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ANO 2 - EDIÇÃO 08 Maio/Junho de 2012 1 Falando de Axé com Ìyá Elza

ANO 2 - EDIÇÃO 08

Maio/Junho de 2012

ANO 2 - EDIÇÃO 08 Maio/Junho de 2012 1 Falando de Axé com Ìyá Elza D’Òsun
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Falando de Axé com Ìyá Elza D’Òsun Òbàrà no dia 06/06. Certo ou errado?
Falando de Axé com
Ìyá Elza D’Òsun
Òbàrà no dia 06/06.
Certo ou errado?
a Folha
a Folha

Ewé Akòko,

da Realeza

Òrìsà do Mês:

Sàngó, Aláàfìn Òyó

EDITORIAL

Olá Amigos, saudações!!!

Chegamos com mais uma edição fresquinha para vocês. Um pouco atrasadinha, como sempre, rsrsrs, mas estamos nos organizando, pedimos desculpas pelo atraso e mais uma vez que vocês entendam o mesmo.

A Falando de Axé está passando por uma reorganização neste segundo semestre. Estamos indo em busca de mais colaboradores, para que possamos proporcionar mais matérias à vocês leitores. E buscando sempre o melhor, para ser apresentado.

Agradeço a todos os colaboradores e leitores de nossa Revista.

Nesse segundo semestre, além do compromisso com a divulgação da cultura e religiosidade Afro e Afro-brasileira, gostaríamos também de trabalhar na divulgação das Casas e Templos religiosos, de Umbanda, Candomblé e etc. Entrem em contato conosco e divulguem você também.

Uma ótima leitura amigos uma vez, espero que gostem

e

mais

Por Hérick Lechinski - O Editor

espero que gostem e mais Por Hérick Lechinski - O Editor EXPEDIENTE Idealização: Hérick Lechinski

EXPEDIENTE

Idealização:

Hérick Lechinski

Proprietário:

Hérick Lechinski

Diretor Geral:

Wemerson Elias

Diretora de Publicidade:

Jéssycka Rayanna Sampaio

Diretora Jurídica:

Drª. Paula Florentino

Editor:

Hérick Lechinski

Ìbà Olódùmarè Elédà mi - Saudações a Olódùmarè, O meu Criador. Ilè Ògéré Ìbà - Terra, cujo poder se espalha por todo o Universo, Saudações. Mo júbà Èsù Alágbára Irúnmolè - Eu respeitosamente saúdo Èsù, o Poderoso dentre as Divindades. Ìbà gbogbo - Saudações a Todos!!!

ÍNDICE

Òrìsà do Mês: Sàngó, Aláàfìn Òyó Pág. 04

Santo do Mês: Santo Antônio

Pág. 07

 

Pág. 10

Odù do Mês: Òbàrà méjì Folha do Mês: Ewé Akòko

Pág. 12

Entrevista do Mês: Ìyá Elza D’Òsun

 

Pág. 14

Personalidade Negra do Mês: O Grande

Otelo

Pág. 18

Livro do Mês: Ìyánlá

Pág. 20

 

Pág. 22

Itália e sua Ligação com a África Ìkómojáde

Pág. 24

Cultuar Òbàrà no dia

06/06. Certo ou

errado?

Pág. 25

Vòdún Fá

Pág. 27

A Encruzilhada para o Povo Bantu Pág. 29

 

A Tríade Musical de Sàngó

Pág. 30

A Arte da Defumação

Pág. 33

As Sete Lágrimas de um Preto Velho

Pág. 37 Os Sete Sorrisos de um Preto Velho Pág. 38

 

Pág. 39

Jongo, o Avô do Samba Contatos

Pág. 42

Kò sí èyí ti yóò m óo j e un Tàbí yóò m óo se

Kò sí èyí ti yóò móo jeun Tàbí yóò móo se ìgúnwà tí kò Ní fi ti Èsù síwájú

Não existe ninguém que coma. Ou esteja instalado com realeza. Sem que haja recorrido a Èsù primeiro.

ÒRÌSÀ DO MÊS

ÒRÌSÀ DO MÊS SÀNGÓ - ALÁÀFÌN ÒYÓ ¹ S àngó , o quarto rei ( Aláàfin

SÀNGÓ - ALÁÀFÌN ÒYÓ¹

Sàngó, o quarto rei (Aláàfin) de Òyó, pertencia a uma família temida e res- peitada. Governava a cidade de Eyeo (Katunga). Filho de Òránmíyàn, o poderoso guerreiro, por sua vez, filho de Odùdúwà, teve muitas esposas, entre as quais O- ya, Òsun e Obà. Destemido, poderoso e grande conhecedor de magia, gostava de exibir seu poder, por exemplo, lançando labaredas de fogo pela boca, ao falar. De índole irascível, seu procedimento o levou a perder o respeito de seus conselheiros e do povo em geral.

Tendo causado desentendimento entre dois de seus conselheiros estimulou a discórdia gerada, provocando uma briga que culminaria na morte de um deles. Es- se fato repercutiu e ele tornou-se odiado por seus súditos. Não podendo suportar tal situação, fugiu da cidade de Òyó, sem destino. Andava a esmo acompanhado apenas por Oya, Òsun e Obà, pois seus mensageiros, entre os quais, Òsùmàrè, Dàda, Oru e Tìmì, já o tinham abandonado. Ao chegar ao limite da cidade, antes de deixar Òyó, voltou-se para trás e viu que apenas Oya o acompanhava. Sua tris- teza aumentou e, sem saber o que fazer, aproximou-se de uma árvore chamada À- yàn, plantada à beira da estrada e ali se enforcou. Esse lugar viria a ser chamado Kòso (não se enforcou). Após sua morte, Oya caminhou rumo à cidade de Irá e no caminho transformou-se no rio que ficaria conhecido como rio Oya (Odò Oya).

Quando a notícia de que o rei se enforcara chegou à cidade, o povo clamava:

"Oba so! Oba so!" - O rei se enforcou! O rei se enforcou! Isto provocou irrita-

ção nos amigos que haviam permanecido fiéis ao rei.

Porém, estes constituíam minoria, sem poder de revide. Dirigiram-se então à cidade de Ìbàrìbà, aprenderam artes de magia e voltaram para vingar o nome do amigo. Capazes agora, de provocar fogo espontâneo, começaram a incendiar as casas dos ofensores. A situação se agravava quando ao fogo associavam-se venda- vais, aumentando o número de casas destruídas. Atemorizados e desejando apazi- guar o furor de Sàngó, os cidadãos de Òyó mudaram a expressão Oba so - O rei

se enforcou, para Oba kò so - O rei não se enforcou.

Sàngó tornou-se Òrìsà em Òyó e seu culto espalhou-se rapidamente pela ter- ra dos iorubás, vindo ele a ser um dos orixás mais cultuados. Considerado não ape- nas feroz, mas também generoso, provedor de filhos, dinheiro, curas e, especial- mente, justiça, abomina falsidades, mentiras, roubo e envenenamento.

É geral, entretanto, sua identificação com Jàkúta - aquele que briga com pe- dras - a primitiva divindade dos raios, relâmpagos e trovões.

Somente os Bàbá Mógbà, sacerdotes de Sàngó ou as Ìyá Sàngó, suas sa- cerdotisas, podem responsabilizar-se pelos ritos fúnebres realizados para as vítimas de raio. As punições de Sàngó são consideradas nobres e as mortes por raio não devem ser lamentadas. Sendo a casa atingida por um raio, seus moradores se a- fastam dela temporariamente, cedendo lugar aos Bàbá Mógbà para que ali reali- zem os rituais necessários.

Os devotos de Sàngó usam colares de contas vermelhas e brancas e seu sa- cerdote, que geralmente não corta o cabelo, trança-o como as mulheres. Sàngó a- ceita em sacrifício, búzios, cabras, carneiros, touros e aves.

Diz um mito que Sàngó passou a comer carneiro após o seu retorno do reino de Ikú, pois ele havia suicidado. Após um pacto feito entre Ikú e Ìyá Odù, foi permitido que Sàngó voltasse do reino de Ikú, pois o mundo se tornaria o caos e nada iria evoluir sem a presença de Sàngó. O carneiro até então era servido como oferenda somente aos Egúgún em suas diversas formas. Sàngó voltou da morte após comer juntamente com Alapala o carneiro que lhe fora oferecido, para que este tivesse força para atravessar o reino de Ikú e voltar à vida em forma de “espírito”, onde até hoje se manifesta em seus filhos.

O povo lhe pede paz, vida longa, bem-estar material, prosperidade e prote- ção contra o perigo de males ocultos.

Sàngó Arékùjayé! 2

Sàngó Arékùjayé! 2 S àngó , aquele que realiza o Culto Egúngún , a fim de

Sàngó, aquele que realiza o Culto Egúngún, a fim de aproveitar a vida.

É vital relembrarmos que o Ebora Sàngó, representa dinastia, neste sentido simbolizando a imagem coletiva dos Egúngún, enquanto que Egúngún represen- ta a Ancestralidade em si, assim sendo podemos facilmente concluir que são duas faces da mesma moeda. Algumas pessoas afirmam que Sàngó teme Bàbá Egún, isso é no mínimo hilário, pois este poderoso Ebora não teme nada! O que aconte- ce é que ele representa o elemento fogo, assim sendo, o que ele evita é o frio, re- presentado pelos Egúngún. Podemos observar ainda que as vestes dos Ancestrais são na verdade, as vestes do Ebora Sàngó, como podemos notar há sim grandes ligações entre eles e diferentemente do que pensam alguns, Sàngó é parte funda- mental e integrante do Culto, tanto que os ritmos mais apropriados são o Àlúja e o Bàtá. Sàngó e Egúngún, percebemos então que são dois níveis similares e opos- tos, mas que representam a Ancestralidade [Dinastia e Antepassados].

¹Fontes: Awolalu & Dopamu, 1979 e Salami, 1990. 2 Fonte: Fagbenusola.

Por Wemerson Elias (T’Sàngó)

SANTO DO MÊS em vários aspectos. Por Hérick Lechinski (Ejòtolà T’Òsùmàrè) História Protetor dos pobres,
SANTO DO MÊS
em vários aspectos.
Por Hérick Lechinski
(Ejòtolà T’Òsùmàrè)
História
Protetor dos pobres, o auxílio na busca de ob-
jetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas
do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua,
frei franciscano português, que trocou o con-
forto de uma abastada família burguesa pela
vida religiosa.

Santo Antônio, O Santo Protetor dos Pobres e das Coisas Perdidas

Nesta Edição, na coluna Santo do Mês, falare- mos sobre Santo Antônio, santo que muito é cultuado no Brasil e em outras partes do Mun- do. Padroeiro dos Pobres e também considera- do por muitas pessoas como o Santo Casa- menteiro.

Contam os livros, que o santo nasceu em Lis- boa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando. Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo. Sua in- fância foi tranquila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito. A escolha reca- iu sobre a ordem de Santo Agostinho.

Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo. Nesse período, nada escapou a seus olhos: desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Sua cultura geral e religiosa era tamanha que alguns dos colegas não hesitavam em chamá- lo de "Arca do Testamento".

Este santo também é muito cultuado na Um- banda e em alguns Candomblés que aderem o sincretismo afro-católico, sincretizando-o com Ògún, o Orixá Guerreiro. Inclusive, é do sin- cretismo afro-católico de Ògún com Santo An- tônio, que nasceu o hábito de se oferecer pãe- zinhos de sal nas festas de Ògún.

Como é nossa obrigação sempre, desmistificar o que preciso for, mais uma vez deixamos cla- ro, SANTO ANTÔNIO NÃO É ÒGÚN, é apenas um sincretismo. Para aqueles que ainda con- fundem-se um pouco, (risos), ai vai a história de Santo Antônio, para que possam comprovar que o mesmo é bem distinto de Ògún,

Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religi- osas. Bem, pelo menos até um grupo de fran- ciscanos cruzar seu caminho. O encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre. Eles eram jovens diferentes, que traziam nos olhos um brilho desconhecido. Se- guiam para o Marrocos, na África, onde pre- tendiam pregar a Palavra de Deus e viver en- tre os sarracenos.

A experiência costumava ser trágica. E daquela vez não foi diferente. Como a maioria dos an- tecessores, nenhum dos religiosos retornou com vida. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar

para a Ordem Franciscana e adotar o nome de Antônio, numa homenagem à Santo Antão. Disposto a se tornar um mártir, ele partiu para o Marrocos, mas logo após a- portar no continente africa- no, Antônio contraiu uma fe- bre, ficou tão doente que foi obrigado a voltar para a ca- sa. Mais uma vez, os céus lhe reservava novas surpre- sas. Uma forte tempestade obrigou seu barco a aportar na Sicília, no sul da Itália.

Aos poucos, recuperou a sa- úde e concebeu um novo plano: decidiu participar da assembleia geral da ordem em Assis, em 1221, e deste modo conheceu São Francis- co pessoalmente. É difícil i- maginar a emoção de Santo Antônio ao encontrar seu mestre e inspirador, um ho- mem que falava com os bi- chos e recebeu as chagas do próprio Cristo. Infelizmente, não há registros deste mo- mento tão particular da his- tória do Cristianismo. Sabe- se apenas que os dois santos se aproximaram mais tarde, quando o frei português co- meçou a realizar as primeiras pregações. E que pregações! Santo Antônio era um orador inspirado. Suas pregações eram tão disputadas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fechamento adiantado dos estabelecimento comerciais.

De pregação em pregação, de povoado em povoado, o santo chegou à Pádua. Lá, converteu um grande núme- ro de pessoas com seus atos e suas palavras. Foi para es- ta cidade que ele pediu que

o levassem quando seu esta- do de saúde piorou, em ju- nho de 1231. Santo Antônio, porém, não resistiu ao esfor- ço e morreu no dia 13, no convento de Santa Maria de Arcella, às portas da cidade que batizou de "casa espiritu- al". Tinha apenas 36 anos de idade.

O pedido do religioso foi a- tendido dias depois, com seu enterro na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus. Anos de- pois, seus restos foram trans- feridos para a enorme basíli- ca, em Pádua. O processo de canonização de frei Antônio encabeça a lista dos mais rá- pidos de toda a história. Foi aberto meses depois de sua morte, durante o pontificado de Papa Gregório IX, e durou menos de ano.

Graças a sua dedicação aos humildes, Santo Antônio foi eleito pelo povo o protetor dos pobres. Transformou-se num dos filhos mais amados da Igreja, um porto seguro a qual todos sem exceção podem recorrer.

Uma das tradições mais anti- gas em sua homenagem é, justamente, a distribuição de pães aos necessitados e à- queles que desejam proteção em suas casas.

e à- queles que desejam proteção em suas casas. Homem de oração, Santo An- tônio se

Homem de oração, Santo An- tônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o ser- viço de Deus.

Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Ma- ria. Em sua pregação, em sua vida a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspira- ção de vida.

O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através da missionação e miscigenado com outras cul- turas (nomeadamente Afro- Brasileiras e Indo - Portuguesas).

Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dú- vida o primeiro português com projeção universal.

De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdi- dos.

Sobre seu túmulo, em Pá- dua, foi construída a basílica a ele dedicada.

Fonte:

Orações a Santo Antônio

- Para pedir uma graça

Bem aventurado Santo António de Lisboa, eu, confiante na Vossa bondade, nos Vos- sos méritos perante a Justiça e a Misericórdia Divina, contrito dos meus pecados ajo- elho-me diante da Vossa santa imagem, suplicando-Vos uma graça, de acordo com os meus merecimentos. Santo António de Lisboa, sois o patrono dos aflitos, dos pobres e dos que esperam em Vossa santidade. Defendestes o Vosso pai de uma acusação injusta, falastes aos peixes, aos animais, que entendiam a Vossa palavra, inflamada no amor a Deus, Nosso Senhor Jesus Cris- to. Pelo Vosso amor a Deus, pela Vossa fé inquebrantável em Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Vossa pureza eu Vos peço que atendais ao meu pedido (fazer aqui o pedido).

- Para achar coisas perdidas

Grande Santo Antônio, apóstolo cheio de bondade, que recebestes de Deus o poder especial de fazer achar as coisas perdidas, socorrei-me neste momento para que, por vosso auxílio, encontre o objeto que procuro. Obtende-me também uma fé ardente, a perfeita docilidade às inspirações da graça, o desejo de levar uma vida de verdadeiro cristão, e uma esperança firme de alcançar a bem-aventurança eterna. Amém.

- Para achar um bom namorado

Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno (a) e alegre. Que eu encontre uma pessoa que me agrade, seja trabalhadora, virtuosa e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as dis- posições de quem recebeu de Deus a vocação sagrada para formar uma família. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.

a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja. "Ó meu Senhor Jesus, eu

"Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu a- mor, porque sacrificaste a tua vida por nós."

ODÙ DO MÊS Sàngó, Õÿöõsì e Ôlöògùn Çdç. - Suas cores = O azul cla-
ODÙ DO MÊS
Sàngó, Õÿöõsì e Ôlöògùn
Çdç.
-
Suas cores = O azul cla-
ro, cor do céu de dia.
-
Suas folhas = Ewé Iyá.
-
Corpo Humano = Òbàrà
méjì rege os pulmões e os
rins.
-
Os filhos deste Odù = As

Òbàrà méjì O Odù qual nasceu a Riqueza e a Mentira

Òbàrà méjì é

o

Foi neste Odù também,

(sétimo) Odù

(signo

de

que a Riqueza e a Mentira

Ifá) na ordem de seniori-

foram criadas, a necessi-

dade de

Ifá,

fala

no

Mérìndínlógún Ifá (jogo de búzios) como 6 (seis) búzios abertos e 10 (dez)

búzios fechados. É um Odù masculino. Relacio- nado ao elemento ar.

dade do ser humano usar joias.

Muitos acham que este Odù só fala de prosperida- de e riqueza, mas ele fala também de mentira e

Não é apenas um Odù po-

Dentro deste Odù foi cria- do o Ar (Òfúrufú), os Ven- tos (Aféfé), as Árvores (Igi) e Florestas (Igbó). Rege as forquilhas e toda madeira bifurcada. É nes- te Odù que Ifá ensina que:

principalmente de adulté- rio.

sitivo, como muitos sacer- dotes erroneamente pen- sam. Todos os Odù falam de positividade (Ire) e ne- gatividade (Ibi).

“Para cada ser humano criado por Obàtálá, o mesmo criou também u- ma árvore.”

Àwon Òrìÿà que falam neste Odù = Èÿù, Ôbàtálá, Ifá, Olókun, Ajé, Òÿùmàrè,

-

pessoas nascida sob este Odù (signo) são nervo- sas, estouradas, irritadas, irritam-se por pouca coi- sa. Muitas das pessoas nascidas neste Odù pos- suem personalidade múl- tipla, variando de acordo com suas necessidades particulares, mudam fa- cilmente de personalida- de, quando é para tirarem proveito de alguma situa- ção. Grande maioria dos políticos bem sucedidos, possuem certa influência de Òbàrà em sua perso- nalidade. Grande parte das pessoas bipolares nasceram sob a regência deste Odù

- Èwò’s deste Odù

pessoas nascidas neste Odù não podem comer melão e nem abóbora. Também não podem co- mer qualquer tipo de pei- xe defumado, àkàsà (èko enrolado em folha), carne de tartaruga (para afas- tar males no seio/peito) e carne de galo. Não po- dem vestir roupa de pa- lha, nem devem ajudar pessoas a levantarem

As

=

qualquer objeto que esteja no chão. Não podem fazer fofocas, mexericos, não podem ficar falando de maneira negativa da vida dos outros.

Odù em Ire Positivo = Quando Òbàrà sai em ire, fala de saúde, fim de enfermida- des, principalmente as enfermidades de pulmão e rins. Quanto ao lado financeiro, Òbàrà fala de riqueza, sortes em jogos de azar, dinheiro inesperado, riqueza inespe- rada, prosperidade, aquisição de bens materiais, pagamento de dívidas, bom empre- go, realização profissional e financeira. No lado amoroso e familiar, Òbàrà fala de a- mor correspondido, casamento feliz, prosperidade advinda do conjugue, família em ordem. Fala de grande força e equilíbrio espiritual, a necessidade de cultuar Èsù, Ifá ou Ajé para realização plena. Fala também de vitórias sobre os inimigos, principal- mente vitórias sobre Òsì (miséria).

-

Odù em Ibi Negativo = Òbàrà méjì em Ibi fala de muitos obstáculos, de doença, principalmente doenças respiratórias, de pulmão e rins. Perca de dinheiro, traição por sócios, mentira e fofocas em ambiente de trabalho. Pessoa possui grandes ideias, mas não consegue realizá-las. No amor fala de traição, adultério, rompimento amoro- so por causo de traição, mentiras, etc. Em relação a família, fala de brigas em casa por causo de mentiras. Espiritualmente falando, Òbàrà fala de loucura, pessoa desori- entada. Pessoa orgulhosa, com mania de grandeza, mas está pobre e perderá mais dinheiro ainda. Fala de pessoa teimosa. Pessoa angustiada e fracassada.

-

Fala de pessoa teimosa. Pessoa angustiada e fracassada. - Ò bàrà méjì mo júbà o!!!! Por
Fala de pessoa teimosa. Pessoa angustiada e fracassada. - Ò bàrà méjì mo júbà o!!!! Por

Òbàrà méjì mo júbà o!!!!

Por Hérick Lechinski (Ejòtolà T’Òsùmàrè)

FOLHA DO MÊS
FOLHA DO MÊS

Ewé Akòko, a Folha da Prosperidade e da Realeza

Por Hérick Lechinski (Ejòtolà T’Òsùmàrè)

Nome Yorùbá = Ewé Akòko. Nome Popular = Acocô. Nome Científico = Newbouldia laevis.

