Disseram em seu coração: Destruamos eles de uma vez; queimaram todas as sinagogas de Deus na terra. Salmo 74:03 e 08. Deste sinistro lugar, o diabo destrói casas, vidas, ministérios e cidades inteiras. É de onde procedem os homicídios de milhões de bebês abortados por suas cegas mães. Todos os desenhos de terrorismo são descobertos no Abadón. As guerras, os genocídios e os derramamentos de sangue inocente, assim como as catástrofes naturais, tais como terremotos e furacões. Volto ao caso do ministro pelo qual orávamos. O Senhor nos levou a ver como este servo estava atado a um desenho de morte implacável. Foi-nos permitido ver em visões esta região. Uma vez que entramos no Espírito, começamos a ver um lugar profundo e escuro, no fundo do oceano. Sabíamos que estávamos penetrando no Abismo. Chegamos até o mesmo fundo das águas, mas debaixo delas se abriu uma região mais funda. Ali, havia um lugar que parecia uma enorme fortaleza, de pedra negra. Como todos os demais lugares, estava cheio de labirintos, passagens e diferentes níveis de profundidade. Enormes demônios trabalhavam em seu interior em umas espécies de fornos gigantes, forjando armas de destruição e armaduras. Vimos uma câmara de torturas. Havia pessoas atadas ao desenho de sua morte. Havia aviões feitos em pedaços, pessoas cortadas por vidros quebrados, acidentes de trens e de carros e muitas outras atrocidades; entre os automóveis destruídos vimos ao Ministro que estávamos buscando. Encontramo-lo atado a um carro totalmente despedaçado e um horrível

demônio estava ao seu lado guardando-o em custódia. O anjo que nos acompanhava na visão, tirou um rolo que o Pai lhe havia dado. Era uma ata na qual Deus ordenava ao diabo que soltasse o Seu servo. O guardião não se opôs com resistência nenhuma e assim tiramos ao varão daquele lugar. Nunca mais voltou a ter acidentes e seu ministério se levantou poderosamente. O interessante aqui é observar que, enquanto ele estava atado a esse automóvel destroçado no Abadón, na terra ele estava sofrendo um acidente atrás de outro. Não lhe passou nada grave, porque sua vida estava nas mãos de Deus e não nas do diabo, e era o Senhor quem o protegia continuamente. Entretanto, estava exposto a este contínuo ataque. Noutra ocasião, tive uma experiência que me deixou perplexa por muito tempo; veio ter comigo outro servo de Deus nos Estados Unidos, cujo ministério sofria fortemente pela escassez financeira. Seu pai fora militar do exército, toda a sua vida, e participara em várias guerras. Eu sabia que suas riquezas estavam cativas, pois Deus não chama a ninguém para servi-lo e o mantém em pobreza. Deus é bom e cuida bem de seus servos. Comecei a orar até que Deus me mostrou a região onde se encontrava. Para minha surpresa, revelou-se ante mim o Abadón. Nessa ocasião, não era a mesma fortaleza que eu tinha visto antes, mas um vale. Um poderoso anjo apareceu diante de mim para me dirigir dentro da visão. ILUSTRAÇÃO - Página 116 Vi uma enorme planície ensangüentada e com pedços de seres humanos atirados por todos os lados. Ao chegar ali, detive-me a ver a cena, mas a presença do poderoso mensageiro de Deus me dava alívio. O Senhor me adentrou na visão e caminhamos um tempo por aquele espaço até que vislumbramos na distância um gigantesco demônio que dominava aquele lugar. Sua imagem, ainda está em minha memória; tinha umas garras enormes e rugia com grande estrondo, media como 60 metros de altura. Continuamente metia as mãos entre multidões de homens e levantava em suas garras a dezenas de uma só vez. Logo as espremia até que caiam feitas em pedaços no chão. Isso acontecia uma e outra vez. Seu corpo era entre besta e homem e estava sentado sobre um monte de tesouros incontáveis. O anjo, então, disseme que estávamos frente ao “massacrador”. Os Estados Unidos vendeu seus filhos por dinheiro na Guerra de Vietnam, acrescentou o mensageiro angelical, e isso deu direito a esse demônio de matar a milhões de homens. Muitas das grandes riquezas nesta nação estão retidas por ele. Então, instruiu-me a que me refugiasse atrás de suas asas. Com grande sigilo nos aproximamos, cuidando que não nos visse o demônio e nos metemos num oco que formavam suas pernas entreabertas. Uma vez dentro da montanha de riquezas sobre a qual estava parado, caminhamos por um túnel feito de ouro. Este conduzia para as masmorras onde encontramos o pai do ministro. Este homem estava abraçado a um enorme tesouro, que guardava com grande ciúme, mas do qual não podia dispor porque estava cativo. Por direção do Espírito Santo, eu disse ao homem que pedisse perdão por ter participado dessa guerra e por ter sido um mercenário. Ele se humilhou e pediu perdão e nos entregou seu tesouro. Na mesma cela se encontrava seu filho, o homem de Deus. Tiramos dali a ambos. E desde então começou a prosperar.

Uma das coisas que devemos proclamar no Abadón, é a verdade e esta é, que Jesus o Filho de Deus nos faz livres. Ele veio a libertar aos cativos e a anunciar aos presos a abertura do cárcere. Será contada no sepulcro tua misericórdia, ou tua verdade no Abadón? Salmo 88:11 Sim, será contada! A.) O lugar dos chacais O Abadón tem várias regiões e uma delas é chamada o lugar dos chacais. Nalgumas traduções é usada a expressão: lugar dos dragões. De fato é um lugar onde a alma se sente atacada por feras; o devorador mencionado em Malaquias, capítulo 3, é uma delas; Este, devora finanças, saúde, projetos, sonhos e tudo o que está a seu alcance. É um lugar de quebranto e de grande destruição. E é um lugar do juízo de Deus. Quando nos quebrantaste no lugar dos chacais, e nos cobriste com sombra de morte, Salmo 44:19 Em várias passagens, quando a Bíblia nos fala de cidades desoladas ou desertas, estas estão cheios de chacais. No sentido espiritual, são demônios devastadores, que vão acabando com tudo em uma vida, seja a de um servo de Deus já convertido ou a de um ímpio. Nessa passagem, os filhos de Coré clamam porque estão sendo perseguidos, por causa do Altíssimo. O Circo Romano, era uma clara manifestação no natural dessa região espiritual. Os cristãos estavam sendo devorados pelos leões porque esse era o desenho que os imperadores da antiga Roma receberam como inspiração do inferno. De fato o reproduziram em grande detalhe. O mesmo Rei David se sentiu acusado em sua alma por estar fera espirituais. A alma sente que é desgarrada neste lugar de grande aflição. Minha vida está entre leões; estou abandonado entre os filhos de homens que vomitam chamas: seus dentes são lanças e setas, e sua língua, espada aguda. Salmo 57:04 Alguém que esteja sob um juízo de Deus, pode ser entregue a esta destruição, seja uma pessoa, uma cidade ou uma nação. Nesse lugar do Abadón, as pessoas são cativas e literalmente devoradas por essas feras. Por isso, diz a Escritura, que o diabo anda como leão rugindo, buscando a quem devorar. Há cidades inteiras entregues a esta região de feras. Em meu país, México, encontramos isso na Cidade Nezahualcoyotl, que quer dizer lugar dos coiotes. Ou em Coatzacoalcos “lugar das serpentes” (dragões). Ambas cidades sofrem o impacto devastador desses espíritos. Numa ocasião, a igreja que pastoreava no México, sofreu um ataque terrível. Descobrimos o pecado de dois de nossos líderes, ainda que separados, mas ambos abriram as portas a espíritos de imundícia sexual.

Durante esse tempo a igreja viveu um período de morte espiritual, até que um dia nos juntamos todos os membros da liderança e entramos no Espírito para ver o que estava acontecendo. Vimos a igreja inteira afundada num poço sem água e no fundo se abria uma série de túneis. Nesse lugar havia ratos e chacais por toda a parte e um odor nauseante de imundícia que se impregnava em tudo. Vários anjos estavam conosco para nos ajudar, e nos conduziram pelas passagens. Começamos a encontrar um a um dos irmãos da congregação. Todos estavam mordidos pelos ratos e pelos chacais. Fomos tirando-os e curando-os na esfera espiritual. Quando terminamos, resgatamos daquele buraco a igreja inteira, e a levantamos até os lugares celestiais. Durante o serviço do domingo dessa mesma semana, vimos a diferença. A igreja estava outra vez cheia do Espírito Santo e os irmãos regozijando-se em uma maravilhosa manifestação de vida. 5.) A terra do esquecimento Serão conhecidas nas trevas tuas maravilhas, e tua justiça na terra do esquecimento? Salmo 88:12 Este é um lugar de infinita solidão, tristeza, abandono e rechaço. Um lugar onde o diabo aprisiona pessoas, para que vivam esquecidos de todos. Quando seus nomes são postos no esquecimento não há mais memória deles. Uma vez se aproximou de mim um varão em uma igreja, pedindo-me ajuda. Tinha um rosto muito triste e humilhado e ao vê-lo, senti a compaixão do Senhor para ajudá-lo. Perguntei-lhe qual era seu problema, e me respondeu que vivia uma terrível solidão porque sentia que não existia. “Ninguém, nunca, lembra-se de meu nome, estou na igreja faz muitos anos e ninguém me conhece, ninguém se aproxima de mim e me perguntam continuamente como me chamo, como se fosse um membro novo.” Como você se chama?, perguntei, esperando ouvir um impronunciável nome grego ou russo, mas me respondeu: “Meu nome é William”. Fiquei muito encasquetada que ninguém pudesse recordar um nome tão comum. Logo continuou dizendo: “Quando chega um pregador de fora e faz um chamado ao altar e eu passo para frente, ora por todos e me salta, como si não me visse. Anoto o meu nome em uma lista para fazer algum serviço para Deus e é como se o apagassem da lista, nunca me chamam”. Entrei então no Espírito, buscando a direção de Deus, quando um formoso anjo veio ao meu encontro e me disse que o seguisse. Abriu-se ante nós uma visão na que fomos introduzidos. De repente, tudo desapareceu e somente via ao anjo e sua luz, que irradiava sobre o meu corpo. Ao nosso redor nada havia. Era como caminhar dentro de um muro de concreto. Perguntei-lhe então onde nos encontrávamos, já que não conseguia ver nada claramente. Figura página 122 – Ancestral de William em custódia no cativeiro de suas gerações Ele respondeu: “Estamos na terra do esquecimento. Aqui tudo desaparece e é esquecido, por isso que você não pode ver nada”.

Segui o anjo bem próximo para não me perder, e ao ir caminhando, muito difusamente comecei a avistar umas bolhas ocas dentro dali como que no concreto onde estávamos. Era como estar no interior de um queijo suíço. Dentro das bolhas solidificadas havia gente em confinamento solitário. Em pouco tempo, chegamos a um desses ocos e encontramos um ancião com um cofre na frente dele. O anjo me instruiu que ordenasse ao velhinho que abrisse a arca; assim o fiz. Disse-me então que esse homem era um antecessor de William, que havia feito pactos por todas as suas gerações e que as tinha aprisionadas nesse cofre. No ato lhe ordenei que deixasse sair os seus descendentes. Abriu a tampa e ante meus olhos perplexos comecei a ver uma série de pessoas que saiam dali e entre eles saiu William com seus dois filhos. Tomamo-los pelas mãos e os tiramos da terra do esquecimento. Quando desapareceu a visão, notei um brilho distinto nos olhos de William, todo o seu semblante havia mudado. Simplesmente não resplandecia de maneira igual a de quando o vi pela primeira vez. Dois anos mais tarde, voltei a encontrá-lo. Ele tinha um posto na Igreja e todos o amavam e o recordavam com grande carinho.

