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Antiguidade: Creta

Antiguidade: Creta A primeira civilização a se estabelecer no mundo grego nasceu em Creta e floresceu

A primeira civilização a se estabelecer no mundo grego nasceu em Creta e floresceu de 2700 a 1400 A.C. Os cretenses dominavam os metais e constituíram uma civilização que chegou ao mar Egeu (localizado no Mediterrâneo Oriental entre a Grécia e a Turquia com inúmeras pequenas ilhas) vindo do Oriente Próximo.

O período faz parte da chamada Idade do Bronze.

Contemporânea às civilizações Egípcia (agricultura) e Mesopotâmica (comércio), a civilização Cretense baseava-se

Contemporânea às civilizações Egípcia (agricultura) e Mesopotâmica (comércio), a civilização Cretense baseava-se no poder comercial e marítimo, e sua história pode ser dividida em três etapas:

Primeiro Minóico ( até 2.000 a.C.) Minóico Médio ( de 2.000 a 1.700 a.C.) Minóico Tardio ( de 1.700 a 1.450 a.C.)

Primeiro Minóico ( até 2.000 a.C.) Minóico Médio ( de 2.000 a 1.700 a.C.) Minóico Tardio

Por volta de 2000 a.C. construíram grandes palácios, entre os quais o mais famoso foi o de Minos em Cnossos. Apesar do domínio de metais preciosos, sua arte é antes de tudo prática e utilitária, destacando-se a cerâmica, a pintura decorativa, pequenas esculturas naturalistas e o trabalho de gravação de pedras preciosas e metais.

e o trabalho de gravação de pedras preciosas e metais. Vaso com desenho de polvo (1500
e o trabalho de gravação de pedras preciosas e metais. Vaso com desenho de polvo (1500

Vaso com desenho de polvo (1500 a.C.) cerâmica. Este pequeno frasco, chamado taça de alça é um belo exemplar do estilo marinho empregado na pintura de vasos cretenses. A superfície é pintada com a representação de um polvo que nada entre algas, coral e conchas; um naturalismo vivo é combinado com excelente senso decorativo.

As pinturas, esculturas, vasos e objetos de luxo eram feitas por artistas (artesãos cretenses). A arte, para os gregos, sempre teve um sentido utilitário, sendo difícil diferenciar o artista do artesão.

Palácio de Cnossos (1650 a.C.) 4
Palácio de Cnossos (1650 a.C.) 4

Palácio de Cnossos (1650 a.C.)

A arquitectura Creto-Micénica apresenta em seu repertório grandes palácios labirinticos, como o palácio do rei

A arquitectura Creto-Micénica apresenta em seu repertório grandes palácios labirinticos, como o palácio do rei Minos na cidade de Knossos em Creta.

Um palácio cretense compõe-se de um complexo conjunto de dependências, verdadeiramente labiríntico, o que talvez tenha dado origem à lenda do Labirinto de Creta, devido ao herói Teseu e ao Minotauro.

Labirinto de Creta, devido ao herói Teseu e ao Minotauro. O palácio de Cnossos ergue-se sobre

O palácio de Cnossos ergue-se

sobre uma ampla esplanada, sem

muralha de defesa, e desenvolve-

se à volta de um grande pátio

rodeado de pórticos. Dá acesso a este pátio uma porta monumental com colunas, possível origem do propileu. À volta do pátio dispõem-se quartos retangulares, chegando-se a eles por estreitos corredores. Na parte nobre, situam-se uma sala de recepção e a grande sala do trono, caracterizada pela colocação de um trono de pedra e detrás desta grande sala encontram-se as habitações privadas, algumas de dois andares, e entre elas, as

destinadas às mulheres da corte, formando uma série de pequenas câmaras retangulares.

Palácio de Cnossos (Vista parcial dos aposentos reais). As colunas vermelhas com seus capitéis negros

Palácio de Cnossos (Vista parcial dos aposentos reais).

As colunas vermelhas com seus capitéis negros acolchoados, são reconstruções em concreto das colunas originais de madeira. Os aposentos desta área parecem apartamentos particulares; salas de recepção, dormitórios, salas de banho e dependências sanitária foram identificados.

de banho e dependências sanitária foram identificados. As pinturas, mostrando grifos numa paisagem, são

As pinturas, mostrando grifos numa paisagem, são restaurações modernas baseadas em fragmentos achados nas escavações. A decoração da sala do trono pertence a um período tardio do palácio.