Ewé Akòko é uma folha masculina, de gún (excitação), ligada ao elemento terra. Sua origem é africana, mas é uma árvore que muito vem sendo disseminada no Brasil, principalmente pelos africanos. É uma folha de prosperidade e multiplicação. De grande importância na liturgia dos Cultos Indígenas Africanos (Iorubá, Fom e Bantu). É uma árvore abundante em terras africanas. Na Nigéria, os Iorubás consideram-na uma arvore de prosperidade (dinheiro=Owó) e

multiplicação (filhos=Omo). Os troncos desta árvore eram e são muito utilizados pelos Io- rubás em feiras/mercados (lugar que gera o movimento de dinheiro), em forma de estacas e o comum é que os mesmos brotem, gerando outras arvores, por isso está associada à multiplica- ção (filhos) e a prosperidade (feira/dinheiro).

Está associada aos Òrìsà Èsù, Ògún, Òsanyìn, Egúngún e Oya.

Suas folhas representam o reconhecimento e a realeza. Pequenos galhos desta árvore são utilizados em cerimônias reais e de recebimento de títulos honoríficos na sociedade Iorubá. Os

Iorubás falam: “Nenhum Rei (Oba) é considerado Rei, se em sua cabeça (Orí) não tiver levado Akòko”.

Em Iré, Cidade do Estado de Ògún, na Nigéria, onde o Culto ao Òrìsà Ògún é de grande força, o Ojúbo (elementos de culto) desta Divindade encontra-se sob a copa desta árvore, que muitas vezes é ornada com pano branco.

Esta árvore também está associada ao Culto dos Ancestrais Ilustres (Egúngun) e a Oya, que possui o título de Ìyá Aláakòko.

Entre os Jèjí, o Akòko é conhecido como Ahoho pelos Mahi e Hunmatin pelos Mina. É uma Huntingome/Jassu (Árvore Sagrada) e é o principal Atin-sa do Vòdún Gún. Os Mahi acreditam que galhos desta árvore devem ser levados junto ao corpo por pessoas que vão fazer viagens longas ou que ofereçam algum tipo de risco, o mesmo gera grande proteção aos que a possuem junto ao seu corpo. Isso se dá proveniente a regência de Gún nesta folha.

No Brasil, as Casas de Candomblé utilizam o Akòko em rituais de iniciação (Igbèrè), em obrigações de sete anos (Odún méjè Igbèrè) e na composição de banhos sacros (Àgbo), inclusi- ve, em algumas casas, esta folha entra como uma das 16 principais folhas deste banho.

Esta folha por ser um símbolo de multiplicação, prosperidade e realeza, pode ser utilizada na liturgia de qualquer Òrìsà, principalmente os já mencionados.

Muitas pessoas confundem o Akòko com o Akosí (Polyscias guilfoylei), cuidado.

Orin Ewé Akòko Ewé òfé gbogbo akòko Ewé òfé gbogbo akòko Àwa lí lí àwa
Orin Ewé Akòko
Ewé òfé gbogbo akòko
Ewé òfé gbogbo akòko
Àwa lí lí àwa orò
Ewé òfé gbogbo akòko
Akòko é a folha de todas as pessoas inte-
ligentes
Akòko é a folhas de todas as pessoas in-
teligentes
Nós temos, nós somos, riqueza e saúde.
Akòko é a folha de todas as pessoas inte-
ligentes.

ENTREVISTA DO MÊS

Falando de Axé com Ìyá Elza D’Òsun

ENTREVISTA DO MÊS Falando de Axé com Ìyá Elza D’ Òs un Falando de Axé Ìyá

Falando de Axé Ìyá Elza, a senhora poderia nos falar como e quando conheceu o Candom- blé, e o que lhe levou a esco- lher a mesma como Religião?

Ìyá Elza D’Òsun Conheci o Candomblé quando eu tinha entre 8 e 9 anos. Fui iniciada em 1950. Eu desmaiava muito, inclusi- ve nas Igrejas Católicas que frequentava enquanto crian- ça. Quando se intensificaram os desmaios, orientaram mi- nha mãe a buscar ajuda em uma casa de Axé. Logo de imediato, Ìyá mi Òsun pediu para ser iniciada. Como eu era criança, e naquele tempo era proibido pela justiça a iniciação de menores, minha mãe entrou junto comigo, ela era de Nàná.

Fui iniciada num barco de quatro pessoas, por um casal de filhos de santo do Sr. Mi- guel Grosso Dewandá e do Sr. Monasandaió; que era do bairro de Plataforma em Sal- vador. Mas fiz santo em Ita- buna - BA, em uma Casa de Angola, mas não fui iniciada em Nkisi e sim em Òrìsà. Para confirmar, outros pais de san- to jogaram para saber se eu era realmente de Òsun, foi confirmado por Sr. Severiano de Ìjèsà. Antes as pessoas se ajudavam mais, não era co- mo hoje. Antigamente quan- do um ajudava o outro era com o interesse único de cul- tuar o Òrìsà.

Fui iniciada pela Sra. Juraci de Obalúayé (filha do Sr. Mi- guel Arcanjo Paiva Dewan- dá) e pelo Sr. Antonio do Car- mo (filho do Sr. Manoelzinho

- Monasandaió). Quando completei 12 anos de santo, passei a ser filha de meu a- vô, Dewandá. Que por sua vez, era filho do Sr. Olegário de Òsun, do Gantois (Ilé Ìyá Omi Àse Ìyámase, Salvador- BA); embora tenha sido inici- ado no Terreiro do Sr. João- zinho da Goméia. Viu como antigamente as pessoas se ajudavam mais?

Fiquei com Sr. Miguel Grosso até o fim da sua vida e após o falecimento dele, fui para o Ilé Àse Ìyá Nàsó Oká (Casa Branca do Engenho Velho), onde estou até hoje.

Falando de Axé A senhora poderia di- zer para nossos leitores, de acordo com sua visão e vi- vência, o que é Candomblé e o que esta magnífica Religião Afro-Brasileira representa pa- ra senhora?

Ìyá Elza D’Òsun O Candomblé é minha vida! Fiz-me gente dentro do Candomblé. Cresci, casei, criei meus filhos, fiquei viúva e continuo aqui, vou até o fim. O candomblé é de uma força muito grande. Se se- guirmos os ensinamentos de nossos ancestrais vivemos bem. Não estamos livres dos problemas da vida, mas se tivermos fé e andarmos de acordo com as nossas cren-

ças teremos equilíbrio para lidarmos com a vida, inclusive com as adversida- des. Candomblé é meu porto seguro, minha paz, meu lu- gar.

Falando de Axé Como à senhora des- creve o Candomblé de hoje, será que possui diferença em relação ao Candomblé de an- tes?

Ìyá Elza D’Òsun O Candomblé de hoje é muito diferente do de anti- gamente. Como falei antes, antigamente tinha mais res- peito e mais amor. Mais res- peito com os mais velhos, mais respeito com os mais novos, com Ògáns e Ekéjìs. Àbíans eram respeitados. As pessoas não tinham medo de passar seu conhecimento, eu ensino meus filhos para que não sejam enganados e sai- bam andar. As pessoas se ajudavam mais.Os Òrìsà e- ram mais firmes nas cabeças das pessoas, e as pessoas tinham mais fé, e talvez por isso (as pessoas) eram mais fortes.

ÒRÌé sempre bom, muito bom, é sopro de vida, força que anima a gente.

bom, muito bom, é sopro de vida, força que anima a gente. Falando de Axé Para
bom, muito bom, é sopro de vida, força que anima a gente. Falando de Axé Para

Falando de Axé Para senhora, qual é a Importância das Crianças e dos Jovens dentro do Can- domblé?

Ìyá Elza D’Òsun As crianças são o futu-

dentro do Candomblé?

Ìyá Elza D’Òsun O sacrifício dos ani- mais é fundamental. Através deles é que nós temos a di- vindade perto de nós.

ro do Axé, por isso elas são fundamentais para a manu- tenção da tradição. Crianças aprendem com facilidade, não tem a vaidade dos adul- tos, aprendem a respeitar a

blé

não me impediu de nada.

Mas acredito que essa ques- tão deva ser explicada por- que ninguém sacrifica o bi- cho e larga ele lá. Tudo é aproveitado, a carne, o cou- ro, no candomblé não existe

hierarquia sem se sentir

d e

s

p

e

r

d

í

c

i

o

.

“humilhados”. Eu mesma “fiz santo” criança, e o candom-

Nós comemos os “restos” dos animais que foram sacri- ficados para nossos Orixás;

O

candomblé não impede

compartilhamos com eles,

que a pessoa tenha uma vida

com nossa família, com nos-

completa, todo mundo preci-

sos amigos.

sa

ter uma vida completa,

todo mundo precisa estudar, trabalhar, namorar, passear e

ter fé, vivenciar sua fé. Crian-

ças também trazem alegrias para o Axé, são mais espon- tâneas, mais livres, obedien- tes, e podem ser excelentes sacerdotes no futuro.

Falando de Axé Ìyá, qual sua visão e explicação em relação ao sa- crifício de animais, a real im- portância desta liturgia

Falando de Axé Em sua Ilé Àse (Templo Religioso de Culto aos Òrìsà Divindades ioru- bás), é realizado algum pro- jeto social? Se sim, por quê? Se não, por quê?

Ìyá Elza D’Òsun Como estou em fase final da (re)construção da minha nova roça de candom- blé (em Franco da Rocha),

ainda não me dediquei q u e s t ã o . Mas hoje em

ainda não me dediquei

q u e s t ã o .

Mas hoje em dia, é importan-

te que tenhamos esses pro- jetos, não só para ajudar as comunidades que nos cer- cam, mas também para que as pessoas de fora tenham

a

e s s a

uma visão menos preconcei-

tuosa sobre nossa religião. Assim que a Casa for reinau-

gurada, colocaremos em prá- tica alguns dos projetos que estou estudando.

Há 49 anos abri minha pri- meira casa de candomblé, na

Rua Isaac Tabacow, na Pe-

nha e desde aquele tempo já havia pequenos projetos so- ciais, não com esse nome,

mas a comunidade, a vizi-

nhança se fazia presente em

algumas ações.

Falando de Axé Ìyá, qual sua opinião em relação às belas e alegóri- cas roupagens dos Orixás, vistas hoje nos candomblés modernos?

Ìyá Elza D’Òsun Os Òrìsàs não pedem esse luxo todo nas roupas, nos adês, nas paramentas! Isso é coisa da gente, vaida- de da gente! Quando eu fiz santo usavam morim, tecidos estampados, cetim, veludo era luxo demais. Os adês e- ram pequenos, delicados; quase todos feitos em casa. Hoje, os adês parecem fanta- sia de carnaval, mas as pes- soas gostam; e quem não usa

pode ser taxado. Òrìsà não precisa disso, a gente é que gosta, enche os olhos.