Deus também pode por gente em prisões Outra coisa que é importante que entendamos é que não somente os traumas e as circunstâncias difíceis nos levam para as regiões de cativeiro: Deus mesmo pode nos quebrantar e colocar ali. Alguns moravam em trevas e sombra de morte, aprisionados em aflição e em ferros; porquanto foram rebeldes às palavras de Jeová, E aborreceram o conselho do Altíssimo. Pelo que quebrantou Ele, com trabalho, seus corações, caíram e não houve quem os ajudasse; Logo que clamaram, Jeová, em sua angústia, livrou-os de suas aflições. Tirou-os das trevas e da sombra de morte, e rompeu suas prisões. Louvem a misericórdia do Senhor, e suas maravilhas para com os filhos dos homens. Porque quebrantou as portas de bronze, E esmiuçou os ferrolhos de ferro. Os insensatos, por causa do caminho de sua rebelião e por causa de suas maldades, foram afligidos. Sua alma abominou todo o alimento, e chegaram até as portas da morte. Mas, clamaram a Jeová em sua angústia, e os salvou de suas aflições. Enviou sua palavra, e os curou, e os livrou de sua ruína. Salmo 107:10-20 Quantas pessoas estão nessa condição na Igreja de hoje, porque escolhem seus próprios caminhos e menosprezam a Palavra e o Conselho de Jeová? Quantos líderes estão sofrendo enfermidades e penas tremendas, por sua religiosidade, porque Deus quer levá-los em uma direção e eles estão aferrados em seus próprios sistemas e doutrinas? Simplesmente, dar a vida por feitos e não glorificar a Deus por todas as coisas, pode nos conduzir a essas regiões.

Daí glória a Jeová, Deus vosso, antes que faça vir trevas, e antes que vossos pés tropecem em montes de escuridão, e espereis luz, e se lhes torne sombra de morte e trevas. Jeremias 13:16 Deus envia para essas prisões pessoas rancorosas, que não podem perdoar. Como ensinou Jesus acerca do servo a quem seu Senhor lhe perdoou uma dívida, e ele por sua vez não quis perdoar ao que lhe devia. Então seu senhor, enojado dele, o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim também fará convosco meu Pai celestial, se não perdoardes em vossos corações a cada uma das ofensas de seus irmãos. Mateus 18:34:35 Capítulo 7 A libertação de Cativeiros A libertação de cativeiros é parte de nosso chamado. Deus quer que todos os cristãos estejam capacitados para curar aos enfermos, para lançar fora demônios, para ressuscitar aos mortos e para libertar os cativos. Jesus disse em uma ocasião, quando os discípulos não podiam lançar fora um demônio, que essa índole somente saía através de oração e jejum. (Mateus 17:21) Qual é então esse tipo de oração que se deve fazer? E qual é esse jejum? Não é melhor o jejum que eu escolhi, desatar as ligaduras de impiedade, desfazer as cargas de opressão, e deixar ir livres aos quebrantados, e que rompais todo o jugo? Isaías 58:6 Esta palavra “Quebrantados”, no original hebreu quer dizer, os que tem a alma feita em pedaços. E como vemos aqui, eles não são livres, eles estão em prisões. Nessa passagem vemos uma completa obra de libertação que tem a ver com ligaduras de impiedade, com cargas de opressão, com cativeiros e com jugos que o diabo coloca sobre seus prisioneiros. O jejuar é uma prática que nos sensibiliza com o mundo espiritual, para podermos ouvir e ver o Reino de Deus. Que nos prepara para orar eficazmente sob a unção profética, e dessa maneira conhecer onde está cativa presa uma pessoa. Ele nos abre o entendimento para sabermos que tipo de ataduras ou jugos aprisionam uma alma. E nos conduz para a sabedoria para podermos libertá-la. O jejum tem um propósito, não é simplesmente um ato religioso para abater nossa carne. Ele nos reveste do poder de Deu, aos que moramos nEle e edifica em nós um altruísmo verdadeiro. Rompe as estruturas do egocentrismo em nós para amar, como Jesus amou. Seu amor está cheio de compaixão pelos que sofrem. Seu amor nos leva a dar ao que não tem, a dar abrigo e proteção aos desamparados.

Que classe de cristianismo queremos projetar quando vemos uma alma afligida e atormentada pelo diabo e seguimos em frente? É o verdadeiro amor de Jesus o que nos leva a dar a vida, como Ele a deu. Ele que nos faz buscar nas profundezas de Deus as respostas, que a religião jamais poderá outorgar. Seus caminhos são mais altos que nossos caminhos e a mente natural não os pode compreender. A Amada de Jesus, sua verdadeira esposa, vai por onde quer que Ele vá. Ela, não tem temos, porque o perfeito amor lança fora o temor. Ela, confia plenamente nEle, ainda para ver e experimentar os lugares mais tenebrosos da terra, com o fim de resgatar uma alma das chamas do inferno. Libertar os cativos é o chamado de profundo amor que Deus faz para aqueles que o amam mais que a si mesmos. Agora, vamo-nos para a parte prática desse conhecimento, para sermos treinados como os libertadores que Deus está buscando. Temos estudado os lugares de cativeiro, onde os fragmentos da alma são levados, para ser ministrados por toda classe de aflição e opressão demoníaca. Agora, vamos aprender uma forma de libertação, que é tão simples quanto a maneira tradicional de expulsar demônios. A chave está em saber, que a alma da pessoa vai ser ministrada a partir do lugar ou lugares onde se encontrar. Se a alma se encontrar cativa, verá, ouvirá e sentirá tudo o que estiver se sucedendo no lugar de sua prisão. Por outro lado, se é levada e estabelecida em lugares celestiais, verá, ouvirá e sentirá tudo o que sucede no céu e desfrutará de todos os seus benefícios. E juntamente nos ressuscitou, e dessa maneira nos fez sentar nos lugares celestiais com Cristo Jesus, Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas de sua graça em sua bondade para conosco em Cristo Jesus. Efésios 2:6-7 Jesus levou nosso cativeiro e nos sentou com Ele nos lugares celestiais. Isso, que é maravilhoso, infelizmente não sucede automaticamente ao dizermos: “Senhor, Senhor vem viver em meu coração”. Tudo o que Jesus fez nos dá o direito legal para podermos alcançá-lo para nós. Jesus nos dá o cheque firmado e nós temos que cobrá-lo. A grande maioria das pessoas da Igreja, hoje em dia, vivem atesourando o cheque para quando morrerem, e nunca desfrutam da vida abundante que Jesus comprou para eles. Deus quer que possuamos todas as riquezas de Sua graça, aqui e agora, e pela eternidade. Jesus morreu por nossos pecados; isso não significa que toda a terra automaticamente é salva. Temos que receber o Evangelho, que nos arrepender de nossos pecados, deixar nossa vã maneira de viver, receber a Jesus em nosso coração e fazê-lo verdadeiramente o Senhor e diretor de nossas vidas, somente dessa maneira é que somos salvos. O mesmo sucede quando dizemos que Ele levou nosso cativeiro e nos fez sentar em lugares celestiais. Ele nos deu a vitória adiantada para que possamos sair de nossos cativeiros sem nenhuma oposição. E nos abriu o caminho para assentar e estabelecer cada parte de nossa alma nos lugares celestiais, com Ele.

Assim disso o Senhor: Em tempo aceitável te ouvi, e no dia de salvação te ajudei: e te guardarei, e te darei por pacto ao povo, para que restaures a terra, para que herdes assoladas heranças; Para que digas aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Mostrai-os. Nos caminhos serão apascentados, e em todas as alturas serão seus pastos. Não terão fome nem sede, nem o calor e nem o sol os afligirá; porque o que tem deles misericórdia os guiará, e os conduzirá a mananciais de águas. Isaías 49:8-10 Nesta passagem vemos claramente como Deus nos tem enviado a libertar aos cativos e a restauras a terra. Também vemos o processo de libertação: chamas aos presos e sair, e aos que estão em trevas que se mostrem. Uma vez feito isso, é necessário estabelecê-las nos caminhos do céu, nos pastos nas Alturas e junto aos mananciais de águas, onde possam comer e beber de Deus. Isso é um princípio elementar que temos que entender. Cada parte da alma tem que ser estabelecida em lugares celestiais. Nosso caráter, nossa vontade, nossa vida afetiva, as áreas sexuais, nossos pensamentos e cada fragmento que tenha ficado cativo. Temos que entregar nossa alma a Jesus e decretar que a fundamentamos no céu, para que seja ministrada pelo Senhor. O libertar de seus cativeiros a uma pessoa versus libertá-la dos demônios que a possuem da maneira tradicional, tem grandes vantagens sobre a sensibilidade do processo; vejamos porquê. Primeiro, em Jesus, nosso Messias, temos as chaves da morte e do inferno, se é que caminhamos em seus estatutos e estamos cheios do Espírito Santo. Segundo, no mundo espiritual temos a autoridade de Jesus em 100%. No reino invisível de Deus, que se manifesta através do âmbito profético, estamos completamente unidos a Ele, e não interfere nossa mente carnal. Mas quando lidamos com o entendimento mesclado ao espírito e tratamos de discernir os demônios, é possível que se atravesse nossa mente, nossa carne e certos níveis de incredulidade. Os casos de libertação se voltam extenuantes e muitas vezes não se obtém o êxito desejado. Logo, fazê-lo de forma profética é muito mais sensível e há bem menos esforço. Tudo o que Jesus logrou na terra o fez por meio de depender totalmente da unção profética: Respondeu então Jesus, e lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: Não pode o Filho fazer nada de si mesmo, senão o que vier fazer pelo Pai: porque tudo o que ele faz, isso também faz o Filho juntamente. Porque o Pai ama o Filho, e lhe mostra todas as coisas que ele faz; e maiores obras que estas lhe mostrará, de sorte que vós vos maravilhareis. João 5:19-20 Isso me disse a mim, que toda cura, milagre ou libertação que Ele fez, a viu primeiro no mundo espiritual. Jesus passava muito tempo orando no monte, buscando no Espírito a direção do Pai. E quando o via, então sabia que seria feita.

Jesus não deixou morrer a seus amigo Lázaro, tardando-se em chegar a Betânia. O Pai lhe havia mostrado em visão a Lázaro saindo da região da morte e ressuscitando; por isso não tinha nenhuma dúvida. Esta é a herança que Ele nos deixou: A realidade visível e audível do Reino de Deus através da unção profética do Espírito Santo. Tenho uma teoria pessoal, do que sucedeu quando Jesus foi libertar ao endemoninhado da região da Gadaréia. (Lucas 8:26-36) Essa era a região da sombra da morte, nas terras de Neftalí e de Zebulom, da que profetiza Isaías, e que já mencionamos anteriormente. O povo que andava em trevas viu grande luz: os que moravam em terra de sombra de morte, luz resplandeceu sobre eles. Isaías 9:2 A única razão pela qual foi ele foi a esse lado do mar da Galiléia, foi para libertar a esse jovem, e essa libertação afetou toda a região. O principado dessa região, eu creio que era o demônio chamado “legião”, que possuía o gadareno. Essa libertação sucede em um cemitério onde o jovem tinha sua morada. Os panteones são portas do inferno e um lugar adequado para que um poder territorial tenha seu centro de operações. Jesus ia com propósito e não a deriva, a ver o que encontrava. Ele sabia que pelejaria contra um espírito territorial. Desde que Jesus subiu ao barco entrou em um sono profundo e durante o trajeto se desencadeou uma tempestade. Se eu vou enfrentar a um principado nas regiões da morte, escolheria orar e não dormir. Porque Ele dormiu? Alguns êxtases ou visões na Bíblia sucedem-se quando o servo de Deus entra em um sono profundo. Como no caso de Daniel quando vê a batalha no céu entre Miguel e o Príncipe da Pérsia. Essa batalha conduziu a libertação do povo de Israel de seu cativeiro na Babilônia. (Daniel 10:8-16) Eu creio que Jesus entrou num êxtases no qual caiu em um profundo sono e aí Ele pelejou contra “a legião de Gadaréia”. Eu pelejei muitas vezes terríveis combates enquanto durmo. Meu corpo está na cama, mas meu espírito em grande ação. A batalha no espiritual, desencadeou a manifestação física de uma tormenta. Esta reação climatológica a tenho visto em grande quantidade de vezes quando estamos libertando uma cidade e entramos no mundo espiritual. Quando Jesus é despertado pelos discípulos, Jesus repreende a tormenta dizendo: “Cala, emudece”, à maneira de repreender um espírito das trevas. Ao se acalmar a tempestade, Jesus já tinha ganhado a batalha no Espírito contra a “legião” e tinha tirado a alma do garoto das regiões do Seol. Isso fez com que o jovem endemoninhado corresse ao seu encontro e se ajoelhasse diante Dele. E quando viu a Jesus de longe, correu, e o adorou. Marcos 5:6 Para poder fazer isso, sua alma já não estava cativa. Entretanto, vemos que todavia morava nele o espírito imundo, já que através dessa vítima senhoreava toda a região.