A Deusa das Serpentes (1600 a.C. Bronze). Museu de Heráclion, Creta. Esta estatueta, de uma
A
Deusa
das
Serpentes
(1600
a.C.
Bronze).
Museu
de
Heráclion, Creta.
Esta estatueta, de uma mulher que segura
serpentes nas mãos, foi achada no Palácio de
Cnossos.
Não se sabe ao certo se pertence a uma deusa,
uma rainha ou uma sacerdotisa.
A vestimenta é típica da mulher cretense da corte,
com seios desnudos, cintura fina e longas saias de
babado.
Casa em Delos
A pequena ilha de Delos, situa-se
aproximadamente no centro do grupo de ilhas
do Mar Egeu

1- Pátio com peristilo 2- Sala de recepções 3- Quartos 4- Poço 5- Latrina

Período Micênico (1450 - 1200 a.C.)

Tanto na arquitetura cretense como na micênica, a pedra é o material preferencial. Algumas vezes em grandes blocos desbastados ou, em outras, finamente talhados, são retiradas das pedreiras por meio de cunhas de madeira. Os blocos eram colocados irregularmente, ainda que, em alguns casos, encontremos paredes regulares com blocos dispostos em fiadas, com emprego, por vezes de ligaduras de bronze. Empregava-se também a taipa ou terra, com reforços de madeira, utilizando-se, como no Egito, terra ou barro líquido como aglutinante.

como no Egito, terra ou barro líquido como aglutinante. A Grande Porta do Leão em Micenas,

A Grande Porta do Leão em

Micenas, que é a entrada principal da

cidadela, é o primeiro exemplar de escultura monumental ligada à arquitetura encontrado no mundo grego. A entrada majestosa, com suas enormes vergas de pedra, é emoldurada por um relevo que mostra dois leões ladeando uma coluna e o entablamento.

Os leões e a coluna têm caráter

minóico, mas a escala da concepção

arquitetônica é micênica.

As grandes cidadelas de Micenas, Tirinto e outras adquiriram no séc. XIV a sua forma atual. Os locais são caracterizados pelas maciças muralhas defensivas construídas em torno ao palácio real, para servir de refúgio em caso de perigo. Essas muralhas eram feitas de grandes blocos quadrados de alvenaria comum, ou de enormes blocos de talho irregular cuidadosamente encaixados para dar a aparência de uma superfície nivelada; os gregos clássicos acreditavam que os Cíclopes haviam construído as muralhas. Em Tirinto, "as muralhas mais ciclópicas de toda a Grécia" chegavam a ter 17,5 m de espessura.

Antiguidade: Grécia

Antiguidade: Grécia Civilização Grega A civilização grega tem a sua origem em torno do mar Egeu,

Civilização Grega

A civilização grega tem a sua origem em torno do mar Egeu, tento como seus antecedentes imediatos a cultura creto- micênica. Os povos gregos foram ocupando as ilhas do Egeu, incluindo a grande ilha de Creta e as regiões da Grécia continental, até ao norte: Ática, Tessália e Macedónia. Estenderam-se também até ao Mediterrâneo colonizando a Silícia e o Sul da Itália, chegando ao norte de África conquistando o Egipto.

Desde seu primeiro aparecimento no âmbito da civilização mediterrânea, a sociedade grega se funda no pensamento de um perfeito equilíbrio entre humanidade e natureza: nada existe na realidade que não se defina ou tome forma na consciência humana. Aristóteles explicará que o primeiro estágio da "política" é a família (oikía), o segundo é a aldeia (koinè), o terceiro é a cidade (pólis). As próprias leis do Estado têm seu fundamento nas leis naturais; e "natural" é o fundamento da lógica e da ciência, da moral e da religião. Mas nem por isso a vida é equilíbrio imóvel, estagnação; é antes aspiração contínua a uma condição ideal, de perfeita liberdade "natural“.

Por esse ideal de liberdade a Grécia combaterá longamente o império persa, última forma do obscuro despotismo asiático; e essa longa luta histórica nada mais será do que o resultado da mítica luta de liberação da consciência dos opressivos terrores do mundo pré-histórico e proto-histórico, com suas ameaçadoras potências sobrenaturais. Dessa contínua luta, mítica e histórica, pela libertação da consciência e pelo límpido conhecimento do real, a arte figurativa é, mais ainda do que um testemunho, um fator essencial.