Ele pode estar vestido de ou-

ro e diamantes e vai estar de

pés descalços.Fico pensando nas saídas de Ìyàwós de an- tigamente, eram festas sim- ples, não tão concorridas, estavam presentes a família de santo, a família carnal e alguns amigos bem próxi-

mos. Hoje não, hoje tem saí-

da de Ìyàwó que parece obri-

gação de 7 anos. Acho bom

as pessoas terem vontade de

dar o melhor ao Orixá, mas o melhor ao Orixá não é o lu- xo, o melhor sai do coração.

É ser honesto, ser integro,

ser leal. Não sair culpando seu Orixá pelo que você faz

de errado. O que adianta não estar com o coração e a cabeça voltados pro Orixá e gastar tudo o que pode nu- ma roupa?

Falando de Axé Ìyá Elza, a senhora poderia nos falar alguma coi- sa sobre a Divindade (Iorubá) Òsun (Oxum), que é sua divindade regente e tam- bém a divindade regente de seu Templo e o que ela re- presenta em sua vida?

Ìyá Elza D’Òsun (Silêncio) Oxum repre-

senta tudo pra mim! Oxum é o ar que respiro, a água que mata minha sede e me lava,

Oxum é tudo pra

mim.

me cura.

minha

senhora, meu amparo. Tudo

tenho, tudo o que

que s o u

Oxum é quem me dá saúde, quem me dá força, Oxum é

m e

.

Minha

eu

Deusa,

a

i

n

d e v o

e

h

l

a !

o

u

c a m

Nunca dependi de nin- guém, Oxum nunca me de- samparou. É minha mãe. Oxum é mãe que nunca de- sampara seu filho, se andar direito com ela, estará sem- pre presente, cuidando, am- parando, acarinhando. So- mos jóias da rainha e a ela devo todas as honras.

Falando de Axé A Falando de Axé co- nhece o CD (Canto de Oxum) lançado pela senhora, já há alguns anos, e gostaria de saber da Senhora, qual a Im- portância dos Cânticos e Re- zas dentro do Candomblé?

Ìyá Elza D’Òsun T As rezas e cânticos são fun- damentais para entrarmos em contato com nossos an- cestrais. As palavras são muito importantes para evo- carmos as energias. É neces- sário que o ìyàwó aprenda a rezar, aprenda a cantar as cantigas de xirê e de run pa- ra que não se perca a tradi- ção.

.

r

a

d

i

ç

ã

o

Os CD's desde que tenham origem são bem vindos, já que ajudam a difundir e fa- zer com que os nossos pe- quenos aprendam as canti- gas. Hoje tem muita coisa sendo vendida, mas nem tu- do é seguro. Tem a internet, onde todo mundo sabe tudo e de alguma maneira acaba atrapalhando o aprendizado no dia a dia da casa de Axé. As rezas não devem ser di- vulgadas, ela pertence aos iniciados. Só os iniciados no segredo, devem saber as re- zas.

Falando de Axé Para finalizar essa nos- sa maravilhosa conversa, qual é a Mensagem que a se- nhora deixa para os nossos leitores, para os candomble- cistas e para aqueles que lhe admiram e veem na senhora em exemplo a ser seguido, seus descendentes?

Ìyá Elza D’Òsun Minha mensagem é para que exista mais união, mais respeito entre os irmãos da mesma nação e também com as demais. Os mais ve- lhos devem servir de exemplo para os Ìyàwós e Àbíans, pa- ra que o conhecimento não se perca, para que as pesso- as entendam a necessidade do aprendizado na casa onde foi iniciado. É preciso respei- tar os sacerdotes, o Àse, res- peitar acima de tudo o seu Òrìsà e o do outro, respeitar inclusive o que não conhece; as nações são diferentes, ca- da um tem seu caminho, sua

sua maneira de chegar

a t é

São as diferenças que fazem

o candomblé tão rico. Somos

de uma religião linda e rica, onde cada um é especial. O Àbían que nada sabe, o Ìyàwó que foi iniciado e está começando sua caminhada, os Ògáns e Ekéjìs, nossos pais e mães escolhidos pelo Òrìsà; nossos Ègbónmi que

já passaram por muitas coi- sas e ensinamentos, nossos sacerdotes que são pais e mães que acolhem, enten- dem e respeitam as diferen- ças de cada filho. E o amor, sem amor, não tem nada.

o

d

i

v

i

n

o .

Estou há mais de 60 anos nesta religião, sobretu- do por amor e fé a Ìyámi Òsun, que nunca me desam- parou e acolhe cada filho, cada pessoa que busca ajuda

e tem fé nela.

Deus abençoe a todos. Ègbónmi Elza T’Òsun

parou e acolhe cada filho, cada pessoa que busca ajuda e tem fé nela. Deus abençoe

PERSONALINADE NEGRA DO MÊS

O Grande Otelo

Sebastião Bernardes de Sousa Pra- ta era o nome verdadeiro de Grande O- telo, um grande ator com uma vida mar- cada pela superação de tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era uma cozinheira que não largava o copo de cachaça. Sebastião fugiu com uma Companhia de Teatro Mambembe que passava por Uberlândia, e foi adotado pela diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo.

do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo. Mas ele fugiu de novo e,

Mas ele fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado pela família de Antonio de Queiroz, um político influen- te. A mulher de Queiroz, Dona Eugênia, tinha ido ao Juizado para conseguir uma ajudante na cozinha. Mas foi convencida a levar para casa o menino que sabia declamar, dançar e fazer graça.

Sebastião estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde cursou até a terceira série ginasial. Nos anos 20, integrou a Companhia Negra de Re- vistas, cujo maestro era Pixinguinha. Em 1932, entrou para a Companhia Jar- del Jércolis, pai de Jardel Filho e um dos pioneiros do teatro de revista. Ga- nhou o apelido de pequeno Otelo, mas ele preferiu "The Great Otelo". Depois traduziu para o português, virando o Grande Otelo.

O ator passou pelos palcos dos cassinos, dos grandes shows e do tea- tro. Trabalhou no cinema em "Futebol e Família" (1939) e "Laranja da China" (1940), e em 1943 fez seu primeiro filme pela Atlântida: "Moleque Tião". Jun- to com Oscarito, participou de mais de dez chanchadas como "Carnaval no Fogo", "Aviso aos Navegantes" e "Matar ou Correr". Em 1942, participou de "It's all true", filme realizado por Orson Welles no Brasil. Uma grande tragédia viria a abalar a vida de Otelo nessa época: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade antes de se suicidar.

Em 1969, fez "Macunaíma", sendo inesquecível a cena de seu nascimen-

to.

sendo inesquecível a cena de seu nascimen- to. Como ator dramático, marcou presença em vários filmes,

Como ator dramático, marcou presença em vários filmes, dentre os quais "Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia" e 'Rio, Zona Norte". Em "Fitzcarraldo" (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru, Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público.

Em 1993, Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar na França, onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes.

Por Wemerson Elias (T’ Sàngó) Fonte de pesquisa: Internet

onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes. Por Wemerson Elias (T’ S àngó) Fonte de
onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes. Por Wemerson Elias (T’ S àngó) Fonte de
onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes. Por Wemerson Elias (T’ S àngó) Fonte de

LIVRO DO MÊS

LIVRO DO MÊS The Sorce Ìyá Nlá Primordial Yorùbá Mother Ìyálájà Ileana Alcamo Ìyá Nlá, a

The Sorce

Ìyá Nlá

Primordial Yorùbá Mother

Ìyálájà Ileana Alcamo

Ìyá Nlá, a Mãe Primordial Yorùbá

Centra-se na presença e na essência do culto das diversas manifestações de ambos os reinos espirituais e materiais. O Livro dá-nos uma abordagem intelectual de nossa ascendência matrilinear. Fala dos mistérios da natureza e da existência, que foram cultivadas

e adorados em uma tradição religiosa dos

primeiros antepassados humanos, os yorùbás.

Através de seus ancestrais, a fim de honrá-los e continuar seus costumes. A mãe Primordial,

a força vital para a existência. Ìyá Nlá que

desce à noite, Ìyá Nlá que desce de dia, Ìyá

Nlá, mãe de todos. Vamos viver suavemente neste mundo.

Boa Leitura Por Wemerson Elias (T’Sàngó)

de dia, Ìyá Nlá, mãe de todos. Vamos viver suavemente neste mundo. Boa Leitura Por Wemerson
de dia, Ìyá Nlá, mãe de todos. Vamos viver suavemente neste mundo. Boa Leitura Por Wemerson
de dia, Ìyá Nlá, mãe de todos. Vamos viver suavemente neste mundo. Boa Leitura Por Wemerson
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Itália e sua ligação com a África

Itália e sua ligação com a África Apesar de ser um país totalmente católico, a feitiçaria

Apesar de ser um país totalmente católico, a feitiçaria exerce um grande fascínio no italiano. Sua busca pela 'streghoneria' (feitiços) é muito presente em seu cotidiano. Entretanto, em completa discrição.

Visitando o Museu de um renomado escritor, Emanuele Cavallaro que inclusive me mostrou as fotos dele com Jorge Amado e alguns presidentes de vários países africanos. O Mesmo relata em

sua publicação chamada “África, miti favole leggende costumi sessuali magia". Publicação

esta, onde é relato a sua vivência em diversas comunidades africanas. O autor relata que, ainda é muito perigoso adentrar no interior da África, por ainda existir a prática do canibalismo (página

837).

São diversos os feitiços descritos nesta obra: favores políticos (mais comuns), cura de enfermida- des, fartura e as mais diversas formas de cultura africana.

Como meu caminho é dentro do Kongo, por isso pesquisei mais nessa área, área onde ele mos- tra diversos 'fetiches' de fertilidade (vide foto), pele de cobra, osso humano (uma faca feita do antebraço humano), falos de diversas maneiras e até um pequeno boneco (Nkisi) de poder malé- fico avermelhado que quando invocado pode matar a pessoa solicitada, sendo que uma vez ad- quirido este 'fetiche', nunca mais poderá ser descartado sob pena do mesmo ir contra quem o

adquiriu. Máscaras de cunho religioso e circuncisão tanto masculina quanto feminina. Relatando inclusive, que em algumas situações o clitóris feminino depois de arrancado é cozinhado e ofere- cido entre eles.

Conta-se também, um caso interessante em que o sacerdote encomendara uma pessoa na vila, seus filhos foram buscar e teriam de trazer ainda com o sangue quente. Uma vez ritualizado e com as rezas recitadas, era retalhado e certas partes oferecidas entre eles como refeição.

O 'fetiche' da fertilidade é uma estatueta a qual a pessoa em posse da mesma dava várias voltas em torno da casa em que mora e dentro a esposa que deseja fertilizar. Feito o rito, de posse do 'fetiche' se entra pra casa e tempos depois a dádiva da reprodução era beneficiada.

Relatos sexuais sem distinção ou tabu são muito comuns na obra.

Entretanto, nas capitais dos países africanos são proibidos cultos tribais e estrangeiros são mui- tos visados pelas autoridades. Tudo é de muito difícil acesso e perigoso.