E lhe rogava muito que não o enviasse fora daquela região. Marcos 5:10 Esta é a forma em que fala um espírito territorial. Importava-lhe mais o território que o garoto. Em minha experiência, após ter libertado muitas cidades e territórios, este caso o temos visto em várias ocasiões. As mesmas tormentas se apresentam quando entramos na dimensão profética ao fazer guerra pelo Espírito e logo vemos libertações maravilhosas em pessoas atormentadas pelo diabo. A libertação tradicional se concentra em lançar fora a todos os demônios de uma pessoa, mas a deixam em suas prisões. Essa alma sentirá um alívio parcial, já que seus atormentadores foram expulsos. Mas nunca entrará nos níveis da Glória e da liberdade de se sentar com Jesus nos lugares celestiais, porque segue atrás das grades. Em outros casos o diabo, vendo que segue presa a pessoa, enviará novos atormentadores. Os libertadores tradicionais pensarão que regressaram os demônios, porque a pessoa abriu alguma porta. Mas a realidade é que nunca foi tirada para a liberdade. No caso da libertação profética de cativeiros, a pessoa é tirada de sua prisão, e não temos que lidar com todos os demônios que a encarceraram. Talvez tenhamos que lidar com algum guardião, se é que está presente no momento da libertação; mas em muitos casos as celas estão sem carcereiros. O diabo se dá por satisfeito de tê-los encarcerados e usa seus demônios para outras tarefas. Isso facilita o resgate. Uma vez que a pessoa está fora, e estabelecida em lugares celestiais, todos os demônios que a atormentavam já não estão com ela. Ficaram atrás, nas regiões de cativeiro. Os resultados, nessa forma de libertação, são muito mais poderosos e sumamente fáceis de levar ao cabo.

PROCESSO DE LIBERTAÇÃO DOS CATIVEIROS a) Por fé e declarando a Palavra. “Nem todos tem a habilidade profética de ver o Reino de Deus e o reino das trevas?” Isso se deve a ensinamentos errados. A verdade é que todo aquele que tem o Espírito Santo de Deus, pode entrar nas dimensões proféticas. O Espírito Santo é NECESSARIAMENTE PROFÉTICO. Não existe tal coisa como ter o Espírito Santo e não ter essa manifestação. E nos últimos dias, disse Deus, derramarei de meu Espírito sobre toda carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão; e vossos jovens verão visões, e vossos velhos sonharão sonhos: E de certo, sobre meus servos e sobre minhas servas, naqueles dias derramarei de meu Espírito, e profetizarão. Atos 2:17-18 Viu? Todos tem a unção profética. Logo, se você tem o Espírito de Deus, crie para ti e desenvolva essa habilidade.

Para conhecer o cativeiro de uma pessoa é necessário escutá-la, e logo deixar que o Espírito Santo através de seus dons de Palavra de Ciência (discernimento) e Profecia nos guie, para saber em qual classe de cativeiro está aprisionada. Em todo caso, suponhamos que não consiga ver o mundo espiritual, ou se encontra em uma situação em que não tem o tempo necessário para entrar nas profundidades do Espírito. Pode fazer uma libertação pela fé. Ao ouvir a problemática na que se encontra a pessoa, você saberá que está cativa em algum lado. Onde? Deus o sabe. Você, simplesmente recorre a verdade estabelecida em Isaías 49 ...Para que digas aos presos: Saí. E aos que estão em trevas: Mostrai-vos. Nesses casos, o que eu faço é falar para a pessoa de seu cativeiro e enchê-la de fé, para que creia que Deus a pode tirar nesse momento. Logo, faço-a sentar em uma cadeira e lhe peço que feche os olhos e que sinta esse lugar onde está presa. Eu me concentro em meu espírito e lhe digo: Estou frente a prisão onde estás aprisionada e estou abrindo a porta. Nesse momento a tomo fisicamente pelas mãos e a levanto da cadeira, fazendo a moção, como se estivéssemos saindo de algum lugar. Eu me asseguro que esteja sentindo como está saindo, continuando o meu diálogo com ela. Há ocasiões em que as almas cativas tem medo de sair ou desconfiança de que o diabo lhes faça algo em sua saída, pelo que é necessário acalmá-las e lhes dar confiança, enchendo-as de amor através de uma voz amigável e doce, ou abraçando-as. Uma vez que se acalmam, reiniciamos o processo de caminhar para fora. Há casos em que a pessoa perde o controle e começa a entrar no terror proveniente do lugar onde está. Ordene-lhe que tome controle de sua própria vontade e que tome a determinação de sair. Recorde-a que ela é dona absoluta de sua vontade e que o diabo não tem poder sobre o livre arbítrio do homem. Seja firme e não siga o jogo do diabo. Retome a ação de tirá-la, quando a pessoa tiver recuperado seu desejo de sair. Caminhe com ela, dizendo-lhe que estão saindo juntos, tranqüilize-a com suas palavras. Depois de alguns passos, eu a declaro entrando nas regiões de luz. E guiarei os cegos por caminho que não sabiam, eu os farei pisar por trajetos que não tinham conhecido; diante deles tornarei as trevas em luz, e rodeios na planície. Essas coisas lhes farei, e não os desampararei. Isaías 42:16 Eu me asseguro que estejam vendo a luz e uma vez que a vêem (Porque todos a vêem) então os estabeleço nas regiões celestiais. Lembre-se: os céus e a terra estão unidos em Jesus. O Reino de Deus faz acessível os céus e os podemos ver e experimentar. Às vezes Deus me leva a colocá-los nas alturas junto a pastagens formosas. Nos caminhos serão apascentados, e em todas as cimeiras serão seus pastos. Isaías 49:9b Outras vezes, junto a águas de paz.

Porque o que tem deles misericórdia os guiará, e os conduzirá a mananciais de águas. Isaías 49:10b Outras no regaço de Jesus, ou junto à árvore da vida e o Senhor lhes dá a comer de suas folhas, para receber cura.

Depois me mostrou um rio limpo de água da vida, resplandecente como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da rua da cidade e a um e outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando cada mês seu fruto: e as folhas da árvore eram para a cura das nações. Apocalipse 22:1-2 Há lugares formosíssimos lá acima. Moradas de Paz e de segurança onde a alma nunca mais se sentirá angustiada nem atormentada. E meu povo habitará em morada de paz, e em habitações seguras, e em recessos de repouso. Isaías 32:18 O lugar da luz e o lugar da sabedoria são regiões espirituais onde a alma se re-estabelece e se enche da presença e do conhecimento de Deus. Por onde vai o caminho para a habitação da luz, E onde está o lugar das trevas; Para que as leves aos seus limites e entendas os trajetos de sua casa. Jó 38:19-20 Na medida que liberte as pessoas dos cativeiros, estes lugares começarão a revelar em sua vida e serão cada vez mais acessíveis para você e o Senhor lhe dirigirá para onde estabelecê-los. Logo, é importante fechar as portas do cativeiro e da região que os tinha aprisionados e declarar que nunca mais esse lugar estará aberto para essa pessoa. Uma vez que a alma tenha ficado estabelecida nas Alturas será ministrada pelo céu, terá uma paz como nunca havia tido, sua saúde será restaurada e os medos com os que era atormentada irão embora. Às vezes é necessário tirar uma mesma pessoa de diferentes lugares; mas o mais importante é ensiná-los a depender de Deus e não de você. Enchêlos de fé e do conhecimento da autoridade que Jesus nos tem dado em Seu Nome. Temos que levar em consideração a possível existência de guardiões que possam estar cuidando da cela onde está a pessoa. Isso se manifesta através de uma resistência invisível, que esta impedindo o contato entre você e ela. Simplesmente, repreenda-o. Creia em sua autoridade e retome o diálogo com a pessoa. Pelo geral não são grandes demônios os que guardam as celas. Quando se trata de um espírito territorial, necessita forçosamente de um dom profético desenvolvido. b) Libertação profética nas regiões de cativeiro.

O primeiro que fazemos é entrar no Espírito. Isso é entrar em uma adoração profunda na que vamos acalmando o ruído da mente e vamo-nos sintonizando com o Espírito de Deus. Quando a presença de Deus é sumamente forte nossos olhos são abertos para ver o reino de Deus. Normalmente, o que se tem manifestado ante nós é o Trono de Deus ou sua Corte de Justiça. Uma vez que por meio da unção profética nos vemos frente ao Trono do Senhor, pedimos autorização e anjos que nos acompanhem para resgatar aos cativos. Já que nos são atribuídos um ou vários anjos, pedimos a Deus armaduras e armas de guerra. Em ocasiões, aos anjos se lhes outorgam salvo-condutos ou chaves que serão necessárias durante a libertação. Em visões de Deus, o Espírito começará a nos mostrar o mundo espiritual. Aqui entram em operação os dons da palavra de ciência e os dons proféticos de revelação. É importante determinar que é o Espírito Santo quem dirige a experiência e não nós. Partimos do princípio que o que se tem unido a Jesus é um Espírito com Ele (I Coríntios 6:17) Também que, em Jesus os céus e a terra são uma mesma coisa (Efésios 1:10). Logo, se eu sou um espírito com Jesus e os céus estão em Jesus, eu tenho toda a possibilidade de ver, ouvir, e sentir tudo o que Jesus vê, ouve e sente no Reino dos Céus. Esta premissa, em poucas palavras, é o que significa entrar no Reino de Deus. Como disse antes: No mundo espiritual somos 100% “Um” espírito unido a Jesus e não há nem dúvidas, nem carne que interfiram. É como estar vendo um filme ou caminhar dentro dele, como uma câmara subjetiva, que toma o lugar do personagem e avança por onde ele vai passando. É no fundo uma batalha muito sensível. No âmbito profético, nossas armas são poderosíssimas, todos os demônios nos temem e temos toda autoridade. Agora, a sujeição para a direção do Espírito Santo, quem dirige os anjos é indispensável. No faço nada que não veja fazer o Pai. Nessa dimensão espiritual, há demônios a quem não se nos permite tocar no trajeto, e há cativos fora de nossa missão específica, que não se nos é permitido libertar nesse momento. É necessário maturidade, entendimento e total santidade para entrar nesse nível de batalha. Meu conselho é: se você não é um libertador experiente, não se meta nesse nível até que Deus o dirija. Ou sua vida não está em ordem, ou não tem uma cobertura espiritual sobre sua vida, que o respalde em matéria de libertação e guerra espiritual, por favor espere que estes fatores estejam presentes. Sempre pode operar no nível de fé e autoridade que Jesus lhe tem dado, como expus anteriormente. c) Auto libertação de cativeiros. Toda pessoa cheia do Espírito Santo pode se auto libertar. A parte mais importante de você mesmo tem sido entregada e consagrada a Jesus, isto é, seu espírito. O Senhor lhe tem dado toda sua autoridade e as chaves do Reino de Deus são para todos os que tem a revelação do Messias em seu coração. Entre essas chaves estão as que correspondem às regiões de Cativeiro.