Costuma-se dividir o desenvolvimento histórico da arte grega em três períodos:

Arcaico, do século VII ao fim do VI a.C.; Clássico, até a metade do IV a.C.; Helenístico, até a metade do século I a.C.

Essa divisão esquemática reflete o tradicional conceito evolucionista, segundo o qual o período clássico deveria ser considerado como o momento do apogeu, precedido por uma fase de preparação ou de progresso e seguido por outra de declínio ou dissolução. Cada situação histórica deve ser avaliada no seu significado próprio e não somente em relação a outras. Todavia, a fase central, dita clássica, produziu obras de tão alto nível que podem ser consideradas pela posteridade como exemplos de perfeição absoluta, podendo pois constituir o fundamento de uma teoria da arte ou da estética.

Koré (Museu de Acrópolo; Atenas; 150 cm; 530 a.C.). P. Arcaico Hermes de Praxíteles P.

Koré (Museu de Acrópolo; Atenas; 150 cm; 530 a.C.). P. Arcaico

(Museu de Acrópolo; Atenas; 150 cm; 530 a.C.). P. Arcaico Hermes de Praxíteles P. Clássico Vitória

Hermes de Praxíteles P. Clássico

cm; 530 a.C.). P. Arcaico Hermes de Praxíteles P. Clássico Vitória de Samotrácia (Museu do Louvre;

Vitória de Samotrácia (Museu do Louvre; P. Helenístico

A Grécia era uma cidade clássica que aplicava os princípios de racionalidade e de

sociabilidade, sendo caracterizada por uma estrutura de ordem geométrica, dividida em

três partes:

A sagrada, onde se situavam os principais templos e santuários na Acrópole;

A pública ou Ágora (praça pública, onde se situavam os mercados, teatros e estádios e se discutia política e filosofia) e

A zona privada formada por bairros residenciais.

A mitologia grega era também muito importante na vida desta civilização, pois era

através dos mitos e lendas que os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos

importantes.

A nível da arte a Grécia caracteriza-se pela arquitectura, escultura e cerâmica. A

arte deixa de ser exclusivamente funcional, ou ao serviço de Deus e passa a destinar-se a proporcionar prazer estético. Chegaram até a criar noções básicas de proporção, composição e ritmo, pelas quais se devia reger qualquer composição formal de modo a obter um todo harmónico. Apesar de ser o “berço da democracia”, esta era ainda imperfeita e muito controlada, já que dos cerca de 300 mil habitantes de Atenas, apenas cerca de 40 mil possuíam direitos políticos. Os estrangeiros (metecas), as mulheres e os escravos não participavam nas discussões nem tinham direito a decidir os destinos da polis.

É sobre esta cultura e principalmente, sobre a arte deste país que vou abordar no desenvolvimento do trabalho, procurando conhecer e dar a conhecer o “berço da civilização”, a Grécia Antiga.

Arquitectura Grega

Desde estes tempos remotos que predominava um tipo específico de construção:

o templo. Um templo era considerado a morada de um deus e esta variava de acordo com as

preferências e as tradições locais. No início, o templo era constituído por uma única sala ou cabana e as paredes eram de tijolos secos ao sol. No exterior ficava o altar, destinado

a sacrifícios de animais. Pouco a pouco, as colunas foram surgindo no interior destes edifícios e, em seguida, marcaram o seu lugar nas fachadas (a toda a volta ou apenas nas pontas). Eram

essas colunas que ajudavam a sustentar a cobertura. Por último, no fim do século VII a.C.,

o corpo principal do santuário era totalmente rodeado por uma única fila de colunas. O

peristilo era exclusivo da arquitetura grega e seria uma das suas principais características.

Os templos apresentavam sempre uma planta rectangular, com um telhado de duas águas. Era uma estrutura ao mesmo tempo simples e harmoniosa.

A Construção da Cobertura

tempo simples e harmoniosa. A Construção da Cobertura Na arquitetura grega, os lintéis de madeira (vigas

Na arquitetura grega, os lintéis de madeira (vigas horizontais) serviam de suporte a pesadas vigas transversais, que serviam de apoio a contrafortes e a vigas inclinadas. Os vãos não podiam ser grandes, a menos que se erguessem colunas no interior. Mais tarde, os elementos de madeira passariam a ser de pedra.