A maioria dos países africanos professam o islamismo, um pouco o cristianismo e seus ritos tri- bais são concentrados mais a linha do equador.

Em breve uma pequena entrevista por mim feita, com Emanuele Cavallaro. Aguardem

uma pequena entrevista por mim feita, com Emanuele Cavallaro. Aguardem Por Mulo j i Luvembo http://www.luvembo.org/
uma pequena entrevista por mim feita, com Emanuele Cavallaro. Aguardem Por Mulo j i Luvembo http://www.luvembo.org/
uma pequena entrevista por mim feita, com Emanuele Cavallaro. Aguardem Por Mulo j i Luvembo http://www.luvembo.org/

Por Muloji Luvembo

A criança, desde o útero ma- terno, ativamente participa Ìkómojáde O Rito de dar o

A criança, desde o útero ma-

terno,

ativamente

participa

Ìkómojáde

O Rito de dar o Nome à Criança, na Religião Yorùbá

A consulta ao oráculo Ifá será

feita pelo Sacerdote até o

da

Religião.

quarto dia de vida do bebe, e

 

a

família será informada so-

O

oráculo é consultado na

bre qual o antepassado que

gestação para saber quais os

está de volta, o destino da

ebo necessários a fim de que

criança, suas interdições an-

o

bebê faça uma boa escolha

cestrais e religiosas, a que

de destino, seja saudável e

Òrìsà pertence sua cabeça e

que a mãe tenha um bom parto.

para o qual, no tempo certo, deverá ser iniciada.

No dia de seu nascimento, a

e

s p e c i a l

c h a m a d o

Neste dia, pela primeira vez,

placenta e o cordão umbilical

a

Mãe ergue o bebe em suas

são enterrados em um vaso

costas, modo fácil de carregá -lo, que cria um liame de a-

sasùn" (que foi previamen-

mor e confiança entre mãe e

te

pintado por seu pai ou pe-

filho e, na prática, libera suas

lo

homem mais velho da fa-

mãos para os deveres do

mília nas cores branca, azul e

quotidiano.

vermelha, com símbolos de ancestralidade), em um ritual chamado "Iwo", que significa

a devolução à mãe Terra da

força vital que o criou, como

a busca pela fonte de vida, pela foz de um rio.

E neste local, mais tarde, du-

rante sua vida, "ebo" serão feitos, e dali, daquela terra, sairá um "onde" (amuleto) que o protegerá durante to-

da a sua existência.

No sétimo dia para uma me- nina, no oitavo dia para gê- meos, no nono dia para um menino, uma cerimônia cha- mada "Ìkómojáde" (dia de dar o nome a um recém- nascido) será realizada, reu- nindo a família e amigos, em uma festa de alegria e felici- dade por mais um filho que chega. Para um yorùbá, im- portante é ter descendência,

é realizar através de filhos e

e netos, daí as manifestações

de satisfação com a chegada

de cada novo bebê.

A criança é a primeira a ouvir

seu nome completo da boca do Sacerdote ou do mais ve- lho da família. Os ancestrais são chamados a compartilhar desta hora de congraçamen- to familiar, e se manifestarão através do "obì" (kola akumi- nata), fruto de origem africa- na usada como alimento de deuses e homens e como ve- ículo da adivinhação, um dos ramos do oráculo Ifá.

A partir de então, o bebê es-

tá inserido no círculo familiar, tem seu lugar na hierarquia tribal.

de então, o bebê es- tá inserido no círculo familiar, tem seu lugar na hierarquia tribal.

Fonte: Ìyá Sandra Epega

Cultuar Òbàrà

no dia 06/06. Certo ou Errado?

Cultuar Òbàrà no dia 06/06. Certo ou Errado? É uma tradição de inúme- ras Casas de

É uma tradição de inúme- ras Casas de Candomblé (Ilé Àse) e seus adeptos, fazerem festas, homena-

Candomblé), que passa- ram a acreditar que os Odù’s são Divindades, as- sim como os Òrìsà.

Para deixar mais compli- cado ainda e mostrar que essa comemoração é in- fundada, vamos lá, Òbàrà

gens e oferendas para Òbàrà méjì (Odù), todos

E

no Brasil, criou-se o há-

(méjì) na ordem de seni- oridade de Ifá, ocupa o

os

anos, no dia 06/06.

bito de “assentar” os

7º lugar e não o 6º, en-

 

Odù’s, principalmente

tão, se realmente existis-

Mas pergunto a todos es-

Para podemos chegar a

Òbàrà (por acreditarem

se

uma comemoração pa-

tes que realizam essas

que o mesmo traz riqueza

ra

o mesmo, algo que não

“comemorações”, de on-

e

prosperidade), fazer o-

existe dentro de sua tra-

E mesmo assim, continua

de veio esta tradição,

ferendas, festas e etc., há

dição original, o mesmo

qual é a origem dela? Isso é certo ou errado?

uma explicação conclusi-

alguns Odù’s que certos sacerdotes dizem que é até melhor “despachar”. Mas temos que deixar cla- ro que: essas concepções

deveria ser comemorado no sétimo mês do ano e não no sexto.

va se isso é correto ou

são totalmente ERRÔ-

a pergunta, se são 256

não, temos antes que ter

NEAS.

Odù’s e apenas 12 meses,

o conhecimento de al-

guns temas. O primeiro deles, o que é ou são Odù’s?

Odù’s são “signos” de Ifá. São “capítulos” de uma Tradição Oral Nigeri- ana, chamada e conheci- da por IFÁ. Em alguns ìtàn’s (relatos antigos, sagrados e orais desta Tradição Cultural) esses Odù’s são personificados, mas é algo simplesmente simbólico, e acredito eu, é o que gerou a grande confusão na cabeça de algumas pessoas (alguns sacerdotes e adeptos do

- Odù’s não são Divinda- des iguais aos Òrìsà. - Não se assenta Odù’s, assim como se assenta os Òrìsà. - Não devemos alimentar Odù’s, muito menos des- pacha-los.

Outra coisa, os Odù’s são em um total de 256, 16 primários (Mérìndínlógún Odù Àgbà) e 240 secun- dários (Om’odù) e nosso Ano possui apenas 12 me- ses, e ai? Como fazemos? Só festejaremos até o 12º

Odù?

Bem complicado isso né?

como faríamos?

A resposta mais tradicio-

nal para essa pergunta é:

NÃO FARIAMOS. Não fes- teja-se ou comemora-se Odù.

Odù’s são também con- figurações oraculares, utilizadas nos oráculos sagrados dos Iorubás e dos Fons, em oráculos como Ikin Ifá, Òpèlè Ifá e rìndínlógún Ifá (Jogo de Búzios).

Òbàrà (Méjì), como vocês puderam ver em outro ar- tigo desta mesma edição, não é apenas o Odù da prosperidade, é também o Odù que fala de misé- ria, mentira e outras ne- gatividades.

Através deste “signo”, se assim podemos descre- ver, falam inúmeros òrìsà, como Èsù, Obàtálá, Sàngó, Òsóòsì, etc., en- tão, o que seria correto é alimentarmos estes Òrìsà, dentro deste Odù, ou seja, pelas indicações deste Odù. Isso é o corre- to de acordo manda a tra- dição original.

As pessoas que fazem o- ferendas e festas a Òbàrà, estão na verdade alimentando Èsù e algu-

mas vezes Òsóòsì. Acredi- tando que estão alimen- tando Òbàrà.

Se o leitor for até alguma Casa de Candomblé e fa- larem que você deve as- sentar Òbàrà para ter prosperidade ou dar ofe- rendas para o mesmo, procure outra casa, com certeza o sacerdote desta casa não conhece o que é Òbàrà.

Existe sim, oògùn (magias, medicinas, pre- parados) que são feitos dentro deste Odù e ficam em nossa casa, para que nos gere prosperidade, mas não são assentamen- tos (Ojúbo, Àmì Òrìsà), são oògùn (medicinas, magias, amuletos).

Bom caro leitores, acredi- to que depois desta ex- planação, podemos con- cluir perfeitamente que:

NÃO COMEMORA-SE ÒBÀRÀ no dia 06/06 (Seis de Junho). Òbàrà não é uma Divindade, também não é um Èsù. Òbàrà é um “signo” de Ifá. Uma configuração o- racular. O capítulo de u- ma Tradição Oral Iorubá, que narra inúmeros mitos antigos (ìtàn’s).

Espero com este pequeno artigo, ter contribuído pa- ra a finalização deste cos- tume infundado existente no CULTO A ORIXÁ NO BRASIL.

Por Hérick Lechinski (Ejòtolà T’Òsùmàrè)

deste cos- tume infundado existente no CULTO A ORIXÁ NO BRASIL. Por Hérick Lechinski (Ejòt o
deste cos- tume infundado existente no CULTO A ORIXÁ NO BRASIL. Por Hérick Lechinski (Ejòt o

Vòdún Fá - A Divindade Fòn do Destino

Vòdún Fá - A Divindade Fòn do Destino Na Vòdúnsìnsɛǹ do Vòdún Fá é Ɔ lúnmìlá

Na Vòdúnsìnsɛǹ

do Vòdún Fá é Ɔ lúnmìlá ou Ɔ lónmìlá (termo oriundo de Ọrúnmìlà pertencente a

lingua Ànàgógbè ou Yorùbá).

(religião Vòdún) o título mais célebre, honroso e mais divulgado

̀

̀

Ɔ ̀ lúnmìlá é também chamado de Àgbónmìlégú ou Àkɔ̀gúlɔ̀gbòn expressões origi-

nadas do Yorùbá (Àgbónmìrégún) e também aclamado como Wèzízá (O equiva- lente a Ẹlà).

̀

A especificidade de Ɔ lúnmìlá é o destino, a de Lε̆gbà é o imprevisto. Embora con-

trapostos quis o criador que os dois se tornassem amigos íntimos.

Todo ser humano nasce ligado a um dos 256 Fádù. O Fádù revela a identidade

profunda de cada ser humano, servindo-lhe de orientador na vida, revelando-lhe

Jɔ̀tɔ́ (ancestral particular ao qual o mesmo deve ser dedicado ou consagrado),

o

e

fornecendo outras indicações que ajudarão o ser humano a comportar-se com

̀

segurança e sucesso na vida. Ɔ lúnmìlá também é consultado em caso de dúvi-

das, quando as pessoas têm decisões muito importantes a tomar ou ainda por aquelas que procuram determinar a causa de infortúnios e doenças.

O Vòdún Fá revela à humanidade, através de Lε̆gbà, os ensinamentos de Ɔ lú-

nmìlá.

̀

Ɔ ̀ lúnmìlá é frequentemente associado como a divindade, mas

Fá é sua palavra. Ou seja, Fá é a personificação de Ɔ lúnmìlá no

oráculo.Tal qual um desdobramento.

̀

Fá e Lε̆gbà são intimamente ligados, pois a transmissão é feita por Lε̆gbà a " " (cabeça) do consultor.