Mas eu também te digo, que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E a ti te darei as chaves do reino dos céus; e todo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Mateus 16:18-19 Assim disse Jeová a seu ungido, a Ciro, ao qual tomei eu por sua mão direita, para sujeitar gentes diante dele e desatar lomos de reis; para abrir diante dele portas, e as portas não se fecharão: Eu irei diante de ti, e endereçarei os lugares torcidos; quebrantarei portas de bronze, e ferrolhos de ferro farei pedaços; e te darei os tesouros escondidos, e os segredos mui guardados; para que saibas que eu sou Jeová, o Deus de Israel, que te ponho nome. Isaías 45:1-3 O que Deus disse a Ciro, Rei da Pérsia, está dizendo-o para todo aquele que tem entrado em Seu Reino. Jesus nos tem feito reis e sacerdotes, ele nos tem limpado e nos tem colocado nome novo, para Deus seu Pai. Assim que nessa autoridade, peça ao Senhor que lhe mostre onde está cativo. Veja-se nesse lugar aprisionado. Essa é tão somente uma partezinha de sua alma. Com o resto de seu ser, quem está cheio de autoridade e de Deus, olhe-se abrindo a porta de seu cativeiro. Expulse fora qualquer demônio que se interponha soprando fortemente para fora esse espírito. Todo espírito é ar e você tem a autoridade para expulsá-lo para fora. Faça-o com fé, crendo. Mais poderoso é Jesus que qualquer demônio que você possa ter. Uma vez aberta a porta de seu cativeiro e rompendo as cadeias, se é que as tem, tome da mão a essa pessoinha, que é você que está presa e tire-a dali. Logo, peça a Deus que a receba nos lugares celestiais e a entregue para Ele. Todos podemos fazê-lo. Em Jesus somos forte e poderosos. Se você tem o Espírito Santo, dependa dEle e não dos homens, O Espírito quer treiná-lo, levantá-lo e fazê-lo um verdadeiro filho de Deus. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, os tais são filhos de Deus. Porque não tens recebido o espírito de servidão para estar outra vez em temor; mas tens recebido o espírito de adoção, pelo qual clamamos. Abba, Pai. Romanos 8:14-15 Eu tomei esta revelação, muito seriamente em minha vida. E fui estabelecendo em lugares celestiais cada parte de minha alma. As partes que estavam em regiões de morte, as estabeleci em lugares de saúde. E eu sei que a enfermidade não me toca. Ela me pode atacar, como um engano, mas não pode prosperar em mim, e se dissolve imediatamente. As partes que estavam em angústia, opressão ou temor, agora estão em lugares de paz, bebendo dos mananciais de vida. A que estava acusada e quebrantada por todos os ventos de perseguição, agora está em Castelo fortificado. No segredo de tua presença os esconderás da conspiração do homem: tu os colocarás em um tabernáculo acobertado de

contenção de línguas. Bendito Jeová, Porque tem feito maravilhosa sua misericórdia para comigo em cidade fortificada. Salmos 31:20-21 Estas não são somente palavras bonitas. São uma realidade, se entendermos que temos que posicionar nossa alma em lugares celestiais. Jesus veio para unir os céus e a terra. Isso é o que significa possuir Seu Reino. Fazer que todos seus desenhos e os benefícios do céus se manifestem em nossas vidas. Mas isso dependerá de onde se encontre cada parte de nossa alma. Em capítulos anteriores, quando falei das regiões de morte, mencionei como os hospitais são portas espirituais onde as almas ficam aprisionadas. Estamos demasiado acostumados a ouvir que os filhos de Deus tem que ir a estes lugares e não temos parado para pensar que não são para nós. Jesus não pagou o preço tão horrendo de ser torturado e traspassado por nossas enfermidades para depois nos mandarmos para um hospital. É como se Ele dissesse: “Levei tuas enfermidades, mas na realidade não funciona. Melhor, encha-se de medicamentos feitos pelos homens, porque eu decidi usar os médicos, porque minhas chagas não são suficientes”. Não é isso a coisa mais ridícula que você já escutou? Ou padeceu por nossas enfermidades, ou não o fez! E se assim foi, Porque seria a vontade do Pai ignorar os padecimentos de seu filho e usar a força do homem? Verdadeiramente você crê que um antibiótico tem mais poder que as chagas de Jesus? Essas feridas, através das quais sai todo o poder que venceu a enfermidade e a morte. O problema é que nossa mente está aprisionada, em regiões de temos da morte. E queremos ter o controle de nossa saúde e não dá-lo a Deus. A medicina, e os hospitais mataram a minha irmã gêmea, a meu pai e a muitos de meus amigos. Mas esse não será meu destino nem o dos que queiram ir às alturas maiores com Jesus. Meu esposo e eu fizemos um pacto com Deus. De não nos dobrarmos ante “Pharmakéia”, que é o nome que recebem tanto o espírito da feitiçaria como o da medicina. E dissemos como Sadrac, Mesac e Abdenego, diante do forno de fogo ao que Nabucodonozor os queria lançar: Eis aqui nosso Deus a quem honramos, pode nos livrar do forno de fogo ardente; e de tua mão, Oh rei, Ele nos livrará. E se não, saibas, Oh rei, que a teu deus não adoraremos, nem tampouco honraremos a estátua que tens levantado. Daniel 3:17-18 Poderoso é nosso Deus, para nos livrar da enfermidade! E as chagas de Jesus não serão em vão para nós. Se são verdadeiras, que o sejam. E se não quiser nos livrar, que nos receba em sua Glória, mas não nos dobraremos. Desde que fizemos este decreto, a enfermidade não prospera em nossa casa, a dor não tem lugar, nem o diabo em nenhuma de suas formas, tampouco. Estabelecemos nossas almas em lugares de saúde. Comemos da árvore da vida através da Santa Ceia, todos os dias, e as chagas de Jesus resplandecem de poder em todo nosso organismo.

O Senhor nos levou a mudar órgão por órgão de nosso corpo, pelos órgãos de Jesus. Coração, rins, pulmões, tudo. Os hospitais e os médicos são para os que não conhecem a Jesus, e para os que estão em processo de romper estruturas de pensamento, ou para os que não sabem que realmente se pode viver neste nível de glória, porque nunca foram ensinados dessa maneira; Mas Deus o está chamando a encontrar níveis maiores em sua relação com Deus. A alcançar vitórias radicais. Porque isso é o que Jesus conquistou para você. De nenhuma maneira condenamos ao que todavia toma remédios ou tem que ser operado de algo. Mas queremos lhe anunciar que em Jesus há melhores e mais perduráveis soluções que podem ser suas, também. A alma tem que ser estabelecida em Deus. Temos que aprender a morar nEle e com Ele. Fazer do céu uma realidade, que todos possam ser em nossas vidas. A alma que tem sido resgatada e trasladada a regiões de luz é a que mora com o Senhor e se nutre dEle e o mal não o pode tocar. A morada de Deus, é um lugar para habitar, não para visitar aos domingos. É o lugar de nossa paz e de nossa segurança. O que habita no abrigo (no lugar secreto, nas habitações) do altíssimo, morará debaixo da sombra do Omnipotente. Direi eu a Joevá: Esperança minha, e castelo meu; Meu Deus, nEle confiarei. E ele te livrará do laço do caçador: Da peste destruidora. Com suas plumas te cobrirá, e debaixo de suas asas estarás seguro: Escudo e broquel é sua verdade. Não terás temor de espanto noturno, Nem de seta que voe de dia; Nem de pestilência que ande na escuridão, Nem de mortandade que no médio do dia destrua. Cairão ao teu lado mil, E dez mil a tua direita: Mas a ti não chegará. Certamente com teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios. Porque tu tens posto a Jeová, que é minha esperança. Ao Altíssimo por tua habitação, não te sobrevirá mal, Nem praga tocará tua morada. Pois que seus anjos mandará acerca de ti, que te guardem em todos os teus caminhos. Nas mãos te levarão, para que teu pé não tropece em pedra. Sobre o leão e o basilísco pisarás; esmagarás ao filhote do leão e ao dragão. Por quanto em mim tens posto sua vontade, eu também o livrarei: Eu o colocarei no alto, por quanto tem conhecido meu nome. Invocar-me-á e eu lhe responderei: Com ele estarei eu na angústia: eu o livrarei, e o glorificarei. Saciá-lo-ei com larga vida, e lhe mostrarei minha saúde. Salmo 91 Meu anelo e minha oração é que este livro seja uma inspiração que o direcione a entrar em uma liberdade gloriosa. Que abra sua visão e seu entendimento para crer que sim, pode-se viver uma vida na paz, no gozo, e na saúde do Reino de Deus. Tome tempo para você mesmo, análise as áreas onde sua vida não está experimentando a total vitória que Jesus comprou para você, por preço de sangue. Peça ao Espírito Santo que lhe mostre onde pode estar cativa sua alma. Tome então a autoridade que Jesus lhe deu e determine-se a ser livre.

Recorde, sua vontade é sua e de mais ninguém. Deus não a pode tocar e o diabo menos. Então, determine-se a encontrar sua liberdade a qualquer custo e verá como o diabo fugirá de sua vida. Tudo posso em Cristo que me fortalece. Filipenses 4:13 Escute o chamado que Deus lhe faz, primeiro para sair a liberdade e logo para resgatar a outros. Eu Jeová te tenho chamado em justiça, e te sustentarei pela mão; eu te guardarei e te colocarei por pacto ao povo, por luz às nações; Para que abras os olhos dos cegos, para que tires do cárcere aos presos, e de casas de prisão aos que moram em trevas. Isaias 42:6-7

Sessão DOIS Testemunhos de Assombrosas Libertações de Cativeiros, por diferentes Ministérios, em diversas Nações.

Capítulo 8 “Um endemoninhado Gadareno” pela profeta Flory González México A poderosa libertação de um Satanista, Que vivia em uma cova no Brasil Rio de Janeiro, ano de 2005. Fazíamos um tour de guerra espiritual pelos arredores da capital carioca, para libertar esta cidade. A noite antes de sair para a cidade de Petrópolis, o Senhor me submergiu em um sono profundo. Eu me vi entrando em uma cova. Era um lugar cheio de demônios. Vi bruxos e “Pais de Santo” fazendo todo tipo de pactos sobre a região. O Senhor me mostrava que era como um centro de controle, desde onde o inimigo operava para enlaçar em pactos a milhões de pessoas. Quando eu me despertei, sabia em meu espírito que esse lugar era real e que tínhamos que encontrá-lo. Comecei a perguntar entre os pastores e intercessores da equipe se conheciam um lugar assim. Mas ninguém me podia dar a informação. Sem demora, Deus orquestraria todas as coisas. Nós nos adentramos na estrada e, sobrenaturalmente, estando a caminho da cidade de nosso objetivo, o Senhor me fez para o carro em um caminho de terra. Meu coração palpitava enquanto a clara direção do Espírito me ordenava que tomássemos esse caminho. Assim o fizemos. Em pouco tempo descobrimos o lugar que eu tinha visto em sonhos.

