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Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2012 – Nº 4.492

NEGÓCIOS & FINANÇAS

RelatórioReservado

EDITADO POR INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO

Editores: Claudio Fernandez . Alexandre Falcão Redação: (0xx21) 2509-5399 / Fax (0xx21) 2516-1956 Assinaturas: www.relatorioreservado.com.br / (21) 2549-1173 / atendimento@relatorioreservado.com.br.

Ishikawajima

A Ishikawajima nego-

cia um acordo com a sul- coreana Daewoo para a construção de um estaleiro no Brasil. Sinal de apreen- são para o Atlântico Sul. Será que, mesmo assim, os japoneses vão levar adiante o plano de comprar uma participação no esta- leiropernambucano,doqual já são parceiros tecnológi- cos? Consultada, a Ishika- wajima não se manifestou.

Lemann & Bush

Jorge Paulo Lemann te- ria convidado George Bush, filho, para ser conselheiro da 3G Capital, que reúne diversos negócios interna- cionais do ex-banqueiro, como o Burger King. N.R. Se o convite for realmente aceito, já se sabe quem vai boquirrotar por aí a paternidade da chancelaria: o velho e bom Mario Garnero de sempre, que vende como seu peixe a franquia dos Bush.

Polo Capital

A Polo Capital redese-

nhou seus planos para o antigo Hotel do Frade, em Angra dos Reis. Em vez de apenas residências, o es- paço vai abrigar um hotel de luxo. O aporte deverá che-

gar a R$ 80 milhões.

Mil e uma noites

A Emirates Airlines

vai dobrar a aposta no Brasil. Estuda montar sua própria agência de viagens por estas bandas.

Argamassa

Ogovernoestudanovas

medidas para estimular o setor de material de cons- trução. Novas é força de expressão. De uma das mãos, as empresas do se- tor devem ganhar mais in- centivos fiscais: da outra, um aumento das linhas de crédito do BB e da Caixa.

Heineken e Petrópolis bebem do avesso da lógica

Em condições normais de temperatura do chope e de pres- são da serpentina, tudo levaria a crer que as propaladas negocia- ções entre a Heineken e a Petrópolis terminassem, inevi- tavelmente, na venda da empre- sa brasileira. Mas, como dizia Hitchcock, às vezes é preciso jogar a lógica pela janela para que a imaginação prevaleça. Neste caso, as gestões entre as duas companhias podem ter um desfecho surpreendente e resul- tar no surgimento de um bicho inusitado, totalmente inespera- do, um ornitorrinco cervejeiro. Em vez da venda da Petrópolis para a Heineken, ocorreria uma fusão entre a empresa de Walter Faria e a operação dos holande-

ses no Brasil. Nesta genética feita de cevada e espuma, con- trariando todas as previsões a Heineken seria a parte recessi- va, ou seja, o sócio minoritário. Pela sua posição no mercado brasileiro, leia-se volume de ven- das, número de fábricas e até mesmo valor intangível de suas

marcas, caberia à Petrópolis ser

o gene dominante. As próprias circunstâncias do mercado deveriam empurrar

as duas empresas nesta dire- ção. Hoje, é muito difícil comprar

a Petrópolis. Walter Faria goza

deumasituaçãoconfortável.Tem levado vantagem na disputa par- ticular com Kirin/Schincariol

pelo segundo lugar do ranking do setor. Ao mesmo tempo, conseguiu imprimir um ritmo de expansão, leia-se, principalmen- te, a sucessiva construção de fábricas, que só valoriza o seu ativo. Ou seja: Faria pode espe- rar pela proposta das propostas das propostas. Não tem pressa. Muito menos a pressa que os holandeses têm. Gigante mundial do setor, a Heineken ainda joga como time pequeno no Brasil. Tem pouco mais de 5% de market share – menos da metade da participa- ção da cervejeira brasileira. Sua

operação por estas bandas re- sume-se praticamente à Kai- ser, o que não é exatamente o melhor dos cartões de visita. Agora mesmo os holandeses estão envolvidos em mais uma tentativa de reanimação da combalida marca, com ações que vão de financiamento para

a expansão dos distribuidores

a maiores investimentos nos

pontos de venda. Por estas razões, a estranha espécie eventualmente criada a

partir do cruzamento da Petrópo-

lis com a Heineken poderia, por

mais incrível que pareça, acomo- dar os interesses de parte a par-

te. Walter Faria permaneceria com o controle do negócio, como

sempre foi seu desejo, com o bônus de ter um sócio de altíssi- mo teor financeiro ao seu lado. O

acordotambémfuncionariacomo

uma operação cleaner, uma lim- peza na imagem institucional da Petrópolis. A associação com a Heineken daria um verniz corpo- rativo que a cervejeira brasileira nunca teve. Além disso, Faria ainda poderia tirar onda com o

discurso de mais uma vitória da

empresa privada nacional. Já a Heineken, ao mandar a lógica às favas e se deixar engo-

lir pela Petrópolis, daria um gran-

de salto no Brasil. Praticamente

triplicaria sua participação de mercado, com mais de 17%. Nada que ameace a liderança inconteste da AmBev. Mas a nova empresa se consolidaria como a vice-líder do setor, dei- xando os japoneses de Itu no meio da estrada, sob um colari- nho de poeira. Os holandeses

manteriam um acordo para ga- rantir a distribuição de suas mar- cas em situação ainda mais van- tajosa. Ao mesmo tempo, a He- ineken preservaria sua estratégia geoeconômica de fincar bandeira nos mercados-baleia. Mas são tão diferentes as culturas e tan- tas idiossincrasias, que é mais

provávelquesobremuitaespuma

e pouca cerveja nesse copo.

Amazon

A Saraiva não é o

único alvo da Amazon no Brasil. Os norte-america- nos também estão de olho na Livraria Cultura. Res- salte-se que a tradução desta obra tem tudo para ficar a cargo do executivo Mauro Widman, que co- nhece a língua das duas empresas. Ex-Cultura, Widman assumiu a área de e-books da Amazon.

Consultada, a Livraria

Cultura declarou "não co- mentar especulações".

Soro na veia

O EMS, do empresá-

rio Carlos Sanchez, es- taria negociando a com- pra do laboratório Helax Istar, especializado na produção de soro. A em- presa tem fábrica em Goiás. Procurada, a EMS não retornou. Já a Halex Istar informou não "ter nada a declarar".

Pela raiz

Extinguir a Embrapa Internacional, vá lá. Mas por que cargas d’água o próprio ministro da Agri- cultura, Mendes Ribeiro, fez tanta questão de man- dar abrir uma sindicância

e só dar explicações so- bre sua decisão após o pente-fino na estatal?

Petrobras

A Petrobras estuda a

venda de sua participação de 70% em um bloco de petróleo na Líbia, parceria com a australiana OSL. O motivo nem é a instabilida- de política no país africano, mas a necessidade da es- tatal de se desfazer do ex- cesso de peso para fazer frente ao seu plano de in- vestimentos no Brasil. Pro- curada, a Petrobras infor- mou que "está constante- mente analisando oportuni-

dades de negócios alinha- das ao seu planejamento."

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