Faz necessário insistir que Ɔ lúnmìlá utiliza-se do Àcɛ̀ de Lε̆gbà, isto é, do poder,

da força e do atributo de wɛnsàgùǹ (mensageiro) para atuar e se expressar.

̀

Um Fáví (Discípulo de Fá) atua como orientador, propagador e divulgador das

̀

vontades de Ɔ lúnmìlá, pois em verdade atua como intérprete revelando as suas

determinações. Sendo, por tanto, considerado como um portal de luz.

*

Cabe informar que estas nomenclaturas são muito utilizadas pelos Yorùbá e pe- los Fɔ̀n.

Àgbónmìlégú

Àkɔ̀gúlɔ̀gbòn:

ou

Você

deu

a

conhecimento.

Àkɔ̀gúlɔ̀gbòn : ou Você deu a Gú conhecimento . Por M ὲ jìtɔ́ Dànsú Ronne (Àyìɖóhw

Por Mjìtɔ́Dànsú Ronne (Àyìɖóhwɖó)

A Encruzilhada para o Povo Bantu

A Encruzilhada para o Povo Bantu “Quem se encontra em u- ma encruzilhada é, neste momento,

“Quem se encontra em u- ma encruzilhada é, neste momento, o verdadeiro centro do mundo.”

A encruzilhada liga-se à situa-

ção de cruzamento de cami- nhos que a converte numa espécie de centro do mundo. Lugares onde ocorrem apari- ções. As encruzilhadas costu- mam serem assombradas por gênios ou espíritos geralmen- te temíveis, com os quais o homem tem interesse em se reconciliar. É igualmente um lugar de passagem de um mundo para o outro, de uma vida a outra, passagem da vida à morte. Nas regiões de florestas e savanas, a encru- zilhada assume a importância de algo sagrado. Costuma-se batizá-la de encruzilhada do encontro ou da residência.

O local torna-se sagrado após

um ritual específico.

Em um cruzamento de cami- nhos de caminhos, costumam batizá-la encruzilhada do en- contro ou da residência. É nas encruzilhadas, que as mulheres BALUBAS e LULUAS (incumbidas do cuidado das plantações) costumam depo- sitar os primeiros frutos da colheita.

Se a cidade estiver ameaçada pela fome, a população intei- ra se dirige em procissão às encruzilhadas mais próximas

a fim de depositar ali oferen-

das de víveres ou de velhos utensílios domésticos, desti- nadas às almas dos ances-

trais. Nas encruzilhadas, ain- da, é que as mulheres aca- bam de desmamar um filho, ficando assim dispensadas da proibição costumeira de te- rem relações sexuais durante

o período de aleitamento, sa-

crificando uma galinha branca às almas das crianças mortas.

A encruzilhada encarna o

ponto central, o primeiro es-

tado da divindade antes da criação, é a transposição do cruzamento original de cami- nhos que o criador traçou no começo de todas as coisas

com sua própria essência pa- ra determinar o espaço e or- denar a criação. Para os ban-

tu, quando uma pessoa não

sabe qual caminho seguir diz

estar em estado de PAMBWA (ENCRUZILHADA). NJILA vai conosco aonde vamos, está em todos os lugares, porque está dentro de nós, vê tudo

que vemos, pois vê com nos- sos olhos, sabe o que vai a- contecer, pois conhece todos

os caminhos e faz parte da

arte divinatória. Sem NJILA

todos os elementos do siste-

ma e seu dever ficariam imo-

bilizados. NJILA tem a ver com a criação. NJILA leva a propulsar (impelir para fren- te), a crescer, a transformar, a comunicar, ajuda as pesso-

as a se desenvolverem e a

adquirirem um bom nome. NJILA está relacionado com as cavidades do corpo (mukutu), cabeça (mutue), cavidade da boca e estômago (muzumbu e dikutu), umbigo (tumbu), cavidade do útero (kivaji).NJILA nunca existiria se o mundo não fosse criado em uma encruzilhada, a ver- dadeira cruz bantu.

Matéria do Livro:

Costumes e Misté- rios do Candomblé Angola/Kongo. Fonte dessa pesqui- sa: Comunidade do orkut COBANTU

A Tríade Musical de Sàngó

A Tríade Musical de S àngó Hoje vou escrever sobre três Deidade, à exemplo do Bàtá

Hoje vou escrever sobre três

Deidade, à exemplo do Bàtá,

Sàngó, sem dúvidas, é um

invocado pelo som da chuva,

importantíssimos

toques

da

razão pela qual vou me ater

dos Òrìsàs mais representa-

c u

l

t u

r a

K

é

t

u -

somente a tríade). Isso mos-

do por meio do som. Além

Nàgó, a Tríade Musical de Sàngó, que são ritmos de atabaques consagrados ao

tra-nos a importância que es- se Òrìsà confere ao som do

tambor

ao

e,

obviamente

dos toques do atabaque, é

emitido pelo Sééré, devida-

Rei de Òyó e que, devem ser

tambor

propriamente

dito.

mente preparado pelos seus

portante são os toques pa-

executados subsequentes um ao outro e sem cânticos. Mui- to embora seja uma tríade (que alude ao número três),

Isso é corroborado ainda, ao pensarmos que, em algumas casas, Sàngó é considerado

Sacerdotes. Tudo isso eviden- cia, quão importantes são os toques de Sàngó e quão im-

dois desses toques estão sen-

o

Òrìsà dono do som (basta

ra Sàngó. Algumas histórias,

que isso ocorra e não na

do esquecidos pela maioria dos Ògáns, Bàbálóòrìsàs e Ìyálóòrìsàs.

dizer que, o som que brada dos trovões, é uma das prin- cipais hierofanias - manifesta- ção do sagrado - de Sàngó).

narram que antes de partir à guerra, Sàngó, dançava fre- neticamente ao som dos tam- bores, potencializando seus

Primeiramente, quero chamar atenção para um fato. A mai- oria dos Deuses Africanos, possuí um toque que lhe per- tence, sendo esse usado so- mente para ele e para nenhu-

Dos Deuses cultuados no Bra- sil, muito provavelmente, ele é um dos poucos, senão o único que, em vida no Àiyé, tocou tambor, no caso

poderes, mantendo uma liga- ção da musica com o univer- so sacro. Destarte, toca-se muito para Sàngó, correto? Errado! (errado na crença de

ma outra Divindade, por e-

o

Bàtá (não confundir o tam-

constatação de que isso de-

xemplo, o caso do Ìgbín de

bor Bàtá, com o ritmo Bàtá).

veria sim ocorrer). Por incrível

Òsàlá. Mas no caso do temi-

H

á

d i v e r s o s

Ì t à n

que possa parecer, muito em-

do Sàngó, são três os toques

Yorùbá (histórias africana),

bora Sàngó goste do som do

que lhe pertencem (na verda- de há outros, mas também executados para mais alguma

que explicam a ligação de Sàngó com o Tam- bor Bàtá.

tambor e, nesse aspecto, refi- ro-me somente ao som do tambor (solo sem cânticos),

quase não escutamos mais o solo da sua tríade musical.

Em verdade, duas coisas es-

tão ocorrendo de forma muito comum sobre os toques de Sàngó. A primeira é que, quase não se “sola” mais

o Àlúja. Quando digo “solar”, digo Atabaques (Hun, Hun- pi e Hunle), mais

o Agogo (no caso de festas,

como as de Sàngó, os ataba- ques são acompanhados pe- lo Sééré, por exemplo) Sem cânticos e, é claro, com as palmas dos devotos que estão presentes para render homenagem ao Rei, proferin- do a expressão Kawòó Kábíyèsilé!

A segunda constatação nega-

tiva que observamos é que,

quando há o solo do Àlúja, dificilmente o mesmo é acom- panhado pelos seus dois to- ques contíguos. Nesse aspec- to, é salutar destacar que, a Tríade de Toques de Sàn- gó é solada e, não cantada! Recordam-se do valor que Sàngó confere ao som

destacar, q u e ,

o Àlúja de Sàngó, é essenci-

do i g u

tambor? a l m e

Vale

n

t e

almente um toque com poder evocativo (o mesmo ocorre com o Agèrè, além, obvia- mente do Adahun) outro valor intrínseco deste toque.

Muitos devem estar se per- guntando, mas e as cantigas de Àlúja? Sim, são dezenas, todas lindas. Mas nessa pos- tagem, não estou me referin- do unicamente ao Àlúja e, sim, ao conjunto de toques que está atrelado ao mesmo e, que não são cantados, so- mente tocados.

Quando tocamos Àlúja (solo), estamos evocando os poderes do Deus (lembram-se de que, antes de partir para guer- ra, Sàngó dançava para potencializar seus poderes?) e, princi- palmente começando pelo início, pelo início de uma história. Toda cantiga conta uma história, seja boa, seja ruim. No caso do solo de toques da Tríade de Sàngó, à exemplo dos cantos, também estamos contando uma história.

A relação dos três toques, executados um subsequentemente ao outro não é ao acaso e, sim intencional. Os três toques iso- ladamente não refletem a importância dos três concomitantes. Afirmo isso, pois somente os três toques executados subse- quentemente, conseguem contar uma parte do início da vida real de Sàngó e, se tocados em momentos distintos, não refle- tem o mesmo. Um Ìtàn Yorùbá discorre

“Em um determinado reinado, Sàngó ainda pobre, tocava freneticamente seu tambor, fazendo com que todos da cidade ficassem lhe ouvindo, admirados. No entanto, o então rei da cidade havia proibido tal prática. Ao ser comunicado que Sàngó estava tocando tambor em seu reinado, o mesmo foi pesso- almente conferir. Diante do virtuosismo de Sàngó, o Rei começou a dançar, deixando sua coroa cair de sua cabeça, sendo então, imediatamente tomada por Sàngó”.

o Rei começou a dançar, deixando sua coroa cair de sua cabeça, sendo então, imediatamente tomada
Assim sendo, quero chegar ao ponto de que a Tríade de S àngó , faz

Assim sendo, quero chegar ao ponto de que a Tríade de Sàngó, faz justamente alusão a essa história. O som fre- nético do Àlúja, a coroa caindo e Sàngó tomando a mesma para si!

Nada no Candomblé é ao acaso e tudo tem sua fundamenta- ção! Espero, sinceramente, ter contribuído um pouco, para a elucidação dos toques do chamado Candomblé Kétu-Nàgó.

Por fim, objetivando ilustrar esse artigo e disseminar esses três importantes toques, compartilho aqui, essa primorosa trí- ade musical, executada por quatro dos maiores tocadores da atualidade (Gamo da Paz, Iuri Passos, Yomar Asogba e Rob- son).