O Templo: Formas e Elementos

O objetivo dos Gregos era aperfeiçoar os seus edifícios de todas as maneiras possíveis, mas fizeram-no lentamente e sem alterar as componentes essenciais peristilo, pórtico, pronaos, naos e opistodomo. A Naos era um espaço cerrado reservado para guardar a estátua do Deus a quem o templo era dedicado; o pronaos era um espaço semi-aberto porticado que antecede a naos, completado, na parte posterior, por uma sala com o nome de opistodomo.

na parte posterior, por uma sala com o nome de opistodomo. Quanto a forma e utilização

Quanto a forma e utilização dos espaços podemos classificar as plantas dos templos da seguinte maneira:

1. Antas: caracteriza-se por ter muros laterais que abarcam o Pronaos;

as plantas dos templos da seguinte maneira: 1. Antas: caracteriza-se por ter muros laterais que abarcam

2.

Anfiantas: caracteriza-se por ter muros laterais que abarcam o pronaos e o opistódomo

por ter muros laterais que abarcam o pronaos e o opistódomo 3. Próstilo: nesta planta o

3. Próstilo: nesta planta o pronaus aparece como uma galeria colunada e aberta lateralmente;

aparece como uma galeria colunada e aberta lateralmente; 4. Anfipróstilo: nesta planta a galeria colunada repete-se

4. Anfipróstilo: nesta planta a galeria colunada repete-se no espaço correspondente ao Opistodomo;

lateralmente; 4. Anfipróstilo: nesta planta a galeria colunada repete-se no espaço correspondente ao Opistodomo; 16

5.

Períptero: a galeria colunada rodeia o espaço interior do templo, que se apresenta fechado por muros laterais.

do templo, que se apresenta fechado por muros laterais. 6. Dípteros: a planta tem uma dupla

6. Dípteros: a planta tem uma dupla galeria colunada rodeando o núcleo interior do templo.

por muros laterais. 6. Dípteros: a planta tem uma dupla galeria colunada rodeando o núcleo interior

As Ordens

As realizações gregas no campo da arquitectura foram identificadas, com a criação das três ordens arquitectónicas clássicas: Dórica, Jónica e coríntia. A Dórica pode considerar-se a ordem fundamental, pois é a mais antiga e mais nitidamente definida que a Jónica.

é a mais antiga e mais nitidamente definida que a Jónica. A ordem dórica é a

A ordem dórica é a mais simples e mais antiga, caracterizando-se pelo capitel liso e pelo facto de a coluna não ter base. As suas características são a masculinidade, a força e a solidez.

características são a masculinidade, a força e a solidez. A ordem jónica é considerada a mais
características são a masculinidade, a força e a solidez. A ordem jónica é considerada a mais

A ordem jónica é considerada a mais elegante. O seu

capitel é formado por uma espécie de “caracóis”, a que se dá o nome de volutas. A coluna é mais fina e tem base. As

características principais da ordem jônica eram a feminilidade, a elegância e a beleza, devido ao fato de ela

se inspirar nas proporções do corpo feminino.

A ordem coríntia é muito parecida com a ordem jónica. A diferença está no capitel, que aqui apresenta uma decoração a lembrar folhas de acanto (uma planta decorativa).

Ordem arquitectónica

Uma ordem arquitectónica, dentro do contexto da arquitetura clássica, é um sistema arquitectónico que afecta o projeto de um edifício dotando-o de características próprias e associando-o a uma determinada linguagem e a um determinado estilo histórico. Compreende o conjunto de elementos previamente definidos e padronizados que, relacionando-se entre si e com o todo de um modo coerente, conferem harmonia, unidade e proporção a um edifício segundo os preceitos clássicos de beleza.

de um modo coerente, conferem harmonia, unidade e proporção a um edifício segundo os preceitos clássicos

Partes constituintes de um Templo em Alçado

Na estrutura dos templos, podemos identificar vários elementos:

1. Envasamento ou plataforma escalonada;

2. Coluna;

3. Entablamento;

ou plataforma escalonada; 2. Coluna; 3. Entablamento; não cilíndrica, assenta sobre um estilóbato, que é, por

não

cilíndrica, assenta sobre um estilóbato, que é, por

sua

de um pavimento

chamado estereóbato (envasamento).