Estávamos emocionados ao ver com que precisão Deus nos dirigia. Descemos da caminhonete. Nas árvores e nos recantos ao redor da colocavam todo o tipo de trabalhos de feitiçaria. Fotografias, cabelos atados com laços vermelhos e negros, frascos vazios, pedras queimadas e resíduos de parafina. Um odor de podridão e de morte emanava por todos os lados. Ao nos aproximarmos do fétido fedor de sangue podre, tínhamos náuseas. Cobrimos os nossos rostos para poder avançar. Por todos os lados havia “knisis”; estes são potes onde se colocam os trabalhos de vudú e de umbanda, para atrair aos espíritos “Loas”. Em meu coração eu perguntava a Deus o que era aquilo e o que queria que fizéssemos. Como iríamos desfazer todos esses feitiços? Mas Ele me disso: “Eu não te trouxe para isso, quero que adentres até o fundo da cova”. Fiquei um tanto surpreendida pela resposta, mas decidi obedecer. Lentamente, avançamos. Era, literalmente, como entrar no inferno. Fedia a carne podre por todos os lados e esse odor fazia insuportável o nosso caminhar. Ao chegar na parte mais profunda vimos entre a escuridão, apenas iluminado pelas velas dos feitiços, um ser que nos olhava. Era um jovem extremamente magro e sujo; sua barba e suas unhas largas estavam cheias de sangue seco e excrementos. Seu rosto estava coberto por uma espessa crosta de encardido assim como suas roupas. Jazia todo encolhido atrás de uma fogueira apagada na que todavia se sentia o odor de carne queimada e das ervas próprias dos encantamentos. Em seu colo estavam colocados os coloridos “colares de santo”, próprios do vudú. Sua presença era tenebrosa e maligna. Subitamente, cravou seus olhos nos meus. Estava olhando o diabo em carne e osso. Com voz áspera e de escárnio nos perguntou se nós também vínhamos a enterrar os vivos. “Não!”, exclamei com grande autoridade. “Viemos por ti”. Começou a rir, zombando de nós. Em meu espírito orava todo o tempo, buscando a direção de Deus. Estava calma e em total domínio. A voz do Senhor me disse que o tirasse dali e que o levasse para a entrada da cova. Sabia que estava ante um caso como o endemoninhado gadareno, ao que libertou Jesus, o qual vivia entre os sepulcros. A presença de Deus me fortalecia e me enchia de valor. Sem titubear eu o temei pela mão. “Você me queima! Você me queima!”, vociferava, enquanto deixava que o guiasse até a entrada da cova. Sabia que havia anjos nos guardando e nos rodeando em todo momento. Ouvi a voz de Jesus que me dizia: “É o filho de um pastor”. Eu fiquei gelada. Mas com segurança lhe disse: Teu pai é um pastor, o que você faz aqui? O garoto se encheu de ira e dor ao mesmo tempo e me declarou que seu pai o tinha violado e entregado a um “Babalao” (bruxo do Brasil) com a idade de seis anos. Este o tinha treinado para fazer todo tipo de trabalhos de feitiçaria, para fazer zumbis para as pessoas, para levar a cabo os mais grandes conjuros através da Umbanda e do Candomblé (Formas de alta magia). Fora consagrado como sacerdote. Sua voz mudou então, e maliciosamente me perguntou meu nome. Eu não o declarei. Os guerreiros oravam sem cessar, dentro e fora da cova. Sentia-se a opressão e a tensão de uma guerra muito forte. Tomei a autoridade em silêncio e comecei a adorar a Deus enquanto entrava no Espírito. O Senhor me exortava a tirá-lo de seus cativeiros. Essa

cova era a manifestação física das terríveis prisões nas quais ele se encontrava. Uma visão se abriu diante de meus olhos e me vi diante do Trono de Deus. Sua presença me cobriu com uma armadura de ouro e de luz, mesclados, e um enorme anjo veio ao meu encontro. Em suas mãos empunhava uma espada e um escudo. E o Senhor me disse que o seguisse. Começamos a entrar em lugares profundos, eram como cavernas que nos dirigiam a funduras cada vez maiores. Ouviam-se os gritos de gente atormentada, mas o Senhor não me permitia olhá-los. Instava-me a adorá-lo continuamente em meu espírito e a não voltar, houvesse o que fosse. Chegamos a um lugar onde havia muitas pequenas cavernas com parapeitos de ferro que as fechavam, correspondia ao tipo de tormento que infringia. A alma fragmentada do garoto se encontrava aprisionada em cada uma delas. A entrada desse lugar tinha um gigantesco guardião de impactante musculatura, mas disforme; uma mescla de mole e de besta ao mesmo tempo. O anjo me disse: Chama-se “violação”. Peça perdão pelo pecado do pai do jovem e ordena ao demônio que se aparte e deixe de custodiar estas prisões. Assim o fiz. Tomei o lugar me identificando com ele para que o Senhor recebesse minha intercessão. Logo que exigi que se apartasse; não conseguia me ver já que a luz de minha armadura o cegava e o intimidava de grande maneira. Nesse momento, apareceram junto a nós vários anjos que o envolveram em uma espécie de rede e o levaram. Seguimos até adiante e entramos em uma cova cheia de densas trevas. Era uma negrura indescritível. Ouviam-se os gritos e lamentos de alguém em profunda dor. A luz que radiava de nós foi aclarando a cena. Era o garoto. Estava algemado com grilhões na parede da cova. Vários demônios o torturavam e zombavam dele. Diziam-lhe: “Aqui tu ficarás para sempre, quando morreres virás a esse lugar”. Recordavam-lhe todos os trabalhos de bruxaria que tinha feito, enquanto lhe cravavam agulhas por todo o corpo e ainda nos olhos. Era um contínuo escárnio (tortura) mental e físico. Eu os ouvi outra vez: “Tu nos deste o direito!”, vociferavam e riam-se dele. A alma do garoto chorava e os amaldiçoava. Eles não cessavam de lastimá-lo. Ouviam-se os tambores e os ritmos de invocações vudús e cada golpe de tambor era um açoite sobre ele. Olhava a cena, perguntando ao Espírito Santo o que fazer já que havia muitos demônios forte e terríveis ao redor dele. “Tenha paz”, disse-me, ele te temem porque vem minha luz. Simplesmente lhes diga que se apartem, que já não tem quem os proteja. O Senhor me revelou como sem o guardião eram totalmente vulneráveis. Abrimos a grade atrás de onde se encontravam. Íamos entrar, mas nos demos conta que não havia chão. Eram como poços sem fundo desde onde subiam e desciam os demônios que o atormentavam. Estes, ao nos verem, afundaram-se nos abismos, deixando o jovem sozinho. O anjo tirou-lhe os grilhões e nesse momento pude ver seu rosto. Era o de um adolescente débil e atormentado. Uma maravilhosa presença deixou-se sentir naquele momento. Jesus mesmo tinha descido a esse lugar. Sua luz resplandecente e seu amor o inundaram todo. E vimos como a alma do garoto fundia-se dentro do corpo do Senhor. Ao sair dali, os poços se fecharam por trás de nós.

Seguimos adiante e Jesus conosco. Chegamos a outra cova. Não havia a mesmo negrura que a anterior. Sentia-se ódio e um odor indescritível no ambiente. Era uma prisão de violação. Vimos o fragmento da alma que estávamos buscando. Era o mesmo garoto mas tinha tão somente seis anos de idade. Havia demônios que o violavam um atrás do outro, enquanto ele amaldiçoava a seus pais. Apesar da curta idade do menino, de seus olhos saía ódio e homicídio. Perjurava continuamente. Cada vez que o ódio saía de sua boca, a cova se enchia de um odor de morte. Um líquido mal cheiroso corria pelas paredes, era “a amargura”. Dentro da cova aparecia continuamente como num filme, o momento em que o pai o violou. Como o golpeava brutalmente enquanto lhe roubava sua inocência. O garoto gritava cheio de ódio até a imagem de seu pai: Não creio em Deus! Tomara que você morra! Comecei a lhe pedir perdão, como se fosse o seu papai. Eu também chorava, tratando de convencê-lo que Jesus o amava e que o que tinha acontecido a ele não provinha de Deus. Ele gritava dizendo que o único que o amava era satanás. Comecei a clamar por misericórdia e a perdoar como se eu fosse o garoto. Ele estourava em gritos: “Cale-se, cale-se estás me entristecendo!”. Mas cada vez que eu perdoava, a alma ia-se acalmando. Quando se tranqüilizou, eu lhe pedi perdão a ele, como se fosse seu pai. Ele aceitou e o pudemos tirar. Eu fiz o mesmo que na cova anterior. Radiamos a luz de Jesus e ordenamos aos demônios que se fossem. Saíram expelidos ao nos verem. Vi então como a alma do menino corria a Jesus e se fundia nele. Chegamos depois a uma terceira cova. Encontramos o seguinte fragmento da alma do jovem. O piso era um lodo que cegava onde se moviam um incontável número de serpentes que o mordiam. De suas presas destilavam ódio que injetavam na alma do garoto. A cada mordida, o amaldiçoava e perjurava sem cessar. Era um contínuo tormento. A alma estava toda cheia de chagas pelas mordidas, e estas supuravam uma pele fedida e asquerosa. A alma do garoto se retorcia em profunda dor. Uma vez mais, ao nos ver, as serpentes fugiram e pudemos tirar o jovem desse lugar e reintegrá-lo a Jesus. A última cova na qual o encontramos estava vazia, não havia demônios que a custodiavam. Encolhida, como um animalzinho assustado; a alma do garoto chorava amargamente. Era tão sozinho um menininho pequeno. Nós nos aproximamos para tirá-lo dali, mas ele não queria sair. Tinha muito medo. Eu lhe disse então que Jesus o amava e que o queria tirar daquele lugar. Mas ele, soluçando, disse-me que ele não queria a Jesus. Que era mentira que Ele o amara. “Ele não me ama, ele não me ama!”, dizia, tragando suas palavras com seu pranto. Eu lhe disse que Jesus me tinha enviado para ajudá-lo. O anjo o tomou então em seus braços e ele se agarrou em seu ombro e o tirou dessa cova. Ao sair, foi-se convertendo em um pequeno bebê, o qual se uniu a Jesus. Entendi que o rechaço o tinha cativado desde o ventre de sua mãe. O Senhor me deu a ordem de sair do mundo espiritual e dessa maneira eu me vi outra vez na cova terrena frente ao garoto. Seus olhos me olhavam. Mas já era outra pessoa muito diferente. Estava cheio de ternura. Seus lábios se abriram e me disse: Sou livre! Eu o instruí que retirasse os colares do pacto com Satanás e a renunciálo e assim o fez. Recebeu a Jesus em seu coração e o tiramos daquele lugar, para que voltasse com sua mãe, quem o amava e anelava seu retorno.

Esta experiência tem sido uma das mais fortes libertações de cativeiros que o Senhor me tem permitido viver. Eu tenho visto já tantas vidas transformadas, quando as tiramos de suas prisões, que podem começar uma vida nova na liberdade que Jesus conquistou ara eles. Eu dou graças a Deus por ter-me ensinado esta forma tão eficaz de ajudar as pessoas. Eu mesma tem entrado em um nível diferente de gozo, de paz e de vitória, ao abrir as prisões e sair de onde eu também estava cativa desde menina. A Jesus seja toda a honra e a glória pelo que padeceu por nós, para que fossemos livres. Capítulo 9 Fui liberto do Cativeiro de Homossexualismo e das Drogas Por David Silva Ríos Guayaquil, Ecuador Sou do Ecuador, e nesta data tenho trinta nos de idade. Na atualidade, eu sirvo ao Senhor meu amado Jesus em um ministério de intercessão e guerra espiritual. Junto com outros, temos o objetivo de tirar as pessoas dos cativeiros onde satanás as tem metido por causa da iniqüidade e decretos entre gerações. Esse testemunho é para louvar ao meu amado Rei Jesus. Antes de conhecer a Cristo, eu servia o diabo de diferentes formas, homossexualismo, drogas, alcoolismo, bruxaria, roubo, estafas e tantas outras coisas. Não me sinto orgulhoso de escrever isto mas eu o considero necessário para dar a conhecer a obra redentora de meu Rei. Cresci em um lugar onde convivíamos dez pessoas. Estávamos na total pobreza, e o diabo se tinha encarregado de nos destruir como família. Meu pai nos deixou quanto eu tinha tão somente dois anos, depois de torturar a minha mãe e tratá-la com grande violência. Com o tempo, veio viver conosco meu padrasto. Era um homem muito cruel, que nos maltratava a todos, incluindo a minha mãe, e tentou violar as minhas irmãs pequenas em muitas ocasiões. Por causa disso tudo fui crescendo com muita dor, amargura e ódio sobre a figura paterna. Em muitas ocasiões não tivemos onde viver. Dormíamos em lugares públicos e não tínhamos como manter nossos estudos. Lembro-me que tínhamos que ir aos lixões para procurar sapatos velhos e poder ir assim para a escola. Passávamos muita fome, muitas vezes a comida somente era suficiente para dar de comer a meus irmãozinhos menores. Todo esse sofrimento me conduziu a me refugiar no álcool. Comecei a ingerir toda classe de licor, em uma ocasião alguém me abusou sexualmente. Isso marcou minha vida e me encheu de demônios, os quais tomaram meu corpo físico tornando-o no de uma mulher. Toda minha aparência era feminina. Comecei a consumir drogas, a ter relações homossexuais com todo mundo. Eu me fiz muito conhecido pelos escândalos na via pública. Por todos os lados, era visto rodeado de homossexuais. Depois eu me envolvi com roqueiros e terminei enveredando-me com satanistas. Nesse momento eu já tinha alcançado a maior idade.