Por Ògán Carlos Vinícius (Òpótún do Ilé Àse Ibùalámo SP)

Iuri Passos, Yomar Asogba e Rob- son). Por Ògán Carlos Vinícius (Òp ó tún do Ilé
Iuri Passos, Yomar Asogba e Rob- son). Por Ògán Carlos Vinícius (Òp ó tún do Ilé
Iuri Passos, Yomar Asogba e Rob- son). Por Ògán Carlos Vinícius (Òp ó tún do Ilé
Iuri Passos, Yomar Asogba e Rob- son). Por Ògán Carlos Vinícius (Òp ó tún do Ilé
A ARTE DA DEFUMAÇÃO “ PARA O MAL SAIR E O BEM ENTRAR ”
A ARTE DA
DEFUMAÇÃO
PARA
O MAL SAIR E O BEM
ENTRAR ”

Deus, perfeito em sua criação, dotou o homem de vários sentidos, para que seu espírito tivesse assim, portas de comunicação com o mun- do físico ajudando-o a viver, integrar-se e a evoluir nesta escola chamada Terra.

Entre os sentidos está o olfato, que através do qual, podemos captar os aromas, podemos ficar relaxados, agi- tados, próximos ou afastados das pessoas, coisas ou luga- res, por esse motivo desde os tempos antigos todas as civilizações se utilizavam de- les para, sensibilizar e au- mentar o teor das vibrações psíquicas, produzindo condi- ções de recepção e inspira- ção nos planos físico e espiri- tual.

Nenhuma ação de lim- peza ambiental é mais com- pleta que uma boa defuma- ção, pois, o ar concentrado

de energias elementais entra

e

penetra em todos os cantos

e

brechas da casa envolven-

do as paredes, o teto, o chão, os móveis, enfim, tudo.

Além disso, a defumação também descarrega o corpo mediúnico das pessoas e suti- liza suas vibrações tornando- as receptivas às energias de ordem positiva fazendo, as- sim, com que a comunicação com o Plano Astral Superior se torne mais fácil e em per- feita harmonia. Tudo isso fa- cilita a imantação positiva que as Entidades de Luz irra- diam sobre o nosso corpo fí- sico, irradiação esta capaz de eliminar as doenças de fundo

espiritual e material.

Ao queimarmos as ervas,

liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do

solo da Terra, da energia dos

raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar

miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos,

como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc. Existem, para cada objetivo

que se tem ao fazer-se uma

defumação, diferentes tipos

de ervas, que associadas,

permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá- las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior.

Os antigos Magos,

graças ao seu conhecimento

e experiência incomuns,

sabiam combinar certas

ervas de emanações tão

poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia. Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas pra os espíritos inferiores,

seu poder é temporário, pois

os irmãos do plano astral de

baixa vibração são atraídos

novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades). Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos.

UMBANDA TEM

FUNDAMENTO É PRECISO

PREPARAR ”

A “

A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma

das coisas que mais chamam

de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam Existem dois tipos de Defumação defumação;

Existem dois tipos de

Defumação

defumação;

a

a

atenção de quem vai pela

d e

d e s c a r r e g o

e

primeira vez assistir a um

Defumação lustral:

trabalho.

 
 

Defumação

de

Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos

cantados específicos para defumação. Em termos de finalidade, o processo de defumação pode ser feito para retirar, ou seja queimar,

a energia ruim como também

preencher com energia boa. Geralmente quando se encontra um ambiente carregado usa-se um ou mais defumadores de limpeza, que irão "queimar" ou esterilizar as energia ruins.

Depois do ambiente ruim faz-se uma nova defumação com outro defumador "doce" que irá

preencher o ambiente com a energia que se quer deixar evitando assim um vazio que

é a oportunidade para coisas

indesejadas ou mesmo um ambiente estéril e que não traga conforto aos ocupantes do lugar.

Descarrego

Certas cargas pesadas

se agregam ao nosso corpo

astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. Tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem à nossa aura

e ao nosso corpo astral,

b l o q u e a n d o

s u t i s

comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.

Além disso, os lares e

os locais de trabalho podem

ser alvos de espíritos atrasados, que penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos. Para afastar definitivamente estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes

seres. A defumação serve

para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando-o pesado

e de difícil convivência para

as pessoas que nele habitam.

Pois bem, a defumação tem

o poder de desagregar estas

cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura,

tornando-os novamente "libertos" de tal peso para

p r o d u

funcionamento normal. Deve ser feita da porta dos fundos para a porta da rua. Não esquecer de alguem que o acompanhe com um copo de agua com sal grosso. Que no final servirá para apgar o

z i r e m

s e u

defumador, cortando definitivamente os maus fluidos.

Defumação Lustral Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir, caminhos, harmonizar energias e e direcionar seus intentos. Acenda uma vela para o seu anjo de guarda (que já deve estar firmada para qualquer das situações). Levando um copo com água, comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro. Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita sempre após a de descarrego. Ou poderá ser feita somente ela, sem a

necessidade prévia da de

Seus

Utensílios/

gosto dos de barro. Para

Sua vela de anjo de guarda

descarrego. Ao fim pode ser deixada queimando sozinha com o copo com agua ao lado.

Preparação:

As ervas, que tem que ser secas, pois, ali temos todo o poder energético

que não se use o mesmo turibulo com defumadores diferentes. O incensário, o qual possui a forma de um coração, representa o

 

C

o

m

q

u

e

aglutinado em meses ou

homem e seu progresso na

Finalidades se Defuma?

anos absorvido do solo da

vida espiritual. Um incensário

Para honrar os Deuses, Orixás, Mentores e/ou entrar em contato com

Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das mesmas, já

ainda apagado e frio dá muito trabalho para ser aceso: é necessário preparar os carvões para que o fogo

o mundo espiritual; Para execução de rituais mági cos , af as tar influência negativa de ambientes, objetos, pessoas, acompanhar preces, preparar o ambiente para exercícios

devem estar separadas na quantidade necessária para a defumação, ou seja, um punhado de cada ou mais dependendo do tamanho do lugar a ser defumado e do número de pessoas presentes. O número de

se torne mais intenso e depois escolher algumas brasas para colocá-las dentro do turíbulo. Mesmo com as brasas se o incensário permanecer parado ele apagará. O facilitador da Defumação precisa agitá-lo

meditativos;

 

ervas a ser utilizado depende

constantemente. Assim é

Para a desinfecção de

da finalidade da defumação.

também o homem, no início

ambientes fechados por

Um preparo limpador de

de sua vida espiritual precisa

m

u i t o

t e m p o e

ambientes e de pessoas

de muito apoio, porém,

contaminados com fungos, bactérias e larvas astrais; Defumamos também para alcançar um estado

sempre deve ter número ímpar de ervas, por se tratar de desfazer algo, o ímpar é o número da desagregação. Um preparo harmonizador e

durante toda a sua vida precisa se manter em progresso, pois, parando apagará como o turíbulo. O uso do preparado de ervas

vibratório adequado para os trabalhos espirituais, trazendo ao ambiente a força das ervas, a força viva de

equilibrador pode ter número impar ou par. Um preparo atrator de sentimentos, prosperidade, energético, deve ter sempre número par.

representa a oração, que não deve ser ousada e nem covarde e pouco confiante. Deve ser como a fumaça do turíbulo que vai aos céus

Jurema;

 

Sinta as Ervas na sua mão,

produzindo perfume, não de

Defumamos para curar espíritos sofredores e obsessores; e também para dissolver acúmulos energéticos negativos alojados em nosso espírito, cuja natureza da atuação a torna

Para incentivar, equilibrar,

toqueas, faça um ativação, direcionada para o intuito da defumação que você estará realizando, mais uma vez aqui reforço a força do Poder do Verbo que precisa se fazer presente para desde já estar reverberando em uma

forma “ousada”, diretamente, mas descrevendo curvas enquanto sobe confiante, sem parar.

deverá estar firmada, fazer

resistente aos banhos; Para sessão de cura ou reforçar determinados efeitos terapeuticos;

egrégora, junto a todos os nossos mentores para que o ato da defumação seja realizado e alcance o seu propósito. Para poder passar

uma oração de firmeza e so- licitar a presença de suas en- tidades pra lhe proteger e que lhe ajudem a orientar aqueles que ali estejam e

h

a

r

m

o

n

i

z

a

r

,

isso tudo é bom ter uma boa

brasa e

ter ao menos

dois

que necessitem ser encami-

proporcionar e o que mais for o seu intuito e

quantidade de carvão em

, defumações de limpeza e

nhados, doutrinados

Para

necessidade.

 

turíbulos,(incensários)

eu

descarga de ambientes,

sempre caminhar com a fumaça de dentro para fora da casa. Solicitar a presença de

sempre caminhar com a fumaça de dentro para fora da casa. Solicitar a presença de suas entidades pra lhe proteger e que lhe ajude a ampliar a força para aquilo que necessite, a firmeza de propósitos a serem alcançados.

Concentração é um elemento muito importante neste trabalho. Assim deve-se rezar antes de iniciá-lo pedindo a proteção dos seus mestres, deve cantar durante e deve-se encerrar com uma

reza ou

cantiga

de

sempre deve se preparar.

a

g r a d e c i m e n t o

o u

Desta forma para executar

fechamento. Todo local onde se vive, seja um templo, sua casa ou local de trabalho, pode e deve ser defumado.

essa liturgia é necessário al- guma maturidade na magia, conhecimento e também pro- cedimentos de preparação e auto-limpeza que para quem

Assim, ao defumarmos, nem sempre estamos tratando de afastar demandas contra nós, mas também de manter o equilíbrio de nossa própria casa.

faz vai mais além do que o ato de defumar. Em termos da maturidade na magia, sig- nifica uma sintonia com os mestres e entidades que tra- balham junto com ele. O co- nhecimento diz respeito ao

Qualquer pessoa com ou sem uma mediunidade ativa, pode perceber quando ha uma alteração no ambiente e

método de fazer e elementos a serem utilizados tanto no defumador ou defumadores como também em procedi- mentos complementares.

nesses casos deve se recorrer

a uma defumação.

Considero que defumar não é um processo formal ou ordi- nário e sim uma liturgia e quem defuma algum lugar

Boa Defumação a todos!

Por Elis Peralta

defuma algum lugar Boa Defumação a todos! Por Elis Peralta Espaço Holístico Estrela Cigana 21 3471-2114
Espaço Holístico Estrela Cigana 21 3471-2114 Proprietária e Administradora: Elis Peralta ATENDIMENTO Consultas com o

Espaço Holístico

Estrela Cigana 21 3471-2114

Proprietária e Administradora:

Elis Peralta

ATENDIMENTO

Consultas com o Baralho Cigano. Oraculísta: Elis Peralta (Agende o seu horário - Cascadura/RJ)

CURSO

A Força das Erva na Umbanda. Facilitadora: Elis Peralta (Sacerdotisa da Tenda de Umbanda Estrela de Aruanda - Cascadura/RJ)

As Sete Lágrimas de um Preto velho Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho,

As Sete

Lágrimas de

um

Preto velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho cho- rava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, não sei por que, contei-as… Foram sete.

Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei. Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho por que externas assim uma visível dor?

E ele, suavemente respondeu:

“Estás vendo esta multidão que entra e saí? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas”.