A coluna

vez,

o

circular

terceiro

e

estriada,

embora

degrau

A coluna divide-se em:

1. Base

2. Fuste

3. Capitel

A coluna Dórica não tem base, ela consta de um

fuste (percorrido por esterias verticais, chamadas caneluras) e do capitel, formado pelo Équino ou Coxim, talhado como uma almofada, e por uma laje quadrada, o Ábaco. As colunas são separadas entre si, por uma distância chamada intercolúnio, diferentes de templo para templo. Nalguns casos, o cálculo do intercolúnio é feito com tal precisão que, apesar de a distância entre as colunas angulares e as que imediatamente se lhe seguem não ser igual à das restantes colunas entre si, a sensação de distância e de verticalidade (as colunas angulares não são completamente verticais) é a mesma para todo o conjunto.

O capitel é a extremidade superior de uma coluna, de um pilar ou de uma pilastra,

cuja função é permitir que o peso caia sobre o fuste.

cuja função é permitir que o peso caia sobre o fuste. O Entablamento, a mais complexa

O Entablamento, a mais complexa das três unidades fundamentais, compreende:

1. Arquitrave (série de blocos de pedra assentes directamente sobre as colunas);

2. Friso (com tríglifos e métopas- na ordem dórica);

3. Cornija.

A arquitrave é uma trave horizontal que se apóia em duas ou mais colunas, cuja

origem remonta à arquitetura clássica, mas que continuou presente em quase todos os

estilos dela derivados.

O Friso é, em arquitetura, a parte plana do entablamento, entre a cornija e a arquitrave. Nele podemos encontrar dois componentes, a Métopa e o Tríglifo. A métopa é um espaço existente entre dois tríglifos de um friso dórico; inicialmente era liso, depois passou a receber ornamentações. O Tríglifo é um elemento arquitetônico do entablamento dórico com dois sulcos (glifos) inteiros centrais, dois meio-sulcos e uma faixa no cume.

Nas alas, a cornija é horizontal, nas fachadas (anterior e posterior), subdivide-se para emoldurar os triângulos dos frontões. Sobre o entablamento e nos pórticos, o frontão remata o templo. O frontão é um conjunto arquitetônico de forma triangular que decora normalmente o topo da fachada principal de um edifício. No tímpano, o espaço triangular delimitado pela cornija, colocam-se esculturas alusivas aos deuses e às suas façanhas, geralmente relacionadas com o local onde o templo se encontra erigido. Nos vértices do triângulo instalam-se acrotérios.

Acrópole de Atenas

Acrópole de Atenas A Acrópole constituía o centro espiritual de Atenas devido a seus lugares sagrados,

A Acrópole constituía o centro espiritual de Atenas devido a seus lugares sagrados, que testemunhavam a função divina de salvaguarda do Estado. Na Acrópole ficava o altar de Atena e seu templo, mas os edifícios individuais que transformaram a Acrópole na grande maravilha da Grécia datam todos da segunda metade do século, quando Atenas, sobretudo sob a liderança de Péricles, dirigiu para esse propósito as subvenções anuais de seus aliados que haviam concordado em contribuir para a defesa mútua contra a Pérsia.

Pártenon

Templo da arquitectura dórica clássica, edificado no tempo de Péricles, em finais do século V a. C., após a destruição da Acrópole pelos persas. O Pártenon representa o maior templo da renovada Acrópole. Este templo de mármore branco é dedicado a Atena (de Fídias), a deusa da cidade, e está colocado num ponto elevado da colina sagrada que lhe permite dominar toda a cidade. O monumento foi inicialmente construído pelos arquitectos Ictinos e Calícrates. A cobertura era de duas águas; o frontão e o friso foram esculpidos por fídias. Este templo representa a síntese entre a ordem dórica e jónica: a galeria exterior pertence a ordem dórica, mas no interior se utilizaram colunas da ordem jónica.

dórica e jónica: a galeria exterior pertence a ordem dórica, mas no interior se utilizaram colunas

O Propileu

A imagem fundamental da grande Acrópole era de um pórtico de 6 colunas

coroadas por um frontão. Atravessando o pórtico frontal passava-se por um corredor que deixava ver com clareza, a parte superior da Acrópole.