Foi então quando um jovem enviado realmente do céu me ofereceu sua ajuda: mas eu não a aceitei. Hoje sei que Deus já tinha um plano para a minha vida. Passaram-se dias, eu me encontrei em uma situação desesperada e a única coisa em que pensava era em suicidar-me. Eu o tentei em diversas ocasiões mas todas se frustraram. Eu me sentia muito destruído com muito ódio em meu coração, estava cheio de amargura e de ressentimento por tudo o que tinha vivido. Uma madrugada, algo dentro de mim me fez sair a buscar o jovem que me tinha oferecido sua ajuda: ele me levou a uma clínica de reabilitação onde permaneci por dois anos. Os trabalhadores no hospital pertenciam a um ministério cristão chamado “Restauração em Cristo”, o pastor principal me atendeu, ele se chama Carlos Elias Moreira Moreno é um servo de Deus cheio de amor pelas almas. Minha vida se endereçava graças a Deus, mas na área do homossexualismo, eu não conseguia a vitória. Continuava com desejos de estar com varões, e sofria porque eu queria agradar a Deus, mas não podia. Era algo mais forte que minha vontade. Isso fazia com que às vezes voltavam a reluzir a amargura e o ódio que havia dentro de mim, especialmente contra as mulheres. Tinham-me tratado de libertar muitas vezes na clínica, acredito até que foram umas vinte ocasiões, mas nada funcionava. Clamava a Deus por minha libertação, quando O Pai no céu me falou, e me disse que Ele já tinha preparado o encontro com alguém que me libertaria definitivamente. Eu me encontrei então com um irmão que sabia de meus problemas e que trabalhava com um ministério que fazia eventos para todo o país. Ele me disse que viria ao Ecuador Ana Méndez Ferrell com seu esposo, e que ele estava encarregado dos obreiros servidores. Ele me disse que se eu quisesse ele podia arrumar as coisas para que eu pudesse vê-los. Então me designaram como responsável pela mesa dos livros, e foi assim, quando se aproximou a profeta Ana Méndez Ferrell ao stand para me dar umas instruções de vendas. Nesse momento o Senhor me falou e me disse: “Esta é a mulher que eu tenho trazido para tua libertação” ALELUIA, LOUVADO SEJA MEU PAI ETERNO! Terminou o tempo do congresso e fui ao hotel onde estavam hospedados para lhes prestar as contas. Ela e seu esposo eram literalmente como de outro mundo, cheios de tanta humildade e tanto amor terno, emanavam um poder tremendo mas que não intimidava. Eu fiquei atônito, com tudo o que meus olhos podiam ver e experimentar. Foi uma sensação de paz como nunca antes tinha sentido. A única coisa que pensei foi que estes sim eram filhos de Deus e que eu queria ser como eles! Eu lhes dei as contas e ela me perguntou qual era a minha necessidade. Eu lhe contei tudo e me convidaram para o dia seguinte para me libertarem. Fui com meu amigo Armando León, ele é um servo do Senhor que nesse tempo tinha acabado de se converter. Eles me receberam muito amorosamente como se eu fosse alguém muito importante, foram muito atentos conosco. Eu comecei a lhes explicar todos os sonhos que eu tivera, luares onde me tinham levado os demônios, disse tudo, sem máscaras. Chegou o momento que ela me disse que meu problema era que eu estava em lugares de cativeiro infernais. Pensei comigo em meu interior, como é isso possível se eu não estava morto. Eu sempre

pensara que somente os que já tinham perecido eram os que podiam ser atormentados em um lugar assim. Ela muito gentilmente me explicou tudo com base bíblica porque eu era bem teólogo e religioso demais no momento. Começaram a orar e pediram ao Pai um anjo para que me assistisse. Ele enviou dois, e eles os viam. Os descreviam, mas eu não acreditava. Num momento, de repente me foram abertos os olhos espirituais e os vi pela primeira vez. Vi algo espiritual da parte de Deus, e meu corpo começou a tremer e sentia que estava desmaiando, era uma sensação de morte terrível. Um dos anjos me tocou e me disse: Tenha ânimo. E nesse instante recobrei as forças. Seguiram orando. Pediam ao Pai que lhes mostrasse os lugares de cativeiro nos quais eu me encontrava, e assim foi. Deus nos levou literalmente aos lugares onde estava minha alma. Eram diferentes regiões e cárceres. O mais espantoso que lembro era como uma cova onde me tinham deitado como numa mesa de madeira velha. O lugar estava cheio de lama, era úmido e quente demais. Saia vapor das paredes e do solo, era como um coração. Nesse lugar estava eu, totalmente atado, as cordas eram como que da grossura das que usam os barcos para sujeitar as velas. Estas estavam fixas no chão e encarnadas em minha pele. Pareciam muito antigas, já que estavam oxidadas e coladas em mim. Havia muitos demônios ao redor da mesa, uns e outros fendiam coisas em minha pele. Todos me atormentavam. Estava vendo no espiritual o que eu sentia no natural. Todos os pensamentos de ódio, de rancor, de dor, de homossexualismos eram literalmente demônios que escutávamos falar. A serva do Senhor pediu ao Pai que enviasse anjos para me soltar. Ela e seu esposo lhes davam ordens e os anjos se sujeitavam. Eles lhes diziam que rompessem as ataduras e o faziam. Cada corda que se rompia, eu a sentia no natural, em meu corpo físico. Era como se estivessem realmente encarnadas em minha pele, e doía quando as tiravam. Podia sentir tudo o que se sucedia. Meu amigo Armando que estava me acompanhando, também viu esse cativeiro. Ele me disse que era como um altar onde me tinham. Estivemos em vários lugares das trevas, por cerca de uma hora e meia. Havia muitas celas incrustadas nas paredes, com barrotes muito oxidados e muito sangue. Foramme tirando de todas essas prisões e lugares de tormento. Os anjos sempre estiveram junto a nós nos ajudando, nunca nos deixaram. Emerson Ferrell viu que um demônio estava cravado em minha coluna. Era um guardião de minha alma. Estava designado para promover a mentira. O arrancaram de mim, e foi como o destampar de uma rola, tudo começou a sair. Podia ver todo o ódio, o rancor, a dor, o desespero, a ruína, a pobreza, Deus estava tirando tudo. A irmã Ana quem dirigia a oração, pediu ao Senhor que nos tirasse dali e que nos levasse a lugares celestiais para que minha alma fosse estabelecida neles. Os anjos me sustentavam porque estava muito debilitado. Começamos a subir. Atravessamos uma região que parecia como o mar. Tudo era cor chumbo e havia túneis como redemoinhos na água. Prontamente apareceu um grande resplendor como se fosse mesmo o sol. E fomos absorvidos pela luz a lugares celestiais. Tudo se transformou em um lugar formosíssimo. Era um lugar cheio de paz, de santidade, de pureza e de luz brilhante. Voltamos ao quanto de hotel onde nos encontrávamos e então vi a Jesus. Ele mesmo tomou o lugar de meu pai terreno. E me disse “perdoa-me filho meu mui amado David por ter falhado tanto com você desde menino”, foi algo tremendamente poderoso o que ocorreu, senti que meu corpo explodia, o

filho de DEUS me pedindo perdão a mim quando era eu que tinha falhado com ele, eu tinha-o cravado descaradamente a faca em sua face. E me disse então que tinha vindo a me encher de amor e a serva me abraçou e me envolveu o amor, era como uma pessoa cheia de luz, não era ela, era JESUS mesmo nela. Não sei como explicá-lo mas foi tão real. Logo ela tomou o lugar de minha mãe e de meu pai e pediu a Deus que arrancasse de mim a iniqüidade de homossexualismo que vinha de meu pai. Atualmente tenho 6 anos servindo ao Senhor. Meu serviço é no local inicial de reabilitação onde me ajudaram, e Deus nos tem levado a formar uma rede de intercessão na nação do Ecuador da qual sou o coordenador geral junto ao meu pastor, com uma equipe preciosa que Deus formou. Estou debaixo da cobertura do homem que me ajudou. O pastor Carlos Elias Moreira aqui no Ecuador. E debaixo da cobertura apostólica e profética dos irmãos Ferrell. Deus nos tem levado a diferentes batalhas de guerra espiritual para libertar os lugares de maiores trevas em meu país. Atualmente temos “A escola para intercessores” onde treinamos ao exército de Deus para fazer frente ao inimigo, para manter a liberdade dos territórios e estabelecer o Reino de Deus na terra. Deus me tem provido de minha própria empresa, também velamos por diferentes ministérios que estão debaixo de nossa cobertura. ESTE TESTEMUNHO É SOBRE O QUE FAZ DEUS POR AMOR A SEUS FILHOS. A ELE DOU TODA A GLÓRIA E HONRA A COROA É PARA ELE SOMENTE. A ELE ALELUIA! Capítulo 10 A Libertação de Philip Gabriel e Rose Du Roi (pseudônimos) Suiça Resgatado do Autismo e Deficiência Mental e Física Os poderes das trevas estão sumamente conscientes da importância que tem afetar a um ser humano desde sua terna infância. É nesse tempo de grande fragilidade que tratam de colocar ganchos na alma dos meninos para usá-los mais tarde e arrastá-los assim para os seus decadentes planos. A gravidez de minha esposa Rose foi de alto risco; Teve várias perdas de sangue em diferentes períodos, mas sempre tomamos a autoridade em Cristo Jesus e o médico nos animava dizendo-nos que tudo ia sair bem. Chegou o momento em que nasceu o nosso filho Philip. Não houve problemas no parto e o menino era formoso e parecia muito saudável. Entretanto, passado o ano notamos que não estava se desenvolvendo normalmente. Tinha o olhar perdido, não podia sustentar a cabeça reta (direita), cada vez que lhe dávamos comida sólida, não podia tragá-la e a cuspia, tinha reações emocionais descontroladas e sem explicação. Pouco a pouco chegamos à conclusão que nenhum de seus cinco sentidos funcionava corretamente, seus bracinhos estavam caídos e sem força e suas pernas