- A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aqui- lo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

- A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.

- A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, dese- jando prejudicar aos seus semelhantes.

- A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual, e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão.

- A quinta, aos que chegam suaves, com risos, o elogio na flor dos lábios, mas se olharem bem o seu sem- blante, verão escrito: “Creio na Umbanda, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disso ou daquilo.”

- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

- A sétima, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada: Foi a última lágrima, aquela que vive nos

“olhos” de todos os Orixás. Fiz a doação dessas aos médiuns vaidosos, que só aparecem no centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas crian-

cinhas precisando de amparo material e espiritual.

Assim filho meu, foi para esses todos, que vistes cair uma a uma as sete lágrimas de um Preto Velho.

Os Sete

Sorrisos de

um

Preto velho

Os Sete Sorrisos de um Preto velho Estava eu pensando nas sete lagrimas de um Preto

Estava eu pensando nas sete lagrimas de um Preto Velho quando me veio em mente, temos nós como fazer um Preto Velho sorrir? Foi quando um Preto Velho sentado em um toco me chamou e disse:

Sim filho, temos também motivos para termos nossos sete sorrisos, e começou:

- O Primeiro sorriso vai para as pessoas que verdadeiramente vem em busca de Zambi e ver-

dadeiramente o colocou em seu coração, vai para o médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual, quando um preto velho ou outra entidade chega no terrei- ro, o mesmo trata com tamanho carinho.

- O Segundo sorriso é pelas “crianças” que em muitas ocasiões estão presentes nas giras,

ambiente de alegria, amor e muito carinho, vai para aquelas pessoas que vem em busca da

Paz para si e a todos os que estão a sua volta.

- O Terceiro sorriso é pelos médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela casa de nosso Pai Olórum, que chegam cedo para ajudar, os que vêm fora dos dias de trabalho para orga- nizar a casa pela sua própria vontade e que muitas das vezes são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos também a saírem.

- O Quarto sorriso é pela assistência, quando olhamos para eles e vimos através de seus o-

lhares, humildade, solidariedade, igualdade e vontade de receber a caridade, pois, estes olha- res são de sentimentos que brotam em nossos corações.

- O Quinto sorriso é pelo consulente que vem até junto de nós e fala: HOJE MEU PRETO

VELHO, NÃO VIM PARA PEDIR E SIM PARA AGRADECER AO NOSSO PAI OXALÁ

POR

TUDO

QUE

RECEBI.

- O Sexto sorriso é pelo zelo com que o dirigente, tem por nossa mãe UMBANDA, pelos seus

irmãos,

vezes,

por

é.

por

humildade

muitas

sua

tamanha

não

sabem

a

tamanha

referência

que

- O Sétimo sorriso é por agradecimento aos Orixás e seus mensageiros, pois, é por intermé-

dio deles que Zambi, nos da oportunidade de poder-mos praticar a caridade e elevar-nos em

nossa vida espiritual.

Jongo - O Avô do Samba

Jongo - O Avô do Samba O Jongo é uma manifesta- ção cultural. Essencial- mente rural,

O Jongo é uma manifesta- ção cultural. Essencial- mente rural, diretamente associada à cultura africa- na no Brasil e que influiu poderosamente na forma- ção do samba carioca e da cultura popular brasileira como um todo. Segundo os jongueiros, o jongo é o "avô" do samba.

Origens

Inserindo-se no âmbito das chamadas 'danças de umbigada' (sendo portan- to aparentada com o 'Semba' ou 'Masemba' de Angola), o Jongo foi trazi- do para o Brasil por ne- gros bantu, sequestrados para serem vendidos co- mo escravos nos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, região compre- endida hoje por boa parte do território da República de Angola.

Composto por música e dança características (jongoo), animadas por

poetas que se desafiam

por meio da improvisação, ali, no momento, com cantigas ou pontos e

nigmáticos, o Jongo tem, provavelmente, como u- ma de suas origens (pelo

menos no que diz respeito

à estrutura dos pontos

cantados) o tradicional

j o

o

de adivinhas angolano, denominado Jinongonon-

go.

g

Apesar de ser uma ex-

pressão da religião, man- tém como um traço es-

sencial de sua linguagem

a presença de símbolos

que possuem função su- postamente mágica ou sa- grada, provocando, se- gundo se acredita, fenô-

menos mágicos. Desse modo, o fogo serve para

afinar os instrumentos e também para iluminar as almas dos antepassados; os tambores são consa- grados e considerados co- mo ancestrais da própria comunidade; a dança em

círculos com um casal ao centro remete à fertilida- de; sem esquecer, é claro,

as ricas metáforas utiliza-

das pelos jongueiros para

compor seus "pontos" e cujo sentido permanece inacessível para os não- jongueiros.

Há comunidades, como a favela da Rocinha, que re- latam que antigamente não poderiam participar

do jongo mulheres e cri-

anças. Outras comunida- des relatam que a partici- pação sempre fora aberta

a homens e mulheres.

Dentre as importantes

jungueiras mulheres, cita-

se Clementina de Jesus.

Em qualquer caso, a valo- rização da ancestralidade toma forma de um grande respeito aos mais velhos, também chamados "jongueiros cumba", pois

a idade é relacionada,

nesse contexto, à grande sabedoria e poder. Isso é dito em metáforas como a qual narra que um jon- gueiro cumba, certa vez, plantou uma bananeira no início da noite da festa do jongo e, ao amanhecer, todos colheram bananas maduras.

Pesquisas históricas indi- cam que o Jongo possui, na sua origem, relações com o hábito recorrente das culturas africanas de

expressão bantu, durante o período colonial, de cri- ar diversas comunidades organizadas internamen- te, dentre

expressão bantu, durante

o período colonial, de cri-

ar diversas comunidades organizadas internamen-

te, dentre as quais pode- mos citar até mesmo ir- mandades católicas, como

a Congada. Estas fraterni-

dades tiveram importante papel na resistência à es- cravidão, como modo de comunicação e organiza- ção, até mesmo compran- do e alforriando escravos.

Características

Dançado e cantado outro- ra com o acompanhamen- to de urucungo (arco mu-

sical bantu, que originou

o

atu-

al

berimbau), viola e pand

eiro, além de três tambo- res consagrados, utiliza- dos até os nossos dias, chamados de Tambu ou 'Caxambu', o maior - que dá nome a manifestação em algumas regiões - 'Candongueiro', o menor e

o tambor de fricção 'Ngo-

ma-puíta' (uma espécie de cuíca muito grande), o Jongo é ainda hoje bas- tante praticado em diver- sas cidades de sua região original: o Vale do Paraí- ba na Região Sudeste do Brasil, ao sul do estado do Rio de Janeiro e ao norte do estado de São Paulo e Região das Minas

e das fazendas de Café

em Minas Gerais, onde também é chamado "Caxambu". Entre as di- versas comunidades que mantêm (ou, até recente- mente, mantiveram) a prática desta manifesta- ção, pode-se citar, como exemplo, as localizadas na periferia das cidades de Valença, Vassouras, Pa raíba do Sul e Barra do Pi- raí (Rio de Janeiro) além de Guaratinguetá e Lagoi nha (São Paulo), com re- flexos na região dos ri- os Tietê, Pirapora e Piraci- caba, também em São Paulo (onde ocorre uma manifestação muito se- melhante ao Jongo conhe- cida pelo nome de 'Batu- que') e até em certas lo- calidades no sul de Minas Gerais.

Na cidade do Rio de Ja- neiro, a região compreen- dida pelos bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, já nos anos imedia- tamente posteriores à- abolição da escravatura, centralizou durante muito tempo a prática desta ma- nifestação na zona rural da antiga Corte Imperial, atraindo um grande nú- mero de migrantes ex-

escravos, oriundos das fa- zendas de café do Vale do Paraíba. Entre os precur- sores da implantação do Jongo nesta área se des-

t a c a r a m

e x -

escrava Maria Teresa dos Santos muitos de seus pa- rentes ou aparentados a- lém de diversos vizinhos da comunidade, entre os quais Mano Elói (Eloy An-

thero Dias), Sebastião

a

os quais Mano Elói (Eloy An- thero Dias), Sebastião a Sebastião Mulequi- nho e Tia Eulália,

Sebastião Mulequi- nho e Tia Eulália, todos eles intimamente ligados

a fundação da Escola de

A partir de meados da dé-

cada 70, no mesmo Morro da Serrinha, o músi- co percussionista Darcy Monteiro 'do Império' (mais tarde conhecido co-

mo Mestre Darcy), a partir dos conhecimentos assi- milados com sua mãe, a rezadeira Maria Joana Monteiro (discípula de Vó Teresa), passando a se dedicar à difusão e a re- criação da dança em pal- cos, centros culturais e universidades, estimulan-

m e i o

de oficinas e workshops, a formação de grupos de admiradores do Jongo que, embora praticando apenas aqueles aspectos mais superficiais da dan- ça, deslocando-a de seu âmbito social e seu con- texto tradicional original, dão hoje a ela alguma projeção nacional.

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p o r

Ainda no âmbito da cida- de do Rio de Janeiro, é digno de nota também o 'Caxambu do Salgueiro', grupo de Jongo tradicio- nal que, comandado por

por Mestre Geraldo, animou, pelo menos até o início da década de 1980, o Morro do Salgueiro, no bairro da Tijuca e era composto por figuras históricas daquela comuni- dade, entre as quais Tia Neném e Tia Zezé, famosas integrantes da ala das baianas

Encontros de Jongueiros

Em 1996 aconteceu no município de Santo Antônio de Pádua (RJ), o I Encontro de Jongueiros, resultado de um projeto de extensão da Universidade Federal Fluminen-

se (UFF), desenvolvido pelo campus avançado que a universidade possui neste muni-

cípio. Deste encontro participaram dois grupos de jongueiros da cidade e mais um de Miracema, município vizinho. A partir daí, o encontro passou a ser anual. Hoje,

cerca de treze comunidades jongueiras participam deste Encontro.

O XII Encontro de Jongueiros, realizado nos dias 25 e 26 de abril de 2008

em Piquete (SP), recebeu a participação de 1000 jongueiros das cidades

de Valença (Quilombo São José), Barra do Piraí, Pinheiral, Angra dos Reis, Santo An-

tônio de Pádua, Miracema, Serrinha, Porciúncula, Quissamã, Campos dos Goytaca- zes, São Mateus, Carangola, São José dos Campos, Guaratinguetá, Campinas e Pique-

te.

Em 2000, durante a realização do V Encontro de Jongueiros, em Angra dos Reis, foi criada a Rede de Memória do Jongo e do Caxambu, com o objetivo de organizar as comunidades jongueiras e fortalecer suas lutas por terras, direitos e justiça social.

Fonte Wikipédia

de organizar as comunidades jongueiras e fortalecer suas lutas por terras, direitos e justiça social. Fonte
de organizar as comunidades jongueiras e fortalecer suas lutas por terras, direitos e justiça social. Fonte

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