O corredor incluía dois pórticos jónicos de ambos os lados, finalizado por outro

pórtico de 6 colunas, simétrico ao primeiro.

por outro pórtico de 6 colunas, simétrico ao primeiro. 1- Corredor de entrada 2- Pórtico I

1- Corredor de entrada 2- Pórtico I de 6 colunas 3- Pórticos Jónicos do corredor 4- Pórtico II de 6 colunas 5- Alas do Propileus

do corredor 4- Pórtico II de 6 colunas 5- Alas do Propileus O Templo de Atena

O Templo de Atena Niké

Consiste num templo anfiprostilo, ou seja, com dois pórticos nos seus lados menores de 4 colunas cada um. Ergue-se sobre uma plataforma de 4 degraus que realçava a sua posição. Encerra uma pequena cella onde eram guardadas as oferendas aos Deuses.

O Erecteion

Dedicado à deusa Atena, este templo foi colocada no sítio onde, segundo a mitologia grega, Atena teve um desentendimento com Poseidon. No lugar da fachada ocidental apresentam-se dois pórticos, um virado a norte e outro virado a sul, o Varandim das Cariátides, aberto para o Pártenon. O pórtico recebeu aquele nome porque o seu entablamento é suportado por figuras femininas que desempenham a função tradicional das colunas.

nome porque o seu entablamento é suportado por figuras femininas que desempenham a função tradicional das

Arquitectura civil

As cidades-estado gregas existiam três pontos em volta dos quais se desenvolvia a vida das cidades:

1. Ágora ou zona civil onde tinham lugar as actividades sociais;

2. Acrópole ou zona sagrada e o

3. Teatro ou zona de laser.

2. Acrópole ou zona sagrada e o 3. Teatro ou zona de laser. Stoa O centro
Stoa
Stoa

O centro da cidade, a ágora, era uma praça na qual eram representados os símbolos de cidadania. Dentro dela construíram-se pórticos simples Stoa sob cuja sombra se discutiam e celebravam os processos judiciais. Também albergavam a actividade comercial da cidade, se bem que não fosse essa a sua finalidade inicial. Estes pórticos eram construídos e decorados do mesmo modo que os templos, segundo a tradução dórica ou jónica, ou combinando ambos os estilos.

Stoa Aparecem novos temas inspirados nas actividades sociais, onde o poder era representado pelos órgãos

Stoa

Aparecem novos temas inspirados nas actividades sociais, onde o poder era representado pelos órgãos fundamentais:

A assembleia municipal (Pritanias) e,

O conselho (Boulé)

Ambos eleitos pelo conjunto dos cidadãos livres (demos). As respectivas funções davam nome a dois edifícios contruídos em torno da ágora:

O Prytaneion e,

O Bouleterion ou Eclisiasterion.

O

no numerosas assembleias.

bancadas

Bouleterion, era um edifício rectangular

seu

interior

para

a

realização

com

de

O no numerosas assembleias. bancadas Bouleterion, era um edifício rectangular seu interior para a realização com

Aparecem também equipamentos dedicados ao desporto como os estádios em honra de vários deuses, como Zeus (no Santuário de Olímpia) e Apolo (no Santuário de Delfos); os ginásios, edifícios destinados à cultura física; e também os hipódromos que se destinavam a corrida de cavalos.

os hipódromos que se destinavam a corrida de cavalos. Os Teatros Os teatros gregos eram quase

Os Teatros

que se destinavam a corrida de cavalos. Os Teatros Os teatros gregos eram quase tão importantes

Os teatros gregos eram quase tão importantes como os templos. Eram teatros ao ar livre, normalmente instalados na encosta de um monte.

Estes compunham-se de 4 partes principais:

1. Theatron: zona reservada ao auditório que constituía um semicírculo à sua

volta. As filas da frente, com assentos de mármore maravilhosamente esculpidos, eram reservadas aos sacerdotes e aos mais altos dignitários.

2. Orchestra: parte central do teatro reservada ao coro;

3. A skene ou cena, construção que servia simultaneamente como armazém, vestiário e locar onde se posicionavam os atores;

4. Proskenion: palco ou balcão a frente da skene.

A maioria das peças dizia respeito a questões públicas e religiosas, e a ida ao teatro não era apenas divertimento mas também um dever cívico de todos os cidadãos de Atenas.

e a ida ao teatro não era apenas divertimento mas também um dever cívico de todos
e a ida ao teatro não era apenas divertimento mas também um dever cívico de todos

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