tampouco o sustentavam. Quase não produzia nenhum som quando tentávamos fazê-lo falar. Sobre o nível da alma, era um total caos,e Ra como se não tivesse sentimentos, e entrava em estados de pânico por qualquer coisa. Sua capacidade de compreensão também estava totalmente afetada, Cada dia era um pesadelo diferente. Sua hipersensibilidade e suas reações extremas tornavam muito difícil a convivência cotidiana. Sabíamos que não devíamos perder a esperança e o Espírito Santo nos levava a ver a situação através dos olhos de Deus. Sempre falamos benção sobre Philip, profetizando cada dia que os planos do Altíssimo se realizariam em sua vida. Estávamos determinados a fixar nosso olhar em Deus e não deixar que o inimigo nos roubasse o gozo de ter o nosso filho em nosso regaço. Mas por mais que tratávamos de perseverar na oração as derrotas eram constantes. Em uma ocasião escutamos a mensagem de Ana Méndez Ferrell sobre a libertação das prisões de cativeiro e ficamos muito tocados com esse ensinamento. Sabíamos que o que enfrentávamos no caso de Philip estava além da libertação tradicional ou da cura divina que se praticava hoje em dia. Então pedimos a Anna e a seu esposo que nos ajudassem a entrar no Espírito e ver onde estava cativo nosso pequeno. Eles aceitaram e procedemos a penetrar as dimensões proféticas. Em pouco tempo se manifestou o Senhor no meio de seu trono e nos abriu o âmbito do Espírito para começar nossa anelada busca. O primeiro que vimos foi uma câmara cujas paredes era de sangue, havia cadáveres por todos os lados mas não víamos a Philip. O Senhor nos instruiu que essa era tão somente a entrada, que tínhamos que ir a lugares mais profundos. Chegamos a um lugar onde havia uma montanha cheia de fissuras e nelas, milhares de maldições que vinham de geração em geração. Eu comecei então a pedir perdão pela iniqüidade de nossos antecessores e a cancelar as maldições. Essas foram desaparecendo na medida que eu orava. O Senhor nos conduziu a um lugar cheio de membranas carnosas que formavam como cárceres, e foi ali onde vimos o nosso filho. Parte de seu espírito estava aprisionado atrás dessas membranas e lutava desesperado como um guerreiro para sair dali. Tomei autoridade como seu pai e ordenei a prisão que se abrisse e chamei com grande força a Philip para que saísse para a liberdade. As membranas começaram a ceder e como pele solta foi-se abrindo. Nesse momento Ana tomou o menino espiritualmente para tirá-lo de seu encerramento, mas um enorme demônio de morte se lhe interpôs. Ela pelejou corpo a corpo em uma luta desaforada contra o demônio até que o poder de Jesus nela o venceu. O menino saiu envolto em sangue como se tivesse nascido daquele lugar. Então o tomei em meus braços e o abençoei meu filho como se estivesse nascendo naquele momento. Ordenamos a seu espírito que se integrasse em todo o seu ser e que se alinhassem com ele sua alma e seu corpo. O Senhor nos fez entender que durante a gravidez, o espírito de Philip não pudera conectar-se com sua alma e seu corpo porque tinha ficado cativo. Ele nos mostrou como o espírito é para a alma e para o corpo, o que a mão é para a luva. Se o espírito não preenche certas partes elas ficam como um balão murcho, ou como uma luva que é usada por uma mão em que faltam os dedos. Isso significa que havia partes do corpo e da alma de Philip que

estavam vazias e que tinham que ser cheias por seu espírito que finalmente foi liberto. Terminamos esta experiência no Espírito sem que nosso filho se encontrasse presente na casa. Quando o trouxeram de volta seus avós, estabelecemos sobre ele o que tinha sucedido no mundo invisível. Essa noite ele foi dormir sem que víssemos nada de imediato. Mas na manhã seguinte se levantou chorando como um bebê recém nascido. As mudanças começaram a ser percebidas aceleradamente. Comeu pela primeira vez comida sólida. Recuperou seu equilíbrio e pode se colocar em pé. Ana nos tinha instruído para que todos os dias chamássemos o espírito de Philip e lhe ordenássemos que ficasse em seu corpo e sua ama até ter a vitória total. Voltamos a orar uma vez mais nessa direção e nessa vez o Senhor nos mostrou que uma parte do espírito de Philip mesmo estando livre estava adormecida. Também vimos como que uma parte de seu cérebro conectada e a outra não. Oramos com grande poder quando vimos isso profeticamente e sopramos vida sobre seu espírito. Nesse momento apareceram milhões de piscadelas luminosas que começaram a conectar cada parte de seu cérebro e com grande ênfase declaramos que a mente de Cristo se estabelecesse nele. Depois disso começamos a ver mês após mês o surpreendente desenvolvimento de nosso filho. Até mesmo os ossos de sua face foram transformados para se tornar no rosto de um menino normal. Hoje, ele brinca, ri, corre, anda de bicicleta, vai para a escola, aprendeu a ler rapidamente e gosta muito de fazê-lo. Sua sensibilidade se estabilizou e se tornou um menino feliz, amoroso e sociável, é muito doce e tem um grande sentido do humor. Entretanto, não terminou a obra de Deus nele, mas o vemos avançar a cada dia! Em todo esse processo aprendemos a conhecer o incomparável amor de Deus. Aprendemos a tomar a autoridade que temos em Jesus sobre qualquer espírito imundo para expulsá-lo fora de nossas vidas e de nossa família. Nós nos temos apropriado das promessas de Deus para nossas vidas e temos “tomado o caminho” para ver Seus milagres em nossos filhos. Temos proclamado a vida, e Deus nos tem dado uma chave poderosa nos ensinando a libertação profética de cativeiros. Definitivamente este ensinamento marcou nossas vidas, a de nosso filho Philip e a de toda a nossa família. A Deus seja dada toda a Glória. (Modificamos os nomes dessa família guardando a fidelidade do testemunho, para protegê-los quanto às leis de seu país de origem). Capítulo 11 Testemunho de Ressurreição Pelo pastor Joan Manuel Reyes Acosta Aoxaca, México Testemunho da Ressurreição de meu pai quando O Senhor o tirou do cativeiro da morte

No mês de setembro de 2004 depois de regressar da Espanha chegou a minhas mãos um vídeo da irmã Ana Méndez Ferrell que se chamava Regiões de Cativeiro. Quando o vi, eu disse ao Senhor que gostaria muito de experimentar tal poder, porque me identifiquei muito com seu ministério e ensinamento. Esse vídeo me ajudou a ver a Deus mais grande e conhecer o poder de Jesus Cristo na morte e no inferno. Em 28 de Dezembro desse ano, meu pai foi diagnosticado com pneumonia múltipla e com um câncer que estava se desenvolvendo em seus pulmões. A situação era muito difícil já que meu pai era alcoólico e por isso já sofria de diabetes. Tiveram que hospitalizá-lo e entubá-lo pela boca porque a enfermidade avançava rapidamente. Eu orava a Deus e me sentia muito mal ao vê-lo tão grave. Eu me sentia agoniado e sem saber o que fazer. Nesse momento o Espírito Santo me mostrou que ele estava em um cativeiro, mas eu tinha muito medo pois não sabia como resgatá-lo, sentia que esse nível de libertação era demasiado elevado para mim. Desesperado com a situação saí do hospital e decidi ver outra vez o vídeo. No dia seguinte orei a Deus para que o que a irmã Ana ensinava fosse realidade na vida de meu pai e na minha, queria saber se isso funcionava. Decidi com o coração cheio de determinação entrar na sala de terapia intensiva no nome de Jesus. Os médicos estavam com ele e começaram a tirar-lhe os tubos da boca porque segundo eles já não havia mais nada a fazer. Para mim foi algo muito duro de ouvir mas eu lhes disse cheio de autoridade do Senhor: “Jesus Cristo veio para salvar aos mortos e lhes dar vida, e vida em abundância e o Senhor é mais poderoso que a ciência médica”. O coração de meu pai batia suas últimas palpitações. Então fechei os meus olhos e comecei a orar. O Espírito me disse: “Faça-o com autoridade e com fé”. Assim eu fiz e me coloquei a declarar os textos bíblicos que vi no vídeo sobre regiões de cativeiro. Minha voz já não era a minha. O poder do Onipotente saia por minha boca enquanto rompia os pactos da morte que meu papai tinha feito em sua vida. Ao fazer isso, o Senhor me disse: “EU SOU O QUE SOU, NÂO TEMAS EU ESTOU CONTIGO A MORTE ESTÁ NESSA HABITAÇÃO”. Quando me disse isso senti como se houvesse um infinito vazio na habitação, era como estar dentro do nada. É difícil explicá-lo mas era uma total ausência; pela primeira vez em minha vida experimentei a morte. O quarto se encheu de uma presença gelada, horrível, senti como se me tirassem a vida, quase não podia respirar. Senti medo e insegurança, era um silêncio como se não existisse nada, uma ausência horrível e sem vida. Então Deus me disse: “É a morte que está frente a ti, ela é silenciosa, é vazia e sem vida, ela tem em suas mãos os direitos legais sobre teu pai e ela quer matá-lo porque sabe que tu tens clamado por sua salvação. Agora levanta a tua oração e começa a repreendê-la como viste no vídeo, rompe as atas e os decretos que o inimigo tem em sua mão e que lhe deu o direito sobre teu pai desde 1945, já que amaldiçoou a seus pais”. Então eu me lembrei da oração de Na quando orou por seu amigo que estava no hospital e disse ao diabo: “eu te ordeno satanás e espírito de morte que no nome de Jesus de Nazareth, o Cristo vivo que não levarás o meu papai ao sepulcro”. Declarei vida a meu pai e rompi os desenhos (projetos), pactos e decretos que meu papai fez (já que ele foi maçom de grau 28 e mestre de literatura maçônica). O Senhor acrescentou: “Agora tire-o do cativeiro da morte”. Nesse momento vi como um anjo do Senhor cuidando de

mim e vi a meu pai como um menino encolhido e chorando dentro de um calabouço. Jesus continuou falando comigo: “Essa é uma parte de sua alma que está dilacerada. Abre a porta dessa prisão de morte!” Meu pai podia me ver, e o anjo que estava comigo disse; “para isso veio o Filho do Homem para resgatar o que se tinha perdido e agora o Filho de Deus se glorifica por quanto ele desceu aos infernos para arrebatar de satanás as chaves da morte e do cativeiro”. Estando eu no espírito vi quando meu papai saia dessa prisão e vi quando uma luz nos rodeava, cheia de paz. Nesse momento no quarto de terapia intensiva todo o quadro de morte mudou. O coração de meu pai começou a se fortalecer e sua respiração se encheu de vigor. Eu me dei conta que ele estava recebendo outra oportunidade de viver para colocar-se em dia (prestação de contas) com Deus. Nessa experiência de tirar a meu pai das regiões de morte, eu me dei conta que muitos estavam ali porque amaldiçoaram seus pais, e outros estavam ali porque desobedeceram a Deus. Eu pedi perdão a Deus pelas vezes que eu não o estimei como Pai e o desobedeci e também pelas vezes que me portei mal com meus pais terrenos. Algo poderoso havia sucedido em meu interior e nunca mais seria o mesmo. Ao sair desse quarto senti muita paz da parte de Deus e regressei para casa dando-lhe a glória pelo que me permitiu viver nesse hospital. Meu pai se converteu ao Senhor e estava muito agradecido ao Senhor por tê-lo resgatado da morte e por tê-lo feito um filho seu. Deus me deu a vitória sobre a morte e dali em diante o que eu experimentei e aprendi o tenho levado para Oaxaca e para a Cidade do México. Temos resgatado a muitos do cativeiro da morte e do pecado. Deus me permitiu ver esse vídeo sem saber a magnitude a que isso me conduziria. Hoje em dia ministramos conforme Deus nos dá entendimento acerca do cativeiro e dos desenhos (projetos) satânicos que vivem centenas de pessoas que estão aprisionadas nas regiões do inferno. Inclusive Deus nos está levando a libertar Cidades e Nações graças a este ensinamento que o Senhor deu para Ana Méndez Ferrell. Agradecido estou Ana pelo valor e pela valentia de confrontar às trevas, sem esse vídeo não teria podido resgatar o meu papai da morte e do inferno, e teu ensinamento me ministrou e deu vida ao ministério que Deus me encomendou. Hoje em dia Ana, minha vida é o fruto dessa pregação como o diz Lucas 4:18, 20.

Capítulo 12 Nascerá uma cidade um dia? Pelo apóstolo Fernando Orihuela La Paz, Bolívia Resgatada do Cativeiro para ver a Glória de Deus, Potosi, Bolívia

É assombroso que a história de Potosí-Bolívia seja tão pouco conhecida no mundo inteiro. Tal parece mesmo que o inferno tem se esforçado para apagar sua nefasta história, para que as conseqüências de sua maldade possam continuar sendo transmitidas de geração a geração sem que seja notado. Corria o ano de 1535 quando a situação na Espanha se debatia em lutas internas. O Alto Perú e norte da Argentina, ainda eram território incógnito. Anos atrás – os reis incas – Huaina Capac, foi informado do descobrimento de uma fantástica montanha, a qual se distinguia porque guardava em seu ceio, um tesouro extraordinário de prata de uma qualidade incomum (raríssima). Aproximadamente em 1545, o capitão Juan de Villarroel e outros espanhóis, descobriram-no e começaram o processo de exploração. A partir de abril desse ano, Potosí se tornou em um importante “assento de minas”. Graças à prata, começou seu vertiginoso crescimento, convertendose em 1650 na maior cidade da América e para 1650 superava em habitantes às cidades de Londres e París. Sua influência era conhecida por quase toda a Europa. A riqueza extraída do cerro, resultava num ímã (atrativo) para muita gente. Como exemplo o escritor argentino Raúl Molina, em seu livro “História do Rio da Prata”, a chamou de Meca do comércio espanhol naquele período”. O preço da exploração Como foi possível tão tremenda exploração? Qual foi o preço que se pagou para enviar tão tremenda quantidade de riqueza para a Península Ibérica? A produção da prata foi feita pelos mitayos (nome com o que se conhecia aos mineiros), pagando um preço muito alto. Alguns historiadores chegaram a estimar que doze milhões de homens morreram nessa parte da América, como conseqüência do processo de exploração da prata, em pouco mais de 350 anos. Tão destrutivo era o modo de trabalho que a população empobrecia com facilidade e era tanta a exploração que foi necessário trazer milhões de escravos africanos, mas dada a altura geográfica e o tremendo frio, estes não podiam sobreviver por mais de um ano. A folha “sagrada” A cidade de Potosí se encontra a 4.017 m.s.n.m. para poder trabalhar sobre essa altura, nas minas, os campesinos (ou mitayos) foram submetidos ao “acullico” (mastigação) das folhas de coca, como uma forma de vício. Esta já era uma prática inca. Com a chegada dos espanhóis na América e o descobrimento de suas qualidades, introduziram-na como parte vital no processo de exploração, já que seu consumo substituía a alimentação, eliminava o espírito de luta e fazia os homens pouco menos que umas máquinas de força e pulmão. Cada um deles podia trabalhar cerca de 36 horas contínuas, sem necessidade de comer ou dormir. Sem demora ao final de uns poucos meses o resultado era trágico; homens famintos, desnutridos, com os pulmões consumidos pelos ácidos que respiravam da mina e que viam no álcool uma forma de escapar de seu sofrimento. Até a chegada do século XXI,

Potosí se caracterizava por ser a única cidade da Bolívia com um índice de crescimento negativo e por ter uma expectativa de vida que não superava os 47 anos. Depois que terminou a “febre da prata” a cidade ficou em uma situação desoladora. Sua antiga glória desapareceu e o lugar de onde saiu riqueza para Europa, que possuía muitas formas de vida no continente inteiro, simplesmente desapareceu. A presença das sombras Uma das práticas que aparecem nas minas do Altiplano Boliviano é o culto ao “tío”. O tío é uma representação do diabo a quem se rende sacrifícios e oferendas com freqüência. A razão é simples, crê-se que o diabo, é o dono das riquezas da mina e a única autoridade. Esta forte crença contaminou toda a estrutura de fé na cidade de Potosí e em outras cidades próximas. A igreja cristã, lamentavelmente, não tinha experimentado um crescimento consistente nesses regiões em mais de cem anos de pregação. Nesta cidade se manifestam características típicas daquelas que foram entregues à idolatria, incredulidade, indiferença, ocultismo, pobreza. Encontraram-se fortalezas espirituais que governavam toda a cidade e a maçonaria também deixou sua influência em toda a estrutura. Tudo isso é somente uma mostra do tremendo do problema. Meu primeiro contato com a cidade Para 1995, quando conheci a cidade, pude verificar alguns aspectos muito chamativos. Na cidade de Potosí era muito difícil esperar ter impacto espiritual, ou estabelecer qualquer forma de guerra espiritual ou libertação grupal. Minha própria experiência me fez perceber o que custa poder ministrar libertação a alguma pessoa nessa cidade. Podia-se sentir a opressão e o controle demoníaco em toda ela. As igrejas eram pequenas e com pouquíssimas conversões por ano. A autoridade e influência da igreja católica era muito visível e a pouco atividade econômica da cidade seguia dependendo do colossal cerro de prata, longe já das glórias do passado. A liderança da igreja se encontrava muito dividida e era muito difícil falar de trabalhar juntos a longo prazo. Estando em um tempo de intercessão, nossa equipe recebeu que potosí era um altar de sangue (provavelmente um dos mais altos da terra) e com toda a certeza, o altar com o maior número de vidas sacrificadas. Nossa primeira tarefa foi tentar reunir a liderança da cidade. Com a ajuda do Senhor e um par de pastores amigos, iniciamos a primeira reunião onde plantamos neles a visão de poder evangelizar a cidade. Das 95 igrejas, estiveram presentes como que 90, foi tudo um êxito. Depois de tomar a Santa Ceia começamos a planificar o que seria a maior mobilização da igreja até onde tínhamos memória. A data estabelecida para o evento foi maio de 2001.

Contatos divinos

Se bem que todo esse trabalho nos tomou cerca de cinco anos (e muito momentos de quebranto), os últimos meses prévios foram muito intensos. Foi em janeiro desse ano que Deus me permitiu conhecer a irmã Ana Méndez Ferrell. Ambos éramos convidados para um evento na cidade de Denver, CO. Deus me deu a graça de poder lhe transmitir a visão que eu tinha sobre a importância dessa cidade, para minha nação e para o resto do mundo. Depois de uma larga conversação ela sentiu em seu espírito de aceitar nosso convite e participar da tomada de Potosí. Outra das pessoas que conseguiu contactar foi o irmão Héctos Torres, querido amigo e conhecido escritos e conferencista. A estratégia era simples. O evangelismo seria uma atividade de uma semana,a Berta a toda a igreja e publicada massivamente. Queríamos impactar os cerca de 25.500 lares, visitando-os um a um. O outro era a “tomada espiritual”, o “atar ao homem forte”. Isso se faria uma semana antes; seria um evento fechado, e com a participação de pouco mais de 70 intercessores. O véu se espalha Viajamos quase a cada um mês e meio e literalmente percorremos toda a cidade, durante 60 meses, fazendo mapeamento espiritual, visitando cada museu e igreja, entrando nas minas e buscando todo rastro possível do “culpado” espiritual de todo esse desastre. Apesar disso, se você me perguntava: Quem era o homem forte de Potosí, eu não sabia o que lhe responder. Apenas Ana Méndez Ferrell chega a Potosí, convoca-nos a um reduzido número de pessoas para uma reunião. Depois de alguns pequenos comentários entramos num tempo de intercessão muito especial. Devo reconhecer que não estava preparado para o que me esperava; por cerca de três horas o Senhor nos permitiu ter uma experiência como nunca antes tivera. Apareceram em nosso meio, anjos e nos levaram a “lugares” espirituais onde a cidade “estava cativa”. Uma coisa certamente é “conhecer” a bíblia e sair de dúvidas a respeito de algum lugar ou região com a ajuda de um dicionário. Tudo isso o sabia fazer muito bem graças a minha formação como teólogo; mas outra coisa é “estar” nesses lugares espirituais e “vê-los” cara a cara. Conhecendo a rainha do céu A rainha do céu, na forma de um grande dragão era a carcereira da cidade. O passado e o presente se confundiam em imagens que eram uma mescla de experiências videnciales e extáticas. Quanta dor, quando dano se tinha cometido contra a terra e contra a cidade. A criação “gemia” por ser liberta. Em que formas mais terríveis atava o sangue a dor e a iniqüidade. Anjos vinham em nossa ajuda, cadeias eram quebradas, pactos eram destruídos. Como disse o apóstolo: “... se no corpo ou fora dele, não o sei...”; simplesmente sei que “vi” e que o que “vi” era real. Estando nesse tempo de intercessão, pudemos entender que o espírito da rainha do céu tinha tomado o sangue desses milhões de seres mortos nas minas para estabelecer um trono em um dos lugares mais altos do mundo. Isso lhe dava uma singularidade muito interessante já que esse trono contava com

dois elementos muito poderosos espiritualmente: O estar em um lugar muito alto (perto dos 5.300 ms.n.m.) e ter derramado o sangue dessas vítimas quase de uma forma ritual. Os guardiões desse espírito são normalmente Mamon (a riqueza) e a morte. Este dois governos espirituais, tinham-se manifestado abertamente sobre a cidade, isso era evidente. Estando no meio dessa intercessão no espírito, os anjos de Deus se manifestaram e junto com nossa ajuda se encarregaram do dragão e de seus guardiões. Logo, o Espírito nos guiou a restaurar a cidade e a terra. Oramos para que o sangue de Cristo cobrisse tanto sangue derramado e que a dor gerada fosse curada. Em um momento determinado o Senhor nos levou a tirar a Potosí dos cativeiros de esquecimento, cárceres espirituais espantosos que aprisionaram a cidade por gerações; libertamos as riquezas da nação (maravilhosamente meses depois se descobrem depósitos de gás imersos em nosso país) e as conduzimos a “lugares espaçosos”. Ao “libertar” as riquezas sobre esta pobre cidade e sobre o resto do país, a instrução precisa era que essa riqueza fosse derramada sobre os “justos”. Nessa singular experiência participamos cinco pessoas. Ao finalizar estas primeiras três horas, nós nos reunimos para anotar cada coisa que tínhamos visto. Pela noite tivemos outro tempo similar. E depois, uma terceira intercessão. Em cada uma delas algo se rompia e ao terminar, sinais no céu se faziam presentes. O Espírito de Deus nos mostrou os espíritos de ocultismo que operavam sobre a cidade. Na forma de um grande símio, este espírito soltava encantamentos sobre os habitantes e os deixava cativos aos poderes da escuridão. Semelhantemente ao caso anterior, os anjos de Deus nos ajudaram a aprisionar e a quebrar sua influência sobre os ares do lugar e abrimos as prisões em que as pessoas estavam cativas. Foi bonito vê-los sair dessas prisões, depois de tantos anos de opressão. As portas do cárcere são abertas Ao terminar a última das intercessões algo assombroso aconteceu. As pessoas começaram a se converter sozinhas, uma a uma, às vezes em grupo se aproximavam de nossa equipe pedindo oração e para conhecer ao Senhor. Uma comunidade inteira de campesinos pediu para ser visitada por alguém já que todos os comunitários tinham recebido a Jesus em seu coração. A mobilização evangelística começou. Mais de 400 evangelistas foram enviados para as ruas, para visitas os lares. Grupos de evangelismo trabalhavam com música, teatro, filmes nas praças da cidade, reuniões massivas nos cinemas e teatros, atenção médica gratuita. Deus estava visitando Potosí. Em pouco mais de 10 dias de evangelismos, foi recebida a notificação de 40.790 decisões por Cristo. Algo nunca visto. Apenas no segundo dia de evangelismo, esgotaram-se os 17.000 boletins de decisão que a equipe de pastores da cidade tinha preparado. As pessoas recebiam ao Senhor ainda quando passada a meia noite, em meio a um cruel inverno, com mais de onze graus centígrados abaixo de zero.

Todos os reclusos do cárcere (físico) receberam ao Senhor, autoridades da cidade, estudantes, meninos, milhões de meninos. Potosí, espiritualmente, estava em cativeiros espantosos. Graças a guia do Espírito Santo, foi tirado dessas regiões e automaticamente as pessoas vieram a Jesus. Tão simples como isso.

Conseqüências posteriores Três meses depois da tomada, o Presidente da Nação apresenta sua renúncia, poucos meses depois morreria atacado por uma enfermidade terminal. Junto com ele desaparecem da cena os três partidos políticos mais influentes dos últimos cinqüenta anos. A explicação do Senhor foi muito simples: “Caiu o governo invisível, cai o governo visível”. No lapso de três anos, Potosí consegue o segundo lugar em projeção econômica e inversões. Faz-se visível um desenvolvimento urbano. Ainda a equipe de futebol local consegue pela primeira vez em sua história um lugar na famosa copa Libertadores de América. Os pastores da cidade continuam orando juntos com freqüência, fazendo lindas passeatas de oração. Foram proibidos mediante lei o emprego de meninos no trabalho das minas, Glória a Deus! O Senhor está fazendo algo ali. Certamente Potosí requer ainda muito oração e muita ajuda, mas uma coisa é inegável: iniciou-se uma transformação visível da comunidade. Nascerá uma nação um dia? Perguntava o profeta. Sim, é possível! Eu o declaro, porque eu mesmo o vi.

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